Ficha Técnica Título: Matemática, Programa da 12ª Classe Edição: ©INDE/MINED - Moçambique Autor: INDE/MINED – Moçambique

Capa, Composição, Arranjo gráfico: INDE/MINED - Moçambique Arte final: INDE/MINED - Moçambique Tiragem: 350 Exemplares Impressão: DINAME Nº de Registo: INDE/MINED – 6294/RLINLD/2010

1

Prefácio Caro Professor É com imenso prazer que colocamos nas suas mãos os Programas do Ensino Secundário Geral. Com a introdução do Novo Currículo do Ensino Básico, iniciada em 2004, houve necessidade de se reformular o currículo do Ensino Secundário Geral para que a integração do aluno se faça sem sobressaltos e para que as competências gerais, tão importantes para a vida continuem a ser desenvolvidas e consolidadas neste novo ciclo de estudos. As competências que os novos programas do Ensino Secundário Geral procuram desenvolver, compreendem um conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores necessários para a vida que permitam ao graduado do Ensino Secundário Geral enfrentar o mundo de trabalho numa economia cada vez mais moderna e competitiva. Estes programas resultam de um processo de consulta à sociedade. O produto que hoje tem em mãos é resultado do trabalho abnegado de técnicos pedagógicos do INDE e da DINEG, de professores das várias instituições de ensino e formação, quadros de diversas instituições públicas, empresas e organizações, que colocaram a sua sabedoria ao serviço da transformação curricular e a quem aproveitamos desde já, agradecer. Aos professores, de que depende em grande medida a implementação destes programas, apelamos ao estudo permanente das sugestões que eles contêm e que convoquem a vossa criatividade e empenho para levar a cabo a gratificante tarefa de formar hoje os jovens que amanhã contribuirão para o combate à pobreza.

Aires Bonifácio Baptista Ali.

Ministro da Educação e Cultura

2

1. Introdução A Transformação Curricular do Ensino Secundário Geral (TCESG) é um processo que se enquadra no Programa Quinquenal do Governo e no Plano Estratégico da Educação e Cultura e tem como objectivos: Contribuir para a melhoria da qualidade de ensino, proporcionando aos alunos aprendizagens relevantes e apropriadas ao contexto socioeconómico do país. Corresponder aos desafios da actualidade através de um currículo diversificado, flexível e profissionalizante. Alargar o universo de escolhas, formando os jovens tanto para a continuação dos estudos como para o mercado de trabalho e auto emprego. Contribuir para a construção de uma nação de paz e justiça social. Constituem principais documentos curriculares: O Plano Curricular do Ensino Secundário (PCESG) – documento orientador que contém os objectivos, a política, a estrutura curricular, o plano de estudos e as estratégias de implementação; Os programas de ensino de cada uma das disciplinas do plano de estudos; O regulamento de avaliação do Ensino Secundário Geral (ESG); Outros materiais de apoio.

1.1. Linhas Orientadoras do Currículo do ESG O Currículo do ESG, a ser introduzido em 2008, assenta nas grandes linhas orientadoras que visam a formação integral dos jovens, fornecendo-lhes instrumentos relevantes para que continuem a aprender ao longo de toda a sua vida. O novo currículo procura por um lado, dar uma formação teórica sólida que integre uma componente profissionalizante e, por outro, permitir aos jovens a aquisição de competências relevantes para uma integração plena na vida política, social e económica do país. As consultas efectuadas apontam para a necessidade de a escola responder às exigências do mercado cada vez mais moderno que apela às habilidades comunicativas, ao domínio das Tecnologias de Informação e Comunicação, à resolução rápida e eficaz de problemas, entre outros desafios. Assim, o novo programa do ESG deverá responder aos desafios da educação, assegurando uma formação integral do indivíduo que assenta em quatros pilares, assim descritos: Saber Ser que é preparar o Homem moçambicano no sentido espiritual, crítico e estético, de modo que possa ser capaz de elaborar pensamentos autónomos, críticos e formular os seus próprios juízos de valor que estarão na base das decisões individuais que tiver de tomar em diversas circunstâncias da sua vida; Saber Conhecer que é a educação para a aprendizagem permanente de conhecimentos científicos sólidos e a aquisição de instrumentos necessários para a compreensão, a interpretação e a avaliação crítica dos fenómenos sociais, económicos, políticos e naturais; Saber Fazer que proporciona uma formação e qualificação profissional sólida, um espírito empreendedor no aluno/formando para que ele se adapte não só ao meio produtivo actual, mas também às tendências de transformação no mercado; 3

conhecimentos. Desenvolvimento de projectos estratégias de implementação individualmente ou em grupo. Perante este desafio. Capacidade de lidar com a complexidade. cada vez mais importante preparar o aluno para aprender a aprender e para aplicar os seus conhecimentos ao longo da vida.2. pensar critica e criativamente ou relacionar-se com os outros um indivíduo necessita de combinar um conjunto de conhecimentos. Isto significa que para resolver um determinado problema. Isto significa que o papel da escola transcende os actos de ensinar a ler. participar e comportar-se de forma responsável. idosos e crianças. Desenvolvimento do espírito de tolerância e cooperação e habilidade para se relacionar bem com os outros. a quem cabe definir quais deverão ser consideradas importantes. que competências são importantes para uma integração plena na vida? As competências importantes para a vida referem-se ao conjunto de recursos. na vida quotidiana. nomeadamente: • • • • • • • • • • • • Comunicação nas línguas moçambicana. Neste quadro. diversidade e mudança. inglesa e francesa. rigor. actualmente reconhecidas como cruciais para o desenvolvimento do indivíduo e necessárias para o seu bem estar. mas também à sociedade. habilidades atitudes. portuguesa. persistência e qualidade na realização e apresentação dos trabalhos. agir sobre ele. Resolução de problemas que reflectem situações quotidianas da vida económica social do país e do mundo. religiões. e como cidadãos responsáveis e úteis na família. isto é. mas também. 4 . entre outros. reserva-se à escola o papel de desenvolver. práticas e valores. Desenvolvimento de juízo crítico. Agenda 2025:129 Estes saberes interligam-se ao longo da vida do indivíduo e implicam que a educação se organize em torno deles de modo a proporcionar aos jovens instrumentos para compreender o mundo. matemática e cálculo. tabagismo e outras drogas. através do currículo. Desenvolvimento da autonomia pessoal e a auto-estima. Uso de leis. raças. biologia ou química. tomar decisões informadas. Aplicação da formação profissionalizante na redução da pobreza. saber comunicar-se com os outros. Naturalmente que o desenvolvimento das competências não cabe apenas à escola. Adopção de atitudes positivas em relação aos portadores de deficiências. não só as competências viradas para o desenvolvimento das habilidades de comunicação. Torna-se. à sua família e aos outros homens de diversas culturas. entre outros. tendo em conta a realidade do país. assim. a escrever. Os desafios da Escola A escola confronta-se com o desafio de preparar os jovens para a vida. cooperar com os outros. as competências gerais. o desafio da escola é. leitura e escrita. Adopção de comportamentos responsáveis com relação à sua saúde e da comunidade bem como em relação ao alcoolismo. gestão e resolução de conflitos. isto é. de estratégias de aprendizagem e busca metódica de informação em diferentes meios e uso de tecnologia. fornecer as ferramentas teóricas e práticas relevantes para que os jovens e os adolescentes sejam bem sucedidos como indivíduos. geografia. 1. na comunidade e na sociedade.Saber viver juntos e com os outros que traduz a dimensão ética do Homem. pois. respeitar-se a si. Neste contexto. Desenvolvimento do civismo e cidadania responsáveis. valores e comportamentos que o indivíduo mobiliza para enfrentar com sucesso exigências complexas ou realizar uma tarefa. a contar ou de transmitir grandes quantidades de conhecimentos de história. em geral. viver.

o amor à pátria. justiça. o desenvolvimento de valores como a igualdade. (. conviver com os outros e bem fazer. De referir que. honestidade. perseverança. O desenvolvimento de projectos comuns constitui-se também com uma estratégias que permite estabelecer ligações interdisciplinares. No currículo do ESG prevê-se uma abordagem transversal das competências gerais e dos temas transversais. tolerância. ao concluir o ESG esteja preparado para produzir o seu sustento e o da sua família e prosseguir os estudos nos níveis subsequentes. o respeito pelo próximo e pelo bem comum. é importante que as acções levadas a cabo na escola e as atitudes dos seus intervenientes sobretudo dos professores constituam um modelo do saber ser. 5 . atitudes e valores. em altas tecnologias e que exigem cada vez mais novas habilidades relacionadas com adaptabilidade. empreendedorismo e a flexibilidade de modo a ter várias ocupações ao longo da vida. envolvam professores. mobilizar as competências treinadas em várias áreas de conhecimento para resolver problemas concretos.3. Assim. solidariedade. 1. numa perspectiva de aprender a fazer fazendo. A Abordagem Transversal A transversalidade apresenta-se no currículo do ESG como uma estratégia didáctica com vista um desenvolvimento integral e harmonioso do indivíduo. O aluno só aprenderá a viver num ambiente limpo se a escola estiver limpa e promover o asseio em todos os espaços escolares. Considerando as especificidades de cada disciplina. embora os valores se encontrem impregnados nas competências e nos temas já definidos no PCESG. Perspectiva-se que o jovem seja capaz de lidar com economias em mudança. PCESG:27 Neste contexto. As competências acima indicadas são relevantes para que o jovem. espera-se que as actividades a realizar no âmbito da planificação e implementação de projectos. Com efeito.. o amor ao trabalho. adopção de perspectivas múltiplas na resolução de problemas. toda a prática educativa gravita em torno das competências acima definidas de tal forma que as oportunidades de aprendizagem criadas no ambiente escolar e fora dele contribuam para o seu desenvolvimento. alunos e até a comunidade e constituam em momentos de ensino-aprendizagem significativos. deverá estar ancorado à prática educativa e estar presente em todos os momentos da vida da escola. o amor próprio. responsabilidade. Neste contexto. O currículo do ESG prevê ainda a abordagem de temas transversais.Importa destacar que estas competências encerram valores a serem desenvolvidos na prática educativa no contexto escolar e extra-escolar. isto é. envolvendo-os na resolução de situaçõesproblema parecidas com as que se vão confrontar na vida. o amor à verdade. nas sugestões metodológicas e no texto de apoio sobre os temas transversais. habilidades. liberdade. competitividade. motivação. toda a comunidade escolar é chamada a contribuir na formação dos alunos.) o aluno aprenderá a respeitar o próximo se tiver a oportunidade de experimentar situações em que este valor é visível. são dadas indicações para a sua abordagem no plano temático. O aluno cumprirá as regras de comportamento se elas forem exigidas e cumpridas por todos os membros da comunidade escolar de forma coerente e sistemática. adaptar-se a uma economia baseada no conhecimento. ao longo do ano lectivo. Assim.. espera-se que as actividades curriculares e cocurriculares sejam suficientemente desafiantes e estimulem os alunos a mobilizar conhecimentos. de forma explícita. humildade.

