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Cálculo de custos na industria gráfica

Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300
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Cálculo de custos na indústria gráfica.
Por Donisete Guimarães

Índice remissivo Página

Problemas na indústria gráfica 3
Sistemas de levantamento de custos 5
Encargos sociais 6
Horas extras 7
Depreciação de equipamentos 7
Despesas de manutenção e materiais auxiliares 8
Despesas diretas e despesas indiretas 9
Método de rateio de despesas 10
Cálculo do número de horas produtivas (NHP) 11
Criação de centros produtivos 14
Modelo de mapa de custos 15
Vantagens do segundo e terceiro turno 16
Total do custo fixo X Ponto de equilíbrio 17
Alíquotas de impostos 18
Cálculo do preço de venda 19
Cálculo da contribuição marginal 20
Custos na indústria gráfica (artigo) 26
Podemos ser alheios aos avanços tecnológicos (artigo) 28
Devo comprar ou locar um software? (artigo) 29
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Problemas na indústria gráfica

A indústria gráfica nacional enfrenta uma série de problemas de ordem econômica, mas o
maior problema é o desconhecimento da forma correta do levantamento de custos e
formação do preço de vendas. Dentre alguns problemas podemos destacar :

• Cálculo de custos/hora de forma incorreta
Por desconhecimento utiliza-se de métodos errôneos e arcaicos de custeio de orçamentos.
Cálculos por milheiro, cálculo errado do fechamento de preço de venda etc...

• Carência na análise de custo fixo e ponto de equilíbrio.
Falta de compreensão básica de gestão de negócios.

• Vendas sem análise de crédito
Muitas vezes o empresário com necessidade de fazer capital vê um pedido e sem analisar a
idoneidade do cliente simplesmente pega o pedido, comprometendo seu capital de giro no
futuro.

• Super dimensionamento na avaliação da capacidade produtiva(horas/mês).
Ao levantar o mapa de custos utiliza um número excessivo de horas produtivas esquecendo-
se da ociosidade média, feriados, lanches, banheiro, manutenção de equipamentos e outras.

• Vendas muito abaixo da capacidade produtiva prevista.
Ao se calcular o mapa utiliza-se uma capacidade produtiva prevista acima da capacidade de
venda média da empresa.

• Compra de equipamentos sem necessidade.
Sem uma análise correta das necessidades do mercado e do rol de clientes e trabalhos,
compra-se equipamentos que ficarão ociosos por às vezes mais da metade do mês. Isto
geralmente é feito para evitar terceirizações, sem avaliar o problema do excesso de
imobilização de capital.

• Compra de equipamentos comprometendo o capital de giro.
Muitas vezes o empresário compromete seu capital de giro comprando equipamentos e
esperando pagá-lo com o lucro obtido do mesmo, sem levar em consideração o tempo
necessário para se abrir novo mercado para o equipamento.

• Excesso de estoques.
Imobiliza-se grande quantidade de capital em estoques sem análise do volume médio de
consumo, comprometendo o capital de giro e a capacidade de negociação.

• Venda acima da capacidade de capital de giro.
Vende-se sem possuir capital de giro suficiente para suportar prováveis inadimplências e
necessidade de reposição de estoques e compra de matéria prima, tendo que recorrer a
descontos de duplicatas.
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• Desvio de recursos para fora da empresa de forma não planejada.
Muitas vezes o empresário confunde a empresa com sua vida particular, não estipulando
metas para crescimento, reservas de capital para reposição de equipamentos, manutenção,
encargos etc., fazendo retiradas fora da possibilidade da empresa, comprometendo o futuro
a médio e longo prazo.

• Desconto de duplicatas.
Após o erro do cálculo de custo, talvez este seja um dos maiores problemas dos empresários
brasileiros. Além de comprometerem seu capital de giro com os itens acima citados,
recorrem a descontos de duplicatas com taxas de juros astronômicas para fazer dinheiro de
forma instantânea, esquecendo-se que o lucro líquido médio de uma empresa geralmente
não ultrapassa 10 a 15%.
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Sistemas de levantamento de custos

Existem vários sistemas de levantamentos de custos para indústria, ABC, Burden, RKW.
Os sistemas que mais se adaptou à industria gráfica foram o Burden e o RKW, sendo o
Burden apenas uma variação do RKW.
O RKW é um sistema de cálculo de custos criado na Alemanha e que é utilizado
amplamente na indústria gráfica.
Basicamente o sistema de levantamento de custos tem por objetivo levantar o custo hora
dos centros de produção de uma empresa, o custo hora obtido será utilizado no cálculo do
orçamento.
Para isto é necessário dividir a gráfica em centros produtivos, que são:
Arte final, fotolito, gravação, impressoras, acabamento, guilhotina etc..

Para calcular o mapa antes é necessário fazer o levantamento de todas as despesas.
Toda indústria possui 3 tipos de custos ou despesas :

DESPESAS FIXAS : As despesas fixas são aquelas que não variam de acordo com o
volume de produção. Como exemplos destas despesas temos : Aluguel, salários, vale
transporte, telefone etc..

DESPESAS SEMI-FIXAS : São aquelas em que variam de acordo com o volume de
produção mas por serem difíceis de serem mensuradas a cada orçamento, estipulamos um
valor fixo baseado na média dos últimos meses. Como exemplo destas temos : Energia
elétrica, materiais auxiliares de produção como estopa, gasolina, blanquetas etc.

DESPESAS VARIÁVEIS : Despesas que variam de acordo com o volume de produção e
podem ser determinadas com precisão no momento do cálculo do orçamento. Como
exemplo destas despesas temos : Papéis, chapas, tinta, impostos, comissões, serviços de
terceiros etc..
OBS: As despesas variáveis NUNCA são utilizadas no momento do levantamento do mapa
de custos. Elas devem ser calculadas para cada orçamento em questão.

As despesas indiretas ou administrativas, sejam elas fixas, semi-fixas ou variáveis serão
rateadas nos centros produtivos de forma que estes absorvam os valores para compor o
custo hora que será utilizado no orçamento.

O valor total de despesas diretas produtivas mais as despesas indiretas(rateadas) será
dividido pelo número de horas produtivas de cada centro produtivo, calculando assim o
custo hora.

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Encargos sociais

Sobre os salários de seus funcionários o empregador ao governo em benefícios para o
empregado uma carga de tributos chamados encargos sociais.
Estes índices variam de acordo com o tipo de indústria, mas podemos de maneira geral
classificar a industria gráfica no seguinte esquema de encargos sociais :
Os índices abaixo são todos mensais.

Empresas NÃO cadastradas no sistema SIMPLES :
Encargo social Percentual Forma Pgto
Férias 8,96 Anual
Adicional constitucional 2,98
Adicional de assiduidade 2,69 Anual
13
o
salário 8,96 Anual
INSS 20,00 Mensal
FGTS 8,00 Mensal
Seguro acidentes 3,00 Mensal
Salário educação 2,50 Mensal
SESI/SESC/SENAI 2,50 Anual
SEBRAE 0,60 Anual
Incidência cumulativa 8,68
Aviso prévio/rescisão(média) 6,18 Demissão
Total 75,05

Empresas cadastradas no sistema SIMPLES :
Encargo social Percentual Forma Pgto
Férias 8,96 Anual
Adicional constitucional 2,98
Adicional de assiduidade 2,69 Anual
13
o
salário 8,96 Anual
FGTS 8,00 Mensal
Seguro acidentes 3,00 Mensal
Salário educação 2,50 Mensal
Aviso prévio/rescisão(média) 6,18 Demissão
Total 43,27

Os percentuais acima deverão ser considerados no mapa de custos como parte integrante do
salário no momento do levantamento do custo hora.
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Horas extras

Existem basicamente 2 tipos de horas extras.

1) A hora extra para suprir um problema de prazo de entrega motivada por uma deficiência
na programação ou promessa para entrega rápida.
2) A hora extra para fazer um trabalho de grande volume que estoura a capacidade
produtiva normal da gráfica se esta somente trabalhar em horário normal.

Os dois tipos de hora extra acima são radicalmente diferentes. O primeiro pode representar
um prejuízo ou diminuição do lucro da empresa porque o trabalho é feito em regime de
hora extra quando poderia estar sendo produzido em hora normal. Neste caso a empresa
trabalha na hora extra e no próximo ou nos próximos dias tem ociosidade de máquina.
O segundo é benéfico e age como um “segundo turno” porque vem a complementar o
quadro produtivo. A empresa continuará trabalhando normalmente no horário normal.

OBS : As horas extras NÃO deverão ser computadas no cálculo do mapa de custos.


Depreciação de equipamentos

Existem dois tipos de depreciação :
Contábil e Gerencial
A depreciação contábil é feita de acordo com a legislação em vigor e não interessa para a
composição do mapa de custos.
A depreciação gerencial é a que utilizaremos para a composição do nosso mapa de custos.
Devemos avaliar o equipamento e seu tempo de vida para que ao final de um determinado
tempo a empresa possa repor ou comprar um equivalente ao equipamento em questão.
Lembramos que o equipamento deve ser depreciado sempre pelo seu valor quando novo e
ajustes devem ser feitos para atualizar este valor sempre para o valor atual(novo) de
mercado dele mudar.
Este valor NÃO deve ser ajustado com o passar do tempo para baixo como muitos
imaginam, caso contrário no final do período não haverá reservas suficientes para repô-lo.
A menos que o equipamento novo sofra um ajuste para cima ou para baixo.
Exemplo : Suponhamos que temos um equipamento novo de 300.000 R$ que terá uma
durabilidade de 10 anos(120 meses).
Após este período ele poderá ainda ser vendido por 25% do seu valor atual, este valor é
chamado de residual. Então o cálculo da depreciação será feito da seguinte maneira:

Depreciação = (Valor Novo – Residual) / Tempo Vida(meses)
Depreciação = (300.000 – 25%*300.000) / 120
Depreciação = (300.000 – 75.000 ) / 120
Depreciação = 225.000 / 120
Depreciação = 1.875,00

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Ou seja, todos os meses você deverá contabilizar para este equipamento uma despesa de R$
1.875,00 para efeito de depreciação.
Muitos gráficos não utilizam a depreciação nos seus cálculos como forma de
competitividade no mercado. Este é um erro imperdoável que comprometerá a empresa a
médio e longo prazo. Pois ao cabo de 5 ou 10 anos a empresa não terá reservas suficientes
para repor e modernizar seus equipamentos.
O valor da depreciação deveria ser depositado em uma conta especial no final do mês e
utilizado com o único objetivo de repor o parque industrial.

Despesas de manutenção prevista de equipamentos

Todo equipamento necessita de manutenção de tempos em tempos.
Então como fazer para apropriar o valor da manutenção no mapa de custos?.
Em um determinado mês pode-se ter um alto valor de manutenção e no próximo mês não
haver gasto nenhum.
Se apropriarmos o valor gasto cada mês no mapa teremos uma oscilação do custo hora a
cada mês, o que não é bom.
Portanto devemos fazer uma média dos últimos 6 ou 12 meses de valores gastos com
manutenção. O ideal é que estes valores sejam apurados por equipamento e não no total,
desta forma poderemos apropriar na conta de cada máquina o valor médio de sua
manutenção.
No mapa você apropriará o valor médio de manutenção por mês e independente do valor
realmente gasto este valor será utilizado no mapa.
De 12 em 12 meses é bom fazer uma reavaliação desta média.

