RACIOCÍNIO LÓGICO

LÓGICA

ESTRUTURAS LÓGICAS LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO DIAGRAMAS LÓGICOS

Tipos de Sentenças 1) Imperativas

Temos quatro tipos de sentenças:

Expressam uma ordem.

Exemplos: “Faça o dever.”; “Silêncio.”; 2) Exclamativas Trazem uma interjeição.

Exemplos: “Bom dia!”; “Que carrão!”; 3) Interrogativas Formulam uma pergunta.

Exemplos: “Que horas são?”; “Será que vai chover hoje?” 4) Declarativas Fazem uma afirmação.

Exemplos: “A lua é um satélite natural da Terra.”; “A prata é um vegetal.” Somente para as sentenças declarativas (proposições) podemos atribuir um valor VERDADEIRO (V) ou FALSO (F), enquanto para as três primeiras não é possível atribuir um valor-verdade. Observações: i) Uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo (Princípio da Não-Contradição); ii) Uma proposição só admite V ou F, não havendo uma terceira hipótese (Princípio do Terceiro Excluído); Exclusivamente as proposições serão objeto de nosso estudo e podem ser: Simples ou Compostas. São compostas quando forem usados conectivos (explicaremos o significado de conectivos mais adiante), unindo duas ou mais proposições. O uso das Tabelas Verdade facilitará bastante a verificação do valor verdade das proposições compostas. Número de linhas de uma Tabela Verdade: Dependerá do número de proposições envolvidas. Para uma proposição simples, é claro que o número de linhas será igual a 2 (21), pois essa proposição (p) só poderá ser V ou F. A Tabela Verdade será: p V F Para uma proposição composta, o número de linhas da Tabela Verdade dependerá do número de proposições simples que a compõem. Para uma proposição composta por 2 proposições (p, q), o nº de linhas será igual a 4 (22), pois podemos ter quatro situações: as duas verdadeiras, as duas falsas, apenas a 1ª verdadeira ou apenas a 2ª verdadeira. A Tabela Verdade será: p V V F F q V F V F Pedro Bello

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o sinal abrange (p ∨ q). até que intercalemos V com F. pois podemos ter oito situações: (VVV). após o uso do modificador passa a ser Verdadeira. o nº de linhas será igual a 8 (23). “blocos” de V e de F com a metade do número de linhas dos blocos da 1ª coluna. mais utilizada nas provas de concursos Cespe/UnB. O modificador inverte o significado das sentenças. → . a nossa T. salvo o caso de parêntesis. na proposição composta o resultado lógico (V ou F) dependerá não apenas do valor lógico das proposições simples que a compõem. “blocos” de V e de F com a metade do número de linhas dos blocos da coluna anterior. Podemos observar também. é: “¬”. subtração (−). onde n será o número de proposições simples que a compõe. Por exemplo. e assim por diante. com o uso do modificador. ↔) tem definição própria como veremos logo adiante. ∨. teria 16 linhas (24). Na 1ª coluna (p) colocaríamos 8 V’s seguidos e depois 8 F’s seguidos. Logo. finalmente na 4ª coluna (s) intercalaríamos V com F. Se a sentença originalmente era Verdadeira.V. Exemplos: ~p ∨ q ∨ r. (VFV). Conectivos: Os conectivos são operadores lógicos. “é falso que”. multiplicação (x) e divisão (÷) definem o resultado de uma operação aritmética. complemento_de_racicinio_logico Pedro Bello Página 2 . (FVF). Na 3ª coluna. “não é verdade que”. “blocos” de V e de F com a metade do número de linhas encontrado para a T. Cada um dos conectivos (∧. A outra forma de simbolizar a negação. A Tabela Verdade será: p V V V V F F F F q V V F F V V F F r V F V F V F V F Podemos então inferir que a fórmula para o número de linhas da T. (FVV). r. (VFF). (FFV) ou (FFF). Na 3ª coluna (r) colocaríamos 2 V’s seguidos e depois 2 F’s seguidos. q. r).Para uma proposição composta por 3 proposições (p. Assim como na aritmética os sinais de soma (+). E. s). Podemos montar a seguinte Tabela Verdade: p V F ~p F V Observação: O sinal “~” abrange apenas a proposição mais próxima. o sinal ~ modifica somente o p. Modificador – Símbolo: “~” ou “¬” – Significado: “não”. que uma forma prática de construir a Tabela Verdade é fazer. q. se tivéssemos 4 proposições (p.V. Na 2ª coluna. de uma proposição composta é: 2n. mas também dos conectivos que as une. Na 2ª coluna (q) colocaríamos 4 V’s seguidos e depois 4 F’s seguidos. e se era Falsa. na 1ª coluna. podemos formar a sua negação como sendo “não”. ~(p ∨ q) ∨ r. (VVF).V. passa a ser Falsa.

