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Profº Jaime Mariz Eletrotécnica Básica Profº Jaime Mariz Eletrotécnica Básica

Eletrotécnica Básica f) Associação de bipolos em paralelo – é um conjunto de bipolos


ligados de tal maneira que a tensão aplicada a um é,
1. Resoluções de Circuitos em corrente contínua obrigatoriamente, aplicada aos outros.

Definições:
B1 B2 B3 B4
a) Bipolo – é qualquer dispositivo elétrico com dois terminais;
Ex.: Resistor, indutor, capacitor, gerador, etc.
Símbolo do bipolo:
g) Ligação de Bipolos em Estrela – é um conjunto de três bipolos
ligados de acordo com a figura abaixo
b) Circuito Elétrico – é um conjunto de bipolos elétricos
interligados;
B1

c) Gerador de Tensão Contínua – é um dispositivo elétrico que


B2 B3
impõe uma tensão entre seus terminais, qualquer que seja o
valor da corrente. V
Símbolo do Gerador de tensão contínua:
- +

d) Gerador de Corrente Contínua – é um dispositivo que impõe


h) Ligação de Bipolos em Triângulo (delta) – é um conjunto de
uma corrente, qualquer que seja o valor da tensão aplicada aos
três bipolos ligados conforme com a figura abaixo
terminais.
Símbolo do Gerador de corrente contínua: B1
B2

e) Associação de Dipolos em Série – é um conjunto de bipolos


ligados de tal maneira que a corrente que passa por um bipolo, B3

obrigatoriamente, passa pelos outros.


B1 B2 B3 B4

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Leis dos circuitos: o processo de resolução de circuitos em Este processo é válido para circuitos planares (que podem ser
corrente contínua baseia nas seguintes leis da Física: representados num plano, sem cruzamentos de linha), contendo
apenas bipolos lineares e sem geradores de corrente.
V
a) Lei de Ohm: I = ou V = RI
R
Exemplo 01:
b) 1ª Lei de Kirchhoff (lei das correntes): o somatório das
correntes que convergem para um mesmo nó é igual a zero;
(princípio: a energia não pode ser criada ou destruída)
I5
I1

åI = 0

I3 + I5 – I1 – I2 – I4 = 0
I3 I3 + I5 = I1 + I2 + I4
I2
1ª Malha (ABEF): 100 – 40 =5I1 + 5I1 + 10(I1 – I2)
I4 2ª Malha (BCDE): 40 = 10I2 + 10(I2 – I1)
60 = 20I1 - 10I2 60 = 20I1 - 10I2
c) 2ª Lei de Kirchhoff (lei das tensões): a soma algébrica das 40 = -10I1 + 20I2 (x2) 80 = -20I1 + 40I2
tensões ao longo de um caminho fechado é igual à soma 140 = 30I2
algébrica das quedas de voltagem existentes nessa malha I2 =140/30 = 4,67A
(princípio: a toda ação corresponde uma reação igual e
60 = 20I1 – 10 x 4,67  I1 = (60 + 46,7)/20
contrária). åE = å RI ou åE - å RI = 0 I1= 5,33A
- + -E1+E2+E3=I1R1–I2R2+I3r3-I4R4
+- +-
-E1+E2+E3-I1R1+I2R2-I3r3+I4R4=0
-+
+-

+ - + - Exemplo 02:

Análise de Malhas para resolução de circuitos


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“D” em “Y” “Y” em “D”


R1R3 RaRb + RbRc + RcRa
Ra = R1 =
R1 + R2 + R3 Rc
Nó A: I4 = I1 + I3 R1R2 R2 =
RaRb + RbRc + RcRa
Rb =
Nó B: I2 = I3 + I6 R1 + R2 + R3 Ra
Nó C: I1 = I5 + I6 R2R3 RaRb + RbRc + RcRa
Rc = R3 =
Malha ADCEF: E1 = I1R1 + I4R4 + I5R5 R1 + R2 + R3 Rb
Malha BCD: E2 - E6 = I2R2 + I6R6 - I5R5
Malha ABCD: -E6 = -I3R3 + I6R6 – I4R4 - I5R5
Exemplo 03:

Aplicando as Leis de Kirchhoff podemos transformar circuitos


ligados em “Y” em circuitos ligados em “D”

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2. Resoluções de Circuitos em corrente alternada


A quase totalidade dos sistemas elétricos trabalha com correntes e
tensões alternadas. Isto se deve ao fato de:
a) Ser mais fácil o transporte da energia para lugares distantes;
b) Ser econômica a transformação de níveis de tensão e de
corrente, de acordo com a necessidade;
c) Ser econômica a transformação de energia elétrica em
energia mecânica e vice-versa; Função periódica
y = f(t) é periódica se assumir o mesmo valor f(t) para
Força Eletromotriz de um alternador elementar instantes espaçados de T, 2T, 3T,...
então y = f(t) = f(t+T) = f(t+2T) = ... = f(t+nT)
T = período

Freqüência
nº de períodos (ou ciclos) por segundos (Hertz ou Hz)
1
f =
T
ex.: para f = 60Hz Þ T = 1/60 = 0,01667 seg
2p
Então w = = 2pf Þ e = Em. sen 2pft
T
fm = Fluxo Máximo encadeado com a espira
Freqüências usuais:
w = Velocidade angular da espira (rad/seg)
50Hz (Europa, Paraguai)
a = wt = ângulo formado pelo plano da espira com o plano 60Hz (Brasil, USA)
perpendicular às linhas de fluxo 25Hz (alguns sistemas de tração elétrica)
f = fm.coswt 250 a 2700Hz (Telefonia comercial)
df 25 a 40 kHz (Sondagem submarina) ultra-som
e = - para uma espira
dt
df d(fm. cos wt) 30 kHz (telegrafia sem fio)
e = -n = -n = wnfm. sen wt
dt dt 150 kHz (Radiodifusão – Ondas Longas)
mas: Em = wnfm então: e = Em. sen wt 500 a 1500 kHz (Radiodifusão – Ondas Médias - 200 a 600m)
30 MHz (Radiodifusão – Ondas Curtas até 10m)

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Fase e diferença de Fase Quando a Diferença de fase


F(t) = A.sen(wt+q) \ (wt+q) = ângulo de Fase entre duas grandezas alternadas
for de 90° elas estão em
quadratura

Quando a diferença de fase for


de 180°, estão em oposição

e1 = Em1. sen(wt + q1)


Se duas grandezas senoidais têm a
e2 = Em2. sen(wt - q2)
mesma freqüência, a diferença de fase ou defasagem entre elas
em um dado instante será: (wt + q1) - (wt + q2) = q1 - q2
e1 = 100. sen(wt + 30°)
Valor Médio
ex.: e2 = 75. sen(wt - 30°) A expressão que dá o valor médio de uma função é:
30 – (-30) = 60°  a senóide e1 passa pelos seus valores 1 T
Ymédio =
T ò f(t)dt
0
zero e máximo com avanço de 60°
para a senóide esse valor é nulo para um ciclo, e por isso é
sobre a senóide e2
definido para um semi período. Assim o valor médio de
i=Im.sena pode ser achado integrando a senóide de 0 a p.

Quando duas ou mais grandezas 1p Im Im 2. Im


[ - cos a]0p = (1 + 1) =
p 0ò
Im édio = Im . sen a.da = = 0,637 Im
p p p
alternadas têm a mesma fase
2.Vm
Analogamente: Vmédio = = 0,637Vm
elas se acham em concordância p

de fase ou simplesmente em
fase

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Valor eficaz 1. O vetor mostra as duas características que definem a senóide:


Energia transformada em calor por uma c.c. I em uma resistência o ângulo de fase e o valor máximo;
R em t segundos: I Rt 2 2. A diferença de fase entre as duas grandezas alternadas pode
Energia transformada em calor pela corrente alternada i na ser representada vetorialmente. A figura

mesma resistência é, a cada instante i R 2 ao lado nos mostra o vetor OB em


T T
1
avanço de q graus sobre o vetor AO. Se
Assim: I2Rt ò i R.dt \ I ò i .dt. t sendo T=2p (período)
2 2
= =
0 0 OB e AO representam os valores
2p 2p
1 Im 2 æ 1 - 1 cos2 a öda máximos das voltagens e1 e e2, elasO
ò Im .sen a.da = 2p ò
2 2 2
I = ç ÷
2p 0 0 è2 2 ø
serão expressas por:
2p
Im2 é sen 2a ù Im 2 Im 2 Im
I2 = a - = Þ I = = = 0,707 Im
4p ëê 2 úû0 2 2 2 e1 = OB.senwt e2 = OA.sen(wt-q)
Vm
analogamente: V = 2 = 0,707Vm
3. A soma ou a diferença de duas ou mais grandezas senoidais
OBS.: os voltímetros e amperímetros de corrente alternada
se reduz a uma composição de vetores.
indicam os valores eficazes de corrente e tensão
Im0 = I2m1 + I2m2 + 2.Im1.Im2. cos(f2 - f1)

Im1. sen f1 + Im2. sen f2


tan f0 =
Representação vetorial das Grandezas Senoidais Im1.cos f1 + Im2.cos f2

a = wt radianos
0x=0A.senwt=Im.senwt

Vantagens:
Parâmetros dos circuitos de C.A

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Resistência Unidade: W(ohm)


Carga Resistiva ou carga ôhmica Uma bobina que tem uma resistência “R” e uma indutância “L” é
Indutância Unidade: H (Henry) representada conforme abaixo:
Carga Indutiva
Capacitância Unidade: F (Farad)
Carga Capacitiva
Se o circuito tem elevada resistência elétrica e indutância
desprezível, o representamos apenas pela resistência, e dizemos
Lei de Ohm para os circuitos de C.A que o circuito é puramente ôhmico ou puramente resistivo.

