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  • 1. INTRODUÇÃO
  • 2. DEFINIÇÃO
  • 3. LAJES MACIÇAS DE CONCRETO
  • 3.2 VÃO EFETIVO
  • 3.4.1 Peso Próprio
  • 3.4.2 Contrapiso
  • 3.4.3 Revestimento do Teto
  • 3.4.4 Piso
  • 3.4.5 Paredes
  • 3.4.5.1 Laje Armada em Duas Direções
  • 3.4.5.2 Laje Armada em Uma Direção
  • 3.4.6 Ações Variáveis
  • 3.5 ESPESSURA MÍNIMA
  • 3.6 COBRIMENTOS MÍNIMOS
  • 3.7 ESTIMATIVA DA ALTURA DA LAJE
  • 3.8 MOMENTOS FLETORES SOLICITANTES
  • 3.8.1 Laje Armada em Uma Direção
  • 3.8.2 Laje Armada em Duas Direções
  • 3.10 FLECHAS
  • 3.10.1 Verificação do Estádio
  • 3.10.2 Flecha Imediata
  • 3.10.3 Flecha Diferida no Tempo
  • 3.10.4 Flechas Máximas Admitidas
  • 3.10.5 Flecha Imediata
  • 3.10.5.1 Laje Armada em Duas Direções
  • 3.10.5.2 Laje Armada em Uma Direção
  • 3.11 DIMENSIONAMENTO
  • 3.11.1 Flexão
  • 3.11.2 Esforço Cortante
  • 3.11.2.1 Lajes sem Armadura para Força Cortante
  • 3.11.2.2 Lajes com Armadura para Força Cortante
  • 3.12 DETALHAMENTO DAS ARMADURAS
  • 3.12.1 Armaduras Longitudinais Máximas e Mínimas
  • 3.12.2 Diâmetro Máximo
  • 3.12.3 Espaçamento Máximo e Mínimo
  • 3.12.5 Comprimento da Armadura Positiva
  • 3.12.6 Furos em Lajes
  • 3.12.7 Armaduras Complementares
  • 3.13 COMPATIBILIZAÇÃO DOS MOMENTOS FLETORES
  • 3.14 MOMENTOS VOLVENTES
  • 3.15 TABELAS DAS ARMADURAS
  • 3.16.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO DA ALTURA DA LAJE
  • 3.16.3 VERIFICAÇÃO DAS FLECHAS
  • 3.16.4 REAÇÕES NAS VIGAS
  • 3.17 LAJE MACIÇA RETANGULAR COM UMA BORDA LIVRE
  • 3.17.1 Detalhamento das Armaduras
  • 3.17.1.1 Lajes com Três Bordas Apoiadas
  • 3.17.1.2 Lajes com Três Bordas Engastadas
  • 3.17.2 Exemplo Numérico de Aplicação
  • 3.18.1 Vãos Efetivos e Vinculação nas Bordas
  • 3.18.2 Pré-Dimensionamento da Altura das Lajes
  • 3.18.3 Cálculo das Ações Atuantes
  • 3.18.4 Reações de Apoio nas Vigas de Borda
  • 3.18.6 Verificação das Flechas
  • 3.18.6.1 Flecha na Laje L2
  • 3.18.6.2 Flecha na Laje L1
  • 3.18.6.3 Flecha na Laje L4
  • 3.18.7 Verificação do Esforço Cortante
  • 3.18.8 Detalhamentos das Armaduras Longitudinais
  • 4. LAJES NERVURADAS
  • 4.2. TIPOS
  • 4.3. CÁLCULO SIMPLIFICADO
  • 4.5 MOMENTOS FLETORES NOS APOIOS INTERMEDIÁRIOS
  • 4.6 DIMENSIONAMENTO
  • 4.6.1 Flexão nas Nervuras
  • 4.6.2 Esforço Cortante
  • 4.7 EXEMPLO
  • 4.7.1 Laje em Cruz (nervuras nas duas direções), L0 < 65 cm
  • 4.8 EXERCÍCIO
  • 5. LAJES PRÉ-FABRICADAS
  • 5.2 LAJE TRELIÇA
  • 5.2.1 Nervura Transversal
  • 5.2.2 Armadura Complementar
  • 5.2.3 Armadura de Distribuição
  • 5.2.4 Escolha da Laje
  • 5.2.5 Exemplos
  • 5.3 LAJE PRÉ-FABRICADA CONVENCIONAL
  • 5.3.1 Detalhes Construtivos
  • 5.3.2 Paredes Sobre Laje
  • 5.3.3 Concretagem
  • 5.3.4 Dimensionamento
  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  • TABELAS ANEXAS

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

UNESP – Bauru/SP

FACULDADE DE ENGENHARIA
Departamento de Engenharia Civil

Disciplina: 1288 - ESTRUTURAS DE CONCRETO I
NOTAS DE AULA

LAJES DE CONCRETO

Prof. Dr. PAULO SÉRGIO DOS SANTOS BASTOS
(wwwp.feb.unesp.br/pbastos)

Bauru/SP Novembro/2005

APRESENTAÇÃO

Esta

apostila

tem

o

objetivo

de

servir

como

notas

de

aula

na

disciplina

1288 – Estruturas de Concreto I, do curso de Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia, da Universidade Estadual Paulista – UNESP, Campus de Bauru/SP. O texto apresentado está conforme as novas prescrições contidas na NBR 6118/2003 (“Projeto de estruturas de concreto – Procedimento” – versão corrigida de março/2004) para o projeto e dimensionamento das lajes de concreto armado. A apostila apresenta o estudo das lajes maciças, das lajes nervuradas e lajes pré-fabricadas. Os esforços nas lajes são determinados pela Teoria das Placas. Quaisquer críticas e sugestões serão muito bem-vindas, pois assim a apostila poderá ser melhorada. O autor agradece ao técnico Éderson dos Santos Martins, pela confecção dos desenhos.

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 2. DEFINIÇÃO .......................................................................................................... 3. LAJES MACIÇAS DE CONCRETO .................................................................... 3.1 Classificação Quanto à Direção ......................................................................... 3.2 Vão Efetivo ........................................................................................................ 3.3 Vinculação nas Bordas ......................................................................................... 3.4 Ações a Considerar ............................................................................................. 3.4.1 Peso Próprio ................................................................................................. 3.4.2 Contrapiso ................................................................................................... 3.4.3 Revestimento do Teto .................................................................................. 3.4.4 Piso ............................................................................................................... 3.4.5 Paredes ........................................................................................................ 3.4.5.1 Laje Armada em Duas Direções ........................................................... 3.4.5.2 Laje Armada em Uma Direção ............................................................ 3.4.6 Ações Variáveis ........................................................................................... 3.5 Espessura Mínima ............................................................................................ 3.6 Cobrimentos Mínimos ..................................................................................... 3.7 Estimativa da Altura da Laje ............................................................................ 3.8 Momentos Fletores Solicitantes ............................................................................ 3.8.1 Laje Armada em Uma Direção .................................................................... 3.8.2 Laje Armada em Duas Direções .................................................................. 3.9 Reações de Apoio ............................................................................................ 3.10 Flechas ........................................................................................................... 3.10.1 Verificação do Estádio ................................................................................ 3.10.2 Flecha Imediata .................................................................................... 3.10.3 Flecha Diferida no Tempo ................................................................... 3.10.4 Flechas Máximas Admitidas ............................................................... 3.10.5 Flecha Imediata .......................................................................................... 3.10.5.1 Laje Armada em Duas Direções ............................................................. 3.10.5.2 Laje Armada em Uma Direção ............................................................... 3.11 Dimensionamento .......................................................................................... 3.11.1 Flexão ................................................................................................... 3.11.2 Esforço Cortante ................................................................................... 3.11.2.1 Lajes sem Armadura para Força Cortante .................................. 3.11.2.2 Lajes com Armadura para Força Cortante ................................. 3.12 Detalhamento das Armaduras .............................................................................. 3.12.1 Armaduras Longitudinais Máximas e Mínimas ........................................ 3.12.2 Diâmetro Máximo .........................................................................................

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.............................. 3............................6................................................... 3............. 3............16 Cálculo Prático ....... 3................ LAJES NERVURADAS ...................... 4....1 Lajes com Três Bordas Apoiadas ...12...............1..........................1 Pré-Dimensionamento da Altura da Laje ...................................... 3................................................................16.................. 3...............13 Compatibilização dos Momentos Fletores ............................................................................8 Detalhamentos das Armaduras Longitudinais ........................6 Verificação das Flechas ....................................18........................................ 3......................... 3.......................................................5 Comprimento da Armadura Positiva ........................... 3.........................3 Cálculo das Ações Atuantes ................................ 3........................ 3... 4.. 3.. 33 34 36 37 38 39 40 41 41 42 42 42 42 42 43 45 45 47 48 50 52 53 53 55 59 62 63 65 67 69 69 72 72 74 75 76 77 78 79 79 79 79 ..............2 Pré-Dimensionamento da Altura das Lajes .................................................................17........ Tipos ................... 3...................3 Flecha na Laje L4 ....... 4.....................12. 3......................................... 3.................................................................................3. 3....3.........2 Exemplo Numérico de Aplicação ...........2 Flecha na Laje L1 ...................7.....................................................18...........18........................................ 4.............................................................................................18..............................18......1 Laje em Cruz (nervuras nas duas direções)................... 3......................................................7 Armaduras Complementares ......... 3............2 Esforço Cortante ............6............1 Detalhamento das Armaduras ....................4 Ações ..6 Dimensionamento ............................................ 4.......................7 Exemplo ..............................2 Cálculo das Ações ................................................................................................................18................. 3....... 3.. 3..6................................... Cálculo Simplificado .............. 3......................17...................................12............................................................14 Momentos Volventes ........1............... 4......5 Momentos Fletores nos Apoios Intermediários .....................6.....................15 Tabelas das Armaduras ....16..7 Verificação do Esforço Cortante ..........................................................17.4 Reações nas Vigas .....................1 Flexão nas Nervuras ........................................................................1 Flecha na Laje L2 ..................................................18..... L0 < 65 cm ..................................................................... 3............................. 4..................18 Exemplo de Cálculo de Lajes Maciças do Pavimento de um Edifício ................3 Espaçamento Máximo e Mínimo .................4 Comprimento da Armadura Negativa nos Apoios com Continuidade de Lajes ..................................1 Vãos Efetivos e Vinculação nas Bordas .................................................... 4.... Definição ...........................................16...................16..............................17 Laje Maciça Retangular com Uma Borda Livre ....................17...........2.... 3..........................3 Verificação das Flechas .................................................5 Momentos Fletores e Dimensionamento ........18....................................... 3......4 Reações de Apoio nas Vigas de Borda .... 3.... 4.. 3....6 Furos em Lajes .........................18.......................................... 3........................2 Lajes com Três Bordas Engastadas ..18............ 3.................................................................................................. 4....................... 4............18.................... 3.......................5 Momentos Fletores e Dimensionamento das Armaduras Longitudinais de Flexão ...................................12.....................6.................1.................12......16..........

...................................................................2............ LAJES PRÉ-FABRICADAS .................................2 Armadura Complementar ............................................4................... 5............................................................................................................... 5......................... 5......................................3.................................3 Concretagem ...........................3..............................3 Armadura de Distribuição .....................................................................1 Detalhes Construtivos .............3 Laje Pré-Fabricada Convencional ............................ 5...............................................5 Exemplos ................................1 Definições .......................... 5..... 5....................... 5.......2.. 5..... 5. TABELAS ANEXAS ......4 Dimensionamento ................. 5.... 5..2....2........................................................................................................................4 Escolha da Laje ....2 Laje Treliça ............................................................................................................................................................3.............. 5...........................................8 Exercício ..................................................................................................... 5............................................3...................2 Paredes Sobre Laje ..................................1 Nervura Transversal ................................ REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................ 83 84 84 85 87 88 89 89 90 92 93 96 97 99 99 101 ......................2.......................

nessas lajes as cargas e outras ações são transferidas diretamente aos pilares. As lajes lisas e as lajes cogumelo. As lajes são também chamados elementos de superfície ou placas. As ações são comumente perpendiculares ao plano da laje. etc. normalmente aplicados nas bordas das lajes. Neste processo as lajes têm os esforços de flexão e as flechas determinadas segundo a Teoria das Placas. Lajes com bordas livres são casos particulares das lajes apoiadas nas bordas. As lajes maciças podem ser de concreto armado ou de concreto protendido. 3. que são aqueles onde duas dimensões. distribuídas linearmente ou forças concentradas. são também lajes maciças de concreto. demonstrada por centenas de construções já executadas. Por uma questão de tradição no Brasil é costume de se chamar as lajes apoiadas nas bordas como “lajes maciças”. com espessuras que normalmente variam de 7 cm a 15 cm. 2. nesta apostila são apresentadas apenas as lajes maciças retangulares ou quadradas de Concreto Armado. possível de ser executado manualmente sem auxílio de computadores. com base na teoria matemática da elasticidade. pontes de grandes vãos. reservatórios. Embora menos comuns. As lajes com uma ou duas bordas livres. DEFINIÇÃO As lajes são classificadas como elementos planos bidimensionais. móveis. podendo ser divididas em distribuídas na área. porém. são projetadas para os mais variados tipos de construção. hospitais. comerciais. como escolas. quando são chamadas lajes lisas. serão também estudadas. embora bem menos comuns na prática. e apoiadas em vigas ou paredes ao longo das bordas. escadas. INTRODUÇÃO Neste texto serão estudadas as lajes maciças e as lajes nervuradas.). o comprimento e a largura. como edifícios de múltiplos pavimentos (residenciais.UNESP(Bauru/SP) 1288 . sem intermédio de apoios nas bordas. pisos. indústrias.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 1 LAJES DE CONCRETO 1. são da mesma ordem de grandeza e muito maiores que a terceira dimensão (espessura). não são aplicadas em construções residenciais e outras construções de pequeno porte. as lajes maciças são as mais comuns entre os diferentes tipos de laje existentes. O processo de cálculo das lajes demonstrado nesta apostila será aquele já desenvolvido há muitos anos. mas eventualmente também podem ser transmitidas diretamente aos pilares. As lajes maciças de forma retangular apoiadas sobre as quatro bordas são as lajes mais comuns nas construções correntes de concreto armado. também podem ocorrer ações externas na forma de momentos fletores. e os mais variados tipos de carga que podem existir em função da finalidade arquitetônica do espaço que a laje faz parte. Nas pontes e edifícios de múltiplos pavimentos e em construções de grande porte. muros de arrimo. As ações são normalmente transmitidas para as vigas de apoio nas bordas da laje. paredes. também chamadas lajes mistas. pois nesses tipos de . moldadas no local e também aquelas com partes pré-fabricadas. LAJES MACIÇAS DE CONCRETO Lajes maciças são aquelas onde toda a espessura é composta por concreto. Destinam-se a receber a maior parte das ações aplicadas numa construção. contendo armaduras longitudinais de flexão e eventualmente armaduras transversais. etc. Tem o aval da NBR 6118/03 e aplicação segura. De modo geral. 2005). construções de grande porte. normalmente de pessoas. como definidas na apostila “Fundamentos do Concreto Armado” (BASTOS. As lajes maciças de concreto.

b) Laje armada em duas direções (ou em cruz) Nas lajes armadas em duas direções os esforços solicitantes são importantes segundo as duas direções principais da laje. as lajes podem ser facilmente calculadas e dimensionadas. As formas geométricas podem ter as mais variadas formas possíveis. como de concreto armado ou concreto protendido. por isso. tipos de apoios e de armação. Os esforços solicitantes de maior magnitude ocorrem segundo a direção do menor vão. com os avançados programas computacionais existentes no Brasil. lx ly Figura 1 – Vãos da laje retangular armada em uma direção. os esforços solicitantes são bem menores e. são comumente desprezados nos cálculos. tal que: . havendo dois casos: laje armada em uma direção e laje armada em duas direções.1 CLASSIFICAÇÃO QUANTO À DIREÇÃO As lajes maciças podem ser classificadas segundo diferentes critérios. etc. 3. Na outra direção. com relação entre o lado maior e o lado menor superior a dois: λ= com: ly lx >2 (Eq. A relação entre os lados é menor que dois. porém. Os esforços solicitantes e as flechas são calculados supondo-se a laje como uma viga com largura de 1 m. segundo a direção principal da laje. segundo quaisquer formas geométricas e carregamentos que tiverem. chamada secundária. Hoje em dia. como se verá adiante. quanto à direção.UNESP(Bauru/SP) 1288 . Uma classificação muito importante das lajes é aquela referente à direção ou direções da armadura principal. 1) lx = lado menor (Figura 1). a) Laje armada em uma direção Nas lajes armadas em uma direção a laje é bem retangular. a forma retangular é a grande maioria dos casos da prática. chamada direção principal. em relação à forma geométrica.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 2 construção as lajes nervuradas pré-fabricadas apresentam vantagens nos aspectos custo e facilidade de construção. ly = lado maior.

deve ser calculado pela expressão: l ef = l 0 + a 1 + a 2 com: ⎧t / 2 a1 ≤ ⎨ 1 ⎩0. 3. 3) ⎧t / 2 a2 ≤ ⎨ 2 ⎩0. considerando que os apoios são suficientemente rígidos na direção vertical.3 h e (Eq.3 h (Eq. .3 VINCULAÇÃO NAS BORDAS De modo geral são três os tipos de apoio das lajes: paredes de alvenaria ou de concreto. vigas ou pilares de concreto.UNESP(Bauru/SP) 1288 . h t1 l0 t2 Figura 3 – Dimensões consideradas no cálculo do vão efetivo das lajes. Dentre eles.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 3 λ= com: ly lx ≤2 (Eq.4). as vigas nas bordas são o tipo de apoio mais comuns nas construções. 4) As dimensões l 0 . ly = lado maior.2 VÃO EFETIVO Os vãos efetivos das lajes nas direções principais (NBR 6118/03. t1.6. 2) lx = lado menor (Figura 2). item 14.2. lx ly Figura 2 – Vãos da laje retangular armada em duas direções. t2 e h estão indicadas na Figura 3. 3.

10 50 20 Figura 4 – Viga de borda como apoio simples para a laje. Figura 5 – Laje em balanço engastada na viga de apoio. No entanto. o erro cometido é pequeno. etc. O apoio pode ser uma parede de alvenaria ou uma viga de concreto. a rigidez da viga à torção é pequena. sejam eles pontuais como os pilares. como marquises. É considerado também nas bordas onde há continuidade entre duas lajes vizinhas. de modo a possibilitar o cálculo manual que será desenvolvido.UNESP(Bauru/SP) 1288 . não superando os 10 %. o engaste perfeito e o engaste elástico. b) engaste perfeito O engaste perfeito surge no caso de lajes em balanço. A idealização teórica de apoio simples ou engaste perfeito. No caso de vigas de concreto de dimensões correntes. ou lineares como as vigas de borda. Os três tipos comuns de vínculo das lajes são o apoio simples. acompanhando as pequenas rotações da laje. segundo CUNHA & SOUZA (1994). engaste perfeito e apoios pontuais. na ligação com a viga. geralmente negativa. raramente ocorre na realidade. (Figura 5). a) bordas simplesmente apoiadas O apoio simples surge nas bordas onde não existe ou não se admite a continuidade da laje com outras lajes vizinhas. Pode ser mais adequado engastar perfeitamente a laje na viga. Cuidado especial há de se tomar na ligação de lajes com vigas de alta rigidez à torção. Como as tabelas usuais para cálculo das lajes só admitem apoios simples. dispondo-se uma armadura. o que acaba garantindo a concepção teórica do apoio simples (Figura 4). varandas.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 4 Para o cálculo dos esforços solicitantes e das deformações nas lajes torna-se necessário estabelecer os vínculos da laje com os apoios. Com a utilização de programas computacionais é possível admitir também o engaste elástico. de modo que a viga gira e deforma-se. a vinculação nas bordas deve se resumir apenas a esses três tipos. . nas lajes correntes dos edifícios. Os esforços de torção daí decorrentes devem ser obrigatoriamente considerados no projeto da viga de borda. Devido à complexidade do problema devem ser feitas algumas simplificações.

5) Em qualquer dos casos. o critério simplificado para se considerar a vinculação é o seguinte (Figura 7): 2 se a ≥ L → a laje L1 pode ser considerada com a borda engastada na laje L2. No caso onde as lajes não têm continuidade ao longo de toda a borda comum.Lajes adjacentes com espessuras muito diferentes.Lajes parcialmente contínuas. L1 h1 h1 >> h2 L2 h2 Figura 6 .UNESP(Bauru/SP) 1288 . como mostrado na Figura 6. . mas a laje com maior espessura pode ser considerada apenas apoiada na borda comum as duas lajes. (Eq. a laje L2 tem a borda engastada na laje L1.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 5 Quando duas lajes contínuas têm espessuras muito diferentes. 3 se a < 2 L 3 → a laje L1 fica com a borda simplesmente apoiada (apoio simples). pode ser mais adequado considerar a laje de menor espessura (L2) engastada na de maior espessura (L1). a L1 L2 L Figura 7 .

como mostrado na Figura 9. A ponderação feita entre os diferentes valores dos momentos fletores que surgem nesses apoios conduz ao engastamento elástico (Figura 8). No entanto. como indicados na Figura 10.UNESP(Bauru/SP) 1288 . apoio simples e borda livre. Em função das várias combinações possíveis de vínculos nas quatro bordas das lajes retangulares. para efeito de cálculo inicial dos momentos fletores ML1 e ML2 . as lajes que apresentam continuidade devem ser consideradas perfeitamente engastadas nos apoios intermediários. engaste perfeito apoio simples livre Figura 9 – Convenção de estilo de linha para os vínculos engaste perfeito. Conforme as tabelas de BARÉS que serão utilizadas neste curso (Anexas ao final da apostila) para cálculo das lajes maciças retangulares. as lajes recebem números que diferenciam as combinações de vínculos nas bordas. L1 L2 M L1 - M L2 Figura 8 – Engastamento elástico na continuidade das lajes decorrente dos momentos fletores negativos diferentes. a convenção de vinculação é feita com diferentes estilos de linhas. .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 6 c) engaste elástico No caso de apoios intermediários de lajes contínuas surgem momentos fletores negativos devido à continuidade das lajes.

desde pessoas até móveis. água. Se as normas brasileiras não tratarem de cargas específicas.4 AÇÕES A CONSIDERAR As ações ou carregamentos a se considerar nas lajes são os mais variados. geralmente vigas nas bordas. termo esse inadequado. NBR 8681/03 e NBR 6120/80. podese recorrer a normas estrangeiras. Para determinação das ações atuantes nas lajes deve-se recorrer às normas NBR 6118/03.Tipos de lajes em função dos vínculos nas bordas.). na bibliografia especializada. com os fabricantes de equipamentos mecânicos.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 7 1 2A 2B 3 4A 4B 5A 5B 6 7 8 9 10 Figura 10 .UNESP(Bauru/SP) 1288 . entre outras pertinentes. distribuindo os esforços horizontais do vento para as estruturas de contraventamento (pórticos. chamadas pela norma de carga acidental. As ações peculiares das lajes de cada obra também devem ser cuidadosamente avaliadas. equipamentos fixos ou móveis. etc. As lajes atuam recebendo as cargas de utilização e transmitindo-as para os apoios. de máquinas. 3. geralmente as ações principais a serem consideradas são as ações permanentes (g) e as ações variáveis (q). etc. etc. Nos edifícios as lajes ainda têm a função de atuarem como diafragmas rígidos (elemento de rigidez infinita no seu próprio plano). divisórias. paredes. responsáveis pela estabilidade global dos edifícios. paredes. núcleos de rigidez. Nas construções de edifícios correntes. solo. .

4. sobreposta à camada fina de chapisco. teto = γrev . sendo considerado o peso específico (γcontr) de 21 kN/m3.1 Peso Próprio O peso próprio da laje é o peso do concreto armado que forma a laje maciça. (Eq. 7) 3. 6) 1m h 1m Figura 11 . 3. h = altura da laje (m).4. A ação permanente do contrapiso é função da espessura (e) do contrapiso: gcontr = γcontr . preparando-a para receber o revestimento de piso final. e grev.4. (Eq.5 ou 2 cm. De modo geral. teto = carga permanente do revestimento do teto (kN/m2). A espessura do contrapiso deve ser cuidadosamente avaliada.3 Revestimento do Teto Na superfície inferior das lajes (teto do pavimento inferior) é padrão executar-se uma camada de revestimento de argamassa. este revestimento tem pequena espessura. Recomenda-se adotar espessura não inferior a 3 cm. menos rica em cimento. 8) . Para essa argamassa. e com: gcontr = carga permanente do contrapiso (kN/m2). Para o revestimento de teto a ação permanente é: com: grev.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 8 As principais ações permanentes diretas que devem ser verificadas e determinadas são as apresentadas a seguir. A argamassa do contrapiso tem comumente o traço 1:3 (em volume). e = 21 . e = espessura do contrapiso (m). e = 19 .UNESP(Bauru/SP) 1288 .Peso próprio calculado para 1 m2 de laje. (Eq. 3. e para um metro quadrado de laje (Figura 11) pode ser calculado como: gpp = γconc . pode-se considerar o peso específico (γrev) de 19 kN/m3. Para o peso específico do concreto armado (γconc) a NBR 6118/03 indica o valor de 25 kN/m3. O peso próprio para lajes com espessura constante é uniformemente distribuído na área da laje. A sua função é de nivelar e diminuir a rugosidade da laje. e = espessura do revestimento (m).2 Contrapiso A camada de argamassa colocada logo acima do concreto da superfície superior das lajes recebe o nome de contrapiso ou argamassa de regularização. h = 25 . mas recomenda-se adotar espessura não inferior a 1. h com: gpp = peso próprio da laje (kN/m2).

ly Para blocos cerâmicos furados a NBR 6120/80 recomenda o peso específico (γalv) de 13 kN/m3 e para tijolos maciços cerâmicos 18 kN/m3. carpetes ou forrações.1 Laje Armada em Duas Direções Para as lajes armadas em duas direções considera-se simplificadamente a carga da parede uniformemente distribuída na área da laje.4. assentado sobre a argamassa de regularização. e . É necessário conhecer o tipo de unidade de alvenaria (tijolo. isto é: g par = Ppar A laje = γ alv . 3. 9) com: γalv = peso específico da unidade de alvenaria que compõe a parede (kN/m3). Ao se considerar o peso específico da unidade de alvenaria para toda a parede está se cometendo um erro. 10) . bloco. earg com: γpar = peso específico da parede (kN/m2). a espessura e a altura da parede. l A laje (Eq. ou pelos pesos específicos individuais dos materiais que a compõe.5 Paredes A carga das paredes sobre as lajes maciças deve ser determinada em função da laje ser armada em uma ou em duas direções. bem como a sua disposição e extensão sobre a laje. e de rochas. h = altura da parede (m). (Eq. A Tabela 1 da NBR 6120/80 fornece os pesos específicos de diversos materiais. ou o peso específico da parede.4 Piso O piso é o revestimento final na superfície superior da laje. gpar = carga uniforme da parede (kN/m2). de cerâmica.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 9 3.4. que compõe a parede. γalv = peso específico da unidade de alvenaria (kN/m3).4. Não se conhecendo o peso específico global da parede pode-se determinar a sua carga com os pesos específicos individuais da parede. etc. que define o tipo de piso de cada ambiente da construção. ealv + γarg .). Para a argamassa de revestimento pode-se considerar o peso específico de 19 kN/m3. o que normalmente é feito com auxílio do projeto arquitetônico. pois os pesos específicos das argamassas de revestimento e de assentamento são diferentes do peso específico da unidade de alvenaria. de forma que a carga é o peso total da parede dividido pela área da laje.5. l = comprimento da parede sobre a laje (m). h . composta pela unidade de alvenaria e pelas argamassas de assentamento e de revestimento. O peso específico da parede pode ser dado em função do peso total da parede. valores estes que auxiliam no cálculo da carga do piso por metro quadrado de área de laje. O peso específico das paredes correto pode ser calculado considerando-se os pesos específicos dos materiais individualmente. ealv = espessura da unidade de alvenaria que resulta na espessura da parede (m). e = espessura total da parede (m). 3. Alaje = área da laje (m2) = lx . como granito e mármore. calculando-se a carga da parede por metro quadrado de área: γpar = γalv .UNESP(Bauru/SP) 1288 . Para a sua correta quantificação é necessário definir o tipo ou material do qual o piso é composto. Os tipos mais comuns são os de madeira.

que fica limitada apenas à região II. dois cálculos de esforços solicitantes necessitam serem feitos. na faixa 2/3 lx é: . A carga da parede sobre a laje é: g par = γ par . ly Para a espessura média dos revestimentos das paredes recomenda-se o valor de 2 cm. para as regiões I e II. l A laje (Eq. Alaje = área da laje (m2) = lx .5. nos dois lados da parede. A carga uniformemente distribuída devida à parede.2 Laje Armada em Uma Direção Para laje armada em uma direção há dois casos a serem analisados. Portanto. considera-se simplificadamente a carga da parede distribuída uniformemente numa área da laje adjacente à parede. com largura de 2/3 lx.4.Parede paralela à direção principal da laje armada em uma direção.UNESP(Bauru/SP) 1288 . 11) com: gpar = carga uniforme da parede (kN/m2). h = altura da parede (m). 2/3 lx I II I lx ly Figura 12 . 3. A laje fica com duas regiões com carregamentos diferentes. Para o caso de parede com direção paralela à direção principal da laje (direção do menor vão). l = comprimento da parede sobre a laje (m). Nas regiões I não ocorre a carga da parede.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 10 γarg = peso específico da argamassa do revestimento (kN/m3). como mostrado na Figura 12. h . em função da disposição da parede sobre a laje. earg = espessura do revestimento considerando os dois lados da parede (m).

