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civil icms aula 6 - Ato Ilícito

civil icms aula 6 - Ato Ilícito

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DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR

AULA 06

ATO ILÍCITO RESPONSABILIDADE CIVIL
(arts. 186/188, 927/943 e 944/954 CC)

Meus Amigos e Alunos. Antes de começar a aula propriamente dita, preciso dar um aviso importante. Como vocês notaram no título da aula, hoje falaremos sobre o Ato Ilícito e a Responsabilidade Civil. Às vezes, analisando um edital, percebemos que ele se refere apenas ao Ato Ilícito. Outras vezes verificamos que ele menciona apenas a Responsabilidade Civil. Mas é claro que, tanto em um caso, como em outro, está implícito que cairão na prova os dois temas, pois os mesmos são conexos entre si. É muito comum, também, o edital, que normalmente segue a ordem do Código Civil, pedir o Ato Ilícito num primeiro momento, depois pedir outros temas e somente lá no meio do edital ou no seu final, voltar para pedir o tema Responsabilidade Civil. E sabem por que isto ocorre? Porque estas matérias estão dispostas em partes diferentes do nosso Código. O Ato Ilícito está previsto nos artigos vão do 186 até o 188 CC (eles são poucos, mas importantíssimos). Ocorre que não haveria lógica alguma estudar apenas esses poucos artigos. Por isso devemos relacioná-los com o tema sobre a Responsabilidade Civil, que está prevista nos artigos que vão do 927 ao 943 CC (e, se incluirmos ainda o tema “indenização” – que também será visto hoje – a previsão se estende até o artigo 954 CC). Ou seja, para que nosso estudo seja completo devemos identificar o conceito e a importância do Ato Ilícito (que ainda pertence à Parte Geral do Código Civil) e de imediato, a sua relação com a Responsabilidade Civil (que já integra a Parte Especial). Assim, durante a aula, responderemos a seguinte questão: praticado um ato ilícito (civil ou penal), quais as repercussões na esfera da responsabilidade civil? Aconselho que todos tenham em mãos o Código Civil para um melhor acompanhamento desta aula, pois hoje nós vamos estudar os dois temas que estão dispostos em lugares diferentes no Código. No entanto, sempre que necessário, irei transcrever os artigos de maior relevância. Feitas estas observações, vamos à nossa aula.

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CONCEITO DE ATO ILÍCITO Ato ilícito (previsto no art. 186 CC) é o ato praticado em desacordo com a ordem jurídica, violando, conseqüentemente, o Direito. Praticado um ato ilícito e causando-se prejuízos a outrem, cria-se o dever de reparar estes prejuízos. Como veremos mais adiante o prejuízo causado (o dano) pode ser patrimonial ou moral. Por isso o Ato Ilícito é considerado também como uma “Fonte de Obrigação” (art. 927 CC), pois praticado um Ato Ilícito a lei obriga a reparação dos danos. Vejam que logo no início desta aula já estamos relacionando dois artigos dispostos em lugares bem diferentes do Código: quem pratica um Ato Ilícito (art. 186) tem a obrigação de reparar o dano (art. 927). O Ato Ilícito é considerado como Fato Jurídico (em sentido amplo – lembrem-se do ponto e do gráfico que forneci sobre os Fatos Jurídicos – se o aluno ficou com alguma dúvida retorne a esta aula), produzindo efeitos jurídicos. Esses efeitos não são desejados pelo agente, mas impostos pela lei (por isso também são chamados de atos involuntários, pois os efeitos são involuntários, ou seja, os efeitos não são desejados pelo agente). Há infração de um dever e conseqüentemente imputação de um resultado. Podemos classificar o Ato Ilícito em: Civil, Penal ou Administrativo. Lógico que nesta aula o que nos interessa é o Ato Ilícito Civil, porém sempre falamos deste tema, “invadimos” um pouco das demais matérias, pois elas estão interrelacionadas; são conexas em relação a este tema. Há casos em que o sujeito pratica uma conduta e esta ofende apenas à sociedade como um todo: trata-se de um ilícito penal. Em outros casos a conduta ofende apenas ao particular: trata-se do ilícito civil. Mas em alguns casos uma só conduta pode ofender à sociedade e ao particular ao mesmo tempo. Pergunto: Se um sujeito com apenas uma conduta causar danos à sociedade (ilícito criminal) e ao particular (ilícito civil), pode responder a dois processos? O sujeito pode ser duplamente responsabilizado? Existe um brocardo jurídico que diz: ne bis in idem (ou seja, ninguém pode ser responsabilizado duas vezes pelo mesmo fato). Será que isto se aplica aqui também? Resposta: o princípio do ne bis in idem existe, mas somente é aplicado na mesma esfera. Ou seja, um sujeito foi absolvido no Direito Penal. Não se pode instaurar novo processo penal para apurar o mesmo fato. Mas isto não impede de se instaurar um processo civil visando a reparação do dano. Embora o fato seja o mesmo, são esferas diferentes, visando objetivos diferentes. Portanto uma mesma conduta pode acarretar uma dupla responsabilidade e, portanto, dois processos diferentes. Exemplo: por uma questão de somenos importância “A” agride “B”, nele produzindo lesões corporais. O fato é típico, está descrito no Código Penal (art. 129), logo é um ilícito penal; é um crime. Por outro lado, causando danos (patrimoniais ou morais) à vítima o agente também é obrigado a reparar esses danos na ordem civil. Trata-se, portanto, de um ilícito civil também. Uma mesma conduta teve como conseqüência dois efeitos: um na ordem penal e outro na esfera civil. E para apurar as responsabilidades serão instaurados dois processos, com objetivos diferenciados. www.pontodosconcursos.com.br

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Às vezes a conduta pode atingir também o Direito Administrativo, havendo uma tripla responsabilidade. Exemplo: Vamos tomar como exemplo o peculato. O que é o peculato? Trata-se de um crime, pois está tipificado no Código Penal (art. 312 C.P.). O que ele diz? O Código Penal o descreve como sendo um crime próprio do Funcionário Público. Uma de suas hipóteses é o caso de um funcionário que tendo a posse de um bem público, dele se apropria (esta é uma das diversas figuras previstas). O funcionário público se apropria de um “lap top” pertencente à Administração, mas que estava sob a guarda deste funcionário. Desta forma, o funcionário que comete o peculato, com uma única conduta, ofende três bens jurídicos: Atinge o Direito Penal, pois a conduta se configura em um crime (é típica; está prevista na lei). Além disso, o agente que se apropria de um bem da administração, “quebrou a confiança” nele depositada por parte da Administração Pública. Por tal motivo este funcionário irá responder a um processo administrativo, podendo até mesmo perder o cargo (ser demitido). Por último, apropriando-se de um bem público, causou um dano à Administração, portanto cometeu, também um ilícito civil, e, sendo assim, o agente pode ser responsabilizado pelo Estado e compelido a ressarcir o dano que causou. Deste modo, o autor da conduta, com apenas uma ação, ofendeu a três institutos (Penal, Administrativo e Civil), podendo (ao menos em tese) responder a três processos distintos, cada um com objetivos diferentes. Importante - A responsabilidade penal é pessoal e intransferível; ou seja, somente a pessoa que pratica um crime irá responder por este crime. Já a responsabilidade civil é patrimonial e, em diversas hipóteses essa responsabilidade pode ser transferida aos sucessores, aos responsáveis legais do agente. Veremos isso com maior profundidade mais adiante, ainda hoje. Vamos, logo de início, fazer um importante “resuminho” do que já vimos: Ato ilícito é a conduta humana que fere direitos subjetivos privados; está em desacordo com a ordem jurídica, violando um direito subjetivo individual. A conseqüência do ato ilícito é a obrigação de indenizar (art. 927 CC). Ato ilícito é um fato jurídico, mas não é um ato jurídico, pois para que seja jurídico é necessário que seja lícito. Uma mesma conduta ilícita pode causar repercussão no Direito Civil, Penal e Administrativo, havendo responsabilidade nas três esferas. HISTÓRIA Durante os cursos que ministro, visando concursos públicos, evito falar sobre a história de cada instituto. Isso é muito interessante para “cultura geral”, é uma boa introdução para uma tese de mestrado, mas geralmente não cai nos concursos. Por isso temos que ser bem objetivos. Mas ser objetivo não significa suprimir toda informação. Neste caso em particular, é interessante falar um

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pouco sobre a história do ato ilícito e a reparação do dano, pois com isso sentimos a evolução do Direito. Não só do Direito Civil, mas de todos os ramos do Direito. Primitivamente vigorava a pena de talião (“olho por olho, dente por dente” ou também “quem com ferro fere, com ferro será ferido”), segundo a qual os danos a terceiros eram retribuídos na mesma qualidade e quantidade pela própria pessoa ofendida. Era a tese do “mal pelo mal”. Prevalecia a vingança privada. É claro que, em vez de se compensar um dano, causava-se outro, tornando dupla a lesão. Posteriormente a Lei Aquilia (do Direito Romano) introduziu a reparação pecuniária nos casos de atos lesivos não criminais: a execução não era mais sobre a outra pessoa (que poderia morrer ou se tornar escrava), mas sobre os bens materiais dela. Como uma conseqüente evolução, ao final, passou para as mãos do Estado o poder de determinar a indenização. “Lei Aquilia” – por isso, conforme veremos mais adiante, atualmente falamos em responsabilidade aquiliana. Trata-se de uma expressão muito comum em concursos públicos. Mas, apesar de toda a evolução, ainda permanece viva a idéia de culpa nos atos ilícitos, de modo que haverá indenização se houver “culpa” do agente, veremos melhor esta expressão e a sua abrangência mais adiante. RESPONSABILIDADE CIVIL A responsabilidade civil surge em face do descumprimento obrigacional, pela desobediência de uma regra estabelecida em um contrato, ou por deixar, determinada pessoa, de observar um preceito normativo que regula a vida. Nota-se então as duas espécies de responsabilidade civil: contratual e extracontratual. 1 – A responsabilidade civil contratual está situada no âmbito da inexecução obrigacional. Como se sabe, as cláusulas contratuais devem ser respeitadas, sob pena de responsabilidade daquele que as descumprir. O contrato traz em seu conteúdo uma obrigação assumida, podendo o seu descumprimento gerar perdas e danos. Os principais fundamentos jurídicos dessa modalidade de responsabilidade civil estão dispostos no artigo 389 do Código Civil, quando a obrigação assumida for positiva. Obrigação Positiva (como veremos na aula sobre Obrigações) é de dar alguma coisa (ex: pagar o aluguel; entregar um quadro que foi comprado, etc.) ou de fazer algo (pintar um muro ou um quadro; dar uma palestra; realizar uma cirurgia, etc.). E no artigo 390 do Código Civil, quando se tem uma obrigação negativa (ou seja, de não fazer algo, como por exemplo, de não construir um muro divisório acima de três metros). Um outro exemplo, para ficar bem claro: celebro um contrato de locação. Uma das cláusulas pactuadas determina que o pagamento do aluguel deve ser feito todo dia 15 de cada mês. Estamos no dia 20 e o aluguel não foi pago. Houve, portanto, uma inexecução contratual ocorrendo, como conseqüência, um ato ilícito civil decorrente do contrato. Surgem então as chamadas obrigações contratuais. São os efeitos do inadimplemento (não cumprimento) do contrato, como por exemplo, a multa pelo atraso no pagamento. Geralmente essa multa é pactuada no próprio contrato de locação. www.pontodosconcursos.com.br

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é mais do que isso. as pessoas lembram de imediato de uma imprudência ou de uma negligência do agente. Na verdade. quando alguém fala em Culpa em sentido amplo. E as espécies são Dolo e Culpa (em sentido estrito).com. mesmo assim. A responsabilidade extracontratual é também conhecida por responsabilidade aquiliana. Assim. no Direito Romano. Mas não é bem assim. são espécies desta Culpa: Dolo é o pleno conhecimento do mal. É um conceito bem mais amplo.pontodosconcursos. surge pelo descumprimento de uma b) Responsabilidade Aquiliana (ou extracontratual) deriva de inobservância de qualquer outro preceito legal. de normas gerais de conduta. deseja as www. representando qualquer inobservância de um preceito legal. A Teoria da Culpa está se referindo a culpa em sentido amplo. Primeiro falaremos sobre os aspectos gerais de cada uma delas. Cuidado!!! Sempre que eu falo em culpa. Resumindo a) Responsabilidade Contratual cláusula do contrato. etc. poderá ser despejado por falta de pagamento. que abrange o dolo e a culpa em sentido estrito. É a regra do Direito Civil brasileiro que adotou a Teoria da Culpa. tendo em vista que a Lex Aquilia de Danno cuidou de estabelecer. o agente pratica uma conduta. 2 – Já a responsabilidade civil extracontratual (ou aquiliana) relaciona-se ao desrespeito ao direito alheio e às normas que regram a conduta. 187 e 927 do Código Civil. Explico. Assim.br 5 . Depois vamos nos ater à que foi adotada pelo nosso Código: Teoria da Responsabilidade Subjetiva Teoria da Responsabilidade Objetiva A) TEORIA DA RESPONSABILIDADE SUBJETIVA Segundo esta teoria. A conseqüência da infração ao dever contratual e ao dever legal (extracontratual) é a mesma obrigação de ressarcir o prejuízo causado. haverá responsabilidade por indenização somente se houver “culpa” do agente. Assim Culpa (em sentido amplo) é o gênero. culpa não é só isso. TEORIAS Existem duas teorias sobre responsabilidade civil.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR Se o inquilino continuar não pagando o aluguel. que veremos com detalhes. Seu fundamento jurídico encontra-se hoje nos artigos 186. as bases jurídicas dessa espécie de responsabilidade civil. tem consciência dos efeitos desta conduta e. está se referindo ao dolo e à culpa propriamente dita.