Consideremos uma bobina com resistência elétrica ® e indutância


(L):
Se ocorrer o inverso, isto é, se a resistência por desprezível em
relação ao efeito da indutância, e dizemos que ele é puramente
indutivo.


R = r
s Ex.: enrolamento de máquinas elétricas, transformadores, etc.
Passando-se uma corrente elétrica nessa bobina aparecerá um
fluxo magnético f dados por: f = Li Se forem considerados tanto a resistência quanto a indutância do

Se “i” é variável, “f” também será! Þ aparecerá uma f.e.m. de circuito, então ele será denominado circuito indutivo ou circuito RL.

auto indução dada por:


df d( Li) di
e = = = L
dt dt dt
Circuito puramente Ôhmico
na figura anterior, temos então:
0
di di
v = Ri + L \
dt dt
Þ derivada da corrente elétrica em relação ao L = 0 di v
v = Ri + L \ v = Ri \ i =
dt R
tempo. R ¹ 0

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Vmax. sen wt Dado:


Supondo v = Vmax.senwt Þ i =
R
d( Imax. sen wt) d( sen wt)
Vmax i = Imax. sen wt Þ v = L = L.Imax
i = sen wt = Imax. sen wt dt dt
R
cosq = sen(q+90°) v = wL.Imax. cos wt
v = wL.I max. sen(wt + 90°)

cos30° = sen(p/6 +90°)


0,866 = 0,866

Isto é, essa voltagem é também alternada senoidal com valor


máximo igual a wLImax, defasada 90° em adiantamento em relação
Quando a tensão for máxima, a corrente também será: à corrente alternada do circuito.
Vmax
v = Vmax. sen wt \ i = sen wt = Imax. sen wt
R

Dizemos então que as duas senóides estão em fase entre si ou


que a corrente e a voltagem então em fase num circuito puramente
ôhmico.
Vmax Vmax Vef
Imax = = 0,707.Imax = 0,707 Þ Ief =
R R R

Conclusão: os circuitos puramente ôhmicos, quando alimentados Vmax = wLIMax Þ 0,707 Vmax = 0,707 wLIMax
por corrente alternada, apresentam o mesmo Vef = wLIef Þ Vef = XLIef
comportamento do que quando alimentados por corrente XL = wL = 2pfL Þ Reatância indutiva (análoga à resistência)
contínua. A freqüência das correntes alternadas não
Unidade da reatância: W (Ohms)
influencia os fenômenos que se processam no circuito.
Observamos que a reatância Indutiva é função da freqüência e da
Circuito puramente Indutivo
0 indutância: f­ÞX­ L­ÞX­
L ¹ 0 v = Ri + L
di
\v = L
di
dt dt
R » 0 Conclusão: Sempre que uma corrente alternada atravessa um
circuito puramente indutivo (de reatância XL = 2pfL),
Nos circuitos puramente indutivos toda tensão aplicada aos
tem-se uma queda de tensão dada por Vef = XL.Ief,
seus terminais é equilibrada pela f.e.m. de auto-indução.
defasada de 90° em adiantamento em relação à
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corrente. Em outras palavras: aplicando-se uma


voltagem alternada senoidal aos terminais se um 3°) Num circuito puramente ôhmico, aplicou-se uma voltagem dada
reatância XL de um circuito puramente indutivo, verifica- por v=120.sen(314t). Se a resistência total do circuito mede
se a passagem de uma corrente elétrica de valor Ief = 10W, calcule qual deverá ser a leitura de um amperímetro se
Vef/XL ,defasada de 90° em atraso em relação à tensão. corretamente inserido no circuito.
Vef = 0,707.Vmax = 0,707x120 = 84,84V

Exemplos: Ief = Vef/R = 84,84/10 = 8,484 A

1°) Um circuito puramente indutivo onde temos L=0,5H é


alimentado por uma tensão cujo valor eficaz é 110v e cuja
freqüência é 60Hz. Calcule o valor eficaz da corrente alternada
que circula nesse circuito.

XL=2pfL = 2x3,14x60x0,5 = 188,4W


Ief = Vef/XL = 110/188,4 = 0,584A
Ief = 584mA

2°) No problema anterior, traçar o diagrama vetorial e


representação senoidal da tensão e corrente eficaz.

Ex.: v = 50.sen(30t + 90°)


i = 10.sen30t

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Revisão de Números Complexos Outras formas dos números complexos


x
cos q = \ x = Z cos q
Z

y
sen q = \ y = Z sen q
Z

Z = x + jy = |Z|cosq + j|Z|senq = |Z|(cosq +jsenq)


Tgq = y/x
y
q = arctg Z = x2 + y2
x
argumento de Z Módulo ou valor absoluto de Z

A fórmula de Euler, e±jq = (cosq ± jsenq), possibilita outra


forma para representação dos números complexos, chamada
forma exponencial:
Z = x ± jy = |Z|(cosq ± jsenq) = |Z|e±jq

A forma polar ou de Steinmetz para um número complexo Z é


bastante usada em análise de circuitos e escreve-se
|Z|бq onde “q” aparece em graus

Esses quatro meios de se representar um número complexo estão


resumidos a seguir. O emprego de um ou de outro depende da
j= - 1 Þ j2 = -1
operação a ser efetuada.
Z1 = 6 Z4 = -3 + j2
Forma retangular Z = x ± jy 3 + j4
Z2 = 2 – j3 Z5 = -4 – j4 Forma Polar Z = |Z|бq 5Ð53,13
Z3 = j4 Z6 = 3 + j3 Forma exponencial Z = |Z|e±jq 5ej53,13
Forma trigonométrica Z = |Z|(cosq ±jsenq) 5(cos53,13+jsen53,13)

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Conjugado de um número complexo Soma e diferença de números complexos


O conjugado Z* de um número complexo Z = x + jy é o número Para somar ou subtrair dois números complexos, soma-se ou
complexo Z* = x – jy subtrai-se separadamente as partes reais e imaginárias dos
Ex.: Z1 = 3 - j2 Z1* = 3 + j2 números na forma retangular.

Z2 = -5 + j4 Z2* = -5 – j4 Z1=5-j2 Z1+Z2=(5-3)+j(-2–8)=2–j10

Z3 = -6 + j10 Z3* = -6 – j10 Z2=-3–j8 Z1–Z2=[5–(-3)]+j[(-2)–(-8)]=8+j6

Multiplicação de números complexos


Na forma polar, o conjugado se Z = |Z|Ðq é Z* = |Z|Ð-q
O produto de dois números complexos, estando ambos na
Na forma Z = |Z|[cos(q) + jsen(q)] o conjugado de Z é
forma potencial ou na forma polar:
Z* = |Z|[cos(-q) + jsen(-q)]
Z1=|Z1|ejq1=|Z1|Ðq1 Z1.Z2 = (|Z1|.|Z2|).ej(q1+q2)
Mas cos(q)=cos(-q) e sen(-q) = -sen(q), então jq2
Z2=|Z2|e =|Z2|Ðq2 Z1.Z2 = (|Z1|.|Z2|)Ðq1+q2
Z* = |Z|[cos(q) - jsen(q)]

O produto pode ser obtido na forma retangular, tratando-se os


ex.: Z = 7Ð30°  Z* = 7Ð-30°
números complexos como se fossem binômios:
Z = x + jy Z1.Z2 = (x1+jy1)(x2+jy2) = x1x2 + jx1y2 + jy1x2 + j2 y1y2
Z* = x - jy = (x1x2 + y1y2) + j(x1y2 + y1x2)
Z = |Z|ejq
Z* = |Z|e-jq ex. 01: Z1 = 5ejp/3 Z1Z2 = (5.2)ej(p/3-p/6) = 10ejp/6
Z2 = 2e-jp/6
Z = |Z|Ðq
Z* = |Z|Ð-q
ex. 02: Z1 = 2Ð30° Z1Z2 = (5.2)Ð[30+(-45)]
Z = |Z|(cosq + jsenq) Z2 = 5Ð-45° Z1Z2 = 10Ð-15°
Z1=3 + j4  Z1*=3 – j4
Z* = |Z|(cosq - jsenq)
Z2=5Ð143,1°  Z2*=5Ð-143,1°
O conjugado Z* de um número complexo Z é sempre a imagem de
“Z” em relação ao eixo real, como mostra a figura.
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Divisão de números complexos Circuito puramente Capacitivo