Materiais auxiliares de produção

São aqueles materiais que por serem de difícil avaliação no momento do cálculo do
orçamento devem ser apropriados pela média mensal, constando assim do custo hora.
Os materiais auxiliares devem ser levantados por centro de produção, ou seja, cada centro
produtivo deverá ter seu valor de material auxiliar médio calculado.
Exemplo :
Centro de produção Materiais auxiliares
Arte final Toner, disquetes, papel, vegetal etc...
Gravação de chapas Reveladores, gomas, químicos em geral etc..
Fotolito Químicos, durex, restauradores etc..
Impressoras Estopa, querosene, restauradores, blanquetas, graxa, etc.
Acabamentos Cola, fitas adesivas, grampos, papel para pacotes, rótulos etc..
Guilhotina Régua, cera, afiação de facas etc..
Para obter estes valores faça uma média dos últimos 3 meses.
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Despesas diretas da produção

As despesas específicas da produção deverão ser separadas por centros produtivos. Elas
serão a base para as chaves de rateio que serão explicadas posteriormente.
Das despesas diretas de produção temos:

Salários da produção: Arte finalistas, gravadores de chapas, impressores, auxiliares de
impressão, brochuristas, cortadores etc..

Depreciação: Depreciação da arte, impressoras, equipamentos do acabamento, guilhotina
etc..
Materiais auxiliares: Gastos em cada centro produtivo.

Manutenção média: Para cada centro produtivo.

Além das despesas supra citadas ainda podem existem despesas diretas com certos centros
produtivos como aluguel de equipamentos, contrato de assistência.


Despesas indiretas (administrativas)

Todas as demais despesas serão consideradas indiretas.
As despesas indiretas serão rateadas nos centros produtivos de acordo com critérios que
serão explicados posteriormente.
Estes critérios de rateio é que caracterizam o sistema RKW.
Alguns exemplos de despesas fixas e semi-fixas indiretas temos :

• Água,
• Aluguel
• Assistência médica
• Associação de classe
• Brindes e donativos
• Contratos de assistência e manutenção
• Correios
• Despesas bancárias
• Energia elétrica
• Fretes e carretos
• Honorários profissionais(Contadores/advogados)
• Taxas anuais(parcela mensal)(IPTU, Alvarás, etc..)
• Lanches
• Materiais de escritório
• Perdas diversas
• Retirada de sócios
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• Seguros
• Telefones
• Transporte (gasolina, óleo, ...)
• Transporte (Manutenção automóveis)
• Vale transporte
• Outras despesas fixas


Método de rateio de despesas


Existem alguns métodos básicos para ratear as despesas indiretas nos centros produtivos.
A principal pergunta a ser feita é:
Quanto cada centro produtivo deverá absorver das despesas indiretas?

De alguns dos métodos de rateio que podemos usar destacam-se os seguintes :
Método de rateio Observações
Pela área ocupada Cada centro produtivo absorverá a despesa de acordo com a área
ocupada por ele dentro da fábrica. Pode ser utilizado para ratear
por exemplo o aluguel.
Pela potência elétrica Pode ser utilizado por exemplo para ratear energia elétrica.
Pelo valor imobilizado Pode ser utilizado para o rateio de seguros.
Pelo subtotal de despesas Soma-se todas as despesas diretas do centro produtivo e utiliza
este valor como chave para o rateio das despesas

Após anos trabalhando com mapa de custo a conclusão a que chegamos é que alguns
métodos de rateio apenas dificultam o levantamento do mapa, influindo muito pouco na
forma em que o custo hora será levantado.
Portanto aconselho utilizar somente o método do subtotal de despesas que é o mais simples
e funcional.
Os demais métodos demandam um enorme trabalho extra na prospecção de dados de área,
potência elétrica etc., e no final o resultado é praticamente o mesmo.

Exemplo prático de como ratear valores:
Suponhamos 3 centros produtivos: Solna, Gto, KBA

Achamos primeiro o subtotal das despesas diretas de cada um dos centros produtivos.
Centro prod. Salários Depreciac. Manut. Mat.Auxiliar Sub-total
Solna 1200,00 400,00 200,00 120,00 1920
Gto 800,00 300,00 120,00 80,00 1300
KBA 1800,00 2.000,00 300,00 240,00 4.340
Total 7.560


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Suponhamos agora que o total de despesas indiretas foi R$ 15.000,00.
Para saber quanto cada centro produtivo deverá absorver fazemos a seguinte conta:

Rateado = (Subtotal c.produtivo / Total despesas produtivas) * Total despesa indireta

No caso acima
Centro produtivo Conta a fazer Rateado
Solna (1920/7560)*15000 3.809,52
Gto (1300/7560)*15000 2.579,36
KBA (4340/7560)*15000 8.611,12
Total 15.000,00

O valor rateado deverá ser somado com o valor do sub-total de despesas de cada centro
produtivo para se calcular o total de despesa apropriado para cada centro.
Este valor será dividido pelo número de horas produtivas mensal encontrando-se assim o
valor hora.
Centro produtivo Sub total Rateado Total
Solna 1.920,00 3.809,52 5.729,52
Gto 1.300,00 2.579,36 3.879,36
KBA 4.340,00 8.611,12 12.951,12
Custo fixo 22.560,00

A soma da coluna “total” mostrará o total de despesas fixas ou custo fixo da gráfica.
Este número será utilizado posteriormente para mostrar o ponto de equilíbrio da empresa.

Número de horas produtivas

A determinação do número de horas produtivas é crucial na precisão do levantamento do
custo hora.
O total obtido no item anterior Total=(sub-total+rateado), deverá ser dividido pelo número
de horas produtivas para se obter o custo hora do centro produtivo.
Entende-se por “Número de horas produtivas”, o número de horas efetivamente trabalhadas
pelo centro de custo.
Para calcular este número devemos levar em consideração vários fatores :
• Número de dias úteis do ano
• Número de feriados do ano
• Tempo inicial para entrada no trabalho e preparação da máquina (15 mins)
• Tempo final para saída do trabalho, deixando a máquina limpa p/ prox. dia.
• Lanche, banheiro, cigarro etc..
• Tempo médio para manutenção de máquina.
• Folgas,
• Faltas.

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A tabela a seguir demonstra como cálcular do número de horas produtivos máximo para
uma indústria no Brasil.

Dias do ano 365
Sábados e domingos do ano -104
Feriados(média por ano) -12
Manutenção de máquina média em dias/ano -4
Número de dias úteis no ano =245
Número de horas trabalhadas/dia 8,5
Entrada (10 mins) -0,15
Lanches (15 mins) -0,25
Banheiro(10 mins) -0,15
Ociosidade entre trabalhos(30 mins) -0,5
Saída/prep.maq.p/prox.dia(10mins) -0,25
Número de horas líquidas por dia =7,2
Total de horas do ano (245 dias * 7,2h) 1764,0
Número de horas médio/mês ( 1764 / 12) 147,0

Portanto 147 horas é o número máximo de horas efetivamente produtivas em um turno.
Este é o número de horas que devemos utilizar no mapa de custos.
Suponha a tabela anterior que as máquinas solna e gto trabalham apenas 1 turno e que a
KBA trabalha 2 turnos, então poderíamos concluir que o custo/hora das máquinas seria:

Centro produtivo Sub total Rateado Total NHP Custo/hora
Solna 1.920,00 3.809,52 5.729,52 147 38,9
Gto 1.300,00 2.579,36 3.879,36 147 26,3
KBA 4.340,00 8.611,12 12.951,12 294 44,0

OBS : O segundo turno geralmente não pode ser considerado com o mesmo número de
horas(147) do primeiro turno. Geralmente a quantidade de horas trabalhadas é um pouco
menor. Para efeito de simplificação considerei os 2 turnos com 147 horas cada.

Por que devemos utilizar o número de horas efetivamente produtivas e não podemos usar o
tempo integral de trabalho?.
Porque quando calculamos um orçamento, utilizamos no cálculo o tempo que a máquina ou
funcionário estarão produzindo, acerto, impressão etc., sem nos preocuparmos com os
tempos ociosos.

Dados para exemplo de cálculo de mapa

Trabalharemos agora com dados de uma gráfica hipotética para podermos calcular o custo
hora aplicando os conceitos acima.
O primeiro passo é levantar todos os dados de custos da empresa.

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Segue uma relação do que é necessário se obter:

• Relação de imobilizado administrativo com seus respectivos valores de aquisição.
Computadores, fax, telefones, ar-condicionado, veículos etc...
• Relação de imobilizado produtivo com seus valores de aquisição. Impressoras,
guilhotinas, dobradeiras, grampeadeiras, etc...
• Relação de funcionários administrativos com seus respectivos salários.
• Relação de funcionários produtivos e seus salários. Neste caso os funcionários deverão
ser separados de acordo com a função e as máquinas que trabalham. Ex. João da Silva
(impressor GTO).
• Relação de despesas fixas mensais, tal como mostrado anteriormente.

Imobilizado administração Valor
Vida(meses) Residual Depreciação
1 aparelhos de fax 600,00 36 0% 16,7
Móveis da administração 5.000,00 96 0% 52,0
Automóvel 12.000,00 60 40% 120,0
Computadores 8.000,00 36 20% 177,0
Total 365,7
Imobilizado produção Valor
Vida(meses) Residual Depreciação
Computadores arte final 5.000,00 36 20% 111
Gravadora de chapas 4.000,00 96 0% 41
Impressora GTO 80.000,00 96 40% 500
Impressora Roland 00 120.000,00 96 40% 750
Impressora KBA 240.000,00 96 40% 1500
Dobradeira/Gramp/Pic/... 25.000,00 96 40% 156
Guilhotina 60.000,00 120 50% 250

*O cálculo da depreciação foi feito conforme explicado anteriormente.
Funcionários da
administração
Salário Encargos
(75%)
Bonificação Total
Orçamentista 1500,00 1125,00 300,00 2925,0
Financeiro 1000,00 750,00 1750,0
Auxiliar 450,00 337,50 787,5
Secretária 350,00 262,50 612,5
Office boy 130,00 97,50 100,00 327,5
Total 6402,5

Funcionários da
produção
Salário Encargos
(75%)
Bonificação Total Total
Centro
Arte finalista 600,00 450,00 1050,0 1050,00
Gravador de chapas 400,00 300,00 700,0 700,00
Impressor GTO 800,00 600,00 100,00 1500,0 1500,00
Impressor Roland 00 1000,00 750,00 1750,0 1750,00
Impressor KBA 1
o
turno 1200,00 900,00 2100,0
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Impressor KBA 2
o
turno 1200,00 900,00 2100,0
Auxiliar KBA #1 400,00 300,00 700,0
Auxiliar KBA #2 400,00 300,00 700,0 5600,00
Brochurista #1 350,00 262,00 612,0
Brochurista #2 350,00 262,00 612,0
Brochurista #3 350,00 262,00 612,0
Brochurista #4 350,00 262,00 612,0 2448,00
Cortador 500,00 375,00 875,0 875,00
Total 13923,0 13923,0

Despesas fixas mês Valor mês
Água 60,00
Aluguel 1200,00
Energia 800,00
.......demais despesas..... ...........
Total despesas 20.000,00

Centro produção Manutenção Mat.Auxiliar
Arte final 50,00 120,00
Gravação de chapas 20,00 80,00
GTO 100,00 80,00
Roland 00 200,00 160,00
KBA 400,00 320,00
Acabamentos 50,00 120,00
Guilhotina 50,00 120,00

O próximo passo é dividir os centros de custos produtivos da gráfica.


Criação dos centros de custo produtivos

Dividir a empresa em centros de custo é uma tarefa aparentemente óbvia mas que requer
um certo cuidado e análise.

