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VESTIBULAR – 2009

1 CONTEÚDO 12 ROMA – A QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO PROFº: PANTOJA A Certeza de
1
CONTEÚDO
12
ROMA – A QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO
PROFº: PANTOJA
A Certeza de Vencer
KL 060808

A CRISE DO IMPÉRIO ROMANO DECLÍNIO E FIM DO IMPÉRIO DO OCIDENTE

Os grandes proprietários fundiários tornaram-se cada vez mais independentes, economicamente, em relação ao Estado. Tendem a se retirar para suas terras, onde se desenvolveu uma produção auto-suficiente. Dessa forma, passaram a exercer as funções que cabiam ao Estado, como a administração da justiça, e a partir do final do século IV, se encarregaram da defesa contra os ataques dos bárbaros. A ligação entre uma grande propriedade e o poder central do Império resumiu-se na obrigação de pagarem impostos. Começou a se manifestar um movimento que tornaria a massa rural pobre ainda mais dependentes dos latifundiários: o “patrocínio”. Camponês livres, colonos e até habitantes de aldeias inteiras se colocavam sob a

cidades orientais continuavam economicamente estáveis, o que possibilitava que as ordens de curais pudessem persistir. Alem disso, a parte oriental ficou menos exposta aos ataques bárbaros. Todos esses fatores facilitaram a continuidade do Império Romano do Oriente.

O Império do Ocidente sofreu repetidas incursões

bárbaras culminando, em 410, com a ocupação e o saque de Roma pelos visigodos de Alarico, fato que teve enorme

impacto entre os romanos. Pela primeira vez em sua história, Roma era ocupada pelos inimigos (se

desprezarmos o saque gaulês nos primórdios da República). Em 455, Roma foi saqueada pelos vândalos e assistiu à formação de reinos bárbaros dentro do território do Império (na Gália na Espanha e no norte da África). O fim do sistema político romano no Ocidente é marcado pela deposição de Rômulo Augústulo, o último imperador, pelo

chefe germânico A
chefe
germânico
A

proteção patrocinium

de uma pessoa influente, de grande proprietário de terras poderoso, pagando-a com produtos agrícolas ou dinheiro, o que se tornou uma forma regular de taxação. Para a monarquia Imperial, o resultado do aparato estatal. A pressão fiscal recaiu então sobre os setores que ainda pagavam impostos, o que aumentou ainda mais o descontentamento geral. Aqui encontramos a explicação párea o desinteresse da sociedade romana no império tardio do Império em relação à sobrevivência do Estado. Já no início do século V um autor cristão, Orósio, refere-se a romanos que preferiam viver sobe o domínio dos bárbaros, nas regiões onde se formariam os estados germânicos, a sofrer com a pressão do governo romano. Não se demoraria muito a perceber que o estado Imperial tornara-se supérfluo, crescendo a indiferença pela sua manutenção. Durante o século IV, o sistema estatal romano foi suficientemente forte para defender sua própria existência e manter o Império unido, embora, em 395, com a morte do Imperador Teodósio, o Império foi dividido entre seus dois filhos: Honório, no Ocidente, e Arcádio, no Oriente. Essa data de 395 aparece em alguns manuais escolares como o fim da idade Antiga. Com o reinício das invasões

bárbaras, foi inevitável o declínio do império do Ocidente.

O

Estado cada vez mais mostrou-se incapaz de defender

os

próprios súditos dos mais favoráveis.

O Império do Oriente, com condições sociais mais favoráveis, conseguiu sobreviver e dar origem ao Estado Bizantino, destinado a perdurar até a queda de Constantinopla, em 1453. As relações entre o Imperador romano do Oriente e os proprietário de terras eram de

colaboração. A igreja do Oriente, ligada ao Estado, apoiava-o, assim como o senado de Constantinopla. As

Odoacro.

em 476. Aquilo que convencionalmente se costuma qualificar de passagem da Antiguidade para a Idade Média não ocorreu a partir de um evento específico, como a divisão do Império por Teodósio em 395, ou a derrota de Rômulo Augústulo, em 476, mas resultou de uma série de graduais transformações. A queda do Império Romano do Ocidente representou a desagregação do quadro político do Estado, cujo aparato administrativo e militar entrou em

colapso no século V. A organização social da época tardia persistiu, com a permanência de instituições como o patrocínio e o colonato. A economia existente no século IV não soh-eu de imediato uma grande transformação. Ao lado dos dominadores bárbaros, a velha aristocracia romana de latifundiários manteve boa parte de seus privilégios. A força militar dos bárbaros contribuiu para perpetuar a exploração da massa de colonos, ligando-os estreitamente à terra e submetendo-os a seus senhores ou seus bispos.