Z1 Z1 ejq1 Z1 j(q1 - q2) Se v = Vmax.senwt
Z2
=
Z2 ejq2
=
Z2
e Þ forma exponencial
q = Cv
Z1 Z1 Ðq1 Z1
Z2
=
Z2 Ðq2
=
Z2
Ð(q1 - q2) Þ forma polar dq d(Cv) d(Vmax. sen wt)
i = = = C
dt dt dt

i = w.C.Vmax.sen(wt + 90°)
A divisão na forma retangular se faz multiplicando-se
numerador e denominador pelo conjugado do denominador. i = Imax.sen(wt + 90°)

Z1 x1 + jy1 æx2 - jy2ö (x1x2 + y1y2) + j(y1x2 - y2x1) Se Imax = w.C.Vmax

= ç ÷= 2 2 0,707.Imax = 0,707.w.C.Vmax

Z2 x2 + jy2 èx2 - jy2ø x2 + y2


1
= XC
1 wC
Ief = w.C.Vef ou Vef =
wC
Ief \ 1
= XC
2pfC

Reatância Capacitiva
Exemplos:
p
j p
Z1 4e 3 j A corrente num circuito puramente capacitivo está 90° adiantada
1) Z1=4ejp/3, Z2=2ejp/6 Þ = p
= 2e 6
Z2 j
2e 6 em relação à tensão
Z1 8Ð - 30
2) Z1=8Ð-30°, Z2=2Ð-60° Þ Z2
=
2Ð - 60
= 4Ð30°

Z1 4 - j5 æ 1 - j2 ö - 6 - j13
3) Z1=4-j5, Z2=1+j2 Þ Z2
= ç ÷ =
1 + j2 è 1 - j2 ø 5

Transformação: forma polar Þ forma retangular


50Ð53,1° = 50(cos53,1° + jsen53,1°)
= 50x0,6 + j50x0,7997 OBS.: num circuito indutivo: f­ Þ XL­ Þ corrente¯
= 30 + j40 f­ Þ XC¯ Þ corrente­
Se f=0 Þ XC = ¥ \ capacitor não deixa passar corrente DC
100Ð-120° = 100.cos(-120) + 100.jsen(-120)
= -100.cos(60) + 100.jsen(-120) Circuito RL ou indutivo
= -100.0,5 + 100.(-0,866) = -50-j86,6
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Praticamente consiste de um circuito puramente ôhmico de X X


tgq = L \ q = arctg L
R R
resistência “R” em série com um circuito puramente indutivo de
Na forma polar podemos escrever:
indutância “L”
Z = Z Ðq Z = R2 + X2L
A corrente “i” ao atravessar a
X
Z = R2 + (wL)2Ðarctg L
resistência “R”, provoca uma R

queda de tensão dada por VR=Ri


em fase com a corrente “i”.
Circuito RC ou Capacitivo
A corrente “i” ao atravessar a indutância “L”, determina uma
queda de tensão indutiva Vx = XLi, defasada de 90° em
adiantamento sobre a corrente “i”.

Se “i” é igual a 1 ampere, teremos:

Z = R - jXC = R - jæç ö÷
1
è wC ø

-X
q = arctgæç c ö÷ Þ XC =
A queda de tensão total atuante entre os terminais do circuito é 1
è R ø wC
dada pela soma vetorial de VR e VX:
- XC
q = arcsen
V = VR + VX \ V = VR2 + VX2 = (Ri)2 + (XLi)2 = i2(R2 + X2L) V = i R 2 + X2L Þ V = iZ \ Z
R
Z = impedância do circuito q = arccos
Z
2
- XC
R2 + æç ö÷ Ðarctg
1
Z é um número complexo da forma: Z= R+jXL = R+jwL Na forma polar: Z = = Z Ðq
è wC ø R

Outra forma da lei de Ohm:


Considerando-se “Z” numa representação gráfica, teremos:

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E = (R+jX)I
E = ZI XL = wL = 300x0,02 = 6W Þ Z = 8 +j6
X
Z = R 2 2
+ X q = arctg Vef = 0,707 x 283 82 + 62 = 100 = 10
R

Z = Z Ðq Z = 2 2
R + X Ðarctg
X Vef = 200 q = arctg 6/8 = 36,9°
R
V = 200Ð90° Z = 10Ð36,9°
V 200Ð90°
I = = = 20Ð53,1°
Z 10Ð36,9°
Exemplos: i = 20 2. sen(300t + 53,1°)

1) Um circuito RL série de R=20W e L=20mH tem uma impedância


de módulo igual a 40 W. Determinar o ângulo de defasagem da 3) Dados v = 150.sen(5000t+45°) e i = 3sen(5000t-15°),
corrente e tensão, bem como a freqüência do circuito. construir os diagramas de fasores e da impedância e
Z = R+jXL = |Z|Ðq Þ 40.cosq + j40.senq determinar as constantes do circuito (R e L)
Z = 20+jXL = 40Ðq q = arccos 20
/40 = arccos 1/2
v = 0,707x150Ð45° = 106,05Ð45°
q = 60°
I = 0,707x3Ð-15° = 2,12Ð-15°
V 106,05Ð45°
Z = = = 50Ð60° = 50(cos 60 + j sen 60°)
I 2,12Ð - 15°
Z = 50(0,5 + j0,866) = 25 + j43,3
XL = 40.sen60° = 40x0,866 Þ XL = 34,6W
XL = 2pfL = wL = 43,3 \L = 43,3/5000 Þ L = 8,66mH
XL = 2pfL Þ f = XL/2pL Þ 34,6/(6,28 x 0,02)
R = 25W

f = 34,6/0,1256 Þ f = 275,5Hz

Circuito RL série

2) Um circuito série de R = 8W e L = 0,02H tem uma tensão


aplicada de v = 283.sen(300t+90°). Achar a corrente “i”.
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Conclusão: o circuito RC série se comporta exatamente como um


Conclusão: O circuito RL em série se comporta exatamente como circuito RC que tenha resistência ôhmica igual a R =R1 + R2
um circuito RL que tenha resistência ôhmica igual a 1 1
e reatância capacitiva XC = XC1 + XC2 = +
wC1 wC2
R = R1 + R2 e reatância indutiva XL = XL1 + XL2.

Assim teremos: Z = Z1 + Z2 = (R1 + jXC1) + (R2 + jXC2)


Assim sendo
æ 1 1 ö
Z= Z1 + Z2 =(R1 + jXL1) + (R2 + jXL2) = (R1 + R2) + j(XL1 + XL2) = (R1 + R 2) + j(XC1 + XC2) = (R1 + R 2) + jçç + ÷
è wC1 wC2 ÷ø

Ou na forma fasorial: ou na forma fasorial:


wL1 + wL2
Z = Z Ðq = (R1 + R 2)2 + (wL1 + wL2)2 Ðarctg æ 1 1 ö
R1 + R 2 - çç + ÷
wC2 ÷ø
2
æ 1 1 ö è wC1
Z = Z Ðq = (R1 + R 2)2 + çç + ÷ Ðarctg
è wC1 wC2 ÷ø R1 + R2

Podemos então generalizar:

Circuito RL série

29 30

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V = V1 + V2 + V3 = Z1I + Z2I + Z3I Portanto a Admitância equivalente de qualquer número de


V = I(Z1 + Z2 + Z3) = IZT admitâncias em paralelo é igual a soma das admitâncias
ZT = Z1 + Z2 + Z3 individuais.
Generalizando: +jX Þ reatância indutiva (XL)
Z = R ± jX \
ZT = Z1 + Z2 + Z3 + ... -jX Þ reatância capacitiva (-Xc)

Analogamente:

Circuito Paralelo G Þ Condutância


Y = G ± jB \
B Þ Susceptância
+jB Þ Susceptância capacitiva (BC)
-jB Þ Susceptância indutiva (-BL)

Unidades de Y, G e B Þ MHO ou ou W-1

V V V æ1 1 1ö 1 Como a corrente “I” pode estar adiantada, atrasada ou em


IT = I1 + I2 + I3 = + + = Vçç + + ÷÷ =
Z1 Z2 Z3 è Z1 Z2 Z3 ø ZT
fase com “V”, conseqüentemente, 3 casos podem ocorrer:
1 1 1 1
= + +
ZT Z1 Z2 Z3 1° Caso
generalizando
1 1 1 1
= + + + ...
ZT Z1 Z2 Z3

O inverso da impedância de um circuito é chamada de V Ðq


Y =
I Ðq
= Y Ð0º = G
Z = = Z Ð0º = R
I Ðq Y Ðq
Admitância, cujo símbolo é Y. V = |V|Ðq
A impedância do circuito é A admitância do circuito é
V = |I|Ðq uma resistência pura de uma condutância pura de
Então no circuito acima teremos:
“R” ohms “G” mhos
IT = I1 + I2 + I3 = Y1V + Y2V + Y3V = V(Y1 + Y2 + Y3) 2°Caso: O fasor corrente está atrasado de um ângulo q em relação
IT = YTV \ à tensão