Regras básicas :

a) Procure não criar um centro de custo que não possua pelo menos um funcionário
trabalhando no centro.
b) Não crie centros de custo para as máquinas de acabamento. Estas serão englobadas em
um único centro chamado “Acabamentos”.
c) Procure englobar as máquinas tipográficas no centro “Acabamentos”. Geralmente estas
máquinas só são utilizadas para numerar e corte/vinco.
d) Junte máquinas com características similares em um único centro produtivo. Exemplo :
Se você possui 2 impressoras mono formato ½ folha, crie um centro um centro chamado
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“Mono Formato 2” ao invés de criar um centro para cada uma. Desta forma elas terão o
mesmo custo hora.
e) Se você não possuir um sistema de cálculo de orçamentos informatizado será mais fácil
tratar a guilhotina e suas despesas como administrativas, desta forma ela será rateada no
custo hora dos demais centros de produção e não haverá necessidade de se calcular
guilhotina no orçamento.
No exemplo acima a divisão de centros seria:
1) Arte final
2) Gravação de chapas
3) GTO
4) Roland 00
5) KBA
6) Acabamentos
7) Guilhotina

Modelo de mapa de custos

No mapa abaixo você deverá criar uma linha para cada centro de custo produtivo, contendo
as seguintes colunas.

C.Custo Salário Deprec. Manut M.Aux. Outras Subtotal Rateado Total NHP Custo/h
C.Custo 1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
C.Custo 2

....

C.Custo n

Totais

TsubT Trateio Cfixo


Descrição das colunas do mapa
1. Total de salários e encargos sociais daquele centro de produção.
2. Total de depreciação do centro produtivo.
3. Manutenção mensal prevista para o centro.
4. Material auxiliar previsto para o centro.
5. Outras despesas específicas do centro produtivo.
6. Subtotal das despesas diretas do centro.
7. Soma das colunas (1) a (5).
8. Valor absorvido do total de despesas indiretas. O valor é feito segundo a seguinte
fórmula : Rateado = (SubTotal/TsubT) * TotDespInd, onde SubTotal é o total de
despesas diretas do C.Produtivo(colunas 1 a 5), TsubT é a soma dos subtotais de
todos os C.Produtivos e TotDespInd é o total das despesas indiretas.
9. É a soma da coluna 6 e 7. A soma desta coluna é o custo fixo mensal total da gráfica,
que será utilizado para o acompanhamento do ponto de equilíbrio.
10. NHP é o número de horas produtivas do centro de custo.
11. Custo hora. Calculado dividindo-se o valor da coluna 8 pela coluna 9


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Na página seguinte você verá a distribuição dos dados de exemplo mostrados anteriormente
no mapa de custos.
Distribuição de dados no mapa

Salários + encargos da adm. 6402,5
Depreciação administrativa 365,7
Despesas fixas administrativas 20.000,0
Total a ratear(desp.indiretas) 26.768,2

C.Custo Salário Deprec Manut M.Aux. O. Subtotal Rateado Total NHP Custo/h
Arte final 1050 111 50 120 1331 1865,25 3196,25 147 21,74
G.chapas 700 41 20 80 841 1178,57 2019,57 147 13,73
GTO 1500 500 100 80 2180 3055,03 5235,03 147 35,61
Roland 00 1750 750 200 160 2860 4008,08 6868,08 147 46,72
KBA 5600 1500 400 320 7820 10958,97 18778,97 294 63,87
Acabam. 2448 156 50 120 2774 3887,49 6661,49 588 11,32
Guilhotina 875 250 50 120 1295 1814,81 3109,81 147 21,15
Totais 13923 3308 870 1000 19101 26768,2 45869,2

Na coluna Custo/h encontramos os custos horas dos centros produtivos. Este custo será
utilizado no cálculo do orçamento.

Vantagens do segundo e terceiro turno

Suponha duas gráficas com mesmo parque industrial, funcionários com mesmo nível
salarial e despesas fixas semelhantes.
É possível uma delas ter o custo/hora das máquinas menor que a outra?
Sim, se uma delas trabalhar dois ou mais turnos.
A vantagem dos demais turnos é a melhor diluição das despesas indiretas e da depreciação
que permanecerá praticamente constante.
Olhando-se o mapa de custos teríamos um acréscimo na coluna salários dos funcionários
produtivos para o segundo ou terceiro turno.
Também haveria um acréscimo nas colunas de manutenção e material auxiliar.
A coluna de depreciação permaneceria a mesma, pois a depreciação é independe do número
de turnos.
As despesas indiretas aumentariam muito pouco, porque a maioria delas independe da
quantidade de horas trabalhadas.
Por exemplo o aluguel, a depreciação dos bens administrativos e a administração não
necessitará de funcionários para os 2 ou 3 turnos. Portanto estes valores serão diluídos em
um maior número de horas produtivas.
A coluna NHP terá um acréscimo, aumentando o divisor e portanto diminuindo o
custo/hora.
OBS : Um segundo turno só pode ser considerado se a empresa possuir um volume de
vendas para preencher as horas produtivas previstas e ela efetivamente ocorrer.

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Total de custo fixo x ponto de equilíbrio.

Toda empresa gráfica possui um custo fixo, ou seja, um custo que independente do volume
de vendas e que deverá ser pago.
Estes custos foram explicados anteriormente, que são: Salários, aluguel, energia, telefone
etc..
A empresa só obterá lucro quando o volume de vendas for suficiente para cobrir todas estas
despesas. Até então a empresa estará trabalhando apenas para cobrir estes custos.
Quando a empresa tem um volume de vendas tal que todos os custos mensais fixos foram
cobertos, dizemos que a empresa atingiu o “ponto de equilíbrio” ou seja nem é lucrativa e
nem está em prejuízo.
As vendas a partir deste ponto computarão o lucro da empresa, não no valor total mas não
soma das contribuições marginais.
Baseado neste conceito podemos perguntar :
Se a empresa tiver um faturamento no valor dos custos fixos mensais, então ela atingiu o
ponto de equilíbrio?
NÃO.
Isto se dá porque nos custos fixos no mapa não estão computados os valores que dependem
do volume de faturamento, que são :
• Matéria prima (papéis, chapas, tintas, etc..)
• Serviço de terceiros (plastificações, corte/vincos, etc..)
• Comissões (vendedores, agências)
• Impostos (ISS, PIS, Cofins, imposto de renda, etc..)

Então fazemos outra pergunta :
Quanto é necessário faturar para atingir o ponto de equilíbrio?
Esta pergunta não tem uma resposta matemática, porque os fatores acima são totalmente
variáveis.
Não é possível saber com antecedência o valor gasto com matéria prima. Cada serviço
poderá utilizar matérias primas diferentes com valores diferentes. Pode ou não haver
serviço de terceiros. Da mesma forma existem trabalhos com comissões e trabalhos não
comissionados.
Os impostos também variam de acordo com o trabalho em questão.

Para se saber se a empresa atingiu ou não o ponto de equilíbrio é necessário acompanhar
cada trabalho para saber o quanto este contribuiu para atingir os custos fixos.
Isto será explicado posteriormente em “Contribuição marginal”.

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Alíquotas de impostos

A legislação brasileira atual permite que a empresa opte por três tipos de tributação:

Tributação pelo LUCRO REAL
Calcula-se primeiro o lucro operacional = Total receitas – Despesas dedutíveis
Imposto Método de cálculo
COFINS 3% do total de receitas
PIS/PASEP 0,65% sobre o total de receitas
Cont.Social sobre lucro 12% sobre o lucro operacional
Imposto de renda 15% sobre o lucro operacional

Tributação através do LUCRO PRESUMIDO.
Neste caso o lucro operacional é presumido, independente das despesas operacionais, ou
seja os impostos serão pagos sobre o valor faturado.
Existem alíquotas de acordo com o faturamento anual da empresa.

Imposto até 120.000 / ano + 120.000/ano
COFINS 3% sobre o total de receitas 3% do total de receitas
PIS/PASEP 0,65% sobre o total de receitas 0,65% sobre o total de receitas
Cont.Social 0,44% que é 12% de 12% - 1%(*) 2,88% que é 12% de 32% - 1%
Imposto de renda 2,4% que é 15% de 16% 4,8% que é 15% sobre 32%
(*) –1% referente compensação aumento alíquota de COFINS de 2% para 3%.

Tributação através do SIMPLES
O simples consiste numa alíquota única que engloba os seguintes tributos federais : PIS,
COFINS, IRPJ, Cont.Social sobre lucro, IPI.
Além disto fica isento de: Encargos previdência(parte da empresa), SESI, SEBRAE,
SENAE, salário educação.
As alíquotas são estipuladas conforme as faixas de faturamento :
Faixa receita anual Alíquota p/ gráficas
Micro empresa Até 60.000 3,5%
Até 90.000 4,5%
Até 120.000 5,5%
Emp. Peq. Porte Até 240.000 5,9%
Até 360.000 6,3%
Até 480.000 6,7%
Até 600.000 7,1%
Até 720.000 7,5%
Restante ver IOB

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Cálculo do preço de venda

O cálculo do preço de venda é feito através da seguinte fórmula :

Preço de venda = Custo de produção / ( 1 – TotIndices/100 )

O custo de produção é o cálculo da matéria prima mais produção e serviço de terceiros.
Onde TotIndices é o total dos percentuais que deverão ser aplicados no orçamento:
Estes índices são : Impostos, comissões e margem prevista.

Exemplo :
Total
Impostos : ISS(3%), Outros(8,45%) 11,45
Comissões : Vendas(5%), agência(10%) 15,00
Markup ou margem prevista (15%) 15,00
Total 41,45

Suponha um custo de produção de : R$ 850,00.

Para se calcular o preço de venda aplicamos a fórmula :
Preço de venda = 850,00 / (1 – 41.45/100)
Preço de venda = 850,00 / (1 – 0.4145)
Preço de venda = 850,00 / (0,5855)
Preço de venda = 1451,75

Para se provar que a conta está correta basta subtrair do preço de venda calculado os
percentuais acima definidos, o valor deverá ser o custo de produção.
OBS : O Markup ou margem prevista é apenas uma previsão de lucro porque a empresa só
tem lucro real após atingir o ponto de equilíbrio. Até então todo o valor faturado será para
pagar as despesas fixas, impostos, comissões e matéria prima.


Determinação do menor preço de venda

Para determinar o menor preço de venda sem comprometer a empresa basta calcular o preço
de venda com lucro previsto = 0%. O problema é que você deverá vender todas as horas
disponíveis previstas do mês para ainda assim não ganhar um centavo. Cuidado com esta
abordagem.
Os fatores de risco e erros prováveis do mapa e de previsão de venda mostram que o
mínimo deveria ser pelo menos 5% para resguardar a empresa.
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Cálculo da contribuição marginal

Dado um preço de venda calculado, qual é o valor deste preço de venda que “sobrará”
para a gráfica para que ela cubra o custo fixo? ou seja, em quanto este orçamento
contribuirá para fechar o custo fixo da gráfica?.
Este valor é chamado de contribuição marginal do orçamento.
A soma das contribuições marginais dos trabalhos fechados mostrará o quanto a empresa já
cobriu do seu custo.
No final do mês a somatória das contribuições marginais poderá ser:

• Menor que o custo fixo. Neste caso a empresa teve um prejuízo operacional.
• Igual ao custo fixo. A empresa atingiu o ponto de equilíbrio e não teve nem prejuízo e
nem lucro.
• Maior que o custo fixo. A empresa teve lucro. O lucro será a diferença entre a somatória
das contribuições marginais e o custo fixo.

