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Os Efeitos Da Revelia No Processo Civil Brasileiro

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OS EFEITOS DA REVELIA NO PROCESSO CIVIL BRASILEIRO

1. INTRODUÇÃO Este trabalho tem por objetivo, realizar uma breve esplanação a cerca do que significa o termo jurídico “revelia”, e qual sua importância no mundo do processo civil brasileiro. Ao réu, são assegurados direitos constitucionais como o do contraditório e da ampla defesa, descrito no artigo 5º, LV da Constituição Federal, uma vez apresentada a tese do autor, surge para o réu o direito à apresentar sua defesa, e, por vez, surge para o magistrado o dever de ouvir as alegações/defesa que o réu irá apresentar. Várias são as formas pelas quais o réu poderá se manifestar no processo, no entanto, pode ele não se manifestar e permanecer inerte, o que o caracterizará como revel. Passa-se-à então, a visualização do que é e quais os efeitos desta revelia. É relevante salientar, além disso, que o notável processualista italiano — ENRICO TULLIO LIEBMAN —, a quem o Direito Processual brasileiro tanto deve, a ponto de BUZAID considerá-lo “o fundador da ciência processual brasileira”, (cf. o Prefácio escrito para a obra de CHIOVENDA, Instituições de direito processual civil com notas do Prof. Enrico Tullio Liebman. Por volta de 1940 se transferiu para o Brasil e como professor titular de direito processual civil da Itália, que se iniciou um verdadeiro movimento científico no Brasil. O grande doutrinador foi professor emérito em Milão, e refugiou-se na capital de São Paulo e, além das aulas ministradas na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, formou uma escola de processualistas, da qual saíram importantes advogados, magistrados e juristas. Uma de suas obras mais famosas é o "Manual de Direito Processual Civil, Vol. I, 2ª Ed, Forense, 1985. De acordo com MACIEL (2006) Liebman foi quem mais contribui para a legislação processual brasileira e, como disse Ada Pelegrini Grinover, foi muito mais aceito no nosso país do que em seu próprio.

2. CONCEITO Ao iniciar o presente estudo, é necessário primeiramente se conceituar o que vem a ser “revelia”, para então serem observados os seus efeitos, sua caracterização e observações dentro do processo civil. De acordo com o autor WANBIER (2003), a defesa do réu não seria um dever, mas um ônus, pois se não a fizer pode lhe trazer conseqüências processuais negativas, o que muitas vezes acontece devido à sua inércia perante a ação. Segundo ele: “Revelia, em sentido estrito, é a situação em que se coloca o réu que não contesta” (2003:402). Assim sendo, entende-se que revelia é o não atendimento por parte do réu ao chamamento estatal para integrar a relação jurídica processual. Na realidade, ao ser citado, cabe ao próprio réu definir sua conduta diante do processo, não podendo ser obrigado a agir dessa ou daquela maneira, sendo que de forma geral as atitudes do réu podem ser uma das três: comparece e se defende, comparece e não se defende ou, simplesmente, não comparece. A este respeito, comenta MARINONI: “Pode o demandado, nessa fase, permanecer inerte – caso em que, normalmente, receberá sanções condizentes com esse seu desinteresse, aquiescer à pretensão exposto pelo autor, ou ainda responder à versão dos fatos exposta pelo demandante – seja defendendo-se dela, seja colocando-se em posição ativa, redargüindo à tese que constitui o objeto de discussão do processo... (2005:121).”1 No entanto, WANBIER traz mais do que as três situações descritas acima sobre o revel: “... a) não comparece; b) comparece, mas desacompanhado de advogado; c) comparece, acompanhado de advogado e contesta, mas intempestivamente; d) comparece, acompanhado com advogado, no prazo, e produz outra modalidade de defesa [...] e) comparece, acompanhado de advogado, contesta no prazo, mas não impugna especificamente os fatos narrados pelo autor...” 2 (2003:402). Assim, configurar-se-á a revelia pela contumácia do réu, que, mesmo regularmente citado, prefere não integrar a relação jurídico-processual, não oferecendo assim suas respostas à pretensão deduzida contra si pelo autor, devendo, portanto, arcar com os ônus e responsabilidades decorrentes de sua desídia. Pode ocorrer, no entanto, que ambas as partes não compareçam, sendo, portanto, ambas “contumazes”, como dispõe CALMON FILHO: “Contumácia, ou revelia, é o não comparecimento em juízo da parte – autor,