Num circuito paralelo podemos dizer que a corrente do circuito


é igual ao produto da tensão total aplicada aos seus terminais pela
admitância total equivalente.
31 32
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1 1
Y = = = 0,2Ð(-53,1°)
Z 5Ð53,1°
V = |V|Ðf
I = |I|Ð(f-q) Forma Retangular: Y = 1/Z
1 1 R - jX R - jX
A impedância de um G + jB = = . = 2
R + jX R + jX R - jX R + X2
circuito com fasores “V”
V Ðf R -X R
Z = e “I” nesta situação G + jB = +j 2 G =
I Ð(f - q) R2 + X2 R + X2 R 2 + X2
consta de uma
- X
Z Ðq = R + jXL resistência e uma B = 2
reatância indutiva em R + X2
série
Z = 1/Y
A impedância do circuito 1 1 G - jB G - jB
I Ð(f - q) R + jX = = . =
Y = consta de uma G + jB G + jB G - jB G2 + B2
V Ðf
condutância e uma
Y Ð(-q) = G - jBL susceptância indutiva G -B G
R + jX = +j 2 R =
em paralelo G2 + B2 G + B2 G2 + B2
- B
X = 2
G + B2
3°Caso: O fasor corrente está avançado de um ângulo q em
relação à tensão Exemplos:
1) Dado Z = 3 + j4, achar a admitância equivalente Y.
V = |V|Ðf 1 1
Y = = = 0,2Ð(-53,1°) = 0,2[cos(-53,1) + j sen(-53,1)]Y = 0,12 –
Z 5Ð53,1°
I = |I|Ð(f+q) j0,16 G = 0,12MHOS B = -0,16MHOS

A impedância do circuito outro método


R 3
V Ðf consta de uma G = = = 0,12MHOS
Z =
I Ð(f + q) resistência e uma ( R 2 + X2 ) 9 + 16
reatância capacitiva em - X -4
Z Ðq = R + jXL B = = = -0,16MHOS
série ( R 2 + X2 ) 9 + 16 Y = 0,12 - j0,16

A impedância do circuito 2) No circuito série abaixo, achar I e ZT. Mostrar que a soma das
I Ð(f + q)
Y = consta de uma
V Ðf
condutância e uma quedas de tensão é igual à tensão aplicada
Y Ð(-q) = G - jBL susceptância capacitiva
em paralelo

Conversão Z - Y

Forma polar: dado Z=5Ð53,1°

33 34

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ZT = Z1 + Z2 + Z3 = 4 + j3 – j6 Þ ZT = 4 – j3 2 2 4
Z2 = 3 + 4 Ðarct = 5Ð53,1°
3
-6
ZT = 42 + 32 = 25 = 5 Z3 = 82 + 62Ðarct = 10Ð(-36,9°)
8
-3 V V V 50Ð0 50Ð0 50Ð0
IT = I1 + I2 + I3 = + + = + +
q = arctg
4
= -36,9° ZT = 4 – j3 = 5Ð(-36,9°) Z1 Z2 Z3 10Ð0 5Ð53,1 10Ð(-36,9)= 5Ð0 + 10Ð(-
Impedância Capacitiva 53,1) + 5Ð36,9
V 100Ð0° = 5 + 10[cos53,1 + jsen(-53,1)] + 5[cos36,9 + jsen36,9]
I = = = 20Ð36,9°
ZT 5Ð(-36,9°)
= 5 + 10[0,60 - j0,80] + 5[0,80 + j0,60]
V1 = IZ1 = 20Ð36,9° x 4 = 80Ð36,9° = (5 + 6 + 4)+j(-8+3) = 15-j5
- 5ö
= 80(cos36,9°+jsen36,9°) = 64 + j48 = 152 + 52 Ðarctgæç ÷ = 15,81Ð(-18,45)
è 15 ø
V 50Ð0°
V2 = IZ2 = 20Ð36,9° x 3Ð90° = 60Ð126,9° Logo: ZT = I = 15,81Ð(-18,45°) = 3,16Ð18,45°
T
= 60(cos126,9°+jsen126,9°) = -36 + j48 ZT = 3,16(cos18,45 + jsen18,45) = 3 + j1
V 50Ð0° V 50Ð0°
I1 = = = 5Ð0° I2 = = = 10Ð(-53,1°)
Z1 10Ð0° Z2 5Ð53,1°
V3 = IZ3 = 20Ð36,9° x 6Ð90° = 120Ð(-53,1°) V 50Ð0°
= 120[cos(-53,1)+jsen(-53,1)] = 72 – j96 I3 = = = 5Ð36,9°
Z3 10Ð(-36,9°)

V = V1 + V2 + V3 = (64 + j48) + (-36 + j48) + (72 – j96)


V = 100 + j0 = 100Ð0°

Fasores V e I Soma dos Fasores Circuito equivalente

4) As duas impedâncias Z1 e Z2 da figura abaixo estão em série


com uma fonte de tensão V = 100Ð0°. Achar a tensão nos
terminais de cada impedância e traçar o diagrama dos fasores
3) Achar a corrente total e a impedância total do circuito paralelo
abaixo, traçando o diagrama de fasores: de tensão.

Zeq = Z1 + Z2 = 10 + 4,47(cos63,4 + jsen63,4)


Z1 = 10Ð0° Zeq = 10 + 2 + j4 = 12 + j4
35 36
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2 2 4
Zeq = 12 + 4 Ðarctg = 12,65Ð18,45
12
V 100Ð0°
I = = = 7,9Ð(-18,45°)
Zeq 12,65Ð18,45

V1 = IZ1 = 7,9Ð(-18,45)x10 = 79Ð(-18,45) = 79,9 - j25


V2 = IZ2 = [7,9Ð(-18,45)]x[4,47Ð63,4]
= 35,3Ð(45) = 25 + j25
Verifica-se que:
5(j10)
Zeq = 10 + = 14 + j2 = 14,14Ð8,14
5 + j10
V1 + V2 = 75 - j25 + 25 + j25 = 100 +j0 = 100Ð0° V 100Ð0°
IT = = = 7,07Ð(-8,14)
Zeq 14,14Ð8,14
5(j10) 5(j10)
ZAB = \ VAB = ZAB.IT = x7,07Ð(-8,14)
5 + j10 5 + j10
VAB é 5(j10) ù
I1 = = ê x7,07Ð(-8,14)ú j10 = 3,16Ð(-71,54°)
j10 ë5 + j10 û
VAB é 5(j10) ù
I2 = = ê x7,07Ð(-8,14)ú 5 = 6,32Ð(18,46°)
5 ë5 + j10 û

7) Achar a impedância equivalente e a corrente total do circuito


paralelo abaixo

5) Calcular a impedância Z2 do circuito série da figura abaixo:

V 50Ð45°
Zeq = = = 20Ð60º
I 2,5Ð(-15°)

Zeq = 20(cos60° + jsen60°) = 10 + j17,3 1 1xj j -1


Y1 = = -j0,2 = = j = -j0,2
Como Zeq = Z1 + Z2: j5 j5xj j25 5

5 + j8 + Z2 = 10 + j17,3 Þ Z2 = 10 –5 + j17,3 – j8 Y2 =
1
= 0,05 - j0,0866
Z2 = 5 + j9,3 5 + j8,66

(5 - j8,66) (5 - j8,66) 5 - j8,66


= = = 0,05 - j0,0866
6) Determinar a corrente em cada elemento do circuito série- (5 + j8,66)(5 - j8,66) 52 + 8,662 100
paralelo abaixo
37 38

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1 2 2 - 0,25
Y3 = = 0,067 Y1 = 0,25 + 0,25 Ðarctg = 0,35Ð(-45)
15 0,25

1 1xj j 1 1 1
Y4 = = j0,1 = = j = j0,1 Z1 = = = Z1 = 2,86Ð45° = 2 + j2
- j10 - j10xj - j210 10 Y1 0,35Ð - 45

Yeq = 0,117 – j0,1866 = 0,22Ð(-58°)


IT = V.Yeq =(150Ð45°)[0,22Ð(-58°)]=33Ð(-13°) 9) Dado o circuito série-paralelo (misto) abaixo, calcular Zeq.
1 1
Zeq = = = 4,55Ð58°
Yeq 0,22Ð(-58°)

8) Determinar a Impedância do circuito paralelo abaixo

1 1 1 3 + j4
YAB = + + = 0,2 - j0,5 + 2
5 j2 3 - j4 3 + 42

YAB = 0,2 - j0,5 + 0,12 + j0,16 = 0,32 - j0,34

æ - 0,34 ö
YAB = 0,322 + 0,342 Ðarctgç ÷ = 0,467Ð(-46,7°)
è 0,32 ø
1 1
ZAB = = = 2,14Ð46,7° = 1,47 + j1,56
YAB 0,467Ð(-46,7)

IT 31,5Ð24° Zeq = 2 +j5 + Zab = 2 + j5 + 1,47 + j1,56


Yeq = = = 0,63Ð - 36°
V 50Ð60°
Zeq = 3,47 + j6,56 = 7,42Ð62,1°
Yeq = 0,63(cos(-36°)+jsen(-36°) = 0,51 – j0,37

Como Yeq = Y1 + Y2 + Y3, então:


1 1
Yeq = Y1 + + Þ Y1 + 0,1 + (0,16 - j0,12) = 0,51 - j0,37 Y1 = 0,51 – j0,37
10 4 + j3

– 0,1 –0,16 +j0,12 = 0,25 – j0,25

39 40
Potência Elétrica

De grande interesse nos equipamentos elétricos.