As habilidades comunicativas desenvolvem-se através de um envolvimento conjugado de todas as disciplinas e não se reserva apenas às disciplinas específicas de línguas. 1. a dar opiniões sobre factos ouvidos ou lidos nos órgãos de comunicação social.aprendizagem das diferentes disciplinas que constituem o currículo fará mais sentido se estiver ancorado aos quatro saberes acima descritos interligando os conteúdos inerentes à disciplina. o estudo de obras de autores moçambicanos constitui um pilar para o desenvolvimento do espiríto patriótico e exaltação da moçambicanidade. • • 6 . No currículo do ESG. sessões para a apresentação e discussão de temas ou trabalhos de pesquisa. bairro. Por exemplo. são usados a língua oficial (Português). acompanhar as diferentes etapas do trabalho para poder observar os alunos. Os alunos deverão ser encorajados a ler obras diversas e a fazer comentários sobre elas e seus autores. encontrar pontos de interligação entre as disciplinas que propiciem o desenvolvimento de competências. colocando problemas concretos e complexos. aldeia. Particular destaque deverá ser dado à literatura representativa de cada uma das línguas e. Para conseguir este feito. o gosto pelo saber como uma ferramenta para compreender o mundo e transformá-lo. o professor deverá colocar desafios aos seus alunos. O desafio da escola é criar espaços para a prática das línguas tais como a promoção da leitura (concursos literários. a expressar ideias contrárias ou criticar de forma apropriada. Todos os professores deverão assegurar que alunos se expressem com clareza e que saibam adequar o seu discurso às diferentes situações de comunicação. projecto ou dar um problema que os obriga a recorrer a conhecimentos. O Papel do Professor O papel da escola é preparar os jovens de modo a torná-los cidadãos activos e responsáveis na família. a escrever sobre temas variados. sessões de poesia). às componentes transversais e às situações reais. exposições. comunidade) ou no trabalho. habilidades e valores para encontrar ou propor alternativas de soluções. é importante que este consiga: • • organizar tarefas ou projectos que induzam os alunos a mobilizar os seus conhecimentos. O ensino . criar. A correcção linguística deverá ser uma exigência constante nas produções dos alunos em todas as disciplinas. procedimentos e experiências de outras áreas do saber. no caso da língua oficial e das línguas moçambicanas. no meio em que vivem (cidade. debates sobre temas de interesse dos alunos.5. A preparação do aluno para a vida passa por uma formação em que o ensino e as matérias leccionadas tenham significado para a vida do jovem e possam ser aplicados a situações reais. Tendo presente que a tarefa do professor é facilitar a aprendizagem. línguas Moçambicanas. motivá-los e corrigi-los durante o processo de trabalho. a buscar informações e a sistematizá-la. línguas estrangeiras (Inglês e Francês). envolver os alunos numa actividade.4 As Línguas no ESG A comunicação constitui uma das competências considerada chave num mundo globalizado. envolvendo-os em actividades ou projectos. nos alunos. actividades culturais em datas festivas e comemorativas.1. entre outros momentos de prática da língua numa situação concreta.

Um projecto de recolha de contos tradicionais ou da história local poderá envolver diferentes disciplinas. Por exemplo: Português colaboraria na elaboração do guião de recolha. contribuindo assim para o desenvolvimento das competências mais gerais definidas no PCESG. entusiasmo. O aluno não é um receptáculo de informações e conhecimentos. Com estes projectos treinam-se habilidades. O seu papel na liderança de uma comunidade escolar implica ainda que seja um mediador e defensor intercultural. organizador democrático e gestor da heterogeneidade vivencial dos alunos. o gosto pelo raciocínio e debate de ideias. estrutura. de análise. Neste sentido. As metodologias activas e participativas propostas. Este empreendimento exige do professor uma mudança de atitude em relação ao saber. de pesquisa. aptidões e gostos pessoais. numa perspectiva formativa. não se pode falar em desenvolvimento de competências para vida. Com efeito. As metodologias de ensino devem desenvolver no aluno: a capacidade progressiva de conceber e utilizar conceitos. o professor não é mais um centro transmissor de informações e conhecimentos. 7 . aos alunos e colegas de outras disciplinas. regulando os recursos e aplicando uma pedagogia construtivista. desenvolvem-se atitudes de trabalhar em equipa. O professor deve assumir-se como criador de situações de aprendizagem. expondo a matéria para reprodução e memorização pelos alunos. redacção e correcção dos textos. maior capacidade de trabalho individual e em grupo. o sucesso deste programa passa pelo trabalho colaborativo e harmonizado entre os professores de todas as disciplinas. à profissão. Educação Visual ficaria responsável pelas ilustrações e cartazes. Geografia integraria aspectos geográficos. de interdisciplinaridade se os professores não dialogam. O aluno deve ser um sujeito activo na construção do conhecimento e pesquisa de informação. de resolver problemas e a auto-estima. físicos e socio-económicos da região. História ocupar-se-ia dos aspectos técnicos da recolha deste tipo de fontes. o interesse pela integração social e vocação profissional.• avaliar os alunos no quadro das competências que estão a ser desenvolvidas. centradas no aluno e viradas para o desenvolvimento de competências para a vida pretendem significar que. reflectindo criticamente sobre a sociedade. espírito competitivo. não desenvolvem projectos comuns ou se fecham nas suas próprias disciplinas.

A Matemática está presente em diversos campos de actividade humana. os alunos devem ser constantemente estimulados a debater (aspecto dialogo) com os colegas ou com o professor. A utilização de métodos e procedimentos heurísticos para que o aluno realize a construção do seu próprio conhecimento. gráficos. A matemática constitui um instrumento útil que permite desenvolver capacidades do pensamento e favorece atitudes compatíveis com o desenvolvimento de qualquer sociedade. no controle da produção. Durante as aulas. responsável e consciente das relações em que está envolvido e do ambiente em que vive. historicamente. pelo que o seu ensino deve estar inscrito numa política de modernização económica. O papel da matemática é reconhecido no desenvolvimento de qualquer país. 8 . os alunos terem a oportunidade de explorá-los na sua vida quotidiana.1. ensino da Matemática deverá participar. Resolver problemas escritos é uma forma de resolução de problemas. sendo capazes de compreender as ideias matemáticas que são transmitidas verbalmente. económico e cultural) da actividade humana. Deste modo. isto é. a inter-relação da Matemática com diferentes disciplinas. através de exploração de situações vividas no quotidiano. porém. O mundo moderno aponta para a necessidade de adequar a Matemática a uma nova realidade. no planeamento da economia. social e cultural no país. argumentar e contra-argumentar através da escrita ou da fala. ou da escrita. O destaque para a resolução de problemas. é importante que os alunos se defrontem com problemas que não sejam teatralizados. independência empreendedora. a matemática tem muita utilidade prática na vida quotidiana de qualquer pessoa. Eles devem saber comunicar-se matematicamente. ajudando-os a desenvolver sua capacidade de expressão matemática. têm sido. ou materiais concretos. diagramas. bem como a sua abordagem de forma linear e rígida sem. Além disso. migrações. explorando situações vividas no dia-a-dia. Pode-se dizer. sendo a base prioritária para a formação da personalidade dos alunos. pelos princípios e métodos de trabalho praticados. o aluno de conhecimentos básicos necessários para a resolução de problemas. nas estatísticas relacionadas com as doenças. por escrito ou através de imagens. contudo.1. Um dos grandes obstáculos da aprendizagem da Matemática é a hierarquização dos conteúdos. Por isso. etc. Estas e outras razões fazem da matemática uma disciplina essencial na formação dos cidadãos de qualquer país. A transformação do programa do ensino da Matemática tem como perspectiva metodológica: A incorporação de competências Matemáticas centradas no desenvolvimento do raciocínio dos alunos. Assim. ou com a ajuda de desenhos. com segurança que. natalidade. como por exemplo. o mundo não pode viver sem matemática. na educação do jovem para a autonomia e solidariedade. a resolução de problemas é um processo de aplicação de conhecimentos previamente adquiridos à situações novas e não familiares. mostrando a necessidade da aprendizagem da Matemática na solução dos problemas da vida. assegurando a compreensão do significado dos conteúdos. mortalidade. Por esta razão. indispensáveis para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia. pelas suas múltiplas aplicações nos diversos campos (social. o ensino desta disciplina deve dotar. A apresentação dos conteúdos de Matemática garantindo a interdisciplinaridade e a transversalidade. a Matemática tem um papel essencial no desenvolvimento de processos de pensamento. A APRENDIZAGEM DA DISCIPLINA DE MATEMÁTICA 1. Introdução Os conhecimentos matemáticos. exprimir ideias matemáticas através da fala.

