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Centro Universitário

Grupo de Produções Acadêmicas de Ciências Agrária

Disciplina
Olericultura – Hidroponia

Curso
Agronomia
AULA TEÓRICA Nº 01
Várzea Grande-MT, 28 de
maio de 2010
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
● Com o processo de
competitividade da economia
mundial, observa-se um crescente
acirramento nas relações
profissionais, exigindo mudanças
tecnológicas radicais e eficientes.
● Na olericultura estas relações
estão se tornando exigentes.
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
● As tecnologias modernas, buscando
qualidade, produtividade e oferta de
produtos mais competitivos, sempre
acompanham um desenvolvimento
tecnológico; o produtor que atua na
produção de produtos olerícolas,
muitas vezes sente-se desamparado
pelas novas tecnologias, face a sua
aplicabilidade e quanto aos custos
que a mesma possa representar.
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
● Pois as tecnologias devem
respeitar as condições edafo e
físicoclimáticas dos locais de
produção, devem ser desenvolvidas
e adaptadas para cada situação,
para não gerar sérios problemas e
prejuízos.
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

● Ao deixar do cultivo tradicional a


nível de campo para o cultivo
protegido através da técnica
denominada hidroponia, utilizada
em escala comercial em países da
Europa, Ásia e América, com
produções compensadoras sem a
utilização do solo
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

● O que parecia quase impossível


a utilização desta tecnologia de
plantio (hidroponia), trouxe uma
alternativa significativa na
agricultura (em especial a
olericultura).
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
● A hidroponia chegou para ficar no
Brasil, pois representa a
modernização da olericultura e
outros seguimentos da agricultura,
trazendo benefícios imediatos ao
produtor rural, pois o mercado esta
carente de produtos de qualidade
diferenciada e de ofertas
constantes.
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

● Os riscos estimados para o


sistema protegido através da
hidroponia apresentam margem de
acerto confiável quando
comparado ao sistema de cultivo a
campo, atraindo mais a atenção do
produtor.
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

● A hidroponia possibilita um
manejo racional e preciso da
nutrição das plantas, sem perdas
possibilitando a oferta de produtos
ao mercado, com qualidade
competitiva e com perspectivas
animadoras de retorno do capital.
CONCLUSÃ
O
É necessário
modernizar para
ser competitivo.
INTRODUÇÃO
● A produção de hortaliças vem
passando por transformações em
busca da modernização necessária
para melhorar a sua rentabilidade e
competitividade, o que tem exigido
dos agricultores esforços no
sentido de identificar e eliminar as
deficiências tecnológicas e
gerenciais.
INTRODUÇÃO

● Sendo necessário: melhorar a eficiência


produtiva do sistema, aumentar a
competitividade dos produtos, reduzir os
riscos, reduzir ao mínimo os custos
unitários de produção e aumentar a
receita dos produtos.
INTRODUÇÃO

● É necessário também: agregar


qualidade e valor, eliminando os
elos desnecessários da cadeia de
intermediação comercial; surge a
hidroponia, devido ao custo inicial
ser elevado para a instalação, o
cultivo de hortaliças de folhas e
frutos no sistema hidropônico é
INTRODUÇÃO
● Apesar de muitos cultivos
hidropônicos não terem obtido o
sucesso desejado, principalmente
em função do desconhecimento
dos aspectos nutricionais e de
manejo deste sistema, a
hidroponia é um investimento
rentável e o resultado do capital
investido retorna a curto prazo.
INTRODUÇÃO

● A hidroponia representa uma


alternativa viável, visto que
através da solução nutritiva e de
bancadas suspensas, mantém as
plantas livres de patógenos que
aflige o horticultor convencional.
INTRODUÇÃO
Estes “slides” apresenta em
detalhes, as orientações que
deverão ser seguidas para
implantação do cultivo através do
sistema hidropônico. É necessário
fazer um planejamento bem
detalhado, para montar um projeto,
o seu projeto de hidroponia.
INTRODUÇÃO

1. É preciso conhecer a tecnologia.


É aconselhável que se faça cursos e
visitas às estruturas hidropônicas
em funcionamento, procurar ler
todo material sobre os assuntos
(apostilas, livros, publicações).
INTRODUÇÃO
2. Realizar um levantamento da
demanda de mercado e quais
produtos tem mais aceitação pelo
consumidor e o que será mais
lucrativo, pois você terá um sistema
que fornecerá uma produção em
escala diariamente e precisará de
mercado para atender a oferta do
seu produto.
INTRODUÇÃO

3. Determinar a área do projeto


de acordo com a demanda, a
escolha da área deve atender a
critérios técnicos e rigorosos para
o bom funcionamento das estufas,
tais como:
INTRODUÇÃO

3.1. Topografia, latitude, altitude,


orientação quanto à insolação,
ocorrência de ventos,
disponibilidade e qualidade da
água, disponibilidade de energia
elétrica, entre outros.
INTRODUÇÃO
3.2. Além disso, o empresário
agrícola/produtor rural deve recorrer,
se possível, a técnicos com
comprovada experiência no cultivo
protegido, para auxiliá-lo no projeto e
instalação da estufa, pois toda
atividade olerícola deve resultar de
um projeto específico para o local
onde vai ser construída a fim de
otimizar os custos benéficos da
atividade.
INTRODUÇÃO
4. Muitos acham que o capital deveria
ser o primeiro item. Pois é em função
de todos os parâmetros anteriormente
estudados é que você poderá tomar a
decisão acertada da viabilidade
econômica do seu projeto. Quanto de
dinheiro tem se para aplicar no
projeto, é difícil de se precisar com
exatidão o quanto de capital vai ser
necessário
INTRODUÇÃO

4.1. Caso tenha pouco capital, é


possível ir implantando a sua
hidroponia por etapas, entretanto,
pode demorar para começar a auferir
lucros, se tem mais capital construa
de uma vez toda estrutura
hidropônica e logo começará a ter o
retorno do seu capital.
INTRODUÇÃO
5. Este item é merecedor de estudo mais
detalhado, é a implantação de sua
hidroponia, que consiste em saber como
funciona:
● quais as vantagens e
desvantagens;
● como dimensionar o sistema elétrico e
hidráulico;
● topografia e mecanização do terreno;
● dimensionamento e orientação das estufas e
bancadas,
INTRODUÇÃO
5. Este item é merecedor de estudo mais
detalhado, é a implantação de sua
hidroponia, que consiste em saber como
funciona:
● espaçamento dos cultivares;
● formação de mudas;

● ciclo da lavoura;

● manejo e preparo da solução nutritiva;


INTRODUÇÃO
5. Este item é merecedor de estudo mais
detalhado, é a implantação de sua
hidroponia, que consiste em saber como
funciona:
● escolha das sementes;
● escolha do substrato de sustentação a
raiz;
● como semear;

● colher e vender o seu produto.


Começaremos estas questões pela
apresentação da historia da
hidroponia.
UM BREVE HISTÓRICO
A técnica que utiliza apenas água (ou
solução nutritiva), sem qualquer meio
de suporte para a sustentação da
planta, é conhecida como NFT
(Nutrient Film Tecnique), ou seja,
Técnica de Fluxo Laminar de
Nutrientes, segundo o qual a solução
nutritiva é forçada a circular através
de calhas, canais ou perfis, onde estão
as raízes das plantas.
UM BREVE HISTÓRICO
- A hidroponia teve origem em
experimentos para descobrir como
as plantas conseguiam captar os
nutrientes essenciais que
necessitavam para o
desenvolvimento vegetal, tudo
começou há cerca de três séculos
quando John Woodward, membro da
Sociedade Real da Inglaterra,
iniciou seus experimentos.
UM BREVE HISTÓRICO
- Utilizando a cultura em água,
Woodward procurou determinar se
era água ou partícula sólidas do solo
que nutriam as plantas, limitado
pela falta de equipamentos
adequados, entretanto, foi pequeno
o seu progresso e também os
daqueles que o seguiam, até o
começo do século XIX.
UM BREVE HISTÓRICO
- Foi a partir do começo do século
XIX que os métodos de pesquisa
foram revolucionados pelos
avanços da química, permitindo
que compostos fossem fracionados
em seus componentes; que
finalmente foi possível preparar
uma lista provisória dos nutrientes
usados pelas plantas, o que
permitiu aos botânicos e químicos
os conhecimentos fundamentais
UM BREVE HISTÓRICO
- No principio, somente os
pesquisadores e/ou cientistas
utilizavam cultivos com nutrição
balanceada em seus experimentos
de nutrição e foram os percussores
dos primeiros cultivos hidropônicos.
Neste período, o custo dos
fertilizantes era elevado e sua
pureza contestada o que dificultava
e limitava a implantação de cultivos
hidropônicos em grande escala.
CONHECENDO A HIDROPONIA
- Hidroponia significa cultivo de
vegetais em meio líquido, e tem a
sua origem no grego, isto é: hidro
(água) + phonos (trabalho). O
termo “hidropônico” foi criado pelo
pesquisador da Universidade da
Califórnia Dr. W. F. Gericke, na
década de 30, que transformou o
que era uma cultura sem terra,
estilo laboratório, em uma técnica
de utilização pratica e geral.
CONHECENDO A HIDROPONIA
“No decorrer da segunda Guerra
Mundial, o governo norte americano
adotou a técnica em bases militares,
cultivando vegetais para a
alimentação da tropa. Os países
hospedeiros, como Japão e Israel,
passaram a dotar a alternativa de
cultivo, encontrando um meio de
obter produtos sadios, de excelente
qualidade, praticamente isentos de
agrotóxicos e de alto valor
nutritivo”.
CONHECENDO A HIDROPONIA
- Este sistema de produção através
da técnica hidroponia, está sendo
difundida em muitas regiões do
país, e o domínio deste processo
produtivo ainda está se
estabelecendo e demandará alguns
anos para que o conhecimento seja
exeqüível, técnico e
economicamente acessível a todo
produtor rural.
CONHECENDO A HIDROPONIA
- Dois motivos favorecem o avanço
deste sistema no Brasil; a
possibilidade de utilização de um
pequeno espaço para o plantio e a
preferência do produto hidropônico
nos grandes mercados
consumidores (já vem limpo e
embalado, pronto para o uso).
CONHECENDO A HIDROPONIA
- O cultivo de plantas por
hidroponia (sem uso do solo) além
de representar um avanço
tecnológico à disposição de
grandes produtores, pode ser
implantados em pequenas
propriedades agrícolas, sítios ou
chácaras, e em terrenos localizados
nos centros urbanos.
CONHECENDO A HIDROPONIA
A hidroponia como técnica, causa
menores impactos ambientais,
decorrentes da erosão e lixiviação
do solo, traduzindo em um
equilíbrio produtivo racional e
constante, driblando as
adversidades da natureza.
AULA TEÓRICA Nº 02
Os elementos essenciais
Para uma planta se desenvolver são
necessárias cinco exigências:

1. Água;
2. Luz;
3. Ar;
4. Suporte paras as raízes;
5. Sais minerais.
Os elementos essenciais
- Na cultura convencional adubada
(orgânica ou convencional) não se
tem idéia exata da quantidade de
nutrientes na terra em um dado
momento.
- No cultivo hidropônico acontece o
inverso, pois a aplicação de
nutrientes é feita de um modo
equilibrado e controlado.
Os elementos essenciais

ÁGUA:
- A qualidade da água é de grande
importância nos cultivos
hidropônicos. A água com um
conteúdo acima de 50 ppm de
Cloreto de Sódio (NaCl) não é
recomendável para um
desenvolvimento ótimo das
plantas.
Os elementos essenciais

ÁGUA:

- Conforme a quantidade de NaCl


vai se elevando, o desenvolvimento
das plantas vai diminuindo,
podendo levar à morte quando se
alcançam quantidade acima de 50
ppm.
Os elementos essenciais

ÁGUA:

- Deve se também considerar a


quantidade de outros elementos
dissolvidos na água. A dureza da
água é uma medida de quantidade
de íon carbamato (HCO3).
Os elementos essenciais

ÁGUA:

- Conforme a dureza da água, o pH


aumenta e certos íons contidos na
solução nutritiva, como ferro, ficam
bloqueados.
Os elementos essenciais
ÁGUA:
- É importante mencionar que
águas subterrâneas
(principalmente de poços
artesianos), que são retiradas de
substratos calcáreos e dolomíticos,
podem conter altos níveis de Cálcio
(Ca) e Magnésio (Mg).
- As águas duras contêm sais de cálcio e
magnésio.
Os elementos essenciais
ÁGUA:
- Normalmente, estas águas
possuem níveis aceitáveis para
serem utilizadas no cultivo
hidropônico, pois tanto o cálcio
como o magnésio são elementos
essenciais às plantas e,
geralmente, a quantidade desses
elementos presente na água dura é
menor que se costuma utilizar nas
soluções nutritivas.
Os elementos essenciais

ÁGUA:
- A maioria das águas duras contêm
cálcio e magnésio na forma de
carbamatos ou sulfatos.
- Muito embora o íon sulfato um
nutriente essencial, o íon
carbamato não; em baixas
concentrações o carbamato não é
danoso às plantas.
Os elementos essenciais

ÁGUA:

- Antes de se utilizar qualquer tipo


de água é necessário analisá-la,
pelo menos para checar a
quantidade de sódio, cálcio,
magnésio, ferro, carbamatos,
sulfatos e cloretos.
Os elementos essenciais

ÁGUA:
- Se estamos planejando um
cultivo hidropônico comercial, a
água que iremos utilizar deverá
ser analisada em relação a todos
os elementos, tanto os
considerados macronutrientes
como os micronutrientes (além da
análise bacteriológica).
Os elementos essenciais
ÁGUA:
- Uma vez determinada a
quantidade de todos os
elementos, devemos adicionar à
solução nutritiva somente a
diferença que corresponda à
quantidade desejada.
- Por exemplo, em muitos casos a
concentração de magnésio em
poços de água potável é tão alta
que não é necessária a adição de
tal elemento na solução nutritiva.
Os elementos essenciais
-ÁGUA:
Normalmente, os sais dissolvidos
vão se acumulando na solução
nutritiva, sendo aconselhável trocar
a solução de forma periódica para
evitar o excesso e poder dispor
sempre de níveis ótimos de
nutrientes para o crescimento das
plantas.
- O princípio básico é que se a água é
boa para o consumo humano ou de
animais, será boa para a Hidroponia.
Os elementos essenciais
LUZ:
- Toda planta precisa de luz para
realizar a fotossíntese. Através da
fotossíntese ocorrem mecanismos
de transformação para o bom
crescimento de verduras e
legumes. É a luz do sol a principal
fonte de energia para ocorrência
da fotossíntese.
Os elementos
essenciais
-LUZ:
A luminosidade interfere no ciclo
de vida da alface, isto é, quanto
mais luz, mais rápido o
crescimento da planta. Em Mato
Grosso ocorre duas estações
distintas quanto a duração do dia.
No “verão” (entre novembro e
março) temos aproximadamente
13-14 horas de luz e no “inverno”
(maio a setembro), a duração do
dia é aproximadamente de 11
Os elementos
essenciais
LUZ:
- A maior luminosidade com uma
temperatura mais quente, no
verão, permite a colheita da alface
entre 40-45 dias, desde a
semente.
- No inverno, com menor
luminosidade e temperaturas mais
baixas, o ciclo da cultura tende a
aumentada.
Os elementos
LUZ:
essenciais
- Com certeza, para o nosso clima
de Mato Grosso, no Norte e
Nordeste do país, as colheitas de
alface hidropônicas se realizam,
de janeiro a janeiro, com 40-45
dias, devido a constância de
luminosidade durante o ano.
- No sul do Brasil, os dias são mais
curtos, favorecendo uma colheita
mais tardia.
Os elementos essenciais

LUZ:
- Em países onde, no inverno, a
duração do dia é curtíssima,
chegando a 4 horas de luz em
determinados meses do ano
(Canadá. por exemplo), é comum a
utilização de luz artificial para
favorecer o bom crescimento das
plantas.
Os elementos essenciais
LUZ:
Observação: Um dos maiores
problemas relacionado à
luminosidade para as condições de
Mato Grosso é quando ocorre em
períodos chuvosos, mais de 3 dias
nublados, ocorrendo o estiolamento
das plantas interferindo no seu
metabolismo deixando-as mais
susceptível a entrada de doenças.
Os elementos essenciais

AR:
- A planta precisa de oxigênio (O2) e
precisa de ás carbônico (CO2). A
principal fonte destes elementos é o
ar atmosférico. Evidentemente que
quanto menos poluído o ar, melhor
para as plantas e todos os seres
vivos.
Os elementos essenciais

AR:

- A absorção de nutrientes pelas


raízes das plantas é um processo
que depende de energia
metabólica (ATP), que é originada
na respiração das raízes.
Os elementos essenciais
AR:
- Segundo o dados da literatura, a
alface responde bem acima de 7,8
x 10-5 moles de O2/litros de
solução nutritiva.
- Estudos recentes indicam um
aumento significativo da produção
de hortaliças quando ocorre a
injeção de CO2 dentro da estufa de
crescimento ou mesmo na solução
nutritiva.
Os elementos essenciais
AR:
O dióxido de carbono (CO2), também
conhecido como “gás carbônico”,
integra o ciclo vital básico da
natureza: os seres humanos e os
animais respiram o oxigênio,
elemento vital para a sobrevivência, e
expiram CO2, o qual é absorvido
pelas plantas como elemento
essencial para o crescimento.
Os elementos essenciais
AR:
- Com a ação da luz solar realiza-se
o fenômeno da fotossíntese e as
plantas liberam oxigênio,
reiniciando o ciclo.
- O principal elemento químico
constituinte das planta é o carbono.
Perfaz aproximadamente 45% da
matéria seca das plantas.
Os elementos essenciais
AR:
- Todo carbono existente no tecido
vegetal provém do CO2 existente na
atmosfera, que é absorvido pelas
plantas durante o processo
fotossintético, cujo objetivo
principal é a formação de
carboidratos, em uma série de
reações especificas, que ocorrem
nos tecidos vegetais.
Os elementos essenciais
AR:
- Entre as vantagens de se fazer
injeção de CO2 dentro da estufa ou
diretamente na solução nutritiva
podemos
 Aumentodestacar:
da resistência às
doenças e diminuição ao ataque de
pragas;
 Melhor solubilidade e absorção
de nutrientes pela planta;
Os elementos
essenciais
AR:
- Entre as vantagens de se fazer
injeção de CO2 dentro da estufa ou
diretamente na solução nutritiva
podemos destacar:
 H2CO3 proveniente da reação do CO2
com a água reduz os sedimentos dos
fertilizantes, que costumam se formar
nos gotejadores, aumentando a
eficiência do sistema de irrigação;
Observação: Para melhorar a respiração das raízes da
plantas maioria dos produtores hidropônicos instalam o
“venturi” no tanque de solução nutritiva.
VENTUR
Os elementos essenciais
SAIS
Além de
MINERAIS: carbono, oxigênio e
hidrogênio (proveniente do ar e da
água), a plantas necessitam de outros
elementos essenciais que são os
elementos químicos.
Os elementos químicos são divididos
em MACRONUTRIENTES e
MICRONUTRIENTES. Uma percentagem
pequena desses elementos está
presente na água, logo se faz
necessária sua adição de adubos e
produtos químicos.
Os elementos essenciais
SAIS
MINERAIS:
MACRONUTRIENTES MICRONUTRIENTES

Nitrogênio Ferro
Fósforo Cobre
Potássio Zinco
Cálcio Manganês
Magnésio Molibdênio
Enxofre Cloro
- Boro
Os elementos essenciais
SAIS
MINERAIS:
MACRONUTRIENTES MICRONUTRIENTES
Element Ano Pesquisador Elemento Ano Pesquisador
o
N 1750 Desconhecido B 1927 Sommer

P 1839 Liebig Cu 1931 Sommer

K 1866 Binner & Cl 1954 Broyer,


Lucanus Carlton,
Johnson &
Stout
Ca 1860 Knop1 Fe 1843 Gris

Mg
Acredita-se
1 1860 Desconhecido
que Knop
1
Mn
seja o responsável pela descoberta1897 Betrand
da essencialidade do Mg.
MACRONUTRIENTE
S
Nitrogênio
- O nitrogênio é essencial à
formação das proteínas,
substâncias que fazem parte dos
tecidos dos vegetais. As proteínas
são importantíssimas,
indispensáveis à vida, tanto das
plantas como dos animais.
MACRONUTRIENTE
S
Nitrogênio

