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FINANÇAS+EMPRESARIAIS

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2010

Finanças Empresariais
Material de Apoio para as aulas de Finanças Empresariais

Nome: RA:Curso: Semestre/Turma: Departamento: GerenciaisProf. Jorge Luiz C. PereiraFUNDAMENTOS DE FINANÇAS EMPRESARIAIS

Prof. Jorge Luiz Custódio Pereira Universidade Nove de Julho- UNINOVE

Finanças Empresariais

I. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
1.1 INTRODUÇÃO

Este capítulo apresenta o conteúdo programático, os objetivos pedagógicos, a bibliografia, sites de internet, materiais necessários, sistemática de avaliação a serem observados durante o 2º semestre de 2007 na disciplina de Finanças Corporativas II. 1.2 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO a) Estrutura de Capital das Empresas. b) Custo Médio ponderado de Capital. c) Técnicas de Orçamento de Capital em condições de certeza. d) Alavancagem Operacional, Financeira e Combinada; estrutura ótima de capital. e) Estudo das Carteiras de ativos financeiros. f) Orçamento de Capital em condições de risco. g) Modelo de Precificação de Ativos de Capital – CAPM (Modelo de Sharpe). h) Linha de Mercado de Títulos (LMT). i) Orçamento Empresarial. 1.3 OBJETIVOS PEDAGÓGICOS Proporcionar ao aluno conhecimentos fundamentais à gestão financeira eficaz, bem como capacitá-lo à correta tomada de decisão sob a ótica financeira. 1.4 BIBLIOGRAFIA

. ASSAF NETO, Alexandre - Estrutura e Análise de Balanços: um enfoque econômico
e financeiro. Atlas, São Paulo, 2002. . CASAROTTO FILHO, Nelson - Análise de Investimentos. Atlas, São Paulo, 1996. . BRIGHAM, Eugene F. & HOUSTON, Joel F. - Fundamentos da Moderna Administração Financeira. Campus, Rio de Janeiro, 1999. . FREZZAT, Fábio - Orçamento Empresarial: planejamento e controle qerencial. Atlas, São Paulo, 2002. . GITMAN, Laurence - Princípios de Administração Financeira. Mc Books, São Paulo, 1997. . ROSS, Stenphen A.; WESTERFIELD, Randolph W.; JORDAN, Bradford D. - Princípios de Administração Financeira. Atlas, São Paulo, 1998.

ESTRUTURA DE CAPITAL E CUSTO DE CAPITAL
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Finanças Empresariais

Introdução: O objetivo do estudo é discutir os principais conceitos, teorias e cálculos do Custo Médio Ponderado de Capital – CMPC, também identificado pela sigla WACC (Weighted Average Cost of Capital), das diversas fontes de financiamento de longo prazo que uma empresa pode dispor, visando maximizar o seu valor. O custo médio ponderado de capital é instrumento fundamental no desconto dos fluxos de caixa de projetos de longo prazo, para efeito de análise de investimentos. Ele é afetado por diversos fatores, dentre eles: condições da economia e mercado, decisões financeiras e operacionais da empresa e volume de recursos a serem disponibilizados. O sucesso de um projeto depende diretamente do “custo” que a empresa incorre para financiá-la. O fator que determina o CMPC da empresa é a taxa de retorno exigida pelos financiadores de capital, podendo ser os acionistas (capital próprio ou lucros retidos) ou intermediários financeiros (capital de terceiros). Dessa forma, o custo de capital da empresa é determinado em função da composição das várias fontes de financiamento de longo prazo. O Custo de Capital Tomado como padrão financeiro nas decisões de investimento de longo prazo o custo de capital é calculado levando-se em consideração as fontes de financiamento de longo prazo após o imposto de renda. Custo de Capital, K, é a taxa mínima de retorno exigida para aprovação de uma proposta de investimento de capital sem incorrer na diminuição do valor da empresa, ou ainda, é a taxa de retorno que uma empresa deve conseguir nos projetos em que investe para manter o valor de mercado de sua ação. Também pode ser considerada a taxa de retorno exigida pelos fornecedores de capital no mercado para que seus fundos sejam atraídos. O Custo de Capital tem importância relevante na vida da empresa. Devemos conhecer, identificar e compreender esse custo de modo a permitir situações de análise quanto à viabilidade absoluta e relativa de propostas de investimentos.

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indicando criação de riqueza econômica quando o retorno operacional auferido superar a taxa requerida de retorno determinada pela alocação de capital. principalmente. este procedimento é adotado como critério básico para que haja criação de valor e conseqüentemente valorização de mercado da empresa e maximização da riqueza de seus acionistas. a remuneração mínima exigida pelos proprietários de suas fontes de recursos (credores e acionistas). ao passo. que os acionistas disponibilizam recursos por um período de tempo indeterminado. devemos considerar o custo geral do capital e não apenas o custo de uma fonte específica. O retorno do Capital Próprio está vinculado ao desempenho esperado da empresa. determinará o custo de capital. o quanto em termos percentuais a empresa procura manter entre capital de terceiros e capital próprio. ou seja. O cálculo da média dos custos de captação (fontes de financiamento). os emprestadores colocam recursos com um horizonte de tempo estabelecido (contrato). Nas decisões de investimentos é utilizado como taxa mínima de atratividade/custo oportunidade. Relativamente ao custo das fontes. A partir de uma estrutura ideal de capital. por meio de contratos. independente do resultado financeiro alcançado pela empresa. no momento de financiar um gasto. Atlas 2003) “o Custo de Capital de uma empresa reflete. com avaliações de risco e retorno distintos. além da composição de garantia de pagamento. Já para os credores.Finanças Empresariais Segundo Assaf Neto (Finanças Corporativas e Valor.” Nas análises de propostas de investimento. Cabe notar que existem expectativas distintas entre os fornecedores de recursos. os resultados operacionais deverão gerar lucro. estabelece condições e obrigações para reembolso do capital emprestado acrescido dos encargos financeiros (juros). ponderada pela participação de cada fonte. Se o risco for mantido constante. PREMISSAS: 77 . os investidores de capital próprio (acionistas) exigem uma remuneração maior que os credores (capital de terceiros). os projetos com taxa de retorno superior ao custo de capital elevarão o valor da empresa e aqueles com taxa inferior apenas destruirão valor. ou seja.

dividendos de ações preferenciais) não varia. Para identificar a estrutura básica do custo de capital. O financiamento de longo prazo sustenta os investimentos em ativos permanentes da empresa. emissão de ações ordinárias e retenção de lucros. Os custos relevantes são aqueles após o imposto de renda: em outras palavras. Risco econômico ou de negócio: supomos que o risco de que a empresa não seja capaz de cobrir os custos operacionais não varia. afetado por uma variedade de fatores econômicos gerais e específicos à empresa. 3. 2. emissão de ações preferenciais. CUSTO DE FONTES ESPECÍFICAS DE CAPITAL Nossa atenção se concentrará somente nas fontes de fundos de longo prazo disponíveis.Finanças Empresariais O custo de capital é um conceito dinâmico. Há quatro fontes básicas de fundos de longo prazo para a empresa: capital de terceiros de longo prazo. Essa hipótese é coerente com o enfoque adotado na tomada de decisões de orçamento de capital. levantamos algumas hipóteses básicas: 1. o custo de capital é medido depois do imposto de renda. Risco financeiro: supomos que o risco de que a empresa seja incapaz de saldar os compromissos financeiros (pagamentos de juros. aluguéis. Essa hipótese significa que os projetos são financiados de tal maneira que a capacidade de cobertura de custos de financiamento pela empresa não se altera. O lado direito de um Balanço Patrimonial pode ser utilizado para ilustrar tais fontes: 77 . porque são elas que proporcionam financiamento permanente. Essa hipótese significa que a aceitação de um projeto por uma empresa não afeta sua capacidade de cobrir os custos operacionais.

Custos de Underwriting: remuneração recebida pelos bancos de investimentos para a realização da venda dos títulos. impressão etc. e não o custo histórico refletido no financiamento existente de acordo com a contabilidade da empresa. que envolve gastos com serviços de assistência jurídica e contábil. após o imposto de renda. O custo específico de cada fonte de financiamento é o custo de sua obtenção agora.T) 77 . depois de deduzidos os custos de colocação ou lançamento – os custos totais de emissão e venda de um título – que reduzem os recebimentos líquidos proporcionados pela venda. Em operações financeiras onde geralmente não há emissão de títulos de dívida. Esses custos aplicam-se a todos os custos de lançamentos públicos de títulos. Prêmio de risco financeiro (Prf) Taxa de risco cobrada pelo credor adicionalmente aos juros. Capital de Terceiros O custo de capital de terceiros. que varia de acordo com o tomador (spread). após IR.Finanças Empresariais Embora nem todas as empresas usem todos esses métodos de financiamento. Custo da Dívida de Longo Prazo: é o custo hoje. (Ki). Ki = (Klr + Prn + Prf) x (1. 2. Recebimentos líquidos: fundos realmente recebidos. Custos Administrativos: despesas do emissor. Prêmio de risco de negócios (Prn). espera-se que cada uma tenha fundos de algumas dessas fontes em sua estrutura de capital. Esses custos compõem-se em dois componentes: 1. é definido de acordo com os passivos onerosos presentes nos empréstimos e financiamentos mantidos pela empresa. de captar recursos através de emissão e venda de títulos de dívida e que os pagamentos de juros das obrigações ocorram em períodos regulares. encontramos na formação da taxa os seguintes elementos formadores do custo: • • • • Custo de um título considerado livre de risco (Klr).

.5% a..Finanças Empresariais Exemplo 1: A empresa JPH Empreendimentos recebeu uma proposta de empréstimo bancário. Prf = 2% a.5 + 2.a. 77 . deduzido o imposto de renda. equivalente a 1% do valor do empréstimo.0) x 0.00. Spread = 3% a.60 = 10.a. Taxa de I. teremos o custo de capital de terceiros (custo líquido). 1 – diagrama de caixa da operação: 190. que é considerado como despesa dedutível. ao contratar um empréstimo ou financiamento. por um prazo de três anos. a uma taxa de juros formado pelo CDI + spread de 4% a. um empréstimo no valor de R$ 1. Após isso.da empresa é de Cálculo: KTerceiros = (Klr + Prn + Prf) x (1 . sendo os juros pagos anualmente e o valor de principal amortizado no final (vencimento). A taxa média de CDI projetada para os próximos 3 anos é de 15% a. a um custo que considerou: • • • Klr: Taxa Selic = 11.a. Del Credere1: Prn = 1.000.000 190.a. (T). Cálculo: custo específico do empréstimo.190.000 990.T) KTerceiros = (11. a empresa deverá considerar como custo do dinheiro a taxa determinada pela Taxa Interna de Retorno (TIR) do fluxo de caixa gerado na operação.000 1.0 + 3.R.000. A alíquota de I..A. da empresa é de 40%.R. O Banco cobrou uma taxa administrativa no desembolso da operação.25% a.25 + 1. 40%.a.65% Em outras situações. Vejamos o exemplo a seguir: Exemplo 2: A JPH Empreendimentos contratou junto ao Banco Zeta S..000 1 Del Credere: Cláusula existente nos contratos de empréstimo pela qual fica estabelecido um prêmio/garantia.a.

.Finanças Empresariais 2 – cálculo da TIR: 990. TIR = 19. VN = valor nominal do título. CFj.000. . (custo específico): Ki = K x (1 .47 x 0.R.190.T) = 19. CHS. calcular o custo antes e após I.00 Alíquota do IR (T): 40% = = 77 .682% Podemos também calcular o custo de capital de terceiros antes do imposto de renda (Kd). através da formula abaixo: Onde: = custos do empréstimo antes do IR J = juros anuais pago. g . 1.: • • • • • Valor nominal do título (VN): R$ 1. CFo.00 Prazo (n): 20 anos Taxa de juros do cupom (J): 9% ao ano Recebimento líquido (Nd): R$ 960. = recebimentos líquidos com a venda do título (obrigação) n = número de anos até a data de vencimento da obrigação.60 = 11.47% 3 – custo do capital de terceiros após I.000 190.000 g 2 g . para uma obrigação.000 g f . CFj. Exemplo 3: Ao lançarmos um título de dívida com as seguintes características. Nj .R. IRR.

64% Custo de capital de terceiros e a dedutibilidade fiscal O custo de capital de terceiros (Ki) é definido de acordo com os passivos onerosos presentes nos empréstimos e financiamentos mantidos pela empresa. No momento da identificação dos resultados (lucro aos acionistas).R).: Ki = 9.R.40) = 5.J. T = alíquota do IR. Alíquota de IR: 40% 77 . 10% sobre excedente de certo limite de lucro (R$ 20mil).000. para a maioria das empresas é de 40%. estes são definidos após a provisão tributária. Para o caso do pagamento de juros de obrigações da empresa.R. 15% de C. o que provoca uma redução do custo de capital de terceiros em comparação com o custo do capital próprio como fonte de financiamento da empresa. Exemplo 1: Financiamento: $200.Finanças Empresariais Custo após I.L. Equação: Ki = Kd x (1 – T) onde: Kd = custo do capital de terceiros antes do IR.40 x (1 – 0. estes.R.S.a.L.P.00 Taxa: 20% a. No Brasil. são dedutíveis do pagamento do Imposto de Renda (I. a alíquota de I. Esse percentual é formado pela soma das seguintes alíquotas: 15% de I.

