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FUTEBOL, ESPATÁCULO E MÍDIA: REFLEXÕES, RELAÇÕES E IMPLICAÇÕES SANFELICE, Gustavo Roese sanfeliceg@feevale.br Centro Universitário Feevale, Novo Hamburgo/RS/Brasil RESUMO Este ensaio teve por objetivo discutir as relações e implicações entre o futebol e a mídia. Ressalta a importância do futebol para o brasileiro e para os meios de comunicação. A importância social desse esporte é enfatizada como forma de sustentá-lo entre os campos sociais. Da mesma forma, quem legitima o futebol frente aos campos sociais é o campo dos medias, que exerce mediação entre os demais campos para garantir a sua abertura aos demais. O ensaio enfatiza o futebol como um espetáculo, sendo que este traz consigo questões de identidades, procurando causar impacto, emoções e sentimentos nos seus torcedores. A exploração do futebol pela mídia, principalmente a televisão, se faz pela forte relação de mercado. Com a Lei do Passe, os clubes brasileiros cada vez mais dependem dos meios de comunicação para sobreviverem, até porque a violência afasta os espectadores dos estádios. Os meios de comunicação trabalham com a espetacularização do futebol como forma de prender os espectadores frente aos seus televisores. Por fim, conclui-se com este ensaio: As mídias parecem deformar o espetáculo, o esporte, tornando-o essencialmente financeiro e promotor de marcas; e a emoção do futebol esta no ao vivo dos estádios, que esta presente em todo o mundo, por toda à parte na linguagem universal do futebol e na sua pluralidade de culturas praticantes. Palavras-chave: futebol, meios de comunicação, espetáculo Considerações iniciais Os esportes impreterivelmente estão presentes na sociedade, representados nas mais variadas formas. As escolas, os clubes profissionais, os clubes sociais as escolinhas dentre outros são os principais lugares que estas atividades se apresentam nas mais diversas classes sociais no Brasil. Com essa abrangência o esporte integra milhões de pessoas de forma direta e indireta, atingindo os grandes e pequenos centros urbanos e até a zona rural. Lima e Carvalho (1996), ressaltam que o esporte, por si só é um fato social. Este deve ser tratado como uma atividade inserida na sociedade. Para outro grupo de pesquisadores, o esporte é considerado até mesmo mais amplo que a educação física, principalmente em função da ampla gama de formas sob as quais aparece: "agente educacional, elemento de recreação, meios de competição, ou recurso profissional" (Marinho, apud BTEFD, 1980), e por ser encontrado tanto dentro como fora de sistemas educacionais. Considerando as colocações, enfatiza-se que futebol é mais lembrado pela população brasileira comparado com outros esportes. Essa relação de importância em âmbito de sociedade é evidenciada nas classes sociais menos favorecidas, onde a educação física para eles é o futebol. Em
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Professor do Curso de Educação Física do Centro Universitário Feevale/NH e Mestre em Ciência do Movimento Humano/CEFD/UFSM.

já enfatizava a importância da televisão na sociedade. Ela explora o futebol como a sua maior fonte de renda. Este esporte mexe com os corações dos brasileiros. A prática esportiva. Os espaços publicitários das partidas do Campeonato Brasileiro transmitido pela televisão valem milhões. pois assim como Deus. Apesar dos problemas de ordem administrativa dos clubes. Nos jornais as páginas esportivas estão entre as mais lidas pela população. a vitória sobre adversários nos mesmos códigos. O esporte praticado nessa dimensão pode ser um dos meios mais eficazes na formação dos jovens. ela também está em toda parte influenciando as pessoas. se possível. direta ou indiretamente. é indispensável no desenvolvimento da personalidade e fundamental ao processo de emancipação (Tubino 2001). Para Neumann (1998) o futebol mostra ir além dos limites do campo. o desenvolvimento pessoal e as relações pessoais. escolinhas. 2001). e é exercido sob regras pré-estabelecidas pelos organismos internacionais de cada modalidade. a diversão. Já Dizard (1998) relata que a televisão continua a exercer poderosa influência. mas sendo o único meio para tal nestas classes. Schwartz em 1985. Os esportes estão integrados dentro dessa lógica e ocupam um lugar de crescente destaque na produção de espetáculos de massa. tem-se por objetivo com este ensaio discutir as relações e implicações entre o futebol e a mídia. o admirável. recebem pelos espaços (tempo) importâncias menores. A participação. moderna ou pós-moderna. o emocionante. espetaculares. esporte participação3 e educação4 têm uma profundidade de ordem prática (escolas. Tubino (2001) 3 É a dimensão social do esporte que tem por objetivo o bem estar social de seus praticantes. Atualmente. seu maior valor social (Tubino. A Copa do Mundo de Traz consigo os propósitos de êxitos esportivos. investir em patrocínio cria uma imagem ativa. destina-se a gerar espetáculos. tanto em âmbito econômico. e o preferido da mídia e da população. alternando alegrias e decepções. como cultura do espetáculo. Há uma tendência que seja praticado principalmente pelos talentos esportivos. parques. Sendo a televisão o veículo mais difundido. 