- Ademais, o nitrogênio faz parte


de outros compostos importantes
no metabolismo, como a clorofila,
os alcalóides, bem como de muitos
hormônios e vitaminas.
MACRONUTRIENTE
Nitrogênio
S
- Quando há insuficiência de
nitrogênio, a plantas são raquíticas
pequenas e finas, e suas folhas se
mostram verde-claras, verde-
azuladas, pequenas e finas, os caules
também ficam finos e fracos, floram
prematuramente e pouco e a
frutificação é insignificante.
- Se flores e frutos forem abundantes,
estes são pequenos e tendem a
tornarem-se celulósicos.
MACRONUTRIENTES
Nitrogênio
- Quando há suficiência de
nitrogênio, o crescimento das
plantas é vigoroso e as folhas se
apresentam grandes, grossas e
intensamente verdes. Toda a planta
se mostra, então, pujante, vigorosa,
capaz de produzir grandes safras.
- O excesso de nitrogênio torna os
tecidos muito tenros facilitando o
ataque de pragas e doenças.
MACRONUTRIENTE
S
Nitrogênio
Nitrogênio
- A frutificação, muito tardia, é
prejudicada. Os órgãos aéreos da
plantas crescem muito, crescem
excessivamente,
desproporcionalmente ao
desenvolvi-mento das raízes.
- O sistema radicular, em
conseqüência, não atende bem às
necessidades da parte aérea. A
planta fica mais sensível à seca.
MACRONUTRIENTE
S
Fósforo

- O fósforo age na respiração e na


produção de energia. Age na divisão
das células, intensificando-a, entra
composição de algumas substâncias
de reserva, como os albuminóides e o
amido, dá força e rigidez aos caules.
MACRONUTRIENTE
S
Fósforo

- Facilita a floração, aumenta a


frutificação, apressa a maturação,
intensifica a resistência das plantas
às doenças, contribui para o
desenvolvimento do sistema radicular
e para a saúde geral da planta.
MACRONUTRIENTES
Fósforo
- O fósforo age na colheita como fator
de qualidade e quantidade, isto é,
contribui para uma produção maior e
melhor.
- A suficiência de fósforo se faz notar
pela regular ramificação da copa e
raízes, pela produção abundante de
folhas, pela formação exuberante e
viçosa de tubérculos e raízes
tuberosa.
MACRONUTRIENTE
Fósforo
Fósforo
S
- O excesso de fósforo é menos
visível que o excesso de nitrogênio e
não tem grandes inconvenientes. Os
tecidos das plantas, apresentam-se
duros, nodosos e quebradiços.
- O excesso de fósforo pode reduzir a
assimilação de nitrogênio,
restringindo, assim, o volume das
safras.
MACRONUTRIENTE
S
Fósforo
- A falta de fósforo também é menos
perceptível do que a falta de nitrogênio. As
plantas ramificam menos e restringem o
desenvolvimento do sistema radicular.

- As gemas laterais tende a


permanecer latente.
MACRONUTRIENTE
S
Fósforo
- As folhas e os caules crescem
menos.

- Os tecidos apresentam aquosos,


pouco resistentes.

- Os cereais espigam com dificuldade


e o trigo tende a acamar. As folhas
tornam-se às vezes purpúreas.
MACRONUTRIENTE
Sotássio
Potássio
P
- O potássio, como o fósforo, é um
fator de quantidade e qualidade.

- Com o potássio as plantas elaboram


os açucares, o amido.

- É indispensável à formação e ao
amadurecimento dos frutos. Aumenta
a rigidez dos tecidos e a resistência
às pragas e doenças.
MACRONUTRIENTE
Sotássio
Potássio
P
- Favorece o desenvolvimento do
sistema radicular.
- O potássio exerce uma função muito
importante como um antagonista do
nitrogênio.
- Em alguns casos, o excesso de
nitrogênio provoca modificações
fisiológicas semelhantes às
deficiências de potássio e
reciprocamente.
MACRONUTRIENTE
S
Potássio
- Males resultantes do excesso de
nitrogênio, muitas vezes, podem ser
eliminados com uma suficiente
adubação potássica.
- A relação nitrogênio/potássio é,
portanto muito importante na
nutrição de plantas.
MACRONUTRIENTE
Potássio
-S Em alguns casos, o excesso de
nitrogênio provoca modificações
fisiológicas semelhantes às
deficiências de potássio e
reciprocamente.
- Males resultantes do excesso de
nitrogênio, muitas vezes, podem ser
eliminados com uma suficiente
adubação potássica.
- A relação nitrogênio/potássio é,
portanto muito importante na
nutrição de plantas.
MACRONUTRIENTE
Potássio
-SA insuficiência de potássio faz com
que as folhas se apresentem sem
brilho que lhes é próprio e que indica
saúde.
- Freqüentemente, as folhas ficam
com as extremidades amareladas,
secas e com tom bronzeado.
- As plantas ficam raquíticas, com os
brotos e os ramos novos celulósicos e
duros.
MACRONUTRIENTE
S
Potássio
Potássio
- As frutas não amadurecem ou
amadurecem desigualmente.
- Os frutos e os tubérculos são
normalmente pequenos.
- As doenças são freqüentes

- O rendimento da cultura diminui.

- As colheitas se conservam mal.


MACRONUTRIENTE
S
Cálcio
- O cálcio possui grande importância
no meio e nas plantas.

- Influi, de modo predominante, no


equilíbrio entre a acidez e a
alcalinidade do meio e da seiva, cujos
excessos são prejudiciais.
MACRONUTRIENTE
Cálcio
Cálcio
S
- Os efeitos de deficiência do cálcio
aparecem, primeiramente, nos tecidos
novos, como dos brotos e das
extremidades das raízes.
- As margens das folhas tornam-se
cloróticas, mas contrastando com o
que ocorre com as folhas deficientes
de potássio, a clorose se atenua aos
poucos ate se confundir com tecidos
sadios. As margens das folhas
enrolam-se irregularmente.
MACRONUTRIEN
Cálcio
TES
- Ás vezes, além da clorose, aparecem
manchas pardas nas folhas.
- Acrescenta-se que a escassez de
cálcio reduz o crescimento das
plantas, tornando-as
verdadeiramente anãs.
- Os ramos tendem-se a torcer-se
estranhamente. O sistema radicular
muito pequeno e insuficiente.
MACRONUTRIENTE
Cálcio
S
- Os tubérculos e as raízes tuberosas
não se desenvolvem.
- A frutificação desaparece total o
quase totalmente.
- O excesso de cálcio pode provocar
sintomas semelhantes aos
provenientes da deficiência de
potássio, bem como os da escassez
de vários elementos menores como o
ferro, o boro, o cobre, o zinco e o
manganês.
MACRONUTRIENTE
Magnésio
Magnésio
S
- O magnésio entra composição da
clorofila, da protoclorofila, da pectina
e fitina.
- Ademais, o magnésio deve
desempenhar outras funções, pois
apenas uma parte que existe nas
plantas entra na composição das
substâncias mencionadas.
- A maior parte se encontra na seiva,
em solução. Movimenta-se
rapidamente nos vegetais.
MACRONUTRIENTE
S
Magnésio
Magnésio
- Acredita-se que esse magnésio,
como o potássio e o cálcio,
desempenha importantes funções
químico-coloidais.
- Como a magnésio em solução
movimenta facilmente nas plantas, a
sua insuficiência demonstra-se
primeiramente, nas folhas velhas,
atingindo, posteriormente, as folhas
mais novas.
MACRONUTRIENTE
Magnésio
S
- A falta de magnésio provoca a
clorose.
- Começam nas margens e entre as
nervuras das folhas e na base dos
brotos.
- Em algumas plantas, deficiência de
magnésio faz aparecerem, nas folhas,
tons alaranjados, vermelhos e
purpurinos.
- Não raro, o sistema radicular é
prejudicado.
MICRONUTRIENTE
S
Ferro
Ferro
- O ferro possui influência benéfica
sobre a formação da clorofila, isto é,
a substância que dá coloração verde
às plantas, embora dela, não faça
parte.
- A deficiência de ferro dá às folhas,,
principalmente às folhas novas, o
amarelecimento, conhecido pelo
nome de clorose.
MICRONUTRIENTE
S
Ferro
- Às vezes, falta inteiramente a cor
verde; outras, a clorose se apresenta,
apenas, em algumas partes das
folhas.
- O ferro movimenta-se dificilmente
no interior das plantas. Em
conseqüência, os sintomas de
insuficiência aparecem
primeiramente nos brotos mais
tenros.
MICRONUTRIENTE
S
Ferro
- As folhas ficam pequenas e amarelo-
claras, quase brancas.

- A clorose ocorre, particularmente,


nas árvores e arbustos. As plantas
herbáceas são aparentemente
resistentes à escassez de ferro.
MICRONUTRIENTES
Manganês

- O manganês, como o ferro, também


é necessário à formação de clorofila,
à redução de nitratos, à respiração.

- Em alguns processos metabólicos


age como catalisador.
MICRONUTRIENTES
Manganês
- Participa da síntese de proteína e da
formação do ácido ascórbico, isto é,
da Vitamina C.
- Não faz parte da composição da
clorofila.
- A falta de manganês provoca
clorose.
MICRONUTRIENTE
Manganês
S
- Começa entre as nervuras e alastra-
se.

- A clorose pela falta de manganês


também se inicia nas margens das
folhas e avança para o centro,
enquanto a clorose provocada pela
deficiência de ferro, começa nas
nervuras e avança para as margens.
MICRONUTRIENTE
S
Manganês

- Um excesso de manganês pode


provocar uma deficiência de ferro.
- Nesse caso, os brotos novos
mostram a falta de ferro enquanto,
simultaneamente, aprecem sintomas
de escassez de manganês nas folhas
velhas. Depois, os sintomas das
deficiências se generalizam.
MICRONUTRIENTE
S
Boro
- O boro parece ter nas plantas uma
função semelhante a das vitaminas
nos animais.
- É encontrado, sobretudo nos brotos
novos, em franco crescimento, nas
flores e no floema.
MICRONUTRIENTE
S
Boro
Boro

- É particularmente necessário onde


as células estão se multiplicando.
- É de extraordinária importância na
germinação do pólen, na formação
das flores, frutos e raízes, no
movimento das seivas e na absorção
dos cationtes.
MICRONUTRIENTES
Boro
- Os sintomas provocados pela falta
de boro são muito variados.
- Entre outros, citemos a contornação
dos brotos e extremidades de talos
novos, deformação de algumas
frutas, o escurecimento das folhas de
beterraba, o raquitismo do feijão e da
ervilha e a formação de resinas e
gomoses.
MICRONUTRIENTE
Cobre
S
- O cobre é essencial para as plantas,
para a oxidação e redução.

- Pouco se sabe da ação do cobre no


mundo vegetal.

- Aparece ele em várias proteínas


funcionando como enzima.
MICRONUTRIENTE
S
Cobre
- É provável que promova a formação
da vitamina A.
- A falta de cobre amarelece as
plantas e as extremidades das folhas
tornam-se brancas e morrem.

- As pastagens são quase impossíveis


de se formarem sem esse elemento.
MICRONUTRIENTE
S
Zinco
- Pouco se sabe da sua função na vida
vegetal.

- Provavelmente é muito importante


no metabolismo vegetal.

