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2010 - Volume 3 - Caderno do Aluno - Ensino Médio - 2ª Série - História

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Caderno do Professor com todas atividades e respostas para uso em dúvidas. Atenção: As respostas contidas aqui tem o objetivo de contribuir para um maior conhecimento e não apenas serem copiadas, já que se for pra copiar e não aprender nada, não perca seu tempo. Assim tire proveito das atividades.
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GABARITO

Caderno do Aluno

História – 2a série – Volume 3

SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM 1 REVOLUÇÃO FRANCESA E IMPÉRIO NAPOLEÔNICO

Páginas 3 - 6

1. Sugerimos que os conteúdos enunciados a seguir possam orientar a versão final dos verbetes elaborada pelos alunos. a) Terceiro Estado: composto por aqueles que não integravam a nobreza e o clero, representado por burgueses, artesãos e camponeses que, devido a sua origem social humilde dentro do contexto estamental, possuíam poucos direitos e muitos deveres, como o de trabalhar e o de pagar impostos. b) Jacobinos: revolucionários franceses que tiveram suas posições radicalizadas sob o comando de Robespierre. c) Girondinos: republicanos considerados moderados, representantes da alta burguesia francesa. d) Assembleia Nacional Constituinte (Julho de 1789 a setembro de 1791 ): fim da servidão e dos privilégios feudais para o clero e a nobreza.Uma importantes decisão desta assembléia foi a elaboração da Declaração dos Direitos do Homem e do cidadão. e) Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão ( agosto de 1789): direitos assegurados perante a lei. Sintetiza os ideais de liberdade que caracterizaram a primeira fase da Revolução Francesa. f) Constituição civil do clero (1790): regulamentação do clero, transformando seus membros em funcionários do Estado e confiscando seus bens. g) Constituição monárquica (1791): redução do poder real (sujeição do rei às leis, tripartição dos poderes e fim da isenção de impostos do clero e da nobreza). h) Convenção (1791-1795): assembleia formada por deputados girondinos, jacobinos e da planície. i) Constituição republicana (1793): voto universal masculino, escolas públicas, garantia de direitos e assistência a desamparados socialmente. j) Terror (1793-1794): período marcado pela predominância jacobina nos meios militares, judiciais e econômicos e por um grande número de execuções.
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k) Constituição burguesa (1795): recuo em relação aos direitos civis da Constituição anterior, já que o voto passa a ser censitário. 2. As palavras de ordem da Revolução Francesa – liberdade, igualdade e fraternidade – representavam a luta para assegurar a todos os princípios e direitos que significam, consistindo nisso o seu caráter democrático. Nessa questão, o intuito é propiciar aos alunos uma visão problematizada desses princípios e direitos, levando-os a refletir sobre os seus limites. A natureza das perguntas propostas acerca de cada um dos termos permitirá aos alunos uma reflexão, tomando-se por base suas próprias experiências, o que enriquecerá a análise a ser feita. 3. Nessa questão o objetivo é propiciar aos alunos uma reflexão em torno de aspectos simbólicos do conteúdo tratado na Situação de Aprendizagem. "A análise das obras Napoleão no trono imperial, de Jean-Auguste-Dominique Ingres (1806), e O triunfo de Napoleão", de Jean-Pierre Cortot, Paris, França, 1810, mostram Napoleão representado como um imperador. Essa representação atuava na legitimação de seu governo e de seu poder como chefe único da França e do império. A simbologia dessas imagens que caracterizam Napoleão como imperador romano, como César, pode contemplar diversos aspectos, tanto na primeira quanto na segunda. Por exemplo: a águia imperial (símbolo do poder romano) aparece no tapete e abaixo do globo frontal; a láurea da primeira figura pode ser associada à láurea e aos trajes de imperador romano da segunda, mais rica em motivos clássicos.

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A Revolução Francesa é considerada como o modelo clássico de revolução democrático-burguesa: modelo porque serviu de exemplo, ou mesmo de matriz, para outros movimentos revolucionários; clássico porque resistiu à deterioração que, normalmente, atinge os acontecimentos históricos; democrático porque suas palavras de ordem (liberdade, igualdade e fraternidade) prometiam assegurar princípios de respeito aos direitos de cada um, como bem supremo formador da nação moderna; e, finalmente, burguesa porque certamente suas representações ao longo do tempo ajudam a deter propostas de mudanças efetivas, assegurando a manutenção dos valores de liberdade, igualdade e fraternidade sempre de acordo com o conceito burguês destes termos. A
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Revolução Francesa pode ser considerada uma revolução burguesa, sobretudo por marcar um momento de reivindicações e mudanças importantes na transição do mundo feudal para o capitalismo. Dessas mudanças, a burguesia é, seguramente, uma das grandes beneficiárias.

