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Expectativas de Aprendizagem Em Arte

Expectativas de Aprendizagem Em Arte

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Expectativas de aprendizagem em Arte - 6º ao 9º ano

Confira o que a turma deve aprender no Ensino Fundamental II
O bom currículo de Arte para 6º a 9º ano deve contemplar quatro linguagens - artes visuais, música, teatro e dança - trabalhadas de forma integrada. Para tanto, é preciso basear o fazer pedagógico da disciplina em três eixos norteadores: reflexão, apreciação e produção; de modo que a turma vivencie a arte em todas as suas dimensões. Mais sobre Planejamento Expectativas de aprendizagem Ensino Fundamental II:
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Ciências Educação Física Geografia História Língua Estrangeira Língua Portuguesa Matemática

Tudo sobre planejamento Planejamento na rede  Planejamento na escola  Planejamento na sala de aula Plano de aula  É grafite ou não é? Expectativas de aprendizagem ■ Perceber as pequenas variações dos elementos da linguagem visual, como tons e semitons das cores, diferenças de textura e forma etc. ■ Valorizar o(s) autor(es) dos objetos culturais, intérpretes das músicas e canções apreciadas, conhecendo sua biografia e suas principais obras. ■ Produzir objetos culturais visuais, individualmente e em grupo, utilizando suportes, materiais e técnicas variados. ■ Reconhecer diferentes ritmos musicais. ■ Apreciar peças teatrais da comunidade e pertencentes ao contexto jovem. ■ Criar e construir cenas que contenham enredo/história/conflito dramático, personagens/diálogos, local e ação dramática definidos.

Aula de Artes
Elaborado por Simone e Marcela, estudantes do último ano de Pedagogia do Mackenzie. 1ª Aula - Tons e cores. (Educação infantil) Objetivo: Proporcionar a descoberta de novas cores e tons Sunflowers – Van Gogh Iniciaremos a aula com uma conversa sobre as variedades das cores, dos tons e a diversidade de cores que podemos obter quando misturamos uma cor com a outra. Para ilustrar melhor, levaremos obras do Candido Portinari e Van Gogh, a fim de mostrar as cores e os tons utilizados nas pinturas. Com tinta guache e muita mistura, iniciaremos nosso trabalho na intenção de obter diferentes tons e cores. Com essa mistura descobriremos tons de azuis, rosas, verdes, enfim criaremos uma variedade de cores. 2ª Aula – Cores Primárias (Educação Infantil) Objetivo: Explicar a origem das cores A intenção desta aula é apresentar para as crianças as cores primárias. Mostraremos as cores primárias e explicaremos o porquê elas são chamadas desta forma. Explicaremos que o amarelo, o vermelho e o azul são chamadas de cores primárias, porque são com elas que formamos outras cores. AMARELO VERMELHO AZUL Como por exemplo: AMARELO+ VERMELHO = LARANJA ou VERDE ou também VIOLETA Após a explicação faremos misturas de cores em copinhos plásticos e com pincéis pintaremos um desenho entregue pela professora. 3ª Aula – Arte com giz de cera Objetivos: Propiciar momentos de descoberta (Educação Infantil)

Em seguida espalharemos as raspas do giz na folha de papel (dobrada) passamos o ferro de passar (quente) em cima. Na sala de aula. Primeiramente distribuiremos folhas de papel sulfite e giz de cera para os alunos. colocaremos as pastas de dentes em copos plásticos e tingiremos com anilina de diferentes cores. 5ª aula – Técnica Pintura com Pasta de Dente Colorida com Anilina Objetivos: Explorar a criatividade usando material de higiene para fazer arte (Educação Infantil) Solicitaremos para cada criança. Iniciaremos a aula com uma conversa sobre a arte e de que forma ela acontece e logo após começaremos a atividade. aquecendo e derretendo assim o giz de cera. arrastando a espuma com tinha e até criando uma textura diferente usando uma quantidade de tinha maior. Pediremos que façam desenhos usando o dedo e a tinta feita com a pasta de dente e observem a diferença na textura e no cheiro. numa quantidade que fique numa textura nem muito líquida e nem muito espessa. Cada maneira de usar a espuma cria um efeito diferente.Para essa aula apresentaremos uma atividade diferente. por exemplo: dando breves batidinhas de tinta com a espuma no papel. A seguir entregaremos uma folha e um pincel para cada criança e pediremos para que elas desenhem livremente com aquela “tinta” formada pela mistura da terra e da cola. usaremos diversas cores para que o trabalho fique bem colorido. Mostramos as possibilidades de criações feitas com este material. 4ª aula – Técnica Pintura com Terra e Cola Objetivos: Apresentar com um material não convencional uma diferente maneira de se fazer tinta (Educação Infantil) Apresentaremos nesta aula a técnica de pintura com terra e cola branca. que tragam de casa um tubo pequeno de pasta de dente (de preferência branca). Entregaremos para cada criança um pedaço de espuma. Pediremos para as crianças trazerem de suas casas um pouco de terra seca do jardim ou de um vaso. Reuniremos as crianças de modo que possam usar as cores uns dos outros e entregaremos uma folha de papel canson. . proporcionando formas e cores diferentes. Logo após dobraremos a folha no meio e apontaremos o giz produzindo assim as raspas do giz de cera. 6ª aula – Técnica de Pintura com espuma Objetivos: Apresentar nova técnica de pintura substituindo o pincel pela espuma (Educação Infantil) Explicaremos para as crianças a técnica de pintura usando uma espuma. tinta guache de diferentes cores e uma folha de papel canson e pediremos que elas façam desenhos usando as diferentes formas de pintura com a espuma que foram apresentadas. Mostraremos para as crianças as diferentes tonalidades de marrom que surgiram devido à diferença da cor das diferentes terras trazidas por elas. por se mais espessa e pela cola ser mais pesada em relação à outra tinta. Pegaremos copos plásticos e misturaremos a terra com a cola.