- A deficiência de zinco provoca na


planta várias distúrbios fisiológicos.
MICRONUTRIENTE
S
Zinco

- A planta cresce pouco, as folhas


ficam pequenas e os cloroplastos
diminuem de tamanho.

- Nota-se, ainda, um encurtamento


dos internódios dos brotos.
MICRONUTRIENTE
S
Molibdênio
- O molibdênio é necessário ás
plantas em diminutas quantidades.
- Contribui para a assimilação dos
nitratos e à fixação do nitrogênio
atmosférico pelos nódulos das
leguminosas.
MICRONUTRIENTE
S
Molibdênio

- Reduzidíssimas quantidades de
molibdênio, trações, são
indispensáveis às plantas.
- Quantidades maiores prejudicam-
nas, mesmo se ainda muito
pequenas.
MICRONUTRIENTE
S
Cloro
- É bastante recente a introdução do
cloro como um dos nutriente
necessários às plantas.
- Sabe-se que ele participa da
fotossíntese, na quebra fotoquímica
da água.
AULA TEÓRICA Nº 03
VANTAGEM E DESVANTAGEM DA
Vantagem HIDROPONIA
1. Mão-de-Obra

- Racionalização;

- Economia de tempo;

- Maior ergonomia no trabalho;


- Utilização de mão de obra a partir
dos 14 aos 70 anos, sem correr
riscos.
VANTAGEM E DESVANTAGEM DA
Vantagem HIDROPONIA
2. Do Local de Cultivo
- Qualquer solo firme e seco;
- Áreas pequenas, próxima aos centros
consumidores;
- Custo da terra mais barato;
- Não danifica o solo;
- Operações como rotação de cultura,
correção do solo, controle de plantas
daninhas, desinfecção do solo, torna-se
desnecessária.
VANTAGEM E DESVANTAGEM DA
Vantagem HIDROPONIA

3. Das Benfeitorias

- Instalações móveis – pode mudar de


lugar;

- Utilização de materiais na
propriedade – bambu, eucaliptos e
outros tipos de madeiras;
VANTAGEM E DESVANTAGEM DA
HIDROPONIA
Vantagem

3. Das Benfeitorias

- Reduz os riscos das adversidades


climáticas;

- Maiores possibilidades de
mecanização e automatização da
cultura;
VANTAGEM E DESVANTAGEM DA
Vantagem HIDROPONIA
3. Das Benfeitorias
- Oferece melhores condições de
planejamento de produção e de
controle de qualidade;
- Permite um melhor controle dos
fatores que regulam o crescimento
das plantas (luz, nutriente, umidade,
etc.);
- Decréscimo na incidência de pragas
e doenças.
VANTAGEM E DESVANTAGEM DA
Vantagem HIDROPONIA
4. Dos Insumos
- Drástica redução no consumo de
água;
- Eficiência no uso de fertilizantes;
- São baratos e fáceis de comprar;
- Absorção imediata pela planta;
Necessidade de aplicações de
defensivos (fungicidas e inseticidas)
é mínimo.
VANTAGEM E DESVANTAGEM DA
Vantagem HIDROPONIA
5. Da Produção
- Produção fora de época
(sazonalidade);
- Maior produtividade;

- Rápido retorno econômico;


- Qualidade das plantas é sempre
constante;
- Padronização da cultura;
VANTAGEM E DESVANTAGEM DA
Vantagem HIDROPONIA
5. Da Produção

- Precocidade;
- Melhor controle do crescimento
vegetativo;
- Economia de sementes –
aproveitamento de 95 % delas;
- Durabilidade pós-colheita.
QUADRO 2. Produções de algumas hortaliças
cultivadas em estufas com sistema hidropônico e
em campo (Adaptado de JENESEN & COLLINS,
1985).
Cultura Estufa com Hidroponia Condições de
Campo
ton/ha Nº t/ha/ano t/ha/ano
Cultivo
Brocolis 32,5 3 97,5 10,0
F. Vagem 11,5 4 46,0 6,0
Repolho 57,5 3 172,5 30,0
C. Chinesa 50,0 4 200 -

Pepino 250 3 750 30,0


Berinjela 28,0 2 56,0 20,0
Alface 31,3 10 313 52,0
Pimentão 32,0 3 96,0 16,0
VANTAGEM E DESVANTAGEM DA
HIDROPONIA
Desvantagem
1. Da Tecnologia
- Resistência dos produtores à adoção
de novas tecnologias;
- Erros graves na instalação e no
cultivo, o que implica na perda
considerável de capital;
-Conhecimento das exigências das
culturas quanto a nutrição, fatores
climáticos e fitossanitário.
VANTAGEM E DESVANTAGEM DA
HIDROPONIA
Desvantagem

2. Custo Inicial
- Pode ser elevado, devendo ter a
disponibilidade de recursos
financeiros para a construção das
infraestruturas, para a aquisição de
equipamentos e insumos.
VANTAGEM E DESVANTAGEM DA
HIDROPONIA
Desvantagem

3. Água

- De poço artesiano ou de fonte


descontaminada com níveis de acides
(pH) e condutibilidade adequada.
VANTAGEM E DESVANTAGEM DA
HIDROPONIA
Desvantagem

4. Mão-de-obra

- Necessidade de mão de obra


treinada,
- Necessidade de conhecimentos
técnicos e de fisiologia de plantas,
isto é, como a planta absorve os
nutriente.
VANTAGEM E DESVANTAGEM DA
HIDROPONIA
Desvantagem

1. Dos Nutrientes

- O balanceamento inadequado dos


elementos químicos (nutriente), pode
comprometer toda a produção.
VANTAGEM E DESVANTAGEM DA
HIDROPONIA
Desvantagem
5. Das Benfeitorias
- Somente materiais inertes podem
entrar em contato com as plantas (para
evitar a toxidez);
- Requer rotinas regulares: não deixar
faltar Solução Nutritiva, verificar a
drenagem dos canais de cultivo,
verificar fluxo laminar da solução
nutritiva;
- A contaminação de uma bancada
compromete todas as outras bancadas
interligadas a essa pelo sistema
hidráulico.
Observaçã
1. Constata-se
o que as vantagens deste
sistema de produção é superior aos
problemas que as desvantagens
apresenta.
2. Todas essas desvantagens podem
ser corrigidas com a presença de uma
assessoria técnica que conheça essa
tecnologia, evitando que ocorra todo o
comprometimento de todo sistema e
não conseguir iniciar a sua produção,
ocorrendo o fracasso do seu
empreendimento.
Solução Nutritiva
- Considerada por muitos como o
“grande segredo” ou o “pulo do gato”
da hidroponia, a formulação da
solução nutritiva é, de certa maneira,
bastante difundida em livros e
revistas internacionais.
- Há uma enorme quantidade de
fórmulas, de muitos pesquisadores do
mundo e do Brasil, que funcionam
perfeitamente.
Solução Nutritiva
- Logicamente não existe uma
composição ideal de uma solução
nutritiva depende não somente das
concentrações dos nutrientes, mas
também de outros fatores ligado ao
cultivo, incluindo o tipo ou o sistema
hidropônico, do tipo de cultura, do
estágio de crescimento, do tipo de
cultivo, das condições climáticas, da
estação do ano, da luminosidade, da
altitude, entre outras considerações.
Solução Nutritiva
- Os vegetais, de maneira geral,
obtêm a água e os minerais de que
necessitam diretamente do solo.
- Porém quando estão situados em
sistema hidropônicos, todos os
elementos essenciais à vida das
plantas devem estar presentes na
solução
- nutritiva.
Assim devemos adicionar os
elementos ao ambiente de cultivo,
afim de que as plantas, na medida em
que se desenvolva, os retirem da
solução nutritiva.
Solução Nutritiva
- Os produtos comerciais utilizados
para elaborar esta formulação
normalmente são sais inorgânicos e,
no nosso caso, podemos chamá-los de
fertilizantes.
- Alguns tipos de ácidos ou base
também são utilizados, porém,
normalmente, são introduzidos ao
sistema para realizar ajustes de pH
das soluções.
Solução Nutritiva
- Na aquisição dos fertilizantes,
normalmente devemos dar
preferência a empresas idôneas que
comercializam os produtos,
principalmente se a quantidade
adquirida for pequena e o revendedor
tiver que subdividir as embalagens.
- Neste caso a pesagem às vistas do
comprador é interessante, pois evita
aborrecimentos posteriores.
Solução Nutritiva
- O que pode acontecer, também é a
troca involuntária de produtos com a
mesma aparência, no ato da
pesagem, gerando novos problemas
ao produtor.
- O rótulo da embalagem é a única
garantia dos teores nutricionais
apresentados e também a garantia do
produto.
- Sempre que possível devemos
adquirir embalagens fechadas,
rotuladas e com apresentação de nota
fiscal, para estarmos protegidos
posteriormente.
Sais utilizados no preparo da
Solução Nutritiva
- Existem diversos sais utilizados no
preparo das soluções nutritivas.
- Os aspectos importantes nesta
escolha, considerando-se que todos
apresentam qualidade incontestável,
são a solubilidade, a pureza e o custo
unitário.
- Devemos lembrar que desejamos
adicionar íons à solução nutritiva, e
de nada adiantaria se o produto
escolhido não apresentasse boa
solubilidade.
Sais utilizados no preparo da
Solução Nutritiva
- A dissolução eficiente libera
imediatamente ao sistema estes íons
que desejamos, facilitando demais o
trabalho de adubação.
- A seguir apresentaremos a tabela 01,
onde aparecem os sais mais utilizados
e suas concentrações nutricionais.
- Note que em sua maioria os
fertilizantes apresentam mais de um
elemento nutricional em sua
composição e que também a
concentração destes elementos é
variável entre diversas fontes.
TABELA O1 – Relação de sais/fertilizantes
usados como fontes de macronutrientes para
o preparo de soluções nutritivas (Furlani, P.
R., 1994).
Sais Fertilizantes Nutriente fornecido/Concentração

Nitrato de Potássio (13-0-44) 36,5% K e 13% N-NO3

Nitrato de Cálcio Hydro® 19% Ca, 14,5% N-NO3 e 1% N-NH4

Fosfato Monoamônio (MAP) 11% N-NH4 e 26% P

Fosfato monopotássico (MKP) 0-52-34 29% K e 23% P

Cloreto de Potássio (branco) 52% K e 47% Cl

Sulfato de Potássio 41% K e 17% S

Sulfato de Magnésio 10% Mg e 13% S

Ácido fosfórico 85%. D= 1,7 27% P


TABELA O2 – Relação de sais/fertilizantes
usados como fontes de micronutrientes para o
preparo de soluções nutritivas (Furlani, P. R.,
1994).
Sais Fertilizantes Nutriente fornecido/Concentração

