Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro Hospital Universitário Gafreé-Guinle

Fernando Fernandes 11º período

Causas de aumento da transparência pulmonar
1. Erro de técnica radiográfica 2. Redução da espessura das partes moles p. ex. mastectomia 3. Pneumotórax 4. Hiperinsuflação pulmonar  Asma  DPOC  bolhas  corpo estranho causando enfisema valvular

Sinais de hiperinsuflação pulmonar
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. Mais que 10 arcos costais visíveis acima do diafragma Aumento da transparência pulmonar Diminuição do leito vascular Aplanamento do diafragma Aumento do diâmetro ântero-posterior do tórax Coração em gota Aumento dos espaços intercostais Bolhas parenquimatosas

Causas de diminuição da transparência pulmonar
1. Infiltrados:  Alveolares  Intersticiais 2. Atelectasias. 3. Nódulos (< 3-4cm). 4. Massas (> 3-4cm). 5. Opacidades pleurais:  Derrame pleural  Espessamento pleural  Calcificações pleurais  Massas

Sinais de atelectasia pulmonar
1. 2. 3. 4. 5. Deslocamento das cissuras em direção a lesão. Desvio do mediastino para o lado da lesão. Elevação do hemidiafrgma. Reduções do espaço intercostal. Hiperinsuflação compensatória do parênquima normal.

Esta combinação de foco de Ghon. A expectoração do conteúdo da cavidade dispersa a infecção para outras partes do pulmão. Tuberculose pulmonar primária O microorganismo chega ao alvéolo em qualquer lugar do pulmão. 2. existirá pouca diferença entre a lesão primária e a evolução da infecção pós-primária. mas agora está sendo visto em pacientes imunocomprometidos com tuberculose pós-primária. 2. mais fina a parede. 3. Resulta da disseminação hematogênica após erosão de um vaso por uma lesão tuberculosa. infecção linfática e envolvimento hilar é descrita como complexo primário. A parede interna desta cavidade é lisa e a externa pode ser grossa ou não de acordo com a evolução: quanto mais tardia. se o processo continua. Mais comumente em locais sub pleurais e bem ventilados. Alterações observadas na radiografia com imagem de infiltrado intersticial. Geralmente é um evento precoce. os abscessos formam cavidades múltiplas dentro de uma opacidade. 2.  Nodular. mas estas só se tornam visíveis quando o conteúdo é parcialmente eliminado através de uma fístula brônquica.  As imagens de hipotransparência no padrão retículo-nodular podem estar distribuídas em “aspecto de rede” ou não. .  Reticulares: São opacidades lineares que borram a trama bronco – vascular. a massa caseosas aumenta e é liquefeita por digestão enzimática. Tuberculose miliar. derrame ou empiema caseoso. e o ar penetra dentro da cavidade. A lesão inicial é o foco de Ghon e precocemente existe disseminação do mycobacterium. Existem 3 causas que favorecem o desenvolvimento do abscesso:  aspiração de material infectado  infarto pulmonar por material séptico  infecção por organismo anaeróbio Comumente.  A evolução é lenta. Deste ponto. O bacilo também pode ser levado centrifugamente para pleura onde pode causar um derrame seroso linfocítico.  As imagens de hipotransparência no padrão nodular medem menos de 6 mm e têm contornos regulares. Os organismos Gram negativos têm propensão a causar infecções pulmonares que necrosam o tecido pulmonar. até um linfonodo hilar.Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro Hospital Universitário Gafreé-Guinle Sinais de infiltrado intersticial pulmonar 1.  A distribuição no parênquima é heterogênea.  Reticular. A cura ou progressão depende da resistência do hospedeiro e da quantidade de bacilos inalados. Abscesso pulmonar 1. Tuberculose 1. Linfonodomegalia. O processo cicatriza com fibrose e sais de cálcio são depositados no material caseoso. Padrões de infiltrado intersticial pulmonar. através da circulação linfática.  Retículo–nodular. formando o abscesso. Uma cavidade que se rompe para pleura dará origem a um pneumotórax. por aspiração. Se esta for maciça e aguda resultará em uma broncopneumonia tuberculosa difusa. Se a doença não for diagnosticada. no lobo inferior.

