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Ponto dos Concursos - Contabilidade_topicos_avançados

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CURSOS ON-LINE – CONTABILIDADE – TÓPICOS AVANÇADOS PROFESSORES VELTER E MISSAGIA

CONTABILIDADE – TÓPICOS AVANÇADOS
Olá, pessoal. Com a autorização para a realização do concurso da Receita Federal, vários candidatos que já fizeram algum tipo de curso de contabilidade (inclusive conosco), ou que estudaram por conta própria, nos solicitaram que realizássemos um curso de revisão, ou de aprofundamento, ou de exercícios, ou de tópicos especiais, enfim, um curso avançado para quem já sabe o básico. Nesse sentido, começamos a elaborar um material que satisfizesse as necessidades dos alunos. A idéia é oferecer um curso de contabilidade para candidatos já iniciados na matéria, ou seja, um curso avançado, de maneira a apresentar aos alunos os principais pontos do programa de forma mais aprofundada, visando ampliar ainda mais o conhecimento, para reduzir as possibilidades de que, na prova, surjam assuntos não vistos antes pelo candidato. Na verdade, é isso que todos querem, não é mesmo? Neste curso pretendemos apresentar e discutir de forma aprofundada, além dos pontos mais “cascudos” do programa, tais como tópicos relacionados à DOAR (origens e aplicações do capital circulante líquido), avaliação de investimentos, reavaliação, tributos nas operações com mercadorias, outros pontos que podem aparecer como novidade nos próximos certames, como bens totalmente depreciados, aquisição de imobilizado na fase préoperacional, reavaliação negativa, vendas por cartão de crédito,
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aquisição de ações próprias, lançamentos na constituição de empresas e vários outros. O curso será ministrado em 10 aulas semanais no total. Ao final de cada aula, além dos exercícios normais de provas, serão apresentadas algumas questões inéditas, simulando questões de concursos e englobando o tema visto na aula. Para aqueles que já assistiram outros dos cursos nossos presenciais, cursos e para de aqueles que participaram on-line contabilidade

introdutória e de contabilidade intermediária neste site trata-se de uma excelente oportunidade de complementar os estudos sobre essa matéria tão importante nos concursos públicos. A seguir, como aula demonstrativa, será apresentada a resolução de uma das questões mais solicitadas dos últimos tempos, que versa sobre DOAR (Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos). Trata-se apenas de resolução de uma questão de prova, um trecho de aula, objetivando dar uma boa idéia ao concursando de como será o nosso curso. Apesar de ser apenas uma questão de prova, a mesma é tão rica em conceitos e procedimentos sobre DOAR que resolvemos inseri-la exatamente nesta aula inaugural gratuita. Procuraremos explicar muito bem cada passo da resolução.

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AULA 0: QUESTÃO 30 DO CONCURSO AFC– STN/2005

Tomemos como exemplo as operações realizadas pela Cia. Comercial de Lixeiras, durante o exercício de 20x4, para elaborar a Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos nos termos da Lei nº 6.404/76. Operações: 01- venda, a vista, de mercadorias por R$ 50.000,00, com lucro de 30% sobre as vendas; 02- compra, a prazo, de móveis e utensílios para uso por R$ 40.000,00; 03- obtenção de empréstimo bancário, com juros de 5%, para pagamento em 30 parcelas iguais de R$ 4.000,00, iniciando-se em 30 de novembro de 20x4; 04- pagamento de R$12.000,00 de hipotecas de longo prazo; 05- recebimento de créditos no valor de R$ 16.000,00, com juros de 8%; 06- registro dos encargos de depreciação no valor de R$ 3.000,00; 07- aumento do capital social em R$ 4.000,00, com realização em dinheiro; 08- venda, a vista, de equipamentos usados por R$ 2.000,00, baixando-se um custo de alienação de R$ 1.200,00; 09- pagamento de despesas gerais no valor de R$ 700,00;

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10-

aumento

do

capital

social

em

R$

5.000,00

para

integralização futura; 11- aquisição de coligação acionária por R$ 25.000,00, para pagamento em 25 parcelas mensais, iguais, a partir de 30/11/x4; e 12- destinação do lucro do período, sendo: R$ 1.380,00 para imposto de renda; R$ 1.000,00 para reservas; e R$ 2.000,00 para pagamento de dividendos. Com base nessas operações a empresa mandou elaborar a Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos, nos termos da Lei nº 6.404/76, a qual, certamente, vai evidenciar os seguintes itens e valores: a) Origens de Recursos no valor de R$ 94.200,00. b) Origens de Recursos no valor de R$ 71.000,00. c) Aplicações de Recursos no valor de R$ 79.000,00. d) Aplicações de Recursos no valor de R$ 60.800,00. e) Redução do Capital Circulante Líquido em R$ 10.200,00.

Resolução:. Bom, pessoal, trata-se de uma questão típica da ESAF. O examinador apresenta uma série de operações ocorridas durante o período, e pede, ao final, qual o efeito total causado pelas transações no capital circulante líquido (CCL). Lembramos que: CCL = AC – PC

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Portanto, já podemos observar que, para sabermos a variação do capital circulante líquido no período, bastaria calcular a variação do ativo circulante e do passivo circulante. Isso não é difícil de analisar em cada uma das transações apresentadas. Porém, esse tipo de caminho para resolver a questão somente nos daria em quanto aumentou ou em quanto diminuiu o CCL. Se chegássemos ao valor de R$ 10.200,00 como redução do CCL, a resposta seria letra E, e tudo estaria bem. Porém, reparem que as alternativas (a leitura atenta das alternativas é fundamental) informam o valor das origens e das aplicações de recursos. Bom, então temos que tomar outro caminho. Precisamos recorrer à Lei das S.A. (e também à doutrina) para saber o que ela define como sendo origens e aplicações). Nesse ponto cabe a transcrição do artigo 188 da Lei 6.404/76. Relembrando:
Art. 188. A demonstração das origens e aplicações dos recursos indicará as modificações na posição financeira da companhia, discriminando: I – as origens dos recursos, agrupadas em: a) lucro do exercício, acrescido de depreciação, amortização ou exaustão e ajustado pela variação nos resultados de exercícios futuros; b) realização do capital social e contribuições para reservas de capital; c) recursos de terceiros, originários do aumento do passivo exigível a longo prazo, da redução do ativo realizável a longo prazo e da alienação de investimentos e direitos do ativo imobilizado. II – as aplicações de recursos, agrupadas em: a) dividendos distribuídos; b) aquisição de direitos do ativo imobilizado; c) aumento do ativo realizável a longo prazo, dos investimentos e do ativo diferido; www.pontodosconcursos.com.br 5

CURSOS ON-LINE – CONTABILIDADE – TÓPICOS AVANÇADOS PROFESSORES VELTER E MISSAGIA d) redução do passivo exigível a longo prazo. III – o excesso ou insuficiência das origens de recursos em relação às aplicações, representando aumento ou redução do capital circulante líquido; IV – os saldos, no inicio e no fim do exercício, do ativo e do passivo circulantes, o montante do capital circulante Líquido e o seu aumento ou redução durante o exercício.

A primeira coisa que devemos nos lembrar ao resolver um exercício sobre DOAR é que o resultado do exercício pode ser lucro ou prejuízo, certo? A lei determina que o lucro do exercício ajustado conforme o artigo 188, I-a é o primeiro item das origens de recursos. Mas e se o resultado ajustado for negativo, ou seja, se tivermos um prejuízo ajustado? A lei silencia quanto a isso, mas não faria sentido termos uma “origem negativa de recursos”. Por esse motivo, reza a boa doutrina que, caso o resultado ajustado seja negativo, este deve ser considerado como aplicação de recursos, apesar de não constar como um dos itens do artigo 188, II. Então, meus amigos, o que vocês têm que fazer é apurar em separado o resultado do exercício, ajustá-lo, e em seguida contabilizá-lo como origem ou aplicação, caso seja positivo ou negativo, respectivamente. Basicamente, analisaremos cada uma das operações, faremos o lançamento, e totalizaremos, ao final, o resultado, as origens e as aplicações. É claro que, na prova, vocês poderão resolver a questão de forma muito mais rápida, fazendo os lançamentos de cabeça e somente totalizando origens e aplicações no papel. Mas

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isso é uma aula de revisão. E ainda por cima, on-line!!! Então temos a preocupação de deixar todos os passos bem claros para os alunos. Vamos lá: 01- venda, a vista, de mercadorias por R$ 50.000,00, com lucro de 30% sobre as vendas; Lucro = 30% x R$ 50.000,00 = R$ 15.000,00 O lançamento é: D – Caixa C – Vendas D – CMV C – Estoques R$ 50.000,00 R$ 50.000,00 R$ 35.000,00 R$ 35.000,00

Conforme o artigo 188 da Lei das S.A., a transação acima somente afeta o CCL por meio do lucro obtido, de R$ 15.000,00, que será lançado no resultado do exercício.

02- compra, a prazo, de móveis e utensílios para uso por R$ 40.000,00; Quando não se fala o prazo de pagamento, deve-se supor sempre o curto prazo. Portanto, o lançamento é: D – Móveis e Utensílios (aumento AP) C – Contas a Pagar (aumento PC) R$ 40.000,00 R$ 40.000,00

Trata-se de uma aplicação de recursos, segundo o artigo 188, II-b

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Isso quer dizer que devemos nos ater apenas à operação de tomada do empréstimo.00 Trata-se de uma ORIGEM de recursos. com juros de 5%. I-c 04. Porém.”.000.00 Parcelas de Longo Prazo: 16 x R$ 4.000.000. e assim sucessivamente.. segundo o artigo 188.000.00 = R$ 64. vocês devem ficar atentos ao enunciado.00 R$ 64.com.000.br 8 .pagamento de R$12.000. iniciando-se em 30 de novembro de 20x4.00 O que poderia pegar aqui seriam os juros.00 = R$ 56. sendo a primeira parcela mensal para 30/11/20x4. Valor do empréstimo: 30 x R$ 4. para pagamento em 30 parcelas iguais de R$ 4..000.pontodosconcursos.00 R$ 56. O lançamento é: www.00. a empresa mandou elaborar. no ato do empréstimo. Parcelas de Curto Prazo: 14 x R$ 4. Assim. sendo a primeira em 31/01/20x6. que diz “com base nessas operações.00 O lançamento é: D – Bancos C – Empréstimos Bancários (PC) C – Empréstimos Bancários (PELP) R$ 120. e não à apropriação dos juros. teremos até o final de 20x5 (curto prazo) um total de 14 parcelas.000.000.00 de hipotecas de longo prazo. e 16 parcelas para a partir de 20x6.000.000.obtenção de empréstimo bancário.00 = R$ 120.CURSOS ON-LINE – CONTABILIDADE – TÓPICOS AVANÇADOS PROFESSORES VELTER E MISSAGIA 03. a segunda para 31/12/20x4.

00 R$ 12.00 R$ 3. segundo o artigo 188.00.000.00 Essa operação gera um efeito negativo no resultado (despesa). II-d 05.280.pontodosconcursos.00 R$ 16. porém não afeta o capital circulante líquido.00 = R$ 1.000.000. 06.recebimento de créditos no valor de R$ 16.280.com.000.000.00 O lançamento é: D – Caixa C – Valores a Receber C – Receita de Juros R$ 17.280. Juros = 8% x R$ 16.00.00 Trata-se de uma aplicação de recursos.00. O lançamento é: D – Encargos de Depreciação C – Depreciação Acumulada R$ 3.000.br 9 .00 R$ 1. Por esse www.00 Essa operação propiciou uma receita de R$ 1.280.000.registro dos encargos de depreciação no valor de R$ 3.000.CURSOS ON-LINE – CONTABILIDADE – TÓPICOS AVANÇADOS PROFESSORES VELTER E MISSAGIA D – Hipotecas a Pagar (PELP) C – Caixa R$ 12. a ser lançada no resultado do exercício. com juros de 8%.

09. Lançamento: D – Despesas Gerais C – Caixa R$ 700.00 R$ 1.00.com. I-b). de equipamentos usados por R$ 2. pois o aumento do capital social veio em forma de aumento do ativo circulante (caixa) 08.00 www. a vista.00. baixando-se um custo de alienação de R$ 1.00 de lucro na operação devem ser lançados no resultado.00.000.000.00.00 R$ 800.00 R$ 700. 07. assim como os R$ 800. a depreciação deve ser expurgada (somada) ao resultado do exercício para a obtenção do resultado ajustado (art.200.venda. pelo valor da venda dos bens do ativo permanente (art. I-c).00.pontodosconcursos.00 A operação acima deve-ser contabilizada como origem de R$ R$ 2. 188.br 10 . porém deduzidos como ajuste. O lançamento é: D – Caixa C – Equipamentos (AP) C – Resultado não-operacional R$ 2. I-a). Trata-se de uma origem de recursos clássica (art.200. 188.000.000. 188. com realização em dinheiro.CURSOS ON-LINE – CONTABILIDADE – TÓPICOS AVANÇADOS PROFESSORES VELTER E MISSAGIA motivo.aumento do capital social em R$ 4.pagamento de despesas gerais no valor de R$ 700.

Não é origem nem aplicação de recursos.000.00 Lançamento: D – Ações de Coligadas C – Valores a Pagar (PC) C – Valores a Pagar (PELP) www. Não houve entrada de recursos na empresa se não houve a integralização.00 Esse lançamento não afeta o CCL.000.com.br R$ 25.000.00 R$ 5.000.aquisição de coligação acionária por R$ 25.000. 10- aumento do capital social em R$ 5.000.000.00 R$ 14. a partir de 30/11/x4. 11. para pagamento em 25 parcelas mensais.000.00 = R$ 14.000.000.00 = R$ 11.00 Parcelas de longo prazo (a partir de 20x6): 11 x R$ 1.pontodosconcursos. Parcelas de curto prazo (até 31/12/20x5): 14 x R$ 1.00. iguais.CURSOS ON-LINE – CONTABILIDADE – TÓPICOS AVANÇADOS PROFESSORES VELTER E MISSAGIA O valor será lançado no resultado.000. Lançamento: D – Capital a Realizar C – Capital Social R$ 5.00 R$ 11.00 11 .00 para integralização futura.

pois o recurso sai do patrimônio líquido e vai para o passivo. O imposto de renda é uma despesa para a empresa. Após todas essas análises individuais.00 para pagamento de dividendos.pontodosconcursos. Primeiramente. 188.br 12 .00 para reservas.380.destinação do lucro do período. ficou fácil contabilizar origens e aplicações.00 A constituição de reservas não afeta o CCL.380. vamos contabilizar o resultado do exercício: www. II-a). R$ 1. e R$ 2. reduzindo o resultado do exercício em R$ 1.com. pois o recurso sai do patrimônio Líquido (LPA) e continua no PL. sendo: R$ 1.000.000.00 para imposto de renda. A destinação dos dividendos é uma aplicação de recursos (art.CURSOS ON-LINE – CONTABILIDADE – TÓPICOS AVANÇADOS PROFESSORES VELTER E MISSAGIA 12.

teremos: RLE (+) Depreciação (-) Lucro nas vendas do AP (=) Resultado Ajustado para DOAR R$ 12.000.00 R$ 3.00 1.280.br 13 .080.080. teremos: www.000.00 800.000.00 1.200.00) R$ 14.com.CURSOS ON-LINE – CONTABILIDADE – TÓPICOS AVANÇADOS PROFESSORES VELTER E MISSAGIA Resultado do Exercício (6) (9) (12) 3.00 700.00 15.00 Contabilizando as origens e aplicações.00 (1) (5) (8) 5.00 12.pontodosconcursos.380.00 17.00 Ajustando o resultado.000.00 (R$ 800.000.

Nos encontramos no curso.000.000.000.200 (positiva) Houve um aumento do CCL de R$ 16.000.000.pontodosconcursos. o objetivo aqui é revisar o máximo de conteúdo possível.000. utilizando apenas os razonetes.00 25. que englobam grande quantidade de conceitos e lançamentos.00 Resposta: Letra C Pessoal.00 14.00 12.br 14 . Porém.000.00 2.200 – 79.000 = 16.00 11. como vocês perceberam.00 APLICAÇÕES (2) (4) (11) (12) 95.) 64. Por isso escolhemos questões como esta.000. vocês devem estar pensando: “mas que questão enorme !!! Que trabalheira !!!” É claro que na prova daria para resolver de forma simplificada.00 3 Finalmente: Variação do CCL = Origens – Aplicações Variação do CCL = 95.200.200.000.00 40.com.200 79.CURSOS ON-LINE – CONTABILIDADE – TÓPICOS AVANÇADOS PROFESSORES VELTER E MISSAGIA ORIGENS (3) (7) (8) (11) (Res. Velter e Missagia www.00 4.00 2. Um abraço a todos.

pontodosconcursos. pois as mercadorias não lhe pertencem mais. isto é. www. a receita da venda deve ser reconhecida desde a realização do negócio. mas já lhe pertence.com. o quê o vendedor fará com as mercadorias do comprador e que não foram retiradas? O vendedor deverá separar as mercadorias do comprador do seu estoque de mercadorias para venda e assume a condição de depositário das mesmas.DIVERSOS Prezados alunos e alunas. tratados em grau de profundidade suficiente para deixá-los em condições de resolver aquelas questões mais “pesadas” ou mesmo aquelas “exóticas” de contabilidade. na tentativa de “adivinhar” aquela questão esdrúxula que a ESAF sempre cobra nos concursos da Receita. quando o adiantamento dos clientes é registrado como passivo exigível. Trata-se de um curso de contabilidade geral com tópicos avançados. Mas. pode ocorrer que o comprador pretende efetuar a compra agora e retirar a mercadoria em outro momento. Assim. além de aprofundar os conteúdos normais de contabilidade.CONTABILIDADE.VENDAS PARA ENTREGA FUTURA Numa operação de compra e venda de mercadorias.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER AULA 1: TÓPICOS ESPECIAIS. justamente. É claro que não abandonaremos os pontos tradicionais. Estamos tratando de caso em que a mercadoria está à disposição do comprador e este somente não a retira do estabelecimento do vendedor por sua conveniência. de imediato. inclusive procedendo a baixa das mercadorias vendidas do seu estoque se estiver adotando o sistema de inventário permanente.CURSOS ON-LINE. Nesse ínterim.br 1 . Salienta-se que neste caso a mercadoria existe e está no depósito ou na posse do vendedor. Será o diferencial no vosso estudo. afinal vocês querem ser aprovados no concurso e não apenas acertar as questões mais difíceis ou exóticas. A partir de hoje começamos um curso novo de contabilidade.DIVERSOS 1 . logo não estamos tratando do caso de venda antecipada em que o reconhecimento da receita ocorre apenas pela entrega das mercadorias ou quando elas passam a existir. não é verdade?!! TÓPICOS ESPECIAIS . Um polimento! Começaremos a aula desta semana. com alguns tópicos especiais. para o vendedor. traremos alguns pontos pouco explorados pela maioria dos livros de contabilidade e na maioria das provas.

CURSOS ON-LINE.pontodosconcursos.000.000. A empresa LIGADONA S/A.000. que está reformando o seu depósito de mercadorias para revenda.00 Percebam que por meio dos lançamentos de nº 2 e 4 é que se faz o controle das mercadorias do comprador.Estoques de Terceiros (AC) R$ 92.000.00. Lançamentos: 1) Pela venda em 01/10/2005: D – Clientes/Caixa/Bancos (Ativo Circulante) R$ 100.00 R$ 92. A vendedora aceita as condições da compradora e o negócio é realizado 01/10/2005.Estoques de Mercadorias (AC) R$ 92. teremos as seguintes implicações contábeis na operação.00 3) Pela baixa dos estoques vendidos em 01/10/2005: D – CMV (Conta de Resultado) C .CONTABILIDADE.00 C – Vendas de Mercadorias (Resultado) R$ 125. Desconsiderando a incidência de tributos na operação.000. lançou uma promoção de vendas concedendo desconto de 20% sobre o preço normalmente praticado com a mesma mercadoria.000.000.00 4) Em 12/11/2005.000.00 D – Descontos incondicionais (redutora de venda) R$ 25. Exemplo: A empresa LOG-LUG S/A. não pretende perder esta promoção e contata com a vendedora verificando a possibilidade de esta ficar como depositária em eventual compra no valor de R$ 125. Pelo lançamento nº 2 é criada uma obrigação (Mercadorias de Terceiros em Depósito – PC) em contrapartida o www. por ocasião da entrega das mercadorias ao cliente: D – Mercadorias de Terceiros em Depósito (PC) R$ 92.000.com.000.00 2) Pela segregação dos estoques relativos à venda : D – Estoques de Terceiros (AC) R$ 92. O custo das mercadorias vendidas para a vendedora é de R$ 92.br 2 .000.00 C – Mercadorias de Terceiros em Depósito (PC) R$ 92. cuja retirada das mercadorias pela compradora deverá ocorrer somente em 12/11/2005.00.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER Vejamos o assunto por meio de um exemplo com todos os lançamentos a ele inerentes.00 C .

Faturamento Antecipado (Conta de Compensação Ativa) www.br 3 .Receitas Antecipadas a Apropriar (Conta de Compensação Passiva) Na efetiva entrega dos bens ou serviços.Faturamento Antecipado (Conta de Compensação Ativa) C . que o vendedor emita a Nota Fiscal e a fatura em relação a uma venda sem que este esteja de posse dos produtos ou mercadorias para entrega. Chama-se a atenção ao fato de que o faturamento antecipado não se constitui em recebimento antecipado e. caso em que a receita deve ser reconhecida apenas quando da efetiva prestação. pois ela não passa de mera promessa de compra e venda. devendo ser controlada por meio de contas de compensação. Salienta-se que fato semelhante pode ocorrer na prestação de serviços. Neste caso temos o que chamamos de faturamento antecipado sem que as mercadorias ou produtos estejam de posse do vendedor.AC) e a conseqüente baixa da obrigação (Mercadorias de Terceiros em Depósito – PC). Pela efetiva entrega das mercadorias ao comprador (lançamento nº 4). conforme segue. Como o vendedor não possui as mercadorias ou os produtos para entrega. de forma extracontábil. o comprador pode querer. dá-se a saída das mercadorias (Estoques de Terceiros . D . neste caso. efetua-se os seguintes lançamentos: D – Clientes C – Vendas D .FATURAMENTO ANTECIPADO Em algumas circunstâncias.pontodosconcursos. esta transação não há de constar nas demonstrações contábeis.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER registro das mercadorias em depósito (Estoque de Terceiros – AC). a receita somente deve ser reconhecida quando efetivamente entregar os bens ao comprador.CURSOS ON-LINE.CONTABILIDADE.com. exclusivamente por sua conveniência. 2 .Receitas Antecipadas a Apropriar (Conta de Compensação Passiva) C .

TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER 3 .CURSOS ON-LINE. caso não se realize o fato gerador presumido”. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. disciplinou a substituição tributária.em relação às operações ou prestações subseqüentes. que seja contribuinte do imposto. do inciso XII. sejam antecedentes.com. transcrevemos os principais trechos dessa regulamentação. 6o Lei estadual poderá atribuir a contribuinte do imposto ou a depositário a qualquer título a responsabilidade pelo seu pagamento. Esse dispositivo constitucional foi jurisdicionado por meio da Lei Complementar nº 87/1996 e complementado por diversos Convênios do ICMS no âmbito do CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária). de 16. a carta magna remete à lei complementar para dispor sobre substituição tributária relativamente ao ICMS. para fins de substituição tributária..2002) § 1º A responsabilidade poderá ser atribuída em relação ao imposto incidente sobre uma ou mais operações ou prestações. do seguinte modo: Art.em relação às operações ou prestações antecedentes ou concomitantes.pontodosconcursos. Este dispositivo representa a base da Substituição Tributária de modo geral. o valor da operação ou prestação praticado pelo contribuinte substituído. A LC nº 87/1996. (Redação dada pela Lcp 114.CONTABILIDADE. Art. por meio dos artigos 5º ao 10º. II . Na alínea “b”. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga.. . do artigo 155 da CF/88. inclusive ao valor decorrente da diferença entre alíquotas interna e interestadual nas operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado. 8º A base de cálculo. Dada a sua relevância.SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA A Constituição Federal estabelece no § 7º do artigo 150 que “A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição.ICMS . hipótese em que assumirá a condição de substituto tributário. www. concomitantes ou subseqüentes. será: I .12.br 4 . obtida pelo somatório das parcelas seguintes: a) o valor da operação ou prestação própria realizada pelo substituto tributário ou pelo substituído intermediário.

TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER b) o montante dos valores de seguro. a indústria ou distribuidor recolhe o ICMS devido das operações seguintes até o consumidor final na substituição para frente e o vendedor varejista recolhe o tributo devido pelo distribuidor ou o industrial na substituição para trás. O art.00 a unidade dos pneus.000.00 R$ 3.00 R$ 3. Além disso a indústria recolhe o ICMS – substituição tributária “para frente” e sugere o preço de venda de R$ 300.00. inclusive ao valor decorrente da diferença entre alíquotas interna e interestadual.CONTABILIDADE.000.000. relativa às operações ou prestações subseqüentes.00 Destaque de ICMS (normal) – R$ 3. Na prática. Exemplo 1 – A Indústria Bom Pneu.00 3.subseqüente” ou concomitante.000.antecedente”.pontodosconcursos. não cabendo comentário adicional. 8º versa sobre a base de cálculo do imposto por substituição tributária. ao preço unitário de R$ 150.000.000.com.000.000.00 5 www.00 15.) a Recolher R$ R$ R$ R$ R$ 21. efetuou a venda de 100 pneus para a empresa Repneus Ltda.00 CONTABILIZAÇÃO: 1) Pelo registro da venda: D – Caixa/Bancos/Clientes (AC) D – ICMS s/ Vendas C . “para trás . A operação está sujeita a IPI de 20% e ICMS também de 20%.Vendas C – IPI a Recolher C – ICMS (substituição trib. c) a margem de valor agregado.00 por unidade: Elementos da Nota Fiscal: Descrição Valor da Operação – venda de pneus IPI ICMS substituição Tributária Valor Total da Nota Fiscal de Venda R$ 15.000. de frete e de outros encargos cobrados ou transferíveis aos adquirentes ou tomadores de serviço. (grifamos). inclusive lucro.00 R$ 21.CURSOS ON-LINE. O custo dos Pneus para indústria é de R$ 98. cujo dispositivo é bastante claro.br .00 3. Da leitura do dispositivo percebe-se que a substituição pode ser “para frente .00 3.000.

2) Pela baixa do estoque: D – CPV C – Estoque R$ 9.Substituição Tributária não é receita da empresa vendedora.000.000.00 3.000.800.00 R$ 3.00 O ICMS .pneus IPI ICMS substituição Tributária Valor Total da Nota Fiscal de aquisição Obs.00 R$ 3. teremos na compradora o seguinte lançamento pela aquisição dos pneus: www.br 6 Valor R$ 15. o registro da aquisição com substituição tributária de pneus para revenda assume a seguinte configuração: Descrição Valor da Operação .00 21.000.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER C – ICMS Próprio a Recolher R$ 3. 2 – A adquirente não terá débito de ICMS quando vender as mercadorias adquiridas.000.: 1 – A compradora tem o ICMS recolhido por substituição tributária. logo o ICMS por substituição deverá compor o custo de aquisição e será lançado no estoque.pontodosconcursos. 3 – A Revendedora é uma empresa eminentemente comercial. o valor do ICMS integra o custo de aquisição e vai para o estoque. Assim.00 R$ 12.CONTABILIDADE.00 R$ 9.00 Na empresa Repneus Ltda. logo não faz jus ao crédito do ICMS normal incidente na aquisição.CURSOS ON-LINE.000.com.00 3. logo ele será excluído da base de cálculo do PIS e COFINS. Assim. logo não é contribuinte do IPI e o valor deste integrará o custo de aquisição.00 .000.800.00 Apuração do RCM ou Lucro Bruto na Indústria: Vendas Brutas (-) ICMS = Vendas Líquidas (-) CPV = Lucro Bruto R$ 15.200.000.

Para fins de apuração do custo de aquisição.000. com os seguintes dados: Valor das mercadorias US$: 30. Assim. mesmo não caindo na prova os lançamentos da substituição. Exemplo: Suponha que a empresa IMPORTA-SE S/A efetua a importação de 200 unidades de mercadorias. Esta regra é aplicável aos bens adquiridos no mercado nacional ou no exterior. vocês já sabem do que se trata!!! Além disso.br 7 . o importador fará o registro no estoque em contrapartida da conta de Importação em Andamento. seguros. Os tributos não recuperáveis (inclusive o PIS e COFINS.pontodosconcursos.000.00 R$ 21. o custo a ser atribuído aos insumos ou mercadorias adquiridas no mercado externo e destinado para revenda é composto por todos os gastos incorridos desde a data da assinatura do contrato de câmbio. como o ICMS por substituição tributária tem implicações com a base de cálculo do PIS e da Cofins. impostos não recuperáveis e tarifas aduaneiras. até o efetivo desembaraço aduaneiro dos bens.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER D – Estoque de Mercadorias p/ Revenda (AC) C – Caixa/Bancos/Fornecedores R$ 21.IMPORTAÇÃO DE MERCADORIAS E MATÉRIASPRIMAS Sabemos que todos os gastos realizados e necessários para a obtenção de um bem devem ser considerados como custo de aquisição.com.CURSOS ON-LINE. a avaliação dos bens importados em moeda nacional deve ocorrer pela conversão da moeda estrangeira pela taxa de câmbio (valor de venda) vigente na data do desembaraço aduaneiro. vocês estarão mais seguros no cálculo do PIS e da Cofins!! 4 .000.00 www. Estes gastos compreendem basicamente fretes. se for o caso) que incidem na importação devem compor o custo de aquisição a ser atribuído aos bens importados (salientamos que somente as empresa tributadas com base no Lucro Real é que podem recuperar o PIS e a Cofins). se esse negócio de substituição tributária cair na prova. Por ocasião do desembaraço dos bens.CONTABILIDADE. Todos os gastos efetuados e relativos à importação devem ser agregados a uma conta específica e transitória intitulada "Importação em Andamento" a ser classificada no Ativo Circulante.00 Agora. comissões.

9324 por dólar.00 26.00 12.500.746.00 Valores da fatura do despachante aduaneiro (em R$): Taxas Portuárias e Alfandegárias Imposto de Importação Honorários do Despachante ICMS IPI Total da Fatura do Despachante Frete R$ 1.7827 A liquidação do câmbio para pagamento do fornecedor estrangeiro.000.450.pontodosconcursos.Bancos C/ Movimento (AC) R$ 26.00 3.00 Data do recebimento da fatura do fornecedor estrangeiro: 05/05/2004.CONTABILIDADE.650.6594): D .976. 1) Registro dos gastos com a obtenção da Licença de Importação e a contratação de seguro: D .00 2.Importação em Andamento (AC) C .450. em 30/09/2004.Adiantamento por Conta de Importação (AC) C .Bancos C/ Movimento (AC) 1.00 6.00 x R$ 2.br 8 .00 2) Registro do adiantamento ao despachante aduaneiro: D .100.CURSOS ON-LINE.00 3) Registro da fatura do fornecedor estrangeiro em 05/05/2004 (US$ 30. Data do desembaraço: 10/06/2004 Data do pagamento da fatura do fornecedor estrangeiro: 30/09/2004 Taxas do dólar comercial de venda fixada pelo Banco Central (valores hipotéticos): 05/05/2004 = R$ 2.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER Gastos para a obtenção de licença de importação e pagamento de seguro: R$ 1. se deu pela taxa de R$ 2.Importação em Andamento (Ativo Circulante) www.780.com.976.700.00 R$ 1.6594 10/06/2004 = R$ 2.

557.00 R$ 19.650.00 R$ 26.100.com.00 R$ 83.481.350.00 (valor contabilizado) = R$ 3.00 D – Estoque de mercadorias C – Importação em andamento 7) Contabilização do frete: D .00 Variação Cambial da Fatura R$ 3.CURSOS ON-LINE.pontodosconcursos.557.00 Fatura da Mercadoria R$ 79.00 x 2.00 Imposto de Importação R$ 3.00 R$ 12.699.00 D .782.7827 = R$ 83.Importação em Andamento (Ativo Circulante) R$ 6. em face da entrada das mercadorias/matérias-primas no estabelecimento: Demonstração da conta: Licença de Importação e Seguro R$ 1.00 – R$ 79.481.780.782.br 9 R$ 92.976.782.700.00 6) Pela transferência do saldo da conta "Importação em Andamento" para a conta definitiva.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER C – Fornecedores – estrangeiros R$ 79.746.699.450.Importação em Andamento (Ativo Circulante) C .00 5) Pelo registro da fatura do despachante aduaneiro: a) Valores que integrarão o custo dos bens adquiridos: D – Importação em Andamento (Ativo Circulante) C – Adiantamento – Despachantes Aduaneiros (PC) b) Impostos recuperáveis: D – IPI a Recuperar (Ativo Circulante) D – ICMS a Recuperar (Ativo Circulante) C .00 Taxas Portuárias e Alfandegárias R$ 1.00 4) Variação cambial até o desembaraço das mercadorias em 10/06/2004: Cálculo: US$ 30.Fornecedores – estrangeiros R$ 3.00 Soma R$ 92.699.Estoque (Ativo Circulante) www.00 .CONTABILIDADE.000.00 Honorários do Despachante R$ 2.

Variação Cambial Passiva (Resultado) C .a) ICMS a Recuperar (5.00 (2) SI Fornecedores Estrangeiros 79.00 x 2.00 IPI a Recuperar (5.000.00 26.350.976.699.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER C – Fretes a Pagar (Passivo Circulante) R$ 1.00 (5.00 92.481.557.br 10 .00 R$ 94.972.057.500.481.pontodosconcursos.00 Variação: R$ 87.976.00 200 R$ 470.00 (3) 3.00 = R$ 4.976.CURSOS ON-LINE.00 Após os lançamentos aludidos.00 R$ 1.650 www.b) (3) 79.00 (5.782.00 (4) 3.28 LANÇAMENTOS DE RAZÃO Importações em Andamento (1) 1.CONTABILIDADE. a demonstração do custo unitário da mercadoria importada ficará como segue: Valor da Importação Frete Total do Custo Unidades Custo Unitário R$ 92.a) 26.450.700.491.00 (6) Bancos c/ Movimento 1.00 92.00 – R$ 83.976.782.00 19.00 (5.9324 = R$ 87.com.00 Saldo de importação a pagar R$ 83.972.Fornecedores – estrangeiros R$ 4.450.00 (8) 87.972.491.500.00 Adiantamentos a Despachantes (2) 26.699.557.491.00 8) Reconhecimento da variação cambial sobre a importação a pagar no período entre o desembaraço aduaneiro até a data do pagamento do fornecedor em 30/09/2004: Cálculo: US$ 30.00 (4) 4.00 (1) 26.00 D .b) 6.557.b) 12.

Estoque (6) 92. www.pontodosconcursos. no caso de extravio. Ocorrência do Fato Gerador 1. O objetivo da Instituição das Contribuições Incidentes sobre as Importações foi o de estabelecer a isonomia tarifária entre produtos e serviços nacionais e produtos e serviços importados. incide PIS e COFINS na importação de bens e serviços. Importação de produtos 2.500. Importação de serviços Consideram-se importados os serviços prestados por pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior: • Executados no País.00 (7) 1.com.00 CONTABILIZAÇÃO DO PIS E COFINS SOBRE IMPORTAÇÃO A partir de 01/05/2004.00 Variação Cambial Passiva (8) 4. Incidência 1. ou • Executados no exterior.br 11 . cujo resultado se verifique no País. • data do lançamento do crédito tributário.00 94. o crédito.00 (7) Mercadorias .TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER Fretes a Pagar 1.491. Para serviços: o pagamento.057. a entrega ou a remessa de valores para países estrangeiros.500.865/2004. por força da Lei 10. também. resumidamente. Para produtos: • data do registro da Declaração de Importação.CONTABILIDADE. sobre a legislação de regência para deixá-los a par do que se estará fazendo na contabilidade.CURSOS ON-LINE. Antes de apresentarmos as implicações contábeis relativas a essas contribuições vamos ver alguma coisa. entrados em território nacional os bens que constem como importados cujo extravio seja apurado pela administração aduaneira. Fato Gerador Para produtos: a entrada de produto importado em território nacional. Consideram-se.557.

entregue ou remetido para o exterior (antes da retenção do IR) + ISS + PIS/Pasep Importação + Cofins Importação. da entrega.CONTABILIDADE.com.pontodosconcursos.br 12 . Para Serviços: A pessoa física ou jurídica contratante de serviços de residentes ou domiciliados em país estrangeiro. • Remessas postais sem valor comercial ou destinadas a pessoas físicas. pessoa física ou jurídica que promova a entrada de produtos estrangeiros em território nacional. creditado. por Missões Diplomáticas ou por representantes de organismos internacionais. Contribuintes Para Produtos: O importador. do emprego ou da remessa de valores. se iniciado o despacho aduaneiro. • Bens importados sob regime de drawback www. Base de Cálculo Para Produtos: Valor Aduaneiro (VA) Para efeitos das contribuições temos que: VA = BC do II + ICMS + PIS/Pasep-Importação + Cofins-Importação Para Serviços:Valor pago. Alíquotas Básicas PIS/PASEP-Importação = 1. Para serviços: • data do pagamento. 2. Equiparam-se a importador: • o destinatário de remessa postal internacional.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER • data do vencimento do prazo de permanência em recinto alfandegado. do crédito. e • o adquirente de mercadoria entrepostada.6%. • Bagagem de viajantes.CURSOS ON-LINE. bens adquiridos em lojas francas no País ou bens destinados à subsistência das famílias em cidades fronteiriças.65%. Isenções • Importações realizadas por PJ de direito público. COFINS-Importação = 7.

os contribuintes de PIS/Pasep e Cofins nãocumulativos podem descontar créditos calculados sobre o valor que serviu de BC das contribuições na importação nas hipóteses de: Bens adquiridos para revenda. imprestáveis. • Custo do transporte internacional e outros serviços. Bens incorporados ao ativo imobilizado. bastará contabilizar tais valores em conta do Ativo Circulante. • Bens estrangeiros que tenham sido objeto de pena de perdimento. • Bens avariados. respectivamente. • Pescado capturado fora das águas territoriais. que tiverem sido computados no valor aduaneiro. • Bens destinados a reposição de outros anteriormente importados.6% Lei 10. 15 . acidentalmente destruídos. Bens e serviços utilizados como insumos.00 e R$ 7. que serão compensados posteriormente com as respectivas contribuições: 1. Assim.pontodosconcursos. Aluguéis e contraprestação de arrendamento mercantil. o procedimento contábil a ser adotado para tais contribuições é a seguinte: PIS e COFINS RECUPERÁVEIS Na hipótese de o importador valer-se do crédito. Cálculo dos Créditos – Alíquotas Básicas PIS/Pasep = 1.600. após o desembaraço. que tenham se revelado. art.CURSOS ON-LINE. Exemplo: PIS e COFINS devidos na importação. • Bens ou serviços importados por entidades beneficentes de assistência social. como PIS e COFINS a Recuperar. em face da legislação aplicável. nos valores de R$ 1. • Bens em transito aduaneiro de passagem.br 13 . • Bens submetidos ao regime de exportação temporária.865. • Equipamentos importados por instituições científicas ou por cientistas e pesquisadores. • Bens devolvidos ao exterior antes do registro da DI.CONTABILIDADE. Pelo registro do pagamento: www.00. desde que destruídos sob controle aduaneiro.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER • Objetos de arte. Não incidência • Bens estrangeiros que cheguem ao País por erro de expedição.65% Cofins = 7.com. Energia elétrica.650.

entidades de previdência privada. e financeiros (§ 8o do art. 3o da Lei no 9.Pessoas jurídicas optantes do SIMPLES. COFINS Importação a Recolher (PC) R$ 1. de 1997.650. O contribuinte é tributado pelo IRPJ com base no Lucro Presumido: D – Importações em Andamento R$ 9.00 e D. www. Pela compensação efetuada no final do mês com as respectivas contribuições apuradas: D.com.Pessoas jurídicas imunes a impostos. COFINS a Recuperar (AC) C. nos valores de R$ 1.650.00 C – COFINS Importação a Recolher (PC) R$ 7.718.250. PIS Receita Bruta a Recolher (PC) C. nos termos da Lei no 9. empresas de capitalização (§ 6o do art.514.Instituições financeiras.650. PIS a Recuperar (AC) R$ 1. 3o da Lei no 9. empresas de seguros privados.600.650. PIS Importação a Recolher (PC) C.Pessoas jurídicas que tenham por objeto a securitização de créditos imobiliários.00 C – PIS Importação a Recolher (PC) R$ 1.CONTABILIDADE.CURSOS ON-LINE.00 R$ 7.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER D.718. visto que é tributado pelo Lucro Presumido. 3. de 1998).600.00 Percebam que neste caso o valor do PIS e da Cofins integrarão o custo de aquisição. 4.00 e R$ 7. ele deve fazer o seguinte lançamento: Exemplo: PIS e COFINS na importação de mercadorias para revenda.650.00 R$ 1. se o importador não puder compensar o valor dos tributos (forma cumulativa). Obs. COFINS a Recuperar (AC) R$ 7.00 Entretanto.00 R$ 7.600. Pessoas Jurídicas excluídas da incidência não-cumulativa das contribuições: 1.br 14 .00. COFINS Receita Bruta a Recolher (PC) C.00 2. 2.pontodosconcursos.: Somente as pessoas jurídicas tributadas com base no Lucro Real é que podem optar pela não-cumulatividades do PIS e da Cofins.600.Pessoas jurídicas tributadas pelo Lucro Presumido ou Arbitrado.600. de 1998). pois o importador não tem o direito de optar pela forma da nãocumulatividade dessas contribuições. PIS a Recuperar (Ativo Circulante) D. 5.

9. 3o da Lei no 9.CONTABILIDADE.00 R$ 12.ICMS a Recolher (PC) www.000. a Recuperar (AC) D . a Recuperar (ARLP) C – Máquinas e Equipamentos(Imob) R$ 3. Exemplo: Valor de Aquisição de Máquina: R$ 80. Contabilização do ICMS recuperável: D – ICMS s/ Imobil. exceto as de produção agropecuária e as de consumo.00 Valor do ICMS R$ 12. dispondo que a partir de 01/01/2007 os créditos decorrentes de entrada de ativo permanente poderão ser apropriados á razão de 1/48 por mês.000.Sociedades cooperativas. 7.CURSOS ON-LINE.000.ICMS s/ Imobil. de 1983. 61 do ADCT da CF 1988.00 1.pontodosconcursos. A contabilização do referido crédito a apropriar deve ser feito em conta do ativo (impostos a recuperar) e a crédito de imobilizado.Empresas particulares que explorem serviços de vigilância e transporte de valores na forma da Lei nº 7.102. Apropriação do ICMS 1/48 no mês: D .00 Cálculo do ICMS recuperável por mês para fins de distribuição nas contas do AC e ARLP: R$ 12. já que o ICMS recuperável é considerado como redutor do custo de aquisição.000.00/mês) Ativo Circulante: 12 x R$ 250.00 R$ 9.000.00 / 48 meses = R$ 250. 8.00 = R$ 9. de 1998).Operadoras de planos de assistência à saúde (§ 9o do art. autarquias e fundações públicas federais. 5 – ICMS NA AQUISIÇÃO DO IMOBILIZADO O assunto é tratado pela Lei Complementar 114/2002.br 15 .com.000.00 ARLP: 36 x R$ 250.00 2.00 = R$ 3.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER 6. estaduais e municipais e as fundações de ensino e pesquisa do art.000.000.Órgãos públicos.718.

com. esse desconto representa aumento do CMV. e considerando que a entrega da quantidade adicional está vinculada ao negócio em si. deve ser entendida como sendo um desconto por unidade da mercadoria adquirida. foi de R$ 400.00. por essa quantidade adquirida pelo comprador. ao preço unitário de R$ 440. Veja-se que em situações como esta na Nota Fiscal. interferindo diretamente na apuração do resultado com mercadorias ou do Lucro Bruto. A vendedora. entregando ao todo 220 câmeras digitais. O preço de venda unitário real. O custo unitário das câmeras para a vendedora é de R$ 360.CURSOS ON-LINE. a Recuperar (AC) R$ 250. porém há a entrega de uma quantidade adicional de mercadorias. Essa bonificação. Contabilização: 1) Pela venda D – Caixa/Bancos/Clientes C – Vendas Brutas R$ 88. há vinculação da receita com vendas e a baixa do estoque de 220 unidades. Exemplo: A empresa HORROR S/A adquire para revenda da empresa RIR S/A 200 unidades de máquinas fotográficas digitais. mantém-se o valor de venda. Para o vendedor. em vez de conceder o tradicional desconto sobre vendas (desconto incondicional ou comercial). Percebam que neste caso a bonificação de 20 unidades está atrelada à venda de um lote de 200 unidades. Percebe-se que não se fala em despesas de vendas. É CPV ou CMV mesmo.00 x 200 /220).ICMS s/ Imobil. da mesma forma como se dará baixa das outras 200 unidades. dá uma bonificação de 10% ao vendedor. em vez dos tradicionais descontos. para o comprador.000.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER C .00.br . a classificação contábil da baixa das 20 unidades "bonificadas" deve ser efetuada em conta de CMV. neste caso. Desta forma.CONTABILIDADE. mas mediante aumento da quantidade de mercadorias a ele entregues.pontodosconcursos.00 (R$ 440.00 16 www. isto é.00 6 – BONIFICAÇÃO EM MERCADORIAS Em algumas operações com mercadorias (compra e venda) o desconto concedido ao comprador não é na forma tradicional (diminuição do valor a desembolsar). diminuindo o seu custo.

as 20 unidades adicionais da mercadoria tivessem sido distribuídas como amostra.00 No comprador. A receita das administradoras de cartões de crédito provém da cobrança de uma taxa sobre o valor do crédito autorizado (venda) – as chamadas taxas de administração do cartão de crédito (vejam que nós.pontodosconcursos.00 7 – CARTÕES DE CRÉDITO . teremos o seguinte lançamento: D – Mercadorias – Estoque C – Caixa/Bancos/Fornecedores R$ 88.00 O Custo Unitário será de R$ 400. sem vinculação com a venda ou sem realização direta de receita vinculada a cada unidade entregue. aí o custo dessas unidades deveria ser classificado como conta de resultado em outras despesas operacionais – despesas com vendas.00 (R$ 88.00 R$ 7. também pagamos anuidade. ou não. os mortais.200.200.00 / 220 u) Se no caso do exemplo anterior. principalmente quando queremos cancelar o danado do cartão.000. este deve ser considerado inclusive na distribuição de amostras! R$ 7. Caso as mercadorias estejam sujeitas a tributos (ICMS. por exemplo). para ter o desgraçado do cartão de crédito e nos incomodamos muito com isso. algum tempo após as autorizações de pagamento por parte do comerciante.200.com.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER 2) Pela baixa do estoque D – CMV/CPV C – Estoque de Mercadorias R$ 79.COMPRAS E VENDAS Devem ser lançadas como vendas a prazo as realizadas por meio de cartões de crédito. ao invés de haver a bonificação.CURSOS ON-LINE.CONTABILIDADE.br 17 . D – Despesas com Vendas C – Estoque de Mercadorias Atenção! Em nosso exemplo desconsideramos a incidência tributária. www.000. visto que as administradoras de cartões de crédito efetuam o pagamento. geralmente.

TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER É um tal de 0800 pra cá. ocorre a liquidação do crédito com a empresa vendedora.br 18 .ICMS sobre Vendas (Conta de Resultado) C .Créditos com Administradoras de cartão (AC) 2 – Pelo ICMS incidente sobre vendas: D . por meio de depósito bancário.300. Em 05/11/2005. ou seja.Créditos com Administradoras de cartão (AC) R$ 1. realizou a venda de um refrigerador pelo valor de R$ 1.300. ICMS a alíquota de 20%.00 R$ 1. trezentos atendentes e ninguém resolve nada!).235.Pela venda da mercadoria: D – Créditos com Administradoras de cartão (AC) D . paga sua compra com cartão de crédito da Administradora “SYNO INTERNACIONAL”. no mês ou ano em www.Banco Conta Movimento (AC) C .Despesas com Vendas (Conta de Resultado) C .300.CONTABILIDADE.com. Exemplo A empresa IN LOCO S/A.pontodosconcursos.00 R$ 65.Receita de Vendas (Conta de Resultado) R$ 1.Despesas com Vendas (Conta de Resultado) C . Jacinto Adoralino Bolso.00 Salientamos que o reconhecimento da despesa com a taxa cobrada pela administradora deve ser pelo regime de competência.00 3 – Por ocasião do efetivo recebimento da administradora: D .Receita de Vendas (Conta de Resultado) e D .00. Esta operadora cobra do vendedor a taxa de 5%.00 R$ 1.00 65.00 R$ 260. o Sr. CONTABILIZAÇÃO: 1 .00 R$ 1.ICMS a Recolher (PC) R$ R$ 65. no dia 10/10/2005.CURSOS ON-LINE. outro pra lá.235.00 É interessante observar que esse lançamento poderia ter sido realizado da seguinte forma: D – Créditos com Administradoras de cartão (AC) C .300. O cliente.

sugere-se os seguintes lançamentos contábeis: Pelo registro da compra efetuada: www. sob o compromisso de somente ser apresentado ao banco sacado em determinada data posterior. Assim.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER que a venda é realizada e não apenas quando do recebimento do valor da venda (pagamento da administradora).CONTABILIDADE. por definição. é largamente adotada no comércio a prática de realizar compras e vendas mediante cheque pré-datado. levando-se em conta opiniões no sentido de que ele não deve ser objeto de lançamento contábil (por ser figura estranha ao ordenamento jurídico).300. Para o comprador.CURSOS ON-LINE.00 8 . uma ordem de pagamento à vista. o lançamento da compra de mercadorias com cartão de crédito é bastante simples: D – mercadorias – compras C – Cartão de crédito – faturas a pagar R$ 1. por força de contrato. se o comprador não pagar a fatura do cartão de crédito. pois a administradora. o caso.br 19 . entendemos ser viável e necessário o registro desse tipo de operação.pontodosconcursos. ou seja. Jacinto Adoralino Bolso pelo crédito aberto. assume a responsabilidade para efetuar o pagamento ao vendedor e usa de todos os meios possíveis para cobrar do Sr. Outro aspecto interessante a ser destacado é que a conta debitada pela venda será sempre a administradora do cartão de crédito e nunca o cliente. na hipótese de realização de compras por meio de cheques pré-datados. ainda. a empresa vendedora já recebeu e está livre de qualquer ônus decorrente dessa inadimplência do comprador perante a operadora do cartão de crédito. Dessa forma.com.COMPRAS COM CHEQUES PRÉ-DATADOS O cheque é. Embora inexista previsão legal para o cheque pré-datado e. como forma de melhor demonstrar a situação patrimonial da empresa. Todavia.

Fornecedores (PC) C . “SEMOVENTES – Título de conta que se destina ao registro dos animais adquiridos para prestar serviços à empresa ou para produzir renda. Conta que pertence ao grupo do imobilizado. por meio de seu Dicionário de Contabilidade.AQUISIÇÃO DE SEMOVENTES Segundo o Professor Antônio Lopes de Sá.Bancos conta movimento (AC) 9 .CONTABILIDADE. se determinada empresa adquirir um animal para prestar-lhes algum serviço.Estoque ou Ativo Imobilizado (AC/AP) C .Cheques a Pagar (PC) c) quando for providenciado fundo suficiente para a cobertura do cheque: D .br 20 .CURSOS ON-LINE. os semoventes devem ser registrados no Ativo Permanente (subgrupo Imobilizado ou Investimento.com. conforme o caso) estando sujeitos a todos os tratamentos contábeis atinentes àqueles bens. classificam-se como semoventes os animais que a empresa adquira com a finalidade de prestar-lhe algum tipo de serviço (por exemplo: animais de tração destinados à produção). o registro contábil merece a seguinte grafia: www.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER D .Fornecedores (PC) Pelo pagamento ao fornecedor.Cheques a Pagar (PC) C .pontodosconcursos.Fornecedores (PC) C . Nesta acepção. inclusive aos processos de depreciação a partir do momento em que passem efetivamente a ser utilizados.Bancos conta movimento (AC) b) se não houver fundos suficientes no banco sacado: D . com cheque pré-datado: a) se houver fundos suficientes no banco sacado: D .” Desta forma. Assim.

Doações recebidas em mercadorias para revenda Não se trata de operação comum. podem surgir as seguintes situações: 1 – Compra de mercadorias: D – Estoque C – Caixa/Bancos/Fornecedores 2 – Mercadorias produzidas: D – Estoque C – Produtos em elaboração 3 – Mercadorias recebidas em doação: D – Estoque C – Mercadorias Recebidas em Doação (Resultado) Percebam que no caso de mercadorias recebidas em doação. produção própria).CURSOS ON-LINE.ADIANTAMENTOS PARA FUTURO AUMENTO DE CAPITAL SOCIAL www. doação.Semoventes (AP) C . consoante o princípio da competência. isto é.Caixa ou Bancos Conta Movimento (AC) 10 . 11 .TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER D .pontodosconcursos.com. pois o montante destas estará à disposição para venda e devem ser classificadas em estoque de mercadorias.CONTABILIDADE. No que concerne aos registros contábeis. Salientamos que não importa a origem das mercadorias existentes para revenda (compra. mas é possível que determinada empresa receba em doação mercadorias destinadas à revenda.br 21 . o valor pelo qual possam ser adquiridas em uma transação normal. ocorre uma receita. Por qual valor deve ser mensurada esta receita (mercadorias)? As mercadorias recebidas em doação devem ser registradas pelo valor de mercado.

podendo ser exigidos pelos titulares enquanto o aumento de capital não se concretizar. por meio dos Pareceres Normativos CST nº 23. após a subscrição. A Lei das Sociedades Anônimas não traz uma posição em relação a esta hipótese. quando os adiantamentos recebidos são amparados por cláusula de absoluta permanência na sociedade. Também não devem figurar como Resultados de Exercícios Futuros.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER Os recursos oriundos de sócios ou acionistas para futuro aumento de Capital Social podem ter duas destinações contábeis conforme exista a possibilidade de devolução ao investidor ou não dos recursos por eles repassados à empresa.CURSOS ON-LINE. em face da legislação fiscal. eles não devem figurar como exigível. mesmo que sob a condição para utilização exclusiva em aumento de capital. Neste caso. estabelecem o seguinte: Ocorrendo a eventualidade de adiantamento para futuro aumento de capital. de 21. resta-nos a opção de classificar esse adiantamento para futuro aumento de capital como parte integrante do patrimônio líquido. Desta forma. isto é. O patrimônio líquido fica definitivamente aumentado quando.CONTABILIDADE. em síntese. Ressalte-se que a intenção de permanência deve ser formalizada por documentos irrevogáveis. ocorrer o recebimento de cada parcela de integralização. se existir a possibilidade de devolução dos valores. Destarte. isto é. a legislação fiscal.pontodosconcursos.br 22 .81. a classificação dos adiantamentos para futuro aumento de capital deve ser registrada como exigibilidades (PC ou PELP). somente devem figurar em grupo do Patrimônio Líquido os adiantamentos sobre os quais não se tenha nenhuma dúvida quanto a sua permanência na empresa. não existe a possibilidade de devolução. esses ingressos deverão ser mantidos fora do patrimônio líquido. Entretanto. conclusivamente. de 26. e CST nº 28. qualquer que seja a forma pela qual os recursos tenham sido recebidos.84. estes devem ser registrados no Passivo Exigível. D – Caixa/Bancos C – Sócios ou Acionistas (adiantamento para futuro aumento de capital) Entretanto. o seguinte critério: www. Caso haja dúvidas neste aspecto.com. que. podemos estabelecer. pois o aumento de capital com origem de recursos externos não se caracteriza como operação de resultado. Desta forma.12. por serem esses adiantamentos considerados obrigação para com terceiros.06.

Adiantamentos para Aumento de Capital (PC ou PELP) b) Pelo efetivo aumento do capital social: D . Movimento (AC) C . 2 – Havendo dúvidas de que os adiantamentos irão se incorporar ao capital.com.pontodosconcursos. a sua classificação há de ser em contas do passivo exigível (PC ou PELP).00 R$ 120. recebeu de seus sócios a quantia de R$ 120.00 R$ 120. formalizado por meio de contrato com cláusula de irrevogabilidade: Registros contábeis: a) Pelo recebimento dos recursos: D – Bancos Cta.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER 1 – Se os adiantamentos para aumento de capital possuírem destinação única para incorporação ao capital social..00 2 – A empresa BOASNOVAS Ltda. no grupo patrimônio líquido. Registros contábeis: a) Pelo recebimento dos recursos: D – Bancos Cta. a classificação há de ser em conta distinta.000. em período de crise de liquidez. Exemplos: 1 – A empresa BONSLUCROS S/A recebeu de seus acionistas a quantia de R$ 180.Capital Social (PL) R$ 180.00.000.000. com o fim específico de aumento de Capital Social.CONTABILIDADE.Adiantamentos para Aumento de Capital (PL) R$ 180.000.00 b) Pelo efetivo aumento do capital social: D .Adiantamentos para Aumento de Capital (PL) C .br 23 .Adiantamentos para Aumento de Capital (PC ou PELP) C . Movimento (AC) C .Capital Social (PL) c) Pela devolução aos sócios: D .000.CURSOS ON-LINE.000.Adiantamentos para Aumento de Capital (PC ou PELP) C – Caixa/Bancos (AC) R$ 120. eventualmente ser utilizados para um futuro aumento de Capital Social.000.00 www.00 que poderiam.

200.000. tópicos avançados.000.00 Resolução: O Patrimônio Líquido da empresa é de R$ 1.000. vejamos a seguinte questão: A Cia.000.8 A = R$ 1. Os restantes R$ 450. Acreditamos que pode ser cobrado alguma coisa com www.000.com.pontodosconcursos.00 b) R$ 750. chegamos ao final de nossa primeira aula de Contabilidade Geral.000.000.000.00 / 0.000.00 d) R$ 1.00 e) R$ 1.000.000.00 Bené Pereira R$ 150.000.200. podemos afirmar que o valor total de seus ativos é de a) R$ 1. dos quais R$ 150.500.2 A = PL A – 0.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER Chamamos a atenção que pode haver a Reserva para aumento de Capital. Eira & Eira foi constituída com capital de R$ 750. Neste sentido. que integralizaram suas ações como segue: Adão Macieira R$ 300. Como as dívidas representam 20% do capital aplicado no patrimônio da empresa. Também queremos deixar claro que se o bendito edital sair (o que esperamos seja em breve) e se nele constar algum assunto diferente.000. Porém é sempre uma reserva de lucros e sempre fará parte do PL. Sabemos que exploramos pontos pouco cobrados em concursos.8 A = R$ 1. ele será tratado neste espaço.br 24 .00 de Capital Social e R$ 450.00 de Reserva de Lucros).500.00 0.00 (R$ 750.000.CURSOS ON-LINE.000. Assim: A – 0.00.00 foram distribuídos e pagos aos sócios. Nas aulas seguintes nos aprofundaremos nos tópicos normais de contabilidade e traremos mais algumas novidades. a empresa verificou que nas suas operações normais lograra obter lucros de R$ 600.00 foram reinvestidos na empresa na conta Reserva para Aumento de Capital.00 Resposta letra “e”.000.200. Assim.350. por três sócios.200. mas eles foram necessários à medida que a Esaf costuma cobrar coisas diferentes em suas provas.CONTABILIDADE.2 A = R$ 1. que pode ser uma reserva estatutária se decorrente de previsão no estatuto.00.200. podemos dizer que o passivo representa 20% do Ativo. Sabendo-se que esta empresa não tem resultados de exercícios futuros e que suas dívidas representam 20% dos recursos aplicados atualmente no patrimônio.00 Após determinado período. nada mais havendo em seu Patrimônio Líquido.000.000.00 A = R$ 1.000.00 Carlos Parreira R$ 300.00 c) R$ 600.

Ademais. a nosso juízo. Sugerimos que utilizem as 48 questões apresentadas como se fosse um SIMULADO para verificar o vosso conhecimento.com.CONTABILIDADE. para.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER relação a demonstração do fluxo de caixa. Mas isto é apenas um palpite. do tipo certo ou errado para que vocês exercitem. incluí-las nas aulas. As referidas questões não possuem relação direta com a aula apresentada. Bom estudo e bom proveito dos exercícios!!! www. mas como o curso é avançado.CURSOS ON-LINE.pontodosconcursos.br 25 . Além disto. desde que com indicação da fonte. aceitamos algumas questões. visto que neste momento devemos concentrar a nossa atenção àquilo que está praticamente certo. O resto é esperar o Edital! A seguir apresentamos algumas questões diversas com os respectivos gabaritos oficiais. presume-se que sejam conhecedores da matéria. logo não é interessante que vocês saiam estudando esse assunto. os exercícios servirão de base para discussão dos temas mais relevantes nas aulas seguintes.

02 . julgue os itens seguintes.000 900 30.O valor apurado do custo da mercadoria vendida é de R$ 11.620.O ativo circulante é igual a R$ 105.000 500 5.000 900 50.O passivo circulante é de R$ 35.900 1.00.br 26 .500.pontodosconcursos.000 10. é igual a R$ 17.000 60.com. 03 .CONTABILIDADE.500 50. www.00.900 890 200 1.080.O valor do lucro acumulado.00.000 10.000 48.000 5.000 8.000 600 450 Com relação ao balancete apresentado acima. antes da apuração do resultado do período.00.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER EXERCÍCIOS PROPOSTOS: Conta banco receita antecipada material de consumo receita de vendas devolução de compras energia elétrica a pagar despesa com energia elétrica despesa com salários despesa com seguros despesa com aluguel despesa antecipada com assinatura de revistas prédios veículos depreciação acumulada capital social fretes sobre compras estoque inicial despesas financeiras aquisição de mercadorias estoque final seguro sobre compras duplicatas a receber fornecedores provisão para contingências provisão para devedores duvidosos deduções de receitas receitas financeiras deduções sobre vendas reservas despesas com material de consumo despesas com depreciação saldo (em R$) 34.º 6.000 16. 01 .000 680 1.400.000 25.404/1976). considerando o que preconiza a Lei das Sociedades por Ações (Lei n.CURSOS ON-LINE.000 500 700 5.000 5.000 1. 04 .800 580 25.

O valor do ativo permanente imobilizado é maior que o valor do ativo permanente investimentos.Ao utilizar plano de contas. a empresa. Com base nas disposições da Lei n. 10 .CURSOS ON-LINE.800. fato esse que não influenciará a demonstração do resultado do exercício.404/1976 — Lei das Sociedades por Ações —.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER 05 .com. nas contas contábeis.170.Caso a empresa receba o valor registrado como provisão para devedores duvidosos. compulsoriamente. um decréscimo no resultado e um acréscimo no passivo. Acerca das peculiaridades das contas contábeis e seus registros e da influência dos princípios contábeis. deve haver. uma vez que essa despesa é uma obrigação da empresa. www.00.Ao se considerar o estorno do registro da reserva de reavaliação.404/1976.O passivo a descoberto configura a existência de patrimônio líquido negativo.00. 09 .pontodosconcursos. 16 . 08 .Ao se registrar o estoque final com valor superavaliado. 13. 06 .O valor do passivo realizável em longo prazo é R$ 1. 15. 12. adota uma estrutura de contas que só poderá ser substituída em caso de mudança da Lei n. o valor do ativo circulante sofrerá acréscimo. 14. julgue os itens a seguir.00.Uma redução na conta de despesa antecipada provocará uma redução no passivo circulante.A receita líquida de vendas corresponde a R$ 48.br 27 .CONTABILIDADE.O registro do ativo deve ser efetuado segundo o regime de competência e o princípio da prudência. 11 .900. 07 .Ao se constituir a provisão para imposto de renda. o valor do ativo permanente será reduzido.O valor do lucro acumulado após a elaboração da demonstração do resultado do exercício é de R$ 29.º 6. julgue os itens a seguir.º 6. o valor do custo da mercadoria vendida será subavaliado no período subseqüente.

direitos de sócio que lhe assegurem. julgue o item subseqüente.Sociedade controladora é a que detém. 20 . se este for menor.Para evitar as distorções resultantes da contabilização dos juros sobre o capital próprio como despesa financeira. a CVM determina que as www.CONTABILIDADE.A legislação societária estabelece que os titulares de ações ordinárias têm direito a um dividendo mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido ajustado. de acordo com o critério de custeamento das respectivas baixas. relativos às sociedades comerciais em geral. 23 .CURSOS ON-LINE.br 28 . Com base na legislação societária e nos princípios fundamentais de contabilidade. No primeiro caso. 19 .Os dividendos recebidos de participações societárias avaliadas com base na equivalência patrimonial são registrados como redução do valor dos respectivos investimentos. permanentemente. no segundo.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER 17 . julgue o item a seguir. 21 . 18 . as existências físicas devem ser ajustadas ao saldo contábil. diretamente ou por meio de outras controladas. aplicandose a consolidação independentemente da representatividade desses investimentos em relação ao patrimônio líquido da controladora. julgue o item seguinte. ajusta-se o saldo contábil às existências físicas.pontodosconcursos. 22 .Os estoques de mercadorias destinadas à venda são avaliados ao custo de aquisição. a condição de predominância nas assembléias e a prerrogativa de escolher a maioria dos administradores.O custo das mercadorias vendidas pode ser calculado pelos sistemas do inventário periódico e do inventário permanente. ou pelo valor de mercado. Quanto aos critérios para destinação do resultado.Enquanto a Lei das Sociedades por Ações restringe a obrigatoriedade de consolidação das demonstrações financeiras às companhias abertas que tiverem mais de 30% de seu patrimônio líquido representado por investimentos em controladas. De acordo com a legislação societária e a CVM. julgue os itens subseqüentes. Com base nos critérios contábeis aplicáveis aos investimentos societários. no ativo da sociedade investidora.com. a CVM eliminou esse percentual.

CURSOS ON-LINE. 27 . julgue o item seguinte. compensável na declaração.)..CONTABILIDADE. julgue o item a seguir. Com base na sistemática contábil do imposto de renda das pessoas jurídicas.. deduzidas as vendas canceladas e os descontos financeiros concedidos. Com relação à sistemática contábil do imposto de renda na fonte. 26 . D – mercadorias 850 D – ICMS a recuperar 150 C – caixa (ou bancos) 900 C – descontos obtidos 100 Com base na legislação da COFINS. A empresa adquirente conseguiu um desconto comercial de 10%.Considere a situação de uma empresa. e se limita à parcela remanescente do lucro líquido. julgue o item a seguir.br 29 . Com base na sistemática adotada para a contabilização do ICMS. julgue o item abaixo. constitui uma apropriação do resultado.000. D: Disponível (caixa/bancos) D: Imposto de Renda a Compensar C: Receita de (. julgue o item a seguir. www. O lançamento na empresa adquirente foi feito da seguinte forma.O imposto de renda devido. Considerando os sistemas de custo e os critérios de avaliação da produção e dos estoques.com. 25 .TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER companhias abertas efetuem a reversão de seu valor para efeito de apuração do resultado líquido do exercício. 24 . inclusive as nãooperacionais decorrentes de venda do ativo permanente. em que determinada mercadoria sujeita à alíquota de ICMS de 15% estava cotada a R$ 1. o lançamento no beneficiário desses rendimentos deve ser registrado da forma seguinte. por depender da existência de lucro contábil.pontodosconcursos. depois de deduzidas as demais despesas.Na contabilização do imposto de renda incidente na fonte sobre rendimentos auferidos pela pessoa jurídica.A base de cálculo da COFINS não-cumulativa tem como fato gerador o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica.

30 .000. deve haver a inscrição do nome do acionista no livro de registro de ações nominativas e a emissão de extrato pela instituição custodiante.br 30 .00 devem ser acrescidos ao primeiro dividendo declarado após a realização. no caso de as debêntures estarem cotadas por preço inferior ao valor nominal.CONTABILIDADE.Apesar da extinção da correção monetária de balanços. assim como o resgate parcial.pontodosconcursos. 33 . www.CURSOS ON-LINE. ocorreu a realização do lucro.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER 28 . 32 . a companhia de economia mista. Nesse caso.Considere que certa empresa registrou R$ 50. somente são considerados na avaliação dos estoques em processo e acabados os custos variáveis. apesar das restrições impostas pela legislação tributária. Considerando aspectos concernentes à Lei das Sociedades por Ações e legislação correlata. nas condições determinadas pelo estatuto ou pela assembléia-geral. que não foi absorvido por prejuízos. pode limitar a correção monetária do ativo permanente ao montante necessário para compensar a correção das contas do patrimônio líquido.A companhia aberta somente pode criar partes beneficiárias para alienação onerosa ou para atribuição gratuita a sociedades ou fundações beneficentes de seus empregados. na qualidade de proprietária fiduciária das ações. julgue os itens seguintes. a companhia é fechada quando os valores mobiliários de sua emissão estejam admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários. os R$ 50. 35 . 31 .com. 36 .00 na reserva de lucros a realizar.A amortização de debêntures da mesma série que possuam vencimentos anuais distintos. 34 . o que permite uma melhor análise do desempenho da empresa. 29 . deve ser feita mediante sorteio ou por compra em bolsa.000.É proibido que a companhia adquira debêntures de sua emissão. quando autorizada pelo ministério a que estiver vinculada.Para os efeitos da legislação aplicável às sociedades por ações. No exercício subseqüente. mesmo que por valor igual ou inferior ao nominal.Havendo a propriedade de ações nominativas.As partes beneficiárias podem ser alienadas pela companhia.No método de custeio direto ou variável.

000. transformadas ou incorporadas.Ao efetuar o registro do estoque de mercadorias para revenda pelo valor de aquisição.Nos casos de incorporação ou fusão.pontodosconcursos. D duplicatas a pagar R$ 62. o prazo para exercício do direito de retirada deve ser contado a partir da efetivação da operação.00 C mercadorias R$ 67.00 39 .com. Acerca da contabilidade de custos e do controle de estoques. enquanto o pagamento do preço de reembolso somente será devido após a publicação da ata que aprovar o protocolo ou a justificação.br 31 . para não reduzir o seu ativo. 43 . 41 . 40 . pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas.00 cuja aquisição ocorreu a prazo e com desconto comercial de R$ 5.CONTABILIDADE. 42 . julgue os itens a seguir.00 D desconto obtido R$ 5. do patrimônio das sociedades incorporadas ou fusionadas para a sociedade incorporadora ou constituída. 38 . No caso de perda dos documentos comprobatórios da aquisição de mercadorias.A cisão é a transação pela qual uma companhia (cindida) transfere parcelas de seu patrimônio para uma ou mais sociedades. à cisão e incorporação de empresas e a destinação/registro de lucros.Ao se registrar a fusão. transformação ou incorporação de outra ou em outra deve registrar em seu passivo os tributos devidos. quando houver a versão de todo o patrimônio da sociedade cindida (que se extinguirá).000.CURSOS ON-LINE. a empresa deve obedecer ao conservadorismo e à prudência. Julgue os seguintes itens. a empresa deve aumentar seu ativo circulante em duas contas: mercadorias para revenda e ICMS a recolher. já existentes ou que sejam criadas precipuamente para esse fim.000. a empresa deve efetuar o registro.00 deve ser corretamente registrada como a seguir.000.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER 37 . relativos a normas aplicáveis à fusão. sempre pelo maior valor.Ao registrar o ICMS da aquisição de mercadorias para revenda. www.000. A cisão pode ser total. quando apenas parte do patrimônio é vertido para outras sociedades e a personalidade jurídica da companhia cindida subsiste. ou parcial. com sucessão universal.A devolução de mercadorias ao fornecedor no valor de R$ 67. após consulta ao mercado.A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão. até a data da mudança. há a transferência.

serão adicionados ao lucro líquido. 46 . direitos e obrigações transferidos da cindida e o registro do capital social integralizado com o patrimônio líquido transferido da cindida. há uma redução do passivo circulante que não é representada na DOAR. serão efetuados os registros de bens.Ao se registrar o pagamento de dividendos apropriados. 48 . julgue os itens subseqüentes. para a determinação do lucro real correspondente ao balanço levantado no dia 31 de dezembro do ano-calendário em que tiverem sido disponibilizados para a pessoa jurídica domiciliada no Brasil. 47 . a DOAR apresenta a movimentação econômica do período.CURSOS ON-LINE.pontodosconcursos.br 32 . Quanto à elaboração e divulgação do fluxo de caixa e à demonstração de origens e aplicação de recursos (DOAR). 45 . esse fato afetará a DOAR porque se trata de item econômico que afeta o ativo circulante.TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER 44 . controladas ou coligadas. por intermédio de filiais ou sucursais. sim.Na empresa resultante após a cisão. mas.com.CONTABILIDADE.Os lucros auferidos no exterior. na demonstração dos fluxos de caixa. Por outro lado.Enquanto o fluxo de caixa apresenta a variação do capital circulante líquido. www.O registro de prováveis perdas de estoque não afetará o demonstrativo do fluxo de caixa porque não caracteriza desembolso.

CURSOS ON-LINE.com.CONTABILIDADE.br 33 .TÓPICOS AVANÇADOSPROFESSORES MISSAGIA E VELTER GABARITO 01 – C 02 – C 07 – C 08 – C 13 – E 14 – C 19 – C 20 – C 25 – E 26 – E 31 – E 32 – C 37 – E 38 – E 43 – C 44 – C 03 – E 09 – E 15 – C 21 – E 27 – E 33 – E 39 – E 45 – C 04 – E 10 – E 16 – E 22 – C 28 – C 34 – E 40 – E 46 – E 05 – E 11 – C 17 – E 23 – C 29 – E 35 – C 41 – C 47 – C 06 – E 12 – C 18 – C 24 – E 30 – C 36 – E 42 – C 48 – C www.pontodosconcursos.

Lei no 11. INTRODUÇÃO A Lei nº 6. 105 . a DFC complementa e esclarece a situação patrimonial no concernente ao aspecto financeiro do patrimônio. a CVM. e demonstração das origens e aplicações de recursos. c) demonstração do resultado desde o último exercício social.404/76. orientando os Diretores de Relações com Investidores e Auditores Independentes sobre a elaboração de Informações Contábeis pelas Companhias Abertas. mas encontra amparo no § 4º do art. no art. Em que pese não haver disposição expressa na lei societária sobre a DFC. b) demonstração de resultados acumulados. servindo de apoio ao processo decisório na gestão empresarial. por meio do OFÍCIOCIRCULAR/CVM/SNC/SEP Nº 01/2005. que as demonstrações contábeis obrigatórias são: balanço patrimonial. dispõe que: Art.404. Além desse dispositivo legal. a nova lei de falências. No § 4º do mesmo dispositivo nos é informado que as demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício. acompanhadas dos seguintes documentos: I – demonstrações contábeis referentes aos 3 (três) últimos exercícios sociais e as levantadas especialmente para instruir o pedido.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia AULA 02 FLUXO DOS CAIXAS Esta aula consta no item 14 do Edital para AFRFB e acreditamos que pelo menos 1 questão sobre o assunto será cobrada na prova. de 9 de fevereiro de 2005.404/76) estabelece. demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados. confeccionadas com estrita observância da legislação societária aplicável e compostas obrigatoriamente de: a) balanço patrimonial. Percebe-se que a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) não é obrigatória. 1. quando ela estabelece que as demonstrações são complementadas por outros quadros ou demonstrações contábeis necessários para o esclarecimento da situação patrimonial. d) relatório do fluxo de caixa. de 25 de fevereiro de 2005. no art. estabeleceu no item 4 as seguintes recomendações acerca da Demonstração de Fluxos de Caixa (DFC): INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 1 . alínea “d”. expondo as razões da impossibilidade de prosseguimento da atividade empresarial. 105. demonstração do resultado do exercício.101.O devedor em crise econômico-financeira que julgue não atender aos requisitos para pleitear sua recuperação judicial deverá requerer ao juízo sua falência. inciso I. 176. de 30 de outubro de 1976 (Lei 6. De fato. 176 da Lei 6.

no início e no fim do exercício.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 4.1 Evolução da Demonstração de Fluxos de Caixa As origens da atual demonstração de fluxos de caixa estão nas demonstrações preparadas décadas atrás pelas companhias que apresentavam as fontes e aplicações de fundos obtidos em essência dos aumentos e diminuições dos itens do balanço patrimonial. a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos – DOAR – tem como objetivo indicar as modificações na posição financeira da companhia. denominação que permanece até hoje em vários países. A elaboração da demonstração de origens e aplicações de recursos evoluiu ao longo do tempo e os seguintes pontos foram adotados na pratica contábil: (i) quando os recursos das operações da empresa apresentarem-se negativos. ou capital de giro líquido. (ii) os empréstimos dedicados ao financiamento do imobilizado podem ser apresentados como origens e aplicações.404/76. as variações de itens dos ativos e passivos organizados de forma tal que demonstre a variação no capital circulante líquido do período. originários do aumento do passível exigível a longo prazo. respectivamente. IV – os saldos. II – as aplicações de recursos. dos investimentos e do ativo diferido. amortização ou exaustão e ajustado pela variação nos resultados de exercícios futuros. (iii) a reavaliação deve ser excluída das INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 2 . agrupadas em: a) dividendos distribuídos. ou seja. eles devem ser demonstrados como uma aplicação de recursos e não como uma redução na origem de recursos. Esse formato evoluiu de uma informação suplementar e voluntária para uma demonstração obrigatória ainda sob o conceito da posição financeira como a variação do capital circulante. b) realização do capital social e contribuições para reservas de capital. No texto desse artigo. b) aquisição de direitos do ativo imobilizado. o montante do capital circulante líquido e o seu aumento ou redução durante o exercício. c) aumento do ativo realizável a longo prazo. da redução do ativo realizável a longo prazo e da alienação de investimentos e direitos do ativo imobilizado. do ativo e passivo circulantes. acrescido de depreciação. c) recursos de terceiros. representando aumento ou redução do capital circulante líquido. Demonstração dos Fluxos de Caixa 4. essa demonstração deve discriminar: I – as origens dos recursos. Na forma prevista pelo artigo 188 da Lei nº 6. agrupadas em: a) lucro do exercício. III – o excesso ou insuficiência das origens de recursos em relação às aplicações. A diferença entre esses itens foi chamada de posição financeira. d) redução do passivo exigível a longo prazo.

Essa classificação permite avaliar o efeito das atividades sobre o montante de caixa e equivalentes de caixa. baseada nos conceitos de capital circulante líquido e no regime de competência. (ii) de investimento e (iii) de financiamento. Os usuários da empresa estão interessados em saber como a empresa gera caixa e equivalentes de caixa. que são prontamente conversíveis em valores de caixa e que estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3 . Exemplos são os recebimentos em dinheiro pela venda de bens e serviços e o pagamento em dinheiro a fornecedores. Atividades de investimento: são aquisição e venda de ativos de longo prazo e outros investimentos que representam gastos destinados a gerar receitas futuras e fluxos de caixa e que não estão incluídos nos equivalentes de caixa.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia demonstrações das origens e aplicações por não representar fluxo de recursos. portanto. de alta liquidez. Esses fluxos são basicamente derivados de transações geradoras de receita da entidade e. o que significa apresentar a disponibilidade dentro do chamado ciclo financeiro da empresa e na geração de recursos operacionais a partir do resultado elaborado segundo o regime de competência. demonstrado segundo o regime de caixa. Equivalentes de caixa são investimentos de curto prazo. Estrutura Os seguintes tópicos principais devem ser usados em todos os fluxos de caixa: (i) atividades operacionais. por outro lado. e este interesse independe da natureza da empresa. conforme estabelecido no pronunciamento americano SFAS 95 e no pronunciamento internacional IAS 7. geralmente resultam das transações e outros eventos que entram na apuração do resultado. além de outras atividades diferentes das de investimento e financiamento.2 A Demonstração dos Fluxos de Caixa segundo a norma internacional IAS 7 A seguir estão resumidos e comentados os principais pontos da norma sobre a demonstração de fluxo de caixa no IAS 7: Objetivos A informação dos fluxos de caixa fornece uma base para avaliação da capacidade de geração e utilização desses fluxos de forma estruturada por natureza de atividades. a seguradores por prêmios e de impostos. a empregados. foi então estreitado para uma definição de caixa ou equivalente de caixa. baseia-se no conceito de disponibilidade imediata. portanto. 4. Conceitos Caixa e equivalentes de caixa: o caixa compreende numerário em mãos e depósitos bancários disponíveis. Atividades operacionais: são as principais atividades geradoras de receita da entidade. ambos com o título de Statement of Cash Flow. A demonstração dos fluxos de caixa. O conceito de "fundos" e "posição financeira" originário das primeiras demonstrações. A DOAR está.

b) Os fluxos de caixa de transações em moeda estrangeira devem ser registrados na moeda em que estão expressas as demonstrações contábeis da entidade. e requer da INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 4 . pagamento de arrendamento (lease). (iii) todos os outros itens de receita e despesa relativos a fluxos de caixa de atividades de investimento e financiamento. c) Quando um contrato é contabilizado como proteção (hedge) de uma posição identificável. (iii) todos os outros itens de receita e despesa relativos a fluxos de caixa de atividades de investimento e financiamento. sendo encorajado o método direto. convertendo-se o montante em moeda estrangeira à taxa cambial na data do fluxo de caixa. amortização de empréstimos e. Aspectos de classificação e divulgação a) A entidade deve destacar as principais classes de recebimento e pagamentos decorrentes das atividades de investimento e financiamento pelo valor bruto. recebimentos pela venda de ativo imobilizado. Atividades de financiamento: são atividades que resultam em mudanças no tamanho e na composição do patrimônio líquido e empréstimos a pagar da entidade. e) os fluxos de caixa referentes aos juros. o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais é determinado ajustando-se o resultado (lucro ou prejuízo): (i) pelos efeitos das transações que não afetam o caixa. que representam exigências impostas a futuros fluxos de caixa pelos fornecedores de capital à entidade. Métodos para apresentação A entidade pode usar o método direto ou indireto para reportar o fluxo de caixa das atividades operacionais. d) os fluxos de caixa referentes a itens extraordinários devem ser classificados como resultantes de atividades operacionais. no método indireto. dividendos e impostos de renda devem ser divulgados separadamente e de maneira uniforme no grupo em que melhor represente a essência da transação. No método direto as principais classes de recebimentos e desembolsos são divulgados e. intangível e outros ativos de longo prazo. (ii) variações ocorridas no período nos estoques e nas contas a receber e a pagar e. de investimento ou de financiamento. e separadamente divulgados. o pronunciamento IAS 7 não especifica como devem ser classificados estes fluxos de caixa. lucros não distribuídos de investidas e interesses minoritários. aquisição ou venda de ações ou instrumentos de dívida de outras entidades.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Exemplos são os desembolsos para aquisição de ativo imobilizado. numerário proveniente da emissão de debêntures. lucros ou prejuízos cambiais não realizados. como depreciação. pagamento a investidores para adquirir ou resgatar ações da entidade. conforme o caso. tomada de empréstimo a curto e longo prazo. Exemplos são o numerário proveniente da emissão de ações ou instrumentos de capital. diferimentos e provisões. os fluxos de caixa do contrato são classificados do mesmo modo como os fluxos de caixa da posição que está sendo protegida.

O pronunciamento SFAS 95. Recomenda-se que a empresa brasileira. estabeleçam e divulguem em nota explicativa às demonstrações de fluxos de caixa uma política contábil para esses itens. mantendo-se cada um desses itens demonstrado em separado. Acrescente-se que o SFAS 95 determina que a transação deve ser classificada na atividade que representar a fonte predominante de fluxos de caixa para o item.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia empresa que estabeleça a sua política contábil para esses itens da forma mais adequada. A premissa subjacente no caso do pronunciamento americano é a convergência entre o fluxo de caixa operacional e os itens do resultado. (ii) classifica os dividendos pagos como um fluxo de caixa de "financiamentos". os juros pagos e recebidos e os dividendos pagos e recebidos e o SFAS 95 permite que os juros e dividendos recebidos possam ser divulgados em conjunto. particularmente aquelas com registro em bolsas americanas. O pronunciamento IAS 7 permite uma empresa não financeira classificar de forma consistente entre os períodos: (a) juros (despesas financeiras) e dividendos pagos ou recebidos no tópico "operacional" ou (b) juros e dividendos pagos como "financiamento". ou seja. ou seja. Divulgação de notas explicativas às demonstrações de fluxo de caixa O IAS 7 e o SFAS 95 requerem divulgações em notas explicativas sobre certos tópicos da demonstração de fluxo de caixa: tópico Componentes caixa e equivalentes caixa SFAS 95 Exige a divulgação dos critérios que a empresa utiliza na consideração dos investimentos classificados como equivalentes-caixa. separadamente. retornos sobre investimento. por outro lado: (i) requer que os juros pagos e os juros e dividendos recebidos devem ser classificados como fluxo de caixa operacional. O IAS 7 requer divulgar. Uma forma de conciliação entre esses pronunciamentos poderia ser a demonstração de juros pagos e juros e dividendos recebidos. custo da obtenção dos recursos financeiros. que no pronunciamento internacional IAS 7 permite tratamentos alternativos. e esta diferença pode fazer com que a empresa potencialmente varie a classificação para um mesmo tipo de transação. IAS 7 Exige a divulgação dos componentes que a empresa está considerando como caixa e equivalentes caixa e deve apresentar uma conciliação entre os valores em sua demonstração dos fluxos de INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5 . como item do fluxo de caixa operacional e os dividendos pagos como item do fluxo de caixa de financiamento. A diferença de tratamento dos juros e dividendos entre os pronunciamento americano FASB Statement 95 e o pronunciamento internacional IAS 7 A classificação dos juros e dividendos. recebe uma diretriz específica no caso do pronunciamento americano. porque são considerados um custo para obter recursos. e juros (receitas financeiras) e dividendos recebidos como "investimento".

juros e dividendos recebidos podem também constituir um único subitem. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 6 . separadamente divulgados. Juros. dividendos pagos podem ser agrupados com outras distribuições aos proprietários. Valor dos fluxos de caixa por Outras divulgações Não faz referência. juntamente com os comentários da administração. Atividades de hedging Não requer a divulgação dos critérios utilizados. Valor de empréstimos obtidos mas não utilizados. dividendos e imposto de renda Os juros (líquido das quantias capitalizadas) e imposto de renda pagos devem ser evidenciados em destaque apenas se for utilizado o método indireto. independentemente de se utilizar o método direto ou indireto. Os juros e dividendos. e. a que os originou. e evidenciados de acordo com o IAS 8. de investimento ou de financiamento. Deve ser divulgado o efeito de qualquer mudança na política para determinar os componentes de caixa e equivalentes de caixa (IAS 8). conforme o caso. pagos e recebidos. de: . Requer a divulgação dos critérios utilizados para classificar os hedges de transações identificáveis na mesma categoria dos itens que o originaram. Encoraja a divulgação. e o imposto de renda pago devem ser mostrados d forma individualizada na demonstração de fluxo de caixa. Não faz referência.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia caixa com os itens do balanço patrimonial . Fluxo de caixa por ação Proíbe a divulgação de qualquer índice relacionado ao fluxo de caixa por ação. . Saldos indisponíveis de caixa Deve divulgar os saldos de caixa e equivalentes de caixa indisponíveis. Não é necessário nenhum procedimento especial para evidenciar os fluxos de caixa oriundos de itens extraordinários. Itens extraordinários Devem ser classificados como resultantes de atividades operacionais. Não faz referência.

Como exemplo desses aperfeiçoamentos. as demonstrações de fluxos de caixa e de origens e aplicações de recursos sejam elaboradas de acordo com as normas e práticas dispostas nas quais a companhia escolheu para referenciar a elaboração desse tipo de demonstração e que estão esclarecidas na nota explicativa sobre as políticas contábeis seguidas. por exemplo: (a) a divulgação dos juros e encargos pagos no ano. na situação de transição atual.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia atividade em joint ventures. para que não exista prejuízo de entendimento para o usuário/investidor. ou seja. Valor dos fluxos de caixa derivados de aumentos na capacidade operacional separadamente daqueles necessários para manter a capacidade operacional. para que a divulgação da Demonstração dos Fluxos de Caixa divulgada no Brasil seja a mesma divulgada no exterior. Por exemplo: a demonstração de origens e aplicações na legislação societária brasileira. Nesse caso. para que não haja prejuízo ao entendimento do investidor. As companhias abertas vêm divulgando a DFC de forma suplementar às suas demonstrações contábeis. considerar outros itens de esclarecimento para os usuários em notas explicativas adicionais como. sendo recomendável o esclarecimento adicional sobre as bases da política contábil seguida ao estabelecer essas modificações. Isso não impede que a companhia aperfeiçoe o modelo proposto pela regulação. A companhia deve. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 7 . facilitaria a avaliação do comportamento da atividade para o investidor/analista de mercado. dando uma conotação de informação de natureza voluntária. também. as companhias que divulgarem essa informação no exterior são obrigadas a divulgá-la no Brasil para que não ocorra a divulgação de informações de forma privilegiada e assimétrica entre os diferentes mercados. As companhias devem atentar. podemos citar a redução do CCL como origens de recursos e o aumento do CCL como aplicação de recursos. também. inclusive os capitalizados oriundos de ativações em bens em construção. No entanto. na DOAR e a criação de categorias ou subitens especiais na demonstração dos fluxos de caixa. a empresa julgou que. Recomenda-se que. .3 Divulgação segundo as normas brasileiras e normas estrangeiras. tenha o mesmo formato e estrutura. 4. (b) o total do imposto de renda e CSSL pagos no ano e. . Como política contábil a empresa também pode determinar que qualquer fluxo de caixa das atividades de investimento e financiamento que seja maior que 5% do valor total da atividade envolvida seja discriminado em separado. (c) eventuais transações que ou eventos que não alteraram o caixa mas são relevantes para informar sobre o fluxo de recursos da empresa (e que são expressamente excluídos da demonstração do fluxo de caixa pelo IAS 7). a demonstração de fluxos de caixa pelo FAS 95 ou pelo IAS 7. ao abrir a composição desses fluxos de caixa. Valor dos fluxos por atividade econômica e região geográfica.

A divulgação da demonstração dos fluxos de caixa em português usando os meios para a divulgação no Brasil. Por se constituir numa demonstração financeira. para isso. divulgados através do site da companhia. analisaremos a DFC nos aspectos apregoados pela CVM. que pretende organizar a informação mínima necessária a ser divulgada. deve manter a perfeita identidade com o fluxo de caixa divulgado em língua estrangeira segundo normas estrangeiras. no concernente ao conceito abstrato de Capital Circulante Líquido. os administradores. para que não exista prejuízo ao investidor brasileiro e nem ao investidor internacional. estamos diante da tendência de a DOAR ser substituída. Ademais. a sua demonstração se prende a informar. que é um demonstrativo financeiro com grande capacidade informativa e exigida pela lei societária. 2. a sua utilidade ou relevância para o usuário e. pela DFC. a divulgação do mesmo tipo de informação contábil em um mercado e a não divulgação em outro mercado configura a divulgação assimétrica de informações e representa uma infração em relação ao disposto na legislação brasileira. portanto. embora com menor capacidade informativa. quanto nos objetivos dos usuários da informação contábil divulgada. O critério final de uma alteração de forma em uma demonstração deve ser. pois são de grande valia as informações trazidas por este demonstrativo complementar. com acréscimos ou exclusão das respectivas notas explicativas. é de compreensão mais fácil por parte dos administradores e do público em geral. a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR). adequada às análises de curto prazo e à gerência financeira do dia-a-dia. não contribui para comunicar o desempenho da empresa e traz potencialmente o risco de confundir o leitor. alternativamente. é muito complexa e de difícil compreensão. CONCEITO Embora o nome dado ao demonstrativo seja Fluxo dos Caixas ou Fluxo de Caixa. por exemplo. de onde vem e para onde INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 8 . a empresa deve referenciar-se tanto na estrutura regulatória.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Finalmente. Recomenda-se especial atenção para esse aspecto. em face da legislação estrangeira ou por ato volitivo da empresa. a DFC vem crescendo em nosso meio. A divulgação da demonstração dos fluxos de caixa em formatos diferentes e em dois mercados distintos. ao fazer modificações sobre a estrutura e conceitos indicados na regulação. Portanto. basicamente. Com isso. site da CVM. contadores e auditores. principalmente. Assim. as empresas preferem publicar a DFC que. a elaboração da DFC possui exigência legal na lei de falências e a recomendação de sua elaboração pela CVM. com o passar do tempo. Em outra situação. devem avaliar se o que se deseja acrescentar ou modificar não altera o julgamento do analista/investidor e se. Portanto. deve modificar a estrutura dessa demonstração ou constar de nota de rodapé ou ainda de nota explicativa. por exemplo. ou seja. jornais.

visto que a DFC apresenta as alterações sofridas no disponível da sociedade. o conceito de equivalentes de caixa que são aquelas aplicações financeiras de curtíssimo prazo de liquidez imediata. está presente o fluxo de caixa projetado. Em ambas as hipóteses é possível identificar as insuficiências ou os excessos de recursos no período projetado. incluindo contas como duplicatas a receber. que o fluxo de caixa realizado se constitui em ferramenta de indiscutível valor de controle do fluxo de caixa projetado. no disponível da entidade. com vistas a determinar um provável comportamento do fluxo de entradas e saídas de recursos financeiros. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 9 . Trata-se de um demonstrativo ou instrumento financeiro e gerencial utilizado pelos administradores e investidores como termômetro para aferir a saúde financeira da entidade. A projeção pode ser a curto ou a longo prazo. Portanto. De modo geral. onde são previstas as receitas e despesas de um determinado período. diversos objetivos e diferentes formas de se elaborar a DFC.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia vão os recursos aplicados em disponibilidades. A elaboração do fluxo de caixa realizado por diversos períodos sucessivos permite a elaboração de análise horizontal ou análise de tendência. pois traz no seu bojo todo ativo circulante. ao passo que sob a ótica do controle da execução orçamentária o fluxo de caixa realizado ganha relevo. despesas antecipadas etc. servirá de ponto de partida à elaboração do fluxo de caixa projetado. mesmo apresentando resultados positivos. Conforme o próprio nome revela. pois por meio dele é possível constatar as causas das falhas no planejamento ou na gestão dos recursos financeiros quando houver divergências entre os valores projetados e os realizados. É de ressaltar. o fluxo de caixa projetado está ganhado ênfase cada vez maior. Desta forma. representados pelo dinheiro em caixa. a principal finalidade do fluxo de caixa projetado é gerencial. o principal objetivo do fluxo de caixa realizado é demonstrar as movimentações das entradas e as saídas de recursos financeiros. depositado em banco e as aplicações financeiras de liquidez imediata. Existem. tanto a atual quanto a projetada. assim. Do ponto de vista do planejamento. Além disso. não representa liquidez. a DOAR evidencia alterações no Capital Circulante Líquido que. não possui liquidez para saldar seus compromissos assumidos em curto ou em médio prazo. O fluxo de caixa se constitui numa ferramenta de gerenciamento dos recursos financeiros à disposição do administrador. se elaborado criteriosamente. estoques. Desta forma. as finalidades para as quais se elabora esta demonstração são para evidenciar o fluxo de caixa realizado e o fluxo de caixa projetado. realizados num determinado intervalo de tempo considerado. isto é. pelo fluxo de caixa realizado. envolve o conceito de equivalente de caixa. Na projeção de orçamento empresarial. Surge. ainda. geralmente. portanto. é possível evidenciar que determinada entidade. De forma diversa. aplicável tanto aos recebimentos quanto aos pagamentos.

no conceito de regime de caixa. Caixa ou equivalentes de caixa: na movimentação dos recursos financeiros. Atividades de investimentos: compreendem as transações com os ativos de longo prazo e outros investimentos que representam gastos destinados a gerar INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 10 . podemos dizer que a DOAR evidencia as origens e as aplicações de recursos que alteram o Capital Circulante Líquido ao passo que a DFC evidencia as origens e aplicações de recursos que alteram o disponível. também. É interessante que se abandone o conceito de regime de competência. pagamentos aos funcionários. Nestas atividades devem ser evidenciadas também outras receitas que não se amoldem aos conceitos de atividades de investimento e financiamento. Ressalta-se que na DFC são demonstradas tanto as origens quanto as aplicações dos recursos financeiros que transitaram pelo disponível de determinada entidade. Atividades operacionais: compreendem as transações que envolvem a consecução do objeto social da Entidade que são as principais atividades geradoras de receita da entidade. Como equivalentes de caixa. os valores prontamente conversíveis em dinheiro.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia subsidia as decisões da administração quanto a necessidade de investimentos externos ou na alocação de possíveis excessos. devem ser consideradas as aplicações financeiras com característica de liquidez imediata. ou seja. estão presentes naquele demonstrativo. entretanto. O planejamento pode envolver as entradas e saídas de recursos financeiros a curtos e médios prazos. geralmente. incluem-se não somente saldos de moeda em caixa ou depósitos em conta bancária disponível. Assim. cujo risco de mudança de valor é insignificante. Por meio do fluxo de caixa projetado o administrador pode planejar os seus pagamentos e terá em suas mãos a programação financeira de determinado período. outros tipos de contas que possuem as mesmas características de liquidez e de disponibilidade imediata. podemos apresentar as seguintes definições: Fluxos de caixa: são ingressos e saídas de caixa e equivalentes de caixa. pagamento aos fornecedores por compra de materiais. mas. DEFINIÇÕES IMPORTANTES Tomando por base os conceitos contidos nas recomendações da CVM. Elas podem ser exemplificadas pelo recebimento em dinheiro decorrente da venda de bens e serviços. exclusivamente. pagamentos a seguradores por prêmios e impostos etc. pois este demonstrativo baseia-se. Sempre é bom lembrar que por disponível se entende: Caixa + Bancos + Aplicações Financeiras de liquidez imediata ou Investimentos de liquidez imediata. 3. As receitas e despesas das atividades operacionais aqui consideradas possuem conotação diferente da dada às receitas e despesas operacionais consideradas na apuração do resultado.

Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia receitas futuras e fluxos de caixa e que não estão incluídos nos equivalentes de caixa. numerário proveniente da emissão de debêntures. Adicionalmente. É de ressaltar que determinados recebimentos ou pagamentos de caixa podem ter características que se enquadrem tanto no fluxo de caixa das atividades operacionais. mas que não resultaram em pagamentos ou recebimentos de caixa. como nas atividades de financiamentos ou nas atividades de investimentos. pagamento de arrendamento. Exemplos desse tipo são as aquisições de ativos realizadas por meio de empréstimos ou financiamentos e a reavaliação. Por exemplo. a classificação apropriada deverá levar em consideração qual atividade é predominante na geração do fluxo de caixa. Se for o caso. Incluem-se nessas atividades a captação de recursos junto aos acionistas ou cotistas pela emissão de ações ou instrumentos de capital. o fluxo de caixa gerado por essa transação é considerado como operacional. Atividades de financiamentos: são as atividades que interferem na composição e no valor do patrimônio líquido e empréstimos a pagar da entidade. Também. tomada de empréstimo a curto e longo prazo. 4. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 11 . deverá ser apresentada uma conciliação entre o resultado e o fluxo de caixa líquido gerado pelas atividades operacionais visando fornecer informações sobre os efeitos líquidos das transações operacionais e de outros eventos que afetam o resultado. caracterizam esta atividade os desembolsos efetuados ou as entradas de recursos originadas nas aquisições ou vendas de participações em outras entidades e de ativos utilizados na produção de bens ou prestação de serviços ligados ao objeto social da Entidade. Portanto. PRINCÍPIOS CONTÁBEIS APLICÁVEIS A "Demonstração dos Fluxos de Caixa" refletirá as transações de caixa oriundas: a) das atividades operacionais. por possuir a característica de estoques. e c) das atividades de financiamentos. pois não refletem nem aumento nem diminuição de disponibilidades. Informações sobre atividades de investimentos e de financiamentos que resultaram em reconhecimento de um ativo ou de um passivo. Todavia. apenas as transações que afetam o fluxo de caixa devem ser apresentadas na demonstração dos fluxos de caixa. outro exemplo é a manutenção de ativos e passivos financeiros sem o objetivo primário de auferir ganhos financeiros. devem ser excluídas da demonstração dos fluxos de caixa e serem apresentadas em local apropriado nas demais demonstrações ou em notas explicativas. pagamento a investidores para adquirir ou resgatar ações da entidade. Dessa forma. se um imóvel é adquirido com o objetivo de revenda. As atividades de investimentos não compreendem a aquisição de ativos com o objetivo de revenda. b) das atividades de investimentos. as transações envolvendo imóveis geralmente são consideradas como atividades de investimentos. que representam exigências impostas a futuros fluxos de caixa pelos fornecedores de capital à entidade. amortização de empréstimos e. como numa entidade do ramo imobiliário.

O método direto caracteriza-se por apresentar os componentes dos fluxos por seus valores brutos. Desta forma. destinam-se a ajudar seus usuários a avaliar a geração de fluxos de caixa para o pagamento de obrigações e lucros e dividendos a seus acionistas ou cotistas. de investimentos e de financiamentos e o seu efeito líquido sobre os saldos de caixa. conciliando seus saldos no início e no final do período ou exercício. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 12 . CONSIDERAÇÕES DE TÉCNICA CONTÁBIL A demonstração dos fluxos de caixa para um determinado período ou exercício deve apresentar o fluxo de caixa oriundo ou aplicado nas atividades operacionais. Outros recebimentos e pagamentos operacionais. revelar o efeito das transações de investimentos e financiamentos. sobre a posição financeira. A par dos demais princípios contábeis. o principal objetivo da “Demonstração do Fluxo de Caixa” é a mais ampla evidenciação da situação financeira da Entidade. Entidades sujeitas a órgãos reguladores devem utilizar. com a utilização ou não de numerário. a ampla evidenciação. Neste método. Na preparação da demonstração dos fluxos de caixa. Pagamentos a empregados e remuneração de administradores. Juros. modelos estabelecidos pelos respectivos órgãos. produtos ou serviços. não lhe sendo aplicável o princípio da competência e os demais princípios fundamentais de contabilidade. devem ser apresentados. finalmente. 5. As informações contidas numa demonstração dos fluxos de caixa. quando utilizadas com os dados e informações divulgados nas demonstrações contábeis. poderá ser utilizado o método direto ou indireto. se houver.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia A função primordial de uma demonstração dos fluxos de caixa é a de propiciar informações relevantes sobre as movimentações de entradas e saídas de caixa de uma entidade num determinado período ou exercício. ou a identificar as necessidades de financiamento. Pagamento de Imposto de Renda. Pagamentos a fornecedores de mercadorias e serviços. os seguintes tipos de recebimentos e pagamentos relacionados às operações: Recebimento de clientes decorrentes de vendas de mercadorias. as razões para as diferenças entre o resultado e o fluxo de caixa líquido originado das atividades operacionais e. lucros e dividendos recebidos. Sendo este o principal princípio contábil envolvido na DFC. no mínimo. a DFC fica adstrita ao regime de caixa. ou seja. ao menos para os itens mais significativos dos recebimentos e dos pagamentos.

ajustadas pelas movimentações dos itens que não geram caixa. Empregados. amortização. por impostos e contribuições. Aplicação de recursos no ARLP INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 13 . restituição de impostos. Subsidiárias. produtos e serviços. Governos. a partir das disponibilidades geradas pelas atividades operacionais. baixas de itens do ativo permanente etc. Tanto pelo método direto quanto pelo método indireto deve-se fazer a conciliação do resultado do exercício com o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais. a título de lucros ou dividendos. matériaprima). Movimentação líquida das contas que influenciam na determinação dos fluxos de caixa das atividades de investimentos e de financiamentos. tais como estoques. tais como: depreciação. avaliadas pelo método de equivalência patrimonial. Deve-se classificar numerário recebido por: como oriundo de atividades de investimentos o Venda de ativos permanentes.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O método indireto caracteriza-se por apresentar o fluxo de caixa líquido oriundo do Lucro Líquido do Exercício (LLE). Processos. Todos os ajustes de conciliação entre o resultado e o caixa gerado pelas atividades operacionais devem ser claramente identificados como itens de conciliação.. companhias de seguro. etc. contas a receber e contas a pagar. Reembolsos de fornecedores. EXEMPLOS Deve-se classificar como oriundo de atividade operacional o numerário recebido de: Clientes por venda de mercadorias. reembolsos a clientes etc. Deve-se classificar na atividade de investimentos o numerário utilizado na aquisição de: ativo permanente. ajustado por: Movimentação líquida das contas que influenciam na determinação dos fluxos de caixa das atividades operacionais. Deve-se classificar como utilizado na atividade operacional o numerário pago a: Fornecedores por compra de material produtivo (mercadorias.

orientando sobre a forma de elaboração do fluxo de caixa naquele país. Desta forma. de 25 de fevereiro de 2005. pelo Instituto dos Auditores Independentes do Brasil – IBRACON.1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS A tendência mundial. produtos e serviços.1. classifica as atividades das empresas em três categorias: atividades operacionais. por meio OFÍCIO-CIRCULAR/CVM/SNC/SEP Nº 01/2005. abarcando. Atividade operacionais As Atividades Operacionais compreendem as atividades produtivas do empreendimento. 6. conforme apregoado pelo §4º do art. Deve-se classificar na atividade de financiamentos o numerário pago a: Acionistas ou cotistas por lucros. atividades de investimentos e atividades de financiamentos. de 30/04/1999. por meio do Pronunciamento nº 20. é a elaboração deste demonstrativo segregando ou classificando as atividades por categorias.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Deve-se classificar como oriundo de atividades de financiamentos o numerário recebido por: Integralização de capital.1.404/1976 e as orientações da CVM. de certa forma. FORMAS DE ELABORAÇÃO 6. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 14 . valores pagos de imposto de renda e contribuição social. proposta por aquele órgão americano.O. dividendos. O Financial Accounting Standards Board – FASB. entre outras. Credores de obrigações por financiamentos (amortização). inclusive a brasileira. recomenda-se que a DFC seja apresentada como informação complementar. em 30/04 e pela CVM. Obtenção de empréstimos externos (curto e longo prazos). pagamentos e recebimentos de contingências. publicado no D. 176 da Lei nº 6. valores pagos a fornecedores de mercadorias e serviços e empregados. Essa forma de elaboração e apresentação do fluxo de caixa. Colocação de títulos a longo prazo (debêntures e equivalentes). 6. aumenta a capacidade informativa desta ferramenta gerencial e foi referendada. as seguintes operações: valores recebidos de clientes decorrentes de vendas de mercadorias.U. enquanto as disposições legais mantiverem a exigibilidade de preparação da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos . órgão americano.DOAR. juros sobre o capital próprio ou reembolso de capital.

pagamento de juros sobre o capital próprio. obtenção de empréstimos a longo prazo. Atividades de financiamentos Por fim. aumento de Resultados de Exercícios Futuros. reaquisição de títulos relacionados com PL. recursos vindos dos proprietários ou acionistas. compra e venda de ativos fixos. é possível perceber qual é a atividade que mais contribui para a formação do caixa operacional. aquisição de máquinas e equipamentos. aquisição e venda de participações em outras sociedades. venda de imobilizado. integralização de capital obtenção de empréstimos a curto prazo.1. Atividades de investimentos Nas Atividades de Investimentos são agrupadas as transações que envolvem os ativos não circulantes. recebimento por reembolso de seguros. bem como é possível perceber qual é a atividade operacional que mais absorve recursos financeiros. 6. que interferem no Patrimônio Líquido e outros valores. 6. pagamento de lucros ou dividendos. compra de prédios e instalações. pagamento de juros sobre empréstimos. recuperação de impostos recebidos. comportam os recursos obtidos ou alocados nas seguintes operações: aquisição de ações em tesouraria. considerando este grupo.2. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 15 . devoluções a clientes. recebimento de dividendos e lucros de sociedades por investimentos realizados .3. Analisando a DFC. como por exemplo: ampliação e reestruturação do ativo permanente. pagamento de empréstimos de curto e longo prazo. as Atividades de Financiamentos.1. pagamentos de encargos sociais.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia aquisição de materiais e serviços gerais.

Considerado dessa forma. É de ressaltar que o ingresso desses valores será classificado como atividade operacional ao passo que o seu pagamento é considerado atividade de financiamento. É de ressaltar que nas atividades operacionais está incluído o aumento de REF. recebimento de doações e subvenções. serão necessários alguns ajustes a partir do Capital Circulante Líquido (CCL). A diferença existente entre os dois métodos está na forma de apresentação das origens e aplicações dos recursos gerados ou aplicados nas atividades das operações. entretanto. com exceção das variações patrimoniais que representam ingresso ou saída de disponível. origens e aplicações de recursos ou de outra forma aumento e diminuição das disponibilidades. MÉTODO INDIRETO Por este método de apresentação do Fluxo de Caixa. se elaborada a DOAR.1. 6. ELABORAÇÃO PROPRIAMENTE DITA Existem dois métodos de se apresentar a Demonstração do Fluxo de Caixa: pelo MÉTODO DIRETO ou pelo MÉTODO INDIRETO. isto é. não afetaram as disponibilidades da entidade ou que não sejam enquadradas nas atividades das operações. por representar efetivo ingresso de recursos no disponível (decorrente de vendas ou prestações de serviços futuros). Os ajustes necessários se referem aos aumentos líquidos nas contas do Passivo Circulante e dos aumentos líquidos das contas do ativo circulante que representam. quer pelo seu aumento. na qual são incluídas as operações que envolvem o capital social. Outro aspecto interessante diz respeito às atividades de financiamento. para considerar os valores circulantes que representarão diminuições ou aumentos das disponibilidades. a empresa financiou vendas a seus clientes o que ocasionou a aplicação de disponibilidades. as disponibilidades oriundas das atividades operacionais da empresa são demonstradas a partir do Resultado (lucro ou prejuízo) que deverá ser ajustado pelas contas incluídas na sua apuração que. subscrição de debêntures. ou são origens ou são aplicações de recursos financeiros. respectivamente. A semelhança da apresentação deste método com a DOAR nos autoriza a dizer que todos os valores movimentados num dado período. ou numa análise mais detalhada. Assim.2. um aumento de Duplicatas a Receber representa que foram alocados recursos de caixa nessas operações. embora seja classificada em conta que não representa circulante.2. 6. representa recursos financeiros que deixaram de ingressar INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 16 . com exceção do disponível.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia resgate de debêntures. quer pela destinação de resultado ou mesmo o pagamento de juros sobre o capital próprio.