sendo que o lesado só necessita demonstrar o descumprimento do contrato (nesse caso a culpa é presumida). Culpa Extracontratual ou Aquiliana resulta da violação de um dever fundado em princípios gerais do direito. Se o dentista trata mal um dente. embora não o conhecesse e não o quisesse. Lógico que se trata de uma presunção relativa ou juris tantum (que admite prova em contrário). no primeiro caso a responsabilidade é determinada como conseqüência da inexecução de um contrato. surge a obrigação de indenizar.pontodosconcursos. Praticado um ilícito civil derivado de um contrato (culpa contratual) ou de um dever legal (culpa aquiliana). Desta forma a diferença primordial entre ambas as responsabilidades reside no ônus da www. o depositário que não conserva o bem. 389 CC). ao agente pratica uma conduta e não quer o resultado. Culpa (em sentido estrito) é a violação de um dever que o agente poderia conhecer e acatar. etc. deriva de infração ao dever de conduta imposto pela lei (dever legal) Ex: motorista. trafegado com excesso de velocidade em local incompatível.br 6 . Prevalece a teoria da previsibilidade. Se o ato era previsível (para a pessoa diligente. provoca um atropelamento. presume-se a minha culpa. porque há uma regra geral pela qual se deve guardar distância do veículo da frente e dirigir com atenção.com. mas este acaba ocorrendo. professor que não vem dar aula. Porém. agiu com culpa. tenha agido por negligência ou imprudência ou violado norma que podia ou devia conhecer e acatar (culpa em sentido estrito). deixa de cuidar dos animais. o empregado que contratado para isso. Exemplo: se eu bato na traseira do carro de uma outra pessoa. 186 CC) e o lesado deve comprovar o elemento subjetivo. Já na segunda hipótese a responsabilidade se funda na inobservância de um dever genérico (art. por falta de conhecimento que devia ter.). então haverá culpa para o agente. haverá indenização toda vez que o agente tenha praticado o ato danoso porque o conhecia e o quis (dolo direto) ou assumiu o risco do resultado (dolo eventual). como o respeito às pessoas e aos bens alheios. pela Teoria da Responsabilidade Subjetiva. Portanto.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR conseqüências maléficas (dolo direto) ou assume o risco de produzi-las (dolo eventual). O mesmo se diga de um advogado que perde uma causa por falta de preparo profissional ou um médico que realiza uma operação sem necessidade e sem ter o domínio da técnica cirúrgica. Classificação da Culpabilidade (em sentido amplo – ou lato sensu) A principal classificação acerca da culpabilidade é (reforçando o que já foi dito): Culpa Contratual resulta da violação de um dever inerente a um contrato (ex: o inquilino que não paga o aluguel. Mas também quando o agente. Este descumprimento contratual gera responsabilidade de indenizar as perdas e danos (art. prudente e conhecedora da norma).

poderá o juiz reduzir. www. a lesão seria evitável com atenção ordinária) e levíssima (quando o fato só teria sido evitado mediante cautelas extraordinárias ou especial habilidade). custodiar algo (ex: dono de animais que estragaram a plantação do vizinho. culpa in vigilando que resulta da ausência de fiscalização (ex: dono de veículo que não o conserva. inclusive a culpa levíssima. Já na responsabilidade extracontratual é necessário que se prove a culpa (em sentido amplo) do réu. Outras Classificações da Culpabilidade.pontodosconcursos. a responsabilidade objetiva independe da culpa. Conseqüências Havendo dano decorrente do ato ocorrido com culpa (em sentido amplo) do agente. B) TEORIA DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA Por esta teoria não é necessário verificar a existência de culpa do agente. culpa in omittendo decorre da abstenção de um ato pelo agente. leve (quando a conduta se desenvolve sem a atenção normalmente devida. culpa in custodiendo decorre da falta de cuidado em se guardar. Na responsabilidade contratual não se exige qualquer prova da culpa da inexecução do contrato. eqüitativamente. parágrafo único). no valor da indenização). dono de hotel que não vigia suas dependências etc. tratase de uma omissão (ex: empregado que não tranca a porta do estabelecimento ao final do expediente. 944. médico que não faz a operação completa. Como é possível que o examinador use algumas destas expressões (o que não é raro). apesar disso.com.). No entanto. 944.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR prova. em regra responde-se por qualquer espécie de culpa. mas de uma compensação satisfativa. vamos a elas: culpa in eligendo resultante de má escolha de um representante ou do preposto. A culpa ainda pode ser classificada em grave (quando resulta de dolo ou negligência crassa). Doutrinariamente a culpa possui diversas espécies. nosso Código estabeleceu que se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano. Nos danos morais o grau da culpa também pode influir no quantum indenizatório arbitrado (ou seja. Fundada na Teoria do Risco. etc. porque se tem em vista a extensão do dano (art.br 7 . basta provar que o contrato não foi cumprido. No Direito Civil. CC) e não o grau da culpa. culpa in committendo resulta da prática de um ato positivo pelo agente. que geralmente são expressões latinas. trata-se de uma ação (ex: dirigir em excesso de velocidade. pois ele deixou a porteira aberta). por não se tratar propriamente de um ressarcimento. haverá obrigação de indenizar a pessoa que foi lesada. a indenização (art. causando um atropelamento).).

vigora sobre o assunto a teoria do risco administrativo. prevista no artigo 186. As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos (concessionárias e permissionárias) também têm responsabilidade civil. comete ato ilícito”. ou seja. Trata-se de responsabilidade de ressarcimento de danos. via de conseqüência. do tipo objetiva. Elementos da Teoria Objetiva existência de uma conduta positiva (ação) ou negativa (omissão). em que o Estado responderia em qualquer hipótese. o dano suportado pelo hóspede e o nexo causal entre a conduta do funcionário e o dano logo. diminuída em seus efeitos.com. Outra hipótese: pelo simples fato de um empregado se ferir no serviço há a responsabilidade e. Só!! Provadas estas situações o Estado deve indenizar. §6º). em seu art. Atualmente. dano patrimonial ou moral (extrapatrimonial). isto é. a lesão e o nexo causal. uma indenização a ser paga pelo seguro. o dono do hotel responde por este dano suportado pelo hóspede. o que não ocorre na responsabilidade objetiva plena ou integral (chamada também de risco integral). nexo causal (relação de causalidade) entre a conduta e o dano. que diz: Teoria da “Aquele que. no Direito Administrativo. decorrendo daí a obrigação de indenizar. a Responsabilidade Subjetiva. independentemente de eventual culpa sua no evento. que não examina se houve culpa ou não do dono do serviço. Exemplo: a responsabilidade do hoteleiro pelo furto de valores praticados por empregados do hotel contra os hóspedes digamos que já esteja provada a conduta do funcionário. abrandada). independentemente de culpa de seus funcionários.pontodosconcursos. do dano e a relação de causalidade entre eles. que equivale a uma responsabilidade objetiva mitigada (ou seja. inclusive no que se refere à culpa anônima ou do serviço (isto está previsto na Constituição Federal.br 8 .DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR Verifica-se só a existência de uma conduta. respondem pelos danos causados pela atividade administrativa. www. Basta provar que houve a conduta da administração e a lesão ao direito de um particular (sem que tenha havido culpa exclusiva deste particular). 37. uma vez que pode ser afastada (pela culpa exclusiva da vítima) ou diminuída (se houver culpa concorrente da vítima). como regra. Há que se provar a conduta positiva (ação) ou negativa (omissão). negligência ou imprudência. por ação ou omissão voluntária. não é necessário provar se houve culpa do funcionário. ainda que exclusivamente moral. TEORIA ADOTADA PELO CÓDIGO CIVIL Nosso Código Civil adotou. violar direito e causar dano a outrem.

Lei de Acidentes do Trabalho. a prova de que a conduta não foi praticada (omissão) e a demonstração de que.). por sua natureza. risco para os direitos de outrem. a obrigatoriedade de reparação de dano independentemente de culpa (ou seja. na prática.com. passar em um sinal vermelho. caput CC que aquele que por ato ilícito causar dano a outrem fica obrigado a reparar o dano. Meio Ambiente. Já para a configuração da omissão é necessário que exista o dever jurídico de praticar determinado fato. o agente quer o resultado (dolo direto) ou assume o risco de produzi-lo (dolo eventual).). 927. é a prática da conduta pela ação. etc. no parágrafo único do art. pode ser voluntária (dolo) ou causada por uma negligência ou imprudência (que são modalidades da culpa). Na responsabilidade subjetiva a conduta compreende: a) Dolo violação intencional. 927. Negligência é a ausência de precaução ou indiferença em relação ao ato realizado. caso a conduta fosse praticada. O próprio Código Civil prevê. o dano poderia ter sido evitado. Isto é. Tomem cuidado porque há muitas exceções a esta regra. ELEMENTOS INDISPENSÁVEIS Já vimos atrás os elementos caracterizadores da responsabilidade (objetiva e subjetiva). para configurar a omissão. é um pouco mais difícil. intenção de violar o dever jurídico. mas este acaba sendo violado por ter ocorrido uma: Imprudência é a prática de um fato considerado perigoso (ex: dirigir veículo em rua movimentada em excesso de velocidade.pontodosconcursos. do dever jurídico.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR Acrescenta o art. é a falta de uma cautela ordinária que se exige em www. b) Culpa não há deliberação. voluntária (observem que o Código Civil utiliza essa última palavra).br 9 . etc. Vamos agora aprofundar o tema. além disso. E há algumas leis especiais que também reconhecem outras hipóteses de Responsabilidade Objetiva no Direito Civil. b) demais casos especificados em lei (ex: art. 933 CC. A regra. Portanto. Responsabilidade Objetiva) nas hipóteses: a) quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. há casos em que o próprio Código Civil (que adotou a teoria da responsabilidade subjetiva) admite a aplicação da responsabilidade objetiva. o mais comum. E os examinadores “adoram” estas exceções. São elementos indispensáveis para que haja responsabilidade e indenização pela prática de um ato ilícito: 1 – CONDUTA (é o fato lesivo) a conduta pode ser causada por uma ação (conduta positiva) ou por uma omissão (conduta negativa). conforme veremos logo adiante.

desgosto. São espécies de dano: A) Dano Patrimonial que compreende: a) Dano emergente – é a efetiva diminuição do patrimônio da vítima. Embora a expressão “imperícia” não esteja prevista expressamente no art. a família. depressão. em sentido impróprio ou amplo. etc. Mas a doutrina costuma ser mais abrangente e minuciosa e falar também sobre a imperícia (até porque este tema é mencionado no Direito Penal). Na verdade o Código Civil não prevê expressamente a imperícia. b) Lucro cessante – é aquilo que ela deixou de ganhar com aquela conduta. além da prova de culpa ou dolo na conduta (seja ela positiva ou negativa). etc. ela também é uma modalidade da culpa. no desempenho de suas funções. Observação – Se o dano patrimonial e o moral decorrem do mesmo fato serão cumuláveis as indenizações em uma mesma ação. Exemplo: digamos que uma pessoa bata o carro (culposamente) em um motorista de praça (táxi). o conceito de imperícia está embutido no conceito de negligência. No dano moral não se pede um www. abrange a lesão de todos e quaisquer bens ou interesses pessoais (exceto econômicos). 186 CC. O veículo do motorista ficou muito avariado e foi para a oficina durante dez dias. etc. as conseqüências serão as mesmas: reparação do dano. o que ele deixou de ganhar estando parado). B) Dano Moral em sentido próprio refere-se ao abalo dos sentimentos de uma pessoa. O exemplo clássico é o do médico.br 10 . O causador do dano deve indenizar os prejuízos que efetivamente ocorreram no automóvel do motorista de praça (que são os danos emergentes) e também deve indenizar os dias em que o motorista ficou parado por causa do acidente (são os lucros cessantes. a honra. vamos concluir que ele somente fala em negligência e imprudência. o nome. Se formos observar bem o art. o que ela realmente perdeu com a conduta do agente.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR face de uma situação (ex: deixar arma de fogo ao fácil alcance de uma criança). tristeza. que. do engenheiro. Ou seja. a integridade física.com. provocando-lhe dor. para o Código a imperícia seria uma forma de negligência . Para o Direito Civil não importa se o autor agiu com dolo ou culpa. como a liberdade. venha a causar dano a interesses jurídicos de terceiros. é o prejuízo efetivamente suportado. indenização dos prejuízos. do dentista. 186 CC. Se não houve dano não haverá responsabilidade. 2 – DANO (eventus damni) para que haja pagamento de uma indenização. em face de um desconhecimento ou falta de prática.pontodosconcursos. Imperícia falta de aptidão para o exercício de arte ou profissão. é necessário comprovar também a ocorrência de um dano patrimonial ou extrapatrimonial (que é o dano moral).

