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METODOLOGIA-Projeto Inclusao de Jovens-Obra Kolping (4)

METODOLOGIA-Projeto Inclusao de Jovens-Obra Kolping (4)

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Obra Kolping

Formação Integral e Inclusão Sócio-Econômica de Jovens nas Áreas menos desenvolvidas no Nordeste Brasileiro

União Européia

PARA ENTENDER A

METODOLOGIA
DO PROJETO

INCLUSÃO DE JOVENS

(Esta publicação contou com apoio financeiro da União Européia, mas seu conteúdo é de responsabilidade da Obra Kolping do Brasil e não pode, sob nenhuma hipótese, ser tomado como opinião da União Européia)

Dezembro, 2008

Índice OBRA KOLPING........................................................................................................................1 UNIÃO EUROPÉIA.....................................................................................................................1 APRESENTAÇÃO......................................................................................................................4 RESUMO DO PROJETO INCLUSÃO DE JOVENS..................................................................6 PROBLEMA:...............................................................................................................................................6 HIPÓTESE:.................................................................................................................................................6 OBJETIVO DO PROJETO:...............................................................................................................................6 ATIVIDADES:.............................................................................................................................................6 METODOLOGIA: PARTICIPATIVA..........................................................................................................6 ESTRATÉGIA:.............................................................................................................................................7 BENEFICIÁRIOS DIRETOS EM TRÊS ANOS:.........................................................................................................7 BENEFICIÁRIOS INDIRETOS:...........................................................................................................................7 IMPACTOS:.................................................................................................................................................7 PARCERIAS:...............................................................................................................................................7 ANTECEDENTES DO PROJETO E SUA EFETIVAÇÃO..........................................................8 A PEDAGOGIA DE PROJETOS E SUA HISTÓRIA...........................................................10 OBJETIVOS DA PEDAGOGIA DE PROJETOS....................................................................................................11 PROJETOS DE TRABALHO...........................................................................................................................11 PROJETOS ACONTECEM EM TORNO DE UM PROBLEMA ..............................................13 ETAPAS DA APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA: .........................................................15 FASES DA APRENDIZAGEM POR VIVÊNCIA.............................................................................15 FASE 1 – VIVÊNCIA – Concretista................................................................................................15 FASE 2 – RELATO – Teorização....................................................................................................15 FASE 3 – PROCESSAMENTO – Análise........................................................................................16 FASE 4 – GENERALIZAÇÃO – Análise sistêmica.........................................................................16 FASE 5 – APLICAÇÃO – Práxis – (Teoria e Prática)....................................................................16 APRENDER ATRAVÉS DE VIVÊNCIA....................................................................................17 FUNDAMENTOS TEÓRICOS DO MÉTODO..........................................................................19 EDUCAÇÃO TRADICIONAL X MÉTODO PSICOGENÉTICO................................................22 A REVOLUÇÃO DE PAULO FREIRE......................................................................................24 O MÉTODO É DIALÉTICO.....................................................................................................26 HÁ UMA BASE FILOSÓFICA ANTES DO MÉTODO..............................................................27 UMA BREVE HISTÓRIA DAS METODOLOGIAS PARTICIPATIVAS.....................................29 MODERAÇÃO E VISUALIZAÇÃO.................................................................................................32 DIAGNÓSTICO RURAL PARTICIPATIVO....................................................................................32 PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO...............................................................................................32 COMPETÊNCIA EMPREENDEDORA E FORMAÇÃO DE EMPREENDEDORES - CEFE .......33 DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL PARTICIPATIVO.- DOP......................................33 CAPACITAÇÃO EM GESTÃO EMPREENDEDORA COM ENFOQUE DE GÊNERO PROGESTÃO......................................................................................................................................33 QUADRO SÍNTESE DAS TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS....................................................35

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PEDAGOGIA LIBERAL TRADICIONAL...........................................................................................................................................35 TENDÊNCIA LIBERAL RENOVADORA PROGRESSIVA.........................................................................................................35 TENDÊNCIA LIBERAL RENOVADORA NÃO-DIRETIVA (ESCOLA NOVA)................................................................................35 TENDÊNCIA LIBERAL TECNICISTA.............................................................................................................................................35 TENDÊNCIA PROGRESSISTA LIBERTADORA....................................................................................................35 TENDÊNCIA PROGRESSISTA LIBERTÁRIA.......................................................................................................36 TENDÊNCIA PROGRESSISTA "CRÍTICO SOCIAL DOS CONTEÚDOS OU "HISTÓRICO-CRÍTICA"....................................................................................................36 PONTUALIDADE........................................................................................................................................37 ASSIDUIDADE...........................................................................................................................................37 COMPORTAMENTO.....................................................................................................................................37 Empenho..........................................................................................................................................37 Material na aula..............................................................................................................................37 Responsabilidade.............................................................................................................................37

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Apresentação
Esta apostila tem como objetivo apresentar a METOLOGIA do Projeto Inclusão de Jovens, executado pela Obra Kolping do Brasil – regional Nordeste, em parceria com a União Européia e Obra Kolping Internacional. O projeto foi executado em seis estados: PE, AL, BA, PI, CE, MA. Optamos aqui por fazer também uma rápida viagem pela “Pedagogia de Projetos” e pelas teorias de aprendizagem1, destacando Paulo Freire2 que sugere ser educação processos que levam a ampliar a consciência e aquisição de autonomia assegurando ao dominador e ao dominado – ambos dominados e oprimidos - se libertarem de relações verticais/injustas e que esse processo seja iniciado pelo oprimido. Neste contexto, e inserido num espaço geopolítico – Nordeste do Brasil – apresentamos a metodologia que desponta desse universo dialogando e mesmo sugerindo caminho para aprimorar as práticas de educação. Também na escola, já que a LDB, os PCNs e o ECA sugerem bastante flexibilidade e dão suporte – jurídico e programático - para um fazer pedagógico atualizado que considere o DHESC. Além dos elementos teóricos apresentados na apostila, outros estudos que ajudarão na assimilação da proposta metodológica adotada se referem à: • Grupos operativos - Pichón Rivière - 1958); • Terapia em grupos; • Análise Trasacional – Eric Berne - 1958; • Inteligências Múltiplas - Howard Gardner (1985); • Ser Empreendedor • Economia Solidária • Atual debate sobre formação e protagonismo dos jovens, sugestões da UNESCO, e políticas do Governo Federal em particular as conferencias de juventude - Brasil. Modo geral, o que se fez foi construir uma idéia ampla sobre um problema sentido e que mais angustiava a juventude, manifestado nos vários seminários e grupos de reflexão da Obra Kolping do Brasil, que era o “difícil acesso dos jovens pobres ao mundo do trabalho”. Sendo que as principais causas apontadas eram: falta de formação/capacitação adequada e de experiência profissional. O que ao final gerava um círculo vicioso, pois em subempregos não teria condições de se especializar e sem oportunidade de trabalho, jamais construiria alguma experiência. Como a Obra Kolping tem larga experiência com cursos profissionalizantes, principalmente no passado, isto pareceu não tão suficiente para incluir os jovens. Pois além de saturar o mercado local com profissionais de uma determinada área ainda motivava a migração já que possuindo uma profissão seria mais fácil arranjar emprego no “Sul”. Ainda a competição entre os novos profissionais favoreceria de fatos os consumidores dos produtos e serviços – pela queda do preço e profissionais com qualidade diferenciada, numa evidente distorção do público alvo. Daí, a opção em fazer uma formação integral da pessoa considerando suas multifaces e que fosse algo interdisciplinar, mas bem focado no objetivo desejado. Como exercício efetivo, foram então casadas atividades para desenvolver a inteligência EMOCIONAL, a COGNITIVA e a EMPREENDEDORA. Buscando
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http://ensino.univates.br/~atos/navega/images/artigo14.rtf http://www.paulofreire.ufpb.br/paulofreire/Controle?tipo=livro&op=listar&id=0&obra_critica=O

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alcançar formação humana (ÉTICA), formação intelectual (SABER INSTRUMENTAL) e formação empreendedora (ATITUDE/PROTAGONISMO). Como resultado, pressupondo que a pessoa precisa estar preparada para vida em sociedade, um ser humano apto a construir, de forma ética e digna, seu espaço no mundo do trabalho alcançando sua própria inclusão através da prestação de um serviço digno e aceito pela sociedade, entrando pela porta da frente. Em todas as etapas do projeto se buscou fortalecer a auto-estima dos jovens, sempre lembrando-os de que o projeto não foi feito para jovens carentes e perdidos, mas para jovens que sonham, acreditam na possibilidade e querem construir sua própria história e que os educadores do projeto os assessoria na construção do PLANO DE NEGÓCIO buscando contribuir na sua qualificação enquanto empreendedores, ou seja, eles empresários e nós seus assessores, pagos para isto. Para trabalhar o EMOCIONAL as atividades de vivências; conversas livres (desabafos); pessoa contar e reconstruir, com releituras feitas com contribuições do grupo, o conceito da sua própria história de vida; dinâmicas que trazem a tona valores éticos – ou anti-valores - que são analisados e valorados comparativamente sobre sua relevância para a vida em sociedade... ao serem discutidos são feitos acordos de não adoção de alguns em atividades futuras; reflexão comparando os objetivos assumidos pelo grupo com as atitudes manifestadas, a fim de construir ajustes; passeios/intercâmbios que posteriormente se refletia coletivamente sobre as atitudes de cada um no “caminho” e se questionava a pertinência e adequação de tais comportamentos e se cogitava possíveis mudanças para fazer ajustes e ser mais bem aceito no grupo... Para trabalhar o COGNITIVO o projeto trabalhou a revalorização dos saberes/conteúdos da escola, aulas de informática, oficinas de trabalhos manuais, construção de Plano de Negócio, gestão de empresa... O Plano de Negócio funcionou como “mote” – produto a ser apresentado ao final do processo tido como grande contribuidor para acessar o mundo do trabalho. Sobre sua construção desencadeou então os processos. Para trabalhar o EMPREENDEDORISMO foram realizados seminários com palestras e debates com empreendedores, estudos de textos, oficinas com dinâmicas (CEFE) que despertaria o espírito empreendedor, criação de situações livres para que avançassem rumo à sua vocação profissional, analise de atitudes entre “empreendedores” e pessoas “dependentes”... Para identificar o que seria uma pessoa empreendedora, seja no ramo de negócios ou social, se convencionou buscar uma “pessoa de sucesso” do local que os jovens sugeriam como exemplo, considerando principalmente boa gestão da empresa e também no sentido de alguém que conseguiu realizar seu sonho. Ter uma idéia, montar a equipe, reunir as condições/recursos adequados, materializar – dialogando com a sociedade - a idéia e faze-la bem aceita pela sociedade, ou seja, empreendedor é aquele que capta uma carência na sociedade e supre tal carência, resolvendo um problema. A conclusão a que chegamos tanto pela aceitação da metodologia pelos jovens e pelos resultados alcançados – o que motivou várias parcerias do poder público local e instituições a replicar a metodologia - é que estas três dimensões – 1. Afeto, 2. Reflexão/estudos e 3. Empreendedorismo (atitude) – estão tão juntas que é impossível dissocia-las na prática de educação. Daí se optou pela Pedagogia de Projetos que assegura em todos os momentos, pela vivencia, o protagonismo do educando, desde a formulação do problema à sua resolução. 5

busca contribuir no processo político de democratização do acesso de jovens socioeconomicamente excluídos a emprego e renda.  Os valores da solidariedade e da cooperação. realizado pela Obra Kolping do Brasil .RESUMO DO PROJETO INCLUSÃO DE JOVENS O projeto Formação integral e inclusão socioeconômica de jovens nas áreas menos desenvolvidas do Nordeste brasileiro. Problema: Jovens pobres têm dificuldades de acessar e/ou construírem vagas no mundo do trabalho. Isto se dá através da implementação de um conjunto de atividades de capacitação dos jovens. Metodologia: PARTICIPATIVA Fundamentada nas práticas da Educação Popular  Privilegiará a convivência grupal como suporte para a ampliação das competências sociais dos beneficiários do projeto e o desenvolvimento do comportamento empreendedor.  A valorização social do trabalho humano. Atividades: Estágios Profissionalizantes. Aulas de Redação. experiência profissional e atitudes adequadas facilitarão o acesso ao mundo do trabalho.  Para a concretização das medidas previstas. 6 • • • • • • .em parceria com a UNIÂO EUROPÉIA. ou seja. Matemática e Conhecimentos Gerais. Visitas a empresas locais. Encontros semanais dos grupos de convivência. • Seminários de divulgação e discussão da metodologia. Estas prioridades foram planejadas em função da vocação da juventude e das tendências do mercado de trabalho local. • Instalação de um sistema local de intermediação de oferta e demanda de emprego.Regional Nordeste . Objetivo do Projeto: Contribuir com o processo político de democratização do acesso a emprego e renda de jovens socioeconomicamente excluídos no Nordeste brasileiro.  Nas ações de apoio aos empreendimentos solidários optou-se pela adoção dos princípios da economia solidária. Palestras e oficinas. Hipótese: Boa e adequada formação humana e intelectual. o ser humano como valor central. Empreendedorismo e Plano de Negócios. se contará com a efetiva colaboração dos grupos locais beneficiados. • Elaboração de Planos de Negócio dos empreendimentos. • Implantação e acompanhamento dos empreendimentos. privilegiando o desenvolvimento das habilidades profissionais básicas e o desenvolvimento das competências sociais. Treinamento em Informática.