Começamos a aula mostrando várias imagens de quadros famosos. Explicamos que geralmente o pintor faz vários rascunhos antes de espalhar as tintas sobre a tela. uma curva. E são as tintas que darão os três efeitos necessários para a pintura. entregaremos uma folha. Em seguida. cor e forma. tais como: Gato de Aldemir Martins e a obra Abaporu de Tarsila do Amaral. Para isso muitas vezes usa-se carvão. Cor e Forma Objetivos: Apresentar como é feita uma obra de arte (Educação Fundamental) O Gato . mostramos os efeitos que podemos formar de luz. Usando um pincel com tinta.Tarsila do Amaral O intuito desta aula é explicar para as crianças como é feito um quadro. etc. são eles: luz. pincel e tintas guache para as crianças fazerem suas obras. Mas é com as tintas e o pincel que a pintura vai se formar. 8ª Aula – Técnica de Pintura com Guache e Sabão em Pó . cor e forma.Aldemir Martins Abaporu . Explicaremos a partir daí a importância da luz para a pintura e mostraremos exemplos nas obras apresentadas. como por exemplo: um pingo.7ª aula – Luz. um risco. baseadas nas informações aprendidas.

pingandoas e espalhando-as aleatoriamente. após feito isto. Pediremos para as crianças que observem as criações uns dos outros. como jornais. Na obra Guitarra.Picasso Guitarra – Picasso Nessa aula mostraremos como é possível usar figuras geométricas para confeccionar obras de arte. Nesta aula podemos utilizar jornais. uma pintura cubista que foge da forma tradicional de pintura. papéis de paredes. Nesta técnica. revistas para tentar reproduzir de uma forma . Pediremos para as crianças colocarem variadas cores em uma folha de papel. explicaremos que empregam-se colagens . 9ª Aula – Traços e desenhos geométricos. Há um interesse grande por texturas e materiais e as cores se tornam muito mais vivas. papéis diversos. Observaremos o quadro de Ianelli (Natureza Morta) e obras de Picasso. como “Guitarra” e “Menina com bandolim”. Objetivo: Apresentar o uso de figuras geométricas na confecção de obras de artes (Ensino Fundamental) Natureza morta – Ianelli Menina com Bandolim . Apresentaremos uma técnica de pintura que mistura guache e um pouco de sabão em pó. que pediremos que tragam uma pequena quantidade de casa. explorando textura e cheiros (Ensino Fundamental) Pediremos para as crianças que tragam uma pequena quantidade de sabão em pó de casa para fazermos uma atividade de pintura. etc. orientaremos cada criança dobrar com cuidado sua folha ao meio para depois de aberta ver o desenho que se forma. colocaremos várias cores de tinta guache em vários copos plásticos e em cada copo misturaremos um pouco de sabão em pó. a textura e o cheio da tinha misturada com o sabão em pó.Objetivos: Explorar a criatividade usando material de limpeza para fazer arte.

11ª aula – Técnica de Pintura com guache e cola Objetivos: Apresentar obras de arte de Candido Portinari e mostrar como a mistura de dois materiais já conhecidos pelas crianças.própria o quadro. O intuito dessa aula era proporcionar leveza. e também apresentar a técnica do sfumato. Numa proporção de 2 partes de guache para uma de cola branca. e ouviremos CD da Enia. 12ª aula – Monalisa Estilizada (Técnica Sfumato) Objetivos: Apresentar o artista Leonardo da Vinci e sua importante obra “Monalisa”. (Educação Fundamental) . se libertando de qualquer procedimento imitativo e sim interpretativo. Levaremos um aparelho que toca cd. que devem estar reunidas em uma mesa para poderem dividir as diferentes cores e pediremos que pintem sua brincadeira predileta. Esta mistura deixa a tinta formada mais espessa e com mais brilho em relação ao guache. utilizada por ele para pintá-la. A seguir entregaremos uma folha e a mistura com guache e cola para as crianças. pode formar uma tinta diferente. Apresentaremos várias obras de Candido Portinari (acima). e deixaremos que trabalhem livremente de forma espontânea. descontração e espontaneidade para construir. que mostram várias brincadeiras de crianças. falaremos brevemente sobre Candido Portinari e sua importância para a Arte do País. (Educação Fundamental) Meninos Brincando Pipas Nesta aula apresentaremos uma técnica que mistura guache e cola branca. 10ª Aula – Leveza / espontaneidade Objetivo: Promover a criatividade sem o uso de uma técnica específica (Ensino fundamental) O intuito desta aula é propiciar algo que fosse relaxante e estimulasse a espontaneidade das crianças. desenhado e construindo algo que nunca antes tivessem pensado ou até mesmo feito.

Conversaremos com as crianças sobre seu valor e sobre o Museu do Louvre na França.Monalisa – Leonardo da Vinci Nesta aula falaremos sobre o pintor Italiano Leonardo da Vinci e sua famosa obra Monalisa. A seguir entregaremos para as crianças uma folha apenas com o contorno da Monalisa e pediremos que pintem com lápis de cor e giz de cera a figura da Monalisa como se ela vivesse nos dias de hoje. usando raspas da grafite e o dedo. provavelmente a obra mais famosa da história da Arte. Explicaremos que a técnica utilizada por Leonardo da Vinci para pintar a Monalisa foi o Sfumato que em italiano quer dizer “misturado” ou “esfumaçado”. tentando a medida do possível fazer pinturas esfumaçadas. como se fosse fumaça. . local onde a obra esta exposta. Esta técnica apresenta uma pintura sem linhas ou limites.