não sendo necessária a intimação. ou seja. no mínimo. sua participação é de suma importância para.2 DESNECESSIDADES DE INTIMAÇÕES Nos casos em que o réu se colocar na condição de revel. e o segundo diz respeito à desnecessidade de intimações. O Estado como detentor do monopólio da jurisdição deve cuidar dos conflitos surgidos em sociedade para atingir a seu próprio escopo e para que consiga cumprir a sua missão necessita da colaboração dos sujeitos envolvidos no litígio a fim de conhecer todos os detalhes e poder melhor decidir. ainda. insuscetíveis de credibilidade. Logo. 1ª frase). que tende a punir a parte requerida que se recusa a colaborar com o Estado no papel de conduzir o processo e compor os conflitos que lhe são trazidos. quando uma das partes envolvidas não colabora para a obtenção da missão estatal. amparado pelo artigo 319 do CPC. Ou. não só para a parte que se recusou. Ocorrendo isto. surge a revelia. mesmo que nada tenha sido alegado pelo réu.1 PRIMEIRAS CONSIDERAÇÕES Intuitivamente.réu ou ambos.“a revelia se constitui. – omitindo-se totalmente na efetivação de suas pretensões. mesmo reputando-se verdadeiros os fatos. 3. “Pode ocorrer de. Para que a revelia não extingua o processo. deles não decorrer o direito contido no pedido. em regra. para o réu. 3. como será visto posteriormente...322.”4 (2005:123). compete a este. previsto no artigo 322 do CPC. configura-se em grande prejuízo. em conformidade com as leis. os fatos narrados pelo autor na petição inicial. contribuindo para o desenvolvimento do processo e para a melhor solução do Estado. conforme o caso. serão reputados como verdadeiros.1 DESNECESSIDADE DE PROVA No caso de não ocorrer contestação. o juiz já estará autorizado a proferir sentença. Da revelia decorrem dois efeitos: o primeiro trata da desnecessidade de prova. já que não há a necessidade de provar os fatos alegados. que serão demonstrados no decorrer deste trabalho. “os prazos passarão a ter fluência. independentemente de intimação (art. não significa que houve a automática procedencia do pedido. tornam-se incontroversos. Mesmo que o réu não tenha nada de útil a manifestar ao Estado. daí. em audiência ou em cartório. mas também para o Estado que se vê ameaçado na obtenção de seu objetivo de jurisdição estatal. acarretará sua revelia. o que acarretará a esse sujeito severas conseqüências quanto a seus direitos processuais. o réu pode ter a atitude de permanecer sem reação em relação a pretensão do autor. 3. mesmo estando o juiz diante de um caso de revelia.].2. Assim o prazo para recorrer começa a fluir. mas é relevante comentar desde já que em conformidade com o art. analisar a matéria que poderia ser deduzida em preliminar de contestação. prazo este que pode ser alterado. como forma de punição ao réu que se recusa a colaborara com o Estado.2 EFEITOS DA REVELIA O fato de o réu ficar inativo no processo. E. são dados certos prazos ao réu ou ao ator. e o juiz não está obrigado a aceitar como verdadeiros fatos impossíveis de terem ocorrido.”6 .2. então.”3 (2006:03). legitimar a decisão judicial. porque a conseqüência jurídica pretendida pelo autor não emana dos fatos apresentados.”5 (2003:403-404). Assim. uma vez que poderá ser ele próprio a sofrer as conseqüências diretas da decisão judicial. na ausência de participação do reqerido no processo [. No entanto. a partir da publicação da sentença. A REVELIA E SEUS EFEITOS 3. pode acontecer de o autor narrar fatos inverossímeis. Como punição a sua inação ocorre a figura da Revelia. 297 do CPC em regra é concedido um prazo de 15 dias para que o réu adote alguma atitude frente à demanda proposta. pois. precisamente. poderia extinguir o processo sem julgamento do mérito. 3.

a falta de contestação torna o fato controvertido. 319. 320 do CPC): A) contestação por algum litisconsorte. a falta se concretiza diante da ausência de contestação produzida pelo réu no prazo que lhe é concedido para a defesa (art. pois já elemento satisfatório para configurar o desprezo da parte pela atividade estatal. em se tratando de procedimento ordinário. tornando necessária a prova. “se o réu contestou e. NÃO OCORRÊNCIA DOS EFEITOS DA REVELIA Existem hipóteses que mesmo ocorrendo a revelia. a escritura publica para aquisição de imóvel. cabendo o autor produzir a prova. mas isso não significa dizer que sofrerá ele. deixou de cumprir a determinação do juiz.8 Conclui-se que a revelia é uma situação processual. A CARACTERZAÇÃO DA REVELIA É notório que a revelia não é um fenômeno no ordenamento jurídico. neste caso a contestação não terá implicação de afastar os efeitos da revelia em relação ao réu que não contestou. Conforme legislação brasileira existe duas situações que podem acarretar a revelia. entretanto no procedimento sumário. decorrente da intenção do legislador de forçar a parte ré a participar no processo. dar-se-à independentemente da presença do réu. tem que dizer respeito a todos os litisconsortes. se o fato alegado diz respeito apenas um revel.”7 4. tornando-se tal instrumento inevitável para propositura da ação. continua sendo necessária a prova dos fatos alegados pelo autor. bem como a seqüência do processo. c) Falta de instrumento indispensável (prova indispensável). como. a revelia é caracterizada pela ausência injustificada do réu à audiência preliminar e não da apresentação de contestação. que são as seguintes situações: (art. nesta hipótese afastando o efeito torna-se necessário à prova para o julgamento de alguma medida antecipatória. e este compete contestar. senão tem-se por revel. sendo a indisponibilidade do direito sobre o qual versa a lide afasta a desnecessidade da prova. sendo imperativo sua juntada na petição inicial. o descumprimento do ônus ocorre depois do momento da defesa. todos os efeitos que naturalmente a revelia operaria”. Ou seja. É importante ressaltar que na primeira hipótese (procedimento ordinário) não importa se o réu apresentou outras espécies de defesa. existem atos jurídicos que a norma pondera o instrumento publico como a essência do próprio ato. Nos casos de revelia em sentido amplo. será possível o afastamento de seu efeito. ou seja. não há identidade de fatos. Outras hipóteses que não ocorrem os efeitos da revelia são: 1. sendo um exemplo clássico. nesta hipótese a contestação de um não será aproveitada pelo outro. Toda via. o réu pode ser revel. que não mais será intimado dos atos processuais. neste item. ou seja. Porem pode ocorrer que os interesses dos litisconsortes serem conflitantes. Como é no caso da inação do oferecimento da contestação. Conclui-se nesta situação que o fato alegado pelo autor. impedindo o juiz de julgar antecipadamente. No mesmo sentido é a revelia caracterizada no procedimento sumário. Outra hipótese ocorre quando cada litisconsorte é imputado fatos diversos. Ocorre então a não necessidade de realizar o segundo efetito – desnecessidade de intimação. exceção ou reconvenção. entretanto não decorrem todos os efeitos que esta poderia criar. logo. se deixar de comparecer e não apresentar contestação na audiência preliminar será revel. 319 do CPC). no qual a falta acarreta sanções. ou seja. desta forma afastando os efeitos da revelia. ou seja. sem que no caso venha sofrer os totais efeitos. pode aproveita os demais no sentido de se afastar o efeito do art. ou seja. contudo esse fato enseja a realização completa ou parcial de apenas alguns atos. cada qual com seu procedimento próprio. Mas a prova.3 EFEITOS DA REVELIA EM SENTIDO AMPLO A revelia poderá ocorrer em sentido amplo (descumprimento de outro ônus processual) ou em sentido estrito (falta de contestação). mas passa a ocorrer o segundo efeito – desnecessidade de prova. posteriormente. 5. a contestação de algum deles. neste momento o essencial é a contestação. “ Nestas circunstâncias. ou seja.3.Citação ficta.por conta disso. o processo prosseguirá com ou sem a participação do réu. sendo que o juiz nomeará curador especial. os fatos alegados pelo autor deverão ser provados. neste caso também fica afastada a hipótese de . ocorre quando o réu não contestou e foi citado por edital ou com hora certa. b) se a ação versar sobre direitos indisponíveis. porque houve impugnação. exclusivamente. se. quando existirem vários réus. é revel o réu. Desta forma todo analise da revelia há de se ajustar pelo regime jurídico próprio que a figura recebe em cada ordenamento jurídico.

407). porque não as fez. e o órgão publico se desincumbe de sua função ao proferir os atos com que atende ao mencionado pedido”. receberá o processo “no estado em que se encontra”. a matéria objeto do provimento. sendo a prova necessária. ALTERAÇÃO DO PEDIDO OU DA CAUSA DE PEDIR Para Liebman o pedido “é a manifestação da vontade dirigida a autoridade judiciária. Assim. O direito de propriedade sobre uma coisa é sempre o mesmo. Além disso. ao postular em juízo a parte deve indicar quais os fatos constitutivos de seu afirmado direito a obter o bem da vida e os fundamentos jurídicos de seu pedido. COMPARECIMENTO POSTERIOR DO REVEL De acordo com o artigo 322. seja oriundo de direito hereditário. regras de bom senso. usucapião ou qualquer outro modo de aquisição. basta indicar o direito que se afirma existente. segundo Luiz Rodrigues Wambier. qual seja o preceito pelo qual esses fatos geram o direito afirmado. sem necessidade de mencionar o fato constitutivo do qual se pretende tenha surgido a relação material.julgamento antecipado. o revel pode produzir provas. É valido fazer menção. ou seja. Em princípio. mas. já que são concebíveis diferentes relações dessa natureza.282. devendo ser intimado para os mesmos. mas poderá participar de atos processuais a serem realizados. pois a preclusão já se operou. Pois acima de tudo vigora o princípio do livre conhecimento. Por meio do pedido o autor transporta para o plano processual o conflito existente no plano material. uma vez que o recurso não está vedado ao revel. conforme o art. ocorreu a preclusão em relação a estes atos processuais já ocorridos antes do seu comparecimento. Este preceito pode-se dizer que é eficaz para ambos os procedimentos. o mesmo poderá participar produzindo provas aos fatos alegados pelo autor. o autor ainda fica obrigado a provar os fatos constitutivos de seus direitos. desde que através de um advogado. reclamando ao juiz uma tutela jurisdicional que atenda ao seu afirmado direito. 2. contraditar a testemunhas e formular reperguntas”10 (2003: p. pois a causa de pedir não se altera pelo simples fato de que se refira a um ou outro possível modo de aquisição. pois para estas não ocorre a preclusão. de forma razoável.9 Isso quer dizer que o revel entrando posteriormente no processo não poderá obter o benefício da repetição de qualquer ato já realizado. Conclui-se diante todas estas hipóteses. Quanto a tais fatos. de conformidade com a lei. 277. podendo. 6. por seu advogado. parte final do CPC. . que para identificar ação fundada em direito absoluto. deverá ele ser intimado da sentença. 7. Mas. requerendo desta uma atividade de determinado conteúdo. Todo o desenvolvimento do processo consiste em dar a tal pedido o devido seguimento. “que existem fatos que constituem fundamento de defesas conhecíveis de ofício. se fundando que o juiz em nenhum procedimento poderá presumir verdadeiros os fatos narrados pelo autor quando estiverem em contradição com o que há nos autos. sumário e ordinário.Fatos incompatíveis com os elementos dos autos. Mas. Se o processo encontrar-se na fase probatória na entrada do revel . não contestou. caso a fase instrutória já tenha sido encerrada o revel não poderá participar na prova e nem sequer produzir contraprova. fatos improváveis e inverossímeis (art. Poderá o revel também alegar qualquer matéria que seja competência do juiz conhecer de ofício. em sua obra Curso Avançado de Processo Civil devemos nos lembrar. tendo direito apenas a redargüir as provas do autor. poderá obviamente recorrer. Já a causa de pedir ou (“causa petendi”). III do CPC.319 do CPC). art. sendo que mesmo no processo com revelia o juiz pode produzir prova de oficio. O revel não poderá alegar qualquer matéria de contestação. que mesmo afastado os efeitos da revelia. Em outras palavras o pedido ou (“petitum”) corresponde ao objeto da ação. uma vez intervindo. a falta de contestação não impede o réu de comparecer posteriormente ao processo. com idêntico conteúdo. ou melhor. mesmo que não tenha anteriormente comparecido. Deverá ser intimado para audiência. ou seja. ou quando contrariarem fatos notórios. De modo inverso não basta a simples indicação da relação jurídica para identificar as ações fundadas em direito obrigacional. não poderá provar suas alegações. § 2º. o que não ocorreria se o próprio não tivesse comparecido até o momento da sentença. é aquilo que se pede ao juiz.

no caso da ação versar sobre direitos indisponíveis. isto não altera a revelia já existente. sem promover nova citação do réu. do qual tem prazo de 15 dias para o réu responder art. nem propor ação declaratória incidental. . Tratou também da questão da revelia e seus efeitos. e que não alegue qualquer matéria da contestação. é necessário indicar-se o fato constitutivo do qual se pretende deduzir a existência da relação jurídica a qual se refere aquela. não podendo mais impugnar os fatos que não sofreram alteração. garantindo os princípios do contraditório e ampla defesa. Não será possível que a contestação verse sobre fatos constantes da petição inicial. primeiramente. pois somente se admite alteração. sobretudo no processo civil.321 do CPC. CONCLUSÃO O trabalho ora apresentado demonstrou. na falta de instrumento indispensável. de forma sucinta e objetiva. Notadamente. 322 do CPC. ilustrando que o réu. não deverá aceitar modificação. Se por ventura o acusado comparecer posteriormente. “forçam” o réu a participar de maneira ativa no processo. tudo aquilo que foi alegado. podem ocorrer algumas hipóteses que mesmo que haja a revelia é possível o afastamento do seu efeito. ele não estará impedido de fazer parte do processo. mesmo que não tenha nada a manifestar ao Estado tem importância fundamental no processo. de acordo com o art. com a concordância do réu art. Mesmo ocorrendo revelia não poderá o autor alterar o pedido ou causa de pedir. o que vem a ser a revelia. se o réu é novamente citado. conceitualmente. após a citação inicial. o fenômeno da revelia é decorrente de vontade do legislador. desde que acompanhado do advogado. a possibilidade de contestar fica restrita aquilo que foi alterado. a saber: a contestação por algum litisconsorte. Mas caso ocorra a modificação do pedido ou da causa de pedir. que não sofreram alteração. passa a ser tido como verdade.Portanto. ou seja.264 do CPC. que de maneira simples pode-se dizer que é o estado ou situação do réu que não se defende quando tem oportunidade de faze-lo. o réu em vez de contestar o pedido alterado. que para “dar oportunidade” de defesa. mas sim apenas dos atos processuais que venham a ser realizados. conforme demonstrado neste estudo. Não ocorrendo a contestação por parte do acusado. e o juiz terá total autorização a declarar a sentença. tornam-se incontroversos. Em conformidade com o conteúdo apresentado. para a identificação da ação.

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