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PCN - Parametros Curriculares Nacionas - 5ª a 8ª serie - Matematica

PCN - Parametros Curriculares Nacionas - 5ª a 8ª serie - Matematica

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Publicado porMarcos A.
O papel fundamental da educação no desenvolvimento das pessoas e das sociedades amplia-se ainda mais no despertar do novo milênio e aponta para a necessidade de se construir uma escola voltada para a formação de cidadãos. Vivemos numa era marcada pela competição e pela excelência, onde progressos científicos e avanços tecnológicos definem exigências novas para os jovens que ingressarão no mundo do trabalho. Tal demanda impõe uma revisão dos currículos, que orientam o trabalho cotidianamente realizado pelos professores e especialistas em educação do nosso país.
Assim, é com imensa satisfação que entregamos aos professores das séries finais do ensino fundamental os Parâmetros Curriculares Nacionais, com a intenção de ampliar e aprofundar um debate educacional que envolva escolas, pais, governos e sociedade e dê origem a uma transformação positiva no sistema educativo brasileiro.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais foram elaborados procurando, de um lado, respeitar diversidades regionais, culturais, políticas existentes no país e, de outro, considerar a necessidade de construir referências nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras. Com isso, pretende-se criar condições, nas escolas, que permitam aos nossos jovens ter acesso ao conjunto de conhecimentos socialmente elaborados e reconhecidos como necessários ao exercício da cidadania.
Os documentos apresentados são o resultado de um longo trabalho que contou com a participação de muitos educadores brasileiros e têm a marca de suas experiências e de seus estudos, permitindo assim que fossem produzidos no contexto das discussões pedagógicas atuais. Inicialmente foram elaborados documentos, em versões preliminares, para serem analisados e debatidos por professores que atuam em diferentes graus de ensino, por especialistas da educação e de outras áreas, além de instituições governamentais e não-governamentais. As críticas e sugestões apresentadas contribuíram para a elaboração da atual versão, que deverá ser revista periodicamente, com base no acompanhamento e na avaliação de sua implementação.
Esperamos que os Parâmetros sirvam de apoio às discussões e ao desenvolvimento do projeto educativo de sua escola, à reflexão sobre a prática pedagógica, ao planejamento de suas aulas, à análise e seleção de materiais didáticos e de recursos tecnológicos e, em especial, que possam contribuir para sua formação e atualização profissional.
O papel fundamental da educação no desenvolvimento das pessoas e das sociedades amplia-se ainda mais no despertar do novo milênio e aponta para a necessidade de se construir uma escola voltada para a formação de cidadãos. Vivemos numa era marcada pela competição e pela excelência, onde progressos científicos e avanços tecnológicos definem exigências novas para os jovens que ingressarão no mundo do trabalho. Tal demanda impõe uma revisão dos currículos, que orientam o trabalho cotidianamente realizado pelos professores e especialistas em educação do nosso país.
Assim, é com imensa satisfação que entregamos aos professores das séries finais do ensino fundamental os Parâmetros Curriculares Nacionais, com a intenção de ampliar e aprofundar um debate educacional que envolva escolas, pais, governos e sociedade e dê origem a uma transformação positiva no sistema educativo brasileiro.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais foram elaborados procurando, de um lado, respeitar diversidades regionais, culturais, políticas existentes no país e, de outro, considerar a necessidade de construir referências nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiões brasileiras. Com isso, pretende-se criar condições, nas escolas, que permitam aos nossos jovens ter acesso ao conjunto de conhecimentos socialmente elaborados e reconhecidos como necessários ao exercício da cidadania.
Os documentos apresentados são o resultado de um longo trabalho que contou com a participação de muitos educadores brasileiros e têm a marca de suas experiências e de seus estudos, permitindo assim que fossem produzidos no contexto das discussões pedagógicas atuais. Inicialmente foram elaborados documentos, em versões preliminares, para serem analisados e debatidos por professores que atuam em diferentes graus de ensino, por especialistas da educação e de outras áreas, além de instituições governamentais e não-governamentais. As críticas e sugestões apresentadas contribuíram para a elaboração da atual versão, que deverá ser revista periodicamente, com base no acompanhamento e na avaliação de sua implementação.
Esperamos que os Parâmetros sirvam de apoio às discussões e ao desenvolvimento do projeto educativo de sua escola, à reflexão sobre a prática pedagógica, ao planejamento de suas aulas, à análise e seleção de materiais didáticos e de recursos tecnológicos e, em especial, que possam contribuir para sua formação e atualização profissional.

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Published by: Marcos A. on May 31, 2011
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08/12/2013

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Uma primeira aproximação entre o tema do Trabalho e a Matemática está em
reconhecer que o conhecimento matemático é fruto do trabalho humano e que as idéias,
conceitos e princípios que hoje são reconhecidos como conhecimento científico e fazem
parte da cultura universal, surgiram de necessidades e de problemas com os quais os homens
depararam ao longo da história e para os quais encontraram soluções brilhantes e engenhosas,
graças a sua inteligência, esforço, dedicação e perseverança.