Total $40.000.720 77 . Exemplo próprio.00 = 12% a.000.000.000) $80.40) = 12.000 Patrimônio Líquido $60.00 $200.400) $9.600 Com Capital de Terceiros Receita $200.000 P. Lucro Operacional Desp.00) = $24.a. Vendas Desp.R. Circulante A.00 Economia de IR $40.000. Permanente $40. Financeiras LAIR Provisão de I.000 $100.000 $100.000 2: Determinada empresa apresenta uma estrutura de financiamento composta por 40% de capital de terceiros e 60% de capital Demonstração do Resultado Com 100% de C. Lucro Líquido Obs.000 Despesas financeiras líquidas Custo líquido do IR Ki = $24.000 ($6.920 ($4.000. Total $60. Estrutura Financeira A.000) $16.R.000 Custo Variável Lucro Bruto Desp. Exigível P.000 ($24.a.000 ($24.200 ($4.000.00 x 40% = ($16.000) ($40.000) ($40. Adm. Lucro Operacional Provisão de I.480) $6. Próprio Receita $200.000.800 x 40%) ($120.000 Custo Variável Lucro Bruto Desp. Vendas Desp.000 A.0% a.000 ($4.000) $80. de $1. Adm.R. Lucro Líquido ($120.800) $11.00 x 20% = $40.: economia de I.000) $16.Finanças Empresariais Resolução: Despesas financeiras brutas $200. ou Ki = 20% x ( 1 – 0.

L C. Próprio $9.000 $100. Próprio ROE = L.000 $40.20% = 9.920 = $2. de $1. seria de $6. podemos notar a influência do benefício fiscal na alavancagem financeira da empresa em termos de retorno: ROE = L.000 = 11. devido. Custo original $4.60% 77 .000 $6. com isso o custo efetivo do capital de terceiros ficou menor que seu custo original.000 Custo efetivo $4.R.R. o valor do I.800. provocou uma economia de parte do I.400.000. aplicada a alíquota de I.20% Retorno sobre Ativo Total – ROA Na questão do ROA. ou seja. ROA = LOP AT $16.Finanças Empresariais Se a empresa tivesse todo seu ativo financiado apenas por capital próprio.800 .R.600 $100. de 40%. a inexistência de encargos financeiros (12% sobre Passivo Exigível) demonstraria um Lucro Líquido igual ao Lucro Operacional.000 = 16.920.R. Podemos comprovar que o passivo oneroso gerou encargos de $4. valor que corresponderá ao retorno dos investidores.L C.880 (economia de I. caso não existisse o capital de terceiros (credores) e todo o Ativo fosse financiado por capital próprio.880 = 7. o retorno dos ativos seria de $16.800 (despesas financeiras) que proporcionou uma economia de I.720 $60.$1.0% Retorno sobre o Patrimônio Líquido – ROE Para identificarmos o ROE.) $2. no valor de $4.800 = 12% $40. uma redução no imposto a pagar. Já com a existência de encargos financeiros sobre os passivos onerosas.R. ou seja.

Usando o modelo de crescimento constante. temos: Resolvendo a equação acima obteremos o valor de (Ks). e a responsabilidade dos sócios ou acionistas é limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas. Além disso. através da seguinte expressão: = valor da ação ordinária 2 Valor mobiliário. há duas maneiras diferentes de estimar o custo de capital próprio: qualquer forma do modelo de avaliação com crescimento constante (Modelo de Gordon) e o modelo de formação de preços de ativos de capital (CAPM). O custo de capital próprio.  Possui direitos secundários (residuais) em relação aos credores da empresa. Uso do modelo de avaliação com crescimento constante (Gordon) Os modelos de avaliação com crescimento constante baseiam-se na premissa de que o valor de uma ação é determinado pelo valor presente de todos os dividendos futuros. O capital da sociedade anônima é dividido em ações.Finanças Empresariais Capital Próprio É formado pelos Fundos de Longo Prazo proporcionado pelos proprietários da empresa (acionistas): • • Fonte interna: retenção de lucros Fonte externa: venda de ações2 ON e PN Capital Próprio é considerado a forma permanente de  O financiamento da empresa. (Ks) é o qual os investidores descontam os dividendos esperados da empresa para avaliar suas ações. 77 . representativo de parcela do capital. Esse modelo estima que os dividendos cresçam a uma taxa anual constante por um período infinitamente longo.  Exige um retorno maior em função do risco inerente. emitido pelas companhias ou sociedades anônimas.

47 3. i = 5.12 2. retorno sobre o portfólio de ativos de mercado. PV FV .33 3.80 3.97 Calculando a taxa de crescimento dos dividendos: 2.97 3.62 3. .05% = + 0. Rf = taxa de retorno livre de risco. O CAPM básico é expresso pela fórmula: KCAPM = Rf + [β x (Rm Rf)] Onde: k = retorno exigido sobre o ativo.00 Dividendos: 2004 2003 2002 2001 2000 1999 R$ R$ R$ R$ R$ R$ 3.0505 = 13% Resolução: Uso do modelo de formação de preços de ativos (CAPM) O CAPM difere dos modelos de avaliação com crescimento constante no sentido de que considera explicitamente o risco da empresa. n . 77 .Finanças Empresariais = dividendo por ação esperado ao final do ano 1 = retorno exigido da ação ordinária g = taxa de crescimento constante dos dividendos.00 D1 = R$ 4.80 5 CHS. refletido em seu coeficiente beta. β = coeficiente beta ou índice de risco não-diversificável para o ativo. Exemplo: Po = R$ 50. Rm = retorno do mercado.

Ao adicionarmos a taxa livre de risco de 7%. depois de desconsiderado o 77 . Ex. cubram o seu custo de capital. ações. Portanto. kr = ks Cálculo do custo de emissão de novas ações ordinárias O custo de uma emissão de novas ações ordinárias. renda fixa etc. Considerando que a empresa precisa remunerar os seus acionistas pelo dinheiro nela investido.5 resulta em um prêmio de risco de 6% (1. que possui um beta de 1. quando ajustado para o índice de risco do ativo. Cada um desses ativos possui um retorno. no mínimo.7%)] = 13% O prêmio pelo risco de mercado de 4% (11% . ou seja. beta = 1. considerando Rf = 7%. mas que não foram distribuídos para eles pela empresa. obteremos o retorno exigido de 13%. O Prêmio pelo risco de mercado (Rm . a formação do retorno dessa carteira é a renda média ponderada da carteira (Rm).7%). adota o índice da Bolsa de Valores.5. representa o prêmio que o investidor tem de receber por suportar o montante médio de risco associado à manutenção do portfólio de ativos.5 RM = 11% kS = 7 + 1. O retorno da carteira de mercado nos mercados de negócios do mundo.5(11 – 7) = 7 + 6 = 13% Custo de lucros retidos (kE) O custo de capital de lucros retidos é calculado com base no conceito de custo de oportunidade. Rm = 11%: Kw = 7% + [1. é determinado calculando-se o custo do capital próprio. ouro. Os lucros retidos. são recursos que pertencem aos acionistas. É igual ao custo de uma emissão adicional de ações ordinárias inteiramente subscritas.Finanças Empresariais Carteira de mercado: podemos incluir em uma carteira todos os ativos negociados no mercado como: moeda.: Cálculo do retorno exigido de um determinado ativo “w”.5 x 4%). RF = 7% b = 1. na verdade.5 x (11% . quase que em sua totalidade.Rf). ela deve aceitar apenas projetos que.

0505 = 14% = + 0. proporcionando aos acionistas o direito de receber dividendos vencimento.11 = 2. O custo das ações preferenciais.00 = 5. D1 = R$ 4.00 Deságio de R$ 3.05% = + 0.50 por ação g = 5.00 = 11% Cálculo dos custos das ações preferenciais A ação preferencial representa um tipo especial de participação na propriedade da empresa. A equação que expressa essa definição é: 77 .00 por ação Custos de subscrição de R$ 2.0505 = 14% Onde(f): 0.50 + 3. é o quociente entre o dividendo da antes de qualquer acionista ordinário sem prazo para ação e o recebimento líquido com a venda das ações pela empresa.Finanças Empresariais deságio (Underpricing) e os custos de colocação/subscrição. O recebimento líquido corresponde ao montante a ser recebido menos quaisquer custos de emissão. O custo das novas ações ordinárias poderá ser escrito da seguinte maneira: = colocação +g Onde Nn = recebimento líquido venda ação após deságio e custos de = +g Onde f = percentual de redução do preço corrente de mercado da ação Exemplo: considerando os seguintes dados: Po = R$ 50.00.50 : 50.

70 Recebimento líquido da venda da ação (Np): R$ 82. significando dividendo preferencial (Dp) R$8. em percentual. d = despesas de underwriting. R$ 87 Custo da emissão. Exemplo: - Valor nominal. R$ 5 Ações preferenciais de 10%.Finanças Empresariais Onde: = custos das ações preferenciais = dividendo pago = valor de face ou nominal da ação preferencial = custos de emissão F = taxa de deságio sobre o preço de lançamento das ações em percentuais.00 - Valor nominal: $ 95 Dividendo: $15 Taxa de deságio: 10% para subscrição Despesas de underwriting: 4% 77 .

obtêm-se um custo médio ponderado que refletirá melhor as decisões de financiamento. após análise. a empresa recebe uma nova proposta de investimento a um custo de $200.00.Finanças Empresariais Custo de Capital Vejamos o exemplo: Determinada empresa recebe hoje uma proposta de investimento a um custo de $200.00. Conclui-se que a empresa aceitaria viabilizar esse investimento. em vista da rentabilidade apresentada. pois o custo de financiamento é superior ao retorno esperado do investimento. ponderando o custo de cada fonte de financiamento. com capital de terceiros seja de 8%. neste momento. obtendo-se ao final. a fonte de recursos disponível provém do capital próprio a um custo de 12%. a primeira proposta teria sido rejeitada enquanto a segunda seria aceita. Vimos que as decisões levaram a uma aceitação para o investimento que renderia 8% e a rejeição de outro de rendimento igual a 11%.000. que apresenta uma TIR de 11%. Se a empresa utilizar o custo de capital combinado. Nesta situação. e que o custo de uma fonte de financiamento disponível no momento. o custo médio seria: [(50% x 8% ) + (50% x 12%)] = 10% Com um custo de capital de 10%.000. um resultado mais atraente aos proprietários. Após um período. para um prazo de duração de 10 anos. por sua proporção ideal na estrutura de capital. pelo mesmo prazo. Porém. Considerando que o projeto de investimento apresenta uma taxa interna de retorno – TIR de 9%. 77 . Supondo que a combinação adotada pela empresa para uma estrutura ideal de capital de 50% de capital de terceiros e 50% de capital próprio. a empresa rejeitaria a propostas.

00 $500. representa a taxa mínima de retorno desejada Um retorno do investimento menor que o CMPC leva a uma pela empresa em suas decisões de investimento.000. destruição de valor de mercado.8% Conclusão: • • CMPC apurado.5% = 21.40) + (22% x 0.00 $2. 21.35) + (25% x 0.000. Exercícios: 77 .000. ponderada pela participação de cada fonte de fundos na estrutura de capital de longo prazo.000.Finanças Empresariais Custo Médio Ponderado de Capital .3% + 10% + 5.00 $800. CMPC = Kj = custo específico de cada fonte de financiamento ∑ Kj x Wj Wj = participação relativa de cada fonte de capital no financiamento total.25)] = 6. reduzindo a riqueza de seus acionistas. através da média dos custos de captação.CMPC Podemos obter o custo de capital.8%. Fonte de Financiamento Financiamento Capital Próprio Capital ordinário Capital preferencial Total Participação estrutura de capital (w) 35% 40% 25% 100% Custo de capital (k) 18% 25% 22% Valor $700.000.00 CMPC = [(18% x 0.

R. Despesas Financeiras Líquidas Custo Capital após I. é de 34%. recalcular o CMPC com base nas seguintes projeções: a) Valorização no preço das ações ON = $1.20 e PN = 1.Finanças Empresariais 1) Considerando as informações apresentadas no exemplo. estes. o Custo de Capital após I. A 900. Para o caso do pagamento de juros de obrigações da empresa. A emissão será no valor de $800. Despesas Financeiras Brutas Economia de I. o que provoca uma redução do custo de capital de terceiros em comparação com o custo do capital próprio como fonte de financiamento da empresa. melhorando o perfil de sua dívida. são dedutíveis do pagamento do Imposto de Renda. a) Calcular para os financiamentos A.00 20% 40% Financiamento Custo (taxa) Alíquota de I. d) Qual o impacto provocado pela projeção na fonte de financiamento da empresa? 2) O custo de capital de terceiros (Ki) é definido de acordo com os passivos onerosos presentes nos empréstimos e financiamentos mantidos pela empresa.R.000. com prazo de vencimento em 6 anos.00 a um custo de 17% ao ano. B e C.000.25. c) A alíquota de I. % 77 .000.R.00 23% 34% B 650.000.R.00 18% 34% C 380. b) A empresa pretende emitir debêntures em substituição ao financiamento existente.R.