inequações e sistemas de equações. traduzir situações problemáticas e informações contidas em tabelas e gráficos e encontrar possíveis soluções. através de métodos apropriados para o desenvolvimento do pensamento lógico. cultivar a auto-erstima a presevença na busca de solições. • Resolução de problemas explorando a Matemática através de situações vividas no quotidiano e nas várias disciplinas. 9 . • Resolver problemas envolvendo o cálculo probabilístico. OBJECTIVOS GERAIS DO ENSINO DA MATEMÁTICA NO 2º CICLO O aluno deve ser capaz de: • Interpretar diferentes escritas algébricas (expressões. • A resolução de problemas que exijam equações trigonométricas. • Enunciar propriedades e dar definições com as suas próprias palavras. • O pensamento geométrico através do reconhecimento e utilização de ideias geométricas em diversas situações da vida e na comunicação. quer dizer que. • Estudar sucessões definidas de diferentes formas. • Resolver problemas de contagem. igualdades e desigualdades. compreensão e importância da Matemática no tratamento de aspectos transversais como a ética. e cognitivos. dentro de cada unidade e ao longo da classe e do ciclo. e um material de apoio para a sua preparação na realização do seu trabalho com maior segurança e objectividade. mas também à consideração. concavidade e assimptotas) • O raciocínio combinatório. extremos. • Este programa constitui um documento orientador para o trabalho do professor. • Desenvolver o pensamento lógico ao operar com conceitos e procedimentos com métodos apropriados. culturais. • Reconhecer os conhecimentos matemáticos como meio para compreensão do mundo que nos rodeia através da investigação e desenvolvimento de acções que estimulem o interesse. • Usar as noções de lógica na clarificação de conceitos.A garantia da sistematização de conhecimentos através da exercitação. paridade e periodicidade) assim como o comportamento das funções trigonométricas como funções reais de variável real (monotonos. a aritmética e a geometria. deve conseguir-se a integração das diferentes áreas da Matemática como a álgebra. Pretende-se que. a resolução de problemas. • Resolver problemas de incidência. sociais. a curiosidade. económicos. paralelismo e perpendicularidade no plano por via intuitiva e analítica. a compreensão das características das funções circulates (simetria. • Aplicar conhecimentos de análise infenitesimal no estudo da função real de variável real. Pela matemática se pode destacar a importância de o aluno desenvolver a capacidade de construir os seus próprios conhecimentos matemáticos. • Interpretar e comparar distribuições estatísticas. • Utilizar vectores no estudo do plano e espaço em referencial ortonormado. o aluno deve desenvolver competências sobre: • O pensamento algébrico por meio de representações algébricas que permitem fazer generalizações sobre propriedades das operações aritméticas. • Como operar com conceitos e procedimentos. • Interpretar fenómenos e resolver problemas recorrendo a funções e seus gráficos. A Matemática deverá estimular o interesse. o espírito de investigação e o desenvolvimento da capacidade para resolver problemas. com o novo programa de Matemática do 2º Ciclo. • Operar com expressões racionais. • Resolver equações. estatístico e probabilístico por meio da compreensão dos fenómenos determinísticos e fenómenos aleatórios e construção de modelos de probabilidade para situações simples. antropológicos. meio ambiente. irracionais exponenciais. • Observar regularidades e estabelcer leis matemáticas que expressem a relação de dependência entre variáveis. Assim. o aluno se dê grande destaque não só à resolução de problemas. a curiosidade. 4. logaritmicas e trigonométricas.

identificando aspectos consensuais ou não e respeitando o modo de pensar dos outros. rigor e lógica. • Desenvolver o espírito de tolerância e cooperação: Colaborar nos trabalhos em grupo. • Probalilidade e Estatística. gráficos. mostrando espírito crítico e autocrítica e participando na realização de actividades e na resolução de problemas. ouvindo e respeitando as opiniões dos outros. indução e dedução. analogias. Resolver problemas matemáticos que reflectem situações quotidianas da vida económica e social do país e do mundo. naturais. formular juízos elementares sobre situações concretas. • Funções. estimativas utilizando conceitos e procedimentos matemáticos assim como instrumentos tecnológicos disponíveis. e uso de tecnologia. Resolver problemas matemáticos que reflectem situações quotidianas da vida económica e social do país e do mundo apresentando resultados com precisão e clareza nos domínios numéricos estudados em que estejam envolvidos conhecimentos sobre: • Cálculo algébrico. Analisar situações da vida real identificando modelos matemáticos que permitam a sua interpretação e resolução. Ciências Sociais e humanas. gráficos. persistência e rigor: manifestar responsabilidade. da Física. como intuição. da Química. organizar e realizar os trabalhos de matemática de forma organizada e revelar preocupação de qualidade na apresentação dos trabalhos. autonomia e interesse para planificar. a partir de tabelas e gráficos. disponibilidade. Resolver problemas nos domínios da Matemática. Interpretar e utilizar representações matemáticas (tabelas. • Criar capacidade de intervenção social pelo estudo e compreensão de problemas e situações da sociedade actual e bem assim pela discussão de sistemas e instâncias de decisão que influenciam a vida dos cidadãos. • Sistema de equações. tabelas. partilhando saberes e responsabilidades de maneira solidária e sociável. Desenvolver capacidades para a busca de informação em diferentes meios. participando desse modo na formação para uma cidadania activa. • A recolha e organização de dados assim como representá-los em tabelas e gráficos. trabalhando colectivamente na busca de soluções de problemas propostos. • 10 . Desenvolver a capacidade de comunicar conceitos. Transcrever mensagens matemáticas da linguagem corrente para a linguagem simbólica (fórmulas. participativa e responsável. • Equações e inequações. • Contribuir para uma atitude positiva face às Ciências. Aplicar propriedades na resolução de exercícios e problemas matemáticos. mostrando curiosidade e disposição para a busca de novos conhecimentos. • Cálculo combinatório • Geometria no plano. símbolos.Reconhecer que a Matemática é um instrumento útil para a vida e é parte integrante das nossas raízes culturais. expressões e símbolos). Seleccionar estratégias adequadas na resolução de problemas.) e vice-versa. • Interagir de forma cooperativa. etc. raciocínios e ideias com clareza. • A interpretação de fenómenos sociais. económicos. diagramas. sabendo validar estratégias e resultados desenvolvendo formas de racicíonio e processos. etc. • Desenvolver a confiança em si próprio: exprimir e argumentar as suas opiniões. Economia. • Desenvolver hábitos de trabalho. porque ajuda a pensar e a raciocinar correctamente. enfrentar com confiança situações novas e mostrar flexibilidade e criatividade.

5. Equações e inequações logarítmicas 2º 3º Geometria analítica no plano. Primitiva de uma função Números complexos 11 . Álgebra Equações e inequações exponenciais. Limites e continuidade de funções. Cálculo diferencial. Visão geral dos conteúdos Trimestre 1º Unidades temáticas por classe 11ª Introdução à lógica Matemática. IV. V. Cálculo combinatório e Probabilidades Funções reais de variável real. Funções. Funções reais de variável natural. inequações e trigonométricas equações 12ª Módulos.

Interpretar e comparar distribuições estatísticas. • Transcrever mensagens matemáticas de diferentes formas ou linguagens (diagramas. Descrever as propriedades das funções. Biologia. • Selecção de estratégias de resolução de problemas.Cálculo diferencial. Distinguir progressões aritméticas das progressões geométricas. o aluno deve possuir conhecimentos sobre: . Desenvolver a capacidade de utilizar a matemática na interpretação e intervenção real através de: • Análise de situações da vida real identificando modelos matemáticos que permitam a sua interpretação e resolução. . Calcular probabilidade de alguns acontecimentos.Funções reais de variável natural. Dar exemplos de situações em que os modelos de progressões aritmética ou geométricas sejam adequados. Investigar as propriedades de progressões aritméticas e de progressões geométricas. Determinar derivadas laterais de uma função num ponto. . • Análise crítica dos resultados no contexto do problema. Objectivos gerais do Ensino da Matemática na 12ª classe Ao terminar a 11ª classe. • • 12 Desenvolver o raciocínio e o pensamento científico através de: Descoberta de relações entre conceitos matemáticos. Estabelecer as propriedades da primitiva da soma e do produto por constante. Interpretar geometricamente as operações com números complexos. Resolver equações modulares simples. Aplicar as regras de derivação ao cálculo de derivadas de funções reais de variável real. infinitésimo e limites notáveis. . raciocínios e ideias com clareza e rigor lógico. etc). Identificar acontecimentos em espaços finitos. Relacionar a existência de derivada com a continuidade num ponto. Construir modelos de probabilidades em situações simples. Definir primitiva de uma função.Conjunto de números complexos • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Desenvolver a capacidade de: Construir e Interpretar o gráfico de uma função módulo. . . Física. Calcular e identificar primitivas imediatas. Química. • Resolução de problemas nos vários domínios do saber (Matemática. Desenvolver a capacidade de comunicar: • Conceitos.6. Definir derivada de uma função num ponto interpretando-a geometricamente.Limites e continuidade de funções. .Primitiva de uma função . Operar com números complexos na forma algébrica e na forma trigonométrica. expressões e símbolos). • Traduzir representações descritas por tabelas ou gráficos. Determinar limites de uma função: infinitamente grande. . Resolver problemas simples usando progressões aritméticas e de progressões geométricas. Economia. Resolver problemas envolvendo cálculo de probabilidade.Funções reais de variável real. Verificar a continuidade de uma função num ponto e no seu domínio. Ciências Sociais. gráficos. Resolver problemas de contagem. • Interpretar textos Matemáticos. Determinar extremos de uma função usando derivadas.Cálculo combinatório e probabilidades. Representar graficamente as funções.Módulo de uma função.