Fórmula de cálculo:

Cont.Marginal = Preço venda – Svc.3os – Mat.Prima – Impostos – Comissões

Exemplo : Suponha um orçamento com os seguintes dados :

Preço de venda 1800,00
Serviços de terceiros 200,00
Matéria prima 350,00
Comissões (15%) 270,00
Impostos (11,45%) 206,00

Cont.Marginal = 1800 – 200 – 350 – 270 - 206
Cont.Marginal = 774,00

R$ 774,00 é o valor que sobrará do orçamento vendido por R$ 1.800 para cobrir o custo
fixo da empresa.
Para cada ordem de serviço emitida no mês você deverá acumular o valor da contribuição
marginal, assim você saberá o dia em que a empresa atingiu o ponto de equilíbrio. A partir
daquele dia as ordens emitidas computarão lucro para a empresa.
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Nro Centros de produção Nº horas produtivas
01
02
03
04
05
06
07
08
09

Equipamentos administração Valor Vida útil % Residual Depreciação












Total

Equipamentos produção C.P. vida valor %Residual Depreciação












Fichas para levantamento do mapa de custos

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Funcionários administração Salário Encargos Bonificac. Total
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
Total

Func. produção por CP C.P Salário Encarg Bonif. Total Total CP




















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Despesas fixas mensais Valor
Água
Aluguel
Assistência média
Associação de classe
Brindes e donativos
Contratos de assistência e manutenção
Correios
Despesas bancárias
Energia elétrica
Fretes e carretos
Honorários profissionais(Contadores/advogados)
Impostos anuais(IPTU, Alvarás, etc..) dividido por 12
Lanches
Materiais de escritório
Perdas diversas
Retirada de sócios
Seguros
Telefones
Transporte (gasolina, óleo, ...)
Transporte (Manutenção automóveis)
Vale transporte
Outras despesas fixas mensais
Total


Total salários e encargos dos funcionários administração +
Total de depreciação da administração +
Total de despesas fixas do mensais +
Total despesas indiretas a serem rateadas =

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Centro de Custo Salário Deprec. Manut M.Aux. Outras Subtotal Rateado Total NHP Custo/h











Totais


Fórmulas :

Subtotal = Salário + Deprec + Manut + M.Aux. + Outras
TotSubTot = Total da coluna SubTotais
TotDespInd = Total das despesas indiretas (Salários e encargos Adm + Depreciação adm + Despesas fixas mês)
Rateado = (SubTotal/TotSubTot)*TotDespInd
Total = Subtotal + Rateado
Custo/h = Total / NHP

Napa de custos
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Levantar o mapa de custo com os dados da gráfica exemplo abaixo :

Equipamentos administrativos e valores:
Equipamento Valor Equipamento Valor
Aparelho fax 500 Central telefônica 1000
5 computadores 7500 Móveis 5000

Equipamentos produtivos e valores:
Equipamento Valor Equipamento Valor
Computadores arte final 5500 Gravadora chapas 700
Mesa de luz 700 Multilith 15000
GTO 55000 Adast 725(bicolor Fto 2) 100000
Sormz(bicolor Fto 2) 250000 Heidelberg Leque 8000
Minerva 4000 Grampeadeira 3500
Picotadeira 2500 Dobradeira 35000
Guilhotina SMC120 75000


Funcionários administração e salários :
Funcionário Salário Bonific. Funcionário Salário Bonific.
João 1500 400 José 800 300
Marcos 400

Maria 400

Mara 250

Augusto 150


Funcionários produção e salários :
Funcionário Salário Bonific. Funcionário Salário Bonific.
Leonardo(arte) 600

Mauro(gravador) 450

Jair(multilith) 500

Armando(GTO) 600 200
André(adast) 1100

Vicente(adast) 200

Sérgio(sormz) 1200 400 Camilo(sormz) 200

Matias(sormz)2
o
t. 1200 400 Gustavo(sormz)2
o
t. 200

Carol(acab) 350

Eliana(acab) 350

Flávia(acab) 350

Almir(acab,HL,min) 500

Aldair(acab,dobr) 400

Orlando(SMC120) 500


Despesas fixas do mês :
Aluguel, água, energia, retirada sócios, ..... : Total = 20.000

Materiais auxiliares e manutenção média prevista :
Após dividir os centros de custo utilizar o valor que você achar suficiente.

Exercicio proposto :
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Custos na indústria gráfica


As dificuldades enfrentadas pelo setor grafico tem aumentado dia após dia.
• Falta de capital de giro.
• Fluxo de caixa negativo.
• !ncapacidade de investimentos em produçao e novas tecnologias.
• !nsolvência com fornecedores.
• Etc...
De onde vêm estas dificuldades?
Grande parte dos problemas da industria grafica sao problemas comuns a todos os
empresarios brasileiros, nao só do setor grafico. Ao abrir uma empresa muitos donos sao apenas
técnicos e conhecedores na area de produçao. Compreendem muito bem todos os processos
produtivos desde a pré-impressao, impressao até os acabamentos.
Nas sera que só isso é suficiente para fazer com que a empresa funcione plenamente e seja
lucrativa?
Nao, ser empresario é muito mais que conhecer a parte técnica de sua empresa, é também
imprescindivel que se conheça totalmente a administraçao de custos. Nao basta apenas saber
produzir, é preciso saber por quanto se deve vender o trabalho produzido. Ai, sim, reside o
problema da maior parte do empresariado. Utilizando métodos arcaicos e sem fundamento,
muitas vezes extraidos da famosa "Experiência" adquirida ao longo do tempo, o empresario cava
dia a dia uma cova onde se enterrara ao longo de alguns anos.
O método para levantamento de custos para industrias com produçao sob demanda foi
inventado na Alemanha antes de 1950, e mais de 60 anos depois empresarios Brasileiros
continuam "chutando" seus custos ou calculando de forma indevida o custo de produçao.
Nas afinal sera que é tao complicado assim este método de calculo de custos a ponto de ser
desprezado por 90¾ das empresas? É claro que nao, o que acontece é uma apatia por parte do
empresario que por medo do novo ou incapacidade de raciocinio matematico nega qualquer
calculo que fuja a multiplicaçao da matéria prima por 2 ou 3. Outro problema é a mistificaçao
criada por grande parte dos consultores de custos e palestrantes que para valorizar seu
conhecimento criaram uma "aura" de complexidade em torno do tema.
O método é bastante simples e facilmente aplicavel a graficas de qualquer porte. É claro que
nao é mais facil do que multiplicar papel por 2, mas este método é um chute que pode custar
caro ao longo de alguns anos.
Outro problema comum é que após expor o método de levantamento de custos correto para o
empresario, surge sempre a maxima : "Se eu colocar tudo isto no custo do meu orçamento nao
consigo vender nenhum serviço".
O fato de você desprezar os custos nao significa que eles nao existirao, eles estarao la, só que
mascarados. Calcular seus custos com precisao também nao te obriga a vender mais caro ou mais
barato, mas apenas mostra qual produto é mais ou menos rentavel. Desta forma você podera
posicionar sua empresa de forma adequada no mercado. Por exemplo, a margem para blocos e
taloes talvez esteja ótima, mas as malas diretas + cores você só consegue vender com prejuizo.
O correto levantamento de custos possibilitara a empresa definir seu mercado ou pelo menos
trara elementos suficientes para que a grafica se reestruture de forma a torna-la competitiva na
area em que nao consegue ser lucrativa. Sem estes dados você simplesmente esta "no escuro" e
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pode estar desprezando os lucrativos blocos em favor da "charmosa" mala direta + cores que da
prejuizo.
Outro grande mito do levantamento de custos é a depreciaçao. Nuitos optam por nao coloca-la
em seu mapa de custos, porque esta é uma despesa que aparentemente pode ser desprezada,
pois no final do mês ninguém faz um cheque para pagar a depreciaçao. Nas isto nao passa de
uma visao errada e de curto prazo, a depreciaçao existe e é real. Um dia você tera que repor seu
equipamento, seja em 8 ou 10 anos, e nesse dia o empresario se vê em uma situaçao onde nao
tem dinheiro para repor e as vezes nem crédito para financiar. Ai chegou o fim de uma longa
estrada, defasado tecnologicamente e com equipamento sucateado o empresario se vê em uma
situaçao sem saida.
É muito importante aprendermos que em um mundo capitalista a empresa tem por obrigaçao
auferir lucros. Temos responsabilidades sociais, para com nossa familia, para com nossos
funcionarios e para com nosso pais. Ao vendermos com prejuizo estamos prejudicando em ultima
instancia a própria naçao que torna seu parque industrial sucateado.
E nao vale a desculpa que a concorrência nao faz assim e nao calcula os custos, se você nao
conhece nem seus próprios custos e sua realidade, sera que você conhece a do concorrente? Se
ao levantar seus custos descobrir que nao pode concorrer e nem se reestruturar para ser
competitivo é porque talvez esteja na hora de mudar de negócio, saia do mercado antes de
prejudicar a si próprio e a milhares de outras empresas e trabalhadores que dependem do seu
lucro para sobreviver.


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Podemos ser alheios aos avanços tecnológicos?

por Donisete Guimarães *
O mundo muda todos os dias, tecnologias novas sao criadas a cada minuto. !sto é uma
verdade inquestionavel. Nas sera que podemos viver alheios a estas novidades que surgem a
cada dia?
S!N, podemos viver, se formos para o meio da selva amazönica e la ficarmos isolados do resto
do mundo. Caso contrario somos obrigados pelo fluxo da corrente a nos adaptarmos as mudanças
constantemente impostas pela sociedade. Podemos até postergar a aquisiçao de uma ou outra
tecnologia, mas, mais dia menos dia acabamos nos rendendo a elas.
Com isto quero dizer que toda nova tecnologia deve ser adquirida imediatamente?. NÁO, cabe
a cada um de nós como empresarios sermos capazes de avaliar quais tecnologias despontarao no
futuro e investir na hora certa. Nas qual tecnologia e qual o momento de investir? Bom, esta
resposta ninguém tem, nao ha bolas de cristal para prever o futuro, mas uma coisa é certa,
aquele que investir de forma correta e no tempo habil sera premiado.
E se eu decidir esperar para que a poeira abaixe antes de investir? Neste caso seus
concorrentes sairao na frente e talvez seja tarde demais para recuperar o espaço perdido.
Nas de qualquer forma atrasado ou nao se você investir em tecnologia pelo menos podera
sobreviver. O problema maior sao os empresarios que simplesmente negam a tecnologia e
mantém-se apegados a conceitos ultrapassados as vezes ha mais de 20 anos e com a arrogancia
da "idade" e "experiência" afirmam, que "sempre fiz assim e deu certo, porque devo mudar?".
Todos os dias vejo empresas com dificuldades financeiras, produtivas, de vendas etc. e quando
questiono o porque das dificuldades, sempre alegam uma desculpa esfarrapada como "o
governo", "a economia", o "dólar" etc... chavoes usados por todos aqueles que se negam a
admitir que os parametros de mercado e tecnológico mudaram e que ele ficou no tempo. Ouando
questionados sobre o sucesso do concorrente "Fulano de Tal", alegam, lavagem de dinheiro, nao
pagamento de impostos e outros absurdos. Afinal é muito mais facil jogar pedras nos
concorrentes que admitir nossa falta de capacidade como empresarios.
Ha uns vinte anos atras haviam discussoes acaloradas sobre o fim ou nao do processo
tipografico. Defensores ferrenhos da tipografia alegavam que jamais esta tecnologia acabaria, que
os processos off-set eram muito caros e bla, bla, bla. Nuitos destes se recusaram a investir e hoje
estao a bancarrota ou nao tem mais como recuperar o mercado que perderam para os
concorrentes; ou sera que você ainda acha a tecnologia tipografica imbativel?.
Hoje voltamos a viver o mesmo paradigma, sera que devo investir em informatica ou nas
novas tecnologias graficas? Pasmem, em pleno século XX! ainda existem empresarios que
duvidam da eficacia de um sistema para gerenciamento e controle de custos. Sao completamente
incapazes de enxergar esta tecnologia como investimento com retorno definido, só conseguem
ver esta como uma despesa ou mais uma conta a pagar.
Sao incapazes de calcular o prejuizo que têm diariamente, perdendo tempo calculando
orçamentos manualmente de forma incorreta e arcaica (papel vezes 2 ou vezes 3 + chapas).
Arg !!! que absurdo, e perguntam : "Sempre calculei assim e deu certo ! porque nao da
mais?"
Simples, porque o mundo mudou e nao é mais possivel calcular com tamanha imprecisao. A
concorrência aprendeu a enxugar custos e gerenciar melhor os calculos, portanto somos
obrigados a fazer o mesmo.
Nao ha mais espaço para o "achismo" no mundo empresarial moderno.
A tecnologia esta a seu lado e nao contra você.

