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FISIOLOGIA

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Se inicia a nível tecidual. Como há um excesso de saída de líquido dos
capilares para o LEC, os vasos linfáticos fazem a drenagem deste líquido para
evitar a formação de um edema. Os vasos linfáticos deságuam nas grandes veias.
Partículas inertes (sílica, carvão), microrganismos e células (que podem ser
de neoplasias malignas) podem penetrar nestes vasos linfáticos. Por esse motivo
estes vasos possuem estruturas, que são os gânglios linfáticos ou linfonodos, que
retêm estas substâncias e ativam os linfócitos. Fazem uma espécie de filtração. As
partículas inertes acabam se acumulando nos linfonodos, podendo causar silicose
(no caso da sílica) ou antracose (no caso do carvão).
Os microrganismos, quando em grande quantidade, causam uma
inflamação no próprio linfonodo, podendo causar infarto ganglionar (íngua) e até
mesmo o rompimento do linfonodo. As ínguas são sinais de um processo
inflamatório daquela região. Quando se descobre um tumor principal, se faz uma
biópsia no linfonodo daquela região para verificar se há células cancerosas nele,
pois isso significa que podem haver metástases.
Nos intestinos existem muitos vasos linfáticos, é a região onde há maior
quantidade de drenagem dos tecidos e há absorção de substâncias da parede
intestinal (lipídios, quilomicrons e anticorpos). Quilomicrons são partículas que se
formam na digestão, mas que são grandes para serem drenadas para os
capilares, então penetram pelos vasos linfáticos, que por sua vez retornam ao
sangue.

A circulação linfática tem as seguintes funções:
1.Drenagem do LEC formando a linfa, que retorna a circulação sangüínea
recompondo o volume sangüíneo.

2.Filtração da linfa nos linfonodos.
3.Participação na absorção de substâncias da parede intestinal.

Grandes troncos da drenagem linfática
Ducto Torácico – drena linfa da cabeça do lado esquerdo, tronco do lado
esquerdo e os dois membros inferiores (pernas) e o membro superior do lado
esquerdo.
Veia Linfática Direita – drena linfa da cabeça do lado direito, tronco do lado
direito e o membro superior direito.

Líquido Cérebro Espinhal (Liquor)
No Compartimento Ependimoventricular (III e IV ventrículos, ventrículos
laterais e canal ependimário) há a formação do liquor, que passa para o
Compartimento Subaracnóide (entre a aracnóide e a pia mater), onde há a
reabsorção do liquor pelo sangue.
As cavidades se comunicam por forames e por um aqueduto. Dos
ventrículos laterais para o III ventrículo há os forames de Monro, do III ventrículo
para o IV há o Aqueduto de Silvios, e do IV para o espaço subaracnóide há os
forames de Magendie e de Luschka.
Próximo aos ventrículos há uma invaginação da pia mater formando os
plexos coróides, que contém muitos capilares. Ao passar pelos capilares, o
sangue sofre uma filtração onde partículas e líquido são encaminhadas para
dentro dos ventrículos, originando o liquor.
A aracnóide possui vilosidades (em direção a dura mater), que ficam em
contato com vasos sangüíneos (seios venosos) da dura mater. O liquor passa
para estes seios venosos, sendo reabsorvido para a corrente sangüínea.
Papéis fisiológicos do liquor:
1.Forma um envoltório líquido que serve como proteção amortecedora,
mecânica, impedindo que o tecido nervoso entre em contato com os ossos.
2.Redução do peso do encéfalo, por estar dentro do líquido.
3.Participação na regulação da respiração, pois no IV ventrículo, o liquor entra
em contato com a zona quimiorreceptora do centro respiratório (que fica
próxima ao IV ventrículo), influenciando-o através de partículas vindas do
sangue (CO2, pH, O2).

Sistema Respiratório

_ Anatomia Fisiológica

Orifícios nasais – cavidades nasais – faringe – epiglote – cordas vocais –
laringe – traquéia – brônquios – alvéolos.
Só nos alvéolos ocorrem as trocas gasosas, o restante funciona apenas

como condutores de ar.