Pesquisa de artistas brasileiros negros contemporâneos.Artes Pintores negros Valéria Peixoto de Alencar* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação Objetivos .Os painéis devem ser elaborados na sala de informática da escola. Sugestões . podem ser feitos manualmente. e 3. Material O texto Pintores Negros . devem elaborar. em 2003. podem trabalhar com artistas contemporâneos que o professor proponha. . artista (biografia). os temas referentes à cultura afro-brasileira tornaram-se obrigatórios nos currículos do ensino fundamental e médio. influências. . .639. Introdução Desde o início da vigência da Lei nº 10. Caso a escola não possua tal estrutura.Pesquisa dos artistas citados no artigo. os alunos serão orientados a pesquisar sobre os artistas citados no texto.Estudar as características das obras desses artistas. Sob a orientação do professor. painéis que serão exibidos na escola. Este plano de aula busca trabalhar o assunto a partir da produção pictórica de artistas afrodescendentes brasileiros. Atividade Divididos em grupos. com os resultados das pesquisas. . Além disso.Contribuição negra à arte brasileira é um ótimo ponto de partida.Leitura e interpretação do texto. Devem pesquisar: 1. mas é importante que o professor estimule o uso do computador como ferramenta de pesquisa e elaboração de trabalhos.Conhecer alguns artistas plásticos brasileiros que são afrodescendentes. obras (características). 2. com cartolina ou papel Kraft. Estratégia .

. mais recentemente. como os desfiles de escola de samba. Emanoel Araújo ressalta "os maus tratos. o que vem à lembrança é a música. em 1988. com a exposição "A Mão Afro Brasileira". Ao contrário. nem é pequeno o valor artístico de sua produção pictórica. não são tão poucos os brasileiros negros que se dedicaram à pintura. ainda não mereceu maior atenção dos estudiosos e historiadores da arte. talvez se fale em literatura. Depois disso. Em geral. por se levarem em conta as origens negras ou mestiças de escritores como Machado de Assis ou Mário de Andrade.Pintores Negros Contribuição negra à arte brasileira Da Página 3 Pedagogia & Comunicação O artista plástico e museólogo Emanoel Araújo resgatou a obra dos pintores negros brasileiros Quando se fala na contribuição que os negros deram à civilização e à cultura brasileira. O período em questão. a ignorância e a insensibilidade com que se trata no Brasil a história e a memória iconográfica" dessa época. que se inaugurou no Museu Afro Brasil. talvez se mencionem obras arquitetônicas e esculturais do Brasil Colônia e. e teve continuidade com a mostra "Negros Pintores". o carnaval e outras manifestações. em agosto de 2008. em primeiro lugar. Dez artistas Nela. e fenômenos a ela relacionados. desde o centenário da abolição da escravatura. No entanto. reuniram-se 140 pinturas de 10 artistas atuantes entre a segunda metade do século 19 e as primeiras décadas do século 20. em São Paulo (SP). Suas obras têm sido resgatadas pelo artista plástico e museólogo Emanoel Araújo. dificilmente se pensa de imediato em artes plásticas. na verdade.

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios. pela luminosidade e pela intensidade do colorido. Freqüentou a Academie Julian. essas obras ainda surpreendem quando aparecem no mercado de arte". Panelli e Enrico Vio. Algumas de suas paisagens impressionam pela textura. destacando-se entre essas nus e retratos. Cursou a Academia Imperial de Belas Artes. conclui. mas foi criado nas Europa pelos franceses Pierre Emmanuel Zamor e Rose Neveu. retratos e alegorias. religiosas. pela afirmação e reconhecimento de suas obras". mas executou pintura religiosa e principalmente paisagens. Exerceu várias profissões: encadernador. quando parte de suas obras foi destruída em um incêndio no Brasil. segundo avaliação de Emanoel Araujo. "A vida de cada um deles". Tobias tem obra pouco pesquisada ainda. Arthur Timótheo (1882-1922) Estudou na Casa da Moeda do Rio de Janeiro e. na história da arte no Brasil. Estevão Silva (1845-1891) Foi o primeiro pintor negro a se formar na Academia Imperial de Belas Artes e pode ser considerado um dos melhores pintores de natureza morta do século 19. "pouco se sabia sobre esses pintores. Voltou ao Brasil entre 1860 e 1862. posteriormente. Benedito José de Andrade (1906-1979) Pouco conhecido ainda. Realizou igualmente pinturas históricas. "O fato de seus nomes permanecerem já credencia a raça negra ao reconhecimento da nação pela sua contribuição à construção da cultura brasileira". caixeiro e tipógrafo. seus pais adotivos. amarelos e verdes. anos antes de Tarsila do Amaral. "foi uma interminável batalha. Esteve na Europa onde manteve contatos artísticos que o influenciaram. conta Araújo."Durante muito tempo". definitivamente. pouco se conhecia de sua produção artística". ele acrescenta. lembrando "a necessidade de uma política de revisão para resgatar em profundidade essa produção artística". Firmino Monteiro (1855 – 1888) Nasceu no Rio de Janeiro e teve infância atribulada. o artista paulista realizou obras entre as décadas de 30 e 40. Foi pintor e cenógrafo. um grande esforço pessoal. Recebeu vários prêmios e está inserido historicamente numa circunstância de intensa produção artística. Foi pintor de paisagens e figuras. "Na verdade. realizadas com prodigalidade de vermelhos. De qualquer modo. . sendo aluno de Viggiani. onde foi aluno de Victor Meireles. A crítica ressalta a qualidade das composições do artista. Emmanuel Zamor (1840-1917) Nasceu em Salvador. apesar da qualidade e do empenho do artista em desenvolver a técnica pictórica. diz o museólogo. dez artistas já passaram a ter seus nomes inscritos. de uma tenacidade inimaginável. Estudou música e desenho na Europa. Benedito José Tobias (1894-1963) O artista é mais conhecido pelos pequenos retratos de negros e negras realizados a óleo sobre madeira ou a guache sobre papel. na Escola Nacional de Belas Artes. em Paris. “com maestria e com uma certa tensão expressionista”. Sua reputação se deve à pintura histórica e de gênero.

