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apostila de água

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FoCo-Cecimig-DMTE-FaE-UFMG PIBID- Química UFMG Prof.

Eduardo Fleury Mortimer

PROJETO ÁGUA EM FOCO: QUALIDADE DE VIDA E CIDADANIA

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PROJETO ÁGUA EM FOCO: QUALIDADE DE VIDA E CIDADANIA 1. Prezados alunos, Dentre muitas turmas desta escola, a sua turma foi a escolhida para participar do Projeto Água em FoCo: qualidade de vida e cidadania, coordenado, nesta escola, por alunos(as) do curso de licenciatura de Química da UFMG, com a ajuda e apoio do(a) seu(sua) professor(a). O objetivo deste projeto é a investigação de um problema real, relacionado à qualidade da água da Lagoa da Pampulha, a partir dos conhecimentos que vão ser adquiridos em sala de aula. Os conhecimentos adquiridos nas aulas geralmente são utilizados para solucionar problemas hipotéticos, criados pelos professores, ou seja, problemas que não são reais. Este projeto trará um problema real que a população de Belo Horizonte enfrenta no seu dia-a-dia: Como transformar a qualidade da água da Lagoa da Pampulha de modo que ela possa ser usada pela população de Belo Horizonte para pescar e ter contato com a água, como muitas pessoas já fazem atualmente? Para fazermos investigação da qualidade da água da Lagoa da Pampulha, vocês coletarão amostras e analisarão alguns parâmetros que possibilitarão concluir sobre a qualidade da água coletada. Além disso, serão produzidos gráficos e tabelas a partir de dados que foram obtidos junto à COPASA e Secretaria Municipal de Meio-Ambiente de Belo Horizonte, a quem agradecemos a disponibilidade. Esses dados, juntamente com as informações que vocês irão obter trabalhando em grupo, subsidiarão a discussão do problema, a sua melhor definição e as possíveis ações que poderiam ser adotadas para sua solução. Inicialmente serão dadas algumas aulas para aprendermos a analisar a qualidade da água. Nestas aulas teremos atividades práticas e discussão de procedimentos para coletar e examinar a água. Além disso, aprenderemos sobre alguns parâmetros que são necessários para a análise de água. Em seguida iremos fazer trabalho de campo, ou seja, coletar e analisar a água em alguns pontos da Lagoa da Pampulha. Para a realização deste trabalho, a turma será dividida em grupos e cada grupo ficará responsável por analisar um determinado parâmetro da água. Esta atividade, análise e coleta da água, demanda cooperação, cuidado com segurança na manipulação de reagentes e da amostra de água coletada. Na semana seguinte serão feitas discussões em sala de aula a respeito da relação entre qualidade de água e qualidade de vida. A partir da análise de dados, informações e do trabalho por vocês realizado, serão discutidas as possíveis soluções para o problema. Também prepararemos ações coletivas visando a sensibilização da população para o problema e para as possíveis soluções que resultariam na melhoria da qualidade da água da lagoa. Todas as atividades realizadas neste projeto serão filmadas para uma posterior analise de nossas aulas. Esperamos que gostem de participar deste projeto. Licenciatura em Química da UFMG/Projeto PIBID

2. Cronograma

Dat a

Aula 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 Apresentação do projeto e pré-teste

Assunto

Qualidade de Água e qualidade de vida: discussão da resolução do CONAMA Discutir e programar a investigação: dividir grupos por tarefa (obtenção de informações) Análise e tratamento de dados históricos Parâmetros físico-químicos da água: Oxigênio Dissolvido – Fatores que influenciam solubilidade dos gases e importância do oxigênio dissolvido para os ambientes Parâmetros físico-químicos da água: Oxigênio Dissolvido – Procedimento Experimental Parâmetros físico-químicos da água: Oxigênio Dissolvido – Discussão dos resultados Parâmetros físico-químicos da água: pH – Equilibro ácido base Parâmetros físico-químicos da água: pH como medida de acidez e basicidade Parâmetros físico-químicos da água: pH – Procedimento experimental Parâmetros físico-químicos da água: pH – Influência do pH da água nos ambientes aquáticos Exercícios Parâmetros físico-químicos da água: Turbidez Parâmetros físico-químicos da água: Turbidez – procedimento experimental Parâmetros físico-químicos da água: metais pesados Parâmetros físico-químicos da água: Condutividade elétrica Parâmetros biológicos da água: coliformes Apresentação dos trabalhos - grupos Apresentação dos trabalhos - grupos Procedimentos de amostragem e preparação da saída de campo Saída ao campo para coleta e análise de dados Apresentação dos relatórios da coleta Debate na escola sobre as diferentes alternativas de solução do problema Debate na escola sobre as diferentes alternativas de solução do problema Debate com o poder público Aplicação do pós-teste Fechamento do projeto

animais e minerais convivem. de acordo com sua aplicação e os valores padrões de referência. Do equilíbrio dessa convivência depende a vida dos seres vivos presentes nessa coleção. “todas as pessoas. Para falar em “qualidade” de água. que são dados nas diversas resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA. quer direta. utilizam. Como sabemos. é preciso definir o destino que se deseja dar à mesma. Sendo assim. nesse contexto. quer indiretamente. em sua maioria. Os animais que vivem no meio aquático. a água tem um imenso leque de uso e um papel fundamental no equilíbrio ecológico. “Segura”. em qualquer estágio de desenvolvimento e condições socioeconômicas. têm o direito de ter acesso a um suprimento adequado de água potável e segura”. providenciar e garantir o acesso de toda a população a alguma forma de suprimento de água potável. cobertura e custo.3. antrópica (causada pelo homem) ou não. Essas condições podem ser reunidas em cinco palavras-chave: qualidade. para a sua respiração. que diminua a quantidade de oxigênio dissolvido na água. refere-se a uma oferta de água que não representa risco significativo à saúde. podemos analisar alguns parâmetros que inferem sobre a qualidade da mesma. Qualquer coleção de águas é um ecossistema. é vital que todas essas condições sejam consideradas simultaneamente no momento de se definirem e se manterem programas de qualidade e abastecimento de água. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) e seus países-membros. animais e vegetais podem se alimentar e se reproduzir. prejudica a “saúde” desses animais e indiretamente a dos vegetais. Mesmo em condições bastante adversas. Ainda assim a prioridade deve ser. o oxigênio que está dissolvido nessas águas. onde vegetais. que é de qualidade suficiente para atender a todas as necessidades domésticas. quantidade. Qualquer ação. Basicamente. sempre. continuidade. Grande parte dos seres vivos depende do oxigênio. Água: importância e qualidade A água tem influência direta sobre a saúde. que está disponível continuamente e que tem um custo acessível. a qualidade de vida e o desenvolvimento do ser humano. Se o objetivo é melhorar a saúde pública. . alguns desses seres podem se alimentar e se multiplicar. dando seqüência à sua história na Natureza.

1 Águas Doces 2 3 4 Especial Águas salinas 1 2 3 Especial Águas salobras 1 2 . após tratamento convencional. de 2000. jardins. a recreação de contato secundário. Águas destinadas ao abastecimento para consumo humano. campos de esporte e lazer. e à aqüicultura e a atividade de pesca. à aqüicultura e a atividade de pesca. Águas destinadas à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral. após tratamento convencional ou avançado. e à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas. tais como: natação. de 17 de março de 2005 Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: IIIIIIÁguas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0. e à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas. à harmonia paisagística. Águas destinadas à recreação de contato primário. à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película. e à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas. à irrigação de hortaliças. Águas destinadas à pesca amadora. à proteção das comunidades aquáticas. com os quais o público possa vir a ter contato direto. conforme Resolução CONAMA nº 274. conforme Resolução CONAMA nº 274. Águas destinadas à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral. à proteção das comunidades aquáticas. e a recreação de contato secundário. à proteção das comunidades aquáticas. após tratamento simplificado. e a preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral. Águas destinadas à pesca amadora. com desinfecção. campos de esporte e lazer. Águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30%.5%. de 2000. Resumo da Resolução CONAMA Nº 357. de 2000. tais como: natação. com os quais o público possa vir a ter contato direto.5% e inferior a 30%. Águas destinadas ao abastecimento para consumo humano. Águas salobras: águas com salinidade superior a 0. esqui aquático e mergulho. plantas frutíferas e de parques. cerealíferas e forrageiras. de 2000. Classificação Classe Especial Usos Preponderantes Águas destinadas ao abastecimento para consumo humano. jardins. esqui aquático e mergulho. e a dessedentação de animais. Águas destinadas à navegação. preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas. a pesca amadora. à recreação de contato primário. à proteção das comunidades aquáticas e à aqüicultura e a atividade de pesca. conforme Resolução CONAMA nº 274. conforme Resolução CONAMA nº 274. Águas destinadas ao abastecimento para consumo humano. à irrigação de culturas arbóreas. à harmonia paisagística. à recreação de contato primário.4. ao abastecimento para consumo humano. à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película. Águas destinadas à recreação de contato primário. após tratamento convencional ou avançado. e à irrigação de parques. Águas destinadas à navegação. e a recreação de contato secundário.

à exceção dos seguintes: • Não será permitida a presença de corantes provenientes de fontes antrópicas que não sejam removíveis por processo de coagulação. em qualquer amostra.0 Classe 2: Aplicam-se às águas doces de classe 2 as condições da classe 1. sedimentação e filtração convencionais. sedimentação e filtração convencionais. • Corantes provenientes de fontes antrópicas: virtualmente ausentes • Resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes .Algumas condições a respeito da qualidade de água: I . • Oxigênio dissolvido. inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes • Odor e aspecto: não objetáveis • Óleos e graxas: toleram-se iridescências • Substâncias facilmente sedimentáveis que contribuam para o assoreamento de canais de navegação: virtualmente ausentes.0 a 9. não inferior a 5mg/L O2 Classe 3: • Materiais flutuantes. superior a 2mg/L O2 • pH: 6. não inferior a 6mg/L O2 • Turbidez até 40 unidades nefelométrica de turbidez (UNT) • pH: 6. inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes • Óleos e graxas: virtualmente ausentes • Substâncias que comuniquem gosto ou odor: virtualmente ausentes • Não será permitida a presença de corantes provenientes de fontes antrópicas que não sejam removíveis por processo de coagulação.0 a 9. • Turbidez: até 100 UNT • Oxigênio dissolvido.0 II .0 Classe 4: • Materiais flutuante. em qualquer amostra. em qualquer amostra.Águas Doces: Classe 1: • Materiais flutuantes.0 a 9. não inferior a 4mg/L O2 • Turbidez: até 100 UNT • pH: 6. inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes • Óleos e graxas: virtualmente ausentes • Substâncias que comuniquem gosto ou odor: virtualmente ausentes • Corantes provenientes de fontes antrópicas: virtualmente ausentes • Resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes • Oxigênio dissolvido. • Resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes • Oxigênio dissolvido. em qualquer amostra.Águas salinas: Classe 1: • Materiais flutuantes: virtualmente ausentes • Óleos e graxas: virtualmente ausentes • Substâncias que produzem odor e turbidez: virtualmente ausentes.

não devendo haver uma mudança do pH natural maior do que 0.• • Oxigênio dissolvido.5 a 8. em qualquer amostra.5 a 8. odor e turbidez: virtualmente ausentes. • Corantes provenientes de fontes antrópicas: virtualmente ausentes • Resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes • Oxigênio dissolvido. não inferior a 3mg/L O2 • pH: 5 a 9 5.2 unidade.5. não inferior a 4mg/L O2 Classe 3: • Materiais flutuantes: virtualmente ausentes • Óleos e graxas: toleram-se iridescência • Substâncias que produzem cor. de 7/03/2005 . em qualquer amostra. 274. em qualquer amostra. não inferior a 6mg/L O2 pH: 6.5. não devendo haver uma mudança do pH natural maior do que 0. não inferior a 5mg/L O2 • pH: 6. não inferior a 4mg/L O2 • pH: 6.5 a 8. III .Águas Salobras: Classe1: • Materiais flutuantes: virtualmente ausentes • Óleos e graxas: virtualmente ausentes • Substâncias que produzem cor. inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes • Óleos e graxas: toleram-se iridescência • Substâncias que produzem odor e turbidez: virtualmente ausentes. • Oxigênio dissolvido. • Resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes • Oxigênio dissolvido.2 unidade. • Substâncias facilmente sedimentáveis que contribuam para o assoreamento de canais de navegação: virtualmente ausentes. Resumo das Resolução CONAMA: nº. em qualquer amostra. odor e turbidez: virtualmente ausentes. Classe 2: Aplicam-se às águas salinas de classe 2 as condições da classe 1. à exceção do seguinte: • Oxigênio dissolvido. de 29/11/2000 e nº. em qualquer amostra. não inferior a 5mg/L O2 Classe 3: • Materiais flutuantes. à exceção do seguinte: • Oxigênio dissolvido. em qualquer amostra.5 Classe 2: Aplicam-se às águas salobras de classe 2 as condições da classe 1. 357.

houver. tendo. salobra e salina essencial à defesa dos seus níveis de qualidade. sido encontrada em esgotos.000 coliformes fecais (termotolerantes) ou 800 Escherichia coli ou 100 Enterococos por 100 mililitros. A maioria das espécies dos Enterococcus é de origem fecal humana. águas naturais e solos que tenham recebido contaminação fecal recente. Cresce em meio complexo a 4445°C. priorizando a saúde e o bem-estar humano. caracterizada pela presença das enzimas ß-galactosidade e ß-glicuronidase. no máximo 1.6 e nas temperaturas de 10° e 45°C. de modo a assegurar condições de balneabilidade. c) Satisfatória: quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras obtidas em cada uma das cinco semanas anteriores. no máximo. b) Muito Boa: quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras obtidas em cada uma das cinco semanas anteriores. tais como: capacidade de crescer na presença de 6.Coliformes e metais pesados Considerando ser a classificação das águas em doce. houver. embora possam ser isolados de fezes de animais. também. 500 coliformes fecais (termotolerantes) ou 400 Escherichia coli ou 50 Enterococos por 100 mililitros. ser encontradas em solos. Além de presentes em fezes humanas e de animais podem. o qual se caracteriza pela alta tolerância às condições adversas de crescimento. Metais Pesados . a pH 9. pertencentes ao gênero Enterococcus (previamente considerado estreptococos do grupo D). plantas ou quaisquer efluentes contendo matéria orgânica. 1º Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: a) Coliformes fecais (termotolerantes): bactérias pertencentes ao grupo dos coliformes totais caracterizadas pela presença da enzima ß-galactosidade e pela capacidade de fermentar a lactose com produção de gás em 24 horas à temperatura de 44-45°C em meios contendo sais biliares ou outros agentes tenso-ativos com propriedades inibidoras semelhantes. c) Enterococos: bactérias do grupo dos estreptococos fecais. colhidas no mesmo local. efluentes. colhidas no mesmo local. Coliformes Fecais Art. somente.5% de cloreto de sódio. A Escherichia coli é abundante em fezes humanas e de animais. no máximo. § 1º As águas consideradas próprias (para banho) poderão ser subdivididas nas seguintes categorias: a) Excelente: quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras obtidas em cada uma das cinco semanas anteriores. colhidas no mesmo local. 250 coliformes fecais (termotolerantes) ou 200 Escherichia coli ou 25 Enterococos por l00 mililitros. fermenta lactose e manitol com produção de ácido e gás e produz indol a partir do aminoácido triptofano. bem como o equilíbrio ecológico aquático não devendo ser afetado pela deterioração da qualidade das águas. b) Escherichia coli: bactéria pertencente à família Enterobacteriaceae. são avaliados por parâmetros e indicadores específicos os teores de coliformes fecais e metais pesados. houver.