4 É a prática do esporte com sentido educativo. pois objetiva a descontração. o futebol que interessa os meios de comunicação é de rendimento2. que precisa de consumidores e do campo dos medias para poder se legitimar frente aos demais campos sociais. etc) maior nos campos sociais. A preferência pelo futebol é de décadas. tem relações íntimas com o lazer e o tempo livre. com isso. A palavra espetáculo ou espetacular passou a significar o grandioso. Já as rádios com cifras mais modestas (o investimento depende de seu índice de audiência). a despeito dos desafios impostos pelas novas tecnologias. ganhando inclusive das editoriais de política e de economia. Entendendo o futebol como um espetáculo. dinâmica e rende bons lucros. quanto organizacional o esporte se mantém popular. sendo este a paixão nacional dos brasileiros. representando cifras significativas. Considerando os aspectos acima. como educação social. o esporte mais difundido socialmente em todo o país. tanto para os clubes quanto para os meios de comunicação. 2 . Num país que tem tradição neste esporte. Futebol: do espetáculo a emoção Segundo Lovisolo (1997) há considerável acordo em caracterizar a cultura. O evento em si acaba emprestando para essas empresas esse conceito. a definindo-a como “o segundo Deus”. Grande parte da produção dita cultural.2 certas escolas se confunde com a educação física escolar. não desvinculando o futebol da educação física. A mídia trabalha com o futebol das mais variadas formas. porém.

tornando-se notícia de impacto. A legitimação das relações de poder se dão entre e dentro dos campos sociais5. sejam elas de ordem econômica. bem como os Jogos Olímpicos são um referencial da penetração nos campos sociais dos esportes como um espetáculo. A violência esportiva é difundida e praticada em larga escala. já com características definidas que seriam mais tarde potencializadas pelos meios de comunicação. por que e como os espetáculos às emocionam. Cada dia mais. que no Brasil são muitas. corre atrás da notícia quente. que invariavelmente se transformou conforme a sociedade dita contemporânea. (Esteves. 2001. sentimentos e sensibilidade. (Sanfelice et all. em princípio. fazendo-nos rir. Vários trabalhos em nível de Brasil identificaram essa linguagem violenta e bélica no discurso da mídia. provocando-lhes prazer ou tédio?” A estética é. sobre as emoções que provocam as obras de arte e os espetáculos. Lovisolo (1997) nos indaga: “por que as pessoas gostam ou não gostam de determinados espetáculos?. A violência no esporte e principalmente no futebol é maximizada pelo fator financeiro dos clubes. culturais ou até mesmo de identidade. Emoções estas que o espectador tem ou pelos menos quer ter como maneira de canalizar suas frustrações e decepções. o futebol é necessário e gera necessidades. sacudir. Estas pessoas sofridas com tantos problemas idealizam e materializam o espetáculo esportivo de maneira a esquecer seus problemas. O espetáculo esportivo procura causar impacto. a imprensa escrita ou falada promove uma guerra simbólica entre nações ou clubes esportivos. Há uma vertente do esporte moderno que surgiu sendo espetáculo. propiciando um excelente retorno financeiro. Trouxe as mazelas dessa e incorporou outras. Mas aqui. supõe-se. paradoxalmente. acentua o caráter violento do jogo e faz com que no espírito do jogador e do público no campo de jogo se identifique cada vez mais com uma autêntica batalha. a partir das suas especificidades. inibindo o torcedor a se expor a este tipo de problema social. Há uma exacerbação da identificação com o clube ou país. Ainda. tanto para os clubes quanto para os atletas e comissão técnica. sobretudo nossa emotividade. 1998) Essa transmissão da violência nos meios de comunicação é um fator determinante no Brasil para a diminuição de público nos estádios. sendo que o campo dos medias intensificam essas relações como forma de se legitimar entre os demais campos.3 futebol. mais precisamente como festa competitiva. Assim. Não raras às vezes. Hatje et all. salientando ou inventando acontecimentos que devem. chorar ou exaltar. Essa “violência” simbólica do capitalismo dentro de 5 Os diversos campos sociais sofrem ações de mediação do campo dos medias para garantir a sua abertura aos outros campos. É nesses momentos que essa canalização torne-se desvirtuada. O espetáculo esportivo que não mexer com nossas emoções. tem-se um fenômeno de massa do século XX. Linguagem que vai buscar o essencial da sua terminologia ao “campo de batalha”. emoções. espetacular. a reflexão sistematizada sobre os gostos e seus paradoxos. podendo gerar violência dentro e fora do campo esportivo. Tem-se uma imprensa que. assim deixa de ser. A vitória e os títulos resultam em grandes patrocínios. 1998) . Com isso. enfim. pode importar mais focalizar o torcedor que invade o gramado que o esforço do goleiro ao fazer uma defesa. em todos os campos da vida social. através da linguagem empregada na cobertura. os esportes são captados e transmitidos para provocar impacto.