186 CC. etc. não havendo a obrigação de indenizar. Exemplo: um passageiro de um ônibus força a porta e desce do veículo que ainda estava em movimento. Tem finalidade compensatória e punitiva. as condições econômicas dos envolvidos e o grau de culpa do agente. 936 CC). há responsabilidade do dono de animais (art. mas um meio para atenuar. Analisaremos todos esses itens logo mais adiante.br 11 . como regra. Como se sabe www. A compensação em dinheiro deve representar uma satisfação capaz de anestesiar o sofrimento impingido. Exemplo: os empresários individuais e as empresas respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos produtos postos em circulação (art. 393 CC). com isso acaba caindo e se machucando. Deve o Magistrado fixá-la analisando a extensão do dano. 938 CC). Do mesmo modo. Observem o verbo “causar” empregado no art. X da Constituição Federal de 1988: “São invioláveis a intimidade. possui diversos dispositivos em que a responsabilidade é do tipo objetiva. dos acidentes do trabalho. Não há esse nexo se o evento se deu por culpa exclusiva da vítima. Percebam que o Código Civil não traz critérios para a quantificação da indenização por dano moral. embora o Código Civil tenha adotado. 14 da Lei de Defesa do Consumidor CDC). Varia de caso para caso. pois o próprio passageiro agiu com culpa. 937 CC). inexiste a relação de causalidade. a vida privada. a honra e a imagem das pessoas. do dono de prédios em ruína (art. por sua natureza. Vejam o que diz o Art. Se houve dano. mas sua causa não está relacionada com o comportamento do agente. e a culpa foi exclusivamente sua. 3 – NEXO DE CAUSALIDADE a responsabilidade civil não pode existir sem a relação de causalidade entre o dano e a conduta ilícita do agente. 5º. RESPONSABILIDADE OBJETIVA NO CÓDIGO CIVIL Conforme dissemos acima. Isso não se avalia mediante simples cálculo. Também é motivo para exclusão do nexo causal se o fato ocorreu por caso fortuito ou força maior (art. há também responsabilidade dos fornecedores de produtos e serviços nas relações de consumo (art. haverá obrigação de reparar o dano (independentemente de culpa) nos casos especificados em lei ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. mas visando compensar a sensação de dor da vítima.com. risco para os direitos de outrem. A Lei de Direito Ambiental também fornece exemplos de responsabilidade objetiva como um meio de se coibir danos ao meio ambiente. em parte. a teoria subjetiva para a responsabilização. do habitante da casa da qual caírem coisas (art. as conseqüências do dano emocional causados a uma pessoa. 931 CC). não pode pleitear indenização. assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente da sua violação” (vide também o inciso V).DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR preço para a sua dor. Assim. Além disso.pontodosconcursos.

preço e quaisquer outros dados sobre o produto ou serviço. origem. ficarão sujeitos à reparação do dano patrimonial ou moral causado. Os bens dos responsáveis pela ofensa ou violação do direito de outrem. o ato era originariamente lícito. A doutrina costuma usar a seguinte frase: “o abuso de direito é lícito pelo conteúdo. Ou seja. 186 e 187). causar dano a outrem.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR esta lei prevê até mesmo situações em que a Pessoa Jurídica pode cometer crime ao meio ambiente e responder por esta conduta na esfera penal. OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR Já sabemos o que é um Ato Ilícito na esfera do Direito Civil. a www. devendo indenizá-lo. Ora. 927. a Teoria do Abuso de Direito como Ato Ilícito. dada a sua novidade. 942 CC).br 12 . No entanto essa expressão não é técnica e não é muito usada no meio jurídico. mas foi exercido fora dos limites impostos pelo seu fim econômico ou social. o titular da ação pode propô-la contra um ou todos os responsáveis pelo ato ao mesmo tempo. Se a ofensa tiver mais de um autor todos responderão solidariamente pela reparação (art. Aquele que pagar a indenização terá direito de regresso contra os demais. Abuso de Direito O Código Civil atual adotou. ao exercer um direito. É enganosa quando induz a erro o consumidor a respeito da natureza. para reaver o que desembolsou. Segundo a doutrina majoritária a responsabilidade decorrente do abuso de direito independe de culpa. Voltaremos a esse tema na aula sobre o Direito das Obrigações. A obrigação de indenizar decorre da inobservância do dever geral de não causar danos a outrem. O Código de Defesa ao Consumidor (Lei nº 8. Ou seja. Isto é o que chamamos de solidariedade. pela boa-fé objetiva ou pelos bons costumes. por ato ilícito (arts. mas ilícito pelas suas conseqüências". para se considerar como objeto da responsabilidade civil também aquele ato praticado com abuso de direito. Já a publicidade abusiva é a discriminatória.078/90) proíbe toda publicidade enganosa ou abusiva. até mesmo a omissão sobre dados essenciais.com. qualidade e quantidade. fica obrigado a repará-lo”. Assim determina o art. em que a pessoa. características. Vamos ver agora o que obriga uma pessoa a reparar os prejuízos que sua conduta causou. para aqueles que forem fazer o “curso completo”. Ampliou-se a noção de Ato Ilícito. Portanto tem natureza objetiva. excede determinados limites. caput CC: “Aquele que. autor de um ato ilícito terá sim a responsabilidade pelo prejuízo que causou. em seu artigo 187. Alguns autores chamam o Abuso de Direito de ato emulativo (já vi inclusive cair em concurso com esse nome).pontodosconcursos. O Abuso de Direito é uma grande inovação e uma boa “dica” para se pedir em um concurso.

é um exercício irregular do direito. Pelo art. RESPONSABILIDADE POR ATOS DE TERCEIROS Como regra. somos responsáveis somente pelas nossas atitudes. etc. o direito é legítimo. Na verdade o que o legislador quis dizer é que o responsável pelo menor responde pelos atos (civis). o pai deve responder pela conduta do filho. Cuidado então com a redação da questão. o direito também é legítimo. Se o ato é praticado pela própria pessoa que irá indenizar. Mas e uma cerca eletrificada? Também é legítima defesa antecipada? Tem se entendido. Um problema de ordem prática e que atinge tanto o Direito Civil como o Penal é: Se uma pessoa colocar uma cerca eletrificada e esta causa a morte de uma criança que brincava com uma bola. Exemplo: pai permite que filho dirija sem habilitação. Uma outra questão muito atual diz respeito ao SPAM. E isto por dois motivos: primeiro porque há uma quebra da boa-fé objetiva. A doutrina vem se posicionando no sentido de que esta conduta se configura em Abuso de Direito. caco de vidro nos muros divisórios. etc. O Direito Civil também permite isso e chama esta conduta de “exercício regular de um direito”. se há um aviso dizendo que a cerca é eletrificada. cerca com “lanças” de metal. o pai não é o “genitor-guardião” e o fato ocorreu quando o menor estava com a mãe) ou não dispuserem de meios suficientes. Mas há casos em que uma pessoa pode responder por danos provocados ou causados por outra pessoa.com. Exemplo.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR que incita a violência. Portanto é Ato Ilícito e cabe indenização. tal fato é considerado abuso de direito? Resposta: é permitido em nosso Direito criar obstáculos para evitar um assalto.pontodosconcursos.br 13 . O art. O Direito Penal aceita isso normalmente. pelas nossas condutas. Mas se a cerca é disfarçada. Mas se o ato é praticado por uma pessoa e uma outra é que irá indenizar. 932 CC arrola diversas hipóteses de responsabilidade civil por atos praticados por terceiros (responsabilidade indireta): Os pais são responsáveis pelos atos praticados pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia. 928 CC o incapaz responde pelos prejuízos que causar. é chamada de responsabilidade direta. desrespeite valores ambientais. Da mesma forma o pai responde pela conduta de um filho que cometeu delitos como a lesão corporal. o furto. Se eles (os pais) não dispuserem de meios suficientes (não o pai têm dinheiro) aí quem irá responder é o próprio menor. inclusive para concursos que se a “voltagem” da cerca é pequena. se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de o fazer (ex: em caso de pais separados. chamando essa conduta de “legítima defesa antecipada” ou de “ofendículos”. explore o medo e a superstição. a responsabilidade é chamada de indireta. A redação do artigo “é meio inversa”. O que é um SPAM? Trata-se do envio de e-mails ou mensagens eletrônicas sem que haja solicitação para tanto. sem avisos e com voltagem alta. Resumindo www. capaz de matar alguém. havendo um acidente. etc. segundo porque há um desvio de finalidade sócioeconômica da Internet. a conduta é considerada como abuso de direito.

Neste caso o Juiz deve abrandar. são responsáveis pelos atos danosos praticados pelos seus hóspedes.com. Exemplo: o menor tem uma renda mensal de 1. No entanto.00 e foi condenado a pagar 900. Com isso terá de selecionálos. para 450 ao mês). por conta disso.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR responde. Esta conduta causou uma lesão a terceiros. Exemplo: um hóspede alega (e prova) que foi furtado por um funcionário do hotel. sem que tenha havido “ato ilícito”. A pessoa jurídica que exercer exploração industrial terá responsabilidade presumida pelos atos lesivos de seus empregados. casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro. 188 CC): www. ainda que não haja culpa de sua parte (portanto.pontodosconcursos. lesando terceiros. identificando o funcionário que agiu de forma ilícita. indenizando o hóspede.00 por mês. eqüitativamente este valor (abaixando. 934 CC). instruí-los e vigiá-los. 933 CC). Observação – As pessoas acima apontadas. Ou seja: em determinadas situações uma pessoa pode praticar uma conduta. São elas (art. por meio de uma ação regressiva contra quem realmente praticou o ilícito. salvo se o causador do dano for seu descendente. E mesmo assim ela não praticou ato ilícito (e. responsabilidade objetiva) responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos (art. EXCLUSÃO DE ILICITUDE Podem ocorrer casos em que uma pessoa pratica uma conduta. são responsáveis pelos atos de seus empregados. moradores e educandos. tendo a responsabilidade de reparar os eventuais prejuízos que causarem no exercício de suas funções (responsabilidade objetiva). mesmo para fins de educação. embora não tenha praticado o ato (responsabilidade indireta). E aquela pessoa que ressarciu o dano causado por outrem pode reaver o que pagou. serviçais e prepostos. Os donos de hotéis. O dono do hotel. Justifica-se isto baseado no Princípio Constitucional da proteção à dignidade da pessoa humana. Portanto dizemos que a responsabilidade do menor é subsidiária e mitigada (abrandada) eqüitativamente em relação às suas disponibilidades. para se ressarcir do prejuízo sofrido. pois a condenação integral irá privar o incapaz dos meios necessários de sua subsistência. absolutamente ou relativamente incapaz (art. pode o dono do hotel propor uma ação regressiva contra este funcionário (que foi o causador do dano). O empregador ou comitente. responde o menor (portanto o menor possui uma responsabilidade subsidiária). no exercício do trabalho ou em razão dele. O tutor e o curador são responsáveis pelos tutelados e curatelados que estiverem nas condições anteriores. O que ocorreu então neste caso? Pode ter ocorrido o que chamamos de “causas de exclusão da ilicitude”. por exemplo. hospedaria. se ele não puder ou não tiver a obrigação.000. não será responsabilizado). embora ele não tenha culpa no evento (responsabilidade objetiva) irá responder pela conduta de seu funcionário.br 14 . A indenização deverá ser eqüitativa e não será devida se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependam.

A legítima defesa putativa (a pessoa pensa que está em legítima defesa. atual ou iminente. por não ser um procedimento ilícito. ou de atropelar um pedestre. arremesso meu carro contra o portão de uma casa alheia destruindo-o. Digamos que “B” esteja armado e a sua única saída é efetuar disparos contra “A”. ele agiu em legítima defesa. não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo. Ora. a fim de remover perigo iminente. O ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário. não haverá a indenização. §1º). Veremos isso na aula sobre Direito das Coisas. Ele tem o direito de se defender. Vamos supor que “B”. podemos afirmar que o Código Civil também reconhece a chamada legítima defesa da posse (art. Só haverá ato ilícito se houver abuso de direito (ex: vizinho que produz em sua residência ruído que exceda à normalidade). a direito seu ou de outrem (legítima defesa de terceiros). com uma barra de ferro. pois ocorreu uma causa de exclusão da ilicitude. “C”. 3 – Estado de Necessidade deterioração ou destruição de coisa alheia. Vejam que “B” atirou contra “A” (ação) e o atingiu (provocou o dano). No entanto “B” terá o direito de regresso contra quem deu causa a todo evento (“A” ou seus familiares). Embora aqui não seja exatamente o momento para se falar do assunto.210. o autor do disparo). Exemplos: na iminência de ser colhido por um caminhão.br 15 . Exemplo: Vamos supor que “A”.. etc.com. 2 – Exercício Regular de um Direito Reconhecido se alguém no uso normal de um direito lesar outrem não terá qualquer responsabilidade pelo dano. moderadamente. concorrente que se estabelece na mesma rua. para tanto. mas antecipando. Nesta hipótese. mato o cão do vizinho atacado por hidrofobia e que ameaça várias pessoas. mas na realidade não está) também não exclui a obrigação de indenizar. www. que apenas estava passando pelo local.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR 1 – Legítima Defesa uso moderado de meios necessários para repelir injusta agressão. 1. passe a agredir “B”. credor que protesta um título de crédito vencido e não pago. Exemplos: credor que penhora bens do devedor. Apesar de estarem presentes os três elementos da responsabilidade (conduta. visando sua morte. injustamente. os meios necessários que dispunha.. dano e nexo). Neste caso “C” terá direito de solicitar indenização de quem o atingiu (no caso “B”. Vamos complicar um pouco mais. Ele atira por uma única vez e acaba ferindo gravemente ou matando “B”. quem deu causa à reação (“A” ou seus familiares) não pode exigir indenização.pontodosconcursos. utilizando. Foi o disparo da arma de “B” que provocou a lesão de “A” (nexo de causalidade). quando se defendeu da injusta agressão de “A”. ou a lesão à pessoa. acabou atirando e atingiu uma terceira pessoa.

EFEITOS CIVIS DA DECISÃO PROFERIDA NO JUÍZO CRIMINAL Regra Geral Prevê nosso Código que a responsabilidade civil é independente da criminal (art. E a regra é que as decisões tomadas em um processo não vinculam os outros. 935 CC). não se pode mais questionar no juízo cível algumas questões. Atenção!! Se a culpa da vítima foi concorrente (ou seja. vigora em nosso direito o Princípio da Independência da Responsabilidade civil em relação à penal. deve mover ação regressiva contra “C”.br 16 . por sua vez. “C” (o que sofreu a lesão) deve acionar judicialmente “A” (o autor do dano). 5 – Culpa Exclusiva da Vítima também não haverá responsabilidade se o evento ocorreu por culpa exclusiva da vítima. “A” arremessa o carro contra o muro da casa de “C”. Embora a regra seja a independência das esferas. porém de uma forma reduzida. atravessando a rua de forma displicente. Porém. Como vimos uma pessoa que comete um ato ilícito pode sofrer dois processos (um civil para reparação do dano e outro penal.pontodosconcursos. mas de repente surge “B”. Para não atropelar esta pessoa. havendo culpa concorrente. Basicamente são duas as hipóteses que. 6 – Caso Fortuito é o acontecimento imprevisível. mas ela será reduzida proporcionalmente. sendo que este terá o direito de regresso contra o ofensor. Exemplificando: “A” está dirigindo normalmente. haverá responsabilidade e indenização. como veremos. 63 do Código de Processo Penal). Em regra. um terremoto). tanto o agente como a vítima tiveram culpa) a indenização será cabível. que foi o causador originário do dano. se a conduta for típica). esta não é uma regra absoluta. Portanto. quando elas já se encontrarem decididas no juízo criminal (art. esta regra também possui exceções. decididas no juízo criminal. Mas quando o prejudicado não é o ofensor (mas uma terceira pessoa). Às vezes até três processos (acrescente-se o administrativo). 4 – Ausência de Nexo de Causalidade não há responsabilidade se não houver uma relação de causa e efeito entre o dano e a conduta (ação ou omissão) do agente. Força Maior o que é impossível de ser evitado e cujo evento não depende do agente (ex: uma tempestade. não se discute mais no cível: www. Como quase tudo no Direito. pode esta pedir indenização ao autor do ato (ainda que o ato tenha sido lícito). E este.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR Aplica-se a mesma regra da legítima defesa: se o prejudicado é o ofensor nada lhe será devido.com. mesmo que ele não tenha agido de forma ilícita.