2) como “carga acidental”. lx = menor vão da laje (m). e . móveis.6 Ações Variáveis A ação variável nas lajes é tratada pela NBR 6120/80 (item 2. a carga da parede deve ser considerada como uma força concentrada na viga que representa a laje. 13) 1m P lx ly Figura 13 . 12) com: gpar = carga uniforme da parede na laje (kN/m2). h . As cargas verticais que se consideram atuando nos pisos de edificações. No caso de parede com direção perpendicular à direção principal. etc. (Eq. e = espessura da parede (m). h com: P = força concentrada representativa da parede (kN). além das que se aplicam em caráter especial. utensílios materiais diversos e veículos. materiais diversos. 3. Ppar = peso da parede (kN).4. h = altura da parede (m). e são supostas uniformemente distribuídas. veículos.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 11 g par = Ppar 2 lx .UNESP(Bauru/SP) 1288 . é: P = γ alv . γalv = peso específico da parede (kN/m3).).lx 3 = 3 Ppar 2 l x2 (Eq. O valor da força concentrada P. . representativo da carga da parede. com os valores mínimos indicados na Tabela 2”. móveis. como mostrado na Figura 13.Parede perpendicular à direção principal da laje armada em uma direção. referem-se a carregamentos devidos a pessoas. A carga acidental é definida pela NBR 6120 como “toda aquela que pode atuar sobre a estrutura de edificações em função do seu uso (pessoas. Na prática costumam chamar também de “sobrecarga”. 1 P = γ alv . e .

e) 15 cm para lajes com protensão apoiada em vigas. indústrias químicas. segundo as condições de exposição da estrutura ou de suas partes. 2) Pequeno 1) Marinha III Forte Grande Industrial1). Tabela 1 . 3. 3) Ambientes quimicamente agressivos. que é o cobrimento mínimo acrescido da tolerância de execução (∆c). dormitórios. (Eq. Figura 14. partes da estrutura protegidas de chuva em ambientes predominantemente secos.7) estabelece os valores a serem prescritos para o cobrimento nominal das armaduras das lajes. Para garantir o cobrimento mínimo (cmín) o projeto e a execução devem considerar o cobrimento nominal (cnom). simplificadamente.4. f) 16 cm para lajes lisas e 14 para lajes-cogumelo.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 12 3. d) 12 cm para lajes que suportem veículos de peso total maior que 30 kN. a agressividade ambiental deve ser classificada de acordo com o apresentado na Tabela 1 e pode ser avaliada.1) estabelece que a espessura mínima para as lajes maciças deve respeitar: a) 5 cm para lajes de cobertura não em balanço. 3) Elevado IV Muito forte Respingos de maré NOTAS: 1) Pode-se admitir um micro-clima com classe de agressividade um nível mais branda para ambientes internos secos (salas. galvanoplastia. branqueamento em indústrias de celulose e papel. cozinhas e áreas de serviço de apartamentos residenciais e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura). com umidade relativa do ar menor ou igual a 65%. Em geral.UNESP(Bauru/SP) 1288 . tanques industriais. 2) Pode-se admitir uma classe de agressividade um nível mais branda em: obras em regiões de clima seco.2. c) 10 cm para lajes que suportem veículos de peso total menor ou igual a 30 kN. 2) Industrial1).5 ESPESSURA MÍNIMA A NBR 6118/03 (item 13. Nos projetos das estruturas correntes. 14) c nom = c mín + ∆c Nas obras correntes o valor de ∆c deve ser maior ou igual a 10 mm. ou regiões onde chove raramente.Classes de agressividade ambiental (NBR 6118/03). Classe de Classificação geral do Risco de deterioração Agressividade agressividade tipo de ambiente da estrutura ambiental para efeito de Projeto Rural I Fraca Insignificante Submersa II Moderada Urbana1). o cobrimento nominal de uma determinada barra deve ser: .6 COBRIMENTOS MÍNIMOS A NBR 6118/03 (item 7.4. banheiros. armazéns de fertilizantes. Esse valor pode ser reduzido para 5 mm quando houver um adequado controle de qualidade e rígidos limites de tolerância da variabilidade das medidas durante a execução das estruturas de concreto. b) 7 cm para lajes de piso ou de cobertura em balanço. l/42 para lajes de piso biapoiadas e l/50 para lajes de piso contínuas.

que é a distância entre o centro de gravidade da armadura tracionada e a face comprimida da seção.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 13 c nom ≥ φ barra c nom ≥ φ feixe = φ n = φ n Armaduras longitudinais (Eq. respeitado um cobrimento nominal ≥ 15 mm. para a tolerância de execução (∆c) de 10 mm. canaletas de efluentes e outras obras em ambientes química e intensamente agressivos. Conforme a laje maciça mostrada na Figura 15. Segundo a NBR 6118/03 (item 6.UNESP(Bauru/SP) 1288 . com argamassa de revestimento e acabamento tais como pisos de elevado desempenho. 7.2). segundo as condições de exposição da estrutura ou de suas partes”. em função da classe de agressividade ambiental. com revestimentos finais secos tipo carpete e madeira. de modo geral a altura útil é dada pela relação: . 2) Nas faces inferiores de lajes e vigas de reservatórios. simplificadamente. 16) Para determinar a espessura do cobrimento é necessário antes definir a classe de agressividade ambiental a qual a estrutura está inserida. “Nos projetos das estruturas correntes.1 e pode ser avaliada. condutos de esgoto. a armadura deve ter cobrimento nominal ≥ 45 mm.Correspondência entre classe de agressividade ambiental e cobrimento nominal para ∆c = 10 mm (NBR 6118/03). ou seja: d máx ≤ 1.4. pisos cerâmicos. a agressividade ambiental deve ser classificada de acordo com o apresentado na Tabela 6. pisos asfálticos e outros tantos. A dimensão máxima característica do agregado graúdo (dmáx) utilizado no concreto não pode superar em 20 % a espessura nominal do cobrimento. estações de tratamento de água e esgoto. Componente Tipo de estrutura ou Elemento Concreto Armado Laje1) Viga/Pilar Classe de agressividade ambiental I 20 25 II 25 30 III 35 40 IV2) 45 50 Cobrimento nominal (mm) Notas: 1) Para a face superior de lajes e vigas que serão revestidas com argamassa de contrapiso.2 na NBR 6118) mostra os valores para o cobrimento nominal de lajes. Tabela 2 . as exigências desta tabela podem ser substituídas pelo cobrimento nominal dado na Eq. 15) c h c Figura 14 – Cobrimento da armadura.2 c nom (Eq. vigas e pilares. A altura útil d. A Tabela 2 (Tabela 7. depende principalmente do cobrimento da armadura.

como a Teoria da Elasticidade e a das Charneiras Plásticas. lx e ly em metro. 20) Como não se conhece inicialmente o diâmetro φl da barra longitudinal da laje. como será visto no item 14. para as lajes correntes.1 n ) l * onde: d = altura útil da laje (cm).7l y com lx ≤ ly e l*. 17) h c φl d Figura 15 . que deverá ser calculada.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 14 d = h .5 − 0. (Eq. Com a altura útil calculada fica simples determinar a altura h da laje: h = d + φl/2 + c (Eq.UNESP(Bauru/SP) 1288 . (Eq. 18) (Eq. n = número de bordas engastadas da laje. As lajes armadas em uma direção são calculadas como vigas segundo a direção principal e as lajes armadas em duas direções podem ser aplicadas diferentes teorias.c .φl /2 Para φl pode-se estimar inicialmente a barra com diâmetro de 10 mm. . Existem vários e diferentes processos para essa estimativa. 3. 18 não dispensa a verificação da flecha que existirá na laje. o diâmetro varia de 5 mm a 8 mm. 19) A estimativa da altura com a Eq. l* = dimensão da laje assumida da seguinte forma: ⎧l x l* ≤ ⎨ ⎩0. Normalmente. o diâmetro deve ser estimado. 3. O cobrimento c deve ser determinado conforme a Tabela 2.7 ESTIMATIVA DA ALTURA DA LAJE Para o cálculo das lajes é necessário estimar inicialmente a sua altura.Altura útil d para as lajes maciças.8 MOMENTOS FLETORES SOLICITANTES Os momentos fletores e as flechas nas lajes maciças são determinadas conforme a laje é armada em uma ou em duas direções. sendo um deles dado pela equação seguinte: d ≅ (2.

As Figuras 17.UNESP(Bauru/SP) 1288 .1 Laje Armada em Uma Direção No caso das lajes armadas em uma direção considera-se simplificadamente que a flexão na direção do menor vão da laje é preponderante à da outra direção. para carregamentos uniformemente distribuídos. segundo a direção principal da laje.8. . de modo que a laje será suposta como uma viga com largura constante de um metro (100 cm). momentos fletores máximos e flechas imediatas.Laje armada em uma direção sobre apoios simples e com carregamento uniforme. p l pl 2 Flecha: 5 p l4 ai = 384 EI 2 Mmáx = p8l pl 2 Figura 17 . Para outros tipos de carregamentos devem ser consultadas as tabelas fornecidas para cópia. 18 e 19 mostram os casos de vinculação possíveis de existirem quando se consideram apenas apoios simples e engastes perfeitos.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 15 3. 1m Figura 16 – Momentos fletores em laje armada em uma direção. Na direção secundária desprezam-se os momentos fletores existentes. como mostrado na Figura 16. Estão indicadas as equações para cálculo das reações de apoio.

como as lajes de marquises e varandas. pl 2 p l pl 2 Flecha: 1 p l4 ai = 384 EI pl 12 2 pl 2 pl 12 2 2 Mmáx = p l 24 Figura 19 . .22 Figura 18 . são também casos típicos de lajes armadas em uma direção.Laje armada em uma direção sobre apoio simples e engaste perfeito com carregamento uniforme.Laje armada em uma direção biengastada com carregamento uniforme. que devem ser calculadas como viga segundo a direção do menor vão (Figura 20).Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 16 p l 5 pl 8 Flecha: ai = 1 p l4 185 EI pl 8 2 3 pl 8 Mmáx = 14.UNESP(Bauru/SP) 1288 . As lajes em balanço.

. na direção dos vãos dos apoios.UNESP(Bauru/SP) 1288 . Os esforços solicitantes máximos podem ser obtidos aplicando-se os carregamentos nas lajes separadamente. obtendo-se assim os esforços desfavoráveis máximos.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 17 Laje em balanço Planta de fôrma M Esquema estático e diagrama de M Figura 20 – Laje em balanço armada em uma direção. como mostrado na Figura 21. Para a obtenção dos esforços e flechas máximas nas lajes deve-se decompor o carregamento total em carregamento permanente e carregamento variável. Os esforços finais são somados. Laje Viga com B = 1m 1m Viga de apoio Figura 21 – Lajes contínuas armadas em uma direção. sendo o primeiro o carregamento permanente. No caso de lajes contínuas armadas em uma direção. e em seguida o carregamento variável. com duas bordas livres. o cálculo pode ser feito supondo viga contínua com largura de um metro.

apoiadas nos quatro lados. 1982). que causam tração no lado superior da laje na direção da diagonal. No centro da laje os momentos principais desenvolvem-se perpendicularmente às bordas e nos cantos com ângulos de 45°. Nos cantos.2 Laje Armada em Duas Direções O comportamento das lajes armadas em duas direções.Laje retangular com apoios simples nos quatro lados (LEONHARDT & MÖNNIG. e positivos na direção perpendicular à diagonal. . Com sobrecarga no canto Sem ancoragem de canto ou sem sobrecarga M 1 (-) M 2 (+) Com ancoragem de canto Linhas de apoio Figura 22 . o levantamento da laje fica impedido. Se a laje estiver ligada a vigas de concreto ou se existirem pilares nos cantos. A direção dos momentos principais M1 e M2 principais está mostrada na Figura 23. é bem diferente das lajes armadas em uma direção. e recebem a notação de Mxy. ly / lx lx =1 ly / lx = 1. Sob a ação do carregamento a laje apóia-se no trecho central dos apoios e os cantos se levantam dos apoios. como mostrado na Figura 22.UNESP(Bauru/SP) 1288 . os momentos principais desviam-se por influência dos momentos volventes. 1982). que causam tração no lado inferior da laje.5 ly ly / lx =2 Figura 23 – Direção dos momentos fletores principais em lajes armadas em duas direções sob bordas de apoio simples (LEONHARDT & MÖNNIG. negativos. o que faz surgir momentos fletores nos cantos.8. de modo que o seu cálculo é bem mais complexo se comparado ao das lajes armadas em uma direção. Os momentos nos cantos são chamados momentos volventes ou momentos de torção.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 18 3.

Há diversas tabelas de autores como: Czerny. podem ser determinados os esforços e as flechas em qualquer ponto da laje. dada por: D= E h3 12 1 − ν 2 (Eq. p = valor da carga uniforme ou triangular atuante na laje (kN/m2). de Contorno. A equação tem a forma: ∂4w ∂4w ∂4w p +2 2 2 + 4 = D ∂x 4 ∂x ∂y ∂y com: w = deslocamento vertical da placa.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 19 Os esforços solicitantes e as deformações nas lajes armadas em duas direções podem ser determinados por diferentes teorias. De modo geral abrangem os casos de lajes retangulares. Szilard. sendo: µx e µy = coeficientes para cálculo dos momentos fletores positivos atuantes nas direções paralelas a lx e ly. µ’x e µ’y = coeficientes para cálculo dos momentos fletores negativos atuantes nas bordas perpendiculares às direções lx e ly. conforme os desenhos mostrados nessas tabelas. etc. sob carregamento uniforme e triangular. triangulares. No caso desta apostila serão utilizadas as Tabelas A-8 a A-17 apresentadas no Anexo. sendo as mais importantes as seguintes: a) Teoria das Placas: desenvolvida com base na Teoria da Elasticidade. lx = menor vão da laje (m). . desenvolvida com base na teoria matemática da elasticidade. proporciona a equação geral das placas (equação diferencial de quarta ordem. apoiadas em pilares. b) Processos aproximados. 23) onde: M = momento fletor (kN.. respectivamente. A Teoria das Placas.UNESP(Bauru/SP) 1288 . com bordas livres. D = rigidez da placa à flexão. Marcus. homogêneo e isótropo. etc.m/m). com coeficientes que proporcionam o cálculo dos momentos fletores e das flechas para casos específicos de apoios e carregamentos. etc. negativos ou positivos. de acordo com cada tipo de laje e em função de λ = ly / lx. obtida por Lagrange em 1811. d) Métodos Numéricos. o que motivou o surgimento de diversas tabelas. Conforme as tabelas de Barés. como o dos Elementos Finitos. que relaciona a deformada elástica w da placa com a carga p unitária. Bares. circulares. 21) ( ) (Eq. 22) A solução da equação geral das placas é tarefa muito complexa. Stiglat/Wippel. As tabelas servem para o cálculo dos momentos fletores em lajes retangulares com apoios nas quatro bordas. p = carregamento na placa. de diferentes origens e autores. os momentos fletores. As Tabelas A-8 a A-12 são para lajes com carregamento uniformemente distribuído na área da laje e as Tabelas A-13 a A-17 são para carregamento triangular. são calculados pela expressão: M=µ p l x2 100 (Eq. onde o material é elástico linear (vale a Lei de Hooke). não homogênea). respectivamente. desenvolvidas por Barés e adaptadas por PINHEIRO (1994). µ = coeficiente tabelado. c) Método da Linhas de Ruptura ou das Charneiras Plásticas. uniformemente distribuída na área da placa.

onde cada viga de apoio da laje receberá a carga que estiver nos triângulos ou trapézios a ela relacionada. Considera-se que as cargas na laje caminhem para as vigas nas bordas perpendiculares à direção principal da laje. A Figura 25 mostra o esquema prescrito pela norma. determinados por meio das charneiras plásticas. 24) Para as lajes retangulares armadas em duas direções com carga uniformemente distribuída.UNESP(Bauru/SP) 1288 .8.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 20 3. No caso das lajes armadas em uma direção. caso existirem. prescreve que as reações nos apoios sejam calculadas segundo triângulos ou trapézios. as lajes serão analisadas em função de serem armadas em uma ou em duas direções. as reações de apoio são provenientes do cálculo da viga suposta. a partir dos vértices da laje.7. 60° Viga de borda 30° 30° Direção principal Área do triângulo lx 60° ly Figura 24 – Carga nas vigas paralelas à direção principal da laje armada em uma direção sob carregamento uniformemente distribuído. como mostrado na Figura 24. lx = menor vão da laje (m).1.60° a partir do apoio considerado engaste perfeito. . se o outro for considerado simplesmente apoiado. no cálculo das reações da laje nas bordas. A carga linear da laje na viga.9 REAÇÕES DE APOIO Assim como no cálculo dos momentos fletores solicitantes e das flechas.1). obtidos com o traçado em planta. em função da área do triângulo. (Eq. uma carga referente à área do triângulo adjacente à viga. como visto no item 3. pode-se considerar. .6. Nas outras vigas. de retas inclinadas como: . a NBR 6118/03 (item 14.45° entre dois apoios de mesmo tipo. a favor da segurança.15 p l x com: Vviga = carga da laje na viga (kN/m). pode ser considerada como: Vviga = 0.

A deformação real da estrutura depende também do processo construtivo.3.UNESP(Bauru/SP) 1288 .4) como o “Estado em que as deformações atingem os limites estabelecidos para a utilização normal dados em 13. deve ser realizada através de modelos que considerem a rigidez efetiva das seções do elemento estrutural estrutural.1 a NBR 6118/03 recomenda que sejam usados os critérios propostos no item 17.2. com carregamento uniformemente distribuído. com coeficientes que auxiliam o cálculo das reações de apoio para lajes armadas em duas direções.3.3. O texto do item 17.2 tratam dos deslocamentos (flechas) nas vigas de concreto armado. νy = reação nos apoios simples perpendiculares à direção de ly. levem em consideração a presença da armadura. onde: νx = reação nos apoios simples perpendiculares à direção de lx. mais propriamente rotações e deslocamentos em elementos estruturais lineares. assim como das propriedades dos materiais (principalmente do módulo de elasticidade e da resistência à tração) no . o que implica que a norma recomenda que as flechas nas lajes sejam tratadas do mesmo modo como nas vigas. deve ser também verificado no caso das lajes de concreto. p = valor da carga uniforme atuante na laje (kN/m2). analisados isoladamente e submetidos à combinação de ações conforme seção 11. o “Estado limite de deformações excessivas (ELS-DEF). a existência de fissuras no concreto ao longo dessa armadura e as deformações diferidas no tempo. ν = coeficiente tabelado em função de λ = ly / lx . No item 19. As prescrições contidas no item 17.2.2 para a deformação da estrutura. considerando a possibilidade de fissuração (estádio II).3.2 (Estado Limite de Deformação) é o seguinte: “A verificação dos valores limites estabelecidos na tabela 13. As reações são calculadas pela equação: V=ν p lx 10 (Eq.3”. ν’y = reação nos apoios engastados perpendiculares à direção de ly. No Anexo estão apresentadas as Tabelas A-5 a A-7. ou seja. 3.10 FLECHAS Assim como nas vigas.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 21 45° 30° 60° 45° 45° 45° 45° 45° 60° 30° 45° 45° Figura 25 – Definição das áreas de influência de carga para cálculo das reações de apoio nas vigas de borda das lajes armadas em duas direções. 25) onde: V = reação de apoio (kN/m). definido pela NBR 6118/03 (item 3. lx = menor vão da laje (m). ν’x = reação nos apoios engastados perpendiculares à direção de lx.

m = 0.3 3 f ck 2 com fck em MPa. fct = resistência à tração direta do concreto. freqüentes e raras. a ser comparado com o momento fletor de fissuração.1. A separação entre essas duas partes é definida pelo momento de fissuração. Por outro lado. existe uma grande variabilidade das deformações reais.8. de modo que as seções ao longo do elemento estrutural possam ter as deformações específicas determinadas no estádio I.” . grande precisão nas previsões de deslocamentos dadas pelos processos analíticos a seguir prescritos. no item 11. ou seja.2 para seções T ou duplo T. portanto. “O modelo de comportamento da estrutura pode admitir o concreto e o aço como materiais de comportamento elástico e linear. Esse momento pode ser calculado pela seguinte expressão aproximada: Mr = α f ct I c yt (Eq. Não se pode esperar. (Eq.10. A resistência média à tração direta (fct. 26) sendo: α = 1. com o momento de inércia da seção bruta de concreto (Ic – ver Eq. onde.3 a NBR 6118/03 trata das combinações de serviço. segundo o item 17. onde: α = fator que correlaciona aproximadamente a resistência à tração na flexão com a resistência à tração direta.2. 30).inf no estado limite de formação de fissura e o fct. com o quantil apropriado a cada verificação particular. deve ser considerada a combinação rara.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 22 momento de sua efetiva solicitação. As deformações podem ser determinadas no estádio I. em caso contrário. Ic = momento de inércia da seção bruta de concreto. classificadas em quase permanentes. no caso do momento fletor solicitante na laje ser menor que o momento fletor de fissuração. não está fissurada. Segundo a NBR 6118/03 (item 17. a seção estará no estádio I. A esse respeito. sendo obrigatória a consideração do efeito da fluência.” A avaliação da flecha nas vigas e lajes é feita de maneira aproximada. pode ser determinada pela equação: f ct . Deve ser utilizado no cálculo o valor do módulo de elasticidade secante Ecs definido na seção 8.3.UNESP(Bauru/SP) 1288 . “Nos estados limites de serviço as estruturas trabalham parcialmente no estádio I e parcialmente no estádio II.3.m no estado limite de deformação excessiva. yt = distância do centro de gravidade da seção à fibra mais tracionada. a ser utilizada no cálculo das flechas. está fissurada. α = 1. ou seja. 27) Se o momento fletor solicitante de uma seção na laje for maior que o momento fletor de fissuração.1 Verificação do Estádio Para o cálculo da flecha é necessário conhecer o estádio de cálculo da seção crítica considerada.” 3. Neste caso deve-se considerar o módulo de elasticidade secante (Ecs) e a posição da linha neutra deve ser calculada no estádio II. Para determinação do momento fletor de fissuração deve ser usado o fctk.5 para seções retangulares. e no estádio II. Em face da grande variabilidade dos parâmetros citados. desde que os esforços não superem aqueles que dão início à fissuração. Na combinação rara as cargas “ocorrem algumas vezes durante o período de vida da estrutura e sua consideração pode ser necessária na verificação do estado limite de formação de fissuras. a seção estará no estádio II.1). Para o momento fletor na laje.m).

(Eq. 29) onde: Ic = momento de inércia da seção bruta de concreto: Ic = b h3 12 (Eq. com a ação definida na Eq.UNESP(Bauru/SP) 1288 .85 . O cálculo da ação de serviço é feito segundo a equação: Fd. ψ1 = fator de redução de combinação freqüente para ELS (ver Tabela 11. 32) Ma = momento fletor na seção crítica do vão considerado. de BASTOS. 31) Mr = momento de fissuração do elemento estrutural.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 23 A combinação rara de serviço.ser = Σ Fgik + Fq1k + Σ ψ1j Fqjk (Eq.2 da NBR 6118/03 ou Tabela 5 da apostila de “Fundamentos do Concreto Armado”.4 da NBR 6118. A NBR 6118/03 (item 17. Fq1k = ação variável característica principal. 30) III = momento de inércia da seção fissurada de concreto no estádio II. conforme definida pela NBR 6120/80. Fqjk = demais ações variáveis características. .1. existe apenas uma ação variável. cujo valor deve ser reduzido à metade no caso de utilização de barras lisas.10. para a combinação de ações considerada nessa avaliação. de modo geral. Nas lajes de construções residenciais correntes. conforme mostrada na Tabela 11.2. 3. calculado com: αe = Es E cs (Eq. 2004.1) prescreve que “Para uma avaliação aproximada da flecha imediata em vigas. 28. de modo que a Eq. a ação variável principal é tomada com seu valor característico Fq1k e todas as demais ações variáveis são consideradas com seus valores freqüentes ψ1 Fqk . Para cálculo do momento fletor Ma deve ser considerada a combinação rara. Ecs = módulo de elasticidade secante do concreto: E cs = 0. pode-se utilizar a expressão de rigidez equivalente dada a seguir:” ⎧ ⎪⎛ E cs ⎪⎜ M r ⎨ ⎪⎜ M a ⎝ ⎪ ⎩ 3 ⎞ ⎟ I + ⎟ c ⎠ (EI) eq = ⎡ ⎛M ⎢1 − ⎜ r ⎢ ⎜ Ma ⎣ ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3⎤ ⎥ ⎥ ⎦ ⎫ ⎪ III ⎪ ⎬ ⎪ ⎪ ⎭ ≤ E cs I c (Eq. 5600 f ck com fck em MPa. 28 fica reduzida aos dois primeiros termos. 28) onde: Fg = ações permanentes características. momento máximo no vão para vigas biapoiadas ou contínuas e momento no apoio para balanços. a carga acidental.2 Flecha Imediata A flecha imediata é aquela que ocorre quando é aplicado o primeiro carregamento na peça.3. que não leva em conta os efeitos da deformação lenta.

2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 24 Para o cálculo do momento de inércia no estádio II é necessário conhecer a posição da linha neutra neste estádio. 36) ξ = coeficiente função do tempo. 34) 3. 33) com b = 1 m = 100 cm no caso das lajes maciças. se existir.3. Como a linha neutra passa pelo centro de gravidade da seção homogeneizada. xII tem a equação: x II 2 b + α e A′ (x II − d′) − α e A s (d − x II ) = 0 s 2 x II 2 + 2 αe (A s + A′s ) x II − 2 α e (A s d + A′s d′) = 0 b b se A’s = 0 a equação torna-se: x II 2 + 2 As αe 2 As d αe =0 x II − b b (Eq.3 Flecha Diferida no Tempo A flecha diferida no tempo é aquela que leva em conta o fato do carregamento atuar na estrutura ao longo do tempo. 35) onde: A' s bd A’s = área da armadura comprimida. Segundo a NBR 6118/03 (item 17. O momento de inércia no estádio II será: b x II 3 ⎛x ⎞ I II = + bx II ⎜ II ⎟ + α e A′ (x II − d ′)2 + α e A s (d − x II )2 s 12 ⎝ 2 ⎠ se A’s = 0 a equação torna-se: b x II 3 ⎛x ⎞ + b x II ⎜ II ⎟ + α e A s (d − x II )2 12 ⎝ 2 ⎠ 2 2 I II = (Eq. d = altura útil. pode ser calculada de maneira aproximada pela multiplicação da flecha imediata pelo fator αf dado pela expressão:” αf = ∆ξ 1 + 50ρ′ (Eq.1. “A flecha adicional diferida. decorrente das cargas de longa duração em função da fluência.UNESP(Bauru/SP) 1288 . causando a sua deformação lenta ou fluência. ρ′ = (Eq. b = largura da seção transversal.10. que pode ser obtido diretamente na Tabela 3 ou ser calculado pelas expressões seguintes: .2).

em situações especiais de utilização. Os deslocamentos limites devem obedecer aos limites estabelecidos na Tabela 4.68 (0.89 ξ (t) ≥ 70 2 sendo: t = tempo.04 1. 40) onde: Pi = parcelas de carga.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 25 ∆ξ = ξ( t ) − ξ( t 0 ) (Eq. apesar de não fazerem parte da estrutura.64 1. em meses. deve ser realizada como estabelecido na seção 23. incorporando-as ao modelo estrutural adotado.UNESP(Bauru/SP) 1288 . quando se deseja o valor da flecha diferida.3). pode-se tomar para t0 o valor ponderado a seguir: t0 = ΣPi t 0 i ΣPi (Eq. d) efeitos em elementos estruturais: os deslocamentos podem afetar o comportamento do elemento estrutural. relativa à data de aplicação da carga de longa duração. 37) para t ≤ 70 meses (Eq. em meses. seus efeitos sobre as tensões ou sobre a estabilidade da estrutura devem ser considerados.5 1 2 3 4 5 10 20 40 meses Coeficiente 0 0. estão a ela ligados. t0 = idade.4 Flechas Máximas Admitidas As flechas máximas ou deslocamentos limites como definido pela norma (item 13. c) efeitos em elementos não estruturais: deslocamentos estruturais podem ocasionar o mau funcionamento de elementos que. em meses. provocando afastamento em relação às hipóteses de cálculo adotadas. O valor da flecha total deve ser obtido multiplicando a flecha imediata por (1 + αf). Tempo (t) 0 0.10.84 0.68 0. 39) ξ(t) = 0. No caso de parcelas da carga de longa duração serem aplicadas em idades diferentes.36 1.” Os deslocamentos limites são classificados em quatro grupos básicos. Se os deslocamentos forem relevantes para o elemento considerado.95 1. 38) (Eq. b) efeitos específicos: os deslocamentos podem impedir a utilização adequada da construção. “são valores práticos utilizados para verificação em serviço do estado limite de deformações excessivas da estrutura. . 3. t0i = idade em que se aplicou cada parcela Pi. relacionados a seguir: a) aceitabilidade sensorial: o limite é caracterizado por vibrações indesejáveis ou efeito visual desagradável. A limitação da flecha para prevenir essas vibrações.996t )t 0.54 0.12 1.32 ξ(t) = 2 para t > 70 meses Tabela 3 – Valores do coeficiente ξ em função do tempo (NBR 6118/03).

Limites para deslocamentos (NBR 6118/03).UNESP(Bauru/SP) 1288 .30) Provocado por diferença de temperatura Provocado por diferença de temperatura Ocorrido após construção do forro Deslocamento ocorrido após construção do forro Paredes Efeitos em elementos não estruturais Forros Deslocamento H/400 provocado pelas ações decorrentes da frenação Se os deslocamentos forem relevantes para o elemento considerado. seus efeitos sobre as tensões ou sobre a estabilidade da estrutura devem ser considerados.0017 rad4) l/2503) ou 25 mm H/1700 ou Hi/8505) entre pavimentos6) l/4007) ou 15 mm Hi/500 l/350 l/175 Deslocamentos visíveis Total em elementos estruturais Vibrações sentidas no Devido a cargas Outro piso acidentais Superfícies que Coberturas e varandas devem drenar Total água Pavimentos que Ginásios e pistas de Total Efeitos boliche devem estruturais em permanecer Ocorrido após a serviço planos construção do piso Ocorrido após Elementos que nivelamento do suportam Laboratórios equipamento equipamentos sensíveis Alvenaria. incorporando-os ao modelo estrutural adotado. caixilhos e Após a construção da revestimentos parede Divisórias leves e caixilhos telescópicos Movimento lateral de edifícios Movimentos térmicos verticais Movimentos térmicos horizontais Revestimentos colados Revestimentos pendurados ou com juntas Pontes rolantes Efeitos em elementos estruturais Afastamento em relação às hipóteses de cálculo adotadas Desalinhamento de trilhos Ocorrido após a instalação da divisória Provocado pela ação do vento para combinação freqüente (ψ1=0. .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 26 Tabela 4 . Tipo de efeito Aceitabilidade sensorial Razão da limitação Visual Exemplo Deslocamento a considerar Deslocamento limite l/250 l/350 l/2501) l/350 + contraflecha2) l/600 De acordo com recomendação do fabricante do equipamento l/5003) ou 10 mm ou θ = 0.

” . 5) H é a altura total do edifício e Hi o desnível entre dois pavimentos vizinhos. limitando-se esse valor a duas vezes o vão menor. d) Deslocamentos excessivos podem ser parcialmente compensados por contraflechas. 7) O valor l refere-se à distância entre o pilar externo e o primeiro pilar interno. 42) onde: ai = flecha imediata. exceto em casos de verificação de paredes e divisórias. NOTAS: a) Todos os valores limites de deslocamentos supõem elementos de vão l suportados em ambas as extremidades por apoios que não se movem.3 a NBR 6118/03 trata das combinações de serviço.1 Laje Armada em Duas Direções Para as lajes armadas em duas direções a flecha imediata pode ser calculada com auxílio dos coeficientes constantes das Tabelas A-1 a A-4.5 Flecha Imediata 3. 3) O vão l deve ser tomado na direção na qual a parede ou a divisória se desenvolve. a atuação isolada da contraflecha não pode ocasionar um desvio do plano maior que l/350.UNESP(Bauru/SP) 1288 . Usa-se a equação: 4 α b p lx ai = (Eq. onde interessa a direção na qual a parede ou divisória se desenvolve. O limite também se aplica para o deslocamento vertical relativo das extremidades de lintéis conectados a duas paredes de contraventamento. b = largura unitária da laje. 2) Os deslocamentos podem ser parcialmente compensados pela especificação de contraflechas. para carregamentos uniformes e triangulares. classificadas em quase permanentes. o vão equivalente a ser considerado deve ser o dobro do comprimento do balanço. freqüentes e raras. os limites prescritos consideram que o valor l é o menor vão. de modo a não se ter acúmulo de água. quando Hi representa o comprimento do lintel.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 27 Tabela 4 . 41 torna-se: ai = 4 α p lx 12 EI (Eq. p = valor do carregamento na laje considerando a combinação quase permanente. 4) Rotação nos elementos que suportam paredes. Na combinação quase permanente as cargas “podem atuar durante grande parte do período de vida da estrutura e sua consideração pode ser necessária na verificação do estado limite de deformações excessivas. b) Para o caso de elementos de superfície.continuação As superfícies devem ser suficientemente inclinadas ou o deslocamento previsto compensado por contraflechas. c) O deslocamento total deve ser obtido a partir da combinação das ações características ponderadas pelos coeficientes definidos na seção 11. 1) 3.10. 6) Este limite aplica-se ao deslocamento lateral entre dois pavimentos consecutivos devido à atuação de ações horizontais.5. α = coeficiente tabelado em função de λ ou γ (ver Tabelas A-1 a A-4 anexas).10.8. 41) 1200 EI Considerando a largura b igual a 100 cm para as lajes a Eq. lx = menor vão. Entretanto. EI = rigidez da laje à flexão: No item 11. Quando se tratar de balanços. Não devem ser incluídos os deslocamentos devidos a deformações axiais nos pilares.

43) onde: Fgik = ações permanentes características. 2004. O valor da ação de serviço na combinação quase permanente é dado pela equação: Fd.4 da NBR 6118.3.” No item 17.85 . Fqjk = ações variáveis características.10. 3. As equações mostradas nas Figuras 17. de BASTOS. 5600 f ck b h3 = 396.ser = Σ Fgik + Σ ψ2j Fqjk (Eq. todas as ações variáveis são consideradas com seus valores quase permanentes ψ2 Fqk . já estudada. Ic (Eq.” .2. 2004.UNESP(Bauru/SP) 1288 .1 a norma fixa as hipóteses a serem consideradas na análise dos esforços resistentes de uma seção transversal. e os diagramas de domínios. em faixas suficientemente estreitas. Como os domínios de deformação são muito importantes no dimensionamento das seções.2 Laje Armada em Uma Direção (Eq. como já apresentados na apostila “Flexão Normal Simples – Vigas”. 44) A flecha total é obtida multiplicando a flecha imediata por 1 + αf : at = ai (1 + αf) 3. “o estado limite último é caracterizado quando a distribuição das deformações na seção transversal pertencer a um dos domínios. de BASTOS. conforme mostrada na Tabela 11. (Eq.2 a NBR 6118/03 especifica que “Na determinação dos esforços resistentes das seções de lajes submetidas a esforços normais e momentos fletores devem ser usados os mesmos princípios estabelecidos nos itens 17. 46) Assim como a armadura longitudinal. Se Ma > Mr Se Ma < Mr com: E cs I = 0. com a posição adequada para a linha neutra.2. o cálculo das flechas nas lajes armadas em uma direção se faz supondo viga com largura de um metro. A NBR 6118/03 (item 14. Segundo a NBR 6118/03. 18 e 19 fornecem o valor da flecha imediata.1 a 17. como indicada na Eq.3 trata da questão de garantir a necessária ductilidade.11 DIMENSIONAMENTO No item 19.5. ele está apresentado na Figura 26. O item 17. A flecha total é obtida multiplicando a flecha imediata por 1 + αf . ψ2j = fator de redução de combinação quase permanente para ELS (ver Tabela 11.7) estabelece duas hipóteses básicas para a análise das placas (lajes): a) manutenção da seção plana após a deformação. 45) → → EI = (EI)eq EI = Ecs .2. b) representação dos elementos por seu plano médio.2 da NBR 6118/03 ou Tabela 5 da apostila de “Fundamentos do Concreto Armado”. 46.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 28 Na combinação quase permanente de serviço.7 b h 3 f ck 12 (fck em MPa).2.