75% a.0% a.. 2) No início de 2008. cresçam a uma taxa constante de 10. o preço das ações ordinárias da indústria Gramado S.0% Ação Z Ação Y 77 .00? 3) Determinar entre as ações abaixo.90 e a ação Y de 1. A taxa de retorno livre de risco considerada é de 8% e o retorno de mercado sobre a carteira de ativos de mercado é de 11%. Assim. a) Calcular o valor desejado pelo Adm.. qual a alternativa para se obter o melhor rendimento no médio prazo.10. Deseja encontrar o prêmio pelo risco de uma ação que possui um beta de 1.A. onde os investidores consideram os títulos emitidos pelo governo. aceitando riscos. Vamos considerar a Taxa Selic como taxa livre de risco. no futuro. Financeiro adotando o modelo CAPM.a. CENÁRIO 1 Taxa Selic (Rf) = 21.5.00.A. era de R$ 100. para a projeção dos cenários 1.14 4) Calcular o retorno exigido das ações Z e Y.Finanças Empresariais EXERCÍCIOS FORMAÇÃO DO CUSTO DE CAPITAL 1) O Adm. utilizando o modelo CAPM. A ação Z apresenta um beta de 0.20 0.00. qual será a taxa de retorno esperado por um investidor que possui essas ações ON’s adquiridas a R$ 100.a.58%: Empresa Vale Eletro Tele Beta β 1. e a taxa de retorno do mercado de 20. fixada em 11. considere o modelo de avaliação de crescimento constante. está estudando a linha de mercado de títulos da empresa. com remuneração da taxa Selic como investimento livre de risco. de acordo com o modelo CAPM. 2 e 3 abaixo. A esse respeito. Os analistas esperam que os dividendos da empresa. Financeiro da Companhia Vale do Mar S. Seus dividendos em 2007 foram de R$ 5. b) Determinar o valor do retorno exigido pelo investidor na Cia.79 1.

além de manter uma boa situação de crédito. uma debênture de quatro anos de prazo. o prêmio de risco de negócios foi 3% e o prêmio de risco financeiro foi 2.. o custo livre de risco adotado pelo banco foi de 14.. 6) A PH Transportes realiza operações financeiras com o Banco Zeta S. valor 77 . desenvolveu um forte relacionamento com o banco.5%.0% a.a.5% 5) A empresa PH Softwares S.00.75% a.0% Retorno 19. passando para 13% a. A empresa recebeu do banco uma proposta de financiamento a um custo de CDI + spread de 3.000. A taxa do CDI está em 13.a.A. de 34%. sabendo-se que é cobrada na efetivação do crédito. empréstimo bancário.Finanças Empresariais Retorno de Mercado (Rm) = 10% CENÁRIO 2 Taxa Selic (Rf) = 11.R.A.. A classificação de risco da empresa junto ao mercado melhorou e conseqüentemente reduziu o prêmio de risco de negócios para 1..5% a.a. Qual seria o custo após impostos se a empresa contratasse um novo empréstimo hoje? Considere alíquota de I. uma taxa de administração de 1%.R = 34%. Na época da contratação. Neste período.a. as taxas de CDI diminuíram em conseqüência da redução da taxa Selic.0% CENÁRIO 3 Taxa Selic (Rf) = 12. Qual seria o custo líquido desse capital para a empresa? Considerar I.5% a. possui em suas fontes de financiamento. de Mercado Ação Z Ação Y 7) A Metalúrgica PH tem em seus passivos de financiamento.a. por um ano.75% Retorno de Mercado (Rm) = Ação Z (Rm) = Ação Y 19. os juros têm vencimento ao final da operação juntamente com o valor do capital emprestado. No ano passado o custo nominal desse empréstimo foi de 20% a. Neste ano.5%. há mais de 10 anos.. Responder: a) Qual o custo do crédito para empresa após impostos? b) Caso a empresa realize um empréstimo com esse banco no valor de R$ 500. com uma taxa de juros de 19.5% e o prêmio pelo risco financeiro para 0.a.

000.R.Finanças Empresariais nominal de R$ 100.A. espera-se pagar um dividendo no ano um (D1).000.00 e das PN’s em R$ 13. 9. no valor de R$ 5..60/ação.A. O retorno da carteira de mercado considerado é de 21. utilizando o CAPM.A.a. que gerou na época da emissão. um valor líquido de R$ 94.00.00. pretende lançar novas ações ordinárias no mercado. um deságio de R$ 0.0%. da empresa é de 34%. A taxa anual de crescimento esperada de dividendos da empresa para os próximos anos é de 5. 10) A PH S. Qual o custo líquido desse capital para a empresa? RESPOSTAS: 77 .80/ação. Os juros serão pagos anualmente e o capital amortizado no final da operação.. de R$ 3.20. A alíquota de I.50.00 cada.00. a uma taxa de juros de CDI + 5% (spread). para a empresa PH S. Está previsto para o lançamento. A taxa de CDI projetada para o período do empréstimo é de 15% a.1) A partir do custo das ações ordinárias encontrado pelo modelo CAPM e pelo ajuste de mercado.90/ação e um custo de emissão de R$ 0.20% e a taxa livre de risco. O banco cobrou uma taxa de administração de 2% sobre o capital emprestado no início da operação. por um prazo de cinco anos. após despesas de lançamento e deságio.000. realizou uma operação de empréstimo junto ao Banco Gama S. que possui coeficiente beta de 1.A. calcular o custo das ações preferenciais da empresa.000. Qual o custo dessas debêntures após I. (alíquota de 34%)? 8) A PH Tec S. considerando a cotação das ações ON’s em R$ 11. Suas ações ON’s atuais estão cotadas a R$ 27.R. Selic é de 12%. a) Qual será o custo das novas ON’s (Knao)? 9) Calcular o custo das ações ordinárias..

83% Ação Z 20.04% 10) 13.35% 4) CENÁRIO 1 CENÁRIO 2 CENÁRIO 3 5) 9.05% 7) 14.27% 18.Finanças Empresariais 1) a) 4.58% b) 11.0% 19.90% 6) a) 11.25% Ação Y 9) custo ON’s = 23.45% 8) a) 19.5% 2) 15.5% 3) A empresa Vale apresenta um melhor retorno: 22.50% b) 12.75% 22.23% b) 18.72% 20.65% 77 .0% 18.

77 .TJLP.000 Calcular o CMPC com base nas seguintes informações: a) O Capital Social é composto por 70% de ações ordinárias e 30% de ações preferenciais.000 1. A empresa AFO3 S.A. a um custo de 27% a. considerada para o período é de 9. apresenta os seguintes resultados em seu último demonstrativo financeiro: ATIVO Circulante Disponível Duplicatas a Receber Estoque PASSIVO Circulante Fornecedores Contas a Pagar E.000 300.5% a.a.L.000 150.000 150.L.Finanças Empresariais EXERCÍCIOS 1.P. é de 34%. Empréstimos à Coligadas Permanente Investimentos Imobilizado TOTAL 150.000 300.a.a.P.000 50.75% a.000 50... e 20% a. b) O financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social – BNDES apresenta um custo de 3..a. f) A alíquota de I.000 BNDES Financiamento Patrimônio Liquido Capital Social TOTAL 50.000 R. acrescido da Taxa de Juros de Longo Prazo .000.a. e) O Financiamento existente tem um custo anual de 17.a.000 200. Empréstimo Financiamento 300.5%.000 1..000 50. d) O Empréstimo Bancário paga juros indexados a 100% da variação dos Certificados de Depósitos Interfinanceiros . respectivamente.CDI mais um spread (prêmio pelo risco) de 4% a.000 250.R.000. c) A TJLP. vamos considerar uma taxa de CDI de 15% a.

em estudos realizados. Pode ser preciso intervir quando os resultados diferem do que havia sido projetado. Em conseqüência. ela deve ter procedimento para analisar e selecionar adequadamente seus investimentos de longo prazo. Geralmente. cabe ao conselho de administração autorizar gastos alem de certo valor. mas interdependentes: 1. a etapa 5 (acompanhamento) é em geral ignorada. Implantação: Após a aprovação. Revisão e Análise: Efetuam-se a revisão e análise formal para avaliar a adequação de propostas e determinar sua viabilidade econômica. 2. implantados. 4. 3. Todas as etapas do processo são importantes. os gerente de unidades produtoras recebem poderes para tomar as decisões necessárias para que a linha de produção continue funcionando. 77 . Os gastos com um projeto de grande porte freqüentemente ocorrem por fases. 5. Etapas do Processo de Orçamento de Capital O processo de Orçamento de Capital compreende cinco etapas distintas. Tomada de Decisão: As empresas costumam delegar a tomada de decisão de gasto de capital com base em limites de valor monetários. Com freqüência. Geração de Propostas: As propostas são feitas em todos os níveis de uma organização e revistas pelo pessoal do financeiro. Deve ser capaz de medir os fluxos de caixa e aplicar técnicas de decisão apropriadas. Aquelas que envolvem desembolsos substanciais são examinadas mais cuidadosamente que as menos caras.Finanças Empresariais O PROCESSO DE ORÇAMENTO DE CAPITAL Os Investimentos a longo prazo representam gastos substancias de fundo que comprometem uma empresa com determinada linha de ação. O Orçamento de Capital é o processo de avaliação e seleção de investimento de longo prazo compatível com o objetivo de maximização da riqueza do proprietário da empresa. Acompanhamento: Os resultados são monitorados. e os custos e os benefícios efetivos são comparados aos que eram esperados. e tem a finalidade de fazer com que a empresa aumente continuamente a precisão de suas estimativas de fluxo de caixa. os gastos são realizados e os projetos. Entretanto.

a aceitação de um dos projetos não elimina os outros.Finanças Empresariais Terminologia básica São conceitos relacionados ao processo de orçamento de capital. que aceitação de um automaticamente elimina todos os outros que desempenham função semelhante. que simplificará o estudo do assunto. demonstrando assim. Normalmente.  Projetos independentes: são aqueles em que os gastos de independentes e projetos mutuamente excludentes ou recursos para implementá-los não possuem relações uns com os outros. Por exemplo. competem entre si. as decisões de orçamento de capital serão simples: todos os projetos independentes que proporcionarem um retorno bem adequado poderão ser aceitos. uma determinada empresa que tem necessidade de maior capacidade de produção poderia consegui-la (1) ampliando sua fábrica. Isso é dizer que as empresas trabalham com um orçamento enxuto e fixo para gastos de capital. portanto. 77 . as empresas operam em uma realidade de racionamento de capital. (2) comprando outra empresa ou (3) contratando a produção de outra empresa. uma situação em que não há uma limitação de recursos por parte da empresa. Sem dúvida. Se a empresa dispuser de fundos ilimitados para seus investimentos. denotando assim.  Projetos mutuamente excludentes: são projetos de mesma função e. Fundos ilimitados e racionamento de Capital As decisões da empresa relacionadas a questões de investimento afeta diretamente as disponibilidade de fundos. a aceitação de qualquer uma das opções elimina a necessidade das demais. Projetos exclusivos Os dois tipos mais comuns de projetos são os projetos independentes e os projetos mutuamente excludentes. obrigando os administradores selecione o projeto que traga o maior retorno possível.

e D. E e F são independentes de cada um dos outros projetos. A classificação é útil para a seleção do “melhor" de um grupo de projetos mutuamente excludentes. O enfoque de aceitação. O projeto que apresentar o maior retorno será classificado em primeiro lugar. Nesses casos. e aquele que apresentar o menor retorno será classificado em último. podendo ser. os projetos G e H também são mutuamente excludentes. Com base no exposto. ou em situação em que o capital talvez esteja racionado.000. Os projetos A. escolha os projetos que se encaixam na disponibilidade de recursos da empresa: 77 . a taxa interna de retorno do projeto. como etapa preliminar na avaliação de projetos mutuamente excludentes. por exemplo. levando-se em conta a existência de um racionamento de recursos.rejeição dos fundos: técnica utilizada para determinar se o projeto atende a um critério mínimo de aceitação por parte da empresa. somente os projetos aceitáveis devem ser considerados.Finanças Empresariais Aceitação . de A à H. EXEMPLO: Uma empresa com fundos de R$ 800. Somente projetos aceitáveis devem ser classificados.00 deve analisar oito projetos. B e C são mutuamente excludentes.rejeição e classificação de projetos Há dois enfoques básicos as decisões de orçamento de capital: o de aceitação. O enfoque da classificação: envolve o ordenamento dos projetos com base em uma medida predeterminada. Esse enfoque é utilizado quando a empresa tem recursos ilimitados. Abaixo.rejeição é o de classificação. são listados os projetos com seus respectivos valores e retornos anuais.

Finanças Empresariais Projet o A B C D E F G H Situação Valor 400.00 Excludentes 400.000.00 350.000.00 Resolução: 77 .000.000.00 Retorno em % 16 19 11 15 13 21 20 17 Excludentes Independentes 400.00 900.000.00 400.000.00 400.000.000.00 900.

Uma série não convencional de fluxos de caixa é aquela na qual um desembolso inicial é seguido por uma série de entradas e saída. 77 .Finanças Empresariais Fluxos de caixa convencionais e não convencionais Os fluxos de caixa de qualquer empreendimento podem ser classificados como convencionais e não convencionais. Uma a série fluxos de caixa convencionais é apresentada por um gasto inicial seguido por uma série de entradas.

às saídas de caixa relevantes a ser consideradas quando se avalia um gasto de capital proposto. neste caso. Os recebimentos com a venda do antigo ativo correspondem aos fluxos líquidos de entrada gerados pela venda. (Gitman. Recebimento depois do Imposto de renda com a venda do ativo antigo: Diminui o Investimento Inicial do novo ativo e os recebimentos correspondem à diferença entre o produto da venda do antigo ativo e quaisquer pagamentos ou devoluções de imposto de renda relacionado à sua venda.Variação do Capital de Giro Líquido = Investimento Inicial Custo de Instalação do Novo Ativo: É o valor desembolsado para adquirir e instalar um novo equipamento.Finanças Empresariais Determinação do Investimento Inicial Vejamos agora como determinar o Investimento Inicial de um projeto com base. É calculado subtraindo-se todas as entradas de caixa na data zero de todas as saídas de caixa que ocorrem nessa data. Esse montante é expresso depois de deduzidos quaisquer custos incorridos no processo de remoção do ativo.momento o qual o gasto é feito. O Investimento Inicial ocorre na data zero . 311) Custo Instalado do novo ativo = Custo do novo Ativo + Custo de Instalação (menos) . Conforme a representação da fórmula é encontrado somando-se seu custo às despesas de instalação. O produto da venda de um ativo normalmente está sujeito a algum 77 . O formato básico para sua determinação é dado na Fórmula expressa abaixo: Formato Básico Para a Determinação do Investimento Inicial. p.Recebimento depois do Imposto de Renda com a venda do ativo antigo = Recebimento com a venda do antigo ativo +/-(mais ou menos) Imposto sobre a venda do antigo ativo +/. 2004. É o desembolso líquido exigido para a sua aquisição.