Exemplo: Um sujeito está respondendo por crime de bigamia (casou duas vezes) na esfera penal. www. Lembrem-se de que o artigo 935 inicia a sua redação da seguinte forma: “A responsabilidade civil é independente da criminal. Esse sujeito alega que seu primeiro casamento era nulo. Mas como vimos há muitas exceções. a regra é a da independência.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR a existência do fato.br Juízo Cível o Juiz cível deve. isto é. o processo criminal volta a tramitar. Conseqüências A sentença condenatória criminal.com. Se a sentença absolutória do juízo criminal não concluiu categoricamente sobre o fato ou a autoria (ou seja. a ocorrência do crime e suas conseqüências (engloba-se aqui eventual excludente de criminalidade. como veremos). Pessoa que foi reconhecida como penalmente inimputável (ex: doente mental) pode ser obrigada à reparação de danos na esfera civil. que reconhece a autoria e o fato delituoso. Decidida a questão. Cai na regra que vimos acima de que o responsável pelo inimputável. ou de quem seja o seu autor. ou seja. a autoria do delito. condenar. A decisão do juízo cível será transportada para o juízo criminal. o estado de necessidade. Questões sobre o estado das pessoas (solteira. estas devem prevalecer. etc.pontodosconcursos. Isso porque as provas que são frágeis para uma condenação criminal (e. Se a pessoa foi absolvida. Ora.) e sobre a propriedade. o juiz absolveu o réu por falta de provas) podem ser suficientes para uma condenação na esfera do direito civil. uma condenação no juízo criminal torna certa a obrigação de indenizar o dano.. Somente neste item a regra da independência das esferas é aplicada em sua integridade. etc. casada.. viúva. vai se discutir o cível apenas o quantum da indenização. pode a matéria ser discutida novamente no cível. Sentença Condenatória se o Juiz 1. se discutidas no cível em primeiro lugar.). por causa disso.” Logo. Discute-se 17 . Costumo fornecer o gráfico abaixo para fixar bem a possibilidade ou não de vinculação da esferas penal e civil. não pode mais ser discutida no juízo cível. esta decisão também vincula o juízo cível. responde civilmente por seus atos. a nulidade de um casamento não pode ser declarada por um juiz criminal. a autoria e o fato também. é uma absolvição por falta de provas). reconhecendo o Juiz uma excludente de ilicitude (como a legítima defesa. A sentença absolutória criminal negatória do fato e/ou da autoria não pode mais ser discutida no juízo cível. Assim. Vincula criminal condenar. Ele suspende o processo criminal e a questão (da anulação ou não do primeiro casamento) é discutida no juízo cível. Vinculação das esferas Civil e Penal Juízo Criminal 1.

No entanto gostaria de deixar uma situação bem clara. O examinador não está indagando sobre qual das teorias foi adotada pelo Código Civil. apenas o quantum da indenização. E depois respondendo a esta pergunta. 3. Resposta – O Brasil adotou as duas teorias. Por isso a Responsabilidade adotada pelo Código é Subjetiva. dependendo da prova autoria e/ou materialidade (trata-se colhida nos autos do processo civil. O examinador queria que o concursando discorresse sobre as duas teorias. ainda que exclusivamente moral. Já no plano do Direito Civil a regra é de que o Brasil adotou a Teoria Subjetiva. Sentença Absolutória Juiz criminal a ação civil nem deve ser absolve. “negligência” e “imprudência”. Verdade Real. Não vincula o Juiz pode absolver absolve o réu por falta de provas de ou condenar. reconhecendo a negativa 2. A resposta.. violar direito e causar dano a outrem. por ação ou omissão voluntária (é o dolo). pois a questão já foi ou reconhecendo a legítima defesa. Vejam como não se pode responder a questão de forma afoita. Recordando Hoje estamos falando sobre o Ato Ilícito e a Responsabilidade para a sua indenização. se for proposta o Juiz da autoria e/ou da materialidade. Ele foi sutil. Na verdade ele sequer cita o Código Civil. Direito Ambiental e Direito do Consumidor a regra é que o Brasil adotou a Teoria Objetiva. Vimos também que o Código Civil adotou a Teoria da Responsabilidade Subjetiva. comete ato ilícito. deve absolver.. Dizia assim: “Discorra sobre o Ato Ilícito e a Responsabilidade adotada pelo Brasil”. etc. do “non liquet”). Ele quer saber qual a teoria adotada pelo Brasil (e não somente pelo Direito Civil). Uma dica. Vejam que quando ele usa as expressões “voluntária”. 2. Juiz arquiva o inquérito policial ou 3. de forma resumida. Verdade Formal. Vimos que existem duas teorias sobre o tema (Objetiva e Subjetiva) e que a diferença básica entre elas é a culpa (em sentido amplo). Esta é a resposta certa. Vincula proposta. ele não disse sobre qual matéria está se referindo.. pois não se precisa provar culpa (em sentido amplo) do agente. ele está determinando que é necessária a demonstração do dolo ou da culpa.. Era uma questão dissertativa.com. seria assim: No plano do Direito Administrativo/Constitucional.. Isto porque o artigo 186 determina que “aquele que. do dano e o nexo. deve-se provar a culpabilidade o agente (dolo e www. pois além da conduta. decidida no criminal.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR delituoso estão comprovados.. No entanto há algumas poucas exceções. negligência e imprudência (que são modalidades da culpa). E vou fazer isso com uma pergunta. Assim eu pergunto: Qual a teoria adotada pelo Brasil? Pensem um pouco e respondam mentalmente. Trata-se de uma questão que caiu no exame da Magistratura que eu prestei.br 18 .pontodosconcursos. estado de necessidade.

conto sempre aos alunos. TRANSMISSIBILIDADE Em caso de responsabilidade civil. §3º. É um dos que mais caem em concursos. uma passagem típica do “Brasil Colonial”. se quem faleceu foi o lesado (a vítima). dentro das forças da herança. cuja necessidade fosse manifesta (art. pois a ninguém é lícito pôr em risco a segurança alheia. então que há a transmissão da responsabilidade aos herdeiros do agente. 936 CC prevê que o dono do animal ou o seu detentor será responsável pelos danos causados por ele. DANOS CAUSADOS POR ANIMAL O art. vindo a falecer o responsável pela indenização e como seus bens passam a seus herdeiros. houve imprudência do ofendido. locatário.) uma casa ou parte dela responde pelos danos provenientes das coisas que dela caírem ou forem lançadas (sólidas ou líquidas) em lugar indevido (art. DANOS CAUSADOS POR PRÉDIOS EM RUÍNA O dono do edifício ou construção responde pelos danos que resultarem de sua ruína. desde que as forças da herança assim o permitam. conforme vimos acima. Portanto. A jurisprudência estendeu esta responsabilidade a qualquer dano advindo de edifícios e não só de prédios em ruínas. PRAZO O atual Código estabelece prazo prescricional de 03 (três) anos para a propositura da ação de reparação de danos (artigo 206. usufrutuário. 938). deverão reparar o dano ao ofendido (art. o fato resultou de caso fortuito ou força maior. 937 CC). Também é chamada de responsabilidade effusis et dejectis. comodatário.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR culpa). DANOS POR COISAS LANÇADAS DAS CASAS Prevê o Código Civil que aquele que habitar (proprietário. Não importa que o objeto tenha caído acidentalmente. guardem bem. “Alguns www. Vejam. Como curiosidade. Esse é um dos principais prazos prescricionais.com. que li em um livro: na ocasião não tínhamos a rede de esgoto que temos hoje. se esta provier de falta de reparos. a não ser que prove que: o guardava e o vigiava com o cuidado necessário. a ação de indenização poderá ser intentada por seus herdeiros contra o agente. o animal foi provocado. estes. etc. No entanto a Teoria Subjetiva possui muitas exceções. No entanto. inciso V do CC). 943 CC).pontodosconcursos.br 19 .

no segundo caso. Hoje nada pode ser jogado (e mesmo ‘cair sem querer’) das janelas. O dispositivo do Código atual tem maior aplicação em cidades grandes. que vigoravam na ocasião. gritasse por três vezes “água vai. para a ocorrência do evento danoso. RESPONSABILIDADE POR COBRANÇA DE DÍVIDA JÁ PAGA Aquele que cobrar dívida já paga. o equivalente ao que exigiu (art. que têm muitos apartamentos. 14. possuíam um dispositivo que obrigava as pessoas de. a indenização será fixada levando-se em conta a gravidade de sua culpa em relação à do lesante. que prevê a responsabilidade subjetiva do profissional liberal como exceção à responsabilidade sem culpa (objetiva) das empresas prestadoras de serviços e fornecedoras de produtos. vai responder pelo dano que causou. e.br 20 . Para essa apuração será realizado um processo chamado de www. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano.pontodosconcursos. Uma pessoa que deixa um vaso na janela. antes de jogar qualquer coisa à rua. Mesmo que diga que “não teve culpa”.com. devendo por isso esperar o tempo que faltava para o vencimento. sem ressalvar as quantias recebidas ou pedir mais do que lhe for devido. descontar os juros correspondentes e pagar as custas em dobro (art. 944 A 954 CC) A indenização será medida pela extensão do prejuízo causado.”.. tais pessoas assumem obrigação de meio (ou de diligência). culposamente. poderá o Juiz promover a redução eqüitativa do montante indenizatório. o dobro do que houver cobrado. negligência ou imperícia (responsabilidade subjetiva). INDENIZAÇÃO (arts. É a regra contida também no Código de Defesa do Consumidor (art. no primeiro caso. necessita de prévia apuração do valor das perdas e danos. 940 CC).Lei nº 8. 939 CC). Atualmente isso mudou. venta e o vaso cai. ficará obrigado a pagar ao devedor. Isso porque.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR líquidos” eram simplesmente jogados nas ruas. §4º . Um dia chove forte. E as “Ordenações Filipinas”. RESPONSABILIDADE DOS PROFISSIONAIS LIBERAIS Prevê o artigo 951 do Código Civil que o profissional da área de saúde somente terá responsabilidade se provada a sua culpa por imprudência. no todo ou em parte. regra geral.078/90). ferindo terceiros.. pois a responsabilidade é objetiva. RESPONSABILIDADE POR COBRANÇA DE DÍVIDA NÃO VENCIDA O credor que demandar o devedor antes do vencimento da dívida estará agindo de má-fé. Se a vítima concorreu. Se a quantia indenizatória a que tem direito o lesado não puder ser expressa por um algarismo ou cifra.

Para se restituir o equivalente. b) na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia. dever-se-á reembolsar o seu equivalente ao prejudicado. Usurpação ou esbulho do alheio – além da restituição da coisa. Neste caso o filho até teria direito a uma indenização. que vive com a mãe em outro Estado. ou da depreciação que ele sofreu. faltando a coisa. c) a prisão ilegal. quando não exista a própria coisa. além das despesas do tratamento e lucros cessantes até ao fim da convalescença. sem excluir outras reparações: a) no pagamento das despesas com o tratamento da vítima. Consideram-se ofensivos da liberdade pessoal: a) o cárcere privado. eqüitativamente. o valor da indenização. A RESPONSABILIDADE TRABALHO CIVIL E SEU IMPACTO NO DIREITO DO www. caberá ao Juiz fixar. Lesão ou outra ofensa à saúde – o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da convalescença. Assim o que se leva em consideração para a indenização: Homicídio – a indenização consiste. além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido. seu funeral e o luto da família. Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão. Se o ofendido não puder provar prejuízo material. a indenização. mas de forma bem diferente (e logicamente com valores menores) do que no primeiro caso. poderá exigir que a indenização seja arbitrada e paga de uma só vez. porque “cada caso é um caso”. Vejam bem: a lei apenas determina o quê será levado em conta para o cálculo.br 21 . se preferir. É uma situação. Não! Não é uma tabela de indenização. Imagine um pai de família que foi morto e essa pessoa deixou esposa grávida e um outro filho recém nascido. O nosso Código não fez uma tabela de indenização: Homicídio se paga “X”. O prejudicado. tem aplicação o disposto no parágrafo único do artigo antecedente. contanto que este não se avantaje àquele. b) a prisão por queixa ou denúncia falsa e de má-fé.pontodosconcursos. na conformidade das circunstâncias do caso. e se este não puder provar prejuízo. Agora imagine um caso em que a pessoa que foi morta possui um filho. difamação ou calúnia – a indenização consistirá na reparação do dano que delas resulte ao ofendido. Lesão corporal se paga “Y”. estima-se pelo seu preço ordinário e pelo de afeição. levando-se em conta a duração provável da vida da vítima. Injúria. que fixará o valor em moeda corrente a ser pago ao credor. maior de idade. a indenização consistirá em pagar o valor das suas deteriorações e o devido a título de lucros cessantes. ou se lhe diminua a capacidade de trabalho. incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou. Ofensa à liberdade pessoal – a indenização consistirá no pagamento das perdas e danos que sobrevierem ao ofendido. Há casos em que a lei determina como será feito o cálculo.com.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR liquidação da sentença.