3. sem compressão.5.7. c) Domínio 2 – flexão simples ou composta sem ruptura à compressão do concreto (εc < 3.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 29 0 2‰ 3.3). onde se admite o comportamento elástico-linear para os materiais.2 da NBR 6118/03 informa que: “Quando for efetuada uma redistribuição. “Análise plástica” (item 14. d) Domínio 5 – compressão não uniforme.7.2 trata da análise estrutural segundo uma “Análise Linear”.3) e a posição da linha neutra é dada por: Reta b 2 3 . A análise linear com ou sem redistribuição “Aplica-se às estruturas de placas métodos baseados na teoria da elasticidade.4.1 e 14. As análises plástica e não-linear não serão aqui consideradas.5).5.5 ‰ d' x2lim Reta a B 3 7 h h d 1 C x3lim 4 4a 5 A 10 ‰ ε yd Alongamento 0 Encurtamento Figura 26 – Domínios de estado limite último de uma seção transversal. sem tração. com coeficiente de Poisson igual a 0. b) Domínio 1 – tração não uniforme. Para verificação do estado limite de deformação excessiva podem ser utilizados valores de rigidez do Estádio I.7. A análise das lajes pode ser feita segundo a “Análise linear com ou sem redistribuição” (item 14. e) Reta b – compressão uniforme.5.” O item 14.7. A ruptura por esmagamento do concreto comprimido pode ocorrer nos domínios: a) Domínio 3 – flexão simples ou composta com ruptura à compressão do concreto e com escoamento do aço (εs ≥ εyd). b) Domínio 4 – flexão simples (seção superarmada) ou composta com ruptura à compressão do concreto e aço tracionado sem escoamento (εs < εyd). A deformação plástica por alongamento excessivo pode ser alcançada nos seguintes domínios: a) Reta a – tração uniforme. c) Domínio 4a – flexão composta com armaduras comprimidas.3 e as condições específicas apresentadas em 14.2.3.5 ‰ e com o máximo alongamento permitido). considerando o módulo de elasticidade secante do concreto. a relação entre o coeficiente δ (conforme 14.4) ou “Análise não-linear” (item 14.UNESP(Bauru/SP) 1288 .7.5.6. O item 14. Devem ser atendidas as condições gerais expressas em 14.2 e 14.3.7.2. desde que os momentos fletores sejam menores que o de fissuração. Já o item 14. Os eventuais efeitos de fissuração e deformação lenta devem ser considerados de forma análoga aos procedimentos expostos na seção 17.3 trata da “Análise Linear com Redistribuição”.

em cm2/m.25 x/d para concretos com fck ≤ 35 MPa. assim pode-se calcular o coeficiente tabelado Kc: Kc = 100 d 2 Md (Eq.4. 3.1 Lajes sem Armadura para Força Cortante “As lajes podem prescindir de armadura transversal para resistir aos esforços de tração oriundos da força cortante.40 para concretos acima do C35. ainda. que são os seguintes: a) x/d ≤ 0. A norma faz distinção entre laje sem e com armadura transversal para o esforço cortante. O coeficiente de redistribuição deve. 49) Na Tabela A-18 Anexa encontra-se a área de aço em cm2/m correspondente ao diâmetro e o espaçamento de algumas barras facilmente encontradas no comércio. “Nas regiões de apoio das lajes devem ser garantidas boas condições de ductilidade” (item 19. A área de armadura.25 x/d para concretos com fck > 35 MPa. 47) Após calculados os momentos fletores máximos nas lajes.2).11.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 30 a) δ ≥ 0.6. b) δ ≥ 0. 3.11.50 para concretos até e inclusive o C35. dados na Eq. 52) . fazendo a largura bw igual a um metro (100 cm).75.2 + 40ρ1 ) + 0.56 + 1.11.44 + 1.3) para a posição da linha neutra das lajes. 48) Com a Tabela 1 do Anexo da apostila de “Flexão Normal Simples – Vigas (BASTOS.1 Flexão (Eq.4 da NBR 6118/03. Os limites para a posição da linha neutra. quando a tensão convencional de cisalhamento obedecer à expressão: VSd ≤ VRd1 onde VSd é a força cortante de cálculo e a força cortante máxima VRd1 é: VRd1 = τ Rd k (1. 50) (Eq.15 σ cp b w d (Eq.2 Esforço Cortante A força cortante em lajes e elementos lineares com bw ≥ 5d é verificada no item 19. o dimensionamento à flexão normal simples é feito de modo semelhante às vigas.2. b) x/d ≤ 0. obedecer ao limite δ ≥ 0.” 3. determinam-se o coeficiente Ks e o domínio. 43 devem ser verificados.UNESP(Bauru/SP) 1288 . A norma especifica os mesmos limites das vigas (item 14. 51) [ ] (Eq. é: As = Ks Md d (Eq. que podem ser escolhidas para a armadura da laje. 2004).

53) NSd = força longitudinal na seção devida à protensão ou carregamento (compressão positiva).25 fctd fctd = fctk.calc = área da armadura calculada. 59) bw = largura mínima da seção ao longo da altura útil d. mostrado nas Tabelas A-19 e A-20 anexas. calc A s. lb = comprimento de ancoragem básico. com d em metros. a Eq.para barras tracionadas com gancho. 55) (Eq. não maior que |0. mín (Eq.ef = área da armadura efetiva. 52 torna-se: VRd1 = [τ Rd k (1.mín ⎧0. 58) onde: α1 = 1.3 l b ⎪ ≥ ⎨10 φ ⎪100 mm ⎩ (Eq. nec = α1 l b A s. para os demais casos: k = |1. do l b.6 – d|. 54) (Eq. Não existindo a protensão ou força normal que cause a compressão. α1 = 0.nec além da seção considerada. As.inf / γc ρ1 = A s1 .7 . onde: τRd = tensão resistente de cálculo do concreto ao esforço cortante. com cobrimento no plano normal ao gancho ≥ 3 φ . 56) (Eq.2 + 40ρ1 )] b w d τRd = 0. não menor que |1|.02| bw d (Eq.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 31 onde: σ cp = N Sd Ac (Eq. ef ≥ l b.para barras sem gancho. As1 = área da armadura de tração que se estende até não menos que d + lb.UNESP(Bauru/SP) 1288 . . As. com lb.nec definido como: l b. 57) k = coeficiente que tem os seguintes valores: para elementos onde 50 % da armadura inferior não chega até o apoio: k = |1|.0 .

nec l b. “Os princípios básicos para o estabelecimento de armaduras máximas e mínimas são os dados no item 17. Como as lajes armadas nas duas direções têm outros mecanismos resistentes possíveis. a NBR 6118/03 recomenda que sejam seguidos os critérios apresentados no item 17.UNESP(Bauru/SP) 1288 . .11. os valores mínimos das armaduras positivas são reduzidos em relação aos dados para elementos estruturais lineares.2. nec d Vsd 45° l b.2 Lajes com Armadura para Força Cortante No caso de se projetar a laje com armadura transversal para a força cortante.2. que será estudado na disciplina Estruturas de Concreto II. nec 45° Asl Asl Figura 27 – Comprimento de ancoragem necessário para as armaduras nos apoios.1 Armaduras Longitudinais Máximas e Mínimas As armaduras longitudinais máximas e mínimas estão apresentadas no item 19. 60) Para melhorar o desempenho e a ductilidade à flexão e à punção.5. assim como controlar a fissuração. Os valores de ρmín encontram-se mostrados na Tabela 6. no próximo semestre.4.12.3. Essa armadura deve ser constituída preferencialmente por barras com alta aderência ou por telas soldadas. 3. são necessários valores mínimos de armadura passiva.3 da NBR 6118/03.1.” O valor máximo da armadura de flexão deve respeitar o seguinte limite: As + A’s = 4 % Ac (Eq.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 32 Asl 45° Seção considerada d Vsd lb. que trata do dimensionamento das vigas ao esforço cortante. 3.12 DETALHAMENTO DAS ARMADURAS 3.3. dados na Tabela 5.

035.2 Diâmetro Máximo Qualquer barra da armadura de flexão deve ter diâmetro no máximo igual a h/8.%) de armadura de flexão para seção retangular.Valores mínimos para armaduras passivas aderentes. pode-se adotar o valor recomendado para as barras de numa mesma camada horizontal das armaduras longitudinais das vigas: .9 cm2/m ρs ≥ 0.12.3 Espaçamento Máximo e Mínimo As barras da armadura principal de flexão devem apresentar espaçamento no máximo igual a 2h ou 20 cm. ρs ≥ ρmín ρs ≥ 0.4 e γs = 1. 3.UNESP(Bauru/SP) 1288 .67ρmín ρs ≥ ρmín ρs ≥ 20 % da armadura principal ρs ≥ 0.15. ρmín deve ser recalculado com base no valor de ωmín de 0.201 40 0.173 35 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 33 Tabela 5 . prevalecendo o menor desses dois valores na região dos maiores momentos fletores.230 45 0.150 30 0. A rigor.12.5 ρmín Tabela 6 . 3. Armadura Elementos estruturais sem armaduras ativas Armaduras negativas Armaduras positivas de lajes armadas nas duas direções Armadura positiva (principal) de lajes armadas em uma direção Armadura positiva (secundária) de lajes armadas em uma direção ρs = As/bwd Os valores de ρmín constam da Tabela 6. Caso esses fatores sejam diferentes. γc = 1.288 Nota: (1) Os valores de ρmín estabelecidos nesta tabela pressupõem o uso de aço CA-50.: “As armaduras devem ser dispostas de forma que se possa garantir o seu posicionamento durante a concretagem.” Nas lajes armadas em uma direção.150 25 0.Taxas mínimas (1) ( ρ mín . A emenda dessas barras deve respeitar os mesmos critérios de emenda das barras da armadura principal. A norma não especifica valores para o espaçamento mínimo. 61) ⎩20 cm Obs. ou seja: ⎧2h ≤⎨ (Eq. o espaçamento entre as barras da armadura secundária de flexão deve ser de no máximo 33 cm (três barras por metro). fck (MPa) 20 0.259 50 0.

25 multiplicado pelo maior dos menores vãos das lajes.12. No entanto. 3. . isto é: ⎧l x1 ⎪ (Eq. A norma também não especifica o diâmetro mínimo para a armadura negativa das lajes. normalmente considera-se que o diâmetro deva ser de no mínimo 6.2 d máx. 62) Deve-se considerar também que o espaçamento mínimo deve ser aquele que não dificulte a disposição e amarração das barras da armadura e o correto preenchimento do concreto na peça. o arranjo 3 tem a preferência porque as barras são idênticas.UNESP(Bauru/SP) 1288 . e os arranjos 2 e 3 são mais econômicos.25 ≥ ⎨ ⎪l ⎩ x2 Na Figura 28 estão mostrados três arranjos diferentes para as barras da armadura negativa. Por este motivo será adotado o critério recomendado na versão anterior da norma. De modo geral. Na prática. Barras de diâmetros maiores ficam menos sujeitas a entortamentos. a fim de evitar que a barra possa se deformar durante as atividades de execução da laje. A armadura deverá estender-se de acordo com o diagrama triangular de momentos fletores mostrado na Figura 28. variando-se apenas o ponto de início da barra.3 mm. além de levarem a espaçamentos maiores sobre as vigas. A base do triângulo é tomada como 0. conduz ao maior consumo de aço.agr ⎩ (Eq.mín ⎧2 cm ⎪ ≥ ⎨φ l ⎪1. porém. O arranjo de número 1 é o mais simples.4 Comprimento da Armadura Negativa nos Apoios com Continuidade de Lajes A NBR 6118/03 não especifica o comprimento das barras da armadura negativa. 63) 0. na prática adotam-se espaçamentos superiores a 7 ou 8 cm. Portanto. de modo geral. barras com diâmetros de 8 e 10 mm são mais indicadas.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 34 e h .

lganchos = comprimento dos ganchos nas extremidades da barra. 63. O comprimento de ancoragem básico (lb) pode ser calculado pela expressão: lb = φ f yd 4 f bd (Eq.25l x + l b ) + l ganchos onde: lx = menor lado conforme definido na Eq.25 lx 0. O comprimento de ancoragem deve ser considerado com gancho na extremidade da barra.5 (0. 64) Nas Tabelas A-19 e A-20 anexas encontram-se os comprimentos de ancoragem para os aços CA-50 e CA-60 e diversas classes de concreto. (Eq. O comprimento total para a barra negativa do arranjo 3 é dado por: c = 1. lb = comprimento de ancoragem básico (ver Tabelas A-19 e A-20).Extensão da armadura negativa nos apoios com continuidade entre lajes.UNESP(Bauru/SP) 1288 . 65) .25 l x As lb lb (1) (2) (3) Figura 28 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 35 lx1 ly2 ly1 L1 L2 lx 2 0.

85 lx lx Figura 29 .Comprimento mínimo das barras da armadura positiva entre uma borda apoiada e outra engastada.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 36 3. 0.75 lx 0.Comprimento mínimo das barras da armadura positiva entre duas bordas apoiadas. 30.85 ly ly ly lx Figura 30 . 0.85 ly 0.5 Comprimento da Armadura Positiva Na falta de uma indicação clara da norma para o comprimento da armadura positiva das lajes maciças apoiadas nas quatro bordas.12. .85 lx 0.UNESP(Bauru/SP) 1288 . e 31. os comprimentos mínimos necessários encontram-se indicados nas Figuras 29.

Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 37 ly 0. as seguintes condições: a) as dimensões da abertura devem corresponder no máximo a 1/10 do vão menor (lx) (ver Figura 10). Outros tipos de laje podem ser dispensadas dessa verificação.6 Furos em Lajes A NBR 6118/03 (item 13.2.UNESP(Bauru/SP) 1288 .” ly Furo lx ax ay 1 ≥ 4 ly 1 ≥ 4 lx a x < l x /10 a y < l x /10 Figura 32 .7 ly lx Figura 31 . .Comprimento mínimo das barras da armadura positiva entre duas bordas engastadas.5.7 lx 0. simultaneamente.Dimensões limites para aberturas de lajes com dispensa de verificação.2. devendo ser armadas em duas direções e verificadas.5 deve sempre ser realizada.2) prescreve que “Em lajes lisas ou lajes-cogumelo a verificação de resistência e deformação previstas em 13. na direção considerada. b) a distância entre a face de uma abertura e uma borda livre da laje deve ser igual ou maior que 1/4 do vão. e c) a distância entre faces de aberturas adjacentes deve ser maior que a metade do menor vão. 3.12.

≥ 0. b) Armadura construtiva entre laje e viga de apoio para diminuir as fissuras na ligação. descritos a seguir.2 l Armadura construtiva Ex.7 Armaduras Complementares Em LENHARD & MÖNNIG (1982) encontram-se alguns detalhes construtivos de armaduras de lajes.Detalhe da armadura para apoio externo. a) Lajes apoiadas em uma só direção.: Ø 6.Armadura Construtiva na ligação laje viga.UNESP(Bauru/SP) 1288 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 38 3.12.15 l ( l = vão ) Figura 33 . c) Apoio paralelo à direção do vão. ~ 0. não considerado estaticamente . Malha construtiva contra fissuras Comprim.3 c/ 20 ou Figura 34 .

realizando-se compatibilização dos momentos sobre os apoios de forma aproximada.Armadura de distribuição positiva.6. A s = A sx lx ≥ lx 4 ≥ lx 4 Figura 36 – Armadura negativa no apoio não considerado.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 39 Arm.7. Há muitos anos consolidou-se na prática um método de compatibilização onde o momento fletor negativo de duas lajes adjacentes é tomado como: .13 COMPATIBILIZAÇÃO DOS MOMENTOS FLETORES Ao se considerar as lajes de um pavimento isoladas umas das outras. as lajes vizinhas podem ser consideradas como isoladas. simplificadamente. conforme a Figura 37.UNESP(Bauru/SP) 1288 . Permite-se. distribuição ( corrida ) A sy = 0. 3. A norma permite (item 14. a adoção do maior valor de momento negativo ao invés de equilibrar os momentos de lajes diferentes sobre uma borda comum.2) que seja feita uma compatibilização dos momentos fletores negativos: “Quando houver predominância de cargas permanentes. os momentos fletores negativos numa borda comuns às duas lajes são geralmente diferentes (ver Figura 37).9 cm²/m Viga de apoio Figura 35 .” A compatibilização dos momentos positivos e negativos deve ser feita nas duas direções da laje.2 A sx ≥ 0.

As armaduras podem ser dispostas como mostrado na Figura 38. são desprezados. que causam tração no lado superior da laje na direção da diagonal.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 40 ⎧0.8 X1 ⎪ X ≥ ⎨ X1 + X 2 ⎪ 2 ⎩ (Eq. e positivos na direção perpendicular à diagonal.XB M3 + 2 Figura 37 . .8 X 3 X2 + X 3 2 M X1 . Os alívios que ocorrerem nos momentos fletores positivos não são considerados. e recebem a notação de Mxy. ou seja. nos cantos das lajes com bordas apoiadas surgem momentos fletores negativos.UNESP(Bauru/SP) 1288 . 66) M1 X1 X 2 M2 X2 X 3 M3 Momentos fletores não compatibilizados M1 X1 X2 M2 X2 X3 M3 M Momentos fletores compatibilizados ≥ XA { 0.8 X1 X1 + X 2 2 XB ≥ { 0. que causam tração no lado inferior da laje.14 MOMENTOS VOLVENTES Como apresentado no item 3. 3.2.XA M1 + 2 M2 X 3 . Para os momentos volventes devem ser dispostas armaduras convenientemente calculadas. Os momentos nos cantos são chamados momentos volventes ou momentos de torção.Compatibilização dos momentos fletores negativos e positivos.6.

positivas.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 41 Em cima e em baixo como alternativa 0. a fim de não sobrecarregar o desenho e causar confusões. pretende-se apresentar um roteiro prático para a organização e cálculo das lajes maciças de um edifício.UNESP(Bauru/SP) 1288 . as barras devem ser agrupadas. Para maior clareza.25 l x Embaixo Em cima Figura 38 . Tabela 8 .25 l x Ancorar com segurança 0.Resumos dos aços.15 TABELAS DAS ARMADURAS Todas as armaduras. Comprimento Quant. Na planta. total (m) Massa total (kg) TOTAL 3. (cm) Total (m) Nº O consumo de aço mostrado em cada prancha de desenho é resumido como mostrado na Tabela 8. as barras são numeradas da esquerda para a direita e de cima para baixo. construtivas. φ Unit. etc. .16 CÁLCULO PRÁTICO Neste item. No prancha das armaduras. conforme mostrado na Tabela 7: Tabela 7 . 3. as armaduras positivas e negativas devem ser desenhadas em plantas de fôrma diferentes.Armadura para os momentos volventes nos cantos. devem ser convenientemente desenhadas para a sua correta execução. Resumo CA-50 φ Massa (kg/m) Comprim.. negativas. em função do diâmetro das barras e da classe do aço.Especificação das barras.

Cálculo das flechas. total Variável Total 3.4 REAÇÕES NAS VIGAS Tabela 12 .16. forro Revest.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO DA ALTURA DA LAJE A Tabela 9 fornece a estimativa das espessuras das lajes para fins de cálculo do peso próprio.7 ly (m) l* (m) n d (cm) h (cm) 3. Laje h (cm) gpp Revest.UNESP(Bauru/SP) 1288 . .16. piso Paredes Perman. Laje Tipo λ h (cm) lx (cm) (kN/m2) (kN/m2) aq (cm) aq (cm) ag + q (cm) ag + q (cm) 3.16. Tabela 9 .Reações nas vigas (kN/m).16. Laje lx (m) ly (m) λ 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 42 3.Ações nas lajes (kN/m2).Estimativa de h.3 VERIFICAÇÃO DAS FLECHAS Tabela 11 . Laje Tipo lx (m) λ p (kN/m2) Vx V’x Vy V’y As reações das lajes sobre as vigas devem ser colocadas num desenho esquemático da planta de fôrma da estrutura.2 CÁLCULO DAS AÇÕES Tabela 10 .

Os resultados finais dos momentos devem ser plotados num outro desenho da planta de fôrma.17 LAJE MACIÇA RETANGULAR COM UMA BORDA LIVRE As lajes maciças retangulares com uma borda livre são particularmente importantes no projeto das escadas. Com os resultados dos momentos finais. Laje Tipo lx (m) λ p (kN/m2) Mx M’x My M’y Calculados os momentos.UNESP(Bauru/SP) 1288 .Esquema de plotagem dos momentos fletores. Em seguida.cm). marquises e outros casos. o próximo passo é detalhar as armaduras na planta de fôrma.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 43 3. Em seguida.16. A Figura 40 mostra as direções dos momentos principais (m1 e m2) atuantes em lajes retangulares apoiadas em três lados com uma borda livre. As armaduras calculadas (As) são plotadas junto aos momentos finais. mx mx mx my m'y m'y my my mx my m'y mx my L1 L2 L3 L4 m'x m'x m'x m'x L7 L5 mx my L6 mx my m'y m'y Figura 39 .Cálculo dos momentos fletores (kN.5 MOMENTOS FLETORES E DIMENSIONAMENTO Tabela 13 . estes devem ser plotados num desenho esquemático da planta de fôrma (Figura 39). 3. faz-se o dimensionamento das armaduras positivas e negativas. sob a ação de carga uniformemente distribuída. . faz-se a compatibilização dos momentos positivos e negativos.

portanto.momentos negativos no centro da borda engastada. 67) . são maiores que o momento no meio da borda livre (Mr). Na borda livre. Mr Xx e Xy . para alguns casos de vinculação..momento negativo no extremo da borda livre na direção x.5. No Anexo ao final da apostila encontram-se as Tabelas A-11. possibilitam o cálculo das flechas e dos momentos fletores com carga uniforme e carga triangular.5 . deve ser disposta uma armadura de canto suficiente e uma ancoragem segura contra a força que tende a levantar o canto. extraídas de ROCHA (1987) e de HAHN (1966). nas direções x e y respectivamente.). nas direções x e y respectivamente. os momentos volventes (Mxy) (também chamados momentos de torção). . a armadura inferior deve ter um espaçamento menor que no resto do vão. Lajes com ly/lx > 1. Os valores de P são os seguintes: a) carga uniforme na área: P = F lx ly (Eq. ly / lx = 2 As direções dos momentos principais dependem muito da relação ly/lx . Para relações entre lados ly/lx < 0. A-16 e A-17 para cálculo dos momentos fletores em lajes com uma borda livre. As Tabelas A-21 a A-26. . As equações a empregar estão indicadas nas Tabelas A-21 a A-26. A-12. na região y > lx.momento volvente nos cantos.5 Figura 40 . Nessas lajes. e a borda livre deve ser protegida com uma armadura em forma de estribo (conforme a Figura . como se pode verificar na Figura 40.momento positivo no centro da borda livre. A notação para os momentos fletores é a seguinte: Mx e My . que não abrangem todos os casos possíveis.UNESP(Bauru/SP) 1288 .Momentos principais nas lajes apoiadas em três lados com uma borda livre.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 44 lx x lx y ly ly / lx = 1 ly lx ly ly /lx = 0. podem ser consideradas como apoiadas em uma direção.momentos positivos no centro. na direção x. A Tabela A-27 possibilita o cálculo das reações de apoio somente para o caso de carregamento uniforme. Xr Mxy .

os vários tipos são classificados de A-21 a A-26. As fórmulas também estão indicadas. lx = vão paralelo à borda livre.1 Lajes com Três Bordas Apoiadas As Figuras 42 e 43 ilustram as armaduras a serem dispostas nessas lajes. 69) F = carga uniforme distribuída na área da laje (kN/m2) ou valor máximo da carga triangular. itens 2. A Figura 41 mostra a forma como se distribuem as reações. 3. 70) Nos cantos. Em ROCHA (1987). T = momento fletor na borda livre (kN. 68) (Eq. encontram-se os detalhamentos das armaduras das lajes com uma borda livre. ela estará suficientemente ancorada. serve para cálculo das reações de apoio para carga distribuída uniforme na área da laje.1. negativas. Como uma alternativa para .10. A reação negativa nos cantos vale: R = 2 Mxy (Eq.6 encontram-se exemplos resolvidos. que tendem a levantar os cantos A e B. notando-se a existência das reações concentradas R. As posições das reações estão indicadas nos esquemas das lajes.m). Em função das vinculações. R Vy 2Vy R Vy Vx Vx ly ~ 2Vx lx ~ 2Vx Figura 41 . em função do tipo de vinculação nos apoios. sendo p o valor da carga uniforme distribuída na área da laje. ou se houver pilares nos cantos A e B. Nos cantos da laje devem ser dimensionadas armaduras para o momento volvente Mxy . F1 = carga concentrada uniforme aplicada na borda livre (kN/m).5 e 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 45 b) carga concentrada uniforme na borda livre: P = F1 lx c) momento T uniforme na borda livre: P = T onde: (Eq.10.17. Se a laje estiver ligada a vigas.17. A Tabela A-27. deve haver garantia contra o seu levantamento.1 Detalhamento das Armaduras Em LEONHARDT & MÖNNIG (1982). 3.Reações da laje sobre três apoios. como comentado.UNESP(Bauru/SP) 1288 .

Em cima e em baixo como alternativa 0.25 l x Ancorar com segurança 0. lx A sx para M x ly 2 a A sx para M r ly M y máx >2h > Lb1 ly 2 0.Armadura de lajes retangulares com apoios simples em três lados para carga uniforme. ≥ [l 2h b h Figura 44 – Detalhe da armadura na borda livre.UNESP(Bauru/SP) 1288 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 46 simplificar a armadura de canto pode ser feita a simplificação indicada na Figura 42.Armadura para os momentos volventes nos cantos.25 l x Embaixo Em cima Figura 43 . . Nas bordas livres deve ser feito o detalhamento indicado na Figura 44.4 ly a Seção a-a 1 A sy 2 A sy para Mymax 1 A sy 2 Figura 42 .

Armadura mínima A sy mín b 0.25 lx Seção a-a lx A sx Não é usual Figura 45 .17. ambas as armaduras devem ser reforçadas.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 47 3.UNESP(Bauru/SP) 1288 .1. 1/2 f ey f ey para myerm 1/2 f ey Figura 46 . conforme mostrado na Figura 44.25 l y Seção b-b A sx para M x a A sx para M r a A sy b ≥ 0.Armadura superior de laje retangular apoiada em três lados engastados com carga uniforme.25 ly 1/2 l y f ex para mxere . As armaduras positivas ao longo do vão (Figura 45) e negativas das bordas engastadas (Figura 46) são dispostas de modo semelhante ao das lajes apoiadas em todo contorno.25 l x f x para mxerm 0. são pequenos os momentos volventes nos cantos.2 Lajes com Três Bordas Engastadas Nesse caso. A armadura de engastamento deve ser prolongada ao vão adjacente ou ser ancorada com segurança 0. Na borda livre.Armadura inferior de laje retangular apoiada em três lados engastados com carga uniforme.25 l x 0.

UNESP(Bauru/SP) 1288 . ly = 4.2 .ny = 19.5 m lx = 3.0 Da Tabela A-25.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 48 3.m = 293 kN.5 P 81. RESOLUÇÃO λ= ly lx = 4.0 m Figura 47 .5 3. l x .5 mx = 27. Dado: F = 6.0 kN Mr = P 81.cm m y 130 P 81.6 P 81.0 = = 3. 3.2 Exemplo Numérico de Aplicação Seja a laje da Figura 47.nx = 14.m = 62 kN. para a carga 1 (uniforme na área) tem-se os coeficientes: mr = 22.0 = = 2.93 kN.nr = 11.m = .1 .60 kN.5 = 1.0 kN/m2 (carga uniformemente distribuída na área).Dimensões e vinculações da laje.17. 4.3 Mx = My = Xr = − . Calcular os esforços solicitantes.23 kN.m = 360 kN.cm nr 11.0 .0 = = 0.62 kN.cm m r 22.cm m x 27.723 kN.5 = 81.0 .0 =− = −7.6 a) Cálculo dos momentos fletores P = F . l y = 6.2 my = 130 .

UNESP(Bauru/SP) 1288 . 0.0 =− = −5.5 m 293 lx = 3.1 P 81.0 Figura 49 .cm ny 19. 4.22 R y = pL y Vy = 6.0 5. tem-se o caso A-25 de vinculação.22 = 5.0 kN/m Vx2 = 0.m = . 3.74 kN.50 As reações são: R x1 = pL x Vx1 = 6.9 kN/m A Figura 49 apresenta as reações de apoio plotadas no desenho da laje.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 49 Xx = − P 81. b) Reações de apoio Conforme a Tabela A-27.0 m .0 . 0.0 . .Reações de apoio.20 kN.0 .420 62 . o momento volvente Mxy é pequeno nesta laje e não precisa ser considerado. 3.574 Figura 48 .28 Vy = 0.0 . 5. Os coeficientes tabelados são: Vx1 = 0.28 = 5.50 = 9.3 Xy = − Devido aos lados engastados.9 9.5 .574 kN.0 kN/m R x 2 = pL x Vx 2 = 6. 0.m = . ly = 4. A Figura 48 mostra os momentos fletores plotados na laje.723 360 .0 =− = −4.cm nx 14.Momentos fletores.420 kN.0 .

600 Escada 450 Banheiro 170 402 365 397 Quarto 417 567 Sala Estar/Jantar Suíte Hall 650 Cozinha 385 Sala Íntima 550 452 382 382 Área Serviço Banh.0 kN Rx2 = 5.UNESP(Bauru/SP) 1288 . . 3.0 kN Se o cálculo for feito conforme indica a NB1/78 (por áreas de influência).7 kN 3. 4. 282 282 140 400 150 417 Figura 50 – Planta arquitetônica do pavimento.0) .18 EXEMPLO DE CÁLCULO DAS LAJES MACIÇAS DO PAVIMENTO DE UMA CONSTRUÇÃO Na Figura 50 está mostrada a planta de arquitetura do apartamento de um pavimento.5 + 5.9 . Quarto Quarto Banh.7 kN ∼ 81. Na Figura 51 está mostrada a planta de fôrma da estrutura do mesmo pavimento.0 = 80. com disposição das paredes divisórias.0 + 9.2 kN Ry = 5.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 50 Verificação: Result = (5. O objetivo deste exemplo é ilustrar os cálculos que devem ser feitos para o dimensionamento das lajes maciças do pavimento. os valores são: Rx1 = 9.

com peso específico de 13 kN/m3.15 kN/m2 em toda a área útil do apartamento.15. γs = 1.0 kN/m2).0 cm. aços CA-50 e CA-60. laje L1 com acesso ao público (q = 2. parede de bloco cerâmico com espessura de 9 cm x 19 cm x 19 cm. coeficientes de segurança γc = γf = 1. espessura média do revestimento da face inferior das lajes com 2 cm. todas as vigas com largura de 20 cm.UNESP(Bauru/SP) 1288 . altura da parede de 2. Para o projeto das lajes maciças as seguintes informações devem ser consideradas: - - espessura média do contrapiso ou camada de regularização com 3 cm. demais lajes ver Tabela 2 da NBR 6120/80. Todas as paredes externas com espessura final de 23 cm e todas as paredes internas com espessura final de 13 cm. . e peso específico da argamassa de 21 kN/m3. e peso específico da argamassa de 19 kN/m3. classe I de agressividade ambiental.8 m.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 51 600 L1 170 400 L2 L3 600 180 200 620 670 L4 L5 L6 L7 500 800 300 500 270 400 L8 L9 L10 300 300 500 270 400 Figura 51 – Planta de fôrma simplificada da estrutura do pavimento. espessura mínima do cobrimento c = 2. considerado revestimento com piso cerâmico de 0. concreto C25.4 .