13 . Apreciar o contributo da Matemática na compreensão e resolução de problemas da Humanidade. Reconhecer aspectos da História da Matemática e relacioná-los com momentos históricos de relevância social e cultural. respeitando a opinião dos outros e aceitando as diferenças.• • • • • • • Formulação de generalizações a partir de experiências concretas. Validação de conjecturas. Desenvolver o espírito de colaboração em trabalhos de grupo. Valorizar o uso de recursos tecnológicos como instrumentos que podem auxiliar na realização de trabalhos. Desenvolver o hábito de trabalho e persistência na procura de soluções para uma situação nova. partilhando saberes e responsabilidades.

Trimestre 1º 2º VISÃO GERAL DOS CONTEÚDOS DA 12ª CLASSE Módulos Cálculo combinatória e Probabilidades Funções reais de variável real Funções reais de variável natural Limites e continuidade de funções Cálculo diferencial Primitiva de uma função Conjunto dos números Complexos Revisões Nº aulas 16 24 16 20 12 20 16 88 10 de Nº de semanas 10 12 3º 13 14 .

o problema. o professor deverá orientar os seus alunos. 16 Carga horária I Módulo Sugestões metodológicas . No tratamento desta unidade temática. equações e inequações modulares. resolver analítica e graficamente. pelo facto de que os alunos tentam responder com base numa expressão memorizada e não compreendida através da definição de |x| dada na aula. pensar na distância de um ponto à origem ou pensar no módulo de um número é exactamente a mesma coisa. Conteúdos Definição de módulo de um número real 2. com clareza e progressivo rigor lógico e usa correctamente o vocabulário específico da Matemática. y = f│(x)│ Domínio. gráfico (gráfico cartesiano de uma função em referencial ortogonal) e representação gráfica. na aprendizagem da definição do módulo de um número. formulando generalizações a partir de experiências. que geralmente não tem apresentado dificuldades. zeros da função. monotonia e variação do sinal da função módulo. Por exemplo: |x+1|=? Para dar resposta a esta questão podem aparecer muitos erros.6. zeros da função. monotonia e variação do sinal da função módulo. PLANO TEMÁTICO DETALHADO Unidade temática Objectivos específicos O aluno deve ser capaz de: aplicar as propriedades de função modular na resolução de problemas práticos da vida real. construir gráficos da função módulo. cujo sentido nem sempre está claro. Função módulo do tipo: y = │f(x)│. contradomínio. Equações e inequações modulares do tipo: │f(x)│= a. Propriedades 3. oralmente e por escrito. interpretando e criticando resultados no contexto do problema. contradomínio. O aluno deve compreender porque é que o conceito de módulo de um número real está associado à ideia de distância de um ponto da recta à origem. e │f(x)│< a Competências básicas O aluno: desenvolve a capacidade de utilizar a Matemática na interpretação e intervenção no real seleccionando estratégias de resolução de problemas envolvendo o uso de valor absoluto ou módulos e. aparece na aplicação desta definição a expressões algébricas. É importante que a definição de |x| seja explicada por extenso usando frases da linguagem corrente e não seja dada simplesmente através de expressões matemáticas. desenvolve o raciocínio e o pensamento científico. 15 . desenvolve a capacidade de se comunicar. identificar funções modulares. │f(x)│> a. determinar domínio.Unidade Temática I Função. Como existe uma correspondência biunívoca entre os pontos da recta e os números reais. Interpretação geométrica de módulo da diferença de dois números 4.

3 e 4). esboçar o gráfico das funções definidas por y = f(x) + a. transformações simples de funções: dada a Função. usando dados concretos recolhidos por calculadoras gráficas ou computadores acoplados a sensores adequados). situações de modelação matemática e a exemplos de Geometria. No estudo das famílias de funções os estudantes podem realizar pequenas investigações. O estudo das transformações simples de funções deve ser feito tanto usando papel e lápis como calculadora gráfica ou computador. Deve ser dada ênfase especial à resolução de problemas usando métodos numéricos e gráficos. A resolução analítica de problemas deve ser sempre acompanhada da verificação numérica ou gráfica. y = f(x + a). contradomínio. Deve se tomar em atenção o estudo intuitivo de propriedades das funções elementares e seus gráficos. Deve ser usada a resolução analítica sempre que a natureza do problema o aconselhar. devendo retomar-se alguns exemplos estudados no tema anterior. limites nos ramos infinitos.Para todos os tipos de funções devem ser dados exemplos a partir de questões concretas (tanto de outras disciplinas que os estudantes frequentem. tanto a partir de um gráfico particular como usando calculadora gráfica (caso haja possibilidade). A resolução numérica ou gráfica deve ser sempre confrontada com conhecimentos teóricos. y = f(ax). por exemplo quando for conveniente decompor um polinómio em factores. Particular importância deverá ser dada a situações problemáticas. como de situações reais — por exemplo de recortes de jornais). por divisão dos polinómios e recorrendo à regra de Ruffini e justificação desta regra. nomeadamente quando forem usadas inequações. Resolução de problemas envolvendo funções polinomiais (com particular incidência nos graus 2. Os estudantes devem determinar pontos notáveis e extremos tanto de forma exacta como de forma aproximada (com uma aproximação definida a priori) a partir do gráfico traçado na calculadora gráfica ou computador. com a positivo ou negativo. Na resolução de problemas deve ser dada ênfase especial `a Modelação Matemática (por exemplo. monotonia. pontos notáveis (intersecção com os eixos coordenados). 16 . continuidade. O estudo analítico dos polinómios deve ser suscitado pela resolução de problemas e aí integrado. As propriedades sugeridas são: domínio. descrevendo o resultado com recurso à linguagem das transformações geométricas. a função f tanto pode ser dada a partir de um gráfico como a partir de uma expressão analítica. simetrias em relação ao eixo dos YY e `a origem. e recorrendo a: análise dos efeitos das mudanças de parâmetros nos gráficos das famílias de funções dessas classes (considerando apenas a variação de um parâmetro de cada vez). Decomposição de um polinómio em factores em casos simples. extremos (relativos e absolutos). y = |f(x)|. y = af(x).

contradomínio.Indicadores de desempenho Resolve problemas reais da vida aplicando a função modular. Determina domínio. zeros da função. resolve equações e inequações modulares. monotonia e variação do sinal da função módulo. constrói gráficos da função módulo. interpreta gráficos da função módulo. 17 .

Arranjo sem repetição. fórmula de permutações Pm aplicações 4. propriedade n C np = C n − p p II Cálculo combinatório e probabilidades aplicações Triangulo de Pascal e aplicações Binómio de Newton e aplicações Resolução de problemas Introdução ao cálculo de probabilidade Fenómenos aleatórios Operação com acontecimentos (união. impossível Acontecimento contrário e incompatível (disjuntos) Frequência absoluta e relativa de um acontecimento Propriedades das frequências relativas Noção de probabilidade obtida a partir da noção de frequência relativa Axiomatização do conceito de probabilidade num espaço finito. intersecção) Acontecimento certo. interpreta e compara distribuições. reconhecer regularidades em fenómenos aleatórios. toda a comunicação que utiliza a linguagem das probabilidades. Conteúdos 4. definição. Calculo combinatório e probabilidades 4.2. aplica a fórmula de Newton para efectuar desenvolvimento de (x + y)n sendo n natural. arranjos. estuda casos de incerteza e interpreta previsões baseadas na incerteza interpreta de forma crítica. 24 18 .3. aplicar as propriedades de frequência relativa para o calculo de probabilidades. Resolução de problemas. permutações. calcular probabilidades de acontecimentos incompatíveis e equiprováveis resolver problemas de determinação da probabilidade de um acontecimento em casos simples. combinações. aplicar probabilidades para resolução de problemas práticos da vida. fórmula de arranjos C n . calcular frequências absolutas e relativas de um acontecimento.1. distinguir arranjos.Unidade temática Objectivos específicos O aluno deve ser capaz de: aplicar fórmulas de factorial.Permutação definição. Determinação da probabilidade de um acontecimento quando os acontecimentos elementares são equiprováveis e não equiprováveis. Carga horária aplicações 4. fórmula de arranjos An p Competências básicas O aluno: aplica combinações para resolver equações e problemas concretos.4. combinações e permutações de um número para resolver problemas reais da vida. resolve problemas envolvendo cálculo de probabilidade.Factorial calculo com factorial 4. Combinações sem repetição definição.