Páginas 8 - 9

1. Associado à ideia de Terceiro Estado, pode-se dizer que o “povo” era composto por todos aqueles que não pertenciam nem ao clero nem à nobreza, ou seja, pessoas do campo e da cidade, ricos, pobres etc. e que tinham interesses muitas vezes diversos e divergentes. 2. Alternativa d. 3. Alternativa a. 4. Alternativa c.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2 CENTRALIZAÇÃO E FRAGMENTAÇÃO: PROCESSOS DE INDEPENDÊNCIA E FORMAÇÃO TERRITORIAL NA AMÉRICA LATINA

Páginas 11 - 13

Os alunos poderão indicar com setas ou cores os países hispânicos na porção ocidental no mapa, desde o Sul dos Estados Unidos da América até o Chile. O Brasil deverá ser assinalado como um país de colonização portuguesa. Exalte a presença de outras metrópoles coloniais na América, principalmente nas Antilhas e no Norte do Brasil, nas Guianas. 1. O aluno deve associar a palavra e o conceito de “centralização” com a América Portuguesa e “fragmentação” com a América Espanhola. 2. a) Há diversos fatores que influenciaram na fragmentação territorial espanhola. Alguns se relacionam diretamente com a vastidão do território, outros com a grande diversificação econômica colonial, ou, ainda, à formação de elites políticas díspares, que não aceitaram a perda de seus poderes locais em nome de uma suposta unidade. b) • Climas remotos: o continente americano possui uma enorme variedade de

climas, de nichos econômicos e regiões isoladas, distantes politicamente e geograficamente. Ressalte a vastidão da colonização espanhola, que se estendia desde a atual Flórida americana até o Chile. Em tamanho território não é difícil evidenciar diferentes relevos, vegetações e latitudes que influenciam na pluralidade climática e econômica. • Situações diversas: apesar da generalização feita neste item, destaque a lealdade

de algumas regiões à monarquia espanhola, aos diferentes processos de independência já iniciados antes de 1815, tais como do Paraguai e do México, este último iniciado como uma revolta popular liderada por Morelos e Hidalgo e, posteriormente, abafada pela própria elite local.

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Interesses opostos: continuação do item anterior relembre os alunos que eram

diversas as elites coloniais espanholas, algumas dependentes do comércio metropolitano, outras voltadas para a exportação de produtos agrícolas, como cacau, café, cana, como também do couro. Havia desejos opostos entre o federalismo e a centralização do poder, até mesmo discussões entre republicanismo e monarquismo ocorreram, e também se pensava, em algumas regiões, em convocar a família real espanhola para governar os novos países americanos; sugestão esta levantada na Revolução de Maio de 1810, na Argentina; o que segundo historiadores argentinos da atualidade, não provocou muito impacto enquanto proposta política, sendo mais uma manobra de Carlota Joaquina, uma Bourbon na sua origem familiar. 3. O objetivo da atividade é fomentar a discussão das grandes diferenças entre dos processos de independência da América Espanhola e da Portuguesa, pois se trata de uma questão muito ampla e as conclusões serão concretizadas, na maioria dos casos, em conjunto com você, professor. Portanto, neste momento, não se preocupe com respostas muito precisas e corretas neste item, mas garanta que o assunto seja retomado ao final da aula, ou na próxima aula, caso a finalização tenha sido feita em casa pelos alunos. A manutenção da unidade territorial brasileira está diretamente relacionada à construção de seu processo emancipacionista. O Brasil recebeu a Família Real portuguesa em 1808. Então, governo português instalado no Rio de Janeiro concedeu uma série de liberdades aos colonos, tais como a Abertura dos Portos de 1808, os Tratados de 1810 e a Elevação do Brasil à condição de Reino Unido em 1815, e reconfigurou a situação colonial do Brasil, fatos fundamentais para a diferenciação dos dois processos de separação. A independência brasileira foi concretizada com o governo de um membro da própria família real portuguesa, D. Pedro. Sua justificativa para ocupar o trono brasileiro era muito forte, pois se tratava de um herdeiro legítimo para os portugueses, e que foi aceito pela maioria das elites brasileiras, por garantir um processo separatista com poucas alterações estruturais. A unidade territorial foi mantida através de guerras e da afirmação de um governo centralizado e com fortes tendências absolutistas. Da parte dos colonos hispânicos havia uma grande desconfiança em relação ao Brasil durante os levantes revolucionários. Cogitava-se que o Brasil era o arauto do
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Congresso de Viena, da restauração e do monarquismo. As tropas de Bolívar chegaram a entrar em choque com a monarquia brasileira em Mato Grosso, no ano de 1825, ao revidar um ataque a Chiquitos, no Alto Peru, hoje Bolívia, e havia um forte desconforto em relação ao domínio brasileiro da Cisplatina. Para finalizar a discussão, deve-se deixar algumas questões no ar, tais como as dificuldades de integração dos países latino-americanos, já evidenciada por Bolívar em 1815, mas verificadas na timidez do Mercosul, no fracasso da Alba, na renúncia à Alca, nos litígios de fronteiras, nas pretensões brasileiras ao Conselho de Segurança da ONU...