previstos na Resolução CONAMA no 274. o organismo não é capaz de eliminá-los. de acordo com os critérios estabelecidos pelo órgão ambiental competente. c) óleos e graxas: virtualmente ausentes. contaminação e toxicidade . passíveis de causar danos aos seres vivos. No Art. Efeito tóxico crônico: efeito deletério aos organismos vivos causados por agentes físicos ou químicos que afetam uma ou várias funções biológicas dos organismos. e) corantes provenientes de fontes antrópicas: virtualmente ausentes. d) substâncias que comuniquem gosto ou odor: virtualmente ausentes. como As (arsênio) e Se (selênio). Para os demais usos. inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes. 10º são encontrados os valores máximos estabelecidos para os parâmetros relacionados em cada uma das classes de enquadramento da água. de 2000. Condições de qualidade de água doce classe l: a) não verificação de efeito tóxico crônico a organismos. deverão ser investigadas utilizando-se ensaios ecotoxicológicos. realizados para determinar o efeito deletério de agentes físicos ou químicos a diversos organismos aquáticos. toxicológicos. O monitoramento da água é feito obedecendo alguns parâmetros de qualidade usando substâncias ou outros indicadores representativos da qualidade da mesma. comprovado pela realização de ensaio ecotoxicológico padronizado ou outro método cientificamente reconhecido. o crescimento e o comportamento. sendo quimicamente (altamente) reativos e bio-acumulativos. por instituições nacionais ou internacionais renomadas.O termo metais pesados é de definição ambígua. a definição mais difundida é aquela relacionada com a saúde pública: metais pesados são aqueles que apresentam efeitos adversos à saúde humana. realizados para determinar o efeito deletério de agentes físicos ou químicos a diversos organismos visando avaliar o potencial de risco à saúde humana. g) coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato primário deverão ser obedecidos os padrões de qualidade de balneabilidade. na sua ausência. em um curto período de exposição. b) materiais flutuantes. usualmente letalidade ou alguma outra manifestação que a antecede. mas vem sendo intensamente utilizado na literatura científica como referência a um grupo de elementos amplamente associados à poluição. Para detecção destes poluentes. não deverá ser excedido um limite de 200 . Entretanto. ou seja. e medidas toxicológicas.Conceitualmente metais pesados são definidos como elementos que possuem densidade superior a 6 g/cm3 ou raio atômico maior que 20. alguns ametais ou semimetais. ou outros métodos cientificamente reconhecidos. f) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes. ou. são feitas medidas ecotoxicológicas. que deverão ser obedecidos nas condições de vazão de referência. tais como a reprodução. em um período de exposição que pode abranger a totalidade de seu ciclo de vida ou parte dele. Essa definição é abrangente e inclui. Efeito tóxico agudo: efeito deletério aos organismos vivos causado por agentes físicos ou químicos. As possíveis interações entre as substâncias e a presença de contaminantes não listados na Resolução do CONAMA 357. inclusive.

Classificação das águas doces (Classe tipo ll) admitindo um valor de concentração máxima de metais pesados e derivados para um padrão de qualidade. VI . e.0 a 9. VII . coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente. em qualquer amostra.009 0. Tabela 5. III . de pelo menos 6 amostras.01 0.1 0.turbidez: até 100 UNT.1 .DBO 5 dias a 20°C até 5 mg/L O2. e tributários diretos de ambiente lêntico. Tabela 5. Para os demais usos. b) até 0.000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 (seis) amostras coletadas durante o período de um ano. com freqüência bimestral. A E. coletadas durante o período de um ano.01 0. e. A E. II .OD.025 Condições de qualidade de água doce classe ll: I . j) turbidez até 40 unidades nefelométrica de turbidez (UNT). não deverá ser excedido um limite de 1.cor verdadeira: até 75 mg Pt/L. Parâmetros Inorgânicos Alumínio dissolvido Arsênio total Cádmio total Chumbo total Cobre dissolvido Cromo total Mercúrio total Níquel total Valor Máximo de Concentração mg/L 0.coliformes termotolerantes: para uso de recreação de contato primário deverá ser obedecida a Resolução CONAMA no 274. l) cor verdadeira: nível de cor natural do corpo de água em mgPt/L. . VIII .Classificação das águas doces (Classe tipo l) admitindo um valor de concentração máxima de metais pesados para um padrão de qualidade. IX .fósforo total: a) até 0. em ambientes lênticos. sedimentação e filtração convencional.2 . e m) pH: 6.clorofila a: até 30 μg/L. h) DBO 5 dias a 20°C até 3 mg/L O2.050 mg/L.coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais.0002 0.030 mg/L.não será permitida a presença de corantes provenientes de fontes antrópicas que não sejam removíveis por processo de coagulação.001 0.05 0. em qualquer amostra. i) OD. não inferior a 5 mg/L O2. em ambientes intermediários. Coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente. com freqüência bimestral. com tempo de residência entre 2 e 40 dias. IV . V .0.densidade de cianobactérias: até 50000 cel/mL ou 5 mm/L 3. de 2000. não inferior a 6 mg/L O2.

j) OD. h) cianobactérias para dessedentação de animais: os valores de densidade de cianobactérias não deverão exceder 50. l) turbidez até 100 UNT. i) DBO 5 dias a 20°C até 10 mg/L O2. . com periodicidade bimestral. com freqüência bimestral. m) cor verdadeira: até 75 mg Pt/L.0 a 9. em qualquer amostra. com freqüência bimestral. f) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes. c) óleos e graxas: virtualmente ausentes. comprovado pela realização de ensaio ecotoxicológico padronizado ou outro método cientificamente reconhecido. e) não será permitida a presença de corantes provenientes de fontes antrópicas que não sejam removíveis por processo de coagulação. na sua ausência.000 cel/ml. Coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente.3 . Para dessedentação de animais criados confinados não deverá ser excedido o limite de 1000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras. a) não verificação de efeito tóxico agudo a organismos. inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes. Tabela 5. b) materiais flutuantes.14 Condições de qualidade de água doce classe lll. g) coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato secundário não deverá ser excedido um limite de 2500 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras.Padrões para corpos de água onde haja pesca ou cultivo de organismos para fins de consumo intensivo. n) pH: 6. coletadas durante o período de um ano. coletadas durante o período de um ano. Para os demais usos.Classificação das águas doces (Classe tipo lll) admitindo um valor de concentração máxima de metais pesados para um padrão de qualidade. por instituições nacionais ou internacionais renomadas. Parâmetros Inorgânicos Valor Máximo de Concentração µg/L Arsênio total 0. e. não deverá ser excedido um limite de 4000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras coletadas durante o período de um ano. ou 5mm3/L. d) substâncias que comuniquem gosto ou odor: virtualmente ausentes. A E. não inferior a 4 mg/L O2. ou. de acordo com os critérios estabelecidos pelo órgão ambiental competente. sedimentação e filtrações convencionais.0.

pH: 6. e. III . livros e outras fontes caso ache necessário: 1.0 a 9. inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes. Esses rios recebem tratamento? 7. VII .05 0. o Ressaca. Posteriormente. internet. V .Parâmetros Inorgânicos Alumínio dissolvido Arsênio total Cádmio total Chumbo total Cobre dissolvido Cromo total Mercúrio total Níquel total Valor Máximo de Concentração mg/L 0. superior a 2.odor e aspecto: não objetáveis.substâncias facilmente sedimentáveis que contribuam para o assoreamento de canais de navegação: virtualmente ausentes. A lagoa da Pampulha recebe águas de diversos pequenos rios. Existe alguma previsão de quando a Lagoa estará despoluída? . I .013 0. Que medidas que são tomadas para a melhoria das condições da Lagoa da Pampulha? 6. 6. entrevistas com pessoas.fenóis totais ( até 1.0 mg/L de C6H5OH.033 0. Seu grupo deverá pesquisar um desses roteiros e procurar responder às questões com o maior número de detalhes possíveis. IV .2 0. A Lagoa da Pampulha é responsabilidade do governo estadual ou municipal? 2. seu grupo deverá apresentar essas informações para toda a classe. por exemplo.OD. Para que o problema seja investigado é necessário obter várias informações sobre a lagoa. usando cartazes e outros recursos. etc.025 Condições de qualidade de água doce classe lV.0 mg/L O2 em qualquer amostra.1. o que vai demandar consulta a livros. Existe alguma legislação específica para a Lagoa da Pampulha? 3. Legislação e o que vem sendo feito para melhorar a qualidade da água da lagoa: A lista de questões a seguir tem por objetivo orientar a pesquisa quanto à legislação vigente a respeito da Lagoa da Pampulha e quanto às medidas que estão sendo tomadas para o seu tratamento. Para respondê-las. qual é a punição prevista? 5.033 0. 6. Caso alguma empresa esteja desrespeitando a legislação vigente e poluindo a Lagoa da Pampulha.0. Conhecendo a lagoa da Pampulha: organizando a obtenção de informações Nesta aula você vai ter oportunidade de delimitar um pouco mais o problema que estamos investigando relacionado à lagoa da Pampulha.óleos e graxas: toleram-se iridescências. na aula 19.01 0. II .002 0. você pode consultar a internet. Caso alguma empresa como a Sadia desejasse lançar os seus rejeitos (efluentes) na Lagoa da Pampulha. A seguir apresentamos alguns roteiros para orientar essa busca de informações. VI .materiais flutuantes. ela poderia fazê-lo? 4.

os visitantes contribuem para a poluição da Lagoa? 5. para descobrir qual a porcentagem dos pescadores que moram no bairro Leblon. Utilização da Lagoa A lista de questões a seguir tem por objetivo orientar o tipo de entrevista a ser feita com as pessoas que frequentam a Lagoa da Pampulha. Pergunte aos moradores se eles contribuem para a poluição da Lagoa da Pampulha. Alguns dos pescadores já tiveram problemas de saúde que possam ser atribuídos à qualidade dos peixes? 6.2. usando questões deste roteiro e outras que vocês imaginarem. População local Este trabalho implica a realização de entrevistas com os moradores e as empresas localizadas em torno da Lagoa da Pampulha. Obviamente. 7. conte o número de pescadores? 3. Essa será a porcentagem que contribui para a poluição da Lagoa. Durante o tempo em que esteve na Lagoa da Pampulha. Apresente esses resultados de forma estatística. Qual o sentimento da população local com relação à situação da Lagoa da Pampulha? 2. Os pescadores têm noção do risco de contaminação que os peixes representam? 5.4. Questões a serem respondidas: 1. Para tanto. Assim. basta fazer a divisão desse número (2) pelo número de pescadores consultados (25). por que essa pessoa entrou? Ela fazia alguma idéia dos riscos de contaminação aos quais estava exposta? 2. As empresas declaram lançar os seus rejeitos (efluentes) na Lagoa da Pampulha? 7. Qual a principal espécie de peixe pescado na Lagoa da Pampulha? OBS: Várias questões poderão ser apresentadas de forma estatística. 4. Segundo a população local. você precisará ir à Lagoa em um final de semana para realizar as entrevistas. Entre em contato com associações que cuidam da preservação da lagoa.3. Por exemplo. Tratamentos bem sucedidos –Rio Tâmisa . é fundamental uma visita à Lagoa. As empresas adotam alguma medida relativa à poluição da Lagoa da Pampulha? 6. você terá a porcentagem. 1. Existe envolvimento da população local com alguma organização de proteção à Lagoa? 3. você observou alguém entrar na Lagoa? Em caso afirmativo. O resultado será 8%. você perguntou a 25 pescadores qual o bairro em que residem. A população local constatou melhorias das condições da Lagoa nos últimos anos? 6. Quais são os bairros de onde vêm os pescadores? Procure no mapa a localização desses bairros e verifique se estão próximos ou distantes da Lagoa da Pampulha.6. Dois pescadores responderam que moram no bairro Leblon. O mesmo cálculo deve ser realizado para os que se declararam não poluidores da Lagoa. Entreviste alguém dessa associação. 6. Multiplicando o resultado por 100. você percebeu alguém pescando? Em caso afirmativo. Na sua visita à Lagoa. divida o número de moradores que declararam contribuir para a poluição da Lagoa pelo número total de entrevistados e multiplique por 100. Quais os motivos que levam essas pessoas a pescar na Lagoa? (necessidade ou lazer) 4. Dessa forma.

o crescimento da população fez com que a mancha de poluição subisse novamente o rio e o tornasse poluído na região londrina. Prova era o flagrante do reaparecimento do salmão – peixe sensível à poluição e exigente em matéria de água limpa. 6.O rio Tâmisa.6. alguma das medidas usadas no rio Tâmisa são ou já foram usadas na Lagoa da Pampulha? 6. o projeto de despoluição só começou a ser esboçado no século XIX. Entretanto. Eutrofização e cianobactérias . livros e revistas. as epidemias de cólera das décadas de 1850 a 1860 foram fundamentais para que o governo decidisse construir um sistema de captação de esgotos da cidade. A poluição do rio também estava na consciência dos ingleses por causa da morte do príncipe Alberto. Alberto morreu de febre tifóide devido à insalubridade das águas do rio. (revista Época) Usando como fonte de pesquisa a Internet. Usando como fonte de pesquisa a Internet. O Tâmisa deixou de ser considerado potável por volta de 1610. o Tâmisa era considerado. Com base na pesquisa feita para a questão 2. responda as questões abaixo: 1. morto. Além do mau cheiro. 4. Qual o principal fator de poluição do rio Tâmisa até os anos 50? 2. 2. Ao todo. ficou conhecido como o ‘’Grande Fedor’’ quando. Quais medidas foram tomadas para a despoluição do rio Tâmisa? 3. Tratamentos bem sucedidos – Lago Paranoá O lago Paranoá em Brasília apresenta algumas semelhanças com a lagoa da Pampulha. em 1858. Entretanto. No início. Qual foi o capital necessário ao projeto de despoluição do rio? 4. A nova iniciativa do governo foi a construção das primeiras estações de trabalho de esgoto da cidade. houve mobilização popular pela necessidade de tratamento do rio? 5. as sessões do Parlamento foram suspensas devido ao mau cheiro. os sinais iniciais de que os resultados estavam sendo alcançados apareceram. O projeto de limpeza do Tâmisa começou a ser delineado em 1895. responda as questões abaixo: Quando foi criado o lago Paranoá? Quais problemas ambientais o lago apresentou ao longo dos anos? Quais foram as medidas do poder público para resolver estes problemas? Qual a situação atual do lago? 1. foram quase 150 anos de investimentos na despoluição das águas do rio que corta Londres. marido da rainha Vitória. 3. No caso do rio Tâmisa. Já na década de 70. Os primeiros resultados do trabalho apareceriam apenas em 1930. na Inglaterra. outra vez. os engenheiros criaram um sistema de captação do esgoto da cidade de Londres que despejava os dejetos quilômetros abaixo de onde o rio cortava a região metropolitana. livros e revistas. Em 1950.5.

2. Como foi relatado. Nessa. Pesquise alguns métodos de tratamento de esgoto. Bom. livros e revistas. possibilitando uma primeira análise. O que causa a eutrofização de uma lagoa? 3.8. existem animais que vivem na lagoa da Pampulha.1 . vitórias. Como mostrado na tabela1. Quais fatores aumentam a proliferação de cianobactérias na lagoa da Pampulha?Quais as conseqüências ambientais? 6. O que são cianobactérias? 4.Tratamento de esgoto 1. dentre eles a eutrofização e a proliferação de cianobactérias. livros e revistas. temos que dominar essa linguagem.Pesquise as espécies que vivem na lagoa atualmente. empates e derrotas de todos os times participantes. logo após uma rodada do campeonato brasileiro de futebol. Como funciona a Estação? Qual a sua vazão? A população local sofre com o mau cheiro? 4. O que é eutrofização? 2. que utiliza números. Quantas e quais estações de tratamento de esgoto existem em Belo Horizonte? 7. Faça uma visita à Estação de Tratamento da Lagoa. responda as questões abaixo: 1. O que são bioindicadores de qualidade da água e como eles podem ser utilizados na lagoa da Pampulha para monitorar sua qualidade? 6. Usando como fonte de pesquisa entrevistas. .Tratando os dados relativos aos parâmetros de qualidade de água da Lagoa da Pampulha 7.A lagoa da Pampulha apresenta diversos problemas ambientais.Biodiversidade da lagoa da Pampulha e bioindicadores de qualidade da água Apesar dos problemas ambientais. palavras e recursos gráficos.7. 3. os meios de comunicação utilizam-se dessas ferramentas (tabelas e gráficos) para disponibilizar noticias do dia-a-dia de forma mais clara e rápida.Introdução Na segunda-feira. O que é tratamento de esgoto? 2. a informação é apresentada em linhas e colunas. quais espécies viviam na lagoa há alguns anos atrás e compare os dados obtidos. Usando como fonte de pesquisa a Internet. a Internet. responda as questões abaixo: 1. A tabela é a melhor forma de organizar os resultados de uma pesquisa estatística. Para compreender esse tipo de informação. não é? A importância de se interpretar corretamente tabelas e gráficos é inquestionável. os jornais trazem uma tabela com a pontuação e a quantidade de jogos. Mesmo quem não acompanhou o campeonato deste o inicio é capaz de ficar por dentro do assunto se prestar atenção nos gráficos e tabelas.