silenciando a respeito do dano moral.com. E nem sei se ainda constará dos próximos. O Direito do Trabalho. como integrante do Direito do Trabalho. pois muita coisa já mudou sobre o assunto. www. numa relação de emprego. há a possibilidade de cair no exame. O tema acima é um item específico do último edital do Fiscal do Trabalho. inciso VI da CF). boa fama. com vista a manter a harmonia e o respeito entre as partes contratantes. ou seja. Por isso vamos falar sobre o tema. o dano moral oriundo da relação trabalhista e. decorrentes da relação de emprego” (artigo 114. honra. Assim. Por isso é imperativo reconhecer. Ele ampara até mesmo uma pequena lesão.br 22 . Por isso entendo que o inverso também é verdadeiro. A indenização de dano moral. desde que ocorrente na relação de emprego. no contexto de uma relação jurídica.. havendo uma Justiça especializada para apreciar as ações trabalhistas. etc. como consta deste edital. em especial à Justiça do Trabalho. essa Justiça deveria apreciar também eventuais desrespeitos do empregado para com o empregador. Desta forma. Por tal motivo a doutrina e a jurisprudência se dividiam a respeito. nasceu com a vocação de diminuir eventual injustiça perpetrada pela força do capital contra o empregado. É interessante notar que embora o edital tenha exigido essa matéria. Atualmente. O artigo 114 da CF atribui competência à Justiça do Trabalho. não poderia deixar de fora de sua proteção as lesões que um empregado pode eventualmente sofrer em sua integridade física. O único concurso em que observei ser ele exigido foi o de Fiscal do Trabalho. embora de natureza civil. é da competência da Justiça do Trabalho” (TRT 9a Região – Relator Juiz Pedro Ribeiro Tavares – DJ Paraná – 14/08/92). A Emenda Constitucional 45. Anteriormente o texto constitucional era expresso no sentido de que lhe competia (entre outros itens) “processar e julgar os dissídios individuais entre trabalhadores e empregadores”. Mas. deve ela também apreciar as lesões aos direitos personalíssimos do empregado. tornando-o menos controvertido. A proteção aos direitos personalíssimos não só integram como constituem a base o e fundamento do Direito do Trabalho. o texto se refere expressamente que é parte integrante de sua competência “as ações de indenização por dano moral ou patrimonial. um pequeno prejuízo financeiro suportado pelo empregado. nada caiu nos últimos exames.pontodosconcursos. É cláusula tácita de todo contrato de trabalho. Vejam uma decisão antiga: “Dano Moral. em virtude de eventual ato ilícito praticado pelo empregador. a chamada “Reforma do Judiciário” trouxe uma série de modificações no texto constitucional referente a todo Poder Judiciário. a competência da Justiça do Trabalho para conhecer e julgar essas lides. Competência da Justiça do Trabalho. social por excelência. Talvez por isso o examinador tenha colocado esse item no edital anterior. Trata-se de um tema muito restrito. hoje não há mais qualquer dúvida a respeito. No entanto. A corrente majoritária já entendia que tal matéria era de atribuição da Justiça do Trabalho.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR Caros alunos e amigos. Indenização. por via de conseqüência.

www. 927/954 CC) I – Conceitos a) Ato Ilícito (art. como costumo dizer. mesmo que o aluno tenha entendido a matéria dada. Além disso. Tem a função de ajudar o aluno a melhor assimilar os conceitos dados em aula.. de normas gerais de conduta. é o “esqueleto da matéria”. 186 CC) – é o praticado em desacordo com a norma jurídica. seja na fase pré-contratual (ex: exames admissionais) contratual (na vigência do contrato) ou pós-contratual (divulgação indevida ou infundada do motivo da dispensa). Meus Amigos e Alunos. QUADRO SINÓTICO ATO ILÍCITO (arts. Conseguindo o aluno memorizar este quadro. Esta é mais uma forma de fixação da aula. 187 CC) – também comete ato ilícito o titular de um direito que. que é um resumo do que foi falado na aula de hoje. 186/188 CC) RESPONSABILIDADE CIVIL (arts. surge pelo descumprimento de uma b) Responsabilidade Aquiliana (ou extracontratual) deriva de inobservância de qualquer outro preceito legal. Portanto após ler todo o ponto. conciliação e julgamento) dos pedidos de reparação de dano morais. causando danos a terceiros e criando o dever de repará-los. Terminada mais esta etapa em nossos estudos. o resumo deve ser também lido e relido. ao exercê-lo. b) Abuso de Direito (art. II – Responsabilidade Civil a) Responsabilidade Contratual cláusula do contrato. pela boa-fé ou pelos costumes. saberá situar a matéria e completá-la de uma forma lógica e seqüencial.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR Portando já não há dúvida alguma sobre a abrangência da Justiça do Trabalho para o exame (instrução.br 23 ..com. é ótimo para uma rápida revisão da matéria para estudos futuros e até mesmo às vésperas de uma prova.pontodosconcursos. sempre que as alegações feitas disserem respeito às relações de trabalho (empregado e empregador) e decorram direta ou indiretamente da existência de um vínculo de emprego ou contrato de trabalho. excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social. vamos então ao nosso quadro sinótico.

Dano patrimonial (dano emergente – o que efetivamente perdeu ou lucro cessante – aquilo que deixou de ganhar) e/ou moral (extrapatrimonial). culpa exclusiva da vítima. ausência de nexo de causalidade. Nexo Causal (ou relação de causalidade) entre a conduta e o dano. remoção de perigo iminente. independentemente de culpa. IV – Teoria adotada pelo Código Civil – Regra Subjetiva – art. negligência ou imperícia). 927 CC: aquele que. Ex: art. exercício regular de um direito. violar direito e causar dano a outrem. deriva de infração ao dever de conduta (dever legal) imposto pela lei (ex: motorista em excesso de velocidade que provoca um atropelamento). Conduta positiva (ação) ou negativa (omissão). negligência ou imprudência. riscos para os direitos de outrem. VIII – Efeitos civis da decisão proferida no Juízo Criminal . estado de necessidade.com. V – Obrigação de Indenizar – art. nos casos especificados em lei. 927. 186 e 187). fica obrigado a repará-lo.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR III – Teorias sobre Responsabilidade A) Objetiva – deve-se provar: 1. donos de hotéis. ainda que exclusivamente moral. como o respeito às pessoas e aos bens alheios.br 24 . B) Subjetiva – deve-se provar: 1.pontodosconcursos. Nexo Casual 4. entretanto. 932 CC – pais. causar dano a outrem. Culpa contratual resulta da violação de um dever inerente a um contrato (ex: o inquilino que não paga o aluguel). comete ato ilícito. Culpa extracontratual ou aquiliana resulta da violação de um dever fundado em princípios gerais do direito. por ato ilícito (arts. Exceções: mesmo no Direito Civil pode haver a responsabilidade objetiva. por ação ou omissão voluntária. Conduta 2. 188 CC – legítima defesa. tutores. 186 CC: aquele que. VI – Responsabilidade por Atos de Terceiros – art. questionar mais sobre a existência do fato ou sobre quem seja o seu autor quando essas questões já se acharem decididas no juízo criminal (art. 3. parágrafo único – Haverá obrigação de reparar o dano. por sua natureza. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. 935 CC). Dano 3. VII – Exclusão da Ilicitude – art. Elemento Subjetivo que é Culpa em Sentido Amplo Dolo (ação voluntária) ou Culpa (em sentido estrito – imprudência. não se podendo. www. caso fortuito ou força maior.A responsabilidade civil é independente da criminal. empregador. 2.

havendo responsabilidade criminal.br 25 .DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR Assim. IX – Transmissibilidade do dever de indenizar – vindo a falecer o responsável pela indenização e como seus bens passam a seus herdeiros. principalmente algumas situações especiais estão nas respostas dos testes. inciso VI da C. 940 CC XIV – Regras sobre cálculo de Indenização – arts.com. estes. completando a aula. 943 CC).F. 937 CC XII – Danos por coisas lançadas das casas – indenização – art. TESTES Lembrando que estes testes já caíram em concursos anteriores e têm a finalidade de revisar o que foi ministrado hoje. quando disser respeito de relações de trabalho – artigo 114. Por tal motivo o gabarito é totalmente comentado. www. Daí a importância de fazer os testes e ler todas as respostas com atenção. sentença penal condenatória – vincula condena também no cível. Muitas informações relativas à matéria. c) os que provocam lesão à pessoa a fim de remover perigo iminente. sentença penal absolutória (falta de provas) – não vincula o juiz cível pode condenar ou absolver. 938 CC XIII – Responsabilidade por cobrança de dívida não vencida ou já paga – indenização – art. o aluno vai “pegando a malícia dos testes”.pontodosconcursos. 944/954 CC XV – Responsabilidade Civil e Direito do Trabalho – indenização também dos danos morais. Algumas dúvidas que porventura o aluno tenha ficado em aula podem ser esclarecidas com os exercícios. Além disso. 01 – (Agente Polícia Civil – DF/2005) Constituem atos ilícitos: a) os praticados em legítima defesa. X – Danos causados por animais – indenização – 936 CC XI – Danos causados por prédios em ruínas – indenização – art. sentença penal absolutória (negatória do fato e/ou autoria) – vincula absolve também no cível. b) os que provocam deterioração ou destruição de coisa para remover perigo iminente. poderá haver repercussão na esfera civil. o quê exatamente o examinador quer com tal questão. dentro das forças da herança. deverão reparar o dano ao ofendido (art.

pontodosconcursos. o que constitui excludente total de responsabilidade civil. b) existe responsabilidade subjetiva do motorista. veículo que apresenta visíveis sinais de deterioração na lataria e na pintura. c) somente quando a vítima não concorre para o evento danoso. www.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR d) os que são praticados no exercício regular de um direito. fora da faixa de pedestres. por estar em atraso com o pagamento do IPVA. Antônio é atropelado e morto por Acácio. por trafegar com veículo que apresenta visíveis sinais de deterioração na lataria e na pintura. responsabilidade essa atenuada ante a ocorrência de culpa concorrente da vítima. também. normalmente desenvolvida pelo autor do dano. responsabilidades essas atenuadas ante a ocorrência de culpa concorrente da vítima. veículo esse que apresentava visíveis sinais de deterioração na lataria e na pintura. conseqüentemente.br 26 . 02 – Ao atravessar determinado cruzamento. independentemente de culpa. 03 – Há obrigação de reparar: a) quando o dano advém de atividade de natureza perigosa. por ter sido o dano causado por culpa exclusiva do pedestre. ao seu amigo. normalmente desenvolvida pelo autor o dano. somente depois de apurada a sua culpa e. por via de regresso) e responsabilidade objetiva do proprietário do veículo (perante a vítima). No caso: a) existe responsabilidade subjetiva do motorista (perante o dono do veículo. 04 – Pode-se dizer que a responsabilidade civil do absolutamente incapaz é espécie de responsabilidade: a) solidária. ainda que fique provada a culpa exclusiva da vítima. que dirigia o veículo de seu amigo José. por apresentar esse veículo visíveis sinais de deterioração na lataria e na pintura e. d) quando o dano é provocado por ataque de animal. e) o exercício de direito que excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim social ou econômico. sua responsabilidade. além de estar em atraso com o pagamento do IPVA. e que também se encontra em atraso com o pagamento do IPVA. c) não existe responsabilidade do motorista.com. nem de seu amigo (proprietário do veículo). por emprestar. d) existe responsabilidade objetiva do proprietário do veículo. e que também se encontra em atraso com o pagamento do IPVA. b) quando o dano advém de atividade perigosa.

porque são subjetivamente responsáveis. porque houve culpa in eligendo e in vigilando de “A”. os prejuízos sofridos por “C”. por ser de natureza personalíssima. em um domingo. se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. abalroou e danificou o veículo de “C”. d) A responsabilidade civil decorrente do abuso de direito independe de culpa e fundamenta-se no critério objetivo-finalístico. c) “A” e “B” devem indenizar. proprietário de um veículo. 07 – Sobre a responsabilidade civil é correta a seguinte afirmativa: a) é dependente da criminal. por ter agido com culpa. sendo ambos solidários ao pagamento da indenização. b) O incapaz responde pelos prejuízos que causar. c) É objetiva a responsabilidade pelo fato do produto prevista no Código Civil brasileiro. exclusivamente dele. empresta-o a “B”. Durante o trajeto. Trata-se de responsabilidade subjetiva de “A” e de “B”. c) cumulativa.pontodosconcursos. por ser comitente. Trata-se de responsabilidade subjetiva.br 27 .com. e “B” é responsável subjetivamente. solidariamente. b) “A” e “B” devem indenizar os danos de “C”. e) alternativa 05 – “A”. www. d) subsidiária. porque “A” é responsável objetivamente. para este transportar um objeto seu (de “A”) para Guarujá. e negligência de “B”. 06 – Assinale a alternativa incorreta: a) Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado. porque foi o único culpado.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR b) privada. mas a obrigação de reparar é intransmissível. “B”. d) Somente “B” deve indenizar os prejuízos de “C”. por realizar uma ultrapassagem em local proibido. de modo que absolvido o agente no procedimento criminal já não poderá mais ser condenado na esfera civil. a) “A” e “B” devem indenizar os prejuízos de “C”.