Possui dois tipos de mucosa: Mucosa Olfatória e Mucosa Respiratória. A
mucosa olfatória é responsável pela olfação e a respiratória pela termorregulação,
pela umidificação e pela purificação do ar. A mucosa respiratória é ricamente
vascularizada, para que haja troca de calor entre o ar e o sangue. Possui tecido

erétil, que aumenta de volume com o aumento do fluxo sangüíneo, diminuindo a
luz das cavidades nasais – podendo até ser prejudicial caso esse aumento seja
muito grande, por exemplo, num processo alérgico. Neste caso, trata-se com
substâncias vasoconstritoras.
As cavidades nasais possuem pregas que tem a função de aumentar a
superfície de contato da mucosa com o ar.
Possui cartilagens alares que regulam o fluxo de ar.
Pode ocorrer de o alimento penetrar na laringe, em vez de no esôfago.
Chama-se Falsa Via. Existem mecanismos para impedir que isso ocorra.
No bulbo raquidiano existem os Centros da Deglutição e Respiratório. A
deglutição se divide em três fases: a bucal, a faringeana e a esofageana. A bucal
é voluntária, é onde o animal começa a deglutir o alimento. Voluntariamente ele
pode iniciar ou deter a deglutição do alimento. Quando passa para a faringe, a
deglutição deixa de ser voluntária e passa a ser um Reflexo da Deglutição (ocorre
na faringe e no esôfago). Ao chegar na faringe, o alimento estimula a mucosa
faringeana, de onde partem impulsos que irão ativar o centro da deglutição, que
por sua vez estimula a faringe e o esôfago (deglutição reflexa) inibindo a
respiração, o que impede a falsa via. A essa parada da respiração chamamos
Apnéia da Deglutição. Esse mecanismo pode ser perturbado (por distração) e o
alimento penetrar na faringe, provocando o engasgo.
Outro mecanismo que impede a falsa via é o fechamento da glote pela
epiglote, com o auxílio dos músculos desta região. Assim o ar passa pela faringe
sem se misturar com o alimento, sem causar a falsa via.
Então os dois mecanismos que impedem a Falsa Via: Apnéia da Deglutição

e Fechamento da Glote.

Na luz da laringe encontramos as cordas vocais. Ao passa por elas, o ar
provoca vibrações que originam sons. Elas possuem uma musculatura que as
mantêm numa tensão adequada, impedindo que haja um amolecimento das
mesmas. Há uma ramificação do nervo vago, o nervo laríngeo, que por impulsos
mantêm essa tensão adequada nas cordas vocais, impedindo que se projetem
para a luz da laringe, fechando a passagem de ar. Se houver algum problema com
o nervo laríngeo, as cordas vocais podem se insinuar para a luz, provocando sons
estranhos ao inspirar o ar, sendo esse ruído chamado de Estridulência, como um
ronco. Eqüinos com esse problema são chamados de roncadores. Esse problema
pode ser solucionado com cirurgia, inserindo-se um instrumento com uma bolinha
na ponta que “lixa” as cordas vocais, diminuindo-as de tamanho.
Passando pela laringe, o ar penetra na traquéia. A traquéia possui anéis de
cartilagem que são ligados por músculos e tecido elástico, a dotando de
flexibilidade. O principal músculo inspiratório é o Diafragma. Os pulmões
acompanham o movimento diafragmático graças a flexibilidade e elasticidade da
traquéia.

Na traquéia e nos brônquios mais calibrosos, encontramos na mucosa
glândulas mucosas que enviam muco para a luz da traquéia. Os cílios se
movimentam de baixo para cima, empurrando essa película de muco para fora.
Esse mecanismo é comparado a um tapete rolante. As partículas de sujeira que
penetram com o ar se fixam neste muco e são expulsas junto com a película. É
um mecanismo de defesa.

Então esses são os dois mecanismos importantes da traquéia: sua
flexibilidade que permite aos pulmões acompanharem o movimento diafragmático
e seu sistema de defesa, criando a película de muco que adere as partículas de
sujeira e as expulsam para fora do organismo.
Os brônquios possuem musculatura (músculos bronquiais), glândulas
secretoras de muco e peças de cartilagem. Esses músculos são estimulados pelo
parassimpático, assim como as glândulas. O simpático não tem muita influência
nestas estruturas. Apesar disso, elas possuem receptores adrenérgicos do tipo
β2. Algumas substâncias (ex: Salbutanol) provocam vasodilatação,
bronquiodilatação. As bombinhas de asmáticos usam substâncias deste tipo. Os
nebulizadores também. Atuam nos receptores β2.
Após os brônquios terminais chegamos ao alvéolos. Cada saco alveolar
possui vários alvéolos. Dentro dos alvéolos temos o ar alveolar, que possui uma
composição diferente do ar atmosférico. Cada alvéolo possui vários capilares
alveolares. O sangue chega ao capilar vindo ventrículo direito, atravessa o capilar
e vai para o átrio esquerdo. A pressão de gás carbônico é alta e a de oxigênio é
baixa ao chegar ao alvéolo, onde a pressão de gás carbônico é baixa e a de
oxigênio é alta. Com isso, há passagem de CO2 do sangue para o alvéolo e de O2
do alvéolo para o sangue (capilar), por uma diferença de pressão. A essa troca
gasosa chamamos Hematose (oxigenação do sangue).

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