18. conforme a Eq. L1 L4 L2 tipo 3 n=2 L3 tipo 3 n=2 Laje armada em 1 direção n=2 L5 tipo 6 n=4 L6 tipo 6 n=4 L7 L8 tipo 5A n=3 tipo 5A n=3 L9 tipo 5B n=3 L10 tipo 3 n=2 Figura 52 – Vínculos das lajes nas vigas de borda. A laje L1.UNESP(Bauru/SP) 1288 . é preciso conhecer os vãos efetivos das lajes. o vão livre nas duas direções e a largura das vigas de apoio. Por outro lado. de 10 cm. os vãos efetivos (Eq. 10 = 3 cm l ef = l 0 + a1 + a 2 = l 0 + 6 cm Os vãos efetivos de todas as lajes estão mostrados na Tabela 14. 18. Para resolver o problema será adotada uma altura comum a todas as lajes. em balanço. Considerando que a largura das vigas de apoio é de 20 cm. ou seja.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 52 3. as lajes podem ser consideradas contínuas umas com as outras.3 h = 0. No caso do pavimento deste exemplo todas as lajes encontram-se ligadas às vigas nas sua borda superior e nenhuma das lajes está rebaixada. 3 e 4) nas duas direções das lajes serão os vãos livres acrescidos dos valores: ⎧t / 2 = 20 / 2 = 10 cm a1 = a 2 ≤ ⎨ 1 ⎩0. Os vínculos nas bordas e o tipo de laje para as dez lajes do pavimento estão mostrados na Figura 52.1 Vãos Efetivos e Vinculação nas Bordas Para cálculo dos vãos efetivos é necessário conhecer a altura das lajes. para estimativa da altura das lajes. Admite-se dois tipos de vínculos das lajes nas bordas: apoio simples ou engaste perfeito. bem como a relação λ entre os lados e o tipo de laje. está engastada na laje L2.3 . .

26 5A 486 1.75 550 2.26 340 3. A Tabela 15 facilita os cálculos a serem feitos. sem o hall de entrada. ly 0.5 6. Por se tratar de laje em balanço (calculada como viga). pois isso é possível devido à continuidade existente entre as duas lajes.70 2 Laje L2 L3 L4 L5 L6 L7 L8 L9 L10 lx (cm) 586 586 286 486 256 386 286 256 286 d (cm) 9. a laje L1 não tem a altura estimada pela Eq.UNESP(Bauru/SP) 1288 . Para o carregamento total nas lajes devem ser consideradas todas as ações possíveis.12 200 2.24 2 656 1.70 340 2.5 cm.6 6. Assim pode ser feito porque o hall tem uma área muito pequena se comparada ao restante da laje. O valor foi arredondado para o inteiro mais próximo.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 53 Laje L1 L2 L3 L4 L5 L6 L7 L8 L9 L10 lx (cm) 163 586 586 286 486 256 386 286 256 286 Tabela 14 – Vãos efetivos das lajes.56 4 486 1.68 Laje armada em uma direção 606 1. como: peso próprio.12 5B 386 1.18.0 + 1.35 270 2. ly Tipo Observação λ (cm) 600 3.0/2 = d + 2.12 3 786 2.59 2 786 2. . a laje L1 deve obrigatoriamente estar engastada na laje L2.75 Laje armada em uma direção 486 1.70 5A 286 1. 18 [ d ≅ (2. 18.1 n ) l * ]. ações variáveis e todas aquelas existentes.8 10.86 2 486 1.3 4.00 3 386 1.03 3 656 1.7 ly l* n λ (cm) (cm) (m) 606 1.2 h (cm) 12 13 9 10 8 10 9 7 9 NOTAS: a) a laje L2 foi simplificada e considerada com forma retangular.00 340 3. revestimento do lado inferior da laje. como mostrado na Figura 52.1 5. de modo que o número de bordas engastadas (n) é 2. contrapiso.4 6. 3.40 4 486 1.18.3 Cálculo das Ações Atuantes O cálculo das ações atuantes nas lajes fica facilitado com o auxílio da Tabela 16.2 Pré-Dimensionamento da Altura das Lajes A estimativa da altura das lajes pode ser feita com a Eq. a sua altura será adotada igual a 10 cm. c) as alturas das lajes foram calculadas fazendo: h = d + c + φl /2 = d + 2.35 3 3. ao contrário.4 7. Tabela 15 – Pré-dimensionamento da altura das lajes. Para laje de piso a altura mínima é de 7 cm.03 424 4. b) a laje L2 não pode ser considerada engastada na laje em balanço L1. No lado adjacente ao da escada não ocorre continuidade da laje com a escada.00 6 486 1. paredes.86 3 286 1.90 340 2.6 7.5 − 0.90 6 486 1.12 459 4.40 3 486 1.

forro 0.78 0. 600 L1 170 Escada L2 567 L3 600 400 180 200 620 670 L4 L5 L6 L7 500 800 L8 L9 L10 300 500 270 400 Figura 53 – Paredes sobrepostas na planta de fôrma da estrutura.87 6.38 0.5 1.21 0.91 Observações: (1) piso mais contrapiso.38 0.75 2. o que auxilia na visualização e no cálculo da carga das paredes sobre as lajes.5 kN/m2 e 2.50 2.2. conforme item 2.38 0. com ações variáveis de 1.50 2.25 2.38 0.38 0.78 0.78 0.97 0.5 1.16 4. Laje h (cm) L1(3) L2 L3 L4 L5 L6 L7 L8 L9 L10 12 12 13 9 10 8 10 9 7 9 gpp 3.0 1.67 1.5 1.16 5.5 2.0(2) 2.25 2.38 0.41 Variável 2.Ações nas lajes (kN/m2).11 4.08 3.58 0.78 0.58 5.5 1.78 Paredes 0.06 5.78 0.38 0.5 Total 6.90 6.78 0.1.0 kN/m na extremidade da laje.25 Revest.06 6.61 3.40 4.24 6.38 6.97 3. (2) a laje L4 compõe a cozinha e a área de serviço. respectivamente.78 0. total 4. Piso(1) 0.38 0.5 1.5 1.63 4. uma com carga de parede e outra sem carga de parede.0 kN/m2 para toda a área da laje.41 7.0 kN/m2.5 da NBR 6120/80.37 5.78 0.78 0. A Figura 53 mostra a planta arquitetônica sobreposta à planta de fôrma da estrutura. (4) a laje L4 foi dividida em duas regiões.38 0.00 3.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 54 Tabela 16 .38 Revest.13 5.65 1.74 1. Como uma simplificação a favor da segurança foi adotado o valor de 2. (3) na laje em balanço L1 deve ser suposta uma carga uniformemente distribuída vertical de 2.25 1. .74 4.UNESP(Bauru/SP) 1288 .70 - Perman.00 3.88 8.41 5.00 2.0(2) 1.

86 13 .86 13 . 0.13 . 5. 0. 0. 3.97 kN/m2 3.86 .97 kN/m2 2. 2.18. 2. 4.15 = 1.80 . 2. 2.56 .67 kN/m2 6.86 3 (13 . 4. 2. 0. 0.13 .06 .86 c) Região da parede da Laje L4 g par = d) Laje L5 g par = e) Laje L6 g par = f) Laje L7 g par = g) Laje L8 g par = 13 .86 = 0. 0.13 . 2.56 .80 .70 kN/m2 2.45 = 0.86 h) Laje L9 g par = 13 .80 . para as lajes armadas em duas direções. 5.86 .90 = 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 55 A seguir são descritos os cálculos efetuados para determinar as cargas das paredes sobre as lajes.80 .80 .86 13 . 1.13 . 0. 4.13 .4 Reações de Apoio nas Vigas de Borda As reações de apoio das lajes armadas em duas direções nas vigas de borda estão calculadas e mostradas na Tabela 17. . 2.86 3. O cálculo das reações foi feito com aplicação da Eq. 2.90) = 1. 0. a) Laje L2 g par = b) Laje L3 g par = 13 . 5. 2. 4.80 .74 kN/m2 4.86 = 0. 8.86 .UNESP(Bauru/SP) 1288 . 4.86 13 .56 . 2.13 .13 .70 = 1.80 .80 .13 . 2.58 kN/m2 2.65 kN/m2 2 2 . 0. 5.72 = 3.21 kN/m2 6. 25.

conforme mostrado na Tabela 16.69 6. .UNESP(Bauru/SP) 1288 . Considerando o carregamento total nas regiões I e II da laje.17 2. A carga vertical total distribuída na área da laje é de 6.91 νx 2.12 1.24 6.17 3.88 8.36 2.86 2.57 3.60 Vy 7.11 4.17 1.99 νy 2.90 12.17 Vx 7.86 4.87 6.00 Vk (KN) 11.56 2.46 2.86 5.38 5.50 5.33 5.17 2.13 3.66 5.72 2.50 2.86 No caso das lajes armadas em uma direção (L1 e L4). 56 e 57.50 3.00 1.35 p (kN/m2) 5. conforme indicado na Tabela 16. como mostrado na Figura 54.46 8.90 1.22 8.19 4.10 5.56 3.21 3.73 ν’x 3.37 3.42 13.27 2. as reações de apoio devem ser calculadas supondo as lajes com vigas segundo a direção do vão principal. nas regiões I e II.1.71 2.68 3. A laje L4 deve ser dividida em duas regiões. carregamento e esforços solicitantes característicos na laje L1.83 V’x 11. O posicionamento e o comprimento da parede está indicado na Figura 55.32 3. 2 KN/m L1 163 600 6. uma sem carga de parede e outra com carga de parede.17 2. As reações de apoio nas lajes LI e L4 estão mostradas na Figura 54.26 1.04 4.05 V’y 10. Laje Tipo L2 3 L3 3 L5 6 L6 6 L7 5A L8 5A L9 5B L10 3 lx (m) λ 1.16 kN/m2. Observa-se que o trecho correspondente à porta não foi considerado com carga.86 2.03 1.44 - Mk (KN.Reações de apoio nas vigas de borda das lajes armadas em duas direções (kN/m).16 KN/m 2 KN 163 12.m) Figura 54 – Esquema estático.13 2.2.98 3.99 7. conforme a NBR 6120/80 (item 2. os esforços solicitantes na laje L4.86 2.50 3.81 9. A laje L1 está em balanço e em sua extremidade livre deve ser considerada uma carga linear vertical de 2 kN/m.13 5.34 8.38 3.41 6.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 56 Tabela 17 .70 1.17 ν’y 3. estão indicados nas Figuras 56 e 57.04 2.88 7.12 1.5).50 3.55 3.58 6.45 5.17 3.9 6.

UNESP(Bauru/SP) 1288 - Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto

57

A região II tem a largura determinada como:
l=

2 2 l x = 2,86 = 1,91 m 3 3

(I )
3,10 4,06

(II)
7,86 m 1,91

(I )
3,80 2,85

2,86 m

Figura 55 – Divisão da laje L4 em regiões com carga de parede e sem carga de parede.

5,41 KN/m

2,86 m

5,80 9,67 Vk (KN)

3,11

-

5,53 M k (KN.m)

+

Figura 56 – Esquema estático, carregamento e esforços solicitantes na região I da laje L4.

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58

7,15 KN/m

2,86 m

7,67

12,78 Vk (KN)

4,11

-

7,31 M k (KN.m)

+

Figura 57 – Esquema estático, carregamento e esforços solicitantes na região II da laje L4.

As reações de apoio das lajes do pavimento devem ser indicadas num desenho esquemático da planta de fôrma da estrutura, como mostrado na Figura 58.

L1 12,04 L2 7,46 x 10,90 12,22 x 8,37 7,81 L3 9,10

11,42 L4 3,10 5,80 9,67 L5 8,38 L6 3,99

13,34 L7 7,50

8,38 12,78 1,91 7,67

8,38 5,88 x 8,38

5,88 7,41 x 7,50 L10 4,45 5,60 x 3,83

5,04

3,99 L9 5,19 x 5,33 6,66 6,66 3,55

L8 5,80 2,85 9,67 5,33

6,69 x 4,57

3,05

Figura 58 – Reações de apoio (kN/m) das lajes nas vigas de borda.

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59

3.18.5 Momentos Fletores e Dimensionamento das Armaduras Longitudinais de Flexão

Os momentos fletores solicitantes nas lajes armadas em duas direções podem ser facilmente calculadas com auxílio de uma planilha eletrônica. No caso das lajes armadas em uma direção, como as lajes L1 e L4, os cálculos devem ser feitos separadamente, em função do esquema estático e do carregamento nessas lajes, como indicados nas Figura 55, 56 e 57. Os momentos fletores das lajes armadas em duas direções foram calculados conforme a Eq. 23, e encontram-se mostrados na Tabela 18.
Tabela 18 - Momentos fletores solicitantes nas lajes armadas em duas direções (kN.m).

Laje Tipo L2 3 L3 3 L5 6 L6 6 L7 5A L8 5A L9 5B L10 3

lx (m)

λ 1,03 1,12 1,00 1,90 1,26 1,70 1,12 1,35

p (kN/m2) 5,87 6,58 6,9 6,24 6,13 5,88 8,11 4,91

µx 2,94 3,19 2,02 3,99 3,23 4,84 2,87 4,24

µ’x 7,43 7,87 5,15 8,24 8,81 10,34 6,76 9,65

µy 2,68 2,67 2,02 1,01 2,64 2,22 1,91 2,45

µ’y 7,18 7,36 5,15 5,72 7,36 8,10 5,65 7,88

Mx 5,93 7,21 3,29 1,63 2,95 2,33 1,53 1,70

M’x 14,98 17,78 8,39 3,37 8,05 4,97 3,59 3,88

My 5,40 6,03 3,29 0,41 2,41 1,07 1,02 0,98

M’y 14,47 16,63 8,39 2,34 6,72 3,90 3,00 3,16

5,86 5,86 4,86 2,56 3,86 2,86 2,56 2,86

Os momentos fletores solicitantes característicos e não compatibilizados estão plotados na Figura 59, conforme os valores contidos na Tabela 18. Na Figura 60 estão plotados os momentos fletores compatibilizados. A compatibilização dos momentos fletores foi feita conforme a regra estabelecida no item 3.13. A verificação do coeficiente ϕ de redução dos momentos fletores nos apoios, apresentada na Eq. 47, não foi considerada. A Figura 59 mostra que a laje L2 não deve ser considerada engastada na laje L1 em balanço. A plotagem dos momentos fletores nas lajes deve ser feita com muito cuidado, para evitar erros no posicionamento das armaduras.

cm/m) solicitantes característicos não compatibilizados.91 411 785 163 267 538 671 L8 L9 233 375 115 119 2.85 553 352 164 338 98 Figura 60 .Momentos fletores (kN.85 311 553 390 234 L9 300 390 359 233 102 170 107 153 x 98 Figura 59 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 60 L1 1144 L2 x - L3 x 593 x 1447 540 1663 721 1778 234 L7 603 1498 L4 3.50 L6 x 329 329 839 337 41 337 805 241 295 x 1.cm/m) solicitantes característicos compatibilizados. . L1 1144 L2 L3 743 1555 899 1422 L7 L6 540 657 1198 L4 3.91 411 731 839 163 x 672 L10 359 316 388 x 839 497 x L8 2.Momentos fletores (kN.UNESP(Bauru/SP) 1288 .10 311 696 L5 1422 413 41 484 672 644 308 L10 170 376 1.10 311 L5 553 839 839 1778 7.

No cálculo das armaduras das lajes foram utilizados os seguintes valores para a altura útil d: - d = h – 2.cm. para classe de agressividade II e ∆c de 5 mm.67.0 cm para os momentos fletores negativos. o que significa que faltaria um pouco de armadura para a laje com altura d menor. Quando as alturas das lajes são diferentes. Outro critério seria adotar a média entre os valores de d.15 % bw d Fazendo bw = 100 cm a armadura mínima resulta: As.025 As = Ks Md 2177 = 0.0 cm e para as armaduras negativas o cobrimento foi de 1. com exceção da laje L1. conforme os valores constantes na Tabela 2.67 . As armaduras negativas.5 cm para os momentos fletores positivos. são comuns a duas lajes.15 d = 0. Por exemplo. Para as armaduras positivas foi considerado o cobrimento de 2.025 = 5. ou seja. a armadura mínima positiva deve ser multiplicada pelo fator 0. entre as lajes L2 (d = 10 cm) e L3 (d = 11 cm) existe o momento fletor compatibilizado de cálculo de 2. d = h – 2. determinadas segundo as equações acima. 0. devem atender a flexão em duas lajes adjacentes.177 kN. as armaduras mínimas negativas e positivas das lajes armadas em uma direção devem ser: ρs ≥ ρmín Para o concreto C25 a taxa de armadura mínima (Tabela 6) é: ρ mín = As = 0.UNESP(Bauru/SP) 1288 . tal que: As.44 cm2/m 10 d .mín = 0.6 Md 2177 ⇒ Ks = 0.5 cm. o que significa que a armadura fica maior e a favor da segurança para a laje com o maior d. Neste caso. 10 2 = = 4.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 61 Na Figura 61 estão plotados os momentos fletores de cálculo compatibilizados e as áreas de armadura calculadas para esses momentos fletores. De acordo com a Tabela 5.mín = 0. o critério mais comumente utilizado na prática é considerar o menor d entre os dois existentes.10 d (cm2/m) As áreas de armadura mostradas na Figura 61 levam em conta as armaduras mínimas. e considerando d = 10 cm (o menor) resulta a seguinte área de armadura: Kc = b w d 2 100 . resultam alturas úteis d também diferentes.15 d (cm2/m) Para as lajes armadas em duas direções.

18 e 19.12 493 1. 473 431 1. Já nas lajes armadas em uma direção (L1 e L4) as flechas foram calculadas com as equações contidas nas Figuras 17.92 57 0.cm/m) de cálculo compatibilizados e áreas de armaduras (cm2/m).7.99 1099 575 2.10 d = 7 . 3. As flechas nas lajes armadas em duas direções foram calculadas com auxílio do coeficiente α. L1 ( h = 10 cm) 1602 L2 ( h = 12 cm) d = 8 .2.5.93 678 2.3. As variáveis contidas na Tabela 19 indicam: g = carregamento permanente total na laje.18.85 525 2. conforme a Tabela 5 da apostila de Fundamentos do Concreto Armado.10 d = 8 .5.58 939 d=5 326 1.6 Verificação das Flechas Na Tabela 19 encontram-se os valores calculados para as flechas totais nas lajes.82 1.63 920 2.91 d = 7 .23 Figura 61 . ψ2 = fator de redução de combinação quase permanente para o estado limite de serviço.63 661 161 0.61 974 3.37 238 0.48 578 1.27 L10 ( h = 9 cm) d = 5 .80 d = 7 . 42.38 526 1. q = ação variável (carga acidental).20 374 L9 ( h = 7 cm) 167 0. encontrado nas Tabelas A-1 a A-4.88 137 0.59 230 1.3.2. e por meio da Eq.68 1677 d=7 L4 ( h = 9 cm) 1677 L5 ( h = 10 cm) d=6 1991 L7 ( h = 10 cm) L6 ( h = 8 cm) 3.Momentos fletores (kN.4.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 62 As áreas das armaduras negativas e positivas de todas as lajes estão indicadas na Figura 61.89 L8 ( h = 9 cm) d = 7 .51 2.85 902 753 .76 1040 2.24 d = 7 .68 435 1.91 1259 2.01 L3 ( h = 13 cm) 2177 5.2.6.35 d = 5 . supondo as lajes como vigas.1. considerando o carregamento permanente acrescido do carregamento variável corrigido pelo fator de redução para combinação quase permanente. p = g + ψ2 q = carregamento total na laje.17 941 3.UNESP(Bauru/SP) 1288 . adotado igual a 0.47 d = 8 .3.3 ou 0.44 (d = 10 cm) 756 1.88 1991 d = 6 .24 228 0.

18.83 9 519 233 L9 5B 256 1. com λ = 1. como a resistência média à tração direta (fct.00 4. 12 3 = = 14.m = 0.5 0.03.2565 kN/cm2 Momento de inércia da laje considerando seção homogênea não fissurada (Eq.35 3. at = flecha total na laje. a flecha nas lajes L1.05 0. o seu menor vão lx é de 586 cm.87 0.60 5.45 7.80 4.UNESP(Bauru/SP) 1288 .1 Flecha na Laje L2 A laje L2.Cálculo das flechas. A distância yt entre o centro de gravidade da seção e a fibra mais tracionada é igual a h/2.41 1. A fim de facilitar o entendimento dos cálculos feitos com auxílio de uma planilha eletrônica e mostrados na Tabela 19. 26: Mr = α f ct I c yt A resistência do concreto à tração direta (fct) pode ser calculada em função da resistência característica do concreto à compressão.5 0.06 7 314 164 L10 3 286 1.14 0.6.3 3 f ck 2 = 0.m – Eq.63 1.74 1.38 0.53 13 1083 899 L4 .37 0.5 (kN/m2).86 0. ai = flecha imediata.49 2. pode ser calculado com a Eq. 27): f ct = f ct .12 0.5 para seções retangulares.163 0.90 3.cm2) (cm) (cm) 12244853 34272000 43573833 14458500 19833333 10154667 19833333 14458500 6802833 14458500 0. que é aquele correspondente ao surgimento da primeira fissura na laje.37 1.26 4.45 5. Tabela 19 .20 0.32 0.03 4. 30): Ic = b h 3 100 .96 1.00 5.286 5.90 4. A altura da laje é de 12 cm.06 2.45 4. α = coeficiente tabelado encontrado nas Tabelas A-1 a A-4. é uma laje armada em duas direções. O momento fletor de fissuração. p= g h Mr q Ma ψ2 q g+ Laje Tipo lx λ (kN/m2) (kN/m2) (kN/m2) (cm) (kNcm) (kNcm) (cm) ψ2 q 4.400 cm4 12 12 O fator α deve ser adotado igual a 1.45 5.70 4.33 0.19 8 410 163 L7 5A 386 1.85 10 641 484 L6 6 256 1.45 5.99 ai EI at (kN. EI = rigidez à flexão da laje.06 0.5 0.5 0.47 0. L2 e L4 estão demonstrados na seqüência.82 12 923 743 L3 3 586 1.0 L1 .38 1.3 3 25 2 = 2.12 5.5 0. Ma = momento fletor na laje com carregamento correspondente à combinação rara.4 1. considerando a deformação lenta no concreto.20 0.14 0.45 3.66 9 519 411 L5 6 486 1.86 9 519 170 α 2.61 1. o carregamento total permanente (g) é de 4.45 5.5 0.83 0.36 0.45 4.14 3. O momento fletor de fissuração fica: .565 MPa = 0.37 kN/m2.16 2.12 6.5 0.72 2.59 2.0 0.08 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 63 Mr = momento fletor de fissuração da laje.09 0.5 0.96 10 641 818 L2 3 586 1. a ação variável (carga acidental) é de 1.08 10 641 376 L8 5A 286 1.18 0.08 1.08 3.

272. Portanto.cm é menor que o momento fletor de fissuração.87 kN/m2.3 .cm. 46: at = ai (1 + αf) O fator αf é dado pela Eq.72 para laje do tipo 3 e carregamento uniformemente distribuído na área da laje. dada pela Eq. 123 = 34. o que significa que a laje L2 não estará fissurada quando submetida ao carregamento total de 5. Fd. correspondente à combinação rara. 0.5 = 4. mostrado na Tabela 16. a laje estará no estádio I em serviço. que é a carga acidental de 1. conforme a Tabela 5 da apostila de Fundamentos do Concreto Armado. Para esse carregamento os momentos fletores positivos na área central da laje resultaram os valores de 593 e 540 kN.000 kN. de 743 kN. mostrado na Figura 60. pode ser adotado igual a 0. A flecha imediata na laje armada em duas direções pode ser calculada pela Eq.4 kN.37 + 0.87 kN/m2. que leva em conta a deformação lenta do concreto da laje.3 (locais em que não há predominância de pesos de equipamentos que permanecem fixos por longos períodos de tempo. 586 4 = 0. 28: Fd. 42: 4 α p lx ai = 12 EI Com a Tabela A-1 Anexa determina-se o fator α = 2. 5600 25 1 100 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 64 Mr = 1.72 0.4 kN.cm2 10 12 Para o carregamento p deve ser adotada a combinação quase permanente. O módulo de elasticidade multiplicado pelo momento de inércia fornece a rigidez à flexão da laje: EI = 0. nem de elevadas concentrações de pessoas (edifícios residenciais).2565 . 35 como: αf = ∆ξ 1 + 50ρ′ .38 cm 12 34272000 A flecha total.cm 6 Agora é necessário calcular o momento fletor atuante na laje. 14400 = 923.85 .cm.ser coincide com o carregamento total na laje.cm. Mr = 923. 1.5 . O fator de redução de carga ψ2 para combinação quase permanente. 43. para Ma deve-se considerar o maior momento fletor compatibilizado.ser = Σ Fgik + Fq1k + Σ ψ1j Fqjk A laje L2 tem apenas uma ação variável importante que deve ser considerada. Observa-se que Ma = 743 kN.5 kN/m2.82 kN/m2 A flecha imediata na laje será: ai = 2.ser = Σ Fgik + Σ ψ2j Fqjk = 4. como comumente ocorre com as lajes maciças dimensionadas segundo a Teoria das Placas. isto é. de 5. de modo que Fd. é dada pela Eq.000482 . A combinação rara de serviço é avaliada pela Eq. não compatibilizados conforme mostrados na Figura 59.UNESP(Bauru/SP) 1288 .

2 Flecha na Laje L1 A laje L1 é uma laje em balanço. deve-se evitar a ocorrência de flechas exageradas. O momento fletor de fissuração. 0. o que significa que a laje L2 poderia ter uma altura um pouco menor.0 kN/m2. a ação variável (carga acidental) é de 2.88 cm Para a flecha máxima permitida na laje L2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 65 onde ρ’ é igual a zero porque na laje em questão não existe armadura comprimida A’s . e deve ser calculada como uma viga em balanço. 3.32 A flecha total na laje será: at = 0. pode ser calculado com a Eq.38 (1 + 1.88 cm.5 . Porém. que é aquele correspondente ao surgimento da primeira fissura na laje. Para esse carregamento o momento fletor no engastamento da laje resulta o valor de: .00 − 0. pode-se considerar a “Aceitabilidade sensorial” – deslocamentos visíveis em elementos estruturais. A altura da laje é de 10 cm. 26: Mr = α f ct I c yt O fator α deve ser adotado igual a 1. é muito menor que a flecha máxima permitida.5 para seções retangulares. engastada na laje L2. A combinação rara de serviço é avaliada pela Eq. de modo que Fd. correspondente à combinação rara. 37: ∆ξ = ξ( t ) − ξ( t 0 ) ξ(t) será adotado igual a 2 para o tempo t superior a 70 meses (Eq. que é a carga acidental de 2.16 kN/m2. o carregamento total permanente (g) é de 4.6. de 0. A carga de 2. na Tabela 3 encontra-se: ξ(t0) = 0.ser = Σ Fgik + Fq1k + Σ ψ1j Fqjk A laje L1 tem apenas uma ação variável importante que deve ser considerada.16 kN/m2. portanto. determinar ∆ξ.cm Agora é necessário calcular o momento fletor atuante na laje. onde o valor limite é l/250 = 586/250 = 2. mostrado na Tabela 16. 5 100 . o seu vão lx é de 163 cm.68.68 = 1. que é dado pela Eq. visando impedir o surgimento de vibrações indesejáveis nas lajes. A flecha resultante. O momento fletor de fissuração fica: Mr = 1. como 10 ou 11 cm.UNESP(Bauru/SP) 1288 .0 (kN/m2).18.2565 . Assumindo que a carga de longa duração atuará na laje a partir de um mês após executada (valor conservador neste caso). conforme a Tabela 4.0 kN/m na extremidade da laje não precisa ser considerada na verificação da flecha.32) = 0.34 cm. 28: Fd. 103 12 = 641 kN. Resulta para ∆ξ o valor: ∆ξ = 2. 39). Basta. A distância yt entre o centro de gravidade da seção e a fibra mais tracionada é igual a h/2. de 6.ser coincide com o carregamento total na laje.

Mr = 641 kN.cm é maior que o momento fletor de fissuração. 32: E cs = 0.333 cm4 Ic = 12 A razão modular entre os módulos dos materiais.25 .47 cm O momento de inércia da seção fissurada de concreto no estádio II. conforme a Eq. o que significa que a laje L1 estará fissurada quando submetida ao carregamento total de 6.632 = 8.47 ⎜ ⎟ + 8. 8 . 8.25 (8 − 2.188 cm 12 ⎝ 2 ⎠ . deve ser considerada a rigidez equivalente. 2. Portanto. 1. conforme a Eq. o que atende com folga à área de armadura calculada.18 kN.47 ) = 2. 103 = 8. 33 calcula-se a posição da linha neutra no estádio II (xII). de acordo com a Eq.47 3 ⎛ 2. 8.800 MPa = 2. na seção de engaste a laje em serviço estará no estádio II.25 . isto é. 5600 25 = 23. considerando a altura útil d de 8 cm e a área de armadura negativa da laje (composta por φ 8 mm c/ 8 cm = 6. 6.01 cm2/m. de 5.m 2 Observa-se que Ma = 818 kN. 29: ⎧ ⎪⎛ E cs ⎪⎜ Mr ⎨ ⎪⎜ M a ⎝ ⎪ ⎩ (EI) eq = 3 ⎞ ⎟ I + ⎟ c ⎠ ⎡ ⎛M ⎢1 − ⎜ r ⎢ ⎜ Ma ⎣ ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 3⎤ ⎥ ⎥ ⎦ ⎫ ⎪ III ⎪ ⎬ ⎪ ⎪ ⎭ ≤ E cs I c Para cálculo de (EI)eq devem ser calculados vários valores.85 . 30): 100 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 66 M = Ma = 6.82 E cs 2380 Com a Eq.82 . 31 é: αe = Es 21000 = = 8. entre eles o módulo de elasticidade secante.82 =0 x II − 100 100 x II 2 + ⇒ xII = 2.47 ⎞ 2 4 + 100 .25 cm2). 2. dado pela Eq. 6.cm.: x II 2 + 2 As αe 2 As d αe x II − =0 b b 2 .82 2 . 44. 34 é: I II = b x II 3 ⎛x ⎞ + b x II ⎜ II ⎟ + α e A s (d − x II )2 12 ⎝ 2 ⎠ 2 2 I II = 100 . dada pela Eq.380 kN/cm2 O momento de inércia da seção bruta sem armadura é (Eq. 6.16 .16 kN/m2.UNESP(Bauru/SP) 1288 .

Neste caso pode ser considerado o momento de inércia da seção bruta de concreto.3 Flecha na Laje L4 A laje L4 é uma laje armada em uma direção e deve ser calculada como uma viga segundo a direção principal.cm2 ≤ Ecs Ic ≤ 2380 .244. 1634 = 0. O vão l deve ser multiplicado por dois quando se tratar de balanço.6. A flecha resultante total de 0.853 kN.18.UNESP(Bauru/SP) 1288 . de 1 m.36 cm 8 12244853 A flecha total. dada pela Eq.0 = 4. neste caso deve ser adotado igual a 0. O fator de redução de carga ψ2 para combinação quase permanente. o que significa que a laje não está no estádio I em serviço (não fissurada). que leva em conta a deformação lenta do concreto da laje.cm ⎪ ⎢ ⎝ 818 ⎠ ⎥ ⎪ ⎣ ⎦ ⎭ ⎫ (EI)eq = 12. de escritórios.32 é: at = ai (1 + αf) = 0.30 cm.06 kN/m2 e a ação variável (carga acidental) é de 2. 8333 ≤ 19.853 kN.4 (locais em que há predominância de pesos de equipamentos que permanecem fixos por longos períodos de tempo. O momento de inércia da seção bruta.83 cm é menor que a flecha máxima permitida.ser = Σ Fgik + Σ ψ2j Fqjk = 4.540 kN. o seu vão lx é de 286 cm. o carregamento total permanente (g) no trecho com parede é de 5.30 cm. o que leva à carga de 4.36 (1 + 1. 3. por questão de segurança. e o momento fletor Ma é de 411 kN.16 + 0. calculado de forma análoga aos dois itens anteriores é de 519 kN.96 kN/m.83 cm A flecha máxima permitida. é (Eq.cm. 163/250 = 1.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 67 A rigidez equivalente será: (EI) eq = 2380 ⎧ 3 ⎪ ⎪⎛ 641 ⎞ ⎟ 8333 + ⎨⎜ ⎪⎜ 818 ⎟ ⎝ ⎠ ⎪ ⎩ ⎡ ⎛ 641 ⎞ 3 ⎤ ⎪ ⎪ 2 ⎢1 − ⎜ ⎟ ⎥ 2188 ⎬ = 12.cm.0496 . A flecha imediata na laje será: ai = 1 0. 43. 30): . portanto l/250 = 2 . estações e edifícios públicos). considerando o valor já calculado para αf de 1. Fd.4 . sem armadura.96 kN/m2 Esta carga deve ser multiplicada pela largura da viga.32) = 0.832. O momento fletor de fissuração. pode ser considerada como l/250. conforme a Tabela 4. 2. de 1. conforme a Tabela 5 da apostila de Fundamentos do Concreto Armado.244.cm2 A flecha imediata na laje em balanço pode ser calculada pela equação: ai = 4 1 p lx 8 EI Para o carregamento p deve ser adotada a combinação quase permanente.0 (kN/m2). ou de elevada concentração de pessoas (edifícios comerciais. A altura da laje é de 9 cm.