Valores Mobiliários etc. o aumento das contas de Estoques. pois. se apresenta da seguinte forma: Fluxo de caixa das atividades operacionais Resultado Líquido do Exercício (±) Ajustes que não representam entrada ou saída de caixa como: (+) Depreciação. considerando as atividades segmentadas em seus três grupos.. este demonstrativo possui uma forma própria. Despesas antecipadas. Entretanto. técnica. Por outro lado. amortização e exaustão (+) Provisão para devedores duvidosos (±) Resultado na venda do imobilizado (±) Aumento ou diminuição do contas a receber (±) Aumento ou diminuição de estoques (±) Aumento ou diminuição de despesas antecipadas (±) Aumento ou diminuição de passivos (±) Variação no valor de investimentos avaliados pela equivalência patrimonial (±) Variação REF (±) Aumento ou diminuição de outros ajustes (=) Caixa Líquido das Atividades Operacionais Fluxo de caixa das atividades de investimentos (+) Alienação de imobilizado (+) Alienação de investimentos (-) Aquisição de imobilizado (-) Aquisição de investimentos (=) Caixa Líquido das Atividades de Investimentos Fluxo de caixa das atividades de financiamentos (+) Empréstimos líquidos tomados INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 17 . por este método. as reduções de Ativo Circulante e o aumento do passivo circulante. estes ajustes como indicado no quadro seguinte: Aumentos no AC e Reduções no PC Reduções do AC e Aumentos no PC = = APLICAÇÕES ORIGENS Até o momento. representam aplicação de disponibilidades ou a abdicação de recebê-los de imediato. A estrutura mais técnica da Demonstração do Fluxo de Caixa. Da mesma forma.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia nos cofres da entidade. analisamos uma forma mais prática de demonstrar ou apurar o valor das disponibilidades. de ser apresentado. representam origens de recursos financeiros ou disponibilidades. que não seja em disponibilidades. Podemos representar.

não afetaram as disponibilidades ou por não serem parte das atividades das operações. provisão para devedores duvidosos e ainda. o método direto é idêntico ao método indireto. parte do resultado do exercício (lucro ou prejuízo). são apresentados os ingressos e as saídas no disponível em lugar do resultado do exercício ajustado que é utilizado na demonstração pelo método indireto. quaisquer valores que foram considerados na DRE e que não representem efetivos desembolsos ou ingressos de disponibilidades. MÉTODO DIRETO Pelo método direto da DFC.2. por isso. facilitando a análise aos usuários. no fluxo de caixa das atividades operacionais. exaustão. as operações que influenciaram as disponibilidades. em único demonstrativo. Já no método direto. Desta forma. por sua vez. principalmente aos que não possuem grandes conhecimentos em contabilidade. efetivamente. é mais objetiva e de mais fácil entendimento e interpretação sendo. no fluxo das atividades operacionais. ou seja. pois no método indireto partirmos do resultado do exercício. No tocante à demonstração do fluxo de caixa das atividades de investimento e de financiamento.2. pois apresenta. ingressos ou saídas de recursos financeiros. ajustado pelos valores que compõem este resultado. elaborada segundo o método indireto. 6. Isso possibilita uma visão mais clara das movimentações de recursos financeiros. estimulada a sua elaboração.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia (+) Aumento do capital social (-) Pagamentos de lucros e dividendos (-) Juros pagos por empréstimos tomados (-) Pagamentos de empréstimos/debêntures (principal) (=) Caixa Líquido das atividades de financiamentos (=) Aumento ou redução de Caixa Líquido (+/-) Saldo de Caixa – Inicial ( = ) Saldo de Caixa – Final Observa-se que a DFC. Este resultado ajustado é obtido a partir da Demonstração do Resultado do Exercício. ajustando-o pelos valores operacionais considerados na DRE que não representam. em sua estrutura. a DFC elaborada pelo método indireto se assemelha. com adição das despesas de depreciação. Clientes ou Duplicatas a Receber e variação da conta representativa de investimentos avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial. amortização. Assim. é complexa e de difícil entendimento. mas que. à DOAR. a diferença básica entre os dois métodos (Indireto e o Direto) reside na apresentação ou do fluxo de caixa das atividades operacionais. consideramos os INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 18 . pela variação dos saldos das contas Fornecedores ou Duplicatas a Pagar. Enfim. assumindo os mesmos predicados da demonstração exigida pela lei societária. A DFC elaborada pelo método direto. efetivamente.

Assim.) Pagamento de Despesas administrativas ( .) Devoluções de vendas ( . As atividades de financiamentos e investimentos serão apresentadas exatamente da mesma forma nos dois métodos. por grupo de atividades. o seguinte roteiro: Fluxo de caixa das atividades operacionais: ( + ) Recebimentos de clientes (cobrança em carteira) ( + ) Desconto de Duplicatas ( + ) Dividendos recebidos ( + ) Juros recebidos ( + ) Aluguéis recebidos ( + ) Recebimentos por reembolso de seguros ( + ) Recebimentos de lucros de subsidiárias ( + ) Venda à vista de mercadorias e serviços ( + ) Outros recebimentos ( .) Pagamento de Despesas financeiras ( .) Pagamento de Despesas com vendas ( . segue.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia ingressos de recursos e as saídas de recursos oriundos das operações da entidade. a estrutura de apresentação da DFC pelo método direto.) Pagamentos de Salários ( .) Juros pagos sobre atividades das operações ( .) Pagamento de encargos sociais dos empregados ( . desconsiderando-se a DRE. basicamente.) Pagamento de Impostos de renda e outras despesas legais e tributárias ( .) Outros pagamentos ( = ) Caixa líquido das atividades operacionais Fluxo de caixa das atividades de investimentos (+) Alienação de imobilizado (+) Alienação de investimentos (-) Aquisição de imobilizado (-) Aquisição de investimentos (=) Caixa Líquido das Atividades de Investimentos Fluxo de caixa das atividades de financiamentos (+) Empréstimos líquidos tomados INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 19 .) Compras à vista ( .) Pagamento a fornecedores ( .

ao passo que o fluxo de caixa realizado serve. o fluxo de caixa projetado serve de planejamento e acompanhamento dos ingressos e saídas dos recursos financeiros. de forma simplificada. mas. pois evidencia toda a movimentação dos recursos financeiros decorrentes das operações. Para finalizar e ressaltar a diferença existente entre as duas formas básicas de elaboração e demonstração desse demonstrativo complementar. para o administrador. apresenta-se o quadro seguinte contemplando. os dois métodos de elaboração: MÉTODO DIRETO Ingressos Operacionais (-) Desembolsos Operacionais (=) Fluxo de Caixa Operacional MÉTODO INDIRETO Resultado do Exercício (DRE) ( +/_ ) Ajustes (=) Fluxo de Caixa Operacional ( +/_ ) Fluxo de Caixa das atividades de Investimentos ( +/_ ) Fluxo de Caixa das atividades de Financiamentos (=) Variação Líquida do Disponível INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 20 . como meio de controle e para o usuário externo serve para análise de tendência e do comportamento dos ingressos e saídas de recursos do disponível.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia (+) Aumento do capital social (-) Pagamentos de lucros e dividendos (-) Juros pagos por empréstimos tomados (-) Pagamentos de empréstimos/debêntures (principal) (=) Caixa Líquido das atividades de financiamentos (=) Aumento ou redução de Caixa Líquido (+/-) Saldo de Caixa – Inicial ( = ) Saldo de Caixa – Final Verifica-se que a demonstração do fluxo de caixa pelo método direto torna a avaliação da solvência e da liquidez da empresa mais fáceis. demonstrando as origens dos recursos de disponibilidades e suas respectivas aplicações. também. podemos concluir que o fluxo de caixa representa uma poderosa e imprescindível ferramenta de gestão à disposição do administrador. Neste contexto. Pelo exposto. não só pelo aspecto financeiro. sob o aspecto decisório.

00 11. após o registro dos ajustes necessários foram levantados.400.00 7.800.380. de acordo com as atividades operacionais.00 7.940.00 29.00 21.000.00 17.00 2.540.00 5.420.400. de 20X4.00 78.000.540.00 6.560.400.00 1.00 18.00 6.720.340. EXERCÍCIO DESENVOLVIDO No balancete de encerramento do mês de novembro.300.00 57.A.00 337.00 412.00 22.00 248.00 7.400.800.000.00 6.250.00 742.00 6.00 7.00 Com base nestes dados.00 96.00 312.590.800.00 2.000.00 12. solicita-se: 1 – Demonstrar o Fluxo de Caixa pelo método direto e indireto.200.200.000.000.650.680.680.900.200.00 111.800.530.00 41.400.00 17.240. da empresa BONSFLUXOS S.00 18.000.00 127.00 123. de investimento e de financiamento.00 678.00 6.200.00 124. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 21 .540.00 22.00 345.00 22. entre outros.400.000.00 6.400.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 7. os seguintes saldos: 12345678910 11 12 13 14 15 16 – 17 18 – 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 Contas Alienação de imobilizado à vista Aquisição de imobilizado a prazo Aumento de Resultado de Exercícios Futuros Compras líquidas a prazo Compras líquidas à vista Custo das mercadorias vendidas Custo do imobilizado vendido Desconto de Duplicatas (realizados no mês) Despesa com provisão para devedores duvidosos Despesas com depreciação Despesas de Juros do mês e pagas Devoluções de vendas à vista Dividendos recebidos Duplicatas a receber (saldo inicial) Mercadorias – Estoque inicial Empréstimos líquidos tomados no mês Ganhos pela equivalência patrimonial de controladas ICMS sobre vendas (já pago no mês) Integralização de capital recebida Juros pagos Juros recebidos de empréstimos concedidos Despesas administrativas do mês e pagas Despesas com vendas do mês e pagas Despesas financeiras do mês e pagas Pagamento de encargos sociais dos empregados Pagamento aos fornecedores Pagamento de Impostos de renda do mês anterior Pagamento de seguros antecipados Pagamentos de empréstimos/debêntures (principal) Pagamentos de lucros e dividendos Pagamento de salários do mês PIS/COFINS sobre faturamento do mês (já pago) Provisão para devedores duvidosos (saldo anterior) Provisão para IR e CSLL Recebimento de lucros de controladas Recebimentos de clientes (cobrança em carteira) Receita de Aluguel recebida no mês Receitas de Juros recebidas no mês Saldo inicial de Disponibilidades Venda à vista de mercadorias e serviços Vendas de mercadorias e serviços a prazo R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ Saldos (R$) 27.

200.720.00) 355.800.00 1.) Devolução de vendas ( .00) (158.00 27.mercadorias e serviços ( .00) (78.00) (6.680.200.00) (111.00 (22.530.00 345.00 (6.800.560.360.000.00) (6.930.00 (5.540.00) (6.00) 263.750.200.000.530. decorrentes de vendas de mercadorias e serviços.00) (7.00) (22.) Total de Outras Despesas Operacionais ( = ) Resultado Operacional Líquido ( + ) Venda de Imobilizado à vista ( .00 248.940.00) 369.750.) Custo da Mercadorias e Serviços Vendidos ( = ) Lucro Bruto ( +/_ ) Outras Receitas e Despesas Operacionais Receita de Aluguéis Receita de Juros Ganho EP – controladas Juros recebidos de empréstimos concedidos (+) Total de Outras Receitas Operacionais Despesas com Vendas Despesas de salários Encargos sociais – empregados Despesas Financeiras Despesa de Juros Despesas Administrativas Despesas com Provisão DD Despesas de Depreciação Juros pagos sobre empréstimo para imobilizado ( .) Provisão para IR e CSLL ( = ) Resultado Líquido do Exercício Valor (R$) 742.540.mercadorias e serviços ( .680.00) 333.680.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 22 .00 6.400.00 1.380.140.087.) Custo de Imobilizado Alienado ( = ) Lucro antes de IR e CSLL ( .300.400.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 2 – Demonstrar o fluxo de recebimentos do mês em questão.) ICMS sobre vendas ( .540.00 7.00) (2.00 264.00) (29.00) (21.) PIS/COFINS sobre faturamento ( = ) Receita Líquida de vendas .00) 941. SOLUÇÃO: Comecemos a solução do exercício proposto pela DRE.400. Demonstração do Resultado do Exercício Discriminação Venda à vista de mercadorias e serviços ( + ) Vendas de mercadorias e serviços a prazo ( = ) Receita Bruta de vendas .140.250.00 (41.00 (678.

Caixa gerado pelas operações ( + ) Alienação de imobilizado à vista ( .00 96.) Vendas a prazo ( .00 124.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia De posse do Resultado do Exercício é possível elaborar a Demonstração do Fluxo de Caixa pelo Método Indireto.00 128.530.540.200.00) 177.000.540. por isso foram adicionadas ao Resultado do Exercício para eliminar os seus efeitos.400. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 23 .000.00) (16.200.250.00 (337.00 18.340.00 Observações e esclarecimentos importantes: 1 – As despesas de depreciação e de provisão para devedores duvidosos.00 (345.140.760.00 2. que foram deduzidas para obter o resultado líquido do exercício.00) (18. 3 – O custo do Ativo Permanente alienado (Imobilizado).930.800.Caixa gerado pelos Investimentos ( + ) Integralização de Capital recebida ( + ) Empréstimos líquidos tomados ( .00 57.420.00 6.Método Indireto Discriminação ORIGENS DE RECURSOS FINANCEIROS Resultado Líquido do Exercício (DRE) ( + ) Depreciações ( + ) Despesa com Devedores Duvidosos ( + ) Provisão para IR e CSLL ( + ) Custo de Imobilizado Alienado ( + ) Juros pagos sobre empréstimo para imobilizado ( + ) Compras a prazo e diminuição de estoques ( .540.000. não foi paga. Desta forma.380.00) (27.00 41. deve ser excluído das atividades das operações porque serão analisados nas atividades de investimentos. Fluxo de Caixa .00 22.560. 2 – A provisão para o IR e CSLL.Caixa gerado pelos Financiamentos ( = ) Variação Líquida do caixa no mês ( 1 + 2 + 3) ( + ) Saldo inicial do Disponível ( = ) Saldo final do Disponível Valor (R$) 333.) Juros pagos sobre empréstimo para imobilizado ( . não representam desembolsos de disponível.00) (11.000.00) (17.) Pagamento de empréstimos/debêntures 3 .360.00 (12.) Alienação de Imobilizado à vista ( .000. consideradas no cálculo da DRE. ela foi adicionada ao lucro.00) 70.400.00) 72.00 27.200.200.) Pagamento de seguros antecipados 1 .400.00) 15.330.00 (6. visto não ter havido desembolso.) Pagamento de Lucros e Dividendos ( .00) (7.00 6.350.) Impostos pagos no mês ( .) Ganho pela Equivalência Patrimonial – Controladas ( = ) Lucro Líquido Ajustado ( + ) Recebimento de clientes ( + ) Duplicatas descontadas ( + ) Aumento de Resultado de Exercícios Futuros ( + ) Dividendos recebidos de controladas ( + ) Recebimento lucros de controladas ( .00 366.900.00 12.00 17.00 6.000.00 22.) Pagamento de fornecedores ( .) Aquisição de Investimento à vista 2 . se representarem efetivos desembolsos.00) (248.530.800.

Assim. sendo somado a este grupo. 8 – O ganho pela equivalência patrimonial não representa ingresso de recursos de disponível. Desta forma este grupo das atividades de investimentos contribuiu na formação do caixa líquido com o valor de R$ 15. 5 – As compras a prazo e diminuição do estoque são valores que fazem parte do CMV e não representam saídas de disponibilidades. Neste particular. o aumento de REF. 10 – O pagamento aos fornecedores e impostos relativos a fatos geradores de meses anteriores não foram considerados na DRE. 6 – As vendas a prazo não representam ingressos. o desconto de duplicatas. obtivemos as disponibilidades geradas pelas atividades das operações no valor de R$ 72. 9 – O recebimento de clientes. não é despesa e não foi considerado na DRE. 7 – A alienação do Ativo Permanente (Imobilizado à vista) será computado nas atividades de Investimentos e a alienação a prazo não representa ingresso de recursos. porém representam desembolsos.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 4 – Os juros pagos sobre empréstimo para imobilizado foram excluídos das atividades operacionais porque devem fazer parte das atividades de financiamentos. 14 – Os juros pagos sobre empréstimos para aplicação no imobilizado. que representa um efetivo desembolso no mês. obtivemos o lucro ajustado aos efetivos ingressos e desembolsos de disponibilidades. Desta forma. preferiu-se excluir todo ganho para depois adicionar os valores recebidos a título de lucros e dividendos para adequar o procedimento aos ditames da Instrução CVM 247/96. o recebimento de dividendos e lucros decorrentes da equivalência patrimonial representam ingressos que não fazem parte do resultado do exercício. Poder-se-ia excluir apenas a variação líquida dos investimentos. 11 – O pagamento de seguros antecipados. 12 – A alienação do imobilizado à vista representa ingresso e se constitui em atividade de investimento.360. com o objetivo de ampliar a evidenciação. mas. por isso foram excluídas do resultado. por isso são adicionados para obter o fluxo líquido gerado pelas atividades das operações. 13 – A integralização de Capital recebida e os empréstimos líquidos tomados representam origens de recursos financeiros das operações de financiamento. O valor apresentado foi encontrado segundo o seguinte cálculo: CMV – Compras à vista.00. por isso são somados a esse item. por esta razão foram eliminados das atividades das operações. logo deve ser excluído.330. razão pela qual foram excluídos. logo foi excluído. o pagamento de lucros e dividendos e o pagamento ou reembolso de INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 24 . em função da adoção do regime de competência.00. os dividendos e lucros recebidos representam aumento de disponibilidades.

350.) Aquisição de Investimento à vista 2 .00) (7.Caixa gerado pelos Financiamentos ( = ) Variação Líquida do caixa no mês ( 1 + 2 + 3) ( + ) Saldo inicial do Disponível ( = ) Saldo final do Disponível Valor (R$) 18.00) (21.00 (6.420.930.00 6. As atividades de financiamento.300. compreendê-la.200.00) (16.760.400.000.000.200.00.400.00 1.00) 72.00 17.Caixa gerado pelos Investimentos ( + ) Integralização de Capital recebida ( + ) Empréstimos líquidos tomados ( .560. com conhecimentos elementares em contabilidade.00) 70.00) (5.760.200.400.) Juros pagos sobre empréstimo para imobilizado ( . absorveram recursos financeiros no valor de R$ 16. Fluxo de Caixa .00) (11. sendo possível a qualquer pessoa.000.340.940.Método Direto Discriminação INGRESSOS DE RECURSOS Aumento de Resultado de Exercícios Futuros Desconto de Duplicatas (realizados no mês) Dividendos recebidos (controladas) Recebimento de lucros de controladas Recebimentos de clientes (cobrança em carteira) Receita de Aluguéis recebidos Receitas de Juros recebidos Juros Recebidos de empréstimos concedidos Venda à vista de mercadorias e serviços Compras líquidas à vista Despesas administrativas pagas Despesas com vendas pagas Despesas de Juros pagos Despesas financeiras pagas Devoluções de vendas ICMS sobre vendas (já pago) Pagamento de encargos sociais dos empregados Pagamento de fornecedores Pagamento de Impostos de renda do mês anterior Pagamento de seguros antecipados Pagamentos Salários PIS/COFINS sobre faturamento (já pago) 1 .00 124.400.680.00 6.720.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia empréstimos/debêntures representam aplicações de recursos financeiros na atividade de financiamento.360.330. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 25 .00 Analisando a Demonstração do Fluxo de Caixa pelo método direto.200.00 96.00) (6.) Pagamento de Lucros e Dividendos ( .00) (6.00) (29.00 12.00 2.00 (312. desta forma.00) (111.00 27.00) (2.00 (12.000.00 742. Constata-se que os valores finais são idênticos aos encontrados na demonstração pelo método indireto e que a efetiva diferença existente entre esta forma de demonstração com a forma indireta reside nas informações contidas no fluxo das atividades das operações.800.200.000.00 128.800.800.) Pagamento de empréstimos/debêntures 3 .00) 15.900.400.00 7.530.800.00) (18.680.00) (17.400.00) (337.Caixa gerado pelas operações ( + ) Alienação de imobilizado à vista ( .00) (78. percebe-se a maneira simples com que ela é elaborada.00 57.00) (7.

PDD.00) ----------- 18.000. Assim. no início de novembro e no final de novembro.00) (12.00 (6.) Devoluções de vendas (5.00 (7.00) ----------Final 364.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia No método direto. além dos valores a receber dos clientes é necessário que se tenha os valores da provisão para devedores duvidosos no início do período.00 O saldo final de clientes foi obtido com emprego do seguinte raciocínio: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 26 . as perdas no recebimento de crédito de clientes que não estavam provisionados e. no fluxo das atividades das operações. devemos tomar como referência os valores relativos a clientes (duplicatas a receber. Um deles. teríamos o seguinte segmento de balanço: Contas ATIVO Duplicatas a receber – clientes ( . está respondido o quesito 1 do nosso exercício. Vejamos a demonstração.800. Assim. o valor de duplicatas descontadas. é adotar o método direto fazendo constar nele os recebimentos líquidos dos clientes no período considerado.00 ( . perdas de crédito) constantes no balanço patrimonial atual e do período imediatamente anterior e das vendas à vista realizadas no período. inicialmente. isto é. são apresentadas todas as contas que interferiram na formação das disponibilidades.650.200. principalmente.000. o aumento de Resultados de Exercícios Futuros.000. o valor das vendas totais.860.00) ( = )Recebimentos líquidos de clientes no período 864.) Duplicatas descontadas PASSIVO Resultado de Exercícios Futuros Início 123.00 Desconto de Duplicatas (realizados no mês) 12. necessitamos os valores a receber de clientes no início do período e no final do período.) Provisão para devedores duvidosos ( .540. quando dispomos de todos os valores.000. se tivéssemos o balanço patrimonial dos dois períodos.00 Recebimentos de clientes (cobrança em carteira) 96.680.240.00 Pelo outro modo de demonstrar o fluxo de caixa decorrente de vendas de mercadorias e serviços.280. pelo método direto: Fluxo de Caixa decorrente de vendas de mercadorias e serviços Discriminação Valor (R$) INGRESSOS DE RECURSOS Aumento de Resultado de Exercícios Futuros 18. Para satisfazer o quesito 2 podemos utilizar dois caminhos diferentes. descontadas de vendas canceladas ou devolvidas. visto que se parte do Resultado do Exercício ou período considerado. ao passo que pelo método indireto não se possui esta informação.00 Venda à vista de mercadorias e serviços 742. Assim. O outro modo de obtermos o fluxo de caixa decorrente das vendas de mercadorias e serviços é partir do saldo anterior de clientes ou duplicatas a receber.

930. 2 – Subtração das vendas canceladas.00) (96. ou seja.860.00 364.) Provisão Devedores Duvidosos (início) ( .) PDD ( .650.860. dispomos dos balanços de dois períodos mais as receitas de vendas do período considerado.000.) Vendas devolvidas ( = ) Vendas líquidas ( + ) Clientes (início do período) ( + ) Duplicatas descontadas no período ( + ) Aumento de REF ( . o valor do Fluxo de caixa gerado pelos clientes pode ser representado do seguinte modo: FLUXO DE CAIXA GERADO PELOS CLIENTES Vendas totais ( .) Clientes (final do período) ( = ) Ingressos líquidos de caixa de clientes 1.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Saldo inicial ( .730.240. presumindo-se. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 27 .00) 1.00 (5.00 Percebe-se que o valor referente a PDD do início do período foi excluído para apurar o saldo final de clientes. ou seja.650.240. o aumento de REF e os valores referentes a duplicatas descontadas no período.00 (7. apenas dos elementos para apurar os valores recebidos de clientes por este método. clientes no final do período. Atenção! Nas provas de concursos dispomos.280.800. geralmente.) Recebimentos no período ( + ) Vendas a prazo no período ( = ) Saldo final de clientes R$ R$ R$ R$ R$ 123. Desta forma. provisão para devedores duvidosos no início do período e perdas não provisionadas com clientes.00) (364.00) 345.000.00 123.00 18. a previsão ou estimativa inicial de que certa quantia dos clientes não seria recebida foi confirmada.00) 864.250.00 É interessante notar que adotamos o seguinte critério para determinar os ingressos decorrentes de vendas (clientes): 1 – Soma dos valores que poderiam ter sido recebidos de clientes como as vendas totais. 3 – Saldo = (1) – (2). o saldo da conta clientes no início do período.00 12.082. isto se deve ao fato de não haver menção de reversão dessa provisão. que ela foi utilizada.200. devolvidas. assim.00 (7.087.

Desta forma.. principalmente na habilitação para operar no comércio exterior.demonstração do resultado do exercício. as seguintes demonstrações financeiras. III .. a solução poderia trazer algumas dúvidas. Para o fisco não há exigência desse demonstrativo. ele pode ser útil na análise de solicitação de parcelamentos de débitos bem como meio de verificação para comprovar se as receitas foram efetivamente registradas. No entanto. façam bom proveito! INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 28 . § 4º da Lei nº 6. 9. Ao final. .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 8. a diretoria fará elaborar. O art.demonstração das origens e aplicações de recursos. II . EXERCÍCIOS RESOLVIDOS A fim de facilitar a vida de vocês. que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I . ASPECTOS LEGAIS E FISCAIS A legislação brasileira não exige a Demonstração do Fluxo de Caixa. Ao fim de cada exercício social. 176.demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados. § 4º As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício.404/76. (grifouse). com base na escrituração mercantil da companhia. 176. pois como se trata de assunto novo para a maioria. resolvemos apresentar a maioria dos exercícios resolvidos desta aula. no entanto prevê que as companhias e por extensão todas as empresas poderão apresentar outros demonstrativos que tragam maior evidenciação aos demonstrativos obrigatórios ou os complementem. trazemos mais questões propostas. Outro aspecto que pode gerar algum interesse para o fisco é o concernente a avaliação da CPMF. e IV . estabelece esta permissibilidade: Art.balanço patrimonial. Noutro aspecto que ele pode ser extremamente útil é na análise de viabilidade financeira da empresa.

000. como de resto para todas as contas patrimoniais. foi fornecido o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV).000. Com base unicamente nas informações fornecidas.A empresa utilizava Contas a Pagar somente para registrar despesas a prazo.000 e) 13.450. da CIA.000 14.00 22.00.000.000 III . Neste caso temos que o estoque inicial (Ei) foi de R$ 65. MARACANÃ.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Dadas as informações a seguir: I . de três períodos consecutivos.000 Clientes 3.00 Co = R$ 18.000.000 5.000.000 Despesa c/ Devedores Duvidosos 10.000 350.00 + 70.000 12.000 2.500.000 15.000 18.900.000. proveniente das Vendas é: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 29 .000 II .705.As Demonstrações Contábeis. no valor de R$ 18.000 400.000 Despesas do Período 3.000.000 b) 17.000 d) 14.000. Assim.000.000.000 65.535.00 Desta forma.000 SOLUÇÃO: A solução deste exercício é relativamente simples. a opção correta é a representada pela alternativa “a”. os seguintes saldos: SALDOS FINAIS 1999 2000 Vendas 15.000 PDD 3.000 Contas a Pagar 220. onde Co representam as compras líquidas do período.000. Logo.000 25.000 Custo das Mercadorias Vendidas 3.000. temos: 18.000 --das contas a seguir os Contas a Pagar 150.000 Clientes 13.600.000.000 12.000 15.00 = 65.000.000 70.000 4.000.000. 02) (AFRF-2002-Esaf) O valor de ingresso no Fluxo de Caixa.000 c) 16. registram nas contas abaixo.500.000.000.000.385. responda às questões de 01 a 04.00. senão vejamos: Para o exercício social de 2001 devemos considerar como estoque inicial o valor do estoque final do exercício social anterior.O Balanço Patrimonial de 1998 evidenciava como saldos finais valores: Estoques 100. 01) (AFRF-2002-Esaf) O valor das compras efetuadas pela empresa em 2001 é: a) 18.000.500.000.000. O estoque final (Ef) é fornecido no próprio balanço encerrado em 2001.000 26.000 2001 32.000.00 Co = 18.000 3.070.00 – 65.005.000 Perdas com Clientes --8. cujo valor é de R$ 70.000 Estoques 30.000 PDD 10. nos três períodos.000 Fornecedores 1. basta conhecermos a fórmula de apuração do custo das mercadorias vendidas.00 + Co – 70.00. teremos que Co é a única variável que deve ser encontrada.000 Reversão de PDD ----Fornecedores 1.000 4. substituindo na fórmula os valores já conhecidos. partindo do conceito de CMV = Ei + Co – Ef.935.005. Além destes valores.

os seus saldos devem ser deduzidos dos valores passíveis de recebimento.992.000 22. foi de R$ 4.000 31.000. que não precisam ser.000.992. não podemos nos esquecer que dos clientes devedores de 1998 não foram recebidos R$ 3. Mas.000. entretanto esse valor não foi recebido integralmente.000. efetuaram os seus pagamentos. ou seja.000 c) 12.000. No entanto devemos atentar ao fato de que neste ano foi baixado o valor de R$ 8. Assim.997.000 e) 4. ainda.000.00 (1999).000.000.00 (+) Clientes (1998) = R$ (-) PDD (1998) Total Recebido = R$ = R$ 3. Somente por esse fato poderíamos dizer que houve o ingresso de R$ 5.000 22. seus compromissos.00.00.00 2000 25.000 27.000.998. devedores de 1998.000.000.000.00. como não houve reversão da PDD do período anterior e as vendas não foram todas à vista.002.000. Porém. discriminados ou demonstrados da seguinte forma: Vendas no período = R$ 15.007.000 21. considerando-se para tanto que as vendas tivessem sido realizadas à vista e que os clientes pagariam. as vendas do período considerado! Vamos analisar o fato ano por ano: 1999: As vendas efetuadas foram no montante de R$ 15.000.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 1999 a) 15. 2000: Seguiremos praticamente o mesmo raciocínio adotado para o ano anterior.997.000.000. que a soma das vendas no período com valores a receber de clientes do período anterior representa o valor passível de recebimento. integralmente.000.000 b) 13.000 31.988.00 4. Isto pode ser interpretado da seguinte forma: Os clientes.000 15.000 27.000.000.000 2001 32. decorrente de vendas. conforme se pode perceber pelo aumento da conta de clientes que passou de R$ 3. haveria a necessidade de reverter a PDD constituída no período anterior. necessariamente.00 (-) Clientes (1999) = R$ 13.00.000 d) 9.997. logo a análise há de ser feita em relação ao aumento de disponibilidades geradas pelas vendas.997.00 (1998) para 13. cujo resultado representa o efetivo ingresso de recursos decorrentes de vendas.000 referentes a perdas INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 30 . o valor efetivamente recebido em 1999.000.000.00 referentes a PDD. e no ano de 1999 foram realizadas vendas a prazo pelo valor de R$ 13.000.000.992.000.000 SOLUÇÃO: Perceba que foi solicitado o ingresso proveniente das vendas.982.000 É de se anotar.00 3.

00 12.500. pois as explicações relativas aos exercícios sociais anteriores são também aplicadas aqui. 03) (AFRF-2002-Esaf) Se 10% das Despesas do ano de 2000 representarem valores ligados a itens provisionados. a quantia de R$ 8. pode-se afirmar que o valor das saídas de caixa decorrentes de pagamento de despesas é: a) 3.000.000. Assim. além da PDD que não foi suficiente.000. com a ressalva de que neste exercício houve uma reversão de provisão no valor de R$ 4. visto que elas não representam um provisionamento de despesas.000 c) 4.00.000.700.00. a resposta correta é a representada pela letra “b”.000. Outra informação que merece ser analisada diz respeito a contas a pagar.000.00 R$ 3.720.00 Assim.00 não foi recebida dos clientes.500.00 8. Desta forma.000 b) 3. cujo valor deverá ser subtraído de PDD do período anterior.00 R$ 450. isto quer dizer que os valores provisionados ainda não foram pagos. logo devemos deduzir também este valor do total de despesas para apurar o efetivo desencaixe pelo pagamento de despesas.000.000. Percebe-se que nesta rubrica houve um aumento de R$ 130. a resposta correta está contemplada na alternativa de letra “e”.000.00.000.00 do ano de 1999 para o ano de 2000.000. para o ano de 2000.00 26.000.00 Desta forma.920.992.982. tem-se que o seu total foi de R$ 4.00 10.000.000.000.00 4.920.000. logo não houve desembolso ou diminuição das disponibilidades no valor de R$ 450.00 13.000.00 R$ 130.00 15.00 27.000.000. podemos elaborar o seguinte demonstrativo: Vendas no período (+) Clientes (1999) (-) Clientes (2000) (-) PDD (1999) (-) Perdas (2000) Total recebido 2001: Agora já podemos ir diretamente ao demonstrativo.000.000.000 d) 4.000.000. mas sim o seu reconhecimento ou a sua apropriação. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 31 .000 SOLUÇÃO: Conforme o saldo apresentado em despesas. Nos é fornecida a informação que 10% delas foram provisionados.000.000. teremos o seguinte demonstrativo do desembolso por pagamento de despesas: Despesas do período (-) Despesas provisionadas (-) Despesas a pagar Total desembolsado por despesas R$ 4.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia com clientes.00 22.000.00 = = = = = = R$ R$ R$ R$ R$ R$ 25.150. Tecnicamente isto quer dizer que.500.00 22. Vendas no período (+) Clientes (1999) (-) Clientes (2000) (-) PDD (1999) (+) Reversão PDD Total recebido = = = = = = R$ R$ R$ R$ R$ R$ 32.000 e) 4.

devemos analisar a conta Fornecedores.00 R$ 1.00 Uma vez conhecido o valor total de compras. onde Co representam as compras líquidas do período.000.000 c) 16. então no período. partimos do princípio que poderiam ser pagos todos os valores devidos de exercícios anteriores mais as compras realizadas no período. teremos: Para o exercício social de 2000 devemos considerar como estoque inicial o valor do estoque final do exercício social anterior.705.00 Co = R$ 14.00.450. Logo.000. se no lugar de haver aumento de contas a pagar tivesse havido diminuição.00 – 30. Desta forma. ou então. substituindo na fórmula os valores já conhecidos.600.00.000. constatado que no exercício em análise houve aumento no saldo de fornecedores e para bem estruturar uma demonstração do desembolso ocorrido pelo pagamento a Fornecedores.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Interessante enfatizar que. no valor de R$ 14. Do montante assim obtido.00 + 65.00.000 SOLUÇÃO: Para apurarmos os pagamentos inicialmente. foram pagas contas do período anterior em valor maior do que as não pagas do período atual.000.500.000. Assim. 04) (AFRF-2002-Esaf) No período de 2000 os pagamentos efetuados pela empresa aos fornecedores foram no valor de: a) 18. Além destes valores.00 + Co – 65.535. teremos que Co é a única variável que deve ser encontrada.00 = 30.000.000. subtrai-se a quantia não paga: Compras do período (+) Fornecedores (1999) (-) Fornecedores (2000) Total de desembolso R$ 14.00 Co = 14.000. devemos entender o seguinte: se houve aumento no seu saldo de um período anterior para o de análise.000.385.535. a diferença teria de ser adicionada as despesas do período na apuração do desencaixe.500.000. o valor das compras.000.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 32 . foi fornecido o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV).005.000 e) 13. além do pagamento de todas as compras foram pagas compras do período anterior.535. Partindo do mesmo raciocínio empregado na solução da questão 01. então nem todas as compras do período foram pagas. para tanto.000.500. resta-nos verificar os pagamentos efetuados aos fornecedores e. temos: 14. O estoque final (Ef) é fornecido no próprio balanço encerrado em 2000. Na análise desta conta.385. o estoque inicial (Ei) foi de R$ 30.000 d) 14.00. se houve diminuição no seu saldo.00 R$ 2.000 b) 17. efetuados aos fornecedores precisamos saber. Portanto. cujo valor é de R$ 65.935.00 R$ 13. partindo do conceito de CMV = Ei + Co – Ef.

por alterar as disponibilidades. b) no Fluxo de Caixa Indireto. falamos que pelo método direto da DFC. As operações com debêntures representam a contratação de empréstimo. indique aquela que não tem como conseqüência alteração nas disponibilidades. e) na composição dos financiamentos de Caixa. sendo. portanto. a resposta correta é a representada pela letra “e”. Assim. havendo ingresso de recursos financeiros em disponibilidades. haverá aumento do PL. efetivamente. aumenta as disponibilidades pelo ingresso dos recursos em Caixa ou Bancos. Logo a alternativa “e” também está errada. pois pelo método indireto de apresentação da DFC partimos. geralmente a longo prazo.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Desta forma. são apresentados os ingressos e as saídas no disponível em lugar do resultado do exercício ajustado que é utilizado na demonstração do método indireto. Desta forma. 05) (AFRF-2002-Esaf) Das operações listadas a seguir. 07. c) na Demonstração de Resultados. Assim. no entanto não há ingresso de recursos em disponibilidades. a alternativa correta. logo o fato da alternativa “a” gera alteração de disponibilidades. 06) (AFRF-2002-2-Esaf) A composição da diferença entre o Lucro Contábil com o Fluxo de Caixa Operacional Líquido é evidenciada: a) na Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. quando definimos o fluxo de caixa pelo método direto. A contratação de novos empréstimos e financiamentos. A alternativa “d” está incorreta. a resposta correta é a letra “b”. a) diminuições de financiamentos por amortizações b) novos investimentos de longo prazo c) aumento de imobilizados por reavaliações d) créditos concedidos a coligadas e controladas e) operações com debêntures conversíveis em ações SOLUÇÃO: A forma usual de amortizar financiamentos é pelo pagamento. no fluxo das atividades operacionais. que será creditada. d) no fluxo gerado por Investimentos. Isto responde a questão. diminuindo o seu saldo. tanto a curto ou a longo prazo. A reavaliação de ativos merece um lançamento a débito na conta do bem reavaliado (Ativo Imobilizado) e crédito na conta de reserva de reavaliação (Patrimônio Líquido). a alternativa “b” também está incorreta. SOLUÇÃO: Note que no texto.(AFRF-2002-2-Esaf) O valor de resgate referente a aplicações financeiras de longo INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 33 . a alternativa “c” representa a opção que não altera as disponibilidades. do resultado do exercício e o ajustamos por receitas e despesas operacionais que não representaram ingressos e saídas de disponibilidades. diminuindo-as. Os créditos concedidos a controladas e coligadas terão como contrapartida uma conta de disponibilidades. Logo.

300.000. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 34 . pois se constituem em ativos financeiros. o valor que poderia ter sido pago no período pelas compras é aquele valor das compras realizadas durante o período atual mais o saldo das compras do período anterior que não foram pagas. em forma de demonstrativo.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia prazo é classificado no Fluxo de Caixa como item: a) de Empreendimentos b) de Financiamentos c) de Operações d) de Amortizações e) de Investimentos SOLUÇÃO: Conforme definimos no texto.000. o valor de compras realizadas a prazo.000 6.000 d) 1. o resgate de empréstimos de curto e longo prazo serão demonstradas na DFC no grupo Atividades de Investimentos.00 R$ (32.091.000 Tomando como base os dados fornecidos.000 Despesas Antecipadas 15. as aquisições ou vendas de participações em outras entidades e de ativos utilizados na produção de bens ou prestação de serviços ligados ao objeto social da Entidade.200.000 as contas abaixo com os 2001 32.00 Assim.000 Vendas 2. Das demonstrações contábeis da Cia. Na mesma linha de raciocínio. Porém.000 Depreciação do Período 320.300.000. as atividades de investimentos compreendem as transações com os ativos financeiros. As atividades de investimentos não compreendem a aquisição de ativos com o objetivo de revenda.500.000 b) 1.000 540.000. do valor total que poderia ser pago no período.200. no item 3.223.000 Compras 750.200. Logo a resposta correta é a letra “e”.200.00 R$ 23.191.000 Despesas Totais do Período 1. Azulão foram extraídas seus respectivos saldos: Período Contas 2000 Fornecedores 23.000 1.191. responda às questões de nº 08 a 10.000 4. teremos o seguinte valor pago pelas compras em 2001: Compras do período (+) Fornecedores (2000) = Total pagável em 2001 (-) Fornecedores em 2001 = Total compras pagas em 2001 = = = = = R$ 1.00) R$ 1.101. 08) (AFRF-2002-2-Esaf) O valor pago pelas compras no ano de 2001 foi: a) 1. Então.000 SOLUÇÃO: O valor total das compras no período foi de R$ 1.200.000. a resposta correta é a representada pela letra “c”.000 CMV 800. devemos excluir. Desta forma.000 c) 1.500. representadas pela conta Fornecedores.000.00 R$ 1.000 240.00.000 e) 1.000 1.000.

445.000.000. matematicamente.00 540.300.00 = Ei + 1.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 09) (AFRF-2002-2/Esaf) Se o valor do estoque final for 90.000. a opção correta é a representada pela alternativa “a”.300. pode-se afirmar que o valor das Despesas pagas no período é: a) 3. logo sua exclusão é requerida na apuração do valor das despesas pagas no período. visto que foi informado não haver realizável a longo prazo.000. Perceba que se fosse argüido sobre o valor das despesas do período. sob o mesmo ponto de vista.00 3.000 e) 90. Co e o Ef. Desta forma. pois houve o pagamento de despesas antecipadas no período e que se referem a despesas do período seguinte.000.00 240. Ainda.000.000. teremos: Despesas totais do período (+) Despesas antecipadas (2001) (-) Despesas antecipadas (2000) (-) Depreciação do período = Total de despesas pagas em 2001 = = = = = R$ R$ R$ R$ R$ 4.000. O CMV.685. em forma de demonstração. nos foi fornecido o valor do CMV.685. então o valor das despesas antecipadas do período anterior seriam adicionadas às despesas do período. ou seja.000. ou seja.00 Desta forma.00 15.200.000 e) 4. Outro aspecto a ser considerado é que a depreciação é conta de despesa e sobre a qual não houve desembolso. Ef.460.000 SOLUÇÃO: A evidenciação e o entendimento das despesas pagas no período vai além do conceito de despesas do período.000 b) 3. Assim.000.000 SOLUÇÃO: A solução deste exercício é semelhante a do exercício 01. devemos aplicar os conceitos envolvendo o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV).200.000 c) 120.000 d) 3.000.000 d) 100. mas já foram pagas antecipadamente.000.000 b) 180.000. é obtido pela aplicação da seguinte fórmula: CMV = Ei + Co – Ora. logo o seu valor está dentro do montante de despesas do período e deve ser excluído para apurar o valor da despesa paga. ao passo que as pagas antecipadamente no período em análise seriam excluídas.00 + 90.220.000.00 Ei = R$ 190.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 35 .00 Ei = 1.000 c) 3.00 – 1.000. as despesas antecipadas do período anterior estão dentro do valor das despesas totais do período. 10) (AFRF-2002-2/Esaf) Considerando que o Passivo Circulante da empresa era formado unicamente pela rubrica fornecedores e o Balanço Patrimonial não evidenciava a existência de Realizável a Longo Prazo. o estoque inicial será: a) 190. basta substituir os valores das variáveis na fórmula e apurar o valor do Ei: 1. das quatro variáveis envolvidas na fórmula possuímos três.00 – 90.

000 2. Tomando como base apenas os dados acima fornecidos.000 500 3.000 1.500 3.500 85.500 36.500 24.000 120.000 6.500 para os acionistas e 500 para Reservas de Lucros.000 18.000 10.000 1.000 3 – Outras informações: Do resultado de 19x9 foram destinados: 3.000) (1.000 7.000 2.000 2 – Demonstração do Resultado dos Exercícios de 19x8 e 19x9 19x8 19x9 Vendas 160.500 8.000 (250) (300) (8. Prazo Capital Social Reservas de Lucros Lucros Prejuízos Acumulados Total P+PL 19x8 e 19x9 19x8 19x9 2.000 43.000 a) b) c) d) e) INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 36 .000) Resultado Líquido do Exercício 4.000 30.O valor do Ativo Circulante em 19x9 é: 50. Comercial Santarém: 1 – Balanço Patrimonial de Disponibilidades Estoques Clientes Prov.000 15.000 46.000 (2.500) 60.000 42.500 16.200) 10.000) (180.000 12. responder as questões de nos 11 a 17 a seguir: 11) SERPRO/2001-ESAF .000) Resultado Bruto Operacional 80.000) (2.500) Resultado Antes do Imp.000 CMV (80. Dados da Cia.000) (3.000) Depreciação (1. p/Devedores Duvidosos Duplicatas Descontadas Participações Societárias Terrenos Bens de Uso Depreciações Acumuladas Total Ativo C/ a Pagar Fornecedores Provisão p/ Imposto de Renda Dividendos a Pagar Empréstimos de L. a opção correta é a representada pela alternativa “d”.800) (31.000 85.500 1.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Desta forma.000 5.000 Despesas Administrativas (49.750) (6.000 13.000 10.750) (8.500 4.000 13. de Renda 5.500 6.000 25.700) Despesas de Vendas (19.000 15.000 4.000 60.000 Provisão p/ Imposto de Renda (1.500) Devedores Duvidosos (250) (300) Despesas Financeiras (3.700) (70.000 300.000 40.

178..000 26.500.200) Total 43.O valor do Passivo Não Circulante para as dois períodos é: 19x8 19x9 43.000 SOLUÇÃO: O parágrafo segundo do art. reservas de capital.500 59.500 24.500 29. as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem.500 59.. .000 Capital Social 30. c) resultados de exercícios futuros. o passivo compreende o PC. 178 da Lei nº 6. d) patrimônio líquido. PELP.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia SOLUÇÃO: O ativo circulante do período solicitado é obtido diretamente no Balanço de 19x9 Contas 19x9 Disponibilidades 4.500 36. p/Devedores Duvidosos (300) Duplicatas Descontadas (6. reservas de lucros e lucros ou prejuízos acumulados.000 2. dispõe que: Art. No balanço. b) passivo exigível a longo prazo.000 40. 12) SERPRO/2001-ESAF . Prazo 10. § 2º No passivo. dividido em capital social.000 Desta forma.500 43. as contas serão classificadas nos seguintes grupos: a) passivo circulante.000 Prov. para resolvermos o nosso exercício devemos considerar essa disposição legal.000 Reservas de Lucros 500 1. reservas de reavaliação.000 Clientes 42.000 16. a resposta correta é a representada pela letra “c”.500 17.000 40.404/76.00 Logo.000 Total 43.000 Estoques 4. Logo. a resposta correta está representada pela letra “a”. e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia.000 41. REF e o PL. Desta forma. a) b) c) d) e) INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 37 .000 Lucros Prejuízos Acumulados 3. Contas 19x8 19x9 Empréstimos de L. segundo a lei.

000.000 SOLUÇÃO: A solução desta questão começa pelo conhecimento do Custo das Mercadorias Vendidas (CMV).500 e) 7. teremos: 180. cujo valor fornecido é de R$ 180.000 1.00.500) 26.500 2.500 17. O estoque inicial representa o estoque de mercadorias no final do período de 19x8.750) 24.500 19x9 4.000) c) 10. O estoque final é o próprio estoque de mercadorias constante no Balanço do exercício de 19x9.500 177.000 (24.00 + Co – 4.500 25.00. cuja interpretação que se deve dar ao resultado é que ele será positivo quando o ativo circulante supera o passivo circulante e será negativo quando o passivo circulante for maior que o ativo circulante.00 = 6.500 173.00.000) 17.000 13.000 19x9 43. cujo valor é de R$ 6.) Passivo Circulante CCL 19x8 2.000 19x8 24.000 (250) (8.500.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 13) SERPRO/2001-ESAF . Ativo Circulante Disponibilidades Estoques Clientes Prov. a resposta correta é a letra “e”.500. Os outros componentes do CMV como estoque inicial e estoque final também foram informados.000 4.500 Desta forma.000 b) 17.000 173.000 177.000 3.000 (300) (6.000.500) 17.000 42.000 1.500 (26.000 17.500) d) (7. Como o CMV = Ei + Co – Ef.500 SOLUÇÃO: O Capital Circulante Líquido é definido como sendo a diferença entre o Ativo Circulante e o Passivo Circulante.500 19x9 7. logo INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 38 .200) 43.000.500 (17.500 19x8 5. p/Devedores Duvidosos Duplicatas Descontadas Total Passivo Circulante C/ a Pagar Fornecedores Provisão p/ Imposto de Renda Dividendos a Pagar Total P+PL Capital Circulante Líquido Ativo Circulante ( .500 26.500 (26.000 6.00. com valor de R$ 4.O Capital Circulante Líquido nos dois períodos é: 19x8 19x9 a) (17.000 10.O valor das compras de mercadorias efetuadas em 19x9 é: 180.000) 7. a) b) c) d) e) 14) SERPRO/2001-ESAF .000.

5 é maior do que 1/8.00 vieram de recursos externos. logo a perda com devedores duvidosos no exercício social de 19x8 foi de apenas 250. 1/6. dos sócios.000. percebe-se que os investimentos absorveram recursos de disponibilidades.500. aquisição de Permanente. havia dividendos a pagar no final de 19x8 no valor de 1.200 280.5. Logo a alternativa “a” está errada. 4. No exercício de 19x9 o mesmo índice apresenta o valor de 4.00. Assim. Não foi informado que houve reversão de parte ou de toda essa provisão e tampouco que houve alguma baixa da conta clientes por perdas.000.Com base unicamente nos dados fornecidos pode-se identificar que: a) foi efetuado um pagamento de dividendos na ordem de 3. Como no exercício de 19x9 foi destinado o valor de 3.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Co = 180.00.00 a título de dividendos.500 283.00.00 e no final de 19x9 no valor de 3.000. Logo a alternativa “e” está errada.500. Logo a alternativa “d” está correta. em 19x8.5. isto sim.00. 16) SERPRO/2001-ESAF . é de se concluir que o dividendo total distribuído foi de. a alternativa “c” está errada.000.00 Assim. As atividades de investimento compreendem os seguintes valores: Alienação de imobilizado (+) Alienação de investimentos (+) Resgate de investimentos temporários (-) Integralização de capital em sociedade investida (-) Aquisição de imobilizado (-) Aquisição de investimentos (-) Aplicação no Diferido Se apurarmos os valores.00 vieram de lucros acumulados e os outros 9.00/26. era de 2.00 = 0.000.00 = 0.200 280. A PDD constituída em 19x8 foi de 250.00 + 4. Assim.00 Co = 177.500. 15) SERPRO/2001-ESAF .1176 ou 1/8. pois não houve alienação de Ativo Permanente.000.000. a resposta correta é a letra “b”.000 296.500.00 – 6. No exercício social de 19x9 houve um aumento do capital social na ordem de 10.500.000. Analisando a origem desse aumento. logo o índice cresceu e a alternativa “b” está errada. Houve.000. O índice de liquidez imediata representa o quociente entre as disponibilidades e o passivo circulante. isto é.1538 ou 1/6.500 b) a Liquidez Imediata apresenta uma acentuada queda em 19x9 c) ocorreram perdas com clientes na ordem de 300 em 19x8 d) houve um aumento de capital com aporte de recursos dos sócios e) as atividades de investimento geraram um aumento nas disponibilidades SOLUÇÃO: Conforme se depreende da análise dos Balanços de 19x8 e 19x9.00/17.5.000. o índice. no mínimo.000 a) b) c) d) e) INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 39 . Ora.Em 19x9 o valor dos ingressos de disponibilidades originados por vendas é: 300. constata-se que 1.

200 = R$ 280.000 = R$ = R$ = R$ = R$ 42. Desta forma. (19x8) (+) Dup. Assim.500 b) 173.000) Total = 108. em 19x9. devendo-se ter o cuidado de excluir os valores que não representam saídas de disponibilidades como depreciação e devedores duvidosos.200 Desta forma.O valor apurado.000 Despesas financeiras 8.000.000 250 8.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia SOLUÇÃO: Seguiremos o emprego do mesmo raciocínio adotado para questões anteriores. a resposta correta é a letra “c”. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 40 .200 e) 68.200 d) 78. 17) SERPRO/2001-ESAF . podemos elaborar o seguinte demonstrativo: Vendas no período (+) Clientes (19x8) (-) Clientes (19x9) (-) PDD (19x8) (-) Dup. teremos o seguinte demonstrativo de despesas pagas em 19x9: Despesas administrativas 70. Desc.00.200 Logo a alternativa correta é a letra “d”.750 6.000 SOLUÇÃO: As despesas pagas. Outro aspecto que merece atenção é o aumento em contas a pagar de R$ 2. no Fluxo de Caixa pelo Método Direto é: a) 173. como pagamento de Despesas.200 c) 108. podem ser apuradas basicamente pela DRE. (19x9) Total recebido = R$ 300.000 = R$ 25.500 (-) Aumento de c/ a pagar (2. em 19x9. Desc.700 Despesas de vendas 31.

000 72.000 (-) Depreciação Acumulada (2. foi possível identificar os seguintes dados: I .000 2.000 1.000 20x2 4.000 Resultado Líquido 20x2 Distribuição do Resultado Dividendos Saldo em 31.000 Despesas totais do período 34.000 0 (3.000 Incorporação do TOTAL 35.000 3.000 20.000 0 7.000 0 9.12.500 (800) 6.000 0 (3.000 82.000 1.300 12.000 Veículos 20.000 6. Em uma operação de verificação dos livros contábeis.000 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 41 .000 II . Saldo em 31.000 9.000 CMV 64. p/ Créditos de Liq.000 (4.000 Participações Societárias 5.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 10.000) 47.A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido CAPITAL RESERVA LUCROS/ PRESOCIAL DE LUCROS JUÍZOS AC.000 Resultado antes do IR 2. Duvidosa (300) Estoques 2.20x2 40.000 10.000 59.000 4.000 Equipamentos 15.20x1 30.000) TOTAL DO ATIVO 72.500) 84.000) Novas Subscrições 9.000 20x2 6.000 4.000 20.000 Transferências p/Capital 4.000 Clientes 12.12.000 16.Itens da Demonstração de Resultado do Exercício Itens Adicionais 20x1 Vendas 100.000 22.000 (7.000) 7.000 40.000 ---1.500 5.000 ---22.000 84.000 III .O Balanço Patrimonial dos exercícios 20x1 e 20x2 CONTAS DO ATIVO 20x1 Disponibilidades 8.000 (-) Prov.000 6.000 11.000 CONTAS DO PASSIVO+PL Contas a Pagar Fornecedores Dividendos a Pagar Impostos Provisionados Notas Promissórias a Pagar Financiamentos de Longo Prazo Capital Social Reservas de Lucros Lucros/Prejuízos Acumulados TOTAL DO PASSIVO+PL 20x1 1.000 30. Luanda. EXERCÍCIOS PROPOSTOS Instruções para resolução das questões de nºs 01 a 07. realizada na Cia.000 Variações Cambiais Passivas ---- 20x2 152.300 Imóveis 12.

000 1.300 b) 12.200 d) 139.200 02) (AFRF-2003) Examinando os dados. As Notas Promissórias vencem em 180 dias.500 e) 6. com carência de 3 anos e juros de 5% anuais. pode-se afirmar que a saída de caixa para o pagamento de despesas foi: a) 52.500 b) 86.000 d) 82. O saldo devedor é corrigido pela variação da moeda x. 01) (AFRF-2003) O valor dos ingressos de caixa gerado pelas vendas no período examinado foi: a) 159.500 e) 139.Outras informações adicionais .20x1 pelo prazo de 8 anos.500 c) 85.500 e) 43.500 d) 20. responder às questões de números 01 a 07.700 c) 44. pagáveis ao final de cada período contábil. pode-se afirmar que a contribuição do resultado ajustado para a formação das disponibilidades é: a) 21.000 800 IV .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Despesas de Depreciações Provisão p/ pagamento do Imposto de Renda Provisão p/ Créditos de Liquidação Duvidosa 2. Os financiamentos foram contratados junto ao Banco ABC em 30. . com pagamento do principal em 5 parcelas anuais após o período de carência.000 300 5.500 05) (AFRF-2003) Com os dados fornecidos e aplicando o método indireto para elaborar o fluxo de caixa. verifica-se que a empresa pagou aos fornecedores o valor de: a) 89.000 d) 82. Com base unicamente nos dados fornecidos.000 e) 75.500 03) (AFRF-2003) Com base nos dados identificados.700 04) (AFRF-2003) No período a empresa efetuou compras de estoques no valor de: a) 89.000 c) 141.000 e) 75.500 c) 85.12.000 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 42 .500 b) 150.500 2.500 b) 86.700 d) 45.700 b) 50.000 c) 17.

formalmente. em duas seções: atividades operacionais e atividades não operacionais.000) c) (500) d) 5. direta ou indiretamente.000 e) 5. a divulgação da demonstração dos fluxos de caixa (DFC). Enquanto o primeiro. a fim de determinar o caixa líquido gerado pelas atividades operacionais.500 07) (AFRF-2003) O valor do caixa líquido consumido nas atividades operacionais é: a) (9. o segundo método. Nas questões de números 10 a 45. partindo da receita de vendas.000) c) (3.000 e) 9. c) recebimento de contribuições de caráter permanente para aquisição de terrenos para expansão da capacidade instalada da empresa. por meio de remoção de quaisquer itens que não afetem o fluxo de caixa. parte do lucro líquido e. O método indireto é considerado mais vantajoso do que o método direto por que evidencia as eventuais diferenças entre o lucro líquido e o dinheiro líquido gerado nas atividades operacionais. veículos ou equipamentos através de contrato de arrendamento mercantil. que objetiva mostrar como ocorreram as movimentações de disponibilidades durante determinado período. para todas as empresas sob a égide da legislação societária. 09) (AFRF-2003) Na elaboração do fluxo de caixa são classificáveis como atividade de financiamento: a) desembolso por empréstimos concedidos a empresas coligadas e controladas. 10) (INSS-CESPE-2003) A demonstração do fluxo de caixa objetiva destacar as principais atividades que. e) repasse de recursos para empresas coligadas e aquisição de bens. 11) (INSS-CESPE-2003) O fluxo de caixa pode ser demonstrado pelos métodos direto ou indireto.500) b) (5. ajusta-se para o regime de caixa.300) b) (8. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 43 . portanto.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 06) (AFRF-2003) O valor dos itens de Investimentos que contribuíram para a variação das disponibilidades é: a) (5. marque C (certo) ou E (errado).000 08) (AFRF-2003) Representam operações que não afetam o fluxo de caixa: a) recebimento por doação de terrenos e depreciações lançadas no período. influenciam o saldo geral de caixa. a DFC já substituiu a DOAR por ser de mais utilidade e facilidade de entendimento para os usuários. b) aquisição de bens não de uso e quitação de contrato de mútuo. causam impacto no fluxo de caixa e.000) d) 7. reconstrói a demonstração de resultado de exercício de cima a baixo quanto ao fluxo de caixa. b) aquisição de máquinas. d) amortizações efetuadas no período de diferidos e venda de ações emitidas. também conhecido como método da reconciliação. Em alguns países. d) venda de ações emitidas e recebimento de valores decorrentes da alienação de participações societárias. 12) (PETROBRAS-CESPE-2004) As normas complementares tornaram obrigatória. e) recebimento de juros sobre empréstimos concedidos a outras empresas. Divide-se. c) alienação de participações societárias e depreciações lançadas no período.

uma vez que evidencia as eventuais diferenças entre o lucro líquido e o dinheiro líquido gerados pelas atividades operacionais no período. bem como o recebimento de doações ou subvenções. influenciam o saldo geral de caixa. 20) O moderno administrador de empresas pode planejar seus pagamentos e terá em suas mãos a programação financeira a longo prazo se elaborar o fluxo de caixa projetado. cuja divulgação deve ser auditada por auditor independente registrado na CVM. 17) Por disponibilidades entende-se o dinheiro em caixa. Em ambos os métodos de apresentação ou elaboração. No entanto. os valores depositados em conta corrente bancária e as aplicações de liquidez imediata. 18) O fluxo de caixa projetado ganha ênfase quando o objetivo da empresa é o planejamento a curto e médio prazos. causam impacto no mesmo e. obtendo-se. 21) A DFC evidencia as origens e aplicações de recursos que alteram o disponível ao passo que a DOAR evidencia as origens e aplicações de recursos que alteram o capital circulante líquido.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 13) (PETROBRAS-CESPE-2004) A demonstração de fluxo de caixa pelo método direto é elaborada a partir do lucro líquido ajustado para o regime de caixa. quando elaborado por diversos períodos sucessivos. além da função do controle orçamentário. sua amortização e remuneração. tornou obrigatória a DFC para as companhias abertas que tenham suas ações negociadas no mercado secundário. o dinheiro líquido gerado pelas atividades operacionais. ferramenta importante para a elaboração do fluxo de caixa projetado. as aquisições ou vendas de participações em outras empresas e de ativos utilizados na produção de bens ou prestação de serviços ligados ao objeto social da Entidade. assim. Caixa é utilizado em sentido amplo. Os valores que afetam o fluxo de caixa são removidos diretamente do lucro líquido. 14) (PETROBRAS-CESPE-2004) O método direto. 22) O fluxo de caixa pode ser apresentado pelo método direto ou indireto.404/76.. permite análise de tendência. direta ou indiretamente. sendo que às últimas dá-se a denominação de equivalentes de caixa. que é recomendado e incentivado pelo FASB (Financial Accounting Standards Boards) – Conselho de Padrões de Contabilidade Financeira norte-americano para fins de divulgação externa . 24) As atividades de investimentos compreendem as transações com os ativos financeiros. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 44 . é mais vantajoso que o indireto. portanto. 15) (PETROBRAS-CESPE-2004) O objetivo da demonstração de fluxo de caixa é destacar as principais atividades que. 16) A Lei nº 10.303/01. ao alterar a Lei nº 6. sendo. recomenda-se a segmentação por atividades por haver melhor compreensão do seu conteúdo. a programação financeira a curto prazo somente será obtida se elaborar o fluxo de caixa realizado. 23) As atividades operacionais compreendem as transações que envolvem a consecução do objeto social da Entidade. a captação de empréstimos ou outros recursos. ou seja. 19) O fluxo de caixa realizado. devem ser considerados não apenas o dinheiro em espécie mas também os demais ativos equivalentes de caixa que possuam liquidez imediata. 25) Entre as atividades de financiamentos temos a captação de recursos junto aos acionistas ou cotistas e seu retorno em forma de lucros ou dividendos. por essa via.

independentemente do objeto social da Entidade. a sua elaboração e divulgação.. a venda de imóveis a prazo será lançada na DFC como atividade operacional. neste caso. ficam excluídos do resultado ajustado. 34) O aumento de contas a pagar como: Salários. Telefone.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 26) Quando. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 45 . incluem-se nas atividades operacionais os recebimentos de dividendos e lucros de subsidiárias. pagamentos e recebimentos pareçam ser classificáveis tanto nas atividades operacionais. contribui para o aumento do caixa líquido do período. Aluguéis. 30) As informações contidas numa demonstração dos fluxos de caixa. devendo ser considerados apenas os resultados de exercícios futuros e as depreciações no lucro ajustado. 32) Um das vantagens atribuídas ao método indireto é a possibilidade de comparação do resultado com o caixa gerado pelas atividades operacionais. 27) A aquisição ou alienação de imóveis é considerada atividade de investimento. como o reconhecimento de variações cambiais ativas e passivas. etc. sem o efetivo pagamento ou recebimento. dispensando-se. a partir do lucro líquido ajustado. 28) As informações sobre atividades de investimentos e de financiamentos que resultarem em reconhecimento de um ativo ou de um passivo. a doutrina ainda não está pacífica sobre qual é o método mais vantajoso. pela sua natureza. havendo aqueles que apontam o método direto como o mais recomendado e outros vêem vantagens no método indireto. pelo método direto. 39) O aumento ou a redução do PL que possua correspondência em disponibilidades e que não esteja incluído no resultado do período considerado. quando elaborada criteriosamente. 36) O recebimento de duplicatas de emissão da Entidade. 31) A par de a DFC não ser de elaboração obrigatória. 35) Na DFC. 29) A conciliação entre o resultado e o fluxo de caixa líquido gerado pelas atividades operacionais visa fornecer informações sobre os efeitos líquidos das transações operacionais e de outros eventos que afetam o resultado. nas atividades de investimentos ou nas atividades de financiamentos. substituem com vantagens as demais demonstrações contábeis. 37) Além dos valores recebidos de clientes. tem-se como vantagem a possibilidade de visualizar o item de maior contribuição para a formação do caixa líquido. mesmo que as vendas tenham sido realizadas no período anterior. deve ser apresentado na DFC como atividade de financiamento. não devem fazer parte da DFC. 38) Numa empresa que possui como objeto social a incorporação imobiliária. 33) Na elaboração da DFC pelo método indireto parte-se do resultado do exercício que deve ser ajustado mediante adição das despesas que não representaram saídas de caixa e diminuído das receitas que não geraram ingressos de recursos em disponibilidades. deve-se levar em conta a atividade preponderante da Entidade para a correta classificação da atividade no fluxo de caixa.

C 20 – E 25 – C 30 – E 35 – C 40 – E 45 . poder-se-ia dizer que os ajustes que se fazem necessários ao resultado do exercício.E 17 – C 22 – C 27 – E 32 – C 37 – C 42 – C 03 – E 08 – A 13 – E 18 – C 23 – C 28 – C 33 –C 38 – E 43 – C 04 – B 09 – C 14 – E 19 – C 24 – C 29 – C 34 – E 39 – C 44 – C 05 – D 10 .C INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 46 . na elaboração da DFC. bem como o valor da PDD constituída no final do período atual. consistem em considerar os aumentos do ativo circulante como aplicações de recursos e os aumentos do passivo circulante como sendo origens de recursos. também.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 02 – FLUXO DOS CAIXAS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 40) O caixa gerado pelas vendas em dado período deve considerar a diminuição do saldo da conta clientes do período anterior e o aumento do saldo da conta clientes do período atual. 44) Em certas circunstâncias ou de modo genérico. 42) O aumento de obrigações decorrentes de variações cambiais. quer na elaboração da DOAR. deve ser excluído do lucro líquido do exercício na determinação do lucro ajustado. as variações ocorridas no capital circulante líquido. 45) A demonstração do fluxo de caixa pelo método indireto se assemelha em quase todos os aspectos à elaboração da DOAR. pois tais aumentos de passivos não representam desembolsos de disponibilidades. 11. pois do contrário estaremos desrespeitando o princípio da competência. sendo que a diferença consiste em considerar. 41) O fluxo de caixa gerado pelo aumento de resultados de exercícios futuros somente deve ser reconhecido como disponibilidade com a ocorrência do fato gerador da receita.E 15 .C 16 – E 21 – C 26 – C 31 – C 36 – C 41 – E GABARITO DOS EXERCÍCIOS PROPOSTOS 02 – A 07 – D 12 . 01 – C 06 – B 11 . pois não representa ingresso de disponibilidades e não há aumento de capital circulante. deve ser adicionado ao resultado do período a fim de obtermos o lucro ajustado. na avaliação de investimentos pelo método da equivalência patrimonial. 43) O resultado positivo. para obter o lucro ajustado. quer na elaboração da DFC.

porém. aplicam os excessos de recursos. que já vimos na aula 02. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 1 . tomamos o cuidado de trazer a legislação societária. Considerando que quando havia as áreas de especialização. 04 e 05). o fator de produção mais escasso. Isto se faz necessário pelo fato de os recursos financeiros representarem. dependendo da natureza e freqüência dessas sobras. temporários ou permanentes. entendemos que em relação ao item 15 podem aparecer duas ou três questões na prova desse concurso que se aproxima e mais uma ou duas questões sobre a DFC. o adequado gerenciamento dos recursos financeiros de modo a otimizá-los. em investimentos que podem assumir natureza diversa. além de no final transcrevermos a íntegra da norma da CVM (Instrução 247/96). aí incluídos os estoques de mercadorias. no edital temos o “inquietante” item 15 – Legislação societária atualizada e normas da CVM. seria considerado desperdício inadmissível e indicativo de administração deficiente. sem nada produzir. Apresentaremos o tema em três aulas (Aula 03. historicamente. em última análise. pois deixar esses recursos ociosos. vendas a prazo. a entidade apresentar riqueza própria em excesso ou excesso de disponibilidades. na área de auditoria quase a metade da prova era sobre o tema Avaliação de Investimentos (14 questões em um total de 30) e mais 9 questões sobre Fluxo de Caixa. ativo permanente – imobilizado e diferido. mesmo que temporários. entre DFC e o item 15. da CVM e a legislação fiscal pertinente. deverá aplicá-los em investimentos que. matérias-primas. AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS – PARTE I 1 – ASPECTOS INICIAIS Uma administração empresarial eficiente envolve. alocando-os no objeto social de sua entidade. No entanto. Diante de tal situação o administrador moderno deve buscar a melhor solução de rentabilidade para os recursos de sua empresa. acreditamos que possam ser cobradas até 5 questões! Desta forma. apresentando ao final de cada aula questões de provas da Esaf e de outras instituições sobre o assunto. podem ser temporários ou permanentes. e em conseqüência o mais caro. Assim. que é. Se.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Aula 03 Caros alunos(as). Por estes aspectos apresentados é que as empresas. Por isso. mesmo que não seja seu objeto social principal. para o concurso de AFRFB não há mais a divisão por áreas. não há outro jeito a não ser estudar a matéria com todo cuidado! No estudo dessa matéria. porém sempre objetivando a melhor alocação destes e buscando rentabilidade. o objetivo principal de qualquer empreendimento empresarial. entre outros aspectos. elevadíssimas. especialmente em nosso País onde as taxas de juros praticadas tem sido. geralmente.

os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: I . existirem saldos em aplicações dessa natureza. o valor atualizado do investimento. Na hipótese de estas aplicações financeiras serem do tipo que podem ser resgatadas a qualquer tempo. gerando o lançamento a seguir: Aplicações financeiras de liquidez imediata a Receita operacional de variação cambial e/ou juros Procedendo desta forma teremos. elas deverão ser classificadas no ativo circulante.404/76: Art. e será admitido o aumento do custo de aquisição. até o limite do valor do mercado.os direitos e títulos de crédito. no subgrupo disponibilidades. pelo custo de aquisição ou pelo valor do mercado. quando possui excesso de disponibilidades temporárias. Constituem-se de frações de um patrimônio como as ações e quotas ou de direitos sobre a participação patrimonial de uma entidade como. não necessários para honrar os compromissos imediatos. 183. Todos esses papéis possuem prazo de vencimento e. quando. faz aplicações financeiras visando se proteger da desvalorização da moeda e para auferir alguma vantagem financeira. explicitamente ou implicitamente. isto é. Certificado de Depósito Bancário e outros. se este for menor. os Fundos de Renda Fixa. É neste sentido que dispõe o final do inciso I do art. no final do exercício. no balanço final do exercício. Porém. o conceito de títulos de crédito é mais abrangente. os títulos emitidos por entidades não financeiras como: Debêntures. por exemplo. serão excluídos os já prescritos e feitas as provisões adequadas para ajustá-lo ao valor provável de realização. em observância ao regime de competência. para registro de correção monetária. Valores Mobiliários – Representam os títulos e papéis emitidos por entidades financeiras e outras entidades comerciais. devemos contabilizar os rendimentos já ganhos (receitas auferidas ou incorridas) até aquela data e somá-los ao investimento. a conta investimentos de liquidez imediata será debitada. e quaisquer valores mobiliários não classificados como investimentos. devendo ser creditada uma conta de resultado (rendimentos em aplicações financeiras. 3 –ALGUMAS DEFINIÇÕES PRELIMINARES Títulos de Crédito – Quando falamos de títulos de crédito vêm à tona aqueles papéis emitidos por entidades financeiras como: Letras de Câmbio. o bônus de subscrição. as partes beneficiárias e as debêntures. rendem juros que podem ser pré-fixados ou pós-fixados. por exemplo). também. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 2 . envolvendo. Para a correta avaliação das aplicações financeiras de liquidez imediata. Notas Promissórias e as Duplicatas. por exemplo. variação cambial ou juros acrescidos. Todos são emitidos com finalidade de captar recursos no mercado financeiro ou de financiar as atividades da entidade.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 2 – APLICAÇÕES FINANCEIRAS DE LIQUIDEZ IMEDIATA Uma empresa. 183 da Lei nº 6. como. No balanço.

como as participações societárias e mesmo em bens imóveis e bens móveis como obras de arte.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Aplicações Financeiras – As aplicações financeiras se caracterizam pela alocação de recursos em títulos e papéis de natureza monetária. Esses direitos ou títulos de crédito se apresentam com prazo de vencimento e taxas de rentabilidade pré ou pós-fixados. desde que autorizadas pela bolsa. Operador Especial: pessoa natural ou firma individual detentora de título de bolsa de mercadorias e futuros. Câmara de Compensação e de Liquidação: câmara ou prestador de serviços de registro. Corretora de Mercadorias: a sociedade habilitada a negociar ou registrar operações com valores mobiliários negociados em bolsa de mercadorias e futuros. a Instrução CVM No 387. integrante do Sistema de Pagamentos Brasileiro – SPB. Entidade de Balcão Organizado: pessoa jurídica que administra sistema eletrônico de negociação e de registro de operações com valores mobiliários. em pregão e em sistemas eletrônicos de negociação e de registro em bolsas de valores e de bolsas de mercadorias e futuros e dá outras providências. Entretanto. executando operações por conta própria e por conta de corretoras. habilitada a atuar no pregão e nos sistemas eletrônicos de negociação e de registro de operações. investimentos em ouro. estão a seguir transcritos: Corretora de Valores: a sociedade habilitada a negociar ou registrar operações com valores mobiliários por conta própria ou por conta de terceiros em bolsa e entidades de balcão organizado. constituindo-se em direito ou títulos de crédito. de 28 de abril de 2003. natural ou jurídica. compensação e liquidação de operações com valores mobiliários. também são considerados investimentos as alocações de recursos em papéis de natureza monetária representados por direitos ou títulos de crédito como. São exemplos representativos de direitos ou títulos dessa natureza: Certificados de Depósito Bancários Caderneta de Poupança Debêntures conversíveis ou não em ações Depósitos a prazo fixo Investimentos – Diferentemente das aplicações financeiras. Membro de Compensação ou Agente de Compensação: a pessoa jurídica. fundo de ações. trouxe em seu artigo 2º definições que. por exemplo. quotas de capital. por sua relevância e afinidade aos temas aqui tratados. São as aplicações em valores mobiliários que não possuem prazo de vencimento e tampouco taxa de rendimento predeterminados. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3 . Além destas definições. por conta da qual as operações com valores mobiliários são efetuadas. e a entidade. que estabelece normas e procedimentos a serem observados nas operações realizadas com valores mobiliários. responsável perante aqueles a quem presta serviços e perante a câmara de compensação e de liquidação pela compensação e liquidação das operações com valores mobiliários sob sua responsabilidade. ações adquiridas ou cotadas em mercado de valores mobiliários (bolsa de valores). instituição financeira ou a ela equiparada. os investimentos se caracterizam mais por alocações de recursos em bens de natureza não monetária. que não possuem a característica de permanência. Comitente ou Cliente: a pessoa.

FAF Fundo de Curto Prazo Fundo de Investimentos de Renda Fixa ou Variável Letras de Câmbio Letras Financeiras do Tesouro . inciso III. Participante com Liquidação Direta: instituição financeira detentora de título de membro de compensação que realiza e liqüida operações para sua carteira própria ou para fundos sob sua administração.BTN Certificado de Depósito Bancário (RDB/CDB) Commodities Depósitos a Prazo Fixo Fundo de Aplicação Financeira . INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 4 . 179. em seu nome e nas condições que especificar.2 – CLASSIFICAÇÃO E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO O art. a possibilidade da classificação de investimentos no Ativo Realizável a Longo Prazo.1 . isto é. Há.CONCEITO Em economia de preços crescentes e taxas de juros atrativas. As principais opções no mercado financeiro e no de capitais para aplicação dos excessos de recursos são: Aplicações Temporárias em Ações Aplicações Temporárias em Ouro Bônus do Tesouro Nacional . devem ser classificadas no grupo do Ativo Permanente no subgrupo Investimento. cabe uma ressalva no concernente à classificação das contas relativas ao investimento em ouro.404/1976 determina que as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza. a lei aventa a hipótese de haver investimentos classificáveis no Ativo Circulante. da Lei nº 6. os investimentos em títulos e valores mobiliários a curto e médio prazo se constituem em boas alternativas para alocar as disponibilidades que não serão necessárias durante o período de aplicação.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Ordem: ato mediante o qual o cliente determina a uma corretora que compre ou venda valores mobiliários. 4 – INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS 4. porém a ele pertinente.LFT Desta forma. 4. pode-se conceituar investimento temporário como sendo a alocação de recursos ou disponibilidades temporárias em aplicações de caráter não permanentes. quando o prazo de resgate assim o requerer ou quando a entidade adquirente assim o desejar. Desta forma. não classificáveis no ativo circulante. Oferta: ato mediante o qual a corretora ou o operador especial apregoa ou registra a intenção de comprar ou vender valores mobiliários. ou registre operação. Antes de seguirmos em nosso estudo. aqueles investimentos que possuem o caráter e a intenção de realização. classificáveis no ativo circulante ou no ativo realizável a longo prazo. e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa. porém.

quando for o caso.valor de mercado: a média aritmética ponderada das cotações diárias. dos dois o menor. resta cristalino que os investimentos em ouro devem ser classificados ou no ativo circulante ou no ativo realizável a longo prazo. após este breve esclarecimento sobre a classificação do ouro. de 30 de outubro de 1976. os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: I .404. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5 . Já nas empresas que possuem como objeto social a sua comercialização ou industrialização. devendo. junto às empresas que não tenham por objeto social a sua comercialização ou industrialização. se nesse dia não houver pregão. devem ser avaliados pelo custo de aquisição ou valor de mercado.custo de aquisição: o preço pago na compra do ouro e constante do documento representativo da transação em bolsa ou emitido por empresa habilitada ao comércio do metal. que possuem característica de realização. no dia do último pregão anterior. em estoques de matérias-primas ou mercadorias. como é o caso das fabricantes de jóias. dispondo que: “4. Entende-se por: . ocorridas durante o pregão da bolsa do país em que se verificar o maior volume de negociações. se este for menor. variação cambial ou juros acrescidos. pelo custo de aquisição ou pelo valor do mercado.os direitos e títulos de crédito. APLICAÇÕES EM OURO Classificáveis. Agora. os investimentos em Valores Mobiliários não permanentes. dos dois o menor. Tal tipo de aplicação deverá ser avaliada pelo custo de aquisição atualizado monetariamente pelo BTN fiscal de final do período ou pelo valor de mercado. sempre. transcrevemos a seguir a íntegra do art. Art. É de ressaltar ainda que o ajuste ao valor de mercado é efetuado por meio de provisão para ajuste ao valor de mercado. e quaisquer valores mobiliários não classificados como investimentos.” Portanto. para registro de correção monetária. . como Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo. 183. serão excluídos os já prescritos e feitas as provisões adequadas para ajustá-lo ao valor provável de realização. e será admitido o aumento do custo de aquisição. inciso I da lei societária. no dia do encerramento do exercício social ou. isto é. 183. a classificação do ouro será. acrescido da corretagem. entre eles os investimentos. até o limite do valor do mercado. nesse último caso quando os produtos estiverem acabados. dependendo da intenção da investidora quanto a sua realização. No balanço.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Sobre o tema a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). pronunciou-se com maestria por meio do item 4 do Parecer de Orientação nº 18. emolumentos e taxas efetivamente devidos pelo comprador. no ativo circulante. ser constituída provisão para ajuste ao valor de mercado. de 18 de janeiro de 1990 (PO nº 18/90). cabe acrescentar que a avaliação dos demais investimentos temporários deve seguir a orientação contida no art. 183 da Lei nº 6. Para dar maior clareza ao assunto. que se constitui no diploma legal a respeito de avaliação de ativos.

b) dos bens ou direitos destinados à venda.os demais investimentos. amortização ou exaustão.o ativo diferido. pelo valor do capital aplicado. III . ressalvado o disposto nos artigos 248 a 250. deduzido do saldo das contas que registrem a sua amortização. ou bens aplicados nessa exploração. sem custo para a companhia.os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia.os direitos classificados no imobilizado. V . c) dos investimentos. de ações ou quotas bonificadas. e que não será modificado em razão do recebimento. § 2º A diminuição de valor dos elementos do ativo imobilizado será registrada periodicamente nas contas de: a) depreciação. ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado. a partir do início da operação normal ou do exercício em que passem a ser usufruídos os benefícios deles decorrentes. em prazo não superior a 10 (dez) anos. ou para redução do custo de aquisição ao valor de mercado. quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso. IV . b) amortização. quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada. deduzido de provisão para atender às perdas prováveis na realização do seu valor. de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais. e a margem de lucro. o preço pelo qual possam ser repostos.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia II . deduzido do saldo da respectiva conta de depreciação.os investimentos em participação no capital social de outras sociedades. § 3º Os recursos aplicados no ativo diferido serão amortizados periodicamente. o valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros. VI . deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor. quando corresponder à perda do valor. § 1º Para efeitos do disposto neste artigo. assim como matérias-primas. pelo custo de aquisição. pelo custo de aquisição. pelo custo de aquisição. quando essa perda estiver comprovada como permanente. o preço líquido de realização mediante venda no mercado. decorrente da sua exploração. mediante compra no mercado. ação da natureza ou obsolescência. deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado. considera-se valor de mercado: a) das matérias-primas e dos bens em almoxarifado. deduzidos os impostos e demais despesas necessárias para a venda. pelo custo de aquisição ou produção. quando este for inferior. c) exaustão. produtos em fabricação e bens em almoxarifado. devendo ser registrada a perda do capital aplicado quando abandonados os empreendimentos INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 6 . quando este for inferior.

ou exercidos com essa finalidade. assim como os derivados de vendas. 179. V . dos dois o menor. Outros investimentos temporários devem seguir a sorte do investimento em ouro. as disposições do artigo 179 e do artigo 183.404/76. III . inclusive os de propriedade industrial ou comercial. que dispõe sobre a classificação do ativo. dos dois o menor. ambos da Lei nº 6. que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia.em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza. chegamos as seguintes conclusões no concernente a classificação e modos de avaliação para os investimentos: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 7 . devem ser avaliados pelo custo de aquisição ou valor de mercado. adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas (artigo 243). para enfatizar o que se disse até o momento. Assim. tomando por base a cotação do metal. II . Analisando. ou comprovado que essas atividades não poderão produzir resultados suficientes para amortizálos. IV .no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte. conjuntamente.no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens destinados à manutenção das atividades da companhia e da empresa. isto é. § 4° Os estoques de mercadorias fungíveis destinadas à venda poderão ser avaliados pelo valor de mercado. e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa. Tendo em vista que a correta avaliação de ativos não pode ser dissociada de sua correta classificação e considerando a relevância societária e tributária que o tema possui. diretores. aí incluídos os investimentos: Art. 179 da Lei nº 6. acionistas ou participantes no lucro da companhia.404/76.no ativo circulante: as disponibilidades. tanto no concernente à classificação quanto no de sua avaliação. inclusive os juros pagos ou creditados aos acionistas durante o período que anteceder o início das operações sociais. não classificáveis no ativo circulante.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia ou atividades a que se destinavam. Parágrafo único. As contas serão classificadas do seguinte modo: I . vejamos a íntegra do art. a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo. quando esse for o costume mercantil aceito pela técnica contábil. sendo que o ajuste ao valor de mercado é feito por meio de provisão própria. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício social. os direitos realizáveis no curso do exercício social subseqüente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte.no ativo diferido: as aplicações de recursos em despesas que contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício social. os investimentos em ouro devem ser classificados no ativo circulante ou no ativo realizável a longo prazo e serão avaliados pelo custo de aquisição ou valor de mercado.

isto é. como os Fundos de Renda Fixa. devem ser classificadas no Ativo Permanente Investimentos e avaliados pelo Custo de Aquisição ajustado por provisão para perdas quando comprovadas como permanentes. devem ser classificados como Ativo Circulante em subgrupo de Investimentos Temporários. Ressalte-se que os rendimentos ganhos serão computados consoante o regime de competência.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 1 – As aplicações financeiras de liquidez imediata. Veja que não há a possibilidade de provisionamento para ajuste ao valor de mercado. fato este que não está presente nos investimentos do ativo permanente. em Aplicações Temporárias e devem ser avaliados pelo custo de aquisição mais rendimentos auferidos no período considerado. isto é. O ajuste será feito tomando por base a cotação em bolsa de valores de maior movimento no último dia útil do exercício. 4 – O Estoque em Ouro com liquidez imediata ou não. se houver. devem ser classificados no Ativo Circulante. Atente-se ao fato que na avaliação desses ativos. como. estes investimentos (itens 1 a 3) são avaliados pelo custo de aquisição mais rendimentos. não se considerando uma provável redução em face do valor de mercado por ocasião de sua avaliação. devem ser classificadas no Ativo Realizável a Longo Prazo e avaliadas pelo custo de aquisição e ajustados ao valor de mercado quando este for menor. como os Certificados de Depósito Bancários e as Debêntures. como os Certificados de Depósito Bancários e as Debêntures. até este momento. como ações ou quotas de outras empresas. por exemplo. conforme previsão de realização e devem ser avaliados pelo custo de aquisição e ajustados por provisão para desvalorização quando o valor de mercado for menor. 8 – Participações Societárias em empresas controladas ou em sociedades coligadas e equiparadas a coligadas quando o investimento é relevante e a sociedade investidora exerça influência na administração da sociedade investida ou INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 8 . 3 – Aplicações financeiras com liquidez após o final do exercício seguinte. as operações de compra e venda de ouro. 7 – Participações societárias em empresas não controladas e cujo investimento não seja relevante. 6 – Participações Societárias com intenção de realização após o final do exercício social subseqüente. em Aplicações Temporárias e devem ser avaliados pelo custo de aquisição mais rendimentos ganhos no exercício. Este tipo de ativo também não comporta provisão para ajuste ao valor de mercado. 5 – Participações Societárias com intenção de realização até o final do exercício social subseqüente. devem ser classificados no Ativo Circulante Disponível e avaliados pelo custo de aquisição mais rendimentos ganhos até a data do encerramento do exercício. devem ser classificados no Ativo Realizável a Longo Prazo. não foi invocada a necessidade de se constituir provisão para ajuste ao valor de mercado quando este seja menor. devem ser classificadas no ativo circulante ou ativo realizável a longo prazo. ao final de cada período devemos reconhecer as receitas nele ganhas. É interessante frisar que os investimentos relativos aos itens 1 a 6 compõem o ativo realizável ou possuem a natureza ou intenção de realização. como as ações e quotas de outras sociedades comerciais. 2 – Aplicações financeiras com liquidez até o final do exercício seguinte. cuja avaliação deve ser pelo custo de aquisição ajustado por provisão para ajuste ao valor de mercado quando este for menor. como ações e quotas de outras sociedades. pois estamos tratando de valores monetários. visto tratar-se de valores monetários. mas com intenção de permanência.

em nota explicativa. de 23 de março de 1995. onde serão separados pela sua forma de avaliação. em nota explicativa anexa às suas demonstrações financeiras e às informações trimestrais. bem como as políticas de atuação e controle das operações nos mercados derivativos e os riscos envolvidos. devem ser classificadas no Ativo Permanente Investimento e avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial (MEP). liquidez. se aparecer a conta valores mobiliários. os direitos contratuais de troca de resultados financeiros (swaps) ou instrumentos INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 9 . 9 – Outros ativos com intenção de permanência. os títulos resgatáveis de pronto devem ser classificados como disponibilidade e. os critérios e as premissas adotados para determinação desse valor de mercado. 183. estes serão classificados no ativo realizável (circulante ou longo prazo).Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia cujo investimento representa 20% ou mais do capital social da investida. se aparecer a conta ações de coligadas. Outro aspecto interessante.ITR. No nosso modo de entender o assunto. edificações que não sejam de uso. Vê-se que cada aplicação ou investimento possui características próprias em relação ao prazo para resgate. devem ser classificados no Ativo Permanente Investimento e avaliados pelo custo de aquisição e ajustados por provisão para perdas prováveis ou ajuste a valor de mercado (art. método do custo ou método da equivalência patrimonial. em nota explicativa. devem evidenciar. reconhecidos ou não como ativo ou passivo em seu balanço. quando não possuem essa característica. reconhecidos ou não nas demonstrações financeiras das companhias abertas e dá outras providências. IV). pois se possuir essa característica deverá ser classificado no ativo circulante ou no realizável a longo prazo. reconhecidos ou não como ativo ou passivo em seu balanço patrimonial. do valor de mercado dos instrumentos financeiros. como obras de arte. eles deverão ser classificados no grupo do ativo permanente em subgrupo investimentos. Por outro lado. quando podemos dispor desses valores ou qual é a intenção da empresa em relação a sua realização. Desta forma. forma de rentabilidade. ainda. esta deve ser classificada no ativo permanente. quando nos são fornecidos aqueles “balancetes”. taxa de rendimento. intenção da empresa na sua aquisição etc. Entende-se por instrumento financeiro todo contrato que dá origem a um ativo financeiro em uma entidade e a um passivo financeiro ou título representativo do patrimônio em outra entidade. devem classificados como investimento temporário. isto é. Devem constar. há a intenção de permanência. Percebe-se que o ativo permanente representa o ativo que não possui a característica de realização. pois somente podemos falar em coligadas quando participamos do capital social da sociedade investida com intenção de permanência. sem outra designação. Estabelece aquele ato normativo que as companhias abertas que possuam instrumentos financeiros. o valor de mercado desses instrumentos financeiros. Se. com intenção de permanência ou de fazer parte do corpo social da outra empresa. estas devem ser sempre classificadas no ativo permanente – investimento. os direitos contratuais recebíveis em moeda ou em instrumentos financeiros de outra entidade. são considerados ativos financeiros as disponibilidades. tão-somente. Entretanto. em questões de provas. a cuja conclusão chegamos pela leitura dos dispositivos legais sob análise. Por isso. por meio da Instrução CVM nº 235. dispôs sobre a divulgação. a CVM. como ações e quotas de sociedades controladas e coligadas ou equiparadas a coligadas. Assim. Ainda no concernente a avaliação de investimentos. na sua classificação nos interessa. porém. terrenos. diz respeito à correta classificação de ações de coligadas.

os investimentos em ações que não possuam valor de mercado. a CVM considera valor de mercado o valor que se pode obter com a negociação do instrumento financeiro em um mercado ativo. na data do balanço. e as obrigações com planos de pensão. II . Por outro lado. e os títulos representativos de participação no patrimônio de outra entidade.Investimentos Temporários . 4. prazo e risco similares. O ganho na aquisição de um instrumento financeiro cujo valor de mercado seja inferior ao seu valor de face.como despesa financeira. compõem um subgrupo próprio dentro do ativo circulante ou do ativo realizável a longo prazo.3 – ASPECTOS CONTÁBEIS Os investimentos temporários. aposentadoria. ajustado com base na taxa de juros vigente no mercado. mesmo nos casos em que este possa ser utilizado para liquidação de dívidas. prazo e risco similares. na mesma base e período em que forem apropriadas as receitas de juros relativas a essa operação de crédito. o ganho decorrente da diferença entre o valor de venda e o valor de mercado do título deve ser registrado como redução do ativo representativo de crédito. na mesma base e período em que forem apropriadas as despesas de juros relativas à operação de crédito. ou na ausência de um mercado ativo para um determinado instrumento financeiro o valor que se pode obter com a negociação de outro instrumento financeiro de natureza.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia financeiros. seguro e saúde dos empregados da entidade.nas companhias abertas compradoras dos títulos. e as duplicatas a pagar. para apropriação ao resultado. para instrumentos financeiros de natureza. Para os fins desta avaliação. os contratos de seguro. os contratos de arrendamento mercantil. na arrendatária. possuindo a seguinte forma de apresentação: Ativo Circulante . em que comprador e vendedor possuam conhecimento do assunto e independência entre si. a diferença entre o valor da aquisição e o valor de mercado do título deve ser registrada em conta redutora do ativo e da obrigação devendo ser essa conta redutora da obrigação apropriada ao resultado.nas companhias abertas vendedoras dos títulos e financiadoras da operação de crédito. somente será reconhecido à medida em que for efetivamente realizado. Na negociação de instrumentos financeiros feita por valor acima do valor de mercado e conjugada com operação de crédito deve ser observado o seguinte: I . são caracterizados como passivos financeiros as obrigações contratuais de pagamento de determinada importância em moeda ou em instrumentos financeiros de troca de resultados financeiros ou instrumentos financeiros. nas empresas emissoras. Não carecem de evidenciação nas notas explicativas os seguintes créditos ou débitos da entidade: as duplicatas a receber.como receita financeira.aplicações em certificados de depósito bancário INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 10 . no Balanço Patrimonial. nas empresas seguradas. sem que corresponda a uma transação compulsória ou decorrente de um processo de liquidação. em um mercado ativo. ou o valor presente líquido dos fluxos de caixa futuros a serem obtidos.títulos e valores mobiliários .

175. Lançamento na aquisição das ações Investimentos em Fundo de Ações a Caixa R$ 12. por ocasião do encerramento do exercício social. Caso o valor de mercado seja menor. Cabe ressaltar que a contrapartida da provisão para ajuste ao valor de mercado é considerada despesa indedutível pela legislação do Imposto de Renda. dispõe que o exercício social terá a duração de 01 (um) ano.000.00 – R$ 12. Assim: Lançamento no encerramento do exercício de 2004 Investimentos em Fundo de Ações a Receita Financeira 4.500. estabelece os critérios de classificação dos ativos. cuja data do término será fixada no estatuto. Exemplo: empresa ALFA adquire 10. 183 da Lei 6.Investimentos Temporários . quando este for menor.títulos e valores mobiliários . aumentam seus saldos mediante créditos e diminuem seus saldos mediante débitos. O art.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 11 . e considerando que são contas do ativo.00) deverá ser lançada como receita do exercício de 2004.404/1976). Portanto.000 x R$ 1.000. isto é.35. que são contas retificadoras de ativo.20. para a correta avaliação dos investimentos pendentes de resgate. possuem funcionamento inverso ao das contas do seu grupo. os rendimentos ganhos até o encerramento do exercício social e a provisão para ajustá-los ao valor de mercado. pois.00 Valor do investimento em 31/12/2004 = 10. Em 31/12/2004. devemos calcular a rentabilidade alcançada no período e registrá-la como receita financeira em contrapartida da conta do investimento temporário. segundo disposição do art. 179. ser adicionada ao Lucro Líquido do Exercício na determinação do Lucro Real que é a base de cálculo do IRPJ. segundo os princípios fundamentais de contabilidade. Já as contas de provisão.investimentos em ouro – ativo financeiro (-) provisão para ajuste ao valor de mercado Estas contas possuem a função de registrar as alocações dos investimentos temporários no mercado financeiro ou de capitais.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia .35 = R$ 13. devendo. bem como verificar se o valor de mercado corresponde ao valor de aquisição do investimento.4 – ASPECTOS LEGAIS A Lei das sociedades por ações (Lei nº 6. por sua vez. quando cada cota estava avaliada em R$ 1.500.500. em seu art. deve-se fazer o provisionamento da diferença em contrapartida de despesas com provisão.500. o valor da cota alcançava R$ 1.00 = R$ 1.404/76. podemos observar o seguinte: os seus saldos aumentam por meio de débitos e diminuem mediante créditos.aplicações em certificados de depósito bancário . No concernente ao funcionamento das contas representativas de investimentos temporários.000 cotas de um Fundo de Ações em 02/10/2004. conforme o princípio da competência. R$ 1.investimentos em ouro – ativo financeiro (-) provisão para ajuste ao valor de mercado Ativo Realizável a Longo Prazo .00 A diferença (R$ 13.

e a margem de lucro. Por seu turno. a lei vincula a classificação preconizada nos incisos I e II ao ciclo operacional da empresa. §1º Para efeitos do disposto neste artigo. 176. 183 da mesma lei encontramos os critérios da avaliação do ativo e no seu parágrafo 1º. . a regra é que o exercício social terá a duração de um ano. 183. 176. 175.. No concernente às notas explicativas. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício social. mesmo os não realizados.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia No parágrafo único do mencionado artigo. .. considera-se valor de mercado: . estabelece que deverão ser indicados os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais... 179. Art.. correspondentes a essas receitas e rendimentos. alínea “b”. Parágrafo único. As contas serão classificadas do seguinte modo: . pagos ou incorridos. parágrafo 5º. O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será fixada no estatuto. encargos e perdas. b) dos bens ou direitos destinados à venda. a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo. §1º Na determinação do resultado do exercício serão computados: a) as receitas e os rendimentos ganhos independentemente da sua realização em moeda. para o caso de ele ser superior a um ano. Art. . o preço líquido de realização mediante venda no mercado. Parágrafo único... os ajustes e as provisões para atender a perdas prováveis e os investimentos em outras sociedades.404/1976.. . serão levados à Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). 187 da lei societária. 187.. os ganhos decorrentes dos investimentos temporários... Desta forma. Vejamos o dispositivo: Art. o valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros. o art. despesas. mas a própria lei admite exceções como o caso no ano de início da atividade e no caso do ano de encerramento das atividades da empresa: Art. em face da aplicação do princípio contábil da competência. Na constituição da companhia e nos casos de alteração estatutária o exercício social poderá ter duração diversa. e no período. conforme disposição do §1º do art. No art. está definida a expressão valor de mercado para os investimentos. da Lei nº 6.. c) dos investimentos. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 12 . Art. deduzidos os impostos e demais despesas necessárias para a venda. b) os custos.

404/76. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM). com cláusula de paridade cambial.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia §5º As notas deverão indicar: a) os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais. O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) se pronunciou por meio da NBC T 4. b) os investimentos em outras sociedades. deverá considerar a média aritmética ponderada da última cotação diária ocorrida no exercício. 184 da lei das sociedades anônimas. como ativo financeiro. dos juros e outros rendimentos auferidos. a as obrigações sujeitas à correção monetária serão atualizadas até a data do balanço. financeiros e outros prefixados. de constituição de provisões para encargos ou riscos. quando aplicável. A Instrução CVM nº 247. estabelecendo as seguintes regras de avaliação: a) Os componentes do patrimônio com cláusula de atualização monetária pós-fixada são atualizados até a data da avaliação. entretanto. dos cálculos de depreciação. Por estrita correlação ao assunto. as obrigações em moeda estrangeira. serão convertidas em moeda nacional à taxa de câmbio em vigor na data do balanço. amortização e exaustão. acrescidos de atualização monetária. especialmente estoques. na Bolsa de maior volume de negociação. encargos e riscos. do artigo 183. se pronunciou da seguinte forma a respeito da provisão para ajuste ao valor de mercado: PROVISÃO PARA AJUSTE A VALOR DE MERCADO. parágrafo único). serão computados pelo valor atualizado até a data do balanço. são avaliadas pelo valor de mercado. e dos ajustes para atender a perdas prováveis na realização de elementos do ativo. Diz aquele dispositivo que as obrigações. (PO-17/89) Para efeito da constituição das provisões previstas nos incisos I e III. títulos de crédito e quaisquer outros créditos mercantis. c) Os investimentos temporários são avaliados ao custo de aquisição e. vale a pena discorrermos algumas linhas a respeito da avaliação de passivos. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 13 . que servirá de parâmetro para a avaliação de títulos e valores mobiliários. cotações derivadas de negociações atípicas. 247. quando relevantes (art. conhecidos ou calculáveis. o valor de mercado. desprezando-se. de 27 de março de 1996. preconizou a adoção de outros critérios em se tratando de investimentos permanentes. consoante o disposto no art. por meio do Parecer de Orientação nº 17 de 1989 (PO-17/89). d) Os direitos. se existentes. inclusive Imposto sobre a Renda a pagar com base no resultado do exercício. pois neste caso somente se constitui a provisão para perdas quando a sociedade investida apresentar diminuição no seu patrimônio líquido e desde que essa diminuição seja permanente. b) As aplicações em ouro. da Lei n° 6. são ajustados em valor presente.

pois os bens do ativo permanente não possuem na realização a sua característica. Da inteligência do dispositivo societário em análise. os bens e direitos de qualquer natureza. Para satisfazer uma das finalidades da contabilidade. as participações permanentes em outras sociedades e os bens e direitos de qualquer natureza.404/1976. com intenção de permanência. não classificáveis no ativo circulante ou longo prazo”. Adotando essa prática se obtém a identificação de cada bem ou direito de imediato. As participações permanentes em outras sociedades são os investimentos efetuados pala aquisição de ações ou quotas do capital social de outras empresas. ou seja. Observa-se que os bens e direitos a serem classificados nesse subgrupo não podem ser classificáveis no ativo circulante ou realizável a longo prazo. cujo investimento seja relevante e haja o exercício de influência administrativa. 5 – INVESTIMENTOS PERMANENTES Conforme disposição do art. neste último caso. Convém frisar que a expectativa de realização é apenas para fins de avaliação. não classificáveis no ativo circulante ou no ativo realizável a longo prazo. também as contas do passivo terão seu valor atualizado quando conhecidos os riscos ou quando calculáveis os seus valores. não devem possuir a característica de realização e não devem constituir-se em meios à consecução da atividade econômica da empresa. as antigüidades e os imóveis não de uso. Os bens e direitos de qualquer natureza. sendo a principal característica deste grupo a intenção de permanência. 248 a 250 da lei das sociedades por ações e regulamentado pela Instrução CVM nº 247/96. os quais apresentam. 179 da Lei nº 6. geralmente. segundo a lei. não classificáveis no ativo circulante e realizável a longo prazo. como é o caso dos juros. não classificáveis no ativo circulante ou realizável a longo prazo. pois. uma expectativa de realização em valores que ultrapassam o custo de aquisição. e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa. que é a evidenciação de todos os fatos contábeis. Vejamos como os investimentos permanentes podem ser apresentados no Balanço Patrimonial: ATIVO PERMANENTE INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 14 . quando em sociedades controladas ou em sociedades coligadas. São exemplos de investimentos dessa natureza os direitos de propriedade sobre obras de artes. e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa compreendem os investimentos que não se constituem em meios necessários à consecução da finalidade da entidade. mesmo por ocasião da baixa ou saída destes do Ativo Permanente.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Percebe-se que. e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa devem ser agrupadas em subcontas próprias. e para possibilitar interpretação e análise exata das demonstrações financeiras. infere-se que estamos diante de dois tipos de Investimentos classificáveis no subgrupo investimentos: “as participações permanentes em outras sociedades” e os “direitos de qualquer natureza. Essas participações societárias.Imobilizado. deverão ser classificados no Ativo Permanente . variações cambiais e monetárias. são classificados no Ativo Permanente no subgrupo INVESTIMENTOS. têm tratamento legal próprio definido nos arts.

1 – CONCEITO Os investimentos permanentes são as aplicações de recursos em participações no capital social de outras sociedades e em direitos de qualquer natureza não classificáveis no ativo realizável (circulante e longo prazo) e que não se destinem à manutenção da atividade da empresa. ( .) provisão para perdas prováveis Investimentos relevantes e influentes em sociedades coligadas TAMBO BOM LEITE S. porém ela pode ser manifestada em momento posterior com inscrição no mesmo subgrupo.A. O caráter que os distingue dos investimentos temporários ou realizáveis é exatamente a intenção de permanência que deve estar manifestada.A. Investimentos Incentivados EMBRAER FINAM FINOR FISET (-) Provisão para Perdas Prováveis na Realização AVALIADAS PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Em sociedades controladas Cia. Esta intenção é normalmente manifestada no momento da aquisição do investimento e materializada pelo simples registro no grupo do Ativo Permanente no subgrupo Investimento. BELOMONTE ( . OUTROS INVESTIMENTOS PERMANENTES Obras de Artes e Antigüidades (-) Provisão para perdas prováveis na realização Imóveis de renda não destinado ao uso (-) Depreciação acumulada 5. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 15 . ( .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Investimentos Participações permanentes em outras sociedades AVALIADAS PELO MÉTODO DO CUSTO DE AQUISIÇÃO Participações permanentes em outras empresas Ações da Cia.) deságio na aquisição do investimento EMPRESA COQUEIROS Ltda. QUEBRA-GALHO S. SEMPREBEM Ações da Cia.A.) provisão para perdas prováveis Quotas de Capital da Empresa PAMONHA Ltda. BOMNEGÓCIO S. ágio na aquisição do investimento Cia.

vejamos. III . ou seja. a investir em incentivos fiscais. 179 da Lei nº 6. 179. compulsoriamente. 183. Os Investimentos Voluntários são aqueles realizados pelas empresas em outras sociedades.2 – CRITÉRIOS LEGAIS Consoante dispõe o art. tais direitos devem ser classificados no ativo permanente: Art. excetuam-se desse conceito os investimentos de natureza temporária e puramente especulativos.em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza... e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa. novamente. ressalvado o disposto nos artigos 248 a 250. em particular aos concursandos. inciso III. 5. de forma permanente. Como é este o tipo de investimento que interessa ao nosso estudo no momento e porque é ele quem traz as maiores dificuldades aos estudantes. não classificáveis no ativo circulante. a letra do texto legal: Art. representadas por ações e quotas do capital social. A sociedade investida pode ser uma coligada. Os Investimentos decorrentes de Incentivos Fiscais têm origem por destinação de parcela do Imposto de Renda devido em projetos como: FINOR (Fundo de Investimentos do Nordeste) e FINAM (Fundo de Investimento da Amazônia). são dois os tipos de investimentos que devem ser classificados no subgrupo de Investimentos. As Participações Permanentes em Outras Sociedades são aquelas participações no Capital Social das outras sociedades. que dentro de certas circunstâncias também são participações voluntárias. Para que sejam considerados integrantes desse subgrupo esses investimentos devem ter a característica de permanente e devem estar aplicados na formação de capital de outras sociedades.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 5. inciso III.. as Participações Permanentes em outras Sociedades e Outros Investimentos Permanentes. Conforme já vimos. considerando-se a sociedade investida como se fosse uma extensão das atividades da própria empresa investidora. sobre os quais a sociedade detentora possui a intenção de realização e não de permanência. No balanço. os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: .404/76.3 – MÉTODOS DE AVALIAÇÃO A lei societária. As Participações Societárias Permanentes em outras Sociedades podem ser de natureza voluntária ou serem decorrentes de incentivos fiscais. controlada ou simplesmente uma sociedade na qual se pretende.os investimentos em participação no capital social de outras sociedades.. estabelece a forma de avaliação dos investimentos permanentes no capital de outras sociedades. III . 183. pelo custo de INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 16 . participar do capital social. pois ninguém está obrigado. As contas serão classificadas do seguinte modo: . por meio do art. constituindo o seu exercício mera liberalidade. Portanto.

sociedades coligadas e controladas): MÉTODO MEP MEP MEP CUSTO CUSTO COLIGADA > 20% NÃO NÃO SIM SIM NÃO CONTROLADA SIM NÃO NÃO NÃO NÃO RELEVANTE NÃO SIM SIM NÃO SIM INFLUENTE NÃO SIM NÃO SIM NÃO 6 – MÉTODO DO CUSTO DE AQUISIÇÃO Utiliza-se este método de avaliação de participação societária na forma de ações ou quotas em sociedades que não sejam coligadas ou controladas.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia aquisição. bem como os investimentos em sociedades coligadas. podemos resumir os critérios de avaliação dos investimentos nas seguintes situações a seguir (mais adiante veremos as definições de investimentos relevantes. O MEP. é usado para avaliação dos investimentos em sociedades controladas e dos investimentos relevantes. Da leitura do texto legal. O Método do Custo é usado para avaliação dos investimentos em outras sociedades. Nos demais casos. depreende-se que são duas as formas de avaliação das Participações Permanentes em outras Sociedades. quando não cabível a aplicação do MEP. pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O uso de uma ou de outra forma de avaliação das Participações Societárias no Capital de outras Empresas não constitui liberalidade da sociedade avaliadora ou investidora. 248 da lei societária e regulamentado pela Instrução CVM nº 247/96. é a avaliação dos investimentos pelo custo de aquisição. ou seja. influentes. sem custo para a companhia. subsidiariamente. conforme disposto no art. o investimento não é relevante para a investidora ou esta não exerce influência na administração da sociedade investida ou nas quais o valor do investimento seja menor do que 20% do capital social da investida. isto é. sobre cuja administração se exerça influência ou que represente mais de 20% do capital social de sociedades coligadas e equiparadas a coligadas. quando essa perda estiver comprovada como permanente. e que não será modificado em razão do recebimento. sendo inclusive a regra geral. O MEP só pode ser utilizado nos casos expressamente determinados pela Lei e. Uma delas. de ações ou quotas bonificadas. sociedades que não são coligadas nem controladas ou que. 248 da lei societária. A outra forma de avaliação das participações societárias é a encontrada no art. ajustado por provisão para perdas quando esta estiver comprovada como permanente. desde que não sejam relevantes. os investimentos devem ser. Assim. deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor. mesmo sendo sociedades coligadas. avaliados pelo Método do Custo. obrigatoriamente. O dispositivo trata da avaliação dos investimentos pelo Método da Equivalência Patrimonial (MEP). INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 17 .

podemos definir que custo de aquisição representa o valor líquido e efetivo despendido na operação de aquisição da participação societária. conforme dispõe o art. sociedades coligadas e controladas. Os lucros ou dividendos que cabem à investidora. Assim. A lei das Sociedades Anônimas conceitua investimentos relevantes. da Lei. por este método. e sobre cuja administração não se exerça influência.CUSTO DE AQUISIÇÃO Por tudo o que já se viu. deduzidos de provisão para perdas. prejuízos acumulados. Porém. Valor despendido na aquisição ou subscrição de novas ações ou quotas por aumento de capital. Assim. a provisão é cabível apenas quando houver reflexo no patrimônio líquido da sociedade investida. Ressalte-se que a provisão para perdas somente poderá ser constituída quando a perda estiver comprovada como permanente.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia individualmente ou no seu conjunto. ressalvando que essa provisão é necessária para se obter o valor de mercado. Entende-se que a perda é permanente quando a sociedade investida estiver em recuperação judicial ou extra-judicial (antiga concordata) ou quando for declarada a sua falência. mesmo a reserva por reavaliação de ativos. Montante pago pela compra de ações de terceiros. não deve se traduzir em alteração na participação societária da investidora. a entidade investidora registra e avalia os investimentos pelo custo de aquisição. 183. que são avaliados pelo método do custo de aquisição quase todos os investimentos em que a participação da sociedade investidora for inferior a 20% do capital social realizado na sociedade investida. Valor pago a título de corretagem. cujo estudo faremos no tópico em que trataremos da avaliação de investimentos pelo Método da Equivalência Patrimonial. Também pode haver a constituição dessa provisão em casos de a sociedade investida apresentar.1 . INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 18 . quando esta redução ou perda estiver comprovada como permanente. o aumento do Patrimônio Líquido na investida. dos dois o menor. inclusive ágio. ATENÇÃO!!! No método de avaliação de investimentos pelo CUSTO. na empresa investidora. III. pode-se dizer. em períodos consecutivos. não se fazendo. qualquer alteração no valor do investimento efetuado com base no custo de aquisição. a redução do PL da investida há de ser registrada pela sociedade investidora sob a forma de provisão para perdas. não sendo plausível constituir a provisão pelo fato de a cotação das ações daquela empresa estar em baixa na data do balanço. o custo de aquisição engloba os valores relativos a: Valor aplicado na formação de capital para constituição de nova sociedade. pela geração de lucros ou reservas. 6. Na adoção deste método. por hora. Porém. inclusive ágio ou deságio. devem ser registrados como receita operacional no momento em que a empresa investida os distribuir ou provisionar. visto que o critério é custo de aquisição ou valor de mercado.

isto é.00. Houve. isto é. O capital da Cia Trutas é composto por 6. com valor individual de R$ 10. portanto.000 ações. bem como o foi o valor da corretagem. A aquisição. com boa situação financeira.10 por quota e mais uma taxa de corretagem de R$ 50.00 Corretagem Total = = = R$ 1.00.000. cujo capital social é de R$ 20. os valores despendidos pela Cia Tambaqui foram: 1. um deságio na operação de R$ 3. EXEMPLO 3: A Cia Pica Pau adquiriu da Cia Colibri a quantia de 12.00 Esse fato deverá ser contabilizado pela Cia Tambaqui da seguinte forma: Investimento na empresa Tucunaré Ltda. buscamos o auxílio de exemplos práticos a fim de registrarmos a operação de aquisição: EXEMPLO 1: A Companhia Tambaqui.. será: Investimento na Cia Trutas a Caixa/Bancos R$ 5. pagando à vista o montante de R$ 5.00. representado por 100. na Cia Salmão. o lançamento contábil da operação.00.700. o investimento será registrado pelo valor INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 19 .000 quotas.00 Importante notar que o valor do deságio foi considerado como diminuição de custo de aquisição. a Caixa/Bancos R$ 1.000.000.00.00 Observe que não houve ágio/deságio e outros custos de aquisição.00.10 por quota = R$ 1. Assim.00 Perceba que o valor despendido a título de ágio foi integrado ao valor do investimento. logo o valor a ser registrado como custo de aquisição é apenas o gasto efetivamente realizado na aquisição deste investimento. não se fazendo o destaque do ágio ou do deságio quando existirem. todos os gastos realizados para sua aquisição o integrarão.500 quotas x R$ 1.000.000 ações pelo preço de R$ 9. com ágio de R$ 0. da Cia Tambaqui se limitou a 1.000.700. Portanto. de forma permanente. O capital da Cia Colibri é de R$ 100. O lançamento contábil na Cia Pica Pau será: Investimentos na Cia Colibri a Caixa/Bancos R$ 9. para investimentos que serão avaliados pelo método do custo. sendo registrado apenas o valor líquido do investimento adquirido. Desta forma.00 50.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Para consolidar o estudo.00 R$ R$ 150. resolveu aplicar parcela de seus recursos.10. representado por 20.000.000 ações.000.00.500.00 Ágio de R$ 0. Na aquisição de investimento pelo método do custo é assim que se procede! EXEMPLO 2: A Cia Salmão adquiriu da Cia Trutas 500 ações. à vista.500 quotas ao custo unitário de R$ 1. na empresa Tucunaré Ltda.

adquiridas e registradas em seu patrimônio pelo custo de R$ 10. por força do disposto na lei nº 9.00 e que as ações da Cia Falidos estão desvalorizadas em função de sucessivos resultados negativos e que isto traga um reflexo para a investidora no valor de R$ 800. o valor da perda na participação societária é uma despesa não operacional e a provisão é conta retificadora de Ativo Permanente – Investimento. do seguinte modo: Ativo Permanente Investimentos Ações na Cia Falidos (-) Provisão para perdas 10. não se restringindo aos preceitos da legislação fiscal. quando da apuração do Lucro Real. Portanto. por ocasião da reversão desta provisão.00 Por se caracterizar em perda de capital.000. desde que essas perdas sejam comprovadas como permanentes consoante previsão na lei societária. devem ser registrados pelo custo de aquisição. cabe ressaltar que “esta provisão é indedutível” para fins de Imposto de Renda a partir de 01 de janeiro de 1996. EXEMPLO 4: Supondo que a Cia Investemal seja detentora de ações da Cia Falidos.00) Por pertinente.PROVISÃO PARA PERDAS Por determinação da lei societária. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 20 . deduzidos de provisão para perdas e corrigidos monetariamente. Entretanto. essa provisão há de ser constituída quando houver perdas prováveis na realização do valor do investimento. Registro pelo Valor Original. Corroboram com esse dispositivo os Princípios Contábeis da Prudência. Já o valor do deságio será deduzido.249/1995. aí incluído o valor da corretagem e do ágio. quando houver redução no Patrimônio Líquido da sociedade investida. Oportunidade. esta reversão se constituirá em receita não-operacional. Por pertinente. isto é.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia efetivamente gasto na sua aquisição.2 . 6. Para fins fiscais. o lançamento contábil pertinente será o seguinte: Perdas na participação societária a Provisão para Perdas em Participação Societária R$ 800. prejuízos acumulados por diversos exercícios.000. registrando-se o investimento pelo valor líquido da transação. no Balanço Patrimonial o fato ficará registrado no Ativo Permanente – Investimento. o valor patrimonial das ações sofrerá redução e esta deverá ser registrada na sociedade investidora. cabe destacar que. Atualização Monetária e Competência. decorrente de resultados negativos.00. Portanto. Dessa forma. como o objetivo da contabilidade é mais amplo. a regra para os investimentos permanentes é diferente da aplicada aos investimentos temporários que são passíveis de provisão quando a cotação das ações em bolsa de valores estiver abaixo do custo de aquisição.00 (800. os investimentos avaliados pelo Método do Custo de Aquisição. Note que é valor patrimonial das ações que sofrerá redução e não a sua cotação na bolsa de valores. os valores das despesas com provisão dessa natureza serão adicionados no LALUR (Livro de Apuração do Lucro Real) ao Lucro Líquido do Exercício.

que. mediante registro no passivo (dividendos a pagar ou propostos).DIVIDENDOS RECEBIDOS OU DECLARADOS No Balanço Patrimonial de qualquer empresa deve estar designada a destinação do lucro do exercício. Os registros contábeis serão os seguintes: 1 . ao passo que as perdas são consideradas despesa não operacional. pois a receita será reconhecida na avaliação do investimento pela Equivalência Patrimonial. os dividendos são sempre considerados receita operacional na empresa investidora. 202 da mesma lei. que consoante o disposto no art. A sociedade investidora deve providenciar a obtenção dessa informação junto a sociedade investida. se for o caso.00 Perceba que a sociedade investida deve comunicar à sociedade investidora desse seu direito ao dividendo. assim. o primeiro lançamento por desconhecimento do fato e o dividendo será contabilizado pelo seu recebimento conforme o regime de caixa da seguinte forma: Caixa/Bancos a Receita de Dividendos R$ 2.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 6. Em se tratando de distribuição de lucro pela investida. com base em um Lucro Ajustado nos termos do art. a fim de efetuar o devido lançamento desse dividendo no seu balanço patrimonial.3 .Pelo reconhecimento do direito ao dividendo: Dividendos a Receber a Receita de Dividendos Caixa/Bancos a Dividendos a Receber R$ 2. Caso a sociedade investidora não seja informada desse direito.00 2 – Pelo efetivo recebimento do dividendo: R$ 2. porém a apuração do seu valor terá por base o lucro ajustado. quer no Passivo.000. ainda.000. nas sociedades que avaliam seus investimentos pelo Método do Custo de Aquisição. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 21 . os dividendos serão declarados a partir da conta Lucros Acumulados. ela somente o reconhecerá quando do efetivo recebimento. assim. 186 da lei societária. Veja que o dividendo será debitado a conta de lucros ou prejuízos acumulados. "Receita de Dividendos". Convém frisar que nas sociedades que avaliam seus investimentos pelo Método da Equivalência Patrimonial o dividendo declarado pela sociedade investida reduz o valor do investimento. sob a forma de Lucros ou Prejuízos Acumulados ou Reservas. não havendo o porquê se falar em receita quando do recebimento de dividendo. deve procurar saber se houve a declaração de dividendo ou a proposição de dividendo. a investidora deverá reconhecer esse direito com o correspondente registro no ativo circulante ou realizável a longo prazo em conta própria de "Dividendos a Receber" em contrapartida de conta de receita operacional. dispensando-se.000. É de salientar.00 Nota-se. quer no Patrimônio Líquido. sob a forma de Dividendos a Pagar ou Dividendos Propostos. isto é.