A axiomática. É aconselhável elaborar boas formas de registo para os resultados das suas experiências de modo a poderem ser partilhadas em grupo. Todo o trabalho deve iniciar-se pela realização de experiências aleatórias (frequências relativas e probabilidades).Unidade Temática II O cálculo combinatório deve dar a possibilidade de o aluno resolver equações e problemas concretos e preparar condições para realizar o cálculo de probabilidades com sucesso. Deve ser referido que muitos resultados de contagens já eram conhecidos anteriormente noutras civilizações (o triângulo de Pascal era conhecido na China vários séculos antes de Pascal) Pretende-se que o aluno trate agora com rigor os conceitos anteriormente estudados de forma primordialmente intuitiva. permite alguns exercícios de verificação simples capazes de motivar a apropriação da utilidade deste tipo de abordagem matemática. A axiomática das Probabilidades pode ser obtida pela intuição a partir das conclusões que se forem tirando das experiências e de outros exemplos apresentados. 19 . mas não deve ser desprezada a ideia de.com métodos recursivos e fazendo alguma demonstração por indução matemática. caso seja possível. Mesmo o triângulo de Pascal deve ser introduzido a partir de problemas. sempre que possível. na vida dos matemáticos. frequentemente. As experiências e o estudo de situações (em particular dos jogos) devem ser aproveitadas para dinamizar discussões de tipo científico. por ser curta . bem como o trabalho cooperativo. capazes de motivar a apropriação da utilidade deste tipo de abordagem matemática. que descrevam com pormenor. utilizando exemplos (desde os mais simples até aos complicados). bem como para incentivar o trabalho cooperativo. O facto de tanto as definições frequência e clássica de probabilidade como a probabilidade condicionada satisfazerem a axiomática das Probabilidades permite compreender melhor o papel de uma axiomática em Matemática. nas ligações da Matemática com outros ramos de saber e actividade. por ser curta.SUGESTÕES METODOLÓGICAS . discutindo cada um deles com o professor e com os restantes colegas de modo a poder apreciar cada uma das formas de abordar o problema. Os exemplos de conjuntos para a contagem devem surgir de situações problemáticas que lhes forem sendo propostas. até que reconheçam a utilidade dos diagramas e depois das organizações simplificadoras. Experiências que permitam tirar partido de materiais lúdicos e de simulações com a calculadora contribuirão para esclarecer conceitos através da experimentação e para dinamizar discussões de tipo científico. Os alunos devem ser levados a elaborar formas de registo "legíveis" para os resultados das suas experiências que podem ser partilhadas em grupo. introduzir conexões matemáticas . os alunos devem começar por contar os elementos um a um. É importante incentivar o estudante. No caso das contagens que sejam facilitados por raciocínios combinatórios. A axiomática das Probabilidades. A simulação e o jogo ajudam a construir adequadamente o espaço dos resultados e a encontrar valores experimentais para a probabilidade de acontecimentos que estão a ser estudados. os raciocínios efectuados. permite alguns exercícios de verificação simples. oralmente e por escrito. Muitos problemas postos podem e devem resultar da análise de jogos conhecidos. a resolver os problemas por vários processos. Tartaglia e Laplace são exemplos "interessantes" para realizar incursões na história dos conceitos matemáticos. Pascal. As propriedades devem ser acedidas por meio de raciocínios combinatórios. O professor deve solicitar.

resolve problemas de determinação da probabilidade de um acontecimento em casos simples. determina a probabilidade de acontecimentos. Não é objectivo do programa entrar no estudo das variáveis contínuas mas o estudante poderá investigar se não haverá nenhuma representação que seja para a população o equivalente ao histograma na amostra. Indicadores de desempenho aplica fórmulas de factorial. combinações e permutações de um número para resolver equações e problemas reais da vida. 20 . É importante que compreendam a relação entre as estatísticas e os parâmetros populacionais. como determinar a probabilidade de acontecimentos. Os estudantes poderão utilizar simulações para construir distribuições empíricas de probabilidades. descreve acontecimentos associados a uma experiência aleatória. é muitas vezes necessário associar a uma experiência aleatória (associada a um modelo de probabilidade) valores numéricos pelo que é importante introduzir o conceito de variável aleatória bem como o de função massa de probablidade. arranjos. Das distribuições contínuas a mais conhecida foi obtida pelo matemático Gauss e tem hoje um papel importante já que muitos processos de inferência estatística a têm por base.Os alunos já sabem como descrever os acontecimentos associados a uma experiência aleatória usando o espaço ou conjunto de resultados e sabem. ainda. aplica probabilidades para resolução de problemas práticos da vida. resolve problemas de contagem. Ora.

determinar o domínio e imagem de uma função real de variável real Identifica uma função de uma variável como um modelo matemático para resolver problemas do dia-a-dia. Desenvolve atitudes de apreço pelo papel cultural da Matemática e de auto-confiança perante situações novas. simetrias. continuidade. sobrejectiva e bijectiva) Função inversa: propriedades e determinação da expressão analítica. numa Conteúdos 42. -representar uma função tabela e num gráfico. extremos(relativos e absolutos). 16 21 . intervalos de monotonia. estudo da variação de sinal. resolver problemas práticos da vida aplicando funções. e fundamenta os seus raciocínios. domínio. contradomínio.(injectiva. Competências básicas O aluno: Carga horária III Funções reais de variável real identificar. monotonia. sinal. exponencial. analisar fórmulas da geometria e de outras disciplinas para identificar funções de uma variável. Analisa gráficos de funções elementares reconhecendo e atribuindo significado a: domínio. Composição de funções. construir uma tabela de variação de uma função averiguar se uma função é injectiva.Unidade temática Objectivos específicos O aluno deve ser capaz de: definir função. Função homógrafa: gráfico e propriedades Operações com funções. Função monótona Paridade de funções (Interpretação gráfica e geométrica). identificar o domínio de uma função através da sua expressão algébrica. Comunica-se sob diversas formas. contradomínio. Revisão das funções linear. etc. quadrática. intersecção com o eixo dos YY. trigonométrica. paridade e pontos notáveis: zero(s). logarítmica. zeros. através da representação gráfica de uma função. Classificação das funções.Funções reais de variável real Revisão da noção de função e gráfico de uma função Domínio e contradomínio.

não deixando que se limite à resolução exclusiva de equações e à utilização de fórmulas. Também se vai proporcionar a construção de um gráfico através de um problema. imagens. A partir de x2 são obtidas as outras à custa de translações. zeros e sinal nos diferentes casos. Resolve-se inequações do 2º grau algébrica e geometricamente. contradomínio. Permite-se assim uma primeira abordagem dos conceitos básicos desta unidade. de forma intuitiva. objectos. sinal. Associadas ao gráfico de uma função. O gráfico surge como uma forma de representar uma função (além da tabela e da expressão analítica). monotonias e extremos. concavidade. Também se apresenta uma tabela do sinal de f que servirá posteriormente para reforçar a utilização de tabelas na resolução de inequações. Os alunos devem encontrar a definição formal de função. O domínio e o contradomínio são subconjuntos de IR . Partindo de um exemplo concreto. Em todas as circunstâncias. vértice.Unidade Temática III: Funções reais de variável real A interpretação de gráficos e tabelas que relacionam grandezas facilmente reconhecidas pelos alunos. o professor incentiva o aluno a fazer um desenho ou esboço do problema que está abordando. surge a função quadrática. de variáveis. Indicadores de desempenho identifica uma função através da sua representação gráfica. As tabelas de variação são uma forma simples de dar a ideia da monotonia. Estuda-se a monotonia. justificando adequadamente. A linguagem e simbologia utilizadas devem ser interiorizadas progressivamente a partir de exemplos do quotidiano ou das ciências. faz uma revisão ao conceito de função. classifica funções representa uma função através da tabela e do gráfico. zeros. Este estudo permite tirar reforçar os conhecimentos de transformações de funções. 22 . começará pela identificação.SUGESTÕES METODOLÓGICAS . domínio. O aluno deve justificar com algum detalhe o processo utilizado. identifica uma função através da sua expressão analítica.

limites notáveis 2. Limites de uma função Definição de limite de uma função num ponto Função infinitamente pequena e infinitamente grande.1. Cálculo de limites e operações com limites.7. extremos(relativos e absolutos). Progressão infinita 2.6.2. 2. Calcular limites de uma função. 2. Progressão aritmética e progressão geométrica: fórmula do termo geral e soma de n termos de uma progressão. Continuidade de funções Definição Funções contínuas. Limites laterais.4. Sabe comunicar. Verificar se um dado número é ou não termo de uma dada sucessão. 2. nomeadamente de modelação.3. Verificar se uma sucessão é ou não limitada. determinar o domínio e imagem de uma função real de variável real aplicar as propriedades dos limites de funções para o cálculo de limites. Resolver problemas que incidam sobre a soma de n termos de consecutivos de uma progressão.1 Limites e continuidade de funções 2. estudo da variação de sinal. Limites notáveis. sucessão infinitamente grande e infinitamente pequena. .5. Propriedades e operações sobre funções contínuas. simetrias. estudar a continuidade de funções. sob diversas formas. Desenvolve o espírito crítico. aplicar o termo geral de uma sucessão na resolução de problemas práticos da vida e matemáticos. 2.8. contradomínio.9. aplicações. Limites de sucessões – definição e cálculo 2. de casos notáveis e de limites laterais. envolvendo sucessões e funções. Operações com limites. etc.1. intervalos de monotonia. Resolve problemas da vida real . Noção de sucessão.Unidade temática Objectivos específicos O aluno deve ser capaz de: Determinar qualquer termo geral de uma sucessão. Competências básicas O aluno: Distingue função real de sucessão e respectivas representações gráficas Reconhece e dá exemplos de situações em que os modelos de sucessões sejam adequados. Analisa gráficos de sucessões e funções reconhecendo e atribuindo significado a: domínio. limite de uma sucessão. e fundamentar os raciocínios efectuados. indeterminações 2. Propriedades dos limites de funções. Calculo de limites. Carga horária III Funções reais de variável natural (sucessões) 24 23 . nomeadamente no referente à utilização de instrumentos tecnológicos. continuidade.2. Verificar se uma sucessão é uma progressão aritmética ou é progressão geométrica.1. 2. Limites infinitos. Conteúdos Sucessões numéricas 2. intersecção com o eixo dos YY. Tem noção do significado de limite Identifica uma função de uma variável como um modelo matemático. Termo geral de uma sucessão. Indeterminações 2. resolver problemas práticos da vida conducentes a progressão aritmética e geométrica. paridade e pontos notáveis: zero(s).3.