FeSO4.7H2O + Na2EDTA (1) Fe

Fe EDTA (Dissolvine® pó) 13% Fe

Fe EDTA (Arbore Fe® líquido) 4% Fe

Fe EDDHA (Ferrilene® pó) 6% Fe

Fe EDDHMA (Tenso-Fe® pó) 6% Fe

Ácido bórico 6% B

Borax 17% B

Sulfato de cobre 13% Cu


TABELA O2 – Relação de sais/fertilizantes
usados como fontes de micronutrientes para o
preparo de soluções nutritivas (Furlani, P. R.,
1994).
Sais Fertilizantes Nutriente fornecido/Concentração

CuEDTA 5% Cu

Sulfato de manganês 26% Mn

Cloreto de manganês 27% Mn


MnEDTA 5% Mn

Sulfato de Zinco 22% Zn

Cloreto de Zinco 45% Zn

ZnEDTA 7% Zn

Molibidato de sódio 39% Mo


Molibidato de amônio 54% Mo

Ácido molíbdico 66% Mo


Sais utilizados no preparo da
Solução Nutritiva
- Estes valores podem sofrer alguma
divergência quando trabalhamos com
produtos de marcas comerciais
diferentes.
- Portanto o procedimento para se
conhecerem os sais a serem
empregados, descrito anteriormente,
tem importância fundamental no
início do progresso produtivo.
Sais utilizados no preparo da
Solução Nutritiva
- Alguns cuidados devem ser
observados no preparo de soluções
nutritivas destinadas à produção
comercial:
 conhecer a qualidade da água, ou
seja, suas características químicas
(quantidade de nutrientes e
concentração salina) e
microbiológicas (coliformes fecais e
patógenos);
Sais utilizados no preparo da
Solução Nutritiva
 observar o custo benefício e
solubilidade na escolha dos sais
fertilizantes;
 conhecer a qualidade da água, ou
seja, suas características químicas
(quantidade de nutrientes e
concentração salina) e
microbiológicas (coliformes fecais e
patógenos);
Sais utilizados no preparo da
Solução Nutritiva
 cuidar para que o nitrogênio na
forma amoniacal (NH4+) não
ultrapasse 20% da quantidade total
de N na formulação;
 evitar mistura de solução
concentrada de nitrato de cálcio com
sulfatos e fosfatos, pois pode ocorrer
a formação de compostos insolúveis
(precipitados) como o sulfato de
cálcio e o fosfato de cálcio;
Sais utilizados no preparo da
Solução Nutritiva
 preferir o uso de molibidato de
amônio ou ácido molíbidico ao do
molibidato de sódio, pois este é muito
alcalino e, quando adicionado ao
coquetel dos demais sais de
micronutrientes, pode ocasionar
precipitações de alguns deles.
Sais utilizados no preparo da
Solução Nutritiva
- Grande parte das soluções nutritivas
não tem capacidade tampão, dessa
forma, o pH varia continuamente, não
se mantendo dentro de uma faixa
ideal. Variações na faixa de 4,5 e 7,5
são toleradas, sem problemas ao
crescimento das plantas.
Sais utilizados no preparo da
Solução Nutritiva

- No entanto, valores abaixo de 4,0 afetam a


integridade das membranas celulares e
quando os valores superam os 6,5, deve-se
ter atenção redobrada com possíveis
sintomas de deficiência de Fe, P, B e Mn.
Sais utilizados no preparo da
Solução Nutritiva
- ( ) Para preparar uma solução contendo
1

10mg/mL de Fe (FeSO4.7H2O +
Na2EDTA) , dissolver, separadamente
450 mL de água, 50 g de sulfato ferroso
e 60 g de EDTA dissódico. Após a
dissolução, misturar acrescentando a
solução EDTA à solução de sulfato
ferroso. Efetuar o borbulhamento de ar
na solução obtida até a completa
dissolução de qualquer precipitado
formado.
- Guardar em frasco escuro e protegido da luz.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
- O monitoramento da solução é de
primordial importância para o sistema
fechado de hidroponia, pois, neste
caso, a solução estará sempre em
circulação através do sistema
radicular e constantemente
submetida a modificações em volume
e concentração, por causa da
evapotranspiração e da absorção de
nutrientes pelas plantas.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
- Uma vez instalada a cultura e
durante todo o ciclo, a solução
nutritiva deve ser constantemente
monitorada, preferencial-mente duas
vezes ao dia.
- O monitoramento visa acompanhar
as variações de volume, da acidez
(pH), da condutividade elétrica (CE),
da temperatura, além da vazão, da
oxigenação, da limpeza e de outros
fatores que possam interferir na
qualidade da solução.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
1. Volume

- O volume inicial da solução, nos


sistemas fechado de hidroponia, deve
ser mantido constante para evitar o
aumento da concentração e variações
acentuadas da temperatura
Monitoramento da Solução
Nutritiva

1. Volume

- A redução do volume é conseqüência


da absorção de água pela planta e da
evapotranspiração, que varia com as
condições microclimáticas do
ambiente interno e o tamanho da
planta.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
1. Volume
- A medição do volume no tanque
deve ser feita no mínimo duma vez
por dia, no período da tarde e quando
a solução estiver em repouso no
reservatório.
- A complementação deve ser feita
diariamente, com água limpa.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
2. Acidez

- O pH da solução nutritiva varia em


decorrência da absorção de nutriente.

- As leituras devem ser feitas após


completar o volume do reservatório e
com a solução em repouso.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
2. Acidez

- O pH da solução dever ser mantido


na faixa ideal de 6,0 e 6,5, pois há
uma redução da solubilidade de P e
de micronutrientes bem como a
precipitação de alguns nutrientes
para pH acima de 7, enquanto pH
abaixo de 4 pode causar toxidade às
plantas.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
2. Acidez
- O crescimento das plantas é
comprometido em pH abaixo de 5,0
ou acima de 7,0. Se a leitura for acima
de 7,0 adiciona-se ácido fosfórico,
pode se usa também ácido nítrico ou
sulfúrico.
- Essa acidificação é realizada
tentativamente, adicionando o ácido
aos pouco até alcançar a faixa de 6,0
a 6,5.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
2. Acidez
- Durante esse processo, a solução
do tanque deve ser
homogeneizada, e o pH monitorado
constantemente, sempre após a
homogeneização, com peagâmetro
devidamente calibrado.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
2. Acidez

- A manipulação de ácidos deve ser


feita com cuidado, pois pode causar
lesões ao operador.
- Se o pH estiver abaixo de 5,0, deve-
se adicionar hidróxido de sódio ou
potássio, até que atinja o nível
desejado.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
3. Condutividade Elétrica

- A medida que a planta cresce,


absorve os diversos nutrientes de que
necessita e muda a concentração da
solução nutritiva. No entanto, o ideal
seria que a concentração de cada
elemento da solução permanecesse
constante, para que não ocorressem
problemas nutricionais à planta.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
3. Condutividade Elétrica
- Somente a análise química da
solução nutritiva possibilita a
avaliação correta da concentração,
indicando os níveis dos diferentes
nutrientes contidos na solução, para
que possam ser repostos.
- No entanto, nem sempre há
laboratórios próximos ao local de
produção, que permitam a análise.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
3. Condutividade Elétrica
- Nesses casos, avalia-se a
concentração total de sais. Medindo-
se a condutividade elétrica (CE) com
um condutivimetro.
- A leitura da condutividade elétrica
deve ser feita após completar o
volume da solução, homogeneizando-
a com um bastão de plástico.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
3. Condutividade Elétrica

- No caso da adição dos sais para


corrigir a concentração da solução,
ela deve ser feita na manhã seguinte.
- Em altas temperaturas a planta
aumenta a sua evapotranspiração e o
consumo de H2O, necessitando
trabalhar com uma condutividade
mais baixa.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
4. Reposição de Nutrientes à
-Solução
A reposição dos nutrientes
absorvidos pela planta na solução
nutritiva pode ser realizada
proporcionalmente ao volume de água
consumido pelas plantas.
- Esse método não é seletivo e
provoca o aumento da concentração
dos nutrientes extraídos em menor
quantidade, podendo, ademais,
provocar a deficiência de outros.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
4. Reposição de Nutrientes à
-Solução
A concentração da solução também
varia segundo o estádio de
crescimento da planta e as condições
climáticas.
- A reposição dos nutrientes
absorvidos pode também ser
realizada baseada na variação da
concentração salina da solução (CE),
mas esse método também apresenta
deficiências por avaliar apenas a
concentração total dos sais.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
4. Reposição de Nutrientes à
Solução
- Em virtude, principalmente, da
facilidade de uso, esse método é o
preferido pela maioria dos
produtores.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
5. Temperatura
- A temperatura da solução ou do
substrato deve ser igual ou menor à
do ambiente.
- De um modo geral, considera-se
adequada a faixa de 20ºC a 25ºC.
- Temperaturas inferiores a 15ºC e
superiores a 30ºC são indesejáveis,
por causarem problemas na raízes e
facilitarem o desenvolvimento de
fungos e bactérias.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
5. Temperatura
- Para facilitar e evitar grandes
variações de temperatura, a
solução deve ser refrigerada em
locais onde a altitude é abaixo de
600m e ser instalado um sistema
de nebulinização interna das casas
de vegetação.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
6. Oxigenação
- O nível de oxigênio da solução influi
na capacidade de as raízes
absorverem nutrientes.
- A oxigenação é normalmente feita
pela circulação da solução, com a
instalação de uma bomba de aeração
no reservatório, ou usando um
dispositivo tipo venturi, numa
derivação da tubulação que retorna
ao tanque.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
7. Renovação da Solução Nutritiva
- A renovação da solução deve ser
outra preocupação nos sistemas
hidropônicos fechados tipo NFT, pois
ela é sempre modificada pela
absorção dos nutrientes e pela
evapotranspiração, à medida que as
planas vão se desenvolvendo.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
7. Renovação da Solução Nutritiva
- O momento de sua renovação vai
depender do monitoramento, princi-
palmente da concentração ou da
condutividade elétrica (CE) ou ainda
por contaminação que possa causar
danos à planta.
Monitoramento da Solução
Nutritiva
7. Renovação da Solução Nutritiva
- Não há concordância entre os
pesquisadores quanto aos períodos de
renovação da solução.
- No entanto, com referência, pode se
dizer, para a cultura de ciclo curto, a
solução deve ser renovada a cada ciclo.
- A necessidade da renovação da
solução depende dos níveis de
modificação na solução e das
dificuldades de correção e
concentração.
CONCLUSÃ
O
A escolha de uma determinada
solução nutritiva esta
relacionada a um fator
determinante: o potencial de
exigência nutricional.
CULTIVO COMERCIAL ATRAVÉS DO
SISTEMA HIDROPÔNICO
 Em primeiro instante, parece que as
micro e pequenas propriedades estão
cada vez mais obsoletas no mercado
moderno e globalizado. Assim sendo, a
sua redenção virá através do
desenvolvimento tecnológico, como a
plasticultura (hidroponia), por
exemplo, que trará principalmente aos
produtores de hortaliças maior
segurança contra intempéries, mais
confiança em lucros regulares durante
CULTIVO COMERCIAL ATRAVÉS DO
SISTEMA HIDROPÔNICO
 Entretanto, não há espaço para
aventureiros nem amadores, pois o perfil
exigido dos que estão dispostos a
implementar essas técnicas é de pessoas
atentas, perfeccionistas e curiosas, que,
incansáveis, buscam informações e
técnicas mais adequada ao que se
pretende implantar como atividade.
 Tais pessoas hão de se valer do bom
senso e da consciência de que a
plasticultura (hidroponia) está sempre
evoluindo e sendo continuamente
CULTIVO COMERCIAL ATRAVÉS DO
SISTEMA HIDROPÔNICO
 Com o estabelecimento da
plasticultura, como promissora
tecnologia agrária de excelentes
perspectivas para o futuro próximo,
estabeleceram-se novas técnicas de
cultivo, como a hidroponia que é o
nosso tema hoje, que protege as
plantas e adicionam à produção maior
CULTIVO COMERCIAL ATRAVÉS DO
SISTEMA HIDROPÔNICO