Exemplo: Uma indústria está tentando determinar o investimento inicial necessário para substituir uma máquina antiga por uma mais moderna e com maior capacidade de produção. o preço de compra e o valor contábil. (será tratado com mais profundidade mais a frente). Depreciação Reavida: Parcela do preço de venda acima do valor contábil e que representa recuperação da depreciação anteriormente contabilizada. Está nova máquina será depreciada pelas seguintes taxas: 20%. Valor contábil = custo instalado do novo ativo – depreciação acumulada Variação no Capital de Giro Líquido: A diferença entre as alterações nos ativos circulantes e as alterações nos passivos circulantes de uma empresa.Finanças Empresariais tipo de imposto. menos a depreciação acumulada. Para o momento é válido explicar apenas o seguinte: Estas variações ocorrem em decorrência da mudança no volume de atividade da empresa.000 para instalar o equipamento. 32% e 19% para cada ano. A máquina antiga foi comprada há três anos. Após três 77 . a maior. os ativos circulantes aumentam mais que os passivos circulantes. tratado com saída inicial. O preço de compra da máquina é de $ 380. Perda na Venda do Ativo: Valor pelo qual o preço de venda é inferior ao valor contábil. O imposto sobre a venda do antigo ativo depende da relação entre o preço de venda. e terá também alterações em seu fluxo de caixa. Em geral. avanço tecnológico. ao custo de $ 240. Valor Contábil: Valor Contábil do Ativo é dado pelo seu custo total inicial. entre o preço de compra e o preço de venda do ativo.000. Se a empresa adquiriu uma máquina com maior capacidade de operação ela certamente terá em conjunto um aumento em seus estoques.000 e mais $ 20. Depreciação: Redução periódica do valor contábil dos bens de uma empresa. Ganho de Capital: É a diferença. e outras causas afins. contas a receber e a pagar. em função de desgaste. do que resulta em um investimento adicional em capital de giro líquido.

OBS: O Imposto sobre a venda da Máquina Atual é calculado através da soma do ganho de capital (Preço de Venda – Preço de Compra) mais a Depreciação Reavida obtida nessa venda (Preço de Compra da máquina antiga menos a depreciação ano a ano linearmente). 18% e 23%.195. sendo vendido hoje por $55.A.840 35. Determine qual o valor do Investimento Inicial para esse projeto. Duplicatas a Receber) Aumento dos Passivos Circulantes (Duplicatas a Pagar.000 dos passivos circulantes caso faça a substituição. Em conseqüência da substituição proposta. com a venda da Máquina Antiga Receita com a venda a Máquina Antiga (menos) Imposto sobre a venda da Máquina Atual Receita total depois do imposto com a venda da máquina atual Aumento dos Ativos Circulantes (estoques. livres de quaisquer custos de remoção de limpeza.000 20.000 dos ativos circulantes e de $ 18.000 e exige custo de instalação de $5.000 400. o investimento em capital de giro líquido da empresa deve aumentar em 77 . A empresa espera um aumento de $ 35.000.000. está pensando em comprar um novo equipamento para substituir o já existente.Finanças Empresariais anos a empresa encontrou um comprador disposto a pagar $ 280.000 + 17.000 84. a um custo de instalado de R$50. O novo equipamento custa $75. depois do IR.160 .000 18.160 Exercício: A Irving mecânica S. O equipamento antigo foi comprado há quatro anos.000. Será depreciado de acordo com as seguintes taxas 20%. Todos os rendimentos e ganhos de capital serão tributados em 40%. Cálculo do Investimento Inicial Custo instalado da máquina proposta (Valor Depreciável) Custo da Máquina Proposta (mais) Custo de Instalação da Máquina Proposta Custo total instalado da máquina proposta (Valor Depreciável) (menos) – Recebimento.000 280. supondo um prazo de recuperação de cinco anos.000 por esta máquina sem nenhum custo adicional. Financiamentos) (mais) Variação do Capital de giro líquido Investimento Inicial (Saída de capital no instante zero) Total 380.000 221.

b) determine os impostos (se houver) atribuíveis à venda do equipamento antigo. com a venda da Máquina Antiga Receita com a venda a Máquina Antiga (menos) Imposto sobre a venda da Máquina Atual Receita total depois do imposto com a venda da máquina atual Aumento dos Ativos Circulantes (estoques.Finanças Empresariais $15. Determine: a) calcule o valor contábil do equipamento antigo. c) encontre o valor em investimento inicial associado à substituição proposta do equipamento.000. Duplicatas a Receber) Aumento dos Passivos Circulantes (Duplicatas a Pagar. depois do IR. sobre os rendimentos ordinários e sobre ganhos de capital. Cálculo do Investimento Inicial Custo instalado da máquina proposta (Valor Depreciável) Custo da Máquina Proposta (mais) Custo de Instalação da Máquina Proposta Custo total instalado da máquina proposta (Valor Depreciável) (menos) – Recebimento. A empresa é tributada em uma alíquota de 30%. Financiamentos) (mais) Variação do Capital de giro líquido Investimento Inicial (Saída de capital no instante zero) Total ANÁLISE DE INVESTIMENTOS PAYBACK 77 .

também denominado de período de recuperação do capital investido ou de "pay-out-period". O período de Payback. Em termos de decisão entre aceitar ou rejeitar um determinado investimento. o Payback é de anos e meses. Para determinarmos o n. ainda. superado pelas entradas líquidas acumuladas. melhor é considerado o projeto para o investidor. Todavia.°de períodos inteiros (no caso anos) necessários. somarmos a fração (no caso meses) através de uma regra de três. apresenta falha. O período de Payback pode ser entendido como um importante indicador do nível de risco do projeto. quanto menor o período de recuperação do investimento. deverá ser confrontado com o prazo máximo estipulado pela empresa como sendo o tempo aceitável de retorno para o investimento em questão. este método leva em conta apenas o fator tempo. quais sejam: Critérios de Decisão: Todo projeto deve ter um prazo limite para retornar os investimentos • Se o payback for menor que o período de payback máximo aceitável Se o payback for maior que o período de payback máximo aceitável da da empresa. de que quanto maior o tempo de retorno mais risco estará envolvido na decisão de investimento. o Payback. Em sua essência. o risco de não recuperar o investimento. normalmente. devemos localizar a última linha negativa do fluxo de caixa acumulado. pelo fato. Segundo este método. o que leva a uma considerável popularidade entre os administradores. 77 . é o primeiro método aplicado em um processo decisório de investimento. Portanto.°de períodos. bastando.Finanças Empresariais É o método de avaliação mais simples. Portanto. então. é definido como sendo o número de anos ou meses (dependendo da escala utilizada) necessários para que o desembolso correspondente ao investimento inicial seja recuperado ou igualado ou. aceita-se o projeto • empresa. Um fator positivo do método de Payback é a sua simplicidade. portanto. rejeita-se o projeto OBS: Duas importantes restrições na utilização do método de Payback são: a) Não leva em consideração a grandeza dos fluxos de caixa e sua distribuição no período anterior ao Payback. Em geral. Esta linha indicará o n. busca refletir a liquidez de um projeto e.

000 5.000 15.Finanças Empresariais b) Desconsidera as entradas dos fluxos de caixa após o período de Payback.000 9. Exemplo: Ano 0 1 2 3 4 Resolução: Fluxo de Caixa A $ -260.000 Fluxo de Caixa B $ -85.000 15.000 11.000 425.000 45. 77 .800 VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL).000 25.

com o custo periódico uniforme. O método de valor atual líquido. Todavia. por adotar um fluxo de caixa descontado. Isto pode ocorrer quando: a) projetos mutuamente excludentes apresentem escalas de investimento diferentes. ainda. inviável e. Tais deficiências podem ser superadas: no primeiro caso. durante um prazo igual a vida útil do empreendimento”. o NPV nem sempre pode ser utilizado como critério de escolha de um projeto. é muito superior aos dois outros métodos de (Payback e TMR). também denominado de valor atual líquido (VAL) ou. com o índice de Rentabilidade e. ". Net Present Value. se negativo. com uma aplicação financeira em que os mesmos valores são aplicados à uma taxa mínima de atratividade. no mesmo instante.. se igual à zero.Finanças Empresariais Valor presente líquido (VPL). b) ou apresentem prazos diferentes.. (NPV). depois do imposto de renda. Se o VPL for positivo isto indicará que o investimento é viável. é a representação de um saldo hipotético (positivo. uma vez que permite a análise do fluxo de caixa em função da real magnitude de cada fluxo de caixa (valor aquisitivo da moeda) em valor atual. transladados equivalentemente para o instante inicial e comparados. nulo ou negativo) dos valores envolvidos no empreendimento. no segundo caso. depois do imposto de renda. do valor presente de suas entradas de caixa. • Def: O Valor Presente Liquido (VPL) é obtido subtraindo-se o investimento inicial de um projeto. FÓRMULA: Onde: VPL = Valor Presente Líquido 77 . indiferente. segundo Hirschfeld (1987).

000.000.00 R$ 10.000.000. o projeto deverá ser aceito.00 R$ 10.00 R$ 15. Se VPL = 0 é indiferente aceitar ou rejeitar o projeto. Exemplo: Investimento Inicial Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Custo de Capital R$ 30. Se VPL < 0.I= Investimento Inicial n = fluxo de caixa em uma determinada data Critérios de decisão: Se VPL > 0.Finanças Empresariais K = Custo de Capital do Projeto t = Período de ocorrência do fluxo de caixa FCn = Fluxo de Caixa em um determinado período I.00 R$ 20.00 20% ao ano 77 . o projeto deverá ser rejeitado.000.

146.00).00 28. o que representa para o acionista da empresa criação de riqueza.Finanças Empresariais Graficamente temos a representação do VPL: VPL R$ 25. valor econômico agregado. ou ainda. o VPL encontrado somente se realiza caso a empresa reinvista seus fluxos de caixa intermediários à taxa de retorno requerida de 20% ao ano (custo de capital). superior ao valor aplicado inicialmente (R$ 30.43% (TIR) VPL > 0 Taxa de Desconto Esse resultado revela que o projeto é R$ 5.000.000.00 4 anos 77 . Entretanto. Essa afirmação pode ser demonstrada através dos seguintes cálculos: • Montante acumulado pelo reinvestimento dos fluxos de caixa: • Cálculo do VPL com base em FV4: R$ 72.60.880.

TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR).000. É uma taxa tal que se utilizada fará com que o lucro do seu projeto seja nulo ou VPL = 0”. A utilização da TIR tenta reunir em apenas um único número o poder de decisão sobre determinado projeto. caso utilizemos qualquer outra taxa de desconto no reinvestimento o resultado obtido para o VPL será um valor diferente. dessa vez voltada para a variável taxa. à própria taxa de retorno calculada ou a própria TIR. A TIR é um número intrínseco ao projeto e não depende de nenhum parâmetro que não os fluxos de caixa esperados desse projeto. Isso quer dizer que a TIR é a taxa que "zera" o seu investimento. A idéia da TIR surgiu como mais um modelo de análise de investimento. Fórmula: 77 . A TIR calculada em um projeto de investimento só terá validade desde que os fluxos de caixa intermediários sejam reaplicados. Esse número não depende da taxa de juros de mercado vigente no mercado de capitais (Daí o nome taxa interna de retorno). “A TIR é a taxa de juros efetiva que torna o valor presente das entradas de caixa igual ao valor ao presente das saídas de caixa do investimento.00 Assim. até a vida útil do projeto.Finanças Empresariais R$ 30.

I = Investimento Inicial TIR = Taxa Interna de Retorno Critérios de decisão: Se TIR > k. o projeto deverá ser rejeitado.Finanças Empresariais Onde: n = Período de ocorrência do fluxo de caixa FCn = Fluxo de Caixa em um determinado período I . o projeto deverá ser aceito. Assim temos: 77 . Se TIR < k. é indiferente aceitar ou rejeitar o projeto. Exemplo: Utilizando o exemplo acima podemos determinar a TIR dos projetos A e B. Se TIR = k.

