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BEHAVIORISMO E EDUCAÇÃO

BEHAVIORISMO E EDUCAÇÃO

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Trabalho desenvolvido em dupla, 3h antes da apresentação. Muitas falhas e erros, a principal foi não ter as referências bibliográficas, mas em breve ponho como nota ou comentário. Quem se interessar, entra em contato que mando por e-mail também. Contato: anacecolia@gmail.com

Trabalho desenvolvido em dupla, 3h antes da apresentação. Muitas falhas e erros, a principal foi não ter as referências bibliográficas, mas em breve ponho como nota ou comentário. Quem se interessar, entra em contato que mando por e-mail também. Contato: anacecolia@gmail.com

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Published by: Ana Cecília Coutinho on Jun 04, 2011
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PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO I PROFESSOR: OSTERNE MAIA BEHAVIORISMO E EDUCAÇÃO EQUIPE: ANA CECÍLIA COUTINHO E ODILON DUARTE Com este

trabalho, abordaremos os conceitos da análise do comportamento referentes ao ato de educar e a educação formal, relacionando com o contexto atual da educação no Brasil, tanto no âmbito público quanto privado. Será apresentado em forma de seminário, onde pretendemos por reforço natural, discutir questões pertinentes que possam vir a melhorar qualitativamente nossa posição como alunos, auxiliar na reflexão do professor em sala de aula, além de, por meio do reforço arbitrário atingir uma boa nota, reflexo do nosso desempenho teórico e oral. O Behaviorismo é uma filosofia da ciência do comportamento, que deixa de lado qualquer preopcupação com coisas sobrenaturais ou que não possam ser diretamente controladas e observadas. Tem início com os estudos e experimentos comparativos de I. P. Pavlov (1849-1936) e desenvolvimento como ciência pragmática com B.F.Skinner (1904-1990). Para Skinner, o problema do mentalismo não é supor a existência de estados mentais, ou de sentimentos, mas na atribuição de um status causal a eles. Nega como origem, início ou causa do comportamento e explica que quer enquanto estados corporais ou enquanto comportamento, essa relação se dá a partir de condições existentes fora do homem, no ambiente com o qual se relaciona. "Nenhuma descrição do intercâmbio entre organismo e meio ambiente está completa enquanto não incluir a ação do ambiente sobre o organismo depois da emissão da resposta. (Skinner, 1980, p.178)" Seu foco de interesse está "no comportamento que produz algum efeito no mundo ao redor" (Skinner, 1974, p.40), o qual é denominado comportamento operante para enfatizar o fato de que "o comportamento opera sobre o ambiente para gerar

consequências"(p. 40) e afirma "não mais olhamos para o comportamento e o ambiente como coisas ou eventos separados, mas para a interrelação entre eles. Olhamos para as contigências de reforço"( 1980, p.182). Educação e ensino não são palavras sinônimas, mas uma não exclui a outra. A educação é um processo de socialização e aprendizagem encaminhada ao

desenvolvimento

intelectual

e

ética

de

uma

pessoa.

Quando esse processo de socialização e aprendizagem se dá nas escolas, dizemos que há ensino. Na perspectiva da Análise Comportamental, a educação deverá transmitir conhecimentos, comportamentos éticos, práticas sociais, habilidades consideradas básicas para manipulação e controle do mundo/ambiente. A educação tem um poder, enquanto o ensino é o arranjo e planejamento de contigências de reforço sob as quais os estudantes aprendem. Defendendo a construção de uma ciência do comportamento humano que possibilite a rigorosa compreensão da natureza humana, tomando o comportamento como objeto de estudo científico Skinner constrói em uma de suas análise o foco para questão do ensino e busca a formular um método, com base em princípios plausíveis e em procedimentos rigorosos, podendo assim superar os problemas relativos ao ensinar. Tomar o comportamento como objeto de estudo científico pressupõe que "o comportamento é ordenado e determinado" (Skinner, 1974, p.13) contudo, em nenhum momento este autor considera o método de ensino como um aspecto em si mesmo, isolado de outros elementos fundamentais relacionados à prática pedagógica, nem o vê de modo descontextualizado, separado de seus determinante mais gerais e independente dos indivíduos que o constroem ou executam. Assim sendo, não é possível entender de modo restrito as formulações de Skinner, tomando-as apenas como a proposta de uma tecnologia para um ensino eficiente, sem ter em conta que tal proposta só ganha sentido se considerada à luz de outros aspectos fundamentais envolvidos no ensinar - o que ensinar, para quem ensinar, para que ensinar e quem ensina - contemplados em sua análise e indispensáveis para o planejamento do como ensinar. "Ensinar é arranjar contigências de reforçamento que agilizem a