mas apenas se a empresa deixar de avisar aos clientes. se provada sua culpa no evento. 08 – Um cirurgião plástico foi locatário. a paciente veio a falecer. Essa afirmação: a) é correta.br 28 . mas decidido sobre a existência do fato ou a autoria do crime no procedimento criminal já não será mais possível rediscutir tais matérias no procedimento civil. sofreu lesões físicas decorrentes do parto. por uma semana. nada impede que tais matérias sejam novamente questionadas na justiça civil. www. pelo vínculo decorrente da locação celebrada. pode-se afirmar que a responsabilidade do médico: a) é sempre objetiva. a) ao médico. pela reparação de dano ou furto de veículo ocorridos em seu estacionamento". por tratar-se de uma atividade de risco. por meio de placa legível. e) é subjetiva. indicando a quem cabe a responsabilidade pelo evento. Assinale a resposta correta. b) ao médico e ao hospital. apesar de ministrar todos os recursos médicos na intervenção cirúrgica.pontodosconcursos. o autor não poderá ser condenado no âmbito civil. 09 – (Agente Polícia Civil DF – 2005) Adriano. Mas em uma delas. criança recém nascida. pela teoria do risco profissional. c) é independente da criminal. todas com sucesso. de centro cirúrgico em hospital de renome. pois o estacionamento é um atrativo para o cliente da empresa e o valor do seu uso considera-se embutido no preço da mercadoria ou do serviço vendido pela empresa. por tratar-se de uma relação de consumo. pela teoria da responsabilidade objetiva. 10 – "A empresa responde.com. Neste período realizou diversas cirurgias. com culpa presumida. que não se responsabiliza pelos bens deixados sob sua guarda. c) inexiste. Neste caso. b) é de regra objetiva. colocada na entrada do estacionamento.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR b) sendo negada a existência do fato e sua autoria no procedimento criminal. perante o cliente. d) ao médico. cumulativamente. d) é subjetiva. d) prescrita a condenação na esfera criminal. c) ao médico. b) é correta.

d) não é necessário que a vítima prove a existência do nexo de causalidade entre a conduta do agente e o dano. é lançado contra o veículo de Jonas Tomás. que: a) a teoria objetiva não foi acolhida em nosso Direito. surge e se choca violentamente atrás do carro de Ricardo Dias. e) a vítima não precisa provar o dolo do autor do dano. no mínimo. mas em local proibido. o caminhão de Sílvio Vinci. Diante desse quadro. c) não é necessário que a vítima prove que a conduta do agente foi culposa ou dolosa. 11 – No que se refere à responsabilidade civil fundada na Teoria Objetiva. uma vez que se trata de responsabilidade por ato ou fato de terceiro e. com o impulso da batida de Ricardo Dias. assinale a opção correta: www. o carro de Maria. que dirigia bêbado. Maria Souza e Jones Tomás.br 29 . portanto. não se vislumbrando situações para a sua aplicação. d) incorreta. objetiva. Ambos os motoristas estão aguardando o sinal abrir e respeitando todas as regras de trânsito.com. e considerando que todos os envolvidos no acidente tiveram prejuízos materiais. b) Sílvio Vinci é responsável pela indenização dos prejuízos sofridos por Ricardo Dias. mas precisa.pontodosconcursos. De repente. atingindo o carro de Maria Souza. uma vez que só tem aplicação quando o estacionamento é administrado por empresa do ramo e a guarda do veículo é cobrada do cliente. é correto afirmar. b) não é necessário que a vítima prove o dano causado pela conduta do agente. assinale a alternativa correta: a) Sílvio Vinci é responsável pela indenização de todos os prejuízos. de acordo com o Código Civil. 13 – Acerca da responsabilidade civil. em velocidade incompatível com a via. 12 – Ricardo Dias está parado com seu carro aguardando o sinal de trânsito (semáforo) abrir. Em sua frente se encontra o carro de Maria Souza. c) Sílvio Vinci é responsável apenas pela indenização dos prejuízos sofridos por Ricardo Dias. A batida fez com que o carro de Ricardo fosse projetado vários metros à frente. d) Jones Tomás não terá direito à indenização pelos prejuízos sofridos. exceto os sofridos por Jones Tomás. e) Jones Tomás terá direito à indenização. esta deve acionar Ricardo Dias e este Sílvio Vinci. que estava estacionado no “meio-fio”. Por sua vez. mas deve acionar Maria Sílvia.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR c) é incorreta. provar a sua negligência.

14 – Sobre o tema responsabilidade civil é CORRETO afirmar: a) o direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la não se transmitem aos herdeiros. se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.br 30 . d) O dano patrimonial atinge os bens jurídicos que integram o patrimônio da vítima. por sua natureza. 15 – Quanto à matéria de responsabilidade civil. assinale a assertiva correta: a) a pessoa jurídica não pode ser indenizada por dano moral. quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. risco para os direitos de outrem. c) há responsabilidade objetiva. c) O ato praticado com abuso de direito. a vítima do dano não precisará comprovar o nexo de causalidade entre a conduta do agente e o dano sofrido. o dono. e) Se houve o dano. do animal ressarcirá o dano por este causado. não há relação de causalidade e nem obrigação de indenizar. d) em se tratando de hipótese de responsabilidade objetiva. bem como aqueles direitos integrantes da personalidade de uma pessoa. mesmo se não houver causado dano à vitima ou ao seu patrimônio. a indenização devida pelo autor do dano à vítima não pode ser reduzida pelo Juiz de Direito. b) o incapaz não responde civilmente por seus atos em hipótese alguma. resulta em dever de indenizar em virtude da violação a um dever de conduta.pontodosconcursos. b) ainda que comprovada a culpa da vítima ou a força maior.com.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR a) Havendo culpa do agente e da própria vítima (culpa concorrente). mas a sua causa não está relacionada com a conduta do agente. não podendo tal indenização privá-lo. ou aos que dele dependem. www. do necessário. Por patrimônio deve-se entender o conjunto das relações jurídicas de uma pessoa apreciáveis em dinheiro. d) no Direito Civil brasileiro. b) Dano emergente compreende aquilo que a vítima efetivamente perdeu e o que razoavelmente deixou de ganhar com a ocorrência do fato danoso. ou detentor. c) o incapaz responde pelos prejuízos que causar. 16 – A indenização por ato ilícito está limitada pela seguinte regra: a) não é possível discutir no juízo cível sobre a existência do fato ou sua autoria quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal. haverá causa de exclusão de ilicitude.

perfeitamente indenizável. b) Benedito terá que restituir o valor do automóvel. somente nos casos especificados em lei. II – A responsabilidade dos pais pelos atos dos filhos menores independe de culpa dos pais. somente nos quando de constatar risco ao direito de outrem. c) ilícito. IV – A responsabilidade civil do dono ou detentor do animal é objetiva. d) ilícito. e) Trata-se de ato ilícito praticado por Benedito. independentemente de culpa. 19 – (Agente da Polícia Civil – DF/2005) Em tema de responsabilidade civil. as perdas e danos. mais perdas e danos. b) lícito ou por fato jurídico. c) Benedito nada terá que restituir a Antônio. www. Benedito estava trafegando normalmente pela cidade quando foi assaltado em um semáforo. 18 – Antônio emprestou para Benedito seu automóvel. pura e simplesmente. por um dia. 17 – Existe responsabilidade civil subjetiva por ato: a) lícito ou por fato jurídico. somente se apurado o dolo do agente. independentemente de culpa.pontodosconcursos. Nesse caso: a) Benedito terá que restituir o valor do automóvel. e) os cúmplices do crime não respondem pela indenização.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR b) a condenação no juízo criminal não torna certa a obrigação de indenizar o dano. c) a absolvição no juízo criminal sempre isentará o agente de responsabilidade civil. tão somente. d) Benedito terá que pagar. III – A responsabilidade civil está vinculada à responsabilidade penal. São verdadeiras somente as afirmativas: a) I e II. d) a decisão de arquivamento do inquérito policial impede a propositura da ação civil. e) ilícito.com.br 31 . pouco importando o nexo causal. apurando-se a culpa do agente. analise as afirmativas a seguir: I – No direito brasileiro o absolutamente incapaz nunca responde pelos prejuízos que causar.

porque a teoria aplicada à hipótese é a do risco integral. e) II e IV. a fim de que não haja mais de uma sanção pelo mesmo fato. II e III. mesmo quando ocorre a culpa da vítima. 20 – (Magistratura São Paulo – Concurso 172) Se um mesmo fato comportar sanções de natureza civil.br 32 . exceto: www. b) não podem ser cumuladas. já que esta é objetiva. que não comporta qualquer atenuação. 22 – Constituem caso de responsabilidade civil por ato de outrem. d) I. visto que elas são independentes entre si. d) podem ser cumuladas. quando então se caracteriza a culpa in vigilando. c) não podem ser cumuladas porque cada uma delas está sujeita à sua própria disciplina e não se comunicam. porque. no último. devem ser consideradas em conjunto para o agravamento da sanção a ser imposta.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR b) II e III. por isso mesmo. b) a culpa da vítima não é determinante para a responsabilidade civil do Estado. c) o Estado responde civilmente. pode-se afirmar que: a) podem ser cumuladas. repartindo-se com a da vítima. sua responsabilidade se atenua. 21 – (Magistratura do Trabalho – Rio de Janeiro – 2004) Aponte a locução correta quanto à responsabilidade civil extracontratual ou aquiliana do Estado. penal e administrativa. em decorrência da natureza especial de cada uma delas. c) III e IV. uma vez que todas decorrem do mesmo fato. e. havendo culpa da vítima: a) a culpa da vítima afasta sempre a responsabilidade civil do Estado. d) quando ocorre culpa da vítima há que se distinguir se esta culpa é exclusiva ou concorrente com a do poder público. na primeira hipótese. o Estado não responde civilmente e.pontodosconcursos. e) quando ocorre culpa da vítima o Estado só responderá civilmente se ficar provada a sua participação no evento por omissão.com.

pratica ato: www. 24 – (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006) O empregador ou comitente. pelos seus hóspedes e moradores. 23 – (Procurador da CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento – 2006) Na hipótese de responsabilidade extracontratual do Estado. 25 – (OAB/SP – 2006) O titular de um direito que o exerce de modo abusivo.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR a) os pais pelos filhos menores que estiverem sob seu poder e companhia. b) exclui a responsabilidade do Estado e a do servidor público. c) não afasta a responsabilidade do Estado. mas não poderá reaver o que pagou reembolsando-se da soma indenizatória despendida. pelos atos praticados pelos pupilos e curatelados.br 33 . por seus empregados. e) os que houverem participado nos produtos do crime. casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro. no exercício do trabalho ou por ocasião dele. tenha ou não apurado sua culpa. no exercício de trabalho que lhes competir. b) o tutor ou curador. menos para fins de educação. hospedarias. ou em razão dele. c) tem responsabilidade civil objetiva por não existir presunção juris tantum de culpa. a) responsabiliza-se objetivamente pela reparação civil. e) não tem qualquer obrigação de reparar dano por eles causado a terceiro. d) tem responsabilidade civil subjetiva por haver presunção juris tantum de culpa in eligendo e in vigilando. culpa in vigilando e in eligendo. b) responde subjetivamente pelo dano moral e patrimonial. c) o empregador ou comitente.com. mas receberam o seu produto.pontodosconcursos. pouco importando que se demonstre que não concorreu para o prejuízo por culpa ou negligência de sua parte. ou não. havendo. d) exclui somente a responsabilidade do servidor público. mesmo se comprovado que agiu de maneira incensurável quanto à vigilância e educação do menor. e) atenua a responsabilidade do servidor público. por ato lesivo de seus empregados. excedendo os limites da boa-fé ou de seu fim social. mesmo os que ao participaram do delito. d) os donos de hotéis. serviçais e prepostos. a culpa exclusiva da vítima: a) atenua a responsabilidade do Estado. serviçais e prepostos.

negligência ou imprudência. b) lícito. nexo de causalidade e elemento subjetivo (culpa em sentido amplo).pontodosconcursos. As letras “a”. por ação ou omissão voluntária. não influíram no resultado). ainda que exclusivamente moral)..DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR a) ilícito e que pode ensejar reparação civil.com. “d” estão erradas. no exercício regular de um direito (letra “d”). Mas. II – a deterioração ou destruição de coisa alheia (letra “b”) ou a lesão a pessoa (letra “c”) a fim de remover perigo iminente. violar direito e causar dano a outrem. GABARITO COMENTADO 01 – Alternativa correta – letra “e”. 188 CC): I – os praticados em legítima defesa (letra “a”). mas sim culpa de Acácio www. No caso não houve culpa do motorista. 186. d) ilícito. apesar de seu abuso. 02 – Alternativa correta letra “c”. CC/02. c) com abuso de direito. Portanto. mas sem possibilidade de reparação civil. 187 CC (o titular de um direito que. a culpa foi exclusiva da vítima (a deterioração da pintura e o atraso do pagamento do IPVA. d) sob a influência de temor reverencial.. não constituem atos ilícitos (art. A questão trata desta última hipótese. 26 – (Advogado da Petrobrás – 2006) O atual Código Civil considera como hipótese de ato lícito sujeito à reparação do dano o ato praticado: a) em estado de necessidade. o atraso na documentação e o atropelamento (a menos que a vítima tivesse morrido de tétano. nos termos do art. ao exercê-lo.). não havendo responsabilidade da pessoa que atropelou. “b”. também não haverá do dono do carro. Não há nexo de causalidade entre a lataria velha. dano. pela boa-fé ou pelos bons costumes). é imprescindível a existência dos seguintes requisitos: conduta. mas que pode ensejar reparação civil. Considera-se ato ilícito não só a conduta prevista no art.br 34 . No caso a responsabilidade seria subjetiva da pessoa que atropelou. Por outro lado. como também a prevista no art. 186 CC (aquele que. excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim social ou econômico. Uma questão que poderia ter sido levantada aqui é a seguinte: E se não houvesse culpa alguma da vítima Antônio. b) em legítima defesa contra o causador do ato. Na verdade. e) no exercício regular de um direito reconhecido. afasta-se o dever de indenizar. para que fique configurada esse tipo de responsabilidade subjetiva. No caso concreto. c) lícito.