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Comprar ou locar um software ?

por Donisete Guimarães *
Esta é uma pergunta feita por todo empresario. Sera que devo comprar um software para o
gerenciamento de minha empresa ou devo alugar um para uso por tempo indeterminado?
O raciocinio que nos leva a comprar o produto é sempre o mesmo : ¨vou ter que pagar o resto
da vida?.". Esta pergunta leva a crença que é possivel comprar um programa para computador e
viver com ele pela eternidade sem pagar nada novamente pelas modernizaçoes, correçoes e
mudanças que certamente virao.
Com este texto gostariamos de discorrer sobre algumas das falacias contidas neste raciocinio.
Primeiramente precisamos entender que como empresarios nao podemos ir contra os avanços
tecnológicos e nem viver sem eles, leia o texto ¨Podemos ser alheios aos avanços tecnológicos?".
Logo saberemos que toda tecnologia demanda investimentos e por conseqüência custos para a
parte que deseja utiliza-la.
Sera que realmente podemos comprar um software?. Bem, vamos usar como base o software
mais utilizado no mundo para vermos se é possivel, o Windows.
Atualmente(2003) a Nicrosoft disponibiliza o Windows XP Professional para uso empresarial,
este software esta equipado com o que ha de mais moderno para o melhor funcionamento de
seus computadores e para o suporte dos softwares de apoio e gestao que você utilizara.
Ouanto custa um XP-pro? Aproximadamente R$ 800,00 por micro. Sabemos que a Nicrosoft
lança religiosamente a cada 2 ou 2 anos e meio uma nova versao de seu Windows, e também
sabemos que somos praticamente obrigados a atualizar para a versao mais nova porque senao
ficamos ¨incompativeis" com o resto do mundo(nossos clientes) que optaram por investir nas
novidades, ou sera que alguém ainda se vê utilizando apenas o DOS em seus computadores? Sem
e-mail, graficos, internet, Word etc... !mpossivel nao?
Portanto vamos fazer um raciocinio rapido dos custos envolvidos na ¨Compra" do windows?
Uma grafica pequena, atualmente possui pelo menos 3 micro-computadores, portanto temos
um investimento de aproximadamente R$ 600,00 * 3 micros = R$ 1.800 a cada 2 anos ou 2 anos
e meio. Utilizei R$ 600,00 porque levei em consideraçao que a Nicrosoft da um ¨desconto" no
Upgrade de versao.
Portanto se dividirmos R$ 1800 / 30 meses(2,5 anos) temos nada menos que R$ 60,00
mensais só com Windows.
Agora e quando o Windows ¨da pau", sera que alguém ja ligou para a Nicrosoft para perguntar
o que fazer? Se ja ligou descobriu que ela cobra e caro para te dar suporte no software que ela te
¨vendeu?". Portanto precisamos recorrer a algum técnico de informatica para reformatar ou
arrumar as coisas novamente. E quanto ele cobra? ¨Ah! Doutor, R$ 30,00 a hora técnica, mas
cobro no minimo 2 horas". Ouem é que nao passa por isso todos os meses?. Portanto faça as
contas e vera que alem dos R$60,00/mês para a Nicrosoft você paga mais pelo menos R$
100,00/mês em média só para manter o Windows funcionando em suas três maquinas. Ah! Nas
eu sei reinstalar e corrigir e nao pago pra ninguém. Ah! É mesmo? E sua hora nao custa nada?
Ouanto sera que custa o tempo que você ficou ¨fuçando" no micro e deixou sua empresa de lado?
Nao tinha pensado nisso? Nao faz mal, brasileiro geralmente esquece.
Portanto a ilusao de compra do Windows custa em média R$60,00 + R$30,00 por micro, ou
seja, R$ 90,00 em média por micro só para manter o Windows funcionando.
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Baseado neste raciocinio a própria Nicrosoft ja esta locando o Windows e o Office e pretende
em breve nao mais comercializar o software. Porque? Porque descobriram que software é uma
prestaçao de serviços constante e nao um produto que compramos ¨pro resto da vida?".
E o software de gestao para minha grafica? O que tem a ver com todo este raciocinio?
Nuito mais do que você imagina, para este software, que transformara todo o ¨know-how" de
sua empresa em controles indispensaveis, você precisara de um contato muito próximo ao
fornecedor deste. Ele é muito mais dinamico do que o Windows, pois, surgem novas legislaçoes,
novos equipamentos, novos conceitos a cada dia que precisam ser adaptados dentro de seu
software, sem dizer as incontaveis duvidas que você tera, o que fara necessario uma equipe de
suporte técnico do outro lado para sana-las pra você. E nao se iluda, nenhum fornecedor de
software fara estas adaptaçoes e te dara este suporte gratuitamente. Pense bem, como ele
pagara pela estrutura de funcionarios de suporte, telefone, investimentos etc.. para manter a
empresa dele funcionando e aguardando um chamado seu?
Após te ¨vender" o software ele te dira o seguinte ¨neste valor te dou suporte por x meses".
E depois? Ah! Depois se você quiser tem que me pagar um contrato para assistência.
E quando meu software ficar ultrapassado? Ah! Neste caso você me paga um upgrade.
Faça as contas e vera que no final você pagou muito mais e pior pagou em duas ou três vezes
descapitalizando sua empresa.
Se você decidir por ¨comprar" um software lembre que ele tem uma vida util. !sto é inevitavel.
Divida o valor pelo numero de meses, nunca mais que 2+ meses, e some a este o suporte que
pagara geralmente após o sexto mês e veja quanto é na verdade o aluguel mensal deste, com o
agravante do stress causado toda vez que uma novidade ou melhoria é criada e seu fornecedor te
liga e fala :
¨Tenho isto, mas você não tem direito, quer comprar?".

Cálculo de custos na industria gráfica

Cálculo de custos na indústria gráfica.
Por Donisete Guimarães Índice remissivo Problemas na indústria gráfica Sistemas de levantamento de custos Encargos sociais Horas extras Depreciação de equipamentos Despesas de manutenção e materiais auxiliares Despesas diretas e despesas indiretas Método de rateio de despesas Cálculo do número de horas produtivas (NHP) Criação de centros produtivos Modelo de mapa de custos Vantagens do segundo e terceiro turno Total do custo fixo X Ponto de equilíbrio Alíquotas de impostos Cálculo do preço de venda Cálculo da contribuição marginal Custos na indústria gráfica (artigo) Podemos ser alheios aos avanços tecnológicos (artigo) Devo comprar ou locar um software? (artigo) Página 3 5 6 7 7 8 9 10 11 14 15 16 17 18 19 20 26 28 29

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Cálculo de custos na industria gráfica

Problemas na indústria gráfica
A indústria gráfica nacional enfrenta uma série de problemas de ordem econômica, mas o maior problema é o desconhecimento da forma correta do levantamento de custos e formação do preço de vendas. Dentre alguns problemas podemos destacar : • Cálculo de custos/hora de forma incorreta Por desconhecimento utiliza-se de métodos errôneos e arcaicos de custeio de orçamentos. Cálculos por milheiro, cálculo errado do fechamento de preço de venda etc... • Carência na análise de custo fixo e ponto de equilíbrio. Falta de compreensão básica de gestão de negócios. • Vendas sem análise de crédito Muitas vezes o empresário com necessidade de fazer capital vê um pedido e sem analisar a idoneidade do cliente simplesmente pega o pedido, comprometendo seu capital de giro no futuro. • Super dimensionamento na avaliação da capacidade produtiva(horas/mês). Ao levantar o mapa de custos utiliza um número excessivo de horas produtivas esquecendose da ociosidade média, feriados, lanches, banheiro, manutenção de equipamentos e outras. • Vendas muito abaixo da capacidade produtiva prevista. Ao se calcular o mapa utiliza-se uma capacidade produtiva prevista acima da capacidade de venda média da empresa. • Compra de equipamentos sem necessidade. Sem uma análise correta das necessidades do mercado e do rol de clientes e trabalhos, compra-se equipamentos que ficarão ociosos por às vezes mais da metade do mês. Isto geralmente é feito para evitar terceirizações, sem avaliar o problema do excesso de imobilização de capital. • Compra de equipamentos comprometendo o capital de giro. Muitas vezes o empresário compromete seu capital de giro comprando equipamentos e esperando pagá-lo com o lucro obtido do mesmo, sem levar em consideração o tempo necessário para se abrir novo mercado para o equipamento. • Excesso de estoques. Imobiliza-se grande quantidade de capital em estoques sem análise do volume médio de consumo, comprometendo o capital de giro e a capacidade de negociação. • Venda acima da capacidade de capital de giro. Vende-se sem possuir capital de giro suficiente para suportar prováveis inadimplências e necessidade de reposição de estoques e compra de matéria prima, tendo que recorrer a descontos de duplicatas. Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 3

. esquecendo-se que o lucro líquido médio de uma empresa geralmente não ultrapassa 10 a 15%.Cálculo de custos na industria gráfica • Desvio de recursos para fora da empresa de forma não planejada. manutenção. Além de comprometerem seu capital de giro com os itens acima citados. não estipulando metas para crescimento. talvez este seja um dos maiores problemas dos empresários brasileiros. recorrem a descontos de duplicatas com taxas de juros astronômicas para fazer dinheiro de forma instantânea. encargos etc. comprometendo o futuro a médio e longo prazo. Muitas vezes o empresário confunde a empresa com sua vida particular. • Desconto de duplicatas. fazendo retiradas fora da possibilidade da empresa. reservas de capital para reposição de equipamentos. Após o erro do cálculo de custo. Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 4 .

