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Bloco_farmacos[1]

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bloco de farmacos
bloco de farmacos

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Grupo Fármaco ±Terapêutico: Electrólito / Modificador electrolítico ±suplemento de

potássio.

Acção:Mantém o equilíbrio ácido-base, a isotonicidade e o equilíbrio electrofisiológico

da célula.

È activador de muitas reacções enzimáticas e essencial a muitos processos incluindo:
transmissão do impulso nervoso; contracção do músculo cardíaco, esquelético e liso;
secreção gástrica; função renal; síntese dos tecidos; metabolismo dos hidratos de carbono.

Indicações Terapêuticas:

Tratamento e prevenção da depleção de potássio (per-os, endovenosa)
Tratamento de certas arritmias devidas a toxicidade cardíaca por glicosídeos

(Digitálicos).

Via de Administração e Posologia: Per-os e Endovenoso. (cada comprimido contém

13,4 mEq de potássio/g).

Prevenção de hipocaliémia:

-

Adultos: 16-24 mEq/dia divididos em 2-4 doses.

Tratamento de hipocaliémia:

-Adultos

-Per-os:40-100 mEq/dia divididos em 2-4 doses.
-Endovenoso: 10-20 mEq/h (não exceder 80 mEq/l ou 150 mEq/dia)

137

-Crianças (per-os, endovenoso): 2-3 mEq/kg/dia ou 20-40 mEq/m2/dia divididos
em várias doses.

Contra ±Indicações:

Hipercaliémia.
Insuficiência renal grave.
Doença de Addison não tratada.
Traumatismo grave dos tecidos.

Paralisia hipercaliémica familiar periódica.
Alguns produtos com tartrazina ou com álcool: evitar o uso em doentes
com hipersensibilidade ou intolerância.

Precauções:

Doença cardíaca.
Insuficiência renal.
Diabetes mellitus.

Hipomotilidade gastro-intestinal, incluindo disfagia ou compressão
esofágica por alargamento ventricular esquerdo.

138

Reacções Adversas e Efeitos Secundários:

Parestesias, agitação, confusão, fraqueza, paralisia.
Arritmias, alterações do ECG.
Náuseas, vómitos, diarreia, dores abdominais, ulceração gastro-

intestinais.

Paralisia.

Interacções Medicamentosas:

Usado com diuréticos poupadores de potássioou IECA¶spode levar a

hipercaliémia.

Anticolinérgicos podem aumentar as lesões das mucosas gastro-
intestinais nos doentes a tomarem preparações de cloreto de potássio.

Cuidados de Enfermagem:

Avaliar os sinais e os sintomas de hipocaliémia (fraqueza, fadiga, onda U
no ECG, arritmias, poliúria, polidipsia) e de hipercaliémia (batimentos cardíacos
irregulares e lentos, fadiga, fraqueza muscular, parestesias, confusão, dispneia,
arritmias cardíacas)

Monitorizar o pulso, a pressão arterial e ECG periodicamente durante

terapêutica endovenosa.

Não administrar Intramuscularou Sub-cutânea.

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Per-os:Administrar durante ou após as refeições para reduzir a irritação

gastro-intestinal.

Os comprimidos devem ser ingeridos com um copo de água. Não
mastigar nem esmagar drageias de revestimento entérico, comprimidos de
libertação prolongada ou cápsulas.
Dissolver os comprimidos efervescentes, pões e soluções em 200 ml de
água ou sumo frios. Beber lentamente.
Endovenoso: Evitar extravasamento pois pode ocorrer dor intensa e

necrose dos tecidos.

Não administrar sem diluir. Cada dose deve ser diluída e bem misturada
em 100-1000ml de solução endovenosa. Habitualmente limitado a 40 mEq/l de
solução endovenosa. Infundir a um débito de 10-20 mEq/h.

Pode ser diluído em dextrose, cloreto de sódio, solução de Ringer.
Incompatibilidade em dervação em Y:Diazepam, tartrato de

ergotamina e fenitoína.

Adições Incompatíveis:Anfotericina B, manitol e estreptomicina.

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Cloropromazina

Grupo Farmacoterapêutico:Antipsicótico; antiemético

Indicações Terapêuticas:

Psicoses agudas e crónicas, particularmente quando acompanhadas por aumento da agitação
psicomotora
Náuseas e vómitos

Hipos intratáveis

Posologia e modo de administração: PO, Rectal, EV e IM

Propriedades Farmacológicas:

±Mecanismo de acção:

Altera os efeitos da dopamina no SNC. Tem uma significativa actividade bloqueadora
adrenérgica alfa e anticolinérgica.