q. Mais adiante veremos o conectivo ∨ que corresponde ao “ou” exclusivo (um ou outro.. Nem afirma que o conseqüente é verdadeiro. Quando duas proposições são conectadas com a palavra “se” antes da primeira e a inserção da palavra “então” entre elas. O significado essencial de uma proposição condicional está na relação de implicação que se afirma existir entre o antecedente e o conseqüente. a proposição composta só será Falsa se a 1ª proposição (antecedente) for verdadeira e a 2ª proposição (conseqüente) for falsa. Colocando os possíveis valores de p e de q numa Tabela Verdade e usando esse operador teremos os seguintes resultados possíveis (na 3ª coluna): p V V F F q V F V F p∧q V F F F Conectivo da Disjunção – Símbolo: “∨” – Significado: “ou” (inclusivo). Não afirma que seu antecedente seja verdadeiro. se seu antecedente for verdadeiro. mas tão somente que. Esse símbolo (∨). q. Se duas proposições simples estiverem unidas pelo conectivo "ou" inclusivo. também chamado de soma lógica. sendo Verdadeira também se as duas forem verdadeiras e somente será Falsa se ambas forem falsas. a proposição resultante é chamada de proposição hipotética. mas somente que o conseqüente é verdadeiro se o antecedente o for. corresponde ao “ou” inclusivo. Uma proposição condicional afirma que seu antecedente implica seu conseqüente.. Se duas proposições simples estiverem unidas por esse conectivo. O componente que se encontra entre o “se” e o “então” costuma ser chamado de antecedente (ou implicante) e o componente que se segue à palavra “então” é chamado de conseqüente (ou implicado). a proposição composta será Verdadeira se pelo menos uma das proposições for verdadeira. A proposição composta p ∧ q é chamada conjunção das proposições p. Colocando os possíveis valores de p e de q numa Tabela Verdade e usando esse operador teremos os seguintes resultados possíveis (na 3ª coluna): complemento_de_racicinio_logico Pedro Bello Página 3 . a proposição composta somente será Verdadeira se ambas as proposições forem verdadeiras e será Falsa nos demais casos. A proposição composta p ∨ q é chamada disjunção das proposições p. mas não ambos). então”. nesta ordem.Conectivo da Conjunção – Símbolo: “∧” – Significado: “e”. também. verdadeiro. então seu conseqüente será. implicativa ou uma implicação. O condicional p → q pode ser lido também de uma das seguintes maneiras: p implica (ou acarreta) q p somente se q p é condição suficiente para q q é condição necessária de p Se duas proposições simples estiverem unidas pelo conectivo →. Colocando os possíveis valores de p e de q numa Tabela Verdade e usando esse operador teremos os seguintes resultados possíveis (na 3ª coluna): p V V F F q V F V F p∨q V V V F Conectivo Condicional – Símbolo: “→” – Significado: “se .

essas duas proposições compostas produzem os mesmos resultados em todas as linhas da Tabela Verdade: p V V F F q V F V F p→q V F V V q→p V V F V (p → q) ∧ (q → p) V F F V p↔q V F F V Portanto. p V V F F q V F V F ~q F V F V p ∧ ~q F V F F ~(p ∧ ~q) V F V V p→q V F V V Conectivo Bicondicional – Símbolo: “↔” – Significado: “se e somente se”. uma proposição composta utilizando o conectivo bicondicional. isto é. através da construção de uma T. produzem os mesmos resultados em todas as linhas da Tabela Verdade. O bicondicional p ↔ q pode ser lido também de uma das seguintes maneiras: p se. ou seja. q) forem verdadeiras ou ambas forem falsas. e somente se p p é equivalente a q q é equivalente a p p é condição necessária e suficiente para q q é condição necessária e suficiente para p Então. ou seja. Podemos dizer então que. a conjunção p ∧ ~q deve ser Falsa. Podemos verificar.. a negação ~(p ∧ ~q) deve ser Verdadeira.V. temos abaixo a Tabela Verdade para o bicondicional: p V V F F q V F V F p↔q V F F V complemento_de_racicinio_logico Pedro Bello Página 4 . e somente se q q se. A proposição composta p ↔ q é chamada bicondicional porque resulta da conjunção das proposições p → q e q → p. então q” ser Verdadeira.p V V F F q V F V F p→q V F V V Para uma proposição “se p . só será Verdadeira se ambas as proposições (p. p ↔ q equivale a (p → q) ∧ (q → p)... como podemos verificar na tabela acima. que as proposições compostas p → q e ~(p ∧ ~q) são equivalentes.

pois a proposição q → p não equivalerá à proposição p → q. em valores contrários aos do conectivo bicondicional. complemento_de_racicinio_logico Pedro Bello Página 5 . Vejamos um exemplo para melhor entendimento: Verificar se ocorre a equivalência p ∧ (q ∨ r) ⇔ (p ∧ q) ∨ (p ∧ r). isto é. que é equivalente à proposição p ↔ q. Também podemos dizer que ocorrerá uma equivalência lógica quando na Tabela Verdade não ocorrer VF ou FV ou então. Bem menos usado do que o “ou” inclusivo. Já neste conectivo da disjunção exclusiva. pois q ∨ p. uma proposição composta utilizando o conectivo ∨ . Portanto. O único conectivo que não goza dessa propriedade é o condicional.. na sua Tabela Verdade. O sinal + é o operador da soma e o sinal = define uma relação (no caso. mas não ambos”. a proposição composta p ∨ q (p ou q. 2) Idem para a proposição q ∨ p. Como já falamos antes quando definimos os conectivos. Essa é a diferença para o conectivo ∨ (ou inclusivo). pois: 1) A proposição q ∧ p equivalerá à proposição p ∧ q. 3) Idem para q ↔ p. Temos uma equivalência lógica quando duas proposições diferentes têm os mesmos resultados nas linhas de suas Tabelas Verdade. mas não ambos) equivale à negação de p ↔ q. que é equivalente à proposição p ∨ q. quando ao ligarmos as duas proposições com o operador ↔ ocorrer uma Tautologia (V em todas as linhas da Tabela Verdade).V. q) forem verdadeiras ou ambas forem falsas. de igualdade) entre as duas operações. Temos então a seguinte tabela verdade para esse conectivo: p V V F F q V F V F p ∨ q F V V F Repare que o uso do conectivo ∨ (ou exclusivo) resulta. esse conectivo significa “ou um ou outro. Por exemplo: 7 + 5 = 3 • 4 = 12. como podemos demonstrar na Tabela Verdade abaixo: p V V F F q V F V F p→q V F V V q→p V V F V Equivalências Lógicas (Símbolo: ⇔) Devemos fazer uma distinção entre os símbolos ↔ e ⇔: O primeiro símbolo (↔) representa uma operação entre duas proposições enquanto o segundo símbolo (⇔) representa uma relação. podendo ser as duas verdadeiras.Conectivo da Disjunção Exclusiva – Símbolo: “ ∨ ” – Significado: “ou” (exclusivo). será Falsa se ambas as proposições (p. que é equivalente à proposição p ∨ q. 4) Idem para a disjunção exclusiva. podemos comparar com os operadores aritméticos. quando a proposição composta será Verdadeira se pelo menos uma das proposições simples for verdadeira. Assim. produzirão os mesmos valores lógicos na T. se as duas proposições simples forem verdadeiras. Propriedade Comutativa: Verifica-se que ocorre essa propriedade para quatro dos cinco conectivos. a proposição composta será Falsa.