Especializou-se em retratos. tornou-se freqüentador habitual do Louvre. onde fez os primeiros estudos. inspirada na literatura de José de Alencar. de onde foi expulso por se envolver num movimento revolucionário. Rafael Pinto Bandeira (1863-1896) Aos 16 anos já estava na Academia Imperial de Belas Artes. Faleceu na França. Ganhou vários prêmios. O distanciamento do país. É considerado como um dos mais importantes paisagistas e marinhistas do século 19. Viajou à Europa com subsídio do governo imperial. Horácio Hora (1853-1890) Nasceu em Sergipe. Prematuramente reconhecido. pintura histórica e de costumes. Foi aluno de mestres como Rodolfo Amoedo e Zeferino da Costa. decorador e gravador. Pintor. mas o trabalho considerado sua obra prima é a tela “Pery e Cecy”. retratos. marinhas. iniciou o aprendizado na Casa da Moeda do Rio de Janeiro. no Rio de Janeiro. o teria levado a pintar repetidamente motivos afrobrasileiros. segundo Emanoel Araujo. O artista esteve no Senegal.João Timótheo (1879-1932) Artista de produção numerosa (deixou cerca de 600 obras). . o artista permaneceu por vários anos em Salvador onde foi professor de desenho e paisagismo. realizou paisagens. Wilson Tibério (1923-2005) Nasceu no Rio Grande do Sul e viveu durante longo período em Paris. Em Paris.

teatro). Esse material. rótulos. Em seguida. Execução dos cartões: alunos em duplas. É um elemento que tem significados diferentes para diferentes culturas e sua análise possibilita conhecer mais sobre suas possibilidades. b) interpretar e associar as cores às reações fisionômicas das pessoas. tanto no universo artístico quanto no cotidiano. Organização da sala Discussão sobre cores e das imagens de obras de Picasso: sala em 'u' ou em roda.pinceis.Escultura Ano 3º ou 4º anos Tempo necessário 4 aulas Introdução A cor também é importante para que possamos expressar nossas idéias e sentimentos para outras pessoas. . . . desenho. Lembre-os de que as cores estão presentes nas roupas. . Vamos nessa atividade explorar esses pontos apreciando algumas obras do pintor espanhol Pablo Picasso. Material necessário . nas frutas.Colagem . explique aos alunos que além da cor estar presente em nossa vida . nas casas. utilizando linguagens artísticas (pintura. Mostre exemplos com figuras de revistas. feito em cartões. gravura. nos objetos. os alunos desenharão e pintarão expressões de acordo com a cor que acreditam representar melhor essas expressões.Lápis grafite. será utilizado em jogos de memória e de adivinhação. jornais.tinta guache. Em seguida. faça uma discussão com seus alunos sobre a presença e a importância da cor em nossa vida. na televisão.A cor da expressão Bloco de Conteúdo Arte Conteúdo Desenho . c) observar os significados das cores no cotidiano. Objetivos a) experimentar as possibilidades expressivas da cor. na propaganda. Desenvolvimento da atividade/ procedimentos Na primeira aula. pinturas.Cartolina cortada em forma de cartões tamanho 10x15 cm.imagens de pinturas de Picasso.Pintura . principalmente da fase rosa e azul.

dor. violência.alegria. a tristeza ou a felicidade. Saliente aos alunos que. amizade. ressaltando que cada um pode colocar sua relação com as cores. Na quarta e última aula. saudade. cansaço. Reforce a idéia que os retratos sejam iguais nos dois cartões. em suas vidas. O importante é explorar a expressividade e o potencial gráfico da criança. fotografias e filmes. Pergunte a eles que cor cada um acredita que representa a saudade. sugira aos alunos que façam uma pintura para expressar um sentimento usando a cor para representá-lo. pinturas. Nesse ponto. eles podem escolher outras cores para a representação desses e de outros momentos e sentimentos. Diga aos alunos. As crianças também podem ser convidadas a fazer diferentes expressões faciais para que os colegas imaginem a cor de cada uma das expressões criadas. São dois exemplos de utilização das referidas cores para a expressão de sentimentos que Picasso vivia nas épocas em que os pintou. Na terceira aula. ela é também um importante elemento de expressão em desenhos. Desafie-os a relacionar os sentimentos e sensações com cores. Analise com seus alunos os quadros: A tragédia (fase azul) e Família do acrobata (fase rosa).cotidiana. modificando apenas a cor da pele e a linhas de expressão. tristeza. Na segunda aula. raiva. sorrindo e assustado. faça com os alunos um levantamento sentimentos e sensações . amor. por exemplo. que a intenção é experimentar uma relação parecida com a que o artista estabeleceu com estas pinturas. você já pode começar a fazer com os alunos associações entre as cores e os sentimentos. apresente aos alunos algumas imagens de pinturas da fase azul e da fase rosa do artista espanhol Pablo Picasso. Veja as regras: Jogo da Memória Os alunos deixam todas as cartas viradas para baixo e tentam fazer os pares. Proponha que os alunos retratem o colega com duas expressões diferentes. Se a escola contar com videocassete. os alunos deverão usar os cartões preparados anteriormente para jogar. pois eles formarão um jogo da memória ou cara-a-cara. o amor. frio. Relacione os acontecimentos da vida do pintor e do contexto histórico com as cores escolhidas por ele para as imagens de cada fase. selecione alguns desenhos infantis para mostrar como a cor também é usada nesse caso para expressar sentimentos e situações. Outra opção é pedir aos alunos que recortem de gibis figuras que tenham suas expressões reforçadas pelas cores. Cada aluno deverá pintar dois retratos do colega. Como atividade final. Resgate a importância da cor nestes momentos de seu percurso em que ele retratou sentimentos de tristeza e paixão. medo. Cara a Cara .