Efeitos terapêuticos:
Diminuição dos sinais e sintomas de psicose
Alivio das náuseas e vómitos
Controlo dos soluços

±Interacções:

Pimozida: aumenta o risco de reacções cardiovasculares potencilamente graves

Hipotensão aditiva do SNC com outros antihipertensores
Depressão aditiva do SNC com outros depressores do SNC

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Efeitos secundários:

SNC: sedação, reacções extrapiramidais

GI: obstipação e boca seca
CV: hipotensão

Outros: fotossensibilidade

ORL: secura ocular, visão turva

Contra-indicações:

Hipersensibilidade

Glaucoma do ângulo estreito
Depressão da medula óssea
Doença hepática grave

Advertências e precauções especiais:

Doentes geriátricos ou debilitados (podem ser mais sensíveis aos efeitos adversos)

Gravidez, lactação, crianças com menos de 2 anos (segurança não estabelecida)

Epilepsia

Instruções de manipulação e administração:

Avaliar sinais vitais periodicamente
Monitorizar hemograma e função hepática (pode diminuir o hematócrito, hemoglobina,
leucócitos e plaquetas; pode aumentar bilirrubina, AST, ALT e fosfatase alcalina)
Manter doente deitado pelo menos 30min após a administração parentérica para minimizar a
hipotensão ortostática
Administrar as doses PO com alimentos ou um copo de água para minimizar irritação gástrica

142

Cotrimoxazol (Septrim, Microcetim, Bactrim®, «)

Classificação:Anti-infeccioso

Indicações:

- Bronquite,
- Enterite,
- Otite media,
- Pneumonia por Pneumocystis carinii
-Infecções urinárias

Farmacocinética:

- Bem absorvido a partir do trato GI;
-Alguma metabolização hepática (20%), o restante é excretado inalterado por via renal.

Contra-indicações:

- Hipersensibilidade ás sulfonamidas ou trimetoprim
-Anemia megoblástica secundária a carência de folato
-Insuficiência renal grave,
- Gravidez, lactação ou crianças com < de 2 meses.

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Precauções:

Alteração da função hepática ou renal
SIDA, aumenta a incidência das reacções adversas.

Reacções Adversas e Efeitos Colaterais:

SNC: cefaleias, insónias, fadiga, depressão, alucinações.

GI:náuseas, vómitos, estomatite, diarreia, Necrose hepática
Dermatologia:erupção cutânea, fotossencibilidade.
Hematologia: Anemia Aplástica, Agranulocitose, leucopénia, trombocitopénia,
anemia hemolitica, anemia megaloblástica.

Administração:

PO: Administrar em jejum.
EV: Diluir cada ampola de 5 ml em 125 de Dext 5% H2O ; o diluente pode ser
reduzido a 75 ml, no caso de restrição de líquidos. Infundir durante 60 a 90 min

Compatívelcom D5%, NaCL 0,45%

Incompatível com verapamil.

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145

Dexametasona

4Grupo Fármaco ±Terapêutico:anti-inflamatório, imunossupressores, hormona (córtex

supra-renal).

4Acção:

Suprime a inflamação e a resposta imunológica normal.

Produz inúmeros efeitos metabólicos.
Tem uma actividade mineralcorticóide insignificante.

4Indicações Terapêuticas:

Ampla variedade de doenças crónicas, incluindo inflamatórias, alérgicas,
hematológicas, neoplásicas, alterações auto-imunes.
Tratamento do edema cerebral.

4Via de Administração e Posologia:

Insuficiência adrenocortical/Anti-inflamatório/Maior parte das outras indicações:

- Per-os:

-Adultos: 0,5-9 mg diariamente em dose única ou repartido em diversas doses.
-Crianças:Insuficiência adrenocortical± 23,3 mcg/kg (670 mcg/m2/dia) repartido
em 3 doses. Outras indicações± 83,3-333,3 mcg/kg (2,5-10 mg/m2)/dia repartida em 3-4
doses.

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- Endovenosa:

-Adultos:Fosfato de dexametasona ± 0,5-24 mg/dia (tem sido usado até 1

mg/kg dose única).

-Intramuscular:

-Adultos:Acetato de dexametasona ± 8-16 mg, cada 1-3 semanas.

Edema cerebral:

-Adultos:

-Intramuscular, Endovenosa: Fosfato de dexametasona ±Inicialmente 10
mg via endovenosa, 4 mg de 6/6 horas, pode ser diminuída para 2 mg de 8-12 horas, depois
para per-os.

-Per-os: 2 mg em cada 8/12 horas.

4Contra-Indicações:

Infecções activas não tratadas.
Lactação.