927. responde de forma subsidiária o www. pois no caso a responsabilidade. não depende de apuração culpa. Como vimos. pouco importando que o motorista não seja seu empregado ou preposto. estes não podendo. a regra no Direito Civil é que a responsabilidade é do tipo subjetiva. o proprietário do veículo responde objetiva e solidariamente pelos atos culposos de terceiro que o conduz e que provoca o acidente. como criador do risco para os seus semelhantes”. porém sua responsabilidade (e conseqüente indenização) será reduzida proporcionalmente. Portanto muito cuidado ao emprestar seu veículo para qualquer pessoa. 03 – Alternativa correta – letra “a”. 928 CC. potencial risco para direitos de outrem. pois só responderá pelos prejuízos que causar. ficou provado que o animal estava preso. Acácio responderia por responsabilidade subjetiva (pois agiu com culpa) e José responderia por responsabilidade objetiva (art. a jurisprudência vem se inclinando pela responsabilidade também de quem empresta o veículo. Primeiro seus responsáveis respondem. uma vez que sendo o automóvel um veículo perigoso. sendo necessário provar a culpa em sentido amplo do agente. o art. Vejam um caso julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (S. exclui a conduta do dono do animal. do CC prevê a responsabilidade objetiva (independentemente de culpa) quando a atividade do autor do dano importar. ou seja.br 35 . Há casos até que mesmo a vítima concorrendo para a conduta (culpa concorrente). o proprietário do veículo fica solidariamente responsável pela reparação do dano. Nos termos do art. devidamente habilitado. Excepcionalmente nosso Código estabelece que a responsabilidade será do tipo objetiva. Provada a responsabilidade do condutor.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR (motorista)? Será que José (dono do veículo) responderia pelo evento? Resposta: Se Acácio estivesse sob as ordens de José. III CC). arrebentou a corrente). enfurecido.com. que. tanto o autor do dano como a vítima agem de forma errada. ou que o transporte seja gratuito ou oneroso. que é objetiva. Veículo conduzido por um dos companheiros de viagem da vítima. mas conseguiu se libertar da coleira porque a própria vítima provocou o animal. Por tal motivo a alternativa está correta. Neste caso. Mas e se Acácio recebeu o veículo emprestado de José. o autor do dano responde pelo fato. No caso em concreto. deve indenizar. A letra “c” também está errada.T. Responsabilidade Solidária do proprietário do automóvel.): “Acidente de Trânsito.F.pontodosconcursos. a responsabilidade civil do absolutamente incapaz é subsidiária. Notem: se houve culpa exclusiva da vítima (por exemplo. A “d” também está errada. se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. este fez apenas uma gentileza em lhe emprestar o veículo? Resposta: Não há uma posição definitiva sobre o tema. No entanto. Em matéria de acidente automobilístico. pois não é “somente” quando a vítima concorre para o evento que há obrigação de reparar o dano. 04 – Alternativa correta – letra “d”. A letra “b” está errada. 932. o seu mau uso cria a responsabilidade pelos danos causados a terceiros. parágrafo único. há a responsabilidade civil. por sua natureza.

A letra “d” é de teoria. 07 – Alternativa correta – letra “c”.pontodosconcursos. A questão trata de hipótese de responsabilidade civil por ato de outrem. Observem que o examinador usou a expressão “responsabilidade pelo fato do produto” para se referir aos produtos postos em circulação pelos empresários individuais e as empresas propriamente ditas. em nossa legislação vigora o princípio da independência da responsabilidade civil em relação à penal (art. O abuso de direito é uma novidade no Código Civil e está previsto no artigo 187. CC/02). No caso da questão “A” é o comitente e “B” é o preposto. por este motivo. pois a responsabilidade do incapaz é subsidiária. “A” responde por que era o comitente – responsabilidade objetiva. nos termos do art. www. Este estava levando objetos de “A”. 06 – Alternativa incorreta – letra “a”. 942. Isso se aplica não só pelas disposições do Código Civil (vejam o art. 935 CC). Devemos acrescentar que os herdeiros só podem ser chamados a responder até os limites da força da herança e nunca por dívidas superiores a da herança (veremos isso em aula mais adiante – confira o art. a lei estabelece a responsabilidade solidária entre os envolvidos (art.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR próprio incapaz. Nesta hipótese (e também nas demais arroladas no art. Já o preposto é quem cumpre a ordem. “C” pode acionar judicialmente somente “A”.792. CC/02). parágrafo único). Na verdade é uma “independência moderada”. 931 e observem a expressão “independentemente de culpa”). Reveja o gráfico sobre o tema que fizemos em aula. cumprindo uma ordem do mesmo. são transmitidos com a herança. 05 – Alternativa correta – letra “b”. “B” responde porque teve culpa – responsabilidade subjetiva. no caso concreto do comitente. Como já vimos a letra “b” está correta (art. A letra “c” também está correta. mas também pelo Código de Defesa do Consumidor que estabelece a responsabilidade objetiva para estas situações. Como vimos em aula. pois confunde. que não haverá indenização se esta privar o incapaz ou as pessoas que dele dependam das necessidades básicas de subsistência. sendo que a doutrina majoritária entende que praticado o abuso de direito a responsabilidade é objetiva.com.br 36 . não necessitando. Isto é. Cuidado com essa palavra. da demonstração de culpa. Quem é o comitente? É aquele que dá uma ordem. E há entre eles (“A” e “B”) responsabilidade solidária. ou somente “B” ou os dois ao mesmo tempo (na prática prefere-se acionar os dois). 943 CC. ou seja. 1. como também o dever de prestá-la. 932. 928). Devemos lembrar. Não é raro cair. Tanto o direito de exigir a reparação pelos danos. pois não poderá mais discutir a responsabilidade no juízo cível se a existência do fato (o crime e suas conseqüências – materialidade) ou a autoria deste fato já estiverem decididas no juízo criminal.

só respondem se agirem culposamente. pois afirmam não ser necessária a prova do dano e do nexo. ou inabilitá-lo para o trabalho.C. 14. Não há previsão expressa na lei sobre este tema. Portanto as letras “b” e “d” estão erradas.. têm uma obrigação de meio (diligência) e não de fim (resultado). do C. logo. afasta-se a responsabilidade pelo dano causado. etc. nosso Código prevê diversas hipóteses relativas à Teoria Objetiva. pois www.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR 08 – Alternativa correta – letra “a”.) que oferecem estacionamento aos seus clientes respondem por quaisquer danos causados aos veículos. inciso I. Por esse motivo sua responsabilidade é subjetiva. Além disso. imprudência ou imperícia (modalidades de culpa). 951 CC. se foram ministrados todos os recursos médicos cabíveis. como regra. pois apesar de não ter acolhido a Teoria Objetiva. o dano (patrimonial ou moral) e o nexo de causalidade entre a conduta e o dano. Portanto a letra “a” está errada. como regra. Ela existe em nosso Código e em diversas leis especiais. shopping center.com. 11 – Alternativa correta – letra “c”. Isto ocorre.. ”). nos termos do art. § 4º. Mas reiteradamente nossos Tribunais vêm entendendo que os estabelecimentos (supermercados. a responsabilidade dos profissionais liberais é subjetiva. Portanto o artigo menciona as modalidades de culpa. A menos que se prove “culpa”. Porém. por negligência. Também não é necessária a prova de que a conduta foi dolosa ou culposa (letra “e” errada. pois a regra é que estabelecimento responde por eventuais danos (responsabilidade objetiva). 51. Portanto. 09 – Alternativa correta – letra “d”. esta afirmação não tem valor algum (art. Portanto não responde pelo fato. Tem-se entendido desta forma porque o preço do estacionamento estaria embutido no preço da mercadoria. causar-lhe lesão. há uma pequena “capciosidade” na questão. vislumbram-se diversas situações para a sua aplicação. agravar-lhe o mal. 10 – Alternativa correta – letra “a”. A fundamentação é a mesma da questão anterior. Mas no caso esta não ocorreu. Portanto sua responsabilidade é do tipo subjetiva. pois o art. imprudência ou imperícia causar a morte do paciente. ou seja.D.br 37 . No caso o médico só terá responsabilidade civil se ficar provado que as lesões sofridas por Adriano decorreram de sua negligência. 186 CC se refere à uma conduta voluntária (dolo) ou a uma negligência ou imprudência (que são modalidades da culpa). ainda que o serviço seja gratuito. Vejam que o artigo 951 CC prevê indenização sempre que. por força do art. Mesmo que o estabelecimento coloque uma placa isentando a sua responsabilidade (“não nos responsabilizamos . Na questão verifica-se que o profissional ministrou todos os recursos disponíveis ao paciente. restaurantes. O Direito Civil adotou a Teoria Subjetiva em relação à responsabilidade. no exercício de atividade profissional. Não houve ato ilícito.. E o que se deve provar baseado nesta Teoria? = Prova-se uma conduta positiva (ação) ou negativa (omissão). pois os profissionais liberais.pontodosconcursos. CDC).

A letra “b” também está errada. a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano. Finalmente a letra “d” também está errada. pois o dano patrimonial realmente atinge os bens jurídicos que integram o patrimônio da vítima.com. A letra “a” está errada. pois agiu com culpa (responsabilidade subjetiva). pois havendo culpa concorrente. Trata-se. Assim. Para haver indenização é preciso provar a conduta.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR afirma ser necessária a prova. Já os direitos integrantes da personalidade de uma pessoa. embriagado e em velocidade incompatível bateu seu caminhão contra os veículos de Ricardo e este no de Maria que respeitavam as regras de trânsito. 945 CC prevê que se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso. da negligência). que pode ser patrimonial ou moral. Jones também. A culpa concorrente não elimina totalmente a culpa do agente que provocou o dano. Umas das formas de exclusão da ilicitude é a culpa exclusiva da vítima (que não foi a hipótese da questão). Assim. a obrigação de indenização. A prova do dolo ou da culpa somente seria necessária no caso da Teoria da Subjetiva. Se houve um dano. pois somente haverá a obrigação de indenizar se houver o dano. pois ambos estavam errados. não havendo nenhuma causa de exclusão de ilicitude. Sílvio estava errado. continua a obrigação de indenizar. dano emergente compreende aquilo que a vítima efetivamente perdeu. devemos entender por patrimônio o conjunto das relações jurídicas de uma pessoa apreciáveis em dinheiro. Neste caso Sílvio deve indenizar Jones. Observem que na questão houve a afirmação de que “não houve dano à pessoa (moral) nem a seu patrimônio (patrimonial)”. não há dúvida alguma de que ele é responsável pelo acidente e deve indenizar os danos causados nos carros de Ricardo e Maria. A grande indagação é a seguinte: Sílvio deverá indenizar também o veículo de Jones? Observe na questão que Jones também desrespeitava regras de trânsito. o dano e a relação de causalidade (na responsabilidade subjetiva ainda se deve provar o elemento subjetivo – dolo ou culpa). Sílvio. porém. A letra “c” está errada. não houve relação de causalidade. não havendo. No entanto. pois ela generalizou. www.br 38 . esta só não será mais cabível se houver culpa exclusiva da vítima. são chamados de direitos personalíssimos. mas este não foi provocado pela conduta do agente. 13 – Alternativa correta – letra “e”. o valor da indenização deve ser reduzido (embora a questão não chegue a este detalhe). da chamada culpa concorrente. assim o valor da indenização poderá ser reduzido proporcionalmente pelo Juiz. Mas chamamos de lucro cessante aquilo que razoavelmente a pessoa deixou de ganhar com a ocorrência do fato danoso. pois estava estacionado em local proibido. portanto.pontodosconcursos. De fato. 12 – Alternativa correta – letra “b”. O art. Este é um teste muito interessante e caiu em um Exame para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). no mínimo. portanto. Sílvio deverá indenizar os prejuízos de todos os envolvidos. pois faltou um elemento essencial para isso (o nexo causal).

A letra “d” também está errada. Observem o www. O art.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR 14 – Alternativa correta – letra “c”. todos ficarão responsáveis pela indenização. se duas ou mais pessoas cometeram um ilícito. 932 CC arrola quais as pessoas que devem ser responsabilizadas por ato de terceiros. Lembrem-se de que o art. Assim. no que couber. primeiramente os pais respondem. Pelo art. se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. Trata-se do texto previsto no art. pois tanto a pessoa natural. 944. poderá o juiz reduzir. é subjetiva. 928 o incapaz responde pelos prejuízos que causar. pois o art. A letra “b” está errada. 16 – Alternativa correta – letra “a”.pontodosconcursos. como a jurídica podem sofrer prejuízos quanto a imagem e por isso podem ser indenizadas por estes danos morais. do necessário para subsistência. se não tiverem condições. risco para os direitos de outrem. 928 determina que o incapaz responde pelos prejuízos que causar. No entanto não haverá responsabilidade se: o guardava e o vigiava com o cuidado necessário. Uma delas é a hipótese prevista no parágrafo único do artigo 927 CC: haverá obrigação de reparar o dano (independentemente de culpa) nos casos especificados em lei ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. como regra. o animal foi provocado.br 39 . seja penal ou civil. responde o próprio filho (responsabilidade subsidiária). 936 determina que o dono do animal ou o seu detentor será responsável pelos danos causados por ele. ou aos que dele dependem.com. o fato resultou de caso fortuito ou força maior (letra “b” errada). Havendo responsabilidade objetiva. não podendo tal indenização privá-lo. eqüitativamente. o que não é necessário provar é a culpabilidade sem sentido amplo (dolo e culpa) do agente (letra “d” errada). se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. por sua natureza. dano e nexo causal. a indenização. Uma delas determina que os pais são responsáveis pelos atos praticados pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia. na medida de sua culpabilidade. A responsabilidade no Direito Civil. O art. parágrafo único determina que se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano. mesmo que a participação de cada um for diferenciada. O art. pois o art. Mas há muitas exceções. 935 CC. portanto eles possuem a chamada responsabilidade subsidiária. A letra “a” está errada. a condenação no juízo criminal torna certa a obrigação de indenizar o dano (letra “b” errada). continua havendo a necessidade da prova da conduta. a proteção dos direitos da personalidade”. 15 – Alternativa correta – letra “c”. o arquivamento de um inquérito policial e mesmo uma absolvição no juízo criminal (ex: falta de provas para uma condenação) pode não isentar o agente de responsabilidade civil (letras “c” e “d” erradas). houve imprudência do próprio ofendido. 943 determina que o direito de exigir a reparação do dano e a obrigação de pagar a indenização transmitem-se com a herança (letra “a” errada). Por outro lado. 52 CC prevê que “aplicam-se às pessoas jurídicas.

