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Achas-te um Tipo Criativo? Qual?

Achas-te um Tipo Criativo? Qual?

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Existem vários tipos de criativos. Se os colocarmos numa grelha com 2 variáveis: quantidade vs. qualidade das ideias chegamos a 4 tipos de padrões distintos. Qual é o teu?

Artigo publicado na Revista Computer Arts de Junho.
Existem vários tipos de criativos. Se os colocarmos numa grelha com 2 variáveis: quantidade vs. qualidade das ideias chegamos a 4 tipos de padrões distintos. Qual é o teu?

Artigo publicado na Revista Computer Arts de Junho.

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Published by: Alex d'Arte on May 31, 2011
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Achas-te um tipo criativo? Qual?

Ao longo da minha vida cruzei-me, como presumo que a maioria dos leitores, com variadíssimos tipos de criativos. Dos mais excêntricos, aos mais recatados, dos mais mediáticos aos menos exuberantes, dos mais entusiastas aos menos vibrantes, enfim. No entanto, e apesar das enormes diferenças entre todos, considero que há duas características básicas que nos permitem separá-los e agrupá-los em quatro grandes grupos, segundo a axiologia qualidade vs. quantidade. Assim, se colocarmos na linha vertical a quantidade de ideias geradas e na horizontal a qualidade das mesmas, obtemos uma mapa com quatro quadrantes a que correspondem quatro tipos diferentes de criativos. No quadrante inferior esquerdo temos então aqueles indivíduos que produzem poucas ideias, de qualidade duvidosa e com fraca cadência. Na verdade, apelidá-los de criativos acaba até por ser contraditório e por isso decidi chamar-lhes não-criativos , não por qualquer menosprezo ou falta de consideração para com estes, mas antes por respeito aos restantes. No quadrante imediatamente ao lado, encontramos aqueles a que chamo os criativos faísca . São indivíduos dotados de uma capacidade extraordinária, socialmente valorizada e amplamente insuflada nas lides publicitárias, que conseguem, com uma facilidade incrível,gerar os famosos rasgos criativos . São pessoas que chegam, aparentemente sem esforço ou grande preparação, a soluções brilhantes, de forma rápida, inesperada e surpreendente. São o tipo típico de criativo que funciona a espasmos, por impulso, de forma não linear e pouco previsí el. No v entanto, a maioria dos criativos que conheci com este perfil tinham um problema: não eram consequentes. Isto é, o fogacho inicial, arrojado (e muitoinvejado),normalmenteesgota-se em si mesmo. Ou seja, a ignição está lá, a fagulha, a incandescência do brilho, que chega a ofuscar pela surpresa, rapidez e originalidade, mas geralmente não continua nesse registo, nessa linha, nesse mesmo raciocínio. No quadrante oposto, no lado superior esquerdo, temos o contrário: o criativo diesel . Normalmente menos efusivo, porventura menos espalhafatoso e sem grandes sacadas repentinas, mas com uma enorme vantagem: é tradicionalmente capaz de alimentar durante muito mais tempo e de muito mais formas as ideias que gera e os conceitos que inventa ou que trabalha. Menos reconhecido e menos valorizado, é, no entanto, de enorme utilidade para qualquer empresa de comunicação, ao ter a capacidade de estender a massa com muitas mais soluções e variadas maneiras. E isso, nos dias que correm, é fundamental. Finalmente, os illuminatti . No quadrante mais-mais, isto é: muitas ideias, de muita qualidade e em muita quantidade, encontramos o tipo desejado, ambicionado por todos, o standard do mercado. São a referência, o ideal, o foco de todas as atenções, o farol que serve de guia e inspiração a todos os outros. Infelizmente, há poucos. Excluindo esta meia dúzia de eleitos, que por razões óbvias não têm comparação, e os do quadrante oposto, que claramente estão no sítio errado, apenas ainda não o perceberam, detenho-me a pensar nas mais-valias de cada um dos outros dois tipos e concluo: não há melhores nem piores. São ambos necessários. E que bom é quando se consegue juntar numa equipa estes dois mundos. Felizmente, tenho a oportunidade de lidar, trabalhar, ensinar e formar muitos dos futuros criativos de Portugal, e pergunto-me muitas vezes, mesmo sem lhes perguntar: de que tipo é este tipo? Isso ajuda-me a seleccionar, organizar, juntar, enquadrar, perceber e a lidar com os diferentes tipos de diferentes maneiras. Afinal, cada qual é como cada qual, apesar de todos serem bons tipos. E o estimado leitor, de que tipo é?

Alex d Arte é Professor no IADE, Doutorando em Ciências da Comunicação, investigador na UNIDCOM unidade de I&D e Coordenador da Oficina de Portfolio®.

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