00 200.0 0 30. Assim.7% VPL $ 27.000. 77 . encontramos os seguintes resultados: Alternativas A B TIR 35. Isso pode ocorrer devido à diferença nas escalas de investimentos – valores iniciais alocados em cada projeto – e pelas diferentes entradas dos fluxos de caixa no tempo.0 0 ANO 2 50.0 0 ANO 4 40.10 > R$ 27. o VPL e a TIR sempre levam a mesma decisão de aceitar ou rejeitar.000.000..395. ao passo de a TIR de Y. tornando assim.0 0 Entradas esperadas de caixa (R$) Determinado o VPL a TIR e o IL. os projetos mutuamente excludentes.000.00 200. onde a escolha de A se dá pela TIR e a escolha de B pelo VPL. Esses conflitos podem ocorrer em situações em que o VPL do projeto X.00 180.000.10. Caso a análise recaia sobre dois investimentos mutuamente excludentes. é superior ao de X. a avaliação através do VPL e TIR poderá levar a conclusões conflituosas.000. observadas pelo VPL e TIR calculados.000. O conflito de decisão de escolha se dá pelo fato de haver uma restrição orçamentária.1% 29.0 0 ANO 3 40.0 0 40. é mais atraente que o de Y. devido ao fato do VPL mensurar a riqueza gerada pelo projeto em valores absolutos (R$).000.Finanças Empresariais DECISÕES CONFLITANTES – PERFIS DE VPL – PONTO DE FISCHER Decisões de investimento que tenham um único projeto para ser avaliado.000. consequentemente a alternativa B deve ser a selecionada pelo fato de R$ 53.395. vamos admitir dois projetos de investimentos excludentes e que tenham um custo de capital da ordem de 20% ao ano.00 ANO 1 60.000.50 $ 53.272 1. Alternativa s A B Investimento Inicial ($) 100. Para exemplificarmos essa situação.160.395.10 IL 1.267 Notamos que há um conflito quando analisamos as alternativas. o VPL assume uma maior importância em relação à TIR.

00 30.00 ANO 2 50.00 produz um retorno superior ao mínimo determinado pela empresa.000. "O investimento incremental de R$ 100.160.0 0 160. assim temos: O VPL incremental demonstra a riqueza adicional acrescentada pelo investimento B de maior escala.00 ANO 3 40.00 180.000.000.00 ) 140.0 0 Quando determinamos o VPL do fluxo de caixa incremental (B – A).000.0 0 ANO 4 40.Finanças Empresariais Outra maneira de conceituarmos a superioridade do VPL sobre a TIR em projetos onde as escalas são diferentes é através da análise incremental. A seguir são apresentados os diversos valores incrementais do projeto B em relação ao A. ou seja.00 200.234.60.395. Na verdade o valor do VPL incremental pode ser determinado através da diferença do VPL B e o VPLA.10 – R$ 27.000.000.50 = R$ 26.000.000.000.00 40. Dessa forma o VPL de ser utilizado como critério de decisão quando houver dois projetos com escalas 77 .000. R$ 53. denotando assim a viabilidade econômico-financeira do investimento.0 0 A B Valores Incrementais 100.00) (30. Outra forma de determinarmos o VPL incremental é através da fórmula básica do VPL.234.60.00 (B – A) (100.000.000. que se baseia na determinação do retorno incremental oferecido pela alternativa de maior investimento.000.00 200. obtemos um valor superior a zero (VPL > 0).000. mas sim pela riqueza adicional determinada pelo VPL de R$ 26.000. não demonstrado pela Taxa Interna de Retorno – TIR do projeto. Alternativas Investimento Inicial ($) Entradas esperadas de caixa (R$) ANO 1 60. servindo assim.00 ) (10. de parâmetro de decisão de investimento quando ocorrer diferentes escalas de investimentos".000.

Revela a taxa de desconto que produz o mesmo VPL para as duas possibilidades de investimentos.0% 29. Podemos Gráfico: representar graficamente a situação descrita acima.7% B 35. VPL ($) 250. INTERSEÇÃO DE FISCHER Podemos determinar a TIR incremental através da seguinte expressão de cálculo: Essa TIR incremental encontrada também é conhecida por Interseção de Fischer.00 Interseção de Fischer 90.000.000. referente ao comportamento dos investimentos A e B. sendo escolhido aquele que apresentar o maior valor.1% Taxa 77 .Finanças Empresariais diferentes de investimento. tornando assim. a escolha indiferente do ponto de vista da atratividade econômica.00 A 27.

em termos de valor presente. e. é considerado como atraente.20. o projeto deverá ser aceito (VPL > 0). pois destroem riqueza. • Se IL = 1. Em uma situação em que a taxa de retorno desejada for superior aos 35.00 investido no projeto temos um retorno de R$ 1. O Índice de rentabilidade ou lucratividade indica. o investimento B é preferível pelo fato de seu VPL apresentar maior riqueza líquida gerada.1% > 29. passam a ser economicamente inviáveis. A partir de 27% o projeto A passa a ser mais atrativo devido apresentar uma TIR superior ao projeto B (35.Finanças Empresariais Conclusão: Para uma TIR incremental de até 27% ao ano. para cada R$ 1. ÍNDICE DE RENTABILIDADE OU LUCRATIVIDADE O índice de rentabilidade.1% os dois projetos de investimento. como a taxa mínima de atratividade dessa análise é de 20% ao ano a alternativa B passa a ser a mais interessante. Critérios de decisão: • Se IL> 1. suficiente para cobrir o investimento e ainda obtermos um resultado positivo de R$ 0. Exemplo: 77 . • Se IL < 1. Assim. portanto a melhor opção econômica de investimento.20 ou 20% do montante investido. pois remunera o investidor em sua taxa desejada de atratividade. Exemplificando. qual o retorno observado para cada unidade monetária investida no projeto.7%). ou índice de lucratividade. pelo fato de apresentar o maior valor de VPL. é simplesmente o quociente entre o valor atual e o investimento inicial. apresentando um VPL negativo. o projeto deverá ser rejeitado (VPL < 0).

Assim temos: TAXA MÉDIA DE RENTABILIDADE É a média de retorno do capital investido em cada período. A taxa média de retorno é obtida dividindo-se o fluxo de caixa médio pelo investimento inicial do projeto.000.Finanças Empresariais Utilizando o exemplo acima podemos determinar a I.00 gera entradas de caixa de R$ 25.00 para manutenção.000. Assim temos: Exercícios: 1) Um projeto de investimento inicial de R$ 70. Pede-se: Determinar o Valor Presente Líquido desta operação. considerando um custo de oportunidade de 8% ao ano. 77 .00 nos próximos 5 anos. em cada ano será necessário um gasto de R$ 5.L dos projetos A e B.000. temos: Exemplo: Utilizando o exemplo acima podemos determinar a TMR dos projetos A e B. Assim.

R h) Esse projeto é viavel pelo VPL? Comente.00.3 anos B) Qual é o VPL do projeto? $7.Finanças Empresariais Dados: Investimento inicial: R$ 70.000.00 Entradas de Caixa: R$ 25.125.468.000. 2) O projeto K tem custo um custo de R$ 52.68 C) Qual a TIR do projeto? 16% a.00 -65.00 300.00 235.00 Despesas com manutenção : R$ 5.000. e seu custo de capital é de 12% ao ano.5% ao ano e possui um projeto com os seguintes fluxos líquidos de caixa: Ano 0 1 2 3 Qual o VPL desse projeto? $174.14 G) Qual a TMR do projeto? 23% 3) A NUC S/A tem um custo de capital de 11.a F) Qual IL do projeto? 1.00 por ano durante oito anos.90 fluxo liquido de caixa -$ 200.000.5 anos E) Qual a TIRM do projeto? 13.00 77 .89% a.a D) Qual o período de payback descontado? 6. Pede-se: A) Qual o período de payback do projeto? 4. suas entradas de caixa líquidas esperadas são de R$ 12.00 Prazo (n) : 5 anos Custo de capital (i) = 8% ao ano Determine: a) Payback convencional b) Payback descontado c) VPL d) TIR e) TIRM f) TMR g) I.

00.00 e R$ 50. R$ 90.m 6) Um industrial adquiriu uma fábrica de tecidos por R$ 700.00 no primeiro.430.00 5. R$ 210. a primeira no final do segundo mês.00 no segundo.500.00.00 5. A que taxa foi feito o empréstimo? 2.100.00 7. a controladoria da empresa apresentou ao proprietário os saldos de caixa registrados ao fina l de cada semestre decorrido: R$ 150.L e TMR para cada projeto e indique a decisão correta de aceitar/rejeitar cada projeto.00 Polias $ 7.000. comprou um guincho por R$ 120. TIRM. prejuízo de R$ 35. respectivamente. Os projetos são independentes. estimando vendê-lo depois desse prazo.00 5. VPL.100.000. no valor de R$ 40. e os três últimos com superávit.00 5.00 7. I.27% a.00. com uma desvalorização de 85%.A.00 7.Finanças Empresariais 4) A Edelman Engenharia está considerando a inclusão de duas peças de equipamento.500. com os resultados apresentados ele atingiu o seu objetivo? Qual foi o VPL e a TIR desse projeto? 7) A empresa Rebok S.0.00 vai ser pago em 5 prestações mensais.000. Se a meta do industrial era obter um retorno de 12% ao ano na media durante o período citado.00.00no terceiro. R$ 60.00 e R$ 250. Passados 3 anos. PBd.100.00 à vista.100.00 7.000.00.000.000.000.500.00.00 Calcule o PB. O desembolso para o caminhão é de R$ 17. de R$ 20.00. Os fluxos de caixa após impostos incluindo a depreciação são os seguintes: Ano 1 2 3 4 5 Caminhão $ 5. o custo de capital da empresa é 14% ao ano.000. de R$ 190. e para o sistema de polias é de R$ 22. Resp: 5) Um empréstimo de R$ 200.000.000.100.00 para ser usado durante 5 anos.000.500.000.100. um caminhão e um sistema de polias aéreas no orçamento de capital deste ano. Os custos anuais de manutenção e funcionamento 77 .000. e as outras no final dos meses seguintes. nos valores. TIR.500. R$ 50.000.

. sabendo que ela foi realizada com 2 meses de carência.... Para uma taxa de retorno requerida de 16% ao ano......000......000........000.. a Rebok S.00................00 a........a Parcela Variável..00 a.000..... $ 215....a F) Compra de ativos permanentes no início do projeto por....000.......00 a............00. R$ 150...................... $ 90.............00 $ 225. R$ 180...A.000..........000.................a para os demais..00 por ano...................... Parcela Variável............ na base de 15%....000.......a para os dois primeiros anos e de $ 15.00 77 ........ 10% a...........00......................................000.. A empresa obteve benefícios líquidos anuais de caixa produzidos pelo guincho de R$ 100.000................00 $ 240.......Finanças Empresariais no primeiro ano atingiram R$ 40..000....000....00e continuam crescendo anualmente.00. 5% das vendas C) Taxa de depreciação dos ativos permanentes....00 $ 150..................... 9) Uma empresa pretende lançar um novo produto e para isso fizeram uma pesquisa de mercado e levaram os resultados ao departamento financeiro as seguintes informações acerca da aceitação e fabricação desse produto: A) Custos: Parcela Fixa...000... fez uma compra economicamente interessante analisando-se pelo criterio do VPL....... 13% a......00 G) Receita de vendas Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 $ 200..000.......00 que foram decrescendo à razão de R$ 8..00 para serem pagos em quatro prestações mensais nos valores de R$ 100..000...........a D) Custo do capital empregado...... R$ 120.....000......a E) Alíquota do Imposto de Renda.........................00 $ 215. 10% das vendas B) Despesas de vendas e administração: Parcela Fixa: $ 20.... 25% a........... Calcule A TIR dessa operação.. TIR e TIRM? 8) O Jockey Club Carioca tomou emprestado R$ 500.................000..

00 no final do último ano. Variáveis Margem Contrib. Os fluxos de caixa relevantes de cada projeto são apresentados na tabela a seguir. Fluxo Final 10) +/ - 1 2 3 4 5 = = = + = + = A Oregon Indústrias S/A está tentando escolher o melhor de dois projetos (A e B) mutuamente excludentes que apresentam mesmo nível de risco.000. 77 .Finanças Empresariais Admitindo-se uma vida útil de 5 anos e a venda do equipamento por $ 105. responda: 1) Qual é o período de Payback convencional? 2) Qual é o perído de Payback descontado? 3) Qual é o VPL? 4) Qual e a TIR? 5) Qual é a TIRM? 6) Qual é a Taxa Média de Rentabilidade? 7) Qual é o Índice de Rentabilidade ou Lucratividade? O projeto é viável pela análise da Taxa Interna de Retorno? Por quê? Anos Receita Total Custos Variaveis Desp. Custos Fixos Desp. Fixas Depreciação LAIR IR LDIR Depreciação Saldo parcial Venda de equipam. O custo de capital da empresa é de 14%.

11) Um projeto de investimento tem as seguintes características: .00 A empresa tem a opção de aplicar os seus recursos em papéis que rendem não menos do que 15% a.00 10.a. g) Qual projeto de ser aceito sendo eles mutuamente excludentes.00 10.a.000.64. f) Desenhe o gráfico que representa o ponto de Interseção de Fischer. d) O Índice de Lucratividade de cada projeto. c) A TIR de cada projeto.000.000./a.200.00 Entrada de Caixa R$ 10.000.000.receitas anuais: $ 4.custo inicial: $ 10.200.00 10.000.custos anuais: $ 1.00 . TIR = 17.a.00 R$ 27.00 9.23% a.000.vida útil estimada: 5 anos .000. e) O VPL e a TIR incremental. R: VPL(15%) = $ 553.500.000.00 a) O Payback de cada projeto. b) O VPL de cada projeto. ⇒ projeto viável 12) Considere um custo do capital de 10% a.00 8.000.00 10. Analisar pelos métodos do VPL e da TIR se o projeto é vantajoso.valor residual: 10% do investimento inicial ./a .Finanças Empresariais Investimento Inicial Ano 1 2 3 4 Pede-se: Projeto A Projeto B R$ 28.00 R$ 11. e as seguintes alternativas de investimento mutuamente exclusivas: 77 .00 .

c) o VPL das alternativas e do fluxo incremental. 13) Considere as seguintes alternativas mutuamente exclusivas: Determinar a taxa de desconto que torna as duas alternativas igualmente atrativas para o investidor. O custo de oportunidade da empresa é de 13%.000 20. b) a TIR do fluxo incremental (A – B).000 35.000 55.000 55.000 de Projeto B (R$) 150. estão sendo analisados tendo em vista a compra de um novo equipamento.000 50. Os fluxos de caixa de cada projeto são apresentados no quadro abaixo: Investimento Inicial Ano 1 2 3 4 5 Pede-se: A) Calcular o Payback para cada projeto B) Calcular o VPL para cada projeto Projeto A (R$) 150.000 Caixa Entradas (FC) 55.000 de Caixa 77 . 14) Os dois projetos seguintes apresentam o mesmo nível de risco.000 55.Finanças Empresariais Pede-se calcular: a) a TIR da alternativa A.000 Entradas (FC) 50. d) identificar pela análise do fluxo incremental qual é a alternativa preferível.000 55.000 35.