Aprofundamento de conteúdo Estudar artistas do expressionismo alemão. o sentimento e a expressividade através do desenho no cartão. . pode representar diferentes contextos de tempo e espaço e oferece aos observadores passeios imagináveis. . Este jogo de adivinhação é uma forma divertida e descontraída de se trabalhar os conceitos e percepções. evitavam cenas religiosas ou românticas para se concentrar apenas nas paisagens e cenas do dia-a-dia.Aguçar o olhar através do desenho de observação do entorno. não existe certo ou errado nas atribuições. O educador pode exemplificar a temática por meio das obras do principal expoente do impressionismo. nos anos 1860. aliás.Um aluno escolhe um dos cartões e não mostra para o resto da turma. movimento de pintura que se originou na França. Verifique se o aluno resgata as idéias veiculadas nas discussões e na execução das pinturas nos cartões no desenrolar dos jogos. Os outros alunos elaboram questões sobre as características de cada expressão ("A boca está sorrindo?". aliás. gênero artístico fundamental nas classificações da pintura. Representações da Paisagem Bloco de Conteúdo Arte Conteúdo Arte em Diferentes Épocas e Lugares Introdução A paisagem.Imaginar novas realidades a partir do desenho. . "Os olhos estão com lágrimas?") para descobrir que sentimento ou cor estão representados no cartão escolhido.Fazer com que o aluno perceba diferentes realidades sociais. À época. Avaliação É importante lembrar que. que muitas vezes é determinado pela sua cultura. Uma mesma paisagem ou cenário era pintado várias vezes a partir das mudanças e impressões causadas pela incidência do sol. Um dos períodos da História da Arte em que a paisagem fez-se muito presente é o impressionismo. Verifique se o aluno estabelece relação entre a cor. Objetivos . o interesse dos artistas era a busca e representação da luz natural e suas variantes. o pintor Claude Monet – seu quadro “Impressão – Levantar do sol”. foi a inspiração para o nome do movimento artístico. portanto. o mais interessante desta situação é confrontar os diferentes pontos de vista. Fascinados pela relação entre luz e cor. o aluno estará fazendo uso de valores pessoais. ao estabelecer associações para as cores. o professor pode propor aos alunos que representem sua realidade usando a observação e a imaginação. Depois de conhecerem as obras dos artistas apresentados. o que os levou a sair de seus ateliês em busca de paisagens à luz do dia para serem pintadas.

. A quadra ou o pátio da escola podem ser ideais. No verso da folha.Desenho de Observação.Conteúdos . Para finalizar. A atividade é simples: depois de uma breve conversa sobre as obras de Monet. localização. a abordagem é direcionada ao desenho de observação. uma parte da escola que estejam observando. Enfim. Nessa fase.Características e contexto da obra de Claude Monet. que pode ser feita com o mesmo material. O impacto visual das obras deve ser explorado. despertando um interesse pela obra de Monet. .Desenho de imaginação. algumas das quais não aprenderam nem a ler. usando a imaginação. é pedir para os alunos dividirem a folha ao e sugerir temas como a representação da paisagens rurais e paisagens urbanas ou mesmo situações que retratem a localização e a realidade dos alunos. Lápis grafite. O educador pode pedir para que cada um escolha uma paisagem da própria escola para desenhar. Há que se atentar que o assunto será abordado para crianças de 1ª e 2ª séries. comparação da época. papel Canson tamanho A3. Desenvolvimento das atividades Tipos de paisagem O interesse nessa aula não é que o aluno tenha uma iniciação no ensino da história da arte e nem uma preocupação com a luz e suas representações. Outra opção de atividade. Pode ser necessário usar uma próxima aula para a atividade que envolve a segunda representação. roupas. interferindo com elementos que ele gostaria que estivessem presentes na produção. pois a partir das imagens é possível apresentar levantar questões sobre tempo. de um lado da folha. Ano 1º e 2º Tempo estimado 1 aula Materiais Necessários O educador pode escolher reproduções de obras do pintor Claude Monet. dessa vez. lápis de cor. Todos devem sair da sala de aula procurando espaços aonde possam sentar-se no chão e desenhar. cabe ao educador buscar caminhos para despertar a imaginação e criatividade. o educador deve fazer a entrega do material e pedir para que os alunos dobrem ao meio a folha de papel canson A3. A proposta é que os alunos representem. conversar com os alunos sobre suas produções e escolhas. artistas significativo do Impressionismo. O período histórico é o foco do trabalho. o educador pode pedir para que os alunos façam o mesmo desenho mas. Giz de cera. Os sons do cotidiano Bloco de Conteúdo Arte .

cozinha. repetitivos etc. Toque instrumentos musicais ou reproduza CDs com sons de instrumentos diferentes em cada faixa. . arroz ou pedras. faça barulhos e peça que os alunos digam o que ouvem e depois classifiquem de acordo com a altura. Para a produção de sons. pedaços de madeira etc. parques). ■ 3ª etapa É o momento de entender o funcionamento dos instrumentos na prática. pregos.). Com uma boa variedade de materiais em mãos (talheres. bambu. e garrafões de água. A intenção é mostrar onde há sons estridentes. proponha que as crianças transformem o que ouviram. intensidade e ritmo) ■ Funcionamento dos instrumentos musicais ■ Mecanismos de propagação sonora e acústica dos materiais. Qual deles produz um som melhor? Você pode ir além e propor a construção de instrumentos simples. sugira a montagem de chocalhos com latas de metal. Bambus ou tubos podem virar instrumentos de sopro. talheres. Em outra aula.Conteúdo Linguagem Musical CONTEÚDO ■ Escuta atenta dos sons do cotidiano (inclusive o silêncio) ■ Conceitos musicais (timbre. Por exemplo. tambores. conchas. pedras. É possível também gravar os sons do ambiente e reproduzi-los em classe. suaves. caso do CD que acompanha o livro Orquestra Tintim por Tintim. bonitos. garrafas de vidro e garrafões de água DESENVOLVIMENTO ■ 1ª etapa Reserve duas aulas para as crianças ouvirem atentamente os sons de diferentes locais dentro da escola (sala. pátio) e fora dela (ruas movimentadas. ANOS 1º e 2º TEMPO 4 meses OBJETIVO Desenvolver a acuidade auditiva nas crianças e colocá-las em contato com o sistema de produção de sons MATERIAL NECESSÁRIO Rádio e gravador de som. que som faz um talher contra o outro? E se alguém bater mais forte? O acontece se isso for feito dentro de uma caixa de papelão? Há também outras estratégias interessantes para mostrar que cada som tem uma "personalidade" (timbre). tubos de papelão. ■ 2ª etapa Prepare quatro aulas de investigação e diferenciação dos sons. pedras. altura. conchas. instrumentos musicais. Basta a garotada trazer de casa materiais de sucata. caixas de papelão. duração. a intensidade e a duração. Elas podem fazer isso ao desenhar e imitar. As garrafas de vidro produzem diferentes sonoridades conforme a quantidade de água colocada dentro.