PI. empresários.inclusaodejovens.  Cursando a partir da 5ª Série até último ano 2°. sem profissão definida. PE. Estratégia: Formação de 30 grupos em  10 municípios contemplando  6 Estados (MA.  Matriculado e freqüentando escola pública. seja colegas.br ) 7 .. Impactos: ⇒ Inclusão cidadã dos jovens através de conscientização política e documentação pessoal. O respeito às diferenças políticas. ⇒ Experiência para trabalhar em grupos e vivências na sociedade. Parcerias: Para a realização das atividades são firmadas parcerias com as Comunidades Kolping Locais e empresas públicas e privadas. etnia e geração. ⇒ Igualdade de gênero em todos os níveis e em todos os processos. ⇒ Capacidade de se auto-gestionar. ⇒ Capacidade de construir seu Plano de Negócio e definir um rumo para sua inserção na sociedade. ⇒ .  A satisfação plena das necessidades sentidas como eixo da criatividade tecnológica e da atividade econômica. ⇒ Capacidade de dialogar com seus pais e familiares. religiosas e às questões de gênero.org. ⇒ Experiência profissional através dos estágios profissionalizantes.. Beneficiários indiretos: Os familiares dos jovens que participarão de várias atividades do Projeto e assumirão com os seus. raça. enfim. ONGs. ⇒ Tolerância na convivência e capacidade de diálogo com pessoas diferentes. associações etc. diretores de instituições etc.  Desempregado. protagonista de si e de sua história. BA. (Veja alguns resultados do Projeto no site: www. CE)  Acompanhamento pedagógico local assumido por um(a) Educador(a) Social para cada três turmas de 20 jovens e  em nível regional duas coordenações pedagógicas e  uma coordenação administrativa no ECN (Escritório Regional . Beneficiários diretos em três anos: 1800 jovens . ⇒ Compreensão do mundo dos negócios e caminhos de sucessos pessoal e coletivos. ⇒ Multiplicação da metodologia do Projeto por outras instituições. AL.Fortaleza-CE).  Renda familiar igual ou menor que três salários mínimos.(Em três anos) – dentro dos seguintes critérios:  Faixa etária entre 15 e 18 anos  50% do sexo feminino/masculino. de ser propositivo. ideológicas. as responsabilidades que advierem com algumas atividades como estágios e projetos de geração de renda. Grau.

seja na periferia das cidades como Caruaru-PE. que pretende ser modelo para a definição de futuras políticas na área da juventude. contribuíram com o desenvolvimento da criatividade e a autoestima dos participantes. O Projeto superou todas as metas previstas a cada ano em número e em qualidade das ações. • O Projeto Mulher.. • As teorias do trabalho sociais com grupos foram experimentadas no Projeto de Formação Infanto-juvenil na cidade de Esperantina PI (apoio da União Européia de 1992 – 1995). Está consolidado devido aos resultados junto aos jovens e parceiros locais. o projeto INCLUSÃO DE JOVENS faz uma opção metodológica clara a favor de um modelo de formação que visa o desenvolvimento integral da personalidade e das habilidades profissionais. apoiados pela entidade Manos Unidas (Espanha) no Ceará (2002 – 2004). As oficinas contribuem significativamente com o desenvolvimento da visão e do comportamento empreendedor.3 Sobretudo os participantes jovens responderam muito bem à pedagogia da aprendizagem por ação. Teresina-PI. A iniciativa de trabalhar a formação de jovens de forma sistemática e com uma visão integral durante o período de um ano é uma proposta inovadora..ANTECEDENTES DO PROJETO E SUA EFETIVAÇÃO Para colocar os jovens socio-economicamente desfavorecidos em condições de competir com chances iguais com os demais jovens.. A soma destas lições aprendidas resultou na formatação e na escolha das atividades do projeto INCLUSÃO DE JOVENS. Muitos jovens assistidos por este programa passaram a ocupar funções importantes em movimentos sociais.. Porto-PI. • Programa Agente Cidadão. Viçosa-AL. em oficinas específicas. implantado recentemente pela Obra Kolping no Nordeste. Os primeiros feedback sobre os resultados da metodologia e do material didático serão dicas valiosas para a fase de implantação do presente projeto. Salvador-BA. O projeto desenvolveu ferramentas imprescindíveis para motivação da juventude e ensinou como quebrar a barreira da indiferença da juventude contemporânea em relação a projetos sociais. apoiado pela Fundação Kellogg no Piauí (2002 – 2003) desenvolveu ferramentas preciosas para formação das competências cidadãs dos jovens. As atividades neste campo contribuíram com a superação de deficiências na socialização familiar dos adolescentes. apoiado pela União Européia trabalhou. • Os Acampamentos de Juventude Kolping e as atividades de formação artística e cultural. as competências empreendedoras através da metodologia CEFE. A Obra Kolping do Brasil utiliza a metodologia na região Nordeste desde 1995 de forma adaptada à formação escolar do público alvo e integrada ao processo de formação e acompanhamento de grupos de pequenos empreendedores e empreendedoras. é outro projeto que trabalha pela inclusão de grupos socioeconomicamente excluídos. As atividades foram escolhidas e as estratégias adotadas com base nas experiências anteriores que a Obra Kolping colheu nos anos de execução dos seguintes projetos: • O projeto de “Geração de Renda”. 3 8 . A Metodologia CEFE foi desenvolvida pela GTZ (Cooperação Técnica Alemã) e está sendo utilizado na formação de habilidades empreendedoras em muitos paises. e provavelmente única. E o trabalho de educação e formação de jovens. partidos políticos e fóruns de desenvolvimento local. Seja com jovens rurais como Flores-PE.

A formação dos educadores sociais para aplicarem a metodologia com as turmas de jovens a partir de estudos teóricos e contextualizados. desenvolver habilidades empreendedoras. uma metodologia de intervenção social que vem sendo construída. Representa para a maioria dos jovens do grupo alvo uma chance única de permanecer na região de origem e ao mesmo tempo adquirir bagagem ampla de conhecimentos para uma carreira profissional nas mais diversas áreas. a Obra Kolping tem um quadro de educadores preparados que incorporou o verdadeiro sentido desse tipo de intervenção. 9 .A Obra Kolping consolida. assegurando autonomia e espaço para sua criatividade. O Projeto focaliza as necessidades do grupo alvo e a situação sócioeconômica em que ele vive. segurança e maturidade psicológica para interagir com os grupos de jovens deu certo. Hoje.x. liberdade. assim. através de uma frutífera parceria com a UNIÃO EUROPEIA e outras instituições que viabilizaram a realização de vários projetos específicos experimentando e consertando a mesma metodologia. Graças às parcerias locais estamos convencidos de que a replicação da metodologia gerará mais referências que somarão para que construamos uma análise mais abrangente do alcance dessa experiência.x. há tempos. ter acesso à assessoria e financiamento do negócio próprio e fortalecer a auto-estima e a formação da personalidade social e política. A pertinência do Projeto fica evidenciada pela grave situação dos jovens e sua efetividade aparece nos resultados registrados pelo monitoramento nos núcleos do Projeto. x.x.x.

org. Todos seus saberes antecedentes são considerados e aproveitados para (re)organizar esquemas (padrões) mentais que podem ser acessados e re-elaborados quando há necessidade de resolver problemas. A doutrina escolanovista enriquece as idéias de uma escola que busca inovar sua prática pedagógica e prepara o educando para a vida na sociedade. pesquisa/descobertas e vivência em grupo. A aprendizagem é necessariamente processual e contínua. a relação horizontal entre professor e educando. Ele critica a Escola Tradicional. suas causas e possíveis conseqüências de uma intervenção. Esta transformação permite transferir o aprendido para os outros e aplicá-lo para novas situações. Faço e aprendo”. Leio e memorizo.org.htm http://www. criativa/empreendedora – e explora a multidisciplinaridade na identificação e resolução de problemas numa crescente ampliação da consciência de modo que ao identificar o problema alcance. Sendo assim.inclusaodejovens. reproduzia e perpetuava valores vigentes. resolve-a estabelecendo e atingindo metas e modificando a si mesmo de forma duradoura. Ela valoriza a experimentação. A Pedagogia de Projetos e sua história5 Na primeira metade do século XX. no grupo social.inclusaodejovens. • É um processo que dura toda a vida e por meio do qual o sujeito. tais valores devem ser submetidos aos valores gerais do grupo e a pessoa incentivada a fazer mudanças comportamentais. afloram os valores frequentemente usados no cotidiano. • Para se trabalhar valores éticos usa-se bastante dinâmicas4. denominado Escola Nova destacamos o filósofo John Dewey (1859-1952).br/dinamicas. O “ponto de partida” é sempre aquele onde se encontra o educando.ATUALIZAÇÃO PEDAGÓGICA Pedagogia de Projetos e Aprendizagem Vivencial “Ouço e recordo. A Escola Nova mantém uma linha de trabalho ativo. Dessa forma. 4 5 http://www. Segundo Dewey. motivado frente a uma situação-problema. Nesse movimento. pois ao simular situações reais onde a pessoa deve se apresentar. pois esta utilizava métodos passivos e os professores eram percebidos como detentores de todo saber. democraticamente. • Considera-se que a aprendizagem é contínua desde que nascemos e que aprender é uma necessidade para sobreviver.br/Documentos/BIBLIOTECA/pedagogia%20de%20Projetos%20-%20Históriaj. um movimento de educadores europeus e norte-americanos contestava a passividade a que os métodos da Escola Tradicional condenavam a criança. a educação é o único meio realmente efetivo para a construção de uma sociedade democrática.pdf 10 . afetiva/emocional. de forma dialética. a participação do educando no processo de aprendizagem. a escola precisa manter um clima cooperativo e participativo para que a criança desenvolva competências necessárias para atuar. se expor. (Confúcio) A Metodologia de aprendizagem através de vivência é necessariamente participativa e é aplicada considerando as inteligências múltiplas – cognitiva/lógica.

divulgaram o pensamento do educador norte-americano John Dewey. Acredita-se que a Pedagogia de Projetos surgiu com influência da Escola Nova. A operacionalização dessa concepção ocorrerá por meio de um projeto específico e com respostas precisas a algumas questões como.  Proporcionar ao educando uma visão globalizada da realidade e um desejo contínuo da aprendizagem. p. A Pedagogia de Projetos é uma mudança de postura pedagógica fundamentada na concepção de que a aprendizagem ocorre a partir da resolução de situações didáticas significativas para o educando. 1998.66). A idéia era e ainda é trabalhar com projetos que valorizem a pesquisa e o cotidiano do educando.26-27). Perrenoud propõe: (. (PERRENOUD.. significativa. ativa e interessante. da pesquisa e da resolução de problemas. é o fracasso escolar.  Trabalhar o conteúdo conceitual de forma procedimental e atitudinal.pro. com situações didáticas mais fecundas para ele. Quando a escola assume seu verdadeiro papel de transformar a sociedade.) organizar as interações e as atividades. por exemplo: por que esse projeto? Qual sua finalidade? Qual seu objetivo? Como o projeto será executado? Uma outra questão. com bastante freqüência.  Viabilizar a aprendizagem real. de modo que cada educando seja confrontado constantemente ou. ainda presente na sociedade. que tem exigido da escola uma revisão na sua postura. o fracasso escolar é o fracasso da escola. em 1932. ao menos. Projetos de Trabalho 6 http://www. tornando-os responsáveis pela elaboração e desenvolvimento de cada projeto de trabalho. 2001. através do desenvolvimento do senso crítico.br/heb07a.htm 11 . a exemplo de Lourenço Filho (1897 a 1970) e Anísio Teixeira (1900-1971). vários educadores. É uma concepção filosófica que deve estar contemplada na Proposta Político Pedagógica da escola. ela resignifica seu valor e seu potencial. Segundo Perrenoud (1998).desenvolvendo algumas competências voltadas para seu engajamento no mundo do trabalho. aproximando-o o máximo possível do seu contexto social. especialmente após a divulgação do Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova6. Portanto. No Brasil. pois os educandos são bons ou maus educandos a partir de sua interação com a escola e o mundo de conhecimento que lhes são oferecidos. conscientizando-se do que precisa ser melhorada.. Objetivos da Pedagogia de Projetos  Possibilitar a interação do educando no processo de construção do conhecimento. p.pedagogiaemfoco. A Pedagogia de Projetos valoriza a participação do educando e do educador no processo ensino-aprendizagem. a Escola e as práticas educativas fazem parte de um sistema de concepções e valores culturais que fazem com que determinadas propostas tenham êxito quando se 'conectam' com alguma das necessidades sociais e educativas (HERNANDEZ.

dança. relaciona-o a outros conceitos e. Nesse caso. por meio de sua mediação. passeios. as articulações desta". ou então fazem trabalhos menores para ajudar os outros. mas a partir daquilo que tem significado para ele e que está próximo à sua realidade. leituras. músicas. uma irrealidade que vai se tornando realidade. O trabalho com projetos também se caracteriza pela possibilidade de propiciar uma freqüente execução de tarefas por todos os educandos como sujeitos ativos dentro do processo de construção.90). sua aprendizagem não foi construída de forma mecânica. solo e ar. pluridisciplinares e interdisciplinares. o educando busca informações. Por exemplo. Na execução de projeto coletivo. a vontade de se produzir o alimento que simboliza o resultado da união e determinação em se construir algo. maquetes. artesanatos. o senso crítico e a autonomia. para uma prática social que pode ser adaptada ao contexto escolar através de exposições. a aprendizagem significativa ocorre quando o professor utiliza o conhecimento do educando. Segundo a abordagem sócio-interacionista. pode ser considerado deficitário. pode estar trabalhando conteúdos de Português e Matemática sem estabelecer objetivos em comum com os professores das respectivas disciplinas. É como um conjunto de ingredientes necessários para se fazer um bolo. Segundo Perrenoud (2002). trabalhos artísticos. de Vygotsky. o educando adquire novos conceitos. Segundo Dewey. p. um projeto em que somente cinco educandos participam e os outros ficam olhando. envolvendo conteúdos de uma mesma disciplina ou de disciplinas distintas. Eles devem estar voltados para uma ação concreta. Esses ingredientes ainda não são o próprio bolo. Os projetos multidisciplinares estão relacionados a atividades. Tudo isso desenvolve competências favoráveis à sua vida. a princípio. A proposta da Pedagogia de Projetos é trabalhar com a construção de conhecimentos significativos e deve estar contemplada em projetos multidisciplinares. ampliando os seus conhecimentos.Segundo Nogueira (2001. "um projeto na verdade é. que podem ser adotados como atividades inovadoras. um professor de ciências trabalha com um projeto: "Meio Ambiente". os professores e coordenadores pedagógicos se sentem responsáveis por mudanças na organização dos programas escolares. mas podem ser considerados como o desejo. execução e avaliação do projeto. conforme começa a ganhar corpo a partir da realização de ações e conseqüentemente. partindo da necessidade dos educandos de resolver problemas da sua realidade. Trabalhar com projetos significa dar novo sentido ao processo do aprender e do ensinar. Em busca de melhoria da prática pedagógica. Ou. 12 . dentre outros. eficazes e eficientes para o processo de ensino e aprendizagem. desenvolvendo conteúdos como água. mas por um único professor. Essas respostas são resultados do conhecimento significativo adquirido pelo educando durante o processo de ensino e aprendizagem. Segundo Hernández (1998). formulação de hipóteses. ou separados de sua dimensão política. esse mesmo professor. conversações. a necessidade. nesse mesmo projeto. um projeto prova ser bom se for suficientemente completo para exigir uma variedade de respostas diferentes dos educandos e permitir a cada um trazer uma contribuição que lhe seja própria e característica. os projetos não podem ser considerados como um modelo pronto e acabado ou como metodologia didática.