Os lucros ou dividendos recebidos pela pessoa jurídica. de 1983. o direito ao dividendo. a detentora da participação societária da época já havia registrado em seu ativo o direito ao dividendo e este era nominal a ela. e a empresa investida apurou lucro e a conseqüente declaração de dividendo em 20x2. Este lançamento não precisa ser. 2º). O lançamento desse fato será contabilizado da seguinte forma: Caixa/Bancos a Investimentos Permanentes a Investimentos na Cia ZETA R$ 1. lançamento com essa forma de apresentação já foi cobrado em prova de concurso e é sempre bom estar preparado para o que der e vier! Ressalte-se. por ocasião do recebimento do dividendo.000. adquirida até seis meses antes da data da respectiva percepção. desta forma. o dividendo já era devido ao tempo da transação ou aquisição do investimento. Por isso. mas uma redução do próprio investimento. além da participação. 380. transcrito a seguir). que nessa hipótese a investidora adquiriu. nessas condições.00 Percebe-se que houve um crédito em investimentos permanentes e dentro desse grupo foi creditada a conta específica do investimento. ou seja. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 22 . quando o dividendo foi declarado. Porém. a empresa investidora não terá direito de receber esse dividendo. em decorrência de participação societária avaliada pelo custo de aquisição. pois bastaria que creditássemos a conta específica do investimento. entretanto. Art. pela análise da legislação fiscal (art. as contrapartidas dessas provisões devem ser adicionados ao resultado contábil. ele não será considerado receita operacional. que se a empresa investidora adquiriu o investimento em janeiro de 20x3. serão registrados pelo contribuinte como diminuição do valor do custo e não influenciarão as contas de resultado (Decreto-lei nº 2. pois ele pertence aos detentores ou titulares de ações no final do exercício de 20x2. 380 do RIR/99. Entende-se. na apuração do Lucro Real. necessariamente.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Atenção! Outro aspecto a analisar é o caso em que a investidora recebe dividendo quando a aquisição do investimento conta com menos de 06 (seis) meses.4 – ASPECTOS FISCAIS Os dividendos recebidos pela investidora são receitas operacionais e não são tributadas pelo imposto de renda. Assim. ou seja. Não são dedutíveis para fins de apuração do lucro real as provisões para perdas prováveis. art. portanto podem ser excluídos do lucro contábil na apuração do lucro real (lucro fiscal = base de cálculo do imposto de renda). 6.072.

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Os ganhos apurados na alienação da participação societária são tributáveis pelo imposto de renda ao passo que as perdas são passíveis de dedução da base de cálculo do mesmo imposto. Vale frisar que tanto os ganhos quanto as perdas, decorrentes da alienação de participação societária permanente, são receitas ou despesas não operacionais.

6.5 – ASPECTOS LEGAIS E CONTÁBEIS Observando o critério de ordem decrescente do grau de liquidez estabelecido no art. 178, § 1º, a lei societária insere os Investimentos Permanentes no primeiro subgrupo do Ativo Permanente, ao passo que o art. 179, da mesma lei, determina quais contas devem integrar este subgrupo investimentos. Deduz-se daí que, mesmo sendo parte do ativo permanente, os investimentos apresentam uma certa expectativa de realização o que não é afeto ao imobilizado e ao diferido ou, em outras palavras, o ativo permanente investimentos é, dentre o permanente, o primeiro grupo que pode ser alienado em caso de crise de liquidez. Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia. §1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: ... c) ativo permanente, dividido em investimentos, ativo imobilizado e ativo diferido. ... Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:... III – em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa; No art. 188 da lei societária, que trata da elaboração da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR), nos é apresentada a seguinte norma: Art. 188. A demonstração das origens e aplicações de recursos indicará as modificações na posição financeira da companhia, discriminando: I – as origens dos recursos, agrupadas em: ... c) recursos de terceiros, originários do aumento do passivo exigível a longo prazo, da redução do ativo realizável a longo prazo e da alienação de investimentos e direitos do ativo imobilizado; II – as aplicações de recursos, agrupadas em: a) dividendos distribuídos; ...

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c) aumento do ativo realizável a longo prazo, dos investimentos e do ativo diferido; No que for pertinente a avaliação desses investimentos, encontramos amparo legal no inciso III do art. 183. Este dispositivo estabelece que os investimentos devem ser avaliados pelo custo de aquisição, corrigido monetariamente e ajustado por provisão para perdas comprovadas como permanentes: Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: ... III – os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvado o disposto nos arts. 248 a 250, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas; Da análise desse inciso III extraímos as seguintes conclusões: 1 - Em relação às participações societárias permanentes, a lei estabelece dois critérios de avaliação: Pelo custo de aquisição – Método de Custo Pelo valor do patrimônio líquido – Método da Equivalência Patrimonial O Método do Custo é o que estamos analisando. O Método da Equivalência Patrimonial será objeto de análise no tópico seguinte. 2 – Os investimentos pelo Método do Custo de Aquisição serão avaliados pelo custo de aquisição e deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente. 3 - A perda será comprovada como permanente quando a sociedade investida apresentar prejuízos acumulados, estiver em processo de recuperação judicial ou extra-judicial ou for decretada a falência. Veja que todas as hipóteses acabam reduzindo o valor do patrimônio líquido, sendo, em última análise essa a causa que pode ensejar a constituição da provisão para perdas. Outro aspecto a salientar diz respeito ao princípio contábil da prudência, pois este reclama a constituição de provisão quando existir incerteza de grau variável. Desta forma, para constituirmos uma provisão, qualquer que seja, deve haver alguma incerteza, seja em relação ao valor, ao fato ou outro aspecto qualquer, pois se não há essa incerteza a perda é de fato e nesse caso devemos baixar o investimento por perecimento, cuja baixa terá como contrapartida uma despesa não operacional e será dedutível pela legislação fiscal. 4 – Na parte final do inciso sob análise está grifado “... e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas”. Essas ações ou quotas bonificadas podem surgir pelo aumento do capital social com utilização de reservas ou lucros acumulados. Veja-se que nesse caso há aumento do capital social sem que os acionistas ou sócios tivessem desembolsado recursos financeiros. A sociedade investida pode emitir, neste caso, as chamadas ações ou quotas bonificadas, repassando-as, de forma proporcional, aos

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detentores de ações ou quotas. Pode, também, aumentar o valor nominal das ações já existentes. Em ambos os casos, não há custo para a sociedade investidora. Conforme disposto nos arts. 592 a 594 do Decreto nº 3.000/1990 - Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99), as empresas tributadas com base no lucro real poderão optar por aplicações em incentivos fiscais, com parte do Imposto de Renda devido: “Opção na Declaração Art. 592. A pessoa jurídica tributada com base no lucro real poderá optar pela aplicação de parcelas do imposto de renda devido, nos termos do disposto neste Capítulo, em incentivos fiscais especificados nos arts. 609, 611 e 613 (Decreto-lei nº 1.376, de 12 de dezembro de 1974, art. 1º). Art. 593. O valor do imposto recolhido na forma dos arts. 454 e 455, mantidas as demais disposições sobre a matéria, integrará o cálculo dos incentivos fiscais destinados ao FINOR, FINAM e FUNRES (Lei nº 8.541, de 1992, art. 11). Art. 594. Os incentivos a que se refere este Capítulo não se aplicam aos impostos devidos por lançamento de ofício ou suplementar, observado ainda o disposto no § 11 do art. 394 (Lei nº 4.239, de 1963, art. 18, § 5º, alínea "a", e Decreto-lei nº 756, de 1969, art. 1º, § 6º).”

7 – MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL A avaliação de investimentos pelo Método da Equivalência Patrimonial significa que a sociedade investidora avaliará sua participação societária, na sociedade investida, utilizando como parâmetro o percentual de sua participação no capital social daquela sociedade. Esse percentual de participação no capital social da sociedade investida será aplicado sobre o Patrimônio Líquido daquela Sociedade, resultando no valor do investimento da Sociedade Investidora. Com a adoção desse método de avaliação de Investimentos os resultados das controladas e coligadas serão reconhecidos pela sociedade investidora no exercício em que forem gerados. Além dos resultados, também serão reconhecidos pela Sociedade Investidora quaisquer outros efeitos no Patrimônio Líquido da Sociedade Investida como, por exemplo, o aumento ou redução de Reservas de Reavaliação e de Reservas de Capital, as quais não transitam por resultado na sociedade investida enquanto se constituem em reservas. O fundamento ou a lógica do método da equivalência patrimonial consiste, pois, em se considerar que o Patrimônio Líquido Contábil representa o capital próprio ou a riqueza própria de uma entidade. Assim, se determinada empresa possui participação no capital social de outra, então ela terá direito à participação no Patrimônio Líquido dessa outra sociedade na mesma proporção de sua participação no capital social. Desta forma, por exemplo, se a empresa CITRICA S/A participa com 20% do capital social da empresa LARANJEIRAS S/A, ela (a empresa CITRICA S/A) terá direito de participar, também, de 20% no Patrimônio Líquido da empresa LARANJEIRAS S/A, ou de outra forma, 20% do Patrimônio Líquido da empresa LARANJEIRAS S/A pertencem à empresa CITRICA S/A.

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Para ilustrar o assunto, de forma preliminar, tomemos o seguinte exemplo: a sociedade Deleitos S.A. adquire ações ordinárias da Cia Soneca, que no conjunto representam 30% do Capital Social desta. A CIA Soneca possui seu capital dividido em ações ordinárias e ações preferenciais de forma equânime. A Deleitos S.A. avaliará, invariavelmente, essa participação considerando aquele percentual sobre o Patrimônio Líquido da Cia Soneca. Desta forma, se no momento da aquisição o Patrimônio Líquido da Cia Soneca foi de R$ 100.000,00, a participação societária será registrada, na Deleitos S.A., pelo valor de R$ 30.000,00 que é o valor patrimonial das ações. Registro da aquisição do investimento: Participações Societárias – Cia Soneca a Caixa R$ 30.000,00

Contudo, se a Cia Soneca auferir lucros, mesmo que não haja distribuição de dividendos, a participação da Deleitos S.A. aumentará. Por exemplo, o PL da Cia Soneca aumentou em R$ 10.000,00 decorrente de resultados obtidos, passando o PL a ser R$ 110.000,00. Imediatamente a Deleitos S.A. reconhecerá essa variação patrimonial na sociedade investida, aumentando o valor do seu investimento em R$ 3.000,00. A contrapartida desse lançamento será uma receita operacional (ganho por equivalência patrimonial ou resultado positivo da equivalência patrimonial), a ser registrado na investidora Deleitos. A sua participação passará para R$ 33.000,00 (30% de R$ 100.000,00, valor original; mais 30% de R$ 10.000,00, valor do resultado gerado na sociedade investida). Perceba que o percentual de participação societária não foi alterado, pois não houve mudança na estrutura do Capital Social da sociedade investida. Registro na Cia Deleitos dos lucros auferidos na investida: Participações Societárias – Cia Soneca a Ganhos por Equivalência Patrimonial R$ 3.000,00

Tentamos, com esse exemplo, de forma singela, demonstrar o princípio deste método de avaliação de investimentos. Contudo, o método da equivalência patrimonial apresenta algumas particularidades próprias e se configura, no todo, em operações mais complexas do que a acima apresentada. Nos tópicos seguintes procuraremos explicar suficientemente os aspectos específicos deste método de avaliação, de modo que você possa resolver, com segurança, quaisquer questões de provas envolvendo o assunto. A par dessa introdução modesta, podemos conceituar o método da equivalência patrimonial como sendo aquele em que os investimentos da sociedade investidora são avaliados tendo como referência o percentual de participação no capital social da sociedade investida aplicado sobre o Patrimônio Líquido desta mesma sociedade investida, consignando, com isso, os resultados e quaisquer variações patrimoniais na sociedade investida a partir do momento de sua geração, independentemente de o resultado ser positivo ou negativo e de haver ou não distribuição de dividendos ou lucros.

7.1 – DEFINIÇÕES FUNDAMENTAIS Para que possamos entender o processo de avaliação de investimentos pelo Método da Equivalência Patrimonial – MEP, é necessário que algumas definições, como sociedade controladora, sociedade coligada normal e sociedade coligada por equiparação, relevância, exercício de influência etc. sejam analisadas de forma pormenorizada. Para tanto, nos socorremos dos enunciados da Lei nº 6.404/76 e dos

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preceitos da Instrução CVM nº 247/96, esta última complementada por nota explicativa emitida pela própria CVM. Outra definição, que nos é fornecida pelo caput do art. 4º da lei societária, diz respeito a definição de companhia aberta e de companhia fechada. Para a Lei, a companhia é aberta ou fechada conforme os valores mobiliários de sua emissão estejam ou não admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários. 7.1.1 – CONTROLADA E CONTROLADORA O conceito oficial dessas duas figuras jurídicas é encontrado no § 2º do art. 243 da lei societária, que assim preceitua: Art. 243. O relatório anual da administração deve relacionar os investimentos da companhia em sociedades coligadas e controladas e mencionar as modificações ocorridas durante o exercício. ... § 2º Considera-se controlada a sociedade na qual a controladora, diretamente ou através de outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores.(Grifamos). Do comando legal se extrai que sociedade controladora é aquela que possui a titularidade de mais da metade (ou mais de 50%) das quotas ou ações com direito a voto de outra sociedade, que será controlada. O controle não necessita ser direto, podendo ser por intermédio de outra controlada, isto é, admite-se o controle indireto. Assim, por exemplo, se a sociedade Anchova S.A. participa com 51% do capital votante da sociedade Baleia S.A. e, esta, por sua vez, participa da com 60% do Capital votante da sociedade Cará S.A., então a sociedade Anchova S.A. é controladora da sociedade Baleia S.A. de forma direta e da sociedade Cará S.A. de forma indireta, que são suas controladas. Isto é assim porque, se a sociedade Anchova S.A. dita as regras que devem ser seguidas pela sociedade Baleia S.A., ela, de forma indireta, estará ditando, também, a conduta da sociedade Cará S.A., pois esta última é controlada da sociedade Baleia S.A., logo seguirá as diretrizes por ela traçada. A sociedade Baleia S.A. traçará diretrizes para a sociedade Cará S.A. conforme orientações de sua controladora, a sociedade Anchova S.A.. Controle Anchova S.A. Direto Baleia S.A. Controle direto Controle indireto Cará S.A. É de se salientar, ainda, que a titularidade do Capital Social há de ser permanente, pois quando não possui esse caráter, o investimento é classificado no Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo, conforme já vimos no início do nosso estudo e corroborado por orientação da própria CVM.

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Outro aspecto interessante é o que diz respeito à preponderância nas deliberações sociais. De regra, tem-se preponderância quando se possui a maioria do Capital Votante. Entretanto, na prática, em situações não raras, é possível que uma parcela do capital votante, menor que a maioria, defina os rumos de uma sociedade. É o caso em que as ações da sociedade investida estão pulverizadas no mercado de forma que, nas assembléias deliberativas, parte dos acionistas detentores de ações ordinárias com direito a voto, não participam das deliberações tomadas pela maioria presente. Por oportuno, cabe mencionar que a lei das Sociedades Anônimas, em seu art. 15, § 2º, preceitua que as ações sem direito a voto não poderão exceder a 50% do total das ações de uma companhia. Com isto, a lei admite a possibilidade de o Capital Votante estar representado por apenas 50% do Capital Total. Art. 15. As ações, conforme a natureza dos direitos ou vantagens que confiram a seus titulares, são ordinárias, preferenciais, ou de fruição. § 1º As ações ordinárias da companhia fechada e as ações preferenciais da companhia aberta e fechada poderão ser de uma ou mais classes. § 2º O número de ações preferenciais sem direito a voto, ou sujeitas a restrição no exercício desse direito, não pode ultrapassar 50% (cinqüenta por cento) do total das ações emitidas. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 31.10.2001). Ora, ocorrendo essa hipótese, 25% do Capital Total mais uma ação pode representar a maioria do Capital Votante, isto é, a detenção, de forma permanente, de 25,01% do Capital Total pode representar a preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores, desde que a companhia tenha 50% do seu capital representado por ações sem direito a voto e que o investidor ou investidora com participação de 25,01% possua somente ações ordinárias, isto é, ações representativas do capital votante. Atente-se ao fato que o art. 15 da lei societária foi sensivelmente alterada pela Lei nº 10.303, de 31/10/2001. Antes dessa alteração, o dispositivo apregoava que as ações preferenciais sem direito a voto não poderiam exceder a 2/3 do total das ações. Com isto se admitia a hipótese de uma empresa ser constituída sob a forma de S.A. com apenas 1/3 do total de suas ações serem ordinárias. Ora, para exercer a preponderância nas deliberações é necessário que se detenha a maioria do capital votante. Este poderia ser obtido com a detenção de apenas 16,7% do total das ações, desde que todas fossem com direito a voto e a sociedade investida tivesse seu capital formado conforme os limites máximos admitidos por lei, isto é, 2/3 em ações preferenciais e 1/3 em ações ordinárias. No § 3º do art. 243 da lei das sociedades anônimas, observa-se a exigência da interveniência da CVM, desta feita com relação as informações que devem ser divulgadas ou veiculadas pelas companhias abertas: Art. 243. O relatório anual da administração deve relacionar os investimentos da companhia em sociedades coligadas e controladas e mencionar as modificações ocorridas durante o exercício. ... § 3º A companhia aberta divulgará as informações adicionais, sobre coligadas e controladas, que forem exigidas pela Comissão de Valores Mobiliários. Com respeito ao assunto e dentro de sua competência, delegada pela lei, a CVM, por meio da Instrução 247/96, assim se pronunciou:

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Art. 3º - Considera-se controlada, para os fins desta Instrução: I - Sociedade na qual a investidora, diretamente ou indiretamente, seja titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente: a) - preponderância nas deliberações sociais; e b) - o poder de eleger ou destituir a maioria dos administradores. II - Filial, agência, sucursal, dependência ou escritório de representação no exterior, sempre que os respectivos ativos e passivos não estejam incluídos na contabilidade da investidora, por força de normatização específica; e III - Sociedade na qual os direitos permanentes de sócio, previstos nas alíneas "a" e "b" do inciso I deste artigo estejam sob controle comum ou sejam exercidos mediante a existência de acordo de votos, independentemente do seu percentual de participação no capital votante. Parágrafo Único - Considera-se, ainda, controlada a subsidiária integral, tendo a investidora como única acionista. Percebe-se, portanto, que, com relação à definição de sociedade controladora e controlada, a CVM reproduziu, basicamente, o texto da lei. Entretanto, a autarquia avançou no conceito inserindo no rol das sociedades controladas as filiais, agências, sucursais, dependências e escritórios de representação no exterior de sociedades brasileiras, quando estas extensões necessitam se constituir com personalidade jurídica própria em face da legislação do país estrangeiro onde estejam. Importante salientar que, nestas circunstâncias, as filiais, sucursais etc. terão personalidade jurídica própria e, em respeito ao princípio da entidade, se constituem em entidade diversa da matriz. Portanto, nestas condições, as filiais, sucursais etc. serão subsidiárias integrais da sociedade brasileira, isto é, serão empresas de capital brasileiro com um único sócio ou acionista. A respeito de subsidiária integral e antes que haja interpretação equivocada sobre o essa forma jurídica, convém frisar que esta figura não ocorre somente quando uma empresa brasileira possua filiais, sucursais etc. no exterior que necessitam se revestir de personalidade jurídica própria, em face da legislação daqueles países, pois esta figura jurídica é perfeitamente compatível com a legislação nacional. Assim, poderemos ter uma empresa nacional constituída com capital subscrito por uma única e outra empresa nacional. Então, subsidiária integral é aquela empresa de capital nacional que possui como única sócia ou acionista outra empresa brasileira, seja por força de legislação alienígena ou por ato voluntário da empresa nacional. Por fim, cabe tecer um breve comentário sobre outra forma de controle, o controle comum. Esta forma de controle é muito utilizada na prática pelos grandes grupos empresariais onde diversas pessoas ou empresas são participantes do capital social de outra ou outras, cuja participação individual não atinge percentual suficiente para garantir a preponderância nas deliberações. Por questões de interesses e de administrabilidade, algumas pessoas ou empresas, leia-se sócios ou acionistas, pactuam no sentido de unir seus capitais formando um grupo que, no conjunto, representa a maioria do capital votante. É de salientar que, para esta figura jurídica, o percentual de participação de cada uma das sociedades investidoras na sociedade investida é irrelevante, pois o controle se dará pelo conjunto de sociedades investidoras que conseguem juntar a maioria do capital votante da empresa investida. Para dar maior clareza ao assunto, tomemos o seguinte exemplo:

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de 1976.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia A empresa BOMCAIXA S/A possui o seu capital social. pelo exemplo. ser convocada assembléia-geral dos acionistas. os arts. A empresa CAIXACURTO S/A possui 2.780. 15 da Lei no 6. § 1o A proporção prevista no § 2o do art. de R$ 6.660 (49. algumas normas. dependendo da vontade das empresas de capital aberto já constituídas.404.000 ações ordinárias. de 1976. algumas alterações significativas foram introduzidas na Lei nº 6. isto é.36% do capital total. para este fim. é a sua controladora.034. tenham publicado um edital.408 ações ordinárias (0. As duas sociedades investidoras acordaram no sentido de tomarem as deliberações em conjunto. Há a empresa GRANACURTA LTDA que investiu apenas R$ 24. elas passaram a ser as controladoras daquela empresa. A maioria dessas alterações já estão consolidadas nos textos legais apresentados ao longo do presente trabalho.404. 8º. especificamente em relação a vigência e a aplicação das alterações.1 – NORMAS DE TRANSIÇÃO DA LEI Nº 10. Porém. Veremos no art. de forma isolada. até a data da promulgação desta Lei. de 31 de outubro de 2001.404.000 ações preferencias e 4.5% do capital votante) o que não lhe assegura a preponderância absoluta nas deliberações da companhia. necessitam de detalhamento maior.00.6% do capital votante da empresa BOMCAIXA S/A.6% do capital votante e 0.013.408.404/76. Art. formado por 2. 137 da Lei no 6. Neste contexto. 6º ao 9º dessa lei merecem a transcrição e alguns comentários para reforçar o seu entendimento. não se aplica às companhias em processo de desestatização que. Desta forma. 7o O disposto no art. devendo. principalmente no concernente a quem deve avaliar os seus investimentos pelo MEP.36% do capital total) da empresa BOMCAIXA S/A. Art. o detentor ou detentores de 2. havendo casos em que a situação anterior a lei reformadora poderá perdurar por tempo.303/01 Com a edição da Lei nº 10. O seu estatuto prevê que somente as ações ordinárias têm direito a voto nas principais deliberações da companhia.001 ações (mais de 50% do capital votante) terão assegurados a preponderância nas deliberações da companhia.303. com apenas 0.00. o que representa somente 0. será aplicada de acordo com o seguinte critério: I . que esta regra não é absoluta. nenhum acionista.000.068. Entretanto.712. a empresa GRANACURTA LTDA.1% do capital votante da companhia BOMCAIXA S/A. Como o somatório de suas ações ordinárias representa 50.imediatamente às companhias novas. Art. de 1976. a contar da data em que esta entrar em vigor. adquirindo 24. principalmente no inciso III. 254-A da Lei no 6. 6o As companhias existentes deverão proceder à adaptação do seu estatuto aos preceitos desta Lei no prazo de 1 (um) ano. formaram um acordo para manterem o controle comum. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 30 . possui esta quantidade de ações. O perfeito entendimento do exemplo acima será muito útil para dirimir certas dúvidas que poderão surgir ao longo do nosso estudo.1. juntamente com a empresa CAIXACURTO S/A!!! 7. Perceba que. se efetivada até o término do ano de 2002. 8o A alteração de direitos conferidos às ações existentes em decorrência de adequação a esta Lei não confere o direito de recesso de que trata o art.1.

de 1976. pois poderá possuir a maioria do capital votante.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia II . Chamamos atenção a essa regra ou permissibilidade dada às companhias abertas que podem manter 2/3 de suas ações representadas por ações preferenciais e apenas 1/3 de ações ordinárias. da Lei no 6. § 1o. alínea b. Art. de 15 de dezembro de 1976. após a data de entrada em vigor desta Lei. aplicando-se. § 2o. inclusive. ou do § 5o do art. com a redação dada por esta Lei.404. 15. 141. será escolhido em lista tríplice elaborada pelo acionista controlador. todavia. pode ser o controlador. no momento em que decidirem abrir o seu capital. ficando os atos praticados no interregno da edição da lei e da sua vigência aos auspícios da legislação anterior. independentemente do mandato do conselheiro a ser substituído. inclusive em relação a novas emissões de ações. o conselheiro eleito na forma do § 4o. Percebe-se que com 2/3 de ações preferenciais restam 1/3 de ações ordinárias. No presente caso. e. apenas 33.as companhias abertas existentes poderão manter proporção de até dois terços de ações preferenciais. pois segundo ela podemos ter duas formas de determinação do controle com participação em percentuais diferenciados no capital votante da sociedade investida. inciso II.404. em relação ao total de ações emitidas. da Lei no 6. alguém que detenha apenas 16.7% das ações e desde que sejam com direito a voto. com a redação que lhe é conferida por esta Lei. e III . a partir da assembléiageral ordinária de 2006. da Lei no 6. se a sociedade (companhia aberta) que foi constituída nesses percentuais. 7. não mais será lícito à companhia elevá-lo além do limite atingido. pois somente poderá produzir efeitos a partir daquela data. a partir da data de publicação. da Lei no 6. É sempre importante verificar quando que uma norma entra em vigor. Essa disposição é de extrema importância.404. o direito de preferência a que se refere o art. às companhias que se constituírem a partir dessa data. poderá não ser estendido aos acionistas titulares de ações preferenciais. 17. § 1o.33% do capital total pode estar representado por capital votante. § 3o As companhias abertas somente poderão emitir novas ações preferenciais com observância do disposto no art.2 – COLIGADA INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 31 . 171. § 4o Até a assembléia-geral ordinária que se reunir para aprovar as demonstrações financeiras do exercício de 2004. § 2o Nas emissões de ações ordinárias por companhias abertas que optarem por se adaptar ao disposto no art.às companhias fechadas existentes. de 1976. Com isto. 9o Esta Lei entra em vigor após decorridos 120 (cento e vinte) dias de sua publicação oficial.404. de 1976. devendo os respectivos estatutos ser adaptados ao referido dispositivo legal no prazo de 1 (um) ano.1. a lei foi publicada em 31/10/2001. o referido conselheiro será eleito nos termos desta Lei. vale dizer. a critério da companhia. Uma vez reduzido o percentual de participação em ações preferenciais.

§ 1º São coligadas as sociedades quando uma participa. que limita o percentual máximo de ações preferenciais em 50% (para as empresas que já estavam constituídas em 31/10/2001 o limite pode continuar 1/3). essas participações societárias da CIA TUCUNARÉ. sem direito a voto. com 10% (dez por cento) ou mais. não nos interessa o percentual de participação do capital social como um todo. Portanto. pode haver coligação de Sociedade Anônima em Limitada e vice-versa e. 2 – A CIA TRUTA e a CIA SALMÃO não são coligadas da CIA TUCUNARÉ. Nesse conceito de sociedade equiparada à coligada. Para caracterizar a coligação importa apenas que as ações possuídas pela sociedade investidora sejam em percentual igual ou superior a 10% do Capital Social da sociedade investida. O relatório anual da administração deve relacionar os investimentos da companhia em sociedades coligadas e controladas e mencionar as modificações ocorridas durante o exercício. Interessa-nos o percentual de participação no capital votante representado pelas ações ordinárias. 2º da Instrução CVM nº 247/96. 15 da lei societária. Perceba que na lei não há previsão de participação indireta e tampouco referência à espécie de ações ou do tipo societário adotado na constituição da empresa. 243 da lei das sociedades anônimas que assim dispõe: Art. tão somente. 2 – 6% do Capital Social. embora não conste na lei a figura da coligação indireta. 243. 7. do capital da outra. e 4 – 3% do Capital com direito a voto e 4% do Capital não votante da CIA SALMÃO. a única condição para que se considere uma sociedade coligada de outra é que haja uma participação com. ações sem direito a voto da CIA TAMBAQUI. consoante o disposto no art. constata-se a hipótese da existência de sociedade equiparada à coligada. salienta aquela autarquia. no caso de ser a investida uma Sociedade Anônima. como segue: 1 – 11% do Capital Social.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O conceito legal de Sociedade Coligada nos é fornecido pelo § 1º. Um exemplo hipotético nos ajudará a elucidar os conceitos antes desenvolvidos. do art. Supondo que a CIA TUCUNARÉ tenha participação no Capital Social em diversas empresas. no mínimo. sem controlá-la. Portanto. Desta forma. de 10% do Capital Social da outra sociedade (investida). Além disto. conclui-se que: 1 – A CIA CARÁ e a CIA TAMBAQUI são suas coligadas.3 – EQUIPARADA A COLIGADA Pelo disposto nas alíneas “a” e “b” do parágrafo único do art. não importa se a participação é constituída por ações preferenciais ou ordinárias. que a equiparação pode ser de forma direta ou indireta. na norma da CVM existe esta possibilidade com relação à coligação por equiparação.1. e supondo que estamos diante de uma empresa que tenha seu capital social constituído com aquele INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 32 . da CIA CARÁ. Considerando. Observa-se que. 3 – 4% do Capital com direito a voto e 5% do capital sem direito a voto da CIA TRUTA. ações com direito a voto e 7% do Capital Social.

A Empresa Corintos S/A participa do capital votante da empresa Búfalo S/A com 40%. Esquematicamente. logo Búfalo S/A é coligada de Aspa S/A por equiparação indireta. Corintos S/A é coligada de Aspa S/A.25 x 0. uma sociedade que participa com 10% do capital votante dessa outra empresa será considerada coligada por equiparação. também. tomemos o seguinte exemplo: A empresa Aspa S/A detém 25% do capital social da empresa Corintos S/A. sem controlá-la. sem controlá-la. Búfalo S/A é coligada de Corintos S/A.as sociedades quando uma participa indiretamente com 10% (dez por cento) ou mais do capital votante da outra. sem controlá-la.Consideram-se coligadas as sociedades quando uma participa com 10% (dez por cento) ou mais do capital social da outra. não nos interessa a participação no capital total.Equiparam-se às coligadas. sem controlá-la. 2º da Instrução CVM nº 247/96: Art. Mesmo assim. mas como já o dissemos. É interessante notar que a participação indireta de Aspa S/A no capital total de Búfalo S/A é menor do que 10%. É de salientar que o capital de Búfalo S/A é composto de ações ordinárias e preferenciais. No entanto. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 33 . a participação direta ou indireta no capital votante. sua participação no capital social da sociedade investida será de apenas 5%.10. fazendo surgir. A participação indireta de Aspa S/A no capital votante de Búfalo S/A é de 10% (25% de 40% ou 0. Salienta-se que as ações possuídas por Aspa S/A são todas do tipo ordinárias. apenas. ou seja 10%).Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia percentual de ações preferenciais. Outro aspecto a merecer nossa atenção diz respeito à participação indireta. Nesse particular.4 = 0. logo a participação de Corintos S/A em Búfalo S/A pode representar apenas em 20% do capital total. Interessa-nos. a participação societária total e participação societária no capital votante se apresenta da seguinte forma: Participação capital total Aspa S/A 25% Corintos S/A 20% Búfalo S/A 5% Participação no capital votante Aspa S/A 25% Corintos S/A 40% Búfalo S/A 10% Para “fechar” o tópico. ou com direito a voto. sendo certo de que a participação de Corintos S/A no capital total de Búfalo S/A é menor do que 40% . Parágrafo Único . 2º . a figura da coligada por equiparação. na análise da equiparação. transcrevemos o art. para os fins desta Instrução: a) .

ou solicitar-lhe. Lembramos que o percentual anteriormente referido. a CVM se manifestou do seguinte modo acerca do assunto: Dúvidas tem surgido quanto à forma de se ajustar o MEP nos casos de participação indireta. a companhia aberta deve ajustar o balanço da controlada/coligada em que detenha a participação direta para efeitos de aplicação do MEP. serve para medir a equiparação. Neste caso. sem controlá-la. Um cuidado adicional que as companhias abertas devem ter. porém o somatório das participações caracterize a empresa como equiparada à coligada.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) . Por meio do OFÍCIO-CIRCULAR/CVM/SNC/SEP Nº 01/2005. na aplicação do MEP em sociedades equiparadas. Esse mesmo entendimento é aplicável nos casos em que individualmente o investimento de coligadas/controladas não atinja o percentual necessário para caracterizar a coligação. de 10% ou mais do capital votante. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 34 . não representando. É importante ressaltar ainda que. necessariamente. é quanto ao percentual de participação a ser utilizado. independentemente do percentual da participação no capital total. que já contemple tais efeitos nas suas demonstrações. quando aplicável. deverão ser observadas as mesmas condições de relevância do investimento e de influência na administração definidas nos artigos 4° e 5° da Instrução CVM n° 247/96.as sociedades quando uma participa diretamente com 10% (dez por cento) ou mais do capital votante da outra. e aplicáveis às coligadas. quando da aplicação do MEP em sociedades equiparadas. o percentual a ser utilizado para aplicação do MEP.

dos dois o menor d) Custo de aquisição deduzidas as despesas para realização e) Valor corrigido de realização ou valor reposição corrigido 03) (AFTN-96-Esaf) As ações adquiridas no mercado de balcão poderão ser classificadas como: a) Ativo permanente desde que não ocorra flutuação de preços durante 2 exercícios subsequentes b) Ativo circulante desde que ocorra flutuação de preços e a intenção seja de tornar-se acionista da entidade c) Realizável a longo prazo desde que não ocorra flutuação de preços durante 2 exercícios subsequentes d) Ativo permanente desde que a aquisição não seja efetuada com a intenção de participar da sociedade e) Ativo circulante desde que a aquisição seja efetuada com a intenção de não participar da sociedade 04) (AFTN-96-Esaf) São métodos de avaliação das Participações Societárias: a) Método de Custo e Custo ou Mercado. patentes e outros bens intangíveis b) participações permanentes no capital social de outras sociedades. classificados como temporários. móveis e utensílios. exceto as controladas e coligadas que tenham seus investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial c) veículos. dos dois o menor INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 35 . quando essa perda estiver comprovada como permanente. dos dois o menor c) Valor de realização ou pelo custo histórico.404/76 os investimentos. os direitos e títulos de crédito não classificáveis como Investimentos Permanentes devem ser avaliados pelo: a) Custo de aquisição ou valor de mercado. 02) (AFTN-96-Esaf) Segundo o texto da Lei Societária. a) marcas.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01) (AFTN-1994-2-Esaf) nas sociedades anônimas devem ser avaliados pelo custo de aquisição menos a provisão para perdas prováveis na realização do seu valor. os investimentos em: (com adaptações). dos dois o menor b) Método do Valor Presente e Equivalência Patrimonial c) Método do Custo e Equivalência Patrimonial d) Método do Valor de Realização e Equivalência Patrimonial e) Método do Valor de Realização e Valor Presente 05) (AFTN-98-Esaf) De acordo com a Lei 6. equipamentos e instalações d) ativos diferíveis durante a fase anterior ao início das operações e) estoques dos imóveis destinados à revenda ou utilizados no processo produtivo. deverão ser avaliados pelo a) valor presente do fluxo de caixa futuro b) custo histórico de aquisição c) valor de realização futura d) valor de reposição e) custo de aquisição ou mercado. dos dois o menor b) Valor de reposição ou valor de mercado.

000 Cia. Rondon. Quadro de composição acionária da CIA ITARARÉ nas companhias Mauá e Rondon: Composição do Capital Empresas Cia. Outros Total Itararé Caxias Acionistas de ações Cia. independentemente da participação total no Exigível da investida d) com 10% ou mais do capital votante exercendo o controle econômico e administrativo. Rondon b) 28% na Cia. Mauá e 70% na Cia.000 10. controlá-la. são consideradas participações societárias equiparadas às coligadas quando uma sociedade participa da outra a) com 5% ou mais do capital votante e mais de 20% do Exigível a Longo Prazo sem. terão o seguinte tratamento: a) não serão reconhecidos na apuração do resultado b) se negativos. 70% na Cia.000 20. Rondon. Itararé nas empresas Mauá e Rondon é: a) 18% na Cia. controlá-la. Rondon d) 8% na Cia. pelo método da equivalência patrimonial. Mauá e 77% na Cia. Mauá e 20% na Cia. Caxias e 20% na Cia. independentemente da participação total do capital da investida c) com 10% ou mais do capital total da investida sem. 70% na Cia. ocorrer dependência financeira b) com 5% do capital votante sem. 70% na Cia. Caxias 35. Cia.000 Cia. Caxias e 40% na Cia. Caxias e 38% na Cia.000 4.000 2. Mauá c) 70% na Cia. entretanto. Mauá e 28% na Cia. entretanto. responda às questões 07 e 08. Rondon e) 7% na Cia. Rondon. Mauá e) 10% na Cia. Mauá b) 70% na Cia. independentemente da participação total do capital da investida e) com 10% ou mais do capital votante sem.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 06) (AFTN-98-Esaf) Os resultados decorrentes de avaliação de investimento no exterior. Rondon. independentemente da participação total do capital da investida Excluído: 30 Excluído: 31 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 36 . entretanto. 30% na Cia. Rondon 09) (AFRF-2001-Esaf) De acordo com a Instrução 247/96 da CVM.000 50. Rondon 16. Mauá e 7% na Cia. Mauá 2. Caxias e 40% na Cia.000 07) (AFRF-2001-Esaf) A Cia. não serão reconhecidos c) serão reconhecidos até o limite do valor de realização d) serão reconhecidos pelo método do custo e) receberão o mesmo tratamento dado aos investimentos locais Utilizando apenas as informações contidas na tabela abaixo. Rondon c) 28% na Cia. Rondon. controlá-la.000 -----15. Itararé tem uma participação total nas investidas na seguinte ordem: a) 67% na Cia.000 4. Mauá d) 87% na Cia. 70% na Cia. Mauá 08) (AFRF-2001-Esaf) O percentual de participação indireta da Cia. entretanto. Caxias e 48% na Cia.000 2.

dos dois o menor. 14) (AFRF-2002-Esaf) No final de 2000.000 de reais como dividendos devidos a seus acionistas. Quartzo apura o resultado do exercício e provisiona 1. a Cia. Cristal. e) da prudência e do custo de oportunidade. e a quaisquer valores mobiliários não classificados como Investimentos Permanentes é: a) Custo ou mercado dos dois o menor b) Custo histórico como base de valor c) Custo corrente ou o de reposição d) Custo de Realização acrescido dos rendimentos e) Custo original como base de valor 12) (AFRF-2001-Esaf) Aplicações em Investimentos Temporários características de liquidez imediata são classificadas no Ativo como: a) Valores Realizáveis b) Investimentos c) Não Circulante d) Permanente e) Disponível 13) (AFRF-2002-Esaf) A avaliação de valores mobiliários. e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa. A Cia. não que apresentem classificados como investimentos. b) da convenção de consistência. que possui uma participação societária não relevante nessa empresa.000. não classificáveis no Ativo Circulante.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 10) (AFRF-2001-Esaf) Os direitos de qualquer natureza. segundo o texto da Lei 6. d) do custo ou mercado. c) do custo histórico e da materialidade.404/76.404/76. ao registrar os dividendos a que tem direito. utiliza como base os critérios contábeis a) do denominador comum monetário. são classificados como: a) Disponibilidades b) Contas a Receber c) Investimentos d) Imobilizados e) Diferido 11) (AFRF-2001-Esaf) O critério da avaliação contábil a ser aplicado aos títulos de crédito. estabelecida no artigo 183 da Lei 6. credita a conta: a) Reservas de Capital b) Receitas de Dividendos c) Participações Societárias d) Resultados de Exercícios Futuros e) Valores a Receber INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 37 .

e) a Cia. A é controladora de “B”. A na Cia. H é de 51%. D 100% 10% 70% 30% CIA. 17) (AFRF-2002-Esaf) Sendo o percentual de participação da Cia. e) é irrelevante se “B” for dependente da tecnologia de “A”. H participa indiretamente de “I” com 10. A participa indiretamente de “I” com 10. I com 9%.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia A configuração gráfica do Conglomerado Alfabético é a seguinte: CIA A 20% 60% 30% CIA. I é equiparada a controlada de “D”. d) a Cia. d) a Cia. B relativo ao capital total. b) a Cia. B. A. A nas empresas “F” e “H” é idêntica.7%. A na Cia. e) a participação indireta da Cia. E 25% 20% OUTROS 55% CIA. responda às questões de 15 a 17. I Com base no gráfico fornecido. b) as empresas “C” e “I” são controladas da Cia. B CIA. F 100% CIA. pode-se afirmar que a) a Cia. C CIA.7%. A participa indiretamente na Cia. Excluído: 47 Excluído: 49 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 38 . G CIA. H CIA. c) a participação de “A” em “B” é relevante. d) a participação indireta da Cia. B é coligada de “A”. b) a Cia. 16) (AFRF-2002-Esaf) Sendo o percentual de participação da Cia. 15) (AFRF-2002-Esaf) De acordo com a figura apresentada pode-se afirmar que a) a Cia. A na Cia B relativo ao capital total. pode-se afirmar que a) a Cia. B é equiparada a controlada de “A”. c) a participação de “A” em “B” é relevante em “I”. G é controlada indireta da Cia. c) a Cia. B participa indiretamente de “I” com 7%.

por força de legislação específica. industrialização e comercialização de mármores.000 19) (AFRF-2002-2-Esaf) O percentual de participação indireta da Cia. Itaipu é: a) 20% b) 24% c) 30% d) 34% e) 52% 20) (AFRF-2002-2-Esaf) As empresas em questão formam um grupo de empresas. indique o percentual máximo de participação direta. localizadas em diversos estados brasileiros e possuem como atividade principal a extração.000 200.. d) evidenciada em notas explicativas. Ita na Cia.000 . d) uma empresa que participa indiretamente da outra com até 5% do capital preferencial e o valor contábil do investimento não excede a 8% do patrimônio líquido da investidora. Itacolomi for de 20% do capital total..000 Cia..000 50.000 300. e) filial ou agência de investida localizada no país cuja participação societária da investidora seja de até 5% do capital votante e o valor contábil do investimento é inferior a 10% do seu patrimônio líquido.000 15.000 30.000 150.. Cia. Se essa empresa é a investidora direta das empresas Itararé e Itacolomi. Itacolomi 120. Utilizando as informações contidas no quadro de composição acionária das companhias..000 90. granitos e pedras de diversos tipos. c) filial ou escritório no exterior. ITA.000 . Itajubá é: a) considerada indireta no valor de 45%. c) considerada direta no valor de 20%. Outro(s) Investidas Ações Itararé Itacolomi Acionista(s) Cia. que a Cia. e) nula por não haver relação direta entre elas. sempre que os ativos e passivos não estejam incluídos na contabilidade da investidora. 10.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 18) (AFRF-2002-2-Esaf) De acordo com a Instrução CVM 247/1996 é considerada controlada: a) uma empresa que participa indiretamente de outra com até 10% do capital total e o valor contábil do investimento não excede a 5% do patrimônio líquido da investidora. Excluído: 58 Excluído: 6 Excluído: 5 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 39 .. b) uma empresa que participa diretamente da outra com até 10% do capital total e o valor contábil do investimento não excede a 5% do patrimônio líquido da investidora. no capital da empresa Itacolomi. sua empresa holding é a Cia. Ita poderia ter: a) 100% b) 88% c) 52% d) 40% e) 20% 21) (AFRF-2002-2-Esaf) Se a participação societária da Cia.quantidade de ações) Investidores Empresas Total de Cia. Itaipu 195.. (Quadro de composição Acionária . Itararé na Cia. b) nula porque a Cia.. Itajubá não é ligada à Cia. Itajubá 80. responder às questões de nº 19 a 21.000 Cia. lta. 30.000 90. Itamaracá 40. beneficiamento. a participação dessa empresa na Cia.000 Cia.

d) representa o valor correspondente ao valor líquido futuro ajustado com base na taxa média de juros vigentes projetada para o vencimento do título. quando da não existência de um mercado ativo para um determinado instrumento financeiro. 23) (AFRF-2003) São atributos necessários para identificar a existência dos ativos Permanente Investimento a) constituírem direitos de qualquer natureza. aquele que: a) se pode obter com a negociação de outro instrumento financeiro de natureza.A 03 – E 08 – C 13 – D 18 – C 23 . a resolução CVM 235/95 considera como uma das formas de identificar o valor de mercado. e) se pode obter com a negociação em um mercado ativo que corresponda a uma transação compulsória. GABARITOS 01 – B 06 – E 11 – A 16 – B 21 – D 02 – A 07 – D 12 – E 17 – D 22 .C 04 – C 09 – E 14 – B 19 – B 05 – E 10 – C 15 – D 20 – E INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 40 . e) somente representarem direitos não destinados à utilização no desenvolvimento da atividade principal da empresa.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 03 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 22) (AFRF-2003) Na avaliação de ativos financeiros temporários. prazo e risco similares. d) serem destinados ao desenvolvimento da atividade principal da empresa e à capacidade de transformação em moeda. b) representarem direitos de qualquer natureza. em um mercado ativo. b) seria obtido com a negociação em um mercado ativo que corresponda a um processo de liquidação. essência ou forma destinados à continuidade da empresa. c) não possuírem a característica de realização e não se destinarem à manutenção da atividade da empresa. essência ou forma destinados ao desenvolvimento da atividade principal da empresa. c) seria obtido em uma transação entre comprador e vendedor cujo valor corresponda ao valor futuro dos fluxos de caixa futuros.

se pronunciou.. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 1 . Constata-se que um investimento é relevante se ele representa. considerados em seu conjunto. 15% do Patrimônio Líquido da companhia investidora. se o valor contábil é igual ou superior a 10% (dez por cento) do valor do patrimônio líquido da companhia. 10% do Patrimônio Líquido da sociedade investidora e que seja em sociedade coligada. § 1º . A definição legal de investimento relevante nos é fornecido pelo parágrafo único do art. do seguinte modo: Art. com fundamento na competência que lhe foi delegada pela lei societária.. no mínimo. se o valor contábil é igual ou superior a 15% (quinze por cento) do valor do patrimônio líquido da companhia.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Aula 04 Continuando o nosso estudo sobre a Avaliação de Investimentos.4 – INVESTIMENTO RELEVANTE O conceito de investimento relevante diz respeito. indicando: . 4º .Quando o valor contábil do investimento em cada coligada for igual ou superior a 10% (dez por cento) do patrimônio líquido da investidora.Considera-se relevante o investimento: I . ou. Considera-se relevante o investimento: a) em cada sociedade coligada ou controlada. se no conjunto das sociedades coligadas e controladas.PARTE II 7. hoje veremos mais algumas particularidades deste assunto muito interessante e que será cobrado na prova. 247. As notas explicativas dos investimentos relevantes devem conter informações precisas sobre as sociedades coligadas e controladas e suas relações com a companhia. unicamente.O valor contábil do investimento em coligada e controlada abrange o custo de aquisição mais a equivalência patrimonial e o ágio não amortizado. 247 da lei societária que assim dispõe: Art. à sociedade investidora. AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS . A CVM. for igual ou superior a 15% (quinze por cento) do patrimônio líquido da investidora.Quando o valor contábil dos investimentos em controladas e coligadas. ou II . no mínimo e isoladamente. o valor contábil do investimento for equivalente a. b) no conjunto das sociedades coligadas e controladas. por meio da Instrução CVM nº 247/96. Parágrafo único.1. deduzido do deságio não amortizado e da provisão para perdas.

devem ser adicionados ao valor do investimento para analisar a relevância. Isto se deve ao fato de que. a análise a ser efetuada para determinar a relevância de um investimento de forma isolada deve considerar. mas o valor contábil do investimento não contempla essas somas. Assim. Atente-se ao fato de que não são todos os créditos da investidora contra suas controladas e coligadas que devem ser somados ao valor do investimento para determinar a relevância. visto que lá só devem ser registrados os créditos normais (operacionais) contra as sociedades coligadas e controladas. que sempre devem ser classificados no ARLP. Somente os créditos de natureza não operacional. É de ressaltar. Pode-se dizer. classificados no circulante.Para determinação dos percentuais referidos nos incisos I e II deste artigo. exclusivamente. Assim. aqueles créditos decorrentes de transações não normais. pois entende aquela autarquia que os investimentos em sociedades controladas são sempre relevantes. de forma isolada. devemos considerar também os investimentos que a sociedade investidora possua em controladas. devem ser adicionados aos investimentos o montante dos créditos da investidora contra suas coligadas e controladas. que os créditos contra as sociedades coligadas e controlados. não podemos concluir que todos os créditos contra as sociedades coligadas e controladas classificadas no Ativo Realizável a Longo Prazo devam compor o cálculo. os investimentos em sociedades coligadas. Por outro lado. Se o valor contábil alcançar 15% ou mais do Patrimônio Líquido da sociedade investidora. não devem ser considerados no cálculo da relevância. Atenção!!! Veja que o valor dos créditos decorrentes de empréstimos ou outros direitos só entram no cálculo para se estabelecer a relevância. assim. Logo os créditos operacionais normais. que débitos não operacionais a favor de coligadas ou a favor de controladas são desconsiderados na apuração da relevância. conforme nele consta.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia § 2º . De resto. relevantes. Percebe-se que. Já na análise da relevância dos investimentos. tomados em conjunto. ao valor contábil do investimento deverá ser adicionado o montante dos créditos da investidora contra suas coligadas e controladas. também. na análise conjunta somamos todos os investimentos em coligadas e controladas. tais como os adiantamentos para futuro aumento de capital e os empréstimos é que devem compor o cálculo. Apenas os crébitos não operacionais contra as coligadas e controladas devem ser adicionados aos investimentos na determinação da relevância. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 2 . que não devem ser considerados. visto que os investimentos em controladas são sempre relevantes! Outro aspecto que merece relevo é o pertinente ao disposto no § 2º do ato normativo acima transcrito. se procura alcançar os investimentos aplicados em ações ou que possuam essa finalidade. não devem figurar no cálculo. não se faz a análise da relevância dos investimentos em controladas. então os investimentos em sociedades coligadas serão. tais como contas a receber decorrentes de operações comerciais comuns realizadas com qualquer tipo de cliente. pelo inciso I deste ato normativo. pois. ainda. com a adição desses créditos. pois pode haver créditos operacionais contra coligadas/controladas com prazo de realização após o final do exercício social subseqüente.

essa atividade como objeto social.000. Excetuam-se desta regra os empréstimos feitos pela investidora. Salienta-se que o valor de Duplicatas a Pagar não deve influenciar no cálculo da relevância do investimento.5% do PL da sociedade investidora.000.00 Empréstimo para futuro aumento de capital Duplicatas a receber Duplicatas a pagar R$ 1.000. Segundo a CVM. nos casos deste artigo. pois representa 12% do Patrimônio Líquido da sociedade Tubarão. serão computados como parte do custo de aquisição os saldos de créditos da companhia contra as coligadas e controladas.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Convém destacar que a Lei nº 6. somado ao empréstimo para futuro aumento de capital de R$ 7. cujo Patrimônio Líquido é de R$ 100.000. conforme vimos na definição de relevância apresentada acima. 248.000. Este fato poderá ser denotado nos exemplos seguintes. Atente-se ao fato que empréstimo para futuro aumento de capital. a adoção dessa metodologia traz maior simplicidade na apuração da relevância. É prudente. no somatório para verificar a relevância. como de resto qualquer empréstimo quando isto não se constitui em operação normal.00 R$ 5. indistintamente a qualquer cliente que comprove capacidade de pagamento.00 R$ 15. dispondo que devem ser considerados os créditos não operacionais existentes no Ativo Realizável a Longo Prazo da empresa investidora à empresa investida.00 R$ 7. são créditos não operacionais da sociedade investidora quando ela não possua.. é relevante.00.A. na investida Tucunaré.404/76.000.500.00.00 e que vende habitualmente a prazo. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3 . Perceba que esta forma de proceder altera os percentuais do Patrimônio Líquido representados por participações societárias em coligadas ou coligadas/controladas.00 R$ 15.00 R$ 4.500. é relevante porque representa 10. conforme estamos diante da análise isolada ou conjunta. possua as seguintes participações societárias em suas coligadas: Valor do investimento R$ 10.000.500. O investimento de R$ 5. evidentemente. EXEMPLO 1 Consideremos que a investidora Tubarão S. segundo orientação da CVM deve ser apurado antes de registrar o resultado da respectiva equivalência patrimonial e o seu reflexo no Patrimônio Líquido da sociedade investidora. ainda.00 R$ 7. na investida Tambaqui.000.00. às suas coligadas ou controladas em decorrência de serem estes oriundos de sua atividade operacional. teremos: a) Isoladamente O investimento de R$ 10.500. também se manifesta acerca do assunto.00 R$ 1.500. no § 1° do art. instituição financeira.00 Investida Tambaqui Tucunaré Truta TOTAIS Analisando esses investimentos quanto ao aspecto da relevância.00 R$ 19. § 1º Para efeito de determinar a relevância do investimento. que fiquemos atentos ao fato de que o valor contábil.000.

500.000. Logo.00 na Cia Salmão.00. é relevante. Perceba que o investimento na Cia Truta é inferior a 10% do PL da Cia Tucunaré.000. pois os investimentos em sociedades controladas são sempre relevantes e o investimento de R$ 8. é de R$ 26. EXEMPLO 3 A Cia Colibri. Por isso.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O investimento de R$ 4. quando se trata de controlada não há razão de se determinar a relevância do investimento. pois é decorrente de atividade operacional. cujo Patrimônio Líquido é de R$ 30. relativo ao empréstimo para aumento de capital.500. o investimento na sociedade Truta passa a ser relevante. não é relevante.R$ 3. pois o somatório dos investimentos em coligadas e controladas ultrapassam a 15% do PL da sociedade investidora.000.500.) saldo do deságio não amortizado (.00. Ressalta-se que o valor de Duplicatas a Receber não deve influenciar o cálculo da relevância do investimento. PARA FINS DE SE ESTABELECER A RELEVÂNCIA EXEMPLO 2 A Cia Tucunaré.00. se houver (=) VALOR CONTÁBIL DO INVESTIMENTO (+) créditos decorrentes de empréstimos ou outros direitos não operacionais (=) BASE DE CÁLCULO.100. b) No conjunto Os investimentos efetuados nas sociedades Tambaqui e Tucunaré continuam sendo relevantes.404/76 e corroborado pelos arts.100. Perceba que o somatório dos investimentos. na investida Truta.00.00 na coligada Cia Salmão . o VALOR CONTÁBIL do investimento é determinado conforme a seguir demonstrado: (+) valor registrado corrigido monetariamente (+) saldo do ágio não amortizado (. 1º e 5º da Instrução CVM nº 247/96.000. a não ser para verificar se os investimentos em coligadas são relevantes quando analisados em conjunto com os investimentos em controladas. visto que representa apenas 4% do PL da sociedade investidora. A esse valor devemos adicionar o montante de R$ 7. Assim.00.00. A propósito. por se tratar de controlada.100. ou valor contábil dos investimentos. Entretanto. com a finalidade específica de analisar a relevância. cujo Patrimônio Líquido é de R$ 80. isoladamente. o investimento na Cia Truta há de ser avaliado pelo MEP.R$ 8. possui as seguintes participações societárias: .) provisão para perdas prováveis. é de R$ 19. visto que R$ 8.000. pois a análise do conjunto dos investimentos não lhes tira aquela condição adquirida quando analisadas isoladamente. possui os seguintes participações societárias: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 4 .00 na controlada Cia Truta Analisando esses investimentos. conclui-se que os dois investimentos da Cia Tucunaré são relevantes. conforme disposto no art.00 é superior a 10% do seu Patrimônio Líquido. o valor dos investimentos. 248 da Lei nº 6.

Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia . . pois não alcança 10% do PL da sociedade investidora. analisado de forma isolada não é relevante. cujo capital social é de R$ 25. cujo capital social é de R$ 20. representa apenas 6% e. cujo capital social. a Cia Colibri possui o seguinte quadro de investimentos em coligadas e controladas: ..000. pois o investimento indireto da Cia Colibri representa 12% do capital votante daquela empresa (40% de 30%). não é relevante.000. mais do que 10% do PL da Cia Colibri. para a apuração do percentual do PL representado por investimentos em coligadas e controladas.00. Também não será considerado. podemos afirmar que dos investimentos da Cia Colibri. é de R$ 270.000. 5 – A Cia Sabiá é sua coligada.000. O Capital Social desta empresa é composto por 50% de ações ordinárias e de 50% de ações preferenciais.. por enquanto. Portanto. constituído exclusivamente de ações ordinárias. Analisando esses investimentos da Cia Colibri. este investimento é relevante já que todos os investimentos em controladas são relevantes. e . . pois o valor desse investimento será computado no investimento realizado na empresa Periquito Ltda.000.00 na empresa Papagaio S. Assim. é sua coligada.R$ 120.00.000. é sua coligada por equiparação indireta. o que lhe assegura a preponderância nas deliberações.00 e formado exclusivamente por ações ordinárias. o que representa 30% do capital votante. o investimento indireto na empresa Pavão S.00.R$ 280.000.R$ 140.A. .R$ 120. pela análise individual dos investimentos. cujo capital social é R$ 800. pois o investimento representa menos do que 10% do capital social daquela empresa.A. pois o seu investimento representa 40% do capital social daquela empresa.00.A. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5 . O investimento.000. 4 – a empresa Pavão S.A.00 na Cia Sabiá. ela é coligada por equiparação. Assim.000.000.A. pois a sua participação alcança mais de 10% do capital social daquela empresa (ela representa 22% do capital da investida).R$ 4. com R$ 60. 3 – A empresa Periquito Ltda. visto que detém mais da metade das ações com direito a voto.00 na empresa Periquito Ltda. pois representa mais do que 10% do seu PL.A.. 2 – A empresa Papagaio S.00 na sociedade Canário Ltda. é sua coligada. o investimento realizado na Cia Urubu não será considerado. Logo.A. mesmo assim.A. de forma isolada. pelo fato de esta ser sua controlada e o investimento realizado na Cia Sabiá. cujo montante é de R$ 400. pois representa. 6 – A Cia Urubu não é sua coligada.000. cujo capital social é de R$ 700. Esta sociedade participa no capital votante da empresa Pavão S. é sua controlada. constituído exclusivamente de ações ordinárias.R$ 140.R$ 2.00 na controlada Papagaio S.400. mas o investimento.000. Perceba que a participação indireta Cia Colibri no capital total da empresa Pavão S. por si só.000.. são relevantes o realizado na empresa Papagaio S. Esse investimento é também relevante.00 na Cia Urubu. A análise dos investimentos de forma conjunta deve considerar apenas os investimentos realizados em coligadas e controladas. .00.00 na coligada Canário Ltda.000.000.000.000. todavia..00.. visto que participa com 15% do capital social desta empresa. constata-se que: 1 – A sociedade Canário Ltda..

404/76. e . Mas veja-se que a classe de ações teria de ser com direito a voto. o exercício de influência.00 na coligada Cia Sabiá. condicionam a avaliação dos investimentos em sociedades coligadas pelo MEP ao exercício da influência na administração da sociedade investida. quanto o art.. bem como de planos de investimento. efetivamente. também. pelo menos duas impropriedades. Esta disposição apresenta. pois não fez referência a qual tipo de capital social. os seguinte fatos: a) participação nas suas deliberações sociais.R$ 280. b) poder de eleger ou destituir um ou mais de seus administradores. o que representa 16.000 / 30. do capital com direito a voto. 248 da Lei nº 6. logo todos os investimentos em coligadas são. 25% das ações de outra sociedade se estas ações eram todas preferenciais? Certamente esta disposição foi incluída no art. em nosso modo de analisar o assunto.000 X 100).000. d) significativa dependência tecnológica e/ou econômico-financeira. no mínimo. 5º do ato normativo da CVM em função do que estava disposto no § 4º do art. relevantes pela análise em conjunto.R$ 4. São exemplos do exercício de influência da sociedade investidora na sociedade investida.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia .47% do PL da Cia Colibri (4.404/76. 248. por exemplo.000.400. 5º da Instrução CVM nº 247/96. e) recebimento permanente de informações contábeis detalhadas.000.5 – INVESTIMENTO INFLUENTE A exata definição do que seja investimento influente é o último aspecto a ser analisado para que possamos determinar se um investimento em sociedade coligada deve ou não ser avaliado pelo MEP. É justamente neste aspecto que o legislador pecou ao redigir o texto do art. do capital com direito a voto. 248 da lei e do art. Senão vejamos: 1 – que tipo de influência podia exercer uma empresa que detinha. tecnológicos ou humanos.940. que apresentava a seguinte redação: § 4º Se o número de membros do conselho de administração for inferior a 5 (cinco).000. pela leitura do art. Tanto o art. inclusive com o fornecimento de assistência técnica ou informações técnicas essenciais para as atividades da investidora. o investimento quando ele representa no mínimo 20% do capital social da sociedade investida.940. no mínimo.1. Percebe-se que os acionistas detentores de 20% (vinte por cento). 248 da lei e também no art. entre outros. a eleição de um dos membros do conselho. observado o disposto no § 1º. 5º do ato normativo expedido pela CVM. podiam eleger um dos membros do conselho de administração. c) volume relevante de transações. quando deveria estar presente a figura do capital votante! INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 6 . ou f) uso comum de recursos materiais. hoje. 141 da Lei nº 6. inclusive com a existência de administradores comuns. Também se considera influente.00. é facultado aos acionistas que representem 20% (vinte por cento). 7.00 na coligada Periquito Ltda. O montante dos investimentos em sociedades coligadas e controladas é de R$ 4. o que representa.

de ações preferenciais sem direito a voto ou com voto restrito de emissão de companhia aberta. 248 não houve nenhuma alteração. respectivamente. que representem. 15% (quinze por cento) do total das ações com direito a voto.de ações de emissão de companhia aberta com direito a voto.2001).10. em votação em separado na assembléiageral. que não houverem exercido o direito previsto no estatuto. de 31. nessa hipótese.303.303. Denota-se que o exercício da influência. ela terá efetivamente o direito de designar um elemento do conselho de administração. foi sensivelmente modificado e. cumulativamente.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 2 – O segundo equívoco que entendemos haver. segundo o estatuto. e (Inciso incluído pela Lei nº 10. § 8º A companhia deverá manter registro com a identificação dos acionistas que exercerem a prerrogativa a que se refere o § 4º. componha o órgão. o quorum exigido nos incisos I e II do § 4º. é que o § 4º do art. de 31. o quorum exigido pelo inciso II do § 4º.10.2001) I . imediatamente anterior à realização da assembléia-geral. fixada em percentual. no mínimo.303.303. no mínimo.10. 141.10. a eleição do conselho de administração se der pelo sistema do voto múltiplo e os titulares de ações ordinárias ou preferenciais exercerem a prerrogativa de eleger conselheiro.10. respectivamente: (Redação dada pela Lei nº 10. (Parágrafo incluído pela Lei nº 10. (Inciso incluído pela Lei nº 10. pelo menos. inclusive com o acréscimo dos §§ 5º a 8º ao referido artigo: § 4º Terão direito de eleger e destituir um membro e seu suplente do conselho de administração. ser-lhes-á facultado agregar suas ações para elegerem em conjunto um membro e seu suplente para o conselho de administração. § 5º Verificando-se que nem os titulares de ações com direito a voto e nem os titulares de ações preferenciais sem direito a voto ou com voto restrito perfizeram.10.2001). 10% (dez por cento) do capital social. (Parágrafo incluído pela Lei nº 10. 18. de 31. de 31. esse direito será exercido com participação de apenas 15% no capital votante ou se ela detiver ações preferenciais que representem pelo INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 7 .2001).303.2001). no entanto.303. de 31. a maioria dos titulares. observando-se. de 31.10. no art. excluído o acionista controlador. II . mais um.404/76 teve sua redação modificada pela Lei nº 10. 141 da Lei nº 6. com as alterações introduzidas no art.2001). será assegurado a acionista ou grupo de acionistas vinculados por acordo de votos que detenham mais do que 50% (cinqüenta por cento) das ações com direito de voto o direito de eleger conselheiros em número igual ao dos eleitos pelos demais acionistas. (Parágrafo incluído pela Lei nº 10. em conformidade com o art. que representem. de 31/10/2001.303.303. hoje. § 7º Sempre que. A matéria passou a ter a seguinte redação. (Parágrafo incluído pela Lei nº 10.2001). de 31. § 6º Somente poderão exercer o direito previsto no § 4º os acionistas que comprovarem a titularidade ininterrupta da participação acionária ali exigida durante o período de 3 (três) meses. É bem verdade que se uma empresa detém participação no capital votante de outra que alcance 20%. independentemente do número de conselheiros que. Porém.

Observa-se. 141 até mesmo os acionistas preferenciais possuem o poder exercer esse direito e para isto necessitam de apenas 10% das ações representativas do capital social. somando-se ações com direito a voto e preferenciais que perfaçam 15% do capital social! Assim. e os investimentos em sociedades controladas. . regulamentando as disposições da lei societária. Desta forma. substituindo-se o trecho “ ... ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social..Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia menos 10% do capital total ou. que os investimentos relevantes em sociedades coligadas e sobre cuja administração tenha influência. serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial. entretanto. ainda. visto que. 5º. ou de que participe com 20% ou mais do Capital Social. pois se alguém possui a maioria do capital votante é razoável que ele possa traçar os destinos do empreendimento. 7.1. ou que tenha o direito de eleger um representante do conselho de administração conforme definido nos §§ 4º ao 8º do art.. No caso de o investimento relevante ser inferior a 20% do capital social da coligada ou equiparada. todos os investimentos em controladas devem ser avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial (MEP). ele terá o direito de eleger um representante do conselho de administração e seu suplente e o conseqüente exercício de influência.. estabelece que deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial os investimentos em cada controlada e os investimentos relevantes em cada coligada ou equiparada a coligada. com a nova redação do art. devemos determinar se o investimento é relevante conforme visto no item 7. aquela regra também está valendo. Sendo a participação superior a 20%. pois nele está grafado que os acionistas controladores (detentores de mais de 50% das ações com direito a voto) têm o direito de eleger mais do que 50% dos membros do conselho de administração. então o investimento é avaliado pelo MEP.. 141 da lei. A Instrução CVM nº 247. que os acionistas detentores da maioria do capital votante continuam com o direito de eleger a maioria dos administradores. como o art.”. caput. devemos verificar se a investidora exerce influência na administração da sociedade investida. Portanto. em seu art.” por “. 248 da lei não foi alterado até a edição deste livro. verifica-se se a participação no capital da coligada ou equiparada é superior a 20%. 141.. quer porque o percentual ali constante foi alterado. o que pode gerar sérias discussões se o assunto for cobrado em provas! Outra questão que ficou assente diz respeito ao parágrafo 7º.. de qualquer forma a redação do art. Entretanto. Ressalta-se que a investidora deve exercer influência na administração ou possuir no mínimo 20% do capital social da sociedade coligada. nos termos do art.2 – OBRIGATORIEDADE DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL (MEP) AVALIAÇÃO PELO MÉTODO DA A lei estabelece no art. o que é bastante sensato. No nosso entender. aquele dispositivo deveria ter a redação alterada. entendemos que se um investidor possuir 15% do capital social de outra empresa. Sendo relevante o investimento. para enfatizar os preceitos da Instrução CVM nº 247/96. pois os investimentos dessa natureza somente deverão ser avaliados pelo MEP quando existir essa influência. 248. 248 é imprópria.. Já para os investimentos em coligadas e equiparadas a coligadas. quer por não fazer referência ao capital votante. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 8 .5. de 27 de março de 1996.

3 – ASPECTOS LEGAIS A fundamentação legal e obrigatoriedade da adoção deste método de avaliação de investimentos encontram assento. Embora já tenhamos transcritos este preceito de forma segmentada. no máximo. em coligadas e equiparadas a coligadas. parágrafo único) em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência. no art. por meio do art. ou por ela controladas. os investimentos em coligadas e equiparadas somente serão avaliados pelo MEP quando forem relevantes. invoca. No balanço patrimonial da companhia. basicamente. todos os investimentos relevantes que representam 15% ou mais do capital votante da sociedade investida devem ser avaliados pelo MEP. Além de relevantes devem ser superiores a 20% do capital social da investida ou. o que pode ser atingido com a detenção de forma permanente de 15% do capital votante ou de 10% do capital social da investida representado apenas por ações preferenciais ou ainda a detenção de 15% do capital somadas as ações com direito a voto e as preferenciais. a necessidade de avaliação pelo MEP. Concluindo.o valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será determinado com base em balanço patrimonial ou balancete de verificação levantado. de acordo com as seguintes normas: I . o texto da lei societária ou comercial com os mesmos vícios já comentados quando da análise da relevância. serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido.404/76 e da Instrução CVM nº 247/96. se o investimento não satisfizer aquelas condições. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 9 . no valor de patrimônio líquido não serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia. então ele não poderá ser avaliado pelo MEP e deverá ser avaliado pelo Método do Custo de Aquisição. Assim. 248 da Lei nº 6. os investimentos relevantes (artigo 247. quando influentes.000/99 (RIR/99). Além dessa participação no capital votante. reproduzindo. visto que lhes é assegurado eleger 01 (um) conselheiro do conselho de administração e o respectivo suplente. A legislação fiscal. aquele dispositivo também assegura ao detentor de 10% de ações preferenciais a eleição de um representante do conselho de administração e o seu respectivo suplente. na mesma data. Essa avaliação pelo MEP há de ser realizada tanto pela legislação comercial ou societária quanto pela legislação fiscal! Entretanto. antes da data do balanço da companhia. 141 da lei societária. e em sociedades controladas. ou até 60 (sessenta) dias. a investidora deve exercer influência na coligada ou equiparada. 7. ou com outras sociedades coligadas à companhia. a par das disposições da Lei nº 6. como matriz primária. 248. as empresas que se enquadram nas condições analisadas devem avaliar pelo MEP os seus investimentos em controladas e os investimentos relevantes. que assim dispõe: Art. por seu turno. caso não atinjam esse percentual. sendo mais uma forma do exercício da influência administrativa. 384 do Decreto nº 3.404/1976. pois quando possuem essa característica haverá o exercício da influência administrativa. com observância das normas desta Lei.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Consoante o disposto nos §§ 4º a 8º do art. é oportuna a sua transcrição integral. ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital social.

Ressalte-se que existem autores relutantes na adoção desse entendimento. deverá elaborar e fornecer o balanço ou balancete de verificação previsto no número I. o investimento em controladas também deve ter a sua relevância aferida. Desta forma. serão computados como parte do custo de aquisição os saldos de créditos da companhia contra as coligadas e controladas. serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido . Conforme podemos observar da leitura do texto legal. Parágrafo Único . com observância das normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários. e os investimentos em sociedades controladas. portanto. outra interpretação senão aquela dada pela CVM. fazer a seguinte leitura do caput do art. Art. a ganhos ou perdas efetivos.. de 31 de julho de 1998. c) no caso de companhia aberta.” 2 – A lei delegou competência à CVM para que esta expedisse normas complementares sobre a avaliação de investimentos pelo método da equivalência patrimonial. a qual determina nos arts. somente será registrada como resultado do exercício: a) se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada.O investimento permanente de companhia aberta em coligadas. comprovadamente. do seguinte modo: 1 – Podemos. no exercício da competência recebida por delegação legal.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia II . nos casos deste artigo. No concernente ao caput do dispositivo legal não cabe. a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é entidade apta a expedir normas complementares sobre equivalência patrimonial. . b) se corresponder. III . sua equiparada e controlada.Equivalência patrimonial corresponde ao valor do investimento determinado mediante a aplicação da percentagem de participação no capital social sobre o patrimônio líquido de cada coligada. reforçamos os enunciados da Instrução CVM. 1º . de 27 de março de 1996.. deve ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial..o valor do investimento será determinado mediante a aplicação. para que não pairem dúvidas aos leitores. 248: “No balanço patrimonial da companhia. que: Art. A CVM. suas equiparadas e em controladas. e o custo de aquisição corrigido monetariamente. pois insistem na idéia de que. segundo a lei.Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 10 . sobre o valor de patrimônio líquido referido no número anterior. alterada pela Instrução CVM nº 285. os investimentos relevantes em sociedades coligadas . sempre que solicitada pela companhia. de acordo com o número II. a alínea “c”.. 1º e 5º. Certamente... § 2º A sociedade coligada. do inciso III. 5º . § 1º Para efeito de determinar a relevância do investimento.a diferença entre o valor do investimento. da porcentagem de participação no capital da coligada ou controlada. emitiu a Instrução CVM nº 247. a delegação há de englobar a interpretação da própria lei e aquela autarquia o fez por meio da Instrução 247. localizadas no país e no exterior. observadas as disposições desta Instrução. perfeitamente e sem perder o sentido.

visto que em sua ementa está expresso que ela “Dispõe sobre as Sociedades por Ações”. § 1º). § 3º Considera-se relevante o investimento (Lei nº 6. Há. com dez por cento ou mais. § 1º São coligadas as sociedades quando uma participa. ou de que participe com vinte por cento ou mais do capital social. reproduzindo o texto da lei comercial. entretanto. art. preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores (Lei nº 6. § 2º). o que está perfeitamente de acordo com o texto da lei. do Decreto nº 3.404. de 1976.000/99. Parágrafo Único . uma ressalva a fazer. inciso XI): I . representar 20% (vinte porcento) ou mais do capital social da coligada. inclusive com a existência de administradores comuns. é titular de direitos de sócio que lhe assegurem. 247. inclusive com o fornecimento de assistência técnica ou informações técnicas essenciais para as atividades da investidora. e) recebimento permanente de informações contábeis detalhadas. parágrafo único): INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 11 .em sociedades controladas. Serão avaliados pelo valor de patrimônio líquido os investimentos relevantes da pessoa jurídica (Lei nº 6. assim dispõe: Art. art. 67.404. de 1977. de 1976. do capital da outra.404. b) poder de eleger ou destituir um ou mais de seus administradores.404. ou f) uso comum de recursos materiais. de 1976. pois segundo a CVM os investimentos permanentes das companhias abertas é que são susceptíveis de avaliação pelo MEP. 384. que por meio do art. 384. 243. diretamente ou através de outras controladas. art. que o Método da Equivalência Patrimonial (MEP) é aplicado tanto aos investimentos efetuados em sociedades localizadas no País quanto aos investimentos realizados em empresas localizadas no exterior. d) significativa dependência tecnológica e/ou econômico-financeira. 1º.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia I . direta ou indireta da investidora.o investimento em cada controlada. 243.em sociedades coligadas sobre cuja administração tenha influência. de modo permanente.598.o investimento relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada. e II . e Decreto-lei nº 1. sem controlá-la (Lei nº 6. tecnológicos ou humanos. art. 248. e II . de 1976. Depreende-se da leitura do caput do art. c) volume relevante de transações. quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação. art. § 2º Considera-se controlada a sociedade na qual a controladora. bem como de planos de investimento. Outro aspecto legal que merece ser mencionado e apresentado é o pertinente a legislação fiscal.Serão considerados exemplos de evidências de influência na administração da coligada: a) participação nas suas deliberações sociais.

Os prejuízos decorrentes de transações com a investidora.Para os efeitos do disposto no artigo 9º.4 – TRATAMENTO DOS ITENS NÃO REALIZADOS A instrução CVM nº 247/96. percebemos que a ênfase maior é dada à parcela de lucros não realizada intercompanhias: Art. coligadas e controladas não devem ser eliminados no cálculo da equivalência patrimonial. os lucros não realizados.em cada sociedade coligada ou controlada. não serão excluídos para fins de cálculo do valor do investimento. ou b) . assim como as receitas e as despesas decorrentes de negócios que tenham gerado. 10 . admite-se a utilização de demonstrações contábeis da coligada e controlada em um período máximo de defasagem de até 60 (sessenta) dias antes da data das demonstrações contábeis da investidora. normatiza os procedimentos de avaliação de investimentos pelo método da equivalência patrimonial a serem adotados para a obtenção do valor do investimento. do montante referido no inciso I. quando: a) . § 1º .O valor do investimento. 9º a 11º. 7. em seus arts.Na impossibilidade de cumprimento ao disposto no caput deste artigo. § 3º . se o valor contábil é igual ou superior a dez por cento do valor do patrimônio líquido da pessoa jurídica investidora. § 2º . o patrimônio líquido da coligada e controlada deverá ser determinado com base nas demonstrações contábeis levantadas na mesma data das demonstrações contábeis da investidora.Subtraindo-se. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 12 . líquidos dos efeitos fiscais. Analisando tais dispositivos normativos.no conjunto das sociedades coligadas e controladas. 9º .Para os efeitos do inciso II deste artigo.o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial de outras coligadas e controladas. Art.Os lucros e os prejuízos. § 1º . simultânea e integralmente.o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial da investidora.Aplicando-se a percentagem de participação no capital social sobre o valor do patrimônio líquido da coligada e da controlada. serão considerados lucros não realizados aqueles decorrentes de negócios com a investidora ou com outras coligadas e controladas.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia I . e II . pelo método da equivalência patrimonial. II . será obtido mediante o seguinte cálculo: I . conforme definido no § 1º deste artigo. se o valor contábil é igual ou superior a quinze por cento do valor do patrimônio líquido da pessoa jurídica investidora. efeitos opostos nas contas de resultado das coligadas e controladas.

11 . desse montante. Exemplo: Supondo a seguinte situação em determinada companhia A. Primeiro aplica-se o percentual de participação sobre o patrimônio líquido para. Para os demais sócios/acionistas da investida o lucro é efetivo.00 (R$ 150. a investidora deverá: I . o que representa 60% do Capital Social de B.ELIMINAÇÃO DE RESULTADOS NÃO REALIZADOS Com a edição da resolução 247/96. porém estão computados em lucros acumulados os lucros obtidos em vendas realizadas à A.00 R$ 300.000. referindo-se a investimentos no exterior. Isto porque a figura do lucro não realizado existe somente na relação entre a empresa investidora e as suas controladas/coligadas ou entre estas últimas.Reconhecer os efeitos decorrentes de classes de ações com direito preferencial de dividendo fixo.Excluir o montante correspondente às participações recíprocas. no valor de R$ 10.Reconhecer os efeitos decorrentes de eventos relevantes ocorridos no período intermediário. O valor contábil do investimento de A em B é de R$ 150. subtraírem-se os lucros não realizados.00. antes do cálculo da equivalência patrimonial.1 . é realizado. vale dizer. nos casos em que este fato representar melhoria na qualidade da informação produzida.000.000.00 (R$ 10.000. que possua um investimento em sua controlada companhia B.Para a determinação do valor da equivalência patrimonial. cujos bens estão no patrimônio de A.00 R$ 150.Admite-se a utilização de períodos não idênticos.000. Patrimônio Líquido da controlada B % de participação de A em B Lucros não realizados no PL de B Valor contábil do investimento de A em B Cálculo da equivalência patrimonial Patrimônio Líquido de B % de participação Total do investimento de A em B (-) Lucros não realizados Total do Investimento líquido de A em B (-) Valor contábil do Investimento A em B R$ 300. independentemente das respectivas datas de encerramento. O Patrimônio Líquido de B é de R$ 300. § 3º . em especial.00) INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 13 . a CVM adotou uma nova sistemática de cálculo do lucro não realizado. Art.00 60% R$ 10.000.000. no caso de demonstrações contábeis levantadas em datas diversas. e IV .00. dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros. 7. II .00 60% R$ 180.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia § 2º .O período de abrangência das demonstrações contábeis da coligada e controlada deverá ser idêntico ao da investidora.00.4.000.000.Eliminar os efeitos decorrentes da diversidade de critérios contábeis. III .000.000.00) R$ 170. sendo a mudança evidenciada em nota explicativa.

Vejam o esquema a seguir: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 14 . sendo que neste caso há de ser efetuado uma referência em nota explicativa dessa divergência de datas.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Resultado da Equivalência Patrimonial R$ 20. para adoção deste procedimento. isto é. o lucro que a mulher obteve na venda ao marido. não ganhou absolutamente nada com esta transação. Quando consideramos controladora (C) e controlada (B) como entidade única. visto que a operação não saiu de dentro do grupo econômico. Com as empresas acontece exatamente a mesma coisa. uma sociedade conjugal. esse resultado deve ser eliminado na avaliação do investimento (de C em B). porém. Não houve transação com terceiros. apenas os lucros não realizados são eliminados na apuração do Resultado da Equivalência Patrimonial. imaginando. Percebe-se que a família (o casal). 7. pois o resultado desta última há de constar nos demonstrativos daquela investidora. por exemplo. isto é. não devem ser eliminados no cálculo da equivalência patrimonial. então não mais se exclui esse efeito. suponha que o homem ou a mulher seja a empresa controladora a mulher ou o homem seja a empresa controlada. composta neste caso pelo marido e a mulher. as sociedades investidas poderão elaborar seus demonstrativos contábeis em prazo de até 60 dias antes dos demonstrativos da sociedade investidora. a família (a sociedade conjugal) teria um ganho. o patrimônio líquido da sociedade investida deverá ser determinado com base nas demonstrações contábeis levantadas na mesma data das demonstrações contábeis da sociedade investidora. Se. pela nova Instrução. Os prejuízos decorrentes de transações com a investidora. o resultado não realizado é aquele que não saiu de dentro do grupo econômico. pois o valor relativo ao suposto “lucro” está no estoque da sociedade controladora (C) . na qual a mulher vende ao marido um bem com lucro e que este bem permaneça em poder do marido. controladas e coligadas. Por isso. Entretanto. por exemplo. a empresa controlada (B) vende com lucro matérias-primas à sociedade controladora (C) e esta não as revender (para fora do grupo). admite-se uma defasagem de no máximo 60 dias. Assim.4. No caso do exemplo acima ele está dentro do estoque de matériasprimas da sociedade controladora (C). Outra possibilidade de utilização de períodos não idênticos de apuração e levantamento das demonstrações é quando a adoção desta prática possibilite a apresentação de informações de melhor qualidade.00 Vale enfatizar que. Agora.2 – IDENTIFICAÇÃO DE RESULTADOS NÃO REALIZADOS Consideram-se não realizados os resultados quando. verifica-se que não houve lucro. a controladora efetuar a venda dessa matéria-prima para terceiros (D) . isto é. em face da realização do resultado. se o marido tivesse vendido o bem. O que não é possível é a sociedade investidora elaborar seus demonstrativos antes da sociedade investida. mesmo que por igual preço pago à mulher. Analisando o assunto sob outro enfoque. Ressalte-se que.000.

enquanto não vendida para “fora” do grupo patrimonial de B e C. Para o caso de estoques de produtos acabados e mercadorias essa apuração é relativamente simples.000. o efeito negativo gerado na sociedade controlada será repassado à sociedade controladora por meio da equivalência patrimonial (art. devendo ser excluído do resultado da equivalência patrimonial do investimento de C em B. em se tratando de produtos em elaboração. o resultado não realizado deve ser determinado líquido de impostos. que parece ser o meio mais hábil para se chegar ao valor do custo. ele não deve ser eliminado. da Instrução CVM nº 247/96). o resultado da venda da mercadoria de B para C. em processo contínuo. Assim. se a operação for realizada com prejuízo. a empresa C controla a empresa B. 7. Entretanto. será considerado um lucro não realizado. o valor da matéria-prima ali incluído é de apuração mais difícil.000. mercadoria essa que foi adquirida de A. Neste caso devemos partir para o conceito de margem de rentabilidade da empresa vendedora. ela (X) teve uma rentabilidade de 40% sobre o preço de venda.00 em matérias-primas. isto é. e se estas matérias-primas tiveram um custo de R$ 12. ou seja. durante determinado exercício. 9º.4. EXEMPLO: Se uma coligada X vender para a investidora Y o total de R$ 20.00 incluídos os tributos. § 2º. para D. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 15 . Agora.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Empresa A venda com lucro Empresa B Controlada de C venda com Empresa C Controladora de B lucro Empresa D Na situação acima. pois se sabe o valor de aquisição e o valor dos impostos incidentes na transação.3 – PROCEDIMENTOS PARA APURAÇÃO DOS RESULTADOS NÃO REALIZADOS Conforme disposição da Instrução da CVM.

000.DAS PERDAS PERMANENTES EM INVESTIMENTOS AVALIADOS PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL O art. que reduza drasticamente o patrimônio da sociedade investida.000.000.00 – R$ 12. então a sociedade investidora deverá constituir uma provisão para perdas. podemos citar o caso em que a sociedade investida estiver sendo alvo de ação judicial por seus empregados. deverá ser constituída a provisão para tal perda até o valor do investimento. quando decorrentes de eventos que resultarem em perdas não provisionadas pelas coligadas e controladas em suas demonstrações contábeis e quando decorrentes de responsabilidade formal ou operacional para cobertura de passivo a descoberto. Como exemplo. por constituir obrigação da sociedade investidora. Caso não haja a constituição desta provisão na investida.000. cujo valor deve ser excluído da participação societária.00 = R$ 8. conforme vimos no item anterior. além de constituir provisão para perdas INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 16 . O excesso deve ser lançado em conta própria do passivo.1 . Atenção!!! Os prejuízos apurados no decorrer da avaliação pelo MEP (resultado negativo na Equivalência Patrimonial) são considerados despesas operacionais. O lançamento na investidora seria: D – Despesa com Perdas em Investimentos (NOP) C – Provisão para Perdas em Investimentos Outra possibilidade de constituir a provisão para perdas permanentes é quando há passivo a descoberto na sociedade investida e a sociedade investidora assumiu compromisso formal para honrar certos compromissos de sua coligada ou controlada. então o lucro não realizado será de R$ 400. 7. Esse fato deveria ter sido provisionado como contingências trabalhistas.000. Neste último caso.00 (40% de margem de lucro na venda pela coligada). as provisões devem ser constituídas em função de perdas efetivas. De ressaltar que essa provisão terá de ser registrada em contrapartida de resultado não operacional. efetivo. no entanto as demais perdas relativas ao investimento são consideradas despesas não operacionais. cujo fato não tenha sido previsto nesta sociedade por meio de provisão. Assim. a provisão será constituída por perdas efetivas quando houver qualquer evento. 12 da Instrução CVM nº 247/96. determina que quando existir passivo a descoberto na sociedade investida e houver intenção manifesta da investidora de manter o seu apoio à investida.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia LUCRO = R$ 20.5.00) Se no final do exercício considerado a investidora Y ainda tiver no estoque um saldo de matérias-primas adquiridas de sua coligada no valor de R$ 1. Segundo aquele ato normativo.00.00 Esse lucro (R$ 8.5 – ASPECTOS TÉCNICOS E LEGAIS DAS ALTERAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DAS INVESTIDAS E OS REFLEXOS NA AVALIAÇÃO 7.00) equivale a 40% das vendas (R$ 20. a investidora.

eventos que resultarem em perdas não provisionadas pelas coligadas e controladas em suas demonstrações contábeis. a sua falência sem que os compromissos sejam honrados acarretaria à controladora prejuízos morais e de credibilidade irreversíveis. eventos que possam prever perda parcial ou total do valor contábil do investimento ou do montante de créditos contra as coligadas e controladas. ou. se a sociedade investida apresenta passivo a descoberto e a investidora assumiu compromisso formal de honrar obrigações de sua afiliada. referentes a obrigações vencidas ou vincendas quando caracterizada a incapacidade de pagamentos pela controlada ou coligada. A par da provisão constituída por perdas efetivas. c) .responsabilidade formal ou operacional para cobertura de passivo a descoberto. em favor de coligadas e controladas. por meio da Instrução 247/96. pois por mais que haja passivo a descoberto. isto nem sempre é definitivo. A CVM. ainda. hipotecas ou penhor concedidos.Perdas potenciais. onde a controladora possui relação direta com a investida. estimadas em virtude de: a) . tornando o seu valor contábil nulo. então é praticamente certo que o terá de fazer. terá de constituir uma provisão no passivo exigível. inevitável. podendo haver recuperação da sociedade. que assumirá tal postura na expectativa de uma provável reversão da situação deficitária da sociedade investida. referentes a INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 17 .Perdas efetivas. para cobertura de garantias. em virtude de: a) . avais. quando existir passivo a descoberto e houver intenção manifesta da investidora em manter o seu apoio financeiro à investida. em favor de coligadas e controladas. Ora.elevado risco de paralisação de operações de coligadas e controladas. hipotecas ou penhor concedidos. Há a possibilidade de constituir a provisão para perdas potenciais. regulamentou a questão da seguinte forma: Art. deve ser constituída ainda provisão para perdas potenciais.A investidora deverá constituir provisão para cobertura de: I . elevado risco de paralisação de operações de coligadas e controladas. pois a falência da investida é. II . 12 . b) . A possibilidade de constituir a provisão para perdas de investimentos não se limita às perdas efetivas. Nesse caso. intencional da investidora. Salienta-se que nesta hipótese. o PL da investida se torna negativo após a participação societária.eventos que possam prever perda parcial ou total do valor contábil do investimento ou do montante de créditos contra as coligadas e controladas. fianças.tendência de perecimento do investimento. Outra hipótese é o caso já analisado.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia permanentes até o valor do investimento. Veja-se que esta provisão decorre de ato voluntário. avais. ou b) . ou d) . Estas perdas potenciais devem ser estimadas quando houver tendência de perecimento do investimento. referente à própria imagem da sociedade investidora. fianças. mesmo que remota. caso o valor do compromisso ultrapasse o valor do investimento.cobertura de garantias. praticamente. Outro aspecto a considerar é que a sociedade investida pode ser uma controlada do tipo subsidiária integral.

observado. Em face de o valor representado pelo ganho na aplicação do MEP carecer de realização. sendo o excedente apresentado em conta específica no passivo. a soma algébrica do resultado do conjunto dos investimentos em controladas/coligadas. por meio do art. é factível a constituição de Reserva de Lucros a Realizar.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia obrigações vencidas ou vincendas quando caracterizada a incapacidade de pagamentos pela controlada ou coligada. na constituição da reserva de lucros a realizar.A provisão para perdas deverá ser apresentada no ativo permanente por dedução e até o limite do valor contábil do investimento a que se referir.00 R$ 45. 17 da Instrução 247/96. quando o resultado é reconhecido pelo fato de a sociedade investida registrar aumento do PL.Independentemente do disposto na letra " b" do inciso I. Exemplo: a investidora ALFA possui a seguinte situação em seu ativo: Ativo Permanente Investimentos Ações da Coligada BETA Ações da Controlada DELTA R$ 80.000. Assim: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 18 . § 1º . para o sociedade investidora.5. § 2º . por sua vez.404/76. o disposto nos arts. A CVM. Essa receita auferida. carece de realização financeira. quando existir passivo a descoberto e houver intenção manifesta da investidora em manter o seu apoio financeiro à investida. o resultado líquido positivo da equivalência patrimonial. o valor que poderá ser considerado para fins de constituição da Reserva de Lucros a Realizar será o resultado líquido do conjunto dos investimentos. prevê que somente poderão ser considerados lucros a realizar.00 de ganhos com equivalência patrimonial do investimento em BETA e R$ 3.000.2 – DA RESERVA DE LUCROS A REALIZAR. para tanto. se determinada investidora controlar duas empresas diferentes e em uma delas for apurado resultado positivo e noutra resultado negativo. deve ser constituída ainda provisão para perdas. DOS DIVIDENDOS E BONIFICAÇÕES EM AÇÕES RECEBIDOS PELA INVESTIDORA O resultado positivo originado pela aplicação do MEP gera.00 Considere que ALFA teve R$ 5. obviamente. pela sistemática adotada por esta forma de avaliação do investimento. uma receita operacional que integrará a estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício. Isso quer dizer que a investidora registrará o aumento do investimento (débito na conta Investimentos) em contrapartida ao ganho por equivalência patrimonial (receita operacional).000. considerando-se. 7. Desta forma. no caso o investimento nas duas controladas.00 de perdas com equivalência patrimonial do investimento em DELTA. 197 e 202 da Lei nº 6. não há efetivo ingresso de recursos.000. Todavia.

ressalvado o disposto no inciso anterior. 16 . Assim. quando corresponder a eventos que resultem na variação da porcentagem de participação no capital social da coligada e controlada. no valor do investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial. Entretanto.A diferença verificada. e b) . conforme definido no parágrafo 1º do artigo 4º desta Instrução Art. Parágrafo Único . INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 19 . ao final de cada período.Reserva de reavaliação quando corresponder a aumento ocorrido no patrimônio líquido por reavaliação de ativos na coligada e controlada. Esse aumento pode ser representado por aumento no valor contábil das ações ou pela distribuição de novas ações. na proporção da realização em capital social na sociedade investida. e IV . não deve haver qualquer registro na conta de investimento da sociedade investidora. Também está grifado por aquela entidade normativa que as bonificações recebidas sem custo pela companhia não devem ser objeto de lançamento na conta do investimento na coligada e controlada. somente poderá ser considerado como lucro a realizar o resultado líquido positivo da equivalência patrimonial sobre o conjunto dos investimentos.000.000. a incorporação de reservas e de lucros acumulados ao capital social da investida é forma de realização destas reservas e lucros. em decorrência. em decorrência da apuração de lucro líquido ou prejuízo no período ou que corresponder a ganhos ou perdas efetivos em decorrência da existência de reservas de capital ou de ajustes de exercícios anteriores.Não obstante o disposto no artigo 12.Receita ou despesa não operacional.00) 2.00 3.00 Art.Para fins de constituição da reserva de lucros a realizar. se na investidora houver Reservas de Lucros a Realizar decorrentes de ganhos em participação societária avaliado pelo MEP. deverá ser apropriada pela investidora como: I . II . 17 .Aplicação na amortização do ágio em decorrência do aumento ocorrido no patrimônio líquido por reavaliação dos ativos que lhe deram origem. pois sendo o investimento avaliado pela equivalência patrimonial esses valores já estavam consignados em investimentos.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Ganhos com EQP Perdas com EQP (=) Lucros a Realizar R$ (R$ R$ 5. o resultado negativo da equivalência patrimonial terá como limite o valor contábil do investimento.a aumento ou diminuição do patrimônio líquido da coligada e controlada.000. apurado nos termos dos incisos I e II. do artigo 16. As bonificações sem custo decorrem ou surgem quando a sociedade investida utiliza reservas de lucros ou de capital ou mesmo lucros acumulados para aumentar o capital social. III . Em ambas as situações não ocorrem quaisquer alterações no PL da investida e.Receita ou despesa operacional. estes devem ser revertidos para Lucros ou Prejuízos Acumulados.a variação cambial de investimento em coligada e controlada no exterior. quando corresponder: a) .

Distribuição de dividendo. Parágrafo Único . II . pois segundo esta norma reformadora. porém aumentam (ou reduzem) o PL da sociedade investida. 7. quando tenha sido realizado em sua totalidade ou apenas uma parcela.3 – OUTROS FATOS QUE ALTERAM O VALOR DA PARTICIPAÇÃO Além dos fatos já analisados que produzem reflexos na participação societária. do dividendo obrigatório no exercício em que for feita a reversão. após computado o dividendo obrigatório. não devem ser objeto de contabilização na conta do investimento na coligada e controlada.5.Aumento de capital. a reavaliação de ativos da sociedade investida e as doações e subvenções para investimentos. 18 . 19 . Aqui cabe uma observação importante em face das alterações introduzidas na Lei nº 6.5.303/2001. os valores daí decorrentes não transitam pelo resultado do exercício. a que se refere o artigo 17. o inciso III do artigo 19 da Instrução 247/96. também a alteram: os ajustes de exercícios anteriores. 7. deverá ser considerada no cálculo. Ampliando o espectro de utilização da reserva de lucros a realizar. para a constituição de outras reservas de lucros.404/1976 pela Lei nº 10. Por isso. e III . transitando pelo resultado do exercício. a sociedade investidora deve reconhecer esse ajuste pela equivalência patrimonial em contrapartida da conta de receita ou despesa operacional.As bonificações recebidas sem custo pela investidora. atendidas as exigências legais. quer sejam por aumento do valor nominal das ações. em separado. se não absorvida por prejuízos. na sociedade investida.1 – AJUSTES DE EXERCÍCIOS ANTERIORES Os ajustes de exercícios anteriores. não se referem ao exercício findo e sim a outros exercícios anteriores. inclusive retenção em lucros acumulados. efetivamente.3. ou para absorção de prejuízo do exercício ou acumulados. Com esse procedimento. os lucros que forem sendo realizados devem permanecer nesta reserva para serem adicionados ao primeiro dividendo declarado se não tiverem sido absorvidos por prejuízos em exercícios anteriores.A parcela revertida da reserva de lucros a realizar para a conta de lucros ou prejuízos acumulados.Em decorrência do previsto no caput deste artigo. prevê a possibilidade da sua destinação. a reserva de lucros a realizar deve ser constituída a partir do dividendo declarado e se este for em valor superior aos lucros realizados. ou absorção do prejuízo do exercício. Art.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Art. deverá ser revertida para a conta de lucros ou prejuízos acumulados a correspondente parcela que tiver sido destinada para reserva de lucros a realizar. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 20 .Constituição de outras reservas de lucros. quer sejam por emissão de novas ações. serão registrados diretamente em Lucros ou Prejuízos Acumulados. como de resto as demais reservas de capital. inclusive retenção justificada em lucros acumulados. Além disso. O excedente poderá ser destinado para: I . porque.

O fato merece o seguinte lançamento contábil: Lançamento na investida: Débito: Crédito: Investimento em coligada/controlada – Ativo Reserva de Reavaliação em bens de coligada/controlada . As INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 21 . Exemplo: A investidora ALFA detém 40% do capital de BETA. que foi provisionado em R$ 10.000.: A reserva de reavaliação na sociedade investidora será revertida para lucros acumulados na proporção da realização dos bens reavaliados na sociedade investida.000.3. O lançamento em BETA será: D – Provisão para imposto de renda C – Lucros ou Prejuízos Acumulados R$ 10.000.00 Esse lançamento gerou um aumento no PL da investida BETA de R$ 10. A investida BETA realiza um ajuste em 31/12/X1 de seu imposto de renda de X0.000.000.00 R$ 4. Mesmo assim. mediante registro em conta de investimento e em contrapartida.00 7. transitarão por resultado na sociedade investidora. a investidora ALFA deve reconhecer a receita por equivalência patrimonial: Ganho por equivalência patrimonial = 40% x R$ 10. visto que são registrados diretamente em conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados.000. não proveniente de lucro do exercício.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Atenção! Em que pese os ajustes não transitarem por resultado na sociedade investida.00. cujo valor não advém do resultado do exercício. no Patrimônio Líquido em conta de Reserva de Reavaliação de controladas e coligadas avaliadas pela equivalência patrimonial.000. O registro contábil desse fato se apresenta do seguinte modo: Lançamento na investidora: Débito: Crédito: Subconta representativa do bem reavaliado – ATIVO Reserva de Reavaliação – Patrimônio Líquido A sociedade investidora deve reconhecer esse aumento do PL pela Reavaliação de Ativos da sociedade investida na proporção de sua participação no capital social. em registro específico.00 Lançamento em ALFA: D – Investimentos em BETA C – Ganho por Equivalência Patrimonial R$ 4.00 = R$ 4. e serão receita operacional para esta sociedade.PL Obs.5.000.2 – REAVALIAÇÃO DE BENS DA SOCIEDADE INVESTIDA A reavaliação de bens do Ativo tangível da sociedade investida gera um aumento em seu PL.00 R$ 10.00 a maior.

O art. na mesma proporção. essas doações acabam aumentando o valor do PL sem que seu efeito tenha transitado por resultado daquelas empresas.000. §1°. A sociedade investidora deverá reconhecer esse fato mediante registro contábil da proporção que lhe cabe nesse aumento do PL da investida. mediante subscrição de novas ações.00 § 1º Se o capital for dividido em ações de diversas espécies ou classes e o aumento for feito por emissão de mais de uma espécie ou classe.5. os registros a serem realizados serão: Lançamento na investida BETA: Débito: Imóveis (Ativo Permanente) Crédito: Reserva de Capital – Doações (PL) Lançamento na investidora ALFA: Débito: Investimento em BETA (Ativo Permanente) Crédito: Ganho por EQP (Receita Operacional) 7. Assim. de regra.00 como doação.4 .000.000. R$ 60. Exemplo: Investidora ALFA possui 60% das ações de BETA.404/76). Por esse motivo.5.404/76 se constitui na matriz legal deste direito dos acionistas antigos: Art.3. se determinada empresa detém 40% das ações de outra. 171 . depreciação.000. da Lei 6. 7. ela os registrará em reservas de capital. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 22 . do número de ações de todas as espécies e classes existentes.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia formas de realização mais comuns são pela alienação. os acionistas terão preferência para a subscrição do aumento de capital.00 R$ 100. dentro do Patrimônio Líquido. Ressalte-se que novamente um fato que não representa receita na sociedade investida deve ser considerado receita operacional na investidora! Outras reservas de capital merecem igual tratamento contábil.00 R$ 100. por meio da equivalência patrimonial.Na proporção do número de ações que possuírem. têm preferência na subscrição das novas ações proporcionalmente ao número de ações que possuem antes do aumento de capital.3 . visto que aumentam o PL da sociedade investida. os atuais sócios ou acionistas. baixa por perecimento. amortização e exaustão. Supondo que BETA receba um imóvel no valor de R$ 100.00 R$ 60. mesmo que esse aumento não seja decorrente do resultado do exercício. 171 da Lei 6.VARIAÇÃO NA PORCENTAGEM DE PARTICIPAÇÃO Em caso de a sociedade investida intentar aumentar seu Capital Social.DOAÇÕES E SUBVENÇÕES PARA INVESTIMENTO Quando a sociedade investida receber doações e subvenções para investimentos e outras origens de recursos classificáveis como reservas de capital (artigo 182. ela terá o direito de subscrever 40% das novas ações. observar-se-ão as seguintes normas: a) no caso de aumento. cada acionista exercerá o direito de preferência sobre ações idênticas às de que for possuidor.000.

§ 3º Os acionistas terão direito de preferência para subscrição das emissões de debêntures conversíveis em ações. c) se houver emissão de ações de espécie ou classe diversa das existentes. o órgão que deliberar sobre a emissão mediante subscrição particular deverá dispor sobre as sobras de valores mobiliários não subscritos. no boletim ou lista de subscrição. será sempre assegurado aos acionistas o direito de preferência e. § 8° Na companhia fechada.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) se as ações emitidas forem de espécies e classes existentes. a preferência será exercida sobre ações de espécies e classes idênticas às de que forem possuidores os acionistas. ou na outorga e no exercício de opção de compra de ações. se for o caso. a condição constará dos boletins e listas de subscrição e o saldo não rateado será vendido em bolsa. Desta forma. § 6º O acionista poderá ceder seu direito de preferência. § 4º O estatuto ou a assembléia-geral fixará prazo de decadência. será obrigatório o rateio previsto na alínea b do § 7º. em benefício da companhia. nesse caso. a mesma proporção que tinham no capital antes do aumento. § 5º No usufruto e no fideicomisso. não inferior a 30 (trinta) dias. quando não exercido pelo acionista até 10 (dez) dias antes do vencimento do prazo. o fato é meramente permutativo e deverá ser lançado mediante débito na INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 23 . podendo: a) mandar vendê-las em bolsa. somente se estendendo às demais se aquelas forem insuficientes para lhes assegurar. ou seja. quando todos os acionistas exercem o direito estabelecido no dispositivo da lei. reserva de sobras. o que não gera nenhum resultado ou alteração do Patrimônio Líquido da sociedade investidora. se houver. § 2º No aumento mediante capitalização de créditos ou subscrição em bens. entre os acionistas que tiverem pedido. o direito de preferência. Haverá. não haverá direito de preferência. as importâncias por eles pagas serão entregues ao titular do crédito a ser capitalizado ou do bem a ser incorporado. sobre ações de todas as espécies e classes do aumento. na proporção dos valores subscritos. ser subscrito por terceiros. para o exercício do direito de preferência. isto sim. isto é. nos termos da alínea anterior. cada acionista exercerá a preferência. a preferência na subscrição de novas ações. poderá sê-lo pelo usufrutuário ou fideicomissário. na proporção do número de ações que possuir. podendo o saldo. de acordo com os critérios estabelecidos pela assembléiageral ou pelos órgãos da administração. bônus de subscrição e partes beneficiárias conversíveis em ações emitidas para alienação onerosa. § 7º Na companhia aberta. mas importarem alteração das respectivas proporções no capital social. mas na conversão desses títulos em ações. no capital aumentado. ou b) rateá-las. mero aumento da participação societária. a porcentagem da participação fica inalterada e não existirão ganhos ou perdas de capital para nenhum deles.

000. FUNDOSPERDIDOS Bancos conta movimento BANCO FUNDO FALSO S/A R$ 1. por exemplo. composto por 5. que possuía capital de R$ 2.00 R$ 1. que possuía capital de R$ 2.000.00. assim. como.00.000. cujos recursos tiveram origem da conta Bancos Conta Movimento.00. com a subscrição e integralização das novas ações passou a ser de R$ 8.00. com esse aumento. A Controladora TOPA-TUDO S/A.000. variação na percentagem de participação no Capital Social. Exemplo: • A Cia.200.000. que foram subscritas e integralizadas na razão de R$ 1. Lucros ou Prejuízos Acumulados etc. um aumento na proporção das ações que possuía antes da nova subscrição.00.00 por ação. acima transcrito.000. conforme houver aumento ou diminuição na porcentagem de participação.000. o Capital social aumentou em R$ 3. • Os subscritores integralizaram o Capital Social por meio de depósito bancário em favor da sociedade investida. Reservas de Capital. ocorrendo.200. O volume de ações emitidas com prévia autorização pela assembléia geral foi de 3.000.000. Além do Capital Social. exerceu o seu direito plenamente e na exata proporção de sua participação no Capital Social.000. em 02/01/2004. Reservas de Lucros.000.000. Reservas de Lucros R$ 1. • o Capital Social da sociedade investida passou. a sociedade investida possuía em contas do Patrimônio Líquido os seguintes valores: Reserva de ágio na emissão de ações R$ 200.000.404/76. FUNDOSPERDIDOS. Exemplo: A Cia. subscreveu 40% das novas ações. e Lucros Acumulados de R$ 1. FUNDOSPERDIDOS.000. para este outro.000. com participação de 40% no Capital Social (maioria do capital votante) da Cia. A variação na porcentagem de participação no Capital Social pode gerar ganhos ou perdas para a sociedade investidora. Este fato ocorre quando há no Patrimônio Líquido da sociedade investida outros valores além do Capital Social. O lançamento contábil pertinente na sociedade investidora TOPA-TUDO S/A deve ser o seguinte: Débito: Ativo Permanente – Investimentos Participação em sociedades controladas Cia.00. isto é. o que acarreta.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia conta investimento e crédito na conta que originou o recurso para tal aumento de participação societária. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 24 .000. os acionistas antigos não são obrigados a subscrever ações na mesma proporção do número de ações que detinham anteriormente.00.00 Crédito: Pela percepção lógica do disposto no § 6o do artigo 171 da Lei 6.000.000.000 de ações.000. FUNDOSPERDIDOS.00. aumentou seu Capital Social com emissão de novas ações. Desta forma podem abrir mão desse seu direito de subscrição de novas ações.000.200. Doações e subvenções para Investimento R$ 600.00 com emissão de novas ações previamente autorizado pela Assembléia Geral.000. o PL da investida que era de R$ 5.000.000. resolveu aumentar seu Capital Social em R$ 3.000 de ações. Desta forma. Com isto.000.00. Quando algum acionista declinar desse seu direito surge a oportunidade de outro subscrever essas ações. para R$ 5.

00 BANCOS C/ MOVIMENTO BANCO DA PRAÇA S/A R$ 1. aplicando-se sobre o novo valor do INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 25 .00 Pelo fato de a controladora TOPA-TUDO S/A haver subscrito quantidade maior de ações do que a proporção cabida de direito. haja vista a variação na porcentagem de participação.000.000 das novas ações. Porém.000. isto é. ao lançamento de ajuste.00.00.500.00. FUNDOSPERDIDOS era de R$ 2.500.5.000.4. subscreveu 1.000 ações emitidas pela investida. com a variação do percentual de participação. que importou em R$ 1.2 . FUNDOSPERDIDOS (investida) o aumento do Capital Social será registrado mediante um lançamento em que será debitada a conta Bancos Conta Movimento e em contrapartida será creditada a conta Capital Social pelo valor de R$ 3.500. e considerando que o Patrimônio Líquido da sociedade investida é composto por outros valores além do Capital Social.000.200. Logo.Registro do aumento da participação societária O lançamento resume-se ao registro do valor das ações adquiridas.00. o novo percentual de participação no Capital Social passa a ser de 46%. FUNDOSPERDIDOS R$ 1.Ajuste pela variação percentual do investimento A participação inicial da controladora TOPA-TUDO S/A no Capital Social da Cia.000.000 ações de um total de 5. O Patrimônio Líquido da Cia. 7. Com a nova subscrição de 1. Lançamento na investida FUNDOSPERDIDOS: Bancos conta Movimento a Capital Social R$ 3.000.5. pois participava com 40% no capital social da Cia.000 ações. avaliado pela equivalência patrimonial. Como à época o Capital Social da Cia.000. FUNDOSPERDIDOS antes do aumento do Capital Social era de R$ 5. FUNDOSPERDIDOS era de 40%.000 ações e ela pôde aumentar a sua participação. é necessário que a investidora proceda.000. FUNDOSPERDIDOS.000.00 Crédito: 7. Desse momento em diante. a equivalência patrimonial será calculada por esse novo percentual.000.500.000 ações. era de R$ 2. na conta representativa do investimento. FUNDOSPERDIDOS.00.000.500. pois não houve nenhum ágio ou deságio: Lançamento na investidora TOPA-TUDO S/A: Débito: ATIVO PERMANENTE – INVESTIMENTOS PARTICIPAÇÃO EM SOCIEDADES CONTROLADAS Cia.000. o investimento da controladora no Capital Social representava R$ 800. ela passou a possuir o total de 2.000.1 .000. além dos registros normais da aquisição do investimento. é necessário que se refaça o valor patrimonial do investimento.4.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia • a controladora TOPA-TUDO S/A. que por disposição legal tinha o direito de subscrever 1.00. Com isso. outros acionistas não exerceram o direito de preferência na subscrição de 300.300.000. Na Cia. o Investimento da controladora TOPA-TUDO S/A na Cia.

000.00 2. que é sempre não operacional. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 26 .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Patrimônio Líquido da sociedade investida o novo percentual de participação no seu Capital Social.000.000.00 Após a nova emissão R$ 5.000.000.000.000.000.680.00 GANHOS EM PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS Cia.00 O adequado registro contábil deste fato será: Débito: ATIVO PERMANENTE – INVESTIMENTOS PARTICIPAÇÃO EM SOCIEDADES CONTROLADAS Cia.000.000. Percebe-se que este valor é diferente do acima apurado.000 40% R$ 2.000. ou seja.000.500.000.000.000.680.000. Desta forma.000.000 46% R$ 3. logo houve um ganho de capital.00 5.00 R$ 8. referente à compra das novas ações.00 nesse investimento.500.00 Vejam a tabela abaixo: Variação na proporção do investimento de TOPA-TUDO S/A na investida FUNDOSPERDIDOS: Inicial Capital Social da Investida Patrimônio Líquido da Investida Quantidade total de ações emitida por FUNDOSPERDIDOS Quantidade de ações possuída pela Controladora TOPA-TUDO Percentual de participação de TOPATUDO em FUNDOSPERDIDOS Valor do investimento de TOPA-TUDO R$ 2. FUNDOSPERDIDOS R$ 180.00 Crédito: É interessante notar que esse ganho de capital representa uma receita não operacional.000 2.000.300. pois foi gerado por alteração do percentual na participação acionária e não da atividade operacional da sociedade investida. VALOR PATRIMONIAL (-) SALDO NA CONTA DE INVESTIMENTO = GANHO de Capital R$ 3.500. Portanto.00 R$ 180.000.680.000. deve-se proceder ao ajuste necessário para adequá-lo ao novo valor. ele está agora representado pelo valor de R$ 3.000. FUNDOSPERDIDOS R$ 180.000 800. ele representa um ganho pelo fato de outras sociedades ou acionistas não terem exercido o seu direito de subscrição e por isso eles perderam essa quantia.00 x 46% = R$ 3.00 R$ 5. Valor Patrimonial = R$ 8.000.00 e houve um lançamento a débito de R$ 1.000.000. não teve origem nos resultados obtidos pela investida.00 Como o valor do investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial era de R$ 2.000.00.00 R$ 3.

Destarte. devem deixar de ser avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial. Acabamos de demonstrar a hipótese de haver ganho pela variação do percentual de participação no capital social da sociedade investida. os investimentos em sociedades controladas e coligadas. Não será computado na determinação do lucro real o acréscimo ou a diminuição do valor de patrimônio líquido de investimento. o mesmo efeito não ocorre com relação à Contribuição Social Sobre o Lucro. Em ocorrendo este fato. pois esta exclusão não está prevista em lei para essa contribuição. pode ocorrer de haver perda de capital por essa variação. inciso V). ao passo que a perda pode ser deduzida da sua base de cálculo. 428. 3 – Os produtos da sociedade investida devem sair do mercado em função de superação tecnológica ou em face de forte concorrência e da incapacidade de competição com os produtos rivais. de 1978. Entretanto. e Decreto-lei nº 1. 6º da Instrução CVM 247/96. A perda é possível e encontra justificativa se a sociedade investidora subscrever ações em quantidade menor do que a participação percentual no capital social da sociedade investida e se esta possuir outros valores no PL além do Capital Social. 33. os quais não possuem capacidade aparente de reversão. Esse procedimento há de ser adotado juntamente com a constituição da respectiva provisão para perdas quando estas forem consideradas como permanentes. 2 – A sociedade investida apresenta severas dificuldades de liquidez. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 27 . conforme vimos em tópico anterior. Porém.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia A legislação do Imposto de Renda.PERDA. art. 1º. o ganho decorrente da variação percentual de investimento deve ser computado na apuração da CSLL.648. art. tanto as efetivas quanto as em potencial. de 1977. determina que este acréscimo ou eventual redução de capital em função da variação do percentual de participação acionária não será computado na apuração do Lucro Real: Art. INTENÇÃO DE ALIENAÇÃO DO INVESTIMENTO E REDUÇÃO DO VALOR CONTÁBIL Conforme se depreende da leitura do art. quando apresentarem efetiva e clara evidência de descontinuidade de suas operações ou quando elas estejam operando com severas restrições a logo prazo que prejudiquem a capacidade de transferir recursos à sociedade investidora. Assim. e 4 – A sociedade investida pediu concordata ou teve sua falência decretada. Essa perda será registrada na sociedade investidora mediante lançamento a crédito de investimento e a débito de conta de resultado não operacional como perda de capital. é oportuno esclarecer que a perda de continuidade do investimento fica caracterizada pela ocorrência de uma das seguintes condições: 1 – A sociedade investida apresenta prejuízos sucessivos. decorrente de ganho ou perda de capital por variação na percentagem de participação do contribuinte no capital social da coligada ou controlada (Decreto-lei nº 1. § 2º. de forma inversa ao exemplo apresentado. haverá diminuição no percentual de participação o que acarretará perda de capital.598. por meio do art. 7. 428 do RIR/99.6 .

sem prejuízo do disposto no artigo 12. o investimento passará a ser avaliado pelo Método do Custo de Aquisição e. cuja venda por parte da investidora. Art. a redução do valor contábil destes investimentos não lhes tira aquela condição. continuará sendo avaliado pela equivalência patrimonial. os saldos das reservas de reavaliação constituídas pela investidora deverão ser revertidos em contrapartida ao respectivo valor contábil do investimento. Parágrafo Único . em futuro próximo. Visto que os investimentos em controladas devem ser. caso essa redução não seja considerada de caráter permanente. continuará sendo avaliado pela equivalência patrimonial. se com isto. os efeitos decorrentes da reavaliação de ativos na sociedade coligada. visto que. segregadamente. tenha efetiva e clara evidência de realização. 7º . Contudo. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 28 .Na hipótese de descontinuidade do investimento. principalmente aquelas previstas nos artigos 6º e 7º. caso essa redução não seja considerada de caráter permanente. devendo todos os seus reflexos ser evidenciados. os saldos das reservas de reavaliação constituídas pela investidora deverão ser revertidos em contrapartida ao respectivo valor contábil do investimento. por redução do valor contábil do investimento. em conformidade com os princípios de contabilidade. neste caso. quando a redução assumir o caráter de permanente e. em nota explicativa. o investimento em sociedades coligadas e controladas com efetiva e clara evidência de perda de continuidade de suas operações ou no caso em que estas estejam operando sob severas restrições a longo prazo que prejudiquem significativamente a sua capacidade de transferir recursos para a investidora. 8º . Art. continuará sendo avaliado pelo método da equivalência patrimonial até a data-base considerada para a venda. Vejamos o que dispõe a Instrução CVM nº 247 a esse respeito: Art. segregadamente. o investimento em sociedade coligada que. em nota explicativa. não havendo a necessidade de analisá-los sob esta ótica. continuarão sendo avaliados pelo método da equivalência patrimonial até a data-base considerada para a venda. avaliados pelo MEP. Vejam que não há razão para não avaliar os investimentos pelo MEP enquanto a transação de alienação não estiver concluída. Percebe-se que com este procedimento reduzimos o valor contábil do investimento e também o valor do Patrimônio Líquido da investidora.Deverá deixar de ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. os registros contábeis devem ser fundamentados em fatos e não apenas em intenções que não sejam evidências de realização. 6º . sempre. deixar de ser relevante. Nesse caso. Entretanto. na sociedade investidora. o investimento deixar de ser relevante. os reflexos do fato devem ser evidenciados.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia É interessante o leitor atentar-se ao fato de que os investimentos em sociedades coligadas e controladas. em futuro próximo. tenha efetiva e clara evidência de realização. não reconhecemos. configurando-se a descontinuidade do mesmo. por redução do valor contábil do investimento.O investimento em coligada que.O investimento em sociedade coligada e controlada cuja venda por parte da investidora. pois. deixar de ser relevante. por este método de avaliação.

do montante referido no inciso I.7 – DOS PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL O valor do investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial será obtido pela aplicação da porcentagem de participação no capital social sobre o patrimônio líquido da controlada. § 2º . e II . pelo método da equivalência patrimonial. o prejuízo decorrente de tais transações não deve ser eliminado.O valor do investimento. efeitos opostos nas contas de resultado das coligadas e controladas. simultânea e integralmente. quando o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial da investidora ou de outras coligadas e controladas. consideram-se não realizados os lucros decorrentes de negócios com a investidora ou com outras coligadas e controladas. coligadas e controladas não devem ser eliminados no cálculo da equivalência patrimonial. Para os efeitos de avaliação de investimentos pelo MEP. coligadas e controladas não devem ser eliminados no cálculo da equivalência patrimonial. Já os lucros e os prejuízos. simultânea e integralmente. ou b) . Art. os lucros não realizados.Os lucros e os prejuízos. Esses lucros devem ser eliminados líquidos dos efeitos fiscais. assim como as receitas e as despesas decorrentes de negócios que tenham gerado. § 3º . pois já possuem os seus efeitos compensados entre as sociedades investidas. Os prejuízos decorrentes de transações com a investidora.Os prejuízos decorrentes de transações com a investidora. assim como as receitas e as despesas decorrentes de negócios que tenham gerado.Para os efeitos do inciso II deste artigo. serão considerados lucros não realizados aqueles decorrentes de negócios com a investidora ou com outras coligadas e controladas.Subtraindo-se.Aplicando-se a percentagem de participação no capital social sobre o valor do patrimônio líquido da coligada e da controlada. § 1º . será obtido mediante o seguinte cálculo: I . não serão excluídos para fins de cálculo do valor do investimento. entendidos como não realizados os lucros decorrentes de negócios com a investidora ou com outras coligadas e controladas que estejam incluídos no resultado da sociedade investida. Por outro lado. coligada e equiparada. 9º . efeitos opostos nas contas de resultado das coligadas e controladas. não serão excluídos para fins de cálculo do valor do investimento. Salienta-se que devem ser eliminados os lucros não realizados. conforme definido no § 1º deste artigo. quando: a) . INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 29 . líquidos dos efeitos fiscais.o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial de outras coligadas e controladas.o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial da investidora.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 7.

referindo-se a investimentos no exterior. no caso de demonstrações contábeis levantadas em datas diversas.7. independentemente das respectivas datas de encerramento. o fato deve ser evidenciado em nota explicativa. desde que possibilite a apresentação de informações de melhor qualidade. admite-se a utilização de demonstrações contábeis da coligada e controlada em um período máximo de defasagem de até 60 (sessenta) dias antes da data das demonstrações contábeis da investidora.Para os efeitos do disposto no artigo 9º. II . o período de abrangência das demonstrações contábeis da investida deve ser idêntico ao da investidora. nos casos em que este fato representar melhoria na qualidade da informação produzida.Reconhecer os efeitos decorrentes de eventos relevantes ocorridos no período intermediário. o patrimônio líquido da coligada e controlada deverá ser determinado com base nas demonstrações contábeis levantadas na mesma data das demonstrações contábeis da investidora. § 3º . sendo que a sociedade investida há de elaborar seus demonstrativos antes da sociedade investidora. 7. 10 . entretanto. Admite-se.Reconhecer os efeitos decorrentes de classes de ações com direito preferencial de dividendo fixo.Na impossibilidade de cumprimento ao disposto no caput deste artigo. a investidora deverá: I .Eliminar os efeitos decorrentes da diversidade de critérios contábeis. no entanto.Excluir o montante correspondente às participações recíprocas. 11 . § 2º . como no caso de adotar o prazo de até 60 dias de diferença.Admite-se a utilização de períodos não idênticos. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 30 .O período de abrangência das demonstrações contábeis da coligada e controlada deverá ser idêntico ao da investidora.1 – MOMENTO DO LEVANTAMENTO DAS DEMONSTRAÇÕES O art. 10 da Instrução CVM nº 247/96 nos revela que. sendo a mudança evidenciada em nota explicativa. Quando os períodos de elaboração das demonstrações não forem idênticos. Enfatiza-se. III . a utilização de períodos não idênticos. dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros. para fins de equivalência patrimonial.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Art. em especial. que a defasagem entre a elaboração das demonstrações da sociedade investida e a apuração ou elaboração das demonstrações da sociedade investidora não pode ser superior a 60 (sessenta) dias. § 1º .Para a determinação do valor da equivalência patrimonial. Art. e IV .

a Cia PARÁ detinha 60% do capital da Cia.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01) (AFTN-96-Esaf) Quando a Participação Societária for relevante. PARÁ e SERGIPE eram os seguintes : CIA. SERGIPE Contas Saldos Saldos Ajustados Ajustados Ativo Circulante 12. os dividendos pagos pelas investidas são tratados como: a) Receitas não operacionais b) Resultados de exercícios futuros c) Receitas operacionais do período d) Redução do valor dos investimentos e) Resultado positivo de equivalência Em 31.000 Outras informações: Ipara apuração dos resultados de 1994.000 Passivo Circulante 25.000 Reservas 10. o efeito gerado por prejuízos apurados na investida deve ser registrado pela empresa controladora da seguinte forma: a) Lucros / Prejuízos Acumulados a Participações Societárias b) Participações Societárias a Lucros / Prejuízos Acumulados c) Lucros / Prejuízos Acumulados a Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas d) Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas a Lucros / Prejuízos Acumulados e) Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas a Participações Societárias 02) (AFTN-96-Esaf) Nas participações Societárias relevantes.até o exercício contábil de 1993 os investimentos não eram avaliados pela equivalência patrimonial Com base nas informações anteriores.000 15. III . INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 31 .000 Receitas Operacionais 80.000 42. II .000 5.000 50.000 49. das empresas.000 45.000 Passivo Exigível a Longo Prazo 15. PARÁ CIA.000 (14.000 Ativo Realizável a Longo Prazo 18.000) Despesas Operacionais 60.000 Patrimônio Líquido: Capital 80.000 1.000 --Ativo Permanente Investimentos 30. SERGIPE e constituía-se na única participação societária da empresa .12.000 --Imobilizado Líquido 110.1994 os balancetes finais das Cias.000 Lucros/Prejuízos Acumulados 20. identifique a resposta correta para as questões de números 03 a 05.000 5.a inflação no período foi ZERO IV . falta apenas a avaliação dos Investimentos Permanentes.

Continental é uma empresa de capital aberto com investimentos em 4 outras empresas.000 e) $ 1.000 b) $ 20.200 06) (AFTN-98-Esaf) Na determinação da equivalência patrimonial. Na Cia.200 d) $. C R$ 150.600 b) Provisão para Perdas com Investimentos Permanentes 9.Ajustes de Exercícios Anteriores 7. os lucros não realizados.000 .24.400 c) $.Ganhos c/ Investimentos 7.12. a) incluídos no PL da investida b) incluídos no PL da investida e investidora c) excluídos após a aplicação do percentual de participação no capital social sobre o PL da investida d) incluídos no Ativo da investida e) excluídos do Passivo da investidora 07) (AFTN-98-Esaf) A Cia.000 .800 a Investimentos 9. o Resultado do Exercício de 19x4 da Cia.800 Outras Despesas Operacionais .800 c) Lucros / Prejuízos Acumulados .000 .representa 25% do capital da empresa "C".representa 40% do capital da empresa "D".Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 1.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 03) (AFTN-96-Esaf) Aplicando o método da equivalência patrimonial.600 a receitas não Operacionais . Na Cia.19x7.Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 7. referentes a negócios entre coligada ou controlada com a investidora.800 Despesas não-operacionais . A R$ 50.representa 15% do capital da empresa "B".200 b) $.800 04) (AFTN-96-Esaf) O resultado apurado na aplicação da equivalência patrimonial deveria ser lançado pela Cia.800 a Ganhos e Perdas c/ Investimentos 9.600 e) Investimentos 1. PARÁ é: a) $.800 Despesas não-operacionais .18.Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 7.800 Outras Despesas Operacionais .Ajustes de Exercícios Anteriores 1. o valor correto dos Investimentos Permanentes na Cia PARÁ seria: a) $ 30.400 c) $ 9. D R$ 500.000 . INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 32 .12.800 a Investimentos 9.10.800 a Investimentos 9. o seguinte: Na Cia. em 31. deverão ser (com adaptações). PARÁ como: a) Lucros/ Prejuízos Acumulados .600 d) Ganhos / Perdas com Alienação de Investimentos 7. B R$ 100.800 a Investimentos 1. Na Cia. sendo o valor contábil de seus investimentos.600 d) $ 22.Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 1.600 05) (AFTN-96-Esaf) Considerando o valor apurado na equivalência patrimonial.200 e) $.22.representa 8% do capital da empresa "A".

D e) A.000. B. B. desdobradamente. a ser avaliada pelo método da equivalência patrimonial. a investidora. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 33 .000. D 08) (AFTN-98-Esaf) Na aquisição de Participação Societária relevante.00 c) Investimentos Permanentes / Ações da Empresa Dona S/A a Receita da Equivalência Patrimonial Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 90.000. a empresa Sócia S/A. resolveu contabilizar a distribuição de dividendos calculados em 40% deste lucro. para registrar o dividendo a ela distribuído: a) Equivalência Patrimonial a Investimentos Permanentes a Ações da Empresa Dona S/A Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 90. D c) A.000. promoveu o seguinte lançamento no Diário da empresa Sócia S/A. deverá efetuar o seguinte lançamento contábil: a) Débito de Ativo Permanente e crédito de Lucros e Perdas b) Crédito de Ativo Permanente e débito de Lucros e Perdas c) Débito de Ativo Permanente e crédito de Patrimônio Líquido d) Débito de Ativo Permanente e crédito de Exigível a Longo Prazo e) Débito de Ativo Permanente e crédito de Resultado de Exercícios Futuros 11) (TCU-2000-Esaf) A empresa Cia. C. o custo de aquisição deve ser registrado.000. As Participações Societárias que deverão ser avaliadas pelo método da equivalência patrimonial são as das Cias: a) C.00 b) Dividendos a Receber a Receitas de Dividendos Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 36. em valor a) pago dentro do exercício e a pagar no exercício seguinte b) conta de Ativo e de Patrimônio Líquido c) de Participação Societária e de ágio ou deságio na aquisição d) de mercado do investimento e de realização futura e) de lucros esperados e perdas não-recuperáveis 09) (ESAF/98-Esaf) A empresa Dona S/A possui capital social formado por 2 milhões de ações.00 d) Dividendos a Receber a Receitas de Dividendos Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 90.000.00. possuímos 30% desse capital e avaliamos o nosso investimento pelo método da Equivalência Patrimonial. Aços Especiais investiu R$ 200.00 e) Dividendos a Receber a Investimentos Permanentes a Ações da Empresa Dona S/A Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 36. Nós. constituindo uma participação acionária de 30%. Armamentos Gerais e contabilizou o investimento em “Ações de Coligadas”.00 em ações da empresa S.A. que avalia esse investimento pelo método da equivalência patrimonial. tendo apurado lucro líquido de R$ 300.000. C.000.000. D b) B. C. O nosso Contador.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O Patrimônio Líquido da Cia. Continental na mesma data é R$ 5. ao ser comunicado deste fato. No fim do exercício social a empresa Dona S/A. C d) A.00 10) (AFTN-98-Esaf) Quando uma sociedade coligada ou controlada proceder à reavaliação.

coligadas e controladas b) os resultados obtidos em transações realizadas com controladas indiretas e coligadas equiparadas c) todos os resultados apurados em venda de imobilizados e transferência de realizáveis ocorrida entre controladas..000.500.00 e) Ações de Coligadas a Receitas de Dividendos R$ 6.A.. coligadas e controladas 13) (AFRF-2001-Esaf) De acordo com a Instrução 247/96 da CVM. controlá-la.00 d) Dividendos a Receber a Receitas de Dividendos R$ 5.00... INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 34 .. controlá-la.00 c) Dividendos a Receber a Ações de Coligadas R$ 1. b) O Ativo Permanente das empresas Controladas. controlá-la. Aços Especiais..00 12) (AFRF-2001-Esaf) De acordo com a Instrução CVM 247/96. Cia. independentemente da participação total do capital da investida e) com 10% ou mais do capital votante sem.. independentemente da participação total no Exigível da investida d) com 10% ou mais do capital votante exercendo o controle econômico e administrativo. deverá promover o seguinte lançamento: a) Dividendos a Receber a Receitas de Dividendos R$ 1.. para determinação do cálculo do valor do Investimento e o respectivo cálculo da equivalência patrimonial não são excluídos a) os prejuízos decorrentes de transações com a investidora..000.500. na investidora. Armamentos Gerais contabilizou um lucro líquido anual de R$ 20. independentemente da participação total do capital da investida c) com 10% ou mais do capital total da investida sem. Ao receber a comunicação sobre os dividendos propostos e contabilizados na forma acima. entretanto.500.00 e destinou 25% desse lucro para dividendos na forma do lançamento abaixo: Lucros (ou Prejuízos) Acumulados a Dividendos a Pagar Valor que ora se distribui aos acionistas ..R$ 5. c) Os ativos não circulantes das companhias Investidas. coligadas e a investidora d) os lucros apurados em operações de venda de Imobilizados das empresas coligadas efetivas para a investidora e) quaisquer resultados obtidos em transações efetuadas entre investidora. as alterações ocorridas nas empresas investidas quando estas afetarem: a) O Ativo Circulante das Controladas e Coligadas.. ocorrer dependência financeira b) com 5% do capital votante sem. entretanto. são consideradas participações societárias equiparadas às coligadas quando uma sociedade participa da outra a) com 5% ou mais do capital votante e mais de 20% do Exigível a Longo Prazo sem. independentemente da participação total do capital da investida 14) (AFRF-2001-Esaf) O método da Equivalência Patrimonial reconhece.000.00 b) Ações de Coligadas a Receitas de Dividendos R$ 1.000. o Contador da empresa investidora.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia No fim do exercício de 1999 a S. entretanto. entretanto.

b) No conjunto das sociedades coligadas e controladas. se o valor contábil é igual ou superior a 10% do valor do patrimônio líquido da companhia investidora. a contabilidade da investida forneceu os valores a seguir para os itens: Itens identificados na Contabilidade da Investida: Patrimônio Líquido Ajustado R$ 2.00 Margem de Lucro das Vendas 20% intercompanhias 17) (AFRF-2002-Esaf) Se ao final do exercício de 2000 restassem. Dados para a resolução das questões de número 17 e 18. de acordo com a Instrução CVM 247/96. 15) (AFRF-2001-Esaf) De acordo com a Lei das S/A. Xavante. c) Em cada sociedade coligada ou controlada. e) Débito de “Ativo Permanente . CARIRI. XAVANTE. e) Em cada sociedade coligada ou controlada.000. e) O Passivo Exigível de Longo Prazo das Investidas. se o valor de mercado é igual ou superior a 25% do valor do patrimônio líquido da companhia investidora. R$ 500. se o valor contábil é igual a 5% do valor do patrimônio líquido da companhia investidora.150. 16) (AFRF-2001-Esaf) Em um investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial.00 dos estoques adquiridos da Cia.00. se o valor de realização é igual ou superior a 15% do valor do patrimônio líquido da companhia investidora.Investimentos”. evidencia em seu Balanço Patrimonial o valor de 900.500. o valor a ser registrado pela investidora como resultado de equivalência patrimonial seria uma: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 35 . d) Débito de “Ativo Permanente – Imobilizado” e crédito do “Patrimônio Líquido” subgrupo “Reserva de Reavaliação de Coligadas e Controladas”. c) Débito de “Resultado do Exercício” subgrupo “Resultado da Equivalência Patrimonial” e crédito de “Ativo Permanente” subgrupo “Investimentos Avaliados pela Equivalência Patrimonial”. no 6. subgrupo “Resultado Apurado na Equivalência Patrimonial”.000 reais para este investimento societário.Investimentos” subgrupo “Investimentos Avaliados pela Equivalência Patrimonial” e crédito no “Patrimônio Líquido” subgrupo “Reserva de Reavaliação de Coligadas e Controladas”. Art.000. a constituição da Reserva de Reavaliação de Ativo Imobilizado na investida origina o seguinte lançamento na investidora: a) Débito de “Ativo Permanente . A Cia. 247. d) No conjunto das sociedades coligadas e controladas.404/76. detentora de 60% do capital ordinário da Cia. b) Débito do “Patrimônio Líquido” subgrupo “Reserva de Reavaliação de Coligadas e Controladas” e crédito do “Ativo Permanente” subgrupo “Reserva de Reavaliação de Coligadas e Controladas”.000. se o valor corrente é igual ou superior a 20% do valor do patrimônio líquido da companhia investidora. considera-se relevante o investimento: a) Em cada sociedade coligada ou controlada. subgrupo “Reserva de Reavaliação de Coligadas e Controladas” e crédito de “Resultado do Exercício”. na Cia. Por ocasião do encerramento do exercício de 2000. Cariri e o valor contábil da participação societária registrada na mesma data fosse R$ 900.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia d) O Patrimônio Líquido das empresas Investidas.000.00 Vendas de Estoques para a Investidora R$ 2. ao final do exercício contábil de 1999.

00 19) (AFRF-2002-Esaf) A empresa Juruá S/A.quantidade de ações) Investidores Empresas Total de Cia. b) as alterações ocorridas no Patrimônio Líquido da investida são simultaneamente reconhecidas na investidora.000. a) os dividendos.390. Rio Negro. d) na distribuição dos lucros da investida. 10. (Quadro de composição Acionária .. c) o valor inscrito em investimento permanente em cada uma das empresas coligadas for igual ou inferior a 5% do Patrimônio Líquido da investidora.000. os dividendos provisionados representam ingressos de Disponibilidades.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia a) despesa de R$ 390. e) na avaliação dessa participação societária.000 21) (AFRF-2002-2-Esaf) Em dezembro de 2000 a Cia.000.000.000. d) o custo de aquisição do investimento nas coligadas for igual ou inferior a 5% do patrimônio líquido da investidora e igual a 8% do Patrimônio Líquido da investida..000 50.. Itacolomi 120.00 c) R$ 1.000 Cia. controladora do Grupo Solimões. Itamaracá distribui dividendos a seus INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 36 . Itamaracá 40. Cia.000 30.00 d) R$ 1.000 Cia.000 200.000 300. b) o valor contábil dos investimentos em controladas e coligadas considerados em seu conjunto for igual ou superior a 15% do Patrimônio Líquido da investidora. em um determinado período.190.309. No mesmo período. e) o valor pago na aquisição do investimento em coligadas for igual ou inferior a 5% do patrimônio líquido da investidora e igual a 8% do Patrimônio Líquido da investida.00 e) receita de R$ 290.230.000 15. Utilizando as informações contidas no quadro de composição acionária das companhias. responder às questões de nº 21 e 22.000 Cia. identifique o procedimento contábil correto a ser aplicado nessas circunstâncias. Com base nas informações anteriores.000 90.. aplica-se a equivalência patrimonial..290. essa empresa possui 5% do capital preferencial da Cia. Itaipu 195. evidencia.00 e) R$ 1. c) a empresa investida é reconhecida como equiparada à empresa Coligada no processo de Consolidação..000.000. os valores de 140 milhões como Participações Societárias e 250 milhões como total de Patrimônio Líquido. Outro(s) Investidas Ações Itararé Itacolomi Acionista(s) Cia..000. quando pagos pela investida. considerado em seu conjunto.000.000 .00 18) (AFRF-2002-Esaf) Se o estoque adquirido pela investidora tivesse sido repassado integralmente a terceiros. 20) (AFRF-2002-2-Esaf) Um investimento é considerado relevante quando: a) o valor inscrito na conta de participação societária de cada coligada e controlada. devem ser registrados como receita.00 b) R$ 1.00 c) receita de R$ 330.000. 30.00 d) despesa de R$ 290.00 b) despesa de R$ 330. não exceder a 5% do Patrimônio Líquido da investidora.000 150. que é de 90. Itajubá 80.000 .000 90. o valor ao final dessa participação seria: a) R$ 1..000.

Itararé. em conta de Receitas Financeiras. este fato gera: a) um ganho de capital a ser reconhecido e tributado.000 d) R$ 530.000 c) R$ 534.20x1 a empresa deverá ter registrado como resultado do exercício. b) em 31. companhia atuante no mercado imobiliário. c) apenas a evidenciação em notas explicativas do fato não sendo necessário nenhum registro contábil na empresa investidora.20x1 dessa empresa deverá ser afetado por receitas financeiras correspondentes a 19. Boa Vista.12.000 24) (AFRF-2003) Se a empresa utilizar o critério linear para apropriação dos rendimentos gerados por esta operação. e) a Demonstração do Resultado do Exercício encerrado em 31. III.000. c) os rendimentos contratados somente serão apropriados ao resultado da empresa na ocasião do vencimento da aplicação. Com as instruções fornecidas a seguir. abrange o intervalo de tempo entre 01.000. d) débito na conta de Participações Societárias da Cia. 22) (AFRF-2002-2-Esaf) Em junho de 2001 a Cia. A Cia. b) a necessidade de um registro contábil de redução do investimento societário na Cia. Itararé.12.12 de cada ano.000. estabelecido em seu estatuto.20x1 o valor de mercado dos títulos que lastreiam essa aplicação temporária era de R$ 532. c) débito em conta do Ativo Circulante Disponibilidades da Cia. Itacolomi.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia acionistas.000 e as despesas de negociação e corretagem R$ 2. e) a formação de uma Reserva de Capital no valor correspondente ao valor da reavaliação efetuada.20x1 faz uma aplicação financeira em Títulos e Valores Mobiliários de R$ 500. 25) (AFRF-2003) Em 31. d) o reconhecimento proporcional à Participação Societária de uma Reserva de Reavaliação na investidora. Itamaracá. em 20. responder às questões de nºs 23 a 25.000 e) R$ 500. resgatável em 180 dias pelo valor de R$ 590. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 37 . com Imposto de Renda Retido na Fonte de 10%. e) reconhecimento de receita de dividendos na sua investidora.01 a 31. b) crédito em conta do Ativo Permanente Investimentos da Cia.10. 23) (AFRF-2003) O valor a ser incorporado como custo de aquisição da operação é a) R$ 590. O imposto retido é compensável com o Imposto de Renda devido sobre o lucro apurado no período fiscal. registrando o valor apurado em conta do ativo. Em casos como este o procedimento contábil a ser efetivado seria: a) computar o rendimento efetivo de R$ 27. no resultado da empresa investida. Itamaracá. II. I. O período contábil da empresa. esse procedimento gera um lançamento de: a) crédito na conta Lucros/Prejuízos Acumulados da Cia. d) a empresa deverá registrar como Resultado de Exercícios Futuros o valor total dos rendimentos contratados na ocasião da contratação e efetivação da operação. 2/5 dos rendimentos contratados. Itacolomi efetua a reavaliação de seus Ativos Imobilizados.000 b) R$ 536. já deduzido do Imposto de Renda retido na fonte.000.12. é correto afirmar que: a) o valor proporcional ao Imposto de Renda Retido na Fonte deve ser computado em conta corretiva do ativo.01% dos rendimentos.

26) (AFRF-2003) Com base nas informações acima.000 ações ordinárias e preferenciais com valor unitário de R$10. a Cia.000 correspondente ao valor de mercado dos títulos a crédito de conta de receita financeira.000 ações distribuídas.00 cada uma. c) evidenciar em notas explicativas o ganho efetivo de R$ 30. b) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de estoques de matérias-primas no balanço patrimonial da investidora. decide fazer uma proposta de aquisição para o controle acionário da Cia.000. d) efetuar o provisionamento de R$ 6. indique o valor mínimo que a Cia.000. no início de 1997 participa como acionista na constituição da Cia. a) R$ 4. Transportadora Carga Pesada que. forma de avaliação aplicada a este tipo de ativo. a) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia investidora que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos imobilizados no balanço patrimonial da controlada.010 c) R$ 3.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) debitar em conta de ativo o ajuste de R$ 32.000 resultantes da comparação entre o valor pago na data do balanço e o valor contábil da aplicação. b) 40% das ações totais da investida.000 d) R$ 2. de acordo com os limites legais.7% do capital votante da investida.200. cujo capital social é totalmente integralizado e formado por 1. Boreal. e) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos imobilizados no balanço patrimonial de outra controlada.010 e) R$ 1. No início de 2003 a diretoria da Cia. c) 33.000 em função do custo de oportunidade da empresa em relação a essa aplicação.000 para atender o ajuste ao valor de mercado. c) O lucro não realizado incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de bens não de uso no balanço patrimonial de outra empresa coligada. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 38 . 28) (AFRF-2003) Indique a opção que não corresponde a procedimentos exigidos pela Instrução CVM 247/96 para a determinação da base de cálculo da equivalência patrimonial.500. passa por problemas de gestão. Boreal.00/ação. Boreal deveria pagar para tornar-se a controladora da empresa transportadora.000 b) R$ 3. empresa agrícola atuante nesse mercado há 22 anos. d) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos imobilizados no balanço patrimonial da investidora. Boreal deve possuir pelo menos: a) 50% do capital total da investida.000 27) (AFRF-2003) Para possuir a preponderância nas deliberações sociais de modo permanente e com segurança na Cia. d) 25% das ações ordinárias da investida. no momento. Beneficiadora de Cereais. e) registrar o ganho de R$ 4. apesar de ter sido constituída em janeiro de 2002. Beneficiadora de Cereais.3% do patrimônio líquido da investida. Com capital social representado por 900. seus acionistas estão dispostos a negociar a venda do controle acionário pelo valor nominal das ações desde que essa operação seja realizada a vista.250. dentro dos limites máximos de classes de ações permitidos pela legislação da época. A Cia. obedecendo a seu planejamento estratégico para expansão. Para responder às questões de nºs 26 e 27 considere a situação descrita a seguir. em ações ordinárias e preferenciais com valores nominais de R$10.500. e) 16.

quando se referir a investimento no exterior. e) a diminuições do patrimônio líquido de coligadas provocadas por reavaliações de ativos. ao final do período. indicar aquela que faz parte dos procedimentos efetuados pela investidora para a determinação do valor da equivalência patrimonial. c) a eventos resultantes de aumentos do percentual de participação no capital social da empresa controlada.B 05 – E 10 – C 15 – C 20 – B 25 . 30) (AFRF-2003) A diferença verificada. d) Verificar os efeitos decorrentes de eventos não relevantes ocorridos no caso das demonstrações contábeis de mesma data e efeitos postecipados.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 04 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 29) (AFRF-2003) Entre as afirmativas a seguir.E 03 – B 08 – C 13 – E 18 – C 23 .B 29 . d) a variação cambial de investimento em coligada ou controlada e controlada no exterior. excetuando. GABARITOS 01 – E 06 – C 11 – C 16 – E 21 – B 26 .D INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 39 . b) Reconhecer os efeitos decorrentes de classe de ações com direito preferencial de dividendo fixo. e) Admitir a exclusão do montante correspondente às participações recíprocas quando estas apresentarem caráter eventual e irrelevância. dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros. c) Eliminar os efeitos decorrentes da diversidade de critérios contábeis. dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros.D 02 – D 07 – A 12 – A 17 – E 22 – D 27 .A 04 – A 09 – E 14 – D 19 – A 24 . é registrado como item do resultado operacional quando corresponder: a) a eventos que provoquem diminuição do percentual de participação no capital da investida se esta for uma coligada.E 28 . entre o valor da participação societária relevante de companhia aberta e o resultante da aplicação do percentual de sua participação no patrimônio líquido da empresa investida. b) a aumento no patrimônio líquido da empresa coligada decorrente da reavaliação de seus ativos. a) Reconhecer os efeitos decorrentes de classe de ações com direito preferencial ou não de dividendo fixo.D 30 .

00 R$ 38. Ao final da aula transcrevemos a íntegra da Instrução CVM 248/96. isto é. Salienta-se que não estamos tratando do mesmo ágio que constitui reserva de capital na sociedade emissora de ações.000. que não integram o valor do investimento.00 Cia Tambaqui 100. No lançamento do investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial.000. na avaliação de investimentos pelo método da equivalência patrimonial. O deságio representa situação inversa.00 10.A. mas é sempre interessante a sua leitura para que não haja surpresa! AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS – PARTE III 7.000. quando o valor das ações adquiridas for menor que o seu valor patrimonial. Não acreditamos que a consolidação seja cobrada. no valor do ágio ou deságio.000 ações R$ 100.000.000.8 – TRATAMENTO CONTÁBIL E LEGAL DO ÁGIO E DESÁGIO Ágio.00 R$ 55.000.00 R$ 5.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Aula 05 Agora é para concluir o assunto! Para isto. adquiriu as seguintes participações societárias: Capital Patrimônio Líquido Aquisição Percentual Valor Patrimonial Custo de Aquisição Ágio (Deságio) Cia Tucunaré 20.000 ações 50% R$ 50.000.00) INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 1 . o custo de aquisição deverá ser seccionado em investimento. ele é incorporado ao valor do investimento e lançado em conta única de custo de aquisição!!! Exemplo: Suponha que a CIA Tubarão S. avaliado pelo Patrimônio Líquido da investida e.00 20. Portanto.000 ações 20% R$ 40. propriamente dito. não poderia ser diferente.000 ações R$ 200. Enfatizamos que na avaliação de investimentos pelo Método do Custo de Aquisição o ágio pago na aquisição do investimento compõe o valor do investimento. pois aquele ágio é em decorrência da diferença do valor realizado com a colocação de ações e o valor nominal dessas ações. representa a diferença a maior entre o valor que a investidora pagou pelo investimento e o valor patrimonial das ações da investida. se for o caso.000. que trata da Avaliação de Investimentos e da Consolidação das demonstrações financeiras. Temos ainda os aspectos mais complicados sobre a avaliação de investimentos (tratamento do ágio e deságio e investimentos no exterior). ocorre o pagamento do ágio quando ações são adquiridas por valor superior ao valor patrimonial.00 (R$ 2. isto é. Valor patrimonial das ações equivale ao valor do patrimônio líquido da investina dividido pelo número de ações do capital social.

se imaginava que o ágio ou o deságio só poderiam ocorrer em transações diretas entre empresas. deve apresentar-se como segue: ATIVO . quer no aumento do capital social.00 AÇÕES DA CIA TAMBAQUI 40.Expectativa de resultado futuro.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Os lançamentos contábeis no Livro Razão da Cia Tubarão S.000. que o ágio ou o deságio não podem ser constituídos.00 Dessa forma.000. inicialmente.A. pela vontade do investidor ou do vendedor da participação societária. inclusive da CVM..00 ÁGIO 5.000. Hoje. não podendo ser compensado com o ágio pago em outro investimento.1 – RAZÕES DO ÁGIO E DO DESÁGIO Destaca-se.PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS PERMANENTES Avaliados pelo método da equivalência patrimonial Ações da Cia Tucunaré R$ 50.000. já existe o entendimento. entretanto. PERMANENTE INVESTIMENTOS . 7.A. deverá ser contabilizado com indicação do fundamento econômico que o determinou.8.000..000.00 CAIXA/BANCOS 55. e INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 2 .00 DESÁGIO 2. no Balanço Patrimonial da Cia Tubarão S.000.000.000. O seu cômputo. o registro de participações permanentes em outras sociedades.00 38. na ocasião da aquisição ou subscrição do investimento..00 Ações da Cia Tambaqui R$ 40. exclusivamente.00) Salientamos que o deságio é conta retificadora do ativo e deve estar registrado logo abaixo do investimento a que estiver retificando. Um fato a ser ressaltado é que. quer na constituição de empresa nova.00 Ágio nas ações da Cia Tucunaré R$ 5. até pouco tempo atrás. de que o ágio ou o deságio podem também surgir em decorrência de uma subscrição de capital. os seguintes fatos: 1 – Diferença entre o valor de mercado (valor econômico) de parte ou de todos os bens do ativo da coligada e controlada e o respectivo valor contábil.00 (-) Deságio nas ações da Cia Tambaqui ( R$ 2. avaliados pelo método da equivalência patrimonial. 2 . seriam os seguintes: AÇÕES DA CIA TUCUNARÉ 50. Constituem fundamentos econômicos para computar o ágio ou o deságio.000.

Ressalte-se ainda que. hão de ser efetuados controles criteriosos na administração do ágio e do deságio. De regra se considera que a realização ocorra no INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3 . amortização ou exaustão ou por baixa em decorrência de alienação ou por perecimento dos bens ou do próprio investimento. A realização dos bens na sociedade investida. historicamente. terá seu valor amortizado levando em conta o lapso temporal em que tais rendas ou prejuízos seriam realizados ou incorridos. fazendo constar em nota explicativa as razões de sua existência. c) Decorrente da aquisição do direito de exploração. pois a realização dos bens é individualizada e o ágio ou deságio somente poderão ser amortizados com a ocorrência do fundamento econômico que lhe deu causa. ensejam a figura do ágio. o valor do Patrimônio Líquido da sociedade investida não contempla o valor de mercado dos bens. Assim. pois estes podem estar registrados com valores contábeis menores ou maiores do que o de mercado. Assim. o ágio ou deságio por diferença de valor de mercado dos bens só será amortizado quando da realização dos bens na investida. 7. com indicação obrigatória de sua origem (fundamento econômico). bem como em qualquer outra sociedade. ocorre por depreciação. o valor do ágio ou do deságio há de ser contabilizado separadamente do valor do investimento. Assim. Desta forma. concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público.2 – AMORTIZAÇÃO DO ÁGIO E DO DESÁGIO Por expressa disposição da CVM. gerando. chega-se as seguintes conclusões a respeito das mesmas: a) Por diferença de valor de mercado dos bens: Nessa hipótese.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 3 . Analisando as razões que podem suscitar a ocorrência de ágio ou deságio na aquisição de investimentos em participação societária. Em ocorrendo o contrário. de acordo com normas da CVM. a operação é realizada com deságio. que no entanto não está representado no seu Patrimônio Líquido. é extremamente relevante que as razões do ágio ou deságio estejam expressas nos registros da investidora. altos índices de rentabilidade ou que tenham a expectativa de significativos rendimentos futuros. avaliado pelo Método da Equivalência Patrimonial. concessão ou permissão delegada pelo Poder Público: Nesta hipótese fica afastada a figura do deságio. A hipótese se constitui pelo fato de a sociedade investida possuir contrato em vigência com o poder público. não há um prazo máximo para que se considere o ágio/deságio realizado quando decorrente de valor econômico de ativo. A amortização do ágio está atrelada à causa que lhe deu origem. pois a amortização ou realização futura se dará com fundamento em tais razões.8. respectivamente o ágio ou o deságio por ocasião da aquisição da participação societária. Contratos dessa natureza garantem a saúde financeira das empresas e conseqüentemente suas ações ficam valorizadas. Já o ágio ou deságio constituídos em função de rentabilidade futura. b) Por valor de rentabilidade futura: Os investimentos realizados em sociedades que apresentam.Ágio decorrente da aquisição do direito de exploração. o ágio sem fundamentação econômica deve ser reconhecido imediatamente como perda no resultado do exercício.

00. deve ser amortizado no prazo estimado ou contratado de utilização. as razões de sua existência. a Cia Flores pagou ágio no valor de R$ 1. salienta-se que o ágio deve ser reconhecido como perda no próprio exercício em que ocorre.000. pelo valor de mercado por R$ 300.00. isto é. o ágio deve ser amortizado pelo seguinte lançamento contábil: Amortização de ágio a Ágio nas ações da Cia Cascavel R$ 30.500. por ocasião da operação de participação societária.00. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 4 . EXEMPLO 2: Supondo que a Cia Flores investiu na Cia Rosas com aquisição de 10% do Capital votante desta.00 na aquisição do investimento (10% de R$ 12. no caso despesa operacional. EXEMPLO 1: A Cia Sucuri efetuou investimento em participação societária na Cia Cascavel.000. Desta forma.00).00 Algum tempo após a aquisição do investimento pela Cia Sucuri. ou pela baixa por alienação ou perecimento do investimento.00 Salienta-se que a conta “Amortização de Ágio” representa uma despesa. para fins de alienação. O pertinente registro contábil pela aquisição de investimento em participação societária na Cia Sucuri é o seguinte: ATIVO PERMANENTE PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS PERMANENTES Ações da Cia Cascavel R$ 690. A participação societária da Cia Sucuri é de 30% do Patrimônio Líquido da Cia Cascavel.300. o que representa o valor de R$ 2. A Cia Cascavel possuía em seu ativo imobilizado um terreno com valor contábil de R$ 200.000. a Cia Rosas possuía em seu imobilizado uma máquina. concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público.000. Este investimento se caracteriza relevante à Cia Flores e lhe assegura o exercício de influência na administração da Cia Rosas.000.00 e que foi avaliado. que é de 10 anos. a Cia Cascavel realizou o bem (no caso de terreno a realização ocorre no momento da alienação. cujo valor contábil era de R$ 68.00). em notas explicativas. cujo investimento é relevante para a investidora e a participação de 30% no Capital Social da investida lhe assegura influência administrativa. cujo Patrimônio Líquido é de R$ 2. Quanto à amortização do ágio ou deságio decorrente de qualquer outra causa.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia prazo máximo para amortização do ágio ou do deságio.00. o referido imóvel foi avaliado. corretamente.000.000. Por ocasião da transação. Com esse fato. A diferença entre o valor contábil e o valor de mercado gerou um custo adicional (ágio) no investimento da Cia Sucuri no valor de R$ 30.00.200. Já o deságio somente poderá ser amortizado quando da baixa por alienação ou perecimento do investimento. No laudo de avaliação ficou estabelecido que a vida útil remanescente da referida máquina era de 6 anos. conforme estabelecido na norma da CVM.000.000. Neste caso deve ser evidenciado.00 Ágio nas ações da Cia Cascavel R$ 30.000.00 (30% de R$ 100. entretanto. O ágio decorrente da aquisição do direito de exploração. visto que não é passível de depreciação). pelo valor de R$ 80. de vigência ou de perda de substância econômica. no primeiro balanço.000.000.

Esta participação assegura à investidora o direito de eleger um membro do conselho de administração da sociedade investida. para fins de alienação. Desta forma.500.000.000. um presídio de segurança máxima para albergar reclusos de alta periculosidade. II) ágio/deságio em função de expectativa de resultado futuro.00) 2 – PELA ALIENAÇÃO DO BEM NA INVESTIDA: Deságio nas ações da Cia Canjica a Amortização de deságio R$ 6.000.000. são: 1 – PELA AQUISIÇÃO DO INVESTIMENTO: PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA PERMANENTE Ações da Cia Canjica R$ 700.00 Ágio nas ações da Cia Rosas R$ 1. o terreno foi avaliado. pelo valor de R$ 50. o Estado construiu. Em face dessas circunstâncias.00 (-) Deságio nas ações da Cia Canjica ( R$ 6. adquirindo 12% do Patrimônio Líquido desta.000. quando. desaparece a conta do Ágio na sociedade investidora.000. e III) ágio decorrente da aquisição do direito de exploração.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Portanto.00 na aquisição de seu investimento.00.000. em virtude de depreciação (realização do ágio)..00. concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público. ainda.200. então.00 Percebe-se que a conta Amortização de Deságio é conta de receita. EXEMPLO 3: A Cia Sucupira adquiriu investimento relevante da Cia Canjica. os lançamentos pertinentes à aquisição e a amortização do deságio. que a existência de ágio por fundo de comércio. intangíveis etc. a Cia Sucupira obteve deságio de R$ 6.00 2 – PELA AMORTIZAÇÃO DO ÁGIO NO FINAL DE CADA EXERCÍCIO: Amortização de ágio a Ágio nas ações da Cia Rosas R$ 200.000. por ocasião da efetiva alienação do referido terreno. o ágio terá de ser amortizado à razão de R$ 200. Para reforçar o assunto. Entende-se. em terreno contíguo. classificada como outras receitas operacionais. salienta-se que a Instrução da CVM prevê apenas três tipos de ágio e deságio com fundamento econômico: I) ágio/deságio decorrente da diferença entre o valor de mercado dos bens e respectivo valor contábil. está diretamente relacionada à expectativa de rentabilidade futura. Desta forma. O valor patrimonial das ações adquiridas pela Cia Sucupira atinge o montante de R$ 700.00 Esse procedimento é efetuado até que todo ágio seja amortizado pela realização do bem por depreciação. conforme demonstrado nos lançamentos a seguir. Alguns anos após a aquisição deste terreno pela Cia CAnjica. 1 – PELA AQUISIÇÃO DO INVESTIMENTO: PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS PERMANENTES Ações da Cia Rosas R$ 2. na Cia Sucupira. mas antes da alienação societária.00 por ano. A Cia Canjica possui em seu ativo permanente um investimento em terreno registrado contabilmente por R$ 100. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5 .00.

§ 1º . enquanto que o deságio somente poderá ser amortizado quando da baixa por alienação ou perecimento do investimento. entre o custo de aquisição do investimento e a equivalência patrimonial. somados ao investimento em caso de ágio e subtraídos do investimento se se tratar de deságio. Art. É o que prevê o art.Para efeito de contabilização. da diferença de preço de um terreno. cujo sociedade investida possua contrato de direito de exploração.Equivalência patrimonial baseada em demonstrações contábeis elaboradas nos termos do art. 15 da Instrução CVM. em contas distintas. visto que se decorrer. o que é bastante plausível. extensão e proporção dos resultados projetados.o ágio decorrente da aquisição do direito de exploração. 13 . ou pela baixa por alienação ou perecimento do investimento. Art. deverá ser amortizado na proporção em que o ativo for sendo realizado na coligada e controlada. concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público no prazo estimado ou contratado de utilização. devendo os resultados projetados serem objeto de verificação anual. foi estabelecido. um prazo máximo de 10 (dez) anos para amortização do ágio/deságio decorrente de perspectiva de rentabilidade futura. por exemplo.O ágio ou deságio decorrente da diferença entre o valor de mercado de parte ou de todos os bens do ativo da coligada e controlada e o respectivo valor contábil. nos casos de ágio ou deságio sem fundamentação econômica justificada. representado pela diferença para mais ou para menos. referido no parágrafo anterior.Ágio ou deságio na aquisição ou na subscrição.O ágio ou deságio computado na ocasião da aquisição ou subscrição do investimento deverá ser contabilizado com indicação do fundamento econômico que o determinou. deverá ser amortizado da seguinte forma. (NR)* a) . e II . por depreciação. que não é passível de depreciação. o custo de aquisição de investimento em coligada e controlada deverá ser desdobrado e os valores resultantes desse desdobramento contabilizados em subcontas separadas: I . 14 . Por fim. a CVM determina que o ágio seja imediatamente reconhecido como perda no resultado do exercício. a fim de que sejam revisados os critérios utilizados para amortização ou registrada a baixa integral do ágio. § 2º . e b) . ainda.o ágio ou o deságio decorrente de expectativa de resultado futuro no prazo. Os saldos do ágio ou do deságio que ainda não estiverem amortizados na elaboração do balanço patrimonial devem ser apresentados no ativo permanente. Já o ágio decorrente da aquisição de investimento.O ágio ou o deságio decorrente da diferença entre o valor pago na aquisição do investimento e o valor de mercado dos ativos e passivos da coligada ou controlada. Já o ágio decorrente da diferença entre o valor de mercado dos bens e respectivo valor contábil não possui prazo determinado para realização ou amortização. exaustão ou baixa em decorrência de alienação ou perecimento desses bens ou do investimento. o valor poderá ser realizado após longo prazo.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Por outro lado. amortização. concessão ou permissão delegadas pelo poder público devem ser amortizados no prazo previsto no referido contrato. respectivamente. de vigência ou de perda de substância INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 6 . 10.

que se refere ao reconhecimento de resultado negativo avaliado pela equivalência patrimonial. das destinações dadas aos valores envolvendo a avaliação de investimentos pelo Método da Equivalência Patrimonial – MEP.O ágio não justificado pelos fundamentos econômicos.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia econômica. à equivalência patrimonial do investimento a que se referir. de forma definitiva. Art. em decorrência da apuração de lucro líquido ou prejuízo no período ou que corresponder a ganhos ou perdas efetivos em decorrência da existência de reservas de capital ou de ajustes de exercícios anteriores. causa redução no valor do investimento! Resultado negativo na equivalência Patrimonial (outras despesas operacionais) a Investimentos em controladas e coligadas Ressalte-se que. § 5º . a sua amortização somente poderá ser contabilizada em caso de baixa por alienação ou perecimento do investimento. como receita ou despesa operacional. ao final de cada período. no valor do investimento em cada controlada e coligada. deve ser reconhecido imediatamente como perda. A diferença verificada.DA DIFERENÇA RESULTANTE DA AVALIAÇÃO BASEADA NO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Neste tópico trataremos.(NR)* § 4º . avaliado pelo MEP. 7. o saldo não amortizado do ágio ou deságio deve ser apresentado no ativo permanente. se o investimento sob avaliação estiver localizado no exterior. 15 . deverá ser apropriada. esclarecendo-se em nota explicativa as razões da sua existência. adicionado ou reduzido. cujo lançamento será o seguinte: Investimentos a Resultado positivo na equivalência Patrimonial (outras receitas operacionais) Perceba que com o lançamento contábil acima estaremos aumentando o valor contábil do investimento na sociedade investidora. a diferença verificada no final de cada período decorrente da variação cambial deverá ser registrada em variação cambial de investimento em coligada e controlada no exterior. que também constitui receita ou despesa operacional.9 .O prazo máximo para amortização do ágio previsto na letra "a" do parágrafo anterior não poderá exceder a dez anos. quando corresponder a aumento ou diminuição do patrimônio líquido. pela baixa por alienação ou perecimento do § 3º . INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 7 . respectivamente. na sociedade investidora.Quando houver deságio não justificado pelos fundamentos econômicos previstos nos parágrafos 1º e 2º.Na elaboração do balanço patrimonial da investidora. no resultado do exercício. previstos nos parágrafos 1º e 2º. ou investimento. Já o lançamento a seguir.

terá de ser registrado na investidora como aumento do investimento em contrapartida de Reserva de Reavaliação. em conta específica de reavaliação de ativos em sociedades controladas e coligadas. decorrente de reavaliação de ativos. Investimentos a Receitas não operacionais (aumento no valor do investimento decorrente da variação no percentual de participação) ou Despesas não operacionais (pela diminuição do percentual de participação societária) a Investimentos A amortização do ágio terá como contrapartida uma conta de despesa operacional. ou seja. Na sociedade investida teremos o seguinte lançamento: D – Conta do Imobilizado tangível C – Conta do PL – Reserva de Reavaliação INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 8 . Deságio na aquisição de investimento a Amortização do deságio (pela implementação das razões que suscitaram o deságio) Perceba que houve o implemento da condição que suscitou o deságio. ao passo que a amortização do deságio terá como contrapartida uma receita operacional.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Investimentos a Variações cambiais ativas (Aumento de investimento no Exterior por variação cambial) ou Variações cambiais passivas a Investimentos (pela redução do investimento no exterior por variação cambial) O registro pertinente relativo a eventos que resultem na variação da porcentagem de participação no capital social da coligada e controlada devem possuir como contrapartida contas de receita ou despesa não operacional. a Amortização do deságio é considerado uma receita operacional. Amortização de ágio a ágio em investimento (pelo reconhecimento da realização das razões do ágio na sociedade investida) Vejam que com este procedimento houve uma postergação do reconhecimento da despesa relativa ao valor pago a maior na aquisição do investimento. O aumento do PL de controladas e coligadas.

pela companhia. em especial. para efeitos penais. deverão ser alienadas as ações ou quotas de aquisição mais recente ou. 244. o lançamento deverá estar devidamente segregado. 11 . que representem menor porcentagem do capital social. 11 da Instrução CVM nº 247/96. à compra ilegal das próprias ações. A primeira diz respeito a aquisição das próprias ações (§ 1º) e a outra.Excluir o montante correspondente às participações recíprocas. alínea b). § 5º A participação recíproca. É vedada a participação recíproca entre a companhia e suas coligadas ou controladas. com certeza você deve considerá-la incorreta. . fusão ou cisão. em questões de prova aparecendo a afirmação de que a participação recíproca é sempre vedada. inciso II. visto que existem duas exceções. referindo-se a investimentos no exterior.Eliminar os efeitos decorrentes da diversidade de critérios contábeis. não pode a investida ser investidora na sociedade da qual é coligada ou controlada. e será eliminada no prazo máximo de 1 (um) ano.Para a determinação do valor da equivalência patrimonial. isto é.As. no caso de coligadas.. § 6º A aquisição de ações ou quotas de que resulte participação recíproca com violação ao disposto neste artigo importa responsabilidade civil solidária dos administradores da sociedade. O texto legal retrata o assunto do seguinte modo: Art. veda a participação recíproca entre a companhia e suas coligadas ou controladas. se da mesma data.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Na sociedade investidora. fusão ou cisão. § 1º O disposto neste artigo não se aplica ao caso em que ao menos uma das sociedades participa de outra com observância das condições em que a lei autoriza a aquisição das próprias ações (artigo 30. quando ocorrer em virtude de incorporação. na proporção de sua participação no capital social daquela sociedade: D – Investimento C – Reserva de Reavaliação Reavaliação em controladas e coligadas 7. essa vedação é apenas relativa. equiparando-se. ou da aquisição.PARTICIPAÇÃO RECÍPROCA O art. deverá ser mencionada nos relatórios e demonstrações financeiras de ambas as sociedades. Já o art. deve estar em conta específica de Reserva de Reavaliação em controladas e coligadas. é o caso de incorporação.10 . 244 da lei das S. abrem exceções. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 9 . II .. salvo acordo em contrário. do controle de sociedade. Entretanto. Desta forma. pois os § 1º e 5º. reconhece a existência de participações recíprocas: Art. Portanto. § 1º. a investidora deverá: I .

20 . salientando-se que a Lei das S. taxa de desconto e prazos utilizados na projeção de resultado que justifica a existência de ágio/deságio. hipotecas ou penhor concedidos pela investidora. VI .As notas explicativas que acompanham as demonstrações contábeis devem conter informações precisas das coligadas e das controladas. e IV . 7. decorrente da avaliação do valor contábil do investimento pelo INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 10 . se houver. encargos financeiros e garantias. Como resultado dessa transação.Denominação da coligada e controlada. é incorporada pela empresa Chuvagrossa S/A. relativos ao mesmo período. As notas que veremos aqui são aplicáveis no caso de coligadas e controladas. IV . indicando. fianças.Montante individualizado do ajuste.DAS NOTAS EXPLICATIVAS Pelo art.Patrimônio líquido. Veja-se a íntegra do dispositivo normativo. garantias. garantias. V) participações recíprocas existentes. III) memória de cálculo da equivalência. IV) critérios.As.Avais. as empresas Abaslargas S/A e Chuvagrossa S/A passaram a ser sócias recíprocas uma da outra. o percentual de participação no capital social e no capital votante e o preço de negociação em bolsa de valores. o número.Créditos e obrigações entre a investidora e as coligadas e controladas especificando prazos.Reconhecer os efeitos decorrentes de eventos relevantes ocorridos no período intermediário. Ressalte-se que essa participação recíproca deve ser eliminada por ocasião da avaliação do investimento. assim como o montante dos dividendos propostos ou pagos. dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros.11 . A Cia Barrofrio. lucro líquido ou prejuízo do exercício.Reconhecer os efeitos decorrentes de classes de ações com direito preferencial de dividendo fixo. no mínimo: I . hipotecas ou penhor concedidos em favor de coligadas ou controladas. fianças. no caso de demonstrações contábeis levantadas em datas diversas. que detém participação acionária na empresa Abaslargas S/A.Receitas e despesas em operações entre a investidora e as coligadas e controladas. 20 da norma da CVM são apresentadas as informações que devem ser grafadas em notas explicativas aos investimentos avaliados pelo MEP. também estabelece quais os elementos que devem ser informados em notas explicativas e que estas não são coincidentes com as a seguir apresentadas. no resultado e patrimônio líquido. espécie e classe de ações ou de cotas de capital possuídas pela investidora.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia III . III . Destacam-se as seguintes informações em relação às coligadas/controladas: I) avais. II . V . Art. EXEMPLO: A empresa Abaslargas S/A possui participação acionária na empresa Chuvagrossa S/A. e VI) efeitos decorrentes de investimentos descontinuados. II) montante dos dividendos propostos ou pagos no exercício.

Bancos Conta Movimento ou Dividendos a Receber.Base e fundamento adotados para constituição e amortização do ágio ou deságio e montantes não amortizados.Condições estabelecidas em acordo de acionistas com respeito a influência na administração e distribuição de lucros. Desta forma. Desta forma.Participações recíprocas existentes. o valor pode ser depositado diretamente na conta bancária ou ainda apenas haver o reconhecimento do dividendo declarado. e XI . os lucros consideram-se realizados na proporção dos dividendos recebidos e.12 – CONTABILIZAÇÃO DO DIVIDENDO Pelo que já analisamos sobre o Método da Equivalência Patrimonial. quando então será alimentada a conta caixa mediante débito e sua contrapartida será um crédito na conta de investimento. o que gera. Bancos ou Dividendos a Receber a Investimento (pelo recebimento ou reconhecimento de dividendo) O fato de a sociedade investidora receber dividendo ou o seu reconhecimento poderá trazer outros reflexos. IX . do resultado ocorre no momento da realização da Equivalência Patrimonial. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 11 . Neste momento. VII . passivo. X . uma redução do valor do investimento na investidora proporcionalmente a sua participação no capital social da investida. bem como o saldo contábil de cada investimento no final do período. sabemos que o reconhecimento da receita ou da despesa.Memória de cálculo do montante individualizado do ajuste. Entretanto. quando este não decorrer somente da aplicação do percentual de participação no capital social sobre os resultados da investida. dentro da ótica do art.Efeitos no ativo. 7. D – Investimento C – Resultado na Avaliação pelo MEP Quando a sociedade investida distribuir dividendos. ou seja. as contas que podem ser debitadas pela diminuição do investimento são as contas Caixa. direta ou indiretamente. se relevante. taxa de desconto e prazos utilizados na projeção de resultados. Caixa. patrimônio líquido e resultado decorrentes de investimentos descontinuados (artigos 6º e 7º). principalmente se os ganhos pela equivalência patrimonial foram destinados à formação de Reservas de Lucros a Realizar. Perceba que a equivalência Patrimonial reconhece o resultado na investidora no momento da sua geração. VIII . como conseqüência. haverá uma diminuição do seu patrimônio líquido. bem como critérios. o recebimento de dividendo deve ser entendido como uma realização do investimento. mediante registro a débito em investimento e como contrapartida a conta Resultado da Equivalência Patrimonial. evidenciando os números relativos aos casos em que a proporção do poder de voto for diferente da proporção de participação no capital social votante. fato que normalmente ocorre em momento posterior ao da apuração do resultado.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia método da equivalência patrimonial.

Este é o tratamento dado às operações periódicas. a contrapartida do ágio será dedutível e a do deságio será adicionada ao valor de alienação. Se avaliar seus investimentos em desacordo com as normas legais e fiscais e se. ou seja.2 . para adicionar o valor assim realizado ao primeiro dividendo declarado. os resultados na equivalência patrimonial serão tratados da seguinte forma na apuração do Lucro Real: Se positivo. as normais. no momento do seu recebimento ou reconhecimento devemos baixar a parcela realizada do investimento mediante crédito na conta de investimento e débito na conta da aplicação dos recursos advindos desta realização. Assim. Com a exclusão do valor negativo estaremos eliminando o efeito da equivalência patrimonial que não deve ser considerada na apuração do Lucro Real. tal procedimento será considerado pelo fisco como reavaliação espontânea de ativos e. permanecerão na conta de reserva até que seja declarado novo dividendo ou o seu valor seja absorvido por prejuízos de exercícios subseqüentes! 7.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 202 da lei societária. pois por ocasião da alienação ou da liquidação do investimento. se esta foi a origem da reserva.13. Entretanto. aumentar o valor contábil de suas participações societárias. neste último caso. como conseqüência. de forma concomitante. Assim. Para fins legais e fiscais. quando estiverem sujeitos à tributação nas firmas ou sociedades que os distribuíram. porém ele faz parte no resultado contábil. Por isso. deverá ser adicionado ao resultado do exercício social visto que o resultado da equivalência não faz parte da base de cálculo do Lucro Real. Isto quer dizer que lucros e dividendos recebidos de outra pessoa jurídica. aprovado pelo Decreto nº 3. não é opcional a adoção do critério. Devemos reconhecer essa mesma realização na conta de Reserva de Lucros a Realizar. Se negativo. quando a investidora receber dividendos de suas controladas ou coligadas uma parcela do investimento estará sendo realizada. se terá uma espécie de diferimento da tributação do deságio e do reconhecimento da despesa decorrente da amortização do ágio. exceto os dividendos não contabilizados em resultado. isto é. debitamos uma conta do AC e creditamos Investimentos. não será realizado nenhum lançamento pois os lucros realizados. para reforçar o nosso estudo. não pode se utilizar deste critério. portanto. a avaliação de investimentos pelo método da equivalência patrimonial é obrigatória nos casos determinados pela Lei nº 6. Se o contribuinte não estiver obrigado. eles devem ser adicionados ao primeiro dividendo declarado pela sociedade investidora. pois o Imposto de Renda já incidiu sobre o lucro na sociedade investida. para efeito de determinar o lucro real. Porém.13 – ASPECTOS FISCAIS DA ADOÇÃO DO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL 7. isto é.404/76.AMORTIZAÇÃO DE ÁGIO OU DESÁGIO As contrapartidas das amortizações do ágio não são dedutíveis e as contrapartidas da amortização do deságio não são tributadas. será tributado. poderá ser excluído do resultado contábil. deve ser mantido controle na parte B do LALUR.13. quando existente.1 – RESULTADO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Conforme disposto no Regulamento do Imposto de Renda.000/99. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 12 . quando decorrentes do dividendo mínimo obrigatório. tributável! 7. integrarão o lucro operacional e serão excluídos do lucro líquido.

14.6 – RESULTADO DA ALIENAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA Com base no mesmo art. Portanto. na desapropriação. conclui-se que os ganhos de capital apurados na alienação dos investimentos em participação societária em outras empresas. Por outro lado.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 7. decorrentes de investimentos em coligadas e em controladas avaliados pelo método da equivalência patrimonial. também. 7. por disposição constitucional. pelo fato de representar apenas um fato permutativo não merece análise em termos de resultado. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 13 . ou na liquidação de bens do ativo permanente”. portanto.3 – GANHO OU PERDA DE CAPITAL EM DECORRÊNCIA MODIFICAÇÃO DO PERCENTUAL DE PARTICIPAÇÃO EM COLIGADAS CONTROLADAS DA OU Não será computado na determinação do lucro real o acréscimo ou a diminuição do valor de patrimônio líquido de investimento. são tributados pelo imposto de renda. Logo.14 – INVESTIMENTOS EM COMPANHIAS NO EXTERIOR 7. extinção. por não ser considerado receita. desgaste. os investimentos permanentes no exterior devem ser avaliados da mesma forma como os investimentos nacionais. Portanto. independentemente do método de avaliação. com exceção da desapropriação para reforma agrária. devendo ser. na baixa por perecimento. decorrente de ganho ou perda de capital por variação na percentagem de participação do contribuinte no capital social da coligada ou controlada. os resultados na alienação. Dessa forma. por disposição constitucional. ou melhor.4 – RECEBIMENTO DE DIVIDENDOS A sociedade investidora deverá registrar os dividendos recebidos como diminuição do valor do investimento. adicionadas ao lucro contábil na apuração do lucro fiscal. e computados na determinação do lucro real. as perdas de capital decorrentes da alienação de investimento são dedutíveis na determinação do lucro real. 7.13.1 – CONSIDERAÇÕES INICIAIS Conforme se depreende da leitura do caput do art. 418 do RIR/99. o recebimento de dividendos. as contrapartidas de provisões para perdas não são dedutíveis do resultado do exercício para fins de apuração do lucro real. 418 do RIR/99 dispõe que “serão classificados como ganhos ou perdas de capital.13. 7.5 – PROVISÕES PARA PERDAS O art. obsolescência ou exaustão. o método da Equivalência Patrimonial deve ser.13.13. 1º da Instrução CVM nº 247/96. adotado para a avaliação de investimentos permanentes no exterior que se amoldem às regras estabelecidas para a adoção deste método. Exceção a regra é a desapropriação para fins de reforma agrária que não será tributada. não altera o resultado da investidora. o recebimento de dividendos nessas condições não deve ser tributado pelo imposto de renda. 7.

surge a indagação de como tratar contabilmente tais investimentos. como adoção de critérios contábeis uniformes. No mesmo ato normativo. a seguir transcrito. e II . É de ressaltar que continuam valendo todas as informações trazidas aplicáveis aos investimentos no País. localizadas no país e no exterior. mais precisamente em seu art.14. demonstrações contábeis consolidadas devem ser elaboradas por: I . principalmente no concernente a condição ou intenção de permanência do investimento. Art. 1º . pois quando não há essa intenção. principalmente no concernente à adoção do método da equivalência patrimonial de suas coligadas ou controladas e com relação a consolidação de Demonstrações Contábeis que devam incluir as controladas no Exterior. sua equiparada e controlada.O investimento permanente de companhia aberta em coligadas. Parágrafo Único . demonstrações contábeis consolidadas devem ser elaboradas por companhia aberta que possuir investimento em sociedade controlada. Todavia. vele dizer. incluindo as sociedades controladas em conjunto referidas no artigo 32 desta Instrução. Para as empresas que possuem investimentos permanentes em outros países. 21 .Sociedade de comando de grupo de sociedades que inclua companhia aberta. na forma de participações societárias. Vejamos o referido dispositivo: Art. alguns aspectos importantes dos investimentos no exterior hão de ser observados. os investimentos no País e no exterior hão de ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial quando assim o investimento o exigir. Pela legislação societária e pelos princípios de contabilidade. caso esta seja elaborada. adequada conversão dos elementos constantes nas demonstrações financeiras para a moeda nacional e observância das legislações quanto a remessa de lucros. os investimentos não podem ser considerados permanentes.Companhia aberta que possuir investimento em sociedades controladas. 1º da Instrução CVM nº 247/96. de forma que se reconheça sua participação nos resultados dessas empresas no Exterior à medida que são gerados. deve ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. suas equiparadas e em controladas.Equivalência patrimonial corresponde ao valor do investimento determinado mediante a aplicação da percentagem de participação no capital social sobre o patrimônio líquido de cada coligada. tais investimentos devem ser ajustados ao valor do patrimônio líquido na contabilidade da empresa investidora no Brasil. similarmente ao que ocorre com investimentos em outras INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 14 . 7.2 – TRATAMENTO CONTÁBIL E LEGAL Como se pode observar pelo disposto no art. observadas as disposições desta Instrução.Ao fim de cada exercício social. incluindo as sociedades controladas em conjunto. com observância do regime de competência.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Os investimentos no exterior também devem ser demonstrados na consolidação de Balanços. 21 é mencionado que ao fim de cada exercício social.

7. O grande problema com que se depara uma empresa nessas circunstâncias é exatamente a necessidade de dispor das demonstrações contábeis dessas coligadas e controladas no Exterior expressas em moeda nacional e elaboradas segundo critérios contábeis que guardem uniformidade com os praticados no Brasil. 249 determina que a companhia aberta que tiver mais de 30% do valor do seu patrimônio líquido representado por investimentos em sociedades controladas deverá elaborar e divulgar. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 15 . integrados à contabilidade da matriz no Brasil como qualquer outra filial. atendendo às normas e à legislação do país onde operam e. constituem-se em subsidiária integral da empresa brasileira. Todavia. há inúmeros estudos e normas sobre a conversão de demonstrações contábeis para outras moedas.APLICABILIDADE A legislação brasileira. logo serão avaliadas pelo MEP. De fato. Assim. principalmente porque o assunto é novo em nosso País. 21. É de ressaltar que o termo relevante empregado na definição de investimentos que devem compor as demonstrações consolidadas não deve ser confundido com o conceito de investimento relevante adotado para fins de equivalência patrimonial.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia empresas sediadas no próprio País. As filiais. passivos e resultados.3 . demonstrações consolidadas. o grande problema na avaliação destes investimentos consiste em estabelecer critérios que devem ser adotados no tratamento contábil de Investimentos no Exterior e na Conversão das Demonstrações Contábeis de Outras Moedas para a moeda nacional. também. sucursais ou dependências de empresas brasileiras situados no exterior que. consoante o disposto pelo princípio da entidade. principalmente nos concursos públicos para a área fiscal. Assim. quando não se caracterizam como empresas juridicamente independentes. agência. Esse critério de relevância é aplicado apenas para fins de consolidação das demonstrações contábeis. dispõe no mesmo sentido. Portanto. Porém. tais coligadas e controladas terão sua contabilidade e demonstrações contábeis oficiais desenvolvidas e aplicadas. juntamente com suas demonstrações financeiras. Essas normas são. Ressalte-se que. aplicáveis aos investimentos em empresas no Exterior. em seu art.14. a partir do art. o assunto tende a crescer de importância. não se deve confundir a relevância aqui referida com o investimento relevante para fins de aplicação do MEP. agências. ser incluídas no processo de consolidação das demonstrações contábeis. enfatiza-se. A equalização deste problema é complexa. em face da maior experiência na exportação de capitais. devem ter seus ativos. em termos internacionais.404/1976. também. pois a Lei nº 6. as participações societárias em controladas e as relevantes em coligadas no exterior devem ser avaliadas pelo método da equivalência patrimonial e devem. logicamente. expressas na respectiva moeda. por exigência da legislação alienígena. especificam que tipos de investimentos devem ser avaliados pelo método de equivalência patrimonial. já que a exportação de capital é fato recente em nossa economia. A Instrução CVM nº 247/96. com a crescente globalização da economia. principalmente as normas reguladoras emitidas pela CVM. sucursal ou dependência mantida no próprio País. adquirirem personalidade jurídica própria.

além de observar os critérios de conversão das demonstrações às normas e moeda nacionais. segundo as regras do princípio do registro pelo valor original. isto é. Nestas circunstâncias deixarão de ser filiais. as integralizações de Capital devem ser registradas pelo custo efetivamente incorrido.14. 7. que será registrada como ganho ou perda cambial corrente de investimentos societários no exterior. por vezes em função de legislação específica daqueles países. que essas dependências se constituam com personalidade jurídica própria.parte que será registrada como redução da conta de investimento pelo valor do dividendo recebido em moeda estrangeira convertido para a moeda nacional à taxa de câmbio vigente na data da última equivalência patrimonial registrada.4 . é necessário. Algumas regras. Esta contabiliza todo o patrimônio como único. quando então passarão a ter patrimônio próprio. mas integrarão o cômputo dos investimentos para a determinação da relevância. em conta própria do resultado operacional do exercício. Os dividendos recebidos de investimentos realizados no exterior. 2 – A conversão para moeda nacional deve se dar à taxa de câmbio vigente na data do efetivo ingresso dos recursos financeiros. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 16 . As transações efetuadas em moeda estrangeira devem ser registradas em moeda nacional convertidas à taxa de câmbio da data da remessa das divisas para integralização de capital. devem ser observadas: 1 – A contabilização deve ser evidenciada em moeda nacional. no entanto. agência e outras dependências. No entanto. Outras remessas de recursos que não tenham correspondente de capital social representam créditos da empresa brasileira e não devem compor o custo de aquisição do investimento.CONTABILIZAÇÃO DA CONTA DE INVESTIMENTOS NO EXTERIOR Os critérios adotados na contabilização das transações de investimentos realizados no exterior devem ser idênticos aos adotados para investimentos realizados no País.Como o dividendo no exterior é calculado na moeda estrangeira e não é considerado o fato da variação cambial que ocorre com a moeda nacional. empresas que possuem como sócia ou acionista uma única e outra empresa. devem ser registrados como redução da conta de investimentos da mesma forma como fazemos para outros investimentos realizados no Brasil. 3 .parte representativa da diferença entre o valor em moeda nacional do dividendo efetivamente recebido e o valor apurado conforme (a). avaliados pelo MEP. As ações ou quotas bonificadas recebidas sem custo pela investidora de suas coligadas ou controladas no Exterior não devem ter registro equivalente em moeda nacional. sucursais e agências para assumirem a condição de subsidiária integral. nesta condição devem ser avaliadas pelo MEP e ser incluídas na consolidação quando o investimento for relevante. elas operam como se fosse extensão de matriz.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia A filial. sucursal. efetivamente. sucursais e agências no exterior. ou seja. e b . custo e tampouco remessa ou recebimento de recursos financeiros. Assim. esse valor deverá ser segregado da seguinte forma: a . pois não representam. geralmente não possuem personalidade jurídica própria. em se tratando de filiais.

era de R$ 4.000.00.00.00 EUROS. O lançamento do recebimento de dividendos será apresentado do seguinte modo: Diversos INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 17 .00 de EUROS.00. Surge. nesta data. Teremos. empresa alemã. porém o reconhecimento na diminuição do investimento deve ser de R$ 800.000.00.000. pois traz em si algumas regras que podem ser cobradas pelas bancas examinadoras e requerem. A cotação do EURO. o que equivale a R$ 2. Aqui entra a particularidade insculpida na norma brasileira.000.00. quando a taxa de câmbio era de R$ 4.000.00 pela cotação do EURO do dia da apuração do resultado.000. que é oriundo da diferença da cotação do EURO entre a data do reconhecimento da equivalência patrimonial e a data do recebimento do dividendo. No entanto. Essa diminuição do investimento deve se referir a data da apuração do resultado.000. talvez.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Este item é. Assim. um cuidado maior na sua preparação. é de 500.00 EUROS na data do reconhecimento do resultado da equivalência patrimonial.00 na CIA HOLZBACH. a CIA HOLZBACH resolveu distribuir a título de dividendos a quantia de 800. destarte.000. 2 – O valor do resultado do exercício que compete à empresa brasileira.000.000. reconhecendo o resultado da equivalência patrimonial.000. quando o investimento é avaliado pelo MEP.20.00. o investimento deve ser diminuído em R$ 800.00. Para que este tópico fique devidamente esclarecido. empresa genuinamente brasileira.000. possui investimento de R$ 3.600.000.00 4 – Do dividendo de 800.00 EUROS.00. o de maior relevância sobre o assunto em termos de estudo para concursos. por isso. a seguinte situação: o valor efetivamente ingressado no País é de R$ 640. a título de ganho pela equivalência patrimonial. a diferença do valor de R$ 160. tomemos o seguinte exemplo: A CIA GIRAMUNDO. sabemos que o dividendo recebido.000. então. representando 40% do lucro líquido. Assim. No final do exercício social de 2002 a CIA HOLZBACH obteve lucro líquido de 2. pois o resultado se refere a data em que a cotação do EURO era de R$ 4.000. o valor em Reais ingressado no País é de R$ 640.00 EUROS. que pelas normas brasileiras é sua coligada.00. Essa diferença se constitui em perda cambial e representa uma despesa operacional. 3 – O lançamento contábil a ser efetuado pela empresa brasileira. pois o investimento representa 25% do capital social da empresa investida.000. pois representa o valor de 200. compete à empresa brasileira a quantia de 200.000. é o seguinte: Investimento na CIA HOLZBACH a Ganho pela equivalência patrimonial R$ 2.000. cujo patrimônio líquido é de R$ 12. que devem ser convertidos para Reais.00. diminui o valor do investimento. quando a cotação do EURO era de R$ 3. Em 30 de abril de 2003.000. Solução: 1 – A participação da empresa brasileira na empresa alemã é 25%. logo a taxa de câmbio a ser empregada é a vigente naquela data. pois a conversão há de ser efetuada à taxa de câmbio vigente na data do efetivo ingresso da moeda estrangeira no País.

14.00 Perdas Cambiais (despesa operacional) R$ 160. 7. conta de resultado do exercício. Portanto. Por fim cabe informar que todos esses fatores envolvendo a tributação sobre investimentos realizados no exterior devem ser elucidados em notas explicativas.5 . sempre que possível. quer para reinvestimento em futuro aumento de capital quer na forma de reservas de lucros. nessa hipótese. a despesa deve compor o resultado do período em que foi gerado o ganho pela MEP. reconhecer a despesa gerada pela tributação com observância do regime de competência.Bancos R$ 640.000. Nestas circunstâncias. oriundos de transações dessa investida com a investidora ou outras coligadas e controladas. representam um ônus da investidora. pois caso exista acordo. É de ressaltar que o Brasil mantém convênio com alguns países para evitar a bitributação do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer natureza. Deve-se.000. porém. Caso não haja convênio.00 Analisamos o caso de recebimento de dividendo em situação onde houve valorização da moeda nacional. não se faz a provisão para o Imposto de Renda relativo aos lucros que se pretendam manter na empresa no Exterior. Se. Outro aspecto de relevância que deve ser evidenciado na contabilização é o fato de os dividendos estarem sujeitos à tributação no país de origem. principalmente quando o fato acarreta ônus à investidora.000. logo serão registrados como despesas.00 R$ 800. não terá esse direito quando arcará com o ônus do imposto cobrado pelo país alienígena. Se. tendo. Assim. ela pode se creditar do valor do imposto pago no exterior. isto é. teríamos tido um ganho de variação cambial ou variação cambial ativa. relativamente à participação da investidora no resultado do exercício da coligada ou controlada. Tal ganho ou perda deve ser apresentado em INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 18 .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia a Investimentos na CIA HOLZBACH Dividendos recebidos . tivesse havido desvalorização da moeda nacional. assim eles constituirão créditos na investidora.AJUSTE AO VALOR DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL A apuração do valor da equivalência patrimonial na data do balanço deve ser idêntica a dos investimentos realizados no Brasil. os tributos serão recuperáveis até o limite na nossa legislação. Destarte. gera para a sociedade receptora o direito de compensar esses tributos internamente. Havendo convênio com o País de origem dos recursos ou rendimentos. na medida em que corresponda a ganhos ou perdas efetivos. O patrimônio líquido da investida no Exterior também deverá ser ajustado pela investidora quando houver resultados não realizados. O ajuste decorrente de comparação do valor final em relação ao valor contábil do investimento corrigido representará um ajuste à conta de investimentos. como contrapartida. há de ser observado se existe acordo tributário entre o Brasil e aquele país. isto é. porém. eles não forem recuperáveis. não se pode fazer uma afirmação conclusiva a respeito da tributação sendo necessária uma análise individualizada de cada caso. mas perceba que a tributação incidirá apenas sobre o valor do dividendo e não sobre todo o valor do ganho na equivalência. deve-se aplicar a porcentagem de participação no capital da investida no Exterior sobre o seu patrimônio líquido convertido para moeda nacional.

Atenta-se ao fato que as empresas no Exterior podem adotar. sendo que o resultado da equivalência patrimonial representa resultado operacional. obtendo-se. a adaptação de nomenclatura e classificação de contas relativas às demonstrações contábeis. conforme critérios de apresentação adotados no Brasil. provocando distorções de efeitos relevantes. quando eventuais divergências de nomenclatura ou de classificação das demais contas do Balanço ou da Demonstração do Resultado serão irrelevantes. também. é necessário. se for o caso. particularmente quanto ao regime de competência. deve-se efetuar o devido diferimento.14.6 . pois se o objetivo for apenas a avaliação dos investimentos pelo método de equivalência o importante é que o patrimônio líquido da coligada ou controlada tenha seu valor apurado segundo os critérios nacionais. quando se está diante de Demonstrações Contábeis oficiais da coligada ou controlada que requeiram ajustes para adequá-los as normas nacionais. Deve-se utilizar um método que produza a INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 19 . devendo. Porém. Este procedimento poderá ocasionar divergências.CONVERSÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA MOEDA NACIONAL Os métodos de conversão de demonstrações contábeis expressas em uma moeda para a de outro país são muitos. as demonstrações contábeis da coligada ou controlada no exterior que servirão de base aos ajustes da conta de investimentos ou à consolidação devem ser elaboradas com Uniformidade de critérios em relação aos princípios contábeis do Brasil. Salienta-se que deve ser dada especial consideração ao reflexo no imposto de renda sobre esses ajustes e. dentro do conceito de demonstrações oficiais do país de localização da investida. no que tange à avaliação de ativos e registros de passivos. critérios que atendam a requisitos legais ou fiscais dos respectivos países. Demonstrações Contábeis Ajustadas elaboradas segundo os princípios de contabilidade vigentes na época no Brasil. como resultado.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia destaque nas demonstrações contábeis. se cabível. deverão ser elaboradas e apuradas segundo os mesmo critérios adotados no País. ser efetuados os respectivos ajustes para manter a uniformidade de registros e apresentação. 7. 7. Assim.DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DA COLIGADA OU CONTROLADA – UNIFORMIDADE DE CRITÉRIOS CONTÁBEIS Para que dois demonstrativos contábeis possam ser comparados. em suas demonstrações contábeis oficiais. Dessa forma. comentadas acima. em relação aos princípios contábeis vigentes no Brasil. A extensão dos ajustes deve considerar os propósitos a que se destinarão. se as demonstrações contábeis hão de fazer parte de processo de Consolidação de Demonstrações Contábeis. estes deverão ser apurados de forma extracontabil. As demonstrações contábeis da coligada ou controlada que serão utilizadas para a apuração do valor da equivalência patrimonial do investimento.14. é fundamental que eles estejam elaborados segundo os mesmos critérios. pois é neste contexto que a investidora nacional elaborará seus demonstrativos.7 .

· método da taxa histórica. Existem diversas técnicas e formas de conversão de balanços de uma moeda para outra. Em face da utilização de taxas históricas de câmbio. se forem dividendos contabilizados como propostos na data do balanço. pela taxa de câmbio em vigor na data de distribuição dos dividendos ou. ou seja. são: · método da taxa corrente. pois consiste em tomar todos os valores das demonstrações contábeis expressa sem uma moeda e convertê-las pela taxa corrente de câmbio. ou seja. ou seja. Taxa corrente significa a taxa de câmbio em vigor na data do balanço que se pretenda converter. pela taxa em vigor na data do balanço. têm equivalência nula na outra moeda. convém assinalar novamente que essa conversão há de ser feita a partir das demonstrações contábeis ajustadas da empresa do outro país. 2) Mutações do Patrimônio Líquido a) Os aumentos de capital são convertidos pela taxa histórica em vigor nas datas das integralizações efetivas. Trata-se do método mais simples quanto à mecânica. É de se destacar que este método é mais apropriado nos casos de empresas investidoras sediadas em países de “moeda forte” que tenham investimentos em países com elevada inflação e não adotam sistemas de correção monetária. os valores eventualmente constantes dos saldos das contas não monetárias originárias de correções monetárias não são convertidos. apesar de não transitarem pelo resultado do exercício. Entretanto. apurando-se os valores correspondentes na outra moeda. As mais utilizadas. d) Acréscimo do patrimônio líquido oriundos de correções monetárias não são convertidos. pela diferença entre o ativo total e exigibilidade totais. são convertidos às taxas históricas de formação. vigentes nas datas de aquisição dos itens que formam estes ativos na data do balanço. c) Os demais acréscimos ou reduções patrimoniais que representarem ganhos ou perdas patrimoniais efetivos. entretanto. o valor total do patrimônio líquido convertido é apurado pela equivalência contábil. O método da taxa histórica baseia-se no princípio de que a conversão das demonstrações contábeis é feita interpretando-se as transações como se tivessem ocorrido na moeda para a qual se pretende converter. b) Os ativos não monetários são convertidos pela aplicação das taxas históricas de câmbio. sobre os valores originais de custo de aquisição das transações respectivas. c) As contas que formam o patrimônio líquido são também de natureza não monetária sendo que. por esse método de conversão. Na conversão pelo método da taxa histórica utiliza-se da seguinte técnica: 1) Balanço Patrimonial a) Os saldos de ativos e passivos monetários constantes do balanço são convertidos pela taxa corrente de câmbio. de acordo com os princípios contábeis vigentes em nosso País e aplicados de maneira uniforme entre os exercícios. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 20 . b) Os dividendos distribuídos são convertidos pela taxa histórica.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia apuração de demonstrações contábeis expressas em moeda nacional que reflita adequadamente sua posição patrimonial e financeira e os resultado de suas operações.

14. 21 ela trata da Consolidação das Demonstrações Contábeis . utilizando-se da taxa média do mês. mediante registro de seus efeitos como ajustes de exercícios anteriores e feita a nota explicativa correspondente. b) As depreciações são apuradas pela aplicação das taxas de depreciação sobre os custos dos bens depreciáveis já convertidos. também. normalmente numa base mensal. 20 a norma trata da avaliação de investimentos e a partir do art. tendo em vista que cada país pode ter políticas próprias. no sumário das práticas contábeis. o acréscimo equivalente na conta de investimento da empresa no Brasil deve ser registrado em conta específica de Reserva de Reavaliação. 7. por exemplo) pelas taxas de formação. A eventual mudança no método de conversão ou no critério de avaliação dos investimentos representa uma mudança de prática contábil que deve ser contabilmente tratada como tal. Na situação de perdas prováveis. deve-se dar adequada consideração para a taxa de câmbio que será utilizada. devem ser adotadas taxas de câmbio oficiais de venda do banco central.CONSIDERAÇÕES FINAIS Independentemente do método de conversão adotado. após a consideração dos itens “a” a “e” acima.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia e) Os eventuais acréscimos registrados oriundos de novas avaliações de ativos (similares a Reservas de Reavaliação no Brasil) devem ser convertidos pela taxa de câmbio em vigor na data de reavaliação. Nessa hipótese. de forma idêntica à conversão dos acréscimos nos ativos correspondentes. Nas notas explicativas de investimentos deverão constar. Em princípio. cabe uma leitura dos dispositivos para não serem pegos de surpresa! INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 21 . Chamamos a atenção ao fato de que até o art. A seguir a transcrição da Instrução 247/96. a empresa no Brasil deverá constituir provisão para perdas aplicáveis a tais investimentos. em face de tais fatores. f) O lucro ou prejuízo é apurado pela diferença de patrimônios inicial e final. para ser baixada à medida da realização dos ativos que lhe deram origem na empresa no Exterior. Deverão ser mencionados. os critérios de apuração e das demonstrações contábeis dessas investidas no Exterior e os critérios de conversão para moeda nacional.8 . cujo assunto não veremos neste curso pelo fato de entendermos de ele ser pouco relevante para o concurso. os dados de cada coligada ou controlada no Exterior. conforme prática em nosso País. Deve-se sempre analisar a legislação do país onde se tem o investimento quanto à remessa de lucros e retorno de capital e considerar a própria estabilidade econômica e política do país para avaliar-se a real possibilidade de realização ou de recuperação do capital e dividendos. 3) Demonstrações do Resultado do Exercício a) As receitas e despesas são convertidas pelas taxas em vigor nos períodos respectivos de sua formação. c) O custo das vendas deve levar em conta os estoques iniciais e finais convertidos pelas taxas históricas e os ingressos (compras. Porém.

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia TEXTO INTEGRAL DA INSTRUÇÃO CVM Nº 247, DE 27 DE MARÇO DE 1996, COM AS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELAS INSTRUÇÕES CVM Nºs 269/97 E 285/98. INSTRUÇÃO CVM Nº 247, DE 27 DE MARÇO DE 1996. Dispõe sobre a avaliação de investimentos em sociedades coligadas e controladas e sobre os procedimentos para elaboração e divulgação das demonstrações contábeis consolidadas, para o pleno atendimento aos Princípios Fundamentais de Contabilidade, altera e consolida as Instruções CVM nº 01, de 27 de abril de 1978, nº 15, de 03 de novembro de 1980, nº 30, de 17 de janeiro de 1984, e o artigo 2º da Instrução CVM nº 170, de 03 de janeiro de 1992, e dá outras providências. O Presidente da Comissão de Valores Mobiliários - CVM torna público que o Colegiado, em sessão realizada em 22.03.96, com fundamento no disposto na alínea "c" do inciso III do artigo 248, no parágrafo único do artigo 249 e no parágrafo único do artigo 291 da LEI Nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e nos incisos I, II e IV do parágrafo único do artigo 22 da LEI Nº 6.385, de 07 de dezembro de 1976, resolveu: DO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Art. 1º - O investimento permanente de companhia aberta em coligadas, suas equiparadas e em controladas, localizadas no país e no exterior, deve ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial, observadas as disposições desta Instrução. Parágrafo único. Equivalência patrimonial corresponde ao valor do investimento determinado mediante a aplicação da percentagem de participação no capital social sobre o patrimônio líquido de cada coligada, sua equiparada e controlada. DAS COLIGADAS E CONTROLADAS Art. 2º - Consideram-se coligadas as sociedades quando uma participa com 10% (dez por cento) ou mais do capital social da outra, sem controlá-la. Parágrafo único. Equiparam-se às coligadas, para os fins desta Instrução: a. as sociedades quando uma participa indiretamente com 10% (dez por cento) ou mais do capital votante da outra, sem controlá-la; b. as sociedades quando uma participa diretamente com 10% (dez por cento) ou mais do capital votante da outra, sem controlá-la, independentemente do percentual da participação no capital total. Art. 3º - Considera-se controlada, para os fins desta Instrução: I. Sociedade na qual a investidora, diretamente ou indiretamente, seja titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente: a. b. II. preponderância nas deliberações sociais; e o poder de eleger ou destituir a maioria dos administradores.

Filial, agência, sucursal, dependência ou escritório de representação no exterior, sempre que os respectivos ativos e passivos não estejam incluídos na contabilidade da investidora, por força de normatização específica; e Sociedade na qual os direitos permanentes de sócio, previstos nas alíneas "a" e "b" do inciso I deste artigo estejam sob controle comum ou sejam exercidos mediante a existência de acordo de votos, independentemente do seu percentual de participação no capital votante.

III.

Parágrafo único. Considera-se, ainda, controlada a subsidiária integral, tendo a investidora como única acionista. DA DETERMINAÇÃO DA RELEVÂNCIA DO INVESTIMENTO Art. 4º - Considera-se relevante o investimento:

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia I. II. Quando o valor contábil do investimento em cada coligada for igual ou superior a 10% (dez por cento) do patrimônio líquido da investidora; ou Quando o valor contábil dos investimentos em controladas e coligadas, considerados em seu conjunto, for igual ou superior a 15% (quinze por cento) do patrimônio líquido da investidora.

§ 1º - O valor contábil do investimento em coligada e controlada abrange o custo de aquisição mais a equivalência patrimonial e o ágio não amortizado, deduzido do deságio não amortizado e da provisão para perdas. § 2º - Para determinação dos percentuais referidos nos incisos I e II deste artigo, ao valor contábil do investimento deverá ser adicionado o montante dos créditos da investidora contra suas coligadas e controladas. DOS INVESTIMENTOS A SEREM AVALIADOS PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Art. 5º - Deverão ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial: I. II. O investimento em cada controlada; e O investimento relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte por cento) ou mais do capital social da coligada.

Parágrafo único. Serão considerados exemplos de evidências de influência na administração da coligada: a. participação nas suas administradores comuns; deliberações sociais, inclusive com a existência de

b. poder de eleger ou destituir um ou mais de seus administradores; c. volume relevante de transações, inclusive com o fornecimento de assistência técnica ou informações técnicas essenciais para as atividades da investidora; d. significativa dependência tecnológica e/ou econômico-financeira; e. recebimento permanente de informações contábeis detalhadas, bem como de planos de investimento; ou f. uso comum de recursos materiais, tecnológicos ou humanos. Art. 6º - Deverá deixar de ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial, sem prejuízo do disposto no artigo 12, o investimento em sociedades coligadas e controladas com efetiva e clara evidência de perda de continuidade de suas operações ou no caso em que estas estejam operando sob severas restrições a longo prazo que prejudiquem significativamente a sua capacidade de transferir recursos para a investidora. Art. 7º - O investimento em sociedade coligada e controlada cuja venda por parte da investidora, em futuro próximo, tenha efetiva e clara evidência de realização, continuará sendo avaliado pelo método da equivalência patrimonial até a data-base considerada para a venda. Art. 8º - O investimento em coligada que, por redução do valor contábil do investimento, deixar de ser relevante, continuará sendo avaliado pela equivalência patrimonial, caso essa redução não seja considerada de caráter permanente, devendo todos os seus reflexos ser evidenciados, segregadamente, em nota explicativa. Parágrafo único. Na hipótese de descontinuidade do investimento, principalmente aquelas previstas nos artigos 6º e 7º, os saldos das reservas de reavaliação constituídas pela investidora deverão ser revertidos em contrapartida ao respectivo valor contábil do investimento.

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia DOS PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Art. 9º - O valor do investimento, pelo método da equivalência patrimonial, será obtido mediante o seguinte cálculo: I. II. Aplicando-se a percentagem de participação no capital social sobre o valor do patrimônio líquido da coligada e da controlada; e Subtraindo-se, do montante referido no inciso I, os lucros não realizados, conforme definido no § 1º deste artigo, líquidos dos efeitos fiscais.

§ 1º - Para os efeitos do inciso II deste artigo, serão considerados lucros não realizados aqueles decorrentes de negócios com a investidora ou com outras coligadas e controladas, quando: a. o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial da investidora; ou b. o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial de outras coligadas e controladas. § 2º - Os prejuízos decorrentes de transações com a investidora, coligadas e controladas não devem ser eliminados no cálculo da equivalência patrimonial. § 3º - Os lucros e os prejuízos, assim como as receitas e as despesas decorrentes de negócios que tenham gerado, simultânea e integralmente, efeitos opostos nas contas de resultado das coligadas e controladas, não serão excluídos para fins de cálculo do valor do investimento. Art. 10 - Para os efeitos do disposto no artigo 9º, o patrimônio líquido da coligada e controlada deverá ser determinado com base nas demonstrações contábeis levantadas na mesma data das demonstrações contábeis da investidora. § 1º - Na impossibilidade de cumprimento ao disposto no caput deste artigo, admite-se a utilização de demonstrações contábeis da coligada e controlada em um período máximo de defasagem de até 60 (sessenta) dias antes da data das demonstrações contábeis da investidora. § 2º - O período de abrangência das demonstrações contábeis da coligada e controlada deverá ser idêntico ao da investidora, independentemente das respectivas datas de encerramento. § 3º - Admite-se a utilização de períodos não idênticos, nos casos em que este fato representar melhoria na qualidade da informação produzida, sendo a mudança evidenciada em nota explicativa. Art. 11 - Para a determinação do valor da equivalência patrimonial, a investidora deverá: I. II. III. IV. Eliminar os efeitos decorrentes da diversidade de critérios contábeis, em especial, referindo-se a investimentos no exterior; Excluir o montante correspondente às participações recíprocas; Reconhecer os efeitos decorrentes de eventos relevantes ocorridos no período intermediário, no caso de demonstrações contábeis levantadas em datas diversas; e Reconhecer os efeitos decorrentes de classes de ações com direito preferencial de dividendo fixo, dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros.

DAS PERDAS PERMANENTES EM INVESTIMENTOS AVALIADOS PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Art. 12 - A investidora deverá constituir provisão para cobertura de: I. Perdas efetivas, em virtude de:

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia a. b. II. a. b. c. d. eventos que resultarem em perdas não provisionadas pelas coligadas e controladas em suas demonstrações contábeis; ou responsabilidade formal ou operacional para cobertura de passivo a descoberto. tendência de perecimento do investimento; elevado risco de paralisação de operações de coligadas e controladas; eventos que possam prever perda parcial ou total do valor contábil do investimento ou do montante de créditos contra as coligadas e controladas; ou cobertura de garantias, avais, fianças, hipotecas ou penhor concedidos, em favor de coligadas e controladas, referentes a obrigações vencidas ou vincendas quando caracterizada a incapacidade de pagamentos pela controlada ou coligada.

Perdas potenciais, estimadas em virtude de:

§ 1º - Independentemente do disposto na letra " b" do inciso I, deve ser constituída ainda provisão para perdas, quando existir passivo a descoberto e houver intenção manifesta da investidora em manter o seu apoio financeiro à investida. § 2º - A provisão para perdas deverá ser apresentada no ativo permanente por dedução e até o limite do valor contábil do investimento a que se referir, sendo o excedente apresentado em conta específica no passivo. DO ÁGIO OU DESÁGIO NA AQUISIÇÃO DE INVESTIMENTO AVALIADO PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL Art. 13 - Para efeito de contabilização, o custo de aquisição de investimento em coligada e controlada deverá ser desdobrado e os valores resultantes desse desdobramento contabilizados em sub-contas separadas: I. II. Equivalência patrimonial baseada em demonstrações contábeis elaboradas nos termos do art. 10; e Ágio ou deságio na aquisição ou na subscrição, representado pela diferença para mais ou para menos, respectivamente, entre o custo de aquisição do investimento e a equivalência patrimonial.

Art. 14 - O ágio ou deságio computado na ocasião da aquisição ou subscrição do investimento deverá ser contabilizado com indicação do fundamento econômico que o determinou. § 1º - O ágio ou deságio decorrente da diferença entre o valor de mercado de parte ou de todos os bens do ativo da coligada e controlada e o respectivo valor contábil, deverá ser amortizado na proporção em que o ativo for sendo realizado na coligada e controlada, por depreciação, amortização, exaustão ou baixa em decorrência de alienação ou perecimento desses bens ou do investimento. § 2º - O ágio ou o deságio decorrente da diferença entre o valor pago na aquisição do investimento e o valor de mercado dos ativos e passivos da coligada ou controlada, referido no parágrafo anterior, deverá ser amortizado da seguinte forma. (NR)* a. o ágio ou o deságio decorrente de expectativa de resultado futuro no prazo, extensão e proporção dos resultados projetados, ou pela baixa por alienação ou perecimento do investimento, devendo os resultados projetados serem objeto de verificação anual, a fim de que sejam revisados os critérios utilizados para amortização ou registrada a baixa integral do ágio; e b. o ágio decorrente da aquisição do direito de exploração, concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público no prazo estimado ou contratado de utilização, de vigência ou de perda de substância econômica, ou pela baixa por alienação ou perecimento do investimento.

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia § 3º - O prazo máximo para amortização do ágio previsto na letra "a" do parágrafo anterior não poderá exceder a dez anos;(NR)* § 4º - Quando houver deságio não justificado pelos fundamentos econômicos previstos nos parágrafos 1º e 2º, a sua amortização somente poderá ser contabilizada em caso de baixa por alienação ou perecimento do investimento. § 5º - O ágio não justificado pelos fundamentos econômicos, previstos nos parágrafos 1º e 2º, deve ser reconhecido imediatamente como perda, no resultado do exercício, esclarecendo-se em nota explicativa as razões da sua existência. Art. 15 - Na elaboração do balanço patrimonial da investidora, o saldo não amortizado do ágio ou deságio deve ser apresentado no ativo permanente, adicionado ou reduzido, respectivamente, à equivalência patrimonial do investimento a que se referir. DA DIFERENÇA RESULTANTE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL DA AVALIAÇÃO BASEADA NO MÉTODO DA

Art. 16 - A diferença verificada, ao final de cada período, no valor do investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial, deverá ser apropriada pela investidora como: I. Receita ou despesa operacional, quando corresponder: a. a aumento ou diminuição do patrimônio líquido da coligada e controlada, em decorrência da apuração de lucro líquido ou prejuízo no período ou que corresponder a ganhos ou perdas efetivos em decorrência da existência de reservas de capital ou de ajustes de exercícios anteriores; e a variação cambial de investimento em coligada e controlada no exterior.

b. II. III. IV.

Receita ou despesa não operacional, quando corresponder a eventos que resultem na variação da porcentagem de participação no capital social da coligada e controlada; Aplicação na amortização do ágio em decorrência do aumento ocorrido no patrimônio líquido por reavaliação dos ativos que lhe deram origem; e Reserva de reavaliação quando corresponder a aumento ocorrido no patrimônio líquido por reavaliação de ativos na coligada e controlada, ressalvado o disposto no inciso anterior.

Parágrafo único. Não obstante o disposto no artigo 12, o resultado negativo da equivalência patrimonial terá como limite o valor contábil do investimento, conforme definido no parágrafo 1º do artigo 4º desta Instrução. DA RESERVA DE LUCROS A REALIZAR E DOS DIVIDENDOS E BONIFICAÇÕES EM AÇÕES RECEBIDOS PELA INVESTIDORA Art. 17 - Para fins de constituição da reserva de lucros a realizar, somente poderá ser considerado como lucro a realizar o resultado líquido positivo da equivalência patrimonial sobre o conjunto dos investimentos, apurado nos termos dos incisos I e II, do artigo 16. Art. 18 - As bonificações recebidas sem custo pela investidora, quer sejam por emissão de novas ações, quer sejam por aumento do valor nominal das ações, não devem ser objeto de contabilização na conta do investimento na coligada e controlada. Parágrafo único. Em decorrência do previsto no caput deste artigo, deverá ser revertida para a conta de lucros ou prejuízos acumulados a correspondente parcela que tiver sido destinada para reserva de lucros a realizar, a que se refere o artigo 17. Art. 19 - A parcela revertida da reserva de lucros a realizar para a conta de lucros ou prejuízos acumulados, se não absorvida por prejuízos, deverá ser considerada no cálculo, em separado, do dividendo obrigatório no exercício em que for feita a reversão. O excedente poderá ser destinado para : I. Aumento de capital;

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia II. III. Distribuição de dividendo; e Constituição de outras reservas de lucros, inclusive retenção justificada em lucros acumulados, ou absorção do prejuízo do exercício, atendidas as exigências legais.

DAS NOTAS EXPLICATIVAS Art. 20 - As notas explicativas que acompanham as demonstrações contábeis devem conter informações precisas das coligadas e das controladas, indicando, no mínimo: I. Denominação da coligada e controlada, o número, espécie e classe de ações ou de cotas de capital possuídas pela investidora, o percentual de participação no capital social e no capital votante e o preço de negociação em bolsa de valores, se houver; Patrimônio líquido, lucro líquido ou prejuízo do exercício, assim como o montante dos dividendos propostos ou pagos, relativos ao mesmo período; Créditos e obrigações entre a investidora e as coligadas e controladas especificando prazos, encargos financeiros e garantias; Avais, garantias, fianças, hipotecas ou penhor concedidos em favor de coligadas ou controladas; Receitas e despesas em operacões entre a investidora e as coligadas e controladas; Montante individualizado do ajuste, no resultado e patrimônio líquido, decorrente da avaliação do valor contábil do investimento pelo método da equivalência patrimonial, bem como o saldo contábil de cada investimento no final do período; Memória de cálculo do montante individualizado do ajuste, quando este não decorrer somente da aplicação do percentual de participação no capital social sobre os resultados da investida, se relevante; Base e fundamento adotados para constituição e amortização do ágio ou deságio e montantes não amortizados, bem como critérios, taxa de desconto e prazos utilizados na projeção de resultados; Condições estabelecidas em acordo de acionistas com respeito a influência na administração e distribuição de lucros, evidenciando os números relativos aos casos em que a proporção do poder de voto for diferente da proporção de participação no capital social votante, direta ou indiretamente; Participações recíprocas existentes; e Efeitos no ativo, passivo, patrimônio líquido e resultado decorrentes de investimentos descontinuados (artigos 6º e 7º).