verificar que ocorrem as equivalências supracitadas.: p V V V V F F F F q V V F F V V F F r V F V F V F V F q∨r V V V F V V V F p ∧ (q∨r) V V V F F F F F (p∧q) V V F F F F F F (p∧r) V F V F F F F F Pedro Bello (p∧q) ∨ (p∧r) V V V F F F F F p ∧ (q∨r) ↔ (p∧q) ∨ (p∧r) V V V V V V V V Página 6 complemento_de_racicinio_logico . assim.Fazendo a Tabela Verdade temos: p V V V V F F F F q V V F F V V F F r V F V F V F V F q∨r V V V F V V V F p ∧ (q∨r) V V V F F F F F (p∧q) V V F F F F F F (p∧r) V F V F F F F F (p∧q) ∨ (p∧r) V V V F F F F F p ∧ (q∨r) ↔ (p∧q) ∨ (p∧r) V V V V V V V V ⇔ Equivalências Notáveis: Dupla Negação: ~ ~p ⇔ p Leis idempotentes: p ∧ p ⇔ p. ~(p ∨ q) ⇔ ~p ∧ ~q Leis distributivas: p ∧ (q ∨ r) ⇔ (p ∧ q) ∨ (p ∧ r). Estas propriedades podem ser facilmente comprovadas construindo-se a Tabela Verdade para cada uma delas e. Exemplo: p ∧ (q ∨ r) ↔ (p ∧ q) ∨ (p ∧ r) é uma Tautologia. p ∨ q ⇔ q ∨ p Leis associativas: p ∧ (q ∧ r) ⇔ (p ∧ q) ∧ r. V) ~(p ↔ q) ⇔ (p ∧ ~q) ∨ (~p ∧ q). Tautologia (ou proposição logicamente verdadeira): Temos uma Tautologia quando.V. IV) ~(p → q) ⇔ p ∧ ~q. obtemos V em todas as linhas da Tabela Verdade. p ∨ (q ∧ r) ⇔ (p ∨ q) ∧ (p ∨ r) Propriedades da operação de negação: I) ~(~p) ⇔ p. p ∨ p ⇔ p Leis comutativas: p ∧ q ⇔ q ∧ p. para uma proposição composta. p ∨ (q ∨ r) ⇔ (p ∨ q) ∨ r Leis de De Morgan: ~(p ∧ q) ⇔ ~p ∨ ~q. II) ~(p ∧ q) ⇔ ~p ∨ ~q. Verifique a T. III) ~(p ∨ q) ⇔ ~p ∧ ~q.

p ∧ q implica p ∨ q. resultará a proposição q → p. obtemos F em todas as linhas da Tabela Verdade. Temos apenas VV. Podemos estabelecer uma relação da proposição p com a proposição composta q → p através do símbolo ⇒. Se o resultado for uma Tautologia significa que ocorre a implicação.: p V V F F q V F V F ~p F F V V (q ∧ ~p) F F V F p → (q ∧ ~p) F F V V p → [p → (q ∧ ~p)] F F V V Implicações Lógicas (Símbolo: ⇒) Assim como nas equivalências. Exemplo: p → [p → (q ∧ ~p)] é uma Contingência.Contradição (ou proposição logicamente falsa): Temos uma Contradição quando. FV e FF. Vejamos um exemplo para melhor entendimento: verificar se ocorre a implicação p ∧ q ⇒ p ∨ q. complemento_de_racicinio_logico Pedro Bello Página 7 . Portanto. estamos estabelecendo uma relação entre estas proposições. isto é. para a implicação devemos distinguir os símbolos → e ⇒. operando a proposição q com a proposição p através do conectivo →.V. para uma proposição composta. para uma proposição composta. ao ligarmos as duas proposições com o operador → ocorrer uma Tautologia. ou seja. Por exemplo: ao estabelecermos que p ⇒ q → p estamos dizendo que a proposição p implica q → p. verificamos que em nenhuma das linhas ocorre a ordem VF. O primeiro símbolo (→) representa uma operação entre duas proposições enquanto o segundo símbolo (⇒) representa uma relação. Exemplo: ~[(p ∧ q) → (p ∨ q)] é uma Contradição. Verifique a T. a Tabela Verdade dessa proposição nos fornece alguns V e alguns F. Podemos dizer que. Façamos a Tabela Verdade: p V V F F q V F V F (p ∧ q) V F F F (p ∨ q) V V V F Comparando o valor verdade (em negrito) das duas colunas referentes às proposições implicadas. A outra forma de verificarmos a implicação lógica seria incluir mais uma coluna à direita na Tabela Verdade. podemos afirmar que ocorre a implicação lógica.: p V V F F q V F V F (p ∧ q) V F F F (p ∨ q) V V V F (p ∧ q) → (p ∨ q) V V V V ~[(p ∧ q) → (p ∨ q)] F F F F Contingência: Temos uma Contingência quando. E quando ocorrerá implicação entre duas proposições? Quando na Tabela Verdade não ocorrer VF (nessa ordem) ou então. Verifique a T. unindo as duas proposições com o conectivo (operador) →.V.

