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Da Igreja ao sertanejo

Após um ano tocando juntos, a dupla sertaneja Max & Marcelo já dá os


primeiros passos na gravação do CD. Mas mesmo sem uma longa carreira, a história
musical dos dois começou bem antes do sertanejo tomar conta de seu repertório. Max,
23 anos, nasceu em São João da Ponte, no Norte do Estado. Mas, segundo seu
companheiro de dupla, ele cresceu em Contagem. Já Marcelo, de 27, nasceu em Belo
Horizonte e também cresceu em Contagem.

“A gente começou a tocar juntos na banda da igreja. Aí nós fomos tocar para um
cantor sertanejo. Eu tocava bateria e o Max violão. Nos intervalos do show, quando o
cantor ia apresentar a banda, ele e eu, mesmo na bateria, cantávamos”, lembrou
Marcelo, lembrando que a partir daí o público passou a se interessar pelo trabalhos dos
dois, pois, garantem, cantavam melhor que o artista que eles acompanhavam.

O diferencial da dupla é que não toca apenas covers. “Temos muitas músicas
próprias. São mais de 15 composições nossas. Já estamos em processo de gravação do
CD, mas fazemos aos poucos, pra fazer um negócio bacana”, conta o cantor. Desde o
princípio a dupla já sonhava com um CD. “Mas foi tudo muito rápido, só nos últimos
quatro meses começamos a alimentar o projeto”, relata Marcelo.

Max & Marcelo tocam em diversas cidades além de Contagem. Eles também
fazem shows em cidades da região metropolitana, como Sabará e Nova Lima, embora,
como atesta Marcelo, o que a dupla mais gosta é tocar “em casa”, ou seja, Contagem.
“A receptividade aqui é muito boa. Em todo lugar que a gente toca o pessoal curte
bastante, procura o CD”, comemora Marcelo.

O trabalho

Quem pensa que vida de artista é fácil, Marcelo relata a rotina da dupla. Além de
fazerem shows praticamente toda semana, de quinta-feira a sábado, sem falar de
esporádicos eventos nas segundas e domingos, Max e Marcelo conciliam a vida artística
com trabalhos fora do ramo. Max trabalha como vendedor e Marcelo é representante
comercial. “Não vejo a hora de poder viver só da música. Trabalhar com o que gosto é o
ideal pra minha vida”, sonha Marcelo.

O mais interessante é que a dupla é autodidata nos instrumentos que toca.


“Fizemos aula de canto, principalmente na igreja, mas o violão nós dois aprendemos
sozinhos”, diz o artista, sem esconder o orgulho. Mas, segundo Marcelo o sucesso não
seria possível sem um integrante indispensável à dupla: a família. “Graças a Deus eles
sempre estiveram do nosso lado, ajudando e incentivando o nosso sucesso”, finaliza o
cantor em tom de gratidão..