ex. o problema é a sede (ou outro sentir físico) que a presença da água (hipótese) resolveria. A sistematização da idéia gera o raciocínio. O papel do educador é de fundamental importância para o desenvolvimento da prática interdisciplinar. por sua vez. que faz o desenvolvimento de suas questões inerentes. John Dewey (Lógica. Com isso. mas é tarefa necessária para se começar a caminhar corretamente rumo a solução. enquanto um professor estabelece um objetivo a ser trabalhado na disciplina. Mas. a dúvida se torna crença ou descrença. um problema é uma necessidade não satisfeita. 1939.. envolvendo todos na construção de conhecimentos. uma coordenação entre as disciplinas e sem estabelecer objetivos em comum. que é uma questão do ser. Problema é a constatação de que um fenômeno observado não tem sentido único. A “falta” é então possivel causa do problema. A solução real de um problema é sua determinação da situação embaraçosa inicial. Portanto. Português e Matemática elaboram um Projeto com o tema: "Sexo e Sexualidade".Outro exemplo. ele pode ser confeccionado por várias alternativas. conceitos. Na verdade. Diferenciando-se das outras práticas. ou seja.rtf 13 . saberes entre as disciplinas. vencendo velhos hábitos e procurando refletir novas práticas educativas. Ela se torna problemática no próprio processo de sujeição à indagação. Problema para a filosofia.puc-rio. A enunciação de um problema permite a antecipação de uma idéia sobre sua solução. e em linguagem direta.br/sobrepuc/depto/dad/lpd/download/problemaeobjetivos. PROJETOS acontecem em torno de um PROBLEMA7 Em geral. VI) propôs uma boa definição de problema: é a situação que constitui o ponto de partida de qualquer indagação. Cap. alcançar o problema e visualizar suas causas não é fácil. dando origem ao conceito de problematicidade. É muito comum se confundir o problema com sua possivel “causa”. passando da fragmentação do conhecimento para a unificação deste. o outro pode estar enfatizando aspectos distintos referentes ao tema. A sua prática deverá mover-se juntamente com os demais colegas e educandos. Os professores trabalharão seus conteúdos específicos. pode-se encontrar na interdisciplinaridade uma atividade de cooperação e integração das diversas disciplinas convergidas para um objetivo em comum. ao ser solucionado não deixa de ocorrer novamente. O problema. mas não necessariamente. pois esses formam o cidadão crítico e criativo. Esta é uma situação unificada e 7 http://www. numa perspectiva de formação plena. é. uma confusão de crença do mesmo. diante dos problemas nascem as hipóteses e as dúvidas. caracteriza-se pela presença de uma coordenação que integra os objetivos. atividades e planejamentos das diversas áreas do conhecimento para que ocorra um "empréstimo" de conhecimento. seria por meio dos projetos interdisciplinares. se os conteúdos forem desenvolvidos de forma procedimental e atitudinal. professores de Ciências. a forma mais eficiente e eficaz para que o educando adquira conhecimentos significativos. “estamos com um grave problema. Não deve ser confundido com a dúvida. p. necessariamente. Os projetos podem ser exitosos. Na proposta da Pedagogia de Projetos. Nesse caso. incerteza sobre a validade da hipótese. qualquer situação que inclua a possibilidade de uma alternativa (solução). para não gerar novo problema? Assim. Está faltando água”. sem manter um planejamento. a situação é indeterminada. por qual alternativa optar e como encaminhar da melhor maneira. em geral. Ao ser solucionada.

de modo que os problemas variam conforme sua complexidade de acordo com sua posição na pirâmide das necessidades .contém relações constitutivas e distintivas. estudada por Maslov. de modo que o problema também obedece a tal hierarquia.56) define problema como algo observável fora da norma. 1959. Os problemas sempre estão ligados à insatisfação de alguma necessidade e as necessidades. agrupam numa ordem. p. As necessidades8 estariam.google. G. Boas (The Inquiring Mind.org/wiki/Imagem:Hierarquia_das_necessidades_de_Maslow.wikipedia. organizadas numa hierarquia.os da base são mais simples: 8 9 http://pt. por sua vez. segundo Maslow9. da base para o topo.com.svg http://www.br/search?hl=pt-BR&q=piramide+das+necessidades%2C+maslov&meta= 14 .

alguns fatores culturais e de desconexão com a realidade (alienação) que o dificulta acessar o problema e suas relações causais. 4. 5. sem 10 Segundo estudos genéticos de Piaget. Etapa simbólica – 2 a 4 anos – surge o pensamento simbólico. não há garantia de que será utilizada pelo educando devido a vários fatores. Negociação. a linguagem e estruturação mental para construir COMUNICAÇÃO. Montagem de estratégias. pontos fortes e fracos de sua personalidade. Toma-se consciência da existência do Outro. 15 . Etapa abstrata e analítica – adolescência em diante – desenvolve-se o pensamento abstrato-analítico. Por isso. FASES DA APRENDIZAGEM POR VIVÊNCIA FASE 1 – VIVÊNCIA – Concretista Enxergar a si mesmo no mundo Pretende-se nesta fase trazer à luz para o educando suas habilidades. adquire autocontrole da mente para saber ouvir e a imaginação desenvolvida para se colocar no lugar do outro em situação de Diálogo. FASE 2 – RELATO – Teorização Saber falar de si e ouvir os outros Aqui se aprende a construir raciocínio reverso.Etapas da aprendizagem10 ao longo da vida: Segundo Piaget. Reprodução de modelos. conhecer exemplos de problemas e entender e reproduzir soluções. usar a memória. tratam de “Idade Mental” e não necessariamente obedecem à ordem cronológica apresentada por Piaget. Processo decisório. Etapa sensório-motora – 0 a 2 anos – surge a linguagem – forma-se a inteligência sensório-motora. Mesmo com a estrutura fisiológica do cérebro desenvolvida. Nesta fase “define-se” a auto-estima e se toma consciência de algumas habilidades que se destacam e é comum se formar grupos de interesse – “Panelinha” Uso de jogos e dinâmicas de: • Construção. 1. Criatividade. determinados raciocínios só são possíveis quando se tem desenvolvido algumas estruturas físicas mentais que respondem a determinados estímulos. 2. despertar para a possibilidade de criar a partir de modelos. 3. as fases abaixo. Etapa concreta – 8 a 12 anos – surge o pensamento concreto – aprende-se a partir do concreto. afirmação do eu (auto-estima) se vendo como sujeito individual. Etapa intuitiva – 5 a 7 anos – surge o pensamento intuitivo – desenvolvese o pensamento reversivo.

se ajustar psicologicamente. entender que causa e efeito são a “mesma” realidade em movimento (dialético). escolas. mas também se pode trabalhar com experiências concretas das famílias. Painel com perguntas FASE 3 – PROCESSAMENTO – Análise Entender e interagir com a realidade Nesta fase se aprende a enxergar a situação e suas circunstâncias de forma clara. Nesta fase. reordenam e se realimentam infinita e indefinidamente. Se enxergar nesse universo e repensar seu papel no mundo. definir estratégias. Analisar. percebendo também os aspectos subjetivos que as permeiam.identificação concreta. “normal” porque aprendido no seu universo particular é confrontado por outros valores e jeitos diferentes de ser.. mas atuar nos espaços reais do presente. Perceber que as circunstâncias são criadas. Nesta fase se produz auto-conhecimento e gera crise no egocentrismo e aquilo.. questionar e rever “valores” e verdades prédefinidos. ou porque vivenciaram ou porque o relato de alguém (fala ou texto) foi claro o bastante.. Algumas atividades da fase de generalização: • Analogias e comparações • Complementação de frases • Uma pessoa inicia uma frase outra continua. antes. sonhos. Algumas atividades para a fase de relato: o Mural de relato. 16 . Compartilhar sentimentos. construir conhecimentos técnco-instrumental e intervir na realidade para transformá-la. reações. A situação objeto da análise deve ser conhecida de todos do grupo. levantar os meios/recursos. criam. construindo sistemas dinâmicos através de redes de idéias concatenando-as de forma lógica e compreensível. unir as partes de um TODO de forma lógica e sistêmica.. • Simulação da realidade FASE 5 – APLICAÇÃO – Práxis – (Teoria e Prática) Capacidade de planejar – se projetar para o futuro. Pode-se trabalhar com situações forjadas em jogos. Trabalhar com realidades complexas. • Análise do ocorrido durante o jogo (ou relato ou leitura) • Avaliação das atuações dos personagens Algumas atividades para a fase de processamento: • Painel livre e seleção coletiva de situações • Roteiros estruturados de discussão • Perguntas geradores que problematizam a situação e aprofundam a reflexão • Questionamentos individuais FASE 4 – GENERALIZAÇÃO – Análise sistêmica Comparações e analogias com a realidade entendendo os por quês das coisas e dos sentimentos. identificar o que precisa ser melhorado e traçar estratégias para alcançar o aperfeiçoamento. o educando deverá ser capaz de perceber a realidade. Baralho dos sentimentos. Nesta fase. deve-se aprender a enxergar várias situações se entrelaçando.

distinguindo criticamente as partes.. Ela surge no início do século XX. – Capacidade de definição e execução das estratégias – Interação. • Comprometimento com mudanças e resultados desejáveis. Já naquela época. investimento em cursos específicos por demanda.. mas corrigi-la considerando valores do grupo. Assim o professor se prende à transmissão de um conhecimento disciplinar e acha que não pode 17 . Esta forma de trabalhar extrapolou a escola e é adotada por ONGs e associações que trabalham com formação. – Ações práticas de transformação de si mesmo e do meio: exercício da cidadania. a discussão estava pautada numa concepção de que educação é um processo de vida presente e não uma preparação para a vida futura e a escola deve representar a vida presente. motivo pelo qual a cooperação está também quase sempre associada ao trabalho de projetos e dispensa a formação de turmas homogenias.Planejamento Pessoal e intervenção em área específica. A discussão sobre pedagogia de projetos não é nova.como realidade complexa e em mudança. com John Dewey.. Parcerias. vocação pessoal e exercício profissional.Algumas características desta fase: • Definição e consolidação de seu papel no mundo considerando a si mesmo e as relações com os outros – com seus desejos e necessidades . Aprender através de Vivência O Método de Vivência em geral é aplicado nas pedagogias que prevê a formação através da resolução de problemas. • Adoção de postura visando servir e atender a si e aos outros com critério e criticidade. A Pedagogia de Projetos traduz uma determinada concepção de conhecimento escolar. Diferentemente da Concepção Cientificista. mas também ser crítico em relação a tais “valores”. Mas de forma crítica fazer que os educandos vejam a possibilidade de não só reproduzir o que existe na sociedade. As características fundamentais do trabalho com Projeto são a responsabilidade e autonomia dos educandos que são co-responsáveis pelo trabalho e pelas escolhas ao longo do desenvolvimento dos trabalhos que cada um deve entender como seu próprio desenvolvimento pessoal. • Visão ampliada do todo. trazendo à tona uma reflexão sobre a aprendizagem dos jovens e os conteúdos das diferentes disciplinas. • Maturidade/Diálogo. Algumas atividades para a fase de Aplicação: – Metas de auto-desenvolvimento –– Plano/Projeto de Vida. • Maturidade para praticar ações sensatas considerando as dinâmicas e sistemas nos quais se está inserido. onde os educadores e educandos enxergam o conhecimento como algo já pronto e acabado e que os estudantes ainda não detém. – Planos de melhoria setorial .. – Pesquisa e análise do contexto. Para solucionar tal problema um grupo faz um projeto de intervenção visando transformar a realidade atuando no presente tendo em vista uma nova realidade futura. Em geral as atividades são feitas em equipe e usam saberes interdisciplinares. Investimento financeiro.

três etapas devem ser configuradas: a)problematização. isto é. b)-desenvolvimento e c)-síntese (sistematização): destes passos dependem e se repetem em níveis diferentes o tempo todo. A Pedagogia de Projetos. aprofundada e contextualizada. geram necessidades de aprendizagem de novos conteúdos que poderão ser aprofundados. É também a partir das questões levantadas nesta etapa que o projeto é assumido e organizado pelo grupo. Assim. Também não é possível descartar a presença dos jovens com seus interesses. pois isso significaria perda de tempo e o não "vencimento" dos conteúdos. utilizando. a partir do perfil das pessoas e dos grupos. Nessa mudança de perspectiva. É preciso que os jovens se apropriem desses novos conteúdos e para isso a intervenção do educador é fundamental. no processo de "ir e vir". pois permite aos jovens analisar os problemas. bem como do que se propoem como objetivo de vida a ser alcançado. Com os projetos de trabalho há uma possibilidade de evitar que os jovens entrem em contato com os conteúdos disciplinares. No desenvolvimento de um projeto. concepções. irão repercutir sobre as situações e intervenções dos jovens em outras situações da vida. Os jovens já trazem hipóteses explicativas. surgem novos projetos. portanto. a partir de conceitos abstratos e de modo puramente teórico. Assim. ou propor um trabalho de grupo. os conhecimentos presentes nas disciplinas e sua experiência sócio-cultural. dependendo do conhecimento prévio e da experiência cultural dos jovens. Os conteúdos disciplinares não surgem do acaso. onde os conteúdos vão sendo vistos de forma mais abrangente. o educador levanta o que os jovens já sabem e o que ainda não sabem sobre o tema em questão (avaliação). em geral um problema que precisa ser resolvido. A Pedagogia de Projetos afirma que não se pode separar o processo de aprendizagem dos conteúdos disciplinares do processo de participação dos jovens e nem desvincular as disciplinas da realidade atual. recebendo tratamento diferenciado. uma constante unipresente em todas as atividades e processos.abrir uma discussão com os jovens.. as situações e os acontecimentos dentro de um contexto e em sua globalidade. um mesmo projeto pode ser desencadeado em turmas de níveis diferentes. sistematizados. traz uma Concepção Globalizante. Os conteúdos disciplinares passam a ganhar significados diversos a partir das experiências sociais dos jovens. os conteúdos deixam de ter um fim em si mesmos e passam a ser meios para ampliar a formação dos jovens e sua interação na realidade de forma critica e dinâmica. E é dessas hipóteses que a intervenção pedagógica precisa partir. concepções sobre o mundo que o cerca. Por sua vez. o processo toma caminhos diferentes. sua cultura. no sentido de criar ações para que esta apropriação se faça de forma significativa. O mais importante é que os problemas ou temáticas e soluções apontadas passem a ser de todos para se fazer um trabalho coletivo. para isso.. envolvidos nos projetos. Para outras situações que mereçam atenção. É o momento em 18 . onde o educador irá criar atividades visando a um tratamento mais detalhado e refletido do conteúdo trabalhado. São fruto da interação dos grupos sociais com sua realidade cultural e as novas gerações não podem prescindir do conhecimento acumulado socialmente e organizado nas disciplinas. pois. Os Projetos de Trabalho trazem nova concepção de sequenciação fundada na dinâmica. ao final do período. A avaliação acontece “naturalmente”. dependendo do nível de compreensão inicial dos jovens. Isto poderá ser feito a partir da organização de “momentos” de aprendizagem. Nessa fase. principal motivo da existência da escola. Só a vivência definirá os caminhos e os níveis.