entretanto. Essa guerra tecnológica entre as emissoras.671. de arbitragem. Cada vez mais a tradição dos clubes vem se juntando aos interesses econômicos das empresas. Para estes analistas dos jogos. com práticas arcaicas. Entretanto. dentre outras atrações para deter o telespectador nas transmissões. distantes daquilo que poderíamos considerar ideal. replays. Entende-se que segurança é um pressuposto básico para os espectadores de qualquer espetáculo. O espetáculo do capital na mídia A espetacularização dos esportes pela televisão. principalmente o futebol. e o que se vê é uma situação de penúria. Na nossa sociedade capitalista é cada vez mais evidente a relação capital/sobrevivência. o chamado Estatuto do Torcedor. vêm à tona a relação comercial do futebol. os jornais cada vez mais têm especialistas escrevendo sobre os resultados. Isso é a imposição pela necessidade. tudo passa pela questão financeira. São dezenas de câmeras. Esse “Estatuto”. para as arquibancadas dos estádios e suas redondezas onde torcidas organizadas iniciam uma batalha campal. Atualmente. sendo que os salários estão voltando a patamares mais “modestos”. especialistas de outras editorias escrevendo sobre a Copa e seus resultados.615/98). temos nos grandes jornais brasileiros. o futebol precisa de um estatuto determinando. alguns atletas brasileiros recebem salários que nada ficam a dever aos europeus. em frente ao seu televisor. os times buscam fórmulas para aumentar sua receita e poder contar em seu elenco com jogadores de alto nível. Segundo Brunoro & Afif (1997) a escassez de recursos é o ponto comum da grande maioria dos clubes brasileiros. discutindo escalações de equipes. Sem saber explicar os resultados. convidados especiais. Em época de Copa do Mundo de Futebol. tira-teima. em que as transformações ocorrem timidamente. artistas. os clubes brasileiros ficaram mais dependentes dos meios de comunicação. . se faz com o intuito de cada vez mais prender o telespectador nesta ou naquela emissora. acaba seduzindo o telespectador a ficar na comodidade de seu lar.4 campo descaracteriza o aspecto social do esporte. não o fará. Hoje. Se o Brasil não tiver as condições mínimas para sediar uma Copa. Os engendramentos do campo esportivo com o campo econômico são cada vez mais presentes e necessários. especialistas em arbitragem. comentaristas esportivos. Mais e mais ela se acentua em face a profissionalização dos clubes de futebol no Brasil e no mundo. A partir dessas considerações. atletas sem receber salários é sinônimo de maus resultados dentro do campo de jogo. o futebol brasileiro passa por um processo de reorganização. estabelece uma série de mudanças nos estádios brasileiros. Acrescenta-se a esse quadro a estagnação de novas idéias. O capítulo quatro desse estatuto estabelece algumas normas de segurança aos torcedores partícipes do evento esportivo. Cada vez mais esses “especialistas” relacionam as questões técnico/táticas do futebol às questões econômicas. nada mais é do que um instrumento de adequação dos clubes brasileiros a uma necessidade de organização frente à possibilidade do Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014. Em parte como reflexo da própria situação econômica do país. especialmente dos contratos com as emissoras de televisão. O clube/empresa é uma realidade. Como na televisão. Já a lei 10. A “guerra” dentro de campo é transmitida para fora. microfones de captação de som ambiente. políticos. Em virtude a nova Lei do Passe (9.