q ⇒ p ∨ q Conjunção: p ∧ q ⇒ p. mas detalharemos apenas as 2 mais importantes que são: I) Regra Modus Ponens: Dada por (p → q) ∧ p ⇒ q É uma implicação lógica. pois fazendo a tabela verdade e substituindo o símbolo de implicação (⇒) pelo conectivo (→) verificamos que ocorre uma Tautologia. p V V F F ~p F F V V q V F V F ~q F V F V (p → q) V F V V (p → q) ∧ ~q F F F V [(p → q) ∧ ~q] → ~p V V V V Outras Regras de Inferência são: Adição: p ⇒ p ∨ q. podemos afirmar que ocorre a implicação. uma pode ser verdadeira sem que a outra o seja. q ∧ p ⇒ q Simplificação Disjuntiva: (p ∨ q) ∧ (p ∨ ~q) ⇒ p Absorção: p → q ⇒ p → (p ∧ q) Regra do silogismo disjuntivo: (p ∨ q) ∧ ~p ⇒ q.p V V F F q V F V F (p ∧ q) V F F F (p ∨ q) V V V F (p ∧ q) → (p ∨ q) V V V V Como a última coluna resultou numa Tautologia. (p ∨ q) ∧ ~q ⇒ p Silogismo hipotético: (p → q) ∧ (q → r) ⇒ p → r Dilema construtivo: [(p → q) ∧ (r → s) ∧ (p ∨ r)] ⇒ q ∨ s Dilema destrutivo: [(p → q) ∧ (r → s) ∧ (~p ∨ ~s)] ⇒ ~p ∨ ~r Relações entre as implicações: 1ª) p ⇒ q e q ⇒ p (implicações recíprocas): Duas proposições recíprocas não são logicamente equivalentes. p V V F F q V F V F (p → q) V F V V (p → q) ∧ p V F F F [(p → q) ∧ p] → q V V V V II) Regra Modus Tollens: Dada por (p → q) ∧ ~q ⇒ ~p É outra implicação lógica. pois fazendo a tabela verdade e substituindo o símbolo de implicação (⇒) pelo conectivo (→) verificamos que ocorre uma Tautologia. q ∧ p ⇒ p. complemento_de_racicinio_logico Pedro Bello Página 8 . Implicações Notáveis (Regras de Inferência): Temos várias implicações notáveis. p ∧ q ⇒ q.

. Pn ⏐⎯ Q onde o símbolo ⏐⎯ (traço de asserção) significa “acarreta”. Exemplo Determine: a) a proposição recíproca. através das Tabelas Verdade: p V V F F q V F V F p→q V F V V Recíproca q→p V V F V ~p F F V V ~q F V F V Inversa ~p → ~q V V F V Contrapositiva ~q → ~p V F V V ⇔ Silogismo: É um termo filosófico com o qual Aristóteles designou a argumentação lógica perfeita. b) a proposição inversa. . chamadas premissas. ou seja: p → q ⇔ ~q → ~p. No 1º caso temos: P1. ou seja. Pn tem como conseqüência uma proposição final Q. acarretam uma conclusão Q. Pn são chamadas de premissas do argumento e a proposição final Q chama-se conclusão do argumento. .. O silogismo é um tipo de argumento composto de três proposições: duas premissas e uma conclusão. uma pode ser verdadeira sem que a outra o seja. então. complemento_de_racicinio_logico Pedro Bello Página 9 . ela é uma boa cozinheira” (q → p). As duas primeiras não são equivalentes à proposição original.. . Nos diversos exemplos de silogismos dispostos abaixo. P3.. b) A proposição inversa será: “Se ela não é uma boa cozinheira. P2. P2. será demonstrado o 2º caso (disposição vertical).. com a conclusão precedida por ∴ (símbolo de conclusão). a Grécia antiga com o pensamento do filósofo Aristóteles. 3ª) p ⇒ q e ~q ⇒ ~p (implicações contrapositivas): Duas proposições contrapositivas SÃO logicamente equivalentes.. c) a proposição contrapositiva. a outra também SERÁ VERDADEIRA. isto é. Sempre que uma É VERDADEIRA. não têm os mesmos resultados nas linhas de suas Tabelas Verdade. c) A proposição contrapositiva: “Se ela não é pobre. ela não é pobre” (~p → ~q). então. Demonstração. é possível deduzir uma conclusão... . P3. ela é pobre” (p → q). Pn. então. teremos uma equivalência com a proposição inicial. Resolução: a) A proposição recíproca será: “Se ela é pobre.. Somente para a contrapositiva. P2. constituída de três proposições declarativas que se conectam de tal modo que a partir das duas primeiras. então.2ª) p ⇒ q e ~p ⇒ ~q (implicações inversas): Duas proposições inversas não são logicamente equivalentes. Argumentação Lógica: Chama-se argumento toda afirmação de que uma dada seqüência finita de proposições P1. Sua origem está ligada ao berço da civilização ocidental. ela não é uma boa cozinheira” (~q → ~p). as premissas P1. As proposições P1. P2.... A seqüência de premissas e conclusão poderá estar disposta horizontalmente ou verticalmente. Considere a proposição: “Se ela é uma boa cozinheira. P3. P3.