18 cm .UNESP(Bauru/SP) 1288 .32 é: at = ai (1 + αf) = 0.86 cm . por questão de segurança.77 cm .l/500 = 486/500 = 0. é menor que a flecha limite (0. at = 0. considerando o valor já calculado para αf de 1. de 0.L8 . Fd.l/500 = 286/500 = 0.14 (1 + 1.500 cm4 A flecha imediata na laje em balanço pode ser calculada pela equação mostrada na Figura 18: 4 1 p lx ai = 185 EI Para o carregamento p deve ser adotada a combinação quase permanente.20 cm .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 68 Ic = 100 .57 cm).L10 .14 cm ∴ at < amáx ∴ at < amáx ∴ at < amáx ∴ at < amáx ∴ at < amáx ∴ at < amáx ∴ at < amáx . pode ser considerada como l/500. com o vão l na direção da parede: l/500 = 286/500 = 0.57 cm A flecha calculada.57 cm .32 cm.57 cm .l/500 = 386/500 = 0.l/500 = 286/500 = 0. neste caso deve ser adotado igual a 0.14 cm ai = 185 14458500 A flecha total.L9 . O fator de redução de carga ψ2 para combinação quase permanente.12 cm .l/250 = 286/250 = 1.3 (locais em que não há predominância de pesos de equipamentos fixos nem de concentração de pessoas (edifícios residenciais).458. 6075 = 14.97 cm .L5 . at = 0. at = 0.ser = Σ Fgik + Σ ψ2j Fqjk = 5. at = 0.0566 . dada pela Eq. Caso resultasse o contrário. 43. conforme a Tabela 4. a altura da laje deveria ser aumentada.06 + 0.l/500 = 486/500 = 0. 2.L3 . 286 4 = 0.32 cm A flecha limite neste caso. que leva em conta a deformação lenta do concreto da laje.l/500 = 656/500 = 1.0 = 5.32) = 0. at = 0. at = 0.97 cm .47 cm . como a laje tem parede nela apoiada.075 cm4 12 A rigidez da laje à flexão é: EcsIc = 2380 . at = 0.14 cm .L7 .31 cm .3 .L6 . As flechas limites consideradas para as demais lajes são as seguintes: .33 cm . 93 = 6.66 kN/m2 A flecha imediata na laje será: 1 0.

02 100 .8 Detalhamentos das Armaduras Longitudinais As Figuras 62 e 63 mostram o detalhamento das armaduras longitudinais positivas e negativas das lajes.9 kN < VRd1 = 38.12.8 kN Portanto. onde a reação de apoio característica resultou 12. Os critérios aplicados para determinação do comprimento das barras foram apresentados no item 3. Para não ser necessária a armadura transversal deve-se ter (Eq. o que significa que não é necessário dispor armadura transversal na laje L1.2 + 40ρ1 )] b w d ⎛ 0. 0. 8 ρ1 = Fazendo k = 1.25 fctd = fctk.02 bw d 6.18.04 = 16.2 + 4 .03206 kN/cm2 τRd = 0. Nas demais lajes deve ocorrer a mesma situação.25 = 0.0078)]100 . 51): VSd ≤ VRd1 VSd = 1. 0.18. a sua altura deveria ser aumentada. 3. VRd1 será: VRd1 = [0.inf / γc = 0.UNESP(Bauru/SP) 1288 .0078 ≤ 0.4 .04 kN/m.7 .3206 MPa = 0.9 kN A força cortante máxima VRd1 (Eq. 3. VSd = 16. 12.4 ⎝ ⎠ ρ1 = A s1 ≤ 0.7 Verificação do Esforço Cortante Raramente as lajes maciças de edifícios residenciais necessitam de armadura transversal para resistir aos esforços cortantes. 8 = 38.3 3 25 2 ⎞ ⎟ = 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 69 Verifica-se que todas as flechas calculadas resultaram menores que as máximas permitidas. A título de exemplo a verificação será feita para a laje L1 em balanço.25 ⎜ ⎜ ⎟ 1.8 kN. Caso alguma laje apresentasse flecha maior que o valor limite. 54) é: VRd1 = [τ Rd k (1.03206 . . 1 (1.

25 c/16 L2 N3 .50 c/12 N2 .39 Ø 6.2 C=340 Figura 62 – Detalhamento da armadura longitudinal positiva.40 Ø 5 C=340 N9 .40 c/12 N15 . N9 .71 Ø 5 C=316 N5 .27 c/14 N17 .34 Ø 6.19 Ø 4.19 Ø 4.50 Ø 6.34 c/14 N16 .3 C = 570 L1 N13 .39 c/15 N17 .2 C=350 N7 .3 C = 813 N13-40 Ø 5 C=176 N2 .59 c/11 L3 N12-15 Ø 6.21 c/9 N4-25 c/11 N14 .11 Ø 6.48 c/10 N7 .75 Ø 5 C=350 N16 .19 c/15 N14 .3 C=510 .18 c/14 N14 .25 c/11 N4 .15 c/17 N8 .11 c/16 N10 .3 C=350 N6 .59 Ø 6.34 c/14 N15 .2 C=255 N15 .44 c/11 N6 .3 C = 527 N3 .25 c/15 N14 .19 Ø 4.15 c/12 N1 .UNESP(Bauru/SP) 1288 .2 C = 816 N4 .2 C=190 N8 .3 C=216 N12 .59 Ø 4.15 Ø 4.25 Ø 6.2 C=350 N10-19 c/15 N4 -25 c/12 N5 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 70 N1 .40 c/15 N11 .3 C = 510 N11 .87 Ø 4.19 c/15 N7 .

3 C=222 6 70 140 7 70 140 5 4 4 45 90 6 N4 .56 c/8.10 Ø 5 C=170 N2 .3 C=223 N9 .38 c/6.3 C=222 6 45 90 N6 .51 c/7.10 c/15 9 170 N10 .50 c/9.5 85 170 9 N13 .5 N6 .3 C=145 N5 .60 Ø 6.15 c/17 N7 .3 C=144 4 45 90 5 N10 .78 Ø 6.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 71 9 85 170 10 N1 .5 6 N7 .82 c/9.15 Ø 6.22 c/13 N3 .50 Ø 8 C=350 L1 167 7 .21 c/14 N5 .10 Ø 5 C=170 10 N13 .82 Ø 6.3 C=145 Figura 63 – Detalhamento da armadura longitudinal negativa.50 c/8 N2 .64 Ø 8 C=274 167 N12 .60 c/8 N11 . 76 140 70 N8 .82 Ø 8 C=270 N9 .64 c/9 L3 N12 .23 c/12 6 N3 .81 Ø 6.32 c/12 7 N7 .10 c/15 L2 N1 .38 Ø 8 C=270 170 10 N11 .23 Ø 6.5 N3 .60 c/8 N4 .5 N6 .UNESP(Bauru/SP) 1288 .51 Ø 8 C=274 85 7 85 5 N8 .

unidas e solidarizadas pela mesa (ou capa). A laje nervurada é particularmente indicada quando há necessidade de se vencer grandes vãos ou resistir a altas ações verticais. LAJES NERVURADAS 4.2) apresenta as seguintes especificações para as dimensões das lajes nervuradas: a) “a espessura da mesa. que proporcionam a necessária resistência e rigidez. ou seja. deve ser maior ou igual a 1/15 da distância entre nervuras e não menor que 3 cm. São as nervuras.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 72 4. .7) define laje nervurada como “as lajes moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas.2.4. quando não houver tubulações horizontais embutidas. Conforme o desenho em corte da laje mostrado na Figura 64. d) nervuras com espessura menor que 8 cm não devem conter armadura de compressão.” As lajes nervuradas podem ser armadas em uma (unidirecional) ou em duas direções (em cruz ou bidirecional).Seção transversal de uma laje nervurada. DEFINIÇÃO A NBR6118/03 (item 14. c) a espessura das nervuras não deve ser inferior a 5 cm.7. quando existirem tubulações embutidas de diâmetro máximo 12. h f ≥ 3 ou 4 h f ≥ L0 15 bf mesa arm. A resistência do material de enchimento (materiais inertes) não é considerada. Ao vencer grandes vãos. não contribui para aumentar a resistência da laje nervurada. em função da existência de nervuras em apenas uma ou nas duas direções.UNESP(Bauru/SP) 1288 .1. b) o valor mínimo absoluto deve ser 4 cm. as quantidades de pilares e vigas resultam menores. A Figura 65 ilustra uma planta de fôrma onde uma laje nervurada com nervuras nas duas direções vence grandes vãos. cuja zona de tração para momentos positivos está localizada nas nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte” (Figura 64).5 mm. a NBR 6118/03 (item 13. da mesa h d b w≥ 5 L0 nervura b w≥ 5 armaduras principais Figura 64 .

. etc. isopor.UNESP(Bauru/SP) 1288 . bloco de concreto. 2001). bloco de concreto celular autoclavado (Figura 66).Enchimento com concreto celular autoclavado ( SICAL.Laje nervurada em cruz ou bi-direcional (CÓDIGO ENGENHARIA. Os materiais de enchimento podem ser constituídos por bloco cerâmico furado.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 73 Figura 65 . As nervuras podem também ficar expostas ou aparentes quando não são colocados materiais inertes entre elas (Figura 67). Figura 66 . 2001).

Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 74 Figura 67 . conforme indicado nas Figura 68. • maior capacidade de vencer grandes vãos. As lajes nervuradas apresentam as seguintes vantagens em relação às lajes maciças de concreto: • menor peso próprio. devido à sua facilidade de execução. 4.Laje com nervuras aparentes (LATEX.UNESP(Bauru/SP) 1288 . O esquema b. embora possíveis. Os esquemas de b a h. • redução de fôrmas. • menor consumo de concreto. TIPOS Em função da forma e disposição do material de enchimento.2. • maiores planos lisos (sem vigas). como nos balanços. é indicado para proporcionar maior resistência aos momentos negativos. não são comuns na prática. . com a mesa no lado inferior. O esquema indicado na Figura 68a é o mais comum encontrado na prática. há diversas possibilidades para a execução das lajes nervuradas. 2001).

UNESP(Bauru/SP) 1288 . Neste caso de cálculo como laje maciça o cálculo é chamado simplificado.65 cm ≤ l 0 ≤ 110 cm ⎨ ⎩esforço cortante nas nervuras verificado como nas vigas. permite-se a consideração dos critérios de laje. CÁLCULO SIMPLIFICADO A laje nervurada pode ser entendida como um elemento estrutural constituído por vigas (em uma ou em duas direções ortogonais ou não). desde que certas condições sejam obedecidas. e para a verificação do cisalhamento da região das nervuras. exige-se a verificação da flexão da mesa e as nervuras devem ser verificadas ao cisalhamento como vigas.l 0 ≤ 65 cm ⎨ ⎩esforço cortante nas nervuras verificado como nas lajes maciças.2.3. isto é: ⎧não é necessário fazer verificação da mesa à flexão. isto é: ⎧é necessário fazer a verificação da mesa à flexão. 4. solidarizadas pela mesa ou capa de concreto. . b) para lajes com espaçamento entre eixos de nervuras entre 65 cm e 110 cm. 1982).2) permite o cálculo como placa (laje) no regime elástico. A NBR6118/03 (item 13. “Para o projeto das lajes nervuradas devem ser obedecidas as seguintes condições: a) para lajes com espaçamento entre eixos de nervuras menor ou igual a 65 cm. permite-se essa verificação como lajes se o espaçamento entre eixos de nervuras for até 90 cm e a largura média das nervuras for maior que 12 cm.Várias disposições possíveis para as lajes nervuradas (ANDRADE. O comportamento estático é intermediário entre o de uma grelha e o de uma laje maciça. pode ser dispensada a verificação da flexão da mesa. .4.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 75 a) hf b) c) hf Fôrma "perdida" Junta seca d) Placa pré-moldada hf Não estrutural hf e) hf Fôrma "perdida" f) Fôrma "perdida" Não estrutural hf g) hf h) hf ~ < 60 bw bw hf Figura 68 . .

UNESP(Bauru/SP) 1288 .” A versão anterior da NBR 6118 previa que nas lajes nervuradas armadas em uma direção (unidirecionais) deveriam ser dispostas nervuras transversais sempre que houvesse cargas concentradas a distribuir na laje e sempre que o vão principal ultrapassasse 4 m. o que é ainda mais refinado. com lados de dimensões iguais à distância entre os eixos das nervuras. considerar o método dos Elementos Finitos. .nerv > 12 cm {esforço cortante nas nervuras verificado como nas lajes maciças. As lajes nervuradas bidirecionais (conforme ABNT NBR 14859-2) podem ser calculadas. para efeito de esforços solicitantes.7) especifica que as lajes nervuradas unidirecionais “devem ser calculadas segundo a direção das nervuras desprezadas a rigidez transversal e a rigidez à torção.7.4. A NBR 6118/03 (item 14.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 76 l 0 ≤ 90 cm e b w . O peso próprio das lajes nervuradas pode ser calculado por metro quadrado de área. respeitando-se os seus limites mínimos de espessura.7: “Quando essas hipóteses não forem verificadas. como previsto nas normas NBR 6118/03 (item 11) e NBR 8681/03. igualmente espaçadas. dispondo-se nervuras transversais a cada 2 m. como lajes maciças. O procedimento consiste em determinar os volumes de concreto e as espessuras médias de concreto e de enchimento. Considerando que a altura total da laje seja de 24 cm e a altura da capa seja de 4 cm. como apresentados no item 3. Quando for necessário o projeto de uma laje nervurada de modo mais refinado que aquele proporcionado pelo “cálculo simplificado”. Esta recomendação é reforçada pelo texto do item 14.7.. ou. Czerny. além de conduzir a resultados precisos e confiáveis. a mesa deve ser projetada como laje maciça. deve-se analisar a laje nervurada considerando a capa como laje maciça apoiada em grelha de vigas”. que permitem o cálculo por grelhas e pelo método dos Elementos Finitos. As demais cargas permanentes devem ser consideradas como apresentadas no item . 4. c) para lajes nervuradas com espaçamento entre eixos de nervuras maior que 110 cm.. cujo centro coincide com o cruzamento de duas nervuras. O cálculo simplificado consiste em determinar os esforços solicitantes (momentos fletores e reações de apoio) e deslocamentos (flechas) de acordo com as tabelas desenvolvidas para as lajes maciças segundo a teoria da elasticidade (tabelas de Bares. Atualmente. O cálculo da laje como uma grelha é simples e fácil de ser implementado. apoiada na grelha de vigas. no Brasil. deve-se calcular os esforços solicitantes e os deslocamentos considerando-se a laje como uma grelha. conta-se com alguns programas computacionais comerciais para o projeto das lajes nervuradas. As ações variáveis (“cargas acidentais”) devem ser consultadas na NBR 6120/80. Na Figura 69 está mostrada a área de uma laje com nervuras nas duas direções.).4 AÇÕES As ações nas lajes nervuradas podem ter várias e diferentes causas. etc. sendo as mais importantes as ações permanentes e as ações variáveis. Uma forma de cálculo consiste em separar uma área da laje. As cargas de paredes apoiadas na laje podem ser determinadas segundo os mesmos critérios de cálculo especificados para as lajes maciças.” isto é: l 0 > 110 cm { mesa calculada como laje maciça apoiada nas nervuras. correspondente à área delimitada da laje.

mas com uma borda de apoio (viga) comum.UNESP(Bauru/SP) 1288 .83 “ Total = 3.1389 x 6.0 = 0.36 “ 4.11 cm Area 48 .89 cm O peso próprio total da laje será: concreto = 0. 48 20 8 20 20 8 20 Figura 69 .Área da laje considerada no cálculo do peso próprio.53 kN/m2 enchimento = 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 77 O volume de concreto para a área resulta: Vc = (48 x 48 x 4) + (48 x 8 x 20) + (20 x 8 x 20) 2 = 23.11 = 13.5 MOMENTOS FLETORES NOS APOIOS INTERMEDIÁRIOS Considere duas lajes nervuradas independentes. com nervuras contínuas sobre esta viga de apoio. .1011 x 25 = 2. surgem momentos fletores negativos que solicitam a laje na região do apoio (Figura 70). A espessura média do material de enchimento é a diferença entre a altura total da laje e a espessura média de enchimento: eench = h − ec = 24 − 10.296 cm3 (capa) (nervura) (nervura) A espessura média de concreto pode então ser determinada: ec = Vc 23296 = = 10. Existindo a continuidade das nervuras sobre a viga de apoio.

considerar as lajes isoladas e totalmente independentes.3 mm cada 15 ou 20 cm. com a garantia da seção no apoio estar corretamente verificada. d) eliminar a continuidade. Nesse cálculo os limites impostos para a posição da linha neutra devem ser obedecidos. Neste caso. 4. considerando a capa no lado superior das nervuras. b) se a seção da nervura é insuficiente com armadura simples. que são Mx . Esta é a solução que leva à maior resistência aos momentos negativos. visando garantir a necessária ductilidade. M’x (ou Xx) e M’y (ou Xy) são momentos atuantes em faixas de largura unitária (1 m por exemplo). o que significa dizer que estará se considerando o momento fletor negativo igual a zero. deve-se colocar uma armadura negativa construtiva. mas pode-se aumentar a seção (normalmente a altura). e então se determinar o momento fletor resistente proporcionado pelas nervuras.Laje nervurada dupla na região dos momentos negativos. mais exata. consiste em se impor uma armadura negativa nas nervuras. pode ser feito admitindo-se uma das seguintes hipóteses: a) a seção da nervura (seção retangular). é suficiente para suportar o momento fletor negativo. pode-se utilizar armadura dupla. como por exemplo φ 6. Este momento fletor seria imposto à laje na seção sobre a viga de apoio. Os esforços e deformações calculadas para a laje nervurada seriam função do momento fletor negativo aplicado na borda.6 DIMENSIONAMENTO No caso das lajes nervuradas com nervuras nas duas direções (bidirecionais) os momentos fletores determinados de acordo com a Teoria das Placas. Uma solução menos usual na prática. É necessário . consiste em fazer a laje nervurada com mesa dupla na extensão dos momentos negativos. o que pode ser feito facilmente por meio de engastes elásticos. a fim de evitar fissuras. Uma outra solução. O projeto da laje nervurada quanto a esses momentos fletores negativos. com a desvantagem da execução da laje ser mais trabalhosa. com armadura simples (negativa).UNESP(Bauru/SP) 1288 . My . c) a seção da nervura é insuficiente. isto é.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 78 Nervuras X M M Apoio Intermediário Figura 70 . desde que bw ≥ 8 cm. conforme indicados na Figura 70.

Quando o espaçamento livre entre as nervuras é superior a 65 cm e menor que 110 cm.2 Esforço Cortante O dimensionamento das lajes nervuradas ao esforço cortante é feito em função do espaçamento entre as nervuras.6. 19 4 .a extensão da armadura longitudinal (cobrimento do diagrama de momentos fletores). em cada direção. Devem ainda serem observados: . h). Neste caso. 4. e ao longo de todo o comprimento da nervura. 4. .11. sempre haverá uma armadura transversal nas nervuras.taxas mínimas de armadura.fissuração.1 Flexão nas Nervuras Quando a mesa está comprimida.UNESP(Bauru/SP) 1288 . no cálculo da armadura de flexão (As) pode-se considerar a contribuição da mesa. .7 EXEMPLO 4. o esforço cortante nas nervuras deve ser verificado como nas vigas de concreto armado. como apresentado no item 3.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 79 determinar o valor do momento fletor atuante em cada nervura. o cálculo é como seção retangular (bw . etc. .1 Laje em Cruz (nervuras nas duas direções). Neste caso. L0 < 65 cm A planta de fôrma com o detalhe das nervuras nas duas direções está mostrado na Figura 71. Quando a mesa está tracionada.Planta de fôrma com detalhe das nervuras.6. para isto. h). 4.2. o que será estudado na disciplina Estruturas de Concreto II. Quando o espaçamento livre entre as nervuras é menor que 65 cm o esforço cortante deve ser verificado de forma análoga ao das lajes maciças.ancoragem da armadura longitudinal nos apoios. o que. o cálculo é como seção T (bf . basta multiplicar o momento fletor atuante na faixa unitária por bf (a + bw). mesmo que mínima.7. 20 19 8 8 38 46 8 19 600 8 89 9 9 989 9 9 98 44 44 20 700 20 20 Figura 71 .

UNESP(Bauru/SP) 1288 - Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto

80

São conhecidos: C20 CA-50 γbloco baiano = 13 kN/m3 γrevest = 19 kN/m3 ação variável qk = 2,0 kN/m2
RESOLUÇÃO 1º) Cálculo das Cargas (Figura 72)
18 8 18

c = 2,0 cm brita 1 γconc = 25 kN/m3 γcontrap = 21 kN/m3 γpiso = 0,15 kN/m2

19

19

44

Figura 72 - Área da laje a ser considerada para cálculo do peso próprio.

Volume de concreto: Vc = (46 x 44 x 4) + (46 x 8 x 19) + (18 x 8 x 19) 2 = 20560 cm3 Espessura média equivalente de concreto: ec = Vc 20560 = = 10,16 cm area 46 . 44

Espessura média do material de enchimento: eench = h − ec = 23 − 10,16 = 12,84 cm Carga total atuante na laje: concreto = 0,1016 . 25 = 2,54 kN/m2 enchimento = 0,1284 . 16 = 1,67 “ revestimento teto = 0,02 . 19 = 0,38 “ contrapiso = 0,03 . 21 = 0,63 “ piso = 0,15 “ ação variável = 2,0 “ Total (p) = 7,37 “

46

8

UNESP(Bauru/SP) 1288 - Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto

81

2º) Esforços Solicitantes

a) Momentos Fletores Laje tipo 1 → apoiada nos 4 lados. λ= 700 = 1,17 600 → Tabela A-8: µx = 5,53 ; µy = 4,22

7,37 . 6 2 M x = 5,53 = 14,67 kN.m = 1467 kN.cm/m 100 M y = 4,22 7,37 . 6 2 = 11,20 kN.m = 1120 kN.cm/m 100

b) Reações de Apoio são: Na Tabela A-5 encontram-se: νx = 2,87 e νy = 2,50. As reações nas vigas de apoio da laje 7,37 . 6 = 12,69 kN/m 10 7,37 . 6 = 11,06 kN/m 10

Vx = 2,87 Vy = 2,50

c) Esforços Solicitantes por Nervura Os esforços por nervura são obtidos multiplicando-se os esforços por metro pela distância entre os eixos das nervuras, tal que: Mx,nerv My,nerv Vx,nerv Vy,nerv = 1467 . 0,44 = 645 kN.cm = 1120 . 0,46 = 515 “ = 112,69 . 0,44 = 5,58kN/m = 11,06 . 0,46 = 5,09 “

3º) Dimensionamento à Flexão

a) Direção x Md = 645 x 1,4 = 903 kN.cm Kc = 44 . 20,5 2 = 20,5 903 → βx = 0,05 → x = 1,05 < hf

A sx = 0,024 A s,mín =

903 = 1,06 cm2/nervura 20,5

→ 2 φ 8 mm = 1,00 cm2

0,15 8 . 23 = 0,28 cm2/nervura 100

UNESP(Bauru/SP) 1288 - Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto

82

b) Direção y Md = 515 x 1,4 = 721 kN.cm kc = 46 . 20 2 = 25,5 721 721 = 0,83 cm2/nervura → 20 2 φ 8 mm = 1,00 cm2

A sy = 0,023

O detalhamento das armaduras nas duas direções está mostrado na Figura 73.

A sy

2,5

2 Ø 8 (A sx )

Figura 73 - Detalhamento da armadura da nervura.

4º) Verificações

A verificação da resistência da mesa à flexão não é necessária, pois L0 < 65 cm (nas duas direções) e não há força concentrada. É necessário verificar a laje ao esforço cortante, e como L0 é menor que 65 cm, esta verificação pode ser feita como laje maciça. De modo geral, as lajes nervuradas não necessitam de armadura transversal nas nervuras.
5º) Detalhamento Final

O detalhamento das armaduras longitudinais das nervuras nas duas direções está mostrado na Figura 74.

1000 ? .5 kN/m2 Utilizar bloco de concreto celular autoclavado (γ = 500 kg/m3) para diminuir o peso próprio da laje. Trata-se de uma laje de cobertura. 4. deve-se projetar uma laje nervurada.5 3 brita 1 γconcr = 25k N/m γrevest = 19 “ ação variável (laje de cobertura) qk = 0. A posição dos pilares é aproximada e pode ser ajustada em função do projeto estrutural. ? ? ? ? Viga invertida 10 Viga invertida ? 1500 Figura 75 . a mesa da laje nervurada deve ficar na parte superior das nervuras.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 83 10 N1 .Detalhamento das armaduras da laje.Dimensões da laje nervurada a ser projetada.12 x 2 Ø 8 20 Figura 74 .8 EXERCÍCIO Para a planta de fôrma da Figura 75.15 x 2 Ø 8 N2 .30 Ø 8 c= 655 20 20 N1 . Para uma maior facilidade de execução. onde a face inferior da laje deve ser lisa (sem o aparecimento ou visualização das vigas). São dados: C25 CA-50 c = 2.UNESP(Bauru/SP) 1288 .24 Ø 8 c= 755 10 10 20 N2 .

Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 84 5. LAJES PRÉ-FABRICADAS As normas brasileiras NBR 14859-1 (2002). constituída por nervuras principais nas duas direções. 1998). São aplicadas tanto nas construções de pequeno porte como também nas de grande porte. dispostas em uma única direção. Podem ser empregadas algumas nervuras transversais.1 DEFINIÇÕES Conforme as várias normas citadas no item anterior. Em função da armadura e da forma da vigota as lajes pré-fabricadas são hoje comumente encontradas segundo dois tipos diferentes: laje treliça (Figura 77) e laje convencional (Figura 78). as seguintes lajes pré-fabricadas podem ser assim definidas: a) laje pré-fabricada unidirecional: são as lajes constituídas por nervuras principais longitudinais. NBR 14859-2 (2002). São muito comuns tanto para laje de piso como para laje de forro. A seguir são apresentadas as principais características desses dois tipos de laje pré-fabricada. Define-se como laje pré-fabricada ou pré-moldada a laje que tem suas partes constituintes fabricadas em escala industrial no canteiro de uma fábrica. e as placas podem ser de concreto armado ou de concreto protendido. Figura 76 . NBR 14860-1 (2002). eventual capa de concreto estrutural e material de rejuntamento. ou mesmo em canteiros de obra. perpendiculares às nervuras principais. d) laje alveolar protendida: conjunto formado por painéis alveolares protendidos pré-fabricados. constituídas por concreto estrutural. blocos de enchimento e capeamento superior de concreto (Figura 76).Laje pré-fabricada do tipo treliçada (FAULIM. executadas industrialmente fora do local de utilização definitivo da estrutura. NBR 14860-2 (2002) e NBR 14861 (2002) apresentam as características exegíveis para alguns tipos de lajes pré-fabricadas. Englobam total ou parcialmente a armadura inferior de tração.UNESP(Bauru/SP) 1288 . montados por justaposição lateral. . b) laje pré-fabricada bidirecional: laje nervurada. Pode ser de concreto armado ou de concreto protendido. Neste texto se dará ênfase às lajes pré-fabricadas para as construções de pequeno porte. As pré-lajes podem ser unidirecionais ou bidirecionais. integrando a seção de concreto da nervura. 5. c) pré-laje: são placas com espessura de 3 cm a 5 cm e larguras padronizadas. As lajes pré-fabricadas são constituídas por nervuras (também chamadas vigotas ou trilhos) de concreto e armadura.

5. sendo utilizada em vários países do mundo. .Laje pré-fabricada do tipo treliçada (FAULIM. Na laje treliça a armadura das nervuras tem a forma de uma treliça espacial (Figura 79). 1998). melhoram o transporte e manuseio das vigotas já prontas e aumentam a resistência aos esforços cortantes. Os banzos inferior e superior são unidos por barras diagonais inclinadas (em sinusóide). Figura 78 – Laje pré-fabricada do tipo convencional. Proporcionam rigidez ao conjunto.UNESP(Bauru/SP) 1288 . O banzo inferior é constituído por duas barras e o banzo superior por uma barra.2 LAJE TRELIÇA A laje treliça surgiu na Europa com o propósito de ser uma opção mais econômica que as lajes maciças de concreto.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 85 Figura 77 . Possibilitam vencer grandes vãos com menor peso próprio e redução de mão-de-obra durante sua execução. soldadas por eletrofusão.

Outros materiais são o concreto celular autoclavado e o EPS. em forma de uma placa fina. principalmente para as construções de pequeno porte. fornecem a resistência necessária à laje. 1998).UNESP(Bauru/SP) 1288 . Os blocos de enchimento exercem a função de dar forma ao concreto (Figura 81). As vigotas ou trilhos são constituídas pela armação treliçada com as barras do banzo inferior envolvidas por concreto. . Servem de apoio também aos blocos cerâmicos ou de isopor (EPS). em conjunto com a capa de concreto (ou mesa). como mostrado na Figura 80. As vigotas treliçadas constituem as nervuras principais (vigas) da laje treliça. dando forma às nervuras e à capa. Os materiais de enchimento devem ser preferencialmente leves e de custo baixo.Nervura da laje treliça (FAULIM.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 86 Figura 79 .Armação em forma de treliça espacial (FAULIM. 1998). As vigotas. As vigotas podem conter barras longitudinais adicionais. além de proporcionarem superfícies inferiores lisas. que proporcionam maior resistência à flexão possibilitando vencer vãos maiores. atuando para resistir aos momentos fletores e às forças cortantes. sendo mais comuns os de material cerâmico. Figura 80 .

Dimensões dos blocos cerâmicos de enchimento (FAULIM. conforme o fabricante (Tabela 20).Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 87 Por serem elementos vazados e constituídos de material mais leve que o concreto.Bloco cerâmico de enchimento (FAULIM.8 30 20 5. reduzem o peso próprio das lajes.2 5.3 30 20 3. Designação Altura H (cm) Largura L (cm) Comprimento c (cm) Massa Unitária (kg/peça) H 7/25/20 H 7/30/20 H 10/30/20 H 12/30/20 H 16/30/20 H 20/30/20 7 7 12 16 20 10 25 20 2. Os blocos cerâmicos são produzidos segundo diversas e diferentes dimensões.1 Nervura Transversal As nervuras transversais devem ser dispostas na direção perpendicular às nervuras principais. Tabela 20 . .2.0 30 20 3. como indicado na Figura 82.UNESP(Bauru/SP) 1288 .8 30 20 4.0 30 20 2. 1998). afastados entre si para permitir a penetração do concreto e a colocação de armadura longitudinal. São construídas entre os blocos. Figura 81 . a cada dois metros. São normalmente fornecidos pelo fabricante em conjunto com as vigotas da laje treliça. 1998).