Igreja garantiu um mínimo de unidade cultural

no então fragmentado mundo ocidental. A cultura clássica,

tão cara aos homens de letras do século IV, seria conservada nos livros das bibliotecas dos conventos e nas escolas bizantinas. A Igreja Católica incorporou muitos elementos romanos em sua organização e em seu ritual. Durante séculos, o latim foi não apenas a língua oficial dos cristãos, mas também a da cultura e das relações internacionais. Do latim vulgar, falado pelos soldados e pelo povo, originaram-se os idiomas neolatinos, inclusive o português.

O legado da civilização romana foi preservado, e

hoje é parte integrante de nossa cultura. Uma das suas maiores contribuições foi o Direito, que é o fundamento

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das leis dos países ocidentais ainda hoje. A arquitetura e o urbanismo romanos permaneceram não só nas ruínas antigas, mas também no traçado das inumeráveis cidades

e estradas. Ao longo do tempo e até nossos dias, os

pensadores, escritores e artistas buscaram inspiração em temas ligados àquela época. A herança deixada pelo inundo romano nas artes, na literatura, no pensamento político, nos sistemas de governo, nas crenças religiosas e nos valores humanísticos representa um patrimônio cultural inestimável.

Constantinopla (hoje Istambul). Visando maior proteção da fronteira leste do Império Romano, essa cidade assumiu a função de capital oriental do império. Para reorganizar a produção agrícola, que sofria com a falta de mão-de-obra escrava, Constantino decretou a Lei do Colonato (332). Essa medida obrigava o trabalhador rural a permanescer nas grandes propriedades como colonos. A lei fixava o homem à terra, tendo o grande tranbalho escravo pelo trabalho servil. Entretanto, as medidas de Constantino foram insuficiente para pôr fim à séria críse pela qual passava a economia romana. Os constantes ataques bárbaros e inúmeras outras dificuldades levaram as propriedades rurais a produzirem somente o necessário para seu consumo, convertendo-se em unidade auto-suficientes. Constituía-se, assim, lentamente uma nova ordem econômica. Depois de Constantino, acentuou-se a decadência romana. Com Teodósio (379 – 395), promoveu-se a definitiva divisão do Império Romano: o do Ocidente, com capital em Roma, ficou a cargo de Honório, enquanto o do Oriente, com capital em Constantinopla, foi atribuido a Arcádio. Teodósio ainda fez do cristianismo a religião oficial do império. O processo expansionista dos bárbaros determinou o fim do Império Romano do Ocidente em 476, quando a tribo dos hérulos, chefiada por Odoacro, derrubou Rômulço Augusto do trono imperial romano. No Oriente, porém o império manteve-se até 1453, quando sua capital, constantinopla, foi tomada pelos turcos otomanos.

O Baixo Império (Séculos III-V)

Após

os

Severos, a crise imperial romana foi aumentando progressivamente, iniciando-se um período de caos e de
Severos, a crise
imperial romana foi
aumentando
progressivamente,
iniciando-se um
período de caos e de
invasões, com
governos de exceção.
Esse período da
história de Roma
denominou-se Baixo
Império.
O
século
III
correspondeu a um
período de anarquia
militar,
quando,
O Império Romano e os Barbaros

"Escultura simbolizando a Tetrarquia"

simultaneamente, várias legiões do exército romano proclamaram seus

comandantes imperadores, ocasionando conflitos que

afetaram seriamente a produção agrícola, o comércio, enfim, toda a base da economia imperial. Até a disponibilidade de mão-de-obra estava afetada, devido ao fim das conquistas territoriais e da submissão à escravidão dos povos vencidos. Entre os anos 235 e 284, houve em Roma 26 imperadores, 25 dos quais morreram assassinados. O caos militar, econômico e administrativo facilitava a invasão de estrangeiros, denominados pelos romanos de bárbaros, que foram ocupando e dominando, pacífica ou militarmente, vastos territórios do império. Alguns imperadores dessa fase, no entanto, se destacaram: Diocleciano (284-305) dividiu o poder romano entre quatro generais (tetrarquia) a fim de obter a paz social. Conseguiu momentaneamente algum sucesso com

o

Edito Máximo de 301, o qual estipulava um limite

com o Edito Máximo de 301, o qual estipulava um limite máximo para preços e salá

máximo para preços e salários. Porém, tal medida provocou o desabastecimento de alimentos e o surgimento de ágio, contribuindo para o aprofundamento da crise. Constantíno (312-337), considerado o último dos grandes imperadores romanos, publicou, em 313, o Edito de Milão, concedendo liberdade de culto aos cristãos, reconhecendo assim a força do cristianismo entre os súditos do império em várias de suas regiões. Ainda sob o seu reinado, foram aprovadas as bases da doutrina da nova Igreja, por meio do Concílio de Nicéia, ocorrido em 325, que teve a participação do imperador. Constantino fundou, ainda, a cidade de Bizâncio, considerada a segunda Roma, que passou a se chamar