Toda indústria possui 3 tipos de custos ou despesas : DESPESAS FIXAS : As despesas fixas são aquelas que não variam de acordo com o volume de produção. As despesas indiretas ou administrativas.. acabamento. Basicamente o sistema de levantamento de custos tem por objetivo levantar o custo hora dos centros de produção de uma empresa. estipulamos um valor fixo baseado na média dos últimos meses. Burden. Como exemplo destas temos : Energia elétrica.. O RKW é um sistema de cálculo de custos criado na Alemanha e que é utilizado amplamente na indústria gráfica. impostos. RKW. serviços de terceiros etc. vale transporte. O valor total de despesas diretas produtivas mais as despesas indiretas(rateadas) será dividido pelo número de horas produtivas de cada centro produtivo. DESPESAS VARIÁVEIS : Despesas que variam de acordo com o volume de produção e podem ser determinadas com precisão no momento do cálculo do orçamento.. Como exemplos destas despesas temos : Aluguel. semi-fixas ou variáveis serão rateadas nos centros produtivos de forma que estes absorvam os valores para compor o custo hora que será utilizado no orçamento. o custo hora obtido será utilizado no cálculo do orçamento. gasolina. sendo o Burden apenas uma variação do RKW. DESPESAS SEMI-FIXAS : São aquelas em que variam de acordo com o volume de produção mas por serem difíceis de serem mensuradas a cada orçamento. Como exemplo destas despesas temos : Papéis. materiais auxiliares de produção como estopa. comissões. Para isto é necessário dividir a gráfica em centros produtivos. telefone etc. blanquetas etc. Para calcular o mapa antes é necessário fazer o levantamento de todas as despesas. salários. Elas devem ser calculadas para cada orçamento em questão. guilhotina etc. calculando assim o custo hora. sejam elas fixas. gravação. ABC.Cálculo de custos na industria gráfica Sistemas de levantamento de custos Existem vários sistemas de levantamentos de custos para indústria. Os sistemas que mais se adaptou à industria gráfica foram o Burden e o RKW. tinta. Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 5 . fotolito. OBS: As despesas variáveis NUNCA são utilizadas no momento do levantamento do mapa de custos. chapas. que são: Arte final. impressoras.

27 Forma Pgto Anual Anual Anual Mensal Mensal Mensal Demissão Os percentuais acima deverão ser considerados no mapa de custos como parte integrante do salário no momento do levantamento do custo hora.00 Seguro acidentes 3.68 Aviso prévio/rescisão(média) 6.96 Adicional constitucional 2.50 Aviso prévio/rescisão(média) 6.50 Anual SEBRAE 0.98 Adicional de assiduidade 2.05 Empresas cadastradas no sistema SIMPLES : Encargo social Percentual Férias 8.96 Anual Adicional constitucional 2.50 Mensal SESI/SESC/SENAI 2. Estes índices variam de acordo com o tipo de indústria.Cálculo de custos na industria gráfica Encargos sociais Sobre os salários de seus funcionários o empregador ao governo em benefícios para o empregado uma carga de tributos chamados encargos sociais.18 Demissão Total 75. Empresas NÃO cadastradas no sistema SIMPLES : Encargo social Percentual Forma Pgto Férias 8.00 Mensal FGTS 8.60 Anual Incidência cumulativa 8.00 Salário educação 2. mas podemos de maneira geral classificar a industria gráfica no seguinte esquema de encargos sociais : Os índices abaixo são todos mensais. Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 6 .18 Total 43.00 Mensal Salário educação 2.00 Mensal Seguro acidentes 3.98 Adicional de assiduidade 2.69 o 13 salário 8.69 Anual 13o salário 8.96 Anual INSS 20.96 FGTS 8.

A empresa continuará trabalhando normalmente no horário normal.000 – 75. Exemplo : Suponhamos que temos um equipamento novo de 300.875. 2) A hora extra para fazer um trabalho de grande volume que estoura a capacidade produtiva normal da gráfica se esta somente trabalhar em horário normal.00 Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 7 . este valor é chamado de residual. Após este período ele poderá ainda ser vendido por 25% do seu valor atual. Lembramos que o equipamento deve ser depreciado sempre pelo seu valor quando novo e ajustes devem ser feitos para atualizar este valor sempre para o valor atual(novo) de mercado dele mudar. 1) A hora extra para suprir um problema de prazo de entrega motivada por uma deficiência na programação ou promessa para entrega rápida.Cálculo de custos na industria gráfica Horas extras Existem basicamente 2 tipos de horas extras. Neste caso a empresa trabalha na hora extra e no próximo ou nos próximos dias tem ociosidade de máquina.000 ) / 120 Depreciação = 225. Este valor NÃO deve ser ajustado com o passar do tempo para baixo como muitos imaginam. A menos que o equipamento novo sofra um ajuste para cima ou para baixo. Os dois tipos de hora extra acima são radicalmente diferentes. Depreciação de equipamentos Existem dois tipos de depreciação : Contábil e Gerencial A depreciação contábil é feita de acordo com a legislação em vigor e não interessa para a composição do mapa de custos.000 R$ que terá uma durabilidade de 10 anos(120 meses). OBS : As horas extras NÃO deverão ser computadas no cálculo do mapa de custos. Então o cálculo da depreciação será feito da seguinte maneira: Depreciação = (Valor Novo – Residual) / Tempo Vida(meses) Depreciação = (300.000) / 120 Depreciação = (300. A depreciação gerencial é a que utilizaremos para a composição do nosso mapa de custos. O segundo é benéfico e age como um “segundo turno” porque vem a complementar o quadro produtivo. Devemos avaliar o equipamento e seu tempo de vida para que ao final de um determinado tempo a empresa possa repor ou comprar um equivalente ao equipamento em questão.000 / 120 Depreciação = 1.000 – 25%*300. O primeiro pode representar um prejuízo ou diminuição do lucro da empresa porque o trabalho é feito em regime de hora extra quando poderia estar sendo produzido em hora normal. caso contrário no final do período não haverá reservas suficientes para repô-lo.

Cálculo de custos na industria gráfica Ou seja. Em um determinado mês pode-se ter um alto valor de manutenção e no próximo mês não haver gasto nenhum. No mapa você apropriará o valor médio de manutenção por mês e independente do valor realmente gasto este valor será utilizado no mapa.. ou seja.875. O valor da depreciação deveria ser depositado em uma conta especial no final do mês e utilizado com o único objetivo de repor o parque industrial. papel para pacotes. Pois ao cabo de 5 ou 10 anos a empresa não terá reservas suficientes para repor e modernizar seus equipamentos. Muitos gráficos não utilizam a depreciação nos seus cálculos como forma de competitividade no mercado. papel. blanquetas.. Se apropriarmos o valor gasto cada mês no mapa teremos uma oscilação do custo hora a cada mês.00 para efeito de depreciação. Para obter estes valores faça uma média dos últimos 3 meses.. Acabamentos Cola. Fotolito Químicos. químicos em geral etc. Impressoras Estopa. Portanto devemos fazer uma média dos últimos 6 ou 12 meses de valores gastos com manutenção.. todos os meses você deverá contabilizar para este equipamento uma despesa de R$ 1. vegetal etc. disquetes. etc. cera. Este é um erro imperdoável que comprometerá a empresa a médio e longo prazo. graxa. De 12 em 12 meses é bom fazer uma reavaliação desta média. Materiais auxiliares de produção São aqueles materiais que por serem de difícil avaliação no momento do cálculo do orçamento devem ser apropriados pela média mensal. querosene. Gravação de chapas Reveladores. rótulos etc. desta forma poderemos apropriar na conta de cada máquina o valor médio de sua manutenção. cada centro produtivo deverá ter seu valor de material auxiliar médio calculado. Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 8 . Os materiais auxiliares devem ser levantados por centro de produção. Despesas de manutenção prevista de equipamentos Todo equipamento necessita de manutenção de tempos em tempos. durex. restauradores etc. Então como fazer para apropriar o valor da manutenção no mapa de custos?. gomas.. fitas adesivas.. Exemplo : Centro de produção Materiais auxiliares Arte final Toner. grampos. afiação de facas etc. restauradores. Guilhotina Régua. O ideal é que estes valores sejam apurados por equipamento e não no total. constando assim do custo hora. o que não é bom.

. etc.. As despesas indiretas serão rateadas nos centros produtivos de acordo com critérios que serão explicados posteriormente. Além das despesas supra citadas ainda podem existem despesas diretas com certos centros produtivos como aluguel de equipamentos. Elas serão a base para as chaves de rateio que serão explicadas posteriormente. auxiliares de impressão. equipamentos do acabamento. cortadores etc. Aluguel Assistência médica Associação de classe Brindes e donativos Contratos de assistência e manutenção Correios Despesas bancárias Energia elétrica Fretes e carretos Honorários profissionais(Contadores/advogados) Taxas anuais(parcela mensal)(IPTU. Despesas indiretas (administrativas) Todas as demais despesas serão consideradas indiretas. impressores. guilhotina etc. Manutenção média: Para cada centro produtivo. contrato de assistência. impressoras. Alvarás. gravadores de chapas. Alguns exemplos de despesas fixas e semi-fixas indiretas temos : • • • • • • • • • • • • • • • • Água.Cálculo de custos na industria gráfica Despesas diretas da produção As despesas específicas da produção deverão ser separadas por centros produtivos. brochuristas..) Lanches Materiais de escritório Perdas diversas Retirada de sócios 9 Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 . Estes critérios de rateio é que caracterizam o sistema RKW. Materiais auxiliares: Gastos em cada centro produtivo. Das despesas diretas de produção temos: Salários da produção: Arte finalistas. Depreciação: Depreciação da arte.

Pela potência elétrica Pode ser utilizado por exemplo para ratear energia elétrica..Cálculo de custos na industria gráfica • • • • • • Seguros Telefones Transporte (gasolina. .Auxiliar Sub-total Solna 1200.560 Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 10 . Salários Depreciac.00 2. potência elétrica etc.. Gto.00 400. Centro prod.00 240. Portanto aconselho utilizar somente o método do subtotal de despesas que é o mais simples e funcional. influindo muito pouco na forma em que o custo hora será levantado. Pelo subtotal de despesas Soma-se todas as despesas diretas do centro produtivo e utiliza este valor como chave para o rateio das despesas Após anos trabalhando com mapa de custo a conclusão a que chegamos é que alguns métodos de rateio apenas dificultam o levantamento do mapa.00 120. óleo.00 80.) Transporte (Manutenção automóveis) Vale transporte Outras despesas fixas Método de rateio de despesas Existem alguns métodos básicos para ratear as despesas indiretas nos centros produtivos. Os demais métodos demandam um enorme trabalho extra na prospecção de dados de área. Pode ser utilizado para ratear por exemplo o aluguel. e no final o resultado é praticamente o mesmo.00 200. KBA Achamos primeiro o subtotal das despesas diretas de cada um dos centros produtivos.00 120. Manut.00 300.000.. Mat. Exemplo prático de como ratear valores: Suponhamos 3 centros produtivos: Solna.00 1920 Gto 800. A principal pergunta a ser feita é: Quanto cada centro produtivo deverá absorver das despesas indiretas? De alguns dos métodos de rateio que podemos usar destacam-se os seguintes : Método de rateio Observações Pela área ocupada Cada centro produtivo absorverá a despesa de acordo com a área ocupada por ele dentro da fábrica.340 Total 7.00 4.00 1300 KBA 1800.00 300. Pelo valor imobilizado Pode ser utilizado para o rateio de seguros.