II. III. IV. V. VI.

VII.

VIII.

IX.

X. XI.

DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS DO DEVER DE ELABORAR E DIVULGAR DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS Art. 21 - Ao fim de cada exercício social, demonstrações contábeis consolidadas devem ser elaboradas por: I. II. Companhia aberta que possuir investimento em sociedades controladas, incluindo as sociedades controladas em conjunto referidas no artigo 32 desta Instrução; e Sociedade de comando de grupo de sociedades que inclua companhia aberta.

Art. 22 - Demonstrações contábeis consolidadas compreendem o balanço patrimonial consolidado, a demonstração consolidada do resultado do exercício e a demonstração consolidada das origens e aplicações de recursos, complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados consolidados. DAS CONTROLADAS EXCLUÍDAS NAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Art. 23 - Poderão ser excluídas das demonstrações contábeis consolidadas, sem prévia autorização da CVM, as sociedades controladas que se encontrem nas seguintes condições: I. II. Com efetivas e claras evidências de perda de continuidade e cujo patrimônio seja avaliado, ou não, a valores de liquidação; ou Cuja venda por parte da investidora, em futuro próximo, tenha efetiva e clara evidência de realização devidamente formalizada.

§ 1º - Em casos especiais justificados, poderão ser ainda excluídas da consolidação, mediante prévia autorização da Comissão de Valores Mobiliários, as sociedades controladas cuja inclusão, a critério da CVM, não represente alteração relevante na unidade econômica consolidada ou que venha distorcer essa unidade econômica. § 2º - No balanço patrimonial consolidado, o valor contábil do investimento na sociedade controlada excluída da consolidação deverá ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. § 3º - Não será considerada justificável a exclusão, nas demonstrações contábeis consolidadas, de sociedade controlada cujas operações sejam de natureza diversa das operações da investidora ou das demais controladas. DA ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS Art. 24 - Para a elaboração das demonstrações contábeis consolidadas, a investidora deverá observar, além do disposto no artigo 10, os seguintes procedimentos: I. II. III. Excluir os saldos de quaisquer contas ativas e passivas, decorrentes de transações entre as sociedades incluídas na consolidação; Eliminar o lucro não realizado que esteja incluído no resultado ou no patrimônio líquido da controladora e correspondido por inclusão no balanço patrimonial da controlada. Eliminar do resultado os encargos de tributos correspondentes ao lucro não realizado, apresentando-os no ativo circulante/realizável a longo prazo - tributos diferidos, no balanço patrimonial consolidado.

Parágrafo único. No processo de consolidação das demonstrações contábeis, não poderá ser efetuada a compensação de quaisquer ativos ou passivos pela dedução de outros passivos ou ativos, a não ser que exista um direito de compensação e a compensação represente a expectativa quanto à realização do ativo e à liquidação do passivo. Art. 25 - A participação dos acionistas não controladores, no patrimônio líquido das sociedades controladas, deverá ser destacada em grupo isolado, no balanço patrimonial consolidado, imediatamente antes do patrimônio líquido. Art. 26 - O montante correspondente ao ágio ou deságio proveniente da aquisição/subscrição de sociedade controlada, não excluído nos termos do inciso I do artigo 24, deverá: I. Quando decorrente da diferença prevista no parágrafo 1º do artigo 14, ser divulgado como adição ou retificação da conta utilizada pela sociedade controlada para registro do ativo especificado; e Quando decorrente da diferença prevista no parágrafo 2º do artigo 14: a. b. ser divulgado em item destacado no ativo permanente, quando representar ágio; e ser divulgado em conta apropriada de resultados de exercícios futuros, quando representar deságio.

II.

Art. 27 - A parcela correspondente à provisão para perdas constituída na investidora deve ser deduzida do saldo da conta da controlada que tenha dado origem à constituição da provisão, ou apresentada como passívo exigível, quando representar expectativa de conversão em exigibilidade.

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individualmente. II. 33 . IV. bem como o percentual de participação em cada uma delas. DA CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTROLADAS EM CONJUNTO Art. em confronto com os correspondentes montantes do patrimônio líquido e do lucro líquido ou prejuízo consolidados. na proporção da participação destas no seu capital social. § 1º . deverão ser divulgados ainda o montante dos principais grupos do ativo. 32 . assim como da inserção de controlada no processo de consolidação. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 29 . as receitas e as despesas das sociedades controladas em conjunto deverão ser agregados às demonstrações contábeis consolidadas de cada investidora.As demonstrações contábeis consolidadas e respectivas notas explicativas serão objeto de exame e de parecer de auditores independentes. respectivamente. 31 . CONTÁBEIS DE SOCIEDADES III. e Eventos que ocasionaram diferença entre os montantes do patrimônio líquido e lucro líquido ou prejuízo da investidora. da aquisição ou venda de sociedade controlada.A demonstração consolidada das origens e aplicações dos recursos deverá ser elaborada de maneira consistente com o contido nesta Instrução.No caso de uma das sociedades investidoras passar a exercer direta ou indiretamente o controle isolado sobre a sociedade controlada em conjunto. nos elementos do patrimônio e resultado consolidados. Art.Considera-se controlada em conjunto aquela em que nenhum acionista exerce. Incluir os resultados de sociedade controlada. 30 .Aplica-se o disposto nos artigos 23 a 31 à elaboração das demonstrações contábeis consolidadas de sociedades controladas em conjunto.Os componentes do ativo e passivo. referidas no artigo anterior. indicando: I. 28 . Art. § 2º . para fins de comparabilidade das demonstrações contábeis.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Art. no que não colidir com as normas previstas nos artigos 32 e 33. tomando por base a data do respectivo registro ou baixa nos seus investimentos permanentes.As notas explicativas que acompanham as demonstrações contábeis consolidadas devem conter informações precisas das controladas.A participação dos acionistas não controladores no lucro líquido ou prejuízo do exercício das controladas deverá ser destacada e apresentada. e Excluir todas as receitas e despesas decorrentes de negócios entre a investidora e as sociedades controladas. DAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS Art. Critérios adotados na consolidação e as razões pelas quais foi realizada a exclusão de determinada controlada. II. ou possam vir a ter. Art. DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 34 .Em nota explicativa às demonstrações contábeis consolidadas. a controladora final deverá passar a consolidar integralmente os elementos do seu patrimônio. como dedução ou adição ao lucro líquido ou prejuízo consolidado. 29 . bem como entre estas. efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros consolidados. passivo e resultado das sociedades controladas em conjunto. no transcorrer do exercício social. Art. Efeitos. adquirida ou vendida no transcorrer do exercício social. 35 .Para a elaboração da demonstração consolidada do resultado do exercício a investidora deverá: I. Eventos subseqüentes à data de encerramento do exercício social que tenham. os poderes previstos no artigo 3º desta Instrução.

aplicam-se ainda às sociedades equiparadas conforme definição contida no parágrafo único do artigo 2º. 37 . realizado por auditor registrado nesta Comissão. nº 15. Art.Esta Instrução entra em vigor na data de sua publicação. § 1º . de 07 de dezembro de 1976. 36 .Todas as disposições relativas às sociedades coligadas.As demonstrações contábeis consolidadas. Art. nº 30. e as demais disposições em contrário. A auditoria referida no caput deste artigo deverá incluir o exame das demonstrações contábeis de todas as controladas. passarem a ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial. a data de publicação das demonstrações contábeis consolidadas da sociedade de comando de grupo de sociedades a que estiver filiada. a guarda dos papéis de trabalho e memórias de cálculo relativos à elaboração de suas demonstrações contábeis consolidadas. 38 . integram. Art. O descumprimento ao disposto aos artigos 1º. § 2º . ensejando a aplicação das penalidades previstas na legislação pertinente. se possível.O disposto neste artigo não implicará reelaboração das demonstrações contábeis individuais ou consolidadas relativas ao exercício social anterior. aplicando-se demonstrações contábeis relativas aos exercícios sociais a se encerrarem a partir de 1º dezembro de 1996.As companhias abertas deverão manter em boa ordem. Art. Adaptam-se à presente Instrução as demais normas da CVM que tratam dessa matéria. pelo prazo de 3 (três) anos e por quaisquer meios adequados. 41 .Aplica-se. 40 .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Parágrafo único. de 17 de janeiro de 1984. Original assinado por FRANCISCO DA COSTA E SILVA PRESIDENTE INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 30 . por se tornarem relevantes.385. o disposto no caput deste artigo aos investimentos que. em cada exercício social. com divulgação do fato e os valores envolvidos em nota explicativa. incluídas na consolidação. de 27 de abril 1978. em nota explicativa às suas demonstrações contábeis. deverão ser registrados como receita ou despesa de equivalência patrimonial. às de de da Parágrafo único. Art.A companhia aberta filiada de grupo de sociedades deve indicar. 21. referidos nesta Instrução. o órgão e. para fins do artigo 11 da LEI Nº 6. Parágrafo único. quando ficarão revogadas as Instruções CVM nº 01. decorrentes das alterações introduzidas por esta Instrução. contidas nesta Instrução. no resultado não operacional.Os ajustes iniciais. assim como as notas explicativas e quadros analíticos. as demonstrações contábeis da companhia aberta investidora ou da sociedade de comando de grupo de sociedades que inclua companhia aberta. Art. abertas ou fechadas. o artigo 2º Instrução CVM nº 170. de 03 de janeiro de 1992. 32 e 35 desta Instrução será considerado falta grave. ainda. 39 . de 03 de novembro de 1980.

deixará de ser avaliado pela equivalência patrimonial. em futuro próximo.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01) (AFTN-96-Esaf) A figura contábil do ágio pode ocorrer por origens e circunstâncias diversas. 1. por redução do valor contábil do investimento. 4. tenha efetiva e clara evidência de realização. 2. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 31 . entre outras coisas. imediatamente após a decisão de venda. O investimento em coligada que. a empresa investidora deve registrar: a) O fato apenas juridicamente e evidenciá-lo nas Notas Explicativas na ocasião da publicação do seu balanço b) Contabilmente a parcela correspondente ao percentual de participação como contrapartida de receita realizada no período c) Contabilmente a parcela correspondente ao percentual de participação como contrapartida de receita de exercícios futuros d) Contabilmente a parcela correspondente ao percentual de participação como contrapartida de reserva de reavaliação e) Contabilmente a parcela correspondente ao percentual de participação de redução do valor do investimento 04) (TCU-1998-CESPE) De acordo com a Instrução CVM n. É considerada exemplo de evidência de influência na administração da coligada a significativa dependência tecnológica e/ou econômico-financeira. mesmo que a redução não seja considerada de caráter permanente. deixar de ser relevante.º 247. deixará de ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. quando as participações societárias são avaliadas pelo método de custo: a) Não gera nenhum registro contábil na investidora b) É também registrado pela investidora imediatamente c) É registrado pela investidora no ano subsequente ao fato d) Gera o reconhecimento de receita não-operacional na investidora e) Gera um registro contábil de receita operacional na investidora 03) (AFTN-96-Esaf) Quando uma empresa controlada faz reavaliação de seus bens. entre elas a expectativa: a) De rentabilidade futura da Participação Societária adquirida b) Das despesas futuras da Participação Societária adquirida c) De o valor do Imobilizado Líquido da empresa investida tender para zero d) De prejuízos futuros da Participação Societária adquirida e) De o Patrimônio Líquido da empresa investida ser negativo 02) (AFTN-96-Esaf) O efeito da reavaliação de bens efetuados nas empresas coligadas. deduzidos o deságio nãoamortizado e a provisão para perdas. O investimento em sociedade coligada ou controlada. 5. a respeito da avaliação de investimentos em sociedades coligadas e controladas. O investimento em controlada deve ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. de 27 de março de 1996. cuja venda por parte da investidora. que dispõe. O valor contábil do investimento relevante e influente em coligada ou controlada abrange o custo de aquisição mais a equivalência patrimonial e o ágio não-amortizado. julgue os itens abaixo. 3.

000.000.000.00 b) R$ 300.00 d) R$ 80. utilizando os dados do enunciado a seguir: Em 10 de janeiro de 19x8.00 c) R$ 2.000 ações que representavam 30% das ações da Cia. Em 31 de dezembro de 19x8.000 e lhe atribuiu lucros acumulados de 2.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Responda às questões 05 a 09.00 08) (AFTN-98-Esaf) O valor nominal unitário das ações adquiridas da Cia. Beta.000. A Cia.000. resultando em acréscimo do valor desse seu investimento: a) 1 000 b) 1 800 c) 3 000 d) 5 000 e) 7 000 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 32 .000 por 100.00 10) (TRT-4ª/ANAL.JUD.000. O valor apurado como Lucros e Prejuízos de Participações em outras Sociedades reportado pela Cia.000.00 c) R$ 600. a Cia. O ágio pago pela Cia. Alfa foi de a) R$ 700.000.00 07) (AFTN-98-Esaf) O valor registrado na Conta Participações Permanentes em Outras Sociedades pela Cia. por ocasião da aquisição das ações da Cia.00 e) R$ 90. dividendos de R$ 100. Em 10 de julho de 19x8.000.000. Beta apresentou um lucro do exercício 19x8 de R$ 300. o valor apurado na aplicação da Equivalência Patrimonial foi de a) R$ 30.12.00 b) R$ 30. 05) (AFTN-98-Esaf) O valor do ágio pago por Alfa.000. ao final do exercício de 19x8. Alfa foi de a) R$ 10.00 b) R$ 90.00 c) R$ 70.00 e) R$ 3.000.000.00 e) R$ 60.00 d) R$ 6.000 em 31. Beta e avalia seus investimentos pelo método da equivalência patrimonial.000.000.00 c) R$ 100. que teve no exercício um lucro de 5.000. Beta foi de a) R$ 8. Beta.00 e) R$ 800. a Cia.000.00 b) R$ 9. foi de a) R$ 100.000.00 d) R$ 80.-2001) A controladora detém 60% do capital da investida. Alfa foi de R$ 80.00 06) (AFTN-98-Esaf) Ao final do exercício de 19x8.00 d) R$ 900.00 09) (AFTN-98-Esaf) O valor do ágio amortizado. a empresa Beta pagou.000. em caixa.000.00 c) R$ 90. pela Cia.00 e) R$ 60. Alfa será amortizado em 10 anos.000.00 b) R$ 60.000. Alfa exerce significativa influência sobre a Cia. Alfa pagou R$ 700.000.00 d) R$ 30.19x8.

Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 11) (AFRF-2001-Esaf) O ágio na compra de investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial é determinado pelo valor pago que exceder a) ao valor do capital da investidora. não classificados como investimentos. os valores apurados no exterior devem ser apenas convertidos à taxa de câmbio média do período contábil de referência. estabelecida no artigo 183 da Lei 6. estabelece como perdas potenciais a) responsabilidade formal ou operacional para cobertura de passivo a descoberto e tendência de perecimento de investimento b) tendência de perecimento do investimento e elevado risco de paralisação de operações de coligadas e controladas c) eventos que resultarem em perdas não provisionadas pelas coligadas ou controladas em suas demonstrações contábeis d) elevado risco de paralisação de operações de coligadas e controladas e responsabilidade formal ou operacional para cobertura de passivo a descoberto e) perdas decorrentes de sinistros já ocorridos e ainda não registradas contabilmente pela controlada ou coligada 13) (AFRF-2002-Esaf) A avaliação de valores mobiliários. sempre que essas forem relevantes. c) Independentemente da relevância do investimento no exterior. d) A avaliação de investimentos societários em empresas estrangeiras deverá ser feita pelo método do custo identificado pela taxa média de câmbio do mês em que o mesmo for efetivado. d) ao valor patrimonial da ação.404/76. b) O método da equivalência patrimonial deve ser adotado para avaliar participações societárias tanto em controladas como em coligadas. dos dois o menor. d) do custo ou mercado. 12) (AFRF-2001-Esaf) Em circunstâncias que determinem situações que configurem a existência de perdas já previstas mas não contabilizadas pelas coligadas ou controladas. c) ao valor do capital da investida. b) da convenção de consistência. c) do custo histórico e da materialidade. a) Os investimentos em controladas ou coligadas existentes no exterior devem obrigatoriamente fazer a consolidação de balanços independentemente da relevância do valor investido. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 33 . 14) (AFRF-2002-Esaf) Assinale a opção que corresponde a um correto tratamento contábil relativo a investimentos no exterior. e) da prudência e do custo de oportunidade. b) ao valor de cotação em bolsa. e) ao valor do capital e reservas de capital da investida. utiliza como base os critérios contábeis a) do denominador comum monetário. deve ser constituída uma provisão para perdas em Investimentos. em seu artigo 12 inciso II. deve ser utilizado o método de equivalência patrimonial mesmo quando se tratar de filiais ou agências no exterior. e) Na adoção de critérios contábeis divergentes daqueles utilizados pela investidora brasileira. Sobre esse assunto a Instrução CVM 247/96.

ao final de cada período. d) o investimento em sociedades controladas ou coligadas que apresentar efetiva e clara evidência de perda de continuidade. com valor contábil superior a 30% do capital votante da investida que apresente prejuízos em dois períodos subseqüentes. d) Eventos que resultarem em perdas não provisionadas pelas coligadas e controladas em suas demonstrações contábeis. d) sempre como ganho de capital. conforme estabelecido por Instrução/CVM. b) o investimento indireto em outra empresa com valor contábil superior a 20% do capital votante da investida. segundo a Instrução CVM 247/96. b) reconhecimento de receitas não-operacionais de lucros com investimentos. de acordo com a Instrução CVM 247/76. quando provenientes de: a) Eventos que possam indicar perda total de créditos contra coligadas e controladas. d) registro em participação societária apenas pelo valor líquido pago. e) a apropriação em resultados de exercícios futuros do valor do deságio. c) Eventos que possam prever perda parcial ou total do valor contábil do investimento. 16) (AFRF-2002-Esaf) O prazo máximo para amortização do ágio ou deságio decorrente de expectativa de resultado futuro. envolve: a) lançamentos em subcontas do grupo Permanente Investimentos. quando relativo à variação cambial de investimento em coligada ou controlada no exterior. com valor contábil superior a 30% do capital votante da investida que apresente prejuízos em três períodos subseqüentes. no valor do investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial. b) Perdas resultantes do processo de produção industrial de controladas e coligadas não provisionadas. 19) (AFRF-2002-2-Esaf) Poderá deixar de ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial: a) o investimento em coligada no valor contábil superior a 20% do patrimônio líquido da investidora.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 15) (AFRF-2002-Esaf) O registro contábil efetuado quando da aquisição de participações societárias relevantes com deságio. deve ser apropriada pela investidora a) como reserva de capital quando o saldo for credor. c) como receita ou despesa operacional. b) sempre como conta de despesa não operacional. c) lançamento de crédito em ganhos com investimentos permanentes. 18) (AFRF-2002-2-Esaf) A diferença verificada. e) Situação de elevado risco de paralisação de operações de coligadas ou controladas. e) o investimento direto em empresas. e) como subconta do ativo permanente diferido. c) o investimento indireto em empresas. é de: a) 3 anos b) 5 anos c) 7 anos d) 8 anos e) 10 anos 17) (AFRF-2002-2-Esaf) As perdas permanentes em investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial são denominadas de perdas efetivas. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 34 .

esse fato contábil gera: a) um fato contábil misto aumentativo na contabilidade da investida. Cia.000 50. c) a identificação da perda do controle indireto da Cia.. 30. A Cia.000 . e) lucro das operações. Outro(s) Investidas Ações Itararé Itacolomi Acionista(s) Cia.000 90. em março de 2002 a empresa aumenta o seu capital ordinário em 60. a compradora ainda mantinha em seu patrimônio esse bem. e) o registro de um ganho de capital pela Cia. c) resultado não-realizado. responder às questões de nº 20 a 22. Itamaracá 40. ao final do período contábil de ambas.. 22) (AFRF-2002-2-Esaf) Por decisão das diretorias das empresas do grupo ficou estabelecido como período de exercício contábil para todas as empresas o ano civil.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Utilizando as informações contidas no quadro de composição acionária das companhias. Ita. (Quadro de composição Acionária .. b) um percentual de participação maior da investidora na investida. Itajubá 80.000 30. b) ganho de capital.000 15. d) o reconhecimento de uma perda de capital pela investidora.000 Cia.000 ações ordinárias para subscrição apenas no mercado primário.000 200. Itacolomi para a Cia. 21) (AFRF-2002-2-Esaf) Cia.000 300. Itacolomi 120. 10. b) é obrigatória por ferir possíveis interesses de acionistas minoritários e afetar a tributação do Imposto de Renda.000. O resultado apurado nessa operação é classificado contabilmente como: a) resultado de investimento. e) é indispensável por se tratar de operação entre partes relacionadas e afetar a tributação..000 90. Itaipu é R$2. Itamaracá tem como atividade o transporte de cargas e foi constituída apenas para prestar esse tipo de serviço às empresas do grupo. Itararé subscreve e integraliza nessa operação o valor de R$60.000 Cia.000 150. Nesse caso a divulgação desse fato em notas explicativas: a) não é necessária se as empresas do grupo estiverem obrigadas a consolidar suas demonstrações.000 . d) não é necessária por eventualmente vir a gerar transferências não remuneradas entre as partes relacionadas..000 20) (AFRF-2002-2-Esaf) O valor nominal unitário das ações da Cia. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 35 .00...quantidade de ações) Investidores Empresas Total de Cia. da Cia.. c) é facultativa desde que esta decisão não afete o fato gerador para o cálculo do ICMS e do Imposto sobre a Renda. Na verificação da ocorrência de uma venda de um bem imobilizado. d) perda de capital. Itaipu 195. Itararé. com lucro.000 Cia.00. Itararé e.

em particular a aplicável às sociedades por ações. 24) (AFRF-2003) A Cia. ajustado ao valor de mercado. As matérias-primas e outros insumos de produção serão avaliados pelo custo de aquisição. As participações societárias no capital social de outras sociedades. 2. ao valor de mercado. 1. 5. Na ocasião da operação. d) lançar também como Ajustes de Exercícios Anteriores o valor proporcional à sua participação societária. pré-existentes e ainda não distribuídos. relativos a saldos. o preço acordado envolvia o valor das ações e dividendos adquiridos. Com base nessa legislação. que corresponde ao preço pelo qual possam ser revendidos.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 23) (TCU-1995-CESPE) A legislação comercial. e) considerar o valor recebido como receita não operacional e debitando em contrapartida da conta ágio em investimentos societários. define os principais critérios de avaliação patrimonial. a controladora que avalia seu investimento pelo método de equivalência patrimonial. e) apenas fazer a evidenciação do fato em notas explicativas. ajustado. 25) (AFRF-2003) A Cia. nos princípios e na doutrina contábil. c) lançar o valor correspondente a esse dividendo a crédito da conta participação societária em contrapartida do registro do ingresso do recurso no caixa. atualizados com base na variação cambial e deduzidos das provisões adequadas ao valor provável de realização. Neste caso. Época. Jovial. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 36 . 3. tendo em vista que o fato não afeta o seu resultado. quando ficarem caracterizados a relevância e o controle. Os créditos em moeda estrangeira serão convertidos em moeda nacional. serão avaliadas com base na equivalência patrimonial. Lavandisca. d) registrar os dividendos recebidos como receita operacional em contrapartida ao lançamento de débito na conta caixa. para mais ou para menos. de Reservas e Lucros Acumulados. b) proceder à realização de assembléia extraordinária e dar conhecimento aos acionistas minoritários do fato ocorrido na controlada. julgue os itens a seguir. em um determinado exercício reconhece como ajustes de exercícios os efeitos relevantes decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil. controlada da Cia. deverá: a) registrar o efeito correspondente à sua participação em seu resultado como item operacional. Os empréstimos sujeitos a correção monetária serão atualizados com base no índice oficial e acrescidos de todos os encargos calculáveis até a data do vencimento. c) apenas efetuar a evidenciação do fato em notas explicativas e constar em ata de assembléia extraordinária. o tratamento contábil dado a esse evento deverá ser: a) creditar o valor correspondente a esse dividendo em conta de receita não operacional em contrapartida do registro do ingresso do recurso no caixa. 4. No momento em que ocorrer o efetivo pagamento dos dividendos referentes a esses itens. ABC adquire 2% do total de ações da Cia. Os imóveis classificados como "Investimentos" serão avaliados pelo custo de aquisição. b) ajustar o resultado do exercício e creditar o valor correspondente a esse dividendo em conta de deságio em aquisição de investimentos permanentes em contrapartida do registro do ingresso do recurso no caixa.

no momento em que o evento ocorreu. do município x. Boa Sorte. prevista no planejamento estratégico da empresa no item expansão. para instalar uma nova unidade fabril. 27) (AFRF-2003) Na verificação de participação recíproca em operações de incorporação. b) somente a empresa incorporadora deverá publicar o fato em jornal de grande circulação no local onde estiver sediada. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 37 . Indique o procedimento contábil que a Cia. como Reserva de Capital. no período de seis meses. no período de seis meses.5 milhões com previsão para entrar em operação nos próximos dois anos.000. c) mencionar o fato nos relatórios e demonstração financeira de ambas as sociedades e eliminar esse tipo de participação. o procedimento exigido pela Lei 6.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 26) (AFRF-2003) A Cia. a parcela de ações ou quotas que não excederem o valor dos lucros e reservas. e) alienar.03. d) Indicar em notas explicativas o acréscimo patrimonial de sua investida e a potencialidade de um provável ganho de capital. um terreno industrial avaliado em R$ 250.2000. e) Lançar ao final do exercício no qual a controlada registrou a incorporação do terreno como um ganho de capital relativo à doação. d) mencionar esse fato apenas no relatório da administração. c) Registrar em seu patrimônio líquido. a parcela de ações ou quotas que não excederem o valor dos lucros acumulados da incorporadora. envolve um investimento total de 15. Jaguaribe. o valor proporcional à sua participação societária. recebe em doação. em 01. justificando a necessidade da operação e indicando as classes e valor nominal das ações envolvidas. deverá ter em relação à doação do bem. detentora de 60% do capital votante dessa empresa. a) Aplicar o percentual de participação no capital da controlada e registrar o valor apurado como Reserva de Lucros a Realizar. uma receita operacional de valor proporcional à sua participação.404/76 será: a) a empresa incorporada deverá alienar. justificando a natureza e o valor da operação. b) Reconhecer em seu resultado. no prazo máximo de um ano. Essa operação.

em que representaremos a participação de uma empresa em outro traçando setas no sentido da participação: ITARARÉ 20% MAUÁ 70% 40% CAXIAS 10% 80% RANDON 07) (AFRF-2001-Esaf) A Cia.000 Resolução: Para facilitar a visualização da participação acionária.000 20. o que constitui investimento indireto na ITARARÉ naquelas duas empresas.000 Total de ações 10. Caxias 4. Caxias e 20% na Cia. Rondon. Rondon c) 28% na Cia. Mauá e) 10% na Cia. é conveniente passar as informações do quadro para um gráfico. a resposta correta é a letra “d”. A participação na Mauá é de 20% de forma direta e mais 28% de forma indireta (40% de 70%). Mauá e 20% na Cia.000 2.E E C C E 04 – C. o investimento da Itararé na Randon é de 80% mais 10% de 70%. Itararé nas empresas Mauá e Rondon é: a) 18% na Cia. Isto totaliza 87%. É de notar que 10% = 10/100 e 70% = 70/100. 70% na Cia. de 80% na Randon e de 70% na Caxias.C 27 . Caxias e 40% na Cia. Rondon. Rondon INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 38 .C. Mauá Cia. Mauá e 28% na Cia. Itararé tem uma participação total nas investidas na seguinte ordem: a) 67% na Cia. Caxias e 48% na Cia.000 Quadro de composição acionária da CIA ITARARÉ nas companhias Mauá e Rondon: Composição do Capital Cia. 30% na Cia.000 16. Entretanto. Caxias e 38% na Cia.C 03 – D 08 – D 13 – D 18 – C 23. Caxias e 40% na Cia. ou seja. a Caxias possui investimento de 40% na Mauá e de 10% na Randon.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia GABARITOS 01 – A 06 – E 11 – D 16 – E 21 – A 26 .000 -----Outros Acionistas 4.000 15. Rondon. Rondon Cia. Rondon. Rondon b) 28% na Cia. Itararé 2. A participação na Caxias é apenas a direta de 70%.000 35.000 50.B 02 – A 07 – C 12 – B 17 – D 22 . Rondon d) 8% na Cia. 08) (AFRF-2001-Esaf) O percentual de participação indireta da Cia.000 2.C 05 – A 10 – A 15 – A 20 – D 25 . Mauá e 7% na Cia. Desta forma. Mauá Percebe-se que a ITARARÉ possui participação direta de 20% na Mauá. Caxias Cia. 70% na Cia.E.E 09 – A 14 – B 19 – D 24 . mais 7%. Mauá e 77% na Cia. Mauá d) 87% na Cia.A Alguns exercícios resolvidos: Questões da aula 03. totalizando 48%. Empresas Cia. 70% na Cia. Assim. Rondon. Mauá c) 70% na Cia.C. 70% na Cia. Mauá b) 70% na Cia.

donde pode-se concluir que C é controlada de ª Porém. I com 9%. A na Cia B relativo ao capital total. pois a CIA B possui 100% do capital de G. logo é controlada direta. Agora pelo centro. A. 0. Rondon Resolução: Conforme resolução da questão anterior.7 x 0. A configuração gráfica do Conglomerado Alfabético é a seguinte: CIA A 20% 60% 30% CIA. a resposta correta é a letra “c”.6 x 0. I OUTROS 55% Com base no gráfico fornecido.1 x 0. A na Cia. 15) (AFRF-2002-Esaf) De acordo com a figura apresentada pode-se afirmar que a) a Cia. a participação indireta de A em H é de 51%. a participação de A em I é de 1.3 x 0.25 = 0. pode-se afirmar que INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 39 . que é de 10. d) a participação indireta da Cia.8% + 8. E 25% CIA. G CIA. A participação é indireta e se dá por intermédio das Cias.018 x 100 = 1.5% = 10. e) A participação indireta de A em H já vimos que é de 51%. É a resposta correta. e) a participação indireta da Cia. C e D. pela direita temos a participação de: 30% de 30% de 20%. com participação de 20% de 10% de 25%. G é controlada indireta da Cia. b) as empresas “C” e “I” são controladas da Cia.2 = 0.4% + 0.2 = 0. responda às questões de 15 a 17. o que não caracteriza o controle. ou seja: 0. c) Acabamos de calcular a participação indireta de A em I. 16) (AFRF-2002-Esaf) Sendo o percentual de participação da Cia.4%. F 100% CIA. B CIA. ou seja. a participação de A em I é apenas indireta. A participa indiretamente na Cia. Mauá e 70% na Cia. Ainda pela esquerda. A nas empresas “F” e “H” é idêntica. Então. B.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia e) 7% na Cia. A participação por meio da Cia C é de 42% (70% de 60%) A participação por intermédio de D é de 9% (30% de 30%). H 20% CIA. H é de 51%. d) Percebam que a empresa A não possui participação direta em H. b) A participação de A em C é de 60%. c) a Cia.5%. a participação é de 60% de 70% de 20%. Resolução: a) A CIA G é subsidiária integral da CIA B. C CIA. cujo valor pode ser assim apurado: olhando de frente para a figura.7%. D 100% 10% 70% 30% CIA. 0.2 x 0. Logo. ou seja. A participação de A em F é de apenas 2%.005 x 100 = 0.084 x 100 = 8.3 x 0.7%.8%.

30. Itajubá 80. 30% de 80% resulta em 24%.000 30. c) a participação de “A” em “B” é relevante. Itararé na Cia.000 Cia..000 . B é coligada de “A”. b) a Cia. Conforme vimos em nossas aulas.000 Cia.. devemos fazer o gráfico da relação de investimentos: ITARARÉ 65% ITAIPU 80% ITAMARACÁ 80% 30% ITACOLOMI 45% 40% ATAJUBÁ A participação indireta da Itararé na Itaipu ocorre por meio da Itacolomi. Cia.000 90. Itaipu é: a) 20% b) 24% c) 30% d) 34% e) 52% Total de Ações 200. 17) (AFRF-2002-Esaf) Sendo o percentual de participação da Cia.. B participa indiretamente de “I” com 7%.000 .000 50.000 50.000 As empresas em questão formam um grupo de empresas.. Como não dispomos desses dados.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia a) a Cia..000 15..000 300. uma coisa é certa: A Cia B é coligada de A.. A na Cia.000 Cia.000 Cia.000 Resolução: Novamente.. H participa indiretamente de “I” com 10.. A é controladora de “B”.. Cia.7%.000 15. Entretanto. 10. Outro(s) Investidas Ações Itararé Itacolomi Acionista(s) Cia. Resposta correta letra “d”.000 90.quantidade de ações) Investidores Empresas Total de Cia.quantidade de ações) Investidores Empresas Cia. Itacolomi 120.. Itajubá 80. logo a participação pode ser em ações sem direito a voto. Itaipu 195. A participa indiretamente de “I” com 10. 10. Então.7%. c) a participação de “A” em “B” é relevante em “I”. Resolução: Se voltarmos à questão 15) veremos que a Cia A participa indiretamente em I com 10.000 90. Não sabemos a composição acionária de B.000 90. fiquemos com a resposta da letra “b”. para facilitar a visualização.000 200. a relevância se mede em relação ao PL da investidora. industrialização e comercialização de mármores.000 300. A resposta correta é a letra “b”. 30. Se essa empresa é a investidora direta das empresas INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 40 . Itamaracá 40.000 . e) a Cia. Itaipu 195. B é equiparada a controlada de “A”.. Resolução: O investimento de A em B é de 20%.7%. granitos e pedras de diversos tipos. 19) (AFRF-2002-2-Esaf) (Quadro de composição Acionária . Itacolomi 120. B relativo ao capital total.000 O percentual de participação indireta da Cia. Itamaracá 40. sua empresa holding é a Cia. Outro(s) Investidas Itararé Itacolomi Acionista(s) Cia.. beneficiamento.000 . b) a Cia. e) é irrelevante se “B” for dependente da tecnologia de “A”.000 Cia. I é equiparada a controlada de “D”.000 Cia.000 150. d) a Cia.. ITA. d) a Cia. 20) (AFRF-2002-2-Esaf) (Quadro de composição Acionária ..000 30..000 150. pode-se afirmar que a) a Cia. localizadas em diversos estados brasileiros e possuem como atividade principal a extração.

a ITA poderá ter.000 Se a participação societária da Cia..000 Cia. SERGIPE INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 41 .. no capital da empresa Itacolomi. o investimento será debitado e creditado o resultado. o investimento será creditado e será debitada conta de resultado. 30. o efeito gerado por prejuízos apurados na investida deve ser registrado pela empresa controladora da seguinte forma : a) Lucros / Prejuízos Acumulados a Participações Societárias b) Participações Societárias a Lucros / Prejuízos Acumulados c) Lucros / Prejuízos Acumulados a Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas d) Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas a Lucros / Prejuízos Acumulados e) Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas a Participações Societárias Resolução: Inicialmente devemos observar que a questão se refere a uma prova realizada em 1996.000 50. Ita poderia ter: a) 100% b) 88% c) 52% d) 40% e) 20% Resolução: Como a Itararé possui 80% das ações da Itacolimi. indique o percentual máximo de participação direta.. Neste caso. Questões da aula 04: 01) (AFTN-96-Esaf) Quando a Participação Societária for relevante.1994 os balancetes finais das Cias.. Em 31.000 90.quantidade de ações) Investidores Empresas Total de Cia. Itajubá é: a) considerada indireta no valor de 45%.000 150. De lá até a presente data ocorreram algumas alterações na Lei e a CVM entrou em campo editando normas sobre o assunto.000 90. Resposta correta letra “d”.000 300. Itamaracá 40.000 200. a participação dessa empresa na Cia. d) evidenciada em notas explicativas.000 .000 Cia. Caso o resultado da equivalência seja positivo.000 30. 20% do capital dessa empresa.12. Resolução: A participação societária direta e indireta em controladas e coligadas deve ser evidenciada em notas explicativas. salvo se a empresa elaborar demonstrações consolidadas. O registro do resultado da equivalência patrimonial é lançado diretamente no ativo permanente investimento em contrapartida de conta de resultado. Outro(s) Investidas Ações Itararé Itacolomi Acionista(s) Cia.000 . Resposta correta letra “e”.. 10. Itacolomi 120. e) nula por não haver relação direta entre elas. Itajubá 80. c) considerada direta no valor de 20%.. Desta forma. lta.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Itararé e Itacolomi.000 15. PARÁ e SERGIPE eram os seguintes : Contas CIA. Itaipu 195. o lançamento correto é o da letra “e”. no máximo. b) nula porque a Cia. 21) (AFRF-2002-2-Esaf) (Quadro de composição Acionária . PARÁ CIA. o resultado da equivalência será negativo. Itajubá não é ligada à Cia.. Itacolomi for de 20% do capital total.000 Cia. que a Cia.. Cia. Ita na Cia. Quando a sociedade investida (controlada ou coligada avaliada pela equivalência) apurar prejuízo.

800 Resolução: O valor do investimento será apurado pela aplicação de 60% sobre o Patrimônio Líquido da Cia SERGIPE.000 110.00 (42.600 d) Ganhos / Perdas com Alienação de Investimentos 7.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Saldos Ajustados Ativo Circulante Ativo Realizável a Longo Prazo Ativo Permanente Investimentos Imobilizado Líquido Passivo Circulante Passivo Exigível a Longo Prazo Patrimônio Líquido: Capital Reservas Lucros/Prejuízos Acumulados Despesas Operacionais 80.000 60. o valor correto dos Investimentos Permanentes na Cia PARÁ seria: a) $ 30.000.Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 1.800 Outras Despesas Operacionais .600 Resolução: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 42 .00 (-) P.Ganhos c/ Investimentos 7.800 a Investimentos 9.000 5. será de: Capital social R$ 50. PARÁ como: a) Lucros/ Prejuízos Acumulados . teremos que o investimento da empresa PARÁ na Sergipe vale R$ 20.000).600 d) $ 22.600 e) Investimentos 1.000 25. identifique a resposta correta para as questões de números 03 a 05. III a inflação no período foi ZERO IV até o exercício contábil de 1993 os investimentos não eram avaliados pela equivalência patrimonial.800 Despesas não-operacionais . falta apenas a avaliação dos Investimentos Permanentes.000 1.00. O PL da Cia Sergipe.000.000 --49. 03) (AFTN-96-Esaf) Aplicando o método da equivalência patrimonial.000 Outras informações: Ipara apuração dos resultados de 1994. considerando que no período teve prejuízo de R$ 3.800 a Investimentos 9.800 a Investimentos 1. II a Cia PARÁ detinha 60% do capital da Cia.000 – 45.000 Saldos Ajustados 5.000 --- Receitas Operacionais 80.800 Despesas não-operacionais . SERGIPE e constituía-se na única participação societária da empresa . Com base nas informações anteriores.000 20.400 c) $ 9.000 30.000 10.000 15.000.000 b) $ 20.000 (14.800 a Ganhos e Perdas c/ Investimentos 9. Acumulados R$ 17.Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 7.000 15.000.000) 45. das empresas.000 50.Ajustes de Exercícios Anteriores 7.400.000 e) $ 1.00 + Reservas R$ 1. Resposta correta letra “b”.800 Outras Despesas Operacionais .Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 1.000 12.Ajustes de Exercícios Anteriores 1.800 a Investimentos 9.800 c) Lucros / Prejuízos Acumulados .00 Patrimônio Líquido R$ 34.600 a receitas não Operacionais .00 Aplicando o percentual de participação (60%).600 b) Provisão para Perdas com Investimentos Permanentes 9.Lucros e Prejuízos de Participações em outras Companhias 7.000. 04) (AFTN-96-Esaf) O resultado apurado na aplicação da equivalência patrimonial deveria ser lançado pela Cia.000 18.000 42.

Desta forma. temos: Receitas operacionais R$ 80.200 b) $.600. o Resultado do Exercício de 19x4 da Cia.000. o investimento deve ser creditado no valor de R$ 9.24.00 (-) Desp.000.600. Como o investimento passou a ser avaliado pelo MEP e ele vale apenas R$ 20. Mas. na questão anterior apuramos que o investimento.00.00 c) Investimentos Permanentes / Ações da Empresa Dona S/A a Receita da Equivalência Patrimonial Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 90.00 e. PARÁ é: a) $. 09) (ESAF/98-Esaf) A empresa Dona S/A possui capital social formado por 2 milhões de ações.00.10.18.000. Outro aspecto que deve ser considerado é que o investimento não vinha sendo avaliado pela EP até o ano de 1993.00 (-) Resultado da EP R$ 1.00 deve ter como contrapartida o resultado do exercício atual. se ordenarmos as coisas como devem ser.200 e) $.000.22.00 se referem a prejuízos que a Cia Sergipe teve em exercícios anteriores. o lançamento correto está representado pela letra “a”.200. Logo.000.12. tudo tranqüilo?! Muito bem. Nós. possuímos 30% desse capital e avaliamos o nosso investimento pelo método da Equivalência Patrimonial.800.400 c) $.00 e) Dividendos a Receber a Investimentos Permanentes a Ações da Empresa Dona S/A Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 36. nunca mais cairão em ciladas como esta. vale apenas R$ 20.200 d) $. Operacionais R$ 60.00.00 = Resultado do Exercício R$ 18.000. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 43 .00 Resolução: Essa questão poderá ter pego alguns de surpresa. resolveu contabilizar a distribuição de dividendos calculados em 40% deste lucro.000. Aí o bicho começa a pegar.00. 05) (AFTN-96-Esaf) Considerando o valor apurado na equivalência patrimonial. se aplicado o percentual de participação (60%). Mas a contrapartida não deve ser toda no resultado do exercício.00 b) Dividendos a Receber a Receitas de Dividendos Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 36. a empresa Sócia S/A.000. certamente.800. em 31/12/1994. No fim do exercício social a empresa Dona S/A.00. ao ser comunicado deste fato.00 d) Dividendos a Receber a Receitas de Dividendos Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 90. Os ajustes de exercícios anteriores na Cia Pará hão de ser realizados diretamente em conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. a Cia Pará está arcando com resultado negativo de R$ 9.00 Resposta correta letra “e”.000. para registrar o dividendo a ela distribuído: a) Equivalência Patrimonial a Investimentos Permanentes a Ações da Empresa Dona S/A Pelo valor que nos cabe como acionista R$ 90. Isto nos leva a concluir que a Cia Pará investiu R$ 30.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Percebam que a participação da Cia Pará no capital da Cia Sergipe é de 60% e que o Capital Social da Cia Sergipe é de R$ 50. promoveu o seguinte lançamento no Diário da empresa Sócia S/A.00. apenas R$ 1.000. em função do princípio da competência.000. vamos em frente. O nosso Contador. Mas. Uma coisa já deve ter ficado certo. Até aqui. Os outros R$ 7.400.200 Resolução: Confrontando as receitas e despesas do exercício.800. pois no ano de 1994 o prejuízo da Cia Sergipe foi de apenas R$ 3. tendo apurado lucro líquido de R$ 300.400.

d) efetuar o provisionamento de R$ 6. Em 31.00 para alienar esse investimento. registrando o valor apurado em conta do ativo. em um determinado período. a) os dividendos.000. quando pagos pela investida. RESOLUÇÃO: Percebam que. o valor de mercado é de apenas 532. Como o investimento foi avaliado por R$ 536.00. abrange o intervalo de tempo entre 01.000. e) registrar o ganho de R$ 4. No recebimento do dividendo ou na sua declaração pela sociedade investida o lançamento deve ser a débito de AC (dividendos a receber ou caixa/bancos) e a crédito de investimento. para o período de 72 dias teremos de considerar o rendimento de R$ 36. RESOLUÇÃO: Percebam que o investimento da empresa Juruá S/A na Cia.000.000. O período contábil da empresa. para registrar o dividendo o contador da nossa empresa já sabia do lucro de R$ 300. 23) (AFRF-2003) I.20x1 o valor de mercado dos títulos que lastreiam essa aplicação temporária era de R$ 532. Com base nas informações anteriores. c) evidenciar em notas explicativas o ganho efetivo de R$ 30.000. aplica-se a equivalência patrimonial. 19) (AFRF-2002-Esaf) A empresa Juruá S/A.000. A nossa empresa possui direito a receber 30% desse valor.00 e já havia registrado o resultado da equivalência patrimonial no valor de R$ 90. aumentando o investimento em contrapartida de resultado. já deduzido do Imposto de Renda retido na fonte.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia No enunciado fala a respeito do registro do dividendo. No entanto.00 (72 d x R$ 500. devem ser lançados diretamente como receita operacional. b) debitar em conta de ativo o ajuste de R$ 32.12 de cada ano. companhia atuante no mercado imobiliário. então o rendimento diário será de R$ 500. d) na distribuição dos lucros da investida.00 (R$ 90. houve a proposta de dividendos a pagar no valor de R$ 120. com Imposto de Renda Retido na Fonte de 10%. Rio Negro é sua coligada. de 20/10/x1 até 31/12/x1 são 72 dias.000 em função do custo de oportunidade da empresa em relação a essa aplicação. Rio Negro não é relevante e tão pouco a Cia.000.000.000 e as despesas de negociação e corretagem R$ 2.000. controladora do Grupo Solimões. O imposto retido é compensável com o Imposto de Renda devido sobre o lucro apurado no período fiscal. no final de X1 o investimento deverá ser avaliado por R$ 536.00. visto que a empresa teria de pagar corretagem de 2. deve-se constituir uma provisão de 6.00. b) as alterações ocorridas no Patrimônio Líquido da investida são simultaneamente reconhecidas na investidora. No mesmo período.00 / 180 dias).01 a 31. que é de 90.000 para atender o ajuste ao valor de mercado. identifique o procedimento contábil correto a ser aplicado nessas circunstâncias.000. Rio Negro. Por esta forma de avaliação de investimentos os dividendos.20x1 faz uma aplicação financeira em Títulos e Valores Mobiliários de R$ 500.000.00 / d).00. Ora. A Cia.000. Como o rendimento previsto para 180 dias é de R$ 90. os valores de 140 milhões como Participações Societárias e 250 milhões como total de Patrimônio Líquido. Como o lucro foi de R$ 300. forma de avaliação aplicada a este tipo de ativo. e) na avaliação dessa participação societária.000 correspondente ao valor de mercado dos títulos a crédito de conta de receita financeira. Assim.00. é de apenas 530.00.000. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 44 .00 e o valor de realização. devem ser registrados como receita. os dividendos provisionados representam ingressos de Disponibilidades.000. III.10. Desta forma.00 e o dividendo proposto foi de 40% do lucro. quando recebidos. resgatável em 180 dias pelo valor de R$ 590. leia-se valor de mercado.000.000. Em casos como este o procedimento contábil a ser efetivado seria: a) computar o rendimento efetivo de R$ 27. Resposta correta letra “A”. logo o investimento deve ser avaliado pelo Método do Custo de Aquisição. II.000. R$ 36. o lançamento correto é o da letra “e”.00! Resposta correta letra “D”. Boa Vista. em 20. c) a empresa investida é reconhecida como equiparada à empresa Coligada no processo de Consolidação.000.12.00 e o valor de realização de R$ 530. essa empresa possui 5% do capital preferencial da Cia. ou seja.000 resultantes da comparação entre o valor pago na data do balanço e o valor contábil da aplicação.000. Assim. evidencia.00. estabelecido em seu estatuto.

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 45 . simultânea e integralmente.Para os efeitos do inciso II deste artigo.O valor do investimento. a) Reconhecer os efeitos decorrentes de classe de ações com direito preferencial ou não de dividendo fixo. ou b) . a existência desse fato deve ser observado pela investidora na determinação da equivalência patrimonial. efeitos opostos nas contas de resultado das coligadas e controladas. a) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia investidora que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos imobilizados no balanço patrimonial da controlada. Resolução: A base de cálculo da equivalência patrimonial está definida no art. 9º . § 2º .Subtraindo-se. os lucros não realizados.o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial da investidora. e) Admitir a exclusão do montante correspondente às participações recíprocas quando estas apresentarem caráter eventual e irrelevância. será obtido mediante o seguinte cálculo: I . c) O lucro não realizado incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de bens não de uso no balanço patrimonial de outra empresa coligada. Desta forma. do montante referido no inciso I. § 1º . não serão excluídos para fins de cálculo do valor do investimento. dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros. conforme definido no § 1º deste artigo. quando: a) . b) Reconhecer os efeitos decorrentes de classe de ações com direito preferencial de dividendo fixo. líquidos dos efeitos fiscais. d) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos imobilizados no balanço patrimonial da investidora. assim como as receitas e as despesas decorrentes de negócios que tenham gerado. § 3º . 29) (AFRF-2003) Entre as afirmativas a seguir. Desta forma. indicar aquela que faz parte dos procedimentos efetuados pela investidora para a determinação do valor da equivalência patrimonial. dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros. serão considerados lucros não realizados aqueles decorrentes de negócios com a investidora ou com outras coligadas e controladas.Aplicando-se a percentagem de participação no capital social sobre o valor do patrimônio líquido da coligada e da controlada. Resolução: A presença de classes de ações com direito preferencial de dividendo fixo. dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros altera o valor do Patrimônio Líquido da sociedade investida. coligadas e controladas não devem ser eliminados no cálculo da equivalência patrimonial.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 28) (AFRF-2003) Indique a opção que não corresponde a procedimentos exigidos pela Instrução CVM 247/96 para a determinação da base de cálculo da equivalência patrimonial.Os prejuízos decorrentes de transações com a investidora. c) Eliminar os efeitos decorrentes da diversidade de critérios contábeis. excetuando. e) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de ativos imobilizados no balanço patrimonial de outra controlada. b) O resultado positivo incluído no lucro apurado de companhia controlada que corresponda à inclusão no custo de aquisição de estoques de matérias-primas no balanço patrimonial da investidora. na alternativa “c” há uma inversão das companhias.Os lucros e os prejuízos.o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial de outras coligadas e controladas. quando se referir a investimento no exterior. Alternativa correta letra “c”. pelo método da equivalência patrimonial. pois o lucro a que se refere a CVM é o das controladas e coligadas e não da controladora que estiver no ativo de suas filiadas. d) Verificar os efeitos decorrentes de eventos não relevantes ocorridos no caso das demonstrações contábeis de mesma data e efeitos postecipados. 9º da Instrução CVM nº 247: Art. e II .

sendo a resposta correta..000 ações ordinárias para subscrição apenas no mercado primário. Rio Negro não é relevante e tão pouco a Cia. quando pagos pela investida.000 .000 90. quando provenientes de: a) Eventos que possam indicar perda total de créditos contra coligadas e controladas. Resolução: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 46 .A investidora deverá constituir provisão para cobertura de: I .00.. Rio Negro.000. em um determinado período. logo o investimento deve ser avaliado pelo Método do Custo de Aquisição.000 Cia. e) o registro de um ganho de capital pela Cia.000 Cia. c) a identificação da perda do controle indireto da Cia. quando recebidos. em março de 2002 a empresa aumenta o seu capital ordinário em 60.responsabilidade formal ou operacional para cobertura de passivo a descoberto Percebe-se que a alternativa “D” representa transcrição literal da alínea “a” do dispositivo. A Cia. os dividendos provisionados representam ingressos de Disponibilidades.000 15. identifique o procedimento contábil correto a ser aplicado nessas circunstâncias.Perdas efetivas. que é de 90. Itacolomi 120. 30. e) na avaliação dessa participação societária. Rio Negro é sua coligada.. controladora do Grupo Solimões..000 Cia. QUESTÕES DA AULA 05: 14) (AFRF-2002-Esaf) A empresa Juruá S/A. Resposta correta letra “A”.eventos que resultarem em perdas não provisionadas pelas coligadas e controladas em suas demonstrações contábeis. a) os dividendos.000 30. d) na distribuição dos lucros da investida. c) a empresa investida é reconhecida como equiparada à empresa Coligada no processo de Consolidação. Outro(s) Investidas Ações Itararé Itacolomi Acionista(s) Cia. RESOLUÇÃO: Conforme disposto no art. esse fato contábil gera: a) um fato contábil misto aumentativo na contabilidade da investida. Com base nas informações anteriores. Cia. Itaipu 195. No mesmo período.000 O valor nominal unitário das ações da Cia.000 . devem ser registrados como receita.000 90. as perdas podem ser efetivas ou potenciais.000 200. Por esta forma de avaliação de investimentos os dividendos. Ita... e) Situação de elevado risco de paralisação de operações de coligadas ou controladas. 20) (AFRF-2002-2-Esaf) (Quadro de composição Acionária . ou b) .000 150. segundo a Instrução CVM 247/96. devem ser lançados diretamente como receita operacional. essa empresa possui 5% do capital preferencial da Cia.000 50. Itararé.00. os valores de 140 milhões como Participações Societárias e 250 milhões como total de Patrimônio Líquido. c) Eventos que possam prever perda parcial ou total do valor contábil do investimento. b) um percentual de participação maior da investidora na investida. Itajubá 80. As efetivas estão previstas no inciso I daquele dispositivo: Art. 12 .. b) as alterações ocorridas no Patrimônio Líquido da investida são simultaneamente reconhecidas na investidora.quantidade de ações) Investidores Empresas Total de Cia.000.000 300. evidencia. em virtude de: a) . d) Eventos que resultarem em perdas não provisionadas pelas coligadas e controladas em suas demonstrações contábeis. 17) (AFRF-2002-2-Esaf) As perdas permanentes em investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial são denominadas de perdas efetivas. aplica-se a equivalência patrimonial. 12 da Instrução CVM 247. RESOLUÇÃO: Percebam que o investimento da empresa Juruá S/A na Cia. 10. b) Perdas resultantes do processo de produção industrial de controladas e coligadas não provisionadas. Itaipu é R$ 2.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Resposta correta letra “b”. Itararé subscreve e integraliza nessa operação o valor de R$ 60. Itamaracá 40. d) o reconhecimento de uma perda de capital pela investidora..

000 . Percebam que. o fato não carece estar em nota explicativa. que naquelas sociedades são lançados diretamente em conta de lucros ou prejuízos acumulados. empresas entre ela é considerada parte relacionada ou dependente das empresas para as quais ela presta serviços e tal fato deve ser mencionado em notas explicativas ou revelado de alguma forma ao público em geral. em decorrência da apuração de lucro líquido ou prejuízo no período ou que corresponder a ganhos ou perdas efetivos em decorrência da existência de reservas de capital ou de ajustes de exercícios anteriores.000 90. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 47 . vamos a resolução já que a questão aí está. não há resposta correta.000.a aumento ou diminuição do patrimônio líquido da coligada e controlada.. Desta forma.000 200. 30. mas determinadas. como a única possibilidade neste caso é considerar a existência de valores positivos no PL. Itaipu 195.. nesta hipótese..000 15. Resposta correta letra “A”.00 e a Itararé subscreveu o valor de R$ 60. b) proceder à realização de assembléia extraordinária e dar conhecimento aos acionistas minoritários do fato ocorrido na controlada. 21) (AFRF-2002-2-Esaf) (Quadro de composição Acionária .000 Cia. Cia. d) não é necessária por eventualmente vir a gerar transferências não remuneradas entre as partes relacionadas. e) apenas fazer a evidenciação do fato em notas explicativas. Como o valor nominal das ações é de R$ 2. 16 da Instrução CVM 247 prevê que: Art. devem ser reconhecidos como resultado da equivalência patrimonial. b) é obrigatória por ferir possíveis interesses de acionistas minoritários e afetar a tributação do Imposto de Renda. Itamaracá tem como atividade o transporte de cargas e foi constituída apenas para prestar esse tipo de serviço às empresas do grupo. Outro(s) Investidas Ações Itararé Itacolomi Acionista(s) Cia. então ela subscreveu apenas 50% das novas ações. controlada da Cia. deve divulgar demonstrações consolidadas. 10. porém. e b) . Itajubá 80.A diferença verificada. pois trata da consolidação das demonstrações. ao final de cada período. como receita operacional. tecnicamente. deverá ser apropriada pela investidora como: I . cujo tema é estritamente de contabilidade avançada. então a resposta correta é a letra “d”. a controladora que avalia seu investimento pelo método de equivalência patrimonial. e) é indispensável por se tratar de operação entre partes relacionadas e afetar a tributação. tendo em vista que o fato não afeta o seu resultado.. deverá: a) registrar o efeito correspondente à sua participação em seu resultado como item operacional. Nesse caso a divulgação desse fato em notas explicativas: a) não é necessária se as empresas do grupo estiverem obrigadas a consolidar suas demonstrações. quando uma empresa presta exclusivamente serviços a outra ou outras.000 .Receita ou despesa operacional. 16 ... em um determinado exercício reconhece como ajustes de exercícios os efeitos relevantes decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil. c) apenas efetuar a evidenciação do fato em notas explicativas e constar em ata de assembléia extraordinária.000 90. c) é facultativa desde que esta decisão não afete o fato gerador para o cálculo do ICMS e do Imposto sobre a Renda.. 25) (AFRF-2003) A Cia. no valor do investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial.000 Cia. Pelas normas da CVM. Resolução: O art. Neste caso. Itacolomi 120. d) lançar também como Ajustes de Exercícios Anteriores o valor proporcional à sua participação societária. não exercendo o seu direito pleno que era a subscrição de 65%. o ajuste de exercícios anteriores efetuados em coligadas e controladas.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 05 – AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS -III Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O percentual de participação da Itararé na Itaipu é de 65%.000 300.000 30. Um grupo de sociedades.quantidade de ações) Investidores Empresas Total de Cia. o fato de serem interligadas fica evidenciado.00. Jovial. em certos casos. Este fato pode gerar perda de capital para a investidora se o PL da Itaipu for composto de outros valores positivos que não seja o capital social. logo.000 150.000 50..000 A Cia. Resposta correta letra “a”. RESOLUÇÃO: Inicialmente cabe destacar que esta questão consta do rol de exercícios por engano. Itamaracá 40. Entretanto. Quando elaborarem as demonstrações consolidadas e as publicarem.000 Cia. quando corresponder: a) . Época. quando forem companhias abertas.a variação cambial de investimento em coligada e controlada no exterior.

desde que sejam dependentes financeira ou administrativamente da companhia. Muitos grupos empresariais são constituídos por suas atividades serem complementares umas das outras. independentemente de ser sociedade anônima ou outro tipo societário. há a necessidade de as empresas de comando ou controladoras evidenciarem de forma clara e transparente todas as transações efetuadas e principalmente as realizadas com relação a outras empresas do mesmo grupo econômico. é um demonstrativo que ganha importância cada vez maior em face da crescente busca de capital por parte das empresas junto ao mercado de ações. Por meio da consolidação das demonstrações financeiras podemos conhecer a efetiva posição financeira da empresa controladora juntamente com as suas controladas e sociedades dependentes. Esta análise somente será válida quando realizada com base nas demonstrações consolidadas. Esse lucro deve ser eliminado do patrimônio da família. como é mais conhecida. comerciais. no contexto da vida empresarial contemporânea. dispõe sobre a necessidade da elaboração de demonstrações contábeis consolidadas por parte das companhias abertas que deverá seguir as normas emanadas pelo art. a lei prevê que a companhia aberta que tiver mais de 30% do valor do seu patrimônio líquido representado por investimentos em sociedades controladas e o grupo de sociedades deverão elaborar e divulgar. absolutamente nada. Dispõem. 250. muitas vezes. É como se fosse uma família em que o filho realizasse uma venda ao seu pai e obtivesse lucro nessa venda. 249 e 275. CONSIDERAÇÕES INICIAIS A Lei das sociedades anônimas. não sendo. pois a família. 250 da mesma lei.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 1. adequadas na análise da tomada de decisões por parte dos acionistas minoritários e público em geral que são a razão principal da consolidação. A CVM poderá autorizar. surge a necessidade da consolidação das demonstrações contábeis. É exatamente neste contexto que devemos analisar as demonstrações financeiras. no qual as empresas estão formando grupos econômicos constituídos por diversos segmentos industriais. como unidade econômica (entidade autônoma). pois representam um conjunto de atividades empresariais. Nesses dispositivos. Desta forma. As demonstrações financeiras não consolidadas das empresas pertencentes a um grupo empresarial perdem muitas informações. Antes de adentrarmos nos conceitos mais técnicos e para que possamos entendê-los adequadamente. a exclusão de uma ou mais sociedades controladas. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . poder-se-ia dizer que consolidação das demonstrações financeiras se constitui no trabalho de eliminar toda e qualquer transação realizada entre os componentes do grupo empresarial para que o grupo possa apresentar um demonstrativo único. não ganhou. demonstrações consolidadas nos termos do art. aqueles dispositivos que a CVM poderá expedir normas sobre as sociedades cujas demonstrações devam ser abrangidas na consolidação bem como incluir na consolidação sociedades que não sejam controladas. ainda. por meio dos arts. Assim. ainda. em casos especiais. juntamente com suas demonstrações financeiras. a sociedade de comando estará sempre obrigada a elaboração de demonstrações consolidadas. financeiros e de prestação de serviços. com fundamento no princípio da entidade. A consolidação de balanços. No caso de grupo de sociedades.

no âmbito de sua competência. os resultados e a posição financeira da sociedade controladora juntamente com suas controladas. quando cabível. como unidade econômica única. geralmente quando há o envolvimento de companhias de capital aberto e no caso de grupos empresariais: Lei das S. por meio da consolidação. já vimos que a Lei 6. nos termos da Instrução CVM 247/96. basicamente. sejam financeira ou administrativamente dependentes da companhia. 250. são enfáticas e bastante precisas no que versa sobre consolidação. 249. Mas. em casos especiais. para. Isto é obtido mediante a eliminação da maioria das transações realizadas entre os componentes do grupo econômico. A Comissão de Valores Mobiliários poderá expedir normas sobre as sociedades cujas demonstrações devam ser abrangidas na consolidação. 2 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . O Conselho Federal de Contabilidade. percebe-se que a consolidação das demonstrações financeiras é obrigatória em alguns casos pontuais. Ter-se-á. Art. por meio dos arts.404/76. Por meio da leitura dos artigos a seguir transcritos. dando ênfase aos aspectos contábeis. 2. juntamente com suas demonstrações financeiras. apresentar aos interessados. uma visão global do empreendimento o que facilita uma análise mais abrangente do grupo empresarial. com alterações posteriores. editou procedimentos a serem observados pelos contabilistas na consolidação das demonstrações contábeis. principalmente acionistas minoritários e credores. além da No concernente ao aspecto legal. depois.1 . embora não controladas. 250. O objetivo da consolidação é. editou os procedimentos que devem ser adotados nas demonstrações financeiras consolidadas. dentro do propósito do item 15 do edital de AFRF. b) autorizar. Parágrafo único. assim. por meio da Norma Brasileira de Contabilidade – norma Técnica nº 8 (NBC T 8). destarte. apresentaremos a legislação pertinente a consolidação das demonstrações contábeis.A. e: a) determinar a inclusão de sociedades que. Atenção! Aqui temos consolidação. devem ser incluídas na consolidação e avaliadas pelo MEP..Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Neste contexto surgem as Entidades de Propósito Específico (EPE) que. nos termos da Instrução CVM nº 408/04.ASPECTOS LEGAIS DA CONSOLIDAÇÃO A seguir. reproduzindo. 2 . as quais analisaremos detalhadamente a seguir. 249 e 275 determina a exigibilidade da consolidação nos termos do art. mais uma possibilidade de avaliação pelo MEP. daremos ênfase a parte da legislação porque é assim que está no edital. o pronunciamento proferido pela CVM. analisarmos os aspectos de consolidação com exemplos práticos. salientamos. A CVM. além de delegar competência normativa à CVM. por meio da Instrução 247/96.LEI DAS Sociedades Anônimas (Lei das S. tendo em vista que na análise individual das demonstrações algumas informações são perdidas ou não detectadas.A.A. embora poucas. demonstrações consolidadas nos termos do art. a exclusão de uma ou mais sociedades controladas. A companhia aberta que tiver mais de 30% (trinta por cento) do valor do seu patrimônio líquido representado por investimentos em sociedades controladas deverá elaborar e divulgar.) As disposições da Lei das S.

II .5. e a gratificação dos administradores. dos lucros ou prejuízos acumulados e do custo de estoques ou do ativo permanente que corresponderem a resultados. de 5. se houver. § 4º Para fins deste artigo.os saldos de quaisquer contas entre as sociedades. 250. 295. que não for absorvida na consolidação. ainda não realizados. as sociedades controladas. com dedução da provisão adequada para perdas já comprovadas. respectivamente.. . 274. § 1º A participação dos acionistas não controladores no patrimônio líquido e no lucro do exercício será destacada. Das demonstrações financeiras consolidadas serão excluídas: I . com observância das normas desta Lei.. às companhias que se constituírem. poderá ser fixada. ainda que não tenha a forma de companhia. além das demonstrações financeiras referentes a cada uma das companhias que o compõem.457. . A presente Lei entrará em vigor 60 (sessenta) dias após a sua publicação. e observarão as normas expedidas por essa comissão. (Redação dada pela Lei nº 9. em nota às suas demonstrações financeiras publicadas. elaborarão.. compreendendo todas as sociedades do grupo. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3 . .. elaboradas com observância do disposto no art.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Normas sobre Consolidação Art. demonstrações financeiras extraordinárias em data compreendida nesse prazo. demonstrações consolidadas. no balanço patrimonial e na demonstração do resultado do exercício. Art. Art.1997) § 2º A parcela do custo de aquisição do investimento em controlada. dentro dos limites do § 1º do artigo 152 com base nos resultados apurados nas demonstrações financeiras consolidadas do grupo. Art. 275. e será objeto de nota explicativa. deverá ser mantida no ativo permanente. . O grupo de sociedades publicará. §1º As demonstrações consolidadas do grupo serão publicadas juntamente com as da sociedade de comando. todavia. § 3º O valor da participação que exceder do custo de aquisição constituirá parcela destacada dos resultados de exercícios futuros até que fique comprovada a existência de ganho efetivo. §2º A sociedade de comando deverá publicar demonstrações financeiras nos termos desta lei.as parcelas dos resultados do exercício.. cujo exercício social termine mais de 60 (sessenta) dias antes da data do encerramento do exercício da companhia. §3º As companhias filiadas indicarão...as participações de uma sociedade em outra.. III . §4º As demonstrações consolidadas de grupo de sociedades que inclua companhia aberta serão obrigatoriamente auditadas por auditores independentes registrados na Comissão de Valores Mobiliários. de negócios entre as sociedades. a partir da data da publicação. o órgão que publicou a última demonstração consolidada do grupo a que pertencer. 250. Os administradores do grupo e os investidos em cargos de mais de uma sociedade poderão ter a sua remuneração rateada entre as diversas sociedades. aplicando-se.

a demonstração consolidada do resultado do exercício e a demonstração consolidada das origens e aplicações de recursos. Art. que somente serão obrigatórias para os exercícios iniciados a partir de 1º de janeiro de 1978. de 7 de dezembro de 1976. há a obrigação legal de cumprimento. estabelece normas sobre as demonstrações contábeis das sociedades anônimas de capital aberto que. complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados consolidados. normatizou os procedimentos relativos à avaliação de investimentos permanentes pelo MEP e os de consolidação de demonstrações contábeis. trata da inclusão de Entidades de Propósito Específico – EPE nas demonstrações contábeis consolidadas das companhias abertas e na avaliação pelo MEP. são aplicadas às demais sociedades. 21 .Cuja venda por parte da investidora. autarquia constituída pela Lei no 6. Instrução CVM 247/96 DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS DO DEVER DE ELABORAR E DIVULGAR DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS Art. tenha efetiva e clara evidência de realização devidamente formalizada. em futuro próximo. A Instrução 247/96 trata da consolidação a partir do art.Com efetivas e claras evidências de perda de continuidade e cujo patrimônio seja avaliado. ou não. Percebe-se que a lei deu amplos poderes à CVM para regulamentar e inclusive inserir outras companhias ou casos no rol das empresas que devem consolidar suas demonstrações contábeis. e II . 22 . DAS CONTROLADAS EXCLUÍDAS NAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS Art. ou II .Poderão ser excluídas das demonstrações contábeis consolidadas. sem prévia autorização da CVM. a valores de liquidação.Companhia aberta que possuir investimento em sociedades controladas. as sociedades controladas que se encontrem nas seguintes condições: I .2 – A Comissão de Valores Mobiliários .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia c) elaboração e publicação de demonstrações financeiras consolidadas.385. 2.Ao fim de cada exercício social.Demonstrações contábeis consolidadas compreendem o balanço patrimonial consolidado. com a finalidade de regular e fiscalizar as operações de valores mobiliários no âmbito de sua competência. em certas circunstâncias. 4 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS .CVM A CVM.Sociedade de comando de grupo de sociedades que inclua companhia aberta. 23 . por parte das investidoras de capital aberto que possuírem participações societárias em controladas. 21. por meio das Instruções 247/96 e 408/2004. incluindo as sociedades controladas em conjunto referidas no artigo 32 desta Instrução. Já a Instrução nº 408/04. Em termos de consolidação das demonstrações contábeis. demonstrações contábeis consolidadas devem ser elaboradas por: I . das normas expedidas pela CVM. Esta autarquia.

não excluído nos termos do inciso I do artigo 24.Quando decorrente da diferença prevista no parágrafo 2º do artigo 14: a) . quando representar ágio.Quando decorrente da diferença prevista no parágrafo 1º do artigo 14. § 3º . Parágrafo Único .ser divulgado em item destacado no ativo permanente. ou apresentada como passivo exigível. e b) . no balanço patrimonial consolidado.Eliminar do resultado os encargos de tributos correspondentes ao lucro não realizado. 25 . mediante prévia autorização da Comissão de Valores Mobiliários. ser divulgado como adição ou retificação da conta utilizada pela sociedade controlada para registro do ativo especificado. 24 .Eliminar o lucro não realizado que esteja incluído no resultado ou no patrimônio líquido da controladora e correspondido por inclusão no balanço patrimonial da controlada.Para a elaboração das demonstrações contábeis consolidadas. 28 . adquirida ou vendida no transcorrer do exercício social. as sociedades controladas cuja inclusão. decorrentes de transações entre as sociedades incluídas na consolidação.Para a elaboração da demonstração consolidada do resultado do exercício a investidora deverá: I . quando representar deságio.No processo de consolidação das demonstrações contábeis.O montante correspondente ao ágio ou deságio proveniente da aquisição/subscrição de sociedade controlada. nas demonstrações contábeis consolidadas. não poderá ser efetuada a compensação de quaisquer ativos ou passivos pela dedução de outros passivos ou ativos. Art. DA ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS Art. III . apresentando-os no ativo circulante/realizável a longo prazo tributos diferidos. poderão ser ainda excluídas da consolidação. tomando por base a data do respectivo registro ou baixa nos seus investimentos permanentes. imediatamente antes do patrimônio líquido. 26 . a critério da CVM.No balanço patrimonial consolidado. não represente alteração relevante na unidade econômica consolidada ou que venha distorcer essa unidade econômica. a não ser que exista um direito de compensação e a compensação represente a expectativa quanto à realização do ativo e à liquidação do passivo. o valor contábil do investimento na sociedade controlada excluída da consolidação deverá ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial.Não será considerada justificável a exclusão. no balanço patrimonial consolidado. Art. deverá ser destacada em grupo isolado. Art.ser divulgado em conta apropriada de resultados de exercícios futuros.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia § 1º . os seguintes procedimentos: I . II . Art.Incluir os resultados de sociedade controlada. deverá: I . e II .A parcela correspondente à provisão para perdas constituída na investidora deve ser deduzida do saldo da conta da controlada que tenha dado origem à constituição da provisão. no patrimônio líquido das sociedades controladas.A participação dos acionistas não controladores.Excluir os saldos de quaisquer contas ativas e passivas. de sociedade controlada cujas operações sejam de natureza diversa das operações da investidora ou das demais controladas. 27 .Em casos especiais justificados. quando representar expectativa de conversão em exigibilidade. além do disposto no artigo 10. a investidora deverá observar. e INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5 . § 2º .

Os componentes do ativo e passivo. os poderes previstos no artigo 3º desta Instrução. no que não colidir com as normas previstas nos artigos 32 e 33. DAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS Art. 34 . nos elementos do patrimônio e resultado consolidados. no transcorrer do exercício social. 31 .Critérios adotados na consolidação e as razões pelas quais foi realizada a exclusão de determinada controlada. assim como da inserção de controlada no processo de consolidação. 30 . DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art.As demonstrações contábeis consolidadas e respectivas notas explicativas serão objeto de exame e de parecer de auditores independentes. abertas ou 6 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . respectivamente.Considera-se controlada em conjunto aquela em que nenhum acionista exerce. deverão ser divulgados ainda o montante dos principais grupos do ativo. e IV . individualmente.Em nota explicativa às demonstrações contábeis consolidadas. ou possam vir a ter. § 2º . como dedução ou adição ao lucro líquido ou prejuízo consolidado. 33 . 32 .Aplica-se o disposto nos artigos 23 a 31 à elaboração das demonstrações contábeis consolidadas de sociedades controladas em conjunto.No caso de uma das sociedades investidoras passar a exercer direta ou indiretamente o controle isolado sobre a sociedade controlada em conjunto. na proporção da participação destas no seu capital social. 29 . passivo e resultado das sociedades controladas em conjunto. referidas no artigo anterior.Efeitos. as receitas e as despesas das sociedades controladas em conjunto deverão ser agregados às demonstrações contábeis consolidadas de cada investidora. Art.As notas explicativas que acompanham as demonstrações contábeis consolidadas devem conter informações precisas das controladas.Eventos subseqüentes à data de encerramento do exercício social que tenham. II . Art.Excluir todas as receitas e despesas decorrentes de negócios entre a investidora e as sociedades controladas. a controladora final deverá passar a consolidar integralmente os elementos do seu patrimônio.Eventos que ocasionaram diferença entre os montantes do patrimônio líquido e lucro líquido ou prejuízo da investidora. bem como entre estas. Parágrafo Único .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia II . efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros consolidados. da aquisição ou venda de sociedade controlada. indicando: I .A auditoria referida no caput deste artigo deverá incluir o exame das demonstrações contábeis de todas as controladas. DA CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DE SOCIEDADES CONTROLADAS EM CONJUNTO Art. Art. III .A demonstração consolidada das origens e aplicações dos recursos deverá ser elaborada de maneira consistente com o contido nesta Instrução. § 1º .A participação dos acionistas não controladores no lucro líquido ou prejuízo do exercício das controladas deverá ser destacada e apresentada. para fins de comparabilidade das demonstrações contábeis. Art. bem como o percentual de participação em cada uma delas. em confronto com os correspondentes montantes do patrimônio líquido e do lucro líquido ou prejuízo consolidados. 35 .

Parágrafo Único . alargou a abrangência das empresas que devem apresentar.Todas as disposições relativas às sociedades coligadas. em nota explicativa às suas demonstrações contábeis. a data de publicação das demonstrações contábeis consolidadas da sociedade de comando de grupo de sociedades a que estiver filiada. afastando. Art.Adaptam-se à presente Instrução as demais normas da CVM que tratam dessa matéria. realizado por auditor registrado nesta Comissão. não importando o percentual do PL da investidora representado pelo investimento. deverão ser registrados como receita ou despesa de equivalência patrimonial. aplicandose às demonstrações contábeis relativas aos exercícios sociais a se encerrarem a partir de 1º de dezembro de 1996. Art. 37 . no resultado não operacional. aplicam-se ainda às sociedades equiparadas conforme definição contida no parágrafo único do artigo 2º.Esta Instrução entra em vigor na data de sua publicação.Aplica-se. § 2º .As companhias abertas deverão manter em boa ordem. desta forma. como é o caso de Entidades de Propósito Específico . § 1º . em cada exercício social. 40 . para fins do artigo 11 da LEI Nº 6. quando ficarão revogadas as Instruções CVM nº 01. Art.O descumprimento ao disposto aos artigos 1º. por se tornarem relevantes. Art. decorrentes das alterações introduzidas por esta Instrução.A companhia aberta filiada de grupo de sociedades deve indicar.As demonstrações contábeis consolidadas. de 03 de novembro de 1980. Outras sociedades cuja inclusão tenha sido determinado pela CVM. e as demais disposições em contrário. integram. 38 . desde que sejam dependentes financeira ou administrativamente da companhia. obrigatoriamente. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 7 . 21. com base na lei e na norma da CVM. de 03 de janeiro de 1992. 39 . nº 15. com divulgação do fato e os valores envolvidos em nota explicativa.EPE. as demonstrações contábeis da companhia aberta investidora ou da sociedade de comando de grupo de sociedades que inclua companhia aberta. Art. pelo prazo de 3 (três) anos e por quaisquer meios adequados. 41 . Percebe-se que a CVM.O disposto neste artigo não implicará reelaboração das demonstrações contábeis individuais ou consolidadas relativas ao exercício social anterior. referidos nesta Instrução. ensejando a aplicação das penalidades previstas na legislação pertinente. nº 30. 32 e 35 desta Instrução será considerado falta grave. Assim. dentro de sua competência normativa.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia fechadas. de 27 de abril de 1978. estão obrigados à elaboração das demonstrações contábeis consolidadas e outras imposições: 1– 2– A companhia aberta que possua investimentos em controladas. o disposto no caput deste artigo aos investimentos que. assim como as notas explicativas e quadros analíticos. Parágrafo Único . incluídas na consolidação. de 17 de janeiro de 1984.385. a consolidação para toda e qualquer controlada.Os ajustes iniciais. a limitação dos 30% estabelecidos pela lei. se possível. Art. o artigo 2º da Instrução CVM nº 170. passarem a ser avaliados pelo método da equivalência patrimonial. 36 . ainda. de 07 de dezembro de 1976. o órgão e. a guarda dos papéis de trabalho e memórias de cálculo relativos à elaboração de suas demonstrações contábeis consolidadas. contidas nesta Instrução.

as entidades de propósito específico – EPE. § 3o. estar exposta aos riscos decorrentes dessas atividades. deverão indicar em nota explicativa às suas demonstrações financeiras publicadas. 1o Para fins do disposto na Instrução CVM no 247. INSTRUÇÃO CVM No 408. de 7 de dezembro de 1976. As companhias pertencentes a um grupo de sociedades. quando a essência de sua relação com a companhia aberta indicar que as atividades dessas entidades são controladas.404. Os ajustes decorrentes das alterações produzidas pela aplicação do método de equivalência patrimonial previstos neste artigo não 8 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . independentemente da forma jurídica. 5– 6– 7– Recentemente. o órgão que publicou a última demonstração consolidada do grupo a que pertencer. 2o As participações societárias em EPE incluídas na consolidação deverão ser avaliadas pelo método de equivalência patrimonial. de 15 de dezembro de 1976. fica dispensada a sua inserção em notas explicativas.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO 3– 4– Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O grupo de sociedades. direta ou indiretamente: I – a companhia aberta tenha o poder de decisão ou os direitos suficientes à obtenção da maioria dos benefícios das atividades da EPE. individualmente ou em conjunto. DE 18 DE AGOSTO DE 2004 Dispõe sobre a inclusão de Entidades de Propósito Específico – EPE nas demonstrações contábeis consolidadas das companhias abertas O PRESIDENTE DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS – CVM torna público que o Colegiado. inciso I e 22o. § 1o incisos II e IV. estas demonstrações consolidadas deverão ser auditadas por auditor independentes registrados na CVM. a CVM incluiu mais uma exigência a ser observada. além das sociedades controladas. alternativamente. juntamente com as demonstrações da sociedade de comando. Parágrafo único. da Lei no 6. desde que. Quando incluído companhia aberta em demonstrações consolidadas de grupo de sociedades. direta ou indiretamente. 8o. e 249 da Lei no 6. individualmente ou em conjunto. por meio da Instrução nº 408. A exclusão de uma ou mais sociedades controladas das demonstrações consolidadas deve ser autorizada pela CVM. Parágrafo único. com fundamento nos arts. de 27 de março de 1996. em conseqüência. tanto na Consolidação quanto na avaliação de investimentos pelo MEP. podendo. nos termos da Instrução CVM no 247. de 1996. ou II – a companhia aberta esteja exposta à maioria dos riscos relacionados à propriedade da EPE ou de seus ativos. e nos arts. RESOLVEU baixar a seguinte Instrução: Art. as demonstrações contábeis consolidadas das companhias abertas deverão incluir. 177. pela companhia aberta. Art.385. em reunião realizada nesta data. e Quando as transações entre partes relacionadas estiverem incluídas em demonstrações consolidadas. Considera-se que existem indicadores de controle das atividades de uma EPE quando tais atividades forem conduzidas em nome da companhia aberta ou substancialmente em função das suas necessidades operacionais específicas. que não sejam a sociedade de comando.

contudo. de 1996. se houver. II – a natureza do seu envolvimento com a EPE. III – EPE. de 1996. III . VI – avais. sem. Art. passivos e patrimônio de cada EPE. e V – as informações requeridas no art. 6o Ressalvado o disposto no artigo anterior. o tipo de exposição a perdas decorrentes desse envolvimento com a IV – a identificação do beneficiário principal ou grupo de beneficiários principais das atividades da EPE. no que for aplicável. Para os efeitos do caput deste artigo. de 1996. propósito e atividades desenvolvidas pela EPE. fianças. não serão consideradas como EPE entidades com autonomia operacional e financeira. III – natureza de seu envolvimento com a EPE e tipo de exposição a perdas. 4o A companhia aberta que tenha direitos suficientes à obtenção de benefícios relevantes das atividades da EPE. V – total dos ativos. 20 da Instrução CVM no 247. Art. e VII – a identificação do beneficiário principal ou grupo de beneficiários principais das atividades da EPE. em nota explicativa às respectivas demonstrações contábeis. ou que esteja exposta a riscos também relevantes. hipotecas ou outras garantias concedidas em favor da EPE.a natureza do seu envolvimento com a EPE. a companhia aberta deverá divulgar. as seguintes informações: I – a natureza. no mínimo. enquadrar-se no disposto no art. ativos transferidos pela companhia e direitos de uso sobre ativos ou serviços da EPE. tais como clientes e fornecedores da companhia aberta. II – participação no patrimônio e nos resultados da EPE. além das informações requeridas nos arts. Art. 20 e 31 da Instrução CVM no 247. obrigações. receitas e despesas entre a companhia e a EPE. decorrentes desse envolvimento. 4o. devendo ser registrados conforme o disposto na Instrução no 247. as companhias abertas deverão observar as demais disposições desta Instrução nas demonstrações INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 9 . deverá divulgar.o tipo de exposição a perdas decorrentes desse envolvimento com a EPE. IV – montante e natureza dos créditos. 3o Em nota explicativa às suas demonstrações contábeis consolidadas. relacionados às atividades da EPE ou de seus ativos.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia constituem ajustes de exercícios anteriores. propósito e atividades da EPE. na hipótese a que se refere o art. sem prejuízo do disposto na Deliberação CVM nº 26. no que couber. as seguintes informações: I – a natureza. e IV – o tipo e o valor dos ativos consolidados que tenham sido dados em garantia das obrigações da EPE. em nota explicativa. de 5 de fevereiro de 1986. as seguintes informações: I – denominação. 5o As companhias abertas com exercício social encerrado até 31 de dezembro de 2004 devem divulgar. Parágrafo único. natureza. II . 1o. Art. o propósito e as atividades da EPE.

de um instrumento patrimonial. pois estão claramente definidos pela norma e os que necessitam de anuência prévia da CVM. enquanto outras dão ao proprietário direito ou acesso a outros benefícios econômicos futuros das atividades da EPE. a CVM. facultada a sua aplicação imediata. A participação nos benefícios por ela gerados pode. remetendo à CVM a competência para disciplinar ou divulgar tais casos. efetuar um arrendamento mercantil. por seu instituidor ou patrocinador. sociedade ou.2. Para fins de comparabilidade. por meio do art. por exemplo. O patrocinador ou a entidade em cujo benefício a EPE foi criada pode transferir ativos à EPE.pode ter a forma de uma companhia. de exploração de energia elétrica ou térmica. Uma companhia que mantém transações com uma Entidade de Propósito Específico. uma outra que não seja uma forma societária usual. 3 – EMPRESAS CONTROLADAS EXCLUÍDAS DA CONSOLIDAÇÃO Conforme previsto no parágrafo único. em muitas das vezes. a CVM pode determinar que elas não devem ser incluídas na consolidação. por exemplo. normalmente o instituidor ou o patrocinador. 10 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS ."EPE" . regulamentou as possibilidades de exclusão de empresas do processo de consolidação. talvez. o instituidor ou patrocinador retém uma participação significativa nos benefícios das atividades da EPE. podem prover os recursos para financiamento da Entidade de Propósito Específico. de uma participação residual ou de um arrendamento. fundação. mediante a segregação dos riscos específicos dos ativos ou de atividades dos riscos globais da empresa beneficiada pela sua criação. ainda. Freqüentemente são criadas EPE com disposições legais. Naquele dispositivo há dois tipos de exclusão. de um direito de participação. 7o Esta Instrução entra em vigor na data da sua publicação no Diário Oficial da União. Tal Entidade de Propósito Específico . cobrando por esses recursos uma espécie de aluguel.1 – Entidades de Propósito Específico – EPE Uma entidade pode ser constituída para realizar um propósito específico e bem definido como. 249 da lei societária. Atendendo os requisitos da Lei. mesmo presentes os requisitos para a elaboração da consolidação das demonstrações contábeis. gás ou uma securitização de ativos financeiros. 2. Essas disposições geralmente especificam que a política que guia as atividades contínuas da EPE não pode ser modificada. elas operam em um mecanismo denominado de "piloto automático" ("autopilot").Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia contábeis consolidadas relativas aos exercícios sociais encerrados a partir de 1o de janeiro de 2005. pode substancialmente controlar a EPE. embora possa ter uma parcela pequena ou nenhuma participação no patrimônio líquido da EPE. obter o direito de executar serviços ou de usar os ativos por ela possuídos . a não ser. estatutária ou contratuais que impõem limites rígidos ao processo de tomada de decisões de seus órgãos pelos seus gestores. a utilização de oportunidades de financiamento. ou seja. os que não necessitam de qualquer autorização prévia da CVM. Na maioria dos casos. Veja-se que a lei se restringiu a mencionar que poderia haver casos em que a consolidação não seria necessária. tarifa ou mesmo uma participação nos resultados. A constituição de uma EPE busca. ou seja. as demonstrações contábeis consolidadas do exercício anterior deverão ser divulgadas incluindo as EPE existentes à época em que essas demonstrações foram originalmente elaboradas. Alguns interesses nesses benefícios simplesmente podem retribuir o proprietário com uma taxa de retorno fixa ou declarada. há situações em que. Art. consideradas "fornecedores de capital". do art. tomar a forma de um instrumento de dívida. inciso “b”. Parágrafo único. desenvolver atividades de pesquisa e desenvolvimento. 23 da Instrução 247/96. enquanto outras partes.

É neste contexto. pois. mediante a eliminação das transações realizadas entre essas empresas para evidenciar o resultado obtido com entes alheios ao grupo. 5 – CONCEITOS BÁSICOS 5. mesmo não obrigadas. estão as empresas que não representam alteração relevante na unidade econômica consolidada ou em alguns casos se a inclusão de determinada entidade venha a distorcer a demonstração consolidada. Muitas destas empresas nacionais possuem empresas controladas não abrangidas pela obrigatoriedade da consolidação. poderá conceder ou não a autorização. Desta forma.1 . Assim.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Enquadram-se no primeiro tipo as sociedades controladas que se encontrem com efetivas e claras evidência de perda de continuidade e cujo patrimônio seja avaliado. as demonstrações financeiras consolidadas são obrigatórias somente para as companhias abertas que controlem outras empresas e quando essa participação represente 30% do seu PL e nos grupos de sociedade. com documentação hábil. muitas vezes. O fato de uma sociedade controlada ficar excluído do processo de consolidação não dispensa o consolidador de qualquer procedimento. para as quais há a necessidade de autorização especial da CVM que. em futuro próximo. ultrapassados para atingir essa finalidade. Desta forma. que a principal finalidade das demonstrações é o fornecimento de informações úteis aos usuários. Entretanto. as elaboram para fins gerenciais sem divulgação externa. a seu critério. mesmo assim. É necessário um documento em que conste que o fato é irreversível. no Brasil existem muitas empresas de capital fechado. Aliás. ainda. em decorrência de certos incentivos fiscais que outrora foram concedidos às empresas constituídas sob a forma de Sociedade Anônima. é plausível que os aspectos legais sejam. cujas operações sejam de natureza diversa das operações da investidora ou das demais controladas não representa uma justificativa aceitável. ou cuja venda por parte da investidora. o valor contábil do investimento na sociedade controlada excluída da consolidação deverá ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. ou não. neste caso.DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS A consolidação das demonstrações contábeis visa reunir em uma única peça contábil todas as demonstrações das diversas empresas que fazem parte de um grupo econômico. tenha efetiva e clara evidência de realização devidamente formalizada. isto vem a corroborar com o espírito do legislador que conferiu às empresas a liberalidade para elaborar outros demonstrativos para dar maior transparência e evidenciação aos fatos contábeis. Contudo. a valores de liquidação. Salienta-se que no caso de venda do investimento. este deve estar formalizado. se num grupo de empresas ligadas ao setor industrial houver uma ligada ao setor de transportes. No segundo grupo de empresas que podem ser excluídas da consolidação. 4 – NECESSIDADE DA CONSOLIDAÇÃO NAS EMPRESAS FECHADAS Pelo que depreendemos da leitura do texto legal. A exclusão de sociedade controlada. a exclusão da empresa dedicada ao transporte não representa justificativa aceitável se no mérito da exclusão estiver presente o fato de ela destoar da uniformidade do grupo quanto ao objeto social. que as empresas de capital fechado poderão elaborar demonstrações contábeis consolidadas. o simples fato de a investidora intencionar alienar o investimento não é suficiente para considerá-lo excluído da consolidação. Cabe acrescentar. inclusive com sinal (entrada) de pagamento. O Conselho Federal de Contabilidade conceitua demonstrações consolidadas da seguinte forma: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 11 .

Apesar de serem empresas distintas. 12 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . Este grupo não possui personalidade jurídica. Assim. as demonstrações consolidadas devem ser complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos julgados necessários à completa evidenciação da situação patrimonial e dos resultados consolidados. Para tal. elas formam o grupo Café Preto e Doce. porém deve elaborar demonstrações contábeis consolidadas para mensurar o seu patrimônio ou a posição econômica e financeira. a demonstração do resultado do exercício e a demonstração das origens e aplicações de recursos. Ela existe apenas para fins de consolidação. Desta forma. estabelecidas pelas Normas Brasileiras de Contabilidade. das quais uma tem o controle direto ou indireto sobre a(s) outra(s). Em termos societários. pois: 1Os efeitos do imposto de renda e demais tributos são calculados individualmente em cada empresa pertencentes do grupo societário. de duas ou mais entidades. Da mesma forma como ocorre com as demonstrações individuais ou não consolidadas de cada uma das empresas do grupo econômico. Consoante a nossa legislação. Preto e Doce. Desta forma. mesmo que determinada empresa pertencente ao grupo tenha prejuízo contábil ou fiscal. Salientamos que cada empresa. Compete a cada uma das empresas individualmente satisfazer ou suprir os acionistas dos dividendos a que fazem jus. Se somarmos linha a linha das demonstrações contábeis das empresas do grupo Café Preto e Doce e subtraindo o resultado de operações entre as empresa Café. Conforme enfatizamos. A empresa Café S/A exerce o controle das outras duas. obrigadas a elaborar suas demonstrações contábeis. Estamos diante de três empresas que possuem personalidade jurídica própria e estão. com as quais transaciona comercialmente. teremos o resultado consolidado do grupo Café Preto e Doce. 2- O tratamento dos impostos na consolidação será objeto de estudo no item 8 desta aula. as demonstrações consolidadas representam o somatório das demonstrações das empresas pertencentes ao grupo societário de cuja soma é subtraído o resultado de operações realizadas entre empresas deste mesmo grupo. individualmente. podemos conceituar demonstrações contábeis consolidadas como sendo o fruto da adição de todas as demonstrações contábeis das empresas sob comando único realizadas com pessoas que não pertençam ao grupo econômico. os quais devem ser guardados pelo prazo de três anos para fins de auditoria.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Demonstrações Contábeis Consolidadas são aquelas resultantes da agregação das demonstrações contábeis. o grupo Café Preto e Doce não possui personalidade jurídica e não faz registros contábeis. é necessário somar os valores constantes nas demonstrações contábeis de todas as participantes e eliminar os resultados e saldos decorrentes de transações realizadas entre essas empresas. Os únicos registros utilizados na consolidação são os papéis de trabalho de consolidação. individualmente. deverá realizar as suas demonstrações contábeis e a controladora é que deverá elaborar as demonstrações consolidadas. não poderá compensá-lo com o lucro de outra e vice-versa. os dividendos são calculados sobre o lucro de cada empresa e não sobre o lucro consolidado do grupo. Exemplo: Supondo que a empresa Café S/A participa do capital social das empresa Preto S/A e Doce S/A.2 – EFEITOS FISCAIS E SOCIAIS NA CONSOLIDAÇÃO Como a demonstração consolidada não pertence a uma pessoa jurídica ela não gera nenhum efeito fiscal ou societário. devem ser consolidadas as seguintes demonstrações contábeis: o balanço patrimonial. 5.

devem ser levantadas na mesma data ou até no máximo 60 (sessenta) dias antes da data das demonstrações contábeis da controladora. No caso de uma das entidades controladoras passar a exercer direta ou indiretamente o controle da entidade sob controle conjunto.4 – A CONSOLIDAÇÃO E A GESTÃO EMPRESARIAL O aspecto mais importante e de maior utilidade da consolidação das demonstrações contábeis é. Embora a consolidação não traga efeitos tributários diretos. por meio da consolidação. a controladora final deve passar a consolidar integralmente os elementos do patrimônio da controlada.3 – INTERESSE DOS INVESTIDORES NA CONSOLIDAÇÃO Os investidores e os credores podem utilizar a consolidação das demonstrações contábeis para efetuar uma análise detalhada de suas garantias e possibilidade de rendimentos.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 5. Quando demonstrações contábeis com datas diferentes são consolidadas. para fins de consolidação. 6 – PROCEDIMENTOS DE CONSOLIDAÇÃO O CFC disciplinou os procedimentos de consolidação preconizando a adoção das seguinte regras: A consolidação é o processo de agregar saldos de contas e/ou de grupos de contas de mesma natureza. Por meio da consolidação e com criteriosa análise a administração da empresa pode visualizar a necessidade de recursos financeiros. visualizar a geração de resultados. que ocorrerem entre aquelas datas e a data-base das demonstrações contábeis da unidade de natureza econômico-contábil. é de grande valia para um adequado planejamento tributário. podendo ser ponto de partida para uma reorganização societária. quando for o caso. os saldos das contas devem ser agregados às demonstrações contábeis consolidadas de cada controladora. As entidades que formam a unidade de natureza econômico-contábil devem segregar. As demonstrações contábeis das entidades controladas. as transações realizadas entre si. bem como do grupo consolidado. sem dúvida. A controladora deve consolidar as demonstrações contábeis de entidade controlada a partir da data em que assume seu controle. na proporção da participação destas no capital social da controlada. ou seja. quer sejam de terceiros ou dos próprios acionistas. em contas específicas. individual ou em conjunto. devem ser efetuados ajustes que reflitam os efeitos de eventos relevantes nas entidades. a gestão empresarial. não originando nenhum tipo de lançamento na escrituração das entidades que formam a unidade de natureza econômico-contábil. de eliminar saldos de transações e de participações entre entidades que formam a unidade de natureza econômico-contábil e de segregar as participações de não-controladores. A consolidação possibilita a análise do desempenho de cada uma das empresas participantes do grupo empresarial. Os ajustes e as eliminações decorrentes do processo de consolidação devem ser realizados em documentos auxiliares. 5. Quando o controle for exercido de forma conjunta. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 13 . visto que evidencia a aplicação dos recursos financeiros e econômicos gerados pelo grupo. tanto por empresa quanto pelo grupo. o benefício administrativo e gerencial. tendo em vista o pagamento de tributos sobre lucros não realizados. pois podem.

a não ser que exista um direito de compensação. No processo de consolidação das demonstrações contábeis. incluindo a filial. o valor contábil do investimento na entidade controlada excluída da consolidação deve ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial. período por período. ou b) cuja venda por parte da controladora. tenha efetiva e clara evidência de realização devidamente formalizada. Sempre que houver efeito relevante em razão de exclusão de entidade controlada. até a data da sua baixa. a valores de liquidação. Devem ser excluídas das demonstrações contábeis consolidadas as entidades controladas que se encontrem nas seguintes condições: a) com efetivas e claras evidências de perda de continuidade e cujo patrimônio seja avaliado. Das demonstrações contábeis consolidadas são eliminados: a) os valores dos investimentos da controladora em cada controlada e o correspondente valor no patrimônio líquido da controlada. não se podem compensar quaisquer ativos ou passivos pela dedução de outros passivos ou ativos. e classificados no ativo ou passivo a curto ou a longo prazo como tributos diferidos. O montante correspondente ao ágio ou deságio proveniente da aquisição ou subscrição de capital de entidade controlada quando decorrente da diferença entre o valor de mercado de parte ou de todos os bens do ativo da controlada e o respectivo valor contábil.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Quando o percentual de participação da controladora no capital da controlada variar durante o exercício. as demonstrações contábeis consolidadas devem ser ajustadas para fins de comparação. No balanço patrimonial consolidado. 14 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . exceto quando representarem perdas permanentes. c) as parcelas dos resultados do exercício. Os resultados de entidade controlada devem ser incluídos nas demonstrações contábeis consolidadas: a) b) a partir da data da aquisição da participação. agência. devem ser consolidadas sempre que os respectivos ativos e passivos não estejam incluídos na contabilidade da controladora por força de normatização específica. Os resultados ainda não realizados. provenientes de negócios entre as entidades que formam a unidade de natureza econômico-contábil. no País ou no exterior. em futuro próximo. deve ser apresentado como adição ou retificação da conta utilizada pela entidade controlada para registro do ativo especificado. As demonstrações contábeis de todas as entidades controladas. do patrimônio líquido e do custo de ativos de qualquer natureza que corresponderem a resultados ainda não realizados de negócios entre as entidades. somente se consideram realizados quando resultarem de negócios efetivos com terceiros. sucursal. Os impostos e contribuições relacionados às transações entre as entidades que formam a unidade de natureza econômico-contábil devem ser reconhecidos na mesma proporção dos resultados ainda não realizados. A falta de semelhança das operações de entidade controlada com as da entidade controladora não gera sua exclusão das demonstrações contábeis consolidadas. e este represente a expectativa quanto à realização do ativo e à liquidação do passivo. os resultados devem ser incluídos proporcionalmente às percentagens de participação. dependências ou escritório de representação. b) os saldos de quaisquer contas decorrentes de transações entre as entidades incluídas na consolidação. ou não.

Bichano S. Felina S. Uniformidade de reavaliação.00 1. somar os saldos das contas de mesma natureza de todas essas demonstrações.A. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 15 . Realizável no curso do exercício social subseqüente. em caso de deságio. Definição das Práticas Contábeis Uniformes. Desta forma. teremos em mãos a matéria prima para o produto final que é a consolidação. avaliação de elementos patrimoniais e na elaboração das demonstrações contábeis. Gatuno S.100.00 Desta forma. como Disponibilidades.700. AP. a consolidação será assim processada: Pantera S.A. 6. ou como se fosse uma família. O valor correspondente à provisão para perdas constituída na entidade controladora deve ser deduzido do saldo da conta da entidade controlada que tenha dado origem à constituição da provisão. os saldos das contas devem ser adicionadas. Total Consolidado 6. compete a ela elaborar um Manual de Diretrizes Contábeis do Grupo. No caso de consolidação pela controladora. o estoque consolidado do grupo econômico formado pelas quatro empresas acima é de R$ 14.1 – UNIFORMIDADE DE CRITÉRIOS CONTÁBEIS Como o procedimento de consolidação consiste na soma dos saldos das contas de mesma natureza.00 14.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O ágio ou deságio decorrente de expectativa de resultado futuro. e b) em conta específica de resultados de exercícios futuros.A. deve ser apresentado: a) em conta destacada no ativo permanente. ARLP. Exemplo: Considerando a existência de quatro empresas que possuam os seguintes valores de estoques de mercadorias para revenda em suas demonstrações. despesas do exercício seguinte. representado pela diferença entre o valor pago na aquisição do investimento e o valor de mercado dos ativos da controlada. como se estivéssemos apresentando a demonstração de uma entidade autônoma ou empresa única.00 2. de posse das demonstrações financeiras de todas as empresas que compõem um grupo econômico. duplicatas a pagar etc. de forma agregada em peça contábil única. no mínimo: Elenco de Contas Padronizado.100.00. Este é o procedimento básico de consolidação que deverá ser adotado para todas as contas do balanço.300. uma a uma. ou linha por linha.300.400.00 4. a princípio. em caso de ágio. Considerando que o objetivo principal da consolidação é apresentar a posição financeira e os resultados das operações das diversas empresas do grupo. ou apresentado como passivo exigível. Manual de consolidação. que deve ser adotado pela controladora e por todas as controladas na escrituração. quando representar expectativa de conversão em exigibilidade. A técnica adotada será.A. é necessário que os critérios de registro e de avaliação adotados por todas as empresas do grupo sejam uniformes. O referido Manual de Diretrizes Contábeis do Grupo deve conter.

Aquele procedimento.2 . é muito importante e geralmente simples sem maiores complexidades. Dada a relevância.400.2 – ELIMINAÇÕES DE CONSOLIDAÇÃO A soma dos saldos das contas de mesma natureza é o procedimento básico da consolidação.00. Do Resultado do exercício devem ser excluídos ou eliminados os encargos de tributos correspondentes ao lucro não realizado. Para uma consolidação consistente. talvez. cujas demonstrações devam ser consolidadas. Entretanto. a consolidação não consiste somente nesta soma dos saldos de cada conta das diversas empresas. 6. tendo em vista que a segregação das operações nem sempre está adequadamente registrada. a seguir apresentamos alguns exemplos de eliminações que se fazem necessárias: 6.2. básico.1.2. A eliminação será efetuada mediante o seguinte lançamento: Fornecedores (empresa Barom S/A) a Duplicatas a Receber (empresa Morab S/A) Débito 23. O procedimento de exclusão consiste em debitar a conta representativa da obrigação (Duplicatas a Pagar ou Fornecedores) e creditar a conta representativa do direito (Clientes ou Duplicatas a Receber).400. Imaginemos que a empresa Morab S/A tenha efetuado vendas a prazo a sua controlada Barom S/A no valor de R$ 23.00 Outras contas que representem transações entre as empresas merecem igual tratamento na eliminação.1 – ELIMINAÇÕES DO BALANÇO PATRIMONIAL 6. 6. apresentando-os no ativo circulante/realizável a longo prazo . Se estas empresas fizerem parte do mesmo grupo econômico.tributos diferidos. no balanço patrimonial consolidado. a mais difícil. é preciso que sejam eliminados os saldos existentes ou transações realizadas entre as empresas do grupo. A eliminação das transações entre as empresas participantes do grupo há de ser efetuada no Balanço Patrimonial e na Demonstração do Resultado do Exercício.00 Crédito 23.1.2. Do balanço patrimonial deve ser excluído o lucro não realizado que esteja incluído no resultado ou no patrimônio líquido da controladora e correspondido por inclusão no balanço patrimonial da controlada.400.1 – ELIMINAÇÕES DE DUPLICATAS A RECEBER Quando uma empresa faz vendas a prazo à outra. Esta tarefa é. A compradora registrará o fato em Duplicatas a Pagar.INVESTIMENTOS 16 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . ela registrará este fato em conta de Duplicatas a Receber. Ressalte-se que os planos de contas de todas as empresas componentes do grupo econômico devem prever um controle segregado das contas e operações que serão objeto de eliminação na consolidação. então esses valores hão de ser eliminados do Balanço consolidado.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Modelos de Demonstrações Financeiras.

por isso devem ser eliminados para que não haja uma falsa interpretação de terceiros de boa fé. sem considerar nenhuma outra atividade.1 – VENDAS INTERCOMPANHIAS As transações entre as companhias do mesmo grupo econômico. pois se não fossem. poder-se-ia chegar a lucros com valores astronômicos. teremos como resultado um PL de R$ 15. sem nada vender a terceiras empresas ou pessoas. a sua eliminação será feita contra as contas do patrimônio líquido da sociedade investida.000.600. Se somarmos os dois patrimônios. Se forem somados os patrimônios das duas empresas o valor do investimento deve ser eliminado para que não haja a contabilização em dobro. investe a metade de suas disponibilidades na formação do Capital Social da empresa Beta que será sua subsidiária integral.00 14. Como as demonstrações financeiras da investidora que serão usadas na consolidação terão os seus investimentos contabilizados pelo método da equivalência patrimonial. Agora.2.00. cujo patrimônio é formado exclusivamente pelas contas Capital Social e Caixa.00 no PL. A apuração dos valores a eliminar deve ser feita mediante um cálculo de proporcionalidade tomando por base o percentual de participação no capital social da sociedade investida. não trazem reflexos patrimoniais na consolidação. A investidora registra este investimento no ativo permanente e estará incluído em seu PL.600. teremos o seguinte lançamento de eliminação dos investimentos: Débito Diversos a Investimentos da Controladora Capital Social das Controladas Reservas de Capital das Controladas Reservas de Lucros das Controladas Lucros Acumulados das Controladas Crédito 8.00. Ora.100. no valor de R$ 10.800. por força da aplicação do MEP. com isso haverá na sociedade investidora um valor proporcional ao valor do patrimônio líquido das sociedades investidas.2 – ELIMINAÇÃO NA DRE 6. Imagine-se a seguinte situação: A empresa B é controlada (subsidiária integral) de A. aplicado sobre cada uma das contas do patrimônio líquido. na consolidação esses valores devem ser eliminados. A sociedade investida registra o valor na conta Capital Social em contrapartida de um ativo qualquer.000. para o grupo. Desta forma. se eliminarmos o valor do investimento (R$ 5.00 2.000. ou seja.400. imagine-se o seguinte exemplo: A empresa Alfa. como não são com agentes externos. visto que não foi agregado nenhum outro valor. que é efetivamente o que o grupo possui.000.000.2.00 1.00 2. considerando um investimento de R$ 14. Sabemos que os investimentos relevantes são contabilizados pelo MEP.00 Nota-se que o investimento na participação societária representa a saída de recursos da empresa investidora e o ingresso de recursos na empresa investida.00. quando de fato não houve lucro algum para o grupo! INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 17 . o PL de Beta será de R$ 5.600. Para uma maior elucidação.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Os investimentos na participação do capital de outras sociedades participantes do grupo econômico não representam.00). logo devem ser eliminados contra contas do patrimônio líquido da sociedade investida. o grupo apresentará no Balanço consolidado o valor de R$ 10.00. recursos externos. 6. As duas empresas fazem vendas mutuas uma a outra.2. pois os valores a serem eliminados serão em cada uma das contas do PL.

visto que nas vendas pode haver resultado. 6.00 Crédito 1.2. em outro item trataremos da eliminação do resultado. que são documentos extra-contábeis e devem ser guardados pelo período de três anos para fins de auditoria.COMISSÕES SOBRE VENDAS. juros e outros quaisquer valores realizados entre as companhias.2.650. mediante o seguinte lançamento: Receitas – comissões e juros (Empresa A) a Despesas – comissões e juros (Empresa B) Débito 1. Entretanto. as parcelas dos resultados do exercício. o processo de consolidação será registrado em documentos extracontábeis como papéis de trabalho elaborados manualmente. é necessário que essas transações e os saldos intercompanhias sejam controlados em registros extra contábeis. 250 da Lei das S/A. Em item anterior fizemos a exclusão de vendas inter-companhias para o qual foi utilizado como contra partida a conta custo das vendas.5 – RESULTADOS INTERCOMPANHIAS Conforme disposição do art. Vendas (Empresa A) a Custo dos Produtos Vendidos (Empresa B) Débito 1. isto é. os dividendos declarados e os 18 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . dos lucros ou prejuízos acumulados e do custo de estoques ou do ativo permanente que corresponderem a resultados. comissões e outras receitas ocorridas durante o exercício que devem ser eliminados. 6.2 .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O simples fato de eliminar as vendas inter-companhias da DRE não é suficiente para ajustar os valores à realidade. Desta forma. Parece paradoxal. visto que as demonstrações consolidadas também são passiveis de auditoria nas companhias abertas. as vendas poderiam ter sido realizadas com lucros ou prejuízos que também devem ser eliminados no processo de consolidação. Os casos mais corriqueiros de resultados inter empresas de um mesmo grupo econômico são os juros cobrados. também.00 Percebe-se que a contrapartida para eliminação das vendas é o custo dos produtos vendidos.400.400.3 –TRANSAÇÕES ENTRE EMPRESAS DO GRUPO Com o objetivo de efetuar a eliminação das operações realizadas entre as empresas do grupo no momento da consolidação. os valores decorrentes de comissões sobre vendas. entre outras. juros. JUROS E OUTROS Tal qual ocorre com as vendas. o processo de consolidação há de ser documentado em papéis de trabalho. a eliminação das transações deve representar um estorno dessas transações. Desta forma. não gera nenhum registro contábil nas empresas componentes do grupo que terá seus demonstrativos consolidados. 6. os custos das mercadorias vendidas. Entretanto. devem ser eliminados na consolidação das demonstrações contábeis. É necessário que se eliminem.4 – REGISTROS DA CONSOLIDAÇÃO A consolidação das demonstrações contábeis. ou pela utilização de fichas de razão.00 6. para permitir a apuração dos valores de vendas.650. das demonstrações financeiras consolidadas serão excluídas. ainda não realizados. como se elas não tivessem existido para o grupo. as comissões de vendas. conforme já frisamos.00 Crédito 1. de negócios entre as sociedades.

neste caso.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia lucros ou prejuízos de operações de vendas entre as sociedades que estejam incluídos em ativos da compradora. originariamente. não irá para o resultado. mesmo nas transações intercompanhias. o valor dos dividendos recebidos devem ser eliminados na consolidação para não figurarem duplamente como resultado do grupo econômico. é necessário verificar se a sociedade investidora avalia o investimento pelo MEP ou pelo Método do Custo. quando decorrentes de diferença de valor econômico de ativo da sociedade investida e em consta específica do ativo permanente ou em REF quando o fundamento econômico tenha sido a perspectiva de resultados futuros. este é um caso raro. este não é um fato corriqueiro.00 b) Eliminação de comissões de vendas Receita de Comissões de Vendas a Despesas de Comissões de Vendas R$ 500. como segue: a) Eliminação de juros inter-companhias Receita de Juros a Despesas de Juros R$ 1. Desta forma. Entretanto. Já os dividendos recebidos pelas investidoras. ao fato de existir o controle de uma empresa sobre outra. 7 – TRATAMENTO DAS PARTICIPAÇÕES MINORITÁRIAS A Consolidação das Demonstrações contábeis é condicionada. apenas. esses valores devem ser eliminados por meio de lançamentos de estorno. mesmo que parcialmente. pois o valor do dividendo. A eliminação de lucros ou prejuízos em transações inter companhias pela venda de ativos é bastante comum e deve ser estudada adequadamente. Neste caso. pois a maioria dos investimentos que participam do processo de conciliação devem ser avaliados pelo MEP. Entretanto. sendo necessário. as mercadorias estão no estoque ou no ativo da empresa adquirente. não há mais lucro a ser eliminado.000. Conforme estudamos em capítulos anteriores. Quando a adquirente tenha vendido o estoque ou os bens. eliminar as operações de venda e custo original entre as companhias. comissões e outras receitas inter-companhias. o ágio ou deságio. Neste particular. pois geralmente as transações são realizadas a valores de mercado. se os bens permanecerem em estoque. cabe ressaltar que somente as empresas avaliadas pelo MEP registram. o controle pode ser total. Neste particular pode haver lucros nos estoques adquiridos de sociedade do grupo ou de bens do ativo permanente. que avaliam seus investimentos pelo método do custo de aquisição. esses valores não representam resultado efetivo com terceiros. na maioria dos casos.00 Com relação aos dividendos. quando teremos a chamada subsidiária integral. realizando o lucro ou. de forma segregada. tal qual constam do balanço da sociedade investidora. na data da consolidação haverá lucros não realizados que devem ser eliminados. então. donde pode resultar que a empresa adquirente já tenha vendido o bem. Nas transações ao preço de custo não há lucro e o fato será eliminado pela eliminação da venda e do custo. Porém. Entretanto. ou com a INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 19 . são registradas como receita em uma das empresas e como despesa na outra. Caso o investimento seja avaliado pelo MEP os dividendos recebidos diminuem o valor do investimento e não haverá exclusão a fazer. Outro aspecto que merece nossa atenção diz respeito ao ágio ou deságio. comporão o resultado da investidora. Os valores do ágio e do deságio figurarão no balanço consolidado como ativo. Os juros.

A participação de não-controladores no lucro ou prejuízo líquido. uma participação de acionistas minoritários no valor de R$ 210.00 78. visto que.000. por hipótese. Assim. um Balanço Patrimonial Consolidado. imediatamente antes do Patrimônio Líquido e após os Resultados de Exercícios Futuros.000.00 786.00 210. No caso de subsidiária integral temos como acionista único outra empresa nacional. A denominação de acionistas minoritários surge quando a controladora é a acionista majoritária.000. Na hipótese de consolidação proporcional. caso tenhamos. a participação dos acionistas não controladores deve ser evidenciada destacadamente no balanço patrimonial consolidado.000. isto é.000. logo não há participação de acionistas minoritários ou não controladores.00: Ativo Passivo Passivo Circulante Passivo Exigível a Longo Prazo Resultado de Exercícios Futuros Participação minoritária em controlada consolidada Patrimônio Líquido 123. 20 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . ou seja. Desta forma. respectivamente. como dedução ou adição ao lucro ou prejuízo líquido consolidado. consoante disposição legal. essa participação deve ser destacada em grupo isolado no balanço patrimonial consolidado. situação em que possui apenas a maioria das ações com direito a voto o que lhe dá a condição de controladora. Para calcular o valor da participação dos acionistas minoritários aplica-se sobre o Patrimônio Líquido o percentual de participação desses acionistas no capital social da sociedade investida (controlada). O problema da participação dos acionistas minoritários consiste na consolidação das demonstrações contábeis das controladas que possuem o seu capital pulverizado. imediatamente antes do grupo patrimônio líquido. das controladas deve ser destacada e apresentada.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia detenção da maioria das ações do capital votante pela controladora caso em que não haverá o controle total.00 Assim. reservas e resultados pertencentes a acionistas ou sócios minoritários. além do controlador há outros acionistas que não são controladores. Já a designação de acionistas não controladores surge em face de a controladora não ser a acionista majoritária. Em ambas as situações. ela possui mais de 50% do total das ações.000. já que somente os valores pertencentes ao grupo controlador são levados aos demonstrativos consolidados. não há parcelas a destacar no Balanço Patrimonial Consolidado e na Demonstração do Resultado Consolidado. a participação dos acionistas minoritários e/ou majoritários não controladores deve ser lançada no Passivo. neste caso. quando for o caso. No Balanço Patrimonial. na Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício.00 47. Desta forma. esses valores não aparecem na Consolidação. com presença de acionistas minoritários. apresentar-se-á da seguinte forma no lado do passivo. a participação de não-controladores é a parcela do capital. o controle do acionista majoritário é apenas relativo. do exercício. No Patrimônio Líquido do Balanço Patrimonial Consolidado deve aparecer apenas o valor pertencente ao grupo ou acionistas da empresa controladora.

00 Percebe-se que do Patrimônio Líquido da Controlada Piau S/A. a guisa de exemplo.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Exemplo: Suponha que a controlada Piau S/A possua o seu capital social dividido em 500.040.00 696.040.00 49.00 96.00 74. pertencem aos acionistas minoritários.000.000.00 98. logo acima deste e abaixo de Resultados de Exercícios Futuros.00 147.980. pois esse valor pertence ou é de direito dos acionistas minoritários ou não controladores.000.290. devemos destacar a parcela do lucro das controladas consolidadas que se refere à participação minoritária.00 72.00 1.200.00 99.000. Para destacar esse valor.00 724.710.020.00 deverá constar no Balanço Patrimonial Consolidado fora do Patrimônio Líquido.030.200. Teremos.00 Não é demais repetir que o valor de R$ 696.00 R$ 696. que será realizado nos papéis de trabalho.00 48.00 196.000 ações com valor nominal de R$ 1. sem nenhum registro contábil em qualquer livro: Diversos a Participação Minoritária em Controladas Consolidadas Capital Social Reserva de Capital Reserva de Lucros Lucros Acumulados R$ 480.960.000.421.000.00 Considerando. Tomemos. a seguinte situação: Patrimônio Líquido da Controlada Piau S/A Contas Capital Social Reservas de Capital Reservas de Lucros Lucros Acumulados Total Valor total 980.00.020.000. R$ 696.000 ações não pertencem à Controladora (que está fazendo a consolidação). então.00 98.290.00 Controladora Antares S/A (51%) 499.00 196.00 147.00 Participação minoritários (49%) 480.800. cujo valor deve ser apresentado destacadamente no Balanço Patrimonial Consolidado.000.000. Na Demonstração do Resultado de Exercício Consolidado. o percentual de participação dos acionistas não controladores de 49% e consideremos que a empresa controlada tenha obtido um Lucro INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 21 .00 1.030.00 72.00 R$ R$ R$ 96. logo devemos aplicar essa mesma percentagem sobre as demais contas do patrimônio líquido.00 48.000.970.00 por ação e que seu Patrimônio Líquido seja constituído conforme a seguir demonstrado: Patrimônio Líquido Capital Social Reservas de Capital Reservas de Lucros Lucros Acumulados Total R$ 980.290.290. por hipótese.421. que 49% das 500. será necessário o seguinte lançamento contábil.

Aliás.000. da controlada à sua controladora. as despesas com o imposto de renda sobre aquele resultado se o resultado for passível de realização e adição em consolidação futura. esses minoritários têm direito de participar no resultado das controladas de que são sócios. ainda que haja lucro decorrente de operações com a controladora. Como na consolidação eliminamos os lucros não realizados decorrentes de transações entre empresas do grupo econômico devemos eliminar. Assim. mas não para apurar a participação dos minoritários ou não controladores. Entretanto.00) 653. totalizando um lucro de R$ 800. no qual admitimos que a controladora Asteca S/A tenha obtido um lucro de R$ 500. Assim sendo.000.00 (49% de R$ 300. pois o lucro estará não realizado na relação de controlada e controladora. isto é. com lucro.1 – IMPOSTO DE RENDA NA TRANSAÇÃO ENTRE SOCIEDADES DO GRUPO ECONÔMICO A maioria das transações com lucros estão sujeitas ao Imposto de Renda. este é um dos principais objetivos da consolidação e apuração da participação dos acionistas minoritários.00 e o lucro da Controlada Piau S/A tenha sido de R$ 300.000.000.00).00 (147.000. que pode ser da seguinte forma: DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DO RESULTADO DO EXERCÍCIO da controladora Asteca S/A e da Controlada Piau S/A Receita Bruta Lucro Bruto Despesas Operacionais . e se esses estoques não forem vendidos pelo adquirente (parcial ou 22 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . A seguir apresentaremos um exemplo da forma de apresentação.000. se ele nunca mais for adicionado por carecer de realização.. Lucro Líquido Total (-) Participações Minoritárias da Investida nos resultados consolidados Lucro Líquido Consolidado 800. também. se o lucro for eliminado na consolidação de forma definitiva.00 Devemos atentar ao fato de que a eliminação dos valores pertencentes aos acionistas minoritários e aos acionistas não controladores deve ser realizada mesmo quando existem lucros não realizados no patrimônio líquido das controladas. pois esse lucro será eliminado para apurar o valor pertencente ao grupo econômico. com incidência de Imposto de Renda.000. mas não poderá afetar a participação minoritária (ou não controladores). o valor a ser destacado na consolidação referente a participação minoritária será de R$ 147.00.00. quando o imposto excluído será também adicionado. 8 – TRATAMENTO DE IMPOSTOS NO PROCESSO DE CONSOLIDAÇÃO 8.00 entre controladora e controlada.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Líquido do Exercício no valor de R$ 300. No demonstrativo consolidado devemos destacar a participação dos acionistas minoritários.000. mas estará realizado para os demais acionistas.. o que afetará o resultado da controladora. então a tributação pelo Imposto de Renda será considerada definitiva e não será excluída na consolidação.000. Exemplo: Na venda de estoques.

500....................... bem como a proporção do imposto de renda incidente sobre esse lucro. em face da necessidade de eliminação do resultado não realizado...000......... 56.. (-) IPI ........... Os lançamentos de eliminação do Imposto (ajustes) são os seguintes: a) No Balanço Patrimonial Consolidado A conta Lucros ou Prejuízos Acumulados....... o que acarreta os seguintes efeitos.... considerando que não houve a venda da metade do estoque: a) No Balanço Patrimonial Consolidado Somente o lucro não realizado no valor de R$ 6....... (-) CPV ........... Mesmo assim... 8....00 (6.......00..000...... (-) ICMS .. Com relação ao IPI e ao ICMS nada deve ser feito.......... alguns ajustes se fazem necessários....... A controladora Asteca S/A pode não ter vendido todo esse estoque adquirido de sua controlada.............. relativa a despesa como se fosse uma partida simples.............................. Imposto de Renda a Compensar a Lucros ou Prejuízos Acumulados b) Na Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício Neste demonstrativo o ajuste deverá ser no valor da parcela referente à provisão para imposto de renda........000..... O custo do estoque foi de 28..00 deve ser eliminado..... Receita bruta .......2 – ICMS e IPI Sabemos que os impostos recuperáveis não fazem parte do custo de aquisição dos estoques da adquirente e tampouco farão parte da receita líquida de vendas da sociedade vendedora....... Como contrapartida......00 (28. Receita líquida ................... Lucro bruto ....Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia totalmente)...............000.................00) 13...... a parcela do lucro não realizado deve ser eliminada na consolidação................ do Patrimônio Líquido...000... b) Na Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 23 ........................ Assim............ já deduzidos os tributos recuperáveis... deve ser creditada para eliminar o efeito do Imposto de Renda no Resultado que foi incorporado a esta conta.00 (com incidência de ICMS de 18% e de IPI de 12%) a sua controladora Asteca S/A....000..000..00 (9... visto que os saldos a recolher ou a compensar desses tributos também são obrigações ou direitos válidos no demonstrativo consolidado.......... ela debitou e creditou os valores do IPI e do ICMS nas contas próprias........000................. visto que quando da realização do lucro esse imposto será devido pela controladora.00) 41............00) 50...........00 Como a empresa Piau S/A faz sua escrituração de forma regular......... Exemplo: A controlada Piau S/A faz a venda de seu estoque pelo valor de R$ 50... ela apresentará a seguinte estrutura de resultado: Faturamento bruto ..000... conforme veremos no exemplo a seguir............. devemos debitar uma conta do Ativo Circulante ou ARLP em conta de Antecipação de Imposto de Renda ou Imposto de Renda a Compensar..

00 3. a base e o fundamento para a amortização do ágio ou deságio não absorvido na consolidação.000. 2.2. a natureza e os montantes dos ajustes efetuados em decorrência da defasagem de datas de que trata o item 8. 9 . Receita Líquida e Lucro Bruto estarão também ajustados.000. as denominações das entidades controladas incluídas na consolidação. 5. bem como os efeitos. decorrentes dessa inclusão ou exclusão. Os ajustes a serem efetuados para eliminar esses valores na Demonstração Consolidada do Resultado serão os seguintes: Débito Faturamento Bruto a IPI a ICMS a CPV a Estoques (lucros não realizados) 28. 10.00 4. PESSOAL. É ISSO.500. do passivo e do resultado das entidades sob controle conjunto. a Receita Líquida. o IPI e do Faturamento Bruto proporcionalmente a parcela não realizada. o valor dos principais grupos do ativo. os procedimentos adotados na consolidação.NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONSOLIDADAS As demonstrações contábeis consolidadas devem ser complementadas por notas explicativas que contenham. e os respectivos esclarecimentos. nos elementos do Patrimônio Líquido e Resultado Consolidados. 8. quando couber.00 Crédito É interessante observar que se for efetuado o ajuste do Faturamento Bruto. as seguintes informações: 1. englobando a participação direta e a indireta por intermédio de outras entidades controladas. 9.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Todos os valores relativos ao lucro não realizado devem ser eliminados. do ICMS e do CPV. bem como o percentual de participação da controladora em cada entidade controlada.500. o ICMS.000.00 14. o efeito da variação do percentual de participação da controladora na controlada dentro de um mesmo exercício. as características principais das entidades controladas incluídas na consolidação. pelo menos. do IPI.00 6. a exposição dos motivos que determinaram a inclusão ou exclusão de uma entidade controlada durante o exercício.6. 3. 6. a razão pela qual os componentes patrimoniais de uma ou mais controladas não foram avaliados pelos mesmos critérios utilizados pela controladora. Agora já podem fazer os exercícios e percebam que bastante teóricos! 24 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . se necessários. 11. a conciliação entre os montantes do Patrimônio Líquido e Lucro Líquido da controladora com montantes do patrimônio líquido ou prejuízo consolidados. 7. aí incluídos o Custo dos Produtos Vendidos. 4. os valores relativos a Receita Bruta. a Receita Bruta. os eventos subseqüentes à data de encerramento do exercício ou período que tenham ou possam vir a ter efeito relevante sobre as demonstrações contábeis consolidadas.

000 Valores a receber 25.000 TOTAL DO ATIVO 251.000 54. XY.000 200.000 130.12.000 IMOBILIZADO LÍQUIDO 100.19x1 os balanços patrimoniais da Cia ABC e de suas controladas eram os seguintes : A empresa LM era subsidiária integral da Cia.000 5.000 ATIVO PERMANENTE INVESTIMENTOS Participações Societárias Cia. ABC e de suas controladas eram os seguintes: Controladora Controlada Controlada ABC LM XY ATIVO CIRCULANTE Disponibilidades 1.000 20.000 22. que também possuía 60% do capital da Cia XY.000 15.000 35. ABC. Em 31. de formação dos estoques e mantidos os mesmos credores b) De fornecedores.000 Participações societárias Cia.000 30.000 25.000 100.000 250. de estocagem de produtos e mantidos os mesmos credores d) Diretiva em todas as empresas do conglomerado com os mesmos diretores nas empresas e) De critérios e procedimentos contábeis entre as empresas consolidadas A empresa LM era subsidiária integral da Cia ABC.000 5. que também possuía 60 % do capital da Cia. é importante seja mantida a uniformidade a) De políticas de captação de recursos. de estocagem de produtos e utilizem os mesmos órgãos financiadores c) De políticas de compra e venda de produtos.000 Estoques 45.000 34. LM 20. Em 31/12/19X1 os balanços patrimoniais da Cia.000 30.000 20.000 130. XY 60.000 10.000 10.000 PASSIVO CIRCULANTE Valores a pagar PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Empréstimos Bancários PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social TOTAL PASSIVO + PL 16.000 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 25 .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01) (AFTN-96-Esaf): Não devem integrar os Demonstrativos Consolidados os patrimônios de empresas controladoras nas quais: a) O controle seja apenas temporário b) O controle ocorra de forma integral c) Ocorra total dependência tecnológica d) Ocorra dependência financeira integral e) O controle seja permanente e total 02) (AFTN-96-Esaf): Para que os procedimentos de Consolidação das Demonstrações Contábeis dos conglomerados reflitam tecnicamente a relação do grupo para com terceiros.

Em 31/12/19x2.2.19x1 era: a) $ 244.000 d) $ 16.000 b) $ 200.000 e) $ 51.000 c) $ 300.000 c) $ 100.000 e) $ 25.19x1 o grupo tinha a receber de terceiros: a) $ 57.000.500.000 e) $ 120.12.000 e) $ 100.000 d) $ 164.000 apurado na consolidação dos demonstrativos para a 04) (AFTN-96-Esaf) Em 31. identifique as respostas das questões 03 a 08 .000. * em 31.12.000 05) (AFTN-96-Esaf) O valor consolidado do capital social do grupo era: a) $ 320.000 06) (AFTN-96-Esaf) Em 31.000 b) Resultado Operacional a Terrenos $ 3.000 e) $ 40. o procedimento de eliminação do lucro não realizado intercompanhias seria : a) Terrenos a Lucros Não-Realizados Intercompanhias $ 3.500.000 08) (AFTN-96-Esaf) O valor do Patrimônio Líquido Consolidado é: a) $ 200.000 07) (AFTN-96-Esaf) O valor do Ativo Permanente Consolidado em 31.19x1 as obrigações totais do grupo eram: a) $ 14. Com base nas informações anteriores. LM tinha a receber $.000 09) (AFTN-96-Esaf) Em 10/10/19x2.000 c) $ 34. por ocasião da Consolidação das Demonstrações Contábeis.000 b) $ 224.000 c) $ 300.000 e) $ 184.000 b) $ 64.000 b) $ 70.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Outras informações: * o saldo das conta Valores a Pagar da Cia. um imobilizado pelo valor de $ 15.000 b) $ 200.12. obtendo um lucro na operação de $ 3.000 b) $ 240.000 d) $.000 de sua controladora .000 c) $ 84. 03) (AFTN-96-Esaf) O valor participações minoritárias é: a) $ 20.000 d) $ 220. Amazonas vende à vista para a sua subsidiária integral.12.19x1 a Cia. Cia Solimões . 5.500. XY correspondia a operações de repasses financeiros realizadas com a controladora. a Cia.000 c) $ 234.000 26 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS .000 d) $ 120.000 d) $ 220.

exceto a) participações societárias de empresas não controladas e não pertencentes ao grupo b) lucro na venda de Ativos Imobilizados entre controladora e controlada c) investimento permanente da controladora na controlada d) lucro não realizado nas transações de mercadorias entre controladora e controlada e) contas a receber que representam contas a pagar na controlada 12) (AFTN-98-Esaf) O imposto de renda oriundo de lucro ainda não realizado.500.000 $ 3.000 10) (AFTN-98-Esaf) As participações de acionistas minoritários ou não controladores.500. deverão ser a) deduzidas do valor do investimento no Ativo Permanente b) acrescidas ao valor do investimento no Ativo Permanente c) consolidadas sem qualquer referência especial d) segregadas em conta específica no Ativo Permanente e) segregadas em conta específica fora do Patrimônio Líquido consolidado 11) (AFTN-98-Esaf) Na consolidação dos Balanços de Controladora e Controlada todos os itens abaixo deverão ser excluídos.000 $ 3. o ágio oriundo de investimento de controladora em controlada avaliado pelo método da equivalência patrimonial deverá ser a) eliminado proporcionalmente à participação da controladora na controlada b) eliminado na consolidação não aparecendo na demonstração consolidada c) mantido na consolidação e aparecendo na demonstração consolidada d) transferido para conta de receita no resultado da controladora e) transferido ao Lucros e Perdas do Balanço consolidado 14) (AFRF-2001-Esaf) No processo de elaboração da consolidação das demonstrações não são excluídos os(as): a) lucros não realizados decorrentes de operações de venda de ativos entre as empresas do grupo b) vendas de qualquer natureza realizadas entre a empresa controlada e sua controladora c) dividendos recebidos por conta de participações societárias avaliadas por equivalência patrimonial d) receitas auferidas por conta de juros cobrados em contrato de mútuo realizado entre empresas do grupo e) vendas de serviços realizadas entre a empresa controladora e suas controladas 15) (AFRF-2001-Esaf) De acordo com a Instrução CVM 247/96. poderão ser excluídas da obrigatoriedade de Consolidação de Demonstrações Financeiras: a) todas as companhias abertas que tiverem mais de 30% do seu patrimônio líquido representado por investimentos em controladas b) sociedades controladas que apresentarem efetivas e claras evidências de perda de continuidade INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 27 . quando proveniente de transações de mercadorias b) considerado e pago quando for o caso c) eliminado para posterior tributação d) lançado contra impostos a compensar no Passivo Circulante e) lançado contra impostos a compensar no Exigível a Longo Prazo 13) (AFTN-98-Esaf) Na Consolidação de Demonstrações Financeiras.500.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia c) Lucro na Alienação de Imobilizados a Terrenos d) Terrenos a Lucros na Alienação de Imobilizados e) Terrenos a Ajustes de Lucros Não-Realizados Intercompanhias $ 3. quando da consolidação. referente a operações efetuadas entre as empresas em consolidação. deverá ser a) lançado contra estoques.

000 Passivo + Patrimônio Líquido Passivo Fornecedores terceiros 50.000) (100. • A controlada B vendeu para a controladora A. por R$ 140.000 28 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS .000 Investimentos na controlada B 125. 16) (AFRF-2001-Esaf) O valor do Lucro Bruto Consolidado é de: a) 30.000 320. • A Controladora A vendeu metade dos estoques comprados da controlada B pelo preço de R$ 80.000 20. I – Balanço Patrimonial: Controladora .000 II – Demonstrações do Resultado de Exercício: Demonstração de Resultados Controladora .000 Patrimônio Líquido Capital 500.000 125.000 Imobilizado 350.000.000.000 35.000 20.000 b) 20. na ordem de R$ 20.000 Lucros Acumulados 30.000 120.000 e) 50.00.000 55.000 Lucro Líquido 30.000 140.000 d) 40.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia c) sociedades controladas que apresentarem efetivas e claras evidências de manutenção da continuidade d) todas as companhias abertas que tiverem menos de 30% do seu patrimônio líquido representado por investimentos em controladas e) sociedades controladas que não se configurem como parte relacionada e não operem com a controladora Tomando como base unicamente as informações a seguir.000 c) 10. responda às questões de 16 a 23.000 320.000 125.000.00.000 Resultado da equivalência 20.000 Outras contas a pagar 40.B Ativo Disponível 95.000) Lucro Bruto 10.000 III – Outras informações adicionais: • A controladora A constituiu a controlada B da qual tem 100% do capital.000.000 Custo das Vendas (70.000 b) 170. pela controlada B.000 Total Passivo e Patrimônio Líquido 760.000 Total do Ativo 760.000 Fornecedores intercompanhias 140.A Controlada .A Controlada .000 40.00.000 Contas a Receber terceiros 120.000 40.000 17) (AFRF-2001-Esaf) O valor do Custo das Vendas Consolidado é de: a) 30.B Vendas 80. mercadorias que lhe custaram R$ 100.000 Contas a Receber intercompanhias 140. • No período foram distribuídos dividendos.00.000 Estoques 70.

000 c) 1.000 e) 140.080.000 b) 40.000 c) 50. o valor do lucro não-realizado é: a) 50.000 c) 30.000 23) (AFRF-2001-Esaf) Receber é a) 120.000 b) 20.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia c) d) e) 70.000 18) (AFRF-2001-Esaf) O valor das Receitas de Vendas Consolidadas é de: a) 220.000 19) (AFRF-2001-Esaf) No processo de consolidação das demonstrações contábeis. o valor total das Exigibilidades é: a) 95.000 d) 140.000 e) 10.000 e) 295.000 Após a consolidação dos Balanços.000 b) 815. a participação societária dos acionistas não pertencentes ao grupo deve ser evidenciada como: a) Patrimônio Líquido b) Ativo c) Passivo d) Receitas e) Reservas INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 29 .000 21) (AFRF-2001-Esaf) Após a consolidação dos Balanços.000 d) 170.000 d) 80.000 c) 260.000 b) 80. o valor dos Lucros Acumulados é: a) 80.000 22) (AFRF-2001-Esaf) Após a consolidação dos Balanços.000 d) 720.000 c) 120.000 100.000 e) 700.000 c) 255.000 50.000 20) (AFRF-2001-Esaf) Após a consolidação dos Balanços.000 d) 30.000 e) 50.000 b) 265.000 d) 40.000 b) 140.000 e) 20. o valor total das Contas a 24) (AFRF-2002-Esaf) No processo de consolidação. o valor total do Ativo é: a) 795.

e) Operações de vendas efetuadas entre as empresas do grupo que efetuará a consolidação. e) eliminar saldos de quaisquer contas de ativas e passivas resultantes de transações das sociedades incluídas na consolidação. Demonstração Consolidada dos Fluxos dos Caixas e os Fluxos dos Caixas de cada uma da empresas componentes do grupo. 30 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS .A. a investidora deve: a) em nenhuma hipótese utilizar períodos contábeis não idênticos. 29) (AFRF-2003) A empresa Chuí S. podese: a) eliminar agora o Imposto de Renda e a contribuição social sobre ele incidente.00 de fios elétricos para reformar suas instalações. 26) (AFRF-2002-Esaf) O saldo em aberto de operações de repasse de recursos efetuadas da controladora para as controladas e coligadas por ocasião da elaboração da consolidação dos balanços será: a) avaliado b) realizado c) incorporado d) anulado e) registrado 27) (AFRF-2002-2-Esaf)Para a elaboração das Demonstrações Contábeis Consolidadas. b) excluir definitivamente o Imposto de Renda e a contribuição social pois não são devidos. Pressupondo que este lucro será eliminado e nunca mais realizado. c) Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício. Demonstração Consolidada das Mutações Patrimoniais e Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício. e) Demonstração Consolidada da conta Lucros/Prejuízos Acumulados. Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício e Demonstração Consolidada das Origens e Aplicações de Recursos. Demonstração Consolidada das Mutações Patrimoniais. Balanço Patrimonial Consolidado e Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício. d) Valores não realizados existentes nos ativos decorrentes de operações de compra e venda de ativos intercompanhias. b) utilizar demonstrações contábeis e do patrimônio líquido das investidas apuradas na mesma data das demonstrações contábeis da investidora. a obrigatoriedade de efetuar a consolidação.. No ano de 2002 a empresa Chuí adquiriu da empresa Oiapoque R$100. Balanço Patrimonial Consolidado. Demonstração Consolidada do Resultado do Exercício e Balanço Patrimonial Consolidado. mesmo que este fato represente melhoria na qualidade da informação produzida. exigidas nos termos da Instrução CVM 247/96. tendo. de acordo com as determinações da Lei das Sociedades por Ações. possui investimentos na empresa Oiapoque S.A. d) Demonstração Consolidada das Origens e Aplicações de Recursos. c) excluir o Imposto de Renda e manter a contribuição social como despesa do período. b) Balanço Patrimonial Consolidado. são: a) Demonstração Consolidada dos Fluxos dos Caixas.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 25) (AFRF-2002-Esaf) As demonstrações contábeis consolidadas. c) compensar quaisquer ativos ou passivos pela dedução de outros ativos ou passivos mesmo na inexistência de direito de compensação. a) Eliminação das despesas e receitas de variação cambial efetuadas com instituições financeiras indicadas pela controladora. 28) (AFRF-2002-2-Esaf)Dos procedimentos listados a seguir. c) Valores de despesas e receitas de prestação de serviços realizados entre empresas do grupo. indique aquele que não corresponde ao processo contábil de elaboração das demonstrações consolidadas.000. b) Exclusão de saldos de ativos e passivos em aberto de operações realizadas entre controladas e a controladora. d) utilizar demonstrações contábeis de coligadas e controladas elaboradas até 90 dias antes da data das demonstrações contábeis da investidora.

00. 36) (Petrobras-CESPE-2004) Para as companhias abertas e para as instituições financeiras. pois o Imposto de Renda e a Contribuição Social são despesas do Período. No ano de 2002 a empresa Fortaleza comprou da empresa Rio Branco S.A. Com base no que dispõe a Lei das Sociedades Anônimas (Lei nº 6.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia d) manter o Imposto de Renda e eliminar a contribuição social das demonstrações.).400. sempre com a anuência prévia da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). a lei tornou obrigatória a publicação. a exclusão de qualquer uma dessas empresas sem anuência prévia da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). informações relativas a aquisição de debêntures de emissão própria e a política de reinvestimentos de lucros e distribuição de dividendos constantes no acordo de acionistas. a) Nenhum. dos pareceres de Conselho Fiscal e de auditores independentes registrados na CVM. mercadorias para revenda no valor de R$ 10. pois somente o Imposto de Renda deve ser eliminado. 37) (Petrobras-CESPE-2004) O grau de evidenciação das demonstrações contábeis deve propiciar o suficiente entendimento do que cumpre demonstrar.400. juntamente com as demonstrações financeiras exigidas. e ainda que a sociedade de comando não seja uma S. 31) (INSS-CESPE-2003) A consolidação de demonstrações financeiras só é obrigatória para os casos de grupos empresariais que se constituírem formalmente em grupos de sociedades na forma das sociedades anônimas (S. 32) (INSS-CESPE-2003) Deve-se excluir das demonstrações consolidadas.A. que ainda permanecem em seus estoques. sendo proibida.000. consolida em suas demonstrações financeiras a empresa controlada Rio Branco S. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 31 . marque (C) para CERTO e (E) para ERRADO nas questões nºs 31 a 48. e) Débito de Ativo Realizável a Longo Prazo e Crédito de Passivo Circulante no valor de R$ 2. que são obrigatórias para as companhias abertas e para os referidos grupos de sociedades.00.500. e) manter o Imposto de Renda e a contribuição social pois ambos são despesas do período.000. 30) (AFRF-2003) A empresa Fortaleza S. em qualquer situação. indique o lançamento a ser efetuado no Balanço Patrimonial Consolidado. inclusive com o uso de notas explicativas que. os investimentos cuja inclusão possam provocar distorção na representação patrimonial e financeira do grupo.A.A.000. totalizando 34%. d) Débito no Passivo Circulante e Crédito nos Lucros Acumulados no valor de R$ 3. Considerando uma alíquota de 25% de Imposto de Renda e 9% da Contribuição Social.A. 33) (Petrobras-CESPE-2004) As companhias abertas são obrigadas a publicar o relatório da administração que deve conter. 34) (Petrobras-CESPE-2004) As demonstrações consolidadas devem incluir todas as empresas controladas. entre outras. o investimento excluído deve ser avaliado pelo método de equivalência patrimonial (MEP) e ser objeto de nota explicativa que explique as razões que determinaram a exclusão. a propósito da consolidação de demonstrações financeiras e outros aspectos relativos às demonstrações contábeis.00. c) Débito no Ativo Circulante e Crédito nos Lucros Acumulados no valor de R$ 3. não poderão substituir o que é intrínseco às demonstrações. Nesse caso.000. b) Débito de Lucros Acumulados e Crédito do Passivo Circulante no valor de R$ 3.000.000. 35) (Petrobras-CESPE-2004) As companhias fechadas e os conjuntos de sociedades que não estejam enquadradas na definição legal de grupos de sociedades estão dispensados da elaboração e da divulgação das demonstrações contábeis consolidadas.00.404/1976) e os atos normativos da CVM. entretanto. relativo ao Imposto de Renda e à Contribuição Social.400. independentemente de serem ou não companhias abertas.00.

os resultados devem ser incluídos proporcionalmente às percentagens de participação. 44) (Petrobras-CESPE-2004) As participações nos lucros atribuídas a terceiros. as empresas que tiverem contabilizado tais juros como despesa financeira. para fins de dedutibilidade fiscal. 46) (Petrobras-CESPE-2004) A variação cambial correspondente ao ajuste do saldo em moeda nacional à taxa de câmbio utilizada na data da conversão deve ser contabilizada em resultado do exercício. quando dispõe de outras condições que lhe assegurem. 40) (Petrobras-CESPE-2004) A consolidação é o processo de agregar saldos de contas e (ou) de grupo de contas de mesma natureza. e antes das participações. exerce o comando direto sobre a outra entidade. é o lucro líquido. a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados (DLPA). antes do saldo da conta de lucro ou prejuízo do exercício. os saldos de depósitos bancários em outros países devem ser convertidos em moeda nacional. que deverá conter. assim. sem transitar pelo resultado do exercício. sem prévia autorização da CVM. as razões para a retenção do lucro devem ser suficientes para justificar a não-distribuição. 42) (Petrobras-CESPE-2004) Os juros sobre o capital próprio devem ser contabilizados como destinação dos lucros. quando detém a maioria do capital votante da mesma ou exerce o comando indireto. uma entidade é controladora de outra. 32 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS . diretamente na conta lucros acumulados. a) Poderão ser excluídas das demonstrações contábeis consolidadas. Assim. 45) (Petrobras-CESPE-2004) No balanço. na última linha da demonstração do resultado. deduzido do eventual saldo de prejuízos acumulados. ficam obrigadas a efetuar a reversão do seu valor. para esse registro. Esses ajustes e eliminações são realizados mediante lançamentos efetuados na escrituração da entidade controladora. não relativas ao investimento dos acionistas. Nesse caso. 39) (Petrobras-CESPE-2004) Quando a participação percentual da controladora no capital da controlada variar durante o exercício. sendo admitido. antes do imposto de renda e da contribuição social. o aumento do custo de aquisição até o limite de valor do mercado. em conta segregada. a demonstração das mutações do patrimônio líquido (DMPL). período por período. juntamente com as demais demonstrações societárias obrigatórias. 43) (Petrobras-CESPE-2004) A princípio todo o resultado do exercício deve ser distribuído aos acionistas. de eliminar saldos de transações e de participações entre entidades que formam o conjunto e de segregar o interesse de minoritários. 41) (Petrobras-CESPE-2004) As companhias abertas são obrigadas a elaborar e publicar. ou seja. a não ser que existam fortes razões para não fazê-lo. em uma de suas colunas. antes de se apurar o lucro líquido do exercício. A base de cálculo legal para apuração. sendo suficiente e admitido para esse procedimento tão-somente a adoção da taxa cambial de compra corrente da data do balanço. além de serem devidamente evidenciadas em nota explicativa. devem ser registradas como despesas da empresa. ou não. a valores de liquidação. porém. quando for o caso. ficando. dispensadas da elaboração e da publicação da DLPA em separado. no grupo despesas e receitas financeiras. 47) (CESPE/Unb-INMETRO-2001) Acerca de consolidação de demonstrações contábeis. assinale a opção correta. as sociedades controladas com efetivas e claras evidências de perda de continuidade e cujo patrimônio seja avaliado. a preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 38) (Petrobras-CESPE-2004) Para efeito de consolidação das demonstrações contábeis. ainda que temporariamente.

COFINS. depois de deduzidos os valores de IPI e ICMS. decorrentes de transações entre as sociedades excluídas na consolidação. IV .E 34 – E 39 – C 44 – C 05 – B 10 – E 15 – B 20 – A 25 – B 30 . julgue os itens abaixo. V . é uma receita não-tributável para fins de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido. IRRF. será também considerada justificável a exclusão de sociedade controlada cujas operações sejam de natureza diversa das operações da investidora ou das demais controladas. b) I e IV. C) II e III.A provisão para contingências só será dedutível na apuração do lucro real e constituirá base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido no pagamento ou na liquidação do passivo.O PIS/PASEP e COFINS incidem sobre a receita de vendas das empresas. c) Nas demonstrações contábeis consolidadas.A provisão para devedores duvidosos contabilizada em determinado período pode ser deduzida imediatamente para fins de cálculo do lucro real. 48) (CESPE/Unb-INMETRO-2001) Com referência ao PIS/PASEP.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 06 – CONSOLIDAÇÃO Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) No balanço patrimonial consolidado. mesmo antes do reconhecimento da perda efetiva do recebível. d) Para a elaboração das demonstrações contábeis consolidadas. I . imposto de renda das pessoas jurídicas e contribuição social sobre o lucro líquido. GABARITO 01 – A 06 – C 11 – A 16 – A 21 – D 26 – D 31 – E 36 – E 41 – C 46 – C 02 – E 07 – D 12 – C 17 – E 22 – B 27 – E 32 – C 37 – C 42 – C 47 – A 03 – E 08 – A 13 – C 18 – B 23 – A 28 – A 33 – C 38 – E 43 – C 48 – E 04 – A 09 – C 14 – C 19 – B 24 – C 29 . por variação do percentual de participação. E) IV e V. poderá ser efetuada a compensação de quaisquer ativos ou passivos pela dedução de outros passivos ou ativos. a investidora deverá excluir os saldos de quaisquer contas ativas e passivas. III . o valor contábil do investimento na sociedade controlada excluída da consolidação deverá ser avaliado pelo método de custo.O ganho de equivalência patrimonial não-operacional. D) III e V. e) No processo de consolidação das demonstrações contábeis.C 35 – C 40 – E 45 – E INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 33 . mesmo que não exista direito de compensação. Estão certos apenas os itens a) I e II.O IRRF sobre aplicações financeiras pago pelas empresas só pode ser utilizado para dedução do imposto devido em cada mês no exercício seguinte ao de sua retenção. II .

O planejamento fiscal. Assim. muitas vezes. INTRODUÇÃO Com o advento da nova ordem econômica mundial . Reorganizações societárias são procedimentos esporádicos através dos quais.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia REORGANIZAÇÃO DE SOCIEDADES 1. devendo obter o INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 1 . Melhorar a imagem da empresa perante a opinião pública. Descentralização administrativa ou concentração administrativa. a concentração e a desconcentração de empresas. O tema é. por diversas razões. incorporam ou são incorporadas. Trataremos. AFPS. dividem-se ou simplesmente vendem ou encerram atividades de unidade fabril ou divisão de produtos. freqüentemente. FORMAS DE CONCENTRAÇÃO A Lei das sociedades anônimas. as sociedades que a sucederem serão também abertas. 223. objetivando minimizar a carga tributária. Fusão e Cisão: Art. carecendo para tanto. 223. sociedades são transformadas. as ações que lhes couberem. portanto. as formas de dissolução e os consórcios de empresas. do processo de reorganização societária decorrente das operações de transformação. de reorganização da sua estrutura societária. cobrado em concursos de nível superior como AFRF. prevê três formas de concentração societária com tratamento jurídico próprio: A Incorporação. fundidas ou cindidas receberão. o processo de reorganização societária envolve a transformação. entre outros.a globalização da economia -. fusão ou cisão envolverem companhia aberta. § 1º Nas operações em que houver criação de sociedade serão observadas as normas reguladoras da constituição das sociedades do seu tipo. diretamente da companhia emissora. Analista de diversos órgãos. fusão e cisão de empresas. Afastar divergência entre acionistas. pois é nesses termos que o assunto é cobrado nos principais concursos. As principais razões que levam as sociedades a se reorganizar são: A busca de competitividade no mercado em face da conjuntura socioeconômica. fundidas. no art. § 3º Se a incorporação. incorporação. A incorporação. § 2º Os sócios ou acionistas das sociedades incorporadas. 2. fusão ou cisão podem ser operadas entre sociedades de tipos iguais ou diferentes e deverão ser deliberadas na forma prevista para a alteração dos respectivos estatutos ou contratos sociais. as sociedades comerciais ou com fins lucrativos necessitam se adaptar a essa realidade para que possam competir nesse mercado turbulento.

Entretanto. esta deverá ser constituída conforme os preceitos legais para o tipo societário resultante adotado. a deliberação deve ocorrer conforme disposto em contrato social ou estatuto.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia respectivo registro e. a aprovação de forma linear pelos sócios ou acionistas quando haja expressa disposição nos atos constitutivos no sentido de possibilitar a transformação. percebe-se que o processo de reorganização pode envolver sociedades de diversos tipos societários. se a sociedade passar de Sociedade por Quotas de Responsabilidade Limitada para Sociedade Anônima. isto é. A primeira vista. 220. visto que muda apenas a sua forma jurídica. A lei. Portanto. de LTDA para Sociedade Anônima e vice-versa. percebe-se que a reorganização societária envolvendo Sociedade Anônima de capital aberto (ações negociadas em bolsa de valores) a sociedade resultante também será aberta e deve providenciar na obtenção do respectivo registro em até 120 dias. pode ela mudar de tipo. Quando do processo de reorganização resultar sociedade nova. o que caracteriza o processo de transformação é a passagem da sociedade de um tipo societário para outro. 45). o estatuto ou o contrato social da sociedade podem prever que a INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 2 . no art. define a transformação com o seguinte contexto: A transformação é a operação pela qual a sociedade passa. É interessante a regra contida no parágrafo único do art. Pela norma esculpida no parágrafo 3º. por exemplo. TRANSFORMAÇÃO Após constituída uma sociedade sob determinado tipo societário. pois ele estabelece que os preceitos a obedecer na transformação são os que regem a constituição e o registro do tipo societário a ser adotado pela sociedade. de um tipo para outro. isto é. além das Instruções pertinentes ao assunto emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). ou não observe o prazo para a obtenção. no prazo máximo de cento e vinte dias. mediante reembolso do valor das suas ações (art.404/76. Não se trata de concentração de sociedades. se determinado estatuto estabelece que poderá ser alterado somente com a aprovação unânime dos integrantes do quadro social é dessa forma que o processo de reorganização deve ser conduzido. observado o disposto nos §§ 1º e 4º do art. Caso não obtenha esse registro. Ressalva. Assim. todo procedimento deverá ser o estabelecido na Lei nº 6. que é de fundamental importância. contudo. independentemente de dissolução e liquidação. nos trinta dias seguintes ao término do prazo nele referido. Vale dizer. pois estabelece que deve haver o consentimento de todos os sócios ou acionistas. Pela leitura do dispositivo legal. 3. § 4º O descumprimento do previsto no parágrafo anterior dará ao acionista direito de retirar-se da companhia. a operação parece ser muito simples. a lei impõe alguns freios à sua efetivação. passando. observando as normas pertinentes baixadas pela Comissão de Valores Mobiliários. no entanto devem observar as formas de alteração dos atos constitutivos de cada tipo societário. se for o caso. se a sociedade resultante for uma sociedade de capital aberto. 220. contados da data da assembléia-geral que aprovou a operação. promover a admissão de negociação das novas ações no mercado secundário. dar-se-á aos acionistas o direito de retirarem-se da companhia. 137.

no contrato social. responderão pelo processo os sócios anteriores ao tipo resultante. (Lei das S. 223 a 234 da Lei n° 6. 4. fusão ou cisão é regido pelos arts.As. Os sócios podem renunciar. caso em que o sócio dissidente terá o direito de retirar-se da sociedade. 221. por transformação. a eles estariam sujeitos. 222. estabelecendo que se os credores do tipo anterior pedirem a falência da sociedade. ASPECTOS LEGAIS NA INCORPORAÇÃO. o estatuto legal.404/76. embora a lei regente das operações envolvendo reorganização societária seja a das sociedades por ações. Se a lei assegurou garantias aos sócios ou acionistas. e somente a estes beneficiará. se uma sociedade que antes da transformação conferia responsabilidade ilimitada aos sócios e se esta sociedade adotou. devendo o tipo resultante oferecer as mesmas garantias do tipo anterior à satisfação integral dos créditos anteriores à transformação. os que eram sócios ao tempo em que surgiram as obrigações. é assegurado ao sócio ou acionista dissidente o direito de retirar-se da sociedade com o devido reembolso das ações ou quotas a que faça jus. estabelecendo inclusive o forme de sua operacionalização. não presente no contrato social ou estatuto previsão de transformação. os direitos dos credores. tipo societário que restrinja a responsabilidade dos sócios ou acionistas. salvo se prevista no estatuto ou no contrato social. A transformação exige o consentimento unânime dos sócios ou acionistas. utilizem o processo de transformação envolvendo ou responsabilizando terceiros em futuro processo de falência.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia empresa será passível de transformação. Parágrafo único. Deliberação Art. que a transformação jamais prejudicará o direito dos credores. estes continuarão a responder pelas obrigações assumidas pela sociedade. 222. 220. se o pedirem os titulares de créditos anteriores à transformação. Art. ou seja. de forma ilimitada em caso de dissolução ou insolvência da sociedade de tipo diferente decorrente da transformação. A transformação não prejudicará. de má fé.) Ressalte-se que. no art. que continuarão. A falência da sociedade transformada somente produzirá efeitos em relação aos sócios que. Para evitar que pessoas. Porém. Parágrafo único. com as mesmas garantias que o tipo anterior de sociedade lhes oferecia. independentemente do tipo societário adotado. de um tipo para outro. até o pagamento integral dos seus créditos. Direito dos Credores Art. antes da transformação. tais procedimentos não são vedados a outros tipos de empresas. Parágrafo único. CISÃO E FUSÃO O processo de reorganização societária envolvendo as operações de incorporação. também impôs um limite. com mais razão o fez em relação aos credores quando estipula. se o estabelecido na lei não for observado. A transformação obedecerá aos preceitos que regulam a constituição e o registro do tipo a ser adotado pela sociedade. independentemente de dissolução e liquidação. no parágrafo único do art. A transformação é a operação pela qual a sociedade passa. podendo se beneficiar do processo de reorganização qualquer empreendimento empresarial. Assim. As operações de concentração e INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3 . no tipo anterior. 222. em caso algum. ao direito de retirada no caso de transformação em companhia.

que: Art. §2° . A Lei 6. tanto para as sociedades por ações quanto para as sociedades constituídas por quotas de responsabilidade limitada (Ltda. devendo ser.404/76: Art.1. as ações que lhes couberem. 4. fusão ou cisão constarão de protocolo firmado pelos órgãos da administração ou dos sócios das empresas interessadas no processo. O descumprimento do previsto no parágrafo anterior dará ao acionista direito de retirar-se da companhia. no caso de cisão.Nas operações em que houver criação de sociedades.o número. em assembléia. fusão ou cisão. diretamente da companhia emissora.Os sócios ou acionistas das sociedades incorporadas. §1° . (Grifou-se). fusão e cisão deve apresentar os elementos constantes no artigo 224 da Lei n° 6. posteriormente.) ou outra forma jurídica adotada. que incluirá: I . contados da data da assembléia-geral que aprovou a operação. 137. 224. as condições de incorporação. O protocolo ou proposta de incorporação. devendo obter o respectivo registro e. PROTOCOLO Segundo a Lei das Sociedades por Ações. § 4º. serão observadas as normas reguladoras da constituição das sociedades do seu tipo. fusão ou cisão. ao regulamentar as operações de incorporação. O protocolo é basicamente uma proposta ou contrato firmado pelos órgãos da administração ou pelos sócios das empresas que integrarão o processo de incorporação. pelos acionistas ou sócios dessas mesmas sociedades. deixou de ser uma lei específica para as sociedades por ações. objeto de deliberação. e parágrafos.404/76. 223 . ao prescrever no artigo 223. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 4 . Se a incorporação. espécie e classe das ações que serão atribuídas em substituição dos direitos de sócios que se extinguirão e os critérios utilizados para determinar as relações de substituição. II . fusão ou cisão envolverem companhia aberta. observando as normas pertinentes baixadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).os elementos ativos e passivos que formarão cada parcela do patrimônio. fundidas ou cindidas receberão.A incorporação.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia desconcentração de pessoas jurídicas são igualmente importantes. promover a admissão de negociação das novas ações no mercado secundário. As condições da incorporação. as sociedades que a sucederem serão também abertas. fusão ou cisão podem ser entre sociedades de tipos iguais ou diferentes e deverão ser deliberadas na forma prevista para a alteração dos estatutos ou contratos sociais. no prazo máximo de cento e vinte dias. 45). mediante reembolso do valor das suas ações (art. fusão ou cisão com incorporação em sociedade existente constarão de protocolo firmado pelos órgãos de administração ou sócios das sociedades interessadas. observado o disposto nos §§ 1º e 4º do art. § 3º. nos trinta dias seguintes ao término do prazo nele referido. se for o caso.

com a dos ativos. VII . JUSTIFICAÇÃO A justificação ou justificativa vem a ser a exposição de motivos e finalidades da incorporação.os critérios de avaliação do patrimônio líquido. V .2. nos termos do art.404/76. que tem fim especial. Parágrafo único. fusão ou cisão. pois não devemos confundir essa avaliação. 225. ou de alterações estatutárias. Os aspectos que constarão da justificativa estão previstos nos incisos I a IV. e o tratamento das variações patrimoniais posteriores. na qual serão expostos: I . Também se evidencia o interesse das sociedades no processo. É necessário que fiquemos atentos a esse fato. e o interesse da companhia na sua realização. a data a que será referida a avaliação. fusão e cisão serão submetidas à deliberação da assembléia geral das companhias interessadas mediante justificação. II .o valor de reembolso das ações a que terão direito os acionistas dissidentes. IV . a forma de apurar o valor do acervo líquido tomado no processo de incorporação. para avaliação dos ativos das sociedades envolvidas no processo de reorganização. Os valores sujeitos a determinação serão indicados por estimativa. 8º da lei. após a operação. na mesma data e com os mesmos critérios de avaliação para todas as empresas envolvidas no processo. 4. 225 da Lei nº 6.todas as demais condições a que estiver sujeita a operação. Tampouco devemos confundir a avaliação aqui tratada com o processo de reavaliação de ativos. Assim. que deverão ser aprovados para efetivar a operação. IV . dos dois o menor.os motivos ou fins da operação.404/76: Art.a solução a ser adotada quanto às ações ou quotas do capital de uma das sociedades possuídas por outra. cujo fim é ajustar os elementos patrimoniais o mais próximo possível ao valor de mercado ou de reposição no estado em que se encontram os bens. no qual os bens e direitos serão avaliados pelo valor contábil ou de mercado.o valor do capital das sociedades a serem criadas ou do aumento ou redução do capital das sociedades que forem parte na operação. do art. se prevista. exige laudo pericial. A sociedade que tiver patrimônio absorvido por outra deverá levantar balanço específico para esse fim.as ações que os acionistas preferenciais receberão e as razões para a modificação dos seus direitos. As operações de incorporação. III . no seu artigo 226. A Lei n° 6. segundo espécies e classes das ações.a composição.o projeto ou projetos de estatuto. do capital das companhias que deverão emitir ações em substituição às que se deverão extinguir. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5 . cujo fim é a demonstração do Balanço Patrimonial em que a regra é: custo ou mercado.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia III . fusão ou cisão é opcional: contábil ou mercado. que devem ser submetidas à deliberação da assembléia geral. VI .

é vedada. quando há passivo a descoberto. ao menos. e de cisão com incorporação. inciso II. Este reembolso deve ser reclamado à companhia no prazo de trinta dias contados da publicação da ata da assembléia-geral. 230. 226. a seguir transcrito. Quando a sociedade incorporadora for titular de parcela das ações ou quotas da sociedade incorporada. o pagamento só será efetivado caso a operação seja de fato concretizada.404/76. quando uma das sociedades fundidas for proprietária de ações ou quotas de outra. visto que estará adquirindo ações de sua própria emissão. quando a companhia que incorporar parcela do patrimônio da cindida for proprietária de ações ou quotas do capital desta. será contado a partir da INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 6 . As operações de incorporação. igual ao montante do capital a realizar. ou substituídas por ações em tesouraria da incorporadora. § 1º.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 4. § 2º. para a formação do capital social da companhia sucessora. 226. Para o acionista dissidente o direito de retirada começa a fluir a partir da publicação da ata da assembléia que aprovar o protocolo. para esse fim. devem ser de no mínimo iguais ao capital social a realizar. 4. a reserva legal. As ações ou quotas do capital da sociedade a ser incorporada que forem de propriedade da companhia incorporadora poderão. 137 da Lei nº 6. mediante reembolso do valor das ações. conforme dispuser o protocolo de incorporação.4. Entretanto. observado o limite de lucros acumulados e de reservas de lucros originárias de ato voluntário da sociedade. Compete aos peritos avaliadores a incumbência de certificarem a satisfação dessa condição. das ações com direito a voto. A deliberação sobre a fusão da companhia ou sua incorporação em outra está sujeita à aprovação de acionistas que representem metade. Art. Nos casos de incorporação ou fusão. fusão e cisão somente poderão ser efetivadas nas condições aprovadas se os peritos nomeados determinarem que o valor do patrimônio ou patrimônios líquidos a serem vertidos para a formação de capital social é. Dentre os motivos arrolados naquele dispositivo constam a incorporação e a fusão de sociedades. DIREITO DE RETIRADA NO PROCESSO DE REORGANIZAÇÃO O direito de retirada de acionista de companhia está previsto no art. exceto a legal. O acionista dissidente tem direito de retirar-se da companhia. denota-se que a participação em processo de reorganização de sociedades. até o limite dos lucros acumulados e reservas. Pode o estatuto estabelecer quorum maior quando não tiver ações negociadas em bolsa ou no mercado de balcão. o prazo para exercício do direito de retirada. excetuando-se. previsto no art. O disposto no § 1º aplicar-se-á aos casos de fusão.3. FORMAÇÃO DO CAPITAL Pelo que dispõe no art. Os patrimônios ou os patrimônios líquidos a serem vertidos. ser extintas. o valor representativo dessa participação poderá ser extinto ou substituído por ações em tesouraria. no mínimo. 137. Art.

dias a contar da data da deliberação da assembléia-geral. mas o pagamento do preço de reembolso somente será devido se a operação vier a efetivar-se Parágrafo único. nos casos previstos em lei. § 5º O valor de reembolso poderá ser pago à conta de lucros ou reservas. juntamente com o reembolso. pelo Conselho de Administração ou. pagará o saldo no prazo de 120 (cento e vinte). O prazo para o exercício desse direito será contado da publicação da ata da assembléia que aprovar o protocolo ou justificação da operação. a companhia pagará imediatamente 80% (oitenta por cento) do valor de reembolso calculado com base no último balanço e. no prazo de cento e vinte dias. mas o pagamento do preço de reembolso somente será devido se a operação vier a efetivar-se. respectivamente. o direito a um voto. ao tratar do reembolso. e os rateios que lhes couberem serão imputados no INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 7 . cumprindo aos órgãos da administração convocar a assembléia-geral. serão classificados como quirografários em quadro separado. § 4º Os peritos ou empresa especializada serão indicados em lista sêxtupla ou tríplice. a companhia paga aos acionistas dissidentes de deliberação da assembléiageral o valor de suas ações. levantamento de balanço especial em data que atenda àquele prazo. e escolhidos pela Assembléia-geral em deliberação tomada por maioria absoluta de votos. não forem substituídos os acionistas cujas ações tenham sido reembolsadas à conta do capital social. levantado o balanço especial. cabendo a cada ação. se não houver. O art. § 6º Se. a contar da publicação da ata da assembléia. e nesse caso as ações reembolsadas ficarão em tesouraria. Nesse caso. § 7º Se sobrevier a falência da sociedade. dentro de cinco dias. O reembolso é a operação pela qual. 45. mediante laudo que satisfaça os requisitos do § 1º do art. para tomar conhecimento daquela redução. § 2º Se a deliberação da assembléia-geral ocorrer mais de 60 (sessenta) dias depois da data do último balanço aprovado. entretanto. não se computando os votos em branco. pela diretoria. § 1º O estatuto pode estabelecer normas para a determinação do valor de reembolso. os acionistas dissidentes. 8º e com a responsabilidade prevista no § 6º do mesmo artigo. exceto a legal. somente poderá ser inferior ao valor de patrimônio líquido constante do último balanço aprovado pela assembléiageral. será facultado ao acionista dissidente pedir. independentemente de sua espécie ou classe. que. se estipulado com base no valor econômico da companhia. o valor será o determinado por três peritos ou empresa especializada. 45 da mesma lei.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia publicação da ata que aprovar o protocolo ou justificação. credores pelo reembolso de suas ações. § 3º Se o estatuto determinar a avaliação da ação para efeito de reembolso. este considerar-se-á reduzido no montante correspondente. determina que: Reembolso Art. a ser apurado em avaliação (§§ 3º e 4º). observado o disposto no § 2º.

a sociedade cindida e as sociedades que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelo resgate das debêntures. reunidos em assembléia especialmente convocada com esse fim. A incorporação. estes não tiverem sido substituídos. Art. os credores anteriores poderão pedir a separação dos patrimônios para que os seus créditos sejam satisfeitos pelo patrimônio da sociedade devedora original. o reembolso dos ex-acionistas. § 1º. DIREITO DOS CREDORES NA INCORPORAÇÃO E FUSÃO O credor anterior a operação de incorporação e fusão. já se houver efetuado. Até 60 (sessenta) dias depois de publicados os atos relativos à incorporação ou a fusão. Será dispensada a aprovação pela assembléia se for assegurado aos debenturistas que o desejarem. No caso do § 1º. a companhia poderá consignar em pagamento a importância que prejudicará a anulação ou poderá oferecer garantia à execução o que suspenderá a anulação do ato. Para evitar esse percalço. Porém. Art. Porém. até a concorrência do que remanescer dessa parte do passivo. a responsabilidade pela satisfação da obrigação será solidária entre a sociedade cindida e as sucessoras. 232. à conta do capital social. o resgate das debêntures de que forem titulares. quando ocorrer a falência. 4. fusão ou cisão da companhia emissora de debêntures em circulação dependerá da prévia aprovação dos debenturistas. essa faculdade só se aplica em caso de ocorrer a falência da sociedade incorporadora dentro dos mesmos 60 dias da incorporação. A restituição será havida.5. findo o prazo. poderá ser dispensada essa formalidade. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 8 . Em caso de falência da sociedade incorporadora. O prazo fatal para o exercício deste direito se extingue 60 dias depois de publicados os atos da definitividade da operação. durante o prazo mínimo de 6 (seis) meses a contar da data da publicação das atas das assembléias relativas à operação. decairá do direito o credor que não o tiver exercido. e por ela prejudicado. 231.6. 4. de todos os acionistas cujas ações tenham sido reembolsadas. § 2º. o credor anterior por ela prejudicado poderá pleitear judicialmente a anulação da operação. tem direito de pleitear a anulação judicial da operação. caberá ação revocatória para restituição do reembolso pago com redução do capital social.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia pagamento dos créditos constituídos anteriormente à data da publicação da ata da assembléia. o resgate das debêntures no prazo mínimo de 6 meses. fusão ou cisão de Sociedades Anônimas com debêntures em circulação somente poderá efetivar-se após aprovado em assembléia de debenturistas convocada com esse fim. pela devedora de antes do processo de reorganização. As quantias assim atribuídas aos créditos mais antigos não se deduzirão dos créditos dos ex-acionistas. e a massa não bastar para o pagamento dos créditos mais antigos. na mesma proporção. depois de pagos os primeiros. que subsistirão integralmente para serem satisfeitos pelos bens da massa. se assegurado pela ata que publicar a operação de reorganização. DIREITO DOS DEBENTURISTAS NA REORGANIZAÇÃO O processo de incorporação. § 8º Se. isto é. Entretanto.

Nesse caso. O ato de cisão parcial poderá estipular que as sociedades que absorverem parcelas do patrimônio da companhia cindida serão responsáveis apenas pelas obrigações que lhes forem transferidas. mediante notificação às sociedades participantes do processo. Parágrafo único. a administração da sociedade sucessora deverá providenciar o registro na junta comercial e demais órgãos competentes (CVM se for o caso de S/A de capital aberto). é documento hábil para a averbação. da incorporação. 234. desde que o façam dentro de 90 dias da publicação dos atos de cisão. em relação ao seu crédito. as sucessoras responderão com a cindida de forma solidária. direitos e obrigações. afastando a solidariedade com as demais sociedades envolvidas no processo. 4. A consignação da importância em pagamento prejudicará a anulação pleiteada.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia § 1º. quer por incorporação. de bens. § 3º.7. anteriores à cisão. decorrente da operação. em bens. mas. as sucessoras responderão em condições iguais. o ato de cisão parcial pode amenizar essa obrigação dos sucessores. passada pelo Registro do Comércio. sem solidariedade entre si ou com a companhia cindida. a falência da sociedade incorporadora ou da sociedade nova. A certidão fornecida pelo registro de comércio é documento hábil para a averbação. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 9 . Ocorrendo. § 2º. suspendendo-se o processo de anulação. direitos e obrigações do novo patrimônio. estabelecendo que estas respondam somente pelas obrigações que lhes forem transferidas.8. fusão ou cisão. nos registros públicos competentes. qualquer credor anterior terá o direito de pedir a separação dos patrimônios. Art. AVERBAÇÃO DA SUCESSÃO Uma vez realizada a reorganização. Assim. Já. a sociedade poderá garantir-lhe a execução. as sociedades que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da companhia extinta. quando houver versão total do patrimônio da cindida. DIREITO DOS CREDORES NA CISÃO As obrigações da sociedade cindida. desde que notifique a sociedade no prazo de 90 (noventa) dias a contar da data da publicação dos atos da cisão. os credores anteriores à cisão podem se opor à ressalva. nesse caso. da sucessão. A companhia cindida que subsistir e as que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da primeira anteriores à cisão. Na cisão com extinção da companhia cindida. no prazo deste artigo. quando a versão do patrimônio não for total. Sendo ilíquida a dívida. Art. serão suportadas de forma solidária pelas sociedades resultantes do processo de cisão. qualquer credor anterior poderá se opor à estipulação. para o fim de serem os créditos pagos pelos bens das respectivas massas. A certidão. Entretanto. 4. 233. fusão ou cisão. nos demais registros competentes. porém.

inclusive a subscrição do aumento de capital da incorporadora. dando lugar a outra (sucessora) que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. O PROCESSO DE INCORPORAÇÃO 5. autorizará seus administradores a praticarem os atos necessários à incorporação. que a escrituração de todos os fatos envolvendo a incorporação deve ser transcrita no livro diário da sociedade incorporadora. competindo à primeira promover o arquivamento e a publicação dos atos da incorporação. § 1º. afinal. totalmente.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 5. começando pela incorporação. sucedendo-lhes em direitos e obrigações. sendo a sociedade incorporada a subscritora e a incorporadora quem recebeu a subscrição.2. A sociedade que houver de ser incorporada. A assembléia geral da companhia incorporadora. O entendimento acima exposto encontra guarida nos parágrafos 1º e 2º do artigo 227. § 3º. incorpora o patrimônio de outras sociedades. A incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. ASPECTOS CONTÁBEIS E LEGAIS PRATICADOS NO BRASIL A incorporação é o processo em que uma sociedade preexistente. vale dizer. Cabe a estes. autorização para subscrever o aumento de capital da incorporadora. Ressalte-se. ainda. da Lei 6. sucede a ou as incorporadas em todos os direitos e obrigações. a incorporadora. O aumento do capital social é verificado na sociedade incorporadora. aí. quem fará a subscrição serão os administradores da sociedade a ser incorporada em nome da sociedade e não os acionistas ou sócios. deliberar como partes integrantes do corpo social. Verifica-se. e não entre os titulares dos direitos de acionista ou quotista. extingue-se a incorporada. Aprovados pela assembléia geral da incorporadora o laudo de avaliação e a incorporação.404/76: Art. § 2º. Doravante veremos cada uma das formas de reorganização de modo mais minucioso. cujo valor vem da sociedade incorporada. Assim. entretanto. CONCEITO Até o momento vimos o processo de reorganização de forma genérica e nos aspectos que são comuns entre suas modalidades.1. deverá autorizar o aumento de capital a ser subscrito e realizado pela incorporada mediante versão do seu patrimônio líquido. uma operação de subscrição de capital de sociedade para sociedade. a empresa sucedida extingue-se. se aprovar o protocolo da operação. Incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. e nomear os peritos que o avaliarão. Os administradores da sociedade a ser incorporada deverão obter. na incorporação. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. 5. que. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 10 . 227. se aprovar o protocolo da operação. da assembléia geral. O processo de incorporação é realizado entre sociedades.

direitos e obrigações) para a formação do capital da Incorporadora. a título de exemplo.3. em conseqüência da incorporação. e Cansaço S.600.00 4.00 33. os patrimônios a seguir demonstrados: Anônimos S.000. absorver o patrimônio das sociedades Birita Ltda.A.00 Para efetuar os registros contábeis. e Cansaço S.A.A.600.00 59.A. dentro da normalidade. basta transferir o patrimônio da empresa Biribá Ltda.200. “Patrimônios” Cansaço S. mediante o seguinte lançamento: Conta de incorporação a AC a RLP D 33. a única a responder.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Assim.A.000. temos aí um controle comum. As empresas envolvidas no processo de reorganização possuem.00 128.00 8. são possuídos pelas mesmas pessoas. incorporou a empresa Biribá Ltda. equivalente a entrada de recursos. o procedimento contábil é bastante simples: Os ativos e passivos das sociedades incorporadas (Birita Ltda.200.A. Para a incorporadora Anônimos S. Aquários S.600.00 C 8.000.000.400.200. O capital de Anônimos S. por exemplo.400. pelos direitos e obrigações. INCORPORAÇÃO DE SOCIEDADES SOB CONTROLE COMUM E AVALIAÇÃO PELO VALOR CONTÁBIL Considerando os seguintes elementos.000.800.A.00 Biribá Ltda. sendo a sociedade Aquários S. pela passagem de todo o patrimônio (bens. logo. no final do exercício de 20X4. de forma resumida. A versão do patrimônio será feita linha por linha.A. No caso de não haver participação acionária ou no capital social entre as sociedades objeto da incorporação e quando esta se opera pelos valores contábeis dos patrimônios.00 40.00 22.A.00 12..00 33.00 6. em situações análogas a acima apresentada.00 11. Com este procedimento haverá o aumento do capital social em “Anônimos S. ATIVO Circulante Realizável a Longo Prazo Permanente PASSIVO Circulante Exigível a Longo Prazo Patrimônio Líquido 28.00 128. e o capital de Biribá Ltda.00 14..A.) são transferidos para o patrimônio da incorporadora Aquários S. se a empresa Aquários S.A.A.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 11 .400.800..400.00 107.00 11. cujos lançamentos contábeis pertinentes apresentamos a seguir: a) Os valores do ativo e do passivo da empresa Biribá Ltda serão transferidos para a sociedade Anônimos S.A.200. as duas últimas deixarão de existir. 8.000. podemos desenvolver o assunto de forma mais contundente: A empresa Anônimos S.800. 5. Birita Ltda.00.” de R$ 22.

Possui apenas as contas transitórias de incorporação. cujo lançamento contábil pertinente é o seguinte: Conta de Incorporação a Capital Social D 22. a estrutura patrimonial resultante passará a ter a seguinte configuração: ATIVO AC ARLP AP TOTAL 36.00 Assim.800 51. a sociedade incorporadora. o qual faremos mediante o seguinte lançamento: Patrimônio Líquido a Conta de Incorporação D 22.00 11.00 C 22.600 6.400.00 6.400. b) Com o lançamento anterior foram baixados os ativos e os passivos.800 b) A incorporação do patrimônio líquido da sociedade Biribá Ltda ao patrimônio da empresa Anônimos S. A conta “Conta de Incorporação” é transitória e possui o objetivo específico de receber as contrapartidas dos ativos e passivos da sociedade incorporada e será “zerada” pela descarga desses valores nas respectivas contas na sociedade incorporadora.A.00 Com o lançamento acima foi encerrado o ativo e o passivo da empresa Biribá Ltda. será efetivada mediante o seguinte lançamento: AC RLP AP a Conta de incorporação Conta de Incorporação A PC a PELP D 8.200 12. Falta baixar.200 73..Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I a AP PC PELP a Conta de Incorporação Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 14.600 161.200 C 33.A.400 Executada a incorporação do patrimônio da sociedade Biribá Ltda ao patrimônio da empresa Anônimos S. as contas do Patrimônio Líquido.600 PC PELP PL TOTAL PASSIVO 19.800.200 14.00 4. a) A incorporação dos ativos e dos passivos da sociedade Biribá Ltda ao patrimônio da empresa Anônimos S. se dará mediante o aumento do Capital Social desta última.400.600 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 12 . a sociedade Biribá Ltda não possui mais contas de ativo e de passivo. aquela sociedade deixa de existir formalmente para que seus sócios passem a integrar a estrutura social desta.400 C 22.400 4.400.A. ainda.600 161.200.400 11..000 11. passivo e patrimônio líquido da empresa Anônimos S.800 129.A. que serão “zeradas” tendo como contrapartida as contas de ativo. cujos lançamentos apresentaremos a seguir. Assim.

tendo em vista que o laudo é peça indispensável no processo de incorporação. direitos e obrigações da mesma forma como foram transferidos no processo do exemplo anterior.A. ser avaliados a valor de mercado. posteriormente. fundamentado economicamente no fato de os bens do ativo permanente imobilizado da sociedade investida estarem sub-avaliados por esse valor. estamos admitindo que o laudo de avaliação tenha apontado os saldos contábeis como hábeis para a incorporação.400. 5.400. o que não trouxe nenhum prejuízo aos sócios da extinta sociedade Biribá Ltda.200 14.A. Desta forma. serem transferidos à sociedade Anônimos S.A. igualmente. Os lançamentos contábeis relativos a essa incorporação serão os seguintes: a) Na empresa Biribá Ltda. não haverá a transferência do patrimônio líquido da sociedade incorporada para a incorporadora pelo fato de que este já pertence 100% a sociedade incorporadora.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Ressalte-se que a incorporação ocorreu considerando-se os valores contábeis dos bens. Em suma..800. pois o patrimônio líquido da sociedade incorporada está representado como investimento da incorporadora. terá a seguinte estrutura no ativo permanente: Ativo Permanente Investimentos Avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial Participação na empresa Biribá Ltda. Ágio Imobilizado Equipamentos R$ 30.400. (a incorporada).A.4. Os ativos e passivos incorporados serão transferidos para a conta “Conta de Incorporação” para. Isto foi possível em face de o controle estar nas mãos das mesmas pessoas de forma proporcional.400 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 13 .00 Na contabilização de processos de incorporação dessa natureza faremos a transferência de todos os bens. direitos e obrigações. tenha desembolsado a quantia de R$ 28.000 11. aí incluído o pagamento de um ágio no valor de R$ 6.600 C 8. Assim. considerando que o ativo permanente imobilizado seja composto por equipamentos.00 na aquisição da participação social. a empresa Anônimos S. em face da incorporação: Conta de incorporação a AC a RLP a AP D 33. cujo investimento é avaliado pelo método da equivalência patrimonial por tratar-se de subsidiária integral e utilizando os valores do exemplo anterior com os ajustes necessários em face da participação societária. Porém. possua investimento em participação societária na empresa Biribá Ltda.400.00 6. não haverá aumento de capital social na sociedade incorporadora.00 R$ R$ 22. INCORPORAÇÃO DA CONTROLADA PELA CONTROLADORA Admitindo-se que a empresa Anônimos S. Considerando que a empresa Anônimos S. Os valores poderiam.

A.400 11. a ágio pago na aquisição de Biribá Ltda.200 6.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia PC PELP a Conta de Incorporação 6.000 11.800 C 33.800 11.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 14 .400 4.600 A baixa da conta de Investimento em Biribá Ltda. b) Na empresa Anônimos S. avaliado pelo método da equivalência patrimonial. (a incorporadora) Os valores dos ativos e passivos recebidos pela incorporadora serão registrados contabilmente da seguinte forma: AC RLP AP a Conta de incorporação Conta de Incorporação A PC a PELP D 8. foi baixado com o lançamento acima.200 14.400.. avaliado pelo MEP: Conta de Incorporação a Investimento – valor da EP D 22.. Lembrando que o ágio possui fundamento econômico na subavaliação dos bens do ativo permanente imobilizado da extinta empresa Biribá Ltda. o valor do ágio deverá ser somado a esses bens. Os bens que suscitaram o pagamento do ágio foram incorporados ao patrimônio da empresa Anônimos S. Entretanto.400 4.A. A baixa é necessária apenas para extinguir a empresa Biribá Ltda. e terá na sociedade incorporadora a função de eliminar o investimento realizado na sociedade investida. R$ 6.A. Logo. não haverá o aumento de capital. cujo lançamento será o seguinte: Ativo Permanente Imobilizado Bens transferidos de Biribá Ltda.400 Percebe-se que o investimento da empresa Anônimos S.400 C 22.200 Da mesma forma que os ativos e passivos. também as contas do Patrimônio Líquido serão transferidos para a contra “Conta de Incorporação”: Patrimônio Líquido a Conta de Incorporação D 22. o processo de incorporação não está concluído. pois resta destinar o ágio pago na aquisição do investimento. na empresa Biribá Ltda.400 C 22. na sociedade incorporadora.400 Em que pese o Patrimônio Líquido ter sido baixado em contrapartida de conta de incorporação.

o valor do Patrimônio Líquido teria diminuído em R$ 6. da forma como foi posto.200 22. 8º da lei societária. é necessário que os patrimônios envolvidos sejam adequada e criteriosamente avaliados. INCORPORAÇÃO COM AVALIAÇÃO DE BENS A VALORES DE MERCADO Por enquanto analisamos o processo de reorganização considerando a avaliação dos bens pelo seu valor contábil. visto que os patrimônios envolvidos foram avaliados a valor de mercado pelos peritos ou empresa especializada. decorrendo deste procedimento a correta atribuição de ações aos acionistas da empresa incorporada pela versão do Patrimônio Líquido à empresa incorporadora e o conseqüente aumento do Capital Social desta última. para que haja uma justa relação de substituição das ações dos acionistas. 5.400) 107. visto que se o mesmo tivesse sido amortizado entre a aquisição do investimento e a incorporação.200 estará O Patrimônio Líquido da empresa Anônimos S/A. independentemente de sua participação acionária. A razão principal da avaliação dos patrimônios a valores de mercado está na possibilidade de esta forma corroborar para uma justa relação de substituição das ações dos acionistas. No entanto. O processo de incorporação.200 139. Se assim não fosse.. A partir desse momento o valor contábil é abandonado. fazendo-o constar no laudo de avaliação nos termos do art. a Anônimos S.) Eliminação dos Investimentos em Biribá Patrimônio Líquido 107. reduzindo o PL.200 139.200 PC PELP PL TOTAL 19.5.800 107. conforme apregoado pelo art. A apresentação do Balanço Patrimonial da empresa resultante da incorporação. se estará protegendo a todos os acionistas.A.800 51. envolvendo os acionistas da(s) empresa(s) incorporada(s) e da INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 15 . o que é factível dentro daquelas circunstâncias. Ademais.200 12. a maioria das incorporações dá-se com a avaliação do patrimônio a valores de mercado. pois a amortização do ágio representa despesa para a investidora. representado com os seguintes valores consolidados: Patrimônio Líquido Anterior ( + ) Diferença entre os Ativos e Passivos Incorporados ( . avaliado por peritos ou empresa especializada.200 51. estará com os seguintes valores: ATIVO AC ARLP AP – IMOBILIZADO TOTAL PASSIVO 36.400.200 Para finalizar o presente tópico cabe uma observação com relação ao ágio. Desta forma. o ágio deveria ser baixado como perda no exato momento da aquisição do investimento pela empresa Anônimos S/A. principalmente aos não controladores.400 (22. com este procedimento de avaliação dos patrimônios envolvidos no processo de incorporação. após a incorporação. na prática. constitui-se em ato eminentemente negocial.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Ressalte-se que o ágio pôde ser incorporado aos bens do imobilizado pelo fato de a fundamentação econômica haver sido a diferença de valor de ativo. 8º da lei societária.

264 da lei societária. conclui-se que pode haver a incorporação da controladora por sua controlada que possui patrimônio. 2 – O patrimônio de todas as empresas envolvidas deverá ser avaliado a valores de mercado por peritos ou empresa especializada com utilização de critérios uniformes. As assembléias deliberaram favoravelmente à incorporação e indicaram a empresa especializada para proceder a avaliação de ambos os patrimônios. obtendo-se. visto que neste caso não haverá perda para nenhum acionista. obrigatoriamente. Esta retribui o patrimônio recebido com ações. Com base nessa premissa. vale dizer. Com o objetivo de assegurar uma justa relação de substituição das ações dos acionistas. nas relações de substituição das ações dos acionistas não controladores. deve-se adotar critérios uniformes.É vedada a adoção. menor do que sua controladora.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia empresa incorporadora. os administradores das empresas Cia. os patrimônios deverão. Ambas as empresas convocaram assembléia geral nas quais foi apresentado o protocolo e a justificativa da incorporação. A Cia. Consiste o ato na transferência do patrimônio das empresas incorporadas à empresa incorporadora. salvo se essas ações integrarem índices gerais representativos de carteira de ações admitidos à negociação em bolsas de futuros. então a substituição poderá dar-se pelo valor contábil do patrimônio. presumivelmente. O que importa é que a relação de substituição das ações seja feita com base nos valores de mercado. Portanto. Entretanto. ABASLARGAS e da Cia. ABASLARGAS incorporar a Cia. certamente haverá diferenças em relação aos valores registrados na contabilidade das empresas. não podendo haver em um único patrimônio avaliações distintamente elaboradas. é necessário que se proceda ao registro da diferença apurada. visto que não se pode comparar ou analisar aspectos desiguais. 3 . 5 – O preço de emissão das novas ações representativas do novo capital social tomará por base o valor patrimonial apurado a valores de mercado ou valor contábil. da cotação de bolsa das ações das companhias envolvidas.Como os patrimônios envolvidos foram avaliados a valor de mercado. Não havia participação societária entre as empresas e seus patrimônios estavam assim constituídos antes da avaliação: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 16 . É interessante notar que no processo de incorporação não há contraprestação pecuniária por parte da empresa incorporadora aos acionistas que para ela migraram. proporcional. 4 – A incorporação poderá ser efetivada pelos valores contábeis anteriores a avaliação ou aos valores de mercado. como resultado. os patrimônios avaliados aos seus valores de mercado na incorporadora. conforme dispõe o § 1º do art. ou seja. BONSNEGÓCIOS. quando os acionistas forem as mesmas pessoas e a participação em todas as sociedades envolvidas no processo for equânime. conforme o critério adotado na versão do patrimônio para a sociedade resultante. não valendo nesse caso a avaliação efetuada por peritos de forma isolada. ser avaliados por empresa especializada. BONSNEGÓCIOS começaram entendimento no sentido de a Cia. Para consolidar nosso estudo em relação ao processo de incorporação a valores de mercado vejamos o seguinte exemplo: Em 06 de junho de 2005. 6 . pois no momento da atribuição das ações o patrimônio será considerado único para esse fim. BONSNEGÓCIOS possui ações negociadas no mercado secundário. recomenda-se que pelo menos os seguintes procedimentos sejam observados: 1 – Os balanços patrimoniais de todas as empresas envolvidas no processo devem ser elaborados na mesma data-base com observância aos princípios fundamentais de contabilidade. É de ressaltar que se houver companhia aberta envolvida no processo.

348.00 (150. respectivamente.000.000.00 198.348.00 689. os acionistas da Cia. BONSNEGÓCIOS 295.00 74.00 0.000. de R$ 600.000.000.000.00 0.000 ações e os acionistas da Cia.) Deprec.00 31.00 12.000. Duvid.00 50.000.000.000.00 64.00 27.00 47.00 (14.020.00 7.000.00 42.000.000.00.000 ações.000.00 14.000.000.00) 240.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Discriminação ATIVO CIRCULANTE Caixa Bancos c/Movimento Investimentos Temporários Clientes ( .000.00 120.000. Acumulada Veículos ( .000.000.00 (12.00 12.000.00 600.000. Portanto.00 122.00 10.00 97.00 37.000.000.000.000.000.00 (170. ABASLARGAS 397. nas duas empresa.000.000.000.00 1.00) 142.000.00 (34.00 (34.000.000.00 1.000.) Provisão Deved.000. BONSNEGÓCIOS 226.000.000.000.) Deprec.000.00 61.00 0.00 0.00 O valor nominal das ações. Estoques Despesas Antecipadas REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Investimentos Temporários Empréstimos a Diretores Despesas Antecipadas PERMANENTE INVESTIMENTOS Participação Societária IMOBILIZADO Móveis e Utensílios ( .00) 176.000.000.00 97.00 237.00 340.00 Cia. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 17 .00.00 17.00 25.00 112.000.000.000.000.000.00 0. DE EXERC.00 12.00 102. ABASLARGAS 168.00 500.00 Cia.000.00 95.00) 420.00 e R$ 500.000.000.00 (31.020.00 80.00 554.00 112.000.000.000.00 11.000.000.) Deprec. ABASLARGAS possuem 600.00) 135. BONSNEGÓCIOS possuem 500.000.00) 380.00) 1.000.00) 17.00 140. Acumulada Marcas e Patentes Direitos de Exploração ( .000.000.000.00 13.) Amort.000.000.000.00) 74. Acumulada TOTAL DO ATIVO Discriminação PASSIVO CIRCULANTE Salários a Pagar Tributos a Recolher Empréstimos Fornecedores Receitas Antecipadas EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Empréstimos RESULT.00 54.00 40.00 111.000.000.00 178.000.000.000.000. Acumulada Imóveis ( . FUTUROS PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Reservas de Capital Reservas de Lucros Lucros Acumulados TOTAL DO PASSIVO Cia.000.00 1.00 127.00 40.00 831.00 (54. é de R$ 1.00 782.00 51.000.00 13.000.00 64.00 (62.000.00 Cia.00 0. em face do capital social das empresas ser.000.00 0.00 0.000.

00 689.00 394.000.000. cujas contrapartidas foram lançadas em reserva de reavaliação no Patrimônio Líquido de cada empresa.00 (170.404/76.677.00 1.000.00 (34. Acumulada TOTAL DO IMOBILIZADO Valores originais 120.000.00 22. BONSNEGÓCIOS Móveis e Utensílios ( .000.00 540.000.00 17.000.000.) Deprec.000.000.00) 135.000.00 220.00) 17.00) 176.000. Acumulada TOTAL DO IMOBILIZADO Valores originais 178.) Deprec.00 176.000.) Deprec.) Deprec. os princípios de contabilidade e as leis societárias e fiscais. 264 da Lei nº 6.000 130.000.00 220. Acumulada Veículos ( .00 0. visto que está envolvida no processo uma empresa que possui ações negociadas no mercado secundário (bolsa de valores).000.000.00 (150.00) 380. os dois patrimônios tiveram alterações no Ativo Permanente Imobilizado decorrente da avaliação pela empresa especializada. Percebe-se que houve alterações nos seus valores.) Amort.00 782.00 47.00 170.000. É de ressaltar que. Acumulada Marcas e Patentes Direitos de Exploração ( .000.000.000. As variações ocorridas no imobilizado das duas empresas foram as seguintes: Aumento pelo Laudo 20. é necessário que os dois patrimônios sejam avaliados a valores de mercado.00 109.00 Novo valor contábil 164.) Amort.677.00 340.00) 240. Acumulada Imóveis ( .00 Cia. conforme determina a lei societária e emitiram parecer sem ressalva.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 18 .000.000.000.000. isto é.00 (62.677.00 0. donde podemos concluir que as demonstrações satisfazem as normas brasileiras de contabilidade (NBC).000. Como o patrimônio da Cia.00 Aumento pelo Laudo 17.00 90.00 101.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Os dois balanços foram examinados pelos auditores independentes com fins específicos à incorporação.00 194. BONSNEGÓCIOS será incorporado a valores de mercado e para que haja uma justa relação de substituição das ações.00 8.000.000.00 0.00 176. Após a avaliação.677.00 0.00 0.00 829. os patrimônios devem ser avaliados por empresa especializada.000.000.083.000.000. por força do disposto no § 1º do art.00 (54.000.00 346.000.000. as demonstrações foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Acumulada Marcas e Patentes Direitos de Exploração ( .00 Valor contábil 66.00 (31.00 380.00 50. Acumulada Imóveis ( .000.00 Valor contábil 147.00 782.000.00) 689.) Deprec.00 0. ABASLARGAS Móveis e Utensílios ( .00 (34.000.000.000.00) 420.) Deprec.000.000.000.00 358. Acumulada Veículos ( .00 17.00 0.000.000.00 Cia.00 Novo valor contábil 86.

00 140.00 1.000.00 97.000.000.00 47.000.00 61. BONSNEGÓCIOS 226.000.000.000.00 74.00 11.000.00 112.00 64.00 198.00 237. DE EXERC.000.00 Para o cálculo da justa relação de substituição das ações serão tomados os dois patrimônios líquidos avaliados a valores de mercado.000.067.000.677.677.677.000.00 0.000.00 0.677.000.00 1083.00 Cia.00 40.00 0.000.00 12.000.00 601.000.677.000.00 380.00 220.00 42.00 40.000.00 500.00 0.000.000.000.00 54.00 394.000.000.00 13.00) 142.00 17. ABASLARGAS 397.000.00 37.00 80.00 220.000.000.000.00 13.000.000.00 7.00 0.00 102.00 112.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Os Balanços.00 12.000.000.000 164.000. Estoques Despesas Antecipadas REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Investimentos Temporários Empréstimos a Diretores Despesas Antecipadas PERMANENTE INVESTIMENTOS Participação Societária IMOBILIZADO Móveis e Utensílios Veículos Imóveis Marcas e Patentes Direitos de Exploração TOTAL DO ATIVO Discriminação PASSIVO CIRCULANTE Salários a Pagar Tributos a Recolher Empréstimos Fornecedores Receitas Antecipadas EXIGÍVEL A LONGO PRAZO Empréstimos RESULT.00 10.00 0. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 19 .00 97.000.00 Cia.000. passaram a ser os seguintes: Discriminação ATIVO CIRCULANTE Caixa Bancos c/Movimento Investimentos Temporários Clientes ( . O processo consiste na soma dos dois patrimônios líquidos e estabelecer o percentual com que cada empresa participa do Patrimônio Líquido resultante.000.000.00 51.000.742. BONSNEGÓCIOS 295.677.000.000.000.000.000.00 829. após avaliação.000.00 (12.225.000. Duvid.00 111.00 176.00 64.00 17.00 1.00 25.000.00 Cia.000.000. ABASLARGAS 168.00 109.000.00 0.00 31.00 1.000.000.00) 74.00 12.000.00 86.000.067.) Provisão Deved.00 47.00 27.00 127.000.742.00 95.000.000 14.000.00 600.00 540.000.00 (14. FUTUROS PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Reservas de Capital Reserva de Reavaliação Reservas de Lucros Lucros Acumulados TOTAL DO PASSIVO Cia.00 122.000.00 1.000.00 1.000.00 50.

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia R$ 1.225.000,00 601.677,00 1.826.677,00 % 67,06 32,94 100

Patrimônio Liquido Ajustado de Cia. ABASLARGAS Patrimônio Liquido Ajustado de Cia. BONSNEGÓCIOS Patrimônio Líquido Total

Desta forma, os antigos acionistas da Cia. BONSNEGÓCIOS farão jus a 32,94% das ações e os antigos acionistas da Cia. ABASLARGAS farão jus a receber 67,06% das ações. Ressaltese que o objetivo da avaliação dos dois patrimônios é exatamente o de estabelecer a participação de cada grupo de acionistas no novo capital social, não sendo necessário que se adote o valor avaliado na formação do novo patrimônio, porém, repete-se, a relação calculada há de permanecer na distribuição das ações. Assim, surgem diversas possibilidades de formação do Capital Social no processo de reavaliação, dentre as quais destacamos: 1 – Todo Patrimônio Líquido contábil das duas empresas, antes da avaliação, formará o Capital Social resultante; 2 - Todo Patrimônio Líquido das duas empresas, após a avaliação, formará o Capital Social resultante; 3 - Todo Patrimônio Líquido contábil da Cia. BONSNEGÓCIOS, antes da avaliação, será agregado ao Capital Social que já havia na Cia. ABASLARGAS, não havendo versão dos outros elementos do patrimônio líquido da Cia. ABASLARGAS ao capital social; 4 - Todo Patrimônio Líquido da Cia. BONSNEGÓCIOS, após a avaliação, será agregado ao Capital Social resultante, sendo que os outros elementos do patrimônio líquido da Cia. ABASLARGAS não serão incorporados ao capital social; 5 – As contas do Patrimônio Líquido resultante podem representar a soma de linha por linha, isto é, somam-se os valores de Capital Social, de Reservas de Capital, de Reservas de Reavaliação, de Reservas de Lucros e de Lucros ou Prejuízos Acumulados. Seguindo no nosso exemplo, vamos supor que o critério adotado, constante no protocolo e aprovado por ambas as assembléias, seja o da soma de linha por linha, considerando-se os valores após a avaliação. Assim, o Capital Social resultante, após a versão dos valores da Cia. BONSNEGÓCIOS para a Cia. ABASLARGAS será de R$ 1.100.000,00. O valor nominal das novas ações poderá ter por base o valor patrimonial a valores de mercado ou outro valor qualquer. O que importa é que seja guardada a relação percentual acima calculada para a conferência das novas ações. Para simplificar, considerando que o Capital Social será de R$ 1.100.000,00, consideramos que o valor nominal de cada ação seja de R$ 1,00. Desta forma, os antigos acionistas da Cia. ABASLARGAS receberão 737.660 ações (67,06%) e os antigos acionistas da Cia. BONSNEGÓCIOS receberão 362.340 ações (32,94%). Como resultado da aplicação desse critério, de forma resumida, teremos a seguinte estrutura de Patrimônio Líquido: CONTAS Cia. ABASLARGAS Capital Social 600.000,00 Reservas de Capital 111.000,00 Reserva de Reavaliação 394.000,00 Reservas de Lucros 95.000,00 Lucros Acumulados 25.000,00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 1.225.000,00 Cia. BONSNEGÓCIOS 500.000,00 0,00 47.677,000 14.000,00 40.000,00 601.677,00 CONSOLIDADO 1.100.000,00 111.000,00 441.677,00 109.000,00 65.000,00 1.826.677,00

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia

5.6.

INCORPORAÇÃO DE CONTROLADORA POR SUA CONTROLADA

A princípio, pode parecer paradoxal que a controlada venha a incorporar a sua controladora, principalmente se imaginarmos que a controlada pode ser subsidiária integral da controladora. Devemos lembrar que o processo de reorganização societária não é uma transação comercial de compra e venda de empresas. Neste processo não há desembolsos de nenhuma das partes envolvidas, logo a incorporação da controladora por sua controlada não deve apresentar estranheza. Diversas são as razões que podem levar uma controlada a incorporar a sua controladora, girando o negócio resultante sob sua denominação e marca. De forma meramente ilustrativo, tomemos como exemplo a hipótese em que a controlada seja uma empresa que apresenta prejuízos fiscais e a controladora uma empresa que apresenta lucro fiscal. A legislação do Imposto de Renda garante à sucessora praticamente todos os direitos das sucedidas, com exceção de a sucessora poder compensar prejuízos fiscais de sua sucedida. Nestas condições, será vantajoso para o grupo societário que a controladora se extinga e migre o seu patrimônio para a estrutura da controlada, pois desta forma a sociedade resultante (controlada) poderá compensar os seus prejuízos fiscais com os resultados positivos gerados em exercícios futuros pelo patrimônio da controladora. A Instrução CVM nº 319, de 3 de dezembro de 1999, que dispõe sobre as operações de incorporação, fusão e cisão envolvendo companhia aberta, também trata do assunto, principalmente no que concerne ao tratamento legal do ágio e do deságio, que possuem tratamento especial neste tipo de incorporação. Ressalva-se que os procedimentos a seguir arrolados são aplicados, independentemente da respectiva forma societária, às sociedades comerciais que façam parte das operações de incorporação, fusão e cisão envolvendo companhia aberta. Além disto, equiparam-se às companhias abertas as sociedades beneficiárias de recursos oriundos de incentivos fiscais registradas na CVM, e as demais sociedades cujas ações sejam admitidas à negociação nas entidades do mercado de balcão organizado, nos termos da Instrução CVM no 243, de 1o de março de 1996.

5.6.1.

DA DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES

As condições de incorporação, fusão ou cisão envolvendo companhia aberta deverão ser comunicadas pela companhia, até quinze dias antes da data de realização da assembléia geral que irá deliberar sobre o respectivo protocolo e justificação, à CVM e às bolsas de valores ou entidades do mercado de balcão organizado nas quais os valores mobiliários de emissão da companhia estejam admitidos à negociação, assim como divulgadas na imprensa, mediante publicação nos jornais utilizados habitualmente pela companhia. A comunicação e a divulgação deverão conter, no mínimo, as seguintes informações: 1 - os motivos ou fins da operação, e o interesse da companhia na sua realização, destacando-se, notadamente: a) os benefícios esperados, de natureza empresarial, patrimonial, legal, financeira e quaisquer outros efeitos positivos, bem como os eventuais fatores de risco envolvidos;

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) se for o caso, e nos termos da legislação tributária, o montante do ágio que poderá ser amortizado a título de benefício fiscal e as condições de seu aproveitamento pela companhia; e c) a quantificação estimativa, razoavelmente discriminada em itens, dos custos de realização da operação. 2 - a indicação dos atos societários e negociais que antecederam a operação; 3 - o número, espécie e classe das ações que serão atribuídas em substituição dos direitos de sócio que se extinguirão, os critérios utilizados para determinar as relações de substituição e as razões pelas quais a operação é considerada eqüitativa para os acionistas da companhia; 4 - a comparação, em quadro demonstrativo, entre as vantagens políticas e patrimoniais das ações do controlador e dos demais acionistas antes e depois da operação, inclusive das alterações dos respectivos direitos; 5 - as ações que os acionistas preferenciais receberão, as razões para a modificação dos seus direitos, se houver, bem como eventuais mecanismos compensatórios; 6 - se for o caso de incorporação de companhia aberta por sua controladora, ou desta por companhia aberta controlada, ou de fusão de controladora com controlada, o cálculo das relações de substituição das ações dos acionistas não controladores da controlada com base no valor do patrimônio líquido das ações da controladora e da controlada, avaliados os dois patrimônios segundo os mesmos critérios e na mesma data, a preços de mercado, para efeito da comparação prevista no art. 264 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976; 7 - os elementos ativos e passivos que formarão cada parcela do patrimônio, no caso de cisão; 8 - os critérios de avaliação do patrimônio líquido, a data a que será referida a avaliação, e o tratamento das variações patrimoniais posteriores; 9 - a solução a ser adotada quanto às ações ou quotas do capital de uma das sociedades possuídas por outra; 10 - o valor do capital das sociedades a serem criadas ou do aumento ou redução do capital das sociedades que forem parte na operação; 11 - a composição, após a operação, segundo espécies e classes das ações, do capital das companhias que deverão emitir ações em substituição às que se deverão extinguir; caso; 12 - o valor de reembolso das ações a que terão direito os acionistas dissidentes, se for o

13 - o detalhamento da composição dos passivos e das contingências passivas não contabilizadas a serem assumidas pela companhia resultante da operação, na qualidade de sucessora legal; 14 - a identificação dos peritos ou da empresa especializada, cuja nomeação será submetida à aprovação da assembléia geral, para avaliar o patrimônio líquido da companhia, com a declaração da existência ou não, em relação aos mesmos, de qualquer conflito ou comunhão de interesses, atual ou potencial, com o controlador da companhia, ou em face de acionista(s) minoritário(s) da mesma, ou relativamente à outra sociedade envolvida, seus respectivos sócios, ou no tocante à própria operação;

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 15 - se a operação foi ou será submetida à aprovação das autoridades reguladoras ou de defesa da concorrência brasileiras e estrangeiras; 16 - todas as demais condições a que estiver sujeita a operação, bem como outras informações relevantes referentes a planos futuros na condução dos negócios sociais, notadamente no que se refere a eventos societários específicos que se pretenda promover na companhia; e 17 - a indicação dos locais onde estarão disponíveis o projeto ou projetos de estatuto, ou de alterações estatutárias, que deverão ser aprovados para se efetivar a operação, e a discriminação dos demais documentos colocados à disposição dos acionistas da companhia para exame e cópia, a partir da data de publicação das informações acima, sendo obrigatório o envio de cópia dos documentos de que trata o presente item à CVM e às bolsas de valores ou entidades do mercado de balcão organizado nas quais os valores mobiliários de emissão da companhia estejam admitidos à negociação. Nas informações assim prestadas, os valores sujeitos à determinação deverão ser indicados por estimativa. O protocolo, a justificação, bem como os pareceres jurídicos, contábeis, financeiros, laudos, avaliações, demonstrações financeiras, estudos, e quaisquer outras informações ou documentos que tenham sido postos à disposição do controlador ou por ele utilizados no planejamento, avaliação, promoção e execução de operações de incorporação, fusão ou cisão envolvendo companhia aberta, deverão ser obrigatoriamente disponibilizados a todos os acionistas desde a data de publicação das condições da operação, conforme os itens de 1 a 17 acima. As companhias abertas que divulgarem, no exterior, informações, demonstrações financeiras ou quaisquer outros documentos adicionais, ou que, por qualquer motivo, tiverem conteúdo diverso em relação aos requeridos pela legislação societária e pelas demais normas expedidas pela CVM, acerca das operações aqui tratadas, deverão, simultaneamente, divulgálos no país e disponibilizá-los aos acionistas, mediante aviso publicado nos jornais utilizados habitualmente pela companhia, e comunicá-los à CVM e às bolsas e entidades do mercado de balcão organizado nas quais os valores mobiliários de emissão da companhia estejam admitidos à negociação. Os laudos definitivos deverão ser disponibilizados aos acionistas assim que finalizados, mediante aviso publicado nos jornais utilizados habitualmente pela companhia, até a data de publicação do anúncio de convocação da assembléia geral que irá deliberar sobre os mesmos. As empresas e os profissionais que tenham emitido opiniões, certificações, pareceres, laudos, avaliações, estudos ou prestado quaisquer outros serviços, relativamente às operações de incorporação, fusão ou cisão envolvendo companhia aberta, sem prejuízo de outras disposições legais ou regulamentares aplicáveis, deverão: 1 - esclarecer, em destaque, no corpo das respectivas opiniões, certificações, pareceres, laudos, avaliações, estudos ou quaisquer outros documentos de sua autoria, se tem interesse, direto ou indireto, na companhia ou na operação, bem como qualquer outra circunstância relevante que possa caracterizar conflito de interesses; e 2 - informar, no termos do item anterior, se o controlador ou os administradores da companhia direcionaram, limitaram, dificultaram ou praticaram quaisquer atos que tenham ou possam ter comprometido o acesso, a utilização ou o conhecimento de informações, bens, documentos ou metodologias de trabalho relevantes para a qualidade das respectivas conclusões.

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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5.6.2.

DO TRATAMENTO CONTÁBIL DO ÁGIO E DO DESÁGIO

O montante do ágio ou do deságio, conforme o caso, resultante da aquisição do controle da companhia aberta que vier a incorporar sua controladora será contabilizado, na incorporadora, da seguinte forma: 1 - nas contas representativas dos bens que lhes deram origem – quando o fundamento econômico tiver sido a diferença entre o valor de mercado dos bens e o seu valor contábil, uma vez que os bens agora estão em patrimônio único; 2 - em conta específica do ativo imobilizado (como ágio) – quando o fundamento econômico tiver sido a aquisição do direito de exploração, concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público; e 3 - em conta específica do ativo diferido (em caso de ágio) ou em conta específica de resultado de exercício futuro (no caso de deságio) – quando o fundamento econômico tiver sido a expectativa de resultado futuro. Perceba que apareceu a verdadeira conta representativa de resultado de exercício futuro, pois neste caso não há a menor possibilidade de devolução e não se está diante de uma receita, pois o valor carece de realização em função do princípio da competência. O registro do ágio quando o fundamento econômico tiver sido a diferença entre o valor de mercado dos bens e o seu valor contábil terá como contrapartida reserva especial de ágio na incorporação, constante do patrimônio líquido. Bens – Ativo Permanente a Reserva Especial de ágio - PL Quando o fundamento econômico do ágio ou do deságio tiver sido a aquisição do direito de exploração, concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público ou quando a fundamentação econômica tiver sido a expectativa de resultado futuro, a companhia deve observar o seguinte tratamento: a) constituir provisão, na incorporada, no mínimo, no montante da diferença entre o valor do ágio e do benefício fiscal decorrente da sua amortização, que será apresentada como redução da conta em que o ágio foi registrado; b) registrar o valor líquido (ágio menos provisão) em contrapartida da conta de reserva especial de ágio; c) reverter a provisão referida na letra “a” acima para o resultado do período, proporcionalmente à amortização do ágio; e d) apresentar, para fins de divulgação das demonstrações contábeis, o valor líquido referido na letra “a” no ativo circulante e/ou realizável a longo prazo, conforme a expectativa da sua realização. A reserva especial de ágio somente poderá ser incorporada ao capital social, na medida da amortização do ágio que lhe deu origem, em proveito de todos os acionistas. Entretanto, o protocolo de incorporação de controladora por companhia aberta controlada poderá prever que, nos casos em que a companhia vier a auferir benefício fiscal, em decorrência da amortização do ágio decorrente da expectativa de rentabilidade futura, a parcela da reserva especial de ágio na incorporação correspondente a tal benefício poderá ser objeto de capitalização em proveito do acionista controlador. Na ocorrência desta hipótese, observado o disposto no art. 170 da Lei no 6.404/76, será sempre assegurado aos demais acionistas o direito de preferência e, se for o caso, as importâncias por eles pagas serão entregues ao controlador. A capitalização desta parcela da reserva especial referida, correspondente ao benefício fiscal, somente poderá ser realizada ao término de cada exercício social e na medida em que esse benefício represente uma efetiva diminuição dos tributos pagos pela companhia.

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Após a incorporação, o ágio ou o deságio continuará sendo amortizado e será considerado realizado na medida desta amortização, conforme previsto na Instrução CVM nº 247/96. A companhia deverá efetuar e divulgar, ao término de cada exercício social, análise sobre a recuperação do valor do ágio, ainda que decorrente de expectativa de resultados futuros ou da aquisição do direito de exploração, concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público, a fim de que sejam registradas as perdas de valor do capital aplicado quando evidenciado que não haverá resultados suficientes para recuperação desse valor ou que sejam revisados e ajustados os critérios utilizados para a determinação da sua vida útil econômica e para o cálculo e prazo da sua amortização.

5.6.3.

DAS RELAÇÕES DE SUBSTITUIÇÃO

Nas operações de incorporação de companhia aberta por sua controladora, ou desta por companhia aberta controlada e na operação de fusão de controladora com controlada, o cálculo da relação de substituição das ações dos acionistas não controladores deverá excluir o saldo do ágio pago na aquisição da controlada. No cálculo das relações de substituição das ações dos acionistas não controladores, que se extinguirão, estabelecidas no protocolo da operação, deve ser reconhecida a existência de espécies e classes de ações com direitos diferenciados, sendo vedado favorecer, direta ou indiretamente, uma outra espécie ou classe de ações. É vedada a adoção, nas relações de substituição das ações dos acionistas não controladores e, por extensão, das ações dos acionistas controladores, da cotação de bolsa das ações das companhias envolvidas, salvo se essas ações integrarem índices gerais representativos de carteira de ações admitidos à negociação em bolsas de futuros. Percebe-se que o critério há de ser único, isto é, se é vedado a adoção da cotação de bolsa para os acionistas não controladores, este é também o critério para os acionistas controladores.

5.6.4.

AUDITORIA INDEPENDENTE

As demonstrações financeiras que servirem de base para operações de incorporação, fusão e cisão envolvendo companhia aberta deverão ser auditadas por auditor independente registrado na CVM. Ademais, demonstrações financeiras deverão ser elaboradas de acordo com as disposições da legislação societária e normas da CVM e observarão, ainda, quando envolvido companhia aberta, critérios contábeis idênticos aos adotados pela companhia aberta, independentemente da forma societária da outra sociedade envolvida na operação.

5.6.5.

DO RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO

No relatório da administração, relativo ao exercício em que tiver sido efetuada qualquer operação de incorporação, fusão e cisão envolvendo companhia aberta, deverá ser dedicado capítulo ou parte específica, devidamente destacada, relacionado-se, item a item, todos os custos de transação suportados pela companhia em virtude da operação, assim como o quantitativo das economias e demais vantagens já auferidas em razão da mesma. O mesmo relatório e os relatórios dos dois exercícios seguintes conterão, sem prejuízo de outras informações devidas, exposição pormenorizada das mudanças ocorridas na administração e na condução dos negócios, relacionadas ou decorrentes da operação.

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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5.6.6.

DO EXERCÍCIO ABUSIVO DO PODER DE CONTROLE

Sem prejuízo de outras disposições legais ou regulamentares, são hipóteses de exercício abusivo do poder de controle: 1 - o aproveitamento direto ou indireto, pelo controlador, do valor do ágio pago na aquisição do controle de companhia aberta no cálculo da relação de substituição das ações dos acionistas não controladores, quando de sua incorporação pela controladora, ou nas operações de incorporação de controladora por companhia aberta controlada, ou de fusão de controladora com controlada; 2 - a assunção, pela companhia, como sucessora legal, de forma direta ou indireta, de endividamento associado à aquisição de seu próprio controle, ou de qualquer outra espécie de dívida contraída no interesse exclusivo do controlador; 3 - o não reconhecimento, no cálculo das relações de substituição das ações dos acionistas não controladores estabelecidas no protocolo da operação, da existência de espécies e classes de ações com direitos diferenciados, com a atribuição de ações, com direitos reduzidos, em substituição àquelas que se extinguirão, de modo a favorecer, direta ou indiretamente, uma outra espécie ou classe de ações; 4 - a adoção, nas relações de substituição das ações dos acionistas não controladores, da cotação de bolsa das ações das companhias envolvidas, que não integrem índices gerais representativos de carteira de ações admitidos à negociação em bolsas de futuros; 5 - a não avaliação da totalidade dos dois patrimônios a preços de mercado, nas operações de incorporação de companhia aberta por sua controladora, ou desta por companhia aberta controlada, e nas operações de fusão entre controladora e controlada, para efeito da comparação prevista no art. 264 da Lei no 6.404/76; e 6 - a omissão, a inconsistência ou o retardamento injustificado na divulgação de informações ou de documentos que tenham sido postos à disposição do controlador ou por ele utilizados no planejamento, avaliação, promoção e execução de operações de incorporação, fusão ou cisão envolvendo companhia aberta. Considera-se infração grave a prática de atos com exercício abusivo do poder de controle. Estão sujeitos às penalidades previstas em lei, conforme o caso, a companhia aberta, os membros dos conselhos de administração e fiscal, e da diretoria, os integrantes de seus órgãos técnicos ou consultivos, bem como quaisquer outras pessoas naturais ou jurídicas que tenham concorrido para a infração.

5.6.7.

DO FLUXO DE DIVIDENDOS

Os dividendos atribuídos às ações detidas pelos acionistas não controladores não poderão ser diminuídos pelo montante do ágio amortizado em cada exercício.

6.

PROCESSO DE FUSÃO DE SOCIEDADES 6.1. CONCEITO

A fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. Ficam, portanto, extintas as sociedades fundidas.

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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uma das participantes do processo de reorganização é uma sociedade preexistente que absorve o patrimônio da outra ou outras ou mesmo o patrimônio de uma pessoa física e continua com sua personalidade jurídica antes adotada. Cia. As três empresas unem seus patrimônios para formar a Cia. § 2º. ANDAS + Cia. 228. mas sucessora das anteriores. os laudos de avaliação dos patrimônios. Imaginando a fusão de três empresas. COMES + BEBES Ltda. que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. A Lei nº 6. Cia. deverá nomear os peritos que avaliarão os patrimônios líquidos das demais sociedades. 228. COMES e a empresa BEBES Ltda. Constituída a nova companhia. os sócios ou acionistas de uma empresa nomearão os peritos para avaliar o patrimônio das outras empresas e o analisarão. § 1º. Para operacionalizar o processo de fusão. trata a fusão da seguinte forma: Art.404/1976. Os atos constitutivos serão levados ao registro pelos primeiros administradores da companhia ou sociedade resultante do patrimônio fundido. A constituição definitiva da sociedade fundida será deliberada em assembléia geral com participação de todos os envolvidos. A assembléia geral de cada companhia. § 3º. 6. que deles tomará conhecimento e resolverá sobre a constituição definitiva da nova sociedade. vedado aos sócios ou acionistas votar o laudo de avaliação do patrimônio líquido da sociedade de que fazem parte. a Cia. a assembléia geral de cada companhia que aprovar o protocolo deverá nomear peritos que avaliarão o patrimônio líquido das demais sociedades envolvidas no processo. incumbirá aos primeiros administradores promover o arquivamento e a publicação da fusão. VIVOS INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 27 . Ressalte-se que é vedada a aprovação do laudo de avaliação do patrimônio por sócios ou acionistas da própria empresa em que forem titulares de direito de sócio ou acionista. se aprovar o protocolo de fusão. VIVOS. em seu art. os administradores convocarão os sócios ou acionistas das sociedades para uma assembléia geral.2. a fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova. Já na incorporação. ou não.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Na fusão há necessidade de no mínimo duas pessoas jurídicas participarem do processo que perdem a personalidade jurídica para dar lugar a uma nova sociedade com personalidade jurídica própria. A Cia. A fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova. na qual serão aprovados. Assim. aprovando-o ou rejeitando-o. no tocante a seus direitos e obrigações. que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. ASPECTOS CONTÁBEIS E LEGAIS ENVOLVIDOS NO PROCESSO Conforme visto pelo texto legal. Apresentados os laudos. ANDAS.

No caso de fusão. que será a sociedade nova e será criada para esse fim. Devemos adotar os procedimentos necessários para satisfazer as condições estabelecidas no protocolo. Quanto ao aspecto contábil.00 Empresa Cítricos S/A 1. a seguinte estrutura patrimonial nos balanços levantados para essa finalidade e o conseqüente patrimônio da sociedade Cítricos S/A: Empresa Empresa Laranja S/A Limão Ltda. como toda empresa que começa suas atividades. devemos eliminá-lo em contrapartida do Patrimônio Líquido correspondente a esse investimento. isto é.00 1.983. O número de ações que competirá a cada acionista será proporcional ao patrimônio que detinha na empresa extinta computado no patrimônio total. Eles não podem aprovar o laudo da empresa em que sejam sócios ou acionistas. O primeiro aspecto a analisar é que com a fusão é criada uma nova empresa ou companhia.3.00 661. FUSÃO A VALORES DE MERCADO Para que seja observada uma justa distribuição na participação aos futuros sócios ou acionistas é necessário que os patrimônios sejam avaliados a valores de mercado. VIVOS criada especialmente para esse fim. É de ressaltar que os sócios ou acionistas de uma empresa indicam os peritos ou empresa que irão avaliar o patrimônio da outra empresa.135.694. direitos e obrigações para a Cia. As empresas que se extinguirão possuem. o marco inicial é a formação do capital inicial. Da fusão de seus patrimônios surge a Cia. ANDAS. os aspectos contábeis envolvidos nos processos de fusão são bastante simples. pois é este o documento que dá suporte ao processo.145. a Cia.070.451.00 Para satisfazer os aspectos contábeis é necessário que se criem contas transitórias de fusão nas duas empresas que se extinguirão e na empresa nova. no que diz respeito a todos os direitos e obrigações. cabe salientar que se houver participação societária entre as empresas envolvidas no processo. Outro fato que merece ser mencionado no concernente ao processo de fusão diz respeito a possibilidade de os patrimônios serem unidos tomando por base os valores contábeis das participantes ou a valores de mercado. VIVOS que sucederá as anteriores. a Cia.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Com este processo.00 309. os acionistas ou sócios não necessitam subscrever e integralizar capital social. Assim. pois este vem das sociedades que se extinguem. COMES e a empresa BEBES Ltda.521.00 538. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 28 .742. Ativos Passivos Patrimônio Líquido 1.00 352. o processo de fusão se opera de forma muito semelhante ao processo de incorporação. perdem sua personalidade jurídica. resolveram fundir seus patrimônios para criar a sociedade Cítricos S/A. transferem seus bens. os patrimônios devem ser avaliados por peritos ou empresa especializada nomeados em assembléia para tal fim. a Cia. ANDAS. Para tanto. a Cia. COMES e a empresa BEBES Ltda. Por fim. O procedimento é análogo ao utilizado no processo de incorporação.322.00 783. de forma resumida.00 847.048.263. pois deixam de existir. 6. Inicialmente veremos um exemplo de fusão considerando os valores contábeis dos patrimônios.118. Imaginemos que os sócios ou acionistas das empresas Laranja S/A e Limão Ltda. Em termos práticos.