Ex.: Potência de um transformador, de um alternador, de um
transmissor de rádio, etc

Se a tensão na figura ao lado for


função do tempo, a corrente resultante
também o será. O produto da tensão
pela corrente, em qualquer instante, se
chama Potencia Instantânea e é dada
por: p = vi
A potência p pode ter valores positivos e negativos.
“p” positiva Þ transferência de energia da fonte para o circuito.
“p” negativa Þ transferência de energia do circuito para a fonte.
Consideremos o caso ideal em que o circuito passivo consta
de um elemento indutivo e apliquemos a ele uma tensão senoidal
da forma v = Vmax.senwt; a corrente resultante terá a forma
i = Imax.sen(wt-p/2). Assim a potência será:
p = vi = Vmax.Imax. senwt[sen(wt-p/2)]
Como sen(wt-p/2) = -coswt
p = Vmax.Imax.senwt[-cos(wt)]
Como senX.cosX = ½ sen2X
1
p = VmaxImax sen 2wt
2

A potencia tem freqüência duas vezes Consideremos finalmente o caso de um circuito passivo genérico
maior que a corrente e tensão. em que aplicada v = Vmax.senwt teremos uma corrente resultante
Quando v e i são + Þ p é + Þ energia  I = Imax.sen(wt+f)
Quando v e i são - Þ p é - Þ energia 
f será positivo se o circuito for capacitivo
f será negativo se o circuito for indutivo
No caso de um circuito puramente Então
capacitivo os resultados são análogos. p = vi = Vmax.Imax.senwt.sen(wt+f)
como sena.senb = ½ [cos(a-b)-cos(a+b)] e cos(-a) = cosa
1
p = VmaxImax[(cos f - cos(2wt + f)]
Se aplicarmos, agora, uma tensão v = Vmax.senwt a uma 2

estrutura que só contenha resistência, a corrente será Então a potencia em cada instante tem uma componente
I = Imax.senwt e a potência será: cossenoidal cujo valor médio é zero, e também um termo
1
p = Vmax.Imax.sen2wt independente do tempo e constante igual a VmaxImax cos f
2
como sen2x= ½ (1-cos2x) V =
Vmax
1 2
1 O valor médio de p é: p = VmaxImax cos f , como
p = VmaxImax(1 - cos 2wt) 2 I
2 I = max
2
Então a potencia nesse tipo de circuito tem freqüência duas vezes P = VIcosf

mais que a tensão ou corrente. Além disso, a potência aqui é cosf é chamado de fator de potência. O ângulo f é o ângulo de V

sempre positiva e varia de zero ao valor máximo Vmax.Imax e I e seu valor varia de +90° a –90°. Portanto, cosf e
conseqüentemente P são sempre positivos. Entretanto, para indicar

O valor médio da potência nesse caso o sinal de f, diz-se que um circuito indutivo, que tem a corrente
1 atrasada em relação à tensão, tem um fator de potência atrasado.
será: p = VmaxImax
2
Num circuito capacitivo a corrente está adiantada em relação à
tensão e diz-se que tem um fator de potência adiantado.
Potência Aparente (S):
O produto VI chama-se potência aparente e representa-se pelo Potência Aparente (S) Þ Potência Total do circuito
símbolo S. A unidade é o Volt-ampere (VA) e o seu múltiplo mais Potência Reativa (Q) Þ Potência Gasta para haver a troca de
usado é o Quilovolt-ampere (KVA) = 1000VA energia entre o sistema e o
capacitor/indutor
Potência Reativa (Q):
O produto VIsenf chama-se potência reativa e indica-se pelo Observemos que:
+ f)
símbolo Q. A unidade é o Volt-ampere-reativo (VAr) e o seu múltiplo Seja v = |V|eja e i = |I|ej(a
+ f)
mais empregado é o Quilovolt-ampere-reativo (KVAr) = 1000Var. S = VI* = |V|eja.|I|e-j(a = VIe-jf
S = VIcosf - jVIsenf Þ S = P - jQ
Triângulo de Potências:

Potência Média ou Real (P) Þ


Circuito Indutivo
VR2
P = VI cos q = I2R = = Re [VI*]
R
Potência Reativa (Q) Þ
VR2
Atrasado Q = VIsenq = I2X = = Im [VI*]
X
Potência Aparente (S) Þ
Pot.Média
S = VI = I2Z = V2/Z Þ valor absoluto de [VI*]
cos q =
Pot.Aparente
Circuito Capacitivo R P
Fator de Potência Þ fp = cos q = =
Z S

Adiantado

|S|2 = |Q|2 + |P|2 S = P ± jQ


2 2 2
|KVA| = |KVar| + |KW|
Exemplo 01)
Potência Média ou Real (P) Þ Potência Transformada em calor

Dado um circuito de impedância Z = 3 + j4 e uma tensão Correção de fator de potência


V=100Ð30° determine o triângulo de potencias.
I =
V
=
100Ð30°
= 20Ð(-23,1°)
Instalações industriais Þ cargas indutivas – corrente atrasada em
Z 5Ð53,1°
relação à tensão aplicada
No triângulo de potencias Þ a hipotenusa “S” indica a
Método 1:
potencia total requerida do sistema, e o cateto “P” indica a
P = I2R = (20)2x3 = 1200W
Q = I2X = (20)2x4 = 1600Var atrasada potencia útil fornecida.
2 2
S = I Z = (20) x5 = 2000VA É, portanto, desejável que “S” se aproxime o máximo e “P”,

cosq = cos53,1° = 0,6 atrasado isto é, que o ângulo f se aproxime de zero, para que o fator de
potência (cosf) se aproxime da unidade.
Método 2: No caso de uma carga indutiva aumenta-se o fator de
S = VI = 100x20 = 2000VA potência colocando-se capacitores em paralelo com a carga. Como
P = VIcosq = 2000.cos53,1° = 1200W a tensão nos terminais da carga permanece a mesma, a potência
Q = VIsenq = 2000.sen53,1° = 1600Var útil P não varia. Como o fator de potência é aumentado, a corrente
fp = cosq = cos53,1° = 0,6 atrasado e a potência aparente diminuem, obtendo-se assim uma utilização
mais eficiente da instalação industrial.
Método 3:
S = VI* = 100Ð30°x20Ð23,1° = 2000(cos53,1° + jsen53,1°)
S = 1200 + j1600
P = 1200W
Q = 1600Var
S = 2000VA

P = VI.cosf
S = VI*
Exemplos: 3) Em um circuito série de dois elementos a potência é 940 watts e
1) Corrigir o valor do o fator de potência do exemplo anterior o fator de potência é 0,707 adiantado. Sendo
(Z=3+j4 e V = 100Ð30°) para 0,9 atrasado, acrescentando
v = 99sen(6000t + 30°) a tensão aplicada, determinar as
capacitores em paralelo. Achar S’ após a correção, e a potência
reativa dos capacitores. constantes do circuito.
99
V = Ð30° = 70Ð30°
cosf’ = 0,9 2
f’ = arccos 0,9 = 26° P = VIcosf
cosf’ = P/S’ 940
940 = 70I(0,707) \ I = Þ I = 19A
S’ = 1200/0,9 = 1333VA 70x0,707

senf’ = Q’/S’ Como o fator de potência é 0,707 adiantado, o


fasor corrente está adiantado em relação à tensão,
Q’ = S’.sen26° = 1333sen26° do ângulo de f = arccos0,707 = 45°, então:
Q’ = 585Var I = 19Ð(45+30) Þ I = 19Ð75°

S = 2000Va
A potência reativa dos V 70Ð30°
P = 1200w capacitores será: Z =
I
=
19Ð75°
= 3,68Ð(-45°) = 2,6 - j2,6

Q = 1600Var Qcap = Q – Q’ = 1600 – 585


Como Z = R – jXc = R –j(1/wC)
cosf = 0,6 atrasado Qcap = 1015Var adiantado
R = 2,6W
1 1
XC = = 2,6 Þ C = = 64,1mF
2) Dado um circuito em que, aplicada a tensão wC 6000x2,6
v = 150sen(wt+10°), a corrente resultante é
i = 5sen(wt – 50°), determinar o triângulo das potências.
Outro Método:
940
V =
150
Ð10° = 106Ð10° S = VI* = (106Ð10)(3,54Ð50) I = 19A P = RI2 Þ 940 = R(19)2 ÞR =
192
= 2,6W
2
S = 375Ð60°= 187,5 + j325

I =
5
Ð(-50°) = 3,54Ð(-50°)
P = Re[VI*] = 187,5W Z = |Z|Ð45° = R – jXc = 2,6 – jXc
2
Q = Im[VI*] = 325Var atrasado
Como q = -45° Þ Xc = 2,6W
S = VI * = 187,52 + 3252 1 1
C = = = 64,1mF
S = 375 VA wXC 6000(2,6)
fp = cos60° = 0,5 atrasado
4) Dado o circuito série abaixo, determinar o triângulo das
potências.