12 22. • Tempo médio para manutenção de máquina.611.36 3. Este número será utilizado posteriormente para mostrar o ponto de equilíbrio da empresa.951. O total obtido no item anterior Total=(sub-total+rateado). deixando a máquina limpa p/ prox. cigarro etc.52 5.579. Centro produtivo Sub total Rateado Total Solna 1. • Folgas. Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 11 .300.00.12 12. • Lanche.00 Custo fixo A soma da coluna “total” mostrará o total de despesas fixas ou custo fixo da gráfica. dia.12 15. • Faltas.36 KBA 4.809.52 Gto 1.36 (4340/7560)*15000 8.611.52 (1300/7560)*15000 2.729. Para saber quanto cada centro produtivo deverá absorver fazemos a seguinte conta: Rateado = (Subtotal c.00 8.920.produtivo / Total despesas produtivas) * Total despesa indireta No caso acima Centro produtivo Solna Gto KBA Conta a fazer Rateado (1920/7560)*15000 3.340. Entende-se por “Número de horas produtivas”. Para calcular este número devemos levar em consideração vários fatores : • Número de dias úteis do ano • Número de feriados do ano • Tempo inicial para entrada no trabalho e preparação da máquina (15 mins) • Tempo final para saída do trabalho.Cálculo de custos na industria gráfica Suponhamos agora que o total de despesas indiretas foi R$ 15.00 3. banheiro.560.809.579.000.000. Número de horas produtivas A determinação do número de horas produtivas é crucial na precisão do levantamento do custo hora.00 Total O valor rateado deverá ser somado com o valor do sub-total de despesas de cada centro produtivo para se calcular o total de despesa apropriado para cada centro. Este valor será dividido pelo número de horas produtivas mensal encontrando-se assim o valor hora.. o número de horas efetivamente trabalhadas pelo centro de custo. deverá ser dividido pelo número de horas produtivas para se obter o custo hora do centro produtivo.00 2.879.

879. Porque quando calculamos um orçamento.00 8.Cálculo de custos na industria gráfica A tabela a seguir demonstra como cálcular do número de horas produtivos máximo para uma indústria no Brasil. Este é o número de horas que devemos utilizar no mapa de custos.36 147 26.00 3. Suponha a tabela anterior que as máquinas solna e gto trabalham apenas 1 turno e que a KBA trabalha 2 turnos.340. Dados para exemplo de cálculo de mapa Trabalharemos agora com dados de uma gráfica hipotética para podermos calcular o custo hora aplicando os conceitos acima. acerto.12 12. utilizamos no cálculo o tempo que a máquina ou funcionário estarão produzindo.951.2 1764.579.25 -0.0 Portanto 147 horas é o número máximo de horas efetivamente produtivas em um turno.611. Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 12 . Para efeito de simplificação considerei os 2 turnos com 147 horas cada.maq.52 5.p/prox.0 OBS : O segundo turno geralmente não pode ser considerado com o mesmo número de horas(147) do primeiro turno.52 147 38.3 4. Por que devemos utilizar o número de horas efetivamente produtivas e não podemos usar o tempo integral de trabalho?.300.dia(10mins) Número de horas líquidas por dia Total de horas do ano (245 dias * 7.0 147.809. então poderíamos concluir que o custo/hora das máquinas seria: Centro produtivo Solna Gto KBA Sub total Rateado Total NHP Custo/hora 1.36 3.5 -0.15 -0.15 -0.25 =7. sem nos preocuparmos com os tempos ociosos. O primeiro passo é levantar todos os dados de custos da empresa.920. Geralmente a quantidade de horas trabalhadas é um pouco menor. Dias do ano Sábados e domingos do ano Feriados(média por ano) Manutenção de máquina média em dias/ano Número de dias úteis no ano Número de horas trabalhadas/dia Entrada (10 mins) Lanches (15 mins) Banheiro(10 mins) Ociosidade entre trabalhos(30 mins) Saída/prep.5 -0..12 294 44.00 2.9 1.729. impressão etc.2h) Número de horas médio/mês ( 1764 / 12) 365 -104 -12 -4 =245 8.

0 Total Centro 1050.00 900.Cálculo de custos na industria gráfica Segue uma relação do que é necessário se obter: • Relação de imobilizado administrativo com seus respectivos valores de aquisição.00 80.00 262.0 Financeiro 1000. etc.00 12.50 787.5 Funcionários da produção Arte finalista Gravador de chapas Impressor GTO Impressor Roland 00 Impressor KBA 1o turno Salário 600.00 327.000. Ex.0 120.50 612.00 600.000.5 Total 6402.00 300. tal como mostrado anteriormente.00 1200.00 Valor 5.0 Auxiliar 450.0 700.00 750. ar-condicionado. guilhotinas..00 1750.000.00 800. fax.0 177.00 400.5 Secretária 350. Imobilizado administração 1 aparelhos de fax Móveis da administração Automóvel Computadores Imobilizado produção Computadores arte final Gravadora de chapas Impressora GTO Impressora Roland 00 Impressora KBA Dobradeira/Gramp/Pic/. telefones. • Relação de despesas fixas mensais.00 1000.50 100. Guilhotina Valor 600.00 60. Computadores.0 1500.000.7 Depreciação 36 96 96 96 96 96 120 20% 0% 40% 40% 40% 40% 50% 111 41 500 750 1500 156 250 *O cálculo da depreciação foi feito conforme explicado anteriormente. • Relação de funcionários produtivos e seus salários.00 97.000. • Relação de imobilizado produtivo com seus valores de aquisição.7 52.00 750.000.000.00 Total 1050.00 1125. João da Silva (impressor GTO).00 120.0 365. veículos etc.000. • Relação de funcionários administrativos com seus respectivos salários.0 2100.0 1750.00 1500.00 25.00 700.00 4...00 Encargos Bonificação (75%) 450. Funcionários da Salário Encargos Bonificação Total administração (75%) Orçamentista 1500.00 240.000. grampeadeiras.00 100. dobradeiras.00 8..00 Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 13 .000..00 300.5 Office boy 130. Impressoras.00 1750.00 337.00 2925. Neste caso os funcionários deverão ser separados de acordo com a função e as máquinas que trabalham.00 5.00 Vida(meses) Residual Depreciação 36 96 60 36 Vida(meses) 0% 0% 40% 20% Total Residual 16..

20.00 100.00 375.. Exemplo : Se você possui 2 impressoras mono formato ½ folha.0 700.00 120..000.00 262.00 350.0 13923.00 13923.0 875.. Criação dos centros de custo produtivos Dividir a empresa em centros de custo é uma tarefa aparentemente óbvia mas que requer um certo cuidado e análise.00 2448..00 262.00 50.demais despesas..00 400.00 80. Total despesas Centro produção Arte final Gravação de chapas GTO Roland 00 KBA Acabamentos Guilhotina 2100.00 120. Regras básicas : a) Procure não criar um centro de custo que não possua pelo menos um funcionário trabalhando no centro..0 612.Cálculo de custos na industria gráfica Impressor KBA 2o turno Auxiliar KBA #1 Auxiliar KBA #2 Brochurista #1 Brochurista #2 Brochurista #3 Brochurista #4 Cortador 1200.00 350.0 5600. Geralmente estas máquinas só são utilizadas para numerar e corte/vinco...0 612.00 900..00 80. Estas serão englobadas em um único centro chamado “Acabamentos”.00 300. c) Procure englobar as máquinas tipográficas no centro “Acabamentos”.0 612.00 400..Auxiliar 50.00 875..00 20.00 1200.00 350.00 Manutenção Mat.00 400.00 320..00 160.00 350...00 500.00 . b) Não crie centros de custo para as máquinas de acabamento.00 200. crie um centro um centro chamado Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 14 ..00 O próximo passo é dividir os centros de custos produtivos da gráfica...00 262.00 Total Despesas fixas mês Água Aluguel Energia .00 50.00 800.0 612.00 262...0 Valor mês 60.00 120..0 700. d) Junte máquinas com características similares em um único centro produtivo.00 300.

4 Outras 5 Subtotal 6 Rateado 7 Total 8 NHP 9 Custo/h 10 Totais TsubT Trateio Cfixo Descrição das colunas do mapa 1.Custo 1 C. Calculado dividindo-se o valor da coluna 8 pela coluna 9 Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 15 . C.Produtivos e TotDespInd é o total das despesas indiretas. 3. Subtotal das despesas diretas do centro. Valor absorvido do total de despesas indiretas. Soma das colunas (1) a (5). que será utilizado para o acompanhamento do ponto de equilíbrio. 7. No exemplo acima a divisão de centros seria: 1) Arte final 2) Gravação de chapas 3) GTO 4) Roland 00 5) KBA 6) Acabamentos 7) Guilhotina Modelo de mapa de custos No mapa abaixo você deverá criar uma linha para cada centro de custo produtivo.Custo C.Custo 2 .Produtivo(colunas 1 a 5). 6. A soma desta coluna é o custo fixo mensal total da gráfica. É a soma da coluna 6 e 7.Aux.. 10. 2 Manut 3 M. onde SubTotal é o total de despesas diretas do C. O valor é feito segundo a seguinte fórmula : Rateado = (SubTotal/TsubT) * TotDespInd. C. Material auxiliar previsto para o centro. 11. 4. Total de salários e encargos sociais daquele centro de produção. Custo hora.Cálculo de custos na industria gráfica “Mono Formato 2” ao invés de criar um centro para cada uma. NHP é o número de horas produtivas do centro de custo.. 9. Desta forma elas terão o mesmo custo hora. Total de depreciação do centro produtivo. TsubT é a soma dos subtotais de todos os C. 8. contendo as seguintes colunas. Manutenção mensal prevista para o centro.Custo n Salário 1 Deprec. desta forma ela será rateada no custo hora dos demais centros de produção e não haverá necessidade de se calcular guilhotina no orçamento. 2. Outras despesas específicas do centro produtivo. e) Se você não possuir um sistema de cálculo de orçamentos informatizado será mais fácil tratar a guilhotina e suas despesas como administrativas.. 5.

a depreciação dos bens administrativos e a administração não necessitará de funcionários para os 2 ou 3 turnos. É possível uma delas ter o custo/hora das máquinas menor que a outra? Sim.03 5235.Custo Arte final G.25 3196.72 7820 10958.000.32 1295 1814.08 6868. Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 16 . A coluna de depreciação permaneceria a mesma. Depreciação administrativa Despesas fixas administrativas Total a ratear(desp.73 2180 3055.Cálculo de custos na industria gráfica Na página seguinte você verá a distribuição dos dados de exemplo mostrados anteriormente no mapa de custos. Guilhotina Totais 6402. OBS : Um segundo turno só pode ser considerado se a empresa possuir um volume de vendas para preencher as horas produtivas previstas e ela efetivamente ocorrer.49 6661. porque a maioria delas independe da quantidade de horas trabalhadas.57 147 13. O. Por exemplo o aluguel.2 Salário Deprec Manut M. aumentando o divisor e portanto diminuindo o custo/hora.74 841 1178. funcionários com mesmo nível salarial e despesas fixas semelhantes.08 147 46. Também haveria um acréscimo nas colunas de manutenção e material auxiliar.0 26.15 19101 26768. Portanto estes valores serão diluídos em um maior número de horas produtivas.81 3109. Vantagens do segundo e terceiro turno Suponha duas gráficas com mesmo parque industrial.2 45869.57 2019.03 147 35.Aux.61 2860 4008.indiretas) C.87 2774 3887.25 147 21.49 588 11.2 Subtotal Rateado Total NHP Custo/h 1331 1865. As despesas indiretas aumentariam muito pouco. A coluna NHP terá um acréscimo. 1050 111 50 120 700 41 20 80 1500 500 100 80 1750 750 200 160 5600 1500 400 320 2448 156 50 120 875 250 50 120 13923 3308 870 1000 Na coluna Custo/h encontramos os custos horas dos centros produtivos.97 294 63.7 20.81 147 21.97 18778.chapas GTO Roland 00 KBA Acabam. pois a depreciação é independe do número de turnos. se uma delas trabalhar dois ou mais turnos.768. A vantagem dos demais turnos é a melhor diluição das despesas indiretas e da depreciação que permanecerá praticamente constante. Olhando-se o mapa de custos teríamos um acréscimo na coluna salários dos funcionários produtivos para o segundo ou terceiro turno. Este custo será utilizado no cálculo do orçamento.5 365. Distribuição de dados no mapa Salários + encargos da adm.