 Conjuntamente a esses fatores, o


mercado está sempre exigindo
produtos mais competitivos, com
qualidade e oferta comprovada.

 O uso desta tecnologia (hidroponia)


viabiliza todas as expectativas, sendo
uma ferramenta totalmente disponível
ao horticultor
CULTIVO COMERCIAL ATRAVÉS DO
SISTEMA HIDROPÔNICO

 Os riscos estimado para o sistema


protegido através da hidroponia
apresenta margem de acerto confiável
quando comparado ao sistema de
cultivo a campo, atraindo mais a
atenção do produtor, pois possibilita
um manejo racional e preciso da
nutrição das plantas, sem perdas
possibilitando a oferta de produtos ao
mercado, com qualidade competitiva e
com perspectivas animadoras de
Algumas considerações:
- A manutenção de uma empresa no
mercado esta condicionada à
quantidade, à qualidade e à
regularidade da oferta de seus
produtos.
- Qualidade e preços compatíveis
são exigências de todo consumidor
na aquisição dos produtos, os quais
são firmados na combinação entre
uma oferta, do ponto de vista de
quem os produz e/ou comercializa, e
uma procura por quem deles
necessita.
Algumas considerações:

- Já que o preço final depende do


mercado, ao produtor, para ser
competitivo e ter lucratividade em
seu negócio, resta, além de manter
a quantidade, a qualidade e a
regularidade da oferta de seus
produtos, reduzir seus custos.
PRÉ REQUISITOS PARA INSTALAÇÃO DO
PROJETO
1. Escolha do Local

 Terreno plano ou com pouco


declive;
 Terreno bem drenado;

 Local de pouco vento;


 Local de muito sol;

 Próximo de água potável e


energia elétrica.
2. INSTALAÇÕES

2.1 Orientação/Instalação
● Leste-Oeste – linha do sol
● Construção da Estufas Hidropônicas
 Berçário
 Intermediária
 Produção
● Construção do reservatório para solução
nutritiva
● Instalação do sistema hidráulico e
elétrico
● Construção das bancadas (canteiros)
8,33 8,33 8,33 8,33 8,33

4,16

4,16
4,16 4,16
8,33 8,33

Fase
8,33 8,33

8,33 8,33 Intermediara


60 a 72 2
plantas/m
8,33 8,33

8,33 8,33

8,33 8,33
Placa de isopor
8,33 8,33
1,00 m x 0,50 m x
8,33 8,33
25 mm, perfuradas
8,33 8,33
com diâmetro de 3
8,33 8,33
cm.
8,33 8,33

4,16 4,16
8,33 8,33 8,33 8,33 8,33
4,16

4,16
8,33 16,67 16,67 8,33

6,25 6,25

12,50 12,50

12,50 12,50
Fase Produção
16 a 24 2
12,50 12,50
plantas/m

Placa de isopor
12,50 12,50

12,50 12,50 1,00 m x 0,50 m x


25 mm, perfuradas
12,50 12,50
com diâmetro de 3
12,50 12,50 cm.

6,25 6,25

8,33 16,67 16,67 8,33


TIPOS
DE
ESTUFAS
HIDROPÔNICA
S
TIPO ARCO
TIPO ARCO
TIPO ARCO
CONJUGADA
TIPO DUAS ÁGUAS
TIPO DUAS ÁGUA
CONJUGADA
TIPO ARCO DE
TIPO ARCO DE
PERFIL
INDIVIDUAL
INDIVIDUAL
INDIVIDUAL
INDIVIDUA
L
APROVEITAMENTO DE
INFRAESTRUTURA
APROVEITAMENTO DE INFRAESTRUTURA
APROVEITAMENTO DE INFRAESTRUTURA
APROVEITAMENTO DE
INFRAESTRUTURA
PRINCIPAIS PRAGAS
E DOENÇAS

ALFACE
ASTERÁCEAS - DOENÇAS
Alface (1) – Almeirão (2) – Chicória (3)

DOENÇAS CONDIÇÕES DESCRIÇÃO/ SINTOMA CONTROLE/


FAVORÁVEIS TRATAMENTO

Septoriose T °C) UR Ocorre Principalmente - Sementes sadias.


(Septoria nas folhas. - Uso de produtos
lactucae) Os sintomas nas folhas específicos
são manchas com - Oxicloreto de
contornos irregulares. cobre (1, 3)

10-28 Alta
ASTERÁCEAS - DOENÇAS
Alface (1) – Almeirão (2) – Chicória (3)

DOENÇAS CONDIÇÕES DESCRIÇÃO/ SINTOMA CONTROLE/


FAVORÁVEIS TRATAMENTO

Podridão de T (°C) UR Ocorre normalmente - Rotação de


Esclerotinia 12 – 25 Alta próximo à colheita. O culturas com
ou Mofo fungo coloniza toda a gramíneas.
Branco região basal da planta, - solos bem
Sclerotinia ocasionando o drenados.
sclerotiorum apodrecimento do caule - Uso de produtos
e da base das folhas. Os específicos
esclerótidos - Oxicloreto de
assemelham-se a um Cobre(1, 2, 3)
grão de arroz (brancos no- Iprodione (1)
início e pretos num - Procimidone (1)
estágio mais avançado).
ASTERÁCEAS - DOENÇAS
Alface (1) – Almeirão (2) – Chicória (3)

DOENÇAS CONDIÇÕES DESCRIÇÃO/ SINTOMA CONTROLE/


FAVORÁVEIS TRATAMENTO

Queima da T (°C) UR Ocorre na folhas basais - Rotação de culturas


Saia e/ou medianas, com (2-3 anos)
12 – 25 Alta
(Rizoctonia sintoma de murcha e - Eliminação de
solani) seca. Na nervura central restos de culturas
e/ou na base do limbo infectadas
foliar ocorre o - Tratamento de
crescimento de micélio sementes
vigoroso e frouxo, - Uso de produtos
branco no início e específicos
pardacento num estágio - Quintozene (1)
mais avançado. - Persist (1, 3)
ASTERÁCEAS - DOENÇAS
Alface (1) – Almeirão (2) – Chicória (3)

DOENÇAS CONDIÇÕES DESCRIÇÃO/ SINTOMA CONTROLE/


FAVORÁVEIS TRATAMENTO

Mildio T (°C) UR Nas folhas área - Rotação de culturas


(Bremia cloróticas, de tamanho - Boa drenagem do
lactucae) Amena Alta variável, posteriormente solo
ou tornando-se pardacentas- Uso de produtos
Baixa para necróticas. específicos
Na face inferior da área - Oxicloreto de Cobre
afetada, observa-se (1, 2, 3)
frutificação do fungo de - Folpet (1)
aspecto branco. - Antracol (1)
- Captan (1)
- Mancozeb (1)
ASTERÁCEAS - DOENÇAS
Alface (1) – Almeirão (2) – Chicória (3)

DOENÇAS CONDIÇÕES DESCRIÇÃO/ SINTOMA CONTROLE/


FAVORÁVEIS TRATAMENTO

Mosaico T (°C) UR Transmitido por afídeos - Sementes sadias


LMV e pela semente. - Cultivares
(Lettuce Ocorre o clareamento resistentes
mosaic das nervuras e mosaico, - Eliminação das
vírus) distorção das folhas e plantas hospedeiras
- - amarelecimento, de viroses.
resultando na má
formação da cabeça.
ASTERÁCEAS - DOENÇAS E PRAGAS
Alface (1) – Almeirão (2) – Chicória (3)

Outras doenças comuns em Chicoráceas:

 Podridão Mole (Erwnia carotovora),


 Mancha de Cercospra (Cercospora
longíssima),
 Mancha Bacterina (Pseudomonas
chicorii),
 Podridão das Raízes (Phyntium sp),
 Botrite (Botrytis cinérea).
ASTERÁCEAS - PRAGAS
Alface (1) – Almeirão (2) – Chicória (3)

PRAGAS DESCRIÇÃO/SINTOMA CONTROLE/TRATAMEN


TO

Lagtartas Lagartas que destroem o - Uso de produtos


(Agrotis ipsilon, limbo foliar, deixando específicos:
Spodoptera frugiperda) muitas vezes apenas as - Dipterex (1, 3)
nervuras. - Folidol (1, 2, 3)
- Betacyflutrin (1, 3)
- Fenitrothion (1, 2, 3)
- Prathion Methyl (1, 2,
3)

Paquinhas O adulto e a ninfa - Uso de produtos


(Neocutilla sp) alimentam-se específicos:
principalmente de raízes - Parathion Metyl (1, 2, 3)
em plantas novas.
ASTERÁCEAS - PRAGAS
Alface (1) – Almeirão (2) – Chicória (3)

PRAGAS DESCRIÇÃO/SINTOMA CONTROLE/TRATAMEN


TO

Vaquinha Os adultos atacam as - Uso de produtos


(Diabrotica speciosa) folhas novas, abrindo um específicos:
grande número de - Carbaryl (1, 3 )
perfurações pequenas, - Calypso*
que afetam o - Parathion metyl*
desenvolvimento da
planta.