Z =3+j6–j2 = 3+j4 = 5Ð53,1°


50Ð(-90°)
I = = 10Ð(-143,1°)
5Ð53,1°

S = VI* = [50Ð(-90)](10Ð143,1)
S = 500Ð53,1° Þ S = 300 + j400
P = 300w V 20Ð60°
Ramo 01: I1 = = = 5Ð30°
Z1 4Ð30°
Q = 400Var atrasado
S = 500Va S1 = VI1* = (20Ð60°)[5Ð(-30°)]
= 100Ð30° = 86,6 + j50
Outro método
Logo:
I = 10A Þ P = RI2 = 3.102 = 300w P1 = Re[VI1*] = 86,6w
Qj6 = 6.102 = 600Var atrasado Q1 = Im[VI1*] = 50Var atrasado
Q-j2 = 2.102 = 200Var adiantado S1 = [VI1*] = 100Va
Q = Qj6 - Q-j2 = 600 – 200 = 400Var atrasado fp1 = P1/S1 = 0,866 atrasado

V 20Ð60°
Ramo 02: I2 = = = 4Ð0°
5) A corrente eficaz total no circuito abaixo é 30A. Determine as Z2 5Ð60°
potências.
(5 - j3)4 S2 = VI2* = (20Ð60°)(4Ð0°)
Zeq = Þ
(5 - j3) + 4
(20 - j12)(9 + j3) = 80Ð60° = 40 + j69,2
Zeq = Þ
(9 - j3)(9 + j3)
Zeq = 2,4 - j0,533
Logo:
P2 = Re[VI2*] = 40w
Q2 = Im[VI2*] = 69,2Var atrasado
P = IT2R = 302x2,4 = 2160w S2 = [VI2*] = 80Va
Q = IT2X = 302x0,533 = 479,7Var adiantado Fp2 = P2/S2 = 0,5 atrasado
S = 21602 + 479,72 = 2210Va

6) Determinar o triângulo das potências de cada braço do circuito Exemplo 06 (continuação)


abaixo e soma-los para obter o triângulo do circuito todo.
Total: PT = P1 + P2 = 68,6 + 40 = 126,6w 8) Determinar o triângulo das potências totais do circuito paralelo
QT = Q1 + Q2 = 50 + 69,2 = 119,2Var abaixo, sendo de 20w a potência dissipada no resistor de 2W.
ST = PT + jQT = 126,6 + j119,2 = 174Ð43,4° P = RI12 Þ I1 =
20
= 3,16A
2
-5
Z1 = 2 - j5 = 2 + 52 Ðarctg
2
2
ST = |ST| = 174Va Z1 = 5,38Ð(-68,2º)
PT 126,6
fpT = = = 0,727(atrasado) V = I1Z1 = 3,16 x 5,38 » 17v
ST 174

Tomando V = 17Ð0º
V 17Ð0º
I1 = = = 3,16Ð68,2º = 1,17 + j2,93
Z1 5,38Ð(-68,2º )

Z2 = 1 + j1 = 2Ð45º
V 17Ð0º
I2 = = = 12Ð(-45º ) = 8,48 - j8,48
Z2 2Ð45º

IT = I1 + I2 = (1,17 + j2,93) + (8,48 – j8,48)


IT = = 9,65 – j5,55 = 11,1Ð(-29,9º)

7) Um motor de indução cuja saída é 2HP tem rendimento de 85%. ST = V.IT* = 17Ð0 x 11,1Ð29,9 = 189Ð29,8 = 164 +j94
Com essa carga o fator de potência é de 0,8 atrasado.
Determinar as potências de entrada. PT = 164w , QT = 94Var (atrasado) , ST = 189Va
N
h = saída x100(%) 2HP = 1755w
Nentrada
Cosf = 164/189 = 0,868 (atrasado)
S = 1755/0,85 = 2190Va
q = arcos 0,80 = 36,9º
Q = 2190sen36,9 = 1315Var (atrasado)
P = Scosq = 2190 x 0,80 = 1752w

8) Determinar as potências de uma associação de 3 cargas 9) Um transformador de 25Kva fornece 12Kw a uma carga com
individuais, assim especificadas: Carga 1 - 250Va, fp = 0,5
fator de potência 0,6 atrasado. Determinar a percentagem de
atrasado; Carga 2 - 180w, fp = 0,8 adiantado; Carga 3 - 300Va,
100Var atrasado. plena carga que o transformador alimenta. Desejando-se
Carga 01:
alimentar cargas de fp unitário com esse mesmo transformador,
P = S/cosf = 250/0,5 = 125w
S = 250va quantos Kw podem ser acrescidos, até que o transformador
f = arccos 0,5 = 60º
cosf = 0,5 esteja a plena carga.
atrasado Q = Ssenf = 250sen60º = 216Var
atrasado
Carga 02: P = 12 Kw Þ S = P/cosf = 12/0,6 = 20KVa
S = P/cosf = 180/0,8 = 225w
S = 180va A percentagem de plena carga é: (20/25)x100 = 80%
f = arccos 0,8 = 36,9º
cosf = 0,8 cosf = 0,6 Þ f = arccos 0,6 = 53,1º
adiantado Q = Ssenf = 225sen36,9º = 135Var
Q = Ssenf = 20sen53,1 = 16Kvar atrasado
adiantado
Carga 03:
S = 300va
f = arcsenQ/S = arcsen 100/300 = 19,5º Como as cargas adicionais tem fp=1, Q permanece
Q = 100Var
P = Scosf = 300cos19,5º = 283w inalterado
adiantado
Quando o trafo estiver a plena Þ S’ = 25KVa
Então: PT = 125 + 180 + 283 = 588w
f’ = arcsen Q/S’ = arcsen 16/25 = 39,8º
QT = 216 – 135 + 100 = 181Var atrasado
PT = S’cosf’ = 25cos39,8º = 19,2Kw
ST = PT + jQT = 588 +j181 = 616Ð17,1 Þ ST = 616Va
cosf = P/S = 588/616 = 0,955 atrasado
Então a carga adicional = PT – P = 19,2 – 12 = 7,2Kw
10) Um transformador de 500KVa está operando a plena carga 11) Considere o circuito abaixo, ao qual se aplica uma voltagem
com fator de potência total de 0,6 atrasado. O fator de potência de freqüência igual a 50Hz. Determinar qual deve ser a
é melhorado, acrescentando-se capacitores, para 0,9 atrasado. capacitância para que o fator de potência do circuito seja 0,80,
Quantos KVar capacitivos são necessários? Após a correção e neste caso, dizer se a corrente estará em avanço ou em
do fator de potência, que percentagem da plena carga o atraso.
transformador estará alimentando?

Plena carga
Se cosf = 0,80 Þ f = arccos 0,80 = 36,87º
P = VIcosf = 500 x 0,6 = 300Kw
Ramo ab: Z1 = 5W Þ Y1 = 1/5
f= arccos0,6 = 53,1º
Ramo cd: Z2 = 2 + j4 Þ
Q = VIsenf = 500sen53,1º = 400Kvar atrasado
1(2 - j4) 2 - j4 2 - j4
Y2 = = =
(2 + j4)(2 - j4) 22 + 42 20

Quando cosf’ = 0,9 atrasado Yfg = Y1 + Y2 Þ


1 2 - j4 4 + 2 - j4 6 - j4 3 - j2
f’ = arccos0,9 = 26º + = = =
5 20 20 20 10
S’ = 300/0,9 = 333KVa 1
=
10(3 + j2) 30 + j20
= 2 =
30 + j20
Zfg = Yfg (3 - j2)(3 + j2) 3 + 22 13
Q’ = 333sen26º = 146KVar atrasado

Ramo ef: Zef = 2 -jXc


Então carga capacitiva = Q – Q’ = 400 – 146
= 254KVar adiantado
% plena carga = (330/500)x100 = 66,7%

Impedância Total: ZT = Zef + Zfg = Um circuito está em ressonância quando a tensão aplicada
30 + j20 26 - j13XC + 30 + j20 em fase com a corrente resultante, apesar do circuito ter reatância
ZT = 2 - jXC + =
13 13
56 + j(20 - 13XC) 56 20 - 13XC capacitiva e indutiva. Portanto Z = R. V em fase com I Þ fator de
ZT = = +j
13 13 13 potência = 1

tgf = tg36,87º = 0,75 = X/R Ressonância em Série


20 - 13XC
13 20 - 13XC
0,75 = =
56 56
13
20 - 13XC = 56 x 0,75 = 72
Z = R + jæç wL -
1 ö
XC =
42 - 20
= -1,70W è
÷ = R + jX
wC ø
em ressonância Þ X=0
- 13
1 1 1 1
isto é, wL =
wC
Þ w2LC = 1 Þ w2 =
LC
\w =
LC
=
LC
56 20 - 13(-1,7)
Então ZT = + j = 4,3 + j3,24 1
13 13 como wL = 2pf Þ f0 = ciclos/seg
2p LC

1 1 Parte imaginária XL = 2pfL = wL


XC = = 0
wC 2pfC Positiva, então 2 2 XC =
1
=
1
corrente atrasada na ressonância: Z = R + (XL - XC) = R 2pfC wC
1 1
C = = Þ C = 1,87x10- 3F
2pfXC 2px50x1,70
V
Com I = Þa corrente vai ser máxima
Z
Se a freqüência do circuito for menor que w0 Þ o circuito passa a
ter a reatância capacitiva maior do que a reatância indutiva saindo
então da ressonância.
Se a freqüência do circuito for maior que w0 Þ o circuito passa a
ser predominantemente indutivo. O circuito sai da ressonância.