Veja o exemplo 3. Exemplo 1: • Todas as mulheres são bonitas • Todas as loiras são mulheres ∴ Todas as loiras são bonitas Repare que a validade do argumento depende apenas da estrutura dos enunciados.Os argumentos são divididos em 2 grupos: 1) ARGUMENTOS INDUTIVOS ratificar as conclusões. o argumento poderá ser válido (ou não). o argumento é dedutivo quando a conclusão é completamente derivada das premissas. pois mesmo com premissas falsas e conclusão falsa. Exemplo: Quando suas premissas NÃO fornecerem o apoio completo para • O Fluminense é um bom time de futebol • O Palmeiras é um bom time de futebol • O Grêmio é um bom time de futebol ∴ Todos os times de futebol do Brasil são bons Resultado: A conclusão possui informações que ultrapassam as fornecidas nas premissas e não se aplica a validade ou não para argumentos indutivos. sendo válido o argumento (veja no diagrama que não há como negar que todo G tem asas). tivemos todas as premissas verdadeiras e conclusão verdadeira. Exemplo 3: • Todos os peixes têm asas (F) • Todos os gatos são peixes (F) ∴ Todos os gatos têm asas (F) G P TÊM ASAS complemento_de_racicinio_logico Pedro Bello Página 10 . ainda assim o argumento será válido. Se dissermos: • Todo M é B • Todo L é M ∴ Todo L é B O argumento continua sendo válido. e dependerá da forma lógica das proposições e não do conteúdo delas. L B M Observação Importante: Não devemos confundir veracidade das premissas com validade do argumento. 2) ARGUMENTOS DEDUTIVOS Quando suas premissas fornecem prova conclusiva da veracidade da conclusão. A validade é uma propriedade dos argumentos DEDUTIVOS. dependerá da sua estrutura lógica. isto é. Mas se trocarmos as palavras “pássaros” por “peixes” e “gaivotas” por “gatos”. Exemplo 2: • Todos os pássaros têm asas (V) • Todas as gaivotas são pássaros (V) ∴ Todas as gaivotas têm asas (V) Neste exemplo.

que não há como negar que todo G tem asas. não há como negar que todos os pássaros têm asas. Agora vamos trocar as palavras “gatos” por “pássaros”. Veja o exemplo 4. o argumento será válido. então será demitido. no diagrama. mas a conclusão passa a ser verdadeira. Neste último caso o argumento só poderá ser não-válido (a verdade das premissas é incompatível com a falsidade da conclusão). Exemplo: • Se Lalau for pego roubando. mas ainda assim o argumento será válido. TÊM ASAS Peixes Exemplo 4: • Todos os peixes têm asas (F) • Todos os pássaros são peixes (F) ∴ Todos os pássaros têm asas (V) Pássaros Todas as premissas continuam falsas. Assim. Já para os argumentos NÃO-VÁLIDOS a tabela terá 4 colunas. a conclusão.Ficamos com todas as premissas falsas e a conclusão também falsa. Exemplo: • Se ela me ama. Assim. com premissas falsas. pois como pode ser visto no diagrama. principalmente premissas verdadeiras e conclusão falsa. ARGUMENTOS VÁLIDOS IMPORTANTES: I) AFIRMAÇÃO DO ANTECEDENTE (MODUS PONENS): (p → q) ∧ p ⇒ q. o argumento não será válido. • Lalau foi pego roubando. estaremos diante de um sofisma ou falácia. então quer casar comigo. Ainda assim. Veja. Se isto acontecer. podemos ter argumentos VÁLIDOS com: PREMISSAS CONCLUSÃO V V F F F V Só não podemos ter: premissas verdadeiras e conclusão falsa. ∴ Lalau será demitido. nunca poderá ser válido: PREMISSAS CONCLUSÃO V V F F F V V F Mamíferos EXEMPLOS DE ARGUMENTOS NÃO-VÁLIDOS: • Todos os mamíferos são mortais (V) • Todos os gatos são mortais (V) ∴ Todos os gatos são mamíferos (V) G G G MORTAIS Mesmo com premissas verdadeiras e conclusão verdadeira. pois a verdade das premissas é incompatível com a falsidade da conclusão. complemento_de_racicinio_logico Pedro Bello Página 11 . ∴ Ela não me ama. II) NEGAÇÃO DO CONSEQÜENTE (MODUS TOLLENS): (p → q) ∧ ~q ⇒ ~p. • Ela não quer casar comigo. o argumento não é válido. é sustentada pelas premissas (também falsas). pois podemos ter argumentos nãoválidos com qualquer caso. mesmo sendo falsa.