Em geral. . ao passo que diminuições de alavancagem provocam reduções de retorno e risco. Formato geral da demonstração do resultado e os tipos de alavancagem: 77 . A seguir os três tipos básicos de alavancagem: . impactando no retorno dos acionistas. A alavancagem é o produto do uso de ativos ou fundos a custo fixo para multiplicar retornos para os proprietários da empresa. 418). ALAVANCAGEM Segundo Gitman (1997 p.A Alavancagem Total se preocupa com a relação entre as Vendas e os Lucros por Ação (LPA). .A Alavancagem Financeira se preocupa com a relação entre o LAJIR e seus resultados por ação sobre as ações ordinárias. que significa o Lucro Operacional). Lucro por Ação (LPA). aumentos de alavancagem resultam em elevações de retorno e risco. qual você escolheria pelo critério da TIR.Finanças Empresariais C) Calcular a TIR para cada projeto D) Sendo projetos mutuamente excludentes. É o processo pelo qual um aumento ou diminuição das vendas aumenta ou diminui o lucro operacional em maior ou menor proporção. pelo efeito sobre o risco e o retorno. O grau de alavancagem na estrutura de capital da empresa – a combinação de capital de terceiros com capital próprio – pode afetar significativamente seu valor.A Alavancagem Operacional se preocupa com a relação entre as Vendas e seus Lucros antes dos juros e do imposto de renda (LAJIR.

Finanças Empresariais Fonte: Gitman. 1997. EXEMPLO: A empresa JLC apresenta a seguinte situação: • • Receitas de vendas = $ 10/unidades x vendas em unidades Custos e despesas operacionais variáveis = $ 5/unidades x vendas em unidades Caso 2 Caso 1 77 . 422). Pag. maior o grau de alavancagem operacional. Obs: Custos fixos e alavancagem operacional: quanto mais elevados os custos fixos em relação aos custos variáveis. “Alavancagem Operacional é o uso potencial de custos fixos operacionais para aumentar os efeitos das mudanças nas vendas sobre os lucros da empresa antes dos juros e do imposto de renda”. 418 ALAVANCAGEM OPERACIONAL: Segundo Gitman (1997 p.

CF = $2. seu LUCRO OPERACIONAL diminui de $ 2.500) $ 0. um aumento de 50% nas vendas (1.500 ($ 2.Lajir Variação no LAJIR -50% 500 $ 5.500 $ 15.000) $ 5.000 para 1.500 unidades) resulta em um aumento de 100% no LAJIR.500 para $ 0.000 ($ 5. Custo operacional variável.000 ($ 2.000 para 1. Em outras palavras.500) $ 7.000 ($ 2. Custo operacional fixo. Pvµ = $10 por unidade.500 ($ 2. • • Conforme as vendas da empresa aumentam de 1.Finanças Empresariais Aumento / Redução nas vendas Vendas em unidades Receitas de vendas Custos e despesas operacionais variáveis Margem de Contribuição Custos operacionais fixos Lucro Operacional .500) $ 2.000 $ 10.00 -100% 1.500).500 para $5. 77 . Assim uma diminuição das vendas de 1. MEDIÇÃO DO GRAU DE ALAVANCAGEM OPERACIONAL (GAO) O Grau de Alavancagem Operacional: é a medida numérica da alavancagem operacional da empresa (para um dado nível de venda).000 ($ 7.000 para 500 unidades.500) $ 2. seu LUCRO OPERACIONAL aumenta de $2.500) $ 5.000 (LAJIR1 para LAJIR2). Cvµ = $5 por unidade.500 unidades. resultando numa diminuição de 100% do LAJIR.500 + 50% 1.000 + 100% Usando os dados apresentados: • Preço de venda.

Os efeitos de variações de custos operacionais fixos sobre a alavancagem operacional podem ser visualizados prosseguindo com o exemplo acima.50 e um aumento dos custos fixos operacionais de R$ 2. por exemplo.00 para R$ 4.000 77 . ou ainda. Assim temos: Aumento / Redução nas vendas Vendas em unidades Receitas de vendas Caso 2 -50% 500 $ 5. Isso resultou em uma diminuição do custo operacional variável unitário de R$ 5. sendo assim.000 1. através da troca de comissão de vendas por um aumento dos salários dos vendedores. com o aumento dos custos de aluguel.000 Caso 1 + 50% 1.500 para R$ 3.000. as variações de custos operacionais fixos afetam a alavancagem operacional de maneira significativa.Finanças Empresariais OU CUSTOS FIXOS E ALAVANCAGEM OPERACIONAL Como observado acima os custos fixos tem função importante na alavancagem operacional.000 $ 10. Isso poderia ocorrer em situações em que a empresa. poderia remunerar os representantes comerciais (vendedores) co um salário fixo em lugar de pagar apenas comissões proporcionais às vendas. EXEMPLO: Suponha que a JLC troque parte dos custos operacionais varáveis por custos operacionais fixos.500 $ 15.

000) $ 2.Finanças Empresariais Custos e despesas ($ 2.Lajir Variação no LAJIR Assim o novo Grau de Alavancagem Operacional ficará assim: ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ Exercícios: 1) Admita uma empresa com a seguinte estrutura de resultados: Receitas de vendas Custos e despesas variáveis Margem de Contribuição $ 500.250 + 110% operacionais variáveis Margem de Contribuição Custos operacionais fixos Lucro Operacional .500 ($ 6.250 ($ 3.750) $ 8.000 (300.500) $ 5.000) $ 200.500 ($ 3.000) ($ 250) -110% ($ 4.000 77 .250) $ 2.000) $ 5.750 ($ 3.

000 $ 500. c) Determinar o GAO das duas empresas para o atual volume de atividade (receita de vendas = $ 1. C. $ 2.000).470.000.000 unidades). custo variável operacional de $ 16 por unidade e um preço de venda unitário de $ 63. (Ponto de equilíbrio em unidades monetárias para uma quantidade vendida de 2. Qual das duas empresas apresenta maior capacidade de alavancagem operacional? Explique a sua resposta. 3) A Companhia Islândia tem custos fixos operacionais de $ 380. calcular a variação esperada nos resultados operacionais.000 $ 750.50.960.940.210. Empresa A Volume de vendas Custos e despesas fixos Pede-se: a) Calcular os resultados operacionais das duas empresas.Finanças Empresariais Custos e despesas fixos Resultado Pede-se: A. 2) São apresentadas abaixo informações relativas aos resultados de duas empresas que atuam no mesmo setor de atividade.000 $ 1.000.940. admitindo um acréscimo de 15% nas receitas de vendas da empresa.000 $ 2. d) A partir do GAO calculado acima.000 $ 2.000 Empresa B (120. demonstre que o GAO não se altera mesmo prevendo-se uma redução de 15% no volume de atividade da empresa. B.000) $ 80. explique qual das empresas apresenta menor risco. calcular o grau de alavancagem operacional para um volume de vendas de $ 500. b) Apurar o volume mínimo de vendas que cada empresa deve atingir para que não apresente prejuízo.000 Custos e despesas variáveis 77 .

espera ter um LAJIR de R$ 10.000. EXEMPLO: Uma pequena empresa de comida oriental. c. d. 10. Também existem 77 . Os encargos financeiros são: 1 – juro sobre empréstimos e 2 – dividendos sobre ações preferenciais. ALAVANCAGEM FINANCEIRA: O objetivo da alavancagem financeira é analisar o impacto de capitais de terceiros sobre o retorno dos acionistas. Calcule o ponto de equilíbrio operacional em unidades e em unidades monetárias. Refaça os cálculos considerando agora um aumento de 10% nos custos fixos operacionais e uma diminuição nos custos operacionais variáveis de R$ 16 para 14. Esses encargos fixos não variam com o LAJIR da empresa.000 unidades. Determinar o Grau de Alavancagem Operacional utilizando 10.000. b. A alavancagem financeira está relacionada aos efeitos das variações no LAJIR sobre o lucro disponível aos acionistas comuns.000 unidades de vendas como base à medida que as vendas se movem da base para outros níveis de vendas usados em b. Calcule o LAJIR a 9. eles precisam ser pagos independentemente do LAJIR disponível para cobri-los.000 e 11. O efeito da alavancagem financeira é favorável quando. Portanto. no seu todo.000com pagamento anual de juros (cupom) de 10% e 600 ações preferenciais com dividendos anuais de R$ 4. o retorno obtido pela empresa em suas operações é superior ao custo fixo dos recursos de terceiros. a empresa possui um financiamento bancário de R$ 20.Finanças Empresariais a. respectivamente através da tabela.00 por ação. a Alavancagem financeira é definida como a capacidade da empresa usar encargos financeiros fixos para maximizar os efeitos de variações no LAJIR sobre o lucro por ação (LPA = lucro disponível aos acionistas comuns pelos números de ações ordinárias emitidas).

200 2.000 = $ 2.800 2.80 + 100% Variação do LPA -100% MEDIÇÃO DO GRAU DE ALAVANCAGEM FINANCEIRA (GAF) O Grau de Alavancagem Financeira: é a medida numérica da alavancagem financeira da empresa.000. Aumento / Redução nas vendas LAJIR Menos Juros Lucro Líquido antes do Imposto de Renda Menos Imposto de Renda (40%) Lucro Líquido depois do I.000 = $ 4. T: alíquota do imposto de renda.000 =$0 $ 10. DP: dividendo preferencial. J: juros.000 ($ 2.600) $ 2.400) $ 0.000 ($ 2.Finanças Empresariais 1.400) 2.000) $ 8.800 $ 2.R.400 ÷ 1.400) 4.000.200) 4. A empresa é tributada em 40% pelo I.000 ($ 2.400 ($ 2. $ 10.000) $ 4.40% $ 6.000 ($ $ ($ $ 4. Onde: LAJIR: lucro antes imposto de renda. Exercícios: 1) Admita a seguinte estrutura do DRE de uma empresa: Numero de ações: 1000 77 .00 $ 0 ÷ 1.000 ações ordinárias.400 Caso 1 + 40% $ 14.40 $ 4.800 ÷ 1.800) 7.R Menos dividendos preferenciais Lucro disponível para acionistas ordinários Lucro por Ação Caso 2 .000 ($ $ ($ $ 3. $ 14.000.000 ($ 1.000) $ 12. A tabela abaixo apresenta os seguintes níveis de LAJIR: $ 6.

900 (2.00 Caso 2 Aumento / Redução nas vendas Vendas em unidades Receitas de vendas Custos e despesas operacionais variáveis Margem de Contribuição Custos operacionais fixos Lucro Operacional Lajir Menos: Juros LAIR Imposto de Renda (35%) Lucro Líquido depois I. qual será a alavancagem operacional e financeira? 77 .R Dividendos preferenciais Lucro Líquido LPA (LL ÷ N°ações) Pede-se: A) Calcule para o ano 20X0 O preço de venda unitário O custo unitário variável O ponto de equilíbrio em quantidade e em unidades monetárias.000 (2.000) 9.100) 3.000 (3.000 (27.000) 6.000 60.000 (24.900 Caso 1 B) Se houver uma queda de 10% das unidades vendidas (20X1).000) 36. qual será a alavancagem operacional e financeira? C) Se houver um aumento de 10% das unidades vendidas (20X2).000) 1.Finanças Empresariais Alíquota de imposto de renda: 35% Dividendos por ação: $ 2. 1.

MEDIÇÃO DO GRAU DE ALAVANCAGEM TOTAL (GAT) O Grau de Alavancagem Total: é a medida numérica da alavancagem total da empresa.500. a) Use a fórmula do GAF para calcular o GAF da empresa. qual é o GAF? ALAVANCAGEM TOTAL: resulta do efeito combinado do uso de custos fixos. 77 . portanto.500 e a empresa tem 15. Os encargos de juros são $ 22.00 por ação. tanto operacionais quanto financeiros.000 ações preferenciais pagando um dividendo anual de $ 6.000 ações ordinárias emitidas. para amplificar o efeito de variações de vendas sobre os lucros por ação da empresa. A alavancagem total pode ser encarada. como medida do impacto total dos custos fixos na estrutura operacional e financeira da empresa.Finanças Empresariais 2) A Companhia Primavera tem um LAJIR de $ 67. Suponha uma alíquota de 40% para o Imposto de Renda. b) Supondo que a empresa tenha 1.