1: Concentração de Óleos e Graxas na Lagoa da Pampulha Data 4/09/2002 12/09/2002 1/10/2002 9/10/2002 5/11/2002 13/01/2002 19/11/2002 23/12/2002 13/01/2003 Óleos e Graxas (mg/L) 2. . Um exemplo é mostrado no gráfico 1. Rotular as colunas e incluir as unidades de medida. e a intenção é comparar dados.4 0. Gráficos de barras: são os mais utilizados quando há uma grande quantidade de dados a ser exibidos. Tente trocar de orientação (linhas por colunas ou vive-versa) e verifique se isso melhora a apresentação dos dados.4 0. Variação da turbidez (UT) ao longo dos anos 60 50 40 30 20 10 0 2002 2003 2004 2005 2006 Mês de Maio Ponto 3 Mês de Maio Ponto 12 Gráfico 1 – O gráfico compara a turbidez nas águas dos pontos 3 (Ressaca) e 12 (Clube BH) ao longo dos anos.2 2. que compara os valores de turbidez das águas da lagoa da Pampulha em diferentes pontos. Os gráficos demonstram o comportamento de um conjunto de variáveis que se relacionam e podem ser comparadas.2 7. ao longo do anos.Para se construir uma tabela é necessário seguir os seguintes tópicos: • • • • Propor um título autoexplicativo para a tabela.2 Mas. Nesse caso.8 0. Mostraremos dois entre os três tipos mais comuns: 1. a solução é transformar os dados em um gráfico. Tabela 7.2 2.4 0. A tabela deve apresentar linhas e colunas onde serão inseridos os dados. nem sempre a tabela permite que você visualize o que a pesquisa indica.0 2.

necessariamente.00E+06 2. y) x • • • • • A variável independente deve ser colocada no eixo horizontal(x) e a variável dependente no eixo vertical (y). Se necessário.20E+07 1.00E+06 4. Gráfico 2 : Coliformes Totais na Lagoa da Pampulha 1. o maior e o menor valor assumido por ambas as variáveis do gráfico.00E+00 17/1/2006 21/2/2006 4/4/2006 11/4/2006 18/4/2006 10/1/2006 24/1/2006 14/2/2006 28/2/2006 14/3/2006 21/3/2006 7/2/2006 31/1/2006 7/3/2006 28/3/2006 tempo Existem ainda os gráficos de setores (conhecidos como "pizza"): são mais indicados para mostrar poucos números. As escalas dos eixos x e y não. para que acomode todos os pontos experimentais. podemos observar a variação da quantidade de coliformes totais ao longo do tempo. Rotule os eixos apropriadamente. e de baixo para cima. incluindo unidades de medida. devem ser iguais. As escalas devem crescer da esquerda para a direita. como a sa escolaridade da população de um país ou estado. Antes de iniciar a construção de um gráfico deve-se verificar a escala a ser usada levando em consideração os valores extremos. No gráfico 2. • O eixo horizontal é chamado de eixo das abscissas (x) e o vertical de eixo das ordenadas (y). Divide-se então o espaço disponível.00E+06 6. em cada eixo. inclua uma legenda • .2. Gráficos de linha: são mais usados quando a intenção é analisar a variação de um dado em determinado período. y (x.00E+07 NMP/100mL 8. ou seja. Para que gráficos sejam construídos de forma clara e objetiva é necessário respeitar algumas regras simples: • Proponha um título autoexplicativo. Os dados de um gráfico desse tipo são úteis para atribuir valores comparativamente sempre se referem a um mesmo universo.00E+06 0.

7.2 - Exercícios
1) A condutividade indica a facilidade com a qual um material é capaz de conduzir uma

corrente elétrica e sua unidade é expressa em mS/cm ou μS/cm. A COPASA utiliza essa medida como parâmetro para análise de águas. Na tabela abaixo encontra-se os valores de condutividade em determinado período. A partir dos dados da tabela construa um gráfico de linhas com uma escala que facilite a visualização. Data 4/9/2002 12/9/2002 1/10/2002 9/10/2002 5/11/2002 19/11/2002 Condutividade(mS/cm) 255 280 290 310 245 180

2) Através da observação e da interpretação do gráfico abaixo, responda as questões a seguir:

Óleos e Graxas na Lagoa da Pampulha 8,0 7,0 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0
4/ 9/ 20 02 18 /9 /2 00 2 2/ 10 /2 00 16 2 /1 0/ 20 02 30 /1 0/ 20 02 13 /1 1/ 20 02 27 /1 1/ 20 02 11 /1 2/ 20 02 25 /1 2/ 20 02 8/ 1/ 20 03

concentração de Óleos e Graxas (mg/L)

Data

A concentração de Óleo e Graxa variou de quanto no período entre 4/9/2002 a 21/10/2002? Em qual data a concentração de Óleos e Graxas foi menor? E a maior?(Dica: Observe a escala) Em que período não ocorreu variação na concentração de óleos e graxas? 3) Os metais pesados são grandes problemas para o meio ambiente e geram vários transtornos ao homem. De acordo com dados da COPASA, a quantidade de zinco de janeiro a dezembro do ano de 2003 foi, nessa ordem: 0,090 / 0,060 / 0,066 / 0,059 / 0,095 / 0,085 / 0,120 / 0,080 / 0,093 / 0,075 / 0,132 / 0,080 mg/L. a) Construa uma tabela com os dados. b) Construa um gráfico com os dados (use a folha da página seguinte).

em um determinado mês. Cada grupo vai trabalhar com um conjunto de dados: Grupo 1: Oxigênio dissolvido Grupo 2: pH e nitrogênio amoniacal Grupo 3: Turbidez e fósforo total Grupo 4: Condutividade Grupo 5: Metais pesados – Mercúrio (Hg).Representação gráfica da variação do parâmetro a ser pesquisado ao longo dos anos. Arsênio (As) e Ferro (Fé) Grupo 7: Coliformes Grupo 8: Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) Para enriquecer sua pesquisa. durante um ano. . Fazer um único gráfico contendo 2 curvas. Você deve preparar uma apresentação desses dados. em um ponto da lagoa (um para cada integrante do grupo). o mais informativa possível. que foram obtidos pela COPASA. Fazer um único gráfico contendo 3 curvas. as questões abaixo servirão de auxílio para direcionamento de estudo e todas deverão ser relacionadas com o parâmetro: 1 . com o auxílio da resolução do CONAMA e com informações obtidas de outras fontes.7. para cada ponto da lagoa (pontos 10.3 -Vamos nos organizar para trabalhar os dados Você vai trabalhar com seu grupo na produção de gráficos e tabelas para organizar os dados de parâmetros de qualidade da água da Lagoa da Pampulha. discutir os resultados. 4 – Interpretar as informações obtidas dos gráficos. em um determinado mês. Cádmio (Cd) e Manganês (Mn) Grupo 6: Metais pesados – Chumbo (Pb). 11 e 12).Representação gráfica da variação do parâmetro a ser pesquisado ao longo dos anos. para cada ponto córregos afluentes (pontos 3 e 4). 3 – Representação da variação do parâmetro. 2 .

01) Complete o quadro de acordo com os dados do gráfico: Material NaCl (Cloreto de sódio) Pb(NO3)2 (nitrato de chumbo) KNO3 (Nitrato de potássio) CsSO4 (Sulfato de césio) 02) Com base nas informações do quadro acima e do gráfico de solubilidade x temperatura. responda: a) Em qual dos sais o efeito da temperatura sobre a solubilidade é mais acentuado? b) Em que temperatura a solubilidade do nitrato de chumbo é igual à do nitrato de potássio? c) Em que temperatura a solubilidade do cloreto de sódio é igual à do nitrato de potássio? d) À temperatura de 20°C.8. consulte o gráfico. qual dos sais relacionados no quadro acima é mais solúvel em água? Qual é menos solúvel? Solubilidade na temperatura indicada (em g/100g de água) 20°C 40°C 60°C 80°C . Atividade I: Solubilidade Gráfico de solubilidade em água x temperatura para alguns sais Para responder às questões que se seguem.

Adicione 3ml da solução preparada anteriormente (com auxílio de uma seringa) na amostra de água a ser analisada. A entrada de bolhas no frasco inviabiliza a medida da quantidade de oxigênio dissolvido. Oxigênio Dissolvido Um dos parâmetros importantes da qualidade da água é o oxigênio dissolvido. 9. que foi preparada a 80°C. Solução de Tiossulfato de sódio solução .Na2S2O3 Ácido sulfúrico concentrado .Produto corrosivo. Mas para entendermos esse parâmetro vamos responder as seguintes questões: 1. qual dos sais relacionados no quadro anterior é mais solúvel em água? Qual é menos solúvel? f) Se você for resfriar até 20°C uma solução saturada de nitrato de chumbo. Amostra Procedimento 1) Encha o frasco da amostra com a água a ser analisada evitando a formação de bolhas (mergulhe o frasco no balde com a amostra. usando 100g de água. Tome o cuidado de não deixar que se formem bolhas no .MnSO4.Mas que quantidade de oxigênio os seres aquáticos necessitam para viver? 6. repetir o procedimento até conseguir obter o frasco sem bolhas. 2) Prepare uma solução saturada de Sulfato de manganês II (MnSO4): adicione uma colherinha de Sulfato de manganês II em 5ml de água e mexa com a colher até que a dissolução se complete. tampando-o ainda dentro da água). tampe o frasco e agite-o levemente. Ao retirar o frasco do balde. por isso a solução deve encher totalmente o frasco.Como a quantidade de oxigênio dissolvido em água interfere no meio aquático? 9.O que existe no ar que o torna tão essencial em nossas vidas? 3.Mas de onde mesmo vem o oxigênio que os peixes utilizam na respiração? 5. Iodeto de potássio sólido – KI Hidróxido de sódio sólido – NaOH .De onde os peixes retiram o oxigênio que respiram? 4.e) Desenvolvimento anual:À temperatura de 60°C. Se existirem.1 Roteiro Experimental I – Determinação do Oxigênio Dissolvido Reagentes utilizados: • • • • • • Sulfato de manganês II sólido . qual a massa de nitrato de chumbo que ficará insolúvel e decantará no fundo do béquer? 03) A solubilidade é uma propriedade específica? Explique. enxugar com papel e observar se existem bolhas. 3) Retire e descarte 3 mL da amostra de água.Produto corrosivo.H 2SO4 .Quanto tempo conseguimos ficar sem respirar? 2.

10) Faça a determinação do oxigênio dissolvido obtendo a médio do número de gotas gastas nas 3 titulações e consultando o quadro 2. exclusivamente. Adicione 2 mL de ácido sulfúrico (H2SO4) concentrado a fim de dissolver o precipitado. exclusivamente. Atenção! Esse procedimento deve ser realizado. 5) Deixe a amostra em repouso por alguns minutos até a decantação do material formado. por isso retirar exatamente a quantidade de amostra equivalente ao que vai ser adicionado a cada etapa. relacionando o número de gotas gastas na titulação com a concentração de oxigênio dissolvido . 4) Abra o frasco e adicione hidróxido de sódio (NaOH) (umas 4 pastilhas ) com a colher medidora. Tampe o frasco e agite-o bem.1.50g). pelo professor. Observações correspondentes a cada fase do experimento Procedimento Adição da solução de Sulfato de manganês II com posterior agitação Adição de iodeto de potássio Adição de hidróxido de sódio Adição de 2 mL de ácido sulfúrico concentrado Adição de gotas de tiossulfato de sódio Observações Quadro 9. A solução de tiossulfato de sódio será preparada pelo professor utilizando 0.2: Esquema de interpretação do resultado experimental. 6) Retire e descarte 3 mL da solução contida no frasco da amostra. Atividades Anotações que devem ser feitas no decorrer do experimento Quadro 9. (Atenção! Esse procedimento deve ser realizado. pelo professor). 9) Repita as etapas 7 e 8 duas vezes. 7) Com uma seringa. 8) Titule a solução com tiossulfato de sódio (Na2S2O3) até que a solução mude de cor. adicione todo o iodeto de potássio (KI) disponível no saquinho (~0. Em seguida.frasco. retire 20 mL da solução do frasco contendo a amostra e transfira para um copo vazio.11g de tiossulfato diluídos em balão de 100mL .

5 4.5 7.8 12. em solução.Gotas de solução de tiossulfato gastas na titulação 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 concentração de oxigênio dissolvido na amostra em mg/L 2.4 Como representar essas reações? As equações abaixo representam as reações que ocorrem na amostra.7 5.4 10 10. o • Equações: .9 3. Na+ (aq) e OH-(aq) = íons que encontram-se em solução.1 4.6 11.2 8. Lembrem-se que.9 6.1 7. Exemplo: • • NaOH (s) = pastilhas que foram adicionadas à amostra.2 11.8 9. os compostos iônicos encontram-se na forma de íons em solução.3 5.7 8. NaOH (aq) = hidróxido de sódio em solução aquosa (intermediário para facilitar entendimento da equação).