pois podem ser todos os gatos mortais e mamíferos. O que está sendo pedido nesta questão e também será em todas as outras deste tipo. a veracidade das premissas não garante a veracidade da conclusão. A validade de um argumento depende tão somente da relação existente entre as premissas e a conclusão. então Sandra é secretária. Usando como exemplo uma questão de concurso público (SERPRO-96): Se Ana não é advogada. Paula é professora. Portanto: (a) Ana é advogada. demonstrada ou testada através das tabelas-verdade. Ora. que deverão ser utilizados sempre que tivermos proposições categóricas (proposições usando os quantificadores “todo”. pois o argumento válido goza da seguinte propriedade: A verdade das premissas é incompatível com a falsidade da conclusão. “algum” ou “nenhum”) através de silogismos (duas premissas e uma conclusão). (c) Ana é advogada ou Paula não é professora. então Sandra é secretária. mas também podemos ter todos os gatos mortais e apenas alguns serem mamíferos e ainda podemos ter todos os gatos mortais e nenhum ser mamífero.Como podemos ver no diagrama. Ficamos com: MORTAIS Mamíferos • Todos os mamíferos são mortais (V) • Todas as cobras são mortais (V) ∴ Todas as cobras são mamíferas (F) C C C O argumento não é válido pelo mesmo motivo anterior. ou cobras mortais e apenas algumas serem mamíferas ou ainda o caso de mortais e nenhuma ser mamífera. Essa validade pode ser verificada. (d) Ana é advogada e Paula é professora. (b) Sandra é secretária. para que um argumento seja VÁLIDO. para esse tipo de argumento ser válido. que não é possível ter a conclusão falsa se todas as premissas forem verdadeiras. a conclusão terá que ser verdadeira todas as vezes que as premissas forem verdadeiras. afirmar que um dado argumento é válido significa afirmar que as premissas estão relacionadas com a conclusão de tal forma. então Paula não é professora. Basta substituir os gatos por cobras. com essas premissas a conclusão não será necessariamente verdadeira. com o uso das regras de inferência ou pelos diagramas de Euler/Venn. É fácil demonstrar que o argumento não é válido e que as premissas não garantem a veracidade da conclusão. temos três premissas: 1) Se Ana não é advogada. 2) Se Ana é advogada. Como podemos ver no diagrama. 3) Paula é professora. (e) Ana não é advogada e Sandra não é secretária. Veremos agora um tipo de argumento que. podemos ter todas as cobras mortais e mamíferas. ao contrário dos silogismos. todas as suas premissas terão que ser verdadeiras e a conclusão também. Como resolvê-la? Sabemos que. é: Qual a conclusão (necessariamente verdadeira) para o conjunto de premissas (todas verdadeiras) dado? Neste exemplo de questão. então Paula não é professora. só será válido quando todas as premissas e a conclusão forem verdadeiras. Se Ana é advogada. ALÉM DISSO. Logo. complemento_de_racicinio_logico Pedro Bello Página 12 .

“s” a proposição: “Sandra é secretária”. Sendo a proposição a falsa. V.Por qual delas iremos começar a questão? A primeira e a segunda são premissas condicionais (do tipo: se. para ser verdadeira. V. o valor verdade da proposição s não poderá ser F. A segunda premissa.V). pois no argumento dado. esta proposição É VERDADEIRA. V . V. vamos traduzir o enunciado para a linguagem lógica. a → ~p. a proposição a tem que ter o valor F para que a premissa a → ~p tenha V como resultado. a sua negação (~a) só pode ser verdadeira. p ⏐⎯ CONCLUSÃO (?). além de ser incondicional. V → V . (b) Sandra é secretária. V. a proposição “s”: “Sandra é secretária” É VERDADEIRA. pois é dito: “Ora. Já sabemos que: a proposição “a”: “Ana é advogada” É FALSA. ela é dada (afirmada) como verdadeira. a conclusão também terá que ser verdadeira. a → ~p. pois na condicional a seqüência VF tem como resultado o valor F. pois no argumento dado. V . mas vamos demonstrar porque não podemos ter como gabarito da questão as outras três opções: complemento_de_racicinio_logico Pedro Bello Página 13 . Examinemos agora. ou seja. V. Já a terceira. Sendo a proposição p verdadeira. É mais seguro do que colocar umas na forma afirmativa e outras na forma de negação. então) e podem ser verdadeiras de 3 formas diferentes (V. “p” a proposição: “Paula é professora”. . F → F.V) ou (F. Já chegamos no gabarito da questão. a terceira. Para descobrir o valor dessa conclusão (a única entre as opções de resposta.” Será por essa premissa que começaremos a resolução da questão. que será V). a → ~p. terá que ser V para que o seu resultado seja V. V. vamos começar pela única das 3 premissas que é incondicional. V. a sua negação (~p) só pode ser falsa. p. atribuindo-lhe o valor V. (F. finalizamos com: ~a → s. Não pode ser a opção de resposta. mas antes vamos transformar as proposições em letras e usar os símbolos lógicos para os conectivos. Paula é professora. Para essa argumentação ser válida. não pode ter o valor V para a proposição a. Então a argumentação lógica fica assim: ~a → s. a proposição “p”: “Paula é professora” É VERDADEIRA. É a resposta da questão. pois a seqüência VF na condicional terá F como resultado. F. F → F. cada uma das opções de resposta: (a) Ana é advogada. a → ~p. Assim. Logo: ~a → s. Assim: ~a → s. Note que devemos colocar (para não confundir) as proposições sempre na forma afirmativa e usar o modificador para negá-la quando for necessário. Denominaremos por: “a” a proposição: “Ana é advogada”.F). Logo. p. esta proposição É FALSA. na primeira premissa. . Portanto. p.