quando necessário.com. Cada pedagogia elabora um método que seja mais adequado para responder ao que se propõe alcançar como saber valoroso que precisa ser transmitido às gerações futuras. romanos.google. estas são utilizadas em outras situações. é preciso que os jovens se deparem com situações que os obriguem a comparar pontos de vista. negociar. Nesse processo. gregos. Assim. da própria internet. onde a experiência vivida e a produção cultural sistematizada se entrelaçam. os jovens devem utilizar todo o conhecimento que tem sobre o tema e se defrontar com conflitos. aprendizagem por vivência11. Sobre pedagogia e métodos temos forte influência dos romanos e gregos e praticamente até hoje vivemos um modelo sistematizado na Idade Média quando se valorizou a socialização de conhecimentos e isto se dava através do repasse por alguém que dominava tal saber. As novas aprendizagens passam a fazer parte dos esquemas de conhecimento dos jovens e vão servir de conhecimento prévio para outras situações de aprendizagem. Apesar de serem destacados nesse resumo três momentos no desenvolvimento de um projeto. Por isso. os projetos são processos contínuos que não podem ser reduzidos a uma lista de objetivos e etapas.. é preciso que criem propostas de trabalho que exijam a saída do espaço “menor” (familia. 19 . Deste modo.que se criam as estratégias para buscar respostas às questões e hipóteses levantadas na problematização. mas o que sabe o caminho para o conhecimento. sinceras com as demandas dos jovens e as estratégias são aquelas passiveis de serem adotadas no cotidiano. enciclopédias. escola. o sábio – o profeta/professor/profissional – ensina. FUNDAMENTOS TEÓRICOS DO MÉTODO A Educação sempre foi objeto de estudos e pesquisas ao longo dos séculos e a história da educação é rica em formas e nuances que caracterizam diferentes povos em diferentes épocas. ele deve ter uma Filosofia de vida aceita por quem o 11 12 http://www. rever suas hipóteses (auto-avaliação). Aqui. pedagogo não necessariamente é o que sabe os conteúdos. ser gentil.) e alcance a sociedade maior. o pedagogo educa (prepara para a vida).. lutar. grupo do projeto. mostrando.. Para isso. a vinda de pessoas convidadas. inquietações que os levarão ao desequilibrio de suas hipóteses iniciais. assim. ele é a pessoa que acompanha o aprendiz para levá-lo aos diferentes sábios e ajudá-lo na aplicação dos saberes. o uso da biblioteca.. portanto. para tanto pede-se organização em grupos (pequenos ou grandes). judaicos etc. Em todo esse processo. – precisava de vários sábios para ensiná-la diferentes técnicas e profissões.br/search?hl=pt-BR&q=teoria+psicogen%E9tica&btnG=Pesquisa+Google Pedagogia = A palavra Pedagogia tem origem na Grécia antiga. também. A História da Educação traz registros das pedagogias aplicadas em diferentes povos: persas. O Pedagogo12 como profissão nasce daí. a ação do jovem é fundamental. Como uma mesma pessoa precisa de vários saberes – falar. entre outras ações. deparar-se com outros elementos postos pela ciência. que os jovens são capazes de estabelecer relações e utilizar o conhecimento aprendido. Refletem uma concepção de conhecimento como produção coletiva. colocar-se novas questões. as convicções iniciais vão sendo superadas e outras mais complexas vão sendo construidas. dando o (re)significado às aprendizagens construídas. Todas as situações didáticas são experiências de situações reais. Por sua vez. assim. egípcios. paidós (criança) e agogé (condução).

conforme se formava fisicamente o cérebro. não há como separar o ser que pensa e aprende do ser que sente .onde são comparadas as várias concepções. Visto assim. Já o ser humano possui realidade simbólica construida e representada pela linguagem e é capaz de reorganizar o ambiente natural criando um ambiente próprio. comemora e vibra conforme o ensino tradicional que trabalha as disciplinas separadas e não 20 . Nesse processo se faz educação. nós. Sentimento. ensinam ou educam? Ou nenhum dos dois? Ou os dois? Parece que hoje há uma confusão de papéis dos nossos professores. como educadores nos dias atuais. que preparam para a vida. Assim. diferente e “separado” da natureza. dentre elas a teoria de Jean Piaget que demonstrou. toda aprendizagem na natureza está sempre ligada à necessidade de sobrevivência. favoráveis à construção de conhecimentos promovendo oportunidades de resolver problemas desafiadores. Então. que a aprendizagem se dá por um processo contínuo de elaboração e está sempre em acordo com o ambiente.se frustra e desanima. nossas escolas hoje. Este método é baseado em várias teorias da educação. sua teoria ficou conhecida como “construtivismo”. a fim de resgatar esse conceito de educação: preparação para a vida em sociedade. Devido a essa visão evolutiva das capacidades que seriam construídas gradativamente. Acabam não fazendo bem nem uma coisa nem outra. Um outro estudioso Henri Wallon continuou os estudos genéticos e propôs um método de ensino que respeitasse as capacidades particulares individuais de produção e que fosse interdisciplinar e considerasse o aprendiz como um TODO indivisível (Corpo. Vamos tratar aqui um pouco dessa discussão que é até onde chegamos em entendimento e aplicação. onde a principal prática é através de projetos visando transformar a realidade social melhorando a qualidade de vida das pessoas. pelo poder de manipular o ambiente pode criar situações específicas (mediadoras) imitando as situações reais. Intelecto). temos estudado e tentado elaborar vários métodos que não separem a aprendizagem e a vida real. Dentre as pedagogias libertárias temos o método de aprendizagem através da vivência onde as experiências concretas são problematizadas e reorientadas por um educador. das escolas que se acham educadores (pedagogos). dê uma olhada no quadro das tendências pedagógicas – em anexo . Piaget admite que os humanos.contrata e desenvolver um método eficaz para o aprendiz saber aprender e saber usar bem o que aprendeu reelaborando e criando estratégias de aplicação. ensinadores/repassadores. em geral utilizado na forma de jogos que exigem criar estratégias e redefini-las várias vezes durante a atividade aumentando progressivamente o grau de complexidade. Assim. Assim. Para que se possa confrontar a prática com as diferentes concepções atualmente presentes no mundo da educação. Ao estudar a evolução física do cérebro humano Jean Piajet propôs uma cronologia que corresponderia ao período em que a pessoa estaria apta para responder a estímulos externos apresentando determinadas capacidades de formulações cada vez mais complicadas. principalmente depois de conhecer as teorias de Vygotsky . Depois de o educando aplicar as estratégias em situações simuladas seu cérebro as adotaria para resolver problemas noutras situações correlatas que se encaixem no padrão construído. Os problemas sugeridos podem ser de qualquer natureza. através de suas pesquisas genéticas.

e seu desenvolvimento está associado ao desenvolvimento das outras esferas. A escola não deve dissociar a formação da inteligência da formação da personalidade. As comparações a seguir são apenas um resumo retirado da obra citada.br/dea_a.gov. no seu livro: "A Escola Secundária Moderna" faz uma comparação do que representa estas teorias e o que elas trazem de mudanças se comparadas á pedagogia antiga (tradicional). Deste entendimento chega-se a quatro grandes temas separados. (. fundamentais de sua teoria: emoção. procurando mostrar. submetendo-se indiscriminadamente à espontaneidade infantil”. emoção. representação mental. personalidade. mas tampouco abdicar deste papel. O educador tem um papel diferenciado no grupo.crmariocovas. gestualidade. WALLON considera então os aspectos afetivo.. pensamento discursivo. 13 http://www. isto vai favorecer a aprendizagem. Lauro de Oliveira Lima .sp..o (cognitivo) . nos diferentes momentos do desenvolvimento. quais são os vínculos entre cada um e suas implicações com o TODO representado pela PERSONALIDADE – que é a parte manifestada do indivíduo (a ponta do iceberg).) O educador é valorizado também do ponto de vista do conteúdo. movimento. temas como expressividade. inteligência. pois a inteligência é um item que faz parte no todo constituído pela pessoa. Não se deve colocar como exclusivo detentor do saber e único responsável pela sua transmissão. o material didático adotado deve abordar de forma integrada. Izabel Galvão 13 Com base nos estudos apresentados. mas que agem e só podem ser percebidos juntos. podendo receber as manifestações das “crises infantis” com o distanciamento necessário para não as comprimir nem se submeter a elas. pois ele “é o responsável pela unidade do grupo. movimento.php?t=009 21 . cognitivo e motor. Por isso.considera os processos individuais e privilegia um aspecto .sobre os demais.

problematização para que e porque fazer processo ludicidade possível Discussão/diálogo Autoridade/liderança Diálogo. democracia verdadeira. Respeito. repasse de conteúdos Memórização (como sinônimo de saber) Tortura – opressão. Curiosidade satisfeita através de pesquisa Criativo – adaptável ao contexto.criticidade "É proibido proibir" – comprometimento. temas e assuntos engessados. cobranças externas "Caretice" – assuntos/conteúdos e escola chatos "Psicodélico" – dinâmicas “programadas”. se preparem" Programa pré-pronto Multidisciplinaridade Linearidade Educador (como indivíduo) Memória . evolução natural.. realização pessoal "cabeça-feita".EDUCAÇÃO TRADICIONAL X MÉTODO PSICOGENÉTICO TABELA DE COMPARAÇÃO ENTRE OS DOIS MÉTODOS DE APRENDIZAGEM ESCOLA TRADICIONAL Ensino – apresentação de conteúdos alheios Aula expositiva – repasse de conteúdo Dar aula (apresentar verdade pronta como sinônimo de “conhecimento”) Aula/Ensino – exposição. construção coletiva. desafios. reflexão. persuasão 22 ..reprodução Repressão (proibições/ terrores irracionais/punições) Saber escolar Fazer o que mandam Acerto=recompensa / erro=punição Avaliação pelo educador Perspectivas Heteronomia Engajamento acrítico Equilibração-acomodação O que fazer Produto Rendimento Perfeito Mando/obediência Autoritarismo/status de poder Imposição/coerção MÉTODO PSICOGENÉTICO Aprendizagem – entender a origem e o porquê das coisas dinâmica de grupo e pesquisas para desencadear diálogo orientar um período de aprendizagem “brincadeira” – temas de interesse. sonhos almejados interdisciplinaridade complexificação equipe interdisciplinar e Educandos (escola como um corpo) Criatividade . apresentação de subsídios inteligência (solução de problemas) Prazer – curiosidade. nos organizemos" Objetivos coletivos.) saber de rua – da vida – lição de vida Compreender e fazer o que é necessário Acerto=proximidade / Erro=tentativa de acerto Auto-avaliação e equipe de educadores necessidades autonomia crítica da realidade Desequilibração . dinâmica sistêmica (relativa ao contexto) Relaxamento – educando se abriga técnicas de aprendizagem (“situação problema” que desafia a imaginação e inteligência) "Estamos juntos. flexibilidade. leveza. animação confundida com motivação FRAUDE – JOVENS SE OBRIGAM Recursos áudios-visuais (parafernália de equipamentos para manipular melhor) "Eu tô na minha.

para que a criança veja várias estratégias possíveis e as testem. 2.. mas não jogue.. enfim. Respeitando o jeito de ser. 4.Decisão unilateral Resposta pronta Individualismo Adestramento (fazer por repetição) Macetes.. Avalie observando a capacidade de inventar e descobrir soluções. vitórias e alegrias. Não trabalhe na base da linguagem (sendo um produto social assimilado por imitação. sofrimentos. mas privilegie os problemas reais do seu meio. Mas os conhecimentos deverão ser construídos pelos jovens e o educador reúne as condições e atos didáticos que favoreçam a aprendizagem. dicas de memorização Co + ação (coerção/repressão) Dever – tarefismo/obrigação Chefia (dono/superior/mandatário) Prêmio e castigo Educador: informador Educando: ouvinte/passivo/cumpridor Escola = casa do educador Escola = Sistema de ensino decisão grupal/coletiva Desafios/conquista/descoberta Cooperação Crescimento (usar a dedução lógica) Construção. Não prestigie a memorização. Sem esquecer que a didática fundamentase prioritariamente na psicologia15 e que o educador não pode unicamente apoiarse no pedagógico16. cumplicidade. 3. mas disponibilize troca de experiência tanto entre o grupo como trazendo 14 15 Os professores que agem assim serão facilmente substituidos pelos equipamentos tecnológicos como DVDs. a escola e os educandos. 16 Pedagogia entendido aqui como um caminho pré-definido a se percorrer para chegar ao conhecimento tratando a turma como “massa” e os educando que passam por algum tipo problema como incapazes e inaptos em relação. Muda radicalmente a relação ensino/aprendizagem.deve ter claro os objetivos a alcançar. 1. pois a solução dada corresponde ao seu nível mental (não existe certo e errado) – a mesma discussão pode ser trazida posteriormente. sugira. a linguagem nada diz sobre o verdadeiro nível de desenvolvimento do educando). Comporte-se como técnico do time de futebol: estimule. Exige que o educador tenha conhecimentos ampliados de processos de construção de conhecimentos e não a simples reprodução através de repasses mecânicos de conteúdos14. De qualquer forma. desenvolvimento de estratégias co + operação (parceria/incentivo/realização) Cooperação – planejamento/prazer em se aperfeiçoar liderança (parceria/fraternidade/igualdade) Auto-análise e grupo-análise Educador: mediador/orientador/facilitador/problematizador educando pesquisador/ativo/realizador Escola = casa do educando/estudante Escola = Espaço de aprendizagem A Teoria psicogenética. os traumas. ao livro didatico ou achar as respostas “verdadeiras” que precisavam ser alcançadas. 23 . nesse contexto entram os caminhos para se alcançar o Problema e os conteúdos necessários à sua resolução. Não ensine: provoque a atividade mental do educando. (vygotsky tem algo a dizer sobre a linguagem e vale a pena conferir). O educando deve aprender a aprender. portanto. Resumimos aqui algumas orientações para os educadores praticarem conforme o Método Psicogenético . (de preferência que tais objetivos sejam construídos pelo grupo e que represente soluções para situações-problemas reais. com diálogo autêntico/horizontalizado. critique. Pode ser problemas simulados. os ritimos.para alcançá-los) e saber recorrer aos meios que levam a tais objetivos.. Assim. 5. Leve os educandos a discutirem entre si a situação proposta e respeite suas conclusões. cria um jeito fraterno de interação entre o educador. as prioridades do educando. o educador ao iniciar uma aula – ou encontro . mas a capacidade de construir graus de complexidade e adequação lógica. por exemplo. os educandos devem concordar e aderir aos objetivos e fazer acordo de convivência – regras consensuais .