através de cálculos e representações gráficas de sequências de termos chegar aos conceitos de infinitamente grande. de termo geral.primeira definição do numero e. para casos simples.SUGESTÕES METODOLÓGICAS . O estudo das sucessões como funções de variável natural deve ser feito só depois de terem sido construídos vários exemplos/modelos. Mas a escrita de expressões para os termos gerais das sucessões deve ser procurada como forma de representar as situações que se vão descrevendo. Exemplos sugestivos podem versar assuntos diversos: da geometria —. Estudo intuitivo da sucessão de termo geral 1 (1 + ) n num contexto de modelação matemática . aprofundamentos das suas competências para dar respostas a situações cada vez mais complexas. majorantes. ou até de razão. de ordem. os estudantes ganham confiança nos seus próprios saberes e compreendem as novas aquisições como complementares e facilitadoras.Unidade Temática IV: Funções reais de variável natural (Sucessões) Sucessões . de ordem. etc. a desenhar e a interpretar gráficos. pode ser feito à medida que vão aparecendo como aspectos a considerar durante a resolução dos diferentes problemas. Progressões aritméticas e geométricas .por exemplo. As definições são estabelecidas em linguagem corrente seguindo as conclusões a tirar de cada exemplo e contra-exemplo. etc. da biologia — por exemplo. Os alunos podem utilizar livremente a calculadora para procurar responder aos problemas que lhes são propostos e devem procurar formas próprias de organização e expressão para a modelação das situações. Do mesmo modo se podem introduzir as noções de termo. As sucessões aparecem como uma forma de organizar possíveis resoluções para situações problemáticas que são apresentadas. O estudo da monotonia. Deste modo. utilizando a calculadora gráfica (ou não). Do mesmo modo. podem apresentar-se exemplos de sucessões definidas pelo seu termo geral e. Cada definição deve ser suportada por exemplos e contra-exemplos que esclareçam as ideias imediatas e corrijam eventuais concepções alternativas e erradas. problemas com empréstimos ou depósitos bancários com juros sobre um capital constante (ou variável). Estes problemas podem ainda servir para introduzir a definição por recorrência. comprimento da espiral construída a partir de quartos de circunferências.Definição e diferentes formas de representação. O professor deve explorar o uso da calculadora e ajudar a construir tabelas.monotonia e limitação. 24 n . Após cada redacção em linguagem corrente deve ser estabelecida uma redacção em simbologia matemática e devem então ser aplicados exercícios rápidos em que as definições simbólicas sejam testadas. podem ser abordadas as propriedades de certas sucessões (progressões). As redacções simbólicas serão testadas com exercícios rápidos. minorantes. O estudo das sucessões pode e deve servir para evidenciar conexões entre a matemática e as outras disciplinas: a introdução do conceito de sucessão e das suas propriedades pode ser feita propondo vários problemas. de infinitamente pequeno. etc. Só depois de serem experimentadas variadas redacções. são introduzidas as redacções simbólicas consagradas. Estudo de propriedades: . da economia —.termo geral e soma de n termos consecutivos. etc. calculo do numero de elementos de uma população considerado um determinado modo de reprodução de cada elemento.por exemplo. de limite de uma sucessão. Depois de se terem introduzido as noções de sucessão como função de variável natural. com base em aspectos da realidade (social) e em aspectos do estudo das diversas ciências (Matemática incluída).

novas oportunidades para cada estudante obter uma maior compreensão da matemática e suas aplicações. Interpretação geométrica da taxa de variação. . cálculo da taxa média de variação. x3 − 1 5x 4 − 2 x + 1 . Determinação da derivada em casos simples: Funções polinomiais do 2o e 3o grau. Teorema de Bolzano–Cauchy (informação) e aplicações numéricas. por argumentos geométricos. Continuidade. O conceito de limite de função. ii) se a função é derivável num intervalo aberto e se tem um extremo relativo num ponto desse intervalo então a derivada é nula nesse ponto. não é necessário invocar questões especiais sobre limites. quer sobre os conceitos matemáticos fundamentais. limites notáveis (informação). também. função racional do 1o grau. Noção de taxa média de variação. Propriedades operatórias sobre limites (informação). Noção de taxa de variação. devendo chamar-se a atenção para o facto de não serem números reais. Assímptotas. brochura de apoio ao programa sobre este tema) tendo-se em conta que a exploração com a utilização das várias tecnologias pode permitir discussões ricas.continuidade e f(xo ) <> 0 implicam permanência de sinal numa vizinhança de xo. por exemplo. quando a amplitude do intervalo tende para zero) em casos simples.v. Dificuldade a não exceder são por exemplo: lim x →+∞ x →∞ x →1 x − 1 x2 + 3 Os teoremas a demonstrar devem incluir: . obtenção da taxa de variação (valor para que tende a t. Indeterminações. definição de derivada (recorrendo `a noção intuitiva de limite). No cálculo de limites de Funções reais de variável real.continuidade implica limitação numa vizinhança. mas apenas símbolos com um significado preciso.m. 25 . É fundamental apresentar aos estudantes actividades diversificadas (ver. Podem ser propostos alguns problemas simples que envolvam derivadas num contexto de aplicações. de que: . Com as novas famílias de funções surgem. as indeterminações são referidas apenas para mostrar as limitações dos teoremas operatórios. Constatação.i) se a derivada é positiva num intervalo aberto a função é crescente nesse intervalo e. Para calcular derivadas de funções simples. Apenas se devem levantar as indeterminações em casos simples. para além de facilitarem propostas aconselháveis de investigações. quer sobre o processo de modelação.Teoria de limites Limite de função segundo Heine. a ser formalizado mais tarde. função módulo. lim x + 1 − x . lim . Este conceito deve ser abordado de uma forma experimental. basta recorrer `a noção intuitiva. bem como para conectar e relacionar os novos conhecimentos com os já adquiridos em anos anteriores (quer dentro do mesmo tema quer com temas diferentes). deve ser utilizado de forma intuitiva (incluindo o de limite lateral esquerdo e direito). Neste contexto devem ser introduzidos os símbolos +∞ e −∞. se a derivada é negativa num intervalo aberto a função é decrescente nesse intervalo. Os estudantes precisam de desenvolver a compreensão de procedimentos algébricos e utilizá-los sem que para isso tenham que fazer exercícios repetitivos.

26 . • Calcula o limite de uma função num ponto dado. • Averigua a existência de limite ou de limites laterais de uma função quando a variável x tende para um ponto.Indicadores de desempenho • Determina termo geral de uma sucessão. • Diferencia uma progressão aritmética de uma progressão geométrica. • Resolve problemas práticos da vida conducentes a progressão aritmética e geométrica. • Resolve problemas relacionados com a soma de n termos de consecutivos de uma progressão. • Averigua se uma sucessão é ou não limitada. • Averigua a existência de casos de indeterminação: Averigua se uma função é ou não contínua em casos simples.

1. lim . paridade e pontos notáveis: zero(s). Limites infinitos. devendo chamar-se a atenção para o facto de não serem números reais. O conceito de limite de função. Calculo de limites. x →+∞ x →∞ x →1 x − 1 x2 + 3 27 . Limites de uma função Definição de limite de uma função num ponto Função infinitamente pequena e infinitamente grande. contradomínio. Levantar as indeterminações de funções. mas apenas símbolos com um significado preciso. continuidade.1.Unidade Temática V: Limites e Continuidade de funções Limite de função segundo Heine. Limites laterais. etc. dada a sua expressão analítica Conteúdos 2. Continuidade de funções Definição Funções contínuas. Propriedades e operações sobre funções contínuas. Apenas se devem levantar as indeterminações em casos simples. Analisa gráficos de funções reconhecendo e atribuindo significado a: domínio. nomeadamente no referente à utilização de instrumentos tecnológicos. extremos(relativos e absolutos).2. Identificar uma função contínua dado o seu gráfico. envolvendo funções. Dificuldade a não exceder são por exemplo: lim x3 − 1 5x 4 − 2 x + 1 . Desenvolve o espírito crítico. Operações com limites.Unidade temática Objectivos específicos O aluno deve ser capaz de: Explicar a noção de limite de uma função aplicar as propriedades dos limites de funções para o cálculo de limites. Indeterminações. estudo da variação de sinal. Determinar se uma função é contínua. lim x + 1 − x .1 Limites e continuidade de funções 2. Indeterminações 2. Identificar as formas indeterminadas de limites de funções. Este conceito deve ser abordado de uma forma experimental. Teorema de Bolzano–Cauchy (informação) e aplicações numéricas.3. a ser formalizado mais tarde. sob diversas formas. Resolve problemas da vida real . Usa funções para se comunicar. nomeadamente de modelação. Limites notáveis. Propriedades dos limites de funções. Neste contexto devem ser introduzidos os símbolos +∞ e −∞. limites notáveis (informação). intersecção com o eixo dos YY. as indeterminações são referidas apenas para mostrar as limitações dos teoremas operatórios. Propriedades operatórias sobre limites (informação). intervalos de monotonia. simetrias. Competências básicas O aluno: Identifica uma função de uma variável como um modelo matemático. deve ser utilizado de forma intuitiva (incluindo o de limite lateral esquerdo e direito). Carga horária V Limites e Continuidade de funções 12 SUGESTÕES METODOLÓGICAS . e fundamentar os seus raciocínios. No cálculo de limites de Funções reais de variável real. Assímptotas. Calcular limites laterais Calcular limites notáveis Definir uma função contínua num ponto e num intervalo. Continuidade.