“qualquer que seja” Existencial – Símbolo: ∃ – Significado: “existe algum”. uma delas sendo F. (d) Ana é advogada e Paula é professora. entre as opções de resposta. Mesmo na disjunção. O raciocínio é o mesmo para as outras questões com este tipo de argumento: começar escolhendo uma das premissas (que não seja condicional ou disjuntiva) para atribuir valor V e assim descobrir o valor verdade das outras que tornará o argumento válido. Mas Ana é advogada É FALSA e Paula não é professora também É FALSA. Por exemplo: se dissermos que todo A é B. Proposição disjuntiva (OU). Logo. Nas sentenças quantificadas (proposições categóricas). faltando apenas descobrir. Ora. Podemos representar tal situação através do seguinte diagrama: B A Se dissermos que algum A é B. “existe pelo menos um” Símbolo: ∃| – Significado: “existe apenas um”. O argumento completo ficaria assim: Se Ana não é advogada. mas a segunda É FALSA (negação de uma proposição verdadeira) e assim. Se Ana é advogada. então Sandra é secretária. a única conclusão possível (verdadeira) para o argumento é o exposto na letra B: Sandra é secretária. Também não pode ser a opção de resposta. Também não pode ser a opção de resposta. nas equivalências lógicas e na argumentação lógica quão importante é sabermos usar as Tabelas Verdade. Logo na primeira proposição já temos FALSA e sendo o conectivo E. Sandra é secretária.(c) Ana é advogada ou Paula não é professora. (e) Ana não é advogada e Sandra não é secretária. então Paula não é professora. Podemos representar tal situação através do seguinte diagrama: A B complemento_de_racicinio_logico Pedro Bello Página 14 . Paula é professora. entre as opções de resposta a única conclusão verdadeira. “existe um único” Símbolo: ∃ – Significado: “não existe” / Vimos nas implicações lógicas. Assim como na opção de resposta anterior. Portanto. é uma proposição conjuntiva (E). isto quer dizer que todo o conjunto A está contido no conjunto B. Quantificadores: Universal – Símbolo: ∀ – Significado: “para todo”. o resultado será F. isto quer dizer que alguns elementos de A pertencem ao conjunto B e outros não. A primeira proposição é VERDADEIRA (negação de uma proposição falsa). a seqüência FF resultará em F e não poderá ser a opção de resposta. será importante sabermos utilizar os Diagramas de Euler-Venn (Diagramas Lógicos). Proposição conjuntiva (E). a seqüência VF resultará F.

Por exemplo.V.V. o número de linhas de uma Tabela Verdade será dado pelo número de proposições envolvidas e será igual a 2n.Para a situação em que não existe A em B. Mas como 2 n é o número de linhas de uma T.. Para n = 2. o número de linhas da T. logo no início do nosso estudo. No de tabelas de valorações distintas ≠ No de linhas da Tabela Verdade. Afirmação (∀x) (p(x)) (∃x) (p(x)) p(x) ∧ q(x) p(x) ∨ q(x) p(x) → q(x) q(x) → p(x) p(x) ↔ q(x) Negação (∃x) (~p(x)) (∀x) (~p(x)) ~p(x) ∨ ~q(x) ~p(x) ∧ ~q(x) p(x) ∧ ~q(x) q(x) ∧ ~p(x) (p(x) ∧ ~q(x)) ∨ (q(x) ∧ ~p(x)) Número de Tabelas de Valorações Distintas Não devemos jamais confundir o número de tabelas de valorações distintas com o número de linhas de uma Tabela Verdade. Como já vimos antes. onde n será o número de proposições simples da proposição composta. para 2 proposições. Temos que determinar o valor da incógnita. será 22 = 4 linhas. Afirmação e negação nas sentenças abertas. Exemplo: Determine o conjunto verdade em Z da sentença aberta: 2X + 8 = 2.V. Se o conjunto verdade fosse em N. teremos 4 linhas e 24 = 16 valorações distintas conforme demonstrado abaixo. n Já o número de valorações distintas será dado por: 2 ( 2 ) . Valorações distintas para 2 proposições: Proposições p V V F F q V F V F V1 V V V V V2 V V V F V3 V V F V V4 V V F F V5 V F V V V6 V F V F Valorações distintas V7 V F F V V8 V F F F V9 F V V V V10 F V V F V11 F V F V V12 F V F F V13 F F V V V14 F F V F V15 F F F V V16 F F F F complemento_de_racicinio_logico Pedro Bello Página 15 . como nas sentenças declarativas. ou seja. nenhum A é B temos: A B Sentenças abertas: Diz-se que uma sentença é aberta quando o valor verdade da proposição depender de uma incógnita. Resposta: V = {–3} pois 2X = 2 – 8 ⇒ 2X = –6 ⇒ X = –3 (pertence ao conjunto Z). não podemos. podemos dizer que o número de valorações distintas é dado por 2número de linhas da T. classificar de imediato como V ou F. Nesse caso. a resposta seria V = ∅ pois –3 ∉ N.