Hipersensibilidade ou intolerância conhecida ao álcool, aos bissulfitosou à tartrazina.

4Precauções:

Tratamento prolongado: leva a supressão supra-renal; utilizar a dose mais pequena no

período mais curto possível.

Crianças: o uso prolongado provoca uma diminuição do crescimento; utilizar a dose
mais pequena no período mais curto possível.
Stress: cirurgia, infecção; podem ser necessárias doses suplementares.
Infecções potenciais, podem esconder sinais (febre, inflamação).

Gravidez: segurança não estabelecida.

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4Reacções Adversas e Efeitos Secundários:

Cefaleias, agitação, psicose, depressão, euforia, alterações de personalidade,
aumento da pressão intracraniana (nas crianças).
Cataratas, aumento da pressão intra-ocular.

Hipertensão.
Náuseas, vómitos, anorexia, úlceras pépticas.
Diminuição da cicatrização das lesões, petéquias, equimoses, fragilidade cutânea,

hirsutismo, acne.

Supressão das supra-renais, hiperglicémia.

Hipocaliémia, alcalose hipocalemica, retenção de líquidos (dose elevadas por tempo

prolongado.

Tromboembolismo, tromboflebite.

Perda ponderal e ganho ponderal.

Perca de massa muscular, dores musculares, necrose asséptica das articulações,

osteoporose.

Susceptibilidade aumentada a infecção, aspecto de Cushing (face em lua cheia)

4Interacções Medicamentosas:

Hipocalémia aditiva com diuréticos de ansae tiazínicos, anfotericina B,

mezlocilina, piperacilinaou ticarcilina.

Hipocalémia pode aumentar o risco de toxicidade com glicosídeos digitálicos.

Pode aumentar as necessidades de insulinaou de antidiabéticos orais.
A fenitoína, o fenobarbital e a rifambinaestimulam o metabolismo; podem diminuir a

eficácia.

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Os contraceptivos oraispodem bloquear o metabolismo.
Menor risco de efeitos gastrointestinais adversos quando administrados
com AINE¶s(incluindo a aspirina).
A administração prolongada, que suprime a função supra-renal pode
diminuir a resposta dos anticorpose aumentar o risco de reacções adversas
das vacinas virais com microorganismos vivos.

Podem aumentar o risco de ruptura dos tendões com as

fluoroquinolonas.

Os antiácidosdiminuem a absorção de prednisona.

4Cuidados de Enfermagem:

Avaliar o aparecimento de sinais de insuficiência das supra-renais
(hipotensão, perda ponderal, fraqueza, náuseas, vómitos, anorexia, letargia,
confusão, agitação) antes e periodicamente ao longo da terapêutica.
Monitorizar o balanço hídrico e o peso diariamente. Observar o
aparecimento de edemas periféricos, aumento regular de peso, presença de
fervores ou crepitações ou de dispneia. Se estas sinas surgirem, avisar o
médico.

As crianças devem fazer também avaliações periódicas do

crescimento.

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Edema cerebral:avaliar ao longo da terapêutica o aparecimento de
alterações no nível de consciência e de cefaleia.

Per-os: administrar às refeições para diminuir a irritação

gastrointestinal.

Os comprimidos devem ser esmagados e administrados com alimentos
ou líquidos aos doentes com dificuldades em deglutir.
Utilizar uma medida calibrada para obter posologias precisas das

fórmulas líquidas.

Intramuscular, Subcutânea:Não diluir ou adicionar com outras

soluções.

Endovenosa:

- Endovenosa directo: pode ser administrado na forma não diluída.
Administrar durante um minuto.
- Perfusão intermitente: Pode ser diluída em Dextrose 5% ou Na CL 0,9%.

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Diazepam

4Grupo Fármaco ±Terapêutico:ansiolítico, sedativo

4Acção:

-Deprime o SNC.
- Produz relaxamento músculo-esquelético.
-Tem propriedades anticonvulsivas.

4Indicações Terapêuticas:

- Perturbações da ansiedade e sintomas ansiosos.
-Insónia.
-Tratamento do Status Epilepticus
-Relaxamento muscular.
-Anticonvulsionante.
-Tratamento da síndroma de abstinência alcoólica.

4Via de Administração e Posologia: Per-os, endovenosa. Intra-muscular e

rectal.

Dose média diária per-os: 2 a 10 mg em 3 administrações, podendo-se

atingir os 30 mg se necessário.
Crianças (dose média: 1 a 5mg):
-Intra-muscular ou endovenosa: 10 mg (injecção lenta < 5 mg/min.).
-Rectal: 0,5mg/kg.

151

4Contra ±Indicações:

- Hipersensibilidade ao fármaco.
-Doentes comatosos.
- Preexistência de depressão do SNC.
-Dor grave não controlada.
- Glaucoma de ângulo estreito.
- Gravidez e lactação.

4Precauções:

-Disfunção hepática.
-Insuficiência renal grave.
-Doentes com tendências suicidas ou dependentes de drogas.
-Doentes idosos ou debilitados: necessário redução da posologia.
-Crianças: a posologia não deverá exceder 0,25 mg/kg.

4Reacções Adversas e Efeitos Secundários:

-Tonturas, sonolência, letargia, cefaleias, depressão mental.
-Visão turva.
-Depressão respiratória.
- Hipotensão (apenas quando administrado via endovenosa).
-Náuseas, vómitos, diarreia, obstipação.
- Erupções cutâneas.

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4Interacções Medicamentosas:

Álcool, antidepressivos, anti histamínicose opiáceos: o uso
simultâneo resulta de depressão aditiva do SNC.
Cimetidina, contraceptivos orais, dissulfiram, fluoxetina, isoniazida,

cetoconazol, metoprolol, propoxifeno, propanololou ácido valpróico: podem
diminuir o metabolismo do diazepam, potenciando as suas acções.
Rifampinae barbitúricos: podem aumentar o metabolismo e diminuir a

eficácia do diazepam.

Os efeitos sedativos podem ser diminuídos pela teofilina.

4Cuidados de Enfermagem:

Monitorizar a pressão arterial, o pulso, a frequência respiratória antes e
periodicamente durante a terapêutica endovenosa.
Avaliar frequentemente o local de punção ±o diazepam pode causar

flebite e trombose venosa.

O doente deverá manter-se em repouso e em observação durante pelo
menos 3 h após a administração endovenosa.

153

Doses elevadas durante um prolongado período podem produzir dependência
psicológica e física. Observar cuidadosamente os doentes deprimidos em
relação a tendências suicidas.

Observar valores laboratoriais. Validar informações sobre efeitos secundários
do fármaco

Ansiedade: detectar o grau de ansiedade e de sedação (ataxia, tonturas,
discurso arrastado) antes e periodicamente no decurso da terapêutica).

Convulsões: Observar e registar características, duração e localização da
actividade convulsiva. A dose inicial do Diazepam proporciona o controlo das
convulsões durante 15-10 minutos após a sua administração.

Espasmos muscularesavaliar espasmo muscular, a dor associada e a
limitação do movimento antes e durante a terapêutica

Privação do álcool: detectar no doente com síndrome de privação do álcool
aparecimento de tremores, agitação, delírio e alucinações. Proteger o doente
das lesões.

154

Digoxina (Lanoxin)

4Grupo terapêutico:actua a nível do aparelho cardiovascular, é um cardiotónico. Antiarritmico

4Indicações terapêuticas:

Insuficiência cardíaca:está indicado no tratamento da insuficiência cardíaca crónica. O seu
benefício terapêutico é maior nos doentes com dilatação ventricular. Está especificamente indicado
quando a insuficiência cardíaca é acompanhada por fibrilhação auricular.
Arritmias supraventriculares:está indicado no tratamento de algumas arritmias

supraventriculares, particularmente ³flutter´ auricular e fibrilação, em que o maior efeito benéfico é a
redução do ritmo ventricular.

4Contra ±Indicações:

-está contra-indicado no bloqueio atrioventricular de segundo grau, especialmente se existir precedentes
de ataques de Stokes-Adams;
-está contra indicado em arritmias causadas por intoxicação de glicosídeos cardíacos;
-está contra-indicado em arritmias supraventriculares associadas com uma reacção acessória
auriculoventricular, como é o caso do síndroma de Wolff-Parkison-White, salvo se as características
electrofisiológicas da reacção acessória e de qualquer outro possível efeito deletério da digoxina sobre
estas características tenham sido avaliadas;
-está contra-indicado caso se conheça ou se suspeite da presença de uma reacção acessória e não
existia precedentes de arritmias supraventriculares;
-está contra-indicado na taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular.
-está contra-indicado na cardiomiotapia hipertrófica obstrutiva, salvo se existir fibrilação auricular e
insuficiência cardíaca concomitante. Neste caso, deve tomar-se cuidado caso se utilize Lanoxin.
-está contra-indicado em doentes com conhecida da hipersensabilidade à digoxina ou outros glicosídeos
digitálicos.