Resolve problemas relacionados com a soma de n termos de consecutivos de uma progressão. Constatação. É fundamental apresentar aos estudantes actividades diversificadas (ver. não é necessário invocar questões especiais sobre limites. Determinação da derivada em casos simples: Funções polinomiais do 2o e 3o grau. . Averigua se uma sucessão é ou não limitada. novas oportunidades para cada estudante obter uma maior compreensão da matemática e suas aplicações. Noção de taxa média de variação.i) se a derivada é positiva num intervalo aberto a função é crescente nesse intervalo e. obtenção da taxa de variação (valor para que tende a t. Averigua a existência de limite ou de limites laterais de uma função quando a variável x tende para um ponto. bem como para conectar e relacionar os novos conhecimentos com os já adquiridos em anos anteriores (quer dentro do mesmo tema quer com temas diferentes). quer sobre os conceitos matemáticos fundamentais. Calcula o limite de uma função num ponto dado. também. Diferencia uma progressão aritmética de uma progressão geométrica. 28 . por exemplo. Para calcular derivadas de funções simples. Indicadores de desempenho • • • • • • • • • Determina termo geral de uma sucessão. por argumentos geométricos. Averigua a existência de casos de indeterminação: Averigua se uma função é ou não contínua em casos simples. função módulo. definição de derivada (recorrendo `a noção intuitiva de limite).Os teoremas a demonstrar devem incluir: . quando a amplitude do intervalo tende para zero) em casos simples. Com as novas famílias de funções surgem. ii) se a função é derivável num intervalo aberto e se tem um extremo relativo num ponto desse intervalo então a derivada é nula nesse ponto.continuidade implica limitação numa vizinhança. de que: . se a derivada é negativa num intervalo aberto a função é decrescente nesse intervalo. Os estudantes precisam de desenvolver a compreensão de procedimentos algébricos e utilizá-los sem que para isso tenham que fazer exercícios repetitivos. Interpretação geométrica da taxa de variação. brochura de apoio ao programa sobre este tema) tendo-se em conta que a exploração com a utilização das várias tecnologias pode permitir discussões ricas. Resolve problemas práticos da vida conducentes a progressão aritmética e geométrica. Podem ser propostos alguns problemas simples que envolvam derivadas num contexto de aplicações. cálculo da taxa media de variação.v. quer sobre o processo de modelação.m.continuidade e f(xo ) <> 0 implicam permanência de sinal numa vizinhança de xo. para além de facilitarem propostas aconselháveis de investigações. função racional do 1o grau. basta recorrer `a noção intuitiva. Noção de taxa de variação.

Calculo diferencial Introdução do calculo diferencial Conceito de razão incremental 3. (de Competências básicas O aluno: Utiliza o conceito de derivada de uma função num ponto.2. Função primitiva Cálculo de integral indefinido. Derivadas laterais Derivabilidade e continuidade de uma função. Obter a partir do gráfico informações relativas a contradomíno.1. aplicar as regras de derivação para resolver exercícios diversificados de funções. Estudo completo e construção do gráfico de funções.1. Desenvolve o espírito crítico. aplicando a definição. sentido da concavidade. fazer o estudo analítico de uma função tendo em referência questões como domínio. nomeadamente no referente à utilização de instrumentos tecnológicos. pontos de descontinuidade. Aplica os conceitos de derivada para resolver problemas de optimização. 3. extremos relativos. zeros. Derivação de uma função composta. aplicar as derivadas para o estudo da variação da função. na interpretação de situações da realidade. 3. extremos absolutos. variação da inclinação da função e de resolução de problemas práticos. Derivada de uma função inversa. Aplicação da derivada ao estudo da variação da função: determinação de extremos e dos intervalos de monotonia. determinar a derivada de uma função num ponto dado. Interpretação geométrica. Calculo da segunda derivada de uma função. Aplicação da derivada na resolução de problemas práticos. Conteúdos 3. aplicando limites e derivadas. Derivadas de uma função Conceito de derivada de uma função num ponto.Unidade temática Objectivos específicos O aluno deve ser capaz de: interpretar derivadas geometricamente. máximos e mínimos e concavidades.1. Associa o conceito de derivada na resolução de problemas da vida real. construir gráficos de uma função aplicando limites e derivadas.1. Faz o estudo completo de uma função e constrói o respectivo gráfico interpreta o significando dos pontos críticos do cálculo de derivadas e aplica na resolução de problemas da vida real. pontos de descontinuidade. monotonia. Aplicação da derivada ao estudo da variação da inclinação da função: determinação dos pontos de inflexão e do tipo de convexidade. zeros.Função derivável Regras de derivação de uma função. tabela). intervalos de monotonia. Carga horária VI Cálculo diferencial 20 29 .

Berkeley. f(x+b). f ( x) = x x2 + x +1 . Os problemas de optimização devem ser escolhidos de uma forma a que um aluno trabalhe de uma forma tão completa quanto possível a modelação. Cauchy. Derivada da função composta: grau de dificuldade a não ultrapassar: f(ax). É uma boa oportunidade para discutir com os alunos o processo de modelação matemática e a sua importância no mundo actual. O número e é o único número real tal que (e )´= e . é um número real). aplica as regras de derivação para determinar derivadas de funções. máximos e mínimos e concavidades. f ( x) = . constrói gráficos de uma função aplicando limites e derivadas. limites infinitos não existem. Segundas derivadas e concavidade (informação baseada em intuição geométrica).Unidade Temática VI: Cálculo diferencial Cálculo Diferencial Funções deriváveis. +(inf) e -(inf) não devem nunca ser considerados como números reais. Regras de derivação (demonstração da regra da soma e do produto. etc. Anastácio da Cunha. aplica as derivadas para o estudo da variação da função. Derivadas de funções elementares (informação baseada em intuição numérica e gráfica). Newton. Os alunos poderão realizar trabalhos individuais ou em grupo de História do Cálculo Diferencial referindo o trabalho de alguns matemáticos como Fermat. Segunda definição do número e. Leibniz. 2x + 1 1 − log x Estudo de funções em casos simples O estudo de funções deve seguir o modelo que se encontra no Manual de apoio. informação das restantes regras).SUGESTÕES METODOLÓGICAS . monotonia. . aplica a definição para determinar a derivada de uma função num ponto dado. variação da inclinação da função e de resolução de problemas práticos. f(xk) Em todos os teoremas se deve analisar a necessidade das condições do enunciado através de contra-exemplos. x x Dificuldade a não ultrapassar: f ( x ) = 2 −x + 2 x . Deve ser adoptada a definição: f é derivável quando a derivada existe (isto é. faz o estudo analítico de uma função tendo em referência questões como domínio. Teorema da derivada da função composta (informação). Integração do estudo do Calculo Diferencial num contexto histórico. Indicadores de desempenho • • • • • • 30 interpreta geometricamente o conceito de derivada. zeros. pontos de descontinuidade. Bolzano.

31 .• • Calcula a derivada de uma função num ponto do domínio. Determina a primitiva de uma função conhecendo a respectiva derivada e interpreta o seu significado. e interpreta o seu significado geométrica e analiticamente.

Desenvolve o espírito crítico. 3 3 3 Também é importante que os alunos se debrucem de aspectos históricos sobre o conceito de integral. (de tabela): definição e propriedades Técnicas de primitivação: primitivas imediatas e primitivação por partes. A preocupação não deve ser a demonstração das propriedades mas a sua aplicação prática no cálculo intergral. Por exemplo: algumas primitivas para a função f(x) = x2 são F(x) = Os alunos devem perceber que C é uma constante arbitrária e pode assumir qualquer valor numérico. embora tenha outras interpretações. Carga horária VII Primitiva de uma função 16 SUGESTÕES METODOLÓGICAS . isto é F´(x) = f(x) e que podem existir várias primitivas para uma mesma funçãof.1. Estabelecer as propriedades da primitiva da soma e do produto por constante. Aplica conhecimentos de Matemática na modelação e resolução de problemas ligados às ciências e a vida quotidiana. Calcular primitivas por partes. Conteúdos 3. Os alunos deverão identificar algumas aplicações da integral indefinido.Unidade temática Objectivos específicos O aluno deve ser capaz de: Definir primitiva de uma função. nomeadamente no referente à utilização de instrumentos tecnológicos. Essses mecanismos constituem as propriedades das integrais. Calcular e identificar primitivas imediatas. 1 3 1 1 x ou F(x) = x 3 + 3 ou ainda F(x) = x 3 + C pois as derivadas destas funções são iguais a f(x) = x2 . o aluno deverá saber que a primitiva de uma função f = f(x) é uma outra função F = F(x) cuja derivada coincide com f. É preciso ter em conta que a definição de integral é de certa forma abstrata com pouco uso operacional daí que seja importante a introdução de mecanismos que facilitem determinados cálculos. a derivada está ligada ao problema de traçar a tangente a uma curva enquanto que a integral está relacionada com o problema de determinar a área de certas figuras planas. Identificar casos adequados à utilização de primitivação por partes.XVII assim como pelo matemático francês Cauchy (1789-1857). Por exemplo problemas relacionados com a taxa de crescimento população em uma determinada cidade ou país. destacando o trabalho realizado poe Newton e Leibniz no sec. Por exemplo. Do ponto de vista geométrico. na interpretação de situações da realidade.Unidade Temática VI: : Primitiva de uma função Cálculo Diferencial A derivada e a integral são duas noções básicas do cálculo diferencial e integral. 32 . Competências básicas O aluno: Utiliza o conceito de integral indefinido. Não se pretende que nesta unidade sejam explorados com profundidade todos aspectos do cálculo integral mas que o aluno tenha uma ideia da importância assim como algumas propriedades do cálculo. Função primitiva Primitiva e integral indefinido.2.