Como exemplo.A valoração V1 corresponde à proposição: p ∨ ~p. A valoração V6 corresponde à proposição: q. Agora. A valoração V9 corresponde à proposição: ~(p ∧ q). teremos 5 hipóteses para a identidade do mentiroso: SUSPEITO Armando Celso Edu Juarez Tarso DECLARAÇÕES "Sou inocente" "Edu é o culpado" "Tarso é o culpado" "Armando disse a verdade" "Celso mentiu" H1 F V V V V HIPÓTESES H2 H3 H4 V V V F V V V F V V V F V V V H5 V V V V F Página 16 (b) Celso (c) Edu (d) Juarez (e) Tarso complemento_de_racicinio_logico Pedro Bello . que envolvem verdades e mentiras. A valoração V5 corresponde à proposição: p → q. A valoração V8 corresponde à proposição: p ∧ q. A valoração V10 corresponde à proposição: p ∨ q. A valoração V4 corresponde à proposição: p. A valoração V13 corresponde à proposição: ~p. A valoração V16 corresponde à proposição: p ∧ ~p. bastante comuns em provas de concursos. A valoração V7 corresponde à proposição: p ↔ q. Celso. A valoração V15 corresponde à proposição: ~(p ∨ q). A valoração V12 corresponde à proposição: p ∧ ~q. A valoração V11 corresponde à proposição: ~q. cada um deles respondeu: Armando: "Sou inocente" Celso: "Edu é o culpado" Edu: "Tarso é o culpado" Juarez: "Armando disse a verdade" Tarso: "Celso mentiu" Sabendo-se que apenas um dos suspeitos mentiu e que todos os outros disseram a verdade. os outros quatro disseram a verdade. A valoração V2 corresponde à proposição: p ∨ q. prova elaborada pela ESAF. A valoração V14 corresponde à proposição: ~p ∧ q. temos uma questão do concurso para Fiscal do Trabalho-1998. Perguntados sobre quem era o culpado. 2ª) Apenas um dos suspeitos mentiu. Juarez e Tarso. vamos ver como fazer a resolução de questões. Um crime foi cometido por uma e apenas uma pessoa de um grupo de cinco suspeitos: Armando. Pela observação 2. A valoração V3 corresponde à proposição: p ∨ ~q. pode-se concluir que o culpado é: (a) Armando RESOLUÇÃO Atentar para as seguintes observações do enunciado: 1ª) O crime foi cometido por um e apenas um dos cinco suspeitos. Edu.

nem toda regra tem exceção. A hipótese H3 não é viável porque temos. pois ficamos com: Armando = INOCENTE. Logo. Disseram-me que eu sou ninguém. pois estamos considerando a sua declaração verdadeira. menos queijo. Agora.. ficam somente 2 hipóteses para examinar: H2 e H3. eu sou Deus. Quem cedo madruga.. quanto mais queijo. menos queijo. pois ninguém o acusa e Tarso confirma que ele mentiu sobre a culpa de Edu. Logo. não dorme à noite. pois estamos considerando que a declaração de Edu é verdadeira. deveria ter exceção. Portanto. uma contradição entre 2 declarações. A hipótese H1 é ainda pior. Quanto mais queijo. teríamos 2 culpados (Edu e Tarso). pois considerando verdadeiras as declarações de Celso e Edu. Tarso = CULPADO. pois estamos considerando que a declaração de Celso é falsa. complemento_de_racicinio_logico Pedro Bello Página 17 . pois ninguém o acusa e ele confirma a declaração de Armando.As hipóteses H1. Steve Wonder é cego. o que não é possível. Steve Wonder é Deus. abaixo relaciono alguns exemplos de argumentos dedutivos NÃO-VÁLIDOS ou FALÁCIAS: Deus ajuda quem cedo madruga. Se Steve Wonder é Deus. Logo. Quem dorme à tarde. Ninguém é perfeito. nesta hipótese. para divertir um pouco. O amor é cego. e quanto mais buracos. Assim. Mas o enunciado explicita que somente um é culpado. Assim. Portanto. Se considerarmos verdadeira a declaração de Celso e verdadeira a declaração de Tarso ("Celso mentiu"). teríamos Celso falando verdade e mentira ao mesmo tempo. Juarez = INOCENTE. Toda regra tem exceção. Isto é uma regra. Cada buraco ocupa o lugar em que haveria queijo. Edu = INOCENTE. Quanto mais queijos mais buracos. SUSPEITO Armando Celso Edu Juarez Tarso DECLARAÇÕES "Sou inocente" "Edu é o culpado" "Tarso é o culpado" "Armando disse a verdade" "Celso mentiu" HIPÓTESES H2 H3 V V V F F V V V V V A hipótese H2 é perfeita. H4 e H5 podem ser imediatamente descartadas. pois uma declaração não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo (princípio da não-contradição). Celso = INOCENTE. eu sou perfeito. eu sou cego!!! Imagine um pedaço de queijo suíço.. mais buracos. Logo. quanto mais buracos. ele também seria culpado e ficaríamos com 3 culpados. daqueles bem cheios de buracos. dorme à tarde. Quem não dorme à noite. sai na balada!!!!!!! Conclusão: Deus ajuda quem sai na balada!!!!!! Deus é amor.. eu sou Steve Wonder!!!! Meu Deus. pois sendo falsa a declaração de Armando. Mas só Deus é perfeito. menos queijo.

logo. Quando estamos bêbados. não cometemos pecados. Tempo é dinheiro. Quando não cometemos pecados. Hoje em dia. vamos para o Céu. logo existo. os vagabundos têm mais dinheiro do que os trabalhadores. ficamos bêbados. meu amigo não namora ninguém. os trabalhadores não têm tempo pra nada. têm todo o tempo do mundo. loiras burras não existem. Logo. complemento_de_racicinio_logico Pedro Bello Página 18 . dormimos. Quando dormimos. meu amigo é gay mesmo.Existem biscoitos feitos de água e sal. Então... Meu amigo diz que não é gay porque namora uma loira inteligente. Logo. O mar é feito de água e sal. Se uma loira inteligente namorasse meu amigo ela seria burra. Loiras burras não pensam. Quando bebemos. vamos beber para ir pro Céu! Penso. o mar é um biscoitão. Como loiras burras não existem. Já os vagabundos. Logo.