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Todos os grupos sociais trabalham, seja em ocupação remunerada ou não, seja na
produção de bens para a própria sobrevivência ou para a sobrevivência de outros. Assim,
de formas diferenciadas e desiguais, as pessoas produzem e consomem bens, produtos e
serviços, estabelecendo relações por meio de trocas de caráter econômico, político e cultural,
produzindo modos de ser e de viver.

Numa sociedade que a cada dia se torna mais complexa, produzindo e incorporando
informações novas a todo instante, alterando as relações e modos de vida em curtos espaços
de tempo, o conhecimento em seus aspectos mais essenciais — ao qual a maioria da
população só tem acesso pela via da escola — torna-se indispensável para desenvolver
qualquer uma dessas formas de trabalho e como condição de uma sobrevivência digna.

Um outro ponto a ser considerado é a influência das mudanças tecnológicas nos
meios de produção. Essas características dominantes neste final de século imprimem novos
sistemas organizacionais ao trabalho. Sistemas que exigem trabalhadores versáteis, dotados
de iniciativa e autonomia, capazes de resolver problemas em equipe, de interpretar
informações, de adaptar-se a novos ritmos e de comunicar-se fazendo uso de diferentes
formas de representação.

Porém, é preciso pensar que as transformações políticas e econômicas, muitas vezes
decorrentes do próprio avanço tecnológico, afastam cada vez mais setores da população do
usufruto dos direitos ao trabalho. Assim, para garantir a sobrevivência grandes contingentes
da população têm de encontrar formas de organização de trabalho que rompam com o
modelo clássico do emprego. Para atuarem no mercado informal ou organizarem formas
alternativas como as cooperativas, também é preciso ter domínio dos conhecimentos
essenciais.

Para atender as demandas do trabalho contemporâneo é inegável que a Matemática
pode dar uma grande contribuição à medida que explora a resolução de problemas e a
construção de estratégias como um caminho para ensinar e aprender Matemática na sala
de aula. Também o desenvolvimento da capacidade de investigar, argumentar, comprovar,
justificar e o estímulo à criatividade, à iniciativa pessoal e ao trabalho coletivo favorecem o
desenvolvimento dessas capacidades.

Nesse sentido, situações ligadas ao tema do trabalho podem se tornar contextos
interessantes a serem explorados em sala de aula: o estudo de causas que determinam
aumento/diminuição de empregos; pesquisa sobre oferta/procura de emprego; previsões
sobre o futuro mercado de trabalho em função de indicadores atuais; pesquisas dos alunos
dentro da escola ou na comunidade, a respeito dos valores que os jovens de hoje atribuem
ao trabalho.

Questões comuns à problemática do trabalho e do consumo — que envolvem a relação
entre produtividade e distribuição de bens — dependem não só do acesso a informações,
mas também de todo um instrumental matemático que permite analisar e compreender os
elementos da política econômica que direciona essa relação.

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O discurso, bastante difundido, de que somos todos igualmente livres para trabalhar,
escolher o tipo de trabalho e consumir, encobre as reais questões das desigualdades de
acesso ao trabalho, aos bens de consumo e aos serviços. A compreensão da noção de renda
per capita, assim como a comparação entre os percentuais que indicam a distribuição de
salários pelas camadas da população brasileira, evidenciam o quanto esse discurso é falso.

Além disso, com a criação permanente de novas necessidades transformando bens
supérfluos em vitais, a aquisição de bens se caracteriza pelo consumismo. O consumo é
apresentado como forma e objetivo de vida.

É fundamental que nossos alunos aprendam a se posicionar criticamente diante dessas
questões e compreendam que grande parte do que se consome é produto do trabalho,
embora nem sempre se pense nessa relação no momento em que se adquire uma mercadoria.

É preciso mostrar que o objeto de consumo — seja um tênis ou uma roupa de marca,
um produto alimentício ou aparelho eletrônico etc. — é fruto de um tempo de trabalho,
realizado em determinadas condições. Quando se consegue comparar o custo da produção
de cada um desses produtos com o preço de mercado é possível compreender que as regras
do consumo são regidas por uma política de maximização do lucro e precarização do valor
do trabalho.

Aspectos ligados aos direitos do consumidor também necessitam da Matemática
para serem mais bem compreendidos. Por exemplo, para analisar a composição e a qualidade
dos produtos e avaliar seu impacto sobre a saúde e o meio ambiente, ou para analisar a
razão entre menor preço/maior quantidade. Nesse caso, situações de oferta como “compre
3 e pague 2” nem sempre são vantajosas, pois geralmente são feitas para produtos que não
estão com muita saída — portanto, não há, muitas vezes, necessidade de comprá-los em
grande quantidade — ou que estão com os prazos de validade próximos do vencimento.

Habituar-se a analisar essas situações é fundamental para que os alunos possam
reconhecer e criar formas de proteção contra a propaganda enganosa e contra os estratagemas
de marketing a que são submetidos os potenciais consumidores.

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