(aq) Equação global: QUESTÕES PARA DISCUSSÃO 1.(aq) + 4 H+ (aq) → Mn+2 (aq) + 2 H2O(l) + I2(aq) 3ª Etapa: Titulação do iodo formado com o Na2S2O3 2 Na2S2O3(aq) + I2(aq) → Na2S4O6(aq) + 2 NaI(aq) 2 S2O3-2 (aq) + I2(aq) → S4O6-2 (aq) + 2 I .1ª etapa: adição do MnSO4 e de NaOH ao frasco contendo a amostra de água: MnSO4(aq) + 2 NaOH (aq) + ½ O2(aq) → MnO2 (s) + H2O(l) + Na2SO4(aq) Mn+2(aq) + 2 OH-(aq) + ½ O2(aq) → MnO2 (s) + H2O(l) 2ª etapa: Adição do KI e do H 2SO4 ao frasco: MnO2 (s) + 2 KI(aq) + 2 H 2SO4(aq) → MnSO4(aq) + K2SO4(aq) + I2(aq) + 2 H2O(l) MnO2 (s) + 2 I.Quais as conseqüências. .Discuta como a variação da profundidade de um lago pode interferir na quantidade de oxigênio dissolvido na água. para os seres vivos. da diminuição do oxigênio dissolvido nos sistemas aquáticos? 3.Quais fatores podem alterar a quantidade de oxigênio dissolvido na água? 2.

b) substâncias que aumentam a ação corrosiva da água. durante a aeração. d) gases diversos. Outro problema é que os gostos e odores produzidos por substâncias químicas trazidas por certos resíduos industriais. não são satisfatoriamente removidos pela aeração. Sua finalidade básica é a melhoria das características físicas e químicas da água para uso doméstico. por isso. da matéria orgânica. do sulfeto de hidrogênio e. Quando a volatilidade é adequada. a aeração tem um papel singular e fundamental.do manganês. As substâncias que podem ser diminuídas pela aeração incluem: a) substâncias que produzem gostos e odores. haja vista que a maioria dos organismos necessita dessa substância para a respiração. nos processos de abrandamento e de remoção de ferro. que é útil na melhoria do gosto e do odor da água e na oxidação do ferro. a sua concentração é freqüentemente diminuída pelos processos de aeração usuais nas condições de temperatura e pressões encontradas nas estações de tratamento de água. e do sulfeto de hidrogênio antes da cloração. Apesar de não serem satisfatoriamente reduzidos pela aeração. tais como o metano.9. tais como o sulfeto de hidrogênio e alguns compostos orgânicos voláteis. para sua remoção mais efetiva. Quanto maior a pressão. A aeração não é. c) substâncias que reagem ou interferem com os produtos usados no tratamento da água. às vezes. b) substâncias que alteram as características da água de maneira a prepará-la para uma etapa subseqüente do tratamento. alguns desses odores podem desaparecer com o armazenamento durante alguns dias. porque muitas das substâncias que causam essas características indesejáveis não são suficientemente voláteis. Esses produtos incluem o dióxido de carbono. podem ser agravados pela cloração. . conseqüentemente. após a aeração. incluem: a) gases da atmosfera. o dióxido de carbono é adicionado por meio de um dispositivo de aeração. de maneira a baixar o valor do pH e aumentar. às águas ricas em sulfetos. um método eficiente para a remoção ou redução dos gostos e odores. As substâncias que podem ser adicionadas à água pela aeração. O dióxido de carbono é também. A quantidade de oxigênio dissolvido depende da temperatura da água e da pressão atmosférica. Os óleos essenciais das algas – liberados quando os organismos se desintegram – não são altamente voláteis e.OXIGÊNIO DISSOLVIDO NA ÁGUA Do ponto de vista ecológico. a volatilidade do sulfeto de hidrogênio.2 . essas substâncias podem ser removidas por aquele processo. No processo de recarbonação após o abrandamento com excesso de cal. se não removidos pela aeração. até um certo limite. Do ponto de vista da qualidade de água. geralmente. particularmente o oxigênio. Apesar de poder ser o oxigênio também considerado nessa categoria. o oxigênio dissolvido na água é uma variável extremamente importante. visando à neutralização da causticidade. comercial e industrial. adicionado. tais como o dióxido de carbono e o sulfeto de hidrogênio. maior a dissolução desse gás.

TABELA 9. Como se pode ver. Quando a matéria orgânica está presente. quando não está presente a matéria orgânica. As vantagens desses processos. a presença de oxigênio dissolvido na água é de importância direta para o equilíbrio do ambiente aquático e de importância indireta para conferir qualidade à água enquanto um produto de uso do homem.1 . porém. Em tais casos. A aeração sozinha é geralmente suficiente para causar a precipitação do ferro e do manganês. em vez de vigorosa. foram verificados que uma aeração moderada. dá melhores resultados. nem sempre são completamente obtidas sem a ocorrência de efeitos adversos. esta combina-se com o ferro e o manganês para formarem compostos complexos que não se precipitam satisfatoriamente após a aeração.As mais importantes funções da aeração são a remoção do dióxido de carbono da água antes do abrandamento por soda e cal e a adição do oxigênio para a remoção de ferro e manganês.

G. portanto. o gás carbônico está presente em dois estados: como um gás. vamos examinar o que acontece com uma garrafa de água mineral com gás. Se pudéssemos observar as moléculas individuais. O equilíbrio químico é dinâmico e. CO2(g). 10. UFSCar. Teremos. também encontraremos um valor constante. em que o sistema está parado. Assim. sem alterações. Reversibilidade e equilíbrio químico Muitas reações químicas são reversíveis. Em uma reação reversível. Por isso o equilíbrio químico é dinâmico. encontraremos um valor constante. Para entendermos melhor esse tipo de equilíbrio. Esses dois processos ocorrem na mesma velocidade. e dissolvido na água. Estudos Limnológicos do Sistema de Lagos do Médio Rio Doce. Por ser dinâmico. Nesse nível. ou medida. difere de situações de equilíbrios a que estamos acostumados a lidar na vida cotidiana (por exemplo. a imagem seria bem diferente. na parte sem líquido.1 – Perfil vertical de oxigênio dissolvido nas águas. Podemos representar esse equilíbrio por meio da equação: CO2 (g) CO2(aq) . Nesse sistema. o equilíbrio químico se aproxima mais de situações como um malabarista numa corda bamba. em nível atômicomolecular. fechada. São Carlos. pois nada pode entrar na garrafa ou sair dela. então. numa escala macroscópica. os produtos da reação também reagem entre si. Se medirmos a concentração de CO2(aq).Figura 9. isto é. no verão (janeiro de 1976). pode ser aplicada a condição de equilíbrio. formando os reagentes. embora. Se medirmos a pressão do CO2(g). moléculas entrando na solução e saindo dela constantemente. em muitos casos. Para esses sistemas reversíveis. Nenhuma mudança poderá ser observada. CO 2(aq). essa característica não possa ser observada experimentalmente e temos a impressão de que a reação seja irreversível. podemos dizer que o sistema está em equilíbrio. o equilíbrio entre os pratos de uma balança de dois pratos) que sugerem a idéia de equilíbrio estático. teríamos uma passagem constante de partículas de CO2 da solução para o gás e do gás para a solução. A garrafa com água mineral é um sistema fechado. Tundisi. Fonte: J.

Isso quer dizer que a definição de ácidos e bases é uma definição relacional.Fonte: Mortimer e Machado.1 Ácidos e bases “O que é uma substância ácida e o que é uma substância básica?” Vocês já devem ter ouvido falar de pH. No estado líquido. 10. ela é considerada neutra.1: O modelo representa o CO2(g) em equilíbrio com o CO2(aq) na garrafa de água mineral. a concentração de H+ é igual à concentração de OH-. Vocês poderiam dar outros exemplos de algumas substâncias consideradas “ácidas” ou “básicas” de seu cotidiano? Por que vocês acham que tais substâncias são “ácidas” ou “básicas”? Na linguagem cotidiana. por exemplo. Essas espécies podem interagir e formar água novamente. está em contato com uma secreção muito ácida – o suco gástrico. caracterizamos um ácido ou uma base de maneira diferente. 2003. Figura 10. xampu neutro. uma pequena fração de moléculas de água pode se dissociar produzindo H+(aq) e OH-(aq). Na química. iremos discutir o comportamento da água pura. Sendo assim. dizemos que a laranja é ácida porque sentimos a sensação de azedo. A partir dessa discussão. O nosso estômago. Podemos representar o equilíbrio iônico da água da seguinte maneira: H2O(l) H+(aq) + OH-(aq) (eq. substâncias e materiais ácidos e básicos. Vamos entender isso melhor? Para entendermos melhor ácidos e bases. Uma substância só é considerada ácida ou básica em função das possíveis interações com outras substâncias. antiácido. 2) No caso da água pura. podemos chegar a uma .

é chamada pH potencial hidrogeniônico. ocorre uma perturbação no equilíbrio de ionização da água. portanto. um modo de expressar a concentração de íons hidrogênio numa solução. Segundo sua teoria. tornando-a ácida ou básica. fossem introduzidas gotas de base (OH-) na água. Para o caso em que são adicionadas gotas de ácido (H+) na água. para a água neutra. Ao variar a quantidade de íons H+ ou OH-.log [ H+] . estamos deslocando o equilíbrio da solução. então: [H+] > [OH-] a solução é ácida c) Ao acrescentarmos gotas de uma base qualquer. Essa definição foi proposta por Arrhenius. É possível estabelecer uma escala de pH. ácido é toda substância que produz H+ e base é aquela que produz OH-. A concentração de íons OH. pH: definição e usos A medida do grau de acidez ou basicidade.definição de ácido e base que leva em consideração o comportamento de uma dada solução frente à água. Para a água. Se. passaríamos a ter um aumento na concentração de OH-.será também. O pH é. a concentração de íons H + foi medido experimentalmente como sendo 10-7. capaz de expressar a acidez ou basicidade das soluções aquosas. vista no tópico anterior. Resumindo: a) Para a água e soluções neutras: [H+] = [OH-] a solução é neutra b) Ao acrescentarmos gotas de um ácido qualquer. Caso sejam gotejadas algumas gotas de ácido (H+) na água. então: [H+] < [OH-] a solução é básica 11. ambos em meio aquoso. ao contrário. teremos um aumento de íons OH-. A expressão matemática que representa o pH é: pH = -log [H+] Note que. teremos um aumento de íons H+. O pH é o log negativo de base 10 da concentração molar de íons hidrogênio ( H+ ) e pode ser calculado a partir da equação: pH: . Os pH é a sigla para potencial Hidrogeniônico. passaríamos a ter um aumento na concentração de H+. o pH será 7. 10-7.

etc.valores dessa escala estão relacionados às concentrações de íons H+ e OH-. mas expressam o comportamento dessas substâncias frente a um solvente – no caso a água – que é considerado neutro. ácido clorídrico). que teriam valores de pH acima de 14. discuta esses valores. Valores abaixo de 7 indicam soluções ácidas e a acidez aumenta com a diminuição do pH. por exemplo a água de rios e oceanos. detergentes. No entanto. Ácido de Arrhenius: espécie que em solução aquosa libera íons H+(aq). somente algumas colheres de chá de água estariam ionizadas. esses dois íons estão em quantidades iguais na água pura. O pH é usado para expressar a acidez e basicidade da maioria das soluções e emulsões com a quais lidamos na vida cotidiana. vinagre. Valores acima de 7 indicam soluções básicas e a basicidade aumenta com o aumento do pH. sendo: pH = 7 pH > 7 pH < 7 soluções neutras ([H+] = [OH-]) soluções básicas ([H+] < [OH-]) soluções ácidas ([H+] > [OH-]) Junto com o professor. xampus. Note que. É esse o valor do pH da água pura. O valor de pH igual a 7 indica que a solução é neutra. NaOH(s) NH3(g) Na+(aq) + OH (aq) (Dissociação Iônica) NH4+(aq) + OH-(aq) (Ionização) À temperatura ambiente. o sangue. HCl(g) Cl2(g) + H2O(l) H+(aq) + Cl (aq) (Ionização) + HClO(aq) + H (aq) + Cl (aq) (Ionização) Base de Arrhenius: espécie que em solução aquosa libera íons OH-(aq). que teriam valores negativos de pH. e expressa a idéia de que acidez e basicidade não são propriedades inerentes às substâncias. hidróxido de sódio). . como cada molécula de H2O ionizada resulta em 1 íon H+ e 1 íon OH-. cerca de 1 molécula em cada 10 milhões (10 7) de moléculas de água está ionizada. Isto significa que. e tampouco para expressar a basicidade de soluções de bases fortes concentradas (por exemplo. o pH não é apropriado para expressar a acidez de soluções muito concentradas de ácidos fortes (por exemplo. em uma típica piscina cheia de água pura. A escala de pH é conseqüência da teoria ácido-base de Arrhenius. variando de 0 a 14. que é portanto neutra.

chumbo. chegando a 9 ou até mais. para essa concentração de íons H+. uma possível extração do ferro. com isso. Isso porque as algas. muitos ácidos são produzidos. Para entendermos como funciona uma escala que resulta da aplicação da função logarítmica à concentração dos íons H+ (pH = . retiram muito gás carbônico. ocorrendo. o Rio Negro. (como o ácido húmico). sendo que quanto maior é a quantidade de matéria orgânica disponível. O pH costuma ser alto em regiões com pouca precipitação. a concentração de íons H+ em solução aumentou 10 vezes. e dificultar a descontaminação das águas. pois os organismos aquáticos estão geralmente adaptados às condições próximas à neutralidade e. cobre. vamos ver o que significa uma variação de pH de 7 para 6. menor o pH. é igual a 7. na maioria das vezes. nesse caso. Na água pura a concentração de íons H+ é igual 10-7 mol de íons por litro de água e essa é exatamente a concentração dos íons OH-. o pH pode subir muito. devido ao excesso de ácidos em solução. O pH é influenciado também pela quantidade de matéria morta a ser decomposta. básico ou neutro de uma solução. Portanto. devido à construção de grandes represas e à necessidade de se desviarem os cursos de águas naturais. O alagamento. causa a deterioração da mata . As águas superficiais possuem um pH entre 4 e 9. no Amazonas) possuem pH muito baixo. a escala de pH é conveniente porque pequenas variações de pH expressam variações muito grandes na acidez e basicidade das soluções. por definir o caráter ácido. Esse parâmetro. As águas conhecidas como pretas (por exemplo. Quando o pH varia de 1 unidade. Naturalmente. causado pelas represas.H2O(l) H+(aq) + OH-(aq) O termo "neutro" aqui quer dizer exatamente isto: concentrações iguais de íons H + e OH-. Uma variação de pH de um rio qualquer de 6 para 4 indica que a concentração de íons H + aumentou 100 vezes! Um aumento enorme de acidez. 12. sendo ligeiramente alcalinas devido à presença de carbonatos e bicarbonatos. influenciado pelo mar e em açudes de solo alcalino. e isso potencializa o uso da escala para uma variedade de sistemas com diferenças muito grandes na concentração de íons H+ ou OH-. que é a principal fonte natural de acidez da água. zinco e cádmio. que ocasionam grandes alterações no meio ambiente. menor é o pH.log [H+]). O valor de pH. pois para haver a decomposição desses materiais. deve ser considerado. Outro fator que pode influenciar a qualidade das águas são as construções de hidrelétricas. Influência do pH em ambientes aquáticos Os organismos possuem uma estreita faixa de tolerância às mudanças de pH. em conseqüência. e costuma ser baixo quando há um aumento de ácidos orgânicos dissolvidos na água. que pode ter conseqüências dramáticas para as formas de vida existentes nesse rio. Geralmente um pH muito ácido ou alcalino está associado à presença de despejos industriais. Valores fora das faixas recomendadas podem alterar o sabor da água e contribuir para a corrosão dos sistemas de distribuição de água. alterações bruscas do pH de uma água podem acarretar o desaparecimento dos seres nela presentes. Lembre-se de que quanto maior a acidez. ao realizarem a fotossíntese.

tanto em meios aeróbios como nos anaeróbios. o valor de pH que corresponde à formação de um ecossistema mais diversificado e a um tratamento mais estável é a de neutralidade. menor ou igual? 6-9. algumas bactérias e fungos. a acidificação do meio é acusada pelo decréscimo do pH do lodo. A influência do pH sobre os ecossistemas aquáticos naturais dá-se diretamente devido a seus efeitos sobre a fisiologia das diversas espécies. o meio talvez não permita uma grande diversificação hidrobiológica. de junho de 1986). Variação de pH de diferentes classes de água Classe especial Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4 O que vocês podem dizer sobre: a) o pH da água de classe especial em relação à das demais classes? É maior. Desta forma. Mas. as restrições de faixas de pH são estabelecidas para as diversas classes de águas naturais e de acordo com a legislação federal (Resolução nº 20 do CONAMA. determinadas condições de pH contribuir para a precipitação de elementos químicos tóxicos como metais pesados. É possível que alguns efluentes industriais possam ser tratados biologicamente em seus valores naturais de pH.5 6-9 6-9 6-9 6-9 . A própria distribuição da água final é afetada pelo pH. são várias as unidades cujo controle envolve as determinações de pH. procede-se à neutralização prévia dos efluentes industriais antes de serem submetidos ao tratamento biológico. devendo as águas para abastecimento público apresentar valores entre 6. o pH é também uma condição que influi decisivamente no processo. de acordo com a Portaria 1469 do Ministério da Saúde. passa a ser causa se não for corrigido a tempo. diminuindo seu pH natural. os critérios de proteção à vida aquática fixam o pH entre 6 e 9. Constitui-se também em padrão de emissão de esgotos e de efluentes líquidos industriais. tornem possível a manutenção de um tratamento eficiente e estável. Desta forma.ciliar que acaba sendo arrastada para a água. A desinfecção pelo cloro é um outro processo dependente do pH. em geral. por exemplo. O decréscimo no valor do pH que a princípio funciona como indicador do desequilíbrio. Normalmente. mas pode acontecer que os grupos mais resistentes.5. principalmente. Sabe-se que as águas ácidas são corrosivas. Também o efeito indireto é muito importante podendo. o pH é um parâmetro importante no controle dos processos físico-químicos de tratamento de efluentes industriais.0. Nesta condição. Observem novamente os intervalos de pH definidos pela Resolução 20 do CONAMA. No tratamento físico-químico de efluentes industriais muitos são os exemplos de reações dependentes do pH. outras condições podem exercer efeitos sobre as solubilidades de nutrientes. em torno de 5. Nos reatores anaeróbios. indicando situação de desequilíbrio. Nas estações de tratamento de águas. ao passo que as alcalinas são incrustantes.5 e 8. Nos ecossistemas formados nos tratamentos biológicos de esgotos. O pH é padrão de potabilidade. como discutido anteriormente.