Ressonância em circuitos de corrente alternada


Ressonância Paralela Problemas
R, L, C Þ elementos puros 1) Num circuito RLC série, R=10W, L=5mH e C=12,5mF.

Y = G + jæç wC -
1 ö Representar graficamente o módulo e o ângulo da impedância
÷ = G + jB
è wL ø
1
em função de w, com w variando de 0,8w0 e 1,2w0.
\ B = BC - BL = wC -
wL 1
Na ressonância: w = w0 = Þ
LC
O circuito está em ressonância quando B = 0, isto é, quando: 1 1
Þ = = 4000 rad seg
1 1 1 (5x10- 3)(12,5x10- 6) 625x10- 10
wC = Þ w = = w0 Þ w = 2pf \ f0 =
wL LC 2p LC
XL0 = w0L = 4000(5x10-3) = 20W
1 1
XC0 = = = 20W
Na ressonância Y = G +jB portanto Y é mínimo, a corrente w0 (4000x12,5x10-6)

(I = VY) também será Z0 = R + j(XL0 – XC0) = 10 +j(20-20) = 10Ð0º


Quando w < w0 Þ BL > BC Þ predominantemente indutivo
w XL XC Z
Quando w > w0 Þ BL < BC Þ predominantemente capacitivo 0,8w= 3200 16 25,0 10-j9,0 13,4Ð-42,0º
0,9w= 3600 18 22,2 10-j4,2 10,8Ð-22,8º
w= 4000 20 20,0 10 10,0Ð0,0º
1,1w= 4400 22 18,2 10+j3,8 10,7Ð20,8º
1,2w= 4800 24 16,7 10+j7,3 12,4Ð36,2º

2) Aplica-se uma tensão V=100Ð0º ao circuito série do problema 3) Num circuito RLC série com R=5, L=20mH e numa capacitância
anterior. Achar a tensão em cada elemento para =3600, 4000 variável aplica-se uma tensão de freqüência de 100Hz.
e 4400 rad/s. Traçar o diagrama do fasor tensão em cada Determinar C para que o circuito entre ressonância.
freqüência. Em ressonância as reatâncias são iguais:
1 1 1
2pfL = \ C = = = 1,27mF
2pfC ( 2pf) 2L (2px1000)2(20x10- 3)
V 100Ð0º
-Para =3000rad/s, I = = = 9,26Ð22,8º
Z 10,8Ð(-22,8º )

Então VR = 9,26Ð22,8º x 10 = 92,6Ð22,8º 4) Uma tensão V=10Ð0º, de freqüência 1000rad/s é aplicada a um


VL = (9,26Ð22,8º)x(18Ð90º) = 167Ð112,8º circuito série constituído de R=5, C=20F e uma indutância

VC = (9,26Ð22,8º)x[22,2Ð(-90º)] = 205,6Ð(-67,2º) variável L. Ajusta-se L até que a tensão no resistor seja


V 100Ð0º máxima. Achar a tensão em cada elemento.
-Para =4000rad/s, I = = = 10Ð0º
Z 10Ð0º )
Como VR=RI, a tensão no resistor é máxima na
Então VR = 10Ð0º x 10 = 100Ð0º ressonância, quando é máxima a corrente. Na
VL = (10Ð0º)x(20Ð90º) = 200Ð90º ressonância as reatâncias são iguais. Assim:
VC = (10Ð0º)x[20Ð(-90º)] = 200Ð(-90º) 1 1
XC = = = 50W XL = 50, Z=R=5Ð0º
wC 1000x20x10- 6
V 100Ð0º
-Para =4400rad/s, I = = = 9,34Ð(-20,8º ) V 10Ð0º
Z 10,7Ð(20,8º ) I = = = 2Ð0º então VR = RI = 5x2Ð0º = 10Ð0º
Z 5Ð0º
Então VR = 9,34Ð(-20,8º) x 10 = 93,4Ð(-20,8º)
VL = XLI = (50Ð90º)(2Ð0º) = 100Ð90º, VC = 100Ð(-90º)
VL = [9,34Ð(-20,8º)]x(22Ð90º) = 205,5Ð69,2º
VC = [9,34Ð(-20,8)]x[18,2Ð(-90º)] = 170Ð(-110,8º)
Circuitos Trifásicos Esse tipo de ligação chama-se de estrela. Nesse caso as correntes
nas bobinas (ou de fase) são iguais às correntes na linha (ou de
linha). Ao contrário, as tensões de linha (entre duas fases) são 3

maiores do que as tensões de fase (entre fase e neutro)

IL = IF

Vab = Van + Vbn


É de 120º a diferença de fase entre as tensões induzidas nas três VL = 2.VF.cos30º
bobinas igualmente espaçadas, como mostra a figura. Na VL = 2VF
3
Þ VL = 3 VF
2
seqüência ABC, a tensão na Bobina “A” atinge um máximo em
primeiro lugar, seguida pela bobina “B” e, depois, por “C”. Essa
seqüência fica evidente pelo diagrama de fasores, sendo positiva a
rotação anti-horária, onde os fasores passam por um determinado
ponto fixo na seqüência: A-B-C-A-B-C-A-B-C... Essa é uma ligação em triângulo ou delta (). As tensões de linha
são iguais às de fase, porém as correntes de linha são 3 vezes as
correntes de fase.

VF = VL

Ia = Iab - Ica
Ia = Iab + Iac
IL = 2.IF.cos30º
Dependendo da maneira de ligar as bobinas AA’, BB’, CC’, 3
IL = 2IF Þ IL = 3 IF
2
podemos tê-las ligadas em Triângulo () ou em Estrela (Y)

A escolha de uma tensão de referência com ângulo de fase nulo, Num sistema trifásico a quatro fios de 208 volts, as tensões de
determina os ângulos de fase de todas as demais tensões do linha são de 208 volts e as tensões de linha para neutro (tensões
sistema. No exemplo a seguir VBC foi escolhida para referência. O
de fase) são de 208 3 ou 120 volts. Assim:
triângulo abaixo mostra todas as tensões.
VBC = 208Ð0º VAN = 120Ð90º

Seqüência ABC VAB = 208Ð120º VBN = 120Ð(-30º) ABC


A
VAB = VLÐ120º VCA = 208Ð240º VCN = 120Ð(-150º)

VBC = VLÐ0º

N VCA = VLÐ240º
Cargas trifásicas equilibradas
VAN = æç VL ö÷Ð90º
è 3ø Exemplo 1Um sistema ABC trifásico a três condutores, 110 volts,
C B alimenta uma carga em triângulo, constituída por 3
VBN = æç VL ö÷Ð(-30º )
è 3ø
impedâncias iguais de 5Ð45º . Determinar as correntes
VCN = æç VL ö÷Ð(-150º ) de linha IA, IB e IC e traçar o diagrama de fasores
è 3ø

Seqüência CBA
C B
VAB = VLÐ240º
N VBC = VLÐ0º
VCA = VLÐ120º

VAN = æç L ö÷Ð(-90º )
V
è 3ø
A VAB 110Ð120º
VBN = æç L ö÷Ð30º
V IAB = = = 22Ð75º = 5,7 + j21,2
è 3ø Z 5Ð45º
VBC 110Ð0º
IBC = = = 22Ð(-45º ) = 15,55 - j15,55
VCN = æç L ö÷Ð150º
V
Z 5Ð45º
è 3ø
VCA 110Ð240º
ICA = = = 22Ð195º = -21,2 + j5,7
Z 5Ð45º
Aplicada a lei dos nós para cada vértice da carga, Exemplo 2: Um sistema CBA trifásico a quatro condutores, 208
tem-se: volts, alimenta uma carga em estrela, constituída por
IA = IAB + IAC = 22Ð75º - 22Ð195º = 38,1Ð45º Þ impedâncias 20Ð(-30º). Calcular as correntes de
IA = 26,94 + j26,94 linha e traçar o diagrama de fasores.
IB = IBA + IBC = -22Ð75º + 22Ð(-45º) = 38,1Ð(-75º)
IB = 9,86 + j36,80
IC = ICA + ICB = 22Ð195º - 22Ð(-95º) = 38,1Ð165º Þ
IC = -36,80 + j26,94