aprendizagem. Aprendizagem ocorre sem ensino, felizmoente, mas com contingências melhoradas acelara o processo e podem mesmo gerar comportamento que, de outro modo, nunca aparaceriam (...) não podemos simplemente esperar que nosso aluno se comporte de um dado modo (...) para reforçá-lo. De um modo ou de outro nós precisamos eva-lo a se comportar."( Skinner, 1972b, p.218)

O professor deve ter um papel ativo no arranjo dessas contigências para que leve o aluno a se comportar - de forma ativa também - e possa responder ao comportamento apresentado por meio do reforço positivo. É válido ressaltar a importância desse arranjo visando a individualidade dos alunos e assim, podendo identificar as possíveis falhas e otimizar os acertos na metodologia utilizada. Um ensino não planejado impede a identificação de suas próprias falhas e impede a crítica e a revisão do que é feito sob o nome de ensino e gera perigosos subprodutos, como a atribuição de culpa aos alunos e a falta de responsabilidade daquele que ensina em relação ao processo e ao produto do seu trabalho. A dificuldade em arrajar as chamadas contingências instrucionais tem-se evidenciado que pelo uso abusivo do controle aversivo na educação, quer pela insistência na utilização de reforçadores naturais em sala de aula, práticas reveladoras de uma incompreensão da natureza da atividade de ensino. O professor não ensina; ele simplesmente atribui ao aluno a

responsabilidade de aprender. O estudante deve ler livro, estudar textos, realizar experimentos, frequentar aulas e ficar responsável por fazê-los no sentido de que, se não relatar corretamente o que viu, ouviu, ou leu sofrerá consequências aversivas (Skinner, 1968, p.99; 1972a, p.95). Outro aspecto problemático do sistema educacional é a utilização desenfreada e exacerbada do controle aversivo. No passado existiam formas de castigo corporal ou ridicularizando o aluno. Atualmente há métodos mais sutis e não menos eficientes, para punir os alunos como perda de privilégios, trabalhos forçado, ostracismo e trabalhos extras em classe ou para casa. O ato de atribuir tarefas e atividades extras para o aluno, reflete explicitamente como o ato de estudar é punitivo, contrastando com o ideal educacional de ensinar. O ato de punir não ensina nada, não acrescenta nenhum novo comportamento, apenas tenta suprimir o comportamento indesejado. Essa prática disseminada nas salas de aula, que se instala e se mantêm na medida em quem são reforçadas por seu efeito imediato nítido: a redução na frequência do comportamento indesejado do aluno. O comportamento de punir do professor, é reforçado negativamente pela retirada imediata do estímulo aversivo, por exemplo: alunos conversando, o professor seleciona alguns e retira de classe. Houve a retirada imediata do aversivo e assim ele pôde prosseguir com a aula. Esse comportamento do professor é também é reforçado culturalmente, pela esteriótipo do bom professor ser aquele que reprova, é exigente, não dá tempo livre aos seus alunos.