$750.000 e a empresa possui 8. calcule o grau de alavancagem financeira da empresa. calcule o Usando o LAJIR associado com o volume de vendas base.00 por unidade e seus custos operacionais fixos são de $250.000. A despesa com juros anuais totaliza $80.000. b.50. Em 77 . c. seus custos operacionais variáveis são de $3. a. $750. grau de alavancagem operacional da empresa.000. e.000 unidades. d. Suponha que a empresa esteja na alíquota de 40% de taxa de imposto. 2) Supondo que a Cecrisa tenha aumentado seus custos fixos para $ 300. Use o conceito de grau de alavancagem total para determinar o operacional da empresa? vendas e um nível de vendas de 120.000 ações preferenciais emitidas com dividendos anuais de $5. efeito sobre os seus lucros por ação (em termos percentuais) de um aumento de 50% nas vendas da empresa a partir do volume base de $750.00. a empresa tem 20.000.Finanças Empresariais Exercícios: 1) A Cecrisa vendeu 100.000 unidades ao preço unitário de $7. Atualmente. Em qual nível de vendas (em unidades) está o ponto de equilíbrio Calcule o lucro por ação da empresa usando o atual nível de Usando o atual volume de vendas como base.000. em razão de aumento de estrutura produtiva.000 ações ordinárias emitidas.

b) Use a fórmula do GAO para calcular o GAO. Em qual nível de vendas (em unidades) está o novo ponto de equilíbrio operacional da empresa? b. A empresa está na faixa de 40% de alíquota de Imposto de Renda.000 vidros por ano. Qual sua opinião sobre a situação econômica da empresa neste novo momento? 3) A indústria de cosméticos R.O produz produtos de embelezamento de pele. c.000 ações ordinárias emitidas. a) Calcule os pontos de equilíbrio operacional (unidades).000. calcule: a. d. Calcule o novo grau de alavancagem operacional.000 ações preferenciais emitidas com dividendos anuais de $ 5. seus custos operacionais variáveis são de $ 3.000 e a empresa possui 8. espera que suas vendas aumentem em 60% em relação as vendas ocorridas.000. c) Use a fórmula do GAF para calcular o GAF. ela tem 20. financeiro e total. Atualmente. e) Compare os resultados de b e c 4) Recentemente. No momento a empresa tem juros de $ 6.000 e dividendos preferenciais de $ 2.000 ondeais ao preço unitário de $ 7.Finanças Empresariais contrapartida. Cada vidro produzido tem um custo variável operacional de $ 0. Os custos operacionais são $ 28. a) Em qual nível de vendas (em unidades) está o ponto de equilíbrio operacional da empresa (LAJIR = 0) 77 . comparando-o com os dados para o nível de vendas de 100.000.000 unidades ano (recalcule com o novo custo fixo). Calcule o novo grau de alavancagem financeira da empresa.84 e é vendido por $ 1.00 por unidade e seus custos operacionais fixos são de $ 250. d) Use a fórmula do GAC para calcular o GAC.50. Suponha que a empresa esteja na alíquota de 40% de taxa de imposto. Nada mais se alterando.00. vendendo 400. a TOR vendeu 10. Calcule o novo lucro por ação da empresa. e. A despesa com juros anuais totaliza $ 80.

Finanças Empresariais b) Calcule o lucro da empresa por ação (LPA) em formato de tabela quanto (1) ao atual nível de vendas e (2) ao nível de vendas de 120. à medida que as vendas se movem da base para os outros níveis de venda usados em b? d) Use as percentagens calculadas em c para determinar o GAO. c) Usando o atual volume de vendas como base. respectivamente.000. admitindo uma variação de + 20% e de . d) Usando o LAJIR associado com o volume de $ 750.20% no volume de atividade. pedem-se calcular: a) Lucro operacional e lucro líquido.000. 10. b) Calcule o LAJIR da empresa a 9.E em unidades. $ 750. 77 . grau de alavancagem financeira (GAF) e grau de alavancagem total (GAT).000 unidades. 5) A Grey indústria S/A tem custos operacionais fixos de $ 380.000 unidades como base. e) Use o conceito de grau de alavancagem total (GAT) para determinar o efeito sobre os seus lucros por ação (em termos percentuais) de um aumento de 50% nas vendas da TOR a partir do volume base de $ 750. ambos medidos após o IR. a) Calcule o P. 6) Tendo por referência os resultados apresentados abaixo de uma empresa.000 com base calcule o grau de alavancagem financeira da empresa (GAF).000 unidades. b) Grau de alavancagem operacional (GAO). calcule o grau de alavancagem operacional da empresa (GAO).000 e 11.000. c) Usando 10. quais são as variações percentuais em unidades vendidas e LAJIR.50. e) Use a fórmula do GAO para determinar o GAO a 10.000. relativos ao exercício de 19X9.000 unidades. custo operacional variável de $ 16 por unidade e um preço de venda unitário de $ 63.

600 Lucro Líquido: (25.480 7) Um fabricante asiático (cujo nome omitimos) de veículos esta com a firme intenção de estabelecer sua nova fabrica de automóveis na região centro sul do Brasil. Os custos variáveis por unidade (automóvel produzido) é estimado em $3. A fabrica de automóveis estará isenta de todos os impostos exceção do IR (imposto de renda) cuja alíquota esta fixada em 40%. O tamanho do mercado para esta classe de automóvel é 10 milhões de autos por ano. A intenção é obter logo de inicio e manter uma market share de 1% deste mercado.000.000) Economia IR (40%) : $ 1. 77 .800 (22. A partir dessas premissas fundamentais fornecidas (valores em dólares) calcule o VPL da operação e o Ponto de Equilíbrio Contábil.Finanças Empresariais Resultados do Exercício de 19X9 Receitas de Vendas Custos e Despesas Variáveis (35%) Margem de Contribuição Custos e Despesas Operac.800. O valor dos investimentos diretos (valores de hoje) para implantação da fabrica estão orçados em $150. Após 10 anos a fabrica devera comprar o terreno ou fechar a fabrica e devolver o terreno ao governo local.880 ($) 72.200) 46. Considere todos os investimentos como totalmente depreciáveis.000) 24. Os custos fixos serão de $32 milhões por ano.000. Fixos Lucro Operacional antes IR: IR si Lucro Operacional (40%) Lucro Operacional após IR: Despesas Financeiras: ($ 4.000) 1. Considere que não haverá crescimento nas vendas durante estes 10 anos. Após intensa negociação com as autoridades locais foi acordado que o município fornecerá o terreno para implantação da fabrica por um prazo de 10 anos.00.600 12.920) 14.00.000 (4.800 (9.000. A depreciação é linear e a taxa de retorno que os investidores esperam obter com os investimentos nesta fabrica é 12% ao ano. O preço de venda de cada automóvel esta estimado em $3.00.

Como conseqüência. Assim. é difícil – se não impossível – fazer tais predições com qualquer grau de certeza. são eles: risco e retorno. dois conceitos importantes são analisados quando investimos no mercado financeiro. os investidores muitas vezes usam o passado para fazer predições futuras. Infelizmente. 77 . o investimento seria uma tarefa simples.Finanças Empresariais FUNDAMENTOS CARTEIRAS DE RISCO E RETORNO PARA ADMINISTRAÇÃO DE Se todos soubessem com antecedência qual seria o preço futuro de uma ação.

Crédito. e assim por diante. para o empresário. dependendo do contexto da pessoa que o está avaliando. 77 . No caso financeiro. Podemos referir a risco também como a possibilidade de algum evento não favorável ocorrer. Em administração e finanças. Esses grupos englobam todos os tipos de risco ao qual uma instituição está sujeita. ao valor de ativos e passivos. de modo a facilitar o desenvolvimento das teorias e práticas de sua gestão. para uma pessoa qualquer. risco de contrair uma doença. geralmente. podemos dividir o risco global em cinco grandes grupos: Mercado. Alguns riscos afetam diretamente tanto o administrador como os acionistas. para uma companhia seguradora. com a expectativa de repetição desse comportamento histórico.  Dados subjetivos: são relacionados a eventos novos. caso não haja mudança na forma de produzir ou emprego de nova tecnologia. Liquidez e Legal. Risco e incerteza podem ser usados como sinônimos em relação à variabilidade de retornos associada a um ativo. Financeiramente. os resultados futuros relacionamse. é a probabilidade de não confirmação de um ganho. Essa probabilidade pode se basear em dados objetivos ou subjetivos. É conveniente classificar alguns tipos de risco. • Exemplo: a quantidade de defeitos em peças produzidas no passado pode manter-se o mesmo. Risco pode ser entendido como a volatilidade de resultados futuros ou pelo nível de incerteza associado a um acontecimento. Definição de risco O conceito de risco pode ser entendido de diversas maneiras. Operacional. risco é a possibilidade de perda financeira.Finanças Empresariais Começaremos avaliando as características de risco e retorno de ativos individuais e terminaremos examinando carteiras de ativos. sem nenhuma ocorrência no passado que possa ser extrapolada para períodos futuros. • Exemplo: expectativa de receitas esperadas de um produto recém-lançado e sem concorrente no mercado. o risco de insucesso de um negócio.  Dados objetivos: são utilizados dados passados sobre o ativo observado. Os ativos (reais ou financeiros) que apresentam maior probabilidade de perda são considerados mais arriscados do que os ativos com probabilidades menores de perda. Exemplos: risco aéreo. Basicamente. através de um prejuízo ou ganho menor que o esperado.

e o risco de liquidez de mercado.000. que se refere ao risco de não se conseguir fechar posições abertas em tempo hábil. gerando a falta de recebimento para a outra parte. ou de a instituição possuir uma carteira muito grande em relação ao mercado como um todo. Um exemplo clássico de risco de liquidez consiste na quebra de uma instituição financeira devido a um movimento de corrida bancária. na quantidade suficiente e a um preço justo. suponha que o investidor adquiriu 1. que.00? Essa incerteza em relação ao valor futuro de um ativo ou carteira é o que caracteriza o risco de mercado. Considere um investidor comprando ações.00? R$ 60. pela simples mudança em seu preço negociado no mercado. Ele está relacionado com o valor de bens. Este último caso resulta basicamente de aumentos no spread (diferença) entre os preços de compra e de venda. uma financeira ao emprestar dinheiro a um cliente. Ele está sujeito ao risco de mercado decorrente da flutuação dos preços desse ativo. Quanto valerá essa carteira amanhã? E daqui a um mês? R$ 50. mas em todas as outras modalidades de 77 . que se refere à habilidade de equacionar desequilíbrios no fluxo de caixa através de novas captações de recursos. portanto.000 ações preferenciais da Petrobras ao preço unitário de R$ 53. como empréstimos e financiamentos. por sua vez. índices. O risco de crédito não ocorre apenas nas chamadas operações de crédito. É o que podemos ganhar ou perder quando compramos ou vendemos um determinado ativo. R$ 53. Por exemplo. serviços. commodities etc. incorre no risco de não receber o valor nominal emprestado ou os juros devido à insolvência do cliente. Risco de crédito O risco de crédito representa a possibilidade de inadimplemento da contraparte de qualquer instrumento financeiro. Risco de liquidez O risco de liquidez pode ser separado em dois tipos: o risco de liquidez de financiamento (funding).Finanças Empresariais Risco de mercado O risco de mercado é o risco mais fácil de ser entendido.00 desembolsando.00.000. ao baixo volume de negócios). decorrem da falta de liquidez no mercado para o produto em questão (isto é.000. contrato ou derivativo. Por exemplo.

existem grandes diferenças estruturais entre a legislação dos diversos países. Lembre-se: pior que não gerenciar o risco é gerenciá-lo de modo inadequado. erro humano. em muito. devido à impossibilidade de se executar os termos de um contrato incluindo os riscos provenientes de documentação insuficiente. podemos entender que o risco total de um ativo qualquer é representado pela sua parte sistêmica (risco sistemático ou não diversificável) e não sistemático (risco específico ou diversificável). O problema se agrava se considerarmos que muitas transações são feitas entre empresas sediadas em países diferentes. pode-se usar o caso da quebra do Banco Barings. dificultando. o que pode gerar grandes lucros ou volumosos prejuízos. Como exemplo de manifestação do risco legal. pois a contraparte poderá não ter condições de honrar o compromisso previamente pactuado. Risco operacional É o risco proveniente de falhas de sistema. evidenciando a ausência de mecanismos de controle sobre operações com derivativos e uma centralização substancial de poderes em uma só pessoa. Além disso. caso haja uma queda bastante expressiva da taxa de juros de modo que o valor líquido do swap fique muito grande. a parte comprada em pré passa a ter um risco de crédito. temos o pagamento de indenizações devido ao não-cumprimento da legislação. Risco legal O risco legal pode ser entendido como a possibilidade de perda. muito se tem falado a respeito do problema da legislação sobre o mercado de derivativos. Como exemplo efetivo de risco operacional. 77 . incerteza legal . Dessa forma. isso pode ter conseqüências desastrosas. falha de gerenciamento ou. em um swap pré x DI sem garantias. Imagine um funcionário responsável pelo controle de risco de uma instituição que não conhece perfeitamente os diversos modelos de quantificação do risco. Outro exemplo bastante útil consiste no treinamento inadequado de funcionários. o desenvolvimento e o crescimento desse mercado. simplesmente. no início de 1995. Um dos principais entraves que o mercado encontra é o desconhecimento do assunto por parte dos legisladores e juristas.e à incapacidade de implementar uma cobrança por quebra ou insolvência da contraparte. o que dificulta a confecção de contratos e a utilização de termos. falta de capacidade ou autoridade de uma contraparte. Por exemplo. Evidentemente. Nos últimos tempos.Finanças Empresariais instrumentos financeiros que estejam registradas no ativo financeiro de uma empresa. falha de controle e transparência dos sistemas adotados.