executando tarefas ou seguindo ordens como se destituído de consciência. e reproduz feito uma máquina. Isto amplia a capacidade de reflexão. uma constante reformulação de saberes para solucionar problemas diferentes que aumentam o grau de complexidade conforme se depara com situações estimuladoras que contribuem para ampliar a consciência sobre a realidade. os educandos podem produzir seus próprios livros didáticos pesquisando no ambiente local e na literatura “universal”). Use como "material" o que existir no mundo do educando (seja uma favela ou de um bairro rico). 10.google.br/search?hl=pt-BR&q=Paulo+Freire&meta http://www. .(ou mesmo negadora de sua própria realidade) .. Lembre-se. 17 18 24 . a criança se "especializa" na solução obtida e se acomoda) para gerar uma desadaptação e nova necessidade que motiva. como a escola busca. músicas. de modo que cada um tende a reproduzir saberes tidos como válidos sem pensar a respeito assim. raciocínio. pois a história que conhecemos é a versão dos vencedores .br/search?hl=pt-BR&q=karl+marx&meta=on 19 Indivíduo de comportamento maquinal.). embora seja freqüente em determinadas faixas etárias encontrar maior número de pessoas com características semelhantes. Mas as capacidades das pessoas estão ligadas às suas experiências. 1984a. ao mesmo tempo em que as mentes “primárias” são concretistas (o corpo.. econômica. 7. por exemplo. política.). Na alfabetização e leitura e interpretação do mundo utilize as marcas e logotipos. por cada pessoa. do tipo. Sem experimentar situações/experiências diferentes a tendência é a reprodução infinitamente de esquemas aprendidos e aceitos pelo grupo. 70). aí. 6. propagandas. religiosa.. um autômata19 pré-programada. Aproveite frase coloquiais e reflita sobre as construções e diferentes linguagens. os atritos surgidos entre as crianças) (Lima. um tarefeiro subserviente.google. vontade própria / espontaneidade. Essa cegueira perpetua a situação http://www. Vygotsky... Organize o ambiente (disposição das cadeiras e acesso a material didático) de modo que facilite a comunicação e interação. para a qual é cego e tolo.experiências de fora.mas ponderou que a evolução não se dá de forma mecânica nem obedece necessariamente a uma regra cronológica física. 8.colocando um véu sobre sua realidade (moral.levam a uma ilusão de que já se aprendeu e gera uma acomodação alienada18 .quer a atividade seja motora. verbal ou mental (incluindo. pode mostrar que alguém já inventou a roda e aplicou para alguma coisa. social. A REVOLUÇÃO DE PAULO FREIRE Paulo Freire17 considerou os estudos de Piaget. tem grande importância) paradoxalmente são místicas e fantasiosas (contos de fadas. p.com. (Não se prenda às cartilhas e livros didáticos. Leve os educandos a compreender o que fizeram ("tomada de consciência") – Raciocínio Reverso . complexifique a situação (sem isto. Sempre que a criança superar um patamar. que estão espalhados por aí e são utilizados no dia a dia da família.. 9. mas há sim. pelo que se pode observar. estimula e atualiza os saberes.com. Em geral tais esquemas são “impostos” pela classe dominante. não corresponde automaticamente à idade cronológica. deixando que eles criem as regras de convivência (educação moral e cívica é democracia). os saberes (re)passados de forma pronta e acabada como temos na escola só interessa aos dominantes. divindades etc. Organize os educandos em grupos (pode até tomar como modelo inicial o escotismo). A idade mental.

br/vpeic/media/falas%20e%20fotos%20cap6. Só aos poucos a libertação acontece e ela não é doada nem trazida por outros.) e caminha em direção às PARTES menores. Isto é possível e o educador pode contribuir nesse “renascimento” trabalhando com o educando de forma crítica sobre sua própria realidade. um objeto. Perguntas chaves: O QUE É? COMO SE FAZ? O educando deve ser capaz de entender mecanicamente e reproduzir exatamente do jeito que lhe foi ensinado. segundo Pedro Demo20.vivida e experimentada efetivamente por ele. Perguntas chaves: POR QUE? E AGORA? O educando deve ser capaz de entender dialeticamente (de forma sistêmica) e reconstruir conforme sua necessidade. comporia também “sua realidade”. Então aqui o educando . Só a partir daí. 23 Isto é importante porque questões para educação precisam ser “questões-problemas”. Isto se chama adestramento e por melhor que seja a intensão do professor está-se reproduzindo a relação DominadorXDominado. Como pode se observar em todas as fases. disposição das cadeiras.. o a-luno (a=sem / lune=luz) é “conduzido” pelo professor (profeta=iluminado) a um caminho “bom”. A realidade apresentada para ser discutida pelo educando e aproveitada pelo educador deve ser a realidade – objetiva e subjetiva23 .. ela sempre viveu ali e não tem aquilo como problema. Enfim. não deve descuidar e deve ser crítico e reflexivo. mas é louca por um personagem da TV. A aprendizagem se dá nesse caminhar buscando captar as partes menores e depois. Mas.ex. P. Na relação ensino-aprendizagem é comum os professores aplicarem exercícios e dinâmicas com intensão predefinida de construir álibe para alcançar uma conclusão também predefida que o professor considera importante atingir. Como o TODO nunca é exatamente a soma das partes e as partes se manipuladas de forma diferente gerariam outro TODO. num dado momento em que se estuda temas como saúde. o que ela vai trazer não é o canal mas o personagem que habita sua imaginação. Assim. graus de saberes e experiências diferenciados. Saber isto já basta. Até porque as situações didáticas adotadas aqui. entender o todo. Estas características de alienação podem ser encontradas em grupos inteiros em todas as faixas etárias. 22 A DEDUÇÃO parte do geral – um TODO (um tema. as pessoas imbecis por que não as ensinam a pensar. começam as crises e os questionamentos. consciente e pro ativa na reconstrução e transformação de sua realidade.se libertou da verdade incial pré definida e pode se reconstruir. mas principalmente a partir da “5ª série” do ensino fundamental. mas com consciência de que suas construções podem e devem ser ininterruptamente revistas e refeitas. pois o que vem de dentro antes de alcançar a libertação – que nunca é plenamente alcançada .. 20 21 25 .. a escola humilha e torna. E construir outro modelo que seja dedutivo22 e de dentro pra fora (o educando deve materializar na história seu mundo interior e nessa interação se reconstruir).injusta Dominador X Dominado que se retroalimentam. O Método que liberta desse círculo vicioso deve descolar do modelo tradicional – indutivo21 e de fora pra dentro (o educando deve se encaixar no mundo construído). Isto http://www. pois só assim ele terá capacidades reais de intervir de forma intencional. num raciocíneo critico-reflexivo.pdf A INDUÇÃO parte do particular (menor parte) e generaliza formando um TODO maior e mais complexo.fiocruz.é nuances da memória e da lógica de “dominado”. até porque num dado momento as próprias partes se perdem no mundo indefinido de partes cada vez menores (átomos) e assim o educando que tinha aquele TODO apresentado no início como verdade agora tem um grande vazio repleto de possibilidades infinitas. uma criança que mora ao lado de um canal de esgoto aberto. o canal poderia aparecer e então ela o veria como problema.. hierarquia de poderes. escrava do livro didático) eterniza a pobreza política e cultural de nossa sociedade. um problema.através da reflexão . Nada do que traz de fora é aceito. A escola repassadora (apenas instrucionista. o educando é encurralado e obrigado a experimentar o que querem que experimenta. higiene. mas só o educando (e todos somos educandos) num processo continuo de reflexão (entender os por quês) pode se resgatar e adquirir autonomia. a não ser se isso facilita a manipulação pelo hábil e esperto professor. Esta seria a questão. A manipulação é fácil e fatal nessa relação. propondo dúvidas e questões mais complexas e profundas. Evidentemente.

assim.entendido equivocadamente como educação e construção de conhecimento . então se sugere pesquisas sobre o assunto – saberes sistematizados/conteúdos – de fontes externas ao grupo. vencendo a ignorância. sucessivamente. por ser um jeito de trabalhar considerando o educando e seus saberes e instrumentalizando-o para fazer-se a si mesmo sem a necessidade de dominar os outros nem submetendo a nenhum dominador. coordenador. Demerval Saviane. presidente.“sua” Pedagogia tem dado margem a algumas interpretações – ingênuas ou maldosas.. se formos rigorosos no entendimento de seu significado.. a Igreja Católica desenvolveu um método simples para realizar seus trabalhos sociais de base que ficou conhecido como “método VER. Neste sentido. ele próprio era muito bem formado intelectualmente (instruído).tornaria o ser humano livre. As classes dominantes exploram isto absurdamente.e centralizadoras a partir de hierarquias prédefinidas em “cartório” (diretor. 3-Chegando a impasses. O MÉTODO É DIALÉTICO Hoje. Surge a “Pedagogia da Libertação” sistematizada por Paulo Freire e adotada pelos movimentos sociais e igrejas progressistas. Mas. Também sob essa orientação teórica. Tais iniciativas ficaram conhecidas genericamente como EDUCAÇÃO POPULAR. Ou impostas pela 26 . Temos então o MEB (Movimento de Educação de Base) e tantos outros. comece a construir novos conhecimentos.. buscando a efetiva participação das pessoas nos grupos. talvez devido a sua forte ênfase criticando as relações de poder autoritárias e a forma bancário de repasse de informações nas escolas. Tais críticas vão o sentido de acusar Paulo Freire de não valorizar e até negar o saber sistematizado como importante no processo de educação. 2-Debate analítico/critico sobre o problema e suas causas aproveitando (até o esgotamento) os saberes do grupo. mas normalmente sutis . Na prática. sobre o assunto–problema. Sobre isso. 4-Em seguida retorne ao diálogo crítico e assim.. foram desenvolvidas várias ações visando re-educar a população usando técnicas que previam diálogo e construção coletiva. é comum se ouvir muito sobre o método dialético e todos os movimentos sociais dizem utilizá-lo em suas relações. ampliando a consciência de forma evolutiva e infinitamente. pois poderia escolher e (re)construir sua própria história. JULGAR e AGIR”. sendo livre de idéias préconcebidas e ditadas de fora. E os CONTEÚDOS? Embora Paulo Freire não negue a importância dos conteúdos. perceberemos que há equívocos importantes que se refletem nas relações autoritárias – às vezes declaradas. tem enfatizado a importância de que a construção de conhecimento deve seguir acompanhada simultaneamente: 1-Identificação e colocação do problema. . Como resultado se terá um educando eterno estudante. pesquisador que contribuirá efetivamente para a sociedade. livre dos preconceitos e das necessidades de construir uma imagem artificial para ser aceito pelo grupo. superando-os. desfazendo dos fardos do certo e errado. nas atividades. Daí. até o ponto em que o grupo esgote todos os saberes sistematizados existentes.).

ou Criança. Ao olhar mais de perto. VOCE É. O educando não é OK.. Praticamente todos os ideais buscados pela humanidade e que seriam a solução dos problemas foram atingidos e. No entanto. não surgem do nada nem aparecem de repente.(inferior) – Eu sou OK. pois chega num “lugar” cômodo e então se estaciona numa acomodação conveniente e alienada que. diante dos fracassos das “grandes” idéias milagrosas e diante do fim do mundo eminente. tecnológico. sem romper com a situação de injustiça tudo que se consegue imaginar é que “alguém tem que mandar”. essa realidade é apenas aparente. HÁ UMA BASE FILOSÓFICA ANTES DO MÉTODO As teorias e os métodos. O problema parece estar na assimilação mecânica do método. “ter futuro” se fizer o que estou mandando e dizendo que é importante. os sofrimentos e a morte continuam presentes. Devido ao incrível avanço da tecnologia. clientelismos..ex. de transporte. O modelo americano: individualista. como tudo o mais na vida. pois o grande prejudicado é o educando Assim. “o aluno agora é quem manda”. centralização etc.força pelo fato de se deter o controle dos recursos financeiros ou conhecimentos e informações privilegiadas. Os medos. 27 . VOCE NÃO É. desestabiliza o poder (do dominador).. ser alegre e se divertir hoje. se percebe uma profunda incoerência entre o discurso e a prática concreta.. Houve profundas mudanças no mundo no século XX. As guerras. de comunicação. Em geral. As pesquisas científicas derrubaram muitos saberes e crenças que justificavam uma série de atitudes e comportamentos legitimando preconceitos e várias formas de discriminação. perde força uma 24 Para a “Análise Transacional” nas relações o EGO (pessoa) pode manifestar de diferentes modos ou estados psicológicos: P. Em alguns casos inclusive há aparentemente uma inversão de papéis: o antes dominado (aluno) passa a ser o dominador. Adulto. se mexida.. EU NÃO SOU. Se colocando em perspectiva: EU SOU. Não vai. estar a combater: coronelismos. servilismos. VOCE É. A partir de aqui a “problematização” deixa de ser bem vinda. e afirmou um novo modelo de desenvolvimento. Assim. fabricação de bombas nucleares. ser feliz hoje. mas poderá vir a ser. pragmático. mudanças na forma das relações de produção. reproduzem aquilo que criticam afirmando nas ações práticas. se achando/sentindo como: Pai. O que resta fazer? Viver o hoje.. consumista. em discurso.. EU NÃO SOU. européias. EU SOU.. Nesse contexto. sem romper com compreensões “de fundo” que reproduzem o “dominador/dominado” numa dicotomia inconsciente. você não é OK24. Daí advém mais e mais frustrações com os resultados. não concebe a democracia como possível. quebraram várias tradições antigas judaicas. para decepção de todos o milagre não aconteceu. VOCE NÃO É... não fazer guerra hoje. relação de dominação eu-(superior) x você. Há problema então quando o método é entendido como técnica mágica e se acreditar que ao simples fato de ser adotado teoricamente nos planos e aplicado de forma mecânica já vai automaticamente chegar aos resultados preconizados. o que dizem. Guerra Mundial. e a Guerra Fria trouxe a eminência do fim do mundo pelas bombas nucleares. Enfim. dentre elas. A compreensão vai até certo ponto e cessa quando alcança determinado grau de entendimento. principalmente a 2a.