Provavelmente não é um carcinoma se o paciente tem menos que 30 anos. mesmo que somente uma pequena porção seja mal definida o diagnóstico de carcinoma deve ser considerado. que freqüentemente calcificam. Envolvimento da parede adjacente. Elas se estendem. Quando um nódulo é descoberto em paciente acima de 40 anos e fumante. 4. Forma da lesão. Calcificação é comum nos hamartomas. Nódulo pulmonar solitário 1. que pode ser longo ou curto ou ser por reativação ou reinfecção. Se a imagem é perfeitamente esférica bem definida pode ser um hamartoma. Freqüentemente é bilateral. Tipicamente existe uma grande cavidade com várias pequenas cavidades em volta (satélites). Tumores do ápice são particularmente aptos a destruir o osso adjacente (tumor de Pancoast) . elevação do hilo. A Tomografia Computadorizada será de grande valor para verificar se existe calcificação e se ela está dentro ou fora da lesão. As lesões pleurais cicatrizam com espessamento pleural e calcificação. Segue-se à infecção primária após um período latente. um tuberculoma ou uma metástase. O crescimento da lesão é um dado importante. mas mais avançada em um dos lados. A cura leva à cicatrizes fibróticas. A dispersão de material tuberculoso das cavidades para outras partes do pulmão é igual a tuberculose primária e resultam em numerosas pequenas áreas de pneumonia caseosa. coalescem e cavitam. Os carcinomas tendem a crescer rapidamente. Como a cicatriz reduz o lobo. e bronquiectasias. todas as outras lesões são assintomáticas e a massa é vista num exame de rotina. tuberculoma ou granuloma fúngico  metástase  abscesso Com exceção do abscesso. As cavitações são atapetadas por tecido colunar ou escamoso e são aptas a fazer infecção secundária ou serem colonizadas por fungos. tuberculomas e infecção fúngica. haverá desvio da traquéia para o lado da lesão. A presença de calcificação é outra importante observação a ser feita já que os tumores malignos raramente calcificam. e distorção broncovascular. A cavidade é coberta por tecido de granulação tuberculoso e é atravessada por restos de brônquio e vasos. É um problema comum e geralmente as causas são:  carcinoma brônquico  tumor benigno. Os carcinomas têm contornos lobulados. . 2. Destruição de costela é virtualmente um diagnóstico de invasão por carcinoma.Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro Hospital Universitário Gafreé-Guinle Envolvimento de linfonodos pode obstruir brônquios por compressão externa ou por descarga de material caseoso dentro de sua luz causando um enfisema obstrutivo (hiperinsuflação pulmonar com vascularização diminuída). A falta de mudança num período de 18 meses ou mais é um forte ponto a favor de lesão benigna. sendo que o hamartoma é o mais comum  granuloma infeccioso. o carcinoma é a primeira hipótese. Calcificação. freqüentemente em lobos inferiores. irregulares e infiltrantes. Tuberculose pós-primária. Cuidados na observação dos seguintes sinais podem ajudar a fazer o diagnóstico: Comparação com exames anteriores. A lesão geralmente começa no ápice (lobo superior) ou no segmento apical do lobo inferior (Segmento 6) como pequenas áreas de inflamação exudativa (opacidade).

Esse ar freqüentemente é acompanhado de líquido e o nível hidroaéreo vai ser visto nas radiografias em posição ortostática. esta pode alterar as possibilidades do diagnóstico. Um contorno interno irregular de uma cavitação favorece o diagnóstico de malignidade embora possa haver carcinomas com cavitações de contornos lisos. ocasionalmente pode ser visto com abscesso ou granulomas devidos a colagenose (vasculite). Tamanho. o ar vai ser visto dentro da massa. Múltiplas lesões. O achado de uma metástase ou derrame pleural pode mudar completamente o tratamento do paciente. Lesão de mais de 4cm sem calcificação podem ser um tumor ou um abscesso. . O ar é visto como imagem translúcida (negra) dentro da massa. Não ocorre em tumores benignos ou em tuberculomas inativos. Outras lesões O restante da radiografia deve ser checado cuidadosamente. relativamente comum nos tumores primários e ocasionalmente visto nas metástases. Se acharmos uma segunda lesão. Se o centro da lesão sofre necrose. É virtualmente um diagnóstico de metástase.Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro Hospital Universitário Gafreé-Guinle (continua) Cavitação. e o material é “drenado”. A cavitação pode corresponder a um abscesso.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful