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Resumo+de+Legislação+Tributária

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Resumo de Legislação Tributária Aula 1 – A Atividade Financeira do Estado

- Objetivo do Estado: satisfação das necessidades da coletividade, tais como: segurança, justiça, saúde, educação etc. - Atividades exercidas pelo Estado: atividades sociais, de lazer, culturais, etc. - Objetivo da atividade financeira do Estado: arrecadar recursos (ou ingressos) - Classificação dos recursos (ou ingressos): • De terceiros ou • Próprios ou Receitas. - Recursos de Terceiros: recebidos de outras pessoas, como empréstimos, doações, indenizações, etc. - Recursos Próprios ou Receitas: provêm de atividades que decorrem da atuação do Estado. - Receita Originária: quando o Estado atua como empresário. Exemplo: receitas de aluguéis, da venda de produtos e serviços etc. - Receita Derivada: quando o Estado atua impondo sua vontade, arrecadando recursos junto aos particulares. Exemplo: as reparações de guerra, as penas pecuniárias e os tributos. - Recursos provenientes da arrecadação de tributos: Receita derivada - Legislação Tributária: diz respeito aos recursos conseguidos pela atividade financeira do Estado por meio da arrecadação de tributos. - Fontes Tributárias: meios pelos quais a legislação tributária se manifesta. - Legislação tributária: compreende as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes. - Direito Tributário: ramo que estuda as normas jurídicas pertinentes à arrecadação do Estado por meio de tributos. - Papel da Constituição na Legislação Tributária: Capítulo I (artigos 145 a 162) apresenta desde os princípios gerais que organizam o Sistema Tributário nacional, até a competência para instituir tributos, bem como as limitações a esta competência, e a repartição das receitas tributárias. - Leis Complementares: hierarquia superior às leis ordinárias. - Leis Ordinárias: leis mais comuns, mais freqüentemente elaboradas pelos poderes legislativos, sejam eles o federal, os estaduais, o distrital ou os municipais, do Estado brasileiro. - Leis delegadas: possuem a mesma força hierárquica da lei ordinária. Se distinguem por seu processo de criação (são elaboradas pelo Presidente da República). - No campo tributário as leis delegadas não vêm sendo utilizadas, pois a Constituição vigente criou as medidas provisórias, mais simples, com a mesma força hierárquica, embora também com as mesmas limitações. - Tipos de Costumes: • Contra a lei (conduta diferente da estabelecida em lei, não tem eficácia em nosso sistema jurídico); • Segundo a lei (procura esclarecer a lei); e • Além da lei (supre as lacunas da lei) - O Código Tributário Nacional tem força hierárquica de lei complementar ou de lei ordinária? Embora seja uma lei ordinária, adquiriu força de lei complementar na vigência da atual Constituição, ao ser recepcionado como lei complementar, de modo que só pode ser modificado ou revogado por uma nova lei complementar, ou por normas que lhe sejam hierarquicamente superiores. - Fontes tributárias primárias: Constituição Federal; Emendas à Constituição; Leis complementares; Leis ordinárias; Leis delegadas; Medidas provisórias; Decretos legislativos; Resoluções; Tratados e convenções internacionais; e Decretos. - Fontes tributárias secundárias: atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas; decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa a que a lei atribua eficácia normativa; práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas; e convênios que entre si celebrem a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. - Os tratados internacionais situam-se na hierarquia das leis do Estado brasileiro: entre a Constituição Federal e a lei complementar - O Poder Público desenvolve uma atividade financeira do Estado, que objetiva arrecadar recursos que permitam atender às necessidades da coletividade. Esses recursos podem ser de terceiros, como os empréstimos, as doações e as indenizações, ou podem ser próprios, também denominados receitas, que correspondem aos valores obtidos através das reparações de guerra, das multas pecuniárias e dos tributos. A maior fonte de recursos obtidos pela atividade financeira do Estado vem da receita tributária.

Aula 2 - Tributo: conceito, natureza jurídica e espécies
- Características do Tributo: •Prestação pecuniária expressa em moeda (por prestação, devemos entender o pagamento, que deve ser feito em dinheiro, mas que pode ser expresso em moeda); • De maneira compulsória (caracterizam-se pelo constrangimento legal do seu pagamento, pela sua obrigatoriedade, pela coercitividade que exercem sobre o contribuinte – Não são facultativos); •Não se confunde com sanção de ato ilícito (não se confundem com as multas, pois nenhuma pena pecuniária por ato ilícito, aqui entendido como aquele contrário à lei, pode ser tida como tributo); •Instituído em lei (só pode ser criado por lei – é um conjunto de normas elaboradas e votadas pelo Poder Legislativo); • Sua cobrança é vinculada (sua cobrança deve ser feita pela Administração Pública, que age estritamente de acordo com a lei, não sendo permitido ao administrador, a seu critério, dispensar o pagamento). - Natureza jurídica do tributo: determinada pelo fato gerador, que é o acontecimento, previsto em lei, que proporciona a cobrança do tributo. - Fato gerador do Imposto sobre a Importação de Produtos Estrangeiros: a entrada destes produtos no território nacional. - Não é importante na caracterização do fato gerador: a denominação do tributo; a destinação legal do produto de sua arrecadação; quaisquer outras características formais adotadas em lei. - Bitributação: dupla incidência de um mesmo tributo sobre o mesmo contribuinte. Exemplo: um imóvel situado na divisa de dois Municípios, cujo proprietário tenha de pagar duas guias de IPTU, uma a cada prefeitura. - Embora a legislação tributária tenha por objetivo evitar a bitributação, ela pode existir, quando, por exemplo, em nível internacional. - Exemplo de bitributação: multinacional com sede nos Estados Unidos da América, que possui filiais em 15 países no mundo: Em todos estes países, o lucro das suas filiais é tributado (IRPJ – Imposto sobre a Renda – Pessoa Jurídica). Como os rendimentos percebidos pelas filiais também representam lucro para a sua matriz, tal quantia deverá ser novamente tributada (IRPJ) nos EUA. - Uma das características dos tributos: eles só podem ser pagos em dinheiro, visto que são uma prestação pecuniária expressa por um indexador fiscal.

- Compulsoriedade: é uma marca registrada da receita tributária, ou seja, aquela arrecadada através do recolhimento de tributos. - Os tributos não se confundem com as multas: as multas não têm finalidade arrecadatória, pois visam inibir infrações, possuindo, assim, um caráter repressivo e educacional. - De acordo com a legislação tributária brasileira, um chefe de Poder Executivo não pode criar um imposto através de um decreto, pois os impostos são tributos, e só podem ser criados por lei. - Fato gerador de um tributo: é o acontecimento, previsto em lei, que proporciona a cobrança do tributo. - Espécies de Tributo: impostos, taxas e contribuições de melhoria. - Imposto: obrigação que “tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica relativa ao contribuinte”. - A mesma liberdade de emprego da receita não existe em relação às taxas ou às contribuições de melhoria, que exigem, ao contrário dos impostos, contraprestação específica do Poder Público. - Impostos: são da competência exclusiva de cada um dos entes federativos brasileiros, de modo que existem impostos federais (exclusivos da União), impostos estaduais (exclusivos de cada Estado-membro e do Distrito Federal) e impostos municipais (exclusivos de cada Município e também do Distrito Federal). - Diferença dos impostos em relação às taxas e às contribuições de melhoria: em relação a estas últimas, os mesmos entes federativos gozam de competência comum, o que permite a qualquer um deles cobrar taxas ou contribuições de melhoria. - Classificação dos impostos de acordo com a sua competência: podem ser de competência exclusiva da União, dos Estados-membros ou dos Municípios. - Classificação dos impostos de acordo com o grupo ou base econômica: • Comércio exterior (incidem sobre a atividade industrial e comercial relacionada com o mercado fora do território nacional – II e IE); • Patrimônio (recaem sobre a propriedade de bens móveis e imóveis – ITR, IPTU, IPVA); • Renda (incidem sobre a renda, como o produto do capital – rendimentos de cadernetas de poupança, aluguéis etc; do trabalho – salários, honorários, comissões etc; ou da combinação de ambos – IR); • Produção (recaem sobre a industrialização, assim entendida qualquer operação que altere a natureza de um produto ou a sua finalidade ou o aperfeiçoe para o consumo. Ex.: IPI.); • Circulação de Mercadorias e Serviços (incidem sobre o comércio e a prestação de serviços. Ex.: ICMS, IOF, ISS.). - Classificação dos impostos quanto a fora de percepção: • diretos (quando se confundem, na mesma pessoa, o contribuinte de direito – aquele a quem a lei incumbe o encargo de calcular e recolher o tributo, tal como o próprio contribuinte ou um estabelecimento industrial ou comercial – e o contribuinte de fato – aquele sobre quem recai o dever de pagar o tributo, como acontece com o consumidor final na aquisição de bens); ou • indiretos (quando o contribuinte de direito e o contribuinte de fato são pessoas distintas) - Ao contrário dos impostos diretos, os indiretos são passíveis de repasses para terceiros (contribuintes de fato), que, via de regra, são os consumidores finais dos bens tributados). - Exemplo de impostos indiretos: IPI e ICMS, cujos contribuintes de direito são os estabelecimentos industriais e comerciais, que produziram e venderam as mercadorias, enquanto o contribuinte de fato é o consumidor, que é o destinatário final da mercadoria produzida e vendida. - Quando você compra um produto, pode observar que na nota fiscal de venda aparece destacado o valor do ICMS, como um acréscimo que você, o adquirente, é quem paga. - Classificação dos impostos quanto à perequação ou forma de rateio entre os contribuintes: • Fixos (não exigem cálculo algum para se determinar o valor do imposto, já vem expresso em moeda corrente ou em índice que nela possa ser convertido. Ex.: ISS de autônomos ou profissionais liberais, que é fixado com um valor fixo correspondente a um número de UFIR); ou • Variáveis (quando exigem cálculo para se determinar o valor do imposto). - Tipos de Impostos Variáveis: • Proporcionais (quando o fator percentual, denominado alíquota, incide sobre uma base de cálculo variável; alíquota não varia. Ex.: IPI ou ICMS incidem sobre uma base de cálculo variável (valor do produto), mas a alíquota para um mesmo produto é sempre a mesma); • Progressivos (quando a alíquota se eleva ao elevar-se o valor que serve de base de cálculo. Ex.: IRPF, quanto maior a renda (base de cálculo), maior a renda); ou • Regressivos (quando a alíquota se reduz ao elevar-se o valor da base de cálculo – base de cálculo maior importaria em alíquota menor – atualmente, não temos nenhum imposto com esta característica). - Classificação dos impostos quanto ao objeto da incidência: • Pessoais (aqueles em que a lei tributa diretamente a pessoa, levando em conta, para estabelecimento da base de cálculo, aspectos subjetivos ligados ao contribuinte ou a seus dependentes. Ex.: IR); ou • Reais (são aqueles em que a lei tributa indiretamente uma pessoa, através dos seus bens. Ex.: ITBI, IPTU, ITR, IPVA). - Tipos de impostos existentes de acordo com a legislação tributária brasileira: impostos, taxas e contribuição de melhoria. - Classificação do IPTU quanto à forma de percepção: imposto direto, porque em relação a ele o contribuinte suporta sozinho toda a carga tributária, decorrente da aplicação da lei, sem possibilidade de transferi-la para outrem. - Classificação do IPTU quanto ao objeto da incidência: imposto real, porque por meio dele a lei tributa indiretamente uma pessoa, através dos seus bens. - Os fatos geradores dos impostos resultam de uma situação independente de uma atividade estatal, de modo que a receita conseguida por meio delas pode ser utilizada para atender a qualquer despesa que o Poder Público necessite fazer. - Competência para instituir impostos: é exclusiva de cada um dos entes da Federação. - Segundo a Constituição Federal, o valor do imposto deve manter uma relação com a capacidade de contribuir (capacidade contributiva) do contribuinte. - Impostos da competência do Distrito Federal: os devidos aos municípios e aos estados. - Diferença entre impostos variáveis proporcionais, progressivos e regressivos: Proporcionais (quando a alíquota incide sobre uma base de cálculo variável. A alíquota não varia); Progressivos (quando a alíquota se eleva ao elevar-se o valor que serve de base de cálculo); e Regressivos (quando a alíquota se reduz ao elevar-se o valor da base de cálculo). - Classificação do IR (Imposto sobre Renda e proventos de qualquer natureza): é Federal; incide sobre a renda; direto; progressivo; e pessoal. - Impostos de competência Federal: II (imposto sobre importação de produtos estrangeiros), IR (imposto sobre renda), IGF (imposto sobre grandes fortunas), IEG (imposto extraordinários de guerra), IE (imposto sobre exportação), ITR (imposto sobre propriedade territorial rural), IPI (imposto sobre produtos industrializados) e IOF (imposto sobre operação de crédito) - Impostos de competência Estadual: ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços), IPVA (imposto sobre propriedade de veículos automotores), e ITD (imposto sobre transmissão causa mortis e doação) - Impostos de competência Municipal: ITBI (imposto sobre transmissão inter vivos), IPTU (imposto sobre propriedade predial e territorial urbana), e ISS (imposto sobre serviços)

e • divisíveis – quando suscetíveis de utilização. disciplina da produção e do mercado. Exemplo. Polícia de Costumes (censura. . . não visa o lucro.Características do empréstimo compulsório: • de competência exclusiva da União. tendo em vista a sua singularidade.Elementos essenciais para a cobrança da contribuição de melhoria: • necessidade de melhoria em determinado imóvel. por exemplo.Tipos de tributos: impostos. . Outras espécies de tributos . Tarifa (espécie de preço público. • caráter indenizatório de uma despesa. que possa ser destacada em unidades autônomas. . . ou • Repressivo ou de polícia judiciária (quando exercido após a prática do delito. Taxa judiciária. uma para cada contribuinte. separadamente.Tipos de poder de polícia: • Preventivo ou administrativo (quando exercido pelos órgãos de fiscalização da Administração Pública. . por exemplo. . . não permitem a identificação dos seus usuários. • relação entre a melhoria observada e a realização de uma obra pública.Taxa: tributo relacionado a uma atividade estatal específica.: Corpo de Bombeiros. Polícia Sanitária. • recursos dele provenientes serão vinculados à despesa que fundamentou sua instituição.Aula 3 . anterioridade. .Diferença entre Taxa e Tarifa: Taxa (espécie de tributo. . e especifico ou de manutenção da ordem pública (exercido pelas Polícias Militares). pontes. característica dos tributos.As taxas podem ser cobradas tanto pela União. pois se houve só uma obra. decorre de uma previsão legal. .A contribuição deve estar vinculada à ocorrência de obra pública e nunca a serviços de manutenção e conservação.Uma obra pública que não valorize o imóvel. .Dentre as várias classificações a que estão sujeitos.: rodovias.Exemplos de Taxa de Serviço: Taxa de incêndio. como.Divisão do poder de polícia preventivo ou administrativo: genérico ou fiscalizatório (exercido por toda a Administração Pública.Característica que difere as taxas e as contribuições de melhoria dos impostos: As taxas e as contribuições de melhoria são tributos relacionados a uma atividade estatal específica. o montante arrecadado com a cobrança de uma taxa. • valor individual proporcional à valorização imobiliária. sujeita à maioria dos princípios tributários – legalidade. porque ele é específico e divisível.Tipos de poder de polícia preventivo ou administrativo: • Genérico ou fiscalizatório (quando atua visando prevenir ou reprimir os atos contrários ao interesse público. não admite rescisão. não pode cobrar uma taxa de serviços dos moradores do referido bairro. decorre de uma previsão estabelecida em um contrato administrativo. • só pode ser criado mediante lei complementar. Têm que ser utilizados pelo contribuinte: • efetivamente – quando por ele usufruído a qualquer título. Distrito Federal e municípios. que se existe o serviço de coleta.Tipos de Taxas: Taxas de polícia e taxas de serviços. costumes. admite rescisão. etc). estados. É esta obrigatoriedade. tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos). que faz com que esta espécie seja vista como uma outra modalidade de tributo. os serviços públicos podem ser: • Gerais ou Coletivos (por terem caráter geral. • Taxa de prevenção e extinção de incêndios. OAB) etc) ou • Específico. pelo Distrito Federal ou pelos municípios. . higiene. • específicos – quando são de uma espécie definida. Distrito Federal e municípios).Características da contribuição de melhoria: • competência comum (União. É preciso ter a união dos dois elementos: Contribuição de melhoria = obra pública + valorização imobiliária . .Se a prefeitura necessita fazer obras de infra-estrutura básica em um bairro. e • trata-se de um tributo restituível.Poder de Policia: desenvolvimento de atividades que tenham por fim promover e assegurar o bem comum pela limitação e disciplinamento de direitos. não poderá cobrar duas vezes a contribuição de melhoria. • valor total arrecadado igual à despesa realizada. sendo a sua restituição sempre feita em moeda .). como taxa de lixo. . exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. não pode ser fato gerador de contribuição de melhoria. e a cobrança deverá ser única. cobrança não proporcional à utilização. e Taxa de obras. Polícia de Viação (trânsito). Deve fazer a obra com a arrecadação dos impostos.Empréstimo Compulsório: empréstimo obrigatório que o contribuinte faz ao Poder Público. mesmo que o usuário não se utilize dele. exercendo-se em relação às pessoas. . fiscalizando os bens e as atividades das pessoas). . • Taxa judiciária etc. ao contrário dos impostos. não sujeita aos princípios tributários). que valorizou uma casa que tinha vínculo com a Rua “A” e com a Rua “B”. deve ser utilizado nessa atividade específica: coleta de lixo. Polícia de Profissões (Conselhos Nacionais e Regionais. não podendo. taxas e contribuições de melhoria.Exemplos de Taxa de Polícia: Taxa de publicidade. . exercendo-se sobre os bens ou atividades das pessoas. ordem.Se o poder público municipal realizou obra de pavimentação. como a taxa de lixo. . É desempenhado pelas Polícias Militares).Exemplos de taxas de serviços: • Taxa de remoção do lixo domiciliar. pagamento proporcional à utilização. • Taxa de serviço de esgoto.Remuneração do serviço de telefonia celular: por tarifa. porque ele é específico e divisível. para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária. deve pagar o tributo. interesses ou liberdades). ter o mesmo fato gerador ou a mesma base de cálculo dos impostos.A mera realização de obra pública não legitima a contribuição de melhoria.Taxas de serviços: aquelas devidas em razão da prestação de serviços públicos pelo Estado. . ou • Individuais ou singulares (os que têm destinatários determinados). visa ao lucro.Taxas e contribuições de melhoria. . . . • valorização imobiliária (para o contribuinte). de segurança ou de manutenção da ordem pública (quando atua de modo a prevenir as infrações legais. quanto pelos estados. a confecção de um documento. por parte de cada um dos seus usuários. nem tampouco a mera valorização imobiliária. como. no entanto. . que têm sua cobrança desvinculada de uma determinada atividade estatal. e Taxa de lixo. Ex. etc). interesses ou liberdades.Remuneração do serviço de coleta de lixo domiciliar: por taxa. interdição de locais etc. . Ex.Taxas de polícia: devidas em razão do exercício do poder de polícia pelo Estado (pelo desenvolvimento de atividades que tenham por fim promover e assegurar o bem comum pela limitação e disciplinamento de direitos. visando prevenir ou reprimir os atos contrários ao interesse público. • potencialmente – quando sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento.Contribuição de Melhoria: espécie de tributo cobrado pela União. especialmente no que diz respeito à segurança. o serviço de reasfaltamento de via pública. ocorreu somente um fato gerador. Cabe às Polícias Civis). pelos estados. • vinculação a uma atividade estatal específica (obra pública). . Taxa de inspeção sanitária. O Fisco poderá cobrar apenas uma vez pela obra realizada.

CIDE: Contribuição Social de Intervenção no Domínio Econômico .Contribuição Social só da competência dos municípios e do Distrito Federal: Contribuição Social sobre Iluminação Pública. Princípio da Anterioridade da lei Tributária.A competência tributária é indelegável. Estados + Distrito Federal. as secretarias de fazenda (estaduais ou municipais) ou similares. que limitam a competência tributária. os quais serão suprimidos gradativamente.Se intensa chuva inundou a maior parte dos bairros. que é da competência dos Municípios. salvo em relação às funções: • de arrecadar ou fiscalizar tributos. porque somente a União pode instituir este tributo. . se um Estado resolve criar um imposto similar ao IPTU. um invadindo a esfera de competências do outro. compreendidos ou não em sua competência tributária. . .Tributo cobrado para a construção de imóvel residencial: Taxa de Polícia . a todos os tributos. ao Distrito Federal e aos Municípios. em face de guerra externa: Empréstimo Compulsório . Estados e Distrito Federal.. Principio da proibição do confisco. o patrimônio.Competência Tributária Geral Privativa: Prevista na Constituição Federal para a União.Principal característica que distingue o bis in idem e a bitributação: no bis in idem. em moeda corrente.Tipos de Princípios Tributários Gerais: Princípio da Capacidade Contributiva. .Competência para instituir contribuições sociais: Geral Privativa . respeitados os direitos individuais e nos termos da lei.Limitações ao Poder de Tributar: aquelas. pois a iniciativa é ilegal.Tributo cobrado para custear despesas de reequipamento das Forças Armadas. e • de executar leis. . serviços. sua modificação e sua revogação se dão por lei ordinária. e Municípios).Competência Tributária: é o poder de tributar. .Princípios Tributários: podem ser gerais ou específicos . como exemplo. ou • investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional.Princípio da Capacidade Contributiva: estabelece que os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte. desvinculadas do Tesouro Nacional por disporem de orçamento próprio. e Contribuições Sociais de Custeio da Seguridade Social. em regra geral. Cumulativa ou Múltipla. cessadas as causas de sua criação. e Competência Tributária Extraordinária ou Especial . ou Residual). Princípio da Legalidade ou da Reserva Legal. . a Prefeitura não pode instituir a cobrança de empréstimo compulsório a ser restituído no prazo de cinco anos. . . .O bis in idem não se confunde com a bitributação que ocorre quando um poder tributante cria um imposto que seja da competência de outro poder tributante. devendo respeito: • aos princípios tributários. • Capacidade Tributária (atribuída por meio de lei.Contribuição mensal para a aposentadoria do servidor público: Contribuição Social sobre os Servidores Públicos . e Capacidade Tributária refere-se à possibilidade de arrecadar ou fiscalizar tributos. existem dois poderes tributários.Competência tributária e limitações ao poder de tributar . de guerra externa ou sua iminência. Principio da não limitação ao tráfego. incidentes sobre fontes diversas. Se após instituir o IPVA. e principio da vedação de diferenciação tributária.Competência Tributária Geral Comum: Diz respeito igualmente àqueles três níveis de governo (União. atos ou decisões em matéria tributária. estaríamos claramente diante do bis in idem. principio da vedação da instituição de isenções. Princípio da Isonomia ou da Igualdade Tributária. .Destino do empréstimo compulsório: • atender despesas decorrentes de calamidade pública.Tributo cobrado na conta de luz: Contribuição Social sobre Iluminação Pública .Competência Tributária Geral Residual: pode ser utilizada exclusivamente pela União. .Contribuições Sociais: destinam-se a suprir de recursos financeiros entidades públicas com atribuições específicas. aos Estados. no caso de guerra externa: Extraordinária .Competência Tributária Cumulativa ou Múltipla: Diz respeito aos entes federativos União e Distrito Federal.Contribuições sociais da competência da União: Contribuições Sociais de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE). previstas constitucionalmente. . . .Contribuição mensal para a aposentadoria do trabalhador: Contribuição Social de Interesse das Categorias Profissionais ou Econômicas .PIS: Contribuição Social de Custeio da Seguridade Social .O poder de tributar não é absoluto.Competência para instituir impostos novos: Geral Residual . principio da uniformidade tributária. na tributação. Distrito Federal e Municípios). . . . Contribuições Sociais de Interesse das Categorias Profissionais ou Econômicas. e • à não incidência.Competência para instituir taxas: Geral Comum . hoje em dia somente o Distrito Federal exerce a competência cumulativa ou múltipla. o mesmo poder tributário competente cria um tributo repetido sobre a mesma coisa. Diz respeito à União. os rendimentos e as atividades econômicas dos contribuintes.Competência Tributária Extraordinária ou Especial: atribui à União a possibilidade de instituir impostos extraordinários na iminência ou no caso de guerra externa. . Comum. identificar. um Estados resolver instituir o IAR (Imposto sobre automóveis rodantes). .Bis in idem ou Bitributação: quando o mesmo poder tributário competente cria um tributo repetido sobre a mesma coisa. principio da vedação de tributação. .A instituição de um tributo.Competência para instituir impostos. e Municípios. . Exemplo: IPVA.Capacidade Tributária: atribuída a entidades ou órgãos tais como a Receita Federal. . Como atualmente não existem territórios no Brasil. a órgãos ou entidades que tenham as funções aqui referidas).Diferença entre Competência Tributária e Capacidade Tributária: • Competência Tributária (atribuída constitucionalmente à União.Tributo para custear a coleta de lixo residencial: Taxa de Serviço . Estados. especialmente para conferir efetividade a esses objetivos.Tipos de Competência tributária ou poder de tributar: Competência Tributária Geral (Privativa. • às isenções. • às imunidades.Diferença entre Competência Tributária e Capacidade Tributária: Competência Tributária refere-se à atribuição constitucional de instituir impostos. não só para a instituição de impostos novos mas também para a criação de contribuições para a seguridade social.Ressarcimento do Poder Público pela realização de obra que valorize o imóvel: Contribuição de Melhoria Aula 4 . facultado à administração tributária.Princípios Tributários Gerais: aqueles aplicáveis. Princípio da Inetroatividade da Lei Tributária. .

. Portanto. visto que só ela pode tributar a renda. .Princípio da vedação da instituição de isenções: estabelece que é vedado. quanto maior a essencialidade do produto. . é um imposto cumulativo: se uma pessoa procure um serviço odontológico para a colocação de uma prótese. vir a ser criada. a quem tenha competência tributária. entre bens e serviços. sobre o valor do serviço da confecção da prótese. este novo tributo poderá vir a ser exigido: Em princípio.A CPMF deixou de ser cobrada. o Distrito Federal e os Municípios.. o montante do imposto recolhido nas operações anteriores. . além do seu próprio trabalho.Princípio da não-limitação ao tráfego: Sua aplicação faz com que os impostos que incidem sobre a circulação de mercadorias. menor a alíquota a ser aplicada. veda qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por ele exercida. sua graduação diz respeito à capacidade econômica do contribuinte (aquela que diz respeito ao seu patrimônio). Incidiu.Principio da Capacidade Contributiva: destina-se apenas aos impostos. caso o contribuinte já tivesse pago o valor que lhe foi cobrado. que inclui o valor da prótese e do ISS do protético. em regra. no Brasil. instituir isenções de tributos da competência dos Estados. ao Distrito Federal e aos Municípios. à União. como o ICMS. em quanto tempo. a quem tenha competência tributária. em razão da sua procedência ou destino. . . . uma vez que teve a sua prorrogação rejeitada pelo Senado Federal na sessão do dia 13 de dezembro de 2007. de pessoas ou bens. e (b) a remuneração e os proventos dos respectivos agentes públicos. teria direito à restituição. . por meio de tributação. .Princípio da proibição do Confisco: Conseqüência da garantia ao direito constitucional de propriedade.Princípios Tributários Específicos: aqueles que dizem respeito apenas ao ICMS e ao IPI. preceito aplicável a todos os tributos.IPI: Configura uma das exceções ao princípio da legalidade. O fiscal competente.Exemplo de Retroatividade: determinada lei tributária não deixava claro qual o limite de isenção para um certo imposto. . A criação de tributo jamais pode ser feita por ato normativo infralegal e nem a lei pode delegar ao Executivo poder para instituição de tributo por decreto. sejam razoáveis. (b) a nova regra tratar de situações não definitivamente julgadas e sejam mais benéficas ao contribuinte. . objetiva impedir que uma dívida tributária seja paga com o confisco dos bens do contribuinte. de modo que. Posteriormente. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. e desde que transcorrido o prazo mínimo de noventa dias da publicação da referida lei. o montante do imposto recolhido nas operações anteriores. menor a alíquota a ser aplicada. por quem tenha competência tributária. não existindo. . no entanto. das despesas necessárias à manutenção do indivíduo e de sua família. A União só pode conceder isenções em seus próprios tributos. em 90 dias. utilizar o tributo com a finalidade de limitar o tráfego. . ou seja.Tipos de Princípios Tributários Específicos: Princípio da Não-Cumulatividade.Princípio da Seletividade: estabelece que. . o ISS incidirá sobre o serviço do protético e do dentista.Princípio da Irretroatividade da Lei Tributária: estabelece que é vedado. na última operação do pagamento do imposto.Princípio da vedação da instituição de isenções: Impede que a União institua isenções de tributos da competência dos Estados. não excessivamente onerosos. . em níveis superiores ao que fixar para os de seus próprios agentes. qualquer exceção. Distrito Federal ou Municípios. feito pelo protético. visto que às contribuições sociais não se aplica o princípio geral da anterioridade da lei tributária. . Estados.Princípio da não-cumulatividade: Estabelece que deve ser abatido. tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. . com as mesmas características. ou seja. Em razão disto. Distrito Federal ou Municípios.O que não pode ser tributado pela União. . a partir de 1º de janeiro de 2008. .O ISS. A cumulatividade do ISS é um dos motivos pelos quais sua alíquota deve ser baixa. quanto maior a essencialidade do produto. em razão da sua procedência ou destino.ITBI: imposto que não se enquadra dentre as exceções do princípio da anterioridade. a contar da data da sua publicação.Retroatividade. entre bens e serviços. aos Estados.Princípio da Legalidade ou da Reserva Legal: origina-se no princípio geral da legalidade. na última operação do pagamento do imposto. duas vezes o ISS sobre o valor da prótese. . para tanto. . . sem aplicação de penalidades. que cobrava o valor do tributo acrescido da multa pelo seu não-recolhimento espontâneo. cobrar tributo no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que o instituiu ou aumentou. e sobre o serviço do dentista. a quem tenha competência tributária.Princípio da uniformidade tributária: A concessão de incentivos fiscais não se insere dentre as limitações impostas por ele. não podendo ser abusivos.O princípio da legalidade é princípio absoluto quanto à instituição de tributos. . somente é possível quando: (a) quando a nova regra for expressamente interpretativa. embora se aplique o da anterioridade . estabelece que é vedado a quem tenha competência tributária exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça. da totalidade do patrimônio. . e Princípio da Seletividade.Princípio da Não-limitação ao Tráfego: estabelece que é vedado. estabelecer diferença tributária de qualquer natureza. de acordo com o Principio da Vedação de Tributação: (a) a renda destinada às obrigações da dívida pública dos Estados. pelo território da União. que paga o seu ISS. No caso do IPI e ICMS cada empresa recolhe uma parcela do imposto. .Diferença entre capacidade econômica e capacidade contributiva do contribuinte: Capacidade econômica do contribuinte é aquela que diz respeito ao seu patrimônio. cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. . acrescida de juros e correção. um contribuinte entendeu estar dentro do limite de isenção e. estabeleçam diferença tributária de qualquer natureza. do Distrito Federal e dos Municípios. no Direito Tributário.Princípio da Vedação de Tributação: somente se pode aplicar à União.Princípio da Isonomia ou da Igualdade Tributária: estabelece que é vedado instituir.Princípio da Vedação de Diferenciação Tributária: estabelece que é vedado.Princípio da Anterioridade da Lei Tributária: princípio particular do Direito Tributário. títulos ou direitos.Princípio da vedação de tributação: Impede a União de tornar seus títulos públicos mais atrativos. estariam enquadrados como isentos.Princípio da vedação de diferenciação tributária: Impede que os Estados. estabelece que é vedado.Princípio da anterioridade: Confundido com o princípio da anualidade. já a capacidade contributiva do contribuinte é aquela que resulta do abatimento. em conseqüência. . não recolheu o referido imposto. Distrito Federal ou Municípios. o que significa dizer que todos devem ser suportáveis ao contribuinte. . . casos como o desse contribuinte. portanto.Princípio da Não-Cumulatividade: estabelece que deve ser abatido. o leite é menos tributado do que o cigarro. Diante da possibilidade de uma nova contribuição. . não havia a prática da infração tributária pela qual foi autuada.Princípio da Proibição do Confisco: é conseqüência da garantia ao direito de propriedade. . Com isso. e paga o seu ISS. uma lei interpretativa esclareceu que.Princípio da seletividade: Estabelece que. entendeu que o tributo era devido e lavrou o auto de infração.

no entanto. assegurada a manutenção e o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas operações e prestações anteriores. Não ocorre fato gerador. não é derivado de petróleo e.Imunidades garantidas pela Constituição: o Estado não pode instituir regras que as contrarie. imposto federal. em nossa sistemática constitucional.Características da Imunidade: Prevista na Constituição.As imunidades tributárias. O IPTU. . a renda ou os serviços uns dos outros (um ente federativo não pode instituir imposto que comprometa o patrimônio. . não se referindo a outras espécies de tributos. desde que: sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital.Limitações ao poder de tributar: as imunidades tributárias . é fácil concluir que o crédito tributário existiu. . inclusive lubrificantes. É imunidade objetiva. mas a lei dispensa o seu pagamento. sem qualquer forma de restrição ou discriminação. . . não é devido o tributo. . Ocorre fato gerdor. a isenção pode também. não é cobrado em relação aos imóveis de propriedade da União. . . nas operações que destinem petróleo aos estados. . a não ser que isto ocorra por emenda à Constituição.As duas espécies de não-incidência: • a pura e simples (se refere a fatos inteiramente estranhos à regra jurídica de tributação.Imunidade do ITR: diz respeito às pequenas glebas rurais. e • dispensa do pagamento do tributo devido.Imunidade dos templos de qualquer culto: objetivo de assegurar a liberdade de prática religiosa no país. ao passo que as isenções podem ser fixadas por lei. porque existe a obrigação.Sendo concedida por lei. Não paga tributo. ser revogada: não tendo sido concedida por prazo determinado e sob determinadas condições. nada podendo fazer o contribuinte.O álcool carburante.Exemplo de imunidade recíproca: IRPJ. quando definido como ativo financeiro ou instrumento cambial. . pode ser retirada a qualquer tempo. prevê a tributação.Características da Isenção: Prevista em lei. o Distrito Federal e os municípios não podem. porque não tem competência para isto. . a não-ocorrência do respectivo fato gerador. .Imunidades tributárias encontradas na Constituição: Imunidade recíproca e Imunidade dos templos de qualquer culto. prevê a tributação. por lei.Isenção tributária: Quando o legislador pode tributar. • as imunidades tributárias estão previstas constitucionalmente. Há.Incidência tributária: situação em que o tributo é devido por ter ocorrido o fato gerador. porque não chega a surgir a própria obrigação tributária.Isenção tributária: é a forma de exclusão do crédito tributário.As imunidades tributárias estão previstas constitucionalmente. porque lhe falta competência tributária. a renda ou os serviços de outro ente federativo. não se referindo a outras espécies de tributos. Não paga tributo. . não é cobrado do município.nonagésimal. que é uma pessoa jurídica de direito público. . e • a qualificada (dividida em duas subespécies: não-incidência por determinação constitucional e não-incidência decorrente de lei ordinária).Isenção: nada tem a ver com a não-incidência tributária. instituir impostos sobre o patrimônio. porque existe a obrigação. • incidência tributária. consistente na dispensa do pagamento do tributo devido. enquanto as isenções podem ser instituídas em relação a qualquer tributo. em regra. não se beneficia dessa imunidade. . e na isenção. conforme dispõe o art. . .Diferença entre imunidades tributárias e isenções tributárias: • as imunidades tributárias dizem respeito. . a não ocorrência do respectivo fato gerador é entendida como não-incidência. 175 do Código Tributário Nacional. I NCORPORAÇÃO . que poderá criar uma nova regra específica. aos impostos. o tributo é devido. . A isenção assume então a característica de um favor fiscal.Fatos que estão fora do campo de incidência: os fatos não previstos pelo legislador como necessários e suficientes à ocorrência do fato gerador. O legislador não pode tributar. . C ISÃO ou  . o tributo não é devido porque não chega a surgir a própria obrigação tributária. quando as explora o proprietário que não possui outro imóvel. mas suspende a eficácia jurídica da norma. mas a lei dispensa o seu pagamento (disso se conclui que a isenção pressupõe a incidência). Sendo exclusão.Diferença da não-incidência e isenção: não-incidência. sobre serviços prestados a destinatários no exterior.Características da Não-Incidência: Fatos ou circunstâncias inteiramente estranhos à regra jurídica de tributação. . Não ocorre fato gerador.Não-incidência qualificada decorrente de lei ordinária: corresponde à isenção. a partir do nascimento da obrigação respectiva. ela exigirá a edição de nova Emenda à Constituição. É uma vedação que funciona de forma recíproca). em regra. Não paga tributo.Imunidade do ITBI: prevista na Constituição. sobre a transmissão de bens ou direitos. e energia elétrica. . pois protege as mercadorias.Não-incidência tributária: o oposto da incidência. como a que existiu durante a vigência da CPMF.Não-incidência qualificada por determinação constitucional: corresponde à imunidade tributária. combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. aos impostos. em vindo a ser criada essa nova contribuição. fazendo nascer a obrigação tributária. decorrente de F USÃO . . . disso se conclui que a isenção pressupõe a incidência. É claro que. dizem respeito. ao contrário. na isenção o tributo é devido. .Dinâmica da isenção: • ocorrência do fato gerador. sobre o ouro. .Quando ocorre o fato gerador temos a incidência tributária. Aula 5 . imposto municipal. embora sobre ele incida o IOF.Imunidade do ICMS: prevista pela Constituição Federal nas seguintes situações: sobre as operações que destinem mercadorias ao exterior. independentemente do modo como ocorra sua manifestação e divulgação.Na não-incidência. exceções a esta regra: imunidade referente às taxas relativas do habeas corpus e ao habeas date. a circunstâncias que se colocam fora da competência do ente tributante). . apesar de ser combustível. assim como ocorreu o fato gerador. O legislador pode tributar. As imunidades não podem ser revogadas. no âmbito da respectiva competência tributária. instituído em lei. os que o legislador não quis que fossem objeto de tributação. . mas suspende a eficácia jurídica da norma. em contrapartida.Imunidade tributária: Quando o legislador não tem o poder de tributar. portanto. .Imunidade recíproca: estabelece que a União. • nascimento da obrigação. enquanto as isenções podem ser fixadas por lei.Imunidade do IPI: diz respeito ao IPI de produtos industrializados destinados ao exterior. . O legislador pode tributar. não sendo importante quem as exporte. ao contrário. mas não prevê a tributação. os estados.

de calamidade pública ou na vigência do estado de sítio.Lei tributária: tão logo seja publicada estará em vigor e poderá ser aplicada. .Efeitos possíveis do período de eficácia da lei no tempo: • Irretroatividade (quando a lei só se ocupa dos fatos ocorridos no período de sua eficácia). quando as explora o proprietário que não possui outro imóvel. no entanto.Situações em que excepcionalmente pode ocorrer a retroatividade da lei tributária: • quando a lei nova for expressamente interpretativa da lei antiga. . mas ainda não está em vigor: vacatio legis (período em que a sociedade deve adaptar-se à nova lei.Quando um partido político produz e vende material de campanha e propaganda eleitoral. Transcorrido algum tempo. . mas só entrou em vigor em 2003. que são objeto desse tipo de imunidade. ou. portanto.Imunidade do ITBI: Não se aplica.Imunidade do ICMS: Refere-se às operações que destinem mercadorias ao exterior. . por exemplo.Classificação da vigência quanto ao modo: • Expressa (quando estabelecida no texto da própria lei . • . no território nacional. ou de três meses após sua publicação. os Regulamentos.Exemplos de atos administrativos normativos: os Decretos. . . dentre outras situações. se a atividade preponderante do adquirente for.Vigência: momento a partir do qual a lei está pronta para produzir efeitos. e • Ultratividade (quando a lei prolonga os seus efeitos após a sua revogação. Exemplo: a questão da bitributação internacional.As possibilidades de uma pessoa fora do território do seu país ser amparada pela lei do país de origem são muito grandes. Sua aplicação é imediata destinando-se aos fatos futuros (fatos geradores ocorridos a partir da vigência da lei).: Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. certas normas orientadoras da declaração do imposto de renda. são aquelas destinadas à produção literária. porque sobre a atividade descrita incidem ICMS e IPI.Período de eficácia da lei no tempo: período compreendido entre a sua vigência e a sua revogação.Imunidade cultural: As publicações. . . etc. a partir do momento em que a fazenda passou a ter uma destinação econômica a entidade religiosa pode vir a ser constrangida a pagar os impostos normais. resolve. as Resoluções etc.A lei tributária não pode retroagir em face do princípio da irretroatividade. estrangeiros ou nacionais.extinção de pessoa jurídica (essa imunidade não se aplica. dar destinação econômica à propriedade. .A vigência pode ser considerada em relação: • ao tempo (data em que passará a produzir efeitos). . ela já estava mais adaptada às suas inovações. São chamados de normativos porque contêm um comando geral que atinge a todos. • Retroatividade (quando a lei atinge também os fatos ocorridos anteriormente à sua vigência). didática.Classificação da vigência quanto ao tempo: • Indeterminada (quando não se sabe o momento em que a lei. se estabelece um prazo de 45 dias após sua publicação. objetivando a correta aplicação da lei e o bem-estar social.Exemplos de leis temporárias: as leis orçamentárias. . sem qualquer forma de restrição ou discriminação. de modo que.Ex. que está sendo editada. se a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos. as Instruções Normativas. Nesse caso. Durante um ano a sociedade discutiu o novo Código. no estrangeiro). pois ela objetiva assegurar a liberdade de prática religiosa no país.Imunidade do ITR: Diz respeito às pequenas glebas rurais.Vigência. .Imunidade dos templos: Refere-se à entidade religiosa e não somente à edificação usada para o culto.. da lei referida. não importando a nacionalidade das pessoas que ali se encontrem. entra em vigor no dia X) ou • Tácita (quando o texto legal omite o dia de início da sua vigência. contribuintes ou não. faz jus à imunidade tributária prevista na alínea “c” do inciso VI do art. . . embora dentro delas todas as pessoas.Imunidade recíproca: Impede que o IPVA seja cobrado dos municípios. . quando ele entrou em vigor. não são beneficiados pela imunidade.Imunidade das entidades sindicais: Não se estende à representação patronal. . pois protege as mercadorias. científica ou técnica. • ao espaço (região geográfica onde será válida). como camisetas. . Só excepcionalmente ela se destinará a fatos passados. predeterminada (lei temporária). . . Exemplo: nosso atual Código Civil foi publicado em 2002. para a entrada em vigor.Uma igreja adquiriu uma fazenda com o objetivo de promover reuniões periódicas de seus fiéis e sacerdotes. como retiros religiosos. . . para continuar tutelando fatos ocorridos no seu período de eficácia). . que são elaboradas para vigorar em um determinado ano. 150 da Constituição Federal? Não. também na vigência expressa ela pode estar presente. Esse período pode decorrer de uma data fixa.Não há vacatio legis apenas na vigência tácita.Vigência no espaço: a lei será eficaz no espaço quando aplicável no espaço territorial do Estado que a elaborou. Porém. antes de ela entrar em vigor).Exemplos de leis excepcionais: leis editadas em tempo de guerra. . . . não sendo importante quem as exporte. as Portarias Ministeriais. gerando a possibilidade do conflito entre a lei do seu país e a lei do país onde está.Período em que a lei está publicada. integração e interpretação da legislação tributária . vai perder a sua eficácia) ou • Determinada (quando o legislador fixa o período de eficácia da lei que está sendo editada. alteradas anualmente.Imunidade do IPI: É imunidade objetiva. . locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil). . . bandeiras. Aula 6 .Atos administrativos normativos: aqueles que determinam uma conduta aos seus destinatários. no caso o ITR.Aplicação da lei no tempo: corresponde ao seu período de eficácia da lei (está compreendida entre a sua vigência e a sua revogação).Os conflitos de leis no espaço são solucionados pela aplicação de um dos princípios seguintes: • Territorialidade (quando as leis de um país circunscrevem-se apenas às suas fronteiras. sejam alcançadas). a locação de bens imóveis. findo o qual a lei perde a sua eficácia (lei excepcional). tributos que não são sobre o patrimônio ou a renda e que.Exceções da regra de vigência da lei no espaço: os diplomatas. A instituição religiosa faz jus a algum tipo de imunidade tributária? Inicialmente. • quando a lei nova for mais benéfica ao infrator que ainda não tenha sido definitivamente julgado. as embarcações estrangeiras etc. faz jus à imunidade dos templos de qualquer culto. . ou de uma situação ou acontecimento. nesses casos. adesivos.

. no intuito de alicerçar sua decisão. . fonte principal (imediata ou direta) do Direito. . dispositivo legal concernente a caso semelhante.Diferença entre eqüidade e analogia: pela analogia se busca suprir a lacuna com uma norma específica destinada a regular situação análoga.O Código Tributário Nacional autoriza o recurso aos princípios gerais do Direito Público. . portanto. Direito Financeiro e Direito Processual. pela lei do seu país de origem). à região geográfica onde será válida. autoriza.Situações em que o CTN autoriza a extraterritorialidade: • quando os convênios celebrados pelos entes federativos reconheçam a extraterritorialidade. constituindo-lhe a diretiva.Não se conseguindo solução para a lacuna na legislação tributária. os costumes e os princípios gerais do Direito. de forma a não permitir que um agente político interfira nas questões tributárias de outro ente. . .A vigência é o momento a partir do qual a lei está pronta para produzir efeitos. que consiste na observância freqüente da norma pelo social) e • a convicção (elemento psicológico. que consiste na conscientização de que a norma estabelecida funciona como lei.Regra da vigência tributária das leis que instituem ou majoram impostos: respeito aos princípios da anterioridade. . analisando os períodos das leis e combinando-os. Se entendermos a lei tributária no sentido amplo de ato normativo. o juiz recorrerá à analogia. Só excepcionalmente é que ela se destinará a fatos pretéritos ou passados. Direito Administrativo. . e ao espaço.Os princípios da irretroatividade e da retroatividade são admitidos na legislação tributária? Sim. quando os convênios celebrados pelos entes federativos reconheçam a extraterritorialidade.Regra básica de integração.Princípios gerais do direito: algumas das normas fundamentais. ela tem aplicação imediata. ultrapassando os limites de sua competência. . mutuamente.Espécies de interpretação da lei quanto aos meios empregados: Gramatical. e depois de três meses. . .” . tão logo ela seja publicada estará em vigor e poderá ser aplicada. etimologia e colocação das palavras.Analogia: o emprego dela não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei. subjetivo. termos de legislação tributária. afirmar que.Interpretação das Leis pelo meio gramatical: Através dela. e 2.Analogia: consiste em aplicar-se à hipótese não prevista em lei. que fixe normas gerais tributárias. tradicional e nonagesimal.Regra da vigência tributária das decisões administrativas: 30 dias após sua publicação . em lei da união. conforme dispõem os arts. mas que se referem apenas ao Direito Público (Direito Constitucional. quando houver previsão da extraterritorialidade. até porque a lei tributária só pode retroagir nas seguintes situações: quando a lei nova for expressamente interpretativa da lei antiga. O art. 108 e 109 do Código Tributário Nacional.Esta regra visa à harmonia. . a lei entrará em vigor em 45 dias depois de oficialmente publicada. tendo em vista a necessidade de se resolver o caso a que ela se refere. . da imunidade tributária.Quando a lei. . . o roteiro que as orienta no atual momento histórico. no território nacional. Diferem das regras de uso social porque são reconhecidos e impostos pelo Estado. cuja aplicação não poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido. . . • dos princípios gerais do direito tributário. Teleológica. dentre outros ramos de Direito Público). da anterioridade tributária (tradicional e nonagesimal).Exemplo de analogia: Se o ordenamento jurídico não estabelece regra específica para os acidentes em bondes elétricos. Pode-se. . for omissa. ao que se chama extraterritorialidade. em se tratando de legislação tributária? Sim. Isso é irretroatividade.Principal fonte de Direito: a lei.Regra geral da vigência tributária: salvo disposição em contrário. . e pela eqüidade se busca uma solução para o caso concreto a partir da norma genérica. para todos os ramos do Direito: Quando a lei for omissa. através da analogia.Falhando todos esses meios de suprir a lacuna na legislação tributária. da isonomia. . no exterior. isto é. o aplicador do Direito deve recorrer à eqüidade. mas o Código Tributário Nacional autoriza a vigência territorial além dos limites físicos ou espaciais do ente tributante. Histórica.O mesmo raciocínio deve ser aplicado à eqüidade. parte daqueles princípios gerais do Direito. por meio de raciocínio dedutível. .Em casos em que não haja lei expressa (em caso de omissão de normas). poderá o juiz lançar mão de fontes secundárias (ou mediatas): a analogia. . adaptando-a sob os critérios de justiça e igualdade. ou seja. à data em que passará a produzir efeitos. Pode ser considerada em relação: ao tempo. em lei da união.É possível a aplicação do princípio da extraterritorialidade. etc). que fixe normas gerais tributárias. por analogia pode ser aplicada a tais acidentes a lei que regula os acidentes ocorridos em estradas de ferro. pelo modo nela estabelecido). aos costumes e aos princípios gerais do direito. mesmo no estrangeiro.Regra da vigência tributária dos atos administrativos: na data da publicação. Sistemática. e • da eqüidade. ou • quando houver previsão da extraterritorialidade.Regra Geral da Lei tributária no espaço: determina a aplicação do Princípio da Territorialidade. à liberdade e à solidariedade.Nacionalidade (segundo o qual a pessoa é regida. .Elementos característicos dos costumes: • o uso (elemento material e objetivo. como as que dizem respeito à igualdade. ou quando a lei nova for mais benéfica ao infrator que ainda não tenha sido definitivamente julgado. destinando-se aos fatos ocorridos a partir da sua vigência. . a aplicação ocorre nesta ordem: • da analogia. • dos princípios gerais de direito público. observando pontuação.Costumes: são procedimentos constantes e uniformes. recorre-se aos princípios gerais do Direito Tributário (Princípio da legalidade tributária. que se encontram na base de todas as legislações ocidentais contemporâneas.Regra da vigência tributária dos convênios: nas datas neles(as) previstas. que pode ser definida como a justiça no caso concreto. a extraterritorialidade: 1. em duas situações.Interpretação das leis pela lógica: através dela procura-se atingir a perfeita coerência do alcance das expressões constitucionais.Diferença entre hábito e uso: hábito é comportamento individual. . Lógica. . .Se a lei estabelece a seguinte regra: “Esta lei entra vigor transcorridos 30 dias de sua publicação”. 102 do Código Tributário Nacional.Fontes do Direito: são aquelas de que o aplicador do Direito (juiz) lança mão. o que feriria o Princípio da Legalidade. examina-se cada termo normativo. temos que tipo de vigência? Vigência Expressa e determinada . e uso é coletivo. em termos de legislação tributaria. ou • Domicílio (segundo o qual a pessoa é regida pela lei do país em que fixou o seu domicílio). . . . adotados como obrigatórios por um grupo social. neste caso.

Interpretação Sistemática: Através dela o intérprete considera que o texto sob interpretação faz parte de um sistema jurídico. dos sindicatos etc. . . Em face dos estudos realizados. a lei entrará em vigor na data que estabelece o seu artigo. tendo como objeto o pagamento de tributos ou de multas. que devem atuar em harmonia. etimologia e colocação das palavras. que devem atuar em harmonia.Vínculo jurídico: documento jurídico que possibilita a obrigação tributária. .Interpretação Histórica: Através dela busca-se descobrir a finalidade da norma.Exemplo de obrigação principal: pagamento de imposto. servindo de substrato para a interpretação das normas.Não só pela existência da lei pode o sujeito ativo (pessoa jurídica de direito público). Doutrinária.Elementos construtivos da obrigação tributária existentes. .Interpretação teleológica das leis: corresponde à combinação desses critérios usuais. .). citados anteriormente. Portanto. . por meio de raciocínio dedutível. objetiva-se determinar os fins a que se destina a norma sob interpretação.Espécies de interpretação das leis quanto aos seus efeitos: Restritiva ou Extensiva. analisando os períodos das leis e combinando-os mutuamente. . os princípios gerais do direito tributário. . foi mais amplo do que devia. Engloba as situações referentes à melhoria da arrecadação ou à fiscalização dos tributos. . os tratados e as convenções internacionais. não correspondendo aos valores e fatos da atualidade. .Espécies de Interpretação das Leis quanto ao sujeito que a faça: autêntica..Em caso de omissão da legislação tributária.Interpretação Autêntica: É a realizada pelo próprio órgão que elaborou a norma. .Obrigação acessória: é aquela que objetiva o cumprimento de obrigação tributária diferente da principal. sucessiva e exatamente na ordem indicada. como exemplo. Aula 7 . . examina-se cada termo normativo.Interpretação Restritiva das Leis: aplica-se quando o intérprete verifica que o legislador disse mais. . . os atos administrativos. visando aos valores que ela pretenda atingir.Interpretação jurisprudencial das leis: é a interpretação dada pelos tribunais. no dia 1º de janeiro de 2008. ou seja. etc. .Interpretação histórica das leis: busca descobrir a finalidade da norma. dos partidos políticos. aquele que incide no fato gerador passa a ter uma obrigação tributária.Exemplo de obrigação acessória: escrituração de livro fiscal ou contábil. tenha majorado as alíquotas da tabela progressiva para cálculo do Imposto sobre a Renda. não correspondendo aos valores e fatos da atualidade.Obrigação principal: é a que surge pela ocorrência de fato gerador. preencher declarações etc) ou não-fazer (não ter uma atitude estabelecida em lei.Interpretação Extensiva: Através dela. É a própria legislação tributária.Interpretação sistemática das leis: quando o intérprete considera que o texto sob interpretação faz parte de um sistema jurídico. como deve proceder o aplicador do Direito? Deverá aplicar. titular da competência tributária. tornando-se uniforme. foi mais amplo do que devia. quando entrará em vigor a referida lei? Considerando que o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza estão submetidos apenas ao tradicional princípio da anterioridade. . fazer (declarar em livro ou formulário. mediante os mecanismos consagrados na ordem jurídica: o plebiscito. ficando. e vínculo jurídico. como exemplo. não importar mercadoria proibida etc. .Interpretação Restritiva: Através dela. o intérprete verifica que o legislador disse mais. Popular. taxa. . e pautando-se a investigação nos antecedentes históricos da norma. . . observando pontuação.Obrigação tributária e responsabilidade tributária .Tipos de obrigação tributária: obrigação principal e obrigação acessória. emissão de nota fiscal. visando aos valores que ela pretenda atingir. sujeito passivo.Incidência tributária: é a situação em que o tributo é devido por ter ocorrido o fato gerador. . os seguintes mecanismos de integração: a analogia. É sempre prevista em lei. inscrição no CGC/MF.Sujeito Passivo: Pessoa sobre quem recai a obrigação tributária. prevendo em um de seus artigos que essa lei entraria em vigor no dia 1º de janeiro de 2008. composto de inúmeras normas. .. objeto. nas relações jurídicas de natureza tributária. . muitas vezes.Supondo que uma lei federal publicada em 1º de dezembro de 2007. o intérprete amplia o entendimento do que foi escrito na lei.Interpretação doutrinária das Leis: substanciada na doutrina desenvolvida pela meditação dos juristas.Ocorrência do fato gerador: institui relações jurídicas de natureza tributária ou obrigações tributárias. a iniciativa e o veto popular. objetivando determinar-se os fins a que se destina a norma sob interpretação.Sujeito ativo: pessoa jurídica de direito público.Interpretação Teleológica: Através dela.Exemplos de fontes de legislação tributária: Constituição Federal. Para que isso ocorra.Objeto: prestação pecuniária que o sujeito passivo tem para com o sujeito ativo: o pagamento de tributos. e Jurisprudencial.Essas pessoas são denominadas sujeitos ativo e passivo. contida nas Súmulas do Supremo Tribunal Federal. multa etc. exigir o tributo. . . . . o referendo.Relações jurídicas de natureza tributária: são todas as relações da vida social entre pessoas capazes de contrair direitos e obrigações cujos efeitos a lei garante. . escriturar livros. composto de inúmeras normas. dos grupos de pressão. .Interpretação Gramatical: Através dela. e as normas complementares.Interpretação lógica: Através dela procura-se atingir a perfeita coerência do alcance das expressões constitucionais. as leis.Interpretação popular das leis: a interpretação é feita com a participação do povo. para que não haja interpretação dúbia. . .A obrigação tributária consiste em: dar (pagar o tributo). . .Interpretação autêntica das leis: realizada pelo próprio órgão que elaborou a norma. além do sujeito ativo e passivo: o objeto e o vínculo jurídico. . . . prazo de entrega de declaração de IR. havendo uma necessidade de ampliação do que foi escrito para que não haja interpretação dúbia. . e a eqüidade. .Elementos da relação jurídica de natureza tributária (ou obrigação tributária): sujeito ativo. é necessário um fato ou uma situação em que se configure a obrigação tributária. os princípios gerais de direito público.Interpretação Extensiva das Leis: ocorre quando o legislador foi muito sintético na linguagem.

ou Empresarial ou Negocial (quando a obrigação tributária disser respeito à transmissão de empresas ou estabelecimentos comerciais. ou seja.Crédito tributário: é o direito decorrente da obrigação tributária. absolutamente ou relativamente incapazes. Exemplo: No IRPF o contribuinte declara e já paga o tributo por ele calculado). • calcular o montante do tributo devido. . objeto e vínculo jurídico. ou seja.João faz um testamento e deixa para o amigo 1 dois imóveis e os demais bens para a esposa meeira e os dois filhos desse casamento. .A responsabilidade pessoal é solidária: na mesma obrigação. pessoal e empresarial. . até a abertura da sucessão? Ao espólio de João.Tipos de responsabilidade tributária que pode ter o responsável tributário: Por sucessão (imobiliária. e • propor a aplicação da penalidade cabível.Tipos de responsabilidade tributária por sucessão: Imobiliária (quando a obrigação tributária transmitida diz respeito aos bens imóveis deixados pelo falecido.Contribuinte. Sujeito passivo. titular da competência tributária. . pelos tributos devidos por seus tutelados e curatelados. industriais ou profissionais.Espécies de Sujeito Passivo: Contribuinte ou Responsável. Exemplo: pagamento do IPTU ou do ITR).Sujeito Passivo: a pessoa sobre quem recai a obrigação tributária. .Tipos de lançamentos: • Por declaração ou misto (quando o sujeito passivo presta informações ao sujeito ativo para que ele faça o lançamento. segundo o CTN: sujeito passivo que tem relação pessoal e direta com o respectivo fato gerador . . da sua morte). ou mais de um devedor. . armarinhos etc). . . inclusive taxas e contribuições de melhoria.No Direito Tributário não há. às pessoas indicadas no testamento? Ao sucesso a qualquer título e à cônjuge meeira.Tipos de sujeitos da obrigação tributária: sujeito ativo e sujeito passivo (contribuinte ou responsável). tais como: barbearias.Uma vez lançado o tributo. pessoal empresarial ou negocial). o inventariante. . . . . que se subdivide em imobiliária. como no Direito Civil.A obrigação tributária principal surge com a ocorrência do fato gerador e tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. cada um com direito ou obrigação em relação à dívida toda. quem tem a responsabilidade tributária? Cada um deles. . os tutores e curadores.Crédito: direito de exigir de outrem o pagamento de certa soma em dinheiro.Sujeito Ativo: a pessoa jurídica de direito público. que devem ser notificados disso.Decretos: Podem constituir o vínculo jurídico da obrigação tributária. e o espólio ou conjunto de bens deixados pelo falecido (responsável em relação aos tributos deixados por ele até o momento da abertura da sucessão. e por infrações.A quem cabe a referida responsabilidade até a partilha dos bens. • Por homologação (quando o sujeito passivo informa e antecipa o pagamento do tributo.Responsável tributário: é aquele que é sujeito passivo sem ter realizado o fato gerador do tributo. .Crédito tributário . .Após a partilha. . Esse direito só nasce quando a obrigação tributária é transformada em crédito tributário. . é a atividade administrativa. o Distrito Federal ou os municípios. .Exemplo de sujeito ativo da obrigação tributária: Distrito Federal.Contribuinte: é sujeito passivo porque realizou pessoalmente o fato gerador do tributo. . . sua obrigação decorre de disposição expressa em lei.A quem cabe a responsabilidade pelo pagamento do IPTU relativo aos referidos bens.Elementos da relação jurídica de natureza tributária (ou obrigação tributária): Sujeito ativo. bares.Exemplos de responsabilidade tributária de terceiros: os pais são responsáveis pelos tributos devidos por seus filhos menores. no IPVA. . . os estados.Responsabilidade Tributária Por sucessão: é aquela resultante da transmissão de titularidade de obrigações tributárias existentes na época da sucessão. ou • De ofício (quando o sujeito ativo lança o tributo sem a participação do sujeito passivo. o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro (responsável pelos tributos devidos até à data da partilha). . .Responsável: aquele que é sujeito passivo sem ter realizado o fato gerador do tributo. Pessoal (quando a obrigação tributária transmitida disser respeito a pessoas que tenham direitos sobre os bens deixados pelo falecido). isto é. Qualquer pessoa pode ser sujeito passivo da obrigação tributária.O crédito tributário se constitui pelo lançamento que. pelos tributos devidos por estes.Responsável.Responsabilidade Tributária Por Infrações: é aquela que diz respeito a violações praticadas contra a legislação tributária.Exemplo de sujeito passivo (responsável tributário): o inventariante dos bens que constituem o espólio. . concorre mais de um credor. ao chegar à alfândega. Aula 8 . .Exemplo de sujeito passivo (contribuinte): proprietário de um automóvel. . de terceiros.Responsabilidade Tributária De terceiros: refere-se aos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte.. .A obrigação tributária não dá direito ao Poder Público de exigir o pagamento do tributo. na época do falecimento do titular de bens transmissíveis ao seus herdeiros. segundo o CTN. . declara os bens passíveis de tributação).A responsabilidade tributária pode ser: por sucessão. que tem por finalidade: • verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação. sem se revestir da condição de contribuinte. segundo o CTN: sujeito passivo que.Exemplo de obrigação de fazer: a necessidade de anualmente fazer a declaração de ajuste do imposto sobre a renda. • identificar o sujeito passivo. temos o crédito tributário e o sujeito passivo. . Exemplo: No II o viajante.Tipos de pessoas que tem responsabilidade tributária pessoal por sucessão: o adquirente ou remitente (responsável pelos tributos pessoais relativos aos bens adquiridos ou remidos). . De Terceiros ou Por Infrações.Acontecimento em virtude do qual nasce a obrigação tributária: Fato Gerador . etc). pelos tributos devidos pelo espólio. . os administradores de bens de terceiros. • determinar a matéria tributável. isto é.A obrigação tributária acessória é aquela que objetiva o cumprimento de obrigação tributária diferente da principal. o bem que é o objeto da tributação. sendo tudo homologado pelo sujeito ativo através de uma notificação. Pode ser a União. Exemplo: É o que acontece no IPTU. . vinculada e obrigatória. .

maior. estará configurado o delito fiscal de fraude fiscal.Isenção: Procedimento que suspende o crédito tributário. . Pode configurar uma simples infração administrativa. Por ter agido intencionalmente. correção). . sonegação ou conluio.Conluio: ajuste doloso entre duas ou mais pessoas. em razão do transcurso do prazo de 5 (cinco) anos.Tipos de meios utilizados para redução da carga tributária: meios lícitos (como a elisão). ou • Parcelamento. com a consignação em pagamento.Repetição do indébito: direito à restituição pelo pagamento.Como pode ser a homologação do lançamento: • expressa (quando efetuada e comunicada ao sujeito passivo. .Situações em que ocorrem a exclusão do crédito tributário: • Isenção (dispensa. por meio ilícito. extinção ou exclusão. De posse deste documento.Fato Gerador: acontecimento que gera a obrigação tributária. e ilícitos (como a evasão e o conluio). se for o caso.Se comprovado o dolo do sujeito passivo. ou seja. no prazo de 5 anos acima). os dois fazem concessões recíprocas. . do Código Tributário Nacional. impede a configuração do fato gerador.Transação: Procedimento que extingue o crédito tributário. se for culposa. . ou seja. José é convocado a comparecer à Receita Federal. autorizadas por lei.Finalidade do Lançamento: • Calcular o montante devido. daí. que é feita judicialmente. . autorizado por lei.Exemplo de elisão: ocorre quando a lei tributária estabelece que se uma bebida for engarrafada em um recipiente de 3 litros pagará uma alíquota de 8%. . mas faz jus à restituição de outro). em razão da ocorrência de algumas situações.Redução da Carga Tributária: são os meios utilizados para a redução do montante de tributos a pagar. • Depósito do montante integral (ocorre quando o sujeito passivo discorda do lançamento feito pelo sujeito ativo e quer impugná-lo. mas pode ser confundido com a evasão. quando atinge todo o crédito tributário. ser denominada também “evasão legal”. indevido ou maior que o devido. .José. Pode ser total. Evasão ilegal por delito fiscal. É um comportamento legal. Exemplo: o contribuinte deve pagar um tributo. . • Prescrição (impossibilidade do exercício de uma ação. arredonda os valores para maior.Exemplo de evasão por delito fiscal: José deixa de mencionar na declaração de IRRF. credores e devedores reciprocamente. a aplicação da penalidade cabível. erro de cálculo. Sete anos depois a Receita Federal o convoca a prestar esclarecimentos relativos à esta declaração. transcorre o mesmo tempo sem que tenha sido feito o lançamento. de exercer o seu direito de fazer o lançamento de um tributo. contados da ocorrência do fato gerador). credores e devedores reciprocamente. guardando em seu poder o recibo de entrega à Receita Federal. .Elisão: chamada “economia de imposto” ou “economia fiscal”. . . desde que autorizada por lei. . e • tácita (quando o Fisco não se manifestar no prazo acima). José cometeu os delitos fiscais de sonegação.Depósito do Montante integral: é feito perante a autoridade administrativa e não se confunde. Por inconsistências nas informações prestadas. e fraude fiscal. 149.A possibilidade de o Poder Público exigir o pagamento de um tributo só nasce quando a obrigação tributária é transformada em crédito tributário. Que tipo de lançamento foi feito? Lançamento misto.Pode ocorrer antes do lançamento e. etc. por lei.. . autorizadas por lei. em outras espécies de ação judicial. por ter alterado valores de dedução.Evasão: toda conduta que. ao lançar as deduções. na decadência. conseqüentemente. para cobrar um crédito lançado e constituído. • Remissão (consiste no perdão do crédito tributário. . como • Moratória (dilatação ou prorrogação do prazo para cumprimento de uma obrigação não vencida). .Feito o lançamento. • Medida liminar ou tutela antecipada. como: • determinação legal. mas também pode ocasionar delito fiscal se for dolosa. a alíquota será de 10%. . fez sua declaração de ajuste do IRPF dentro do prazo estabelecido. Não abrange a correção monetária). que tipo de providência deve ser tomada pelo Poder Público? Notificar o sujeito passivo. disse que sim e apresentou a nota fiscal de aquisição do laptop. a que o sujeito passivo faz jus. são considerados infrações administrativas. recorrendo ao órgão competente). em razão do transcurso do prazo de 5 (cinco) anos. • Propor.Extinção do crédito tributário: diz respeito às alterações surgidas após o lançamento. sendo engarrafada em um recipiente de 1 litro. com a finalidade de encerrarem causas fiscais ajuizadas e pendentes de pagamento). o que ocorre pelo lançamento. é de 5 (cinco) anos. . .. contados da ocorrência do fato gerador. da obrigatoriedade do tributo. portanto. por lei. por parte do Fisco. com a finalidade de encerrarem causas fiscais ajuizadas e pendentes de pagamento.Exemplo de evasão: omissão de informações na declaração do IR. causando uma restituição que não lhe era devida. com a correspondente notificação ao sujeito passivo. .A compensação. Ao ser indagado pela Receita Federal se trazia algum bem adquirido no estrangeiro. resulta do fato de serem os sujeitos. juros. ou parcial). • Medida liminar em mandado de segurança. . ativo e passivo. • Determinar a matéria tributável. o sujeito passivo tem direito à restituição. • verificação a posteriori (no caso do lançamento por homologação.Exclusão do crédito tributário: diz respeito às alterações surgidas antes do lançamento e que o impedem. . Como é denominado o artifício que José utilizou para reduzir sua carga tributária? Justifique sua resposta.Montante integral: valor do tributo somado aos acréscimos legais (multas.Situações em que ocorre a extinção do crédito tributário: • Pagamento (corresponde ao cumprimento da obrigação de dar. traz em sua bagagem um moderníssimo laptop.Tipos de Alterações que podem ocorrer no crédito tributário: suspensão.Na prescrição o Fisco deixa transcorrer 5 (cinco) anos sem cobrar o crédito lançado. • falsidade. . . • Reclamações e Recursos. ao passo que. . Na maior parte das vezes. • Identificar o sujeito passivo.Exemplos de situações em que ocorre os lançamentos de Ofício: situações enumeradas no art. às vezes.José viaja para a Disney e ao voltar para o Brasil. feitas entre os sujeitos ativo e passivo em litígio. contados de sua constituição definitiva). antes da constituição do crédito tributário: Isenção e decadência . e • Verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação. .O prazo para homologação pela Receita Federal. ou • Anistia (dispensa. Não confundir com a imunidade. por parte do Fisco. o fiscal da Receita Federal procede ao lançamento do tributo correspondente. ou • Decadência (impossibilidade. • Transação ( consiste em concessões recíprocas. valores ganhos no ano anterior e intencionalmente. adquirido em território norteamericano. o bem que é o objeto da tributação. . já na transação. havendo erro ou omissão na declaração). por ter ocultado renda. que é estabelecida pela Constituição). • recusa ou insuficiência de esclarecimento. . das penalidades e juros moratórios incidentes sobre o tributo.Suspensão do crédito tributário: sustação da exigência do crédito tributário. erro etc. . ativo e passivo. • declarante omisso. também chamada repetição do indébito). . Se o pagamento for indevido ou maior que o devido. . visando os efeitos da sonegação ou da fraude. • Compensação (resulta do fato de serem os sujeitos.

ITBI e ISS).A Repartição de Receitas Tributárias.5% do IR e do IPI). • Fundo de Participação dos Municípios (formado por 22. e (3) Fundo Compensatório de Exportações de Produtos Industrializados (10% do IPI. Além disso. 50% devem ser assegurados ao seu semi-árido. suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem. exige a formação de Fundos que servirão de intermediários entre a União e os Entes deles participantes (porque se dá através de uma instituição intermediária. Nordeste e Centro-Oeste. tal ato caracteriza a forma Direta de Repartição (porque não envolve qualquer instituição no repasse dos recursos). . que deve ser feita. excluída a parcela do IR que já foi destinada ao Estado ou Distrito Federal). .5% do produto da arrecadação do IR e do IPI. 159 da CF. com simplicidade nos repasses efetivados. criada com tal propósito).158. excluída deste último a parcela do IR já pertencente aos Estados. Por conta desse modo de proceder. .Pertencem aos Municípios. II: diz que pertence aos Estados e ao DF o correspondente a 20% do produto da arrecadação dos impostos de competência residual que venham a ser instituídos pela União. . Aula 9 . 25% do ICMS arrecadado. • IPVA (50%).José está obrigado a atender a convocação da Receita Federal? Deste modo. exportação.Repartição das Receitas Tributárias. . a Receita Federal decaiu do seu direito de fazer o lançamento referente ao IRPF de José. 50% do IPVA arrecadado dos veículos automotores licenciados no seu território. quando efetivada de forma Indireta. no mínimo. já que ele não pode ser dividido em Municípios. (5) os impostos federais de importação.Entes integrantes da Federação no Brasil: União. e 20% do produto da arrecadação dos impostos de competência residual. excluída a parcela do IR que já foi destinada ao Estado ou Distrito Federal). . (3) todos os impostos instituídos e arrecadados pelo DF. por eles. já que somente existe repartição dos Entes maiores para os menores. 25% serão entregues a seus Municípios.Estrutura dos fundos de participação: • Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (formado por 21. III: diz que pertence aos Municípios o correspondente a 50% do IPVA arrecadado dos veículos automotivos licenciados em seus territórios. . DF e Municípios. Nordeste e Centro-Oeste. art. a qualquer título. . . . .5% do produto da arrecadação do IR e do IPI. ativo financeiro ou instrumento cambial (30%). nem destes para a União. destinado aos Estados e ao DF. . as contribuições de melhoria. citamos: Repartições de Receitas Tributárias e Atribuições de Competências Tributárias.É válido este lançamento feito pela Receita Federal.Quando a Repartição de Receitas Tributárias obedece ao disposto nos artigos 157 e 158 da CF/88. que a União venha a instituir). Fundos de Participação . por eles. segundo o mesmo critério de repartição do ICMS. 50% do ITR arrecadado dos imóveis situados no Município. • IOF sobre o ouro.CF.Participações diretas que pertencem aos Estados-membros: • o IR incidente na fonte sobre os rendimentos pagos. . condicionando a entrega ao pagamento desses débitos. ativo financeiro ou instrumento cambial (70%).. • e o quarto.158. Aula 10 . suas fundações públicas e autarquias. • ICMS (25%). art. proporcionalmente ao valor agregado no território do Município e o restante (no máximo 1/4) conforme o que dispuser a lei do estado-membro. quando houver arrecadação pela União. suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem. (2) Fundo de Participação dos Municípios (22. • os impostos residuais (20%).Participações diretas que pertencem aos Municípios: • o IR incidente na fonte sobre os rendimentos pagos. sendo 3⁄4 sobre o imposto arrecadado em seu território e 1⁄4 conforme dispuser a lei local. • IOF sobre o ouro. Estados. • a participação dos Estados e do DF no Fundo Compensatório de Exportações será proporcional ao valor das exportações de produtos industrializados efetivadas por cada um.CF. ocorre a homologação tácita. em até 5 (cinco) anos contados do fato gerador do tributo. . diz-se. • o condicionamento do repasse à aplicação de recursos mínimos no financiamento da saúde pública. os empréstimos compulsórios e as contribuições especiais e parafiscais. II: diz que aos Municípios cabe o correspondente a 50% do ITR arrecadado dos imóveis localizados em seus respectivos territórios. • dos recursos do Fundo para os Programas de Financiamento ao Setor Produtivo das Regiões Norte. Se isto não é feito. .Regras Específicas Relativas às Participações: • a participação dos municípios na arrecadação do ITR refere-se aos imóveis rurais neles situados.157.Tributos que não sofrem repartição: (1) as taxas.A Repartição de Receitas Tributárias sempre se dá a partir dos Entes maiores para os menores. quando houver arrecadação por parte da União.Administração tributária.Fundos que efetivam as participações indiretas: (1) Fundo de Participação dos Estados e do DF (21. Contencioso tributário . DF e municípios por sua participação direta (IR retido na fonte pelos respectivos Entes). (2) todos os impostos municipais (IPTU. 3% do produto da arrecadação do IR e do IPI devem ser aplicados em programas de financiamento ao setor produtivo das regiões Norte. já tendo ocorrido a homologação tácita. . .Como técnicas assecuratórias.Fundos de Participação: Foram criados pelo art. . • a participação dos Municípios na arrecadação do ICMS é dividida da seguinte forma: 3/4.CF. transcorrido tanto tempo? Esse lançamento é denominado lançamento por homologação. • do total que os Estados receberem a título de participação do Fundo Compensatório de Exportações. por exemplo. a qualquer título. • ITR (50%) ou (100%). em sede de Repartição de Receitas Tributárias: o produto da arrecadação do IR na fonte sobre os rendimentos pagos por eles. sobre grandes fortunas e extraordinários de guerra. devendo cada Estado repassar 25% do recebido aos seus Municípios). adotadas pela CF/88 para a autonomia financeira dos entes federativos. em sede de Repartição de Receitas Tributárias: o produto da arrecadação do IR na fonte sobre os rendimentos pagos por eles próprios.As participações indiretas efetivam-se por meio de quatro fundos: • três fundos compostos de 47% da arrecadação do IPI e do IR. art. que forem destinados à Região Nordeste.Únicas exceções que não caracterizam condicionamento arbitrário: • a possibilidade de a União ou de os Estados-membros reterem os seus recursos quando o Ente federado que os deveria receber possuir débitos para com eles ou para com suas autarquias (não inclui as fundações públicas). • a participação dos Municípios na arrecadação do IPVA refere-se aos veículos automotores licenciados em seus territórios. que não se verifica tal repartição dos Estados para os Estados. suas fundações públicas e autarquias. aos Estados e ao DF.Pertencem aos Estados-Membros e ao Distrito Federal. (4) o imposto estadual sobre transmissão causa mortis e doações. composto de 10% da arrecadação do IPI. .5% do IR e do IPI). pela Receita Federal e comunicada ao Sujeito Passivo.

na forma da legislação aplicável. . Impugnação.Procedimento de fiscalização: inicia-se com a diligência. supõe a ocorrência de fato ou acontecimento virtualmente capaz de gerar a obrigação tributária. a Fazenda Pública ou seus servidores são proibidos de prestar informações obtidas em razão do ofício sobre a situação econômica e financeira do sujeito passivo ou de terceiros.Prazo legal para expedição da certidão negativa: 10 dias. mediante seu enquadramento na legislação pertinente. . Nesse momento. bem como autos de infração. Tal prerrogativa é legítima para União. . Estados e Municípios. o julgamento deverá ser apreciado por um órgão de segunda instância. Ação de Repetição de Indébito. cabe recuso voluntário. para permuta de informações e ações fiscalizadoras de tributos. . sempre que solicitados pelos agentes do fisco. . . na condição de julgadores. Ação Cautelar. cabendo ao Ministério da Fazenda decidir a questão. Ação de Consignação em Pagamento.Diferença entre Processo e Procedimento: processo se apresenta na forma pela qual se faz atuar a Lei na solução dos conflitos ou na declaração dos direitos. que deverá ser documentada pela autoridade que a proceder ou presidir. Ação de Repetição de Indébito. e fixando os prazos para sua conclusão.Consulta tributária: serve para que o contribuinte esclareça questões sobre determinado dispositivo da legislação tributária.Execução Fiscal: processo em que a Fazenda ingressa em juízo para satisfazer de forma forçada seu Crédito Tributário.Fase Inicial do Processo Administrativo Fiscal (1ª fase): a fiscalização lavra um auto de infração e imposição de multa. visto que o juiz decreta. por órgão singular ou colegiado. . no caso de decisão contrária aos interesses da Fazenda. sempre por ato de autoridade competente com o poder de cobrar tributo e o poder de exigi-lo. ou cuja exigibilidade esteja suspensa.Certidão positiva com efeito de negativa: certidão que conste a existência de créditos não vencidos.Sendo crime a quebra de sigilo.Contencioso Tributário: atividade da Administração Pública que visa exercitar um controle de legalidade sobre determinada relação controversa. . pois evita a ocorrência de dano imediato. em curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a penhora. quando não há concordância por parte do contribuinte sobre a exigência fiscal.Imunidade Tributária: Limitação constitucional do exercício do poder de tributar.Aplicabilidade da fiscalização: aplica-se a pessoas físicas ou jurídicas. contados da data da entrada do requerimento na repartição.Espécies de iniciativa do contribuinte: Ação Anulatória de Débito fiscal. . orientação aos contribuintes e expedição de certidões. .Constituem exceções ao dever de sigilo: (a) requisição de autoridade judiciária. constante da Certidão da Dívida Ativa. . . a indisponibilidade dos bens. .Espécies de processo de iniciativa do Fisco: Execução Fiscal e Ação Cautelar . . . documentos.Exemplos de espécies de ação judicial de que se poderão valer a Fazenda Pública e o contribuinte. sendo de observar-se que nessa Ação já houve Lançamento ou Auto de Infração. devem apresentar um recurso de ofício. desfavoráveis ao contribuinte. via de regra. Ação Declaratória de Existência ou Inexistência de Relação Tributária. lavrando-se os termos necessários para tal. . bem como suas autarquias e fundações. tais órgãos. papéis e efeitos comerciais ou fiscais dos comerciantes. arquivos. Ação Declaratória de Existência ou Inexistência de Relação Tributária. é instrumento da Jurisdição o conjunto ordenado de atos processuais que visam à restauração da paz em cada caso concreto.Fiscalização: é indispensável que seja feita por pessoas às quais a legislação atribua competência para tanto.Fase de Impugnação do Processo Administrativo Fiscal (2ª Fase): sendo sempre apresentada por escrito. . . sendo assim. Embargos à Execução. e período a que se refere o pedido. para litigar em Processo Judicial Tributário: Ação de Execução Fiscal. . O pagamento do montante supostamente devido ou a concessão da tutela antecipada poderá evitar o ajuizamento da ação. Ação de Consignação em Pagamento. em benefício de certas pessoas. imediatamente. regularmente inscrita na repartição administrativa competente depois de esgotado o prazo fixado para pagamento.Informações que constam na certidão negativa: todas as informações necessárias à identificação da pessoa. (b) solicitações de autoridades administrativas no interesse da Administração Pública. é a dinâmica do processo em ação. industriais ou produtores. contribuintes ou não. créditos tributários e não tributários.Atividade fiscalizadora: consiste no exame de livros. bem como a intimidade.Ação Anulatória de Débito Fiscal: visa anular débitos que o contribuinte questiona. Procedimento é o rito pelo qual se desenvolve o processo. as instituições financeiras devem manter sigilo de suas operações.Fase de Julgamento do Processo Administrativo Fiscal (3ª Fase): é realizado em sede de primeira instância.Isenção: Dispensa legal. declarados inatingíveis pela tributação. Julgamento.Constitui dívida ativa tributária: aquela proveniente de crédito dessa natureza. . Ação Anulatória de Débito Fiscal. do pagamento do tributo. domicílio fiscal e ramo de negócio ou atividade. . . e estes têm o dever de exibi-los. a forma pela qual ele se desenrola. . ou seja. estabelecida entre o Fisco e o particular. No caso da esfera federal. envolvendo a aplicação da legislação tributária. ainda existe uma instância especial. inclusive àquelas que gozem de imunidade tributária ou de isenção de caráter pessoal. . .Administração Tributária: é a atividade que envolve fiscalização e arrecadação de tributos. em caráter geral ou específico..Fases do Processo Administrativo Fiscal: Inicial. Tem os mesmos efeitos da certidão negativa. .Sigilo fiscal: a Constituição Federal veda a violação aos dados pessoais. e mandado de Segurança. é instaurada a fase litigiosa do processo fiscal. no interesse da Justiça. e diante de um processo de mesma natureza.Objetivo da fiscalização tributária: a correta aplicação da lei tributária. criada por lei ordinária.Certidões negativas: expedida por requerimento do interessado. Embargos à Execução e Mandado de Segurança. . consultando a Fazenda sobre o modo exato de cumprir determinada obrigação. e Recurso. (c) casos de lei ou convênio feito pelos Entes da Federação. . . No campo do Direito Tributário.Ação Cautelar: utilizada pelo Fisco como forma de seqüestrar ou arrestar os bens do sujeito passivo da relação tributária.Dívida Ativa Tributária: é o crédito da Fazenda Pública proveniente de obrigação legal relativa a tributos e respectivos adicionais e multas. devendo o fisco exigir do contribuinte o devido cumprimento das normas. .Fase de Recurso do Processo Administrativo Fiscal (4ª Fase): contra as decisões de 1ª instância. como prova de quitação de determinado tributo. caso tenha havido infração administrativa. bens ou serviços.

fiscalização e arrecadação de tributos. por alegações que só a ela interessam. que ocontribuinte intenta para ver declarado por sentença o entendimento sobre se existe relação sua com o Fisco.No lado oposto dessa relação tributária. assim como em valor maior que o devido. que retornar ao país – salvo exceções decorrentes da devolução da mercadoria.A legislação específica do II (Imposto de Importação) considera como estrangeira a mercadoria nacional ou nacionalizada.Fato gerador do Imposto sobre a Importação de Produtos Estrangeiros (Imposto de Importação . .Ação de Repetição de Indébito: quando houver recolhimento indevido de tributos. .Sentença condenatória por sonegação fiscal: não é atividade da Administração Tributária. constituem uma verdadeira ação paralela. . no território nacional. a arrecadação de tributos. É ato do Poder Judiciário. . no interesse da Administração Pública. . entende-se como entrada o momento do despacho aduaneiro.A fiscalização tributária visa à correta aplicação da lei tributária. não amparado por habeas corpus nem por habeas data. .As autoridades administrativas envolvidas em atividades de fiscalização tributária só podem agir se tiverem competência legal para atuar. .Tipo de Ação por meio da qual se socorre o contribuinte. estabelecida a partir do fato gerador da incidência do Imposto de Importação. além da atividade de fiscalização. dentro do mesmo processo. em caráter geral ou específico para permuta de informações e ações fiscalizadoras de tributos. Aula 11 .II): é um imposto incidente sobre a importação de produtos estrangeiros. para tentar pagar uma prestação devida.Embargos à Execução: meio de defesa contra a Execução. . garantido constitucionalmente no campo do Direito Tributário. . poderá intentar a referida ação. .Para fins de tributação sobre essa movimentação de mercadorias.Tipo de Ação intentada com objetivo de ser o contribuinte ressarcido – em valores atualizados – por recolhimento indevido de tributo.Mandado de Segurança: visa proteger direito líquido e certo. . devidamente especificados. (2) Solicitação de autoridades administrativas. .Cálculo do valor a ser recolhido como Imposto sobre Importação: sobre a base de cálculo aplica-se uma alíquota estabelecida na TAB (Tarifa Aduaneira do Brasil).armazém que guarda mercadorias em trânsito. a atuação dar-se-á somente em relação a determinados tipos de tributos. . Essa atribuição pode ser geral ou específica. pela apresentação de defeitos técnicos. . estaremos diante de um caso de quebra de sigilo.Ação de Consignação em Pagamento: quando o sujeito passivo tenta pagar uma prestação devida e não consegue obter êxito.Tipo de Ação que constitui meio de defesa contra a Execução. de valor indevidamente recolhido – por não ser cabível o pagamento ou por ter sido pago a maior.Ação Declaratória de Existência ou Inexistência de Relação Tributária: objetivo é obter a tutela jurisdicional acerca do entendimento sobre haver relação ou não entre o Fisco e o Contribuinte.Hipótese em que ocorrerá a Ação Declaratória de Existência ou Inexistência de Relação Tributária: (a) declaração de inexistência de obrigação tributária.Tipo de Ação cujo objetivo é obter a tutela jurisdicional acerca do entendimento sobre haver ou não relação estabelecida entre o Fisco e o Contribuinte: Ação Declaratória de Existência ou Inexistência de Relação Tributária. . Dirigidos ao juiz da causa. a partir desse reconhecimento. . (c) declaração de não-incidência tributária. movida pelo sujeito passivo (devedor) para desconstituir o título executivo.Os servidores da Fazenda Pública devem respeitar o sigilo fiscal. . . ser-lhe possível – ou não – eximir-se de responsabilidade a ele atribuída. e diante de um processo de mesma natureza. o devedor se socorre desse remédio constitucional para proteger direito individual ou coletivo. para adimplemento de obrigação que considera pertinente e que está sendo obstado pela Fazenda. por exemplo. corrigida e atualizada. figura a União (denominada sujeito ativo).II): a entrada. caso tenha havido infração administrativa.Como prazo legal para expedição de Certidão Negativa de Débito Tributário. que determina como regra geral de tributação a proibição de cobrança de impostos no mesmo exercício financeiro da publicação da lei que os instituiu ou majorou. que configura crime – a não ser nas seguintes hipóteses excludentes: (1) Requisição de autoridade judicial.corrigido monetariamente. . . para. (b) fixação de obrigação tributária em quantia menor.Imposto Sobre a Importação de Produtos Estrangeiros (Imposto de Importação . . que podem ser vendidas. visto que o Imposto de Importação não está sujeito ao Princípio da Anualidade ou da Anterioridade da Lei. . No caso de haver abuso cometido pelo Estado. . ante a negativa da Fazenda em receber o valor. com argumentação e apresentação probatóriade que o Lançamento ou Auto de Infração são indevidos. e orientação ao contribuinte. sendo que. e não o da chegada da mercadoria no território nacional. .Tipo de Ação que objetiva anular débitos que o contribuinte questiona. após tentar fazê-lo e não obter êxito. de mercadoria estrangeira (proveniente de outro país). – pelo DESTINATÁRIO de remessa postal internacional (indicado pelo respectivo remetente). a repartição competente tem dez dias.Impostos federais sobre o comércio exterior: os impostos de importação e de exportação . e tem como marco inicial o procedimento de uma deligência. Caso tal respeito não seja observado. .Administração Tributária: envolve. obtendo-se o valor do imposto devido pelo sujeito passivo à União. por meio da qual o contribuinte busca o ressarcimento. .. quando incide a alíquota ad valorem (= pelo valor). motivada. no interesse da Justiça. por negativa da Fazenda em receber o valor: Ação de Consignação em Pagamento.Como pode ser representado o contribuinte do Imposto de Importação (sujeito passivo da relação tributária): – pelo IMPORTADOR (aquele que promove a entrada da mercadoria estrangeira no território nacional). dirigida ao juiz da causa: Embargos à Execução. exportadas ou reexportadas). nesse último caso. contados a partir da data do requerimento. exportada.Exemplos de atividades da Administração Tributária: expedição de certidões.Base de cálculo do Imposto sobre Importação: pode ser referente à quantidade de mercadoria importada (sobre a qual incide uma alíquota específica) ou o valor da referida mercadoria. a partir de Lançamento ou Auto de Infração por ele considerados incabíveis: Ação Anulatória de Débito Fiscal.ou – pelo ADQUIRENTE de mercadoria entreposta (aquela depositada em entreposto . (3) situação envolvendo lei ou convênio feito pelos Entes da Federação.É facultado ao Poder Executivo alterar essa alíquota. na tentativa de frustrar – em um primeiro momento. o contribuinte terá direito à devolução. ou por ter sido o mesmo recolhido em valor maior que o devido: Ação de Repetição de Indébito. ao menos – a fase executória.

que deve ser compatível com o do mercado internacional. . Alíquotas (Específicas. assim como o Imposto sobre Importação. . Abrange a mercadoria nacional (produzida no país) e a nacionalizada (mercadoria estrangeira importada a título definitivo. com inclusão das despesas apenas até a entrega à companhia transportadora.Sujeitos da relação tributária referente ao Imposto sobre Exportação: Sujeito Passivo (o Exportador – aquele que promove a saída de produto. extinção ou modificação de impostos a lei instituidora. ou Princípio da Anualidade. houve majoração da alíquota para 50% (em 15. beneficiados ou acondicionados. • suspensas. para o processamento das exportações: • livres.Imposto Sobre a Exportação de Produtos Nacionais ou Nacionalizados (Imposto Sobre Exportação – IE): Sua incidência se liga à saída do país de produtos nacionais ou nacionalizados. elevar o percentual até o correspondente a 40%. . .O Imposto sobre Exportação. o destinatário de remessa postal internacional ou o adquirente de mercadoria entreposta). o fato gerador de um tributo é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência.Impostos de competência federal que incidem sobre a renda e o patrimônio do contribuinte: IR. – Preço FOB: base de cálculo para determinação da alíquota do imposto.Impostos sobre o comércio exterior (Imposto de Importação e Imposto de Exportação): de competência da União. porque o fato gerador da obrigação tributária ocorreu na vigência da alíquota majorada. que. ao tempo da exportação. de produtos nacionais ou nacionalizados. .Tipos de Exportações: Exportações Diretas (quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda endereçada diretamente ao destinatário no exterior) ou Indiretas (quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal. e Base de cálculo (quantidade ou valor da mercadoria).. respectivamente. . não está sujeito aos princípios da Anualidade ou da Anterioridade da Lei e da Legalidade.Elementos do Imposto Sobre Exportação: Fato Gerador (Saída do território nacional. para destinatário comprador no Brasil.Diferença entre exportação direta e exportação indireta: Na Exportação Direta o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal de venda endereçada diretamente ao destinatário no exterior.Dessa forma. Alíquotas (Cabe ao Conselho Monetário Nacional elevar o percentual a ser recolhido a até 40% sobre a base de cálculo). . ou (c) mistas – as que resultam da combinação de ambas. visto que cumpriu todas as exigências fiscais incidentes sobre ela em razão de sua importação). por sua vez.§ 1º. . – Exportador: sujeito passivo da relação. Aula 12 .: (tantos) reais por (tantos) quilos. nacional ou nacionalizado. e Base de cálculo (O preço FOB da mercadoria). do país. Na Exportação Indireta o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal. constituindo-se numa exceção ao Princípio da Legalidade. com o fim de exportação.Segundo a previsão constitucional do art.Base de Cálculo para incidência do Imposto sobre Exportação: deve ser considerado o chamado preço FOB (preço à vista da mercadoria). do território nacional). com fins de exportação. por exemplo. as alíquotas do Imposto de Importação.Fato gerador do Imposto sobre Exportação – IE: a saída de produtos nacionais ou nacionalizados do país. . Daí pode-se inferir que o fato gerador do Imposto de Importação é a entrada de mercadoria estrangeira em território nacional. e Sujeito Ativo (a União – quem institui e arrecada o tributo). numa operação de venda em condições normais de livre concorrência. podemos ter a unidade de medida adotada pela legislação tributária (alíquota específica – referente á relação dinheiro x unidade de medida) ou o preço normal alcançado pelo produto. ad valorem ou mistas). produtos ou insumos que serão aqui transformados. sobre a entrada e a saída.Segundo o CTN-114. o destinatário indicado por remessa postal internacional e ainda o adquirente de mercadoria depositada em entreposto (para venda. III. b.Preço FOB: é aquele que o produto (ou similar) alcançaria. exportação ou reexportação). ou similar. (b) ad valorem (pelo valor) – aquelas que incidem sobre um determinado valor. . podemos citar o importador (que promove a entrada do produto estrangeiro no país). ao Brasil em 02/08/2007. que associa a criação. emitirá nota fiscal de venda ao comprador estrangeiro). o Imposto de Importação é um tributo de competência federal (cabe à União). através do Conselho Monetário Nacional.2007) o comerciante pagou o IPI calculado à base da alíquota maior. ITR E IGF . para destinatário comprador no Brasil. Sujeitos Ativo (União) e Passivo (o importador. sem incidência de tributos.Tipos de Alíquotas: (a) específicas – representadas por uma importância em dinheiro. no território nacional. . consagrado na CF-150. com o fim de exportação. ITR e IGF. .Alíquotas do Imposto sobre Exportação: é facultado ao Poder Executivo. . para atender aos objetivos da política cambial e do comércio exterior.Drawback: Modalidade de incentivo fiscal à exportação que consiste na possibilidade de permitir que as empresas fabricantes e exportadoras importem. . à época da importação (alíquota ad valorem – relativa ao valor da mercadoria). • sujeitas a limitações ou a procedimentos especiais. incidentes sobre a base de cálculo do IE. . e incidem.Como base de cálculo do Imposto de Importação. .Pelo Princípio da Anterioridade da Lei. – Fato gerador do IE: saída de mercadoria nacional ou nacionalizada do território nacional. podem ser alteradas por ato do Poder Executivo. .08.153. é vedado aos entes públicos cobrar tributos no mesmo exercício financeiro de publicação da lei instituidora do tributo ou de sua modificação. e • proibidas. peso etc.Como sujeito passivo do Imposto de Importação. .Impostos federais sobre o patrimônio e a renda: IR. Sujeitos Ativo (União) e Passivo (Exportador).Se um importador contratou importação de mercadoria tributada pela alíquota de 5%. não sendo necessário aguardar o ano fiscal seguinte (que se inicia em 1º de janeiro e termina em 31 de dezembro) para implementação dos novos percentuais. que incide sobre uma unidade de medida (metragem.Impostos de Importação e Exportação: de competência da União. . . uma alíquota majorada (aumentada) pode incidir a partir do momento que for determinado pelo Executivo. e antes do desembarque do produto em solo nacional (ocorrido em 22/08/2007). aquele que promove a saída do produto do país. Ex.Por força da CF-153.Classificação das mercadorias. . de produtos nacionais ou nacionalizados). ao qual caberá a emissão de nota fiscal de venda ao comprador estrangeiro. . .) prevista em lei. .Elementos do Imposto de Importação: Fato Gerador (Entrada.Característico da ocorrência do fato gerador do Imposto sobre Exportação: o momento da expedição da Guia de Exportação (ou documento equivalente). . de mercadoria estrangeira. para o exterior. I.

desde 1997 são normalmente de 15%.Base de cálculo do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física): rendimento bruto.5%. despesas com saúde.00.Obrigatoriedade da apuração pelo Lucro Real: no caso de pessoas jurídicas cuja receita anual seja superior a R$ 120. IRPJ: o montante do lucro real.O IR é sempre informado pelos critérios da generalidade. e Progressividade .Base de cálculo do ITR: o valor fundiário da terra com sua vestimenta nativa (a terra nua aquela desprovida de cultivo ou edificações). • lucro anual excedente a R$ 240. geralmente em 35% sobre a renda bruta.Alíquotas que incidem sobre a base de cálculo do ITR: variam de 0. bem como de proventos de qualquer natureza (aí incluídos outros acréscimos patrimoniais.00 no ano-base anterior. . só ou junto com sua família. se incidir a alíquota adicional de 10%). podendo ser de 7.Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR: tributo de incidência sobre a propriedade territorial rural (aquela situada fora da zona urbana de município).Ser a pessoa física ou jurídica detentora de renda. na condição de titular. . . .Lucro Arbitrado: aquele que é imposto à Pessoa Jurídica.03% a 20% em função do percentual de utilização do número de módulos (metragem de área correspondente a propriedade familiar. Alíquotas (Variáveis de 0. .Como sujeito passivo do IR temos. . . para o cálculo do seu IR. mas a fonte pagadora pode ser considerada responsável em relação ao imposto que lhe caiba recolher na fonte ).Lucro Real: aplicado às empresas de maior porte. presumido ou arbitrado. referente à parcela de qualquer lucro que exceda o valor de R$ 20. . . abatidas as deduções permitidas. da renda ou dos proventos de qualquer natureza). . não compreendidos na outra categoria). que ultrapassar determinado limite imposto pela Receita.000. . ou ainda se vier a tratar de sociedade anônima de capital aberto. . . porque cabe à fonte pagadora o recolhimento da parcela do IR à qual estão sujeitos os rendimentos de seus emrpegados. o contribuinte (que deve pagar imposto). pelo uso ou pela exploração de bens móveis ou imóveis –. variável de região para região. • Progressividade (a incidência do imposto terá alíquotas maiores à medida que aumente sua base de cálculo). . da renda ou dos proventos de qualquer natureza.Base de cálculo do IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica): montante do lucro (real. . .Imóvel Rural: localizado fora da zona urbana do município .03% a 20%. em caso de escrituração irregular. .Os critérios de informação do IR são os da Generalidade.. . a base de cálculo considerada é o montante do Lucro Real. sendo as tabelas adequadas conforme atividade e condição tributária empresarial.As empresas sujeitas à apuração do lucro real podem optar pelo regime de estimativa. ou da combinação de ambos. podendo retornar ao critério do lucro real a qualquer momento. universalidade e progressividade. Sujeitos Ativo (União) e Passivo (contribuinte é o titular. . podendo alcançar 25% se incidir a alíquota adicional de 10%. .O arbitramento da base de cálculo é feito pela autoridade tributária. • Universalidade (todos os bens estão sujeitos à tributação).Sujeitos do ITR: Sujeito Passivo (contribuinte proprietário ou possuidor desse tipo de propriedade) e Sujeito Ativo (União.5% até 27.Rendimentos Tributáveis: são considerados não só aqueles decorrentes do recebimento de aluguéis – pela ocupação. presumido ou arbitrado).Os aposentados gozam de imunidade em relação ao IR. abatidas as deduções permitidas em lei (dependentes.Podem optar pelo Lucro Presumido ou Estimado: as pessoas jurídicas cuja receita anual seja inferior a R$ 120.Regras previstas para serem aplicadas ao IR: • Generalidade (todos devem pagar o tributo). responsável pela instituição e recolhimento do tributo).000. Universalidade. com ou sem vínculo empregatício).As Microempresas (ME) e as Empresas de Pequeno Porte (EPP) podem declarar o IR pelo regime do Simples Nacional (Super Simples).Se a PJ não optar pelo lucro presumido. deve apurar o lucro real em 31 de dezembro de cada ano. multiplicado pelo número de meses apurados na declaração. .000. Base de cálculo (O valor da terra Nua). em função do percentual de utilização do número de módulos – calculados em relação à área aproveitável e à produtividade do imóvel).Elementos do ITR: Fato Gerador (Propriedade ou posse de imóvel localizado fora da zona urbana de município).Elementos do Imposto de Renda: Fato gerador (Ser a pessoa. .Alíquotas do IRPJ (Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica): considerado o lucro real. .No Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica. do trabalho. em caso da não-aceitação dessa declaração.000.000. Já no caso da Pessoa Física. física ou jurídica.Fato gerador do IR (para pessoas físicas ou jurídicas): a detenção da renda. Base de cálculo (IRPF: rendimento bruto. podendo alcançar 25%.Hipóteses em que essa alíquota adicional incidirá sobre o IRPJ: • lucro mensal excedente a R$ 20. seja ela produto exclusivo do capital. educação etc. . bem como perceptora de proventos de qualquer natureza. podendo a fonte pagadora figurar na condição de responsável quanto ao recolhimento que lhe compete (recolhimento de imposto na fonte).Da aplicação da alíquota correspondente à realidade da propriedade apura-se o valor do ITR devido.O ITR incide sobre sítios de recreio (imóveis rurais por destinação) situados na zona urbana ou de extensão urbana. da renda ou dos proventos de qualquer natureza. . abatidas as deduções permitidas em lei. . Alíquotas (IRPF: de 15% ou 27. Sujeitos Ativo (União) e Passivo (o proprietário ou o possuidor do imóvel). além da inclusão dos chamados outros rendimentos. no anocalendário (ano-base) anterior.000.5%. • lucro trimestral excedente a R$ 60.O ITR não incide sobre pequenas áreas rurais quando o proprietário que não possua outro imóvel as explora. detentora de renda ou proventos de qualquer natureza). constitui fato gerador da obrigação tributária de recolhimento do IR.00. . . como todos os rendimentos provenientes do trabalho do contribuinte (recebidos de pessoa física ou jurídica.Alíquotas do IRPF (Imposto sobre a Renda da Pessoa Física): são progressivas. Esse valor pode ser declarado pelo contribuinte ou. a base de cálculo do IR é o rendimento bruto. . .00. Arbitrado ou Presumido. .00. .00. e que visa proporcionar ao agricultor subsistência e progresso socioeconômico). IRPJ: normalmente de 15%.Sujeitos Passivos do Imposto de Renda: as pessoas físicas ou jurídicas.Fato gerador do ITR: Deter a Propriedade ou a Posse de um imóvel rural. presumido ou arbitrado. será arbitrado por avaliação efetivada pelo órgão competente do Ministério da Agricultura.).

. ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários – IOF: incide sobre as chamadas operações financeiras que dizem respeito a operações ou contratos envolvendo: • crédito (como exemplo. não pode aliená-la a uma outra pessoa). levados a leilão). como o IR (Imposto sobre Renda e Proventos de Qualquer Natureza).Produtos industrializados destinados ao exterior gozam de imunidade tributária referente ao IPI. praticado na praça atacadista do mercado do encarregado da remessa do produto). .Condições. importador.Indústria de Recondicionamento: é exercida sobre produto usado ou deteriorado. . • Recondicionamento (exercida sobre produto usado ou deteriorado. aperfeiçoar ou alterar o funcionamento. Exemplo: Produtos Granfino (Nova Iguaçu). quanto à tributação do IPI: O importador (que só trata do desembaraço aduaneiro da mercadoria) e O industrial (que produziu a mercadoria). apreendidos ou abandonados. Alíquota (estabelecida pela TIPI – Tabela de Incidência do IPI – sobre o respectivo valor tributável). . . na siderurgia. resultando em uma espécie nova). este ainda não regulamentado. A posse. industrial.Indústria de Transformação: é exercida sobre matéria-prima ou produto intermediário. comerciante ou arrematante). • câmbio .Elementos do Imposto sobre Grandes Fortunas: Fato Gerador (Ser o sujeito passivo detentor de Grande Fortuna.Espécies de industrialização: • Transformação (exercida sobre matéria prima ou produto intermediário. • Beneficiamento (objetiva modificar. e Base de cálculo (a ser definida em lei complementar). . o acabamento ou a aparência do produto. Base de cálculo (● Dos produtos estrangeiros – é o valor que servir de cálculo aos tributos aduaneiros por ocasião do despacho de importação. o valor do preço corrente da mercadoria ou similar. para que o proprietário de pequena área rural não seja obrigado ao recolhimento do imposto sobre essa propriedade: . Ex: minério de ferro.O IPI não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior (imunidade do IPI). o acabamento ou a aparência do produto. este imposto não pode ser cobrado). esse valor pode ser o declarado pelo contribuinte ou o que for atribuído à terra mediante avaliação do Ministério da Agricultura. os contratos bancários). Ex.O IPI não está sujeito aos princípios da Anualidade ou da Anterioridade da Lei e da Legalidade.Fatos Geradores do Imposto Sobre Produtos Industrializados – IPI: (1) desembaraço aduaneiro de mercadoria de procedência estrangeira. ou seja.Imposto Sobre Grandes Fortunas – IGF: instituição e recolhimento a cargo da União. • o comerciante . . ou o preço do produto na saída do estabelecimento industrial importador. ● Dos produtos nacionais – é o preço do produto na saída do estabelecimento industrial).Demais impostos federais . . a fim de que o IGF possa ser implementado no Sistema Tributário Nacional. fruir. acrescido desses tributos e dos encargos cambiais exigidos do importador. Exemplo: Peugeot (Rezende).Elementos do IPI: Fato Gerador (● Desembaraço aduaneiro do produto industrializado. Exemplo: Carreteiros Alimentos (Campo Grande – RJ). Ex. sejam levados a leilão.Indústria de Montagem: a reunião de produtos. industrial. .Alíquota do IPI: percentual estabelecido pela TIPI (Tabela de Incidência do IPI) sobre o respectivo valor tributável. . • quanto aos produtos industrializados levados a leilão após apreendidos ou abandonados (o preço da arrematação). a utilização. • o industrial – que tenha produzido a mercadoria. que dizem respeito ao importador). ● Saída do produto industrializado do estabelecimento de importador.que forneça o produto aos industriais. .Matéria Prima: Toda substância com que se fabrica alguma coisa. na produção de papel etc. Exemplo: Brasilpet (Honório Gurgel). amortecedores etc. . resultando em uma espécie Nova. Sujeitos Ativo (União) e Passivo (contribuinte detentor de Grande Fortuna). a utilização. derivados do leite etc). (2) saída de produtos industrializados do estabelecimento do industrial. numa operação de venda em condições de livre concorrência. desaportar quando for de procedência estrangeira.Sujeitos da relação tributária do IPI: Sujeito ativo (União) e Sujeito Passivo (• o importador – que só trate do desembaraço aduaneiro da mercadoria.Pode ser sujeito passivo.Produto Intermediário: É o que integra um novo produto sem sofrer qualquer alteração em sua estrutura. para que originem um novo produto.Diferenças entre os institutos da propriedade e da posse: A propriedade confere ao seu titular os direitos de usar. ● Arrematação de produtos industrializados. objetivando sua restauração para Utilização. • o arrematante da mercadoria oferecida em leilão).Imposto Sobre Operações de Crédito. na sua falta. do importador ou do arrematante (incluídos os contribuintes autônomos). .Também são de competência da União impostos (federais) que incidem sobre patrimônio e renda do contribuinte. • Montagem (reunião de produtos.Apesar da possibilidade de constituir-se tal tributo num valioso instrumento de arrecadação de receita para os cofres públicos. desconsideradas benfeitorias como cultivo ou edificações. .: capas de videocassete. . para que originem um novo produto). Enquanto lei complementar não definir o que seja grande fortuna. comerciante ou arrematante. . objetivando sua restauração para utilização). • Acondicionamento (alterar a apresentação do produto através da colocação de uma embalagem).Valor tomado como base de cálculo do ITR: O valor da terra nua. partes ou peças.. gozar e dispor da coisa. gozo e fruição da coisa (não pode dispor da coisa. . o ITR (Imposto sobre Propriedade Territorial Rural) e o IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas). Câmbio e Seguro. que configura um Poder de Fato. . apreendidos ou abandonados. . acrescido do Imposto sobre Importação. Exemplo: Baterias Automotivas Moreira (Nilópolis) . (3) arrematação de produtos industrializados que.Fato Gerador do IGF: a detenção de grande fortuna .Constitui fato gerador da obrigação tributária de recolher ITR: A propriedade ou a posse de imóvel fora da zona urbana de municípios. permite ao seu titular somente o exercício dos direitos de uso. do comerciante. ou seja. .Base de cálculo do IPI: • quanto aos produtos de procedência estrangeira (preço normal do produto ao tempo da importação. Aula 13 . já pagos ou ainda exigíveis. Sujeitos Ativo (União) e Passivo (o contribuinte que participar de qualquer uma das operações que desencadeiem o fato gerador do tributo.Sujeitos da relação tributária da IGF: Sujeito ativo (União) e Sujeito passivo (o detentor da grande fortuna). aperfeiçoar ou alterar o funcionamento. partes ou peças. . não se tem notícia de quando (e se) nossos representantes no Congresso Nacional tomarão a iniciativa de produção da lei complementar que se faz necessária. legalmente impostas. das taxas alfandegárias e dos encargos cambiais.Indústria de Beneficiamento: objetiva modificar. ou seja.: pneus. bambu.Indústria de Acondicionamento: objetiva alterar a apresentação do produto através da colocação de uma embalagem. • quanto aos produtos industrializados (valor da operação da qual decorrer a saída da mercadoria ou. Alíquota (a ser definida em lei complementar). constituindo-se num Poder de Direito. . .

os adquirentes de títulos e valores mobiliários). com os impostos em comento. o IEG é um imposto federal e poderá ser instituído pela União. elementos como alíquota. Distrito Federal ou Municípios. . recebido. o fato gerador da cobrança de IOF é a entrega total ou parcial do valor que constitua o objeto da obrigação. . Proporcionais (referente ao montante da operação). bem como a cotação na Bolsa de Valores (por ocasião da transmissão). entregue ou posto à disposição. ou a sua colocação à disposição do interessado. (3) Nas operações de seguro. é a emissão. cessadas as causas de sua criação.O IOF também não está sujeito aos Princípios da Anualidade. é a liquidação do contrato de câmbio (aquele em que um dos contratantes empresta a sua garantia para que ocorra a importação de alguma coisa). .Fato gerador do IPF: a efetivação das condutas próprias a cada uma dessas operações. por ocasião da sua instituição. pois disciplina não só a fabricação. . • o montante em moeda nacional. o pagamento ou o resgate dos referidos títulos e valores mobiliários – todos aqueles emitidos pelas sociedades anônimas para captação de recursos financeiros no mercado. é o respectivo montante em moeda nacional (recebido. a quem caberá instituir e recolher tal imposto). partes beneficiárias e debêntures). o valor nominal.Em se tratando de operações com títulos e valores mobiliários. vinculado a financiamento de imóvel) até 1. os segurados. Alíquotas (a serem definidas na lei instituidora do IEG). (4) Nas operações com títulos e valores mobiliários. . . Sujeitos Ativo (União) e Passivo ( qualquer das partes envolvidas como contribuinte na operação tributada). ou seja.O IEG será suprimido gradativamente. o IOF não está sujeito aos Princípios da Anualidade e da Legalidade. . ou o preço. como a circulação de valores mobiliários.(quanto à importação de bens e serviços. é o montante do prêmio.No caso de operações de crédito. A finalidade dos dispositivos constitucionais que dispensam a . se houver (na emissão).Elementos do IOF: Fato Gerador (No caso de operações de crédito. bônus de subscrição. . se houver (na emissão). debêntures (títulos ao portador representativos de empréstimos em dinheiro feitos por uma sociedade anônima) etc).Alíquota do IOF: percentual pode variar de 0% (como exemplo. .Da mesma forma que outros impostos de competência federal. respectivamente. à época própria.O IPI e o IOF – e mesmo o II e o IE são impostos que caracterizam uma atividade normativa intervencionista do Estado na ordem econômica e financeira: o Estado.Sujeitos da relação tributária do IOF: Sujeito ativo (União).Elementos do IEG: Fato Gerador (Iminência ou ocorrência de guerra externa). compreendido ou não em sua competência tributária. . ou o preço.Para a cessação do IEG.São admitidos como sujeito passivo da relação de tributação de IOF os tomadores de crédito. No caso de operações de câmbio. . e Sujeito Passivo (conforme a operação efetivada.Tipos de alíquotas incidentes para valoração do IOF: Fixas (determinada para todos os contribuintes.A responsabilidade quanto à cobrança e ao recolhimento do IOF ao Banco Central compete às respectivas instituições operadoras. só incide uma vez).Alíquotas e Base de Cálculo do IEG: serão determinadas na lei que instituir o IEG. . Legalidade e Anterioridade da Lei. . variável de acordo com a data de saque/resgate).5% ao dia). Alíquota (Variável de 0% até 1. o CTN estipula o prazo máximo de cinco anos contados a partir da celebração da paz. Nas operações de crédito. No caso de operações de seguro. No caso de operações com títulos e valores mobiliários. sendo suprimidos de forma gradativa.De acordo com o disposto na CF. . realizado por agente do SFH. a transmissão. . móveis e imóveis. . pode ser: • o montante da operação. .Responsável pela cobrança e recolhimento do IOF ao Banco Central: as respectivas instituições operadoras.A União pode instituir o IEG na sua competência tributária ou na dos Estados. a importação e a exportação de mercadorias.Base de cálculo do IOF: considerada de acordo com a operação ou contrato realizado. .Sujeitos da relação tributária da IEG: Sujeito Ativo (União. . . o valor nominal. para fazer face às necessidades do país com o imprevisto). entregue ou posto à disposição.O recebimento do prêmio (valor pago pelo segurado) é o fato gerador da cobrança de IOF no caso de operações de seguro. (1). Variáveis (estipulada de acordo com a base de cálculo). relativas à importação de bens e de serviços. base de cálculo e sujeito passivo do IEG somente serão definidos.5% ao dia. os segurados e os adquirentes de títulos e de valores mobiliários. no seguro obrigatório habitacional. ou a sua colocação à disposição do interessado. os compradores de moeda estrangeira para o pagamento da importação de bens ou serviços. intervém na ordem econômica e financeira. a transmissão. (2) Nas operações de câmbio. . Sujeitos Ativo (União) e Passivo (o contribuinte definido na lei que instituir o IEG). o fato gerador da cobrança de IOF é a liquidação do contrato de câmbio (aquele em que um dos contratantes empresta a sua garantia para que ocorra a importação de alguma coisa). por exemplo). ou Regressivas (proporcional ao número de dias restantes para que o investimento complete o tempo aprazado). uma vez cessando as causas de sua criação. . relativas à importação de bens e serviços. • o valor nominal mais o ágio. Ex: ações. os compradores. Base de cálculo (Correspondendo à operação efetivada. . sobre o valor das operações de crédito e sobre aquelas com títulos ou valores mobiliários. como a voz de uma cantora).Como se trata de um imposto extraordinário. em lei. bônus de subscrição. os tomadores de crédito.IEG: modalidade extraordinária de imposto que poderá ser instituída caso ocorram situações específicas e não previstas ordinariamente no texto constitucional (a iminência ou a efetivação de guerra externa. é o recebimento do prêmio (valor pago pelo segurado). ou a bens imateriais.Adquirentes de títulos e valores mobiliários também podem figurar no pólo passivo da relação tributária quanto ao IOF. é o valor nominal mais o ágio.No caso de operações de câmbio. • títulos ou valores mobiliários (bens móveis negociáveis que podem ou não representar parte do capital social de sociedades anônimas ou a qualidade de sócio – como os diferentes tipos de ações. . esse tributo ainda depende da produção de legislação complementar ao texto da Constituição. é a entrega total ou parcial do valor que constitua o objeto da obrigação. . • o montante do prêmio. que obrigue o dispêndio urgente de numerário.Fato gerador do IEG: ameaça ou envolvimento do país em guerra com outras nações. . os compradores de moeda estrangeira para o pagamento da importação de bens ou de serviços.Imposto Extraordinário de Guerra – IEG: embora previsto constitucionalmente. . Base de cálculo (a ser definida na lei instituidora do IEG). como um automóvel ou uma residência. é o montante da operação. bem como a cotação na bolsa de valores (na transmissão).O IEG não se sujeita ao Princípio da Legalidade. ou seja. incide sobre o estoque atual dos depósitos. a obrigação de recolher IOF tem como fato gerador a emissão. . Progressivas (proporcional à base de cálculo. • seguro (que pode ser relativo a bens materiais. . o pagamento ou o resgate dos referidos títulos e valores mobiliários – todos aqueles emitidos pelas sociedades anônimas para captação de recursos financeiros no mercado.Guerra externa: aquela travada entre dois ou mais países para além de suas respectivas fronteiras. .

na condição de consumidor final. . também da competência tributária dos Estados).Impostos estaduais .O ITD causa mortis é devido pela alíquota vigente ao tempo da abertura da sucessão. . o prestador de serviços de transporte. .Sujeito passivo da relação tributária que se estabelece a partir do fato gerador do ICMS: os seguintes contribuintes. Sujeitos Ativo (Estados e Distrito Federal) e Passivo (o contribuinte. em se tratando de doação. . se quiserem. embora fixa. o produtor. o industrial e o comerciante. Serviço de transporte interestadual ou intermunicipal. . . . poderá ser seletiva em função da necessidade das mercadorias e dos serviços – determinando-se a aplicação de alíquotas mais baixas aos produtos de consumo popular (dentre outras). que corresponde ao momento da morte de quem deixa os bens. adquira bens e serviços relativos ao fato gerador é considerada sujeito passivo da obrigação tributária de recolhimento do ICMS. . . e a instituição financeira e a seguradora.Regra Geral na doação: sujeito passivo pode ser tanto o doador (aquele que doa) como o donatário (o que recebe o bem).Alíquota que deve incidir sobre a base de cálculo do ITD: alíquota máxima de 8% (oito por cento). .Base de Cálculo do ITD causa mortis: o valor dos bens na data da avaliação (considerado o valor venal dos bens ou direitos transmitidos como base de cálculo do tributo).Base de cálculo do ICMS: valor da operação (circulação da mercadoria ou do serviço). . internet etc. e PASSIVO: o importador. a alíquota. se assim o quiserem. imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre a prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicações (ICMS) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). será o doador (promove a doação) ou o donatário (recebe a doação).. potência.ICMS: incidência não só sobre a circulação de mercadorias.Regra Geral na transmissão causa mortis: o sujeito passivo (responsável pelo pagamento do tributo ao sujeito ativo – no caso.Como regra geral. Base de cálculo (O ITD causa mortis é calculado sobre o valor venal dos bens na data da avaliação). Pó ser um imposto da competência estadual/distrital.Base de cálculo para incidência do ICMS: o valor da operação. Alíquota (varia de acordo com a Unidade da Federação e conforme a espécie de veículo).Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre a prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicações – ICMS: competência estadual e distrital. . entre outros – o importador. ou de comunicações. Base de cálculo (o valor da operação (de mercadoria ou serviço). Aula 14 . e comunicações).Qualquer pessoa que.Sujeito ativo da relação tributária que se estabelece a partir do fato gerador do ICMS: a União. . .Impostos Estaduais: têm permissão para serem instituídos pelos Estados-membros da Federação. e. Base de cálculo (o valor venal do veículo – aquele constante nos arquivos do órgão arrecadador – ou seu preço de venda – no caso de veículo zero quilômetro). . ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. bem como serviços de comunicações (telefonia.Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores – IPVA: de competência estadual. . que consta das informações do órgão arrecadador competente.Base de cálculo do IPVA: • quando se tratar de veículo usado (base de cálculo será o valor venal do veículo. . ou seja. adquira bens e serviços relativos ao fato gerador. . . que pode ocorrer devido a um falecimento ou a uma doação. Estadosmembros e Distrito Federal) é o herdeiro ou o legatário. na condição de consumidor final. sendo ele. O ITD causa mortis é devido pela alíquota vigente ao tempo da abertura da sucessão). referente a características como marca.observância dos Princípios da Anualidade e da Legalidade em relação a tais impostos é exatamente assegurar o exercício de tal caráter intervencionista. Estados e DF. . além de qualquer pessoa que. • quando se tratar de veículo zero quilômetro (base de cálculo será o seu preço de venda). de quaisquer bens ou direitos – ITD: deriva do desmembramento do antigo formato do ITBI (imposto sobre transmissão de bens imóveis.Elementos do ICMS: Fato gerador (Circulação de mercadorias. tipo de combustível e ano de fabricação do veículo). e também serviços de transporte (interestadual e intermunicipal).Elementos do ITD: Fato Gerador (Transmissão de herança e doação de bens e direitos).Circulação: processo de movimentação de mercadorias. . inclusive a entrada de mercadoria exportada do exterior. através de falecimento de uma pessoa física (transmissão causa mortis) ou de doação. hoje de 8%. Como o ICMS é um imposto variável. . destinação.Alíquota do IPVA: estabelecida por cada Estado da Federação. desde a fonte de produção até o consumo. Alíquota (aquela que for estabelecida em lei estadual). o prestador de serviços de transporte. Sujeitos Ativo (Estados e Distrito Federal) e Passivo (o proprietário de veículo automotor). na condição de consumidor final.Valor venal do um imóvel: é aquele valor. aquele valor que consta nos assentamentos do órgão arrecadador.Imposto sobre transmissão causa mortis e doações. Alíquota (cabe ao Senado Federal fixar a alíquota máxima. no caso da transmissão causa mortis. cuja incidência recaía somente sobre a transmissão de bens imóveis. o produtor. . a qualquer título (oneroso ou gratuito) – não contemplando transmissões causa mortis de bens mobiliários.Fato Gerador do ITD: a transmissão de quaisquer bens (móveis ou imóveis) ou direitos.Alíquota do ICMS: aquela que a lei do Estado estabelecer. referente ao imóvel.). . alíquotas menores. bem como pelo Distrito Federal: imposto sobre transmissão causa mortis e doações. . o herdeiro ou o legatário. qualquer pessoa que. . adquira bens e serviços relativos ao fato gerador). na qualidade de sujeito passivo do ITD figura o consumidor (indicado pela lei estadual). de quaisquer bens ou direitos (ITD). e calculado sobre o valor venal dos bens na data da avaliação.ICMS: Trata-se de um imposto não-cumulativo. indicado pela lei estadual). como também sobre as prestações de serviço referentes a transporte interestadual e intermunicipal. . Sujeitos (ATIVO: Estados e Distrito Federal. a instituição financeira e a seguradora.Elementos do IPVA: Fato gerador (a propriedade de veículo automotor).O fato gerador da incidência do ITD é a transmissão de bens ou direitos.Fato gerador do ICMS: operações relativas à circulação de mercadorias. o tipo e a utilização do bem. é permitido aos Estados/DF instituírem. o industrial e o comerciante. . podem instituir alíquotas menores. modelo.Fato gerador: requer que o contribuinte apresente a qualidade de proprietário de veículo automotor de qualquer espécie. . que levará em conta a natureza do veículo automotor.

Área classificada como urbana: deve pertencer a uma zona que.Fato gerador do Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana – IPTU: propriedade plena (propriedade propriamente dita) ou restrita (posse) de área urbana. (2) Terrenos: 3. propriedade territorial urbana e prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal: ICMS – competência estadual. . ano de fabricação 2004.2% e 2.Base de cálculo do IPTU: o valor venal do imóvel.. . que.8%. por natureza ou acessão física. bem como cessão de direitos à sua aquisição (ITBI). porque a partir da aquisição do veículo. ISS – competência municipal. • sistema de esgotos sanitários.Com relação ao pagamento de IPVA. com ou sem posteamento para distribuição domiciliar. ou seja. ITD – competência estadual. Em julho de 2008 vendeu o veículo ao seu amigo Fernando.5%.é informada por tabela constante de arquivos do órgão fiscalizador. Em decorrência. IPTU é fiscalizado e cobrado pelos municípios e ITR é fiscalizado e cobrado pelos municípios que optarem. o valor que consta na nota fiscal). as disposições de cada um em relação ao que deve ser estabelecido quanto à cobrança de IPTU e outros impostos de sua competência obedecerá. e Terrenos – 3.No caso de imóveis onde não haja edificações – ou cujas edificações tenham sido demolidas. • abastecimento de água. IPTU – competência municipal. exceto os de garantia.Responsáveis por instituir os impostos: . imposto sobre a transmissão inter vivos. tais imóveis não podem mais ter suas características básicas alteradas. • rede de iluminação pública.Sujeito passivo do IPTU: o proprietário ou possuidor do imóvel. doação de quaisquer bens ou direitos e propriedade de veículos automotores: ICMS. Base de cálculo (o valor venal do imóvel). transmissão onerosa inter vivos de bens imóveis e propriedade de veículos automotores: ICMS – competência estadual. ou seja. uma vez que a base de cálculo para incidência do IPVA. edificada ou não.tal providência não acarretará qualquer benefício ao comprador. • escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de três quilômetros do imóvel considerado. cultural. respeitadas certas condições. Alíquotas (município do Rio de Janeiro. . primordialmente. dependendo da área do imóvel e da sua localização. no ano de 2009? Por quê? o pagamento caberá a Fernando. o valor constante nos registros do órgão arrecadador competente. respectivamente. não deve constar no recibo valor inferior ao da transação. dependendo da frente do terreno e da sua localização. cor prata. Aula 15 . dependendo de especificidades do Imóvel).Qual a base de cáclulo para incidência do IPVA sobre veículos zero quilômetros? O preço de venda do veículo (ou seja. . com canalização de águas pluviais. A quem competirá o pagamento do IPVA.Impostos municipais . .Segundo disposição constitucional. nesse caso (envolvendo veículo usado). poderá ter alíquotas diferenciadas de acordo com o uso e localização e poderá ter também progressividade extrafiscal. tenham desabado ou estejam em ruínas –. .Elementos do IPTU: Fato gerador (Propriedade ou posse de bem imóvel localizado na zona urbana do município). assim sejam declarados pelo órgão competente. .Estão isentos do IPTU. de bens imóveis.Operações relativas à circulação de mercadorias. . definida em lei municipal. (c) Áreas que constituem reserva florestal. abaixo do efetivamente praticado? em qualquer hipótese. os imóveis tombados. Sujeitos Ativo (os municípios) e Passivo (o proprietário do imóvel ou o seu possuidor). (b) Imóveis de pessoas jurídicas de Direito Público Externo (como exemplificam as embaixadas e os consulados). IPTU incide sobre propriedades do tipo predial e territorial urbana e ITR incide sobre propriedade territorial rural. o IPTU denomina-se imposto territorial. a qualquer título. ecológico ou de preservação paisagística e ambiental (por exemplo. IPTU pode ter progressividade fiscal em razão do valor. (e) Imóveis de propriedade de ex-combatentes na Segunda Guerra Mundial. ITD e IPVA.Francisco era possuidor de um automóvel marca Chevrolet. e o ITR só pode ter progressividade extrafiscal. ele passou à condição de proprietário de veículo automotor – que o caracteriza como sujeito passivo da relação tributária referente ao pagamento de IPVA. modelo Corsa. . (d) Imóveis utilizados como teatros ou museus. .8%.5%. Imóveis residenciais e nãoresidenciais – 1. .Prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal.Comparação entre IPTU e ITR: IPTU é de competência dos municípios e ITR é de competência da União. na forma da lei. . é interessante para o novo proprietário que conste do recibo um valor fictício. IPVA – competência estadual . .2% e 2. ICMS – competência estadual . . por ato oneroso.Operações relativas à circulação de mercadorias.Sujeito ativo do IPTU: o município.Devido ao grande número de municípios existentes (mais de cinco mil). .Alíquotas do IPTU no Rio de Janeiro: (1) Imóveis residenciais e não-residenciais: 1. serviços de qualquer natureza e transmissão causa mortis de quaisquer bens: ICMS – competência estadual. ao menos as de fachada). .Valor venal do imóvel: aquele que consta dos dados cadastrais do órgão fiscalizador.Operações relativas à circulação de mercadorias. respectivamente. por sua importância cultural ou geográfica. aqueles que. apresenta ao menos dois dentre os seguintes melhoramentos (mantidos ou construídos pelo Poder Público): • meio-fio ou calçamento. ITBI – competência municipal. e o imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS). à lei do local (em respeito às peculiaridades de cada município). em caso de alienação de veículo usado. No tocante a pagamento de IPVA. segundo as condições de mercado. e de direitos reais sobre imóveis. de competência estadual.Impostos de competência municipal: imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU). . a quem cabe instituir o imposto sobre propriedade de veículos automotores? Aos Estados-membros e ao Distrito Federal. . no município do Rio de Janeiro: (a) Imóveis de interesse histórico. no município do Rio de Janeiro. corresponde ao valor que ele alcançaria em uma compra e venda.

por meio de escritura).A incidência de ITBI tem como fato gerador a realização intervivos (que não envolve sucessão por morte de nenhuma das partes) de ato oneroso sobre qualquer dos seguintes negócios: • Transmissão da propriedade de bens imóveis. . tenham desabado ou estejam em ruínas. e o ITD incide sobre transmissões gratuitas de bens e de direitos. que só constituem fato gerador desse imposto quando prestados ao proprietário do veículo. têm isenção de pagamento de IPTU: • Imóveis de interesse histórico. • a permuta.. • Imóveis de propriedade de ex-combatentes na Segunda Guerra Mundial.Sujeito ativo do ITBI: o município.Base de cálculo do ITBI: o valor venal do bem imóvel ou dos direitos reais transmitidos.Ao adquirente do bem ou dos direitos reais atribui-se a qualidade de sujeito passivo da relação tributária consubstanciada na cobrança de ITBI. e ainda a cessão dos direitos do arrematante e do adjudicatário (aqueles que adquirem o bem. . cultural. a máxima é de 5%). O ITBI possui Imunidade específica na CF e o ITD não possui. . . por empresa ou profissional autônomo (com ou sem estabelecimento fixo) de qualquer dos serviços que. por Estado estrangeiro. de imóvel destinado a uso de sua missão diplomática ou consular. bem como cessão de direitos à sua aquisição – ITBI: Incide sobre as transmissões onerosas efetivadas inter vivos (diferentemente da transmissão causa mortis.Elementos do ISS: Fato gerador (Prestação. exceto os de garantia. bem como a cessão de direitos dele decorrente. no município do Rio de Janeiro.Exemplos de tipos de imóveis que. de bens imóveis. . . a qualquer título.Sabendo-se que o valor venal. de imóvel destinado para o uso de sua missão diplomática ou consular (embaixadas ou consulados. prestados por particulares em todo o território do município – excetuados.Exemplos de atos negociais sobre os quais incide o ITBI: • o compromisso de compra e venda. nas operações de consumo. em nome da vedação à dupla tributação. pela ordem).Fato gerador do ISS: prestação. por Estado estrangeiro. valor esse que serve de base de cálculo ao imposto cobrado. são considerados fato gerador do ISS (ao contrário do mesmo tipo de serviços. por arrematação ou adjudicação). é de 2%. respectivamente. ou seja.IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA – ISS: incide sobre os serviços. Alíquota (no município do Rio de Janeiro. . . • a arrematação e a adjudicação . • Aquisição de imóvel para residência própria de ex-combatente da Segunda Guerra Mundial. • Imóveis de pessoas jurídicas de Direito Público Externo. e ainda o direito à aquisição de tais bens. em retribuição da sua prestação). sobre a qual incide o ITD.Base de cálculo do ISS: o preço do serviço prestado (quantia estipulada por quem fornece o serviço. ecológico ou de preservação paisagísticae ambiental. . de direitos reais de gozo sobre imóveis e de direito à aquisição desses bens e direitos. (3) aquisição de imóvel para residência própria de ex-combatente da Segunda Guerra Mundial. NO ITBI não há alíquota máxima e no ITD a alíquota máxima é fixada pelo Senado. no município do Rio de Janeiro: (1) aquisição.Imposto territorial: nome atribuído ao IPTU cobrado sobre imóveis onde não haja edificações – ou cujas edificações tenham sido demolidas.Sujeito Passivo do ITBI: quem adquire o bem ou os direitos reais. por empresa ou profissional autônomo (com ou sem estabelecimento fixo) de qualquer dos serviços que. por uma única vez. • Transmissão de direitos reais sobre imóveis. no valor correspondente a 2% do valor venal do imóvel (que lhe é atribuído pelo órgão fiscalizador). (2) Transmissão de direitos reais sobre imóveis. . .Sujeito passivo do ISS: o prestador dos serviços (profissional autônomo ou empresa). como a hipoteca e o penhor) – e ainda à cessão de direitos quando da aquisição de imóveis (efetivada em Cartório de Notas e Ofícios. . por natureza ou acessão física. pode-se verificar isenção do ITBI nas seguintes situações: • Aquisição. e de direitos reais sobre imóveis. . aquele valor constante nos registros do órgão arrecadador competente. prestados a comerciantes ou industriais.Exemplos de casos onde o ISS somente incide sobre serviços prestados na última etapa do processo circulatório: • serviços de lustração de móveis. corresponde ao valor que o imóvel alcançaria em uma compra e venda.Elementos do ITBI: Fato gerador (realização. não estejam sujeitos ao ICMS).Fato gerador do ITBI: a efetivação dessas transmissões onerosas por ato inter vivos (incluídas as cessões de direitos). • serviços de pintura de automóveis. Sujeitos Ativo (municípios) e Passivo (o prestador do serviço). . . Base de cálculo (o valor venal do bem imóvel ou dos direitos reais). • Cessão de direitos relativos às transmissões acima referidas. em tese. • Áreas que constituem reserva florestal. . O ITBI incide sobre transmissões onerosas de imóveis.Quem pode figurar no pólo passivo da relação tributária consubstanciada no IPTU: O proprietário ou possuidor de bem imóvel localizado em zona urbana de município. . Alíquota (no município do Rio de Janeiro. prestados ao usuário final do objeto lustrado. . . (2) transmissão em que o adquirente seja o município do Rio de Janeiro.No município do Rio de Janeiro. por uma única vez. .Estão isentas do ITBI. • Imóveis utilizados como teatros ou museus. inter vivos. Sujeitos Ativo (municípios) e Passivo (o adquirente do bem ou dos direitos reais).Sujeito ativo do ISS: os municípios. constantes no Código Tributário do Município. o valor que nele consta está de acordo com o acima afirmado? Não (porque. . normalmente. No município do Rio de Janeiro. 2%). constantes no Código Tributário do Município. o valor consignado no carnê está abaixo do preço de mercado do imóvel).Alíquota do ITBI: no município do Rio de Janeiro.O ISS somente incide sobre serviços prestados na última etapa do processo circulatório: aqueles direcionados ao consumidor final. (3) Cessão de direitos relativos às transmissões acima referidas). .No município do Rio de Janeiro. corresponde ao valor que o imóvel alcançaria em uma compra e venda segundo as condições de mercado. aqueles serviços que integram o campo de incidência do ICMS devido ao Estado (por exemplo. . . . imposto de competência estadual). definidos em lei municipal. por ato oneroso. na qualidade de usuário final do serviço. sobre os quais incide o ICMS). . a lavratura de uma escritura de compra e venda de imóvel dá ensejo ao recolhimento do ITBI. que são aqueles exercidos sobre a propriedade imobiliária (excetuando-se os de garantia.Imposto sobre a transmissão inter vivos. Transmissão em que o adquirente seja o município do Rio de Janeiro. Base de cálculo (o preço do serviço). e analisando o carnê de IPTU do imóvel em que você reside. os serviços de aviamento de receitas médicas por farmácias de manipulação). no município do Rio de Janeiro. de ato oneroso sobre qualquer dos seguintes negócios: (1) Transmissão da propriedade de bens imóveis. relativas a bens imóveis – inclusive direitos reais. • a concessão de direito real de uso. e que.Alíquota do ISS: cabe à legislação complementar a sua fixação. não estejam sujeitos ao ICMS. a alíquota máxima em vigor corresponde a 5% da base de cálculo do imposto.Comparação entre o ITBI e o ITD: O ITBI é de competência Municipal e o ITD é de competência Estadual. .

3. 149-A. Cite 1 (uma) peculiaridade de cada uma das imunidades tributárias. que engloba as despesas da previdência social. o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP). constantes no Código Tributário do Município.As publicações. não devem estar sujeitos à cobrança de ICMS. por outra. que visam ao desenvolvimento de certos setores da economia e. quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel.Diz respeito às pequenas glebas rurais. são aquelas destinados à produção literária. ou por infrações. pois protege as mercadorias. embora o CTN seja originalmente uma lei ordinária. Imunidade do ITR .É isento de ISS ou não: . de uma Ordem Jurídica. . inclusive a União. ou por normas que lhe sejam hierarquicamente superiores. não sendo importante quem as exporte.Jornaleiros: Sim . Isto porque ele é a assimilação espontânea.são contribuições da competência exclusiva da União. 4. Quando entra em vigor uma nova Constituição. os entes federados.Advogado sem escritório. .Contribuições Sociais de custeio da Seguridade Social . no município do Rio de Janeiro: (1) Ambulantes e jornaleiros. pode ser instituída pelos Municípios e pelo Distrito Federal. é normal que esta aceite os preceitos da legislação anterior. a Ordem dos Advogados do Brasil e os conselhos federais. científica ou técnica. da Constituição Federal. não será inferior à da contribuição social cobrada dos servidores da União. . artistas e técnicos de espetáculo. para o custeio do serviço de iluminação pública. O princípio da recepção influencia. Como salienta o §1º. que são objeto deste tipo de imunidade. todos fiscalizadores de atividades profissionais legalmente reputadas de interesse público.Não importa se o autônomo dispõe ou não de endereço fixo para que lhe caiba a cobrança de ISS. saúde pública e assistência social. poderiam ser citadas as seguintes: Imunidade Recíproca . que apenas obrigam os associados do sindicato. do Distrito Federal e dos Municípios. de terceiros. tais como o Conselho Federal de Administração.Impede que um imposto estadual seja cobrado dos Municípios.Advogado com escritório em via principal de bairro: Não . De que modo a legislação tributária brasileira trata das CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS? De acordo com a Constituição Federal. de modo que só pode ser modificado ou revogado por uma nova lei complementar. mesmo ele sendo uma lei ordinária da ordem jurídica anterior ele adquiriu essa condição.Contribuição social sobre iluminação pública . do art.Médico que faça atendimento domiciliar a clientes idosos: Não . (4) Músicos. . por empresa ou profissional autônomo (com ou sem estabelecimento fixo).para fazer às despesas de previdência social dos seus servidores públicos. Imunidade do IPI . . que presta atendimento a clientes em sala do Fórum: Não . se a atividade preponderante do adquirente for. 146. (2) Associações de classe e sindicatos. .O que configura fato gerador da incidência do ISS é a prestação. Exemplificam este tipo de contribuições: a contribuição previdenciária. 2.Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) . Imunidade dos Templos . como os sindicatos. A instituição dessa contribuição deve ser feita por lei municipal ou distrital. Imunidade do ITBI .refere-se à entidade religiosa e não somente à edificação usada para o culto. (5) Serviços necessários à elaboração de livros. instituídas em favor de entidades representativas de classe.É imunidade objetiva. para sofrerem tributação do ISS. em função disso. as empresas que compõem esses setores podem ficar sujeitas ao seu pagamento. O responsável tributário é aquele que é sujeito passivo sem ter realizado o fato gerador do tributo.Contribuições Sociais de Interesse das Categorias Profissionais ou Econômicas – são contribuições da competência exclusiva da União..Contribuição social sobre os servidores públicos . . Como na ordem jurídica atual o CTN deve ter status de lei complementar. por exemplo. 149. a Contribuição para o Financiamento da Seguridade (COFINS) e a Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL). podem ser dos seguintes tipos: . Estas contribuições sociais não se confundem com as contribuições que os sindicatos podem estabelecer em suas assembléias.objetivam custear o financiamento da seguridade social.Não se estende à representação patronal.Sindicatos: Sim .O valor do serviço prestado por profissional autônomo configura base de cálculo do ISS devido.Estão isentos do ISS. pode ter um dos três tipos seguintes de responsabilidade tributária: por sucessão. em face da identidade de princípios. .Não se aplica. . de qualquer dos serviços que. didática. (3) Espetáculos circenses. Por que o Código Tributário Nacional tem força hierárquica de lei complementar? De que modo o princípio da recepção influencia na sua resposta? Porque.estabelecida pelo art. a alíquota da contribuição social cobrada dos servidores dos Estados. ao ser recepcionado por ela como lei complementar no art. em não havendo conflito. instituem as contribuições sociais dos seus servidores estatutários. o Conselho Federal de Medicina e o Conselho Federal de Contabilidade. Disserte sobre o tema “responsabilidade tributária”. o Programa de Integração Social (PIS). adquiriu força de lei complementar na vigência da atual Constituição. da Constituição Federal. a locação de bens imóveis. A resposta é pessoal mas. por exemplo. podendo a cobrança ser feita na fatura individual de consumo de energia elétrica. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------AD1 – 2008-2 1. não estejam sujeitos ao ICMS.Serviços prestados por empresas ou profissionais autônomos. é a chave para que compreendamos porque o CTN sendo uma lei ordinária tem força de lei complementar. Imunidade Cultural . Imunidade do ICMS . Imunidade das Entidades Sindicais . jornais e periódicos.Refere-se às operações que destinem mercadorias ao exterior.

para um mesmo produto é sempre a mesma. os impostos federais de importação. mas a alíquota.: No IRPF. as taxas. ocorre quando a obrigação tributária transmitida disser respeito a pessoas.Quanto à forma de percepção podem ser DIRETOS e INDIRETOS. como acontece com o consumidor final na aquisição de bens). Podem ser: PROPORCIONAIS – quando o fator percentual. cujos contribuintes de direito são os estabelecimentos industriais e comerciais. A alíqüota não varia. necessários à exploração de uma atividade econômica. que produziram e venderam as mercadorias. (b) os tutores e curadores. (c) o espólio. Pessoal – prevista no art. dependendo do governo municipal responsável pela tributação. ocorre quando a obrigação tributária disser respeito à transmissão de empresas ou estabelecimentos comerciais. transmite-se ao sucessor a responsabilidade tributária. Assim. que é fixado com um valor fixo correspondente a um número de UFIR. que. pelos tributos devidos até à data da partilha. pagando a sua importância). ITR. Este tipo de responsabilidade tributária pode ser: Imobiliária – prevista no art. assume a responsabilidade pelos tributos devidos pela pessoa que suceder (suceder = vir depois. ao contrário dos impostos diretos. VARIÁVEIS – quando exigem cálculo para se determinar o valor do imposto. Ex. incide sobre uma base de cálculo variável. refere-se aos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte. d. A responsabilidade pessoal é solidária. a seguir. na mesma pessoa. FIXOS – são os que não exigem cálculo algum para se determinar o valor do imposto. denominado alíqüota. os empréstimos compulsórios e as contribuições especiais e parafiscais. . todos os impostos instituídos e arrecadados pelo DF. bares. DIRETOS – quando se confundem. na época do falecimento do titular de bens transmissíveis ao seus herdeiros.Quanto à PEREQUAÇÃO ou FORMA DE RATEIO ENTRE OS CONTRIBUINTES – podem ser FIXOS e VARIÁVEIS. Assim. 131 do Código Tributário Nacional. conclui-se que o adquirente de bem imóvel.De Terceiros – prevista no art. 132 e 133 do Código Tributário Nacional. c. tal como o próprio contribuinte ou um estabelecimento industrial ou comercial) e o CONTRIBUINTE DE FATO (aquele sobre quem recai o dever de pagar o tributo. e. portanto. Ex. que é o destinatário final da mercadoria produzida e vendida. PROGRESSIVOS – quando a alíqüota se eleva ao elevar-se o valor que serve de base de cálculo. as contribuições de melhoria. Nestes tipos de impostos. Ocorre nas seguintes hipóteses principais: (a) os pais são responsáveis pelos tributos devidos por seus filhos menores. da sua morte.. . tais como o ponto. o espólio ou o adquirente de fundo de comércio (conjunto de bens materiais e imateriais. Ex.). B . por exemplo. sobre grandes fortunas e extraordinários de guerra. exportação. etc. todos os impostos municipais (IPTU. a partir da classificação relativa aos seguintes critérios: a. . (b) o sucessor a qualquer título e o cônjuge meeiro. enquanto o contribuinte de fato é o consumidor. IPVA.: O IPI ou ICMS. Disserte sobre os impostos no Brasil. já que somente existe repartição dos Entes maiores para os menores. isto é. tais como: barbearias. decorrente da aplicação da lei. pelos tributos devidos por estes. concorre mais de um credor. Forma de Percepção b. pelos tributos devidos pelo espólio. as patentes de invenção etc. Essas pessoas podem ser as seguintes: (a) o adquirente ou remitente (aquele que paga o que deve. ou mais de um devedor. Assim. art. Ex. na mesma obrigação. ocorre quando a obrigação tributária transmitida disser respeito ao(s) bem(ns) imóvel(is) deixado(s) pelo falecido. Empresarial ou Negocial – prevista nos art. Pelo exposto.. do IPI e do ICMS. pelos tributos pessoais relativos aos bens adquiridos ou remidos. industriais ou profissionais. b. o conjunto de bens deixados pelo falecido. 134 e 135 do Código Tributário Nacional. armarinhos etc. (d) o inventariante. 137 do Código Tributário Nacional.Por Sucessão – aquela resultante da transmissão de titularidade de obrigações tributárias existentes na época da sucessão.: o ISS de autônomos ou profissionais liberais. o imposto estadual sobre transmissão causa mortis e doações. inclusive taxas e contribuições de melhoria. ou seja. que liberta a propriedade de uma dívida. são os consumidores finais dos bens tributados. (c) os administradores de bens de terceiros. via de regra. o que significa dizer que. a freguesia. Que tributos não estão sujeitos à repartição das receitas tributárias? São eles: a. cada um com direito ou obrigação em relação à dívida toda (v. incidem sobre uma base de cálculo variável (valor do produto).: pagamento do IPTU ou do ITR. que tenham direitos sobre os bens deixados pelo falecido. quanto maior a renda (base de cálculo). Ele já vem expresso em moeda corrente ou em índice que nela possa ser convertido. maior a renda. sem possibilidade de transferi-la para outrem. INDIRETOS – quando o contribuinte de direito e o contribuinte de fato são pessoas distintas.Por Infrações – prevista no art. os indiretos são passíveis de repasses para terceiros (contribuintes de fato). o contribuinte suporta sozinho toda a carga tributária. 264 do Código Civil brasileiro). 130 do Código Tributário Nacional. pelos tributos devidos por seus tutelados e curatelados. o CONTRIBUINTE DE DIREITO (aquele a quem a lei incumbe o encargo de calcular e recolher o tributo. já que ele não pode ser dividido em Municípios. ITBI e ISS). Perequação A . podemos afirmar que são diretos os impostos que incidem sobre a renda (IR) ou o patrimônio do contribuinte (IPTU. em lugar de). em relação aos tributos deixados pelo falecido até o momento da abertura da sucessão. é aquela que diz respeito a violações praticadas contra a legislação tributária. isto é. 5. É o caso. -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------AD1 – 2009-1 1.

tão logo ela seja publicada estará em vigor e poderá ser aplicada. Só excepcionalmente é que ela se destinará a fatos pretéritos ou passados. não temos nenhum imposto com esta característica. destinando-se aos fatos ocorridos a partir da sua vigência. Julgamento: é realizado em sede de primeira instância. que tem por finalidade verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação. do Código Tributário Nacional. Quando o mesmo poder tributário competente cria um tributo repetido sobre a mesma coisa. O lançamento pode ser: a) Por Declaração ou Misto – quando o sujeito passivo presta informações ao sujeito ativo para que ele faça o lançamento. propor a aplicação da penalidade cabível. de modo que. c. Ele pode ser instituído pelos Estados-Membros. se for o caso. Pode-se. O prazo para homologação pela Receita Federal. O crédito tributário se constitui pelo lançamento. declara os bens passíveis de tributação.quando o sujeito passivo informa e antecipa o pagamento do tributo. no prazo de 5 anos acima. o julgamento deverá ser apreciado por um órgão de segunda instância. sendo assim. Este tipo de lançamento ocorre nas seguintes situações. até porque a lei tributária só pode retroagir nas seguintes situações:  quando a lei nova for expressamente interpretativa da lei antiga. 4. Ex. identificar o sujeito passivo. no IPVA. A homologação do lançamento pode ser:  expressa – quando efetuada e comunicada ao sujeito passivo. Estabeleça a distinção entre “bis in idem” e “bitributação”. b) Por Homologação . que. e. b. 3. A importância do lançamento é. calcular o montante do tributo devido.: É o que acontece no IPTU. recaindo sobre ato já tributado.  verificação “a posteriori” – no caso do lançamento por homologação. No entanto. estaríamos claramente diante do bis in iden. advindo da mesma autoridade tributante. cria um imposto que seja da competência de outro poder tributante. um EstadoMembro resolve instituir o IAR (Imposto sobre automóveis rodantes). No caso da esfera federal. neste caso. ela tem aplicação imediata. constituir o crédito tributário. Atualmente. sendo tudo homologado pelo sujeito ativo através de uma notificação. com a correspondente notificação ao sujeito passivo. é importante salientar que para falarmos em bitributação devemos ter dois poderes tributantes. exorbitando em sua competência. é instaurada a fase litigiosa do processo fiscal. EX. Ex. por órgão singular ou colegiado.REGRESSIVOS – quando a alíqüota se reduz ao elevar-se o valor da base de cálculo. e  tácita – quando o Fisco não se manifestar no prazo acima. cabe recuso voluntário. é a atividade administrativa. sempre por ato de autoridade competente com o poder de cobrar tributo e o poder de exigi-lo. enumeradas no art. bis = repetido. que é da competência dos Municípios. determinar a matéria tributável. Nesse momento. que ocorre quando um poder tributante.  declarante omisso. na condição de julgadores. Tomemos por referência o IPVA. Impugnação: sendo sempre apresentada por escrito. havendo erro ou omissão na declaração. d. vigorou com este tipo de alíquota o extinto imposto sindical. Este direito só nasce quando a obrigação tributária é transformada em crédito tributário. ao chegar a alfândega. c) De ofício – quando o sujeito ativo lança o tributo sem a participação do sujeito passivo. Quais as fases do processo administrativo fiscal? Fale resumidamente sobre cada uma delas. dentre outras. ou  quando a lei nova for mais benéfica ao infrator que ainda não tenha sido definitivamente julgado. depois de instituído esse imposto. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------AD1 – 2009-2 (perguntas repetidas) ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------AP1 – 2008-2 . 5. ainda existe uma instância especial. entrando um deles na esfera de competência de outro. é de 5 (cinco) anos. Ex. in idem = a mesma coisa). 2. exemplifica o bis in idem. segundo o art. Se. A obrigação tributária não dá direito ao Poder Público de exigir o pagamento do tributo. portanto afirmar que.  falsidade. O bis in idem não se confunde com a BITRIBUTAÇÃO.: No IRPF o contribuinte declara e já paga o tributo por ele calculado. etc. portanto.  recusa ou insuficiência de esclarecimento. via de regra.: No II o viajante. no caso de decisão contrária aos interesses da Fazenda. devem apresentar um recurso de ofício. o bem que é o objeto da tributação. ou seja. 142. 149. desfavoráveis ao contribuinte. significa repetição sobre o mesmo.: Se um Estado cria um imposto similar ao IPTU. Recurso: contra as decisões de 1ª instância. de modo que base de cálculo maior importaria em alíquota menor. do Código Tributário Nacional:  determinação legal. Inicial: a fiscalização lavra um auto de infração e imposição de multa. cabendo ao Ministério da Fazenda decidir a questão. São as seguintes: a. Um segundo tributo com nome diferente. Assim. vinculada e obrigatória. erro etc. Qual a importância do LANÇAMENTO e como ele pode ser? Explique sua resposta. Seria o inverso do progressivo. tais órgãos. quando não há concordância por parte do contribuinte sobre a exigência fiscal. temos uma figura jurídica denominada bis in idem (literalmente. contados da ocorrência do fato gerador. De que forma os princípios da irretroatividade e da retroatividade são admitidos na legislação tributária? A irretroatividade será admitida quando entendermos a lei tributária no sentido amplo de ato normativo.

Beneficiamento (X) d. Isenção e Decadência (X) b. Tarifa. que será exportado. do ponto de vista da legislação tributária. Tarifa. circulação econômica b. assinale “V” ou “F” . pois protege as mercadorias. Denomina-se Valor Venal do imóvel aquele que consta dos dados cadastrais do órgão fiscalizador. a utilização. o acabamento ou a aparência do produto": a. 3. não sendo importante quem as exporte.º 112 do Supremo Tribunal Federal. Isenção e Prescrição c. assim. que corresponde ao momento da morte de quem deixa os bens. porque sendo o bairro constituído de pessoas pobres elas não têm que pagar qualquer tipo de tributo. (4) As publicações. Imunidade dos Templos 3. alterar ou aperfeiçoar o funcionamento. entre os parênteses. Consoante a Súmula n. um caráter repressivo e educacional. Transformação 6. 2. por exemplo. Tipo de circulação onde existe movimentação de mercadoria com mudança de titularidade: a. porque ele é específico e geral. o ITD causa mortis é devido pela alíquota vigente ao tempo da abertura da sucessão (momento da morte do de cujus). ( V ) Os tributos não se confundem com as multas. porque ele é específico e divisível. c. produtos. Não. Os impostos são tributos e só podem ser criados por lei. Taxa. angariar recursos para isto. antes de fazer a obra. (X) d. as taxas e as contribuições de melhoria. Imunidade Cultural 5. Considerando os diversos tipos de imunidade estudados. através de um decreto. b. o correto é fazer a obra com a arrecadação dos impostos. Não. O serviço de telefonia celular é remunerado por: a. Não. antes de fazer a obra. a contribuição de melhoria. b. Residual 4. 9. (X) d. Os fatos geradores dos IMPOSTOS. conseqüentemente. pois visam inibir infrações. porque a Prefeitura precisa. d. b. c. esta decisão da Prefeitura? a. Privativa c. ( F ) De acordo com a legislação tributária brasileira. É acertada. um chefe de Poder Executivo pode criar um imposto. Cumulativa d. ( F) Os fatos geradores das taxas resultam de uma SITUAÇÃO INDEPENDENTE de uma atividade estatal. Comum (X) b. mercadorias ou insumos destinados à industrialização de um outro produto. a locação de bens imóveis. Montagem c. antes da constituição do crédito tributário: a. 8. De acordo com a legislação tributária brasileira existem três tipos de tributos.1. Acondicionamento b. circulação efetiva c. porque ele é específico e geral. Imunidade das Entidades Sindicais 4. são aquelas destinadas à produção . porque ele é específico e divisível. Imunidade do ITR (5) É imunidade objetiva. estabeleça a correspondência entre as colunas da esquerda e da direita: 1. Taxa. c. Uma das espécies de industrialização. ( V ) Denomina-se DRAWBACK à possibilidade de se permitir que as empresas fabricantes e exportadoras importem. definida como "a que objetiva modificar. Complete as lacunas: a. enquanto a competência tributária refere-se à atribuição constitucional de instituir tributos. (1) Impede que o IPVA seja cobrado dos Municípios. sem incidências de tributos. (7) Refere-se às operações que destinem mercadorias ao exterior. Imunidade do IPI 6. circulação ficta d. ou seja. circulação física (X) 7. O que pode ocorrer antes do lançamento e. se a atividade preponderante do adquirente for. possuindo. de modo que a receita conseguida por meio delas pode ser utilizada para atender a qualquer despesa que o Poder Público necessite fazer. Sim. A competência para instituir taxas é geral: a. Leia com atenção as afirmativas abaixo e. necessitando fazer obras de infra estrutura básica em um bairro mais pobre da cidade. Imunidade Recíproca 2. não têm finalidade arrecadatória. resolve cobrar uma taxa de serviços dos moradores do referido bairro. que são objeto deste tipo de imunidade. um ato que emana do Poder Legislativo. A capacidade tributária diz respeito à possibilidade de arrecadar ou fiscalizar tributos. a saber: os impostos. Remissão e Decadência Remissão e Prescrição 5. (8) Não se aplica. visto que elas. A Prefeitura de Cidade Feliz. o correto seria cobrar.

ao ser recepcionado por ela como lei complementar no art. 3. temos a: a. quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel. ITBI (X) 4. ou seja. Atos Normativos expedidos por autoridades administrativas b. DF e Municípios) d. b. Procedimento que suspende o crédito tributário: a. produtos. A vigência é o momento a partir do qual a lei está pronta para produzir efeitos. O valor do tributo seja expresso por um indexador fiscal. Obrigação de fazer (X) d. ou seja. à data em que passará a produzir efeitos. Complete as lacunas: a. Conforme a Súmula n. Obrigação de não-dar c. Leia com atenção as afirmativas abaixo e. 8. d. ( F ) Cabe apenas ao industrial ser o sujeito passivo da tributação do IPI. Código Tributário Nacional (X) 2. Estabeleça a correspondência entre as colunas da esquerda e da direita: 1. c. Imposto que não se enquadra dentre as exceções do princípio da anterioridade: a. Transação 7. 146.7. Quanto à forma de percepção. Tarifa. e ao espaço. Imunidade tributária (X) c. ( V ) Denomina-se DRAWBACK à possibilidade de se permitir que as empresas fabricantes e exportadoras importem. b. Embora o CTN seja originalmente uma lei ordinária. (3) Não se estende à representação patronal. Imunidade do ITBI literária.º 113 do Supremo Tribunal Federal. o IPTU é um imposto Direto porque em relação a ele o contribuinte suporta sozinho toda a carga tributária. (X) c. sem possibilidade de transferi-la para outrem. assinale “V” ou “F”. Taxa. 10. porque lhe falta competência tributária. didática. porque ele é específico e geral. Elisão b. de modo que só pode ser modificado ou revogado por uma nova lei complementar. adquiriu força de lei complementar na vigência da atual Constituição. IR b. Competência Federal ( 2 ) ICMS . entre os parênteses. Obrigação de dar b. decorrente da aplicação da lei. Tarifa. sem incidências de tributos. porque ele é específico e divisível. Estados-Membros. Cabe também ao importador. 9. Quando o legislador não tem o poder de tributar. ( V ) A compulsoriedade é uma marca registrada da receita tributária. Convênios entre os entes federativos (União. que será exportado. Isenção (X) c. (6) Diz respeito às pequenas glebas rurais. Pode ser considerada em relação: ao tempo. Moratória d. visto que são uma prestação pecuniária expressa em moeda. O serviço de coleta de lixo domiciliar é remunerado por: a. porque ele é específico e divisível. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------AP1 – 2009-1 1. mercadorias ou insumos destinados à industrialização de um outro produto. porque ele é específico e geral. IPVA d. Não-incidência tributária d. É uma das fontes primárias do Direito Tributário: a. Imunidade do ICMS 8. (2) refere-se à entidade religiosa e não somente à edificação usada para o culto. Obrigação de não-fazer 6. aquela arrecadada através do recolhimento de tributos. isto é. Taxa. à região geográfica onde será válida. A necessidade de anualmente se fazer a declaração de ajuste do imposto sobre a renda constitui que tipo de obrigação tributária? a. Práticas reiteradas de autoridades administrativas c. científica ou técnica. Incidência tributária b. O Código Tributário Nacional tem força hierárquica de lei complementar ou de lei ordinária? Justifique. ( F ) Uma das características dos tributos é a de que eles só podem ser pagos em dinheiro. Isenção Tributária 5. IPI c. ou por normas que lhe sejam hierarquicamente superiores. o ITD causa mortis é calculado sobre o valor venal dos bens na data da avaliação.

um invadindo a esfera de competências do outro. e 2) quando houver previsão da extraterritorialidade. existem dois poderes tributários. temos que tipo de vigência? a. Ela é exclusiva. ( V ) As imunidades tributárias. É o inverso. PREENCHA AS LACUNAS: 1. dizem respeito. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------AP1 – 2009-2 1. Deve guardar uma relação com a capacidade de contribuir (capacidade contributiva) do contribuinte. que fixe normas gerais tributárias. Se a lei estabelece a seguinte regra: “esta lei entra vigor transcorridos 30 dias de sua publicação”.2. O art. autoriza. A competência para instituir impostos. correlacione-as com as espécies de taxas. a extraterritorialidade: 1) quando os convênios celebrados pelos entes federativos reconheçam a extraterritorialidade. em lei da união. denominado alíquota. Tácita e determinada LEIA COM ATENÇÃO AS AFIRMATIVAS ABAIXO E. Competência Municipal ( ( ( ( ( ( ( ( ( 3 2 1 2 1 1 3 3 1 ) ITBI ) IPVA ) IR ) ITD ) ITR ) IPI ) IPTU ) ISS ) IOF 10. indevido ou maior que o devido. na isenção o tributo é devido. PROPORCIONAIS – quando o fator percentual. ( V ) A contribuição social sobre iluminação pública é a única só da competência dos Municípios e do Distrito Federal. é: a. ao contrário. 102 do Código Tributário Nacional. porque existe a obrigação. Expressa e determinada (X) d. PROGRESSIVOS e REGRESSIVOS. 2. Extraordinária (X) d. ( F ) Na bitributação o mesmo poder tributário competente cria um tributo repetido sobre a mesma coisa. ENTRE OS PARÊNTESES. Taxa de Serviço . aos impostos. Tácita e indeterminada c. Na não-incidência. ao contrário dos impostos. incide sobre uma base de cálculo variável. PROGRESSIVOS – quando a alíquota se eleva ao elevar-se o valor que serve de base de cálculo. em se tratando de legislação tributária? Sim. não se referindo a outras espécies de tributos. em duas situações. que têm sua cobrança desvinculada de uma determinada atividade estatal. CORRELACIONE: Sabendo que as taxas podem ser de dois tipos. A obrigação tributária Principal surge com a ocorrência do fato gerador e tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. em regra. no bis in idem. REGRESSIVOS – quando a alíquota se reduz ao elevar-se o valor da base de cálculo. de onde se conclui que. o valor do imposto independe da capacidade de contribuir do contribuinte. ( V ) As taxas e as contribuições de melhoria são tributos relacionados a uma atividade estatal específica. enunciados na coluna da esquerda. mas a lei dispensa o seu pagamento. Geral Residual 2. no caso de guerra externa. Geral Privativa c. a que o sujeito passivo faz jus. Competência Estadual 3. A alíquota não varia. ( F ) Segundo a Constituição Federal. Geral Comum b. É possível a aplicação do princípio da extraterritorialidade. em nossa sistemática constitucional. ASSINALE “V” OU “F”: ( F ) A competência para instituir impostos é comum a todos os entes da Federação. Tada de Polícia ( 1 ) Taxa Judiciária ( 2 ) Taxa de Inspeção Sanitária ( 2 ) Taxa de Obras ( 1 ) Taxa do Lixo ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------AP1 – 2010-1 1. não é devido o tributo porque não chega a surgir a própria obrigação tributária. a obrigação tributária Acessória é aquela que objetiva o cumprimento de obrigação tributária diferente da Principal. Expressa e indeterminada b. previstas na coluna da direita: ( 1 ) Taxa de Incêndio ( 2 ) Taxa de Publicidade 2. Diferencie entre impostos variáveis PROPORCIONAIS. O que vem a ser a REPETIÇÃO DO INDÉBITO? É o direito à restituição pelo pagamento. a isenção pressupõe a incidência.

R. comente a iniciativa da prefeitura. objetiva-se determinar os fins a que se destina a norma sob interpretação. a cobrança deverá ser única. à época da importação (alíquota específica). com o fim de exportação. b) Sistemática ( D ) Através dela. Sendo uma obra apenas. (entrada no território nacional) ( F ) Como base de cálculo do Imposto de Importação. exportação ou reexportação). V – CORRELACIONE: Estabeleça a correspondência entre as duas colunas abaixo. do CTN). que valorizou um casa que tinha vínculo com a Rua “A” e com a Rua “B”. (invertidos os nomes das alíquotas). Daí pode-se inferir que o fato gerador do Imposto de Importação é a saída de mercadoria estrangeira na sua origem. que inundou a maior parte dos bairros. Direto. que devem atuar em harmonia. Receita Originária b. Privativa (X) c. múltiplo ou cumulativo e RESIDUAL. em moeda corrente. Cumulativa d. Receita derivada (porque assim são denominados os recursos próprios) d. porque somente a União Federal pode instituir este tributo. ou similar. ASSINALE “V” OU “F”: ( V ) Considerando o IR (Imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza). 2. tendo em vista a sua singularidade. Comum b. ( F ) Segundo o CTN-114. Os recursos provenientes da arrecadação de tributos são denominados: a. ao qual caberá a emissão de nota fiscal de venda ao comprador estrangeiro. d) Restritiva ( C ) Através dela. ( V ) A exportação INDIRETA ocorre quando o estabelecimento industrial ou produtor emite a nota fiscal. O poder de tributar pode ser geral e EXTRAORDINÁRIO OU ESPECIAL. Ingressos 2. como: Federal.: A iniciativa é ilegal. e Pessoal. por meio de raciocínio dedutível. para destinatário comprador no Brasil.: Não. Residual LEIA COM ATENÇÃO AS AFIRMATIVAS ABAIXO E. (art.1. Passando por necessidades urgentes decorrentes de uma intensa chuva. podemos ter a unidade de medida adotada pela legislação tributária (alíquota ad valorem) ou o preço normal alcançado pelo produto. o intérprete verifica que o legislador disse mais. O poder geral se subdivide em PRIVATIVO. o fato gerador de um tributo é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência. Progressivo. RESPONDA: O poder público municipal realizou obra de pavimentação. . A competência para instituir contribuições sociais é geral: a. foi mais amplo do que devia. Em face do estudo realizado sobre o assunto. podemos classificá-lo. ENTRE OS PARÊNTESES. em face dos critérios estudados. PREENCHA AS LACUNAS: 1. o destinatário indicado por remessa postal internacional e ainda o ADQUIRENTE de mercadoria depositada em entreposto (para venda. referentes às diversas espécies de interpretação: a) Lógica ( B ) Através dela o intérprete considera que o texto sob interpretação faz parte de um sistema jurídico. O Fisco poderá cobrar apenas uma vez pela obra realizada. podemos citar o IMPORTADOR (que promove a entrada do produto estrangeiro no país). a Prefeitura de Cidade Feliz resolve instituir a cobrança de empréstimo compulsório a ser restituído no prazo de cinco anos. não correspondendo aos valores e fatos da atualidade. ocorreu apenas um fato gerador que será aquilatado na sua base de cálculo através do requisito custo total e valorização individual. COMUM. se obra foi uma. Como sujeito passivo do Imposto de Importação. Poderá ser cobrado duas vezes a contribuição de melhoria? R. c) Teleológica ( A ) Através dela procura-se atingir a perfeita coerência do alcance das expressões constitucionais. analisando os períodos das leis e combinando-os mutuamente. incide sobre a renda. Receita de Terceiros c. composto de inúmeras normas. 81.

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