Finanças Empresariais  Risco Sistemático: comum a todos os ativos negociados no mercado.  Risco não Sistemático: são riscos inerentes as características do próprio ativo. tendo como origem eventos políticos. ações de negócios mais arriscadas (construção civil) com ações de negócios mais estáveis (alimentos). o risco total de qualquer ativo é medido pela seguinte expressão: Risco Total = Risco Sistemático + Risco Não Sistemático Graficamente. o conceito de diversificação pode ser representado por meio do gráfico abaixo. Não há como evitar totalmente o risco sistemático. que representa a relação entre risco (medido pelo desvio-padrão) e a quantidade de ativos inseridos na carteira. não contaminando os demais ativos de uma carteira. Sua eliminação em uma carteira pode dar-se através da diversificação ou inclusão de novos ativos que não tenham correlação entre si. econômicos e sociais por exemplo. Risco da Carteira de Investimentos – σp Risco Diversificável Risco Total Risco Sistemático 5 Quantidade de Ativos 10 15 20 PREFERÊNCIAS EM RELAÇÃO A RISCO 77 . Dessa forma. Por diversificadas podem conter títulos de renda fixa e de renda variável (ações).

indiferença e propensão . ao assumir riscos em nome de suas empresas. os administradores são avessos a risco. Por isso. Teoricamente. É claro que essa atitude não faz sentido em quase nenhuma situação empresarial.Para o administrador propenso a risco. o retorno exigido não varia quando o nível de risco vai de X1 para X2.Para o administrador avesso a risco. esse tipo de administrador está disposto a abrir mão de algum retorno para assumir maiores riscos.aparecem representados graficamente na próxima figura. Fonte: Gitman pág. Em sua maioria.) 77 . Financ. exige um retorno esperado mais alto para compensar o risco mais elevado. o retorno exigido aumenta quando o risco se eleva. O risco aumenta. porém o retorno permanece constante e os administradores não exigem nenhuma elevação da taxa de retorno em compensação a elevação do risco associado ao investimento. 10º ed. Como esse administrador tem medo de risco. esse comportamento não tenderia a beneficiar a empresa. o retorno exigido cai se o risco aumenta. Geralmente. Para certo aumento de risco. e não agressivos. Entretanto. é importante delimitar um nível geralmente aceitável de risco. como gosta de correr riscos. .Finanças Empresariais As atitudes em relação a risco diferem entre os administradores (e as empresas). tendem a serem conservadores. 188 (Princípios de Adm. não haveria nenhuma variação de retorno exigida em razão do aumento de risco. Os três comportamentos básicos em relação a risco aversão.Para o administrador indiferente a risco. Assim. . . Essencialmente. exigem aumento de retorno.

por exemplo. é usado para medir o risco nãodiversificável. levando a que não haja ativos subavaliados ou sobreavaliados no mercado. O retorno de mercado é o retorno da carteira de mercado de todos os títulos negociados. é igual a: uma taxa livre de risco (Título do Tesouro Nacional).  Existência de um ativo livre de risco.  Para qualquer nível de risco. Utilizaremos o CAPM para entender a conciliação básica de risco-retorno envolvida em todos os tipos de decisões financeiras a nível corporativo. Ela foi desenvolvida para explicar o comportamento dos preços de títulos e fornecer um mecanismo que possibilita aos investidores avaliar o impacto do investimento proposto num título sobre o risco e o retorno da carteira como um todo. O modelo de precificação de ativos de capital ou modelo de formação de preços de ativos de capital (CAPM) associa o risco nãodiversificável e o retorno de todos os ativos. o índice Nasdaq etc. O coeficiente beta de um ativo pode ser encontrado examinando-se os retornos históricos do ativo.  Ausência de informação confidencial. visando chegar a alocações ótimas. os investidores se recusaram a aceitar o investimento. β . Observação: muitos trabalhos acadêmicos contestam o Ibovespa como índice representativo para determinar o retorno de mercado. mais um prêmio sobre o risco. É um índice do grau de movimento do retorno de um ativo em resposta à mudança no retorno de mercado. a mesma teoria. Se o resultado previsto não for igual ou maior ao resultado esperado. os investidores preferem maiores a menores taxas de retorno. relativo aos retornos do mercado. levando a que os impostos e taxas inexistam. o índice Nikkey 225. denotado por "RF". O desenvolvimento da teoria do CAPM é atribuído a Sharpe e Lintner que separadamente desenvolveram.Finanças Empresariais MODELO DE PRECIFICAÇÃO DE ATIVOS E AVALIAÇÃO DO RISCO (CAPITAL ASSET PRICING MODEL – CAPM) Denomina-se. embora o CAPM seja mais prontamente aplicado à análise de títulos.  Os investidores estimam o risco em função da variabilidade das taxas de retorno estimadas.  A decisão dos investidores baseia-se unicamente nos retornos esperados e no risco. onde os investidores podem emprestar e tomar emprestado a uma única taxa. quase que simultaneamente. citando. O coeficiente beta. O modelo CAPM diz que o resultado previsto que os investidores exigem. entre as mais importantes:  Ausência de custos de transação. devido à composição do índice. Como todo modelo financeiro é definido algumas hipóteses para sua validação. o índice Ibovespa. comumente de MODELO DE PRECIFICAÇÃO DE ATIVOS FINANCEIROS (CAPM) a teoria básica relativa a risco e retorno. 77 . o índice NYSE.

Finanças Empresariais  Os investidores ajustam a decisão de alocação às preferências de risco, decidindo, desta forma, quanto investirão em ativos livres de risco ou ativos arriscados, tal como uma carteira de mercado;

O CAPM começa pôr dividir o risco em duas partes principais: risco diversificável e risco não-diversificável.

 Risco diversificável - é risco que independe do mercado e pode ser
eliminado através da diversificação, com o aumento da quantidade de diferentes ativos.

 Risco sistemático ou não diversificável – é a parcela do risco que
não pode ser eliminada pela diversificação e está relacionada com o comportamento do mercado.

O risco total de uma carteira pode ser formado por duas partes:
Risco Total = Risco diversificável + risco não diversificável

Risco da Carteira de Investimento – σp

Risco diversificável Risco Total Risco Sistemático

5 Quantidade de Ativos

10

15

20

MODELO DE PRECIFICAÇÃO DE ATIVOS – CAPM

O modelo de risco e retorno ainda usado e que é o padrão na maior parte das análises de finanças é o modelo de precificação de ativos de capital, dado pela equação:

77

Finanças Empresariais

Onde: Kj = Retorno esperado da ação j; RF = Ativo sem risco – é aquele no qual o retorno real é sempre o esperado (Título do Tesouro Nacional); βj = Coeficiente beta ou indicador de risco não diversificável do ativo j; Rm = retorno esperado do mercado; retorno da carteira de mercado (Ibovespa). Exemplo: Calcule o retorno exigido da Natura, supondo que tenha beta igual a 1,25, a taxa das Letras do Tesouro Nacional seja de 5% e o retorno esperado do índice Bovespa seja igual a 15%.
_____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________

O gráfico: a linha de mercado de títulos (LMT)
Quando o modelo de precificação de ativos é representado graficamente, recebe o nome de linha de mercado de títulos (LMT)

77

Finanças Empresariais Exemplo: Calcule o retorno exigido da Natura, supondo que tenha beta igual a 1,25, a taxa das Letras do Tesouro Nacional seja de 5% e o retorno esperado do índice Bovespa seja igual a 15%. ki = 5% + [1,25 (15% – 5%)] = ki = 17,5% km = 5% + [1,00 (15% - 5%)] = Km = 15% Graficamente:
Retorno Exigido, K (%)

SML
17,5% Prêmio pelo risco do Ativo I (12,5%) 15% Prêmio pelo risco de Mercado (10%) 5%

1,0 diversificável, β

1,25

Risco não

Coeficiente - β
Para que você conclua uma análise de determinada empresa é preciso ter em mãos dados sobre seu desempenho no mercado. Saber com que freqüência é negociada, e o volume dessa negociação, são

77

Para que você entenda melhor como o beta funciona. o beta será menor do que um (beta < 1). veja o exemplo: Se uma ação se comporta exatamente como o Ibovespa. há uma medida muito importante que determina a sensibilidade das ações de uma empresa em relação ao índice a que estão atreladas. a análise se torna mais completa quando olhamos para um horizonte mais longo" O beta é uma medida de risco não diversificável. No entanto. EMPRESA Empresa "A" Empresa "B" BETA (β) . Uma ação com beta muito maior do que 1. O índice. Beta e o elemento chave do CAPM. mas no mesmo sentido. dizemos que ela tem beta=1. "O beta pode ser classificado como agressivo (quando é maior que 1). mas é preciso estar alerta. "O investidor pode optar por qualquer um dos tipos. ele pode ganhar muito. A tendência de uma ação de mover-se junto com o mercado é refletida em seu Beta. O Beta mede a sensibilidade de um ativo em relação aos movimentos do mercado. Dessa forma. o investidor pode ter uma noção de qual será a tendência de comportamento do investimento". um papel agressivo pode levar o investidor à loucura".50 1. ele pode ser calculado em qualquer período. No fim das contas. Entretanto. ela terá beta>1 (beta maior do que um). "Podemos calcular o beta dos últimos três meses. Quando os títulos da carteira do investidor variam na mesma proporção do mercado o β = 1.Finanças Empresariais pontos básicos.18 meses 1. o beta reflete o comportamento do papel em relação ao Ibovespa nos últimos 18 meses de operação. tende a cair mais quando há baixa na bolsa. Em momentos de alta volatilidade. No entanto. tende a subir mais que o Ibovespa quando este está em alta. no caso do Brasil. mas ele tem que estar consciente de que. é o Ibovespa. o qual é a medida da volatilidade da ação em relação ao mercado como um todo. mantendo o mesmo sentido. a escolha é sempre do investidor. E essa medida é conhecida como beta simbolizado pela letra grega β . Se a ação variar mais que o Ibovespa. por exemplo. Em geral.01 77 . mas perder com a mesma intensidade. A função básica do beta é ser um indicador de riscos. neutro (igual a 1) e defensivo (menor que 1). no caso de um beta agressivo. Se variar menos. Em compensação.

isto significa que esta ação possui metade da volatilidade do mercado. e no Japão.  βRM 1. o Nikkei. Vale lembrar que o Beta é utilizado como parâmetro para qualquer índice.Finanças Empresariais Empresa "C" 0. o índice utilizado seria o Dow Jones ou o Nasdaq (para as ações de tecnologia). em média. pode ser classificada como beta neutro.42 Supomos que as ações das empresas do quadro acima sejam negociadas na Bovespa e. isto significa que esta ação possui o dobro da volatilidade do mercado. E a "C" é considerada um investimento de perfil mais defensivo. pois o valor de sua ação pode oscilar.0 em relação a ela mesma. À medida que o mercado como um todo (Índice BOVESPA) cai 5%. ou seja. ou seja. por exemplo: uma ação com β = 1.0. na Argentina. aquele título tende a cair 5%. Basta que para isso. ou seja. Caso o Beta de uma ação for 0.  Um título com beta > 1. Já a empresa "B". entretanto seu risco cresce na mesma proporção.0. não só o Ibovespa. GRAU DE VOLATILIDADE Em equilíbrio. estejam atreladas ao Ibovespa. A empresa "A" pode ser classificada como um investimento agressivo. Nesse caso. uma carteira média tem betas 1. as ações da empresa estejam sendo negociadas por esse índice. o investidor pode obter ganho altíssimo. ou seja se o mercado subir 10% a ação subiria 5%. teria. À medida que o mercado como um todo sobe 3% (Índice BOVESPA) aquele título tende a subir 3%. o Merval. se fosse nos Estados Unidos. 50% do Ibovespa.15 significa que se o mercado (Índice BOVESPA) como um todo apresentar uma 77 . Exemplo. todos os ativos com risco devem cair ao longo da linha reta conhecida como a reta de mercados de títulos. =  Um título com beta = 1 é considerado neutro.5. ela não foge muito do resultado apresentado pelo índice e vai estar sempre seguindo mais ou menos o Ibovespa. Caso o Beta de uma ação for 2. por definição o seu Beta igual a 1. se o mercado subir 10% a ação subiria 20%.0 porque a covariância do mercado é igual à variância do mercado. pois a probabilidade de o papel ter grandes oscilações é pequena. composto por todas as ações do mercado. Exemplo 2: O beta de uma ação representativa do portfólio. portanto. O que representaria na pratica que se o mercado subisse 10% esta ação subiria 10% se o mercado caísse 30% a ação cairia 30%.

Apenas a metade da reação ou risco que o mercado. Mesma reação ou risco que o mercado.0 mercado Duas vezes com maior reação ou risco que o É importante lembrar que o retorno esperado e. ou não.0 2 1 Comentário Interpretação Duas vezes com maior reação ou risco que o mercado. depende apenas do risco sistemático.1. tendo-se a indicação se o título é. por exemplo: uma ação com β = 0.2.  Um título com beta < 1. é possível estimar-se o preço justo (ou valor intrínseco).0 .0 0.5 .0. Não afetado pelos movimentos do mercado. 77 . .0.5 0. têm também retornos esperados maiores.5 significa que se o mercado cair 6%. a ação deverá sofrer uma baixa de somente 3%. aquela ação deverá sofrer uma baixa de 11.Finanças Empresariais queda de 10%. Podemos ainda interpretar o índice Beta da seguinte maneira: Coeficiente Beta e suas Interpretações: Beta 2. Como ativos com betas maiores têm riscos sistemáticos mais altos.0 1. Apenas a metade da reação ou risco que o mercado. o prêmio de risco de um ativo. Dessa forma. portanto. uma boa opção de compra.50% no seu preço. Mesma reação ou risco que o mercado. conhecendo-se as características de risco (beta) de uma ação.

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