6º a 9º ano Conteúdos Arte contemporânea. grafite Anos 8º.AVALIAÇÃO Verifique se a turma diferencia e classifica os sons durante as atividades e avalie se. Desenvolvimento Aula 1 Para iniciar as atividades." e "Cidade Muda”. todos entenderam seus princípios básicos de funcionamento É grafite ou não é? Bloco de Conteúdo Arte Conteúdo Arte em Diferentes Épocas e Lugares Objetivo Discutir as relações entre a arte e o lugar em que é exposta e fazer com que os alunos experimentem ações como espectadores de arte. Mais sobre Arte Expectativa de aprendizagem • Arte .e peça que os alunos observem os materiais. para o varal ou mural – barbante e pregador ou papel colorido para o fundo e fita crepe. Peça que pesquisem em casa outras referências e tragam na aula seguinte. na hora de produzir os instrumentos. . ano Tempo estimado Três aulas Materiais necessários Cópia dos textos "Grafite e Cia. jornais ou da internet . acesso à rede no laboratório de informática da escola ou cópia da entrevista dos grafiteiros gêmeos transcrita. monte um mural ou varal com imagens de grafite – retiradas de revistas. e 9º. folha de monobloco e caneta ou lápis preto.

Carlos Dias. ouvir depoimentos e escrever pequenos textos para poder debater o assunto. Ramon Martins. Organize a turma em grupos de quatro alunos e solicite que leiam o texto abaixo. A exposição “De dentro para fora/ De fora para dentro” promove um grupo de artistas acostumado a viver e a trabalhar a margem do mecenato. Os grupos devem eleger um escriba – que irá registrar todos os argumentos levantados ao longo da aula – e um relator – responsável por apresentar o ponto de vista do grupo à classe.Museu de Arte de São Paulo. para isto. durante as próximas aulas vão ler textos. explique à moçada o objetivo da sequência didática: aprofundar o conhecimento da turma sobre o grafite e discutir as opiniões de cada um em relação ao tema.O grafiteiro Titi Freak trabalhando em painel para a mostra De Dentro para Fora / De Fora para Dentro no Masp (Museu de Arte de São Paulo). procurando um fragmento no texto – pode ser frase – que considerem a mais importante para compreensão do que é o grafite. Diga a eles que. Como o texto é muito curto. Foto: Fernando Moraes Em seguida. Masp se rende à arte urbana Fernando Masini O MASP abriu suas portas à arte que ocupa ruas. Peça que sublinhem o fragmento selecionado. um dos curadores da mostra. Em seguida. Grafite e Cia. vielas e viadutos. que divulga uma exposição de grafite no MASP. O destaque são os seis . Stephan Doitschinoff. Daniel Melim. peça que façam uma leitura em grupo. cada grupo pode escolher apenas um fragmento. Titi Freak formam o time comandado por Baixo Ribeiro. Proponha que a primeira leitura seja silenciosa e realizada individualmente.

feita por Gustavo Pandolfo. ou mural. Mas algo além de publicidade sumiu das ruas. apontando pelo menos três diferenças entre expor fora ou dentro de uma instituição cultural. Se a escola tiver laboratório de informática. Tenho uma filha de sete anos.murais inéditos que serão apagados no final da exposição. de modo organizado. Os fragmentos e registros das discussões podem ser colocados no varal ou mural para socialização. Outras cem obras. tridimensional”. É arte contemporânea. Conforme os fragmentos forem localizados. das 11h às 18h e quinta até as 19h. peça que os alunos leiam os textos produzidos em casa e os exponham no varal. Para isso. Se mais de um grupo selecionar o mesmo fragmento.hall cívico e mezanino – Av. Até 5/2/2009. texto retirado do Guia da Folha. Paulista. Aula 2 O objetivo da segunda aula é discutir as características do grafite dentro de museus e galerias e nas ruas. e elaborem um texto em casa. Cidade Muda por Marcello Dantas Depois de mais dois anos em vigor. entregue a eles um texto mais longo. que faz referencia à Lei Cidade Limpa – em vigor desde o 1º de janeiro de 2007. Em seguida. em entrevista à revista Carta Capital: “A partir do momento em que tiramos nosso trabalho das ruas e o levamos ao museu. os paulistanos começam a ver os benefícios da Lei Cidade Limpa. terça. Caso não seja possível. peça que ambos apresentem suas justificativas e procure relacioná-las. Todos podem fazer comentários durante a leitura. disponível na internet. Zezão transporta elementos de uma favela e leva seus traços azuis das galerias fluviais. 20/11/2009 Para socializar as opiniões da turma. de Marcelo Dantas. um dos gêmeos. será utilizado o depoimento da dupla de grafiteiros paulistas “Osgemeos”. Bela Vista Tel: 011-32515644. Aula 3 No início da aula. Proponha que a turma reflita sobre o local de realização e exposição do grafite. transcreva a entrevista e entregue uma cópia do texto à classe. A cidade parece muda. já não é grafite. levantando a mão para pedir a voz. quarta e sexta a domingo. em fase de alfabetização. Apresente o depoimento à turma – via internet ou por escrito. tomando como base a discussão anterior. Em seguida. 1578. peça que discutam a declaração abaixo. solicite que um aluno inicie a leitura do texto em voz alta e que cada grupo sinalize o trecho que acredita ser o mais importante. fotos e vídeos – compõem a coletiva. Masp . a leitura deve ser interrompida para que o relator de cada grupo comente o trecho.entre telas. fora deles. Comecei a me lembrar do quão . leve os alunos até lá e apresente o vídeo a eles.