Tripes São sugadores de seiva. - Uso de produtos


(Dactinotus Ataques intensos, específicos:
sonchi, Frankiniella inicialmente com lesões -Malathion (1 )
schulzei de brilho prateado. -Confidor
Thrips palmi , Thrips Posteriormente secam e - Calypso*
tabaci ) morrem.
São vetores de vírus.
ASTERÁCEAS - PRAGAS
Alface (1) – Almeirão (2) – Chicória (3)

PRAGAS DESCRIÇÃO/SINTOMA CONTROLE/TRATAMEN


TO

Pulgão Vetor de viroses. - Uso de produtos


(Brevicoryne brassicae específicos:
e Myzus persicae) - Parathion metyl(1, 2, 3 )
- Pirimicarb (1, 2)
- Fenitrothion (1, 2)

Mosca Minadora As larvas penetram nas - Uso de produtos


(Liriomyza folhas formando galerias. específicos:
sp) - Vertimec
- Confidor
ASTERÁCEAS - PRAGAS
Alface (1) – Almeirão (2) – Chicória (3)

PRAGAS DESCRIÇÃO/SINTOMA CONTROLE/TRATAMEN


TO

Nematóides Causam o - Rotação de cultura.


(Meloidogyne sp) subdesenvolvimento da - Desinfecção do solo
planta e o com Basamid (1, 2, 3)
amarelecimento das
folhas.
No campo, ocorre em
reboleiras.
Provocam a formação de
galhas nas raízes.
ESCOLHA AS CULTIVARES:
- De acordo com o tipo de folha e a
formação ou não da cabeça, a alface
pode ser dividida por grupos.

GRUPO VARIEDADE
Lisa sem cabeça Vitória de Santo Antão
Lisa com cabeça Carolina
Crespa sem cabeça Vera, Vanda, Amanda,
Solaris, Veneranda
Crespa com cabeça Lucy Brown, Gloriosa,
(Americana) Mauren, Júlia
AULA TEÓRICA Nº 04
VENTUR
INTERPRETAÇÃO DA ANÁLISE DA
ÁGUA
- Como regra geral, toda água própria
para beber, ou para ser utilizada para
irrigação de estufas é ideal para
Hidroponia.
- Há de se considerar, contudo, que a sua
condutividade elétrica deve ser inferior a
0,5 mS/cm, com uma concentração de
sais inferiores a 320 ppm.

- Entretanto considera que o ideal é


menor de 200 ppm de sais totais, com
cloro e sódio livre inferiores a 5 e 10
ppm, respectivamente.
INTERPRETAÇÃO DA ANÁLISE DA
ÁGUA
- Quando for utilizada no sistema NFT,
considerar a água de boa qualidade
quando seus teores estão abaixo de:
 Ca+2 = 80
mg/l
 Mg+2 = 12
mg/l
 SO2- = 48
mg/l
 H4CO3 = 244 mg/l
INTERPRETAÇÃO DA ANÁLISE DA
ÁGUA no sistema NFT,
- Quando for utilizada
considerar a água de boa qualidade
quando seus teores estão abaixo de:
 Ferro = 1,12 mg/l
 Boro = 0,27
mg/l
 Fluor = 0,47 mg/l
 Zinco = 0,32 mg/l
 Cobre = 0,06 mg/l
 Manganês = 0,24 mg/l
INTERPRETAÇÃO DA ANÁLISE DA
ÁGUA

ATENÇÃO
“A presença prévia de
nutrientes na água deve ser
considerada quando do
preparo da solução nutritiva”
Atenção: É necessário a
análise química, física e
microbiológica da água

“A água não deve


apresentar patógenos,
isto é microorganismos
que possam causar
doenças às plantas”

“A quantidade de sais
dissolvidos não pode
ultrapassar o
correspondente a 0,50
mS/cm de condutividade
elétrica (CE)”
ANÁLISE DA ÁGUA
Av.
Av. Barão
Barão de
de Itapura,
Itapura, 1481
1481
INSTITUTO AGRONÔMICO

IAC
Caixa Postal 28
Caixa Postal 28
13001-970
13001-970 Campinas,
Campinas, SPSP
Centro de Solos e Recursos Agroambientais Fone (19) 3231-5422
Fone (19) 3231-5422
Fax
Fax (19)
(19) 3236-9119
3236-9119
Laboratório de Análise de Solo e Planta E-mail
E-mail ::
INSTITUTOAGRONÔMICO monica@iac.sp.gov.br
monica@iac.sp.gov.br

taniafito@iac.sp.gov.br
taniafito@iac.sp.gov.br
N- Nitrato

Fósforo

Cloreto

Enxofre

N- amônia

Potássio

Sódio

Cálcio

Magnésio

Boro

Cobre

Ferro

Manganês

Zinco

Bicarbonato
Amostra Amostra pH EC

IAC CLIENTE dS/m mg/L

6968 Amostra 01 5,4 0,1 1,0 < 0,01 < 0,01 < 0,01 0,7 1,5 1,4 1,7 1,0 0,04 < 0,01 0,01 < 0,01 0,01 38,7

Métodos de determinação: N-(amoniacal e nitrato): destilação; K,Ca,Mg,P,S,Cu,Fe, Mn, Zn: ICP-OES; C orgânico:
Walkley-Black; Nitrogênio Total Kjeldahl; Bicarbonato: titulação potenciométrica.
COMPOSIÇÃO DA SOLUÇÃO NUTRITIVA

 Existem informações muitos variadas


sobre a solução nutritiva ideal para a
alface.
 Diversas concentrações nutricionais
foram publicadas e relacionadas a
épocas diferentes de plantio e fases de
desenvolvimento da cultura.
 A faixa de concentração nutricional
considerada normal, e que tem sido
utilizada com sucesso é apresentada na
tabela e servirá de referência na
escolha dos sais e seu preparo.
SOLUÇÃO NUTRITIVA
Valores em ppm (mg/litro - gr/1000 litros)
MACRONUTRIENTES
Nitrogênio Fósforo Potássio Cálcio Magnésio Enxofre

194 39 183 142 32 52

NO3- NH4+ H2PO4- - H2PO42- K+ Ca2+ Mg2+ SO42-

MICRONUTRIENTES
Ferro Manganês Cobre Zinco Boro Molibdênio

2,0 0,4 0,02 0,06 0,3 0,06

Fe2+ Mn2+ H3Bo3 Zn2+ Cu2+ Mo6+


PREPARO DA SOLUÇÃO NUTRITIVA
 Ao iniciarmos o preparo da solução
nutritiva devemos de antemão
providenciar a análise química da água
a ser utilizada no sistema.
 Este procedimento direciona alguns
aspectos+-- - interessantes.
‘- -- - - A ‘ água
dependendo da sua origem, apresenta
uma série de íons naturais em sua
composição.
 Dependendo dos valores
apresentados, devem ser acrescentados
aos cálculos da adubação.
PREPARO DA SOLUÇÃO NUTRITIVA
 Em alguns casos, principalmente quando
observarmos os micronutrientes, estes
apresentam valores que podem superar as
exigências nutricionais da cultura.
 Neste caso não há necessidade de
efetuar a adubação, pois a água já contém
o elemento em concentrações ideais para o
cultivo.
 Com base nas informações anteriores,
onde sugerimos valores para a composição
nutricional e diversos sais e suas
porcentagens, vamos exercitar o raciocínio
e, passo a passo elaborar um modelo de
adubação para a alface.
SOLUÇÃO NUTRITIVA
Valores em ppm (mg/litro - gr/1000 litros)
MACRONUTRIENTES
Nitrogênio Fósforo Potássio Cálcio Magnésio Enxofre

194 39 183 142 32 52

NO3- NH4+ H2PO4- - H2PO42- K+ Ca2+ Mg2+ SO42-

MICRONUTRIENTES
Ferro Manganês Cobre Zinco Boro Molibdênio

2,0 0,4 0,02 0,06 0,3 0,06

Fe2+ Mn2+ H3Bo3 Zn2+ Cu2+ Mo6+


TABELA O1 – Relação de sais/fertilizantes
usados como fontes de macronutrientes para
o preparo de soluções nutritivas (Furlani, P.
R., 1994).
Sais Fertilizantes Nutriente fornecido/Concentração

Nitrato de Potássio (13-0-44) 36,5% K e 13% N-NO3

Nitrato de Cálcio Hydro® 19% Ca, 14,5% N-NO3 e 1% N-NH4

Fosfato Monoamônio (MAP) 11% N-NH4 e 26% P

Fosfato monopotássico (MKP) 0-52-34 29% K e 23% P

Cloreto de Potássio (branco) 52% K e 47% Cl

Sulfato de Potássio 41% K e 17% S

Sulfato de Magnésio 10% Mg e 13% S

Ácido fosfórico 85%. D= 1,7 27% P


ACOMPANHE OS CÁLCULOS:

 Nitrato de Potássio (13% de N e 36,5% de K)

 Desejamos 183 ppm de K


 183/36,5% = 501,36 gr do
sal
(vamos aproximar os valores para facilitar os
cálculos)
= 65 ppm de N
 500 x 13%
Portanto 500 gramas KNO3 fornecem 183
ppm de K e 65 ppm de N.
ACOMPANHE OS CÁLCULOS:
CÁLCULOS APROXIMADOS E
CONCENTRAÇÕES TOTAIS DOS ELEMENTOS
Fertilizantes % FORM g/ Nutrientes Fornecidos (ppm)
1000
L
N P K Ca Mg S

Nitrato de Potássio 36,5%K - 13%N KNO4 500 65 183

Nitrato de Cálcio 19%Ca – 15,5%N CaNO3

FosfatoMonoamoni 26%P – 11%N MAP


o

Sulfato de 13%S – 10%Mg MgSO4


Magnésio

TOTAL (em ppm) - -


TABELA O1 – Relação de sais/fertilizantes
usados como fontes de macronutrientes para
o preparo de soluções nutritivas (Furlani, P.
R., 1994).
Sais Fertilizantes Nutriente fornecido/Concentração

Nitrato de Potássio (13-0-44) 36,5% K e 13% N-NO3

Nitrato de Cálcio Hydro® 19% Ca, 14,5% N-NO3 e 1% N-NH4

Fosfato Monoamônio (MAP) 11% N-NH4 e 26% P

Fosfato monopotássico (MKP) 0-52-34 29% K e 23% P

Cloreto de Potássio (branco) 52% K e 47% Cl

Sulfato de Potássio 41% K e 17% S

Sulfato de Magnésio 10% Mg e 13% S

Ácido fosfórico 85%. D= 1,7 27% P


ACOMPANHE OS CÁLCULOS:

 Nitrato de Cálcio (15,5% de N e 19% de


Ca)
 Desejamos 142 ppm de Ca
 142/19%= 747, 37 gr do
sal
(vamos aproximar os valores para facilitar os
cálculos)
 750 x = 116,25 ppm de
15,5% N
Portanto 750 gramas CaNO3 fornecem 142
ppm de Ca e 116,25 ppm de N.
ACOMPANHE OS CÁLCULOS:
CÁLCULOS APROXIMADOS E
CONCENTRAÇÕES TOTAIS DOS ELEMENTOS
Fertilizantes % FORM g/ Nutrientes Fornecidos (ppm)
1000
L
N P K Ca Mg S

Nitrato de Potássio 36,5%K - 13%N KNO4 500 65 183

Nitrato de Cálcio 19%Ca – 15,5%N CaNO3 750 116 142

FosfatoMonoamoni 26%P – 11%N MAP


o

Sulfato de 13%S – 10%Mg MgSO4


Magnésio

TOTAL (em ppm) - -


TABELA O1 – Relação de sais/fertilizantes
usados como fontes de macronutrientes para
o preparo de soluções nutritivas (Furlani, P.
R., 1994).
Sais Fertilizantes Nutriente fornecido/Concentração

Nitrato de Potássio (13-0-44) 36,5% K e 13% N-NO3

Nitrato de Cálcio Hydro® 19% Ca, 14,5% N-NO3 e 1% N-NH4

Fosfato Monoamônio (MAP) 11% N-NH4 e 26% P

Fosfato monopotássico (MKP) 0-52-34 29% K e 23% P

Cloreto de Potássio (branco) 52% K e 47% Cl

Sulfato de Potássio 41% K e 17% S

Sulfato de Magnésio 10% Mg e 13% S

Ácido fosfórico 85%. D= 1,7 27% P


ACOMPANHE OS CÁLCULOS:

 Monoamôniofosfato (MAP) – (11% de N e 26 %


de P)
 Desejamos 39 ppm de P

 39/26%= 150 gr do sal

 150 x 11%= 16,5 ppm de N


Portanto 150 gramas de MAP fornecem 39
ppm de P e 16,5 ppm de N.
ACOMPANHE OS CÁLCULOS:
CÁLCULOS APROXIMADOS E
CONCENTRAÇÕES TOTAIS DOS ELEMENTOS
Fertilizantes % FORM g/ Nutrientes Fornecidos (ppm)
1000
L
N P K Ca Mg S

Nitrato de Potássio 36,5%K - 13%N KNO4 500 65 183

Nitrato de Cálcio 19%Ca – 15,5%N CaNO3 750 116 142

FosfatoMonoamoni 26%P – 11%N MAP 150 16,5 39


o

Sulfato de 13%S – 10%Mg MgSO4


Magnésio

TOTAL (em ppm) - -


ACOMPANHE OS CÁLCULOS:

 Sulfato de Magnésio (10% de Mg e 13% de S)

 Desejamos 52 ppm de S

 = 400 gr do sal
52/13%

400 x 10% = 40 ppm de Mg



Portanto 400 gramas de MgSO4 fornecem 52
ppm de S e 40 ppm de Mg.
ACOMPANHE OS CÁLCULOS:
CÁLCULOS APROXIMADOS E
CONCENTRAÇÕES TOTAIS DOS ELEMENTOS
Fertilizantes % FORM g/ Nutrientes Fornecidos (ppm)
1000
L
N P K Ca Mg S

Nitrato de Potássio 36,5%K - 13%N KNO4 500 65 - 183 - - -

Nitrato de Cálcio 19%Ca – 15,5%N CaNO3 750 116 - - 142 - -

FosfatoMonoamoni 26%P – 11%N MAP 150 16,5 39 - - - -


o

Sulfato de 13%S – 10%Mg MgSO4 400 - - - - 52 40


Magnésio

TOTAL (em ppm) - - 197,5 39 183 142 52 40


SOLUÇÃO NUTRITIVA
Valores em ppm (mg/litro - gr/1000 litros)
MACRONUTRIENTES
Nitrogênio Fósforo Potássio Cálcio Magnésio Enxofre

194 39 183 142 32 52

NO3- NH4+ H2PO4- - H2PO42- K+ Ca2+ Mg2+ SO42-

MICRONUTRIENTES
Ferro Manganês Cobre Zinco Boro Molibdênio

2,0 0,4 0,02 0,06 0,3 0,06

Fe2+ Mn2+ H3Bo3 Zn2+ Cu2+ Mo6+


REPPOSIÇÃO DE SAIS MINERAIS À
SOLUÇÃO NUTRITIVA
● No caso de se optar pelo uso de
uma solução nutritiva com
condutividade de 1,0 ou 1,5 mS
ou 1.000 ou 1500 µ S ou 640 ou
960 ppm (recomendado para o
verão e para locais de clima
quente), basta multiplicar por
0,50 ou 0,75 os valores das
quantidade indicadas dos
macronutrientes, mantendo em
100% os micronutrientes.
REPPOSIÇÃO DE SAIS MINERAIS À
SOLUÇÃO NUTRITIVA
● É conveniente que o volume do
depósito seja completado
quantas vezes forem necessárias
durante o dia para evitar
elevação na concentração salina
da solução nutritiva. Para o
manejo da solução durante a fase
de desenvolvimento das plantas,
seguir o procedimento:
REPPOSIÇÃO DE SAIS MINERAIS À
SOLUÇÃO NUTRITIVA
1. Diariamente, logo pela manhã,
fechar o registro de irrigação,
esperar toda a solução voltar ao
depósito e completar o volume do
reservatório com água e
homogeneizar a solução nutritiva;
REPOSIÇÃO DE SAIS MINERAIS À
SOLUÇÃO NUTRITIVA

2. proceder à leitura da
condutividade elétrica, retirando
uma amostra do reservatório;
3. para cada diferença de 0,25 mS
ou 250 µ S ou 160 ppm, adicionar 1
litro da solução A, 1 litro da solução
B e 50 mL da solução C, conforme
Quadro 1. abaixo.
REPOSIÇÃO DE SAIS MINERAIS À
SOLUÇÃO NUTRITIVA
● É conveniente manter o
reservatório de solução nutritiva
sempre em nível constante,
acrescentando água para repor o
volume evapotranspirado.
● Se for favorável, o volume poderá
ser completado à tarde e a
condutividade elétrica medida e
corrigida na manhã do dia seguinte.
Quadro 1. Composição das soluções
de ajustes para as cultura de
hortaliças folhas.
SOLUÇÃO SAL OU QUANTIDAD
FERTILIZANTE E
A g/10 litros
Nitrato de Potássio 1200

Fosfato 200
Monoamônio
Sulfato de 240
Magnésio
B Nitrato de Cálcio 600
Quadro 1. Composição das soluções
de ajustes para as cultura de
hortaliças folhas.
SOLUÇÃO SAL OU FERTILIZANTE QUANTIDADE

C g/litro
Sulfato cobre 1,0
Sulfato de Zinco 2,0
Sulfato de Manganês 10,0
Ácido Bórico 5,0
Borax 8,0
Molibidato de sódio 1,0
Molibidato de Amônio 1,0
Tenso – Fe 20,0
Dissolvine – Fe 10,0
Ferrilene - Fe 20,0
A Solução A, B e C, são
soluções estoques e
serão utilizadas quando
da necessidade de
estabilizar a
condutividade elétrica
NÍVEL DE SUFICIÊNCIA DOS SAIS MINERAIS
EM HORTALIÇAS
Nitrogênio (N)
O teor de nitrogênio na folhas varia de
2% a 3% da matéria seca até 4% a 5%,
dependendo principalmente da espécie
vegetal.
Fósforo (P)
De um modo em geral, em hortaliças,
folhas que contêm até 0,2% de matéria
seca de P são consideradas
deficientes, e folhas recém-maduras
com teor adequado de P contêm de
NÍVEL DE SUFICIÊNCIA DOS SAIS
MINERAIS EM HORTALIÇAS

Potássio (K)
O nível normal de K na folhas é de
1,25% a 3% da matéria seca.

Magnésio (Mg)
A concentração de Mg nas folhas varia
entre 0,3% a 1,0%.
NÍVEL DE SUFICIÊNCIA DOS SAIS
MINERAIS EM HORTALIÇAS

Cálcio (Ca)
O teor de Ca na folhas varia de 0,2% a
5,0%, e o nível de suficiência varia de
1,0% a 3,5% da matéria seca.
Enxofre (S)
O teor normal de S nas folhas varia de
0,15% a 0,5%, enquanto o nível de
suficiência está entre 0,3% a 1,0%.
NÍVEL DE SUFICIÊNCIA DOS SAIS
MINERAIS EM HORTALIÇAS

Boro (B)
De pendendo da cultura, folhas
normais contêm de 10 mg/kg a 50
mg/kg de B em relação a matéria seca.

Ferro (Fe)
O nível de suficiência de Fe, na maioria
das culturas, está entre 50 mg/kg e
100 mg/kg da matéria seca.
NÍVEL DE SUFICIÊNCIA DOS SAIS
MINERAIS EM HORTALIÇAS

Zinco (Zn)
Folhas normais contêm de 25 mg/kg a
50 mg/kg de Zn.

Cobre (Cu)
O nível de suficiência de Cu é de 3
mg/kg a 7 mg/kg nos tecidos foliares.
NÍVEL DE SUFICIÊNCIA DOS SAIS
MINERAIS EM HORTALIÇAS

Manganês (Mn)
O nível de suficiência de Mn nas folhas
é de 20 mg/kg a 125 mg/kg.

Molibidênio (Mo)
O nível de suficiência de Mo é de 2
mg/kg a 6 mg/kg nos tecidos foliares.
NÍVEL DE SUFICIÊNCIA DOS SAIS
MINERAIS EM HORTALIÇAS

Cloro (Cl)
A partir da concentração de 1% nos
tecidos foliares, pode tornar tóxico.
SOLUÇÃO
NUTRITIVA
ALFACE VANDA
ALFACE VERA
RÚCULA CULTIVADA AGRIÃO FOLHA LARGA
MELHORADO
TANQUES DE SOLUÇÃO
E M A
S I S T O
U L I C
R Á
HID
SISTEMA
HIDRÁULICO
SISTEMA
HIDRÁULICO
E R A Ç Ã O
REFRIG O
S O L U Ç Ã
T R I T I V A
NU
QUADRO DE
COMANDO
U A D R O D E CO MANDO
Q
Centro Universitário
Grupo de Produções Acadêmicas de Ciências Agrária

Disciplina
Olericultura – Hidroponia

Curso
Agronomia

Professor
Nesvaldo Bento de Oliveira - Biólogo
OBRIGADO
BOA PROVA

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