o elevado preço do ingresso. a dificuldade de acesso aos estádios.5 Para Brunoro & Afif a queda da freqüência de público nos estádios é um problema que vem crescendo e deve ser motivo de muita preocupação para os nossos dirigentes. tais com a falta de conforto e segurança nos estádios. dentre outros. algo só medido consideravelmente por ser o Brasil o país do futebol. uma super audiência nas diversas emissoras de TV. O sofrimento dos milhares de brasileiros presentes no Maracanã em 1950 quando o Brasil perdeu a Copa do Mundo para o Uruguai por 2x1. portanto. A situação só não está mais complicada porque novos aliados estão conseguindo equilibrar as finanças das agremiações: a televisão. Com os nossos clubes em crise econômica. pois nesse contexto temos que necessariamente considerar o lado comercial/financeiro que envolve esse processo. gerando-lhe grandes lucros. . se emocionar com o seu clube. horários e dias incompatíveis para a realização de jogos (diga-se de passagem. com o calor do verão carioca de 400 a sombra. Para garantir o sucesso na comercialização em um dos períodos mais promissores em faturamento. a inexistência de estacionamento para automóveis. se não fosse a torcida que vai ao estádio torcer. proporcionando um grande lucro na venda das transmissões dos jogos. vibrar. o televisamento dos jogos (e os que não passam na TV?). certamente foi maior do que os demais brasileiros que acompanhavam a transmissão via rádio. que nos diz que a valorização do tema refletido na publicidade é. ou ter seu estádio sempre lotado de torcedores vibrando com o seu time a cada partida? Será que o torcedor vai preferir ir ao estádio assistir ao seu time. Entendo que o processo de identidade das torcidas com seus clubes passam por um processo de ressignificacão frente às transmissões televisivas. em sua grande parte não chega no caixa dos clubes. o Beira Rio dentre outros. mas a maior emoção ficou por conta dos brasileiros presentes no estádio. os patrocinadores das camisas e os fornecedores de materiais esportivos. Todo este capital que circula entre os meios de comunicação e seus anunciantes (venda de publicidade). As cifras são bem menores. a escassez de craques nas equipes. explicitando a forma de "exploração" dos meios para com os clubes. que é a arrecadação pela venda dos ingressos. Considerações finais Parece que o futebol não seria este espetáculo que é no Brasil. os transportes coletivos em número insuficientes. pois nesse ano a televisão dava os primeiros passos no Brasil. Torcidas que lotam gigantes de concreto como o Maracanã. não transmitia portanto o jogo. e ainda no conforto de seu lar? As respostas não são tão simples como possa parecer. os veículos adotaram pacotes com diversas opções de preço. Com relação à mídia e seus lucros com o futebol no Brasil temos importantes constatações evidenciadas por Neumann (1998). A conquista da Copa de 2002 no Japão pelo Brasil contagiou a população brasileira. o Mineirão. alterados pelas empresas de televisão). Esse fato prejudica uma das principais fontes de receita dos clubes. Como observamos o futebol é um grande negócio para a mídia. o excessivo número de jogos. Os analistas de futebol possuem diversas explicações para essa questão. devemos nos perguntar: O quê é melhor para os clubes brasileiros. ou ficar em sua residência com o show de transmissão patrocinado pela televisão.