Não se pode dizer que Nova York. eu saía com os amigos para pichar as propagandas políticas dos candidatos a deputado da ditadura militar. Champs-Elysées e Picadilly Circus. Assim deve ser. sim. Revista da folha. como ativista político em Belo Horizonte. pode se dar ao luxo de ser uma cidade sem imagem? Sem marcos? E a opinião pública? Eu me recordo ainda de quando. Paris e Londres sejam cidades descontroladamente poluídas visualmente. No entanto. hoje.edição 03/05/2009 – SP em cena Após a leitura do texto. e a única coisa que consegue achar é uma placa de "PARE". Hoje. abra um debate para que a turma se posicione em relação à lei e ao impacto dela nas manifestações artísticas de rua. E exigir que áreas -hoje entristecidas com suas placas cegas. É ainda um espaço de consciência de coletividade.sejam usadas de forma criativa: para ajudar a alfabetizar. Da mesma forma. Admiro muito a coragem da prefeitura de enfrentar o enorme lobby por trás da publicidade na maior metrópole do país. de mexer com a percepção coletiva de forma diagonal: atingindo do mendigo ao executivo. E. que gera a sensação de que algo está acontecendo na cidade. A verdadeira poluição visual não ocorre na paisagem exterior. e é o colunista convidado desta semana. de modo que uns possam ouvir as . Talvez uma linguagem de sinais. por exemplo. é verdade que em quase toda cidade que se preza no mundo existem regras rígidas da ocupação do espaço de poluição visual. surdas e mudas. Como levantaremos causas comuns daqui para frente? Um desafio que talvez valesse a pena seria liberar uma esquina de São Paulo para a publicidade desenfreada. Assim como se sabe da importância da mídia exterior de gerar o espírito de uma causa. Sabe-se bem do poder icônico de esquinas como Times Square. a criatividade e a limpeza visual de uma cidade muda. entre eles o Museu da Língua Portuguesa e a mostra "Bossa na Oca". uma metrópole sem grandes marcos geográficos. sim. 41. Era uma arena justa: eles ocupavam o espaço público. Entendo que São Paulo havia se tornado uma cidade sem lei nesse aspecto. cria museus e exposições. Um saldo positivo que não parecia óbvio no primeiro momento da lei. Marcello Dantas.importante foi para a minha fixação do alfabeto e o conhecimento de novas palavras a leitura contextualizada da publicidade urbana. Mas nem só de limpeza vive uma cidade. uma concentração maior e menos dispersão causada pela publicidade. deve haver um ponto de equilíbrio entre a identidade. ainda bem jovem. Existe um impacto subliminar da cidade sem palavras. Eu via imagens e as relacionava com as letras. a refletir sobre o próprio espaço público ou para pensar em campanhas de mobilização da sociedade para causas relevantes. na paisagem interior. mas. e a gente expressava nossa voz sobre o abuso. fico vendo minha filha procurar algo para exercitar seu aprendizado. as placas dos carros foram fundamentais no meu exercício infantil de aprendizado da matemática. Sinto. como o Rio. São Paulo. uma maior linearidade de pensamento ao transitar por São Paulo. no nosso espaço mental.

E que muitas obras assim continuam sendo produzidas. Aproveite a reportagem para explicar que essa modalidade existe desde os primórdios da humanidade. que já foi chamado de Capela Sistina da arte moderna. ocupa um determinado espaço expositivo de forma planejada e contínua. o material pode ser editado e colocado no varal. onde estão montados permanentemente os painéis com as telas da série Ninféias.24/05/2006 Objetivos Mostrar à turma que há uma enorme variedade de tipos de pinturas murais e discutir o status de arte dos grafites Introdução VEJA noticia a reinauguração do museu de l’Orangerie. de Claude Monet.opiniões e argumentos dos outros. Elas farão as vezes dos painéis do mural. conhecido como pintura mural. . Foto antiga também serve. Você deve providenciar ainda folhas de papel tão grandes quanto possível. ou mural. Da parede da caverna ao muro grafitado Bases Legais Linguagens e Códigos Conteúdo Artes visuais Conteúdo relacionado Reportagem de Veja • Monet em plena forma . O importante é que seja significativa para seus alunos. e peça que busquem. Esse conjunto monumental. Para finalizar. argumentos que justifiquem a possibilidade de manifestação e expressão visual no espaço público. Reserve um espaço para que esses novos expectadores também possam deixar suas opiniões. O material será a base do exercício prático proposto neste roteiro. Finalizado este processo. Existe papel sulfite medindo 66 x 96 centímetros. em Paris. Selecione uma imagem de jornal ou revista. nas atividades anteriores. que será exposto fora da sala de aula para que os outros alunos da escola tenham acesso. E que tal usar o verso das folhas de um outdoor? Você pode solicitar a uma empresa que produz esses cartazes: elas sempre têm sobras. proponha que os alunos escrevam uma carta para a seção da revista reservada às opiniões e respostas dos leitores em relação ao artigo.