155

4Efeitos Indesejáveis:

Não-cardíacos:estas reacções estão principalmente associadas com
sobredosagem mas poderão ocorrer devido a uma subida temporária de
concentrações plasmáticas elevadas devido a uma absorção rápida. Incluem-se
reacções de anorexia, náuseas e vómitos que normalmente desaparecem após
algumas horas de tomar a droga. Também poderá ocorrer diarreia. Não é
aconselhável depender de náuseas como aviso precoce de dosagem excessiva
de digoxina. Na administração a longo prazo poderá ocorrer ginecomastia.
Têm sido relatados efeitos adversos do sistema nervoso central tais como:
fraqueza, apatia,fadiga, mal-estar, dor de cabeça, perturbações visuais,
depressão e psicose. A digoxina oral tem sido tem sido associada a isquémia
intestinal e, raramente, a necrose intestinal. Rashes cutâneos de carácter
urticariàceo ou escarlatiniforme são reacções raras à digoxina e podem ser
acompanhados por eosinofilia pronunciada. A digoxina poderá, muito raramente,
causar trombocitopenia.

Cardíacos:toxicidade da digoxina pode causar várias arritmias e
distúrbios de condução. Normalmente um sinal precoce é a ocorrência de
contracções ventriculares prematuras;poderá proceder para bigeminismo ou até
trigeminismo. Poderá ocorrer taquicardia atrial, frequentemente uma indicação da

156

digoxina, com uma dose excessiva da droga. A taquicardia atrial com algum
grau de bloqueio auriculo-ventricular é particularmente característica e o ritmo
de pulsação não é necessariamente rápido.

Mutagenicidade, Carcinogenicidade, Teratogenicidade:não existem
dados disponíveis sobre os efeitos mutagénicos, carcinogénicos ou
teratogénicos da digoxina; no entanto a digoxina tem sido utilizada por
administração materna para tratar taquicardia e insuficiência cardíaca
congestiva fetal.

Fertilidade:não existe informação disponível sobre o efeito de
digoxina na fertilidade humana.

4Interacções medicamentosas:estas interacções podem ocorrer a partir

deefeitos de excreção renal, ligação proteica plasmática, distribuição no
organismo, capacidade de absorção intestinal, e sensibilidade ao Lanoxin

157

A tiazida, os diuréticos de ansa, a mezlocilina, a piperacilina, a ticarcilina, a
anfotericina B e os corticóides que provocam hipocalemia, podem aumentar o risco de
toxicidade.

A quinidina, a ciclosporina, a amiodarona, o verapamil, o diltiazepam, a
propafenona e o diclofenac aumentam os níveis séricos e podem levar à toxicidade.
A espironolactona aumenta a semi-vida da digoxina.

Pode acontecer bradicardia com bloqueadores adrenérgicos beta e outros

fármacos anti-arritmicos.

A absorção diminui com o uso simultâneo de anti-ácidos, caulino-pectina,

colestiramina ou colestipol.

As hormonas da tiróide podem diminuir os efeitos terapêuticos.

4Precauções especiais de utilização:pode precipitar as arritmias por toxicidade de

digoxina, algumas das quais se assemelham às arritmias para as quais o produto é
indicado. Como precaução, deve considerar-se sempre a possibilidade de uma interacção
quando se contempla a terapia concomitante e recomenda-se a verificação da
concentração sérica de digoxina em caso de dúvida. Agentes que causam hipocalémia ou
deficiências intracelulares de potássio podem causar sensibilidade aumentada ao Lanoxin,
estes incluem diuréticos, sais de lítio, corticosteróides e carbenoloxona.

4Modo de administração:a dosagem de Lanoxin tem de ser ajustada individualmente a

cada doente de acordo com a idade, biotipo e função renal.

4Duração do tratamento médio:

Digitalização Oral Lenta: 0,25mg ± 0,75 mg diários durante uma semana, seguido de uma
dose de manutenção apropriada.

158

4Cuidados de Enfermagem:

Avaliar o pulso antes de administar o fármaco.
Suspender o fármaco e avisar o médico se o pulso for < 60 bpm nos
adultos, < 70 bpm nas crianças ou < 90 bpm no lactente.
A pressão sanguínea deve ser monitorizada periodicamente nos
doentes que recebam digoxina IV.
Monitorizar o ECG ao longo da administração IV e periodicamente
durante a terapêutica. Avisar o médico se ocorrer bradicardia ou arritmias.
Monitorizar existência de rubor ou infiltração no local de punção. O
extravasamento pode levar à irritação ou necrose tecidular.
Controlar diariamente o balanço hídrico e peso.
Avaliar ao longo da terapêutica a presença de edema periférico e, na
auscultação pulmonar, presença de fervores pulmonares.

159

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