de modo que. farão “besteiras” . exatamente na cultura estão os elementos opressivos que a pessoa construiu para ela. desde o nascimento. Portanto. se submete resignado aos sofrimentos do hoje. ele vai fazer o que quer e usar seus saberes para isto. O homem descobre que as bondades e maldades são feitas pelo próprio homem. e a pessoa é levada a pensar e relacionar com as coisas e as outras pessoas eternamente no presente. Então. sem dúvida. mas todos livres e capazes de fazer acontecer e conscientes de que para ser feliz basta estar feliz agora. ganha corpo uma nova concepção da existência de homem e de mundo. Quando muitos passam a viver conforme tal ordenamento (Ideologia/Mentalidade).. uns contra os outros. o idealismo está muito arraigado no inconsciente e não conseguimos descolar dele tão facilmente.. Então. se chamou EXISTENCIALISMO. para o bem deles no futuro.que persistiu por séculos e fora reproduzido em praticamente todas as culturas conhecidas. livres. por exemplo. já que não protegeu os judeus. Por estas e tantas outras. por isso não a percebemos.(evidentemente quem acha isso dos outros se auto-exclui do grupo dos maus e se coloca como sendo a reserva moral a controlar os outros). Mas não nos iludamos. se ele nasce individualmente livre poderá evitar o mal no mundo. construir relações sociais que levem as pessoas a quererem fazer o bem e não o mal? Mas o que é Bem e o que é Mal? A esta nova corrente filosófica. como livre. evitava as guerras e as maldades que continuavam a existir. No idealismo os Conceitos têm “vida própria” e estão acima das pessoas. só que estamos envolvidos pela cultura como os peixes na água. Isto dá insegurança em algumas pessoas que teimam em negar a realidade (principalmente dos outros. Guerra. ele se molda pela cultura. Nem mesmo Deus era um porto seguro e não protegia ninguém. a base do IDEALISMO foi por terra. se oprime e reprime um grupo ou nação. Mas o homem ao nascer não está predeterminado nem obrigado a viver desse ou daquele jeito. Nesse novo mundo ficou evidenciado que nenhum ideal. então se tem uma Cultura. mas também suas como sentimentos que não se encaixam em determinados padrões morais aceitos) e buscar sentido fora dela e caem de novo no Idealismo. Então para se justificar constrói realidade “virtual” (transcendental/ideológica) e quer levar os demais para aquele seu universo particular. mas ele deve ser capaz de querer e optar pelo bem e não pelo mal. Nessa conjuntura de profundas mudanças. sem esperar por situações ideais no futuro. Retorna. em nome da Felicidade ideal perfeita no futuro. Uma relação concreta e real feita por quem está na relação sem superiores/inferiores.corrente filosófica – o IDEALISMO . com medo da “liberdade incondicional” – pois acham que as pessoas são más e. Muitos não descolam do Idealismo por insegurança. o principal papel do educador filósofo é desvelar o cotidiano fazendo que sejam vistas as situações e o que elas trazem. Como então. pois. livre e desprotegida no mundo é sobre a pessoa que cai toda a responsabilidade. Daí é o próprio homem que se constrói. em nome da Vida (ideal) se mata ou se morre. em nome do conceito “Democracia”. por mais “bonito e perfeito” que fosse. seu povo eleito. pois ao autoritarismo. as escolas massacram os educandos fazendo-os infelizes. do massacre na 2a. Como o Existencialismo mostra a pessoa. Outros tantos por pura ignorância. sempre no tempo presente 28 . estão tão inconscientes e alienados que não se dão conta do que está acontecendo consigo próprio.

apesar das novas tecnologias geradas e/ou introduzidas serem baseadas nos diagnósticos. ou os mesmos não informavam à luz da verdade. aumentando. só há um simples revezamentos dos donos do poder ou hipocrisia fazendo “liberdade” de mentira. os técnicos começaram a fazer diagnósticos (levantamentos tradicionais) para “identificar as soluções corretas” para as áreas onde atuavam. UMA BREVE HISTÓRIA DAS METODOLOGIAS PARTICIPATIVAS25 Segundo Robert Chambers (1992). b) Onerosos . assim.adotar concepções libertárias que geram autonomia dos sujeitos e que trabalham a partir da realidade dos educandos para reconstruir a realidade. que eles tinham todas as soluções para os países não industrializados.ou seja.muitas vezes não se falava com os produtores. Infelizmente a maioria destes diagnósticos não deu certo porque estes eram: a) Superficiais . Como efeito “natural” disto é que como nada mudou “dentro” da pessoa. considerando a existência concreta agora é obrigação – agora é tido como ideal . Não funcionou. Jonathan Dain . muitas vezes. ele conseguiu transformar o Existencialismo em Idealismo e o que seria para libertar em novas obrigação e novos instrumentos de opressão.br/o/890805 29 . meios de comercialização e outros.os pesquisadores faziam observações pelas “janelas dos carros” sem realmente ver os campos.gov.mda. Os idealistas “linha dura” fingem – mas não tem consciência de que estão fingindo .http://comunidades. Desconstrução e reconstrução infinita e indeterminadamente. c) As informações eram incompletas ou inúteis . Daí. nada muda para melhor na realidade histórica e. Repensar a existência (re)considerando o “normal” e o comum. eles têm aquela outra realidade a ser construída como ideal e o “método participativo”. Era só dispor de tecnologias “modernas” desenvolvidas na Europa e nos Estados Unidos da América e transferi-las para os produtores pobres que utilizassem técnicas “primitivas”. por exemplo. um especialista em desenvolvimento rural. Geralmente. outros sérios problemas começaram a ser reconhecidos por estes “trabalhadores de desenvolvimento”. disponibilidade de recursos. técnicos e pesquisadores começaram a se dar conta de que “desenvolvimento rural não é fácil de fazer”.demandavam muito tempo para coletar e analisar as informações. mão-de-obra.Denise Regina Garrafiel Francisco Rildo Cartaxo Nobre. os especialistas não consideravam os fatores sócio-econômicos como. Além dos problemas com os diagnósticos. Avaliações mostraram que estas tecnologias não eram adotadas por não serem apropriadas às condições reais das populações de pequenos produtores. como algo estranho que gera perplexidade. posse da terra.(hoje). nos anos 50 e 60 os países industrializados pensavam que desenvolvimento rural era fácil. Numa tentativa de modificar a situação verificada e alcançar os resultados esperados. Há aqui uma evidente manipulação dos conceitos e aplicação equivocada e falsa do método. ou ainda as informações levavam tanto tempo para serem coletadas e analisadas que. estas não estavam sendo adotadas pelo público alvo. 25 MANUAL DA METODOLOGIA Pesa . Por exemplo. No entanto. não representavam mais a situação atual da comunidade.Uma abordagem participativa . os custos do trabalho.

O Centro Internacional de Investigação Agroflorestal (ICRAF) . a partir da experiência no Instituto de Ciências e Tecnologias Agrícolas (ICTA) da Guatemala. nos anos 80. Além de permitir mudanças de rumos necessárias (aprender junto com as populações rurais. por isso. Os DRRs.O ponto de vista dos produtores precisa ser incluído em qualquer processo de decisão para assegurar que esta será uma decisão 30 . junto com o uso de uma variedade de informantes. enquanto estas metodologias estiveram se desdobrando. o sucesso da geração e da introdução de novas tecnologias. Não podemos deixar de mencionar que esta preocupação com pesquisas mais participativas voltadas para a ação teve influência de métodos utilizados nas ciências sociais. 1992). Também tem contribuído para aumentar. numa abordagem sistêmica e mais integrada. Esta metodologia ficou conhecida como Diagnostic and Design . As vantagens destes diagnósticos permitem que a aprendizagem progressiva seja flexiva. a FSRE e outros métodos nesta linha se mostraram muito eficazes no que se refere à melhoria da qualidade das informações adquiridas e a rapidez com que eram coletadas. analisadas e utilizadas. Hildebrand & Ruano (1979) desenvolveram a metodologia de "Farming Systems Research and Extension" – FSRE. entender e apreciar conhecimento técnico local).Para superar estes desafios. Ásia e América Latina desenvolveram novas metodologias de pesquisa e extensão com a preocupação de conhecer melhor os sistemas agrícolas. No final da década de 70. 1986). integradas e relativamente baratas (HILDEBRAND. exploratória. permitindo um controle cruzado de informações para chegar mais perto da situação real (CHAMBERS. do meio ambiente e de suas necessidades e. principalmente o enfoque pedagógico pregado e experimentado por Paulo Freire ainda na década de 60. respondeu com o desenvolvimento de uma metodologia específica para o desenvolvimento de sistemas agroflorestais. A justificativa se baseia no fato de que: . Estes métodos incluíram como instrumento fundamental.D&D (Diagnóstico e Desenho). entre outras. mas baseando-se na anterior. numa grande variedade de lugares. eles precisam ser incluídos em todos os aspectos de qualquer programa destinado a ajudá-los. Averiguando não mais do que o necessário. técnicas de diagnósticos que consideram o “conhecimento local” e que são rápidas.partindo do pressuposto que a FSRE se concentrava demais nas culturas anuais em detrimento de uma visão mais ampla de sistemas de uso da terra. descobrir e usar os seus critérios e categorias. A idéia era simples e lógica: dever-se-ia reconhecer que os pequenos produtores têm um conhecimento profundo da situação que os rodeiam. um “novo” conceito começou a ter mais atenção. que em português seria conhecida por PESA-Pesquisa e Extensão em Sistemas Agrícolas. interativa e inventiva. Porém. uma derivação do DRR). Neste mesmo período várias outras experiências estavam ocorrendo e na década de 80 surgem as primeiras publicações com novos métodos de diagnósticos como DRR (Diagnóstico Rural Rápido) e DRP (Diagnóstico Rural Participativo. nos anos 70 e 80 especialistas na África. até certo ponto. mas utilizando diferentes técnicas. AEA (Análise de Sistemas Agroecológicos). fontes e disciplinas. e encontrar.

não só os técnicos.. Em geral. também se sentirão mais comprometidos.) são dinâmicas e acrescentam à sua práxis novas idéias e conceitos com regularidade. fauna. Os resultados deste novo modelo têm comprovado que. com certeza. acionar energia de movimento. discutir com o grupo para levantar problemas. Estas metodologias foram sendo modificadas pouco a pouco. Sensibilização/Mobilização: a. etc. os diagnósticos participativos melhoram os projetos que os seguem ( ROCHELEAU. debates. . incluindo a participação passiva (entrevistas com produtores. o futuro se encarregará de incorporar outros. prestar contas. divide a intervenção em dois momentos. a maioria homens ) e métodos informais e rápidos. partilhar informações. delegar compromissos. muitas instituições começaram a incorporar as comunidades como parte das equipes nos diagnósticos e como parceiras nas discussões e avaliações dos dados levantados.alvo foi mais um melhoramento nas metodologias de diagnóstico e desenho e. Apropriação geral do problema e da importância de solução.. Outros aspectos incorporados durante os últimos 20 anos incluem considerações sobre o meio ambiente e florestas. sendo que o educador (facilitador/problematizador) assessora e modera os diálogos. 1992). sendo um no grupo: 1. Monitoramento & Avaliação. Implementação. A auto-gestão se torna possível somente quando as famílias sabem por que e como o projeto foi desenvolvido. extensionistas e pesquisadores. A informação é muito importante para todos (CHAMBERS. culturas perenes em geral. Com base nestas idéias. pode-se ver que as metodologias de diagnóstico e desenho (Desenho. faltando uma abordagem sócio-econômica. 31 . embora mais complicados de organizar e realizar. apresentar resultados. comercialização e aspectos de gênero (tratando mulheres.apropriada para eles. Em resumo.. A idéia da participação ativa do público .As famílias e/ou comunidade devem também aprender a partir dos diagnósticos. crianças e idosos também como atores importantes no processo de desenvolvimento). Visitas/conversas.. eram sumamente biotécnicas. 2. identificar problema específico a ser enfrentado. . definir estratégias e fazer planejamento para intervenção. mais dispostos a confiar nos técnicos e mais dispostos a esperar um retorno que pode levar anos para se manifestar. Se eles participam de todos os aspectos do projeto. persuadir à necessidade de envolvimento e participação. Participação a. saúde. para iniciar um processo participativo. 1993).Um dos objetivos de qualquer iniciativa deve ser a eventual autogestão do projeto pela família ou comunidade. nivelar as idéias dos participantes para aparar arestas e gerar consensos. criar ambiente de co-responsabilidade. Originalmente. cumprir tarefas definidas pelo grupo.

6.2.5. Garantir a participação efetiva e representatividade dos envolvidos no projeto.5.4.6.5. 1. 1. Matrizes de problemas.1. alfinetes. resultados. fita adesiva. 1. 1.2.1.2.1. Ferramentas: 1. 1. 1.4. Papel kraft. 1. Calendário Sazonal. Fichas de cartolina de cores e formas diferentes (METAPLAN). Objetivos 1.3. fraquezas e ameaças – FOFA.4.1. Contrato de parcerias.6.2.3.8. DIAGNÓSTICO RURAL PARTICIPATIVO.2.3.3. Rotinas diárias.4. Análise de alternativas. idosos). Levantar a situação atual vivida por um grupo ou comunidade.2.5. 1. oportunidades. cola e tesoura.1. Objetivos: 1.5.4. Mapas falados (atual e desejado). 1. 1. 1. Pincel atômico. Planilha de atividades.4. Entrevistas semi-estruturadas.4. jovens. Operacionalizar as diversas metodologias participativas. Matriz de impacto. Análise de envolvidos.2. 1.3.6.gov. Instrumentalizar para planejamento e condução de eventos grupais. Subsidiar discussões e futuros planejamentos.4. Ferramentas: 1. Matrizes históricas. Elaborar projetos de intervenção em determinada realidade a partir de objetivos estabelecidos.6. Objetivos: 1.4.pronaf.2.6.4. 1. 1. Garantir o registro dos trabalhos para futuras consultas. Tempestade de idéias (brainstorm).2. painéis.pdf 32 .5.As seis principais metodologias trabalho com grupos são26: adotadas para MODERAÇÃO E VISUALIZAÇÃO.5.4.2. Vitalizações ou dinâmicas de grupo 1. Garantir a participação efetiva e representatividade dos vários segmentos (mulheres. Ferramentas 1. 1.3. atividades. 1. PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO.3.6. Definir claramente objetivos. responsáveis.1.3. 1.1.2. 1. 1.4.1. 1. Condução de debates em grupo (subgrupos e plenárias).1. Possibilitar a problematização e reflexão para mudança. 1. Fortalezas. 1.4.1.3.br/dater/arquivos/metodologia_participativa_josenildo. Matrizes de priorização. 1.2. 1.3. 1.7. 1.1. cronogramas e indicadores para avaliação de impacto do projeto. 1. 26 http://www.