Não é difícil explicar o uso do controle aversivo. O professor pode arranjar facilmente contigências aversivas; sua cultura já lhe ensinou como fazê-lo (...) o controle aversivo é, sem dúvida, sancionado em parte porque é compatível com as filosofias do governo e religião prevalecentes. ( Skinner, 1968, pp.101-102; 1972a, pp. 96-97). O uso generalizado do controle aversivo, marcante nas interações entre professores e alunos na escola e, mais amplamente, as interações entre os homens e suas relações sociais, gera como grave subproduto os comportamentos identificados pela análise do comportamento como fuga e esquiva. Aprendendo esses padrões, com intuito de amenizar ou diminuir a frequência do aversivo, os alunos podem vir a diminuir seu repertório comportamental, tornando-se seres passivos, ou a apresentar formas de contra-controle. Alguns comportamentos exemplificados como, atraso nas aulas, redução na frequência, ou simplesmente abandonar a escola são formas explícitas de fuga e esquiva; de modo mais sutil o aluno pode fugir/esquivar ficando desatento, não respondendo quando solicitado, não participando nas atividades ou colando nas provas. Se as pessoas não podem fugir ou esquivar-se, elas descobrirão uma outra maneira de acabar com punições ou ameça de punição; elas aprenderão como controlar seu controladores. (Sidman, 1995, p.224) Comportamentos como se relacionar com seus professores de forma indelicada, irreverente e até mesmo rude, chegando, em algumas situações, a serem violentos, que praticam atos de vandalismo contra prédios escolares, que ciriticam aberta,ente ou veladamente o trabalho alí desenvolvido, chegando alguns a adotar uma postura que Skinner denomina "anti-intelectualismo": "um ataque generalizado a tudo que a educação representa"(Skinner 1968, p.98)

O uso do reforço natural é preferível ao uso do reforço arbitrário, pois não há necessidade de terceiros para reforçá-lo, ememplo: o aluno que estudo por "interesse" no assunto ou o "prazer" de estudar. Identificamos alguns limites para os reforçadores naturais, um deles é a impossibilidade de trazer para sala de aula tudo aquilo que se passa na vida cotidiana e a outra refere-se a ocorrência do reforçador natural pode ser tão demorada que ele perde sua eficácia."Ao melhorar o ensino, é menos importante encontrar novos reforçadores do que planejar melhores contingências usando os reforçadores já disponíveis" (Skinner 1968, p.155) ou ainda "o importante não são apenas as coisas reforçadoras que o aluno consegue, mas os

modos pelos quais elas são contingentes a seu comportamento". (Skinner ,1978, p.135) Mais uma vez, Skinner ressalta a importancia para um planejamento de como ensinar por parte do professor, não apenas o planejamento de que matérias explanar, deve ficar atento as contingências e reforçá-las. O reforço arbitrário pode ser utilizado como um método a se chegar ao reforço natural, pois o aluno reforçado arbitrariamente, ele se expõe a contingências que poderá vir a ser reforçado de forma natural. Considerações finais Um sistema no qual os alunos estudam principalmente para evitar as consequências de não estudar não é um sistema humano e nem produtivo. (Skinner, 1978, p.143) Observamos as críticas apontadas ao sistema educacional no brasil, ressaltando o posicionamente Falar em educação significa fala em um sistema que contempla, em uma ponta, as relações imediatas entre professor-aluno e aluno-aluno dentro de uma sala de aula, e, na outra, o quadro político econômico. Goldemberg conclui que o problema maior não está na evasão, mas na repetência. A inadequação do currículo, a incompetência dos professores vinculada a metodologia de ensino e o salário recebido pelos professores. Porque o ensino não tem sido eficiente? Professores tem atribuído o fracasso dos alunos os próprios alunos e sua famílias. Criação de ambientes estimulantes e adequados de aprendizagem é uma das funções dos professores. Ao oferecer condições iguais para grupos que não são iguais, a escola reforça as diferenças sociais originais. Alguns princípios para o ensino da análise do comportamento apontam: manter o aluno constantemente em atividade, prover conseqüências reforçadoras para o comportamento do aluno evitando ao máximo conseqüências aversivas, pois geram comportamento de fuga/esquiva e inibem o comportamento punido, mas não ensinam, não instalam repertorio produtivo. A liberação de conseqüências positivas demandam do: conhecimento individual de cada aluno, atenção do professor contingente a comportamentos desejáveis, o

compromisso do professor com a aprendizagem do aluno e se não for possível demonstrar que o aluno está aprendendo, a função do professor assemelha-se à de um orador sem publico ou cujo público não está receptivo a ele. É necessário tentar chegar o mais próximo possível do acompanhamento de cada (ou de grupos de) aluno estando atendo as contingências presentes, ao comportamento que se pretende obter sem esquecer que este depende do comportamento que o professor apresenta.

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