33 .Indicadores de desempenho • • • indica a primitiva de uma função. usa as propriedades no cálculo da primitiva de uma função determina a primitiva de uma função conhecendo a respectiva derivada e interpreta o seu significado.

Operar com números complexos na forma algébrica e na forma trigonométrica. 1. Propriedades 8. O conjunto dos números complexos 8.Unidade temática Objectivos específicos O aluno deve ser capaz de: identificar números complexos e a relação entre os diversos universo numéricos. Conteúdos 8. converte a forma algébrica na forma trigonométrica e vice-versa. distância de dois pontos no plano cartesiano). Interpretar geometricamente as operações com números complexos.4. A introdução do conjunto de números complexos deve partir de uma breve abordagem histórica. A pasagem á forma trigonométrica poderá ser explorada fazendo referência a outros sistemas de coordenadas. Representação geométrica de números complexos 8. • interpreta geometricamente o produto de um número complexo i ou –i. do ponto de vista de problemas que foram aparecendo ao longo do desenvolvimento da matemática. um dos factores fundamentais é o conjunto universo que representa o contexto onde podemos encontrar as soluções. Há equações que tem soluções num determinado domínio mas que num outro as mesmas não têm soluções. operações com vectores e transformações geométricas já estudadas. Esta situação obriga-nos a ter que desenvolver outros modelos que nos ajudem a resolver a equação.Unidade Temática VIII: Conjunto dos números Complexos Na resolução de equações algébricas. O aluno precisa de explorar sempre que possível a ligação dos números complexos com a geometria. • opera com números complexos na forma algébrica. Por exemplo a equação x2 + 1 = 0 em IR não tem soluções isto é a solução é a solução é um conjunto vazio. Dai o surgimento do conjunto dos números imaginários e a teoria dos números complexos. estendendo a noção de valor absoluto de um número real (distância de dois pontos no eixo. Apontamento histórico 8. 34 . seja introduzido de forma intuitivo. Indicadores de desempenho • relaciona os diferentes conjuntos numéricos estudados. Por esta razão o surgimento de vários domínios de números. sugere-se que │z│.3.2. Explorar a multiplicação por i e as diversas operações ligadas a outras realidades matemáticas como por exemplo vectores. Os números complexos vêm resolver problemas que o conjunto de números reais não resolvia.5. • calcula as raízes de quadrados de números negativos. que os alunos já conhecem. As operações com números complexos podem ser definidos na base da manutenção das propriedades das operações e do quadrado de i ser – 1. • operar com números complexos na forma trigonométrica. Módulo de um número complexo. Forma trigonométrica dos números complexos Competências básicas O aluno: Carga horária VIII Números complexos 8 SUGESTÕES METODOLÓGICAS .

Segundo PCN: 54. Assim. a avaliação tem por função: Permitir que se tenha uma imagem mais fiável sobre o desempenho dos alunos e do professor. não apenas os previstos nos objectivos. os raciocínios desenvolvidos. refere-se a um conjunto de etapas que se condicionam mutuamente. o saber conviver e o saber ser ou estar é preciso que a avaliação também tenha em conta estas competências. deve fornecer aos estudantes informações sobre o desenvolvimento das capacidades e competências que são exigidas socialmente. Sugere-se ao professor a ter em conta na avaliação não só aspectos de carácter cognitivos. entrevistas. em usar convenientemente a linguagem matemática. Permitir ao professor tirar conclusões dos resultados obtidos para o desenvolvimento do trabalho pedagógico subsequente. como vão os alunos. a avaliação deve atingir as dimensões de carácter social e pedagógica.Avaliação A avaliação é um instrumento do processo de ensino e aprendizagem. o saber fazer. Os instrumentos de avaliação que o professor usa. Por outro lado. Tendo em conta que os objectivos desta classe estão definidos de acordo com as competências relevantes para a vida. a avaliação deve ter em conta a análise do processo de ensino-aprendizagem a fim de intervir para o seu aperfeiçoamento e o estudo dos resultados. isto é. para que possam inserir-se no mercado de trabalho e participar da vida sócio-cultural. Permitir verificar a necessidade do reajuste curricular. Da avaliação podemos também analisar o clima relacional da classe ou turma. Deste modo. o saber fazer. tpc. de acordo com as necessidades educativas dos alunos. Essas etapas ordenam-se sequencialmente e actuam de forma integrada. bem como auxiliar os professores a identificar quais objectivos foram atingidos. assentes nos quatro pilares da educação nomeadamente o saber. a compreensão de conceitos. permitindo melhorar ou adaptar as estratégias de ensino face aos objectivos propostos. Assim. com vista a reconhecer a capacidade matemática dos alunos. a memorização de regras e procedimentos. trabalhos de pesquisa. a avaliação. devem fornecer ao professor informações sobre as competências de cada aluno em resolver problemas. ao longo e no final de cada etapa do processo de ensino-aprendizagem. em utilizar a matemática para o desenvolvimento social. a avaliação fornece aos professores as informações sobre como está ocorrendo a aprendizagem: conhecimentos adquiridos. pressupõe que se avalia o processo de aprendizagem do aluno. que estratégias devem ser adoptadas para organizar uma nova aprendizagem. trabalhos práticos. A mudança na concepção dos programas e na abordagem dos conteúdos de matemática implica a necessidade de se repensar na forma da abordagem da avaliação. para que ele possa propor revisões e reelaborações de conceitos e procedimentos ainda parcialmente consolidados. aos conteúdos e às condições concretas existentes. Assim. etc. Cada avaliação deve responder a várias intenções por exemplo. quando se fala de avaliação. mas também os imprevistos. em termos de competências básicas descritas nos curricula. Ao avaliar o desenvolvimento de competências. o domínio de certas estratégias. nomeadamente provas escritas ou orais. trabalhos de grupo. PCN: 54. mas também. hábitos e valores incorporados. através do qual se pode verificar como estão sendo cumpridos os objectivos e a finalidade da Educação. as crenças. A avaliação deve ser vista como um processo assim como um sistema. 35 . Permite verificar se os programas de ensino estão provocando mudanças desejadas de modo a proporcionar ao professor elementos para a planificação de estratégias adequadas.

partilhando saberes e responsabilidades. Os resultados que são expressos pelos instrumentos de avaliação elaborados pelo professor devem ser tomados sempre em consideração. Quando se avalia o nível de desempenho do aluno. encarando-os como algo importante na aprendizagem e saber tirar proveito deles como indicadores do trabalho subsequente do professor e do aluno.Não é justo continuar a avaliar o aluno apenas na base destes instrumentos. aconselha-se ao professor a não desprezar os erros que os alunos cometem. Por isso. 36 . Nestas fichas se podem colocar questões tais como. o aluno resolve os problemas usando: Estratégias pessoais. pois constituem uma base para o professor fazer juízos de valor sobre um determinado aluno. o erro é inevitável e muitas vezes pode ser uma boa pista para a superação das dificuldades dos seus alunos. Considerando-o como um revelador dum saber em via de constituição. O aluno trabalha de forma organizada. O aluno respeita as opiniões dos colegas. É preciso ter em conta também o seu desempenho e suas atitudes na sala de aula. O aluno colabora nos trabalhos de grupo. Na aprendizagem. A concepção construtivista da aprendizagem defende "o direito ao erro "que o aluno tem. O aluno expressa-se com clareza e fundamenta as suas opiniões. nos trabalhos individuais e em grupos. propõe-se ao professor o uso de fichas de controle. etc. o professor deve ter presente também a questão do erro. em termos de competências. Estratégias aprendidas na sala de aula. O aluno ajuda os outros na resolução de problemas? Entre outros aspectos que o professor achar pertinente incluir na ficha. sua preocupação em consolidar o saber e o saber fazer e de ajudar (explicar) os colegas. Assim sendo. durante o processo de elaboração de conhecimentos. nas quais ele poderá anotar todo o desenvolvimento do aluno em termos de competências. visando a superação das dificuldades dos seus alunos.

DirecçãoGeral de Inovação e Desenvolvimento Curricular. (1998) Parâmetros Curriculares Nacionais. 11º e 12º anos: Ministério da Educação. (1995) Programa: Ministério da Educação. Martins. MEC/SEF. A a tal. (2005) Matemática B 10º. MatemáticaBrasília.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Matemática 10º. 37 . Departamento do Ensino Secundário. 11º e 12º anos. Secretaria de Educação Fundamental.