parece deformar o espetáculo. Não é a visão direta do jogo de futebol que dá a ilusão da verdade. mas sim levantar problemáticas para possíveis estudos que venham contribuir com a área da educação física/esportes. mas nunca abandona seu time do coração. A televisão é fria só transmite a realidade fragmentada que às vezes não queremos ver ou que não corresponde à realidade. entre eles aquele que a própria torcida protagoniza. A técnica de representação produz objetos que são mais reais do que o real. mais a verdade do que a verdade. In: Anais do Seminário Brasileiro em “Pedagogia do Esporte”. determinando e direcionando as suas atenções conforme agrado dos transmissores. relata que há um processo de mediação entre a realidade e a imagem. sendo praticado pela burguesia. o esporte. o capital domina e gerencia o futebol no Brasil. no estar na hora do jogo no estádio. Jul/Set. que além do espetáculo nas quatro linhas oferece espetáculos paralelos. manipulando o gosto popular em seu benefício. Bibliografia BETTI. os meios de comunicação não estão preocupados com os problemas que o seu tratamento para com o futebol possa acarretar. que só pode realmente ser sentido a partir da arquibancada de um estádio. segundo uma lógica de espetacularização. mas a sua re-visão na televisão ao retardador. não limitando a visão do jogo a uma imagem de 20 polegadas. A verdadeira emoção esta no ao vivo. São eles que nos levam a grandes derrotas e grandes conquistas. tornando-o essencialmente financeiro e promotor de marcas. por toda à parte na linguagem universal do futebol e na sua pluralidade de culturas praticantes. da dúvida. que não se propaga por ondas eletromagnéticas. Na atual situação. (1998) nos dizia: "As novas tecnologias audiovisuais anulam a confiança na verificação pessoal dos fatos. São Paulo: Gente. Mauro. As mídias. Antonio. É assim o futebol e suas diversidades. dentre outros veículos destaco a televisão. a grandes tristezas e grandes alegrias. Ainda. é do povo por ter uma torcida apaixonada que chora com as vitórias e com as derrotas. Emoção que esta presente em todo o mundo. Em suma. O futebol na sua origem era elitista. da realidade eminente naquele instante. nº 16. Com essa afirmação de Nelson Rodrigues pode-se evidenciar que as transmissões esportivas pela televisão não substituem a emoção do ao vivo de nossos estádios. no calor da torcida. mas sim com a audiência e o lucro. 1980. A proposta deste ensaio não é esgotar o tema. Nelson Rodrigues apud Marques. 1997. vol. BRUNORO. com o tempo tornou-se popular transformando-se nesse fenômeno das massas que hoje o caracteriza. as conotações da certeza". Mudam deste modo.4.1998. Manaus: Universidade do Amazonas. Betti (1998). que envolve a seleção e edição de fatos e cenas. . BOLETIM TÉCNICO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DEPSORTOS. da discussão. Santa Maria. José Carlos & AFIF. Futebol 100% profissional. nem tampouco limitá-lo. e que independente de tendências ou particularidades nos levam a um senso comum: “O futebol é um dos maiores espetáculos do mundo contemporâneo”. Mídia e Educação: Análise da relação dos meios de comunicação de massa com a Educação Física e os Esportes.6 O futebol é popular.

ESTEVES. MARQUES. Toni. Clery Q. Santa Maria: UFSM. Lei Federal número 10. 2001. Lei Pelé. de 25 de março de 1998. Comunicação e Desporto: uma proposta interdisciplinar. 7.3 LOVISOLO. Manoel José Gomes. & CARVALHO. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.4. Rio de Janeiro: Sprint. Santa Maria: UFSM. S. In: Comunicação. HATJE. 1985. 2001. 6. Estatuto do torcedor. NEUMANN. Santa Maria.671. SANFELICE. São Leopoldo. Carlos J. 1998. Uma leitura das crônicas de futebol de Nelson Rodrigues. São Paulo. M. Estética. In: Sui Generis nº8. Wilson Jr. vol. João Pissarra. PALMA. LIMA. Mídia: O segundo Deus. 1998. L. Movimento e Mídia na Educação Física. esporte e educação física. Movimento e Mídia na Educação Física/organizadores Sérgio Carvalho e Marli Hatje. Lei Federal número 9. Movimento e Mídia na Educação Física. Sérgio. In: Comunicação. Marli & CARVALHO.615. 2º ed. 1998. TUBINO. Summus. In: Comunicação. Movimento e Mídia na Educação Física. Claudia Ivane. Sérgio. Santa Maria. 1998. v. E. 1997. & CARVALHO. 1998. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. HATJE. São Paulo: Cortez. n. vol. . Hugo. Gustavo Roese. A Ética da Comunicação e os Media Modernos: Legitimidade e poder nas sociedades complexas.7 DIZARD. In: Revista Comunicação. Dimensões sociais do esporte. 1996. de 15 de maio de 2003. vol. Evento extra-campo: campanhas publicitárias associam produtos à Copa do Mundo. A linguagem utilizada por três jornais para descrever a atuação da Seleção Brasileira de futebol na Copa do Mundo de 1994. Características e valores veiculados em programas esportivos de televisão. BRASIL. Tradução: Edmond Jorge. Tradução de Ana Maria Rocha. BRASIL. A nova Mídia: comunicação de massa na era da informação. SCHWARTZ.

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