caput CC prevê que o devedor (no caso Benedito) não responde pelos prejuízos resultantes do caso fortuito ou força maior. não será preciso indenizar Antônio. Portanto sua responsabilidade é subsidiária. na prática. 18 – Alternativa correta – letra “c”. abrangendo a culpa em sentido estrito e o dolo. 19 – Alternativa correta – letra “e”. ambos do CC (responsabilidade dos pais independe de sua culpa – objetiva). 238 reforça esta tese. Portanto. No entanto deixará www. Por isso. O “empréstimo” mencionado na questão. combinado com o art. A afirmativa III está errada. até mesmo em situações de caso fortuito ou força maior. poderia ser obrigado a uma indenização. As letras “a” e “b” estão erradas. no Direito Civil. Estão corretas as afirmativas II e IV. pois se o agente praticou um ato lícito. Desta forma não haverá indenização. O art. Por fim a letra “c” está errada. A afirmativa II está correta. e a obrigação se resolverá (irá se extinguir). Se Benedito estivesse trafegando por locais considerados perigosos. 17 – Alternativa correta – letra “e”. quando se empresta algo a alguém. 928 CC. sem culpa do devedor (Benedito). e ela. pois somente faz referência ao dolo. 393. No entanto. quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal. pois o mesmo responde pelos danos que este causar. O art. pois a regra é de que os pais do absolutamente incapaz respondam pelos danos que este causar. Na hipótese não houve ato ilícito por parte de Benedito. sofrerá o credor (Antônio) as conseqüências da perda da coisa. não se podendo mais questionar sobre a existência do fato ou sobre quem seja seu autor.com. pois a responsabilidade do dono ou detentor do animal é objetiva. A afirmativa I está errada.pontodosconcursos. não há a obrigação de indenizar. nos termos do art. se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. o próprio incapaz irá responder com seus bens. por cautela. A questão é um tanto capciosa. nos termos do art. 933. 932.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR “quadrinho” fornecido em aula sobre a vinculação entre as esferas criminal e civil. Finalmente a afirmativa IV está correta.br 40 . está fazendo de forma ampla. que perdeu o objeto em razão do “assalto”. como hipótese de “força maior”. desde que não o prive das necessidades básicas de subsistência. 935 CC prevê que a responsabilidade civil é independente da criminal. na letra “e”. exigir do devedor que fique o mesmo responsável pela coisa. pois o art. pois o nexo causal é elemento essencial para a caracterização do ato ilícito e sua responsabilidade. inciso I. ou seja. Observem que quando o examinador se refere a “culpa”. tratou-se de um contrato de comodato. assumindo o risco de ser assaltado. prevendo que se a obrigação for de restituir coisa certa (o veículo). Já a letra “d” está errada. como regra. A doutrina e a jurisprudência consideram o “assalto”. se perder antes da tradição (entrega). salvo se expressamente por eles houver se responsabilizado. deve-se. em que a vítima nada contribuiu para o fato.

Sendo processos diferentes. Lembrem-se do exemplo do funcionário que se apropriou de um bem da administração. A responsabilidade do Estado. Notem que o erro é sutil. A contratual. mas que analisamos em aula. o que não ocorre na responsabilidade objetiva plena ou integral (chamada também de risco integral). posto que são independentes entre si. como regra é do tipo Objetiva. O art. E a extracontratual (também chamada de aquiliana) que se relaciona ao desrespeito ao direito alheio e às www. No entanto. em que o Estado responderia em qualquer hipótese. Constitucional e Civil. 312 . em decorrência da natureza especial de cada uma delas. Inicialmente devemos notar que existem duas espécies de responsabilidade civil. inclusive no que se refere à culpa anônima ou do serviço (art. É interessante recordar que ninguém pode ser processado duas ou mais vezes pelo mesmo fato (ne bis in idem). Questão muito didática envolvendo Direito Administrativo. Por esta conduta irá responder criminalmente (o fato é típico. 23 – Alternativa correta – letra “b”.).DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR de ter culpa se provar culpa exclusiva da vítima (provocou o animal) ou força maior.Peculato). no entanto o inciso IV deste artigo prevê a responsabilidade mesmo que a hospedagem seja para fins de locação e a alternativa afirma “menos para fins de educação”. que está situada no âmbito do não cumprimento de cláusulas contratuais (que devem ser respeitadas. uma vez que ela pode ser afastada (em caso de culpa exclusiva da vítima) ou diminuída (pela culpa concorrente da vítima). administrativamente (pois houve uma quebra de confiança no serviço deste funcionário) e civilmente (pode ser processado para devolver o valor do bem subtraído ou apropriado). a lesão ao direito de um particular e o nexo causal. 37. nos termos do art. Questão doutrinária. previsto no Código Penal = art. 932. 932 CC fornece o rol de pessoas responsáveis por ato de outrem e que por isso devem efetuar a reparação civil. Observem que o artigo seguinte determina que estas pessoas responderão independentemente de culpa de sua parte (responsabilidade objetiva). 21 – Alternativa correta – letra “d”. 936 CC. vigora no Brasil a teoria do risco administrativo. Questão relativamente fácil para o aluno que já resolveu tantas questões sobre o tema.pontodosconcursos. independentemente de culpa de seus funcionários. 22 – Alternativa correta – letra “d”.com. visando objetivos diferentes.F. ou seja. 20 – Alternativa correta – letra “a”. que equivale a uma responsabilidade objetiva abrandada. sob pena de responsabilidade). §6º C. Mas isso somente se aplica à mesma esfera.br 41 . bastando provar que houve a conduta da administração. Mas mesmo assim é fácil de se notar onde ele se encontra. E é aí que se encontra o erro. As alternativas estão enquadradas no art. pode haver a cumulação de processos (e também de sanções).

serviçais e prepostos. Completando. 187 CC: “Também comete ato ilícito o titular de um direito que. a fim de remover perigo iminente (estado de necessidade). 26 – Alternativa correta – letra “a”. Portanto houve a prática de ato ilícito e este pode ensejar ação visando reparação civil do dano. 932. ao exercê-lo. exclui-se. havendo a obrigação de reparar o dano. a pessoa lesada. que somente responderia pelo evento de forma subjetiva. excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social. ou seja. a deterioração ou destruição de coisa alheia. Já o art. Questão interessante. que foi o causador do acidente. excepcionalmente.com. de forma total. por seus empregados.br 42 . Neste caso “C”. 186 e 187). Portanto no caso há a exclusão da responsabilidade do Estado e também do servidor. ou a lesão a pessoa. Como regra a indenização ocorre quando a pessoa pratica um ato ilícito. 188 CC prevê que não constituem atos ilícitos: os praticados em legítima defesa ou no exercício de um direito reconhecido. inciso III do CC determina que são responsáveis pela reparação civil o empregador ou comitente. responderá o mesmo pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos. deverá acionar “A”. O art. Esta será movida contra o autor do ato. O art. Ora. a responsabilidade do Estado. E este terá ação regressiva contra “B”. se o Estado responde de forma objetiva e teve a responsabilidade excluída. desviou do carro a atingiu o muro da casa de “C”. ou em razão dele. o autor do dano. o art. “A”. 25 – Alternativa correta – letra “a”. 934 determina que o empregador pode reaver o que pagou de seus empregados (só que neste caso a ação regressiva para a apuração da responsabilidade será na modalidade subjetiva). fica obrigado a repará-lo”. ainda que não haja culpa por parte do empregador ou comitente (responsabilidade objetiva). mesmo que agindo em estado de necessidade. se a pessoa lesada ou o dono da coisa não forem culpados do perigo elas tem direito à uma ação de indenização. No entanto o art. causar dano a outrem. A letra www. “B” tem a obrigação de indenizar os prejuízos que causou. representando qualquer inobservância de um preceito legal. 927 CC determina que “Aquele que. 929 CC determina que no estado de necessidade. se ficasse provada a sua culpa. Já o art. quando foi ‘fechado’ por “B”. A questão se refere a esta última espécie. No caso concreto. Prevê o art. Porém. 933 determina que nesta hipótese (bem como em outras expressamente previstas). obrigando o seu autor a reparar o dano. 24 – Alternativa correta – letra “a”. No entanto este terá direito de regresso contra a pessoa que foi a causadora do perigo (art. pela boafé ou pelos bons costumes”. Exemplo: “A” está dirigindo normalmente. para evitar o acidente. por ato ilícito (arts. 930 CC).pontodosconcursos. mesmo agindo de forma lícita (estado de necessidade). com muito mais razão deve-se isentar de responsabilidade o servidor público. Assim. no exercício do trabalho que lhes competir. havendo culpa exclusiva da vítima. um ato lícito também pode ser indenizável.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR normas que regram a conduta.

pois o temor reverencial em nada afeta a conduta ilícita. Trata-se da aplicação da Teoria dos graus da culpa adotada por nossa legislação.br 43 . I CC). Resposta – Aplica-se no caso o art. como tal. Qual a tese mais apropriada com o fim de reduzir o montante da indenização. Recordem que também sequer anula o negócio jurídico por coação (art. 02 – Antônio estava dirigindo um veículo normalmente.pontodosconcursos. A letra “c” está errada. Por conta de uma conduta imprudente acabou por causar danos materiais no patrimônio de Carlos. 187 CC). a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa e em confronto com a do autor do dano. DISSERTAÇÕES 01 – Sobre o tema Responsabilidade Civil. É possível solicitar a diminuição eqüitativa do valor da indenização por conta da excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano sofrido. 188. que prevê que se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso. A letra “d” está errada. sendo que eu terei direito de ação regressiva contra o autor do dano (situação parecida com a do estado de necessidade). em legítima defesa. No entanto cabe uma observação. Recordem que o temor reverencial sequer anula o negócio jurídico por não se configurar em coação moral (art. pois se eu agir em legítima defesa e eventualmente matar o meu agressor. este não poderá exigir indenização. havendo a obrigação de reparar o dano. www. há obrigação de reparar o dano (art. 03 – Antônio estava dirigindo um veículo normalmente. e. pois o abuso de direito é ato ilícito. cada uma delas. realçando suas peculiaridades essenciais. pois o exercício regular de um direito é ato lícito. 153 CC). parágrafo único do CC. Finalmente a letra “e” também está errada. não havendo a obrigação de indenizar (art. atingir um terceiro inocente? Neste caso esta terceira pessoa pode mover uma ação contra mim.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR “b” está errada. E se eu. Resposta – Basta ler a aula com atenção que o aluno terá condições de responder de forma resumida a questão proposta. existem duas teoria a respeito. 944. Resposta – Aplica-se no caso o art. No entanto Carlos também agiu com culpa. Qual a tese mais apropriada com o fim de reduzir o montante da indenização. 945 CC. 153 CC). Diferencie. resumidamente.com. Por conta de um levíssimo descuido acabou por causar um dano material de razoável monta em Carlos.

DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR 04 – Existe responsabilidade por ato jurídico lícito? Justifique a resposta.br 44 . Este terá direito à indenização? De quem? Justifique. nem por Pedro. E este tem ação regressiva em face dos pais da criança. 929 CC que prevê que se a pessoa lesada (Pedro) não for culpado pelo perigo terá direito à indenização. mesmo que não haja culpa de sua parte. desrespeitando o sinal desfavorável. atravessou uma rua de repente e fora da faixa de pedestres.pontodosconcursos. É o que dispõe o art. resumindo: Pedro pode ingressar em face de Fernando com ação de reparação de dano. Segundo: outro exemplo previsto no artigo em questão trata de outros “casos especificados em lei”. Lei de Meio Ambiente e por Atividades Nucleares. Portanto seu ato não pode ser considerado como ilícito. Resposta – Sim. Fernando agiu acobertado pelo estado de necessidade. No entanto. quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. 188. 05 – Para desviar de uma criança que. Primeiro: haverá a obrigação de reparar o dano. Fernando. Estes casos. aplicando os artigos da nossa legislação em vigor. por sua natureza. Resposta – Neste caso ocorreu um ato lícito. que trafegava de forma prudente por uma rua. etc. O principal exemplo está na hipótese da responsabilidade objetiva (que independente da prova da culpa). Pedro tem direito de ingressar com ação de indenização em face de Fernando para reaver o prejuízo. A criança não foi atingida e saiu correndo após o acidente. pois acabou destruindo coisa alheia (a venda de Pedro) para remover um perigo iminente (o atropelamento da criança). 927. II do CC. E o art. pode existir a responsabilidade civil por ato jurídico lícito. O art. Como esta não foi localizada.com. 930 CC prevê que se o perigo ocorreu por causa de terceiros (no caso a criança) contra estes (ou seus representantes legais) terá o autor do dano ação regressiva para reaver a importância que desembolsou para ressarcir o lesado. mas que mesmo assim haverá a obrigação de indenizar. Segundo o art. risco para os direitos de outrem. que também tratam da responsabilidade objetiva pura estão previstos no Código de Defesa do Consumidor. é obrigado a lançar seu veículo em cima de um imóvel de propriedade de Pedro. infelizmente Fernando ficará com o prejuízo. causando um prejuízo de 04 (quatro) mil reais. parágrafo único do CC (que cuida da responsabilidade objetiva pura) cita dois exemplos. Um outro exemplo está especificado na próxima questão. Assim. não sendo mais localizada por Fernando. www. onde funcionava sua venda de frutas.

pontodosconcursos.com.DIREITO CIVIL PARA O ICMS-RJ PROFESSOR LAURO ESCOBAR www.br 45 .

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