Pode estar situada dentro da placa de concreto ou sobre ela.Nervura transversal (FAULIM. A armadura longitudinal negativa é posicionada próxima à face superior da capa (Figura 84). como indicado na Figura 83. A armadura positiva é composta por barras de aço dispostas ao longo do comprimento das nervuras.2 Armadura Complementar A armadura complementar tem a função de aumentar a resistência das lajes aos momentos fletores positivos e negativos. 1998). .UNESP(Bauru/SP) 1288 . Figura 82 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 88 As nervuras transversais exercem a função de travamento lateral das nervuras principais. as quais se somam às duas barras do banzo inferior. 5.2. e tem o objetivo de aumentar a resistência da laje aos momentos negativos. levando a uma melhor uniformidade do comportamento estrutural das nervuras. contribuindo na redistribuição dos esforços solicitantes.

vinculação nos apoios. fazer as nervuras trabalharem mais conjuntamente e melhorar a ligação entre a mesa e as nervuras a fim de criar a seção T. Figura 85 .Armadura complementar positiva (FAULIM.2. Figura 84 . Esta armadura tem algumas funções: aumentar a resistência da mesa à flexão e à força cortante. 1998).tipo de utilização.Armadura complementar negativa (FAULIM. .ações. 5. os principais parâmetros de entrada são os seguintes: .UNESP(Bauru/SP) 1288 .2. .3 Armadura de Distribuição É a armadura que fica posicionada transversalmente às nervuras e sobre a barra do banzo superior da treliça (Figura 85). .4 Escolha da Laje Para a escolha das dimensões da laje.vãos efetivos.Armadura complementar na capa (FAULIM. 5.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 89 Figura 83 . . abrangendo os carregamentos permanentes e variáveis. 1998). 1998).

Como carregamentos permanentes pode-se citar: contrapiso. normalmente fornecidas pelo fabricante. etc. As ações variáveis para a utilização da laje devem ser consultadas na NBR 6120/80. revestimento. . .2 c/20.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 90 Com o auxílio de tabelas. escritórios. enchimentos. apoios simples) Como uma segunda opção.Nervuras transversais: 1 NT com 2 φ 6. sendo conhecidos: . o fabricante fornece um indicativo da situação das lajes em relação à flecha.2. utilização residencial. forros. escadas.20 m.bloco H 7/30/20 → 2 φ 6 mm para armadura complementar positiva.situação amarela. etc. musculação. piscinas.20 m . pode-se determinar a altura da laje e a necessidade ou não de armadura complementar positiva ou negativa. Nas tabelas aqui fornecidas como exemplo. (vão de 4.UNESP(Bauru/SP) 1288 . .10 m .situação amarela. apoios simples) Complementando a escolha das dimensões da laje. Deve-se ter atenção especial com relação à flecha resultante. . salas para ginástica. . toma-se como referência as tabelas constantes do manual produzido pelo fabricante FAULIM (2004). (vão de 4. .sobrecarga = 50 + 50 (telhado) + 38 (revestimento) = 138 kgf/m2 ≈ 150 kgf/m2.LT 10 (7 + 3) encontra-se: . largura da nervura = 10 cm.ação variável q = 0. reservatórios.3.bloco H 7/30/20 → 2 φ 6 mm para armadura complementar positiva.LT 11 (7 + 4) encontra-se: .Espaçamento médio entre linhas de escora: 1. Como ação a ser considerada na laje deve-se somar as ações permanentes e variáveis. na tabela I . 1) Laje de forro de uma residência. 5.5 Exemplos Nos exemplos seguintes. alvenarias. De modo geral os fabricantes definem a soma das ações permanentes (exceto o peso próprio) com as variáveis como sobrecarga. tem-se ainda: . arquibancadas.valores em verde . salas de leitura ou similares. etc.5 kN/m2 = 50 kgf/m2.apoios simples. salas de aula.Armadura de distribuição: φ 4. Incidência de divisórias leves. Como uma primeira opção. na tabela I .0 m. onde: .valores em amarelo Situação Verde Amarela ⇒ ⇒ tranqüilidade atenção Natureza do carregamento Incidência de alvenarias.vão efetivo = 4.

recomenda-se a situação verde. largura da nervura = 10 cm. . para o vão de 4.) + 63 (contrap.vão efetivo = 6.) + 10 (piso) = 611 kgf/m2. a fim de diminuir possíveis vibrações.) + 63 (contrapiso) + 10 (piso cerâmico) = 261 kgf/m2 ≈ 300 kgf/m2. inf. Esta armadura.5 kN/m2 = 150 kgf/m2. a armadura de distribuição poderia ser suprimida. Também neste caso. recomenda-se neste caso a situação verde. Na tabela I LT 25 (20 + 5) encontra-se: . .ação variável q = 1.Nervuras transversais: 2 NT com 2 φ 8.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 91 .vão efetivo = 4.ação variável q = 5.finalidade: sala de TV e de circulação.Contraflecha: l 400 = = 1. . .situação verde) Alternativamente. 2) Laje do piso superior de um sobrado.70 m . poderia ser escolhido 2 φ 6 mm para armadura complementar positiva. Na tabela I LT 16 (12 + 4) encontra-se: .30 m. 300 300 Por se tratar de laje de forro. na ligação com os blocos cerâmicos.sobrecarga = 150 + 38 (revest.sobrecarga = 500 + 38 (rev.Armadura de distribuição: φ 4. . . pode evitar ou diminuir fissuras que aparecem paralelas às nervuras. para não se ter vibrações excessivas. . . 400 400 3) Laje para sala de ginástica. .UNESP(Bauru/SP) 1288 . Neste caso. (vão de 4.5 mm para armadura complementar positiva.2 c/20 cm. no entanto.Espaçamento médio entre linhas de escora: 1. sendo conhecidos: .0 kN/m2 = 500 kgf/m2.bloco H 12/30/20 → 2 φ 7 mm para armadura complementar positiva. .3 cm.50 m (situação verde) e para a sobrecarga de 250 kgf/m2.apoios simples. sendo conhecidos: .0 m.apoios simples. . (vão de 5.85 m .situação verde) Como uma segunda opção tem-se a laje que utiliza EPS (isopor) como enchimento: .5 m.bloco H 20/30/20 → 2 φ 9. sem prejuízos estruturais à laje.Contraflecha: 450 l = = 1.1 cm.

5 cm. Nervuras transversais: 3 NT (conforme indicado pelo fabricante). com menor possibilidade de vibração. capa e material de enchimento. As Tabelas 21 e 22 fornecem indicações das dimensões. Atualmente e após o surgimento das lajes treliça.Laje pré-fabricada convencional (SOUZA & CUNHA. as lajes convencionais têm sido utilizadas quase que exclusivamente como lajes de forro. Contraflecha: 600 l = = 1. 1994).5 mm para armadura complementar positiva.lajota cer.UNESP(Bauru/SP) 1288 .40 m .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 92 Tabela I LT 30 (7 + 17 + 6): . conforme indicado na Figura 86.situação verde) Deve-se dar preferência à laje LT 30 porque resultará numa laje mais rígida e.6 m. peso próprio e vãos livres máximos para as lajes convencionais. . 400 400 5. Armadura de distribuição: φ 5 mm c/25 cm.3 LAJE PRÉ-FABRICADA CONVENCIONAL É chamada laje pré-fabricada convencional aquela laje constituída por nervuras na forma de um T invertido. com 2 φ 10. Também é formada pelas nervuras (vigotas). Espaçamento médio entre linhas de escora: 1. largura da nervura = 10 cm. conseqüentemente. H 7/30/20 → 2 φ 9. Figura 86 . (vão de 6.

50 8.10 5.30 2.00 4.80 6.75 3.40 4.20 6.50 1.20 6.80 8.00 8.90 8.0 3.70 1.30 Peso Próprio (kN/m2) Intereixo (cm) 40 1.45 1.0 3.20 7.00 4. (SOUZA & CUNHA.80 5.3.00 5.85 1.50 8.5 4.40 - B10 B11 B12 B15 B16 B20 B25 B30 B35 10 11 12 15 16 20 25 30 35 8 8 8 12 12 16 20 25 30 2 3 4 3 4 4 5 5 5 Tabela 22 .30 7.60 50 1.95 2.70 6.95 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 93 Tabela 21 .40 4.30 7.1 Detalhes Construtivos Embora não estritamente necessário. (SOUZA & CUNHA.50 3.70 5.60 10.50 8.20 5. . 1994).90 5.10 5.5 4.0 4.50 6.50 8.15 1.50 Ação Variável q (kN/m2) 2.30 5.60 1.0 4.40 6.05 2.UNESP(Bauru/SP) 1288 .70 6.5 4. 1994).20 7. Tipo B10 B11 B12 B15 B16 B20 B25 B30 B35 0.70 8.60 5.Vãos livres máximos para laje isolada com intereixo de 33 cm.10 6.70 4. convém iniciar a montagem da laje colocando-se uma linha de blocos apoiados sobre a viga ou parede de apoio (Figura 87).50 8.35 1.00 5.00 4.90 8.80 5.30 5.Dimensões e peso próprio das lajes pré-fabricadas convencionais.50 8.0 2.20 2.70 7.10 6.70 6.30 7. Tipo de Laje Altura Total Altura dos Capeamento (cm) Blocos (cm) (cm) 33 1.

O apoio das nervuras sobre vigas ou paredes é feito como indicado na Figura 89. no caso de lajes apoiadas em paredes. Figura 89a .Apoio das nervuras (SOUZA & CUNHA.UNESP(Bauru/SP) 1288 .Início da montagem da laje (LAJES ALMEIDA E VOLTERRANA). . Pequenos balanços como um beiral pode ser construído colocando-se armaduras negativas como indicado na Figura 88. 1994). As nervuras devem prolongar-se sobre o apoio por no mínimo 5 cm e. sua armadura deve estar sobre as barras de aço da cinta de amarração no respaldo da parede.Beiral com a laje pré-fabricada (LAJES ALMEIDA).Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 94 Figura 87 . Figura 88 .

.Apoio das nervuras (SOUZA & CUNHA.UNESP(Bauru/SP) 1288 . Neste caso. Em lajes consideradas estaticamente com apoios simples é indicado dispor uma armadura negativa construtiva na continuidade das lajes (Figura 90). A Figura 91 mostra a laje apoiada em vigas invertidas. já que a capa encontra-se tracionada. a qual leva em conta a existência do concreto comprimido apenas nas nervuras. Figura 90 .Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 95 Figura 89b . Em lajes consideradas engastadas tornase necessário calcular a armadura negativa.Detalhes da armadura negativa (LAJES ALMEIDA). 1994). é importante que as barras das nervuras sejam ancoradas passando sobre as barras da armadura positiva da viga de apoio.

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Figura 91 - Lajes sobre vigas invertidas (SOUZA & CUNHA, 1994).

5.3.2 Paredes Sobre Laje

Paredes paralelas às nervuras podem ser sustentadas pela associação de duas ou mais nervuras, ou por uma viga de concreto, moldada no local, com a altura da laje (Figura 92). Ambas as soluções requerem um cálculo de verificação ou dimensionamento, a fim de evitar fissuras e/ou flechas indesejáveis. A Figura 93 mostra uma laje com uma nervura transversal às nervuras principais. Essa nervura tem a função de solidarizar as nervuras principais, de modo a fazê-las trabalhar mais conjuntamente.

Figura 92 - Parede sobre a laje (SOUZA & CUNHA, 1994).

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Figura 93 - Nervura de travamento (LAJES ALMEIDA).

5.3.3 Concretagem

Antes da concretagem, a laje deve ser molhada para evitar que os blocos cerâmicos retirem água do concreto (Figura 94).

Figura 94 - Molhagem da laje pré-concretagem (SOUZA & CUNHA, 1994).

As nervuras devem ser movimentadas na posição vertical, como mostrado na Figura 95. A Figura 96 mostra como normalmente é feito o escoramento deste tipo de laje e a Figura 97 mostra etapas da concretagem.

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Figura 95 - Manuseio das nervuras (LAJES VOLTERRANA).

Figura 96 - Escoramento da laje (LAJES VOLTERRANA).

2p. Rio de Janeiro. é distribuída às nervuras em função da distância entre elas. 2002. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. 5. ABNT. 2002.4 Dimensionamento O dimensionamento à flexão é semelhante ao das lajes maciças de concreto. ABNT. A verificação da necessidade ou não de armadura transversal é feita também como no caso das lajes maciças. NBR 14860-2. NBR 6120. NBR 8681. NBR 14859-2. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. Projeto de estruturas de concreto – Procedimento. Rio de Janeiro. porém. 1980.Concretagem da laje (LAJES VOLTERRANA). ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 2002.Requisitos. . ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. Laje pré-fabricada – Requisitos – Parte 1: Lajes bidirecionais. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 2003. Rio de Janeiro.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 99 Figura 97 . ABNT. 6p. NBR 14860-1. A armadura de flexão. 2002. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 8p.3. ABNT. 5p. 2002. 3p. desde que a distância livre entre as nervuras não supere 65 cm. 15p. NBR 14860-1. Laje pré-fabricada – Pré-laje – Requisitos .Parte 1: Lajes unidirecionais. Rio de Janeiro. Ações e segurança nas estruturas – Procedimento. Laje pré-fabricada – Painel alveolar de concreto protendido . Laje pré-fabricada – Requisitos – Parte 1: Lajes unidirecionais. ABNT. Rio de Janeiro. 221p. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Rio de Janeiro. 18p. Cargas para o cálculo das edificações. NBR 14859-1. com a necessidade. de que a linha neutra fique posicionada na altura do capeamento de concreto. Laje pré-fabricada – Pré-laje – Requisitos . ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.Parte 1: Lajes bidirecionais. calculada por metro de largura de laje. ABNT. NBR 6118.UNESP(Bauru/SP) 1288 . 2003.

Manual. HAHN. vol. SOUZA. LAJES VOLTERRANA (s. 1972. 1994. placas y vigas flotantes sobre lecho elastico. M.UNESP(Bauru/SP) 1288 . 1/3. 1987.C.d. ABNT. Ed. Departamento de Engenharia de Estruturas. V. Manual. LEONHARDT. . Vigas continuas. Rio de Janeiro.USP.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 100 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. da Universidade Federal Fluminense. SICAL. (2001).Princípios básicos sobre a armação de estruturas de concreto armado. São Paulo.J. M. PINHEIRO. CUNHA. MÖNNIG. Ed. Concreto armado. Interciência.d. Lajes em Concreto Armado e Protendido. NBR 14862. LAJES ALMEIDA (s. Escola de Engenharia de São Carlos . A. Ed. Armaduras treliçadas eletrossoldadas – Requisitos. Barcelona. Catálogos. ROCHA. (1994). Concreto armado: tabelas e ábacos. Ed. A. 1984. Nobel. São Carlos.). (2001).P. Manual. Construções de concreto . Catálogos.). Niterói. .. J. F. LATEX. 580p. vol. L. Gustavo Gili.M. 10p. LAJES FAULIM (1998). Rio de Janeiro. porticos. 3. E. 2002.

76 5.00 11.61 1.44 4.75 10.30 7.84 2.25 8.00 4.90 6.03 5.08 2.84 2.03 7.77 3.68 2.00 4.94 1.77 1.59 4.07 5.11 3.90 2.58 2.43 3.84 4.86 7.10 5.87 5.35 1.85 11.93 1.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 101 TABELAS ANEXAS TABELA A-1 FLECHAS EM LAJES COM CARGA UNIFORME – VALORES DE α Tipo de Laje λ= ly lx 1 2A 2B 3 4A 4B 5A 1.62 2.80 3.46 2.85 2.90 2.06 8.77 1.36 5.92 1.21 2.34 9.41 9.53 1.71 8.35 2.61 6.49 5.74 4.39 7.96 5.88 4.08 5.33 9.56 2.58 2.80 4.93 2.35 7.09 3.94 1.83 2.95 11.68 5.61 4.65 10.58 3.53 2.24 2.UNESP(Bauru/SP) 1288 .13 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) ai = α p lx 12 EI 4 p = carga uniforme Ec = módulo elasticidade lx = menor vão h = altura da laje ly = maior vão .96 3.89 1.18 3.66 2.99 5.93 2.70 2.74 4.14 4.68 1.73 7.26 3.72 2.15 5.76 3.40 3.13 1.18 2.78 2.67 7.84 2.31 5.45 8.92 2.36 5.31 2.65 10.92 1.73 2.89 10.00 5.62 9.45 4.16 10.01 4.46 2.17 5.55 3.41 2.04 8.18 4.90 11.90 2.91 9.95 2.87 4.77 2.49 1.70 10.67 2.88 2.68 3.81 2.94 2.34 2.25 2.28 6.15 6.96 3.91 1.26 3.40 8.63 1.30 4.58 5.93 1.48 2.28 2.41 10.80 10.25 2.32 4.85 1.41 2.63 6.54 2.53 5.49 9.60 9.89 3.55 9.14 2.62 3.50 5B 1.97 2.37 2.63 3.84 1.96 2.08 2.22 4.15 4.74 2.20 4.98 4.73 4.80 1.60 2.83 2.05 5.55 5.20 6.63 15.32 5.25 1.25 7.74 1.60 5.96 ∞ 15.13 6 1.88 2.50 15.95 1.73 2.25 2.29 5.45 1.68 5.82 2.22 3.49 2.06 2.69 5.26 3.71 4.50 9.14 2.46 5.26 4.50 6.96 2.29 6.26 2.16 8.95 5.46 2.64 5.01 2.02 2.97 7.42 3.61 2.86 2.00 3.46 6.09 4.56 2.90 2.

84 3.46 13.11 32.90 1.15 4.04 15.80 1.74 12.59 95.07 0.54 4.68 3.96 0.69 14.04 3.55 1.89 14.00 < 0.63 16.26 4.30 1.60 1.20 1.65 1.91 12.83 3.48 2.79 15.13 14.65 59.85 0.98 83.15 10.14 59.17 2.02 37.25 10.55 52.79 26.11 2.13 34.30 0.27 1.16 19.73 15.63 41.45 0.55 0.31 15.66 15.79 3.93 3.88 3.75 3.39 27.25 1.35 1.76 2.90 15.42 15.37 25.71 3.50 2.60 12.98 10.49 13.06 71.66 3.97 2.31 12.23 2.45 11.13 13.30 53.55 3.35 11.90 13.61 20.88 15.34 1.73 11.38 2.72 3.29 1.26 164.75 1.30 10.56 9.25 3.03 3.36 11.35 1.32 16.34 10.71 3.07 18.35 29.37 3.09 0.77 2.36 12.57 15.00 8.00 3.36 ∞ Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) 4 p = carga uniforme l = menor valor entre la e lb α p lx ai = h = altura da laje 12 EI α = coeficiente centro da laje αb = coeficiente centro da borda livre Ec = módulo de elasticidade .09 2.33 1.26 1.76 160.87 3.94 3.35 15.32 9.39 2.32 1.45 14.00 53.81 0.85 15.63 69.95 2.22 206.95 10.75 0.23 23.14 15.36 1.33 1.59 55.42 13.34 3.38 22.80 0.03 12.36 12.97 3.85 3.59 25.33 9.30 1.57 3.64 3.31 8.09 42.33 4.30 8.34 1.50 0.26 6.78 3.31 2.46 13.99 41.70 2.26 3.58 45.31 8.00 3.01 15.60 2.40 15.66 3.99 2.64 97.47 16.18 15.03 16.13 3.61 3.35 10.00 2.36 1.64 2.28 16.35 12.79 14.01 3.19 2.95 3.82 3.10 15.44 2.71 0.20 10.31 1.00 1.35 1.66 15.96 2.35 11.01 3.59 15.73 71.70 26.34 1.82 0.87 15.45 88.63 16.02 3.58 2.64 231.80 2.81 3.35 1.13 14.50 3.12 14.31 19.35 163.50 11.71 5.40 11.33 9.78 7.60 2.19 0.72 13.52 43.76 3.50 65.71 412.29 115.80 37.08 7.63 9.78 19.71 4.11 23.34 10.35 11.93 14.05 1.32 9.28 7.45 15.29 7.80 17.35 34.70 12.95 1.00 3.83 3.82 6.60 0.13 3.85 1.34 10.00 ∞ 15.11 0.50 31.88 97.35 1.10 1.19 2.16 3.91 2.84 6.85 16.00 13.33 0.46 14.59 134.86 3.02 3.23 15.01 6.03 3.98 110.04 0.13 150.80 3.61 3.36 2.64 7.04 3.05 9.00 9.70 0.10 9.75 27.18 15.22 27.65 0.88 3.89 3.84 0.00 0.90 2.72 2.90 3.00 3.45 1.40 122.40 0.13 13.80 14.60 40.30 215.95 13.29 2.UNESP(Bauru/SP) 1288 .44 15.89 46.04 2.25 6.32 12.15 1.55 12.85 12.65 12.53 15.80 13.74 2.53 0.50 1.99 3.58 56.13 150.30 0.14 35.90 0.36 15.97 309.49 3.70 31.48 3.85 2.90 8.00 15.35 1.50 11.90 12.65 78.80 12.96 92.40 1.48 12.35 11.05 0.08 22.42 3.12 51.46 2.41 10.86 4.24 1.37 37.92 16.71 19.65 33.01 2.35 0.70 1.67 5.75 22.75 12.48 96.00 3.31 1.78 3.52 7.81 3.40 21.86 3.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 102 TABELA A-2 FLECHAS EM LAJES COM CARGA UNIFORME – VALORES DE α e αB Tipo y y y y γ= la lb α 7 lb x 8 lb x 9 lb x 10 lb x γ= la lb la αB α la αB α la αB α la αB < 0.

50 2.75 3.75 5.22 1.14 1.38 2.01 3.25 1.57 1.62 1.34 1.35 1.42 1.14 1.63 2.50 4.78 1.80 5.47 1.74 1.85 3.48 1.43 1.11 1.23 4.95 2.30 1.23 4.85 1.11 2.30 1.56 160 12 EI l = menor valor entre la e lb Ec = módulo de elasticidade α = coeficiente da flecha máxima .11 1.31 1.90 2.59 2.43 1.54 1.99 0.89 2.72 1.49 1.82 2.36 1.44 3.92 1.09 2.87 0.70 1.23 1.83 5.44 0.15 3.70 5.36 4.54 4.84 2.08 1.54 1.50 1.96 1.34 2.82 1.80 0.82 3.53 4.34 1.96 1.98 0.47 1.62 2.61 1.35 2.20 3.89 1.65 1.52 1.33 4.13 2.71 2.87 3.54 1.38 3.06 2.07 2.72 1.58 1.64 1.40 4.07 0.32 1.55 1.28 2.69 5.62 1.74 4.11 0.03 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 103 TABELA A-3 FLECHAS EM LAJES COM CARGA TRIANGULAR – VALORES DE α Tipo γ= la lb x x x x x x x x 11 p la y 12 p la y 13 p la y 14 p la y 15 p la y 16 p la y 17 p la y 18 p la y lb < 0.29 1.80 3.66 3.65 4.30 1.37 1.74 1.57 1.75 0.90 0.68 1.82 0.87 1.65 5.10 2.15 1.55 1.26 2.27 1.64 1.70 1.70 4.57 7.59 1.88 1.UNESP(Bauru/SP) 1288 .28 3.05 4.32 1.66 1.87 1.74 2.26 1.93 0.46 3.43 1.45 4.34 2.41 5.47 1.55 5.61 1.74 3.56 1.38 1.57 1.23 1.51 1.75 1.15 1.57 4.21 1.48 1.99 1.48 3.71 1.06 1.09 1.79 0.30 1.19 1.54 4.80 0.55 4.82 0.86 2.06 0.24 1.24 1.66 1.59 2.81 2.38 1.25 3.41 2.29 1.34 1.00 6.00 2.25 3.90 6.50 7.58 3.79 1.12 6.95 6.87 2.46 1.38 2.24 1.40 4.36 2.30 1.93 2.02 1.08 4.92 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) 4 p = carga máxima α p lx ai = h = altura da laje lb lb lb lb lb lb lb 2.71 4.08 1.19 1.11 1.85 2.28 1.15 2.92 2.53 1.51 1.87 3.68 1.37 1.67 2.18 1.67 1.09 2.16 1.88 4.19 4.76 1.31 1.05 1.26 5.28 1.76 3.13 1.36 1.50 5.75 1.37 0.22 1.52 0.60 1.55 5.21 2.83 0.40 1.60 5.90 1.68 1.98 5.39 2.48 3.43 1.12 1.21 1.65 1.95 2.60 5.17 2.94 3.10 4.37 1.30 3.17 1.05 3.30 0.88 1.03 1.68 3.05 1.91 1.90 0.90 2.91 4.07 1.91 4.48 1.62 1.54 3.60 1.85 5.94 1.94 0.05 2.62 1.70 1.64 3.38 1.22 1.51 4.26 1.14 3.44 1.69 1.50 1.02 1.35 4.72 4.86 1.40 5.47 3.

58 1.20 4.95 6.50 5.35 1.43 0.01 7.11 6.08 5.46 3.61 0.28 2.60 3.31 3.17 3.30 53.41 0.98 1.67 1.45 5.76 1.40 0.92 1.77 68.19 5.60 0.58 5.25 1.24 52.07 3.34 3.43 1.42 0.33 21.47 1.35 0.20 3.82 1.75 8.42 0.56 1.37 4.37 1.45 1.36 0.39 1.34 0.25 20.65 12.90 6.30 1.21 3.16 1.65 3.07 7.30 73.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 104 TABELA A-4 FLECHAS EM LAJES COM CARGA UNIFORME – VALORES DE α e αB Tipo x x x x γ= la lb 19 p la y p 20 la y 21 p la y p 22 la y γ= la lb α lb lb αB α αB α lb αB α lb αB < 0.98 1.39 1.35 0.66 3.42 9.50 0.60 1.42 3.45 1.53 3.80 3.31 40.29 0.05 46.17 6.60 5.90 10.46 3.42 0.95 1.39 0.34 3.40 0.17 1.75 1.76 3.77 1.69 8.09 4.01 11.30 0.69 0.29 7.28 0.34 1.33 26.80 0.70 5.60 1.48 3.28 2.22 1.70 1.75 5.UNESP(Bauru/SP) 1288 .40 1.40 1.65 5.96 3.32 1.66 7.91 1.14 0.06 14.35 4.41 0.44 0.23 0.32 5.16 0.02 4.55 0.23 0.80 1.24 3.54 1.27 1.71 1.43 0.05 0.26 1.30 4.38 6.86 3.00 15.31 0.18 2.65 0.62 2.33 13.45 1.37 4.94 3.05 1.35 1.44 0.41 0.88 16.00 0.32 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) 4 p = carga máxima l = menor valor entre la e lb α p lx ai = h = altura da laje Ec = módulo de elasticidade < 0.62 1.46 1.05 3.31 0.95 0.48 3.78 5.38 4.50 1.03 3.52 1.76 3.62 1.80 6.32 1.49 0.82 3.90 0.62 3.28 13.25 1.01 0.46 19.30 0.20 1.93 0.44 1.51 14.95 2.53 11.15 4.36 1.18 3.03 30.96 13.02 1.25 0.56 3.35 57.00 0.33 75.38 0.32 4.34 3.70 0.24 11.62 3.38 1.43 4.42 1.67 2.26 0.45 1.80 5.13 1.35 2.71 0.18 0.87 1.83 37.43 0.00 6.08 15.97 4.35 1.15 3.41 1.33 2.30 15.98 1.43 0.93 22.51 3.83 3.96 1.40 4.90 1.00 12 EI α = coeficiente centro da laje αb = coeficiente centro da borda livre .38 0.53 5.77 9.35 5.33 5.96 3.41 4.30 95.02 3.58 2.38 4.00 1.20 4.31 0.62 1.31 3.04 3.86 1.64 2.85 0.36 4.35 5.55 3.83 3.03 3.27 1.40 40.10 1.49 1.67 1.14 3.06 0.31 40.44 0.13 4.54 1.36 1.40 1.47 10.44 7.17 2.51 3.43 0.74 0.92 8.34 5.94 1.58 24.59 2.08 0.00 5.65 3.50 1.42 0.44 0.43 0.00 1.34 1.37 0.36 1.83 123.66 3.20 0.30 1.68 3.45 32.20 1.55 19.27 3.75 0.62 22.73 3.42 7.45 0.91 4.55 1.45 18.85 1.40 11.39 4.14 0.10 4.95 4.58 1.44 1.80 1.26 0.39 0.52 10.90 5.93 3.94 3.36 0.40 4.93 8.60 14.79 2.25 4.45 1.50 23.70 9.00 3.04 8.52 3.12 3.38 30.64 2.45 1.37 1.38 0.02 0.43 0.90 3.79 8.93 2.95 1.33 0.65 1.52 3.85 5.46 1.55 5.15 29.32 3.45 11.85 6.84 1.75 1.38 5.75 19.24 6.15 1.65 33.

Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 105 TABELA A-5 REAÇOES DE APOIO EM LAJES COM CARGA UNIFORME Tipo y lx 1 νx y x y lx 2B λ= ly lx ly x 2A νx νy ly x ly x λ= ly lx νy ν’y νx ν’x νy 1.22 2.55 1.01 4.16 4.34 4.72 2.96 4.47 5.95 4.54 5.83 1.15 2.28 2.48 2.73 2.96 4.91 4.33 3.84 1.02 2.79 1.75 4.83 2.13 1.17 2.33 3.83 1.50 2.20 2.00 2.50 3.50 1.96 4.90 3.83 1.50 2.44 2.00 > 2.95 3.60 1.15 1.83 > 2.96 4.96 4.23 1.50 2.68 1.33 3.57 2.32 1.15 2.62 2.38 2.50 5.89 1.50 2.88 4.18 1.30 3.52 5.83 2.96 4.83 1.30 1.48 1.33 3.25 3.00 3.96 4.05 1.35 3.50 1.33 3.25 1.85 1.72 2.93 1.10 1.30 3.05 1.75 2.11 4.83 1.53 2.50 2.92 2.95 4.25 1.50 2.50 2.33 3.10 2.80 2.92 2.39 2.50 2.20 2.55 3.50 2.12 1.27 3.70 1.93 2.50 3.83 1.50 1.96 4.33 3.45 1.10 2.50 3.50 2.24 4.33 3.83 1.50 2. prevendo a possibilidade de engastes parciais.00 2.83 1.83 1.89 4.08 2.33 4.96 4.80 1.96 4.06 4.83 1.15 1.50 5.94 4.50 3.99 2.25 2.38 6.33 3.83 1.50 2.75 1.85 3.97 1.21 2.80 3.35 1.33 3.83 1.42 5. .33 3.95 2.87 2.20 2.01 1.96 4.80 4.96 4.45 5.40 3.10 2.83 1.29 2.61 2.70 3.83 1.83 1.37 4.74 1.05 2.41 1.68 2.50 3.64 2.65 2.33 3.00 2.83 2.UNESP(Bauru/SP) 1288 .29 2.33 3.83 1.50 2.55 1.15 2. p lx V=ν p = carga uniforme lx = menor vão 10 (*) os alívios foram considerados pela metade.02 1.27 4.10 2.96 4.40 1.47 2.83 1.00 2.40 4.60 3.65 3.83 1.05 2.83 1.56 2.90 1.33 3.82 4.75 4.62 1.45 3.00 5.00 1.01 2.31 4.09 1.83 1.20 1.65 1.75 3.96 4.50 2.20 4.32 3.50 3.96 4.50 3.85 4.33 2.00 Tabela elaborada por PINHEIRO (1994) conforme NBR 6118/03.

44 1.25 4.33 5.17 2.26 1.55 2.38 4.28 4.17 3.66 3.17 3.23 2.44 1.17 3.17 1.04 1.17 3.75 3.17 3.17 2.17 3.17 2.17 3.45 4.17 1.06 3.89 4.33 4.38 6.80 1.00 > 2.17 1.44 1.29 2.69 1.45 2.70 2.44 3.58 2.05 2.36 2.35 2.44 > 2.20 2.75 2.59 4.67 2.78 4.00 2.90 3.17 1.95 4.65 1.17 2.17 2.00 4.17 2.59 3.17 1.53 2.44 1.17 1.52 3.80 1.50 1.35 1.20 1.20 1.25 1.10 1.44 1.44 1.44 1.17 3.17 2.44 1. .17 3.58 2.71 2.28 1.53 4.92 3.17 3.44 1.17 3.85 3.17 3.10 1.17 2.98 4.75 3.17 3.00 1.74 1. p lx V=ν p = carga uniforme lx = menor vão 10 (*) os alívios foram considerados pela metade.02 4.17 1.53 3.42 2.17 3.70 1.19 4.48 2.44 1.02 4.17 3.97 1.80 3.44 1.06 4.17 3.00 4.05 1.33 4.56 3.80 2.44 1.30 1.17 2.44 1.17 3.44 1.33 4.65 3.78 4.13 1.30 4.84 4.13 4.85 1.88 4.17 3.17 3.44 1.60 1.99 2.95 2.22 4.72 4.15 2.46 2.17 3.31 4.44 2.44 1.84 3.93 4.17 3.44 1.75 1.12 3.63 4.63 1.17 2.17 3.85 1.90 1.73 3.24 4.44 1.15 2.44 1.99 3.17 3.36 3.00 1.25 2.55 1.17 2.90 2.63 3.17 5.24 1.00 Tabela elaborada por PINHEIRO (1994) conforme NBR 6118/03.44 1.73 3.32 2.15 1.00 3.17 1.40 2.33 4.80 3.32 4.56 1.27 3.83 4.17 4.09 4.09 4.30 2.08 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 106 TABELA A-6 REAÇOES DE APOIO EM LAJES COM CARGA UNIFORME Tipo y x y x y lx 4B ν’x λ= ly lx νx 3 ν’x ly x 4A ν’y νx ly x ly x λ= ly lx νy ν’y νy 1.89 1.10 2.33 4.15 1.66 3.93 1.25 2.40 1.07 1.63 2.60 2.45 3.17 2.33 4.70 3.50 2.00 1.25 4.18 1.17 3.22 4.16 4.45 1.60 3. prevendo a possibilidade de engastes parciais.17 2.33 4.17 2.22 1.95 3.UNESP(Bauru/SP) 1288 .

50 1.68 2.50 2.15 2.50 2.95 2.71 2.13 3.42 1.95 2.71 2.50 3.50 3.90 2. .66 3.87 1.76 4.84 1.48 1.71 2.50 3.22 3.62 2.17 3.15 1.55 2.50 2.65 2.71 2.71 2.03 1.50 3.00 2.11 3.88 2.50 1.05 1.50 3.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 107 TABELA A-7 REAÇOES DE APOIO EM LAJES COM CARGA UNIFORME Tipo y lx 5A y lx 5B y lx λ= ly lx λ= ly lx νx ly x ly x 6 ν’y ν’x ly x ν’x ν’y ν’x νy ν’y 1.80 4.20 2.50 3.45 1.08 2.21 2.79 2.71 2.55 1.50 3.16 3.65 2.00 1.00 2.30 2.50 3.60 2.25 1.40 1.71 2.10 1.53 2.50 1.17 3.17 3.22 3.50 2.12 1.33 3.30 1.71 2.72 2.17 3.71 2.71 2.71 2.50 1.63 3.17 3.45 2.17 3.85 4.50 3.50 1.90 1.50 1.00 4.44 2.00 1.04 3.70 2.71 2.25 2.50 2.36 3.17 3.00 Tabela elaborada por PINHEIRO (1994) conforme NBR 6118/03.50 3.50 1.28 3.47 3.88 3.17 3.01 1.77 1.50 1.64 1.96 2.50 1.57 2.17 3.17 3.89 4.96 4.25 3.33 2.50 1.UNESP(Bauru/SP) 1288 .71 2.50 2.57 3.92 4.50 1.50 1.72 3.83 2.21 1.60 1.71 2.00 3.83 3.39 2.13 3.50 5.00 2.05 3.20 1.71 2.25 3.50 1.67 3.00 > 2.71 2.10 1.28 2.75 3.59 1.05 1.17 3.50 1.50 1.99 1.81 1.17 5.61 3.71 2.98 3.29 1.80 1.50 3.71 2.71 2.36 1.75 3.11 3.50 2.50 3.14 3.17 3. prevendo a possibilidade de engastes parciais.35 1.17 3.50 1.44 3.69 1.17 4.37 3.30 3.40 2.75 1.65 1.54 1.17 3.61 2.17 3.15 1.93 1.73 1.70 1.75 2.50 3.71 2.48 2.50 3.90 3.71 2.50 2.90 1.73 2.96 1.85 2.38 6.92 2.50 1.71 2.50 1.50 3.56 3.50 1.08 3.50 3. p lx V=ν p = carga uniforme lx = menor vão 10 (*) os alívios foram considerados pela metade.00 1.50 1.71 2.50 3.35 2.85 1.50 > 2.03 3.50 1.50 3.17 3.75 2.80 2.

45 1.50 3.00 5.75 1.96 5.78 11.60 11.10 1.15 1. 2 p lx p = carga uniforme lx = menor vão M=µ 100 8.63 11.67 1.25 1.08 12.61 1.72 3.77 4.03 12.70 1.76 3.99 3.50 3.48 11.00 12.95 3.75 1.22 4.54 8.15 5.16 3.45 12.94 > 2.74 7.86 1.90 9.10 4.79 3.44 1.16 12.17 4.12 2.56 3.09 11.50 1.UNESP(Bauru/SP) 1288 .06 10.50 2.35 3.65 8.16 9.81 11.53 12.79 1.70 8.05 5.23 11.50 3.34 1.35 6.44 4.40 7.10 3.93 10.53 7.45 3.25 3.26 3.64 4.00 4.00 4.91 11.14 5.54 1.80 9.10 4.24 1.74 1.94 10.53 1.26 3.04 1.89 6.55 1.58 7.35 3.92 11.12 5.42 2.23 2.88 11.79 3.23 4.16 4.71 1.00 1.09 3.75 10.05 4.54 1.03 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994).58 12.90 1.41 3.27 3.10 5.40 8.54 3.05 5.38 8.92 10.80 1.76 2.64 8.39 5.61 3.44 3.05 1.25 3.55 1.63 3.80 10.19 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 108 TABELA A-8 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA UNIFORME y lx 1 y lx 2A y lx 2B Tipo ly x ly x ly x Tipo λ= ly lx µx µy µx µy µ’y µx µ’x µy λ= ly lx 1.81 1.86 3.36 12.88 4.38 1.38 4.18 3.20 7.40 1.49 9.95 9.66 7.99 1.00 1.75 4.28 3.48 1.20 5.17 5.06 5.91 2.87 1.00 .53 3.74 9.23 5.23 8.72 11.54 10.62 4.50 7.91 3.30 1.12 3.55 7.68 1.48 1.17 9.80 9.91 3.74 11.36 12.30 6.00 9.65 1.73 3.55 5.40 3.85 9.94 12.41 4.49 3.88 5.84 11.85 11.47 7.45 7.95 6.95 2.86 9.25 2.77 1.82 6.75 8.25 6.19 1.12 1.86 1.34 2.79 9.68 1.89 10.72 3.98 3.60 8.29 8.53 4.07 3.20 1.08 3.51 2.60 1.36 11.13 12.90 2.95 1.00 > 2.32 10.67 5.74 3.59 2.86 5.68 2.59 1.20 5.35 1.84 2.85 1.69 11.79 5.

91 8.26 1.18 2.50 3.21 11.60 8.08 1.62 7. 2 p lx p = carga uniforme lx = menor vão M=µ 100 3.85 11.03 0.00 1.56 1.39 1.03 3.35 3.45 7.15 6.60 4.35 1.99 1.04 4.56 7.70 3.73 10.00 1.10 3.40 1.UNESP(Bauru/SP) 1288 .09 3.37 2.76 11.22 3.52 11.33 8.77 1.58 10.60 8.83 1.19 1.76 1.32 8.25 1.50 1.50 7.20 7.36 2.12 4.30 1.78 1.62 2.53 1.86 3.90 10.89 10.83 0.86 10.52 11.69 3.24 9.63 3.15 4.10 1.32 3.45 1.17 4.27 3.00 5.81 3.83 2.15 3.00 .69 2.25 8.00 > 2.65 5.41 2.94 4.20 12.82 10.70 1.31 11.55 1.80 3.65 1.60 1.15 8.28 8.17 6.99 8.30 8.99 1.50 1.40 4.49 1.69 6.13 8.01 3.60 11.23 7.75 1.67 7.70 5.67 1.95 0.18 7.55 4.88 > 2.78 8.65 2.72 11.70 7.57 3.37 3.93 3.32 8.56 8.16 6.24 1.87 2.14 4.70 11.50 4.36 7.77 9.42 8.17 2.41 7.09 5.93 2.33 2.66 3.05 2.16 4.98 0.94 7.99 7.42 9.65 7.50 2.15 1.92 1.91 0.56 7.33 8.11 8.99 2.73 1.17 7.85 5.85 8.85 1.20 3.26 1.86 10.03 3.89 1.30 1.09 3.99 10.87 1.69 6.10 10.80 1.91 3.90 10.03 2.00 5.72 9.05 1.25 1.03 12.14 1.46 8.67 11.70 1.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 109 TABELA A-9 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA UNIFORME y lx 3 y lx 4A y lx 4B Tipo ly x ly x ly x Tipo λ= ly lx µx µ’x µy µ’y µx µy µ’y µx µ’x µy λ= ly lx 1.20 8.65 1.75 5.79 11.55 3.95 5.03 1.00 4.63 3.49 1.99 3.63 3.41 1.00 2.09 6.74 3.88 4.33 1.33 1.35 3.19 7.81 11.69 1.16 1.45 4.55 1.00 7.01 1.20 8.88 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994).10 4.14 6.28 2.95 2.93 8.33 8.64 9.87 0.56 11.96 4.25 3.16 8.46 3.43 1.07 8.16 4.72 8.19 8.63 1.76 0.91 1.06 5.80 0.80 5.82 2.68 7.12 6.39 7.43 2.17 7.20 1.65 8.67 3.43 1.33 8.90 5.99 2.65 1.31 8.07 4.02 8.86 9.97 3.63 8.35 4.72 3.06 9.82 7.30 4.08 1.63 11.40 11.35 3.48 11.82 3.90 1.25 8.34 3.22 3.66 8.

69 1.51 3.65 1.10 8.00 5.15 1.10 1.22 8.22 1.66 3.96 0.61 7.20 1.22 1.76 3.64 4.98 1.43 1.68 7.46 2.41 5.14 1.97 8.90 1.21 1.56 6.72 5.70 4.05 9.60 4.70 1.50 1.13 1.04 1.34 2.35 3.00 .27 5.90 7.45 4.77 5.87 6.16 4.35 5.72 1.17 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994).72 5.74 2.18 8.65 1.71 1.29 5.UNESP(Bauru/SP) 1288 .83 1.88 2.72 5.80 8.91 2.19 1.39 9.82 1.65 2.70 5.59 7.74 3.12 4.25 1.71 5.05 8.72 2.81 2.10 2.23 5.25 1.88 1.13 5.96 5.46 2.99 1.90 5.63 6.85 6.56 3.70 5.43 5.12 8.10 10.74 8.10 3.48 7.72 3.28 7.69 5.95 5.15 5.69 3.42 0.40 7.80 1.67 7.97 5.59 2.55 1.19 3.75 1.92 1.65 1.50 2.60 1.84 10.76 1.02 3.01 0.91 5. 2 p lx p = carga uniforme lx = menor vão M=µ 100 5.97 1.75 2.70 1.08 8.55 9.80 8.97 5.91 3.20 3.55 3.03 12.13 3.17 2.09 7.98 2.02 2.02 5.13 4.94 5.25 3.72 5.96 1.02 6.55 4.12 8.47 1.29 1.28 7.05 > 2.62 3.56 3.62 5.72 5.06 1.72 5.52 6.74 3.05 1.67 6.42 1.12 4.14 6.00 1.50 1.23 8.72 5.33 8.97 3.83 1.30 11.53 1.91 8.75 2.72 5.70 6.88 5.30 3.47 5.88 8.40 3.65 4.14 4.53 2.02 5.57 7.00 7.34 8.33 2.38 0.24 8.95 8.63 3.71 2.86 8.46 2.57 1.70 2.32 1.17 8.72 5.87 1.30 1.64 5.43 6.07 5.95 2.20 10.50 5.00 7.88 2.45 0.98 3.44 2.61 1.58 3.88 5.17 1.35 1.99 1.79 7.50 7.36 1.52 6.34 1.50 11.72 5.45 8.47 0.08 8.07 1.00 > 2.43 7.83 3.30 1.94 1.05 8.16 7.16 2.76 7.68 2.53 7.00 1.86 8.97 10.64 4.84 5.49 1.77 1.40 1.76 1.59 5.02 1.13 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 110 TABELA A-10 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA UNIFORME y lx 5A y lx 5B y lx Tipo Tipo ly x ly x 6 ly x λ= ly lx µx µ’x µy µ’y µx µ’x µy µ’y µx µ’x µy µ’y λ= ly lx 1.57 1.43 7.75 3.40 1.36 3.56 2.17 2.00 5.40 11.02 8.66 8.73 3.00 2.28 8.18 5.85 1.60 4.35 1.20 1.55 5.43 1.00 1.80 8.57 7.75 4.15 5.91 1.70 10.03 3.50 4.02 8.05 2.17 4.52 6.75 2.91 5.20 1.29 5.85 5.51 5.99 0.15 8.72 5.64 7.39 7.60 6.65 7.23 9.89 1.15 2.54 3.33 0.02 2.96 8.07 1.99 8.11 2.45 1.80 5.88 7.29 8.68 5.

80 1.29 8.55 7.88 9.20 8.03 9.98 6.65 2.70 1.96 4.45 1.45 1.00 5.16 12.46 1.71 8.11 0.10 3.16 0.09 13.89 77.50 8.94 0.52 11.88 0.58 12.55 2.64 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 111 TABELA A-11 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA UNIFORME y la 7 y la Tipo Tipo lb x 8 µyb µx µy µyb lb x l γ= a lb µx µy µ’y µ’yb γ= la lb 0.66 10.55 1.92 12.47 3.31 2.20 9.50 8.47 8.94 15.45 7.12 1.47 8.00 > 2.75 0.70 0.28 15.89 41.55 41.39 8.54 0.90 1.51 17.22 10.31 8.71 3.77 10.80 2.45 2.38 12.69 13.65 1.45 1.02 13.56 11.55 0.90 0.00 0.41 12.85 4.90 13.08 1.50 8.90 4.26 20.00 2.48 24.94 7.72 4.05 1.40 1.85 1.86 4.77 13.31 1.94 9.59 10.67 0.57 8.31 5.50 8.43 0.95 2.91 0.00 1.44 22.89 28.85 0.08 4.06 3.01 1.47 8.33 15.35 0.76 9.63 15.70 10.14 4.17 4.09 3.60 1.48 8.65 6.53 12.25 20.17 4.13 4.91 9.95 1.06 0.88 8.82 25.94 15.32 13.01 4.50 0.19 8.72 4.25 1.16 3.84 4.20 1.49 8.76 0.82 4.59 10.92 17.16 4.82 19.09 8.15 3.40 0.31 25.14 13.48 1.74 0.97 8.49 0.80 4.45 1.00 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 M=µ p = carga uniforme l = menor valor entre la e lb 100 Mb = momento ao longo da borda livre .05 4.05 8.01 12.78 1.30 1.16 9.30 11.80 4.45 1.86 4.09 4.44 10.59 9.31 8.11 4.97 4.46 9.55 14.88 4.06 8.46 1.14 11.83 12.54 7.20 3.30 8.98 6.15 4.48 1.69 0.70 2.25 3.50 8.49 8.45 > 2.50 8.99 4.00 3.44 14.10 8.16 0.15 10.61 5.86 22.17 8.36 0.19 29.50 13.55 0.84 11.45 0.48 8.77 12.22 25.43 0.85 2.07 8.06 8.49 0.28 8.UNESP(Bauru/SP) 1288 .85 0.04 12.00 2.25 11.47 6.03 3.97 9.90 3.33 8.41 2.75 1.62 4.30 0.49 8.50 48.56 4.60 6.95 3.49 8.65 0.45 1.92 4.47 7.75 2.64 11.24 11.45 1.75 5.68 4.53 11.86 2.63 12.33 8.19 10.15 1.21 11.69 62.95 21.30 3.60 27.12 4.50 1.29 8.40 9.84 10.33 8.90 2.29 12.45 1.12 11.81 10.68 4.45 2.60 2.60 0.80 4.97 4.45 1.13 4.59 18.63 10.94 1.95 0.45 1.96 8.32 8.19 12.84 0.46 6.30 8.46 1.19 17.96 4.10 1.38 0.05 13.09 10.45 9.45 9.12 3.80 0.65 6.33 1.74 4.90 0.93 4.61 1.55 1.46 1.13 14.23 3.13 8.00 9.85 12.40 2.80 1.19 3.50 8.74 4.39 16.35 12.76 4.00 23.80 0.42 11.49 8.94 7.74 10.95 2.46 7.22 1.78 4.50 2.45 1.32 8.45 1.23 4.65 12.26 3.46 1.45 1.94 11.35 2.24 15.80 8.45 7.73 8.90 4.83 12.56 12.24 8.35 1.37 35.05 7.49 8.33 0.00 0.47 1.50 19.10 4.50 8.74 12.64 23.11 3.05 3.52 12.35 10.28 14.64 28.70 5.05 7.28 33.

48 1.97 8.56 4.55 0.37 1.30 1.40 1.68 0.16 5.70 2.07 1.35 0.98 1.50 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 p = carga uniforme l = menor valor entre la e lb M=µ 100 Mb = momento ao longo da borda livre < 0.25 12.62 12.20 2.50 13.95 2.66 11.51 6.76 12.80 10.35 -5.39 1.34 4.61 12.95 1.01 5.82 5.00 9.95 5.57 3.93 11.95 4.25 10.80 1.46 8.24 5.92 14.84 35.48 10.68 12.58 3.49 1.00 14.97 5.68 8.57 3.64 7.00 8.54 0.50 12.25 28.50 -0.58 12.87 3.26 15.59 5.50 1.56 4.65 2.40 4.90 2.50 1.46 8.92 4.43 7.59 1.57 33.35 1.00 6.84 5.19 8.63 12.78 3.08 9.44 10.UNESP(Bauru/SP) 1288 .35 1.50 0.45 1.45 1.45 1.91 4.50 > 2.77 4.90 11.58 3.78 6.90 0.15 0.33 2.04 5.91 12.30 -7.58 3.74 4.25 7.70 1.49 12.56 37.54 6.53 0.75 2.49 7.66 5.69 12.61 11.24 5.25 8.19 11.85 1.72 9.72 0.60 2.02 5.12 1.64 1.80 2.56 22.17 39.48 7.05 1.99 5.86 6.46 8.59 2.30 -12.86 0.33 5.58 3.14 5.50 1.49 1.49 1.45 .12 8.85 0.35 2.36 12.22 12.36 9.48 12.05 1.50 50.45 8.78 33.26 11.57 3.77 0.21 11.60 1.89 38.86 9.78 6.62 11.56 4.04 4.56 3.99 8.00 12.94 4.46 8.60 1.57 3.39 9.85 1.02 4.94 12.33 8.49 7.57 3.57 12.25 27.17 5.00 36.62 17.08 0.06 4.17 6.30 0.50 2.12 9.25 5.75 0.48 25.72 11.06 4.46 7.47 7.92 9.17 6.64 12.18 4.56 37.11 4.02 4.13 34.84 5.91 5.74 0.45 12.90 2.81 4.25 2.62 1.93 5.24 5.44 9.47 22.00 < 0.00 2.08 0.00 0.20 1.95 2.11 8.55 0.46 8.00 2.46 7.67 12.64 8.15 1.11 8.27 1.43 1.88 4.57 3.48 7.64 8.17 10.54 12.80 0.56 4.42 9.63 4.20 5.85 2.73 8.22 12.09 11.00 1.86 12.00 0.55 1.65 0.41 4.72 12.28 7.84 0.99 5.61 0.13 13.91 3.07 1.31 13.06 25.15 2.98 1.49 1.55 11.91 1.56 -0.75 2.50 2.30 0.00 2.82 8.30 2.99 4.41 1.25 1.68 12.26 31.70 0.40 -3.41 12.50 1.33 8.23 17.35 8.05 2.70 1.40 2.09 5.41 9.45 9.58 3.14 7.52 1.55 0.70 12.63 10.70 4.04 8.89 3.59 12.82 9.23 8.84 0.18 9.45 8.60 10.37 1.59 12.08 0.50 6.67 12.22 -4.65 1.17 8.30 8.06 18.10 1.36 8.59 12.89 7.67 12.81 1.40 28.32 20.42 1.49 1.55 2.50 0.08 6.25 0.20 7.55 1.81 19.34 8.93 8.87 7.45 8.08 4.53 10.08 10.67 0.88 4.24 11.47 10.56 12.50 7.54 23.57 3.00 > 2.86 4.00 14.85 2.58 3.50 6.15 8.45 0.22 14.29 1.38 9.49 4.76 4.81 0.17 4.33 11.10 2.57 3.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 112 TABELA A-12 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA UNIFORME y la 9 y la 10 Tipo lb x lb x Tipo l γ= a lb µx µ’x µy µyb µx µ’x µy µyb µ’y µ’yb γ= la lb 50.47 7.88 5.47 7.08 8.28 14.20 1.59 2.25 12.57 3.48 10.47 1.06 5.42 15.57 12.06 17.90 1.90 5.98 4.08 3.04 12.06 14.80 2.11 5.83 8.22 7.65 12.54 8.11 1.91 4.91 5.95 2.25 5.62 10.58 3.50 1.45 2.45 0.21 13.77 13.13 5.89 -2.80 10.82 1.84 4.53 15.81 1.99 0.76 0.72 12.37 11.44 8.45 8.92 0.83 4.45 8.73 8.88 20.75 1.44 1.31 8.84 5.65 3.86 5.27 4.45 -1.40 6.60 10.50 1.59 5.26 0.12 1.56 30.60 0.40 0.25 3.33 43.26 8.00 2.46 1.65 1.

07 3.84 5.12 2.27 7.70 2.77 3.60 2.75 0.UNESP(Bauru/SP) 1288 .53 1.13 1.85 2.06 4.20 1.27 4.14 1.41 2.21 1.96 5.55 2.53 2.74 4.12 2.95 2.14 6.64 2.24 2.90 0.92 2.83 2.40 4.10 2.73 3.50 6.85 4.13 1.27 2.20 3.81 2.35 2.73 1.31 2.06 3.64 2.10 1.21 7.14 4.70 1.55 0.85 0.65 2.97 1.23 1.68 1.34 8.70 1.60 2.34 4.18 5.00 2.60 0.02 3.29 1.80 0.87 3.67 0.59 1.71 1.55 1.83 1.42 1.98 2.55 3.98 2.74 3.50 0.65 0.45 2.10 2.11 2.25 7.13 2.32 1.96 1.65 6.36 1.90 2.63 2.92 2.31 5.41 0.12 4.67 1.15 0.49 0.11 2.20 2.92 4.85 1.58 2.56 2.76 3.84 4.92 2.50 5.90 2.65 1.25 2.96 4.23 2.98 0.76 3.12 1.43 5.85 3.46 2.97 2.09 2.47 2.66 3.67 0.92 4.59 2.94 0.35 2.46 4.24 2.55 2.56 3.18 4.34 2.50 1.90 1.00 2.17 4.23 7.68 1.83 1.89 1.48 2.85 2.11 4.28 2.96 3.90 1.95 2.80 5.89 5.46 5.94 1.16 3.28 1.20 1.83 5.25 7.98 1.32 < 0.32 0.97 1.92 3.37 3.44 1.51 1.60 1.41 1.85 2.52 1.31 1.05 2.90 5.30 8.78 5.35 1.23 0.84 5.95 1.08 4.00 .09 1.86 1.17 4.55 4.80 2.76 2.07 4.60 2.72 4.84 4.68 2.02 4.72 2.81 3.36 2.12 3.80 1.72 2.09 4.98 6.64 3.94 5.34 2.92 2.78 5.83 4.75 3.50 1.38 3.60 5.88 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 M=µ 100 l = menor valor entre la e lb 5.99 3.92 2.36 2.23 2.03 5.05 2.05 1.61 1.35 8.97 1.80 2.43 2.70 3.40 2.33 8.80 3.01 3.68 4.97 3.23 2.95 2.83 0.09 4.75 3.30 2.28 1.40 2.17 7.75 2.51 2.45 1.59 2.66 0.50 2.05 4.00 2.63 1.14 1.00 1.95 1.31 5.65 4.53 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 113 TABELA A-13 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA TRIANGULAR x x x lb lb lb Tipo p 11 la y p 12 la y p 13 la y Tipo l γ= a lb µx µy µx µ’x µy µx µ’x µy γ= la lb < 0.81 6.50 0.60 4.15 2.39 2.46 4.52 3.95 1.80 0.87 2.32 8.76 1.25 1.90 2.37 2.79 1.21 3.70 3.79 3.11 2.29 4.07 5.85 4.73 6.93 1.75 1.54 6.87 4.06 6.44 1.52 1.00 2.60 1.64 2.66 3.15 1.39 1.79 1.25 7.12 4.26 2.96 1.55 1.28 2.10 6.33 1.00 6.83 5.90 4.30 1.75 2.24 4.08 2.58 2.13 2.17 3.05 2.92 3.70 0.72 2.40 1.60 4.84 4.16 4.45 1.95 1.19 5.86 3.86 2.

44 2.73 3.03 3.10 1.54 1.50 0.80 6.39 2.05 3.50 1.78 1.00 1.56 2.23 3.58 3.41 2.28 2.09 0.70 1.68 6.38 1.89 0.43 5.92 5.99 1.29 8.54 1.85 2.47 0.18 2.25 4.95 2.22 1.21 1.49 3.00 .64 3.47 5.57 1.20 4.67 1.75 1.23 1.70 2.17 3.57 1.67 1.44 5.19 1.22 1.96 2.53 5.12 2.03 1.06 2.60 3.44 1.35 1.35 2.28 4.93 4.22 7.13 3.26 4.96 2.79 4.50 2.06 6.47 2.58 5.72 3.00 2.56 1.00 3.57 4.55 2.22 7.38 1.18 1.50 0.94 5.08 5.49 1.04 5.74 4.75 0.69 4.42 2.16 4.12 2.72 3.23 3.96 5.85 1.98 < 0.44 2.87 5.36 4.81 1.28 8.89 1.86 1.89 1.33 2.69 1.92 4.12 2.37 1.51 3.38 3.47 3.40 1.82 1.00 3.16 3.09 3.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 114 TABELA A-14 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA TRIANGULAR x x x lb lb lb Tipo 14 p la y p 15 la y 16 p la y Tipo γ= la lb µx µ’xi µ’xs µy µx µy µ’y µx µ’x µy µ’y γ= la lb < 0.97 2.98 5.40 3.25 1.23 1.60 3.31 2.23 2.99 1.29 1.17 3.15 3.70 0.60 1.89 4.23 1.55 4.23 7.21 1.04 4.72 4.21 4.64 3.21 1.42 1.90 1.92 4.73 3.87 4.23 2.84 1.11 5.60 3.17 4.39 1.85 1.51 5.88 2.03 1.24 1.36 4.50 2.90 0.33 2.67 0.35 0.33 3.41 1.00 1.14 0.43 3.69 3.75 2.18 6.37 3.49 5.48 1.65 1.17 0.05 1.52 2.85 0.79 1.32 1.24 7.87 2.51 1.15 6.22 4.55 2.96 0.68 3.63 3.05 1.75 0.UNESP(Bauru/SP) 1288 .52 1.20 1.13 5.65 1.25 1.56 5.72 1.15 1.42 2.23 4.60 2.52 1.02 5.53 2.33 3.31 2.15 5.84 1.59 6.90 2.65 0.75 3.18 3.93 3.90 1.12 3.10 5.75 4.46 1.54 5.46 2.45 1.33 0.89 4.67 1.90 0.61 2.16 1.15 1.75 3.11 6.40 1.14 1.01 1.97 4.65 2.94 4.32 3.75 1.29 0.06 3.36 0.18 1.50 3.35 2.02 1.85 3.95 1.78 1.78 3.99 1.15 1.68 4.81 4.15 3.94 5.32 4.65 1.08 2.83 3.05 0.10 4.63 4.62 3.56 1.90 1.84 1.33 0.61 1.33 1.60 0.80 0.37 2.15 1.81 4.65 0.23 4.96 0.28 3.92 2.55 0.60 2.83 3.66 3.67 4.75 1.04 3.93 0.80 2.00 0.81 4.75 4.38 2.61 3.26 1.50 2.94 1.51 1.38 1.05 1.53 3.95 1.11 3.23 4.02 2.72 1.97 1.24 4.59 3.50 1.55 1.30 2.49 1.95 2.21 7.13 2.23 4.80 6.94 1.70 1.45 4.64 2.74 4.00 1.99 1.30 2.40 5.86 4.35 0.40 2.24 0.74 3.16 3.36 3.80 1.41 1.25 2.20 3.87 5.80 1.75 1.19 4.45 2.52 1.73 1.25 4.30 1.22 7.55 1.02 1.26 2.10 1.26 4.98 6.08 1.79 1.23 1.30 8.27 7.05 4.45 2.69 1.22 3.06 1.83 4.66 1.20 1.56 2.11 1.96 2.60 4.51 1.30 1.31 8.27 1.26 4.95 1.32 2.67 1.08 3.03 1.50 2.65 2.21 3.48 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 M=µ 100 l = menor valor entre la e lb 0.70 4.45 0.88 1.50 2.34 1.26 1.15 1.77 3.24 1.78 3.94 1.27 5.95 2.82 3.99 4.77 4.51 2.46 4.27 4.94 3.51 1.17 2.47 1.61 3.20 1.90 0.10 1.60 1.75 1.81 1.

38 4.48 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 M=µ 100 l = menor valor entre la e lb 3.62 4.21 3.12 2.89 0.30 1.71 3.55 0.25 1.65 1.60 1.58 5.83 4.77 4.27 1.92 2.90 1.80 0.25 4.15 5.39 4.44 1.61 5.70 1.22 4.26 3.53 1.66 1.82 0.71 4.82 1.33 1.09 3.75 0.53 4.35 1.65 1.58 1.92 2.29 2.94 1.18 1.90 1.78 2.49 5.34 1.10 1.80 1.00 1.44 5.14 3.89 2.83 1.59 1.75 2.54 1.23 1.20 3.47 4.16 3.61 1.18 1.98 2.03 1.51 1.93 2.22 4.91 1.08 0.13 4.05 4.15 1.85 1.75 1.74 1.47 1.20 1.28 2.21 4.84 1.75 1.30 2.55 1.13 2.25 4.94 0.81 1.22 1.20 1.40 5.07 4.92 1.30 4.20 4.53 1.23 4.48 4.65 4.54 3.98 2.82 1.05 1.00 0.75 1.73 1.08 0.01 2.37 2.30 1.95 1.33 2.90 3.80 1.33 1.56 5.33 1.49 1.69 1.59 1.53 1.60 0.08 2.08 1.91 4.53 1.44 3.67 1.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 115 TABELA A-15 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA TRIANGULAR x x lb lb Tipo 17 p la y p 18 la y Tipo γ= la lb µx µ’x µy µ’y µx µ’xi µ’xs µy µ’y γ= la lb < 0.95 2.11 1.23 4.90 4.80 0.75 1.25 1.73 1.45 1.38 4.26 0.51 1.00 1.97 1.86 1.18 1.12 1.35 1.58 2.50 2.40 1.55 1.35 1.95 2.48 1.60 3.64 2.70 2.88 1.50 1.66 1.79 0.76 2.00 .50 1.80 4.38 1.30 1.63 5.08 2.26 1.05 1.60 1.52 4.50 1.60 1.88 4.56 1.23 4.07 2.36 1.43 1.90 1.23 4.55 4.99 1.89 1.10 1.93 1.76 1.50 4.23 2.99 4.52 1.60 1.85 0.63 2.85 2.14 1.44 1.26 2.21 2.98 1.26 4.55 1.56 1.55 1.33 2.83 1.64 2.28 4.17 2.90 1.80 2.38 1.83 1.97 2.30 1.11 1.74 0.50 0.74 3.19 1.75 1.47 3.45 2.40 1.55 1.95 2.04 1.23 5.48 1.53 1.19 4.95 1.40 1.72 2.00 < 0.78 2.57 1.00 1.67 3.70 4.70 2.76 1.02 1.90 0.86 2.30 1.31 2.55 1.50 3.55 1.94 5.55 3.80 0.15 1.98 1.98 4.30 1.62 2.23 3.75 1.02 1.56 4.17 4.88 2.13 1.65 0.90 4.49 2.61 1.95 1.50 0.65 2.26 4.16 4.73 1.64 1.40 1.47 1.UNESP(Bauru/SP) 1288 .21 3.73 1.55 1.58 1.69 2.52 3.38 2.92 0.59 3.33 3.58 1.27 3.45 1.51 5.43 2.32 1.05 4.54 2.25 4.81 4.55 1.17 2.35 5.22 3.15 1.94 2.31 4.78 0.84 0.25 2.20 3.62 5.87 0.17 3.56 4.85 1.34 3.22 3.16 4.53 5.59 0.28 1.61 1.63 1.70 0.05 1.49 3.03 1.70 0.70 1.24 3.56 1.56 1.46 1.85 1.55 2.91 2.80 1.89 4.45 1.42 1.43 3.80 0.12 4.25 1.18 1.24 4.60 3.48 1.26 4.87 1.44 0.01 1.

65 3.86 1.77 3.60 3.93 3.28 6.56 0.10 3.08 4.60 4.55 1.91 1.55 3.69 4.13 1.21 4.60 1.75 1.19 0.03 4.04 0.65 3.75 3.70 3.37 5.63 2.27 3.80 0.21 0.80 5.40 2.50 0.89 6.95 3.74 1.31 0.20 1.49 5.00 1.05 0.27 0.53 1.95 0.72 3.63 0.79 1.46 2.35 1.90 2.42 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 M=µ 100 l = menor valor entre la e lb 15.78 5.48 3.92 0.14 0.80 1.64 4.38 1.03 0.03 2.72 2.44 2.34 0.88 0.84 1.70 1.65 1.75 0.53 2.33 3.82 3.11 0.50 5.16 4.75 1.50 1.06 3.17 3.59 2.74 4.79 0.76 3.55 4.86 1.19 5.15 1.95 2.UNESP(Bauru/SP) 1288 .64 4.70 4.30 5.45 1.51 4.64 1.00 1.31 0.65 0.07 0.00 1.05 3.62 3.04 7.03 0.50 2.70 3.56 8.88 2.09 3.59 2.12 1.55 0.10 1.67 1.87 0.95 0.55 1.31 2.53 0.25 1.12 2.02 0.50 1.20 2.09 0.77 0.98 0.17 4.22 1.28 2.93 1.90 1.05 1.48 11.97 0.85 2.97 4.70 0.61 4.24 4.30 8.25 23.85 0.86 3.83 4.24 0.78 3.23 4.07 0.60 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 116 TABELA A-16 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA TRIANGULAR x x lb lb Tipo p 19 la y 20 p la y Tipo γ= la lb µx µy µyb µx µy µyb µ’y µ’yb γ= la lb 0.43 3.92 0.85 0.63 10.35 0.86 0.87 0.42 2.77 3.00 4.64 6.00 1.69 4.45 0.00 5.02 2.00 .08 8.72 2.64 3.09 1.40 5.39 4.65 0.05 0.31 0.31 6.06 0.00 8.79 1.40 1.75 4.64 1.15 1.66 4.63 4.25 3.95 3.60 0.85 1.51 0.01 5.95 0.50 2.61 2.90 0.53 1.32 0.87 14.04 2.30 1.77 3.11 4.56 18.96 5.40 3.22 4.36 3.89 5.76 1.85 1.29 0.66 7.48 0.19 11.06 0.56 3.07 4.32 4.15 4.46 1.08 0.60 0.20 1.98 0.55 1.75 0.14 4.95 1.58 0.49 1.31 0.82 0.35 5.05 1.81 0.57 1.09 0.12 7.61 4.44 5.77 0.59 4.45 1.80 1.65 9.04 0.63 4.39 0.25 1.35 1.40 3.54 0.04 4.27 0.40 0.50 4.35 9.83 0.33 13.56 5.63 3.26 3.70 1.41 0.60 3.07 1.54 4.79 3.13 3.25 3.72 0.05 4.10 1.15 0.51 1.11 4.83 4.63 1.90 1.80 2.71 1.30 1.90 0.70 0.72 4.54 6.82 2.90 1.47 5.95 1.08 0.69 1.57 2.94 2.41 2.00 0.68 0.10 0.57 1.80 2.60 1.96 1.75 2.62 1.52 5.40 5.45 4.80 1.83 1.58 3.79 3.91 0.96 2.97 7.16 3.05 3.56 3.16 7.70 1.40 1.67 0.09 5.42 2.18 4.18 5.67 9.74 1.78 9.08 1.17 0.48 2.77 0.30 0.55 2.74 0.87 1.77 1.82 1.14 1.65 1.95 1.50 2.20 4.44 2.66 1.61 3.60 1.56 4.46 0.25 1.93 3.03 1.

44 2.10 1.86 2.82 3.91 3.70 1.72 1.95 0.85 0.40 5.88 3.67 0.94 3.05 2.05 1.64 2.68 4.65 1.86 1.52 4.60 0.73 0.01 3.17 1.69 0.83 3.98 2.30 -1.64 3.22 0.33 5.59 3.64 1.14 4.50 1.65 2.66 0.04 1.98 1.33 1.17 16.24 3.30 1.62 8.61 8.58 0.76 0.50 0.06 13.74 1.60 4.45 1.07 1.93 2.45 0.55 1.85 3.12 9.28 4.54 6.82 0.37 9.01 3.00 1.14 2.57 0.50 7.35 5.86 3.45 0.74 0.67 0.45 6.30 0.17 16.23 0.70 3.00 4.64 1.00 2.85 1.15 1.41 2.48 8.50 1.90 0.92 11.48 4.37 1.74 3.31 2.30 -4.10 3.55 1.35 1.66 4.87 1.47 4.63 1.40 1.80 1.09 2.45 0.49 6.43 0.58 4.88 0.78 1.65 0.71 0.79 0.05 2.75 0.19 7.19 1.92 1.44 2.85 1.09 1.77 3.25 6.81 1.60 0.59 6.59 1.22 8.60 0.66 1.76 1.84 0.35 1.45 8.78 0.87 2.35 0.50 4.71 4.00 .83 1.28 10.22 1.38 4.48 2.32 0.80 1.47 7.78 1.56 0.68 1.63 8.65 1.64 7.90 0.56 4.55 2.68 4.07 3.UNESP(Bauru/SP) 1288 .83 0.55 0.58 1.92 0.89 3.71 8.91 2.49 0.22 4.11 3.67 1.76 3.62 4.40 1.03 4.80 1.89 0.10 1.65 1.71 1.87 0.09 0.39 2.75 1.30 2.70 1.65 3.90 1.41 5.51 0.44 4.55 1.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 117 TABELA A-17 MOMENTOS FLETORES EM LAJES COM CARGA TRIANGULAR x x lb lb Tipo p 21 la y p 22 la y Tipo γ= la lb µx µ’x µy µyb µx µ’x µy µyb µ’y µ’yb γ= la lb < 0.10 10.70 1.65 1.51 2.83 3.53 3.82 0.52 1.94 4.86 0.78 0.95 1.63 2.78 0.88 1.25 1.47 3.05 1.22 5.69 0.65 2.47 0.97 4.35 1.48 Valores extraídos de BARES e adaptada por PINHEIRO (1994) p l2 M=µ 100 l = menor valor entre la e lb 0.01 3.10 2.35 -0.56 0.13 3.33 1.24 0.98 3.33 1.15 1.70 0.88 0.78 2.12 3.32 12.27 4.55 1.40 0.17 2.69 1.63 0.14 7.30 2.80 1.43 1.81 14.22 0.03 2.29 1.64 7.42 1.25 11.75 1.65 2.43 6.94 3.88 0.00 1.64 4.96 0.53 10.66 7.52 0.88 3.60 8.67 7.03 1.88 0.81 4.76 2.48 4.86 3.56 4.10 1.74 1.67 2.46 < 0.04 0.55 1.60 1.58 1.34 1.47 1.06 4.53 3.80 0.54 2.67 15.77 3.25 1.50 1.80 2.31 1.18 6.00 1.90 3.52 1.95 4.69 7.75 1.30 0.28 0.63 0.45 1.59 0.16 4.36 3.23 5.16 0.50 0.67 0.56 3.06 4.42 0.40 3.85 0.95 1.66 0.13 1.01 2.82 0.12 -0.60 1.80 3.89 1.13 1.38 1.53 0.97 2.85 1.49 12.64 8.64 1.67 -4.97 8.75 0.18 3.36 3.45 1.67 2.88 0.27 3.22 5.88 0.96 3.19 2.54 0.50 0.75 1.24 2.25 1.85 3.67 -0.00 0.52 1.80 1.30 1.05 1.80 9.15 2.67 1.48 0.88 0.70 1.72 2.61 6.98 1.52 0.65 7.68 0.14 1.62 1.75 3.54 4.39 1.60 1.80 0.91 0.74 3.95 2.73 0.33 5.89 2.22 1.39 1.58 3.70 0.40 0.65 1.95 2.84 1.89 13.39 6.20 1.68 7.91 3.90 1.29 1.31 2.48 1.47 0.16 4.50 1.96 3.79 0.10 1.34 1.57 6.52 2.71 0.43 3.61 3.31 1.22 9.40 1.05 1.82 1.00 2.12 2.20 1.94 2.21 1.69 0.09 0.95 1.66 7.90 1.65 0.39 1.45 1.49 2.08 0.35 2.46 2.09 4.55 1.61 0.54 0.

73 9.56 3.64 6 2.67 33 0.14 18 0.55 0.69 4.71 30 0.2 5 5 2.33 5.36 10.16 12.46 4.5 1.27 6.86 4.26 1.32 5.88 3.25 3.5 1.71 4.21 5.5 1.43 10.53 0.85 2.13 3.87 1.14 6.55 2.73 20.89 8.94 6.86 1.60 13 1.58 6.46 2.27 1.79 1.05 1.UNESP(Bauru/SP) 1288 .67 3.33 12.5 2.05 20 0.97 3.67 15.89 13.50 7.30 10.46 0.00 2.00 2.71 5.07 1.80 26 0.57 2.10 3.75 2.35 7.69 1.08 1.09 5.14 4.00 4.00 9.08 7 1.31 3.67 10.33 1.42 0.21 4.42 10.50 1.63 2.77 4.3 8 6.20 3.52 10 16.41 8.67 2.15 1.00 4.67 6.00 5.5 0.78 1.31 2.33 4.71 13.12 1.50 11.62 8.22 9.83 19.63 14.79 1.86 2.63 0. Diâmetro Nominal (mm) 6.67 12.71 5.73 1.85 7.33 3.00 22 0.15 5.11 19 0.5 1.08 2.00 5.15 5.80 2.26 3.13 1.42 3.25 8.18 17.54 2.25 5.57 4.94 1.33 6.95 1.62 4.5 25.86 16.99 1.55 13.42 12.86 7.35 9 1.00 14.73 2.91 24 0.42 8.00 1.44 4.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 118 TABELA A-18 ÁREA DE ARMADURA POR METRO DE LARGURA (cm2/m) Espaçamento (cm) 4.11 1.85 2.33 7.25 17 0.61 Elaborada por PINHEIRO (1994) Diâmetros especificados pela NBR 7480.98 2.92 1.33 16 0.5 2.79 .26 2.54 14 0.67 0.39 2.17 3.23 17.93 8.58 0.43 2.85 2.92 1.83 25 0.52 3.50 8.81 1.17 2.20 6.63 1.52 4.00 22.40 6.77 1.49 0.50 5.11 10 1.43 15 0.77 28 0.00 11 1.21 1.68 5.00 7.67 8 1.64 3.81 4.66 2.94 6.00 3.81 7.31 11.25 3.58 2.82 12 1.00 9.

4 .3 l b ⎪ ≥ ⎨10 φ ⎪100 mm ⎩ .5 119 83 98 69 85 59 75 53 68 47 62 43 57 40 53 37 189 132 156 109 135 94 119 83 108 75 98 69 91 64 85 59 25 132 93 109 76 94 66 83 58 75 53 69 48 64 45 59 42 242 169 200 140 172 121 152 107 138 96 126 88 116 81 108 76 32 169 119 140 98 121 84 107 75 96 67 88 62 81 57 76 53 303 212 250 175 215 151 191 133 172 120 157 110 145 102 136 95 40 212 148 175 122 151 105 133 93 120 84 110 77 102 71 95 66 Valores de acordo com a NBR 6118/03 No Superior: Má Aderência .ef = área de armadura efetiva .ef = As.5 66 46 55 38 47 33 42 29 38 26 34 24 32 22 30 21 121 85 100 70 86 60 76 53 69 48 63 44 58 41 54 38 16 85 59 70 49 60 42 53 37 48 34 44 31 41 29 38 27 151 106 125 87 108 75 95 67 86 60 79 55 73 51 68 47 20 106 74 87 61 75 53 67 47 60 42 55 39 51 36 47 33 170 119 141 98 121 85 107 75 97 68 89 62 82 57 76 53 22.3 33 23 28 19 24 17 21 15 19 13 17 12 16 11 15 10 61 42 50 35 43 30 38 27 34 24 31 22 29 20 27 19 8 42 30 35 24 30 21 27 19 24 17 22 15 20 14 19 13 76 53 62 44 54 38 48 33 43 30 39 28 36 25 34 24 10 53 37 44 31 38 26 33 23 30 21 28 19 25 18 24 17 95 66 78 55 67 47 60 42 54 38 49 34 45 32 42 30 12. γs = 1. As.mín γc = 1.calc CA-50 nervurado ⎧0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 119 φ (mm) Concreto C15 C20 C25 C30 C35 C40 C45 C50 Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com 48 33 39 28 34 24 30 21 27 19 25 17 23 16 21 15 6.15 TABELA A-19 COMPRIMENTO DE ANCORAGEM lb (cm) PARA As.UNESP(Bauru/SP) 1288 .calc = área de armadura calculada O comprimento de ancoragem deve ser maior do que o comprimento mínimo: l b . No Inferior: Boa Aderência lb Sem e Com ganchos nas extremidades As.

Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 120 Concreto C15 C20 C25 C30 C35 C40 C45 C50 Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com Sem Com 35 41 29 35 25 31 22 28 20 26 18 24 17 22 16 3.5 139 97 97 68 80 56 69 48 61 43 55 39 50 35 47 33 43 30 Valores de acordo com a NBR 6118/03 No Superior: Má Aderência .4 .3 l b ⎪ ≥ ⎨10 φ ⎪100 mm ⎩ .4 50 35 24 29 20 25 17 22 15 20 14 18 13 17 12 16 11 61 43 51 35 44 31 39 27 35 24 32 22 29 21 27 19 4.UNESP(Bauru/SP) 1288 . As.calc CA-60 entalhado ⎧0.15 TABELA A-20 COMPRIMENTO DE ANCORAGEM lb (cm) PARA As. No Inferior: Boa Aderência lb Sem e Com ganchos nas extremidades As.ef = As.2 43 30 35 25 31 21 27 19 24 17 22 16 21 14 19 13 73 51 60 42 52 36 46 32 41 29 38 27 35 25 33 23 5 51 36 42 30 36 25 32 23 29 20 27 19 25 17 23 16 88 61 72 51 62 44 55 39 50 35 46 32 42 29 39 27 6 61 43 51 35 44 31 39 27 35 24 32 22 29 21 27 19 84 59 73 51 64 45 58 41 53 37 49 34 46 32 7 102 71 71 50 59 41 51 36 45 32 41 28 37 26 34 24 32 22 96 67 83 58 74 51 66 46 61 42 56 39 52 37 8 117 82 82 57 67 47 58 41 51 36 46 33 42 30 39 27 37 26 114 80 99 69 87 61 79 55 72 50 67 47 62 43 9.calc = área de armadura calculada φ (mm) O comprimento de ancoragem deve ser maior do que o comprimento mínimo: l b .ef = área de armadura efetiva . γs = 1.mín γc = 1.

4 4.9 27.92 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 121 Tabela A-21 – Momentos fletores e flechas em lajes com três bordas apoiadas e uma livre.8 45.3 62.8 8.0 2.0 29.125 16.1 22.4 11.2 29.7 2.8 13.49 30.2 27.9 9.3 220 8.3 ∞ 4.05 19.74 30.2 13.0 8.8 40.9 47.90 20.1 500 4.5 -23.9 9.8 7.3 14.3 13.85 -69.93 2.2 10.9 23.95 0.9 13.8 9.5 9.5 1.35 14.0 6.0 3.65 12.1 13.1 18.8 -20.5 38.10 2.5 12.0 25.2 17.1 -133 4.9 8.2 31.4 -18.2 16.4 13.4 8.6 33.95 2.4 3.90 0.65 14.36 1 2 3 4 9.0 17.3 412 9.9 3.0 7.1 14.5 1.4 121 4.4 11.50 7.9 161 8.0 32.8 1.2 20.0 23.00 2.1 20.2 -18.35 2.4 18.9 17.5 7.45 2.4 16.35 14.9 16.6 18.4 24.45 15.80 105.4 12.05 2.9 14.2 19.5 9.1 17.7 41.35 5.6 3.2 1.0 15.7 9.6 29.3 9.00 .8 10.8 9.7 118 7.0 3.4 86.9 349 4.3 30.8 18.75 2.my mxy ωr mr mx .2 12.5 13.6 11.90 -18.60 16.0 My = P my 0.4 15.9 -138 4.0 4.2 9.7 28.2 2.9 27.0 17.0 21.2 27.1 10.1 14.3 6.6 15.8 35.70 >40 >70 >60 14.2 12.2 26.1 1.9 2.0 Mr = P mr 1.3 32.5 16.2 17.5 6.0 32.3 29.6 11.78 0.9 25.1 15.8 9.5 33.4 10.1 50.1 33.6 2.4 12.0 4.9 12.7 17.UNESP(Bauru/SP) 1288 .1 1.7 -179 4.1 1.3 5.5 28.5 12.9 10.94 2.29 4.3 11.6 13.25 16.8 22.8 4.9 64.6 40.7 4.4 21.3 39.0 7.10 2.7 17.4 1.2 65.6 37.5 -930 4.4 14.8 33.91 2.1 16.7 8.1 22.1 63.6 15.6 10.5 1.9 31.8 12.71 0.0 36.4 Mx = P mx 1.60 24.3 15.0 29.my ωr 1.7 23.80 17.6 300 8.2 12.1 10.1 13.1 16.40 14. ly λ= Carregamento ly lx λ mr mx my mxy2 mxy1 ωr mr mx my mxy2 Mxy1 mr mx .5 17.2 16.2 5.35 20.8 26.5 28.3 7.6 7.1 200 5.8 17.2 -31.5 3.3 -150 4.0 27.5 54.0 19.9 11.10 24.0 51.0 1.9 7.2 15.85 M xy = P m xy 0.54 0.6 0.63 a r = ωr K lx Ec h3 2 1.4 32.0 60.08 4.8 91.9 58.1 14.1 30.2 3.0 49. lx ly My Mx Carregamento 1 Carregamento 2 F Carregamento 3 Carregamento 4 F (kN/m2) F1 (kN/m) P = 0.1 47.2 13.4 22. ly P = F1 lx P=T Mr P = F lx .1 -263 4.25 0.70 22.05 2.6 2.8 22.7 14.4 10.7 15.20 2.7 26.1 10.0 5.0 1.1 11.3 9.4 20.3 12.1 7.5F lx .3 3.5 -134 4.7 8.70 2.1 25.7 52.6 9.0 20.2 32.1 29.

7 ∞ 4.3 19.5 6.3 60.0 27.8 110 22.6 43 8.0 11.6 20.5 43 8.3 64 9.2 14.0 23.4 14.4 0.0 35 189 504 132 13.6 13.2 7.7 24.9 11.0 57 7.5 146 23.8 59 11.1 84 21.4 0. lx Carregamento 1 Xy F F (kN/m2) Carregamento 2 Carregamento 3 ly Mr + My F1 (kN/m) P = 0.2 80.25 105 293 124 9.1 6.7 35.5F lx .7 13.1 26 53.5 65 21 52 11.3 48 10.6 25.3 7.5 4.6 0.1 8.9 48 21.3 7.0 72 6.5 343 4.1 0.5 0.8 -187 4.2 -282 4.5 18.2 27.4 22.5 4.8 12.2 174 107 8.5 Mr = P mr Mx = P mx My = P my M xy = P m xy Xy = P ny Carregam.0 57 8.6 24.3 195 25.8 26 35.9 7.7 55 8.1 4.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 122 Tabela A-22 – Momentos fletores em lajes com uma borda livre.5 42.7 46 9.4 6.5 137 85 9.4 16.7 .3 50 8.1 33 23.5 0.5 21.9 6.2 5.8 29 27.4 12.4 48.3 21.4 101 5.0 6.6 55.6 1.5 18.2 11.5 68 8.5 10.7 29.3 12.3 9.1 18.3 27.0 52 7.2 74 26 70 11.3 15.4 0.0 22.4 79.8 7.4 19.ny mxy 1.1 11.7 13.3 22.1 70 10.7 18.UNESP(Bauru/SP) 1288 .5 75 6.2 34.9 -510 4.6 5.0 12.1 16.8 35.my .3 1.0 1.5 13.3 17.5 22.1 -174 4.0 30.0 85 7.2 68 6.1 30 110 307 112 11.8 59 9.5 32.5 18.5 19.1 84 12.1 77 11.ny mxy1 mr mx .3 45 9.4 29.0 46 8.6 16.5 10. ly λ= ly lx λ mr mx my ny mxy1 mr mx my .1 18.5 -215 4.7 39.9 6.6 33 12.5 6.4 40 21.2 29.8 4.9 63 8.3 54 7.4 161 5.1 262 27.8 35.8 23.3 6.3 44 9.6 15.5 64 21.5 44 8.8 1. ly P = F1 lx P = F lx . 1 2 3 1.2 12.5 21.8 0.8 12.

nx Mr = P mr Mx = P mx My = P my M xy = P m xy Xr = P nr Xx = P nx Carregam.2 12.4 49 6.9 30 1.6 16.0 0.7 11.6 14.1 10.5 30 4.3 20.2 24.6 5.8 7.8 16.6 11.0 9.4 34 5.4 18.8 12.8 29 0.3 8.4 31.5 43 1.6 9. ly P = F1 lx λ= ly lx λ mr mx my .2 25.UNESP(Bauru/SP) 1288 .0 7.5 8.my .0 138 2.3 20.3 8.6 21.8 11.7 22 1.2 11.9 18.25 16. 1 2 1.4 23.9 5.0 5.9 6.7 9.2 34.6 31.5 21.3 0.1 8.8 22 1.4 7.8 208 1.1 16.4 5.2 0.9 57 8.0 5.nr .6 31 4.8 5.3 25.9 8.7 37 5.6 12.7 8.3 19.8 35 3.8 9.1 25 1.8 8.4 5.7 23 1.2 76 11.7 0.9 43 6.9 9.3 19.3 13.9 18.1 60 23 1.8 21.6 32 3.6 27.7 21.0 5.8 12.0 24 1.3 10.4 20.nr .7 38 1.0 24 1.8 7.6 20.1 78 24 1.0 10.7 56 1.8 61 9.6 17.6 11.4 8.0 22.3 14.3 0.4 11.7 12.7 83 1.4 5.1 46 22 1.4 5.9 14.4 19.4 0.9 71 10.6 5.8 22.7 134 1.3 72 2.5 11.0 15.5 26.0 8.5 6.2 17.6 31 5.8 66 9.1 29.7 18. lx ly Xx Carregamento 1 F (kN/m2) Carregamento 2 My + My F1 (kN/m) - Mr P = F lx .nx mxy mr mx .5 21.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 123 Tabela A-23 – Momentos fletores em lajes com uma borda livre.8 23 1.1 7.2 .1 53 7.2 5.3 0.

5 7.2 42 20 2.9 68 10.1 102 16.4 5.1 0.nx Mr = P mr Mx = P mx My = P my M xy = P m xy Xr = P nr Xx = P nx Carregam.3 106 1.2 56 20 2.5 0.4 7.2 7.8 14 65 2.4 33.9 29.1 7.25 17.7 53 7.8 48 6.5 9.2 12.8 19.nr .5 7.9 83 12.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 124 Tabela A-24 – Momentos fletores em lajes com uma borda livre.7 7.8 15.8 7. ly P = F1 lx λ= ly lx λ mr mx my .1 21 20 2.3 25.1 35.1 13.0 23.nr .4 76 11.7 33.1 1.8 42.0 16.0 5.0 11.2 14 35 2.1 108 17.3 37.2 4.8 38.7 17.3 70 1.4 13.4 28.1 6.nx mr mx .0 7.5 28.3 15.my .5 4.2 25.6 0.9 21.0 0.6 10.6 7.3 30.2 .1 25.0 15 22 2.2 34.5 24.2 7.1 8.6 16.3 37.3 275 1. 1 2 1.4 26.2 46.2 18. lx ly Xx Xx Carregamento 1 Carregamento 2 F (kN/m2) + My F1 (kN/m) - My Mr P = F lx .2 105 20 2.4 14.6 14.0 14 26 2.3 17.5 14.5 24.6 7.4 90 13.3 0.8 15 120 2.8 8.7 60 8.5 7.3 8.8 11.2 31.5 35.UNESP(Bauru/SP) 1288 .8 23.5 7.1 10.1 27 20 2.0 23.1 5.3 174 1.2 77 20 2.6 0.2 32.2 28.5 4.9 0.3 96 14.3 0.1 7.3 8.1 17 20 2.2 37.2 140 20 2.2 33 20 2.5 9.

5 2.6 31.4 18.2 0.0 83 7.2 15.1 9.9 32.5 56.9 72 34.8 2.2 2.6 62.9 25.2 11.8 2.3 1.0 11.2 201 14.6 55.6 13.3 10.3 13.6 130 11.6 39 23.2 40.0 16.7 30.9 14.8 5.8 26.3 12.5 27.2 14.1 101 165 178 14.1 19.4 7.6 13.0 16.1 1. ly λ= ly lx Mr = P mr Mx = P mx My = P my Xr = P nr Xx = P nx Xy = P ny Carregamento λ mr mx my -nr -nx -ny mr mx my -nr -nx -ny mr mx -my -nr -nx -ny 2.9 22.3 18.8 17.4 14.4 10.3 8.6 34.8 29.0 22.8 23.3 18.8 6.9 30.9 67 6.1 18.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 125 Tabela A-25 – Momentos fletores em lajes com uma borda livre.3 301 1.7 1.4 30.9 48.9 10.6 5.3 19.8 12.7 19.3 2.0 11.7 15.1 5.6 23.6 26.7 12.7 66 75 11.1 48 34 5.3 0.8 5.3 11.9 95 8.8 5.8 2.4 7.7 5.1 12.3 137 11.2 2.9 10.3 17.9 15.1 16.4 26.0 45.8 20.3 10.8 3.6 14.2 62.8 152 1.0 196 550 7.1 22.0 34.9 11.3 195 13.5 73 73.3 16.4 25.4 10.0 106 9.4 16.2 23.8 5.8 15.6 26.8 26.6 47.3 17.1 17.6 81 1.0 118 247 6.4 2.4 4.1 12.5 66 6.4 7. lx Carregamento 1 Xy F F (kN/m2) Carregamento 2 Carregamento 3 ly Xx + My F1 (kN/m) P = 0.6 230 5.0 13.6 15.7 27.5 58 11.0 17.0 36.2 38.5 13.0 27.1 8.8 18.4 2.1 20.6 16.5 2.1 14.1 39.2 63.2 14.4 2.2 6.5 15.2 .0 45 11.25 41.1 14.6 55 22.3 19.6 32 24.2 5.5 105 6.3 95 38 77 44.2 70 1.8 24.3 33.3 10.5 115 9.8 27.1 27.7 26 21 23.8 31.2 12.9 71 6.5 22.6 26.6 8.5 24.1 44.0 12.5 5.4 25.0 80 5.6 89 98 11.5 49 51.0 2.0 5.6 20.0 9.6 0.3 24 5.7 5.4 54.2 18.9 18.6 105 16.2 14.7 17.3 22.6 16.3 75.0 30.5 0.5 14.2 13.1 1 2 3 5.4 37.0 2. ly P = F1 lx Mr P = F lx .7 73.0 123 10.6 14.5 20.4 12.5 73 7.4 67.1 33.5 61 62.6 47 23.5 19.1 0.1 2.3 14.1 30.3 28.5 0.4 30.2 11.4 2.5F lx .UNESP(Bauru/SP) 1288 .0 0.4 11.4 52.6 15.6 63 1.4 21.9 15.1 0.6 51.9 9.

6 35.3 7.nx .4 26.0 17.3 15 2.9 0.4 8.2 21.6 83.1 63 22 2.1 15.my .5 10.3 14.2 12.1 7.4 126 208 7.8 9.0 22.nx .2 35.3 34.6 7.1 21 2.1 7.4 23.5 84 12 4.9 34.6 80.0 141 15.8 163 17.3 46.9 22.5 15.3 109 11.0 21 2.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 126 Tabela A-26 – Momentos fletores em lajes com uma borda livre.4 22.8 7.2 27.3 165 - 1.3 31.0 21.5 35.3 28.3 24.nr .8 18.2 47.2 54 13 3.0 228 417 8.2 68 - 1.5 21.8 24.5 5.2 22 2.8 130 14.0 34.6 27. lx Carregamento 1 Xy F (kN/m2) Carregamento 2 + My F1 (kN/m) P = F1 lx My ly Xx Mr P = F lx .9 5.2 12.2 47.6 33.8 9.3 17.0 9.6 0.3 102 - 1.6 17.7 26.1 26.6 23.3 45.5 22 2.9 119 12.4 14.5 35 0. 1 2 1.8 15.4 7.0 37.0 13.6 83.5 22 2.8 15.25 77.7 11.1 85 22 2.2 14.7 19.1 27.1 16.2 35.6 108 6.2 28. ly λ= ly lx λ mr mx my .6 7.nr .1 17 2.6 19.4 14.6 7.4 38.0 7.1 8.2 9.8 63.4 34.3 19 2.3 13.3 152 16.UNESP(Bauru/SP) 1288 .2 12.1 20.0 9.3 91.8 39.0 112 22 2.8 20.4 0.ny Mr = P mr Mx = P mx My = P my Xr = P nr Xx = P nx Xy = P ny Carregam.3 14.9 23.0 24.1 250 1.3 262 ∞ 1.1 9.0 59 0.6 15.8 120 0.8 7.6 5.1 15.0 99.8 38.ny mr mx .4 6.3 0.2 7.2 13.8 20 0.4 34.0 143 22 2.8 18.6 12.9 35.2 .6 19.

43 0.38 0.42 0.21 0.23 0.17 0.26 0.66 .32 0.48 0.21 0.66 0.23 0.50 0.29 0.26 0.3 0.38 0.18 0.2 0.51 0.49 0.50 0.26 0.51 0.34 0.20 0.29 0.36 0.30 0.40 0.72 0.26 0.52 0.18 0.19 0.15 0.32 0.24 0.62 0.32 0.12 0.56 0.42 0.22 0.53 0.50 0.51 0.41 0.43 0.18 0.16 R x = p l x vx R x1 = p l x v x1 R x2 = p l x vx2 R y = p l y v y Caso A-21 A-22 A-23 A-24 A-25 A-26 λ Vx Vy Vx Vy Vx1 Vx2 Vy Vx Vy Vx1 Vx2 Vy Vx Vy 1.16 0.36 0.48 0.22 0.40 0.54 0.36 0.26 0.23 0.40 0.44 0.35 0.64 0.45 0.40 0.28 0.35 0.38 0.44 0.16 0.14 0.28 0.32 0.40 0.15 0.21 0.53 0.15 0.31 0.36 0.4 0.36 0.10 0.46 0.30 0.35 0.32 0.63 0.32 0.23 0.20 0.42 0.45 0.14 0.14 0.39 0.10 0.18 0.24 0.20 1.46 0.18 0.30 0.46 0.30 0.28 0.12 0.35 0.38 0.50 0.24 1.37 0.45 0.26 0.24 0.34 0.23 0.68 0.34 0.23 0.30 0.59 0.41 0.38 0.32 0.42 0.25 0.46 0.47 0.46 0.9 0.43 0.28 0.41 0.42 0.34 0.28 0.36 0.Estruturas de Concreto I – Lajes de Concreto 127 Tabela A-27 – Reações de apoio das lajes com uma borda livre – Carregamento uniforme.35 0.48 0.27 0.57 0.16 0.33 0.40 0. Vy Vy Vy Vy Vy Vy Vx Vx Vx Vx Vx1 Vx2 Vx Vx Vx1 Vx2 Vx Vx A-21 A-22 A-23 A-24 A-25 A-26 λ= ly lx 1.41 0.27 0.21 0.22 1.37 0.54 0.13 0.44 0.27 0.15 0.40 0.0 0.7 0.4 0.29 0.22 0.18 0.54 0.25 0.34 0.20 0.8 0.34 0.42 0.24 0.62 0.16 1.80 0.10 0.45 0.19 0.34 0.26 0.20 0.42 0.51 0.1 0.39 0.37 0.52 0.27 0.24 0.6 0.34 0.54 0.37 0.39 0.5 0.UNESP(Bauru/SP) 1288 .32 0.41 0.27 0.3 0.28 0.56 0.49 0.84 0.31 0.39 0.35 0.22 0.18 0.42 0.5 0.

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