interrompendo prematuramente o ciclo de reprodução. experimente apertá-lo com os dedos. Para o experimento serão necessários os seguintes materiais: um pote com tampa.Que tal jogá-lo de uma altura baixa? . Em seguida tampe o pote.b) a acidez dessa água de classe especial ser maior. 5. um ovo cru. Porque os peixes não reproduzem em pH baixo? Já discutimos em aulas anteriores a influência do pH na vida aquática. Observe o que acontece e anote suas observações. Espere até a próxima semana para ver o que acontece 23- PARA PRÓXIMA AULA 4. até que o líquido fique mais alto que a altura de um ovo cru. O QUE FAZER 1- Coloque o vinagre no pote. Os ovos acabam por eclodir antes do tempo sob o efeito de altos índices de acidez. menor ou igual à acidez das demais classes? c) a variação na concentração de íons H+ de uma água de classe especial para a de uma outra classe? O que vocês concluem disso? 13. veja como ele está.Com o auxílio de uma colher pegue o ovo. vinagre e uma colher. Para ilustrar este fato iremos realizar um experimento bem simples e você irá propor uma explicação para isto baseado no que já aprendemos sobre equilíbrio ácido-base. Quando o pH da água está baixo (com alto nível de acidez). os peixes encontram maior dificuldade para se reproduzirem com êxito.

temos a presença de H+. Procedimento Experimental II: Análise do pH . 2. CH3COOH. produzindo H+).O que aconteceu com a casca do ovo após uma semana? Como você explica esse fato? (dica: o vinagre é constituído por ácido acético. em meio ácido.1 .Sabendo que um dos constituintes do ovo é o carbonato. que em solução aquosa se ioniza. Explique como essa observação o ajuda a entender o fato de os ovos dos peixes eclodirem em pH baixo.Observe as equações 1 e 2 e responda: 1. CO32. qual composto foi formado dentro do pote? Figura 13.e que.pH e sobrevivência de espécies aquáticas 14.

As antocianinas têm a propriedade de mudar de cor na presença de ácidos ou bases. pH e a escala de pH: a escala de pH é usada para medir a acidez e a basicidade de soluções. portanto. Sabendo o valor aproximado do pH para cada cor. reagentes e produtos coexistem em um processo dinâmico: os reagentes interagem formando os produtos e os produtos interagem formando os reagentes. Em uma reação reversível. pH 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 . É. utilizaremos o extrato de repolho roxo como indicador ácido-base. se adicionarmos produtos. Ex: Se adicionarmos mais reagentes num sistema em equilíbrio. o sistema favorece a formação de reagentes. o sistema favorece a formação de produtos.De olho no Repolho: Estudo do funcionamento de um indicador ácido – base I) Introdução Para análise do pH de uma amostra de água. por exemplo. A cor roxa do repolho é devido à presença de substâncias chamadas antocianinas. Para uma boa compreensão dessa prática. o extrato de repolho roxo apresenta diferentes cores em diferentes valores de pH. é importante retomar alguns conceitos já vistos: Equilíbrio químico: a idéia de equilíbrio químico aplica-se a sistemas com reações reversíveis. adicionando-a ao extrato de repolho roxo e comparando a cor final obtida. pH = -log [H+] Na escala de pH. Reagentes Produtos Quando ocorre uma perturbação no equilíbrio. Para a construção dessa escala. as substâncias que apresentam pH menor que 7 são consideradas ácidas. Ela é construída a partir da seguinte operação matemática: onde [H+] = concentração de H+ em mol/L. construiremos primeiro uma escala de pH. Em geral. Dessa forma. a escala de pH é usada para substâncias que apresentam valores de pH entre 0 e 14. podemos determinar o pH de uma solução qualquer. o sistema reage de forma a minimizar essa perturbação. e substâncias que apresentam pH maior que 7 são consideradas básicas. do equilíbrio utilizado para andar de bicicleta. um conceito diferente de equilíbrio daquele que usamos.

Em seguida. II) Parte Experimental Preparação do Extrato de Repolho Roxo Esse extrato deve ser feito pelo professor. Solução Diluída de Hidróxido de Sódio (NaOH) Essa solução é preparada diluindo-se uma pastilha de soda cáustica em 100 mL de água.: É importante que o extrato seja preparado e usado num curto período de tempo. vamos construir uma escala aproximada de pH. 3. 3 folhas de repolho roxo.0 mL.meio ácido meio neutro meio básico Neste experimento.0 mL de ácido clorídrico concentrado em água ate completar 100. • Materiais Necessários 1. Ebulidor.7% de Hidróxido de Amônio (NH4OH) Essa solução é preparada diluindo-se aproximadamente 10 mL de uma solução a 27% de hidróxido de amônio (que é a concentração na qual o reagente é vendido) em água suficiente para completar 100. 4. que queremos analisar. Obs. Solução a 2. O que fazer Colocar as folhas de repolho roxo picadas dentro da vasilha com água. • Vasilha Metálica de aproximadamente 1 litro. usando o extrato de repolho roxo como indicador. 2. . Solução Diluída de Ácido Clorídrico (HCl) Essa solução é preparada diluindo-se 1. 600 mL de água filtrada. vamos adicionar o extrato de repolho roxo em uma amostra de água. 3.0 mL. para que não sofra decomposição. Construindo a Escala de pH • Preparação das Soluções 1. Resfriar o extrato antes de utilizá-lo. 2. A cor da solução obtida será comparada com a escala de pH construída. aquecendo por 5 minutos.

2) Adicionar. solução de amônia 2. Hidróxido de amônio (NH4OH). 4) Rotular. descartável e sem agulha. 1 tubo de ensaio. Para a determinação do pH de uma amostra de água: 1 frasco conta-gotas com o extrato de repolho roxo. 1 caneta de retro projetor. Fazer um traço por baixo do valor do pH para diferenciá-lo da numeração do tubo. então. Procedimentos: 1) Numerar os tubos de ensaio de 1 a 8. Hidróxido de sódio (NaOH). Álcool Etílico 96 º 8 tubos de ensaio.• • • • • • • • • • • • • • • • Materiais utilizados na construção da escala de pH: 1 frasco com o extrato de repolho roxo. 1 suporte para tubos de ensaio. 3mL do extrato de repolho roxo. Anotar a cor observada no quadro 2.7% e duas soluções de NaOH [uma solução feita a partir da dissolução de 1 pastilha em 100 mL de água (NaOH I) e a outra solução partir da dissolução de 6 pastilhas em 100 mL de água (NaOH II)]. 1 seringa de 10 mL. os outros reagentes indicados no quadro 1. em cada tubo de ensaio.Preparação da escala padrão de pH Solução Preparo I 100 gotas de HCl diluído + 3mL de extrato de repolho roxo II 5mL de água filtrada + 100 gotas de vinagre branco + 3mL pH 1 3 . de acordo com o quadro 1. Vinagre Branco. 7 frascos rotulados com os seguintes reagentes: água filtrada. Anotar a cor observada do extrato no quadro 2. Quadro 14. 1 seringa de 10 mL. de forma a não entornar a solução que está sendo preparada. 1 seringa de 10 mL. em cada tubo de ensaio. Agitar com cuidado. descartável e sem agulha. 5 béqueres de 50 mL. para cada solução preparada. os tubos de ensaio com os valores de pH aproximados. vinagre branco. HCl diluído.1. 3) Adicionar. utilizando uma seringa. Ácido Clorídrico (HCl). álcool 96º GL.

Amostra de água coletada no córrego/lagoa/fonte em estudo Procedimento . 2.7% + 3mL de extrato de repolho roxo 5 mL de água filtrada + 10 gotas de solução de hidróxido de amônio a 2.2. 5 6 9 11 12 14 Quadro 14. Suporte para tubos. Amostras-Problema → amostras I. 4 tubos de ensaio.III IV V VI VII VIII de extrato de repolho roxo 100 gotas de álcool comum + 3mL de extrato de repolho roxo 5mL de água filtrada + 3mL de extrato de repolho roxo 5mL de água filtrada + 1 gota da solução de hidróxido de amônio a 2. 5. 1 caneta de retro projetor.7% + 3mL de extrato de repolho roxo 100 gotas da solução diluída de NaOH ( I )+ 3 mL de extrato de repolho roxo 5 mL de água filtrada + 200 gotas de solução diluída de NaOH (II) + 3 mL de extrato de repolho roxo. 3. • Amostras Analisadas 1. 4. II e III.Cores observadas para as diferentes soluções preparadas Solução Cor observada Extrato de repolho roxo I II III IV V VI VII VIII Determinação do pH de amostras de água • Materiais Necessários 1. 1 seringa de 10 mL. 2. 5 béqueres de 50 mL.

com base nessa comparação. em termos de comportamento ácido/básico. Quadro 14. a equação química do equilíbrio ácido-base do indicador pode ser representada como: HA H+ + ACor rosa Cor amarela . 4) Observar a coloração obtida e compará-la com a escala de pH construída utilizando-se extrato de repolho roxo. 3) Agitar com cuidado.HCl diluído. Nas soluções I. respectivamente. como o próprio nome diz. por que a escala construída apresenta diferentes cores? 2. 6. 2) adicionar 3 mL do extrato de repolho roxo. álcool. Sabendo-se que as diferentes substâncias adicionadas . de forma a não entornar a solução que está sendo preparada. apresenta a cor roxa em água.3 – Determinação do pH das amostras de água. Já nas soluções 5. 6) Repetir as etapas de 1 a 5 para as demais amostras de água. 6. vinagre branco. II e III foram adicionados ao repolho roxo uma amostra de HCl diluído.são incolores em solução. solução de amônia e NaOH diluído. Supondo que a forma ácida e a forma básica apresentem as cores rosa e amarela. respectivamente. Um indicador ácido-base existe em duas formas com cores diferentes. Amostra Coloração pH aproximado Observada I II II Coletada Questões para Discussão 1. Caracterize os extremos da escala padrão de pH. respectivamente. 5) Determinar. uma forma ácida (HA) e uma forma básica (A-). Obs: Colocar um papel branco de fundo para melhorar a visualização das cores da escala. Qual é a função do extrato de repolho roxo no experimento realizado? 3. a cor roxa se modifica. Porém. O extrato de repolho roxo. utilizando uma seringa. 5mL da água a ser analisada e transferi-la para um tubo de ensaio limpo e seco. o valor aproximado do pH da água analisada. O que essas substâncias têm em comum em termos de comportamento ácido/básico? 4. 7 e 8 foram adicionadas ao repolho roxo duas amostras de solução de amônia e 2 amostras de solução de NaOH. vinagre branco e álcool. O que essas substâncias têm em comum em termos de comportamento ácido/básico? 5. ao adicionarmos as substâncias mencionadas na Quadro1.1) Medir.

principalmente húmicos. vazamentos de depósitos de combustíveis e de chorumes dos depósitos de lixo. O pH que você encontrou para a água analisada indica que ela é ácida ou básica? Você acha que o pH encontrado permite a existência da vida aquática? 15. animais e lixo que encontra pelo caminho. entre uma gama de elementos e diversos tipos de câncer. por exemplo. Devido à sua estrutura molecular dipolar. a água pode adquirir uma característica diferente devido às atividades agrícolas e pecuárias e pelo uso de inseticidas. Nas zonas rurais. Há ainda outras correlações mais controversas que ocorrem. etc. Explique. 7. . Explique. Isso resulta da enxurrada que vai dissolvendo e arrastando solo. entre o chumbo e a esclerose múltipla. Como a água dissolve ou arrasta muito do que encontra pelo caminho. Nas águas naturais. A composição das águas reflete os meios por onde elas circulam. a qualidade química dos cursos de água está associada às atividades humanas. portanto.Reconhecendo a presença desse equilíbrio no extrato de repolho roxo. Água: solvente universal Ao contrário do que normalmente se pensa a água utilizada para consumo humano. Já se conhecem bem os efeitos na saúde relacionados com a abundância ou deficiência de alguns elementos químicos que se encontram dissolvidos nas águas. esse poder de dissolver é aumentado pela presença de ácido carbônico. As águas subterrâneas possuem. vegetais. por exemplo. A deficiência de iodo está relacionada ao bócio. um conjunto de sais dissolvidos. quanto ao fato de que todas as águas naturais possuem. mais rica nesses sais será a água. conhecida como anencefalia. O excesso de flúor provoca fluorose do esqueleto e dos dentes. guardando uma estreita relação com os tipos de rochas e com os produtos das atividades humanas adquiridos ao longo de seu trajeto. Nas épocas de chuva. Assim. Não há dúvidas. Nos centros urbanos e áreas industrializadas. entre o cádmio e a hipertensão e arteriosclerose. entre a dureza da água e algumas moléstias cardiovasculares. enquanto que a deficiência dele é responsável por uma maior incidência de cáries dentárias. em graus distintos. a água potável. não é pura. Se você prestar atenção num rótulo de água mineral. como. em geral. b) adicionarmos uma grande quantidade de OH-. indique qual será a cor predominante do extrato de repolho se: a) adicionarmos uma grande quantidade de H+. A contaminação das águas dos garimpos por mercúrio leva à má formação do cérebro em fetos. teores mais elevados de sais do que as águas superficiais. devido à hipertrofia da tireóide. você pode observar que as águas dos rios e lagos ficam mais turvas. isto é. a água é considerada um solvente universal. herbicidas. produzidos pela atividade dos seres vivos no solo. e ácidos orgânicos. é fácil compreendermos que o resultado desse processo é uma mistura. formado pelo gás carbônico dissolvido. quanto mais intimamente exposta aos materiais solúveis presentes no solo e nas rochas. tais como: descarga de poluentes líquidos provenientes das industriais e das casas. ou papo. adubos etc. vai perceber trata-se de uma solução e que uma marca difere fundamentalmente de outra pela sua composição química.

tornando a água salobra. Podemos definir a turbidez como a redução da transparência da água devido à presença de matéria em suspensão. Entretanto. por capilaridade. O metabolismo desses microorganismos pode causar odores e sabores desagradáveis à água. a turbidez mede a não propagação da luz na água. por partículas sólidas naturais de plâncton como bactérias e argila em suspensão ou oriundas de fontes de “poluição” que lançam material fino e outros de diâmetro maior que 1. Uma água muito turva apresenta baixa capacidade de penetração da luz e. floculação e sedimentação. não caracteriza poluição. Uma das razões para diminuir a turbidez da água potável é que essa turbidez pode estar associada com a presença de microorganismos patogênicos como bactérias e vírus. É muito comum associar. mesmo depois de passar pelas estações de tratamento. em suspensão. dispersas nas águas têm origem na degradação mecânica ou na transformação química ou biológica dos materiais e possuem conformação e tamanhos diferentes entre si. os sais mais solúveis voltam para os aqüíferos subterrâneos. com tamanho oscilando entre 0. A turbidez é medida em NTU (Nephelometric Turbidity Unit). De maneira geral. a água não está limpa e livre de ser contaminada no seu trajeto.1 . é a expressão de uma propriedade óptica que provoca a reflexão e absorção de luz. a transparência é o oposto da turbidez. Na superfície do solo. Contudo. um outro parâmetro de qualidade de água. vão se acumulando. Entretanto. como tamanho. a quantidade de oxigênio dissolvido fica também menor. a pequena precipitação resulta num fenômeno chamado de salinização. a remoção de sólidos finos em suspensão. Uma água turva nem sempre está poluída. enganosamente. As partículas. não se pode associar diretamente turbidez com a intensidade da sujeira na água. Logo. a fotossíntese realizada pelas plantas aquáticas fica comprometida. Quando vêm as chuvas mais intensas. por si só. à medida que a água evapora.Nas regiões em que chove muito. ocorre uma maior diluição dos sais na água.Ela é causada. Até chegar às nossas casas. pode-se chegar a níveis menores que 1 NTU. ou mesmo quando enche nossas caixas de água que nem sempre estão corretamente limpas e tampadas. no Nordeste Brasileiro.2 micrômetros. com isso.Introdução Turbidez. Isso vem acontecendo. . É considerada poluição qualquer modificação nas características do meio. depois da coagulação. são de grande valor. principalmente. a turbidez. Como conseqüência. a recarga constante dos aqüíferos permite uma maior renovação das águas subterrâneas. No tratamento de água. 16. os níveis de turbidez ficam entre 5 e 10 NTU. pois vários fatores influenciam na reflexão e absorção de luz. Procedimento experimental III: Turbidez 16.01 a 100 microns. Do ponto de vista ótico. a turbidez das águas à poluição. Diferentemente. A transparência é a capacidade de penetração da luz na água. Consulte a Resolução 20 do CONAMA e veja qual é o padrão aceitável para esse parâmetro. forma e cor das partículas presentes. ou seja. em climas áridos. os sais que subiram com a água até a superfície. As etapas de tratamento envolvendo a clarificação da água. Depois da filtração. As águas turvas são ricas em nutrientes que estimulam o crescimento de microorganismos. a água deve passar por um tratamento que seja capaz de torná-la própria ao nosso consumo. por exemplo.

no solo. Deve-se distinguir. os aparelhos comerciais encarecem muito o custo do estudo ou da pesquisa científica em campo. lançados na água. em geral.1.capaz de tornar esse meio nocivo à saúde.1. pode-se utilizar uma maneira eficiente.asp?id=24 Vários aparelhos no mercado medem a turbidez e grande parte destes são construídos com base no padrão nefelométrico. Esse padrão consiste em quantificar a quantidade de luz refletida. A contaminação é causada por elementos que. Isso é conseguido através da construção de um tubo turbidímetro. no ar. para isso basta estar em um ambiente iluminado com luz natural. os resíduos industriais tóxicos. contaminantes ou tóxicos.br/site/noticias1. poderá desempenhar um papel de veículo do agente contaminante e não necessariamente do ambiente ecológico alterado. mesmo cristalina.Representação esquemática do tubo turbidímetro graduado em unidades de turbidez (NTU). O tubo turbidímetro se adapta satisfatoriamente ao método nefelométrico.. etc. Referência: http://www. prática e de baixo custo. visto que a luz solar incide a 90º com a lateral do tubo e os olhos do usuário funcionam como sensores que ficam localizados na extremidade aberta do tubo. As principais fontes de contaminação dos recursos hídricos são: os esgotos lançados sem qualquer tratamento qualquer. quando esta é direcionada formando um ângulo de 90º com as células sensoriais que captam luz. à natureza. ou o entorno. Para contornar esse problema. os defensivos agrícolas que escoam com a chuva. como um veneno ou um ser patogênico.os tornam diferentes e nocivos. à segurança e ao bem-estar. em tal grau que cria riscos reais para saúde e para vida. A quantificação é dada por uma escala calibrada no próprio tubo. Porém a água mais transparente ou com baixa turbidez pode também conter materiais patogênicos. 10 15 20 50 10 0 20 0 Figura 16. A utilização do tubo turbidímetro é bastante simples. .com. como mostrado na Figura 16. Uma água.bonito-ms. No entanto. a presença de aterros sanitários que afetam os lençóis freáticos. entre outros. prejudicando o substrato. “poluição” de “contaminação”. visando quantificar a turbidez da água em locais iluminados pela luz solar. também. prejudicando o equilíbrio natural e estético.

você vai retirar a parte superior cortando-a. O corte pode ser feito perto do gargalo da garrafa. Nesse modelo não é preciso passar cola ou fita adesiva.COMO CONSTRUIR O TUBO TURBIDÍMETRO Materiais Utilizados: • • • • • 3 garrafas de água mineral pequenas e vazias (aproximadamente 505 mL). Repare que o encaixe precisa ficar bem feito. a 15 cm da base. Da terceira garrafa você também vai cortar o fundo.Deve-se encher o tubo com a água a ser analisada. aproximadamente. Teste o seu turbidímetro colocando água. estilete. Tome cuidado para não amassar a garrafa. Procedimento de Construção O turbidímetro é feito utilizando-se as três garrafas de mesmo tamanho e forma. aproximadamente.2 . para se certificar de que ele não está vazando. a faixa de turbidez da amostra. 1 vidro de esmalte preto. corte a parte superior. determinando-se. Em seguida. a 12 cm da base. aproximadamente 11 cm da base. Repare que um lado fica mais largo e o outro fica mais fino. Encaixe a terceira parte na segunda. 1 vidro de esmalte branco. Assim que esse procedimento for realizado. compara-se o nível da água com as marcações do tubo. Descarte a parte de cima e reserve a de baixo. colocá-lo em posição vertical e retirar a mínima quantidade de água até que se consiga distinguir as cores preto e branco marcadas no fundo do tubo. Em seguida. régua. Encaixe a segunda garrafa na primeira utilizando o lado mais fino. assim. Com os esmaltes você vai pintar o fundo do modelo conforme a figura: Graduação do turbidímetro . 16. A primeira garrafa deve ser cortada na segunda metade superior. Da segunda garrafa você vai cortar o fundo.

Para essa marcação de escala.PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Materiais utilizados ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ 4 béqueres de mesma capacidade Água da torneira Água filtrada Frasco contendo solução 1 Frasco contendo a solução 2 Etiquetas adesivas Bastão de vidro ou colher para misturar Procedimentos e análises Adequação para beber Sistemas Béquer 1 Béquer 2 Béquer 3 Béquer 4 Características Água sem filtrar Água filtrada Solução 1 Solução 2 Justificativa .3 11.1 43.1 31.4 19. utilizou-se um modelo baseado em informações do Environmental Resources Center.Graduação do tubo em unidades de turbidez Linha 1 2 3 4 5 6 Distância a partir da base (cm) 7. Tabela 16.2 53. UW-Madison.1.7 Unidades de Turbidez (NTU) 200 100 50 20 15 10 16.3 .• Gradue o tubo a partir de sua base. conforme mostra a Tabela 1.

Essa definição é abrangente e inclui. PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS DA ÁGUA: METAIS PESADOS 17. inclusive.1. meça a turbidez das amostras da atividade anterior. a definição mais difundida é aquela relacionada com a saúde pública: metais pesados são aqueles que apresentam efeitos adversos à saúde humana.O QUE FAZER Utilizando o turbidímetro construído pelo grupo.QUESTÕES PARA PENSAR 1) A água contida nos béqueres 1. 2. 2) A água que chega na torneira da sua casa passou por algum sistema de tratamento? 3) Se houve um tratamento anterior. como As (arsênio) e Se (selênio). alguns ametais ou semimetais. o que você pode dizer: trata-se de uma mistura ou de uma substância? 5) Você diria que a água de algum desses béqueres está poluída? Qual (is)? 6) O que você entende por poluição das águas? 7) Que diferença existe entre poluição e contaminação? 8) A água de algum desses béqueres está contaminada? 9) Por que não podemos visualizar partículas dispersas na água? 16.4 . 17.16. por que teria que ser filtrada? Explique.Conceitualmente metais pesados são definidos como elementos que possuem densidade superior a 6 g/cm3 ou raio atômico maior que 20. sendo qui- . contaminação e toxicidade . mas vem sendo intensamente utilizado na literatura científica como referência a um grupo de elementos amplamente associados à poluição. 3 e 4 pode ser ingerida? Justifique rapidamente.DEFINIÇÃO O termo metais pesados é de definição ambígua.5 . Entretanto. 4) Analisando o conteúdo dos 4 béqueres.

micamente (altamente) reativos e bio-acumulativos. podem causar aos ecossistemas aquáticos naturais ou de sistemas de tratamento biológico de esgotos. tintas. ou seja. que se espalha em grande número nas periferias das grandes cidades. Fontes de metais pesados nas águas Os metais pesados surgem nas águas devido aos lançamentos de efluentes industriais contaminados tais como os gerados em indústrias extrativistas de metais. então. uma vez que as estações de tratamento convencionais não os removem eficientemente e os tratamentos especiais necessários são muito caros. Parâmetros Alumínio dissolvido (Al): Cádmio total (Cd): Chumbo total (Pb): Cobre dissolvido (Cu): Ferro dissolvido (Fe) Zinco total (Zn): Valor Máximo 0. Alguns metais são acumulados ao longo da cadeia alimentar. cobre. Os metais pesados atingem o homem através da água. como as de formulação de compostos orgânicos e inorgânicos. de tal forma que os predadores apresentam as maiores concentrações. Porém níveis excessivos desses elementos podem ser extremamente tóxicos. para a realização de funções vitais no organismo. pelo Conselho Nacional de Meio Valores para algumas substâncias potencialmente prejudiciais estão Tabela 1: Valores máximos permitidos de metais pesados estabelecidos pelo CONAMA para águas doces CLASSE 1 e CLASSE 2.1 mg/L 0.18 mg/L . o organismo não é capaz de eliminá-los.001 mg/L 0. pigmentos e especialmente no processo de galvanoplastia. do ar e do sedimento. em 2005.3 mg/L 0. Importância dos estudos de controle de qualidade das águas Os seres vivos necessitam de pequenas quantidades de alguns metais. Fez-se. Os metais pesados constituem-se em padrões de potabilidade estabelecidos pela Portaria 1. Os valores determinado efluente Ambiente (CONAMA). Os metais pesados presentes nos efluentes industriais reduzem a capacidade das águas de lago ou lagoa restaurarem suas características ambientais naturalmente. na qualidade de tóxicos. molibdênio. São definidos limites para as concentrações de metais pesados em efluentes descarregados na rede pública de esgotos seguidos de estação de tratamento de forma diferenciada dos limites impostos para os efluentes lançados diretamente nos corpos receptores. manganês. Além destas formas de contaminação. tanto na legislação federal quanto estadual. podem ainda estar presente em efluentes de indústrias químicas.01 mg/L 0.009 mg/L 0. são também padrões de classificação das águas naturais e de emissão de esgotos. que são mais rígidos. vanádio. lavanderias e indústria de petróleo. e zinco. peles e produtos similares. indústrias de couros. podendo inviabilizar os sistemas públicos de água. nas tabelas abaixo: necessário o estabelecimento de normas para o lançamento de máximos permitidos de metais pesados que possam estar em um foram estabelecidos. indústrias do ferro e do aço. tendendo a se acumular na biota aquática. Devido aos prejuízos que.469 do Ministério da Saúde. Os metais pesados constituem contaminantes químicos nas águas. tais como: cobalto. estrôncio. efluentes.

com a alta turbidez. O padrão de potabilidade é 0.Tabela 2: Valores máximos permitidos de metais pesados estabelecidos pelo CONAMA para águas doces CLASSE 3.01 mg/L. estabelecido pela Portaria 1. II) Arsênio Traços deste elemento são encontrados em águas naturais e em fontes termais. herbicida.0 gramas . A principal via de exposição humana não ocupacional ao alumínio é pela ingestão de alimentos e água.0 mg/L 5 mg/L As características gerais dos principais metais pesados I) Alumínio O alumínio é abundante nas rochas e minerais.0. soldas. a concentração de alumínio é influenciada pelo pH.000 t/ano. não se encontra concentrações elevadas deste elemento. portanto. sendo que atualmente seu valor máximo permissível é de 0. Há considerável evidência que o alumínio é neurotóxico. O aumento da concentração de alumínio está associado com o período de chuvas e. III) Cádmio O cádmio se apresenta nas águas naturais devido às descargas de efluentes industriais relacionados à produção de pigmentos.2 mg/L 0.2mg/L de água segundo a Portaria 1. sendo carcinogênico. onde o pH é menor. O alumínio é produzido e consumido em grandes quantidades em muitas nações. Em moluscos. Parâmetros Alumínio dissolvido (Al): Cádmio total (Cd): Chumbo total (Pb): Cobre dissolvido (Cu): Ferro dissolvido (Fe) Zinco total (Zn): Valor Máximo 0. A solubilidade é baixa em pH entre 5.01 mg/L 0. Apresenta efeito bio-acumulativo.469 do Ministério da Saúde. temperatura e a presença de fluoretos. equipamentos eletrônicos.469 do Ministério da Saúde. lubrificantes e acessórios fotográficos. sendo o Brasil um grande produtor. Nas águas de abastecimento e residuárias. na indústria da preservação da madeira e em atividades relacionadas com a mineração e com o uso industrial de certos tipos de vidros. fungicida. Na água. até 100 mg/Kg.013 mg/L 5. entretanto. devido a sua baixa solubilidade. sendo que a ingestão de 130 mg é fatal. Existem estudos que o associam à ocorrência do mal de Alzheimer. O total de alumínio presente no organismo adulto é da ordem de 50 a 150 mg. sulfatos. tintas e corantes.5 e 6. matéria orgânica e outros ligantes.Nas águas naturais doces e marinhas. É usado como inseticida. aparece como resultado do processo de coagulação em que se emprega sulfato de alumínio. em torno de 762. Apresenta efeito agudo.033 mg/L 0. O alumínio deve apresentar maiores concentrações em profundidade. sendo que uma única dose de 9.

Estudos recentes demonstram que é carcinogênico. Apresenta efeito bio-acumulativo e provoca lesões cerebrais.O cádmio ocorre na forma inorgânica. os efluentes das indústrias de acumuladores (baterias).01 mg/L pela Portaria 1. onde a cromação é um dos revestimentos de peças mais comuns. O cobre em pequenas quantidades é até benéfico ao organismo humano. O padrão de potabilidade fixado pela Portaria 1. O padrão de potabilidade é fixado pela Portaria 1. concentrações de 5 mg/L tornam a água absolutamente impalatável.469 do Ministério da Saúde. VII) Mercúrio O mercúrio é largamente utilizado no Brasil nos garimpos. sendo necessária uma concentração de 20 mg/L de cobre ou um teor total de 100 mg/L por dia na água para produzir intoxicação humana com lesão no fígado. de forma que os padrões de classificação das águas naturais são também bastante restritivos com relação a este parâmetro. Está presente na água devido às descargas de efluentes industriais como. devido ao gosto produzido. sendo que doses de 3 a 30 gramas são fatais. pois seus compostos orgânicos são instáveis. Constitui veneno bio-acumulativo. pâncreas e tireóide. A forma mais tóxica é metilmercúrio. O valor máximo permitido é de 0. especialmente em galvanoplastias. É também usado em células eletrolíticas para a produção de cloro e soda e em certos praguicidas ditos mercuriais. fígado. Pode ainda ser usado em indústrias de produtos medicinais. V) Cobre O cobre ocorre naturalmente nas águas. tabaco. IV) Chumbo O chumbo está presente no ar. conhecido como amálgama. VI) Cromo O cromo é largamente empregado nas indústrias. VIII) Níquel O níquel assim como o cromo citado anteriormente é também utilizado em galvanoplastias.005 mg/L. no processo de extração do ouro. bebidas e alimentos. A forma hexavalente é mais tóxica do que a trivalente. Quando em concentrações elevadas. que consiste em efeito sobre o sistema nervoso central com conseqüências bastante sérias. É altamente tóxico ao homem.469 em 0. tubulações e acessórios à base de chumbo. . Produz efeitos corrosivos no aparelho digestivo e nefrite. Pode ocorrer como contaminante de águas sujeitas a lançamentos de efluentes de curtumes e de circulação de águas de refrigeração.05 mg/L em água. catalisando a assimilação do ferro e seu aproveitamento na síntese da hemoglobina do sangue. desinfetantes e pigmentos. bem como devido ao uso indevido de tintas.469 é 0. No entanto. O padrão de potabilidade fixado pela Portaria 1. Não existem muitas .pode levar à morte. é prejudicial à saúde. onde é utilizado para o controle da corrosão.469 do Ministério da Saúde é de 0. por exemplo. Os efeitos sobre os ecossistemas aquáticos são igualmente sérios. em concentrações inferiores a 20 mg/L. facilitando a cura de anemias.001 mg/L. Concentra-se nos rins. provocando um envenenamento crônico denominado saturnismo.

populações consumindo águas com 11 a 27 mg/L não tiveram constatada qualquer anormalidade prejudicial à saúde. em concentrações acima de 5.0 mg/L. que morrem por asfixia. deve-se destacar a influência da presença de ferro na etapa de coagulação e floculação. é conceito clássico que. É preciso ressaltar que o zinco em quantidades adequadas é um elemento essencial e benéfico para o metabolismo humano. em soluções diluídas. porém. por outro lado. Nos EUA.0 mg/L desse complexo são tóxicas aos organismos de água doce. O ferro traz diversos problemas para o abastecimento público de água. a chamada pré-cloração. No entanto. Também traz a contaminação biológica da água na própria rede de distribuição. X) Zinco A presença de zinco é comum nas águas naturais. Confere cor e sabor à água.0 mg/L como o valor máximo permitido. É largamente utilizado na indústria e pode entrar no meio ambiente através de . que normalmente é procedida através da passagem da peça em banho ácido. Também poderá ser importante a contribuição devida a efluentes industriais. O zinco é um elemento essencial para o crescimento. confere sabor à água e certa opalescência. As águas que contêm ferro caracterizam-se por apresentar cor elevada e turbidez baixa. estes elementos podem precipitar a secreção da mucosa produzida pelas brânquias dos peixes.10 mg/L. o cloro reage com eles formando trihalometanos.001 a 0. Concentrações de 1. ditos "pontuais". processo conhecido por decapagem. a pré-cloração de águas deve ser evitada. IX) Ferro O ferro aparece principalmente em águas subterrâneas devido à dissolução do minério pelo gás carbônico da água. No tratamento de águas para abastecimento. com velocidades de sedimentação muito baixa. A deficiência do zinco nos animais pode conduzir ao atraso no crescimento. o nível de ferro aumenta nas estações chuvosas devido à ocorrência de processos de erosão das margens. Os padrões para águas reservadas ao abastecimento público indicam 5. Nas águas superficiais. conforme a reação: 3. Através da oxidação do ferro pelo cloro. sendo que a atividade da insulina e diversos compostos enzimáticos dependem da sua presença. provocando manchas em roupas e utensílios sanitários. pois em caso da existência de certos compostos orgânicos chamados precursores. Por outro lado.referências bibliográficas quanto à toxicidade do níquel.Fe(s) + CO2(aq) + ½ O2(aq) → FeCO3(aq) O carbonato ferroso é solúvel e frequentemente é encontrado em águas de poços contendo elevados níveis de concentração de ferro. Em muitas estações de tratamento de água este problema só é resolvido mediante a aplicação de cloro. todavia. Em águas superficiais. é possível mencionar que. Os flocos formados geralmente são pequenos. os flocos tornam-se maiores e a estação passa a apresentar um funcionamento aceitável. pois muitas indústrias metalúrgicas desenvolvem atividades de remoção da camada oxidada (ferrugem) das peças antes de seu uso. o níquel complexado (niquelcianeto) é tóxico quando em baixos valores de pH. normalmente as concentrações estão na faixa de <0. assim como para outros íons metálicos. associados ao desenvolvimento do câncer.

pode acumular-se em outros tecidos do organismo humano. construa uma tabela listando os metais com as respectivas concentrações e dê um título a ela. só se torna prejudicial à saúde quando ingerido em concentrações muito altas. isso só ocorre quando as taxas de ingestão diária são elevadas. em regime de batelada. o que é extremamente raro. Neste caso. viabilizando seu uso para finalidades industriais específicas e permitindo também o reuso de efluentes industriais. Estes devem ser encaminhados a sistemas adequados de tratamento ou disposição final. 2) A COPASA forneceu os resultados das análises feitas para metais pesados no efluente e na lagoa da Pampulha que estão na tabela fornecida pelo professor. Compare os resultados obtidos pela COPASA com o da tabela que você construiu e responda: a) Há diferenças significativas de concentrações de metais no efluente e na lagoa? b) Qual processo químico você acha que estar ocorrendo para a observação feita anteriormente? Justifique. por ser um elemento essencial para o ser humano. o que facilita o uso de mais de uma faixa de pH. Remoção de metais pesados das águas O processo mais eficiente para a remoção de metais pesados é o que se baseia no fenômeno de troca iônica. Como normalmente as vazões de efluentes são baixas.processos naturais e através da produção de zinco primário. Cada íon metálico tem o seu valor de pH ótimo de precipitação como hidróxido. de forma que. Exercícios: 1) Com os dados do item quatro. combustão de madeira. pode ser necessário que se trabalhe em mais de uma faixa de pH. produção de ferro e aço. O zinco. Este processo permite uma remoção percentual bastante significativa dos metais presentes na água. ter-se-ia que utilizar uma série de sistemas de mistura e decantação. o processo mais utilizado é o da precipitação química na forma de hidróxidos metálicos. Um problema importante dos processos à base de precipitação química que deve ser levado em consideração é a produção de quantidades relativamente grandes de lodos contaminados com metais. No campo do tratamento de efluentes. quando se têm misturas de diversos metais. c) Após fazer esta análise. incineração de resíduos. você acha que há algum risco de contaminação ao ter contato direto com água da lagoa? Por que? . que nem sempre encontram-se disponíveis. os tratamentos são desenvolvidos de forma estática. empregando-se resinas catiônicas e aniônicas. efluentes domésticos. Nos processos contínuos.

as partículas responsáveis pela condutividade elétrica no caso do cobre e da grafita. que são partículas carregadas eletricamente. Quanto maior for a quantidade de íons dissolvidos. portanto. Os íons são levados para o corpo d'água devido às chuvas. Caso semelhante. os íons diretamente responsáveis pelos valores da condutividade são. como o cobre. e de algumas substâncias não-metálicas condutoras. entre outros. É. pela condução. neste caso. no Cerrado. Assim em amostras cujos valores de pH se localizam nas faixas extremas. carbonetos. que ao serem lançados no sistema eleva a condutividade. usada como água “pura” em vários contextos. o íon H+ torna-se o principal responsável pelos valores de condutividade elétrica. No caso dos metais. aumentando a condutividade. os íons não têm essa mobilidade. os valores de condutividade elétrica são devidos apenas à elevada concentração de poucos íons em solução. carbonatos. o sódio. Condutividade elétrica A condutividade elétrica pode ser explicada. está relacionada com a presença de íons dissolvidos na água. Além da temperatura. uma solução e não a substância pura água. A condutividade elétrica. ainda apresenta íons dissolvidos – os responsáveis. o cálcio. como parâmetro de qualidade de água. O fato de a água destilada. dentre os quais.para a condutividade elétrica da água destilada é praticamente desprezível. a condutividade elétrica não é explicada pela presença de íons móveis. geralmente. Eles são. O que mantém esses íons fixos na estrutura do cristal é a ligação iônica. Substâncias como os alvejantes (água sanitária) possuem íons de cloro. o que possibilita sua mobilidade. os mais freqüentes são H+ e OHAtravés das chuvas. ainda que muito fracamente. O parâmetro condutividade elétrica não . Como vimos nos textos sobre pH. a água pura também se dissocia em íons mas a quantidade desses (1 para cada 107 moléculas de água) é muito pequena e a contribuição dos íons H+ e OH. No caso do cristal de cloreto de sódio. portanto. maior será a condutividade elétrica da água. pois se encontram fixos em posições definidas num retículo cristalino. o pH pode ter grande influência sobre os valores de condutividade elétrica. conduzir corrente elétrica é de interesse porque mostra que a água destilada. o magnésio. como a grafita.18. a condutividade elétrica da solução do cloreto de sódio em água devese à mobilidade dos íons (Na+ e Cl-) na solução aquosa. ocorre também em águas muito alcalinas. A partir de medidas de condutividade elétrica que foram realizadas verifica-se que a água destilada apresenta baixa condutividade porque são muito poucos os íons aí presentes. não estão fortemente presos aos núcleos. pela presença de cargas que podem movimentar-se ao longo do material. o potássio. os íons livres de alumínio são levados para o sistema. por exemplo. ou através do despejo de esgotos. Por exemplo. Em águas continentais. mas pela existência de elétrons que promovem a passagem da corrente elétrica. Especialmente em águas pobres em sais solúveis e de baixos valores do pH . Os elétrons na região mais externa da eletrosfera. sulfatos e cloretos.

condutividade de diferentes soluções Solução Leitura do miliamperímetro Água destilada Água de torneira Água com sal Procedimento 2 . que é o botão localizado no corpo do cilindro que contém os eletrodos) e um par de eletrodos.APRENDENDO A USAR O CONDUTIVÍMETRO Este equipamento mede a condutividade elétrica de soluções aquosas. Adiciona devagar uma colher de chá de cloreto de sódio (sal comum) à água. Inicialmente escolha a posição 50 mA. Coloque os eletrodos na água destilada e faça a leitura da corrente.ATIVIDADE. 2.1. Quando maior a quantidade de íons. Ele é constituído de um multímetro (normalmente será usado o miliamperímetro. mas pode contribuir para possíveis reconhecimentos de impactos ambientais que ocorram na bacia de drenagem ocasionados por lançamentos de resíduos industriais. esgotos. maior será o valor da leitura do miliamperímetro. uma bateria de 9 volts. Posicione a chave seletora do multímetro na posição miliamperímetro.1 . posicionando-se a chave do multímetro em DCmA). mineração.determina. Faça a leitura da corrente após adicionar todo o sal. Resultados Quadro 18. Verifique o que acontece com o ponteiro do multímetro durante a adição. 4. quais os íons que estão presentes em determinada amostra de água. o miliamperímetro indicará a presença de uma corrente elétrica que se estabelecerá no circuito. 18. especificamente. Material Colher Condutivímetro Copo Água destilada Água de torneira Sal de cozinha Recipiente para o preparo de soluções Procedimento 1 1. 3. Repita o procedimento para a água de torneira. Sempre que existirem íons dissolvidos na água. um resistor variável (potenciômetro. etc.

Por meio do procedimento 2 constatamos que a condutividade elétrica de diferentes soluções de sal em água é proporcional à concentração dos íons na solução. maior a condutividade. Quanto maior a quantidade de sal. Constatamos que a água de torneira conduz melhor a corrente elétrica em comparação com a água destilada porque contém maior número de íons.01 . Resultados Quadro 18. Prepare as soluções de sal em água indicadas no quadro 2 água.1. a condutividade do sistema aumenta consideravelmente. São esses íons os responsáveis pela condução de corrente no caso da solução de sal de cozinha em água. 19. ROTEIRO EXPERIMENTAL: DETERMINAÇÃO DA CONDUTÂNCIA ESPECÍFICA DA ÁGUA DA LAGOA DA PAMPULHA Para analisar a condutância da água em questão é necessário construir um gráfico da Corrente Elétrica em função da Concentração do Padrão KCl (cloreto de potássio).0 0.2 – condutividade e concentração das soluções Solução Quantidade de sal e de Leitura água miliamperímetro 1 1 colher em um copo de água 2 2 colheres em um copo de água 3 3 colheres em um copo de água 4 4 colheres em copo de água do Quando se adiciona o sal (NaCl) ao sistema. 2. Use uma colher pequena e rasa como medida. A água dissolve o sal. utilizando-se os dados da tabela: Tabela 1: Valores da corrente elétrica em função da concentração dos padrões de KCl Corrente elétrica (mA) 155 110 95 Concentração (mol/L) 1.1 0. liberando os íons Na + e Cl-. Introduza os eletrodos do condutivímetro em cada uma das soluções. anotando a condutividade.

00 90 100 110 120 Parameter Value Error ------------------------------------A -0.4 0. através do gráfico 2. Assim podemos construir um outro gráfico.0 0.0 Concentração (mol/L) Y=A+B*X Parameter Value Error ------------------------------------------A 99 5 B 56 9 Gráfico 1: Corrente elétrica em função da concentração dos padrões de KCl.0003 ---------------------------------130 140 150 160 Corrente (mA) Gráfico 2: Condutância especifica em função da corrente elétrica dos padrões de KCl. Ao medir a corrente elétrica da água da lagoa.6 0.12 Condutância Específica (ohm cm ) -1 -1 0.160 150 140 Corrente (mV) 130 120 110 100 90 0.03 B 0.02 0.08 0. utilizando os dados da condutância especifica dos padrões de KCl em função da corrente elétrica dos padrões: Tabela 2: Valores da Condutância Especifica em função da Corrente Elétrica dos padrões de KCl Condutância Especifica (ohm-1 cm-1) 0.06 Y=A+B*X 0.0019 0.04 0.10 0.01289 0. podemos encontrar o valor da condutância para esta água.19 0.001412 Corrente Elétrica (mA) 155 110 95 0. O gráfico 2 apresenta os valores de corrente elétrica das soluções padrão em função da condutância específica (dados da Tabela 2).1119 0.2 0.8 1. .

alimentandose de matérias orgânicas.22. Com o aumento da exposição humana a esgotos domésticos e efluentes contaminados. são elas que consomem toda a carga poluidora que lhe é lançada. (Giardíase). a presença de coliformes na água indica a presença de fezes e. é o grupo das bactérias coliformes. ou protozoários. Assim. Um grupo importante. os resíduos de plantas e animais carregados para as águas e também o LIXO e os ESGOTOS nela jogados. além de uréia. quando o rio recebe esgotos. Entre as infecções principais citamos as diarréias/disenterias. para as águas ou para o solo. Essas bactérias são importantíssimas porque. ao contrário. A probabilidade de existência das doenças na água passadas a ela por fezes . A presença das bactérias coliformes na água de um rio significa. como a Giardia lamblia. pois. Haverá muito alimento à disposição e conseqüentemente proliferação dos seres vivos. ela pode muito bem estar recebendo micróbios patogênicos. ele passa a conter outros tipos de bactérias que não são da água e que podem ou não causar doenças às pessoas que beberem dessa água. dentre elas. Participam das diversas transformações da matéria nos ciclos biogeoquímicos como o do N. limpeza do rio. Os principais componentes de matéria orgânica encontrados na água são proteínas. É difícil se restabelecer o equilíbrio se o processos poluidores não são controlados. todos os dias. os micróbios causadores de doenças. Vai haver maior consumo de oxigênio que ocasionará a diminuição de Oxigênio dissolvido provocando a mortalidade de peixes. vivem no interior do intestino de todos nós. são as fezes das pessoas doentes que transportam. Hg. se a água recebe fezes. fatalmente receberão coliformes. que esse rio recebeu matérias fecais. É claro que nossas fezes contém um número astronômico dessas bactérias: cerca de 200 bilhões de coliformes são eliminados por cada um de nós. Bactérias coliformes não causam doenças. protozoários e helmintos. PARÂMETROS BIOLÓGICOS DA ÁGUA: COLIFORMES A quantidade de matéria orgânica presente nos corpos d'água depende de uma série de fatores incluindo todos os organismos que aí vivem. Isso tem uma grande importância para a avaliação da qualidade da água dos rios: como as águas recebem esgotos. Elas. por muitos tipos de bactérias. S. Por isso. O rio é habitado. coloca-se a saúde em risco pela possibilidade de contato ou ingestão de água com organismos infecciosos como bactérias. Se a quantidade de matéria orgânica é muito grande a poluição das águas é alta e uma série de processos vão ser alterados. portanto. surfactantes e fenóis. C e da água. ou seja. gorduras. auxiliando a nossa digestão. carboidratos. A qualidade de uma água de abastecimento é avaliada usando organismos indicadores. Por outro lado. Microorganismos desempenham diversas funções de fundamental importância para a qualidade das águas. normalmente. vírus. ou esgotos. causadas por bactérias. Estes organismos se encontram na água sendo sua ingestão fator importante para a instalação da doença. a possível presença de seres patogênicos. (Cólera). Porém. P. Outro aspecto de grande relevância em termos de qualidade biológica da água é a presença de agentes patogínicos e a transmissão de doenças. assim como por várias espécies de algas e de peixes. sendo assim as principais responsáveis pela auto-depuração. aminoácidos. como o Vibrio cholerae.