1. 1.11.DOP 1.11. COMPETÊNCIA EMPREENDEDORA E FORMAÇÃO DE EMPREENDEDORES . 1.12. DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL PARTICIPATIVO.11.7.1.8. Ferramentas: 1. Garantir a participação efetiva e a representatividade dos vários segmentos da organização. 1.10. Aprimoramento da gestão de um negócio existente. Ciclo de Vida.12. 1.2. 1. micro e pequenas empresas. 1. 1. Objetivos: 1.2. 1.3. Ferramentas: 1.8.10. Plano operacional. Paisagem Organizacional. Instrumentalizar para gestão de negócios com perfil empreendedor. Modelo de 6 campos.2.5. 1.7. Gestão Comercial. 1.3. Objetivos: 1.8. Iceberg.9.6. Abordagem sistêmica.2.6.6.7. Matriz de Planejamento do Projeto.8. 1. Desenvolvimento do potencial empreendedor. 1.7.10. 1. 1.4. Metáfora.3.10. Sistema gerencial (monitoria.11. 1. Ferramentas: 1.CNN.1. Diagrama de Venn.10.Best Game. 1. Objetivos: 1.4.10. 33 .2.1. 1.12. Vivência avançada para gestores de negócios . Desenvolver atividades e habilidades empresariais de mulheres e homens de 1.2.CEFE 1.7. Plano de Negócios (Busines Plan).8. 1. Proporcionar o aprendizado através de vivências lúdicas e reflexão em grupo das experiências.6. Estratégia aprimorada para Criação de Novos Negócios .8.10.9. 1. 1.6. 1.1. avaliação e replanejamento).8.10.4.10.3. Proporcionar aumento do volume de vendas e consolidação no mercado. CAPACITAÇÃO EM GESTÃO EMPREENDEDORA COM ENFOQUE DE GÊNERO PROGESTÃO..11.7. Estabelecer uma estratégia de intervenção visando o aprimoramento de uma organização (instituição ou grupo informal).12.1. Arco Íris. Desenvolvimento Estratégico da Empresa.3.1. 1.9. 1. Oportunizar o conhecimento e aplicação de instrumentos de gestão empresarial. Promover o desenvolvimento do negócio ou da atividade produtiva com atenção às dinâmicas do mercado.

6. Financeira. 1. Gestão de Processos. Humanos.1.12.4. 1.12.12.5. Gestão Econômica Gestão de e Recursos 34 .

Educação centralizada Baseia-se na busca no educando e o Aprender é Método baseado na Carl Rogers. Os conteúdos são estabelecidos a Montessori Por meio de partir das É baseada na Decroly A escola deve adequar às experiências. situação Paulo Freire. específicas. dos conhecimentos educador é quem modificar as Formação de atitudes. de solução de livre do educando. Procedimentos e É modeladora do São informações Relação objetiva onde o técnicas para a Aprendizagem Leis 5. discussão. escola de A. porém visa levar educadores e jovens a A relação é de igual Resolução da Grupos de atingir um nível de Temas geradores. psicológica. jovens como modelos. jovens. Não atua em escolas. para igual. Tendência Liberal Renovadora Progressiva. informações. respeito. jovens frente às problemas. verdades cada idade. sem adotam filosofias moral dos jovens para tempos e verbal da matéria e / que exige atitude se considerar as humanistas assumir seu papel na repassados aos ou por meios de receptiva do educando. situações Lima problemas. problema.540/68 comportamento humano ordenadas numa educador transmite transmissão e baseada no e através de técnicas seqüência lógica e informações e o recepção de desempenho. Neill. educando vai fixá-las. absolutas.ANEXO Quadro síntese das tendências pedagógicas Nome da Tendência Pedagógica Papel da Escola Conteúdos Métodos Professor x educando Aprendizagem Manifestações Pedagogia Liberal Tradicional. em que vivem na busca da transformação social. características clássicas ou sociedade. próprias de científicas.692/71. consciência da realidade horizontalmente. facilitação da "Sumerhill" pelos próprios garantirá um percepções da aprendizagem. 35 . Tendência Liberal Renovadora não-diretiva (Escola Nova) Tendência Liberal Tecnicista. Lauro de oliveira problemas. 5. relacionamento de realidade. Tendência Progressista Libertadora São conhecimentos e valores sociais A aprendizagem acumulados Exposição e é receptiva e Nas escolas que Preparação intelectual e através dos demonstração Autoridade do educador mecânica. O educador é auxiliador experiências motivação e na Dewey necessidades individuais pesquisas e método no desenvolvimento vividas pelos estimulação de Piaget ao meio social.

Snyders conteúdos ou humanidade frente confrontada com o e o educando. Charlot culturais universais uma relação direta "crítico social como participador e do estruturas Suchodoski que são da experiência do Difusão dos conteúdos. crítica" 36 . gestão. os jovens livres. ao grupo. Tendência Makarenko Conteúdos O método parte de Progressista Papel do educando Baseadas nas B. nos jovens. Demerval "históricoà realidade social. educador como cognitivas já Manacorda incorporados pela educando dos mediador entre o saber estruturadas G. saber sistematizado. Arroyo. junto Miguel Gonzales Progressista sentido libertário e autoLibertária. Saviani.Transformação da As matérias são Vivência grupal na É não diretiva. mas não forma de autoeducador é orientador e informal. o Aprendizagem C. Freinet Tendência personalidade num colocadas. gestionário. exigidas.

mas não defendi corretamente as minhas opiniões ( ) Nunca expressei e defendi as minhas opiniões com clareza ( ) Interesse pela A disciplina não me interessa nada ( ) disciplina A disciplina interessa. Escola____________________________________________ Nome: _____________________________________________________________ Nº: _____ Série: ___________________ Turma: ___________________ Profª: _______________________________ Fui sempre pontual ( ) Cheguei por vezes atrasado (a) à aula ( ) Cheguei frequentemente atrasado (a) ( ) Nunca faltei ( ) Assiduidade Faltei poucas aulas ( ) Faltei a muitas aulas ( ) Cumpri sempre com as regras de funcionalidade das aulas ( ) Comportamento Cumpri na maior parte das aulas as suas regras de funcionalidade ( ) Perturbei frequentemente o funcionamento das aulas ( ) Perturbei sempre o funcionamento das aulas ( ) Fui sempre muito empenhando (a) nas tarefas ( ) Empenho Nem sempre fui empenhado (a) nas tarefas ( ) Nunca fui empenhado 9a) nas tarefas ( ) Trouxe sempre o material para as aulas ( ) Material na aula Por vezes não trouxe. procurei outras fontes de pesquisa para Sempre ( ) aprofundar meus conhecimentos Às vezes ( ) Nunca ( ) Mantém um relacionamento cordial e ético com a turma Sempre ( ) Às vezes ( ) Nunca ( ) Mantém um relacionamento cordial e ético com a professora da Sempre ( ) disciplina Às vezes ( ) Pontualidade 37 .me de modo regular ( ) A disciplina interessa. o caderno não está organizado ( ) Nunca trago o material para as aulas ( ) Trabalhaos/atividades Fiz sempre os trabalhos de casa ( ) de casa Quase sempre fiz os trabalhos de casa ( ) Às vezes fiz os trabalhos de casa ( ) Raramente fiz os trabalhos de casa ( ) Nunca fiz os trabalhos de casa ( ) Respeitar a opinião Respeitei sempre a opinião dos outros ( ) dos outros Nem sempre respeitei a opinião dos outros ( ) Nunca respeitei a opinião dos outros ( ) Participação nos Participei ativamente nos trabalhos de grupos ( ) trabalhos de grupos Participei em alguns trabalhos de grupos ( ) Nao participei dos trabalhos de grupos ( ) Expressão e defesa Expressei e defendi sempre as minhas opiniões com clareza ( ) das minhas opiniões Expresei e defendio sempre as minhas opiniões.Ficha de Auto-Avaliação. mas por vezes com dificuldade ( ) Expressei com clareza.me bastante ( ) Não me sinto responsável pela minha aprendizagem nesta disciplina ( ) Responsabilidade Não me sinto responsável na maior parte das vezes ( ) Não me sinto responsável ( ) Superação de Superei sempre as minhas dificuldades ( ) dificuldades Nem sempre superei as minas dificuldades ( ) Nunca superei as minhas dificuldades ( ) Quando foi dado um conteúdo.

proponho como classificação final nesta disciplina a nota de ____________ 38 .Nunca ( ) Sempre ( ) Às vezes ( ) Nunca ( ) Como você avalia seu desempenho nas disicplina Excelente ( ) Bom ( ) Regular ( ) Péssimo ( ) Os conhecimentos acumulados têm sido suficientes para acompanhar a Sempre ( ) disciplina Às vezes ( ) Nunca ( ) Utliza os resultados das avaliações para reorientar seus estudos Sempre ( ) Às vezes ( ) Nunca ( ) Cumpri as atividades (trabalhos/avaliações/exercícios) programadas nos prazos estabelecidos Sua classificação: Tendo em conta a auto-avaliação que fiz.

mas tendo bom relacionamento com os colegas Assume responsabilidades pelos seus atos Revela confiança em si próprio e respeita o jeito de ser do outro Aceita opiniões e opções (inclusive sexuais) divergentes da sua Gosta de liderar positivamente Realiza as tarefas até o fim Pede ajuda quando precisa e ajuda também. etc Preocupa-se com a qualidade de suas produções e se empenha em aperfeiçoamentos 39 . embora estes sejam decisões coletivas Tem atitude crítica diante das “certezas” apresentadas pela mídia. Tem cuidados com os livros e demais materiais utilizados Organiza-se em grupos para realização de atividades Demonstra espírito de cooperação e participa ativamente dos trabalhos designados ao grupo Demonstra respeito em relação às idéias emitidas pelos colegas Contribui com idéias pessoais para os trabalhos conclusivos É capaz de respeitar pontos de vista diferentes dos seus. religiões. idéias e opiniões. experiências. Integra-se nos grupos atuando de forma saudável É organizado.Habilidades e Competências a serem observadas nos Educandos: Formação Humana (Afetivo-atitudinal) É auto-suficiente. mantém o ambiente bem cuidado É curioso em relação a novos conhecimentos É desinibido para expressar suas opiniões Espera sua vez de falar É freqüente às aulas Mantém um padrão de comportamento convencional Tem facilidade de compreensão Interessa-se pelo que está sendo trabalhado Interpreta com segurança o que está sendo solicitado Mostra capacidade de selecionar fontes e coletar informações Relaciona com precisão as principais idéias expressas Estabelece relação entre a temática sugerida e as informações coletadas Realiza síntese conclusiva sobre o tema tratado em diferentes fontes de pesquisa Interessa-se por ouvir e manifesta sentimentos.

14. Distingue a relação Homem X Sociedade X Natureza. Ameríndia. 2. Consegue perceber as estratégias de dominação e construir estratégias de autonomia/libertação. Entende a estrutura do Estado (com seus aparelhos Ideológicos) e sua manipulação pelas classes dominantes. relacionando-a com a cultura e mecanismos estruturais de dominação. Consegue perceber em si mesmo e nas relações concretas os “círculos viciosos” reprodutivistas dos mecanismos que em discurso buscamos superar. ONGs. Democracia. Comunismo.cidadania 1.. legislativo.. Conhece os sistemas de governo: Monarquia.. Africana.. Escolas. 7.. Terceiro Mundo. Teocracia. Anarquismo. fazer autocrítica e criticar sua realidade buscando adaptação constante. 6. 12.. “Comunitarismo Cristão. 13. Consegue situar a si próprio no espaço (local/regional/global) e tempo (atual). 1º Mundo (G8). Aristocracia. 11. povo.Formação Política .. 5. 4. nacional.. organismos internacionais. Conhece e discute criticamente as forças (político-sociais) presentes nas inter-relações em nível de Município. 9. classe média. Entende as relações atuais das políticas globais: Ocidente X Oriente. Mundo. Entende as instâncias políticas de poder em nível local. Socialismo. Norte X Sul.. 8. Estado. Judaica.”.Mídia. Percebe a dissonância entre o discurso nos diferentes sistemas e a prática concreta nas relações inter(pessoais/institucionais).. sociedade (civil) organizada. – em relação à perpetuação do status quo. Entende a estratificação (classes) social: Elite. 10. Igrejas. Bem como os mecanismos de funcionamento das mesmas.. 3. Entende os sistemas econômicos: Capitalismo.. judiciário. Entende as influências externas na formação de nossa cultura: Greco-romano. 40 . mundial: executivo. Entende e tem visão crítica sobre o papel dos aparelhos Ideológicos do Estado . País.

12. argumentando e defendendo seu ponto de vista. com o conhecimento sistematizado. Agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania. quadros. biológica e sociocultural. preservação e tratamento aos demais. 3. Formular perguntas. advindo de experiências anteriores ligados à realidade física. Estabelecer relações entre os fenômenos naturais e sociais.Interação social 1. Comunicar suas conclusões de modo oral. conhecendo as danças. listas e pequenos textos. 14. artesanato. cooperação e repúdio às injustiças. Desenvolvimento de projetos de defesa e conservação da natureza junto à comunidade com base nos conhecimentos adquiridos na escola: 11. esquemas. suposições e dados. Organizar e registrar informações utilizando desenhos. 7. 8. perguntas. 5. construindo conceitos sobre os mesmos. Conscientização para modificação de atitudes repensando questões como: violência. Questionar a realidade. Exercitar a cidadania através da atuação como agente de transformação em relação às questões ambientais. Exercitar direitos e deveres políticos. 17. como aspectos socioculturais de outros povos e nações. Conscientização e socialização de atitudes de boa convivência. Criar hipóteses sobre os problemas em estudo. 16. Expressar sua opinião sobre os assuntos em discussão. 2. por escrito. que se nos apresentam diferentes ambientes que o cercam. civis e sociais. 13. 18. 19. atitudes de solidariedade. 15. costumes. 41 . folclore como forma de expressão de um povo. 9. 20. Utilizar o diálogo para mediar conflitos e tomar decisões coletivas. Explorar as diversas formas de manifestação cultural. 4. músicas. responsável e construtiva nas diferentes situações sociais. Construir a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao país. selecionando procedimentos e verificando sua adequação. Conhecer e valorizar a pluralidade sociocultural brasileira. Confrontar seu conhecimento “espontâneo”. 10. com desenhos. suposições coerentes e criativas para viabilizar situações. 6. Adotar no dia-a-dia. colocando-se com segurança. elaborando hipóteses. formulando problemas e tentar resolvê-los se apropriando da capacidade de análise crítica. Posicionar-se de maneira crítica.