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A proposta da lição é retomar alguns pontos importantes discutidos em sala de aula. A correção do texto pode ser feita com base na explicação do item 3, na página anterior. Porém, não deixe de dar atenção ao desenvolvimento da capacidade do aluno de relacionar os conteúdos estudados com a formação territorial e geográfica do continente americano.

Páginas 14 - 15

a) Massacre do Brigue Palhaço – Pará, 1823: Revolta ocorrida em Belém durante o processo emancipacionista brasileiro. Mercenários ingleses encarceraram no porão de um navio aproximadamente 250 prisioneiros e cruelmente assassinaram a quase todos. Há controvérsias sobre o que teria provocado a morte dos prisioneiros. Contudo, citam-se cal, água envenenada, calor e falta de ar. Os confrontos entre os mercenários e os revoltosos se deram em consequência dos constantes ataques aos comerciantes portugueses e ingleses que estavam na região. b) Confederação do Equador – Pernambuco, 1824: Revolta de caráter separatista ocorrida no I Reinado contra o absolutismo, a monarquia e a centralização de poder promovidos pela Constituição de 1824. Destaca-se a liderança de Frei Caneca, morto após a repressão ao conflito.
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c) Guerra da Cisplatina – Uruguai, 1825-1828: Revolta separatista que terminou com o desmembramento do território da Cisplatina anteriormente invadido e dominado por D. João VI. Demonstra, assim como os outros movimentos, a dificuldade da construção da unidade territorial brasileira.

Página 16

• A resposta para esse item pode variar muito, pois há uma série de fatores que influenciava a vida das mulheres do século XIX, mas, de modo geral, elas tinham bem menos direitos do que atualmente e normalmente exerciam funções domésticas; muito raramente conseguiam formação profissional em uma faculdade ou aprender algum ofício. • Maria Quitéria vestiu-se de homem para se alistar no Exército. • Quando descoberta pôde continuar no corpo militar, porém sua farda ganhou um pequeno saiote. • Ela participou da Tomada de Salvador, em 2 de julho de 1823, foi aclamada pela população e condecorada. • Lutou pela Independência brasileira, contra o domínio português. • Sua imagem passou a ser valorizada somente 50 anos após a sua morte, na virada do século XIX para o XX. Destacam-se como motivos o forte nacionalismo do período, as comemorações do centenário da Independência, em 1922, e a própria situação da mulher ocidental, que, após a Primeira Guerra Mundial, de maneira geral, sofreu algumas alterações, abrindo caminho para conquistas, como o direito ao voto, por exemplo.

Páginas 16 - 17

1. A colonização passou a ser questionada nos séculos XVIII e XIX, pois havia muito privilégio e abuso de poder por parte da elite espanhola, além do controle do comércio e da imprensa, circunstâncias que também passaram a ser questionadas pela elite crioula.
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2. O Iluminismo e o Liberalismo influenciaram a criação de repúblicas e as lutas pela independência. 3. a) A palavra “escravidão” pode ser entendida como “exploração”, refere-se ao domínio colonial mercantilista português no Brasil. b) Não houve alteração na estrutura escravista no Brasil independente, a escravidão continuou sendo a base da força de trabalho.

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1. Alternativa b. 2. Alternativa e.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 LINHA DE PRODUÇÃO INDUSTRIAL