A.780.038.534.A.00 21. Desta forma.A. BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA GOIABA S. ATIVO AC ARLP A.00 PC PELP PATRIMÔNIO LÍQUIDO CAPITAL TOTAL PASSIVO 93. poder-se-ia dizer que houve uma distribuição entre os acionistas das sociedades.00 287. assembléias gerais.312.00 BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA AÇÚCAR S.00 Para fins específicos de fusão.A.Balanço das empresas fusionadas antes do evento Os balanços a seguir apresentados representam os valores avaliados com fim específico da fusão.00 213.00 PC PELP PASSIVO 154.00 42.850.256.000. A sociedade resultante.150. É de frisar que foram elaborados na mesma data-base.744. bem como foram auditadas por auditores independentes. PERMANENTE INVESTIMENTO IMOBILIZADO TOTAL 98. A . de capital e de reavaliação que constavam no Patrimônio Líquido das empresas participantes do processo.532. de forma proporcional a sua participação no capital social da empresa participante no processo antes do encerramento das sociedades.A.722. Para tanto foram realizados os respectivos lançamentos.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Tomemos o seguinte exemplo para ilustrar o processo de fusão: Os acionistas das empresas GOIABA S.734. pertinentes ao processo.A.00 161.350.A. justificativa.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 29 . etc.Situação das empresas antes e após a fusão A..00 97. avaliações.00 49.A.00 59.00 437.).00 339. protocolo. receberá todo o patrimônio das duas empresas avaliado a valores de mercado. a empresa GOIABADA S.038.00 384. ATIVO AC ARLP 111. auditoria independente.00 223. Todos os atos legais.760.00 161.500. B .384. ao Capital Social foram incorporados os Lucros Acumulados e as reservas de lucros.00 32.1 .Situação após a fusão Empresa GOIABADA S.000.350.00 Empresa AÇÚCAR S. Desta forma. Ativo Passivo PL (CS + Reservas + Lucros Acumulados) 287. Ativo Passivo PL (CS + Reservas + Lucros Acumulados) A. e AÇÚCAR S.606. consta no Patrimônio Líquido apenas o valor do Capital Social com o devido aumento pela absorção desses outros valores do PL.00 287.846.Situação antes da fusão Empresa GOIABA S. foram praticados (balanços. Ativo Passivo PL (CS + Reservas + Lucros Acumulados) 724.350. deliberaram e aprovaram o protocolo e a justificativa para promover o processo de sua fusão.00 126.2 .

350.256.256.00 303. ativos e passivos de cada sociedade.00 b.00 98. Pelo encerramento das contas do ativo Conta de Dissolução (fusão) a Diversos a AC a ARLP a A.722. são necessários os seguintes lançamentos: Transferência dos elementos do Patrimônio Líquido (Capital Social).038.00 42.Na empresa GOIABADA S. são necessários os seguintes lançamentos contábeis: C.350.Lançamentos Contábeis Para encerrar as empresas que tiveram seus patrimônios fundidos e para a constituição da nova empresa.00 c.00 32.780.00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO CAPITAL TOTAL 223.532.256.000.341.A.Na empresa AÇÚCAR S.384.00 154.Na empresa GOIABA S.312.00 437.00 223.744.00 C. Pela baixa das contas do patrimônio líquido C. Pelo encerramento das contas do ativo Conta de Dissolução (fusão) a Diversos a AC a ARLP a A.1 . Permanente 287.150.734.A.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia A. PERMANENTE INVESTIMENTO IMOBILIZADO TOTAL 27.00 161.437.00 93.00 147.778.3 .00 161. Pelo encerramento das contas do passivo Diversos a Conta de dissolução (fusão) PC PELP Patrimônio Líquido a Conta de dissolução (fusão) 126.A.000.722. a. a. Pelo encerramento das contas do passivo Diversos a Conta de dissolução (fusão) PC PELP 213.722. resultante da fusão Para registrar a constituição da nova empresa.00 276. Pela baixa das contas do patrimônio líquido Patrimônio Líquido a Conta de dissolução (fusão) 223.00 21.00 59.00 c.2 .00 C .00 111.534.038. Permanente 437.00 b.00 437. que foi precedida da subscrição do Capital Social. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 30 .

760. Pelo recebimento dos ativos Diversos a Conta de Fusão AC ARLP A.682.00 c.00 Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b.744.00 92.00 92.191.128.00 D. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 31 . PERMANENTE INVESTIMENTO IMOBILIZADO TOTAL 209.734.682.00 PC PELP PATRIMÔNIO LÍQUIDO CAPITAL SOCIAL TOTAL PASSIVO 247.00 724.00 373.937.606.A.760.734.00 384. Conta de Fusão a Capital Social 384.A.164. ATIVO AC ARLP A.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 07 – Reorganização Societária – Parte I a. se apresentará da seguinte forma: BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA GOIABADA S. Pelo recebimento dos passivos Conta de Fusão a Diversos a PC a PELP 339.00 384.164.744.760. Após a fusão o balanço de GOIABADA S.00 77.00 209.A.00 63. Permanente 724.606.846.00 Na próxima aula daremos seguimento a esse assunto para tratar os aspectos finais e apresentaremos exercícios para resolução.606.00 247.00 724.00 63. Pela constituição da nova empresa GOIABADA S.00 451. Bons estudos e um forte abraço a todos.

a sociedade que absorver parcela do patrimônio da companhia cindida sucede a esta nos direitos e obrigações relacionados no ato da cisão. Depreende-se desse dispositivo legal. se houver versão de todo o seu patrimônio. se parcial a versão. CONCEITO A definição legal do processo de cisão provém do caput do art. dentre os quais a dissidência entre sócios e o aprimoramento de competitividade. Art. extinguindo-se a companhia cindida. Na cisão com extinção da companhia cindida. ainda. as sociedades que absorverem parcelas do patrimônio da companhia cindida sucederão a esta. sem solidariedade entre si ou com a companhia cindida. 229. no caso de cisão com extinção. Desta forma. 229 da Lei nº 6. Parágrafo único.1. mas.2. ao dispor que: § 1º. que não necessita ser. poderão haver vários sucessores. ou ser uma sociedade ou empresa preexistente. a hipótese de os empresários buscarem a cisão com fins de planejamento tributário. as sociedades que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da companhia extinta. ou dividindo-se o seu capital. necessariamente. constituídas para esse fim ou já existentes. de 30 de outubro de 1976. 233. O ato de cisão parcial poderá estipular que as sociedades que absorverem parcelas do patrimônio da companhia cindida serão responsáveis apenas pelas obrigações que lhes forem transferidas. que assim dispõe: Art. 229 e no art. ambos da sei das sociedades anônimas. A companhia cindida que subsistir e as que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da primeira anteriores à cisão. 1. 1. visto que na cisão poderá haver vários sucessores ou apenas um único.404. quando a cisão será parcial. em seu aspecto conceitual. além de haver a possibilidade de resultar apenas um sucessor. Existe. na proporção dos patrimônios líquidos transferidos. O PROCESSO DE CISÃO DE SOCIEDADES 1. nesse caso. Sem prejuízo do disposto no art. quando será constituída com essa finalidade. Os motivos que levam os empresários a perseguir um processo de cisão podem ser diversos. 233. 233.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Hoje veremos mais alguns aspectos sobre a reorganização societária. Outra importante diferença diz respeito a extinção da sociedade cindida. que a cisão difere do processo de incorporação e do processo de fusão. Outro aspecto presente na definição acima apresentada é que a sociedade receptora de parcela do patrimônio pode ser nova. RESPONSABILIDADE DOS SUCESSORES NA CISÃO As responsabilidades dos sucessores na cisão estão dispostas no § 1º do art. A cisão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. quando a cisão poderá ser parcial ou total se houver a extinção da sociedade cindida. nos direitos e obrigações não relacionados. consumada. qualquer credor anterior INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 1 .

as demais terão de fazê-lo. observando-se a mesma proporção entre os elementos patrimoniais. prevalecendo. nos parágrafos 2º e 3º do art. quando há criação de sociedade nova. 227). desde que notifique a sociedade no prazo de 90 (noventa) dias a contar da data da publicação dos atos da cisão. Aspecto interessante ocorre quando há extinção da sociedade cindida. Se. Além deste aspecto não poderá haver oposição dos credores anteriores a cisão. Incumbe a assembléia geral promover a constituição estatutária da nova empresa. incorporação de parcela do patrimônio da sociedade cindida. e funcionará como assembléia de constituição da nova companhia. cabe à assembléia geral a quem compete. essa solidariedade poderá ser excluída em caso de cisão parcial desde que esta intenção conste no protocolo e seja aprovada pela assembléia geral que deliberar sobre a cisão. nomeará os peritos que avaliarão a parcela do patrimônio a ser transferida. pois neste caso as sociedades que absorveram o patrimônio responderão de forma solidária pelas obrigações da companhia cindida. a deliberação sobre o processo de cisão parcial. a estipulação ou a deliberação da assembléia. Observa-se que a responsabilidade dos sucessores em relação às obrigações da companhia cindida antes da cisão está limitada a parcela ou na proporção do patrimônio recebido ou transferido. a companhia cindida não se extinguir as sucessoras são obrigadas solidárias para com ela pelas obrigações que esta tinha antes da cisão. funcionando a sociedade receptora como incorporadora. a operação segue o roteiro ou disposições estabelecidas ao processo de incorporação. ficaram sob sua responsabilidade.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia poderá se opor à estipulação. a assembléia. se a aprovar. no processo de cisão. A cisão com versão de parcela de patrimônio em sociedade já existente obedecerá às disposições sobre incorporação (art. ele não poderá invocar a solidariedade. a sucessora participará dos direitos da companhia cindida na proporção do patrimônio recebido. 229. 224. Já no processo de cisão parcial com versão do patrimônio para sociedade preexistente. a sucessora receberá parcela do patrimônio que será composto por bens. além dos aspectos já analisados. a operação será deliberada pela assembléia geral da companhia à vista de justificação que incluirá as informações de que tratam os nºs do art.3. ao dispor que: § 2º. Desta forma. direitos e obrigações. porém. Isto quer dizer que no momento da cisão. mediante notificação desta oposição à sociedade no prazo de 90 dias a contar da efetivação da cisão. nomear os peritos que avaliarão o patrimônio a ser transferido. as sociedades resultantes ou as que receberam parcelas do patrimônio terão que assumir estes compromissos na proporção dos patrimônios recebidos. isto quer dizer que. a oposição dos credores será individual. para ele. 1. Da mesma forma. Na cisão com versão de parcela do patrimônio em sociedade nova. se algum credor não se opor ao afastamento da solidariedade em relação aos seus créditos. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 2 . se a companhia cindida não puder honrar os compromissos assumidos antes da cisão e que. se uma delas não honrar as obrigações herdadas da companhia cindida. CISÃO PARCIAL A lei trata da cisão parcial. tecnicamente. isto é. mas somente na proporção do patrimônio recebido. em caso de aprovação da cisão. No entanto. isto é. isto é. § 3º. também. há neste caso. em relação ao seu crédito. Entretanto.

receberão destas as ações que forem integralizadas com parcelas do patrimônio na exata proporção das ações que possuíam na empresa cindida. 1. os procedimentos a serem observados são semelhantes aos procedimentos da cisão parcial. em substituição às extintas.6. exclusivamente. aos administradores da companhia cindida e aos administradores das empresas que absorverem parcela de seu patrimônio. Assim. Efetivada a cisão com extinção da companhia cindida. conjuntamente. 229 da lei societária. COBRAS SOLTAS S. porém com patrimônio menor. em caso de cisão total com extinção da companhia cindida.A. a cisão pode ser total ou parcial. o parágrafo 4º do art. Portanto. à atribuição em proporção diferente requer aprovação de todos os titulares. por razões óbvias em face da extinção da sociedade cindida. enquanto que na cisão parcial a empresa cindida remanesce. da lei societária estabelece que: § 4º.A. Cisão Total SYNO S. Este é. em síntese.A. ASPECTOS CONTÁBEIS E LEGAIS Conforme vimos.A. A diferença entre as duas formas de cisão consiste no fato de que a publicação e o arquivamento dos atos inerentes ao processo compete.5. Na cisão total a empresa cindida desaparece.4. RESULTANTES AÇOS S.A. COBRAS SOLTAS S. sendo criadas duas empresas novas para absorverem parcelas do seu patrimônio. As ações integralizadas com parcelas de patrimônio da companhia cindida serão atribuídas a seus titulares. 229. caberá aos administradores das sociedades que tiverem absorvido parcelas do seu patrimônio promover o arquivamento e publicação dos atos da operação. SUBSTITUIÇÃO E ATRIBUIÇÃO DAS AÇÕES Os titulares de ações da empresa cindida. pois repassa parcela do seu patrimônio às empresas sucessoras. aos administradores das empresas resultantes ou que absorveram o patrimônio da sociedade extinta. AÇOS S. o teor do parágrafo 5º do art. que passarão à condição de acionistas nas empresas sucessoras.A. § 5º. CISÃO TOTAL Tratando especificamente da cisão total. SYNO S.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O arquivamento dos atos inerentes ao processo de fusão parcial na junta comercial e a sua publicação caberá. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3 . supondo que a empresa SYNO S. esse dever caberá aos administradores da companhia cindida e da que absorver parcela do seu patrimônio. poderemos ter as seguintes situações: ESPÉCIE Cisão Parcial SOCIEDADE ORIGINAL SYNO S. na proporção das que possuíam. do art. 1. passe pelo processo de cisão.A. na cisão com versão parcial do patrimônio. 1.A. inclusive das ações sem direito a voto.

elas serão transferidas na proporção da cisão. se não houver essa capitalização das contas do Patrimônio Líquido.000. pois ela constará no patrimônio da empresa que receber os bens reavaliados como tal.00 550.00 70. Este processo objetiva a conversão da parcela do patrimônio líquido da sociedade cindida em capital social na sociedade resultante.00 550. pela operação de cisão. Isto nos faz imaginar que existe uma contabilidade segregada para tais ativos e passivos e.00 50.000.000. É recomendável que todas as reservas e outras contas que integram o patrimônio líquido sejam capitalizadas antes de efetuar o processo de cisão.00 Tomando por base este balanço. como conseqüência.000.00 265.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia EXEMPLO PRÁTICO Vejamos o exemplo de uma cisão parcial com criação de uma nova empresa. após a cisão.00 285. direitos e obrigações proporcional ao percentual que lhe foi atribuído pelo processo de cisão. Desta forma.estoque Ativo Permanente Imobilizado Total do Ativo PASSIVO Passivo Circulante Empréstimos e Financiamentos Obrigações sociais e tributárias Fornecedores PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Reservas de Capital Reservas de Lucros Lucros Acumulados Total do Passivo Valor (R$) 90.000.000.00 145. cada empresa permanece com uma parcela dos bens. afinal a sociedade resultante é uma sociedade nova e como tal deverá possuir em seu patrimônio líquido somente o capital social. Porém. Por ocasião da decisão dos acionistas.000.00 245.00 40.000.00 40.00 95.000.000.000. os acionistas decidiram que a nova empresa receberia parcelas proporcionais do ativo e do passivo. teremos no patrimônio líquido da sociedade que receberá os bens a conta de reserva de reavaliação.00 150. dos resultados e do patrimônio líquido. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 4 . isto é.000.000.00 25.00 Valor (R$) 150. a empresa possuía o seguinte patrimônio: ATIVO Ativo Circulante Disponibilidades Contas a Receber Mercadorias .000.00 305.000.000. que teoricamente apresenta valores de mercado. Caso interessante diz respeito a reserva de reavaliação.

7.500. o mesmo percentual do patrimônio líquido.00 137.500.500.750. Deve-se dar atenção. direitos obrigações e. pois nele constarão valores e vida útil remanescente a serem utilizados pelas empresas sucessoras.00 66.00 198.00 76.00 412.500.250. ASPECTOS CONTÁBEIS COMUNS REORGANIZAÇÃO DE SOCIEDADES NOS PROCESSOS DE Os processos de reorganização de empresas.00 23.750.estoque Permanente Imobilizado Empresa Nova 67.750.00 52.00 183.00 108.00 10. TRATAMENTO DO ÁGIO/DESÁGIO Quanto ao tratamento contábil do ágio e do deságio. ao laudo dos peritos ou da empresa especializada que procedeu a avaliação do patrimônio.250.00 213. como conseqüência.00 228.750.1.250.500.500.000.500.00 412.00 71.00 71.00 Total do Ativo PASSIVO Circulante Empréstimos e Financiamentos Obrigações sociais e trabalhistas Fornecedores PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Total do Passivo 112. De posse dessas informações.500.250.750.00 30.500.7.00 22. ainda.750. 1. podemos ter as seguintes situações: 1) Quando estejam envolvidas empresas de capital fechado ou quando a controladora absorver o patrimônio da controlada: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5 .250.250. no que se refere aos aspectos contábeis.00 17.00 137. bem como ao protocolo e justificativa.00 36. 1. são relativamente simples quando conhecemos a natureza da operação e as condições estabelecidas no protocolo e na justificativa.00 37.500.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Posição Patrimonial após a Cisão Empresa Cindida ATIVO Circulante Disponibilidades Contas a Receber Mercadorias .00 61. Na análise da documentação que instrui o processo devemos dar especial atenção às alterações estatutárias ou contratuais.00 Observe que neste caso os valores do patrimônio líquido foram capitalizados antes do processo de cisão e que o percentual transferido para a empresa nova foi de 25% do valor dos bens. é possível efetuar os registros contábeis correspondentes aos processos de reorganização societária.

na justificativa. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 6 . no laudo de avaliação e das alterações contratuais ou estatutárias que se fizerem necessárias.2. ROTEIRO PARA CONTABILIZAÇÃO A contabilização dos processos de incorporação. d) o ágio decorrente da aquisição do direito de exploração. em caso de deságio. devem ser contabilizados nas contas representativas dos bens que lhe deram origem. No caso de ágio. incluídos no balanço patrimonial e amortizados no prazo e na extensão das projeções que os determinaram. conforme o protocolo. quando o fundamento econômico tiver sido a diferença entre o valor de mercado dos bens e o seu valor contábil. segue basicamente o seguinte roteiro: 1º) Devemos elaborar os papéis de trabalho do processo de reorganização. ou subtraído. 2) Quando a empresa controlada incorporar a sua controladora. concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público: deverá ser adicionado. c) em conta específica do ativo diferido (ágio) ou em conta específica de resultado de exercício futuro (deságio) – quando o fundamento econômico tiver sido a expectativa de resultado futuro. se diferencia em razão de a incorporadora ser a controlada ou a controladora. 2º) A sociedade que sofre o processo de reorganização (a sucedida) deve encerrar as contas de resultados relativas ao exercício em que se opera a reorganização. concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público. No caso de controladora ser incorporada pela sua controlada. no processo de incorporação. b) deságio decorrente da diferença entre o valor de mercado de ativo na sociedade sucedida: esse valor deve ser subtraído do respectivo ativo transferido para a sucessora. do valor relativo ao direito transferido. com base no protocolo. ou seja.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia a) ágio decorrente da diferença entre o valor de mercado de ativo na sociedade sucedida: esse valor deverá ser adicionado ao respectivo ativo transferido para a empresa sucessora. a incorporadora deverá contabilizar o ágio e o deságio da seguinte forma: a) ágio e deságio. fusão ou cisão. incorporando-o ao patrimônio líquido ou destinando-o de outra forma. no caso de ágio. a contrapartida será uma reserva especial de ágio no patrimônio líquido.7. c) ágio e deságio fundamentados em expectativa de resultado futuro: devem continuar dando o mesmo tratamento na sucessora que teriam na sucedida. o deságio vai para Resultados de Exercícios Futuros! 1. b) em conta específica do ativo imobilizado (ágio) – quando o fundamento econômico tiver sido a aquisição do direito de exploração. Atenção! Perceba que a contabilização.

2. que não é a forma mais recomendada. 133. quando a exploração da respectiva atividade seja continuada por qualquer sócio remanescente. 4º) A sociedade resultante (a sucessora). devidos até à data do ato: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 7 . mas é aceita pela doutrina e não contraria a legislação de regência. A responsabilidade aqui mencionada alcança os créditos tributários definitivamente constituídos ou em curso de constituição na data dos atos citados e também os constituídos posteriormente.1. conforme já vimos em tópicos anteriores. O disposto neste artigo aplica-se aos casos de extinção de pessoas jurídicas de direito privado. fusionadas. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DOS SUCESSORES As pessoas jurídicas sucessoras das sociedades incorporadas. Porém. ou seu espólio. Art. responde pelos tributos. INCORPORAÇÃO E CISÃO 2. relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido. contas de fusão ou contas de cisão. Parágrafo único. cindidas ou transformadas respondem pelo imposto devido pelas sucedidas. receptora de parte ou todo o patrimônio da sociedade sucedida. desde que relativos a obrigações tributárias surgidas antes da referida data. Art.. sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual. transformação ou incorporação de outra ou em outra é responsável pelos tributos devidos até à data do ato pelas pessoas jurídicas de direito privado fusionadas. de regra haverá apenas a conta de capital social no caso de criação de empresa nova. ou sob firma individual. transformadas ou incorporadas. . desde que relativos a obrigações tributárias surgidas até a referida data. 129. Quanto a contabilização da operação na empresa resultante ou sucessora é de salientar que. passivo e patrimônio líquido em contrapartida de uma conta denominada de contas de incorporação. O disposto nesta Seção aplica-se por igual aos créditos tributários definitivamente constituídos ou em curso de constituição à data dos atos nela referidos. no grupo do patrimônio líquido. sob a mesma ou outra razão social. 132.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 3º) Para baixar os elementos patrimoniais. reconhecerá os ativos. fundo de comércio ou estabelecimento comercial. os passivos e o aumento do patrimônio líquido que poderá ser exclusivamente na conta de capital social. industrial ou profissional. pode haver casos em que a versão do patrimônio seja efetuada linha por linha. por qualquer título. a sociedade sucedida encerra todas as contas de ativo.. ASPECTOS FISCAIS E TRIBUTÁRIOS DAS OPERAÇÕES DE FUSÃO. A pessoa jurídica de direito privado que resultar de fusão. O Código Tributário Nacional – CTN trata da responsabilidade dos sucessores do seguinte modo: Art. contas de fusão ou contas de cisão. e continuar a respectiva exploração. e aos constituídos posteriormente aos mesmos atos. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra. em contrapartida das contas denominadas de contas de incorporação.

modificação de seu controle societário e do ramo de atividade (Decreto-Lei nº 2. de 29 de junho de 1987. devendo ser computada na apuração do lucro real de encerramento das atividades. art. do art. isto é. nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio. fusionada ou cindida deverá apresentar declaração de rendimentos correspondente ao período transcorrido durante o ano-calendário.341. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 8 . 810 do RIR/99 reproduz os dizeres do § 7º. até o último dia útil do mês subseqüente ao do evento. para a legislação do Imposto de Renda. o prazo é fatal e o pagamento deve ser efetuado em uma única vez. DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS E PAGAMENTO DO IMPOSTO Consoante o disposto no § 7º. incorporação. se o alienante cessar a exploração do comércio. 861 do RIR/99 estabelece que: O pagamento do imposto correspondente a período de apuração encerrado em virtude de incorporação. art. também. II . Em casos de extinção por liquidação. cumulativamente. fusão ou cisão.4. Com relação ao pagamento do imposto devido. indústria ou profissão. RESERVAS DE REAVALIAÇÃO Nos processos normais de transformação. 2. a reserva de reavaliação da sociedade que se extingue será considerada realizada. 32). 513.2. fusão ou cisão não poderá compensar prejuízos fiscais da sucedida (Decreto-Lei nº 2. 513 e 514 do RIR/99 estabelecem que: Art. o art. de 29 de junho de 1987. 2. antes mencionado. 514. O art. ainda que neste caso não poderá ser aplicada a forma de pagamento em até três parcelas. indústria ou atividade. igual tratamento tributário que teriam na sucedida. Esta regra é válida.subsidiariamente com o alienante.341. de 26 de março de 1999. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS Os arts. com observância do disposto no art.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia I . 2. A pessoa jurídica não poderá compensar seus próprios prejuízos fiscais se entre a data da apuração e da compensação houver ocorrido. 235 do Decreto nº 3. Ressalta. se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da data da alienação.integralmente. em seu próprio nome. em cota única. as reservas de reavaliação transferidas da empresa sucedida para a sucessora terão. a pessoa jurídica incorporada. ou seja. A pessoa jurídica sucessora por incorporação. Art. 33). que aprovou o Regulamento do Imposto de Renda – RIR/99.000. 810. na sucessora. fusão ou cisão e de extinção da pessoa jurídica pelo encerramento da liquidação deverá ser efetuado até o último dia útil do mês subseqüente ao da ocorrência do evento.3.

Assim. Será amigável quando os sócios ou acionistas acordam. incorporadas ou cindidas não podem ser compensados nas pessoas jurídicas (empresas) resultantes. estadual ou municipal. 150 da CF/88. proporcionalmente à parcela remanescente do patrimônio líquido (Decreto-Lei nº 2. que regule exclusivamente as matérias acima e numeradas ou o correspondente tributo ou contribuição. Consoante as disposições da Lei das S. a partir daí. relativas a impostos. os prejuízos fiscais não podem passar da pessoa que os tenha gerado. federal. anistia ou remissão. a pessoa jurídica cindida poderá compensar os seus próprios prejuízos. em verdade. é aplicável o disposto no § 6º do art. art. No entanto. pacificamente. g. ao Distrito Federal e aos Municípios: § 6º Qualquer subsídio ou isenção. A dissolução representa o fim da etapa produtiva da empresa. seguido da liquidação. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. culminando com a extinção da sociedade que consiste no desaparecimento da personalidade jurídica. enquanto que a dissolução é o marco final do exercício dessa destinação. Desta forma. 3. estamos diante de um processo que se inicia com a dissolução. sem prejuízo do disposto no artigo 155. objetiva a extinção ou o término jurídico da sociedade. que.. Entretanto. com base na comprovação dos motivos alegados. Veja-se que o CTN estabelece que as sociedades resultantes dos processos de reorganização societária sucedem a anterior em todos os direitos e obrigações. quer por meio de um distrato firmado entre os interessados. a lei específica há de prevalecer sobre a lei geral. quer por disposição estatutária ou contratual. só poderá ser concedido mediante lei específica. judicial ou por ato do Poder Executivo.A. durante a dissolução e a liquidação a sociedade mantém a personalidade jurídica. de 29 de junho de 1987. os prejuízos fiscais das pessoas jurídicas (empresas) fusionadas. ingressando a sociedade. Desta forma. que pode ser voluntária ou compulsória (judicial ou por ato de Autoridade Administrativa). taxas ou contribuições. ela não pode realizar novos negócios. a dissolução poderá ser operada de forma amigável. que consiste na realização do ativo e na satisfação do passivo com distribuição de eventuais sobras. FORMAS DE EXTINÇÃO As sociedades são constituídas para exercer o objeto social inscrito nos seus atos constitutivos.341. durante essa fase. parágrafo único). XII. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 9 . a compensação de prejuízo fiscal é. um benefício fiscal. Desta forma. o encerramento da sociedade. § 2º. pela prática dos atos necessários para tal junto aos órgãos de registros competentes. aos Estados. 33. 150. Já a dissolução judicial depende de prévia provocação do poder judiciário por parte dos interessados e se opera por meio de sentença definitiva. é vedado à União. concessão de crédito presumido. Neste caso. isto é. No caso de cisão parcial. em processo de liquidação. Art.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Parágrafo único. redução de base de cálculo. por sua vez.

b) Efeitos A companhia dissolvida conserva a personalidade de jurídica.1. entende-se por dissolução da sociedade o ato pelo qual se tem como extinta ou terminada a existência legal da sociedade civil ou comercial. por deliberação da assembléia geral.2. da vontade unânime dos sócios ou por imposição da própria lei. na forma da lei. pela existência de um único acionista. III) Por Decisão de Autoridade Administrativa Competente. a) Formas de Dissolução Dissolve-se a companhia da seguinte forma: I) De Pleno Direito: pelo término do prazo de duração. verificada em assembléia geral ordinária. pela extinção. LIQUIDAÇÃO Liquidação representa a fase do processo de extinção em que são realizados os ativos e liquidados os passivos. se o mínimo de dois não for reconstituído até à do ano seguinte. liberando-as dos compromissos assumidos quando da união. 3.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 3. isto é. nos casos previstos nos estatutos. Pode decorrer de vários motivos. da autorização para funcionar. nos casos e na Forma Previstos em Lei Especial. DISSOLUÇÃO Dissolução significa ruptura no sentido de desmanchar ou romper um elo jurídico de coisas ou pessoas. II) Por Decisão Judicial quando anulada sua constituição. Portanto. com o fim de proceder a liquidação. A liquidação pode operar-se pelos órgãos da companhia ou pelo Poder Judiciário: a) Liquidação pelos Órgãos da Companhia INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 10 . até a extinção. quando provado que não pode preencher o seu fim em ação proposta por acionistas que representem 5% ou mais do capital social. bem como a distribuição das sobras entre os acionistas ou sócios da empresa em liquidação. em ação proposta por qualquer acionista. em caso de falência. na forma prevista na respectiva lei.

São poderes do Liquidante: Compete ao liquidante representar a companhia e praticar todos os atos necessários à liquidação. nos casos de dissolução de pleno direito da companhia. na forma da lei. e partilhar o remanescente entre os acionistas. a liquidação será processada judicialmente: I – a pedido de qualquer acionista. se a companhia. ou a ela se opuserem. b) Liquidação Judicial Além dos casos já mencionados. o balanço patrimonial da companhia. ultimar os negócios da companhia. nos 30 (trinta) dias subseqüentes à dissolução. da autorização para funcionar. ou certidão de sentença. a qualquer tempo. a integralização de suas ações. pelo órgão que o tiver nomeado. II – a requerimento do Ministério Público. confessar a falência da companhia e pedir concordata. interrompê-la por mais de 15 (quinze) dias. São deveres do liquidante: arquivar e publicar a ata da assembléia geral. competindo-lhe nomear o liquidante. conforme dispuser o estatuto. o funcionamento do Conselho Fiscal será permanente ou a pedido de acionistas. receber e dar quitação. se os administradores ou a maioria de acionistas deixarem de promover a liquidação. inclusive alienar bens móveis ou imóveis. O liquidante poderá ser destituído. ou pelo juiz. nos casos previstos em lei ou quando julgar necessário. arquivar e publicar a ata da assembléia geral que houver encerrado a liquidação. nos casos de dissolução da companhia de pleno direito. A companhia que tiver Conselho de Administração poderá mantê-lo. que tiver liberado ou decidido a liquidação. em prazo não superior ao fixado pela assembléia geral. submeter à assembléia geral relatório dos atos e operações da liquidação e suas contas finais. convocar a assembléia geral.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Silenciando o estatuto. quando o ativo não bastar para a solução do passivo. fazer levantar. onde quer que estejam. de imediato. transigir. finda a liquidação. devendo o liquidante ser nomeado pelo juiz. livros e documentos da companhia. determinar o modo de liquidação e nomear o liquidante e o Conselho Fiscal que devem funcionar durante o período de liquidação. no caso da extinção. compete à assembléia. arrecadar os bens. Na liquidação será observado o disposto na lei processual. nos casos previstos em lei. pagar o passivo. realizar o ativo. após iniciá-la. exigir dos acionistas. à vista de comunicação da autoridade competente. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 11 . não iniciar a liquidação ou se.

a quem compete presidi-las e resolver. apensadas ao processo judicial. em qualquer caso. as assembléias gerais necessárias para deliberar os interesses da liquidação serão convocadas por ordem do juiz. mas. as dúvidas e litígios que forem suscitados. das ações. tornando-se ineficazes as restrições ou limitações porventura existentes em relação às ações ordinárias ou preferenciais. a assembléia geral pode fixar. o liquidante pagará as dívidas sociais proporcionalmente e sem distinção entre vencidas e vincendas. condições especiais para a partilha do ativo remanescente. No curso da liquidação judicial. As atas das assembléias gerais serão. períodos menores ou maiores que. Se o ativo for superior ao passivo. o liquidante deverá usar a denominação social seguida da palavra em liquidação. se façam rateios entre os acionistas. pagar integralmente as dívidas vencidas. cessando o estado de liquidação. à proporção que se forem apurando os haveres sociais.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Sem expressa autorização da assembléia geral o liquidante não poderá gravar bens e contrair empréstimos. sumariamente. os acionistas majoritários indenizarão os minoritários pelos prejuízos apurados. Da Partilha do Ativo (saldo): A assembléia geral pode deliberar que antes de ultimada a liquidação. o liquidante poderá. e depois de pagos todos os credores. sob sua responsabilidade pessoal. com desconto às taxas bancárias. depois de pagos ou garantidos os credores. Provado pelo acionista dissidente que as condições especiais de partilha visaram a favorecer a maioria. pelo valor contábil ou outro por ela fixado. pelo voto de acionistas que representem 90% (noventa por cento). ainda que para facilitar a liquidação. na atividade social. não serão inferiores a 3 (três) nem superiores a 12 (doze) meses. salvo quando o indispensável ao pagamento de obrigações inadiáveis. se já consumada. restaura-se a eficácia das restrições ou limitações relativas ao direito de voto. ou. por cópias autênticas. para prestar-lhe contas dos atos e operações praticados no semestre e apresentar-lhe o relatório e o balanço do estado de liquidação. no mínimo. em detrimento de parcela que lhe tocaria. nem prosseguir. para essas prestações de contas. A satisfação do Passivo: Respeitados os direitos dos credores preferenciais. As funções da Assembléia Geral: O liquidante convocará a assembléia geral a cada 6 (seis) meses. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 12 . Quanto a denominação da Companhia: Em todos os atos ou operações. com a atribuição de bens aos sócios. É facultado à assembléia geral aprovar. se inexistissem tais condições. será a partilha suspensa. Nas assembléias gerais da companhia em liquidação todas as ações gozam de igual direito de voto. se não consumada. em relação a estas.

não há devolução do patrimônio aos sócios. o credor não satisfeito só terá o direito de exigir dos acionistas. nessas circunstâncias. fusão ou cisão total. Diante da escassez de empresas que satisfaçam as condições requeridas. através de prestação final de contas aprovadas por estes. O acionista executado terá direito de haver dos demais a parcela que lhes couber no crédito pago. aliado a um elevado patrimônio líquido e que demonstrem liquidez satisfatória para fazer frente a determinados empreendimentos.3. começou-se a facultar que as empresas se agrupassem. uma vez que este passa a fazer parte de uma outra empresa que sucede a extinta em seus direitos e obrigações. Aprovadas as contas. a contar da publicação da ata. 4. Os sócios recebem da sucessora as ações que lhe couberem em função da incorporação. para promover a ação que lhe couber. A companhia será extinta: I – pelo encerramento da liquidação. basicamente. o pagamento de seu crédito. 3. Neste último caso. ação de perdas e danos. principalmente os concernentes às obras e serviços públicos. por eles recebida. II – nos casos de incorporação por outra sociedade. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 13 .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Da prestação de Contas: Pago o passivo e rateado o ativo remanescente. o liquidante convocará a assembléia geral para a prestação final de contas. fiscais e acionistas subsistirão até a extinção da companhia. estadual e municipal. encerra-se a liquidação e a companhia se extingue. Do Direito do Credor não Satisfeito: Encerrada a liquidação. sem que cada uma perdesse a sua personalidade jurídica. EXTINÇÃO A extinção é o ato final do processo e consiste. e os deveres e responsabilidades dos administradores. até o limite da soma. CONSÓRCIO Em muitas situações é requerido que as empresas apresentem grande capacidade operacional e técnica. e de propor contra o liquidante. Da responsabilidade na Liquidação: O liquidante terá as mesmas responsabilidades do administrador. O acionista dissidente terá o prazo de 30 (trinta) dias. se for o caso. assim entendido o processo pelo qual o liquidante paga o passivo e rateia o ativo remanescente entre os acionistas. fusão ou cisão. formando consórcios de empresas para a consecução de um fim específico. em dar baixa dos atos constitutivos e dos registros nos órgãos competentes em nível federal. individualmente.

As companhias e quaisquer outras sociedades. Embora sem personalidade jurídica própria. sem presunção de solidariedade. A doutrina classifica os consórcios em abertos e fechados. Vejamos os dispositivos legais pertinentes ao assunto: Art. mantendo cada uma a sua estrutura organizacional e jurídica. em conseqüência. surgindo. 278. persistindo o consórcio com as outras contratantes. cada empresa participante do consórcio responde pessoalmente por sua obrigações assumidas perante terceiros. mantendo cada parte sua autonomia e responsabilidade perante terceiros. assim. encontrando-se sublinhado. A lei das SA trata do consórcio nos arts. um consórcio instrumental. subsistindo o consórcio com as outras contratantes. que também os representa juridicamente. podem constituir consórcio para executar determinado empreendimento. sob o mesmo controle ou não. recaindo. conforme seja admitida a entrada de nova empresa no grupo ou não. conclui-se que consórcio e grupamento de empresas se constituem em expressões análogas. visto que o consórcio é constituído para a execução de fim específico e determinado. As empresas se agrupam para fazer frente a um objetivo. Quando o objetivo do consórcio é a celebração de contratos com o Poder Público. obras e concessões. a administração e responsabilidade pelas obrigações do consórcio sobre a empresa designada para tal. infere-se que o consórcio possui caráter mercantil e objetiva somar recursos operacionais e/ou financeiros. na lei das SA. não há que se comparar o consócio com grupo de sociedades. Conforme aquele dispositivo legal. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 14 . o consórcio operacional e o consórcio instrumental. o consórcio não representa constituição de sociedade nova. o consórcio é representado por um órgão de administração constituído pelos seus pares. As empresas que participam do consórcio podem possuir objeto semelhante ou os objetos das diversas empresas se complemente para a execução do objetivo comum. § 1º O consórcio não tem personalidade jurídica e as consorciadas somente se obrigam nas condições previstas no respectivo contrato. como principal matriz legal. não havendo solidariedade entre as partes. aquele requer que uma das consorciadas seja a interlocutora ou a líder do grupo. Por fim. que geralmente possui amplo espectro de atuação. Por isso. 278 e 279. respondendo cada uma por suas obrigações. cuja estipulação precisa deve constar no contrato que implementa o consórcio. os créditos que porventura tiver a falida serão apurados e pagos na forma prevista no contrato de consórcio. não possui capital social. observado o disposto neste Capítulo. Em ambos os casos. pois carece de personalidade jurídica e. por mais que se possa chegar a resultados semelhantes nos diversos institutos. A superveniência de falência de uma das consorciadas não se estende às demais. cujo implemento se dá por meio de um contrato que obriga os contraentes entre si. Pelo exposto. não será objetivo do consórcio a distribuição de resultados. isto é. neste caso. Não se trata de forma de reorganização societária e tampouco de formação de truste. conforme sejam os objetivos a consecução de um fim específico ou a execução de determinados serviços. § 2º A falência de uma consorciada não se estende às demais.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Destarte.

11. Promover a admissão das novas ações no mercado secundário. 22.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Art. V . 21.contribuição de cada consorciado para as despesas comuns. Credor anterior se opor a exclusão da responsabilidade na cisão. II . §3o. Parágrafo único. Substituir acionista de ações em tesouraria. fusão e cisão envolvendo companhia aberta. quando não for pública a subscrição. III .forma de deliberação sobre assuntos de interesse comum. devendo a certidão do arquivamento ser publicada. do qual constarão: I .a definição das obrigações e responsabilidade de cada sociedade consorciada. 6. NORMATIZAÇÃO DA CVM INSTRUÇÃO CVM No 319. §6o. 8o. O consórcio será constituído mediante contrato aprovado pelo órgão da sociedade competente para autorizar a alienação de bens do ativo permanente. RESUMO DOS SOCIETÁRIA PRINCIPAIS PRAZOS NA REORGANIZAÇÃO 5 DIAS 30 dias 60 dias 90 dias 120 dias Prazo para realização de Assembléia Geral quando houver diminuição do Capital Social pela absorção das ações em tesouraria.normas sobre recebimento de receitas e partilha de resultados. contabilização. O pedido de novo balanço pelo acionista dissidente. O Presidente da Comissão de Valores Mobiliários . VI . 9o.CVM torna público que o Colegiado. inciso I. endereço e foro. 5. e das prestações específicas. Retirada de Acionista se não promovida a admissão das novas ações no mercado secundário. em reunião realizada nesta data. inciso I. a anulação da incorporação e fusão. Pagar saldo a acionista dissidente.o empreendimento que constitua o objeto do consórcio. com fundamento nos arts. Credor anterior pode pleitear. inciso I.normas sobre administração do consórcio. com o número de votos que cabe a cada consorciado. representação das sociedades consorciadas e taxa de administração. 279. se houver. e inciso II. judicialmente. DE 3 DE DEZEMBRO DE 1999 Dispõe sobre as operações de incorporação. IV .a duração. Exercício do direito de preferência na subscrição de ações. se houver. O contrato de consórcio e suas alterações serão arquivados no registro do comércio do lugar da sua sede.a designação do consórcio se houver. VIII . alínea "g". VII . INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 15 .

Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia parágrafo único e incisos I. até quinze dias antes da data de realização da assembléia geral que irá deliberar sobre o respectivo protocolo e justificação. e as demais sociedades cujas ações sejam admitidas à negociação nas entidades do mercado de balcão organizado.hipóteses de exercício abusivo do poder de controle. e tendo em vista os arts. §2o Para os efeitos desta Instrução. as seguintes informações: I . 8o. II. 115. nos termos da Instrução CVM no 243. assim como divulgadas na imprensa.o fluxo de dividendos dos acionistas não controladores. 122. equiparam-se às companhias abertas as sociedades beneficiárias de recursos oriundos de incentivos fiscais registradas na CVM. 2o Sem prejuízo do disposto na Instrução CVM no 31.a obrigatoriedade de auditoria independente das demonstrações financeiras. fusão e cisão envolvendo companhia aberta: I . alínea e c/c §§ 4o e 5o. e o interesse da companhia na sua realização. fusão ou cisão envolvendo companhia aberta deverão ser comunicadas pela companhia. incisos IV e IX. IV. destacando-se. legal. patrimonial. VI e VII. 163. e VII . II . as condições de incorporação. mediante publicação nos jornais utilizados habitualmente pela companhia. e 264. notadamente: a) os benefícios esperados. 116. 157. à CVM e às bolsas de valores ou entidades do mercado de balcão organizado nas quais os valores mobiliários de emissão da companhia estejam admitidos à negociação. às sociedades comerciais que façam parte das operações de que trata o caput deste artigo. III . 117. 160. §1o O disposto nesta Instrução aplica-se. §1o. bem como os eventuais fatores de risco envolvidos. da Lei no 6. 1o São regulados pelas disposições da presente Instrução. §3o.o aproveitamento econômico e o tratamento contábil do ágio e do deságio.os motivos ou fins da operação. relativamente às operações de incorporação. 223 a 230. §1o. 124. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 16 . 158. da Lei no 6.a divulgação de informações. de 1o de março de 1996. VI . 136. RESOLVEU baixar a seguinte Instrução: DO ÂMBITO E FINALIDADE Art. V . de 8 de fevereiro de 1984. no mínimo. 177. alíneas b e h. inciso VIII. financeira e quaisquer outros efeitos positivos. 165.404. IV . de 15 de dezembro de 1976. §1o A comunicação e a divulgação a que se refere o caput deste artigo deverão conter.385. de natureza empresarial. inciso III. independentemente da respectiva forma societária.(NR)* DA DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES Art. 170. de 7 de dezembro de 1976.o conteúdo do relatório da administração.a relação de substituição das ações dos acionistas não controladores.

XIV . os critérios utilizados para determinar as relações de substituição e as razões pelas quais a operação é considerada eqüitativa para os acionistas da companhia. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 17 . ou de fusão de controladora com controlada.o detalhamento da composição dos passivos e das contingências passivas não contabilizadas a serem assumidas pela companhia resultante da operação. o cálculo das relações de substituição das ações dos acionistas não controladores da controlada com base no valor do patrimônio líquido das ações da controladora e da controlada. as razões para a modificação dos seus direitos. IX . V . com a declaração da existência ou não. e nos termos da legislação tributária. II . XI . VIII . de 15 de dezembro de 1976.o valor do capital das sociedades a serem criadas ou do aumento ou redução do capital das sociedades que forem parte na operação.os elementos ativos e passivos que formarão cada parcela do patrimônio. se for o caso. o montante do ágio que poderá ser amortizado a título de benefício fiscal e as condições de seu aproveitamento pela companhia. IV . atual ou potencial.os critérios de avaliação do patrimônio líquido. se houver. XIII . inclusive das alterações dos respectivos direitos. espécie e classe das ações que serão atribuídas em substituição dos direitos de sócio que se extinguirão. do capital das companhias que deverão emitir ações em substituição às que se deverão extinguir.a comparação. avaliados os dois patrimônios segundo os mesmos critérios e na mesma data. e o tratamento das variações patrimoniais posteriores. no caso de cisão. a preços de mercado.o número.o valor de reembolso das ações a que terão direito os acionistas dissidentes. de qualquer conflito ou comunhão de interesses.a solução a ser adotada quanto às ações ou quotas do capital de uma das sociedades possuídas por outra. X . dos custos de realização da operação.404. razoavelmente discriminada em itens. VI . entre as vantagens políticas e patrimoniais das ações do controlador e dos demais acionistas antes e depois da operação.a composição. III .se for o caso de incorporação de companhia aberta por sua controladora. ou desta por companhia aberta controlada. 264 da Lei no 6. em relação aos mesmos. bem como eventuais mecanismos compensatórios.as ações que os acionistas preferenciais receberão. para avaliar o patrimônio líquido da companhia. em quadro demonstrativo. cuja nomeação será submetida à aprovação da assembléia geral. XII . na qualidade de sucessora legal. para efeito da comparação prevista no art. após a operação. VII . a data a que será referida a avaliação.a identificação dos peritos ou da empresa especializada.a indicação dos atos societários e negociais que antecederam a operação. e c) a quantificação estimativa. segundo espécies e classes das ações.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) se for o caso.

§2o Os valores sujeitos à determinação serão indicados por estimativa. Art. deverão: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 18 . estudos ou prestado quaisquer outros serviços. demonstrações financeiras. fusão ou cisão envolvendo companhia aberta. Art. 2o). mediante aviso publicado nos jornais utilizados habitualmente pela companhia. avaliações. notadamente no que se refere a eventos societários específicos que se pretenda promover na companhia. 4o Os laudos definitivos deverão ser disponibilizados aos acionistas assim que finalizados. acerca das operações tratadas nesta Instrução. que deverão ser aprovados para se efetivar a operação. deverão ser obrigatoriamente disponibilizados a todos os acionistas desde a data de publicação das condições da operação (art. informações. Parágrafo único. e quaisquer outras informações ou documentos que tenham sido postos à disposição do controlador ou por ele utilizados no planejamento.todas as demais condições a que estiver sujeita a operação. ou no tocante à própria operação. até a data de publicação do anúncio de convocação da assembléia geral que irá deliberar sobre os mesmos. simultaneamente. XVI . 5o As empresas e os profissionais que tenham emitido opiniões. ou relativamente à outra sociedade envolvida. 3o desta Instrução. laudos.a indicação dos locais onde estarão disponíveis o projeto ou projetos de estatuto. sem prejuízo de outras disposições legais ou regulamentares aplicáveis. promoção e execução de operações de incorporação. contábeis. demonstrações financeiras ou quaisquer outros documentos adicionais. XV . avaliação. 3o O protocolo. divulgá-los no país e disponibilizá-los aos acionistas. certificações.se a operação foi ou será submetida à aprovação das autoridades reguladoras ou de defesa da concorrência brasileiras e estrangeiras. e comunicá-los à CVM e às bolsas e entidades do mercado de balcão organizado nas quais os valores mobiliários de emissão da companhia estejam admitidos à negociação. ou de alterações estatutárias. ou em face de acionista(s) minoritário(s) da mesma. fusão ou cisão envolvendo companhia aberta. bem como os pareceres jurídicos. Art. a partir da data de publicação das informações a que se refere este artigo. ou que. sendo obrigatório o envio de cópia dos documentos de que trata o presente inciso à CVM e às bolsas de valores ou entidades do mercado de balcão organizado nas quais os valores mobiliários de emissão da companhia estejam admitidos à negociação. As companhias abertas que divulgarem. bem como outras informações relevantes referentes a planos futuros na condução dos negócios sociais. pareceres. laudos. relativamente às operações de incorporação. e XVII . seus respectivos sócios. por qualquer motivo. a justificação.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia com o controlador da companhia. mediante aviso publicado nos jornais utilizados habitualmente pela companhia. deverão. avaliações. estudos. tiverem conteúdo diverso em relação aos requeridos pela legislação societária e pelas demais normas expedidas pela CVM. observado o disposto no art. no exterior. financeiros. e a discriminação dos demais documentos colocados à disposição dos acionistas da companhia para exame e cópia.

II . 14. se o controlador ou os administradores da companhia direcionaram. 14. a utilização ou o conhecimento de informações. no modo indicado no inciso anterior. e d) apresentar.nas contas representativas dos bens que lhes deram origem – quando o fundamento econômico tiver sido a diferença entre o valor de mercado dos bens e o seu valor contábil (Instrução CVM no 247/96.informar. § 2o.em conta específica do ativo imobilizado (ágio) – quando o fundamento econômico tiver sido a aquisição do direito de exploração. 6o O montante do ágio ou do deságio. relativamente aos registros referidos nos incisos II e III. que será apresentada como redução da conta em que o ágio foi registrado (redação dada pela Instrução 349/01). proporcionalmente à amortização do ágio (redação dada pela Instrução 349/01). direto ou indireto. § 1o O registro do ágio referido no inciso I deste artigo terá como contrapartida reserva especial de ágio na incorporação. o seguinte tratamento (redação dada pela Instrução 349/01): a) constituir provisão. 14. dificultaram ou praticaram quaisquer atos que tenham ou possam ter comprometido o acesso. c) reverter a provisão referida na letra a acima para o resultado do período. documentos ou metodologias de trabalho relevantes para a qualidade das respectivas conclusões. na companhia ou na operação. art. estudos ou quaisquer outros documentos de sua autoria. avaliações. § 2o. certificações. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 19 . no mínimo. conforme o caso. em destaque. para fins de divulgação das demonstrações contábeis. na incorporadora. art. limitaram. se tem interesse. resultante da aquisição do controle da companhia aberta que vier a incorporar sua controladora será contabilizado. e II . art. e III . § 1o). no corpo das respectivas opiniões. b) registrar o valor líquido (ágio menos provisão) em contrapartida da conta de reserva referida neste parágrafo (redação dada pela Instrução 349/01). constante do patrimônio líquido. alínea a). bens. no montante da diferença entre o valor do ágio e do benefício fiscal decorrente da sua amortização. devendo a companhia observar. conforme a expectativa da sua realização (redação dada pela Instrução 349/01). concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público (Instrução CVM no 247/96.em conta específica do ativo diferido (ágio) ou em conta específica de resultado de exercício futuro (deságio) – quando o fundamento econômico tiver sido a expectativa de resultado futuro (Instrução CVM no 247/96. bem como qualquer outra circunstância relevante que possa caracterizar conflito de interesses.esclarecer. da seguinte forma: I . na incorporada. pareceres. alínea b). DO TRATAMENTO CONTÁBIL DO ÁGIO E DO DESÁGIO Art. laudos.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia I . o valor líquido referido na letra a no ativo circulante e/ou realizável a longo prazo.

Art. Art. Parágrafo único. No cálculo das relações de substituição das ações dos acionistas não controladores. § 3o Após a incorporação. 170 da Lei no 6. na medida da amortização do ágio que lhe deu origem. excetuado o disposto no art. nas operações de que trata esta Instrução. as disposições das Instruções CVM no 247. de 31 de julho de 1998. no que couber. estabelecidas no protocolo da operação. correspondente ao benefício fiscal.404/76. que se extinguirão. salvo se essas ações integrarem índices gerais representativos de carteira de ações admitidos à negociação em bolsas de futuros. se for o caso. uma outra espécie ou classe de ações. da cotação de bolsa das ações das companhias envolvidas. observado o disposto no art. Art. É vedada a adoção. DAS RELAÇÕES DE SUBSTITUIÇÃO Art. §1o Na hipótese prevista no caput deste artigo. 7o desta Instrução. o INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 20 . sendo vedado favorecer. O disposto no caput deste artigo também se aplica às operações de fusão de controladora com controlada. somente poderá ser realizada ao término de cada exercício social e na medida em que esse benefício represente uma efetiva diminuição dos tributos pagos pela companhia. será sempre assegurado aos demais acionistas o direito de preferência e. direta ou indiretamente. análise sobre a recuperação do valor do ágio. em decorrência da amortização do ágio referido no inciso III do art. ainda que registrado na forma dos incisos II e III do art. nas relações de substituição das ações dos acionistas não controladores. ou b) revisados e ajustados os critérios utilizados para a determinação da sua vida útil econômica e para o cálculo e prazo da sua amortização. o cálculo da relação de substituição das ações dos acionistas não controladores deverá excluir o saldo do ágio pago na aquisição da controlada. 9o Nas operações de incorporação de companhia aberta por sua controladora. 8o A companhia deverá efetuar e divulgar. 6º desta Instrução. 10. Art. de 27 de março de 1996. ao término de cada exercício social. o ágio ou o deságio continuará sendo amortizado observando-se. 7o O protocolo de incorporação de controladora por companhia aberta controlada poderá prever que. 6o desta Instrução. a parcela da reserva especial de ágio na incorporação correspondente a tal benefício poderá ser objeto de capitalização em proveito do acionista controlador. em proveito de todos os acionistas. nos casos em que a companhia vier a auferir benefício fiscal.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia §2 A reserva referida no parágrafo anterior somente poderá ser incorporada ao capital social. a fim de que sejam: a) registradas as perdas de valor do capital aplicado quando evidenciado que não haverá resultados suficientes para recuperação desse valor. deve ser reconhecida a existência de espécies e classes de ações com direitos diferenciados. as importâncias por eles pagas serão entregues ao controlador. 11. ou desta por companhia aberta controlada. § 2o A capitalização da parcela da reserva especial referida no caput deste artigo. e no 285.

a assunção. com direitos reduzidos.o não reconhecimento. do valor do ágio pago na aquisição do controle de companhia aberta no cálculo da relação de substituição das ações dos acionistas não controladores. O disposto neste artigo aplica-se. fusão e cisão envolvendo companhia aberta. 14. aos casos de incorporação de ações previstos no art. III . uma outra espécie ou classe de ações.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia AUDITORIA INDEPENDENTE Art. 252 da Lei no 6. relacionado-se. que INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 21 . nas relações de substituição das ações dos acionistas não controladores. Art. 15. pelo controlador. com a atribuição de ações. As demonstrações financeiras que servirem de base para operações de incorporação. II . ou nas operações de incorporação de controladora por companhia aberta controlada. da existência de espécies e classes de ações com direitos diferenciados. IV . devidamente destacada. de modo a favorecer. deverá ser dedicado capítulo ou parte específica. Parágrafo único. 12. os critérios contábeis idênticos aos adotados pela companhia aberta. Sem prejuízo de outras disposições legais ou regulamentares. como sucessora legal. As demonstrações financeiras referidas no artigo anterior deverão ser elaboradas de acordo com as disposições da legislação societária e normas da CVM e observarão. ou de qualquer outra espécie de dívida contraída no interesse exclusivo do controlador. fusão e cisão envolvendo companhia aberta deverão ser auditadas por auditor independente registrado na CVM. todos os custos de transação suportados pela companhia em virtude da operação. relacionadas ou decorrentes da operação. em substituição àquelas que se extinguirão. DO EXERCÍCIO ABUSIVO DO PODER DE CONTROLE Art. pela companhia. quando de sua incorporação pela controladora. DO RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Art. O relatório aludido no caput deste artigo e os relatórios dos dois exercícios seguintes conterão. independentemente da forma societária da outra sociedade envolvida. No relatório da administração. ainda. ainda. sem prejuízo de outras informações devidas. Parágrafo único.a adoção. assim como o quantitativo das economias e demais vantagens já auferidas em razão da mesma. de endividamento associado à aquisição de seu próprio controle. da cotação de bolsa das ações das companhias envolvidas.o aproveitamento direto ou indireto. são hipóteses de exercício abusivo do poder de controle: I .404/76. item a item. ou de fusão de controladora com controlada. no cálculo das relações de substituição das ações dos acionistas não controladores estabelecidas no protocolo da operação. 13. de forma direta ou indireta. direta ou indiretamente. exposição pormenorizada das mudanças ocorridas na administração e na condução dos negócios. relativo ao exercício em que tiver sido efetuada qualquer operação de incorporação.

Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia não integrem índices gerais representativos de carteira de ações admitidos à negociação em bolsas de futuros. 16. bem como quaisquer outras pessoas naturais ou jurídicas que tenham concorrido para a infração.404/76 e no inciso VI do art. O estatuído nos arts. 6o. 223. sem prejuízo da apuração de eventual prática de exercício abusivo do poder de controle. da Lei no 6. DO FLUXO DE DIVIDENDOS Art. 6o. Os dividendos atribuídos às ações detidas pelos acionistas não controladores não poderão ser diminuídos pelo montante do ágio amortizado em cada exercício. a infração ao disposto nos arts. FRANCISCO DA COSTA E SILVA Presidente INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 22 . §§ 1o e 2o. e nas operações de fusão entre controladora e controlada. para os efeitos do art. 8o.a não avaliação da totalidade dos dois patrimônios a preços de mercado. incisos I a III e §3o. Parágrafo único. 17. 228. Esta Instrução entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União. para efeito da comparação prevista no art. de oferta pública voluntária de compra de ações. Estão sujeitos às penalidades previstas em lei.a omissão. 229. de 7 de dezembro de 1976. 19. 14 e 16 desta Instrução. 7o. da Lei no 6. fusão ou cisão envolvendo companhia aberta.385. 5o. assim como a violação das obrigações e o descumprimento dos prazos previstos nesta Instrução. a companhia aberta. 231 e 264. 227. V . § 3o. 226.404/76. nas operações de incorporação de companhia aberta por sua controladora. ou desta por companhia aberta controlada. 230. 224. e da diretoria. os integrantes de seus órgãos técnicos ou consultivos. 264 da Lei no 6. Art. 18. e VI . 10 e 11 desta Instrução não será aplicável às operações precedidas. Aplica-se às operações já concretizadas o disposto nos arts. DISPOSIÇÕES FINAIS Art. caput. avaliação. nos últimos sessenta dias. DAS INFRAÇÕES GRAVES Art. 3o. Art. os membros dos conselhos de administração e fiscal. 9o. conforme o caso. a inconsistência ou o retardamento injustificado na divulgação de informações ou de documentos que tenham sido postos à disposição do controlador ou por ele utilizados no planejamento. 20. 2o. e a prática de atos com exercício abusivo do poder de controle. 11. diretamente relacionada com a operação a ser realizada. Considera-se infração grave. 170. 2o desta Instrução. 225. promoção e execução de operações de incorporação.

Como cada empresa envolvida nessa incorporação não possuía qualquer participação acionária nas demais empresas participantes desse processo. incorporação é operação pela qual a) se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. c) a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades.404/76 . apurado ao final do mês imediatamente anterior ao da aprovação da incorporação pela assembléia geral extraordinária convocada para tratar desse assunto. As razões podem ser inúmeras.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01) (AFTN-1996-Esaf) A operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. dívidas elevadas dessas empresas etc. como eventuais ativos ruins das empresas a serem incorporadas. d) se unem duas ou mais sociedades sem formar uma sociedade nova. b) uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. julgue os itens abaixo. e a relação de troca entre as ações seria feita com base no valor patrimonial CONTÁBIL delas. pudesse ser mais bem-vista pelo mercado seria com a relação de trocas das ações feita com base no valor de mercado destas e não com base no valor patrimonial contábil. de maneira a não alterar a situação de reservas.. e) a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. constituídas para esse fim. não teriam sido bem-vistas pelo mercado de valores mobiliários. ou já existentes. segundo a qual ela incorporaria oito outras empresas. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. através de peritos. sem extinguir a sociedade cindida. O patrimônio líquido da empresa resultante seria formado pela soma do patrimônio líquido de todas as empresas envolvidas no processo de incorporação. De acordo com a legislação de regência a sociedade incorporadora acima descrita é uma sociedade por ações. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 23 . e dividindo-se o seu capital. à avaliação patrimonial de ambas as empresas aos seus valores de mercado. uma das preocupações é garantir uma participação justa dos acionistas tanto da incorporadora quanto da incorporada no novo Patrimônio Líquido que surge. especialmente pelos investidores. se parcial a versão. linha por linha. extinguindo-se a companhia cindida.Lei das S/A. poder-se-ia deduzir que a nova situação e as perspectivas de resultados futuros. a alternativa de incorporação que. com base nos mesmos critérios de avaliação dos Ativos e Passivos 03) (AFRF-2001-Esaf) De acordo com a Lei 6. talvez. conseqüências da reorganização. As opções abaixo representam procedimentos que garantirão esta justa participação. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. é chamada de a) Fusão b) Consórcio c) Incorporação d) Cisão e) Monopólio 02) (AFTN-1998-Esaf) No processo de incorporação. 1. 04) (“TEC/CEF”-2000-CESPE) As ações de uma companhia aberta apresentaram uma forte queda na bolsa de valores em razão da divulgação de uma reorganização societária. Nessa situação. se houver versão de todo o seu patrimônio. exceto a) proceder ao levantamento do Balanço Patrimonial contábil na mesma data-base e com os mesmos critérios contábeis para ambas as empresas b) proceder à incorporação pelos valores contábeis originais da data-base c) o aumento de capital na incorporadora tomará por base um preço de emissão das ações igual ao valor patrimonial d) proceder à contabilização das diferenças oriundas das avaliações e) proceder. A partir da situação hipotética apresentada.

segundo a legislação de regência. fusões ou cisões. 05) (AFTN-98-Esaf) Incorporação é a operação pela qual uma (um) a) empresa adquire mais de 50% do controle acionário de outra do mesmo grupo b) empresa une seu patrimônio a outra formando uma terceira c) edifício é construído por uma empresa em um terreno previamente cedido pela outra d) empresa transfere a totalidade do Patrimônio para outra que a sucede em direitos e obrigações e) empresa passa a ter acionistas comuns a uma outra empresa 06) (AFTN-1996-Esaf) O procedimento que deve ser observado no processo de fusão de sociedade é: a) a nomeação dos peritos que avaliarão os patrimônios das sociedades deve ser feita apenas pela Assembléia Geral de Acionistas da companhia fundida b) a exigência de entrega pela entidade que será fundida dos Balanços Patrimoniais e das Demonstrações de Resultado de Exercício dos últimos 5 anos. anteriores ao ato de incorporação.360. A participação.00 para cada um b) 10% do total c) 30% do total d) 50% do total e) R$ 380. B e C encerram suas atividades através de uma fusão. seriam automaticamente anulados. constituídas para esse fim. extinguindo-se a companhia INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 24 . O Patrimônio Líquido de cada empresa antes da fusão era: Patrimônio Líquido A B C Capital 760 720 2. Após essa incorporação societária. utilizando os saldos de Lucros Acumulados e Reserva de Lucro.00 para um e R$ 1. Cada uma das empresas possui dois sócios com igual participação no Capital. ou já existentes.440. c) a nomeação dos peritos que Avaliarão os patrimônios das sociedades feita apenas pela Assembléia Geral de Acionistas da companhia adquirente do Patrimônio d) a exigência de entrega pela entidade que será fundida dos Balanços Patrimoniais e das Demonstrações das Mutações Patrimoniais dos últimos 3 anos e) a nomeação dos peritos que avaliarão os patrimônios das sociedades envolvidas deve ser feita pela Assembléia Geral que aprovar o protocolo da operação da fusão 07) (AFTN-1998-Esaf) As empresas A. transferindo seu Patrimônio Líquido para a formação de uma nova empresa denominada "D". dos sócios da empresa B após a fusão é equivalente a a) R$ 1. todos os lançamentos de incorporação deveriam ser feitos no livro diário da incorporadora. mas os acionistas minoritários não poderiam ter essa opção. No processo relatado. que as sucederá em todos os direitos e obrigações b) uma companhia emissora de debêntures em circulação ficará sempre obrigada à prévia autorização dos debenturistas sob pena de nulidade da incorporação. podemos afirmar que todas as opções abaixo são corretas. 4. eventuais dívidas e créditos entre as empresas envolvidas. exceto a) fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova. 3. exceto o capital social. Em face da situação descrita. 5. fusão ou cisão c) cisão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades.880 Lucros Acumulados 200 0 0 Reserva de Lucro 0 240 0 As empresas A e B aumentaram seu Capital antes da fusão. todos os ativos e passivos das empresas envolvidas podem ser aglutinadas. individual. os acionistas/sócios majoritários das empresas incorporadas passam a ser acionistas/sócios da empresa incorporadora.00 para outro 08) (AFTN-1998-Esaf)Com relação às reorganizações societárias mediante os processos de incorporações.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II 2. Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Na incorporação societária citada.

com ações negociadas em bolsa de valores. 4. 5. julgue os itens abaixo. a qualquer tempo. as quais permitem às sociedades. desaparecem as três. se a cisão for total. a cisão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar uma sociedade nova. a sociedade resultante adquire apenas o ativo e o passivo exigível da que desaparece. constituídas para esse fim. Incorporação é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova. Na incorporação. que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. A transformação. 5. 3. no primeiro caso. 2. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. a incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. 3. Até sessenta dias após publicados os atos relativos à incorporação ou fusão. 1. quando operada mediante modificação do quadro societário. se houver versão de todo o seu patrimônio. as sociedades A. para atender a objetivos específicos. Havendo incorporação da sociedade B pela A. No caso de cisão parcial da sociedade A. constituída pelos sócios de A. exige liquidação da sociedade e constituição de uma nova sociedade. 4. Um processo de incorporação.404/76). a contabilidade pode adotar o critério de avaliação dos ativos a valores de saída. 2. dando origem a uma nova. que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. promover as reformulações que lhes forem apropriadas. será mantida. cujos sócios serão reembolsados. se parcial a versão d) interesses de natureza societária entre quotistas ou acionistas são fatores importantes a serem contemplados no processo de reorganização e) incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. Acerca desse assunto. a fusão é a operação pela qual uma companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. B e C. a fusão e a cisão são reguladas pela Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6. atendendo a diversos objetivos. 4. Tomando por base a legislação sobre a matéria. a menos que se trate de companhia aberta. a qualquer tempo. se houver versão de todo o seu patrimônio. após o processo de incorporação a situação de participação recíproca existente entre incorporada e incorporadora. 11) (INSS-1997-CESPE) Há diversas formas. previstas na legislação. fusão ou cisão. promover as reformulações que forem apropriadas. pelo menos. julgue os seguintes itens. julgue os itens que se seguem. ou já existentes. que incluirá os critérios e as principais bases de efetivação da modalidade de reorganização a ser implementada. na conclusão do processo de incorporação. 1. na proporção das participações que detinham na B. extinguindo-se a companhia fusionada. que permitem às empresas. Acerca do assunto. Distingue-se a simples absorção da incorporação. a constituição de uma outra sociedade. 2.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia cindida. e dividindo-se o seu capital. antes de se efetivar. o credor por ela prejudicado poderá pleitear judicialmente a anulação da operação. a incorporação. e dividindo-se o seu capital. Fusão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. 10) (TCU-1995-CESPE) A transformação. incorporação e cisão são modalidades de reorganização de sociedades. B e C se fundem. 1. de reorganização das sociedades por ações. decaindo os princípios de contabilidade. não poderá haver constituição de outra. se a versão for parcial. 5. 3. extinguindo-se a INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 25 . os sócios da B participarão do decorrente aumento de capital na A. terá de ocorrer. fusão ou cisão. que a sucede em todos os direitos e obrigações 09) (INSS-1998-CESPE) Fusão. previstas em lei. já existentes ou constituídas para esse fim. na base de liquidação forçada. requer que os órgãos da administração ou sócios das sociedades interessadas firmem um protocolo. aos acionistas de empresa incorporada será sempre garantida a manutenção de igual quantitativo de ações possuídas da empresa incorporada.

perdendo as suas participações os acionistas minoritários de Alfa ou Beta cujas participações fossem não-preponderantes. na data da realização da assembléia geral que irá deliberar sobre o protocolo de intenções d) dando destaque entre outros itens aos benefícios esperados de natureza patrimonial. 3. em contrapartida de lucros ou prejuízos acumulados. além de outras informações. com a mesma participação acionária que detinham na empresa objeto da cisão. em contrapartida de receita de incorporação do período. sem que haja participação entre as fusionadas. aos principais credores e a todas as bolsas de valores. ao Ministério da Fazenda e aos principais credores das companhias envolvidas c) apenas aos acionistas ordinários. exceto a) cisão total com a criação de duas ou mais empresas novas b) cisão total com versão de parte do Patrimônio Líquido para empresa nova e parte para empresa já existente c) cisão total com versão do patrimônio para empresas já existentes d) cisão parcial com versão de parte do patrimônio para empresas já existentes e) cisão parcial com versão de todo o patrimônio para a mesma sociedade 14) (AFRF-2001-Esaf) Nos processos de fusão. aos principais credores e às bolsas de valores 30 dias após a data da realização da assembléia geral que irá deliberar sobre o protocolo b) nos jornais utilizados habitualmente pela companhia e comunicada 10 dias antes da assembléia geral aos acionistas minoritários. Na incorporação da controladora por sua subsidiária integral. Celta.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia companhia fusionada. financeira e legal. 13) (AFTN-98-Esaf)Nas operações de cisão. extinguindo-se contabilmente a parcela de patrimônio liquido correspondente às ações dos acionistas que perderam suas participações no processo. cisão e fusão. ao final do processo. Em uma operação de cisão parcial. 2. ao Banco Central. empresarial. o acionista controlador de Celta e os seus minoritários com participação preponderante em Alfa ou Beta passam a ser os únicos acionistas da nova empresa. 12) (INSS-2001-CESPE) Julgue os itens abaixo. o cálculo das relações de substituição das ações dos acionistas não controladores da controlada com base no valor do patrimônio líquido das ações da controladora e da controlada. Na incorporação de uma sociedade anônima por outra já existente constará de protocolo firmado pelos órgãos de administração ou pelos sócios de sociedade interessada. se parcial a versão. com a versão de parcelas patrimoniais para múltiplas empresas criadas. com base em patrimônios líquidos de cada sociedade definidos no protocolo e na justificação de cisão. Na incorporação de sociedade anônima pela sua controladora. à Comissão de Valores Mobiliários. a sociedade resultante da incorporação irá possuir. legal e financeira e demais efeitos positivos da operação bem como os eventuais fatores de risco envolvidos e) dando destaque apenas aos itens de natureza patrimonial. ou dividindo-se o seu capital. é permitido pela Lei das Sociedades Anônimas que os acionistas da empresa cindida sejam mantidos em todas as empresas resultantes do processo. 5. Esses dois patrimônios deverão ser avaliados segundo os mesmos critérios e na mesma data. suas próprias ações registradas no ativo. 1. em uma situação em que a controladora seja uma holding que possua em seu ativo apenas os investimentos na companhia incorporadora. a justificação apresentada à assembléia-geral da controlada deverá conter. relativos a incorporação. cisão ou incorporação envolvendo companhias abertas a divulgação das condições de negociações deve ser feita: a) apenas aos acionistas minoritários. o valor do aumento ou da redução do capital social da sociedade incorporadora. Na fusão de duas empresas Alfa e Beta sob controle comum de. entre outras coisas. a preços de mercado. 4. podem ocorrer as seguintes situações. no prazo de 30 dias após a realização da assembléia geral e publicando 90 dias após a assembléia INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 26 . se houver versão de todo o seu patrimônio.

em ação proposta por acionistas que representem 1% do capital social b) quando anulada a sua constituição. tendo como único acionista uma outra sociedade e) uma companhia com personalidade jurídica própria distinta da sociedade controladora domiciliada no exterior 17) (AFTN-1998-Esaf) Indique. na apuração do lucro real c) mesmo tratamento tributário que teria na sucedida d) somente os bens comuns às duas sociedades deverão ser reconhecidos como realizados e) na fusão deve ser incluída na apuração do lucro real. tem ou detém o poder de comando d) uma companhia constituída mediante escritura pública. na forma prevista na respectiva lei d) pelo término do prazo de duração estabelecido para suas atividades e) nos casos previstos no estatuto 18) (AFTN-1998-Esaf) A reserva de reavaliação. aquela que não guarda relação quanto à dissolução de uma companhia. fusão. 19) (AFRF-2002-Esaf) Em processo de incorporação. convocada para aprovação do protocolo da operação. a avaliação dos dois patrimônios envolvidos. totalmente. não. em relação a ele. deve ser feita por a) perito nomeado pela incorporada. desde que os mesmos sejam prejudicados em seus direitos b) anular a operação durante a Assembléia Geral Ordinária. desde que ocorra aumento do risco de recebimento de seus créditos c) pedir judicialmente o cancelamento da operação 15 dias após a Assembléia Geral que aprovar o protocolo da operação. votar pela anulação da operação desde que comprovem a manipulação de dados em prejuízo do acionista minoritário e) anular a operação após 90 dias da Assembléia Geral Extraordinária. e) peritos nomeados pelo conselho de administração. os credores dessas empresas poderão: a) pleitear judicialmente a anulação da operação em até 60 dias depois de publicados os atos relativos a essas operações. 20) (AFRF-2002-Esaf) A operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar uma nova é denominada a) fusão b) incorporação c) cisão INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 27 . que tratar da aprovação do protocolo da operação. b) três peritos nomeados pela Assembléia Geral.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 15) (CVM/2001-Esaf) Nas operações de incorporação ou fusão de empresas. de companhia controlada. terá na sucessora o seguinte tratamento: a) ser desconsiderada na incorporação. desde que comprovem prejuízo de recebimento de seus créditos d) na Assembléia Geral Ordinária. ou seja. na cisão e incorporação. aquele que tem primazia na direção a que estão subordinados todos os demais b) o estabelecimento comercial que opera na dependência da matriz c) qualquer estabelecimento mercantil industrial ou civil. dependente ou ligado a outro que. a) quando provado que não pode preencher o seu fim. em ação proposta por qualquer acionista c) em caso de falência. transferida por ocasião da incorporação. nas opções abaixo. pela controladora. c) empresa especializada em avaliação. encampação ou cisão b) ser considerada realizada. sendo ambas companhias abertas. d) perito nomeado ou empresa especializada. desde que comprovem aumento de dificuldades no recebimento de seus créditos 16) (AFTN-1998-Esaf) A conceituação de "Filial" é a) o estabelecimento sede ou principal. que aprovar o protocolo da operação. fusão ou cisão.

cisão e incorporação devem a) ter seus valores patrimonais consolidados. o aproveitamento econômico e o tratamento contábil do ágio e do deságio. vender ou manter aqueles valores imobiliários. caracterizam-se como: a) ato relevante por não influir na decisão do acionista minoritário de comprar. com finalidade própria e determinada por estatuto nas quais o valor contábil investido por seus investidores tenha o mesmo percentual. incorporação e cisão da companhia. 24) (AFRF-2002-2-Esaf) Nas operações de Fusão envolvendo companhias abertas. vender ou manter valores mobiliários emissão das companhias envolvidas na operação. realizadas por companhias abertas. d) fato contábil por não ser fator preponderante na decisão do acionista minoritário comprar. b) as associações de empresas constituídas sob a forma de consórcios. d) as associações de investidores constituídas na forma de participação recíproca com finalidade própria determinada por estatuto ou contrato social com prazo de vida útil determinado. cisão ou incorporação. que deverá ser enviado a CVM até 30 dias antes da data da realização da operação. d) o conteúdo do relatório da administração. 22) (AFRF-2002-Esaf) A deliberação sobre a transformação.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia d) consórcio e) sucursal 21) (AFRF-2002-Esaf) As demonstrações financeiras de companhias abertas que servirem de base para operações de fusão. fusão. 25) (AFRF-2002-2-Esaf) São denominadas sociedades controladas em conjunto a) as sociedades nas quais nenhum acionista possua direitos de sócio que lhe assegure de modo permanente preponderância nas deliberações sociais ou poderes de eleger ou destituir a maioria dos administradores. d) ter os dados apresentados confidencialmente aos interessados. que deve ser comunicado a CVM até 45 dias antes da data da realização da operação. e) divulgar o fluxo de dividendos dos acionistas controladores. c) ato administrativo por não influenciar na tomada de decisão do público para comprar. c) o conjunto de sociedades desobrigadas da elaboração das demonstrações contábeis consolidadas por não serem companhias abertas mesmo que as participações societárias dos acionistas sejam de idêntico valor. vender ou manter esses valores imobiliários da companhia. e) ato não relevante por influir na decisão do público de comprar. b) ao conselho Fiscal. compete privativamente a) à Assembléia Geral. c) a relação de substituição das ações dos acionistas controladores e o fluxo de dividendos dos minoritários. b) o fluxo de dividendos dos acionistas controladores e a remuneração da diretoria quando se tratar de sociedade limitada. b) ser auditadas por auditor registrado na CVM. b) fato relevante desde que possam influir na decisão dos investidores de comprar. e) à diretoria da empresa. c) à presidência da sociedade. 23) (AFRF-2002-2-Esaf) De acordo com a Instrução CVM 358/2002 as operações de fusão. é(são) regulado(s) pelas disposições da Instrução CVM 319/1999: a) o tratamento financeiro dado ao ágio. vender ou manter valores mobiliários de emissão das companhias envolvidas na operação. c) ser assinadas por contador registrado na CVM. e) o relatório de auditoria independente das demonstrações financeiras. d) ao conselho de Administração. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 28 . vender ou manter valores imobiliários da empresa.

e) incluir o valor do ágio pago favorecendo diretamente as ações preferenciais. constituídas para esse fim. quando o fundamento econômico tiver sido a expectativa de resultado futuro. o tratamento fiscal conseqüente dado para o cálculo do Imposto sobre a Renda é: a) classificar o valor do prejuízo contábil cindido nas duas empresas como deságio. d) uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. extinguindo-se a companhia cindida. e) conta específica do ativo imobilizado. c) a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. b) conta específica do ativo permanente investimento. quando o fundamento econômico tiver sido a aquisição de concessão ou permissão delegada pelo poder público. nas operações de fusão de companhia controladora com controlada. e dividindo-se o seu capital. e) incluir o valor do ágio pago favorecendo diretamente as ações preferenciais. ou desta por companhia aberta controlada. incorporação é operação pela qual a) se unem duas ou mais sociedades sem formar uma sociedade nova. c) eliminar o saldo do ágio pago na aquisição da controlada. c) conta específica do ativo imobilizado. o procedimento contábil relativo ao lançamento do montante do ágio resultante da aquisição do controle da companhia aberta que vier a incorporar sua controladora é registar em a) conta específica do ativo diferido. 27) (AFRF-2002-2-Esaf) Em um processo de cisão parcial de empresa brasileira. o cálculo da relação de substituição das ações dos acionistas controladores.. d) inserir o saldo do ágio pago na aquisição da controladora.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia e) as associações de investidores constituídas na forma de consórcio cujo patrimônio líquido seja respaldado apenas por disponibilidades e possua finalidade própria determinada por estatuto ou contrato social com prazo de vida útil determinado.404/76 . quando o fundamento econômico tiver sido a aquisição de concessão delegada pelo poder público. se houver versão de todo o seu patrimônio. ou já existentes. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. havendo a existência de prejuízo. d) o abatimento total do prejuízo do valor bruto da negociação. deverá: a) avaliar em qualquer circunstância a cotação das ações preferenciais em bolsa. d) conta de resultado específica como Ganhos/Perdas. b) incluir o saldo do ágio pago na aquisição da controlada. b) o aproveitamento do valor do prejuízo contábil no cálculo do IR das empresas. se parcial a versão. e) compensação do prejuízo fiscal remanescente na parte não vertida. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 29 . 30) (AFRF-2002-Esaf) De acordo com a Lei 6. c) a dedutibilidade do prejuízo contábil no cálculo do IR nas duas empresas. quando o fundamento econômico tiver sido a aquisição de concessão ou permissão delegada pelo poder público.Lei das S/A. 26) (AFRF-2002-2-Esaf) De acordo com o disposto na Instrução CVM 319/1999. deverá: a) excluir o saldo do ágio pago na aquisição da controlada. d) inserir o saldo do ágio pago na aquisição da controladora. b) incluir o saldo do ágio pago na aquisição da controlada. nas operações de incorporação de companhia aberta por sua controladora. c) favorecer com a inclusão do ágio pago nas ações de menor valor unitário. 29) (AFRF-2002-2-Esaf) De conformidade com o disposto na Instrução CVM 349/2001. sem extinguir a sociedade cindida. o cálculo da relação de substituição das ações dos acionistas controladores. quando o fundamento econômico tiver sido a expectativa de resultado futuro. e) a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades. 28) (AFRF-2002-2-Esaf) De acordo com o disposto na Instrução CVM 319/1999. b) se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações.

ou se lhes for assegurado o resgate das debêntures de que forem titulares no prazo mínimo de seis meses. a) Incorporação é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 31) (AFRF-2003) É fator condicional para a efetivação das condições aprovadas. 35) (Petrobras-CESPE-2004) Se a companhia tiver debêntures em circulação. e) apenas as novas sociedades surgidas do processo de cisão serão responsáveis pelo resgate das debêntures na proporção registrada em seus passivos. 34) (Petrobras-CESPE-2004) O acionista. igual ao montante do capital a realizar. pode-se afirmar que: a) os sócios dissidentes do processo de cisão responderão pelo prazo de 5 anos pelo valor de resgate das debêntures. c) convocar assembléia geral a cada 6 meses para prestar contas das operações praticadas. a operação de incorporação. d) tanto a sociedade cindida quanto aquelas que absorveram parcelas de seu patrimônio respondem solidariamente pelo resgate das debêntures. a fusão ou a cisão pode ser operada entre sociedades de tipos iguais ou diferentes e deverá ser deliberada na forma prevista para alteração dos respectivos estatutos ou contratos sociais. Com relação à integridade dos direitos dos debenturistas. 38) (CESPE/Unb-INMETRO-2001) A respeito de fusão. 32) (AFRF-2003) A Cia. fusão ou cisão só terá validade se houver a prévia autorização dos debenturistas em assembléia convocada especialmente para essa finalidade. para facilitar o processo de liquidação. quando dissidente em matérias relativas a incorporação. b) pelo menos. sem a expressa autorização da assembléia geral. fusão e cisão. 36) (Petrobras-CESPE-2004) Fusão é uma operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova. Cisão refere-se à transferência total do patrimônio da companhia para uma ou mais sociedades. 33) (AFRF-2003) Em casos de liquidação de sociedades não é dado poder ao liquidante. ano em que essa empresa passa por um processo de cisão. b) a responsabilidade pelo resgate das debêntures somente poderá ser repassada aos acionistas ordinários que permanecerem nas novas sociedades. terá o direito incondicional de retirar-se da companhia mediante o reembolso do valor de suas ações. c) os sócios dissidentes do processo de cisão responderão pelo prazo de 10 anos pelo valor de resgate das debêntures. e) totalmente integralizado e superior a 50% do capital ordinário. Alternativa emitiu debêntures 1998. que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. de operação de fusão se os peritos nomeados determinarem que o valor dos patrimônios líquidos vertidos para a formação do novo capital social seja: a) inferior a 20% do capital preferencial das empresas envolvidas. assinale a opção correta. b) receber e dar quitação em recebíveis da empresa em liquidação. d) representar a companhia e praticar todos os atos necessários à liquidação. ainda que. 37) (Petrobras-CESPE-2004) A incorporação. c) no máximo 50% do capital ordinário anterior de cada uma das empresas. d) inferior ao total do capital preferencial anterior de cada uma das empresas. ou já existentes. e) prosseguir na atividade social. sem a expressa autorização de assembléia. que ainda estavam em circulação em 2000. extinguindo-se sempre a companhia cindida. constituídas para esse fim. incorporação e cisão de empresas e equivalência patrimonial. de: a) alienar bens móveis e imóveis da empresa em liquidação. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 30 . que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações.

constituídas para esse fim ou já existentes. extinguindo-se a companhia cindida. ou dividindo-se o seu capital. c) Cisão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades.E 38 – C 04 – C E E E C 09 – C C E E E 14 – D 19 – C 24 – D 29 – E 34 – E 05 – D 10 – C C E C E 15 – A 20 – A 25 – A 30 – D 35 – C INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 31 . sem controlá-la. se parcial a versão. e) Considera-se relevante o investimento somente quando o valor contábil do investimento em cada coligada for igual ou superior a 20% do patrimônio líquido da investidora. se houver versão de todo o seu patrimônio. GABARITO 01 – C 06 – E 11 – C E E E E 16 – B 21 – B 26 – C 31 .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 08 – Reorganização Societária – Parte II Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) Fusão é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra. que lhe sucede em todos os direitos e obrigações. d) Consideram-se coligadas apenas as sociedades quando uma participa com 20% ou mais do capital social da outra.B 36 – E 02 – C 07 – B 12 – C C E E C 17 – A 22 – A 27 – E 32 .D 37 – C 03 – B 08 – B 13 – E 18 – C 23 – B 28 – A 33 .

o analista transforma os dados das demonstrações em informações úteis aos usuários. AJUSTES DAS DEMONSTRAÇÕES Exclusivamente para fins de análise algumas contas merecem ser ajustadas para a correta análise.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Análise das Demonstrações Contábeis 1. 2. e a própria inflação. cheques pré-datados e outros valores devem ser reclassificados para contas de créditos em função do prazo. Nesse sentido apresentaremos esta aula. desenvolvendo os três níveis que constam no edital do AFRFB. 2) Padronização dos elementos: Como o analista muitas vezes recorre a uma série histórica para efetuar comparações. Rentabilidade (Situação Econômica) e Endividamento (Estrutura de Capital)”. 3) Modificações na sistemática contábil: o analista deve levar em consideração prováveis alterações nos procedimentos (ex: critério de avaliação de estoques) no momento em que estabelecer as comparações de valores. a saber: 1) Identificação dos elementos: É nesta fase que o analista deve identificar os componentes das demonstrações necessários à análise e proceder ao ajuste das mesmas. Editora Atlas. visando fornecer informações mais específicas sobre sua situação patrimonial. em seu livro Análise das Demonstrações Contábeis. somente será bem-sucedido caso utilize elementos padronizados. Para iniciar os trabalhos de análise. a) Conta Caixa – o saldo da conta Caixa deve indicar o montante de moeda em espécie em poder da empresa. alteração de moeda. deve-se passar por algumas etapas. Para isto. Análise das Demonstrações Contábeis ou Financeiras é a parte da Ciência Contábil que analisa e interpreta as Demonstrações Financeiras de uma entidade. 2ª Edição. Portanto os valores referentes a vales. 4) Alterações na moeda corrente: Os planos econômicos contemplando corte de zeros. diz que: “Poderíamos dizer que só teremos condições de conhecer a situação econômico-financeira de uma empresa por meio dos três pontos fundamentais de análise: Liquidez (Situação Financeira). INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 1 . devem ser levados em conta pelo analista para que este não efetue comparações absurdas. CONCEITO José Carlos Marion.

Obrigações Sociais e Tributárias e Obrigações Financeiras. f) Resultado de Exercícios Futuros . Deve ser reclassificado para despesa. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 2 .é recomendável que.1 ANÁLISE VERTICAL Consiste no estudo e comparações de contas e subgrupos dentro da própria demonstração analisada. e) Passivo Circulante – a conta Duplicatas Descontadas de curto prazo deve figurar neste grupo. Utiliza-se a conversão dos itens para percentuais através de “regra de três”. logo não pode ser usado para pagamento de dívidas. 3. 3.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) Clientes – Duplicatas Descontadas deve figurar como passivo circulante e Provisão para Devedores Duvidosos deve ser deduzida de sua correspondente. mas sim como Outros Créditos. não se convertendo em dinheiro. d) Despesas do exercício seguinte – Representa valores que serão consumidos no exercício seguinte. c) Estoques – Adiantamento a Fornecedores de mercadorias ou matérias-primas não devem figurar no subgrupo Estoques. Deve-se agrupar as contas de natureza equivalente nos seguintes subgrupos: Obrigações com Fornecedores. onde este grupo não tenha relevância. Já o item Almoxarifado deve ser destacado. b) Análise de Evolução ou Horizontal. pois seu saldo não representa mercadorias para revenda. uma vez que uma das características destas contas é a impossibilidade de reversão do resultado. estabelecendo uma base que equivale a 100%. TIPOS DE ANÁLISE Existem 3 tipos de análise das demonstrações financeiras: a) Análise de Estrutura ou Vertical. seu saldo seja reclassificado para o Patrimônio Líquido no item Lucros ou Prejuízos Acumulados. Nos pontos seguintes utilizaremos os elementos dos seguinte balanço para exercitar. c) Análise de Índices. Identifica-se o percentual de participação de cada item da Demonstração em relação a um grupo ou ao todo dentro de um período específico. diminuindo o PL.

000 50.000 160.000 214.000 10.000 50.000 27.000 135.000 100.000 290.000 2003 424.000 48.460 285.000 15.260 7.000 675.000 54.000 72.000 45.000 49.000 125.000 11.580 7.000 8.000 794.860 15.000 12.000 56.000 5.000 12.000 675.600 214.000 51.000 170.000 260.000 71.000 268.000 509.000 72.000 10.000 5.000 100.000 129.000 36.000 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3 .000 160.600 9.000 412.000 3.000 10.000 794.000 359.000 374.000 10.280 9.000 98.000 138.000 5.460 83.000 374.000 68.000 267.200 8.000 44.000 40.000 11.000 24.000 20.000 10.000 178.460 2004 524.000 90.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia BALANÇOS PATRIMONIAIS 2002 ATIVO Circulante Disponibilidades Contas a Receber de vendas Estoque de mercadorias Despesas do período seguinte Realizável a longo prazo Empréstimos a sócios Permanente Investimentos Imobilizado Diferido Total PASSIVO Circulante Fornecedores Salários a pagar Títulos a pagar Aluguéis a pagar Dividendos Empréstimos Patrimônio Líquido Capital Social Reservas de Capital Reservas de Lucros Lucros Acumulados Total 291.000 6.000 4.000 263.

Com relação à Demonstração do Resultado do Exercício a base de 100%.453) 49.700) 342.00 /R$ 203.000) (3.400 2.800) (17.952) 95.750 (91.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Além do Balanço Patrimonial.340 2004 420. Demonstração do Resultado do Exercício vendas brutas tributos sobre as vendas vendas líquidas custo das mercadorias vendidas lucro bruto despesas com pessoal despesas com materiais e serviços despesas com aluguéis e seguros depreciação amortização do diferido receitas financeiras de aplicação das disponibilidades de empréstimos de longo prazo despesas financeiras lucro antes de IR e CSLL IR e CSLL lucro líquido 2002 250.450) (5.800 2.400) (500) 5.000) (8. do Resultado do Exercício.300 (36.000 (46.100 (119.688.000.780 (16.300 (148.000 (77.400) 142.520) 193.00/R$ 374.000) (13.688) 112. b) Ativo Realizável a Longo Prazo – este grupo não apresenta participação significativa para a empresa.000.409 2003 340. estando mais concentrados em Clientes (61% em 2002) e em Estoques (34% em 2002).400 (4.000 300 700 (2.863 (25.000) (12.00) X 100% = 77.80% O analista pode então verificar os seguintes aspectos: a) Ativo Circulante – concentra mais de 3/4 dos recursos aplicados.750.328 Ex: Participação do Ativo Circulante em relação ao patrimônio da empresa no balanço de 31/12/2002: Patrimônio = R$ 374.750.00% INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 4 .960) 76.300) (9.00 (100%) Ativo Circulante = R$ 291.00) X 100% = 45.000 1.600) 157.500 (14. via de regra.000.900 (6.00 (100%) CMV = R$ 91. necessitamos.00 (X) X = (R$ 291.500) (300) 1.00 (X) X = (R$ 91. pois representa apenas 3% do ativo.000 (62.688.800) (6. em nossas análises.400) 74.800) (450) 3. é a Receita líquida.063 (12.900) 277.700 2.600) 113.280 (46.250) 203.300) (9. Ex: Participação do CMV na Demonstração: Receita Líquida 2002 = R$ 203.000.

000.2 ANÁLISE DE EVOLUÇÃO REAL Neste tipo de análise deve ser adotado um índice que corresponda à inflação do período analisado.000. 3. teríamos a seguinte situação para os índices acima: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5 . 3. em 2004 se comparado a 2003.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 3. No entanto.000 = 212% Percebe-se que o ativo total cresceu mais do que o AC nesses períodos com base em 2002. O analista determina um período como sendo o base a atribui a este o valor de 100%. INPC. considerando as Demonstrações de 31/12/2002 como base 100%. Ex: Análise nominal da evolução do Ativo Circulante (AC). para anular os efeitos desta quando da comparação de valores de períodos distintos. por exemplo.00 = X AT-2004 = R$ 794.000. A evolução do Ativo total se comportou da seguinte forma: AT-2002 = R$ 374. Ex: IPC. Desta forma.2.2 ANÁLISE HORIZONTAL Identifica a evolução. uma inflação hipotética de 5% em 2003 e 6% em 2004.00 = 100% AT-2003 = R$ 675.460. AC-2002 = R$ 291. adotando-se. dos itens que compõem a demonstração. IGV.860.00 = Y X = 675.000 / 374.1 ANÁLISE DE EVOLUÇÃO NOMINAL Este tipo de análise não considera a inflação ocorrida no período.860 / 291. ao longo do tempo.2.000 = 146% Y = 524.00 = X AC-2004 = R$ 524.460 / 374. o AC cresceu mais do que o AT.000 = 180% Percebe-se que o AC cresceu 46% em 2003 e 34% em 2004 com base em 2002.000 = 180% Y = 794.000.00 = 100% AC-2003 = R$ 424.00 = Y X = 424.000 / 291.

considerando que a inflação de 2004 incidiu sobre a inflação de 2003.04% AC-2004 = = 161.000/1.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Para que o analista coloque os valores num mesmo patamar de comparação.113 Real 404.3 ANÁLISE POR MEIO DE ÍNDICES Tem por base as relações existentes entre contas.57 470.00 100. Rotação ou Giro.64 R$ 291. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 6 . grupos e subgrupos de contas das Demonstrações Financeiras.1130 Cálculo 424.000.628.860/1. tomando como base 100% o ano de 2002.57 R$ 291.1130 Assim.00 2003 146.00 139. Ano 2003 2004 Nominal 424. A análise de índices é fundamental para o perfeito conhecimento da situação econômica.000. deve inflacionar os números absolutos das demonstrações mais antigas ou deflacionar as demonstrações mais recentes.000 Índice 1.78 3.799.799.860 524. Assim. os índices inflacionários a serem aplicados são: Período 01/01/2002 a 31/12/2002 01/01/2003 a 31/12/2003 01/01/1998 a 31/12/1998 Índice 1. Estrutura de Capitais (endividamento).00 100% X R$ 470.0500 1.64 Agora sim.04 2004 180. os valores do Ativo Circulante deflacionados para o ano de 2002 seriam os seguintes. financeira e estrutura de capitais da empresa.0000 1.78% O quadro comparativo abaixo nos permite uma melhor visualização da situação: Análise Nominal Real 2002 100. teríamos as seguintes comparações: AC-2003 = 100% X R$ 404.00 = 139.628. Rentabilidade (econômico).00 161.050 524.0500 1. Os índices são divididos nos seguintes grupos: a) b) c) d) Índices Índices Índices Índices de de de de Liquidez ou Solvência (financeiro).

Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Vamos tomar por base as demonstrações apresentadas anteriormente para os anos de 2002. ou seja.00 = 1.00.000 – 98.0569 Isto quer dizer que a empresa possui condições de saldar de imediato 5.000.00 – 5.000. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 7 .00 R$ 263.56% de suas obrigações.175 Isto demonstra que a empresa conseguirá saldar suas dívidas de curto prazo se conseguir receber os seus créditos sem que para isto seja necessário fazer qualquer venda adicional.1 ÍNDICES DE SOLVÊNCIA OU LIQUIDEZ A relação estabelecida visa apresentar a capacidade de pagamentos em função de seus vencimentos e da realização de seus direitos.00 LS = R$ 188. sendo que alguns autores consideram somente Ativo Circulante menos Estoques.000. Representa a capacidade de a empresa cumprir seus compromissos de curto prazo com o que ela dispõe no momento. Bancos. Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata e numerário em trânsito (cueca).000. O Ativo Disponível é composto pelo saldo das contas Caixa. Ex: Em 31/12/2003: LI = R$ 15.00 = 0. para pagamento imediato. deduz-se do total do Ativo Circulante o valor dos Estoques e das Despesas Antecipadas do Exercício Seguinte.460. b) Índice de Liquidez Seca LS = Ativo Circulante Líquido Passivo Circulante Por Ativo Circulante Líquido entende-se os recursos conversíveis em moeda no curto prazo. 3. a) Índice de Liquidez Imediata LI = Ativo Disponível Passivo Circulante É o índice de Liquidez absoluta ou instantânea ou imediata.000.3. A sua interpretação deve ser feita em conjunto com outros elementos.00 R$ 160.00 = 188. Ex: Em 31/12/2002: ACL = 291. 2003 e 2004.

Quanto menor for o índice.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia c) Índice de Liquidez Corrente LC = Ativo Circulante Passivo Circulante Representa a capacidade de a empresa cumprir seus compromissos de curto prazo com os recursos de qualquer natureza de curto prazo.3. sem necessitar mexer em seu ativo permanente. a) Índice de Imobilização do PL IPL = Ativo Permanente Patrimônio Líquido b) Índice de Imobilização dos Recursos Permanentes IRP = Ativo Permanente PELP + PL c) Índice de Participação de Capitais de Terceiros É a garantia que os capitais de terceiros têm em relação ao capital próprio da empresa. Indica o grau de endividamento da empresa. Exigível Total Patrimônio Líquido ICT = d) Índice de Endividamento Total Representa quanto a empresa deve em relação ao seu investimento total.2 ÍNDICES DE ESTRUTURA DE CAPITAIS (endividamento) Oferecem subsídios para a avaliação da participação dos capitais próprios e de terceiros no patrimônio da empresa. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 8 . melhor será a situação econômica e financeira e menor será o endividamento. d) Índice de Liquidez Geral LG = AC + ARLP PC + PELP Representa a capacidade de a empresa honrar os capitais de terceiros. 3.

000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia IET = Exigível Total Ativo Total e) Índice de Composição do Endividamento Indica o perfil das dívidas da empresa. os investidores podem comparar o rendimento obtido com os demais oferecidos pelo mercado financeiro. Passivo Circulante Exigível Total ICE = f) Índice de Endividamento de Curto Prazo Passivo Circulante Ativo Total IECP = g) Garantia do Capital próprio ao capital de terceiros (CP/CT) CP/CT = PL Capital de Terceiros (PC + PELP) Identifica a garantia ao capital de terceiros oferecida pelo capital próprio.00 2 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 9 .00 de capital de terceiros há de próprio.3 ÍNDICES DE RENTABILIDADE Verificam o desempenho econômico da entidade.3. sendo possível identificar a necessidade ou não de alongamento das mesmas. Com eles.000. ou seja.00 + R$ 509. quanto para cada $ 1. 3. como garantia. IRPL = Lucro Líquido PL médio PL inicial + PL final 2 PL médio= Ex: 31/12/2004 PLm = R$ 412. a) Índice de Rentabilidade do PL – é a relação na qual se verifica a lucratividade dos capitais próprios.

730. após a dedução do CMV. houve rentabilidade de 20.00 = 0. b) Índice de Rentabilidade do Ativo – indica em quanto a lucratividade superou as aplicações no ativo.00 IGA = 277.00 524.00 460.730. IML = Lucro Líquido Vendas Líquidas e) Margem Bruta – revela o percentual remanescente de receita líquida.207 Em 2004.500.100. IGA = Vendas Líquidas Ativo Total Médio Ex: 2003 Ativo Total médio = (R$ 374.328. Deve ser estudado em conjunto com os demais índices de rentabilidade.000.00 de investimento.00) / 2 = R$ 524.7 Prazo = Mantendo o atual nível de rentabilidade.500. o investimento retornará em aproximadamente 5 anos.00 IRPL = 95. IMB = Lucro Bruto INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 10 .528 d) Índice de Margem Líquida – é o lucro obtido para cada $1.00 + R$ 675.83 20.460.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia PL m = R$ 460.70% do PL Tempo para retorno do investimento: 100% Rentabilidade (%) Em 2004: 100% Prazo = = 4.00 de vendas líquidas.00 = 0. IRA = Lucro Líquido Ativo Total c) Índice de Giro do Ativo – é o valor das vendas para cada $1.

4 ÍNDICES DE ROTAÇÃO OU GIRO Fornecem informações sobre o tempo necessário (giro) para a renovação de determinados elementos patrimoniais. Prazo de Rotação= n° dias no período Rotação dos estoques Em 2003: Prazo= 365 1.3. a) Índice de Rotação de Estoques – indica quantas vezes o estoque é vendido e reposto novamente IRE = CMV Estoque médio EI+EF 2 Estoque Médio = Ex: No ano de 2003 Em = 98. fornecedores.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Vendas Líquidas e) Margem Operacional – indica o desempenho operacional da entidade exclusivamente em função das suas operações normais.790.580 2 = 116.024 = 356 dias A empresa possui uma baixíssima rotação de estoques.00 116. em média.000 + 135.00 Rotação: IRE-2003 = 119. IMO = Lucro Operacional Vendas Líquidas 3. 4 vezes no ano de 97.024 Os estoques foram renovados.600. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 11 . contas a receber.00 = 1. como estoques.790.

000 + 267.000 2 = 1.500 Clientes inicial + Clientes 2 final Rotação= 290.00 Valor Médio Clientes= Em 2003: Clientes Médio= 178. via de regra.000.00 222. Pode-se fazer isso reduzindo a margem de lucro. o prazo concedido pela empresa para pagamento nas vendas a prazo será menor. mais rápido será o giro de Clientes e. nas Demonstrações. quanto menor o índice.000 2003 R$ 125. c) Índice de Prazo Médio de Contas a Pagar – indica quantas vezes o saldo médio de contas a pagar foi renovado. b) Índice de Prazo Médio de Contas a Receber – indica quantas vezes o saldo médio da conta duplicatas a receber foi renovado. portanto.00 2003 R$ 290. Assim: Vendas Brutas a Prazo 2002 R$ 230.00 365 1.000. Quanto maior o índice.000 Ex: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 12 . em média. os clientes levam. maior o prazo para pagar aos fornecedores.500.30 = 280 dias Prazo = Ou seja.000. IPCR= Vendas Brutas aPrazo Média de Contas a receber Obs: A informação de vendas brutas a prazo não está.30 = 222. IPCP= Compras aPrazo Média de Contas a Pagar Compras Brutas a Prazo 2002 R$ 135. Neste caso.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Obs: Empresas com baixo índice de liquidez SECA necessitam girar mais rapidamente seus estoques. 9 meses 10 dias para liquidar suas dívidas.

3.79 Prazo = = 203 dias Ou seja.00 Giro de Fornecedores= 365 1. a empresa levou em média 6. maior será o ciclo financeiro.Índices de Estrutura de Capitais (quanto menor o índice.Índice de Prazos Relativos INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 13 . IPR= Ex: Em 2003: IPR = 280 203 = 1. melhor” .000 69. menor a imobilização ou o endividamento) . d) Índice de Prazos Relativos – quanto menor a relação. A) Grupo “Quanto menor. maior o número de dias para pagar) .280 = (77) dias O índice financeiro negativo significa que a empresa está utilizando recursos próprios para financiar as vendas.1 ÍNDICES PADRÃO É a comparação dos índices obtidos pela entidade com a média dos índices alcançados pelas demais empresas do mesmo setor de atividade com características semelhantes.3.630.630.5.5 meses para pagar aos fornecedores em 2003.79 125.000 + 83.00 = 1.260 2 = 69.37 Prazo médio de recebimento Prazo médio de pagamento CICLO FINANCEIRO (2003) = 203.Índice do Prazo Médio de Contas a Pagar (quanto menor. indicando maior folga financeira para pagar fornecedores utilizando os créditos de clientes.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia No ano de 2003: Fornecedores Médio= 56.

00 / 412. vale a pena para a empresa captar recursos de terceiros. figurando apenas o valor líquido.18529 RE = (76.00 = 0.5. reduzido de Duplicatas a Receber.340. deverá ser: (A) reduzida do montante de Duplicatas a Receber. a conta “Duplicatas Descontadas”.18529 / 0. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 14 .11982 GAF = 0. GAF = Rentabilidade dos capitais próprios Rentabilidade da empresa e RE = LL + desp. melhor” .000. os capitais de terceiros estão influenciando positivamente o retorno do capital próprio da empresa. cujo objetivo é preparar as demonstrações para análise. (B) Somada à Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa.54 EXERCÍCIOS Analista previdenciário com formação em contabilidade 44 – durante o processo denominado “Padronização das Demonstrações Financeiras”. menor o prazo para recebimento) Grau de alavancagem financeira - 3. isto é. Ex.Índices de Rentabilidade .11982 GAF = 1. se existir.3.460. RCP = 76. (C) Alocada no grupo do Patrimônio Líquido. 2003. porém com sinal trocado.00 = 0.Índices de Liquidez .340. representando uma conta redutora. Financeira / Ativo total RCP = LL / PL Sempre que o GAF é maior que 1.2 O cálculo do grau de alavancagem financeira (GAF) indica a influência que os acionistas estão recebendo pela participação dos recursos nos negócios da empresa. e o total.600) / 675.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia B) Grupo “Quanto maior.Índice de Rotação dos Estoques Índice do Prazo Médio de Contas a Receber (quanto maior o índice.00 + 4.

(C) Vertical de 2003 foi apurada uma participação de 35.1% de 2002 para 2003. pode-se afirmar que o estoque do comprimido Febril.3.0% de 2002 para 2003. o Passivo Circulante é de R$ 130. 45 – A. (E) Transferida para o Passivo Circulante. (C) padronização das demonstrações.1%. são conhecidos por: (A) avaliação das demonstrações. (D) Vertical verificou-se uma redução de 26. Gabarito: 44 – E. obtido em 2003. 45 – Se a conta Bancos c/Movimento de uma empresa apresentou um saldo de R$ 250. (D) estudo prévio da empresa.5% em relação a 2000. a empresa deve R$ 100. 33 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 15 . 46 – Considerando-se que o grau de liquidez corrente da Cia. pode-se afirmar que na(s) análise(s): (A) Horizontal verificou-se uma redução de 26. (E) corresponde a 15% do estoque de 1999. (E) R$ 100. a empresa deve R$ 130.000.00 de Ativo Total. (E) verificação da classificação das contas. (B) análise prévia das demonstrações. (C) R$ 130.0% de 2002 para 2003. pode-se afirmar que para cada: (A) R$ 130.00 em 2003. a empresa deve R$ 100.1%. (D) corresponde a 72% do estoque de 2001. o Passivo Circulante é de R$ 100.00. (B) Horizontal de 2003 foi apurada uma participação de 35. (B) apresenta um aumento de 12.00 em 2002 e de R$ 185. realizados pelo analista das demonstrações antes de iniciar seu trabalho. (E) Vertical e horizontal verificou-se um aumento de 35.00.00.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia (D) Transferida para o Realizável a Longo Prazo.00 de Ativo Circulante.00 de disponibilidades. em 2002: (A) apresenta um aumento de 10% em relação a 2001. 46 – B 31 O exame detalhado das demonstrações financeiras e a crítica às suas respectivas contas.00 de Ativo Circulante. para não prejudicar a pureza dos índices de liquidez.00 de Ativo Circulante.00. (C) corresponde a 90% do estoque de 1998. (B) R$ 130. foi apurada a seguinte situação: 1998 1999 2000 2001 2002 Comprimido Febril 100% 105% 85% 80% 90% Na avaliação analítica dos indicadores acima.00. 32 Na análise horizontal encadeada do estoque de comprimidos antitérmicos “Febril” do Hospital São Gregório.000. Beta. foi igual a 1. (D) R$ 100.

4. enquanto que a liquidez imediata alcança apenas o índice 0. .A empresa Simplificada. contidas no Grupo Patrimonial chamado “Passivo Exigível a Longo Prazo".00 e) do Patrimônio Líquido é: R$ 200. para conhecimento do mercado.000.00 b) do Ativo Circulante é: R$ 120.60% dos recursos aplicados estão financiados com capital próprio. têm um coeficiente de estrutura patrimonial (Análise Vertical) igual a 0.000. Aproveitem! UnB / CESPE – Câmara dos Deputados Prova 1 – Objetiva – 2.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Nos últimos cinco Balanços da Casa de seguinte composição do endividamento: 1999 Composição das dívidas 70% A série acima indica que o melhor perfil da (A) 1999 (B) 2000 (C) 2001 (D) 2002 (E) 2003 C. as questões seguintes não são todas de análise.000. .a Parte Concurso Público – Aplicação: 29/9/2002 Cargo: Analista Legislativo / Assistente Técnico – FC de Consultor Legislativo – Área III – 1 / 13 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 16 . .05. publicou as seguintes informações sobre seu patrimônio: . . mas são bons testes de contabilidade geral e avançada. no Balanço Patrimonial.o quociente de solvência é 2. não havendo nenhuma outra informação a ser utilizada.00 são exigibilidades de longo prazo.000. Considerando que os cálculos da análise supra indicada estão absolutamente corretos.4.não há recursos realizáveis a longo prazo.00 c) do Ativo Permanente é: R$ 88. o valor a) das disponibilidades é: R$ 28. A Saúde Santa Madalena Ltda.000. as exigibilidades não circulantes. C.estas. podemos afirmar que.000.o quociente de liquidez corrente é de 1.5 mas apenas R$ 10.A Pessoal.00 d) do Passivo Circulante é: R$ 80. foi apurada a 2000 2001 2002 90% 100% 75% dívida ocorreu no ano de: 2003 80% AFRF – 1998 18.00 18.

Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia QUESTÃO 75 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 17 .