(Raciocínio Lógico-matemático) Compreende o enunciado de um problema e estabelece estratégias para resolvê-lo Elabora e expõe problema com dados essenciais Utiliza com agilidade as 4 operações Interpreta itinerário por meio de mapas e croquis Identifica formas geométricas espaciais em diferentes contextos Lê e constrói tabelas e gráficos para obter e transmitir informações Usa noções de probabilidade. mímica. ordenação. indicador de qualidade e código para o exercício efetivo da cidadania. teatro. símbolos. mesmo quando não concorde Diz com as próprias palavras textos e histórias ouvidas mantendo a fidelidade Diferencia fato. mantendo a idéia principal. números e imagens. prever orçamento 42 . conservação. Matemática . Interpreta adequada e criticamente os textos lidos Atribui sentido e significado ao texto (identificando contextos e interesses implícitos) Reconhece diferentes portadores de textos Identifica gêneros textuais de acordo com suas finalidades.. utilizando-as na resolução de problemas por diferentes procedimentos (cálculo mental. inclusão. estratégias. painéis. articulando-as de forma sintética para uma efetiva comunicação em matemática Utiliza o raciocínio matemático na solução de problemas cotidiano: seqüência.. estruturas e diagramação Interessa-se por leituras diversas Compreende a importância da literatura na nossa sociedade Identifica e classifica as idéias nos textos Faz interferência a partir dos textos lidos Apreende conhecimento a partir da leitura Lê corretamente e com expressividade Adequa a linguagem aos diferentes contextos Usufrui e compartilha o prazer da leitura Produz textos com coesão e coerência. agrupamento. espaço. Constrói e desenvolve o conceito e organiza estrutura aditiva e multiplicativa. opinião e propaganda Incorpora gradativamente a fala de prestígio social.Comunicação e Expressão (Escrita o oralidade) Expõe idéias verbalmente com clareza Organiza idéias com lógica Defende suas idéias e pontos de vista com argumentos válidos Adequa sua fala a diferentes contextos Responde adequadamente à fala do outros. valores. escrito. porcentagem e funções. Usa diferentes linguagens utilizando palavras. calculadora. Expressa com clareza na forma escrita Domina outras técnicas de comunicação: cartaz. panfleto. planilha eletrônicas) Constrói plano de ação realista considerando: tempo. Consegue fazer orçamento: levantar e comparar preços.

controle de caixa. concorrência mercadológica. espoliação capitalista (Mais-Valia). Entende de conta bancária. movimentação financeira investimento econômicos. prestar contas com documentos fiscais válidos. 43 . definição de preços.para despesas.

de gênero. Européia. reconhecendo formas de atuação político-institucionais e organizações coletivas da sociedade civil... associados à energia. sendo o ser humano parte integrante e agente de transformações do mundo em que vive Identificar relações entre conhecimento científico.). Identificar diferenças e semelhanças nas formas de organização social. Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a diversidade.. lingüísticas. reconhecendoa como um direito dos povos e indivíduos e como um elemento de fortalecimento da democracia. se situar e respeitar a diversidade étnica (Afro. espaço. 4. (re)escrevendo a própria história. se percebendo no contexto (espaço. Estabelecer relações temporais entre passado e presente de maneira sistêmica (sistemática) e não mecânica. tempo. 7. 10. 6. econômicas. Narrar e analisar os acontecimentos da vida humana em diferentes tempos históricos (explicando a situação atual como resultante de situações antecedentes). e considerando as histórias individuais como partes integrantes/vinculadas/dependentes das histórias coletivas.). cultura)... Conhecer e respeitar o modo de vida de diferentes grupos sociais. expondo seu pensamento para participar ativamente da sociedade. no mundo de hoje e em sua evolução histórica Formular questões. Utilizar métodos de pesquisa e de produção de textos de conteúdo histórico. 8. de geração. matéria. 9. Ler e interpretar os significados dos diversos acontecimentos históricos. dados e fatos históricos. as diferenças culturais (religiosas. equilíbrio e vida 44 . Entender. em diversos tempos e espaços. próximas ou distantes no tempo e no espaço. de modo a formular explicações para algumas questões do presente e do passado. produção de tecnologia e condições de vida. iconográficos. 13. políticas e sociais.História: 1. 12. poesia. Indígena. expressos por meio da utilização de variadas linguagens (escrita. Organizar alguns repertórios histórico-culturais que lhes permitem localizar acontecimentos numa multiplicidade de tempo. expressão corporal. Reconhecer mudanças e permanências nas vivências humanas. 3. tempo. colocando em prática conceitos. Identificar o próprio grupo de convívio e as relações que estabelecem com outros tempos e espaços. Questionar sua realidade. 5. sistema. reconhecendo semelhanças entre eles. procedimentos e atitudes desenvolvidos no aprendizado escolar Saber utilizar conceitos científicos básicos. 11.. em suas manifestações culturais. sintetizar e interpretar situações. 2. Identificar-se como ser histórico.. Ciências Naturais Compreender a natureza como um todo dinâmico. 14. presentes na sua realidade e em outras comunidades. diagnosticar e propor soluções para problemas reais a partir de elementos das Ciências Naturais.. Analisar.). aprendendo a ler diferentes registros escritos. sonoros. contos orais. pintura. identificando alguns de seus problemas e refletindo sobre algumas de suas possíveis soluções.. transformação.

Saber combinar leituras. para coleta.. distinguindo usos corretos e necessários daqueles prejudiciais ao equilíbrio da natureza e ao homem 45 . etc. registros. organização. comunicação e discussão de fatos e informações Valorizar o trabalho em grupo. sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento Compreender a saúde como bem individual e comum que deve ser promovido pela ação coletiva Compreender a tecnologia como meio para suprir necessidades humanas. observações. experimentações.

46 . de modo a compreender o papel das sociedades em sua construção e na produção do território. na busca de soluções para os conflitos socio-territoriais. nas diversas escalas espaciais de referência. 7. 3. Compreender que as melhorias nas condições de vida. para entender os processos de segregação social e atuar na construção do espaço do cidadão. 2. Conhecer e saber utilizar procedimentos de pesquisa da Geografia para compreender o espaço. 6. 10. na busca da construção do desenvolvimento sustentável. estabelecendo relações de inclusão espacial. 12. rural e “rurbano” (mescla de rural e urbano). Reconhecer a delimitação das fronteiras dos territórios. os direitos políticos. dentro de suas possibilidades. 9. reconhecendo-a como um direito dos povos e indivíduos e um elemento de fortalecimento da democracia. Identificar as diversidades sócio-ambientais contidas nos diferentes espaços geográficos. de modo a construir referenciais que possibilitem uma participação pro positiva e reativa nas questões sócioambientais locais. analisar e relacionar informações sobre o espaço geográfico e as diferentes paisagens. como uma manifestação das relações de poder no espaço. para se encontrar e atuar nos seus lugares de existência. 8. problemas e contradições. Situar-se no espaço geográfico. o território e o lugar. 13. empenhar-se em democratizá-las. da paisagem e do lugar. 5. 11. Utilizar-se do conhecimento acerca do espaço geográfico. Conhecer a organização do espaço geográfico e o funcionamento da natureza em suas múltiplas relações. contextualizando a questão ambiental. Fazer leituras de imagem. Compreender a espacialidade e temporalidade dos fenômenos geográficos estudados em suas dinâmicas e interações. Valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a sociodiversidade. de dados e de documentos de diferentes fontes de informação. 14. os avanços técnicos e tecnológicos e as transformações socioculturais são conquistas decorrentes de conflitos e acordos. Analisar o espaço geográfico através das suas diversas formas de representação espacial para interpretar o processo de organização territorial dos homens e mulheres no mundo.Geografia 1. 4. de modo a interpretar. e das diferentes formas espaciais para posicionar-se e atuar nos processos de construção dos espaços urbano. Analisar as desigualdades sócio-espaciais. Reconhecer o lugar como espaço vivido mediato e imediato na interação dos homens e mulheres com o mundo. Identificar e avaliar as ações dos homens em sociedade e suas conseqüências em diferentes espaços e tempos. a paisagem. seus processos de construção. que ainda não são usufruídas por todos os seres humanos e. Saber utilizar a linguagem cartográfica para obter informações e representar a espacialidade dos fenômenos geográficos. identificando suas relações. intervindo nesse processo. 15.

compreender e construir a consciência crítica. reconhecendo a necessidade e as oportunidades de atuar de modo reativo e pro positivo para garantir um meio ambiente saudável e a boa qualidade de vida. argumentando. 6.. Identificar-se como parte integrante da natureza. utilizando essa percepção para posicionar-se criticamente diante das condições ambientais de seu meio. 12. Avaliar a situação atual do próprio ambiente e propor alternativas de modificações benfazejas. Perceber. em diversos fenômenos naturais. 21.) e identificar os efeitos da ação do homem sobre eles e as conseqüências que isso acarreta. Caracterizar espaços no planeta ocupados pelo homem e como vivem em cada um deles: 18.. participando da conservação do meio onde está inserido. Apontar e refletir sobre problemas ambientais globais. Compreender a importância da preservação da natureza na promoção da qualidade de vida. preservação. flora.. 9. 3. Perceber. Compreender a ação do homem sobre a natureza e a sociedade. 7. percebendo os processos pessoais como elementos fundamentais para uma atuação criativa. Identificar dentre os direitos à cidadania o de preservar os recursos naturais. Identificar diferentes ambientes naturais (bacias. 15. 13. Observar e analisar fatos e situações do ponto de vista ambiental. de modo crítico. 8. adotando posturas de respeito aos diferentes aspectos e formas do patrimônio natural. Ter consciência crítica em relação ao trato hoje sobre o meio ambiente. caatinga. Conhecer e compreender. justas e ambientalmente sustentáveis. identificando suas causas. em casa e em sua comunidade que os levem a interações construtivas. buscando relações e selecionando soluções. 20. 11. harmonia. de modo integrado e sistêmico. 10. Adotar posturas na escola. biológicos e socioculturais. a partir de situações locais. estabelecendo relações entre o meio físico e o modo de vida que se desenvolve nele.. 19. Estabelecer relação entre características e comportamento dos seres vivos. encadeamentos e relações de causa-efeito que condicionam a vida no espaço (geográfico) e no tempo (histórico). apreciar e valorizar a diversidade natural e sócio-ambiental. condições do ambiente e níveis de alteração para convívio com o meio. acerca de tais fenômenos. lacustres. 47 . responsável e respeitosa em relação ao meio ambiente. 14. fauna. Perceber as características e propriedades dos objetos e seres para fazer a classificação. 17. percebendo-se como sujeito do mundo físico e social. criticando. aplicando-os no dia-adia.Meio Ambiente e Saúde 1. florestas. 2. 16. a partir da observação. experimentação e sistematização das informações. em situações que desenvolvam confronto de informações.. Refletir. as noções básicas relacionadas ao meio ambiente. Zelar pelo ambiente em que vive: higiene. 4. litoral. étnico e cultural. a partir da observação direta da diversidade de fenômenos físicos. cerrado. 5. Compreender a necessidade e dominar alguns procedimentos de conservação e manejo dos recursos naturais com os quais interagem. Elaborar questionamentos. Formular explicações sobre os fenômenos da natureza.

promovendo grupos de trabalho para ações nesta perspectiva. 48 .22. do ar. ar. dos esgotos e do lixo e mobilizar ações de prevenção. das queimadas. 27. sociais e econômicas do seu espaço local. Reconhecer a importância da reciclagem de lixo. Agir com responsabilidade em relação à sua saúde e à saúde coletiva. 26. 25. Compreender a importância da reciclagem do lixo e do tratamento da água e esgoto para a melhoria da qualidade de vida. 24. Reconhecer o homem (chamando para si mesmo) responsabilidade pelas transformações ecológicas. Reconhecer os componentes bióticos e abióticos e suas inter-relações. 28. compreendendo os elos da cadeia trófica na perspectiva da importância da preservação e conservação do meio ambiente (água. 23. do solo. Reconhecer as causas e conseqüências da poluição da água. alcançando o planeta. Reconhecer a importância do uso consciente e racional dos elementos da natureza para assegurar perpetuação e melhoria da qualidade de vida. solo).

seu funcionamento. Proteger-se de relacionamentos sexuais coercitivos ou exploradores. Identificar e expressar seus sentimentos e desejos. ao iniciar relacionamento sexual. 5.Corpo Humano 1. Desenvolver consciência crítica e tomar decisões responsáveis a respeito de sua sexualidade. favorecendo uma seleção racional e equilibrada dos alimentos Formação Sexual 1. 49 . Reconhecer como determinações culturais as características socialmente atribuídas ao masculino e ao feminino. Reconhecer o consentimento mútuo como necessário para usufruir de prazer numa relação sexual. Observar e identificar características do corpo humano nas etnias diferentes e nas diferentes idades (fases). biológico e psicosocial 5. suas composições químicas e importância disto para o bom funcionamento do corpo. Respeitar a diversidade de valores. 3. 12. cuidados que requer e integração do corpo ao meio físico-químico. posicionando-se contra discriminações a eles associadas.. 7. zelo pelo espaço onde vive. Conhecer seu corpo. Identificar os sistemas do corpo humano. desde que seja garantida a dignidade do ser humano. 9. higiene pessoal e coletiva. crenças e comportamentos existentes e relativos à sexualidade. Responsabilizar-se pelo cuidado com o espaço que habita 4. 4. Conhecer e adotar práticas de sexo protegido. Reconhecer e valorizar atitudes e comportamentos favoráveis à saúde (alimentação saudável. 10. valorizar e cuidar de sua saúde como condição necessária para usufruir de prazer sexual. inclusive o vírus da AIDs. Procurar orientação para a adoção de métodos contraceptivos. Entender a importância de políticas públicas (macros) para garantir uma boa saúde da população 6.. 11. lazer que fortalece e regenera o corpo e o espírito. Conhecer a diversidade de alimentos que compõem nossa cultura. discutindo diferenças de comportamento e enfatizando o respeito às diferenças 2. 6. respeitando os sentimentos e desejos do outro. 2. Evitar contrair ou transmitir doenças sexualmente transmissíveis. Agir de modo solidário em relação aos portadores de HIV e de modo pro positivo na implementação de políticas públicas voltadas para prevenção e tratamento das doenças sexualmente transmissíveis. Compreender a busca do prazer como uma dimensão saudável da sexualidade humana.) 3. 8.

teatro). cinematecas. reconhecendo e compreendendo a variedade dos produtos artísticos e concepções estéticas presentes na história das diferentes culturas e etnias. tato. Interagir com materiais. argumentando e apreciando arte de modo sensível (visão. cartazes) visita a museus. 5. assim as demais do patrimônio cultural e do universo natural. Observar as relações entre o homem e a realidade com interesse e curiosidade. fonotecas. audição. acervos de peças artísticas e culturais (livros. respeitando a própria produção e a dos colegas. qualificando. recriando. 7. a sensibilidade e a reflexão ao realizar e fruir produções artísticas. centros de cultura. a emoção. videotecas. 3. instrumentos e procedimentos variados em artes (visuais. dança.Arte 1. vídeos. jornais. olfato. ordenando. diapositivos. Compreender e saber identificar a arte como fato histórico contextualizado nas diversas culturas – em diferentes tempos – conhecendo. em sua própria experiência. Compreender e saber identificar aspectos da função e dos resultados do trabalho do artista. revistas. paladar – imaginando. ilustrações. identificando a existência de diferenças nos padrões artísticos e estéticos. respeitando e podendo observar as produções presentes no entorno. galerias. música.. documentos. reconhecendo. bibliotecas. 2. 4.. 50 . indagando. experimentando-os e conhecendo-os de modo a utilizá-los nos trabalhos pessoais. articulando a percepção. discos. a imaginação. Buscar e saber organizar informações sobre a arte em contato com artistas. aspectos do processo percorrido para chegar ao resultado pronto.). no percurso de criação que abriga uma multiplicidade de procedimentos e soluções. Edificar uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal e conhecimento estético. exercitando a discussão. Expressar e saber comunicar-se em artes mantendo uma atitude de busca pessoal e/ou coletiva. 6.

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