A figura mostra o circuito aplicadas as tensões de


linha para neutro da seqüência CBA. O diagrama
acima apresenta todas as correntes de linha
O diagrama de fasores mostra as correntes de verificando-se que elas retornam pelo condutor
linha, equilibradas, de 38,1 amperes, com ângulos neutro. Assim:
de fase de 120º entre elas. VAN 120Ð(-90º )
IA = = = 6,0Ð(-60º )
Z 20Ð(-30º )
“Para uma carga equilibrada ligada em triângulo, a
VBN 120Ð30º
tensão de linha é igual a tensão de fase e a IB = = = 6,0Ð60º
Z 20Ð(-30º )
corrente de linha é 3 vezes a corrente de fase” VCN 120Ð150º
IC = = = 6,0Ð180º
Z 20Ð(-30º )

A corrente do neutro será:


IN = -(IA + IB + IC) Þ A solução, quando a carga é desequilibrada e ligada em triângulo,
= -[6,0Ð(-60º) + 6,0Ð60º 6,0Ð180º] Þ IN = 0 consiste em calcular as correntes de fase e, em seguida, por
aplicação aos nós da lei de Kirchhoff para as correntes, determinar
as três correntes de linha. As correntes de linha não serão iguais e
sua defasagem não será de 120º, como ocorre nas cargas
equilibradas.

Exemplo 03: Um sistema trifásico ABC de 240 volts, a 3


condutores, tem carga ligada em triângulo com ZAB
= 10Ð0º, ZBC = 10Ð30º e ZCA = 15Ð(-30º).
Calcular as três correntes de linha e traçar o
Este diagrama de fasores mostra as correntes
diagrama de fasores.
equilibradas de linha, estando cada uma delas
adiantada com relação à tensão de fase do ângulo
da respectiva impedância.

“Numa carga equilibrada ligada em triângulo, as


correntes de linha são iguais às correntes de
fase. A corrente no neutro é nula e a tensão de As correntes serão calculadas da seguinte maneira:
VAB 240Ð120º
linha é 3 vezes a tensão de fase. Isto é VL = 3.VF ” IAB = = = 24Ð120º
ZAB 10Ð0º

VBC 240Ð0º
IBC = = = 24Ð(-30º )
ZBC 10Ð30º

VCA 240Ð240º
ICA = = = 16Ð270º
ZCA 15Ð(-30º )

Aplicando-se a Lei dos Nós, teremos:


Carga Desequilibrada em triângulo
IA = IAB + IAC = 24Ð120º - 16Ð270º = 38,7Ð108,1º Exemplo 04: Um sistema trifásico CBA trifásico a quatro fios, 208

IB = IBA + IBC = -24Ð120º + 24Ð(-30º) = 46,4Ð(-45º) volts, tem carga ligada em estrela com ZA = 6Ð0º,

IC = ICA + ICB = 16Ð270º - 24Ð(-30º) = 21,2Ð190,9º ZB = 6Ð30º e ZC = 5Ð45º. Calcular as correntes


de linha e no neutro e traçar o diagrama de fasores.

VAN 120Ð(-90º )
IA = = = 20Ð(-90º )
ZA 6Ð0º

VBN 120Ð30º
IB = = = 20Ð0º
ZB 6Ð30º

VCN 120Ð150º
IC = = = 24Ð105º
Carga desequilibrada ligada em estrela com 4 condutores ZC 5Ð45º

A corrente de neutro será a soma:


Num sistema a quatro fios, o condutor neutro transporta corrente IN = -(IA + IB + IC) = -[20Ð(-90º) + 20Ð0º + 24Ð105º]
somente quando a carga é desequilibrada e a tensão em cada uma
IN = 14,1Ð(-166,9º)
das impedâncias de carga permanece fixa e de amplitude igual à
existente entre linha e neutro (tensão de fase). As correntes de
linha são desiguais e sua defasagem não é 120º
Potência em cargas Trifásicas Equilibradas Exemplo 01: Qual a potência fornecida por um sistema trifásico
equilibrado se cada fio conduz 20A e a tensão entre
os fios é de 220v para um FP igual a unidade?
VL = VF PT = 3VLIL cos q = 1,73x220x20x1 = 7612W
Carga : I = 3IF
L

Potencia em cada fase: PF = VFIFcos


IL 3
IF = = IL Exemplo 02: cada fase de um gerador trifásico ligado em 
Potencia Total: PT = 3VFIFcos, mas 3 3
VF = VL alimenta uma carga máxima de 100A numa tensão
PT = 3VLIL cos q de 240v com FP de 0,6 indutivo. Calcule:
a) tensão de linha;
b) corrente de linha;
IL = IF \ IN = 0
Carga Y: c) potência trifásica aparente;
VL = 3VIF
d) a potência trifásica útil;
Potencia em cada fase: PF = VFIFcos
a) VL = VF = 240v
VL 3
VF = = VL
Potencia Total: PT = 3VFIFcos, mas 3 3 b) IL = 1,73IF = 1,73 x 100 = 173A
IF = IL
c) ST = 3VLIL Þ 1,73 x 240 x 173 = 71800VA = 71,8KVA
PT = 3VLIL cos q
d) PT = ST cos q Þ 71,80 x 0,6 = 43,1KW

então
PT = 3VLIL cos q

QT = 3VLILsenq Exemplo 03: cada fase de um gerador trifásico ligado em Y libera


ST = 3VLIL uma corrente de 30A para uma tensão de fase de
254v e um FP de 80% indutivo.
a) Qual a tensão no terminal do gerador?
b) Qual a potência desenvolvida em cada fase?
c) Qual a potência trifásica total?

a) VL = 3 VF = 1,73 x 254 = 439,9v Exemplo 01: Um transformador com núcleo de ferro funcionando
b) PF = VFIF cos q Þ 254 x 30 x 0,80 = 6096W com uma tensão no primário de 120V, possui 500
c) PT = 3VFIF cos q = 3PF Þ 3 x 6096 = 18.288W espiras no primário e 100 no secundário. Calcule a
tensão no secundário.
VP N NV 120x100
= P Þ VS = S P = = 24v
VS NS NP 500
Transformador
Exemplo 02: Um transformador tem razão de transformação () de
1:5. Se a bobina do secundário tiver 1000 espiras e a
tensão no secundário for de 30v, qual a tensão no
primário e o número de espiras do primário.
1 VP V 30
a = 1:5 = = Þ VP = S = = 6v
5 VS 5 5

VP N N 6 6x1000
= P Þ P = = NP = = 200espiras
VS NS 1000 30 30

fS = fP
df
u = N dfS dfP
dt =
dt dt
dfP
VP = NP
dt VP N
= P = a
dfS VS NS
VS = NS
dt

 é a relação de transformação
Como PP = PS
VP.IP = VS.IS
VP I V
= S \ P =
VS IP VS
Autotransformador Máquinas Rotativas

Alternador: gerador de corrente alternada com excitação no


estator

Perda e eficiência de um transformador


Perdas no Cobre = IP2.RP + IS2.RS
Perdas no Núcleo = Por histerese e por correntes Foucalt
PS VSIS cos q
Eficiência = =
PP VSIS cos q + PerdasCobre + PerdasNúcleo

Exemplo 04: Um Trafo abaixador de 10:1 de 5kVA tem uma


especificação para a corrente do secundário com
uma carga máxima de 50A. A perda no cobre é de
100w. Se a resistência do Primário é 0,6, qual a
resistência do Secundário e a perda do Cobre do
secundário.
= S Þ IP = S S = æç ö÷x50 = 5A
IP N NI 1
IS NP NP è 10 ø

Perdas no Cobre = IP2.RP + IS2.RS = 100W


52 x 0,6 + 502RS = 100
100 - 15
RS = = 0,034W
2500

Perda de Potência Secundário = IS2.RS = 502x(0,034)


= 85W

Gerador de CA com excitação no Rotor Eficiência de um Gerador de CA


PSaída
eficiência =
Pentrada

Exemplo: Um motor de 2HP propulsiona um alternador que tem


uma demanda de carga de 1,1Kw. Qual a eficiência do
Alternador?
Potencia de Entrada = 2HP x 746 = 1492w
Potencia de Saída = 1,1Kw = 1100w
1100
eficiência = = 0,737 = 73,1%
1495
A freqüência da voltagem gerada depende dos pólos do campo e
da velocidade de funcionamento do gerador
pn f = freqüência (Hz)
f =
120
p = número total de pólos
n =velocidade do rotor (RPM)

Exemplo 01: Qual a freqüência de um alternador de 4 pólos


funcionando a uma velocidade de 1500RPM.
pn 4x1500
f = = = 50Hz
120 120