Caso o resultado de equivalência patrimonial fosse elevado para R$ 900. mesmo considerando diferentes taxas para remunerar ativos financeiros e reconhecimento de encargos do passivo. (5) No custo das mercadorias vendidas. por meio do aproveitamento otimizado da capacidade instalada. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 18 . (3) (4) (5) QUESTÃO 76 Acerca de contabilidade de companhia aberta.000. implicaria redução do lucro do período e do patrimônio líquido.00 15 dias antes do encerramento do exercício social. O estoque. (4) A depreciação dos diversos itens do ativo imobilizado deve ser apropriada ao resultado no prazo máximo de vinte anos. (3) Os prejuízos acumulados.00 a parte A do livro de apuração do lucro real (LALUR) receberia reflexo disso. como reserva de reavaliação. (1) A depreciação das máquinas industriais. julgue os itens seguintes.00 para R$ 50. inclusive o ICMS registrado no livro de entradas.000. mesmo consumindo todas as reservas de lucros. não podem ser absorvidos por reservas de capital.800. Pelos princípios de contabilidade. (3) A elevação do volume produzido. para compensar com o de saída das mercadorias.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia (1) (2) Com relação a aspectos diversos de contabilidade e às demonstrações contábeis apresentadas acima. e os custos de supervisão devem ser reconhecidos como custos diretos dos produtos. seguros e todos os demais custos necessários à aquisição e ao recebimento das mercadorias. devendo ser registrada a perda do capital aplicado. reduz o custo fixo unitário do produto. registrado no patrimônio líquido. (2) O aumento do valor de elementos do ativo em virtude de novas avaliações. as despesas comerciais só devem ser apropriadas quando pagas. o seu resultado não teria sofrido alteração. devem estar compreendidos os custos de fretes.000. calculada pelo método linear. julgue os itens a seguir. (1) Os recursos aplicados no ativo diferido serão amortizados periodicamente. em prazo não-superior a dez anos. preferencialmente.00. por problema de avaliação e inventário. somente depois de realizado poderá ser computado como lucro para efeito de distribuição de dividendos ou participações.000. Caso a empresa tivesse liquidado a dívida de financiamento de R$ 70. (2) Uma indústria de refino de petróleo que produza gasolina. a partir do início da operação normal ou do exercício em que passem a ser usufruídos os benefícios deles decorrentes. caso fosse reduzido de R$ 95. QUESTÃO 77 No que se refere a critérios de avaliação de estoques e contabilidade industrial. Considerando uma empresa com o ciclo operacional normal. quando abandonados os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou comprovado que essas atividades não poderão produzir resultados suficientes para amortizá-los. óleo dísel e óleo combustível deve ter. um controle de custos com base em um sistema de custeio por ordens.000. julgue os itens abaixo. as despesas do período seguinte constantes do ativo circulante devem ser apropriadas para despesa no prazo máximo de um ano.000.

deduzido do deságio não-amortizado e da provisão para perdas. em função de ser provável a perda da disputa na justiça. em exercício futuro. discriminando. (3) A companhia aberta poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício em que o saldo dessa reserva. acrescido do montante das reservas de capital. (1) O saldo das reservas de lucros. gera uma despesa não-dedutível. como reflexo. por proposta dos órgãos da administração. julgue os itens que se seguem. a empresa deverá efetuar uma provisão para perda provável em estoques. os direitos e títulos de crédito e quaisquer valores mobiliários nãoclassificados como investimentos serão avaliados pelo custo de aquisição ou pelo valor do mercado. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 19 . cujo valor possa ser estimado. (5) A demonstração das origens e aplicações de recursos indicará as modificações na posição financeira da companhia. (3) No balanço. atingido esse limite. porque atribui aos produtos os custos diretos e indiretos. a qual produzirá. redução do patrimônio líquido. (2) Para medir a relevância do investimento. (4) O registro de uma despesa de contingências trabalhistas. reconhecendo seus efeitos no resultado. serão evidenciadas todas as movimentações havidas nas reservas de capital durante o período a que ela se refere. QUESTÃO 79 Acerca de contabilidade de companhia aberta e reservas. o seu valor contábil em coligada e controlada deve abranger o custo de aquisição mais a equivalência patrimonial e o ágio não-amortizado. exceto aquelas para contingências e de lucros a realizar. deduzido da despesa de depreciação. amortização ou exaustão e da variação nos resultados de exercícios futuros. mas não considera as despesas gerais. (5) Quando o preço de mercado de determinada matéria-prima estocada estiver abaixo do custo de aquisição registrado na contabilidade. julgue os itens a seguir.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia (4) O sistema de custeio por absorção é o único aceito pelos princípios fundamentais de contabilidade para a avaliação dos produtos em processo e acabados em estoque. administrativas e comerciais. o lucro do exercício. até o pagamento. e leva a um controle na parte B do LALUR. destinar parte do lucro líquido à formação de provisão para contingência. (4) Deverá deixar de ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial o investimento em sociedades coligadas e controladas com efetivas e claras evidências de perda de continuidade de suas operações ou no caso em que estas estejam operando sob severas restrições a longo prazo que prejudiquem significativamente a sua capacidade de transferir recursos para a investidora. a assembléia deliberará acerca da aplicação do excesso na distribuição a credores. (1) Na demonstração de lucros ou prejuízos acumulados. não poderá ultrapassar o capital social. QUESTÃO 78 Com referência às demonstrações contábeis e aos critérios de avaliação de ativos e passivos. exceder em 20% o capital social. com a finalidade de compensar. (2) A assembléia geral de uma tal companhia poderá. se este for maior. para fins de imposto de renda da pessoa jurídica. e a diferença for relevante. a diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável. entre as origens dos recursos.

(3) O lucro. (5) A operação de desconto de um recebível de R$ 1.000.00.00. em conformidade com o art. (1) Os livros diário e razão são obrigatórios para empresas que paguem imposto de renda com base no lucro real e se utilizem do LALUR. em respeito aos princípios de contabilidade e à aplicação do sistema de competência mensal. ganho ou rendimento em operações cujo prazo de realização financeira ocorra após o término do exercício social seguinte poderá ser fundamento para constituição da reserva de lucros a realizar. no passivo. considerando uma reserva legal de 5% do lucro líquido. 75 C E C E C 76 C C E E E 77 E E C C C 78 E C E C E 79 E E E C C 80 C C C E E 14. (2) Uma companhia aberta com um lucro líquido de R$ 500. a não-existência de reserva de contingências e um dividendo mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido ajustado.000. crédito no passivo de empréstimo ou conta retificadora do ativo recebível de R$ 1.00. mediante o recebimento de R$ 900. julgue os itens subseqüentes.000.00 no mesmo período. 202 da Lei das S. poderá diferir uma parcela do dividendo com a constituição da reserva de lucros a realizar. QUESTÃO 80 A respeito de dividendos.00 e débito em despesa financeira do mês da operação de R$ 100. (4) A compra de mercadorias com parte de pagamento à vista e parte a prazo levará a um crédito na conta de estoques. leva a um registro de débito no disponível de R$ 900. para liquidação no prazo de três meses. Abaptiste Comercial foram elaboradas com base nas contas e saldos abaixo: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 20 . que tenha registrado um resultado líquido positivo de equivalência patrimonial de R$ 400.00. a investidora deverá excluir o montante correspondente às participações recíprocas.As demonstrações financeiras da Cia.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia (5) Para a determinação do valor da equivalência patrimonial.A. a outro crédito no disponível e a um débito na conta de fornecedores. registros contábeis e livros contábeis.00 da instituição financeira no ato da operação.000.

Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 21 .

: B INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 22 .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Resp.

Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 31 = B 32 = E INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 23 .

percebeu-se a riqueza desta ciência e a sua utilidade como instrumento de gerência empresarial.CMV Onde: CMV = Custo das Mercadorias Vendidas RCM = Resultado com Mercadorias (Lucro Bruto) V = Receita de Vendas Com o advento da Revolução Industrial e a proliferação de empresas industriais houve a necessidade de adaptação dos procedimentos de apuração do resultado das empresas comerciais (revendedoras) para as industriais. Elas o obtêm transformando matérias-primas em produtos e os vendendo. prestando informações a usuários externos e internos. Surge então a Contabilidade de Custos. assim como as demais. assim como várias Demonstrações. têm por objetivo o lucro. equipamentos. substituindo-se o item Compras por todos os gastos com os elementos componentes da produção (salários. que são os meios de produção. Além disso. Este processo. Passou-se então a utilizar o mesmo procedimento das empresas comerciais revendedoras. energia elétrica. há necessidade de gastos com matéria-prima. que adquiriam matérias-primas para transformá-las em produtos destinados à venda. matériaprima. combustíveis etc. máquinas. como uma das áreas de especialização da Ciência Contábil.HISTÓRICO A Contabilidade surgiu basicamente para controlar o patrimônio das sociedades mercantis. Com o passar dos anos. Para atingir tal fim utiliza o Método das Partidas Dobradas na escrituração contábil. suprindo os executivos com informações poderosas para a tomada de decisões. exige aplicação de capital por parte da empresa em instalações. As empresas industriais. denominado. A Contabilidade Financeira objetiva controlar o patrimônio e apurar o resultado das empresas.). pagamento de salários e gastos gerais de INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 24 . Nas sociedades comerciais. processo industrial. o custo é obtido pela fórmula: CMV = EI + C – EF Onde: CMV = Custo das Mercadorias Vendidas C = Compras do Período EI = Estoque Inicial EF = Estoque Final O resultado bruto com mercadorias é então obtido pela fórmula: RCM = V .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Noções de Contabilidade de Custos 1 .

ou seja. com a finalidade de obtenção de um bem ou serviço. em geral elevado. b) permite o controle permanente de estoque. Uma empresa industrial que não possua um sistema de custos integrado a sua escrituração comercial poderá vir a enfrentar uma série de problemas. parte do seu ativo (normalmente dinheiro). o que pode gerar distorções na determinação no seu valor.CPV Onde: RB = Resultado Industrial Bruto (Lucro ou Prejuízo) 2 . A única desvantagem da utilização de um sistema de custos integrado à Contabilidade seria o valor despendido para sua manutenção. Podemos afirmar então que o objetivo principal da Contabilidade de Custos para uma empresa industrial é a avaliação dos seus estoques. luz. tais como água. 3 . gerando imposto maior a pagar. recomendável para economias estáveis.TERMINOLOGIA CONTÁBIL Vamos definir aqui alguns termos que normalmente geram confusão na cabeça dos alunos. Conforme já comentado. facilitando a elaboração das demonstrações. Somente existe gasto no ato da passagem para a propriedade da empresa do bem ou INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 25 . tais como PEPS e UEPS. segurança etc. da seguinte forma: CPV = EI + Gastos na Produção – EF Onde: CPV = Custo dos Produtos Vendidos O resultado bruto é então obtido pela fórmula: RB = V . É o sacrifício com que arca a entidade. Gasto – É o conceito mais genérico. para que se possa proceder à apuração do Custo dos Produtos Vendidos (CPV) e à apuração do seu resultado. telefone. c) permite a utilização do preço médio.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia fabricação. a solução encontrada foi então adaptar o esquema da Contabilidade Comercial. tais como: a) o fornecimento do valor dos estoques de materiais e de produtos em elaboração e acabados. representado pela entrega ou promessa de entrega de bens ou direitos.INTEGRAÇÃO COM A CONTABILIDADE COMERCIAL Um sistema de custos integrado à escrituração comercial traz inúmeras vantagens para a empresa. como a impossibilidade de utilização de métodos eficiente de controle de estoque.

combustíveis utilizados nas máquinas. Já o acondicionamento do produto posteriormente à produção. Os gastos podem ser classificados em: . escritório e administração. ou seja. depreciação dos equipamentos utilizados na produção. sendo que estes gastos não estão vinculados à produção. para somente depois serem apropriados no resultado. A partir do momento em que for requisitada pela produção. . Uma regra simples é que todos os gastos realizados com o produto dentro da fábrica. Numa empresa comercial. OBSERVAÇÕES: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 26 .despesas. despesas pré-operacionais. É o gasto efetuado no setor de produção (espaço físico) ou com terceiros que manuseiem o produto. São também exemplos de despesas: salários do pessoal de vendas. ao contrário dos custos. Outro exemplo de investimento seria o gasto com a contratação de seguro com vigência para mais de um período de apuração de custo (despesa antecipada). Despesa . são todos os gastos relativos à atividade produtiva da empresa. O custo equivale ao consumo de bens ou de serviços vinculados à produção. até que este fique pronto. são lançadas diretamente nas contas de resultado.é o gasto com bens e serviços não utilizados nas atividades produtivas. o único custo existente é o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV). os investimentos são os gastos que vão para o ativo da empresa num primeiro instante. com reorganização da empresa. Resumindo. energia elétrica consumida. salários dos supervisores de fábrica. é considerada estoque (ativo circulante).investimentos. Custo . são custos.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia serviço. de matéria-prima. Ex: gastos com mãode-obra. ou seja. Há ainda a compra de móveis e utensílios.perdas. OBS: A matéria-prima adquirida pela indústria. enquanto não utilizada pela produção. seguros e tributos relativos ao prédio da fábrica. gasto com combustíveis e refeições do pessoal de vendas etc. devendo ser reconhecido contabilmente neste momento. São exemplos de custos: Salários do pessoal da produção. Ex: Aquisição máquinas para o setor de produção. Nem sempre é fácil a distinção entre custos e despesas. de equipamentos. com a aquisição de máquinas e equipamentos.é um gasto com bem ou serviço que é transformado em ativo devido à vida útil do bem ou dos benefícios atribuíveis a períodos futuros (ativo diferido). com bens de uso. . de imóveis. que se transformará em custo por meio da depreciação. aluguéis e seguros no prédio da administração. matéria-prima consumida. tornam-se despesas. com mercadorias para revenda. passa a ser custo.é o gasto relativo a bens ou serviços utilizados na produção de outros bens ou serviços. com energia elétrica. sendo transferido para o resultado do período somente quando da venda do produto acabado. consumidos com a finalidade de obtenção de receitas. O custo primeiramente é ativado (conta estoques). Desta forma os gastos com embalagens realizados durante o processo produtivo são considerados custos.custos. é considerado despesa. As despesas. aluguéis. a partir daí. . Investimento . de marcas e patentes.

passa a ser considerada custo no momento de sua utilização na produção. variação monetária) incorridos pela empresa. tais como despesas com honorários. no mesmo instante. gastos com viagens de diretores. 2) Todos os custos que estiverem incorporados nos produtos acabados serão reconhecidos como despesas e apropriados em contas de resultado no momento em que tais produtos forem vendidos. As perdas decorrentes de fatores externos são consideradas despesas. antecipadamente. Exercícios de Fixação 1) Nas assertivas abaixo. ( ) A perda é o gasto intencional decorrente de fatores internos ou externos à produção. nas compras à vista o desembolso se dá no mesmo instante da aquisição. as ocorridas durante o processo produtivo são consideradas custos. que no momento da sua aquisição representava um investimento (estoques). 3) A matéria-prima industrial. assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F) 1. Caso o produto acabado permaneça em estoque então a matéria-prima incorporada voltará a ser considerada investimento.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 1) Algumas despesas. o desembolso ocorre antes da aquisição. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 27 . No caso de compras a prazo. Sendo assim. Nos casos de adiantamentos. pode ocorrer juntamente com o gasto. o mais indicado seria proceder ao respectivo rateio para se identificar qual o montante do gasto que deve ser contabilizado como custo e quanto deve ser apropriado como despesa. Perda – é o consumo anormal de bens ou serviços. É um gasto não intencional decorrente de fatores externos ou inerentes à própria atividade operacional da empresa. 3. ( ) A matéria-prima adquirida pela empresa industrial transforma-se em custo somente no momento da sua requisição pela produção. 4. ( ) O gasto sempre implica desembolso. no caso de algum elemento da administração ter se dedicado em parte ou totalmente ao setor industrial. 2. Este. que são administrativas por natureza. Os gastos normalmente implicam desembolso. são sempre considerados despesas financeiras. o desembolso ocorre após a aquisição. incêndio. Reparem que ele pode ocorrer antes.é o ato financeiro do pagamento do bem ou serviço adquirido. por sua vez. ( ) Todos os custos apropriados aos produtos passam a ser despesas no momento em que são vendidos. seja um custo ou uma despesa. 4) Os encargos financeiros (juros. Desembolso . ou após a aquisição. e torna-se despesa quando o produto fabricado é vendido. podem ter afetado a produção. mesmo aqueles decorrentes da aquisição de insumos para a produção. ou ainda ser postergado para pagamento futuro. greves etc. nunca como custos. Ex: Perda de matéria-prima. Passarão a compor a conta Custo dos Produtos Vendidos. Neste caso. para liquidação de uma obrigação ou aquisição à vista.

(F) O gasto pode implicar desembolso ou não. 2.Insumos Secundários.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 5. . Custo Indireto de Fabricação (CIF) ou Gastos Gerais de Fabricação ou Despesas Indiretas de Fabricação – são os outros demais custos necessários à operação da fábrica. Resolução: 1. É o caso de: ii) iii) INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 28 . enquanto não utilizados são considerados como investimento (ativo). É composto por três elementos: materiais diretos. (F) Somente um sistema de custos integrado à Contabilidade Comercial é que permite o fornecimento rápido do valor dos estoques. e isso é que diferencia o custo da despesa. (V) A matéria-prima. passando a ter tratamento de custo no momento em que requisitada pela produção. CUSTO DE PRODUÇÃO DO PERÍODO (CPP): é a totalidade de custos incorridos na produção durante determinado período de tempo. pois a mesma pode se dar por fatores internos ou externos ao sistema produtivo. 4. (V) A apropriação ao resultado dos custos somente é efetuada no momento da venda dos mesmos. 4 . porém genéricos demais para serem lançados diretamente aos produtos. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação. Inclui o gasto total (salários + encargos) com a mão-de-obra apropriável diretamente ao produto. 3. (F) Perda é gasto não intencional. para somente reduzir o patrimônio líquido no momento da venda do produto. são considerados materiais diretos: . i) Materiais Diretos Consumidos (MD) – referem-se a todo material que se integra ao produto acabado e que possa ser incluído diretamente no cálculo do custo do produto. já que o desembolso pode ser antecipado. ( ) O sistema de custos não integrado à escrituração comercial é a forma mais eficiente de as empresas controlarem seus estoques.Custo de Produção do Período Devemos sempre atentar para o fato de que sob o aspecto contábil a despesa reduz de imediato o patrimônio líquido. . Portanto. à vista ou postecipado com relação à efetivação do gasto. assim como os demais insumos adquiridos pela indústria. É o caso da madeira nos móveis ou do tecido nas camisas. enquanto o custo primeiramente é ativado em uma conta de ativo circulante.Material de Embalagem Mão-de-Obra Direta (MOD) – é o custo de qualquer trabalho executado no produto alterando a forma e natureza do material de que se compõe.Matéria-Prima. 5. o controle permanente do mesmo e a utilização do método do preço médio. mas a segunda parte está correta.

000.000. Assim. Porém.00 + 2. no mês de novembro de 20X5.00 c .000.000.00 b .A. Seguro e Aluguel da Fábrica. calcule respectivamente o custo primário.000.00 e – Lixas 2.Madeira 300. por somente possuir custos diretos. Mão-de-Obra indireta.000. relembremos as fórmulas dos custos: MOD = Mão-de-Obra Direta MD = Materiais Diretos CIF = Custos Indiretos de Fabricação Custo Primário (CP) = MD + MOD Custo de Transformação (CT) = MOD + CIF Custo de Produção do Período (CPP) = MD + MOD + CIF Assim. o custo de produção.00 Resolução: Em primeiro lugar.Salários dos supervisores 45.000. todos os seus custos serão diretos.000.00 f – Depreciação de máquinas 20. a . CUSTO DE TRANSFORMAÇÃO (CT) – representa o gasto para transformar a matériaprima utilizada no produto final CT = MOD + CIF Exercícios de Fixação 2) Dados os valores abaixo apurados pela Indústria de móveis Velssagia S. sabemos que.. MD = (c) + (e) = 300.00 d . Energia Elétrica.000.00 = 302.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 29 . e o custo de transformação. o custo de produção do período pode ser obtido pela fórmula: CPP = MD + MOD + CIF CUSTO PRIMÁRIO (CP) – é o custo da matéria-prima mais o custo da mão-de-obra direta CP = MD + MOD OBS: Alguns autores também chamam o custo primário de custo direto.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Materiais Indiretos. que produz vários tipos de móveis. Depreciação de Máquinas.Salários dos operários 150.Energia Elétrica 15. e portanto não valeria a igualdade entre custo direto e custo primário. caso a empresa produza somente um tipo de produto.

não possuem mercado garantido. fibras). de maneira que o Custo dos Produtos Vendidos ou os Estoques Finais absorverão a totalidade dos custos do período.000. Um custo é absorvido quando for atribuído a um produto ou unidade da produção.000.000. 6SISTEMAS DE CUSTEIO Na Contabilidade de Custos temos basicamente dois tipos de sistemas de custeio: o custeio variável e o custeio por absorção.00 = 452. contra-filé. CO-PRODUTOS OU PRODUTOS CONJUNTOS São obtidos através do mesmo processo produtivo (produção conjunta). O faturamento de todos eles é considerado significativo para a empresa. maminha. embora sua venda seja considerada praticamente certa. resultante de quebras.1. estoque obsoleto.00 + 80. independentemente de serem eles fixos ou variáveis. Sua venda é considerada bastante incerta. comparando com a receita dos produtos principais.000. tais como filémignon. devido à natureza da matéria-prima (metal. Em seu estado normal.000.000.00 5 .00 = 532.00 + 150. porém com faturamento não significativo para a empresa. SUBPRODUTOS São resultantes do mesmo processo produtivo.000. denominado ponto de cisão .CUSTEIO POR ABSORÇÃO É o processo de apuração de custos.PRODUÇÃO CONJUNTA Este tipo de produção caracteriza-se por um fluxo comum de produção até certo ponto. peças defeituosas etc. É o método de custeio aceito pela legislação do Imposto de Renda e está de acordo com os princípios de contabilidade. alcatra. SUCATAS OU RESÍDUOS São as sobras do processo produtivo.000.00 CPP = MD + MOD + CIF = 302. Na Demonstração do Resultado do Exercício teremos o seguinte esquema: VENDAS BRUTAS (-) DEDUÇÕES DE VENDAS INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 30 .00 CT = MOD + CIF = 150. costela etc.000.00 + 150.00 + 80.000. chifres e ossos do boi.00 = 230.00 + 45. Também são considerados produtos principais.e do qual resultam vários produtos daí por diante. plásticos.000.000. madeira. 6.00 CP = MD + MOD = 302. Ex: Os diferentes cortes de carne.000.000.000.00 + 20. cujo objetivo é ratear todos os custos incorridos em cada fase da produção.00 CIF = (a) + (b) + (f) = 15. Ex: cascos.00 = 80.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia MOD = (d) = 150.

Incond. Deduzindo-se desta os Custos Fixos e as Despesas Fixas.000 unidades a R$ 5.CUSTEIO VARIÁVEL Também conhecido como Custeio Direto. obtém-se o Lucro Operacional Líquido. por sua vez. 6. que é a diferença entre as Vendas Líquidas e a soma do Custo dos Produtos Vendidos (que só contém custos variáveis).EXEMPLO COMPARATIVO ENTRE CUSTEIO VARIÁVEL E CUSTEIO POR ABSORÇÃO A empresa industrial FABRIKA TUTO LTDA produziu 10. No custeio direto surge o conceito de Margem de Contribuição.2. Vejam o esquema abaixo: VENDAS BRUTAS (-) DEDUÇÕES DE VENDAS Vendas Canceladas Abatimentos e Desc. haverá uma diferença em relação ao Custeio por Absorção na apresentação da Demonstração do Resultado do Exercício. Incond. sendo encerrados diretamente contra o resultado do período. 6. serão tratados como Despesas. que a empresa vendeu 7.00 cada uma e também o seguinte: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 31 . o CPV contém a totalidade dos custos fixos e variáveis. o CPV somente contém custos variáveis.3 . consiste em considerar como Custo de Produção do Período somente os custos variáveis incorridos.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Vendas Canceladas Abatimentos e Desc. totalmente acabadas. Este método não é aceito pelo Imposto de Renda e contraria os princípios de contabilidade. Os custos fixos. Concedidos Tributos sobre Vendas (=) VENDAS LÍQUIDAS (-) CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (*) (=) RESULTADO INDUSTRIAL (-) DESPESAS FIXAS E VARIÁVEIS (=) LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO (*) No Custeio por Absorção. Concedidos Tributos sobre Vendas (=) VENDAS LÍQUIDAS (-) CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (*) (-) DESPESAS VARIÁVEIS (=) MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (-) DESPESAS E CUSTOS FIXOS (=) LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO (*) No Custeio Direto. Sendo assim. Sabendo que não havia estoques iniciais de produtos acabados e de produtos em elaboração. com as Despesas Variáveis (administrativas e de vendas).000 unidades no período.

000 Custo dos Produtos Vendidos (CPP): CPP = CF + CV = 22.000.000.000 + 8.000 x $3.00 = $ 21.00) 5.000 = 30.000.000.000 Custo Unitário = $30.000 = 30.000 Custo da Produção Acabada (CPA): Como não havia estoques iniciais e finais de produtos em elaboração.000 x $2.00) 14.20 = $15. CPA = CPP = 30.000.00 35.000 para 16.00 DRE VENDAS BRUTAS (-) CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (*) (-) DESPESAS VARIÁVEIS (=) MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (-) DESPESAS E CUSTOS FIXOS (=) LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO Vantagens e Desvantagens do Custeio Variável 1) Impede que aumentos de produção que não correspondam a aumentos de vendas distorçam o resultado (vantagem).000.000.00 / 10.00 (21.00) (4.000 = $2.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 32 .20 CPV = 7.000.00 (15.00) 2.00 = $3.600.000 / 10.00 = CV Custo Unitário = $22.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Custos Variáveis (CV) Custos Fixos (CF) Despesas Variáveis (DV) Despesas Fixas (DF) R$ 22. Basta imaginar uma elevação na produção (de 10.00 R$ 8.00 DRE VENDAS (-) CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (*) (=) RESULTADO INDUSTRIAL (-) DESPESAS FIXAS E VARIÁVEIS (=) LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO ii) CUSTEIO VARIÁVEL: CPP = $22.000.000.000 unidades).000 + 8.400. e ver que o 35.00 Elabore a DRE pelo custeio direto e pelo custeio por absorção: i) CUSTEIO POR ABSORÇÃO: Custo de Produção do Período (CPP): CPP = CF + CV = 22.00) 15. mantendo-se a quantidade vendida.00 CPV = 7.00 R$ 4.400.000.000.600.00 (9.000.00 R$ 5.000.000.00 (13.

escapando da subjetividade do rateio dos CIF (vantagem). bastaria se verificar a margem de contribuição. entendemos que isto será suficiente caso alguma coisa seja cobrado na prova. tendo em vista que o assunto custos não está explicito no programa. Bom pessoal. Este princípio estabelece que os custos associados aos produtos só podem ser reconhecidos no resultado à medida que estes são vendidos. Isto porque somente quando reconhecida a receita (na venda) é que devem ser deduzidos todos os sacrifícios necessários à sua obtenção (Custos e Despesas). mesmo que nem todos os produtos tenham sido vendidos.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 09 – Análise das Demonstrações Contábeis Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia lucro no custeio variável permanece o mesmo. 3) Nem sempre é possível separar objetivamente a parcela fixa da variável (desvantagem). 2) Torna o critério mais objetivo. Para saber qual o produto mais lucrativo ou se vale a pena incrementar a produção para vender a outro cliente. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 33 . 4) O custeio variável não é aceito pela auditoria externa das empresas de capital aberto e nem pela legislação do IR (desvantagem). visto que não obedece ao Princípio da Competência. ele violaria tais princípios. Já no custeio por absorção o lucro iria aumentar. Como o Custeio Variável admite que todos os custos fixos sejam deduzidos do resultado. Por isto é mais útil para a tomada de decisões na empresa. pois o custo unitário seria reduzido.

mantendo-se as respectivas autonomias patrimoniais. O Princípio da Entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial. a) b) c) d) e) A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é obrigatória no exercício da profissão. (2) O princípio da continuidade aplica-se tanto à cessação integral quanto parcial das atividades de uma entidade. em um período de tempo determinado. não afeta o princípio da entidade. Esse reconhecimento deve ser efetuado. o item 15 do programa. 2. não afeta o princípio da entidade. mas não constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade. cujo patrimônio pode confundir-se com o dos sócios ou proprietários. Dessa forma. apenas apresentam o resultado e patrimônio consolidado do grupo econômico. (CESPE/TCU/1995) Julgue os itens a seguir: (1) A existência de duas entidades sob controle comum. visto que mantêm autonomia de seus patrimônios. Nesta aula de hoje apresentamos 28 questões resolvidas de Contabilidade Geral dos concursos mais recentes. tendo em vista. A apropriação antecipada das prováveis perdas futuras. ainda que consolidem suas demonstrações contábeis. foi modificado um pouco em relação a sua estrutura inicialmente planejada. por meio da constituição da reserva para contingências a fim de evitar a distribuição de dividendos. hoje é determinada pelo Princípio da Competência. A observância do Princípio da Continuidade não influencia a aplicação do Princípio da Competência. 1. 2) (Correta) O princípio da continuidade estabelece que os eventos que podem geram efeitos relevantes na atividade empresarial devem ser reconhecidos pelas entidades. nem mesmo as demonstrações consolidadas ferem o princípio da entidade.Questões Resolvidas” dos Professores Francisco Velter e Luiz Roberto Missagia. Da observância do Princípio da Oportunidade resulta que o registro deve ensejar o reconhecimento universal das variações ocorridas no patrimônio da Entidade. estamos chegando ao final de nosso curso de Contabilidade – Tópicos Avançados que. Estas questões representam uma pequena amostra do que será o livro “Contabilidade . pois o valor econômico dos ativos e dos passivos já contabilizados não se altera em função do tempo. pois cada uma mantém contabilidade em separado. (ESAF/AFRF/2002-1) Abaixo estão cinco assertivas relacionadas com os Princípios Fundamentais de Contabilidade. com reflexos no nível de produção. exceto no caso de sociedade ou instituição. Resolução: 1) (Correta) A existência de filiais. antes conhecida como Convenção do Conservadorismo. já que não estabelecem novo patrimônio. principalmente. em função da publicação do edital para AFRF. quando for por diminuição das atividades. Assinale a opção que expressa uma afirmação verdadeira. bem como em relação ao grau de utilização de suas instalações. Resolução: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 1 . o que é o caso da cessação integral ou parcial das operações. ou de empresas controladas pela mesma empresa.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Caros alunos. assim como o grau de utilização das instalações.

o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários. pois afirma: “.”. Da análise do dispositivo concluímos que essa alternativa está. ao qual atribuímos o cognome de princípio das receitas e despesas. nesta acepção. 6º. em um período de tempo determinado. nos diz quando (em qual período) devemos reconhecer as receitas e considerar incorridas as despesas. com ou sem fins lucrativos.. 5º da mesma norma contabilista. que dispõe: Art. por efeito de se relacionar diretamente à quantificação dos componentes patrimoniais e INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 2 . independentemente de pertencer a uma pessoa. a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes. utilizemos aquela da qual resulte menos Patrimônio Líquido e se aplica a fatos que já estejam escriturados na entidade. um conjunto de pessoas.o registro deve ensejar o reconhecimento universal das variações ocorridas no patrimônio da ENTIDADE. II . de 29 de dezembro de 1993. contemplando os aspectos físicos e monetários. 4° O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial. incorreta. Portanto esta alternativa esta incorreta. à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações. No caput do art. do Conselho Federal de Contabilidade – CFC. Portanto esta é a alternativa correta. Parágrafo único.desde que tecnicamente estimável. igualmente. No § 1º do art. que chamamos de princípio das provisões. uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade.. . 4º encontramos a resposta à alternativa “b” Art. 6° O Princípio da OPORTUNIDADE refere-se. simultaneamente. verifica-se que a alternativa representa a transcrição literal do dispositivo. da citada resolução. do art. pois é imperiosa a diferenciação dos patrimônios. o registro das variações patrimoniais deve ser feito mesmo na hipótese de somente existir razoável certeza de sua ocorrência.. Percebe-se que a alternativa “a” está incorreta. independentemente das causas que as originaram. em duas hipóteses igualmente válidas. no caso de sociedade ou instituição. parágrafo único. Como resultado da observância do Princípio da OPORTUNIDADE: I .Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia A questão se refere aos Princípios Fundamentais de Contabilidade veiculados pela Resolução nº 750. Por conseqüência. A implementação do Princípio é efetuada por meio de provisões ativas e passivas. determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta.. O enunciado da alternativa “d” diz respeito ao princípio da prudência e não ao da competência. encontramos o seguinte dizer: § 2° A observância do Princípio da CONTINUIDADE é indispensável à correta aplicação do Princípio da COMPETÊNCIA. nos determina que.o registro compreende os elementos quantitativos e qualitativos. O princípio da competência. O Princípio da Oportunidade está inscrito no art. 1° da referida resolução encontramos a seguinte redação: § 1° A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade. inciso III. O princípio da prudência. No § 2º. base necessária para gerar informações úteis ao processo decisório da gestão. III . mas não constitui condição . Comparando o conteúdo desse inciso III com o conteúdo da alternativa “c”.

c) cumprindo o princípio fundamental da prudência. Resolução: A provisão para crédito de liquidação duvidosa (ou provisão para devedores duvidosos – PDD) e a provisão para ajuste ao valor de mercado são PROVISÕES ATIVAS. vemos que as provisões acima.. enquanto a provisão passiva é conta normal de passivo. mesmo que o pagamento não vá ser efetuado naquele momento. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 3 . Por tudo o que foi comentado. ou seja. mas sim lançamentos contábeis para ajustar o valor dos ativos da empresa à situação real. Já a variação cambial para atualizar uma dívida é um ajuste passivo. quando temos uma dívida em moeda estrangeira. Portanto. contabilmente. uma variação cambial para atualizar a dívida em moeda estrangeira. e) seguindo a convenção do conservadorismo. A PDD não é mais dedutível da base de cálculo do IR. Resposta: Letra C 3. assim com qualquer outra provisão. Denotamos que este princípio é indispensável à correta aplicação do princípio da competência.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia à formação do resultado. no fim do exercício. e não quando a perda se consumar. ou quando faz um lançamento de ajuste do estoque ao preço de mercado está apenas: a) cumprindo a sua obrigação profissional.. atendem basicamente aos princípios contábeis citados abaixo: a) Competência: pois a despesa com a provisão deve ser lançada no período em que ocorrer a estimativa de perda (ou obrigação). influência a aplicação do princípio da competência e a alternativa “e” está errada. (ESAF/AFRF/2003) Quando o Contador registra. de forma bem próxima à realidade. O reconhecimento da estimativa de perda é o fato gerador da obrigação ou da redução do ativo. já que o mesmo deve refletir. aplicável a ativos circulantes da empresa que não mais possuem o valor de venda com que foram registrados anteriormente. os valores circulantes com os quais a empresa poderá contar para o próximo ano. A conta de provisão ativa é retificadora de ativo.. que é em reais. b) executando o regime contábil de competência. Seu valor é calculado pela empresa com base em estimativas sobre créditos relativos a vendas a prazo que possivelmente não serão pagos no exercício seguinte. Por esse motivo o ativo deve ser ajustado. O mesmo pode se afirmar com relação ao ajuste ao valor de mercado. Esse ajuste deve ser efetuado para “acertar” o valor do passivo da empresa. Não são reservas. d) satisfazendo o princípio fundamental da entidade. Não se trata exatamente de uma provisão passiva. ambas são de natureza CREDORA. mas sim um ajuste passivo ao princípio da competência. Tanto a provisão ativa quanto a passiva geram lançamentos do tipo: Despesa com Provisão a Provisão para. e de constituir dado importante para aferir a capacidade futura de geração de resultado. quando faz provisão para crédito de liquidação duvidosa. Visam cobrir a perda de ativos.

estamos falando de estimativas. (ESAF/AFRF/2002-1) A firma Comércio Livre Ltda. Competência e Oportunidade. c) Oportunidade: no momento de ocorrência de um fato contábil deve-se lançá-lo imediatamente. C e E.500.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) Prudência: na dúvida entre elementos igualmente válidos perante a legislação e os demais princípios contábeis.00 Lucros Anteriores R$ 120. a questão deveria ter sido anulada. Atenção: As Convenções Contábeis são como restrições aos princípios. 2) A variação cambial passiva é um ajuste efetuado principalmente em função dos princípios da competência e da oportunidade. Além disso. Por tudo o que foi explicado.00 Produtos para Venda R$ 750.00 Serviços Prestados a Prazo R$ 1. que leva à adoção do regime de competência. aplica-se certamente o princípio da competência (letra B).350. Resposta: Letra C 4. por isso que se considera a aplicação do princípio da prudência também.00 Equipamentos R$ 1. Prudência poderia ser também aplicável.200.00 Casa e Terrenos R$ 1. porém não foi. já que Princípio da Prudência (letra C) e Convenção do Conservadorismo (letra E) dizem basicamente a mesma coisa. considera-se que o valor da dívida (em reais). basicamente repete o enunciado do Princípio da Prudência. aumentam o valor do mesmo quando contabilizadas.650.12. mas sim em uma taxa de câmbio acertada entre partes.000. em 31. Como constava a palavra “apenas” no enunciado. pois o valor da taxa de câmbio vai variando até o momento do pagamento. 3) Pelo explicado nas conclusões 1 e 2. em nossa modesta opinião.000. ficam as seguintes conclusões: 1) As provisões obedecem aos princípios da Prudência. Isso é fundamental para o lançamento das provisões.01: Depósito no banco R$ 150. Como as provisões ativas são contas retificadoras de ativo reduzem o valor do mesmo quando contabilizadas. Apesar de o lançamento não ser feito com base em estimativa. por serem contas normais de PASSIVO. Achamos ruim a opção da ESAF pela letra C. A convenção do conservadorismo (letra E). por sua vez.00 Duplicatas a Pagar R$ 2. a empresa encontrará: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 4 .00 Aluguéis Passivos R$ 600.00 Capital Inicial R$ 2.00 Títulos a Receber R$ 900.00 Impostos Atrasados R$ 450.00 Comissões Ativas R$ 450. apurou os seguintes valores.00 Salários do mês R$ 620. como ainda não se deu o vencimento da dívida. deve-se escolher aquele que representar o menor valor para o ativo e o maior valor para o passivo.00 Ao elaborar Balancete de Verificação e o Balanço Patrimonial com fulcro nas contas e saldos acima. mesmo que se tenha somente razoável certeza de sua ocorrência. Já as provisões passivas. restaram as alternativas B.00 Receitas de Vendas R$ 1. não é conhecido em seu valor exato. Reparem.

00 2.00.300.00.00 Produtos para venda 750.000.00.00.00 Aluguéis Passivos 600. b) Ativo Circulante no valor de R$ 2.00) 450. Resolução: Patrimônio Líquido Salários do mês Comissões Ativas Aluguéis Passivos Capital Inicial Lucros Anteriores Receitas de Vendas (620. c) Passivo Circulante no valor de R$ 4.650.00 450.00 2.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 5 . d) Ativo Permanente no valor de R$ 2.00) 2.000. e) Patrimônio Líquido no valor de R$ 3.00 TOTAL = 6.00 Serviços prestados a prazo 1.00 Saldos Devedores Depósito no banco 150.00 Casa e Terrenos 1.250.350.870.000.950.00.00 1.00 Títulos a receber 900.500.000.350.00 (600.00 Equipamentos 1.00 120.00 1.200.00 Títulos a receber 900.150.00 1.00 Produtos para venda 750.00 Serviços prestados a prazo 1.00 Salários do mês 620.650.500.00 Ativo Circulante Depósito no banco 150.000.1 TOTAL DO PL = $3.650.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia a) Saldos devedores no valor de R$ 5.00 3.00 TOTAL = Passivo Circulante Duplicatas a Pagar Impostos Atrasados Total = ATIVO PERMANENTE Equipamentos Casa e Terrenos TOTAL = Resposta: Letra E 1.350.00 2.

000.00 30 de agosto 2001 R$ 2.00 (Longo Prazo) 28 fevereiro 2003 R$ 3.00 R$ 206. os valores a receber a curto prazo foram de R$ 12.00 30 de dezembro 2001 R$ 2.00 (Longo Prazo) 30 agosto 2002 R$ 3.00 R$ 202. Essa é a alternativa correta.00 e repassou. Devedores e credores admitem compensar débitos e créditos dessas operações em 2002.000. então.000. elaborado com data de 31.00.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 6 .000.00 R$ 205. pelo empréstimo.000. mas só o farão à época própria.000.000. Em decorrência desses fatos.000.00 R$ 203.00. e) saldo a compensar a longo prazo R$ 2.000.00 30 de junho 2001 R$ 2.00.000.00 (Longo Prazo) Valores a receber pela alienação de suas máquinas: 30 de outubro 2000 R$ 2.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 5.00.000.000.000. dividindo o crédito em 10 parcelas bimestrais. se observarmos o balanço de fim de exercício.00.00 Os valores a pagar a longo prazo são de R$ 9.00 30 agosto 2001 R$ 3. tem em sua carteira de títulos as seguintes contas e respectivos saldos: Aluguéis Pagos Alugueis Recebidos Clientes Descontos Ativos Descontos Passivos Despesas a Pagar R$ 201.00 28 de fevereiro 2002 R$ 2.12. b) valores a receber a longo prazo R$ 4.00.000.000.000.00 R$ 204.00 28 fevereiro 2002 R$ 3. em 30 de agosto de 2000. d) valores a pagar a longo prazo R$ 13.00 28 de fevereiro 2001 R$ 2.000. cabendo à empresa dar ou receber a quitação restante.000. c) valores a pagar a curto prazo R$ 7. Todos os encargos foram embutidos nas respectivas parcelas e não se verificou nenhum atraso nas quitações.00 30 de dezembro 2000 R$ 2.00 Resposta: Letra B 6.000.00 Na mesma data. temos que os vencimentos serão: 28 fevereiro 2001 R$ 3.000.000. (ESAF/GEFAZ-MG/2005) A Empresa Zinha Ltda. por R$ 20. Letra “b”.000.000.000. (ESAF/AFRF/2002-1) A empresa Carnes & Frutas S/A.00 30 de outubro 2001 R$ 2.000.00 (Longo Prazo) Em 31 de 12 de 2000.000.000. obteve um financiamento em cinco parcelas semestrais iguais de R$ 3.00 30 de abril 2001 R$ 2.00 O saldo a compensar a longo prazo é de R$ 5. Os valores a pagar a curto prazo são de R$ 6. os valores a receber a longo prazo foram de R$ 4. uma de suas máquinas. Resolução: As operações foram realizadas em 30 de agosto de 2000.00.00. certamente vamos encontrar a) valores a receber a curto prazo R$ 16.00 (Longo Prazo) 30 de abril 2002 R$ 2.

00 A classificação contábil das contas acima evidencia: a) saldos Credores de R$ 1.048.665.00 Retificadora do Ativo Circulante Ativo Circulante R$ 211.00 R$ 213.00 Ativo Circulante R$ 209.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 7 .00 R$ 210.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Duplicatas a Pagar Duplicatas a Receber Duplicatas Descontadas Duplicatas Protestadas Fornecedores Juros Recebidos Antecipadamente Juros Pagos Antecipadamente Receitas a Receber R$ 207.00 c) saldos Devedores de R$ 1.00 R$ 213.00 R$ 209.00 R$ 212.00 R$ 1.00 e) Ativo Circulante de R$ 1.00 Passivo R$ 212.242.00 R$ 208.00 b) saldos Devedores de R$ 1.00 R$ 205.00 R$ 211.454.451.00 Resolução: Para resolver essa questão.00 Saldos Credores Classificação Ativo Circulante Despesa R$ 202.00 (R$ 209.00 Receita Ativo Circulante R$ 204.454.00 Passivo R$ 203.00 R$ 839.00 R$ 214. Conta Aluguéis Pagos Alugueis Recebidos Clientes Descontos Ativos Descontos Passivos Despesas a Pagar Duplicatas a Pagar Duplicatas a Receber Duplicatas Descontadas Duplicatas Protestadas Fornecedores Juros Recebidos Antecipadamente Juros Pagos Antecipadamente Receitas a Receber TOTAIS Resposta: Letra B Saldo Devedores R$ 201.00 R$ 214.00 Passivo ou REF Ativo Circulante Ativo Circulante R$ 1.00 Receita Despesa R$ 206.00 R$ 208.00 R$ 213.245.00 R$ 208.00 Passivo R$ 207.00 R$ 203.00 d) saldos Credores de R$ 1.00 R$ 214.00) R$ 210.00 R$ 210. apresentaremos uma tabelinha com todas as informações úteis para o candidato.

5) A conta Juros Pagos Antecipadamente. em decorrência delas.00. recebendo. Resolução: Analisaremos cada uma das operações.00. portanto é: 0. II. pagamento de duplicatas de R$ 100.00. Analisando as operações acima listadas podemos afirmar que.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Observações: 1) A ESAF sempre tem considerado que a conta Duplicatas Protestadas se refere a duplicatas emitidas pela empresa (duplicatas a receber) que o cliente não pagou e a empresa colocou em protesto. e IV.2 x 300 CMV = 300 – 60 = 240 D – CAIXA C – VENDAS D – CMV C – MERCADORIAS 300 300 240 240 II pagamento de duplicatas de R$ 100. e) o passivo diminuiu em R$ 335.00. com juros de 15%. 300 – CMV = 0. JUROS C – CAIXA 100 15 115 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 8 . considera-se sempre o curto prazo (ativo circulante ou passivo circulante).00. 3) A terminação “ a receber” indica sempre uma conta de ativo. A PAGAR D – DESP. Por isso fica no ativo circulante.00. caso se refira a empréstimos (passivo). I – . 2) A terminação “ a pagar” indica sempre uma conta de passivo. 4) Quando não for dito o prazo. pagamento de títulos vencidos no valor de R$ 200. venda a vista de mercadorias por R$ 300. d) o passivo recebeu créditos de R$ 300. apenas 40%. seria classificada no grupo Resultado de Exercícios Futuros. com desconto de 10%.2 x 300 = 60 V = 300. c) o patrimônio líquido aumentou em R$ 460. realizou as seguintes operações ao longo do mês de setembro de 2001: I. venda a vista de mercadorias por R$ 300. III. b) o ativo aumentou em R$ 165. no ato. com lucro de 20% sobre as vendas. (ESAF/AFRF/2002-1) A empresa Livre Comércio Ltda.00. 6) A conta Juros Recebidos Antecipadamente se classifica no passivo (receitas antecipadas ou receitas diferidas). a) o ativo recebeu débitos de R$ 460.00.00. com lucro de 20% sobre as vendas Vejam que o lucro é 20% das vendas.00. prestação de serviços por R$ 400. D – DUPL. Porém. Essas são dicas importantes para aqueles que participam de concursos elaborados pela ESAF! 7. poderia ser classificada como conta retificadora do passivo. quando referente a valores sobre os quais não caiba devolução em nenhuma hipótese.00. com juros de 15%.

A tinta adquirida foi contabilizada conforme sua natureza contábil funcional. comprou 250 latas de tinta ao custo unitário de R$ 120.00 e) R$ 26. com desconto de 10%. é correto afirmar que.00 Resolução: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 9 . recebendo.00 b) R$ 30.500.00 d) R$ 27.00 c) R$ 28. D – TÍTULOS A PAGAR C – DESCONTOS OBTIDOS C – CAIXA Vejamos os razonetes: I III III Variação do Ativo 300 240 160 115 240 180 700 535 165 Variação do Passivo 100 200 300 I II IV 200 20 180 II IV I II Variação do PL 240 300 15 400 20 255 720 465 I III IV Resposta: Letra B 8. prestação de serviços por R$ 400.900.020.00. Pagou entrada de 20% e aceitou duas duplicatas mensais de igual valor. com essa operação. tributadas com IPI de 5% e ICMS de 12%.00. apenas 40% D – CAIXA D – DUPL. no ato. e 100 latas para usar como matéria-prima. 100 latas para revender. com a seguinte destinação: 50 latas para consumo interno.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia III .500. os estoques da empresa sofreram aumento no valor de a) R$ 31. (ESAF/AFRF/2003) A empresa Comércio Industrial Ltda.000.00. A RECEBER C – RECEITA DE SERVIÇOS 160 240 400 IV pagamento de títulos vencidos no valor de R$ 200. Após efetuar o competente lançamento contábil.

00 Com isso.60 100 latas para MP x 105. Com os dados e informações acima alinhados. mas não IPI) Custo Unitário = 126.00. e) R$ 227. • uma compra de 80 unidades pelo preço total de R$ 9.00 = R$ 6. o valor final de aquisição de cada unidade é de 126. O IPI não faz parte do valor da compra. ser adicionado por fora. (ESAF/GEFAZ-MG/2005) 9. Logo a resposta correta é a letra “c”.020.00 3) Insumo (Recupera IPI e ICMS) Custo unitário = 126.00.20. • as receitas de vendas foram tributadas apenas com ICMS de 20%.00 + 11.00 + 10. • o lucro operacional bruto foi de R$6.00 ICMS p/un.600. • o estoque final foi de 100 unidades avaliadas pelo critério do custo médio.300. Além disso.60 = R$ 11. a mercadoria Alfa com movimentação ocorrida na seguinte ordem cronológica: • estoque inicial de 80 unidades avaliadas ao custo de R$ 8.160. IPI por unidade = R$ 6.40. 3 situações: 1) Consumo (Não recupera nem IPI nem ICMS): Custo Unitário = 126. Para solucioná-la devemos saber que o ICMS está sempre embutido no valor da compra. devendo. portanto.300.560.00.560.00 = R$ 28.00. = R$ 14. Desta forma.00. O IPI somente será recuperado no caso de as mercadorias serem destinadas para estoque de matérias primas. b) R$ 211.60 = R$ 10.600.00 – R$ 14.00 – 6.40 = R$ 105.00 – 14.600. d) R$ 220.00. podemos afirmar que o preço unitário praticado nas vendas foi de a) R$ 176.40 (12% de 120.00) Temos.00. O Armazém Central S/A tinha. em exposição. e • outra compra de 40 unidades pelo preço total de R$ 5. por isso.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Esta questão versa sobre operações com mercadorias.50. Resolução: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 10 . não sendo recuperado no caso de as mercadorias serem destinadas para consumo próprio (a LC 87/96 c/ alterações posteriores prevê a recuperação do ICMS pago sobre mercadorias destinadas a consumo a partir de 2007). c) R$ 218.000.60 100 latas para revender x 111. Para análise do quesito foram colhidas as seguintes informações: • as compras foram isentas de tributação. o ICMS será recuperado no caso de as mercadorias serem destinadas para revenda e para estoque de matérias primas. o estoque aumentará: Total = 6.160. • as vendas ocorreram entre a primeira e segunda compra.00 (120 + 5%).40 = 111.00 50 latas para consumo interno x 126.00 2) Revenda (Recupera ICMS.

8 V – 11. estar se referindo à média móvel.00 = R$ 9. já que a segunda compra ocorreu após a venda.00 Considerando que o RCM foi de R$ 6.00 80 x R$ 120.vendas a vista: 90 unidades a R$ 30.vendas a prazo: 60 unidades a R$ 30. teremos: V = Vendas Brutas Vendas Líquidas (VL) = 0. quando cita o termo “custo médio”.00 Custo unitário das vendas = R$ 17.600.compras a prazo: 100 unidades a R$ 20. Como o método foi o da média móvel.00 / 100 = R$ 220. Para isso utilizaremos a fórmula do CMV relativamente às quantidades. demonstrando os seguintes dados: 30/03 .450. Então vamos lá: Primeiramente. a ESAF tem adotado a postura de. Agora vamos apurar o custo médio. o preço unitário de venda foi de: PV = R$ 22.8 x V (descontado o ICMS sobre vendas de 20%) RCM = VL – CMV 6. Ademais. certamente vamos encontrar a) R$ 3.00 = R$ 11. se o critério de avaliação for PEPS.00 06/04 .00 160 R$ 17.000. por uma questão de bom senso. (ESAF/GEFAZ-MG/2005) A firma Nossa Mercearia Comercial elaborou a ficha de controle de estoques da mercadoria “alfa”. calcula-se o custo da venda somente com o estoque inicial e a primeira compra.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O enunciado falou em custo médio.600.00 de CMV. Porém.00 09/04 .000 Considerando que foram vendidas 100 unidades. mas não na média fixa).00 = R$ 8. após contabilizar os valores da ficha exemplificada. como o enunciado trouxe a informação de que as vendas ocorreram entre a primeira e a segunda compra (fato que faz diferença no método da média móvel. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 11 . vamos apurar a quantidade vendida.00 08/04 .000. e não à média fixa.00 CMV = 100 unidades x R$ 110.600 = 0.estoque existente: 30 unidades a R$ 18.000. não teríamos como saber se se trata do método da média fixa ou da média móvel.00 / 160 = R$ 110.000 0.00 Resposta: Letra D 10.00.compras a vista: 100 unidades a R$ 25. Em princípio.00 07/04 .8 x V = 22. cuja tributação está sendo desconsiderada para fins deste exercício.600.600.00 Em 10 de outubro. Assim: EI: 1a Compra: Total 80 x R$ 100. Vejamos: Estoque Inicial (EI) = 80 unidades Estoque Final (EF) = 100 unidades Compras (C) = 120 unidades Qtd vendida = EI + C – EF Qtd vendida = 80 + 120 – 100 = 100 Isso quer dizer que foram vendidas 100 unidades.

700.00 V2 = 90 x R$ 30.00 800.00 VT 2.800.00 18.00 1.00 3.460.00 540. d) R$ 1.00 250.00 = R$ 4.00 1. se o critério de avaliação for UEPS.000.400.00 600.00 18.00 500.00 20.450.00 1.00 540.00 100 VU 20.00 18.000.500.00 2.200.00 CMV 1.00 25.460.00 2.500.00 CMV 3.00 70 20 20.00 QTD VU VT Saldos QTD 30 30 100 70 70 100 80 EF VU 18. Basicamente.00 800.000. se o critério de avaliação for UEPS.00 25.00 QTD VU VT Saldos QTD 30 30 100 30 40 30 40 100 30 40 10 EF VU 18.040. c) R$ 2.00 2.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia b) R$ 3.00 VT 540.000.00 540.00 540.00 de estoque final.400.00 20.00 800.00 18.00 100 VU 20.700.00 A receita de vendas foi de: V1 = 60 x R$ 30. se o critério de avaliação for PEPS.00 1.00 25.040.400.00 2.00 + R$ 2. Resolução: É uma questão tradicional sobre ficha de controle de estoque.00 60 20.500.00 2.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 12 .500.00 30 30 18.00 2.500.000.00 25. e) R$ 1.590.00 25.00 V = R$ 1.00 540.00 2.00 2.00) RCM = V – CMV RCM = 4500 – 3040 = R$ 1.00 VT 2.00 Pelo método PEPS (Primeiro a entrar é o primeiro a sair): Data Entradas Saídas QTD 30/03 06/04 07/04 08/04 09/04 100 25.00 20.00 540.00 = R$ 1.000. vejamos: Pelo método UEPS (Último a entrar é o primeiro a sair): Data Entradas Saídas QTD 30/03 06/04 07/04 08/04 09/04 100 25.00 20.00 20.00 de estoque final.00 de CMV.00 = R$ 2.040.00 de Lucro Bruto.00 20.00 Cálculo do Lucro Bruto (RCM): Método PEPS (CMV = R$ 3.250.00 90 25. se o critério de avaliação for PEPS.00 2.000.590.00 20.800.00 VT 540.00 20.00 18. Então. temos que resolvê-la pelos métodos PEPS e UEPS para aferir a veracidade das alternativas.

600.as compras e vendas estão sujeitas ao ICMS de 20%.600.foi adotado o sistema de avaliação de estoques denominado de custo médio ponderado.00 400 50 4.00 1.8 = $ 1.00 CMV 1.400.00 200 450 4. . relativos à única mercadoria que a empresa revende.000.250.00 2.00 VT 800.00 2.880.200.00 4. teremos: Data Entradas QTD 31/01/02 10/02/02 15/02/02 20/02/02 25/02/02 28/02/02 Saídas VU 4.02.02 Valor líquido = $ 1. d) a Receita Bruta de Vendas foi de R$ 3.200. 01/03/02 Venda de 300 unidades.00. isto é. a) a Receita Bruta de Vendas foi de R$ 5.00 4.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Resposta: Letra E 11.00.800. Resolução: Cálculo do valor líquido das compras: 10.00 (valor de fatura).00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 13 .00 (ICMS de 20%) Pela ficha de controle de estoques.00. 28/02/02 Venda de 100 unidades.as despesas operacionais foram de R$ 180.00.00.02. 25/02/02 Compra de 450 unidades por R$ 2. 10/02/02 Compra de 200 unidades por R$ 1.00 400.00 x 0.02.00 (valor de fatura).000.2002. .200.a provisão para Imposto de Renda foi de R$150. 20/02/02 Venda de 50 unidades. e) o Custo de Mercadorias Vendidas foi igual ao Lucro Bruto sobre Venda. no Balanço de 28.800. b) o Custo de Mercadorias Vendidas foi de R$ 2.00 cada uma.00.00 x 0.8 = $ 800.02 Valor líquido = $ 2.00 200. . (ESAF/SEFA-PA/2002) Considere os seguintes dados.00 4. podemos afirmar que.00 QTD VU VT Saldos QTD 300 500 100 50 500 VU 4.00 2.600. .o Lucro Bruto sobre Vendas foi de R$ 680.00 100 Cálculo do CMV (somatório da coluna de saídas) CMV = 1. c) o Custo de Mercadorias Vendidas foi de R$ 3.00 4. 31/01/02 Estoque de 300 unidades a R$ 4.00 2.00 4.000.000.00 200.00 = $ 2. de R$ 680.00 4. Considerando que .100.00 + 400.00.00 400.00 EF VT 1.00 (ICMS de 20%) 25.00 + 200. 15/02/02 Venda de 400 unidades.000.250.00.

200 = 680 RB = 2. Um desses critérios é o “custo médio ponderado”.00 CMV 3. Vejamos o exemplo abaixo: •estoque inicial de 100 unidades ao custo unitário de R$ 20.500. (ESAF/AFC/2003) As mercadorias são itens de alta rotação.00 1. em 30 de abril.00 3.00 Resposta: Letra C 13.850.00 b) R$ 3. (ESAF/AFRF/2002-1) A empresa Zucata S/A.000. Por isso. conforme a DRE RB = Receita Bruta RL = Receita Líquida RL = RB x 0.080.00 140 2.00 VT 3.00 3.00 31.500.00 d) R$ 3.575.000.00 EF 3.00 40.00 25.00 25.8 x RB] – 2. demandam o uso de critérios matemáticos para sua avaliação.500.880 / 0. o critério de avaliação é a média ponderada móvel e não houve outras implicações.8 = $3.00 •compras de 50 unidades ao custo unitário de R$ 40.500.82 VT 2. que negocia com máquinas usadas.600.000. podemos dizer que o estoque final será de a) R$ 3.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Assim.00 •compras de 100 unidades ao custo unitário de R$ 30.500.00 Resposta: Letra D 12.000. que sofrem movimentação constante.00 Resolução: Basta elaborar a ficha de controle de estoque: Entradas QTD 100 50 VU 30.00 Saídas QTD VU VT Saldos QTD 100 200 60 110 VU 20.500.00 25.8 RCM = [0.00 c) R$ 3.00 •vendas de 140 unidades ao preço unitário de R$ 35.00 Se o fluxo físico ocorreu na ordem indicada.00 5. promoveu uma venda dos seguintes itens: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 14 .00 e) R$ 3.300.

000. a não ser de imposto de renda sobre eventuais lucros ao fim do ano e que serão calculados naquela ocasião.00 Trator: Não deprecia.00 x 10 anos = 12.000.000. sendo 40% desse valor relativo a edificação e 60% relativo ao terreno.000. o valor de R$ 32.000.000.800.00 A resposta correta é a da letra “d”. e ele está a dois anos na empresa.000. apurar o valor do lucro global: Receita total R$ 130.o jeep foi adquirido por R$ 20. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 15 . vendido por R$ 25.00.00 e) R$ 14. Sabemos que os terrenos não sofrem depreciação.00 Assim. tem uma edificação equivalente a 40% do seu valor.o imóvel foi adquirido por R$ 80. podemos afirmar que. Custo = $28.800.000.00. então ele terá depreciação de 2/8 x $20. vendido por R$ 35.000.00.000.000.00 d) R$ 19. A operação de venda não sofrerá nenhum gravame fiscal.000. . Podemos.00 ( .000.000.00 (valor da depreciação acumulada). do ativo circulante. pois é bem de venda.000. da seguinte forma: 40% de R$ 80. o valor contábil do imóvel é de R$ 67.000.00.00 ( . e um imóvel de sua propriedade.000. A vida útil da edificação é de 25 anos e seu uso já é de dez anos.200. tem vida útil de 10 anos e já estava na empresa há dois anos e meio.00 b) R$ 26.) Custo imóvel R$ 67.00 = $5.00.00 (valor da edificação) 60% de R$ 80.000.200.000.00 menos a depreciação acumulada.00 Resolução: O valor global das vendas alcançou R$ 130. na operação de venda. com vida útil estimada em 25 anos e já estava na empresa há dez anos.00 é susceptível a depreciação em 25 anos. a Zucata alcançou um lucro global de a) R$ 26. agora.00.00 (valor do terreno) Assim. então devemos separar os valores atinentes a esse imóvel. O custo do imóvel foi de R$ 80.00 = R$ 48.000. vendido por R$ 70.00 O custo jeep é de R$ 20.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia um trator de seu estoque de vendas. Se a vida útil do jeep é de 8 anos.200. R$ 32.) Custo trator R$ 28.000. o valor contábil do jeep é de R$ 15.000 / 25 anos = R$ 1.00 / ano.00 = R$ 32. R$ 1.00.000. .00 c) R$ 21.o trator foi adquirido por R$ 28.00 ( . um jeep de seu imobilizado.280.800.00.00.280.000.000.) Custo jeep R$ 15.00 Lucro Global R$ 19. Os dados para custeamento da transação foram os seguintes: . tem vida útil de 8 anos e já estava na empresa há dois anos. Considerando essas informações. Desta forma.

00 70. certamente.00 3.00 10. juros de R$ 70.070.00 10.00 70.00 3.00. não de DESCONTO DE DUPLICATAS.000. Trata-se apenas de uma prestação de serviços.00 7.000.000.070.00 7. O registro contábil da operação realizada no dia 01.00 3. com vencimento para 10.10.000. pois o banco não adianta dinheiro para a empresa no instante em que esta lhe apresenta o título para cobrança.01. pagando.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 14.00 10.00 7.12.070. Porém.000.01 foi assim feito pelo emitente da duplicata: a) Diversos a Diversos Abatimentos Concedidos Bancos c/ Movimento a Duplicatas a Receber a Juros Ativos b) Diversos a Diversos Duplicatas Descontadas Juros Ativos a Bancos c/Movimento a Abatimentos Concedidos c) Diversos a Diversos Abatimentos Auferidos Bancos c/ Movimento a Duplicatas Descontadas a Juros Ativos d) Duplicatas Descontadas a Diversos a Bancos c/Movimento a Abatimentos Auferidos e) Diversos a Diversos Duplicatas a Receber Juros Ativos a Bancos c/Movimento a Abatimentos Obtidos Resolução: O detalhe da questão é que se trata de COBRANÇA SIMPLES. Em 01. não há o desconto de duplicatas.01. que.000.000.00 10.000. no dia do vencimento. foi cobrada pelo banco do cliente. após conseguir um abatimento de 30% no valor da duplicata.070.000. uma vez que se trata de cobrança simples.070.00 70.00 10.00 10.12.070. não foi liquidada e o banco transferiu para cobrança simples.00 10.000.00 10.000.11.00 10.000.070.00.070.00 10.070. portanto não há que se falar em transferência do título para cobrança pelo banco.00 10. Uma duplicata no valor de R$ 10.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 16 .00 3. 3.00 10.070.00 10.00 10. (ESAF/AFRF/2002-2) Em 01. o lançamento de pagamento com juros reflete em receita financeira para a empresa. Quando há COBRANÇA SIMPLES. representa uma despesa para a empresa.000. O abatimento concedido pela mesma. por sua vez.01 foram descontadas duplicatas em banco. ainda.00 10. o cliente liquidou a dívida junto ao banco.070.070.00 7.00 7.00 70.

00 Previdência Social a Previdência Social a Recolher 4.400. e em 22%.00 Já a parcela do INSS do empregado não é despesa para a empresa. para a empresa não há efeito no resultado.00).00 Resolução: Nas questões que pedem o lançamento.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O valor que entrará na conta-corrente da empresa é o valor do título (R$ 10.00 Salários a Pagar a Previdência Social a Recolher 2.00 R$ 20. O valor da despesa com salários é de R$ 20. Resposta: Letra A (ESAF/AFRF/2003) Na microempresa do meu Tio.00. deduzido do abatimento concedido (R$ 3.00 Salários a Pagar a Previdência Social a Recolher 2. como ela é quem tem a obrigação legal de recolher a contribuição aos cofres públicos.00 Previdência Social a Previdência Social a Recolher 4.000.00 C – Juros Ativos 70.00). totalizando R$ 7.800. pois é descontada do próprio salário do funcionário.00 D – Bancos C/Movimento 7. no mês de outubro. Porém.00 b) Salários e Ordenados a Salários a Pagar 17.800.200.070. e depois verificar as alternativas.00 e) Salários e Ordenados a Salários a Pagar 20. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 17 . Assim. Ao contabilizar a folha de pagamento.600.800. de acordo com cada item. Assim.000. devemos montá-lo por partes. a parcela patronal.600.00).00.070.400.00 c) Salários e Ordenados a Salários a Pagar 17.00. Os encargos de Previdência Social foram calculados em 11%. a parte do segurado.000.00 Previdência Social a Previdência Social a Recolher 6. o que gera uma obrigação para a empresa de pagar os salários do mês. Trata-se de um fato permutativo. somado ao valor dos juros recebidos (R$ 70.00 Previdência Social a Previdência Social a Recolher 6.00 Previdência Social a Previdência Social a Recolher 4. os salários somados às horas-extras montaram a R$ 20. o lançamento a ser feito é uma transferência da obrigação de pagar o salário para a obrigação de pagar o INSS do empregado.000.200.00 d) Salários e Ordenados a Salários a Pagar 17.00 C – Duplicatas a Receber 10. Então.000.000. o lançamento ficará: D – Abatimentos Concedidos 3.000.000. o Contador deverá fazer o seguinte registro: a) Salários e Ordenados a Salários a Pagar 20. a empresa deve lançar: D – Despesas de Salários C – Salários a Pagar R$ 20.400.00 Resposta: Letra A 15.000.

00 16. O valor é de: 22% x R$ 20.000. sendo correto um provisionamento deste porte.720.00.000. no valor de R$ 98.400. algumas ainda a vencer. já protestadas.720.00 = R$ 4.760.00 Vencidas R$ 112.00.000.000..00 As duplicatas que foram descontadas pela empresa fazem parte desse total de R$ 343. no valor de R$ 112.000. Valor da provisão a ser constituída = 4% x R$ 343.200.800. pois ela não desconta do salário do funcionário. Por esse motivo. sabemos que a experiência de perda com esses créditos tem sido de cerca de 4%.640.00 = R$ 13.00 = R$ 2.00 Em cobrança R$ 111.000.000. Também havia uma Provisão para Créditos Incobráveis com saldo credor de R$ 4.00 O lançamento será: D – Salários a Pagar C – Previdência Social a Recolher R$ 2.000. mais algumas em fase de cobrança.00 b) R$ 9.000.00.00) (=) valor a ser lançado como despesa R$ 9.000.400.00. Pelo conhecimento que temos da empresa e de sua carteira de cobrança.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O valor é de 11% x R$ 20. deve reconhecer como tal.00 e) R$ 5.00 Já o INSS da empresa representa DESPESA para a mesma. (ESAF/AFRF/2003) Ao examinarmos a carteira de cobrança da empresa Gaveteiro S/A.00 e outras descontadas em Bancos. é correto dizer que a Demonstração do Resultado do Exercício conterá como despesa dessa natureza o valor de a) R$ 9.00 c) R$ 8. no valor de R$ 111. constituiremos a provisão para devedores duvidosos com base nesse total. outras já vencidas.00 Total R$ 343.000. encontramos diversas duplicatas a receber.200. no valor de R$ 120.00 Resposta: Letra A INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 18 . com base em 4% dos devedores duvidosos.00 d) R$ 5.280.000.000.200.00 (-) saldo anterior da provisão (R$ 4.720.400.00 R$ 4.000.00.00 R$ 2. Feitas as provisões e contabilizadas corretamente.00 Resolução: Vamos apurar o total das duplicatas a receber da empresa: A Vencer R$ 120.00 O lançamento será: D – Previdência Social C – Previdência Social a Recolher R$ 4. Sendo assim.

000. 3.00 30.000.00 servirá para a obtenção do CMV.00 do total de R$ 13.00 Resolução: A questão pede o valor do patrimônio líquido.00 60.00 e) R$ 114. Assim: Despesas de aluguel = 13.00 – 2.000. Sendo assim.000.00 referem-se a despesas de janeiro de X5.000.00 50.00 13. vamos encontrar. No balancete apresentado há contas patrimoniais e de resultado. Ao elaborar as demonstrações financeiras do exercício findo em 31/12/X4.00 14.00 70.00 100.000.000. Dos aluguéis pagos em X4. As observações são fundamentais para a resolução da questão. Portanto. em 31/12/X4. (ESAF/ GEFAZ-MG/2005) O balancete de verificação da Cia. será pago somente em janeiro de X5.00 2. se R$ 2.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia 17.000. O salário de dezembro de X4.00 4.00 deve ser somado aos salários de X4.00 = R$ 12.00 40. o valor de R$ 1. no Balanço Patrimonial.000. 2. então esse valor deve ser expurgado do exercício de X4 (regime de competência). por meio da DRE.000.000. o estoque final de R$ 15. Assim: Despesas de salários = 11.00 + 1.000.00 = R$ 11.00. no valor de R$ 1.00 b) R$ 100.000.000.00. era composto pelos saldos das seguintes contas: Caixa Máquinas e Equipamentos Vendas de Mercadorias Mercadorias Receitas Diversas Compras de Mercadorias Clientes Fornecedores Salários e Ordenados Despesas de aluguel Lanches e Refeições Capital Social Condução e Transporte Lucros Acumulados Despesas de Juros R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 15.00 do enunciado se referem a despesas de janeiro de X5.000. no valor de R$ 1.00 11. para em seguida compor o total do PL.000.000. o salário de dezembro de X4.000.00 3. Vejamos: 1. O estoque final de mercadorias foi avaliado em R$ 15.000.00 Observações: 1.000.000.000. deve ser escriturado como despesa de X4.00 d) R$ 102.000.000.00.00 4. dos aluguéis pagos em X4.000. o grupo Patrimônio Líquido no valor de a) R$ 99. depois de feitos os ajustes necessários à observância do princípio contábil da Competência.000.000. 4.000.00 c) R$ 101.000.000.000. Não há implicações de ordem fiscal ou tributária.00 3.000. Beta.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 19 .000.00 20. R$ 2. devemos inicialmente obter o resultado. 2. que somente será pago em janeiro de X5.

000.000.00 – 15.000.00 12.000.000.00 R$ 3. Assim: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 20 .00.00 4.000.00.500.00 4.000.00 R$ 10. o custo das mercadorias vendidas corresponde a R$ 35.00 101.000.000.00 Resolução: Quando se fala que o lucro obtido foi de 30% sobre as vendas. Sendo assim. (ESAF/ GEFAZ-MG/2005) Uma empresa comercial possuía.00 R$ 80.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia O CMV é obtido pela fórmula: CMV = EI + Compras – EF CMV = 20.00 13.000.00 R$ 45.000.00 2.00 b) Fornecedores R$ 95.000.000.000.00 3.000.00 + 50.000. os seguintes saldos: Caixa Fornecedores Mercadorias Duplicatas a Receber Contas a Pagar Capital Social Lucros Acumulados R$ 60.00 13.000.00 CMV Vendas de Mercadorias Receitas Diversas Salários e Ordenados (2) Despesas de aluguel (3) Lanches e Refeições Condução e Transporte Despesas de Juros Resultado O Patrimônio Líquido ficará Prejuízo do Exercício Capital Social Lucros Acumulados Total do PL Patrimônio Líquido 13.00 100.00 e) Lucros Acumulados R$ 20.000.00 14.00 d) Mercadorias R$ 45.000.00 Podemos obter o resultado pelo razonete abaixo: Resultado do Exercício Despesas Receitas 55. o estoque era de R$ 70.00 74.000.000. a empresa apresentará saldo de a) Caixa R$ 110. A venda correspondeu a 50% do estoque.000.000. Conforme os dados do enunciado.000. basta montarmos uma equação onde o lucro bruto (RCM) seja igual a 30% das vendas brutas.00 = 55.000.00 11.000.000.000.00 R$ 70.00 Resposta: Letra C 18.000. com lucro de 30% sobre as vendas.00 70.00 R$ 8.000.00 114.000.00 c) Duplicatas a Receber R$ 58.500.000.00 Após realizar uma venda a prazo de 50% de seu estoque.000.00 87. em 31/12/200x.

00.00 12.00 7.00 Com base nos valores dados no exemplo.00 40.00.000. pois possuía saldo anterior de R$ 10.400.00 7. Com o débito de R$ 50.00 e) R$ 33.00 R$ 35.00 0. (CORRETA) A conta Duplicatas a Receber possuía saldo anterior (devedor) de R$ 8.000.000. Resposta: Letra C 19.00.400.00 Resolução: INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 21 .000.000.000.000. o lucro bruto alcançou o valor de a) R$ 45.00.000.00 b) R$ 47.00 (devedor). o lançamento será: D – Duplicatas a Receber C – Vendas D – CMV C – Mercadorias Vamos às alternativas: (ERRADA) A conta Caixa não foi movimentada.00.00 5.200.00 devedor.000. portanto permanece com o saldo de R$ 60.00 (credor).000.000.3 x V CMV = 35. (ERRADA) Se fosse o caso de incorporarmos o lucro da venda à conta Lucros Acumulados.200.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia RCM = V – CMV Se RCM = 0.00 passará a ter saldo de R$ 58.000.00 c) R$ 52. e a venda propiciou um lucro de R$ 15.000.800.00 60.000.000.000.00 4. compras e vendas.000.(ESAF/AFRF/2003) As contas que computam os eventos de estoque.000. tiveram o seguinte comportamento em setembro: Vendas Compras ICMS sobre vendas ICMS sobre compras ICMS a Recolher Fretes sobre Compras Fretes sobre Vendas Estoque Inicial Estoque Final R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 100.000.00 R$ 35.00 R$ 50.00 d) R$ 40. passará a ter saldo de R$ 35.200. (ERRADA) A conta Mercadorias possuía saldo anterior de R$ 70.000.00.00 Como a venda foi a prazo.7 x V = 35. Com o crédito relativo à baixa do estoque de R$ 35.200. portanto permanece com o saldo de R$ 45.000.000.00.00 30.000.000. (ERRADA) A conta Fornecedores não foi movimentada.000 V = 50. esta ficaria com saldo de R$ 25.3 x V = V – CMV 0.00 então: R$ 50.

1) Pela Equação fundamental do Patrimônio: Capital Investido = Ativo = R$ 8.500.00 + Compras (estoque) R$ 57. Capital a Realizar = Parcela já subscrita do capital. antes de mais nada.00 Resolução: Há basicamente 2 formas de resolver esta questão: a primeira pela equação fundamental do patrimônio. mas ainda não integralizada pelos sócios.00 Resposta: Letra D 20. o CMV = 30.000. levantados em 31. a segunda pela soma dos componentes do PL. 168 da Lei das S. Das compras.00 c) R$ 4. (ESAF/AFRF/2002-1) Da leitura atenta dos balanços gerais da Cia.00 Prejuízo Líquido do Exercício no valor de R$ 1. Resta apurar o valor das compras.000. Capital Investido = Total do Ativo Capital Integralizado = Parcela do capital subscrito já efetivamente entregue pelos sócios à empresa.000.800.00 (-) CMV (R$ 47.00 A partir das observações acima.00) = Vendas Líquidas R$ 88.000.000.00 Lucros Acumulados no valor de R$ 500.000.000 + 57.500.01 para publicação. O Lucro Bruto segue a estrutura da DRE: Vendas R$ 100.000. CMV = Ei + Co – Ef O Estoque inicial e o Estoque final foram apresentados.00 Logo.00 (-) ICMS sobre compras R$ 7.000. o valor das compras líquidas é de: Compras R$ 60. Emile é de a) R$ 5.000 = 47. Desta forma.000.000.000.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Devemos.00 Capital a Realizar no valor de R$ 1.000.00 Capital Investido no valor de R$ 8.00) = Lucro Bruto R$ 40. Emile. obtendo-se o patrimônio líquido pela diferença entre o ativo e o passivo.800 – 40. podemos dizer que o valor do Capital Próprio da Cia.00 Capital Fixo no valor de R$ 6.00 + Fretes sobre Compras R$ 5.12.00 Capital Integralizado no valor de R$ 3. vão para estoque todos os gastos e os tributos não recuperáveis.200. e dos relatórios que os acompanham.200.500.00. apurar o CMV.00 b) R$ 5.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 22 .).500.500.000.00 Capital Autorizado no valor de R$ 5. Devemos observar os seguintes conceitos: Capital Alheio = Passivo Capital de Giro = Ativo Circulante Capital Social = Capital subscrito pelos sócios (capital nominal) Capital Fixo = Ativo Fixo = Ativo Permanente Imobilizado Capital Autorizado = É o valor até onde pode ser aumentado o capital social sem necessidade de alteração estatutária (art.00 Capital Social no valor de R$ 5.00 d) R$ 3.800.A.00 e) R$ 3.00 Capital Alheio no valor de R$ 5. podemos observar informações corretas que indicam a existência de: Capital de Giro no valor de R$ 2.000.00 (-) ICMS sobre vendas (R$ 12.800.000.

000.000.00 Investimentos .00 Ativo – Passivo = PL PL = Capital Próprio PL = 8.000.00 90.000 PL = R$ 3.Ágio Construção Ltda.A. (ESAF/TRF/2003) No dia 02 de janeiro de 2003.00 Crédito 42.000. Valores em R$ Contas a) Carteira de Ações (Realizável LP) a Bancos Conta Movimento b) Diversos a Bancos Conta Movimento a Investimentos Avaliados pelo PL – Construção Ltda.000 – 1.000.00.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Capital Alheio = Passivo = R$ 5.00 2.00 2) Pelas contas do PL: PL = Capital Social – Capital a Realizar + Lucros Acumulados – Prejuízo no exercício PL = 5.000.000. pelo PL 40.00 90.00 Com base nos dados da empresa Construção Ltda.00 Débito 90. adquiriu 80% do capital da empresa Construção Ltda. pelo valor de R$ 90..00 90. c) Diversos a Bancos Conta Movimento Investimentos Avaliados Construção Ltda. Construção Ltda.000. acima.000.00 90.000.500 + 500 – 1. tomando o seu controle com intenção de permanência.00 90.000.000.00 50. Investimentos .000.00 1.00 = R$ 3.Ágio -Construção Ltda. assinale o lançamento que corresponde a este fato contábil. d) Investimento em Ações 90.000.000.00 48.000..000.000.000.00 7.000.000.00 90.000.00 Resposta: Letra E 21.00 – 5. a empresa Participa S.00 a Bancos Conta Movimento e) Bancos Conta Movimento INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 23 . Balanço de 30 de Novembro de 2002 Valores em R$ Capital Social Reserva de Capital Reserva Legal Lucro Líquido do Exercício (janeiro a novembro de 2002) 50.

000. Assim: 80% x R$ 60.Ágio .000. Devemos considerar isso como um erro de digitação (a questão não foi anulada pela banca).00 A resposta apresentada pelo gabarito é a letra “b”. No retângulo está o percentual de cada participação. no lançamento o investimento aparece com a preposição “a” o que significa que esta conta seria creditada.00 60. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 24 .000.000.00 C – Bancos Conta Movimento R$ 90. Como a Cia Participa pagou R$ 90. A seta indica participação de uma empresa no capital de outra.00 a Investimentos .000.00) da participação societária. deve ser DEBITADA pelo valor contábil (R$ 48.00. Resposta: Letra B 22.000.00. 40.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia A Diversos a investimentos Avaliados pelo PL – Construção Ltda.00 7. 50. conforme apresentamos o lançamento acima. a diferença (R$ 42.00.000.000.000. Entretanto.00) deve ser registrada como Ágio em Investimentos (conta de Ativo Permanente).000. (ESAF/TRF/2003) Em cada círculo está inscrito o nome de uma empresa.000. Os valores estão corretos e também aparecem nas colunas corretas (débito e crédito). na realidade.00 2.00 D – Ágio em Investimentos R$ 42.000.00 Resolução: O investimento. Esse é o valor contábil do investimento.00 O valor do PL da investida totaliza R$ 60. O lançamento correto é: D – Investimentos em Construção Ltda R$ 48. PL Cia Construção Ltda.000.00 = R$ 48.00 1.000. Balanço de 30 de Novembro de 2002 Valores em R$ Capital Social Reserva de Capital Reserva Legal Lucro Líquido do Exercício (janeiro a novembro de 2002) TOTAL DO PL 50. quando houver.000. quando avaliado pelo método da equivalência patrimonial.Construção Ltda. deve ser registrado com discriminação do valor do investimento (valor patrimonial das ações) e ágio/deságio.000. pois a conta Investimentos.

o que resulta em participação indireta de 81%. a maioria do capital votante. Desta forma. não havendo controle. c) A empresa Beta controla a empresa Lâmina. d) A empresa Beta controla a empresa Ômega. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 25 . A participação de Beta em Ômega é igualmente de 10%. Beta e Gama são controladas diretamente por Alfa. a participação indireta de Alfa em Ômega é de 89%. A empresa Alfa participa de Gama com 90% e esta participa em Omega com 90%. a) A empresa Alfa controla indiretamente a empresa Ômega. Assim. resultando em participação indireta de mais 8%. e) A empresa Gama controla a empresa Beta. por meio de outra controlada. pois sua participação no capital social daquelas é de 80% e 90%. respectivamente. Alfa participa de Beta com 80% que participa de Ômega com 10%.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Alfa 80% 90% Beta 10% 10% Lâmina Gama 90% Ômega ALFA TEM 80% de BETA ALFA tem 90% DE GAMA BETA tem 10% DE LÂMINA BETA tem 10% de ÔMEGA GAMA tem 90% DE ÔMEGA Assinale a opção correta. A participação da empresa Beta na Lâmina é de apenas 10%. O controle é indireto quando uma empresa detém indiretamente. b) A empresa Alfa controla indiretamente a empresa Lâmina. Além disso. Resolução: O controle é direto quando uma empresa detém diretamente a maioria do capital votante de outra. logo não há controle.

00 100. 23.500.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Logo.00 e) lucro líquido no valor de R$ 300.00 R$ 1.00 3.00 800.) AC AC PC Despesa Despesa AC AP PL (retif.900.00 Se fosse elaborar o Balanço Patrimonial nessa data.00 R$ 2.200.500.700.00 400.500. certamente.00 1.300.) INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 26 . apuraria: a) ativo total no valor de R$ 17.00 Grupo AP AC PL AC Custo PC AC AC (retif.00 Resolução: Vamos classificar as referidas contas: Contas Ações de Outras Companhias Bancos conta Movimento Capital Social Clientes Custo das Mercadorias Vendidas Duplicatas a Pagar Duplicatas a Receber Duplicatas descontadas Duplicatas protestadas Empréstimos Concedidos Fornecedores Insubsistências Passivas Juros Passivos Mercadorias Móveis e utensílios Prejuízos Acumulados Saldo R$ 1.800. (ESAF/AFRF/2003) A empresa de Comércio Geral apresenta.900.00 R$ 2.300.000.000.00 1.00 2.00 R$ 8.600.00 600.00 c) patrimônio líquido no valor de R$ 10.000.400.00 b) passivo exigível no valor de R$ 7.00 900.00 2.00 R$ 1.00 8.500.800.00 R$ 900. A resposta correta é a letra “a”.00 1.400. o Contador.00 700.100.700. a empresa Alfa controla indiretamente a empresa Omega.00 d) ativo circulante no valor de R$ 9.00 R$ 2.00 3.00 2.00 R$ 3.100.00 1.500.00 R$ 3.900. em 30 de setembro.700.200.000.00 R$ 5. com esses valores.000.00 R$ 100.00 2.500.00 1.00 R$ 1.00 R$ 600.00 5.00 R$ 1. o balancete abaixo descrito: Contas saldos Ações de Outras Companhias Bancos conta Movimento Capital Social Clientes Custo das Mercadorias Vendidas Duplicatas a Pagar Duplicatas a Receber Duplicatas descontadas Duplicatas protestadas Empréstimos Concedidos Fornecedores Insubsistências Passivas Juros Passivos Mercadorias Móveis e utensílios Prejuízos Acumulados Provisão p/ Perdas em Investimentos Provisão para Imposto de Renda Receitas Antecipadas Reserva de Reavaliação Receitas de Vendas Serviços Prestados R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 1.300.000.00 R$ 1.700.600.00 300.00 1.

teremos os seguintes totais: Ativo Total = R$ 10.00 R$ 400.00 R$ 2.00 R$ 9.00 + R$ 6.200.00 AP (retif.000.00 Assim.00) (R$ 600.00 R$ 1.900.00 (R$ 1. ela poderia ter sido classificada no Passivo.800.00 R$ 800.00 R$ 400.00 Saldos R$ 700.900.00 R$ 10.500.700. e essa tem sido a tendência da ESAF.00 Saldo R$ 2.00) (R$ 900. 2) A conta Receitas Antecipadas foi considerada como Resultado de Exercícios Futuros.00 R$ 1.900.00 OBSERVAÇÕES: 1) Insubsistências Passivas são despesas relativas a bens ou direitos do ativo que não mais possam subsistir (ex: perda pela baixa de títulos incobráveis).00) R$ 1.00 R$ 700.00 R$ 1.400.00 R$ 2.000.300.00 (R$ 1.400.00) R$ 400.300.00 R$ 1.00 (R$ 300.600.00 R$ 3. Porém.600.00 R$ 1.00 R$ Saldos R$ 8.00 (R$ 100.000. INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 27 .600.500.400.100.500.00 R$ 7.00 R$ 2.00 Saldos 400.) PC REF PL Receita Receita R$ 2.00 R$ 3. caso houve a obrigação de prestar algum serviço ou de entregar mercadoria.700.00) R$ 6.300.00 = R$ 17.00 Saldos R$ 5.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Provisão p/ Perdas em Investimentos Provisão para Imposto de Renda Receitas Antecipadas Reserva de Reavaliação Receitas de Vendas Serviços Prestados Ativo Circulante Bancos conta Movimento Clientes Duplicatas a Receber (-) Duplicatas descontadas Duplicatas protestadas Empréstimos Concedidos Mercadorias Total Ativo Permanente Móveis e Utensílios Ações de Outras Companhias (-) Provisão p/ Perdas em Investimentos Total Passivo Exigível Provisão para Imposto de Renda Duplicatas a Pagar Fornecedores Total DRE Receita de Vendas Serviços Prestados (-) Custo das Mercadorias Vendidas (-) Insubsistências Passivas (-) Juros Passivos (=) Lucro Líquido Resultado de Exercícios Futuros Receitas Antecipadas Patrimônio Líquido Capital Social (-) Prejuízos Acumulados Reserva de Reavaliação Lucro do Exercício Total do PL R$ 300.00) R$ 800.000.

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia

3) Assumimos que a conta Ações de Outras Companhias estaria no Ativo Permanente, uma vez que lá havia a conta retificadora Provisão para Perdas em Investimentos. Na realidade, esses investimentos só ficam no ativo permanente se houver interesse da empresa em permanecer com os mesmos. Resposta: Letra B
24.(ESAF/AFRF/2003) Assinale abaixo a opção que contém a afirmação incorreta. a) As obrigações em moeda estrangeira com paridade cambial deverão ser convertidas em moeda nacional à taxa de câmbio do dia do balanço. b) O preço de mercado de bens do almoxarifado e de matérias-primas é o preço pelo qual possam ser repostos, mediante compra no mercado. c) Os investimentos em participação no capital de outras sociedades deverão ser avaliados pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis, se esta perda estiver comprovada como permanente. d) Uma provisão para ajuste ao valor de mercado deve ser feita sempre que os produtos do comércio da companhia estiverem com custo superior ao preço de mercado. e) O ativo diferido deverá ser avaliado pelo valor do capital aplicado, menos o saldo das contas que registram sua amortização. SOLUÇÃO: A questão versa sobre o disposto nos artigos 183 e 184 da Lei das S.A., que dispõem sobre critérios de classificação de contas no ativo e no passivo. Vamos às alternativas: a) (Correta) Literal no artigo 184, II. b) (Correta) Literal no artigo 183, § 1º, a. c) (Errada) Segundo o inciso III do artigo 183, “III - os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvado o disposto nos artigos 248 a 250, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas”. Veja que na letra “c” não consta a ressalva aos arts. 248 a 250, que versam sobre a equivalência patrimonial. d) (Correta) Está de acordo com o disposto no artigo 183, II, ou seja, quando o preço de mercado for inferior ao preço de custo dos estoques, deve ser feita a provisão para ajuste de estoques ao valor de mercado. e) (Correta) Literal no artigo 183, VI. Resposta: Letra C

25. (ESAF/ACE/TCU/2002)

A empresa Girafluxo S/A demonstrou o seguinte balanço patrimonial, aqui simplificado, com valores no início e no fim do exercício social do ano de 2001: Contas/Grupos saldos 01.01.01 saldos 31.12.01 Disponibilidades R$ 25.000,00 R$ 30.000,00 Créditos R$ 34.000,00 R$ 27.200,00 Estoques R$ 20.000,00 R$ 24.000,00 Despesas Exercício Seguinte R$ 1.000,00 R$ 800,00 Soma R$ 80.000,00 R$ 82.000,00 Créditos de Longo Prazo R$ 5.000,00 R$ 6.000,00 Soma R$ 5.000,00 R$ 6.000,00 Investimentos R$ 27.000,00 R$ 21.600,00
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Ativo Imobilizado R$ 63.000,00 Depreciação Acumulada R$ ( 3.000,00) Ativo Diferido R$ 34.000,00 R$ 29.200,00 Amortização Acumulada R$ ( 4.000,00) Soma R$ 117.000,00 Total R$ 202.000,00 Débitos Mercantis R$ 30.000,00 Financiamentos Bancários R$ 40.000,00 Provisão p/Imposto de Renda R$ 0,00 Dividendos a Pagar R$ 20.000,00 Soma R$ 90.000,00 Financiamentos Longo Prazo R$ 10.000,00 Soma R$ 10.000,00 Resultados de Exercícios Futuros R$ 2.000,00 Soma R$ 2.000,00 Capital Social R$ 70.000,00 Capital a Realizar R$ 10.000,00 Reservas de Capital R$ 20.000,00 Reservas de Lucro R$ 15.000,00 Lucros Acumulados R$ 5.000,00 Soma R$ 100.000,00 Total R$ 202.000,00

R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$

75.600,00 ( 3.600,00) ( 4.200,00) 118.600,00 206.600,00 24.000,00 48.000,00 3.500,00 24.000,00 99.500,00 8.000,00 8.000,00 2.000,00 2.000,00 70.000,00 7.000,00 8.600,00 18.000,00 7.500,00 97.100,00 206.600,00

Analisando-se as variações ocorridas entre o início e o fim do exercício considerado, pode-se afirmar que a elaboração da Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos, nos termos da lei, vai evidenciar o seguinte item: a) item I – Origens de Recursos R$ 19.500,00. b) item I – Origens de Recursos R$ 27.000,00. c) item II – Aplicações de Recursos R$ 31.000,00. d) item III – Redução de CCL R$ 11.500,00. e) item III – Aumento do CCL R$ 7.500,00. Resolução: A Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) é obrigatória para as sociedades anônimas, por força do disposto no art. 188 da Lei n° 6.404/76, que fixa o objetivo e a estrutura da demonstração, bem como os valores que nela devem ser computados. VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO A diferença entre o total das origens e o das aplicações de recursos representa a variação do Capital Circulante Líquido (CCL). Sendo positiva a diferença, significará que a empresa obteve recursos em quantidade superior às aplicações, tendo este excesso sido utilizado para aumentar o Ativo Circulante disponibilidades, estoques e duplicatas a receber, principalmente - e/ou para reduzir o endividamento de curto prazo, com a conseqüente diminuição do Passivo Circulante; sendo inversa a situação, isto é, havendo diminuição do Capital Circulante Líquido, evidencia-se que os recursos obtidos foram insuficientes para as aplicações feitas, tendo sido necessária, para financiar o déficit, a utilização de valores do Ativo Circulante ou a elevação do endividamento de curto prazo. A variação do Capital Circulante Líquido é determinada pela expressão abaixo. Entretanto pode, ele, ser determinado também pela diferença das origens e das aplicações de recursos, conforme já comentado. ∆CCL = ∆AC – ∆PC Sendo: ∆ = Variação no período

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O ativo circulante no início do período era de R$ 80.000,00 e no final do período de R$ 82.000,00. Portanto, houve uma variação positiva de R$ 2.000,00, no valor do ativo circulante (∆AC = R$ 2.000,00). O passivo circulante no início do período era de R$ 90.000,00 e passou para R$ 99.500,00. Houve, portanto, uma variação positiva de R$ 9.500,00 (∆PC = R$ 9.500,00). Dessa forma, a variação do capital circulante líquido no período (∆CCL = ∆AC - ∆PC) é igual a (- R$ 7.500,00) (∆CCL = 2.000,00 – 9.500,00). Isto quer dizer que as aplicações superaram as origens em R$ 7.500,00 ORIGENS DE RECURSOS A lei considera origens de recursos os seguintes valores: a) lucro do exercício, acrescido de depreciação, amortização ou exaustão e ajustado pela variação nos resultados de exercícios futuros; b) realização do capital social e contribuições para reservas de capital; c) recursos de terceiros, originados do aumento do passivo exigível a longo prazo e da alienação de investimentos e direitos do ativo imobilizado. Assim, o total das origens representa o somatório dos recursos oriundos das operações, dos recursos próprios e de terceiros, bem como dos recursos obtidos na realização de ativos de longo prazo, provocando aumento do Capital Circulante Líquido, quer pelo aumento ou pela diminuição, respectivamente, do ativo ou do passivo circulantes. Atenção!!! De forma mais singular, porém de maior compreensão, podemos resumir as origens como sendo todo valor que aumenta no Passivo e diminui no Ativo exceto o circulante. Essa dica pode ser melhor visualizada de forma esquemática, conforme a seguir: APLICAÇÕES Aumentos no ativo não circulante Reduções no passivo não circulante ORIGENS Aumentos no passivo não circulante Reduções no ativo não circulante

Assim, todas as contas do Passivo Exigível a Longo Prazo (PELP), Resultado de Exercícios Futuros (REF) e Patrimônio Líquido (PL), que não sejam retificadoras, quando terão seus saldos aumentados, configuram uma origem de recursos na exata dimensão do aumento de seus saldos. Na mesma linha de raciocínio se enquadram as contas retificadoras de Ativo Realizável a Longo Prazo (ARLP) e Ativo Permanente (AP). De forma inversa, as contas retificadoras de PELP, REF e PL, bem como as contas de ARLP e AP, quando terão seus saldos diminuídos, caracteriza-se a origem de recursos na exata extensão da diminuição dos saldos dessas contas. Ao esquema acima apresentado devemos adicionar apenas o valor do lucro que não teve destinação nas contas do PL, isto é, a parcela distribuída ou com proposta de distribuição, relativa ao exercício, que no presente caso está representado pela conta Dividendos a Pagar. Dessa forma, analisando as contas do balanço da empresa Girafluxo S.A., observamos que: CONTAS Dividendos a Pagar Investimentos Depreciação Acumulada Ativo Diferido Amortização Acumulada Capital a Realizar Reserva de Lucros Lucros Acumulados TOTAL Saldos 01.01.01 20.000,00 27.000,00 (3.000,00) 34.000,00 (4.000,00) 10.000,00 15.000,00 5.000,00 Saldos 31.12.01 24.000,00 21.600,00 (3.600,00) 29.200,00 (4.200,00) 7.000,00 18.000,00 7.500,00 ORIGENS 4.000,00 5.400,00 600,00 4.800,00 200,00 3.000,00 3.000,00 2.500,00 23.500,00

Agora já teríamos condições de saber o valor das aplicações de recursos, pois: Origens – Aplicações = ∆CCL

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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Aplicações = Origens - ∆CCL Aplicações = 23.500 – (- 7.500) = R$ 31.000,00 Porém, dentro dos objetivos deste livro, vamos apurar o valor das aplicações para comprovar a veracidade dessa forma simplificada de obtermos esse valor. APLICAÇÕES DE RECURSOS Inversamente ao que vimos acima relativo às origens, também de forma esquemática, podemos resumir que as aplicações são todos aqueles valores que diminuem no Passivo e que aumentam no Ativo que não seja o circulante. Entretanto. tendo o cuidado de levar em consideração o valor do dividendo distribuído ou a distribuir (dividendo proposto ou a pagar). Dessa forma, analisando as contas do balanço da empresa Girafluxo S.A., observamos que as aplicações foram de: CONTAS Dividendos a Pagar Créditos de Longo Prazo Ativo Imobilizado Financiamentos de LP Reservas de Capital TOTAl Saldos 01.01.01 20.000,00 5.000,00 63.000,00 10.000,00 20.000,00 Saldos 31.12.01 24.000,00 6.000,00 75.600,00 8.000,00 8.600,00 APLICAÇÕES 4.000,00 1.000,00 12.600,00 2.000,00 11.400,00 31.000,00

Obs.: Reparem que não dispúnhamos do valor do lucro do exercício. Porém, como ele foi todo incorporado ao PL ou destinado a Dividendos a Pagar, foi possível obter as origens de recursos somando ao nosso esquema o valor dos dividendos tanto às origens, quanto às aplicações. O Dividendo a Pagar ou Distribuído representa, nos esquemas acima apresentados, uma origem e uma aplicação de igual valor. A distribuição de dividendos representa uma aplicação de recursos para a empresa. Porém, o lucro obtido anteriormente, que originou tal distribuição de dividendos, é de fato uma origem para a empresa. A banca examinadora apresentou como alternativa correta a letra “C”, que coincide com a solução apresentada. Resposta: Letra C
26. (ICMS-SC/98)

A Cia. Peperi negocia toalhas de banho e adota o regime de inventário periódico para controlar seu estoque. Seus exercícios sociais se encerram a cada 31 de dezembro. Nada do resultado (lucro/prejuízo) de cada exercício social recebe qualquer destinação. O Balancete de Verificação a seguir fornecido foi "levantado" em 31/dez./92, imediatamente antes dos lançamentos de apuração do resultado de 1992. Os valores nele contidos estão corretos.
Companhia PEPERI Balancete de verificação (31/dez./92) (imediatamente antes da apuração do resultado de 1992) Saldos Saldo Contas Devedores Credores Duplicatas a Receber (AC) 5.000 Compras de Mercadorias 14.080 ICMS a Recolher (PC) 140 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia Duplicatas a Receber (ARLP) Lucros Acumulados (PL) Despesas com Vendas (global das...) Fornecedores (PC) Mercadorias (AC) Devoluções de Vendas Despesas Administrativas (global das...) ICMS sobre Vendas Capital Social (PL) Aluguel a pagar (PC) Terrenos (AP/I) Caixa e Bancos (AC) Vendas Brutas Salários e Encargos Sociais a pagar (PC) 11.000 8.800 608 1.025 1.600 3.000 3.392 6.460 10.000 30 5.860 10.305 41.000 310

Totais O Seguinte trecho de DOAR está correto:

61.305

61.305

CIA. PEPERI Demonstração das origens e aplicações de recursos de 1992 I) Origens de Recursos II) Aplicações de Recursos III) Aumento do Capital Circulante Líquido (i-II) IV) Modificação no capital Circulante Líquido: Ativo Circulante .......................... Passivo Circulante ...................... Capital Circulante Líquido ............... 31/dez./91 6.600 3.460 3.140 31/dez./92 16.445 1.505 14.940 Variação 9.845 (1.955) 11.800

a) b) c) d) e)

Com base no que foi informado, pode-se afirmar que em 1992, o valor das "vendas líquidas" e o valor do "lucro operacional bruto" da Cia. Peperi foram de, respectivamente, $ 31.540 e $ 17.000. $ 30.932 e $ 15.252. $ 31.540 e $ 15.860. $ 30.932 e $ 17.000. $ 34.540 e $ 17.000.

Resolução: Para calcularmos o valor das vendas líquidas, basta utilizarmos os dados do balancete da seguinte forma: Vendas Brutas (VB) 41.000 (-) ICMS s/ Vendas (6.460) (-) Devolução de Vendas (3.000) (=) Vendas Líquidas (VL) 31.540 Já para obtermos o valor do lucro bruto temos que utilizar a fórmula: LB = VL - CMV, onde CMV = EI + C - EF Pelo balancete, sabemos que: EI = 1.600; C = 14.080 Percebemos que os valores do EI (Estoque Inicial) e de C (Compras) foram fornecidos, porém o do EF (Estoque Final) não está explicito. Para calcularmos o valor do estoque final (EF) em 31/12/92, temos que utilizar o saldo do Ativo Circulante (AC) da DOAR nesta data, que é de 16.445.

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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Assim, devemos subtrair deste valor todos os demais valores do balancete referentes ao ativo circulante. O que sobra é o saldo da conta mercadorias (EF). Ativo Circulante em 31/12/92 (-) Duplicatas a Receber (-) Caixa e Bancos (=) Estoque final Agora basta aplicar as fórmulas: CMV = EI + C - EF = 1.600 + 14.080 + 1.140 = 14.540 ∴ LB = VL - CMV = 31.540 - 14.540 = 17.000 Resposta: Letra A
27. (ESAF/AFRF/2000)

16.445 (5.000) (10.305) 1.140

Em 31 de dezembro o nosso Contador havia montado um rascunho da DOAR (Demonstração de origens e Aplicações de Recursos) com a seguinte estrutura: I. Origens 1.800,00 II. Aplicações 2.600,00 III. Redução de CCL 800,00 quando descobriu que o lucro líquido do exercício ainda não fora computado nessa demonstração. Referido lucro foi assim formado e distribuído: Resultado do Exercício: Receitas totais do período Despesas do período (sem as depreciações) Encargos de depreciação do período Lucro líquido antes do imposto de Renda Provisão para o Imposto de Renda Lucro líquido do exercício 6.000,00 (3.500,00) (400,00) 2.100,00 (300,00) 1.800,00

Lucros ou Prejuízos Acumulados Saldo inicial 0,00 Lucro Liquido do Exercício 1.800,00 Dividendos Proposto (150,00) Saldo Atual 1.650,00 Após o cômputo do resultado do exercício acima demonstrado, naquilo que couber, a DOAR apresentará: a) no item I: origens no valor de R$ 4.300,00; b) no item I: origens no valor de R$ 3.900,00; c) no item III: aumento no CCL no valor de R$ 1.250,00; d) no item II: aplicações no valor de R$ 3.000,00; e) no item II: aplicações no valor de R$ 3.150,00. Resolução: Conforme o artigo 188 da Lei das S.A., as origens e aplicações são: I - Origens: Computadas 1.800 (+) Resultado líquido do Exercício 1.800 (+) Despesas de Depreciação 400 4.000
INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 33

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2.600 150 2.750 III - Origens - Aplicações = Aumento no CCL = 4.000 - 2.750 = 1.250 Resposta Letra C
28. (ESAF/AFRF/2003)

II - Aplicações: Computadas (+) Dividendos propostos

Fomos chamados a calcular os dividendos a distribuir, no segundo semestre, da empresa Rentábil. A empresa é uma sociedade anônima e os seus estatutos determinam que os dividendos devem ser o mínimo obrigatório de acordo com a lei, mas não estabelecem o valor percentual sobre o lucro líquido. Os valores que encontramos para montar a base de cálculo foram: reserva estatutária de R$ 6.500,00, participação de administradores no lucro de R$ 7.000,00, participação de empregados no lucro de R$ 8.000,00, Provisão para o Imposto de Renda e CSLL de R$ 95.000,00 e lucro líquido, antes do imposto de renda, de R$ 180.000,00. Ficamos com o encargo de calcular o valor da reserva legal e do dividendo mínimo obrigatório. Feitos os cálculos corretamente, podemos afirmar com certeza que o dividendo será no valor de a) R$ 15.000,00 b) R$ 16.625,00 c) R$ 30.000,00 d) R$ 33.250,00 e) R$ 35.000,00 Resolução: Partindo-se do lucro antes do imposto de renda na estrutura da DRE, teremos: Lucro líquido antes do IR e CSLL (-) Provisão IR e CSLL (-) Participação Empregados (-) Participação Administradores = LUCRO Líquido do Exercício Cálculo do Dividendo LUCRO Líquido do Exercício (-) Reserva legal (5%) = Lucro ajustado (BC dividendo) 50 % (estatuto omisso) Resposta: Letra D R$ 70.000,00 (R$ 3.500,00) R$ 66.500,00 R$ 33.250,00 R$ 180.000,00 (R$ 95.000,00) (R$ 8.000,00) (R$ 7.000,00) R$ 70.000,00

A SEGUIR APRESENTAMOS UM SIMULADO DE CONTABILIDADE PARA QUE TODOS VOCÊS POSSAM EXERCITAR BASTANTE E AINDA TENHAM TEMPO PARA DISCUTIR ALGUMA COISA SOBRE O GABARITO, SE FOR O CASO. BOM TESTE A TODOS!

INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS

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mostra que seus administradores observaram o princípio contábil da(o): A) competência.00 . Devoluções de Vendas 250.0 . Saldo inicial de Fornecedores 450. apenas. Receita de Vendas 2.a DPLA deverá indicar eventuais aumentos de capital em dinheiro e poderá ser incluída na Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido.950.980.00 02) Considere as assertivas em relação à Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA): I . D) prudência.420. em 2004: . Vendas canceladas 120. respectivamente. em reais: A) 1. Despesa de Depreciação 40. os dividendos.100. atingiram. ICMS s/ Vendas 350.00 e 160. 03) A Cia.00 . II e III. Sabendo-se que esta empresa encerra seu exercício social em 31 de dezembro de cada ano.00 B) 1. Saldo inicial de Estoque 350. apenas. o saldo da conta Despesas Antecipadas.00 C) 1.00 e 220. D) II e III. em 30 de setembro de 2004.00 . R$ 6. Saldo final de Fornecedores 500. em reais. apenas.00 C) 4. CMV 500. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): A) I. B) entidade. em reais.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 35 .00 Os valores da Receita Líquida e do Lucro Operacional.980. baseado na opinião do departamento jurídico da empresa. Despesas de Vendas 500.00 . C) I e III. B) I e II.815.00 referentes ao aluguel de todo o ano de 2004.850. informadas na Demonstração do Fluxo de Caixa pelo método direto. BRASILEIRA apresentou as seguintes contas e saldos na Demonstração do Resultado do Exercício de 2004. C) continuidade.00 .00 E) 6. Saldo final de Estoques 500.00 E) 2.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia SIMULADO: 01) A empresa ABC pagou. Perda na venda de imobilizado 60.00 D) 5.480.450.00 .00 . Receita Bruta de Vendas 2.00 . pode-se afirmar que as compras desembolsadas no ano.00 04) O registro de uma provisão para contingências. em 2 de janeiro de 2004. tem o valor.00 . 05) A Cia.850.480. Despesas Administrativas 600.00 e 160. I . em reais. E) I. III .00 Considerando apenas estas informações.100.00 B) 2.na DPLA são evidenciadas as transferências para reservas. são: A) 1.00 D) 1.00 B) 1.420.00 .a DLPA apresenta o resultado do exercício e sua transferência para o Patrimônio Líquido. Resultado negativo de Participações em Controladas 120. de: A) 1. Lucro Bruto 700. a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo de Lucros ou Prejuízos Acumulados no final do exercício.605. E) registro pelo valor original. apenas.800.00 .00 .00 C) 2.00 e 220. União é uma empresa comercial e apresentava os seguintes dados.00 e 160. em reais: .00 .140.

após o imposto de renda.00 06) Considere os seguintes dados A Cia.00.00. de: A) 1.190. em reais. calculado segundo o método PEPS e o Lucro Bruto.250. com frete pago no ato de R$ 30. com a 1a vencendo em outubro de 2004. Despesa de Depreciação 60. será.00.00 B) 6.00 D) 1.00 C) 2. no valor de R$ 45. com um capital subscrito de R$ 800.00 A empresa recebeu aluguel antecipado (do ano seguinte.50 e 322. pede-se o valor do Custo das Mercadorias Vendidas. Dia 12 . onde estão incluídos os seguintes valores. de: A) 1. em reais.025.00 INICIATIVA: PONTO DOS CONCURSOS 36 . Compra de 20 unidades por R$ 10. foi de: A) 4.00 07) A empresa Dia-a-Dia S/A apresentou um lucro.00.000.500.230. Com base nos dados acima apresentados.000. são: A) 610. terminando o ano de 2004 com este saldo. iguais e sucessivas. em dezembro de 2004 e dezembro de 2005. de 5%.00 E) 1. a parcela do lucro atribuída aos empregados. Venda de 15 unidades por R$ 20.00 D) 405. 2005) no valor de R$ 30.500.00 e 820. Obs.500.500. em reais.000.75 e 295. Ao final do ano de 2004. observando-se a Lei no 6. Bons Negócios possui um estoque inicial de 10 unidades.00.137.00 E) 2. em reais. apresentado na Demonstração do Resultado.00 O custo dos serviços prestados.000. Compra de 20 unidades por R$ 12.00 D) 14.200.00 cada. em reais: • Remuneração dos diretores 10.00 C) 393.50 D) 2. Venda de 20 unidades por R$ 20. Os saldos do Patrimônio Líquido. respectivamente. em 2004.00 08) Uma empresa prestadora de serviços de transporte de carga efetuou os seguintes gastos com pessoal. Resultado Positivo de Equivalência Patrimonial 40. sendo 75% integralizados no ato e o restante a ser integralizado em quatro parcelas semestrais.Contabilidade Tópicos Avançados – Aula 10 – EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Professores: Francisco Velter & Luiz Roberto Missagia D) 2.650. Receitas de Aplicações Financeiras 20. Dia 07 .00 • Carregadores dos veículos de carga3.00 e 360.250.00 • Pessoal do escritório 2.000. um lucro líquido de R$ 1.00.00 e 770.75 B) 2.00 C) 1. e de empregados e debenturistas.00 09) A Cia.00 .00 C) 8. em reais: .00 • Motoristas dos veículos de carga 4.00 a ser pago em sessenta dias. com frete de R$ 15.00.00 .00 E) 18.220. Bons Negócios realizou as seguintes operações no mês de janeiro de 2005: Dia 06 .00 cada.00 B) 610.170.375.923.00 E) 293. Dia 14 .00 cada. no valor total de R$ 100. em reais.00.75 e 322.00 cada.404/76.00 B) 1. Sabendo-se que o estatuto da empresa prevê participações de administradores de 10%.00 E) 2.00 B) 382. classificado no grupo de Resultado de Exercícios Futuros.200. O lucro líquido ajustado a ser apresentado na Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos da Cia. Boas Novas será.: A Cia. a empresa apresentou um prejuízo de R$ 40.500.00 10) Uma empresa inicia suas atividades em abril de 2004. obteve um lucro de R$ 60. No segundo ano.00 e 295. Boas Novas obteve. utilizando o método de Custo Médio: A) 360.

00 E) 11. um total de Contas Devedoras no valor de R$ 500. Ao final do 1o trimestre de 2005.000. a essência dos conhecimentos. em reais. é tributada pelo lucro presumido.00. C) o número de empregados dos três últimos exercícios.00 • Contas de Despesa 140.00 e 820. com taxa pré-fixada de 9% e prazo de 18 meses. D) parte no Ativo Circulante e parte no Realizável a Longo Prazo. E) parte no Ativo Circulante e parte no Realizável a Longo Prazo. doutrinas e teorias que contam com o respaldo da maioria dos estudiosos da Contabilidade. enquanto a alíquota utilizada no método não cumulativo é de 7. B) Os princ