no Rio de Janeiro. em Nova York. No início do século passado. cujos painéis figuram numa capela ecumênica. Revele que a prática de decorar paredes com imagens remonta à Pré-História. A partir daí. em 1937. tigres-dentes-de-sabre. Peça que contem onde observaram tais obras de arte e se as acharam interessantes ou bonitas. Explique que o auge desse tipo de decoração ocorreu no Renascimento. que em alguns desses lugares as paredes são repletas de pinturas – podendo se estender desde o chão até o teto. Entre as matérias-primas empregadas estão sangue de animais. e. na maioria das vezes. outros expoentes da arte moderna se dedicaram à elaboração de murais.Atividades 1ª aula — Pergunte se os estudantes já repararam. atendendo a uma encomenda. de Leonardo da Vinci. Conte que essas cavernas ficam em lugares quase inacessíveis e de pouca visibilidade. o governo ligado à Revolução Zapatista requisitou vários trabalhos colossais a pintores modernos como Diego Rivera e Siqueiros. nos mosaicos dos palácios do Império Romano do Oriente e nas igrejas cristãs de proporções monumentais construídas na Europa medieval. que por isso ficaram conhecidos como muralistas. a prática se espalhou entre muitas nações latino-americanas. Ele fez painéis para o antigo prédio do Ministério da Educação e Saúde. carvão e terra colorida. 2ª aula – Promova a leitura do texto de VEJA sobre as telas de Monet e fale que. na Espanha. pequenas pinturas para experimentar suas novas conquistas artísticas. bisontes e outras feras. Os grandes artistas da época realizaram muitos murais. esclareça que esse costume aparecem também em diversas civilizações. na França. eles eram chamados para trabalhos maiores em prédios públicos ou instituições particulares. e seu conterrâneo pop James Rosenquist (os endereços eletrônicos indicados no final deste roteiro apresentam obras de ambos). mais tarde. além de figuras humanas. Cite o americano Mark Rothko. utilizando preferencialmente a técnica do afresco. Nesse aspecto. ursos. Monet foi uma exceção – pois criou por conta própria a série citada na reportagem ligada a esse plano de aula. voltados à abstração e às novas figurações dos anos 1960. ao visitar uma igreja ou um edifício público. Os mais famosos sítios do gênero localizam-se em Altamira. 3ª aula – Desafie a turma a elaborar um mural com a imagem que você selecionou . todavia. Ensine que alguns nomes de destaque da arte contemporânea. Os pesquisadores acreditam que nossos ancestrais fixaram os símbolos na pedra durante rituais mágicos para ajudar na caça. para a sede da ONU. a exemplo do idealizador das Ninféias. Era costume os autores de vanguarda produzirem. também se envolveram com obras murais. Vale lembrar que o espanhol Pablo Picasso deu forma ao célebre painel Guernica. marcando presença nas câmaras mortuárias egípcias (dentro das pirâmides). o mais importante pintor de murais foi Cândido Portinari. e em Lascaux. No Brasil. No México. Quando se tornavam importantes. foram encontradas cavernas cheias de pinturas e desenhos milenares de mamutes. Depois. na qual a tinta é aplicada sobre o reboco úmido das paredes – caso da obra de Michelangelo na Capela Sistina e de A Santa Ceia.

Esclareça que os primeiros são obras de artistas que escolheram trabalhar no espaço público e. pode ser projetada sobre o papel a ampliação de uma cópia em transparência (para isso. parte de um afresco de Michelangelo na Capela Sistina. Programe onde ficará exposto o trabalho. fazer cada folha de papel usando a predominância de uma cor. em geral. Mas. . tinta acrílica etc. no auditório ou no pátio da escola. A primeira cena remete a rituais mágicos que objetivavam boa caça. são marcas de gangues que disputam territórios. A classe toda precisa decidir em conjunto a “paleta” de cores do painel – que materiais (giz de cera. Use fita crepe ou fita adesiva de dupla face no verso dos painéis e instale-os lado a lado. Divida a imagem em retângulos proporcionais aos papéis que serão usados como suporte para os painéis. mesmo clandestinos. seguindo o esquema de recorte da imagem original. Isso é importante para dar unidade ao conjunto. Os desenhos não precisam ficar necessariamente grudados um no outro. Surpreenda o colégio com o resultado. conforme sua conveniência. se optar por deixar espaço entre eles. Já as pichações. tão comuns nos cenários urbanos contemporâneos. façao de modo uniforme a fim de harmonizar o todo e permitir uma leitura contínua. depois de concluído: na própria sala de aula. freqüentemente vistas como vandalismo.) e tons serão usados. guache. indica a criação do homem segundo a versão bíblica. Entregue cada fragmento a uma dupla. os afrescos renascentistas e os grafites atuais. A última inclui ícones da cultura pop e tem como suporte um muro da cidade grande. A segunda. Providencie cópias do quadro abaixo. têm o apreço e o respeito da população. use retroprojetor ou projetor de slides) como guia para a construção da imagem. na França. Pode ser divertido. O planejamento deve levar em conta o número de alunos que vão fazer o desenho (que tal dois para cada folha de papel?) e o tamanho de cada painel e do mural inteiro. de temática religiosa. por exemplo. é hora de montar o mural na parede. num corredor. 4ª aula– Debata sobre os grafites e as pichações. Para seus alunos Murais em três tempos De cima para baixo: detalhe de uma pintura pré-histórica encontrada em Lascaux. e grafite elaborado pelo artista paulistano Maurício Villaça na década de 1990. Dependendo do equipamento disponível.previamente – ou parte dela. que vai reproduzir a cena na folha grande. Uma vez concluídos os desenhos. Compare as técnicas e as intenções de cada obra. entregue-as à turma e sugira que cada jovem redija um texto comparando as pinturas rupestres.

A.rothkochapel.jimrosenquist-artist. e Jim Zuckerman/ Corbis/ Stock Photos e Antônio Milena Quer saber mais? INTERNET O site www. S.org apresenta obras de Marc Rothko No endereço www.com há exemplos do trabalho de James Rosenquist .Fotos Arquivo Iconográfico.

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