Páginas 20 - 21

1. Espera-se que o aluno não conheça todas as etapas de construção da dobradura. Caso demonstre conhecimento a respeito das etapas de produção do barquinho, estimuleos a refletir passo a passo a respeito do processo realizado, como também a respeito do encadeamento das etapas necessárias para que se atinja o objetivo, ou seja, a confecção. 2. Aqui cabe uma avaliação do desempenho de cada equipe no processo do jogo. Assim, estimule-os a pensar em melhorias nas etapas de produção. 3. Ressalte aos alunos a ausência de um dos principais pilares da indústria, as máquinas, na realização da atividade. Contudo, estabeleça uma ligação com a linha de montagem e com a construção de uma peça final, um produto

criado/manufaturado/fabricado pela coletividade. 4. a) A execução de uma tarefa/operação mais simples eleva a quantidade de trabalhadores aptos ao posto, portanto diminui a sua especificidade, contribuindo para a sua baixa remuneração. b) Repare se os barquinhos produzidos no final possuem boa uniformidade, embaralhe-os em sua mão e pergunte aos alunos se eles são capazes de identificar quem os produziu. Talvez um barquinho defeituoso apareça entre eles e será identificado, mas o interessante é notar que a identidade daquele produto foi dada pelo seu defeito e, dentro dessa mesma analogia, o operário não projeta o que produz. 5. Trata-se de um dos itens mais importantes para o fechamento da atividade. A produção industrial impôs um novo ritmo de vida aos trabalhadores. Chame atenção para o fato de que todos devem começar a trabalhar no mesmo horário, ou então a “fábrica de barquinhos” não conseguiria finalizar alguns de seus “produtos”. Destaque a importância dos minutos e dos segundos para a realização da operação, unidades de tempo pouco utilizadas pela população inglesa antes da Revolução Industrial. Estimule os alunos a pensar uma maneira de tornar aquela produção mais
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rápida, mais eficiente e com custo menor. A resposta mais comum é a introdução da máquina na linha de montagem. 6. Há uma grande discussão acadêmica acerca desse termo, porém, em linhas gerais, mostre a dificuldade de identificação do trabalhador com o objeto do trabalho, já que a sua participação no processo é fragmentada. 7. Discuta com os alunos os motivos pelos quais o operário não havia até então tomado consciência de seu papel na sociedade, relacione o afastamento do trabalhador de seu objeto de produção como um desses motivos, retome as discussões sobre a alienação do trabalho os comentários do item 5.

Página 22

Trata-se de um levantamento fotográfico para estimular o questionamento dos alunos sobre o tema “trabalho” e, dessa forma, as transformações provocadas pela industrialização ficarão evidentes para os alunos quando eles conhecerem as obras publicadas desses grandes fotógrafos. A segunda parte da pesquisa busca estimular, ainda que de maneira pontual, um trabalho interdisciplinar, envolvendo outra área, neste caso, a física.

Página 22

O texto deve abordar elementos que foram levantados durante a aula sobre a Revolução Industrial, demonstrando que os alunos que atingiram o esperado, serão capazes de identificar a transição do artesanato para a divisão do trabalho, assim como a “alienação de produção” verificada pelas teorias marxistas, no que se refere ao domínio do conhecimento sobre as etapas e processos de fabricação de um produto. Além das discussões de sala de aula, valorize os alunos que trouxeram informações do seu cotidiano para o texto e conseguiram perceber que grande parte do conteúdo trabalhado sobre a Revolução Industrial Inglesa do século XVIII reflete-se na economia atual. As conclusões sobre os efeitos da industrialização no texto dos alunos não devem
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comportar apenas um viés parcial, em que relata somente as contribuições negativas da industrialização, como a exploração do trabalhador e o esgotamento dos recursos naturais. Há um conflito muito intenso nessas questões que deve ser destacado: a industrialização trouxe problemas e soluções. Incentive conclusões balanceadas e que sejam capazes de perceber a complexidade do assunto.

Páginas 23 - 25

1. Com o advento da máquina no cotidiano dos trabalhadores, a marcação do tempo tornou-se mais numérica, mecânica e precisa. Exemplo disso é que utilizamos para indicar a passagem do tempo expressões como “espere um minuto”, indícios de novos parâmetros e ritmos de duração temporal. 2. O texto retirado do Manifesto Comunista, de 1848. evidencia os conflitos entre burguesia e proletariado, ou seja, os detentores dos meios de produção e os operários que vendem sua força de trabalho. As origens desses conflitos, segundo Marx, estão relacionadas às diferenças entre as classes e a exploração do trabalho; próprias do sistema capitalista industrial. 3. A Revolução Industrial contribuiu para a construção de uma relação predatória do meio ambiente. O crescimento dos mercados, a urbanização, as inovações tecnológicas, a competitividade entre as indústrias e a busca cada vez maior de fontes de matéria-prima contribuíram para a formação de um ambiente altamente transformado pelo ser humano. 4. Alternativa b.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 SOCIALISMO, COMUNISMO E ANARQUISMO