Eriterobacter e Klebsiella. O problema é que outras bactérias dos gêneros Citrobacter. podem existir no solo e nos vegetais. • São encontrados apenas nas fezes de animais de sangue quente ou homeotermos. Coliformes Fecais(CF): Pertencem a esse subgrupo os microorganismos que aparecem exclusivamente no trato intestinal. não é possível afirmar categoricamente que uma amostra de água com resultado positivo para coliformes totais tenha entrado em contato com fezes. • Sua identificação. trata-se de um subgrupo importante. enquanto os coliformes totais têm crescimento a 35ºC). que ocorrem apenas no trato intestinal do homem e de animais de sangue quente. . ao invés de uma contagem verdadeira de agentes patogênicos. Se a relação CF/EF resultar maior que 4. Se fossem menos suscetíveis (sobrevivessem por mais tempo). • Do ponto de vista da resistência às condições ambientais (temperatura e outros agentes desinfetantes). não seriam indicadores. com grande probabilidade de serem encontrados na água. Normalmente empregada em cursos de água. produzidos em grande número no intestino. pode-se afirmar que a água teve contato com excretas desses animais. embora não exclusivamente humana. Essa característica é importante. poderia aparecer em águas já livres dos patogênicos. bilhões produzidos por dia/individuo.dos indivíduos doentes. mais difíceis de identificar. não poderiam ser identificados. isto é. Sua identificação na água permite afirmar que houve presença de matéria fecal. Estreptococos Fecais (EF): Embora sua identificação não seja rotina em laboratórios de análise de água. de origem exclusivamente fecal e que dificilmente se multiplica fora do trato intestinal. Coliformes Totais (CT): Reúne um grande número de bactérias. Em laboratório. Principais razões do uso de organismos indicadores: • Aparecem em grande quantidade nas fezes humanas. como os Coliformes Fecais. ao contrário daquelas necessárias à identificação dos microorganismos patogênicos. pois uma vez identificada a sua presença. sendo uma referência. são muito semelhantes aos microorganismos patogênicos intestinais. classe que inclui o homem e todos os mamíferos. já que fazem parte dele as espécies do gênero Streptococcus spp. diz-se que a amostra apresenta contaminação fecal predominantemente humana. Trata-se de característica importante. requer técnicas simples e econômicas. consiste em quantificar o número de microorganismos de cada um dos subgrupos existentes em uma amostra. pois se fossem mais suscetíveis (sobrevivessem menos tempo que os patogênicos). Existe uma correlação entre a ocorrência de Coliformes Fecais e Estreptococos Fecais. Se essa relação for menor que 1 a contaminação fecal predominante será de animais de sangue quente. se faz por contagem de microorganismos não patogênicos. Os resultados que se encontrarem entre esses dois valores não permitem inferir nada a respeito da origem da contaminação fecal. igualmente identificadas pelas técnicas laboratoriais como coliformes totais. entre elas a Eschrichia coli. do ponto de vista laboratorial. Desta forma. a diferença entre coliformes totais e fecais é feita através da temperatura (os coliformes fecais continuam vivos mesmo a 44ºC.

de 2000. Para os demais usos. não deverá ser excedido um limite de 4000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras coletadas durante o período de um ano. coliformes fecais e estreptococos fecais. coletadas durante o período de um ano. Coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente. de 2000.Os organismos usados como referência pertencem a um grupo de bactérias chamados Coliformes divididos em três sub-grupos: coliformes totais. Classe 1 Classe 2 Classe 3 Quando houver interesse de se utilizar o corpo d’água (lagoa. com freqüência bimestral. A E. coliformes termotolerantes: para uso de recreação de contato primário deverá ser obedecida a Resolução CONAMA no 274. com freqüência bimestral. rio. previstos na Resolução CONAMA no 274. coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato primário deverão ser obedecidos os padrões de qualidade de balneabilidade. com freqüência bimestral. com periodicidade bimestral. . coletadas durante o período de um ano. Para os demais usos. de pelo menos 6 amostras. coletadas durante o período de um ano. Coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente. com freqüência bimestral. A E. coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente. Quadro 1: Especificações resolução CONAMA no 357 de 2005 para classificação de águas doces quanto a presença de coliformes. As águas classificadas como próprias são subdivididas nas categorias expressas pela quadro 2. Essa resolução classifica as águas em próprias ou impróprias para o uso de acordo com a quantidade de coliformes presentes. não deverá ser excedido um limite de 200 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais.000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 (seis) amostras coletadas durante o período de um ano. Para dessedentação de animais criados confinados não deverá ser excedido o limite de 1000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras. etc) para atividades de recreação de contato primário é necessário consultar a resolução CONAMA no 274 de 2000. coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato secundário não deverá ser excedido um limite de 2500 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras. Para os demais usos. Na tabela 1 encontramos as especificações da resolução CONAMA no 357 de 2005 para a classificação de águas doces quanto a presença de coliformes. A E. não deverá ser excedido um limite de 1.

f) floração de algas ou outros organismos. e) pH < 6. temporária ou permanentemente. houver. 250 coliformes fecais (termotolerantes) ou 200 Escherichia coli ou 25 enterococos por l00 mililitros. graxas e outras substâncias. houver. quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras obtidas em cada uma das cinco semanas anteriores. no máximo Satisfatória 1. capazes de oferecer riscos à saúde ou tornar desagradável a recreação. no máximo. de enfermidades transmissíveis por via hídrica.Quadro 2: Subdivisão em categorias das águas (doces. colhidas no mesmo local. . inclusive esgotos sanitários. colhidas no mesmo local. c) incidência elevada ou anormal. d) presença de resíduos ou despejos. à exceção das condições naturais. até que se comprove que não oferecem riscos à saúde humana. houver. salinas e salobras) classificadas como próprias quanto a quantidade de coliformes para atividades de recreação de contato primário segundo a resolução CONAMA no 274 de 2000 Excelente quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras obtidas em cada uma das cinco semanas anteriores.0 ou pH > 9. colhidas no mesmo local. na região. b) valor obtido na última amostragem for superior a 2500 coliformes fecais (termotolerantes) ou 2000 Escherichia coli ou 400 enterococos por 100 mililitros. sólidos ou líquidos. g) outros fatores que contra-indiquem. Muito boa quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras obtidas em cada uma das cinco semanas anteriores. indicada pelas autoridades sanitárias .0 (águas doces). óleos. o exercício da recreação de contato primário. 500 coliformes fecais (termotolerantes) ou 400 Escherichia coli ou 50 enterococos por 100 mililitros. no máximo.000 coliformes fecais (termotolerantes) ou 800 Escherichia coli ou 100 enterococos por 100 mililitros. Segundo essa mesma resolução as águas serão classificadas como impróprias quando: a) Não atender aos critérios estabelecidos para as águas próprias.

Alguns gráficos mostrando os valores do parâmetro coliformes na água da Lagoa da Pampulha Período de aproximadamente 5 semanas .

Sazonalidade: .

Desenvolvimento anual .

óleos. sua freqüência. que se abram na profundidade desejada. nas diferentes profundidades. quando a coleta for efetuada utilizando-se balde. de modo a minimizar o risco de contaminação da amostra. é a coleta de amostra em corpos d'água. utilizando-se garras de vidro. . Assim. 4.21. calor. que cuidados devem ser tomados com a amostra antes e depois da coleta. detritos. o protocolo pede que se faça coleta de água a diferentes profundidades. no ambiente. A coleta de amostra líquida que. peixes ou outros animais aquáticos mortos). É importante observar e considerar quaisquer fatos ou anormalidades que possam interferir nas características da amostra (cor. Se o problema investigado for. Um volume suficiente de amostra deve ser coletado para eventual necessidade de se repetir alguma análise no laboratório. Quando a amostra pode ser recolhida próxima à superfície e o acesso é fácil. com diferente intensidade. pois a água da margem pode apresentar um valor de turbidez mais elevado do que a do corpo d'água. escolha do método de determinação dos parâmetros (oxigênio dissolvido. Muitas vezes. para retirada total da água parada no sistema. Aspectos gerais das técnicas de coleta A técnica a ser adotada para a coleta das amostras depende do tipo de água a ser coletada (água tratada. solubilidade de gases e contato com o leito influem na concentração de alguns compostos. Condições como luz. 3. Em qualquer situação. a emissão de efluentes líquidos.) e do tipo de análise a ser efetuada. a coleta deverá ser feita depois que a bomba funcionar pelo menos 15 a 20 minutos. A água deve ser coletada o mais distante possível da margem. açude ou riacho. devemos observar os seguintes aspectos: 1. mesmo em tubos de PVC. A coleta de água de rio. Coleta de amostras: um passo importante Para que haja um adequado e eficiente programa de monitoramento da qualidade da água. Sempre que possível. plástico ou metal. o local de coleta deve ser escolhido conhecendo-se previamente os pontos de lançamento do efluente. que tipo de amostrador usar. ou outro tipo de material acidental. A amostra deve ser coletada com a boca do frasco de coleta contra a corrente (quando se tratar de água corrente). próxima à margem deverá ser evitada. pH e turbidez) e análise dos dados coletados. porém. água bruta. um dos passos mais importantes é a coleta de amostras de água. durante sua condução. qual é a quantidade ideal de amostra. tomando-se o cuidado para não raspálo no fundo. A análise consta de três etapas gerais que são: coleta da amostra. corantes. salvo quando se tratar de amostra de sedimento. presença de algas. água residuária etc. visto que a água pode sofrer variações na sua composição. a amostra deve ser analisada perto do local da coleta. A confiabilidade dos resultados e a interpretação adequada dos mesmos dependem da correta execução dos procedimentos. material sobrenadante. No planejamento da amostragem deve-se tomar decisões sobre questões como local da amostragem. por exemplo. tal coleta deve ser feita com equipamentos especiais. pode ser feita de várias formas. em geral. 2. Nesse caso. devido ao número maior de partículas em suspensão. geralmente não existem dificuldades maiores na coleta. com freqüência. As amostras não devem incluir partículas grandes. a coleta deve ser feita a diferentes profundidades de um corpo d'água. No caso de amostras em poços. folhas. odor ou aspecto estranho.

. É recomendável que sejam escolhidos pelo menos três pontos.Lave o balde e as garrafas com a água que será coletada. 8. 6. entre outras substâncias. óleo e fumaça de exaustão de veículos. 10 metros de distância do outro. odor. o risco de contaminação. 7. corantes. 2. 7. tais como gasolina. preenchendose uma ficha de coleta por amostra ou conjunto de amostras com a mesma característica. peixes ou outros animais mortos). assim. deve-se mantê-las ao abrigo da luz solar. pelo menos.Procure evitar a coleta de amostras em locais próximos às margens e à superfície da água. Observe e anote na ficha de campo quaisquer fatos ou anormalidades que possam interferir nas características da amostra (cor. 6.5. 9. que podem ser grandes fontes de contaminação de amostras. 5.Amarre a corda à alça do balde e lance-o ao ponto onde se deseja colher a amostra. folhas ou outro tipo de material. que podem ser grandes fontes de contaminação de amostras. se está próximo de despejos de esgotos. pipetas.Cada ponto escolhido deve ter. Recomendamos que os coletores mantenham as mãos limpas ou usem luvas plásticas cirúrgicas e. Cinzas e fumaça de cigarro podem contaminar fortemente as amostras com metais pesados e fosfatos. óleo e fumaça de exaustão de veículos. 9.Observe as características desses pontos. óleos. à fumaça e a outras impurezas. máscaras descartáveis. Cinzas e fumaça de cigarro podem contaminar fortemente as amostras com metais pesados e fosfatos. isopor etc. tomando o cuidado para que o balde não raspe o fundo do local. 8. 3. O registro de todas as informações de campo deve ser mantido. por exemplo.Utilize luvas cirúrgicas (a parte interna das garrafas e do material de coleta assim como baldes e tampas não podem ser tocados com as mãos) e se necessário máscaras descartáveis. 4.A parte interna das garrafas e do balde não podem ser tocadas com as mãos sujas ou ficarem expostas ao pó. à fumaça e a outras impurezas. entre outras substâncias. Imediatamente após a coleta e acondicionamento das amostras. garrafas. de modo a minimizar o risco de contaminação da amostra. evitando-se. A limpeza dos frascos e demais materiais de coleta (baldes. se necessário.) deve ser verificada. temperatura) devem ser realizadas em alíquotas de amostra separadas daquelas que serão destinadas à análise no laboratório. presença de algas. tais como gasolina. A parte interna do frasco e do material de coleta como balde não pode ser tocada com as mãos sujas ou ficar exposta ao pó.A amostra deve ser coletada com a boca do frasco de coleta contra a corrente (quando se tratar de água corrente).Não recolha água que contenha partículas grandes. Todas as determinações de campo (ex: pH. Cuidados e procedimentos para a realização da coleta 1.

.10-Transfira. até enchê-las completamente (não pode haver bolhas de ar).Preencha com atenção a ficha de campo. 12. em seguida. guarde-as na caixa de isopor com gelo. fechando-as hermeticamente e. Deve-se coletar volume suficiente de amostra para eventual necessidade de se repetir alguma análise. com auxílio de um funil. a água para as garrafas PET. 11-Jogue o restante da água do balde no próprio local.

qualidade de vida 23.: _______________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ . FICHA DE CAMPO DADOS DO PONTO DE MEDIÇÃO Nome da escola: ______________________________________________________________ Local da coleta : ___________________________Município /UF: _______________________ Curso d'água: ____________________________ Bacia: _______________________________ COORDENADAS GEOGRÁFICAS: _______________________________ ALTITUDE: _________ Data da coleta: ______ / ______ / ______ Hora da coleta: ______ : ______ Condições do tempo: Operador(es): _________________________________________________________________ Descrição do ponto de medição Há vegetação às margens do curso d’água? Sim Não Residência Comércio Indústria Estabelecimentos próximo ao ponto de medição: O curso d’água é canalizado? Sim Não Há lançamento de efluentes no curso d’água próximo ao ponto de medição? A qual distância? _________ metros Tipo de efluente: Doméstico Industrial Sim Sim Não Há lançamento de lixo no curso d’água próximo ao ponto de medição? A qual distância? _________ metros Tipo de lixo: Doméstico Industrial Sim Não Não Há presença de materiais flutuantes no curso d’água? Quais materiais? _______________________________________________________________ Há presença de óleo na superfície do curso d’água? O curso d’água é transparente? Sim Não Sim Não Descreva a coloração do curso d’água: _____________________________________________ OBS.Qualidade de água.

Colocar título e descrição.Registro fotográfico do ponto de medição Foto 1. .

Foto 2. Colocar título e descrição. .

RESULTADOS DAS MEDIÇÕES IN LOCO TEMPERATURAS DO AR E DA ÁGUA Temperatura do ar: __________ oC pH pH: __________ Temperatura: ________ oC Temperatura da água: __________ oC Método analítico: __________________________________________ OXIGÊNIO DISSOLVIDO – OD Volume de tiossulfato: ______________ mL Oxigênio dissolvido: ____________________ mg/L Método analítico: ___________________________________________ TURBIDEZ Turbidez: ____________________ NTU Método analítico: ____________________________________________ CONDUTIVIDADE ELÉTRICA Temperatura da água: ____________ oC Condutividade elétrica: ___________ mS/cm OU μS/cm Método analítico: : _________________________________________________________ Observações: .

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