Pode ou não haver serviço de terceiros. chapas.. Os impostos também variam de acordo com o trabalho em questão. PIS. Baseado neste conceito podemos perguntar : Se a empresa tiver um faturamento no valor dos custos fixos mensais. etc. porque os fatores acima são totalmente variáveis. energia. Cofins. A empresa só obterá lucro quando o volume de vendas for suficiente para cobrir todas estas despesas. ou seja. não no valor total mas não soma das contribuições marginais.. Isto será explicado posteriormente em “Contribuição marginal”. Da mesma forma existem trabalhos com comissões e trabalhos não comissionados.. aluguel. um custo que independente do volume de vendas e que deverá ser pago. tintas. telefone etc. etc. Isto se dá porque nos custos fixos no mapa não estão computados os valores que dependem do volume de faturamento. Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 17 . Cada serviço poderá utilizar matérias primas diferentes com valores diferentes. então ela atingiu o ponto de equilíbrio? NÃO. corte/vincos. imposto de renda. agências) • Impostos (ISS. Não é possível saber com antecedência o valor gasto com matéria prima. Estes custos foram explicados anteriormente.) • Serviço de terceiros (plastificações.. Para se saber se a empresa atingiu ou não o ponto de equilíbrio é necessário acompanhar cada trabalho para saber o quanto este contribuiu para atingir os custos fixos. Quando a empresa tem um volume de vendas tal que todos os custos mensais fixos foram cobertos. etc. que são: Salários. dizemos que a empresa atingiu o “ponto de equilíbrio” ou seja nem é lucrativa e nem está em prejuízo. que são : • Matéria prima (papéis. Até então a empresa estará trabalhando apenas para cobrir estes custos.) • Comissões (vendedores.) Então fazemos outra pergunta : Quanto é necessário faturar para atingir o ponto de equilíbrio? Esta pergunta não tem uma resposta matemática.Cálculo de custos na industria gráfica Total de custo fixo x ponto de equilíbrio. Toda empresa gráfica possui um custo fixo. As vendas a partir deste ponto computarão o lucro da empresa.

65% sobre o total de receitas 12% sobre o lucro operacional 15% sobre o lucro operacional Tributação através do LUCRO PRESUMIDO.000 Até 120.5% Emp.000 Até 240.000 Até 90.Social Imposto de renda até 120. salário educação. COFINS. SESI.000 Restante ver IOB Alíquota p/ gráficas 3. ou seja os impostos serão pagos sobre o valor faturado. Porte Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 18 .4% que é 15% de 16% + 120.000 Até 600. independente das despesas operacionais.1% 7.5% 5. SENAE. Peq.Cálculo de custos na industria gráfica Alíquotas de impostos A legislação brasileira atual permite que a empresa opte por três tipos de tributação: Tributação pelo LUCRO REAL Imposto COFINS PIS/PASEP Cont. Neste caso o lucro operacional é presumido.5% 5. IPI.1%(*) 2.000/ano 3% do total de receitas 0. As alíquotas são estipuladas conforme as faixas de faturamento : Micro empresa Faixa receita anual Até 60.7% 7.1% 4. Imposto COFINS PIS/PASEP Cont. Tributação através do SIMPLES O simples consiste numa alíquota única que engloba os seguintes tributos federais : PIS.65% sobre o total de receitas 2.Social sobre lucro Imposto de renda Calcula-se primeiro o lucro operacional = Total receitas – Despesas dedutíveis Método de cálculo 3% do total de receitas 0.Social sobre lucro.44% que é 12% de 12% .9% 6. SEBRAE. Além disto fica isento de: Encargos previdência(parte da empresa).65% sobre o total de receitas 0. Existem alíquotas de acordo com o faturamento anual da empresa.88% que é 12% de 32% .000 Até 360.000 Até 480.3% 6. Cont. IRPJ.000 Até 720.5% 4.8% que é 15% sobre 32% (*) –1% referente compensação aumento alíquota de COFINS de 2% para 3%.000 / ano 3% sobre o total de receitas 0.

45%) Comissões : Vendas(5%). 11. OBS : O Markup ou margem prevista é apenas uma previsão de lucro porque a empresa só tem lucro real após atingir o ponto de equilíbrio. Cuidado com esta abordagem.45 15.00. Outros(8.00 / (1 – 41.75 Para se provar que a conta está correta basta subtrair do preço de venda calculado os percentuais acima definidos. Exemplo : Total Impostos : ISS(3%). O problema é que você deverá vender todas as horas disponíveis previstas do mês para ainda assim não ganhar um centavo. impostos.00 15.00 41.45 Determinação do menor preço de venda Para determinar o menor preço de venda sem comprometer a empresa basta calcular o preço de venda com lucro previsto = 0%. agência(10%) Markup ou margem prevista (15%) Total Suponha um custo de produção de : R$ 850.5855) Preço de venda = 1451.00 / (1 – 0.4145) Preço de venda = 850. Os fatores de risco e erros prováveis do mapa e de previsão de venda mostram que o mínimo deveria ser pelo menos 5% para resguardar a empresa.00 / (0. o valor deverá ser o custo de produção. comissões e margem prevista. Para se calcular o preço de venda aplicamos a fórmula : Preço de venda = 850. Até então todo o valor faturado será para pagar as despesas fixas. comissões e matéria prima.45/100) Preço de venda = 850. Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 19 .Cálculo de custos na industria gráfica Cálculo do preço de venda O cálculo do preço de venda é feito através da seguinte fórmula : Preço de venda = Custo de produção / ( 1 – TotIndices/100 ) O custo de produção é o cálculo da matéria prima mais produção e serviço de terceiros. Onde TotIndices é o total dos percentuais que deverão ser aplicados no orçamento: Estes índices são : Impostos.

00 200.00 270.00 206. Igual ao custo fixo.00 é o valor que sobrará do orçamento vendido por R$ 1.3os – Mat. Este valor é chamado de contribuição marginal do orçamento.00 350.45%) 1800. O lucro será a diferença entre a somatória das contribuições marginais e o custo fixo. A partir daquele dia as ordens emitidas computarão lucro para a empresa. A empresa atingiu o ponto de equilíbrio e não teve nem prejuízo e nem lucro. Neste caso a empresa teve um prejuízo operacional.00 Cont. assim você saberá o dia em que a empresa atingiu o ponto de equilíbrio.Cálculo de custos na industria gráfica Cálculo da contribuição marginal Dado um preço de venda calculado. qual é o valor deste preço de venda que “sobrará” para a gráfica para que ela cubra o custo fixo? ou seja. em quanto este orçamento contribuirá para fechar o custo fixo da gráfica?.206 Cont. Maior que o custo fixo. Para cada ordem de serviço emitida no mês você deverá acumular o valor da contribuição marginal. Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 20 . A soma das contribuições marginais dos trabalhos fechados mostrará o quanto a empresa já cobriu do seu custo. A empresa teve lucro.00 R$ 774.800 para cobrir o custo fixo da empresa. No final do mês a somatória das contribuições marginais poderá ser: • • • Menor que o custo fixo.Marginal = 774.Marginal = Preço venda – Svc.Marginal = 1800 – 200 – 350 – 270 .Prima – Impostos – Comissões Exemplo : Suponha um orçamento com os seguintes dados : Preço de venda Serviços de terceiros Matéria prima Comissões (15%) Impostos (11. Fórmula de cálculo: Cont.

vida valor %Residual Depreciação Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 21 .P.Cálculo de custos na industria gráfica Nro 01 02 03 04 05 06 07 08 09 Centros de produção Nº horas produtivas Equipamentos administração Valor Vida útil % Residual Depreciação Total Equipamentos produção C.

produção por CP C.P Salário Encarg Bonif. Total Total Func. Total Total CP Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 22 .Cálculo de custos na industria gráfica Funcionários administração 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Salário Encargos Bonificac.

..) dividido por 12 Lanches Materiais de escritório Perdas diversas Retirada de sócios Seguros Telefones Transporte (gasolina. óleo. Alvarás.Cálculo de custos na industria gráfica Despesas fixas mensais Água Aluguel Assistência média Associação de classe Brindes e donativos Contratos de assistência e manutenção Correios Despesas bancárias Energia elétrica Fretes e carretos Honorários profissionais(Contadores/advogados) Impostos anuais(IPTU.) Transporte (Manutenção automóveis) Vale transporte Outras despesas fixas mensais Total Total salários e encargos dos funcionários administração Total de depreciação da administração Total de despesas fixas do mensais Total despesas indiretas a serem rateadas + + + = Valor Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 23 . etc.. .

Aux. + Outras = Total da coluna SubTotais = Total das despesas indiretas (Salários e encargos Adm + Depreciação adm + Despesas fixas mês) = (SubTotal/TotSubTot)*TotDespInd = Subtotal + Rateado = Total / NHP Zênite Sistemas Ltda – (031)3415-6068 24 .Cálculo de custos na industria gráfica Centro de Custo Salário Deprec. Manut M.Aux. Outras Subtotal Rateado Total NHP Custo/h Totais Fórmulas : Subtotal TotSubTot TotDespInd Rateado Total Custo/h = Salário + Deprec + Manut + M.

Carol(acab) Flávia(acab) Aldair(acab. 200 Despesas fixas do mês : Aluguel.min) Orlando(SMC120) Salário 450 600 200 200 200 350 500 500 Bonific. energia. . 1500 400 400 250 Funcionário José Maria Augusto Salário 800 400 150 Bonific. 300 Funcionários produção e salários : Funcionário Leonardo(arte) Jair(multilith) André(adast) Sérgio(sormz) Matias(sormz)2o t. 600 500 1100 1200 400 1200 400 350 350 400 Funcionário Mauro(gravador) Armando(GTO) Vicente(adast) Camilo(sormz) Gustavo(sormz)2o t.dobr) Salário Bonific. Eliana(acab) Almir(acab.HL..Cálculo de custos na industria gráfica Levantar o mapa de custo com os dados da gráfica exemplo abaixo : Equipamentos administrativos e valores: Equipamento Aparelho fax 5 computadores Valor Equipamento 500 Central telefônica 7500 Móveis Valor 1000 5000 Equipamentos produtivos e valores: Equipamento Computadores arte final Mesa de luz GTO Sormz(bicolor Fto 2) Minerva Picotadeira Guilhotina SMC120 Valor 5500 700 55000 250000 4000 2500 75000 Equipamento Gravadora chapas Multilith Adast 725(bicolor Fto 2) Heidelberg Leque Grampeadeira Dobradeira Valor 700 15000 100000 8000 3500 35000 Funcionários administração e salários : Funcionário João Marcos Mara Salário Bonific. : Total = 20... retirada sócios.000 Materiais auxiliares e manutenção média prevista : Após dividir os centros de custo utilizar o valor que você achar suficiente. Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 25 .. água.

<1 ( + + % + ( . % ' ' ' ' ( % ( % ( ' .'( % . ' ( ( ( 0 + + + 9 + ( #9 ( + ( ' + . .Cálculo de custos na industria gráfica • • • • • " $ ! ! % % ( (* + # . ' + . + 0 + 38 5 + -: 0 1 ( ( 1 (% + % ' ! ) ' ? 1 + + = ! . ' % . 1 ( 24' 35 0 . ( ' ) % + # & % % % % Zênite Sistemas Ltda – (031)3419-7300 26 . 0 + & 6 5 ( ' % 7 % ( + ( . 0 ! % + / . + + @ : * 0 0 ( > ! (+ 0 = 0 1 + % ( ' % " ' ! % -. ' + .

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