Página 26

A descrição aqui apresentada pelos alunos deve ser preliminar, e tem por objetivo demonstrar os conhecimentos que possuem a respeito dos temas tratados. Ao final das atividades da Situação de Aprendizagem, solicite a eles que retornem às considerações iniciais e as reformulem. Você pode considerar que o Socialismo é comumente entendido como uma etapa necessária para se chegar ao Comunismo, o qual, na tradição do pensamento marxista, é o último estágio do desenvolvimento histórico das sociedades, quando elas não mais estariam divididas em classes sociais, e os homens teriam iguais oportunidades para o desenvolvimento de suas potencialidades. Na perspectiva marxista, para se alcançar o Comunismo, a sociedade capitalista experimentaria uma transição para o Socialismo. Essa transição seria estabelecida, nos termos de Marx e Engels, pela “ditadura do proletariado” e se caracterizaria pela diminuição do papel do Estado, que deixaria de existir no Comunismo. Quanto ao Anarquismo, esse conteúdo é tratado na resposta à questão 4, da página 29 do Caderno do Aluno.

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Essa pesquisa é simples e a meta é fazer com que os alunos estejam de posse, quando do início das atividades, de informações relevantes acerca do assunto a ser tratado, sobretudo em relação aos dados biográficos de Karl Marx.

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Exercícios
Páginas 27 - 30

1. Há no excerto uma orientação de ação política incitando os homens a lutar por mudanças em um plano concreto Para além da critica meramente intelectual. No segundo trecho, Marx propõe uma lógica explicativa para a História. O último excerto, por sua vez, estabelece que a sociedade burguesa esteja organizada a partir de dois grupos sociais que se antagonizam: a burguesia e o proletariado. 2. É pelo trabalho que o homem transforma e domina a natureza em benefício próprio e se esquiva das limitações que ela lhe impõe. Para Marx, se o trabalho – que, antes, libertava o homem e possibilitava a sua realização e afirmação no mundo – acabou se tornando a fonte de opressão deste mesmo homem, a indagação que deveria ser colocada era: quais as causas dessa opressão? Para o autor, a opressão se deve aos seguintes fatores: • • divisão social do trabalho (desigual, do ponto de vista quantitativo e qualitativo); propriedade privada dos meios de produção (instrumentos de trabalho –

ferramentas, máquinas, infraestrutura – objetos de trabalho – diferentes matériasprimas); • divisão da sociedade em classes.

Ao trabalho como opressão, segundo o pensamento de Marx, pode ser associado o estranhamento do homem em relação ao próprio produto que resulta do trabalho: o trabalhador não se reconhece naquilo que realizou, já que o resultado de seu trabalho pode ser feito por qualquer um. Além do mais, o resultado do trabalho não pertence ao trabalhador, que dele não pode usufruir. Por exemplo, um trabalhador de uma grande indústria automobilística, ao final de um dia exaustivo de trabalho, volta para casa de ônibus ou trem. 3. Para o pensamento marxista, a produção capitalista produz mercadorias e mais-valia. Espera-se como resposta que o aluno descreva, com suas palavras, o conceito de mais-valia ilustrado no texto. 4. Literalmente, anarquia significa ausência de governo, ou de autoridade, sendo, nesse sentido, uma teoria política que visa uma sociedade igualitária e de cooperação entre seus membros, sem hierarquias constituídas e impostas, tanto pelos governos quanto pelos grupos dominantes. Assim, mais do que a negação de uma sociedade com
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governo, o anarquismo se define como uma negação a todas as relações hierarquizadas, opondo hierarquia à anarquia. 5. Professor consulte o Caderno do Professor página 33, para mais informações sobre essa atividade.

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O Anarquismo como sistema político se opõe às relações sociais hierarquizadas. É com base no conteúdo estudado nesta Situação de Aprendizagem que os alunos deverão produzir um pequeno texto a respeito.

Páginas 31 - 32

1. Com a industrialização e o desenvolvimento do capitalismo, um grande número de trabalhadores, muitos deles antigos habitantes de áreas rurais, concentrou-se nos centros urbanos, onde nem sempre encontrou trabalho, mas enfrentou a fome e o desemprego. Aqueles que estavam empregados ganhavam baixíssimos salários por longas jornadas de trabalho e viviam em péssimas condições, o que tinha por consequência alto índice de mortalidade, suicídios, alcoolismo, prostituição etc. O contraste entre essa situação e o crescimento do capitalismo e as condições de vida da burguesia estiveram na base das reivindicações de importantes movimentos sociais, como o socialismo e o anarquismo, que buscavam respostas para os problemas enfrentados pelos trabalhadores em seu cotidiano. 2. Alternativa d. 3. Alternativa d. 4. Alternativa c.

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