Fonte: Bíblia Plenitude Formatação: Gladson Rodrigo Ferreira

Julho de 2007

ÍNDICE
Antigo Testamento
Pentateuco
A.1 - Gênesis .............................................................. 3 A.2 - Êxodo ................................................................5 A.3 - Levítico .............................................................. 7 A.4 - Números............................................................9 A.5 - Deuteronômio .................................................11

Novo Testamento
Evangelhos
N.1 - Mateus ........................................................... 87 N.2 - Marcos ............................................................ 89 N.3 - Lucas ............................................................... 92 N.4 - João ................................................................ 95

Livro Histórico Livros Históricos
A.6 - Josué ............................................................... 13 A.7 - Juízes ............................................................... 16 A.8 - Rute .................................................................18 A.9 - I Samuel ........................................................... 19 A.10 - II Samuel ........................................................ 21 A.11 - I Reis .............................................................. 23 A.12 - II Reis ............................................................. 25 A.13 - I Crônicas ....................................................... 28 A.14 - II Crônicas ......................................................30 A.15 - Esdras ............................................................ 32 A.16 - Neemias ........................................................ 34 A.17 - Ester .............................................................. 36 N.5 - Atos dos Apóstolos ......................................... 97

Cartas (Epístolas)
N.6 - Romanos ......................................................... 99 N.7 - I Coríntios ..................................................... 101 N.8 - II Coríntios .................................................... 103 N.9 - Gálatas .......................................................... 105 N.10 - Efésios ........................................................ 107 N.11 - Filipenses .................................................... 109 N.12 - Colossenses ................................................ 111 N.13 - I Tessalonicenses......................................... 113 N.14 - II Tessalonicenses ........................................ 116 N.15 - I Timóteo .................................................... 118 N.16 - II Timóteo ................................................... 120 N.17 - Tito ............................................................. 122 N.18 - Filemon ....................................................... 124 N.19 - Hebreus ...................................................... 126 N.20 - Tiago ........................................................... 128 N.21 - I Pedro ........................................................ 130 N.22 - II Pedro ....................................................... 132 N.23 - I João .......................................................... 134 N.24 - II João ......................................................... 137 N.25 - III João ........................................................ 139 N.26 - Judas ........................................................... 141

Livros Poéticos
A.18 - Jó ...................................................................38 A.19 - Salmos ........................................................... 40 A.20 - Provérbios .....................................................43 A.21 - Eclesiastes .....................................................45 A.22 - Cantares ........................................................ 48

Profetas
Maiores A.23 - Isaías ............................................................. 50 A.24 - Jeremias ........................................................ 52 A.25 - Lamentações .................................................55 A.26 - Ezequiel ......................................................... 57 A.27 - Daniel ............................................................ 59 Menores A.28 - Oséias ............................................................ 62 A.29 - Joel ................................................................ 64 A.30 - Amós ............................................................. 66 A.31 - Obadias ......................................................... 68 A.32 - Jonas ............................................................. 70 A.33 - Miquéias ........................................................ 72 A.34 - Naum............................................................. 75 A.35 - Habacuque ....................................................77 A.36 - Sofonias ......................................................... 79 A.37 - Ageu .............................................................. 81 A.38 - Zacarias ......................................................... 83 A.39 - Malaquias ......................................................85

Livro Profético
N.27 - Apocalipse (Revelação) ............................... 143

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A.1 - GÊNESIS
Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1440 a.C. Autor
A tradição judaica lista Moisés como o autor do Gênesis e dos outros quatro livros que o seguem, juntos, estes livros são denominados de Pentateuco. Jesus disse: “Se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim, porque de mim escreveu ele” (Jo 5.46) O próprio Pentateuco descreve Moisés como alguém que escreveu extensivamente. Ver Ex 17.14; 24.4; Dt 31.24; At 7.22 nos conta que “Moisés foi instruído em toda ciência dos egípcios.” Nas notas que acompanham o texto nós observamos que Gênesis emprega um bom número de termos emprestados dos egípcios, sendo este um fato que sugere que o autor original tenha as suas origens no Egito, como era o caso de Moisés.

Data
A data tradicional do êxodo do Egito se encontra no meio do décimo quinto século a.C. 1Rs 6.1 afirma que Salomão começou a construir o templo “no ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito”. Entende-se que Salomão tenha iniciado a construção em cerca de 960 a.C., datando assim o êxodo em 1440 a.C. Desta forma Moisés redigiu o Êxodo depois de 1440 a.C., durante os quarenta anos no deserto.

Conteúdo
Gênesis inicia com a formação do sistema solar, os preparativos da terra para sua habitação, e a criação da vida sobre a terra. Todos os oito atos da criação foram executados em seis dias. Os dez capítulos seguintes explicam as origens de muitas qualidades misteriosas da vida: a sexualidade humana, o matrimônio, o pecado, a doença, as dores do parto, a morte, a ira de Deus, a inimizade do ser humano contra o próprio ser humano e as dispersão das raças e línguas sobre toda a terra. Iniciando no cap. 12, Gênesis relata o chamado de Abraão e a inauguração do concerto de Deus com ele, um concerto glorioso e eterno que foi renovado com Isaque e Jacó. Gênesis é impressionante pela forma característica da sua narrativa, realçada pelo relato inspirador de José e pela multiplicação do povo de Deus no Egito. Trata-se de uma lição na eleição divina, conforme encontrado por Paulo em Rm 9. Gênesis antecipa o NT de muitas maneiras: o próprio Deus pessoal, a Trindade, a instituição do matrimônio, a seriedade do pecado, o julgamento divino e a justificação pela fé. A Árvore da Vida, perdida em Gênesis, é restaurada em Ap 22. Gênesis conclui com a bênção de Jacó sobre Judá, de cuja tribo viria o Messias: “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos” (49.10). Muitos séculos e muitas lutas seguir-se-ão antes que esta profecia encontre o seu cumprimento em Jesus.

Cristo Revelado
O Cristo preexistente, a Palavra viva, estava muito envolvido na criação. “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). O ministério de Jesus está antecipado em Gn 3.15, sugerindo que a “semente” da mulher que ferirá a cabeça da serpente (satanás) é Jesus Cristo, a “posteridade” de Abraão mencionada por Paulo em Gl 3.16. Melquisedeque é o misterioso rei-sacerdote do cap. 14. Uma vez que Jesus é rei e também sumo sacerdote, a carta aos Hebreus faz, de forma apropriada, esta identificação (Hb 6.20). A grande revelação de Cristo em Gn se encontra no estabelecimento do concerto de Deus com Abraão nos caps. 15 e 17. Deus fez promessas gloriosas a Abraão, e Jesus é o maior cumprimento destas promessas, uma verdade que é explicada de forma detalhada por Paulo em Gálatas. Boa parte da Bíblia está fundamentada sobre o concerto abraâmico e o seu desenvolvimento em Jesus Cristo. A dramática história da prontidão de Abraão em sacrificar a Isaque segundo a ordem de Deus apresenta uma incrível semelhança com o evento crucial do NT. “Toma agora teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas... E oferece-o em holocausto” (22.2), lembra-nos da prontidão de Deus em sacrificar o seu único Filho pelos pecados de todo o mundo. Por fim, a bênção de Jacó sobre Judá antecipa a vinda de “Siló”, a ser identificada como o Messias. “ E a Ele se congregarão os povos (49.10).

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2). tentando frustrar.1-9 Genealogia de Abraão 11. onde possível.1-40.O Espírito Santo em Ação “O Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (1. Nós também percebemos a sua operação através das vidas dos patriarcas: Ele protegeu os patriarcas e as suas famílias e os abençoou materialmente.1-67 2) A morte de Abraão 25. Criação dos céus.1-35.29 A Tabela das nações 10.1-23. de maneira sobrenatural cada um destes desafios.1-45. Desta forma achamos o Espírito envolvido na criação.1-24 O mundo anterior ao dilúvio 4.10-32 II.20 1) O chamado de Abraão 12.5 1.1-2.21 6) Os últimos dias de José 50.23 2) A exaltação de José 41.1-35 Jacó 27.3 2. o cumprimento das promessas de Deus a Abraão.4-25 B) A queda do ser humano 3.1– 11.29 1) Jacó engana o seu pai 27.1-9.1-2.26 1) A venda de José 37.1-32 A confusão das línguas 11.1-50.1-50. porém o Espírito de Deus resolveu.22 5) A benção de Jacó e o seu sepultamento 49. A história primitiva do ser humano 1. e da vida sobre a terra 1.1-24 3) O concerto de Deus com Abraão 15. O Espírito Santo também operou em José.12-34 4) Deus confirma seu concerto com Isaque 26.1-5.20 2) A batalha dos reis 14.26 Abrão (Abraão) 12. Esaú e Jacó 25. em quem haja o Espírito de Deus?” (41. nós o vemos em ação ao atrair os animais dos quatro cantos da terra para dentro da arca de Noé.1-10 3) Deus confirma o concerto com Jacó 28.1-46 2) A fuga de Jacó para Harã 28.1-57 3) José e os seus irmãos 42. um fato que foi óbvio pra o Faraó: “Acharíamos um varão como este. da terra.1-11 3) Ismael.1-48.1-24 Isaque 24.11-22 4) O casamento de Jacó em Harã 29. Esboço de Gênesis I.1-21.35 1) A noiva de Isaque vem da Mesopotâmia 24. Todo tipo de dificuldades e situações impossíveis cercaram a família escolhida.43 5) O retorno de Jacó para Canaã 31.34 4) O teste de Abraão 22.22-26 Índice 4 . Criação do ser humano 2.1-23.32 Noé e o dilúvio 6.1– 30.1-43 José 37.1-50.28 4) Jacó muda para o Egito 46.32 A) As narrativas da criação 1.29 Esaú 36. Os patriarcas escolhidos 12.1-35.38) Embora o Espírito Santo não seja mencionado de outra forma em Gênesis.1-26.

Um período considerável de tempo e dez pragas foram utilizadas para ganhar a liberação dos hebreus das garras do Faraó. Autor Moisés. Assim.C.1-27). eles poderiam ajustar as suas vidas ao seu jeito de ser a fim de continuar recebendo as suas bênçãos.27).2 . e da habitação da presença de Deus no edifício após o encerramento da obra (35.38). A libertação não ocorreu de forma instantânea.17-18.7.1-40.1-31. Quatro grandes eventos ocorrem nesta seção.1-10).440. O livro termina com a construção do tabernáculo como um lugar da habitação de Deus. Quatro grandes eventos ocorrem nesta seção.17-18.18).1-23.23-25). Segundo. a jornada miraculosa até o Sinai (13.A. Tendo testemunhado a sua presença e conhecido a forma como Deus agiu em seu benefício. Esta seção tem três componentes principais. do tabernáculo. Quatro anciãos com a tarefa de supervisão foram estabelecidos a fim de manter a paz entre o povo (18. 34.21). os amalequitas (17.1-13. através do processo de inspiração do Espírito Santo. Data A Tradição conservadora data a morte de Moisés em algum temo ao redor de 1400 aC. segundo. Conteúdo O Livro de Êxodo pode ser dividido em três seções principais: a libertação miraculosa de Israel (1. Moisés comunicou ao povo hebreu. Moisés recebeu a revelação daquelas coisas que Deus desejava que ele soubesse. trata-se das instruções referentes à edificação dum tabernáculo e do seu mobiliário (25. A Segunda seção narra a jornada milagrosa até o Sinai (13. são dados os Dez mandamentos e todas aquelas instruções que explicam em maiores detalhes como estes mandamentos devem transparecer na vida do povo em aliança com Deus (19.4. mas chegou até o seu Deus (2. Deus ouviu o seu clamor e colocou em ação um plano ora libertá-los. Ele acompanhou esta libertação através da seleção dum profeta chamado Moisés (3. eles experimentaram.19) Os resultados duma vida fora desta estrutura pactual são demonstrados pelo incidente que envolveu o bezerro de ouro (32. Através de eventos variados e de encontros face a face com Deus. Terceiro.27).6). de forma direta. do seu mobiliário. Ele é o profeta hebreu que liderou os israelitas em sua saída do Egito. elas demonstraram a superioridade do Deus hebreu sobre os deuses egípcios e. A primeira seção (1. os hebreus testemunharam o poder miraculoso e libertador de Deus (13. As pragas realizaram duas coisas importantes: primeiro. mostrando o desenvolvimento dum pequeno grupo familiar de setenta pessoas numa grande nação com milhões de pessoas. esta informação que lhe foi revelada. porém constituiu-se num processo. Terceiro. Primeiro. Desta forma. eles receberam proteção em vista dos seus inimigos. Como qualquer outro grupo sob pressão.1-13. sendo que a maior parte do tempo em regime de escravidão. Contexto Histórico Êxodo é a continuação do relato do Gênesis.27) e as revelações miraculosas junto ao Sinai (19.1-35). elas trouxeram liberdade aos hebreus. 5 .33). A última seção enfoca as revelações miraculosas junto ao Sinai (19.17-18.1-40.27). Quatro passagens em Ex dão forte apoio à autoria mosaica de pelo menos boa parte do livro (17.14.6) inicia com os hebreus sendo oprimidos no Egito (1. os hebreus reclamavam. é a figura centra de Êxodo. Estes quatros grandes eventos ensinam um conceito importante: a mão de Deus está presente na vida do seu povo especial. tanto na forma oral como na escrita. os hebreus testemunharam o poder miraculoso e libertador de Deus (13. Êxodo registra o desenvolvimento de Moisés. a libertação de Israel do seu cativeiro. a capacidade que Deus tem de cuidar do seu povo (15.7).8-16).1715. 24. A sua reclamação chegou não somente diante dos seus opressores.2217. durante a caminhada pelo Deserto. de fato. trata-se da construção. Os hebreus viveram no Egito por 430 anos. Primeiro. a sua caminhada do Egito até o monte Sinai para receber a lei de Deus e as instruções divinas a respeito da edificação do tabernáculo.Êxodo Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. cujo nome significa “tirado das águas”. Segundo. A libertação divina da nação tem o objetivo especifico de edificar um povo pactual.38). Êxodo é tradicionalmente atribuído a ele. é provável que o Livro de Êxodo tenha sido compilado nos quarentas anos anteriores.10-14). Primeiro.

22-17. A jornada miraculosa até o Sinai 13.31-40).1– 40. e perdoador.1-27 III. João nos conta que Jesus é a luz do Mundo. A Páscoa indica que Jesus é o Cordeiro de Deus que foi oferecido pela nossa redenção (12.1-31. o qual é utilizado pra preparar tanto os fiéis como os sacerdotes para o culto divino (30. As revelações miraculosas junto ao Sinai 19.3 A construção do tabernáculo 35.1-13.21 A provisão para o povo 15.Cristo Revelado Moisés é um tipo de Cristo.17-15.10 O episódio do êxodo 12.17-18.1-13.20-33 Israel confirma o concerto 24. que descreve os atributos de Deus como compassivo.31). Arão funciona como um tipo de Jesus assim como o sumo sacerdote (28.7.1-11.16 A opressão dos israelitas no Egito 1.1-21 O Livro da Aliança 20.7 A proteção contra os amalequitas 17. O Fruto do Espírito Santo está listado em Gl 5.30-36. quando cidadãos individuais são capacitados a tornarem-se exímios artífices.1) faz intercessão junto ao altar do incenso (30. no tabernáculo. o óleo da unção é um tipo do Espírito Santo.1-25 Os dez mandamentos 20. O Espírito Santo em Ação No Livro de Êxodo.38 A chegada ao Sinai e a manifestação de Deus 19.30). As referências mais diretas ao Espírito Santo podem ser encontradas em 31.6.22-23. A libertação miraculosa de Israel 1.16 II.1-22 O nascimento e a primeira parte da vida de Moisés 2. João afirma que Jesus é o Pão da Vida.22.1-35. o óleo representa.8-16 O estabelecimento dos anciões supervisores 18.23. As passagens “EU SOU” no evangelho de João encontram a sua origem primeira no livro de Êxodo.33 A glória do Senhor enche o tabernáculo 40.4-40. Uma listagem paralela também pode ser encontrada em Ex 34. Por exemplo.1-4. clemente.1.1).1-35 Arrependimento e renovação do concerto 33. fiel.27 A Libertação junto ao mar Vermelho 13. o Espírito Santo.3-11 e 35. pois ele liberta da escravidão.35) e os pães da proposição (25.19 A proteção do Anjo de Deus 23. longânimo.34-38 Índice 6 . As habilidades naturais destas pessoas foram enriquecidas e aumentadas a fim de que executassem as tarefas necessárias com excelência e precisão. de forma simbólica.18 O bezerro de ouro 32. Esboço de Êxodo I. bom.1-22). Através da obra capacitadora do Espírito Santo.1-18 Orientação a respeito do tabernáculo 25. Moisés fala de duas maneiras do pão de Deus: o maná (16.31 O processo de libertação 5. o candelabro serve como fonte de luz permanente (25.

O código de santidade permeia a obra porque cada indivíduo deve ser puro. normalmente pelo uso de um falso testemunho. indicando que os frutos do trabalho de uma pessoa devem ser dedicados a Deus. pois Deus é puro e porque a pureza de cada indivíduo é a base da santidade de toda a comunidade do concerto. bem como o povo.VI aC).2-6.shelamim) são designados para fornecer expiação e permitem que a pessoa que faz a oferta como da carne do sacrifício.10. A aceitação da autoria mosaica para Levítico dataria sua escrita por volta de 1445 aC. porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7. A Santidade (hebr. Kedushah) é uma palavra-chave em Levítico. Data Os sábios datam o Livro de Levítico da época das atividades de Moisés (datando mais antigamente no séc. Isso costumava acontecer em ocasiões de alegria. isso forma a base de todo este livro das Escrituras. que os sábios judeus consideravam de importância primária. portanto. as crianças deveriam. antes de proceder a outros texto bíblicos. uma vez que o livro lida com muito mais assuntos relacionados à pureza.18. Dt 15. bem como à redenção da terra (ver também Ex 21. O título hebraico é tirado da primeira palavra do livro. e santo é oposto do comum ou secular.1. O livro descreve o sistema de sacrifícios e louvor que precede a época de Esdras e relembra a instituição do sistema de sacrifícios. 23. Asham).11. “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. a santidade de Deus e a santidade na vida cotidiana. santidade. devem ter um descanso depois de cada 7 . O Ano de Jubileu refere-se ao fato de que as terras de Israel. Em 1. o calendário litúrgico tem uma posição significativa no Livro de Levítico. portanto. de acordo com a tradição primitiva. o Livro de Levítico tem sido encarado como uma obra de difícil compreensão. foi o primeiro livro a ser ensinado para as crianças na educação judaica. O sacrifício pelo sacrilégio (hebr. Os sacrifícios de paz ou das graças (hebr. Minchah) são uma oferta de tributo feita a fim de garantir ou manter o favor divino. As terras.A.olah) referem-se ao único sacrifício que é totalmente consumido sobre o altar e. Os sacerdotes e levitas preservaram seu conteúdo. mas também o relacionamento de amor e respeito que cada pessoa deve ter com o seu próximo. todo o sacerdócio. o texto se refere à palavra do Senhor. antes de mais nada.1-18). embora o cerimonial do sacrifício e a obra dos sacerdotes sejam explicados com grande cuidado. Autor O Livro de Levítico é o terceiro livro das Escrituras Hebraicas do AT atribuídos a Moisés. O livro contém pouca informação histórica que forneceria uma data exata. Os holocaustos (hebr.3 . XII aC) até a época de Esdras. As ofertas de manjares (hebr. Além dos sacrifícios. A palavra “santo” aparece mais de oitenta vezes no livro.reflete o texto de Lv 19.12). O ensinamento de Jesus Cristo—”Portanto.chatta’t) é empregado para tirar a impureza do santuário. A santidade está sendo separada do profano. o Livro de Levítico recebeu o nome de Vayikra. Eles sentiram que. Outro tema principal do Livro de Levítico é o sistema sacrificial. que significa “E ele chamou”. XV aC e a última alternativa no séc. Ele lida com o caráter e a vontade de Deus especialmente em assuntos de santidade. O conceito de santidade afeta não somente o relacionamento que cada indivíduo tem com Deus. que foi proferida a Moisés do tabernáculo da assembléia. Os erros profanaram a santidade de Deus e é exigida uma oferta. Contexto Histórico A teologia do Livro de Levítico liga a idéia de santidade à vida cotidiana. fazei-lho também vós. também conhecido como oferta pela culpa ou oferta de compensação. O título “Levítico “ é derivado da versão grega da obra e significa “assuntos pertencentes aos levitas”. durante o retorno (séc. Ela vai além do assunto de sacrifício. O Ano de Descanso refere-se à emancipação dos escravos israelitas e pessoas endividadas.Levítico Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1445 a.C. descrevendo a santidade da presença divina. algumas vezes é chamado de oferta queimada. entretanto. O título é um pouco enganoso. Conteúdo Em hebraico. é preparado para a violação da santidade da propriedade de Deus ou de outras pessoas. ser educadas sobre a santidade de Deus e a responsabilidade de cada indivíduo pra viver uma vida santa. Algumas vezes. que era uma forma costumeira de dar nome às obras antigas. pertencem a Deus e não a qualquer indivíduo. O sacrifício pelos erros (hebr. tudo o que vós quereis que os homens vos façam.

1-47 Imundícias do parto 12.57 Imundícias de emissão 15.1-16 Sobre ser sagrado 18. O serviço dos sacerdotes no santuário 8.1-20.20 A ordenação de Arão e seus filhos 8. a presença de Deus é sentida em todo o livro.1-33 Imundícias morais 16. Entretanto.1-16.1-34 IV. A santidade do caráter de Deus é constantemente mencionada na designação de santidade às ações e louvor do povo. Ofertas para o santuário 27.1-11 O pecado de Eleazar e Itamar 10.1-14. a santidade de seu caráter e a necessidade de a congregação se aproximar dele com pureza de coração e mente. O código de Santidade 17.1-44 Leis para elementos sagrados de louvor 24.1-46 V.1-8 Imundícias da pele 13.1. Ele não é visto como nos cultos pagãos da época em que os ídolos eram venerados.12-20 III. à medida que elas o louvam.1-26.1-7.8-17).1-10. entretanto.1-5. o sistema de sacrifícios e o sumo sacerdote no Livro de Levítico são tipos que retratam a obra de Cristo.8-7. O Livro de Hebreus descreve Cristo como o sumo sacerdote e usa o texto de Levítico como base para ilustrar a sua obra. O Espírito Santo em Ação Apesar de o termo “Espírito Santo” nunca ser mencionado no Livro.46 Matando por alimento 17.27 Leis para sacerdotes e sacrifícios 21. esse método de interpretação bíblica deve ser cautelosamente usado a fim de garantir que o significado original histórico e cultural sejam preservados.1-17 As ofertas de manjares 2.38 II.10-23 Os Anos do Descanso e do Jubileu 25.17 A Expiação do pecado 4. O Livro de Levítico enfoca a vida e o louvor do antigo povo de Israel.1-6 Os sacrifícios de paz ou das graças 3. Esboço de Levítico I.1-36 Os sacerdotes tomam posse 9. o que ensina o domínio de Deus.1-9 Punição para blasfêmia 24.34 Imundícias dos animais 11. Elas devem ser santas como Ele é santo. A descrição do sistema de sacrifícios 1.1– 22. mas está no meio das pessoas.1-55 Bênçãos por obediência e punição por desobediência 26.7 Outras instruções 6.38 Os holocaustos 1.1-24 O pecado de Nadabe e Abiú 10.13 O sacrifício pelo sacrilégio 5.33 Dias santos e festas religiosas 23.período de quarenta e nove anos (Lv 25. As leis das impurezas 11. Cristo Revelado Cristo não é especificamente mencionado em Levítico.1-34 Índice 8 . Alguns usaram formas extremas de alegoria do Livro de Levítico a fim de revelar Cristo.14-6.

O Livro de Número continua o relato do período mosaico.4). Em primeiro lugar. a infidelidade marital. que se inicia com o Êxodo. Ex 17). seguido de um relatório de concordância com o mandamento. 10. registrando pontos sobre a viagem no deserto. 9 . a autoria é atribuída a Moisés.13) tem duas partes principais. A figura messiânica do rei de Israel é profetizada por Balaão em 24. Essa seção termina com a distribuição da terra entre as tribos depois de elas terem entrado na Terra Prometida.9 lida com a Páscoa e a nuvem e o fogo. A entrada dos israelitas no deserto do Sinai é registrada em Ex 19. a personalidade central do livro. e um cetro subirá de Israel”. Os acontecimentos deste livro ocorrem durante cerca de 40 anos. Começa com um novo censo (comparar com o cap.. significa “Cinco pergaminhos”) não deve obscurecer o fato de que cada um dos cinco livros é uma continuação do precedente. No cap.11-36-13).2 faz uma referência especifica a Moisés. O título em português Números é tirado de seu título (arithmoi) na tradução grega do AT (a septuaginta). rebeliões e desobediência da primeira geração. No texto hebraico. “Vê-lo-ei. no deserto do Sinai”. e o verdadeiro rei sobre quem Balaão fala. provavelmente o livro tenha sido escrito por volta de 1400 aC. em 1400 aC. conforme atestado pelos textos de Qumran. é a figura que une a história do Êxodo até Deuteronômio. uma estrela procederá de Jacó.4 . mas aqueles que lidam com o preparo da viagem dominam. mas não agora. o motivo do preparo é reconsiderado em 10.18 descreve a destruição de geração que vivenciou a libertação do Egito por meio do Senhor. As instruções no Sinai lidam com a preparação para a viagem. O cap. Os caps.10) cobrem uma variedade de tópicos. morreu no deserto. mas não de perto.1-10. observando que toda a primeira geração.11.Números Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. Os caps. começando logo após o Êxodo. 2) a viagem no deserto que cobre o itinerário do Sinai até as planícies de Moabe através do Jordão da Terra Prometida (10. Paulo enfatiza a provisão de Cristo às necessidades de seu povo. Conteúdo A divisão dos livros de abertura do AT em cinco livros ou pergaminhos (chamado “o Pentateuco”. de acordo com o testemunho uniforme do NT. que levou à morte deles.1-10.10). pouco antes de sua morte. contemplá-lo.C. Os pontos-chave nesta parte são os relatos das queixas. e o resto do livro conta a viagem em si. O Apóstolo Paulo escreve sobre Cristo que ele era a pedra espiritual que seguiu os israelitas pelo deserto e deu-lhes a bebida espiritual (1Co 10. “Falou mais o senhor a Moisés. cujo nascimento é contato no Ex 2 e cuja morte é narrada em Dt 34. 1-4 lidam com uma série de instruções para numerar (fazer o censo de) vários grupos. As instruções no Sinai (1. Número tem duas divisões principais: 1) a seção contendo instruções enquanto ainda no Sinai (1. Começa com Israel ainda no Sinai. Jesus Cristo é o Messias. tirado da linha de abertura. O cap. A tradição judaica interpretava este verso messianicamente. 8 fala da consagração dos levitas.1. exceto Josué. A seção de Nm que lida com a viagem (10. 7.1-10. Moisés. Autor Tradicionalmente.11-36. Calebe e Moisés. onde são dadas instruções para que sejam feitos sinais com as trombetas. A pedra que deu água aparece duas vezes na história do deserto (cap 20. 1). A segunda subseção (26-36) narra a preparação da segunda geração para a entrada na Terra Prometida. Data Assumindo a autoria mosaica. seguido pela Vulgata (numeri). os líderes do povo trazem ofertas para o tabernáculo. 5-6 lidam com a imundície ritual. e os nazireus.11-25.A. Israel deixa o Sinai em Nm 10. Cristo Revelado Jesus Cristo é retratado em Nm como aquele que provém.17. Nm 33. a quem libertou do cativeiro. o nome do livro é No Deserto .

1-14 5) Direção pela nuvem e fogo 9.32 8) Leis da purificação 19.1-25.11-36 2) Queixas do povo 11.1-26 4) Segunda Páscoa 9. Quando o Espírito é dado aos anciãos. 29 como o Espírito do Senhor) e o passará para seus líderes.1-29 10) Do monte Hor às planícies do Moabe 21. quando o Espírito foi derramado e tornou-se disponível a todos.18 1)Relato da primeira marcha do Sinai 10. Lá o Espírito é retratado como realizando duas funções: ungido para a liderança e inspirando a profecia.1-10 II.9 1) Censo militar 1.1-10. Esboço de Números I.1-35 11) Balaque e Balaão 22. Santo no cap. 11.50-36. Relato da viagem do Sinai 10.15-23 6) As trombetas de prata 10.1-41 7) Desafios à autoridade de Arão 16.1-89 3) Levitas dedicados 8.1-36.13 Índice 10 . Moisés está pedindo ajuda ao Senhor em seus deveres de liderança. Instruções para a viagem do Sinai 1.49 Instruções e relatos adicionais 5.1-16 5) Recusa a entrar na Terra Prometida 13.11-25.1-2.1-22 9) A morte de Miriã e Arão 20. 25).11-36. ofertas e votos 27. Essa esperança de Moisés é retomada em Jl 2.13 Rebelião e punição da primeira geração 10.1-54 4) As tribos da Transjordânia 32.13 1) Um novo censo 26.28-32 e é definitivamente cumprida no Dia de Pentecostes (At 2.4-35 4) Desafio para Moisés 12. Quando Josué se queixa que dois dos anciãos no acampamento também estão profetizando.1-65 2) Instruções relacionadas à herança. Moisés expressa o desejo de que todo o povo de Deus também recebesse seu Espírito e profetizasse.18 Preparo da nova geração 26. Mesmo um líder como Moisés era incapaz de fazer tudo e precisava de uma liderança doada pelo Espírito para a realização de sua tarefa. 16.1-49 6) Instruções para a ocupação de Canaã 33. ele causa a profecia (v.1-42 5) Itinerário do Egito até Moabe 33.1-6.27 2) Ofertas dos líderes 7.1-4.16 3) Vingança sobre os midianitas 31.1-4. No v.45 6) Instruções relacionadas às ofertas 15.10 1) Cinco instruções 5.1-30.16-21).1-3 3) Ansiando por carne 11.34 2) Censo não militar: levitas 3.10 Relato sobre a tomada do censo 1. A resposta é que o Senhor tomará o Espírito que está sobre Moisés (identificado no v.1-10. Somente o setenta anciãos nomeados profetizam.1-18.O Espírito Santo em Ação Fala-se diretamente sobre o E.1-14.

no ano quadragésimo de sua peregrinação pelo deserto (1.Deuteronômio Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a.novos inimigos. O último capítulo.37). e a deu aos sacerdotes” (31. Ele os recorda trinta e quatro vezes de que essa é a terra que Deus lhes está dando. na região montanhosa do Moabe. Portanto. Tanto a tradição judaica quanto a samaritana são unânimes em identificar Moisés como o autor. Moisés é a única pessoa com quem Jesus se comparou: “Porque. Para preparar a nação para vida na nova terra. Por causa da desobediência de Israel em se recusar a entrar na terra de Canaã. Embora Deus o tivesse proibido de entrar em Canaã. os israelitas perambularam sem destino no deserto por trinta e oito anos. A falta de fé e a infidelidade de Israel tinham impedido a conquista de Canaã anteriormente. Ele tirou os israelitas da escravidão no Egito e os guiou pelo deserto para receber a lei de Deus no monte Sinai. que contém o relato da morte de Moisés. provavelmente. O nome de Moisés aparece quase quarenta vezes. Moisés percebe que a maior tentação dos israelitas na nova terra será abandonar a Deus e cair na idolatria dos ídolos cananeus. Cristo Revelado Moisés foi o primeiro a profetiza a vinda do Messias. Isso foi um pouco antes da morte de Moisés e do início da liderança de Josué em guiar os israelitas a Canaã. Isaque e Jacó séculos antes está prestes a se tornar realidade. e a Terra Prometida estava a sua frente. Por conseguinte. incluindo os trinta dias de lamento pela morte de Moisés Contexto Histórico Moisés tinha então 120 anos.A. por seu amigo íntimo. 7. eles eram nascidos e criados no deserto. se não credes nos seus escritos. Moisés experimenta um forte sentimento de antecipação pelo povo.7.3. O concerto mostrou aos filhos de Deus o caminho para viver em comunhão com ele e uns com os outros. novas tentações e nova liderança. O uso corrente da primeira pessoa do singular em todo o livro apóia ainda mais a autoria mosaica. saúde e prosperidade. em cerca de 1400 aC. maldição.4. A desobediência equivale a morte.C. no vale defronte de Bete-Peor. Notadamente.47). “no mês undécimo. foi escrito.1). Moisés está preocupado com a perpetuação do concerto. “Moisés escreveu esta Lei.9) também pode ser indício de que tenha escrito todo o livro.46. Assim como Cristo. Moisés reuniu o grupo para lembrá-los da fidelidade do Senhor e para encorajá-los a serem fiéis e obedientes ao seu Deus quando possuíssem a Terra Prometida. Agora se achavam acampados na fronteira oriental de Canaã. depararam-se com um momento crucial em sua história . A mensagem de Dt é tão poderosa que é citada mais de oitenta vezes no NT. se vós crêsseis em Moisés. bênção. de vista para Jericó e a planície do Jordão. a Terra Prometida. Dt é proclamação de uma segunda chance para Israel. O que Deus havia prometido a Abraão.3). Moisés lhes recorda com vivacidade a fidelidade de Deus por toda a história e os relembra de seu relacionamento singular de concerto com o Senhor. At 3. creríeis em mim.22. um Profeta como o próprio Moisés (18. Sendo assim. doença e pobreza. Moisés expõe os mandamentos e os estatutos que Deus deu em seu concerto. Jesus 11 . na ocasião do discurso do conteúdo do livro ao povo.15). Mc 10.9. porque de mim escreveu ele. A maioria do povo junto de Moisés à entrada da Terra Prometida não tinha testemunhado as cenas no Sinai. Moisés os exorta trinta e cinco vezes para “entrar e possuir” a terra. Enquanto essa nova geração de israelitas se prepara para entrar na Terra Prometida. Quando os israelitas se preparavam para entrar na Terra Prometida. Conteúdo Dt é uma série de recomendações de Moisés aos israelitas enquanto ele se prepara para morrer e eles se aprontam para entrar na Terra Prometida.5 . Josué. Pedro e Estevão também reconhecem Moisés como o autor do livro (mt 19. onde Deuteronômio provavelmente tenha sido escrito. A Obediência a Deus equivale a vida. Autor Deuteronômio identifica o conteúdo do livro com Moisés: “Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel” (1. Dt cobre um período inferior a dois meses. Chegaram à planícies de Moabe. e o livro reflete claramente a personalidade de Moisés. Data Moisés e os israelitas iniciaram o Êxodo do Egito por volta de 1440 aC. Mas. no primeiro dia do mês”. como crereis nas minhas palavras?” (jo 5.

20 IV. O segundo discurso de Moisés 4.5.44– 11. a dispersão de Israel (30. 6.18-18.1-4.47 A bênção de Moisés sobre Israel 32.20). Dt recorda ao povo que o Espírito de Deus havia estado com eles desde o tempo da sua libertação do Egito até o momento presente e que ele continuaria a guiálos e protegê-los se permanecessem obedientes às condições do concerto. Como porta voz de Deus.5. 6.6-3.44-26.16.2) e a restauração (30.1-68 O juramento do concerto 29.29 Um chamado à obediência 4.1– 30. As palavras finais e a morte de Moisés 31. ele respondia com Dt 6. Moisés demonstrou a presença do E. Em 2Pe 1. mesmo até a morte. Esboço de Deuteronômio I. 10.20 Cerimônia de retificação 27. o arrependimento (30. que era perfeitamente obediente ao Pai.1-21.22 Exposição das leis criminais 19. Quando confrontado por satanás em sua tentação. a restauração e a conversão nacional e futura de Israel (30. Quando lhe perguntavam o nome do mandamento mais importante.32 Exposição das leis cerimoniais 12. O Espírito Santo em Ação O tema unificador em toda a Bíblia é a atividade redentora de Deus. Várias de suas profecias mais significantes incluíam a vinda do Messias (18.1-40 Cidades de refúgio nomeadas 4.1-12 Índice 12 .15).1-29 O cântico do testemunho 31.1-26 Sanções do concerto 28. Santo enquanto profetizava para o povo.1-5 O passado recordado 1.1).costumava citar Dt. É muito significativo o fato de Cristo.29 A Morte e a sucessão de Moisés 34.9).9 Exposição das leis sociais 21.6) e a prosperidade nacional de Israel (30.5) de Israel.13.12 Perpetuação do concerto 31.17 Exposição da lei civil 16.10– 26.48—33. O terceiro discurso de Moisés 27.43 Introdução 1.19 Exposição dos Dez Mandamentos 4.1-16.41-43 II. O primeiro discurso de Moisés 1.30-32. ter usado este livro sobre a obediência para demonstrar a sua submissão à vontade do Pai. ele citava exclusivamente Dt (8.21 se descreve Moisés claramente: “homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”.19 III.1– 34.3.1-30.

Abraão. seguir os planos do príncipe. em um ritual religioso e mesmo em um acontecimento histórico. Assim. Portanto. cada uma com seu governo autocrático e todas hostis umas com as outras. O cenário estava estabelecido e a terra propícia para a conquista.C.6-15). o livro engloba a história de Israel entre 1400 aC e 1375 Ac e é provável que tenha sido compilado pouco tempo depois. Sua morte é registrada no capítulo final (24. Josué teve certeza de que o próprio Deus era o responsável. Josué narra o período da entrada de Israel em Canaã através da conquista. Autor O autor do Livro de Josué não pode ser determinado pelas Escrituras. Cristo também derramou seu sangue e foi pendurado na cruz para nos salvar da morte.10-16 e Jz 18 confirmam que esses acontecimentos ocorreram ap´´os a morte de Josué.13-15. O uso do pronome “nós” e “nos” (como em 5. as pessoas eram depravadas. Um modelo é um símbolo. Politicamente. Séculos antes. Passagens paralelas em Jz 1.6) sustenta a teoria de que o autor deve ter sido testemunha de alguns acontecimentos que ocorreram durante estes período.13-17). Deus havia prometido transformar Abraão e seus descendentes em uma grande nação e dar-lhes Canaã como pátria sob a condição de que eles continuassem fiéis e obedientes a ele (Gn 17) . Em contrapartida.13). mas foi baseado em documentos escritos por Josué. entretanto. além de conhecer o príncipe. continuavam fiéis ao único e verdadeiro Deus e se apegavam à promessa que ele tinha feito ao antepassado deles.29-32). por revelação direta. Moralmente. esses livros traçam o desenvolvimento do Reino de Deus na Terra Prometida até o cativeiro da Babilônia— Um período de cerca de novecentos anos. Js 24. O próprio Josué era um modelo de Cristo.18.47).6 . Em 5.A. Agora. Era tarefa de Josué. o Deus Triúno apareceu a Josué como o “príncipe do exercito do SENHOR” . a vitória de Otniel (15. bem como cristo nos leva à possessão da vida eterna. Vários outros acontecimentos que ocorreram após a sua morte são mencionados: A conquista de Hebrom por Calebe (14. adoração da serpente e o sacrifício de crianças. Conteúdo O Livro de Josué é o sexto do AT e o primeiro de um grupo de livros chamado os Profetas Anteriores. eles estavam prestes a vivenciar o cumprimento dessa promessa. Contexto Histórico O livro começa nas vésperas da entrada de Israel em Canaã. que significa ”Jeová é Salvação”. é um equivalente hebraico do grego “Jesus”. bem como nossa .26 sugere que o autor de pelo menos grandes seções foi o próprio Josué. Cristo Revelado Cristo é revelado no Livro de Js de três maneiras. Outras passagens. A data comumente aceita da morte de Josué é por volta de 1375 aC. não poderiam ter sido escrita por Josué. Josué guiou os israelitas até a possessão de sua herança prometida. 13 . divisão e estabelecimento da Terra Prometida. É mais provável que o livro tenha sido composto em sua forma final por um escriba ou editor posterior. embora imperfeitamente. Coletivamente. Se nome. Data O Livro de Js cobre cerca de vinte anos da história de Israel sob a liderança de Josué.21) ilustra a obra de redenção de Cristo na cruz. por modelos e por aspectos iluminantes de sua natureza. a anarquia e a brutalidade eram comuns. A religião Cananéia enfatizava a fertilidade e o sexo. Eles tinham vivido em servidão aos Faraós egípcios e depois ficaram perambulando sem rumo no deserto por mais de quarenta anos. Canaã se dividia em várias cidadesestados. assistente e sucessor de Moisés.Josué Autor: Incerto (Josué) Data: Cerca de 1400—1375 a. O cordão de fio de escarlata na janela de Raabe (2. o povo de Israel estava sem pátria havia mais de quatrocentos anos (Gn 15. e a migração para Dã (19. Através de sua aparição. Pode-se encontrar tipos em uma pessoa. uma lição objetiva. Entretanto. O Pano cor de sangue pendurado na janela salvou Raabe e sua família da morte.

7-9).15 Mediante a escolha do líder do exército 1. Possuindo a herança 6. O Espírito Santo está comprometido a realizar a tarefa. seja a libertação da servidão ou possessão da bênção. A cooperação com o Espírito Santo é essencial à vitória.1 3) Fortalecendo as tropas para a guerra 5. O trabalho do Espírito Santo era o mesmo antes de agora: ele atrai as pessoas a um relacionamento de salvação com Cristo e realiza os propósitos do Pai. Ele fará o mesmo por nós através de Cristo.1-10. quando o Espírito deteve o sol (10. A obra do Espírito Santo é contínua: “Não te deixarei nem te desampararei” (1. Sua presença contínua é necessária para o sucesso do plano de Deus na vida dos homens. independentemente de quanto tempo demore. quando Deus conhecendo a esmagadora tarefa de comandar a nação de Israel. foi através dessa nação que Deus escolheu salvar o mundo (Is 63. Deus. sem nos ele não quer”.24 1) Os territórios 11.1-24 2) Posicionando o povo para a batalha 3.Ai 8.Um dos aspectos da natureza de Cristo revelada em Josué é o da promessa cumprida.1-18 1) Josué ouve o chamado 1.16-23 2) Os reis 12.30-35 O território do Sul 9. era a salvação de Israel. não podemos. No final de sua vida. forneceu a Josué a promessa de seu Espírito sempre presente. Ele nos habilita a cumprir nosso chamado e a completar a tarefa ao nosso alcance. bem como no AT. em sua graça e fidelidade.Jericó 6.1-24 14 . que é a Promessa.7). A vitória foi alcançada em Gibeão. Seu objetivo em Josué.1-27 2) Os milagres trazem a liberação . O Espírito Santo em Ação Uma tendência constante da obra do ES flui através do Livro de Js.2-12 4) Convencendo um líder a servir 5. Nenhuma obra de Deus.24 O território central 6.15 1) Procurando a moral do inimigo 2.20).Amorreus 10.Gibeonitas 9. Várias características sobre a maneira como o Espírito opera podem ser vistas em Josué.1-15 Revisando os territórios conquistados 11. vosso Deus” (23.1-43 O território do Norte 11. Inicialmente. Foi dito: “Sem ele. Esboço de Josué I.43 1) O engano traz o cativeiro . para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares” (1.1-12.Acã 7.1-9 2) Josué dá o mandamento 1.1-8. pois.14).10-15 3) Josué recebe estímulo 1. sua presença surge em 1. A queda de Jericó foi obtida mediante a destruição milagrosa de seus muros (6. sustentou e preservou seu povo tirando-os do deserto e levando-o à Terra Prometida.12.1-5.13).1-5.16-18 Mediante o preparo do exército para a batalha 2. Josué testemunhou: “nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o SENHOR.1-26 3) O arrependimento traz a vitória .1-29 4) A lei traz a bênção . Preparação da herança 1.Monte Ebal e monte Gerizim 8.5.1-27 2) O pecado traz a derrota . é realizada sem ajuda do Espírito. dela não te desvies.1-5. nem para a direita nem para a esquerda.13-15 II. A obra do Espírito Santo é sobrenatural.16—12.5). A obra do Espírito Santo é mútua: “Tão somente sê forte e mui corajoso para teres cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou.35 1) A obediência traz a conquista .

48 8) Uma parte para Josué 19.1-16 Josué desafia o povo 24.1-17.1-21.45 1) Partes ainda não conquistadas 13.21.1-7 2) Partes para Ruben. Gade e Manassés 13.1-63 6) Uma parte para Efraim e Manassés 16. O discurso final de Josué e sua morte 23.42 10) Epílogo 22.18 7) Partes para as tribos restantes 18.1-34 Discutindo o futuro 22.33 Josué aconselha os líderes 23.1-34 1) Uma benção para as tribos do Leste 22.1-28 Josué morre 24.1—24.6-15 5) Uma parte para Judá 15.1-22.III.1-9 2) Uma explicação para o altar 22.10-34 IV.1-19. Compartilhando a herança 13.49-51 9) Cidades de refúgio e para os levitas 20.34 Distribuindo a herança 13.8-33 3) Dividindo as partes a oeste da Jordânia 14.1-5 4) Uma parte para Calebe 14.1-6.29-33 Índice 15 .

arrependimento e libertação. Israel conquistou e ocupou de forma geral a terra de Canaã. Contexto Histórico Juízes cobre um período caótico na história de Israel: cerca de 1380 a 1050 aC. o Senhor levantava libertadores a que ele capacitava com o seu Espírito (libertação).A. O propósito desses apêndices não és estabelecer um final ao período dos juízes.6) foram escritas num período em que Israel tinha um rei. e 3) epílogo (17. liderada por Josué.5) estabelece o cenário histórico para as narrativas que seguem. são classificados como “juízes maiores”.31).25). mas também antecipa o estabelecimento da monarquia em Israel. Eúde.15) na forma de um epílogo. e a conseqüente guerra benjamita.1-36) e a reprimenda do Senhor pela infidelidade do povo à sua aliança (2. eram militares e civis. Estas descrevem os caminhos rebeldes de Israel durante os primeiros séculos na Terra Prometida e mostram como o Senhor se relacionou com a nação naquele período. Um décimo terceiro personagem. Este bem pode ter escrito partes do Livro.7-16. o povo de Israel quebrava a sua aliança com o Senhor. Esta data tem o apoio de dois fatos: 1) As palavras “naqueles dias. em resposta ao seu clamor. Tola. Gideão. registrando as condições em Canaã durante o período dos juízes. No entanto. mas descrever a corrupção religiosa e moral existente nesse período.7 . Duas histórias são acrescentadas ao Livro de Juízes (17.7). está vinculado à história de Gideão. Porém antes da conquista de Jerusalém por Davi.1-3.1-2.31) ilustra esse padrão que se repete na história antiga de Israel. A segunda parte do prólogo (2. Ao servirem de forma deliberada a deuses estranhos.1-5). Ibsã. O Talmude atribui o livro de Juízes a Samuel. Conteúdo O Livro de Juizes está dividido em três seções principais: 1) Prólogo (1. Israel praticava continuamente o que era mau aos olhos do Senhor e “não havia rei em Israel. um tempo caracterizado por um ciclo recorrente de apostasia. que são as narrativas. este. Abimeleque. Sob a liderança de Josué. Data O Livro de Juízes cobre o período entre a morte de Josué e a instituição da monarquia.7-16.25). Cada vez que o povo clamava ao Senhor. 2) A declaração de que “os jubuseus habitaram com os filhos de Benjamim em Jerusalém até ao dia de hoje” (1.Juízes Autor: Desconhecido Data: Entre 1050 e 1000 aC Autor O autor de Juízes é desconhecido. Jair. Seis indivíduos— Otniel. Em conseqüência. A primeira parte do prólogo (1.1—21. Ali é descrita a conquista incompleta da Terra Prometida (1. o povo de Israel clamava ao Senhor (arrependimento). levantava um juiz a fim de prover libertação ao seu povo.1-21.6) 2) narrativas (3. Aparentemente. Seis outros. já que se afirma que era um escritor (1Sm 10. 16 . A data real da composição do livro é desconhecida. Estes juizes. A segunda história no epílogo ilustra a corrupção moral de Israel ao relatar a infeliz experiência de um levita em Gibeá. Jefté e Sansão—. a quem o Senhor escolheu e ungiu com o seu Espírito.6-3. porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (21. Mica estabeleceu em Efraim uma forma pagã de culto ao Senhor. a qual foi adotada pelos danitas quando estes abandonaram o território que lhes coube por herança e migraram para o norte de Israel. não havia rei em Israel” (17. A primeira história ilustra a corrupção na religião de Israel.6) oferece uma visão geral do corpo principal do Livro. Débora. mas grandes áreas ainda permaneceram por ser conquistadas pelas tribos individualmente. com fidelidade. o Senhor os entregava nas mãos dos opressores. o Senhor os entregava nas mãos de inimigos (opressão). Os israelitas faziam o que era mau aos olhos do Senhor (apostasia). opressão. no território de Benjamim. o propósito desta seção final do livro é ilustrar as conseqüências da apostasia e anarquia nos dias em que “não havia rei em Israel”. evidências internas indicam que ele foi escrito durante o período inicial da monarquia que se seguiu à coroação de Saul. que são mencionados rapidamente— Sangar. cerca de 1050 a 1000 aC. O Livro de Juizes não olha apenas retroativamente para a conquista de Canaã.25). e. são conhecidos como “juízes menores”.21) aponta para um período anterior à conquista da cidade por Davi (2Sm 5. cujo papel de libertadores é narrado com mais detalhes.6. A parte principal do livro (3. Elom e Abdom—.

rei da Síria. A vitória de Jefté sobre os amonitas foi o ato de libertação do Senhor em benefício de Israel.3-5 Opressão amonita e libertação por meio de Jefté 10.31 Opressão mesopotâmica por meio de Otniel 3.2 Carreira de Jair como Juiz 10.29) com habilidades de liderança no seu empreendimento militar contra os amonitas.15). Esboço de Juízes I.35 Breve reinado de Abimeleque 9.7-11 Opressão moabita por meio de Eúde 3. História de opressões e libertações durante o período dos juízes 3.19) e.6 –3.31 Opressão midianita e libertação por meio de Gideão 6.7-16.1-21. Epílogo: Condições que ilustram o período dos juízes 17.15 Índice 17 .31 Imoralidade: Atrocidade em Gibeá e a guerra benjamita 19.31 Opressão cananita e libertação por meio de Débora e Baraque 4. O Espírito do Senhor capacitou este líder escolhido por Deus e agiu através dele para implementar o ato salvífico do Senhor em benefício do seu povo. O Espírito do Senhor capacitou Sansão e executar atos extraordinários. Jefté e Sansão são atribuídos ao Espírito do Senhor: O Espirito do Senhor veio sobre Otniel (3. Literalmente.6 Continuação das conquistas pelas tribos de Israel 1.6). Através da presença pessoal do Espírito do Senhor.1.1-5.31 III. em outra ocasião.6 II.8-10 Carreira de Elom como juiz 12. Gideão (6. O Espírito do Senhor equipou Jefté (11. Os seguintes atos heróicos de Otniel.14.12 Carreira de Abdom como juiz 12. Sansão despedaçou um leão apenas com as mãos (14. livrou-se das cordas que amarravam as suas mãos e matou mil filisteus com uma queixada de jumento (15.1-3.1-26 Conquista incompletas da terra 1. Gideão.25). Prólogo: As condições em Canaã após a morte de Josué 1.1-16.11. Ele começou a impelir Sansão para sua carreira (13. Certa vez matou trinta filisteus (14.1– 8.10) e o capacitou a libertar os israelitas das mãos de Cusã-Risataim.1-57 Carreira de Tola como Juiz 10.13-15 Opressão filistéia e libertação por meio de Sansão 13.27-36 A aliança do Senhor é quebrada 2.1-5 Introdução ao período dos juízes 2.O Espírito Santo em Ação A atividade do Espírito Santo do Senhor no Livro de Juízes é claramente retratada na liderança carismática daquele período.12-30 Opressão filistéia e libertação por meio de Sangar 3. O Espírito veio poderosamente sobre ele em várias ocasiões.6 –12.1 –18.1-21. o Espírito do Senhor se revestiu de Gideão.7 Carreira de Ibsã como juiz 12.25 Apostasia: A idolatria de Mica e a migração dos danitas 17.34) libertou o povo de Deus das mãos dos midianitas. O mesmo Espírito Santo que deu condições a esses libertadores para que fizesse façanhas e cumprissem os planos e propósitos do Senhor continua operante ainda hoje.

XI aC. sendo parte daqueles eventos que ocorrem entre a morte de Josué e a ascensão da influência de Samuel (provavelmente 1150 e 1100 aC).1-12 Casamento de Boaz com Rute 4. As ações de Boaz efetuam a participação de Rute nas bênçãos de Israel e a incluem na linhagem familiar do Messias (Ef 2. Uma mulher humilde no campo da colheita 2.19-22 II.8 . É razoável supor que Samuel. o remidor escolhido por Deus 4.1-5 Obediência de rute 3. tivesse redigido o livro. Como nosso “parente chegado”.A. Eis aqui uma magnífica silhueta do Mestre.1-23 Rute no campo de Boaz 2. Cristo Revelado Boas representa uma das mais dramáticas figuras do AT que antecipa a obra redentora de Jesus. Um matrimônio planejado 3. A função de “parente remidor” cumprida de forma tão elegante nas ações que promoveram a restauração pessoal de Rute.14. dá testemunho eloqüente a respeito disso.4-17 Noemi reconhece a bondade de Deus 2.1-18 Orientação de Noemi 3.1-3 Generosidade e proteção de Boaz 2. indagassem pelo passado familiar do seu rei. porém o seu cenário histórico é evidente.14-18 IV.14-17 Genealogia de Davi 4. antecipando em muitos séculos a sua graça redentora. Os episódios relatados nos livro de Rute se passam durante o período de Juízes. Ima família hebraica em Moabe 1.18-22 Índice 18 .1-5 Dedicação e promessa de Rute 1.6-18 Retorno a Belém 1.Rute Autor: Desconhecido (Samuel) Data: Entre 1050 e 500 aC Autor Os estudiosos discordam quanto à data do livro.18-23 III. e a genealogia que a conclui indicaria uma conexão com os patriarcas. Parente e remidor 4.5-8) Esboço de Rute I.19). há evidências na linguagem da obra bem como referencias a costumes peculiares próprios do séc. oferecendo assim uma resposta a todos aqueles que. Fp 2.13 Benção de Deus sobre Noemi 4. A tradição rabínica assegura que Samuel escreveu o livro na segunda metade do séc.1-22 Sofrimento de Noemi 1. em Israel. que testemunhou o declínio do reinado de Saul e foi divinamente instruído para ungir Davi como escolhido de Deus para o trono. Apesar do pensamento crítico mais recente sugerir uma data pós-exílica bem mais tardia (cerca de 500 aC). ele se torna carne—vindo como um ser humano (Jo 1. XII aC que recomendam a aceitação da data mais antiga. Uma história tão comovente como essa certamente já teria sido passada adiante oralmente entre o povo de Israel.6-13 Recompensa pela obediência 3.1-22 Boaz.

6). Samuel acumulou os ofícios de profeta e sacerdote. O templo de Siló fora profanado e o sacerdócio se mostra corrupto e imoral. Cristo Revelado As semelhanças entre Jesus e o pequeno Samuel são surpreendentes. isto é. e por outras referencias a Judá e a Israel. é escolhido para tornar-se o primeiro rei. Havia estado sob a investida violentas e desalmadas dos filisteus. Saul tornou-se uma figura trágica. O fenômeno do Espírito inspirando a adoração ocorre no cap. o milagroso filho de Ana. O seu ego era tão grande quanto a sua estatura. O fim trágico de Saul ilustra o destino final dos reinos terrenos. começando com o nascimento de Samuel em redor de 1150 aC e terminando com a morte de Saul em redor de 1010 aC.14) 19 .9 . filho de Saul. Ambos forma pontes de transição de um estágio da história da nação para outro. Jesus torna-se o Rei-pastor definitivo.1. nos falará sobre “o que há de vir” e “há de receber do que é meu (de Jesus)” e no-lo “há de anunciar” (Jo 16. Data Por causa da referência à cidade de Ziclague. mas a medida em que Samuel envelhecia. num desesperado esforço para eliminá-lo. Cristo é profeta. sabemos que 1Sm foi escrito depois da divisão da nação em 931 aC. Ambos foram dedicados a Deus antes do nascimento. Conteúdo Israel havia sido governado por juizes que Deus levantou em momentos cruciais da história da nação. o cenário está pronto para que Davi se torne o segundo rei de Israel. Deus vem como Rei e virá novamente como Rei dos reis. mas é provável que Samuel ou tenha escrito ou fornecido a informação para. depois que Saul e Jônatas são mortos em batalha. O povo não tinha confiança nos seus filhos. Depois de ser ungido por Samuel. Depois dessa rejeição. mas alguns supõem que seja do sacerdote Abiatar. O Espírito Santo em Ação 1Sm contém notáveis exemplos da vinda do Espírito Santo sobre os profetas. 10 e em 19. Finalmente. Urim e Tumim. Esse fenômeno não é como o frenesi impregnado de emotividade dos pagãos. o pequeno e humilde pastor. Mesmo nos múltiplos usos do éfode. Além disso. O livro de 1Sm cobre um período de cerca de 140 anos. ele acaba cedendo. homem vistoso e carismático. deve ser datado antes deste evento. como não há menção à queda de Samaria em 722 aC. foi rejeitado por ele. pressionavam-no para que lhes desse um rei. De uma forma notável. que “ pertence aos reis de Judá. Ele advertiu Davi sobre os planos do seu pai para matá-lo. no entanto. Os próprios filhos de Samuel não eram reflexo do seu caráter piedoso. esperamos ansiosamente pelo momento em que o “Espírito da Verdade” nos irá guiar em “toda a verdade”. Ambos são filhos de promessa.13). é equipado pelo Espírito para cumprir o chamado de Deus. o bom pastor. A autoria do restante de 1Sm não pode ser determinada com certeza. bem como sobre Saul e seus servos. Pela sua impaciência. Davi. Autor O autor de 1Sm não é nomeado neste livro. em semelhança ao ocorrido no dia de Pentecostes (At 2).20. prefigura a Cristo. a renovação e a alegria que esse nascimento trouxe à sua mãe prefiguram o mesmo para a nação. Depois de desprezar os mandamentos de Deus. 1.6. Em meio a essa confusão política e religiosa surge Samuel. Gastou os seus últimos anos numa incansável perseguição a Davi através das regiões montanhosas e desérticas do seu reino.1-25. que profetiza e “se transforma em outro homem”. Davi. no entanto. Saul. Em Cristo. Em Davi começa a linhagem terrena do Rei de Deus. Em 10. mas verdadeira adoração e louvor a Deus pela inspiração do Espírito.A.13. o que engloba sua vida e ministério até sua morte. Com relutância. encontrou um aliado em Jônatas. até o dia de hoje” (27.1º Samuel Autor: Incerto (Samuel) Data: Entre 931 e 722 aC. o Espírito Santo vem sobre Saul. o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi” (16. em vez de esperar por Samuel. exerceu funções sacerdotais. A única esperança é um Reino de Deus na terra. perdendo gradualmente a sua sanidade. cujo soberano seja o próprio Deus. a nação havia se degenerado moralmente e politicamente. “desde aquele dia em diante. consumida por ciúme e medo. sacerdote e rei.

13 A crescente proeminência de Davi 16.1-7. Renovação sob Samuel 1.1-35 III.1-31.35 Estabelecimento de Israel por um rei 8.1-30.11 2) Crescimento de Samuel e a corrupção dos filhos de Eli 2.1-4.36 1) Nascimento e dedicação de Samuel 1.52 4) Saul é rejeitado por Deus 15.1 4) Samuel exorta ao arrependimento 7.35 II.1 1) Seu chamado por Deus 3.1-13 Índice 20 .2-7.12-36 Começo do ministério profético de Samuel 3.17 Nascimento e infância de Samuel 1.1– 15.1-12.17 1) A captura da arca pelos filisteus 4.1-22 2) Saul é escolhido e ungido rei 9.1-13 2) Sua música diante de Saul 16. O reinado de Saul 8.1-14.10-18 3) Seu ministério a todo Israel 3.1-7.19-4.25 3) As guerras de Saul 13.1 –15. Declínio de Saul e ascensão de Davi 16.2-6 5) Derrota dos filisteus 8.1-2.2-11 2) A morte de Eli 4.Esboço de 1º Samuel I.25 1) A Exigência de Israel por um rei 8.1-2.31 4) A morte de Saul 31.58 1) Sua unção por Samuel 16.1 O ministério de Samuel como juiz 4.1-12.12-22 3) Recuperação da arca por Israel 5.14-23 3) O conflito de Davi com os filisteus e os amelequitas 29.1-17.1-9 2) Sua palavra para Eli 3.

Davi derrota com sucesso os inimigos de Israel. não se apartará a espada jamais de tua casa” (12. pela sua humildade e compromisso com o Senhor. porém Davi se ia fortalecendo. o vidente”. a rebelião é sufocada. o Messias. Tanto Gade como Abiatar tinham acesso aos eventos da corte do reino de Davi. “Teu trono será firme para sempre” (7. e Davi foge de Jerusalém. e inicia-se um período de estabilidade e prosperidade. O livro termina com dois belos poemas. o vidente”. Embora Davi tome uma série de decisões desafortunadas e pouco sábias. Há uma desavença entre Israel e Judá a respeito da volta do rei a Jerusalém. 7. as conseqüências da sua ação são declaradas com todas as letras: “Agora. Apesar do arrependimento de Davi depois de confrontado com o profeta Natã.2º Samuel Autor: sacerdote Abiatar. Data: Entre 931 e 722 aC. outros materiais haviam sido colecionados e puderam ser usado como fontes pelo autor real. “E houve uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi. é morto por Joabe. Autor Os dois livros hoje conhecidos como 1 e 2 Sm eram originalmente um só livro denominado “O Livro de Samuel”. Embora a rebelião tenha sido sufocada. é introduzido quando Deus estabelece uma aliança perpétua com Davi e seu reino. Jesus Cristo. Pela sua vitória sobre todos os inimigos de Israel. porém.6 “pelo que Ziclague pertence aos reis de Judá. Tristemente. sacerdote e rei na sua pessoa. Data Os dois livros devem receber uma data posterior à divisão do reino em duas partes. filho de Davi. esse relato sumário descreve os sete anos e meio anteriores à unificação do reino por Davi. esposo dela. 931 aC. Davi unifica tanto a vida religiosa quanto política da nação ao trazer a arca do Testemunho da casa de Abinadabe. Cristo Revelado Davi e seu reino esperavam a vinda do Messias. Um rebelde chamado Seba instiga Israel a abandonar Davi e a voltar para casa.1). ou seja. Absalão. O cap. até ao dia de hoje”. 21 . instiga uma rebelião contra o rei. e Davi é mais uma vez estabelecido em Jerusalém. Conteúdo 2 Sm trata da ascendência de Davi ao trono e dos quarenta anos do seu reinado. a sua vulnerabilidade e fraqueza o leva ao pecado com Bate-Seba e ao assassinato de Urias.1-7. O tema do Rei vindouro. A rebelião termina quando Absalão. as “crônicas do profeta Natã” e as “crônicas de Gade. uma linhagem que dure para sempre. divisão que aconteceu logo depois do governo de Salomão. ungido rei sobre Judá.10 . Sem dúvida. de forma que ambos são candidatos à autoria desses dois livros. então. pendurado numa árvore pelos cabelos. por causa do comentário encontrado em 1Sm 27. onde havia estado deste que fora recuperada dos filisteus (6. a saber: as “crônicas de Samuel. E começa com a morte de Saul e Jônatas na batalha do monte Gilboa. Davi se arrepende. pois. depois de uma longa separação de seu pai. compra a eira de Araúna e apresenta oferendas ao Senhor no altar que constrói. Não se sabe com exatidão quem realmente escreveu o livro. mas os da casa de Saul se iam enfraquecendo” (3. antecipa o futuro Rei. sua própria tribo. No entanto.A.10). Embora. Davi é um precursor da Raiz de Jessé. e embora Davi tenha reinado em Judá por sete anos e meio antes da unificação do reino. Três dessas fontes são mencionadas em 1Cr 29. filho de Saul e Abner comandante-chefe dos exércitos de Saul.16). Há um jogo de pode pela casa de Saul entre Isbosete. não havia reis em Judá antes desta data. com freqüência. Deus interrompe os planos de Davi de construir uma casa para a arca e explica que enquanto Davi não pode construir uma casa para Deus. Samuel registrou boa parte da história de Israel neste período. em especial. pelo seu zelo a favor da casa de Deus e pela associação dos ofícios de profeta.29. O livro está enfocado na sua pessoa. fosse traçada uma diferenciação entre Israel e Judá. uma lista dos valentes de Davi e com o pecado de Davi em fazer o censo dos homens de guerra de Israel. Samuel e outros. Deus está construindo uma casa para Davi.1). Davi é.

Sua atuação como conselheiro pode ser apreciada nas muitas ocasiões em que Davi “consultou o Senhor” através do sacerdote e do éfode. Isso.1-29 Os triunfos militares de Davi 8. e da justiça.6-27 1) Lealdade de Urias a Davi 11.25 1) Rebelião de Absalão 13. quando ele vier convencerá o mundo do pecado. Os problemas de Davi 12. e o julgamento é anunciado.1-5.1-13.36 1) Profecia de Natã 12.1-5 O pecado do Assassinato 11. a justiça é feita.15-25 3) Lealdade de Joabe a Davi 12.1-4.1-13.12 2) O reino de Davi em Jerusalém 5.8: E.1-10.13– 9.26-31 4) Incesto na casa de Davi 13.1-14 2) Morte do filho de Davi 12.25 1) O reino de Davi em Hebrom 1.13 3) Triunfos sobre Ámom é Síria 10. Esboço de 2º Samuel I.21-36 Problemas no reino de Davi 13.29 2) Joabe mata Absalão 18.19 1) Triunfos sobre os seus inimigos 8.29 1) Mudando a arca 6.26. Os triunfos de Davi 1.O Espírito Santo em Ação Jesus explicou a obra do Espírito em Jo 16.1-25 Os triunfos espirituais de Davi 6. A obra de convencer e de condenar do Espírito é claramente percebida quando o profeta Natã enfrenta Davi por causa do seu pecado com Bate-Seba e Urias. no quadro microcósmico de 2 Sm.1– 20.14-25 3) Casamento de Davi com Bate-Seba 11.37—17.19 Os triunfos políticos de Davi 1.” Nós vemos claramente a ação do Espírito Santo através desses dois modos em 2 Sm.1-27 O pecado do adultério 11.36 Problemas na casa de Davi 12.6-13 2) Ordem de Davi para assassinar Urias 11.1-23 2) Aliança de Deus com Davi 7. ilustra o amplo ministério do Espírito Santo no mundo através da igreja investida do poder do Espírito. e do juízo.25 Índice 22 . As transgressões de Davi 11.1-33 3) Restauração de Davi como rei 19.27 III.1-10.37—24.1-12 2) O governo Justo de Davi 8.26 4) Comentários sobre o reino de Davi 21.1-20 5) Absalão mata Amom 13.1—24.1-7.1-19 II. Ele atuava com mais freqüência através do sacerdócio. O pecado de Davi é desnudado.

Como não há menção dessa importante notícia em Rs. portanto. então. dirigido por um líder forte. Autor Como 1 e 2 Rs eram. dividiu-se em dois. que Rs tenha sido escrito. acrescentado por um dos seus discípulos. muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC.23). O autor de Rs teria mencionado.39-40. embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo. O autor. um só livro. foram grandes mudanças e sublevações. que estava preso na Babilônia.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo. Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC. 1 e 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva. O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim. com um propósito teológico.10 e 19. enquanto outros apontam para Isaías como editor. originalmente. um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC. Há uma alusão. No entanto. originalmente. Alguns têm indicado Esdras como compilador. um livro. As palavras de Obadias lá indicam que o ES algumas vezes transportou Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 2.6. 52.11 . Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda.27-30). Data Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta. conclui-se.A. onde é chamado de “Espírito do Senhor”. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. Contexto Histórico Os acontecimentos descritos em 1 Rs abrangem um período de cerca de 120 anos. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC. até ao reinado de Josafá (o quarto rei do Reino de Judá) e o reinado de Acazias (o nono rei do Reino de Israel). em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”. Ao contrário. em 18.16) Percebe-se uma relação com At 8.15 e Ez 1. em cerca de 971 aC. (Jeremias) Data: Entre 560 e 538 aC. No entanto. que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. provavelmente antes de 538 aC. O resultado foi um momento tenebroso. e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42. caso houvesse tido conhecimento desse evento. O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período. não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (400 anos em 47 capítulos). provavelmente. comparar com 1Sm 10. em que um reino estável. Havia luta interna e pressão externa.1º Reis Autor: Desconhecido. Deus é apresentado como Senhor da história. em cerca de 853 aC. VI aC. a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor.3. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto. A fórmula “mão do SENHOR” é uma referência à inspiração dos profetas pelo Espírito de Deus (ver 2Rs 3. Conteúdo 1 e 2 Rs eram.48 (“a mão do SENHOR”). Em 1 e 2 Rs. Aqui “a mão do SENHOR” se refere ao ES que dotou Elias com poderes sobrenaturais para realizar uma façanha surpreendente. que foi provavelmente. muitas sugestões foram feitas. Reis é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. de Judá. 23 . seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. O Espírito Santo em Ação 1 Rs 18. Embora a autoria não possa ser determinada com segurança. Na realidade. à ação do ES em capacitar Elias para operar milagres. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus. Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde a morte de Davi. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos). menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25. acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc.20.

Esboço de 1º Reis I.1-8.66 O erro de Salomão como rei 9.20 O reinado de Roboão em Judá 14. O reino dividido 12.21-28 O reinado de Acabe em Israel 16.46 A consagração de Salomão como rei 3.10.1-8 O reinado de Asa em Judá 15.33-16.20. 19.8-14 O reinado de Zinri em Israel 16.43 O estabelecimento de Salomão como rei 1. O reino unido 1.1-22.51-53 Índice 24 . Esse versículo se refere a um “espírito do SENHOR” e pode indicar que os profetas compreendiam que o seu dom de profecia vinha do Espírito de Deus (ver 1Sm 10.1.53 A revolta e o reinado de Jeroboão em Israel 12.1-14.40 O reinado de Josafé em Judá 22.43 II.21-31 O reinado de Abdias em Judá 15.29-22.23). que confirma que a habilidade pra profetizar é realmente uma manifestação do ES.1-11.41-50 O reinado de Acazias em Israel 22.9-24 O reinado de Nadabe em Israel 15. 1Rs 22. então estaria em paralelo com 1Co 12.1-11.-2. Se esta interpretação é aceita.6.7-11.15-20 O reinado de Onri em Israel 16.24 pode ser outra referência ao ES.25-32 O reinado de Baasa em Israel 15.Além dessas passagens.7 O reinado de Elá em Israel 16.

Contexto Histórico Os acontecimentos descritos em 2 Rs abrangem um período de cerca de 300 anos. O resultado foi um momento tenebroso na história do povo de Deus: colapso e conseqüente cativeiro de ambas as nações. 2Rs é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos). os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus. O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim.27-30). que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. O Autor ora está falando do Reino do Norte. provavelmente. de Judá. originalmente. O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período. a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde o reinado de Acazias (o nono rei Israel) ao redor de 853 aC. então. enquanto outros apontam para Isaías como editor. Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem. O autor de Rs teria mencionado. No entanto. que Rs tenha sido escrito. dos quais apenas oito foram bons. Data Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta. embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo. não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (300 anos em 25 capítulos). Embora a autoria não possa ser determinada com segurança. seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. 2Rs retoma a história trágica do “reino divido” quando Acazias está no trono de Israel e Josafá governando sobre Judá. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC. enquanto que capítulos inteiros são dedicados a outros.A. Esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. Assim como 1Rs. O autor. acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. Judá. 2Rs recorda a história do últimos 10 reis e dos últimos 16 governantes de Judá. Israel. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”. todos ruins. um só livro. VI aC.12 . acrescentado por um dos seus discípulos. Alguns tem indicado Esdras como compilador. (Jeremias) Data: Entre 560 e 538 aC. No entanto. muitas sugestões foram feitas.. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto. e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42. 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva. Deus é apresentado como Senhor da história. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. com um propósito teológico. caso houvesse tido conhecimento desse evento.2º Reis Autor: Desconhecido. Na realidade. Em 2 Rs. foram grandes mudanças e sublevações. Israel teve 19 governantes. Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC. ora do Reino do Sul. Autor 2 Rs era originalmente a segunda metade de um livro que incluía 1 e 2Rs. Alguns desses 26 governantes são mencionados em apenas poucos versículos. é dificil seguir o fluxo da narrativa. provavelmente antes de 538 aC. Como não há menção dessa importante notícia em Rs. que estava preso na Babilônia. que foi provavelmente. traçando simultaneamente suas histórias. muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. portanto. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25. Judá foi governado por 20 regentes. passando pela deportação de Judá para a Babilônia em 586 aC e terminando com a libertação do rei Joaquim em 560 aC. Havia luta interna e pressão externa. conclui-se. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda. 52. Conteúdo 1 e 2 Rs eram. Ao contrário. um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC. A atenção maior é dirigida àqueles que ou serviram de modelo de integridade ou que ilustram por que essas nações finalmente entraram em colapso. incluindo a queda de Israel para a Assíria em 722 aC. 25 .

1-18 O reinado de Jorão em Israel 2. Jesus ascendeu.16-24 O reinado de Acazias em Judá 8.1-8. I reino dividido 1. em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar. 2Rs 2.1-9 O reinado de Jeoás em Israel 13. onde é chamado de “Espírito do Senhor”.16).42). capacitando-o a profetizar ao rei Josafá.7 O reinado de Joaquim 24.1-4.1-22 O reinado de Jeroboão II em Israel 14.4-9 e 2.1-23. Esboço de 2º Reis I. e reis do povo de Deus aponta para a necessidade do advento de Cristo.21 O reinado de Jeocaz em Israel 13.41 O reinado de Acazias em Israel 1.1-20. Da mesma maneira. e o ES desceu para capacitá-los a levar adiante a obra que seu mestre começou. Muitos dos milagres de Jesus são reminiscências das maravilhas que Deus fez através de Elias e Eliseu em Reis.9. Menaém. Cristo é um sacerdote superior a qualquer daqueles registrados em Reis (Hb 7. Como profeta. Quando perguntado se era rei dos judeus.9.15.1-5).1-7 O reinado de Zacarias. Elias foi elevado ao céu. sacerdotes.21 O reinado de Manassés 21.1-18 O reinado de Amon 21. Aqui a “mão do Senhor” veio sobre Eliseu.30-10. mas Cristo reinará sobre o trono de Davi pra sempre (1Cr 17.32-38 O reinado de Acaz em Judá 16.17-20 26 . No entanto. Cristo é a combinação ideal desses três ofícios.22-27).30 O reinado de Joacaz 23.10-25 O reinado de Amazias em Judá 14. Há uma referência indireta ao ES na frase “Espírito de Elias” em 1. e a promessa foi cumprida. Como profeta. pois ele é “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap 19.8-31 O reinado de Jotão em Judá 15. As vezes transportava Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 18. Salum.Cristo Revelado O fracasso dos profetas.16 fornece um paralelo interessante entre o AT e At 1.8-16 O reinado de Zedequias 24. a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do grande profeta Elias (Mt 17.19-26 O reinado de Josias 22. os discípulos aguardaram o cumprimento da promessa. Somente o reino de Judá 18.1-25.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo.14. O espírito enérgico ou o poder que capacitava Elias a profetizar era o Espírito de Deus. Eliseu procurou a promessa de que receberia poder para levar adiante o ministério do seu mestre.39-40. Jesus afirmou que era (Mt 27. a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do ofícios. Aqui Eliseu tenta receber o mesmo poder de Elias para levar adiante o ministério profético do seu antecessor. Pecaías e Peca em Israel 15. Além disso.15 O reinado de Jeorão em Judá 8.31-34 O reinado de Jeoaquim 23. A formula “a mão do SENHOR” se refere à inspiração divina dos profetas. Uma alusão final ao ES aparece em 2Rs 3.1-5 O cativeiro de Israel para a Assíria 17. Is 9. 1Rs ilustra vivamente a necessidade de Cristo como o nosso Rei em exercício de suas funções.6).35-24. O Espírito Santo em Ação 1 Rs 18.15.25-9.1-20 O reinado de Oséias em Israel 17.17-12.30 O reinado de Ezequias 18.36 O reinado da rainha Atalia em Judá 11.1-16 O reinado de Joás em Judá 11.6-41 II.11).1-17.23-29 O reinado de Azarias em Judá 15.29 O reinado de Jeú em Israel 9.12) Percebe-se uma relação com At 8. O reinado de cada um desses 26 governantes já terminou. Jesus é um Rei maior do que o maior dos seus reis (Mt 12.

8-26 A libertação de Joaquim 25.1-7 O cativeiro de Judá pra a Babilônia 25.A queda de Jerusalém 25.27-30 Índice 27 .

Contexto Histórico O livro de 1Cr cobre o período que vai de Adão até a morte de Davi. Esdras é o candidato mais provável para a autoria de Crônicas. Se as genealogias de 1 Cr 1-9 fosse ignoradas. da oitava geração do rei Jeoaquim (ver 1Cr 3. Data Embora seja difícil estabelecer a data exata para 1 e 2 Cr.10-36). Foi dividido e recebeu um novo nome pelos tradutores do AT em grego (septuaginta ou LXX): “Coisas que Acontecem”. as genealogias forma a base das narrativas que se seguem. ou seja. Jeoaquim foi deportado pra a Babilônia em 597 aC. Contudo. As genealogias são compiladas seletivamente para realçar a linhagem de Davi e da tribo de Levi. o cenário específico de 1 e 2Cr é o período de tempo que vem depois do exílio. assim como nos Evangelhos de Mt e Lc. ao redor de 971 aC. O livro de 1Cr tem duas divisões principais. rei da Pérsia. 2Cr relata o reinado de Salomão (caps. Crônicas. de Gn até 2Sm. atravessando todo o período do exílio. O nome atual. É datado como 538 aC e dá a impressão de que Crônicas tenha sido composto pouco tempo depois. Como a identidade do autor dessa obra não é explicitada em 1 nem em 2 Cr. pois abrange o mesmo período coberto pelos primeiros 10 livros do AT. A segunda parte de 1Cr (caps. 10-29). os versículos finais de 2 cr (2Cr 36. No entanto.1-3). 10-29) registra os eventos e realizações do rei Davi. 1-9) e descreve o reinados dos vinte governantes de Judá (caps. Os persas substituíram o rei por um governador provincial. A antiga tradição judaica do Talmude afirma que Esdras escreveu o livro. a última pessoa mencionada em 1 e 2 Cr é realmente Anani. até àqueles que retornaram para Jerusalém. Os dois últimos capítulos de 1Cr recorda os últimos dias de Davi. Se 1 e 2Cr são considerados uma única obra. 10 serve como prólogo para resumir o reinado e a morte ro rei Saul. Não é uma continuação da história do povo de Deus. 1Cr está carregado de genealogias para sublinhar a necessidade de pureza racial e religiosa. que dá licença à volta dos judeus para Judá. é razoável assumir que “ o cronista” tenha sido Esdras. o nascimento de Anani pode ter acontecido entre 425 e 400 aC. 11 e 12. Davi se torna rei e conquista Jerusalém. podem ser divididos em quatro seções principais: 1Cr é composto por genealogias (caps. No entanto. o transporte da arca do Testemunho pra Jerusalém (caps. 18-20) e os preparativos para a construção do tempo (caps. Portanto. A primeira seção é constituída por 9 capítulos de genealogias. Além disso. Esdras era tanto escriba como profeta e desempenhou um papel significativo na comunidade de exilados que retornou à cidade de Jerusalém. foi dado por Jerônimo. 28 . mas pode ser também uma indicação de que Crônicas e Esdras tenham sido em algum momento uma única obra. O cap. Conteúdo No texto original hebraico. Com freqüência não se dá muita importância a esta seção.22. a sua situação era muito diferente da dos anos dourados de Davi e Salomão. É um período de tempo extraordinário. Isso não apenas reforça o argumento que aponta Esdras como autor de 1Cr. Apesar de que o povo de Deus tenha recebido licença pra voltar para Jerusalém e reconstruir o templo. Tudo o que restou dos gloriosos reinados de Davi e Salomão foi a pequena província de Judá. O restante das narrativas sobre Davi está enfocada sobre três aspectos significativos do seu reinado. Soma-se a isso o fato de que 1 e 2Cr tenham estido. suas proezas militares (caps. é provável que a sua forma final tenha surgido lá pelo final do séc. Durante essa época. muitos optaram por se referir a esse autor desconhecido simplesmente como “o cronista”. Nos caps. 13-17). mas uma duplicação e um suplemento de 1 e 2Sm e 1 e 2Rs. As genealogias começa com Adão e continuam.24). a data para 1 e 2Cr pode ser situada entre 425 e 400 aC. 1 e 2Cr cobririam aproximadamente o mesmo período de tempo de 1 e 2Rs. O último evento registrado nos versículos finais de 2 Cr é o decreto de Ciro. 1 e 2Cr formavam um só livro chamado de “Acontecimentos dos Dias”. V aC.23) repetem-se como os versículos iniciais de Esdras (ver Ed 1. o mundo antigo estava sob o controle do poderoso Império Perda.1º Crônicas Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 425 e 400 aC Autor 1 e 2 Cr eram originalmente um só livro. 21-27). 1-9) e descreve em linhas gerais o reinado de Davi (caps. No entanto.A. Dependendo de como essas gerações são medidas (cerca de 25 anos). vocabulário e conteúdo similares. Apesar de não podermos afirmar com certeza absoluta.13 .

a qual explica que por meio do ministério do Espírito (ânimo) os planos do templo foram revelados a Davi.O Espírito Santo em Ação Há duas referências claras ao ES em 1Cr.2 A herança da linhagem de Davi em Judá 2.1-8.12.1-27. E a segunda em 28.8 Preparativos de Davi para a construção do templo 21.40 A aquisição da arca por Davi 13.1– 9.1-12.1 –29.1-34 A herança do rei Saul em Benjamim 9. em que o “Espírito” entrou em Amasai e o capacitou a fazer uma declaração inspirada.44 A herança dos filhos de Jacó 1.1-17. O reinado do rei Davi 10.18.27 Progressos militares de Davi 18.1-29. Esboço de 1º Crônicas I.34 Últimas declarações de Davi 28.1-20.40 A herança do remanescente 9.1-2. As raízes do povo de Deus 1.35-44 II.3-3.30 A confirmação de Davi como rei 10. A primeira´está em 12.30 Índice 29 .24 A herança das doze tribos 4.

foi dado por Jerônimo. V aC. em 971 aC. o ES inspirou ativamente Azarias (15. até ao final do exílio ao redor de 538 aC. e discorre sobre a história do Reino do Norte. A narrativa dá bastante importância à construção do templo (caps. A narrativa.20) para que falassem da parte de Deus. Apesar de não podermos afirmar com certeza absoluta. O último evento registrado nos versículos finais de 2 Cr é o decreto de Ciro. no entanto. Os persas substituíram o rei por um governador provincial. Além disso. 2Cr traça a historia dos reinados dos 20 governantes de Judá até ao cativeiro babilônico do Reino do Sul em 586 aC.14). termina abruptamente e não faz menção das fraquezas de Salomão. No entanto.1). Data Embora seja difícil estabelecer a data exata para 1 e 2 Cr. A primeira seção é constituída pelos primeiros 9 capítulos (caps. 1 e 2Cr formavam um só livro chamado de “Acontecimentos dos Dias”. o nascimento de Anani pode ter acontecido entre 425 e 400 aC. 24. 30 . muitos vêem a presença do ES na dedicação do templo (5. se concentram quase que exclusivamente no Reino do Sul. O livro conclui com o decreto de Ciro libertando e permitindo a volta do povo p ara Judá (36. muitos optaram por se referir a esse autor desconhecido simplesmente como “o cronista”. Soma-se a isso o fato de que 1 e 2Cr tenham estido. a sua situação era muito diferente da dos anos dourados de Davi e Salomão. No entanto.2º Crônicas Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 425 e 400 aC Autor 1 e 2 Cr eram originalmente um só livro. Jaaziel (20. Apesar de que o povo de Deus tenha recebido licença pra voltar para Jerusalém e reconstruir o templo. O nome atual.13. No entanto.23). Judá. Nessas referências. Esdras era tanto escriba como profeta e desempenhou um papel significativo na comunidade de exilados que retornou à cidade de Jerusalém. O livro de 2Cr tem duas divisões principais. 8-9).1.14). Dependendo de como essas gerações são medidas (cerca de 25 anos). Crônicas. Isso não apenas reforça o argumento que aponta Esdras como autor de 1Cr.20) e como o “Espírito do SENHOR” (20.14) e Zacarias (24. rei da Pérsia. Jeoaquim foi deportado pra a Babilônia em 597 aC. Além dessas referências. o mundo antigo estava sob o controle do poderoso Império Perda. a última pessoa mencionada em 1 e 2 Cr é realmente Anani. a data para 1 e 2Cr pode ser situada entre 425 e 400 aC. Conteúdo No texto original hebraico. 2-7) bem como à riqueza e à sabedoria desse extraordinário rei (caps. Esdras é o candidato mais provável para a autoria de Crônicas. A antiga tradição judaica do Talmude afirma que Esdras escreveu o livro. Durante essa época.24).A. os versículos finais de 2 cr (2Cr 36. Tudo o que restou dos gloriosos reinados de Davi e Salomão foi a pequena província de Judá.1-3). 10 a 36. conforme registradas em 1Rs 11. só ocasionalmente. Como a identidade do autor dessa obra não é explicitada em 1 nem em 2 Cr. 19) descreve em linhas gerais o governo do rei Salomão. Contexto Histórico O livro de 2Cr cobre o período que vai do começo do reinado de Salomão. que dá licença à volta dos judeus para Judá. mas uma duplicação e um suplemento de 1 e 2Sm e 1 e 2Rs. O Espírito Santo em Ação Há três referências claras ao ES em 2Cr.14 . da oitava geração do rei Jeoaquim (ver 1Cr 3. A segunda seção do Livro é formada pelos caps.22. é provável que a sua forma final tenha surgido lá pelo final do séc. vocabulário e conteúdo similares.23) repetem-se como os versículos iniciais de Esdras (ver Ed 1. Depois da divisão do reino.22. o cenário específico de 1 e 2Cr é o período de tempo que vem depois do exílio. É identificado como o “Espírito de Deus” (15. é razoável assumir que “ o cronista” tenha sido Esdras. Israel. Não é uma continuação da história do povo de Deus. mas pode ser também uma indicação de que Crônicas e Esdras tenham sido em algum momento uma única obra. É datado como 538 aC e dá a impressão de que Crônicas tenha sido composto pouco tempo depois. Portanto. Foi dividido e recebeu um novo nome pelos tradutores do AT em grego (septuaginta ou LXX): “Coisas que Acontecem”.

Os governos dos reis de Judá 10.1-9.1-12.17-21 O decreto de Ciro para o retorno de Judá 36.1-3 Jeoaquim 36.31 A ascensão de Salomão como rei 1.1-36.27 Joacaz 36.1-16.15 Joás 23.27 Amazias 25.33 Manassés 33.4-8 Joaquim 36.1-23 Jotão 27.1-32.1-28 Uzias 26.10-23.16-24.37 Jeorão 21.1-22 Asa 14.31 II.1-35.17-23 O cativeiro de Judá por Babilônia 36.16 O reinado de Roboão 10.1-27 Ezequias 29.1-20 Amon 33.1-7.9-10 Zedequias 36.1-9 Atalia 22.23 Índice 31 .1-17 A realização da construção do tempo 2.16 Abias 13.21-25 Josias 34.11-16 III.1-20.22. O período de governo do rei Salomão 1.Esboço de 2º Crônicas I.1-9.1-20 Acazias 22.1-9 Acaz 28.22 A riqueza de Salomão 8.14 Josafá 17. Cativeiro e retorno de Judá 36.

10). Depois de mais de 60 anos de cativeiro babilônico. levanta os ministério proféticos de Ageu e Zacarias. Esdras assumiu o ministério de reformador espiritual. Finalmente.Esdras Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 538 e 457 aC Autor O livro de Esdras. de forma que pudesse adora a Deus em seu próprio templo (6. viveu. Fielmente. Como homem devoto.12) que o cativeiro babilônico teria duração limitada. o que deve ter durado cerca de um ano. Data Os eventos de Esdras cobrem um período um pouco maior do que 80 anos e caem em dois segmentos distintos. A construção do templo é iniciada. então. No momento apropriado. 32 . Deus.1-4). incluindo itens que haviam sido saqueados do templo de Salomão (1. Esdras encontra um Israel que tinha adotado muitas das práticas dos habitantes pagãos. o novo templo é completado e dedicado em 515 aC. Deus fielmente levantou Ageu e Zacarias para encorajar o povo a completar a obra. estabeleceu firmemente a Lei (o Pentateuco) como a base da fé (7. dos mandamentos do SENHOR” (7. 9-10). o povo se deixou influenciar pelos seus inimigos e desistiu temporariamente (4. Um grupo de fiéis responde e partiu em 538 aC sob a liderança de Zorobabel. Deus desperta o coração do regente da Babilônia. Não é possível saber com absoluta certeza se foi o próprio Esdras quem compilou o livro ou se foi um editor desconhecido. A opinião conservadora e geralmente aceita é de que Esdras tenha compilado ou escrito este livro juntamente com 1 e 2 Crônicas e Neemias. Contudo. Liderou o segundo dos três grupos que retornaram da Babilônia pra Jerusalém. desenvolve-se uma geração inteira cujas “iniqüidades se multiplicaram sobre as vossas cabeças” (9. São enviados pelo rei persa Ataxerxes.24). depois de completada a obra. Embora bem menos esplêndido que o templo anterior.1-6) cobre um período de cerca de 23 anos e tem como tema o primeiro grupo que retorna do exílio sob Zorobabel e a reconstrução do templo. quando o povo se desviou das verdades da sua apalavra. como foi dito acima. O próprio Esdras era um sacerdote. Isto é indicado pela frase “ a mão do Senhor”. que chamam o povo para completar a obra. o povo se tornou desobediente aos mandamentos de Deus. 7-10. e os exilados são enviados com despojos. A Bíblia hebraica reconhecia Esdras e Neemias como um só livro.6). o de Salomão.16. Esdras também é comissionado para apontar líderes em Jerusalém para supervisionar o povo. que aparece seis vezes. a fidelidade de Deus triunfa em cada situação. O Espírito Santo em Ação A obra do ES em Esdras pode ser vista claramente na ação providencial de Deus em cumprir as suas promessas. com um influente cidadão até à época de Neemias. Conteúdo Duas grandes mensagens emergem de Esdras: a fidelidade de Deus e a infidelidade do homem. Quando o povo desanimou por causa da zombaria dos inimigos. concedeu liderança (Zorobabel e Esdras). O primeiro (caps.2). deriva o seu título do personagem principal dos caps. com somas adicionais de dinheiro e valores para intensificar o culto no templo. ao ponto do divórcio de suas esposas pagãs.18). para publicar um édito que dizia que todo judeu que assim desejasse poderia retornar pra Jerusalém a fim de reconstruir o templo e a cidade.A. O estímulo dos profetas trouxe resultados (5. Já em Jerusalém. ele chama Israel ao arrependimento e a uma renovada submissão à Lei.11). outro grupo de exilados volta para Jerusalém liderados por Esdras (caps. A fidelidade de Deus é contrastada com a infidelidade do povo. cujo nome provavelmente signifique “ O Senhor tem ajudado”. Apesar do seu retorno e das promessas divinas.1. Depois disso. o rei Ciro da Pérsia. Aproximadamente 60 anos depois (458aC). chamando-o à confissão de pecado e ao arrependimento dos seus caminhos perversos (caps. um “escriba das palavras. Deus havia prometido através de Jeremias (25. provavelmente. Posteriormente. mas a oposição dos habitantes não judeus desencoraja o povo.5-10). 7-10). cumpriu fielmente a sua promessa e induziu o espírito do rei Ciro da Pérsia a publicar um édito para o retorno dos exilados (1.15 . Sacerdote dedicado. e a obra é interrompida. Deus fielmente enviou um sacerdote dedicado que habilidosamente instruiu o povo na verdade.

1-20 Retorno dos exilados para Jerusalém 8.1-8.6-16.1 –6.1-67 Ofertas voluntárias dos que retornaram 2.13-18 Celebração da Páscoa 6. profeta e Zacarias. A reforma de Esdras 9.36 Esdras parte da Babilônia com outro grupo de exilados 7.1-17 Dario assegura a Tatenai que o projeto é legal 6.22 A reconstrução do altar e o começo dos sacrifícios 3.1-44 Índice 33 .44 Esdras confessa as transgressões de Israel 9. O retorno sob a liderança de Zorobabel 1.5-11 Os nomes e a numeração dos primeiros que voltaram 2. tanto no sentido de obrar nele (“Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a Lei do Senhor”. como no sentido de atuar em seu favor (“o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira”.1-4 O povo se prepara para o retorno 1.22).Foi pelo Espírito que “despertou o Senhor o espírito de Ciro” (1. Artaxerxes ordena a interrupção da obra 4. Teria sido também pelo ES que “Ageu.1-12 Conclusão e dedicação do templo 6.1-10. O retorno sob a liderança de Esdras 7.1) e “tinha mudado o coração do rei da Assíria” (6.70 Ciro proclama o retorno de Israel 1.19-22 III.10).11-28 Os nomes e a numeração do segundo grupo que retornou 8. Profetizaram aos Judeus” (5.8-13 Os inimigos desencorajam o projeto do templo 4. O processo de reconstrução do templo 3. 7. A obra do ES é vista na vida pessoal de Esdras.1)..21-36 IV.17-24 Tetenai tenta para a construção do templo 5.1-5 Bislão e seus companheiros se queixam a rei Artaxerxes 4.68-70 II.1-15 Os líderes de Israel concordam com a reforma 10. 7..1-7 Os alicerces são colocados em meio a choro e louvor 3.1-2.6) Esboço de Esdras I.1-10 Artaxerxes escreve uma carta de apoio a Esdras 7.

Talvez a sua redação final tenha sido completada antes da morte de Artaxerxes I em 424 aC. sem dúvida. Neemias. Era necessário para que Judá e Benjamim continuassem a existir como nação. A oração. quando veio o Messias. uma pequena cidade nas longínquas fronteiras do império. guiados por esse líder dinâmico. foi de 21 anos. inspirado pela pregação de Zacarias e Ageu. Durante o período da construção dos muros. Se foi assim. o livro de Neemias formava uma unidade com Esdras. desfrutava o luxo do palácio. Tiveram tanto sucesso.A. o leigo. Aqui se revela um homem que planeja sabiamente suas ações (“considerei comigo mesmo no meu coração”) e um homem cheio de ousadia (“contendi com os nobres”) 34 . a poderosa eloqüência. pessoas como Isabel e Zacarias. Enquanto Neemias. A primeira seção do livro (caps. as qualidade de liderança. o seu coração estava em Jerusalém. o profeta.16 . Como governador durante esse período. ó meu Deus!” Data Nas escrituras. cujo único interesse é resumido na sua repetida oração: “Lembra-te de mim pra bem. Pelo conteúdo do livro.11-13). que reinou de 465 até 424 aC (2. Na última seção (caps. as habilidades organizacionais criativas. parece que Neemias contribuiu com parte do material contido no livro que leva o seu nome (caps. 8-10) é dirigida ao povo que vivia dentro dos muros. Esdras causou um despertar do fervor religioso e promoveu um ensino adequado sobre o culto no templo. Neemias significa “Jeová consola”. Mais importante ainda: ele deixa transparecer um espírito de sacrifício.20).1). Ana. Para guiar esse povo. A história começa no livro de Esdras e se completa em Neemias. A nossa primeira imagem de Neemias é quando ele aparece em seu papel de copeiro na corte de Artaxerxes. desafiando o povo a mostrar a sua fé por meio das obras. cujo nome aparece em 1. Retorna à Pérsia no trigésimo segundo ano de reinado de Artaxerxes (13. deixa a Pérsia para realizar a sua primeira missão no vigésimo ano de Artaxerxes I da Pérsia. zombaria (2.17). a morte de um monarca tão benigno provavelmente teria sido mencionada em Ne. ao contrário. sabe-se que a obra somente pode ter sido escrita algum tempo depois da volta de Neemias da Pérsia para Jerusalém.9)e ameaças de agressão física (4. colocou-o no lugar certo no momento certo.1. Jerônimo. 11-13). que serviu duas vezes como governador da Judéia. A aliança foi renovada. Simeão. Maria e José. Os inimigos que moravam na cidade foram exposto e tratados com muita dureza. O período histórico coberto pelos livros de Esdras e Neemias é de cerca de 110 anos. Ainda que não tenhamos muita certeza. o povo é restaurado à obediência da Palavra de Deus. trabalha junto com Esdras. equipou-o com o seu Espírito e o enviou pra fazer proezas. 60 anos mais tarde.Neemias Autor: Neemias Data: Cerca de 423 aC Autor O título atual do livro é derivado do seu personagem principal.6) e volta novamente para Jerusalém “ao cabo de alguns dias”. Neemias e Malaquias trabalharam juntos para erradicar o mal que significava o culto a muitos deuses e atacaram o pecado da associação com o povo que havia sido forçada a recolonizar aquelas regiões pelos assírios cerca de 200 anos antes. Dessa maneira. o jejum. Talvez Malaquias tenha profetizado durante aquela época. a confiança nos planos de Deus e a rápida e decisiva resposta aos problemas qualificavam Neemias como um grande líder e como um grande homem de Deus. a vivência diária da nossa fé em Deus. Deus escolheu um home de coração reto e com uma visão clara dos temas em questão. os pastores e outros eram pessoas piedosas com que Deus iria se comunicar.1-7. Neemias usou a influência do seu cargo para apoiar a Esdras e exercer uma liderança espiritual. Muitos estudiosos consideram Esdras como o autor/compilador de Esdras -Neemias bem como de 1 e 2 Crônicas. Neemias veio pra construir os muros. Conteúdo Neemias expressa o lado prático.6). que durante o período intertestamental o povo de Deus não voltou à idolatria. os crentes comprometidos. conspiração (3. honrou Neemias ao dar o seu nome ao livro em que aparece como personagem principal. O período de reconstrução do templo sob Zorobabel. enquanto Neemias era o Tiago do AT. 1-7) fala sobre a construção do muro. venceram a preguiça (4. A segunda seção do Livro (caps. Esdras havia conduzido o povo a uma renovação espiritual. Um copeiro tinha uma posição de grande confiança como conselheiro do rei e a responsabilidade de proteger o rei de envenenamento. enquanto Neemias. 13 anos depois. que traduziu a Bíblia ao latim.

Sob o poder do ES.27-13.9-3.8 Planejando o trabalho.3-73 II. Ne 2.26 Censo de Jerusalém e vilas vizinhas 11.13-18 Confissão de pecado pessoal e coletivo 9. lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável.1-23 Rechaço contra a extorsão e usura pelo exemplo piedoso de Neemias 5.3 Segundo período de governo de Neemias.O Espírito Santo em Ação Desde a criação. incluindo reformas posteriores e uma oração final 13.1-9 As muralhas são completadas apesar das intrigas maldosas 6. o ES tem sido o braço executivo de Deus na terra.73 Autorização de Artaxerxes para reconstruir as muralhas 1.38– 10.” A mão de Deus. Neemias.1 –12. Verdadeiro arrependimento produz justificação 11.4). certamente se tornou modelo da forma de atuar do ES e foi uma dos primeiros cumprimentos dessa memorável profecia. Aqui aparece um padrão constante: é o Espírito de Deus que age para fazer de nos o que Deus quer que sejamos. cujo nome significa “Jeová conforta”.1 –12. Esdras e Neemias trabalham juntos para estabelecer o povo 8.39 III.1-7.3 Restabelecimento dos cidadãos de Jerusalém 7.1-37 Compromisso de guardar a lei e manter o templo 9.1-10.1-7. Neemias: do exílio à reconstrução das muralhas de Jerusalém 1. seu modo de agir sobre a terra. é o Espírito Santo.32 Oposição e defesa 4.4-31 Índice 35 . motivando e organizando os trabalhos 2. Esboço de Neemias I.39 Lendo a Bíblia 8.18 diz: “Então.1-2.26 Dedicação das muralhas e provisão para as finanças do templo 12. Eliú falou a verdade quando disse a Jó: “O Espírito de Deus na terra me fez” (Jó 33. foi claramente um instrumento do ES.1-12 Celebração da Festa dos Tabernáculos 8.

Data O livro de Ester é uma narração bem elaborada. Viveu em Susã. que sucedeu Dario I. que tornou-se rainha do rei persa Assuero.1-2.21-23.10) e comprova a base espiritual do livro. Mardoqueu recusou-se a prestar honras a Hamã. A missão de Ester e Mardoqueu sempre foi salvar a vida que o inimigo planejava destruir (2. especialmente na vida de Ester e Mardoqueu. para. líder dos judeus no Império Persa. Hamã. Ele era um judeu benjamita exilado.17 O rei Assuero mostra seu poder e celebra uma festa 1.10). A festa de Purim é instituída para marca a libertação dos judeus. 4. 8.17 .7). Mardoqueu também revela maturidade para aguardar que Deus lhe indicasse a ocasião correta e lhe orientasse. em 485 aC.1-14. bela e órfã. não a homens. Um aspecto peculiar no Livro de Ester é que o nome de Deus não é mencionado. vestígios de Deus e seus caminhos transparecem em todo o livro. Mas o livro foi escrito por um judeu que conhecia os costumes e a linguagem dos persas. Acreditase que este rei tenha sido Xerxes I.1-6. tanto Ester quanto Mardoqueu temiam a Deus.3-6).Ester Autor: Desconhecido Data: Cerca de 465 aC Autor O nome do autor é desconhecido. O Espírito Santo em Ação Embora não se mencione diretamente o ES. Uma nova rainha é escolhida 1.3-6) Como resultado. o homem mais importante depois do rei. a capital persa. (Rm 8.1-8 A rainha Vasti e deposta 1. então. Finalmente.27). Talvez Mardoqueu ou Esdras tenha sido o autor. conduziram a nação à liberdade. O livro toma seu nome de uma mulher judia. ele soube o tempo certo de Ester desvendar sua identidade judaica (2.26. 7. Naquela época.5) O ES também dirigiu e fortaleceu Ester para jejuar pelo seu povo e pedir que este fizesse o mesmo. iniciando no terceiro ano do reinado de Xerxes. Ester e Mardoqueu foram as duas pessoas do povo menos indicadas pras desempenhar funções importantes na formação da nação. Ester arriscou sua vida por amor do seu povo quando foi ao rei sem ter sido convidada. embora tivesse liberdade para retornar a Jerusalém (Et 1-2) há mia de cinqüenta anos. Ester é introduzida em cena e Deus faz uso dela para salvar seu povo.A. pedir ao rei a salvação do povo e denunciar Hamã (5. 7. sua ação produziu em Ester e Mardoqueu profunda humildade. ela era prima órfã de Mardoqueu. V aC. Hamã é enforcado. Conteúdo Ester é um estudo da sobrevivência do povo de Deus em meio à hostilidade. 7. No entanto. Da perspectiva humana. durante vinte anos.9-22 Ester é escolhida para ser rainha 2.1-17.9. se torna primeiro ministro. A maturidade espiritual de Ester se percebe na virtude dela saber esperar pelo momento que Deus julgou adequado. conduzindo-os ao amor mútuo e à lealdade (Rm 5. e governou 127 províncias. certo número de judeus ainda se encontrava na Babilônia sob o governo persa. adotada por este (2. e Mardoqueu. Esta espera divinamente orientada provou se crucial (6. deseja a aniquilação dos judeus.6-8. Esboço de Ester I.1-18 36 . Independentemente das conseqüências. desde a Índia até a Etiópia. Em conseqüência. que relata como o povo de Deus foi preservado da ruína durante o séc. foram honrados pelo rei e receberam autoridade. Ele manipula o rei para que execute os judeus. privilégios e responsabilidades. A história se desenrola num período de quatro anos.

Os judeus são salvos 8.1-3 Índice 37 .15-17 IV. Mardoqueu é exaltado 5. É feito um plano contra os judeus 3.II.18-10.1-6 O rei emite um decreto a favor dos judeus 8.1-8 Hamã planeja destruir Mardoqueu 5.1-14 Ester solicita a ajuda de Mardoqueu 4.9-14 Hamã é forçado a honrar Mardoqueu 6.1-4. Hamã é enforcado 7.19-23 Mardoqueu descobre uma conspiração 2.19-21 Ester informa o rei 2.1 –9.1-6.14 Ester prepara um banquete 5. A Festa de Purim é estabelecida 9.1-15 Mardoqueu persuade Ester a intervir 4.7-17 Os judeus derrotam seus inimigos 9.17 Hamã planeja destruir os judeus 3.17 Ester leva seu pedido ao rei 8.22-23 III.18-32 O rei eleva Mardoqueu 10. A vida do rei é salva 2.1-6 Hamã e enforcado na forca preparada para Mardoqueu 7.3 Os judeus celebram o primeiro Purim 9.1-14 V.7-10 VI.1-17 VII.1-10 Ester revela sua identidade e expõe Hamã 7.

expressando a sua tristeza em relação a eles por acusarem-no em lugar de trazer-lhe consolo. da sua família e. A sua ênfase está na atitude do sofredor. Argumentam que é possível avaliar o favor ou desfavor de Deus a alguém pela prosperidade ou adversidade material. concluindo que Jó está recebendo menos do que merece: “Pelo que sabe Deus exige de ti menos do que merece a tua iniqüidade” (11. dizendo: “Porventura. amaldiçoaria a Deus. O argumento de Eliú pode ser resumido desta maneira: Deus é maior do que qualquer ser humano.11. Argumenta que aqueles que pecam são punidos. os costumes e o estilo de vida geral do livro de Jó são do período patriarcal (cerca de 20001800 aC). Jó era um gentil. sugere que jó é um hipócrita. Argumenta que o ser humano não consegue entender algumas coisas que Deus faz. “em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios” (2. e desafia a piedade de Jó. seguidos pelo desafio de Eliú a Jó. privando-o de sua riqueza. A resposta de deus não é uma 38 . então Jó deve ter pecado. Bildade. em vez de ficar pedindo explicação. e esta é a razão pela qual ainda está sofrendo aflição. A maior parte do livro é composta por três diálogos entre Jó e Zofar.6). Na medida em que a revelação da natureza de Deus foi se fazendo conhecida através da história e das Escrituras. presunção. um jovem. Assumem erroneamente que o povo pode compreender os caminhos de Deus sem levar em conta o fato de que as bênçãos e a retribuição divina podem ir além da vida presente. certamente. Depois que os três amigos terminam. (Há 30 referências a Shaddai no Livro de Jó). V ao II aC) Autor A autoria de Jó é incerta. Jó. Ele é citado em Ez 14. 2) Mudar a sua atitude para uma atitude de humildade. Bildade. Satanás apresenta-se ao Senhor.9).A. Jó reafirma a sua inocência. Acredita-se que era descendente de Naor. este texto é obviamente o registro de uma tradição oral muito antiga. isso não faz com que o texto seja menos inspirado. Conhecia Deus pelo nome de “Shaddai” . junto com os filhos de Deus. O Livro de Jó tem sido chamado de “poema dramático de uma história épica”. Ouros acham que surgiu lá pelo séc. Zofar condena Jó por verbosidade. que ficam impressionados pela deplorável condição de Jó que permanecem sentados com Jó durante sete dias sem dizer uma só palavra. cujos escrito podem se encontrados em Provérbios ou Eclesiastes. Essa é a essência da sua mensagem: em vez de aprender com o seu sofrimento. que prefere não responder suas acusações. Conteúdo A própria Escritura atesta que Jó foi uma pessoa real. e pecaminosidade. antes nos dá um relato inspirado pelo ES dos incidentes como realmente aconteceram. XV aC.18 . descobrimos que algumas dessas opiniões eram incompletas. Deus dá licença a satanás para provar a fé que tinha Jó. dizendo que a experiência prova que tanto o justo como o injusto sofrem. o temanita. isso significa que nenhuma pessoa tenha o direito ou autoridade de exigir uma explicação dele.10). Data Os procedimentos. Como Jó está sofrendo. Eliú sugere que Deus irá falar se ouvirmos. “Se fores puro e reto. Lamenta o seu estado deplorável e as sua tremendas perdas. Evidentemente. sustentando sua autoridade na tradição. Quando os quatro concluíram. Não se deve concluir que todas as objeções dos amigos de Jó representem tudo o que se pensava de Deus durante aquela época. finalmente. uma atitude de humildade levará Deus a intervir. teme Jó a Deus debalde?” (1. e a iniqüidade é sempre punida. ou seja. o naamatita. obviamente pecou. e ambos desfrutam momentos de prosperidade. Na sua resposta aos seu amigos.6). II aC. pela metade do séc. A maior parte dos conservadores atribuem Jó ao período salomônico. Ao mesmo tempo. Também ele faz a inferência de que se os problemas vieram. Outros atribuem a um dos antigos sábios. confronta-se com Jó. é visitado por três amigos—Elifaz.o Todo Poderoso. irmão de Abraão. Apesar dos estudiosos não concordarem quanto à época em que foi compilado. Deus respondeu a Jó de dentro de um remoinho. Os quatro homens tentam responder a pergunta: “ Por que sofre Jó?” Elifaz. Os caps 1-2 são um prólogo que descreve o cenário da história. Os três homens chegam basicamente à mesma conclusão: o sofrimento é conseqüência direta do pecado. da sua saúde. X aC. Ele era um homem rico e levava um estilo de vida siminômade. Mesmo assim. Alguns eruditos atribuem o livro a Moisés. o suíta e Zofar. argumentando a partir da sua experiência.14 e Tg 5. Aqueles que atribuem o livro a Moisés. Jó demonstra a mesma atitude dos ímpios para com Deus. chamado Eliú. Talvez o próprio Salomão tenha sido seu autor. então. declara que Jó sofre porque pecou. logo despertará por ti” (8.Jó Autor: Incerto (Moises ou Salomão) Data: Não especificada ( do séc. acham que a história surgiu lá pelo séc. O apelo de Eliú a Jó é: 1) ter fé verdadeira em Deus. Vai mais longe e sugere que se Jó perdesse tudo o que possuía.

1-2. Assim foi na criação original do homem. Quando relemos a fala de Deus através do remoinho. Deus não podia.22 Segundo diálogo 15. mas é antes o resultado da operação do Espírito de Deus. mas. o Espírito Santo no livro de Jó é o criador e mantenedor da vida. certamente a história humana chegaria ao seu fim (34. pois cuida do ser humano. através de uma série de perguntas.1-26.1-26 Primeiro diálogo 4. e assim continua sendo. no momento em que acontece. conhecimento e sabedoria são bênçãos do Espírito aos homens. Dessa forma.15). Assim.1-26.40 III. em seu debate com Jó .4).1-21. A intenção de Eliú é deixar claro que Deus não é caprichoso nem egoísta. declara que o nível de compreensão de uma pessoa não está relacionada à sua idade ou etapa de vida.13-22 Satanás ataca a saúde de Jó 2. de forma que pudesse buscar esses valores em Deus. Se Deus tivesse que desviar a sua atenção para outro lugar. faz três declarações significativas sobre o papel do ES no relacionamento do povo com Deus. Deus procura tornar Jó mais humilde. conferindo –lhe significado e racionalidade. O Espírito Santo em Ação Eliú. Deus responde de um remoinho 38. Em 32. tiramos três conclusões a respeito do sofrimento de Jó: 1) não aparece a intenção de se revelar a Jó a causa dos seus sofrimentos. Esboço de Jó Introdução 1. sustenta-o de forma constante pela abundante presença do seu Espírito. provavelmente.1-14.24 IV. explicar alguns aspectos do sofrimento humano.1 Clamor de desespero de Jó 3.34 V.1-37.34 Terceiro diálogo 22.14.1-41.10 A visita dos amigos de Jó 2. 2) Deus se envolve com a realidade do ser humano: Jó e o seu sofrimento são suficientes que Deus fale com ele. O Espírito de Deus é o Espírito da vida. da sua defesa própria e sabedoria auto-suficiente. Diálogo entre Jó e os seus três amigos 3. se tivesse que retirar o seu Espírito-que-dá-vida deste mundo.explicação dos sofrimentos de Jó.1-6 VI. sem o risco de destruir o próprio objetivo que esse sofrimento é destinado a cumprir. O Espírito é o autor da sabedoria dando a cada um a capacidade de conhecer e tirar lições pessoais das coisas que acontecem na vida. o homem como nós o conhecemos não teria chegado a existir. Parte histórica final 42.7-17 Índice 39 .9. 3) o propósito de Deus também era o de levar Jó a abrir mão da sua justiça própria. Se não fosse pela influência direta do Espírito.11-13 I.Discurso final de Jó aos seus amigos 27.8.1-5 Satanás desafia o caráter de Jó 1.1-31. A resposta de Jó 42. Eliú declara que a sua própria existência dá testemunho do poder criador do Espírito.14 II.6-12 Satanás destrói as propriedades e os filhos de Jó 1. Como o Espírito de Deus dá vida e sabedoria ao homem.1-8 Reação da esposa de Jó 2. Eliú desafia Jó 32.13 Jó é consagrado e rico 1. O Espírito de Deus é também a fonte da própria vida (33. ele também é essencial à própria continuidade da raça humana.

petições.9).2. ou que tipo de salmo é (por exemplo: meditação. os compiladores antigos reuniram a maior parte dos maravilhosos cânticos de Davi. à melodia ou música apropriada. a vida devocional e o sentimento religioso de cerca de mil anos da história de Israel. ou para os filhos de Corá. denotam um poema que deve ser acompanhado por um instrumento de cordas. e durante a liderança de Esdras e Neemias (Ne 12.24).30). Davi e Salomão colaboraram também. “para o uso de” e “pertecente a”. os quais tendem a adicionar ou a fortalecer um pensamento (19. soprano.8).4-7). Salomão.3) ou mais linhas. o estilo e o paralelismo de alguns salmos refletem um vocabulário e estilo cananeus muito antigos. Muitos são de fonte desconhecida. Assim. Mas as coleções menores parecem haver sido reunidas em períodos específicos da história de Israel: o reinado do rei Davi (1Cr 23. Em lugar de rima de sons. Asafe. filhos de Coré e outros Data: entre 1000 e 300 aC Autor O Livro de Salmos é uma compilação de diversas coleções antigas de cânticos e poesias próprias para o uso tanto no culto congregacional quanto para a devoção particular. Embora a maioria dos salmos no Livro IV (Sl 90-106) não tenha os seus autores citados. meditações. significa “Livro de Louvores”. No livro I (Sl 1-41). Uma doxologia apropriada foi colocada pelos editores no final de cada livro. Psalmoi ou Psalterion. como Moisés. 56. O Livro dos Salmos foi editado em sua forma atual.5).8. oração). “Hallelujah!”. Poesia Hebraica.”para”. Cada livro é uma compilação de diversas coleções antigas de cânticos e poemas. os filhos de Corá. Todos os títulos que descrevem a situação histórica do salmo tratam da vida de Davi. mostram que as imagens. Esse processo de compilação ajuda a explicar a duplicação de alguns salmos. que parte do coral deve guiar (por exemplo. baixo). Ele inclui elegias. eles coletaram salmos de uma variedade de autores. Data O salmos.5). O Livro III (Sl 73-89) é marcado por uma grande coleção de cânticos de Asafe. Asafe. Asafe foi o chefe dos cantores do rei Davi (1Cr 16. o salmos 3. “dedicado a”. o governo de Ezequias (2Cr 29. o paralelismo envolve três linhas (1. de. Alguns poucos paralelismos são causais. Davi e Salomão. Moisés. nessa coleção. A maioria dos paralelismo são dísticos que expressam pensamentos sinônimos em cada linha (36. Às vezes. quando contrastados com os recentes escritos do mar Morto. A série de cânticos chamada de Hallel Egípcio (Sl 113-118) também está no Livro V. 34. Entretanto.Salmos Autor: Davi. na época em que a Septuaginta Grega foi traduzida do hebraico. o Saltério contém mais do que cânticos para o templo e hinos de louvor. Conteúdo O título hebraico deste livro. 57. 60 e 63 cobrem o período em que Davi reinou sobre Judá e Israel. Em sua forma final no cânon das Escrituras. O Livro II (Sl 4272) é uma coleção de cânticos por. antífonas histporicas e tributos em acrósticos sobre temas nobres. Os texto Ugaríticos.A. 18. Os títulos gregos. 51. alguns séculos antes do advento de Cristo. Outros são antíteses. o Livro dos Salmos é subdividido em cinco livros menores. Os estudiosos judeus os chamam de “salmos órfãos”. Sepher Tehillim. Títulos informativos são encontrados no começo de muitos dos salmos. considerados individualmente. Em outras. No Livro V (Sl 107-150) registram-se vários cânticos de Davi. Em algumas coleções. tenor. Os cânticos finais nesse livro (Sl 146-150) são conhecidos como o “Grande Hallel”. instruções. 52. lamentações. Por exemplo 14 é similar ao 53. Ou seja. e “de”.1). quatro (33. a maioria dos cânticos são atribuídos a Davi. Etã e Jedutum. a poesia e o cântico hebraicos são marcados pelo paralelismo. Os salmos 7. o Livro dos Salmos reflete o culto. Hemã. em que a segunda linha expressa a negativa da linha precedente (20. 54. embora com diversas variações. quatro escritos permanecem anônimos. Cada cântico começa e termina com a exclamação hebraica de louvor. A preposição hebraica usada em muitos títulos pode ser traduzida de três maneiras: “a”. Outros títulos precedentes aos salmos referem-se aos instrumentos usados no acompanhamento.19 . orações pessoais e patrióticas. 40 . Asafe. Também há dísticos construtivos ou sintéticos. apresentando a justificativa da primeira linha (31. podem ter sido escritos em datas que vão desde o êxodo até a restauração depois do exílio babilônico. Alguns dos significados destas anotações musicais e litúrgicas são hoje desconhecidas. ou rima de idéias.21). 59 e 142 referem-se aos eventos ocorridos durante o problemático relacionamento de Davi com Saul.

O Espírito Santo em Ação
O livro dos Salmos e os princípios de culto que eles refletem atendem à alma do homem e ao coração de Deus, pois são produto da obra do ES. Davi, o principal colaborador do livro dos Salmos, foi ungido pelo ES (1Sm 16.13). Essa unção não foi apenas pra o reinado, mas para o oficio de profeta (At 2.30); e as suas afirmações proféticas foram feitas pelo poder do ES (Lc 24.44; At 1.16). Na verdade, as letras desses cânticos foram compostas por inspiração do Espírito (2Sm 23.1,2), como também os planos de escolher maestros e corais com orquestras de acompanhamentos (1Cr 28.12,13). Portanto, os Salmos são únicos e imensamente diferente das obras de compositores seculares. Ambas podem refletir a profundidade da agonia experimenta pelo espírito humano atormentado, com toda a sua comoção, e expressar a alegria extasiante da alma libertada, mas apenas os Salmos chegam a um plano superior através da unção criativa do ES. Relatos específicos mostram que o ES opera criando vida (104.30); que acompanha fielmente os crentes (139.7); que guia e instrui (143.10); que sustém o penitente (51.11-12); e que interage com o rebelde (106.33).

Esboço de Salmos
I. Livro I 1.1-41.13
Cânticos introdutórios 1.1-2.12 Cânticos de Davi 3.1-41.12 Doxologia 41.13

II. Livro II 42.1-72.20
Cânticos dos filhos de Corá 42.1-49.20 Cânticos de Asafe 50.1-23 Cânticos de Davi 51.1-71.24 Cânticos de Salomão 72.1-17 Doxologia 72.18,19 Versículo de conclusão 72.20

III. Livro III 73.1-89.52
Cânticos de Asafe 73.1-83.18 Cânticos dos filhos de Corá 84.1-85.13 Cânticos de Davi 86.1-17 Cânticos dos filhos de Corá 87.1-88.18 Cânticos de Etã 89.1-51 Doxologia 89.52

IV. Livro IV 90.1-106.48
Cânticos de Moisés 90.1-17 Cânticos anônimos 91.1-92.15 Cânticos “O Senhor Reina” 93.1-100.5 Cânticos de Davi 101.1-8; 103.1-22 Cânticos anônimos 102.1-28; 104.1-106.47 Doxologia 106.48

V. Livro V 107.1-150.6
Cânticos de ação de graças 107.1-43 Cânticos de Davi 108.1-110.7 Hallel Egípcio 111.1-118.29 Cânticos Alfabético sobre a lei 119.1-176 Cânticos dos degraus 120.1-134.3 Cânticos anônimos 135.1-137.9 Cânticos de Davi 138.1-145.21

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Cânticos “Louvai ao Senhor” 146.1-149.9 Doxologia 150.1-6 Índice

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A.20 - Provérbios
Autor: Salomão, Agur e rei Lemuel Data: Cerca de 950 aC Autor
Salomão, rei de Israel, era filho de Davi e de Bate-Seba. Ele reinou por quarenta anos, de 970 a 930 aC, assumindo o trono quando tinha cerca de vinte anos de idade. Sem dúvida influenciado pelos Salmos escritos por seu pai, Salomão nos deixou mais livros do que qualquer outro escritor do AT, excetuando-se Moisés. Parece provável que Cantares de Salomão tenha sido escrito quando ele era um jovem romântico; Provérbios, quando estava mais maduro e no auge de seu poder; Eclesiastes, quando já estava mais idoso, mais inclinado a conclusões filosóficas— e talvez mais cínico. Se poder não se mostrava em campos de batalha, mas no domínio da mente: meditação, planejamento, negociação e organização. A reputação de Salomão para a sabedoria provém não apenas de seus resultados práticos, como no caso da disputa de um bebê (1Rs 3.16-27), mas também de declarações diretas das Escrituras. Em 1Rs 3.12 Deus diz: “Eis que te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti teu igual não houve, e depois de ti teu igual se não levantará.” Em 1Rs 4.31 ele é considerado “mais sábio do que todos os homens”, seguindo um citação de vários nomes de homens sábios para comparação. A respeito de Agur e do rei Lemuel (301; 31.1) nada se sabe, exceto que, pelos seus nomes, não são israelitas. A sabedoria é universal, não nacional.

Data
Uma vez que o Livro de Pv é uma compilação, sua composição estendeu-se por um longo período, com a obra principal datada de cerca de 950 aC. Os caps. 25-29 são identificados como transcritos pelos “homens de Ezequias”, o que situa a cópia em cerca de 720 aC, embora o material em si fosse de Salomão, talvez retirado de um documento separado encontrado no tempo de Ezequias.

Conteúdo
Sob a liderança de Salomão, Israel alcançou sua maior extensão geográfica e desfrutou da menor violência de todos o período monárquico. “Pacifico”, o significado de seu nome, descreve o reinado de Salomão. E paz, com sabedoria, trouxe prosperidade sem precedentes para a nação, o que se tornou motivo de respeito e admiração para o rainha de Sabá (1Rs 10.6-9) e pra outros governantes da época. Palavras sábias, como música ou outras formas de arte, tendiam a florescer em tal época, e então durar pelas gerações seguintes. O livro de Pv não é apenas uma coleção de provérbios, mas uma coleção de coleções. Seu pensamento ou tema unificador é: “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria” (9.10), aparecendo de outra maneira como: “O temor do SENHOR é o principio (ou parte principal) da ciência” (1.7). Dentre a diversidade de exemplos, algumas verdades se repetem: A sabedoria (a habilidade de julgar e agir conforme as orientações de Deus) é o mais valioso dos bens. A Sabedoria está disponível para qualquer um, mas o preço é alto. A Sabedoria tem sua origem em Deus, não na própria pessoa e vem por meio da atenção à instrução. A Sabedoria e a justiça andam juntas. É bom ser sábio, e é sábio ser bom. O homem mau sofre as conseqüências de seus atos maus. O ingênuo, o tolo, o preguiçoso, o ignorante, o orgulhoso, o libertino e o pecador nunca devem ser admirados. Muitos contrastes se repetem ao longo do livro. A antítese ajuda a clarear o sentido de muitas palavras-chaves. Entre várias ideias que são colocadas em contraste estão: Sabedoria em oposição a Loucura Justiça em oposição a Impiedade Bem em oposição ao Mal Vida em oposição a Morte Prosperidade em oposição a Pobreza Honra em oposição a Desonra Permanente em oposição a Transitório Verdade em oposição a Falsidade Ação em oposição a Preguiça

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Provérbio do rei Lemuel 31.22 Palavras do sábio— segunda coleção (pelos homens de Ezequias) 25. O caminho da Sabedoria em oposição ao caminho da Loucura 9. “O Novo está encoberto no Antigo.1-31 Conselhos de uma mãe para um filho nobre 31.17-24.16 Palavras do sábio— primeira coleção 22. nesse sentido.1-6 Tema ou lema 1.1-33 A vida de moderação temente a Deus 30. parte um 1. sem dúvida. o Antigo está revelado no Novo”. Avisos de um pai e advertências da Sabedoria 1. nunca implicando uma personalidade.27 Provérbios de Salomão— primeira coleção 10.1-7 Título.1-29.36 Avisos de um pai.1-18 IV. Esboço de Provérbios I.27 V. parte um 1. é o Espírito que nos ajuda a garimpar as riquezas de Pv.32.7 II.1-36 III.27 Advertências da Sabedoria. a palavra predominante traduzida por “espírito” no livro tem quase sempre o sentido de “atitude” ou “comportamento”.23).15-31 A insensatez do orgulho e da ira 30. o ES. seu espírito tem destaque em toda parte. Mas a sabedoria se refere ao seu espírito (1. parte dois 8.10-31 Índice 44 .8-19 Advertências da Sabedoria. No entanto.1-9 Um poema acróstico sobre a esposa perfeita 31.1-14 As maravilhas da vida observadas sobre a terra 30. Provérbios de Agur 30. De fato.1-22. mais do que Pv nos ajuda a entender o Espírito.33 VI. um tempo de ação especial do ES.Amigo em oposição a Inimigo Prudência em oposição a Precipitação Fidelidade em oposição a Adultério Paz em oposição a Violência Boa Vontade em oposição a Ira Deus em oposição ao Homem O Espírito Santo em Ação O ES não é mencionado diretamente no Livro de Pv. parte dois 2. assim. que é. um ponto principal do livro é que a sabedoria sem Deus é impossível. o Espírito Santo no NT demonstra como a sabedoria do Livro (que vem apenas através da justiça) é colocada em prática.1-29.1-7. No caso do Livro de Pv. propósito e introdução 1. Foi dito a respeito do AT e do NT.20-33 Avisos de um pai. Provérbios de Salomão e palavras do sábio 10. Em nosso época.8-8. Introdução 1.

em grandes realizações (2. E a resposta também não é encontrada no prazer. 5. permanente. Embora não mencionado em 1Rs. que possa servir como base de uma vida adequada.A. com questionamento dos valores absolutos. mas “acima do sol”.12-18). não um pessimista.21 .1-11. em qualquer sentido humanista. 9. Ao invés de responder estas questões com citações da Escritura.1-8. Mas retomando à busca principal do Pregador: será que essa busca está destinada a terminar (12. a fim de poder verificar esse sentido pessoalmente e transmiti-lo aos seus discípulos. Mas no capítulo de abertura (1. é sinônimo de virtude e piedade. A “sabedoria” de 1. “valor”. Ao contrário. Ec 1. às vezes. semelhante à filosofia frega. filho de Davi. imutável.8). e o seu fracasso em descobrir algum valor absoluto. por assim dizer).12-17) ou no materialismo (2.2). O Conteúdo do livro é definido por versos quase idênticos (1. as soluções tradicionais pras as grandes questões da vida.16). para o autor.3)e a atividade de edificação estão espalhadas por todo o livro. fugazes e transitórios (“vaidade”). e sua antítese. O tom pessimista que impregna o livro talvez seja um efeito do estado espiritual de Salomão na época (ver 1Rs 11). 12. geralmente creditado a Salomão (cerca de 971 a 931 aC). não têm valor permanente? A resposta introduz o tema secundário do livro: devemos desfrutar tanto a vida como também as coisas que Deus nos tem concedido (3.11-12. o autor lida com a sabedoria enquanto o processo de puro pensamento. o Pregador está determinado a procurar esse sentido através da sua própria experiência e observação. secular. Mesmo a própria vida humana. é usada nesse sentido quando se trata da interpretação israelita tradicional sobre a sabedoria (como em 7. traduzida do termo hebraico hebel (lit. ele se acha forçado (pela observação de Deus pôs ordem no universo quando este foi criado. No livro de Ec.16). Embora não afirme isso 45 .7-10). A sabedoria. Qual deve ser nossa atitude diante do fato de que nem as realizações nem as coisas materiais são yitron. ou seja. não significa que a sua busca seja um fracasso. não pode ser considerada como o yitron que o Pregador procura.8) como começou (1. 3. lembrando que. Alusões à sabedoria de Salomão (1.1-11). que ele faz debaixo do sol?” Ou. Contexto O livro evidencia um período em que. na riqueza. quando encontrada em outra literatura sapiencial da Bíblia (Jó. “Vaidade” é uma palavra –chave no livro. O tema é definido em 1. aos prazeres (2. nesta vida (“debaixo do sol”). escrito em sua velhice. que circunscrevem o livro ao antecipar e resumir as conclusões do autor.18-26). em um doutrina de compensação (2. pode a verdadeira sabedoria ser encontrada por um ser humano à parte da revelação de Deus? A busca do Pregador é por algum tipo de valor (“vantagem) fixo.18-20. Pv e certos Sl). no final. 10. indicando assim aquilo que é mortal. a qual confere sentido à criação. “fôlego”). transitório e efêmero. Conteúdo O livro de Ec apresenta todos os indícios de ser um ensaio literário cuidadosamente composto que precisa ser compreendido em sua totalidade antes de poder ser entendido em parte. Eclesiastes e. numa nota de desespero? A constante investigação do Pregador por um sentido para toda a existência demonstra que ele é um otimista.8).1-14) a buscar o valor que tanto procura no mundo do porvir (não “debaixo do sol”.2. O termo hebraico correspondente é qohelet. particularmente para o sentido da vida. Deus nos julgará pelo modo como fizemos isso (11.1 parece ser uma referência a Salomão: “Palavra do pregador.Eclesiastes Autor: Salomão Data: Cerca de 931 aC Autor e Data O nome Eclesiastes deriva do termo grego ekklesia (“assembléia”) e significa “aqueles que fala a uma assembléia”. O termo hebraico traduzido pro “vantagem” é yitron (1.12-18 está desprovida de valor verdadeiro. Tentando cada um dos caminhos propostos pela humanidade para alcançar o valor procurado. aos servos (2. ele os acha evasivos (“aflição de espírito”). que possa ser achado nesta vida (“debaixo do sol”).3: “Que vantagem tem o homem de todo o seu trabalho. que significa “aquele que convoca uma assembléia” recebendo muitas vezes a tradução de “Professor” ou “Pregador” em outras versões da Bíblia. arrependeu-se e voltou-se para Deus. o Pregador introduz uma metodologia baseada na observação e na indução. Salomão provavelmente recobrou a consciência antes de morrer. perderam a sua relevância. a palavra “sabedoria”.7-10). rei em Jerusalém”.3) e também pode ser traduzido por “ganho”. Mesmo a relação de vida e morte é um tema subordinado no livro.8). à riqueza (2. Mesmo sem contestar a existência de Deus. representa a maldade. a loucura.9.

8.13).1 d) A sabedoria na corte do rei.1-3 d) Inutilidade da inveja. aconselhando uma manifestação ordenada.18-21).2-9 46 .3-11 a) Estabelecimento do problema: Pode-se encontrar algum valor verdadeiro nesta vida? 1.8. Com esta observação profunda o livro termina. Esboço de Eclesiastes: I.5).Prólogo 1. é inútil.9 a) Provérbios moralizantes sobre vida e morte. sozinha. O Espírito Santo em Ação Toda as referencias ao “espírito” em Ec são referentes à força vital que anima o ser humano ou o animal (ver 3. 3.10-12 V.15-20 j) Inutilidade da futilidade de uma vida despojada. 3. 6. Da mesma forma.2 II.Estabelecimento do Problema 1. no fim.4-6 e) Inutilidade de ser sozinho.11-22 c) Observações sábias variadas. bem e mal. os produtos do trabalho 5. 4.1-2 a) Identificação do Livro 1.9.1-15 b) Inutilidade de um fim igual a criaturas desiguais.12-18 b) O fracasso do hedonismo: O prazer não tem sentido em si mesmo.1-11 c) O fracasso da compensação: O sábio e o tolo encaram um fim comum 2. 4. 2. trará a juízo tudo o que existe (11. 12.4-11 III. As pessoas que acreditam que Deus lhes fale através do ES em sonhos e visões (Jl 2. Paulo aparenta ter isso em mente ao falar sobre os dons de línguas e profecias em 1Co 14. mesmo que durante esta vida não haja justiça verdadeira .7).12-2.12 a) Inutilidade dos esforços humanos em mudar a ordem criada.18-26 IV. seguida de um julgamento da assembléia sobre a declaração. 6. a lógica que envolve toda a sua busca compele a encontrar o único verdadeiro yitron no temor (reverência) e na obediência a Deus (11.14).17-21) agiriam bem se prestassem atenção na sábia advertência do Pregador de que nem todo sonho é voz de Deus (5.Tentativas de solução para o problema 1.8-14 i) Inutilidade de deixar para trás. 5.13-16 g) Inutilidade do fingimento numa religião formal. 5. na morte.7-12 f) Inutilidade de uma monarquia hereditária.26 a) A refutação da razão pura: A sabedoria humana.3 b) Exposição do problema: Uma refutação das soluções humanísticas 1. a ênfase do Pregador na reverência e na obediência a Deus é paralela à preocupação de Paulo com a edificação da igreja (1Co 14.1 . 7-23 .especificamente.7-12.1-9 l) Inutilidade do determinismo da natureza. pois Deus.6.9. Apesar disso.Desenvolvimento do tema 3. 7. Isso precisa acontecer.12-17 d) O fracasso da materialismo. Os verdadeiros dons espirituais— manifestações genuínas de ações ou expressões miraculosas– acontecem em espírito de reverência pra a glória de Deus através de Cristo e para a edificação dos crentes. 8. 1. 2.1 . 7. o livro antecipa alguns dos problemas enfrentados pelo apóstolo Paulo na implementação de dons espirituais em 1Co 12-14. At 2.1-7 h) Inutilidade de sistemas de valores materialistas.2832.16-22 c) Inutilidade de um vida oprimida 4.1 b) Resumos das investigações do Pregador 1. Isso é afirmado no epílogo: o dever de toda a humanidade é a reverência a Deus e o cumprimento dos seus mandamentos (12.1-10 b) A sabedoria e as suas aplicações. 7. 4.3).A sabedoria prática e os seus usos.

7-10 b) O segundo resumo: alegoria da velhice e morte 12.6 VIII.12. 12.7 .12 b) Inutilidade da natureza instável do homem (novamente) 9.11.Um retorno ao tema.VI. 8.8-14 a) Resumo das conclusões do Pregador 12.1 .9.9.18 a) Inutilidade da compensação (novamente) 8. 11.13-18 VII.7 a) O primeiro resumo das conclusões 11.10 .Epílogo: Confirmação da conclusão 12.9-14 Índice 47 .8 b) Resumo das conclusões do pregador através de um discípulo.Mais sobre a sabedoria e seus usos 10.1-7 IX.O único valor é temer a Deus e obedecê-Lo.10 .

Bastante diferente de qualquer outro livro bíblico. a corrompida árvore familiar produz “frutos excelentes”. 1Cr 22. Salomão encaixa-se perfeitamente como a benção personificada do amor da aliança. A sulamita ajuda e reescreve essa história. Na sulamita. o ES é o poder de ligação e união do amor. Retornou pra sua terra depois de 20 anos com uma instituição familiar defeituosa.7 parece vir à tona em Ct. mas a glória do simbolismo salomônico é essencial em Cantares. em cores vivas e repleto de sementes. No séc.29. surpreendentemente. A feliz unidade revelada em Ct é inconcebível à parte do ES.13). falta de amor.14). Os próprios nomes das Doze Tribos mostram a necessidade de uma nova história familiar. um manipulador congênito.1. ver Gn 30.1317).26).22 .13. “o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo ES”. Embora Ct não forneça informações precisas sobre o contexto.4. o termo “pisadas” é.16) e. Ct emprega linguagem simbólica pra expressar verdades eternas. de um modo novo. 5. Os mesmos acontecimentos também podem ser visto como retratos do amor conjugal. Ct contém descrições da mulher sulamita juntamente com uma exibição completa dos produtos de seu jardim. Um jogo de palavras sutil. Ef 5.20-34). Quando as filhas vêem. como ilustrado por seu mancar em Maanaim (Gn 32). que simbolizam paz (Salomão) e amor (Jedidias).17.3-4. disse: “No mundo inteiro.4-10).12. Akida bem Joseph.A. ciúme.” O livro de Ct.4). 12.9. Ardil. Salomão tece um lugar singular na história da aliança (2Sm 7. Quando encontra a quem ama. Dessa maneira. um trabalho literário de arte e uma obra– prima teológica. Como filho real de Davi. ver Dt 33. Foi “desconjuntado” com ardil no âmago de seu ser. Baseado em Jesus Cristo. O glorioso reino de Salomão foi como uma restauração do jardim do Éden (1Rs 4. Ela executa a dança memorial de Maanaim (6.19). O Espírito Santo em Ação De acordo com Rm 5. baseado no “sopro” divino do fôlego da vida (o ES.13).8).2). em si.17. visto que ele aparece em Ct com toda a sua perfeição real (1. e o templo e o palácio que construiu personificam as verdades do tabernáculo e a conquista da Terra Prometida (1Rs 6.6).2-4.29. Isso acontece em “antes que refresque o dia” (2. é como a sua fruta favorita. no “soprar” do vento no jardim da sulamita (4. Linguagem e ideais similares também são encontrados na oração que Davi fez no templo por Salomão e pelo povo durante a entronização de Salomão (1Cr 29) Características e Conteúdo O livro de Ct é a melhor de todas as canções. Mandrágoras perfumadas crescem nos campos dela (7. ela detém o seu marido e não o deixa partir (3. As bênçãos da aliança que havia sido distorcidas são redimidas. ver Gn 32. Salomão reinou em Israel de 970 a 930 aC.Cantares Autor: Salomão Data: Entre 970 a 930 aC Autor e Data A autoria de Salomão é contestada.14). pois ele mesmo faz uso de sonhos. Ele merece consideração especial como arquétipo bíblico que apresenta.18.5. Isso deve ser entendido como um paralelo poético do amor conjugal e como bênçãos ao povo da aliança. a romã.30) de Gn 2. Claras indicações são dadas na descoberta das bênçãos da aliança: “sai-te pelas pisadas das ovelhas” (1. as realidades básicas das relações humanas. raiva e amor de aluguel (de mandrágora. 4. Jesus referiu-se duas vezes à glória e sabedoria de Salomão (Mt 6.9). Aqui. os melhores (7. um suposto afrodisíaco) entraram nessa fraca estrutura. não há nada que se iguale ao dia em que o Cântico dos Cânticos foi entregue a Israel.8). em sua terra. A própria forma do livro como cântico e símbolo é adaptada especialmente ao Espírito. E a procissão de um casamento real e a alegria recíproca do noivo e da noiva aparecem retratadas em 3. ver Gn 30. na fragrância da respiração e do fruto da macieira (7.11-13. Foi forçado a viver fora de sua terra sob a ameaça de uma irmão irado. É o seu marido que elogia sua beleza (6. II.42). aplicam-se diretamente a Ct (2Sm 12.6-5. “marcas de calcanhar”.24-25). e pode ser uma alusão a Jacó. linguagem figurada e o canto (At 2. um dos maiores rabinos. ela o detém e não o deixa partir (3. Sl 104. ver Gn 32. 48 . Ele nasceu segurando o calcanhar do seu irmão.10-16). Seus dois nomes de nascimento. chama-na bem– aventurada ou feliz (6. A função pastoril de Jacó e a sua constante luta pela bênção de Deus e do homem são citadas como a norma bíblica para o povo de Deus (Os 12.13).12. o patriarca cujo nome conota “um calcanhar”.7). em semelhança ao Livro de Apocalipses. literalmente.

9-5.5 III.13-7.3 A glória triunfante da sulamita 6.8 A carruagem matrimonial real do amor da aliança 3.8-15 A alegria do amor no frescor do dia 2.8 Uma vida de união íntima num banquete no jardim 4. Últimas cenas com resumo de realizações 8.9 O início do novo amor de iguais 7.5 Alcançando o amor autêntico 8.1-4 A morena e agradável guarda de vinhas 1.1-6 A primeira súplica 2.5 Começando a busca 2.1 A queda da sulamita 5.4 Conhecendo Salomão 5.9 –8. Cenas de abertura 1.6-11 Conhecendo sulamita 4.13-14 Índice 49 . A busca por abertura 2.7.6 Procurando amor nas pisadas do rebanho 1.8 IV.7 II.Esboço de Cantares I.17 A procura determinada pelo objetivo principal 3.11-12 A dança memorial de Maanaim 6. A busca por mutualidade 3.1-7 Uma visão sobre a terra de cima do monte Hermom 4.9 –8.7 Alcançando ao maternidade e a paz 8.7 Lembrando o amor do rei de bom nome 1.11-12 Obtendo a herança 8.2-7 A terceira súplica 5.6-5.9-6.16.8 Removendo as marcas da escravidão 1.3 A quarta súplica 8.12-17 O espírito e a árvore 2.1-2.8-10 Obtendo uma vinha igual a de Salomão 8.1-4 A segunda súplica 3.5.9-11 A linguagem do amor 1. A busca por unidade 5.4-10 O nobre povo da sulamita 6.8-3.5-14 Alcançando o objetivo principal 8.6.4 V.

ele deve ter extraído muita coisa do Livro de Is.12-14). estava claro para Isaías que a aliança registrada por Moisés em Dt 30. Argumentos diversos favorecem a autoria única: 1) palavras– chave e frases-chave estão igualmente distribuídas através de todo o livro. 53.16). A beleza de estilo superior na poesia hebraica nos últimos capítulos de Is pode ser explicada pela mudança de assunto. mas diversas potências asiáticas estavam olhando para além de sua fronteiras. Jotão.38).37. Seu nome também aparece doze vezes em 2Rs e quatro vezes em 2Cr. particularmente.7-12. 53.1 (Jo 12. A Assíria conquistou Samaria em 721 aC. Data O profeta coloca que ele profetizou durante os reinados de “Uzias. é provável que ele tenha começado durante a ultima década do reinado de Uzias. Entretanto.1. após a sua retirada da vida pública. Para fazer isso. Jesus caminhava com dois de seus discípulos e “explicava-lhes o que dele se achava em todas a Escrituras” (Lc 24. e oca capítulos posteriores. que foi em cerca de 740 aC (6.1823. sob Uzias.15 (Rm 15. estava inclinada a conquistas ao sul e ao oeste. Pedra Angular. ele deve ter sobrevivido a Ezequias por alguns anos. A primeira parte do livro pode ter sido escrita nos primeiros anos de Isaías. o rico oprimia o pobre. porque dezessete capítulos contém referências proféticas a Cristo. A Assíria. A tradição diz que Isaías foi martirizado durante o reinado de Manassés. Raiz de Jessé. Pastor.27).21). 50 .690 aC Autor O primeiro versículo deste livro coloca Isaías.11-20 havia sido tão inteiramente violada. bem como o de Miquéias em Judá. O Livro de Is é citado diretamente no NT vinte e uma vezes sendo atribuído em cada caso ao profeta Isaías.8). Por Isaías mencionar a morte do rei da Assíria. governado por Jeroboão e outros seis reis de menor importância. o filho de Amoz. Contexto Histórico Isaias profetizou no período mais crucial da história de Judá e Israel. Emanuel. Lugares secretos de culto pagãos eram tolerados. filho de Ezequias. Príncipe da Paz. Cristo é citado como o “Senhor. Alguns aceitam que o seu chamado para o ofício profético tenha sido feito no ano que o rei Uzias morreu.23 . que era um estudioso dos assuntos mundiais. Eleito. muitos dos sacerdotes e profetas tornaram-se bêbados que queriam agradar os homens (5. Embora estivesse para vir mais uma avivamento a Judá sob o rei Josias (640-609 aC). A visão e a profecia são reivindicadas quaro vezes por Isaías. Servo do SENHOR. Ambos os reinos do Norte e do Sul haviam experimentado cerca de meio século de poder e prosperidade crescentes. Cristo Revelado Depois de sua ressurreição.4 (Mt 8. o seu ministério pode ter se sobreposto aos ministérios de Amós e Oséias em Israel.37 é uma referência à morte de Isaías. 22. Isaías entrou em seu ministério aproximadamente na época da fundação de Roma e dos primeiros Jogos Olímpicos dos gregos.17). como o seu autor. Acaz e Ezequias. 53 é o grande capítulo do AT que profetiza a obra expiatória do Messias.Isaías Autor: Isaias Data: Entre 700 . assim como o era para Israel. O nome “Isaias” significa “O SENHOR é salvação”. reis de Judá” (1.1).8-26).5 (Rm 4. tinha sucumbido ao culto pagão. Se Isaías começa profetizando em cerca de 750 aC. O Cap. caiu num sério declínio moral e espiritual (3. Nenhum texto em ambos os testamentos expõe de um modo tão completo o propósito da morte vicária de Cristo na cruz. Ele é citado diretamente nove ou dez vezes por escritores do NT: 52. Rm 10. Rei. 2) referências à paisagem e as cores locais são uniformes. Israel. manteve uma conformidade exterior à ortodoxia. Jotão e Ezequias. as mulheres negligenciavam suas famílias na busca do prazer carnal. que o cativeiro e o julgamento eram inevitáveis para Judá. Deus Forte. Pai da Eternidade.25. Redentor e Ungido”.38. Muitos acreditam que a forma “serrados” em Hb 11. As forças européia ainda não estavam preparada para grandes conquistas. podia ver que o conflito era iminente. Líder e Comandante. Cordeiro de Deus. Maravilhoso Conselheiro.A. gradualmente. 53. que morreu em cerca de 680 aC (37. Senaqueribe. Judá. mas. O profeta. seu nome é mencionado mais doze vezes no livro. Renovo do Senhor. de julgamento e súplica para consolo e segurança.

iluminação e justiça às nações (42. O procedimento de Deus com Ezequias 36. Israel deve ser cuidadoso para não se rebelar e contristar o ES (63. 53.1-5.23 Mensagem de Julgamento.1-12).12 (Lc 22.1-5).13 Os infortúnios dos descrentes imorais em Israel 28.1-8 III. 53.1-6.22 O Servo do Senhor.24 Índice 51 . Também existem muitos cumprimentos de detalhes no cap. o Autor do consolo e da paz 49. 53 em adição às citações diretas.17-21).10 II.1-37.30.1-9). para protegê-los de seus inimigos (59. como o Ungido (Messias) em seus dois adventos (61. para seu domínio e governo como Rei no trono de Davi (11.32-33).3-4).13 Mensagem concernentes ao Emanuel 7. Profecia de consolo e paz (parte II) 40. ver também 48.30) A operação do ES na criação e na preservação da natureza (40.8 Deus liberta Judá 36. que teve seu ministério terreno realizado no poder e unção do ES.10 Mensagem de Julgamento e promessas 1. O Espírito Santo em Ação O ES é mencionado especificamente quinze vezes. 63.1-24. O derramamento do Espírito sobre Israel para lhes dar triunfo em sua reabilitação conforme o padrão do Êxodo (44. 53.21 A realização do consolo e da paz 58.1Pe 2.37). Há três categorias gerais sob as quais a obra do ES pode ser descrita: A unção do Espírito sobre o Messias pra fortalece-lo.22). promessa 25. que irá fazer cura.7-8 (At 8.19) e para preservar Israel em relacionamento de concerto com o SENHOR (59.1-39. como Isaías havia profetizado.21). como o Servo sofredor do Senhor.1– 33. louvor. Esboço de Isaías I. prometeu derramar seu Espírito sobre a Igreja. Entretanto. O Senhor Jesus. sem contar as referências ao poder. Ef 4.1-3.10.1-57.9 (1Pe 2.6 Mensagem de Julgamento sobre as nações 13.1-35.1-27.10 (1Co 15. efeito ou influência do Espírito que não citam seu nome.1-48.1-35. Lc 4. Profecia de denúncia e convite ( parte I) 1. 53.24 Resumo 34.24 A garantia de consolo e paz 40. pra fortalecê-la para o ministério no cumprimento da Grande Comissão.24).38 Deus cura Ezequias 38.1-66.1-12.1-66.16). libertação.1-22 Deus censura Ezequias 39.

cortando-o em algumas colunas e jogando-as no fogo. Jeremias enfatizou a responsabilidade individual. buscando às vezes os conselhos de Jeremias. Gedalias. Assurbanipal.24 . profeizando na Babilônia de 593 aC a 571 aC. A Assíria estava enfraquecendo. Jeconias e Zedequias. Sabia que a nação seria destruída caso a aliança de Deus não fosse honrada. Conteúdo O livro consiste principalmente em uma breve introdução (1. Isso de deve em parte por causa da mensagem de ruína proclamada por ele. Foi estigmatizado por muitos como traidor por causa da sua pregação. Atacou também o povo por sua idolatria e proclamou um juízo severo a menos que o povo se arrependesse. As profecias do livro não estão em ordem cronológica. Josias tinha iniciado uma reforma. Como Ezequiel. sob o domínio de Nabopolasar. Em 609 aC. filho de Aicão e Ebede-Meleque. filhos de Hilquias. caps 46-51). outras vezes permitindo que os inimigos de Jeremias o maltratassem e o aprisionassem.1-3). Jeremias tinha um coração compassivo para com o seu povo e orou por ele mesmo quando o Senhor lhe disse que não fizesse isso. Mas Deus também se interessava pelos indivíduos e seu relacionamento para com ele. Jeremias tinha poucos amigos além dele. os sacerdotes e os falsos profetas por levar o povo à perdição. e um apêndice histórico (cap 52). da sua severa repreensão aos líderes e do desprezo pela idolatria. Ao que parece. foi um profeta da cidade leveita de Anatote e talvez tenha sido descendente de Abiatar. e Josias expandindo o seu território para o norte. Jeremias viu a insensatez da linha de ação política desses reis e alertou-os sobre os planos de Deus para Judá. e o seu ministério continuou até pouco tempo depois da queda de Jerusalém. morreu em 627 aC. Zedequias foi um governante fraco e vacilante. Três filhos de Josias (Joacaz. O seu chamado é datado de 626 aC. mas “O SENHOR exalta” e “O Senhor lança” são possibilidades. a reforma teve um efeito pouco duradouro sobre o povo. Josias foi morto em Megido ao tentar impedir o Faraó Neco de ir contra o que restava da Assíria. A Babilônia. preocupações e frustrações. que Jeremias ditou ao seu escriba Baruque (1. Entretanto. estavam tentando sustentar sua autoridade sobre Judá. O profeta Sofonias precedeu ligeiramente a Jeremias e Naum. O povo tornara-se tão corrupto sob Manassés 52 . e o Egito. O significado do seu nome é incerto. Jeremias recebeu a ordem de não se casar ou ter filhos para ilustrar a sua mensagem: o julgamento era iminente. Contexto Histórico Jeremias iniciou seu ministério no reinado de Josias.18). condenou os governantes. Jeoaquim e Zedequias) e um neto (Joaquim) sucederam-no no trono. Os acontecimentos estavam mudando rapidamente o Oriente Próximo. e a próxima geração seria exterminada. mas nenhum deles deu atenção à advertência. expresso pela obediência. pois abia que a salvação de Israel não esta desassociada da fé em Deus e de um relacionamento de aliança correto. Data Jeremias profetizou a Judá durante os reinados de Josias. são qualificados como amigos apenas Aicão. Jeoaqui. Habacuque e Obdias forma contemporâneos seus.4-20. oráculos contra nações estrangeiras (25.A. Tentou evitar essa tarefa. Ainda assim. sob Neco. Seu companheiro e amigo chegado era o seu escriba Baruque. A vida pessoal desse profeta é mais conhecida do que a de qualquer outro profeta do AT porque ele nos deixou muitas marcas de seus pensamentos. Jeoaquim foi abertamente hostil a Jeremias e destruiu um rolo enviado a ele.Jeremias Autor: Jeremias Data: Entre 626—586 aC Autor Jeremias. Jeremias era apenas um jovem quando foi chamado para carregar uma severa mensagem de ruína ao seu povo.15-38. um rei bom que adiou temporariamente o juízo de Deus prometido por causa do governo terrível de Manassés. defendeu a rendição à Babilônia e escreveu aos que já estavam no exílio para que se estabelecessem e vivessem suas vidas normalmente. Ezequiel foi um contemporâneo mais jovem. que é quase idêntico a 2Rs 24-25. o último grande rei assírio. mas foi incapaz de permanecer calado. o seu coração doía pelo povo. Entretanto. uma coleção de oráculos contra Judá e Jerusalém. a qual incluía a destruição dos lugares altos pagãos em Judá e Samaria. uma mensagem contrária à esperança do povo e que incluía um sugestão de rendição aos babilônios. Jeremias tinha em seu coração o melhor para o povo. Conhecendo as intenções de Deus. Apesar dessa mensagem de ruína. acontecimentos sobre Jeremias escritos em terceira pessoa. em 586 aC. provavelmente por Baruque (caps 26-45).

5 Jeoaquim e os rolos 36.3 Assuntos diversos 8. Julgamentos e sofrimentos de Jeremias 36.1-35.1-43.6.1-33. O chamado de Jeremias 1.1-20.18 A fuga para o Egito 42. e sacerdotes fiéis serviriam ao povo. um caverna de salteadores aos vossos olhos?” (7. Os oráculos contra as nações estrangeiras ilustram a soberania de Deus sobre todo o mundo.10 O exílio babilônico 25. Davi e os levitas. pois. “ovelhas perdidas forma o meu povo” (50. Jeremias quis parar de mencionar a Deus.11. Apêndice histórico 34.18 A santificação do sábado 17.7-41. E ainda lhes daria uma nova aliança e escreveria a sua lei em seus corações. Jeremias é uma das personalidades mais parecidas com Cristo no AT.32 O livro de consolação 30. esta casa. que se chama pelo meu nome. O trono de Davi seria novamente estabelecido. Em certo momento.7 53 .1-40. Jeremias retrata um estilo de vida similar ao de Cristo e. mas perdoou. Coleção de discursos 2. Mt 11.que Deus resolveu dar um fim à nação. Diversas passagens de Jeremias são aludidas por Jesus em seu ensino: “é. pode ser considerado um tipo de Cristo no AT.21 Advertência e promessas 16. o povo iria refletir sobre o que lhe acontecera e por quê.1-45. profetas e povo 21.27 Seca e outras catástrofes 14. Hoje. Derrotado e levado ao exílio. Todas as nações pertencem a ele e todas devem a ele por sua conduta.1-7 Revogada a libertação de escravos 34.18).21. Cristo Revelado Através de sua ação e atitude. Deus assegurou a jeremias: “converterei as minhas palavras na tua boca em fogo” (5.1-19 IV.13).4-10. chamaríamos a isso a obra do ES em Jeremias.1-17.18 Oráculos contra leis.1-24. Além do trabalho normal de inspirar o profeta e revelar-lhe a mensagem de Deus. puniria as nações que os havia punido e cumpriria a sua antiga aliança com Israel. encerrado nos meus ossos. Mt 21.1-32 Cerco e queda de Jerusalém 37.19 Advertência a Zedequias 34.16.14). Deus traria uma remanescente de volta a Judá.6 Gedalias e o seu assassinato 40. Sofreu muito nas mãos do povo.6). mas “isso foi no meu coração como fogo ardente.1-8.1-13.1-29.9). E depois do castigo e arrependimento apropriados. também é o ES quem cumpre a promessa do novo concerto que irá colocar a lei de Deus na mente de seu povo e escrevê-la no seu coração. O Espírito Santo em Ação Um símbolo do ES é o fogo. Ele demonstrou grande compaixão pelo seu povo e chorou por ele.8-22 O exemplo dos recabitas 35.26 Primeiro oráculos 2. Esboço de Jeremias I. por esta razão. Mt 10. que tendes ouvido e não ouvis” (5.1-35.19).1-9 II.1-15.19 III.1-6. e estou fatigado de sofrer e não posso” (20. “achareis descanso para a vossa alma”(6. “que tendes olhos e não vedes. Mc 8.25 Eventos na vida de Jeremias 11.30 Sermão do templo e abusos no culto 7.19-27 Lições do oleiro 18.

1-51.8-44.1-47 Contra os amonitas 49.1-6 Contra Edom 49.64 Contra o Egito 46.30 Oráculos para Baruque 45.1-34 O reinado de Zedequias 52.1-3 Cerco e queda de Jerusalém 52. Apêndice histórico 52.28-33 Contra Helão 49.1-7 Contra Moabe 48.4-27 Sumário de três deportações 52.1-28 Contra os filisteus 47.34-39 Contra a Babilônia 50. Oráculos contra nações estrangeiras 46.Jeremias no Egito 43.23-27 Contra Quedar e Hazor 49.28-30 Libertação de Joaquim 52.31-34 Índice 54 .1-5 V.7-22 Contra Damasco 49.1-3 VI.

exceto as pessoas mais pobres. Aqui. para o exílio (2Rs 25. uma nova compreensão parece surgir em 3. o povo que estava dentro da cidade estava faminto. Eles sabiam que o seu sofrimento não havia v indo sobre eles por acaso. e isso originalmente ficou conhecido como “ekah. Enquanto ele estava sitiando a cidade. termina com uma oração. da misericórdia.20). aos quais o povo de Judá ficou sujeito. dos seus propósitos e do relacionamento de Deus com seu povo.16). O sofrimento deles poderia conduzi-los a Deus. e eles tinham de sentir isso de modo pessoal. Os Livros de 2Rs e 2Cr descrevem o declínio moral do Reino de Judá (apesar das advertências proféticas). nos primeiros dois capítulos e meio. O povo escolhido e protegido tinha perdido tudo e estava numa situação de desesperança. Tudo que tinha significado para esse povo havia sido destruído.21. compaixão e fidelidade de Deus. destruiu a mairo parte de Jerusalém. 4. Como tal.812). No tempo em que foram escritos. O autor não é mencionado. fala acerca da esperança e. Temas As lamentações caracterizam seis temas principais.A. 3. Zedequias e os soldados procuraram fugir (2Rs 25.14. Uma descarada desobediência poderia significar que os bons aspectos das bênçãos poderiam ser substituídos por um castigo. Nabucodonosor atacou Jerusalém (2Rs 24. que conduzia à derrota e ao cativeiro (ver 2. Até mesmo os babilônios reconheceram o fato (Jr 40. 5.21-24. Os poemas deste livro parecem ter sido compostos durante e após o tempo no qual tudo isso estava acontecendo.5.1).28-33) Somente após uma completa humilhação é que o povo estaria em condições de pensar sobre uma restauração. Eles foram encorajados a abrir seu coração a Deus. Esse forte tema é visto em cada capítulo ( como em 1. Nubuzaradã. Isso era uma prova de que uma manifestação da disciplina de Deus não significava que o seu amor 55 . queimou o templo e levou a todos. O cumprimento das promessas de bênção podiam sempre pular algumas gerações de israelitas que eram desobedientes. Deus tinha feito um concerto de bênçãos com eles. O profeta está constantemente consciente de Deus.17). mandado novamente como profeta para falar a respeito das circunstância modificadas do povo de Deus.4). Ele foi devido à ira de Deus provocada por seus pecados (2. lágrimas e oração devem andar juntos.13. Quando o rei Zedequias se rebelou contra os babilônios.1 Is 1. Cada capítulo.42.3). exceto o 4. A oração deve ser sempre feita buscando algum fio de esperança. Mas eles logo foram levados cativos. Alguns também de referiam ao livro como qinot ou “lamentações”.Lamentações Autor: Jeremias Data: 587 aC Autor Como era o costumes. 4. 2. Existe muitas semelhanças entre os textos de Lm e Jeremias. Ele estava lidando com a situação espiritual deles. isso era obviamente aceiro. Ele ajudou o povo a dar a expressão necessária para as suas aflições e também deu conforto para ele. Quanto eles romperam o muro. os judeus usavam a primeira palavra do livro como seu título. O sofrimento deles era visto como se causado por Deus e não por seres humanos. Mas os poemas também descreve o ministério de Jeremias. A oração nunca deve ser derrotada pela aflição. também. chorar diante dele e contar a ela todos dos detalhes de sua dor. Sofrimento. e é assim que chegamos ao títulos que usamos. “como!” Essa palavra era comumente usada para significar “Ai!” compara com seu uso em 2.1. Contexto Histórico O povo de Judá foi capaz de pensar que eles eram a única raça escolhida por Deus. Aqui não há indicação de que o sofrimento seja resultado de um total abandono de Deus ou de uma erradicação dos seus princípios da mente deles. Ele também os ajudou a pensar a respeito da mão de Deus sobre eles em forma de castigo e ajudou para se submetessem penitentemente ao julgamento que eles mereceram até que isso tivesse passado (3. mágoa e frustração. eles sentiram que poderiam sempre experimentar boas coisas.24 . Após detalhadas descrições de sofrimento e aflição. capitão da guarda de Nabucodonosor. todos relacionados com o conceito de sofrimento: O sofrimento deles era o resultado dos seus pecados. Esses poemas se tornam especialmente penetrantes quando contratam as antigas bênçãos e forças de Judá com o caos e o sofrimento que seus pecados haviam levado sobre si. mas tradições que vêm de muito antes de Cristo sustentam que Jeremias o tenha escrito. mas isto tudo era condicional.

32).1-10 O sofrimento do profeta.1-22 A devastação do povo e de seus líderes 4.11-14 Todo o orgulho e a alegria se foram 5. freqüentemente. as circunstâncias mudariam (3.22 V.1-6) no lembra que o ES é. O futuro continha um vindicação de Israel sobre seus inimigos (3.35-39 O arrependimento deles chega tarde demais 3. A responsabilidade deles era de submeter pacientemente aos seus sofrimentos.7-11) Esboço de Lamentações I. a submissão e a oração do povo 3. entristecido pelo nosso comportamento (Is 63. O terceiro poema: a severidade e misericórdia de Deus.1-22 Uma lembrança de seu estado lamentável 5.48-66 IV. Deus pode ter usado a Babilônia. o resultado da desobediência 4.10).40-42. o pecado e a oração de Jerusalém 1.26-32).11-19 A oração angustiada de Judá 2.19-22 Índice 56 .1-11 A desobediência e seus resultados 4.26.1-10 Ninguém está isento do sofrimento 5. Quando a disciplina tivesse atingido seu propósito. Jo 16. O arrependimento é também uma manifestação da obra do ES entre o povo de Deus (3.40-47 O profeta e o povo confiam em Deus pra vindicação no fim 3. mas isso não significava que os babilônios eram seus eleitos ou que ele era a favor de seus métodos cruéis (3. O Espírito Santo em Ação A aflição divina sobre os pecados de Israel (2. O quinto poema: uma oração registrando o sofrimento e apelos finais de Jerusalém 5. As sua aflições tinha de ser aceitas com paciência.havia cessado.32). humilhação. sofrimento e pecado de Jerusalém 1.12-20 Edom será castigado e Israel será ajudado 4.1-66 A severidade do castigo conduz a pensamentos de misericórdia 3. com a consciência de que isto iria terminar quando a vontade de Deus tivesse sido cumprida (3.20-22 III.15-18 O apelo final desesperado 5.12-19 Uma oração por ajuda em grande aflição 1.20-22 II. O segundo poema: a destruição mandada por Deus e a reação do profeta 2.21. O primeiro poema: a miséria. O quarto poema: devastação.31.1-22 Como o próprio Deus destruiu Israel 2.1-11 Falando ao mundo descuidado sobre seu castigo 1. desesperança e exortação à oração 2.1-22 A derrota.1-24 Submissão e humildade trazem misericórdia 3.34-36).

por volta de sua iminente e completa destruição.24). e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos. Seu ministério coincidiu brevemente ao de Jeremias.17) é. suas visões e a freqüência com a qual a palavra do Senhor vinha até ele fornecem uma conexão entre os profetas extáticos mais antigos e os profetas e escritores clássicos. 33.A. A responsabilidade moral do indivíduo é um tema de primeira importância em sua mensagem. O mesmo (11. 37. aparentemente escritas após a destruição de Jerusalém. Um aspecto final da ação do Espírito na vida do profeta é achado em 36. um membro da família sacerdotal dos zadoqueus. até então. ele enfatizou a graça divina no renascimento da nação. perto de Nipur (1. para os do cativeiro. ele colocou a ênfase no dever pessoal (18.1). cujo nome significa “Deus fortalece”. 571 aC. É identificado como “Ezequeil. Ez reivindica por eles o poder e a autoridade do ES. O divino Espírito os estimularia a uma nova vida.26: “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo. mas também 57 . o quinto ano do reinado de Joaquim. o julgamento das nações pagãs ( 25-32) e as futuras bênçãos pelo concerto de Deus com o povo (33-48).1) em 597 aC e estabeleceu-se em Tel– Abibe. Ele era. Foi o peso do pecado acumulado de cada indivíduo que contribui para o rompimento do concerto de Deus com Israel. Exilado por ocasião do segundo cerco de Jerusalém. O livro está facilmente dividido em três seções: o julgamento de Judá (4-24). Várias dessas referências merecem uma tenção em especial. e cada qual leva uma porção da culpa pelo julgamento que resultou no exílio. o Espírito me levantou e me levou em visão à Caldéia. Na doutrina do homem em Ez. O arrependimento do remanescente fiel entre os exilados resultaria na recriação de Israel a partir dos ossos secos (37. provavelmente. sinais.24) apresenta o Espírito como ativo em uma visão: “Depois. 40. A última data dada por oráculo (29.” Não é somente um ato externo do Espírito o “cair sobre” alguém. o sacerdote” (1. filho de Buzi.. e o Senhor me levou em Espírito. incluído a partida da presença de Deus.1.1. o profeta afirma autobiograficamente que o Espírito do Senhor “caiu” sobre ele e lhe “disse”. a Palavra de Deus nas palavras de Ezequiel. há inúmeras referências ao Espírito de Deus no livro.Ezequiel Autor: Ezequiel Data: Entre 593 . Conteúdo A personalidade de Ezequiel reflete uma força mística. A proximidade de seu contato com o Espírito. provavelmente. Embora essa identificação tenho sido questionada. Ez antecipava a doutrina do NT do ES. Ele foi treinado para o sacerdócio durante o reinado de Joaquim. no exílio. Suas experiências espirituais também anteciparam a atividade do ES no NT. Cada um é responsável pelo seu pecado individual (18.21. inspirado pelo ES. A mensagem de Ez foi endereçada ao resto dos pervertidos de Judá exilados na Babilônia.. especialmente no Evangelho de João.573 aC Autor O autor.11-14). O oráculo que segue é. Além disso. Por essa ênfase no ES na regeneração. Partes foram também.1) A visão subseqüente relata o renascimento espiritual do restante do ovo que estava. essa morrerá”). A responsabilidade coletiva não mais resguarda o indivíduo. desse modo.26 . parece não haver razão válida para se duvidar disso. fazendo de seu ministério cerca de vinte anos de duração. Cada um deve aceitar uma responsabilidade pessoal pela desgraça da nação. A ele adequadamente pertence o título de “carismático”.4: “a alma que pecar.5. Em 11. que se tornaram importantes durante as reformas de Josias (621 aC). A morte de sua esposa ocorreu ao mesmo tempo da destruição de Jerusalém. situada no canal do rio Quebar.”(v. Dois temas teológicos agem como um equilíbrio no pensamento do profeta. ações de parábolas ou em fala humana. Alguém pode quase que caracterizar o Livro de Ez como “os Atos do ES” no AT. a visão do vale dos ossos secos: “Veio sobre mim a mão do Senhor.” Talvez a situação melhor conhecida da atividade do Espírito esteja no cap.15-17). O Espírito Santo em Ação Quer a revelação profética seja apresentada simbolicamente em visões. em 587 aC (24. Data O chamado de Ezequiel veio a ele em 593 aC. foi deportado para a Babilônia (1. Por outro lado.3).

Oráculos da ruína contra nações estrangeiras 25.29 Restauração do templo 40. tal como Ezequiel inigualavelmente experimentou quando o Espírito “entrou” nele (2.32 IV. O início da visão e chamada de Ezequiel 1.8-11 Contra Edom 25.27 Visões de idolatria no templo 8.12-14 Contra a Filistia 25.1-11.1-28 O encargo dos profetas 2. Ezequiel antecipou a experiência do concerto do “novo nascimento”.2).1-7 Contra Moabe 25.19 Contra Sidom 28.35 Índice 58 .27 Oráculos de julgamento 3.21 Visões introdutórias 1.25 O exílio e cativeiro de Judá 12.27 III.1-39.20-26 Contra Egito 29.35 Ezequiel como vigia 33.1-3.1-32.15-17 Contra Tiro 26.1-15 Restauração de Israel 36.1-48.1-28.21 II. o qual seria dado pelo Espírito.1-33 Deus como Pastor 34. Profecias e visões sobre a destruição de Jerusalém 3.24 Restauração da terra 47.22-24.1-37.28 Julgamento contra Gogue 38.32 Contra Amom 25.1-46. Esboço de Ezequiel I.1-48.22-7. Profecias de restauração 33.1-32.a profetizada experiência subjetiva da presença do Espírito dentro.1-3.1-31 Julgamento contra Edom 35.1-24.

onde viveu mais de sessentas anos. Hananias.24). Inicialmente. Conteúdo O propósito é mostrar que o Deus de Israel. os homens fortes e corajosos. Babilônia e Medo– Persa. Dario (6. a grande tribulação. conhecimento e boa aparência. tornou-se conselheiro de reis estrangeiros. Esse enfoque também vê as profecias que ainda estão por se cumprir girando em torno de dois eixos principais: 1) o destino futuro da cidade de Jerusalém. A importância de Daniel como profeta foi confirmada por Jesus em Mt 24. Daniel se apresenta como livro profético básico para a compreensão de muitas coisas da Bíblia. enquanto adolescente. Daniel se torna um companheiro de estudo necessário do Livro de Apocalipse.4).14). os Tempos dos Gentios.1-31).A.11-4.1). para muitos o enfoque da dispensação tornou-se bastante aceito.1-3).1-28) e Ciro (10. o único Deus. estes jovens foram contemplados com funções relevantes no palácio do rei. Muitos aspectos de profecias relacionadas com os tempos do fim dependem da compreensão deste livro. 59 . Mesaque e Abede-Nego na fornalha de fogo (3. Os escritos de Daniel cobrem o governo de dois reinos. Da mesma forma.37). O nome Daniel significa “Deus é meu juiz” Sua inabalável consagração a Jeová e sua lealdade ao povo de Deus comprovaram fortemente essa verdade na vida de Daniel. Por causa de sua sabedoria. Para governar um reino tão diversificado numa área de tamanha extensão. as ressurreições futuras e juízos. inclusive do “cheiro de fogo” (3.1-11. Os comentários de Jesus no Sermão do Monte das Oliveiras (Mt 24. seja feita de maneira bastante diversificada. a segunda vinda de Cristo. judeus nacionais (9. Mais tarde. Deus permanece fiel a eles no fogo do julgamento e livra-os. os testes decisivos do caráter de Daniel e o desenvolvimento de suas habilidades de interpretação profética (2-7) e a série de visões de Daniel sobre reinos e acontecimentos futuros (8-12). como também Apocalipse. Embora a interpretação de Daniel. Daniel sobrepujou a todos os homens sábios daquele vasto império (6. Belsazar (5. agora. Daniel se compõe de três partes principais: Introdução à pessoa de Daniel (1). Sua profecia abrange o espaço de tempo de sua vida. Possivelmente fosse de uma família de classe alta de Jerusalém. Os babilônios haviam subjugado todas as províncias governadas pela Assíria e haviam consolidado o seu império numa área que abrangia grande parte do Oriente Médio. 2) o destino futuro do povo de Daniel.7) haviam profetizado a deportação para a Babilônia dos descendentes da família real. e quatro reis: Nabucodonosor (2.27 . A data do cativeiro de Daniel costumeiramente aceita é de 605 aC. 2Ts 2). necessitava-se de uma burocracia administrativa especial. no ano de 605 aC. Data Embora o cerco e a deportação de cativos para a Babilônia tenha durado vários anos. Contexto Histórico Juntamente com milhares de cativos de Judá levados para o exílio na Babilônia. Misael e Azarias. quatro jovens hebreus forma selecionados para o programa de treinamento (1. Devido ao caráter excepcional de Daniel. Daniel serviu como estagiário na corte de Nabucodonosor. mantém sob seu controle o destino de todas as nações. Os três permaneceram fiéis ao seu Deus. VI AC Autor Daniel foi deportado.Daniel Autor: Daniel Data: Final do séc. os habilitados e os instruídos foram retirados de Jerusalém logo no início da guerra (2Rs 24. Nesta parte final. os tesouros do palácio de Salomão e do templo também levados. Esse enfoque na interpretação encontra em Dn as chaves que ajudam a desvendar os mistérios de assuntos como o Anticristo. entre 605 a 582 aC.15. Cristo Revelado A primeira vez que se vê Cristo é na figura do “quarto” (homem) ao lado de Sadraque. Isaias e Ezequias (Is 39. 25) e muitas das revelações dadas ao apóstolo Paulo encontram harmonia e coesão em Dn (ver Rm 11.25). para a Babilônia. Escravos instruídos ou habilitados que as circunstâncias requeriam tornaram-se a mão de obra do governo.27).

26-30 IV.1-30 Convocação para adorar a estátua de ouro 3. O primeiro sonho de Nabucodonosor 2. O Espírito Santo em Ação O Espírito Santo nunca anuncia sua presença em Daniel.13).1-28 O sonho da Daniel sobre os quatro animais 7. A habilidade de Daniel e dos outros hebreus de interpretarem sonhos se devia ao poder do ES. mas ele está nitidamente em ação. Esboço de Daniel I. Daniel na cova dos leões 6. Outra visão de Cristo. tanto as que se aplicavam ao local quanto ao futuro.1-27 O sonho de Daniel sobre um carneiro. A libertação da fornalha de fogo 3.34-37 V.5-6.1-21 O exílio de Judá 1. indicam discernimento sobrenatural dado a Daniel pelo ES. referindo-se à segunda vinda de Cristo.1-14 A Interpretação de Daniel 7.1-9 Daniel é lançado na cova dos leões 6.1316. se acha em 10.1-28 A revelação e a interpretação de Daniel 2. um bode e sobre os chifres 8.29-45 Daniel é honrado através de promoção 2.1-2 A decisão de Daniel de manter-se separado 1.1-31 A escrita manual na parede 5.1-7 A recusa dos três hebreus de se prostrarem perante a estátua 3.Outra referência a Cristo se encontra na visão da noite de Daniel (7.15-28 VIII.1-14 A interpretação de Gabriel 8.18-28 VII. O segundo sonho de Nabucodonosor 4.19-27 O cumprimento do sonho 4. As profecias. A segunda visão de Daniel 8.46-49 III.28-33 A oração e restauração de Nabucodonosor 4.3-21 II. A festa blasfema de Belsazar 5.1-9 A interpretação de Daniel da escritura 5.1-37 O sonho de Nabucodonosor 4.10-31 VI. Ele descreve “que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do Homem”.10-17 Daniel é liberado 6. A primeira visão de Daniel 7. As convicções religiosas de Deus 1. onde a descrição de Jesus é bastante idêntica à de João em Ap 1.15-27 60 .1-49 O sonho esquecido 2.19-25 O rei confessa o Deus verdadeiro 3.1-37 A Interpretação da Daniel 4.1-28 Complô contra Daniel 6.8-18 Os três hebreus são miraculosamente protegidos 3.

1-19 A Visão da Daniel 9.20-27 X. A visão final de Daniel 10. A profecia das setentas semana 9.1-9 A visita de um anjo 10.1-17 A oração de Daniel 9.10-21 Guerra entre reis do Norte e do Sul 11.13 A visão de Daniel de um ser glorioso 10.1-13 Índice 61 .IX.1-12.2-45 O tempo da tribulação 12.

9).8). Em resumo. 11. apesar de o povo correr e da resistência dele (“Como te deixaria?”. a amaria inteiramente. A Pedro.14.15). Embora todas as indicações quanto ao sucesso exterior parecessem positivas a Israel.1). 1. Isso estabelece as datas de 755 aC a 715 aC.6.10).20. e iria atrás dela.19.3).5) e que amando objetos sem calor. mas um cuidado genuíno e preocupação com mas pessoas (6.2. Mateus vê em 11.mercou Efraim amores”.6. Ef 5. E. Conteúdo O Livro de Oséias é a respeito de um povo que tinha necessidade de ouvir sobre o amor de Deus. vida familiar instável. Cristo Revelado Os escritores do NT descrevem Oséias como o responsável por ensinar a vida e o ministério de Cristo. o tipo de amor que Deus tinha por Israel. 3. e dela teria filhos (1. ama uma mulher”. O Escritor de Hebreus acha em Jesus Aquele que capacita os crentes a oferecerem sacrifícios aceitáveis de louvor pelos quais nós nos tornamos recipientes do perdão misericordioso de Deus (14.2). Mt 9. Jesus provê a base pela qual aqueles que estavam fora da família de Deus agora são admitidos a um relacionamento com ele (1.55). mas a anarquia estava preparando-se e ela traria o colapso político da nação em alguns curtos anos. Contexto Histórico e Data Oséias mostra a situação histórica de seu ministério através da nomeação dos reais do Reino do Sul.1).” 11. e os sacerdotes estavam falhando na tarefa de guiar o povo nos caminhos da justiça. Oséias descreve as condições sociais características de seu tempo: líderes corruptos. A Paulo Jesus cumpre a promessa de Oséias de que Alguém quebraria o poder da morte e da sepultura e traria a vitória da ressurreição (13.1. pudesse conseguir benefícios positivos (“. Oséias se casaria com uma mulher impura (“mulher de prostituições”. O povo desse príodo regozijava-se na paz.25-32). a idolatria era mais e mais aceita. um povo que buscou objetos sem valor (“Quando Israel era menino. Quando questionado acerca da sua permanência no lar dos pecadores e cobradores de impostos. um desastre vindo por baixo estava se aproximando. de Judá (Uzias. em pelo menos dois de seus sermões aos fariseus. 9.9. Hb 13. imoralidade generalizada. Os ensinamentos de Paulo acerca de Cristo como o Noivo e a igreja como a noiva correspondem à cerimônia de casamento e os votos pelos quais Deus entra num permanente relacionamento com Israel (2. de Israel ( Jeroboão II). 11. uma profecia cumprida quando Jesus.A. Acaz e Ezequias).. 1Pe 2. de um Deus que queria falar com eles e da maneira singular que Deus escolher para demonstrar seu amor a seu povo..28 . Apesar das trevas desse tempo.Oséias Autor: Oséias Data: Cerca de 750 aC Autor Oséias cujo nome significa “salvação” ou “libertação”. Oséias tinha de mostrar seu próprio amor a Gomer. O povo pensava que o amor poderia ser comprado (“. Deus quis que Israel conhecesse seu amor.15). Embora as pessoas continuasse uma forma de adoração.. 8. Se tornaram abomináveis como aquilo que amaram”.13).4) e que persistiu. eu o amei.. que reinou durante o período de sua profecia (1. e o rei do Reino do Norte. tira seu texto de Oséias. um paralelo com a longa estada de Israel no Egito e o êxodo (Mt 2. foi literalmente levado e trazido do Egito.. Jesus os 62 .10). provavelmente. que o amor era uma busca de uma autogratificação (“Irei atrás de meus namorados. Jesus também. foi escolhido por Deus pra levar sua mensagem a seu povo através do seu casamento com uma mulher que seria infiel a ele. não entender. que me dão. 1Co 15. e traria de volta quando ela se desviasse (“Vai outra vez... Jotão. Sua sensibilidade em relação à condição do pecado de seus compatriotas e sua sensibilidades em relação ao coração amoroso de Deus o fizeram apto pra realizar esse difícil ministério. Jesus cita Oséias para mostrar que Deus não deseja apenas palavras vazias ou rituais desumanos. abundância e prosperidade.. A solução de Deus era deixar o profeta ser seu próprio sermão.” 2. Oséias oferece esperança para inspirar seu povo a voltar-se novamente para Deus. se eles ouvissem. ódio entre classes e pobreza. quando bebê. O problema era como levar a mensagem de um Deus de amor a um povo que não estava inclinado a dar ouvidos e.1). quando os fariseus acusam os discípulos de Jesus de violar o sábado. foi guiado com uma meiga disciplina (“cordas de amor”.

O SENHOR e Israel 4.9 Amor e restauração 11.5 O casamento de Oséias e Gomer 1. Oséias relaciona tal espírito com o vinho.17-21). “ o espírito da prostituição” (4.1-14. Oséias e Gomer 1. em contraste com o ES.1-14.1-3.4). e uma vez. 5.11-13.1-9 O Casamento do SENHOR com Israel 1. Esse espírito de luxuria também faz as pessoas se desvirem para falsos caminhos e falas adorações. Como Paulo em Efésios.10-2. O Espírito Santo em Ação O Livro de Oséias ensina duas notáveis lições a respeito do ES: 1) É importante depender da presença do Espírito e 2) coisas negativas acontecem quando o Espírito está longe de uma vida. Ef 5.7). e conta as conseqüências de ser preenchido com um espírito impuro.12. que nos guia para caminhos verdadeiros e para a verdadeira adoração (4.23 A volta de Gomer para Oséias 3. Esboço de Oséias I. que escraviza o coração.1-5 II. Uma vez Oséias usa a frase “o espírito de luxuria”.defende com o mesmo lembrete de que o coração de Deus coloca o interesse pelas necessidades humanas acima das formalidades religiosas (Mt 12.9 Índice 63 .

quando tanto homens como mulheres irão profetizar. o profeta vê um tempo futuro. Em apenas algumas horas. Nada é conhecido a respeito dele ou das circunstância de sua vida. e Joel. “Jeová é Deus”. A primeira (1. é especificado como o filho de Petuel. e as sementes da safra para o plantio seguinte também foram destruídas. Todavia. Será um tempo em que “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (2. A salvação não será apenas a ingualável bênção sobre Judá. Joel olha centenas de anos à frente. para um tempo em que Deus irá derramar o seu Espírito “sobre toda a carne” (2. Descrições contemporâneas do poder destrutivo dos enxames de locustas confirma a descrição de Jl acerca da praga. Além do mais. Mas a passagem mais espantosa em Jl é 2.15) É opinião de muitos conservadores que Amós e Isaias tenham tomado emprestado de Joel.28-32. de igual modo.6 com Jl 1. destruiu até as pastagens tanto das ovelhas como do gado. quando Joiada era o conselheiro do rei.32).16 e Is 13. O Espírito Santo em Ação Joel é notável em suas referências ao ES.2 com Jl 3. até mesmo tirou a casca das árvores de figo. não é nada comparada ao julgamento de Deus que está a caminho . Portanto muitos sustentam que Joel profetizou durante os primeiros trinta anos do reinado de Joás (835-796 aC). nós não podemos deixar de notar a mais notável seção desta curta profecia. e os estudiosos variam em suas opiniões. de igual modo.29 . quando o Espírito de Deus for derramado “sobre toda a carne”. A segunda seção (2. o profeta. A fome e a seca se apoderaram de toda a terra. que também estão em Joel (comparar Am 1. irão experimentar esse derramamento. a adoração a Deus. 2Cr 23. Tanto o povo como os animais estavam morrendo. um chamado ao arrependimento e a promessa de restauração. a qual o sumo sacerdote Joiada restaurou durante o reinado de Joás (2Rs 11.27) trata do presente julgamento de Deus.1-2. fazendo-o um dos mais antigos dos profetas menores. é suposta por Joel. Conteúdo O Livro de Jl está naturalmente dividido em duas seções. Este é um nome muito comum em Israel. Este era um tempo em que não somente Judá. verdejante. A praga das locustas acerca do que Jl escreveu era maior que qualquer um jamais havia visto. “depois”.16). tanto homens como mulheres.Joel Autor: Joel Data: Entre 835—805 aC Autor O nome Joel significa. 64 . o que tinha sido um terra bonita. Foi obviamente o ES que inspirou o profeta a ver a mão do Senhor em tudo o que está acontecendo e ser capaz de saltar em direção ao terrível Dia do Senhor. Isso colocaria o ministério de Jl por volta de 835805 aC. Ela foi tão profunda e desastrosa.28-3. Toda a safra foi perdida.A. mas também todas as nações do mundo serão chamadas diante de Deus. Data Não há como datar o livro com absoluta certeza. que Joel viu uma explicação: era o julgamento de Deus. literalmente. Ali. Isso será um prelúdio da devastação e julgamento do Dia do Senhor.21) explica que essa praga. Através do ES. Provavelmente que ele tenha vivido em Judá e profetizado em Jerusalém. Será um tempo em que a profecia virá de jovens e velhos. Será um tempo em que todos os crentes sentirão a habitação do ES e irão formar uma comunidade profética na terra. Jovens e velhos. Uma enorme praga de locustas havia despido a zona rural de toda a vegetação.28). Contexto Histórico Joel profetizou numa época de grande devastação de toda a terra de Judá. Há referências tanto em Amós como em Isaías. horrível como ela pode ser. havia se tornado um lugar de desolação e destruição.

18-27 II.1-2.27 A destruição pelas locustas 1.21 A graça do Senhor 2.18-21 Índice 65 .2-2.12-17 A restauração do Senhor 2.11 O arrependimento de Judá 2. A mão do Senhor no presente 1.Esboço de Joel I.1-17 A Bênção do Senhor 3. O dia do Senhor no futuro 2.28-32 O Julgamento do Senhor 3.28-3.

Mq 3. O castigo era inevitável. A nação seria destruída a menos que houvesse uma mudança no coração deles— uma mudança na qual a “Corra. Esse julgamento sobre as nações nos ensina que Deus é um Monarca universal. cujo nome significa “Aquele eu suporta o jugo”. e Jeroboão II de Israel (793-753 aC). mas aquelas ações atribuídas ao Espírito por outros profetas estão presentes em Amós. Israel. enquanto os pobres estavam oprimidos. através da transjordânia. o juízo como as águas. A idolatria estava exuberante. mas a situação religiosa estava fraca o tempo todo. todavia serão punidos porque eles quebraram seu concerto com Deus. O processo da inspiração do profeta e a revelação da mensagem de Deus são geralmente atribuídos por outros profetas ao Espírito (Is 48. em duas das quais Deus se retira.24.24).16. o castigo de Deus sobre eles por causa do pecado será severo. De acordo com 2Rs 14. Amós promete restauração para Israel (9. incluindo Judá.A. Am não menciona o Espírito em sua obra. sob o domínio de Uzias. era um nativo da pequena cidade de Tecoa. O Espírito Santo em Ação A obra do ES não é mencionada especificamente em Am.25. Judá. ao sul). Amós rejeitou treinamento como um profeta profissional. Sob o domínio de Jeroboão. e o Caminho do Mar. Data Amós profetizou durante os reinados de Uzias. a imoralidade havia generalizado. como o ribeiro impetuoso” (5. Israel e Judá. através do vale de Jezreel e ao longo da planície da costa. porém.Amós Autor: Amós Data: Entre 760 –750 aC Autor Amós. e. e a justiça. Contexto Histórico A metade do séc. ele acusa Israel (1. Ele é o primeiro dos assim chamados profetas escritores do séc. de Judá (792-740 aC). reconquistou Elatae ( o porto marítimo de Ácaba) e expandiu-se para o sudeste às custas dos filisteus. VIII aC foi uma época de grande prosperidade tanto para Israel como para Judá. e o sistema judicial estava corrompido. Os outros incluem Oséias a Israel e Miqueias e Isaias a Judá. O tema central do livro é que o povo de Israel havia quebrado seu concerto com Deus. VIII aC. Como resultado.14) é uma série de três oráculos ou sermões direcionados contra Israel. Seu ministério foi realizado entre 760 e 750 Ac e parece ter ocorrido em menos de dois anos. Uma terceira seção (7. Eles incluem a ameaça de exílio. 66 . Elas têm de prestar contas a Deus pelos maus tratos às outras nações e povos. Todas as nações estão sob seu controle. Apesar do seu histórico nãoprofissional.3-1.10) é uma série de cinco visões e julgamento. O povo interpretava sua prosperidade como um sinal da bênção de Deus sobre eles. é quase impossível fazer uma distinção entre o Senhor e seu Espírito. os ricos estavam vivendo na luxuria.11-15). ele restaurou as fronteiras de Israel desde Lebo Hamate (ao norte) até o mar da Arabá (o mar Morto.8). A tarefa de Amós era entregar a mensagem de que Deus estava descontente com a nação. Cada nação estrangeira tem de ser castigada por ofensas especificas. seja contra Israel ou qualquer outra nação.30 .16). Amós começa com uma série de acusações contra os sete vizinhos de Israel.1-6. oráculos e visões de julgamento divino sobre Israel. A seção seguinte (3. Israel e Judá haviam atingido novos auges políticos e militares. Conteúdo O livro de Am é basicamente uma mensagem de julgamento> julgamento sobre as nações. Finalmente. admitindo que ele era um pastor de ovelhas e cultivador de sicômoros. a cerca de 16 km ao sul de Jerusalém. Ez 3. situada nas colinas de Judá. Como é o caso da maioria dos profetas. Sua paciência já havia se esgotado. depois. Israel havia conquistado novamente o controle das rotas internacionais do comércio— a Rodovia do Rei. Amós foi chamado para entregar a mensagem de Deus ao Reino do Norte.1-9.

3-5 Gaza 1.7-9.1-13 Julgamento sobre o impenitente povo de Deus 5.Esboço de Amós I. Introdução 1.3 –2.1-6 Visões de rigidez 7.6-16 III.10 Visões de abrandamento 7.11-15 A tenda de Davi levantada 9. Oráculos contra Israel 3.1-6.11-12 A terra e os povos restaurados e abençoados 9.6-8 Tiro 1.1-9.14 IV.1– 6. A restauração de Israel 9.10 V.1-15 Julgamento de Deus sobre o povo insensíveis 4.16 Damasco 1.13-15 Moabe 2.11-12 Amom 1.1-2 II.9-10 Edom 1.1-3 Judá 2.14 Julgamento sobre o povo escolhido de Deus 3.4-5 Israel 2.13-15 Índice 67 . Julgamento sobre as nações 1. Visões de Julgamento 7.

31 . embora não especificamente identificado como tal. e o reino pertencerá ao Senhor (v. Nenhuma outra informação está disponível a respeito dele. Os descendentes de Esaú. A terra e o povo serão saqueado e espoliados.A. Ele serve como a fonte de inspiração para Obadias. situada ao sul do mar Morto. Então. Contexto Histórico As relações entre Israel e Edom foram marcadas pela hostilidade através do período do AT. Ele começa com um título que identifica a profecia como “visão de Obadias” e que atribui o pronunciamento do Senhor Jeová (v. que estava se aproximando. a destruição final e completa (vs 5-9). Essa amarga rivalidade forma o fundo histórico da profecia de Obadias. provavelmente. “Servo/adorador de Jeová”. de colher o que se havia plantado. Ao longo do período de cerca de 20 anos (605-586 aC). A mensagem foi. mas o povo de Deus experimentará a abençoada e gloriosa restauração de sua terra. Da sua posição de soberba e falsa segurança. conseqüentemente.Obadias Autor: Obadias Data: Após 586 aC Autor O profeta. O livro é dividido em duas seções principais. Com o passar dos anos numerosos conflitos se desenvolveram entre os edomitas e os israelitas. se estabeleceram numa área chamada Edom. para Judá de proclamação de liberdade (vs 17-20) Edom será julgado severamente. 32– 33). Para Edom. quando Obadias alerta Edom sobre a vingança de Deus. e assegura a Judá quanto ao contínuo cuidado do Senhor. os edomitas juntaram-se aos babilônios contra seus parentes e ajudaram a profanar a terra de Israel. 68 .1) que constitui a mensagem de Obadias. mas. Os edomitas viram essas incursões como uma oportunidade para extinguir sua amarga sede contra Israel. deve ser admitida. Embora Deus use agentes humanos para executar sua justiça. O monte Sião governará as montanhas de Esaú. é conhecido somente como Obadias. dada durante o período do exílio de Judá. está a obra do seu Espírito. este é um pronunciamento de perdição (vs 15-16). chamando as nações para se levantarem contra o inimigo do povo de Deus. empurrando.1). a qual foi finalmente devastada em 586 aC. habitaram em Canaã e se tornaram o povo de Israel. Esse dia será um tempo de retribuição. atrás disso tudo. Além disso. porque Edom de regozijou com o sofrimento de Israel e juntou-se com seus atacantes para roubar e violar Jerusalém no dia da sua calamidade (vs 11-13) e porque os edomitas impediram a fuga do povo de Judá e os entregou aos invasores (v. todavia. Deus irá derribá-lo (vs 2-4). enquanto os descendentes de Jacó continuaram em direção à Terra Prometida. A primeira (vs 1-14) é endereça a Edom e anuncia sua inevitável queda.10). A sua obra. ele funciona como Aquele que instiga o julgamento de Edom. Por quê? Por causa da violência que Edom praticou contra seu irmão Jacó (v. como Aquele que comunica a “visão” (v. os babilônios invadiram a terra de Israel e fizeram repetidos ataques à Jerusalém. Data O fundo histórico da destruição de Jerusalém coloca a data da profecia de Obadias logo após 586 aC. o ano no qual a cidade sagrada foi derrotada pelos babilônios.14) A segunda seção principal da profecia reflete sobre o Dia do Senhor (vs 15-21). O rancor começou quando os dois irmãos gêmeos Esaú e Jacó se dividiram em disputa (ver Gn 27. Conteúdo Obadias é o menor livro do AT. instigando e punindo de acordo com o plano de Deus. O Espírito Santo em Ação Em nenhum lugar Obadias faz referência específica ao ES ou ao Espírito de Deus.21).

Título 1 II.Esboço de Obadias I. 17-20 O dia do domínio divino vs. 16-16 O dia da restituição divina vs. O decreto do Senhor Vs 1-14 A condenação de Edom vs. O Dia do Senhor Vs 15-21 O dia da retribuição divina Vs. 1-4 O colapso de Edom Vs. 5-9 Os crimes de Edom Vs 10-14 III. 21 Índice 69 .

para pregar diretamente a uma cidade gentia. Esse patriotismo nacionalista e seu desdém a que a misericórdia seja oferecida para pessoas que não fazem parte do concerto induzem Jonas a decidir deixar Israel e “fugir de diante da face do Senhor”.Jonas Autor: Jonas Data: Por volta de 760 AC ou após 612 Ac Autor e Data As questões da data e autoria de Jonas estão profundamente relacionas. de algum modo.3.25). Profetizando durante o reinado de Jeroboão II e precedendo imediatamente Amós. impaciente e por seu hábito de viver somente com seu clã. para levantar-se e ir 1300 km pra o oriente. ele foi um forte nacionalista que estava completamente consciente da destruição que os assírios haviam feito em Israel através dos anos. irritado. mas. Como indicado em 2Rs 14. Após determinarem que Jonas e seu Deus são responsáveis pela tempestade. pois ele não tem uma profecia que não contenha uma mensagem. é diferente do outros livros proféticos. A história recorda um dos mais profundo conceitos teológicos encontrados no AT.8-10). e Eliseu viajou a Damasco (2Rs 8. Deus manda uma tempestade para golpear o navio e causar circunstâncias que conduzem Jonas face à face ao seu chamado missionário. No Livro de Jonas. Jonas sabe que. Mas sua primeira desobediência intencional. como havia sido profetizado por Jonas (2Rs 14. ele é representado como obstinado. Israel havia sido encarregado de entregar aquela mensagem. O nome de Jonas significa “pomba” ou “pombo”. ele professava um temor ao Senhor como Deus do céu. obviamente. caso eles responda positivamente. Contexto Histórico Os assírios pagãos. VIII. Dentre aqueles que sustentam outro autor. Sua mensagem é pra ser um chamado ao arrependimento e uma promessa de misericórdia. após a destruição de Nínive em 612 aC Essa disputa é baseada em 3. Politicamente. cerca de 793 a 753 aC. sua posterior re relutante obediência e a sua ira sobre a extensão de misericórdia aos ninivitas revelam óbvias incoerência na aplicação da sua fé. e após 70 . VIII ou no início do século VII.7). a história é a mensagem. Jonas achou difícil aceitar o fato de que Deus pudesse oferecer misericórdia a Nínive da Assíria. Deus pediu a Jonas. uma cidade dos temidos e odiados assírios. o profeta. datado durante o reinado de Jeroboão II. alguns datam o livro na segunda metade do séc. Sua relutância em ir pregar estava baseada num desejo de ver seu declínio culminar numa completa perda de poder.A. o Criador do mar e da terra. Também ele temeu que Deus pudesse mostrar misericórdia . O poder assírio era mais fraco durante o tempo de Jonas. pode ser encontrada a semente do farisaísmo no NT. que não seja Jonas. Se Jonas escreveu o Livro seria. deste modo oferecendo aos assírios a oportunidade de molestar Israel. No início do séc. algum modo se convence do que uma viagem a Társis irá livra-lo da responsabilidade que Deus colocou sobre ele. A história termina sem indicar como Jonas respondeu à exortação e`à lição objetiva de Deus. inimigos de Israel de longa data. Conteúdo O livro de Jonas. mal-humorado. Sem dúvida. é obvio que ele era um amante leal de Israel e um patriota comprometido. Jonas está descontente e. que diz que Nínive era uma grande cidade. A viagem a Társis logo fornece a evidência de que a presença e a influência do Senhor não está restrita à Palestina. Religiosamente. Quanto ao caráter. Relatos do AT descrevem seus saques contra Israel e Judá. Se um narrador escreveu o livro. Jonas era filho de Amitai e um nativo de Gate-Hefer. mas não era uma grande cidade. Deus ama todas as pessoas e deseja compartilhar seu perdão e misericórdia com elas. se Deus poupar Nínive. então aquela cidade estará livre para saquear e roubar Israel novamente. até o mar Morto. Essa falha conseqüentemente levou-os a um orgulho religioso extremo. eles não compreenderam a importância dela. eram uma força dominante entre os antigos de aproximadamente 885 a 665 aC. uma vez que seus habitantes mereciam um julgamento severo. Elias foi mandado para Sarepta para morar lá durante uma temporada (1Rs 17. e Jeroboão II foi capaz de reivindicar áreas da Palestina desde Hamate localizada em direção ao sul. ele esperava que o Espírito da profecia não o seguisse. ele poderia sido em qualquer tempo depois do acontecimento descrito nele. onde eles destruíram a zona rural e levaram cativos. baseado nas datas pós-exílica. embora tenha sido colocado entre os profetas no cânon.25. a Nínive.32 . Ele foi o único profeta mandado para pregar aos gentios. mas somente a Jonas é que foi dada uma mensagem de arrependimento e misericórdia. Aqueles que apóiam a data pré-exílica explicam que isso pode ser meramente uma forma literária usada para contar a história ou que Nínive existia. um vilarejo situado a 5 Km em direção ao nordeste de Nazaré. dentro das fronteiras tribais de Zebulom.

e ele reage com ira e confusão. os ninivitas. Quando Jonas se recusou a aceitar esta obra divina. os marinheiros atiraram Jonas ao mar. Quando o Espírito conduziu Jonas para ir a Nínive profetizar contra o povo lá. desde a pessoa mais humilde até o rei. Uma reação negativa 4. mas continuou a intervir na vida de Jonas e a induzi-lo a faze a vontade de Deus. Deus usa esse tempo de esperar para ensinar uma valiosa lição a Jonas.10-16 O Senhor prepara uma grande peixe 1. num lugar que fizesse sombra sobre a cabeça de Jonas. Quando Jonas se arrependeu. mas Deus havia preparado um grande peixe para engolir Jonas e. Novamente. com vista para a cidade do lado oriente.4-9 Os marinheiros o jogam no mar 1. o peixe o jogou em terra firme.1-5 Deus ensina uma lição 4.1-9 Ele é vomitado na terra 2.10 III. Deus prepara um bicho pra comer o caule da aboboreira e a faz secar.1-11 Jonas desgostou-se 4. O Espírito Santo em Ação E Espírito de Deus inspirou Jonas a profetizar naquela terra e a sua posição seria recuperada por Israel. Ele prepa uma aboboreira para crescer durante a noite. vindo do oriente.4 A população se converte 3. Ele lamenta a morte da aboboreira e expressa seu descontentamento a Deus. O profeta se regozija na sua boa sorte.5-9 Deus demonstra piedade 3. Para seu espanto. intensifica a situação desconfortável de Jonas.1-2 Jonas foge para Tarsis 1.6-11 Índice 71 . A retirada ordenada 1. se arrependeram e mostraram isso através do jejum cerimonial.17 Jonas ora 2. ou que Deus fosse escolher outra estratégia.esgotarem todas as alternativas. o Espírito operou um arrependimento piedoso no coração do povo e eles responderam à mensagem de julgamento. Esboço de Jonas I. ao trazer um vento calmoso.1-3 “Levanta-te.25). Até mesmo os animais são obrigados a participar dessa conduta humilde. Lá. Isso aconteceu sob a liderança de Jeroboão II (2 Rs 14. Sem dúvida. Ele aguarda do dia indicado para o julgamento.1-3 Jonas prega 3. mas estar totalmente despreocupado acerca do destino dos habitantes de Nínive. O Espírito de Deus não cessou sua obra. Ele. vai à grande cidade de Nínive” 1. A renovação bem-sucedida 3. a quem Deus amava. Desta vez. Deus lhe responde mostrando a incoerência de estar preocupado com uma aboboreira. o ES mostrou a ele o contraste entre sua preocupação com uma aboboreira e a preocupação de Deus com os habitantes da cidade. Jonas e os marinheiros acharam que esse seria o fim de Jonas. Jonas constrói um abrigo numa colina.10 O Senhor manda uma tempestade 1. vestindo-se de panos de saco e assentando-se sobre a cinza. após três dias e três noites. para secar o corpo morto de sede de Jonas. O coração de Jonas ainda não está mudado.4-2.10 IV.1-10 Uma segunda chance de levantar e ir é dada a Jonas 3. mais adiante. Por que Deus teria misericórdia de pessoas que abusaram da nação de Israel? Talvez esperando que o arrependimento não tivesse sido genuíno. Deus manda Jonas levantar e ir a Nínive para entregar a mensagem de libertação. O retorno providencial 1. Então. o profeta se recusou a seguir a orientação do Senhor.3 II. o profeta concorda relutantemente em fazer a viagem e entregar a mensagem de Deus.

3).9). 4.18-19) é um atributo precioso a que nenhuma deidade pode se igualar. que seja desse cativeiro ou de um povo espiritualmente restaurado ( a igreja) nos dias do Messias (2. bem como a face do Senhor (3. arrependendo-se de todo coração. de acordo com sua própria declaração (1. a não se que a nação se voltasse para Deus. Data Miquéias profetizou. Judá. 7. A compaixão e a fidelidade do concerto são exclusivos a Deus. um profeta que morava no Reino do Norte.5.13).A.4) está caracterizada. 2. Além disso. no séc. até mesmo desejando sentar-se à mesa do réu e deixando seu povo levar qualquer queixa quanto ao modo que o Senhor Deus o tenha tratado (6. ó Deus.33 . para ser testemunha contra o povo (1.2).10. O fator mais notável no manejo do Senhor da sua causa é quão fundo ele foi para apresentar sua contenda (6. 7. 5. E. Essa mensagem está focalizada num única pergunta central para toda a profecia: “Quem.4).10. Sua fidelidade compassiva a Abraão e aos pais (7.2). assim como Isaías.13.3-8.8.18). o Senhor vem desde o templo da sua santidade. A profecia de Miquéias produziu um impacto que se estendeu muito além do seu ministério local.4). pois sua compaixão. Contexto Histórico No período entre o início do reino dividido de Salomão (Israel ao Norte e Judá ao Sul) e a destruição do templo. é semelhante a ti. que ele até quis ir despojado e nu pra fazer com que sua mensagem fosse compreendida (1.12). o cativeiro babilônico (mais de um século depois) foi claramente predito como o julgamento de Deus contra a rebelião feita contra ele (1.3.5).41-43).20) é atualizada a cada nova geração. Na visão de abertura.9) e sua conseqüente ira (7. Miquéias viveu numa cidade localizada a cerca de 32 km a sudoeste de Jerusalém e profetizou principalmente naquela região. redimiu a Israel do Egito 96. 4. Miquéias foi.6-7. Miquéias mostra como essa degeneração espiritual levará inevitavelmente o julgamento sobre toda a terra.9). 7. seus caminhos (4. Conteúdo O Livro de Mq é uma profecia acerca do Senhor. VIII aC. Entretanto. A compaixão de Deus (7.Miquéias Autor: Miquéias Data: Entre 704 e 696 Ac Autor Miquéias foi contemporâneo de Isaías. e Ezequias (716-686 aC).3.9. no começo da sua carreira. durante os reinados dos reis do Sul. Miquéias era tão sincero e completamente comprometido. 4. uma vez. 7. A “excelência do nome do Senhor” (5. sua força (5.18).9) e furor (5. irá também redimir Judá da babilônia (4. Um século depois. que perdoas a iniqüidade e que re esqueces da rebelião do restante da tua herança?” (7. suas justiças (6.10. pressupõe uma semelhança com o Senhor: “Quem. Jo 7. também. Enquanto a Babilônia ainda não era um poder mundial que podia permanecer independente da Assíria. Acaz (731-716 aC). Sua fidelidade compassiva mantém um concerto com Abraão e seus descendentes. Isso colocou a idolatria dos cananeus em disputa com a verdadeira adoração no templo do Senhor (1.10).12-13. e acontecimentos ocorridos sete séculos mais tarde atestam a autenticidade da profecia de Miquéias (Mt 2.10. seus pensamentos (4.2). Durante alguns anos. que. Judá estava presstes a cair.1). ó Deus. Jotão (740-731 aC). Mas.15. Miquéias tinha de censurar a liderança da nação por destruir o rebanho que lhes foi confiado. O Senhor libertaria o restante (2.13).7). uma data entre 704 e 696 aC parece ser provável.8). 7. contemporâneo de Oséias. a esperança foi estendida pra um restante a ser restaurado.18) contra todas as formas de rebelião moral.12-13.16. muitos “altos” haviam sido introduzidos em Judá através da influência de Samaria.17-19). Visto que ele morreu durante a administração de Ezequias e antes da era que coincide em parte com Manassés (696-642 aC). 4. aquele que verdadeiramente se arrepende terá o Senhor como seu advogado de defesa (7. Ambos concentraram seu ministério no Reino do Sul. a grande compaixão de Deus colore cada uma das sua atitudes e ações em relação ao seu povo. 5. colega de Miquéias. representando-o como uma filha extraviada (1.4).7-8. incluindo Samaria (Israel) e “as nações” no objetivo das sua profecias. O Nome de Miquéias. sua profecia foi lembrada e citada (Jr 26. A esperança do povo de viver sob a completa bênção de Deus estava 72 .1-6. que não tem concorrentes no perdão dos pecados e na compaixão pelos pecadores. é semelhante a ti”. seu louvor (2. embora o rei Ezequias tenha tido uma notável vitória sobre Senaqueribe e o exercito assírio.

As profecias posteriores afirmarão o aspecto pessoal da sua chegada em tempo histórico. O Espírito Santo em Ação Um referência singular ao ES ocorre no contraste feito por Mq da autoridade que está por trás de seu ministério com aquela dos profetas falsos de seus dias.1-2. definitivamente refere-se a ele. Ap 19. Depois que a terra deles havia sido corrompida e destruída.5-8 Sobre os oficiais: chefes. explicitamente. Ela autentica a profecia bíblica como “a Palavra do Senhor” (1. 2.” Esta profecia confirma tanto a humanidade quanto a divindade do Messias de um modo sublime. Enquanto outros homens eram feitos corajosos pelos tóxicos para fabricar contos na forma de profecias. A vinda do reino universal do Senhor 4.2 é.1-5.1-4 Sobre os profetas.13). na verdade. Na expressão da misericórdia e compaixão divinas. num tempo quando Belém era pouco conhecida. Cristo é o único a quem ela pode se referir. A expressão “a Palavra” do Senhor (4. um restante dos cativos seria reunidos como ovelhas num curral. sua unção (“na força do Senhor”).2) é um título aplicável a Cristo (Jo 1.6-13 73 . sua divindade (“na excelência do nome do Senhor”) e sua humanidade (“seu Deus”). mais o versículo final (7. A profecia de Mq 5. Deus. a força e justiça que estão por trás da mensagem de Mq vieram da sua unção pela “força do Espírito do Senhor” (3.18-19). desde os dias da eternidade. lançando-as nas profundezas do mar para que Deus possa perdoar os pecados e trocar o pecado pela verdade.2). Mq 5.10-16 Sobre os crimes que trazem ocupação estrangeira 2.7. ele é Aquele que “subjugará as nossas iniqüidade”. Cristo Revelado As profecias sobre Cristo fazem o Livro de Miquéias luzir com esperança e encorajamento. 4. Suas palavras foram pronunciadas muitos séculos antes do acontecimento.2 é uma das mais famosas profecias de todo o AT. (2.1-5 Compaixão sobre o povo dependente e rejeitado 4. liberta os cativos espirituais e físicos.15 Atração de todas as nações pelo nome do Senhor 4. Outra característica dessa profecia é que ela não pode se referir a apenas qualquer líder que possa ter sua origem em Belém. o verdadeiro poder. porque ela iguala o Senhor com o Eterno: “Cujas origens são desde os tempos antigos. enquanto. apesar de não incluir o nome do Messias.3-5).8). Mas a disposição de Deus para descer e interagir é estabelecida no princípio. A dramática cinda do Senhor em Julgamento 1.18). seu domínio universal (“porque agora será ele engrandecido até aos fins da terra”) e a sua posição como líder de um reino de paz (“E este será a nossa paz”).1-12 Sobre os líderes que consomem o povo 3. sacerdotes e profetas 3. exceto um restante liberto pelo Senhor 2.20).12-13). em seu amor. Então. O episódio completo harmoniza-se belamente com a proclamação de Jesus acerca da liberdade aos cativos (Lc 4. em direção à liberdade.1. O livro se inicia com uma grandiosa exposição da vinda do Senhor (1. exceto Miquéias 3.ligada à vinda de Messias. A condenação dos líderes feita pelo Senhor 3.1-11 Sobre todos. A profecia de Mq 5. O climax da profecia (7. prevendo as glórias da sua graça a ser manifesta em Jesus.1. ele não tinha nenhuma sugestão do lugar a que recorrer. Esboço de Miquéias Tema: Quem é como o Senhor? I. A primeira profecia messiânica ocorre numa cena de pastor de ovelhas. messiânica (“Senhor em Israel”) e especifica seu lugar de nascimento em Belém.1-9 Sobre as cidades localizadas a sudoeste de Jerusalém 1.13 Sobre as cidades capitais de Samaria e Jerusalém 1.9-12 III.12-13 II. alguém quebraria o cercado e os levaria para fora da porta. manteve-se proclamando aquele Dia e reino futuros como o acontecimento no qual o fiel devia por sua esperança. E esse alguém é seu “rei” e “Senhor”.4-5 afirma a condição de pastor de Messias (“apascentará o povo”).

18-20 Índice 74 .6 V.6 O seu cuidado redentor na sua história 6.7-20 Apesar do julgamento temporário 7.7-15 IV. A apresentação da contenda do Senhor 6.O lugar de nascimento e a administração do Messias 5.7-9 Apesar dos inimigos do povo 7.9-7.1-6 A restauração de um restante num lugar sem ídolos 5.6-8 Seu fundamento para o julgamento do ímpio 6.1-5 Suas expectativas para uma reação apropriada 6.10—17 Por causa da sua incomparável compaixão 7.1-7. A salvação do Senhor como a esperança do povo 7.

em 612 aC. Semelhante a NôAmom. tão proeminente no ministério de Jesus.15) A segunda seção principal.4).2-3. mas ele é justificado em sua condenação.A. até mesmo a natureza treme diante dele (1. Tropas se espalharão. visto que a localização de Elcose é incerta. Seu território. Contexto Histórico O reino dos assírios. significa “Aldeia de Naum”. que seu nome deriva do profeta. Os reis assírios vangloriam-se de sua brutalidade. vigorosa e figurada. O julgamento de Deus parece excessivamente cruel. sublinhando a intensidade do tema com o qual Naum luta.1). quando o profeta Naum entrou em cena. incorporando antigos “oráculos de julgamento”. talvez quando os inimigos da Assíria estavam colocando suas forças em ordem de batalha para o ataque final. A primeira descreve o grande poder de Deus e como aquele poder opera na forma de proteção pra o justo. mas de julgamento para o ímpio. abrangem a profecia. inundando a cidade e varrendo todos os poderosos. Seus contemporâneos foram Sofonias. Toda a Terra está sob o seu controle. e os povos que a Assíria fez outrora vítimas tão impiedosamente baatem palmas e celebram em resposta às boas-novas (3. localiza-se ao norte da Babilônia.8). mas sem prova concreta. se mudou com o passar dos anos por causa das conquistas e derrotas dos seus governantes.8-10. e o palácio se derreterá (2. havia sido uma nação próspera durante séculos.9). Conseqüêntemente. seu veredicto de julgamento era inevitável (3. os líderes sucumbirão e o povo se derramará pelos montes (3. A queda do império Assírio. Tal vício era uma ofensa a Deus. celebrando o abuso e a tortura que eles impuseram sobre os povos conquistados.13-15) e remover a ameaça de uma nova angústia (1.11-13).6). O covil do leão poderoso será desolado. descreve a ida da destruição para Nínive (2. Amom e Josias. Nínive era uma “cidade ensangüentada” (3. e.1-3). A linguagem é poética.14-15). porque o Senhor já decretou a queda de Nínive e a ascensão de Judá (2.19). e alguns têm especulado. O terceiro capítulo forma a seção final do livro. Sua identificação como um “elcosita” não ajuda muito. A queda de Nínive. o profeta é judicial em seu estilo. que foi destruída em 663 aC. entre e além dos rios Tigre e Eufrates. correspondentes aos três capítulos. aconteceu em 612 aC. uma cidade da Galiléia. Habacuque e Jeremias. Carfanaum. A profecia de Naum deve ser datada entre esses dois acontecimento. O juízo que cai sobre o grande opressor do mundo é o único motivo para o pronunciamento de Naum. As portas do rio se abrirão. é o assunto da profecia de Naum.1. é desconhecido. Ele profetizou a Judá durante os reinados de Manassés. outros fugirão com terror (2.Naum Autor: Naum Data: Pouco antes de 612 aC Autor Naum. Três seções principais.7). Documentos antigos atestam a crueldade dos assírios contra outras nações. O povo de Nínive será levado cativo (2. o profeta narra o destino da cidade egípcia de Tebes. Tentativas de defender a cidade contra seus atacantes serão em vão. Data Em Na 3. 75 .1-8).12). 5-7). Os tesouros preciosos serão saqueados (2. sua paciência não pode ser admitida sempre. Conteúdo O livro de Naum focaliza-se num único interesse: a queda da cidade de Nínive. cujo clímax foi a destruição da cidade de Nínive.34 .16-18). porque “Eis que eu estou contra ti.9). Judá podia facilmente duvidar da bondade de Deus e até mesmo questionar os inimigos de seu povo (1. ao redor da qual todo o livro gira. uma cidade egípcia que sofreu queda. cujo nome significa “confortador” ou “cheio de conforto”. É mais provável que sua mensagem tenha sido entregue pouco antes da destruição de Nínive. A predição do juízo sobre Nínive forma uma mensagem de consolação para Judá (1.10). visto que ele olha para trás para um e à frente para outro. uma cidade culpada por espalhar o sangue inocente de outras pessoas. Nínive não pode escapar do julgamento divino (3. falsidade rapina e devassidão (3. O julgamento de Deus sobreveio. Embora Deus nunca seja rápido em julgar. diz o Senhor dos exércitos” (2. quando ele aparece em poder. apesar de numerosos aliados e fortes defesas.1-7). toda a força e autoconfiança se consumirão (2. portanto. Ele era uma cidade conhecida pela mentira. Na sua condição de miséria e aflição (1. a não ser pelo breve título que inicia sua profecia.

15 A vingança de Deus 2. impelindo e punido de acordo com a vontade de Deus. dentre eles os filhos da Babilônia. Deus usa agentes humanos para executar seu julgamento.1-4 O cerco de Nínive 3. os medos e os citas.5-18 A celebração sobre Nínive 3. A vitória de Deus 3.1-12 A declaração do Senhor 2. mas atrás disso tudo está a obra do seu Espírito.1-15 O zelo de Deus 1. Título II. O cabeçalho do livro descreve-o como “visão de Naum “ (1.2-6 A bondade de Deus 1. Os inimigos. a obra do Espírito na produção da profecia e na direção dos acontecimentos descritos no livro deve ser admitida. Pela obra do Espírito.7 O julgamento de Nínive 1. O veredicto de Deus 1. o Senhor convocou suas tropas e as levou para a batalha vitoriosa.19 Índice 76 .8-14 A alegria de Judá 1. O ES funciona aqui como o Revelador. juntam suas forças contra os assírios e saqueiam a cidade. instigando. Esboço de Naum I. Todavia. Aquele que abre pra Naum o drama que revela diante e comunica a mensagem do Senhor que ele está encarregado de entregar.O Espírito Santo em Ação Nenhuma referência especifica acerca do ES ocorre no Livro de Naum.1-13 A destruição de Nínive 2.1). O ES também deve funcionar como o Grande Instigador na queda de Nínive.13 IV.1-19 Os pecados de Nínive 3.

.4). Vexação.13 ligam a idéia de salvação com mo ungido do Senhor. suas mãos não se manifestam. está este nítido credo da fé: “O justo. Ele não consegue pensar em nada além da iniqüidade e da violência que ele vê entre o seu povo. do homem a Deus . o Senhor..A. desse modo. Contenda.17-19) é impressionante. Me alegrarei no Senhor... aquele remanescente justo cujo Deus é o Senhor. pela sua fé... A lei se afrouxa. dos vales aos montes altos. da dúvida à confiança. através de um Rei davídico. Para o profeta.. fortalecido por ele para sua difícil tarefa. A ameaça de invasão do Norte foi adicionado à desordem interna de Judá. O profeta está imbuído de um senso de justiça. Jeová. tais como Pauo e o autor de Hebreus. Litígio. pois sua visão foi elevada. Sai o juízo pervertido”. Para os escritores do NT. Seu país havia caído do auge das reformas de Josias para as profundezas do tratamento violento de seus cidadãos. Embora Hc se dirija a Deus (1. é a minha força. Conteúdo O Livro de Hc dá um relato de uma jornada espiritual. que significa “salvação”... ou “abraçando outros”.Habacuque Autor: Habacuque Data: Cerca de 600 aC Autor O nome “Habacuque” significa “abraço” ou significando que ele foi “abraço por Deus” e. Destruição.. Ele também aprendeu a necessidade de levar as questões mais importantes sobre a vida para Aquele que criou e redime a vida.. Contexto Histórico Habacuque viveu durante um dos períodos mais críticos de Judá. O profeta não é mais controlado. Assim. em 586 aC.. com a Babilônia levantando-se em ascensão sobre a Assíria e Egito. provavelmente. em 612 aC e a queda de Jerusalém. viverá (2..3. Hc fixou sua esperança em Deus. contando sobre a trajetória de um homem da duvida à adoração.19).. ele crê que Deus se retirou do cenário da terra: as palavras de Deus foram esquecidas. Deus não pode ser encontra em lugar algum. mas seus pensamentos estão nas coisas do alto. medidas opressoras contra o necessitado e a ruína do sistema legal.. A sentença nunca sai. Pés como os das cervas. foi dado a ele o nome de “Jesus” como a 77 . Hc descobriu que ele foi feito para algo acima: “E me fará andar sobre as minhas alturas” (3.18. O Messias veio no tempo determinado (2. Andar sobre as minhas alturas” (3. A diferença entre o início do Livro (1. A notação musical encontrada em 3.. No centro da mudança e no centro do livro. exultarei no Deus da minha salvação. E eles agem como seria esperado que agissem os homens sem o controle de Deus. Ele é a fonte da alegria e força do profeta.. dessa maneira encorajando-os nos tempos de crise nacional. e eles viverão. As raízes hebraicas dessas palavras refletem os dois nomes do nosso Senhor: Jesus. Violência. tenha escrito durante o intercalo entre a queda de Nínive.. Quando a invasão. também.4). Estas palavras e frases descrevem a cena: “iniqüidade. Hc é oprimido por circunstância existente ao redor dele. será liberto. O ímpio cerca o justo. a promessa é para proteção física em tempo de grande sublevação.2). e Cristo “o ungido”. Os homens estão na direção. pode indicar que Habacuque era qualificado para liderar a adoração no templo como um membro da família levítica. Gl 4. pelas forças estrangeiras se tornar uma realidade. O mundo localizado ao redor de Judá estava em guerra. que lhes traria libertação dos seus inimigos. Cristo Revelado Os termos usados em Hc 3. o Livro de Hc demonstra essa renovação evangélica.19).. essa afirmação de fé confiante se torna uma demonstração do poder do evangelho para dar a segurança da salvação eterna. Questões temporais não mais ocupam seus pensamentos.17-19)! Tudo mudou.19. por isso mesmo..1-4) e o final do livro (3. Habacuque . Ao invés de estar sendo regido por considerações mundanas.. e os homens vis. cuja confiança e dependência estão nele. O contexto aqui é o grande poder de Deus manifestado em favor do seu povo. As palavras do último parágrafo contrastam vividamente com aquelas no primeiro: “. Nos primeiros quatro versículos. nem ansioso por causa das circunstâncias.. que foi predita. o qual não o deixará ignorar a violenta injustiça existente em volta dele. Hc foi da queixa à confiança. Se o centro do evangelho é a mudança e a transformação.. Quão diferente é a cena nos três últimos versículos do livro (3. pois ele percebe que Deus tem interesse em suas criaturas..35 .

O Apóstolo Paulo vê essa afirmação da Hc como a pedra fundamental do evangelho de Cristo (Rm 1. O Espírito Santo em Ação Nenhuma referência especifica acerca do ES ocorre no Livro de Hc.2-20 1) O alcance da resposta 2.6-11 Uma pergunta acerca dos métodos de Deus: “Por que Deus usa ímpios?” 1.1 A resposta do Senhor 2.1-11 1) A pergunta declarada: “Por que Deus não faz alguma coisa? 1.2-3 2) A verdade central para os crentes 2. incluindo a purificação do pecado. o relacionamento com Deus e a esperança para o futuro.4 3) As conseqüências da verdade para os incrédulos 2. contudo.12-16 A fé do profeta 3..1617).22).21). nos lembrando que “o futuro do Espírito é.1-16 1) Um grito de misericórdia 3. As perguntas de Hc 1. o Senhor (Lc 2.5-20 III.1-17 Uma pergunta acerca da preocupação de Deus 1. Enquanto Hc espera pela resposta às suas perguntas. Deus lhe concede o presente de uma verdade que satisfaz suas ansiedades não-expressas. Esboço de Habacuque I. existem sugestões da sua vida operando no profeta. À medida que o profeta examina a destuição causada pelos exércitos invasores. bem como apresenta a solução para sua situação presente: “ O justo. expressa uma alegria inabalável que nem mesmo um desastre de tão ampla escala pode roubar dele.4).17-18 2) Confiança por causa de Deus 3.3-11 3) O poder contra as nações 3.1-5 2) A resposta dada: “Porque eis que suscito os caldeus” 1. e nasceu “na cidade de Davi. A resposta de Deus 2.17-19 1) Confiança apesar das circunstâncias 3.1-20 O profeta à espera 2.12-17 II.1-19 O poder do Senhor 3.11). viverá” (2.1-2 2) O poder da natureza 3.. Gozo” (Gl 5. que é Cristo. ele. A oração de Hc 3. pela sua fé.profecia pré-natal de seu ministério (Mt 1. Cristo é a resposta para as necessidades humanas.19 Índice 78 . o Salvador.

Cristo Revelado O significado do nome de Sofonias “ O Senhor Encobriu” conduz ao ministério de Jesus. remontando sua linhagem quatro gerações até Ezequias.Sofonias Autor: Sofonias Data: Cerca de 630 aC Autor O nome “Sofonias” significa “O Senhor escondeu” . 2) um apelo ao arrependimento.13. o julgamento universal do pecado. o Reino do Norte ( Israel) havia sido derrotado pela Assíria. na destruição de Nínive. e a terra havia sido recolonizada por estrangeiros. Seus contemporâneos incluem Jeremias e Naum. Sofonias foi o último profeta a escrever antes do cativeiro.11). signos do zodíaco e todos os astros dos céu. indicam que ele havia crescido lá. onde aqueles mansos da Terra que preservaram a justiça de Deus serão encoberto no Dia da ira do Senhor. 79 . porque já estais mortos. Todavia à medida que o jovem Josias foi tomando conta das rédeas do governo.2-3 explica esse aspecto do ministério de Cristo: “Pensai nas coisas que são de cima e não na que são terra. De acordo com o arranjo das Escrituras hebraicas. Sob o reinado de Manassés e do rei Amom.16-17) está relacionado com a Obra de Jesus. Os escritos de Sofonias tem três componentes: 1) o pronunciamento de um julgamento específico e. O auge da reforma de Josias foi nos anos 620. mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”. é repetida na promessa de 2.1). A intimidade de emoção bom como a familiaridade de lugar.” O regozijo sobre um restante salvo (3. O povo havia sido levado cativo.3.15).10-11). O golpe final ao seu poder veio com uma revolta de uma Babilônia em ascensão. (Lc 15. a ameaça assíria foi diminuindo. freqüentemente. sociais e de comportamento da Assíria impuseram sua tendências em Judá. que resultou. cerca de 640 a 609 aC. lua . após a catástrofe das tribos do Norte. de Judá e todas as nações circunvizinhas da perspectiva de que o povo devia aprender que Deus estava envolvido em todos os assuntos da história. descrita em Hb 12. 3) uma promessa segundo a qual o restante que fez de Deus seu refúgio será salvo. a maioria dos estudiosos estabelece a data dos ecritos entre 630 3 627 aC. finalmente. tributos haviam sido pagos para se evitar que a Assíria invadisse o Reino do Sul. que o rei Manassés . um bom rei que levou o povo de volta a Deus durante o tempo do profeta Isaías. à entrada da Casa do Senhor (2Rs 23. construiu altares para adoração do sol. onde aqueles que foram encobertos pela marca de sangue nas portas foram protegidos do anjo da morte. mas também as práticas religiosas. porque Deus é justo e deseja perdoar. Falando como um oráculo de Deus.36 . Sofonias foi contemporâneo ao rei Josias e seu parente distante. A religião astral se torno tão popular. novamente. quando Sofonias escreve a respeito de Jerusalém (1.18). Ele disse: “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende.2. rei de Judá” (1. o povo de Judá ainda mantinha a absurda noção de que Deus fosse incapaz de fazer bem ou mal ( 1. Proteção oficial foi dada em Judá para as artes mágicas e adivinhados e encantadores. Contexto Histórico Aproximadamente 100 ano antes dessa profecia. há uma possibilidade que eram amigos.7) A figura de um alegre Redentor que aguarda receber os seus é. filho de Amom. Data Sofonias dá o período de tempo geral do seu escrito como sendo “nos dias de Josias. Visto que a queda de Nínive em 612 aC ainda não havia acontecido (2. Conteúdo Sofonias considerava o desenvolvimento político de Israel.A. A adoração da deusa– mãe da Assíria se tornou uma prática que envolvia todos os membros das famílias de Judá (Jr 7. A aliança com a Assíria não somente afetou a Judá politicamente . foi um profeta de Judá. Sf está apavorado com o fato de que. Ele se indentificou melhor do que qualquer outro dos profetas menores. ele entende que Deus usa governos estrangeiros pra levar julgamento sobre se rebelde povo escolhido. Cl 3. estrelas. A verdade da Páscoa no Egito. pai do rei Josias. e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.12).

O dia do julgamento contras as nações circunvizinhas 2. e os inimigos são exterminados 3. (2. O dia do Senhor 1.2-3 Contra os líderes religiosos 1.14-18 Próximo e se aproxima rapidamente 1. no meio dela 3.13-15 V.18-20 Índice 80 .18 III.2-13 O julgamento sobre toda a criação 1.4-7 Aos do oriente—Moabe e Amom 2. Antes que saia o decreto.1-3 Um chamado para congregar 2. o ES tem estado proclamando ao mundo.3 IV. porque já o príncipe deste mundo está julgado (Jo 16. antes que venha sobre vós a ira do Senhor”. Um remanescente fiel 3.6-7 VI.1 I.1-2).1 A identificação do autor 1.4-15 O Senhor se regozijando 3.1-2 Um chamado pra buscar o Senhor 2.15-16 A terra inteira para ser destruída 1. Um chamado ao arrependimento 2..4-15 Aos da borda do Mar—filisteus 2..12-13 II.8-11 Aos do sul—Etiópia 2. Uma obra mais prazerosa do Es é encontrada na promessa de que Deus irá restaurar nos lábio puros.1 O tempo do escrito 1.1-7 Contra os líderes 3.8-11). O dia do julgamento contra Judá 1. e o dia passe como a palha. Desde a sua vinda.O Espírito Santo em Ação Jesus disse que uma das obras do ES seria convencer o mundo do julgamento.12 Aos do Norte—Assíria 2. para que todos invoquem o nome do Senhor.8-9 Contra os líderes do comércio 1.4-7 Contra os líderes políticos 1.8-13 Os juízos são afastados.10-11 Contra os descrentes 1. como Sofonias fez: “Congrega-te. para que o sirvam com um mesmo espírito (3. Esboço de Sofonias Introdução 1.5 Jerusalém não mudou 3. O dia do Julgamento contra Jerusalém 3.9).8-20 Falar com pureza e honestidade 3.1-4 O Senhor é justo.16-17 O povo restaurado 3.14 Um dia de indignação 1.

Deus escolheu Zorababel para ser um anel de sela (2.Ageu Autor: Ageu Data: Cerca de 520 aC Autor Ageu.23. eles esperam uma inversão imediata de todos os seus anos de inatividade. Cristo Revelado Duas referências a Cristo no Livro de Ag são destacadas. ele foi o mensageiro do Senhor. A solução tem duas partes: uma trata do problema urgente. Data O ministério de Ageu cobriu um período de um pouco menos de quatro meses. um contemporâneo de Zacarias. isto é. O primeiro problema: o desinteresse (1. basta ao povo esforçar-se e trabalhar (2. A outra chave para combater o mal é para os construtores saberem que eles estão construindo para o dia em que Deus encher essa Casa com a glória que será maior do que a Glória do templo de Salomão (2. a outra trata de uma solução a longo alcance. Contexto Histórico Ageu em 520 aC.9). Após um transtorno entre os povos da terra.A. precisa entender que Deus irá aceitar o que eles fazem a fim de que Deus seja glorificado. A próxima palavra do Senhor ao povo é uma surpresa: “Mas desde este dia vos abençoarei” (2. o fundamento para a Casa do Senhor no ano seguinte. eles precisam perceber que são infrutíferos (1.5-6). com a mensagem do Senhor. O Segundo problema: Desencorajamento (2. no mais importante Filho de Zorababel. ao primeiro do NT: Zorobabel é uma pessoa listada nas genealogias de Jesus. seu Filho Jesus Cristo. Primeiro. O povo precisava entender que as bênçãos de Deus não podem ser ganhas como pagamento. ajuntou aos exilados que haviam retornada à sua terra natal em 536 aC. Mas. Deus fala duas vezes ao povo. A resposta dos sacerdotes é que a imundície é infecciosa. cujo nome significa “Festivo”. levando ao seu grupo desanimado a segurança da presença de Deus. uma vez que o próprio resplendente Príncipe da Paz estará lá. 81 . construindo um altar e oferecendo sacrifícios. o povo. Junto com a glória da presença de Cristo virá grande paz. Lc 3). se eles entregarem a ele o que eles têm (1.8).19). O templo reconstruído foi dedicado em 515 aC Conteúdo O livro de Ag trata de três problemas comuns a todos os povos em todos os tempos oferecendo soluções inspiradores. A construção havia cessado. o ministério de Ageu e o de Zacarias fizeram com que o povo se reanimasse e completasse a tarefa em cinco anos. perto do final do AT. que governou a Pérsia de 522 a 486 aC.4).12-13) acerca das coisas limpas e imundas e da influência deles sobre a outra.37 . Após ver seu problema. durante o segundo reinado do rei Dario. para representar a natureza do servo a ser cumprida. A segunda referência á vinda do Messias é 2. foi um dos profetas pós-exílicos. Então o profetas vai com uma pergunta aos sacerdotes (2. Ageu tinha as qualidades de um bom pastor. então. todavia quando os inimigos zombaram dos esforços dos construtores . para reconstruir o templo do Senhor. Isso localiza Ageu na história em 520 aC. a maior delas.1-9) Ageu leva uma mensagem destinada a tratar decisivamente do desencorajamento. Em encorajador cuja palavra estava em sintonia com o coração do povo e a mente de Deus.1-15) Para despertá-los da sua atitude de indiferença. Todo esforço deles para construir seu próprio reino nunca produzirá resultados permanentes. para que somente a glória de Cristo permaneça. Eles haviam começado bem. mas vão como dádivas graciosas de um Deus doador. O terceiro problemas: Insatisfação (2. então. Por hora. O livro finaliza com uma menção de Zorobabel.10-23) Agora que o povo está trabalhando. que começa explicando que o Deus irá fazer no novo templo um dia ganhará uma atenção internacional. indicando que a benção final. A aplicação é obvia: Não espere que o trabalho de três meses desfaça a negligência de dezesseis anos. estabelecendo.6-9. porque eles tinham abandonado a Casa de Deus e ido para sua própria casa (1. Jesus. A presença dele irá fazer com que a memória do glorioso templo de Salomão decaia.23). é uma Pessoa. finalmente.7-9). A primeira é 2. Notar o nome de Zorobabel em ambas as listas genealógicas dos Evangelhos (Mt 1. as nações serão levadas ao templo para descobrir o que elas estavam procurando: Aquele que todas as nações desejaram será mostrado em esplendor no templo. que liga esse livro. enquanto a santidade não é.

a fim de que eles possam se mover corajosamente no cumprimento da comissão divina.12-15 II..6-9 III. enquanto comparam o templo que eles estão.1-3 Chamado para esforçar 2.5.” No centro do concerto de Deus com seu povo.5. E esforçaí-vos. está a constante operação do ES.1-9 A comparação do novo Templo com o templo de Salomão 2.” Ag 2.O Espírito Santo em Ação Uma breve mas bonita referência ao ES é encontrada em 2. Os versículos anteriores mostram o povo de Deus desencorajado. agora. construindo com o glorioso templo de Salomão. A primeira mensagem do Senhor: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos 1. “segundo a palavra que concertei convosco. então explica como o ES vai interagir com o espírito do povo. que o novo templo vai substituir.4-5 A glória vindoura do novo templo 2.7-11 Os resultados de considerar vossos caminhos 1.” O ES é um dom constante para o povo de Deus: “E o meu Espírito habitava no meio de vós.” A presença do ES remove o medo do coração do povo de Deus. Portanto: “não temais.20-23 Índice 82 . A segunda mensagem do Senhor: Esforçaí-vos e trabalhai 2. 5 inclui estes importantes pontos: O ES é uma parte vital no concerto de Deus com o seu povo.1-6 Considerai o que devíeis fazer: edificar a Casa de Deus 1. operando para os libertar do medo. Esboço de Ageu I.10-23 Um pergunta aos sacerdotes 2.10-19 Uma promessa para Zorobabel 2. A palavra do Senhor a eles é: “Esforça-te. O v.” A motivação para fazer isso também está mencionada: “Porque eu sou convosco.1-15 Considerai o que tendes feito: negligenciastes a Casa de Deus 1. A terceira mensagem do Senhor: Eu vos abençoarei 2.. a fim de ter o trabalho concluído.

No apocalipse. enquanto o profeta ainda era um jovem (2. A visão dos quatro carros retrata o soberano controle de Deus sobre a Terra. Os caps 7-8 ocorrem dois anos mais tarde. Isso é poderosamente um simbolismo da vinda do Messias. foi um dos profetas pós – exílicos. transmite a mensagem dada ele por Deus. Durante cerca de doze anos a construção foi obstruída pelo desânimo e pela preocupação com outras atividades. Contexto Histórico Os exilados que retornaram à sua terra natal em 536 aC sob o decreto de Ciro. O profeta não entrega sua própria mensagem. Zacarias e Ageu persuadiram o povo a voltar ao Senhor e aos seus propósitos para restaurar o templo. Os caps 9-14 Contêm muita escatologia. Zacarias é citado mais do que qualquer profeta. à medida que eles foram cercados com a oposição dos vizinhos samaritanos. Rapidamente.A. Zacarias encorajou o povo de Deus indicando-lhe um dia. quando a Grécia substituiu a Pérsia como o grande poder mundial. tanto como Rei como sacerdote 96. às vezes. 9-14 foram escritos depois de 480. para completar a tarefa de reconstruir o templo (ver Ed 6. numa cidade restaurada.13).4). aparentemente. Os caps 9-14 sãos as seções mais citadas dos profetas nas narrativas dos Evangelhos. Avisão do homem e dos cavalos lembra ao povo o cuidado de Deus. exceto Ezequiel. cujo nome significa “O Senhor se Lembra”. mas ele. Nos caps 7-9. finalmente foram capazes de conseguir uma ordem do governo da Pérsia para interromper a construção. então. reconstruíram o altar e iniciaram a construção do templo. através de oito visões. fielmente. Deus. como o homem cujo nome é Renovo (6. todavia. filhos de Ido. As profecias que abrangem o Livro de Zacarias foram reduzidas à escrita entre 520 e 475 aC. ele foi chamado para despertar os judeus que retornaram. em 518 aC. que.8). Conteúdo O livro de Zc começa com a veemente palavra do Senhor para o povo se arrepender e se voltar novamente para seu Deus. estavam entre os mais pobres dos judeus cativos. assegura ao seu povo o seu amor e cuidado por eles. Com Ageu. A visão grandiosa do castiçal todo revestido de ouro entre os vasos de azeite assegura a Zorobabel que os propósitos de Deus serão cumpridos somente pelo seu Espírito. referido como o mais messiânico de toso os livros do AT. dois meses após Ageu haver completado sua profecia. quando o Messias reinaria de um templo restaurado.14). Cerca de cinqüenta mil pessoas retornaram para Jerusalém sob a liderança de Zorobabel e Josué. dado referências distintas e comprovadas sobre a vinda do Messias. Ele é um dos mais messiânicos de todos os profetas do AT. A visão do rolo voante emite o pronunciamento de Deus contra o furto e contra o juramento falso. a apatia se estabeleceu. para substituir as formalidades religiosas. A visão da mulher num efa significa a santidade de Deus e a remoção do pecado. A visão dos primeiros capítulos foi dada. existe uma olhada apocalíptica na vele e pacífica cidade de Deus. Ele profetizou que o Messias virá como o Servo do Senhor. A Visão dos quatros chifres e dos quatro ferreiros trazem à memória o julgamento de Deus. A Visão do homem com um cordel de medir. As visões são seguidas por uma cena de coroação na qual Josué é coroado tanto como rei como sacerdote. ele era de umas das famílias sacerdotais da tribo de Levi. um contemporâneo de Ageu. Logo. O livro está repleto de referências de Zc à palavra do Senhor. (Estudos das últimas coisas) Cristo Revelado Zacarias é. o Renovo (3. Data O ministério de Zacarias começou em 520 aC. O povo é chamado para se arrepender de sua apatia e completar a tarefa que não foi terminada. Deus usa a ocasião de uma questão sobre o jejum para reforçar sua ordem para justiça e juízo. Como filho de Baraquias.13 pode indicar que os caps. Ele dá um expressivo 83 . A referência à Grécia em 9. e como o verdadeiro Pastor (11.38 .Zacarias Autor: Zacarias Data: 520—475 aC Autor Zacarias.12).4-11).

12 recorda ao povo sua rebelião contra as palavras do Senhor pelos profetas. Zorobabel é confortado na segurança de: 1) que a reconstrução do templo não será por força militar ou por proeza humana. Essas palavras foram transmitidas pelo ES.15 O homem e os cavalos 1. A coroação do sumo sacerdote 6.18-21 O homem com um cordel de medir 2.12-13).1-4 A mulher no meio do efa 5. seus sofrimentos (13.10). A restauração de Sião 8.5-11 Os quatro carros 6.1-23 VI. Esboço de Zacarias I.21 Índice 84 . a quem traspassaram. Mc 11. pessoalmente. quando.1-23 A primeira profecia: O Messias rejeitado 9. Um dos versículos mais dramáticos das Escrituras proféticas é encontrado em 12.10.” Jesus Cristo. O Espírito Santo em Ação O versículo mais freqüentemente citado do AT em referência à obra do ES é 4.1-13 O sumo sacerdote 3.6.1-10 O castiçal e o vaso de Azeite 4.1-14 O rolo voante 5. sua crucifixão (12.7-6. quatrocentos anos antes do acontecimento (ver Mt 21. O chamado ao arrependimento 1. O triunfo de Sião 8. Ritual religioso ou arrependimento verdadeiro ? 7. profetizou sua definitiva recepção pela cada de Davi.7-10).9-15 IV.4. 2) que o ES removerá cada obstáculo que está no caminho.1-6 II. mas pelo ministério do ES.1-14 V. na maioria dos manuscritos a primeira pessoa é usada: “E olharão para mim. A entrada triunfante de Jesus em Jerusalém é descrita com detalhes em 9. que impede a conclusão do templo de Deus. Um triste comentário em 7.17 A Segunda profecia: O Messias Reina 12.1-14.7-17 Os quatro chifres e o ferreiro 1.testemunho sobre a traição de Cristo por trinta moedas de prata ( 11.7) e sua segunda vinda (14. Duas referências a Cristo são de profundo significado.9.1-8 III. As oito visões 1.1-11.4).

Numa linguagem fervorosa e brilhante. Malaquias continua a descrever o tipo original do sacerdócio. quando ele aparecer?” (3.10) tornam a data pós– exílica simultânea com Neemias mais provável ( cerca de 450 aC). mas. castigado. podemos aprender que ele teve um grande amor pelo povo de Judá e pelas cerimônias do templo. O ES. Conteúdo Na sua declaração de abertura. Malaquias é o último de muitos homens divinamente inspirados que. O profeta. provavelmente. Seus escritos demonstram que ele foi um profeta dedicado— Uma pessoa nitidamente em sintonia com o ES. serão castigados severamente. Data A falta de menção de qualquer rei ou de incidentes históricos identificáveis torna a datação um tanto difícil. o profeta salientam o desdém aberto e arrogante dos sacerdotes pela Lei e sua influência negativa sobre o povo. Jesus (3. censura as práticas não-religiosas do povo. Este é o fundo paras as reprovações e exortações que se seguem. Ele foi. um triunfo vitorioso (4. ele podia ser efetivamente usado para advertir o povo sobre seu comportamento pecaminoso e persuadi-lo a conformar sua vida com a lei do Senhor. Malaquias salienta o amor imutável de Deus por seu povo. Finalmente. Não somente eles profetizaram acerca da vinda do Messias. além disso. nós encontramos claras elocuções proféticas com respeito ao repentino aparecimento de Cristo—o anjo do (novo) concerto (3.39 . e o ímpio. O profeta mostra que eles provocam muita queda no pecado. num período de uns mil anos.1) nascerá e salvação trará debaixo das suas asas”. Elias (João Batista). de seus escritos. devido à sua misericórdia. ele salienta.1). por suas próprias forças pode. Depois. “Quem subsistirá. ele exorta o povo a observar as Leis dadas a Israel através de Moisés e promete a vinda do Messias e do seu precursor. Isso é seguido por uma súplica fervorosa para vigiarem suas paixões e serem fieis às esposas da sua mocidade. mas.2). para aqueles que temem ao Senhor. a não ser que eles se arrependam. outorgou a ele o privilégio de levar a linhagem de profetas escritores fiéis e dedicados a um término. um contemporâneo de Neemias. predisseram a vinda do Justo. sobre o Mensageiro do concerto e o grande e terrível dia do julgamento divino. Contexto Histórico Como já foi mencionado. que dura para sempre. em termos não –ambíguos. Primeiro. Ele profetiza sobre o Sol da Justiça. sua recusa da justiça de Deus e sua defraudação ao Senhor. considerado por alguns ter sido Esdras. O uso de várias palavras persas no texto e a referência a um templo reconstruído (1. Aquele dia será um tempo de julgamento. isto é. O Espírito Santo em Ação A Obra do ES em Malaquias é evidente na sua pessoa e no ministério profético. Essa declaração conclui o AT e o liga à boas-novas da provisão de Deus no Sol da Justiça descrita no NT. Portanto. Como tal. é melhor considerar o livro como escrito pelo próprio profeta. Cristo Revelado No último livro do AT. mas. “o Sol da Justiça. Malaquias não é mencionado em mais nenhum lugar na Bíblia. permitindo a ele proclamar com clareza e fervor a sua visão da vinda de Cristo.2) Ninguém . dadas a eles pelo Senhor. por reterem os dízimos e as ofertas exigidas. mas também explicaram detalhadamente ao povo seus pecados e os advertiram a respeito do justo julgamento de Deus. usando o pseudônimo Mal’aki (“Meu mensageiro”). além disso. ele os adverte de que o Senhor não será um espectador inativo.Malaquias Autor: Malaquias Data: Cerca de 450 aC Autor Embora alguns atribuam Malaquias a um escritor anônimo.A. no qual o justo será galardoado. a traição dos sacerdotes leigos no divórcio de esposas fiéis e casamento de mulheres pagãs que praticam adoração de ídolos. 85 .

3 VII. Bênção no dar 3.17-3-5 V.2-5 II. O dia do Julgamento 2.4-6 Índice 86 . A infidelidade do povo 2. O destino do ímpio e do Justo 3.6-12 VI.6-2. Exortação e Promessa 4.13-4.1 I.Esboço de Malaquias O Título 1. O fracasso dos sacerdotes 1.10-16 IV. O amor do Senhor por Israel 1.9 III.

15-20).N. 19.53-18.. O nascimento de Jesus salienta o tema do cumprimento. no qual Jesus descreve como as pessoas devem viver no Reino de Deus.23). incluindo a surpreendente Grande Comissão (28.30. 13.15. comum ao judaísmo. 24-25 contêm os ensinamentos de Jesus relacionados à últimas coisas. 26. Jesus tem um relacionamento direto e sem mediação com o Pai (11. 87 .1). 20.12.64). uma referência velada ao seu caráter messiânico (Dn 7.13.1) reproduz as instruções de Jesus a seus discípulos quando ele os enviou para a viagem missionária.12-20).52) registra várias controvérsias nas quais Jesus estava envolvido e sete parábolas descrevendo algum aspecto do Reino dos céus.24) quanto seu retorno na glória (como em 13. 2.28.14).2-13. 26. como citações na literatura cristã do Séc I. A Segunda parte (8.27. 24. que é chamada a viver nova ética do Reino dos céus. além de seu nome e ocupação.44. ele pregou na Palestina e depois conduziu campanhas missionárias em outras nações.1-11.53. a antiga tradição da igreja o atribui a Mateus.41.1-25.1.28.128. mas foi planejada para mostrar que o Judaísmo encontra o cumprimento de suas esperanças em Jesus. Portanto. 19.28. a nova comunidade.27).1. retrata a realeza de Jesus e sublinha a importância dele para os gentios. 3.46) narra a viagem final de Jesus a Jerusalém e revela seu conflito climático com o judaísmo. Conteúdo O objetivo de Mt é evidente na estrutura deste livro. nos quinze anos após ressurreição de Jesus. Pouco se sabe sobre ele. Mt apresenta Jesus como o Senhor e Mestre da igreja. que agrupa os ensinamentos e atos de Jesus em cinco partes. 16. No Evangelho.17.23. 26. 16. Os caps. Cristo Revelado Este Evangelho apresenta Jesus como o cumprimento de todas as expectativas e esperanças messiânicas.35) o principal discurso aborda a conduta dos crentes dentro da sociedade cristã (cap 18). ele impregna seu Evangelho tanto com citações quanto com alusões ao AT.” (7. Jesus normalmente faz alusão a si mesmo como o Filho do Homem.18. Mt estrutura cuidadosamente suas narrativas para revelar Jesus como cumpridor de profecias específicas. Jesus declara: “a igreja” como seu instrumento selecionado para cumprir os objetivos de Deus na Terra (16. como possibilitou-lhe interpretar tanto sua missão de redenção (como em 17. à ressurreição e à comissão do Senhor à Igreja. A não ser no início e no final do Evangelho.Mateus Autor: Mateus Data: Cerca de 50—75 dC Autor Embora este evangelho não identifique seu autor.1-2. A tradição diz que..1 . em conexão com a resposta humana necessária. que é a garantia da presença viva de Jesus. Como o Filho. O uso do título “Filho de Deus” por Mt sublinha claramente a divindade de Jesus ( 1. A Terceira parte (11. 3-7) contém o Sermão da Montanha. testemunham desde cedo a existência e o uso de Mt. a disposição de Mt não é cronológica e não estritamente biográfica. Este tipo de estrutura. O Evangelho de Mt pode ter servido como manual de ensino para a igreja antiga. A Quarta parte ( 13. Data Evidências externas. 18. Líderes da igreja do Séc. o apóstolo e antigo cobrador de impostos. II e III geralmente concordavam que Mt foi o primeiro Evangelho a ser escrito. O termo não somente permitiu a Jesus evitar mal-entendidos comuns originados de títulos messiânicos populares.22. e várias declarações em sues escritos indicam uma data entre 60 e 65 dC. pode revelar o objetivo de Mt em mostrar Jesus como o cumprimento da lei. A primeira parte (caps. 11. introduzindo muitas delas com a fórmula “para que se cumprisse”.20) detalha acontecimentos e ensinamentos relacionados à crucificação. Mt mostra que Jesus é o Messias ao relacioná-lo às promessas feitas a Abraão e Davi. Cada divisão termina com uma fórmula como: “Concluindo Jesus estes dircusos. No prólogo (1. O restante do Livro (26. A quinta Parte (19.16).

2-13. o ES está ligado ao exorcismo de Jesus e à presente realidade do Reino de Deus. profetizam. encontramos uma advertência dirigida contra os falsos carismáticos. Da mesma forma que João imergia seus seguidores na água.29 II. os discípulos de Jesus têm garantida sua constante presença com eles.1-20 Índice 88 .1-23.27 Narrativa: Vários episódios precedentes à jornada final de Jesus em Jerusalém 13.11).28. “batizando-os em nome do Pai.50 Discurso: Parábolas do Reino 13.1-7.52 Narrativa: Controvérsia que se intensificam 11.19).53-17.23 Genealogia de Jesus 1.27). Antes de Jesus começar seu ministério público.1).1 Narrativa: Histórias dos dez milagres 8. O poder do Espírito habilitou Jesus a curar (12. Parte Cinco: Jesus na Judéia e em Jerusalém 19. mas não fazem a vontade do Pai.1-25.46 A narrativa da Paixão 26. eles deveriam batizá-los “no/com referência ao “ nome— ou autoridade– do Deus Triúno. Presumivelmente.1-11. Em sua obediência a esta missão. aqueles que na igreja.1-52 IV. controvérsia e discurso 13.28).1 Discurso: Missão e martírio 9.1-35 V.1-27. Jesus imergirá seus seguidores no ES (3.1 III.1-17 O nascimento 1. Parte Dois: O ministério de Jesus na Galiléia 8. o ES é encontrado na Grande Comissão (28.1-7. Isto é.1-12 Fuga para o Egito e matança nos inocentes.1-25. ele foi tomado pelo Espírito de Deus (3. a volta para Israel 2. do Filho e do ES” (v. Em 12. o ES está executando um novo acontecimento com o Messias—”é chegado a vós o Reino de Deus” (v.16) e foi conduzido ao deserto para ser tentado pelo diabo como preparação adicional a seu papel messiânico (4.21) Jesus declarou que suas obras eram feitas sob o poder do ES.1-2.66 A narrativa da ressurreição 28.18-25 A adoração dos magos 2.28).35-11. Parte Três: Histórias e parábolas em meio a controvérsias 11.39 Discurso: Os ensinos escatológicos de Jesus 24. atribuir o ES ao diabo era cometer um pecado imperdoável (12.1-11.29 Discurso: O Sermão da Montanha 5. Portanto.53-17.21-23.O Espírito Santo em Ação A atividade do ES é evidente em cada fase e ministério de Jesus.13-13 I.27 Discurso: Ensino sobre a igreja 18. o mesmo ES que inspira atividades carismáticas também deve permitir que as pessoas da igreja façam a vontade de Deus (7. Foi por meio do poder do Espírito que Jesus foi concebido no ventre de Maria (1.18-20). evidenciando que o Reino de Deus havia chegado e que o poder de satanás estava sendo derrotado. Em 7. pois os filhos dos fariseus (discípulos) também praticavam exorcismo (12.15-21 e a expulsar demônios (12. Esboço de Mateus Prólogo: Genealogia e narrativa da infância 1.2-12. expulsam demônios e fazem milagres. Parte um: Proclamação do Reino dos Céus 3.46 Narrativa: A jornada final de Jesus e a instauração do conflito 19. não apenas pelo fato do exorcismo em si. Parte Quatro: Narrativa.1-7.28-32).16-20).29 Narrativa: Início do Ministério de Jesus 3. Os discípulos são ordenados a ir e a fazer discípulos de todas as nações. Finalmente. Mas precisamente.

Existem muitos latinismos no Evangelho (4. Após a introdução (1. especialmente o cap.31). mas que. 89 . e tome a sua cruz e siga-me” (8. Mc também é o Evangelho da vivacidade. De muitas formas. O que era verdade para Jesus deveria ser para os apóstolos e discípulos de todas as idades.) está inserido no contexto do amor oferecido pelo Filho de Deus. Nero acusou a comunidade cristã de colocar fogo na cidade de Roma. Embora a igreja antiga tenha tomado cuidado em manter a autoria apostólica direta dos Evangelhos.14. testemunho que é preservado na História Eclesiástica de Eusébio. indica ter sido escrito antes da destruição do Templo em 70 dC. O Evangelho em si. que não era um apóstolo.17-30) e pelo primeiro anúncio de Jesus e sua crucificação (8. que tem seu clímax na cruz e ressurreição.32-34).Marcos Autor: Marcos Data: Cerca de 65—70 dC Autor Mesmo que o Evangelho de Mc seja anônimo. depois de três dias. vivendo constantemente sob ameaça de morte.14-9. Mc é o menor dos Evangelhos. 12.1-13). que chega ao clímax com sua morte e ressurreição subseqüente. 15. Papias descreve marcos como “interprete de Pedro”. É o evangelho da ação.N. movendo-se rapidamente de uma cena para outra. O Evangelho de João é um retrato estudado do Senhor. No centro do Evangelho há pronunciamentos explícitos de “que importava que o Filho do Homem padecesse muito. escolha de discípulos. mas torna-se uma norma para o comprometimento do discipulado: “Se alguém quiser vir após mim. mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”(10. culminando na paixão e ressurreição (caps 14-16). também torna a narrativa rápida.31). Contexto Histórico Em 64 dC. O Evangelho pode ser visto como duas metades unidas pela confissão de Pedro de que Jesus era o Messias (8. seguidor próximo de Pedro ( 1Pe 5. que fosse morto.45). e que fosse rejeitado pelos anciãos. etc. 6. A maior parte das evidências sustenta uma data entre 65 e 70 dC. enquanto que Mc é como um filme da vida de Jesus. Data Os fundadores da Igreja declaram que o Evangelho de Mc foi escrito depois da morte de Pedro. e não contém nenhuma genealogia e explicação do nascimento e antigo ministério de Jesus na Judéia. ensinamentos sobre o reino de Deus. Essa característica tende a apoiar a tradição de que Mc escreveu para uma audiência romana e gentílica. Os olhares e gestos de Jesus recebem atenção fora do comum. comunhão com os pecadores.21.2 . Todo o ministério de Jesus (milagres.13) e companheiro de Paulo e Barnabé em sua primeira viagem missionária. mais do que em todo o resto do NT. Em meio a uma igreja perseguida. Frases gráficas e surpreendentes ocorrem com freqüência para permitir que o leitor reproduza mentalmente a cena descrita. Ele destaca as atividades dos registros mediante o uso da palavra grega “euteos” que costuma ser traduzia por “imediatamente”.39). ressuscitaria” (8.27. bispo da Igreja em Hierápolis (cerca de 135-140 dC). ele enfatiza a Paixão de Jesus de modo que se torna a escala pela qual todo o ministério pode ser medido: “Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido. onde eles podem descobrir o significado e esperança em seu sofrimento. os pais da igreja atribuíram coerentemente este Evangelho a Marcos. o evangelista Marcos escreveu suas “boas novas”. 13. a antiga tradição é unânime em dizer que o autor foi João Marcos. Marcos guia seus leitores à cruz de Jesus. Mc narra o ministério público de Jesus na Galiléia (1. O mais antigo testemunho da autoria de Mc tem origem em Papias.50) e Judéia (caps 10-13).31. negue-se a si mesmo. A palavra ocorre quarenta e duas vezes. Mc enfatiza pouco a lei e os costumes judaicos. que aconteceu durante as perseguições do Imperador Nero por volta de 67 dC. O uso freqüente do imperfeito por Mc denotando ação contínua. Conteúdo Mc estrutura seu Evangelho em torno de vários movimentos geográficos de Jesus. e por esse motivo instigou uma temerosa perseguição na qual Paulo e Pedro morreram.34). e pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. Está claro que ele quer que seus leitores tomem a vida e exemplo de Jesus como modelo de coragem e força. Mt e Lc apresentam o que poderia ser descrito como uma série de imagens coloridas. 10. e sempre os interpreta para o leitor quando os menciona. Esse pronunciamento de sofrimento e morte é repetido (9.

15-18).27-28.14-20).1-6).11). Os crentes seriam totalmente imersos no Espírito.28). Como designação para o Messias. como poder. 3.50 Princípio: Sucesso e conflito iniciais 1.14-3. é “Filho do Homem”. Que Jesus realizava pela ação do ES (3. num total de catorze vezes em Marcos. Os escribas blasfemaram contra o ES ao atribuírem a satanás a expulsão dos demônios.36). 3.19-30). aceitar sua cruz e segui-lo.30).16. os discípulos de Jesus precisam ver além de sua missão. mas uma história concisa da redenção obtida mediante o trabalho expiatório de Cristo. e o templo (11. A explicação de Mc confirma o motivo de Jesus ter feito essa grave declaração (3. a natureza (4. O Ministério de Jesus na Galiléia 1.27. Mc. cura. 9. Mc declara graficamente que “o Espírito o impeliu para o deserto” (1.14-9.6) faz alusão à qualidade de filho divino de Jesus (12. o sábado (2. Filho de Deus” (1. habilitando-o para seu trabalho messiânico de cumprimento da profecia de Isaías (Is 42. como os seguidores de João o eram nas águas.7).1).13 90 .45-52). Messias e Reino.39).12-13 I.35-41.Cristo Revelado Esse livro não é uma biografia.1-13 Declaração sumária 1.11.10). O titulo que Jesus usava com mais freqüência para si próprio. este termo (ver Dn 7. atentando para o discipulado. a doença (5. Por fim.8). as tradições legalistas (7. Mc recorda a profecia de João Batista de que Jesus “vos batizará com o ES” (1. o pecado (2.1. a morte (5. fornece sua tese central em relação a identidade de Jesus como o filho de Deus.12) para que fosse tentado.21-34).6 Etapas posteriores: Aumento de popularidade e oposição 3.9-11 A tentação de Jesus 1. que queria corrompê-lo antes que le embarcasse em uma missão de destruir o poder do inimigo nos outros. os espíritos imundos o reconhecem como Filho de Deus (3. pois esses pecados e blasfêmias podem ser perdoados. 48. enquanto os demônios confessam sua qualidade de filho de Deus. a narrativa da crucificação termina com a confissão do centurião: “Verdadeiramente. O contexto define o significado dessa verdade assustadora.2-3 O ministério de João Batista 1. profeta.6). autoridade. Além das referências explícitas ao ES. O pecado contra o ES é colocado em contraste com “todos os pecados” (3. Sua visão prejudicada tornou-os incapazes do verdadeiro discernimento. O Espírito Santo em Ação Junto com os outros escritores do Evangelho. O ES desceu sobre Jesus em seu batismo (1. Mesmo apesar de muitas pessoas interpretarem mal sua pessoa e missão.13) não era tão popular entre os Judeus como o título “Filho do Homem” para revelar e para esconder seu messianismo e relacionar-se tanto com Deus quanto com o homem.11. imposição de mãos. 61. Em duas ocasiões.7). este homem era o Filho de Deus. 5.1-2). Tanto o batismo quanto a transfiguração testemunham sua qualidade de filho (1. Esboço de Marcos Introdução 1.22) e sua autoridade sobre satanás e os espírito malignos (1.” (15. sugere que os discípulos de Jesus deveriam ter um discernimento amplo ao mistério de sua identidade. Mc emprega palavras associadas com o dom do Espírito. Um grande estímulo aos cristãos que enfrentam a hostilidade de autoridades injustas é a garantia do Senhor de que o ES falará através deles quando testemunharem de Cristo (13. Título de abertura do trabalho de Mc. A narrativa do ministério subseqüente de Cristo testemunha o fato de que seus milagres e ensinamentos resultaram da unção do ES.1-12).7-6. Mc demonstra as reivindicações messiânicas de Jesus enfatizando sua autoridade com o Mestre (1.4-8 O batismo de Jesus 1. sugerindo a urgência por encontrar e vencer as tentações de satanás. “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo.22). A segunda vinda do Filho do Homem revelará totalmente seu poder e glória.35-43).1-13. 6.1 Cumprimento da profecia do AT 1. Jesus também refere à inspiração do AT pelo ES (12. A parábola dos lavradores malvados (12.

37 A Paixão 14.1-20 Índice 91 .26-9.1-13.Ministério fora da Galiléia 6.1-15.47 A ressurreição 16.50 II.1-52 Ministério em Jerusalém 11.26 Ministério no caminho para a Judéia 8.14-8.1-16.20 Ministério na Transjordânia 10. O Ministério de Jesus na Judéia 10.

Este evangelho tem mais referências à oração do que os outros evangelhos.28.20. 18. 16-18). Lc deixa claro que Jesus é o cumprimento das esperanças do AT relacionadas à salvação. De todos os escritores dos Evangelhos só ele registra a circuncisão e dedicação de Jesus (2. Do cântico de Simeão. 17. 19.25-26. Outros. um companheiro próximo de Paulo (Cl 4.13. Zacarias e Isabel.19-31.4.29-32.1). 6.12. como o relato do fariseu e da pecadora (7. Ana. 13. 2.. Fm 24. que ele escreveu durante o primeiro encarceramento de Paulo pelos romanos. 16.47).N. como o primeiro de uma série de dois volumes. Como Lucas estava em Cesaréia de Filipe durante os dois anos em que Paulo ficou preso lá (At 27.15.14. nem a discussão sobre a tradição judaica (Mt 15. Um versículo chave do evangelho de Lc é o 19.20-21.14.25). mas no máximo até 75 dC.1-10). Para as nações” (2. Além disso.9-14). Visto que a tradição de igreja atribui com unanimidade essas duas obras a Lucas.39-43).1-4.9-14). 92 . louvando Jesus como “luz. Só Lc tem as lições do Senhor sobre a oração ensinada nas parábolas do amigo importuno (18.41-52).46). como as evidências internas sustentam esse ponto de vista.13. Mc 7. Ao apresentar Jesus como Salvador de todos os tipos de pessoas.1).5). 6. então provavelmente . Ele enfatiza ainda. e. bem como sua visita ao Templo quando menino (2.29.43).1 é.1-20. Por exemplo.16. uma referência ao terceiro evangelho. “ O primeiro tratado” At 1.36-50). Lc omite muito material que é estritamente de caráter judaico. as raízes judaicas de Jesus.32) ao comissionamento do Senhor ressuscitado para que se “pregasse em todas as nações” (24.1-2. a história de Zaqueu (19. cerca de 63 dC.68-79.1-8. 24-25.21-24).3 . que declara que Jesus “veio buscar e salvar o que se havia perdido”. a parábola do fariseu e o publicano (18.10.13-21. Por outro lado. 9. 11. Lc inclui muitas características que demonstram universalidade.21-48. 12. Somente ele relata o nascimento e a infância de Jesus no contexto de judeus piedosos como Simeão.. Conteúdo Uma característica distinta do Evangelho de Lc é sua ênfase na universalidade da mensagem cristã. salientam que Lucas o escreveu antes de At. Lc realça o fato de que Jesus não é apenas o Libertador dos judeus. E o fato de o escrito dedicar ambos os livros a Teófilo também demonstra solidamente uma autoria comum. mas também o Salvador de todo o mundo. Lc também exclui os ensinamentos de Jesus no Sermão da Montanha que tratam diretamente do seu relacionamento com a lei (mt 5. 2Tm 4.1-10). 5. e o perdão do ladrão na cruz (23.34. 23. A fim de sustentar esse tema. 3. Data Eruditos que admitem que Lucas usou o Evangelho de Marcos como fonte para escrever seu próprio relato datam Lc por volta do ano 70 dC. o médico. Lc inclui material não encontrado nos outros evangelhos.4656.18.Lucas Autor: Lucas Data: Cerca de 59—75 dC Autor Tanto o estilo quanto a linguagem oferecem evidências convincentes de que a mesma pessoa escreveu Lucas e Atos. 6. Lc também omite as instruções de Jesus aos Doze para se absterem de ministrar aos gentios e samaritanos (Mt 10. o evangelho é abundante em notas de louvor e ação de graças ( 1.53.21. 14.11). Lc ressalta as advertências de Jesus sobre o perigo dos ricos e a simpatia dele pelos pobres (1.1-23). Por todo o Evangelho. entretanto. então o Evangelho de Lc pode ser datado por volta de 59-60 dC. que estavam entre os fiéis restantes “esperando a consolação de Israel” (2. 7. Ele enquadra o nascimento de Jesus em um contexto romano (2. mostrando que o que ele registra tem significado para todas as pessoas.18. ele não inclui o pronunciamento de condenação de Jesus aos escribas e fariseus (Mt 23).1. ele teria uma grande oportunidade durante aquele tempo para conduzir investigações que ele menciona em 1.16. não há motivos para contestar a autoria de Lucas. Se for este o caso. Lc enfatiza especialmente a vida de oração de Jesus registrando sete ocasiões em que Jesus orou que não são encontrados em mais nenhum outro lugar (3. 5.

1-40 O menino Jesus no templo 2. 5) evidência seu ministério carismático está repleta (4.48. ressaltando sua obra tanto na vida de Jesus quanto no ministério continuo da igreja.1-2). Jesus lê a passagem messiânica: “O Espírito do Senhor está sobre mim. Quando os discípulos voltam com alegria de sua missão (10. Cinco palavras gregas denotando alegria ou exultação são usadas duas vezes com mais freqüência tanto Lc como Mt ou Mc. Is 61. Em segundo lugar: O ES capacita Jesus para cumprir seu ministério—o Messias ungido pelo ES.”(4. Preparação para o ministério público 3.24) e o Servo Sofredor (4. Em primeiro lugar: a ação do ES é vista na vida de várias pessoas fiéis..12.57-80 O nascimento de Jesus 2. Em momentos críticos daquele ministério. Lc refere-se a Jesus como “Senhor” dezoito vezes em seu evangelho.17). Então.” (10. como uma pomba (3.41-44).15). Em quarto lugar: O ES espalha alegria tanto a Jesus como à nova comunidade.41-52 III. E estavam sempre no templo.41.31. através de oração de petição leva a cabo o ministério messiânico.21).25-27). 2) Ele leva Jesus ao deserto para ser tentado (4. tornaram com grande júbilo para Jerusalém. usadas com força progressiva. Prólogo 1.21).1-4 II. Ele é constantemente bondoso para com os rejeitados. Jesus volta para a Galiléia no poder do mesmo (4. 10.49). bem como no fato de João ter cumprido seu ministério sob a unção do ES (1. Jesus é. O título “Filho do Homem” é encontrado 26 vezes no evangelho. Esboço de Lucas I. 1) O Espírito desce sobre Jesus em forma corpórea.35. o Servo que se dispõe firmemente a ir a Jerusalém cumprir seu papel (9.1-20 O batismo de Jesus 3. louvando e bendizendo a DEUS” (24. Em terceiro lugar: O ES.17-19. Jesus é o Messias. Jesus é o amigo dos proscritos humildes.. o perfeito salvador da humanidade. há cinco referencias ao Espírito. Lc dá os seguintes testemunhos sobre ele: Jesus é o profeta cujo papel equipara-se ao Servo e Messias (4.Cristo Revelado Além de apresentar Jesus como o Salvador do mundo.5-2.26-38 Visita das duas mães 1.49).39.1). relacionadas ao nascimento de João Batista e Jesus (1.1-13 93 . Jesus é o filho de Davi (20. O mesmo Espírito capacitou Jesus para cumprir seu ministério.. “adorando-o eles. Nos caps 3-4.28. mas também tem o cuidado de definir a natureza de seu messianismo.52 Anúncio do nascimento de João Batista 1.39-56 O nascimento de João Batista 1. “Naquela mesma hora.21-22 A genealogia de Jesus 3..13 O ministério de João Batista 3. que foi contado com os transgressores (22.1-8) e ligará o ministério messiânico de Jesus ao ministério poderoso deles através da igreja (24.23-38 A tentação 4. Jesus é o homem ideal.1-4. reivindicando o cumprimento nele (4. A narrativa da infância 1. 2.18.14) 4) Na sinagoga de Nazaré. se alegrou Jesus no ES e disse.22).37). Enquanto os discípulos estão esperando pelo Espírito prometido (24.67.5-25 Anúncio do nascimento de Jesus 1. 7. 9. 3) Após sua vitória sobre a tentação.21.51).19). por excelência.31-44) e continua em todo seu ministério de poder e compaixão. O mesmo ES que foi eficaz através de orações de Jesus dará poder as orações dos discípulos (18. O Espírito Santo em Ação Há dezesseis referências explicitas ao ES. o Filho do Homem (5. 919.16. Jesus é o Senhor exaltado.52-53).24. 6.21). 24. Lc não apenas afirma sua identidade messiânica. Jesus ora antes. durante ou depois do acontecimento crucial (3.18.

4 Discurso escatológico 21. O ministério de Jerusalém 19.29-21.14-44 Do chamamento de Pedro ao chamamento dos doze 5.50 V. morte e sepultamento de Jesus 22. O ministério galileu 4.29-48 História de controvérsias 20.53 A refeição de Páscoa 22.50 Em Nazaré e Carfanaum 4.IV.56 A ressurreição e a ascensão 24.39-23.1-21.51-19.17-49 Narrativa e diálogo 7.1-6.5-38 VII. A narrativa de viagem (no caminho para Jerusalém) 9. A paixão e glorificação de Jesus 22.14-9.1-38 A paixão.38 Acontecimentos na entrada de Jesus em Jerusalém 19.1-9.16 O Sermão da Montanha 6.28 VI.53 Índice 94 .1-24.1.

1. testemunham a missão divina do Filho de Deus. João mudou-se para Éfeso. isto é. I. e alguns acontecimentos em particular do ministério de Jesus são comuns a todos os quatro livros. a humanidade de Jesus significava essencialmente uma missão dupla: 1) como o”Cordeiro de Deus (1. Ao contrário. Deus é o Espírito. Em 1. 95 . Nesse caso. da justiça e do juízo (16. 20. conforme citado nos Sinóticos. conforme comandado e motivado pelo ES (4. João lida com as implicações teológicas da primeira vinda de Jesus. Na falta de provas substanciais do contrário. Na verdade. guiando os crentes e a um entendimento dos significados. ele procurou a redenção da humanidade. alguém como Jesus. ao invés de uma.21-23). Aqueles que crêem em Cristo hoje podem. Cristo colocou-se coerentemente além de si mesmo perante o Pai que o havia enviado e a quem ele buscava glorificar.20). 19. O esquema amplo é o mesmo. 3) O ministério de Jesus gira em torno das três festas da Páscoa. A experiência de ser “nascido no Espírito” descreve o Novo Nascimento (3. não apenas como uma figura do passado distante. João revela a função do ES em continuar a obra de Jesus.7.João demonstra que o papel do Espírito abrange cada faceta da vida. enxergá-lo como um contemporâneo. ele trabalha como o agente que convence o mundo do pecado. bem como sua encarnação.João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 85 dC Autor A antiga tradição da igreja atribui o quarto evangelho a João “o discípulo a quem Jesus amava” (13. o que estendeu o ministério de Jesus até o final desta era.23. enquanto os caps 13-21 relatam seu ministério privado aos seus discípulos.16) é exclusiva de João e significa literalmente. Mc 13. Conteúdo Enquanto era bem provável que João conhecesse as narrativas dos outros três Evangelhos.2. João divide o ministério de Jesus em duas partes distintas: os caps 2-12 dão uma visão de seu ministério público. Algumas das diferenças distintas são: 1) Ao invés das parábolas familiares. Seria um grave erro. Cristo Revelado O livro apresenta Jesus como ó único Filho gerado por Deus que se tornou carne.6).811). Além disso. Data A mesma tradição que localiza João em Efeso sugere que ele escreveu seu evangelho na última parte do séc. Ele mostra o estado preexistente de Jesus com Deus. Como. O Espírito Santo em Ação A designação do ES como “Confortador” ou “Consolador” (14.29). “alguém chamado ao lado”. Para João. que pertencia ao “círculo íntimo” dos seguidores de Jesus (Mt 17. ele escolheu não seguir a seqüência cronológica de eventos dos mesmos como uma ordem tópica. compreender o objetivo do Espírito apenas em termos daqueles em situações difíceis.4 . implicações e imperativos do evangelho e capacitando-os a realizar “obras maiores” do que aquelas realizadas por Jesus (14. De acordo com escritores cristãos do séc. sua divindade e essência. provavelmente durante a guerra Judaica de 66-70dC. eles podem ter usado as tradições literárias comuns e/ou orais. 21. assim.3). os próprios milagres que Jesus realizou como “sinais”.24).12). Ele é “outro consolador”. a maioria dos eruditos aceitam esta tradição. isto é. 2) Através de sua vida e ministério. João tem discursos extensos. Em relação ao mundo exterior de Cristo.1-18. denominado “prólogo”. entretanto. 2) Em lugar dos muitos milagres e cura dos sinóticos. aqueles que o adoram devem fazê-lo espiritualmente. 4) Os ditos “Eu sou” são unicamente joaninos. João usa sete milagres cuidadosamente escolhidos a dedo que servem como “sinais”.N. em essência. em antecipação do Pentecostes.26. ele revelou o Pai. I . onde continuou seu ministério. o Espírito torna-se o capacitador divino para o ministério autorizado (20.

1-15 Honrando o Pai e o Filho 5.1-26 III. O ministério de Jesus aos discípulos 13.1-8 I.1-21.1-31 Produtividade por submissão 15.41 Jesus.13-3.1-20 Pronunciamento de traição e negação 13.1-14 Julgamento perante o sumo sacerdote 18.1-12.26 Servir— um modelo 13.1-21.12-19 Rejeição final: descrença 12.23 A prisão de Jesus 18. O ministério público de Jesus 1.1-12 Ministério em Jerusalém 2.19-51 As bodas em Caná 2.Esboço de João Prólogo 1.1-71 Conflito em Jerusalém 7.16-29 Testemunhas do Filho 5.1-42 A cura do filho de um oficial do rei 4.1-42 Ministério em Batânia 11.1-9.4 Compreendendo a partida de Jesus 16.21-38 Preparação para a partida de Jesus 14.5-33 A oração de Jesus por seus discípulos 17.1-17. Paixão e ressurreição de Jesus 18.17-42 Ressurreição e aparições 20.24-25 Índice 96 .1-17 Lidando com rejeição 15.28-19.23 Epílogo 21.36 Jesus e a mulher de Samaria 4.50 Preparação 1. o bom Pastor 10.15-27 Julgamento perante Pilatos 18.43-54 A cura de um paralítico em Betesda 5.19-12.18-16.30-47 Ministério na Galiléia 6.11 Entrada triunfal em Jerusalém 12.16 Crucificação e sepultamento 19.20-50 II.

38).31).14). Enquanto isso.42) e retornará triunfante no final dos tempos (1. aqueles que acreditam nele receberão perdão dos pecados (2. não pode ser compreendida sem que se veja a relação entre Atos e os Evangelhos. Então a ressurreição de Jesus é enfatizada. que dá testemunho dele (5. Depois da morte de Estevão (7. e não havia mais o que escrever. O livro termina abrupta. que demonstra uma continuidade essencial. O Espírito Santo em Ação O poder do ES através da igreja é característica mais surpreendente de Atos. 4. Jesus é apresentado como uma figura histórica (2.22.12.8 é a chave do livro. mas muitos apontam para Lucas.60-8. 3.33). registrando a disseminação da cristandade de Jerusalém a Roma. O autor é o mesmo que escreveu o Evangelho de Lucas. 2. Jesus “por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos” (10. Data Lucas conta a história da igreja antiga dentro da estrutura de detalhes geográficos. 10.24-32.23. I. 4. desde a Palestina até a Itália. Jesus havia derramado o prometido Espírito Santo (2. 10.18-20. 97 . 5. “o médico amado” (Cl 4. Em primeiro lugar.23). 5. 22.10. pode-se datar a redação de At como próxima à prisão do apóstolo naquela cidade por volta de 62 dC.46-49). e os crentes se dispersaram (Caps. apesar de deixá-lo prisioneiro em Roma.21. 13. Conteúdo Atos é uma seqüência da vida de Cristo nos Evangelhos. Os apóstolos declaram que Jesus fora exaltado a uma posição de domínio único e universal (2. 13. ocorreu a conversão de Saulo (cap 9). A sua obra no livro.39) e o “dom do ES” (2. Àqueles que não acreditam nele serão destinadas coisas terríveis (3. 17. Lc 24.40-41.N.33-36. O livro portanto. especialmente como cumprimento da profecia do AT e como revogação de Deus do veredicto do homem sobre Jesus (1.38. políticos e históricos que podiam encaixar-se apenas no séc. pois tudo indicava que Lucas tinha atualizado o assunto.14-19 M7 4.3. Em geral. O poder do Espírito na vida de Jesus o autorizou a pregar o Reino de Deus e a demonstrar o poder do Reino mediante a cura de doente.32) e habilita os crentes (1. Tanto o ministério público de Jesus nos Evangelhos quanto o ministério público da igreja em Atos começaram com um encontro com mo Espírito capaz de mudar vidas.1). por causa desses fatos e porque o livro não registra a morte de Paulo.30-37.5 – Atos dos Apóstolos Autor: Historicamente Lucas Data: Cerca de 62 dC Autor O livro de At não menciona especificamente seu autor.19. e o modelo é uniforme. Desse lugar de honra suprema e poder executivo. Esse versículo prediz o derramamento do ES e seu poderoso testemunho. É a iniciação da Grande Comissão de Jesus pra formar discípulos de todas as nações (Mt 28.23). Jesus tinha sido “entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus” (2. 10.31). 5.21. 8-12).3). Em seguida a morte de Jesus é atribuída igualmente à crueldade do home e ao objetivo de Deus. 17. O mesmo poder em At 2 deu a mesma autoridade aos discípulos. portanto . Cristo Revelado Atos registrou vários exemplos da proclamação apostólica do evangelho de Jesus Cristo. um acontecimento de tamanha importância que Lucas inclui três longas descrições sobre o incidente (caps 9. Por outro lado..23).43. At relaciona a expansão da cristandade passo a passo para o oeste. A maior seção de Atos enfoca o desenvolvimento e expansão do ministério gentio comandado por Paulo e seus colaboradores (13. a expulsão de demônios e a libertação dos cativos (Lc 4. Durante esse período da história.38).31. começa em Jerusalém (caps 1-7) Como Pedro assumindo o papel principal e os judeus como receptores do evangelho. em ambos os relatos essenciais os resultados desse acontecimento. 3. entretanto. a perseguição espalhou-se conta a igreja.30.8). Por outro lado. At 1. 26).11). O livro foi até mesmo chamado de Os Atos do Espírito Santo. os judeus o haviam “crucificado” por “mãos de injustos” (2.28).

A história de Cornélio 10. Embora não esteja especificado.6) Todas essas passagens são equivalentes à promessa de Jesus de que a Igreja seria “batizada com o ES” (1.1-7. Esboço de Atos Prólogo 1. A promessa do ES 1. O concerto em Jerusalém para discutir lei e graça 15.15-12.1-31 VIII.42 V.60 VI.25-28.4.28 II.14 V.23-21. Autoridade apostólica na igreja antiga 4.31 Índice 98 . A conversão de Saulo 9. os efésios “falavam línguas e profetizavam” (19.24 Segunda Parte: Paulo e a extensão internacional da igreja em Antioquia 12. A ascensão de Cristo 1.15-26 II. A descida do ES no Pentecostes 2.17). Enéias e Dorcas curados através do ministério de Pedro 9.1-4.17).1-47 III.31 I. A cura de um coxo 3. O ministério de Estevão 6. 9.12-14 Primeira Parte: Pedro e o ministério da Igreja Judaica em Jerusalém 1.46).24 I.4-8 III.45) e que “veio sobre eles o ES” (19. A viagem de Paulo a Roma através de Jerusalém 21. que “recebiam o ES” (8.25-14.4.18).31 IV.1-3 II.1-40 VII.1-35 III.4).Lucas observa que as pessoas eram “cheias pelo ES” (2. Os presentes nos dias de Pentecostes e os gentios da casa de Cornélio falaram outras línguas (2. 10. O primeiro ministério a não Judeus 8.1-11. A segunda viagem missionária de Paulo 15.19-12. que “caiu o ES sobre todos”(10. 2.32-5.15-28.5. que “o ES se derramasse sobre também os gentios” (10.9-11 IV. Prefácio 1. Três destes cinco exemplos registram manifestações específicas do ÉS em que as próprias pessoas participavam. A terceira viagem missionária de Paulo 18. O testemunho da igreja antiga 11.18 X.22 IV.44). O encontro pra a oração no cenáculo 1.32-43 IX. A seleção de Matias como o décimo segundo apóstolo 1. A primeira viagem missionária de Paulo 12. pois Lucas diz que Simão viu que “era dado o ES” (8.36-18. normalmente concorda-se que também houve algum tipo de manifestação na qual os samaritanos participaram.6).1-14 I.

11). depois visitar a igreja em Roma (1.21-5. através de suas viagens. nos guiando nele (8.26) e a chamar Deus de nosso Pai.ainda assim Deus é perfeitamente Justo e nos perdoou através de sua graça.17).30). Ocasião e Data É mais provável que Paulo tenha escrito Rm enquanto estava em Corinto.4). Devido a essa grande misericórdia de um Deus tão justo.13.23). junto com alegria.1-8.18-3.19).3-8). Embora Paulo descreva brevemente os dons espirituais em RM (12.31. uma segurança espiritual interior de que somos filhos de Deus (8. 15.13.N. 15.1-11. nos dando poder para obedecermos a Deus e superarmos o pecado (2.116. mesmo que os muitos judeus não creiam (9.16).29. mesmo que os crentes possam não viver completamente de uma maneira coerente com a justiça de Deus (6.1). Esboço de Romanos Introcução 1. 8. Depois de ser revigorado e apoiado pelos cristãos de Roma.25-28. se desejamos agradar a Deus (8.6 . ele ainda não tinha estado em Roma.21). 7. a descrição detalhada da obra de Cristo e sua implicações para os cristãos (3. exceto para referir-se a eles como espirituais em 1.27). 15. mas vinha pregando o evangelho desde sua conversão em 35 dC. a igreja havia sido fundada por outros cristãos. concedendo desse modo. planejou viajar para a Espanha para pregar o evangelho (15.21-11. ele tinha fundado igreja através de todo o mundo mediterrâneo.6).5.18-3.20).3-15). O Espírito Santo em Ação O ES confere poder na pregação do evangelho e na realização de milagres (15. conheceu muito a respeito dos crentes de lá (16.9-11) e nos dá vida (8. progressivamente. paz e esperança através de seu poder (14.8-15 Resumo do evangelho 1. habita em todos que pertencem a Cristo (8.36) . mesmo que os crentes sofram e a redenção final retarde (8.10-11. A obra atual do ES em nós é apenas um antegozo de sua futura obra celeste em nós (8. A carta.16).20).1-7 Desejo de Paulo de visitar Roma 1. 15.13). e Paulo. O ES derrama o amor de Deus em nosso coração (5. ele não faz menção explicita do ES em conexão com esses dons.27). Cristo Revelado Rm é a história do plano de redenção de Deus em Cristo: a necessidade dele (1. fornecendo-nos um modelo de santidade a seguir(8.6. mesmo que Deus não puna. Devemos centrar a nossa mente nas coisas do Espírito. mas perdoe os pecadores culpados (3.1-2). Ele planejou ir a Jerusalém com essa coleta. Conteúdo O tema doutrinal global que Paulo procura demonstrar é que Deus é Justo. provavelmente tenha sido entregue por Febe (16. Durante os dez anos anteriores. mais santo na vida diária. estava chegando ao fim de sua terceira viagem missionária. em 56 dC. fazendo uma coleta para ajudar os cristãos necessitados de Jerusalém (15.Romanos Autor: Paulo Data: 56 dC Contexto Histórico Quando Paulo escreveu Rm.2. por volta de 56 dC.5.11.1-17 Identificação de Paulo 1. 2Co 8-9).1-16. portanto . Ele também nos torna. Ele escreveu para dizer aos romanos sobre sua visita iminente.36) e a aplicação do evangelho à vida cotidiana (12. Ele nos permite orar adequadamente (8.22-24).18-39).20 99 . Em Roma.24).18-3. Apesar de tudo que aconteceu neste mundo– mesmo que todos os seres humanos sejam pecadores (1. Agora. uma declaração madura de sua compreensão do evangelho. devemos seguir um modelo de vida coerente com a própria justiça de Deus (12.17. Esta epístola é.14) e purificando nossa consciência para prestar testemunho verdadeiro (9.

25-27 A CARREIRA DO APOSTOLO PAULO (1.1-4. foi enviado para Roma (At 21.1-8.14-33 VII.3) Religião anterior: Hebreu e fariseu (Fp 3.1-15.36-41) Realizações: Três viagens missionárias prolongadas (At 13-20) Fundou inúmera igrejas na Asia Menor. Justificação apenas pela fé 3. possivelmente.13 VI.21 III.18-3. Recomendações pessoais 16. permaneceu preso mais uma vez em Roma e foi decapitado fora da cidade.12) Opô-se a Pedro (Gl 2.28) Escreveu cartas para inúmeras igrejas e vários indivíduos que agora compõe um quarto do NT. o que lhe permitiu mais obras missionárias.17-18. na Cilicia (At 22.1-3) Levou o evangelho paras os gentios (Gl 2.I.1-3.7-10) Papéis: Falou em nome da Igreja de Antioquia no concílio de Jerusalém (At 15. 22.1-8) Recebeu o derramamento do ES na rua chamada direita (At 9.1-24 VIII.5) Origem: Tarso. A própria situação de Paulo 15.27.11-21) Discutiu com Barnabé por causa de João Marcos (At 15.12-16) Chamado para Missões: A igreja de Antioquia foi instruída pelo ES a enviar Paulo ao trabalho (At 13. na Espanha (Rm 15.36 V. na Grécia e . foi libertado da prisão.3 Estudou com Gamaliel (At 22. Fp 3. Deus e Israel 9.16-31) De acordo com a tradição cristã.21-5.39 IV. 28.3) Tribo de Benjamim (Fp 3. Praticando Justiça na vida Cristã 6.5) Treinamento: Aprendeu a arte de fazer tenda (At 18. Índice 100 . Todos pecaram 1.1-11.20 II. Bênção 16. Aplicações práticas 12.24.6) Salvação: Encontrou o Cristo ressuscitado no caminho para Damasco (At 9. aprisionado novamente. Fim da vida: Depois da prisão em Jerusalém.5) Perseguidor dos cristãos ( At 8.

1º Coríntios Autor: Paulo Data: Cerca de 56 dC Autor A autenticidade de 1Co nunca foi seriamente desafiada. ele escreveu a carta que conhecemos como 1 Co.uso do véu. escreveu a carta próximo ao fim do seu ministério em Éfeso (16. espírito de litígio e rejeição de uma ressurreição física.14). Visto que Paulo. chegou outra delegação de Corinto com uma carta fazendo-lhe certas perguntas(7. ingestão de alimentos oferecidos a ídolos. Durante esse ministério de três anos em Efeso .N. Paulo enviou imediatamente Timóteo a Corinto (4. quando passou dezoito meses lá em sua segunda viagem missionária (At 17. processos. a Ceia do Senhor. Contexto Histórico A carta revela alguns problemas culturais gregos típicos dos dias de Paulo. fornicação. A cidade era infame pela sua sensualidade e prostituição sagrada. Então. esperando que a mesma chegasse a Corinto antes de Timóteo (16. e milhares de prostitutas profissionais serviam no templo dedicado à sua adoração. Corinto era uma das cidades comerciais mais importantes da época e controlava grande parte das navegações entre o Oriente e o Ocidente. Os gregos eram conhecidos por sua idolatria.1-17).10). Eles podem ter associado algumas das extravagâncias frenéticas do paganismo com o exercito de dons espirituais (12. Para remediar a situação. Cristo Revelado A epístola contém uma revelação inigualável sobre a cruz de Cristo como uma oposição a todas as jactâncias humanas (caps 1-4) Paulo cita Cristo como nosso exemplo em todo comportamento (1. afirmando essa prática e recusando qualquer direito de proibi-la (cap 14). A principal divindade da cidade era Afrodite (Vênus).7 . O Espírito Santo em Ação As manifestações ou dons do Espírito formam as passagens mais conhecidas sobre o ES (caps 12-14).9. 16. uma delegação enviada por Cloe.2). Antes que pudesse escrever uma carta corretiva.11) e descreve a igreja como seu Corpo (cap 12). Mas não devemos fazer vista grossa ao papel do ES em revelar as coisas de Deus ao espírito humano de uma maneira que impede todas as bases para o orgulho (2. aparentemente. De especial importância são as poderosas conseqüências da ressurreição de cristo para toda a criação (cap 15). filosofias divisórias. O Espírito da cidade apareceu na igreja e explica o tipo de problemas que as pessoas enfrentavam.1-13). Também revela alguns dos problemas que os antigos pagãos tinham em não transmitir experiências religiosas anteriores à experiência de ministério do ES. ele enviou uma carta à igreja ( 5. que depois se perdeu. a epístola pertence a Paulo Data Paulo estabeleceu a Igreja em Corinto pro volta de 50-51 dC. 2Co 12. ele recebeu relatórios perturbadores sobre a complacência moral existente entre os crentes de Corinto.9-11). deusa do amor licencioso. Ele continuou a levar a correspondência adiante e a cuidar da igreja depois de sua partida (5. incesto. Situava-se na parte da Grécia e a península de Peloponeso. Talvez o mais iluminador entre o debate atual da igreja em geral seja a maneira como o apóstolo direciona os coríntios a um equilibrado emprego de falar línguas.17). Mesmo seu nome tornou-se um provérbio notório: “corintizar” significava praticar prostituição. dons espirituais e a ressurreição do corpo. incluindo a grande imoralidade sexual da cidade de Corinto. em sua terceira viagem missionária (At 19). membro da igreja em Corinto fez um relato a Paulo sobre a existência da facções divisórias na igreja. casamento e divórcio.8) ela pode ser datada cerca de 56 dC. Pouco depois. Conteúdo A carta consiste na resposta de Paulo a dez problemas separados: Um espírito sectário. 101 .17). Em estilo e filosofia.1.

1-11.1-31 A necessidade de amor 13.6-21 II.12-20 V. casamento e escravidão. O problema do papel dos sexos à luz da retirada do véu 11.21 O contraste entre a sabedoria divina e a humana sobre a cruz mostra o erro de um espírito sectário que se origina da sabedoria humana 1.1-40 VI. O problema do relacionamento entre a esfera secular e a vida espiritual do crente. O problema de abuso sexual do corpo oriundo de uma aplicação errônea do ensinamento ético de Paulo 6.2-16 VIII.1-13 O exemplo pessoa de Paulo antecede a seus direitos. O problema de manifestações espirituais que se originaram de uma abuso do dom de línguas 12. especialmente nas áreas de sexo.Esboço de 1º Coríntios Introdução com saudação e ação de graças 1.1-9 I.1-11 IV. O problema da disciplina da Igreja interna ocorrida devido a um caso de incesto 5.17-34 IX.40 A necessidade de diversidade 12.1-13 A necessidade de controle 14. 9. O problema de diferença ética entre irmãos causado pela ingestão de alimento oferecido aos ídolos 8. O problema da ressurreição dos mortos 15.4 O papel dos líderes religiosos mostra que eles são importantes.5-4.1 O princípio básico do amor versus conhecimento 8.1 VII.1-58 XI. 1-40 X. Concluindo observações pessoais 16.1-11.1-24 Índice 102 .114.1-13 III. O problema de processos entre os cristãos perante cortes públicas 6.1-27 A aplicação do principio em comportamento e ação 10. 7.10-3.5 Uma repreensão aberta por comparação irônica do orgulho coríntio com a loucura de Paulo 4. mas nunca motivo para jactância 3. O problema de um espírito sectário que surgiu de uma preferência por lideres religiosos devido à sua suposta sabedoria superior 1.10-4. O problema de profanar a Ceia do Senhor 11.

para que. embora alguns estudiosos tenha sugerido que 2Co 10-13 possa ter sido parte dela.21).2º Coríntios Autor: Paulo Data: Cerca de 55 . A visita dolorosa. A segunda parte. pouco antes de voltar a Jerusalém.14. e dizemos “amém” à estas promessas (1.9-20). entregue por Tito (2Co 2. e a sua disposição de empobrecer.5).9) Paulo escreveu 1Co em Éfeso por volta de 55 dC Uma breve porém dolorosa visita a Corinto causou “tristeza” a Paulo e à igreja (2Co 2. e a carta severa fornecem pano de fundo imediato para a redação de 2Co. 13. 103 .N. Cristo Revelado Jesus é o foco de nosso relacionamento com Deus. Não possuímos a epístola Severa. de modo que os outros pudessem enriquecer (8. que At não registra.10). à medida que procuramos levar “cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (10. “que não conheceu pecado”. Nós experimentamos sua fraqueza. sua disposição de ser fraco de modo que os outros pudessem experimentar o pode de Deus (13. Os primeiros sete capítulos contêm a defesa de Paulo sobre a sua conduta e o seu Ministério. 7.9). 5.56 dC Contexto Histórico e Data 2Co reflete. tornou-se “pecado por nós. Jesus é o foco de nossa vida futura. At 18 Paulo escreveu um epístola anterior a 1Co . nele.8 . sua lealdade inflexível à verdade do evangelho e sua indignação implacável ao confrontar aqueles que rompem o companheirismo da igreja.6.4.2.11. pois Cristo é a própria imagem de Deus (4. até a redação desta epístola. Por fim. durante seu caminho de volta a Corinto. Características 2Co é a mais autobiográfica das epístola de Paulo. Ele também é o foco de nosso serviço a Deus. reconciliando o mundo consigo (5.19). Entretanto.18). Conteúdo 2Co consiste de três partes principais. Proclamamos a Jesus como Senhor e nós mesmo como servos por seu amor a ele (4. Sua vida estava inseparavelmente leigada à de seus convertidos. mas também sua força. Mais uma vez.1. onde experimentamos simultaneamente em nosso corpo mortal “a mortificação do Senhor Jesus” tanto quanto sua vida (4. provavelmente. contendo inúmera referências às dificuldades que ele enfrentou no curso de seu ministério (11. Essa mudança foi realizada através do maravilhoso ato de graça de Deus.9). no qual Cristo. tenha ocorrido quando ele escreveu Rm. Todas as promessas de Deus para nós são sim em Jesus. seu zelo ardente pela glória de Deus.10-12). Nós vemos a glória de Deus somente em Jesus e só nele somos transformados por essa glória (3. caps.23-33). Ao defender seu ministério. o tratamento de Paulo com a Igreja de Corinto durante o período da fundação.14-15). trata da oferta sendo levantada por Paulo para os santos pobres da Judéia e a Terceira parte. em 55 ou 56 dC.17).2) e o juiz de todos os homens (5.2) Depois dessa dolorosa visita. mostrando sua profunda emoção.3-7. 7. em 55 ou 56 dC A visita final de Paulo a Corinto (At 20).4-6). Paulo escreveu um epístola severa. Portanto.13. contêm uma mensagem de reprimenda aos caluniadores existentes na igreja. Jesus é o Sim de Deus para nós e nosso Sim para Deus.5). os caps 10-13.10-11).14). Nós compartilhamos não apenas a vida e a glória de Cristo.3-4.6-8) Paulo escreveu 2Co da Macedônia. 12. 8-9. Paulo abre seu coração. (1Co 5. e ele não era profissionalmente frio em seu ministério ( 1. é “em Cristo” que nos tornamos novas criaturas (5. de várias maneiras. que é o “marido” da igreja (11. Os vários episódios na interações entre Paulo e os coríntios podem ser resumidos conforme a seguir: A visita de Fundação a Corinto durou cerca de dezoito meses. mas também sua morte (4. Ele é o foco de nossa presente vida neste mundo. Ele revela o seu forte amor pelos coríntios. por volta de 50 dC. não há evidências manuscritas que fundamentos esse ponto de vista. fossemos feitos justiça de Deus”(5. Deus veio até nós em Cristo. Paulo as menciona para estabelecer a legitimidade de seu ministério e para ilustrar a natureza de verdadeira espiritualidade. pois seremos ressuscitados com Jesus (4.

pois “a letra (sozinha) mata”.16 Consolação e sofrimento 1.13).13 Anúncio da terceira visita 12.4 Deleitando-se com o relatório de Corinto 7.1-4 Comparação com falsos apóstolos 11.10 V.1-11 Repreensão por comparações tolas 10. Nós não apenas lemos a respeito da vontade de Deus na “letra” das Escrituras.6-16 IV.5-15 Tolerância mal orientada dos coríntios 11.10-12 Compartilhando recursos 8. no conflito espiritual (10. prodígios e maravilhas” do ministério de Paulo (12.22-12. Explicação do Ministério de Paulo 1.14-13. mais provavelmente.1-13.2). “conhecida e lida por todos os homens” (3. Há liberdade pra contemplar a glória revelada do Senhor e para nos transformarmos mais e mais de acordo com a imagem que contemplamos. Achamos que “onde está o Espírito do Senhor. Generosidade ao dar 8.16-21 Jactância relutante de Paulo 11.10 Repreensão por avaliação superficial 10.1-9. O ES nos dá liberdade para vermos e liberdade para sermos o que Deus quer que sejamos (3. A experiência presente do Espírito é especificamente um “penhor” do corpo glorificado que receberemos um dia (5. Paulo terminou sua epístola com uma bênção. O Espírito que vivifica (3. Quando nos submetemos à obra do ES. aí há liberdade” (3.12).16-24 Preparação conveniente do dom 9.6).17).4 Perdoando o ofensor 2. Esboço de 2º Coríntios I. pois ele torna real para nós as ~provisões presentes e futuras de nossa salvação em Cristo.13-15 Uma delegação honrada 8.1-5 Bênção de dar 9.12-13 Natureza do ministério cristão 2.12-18 Zelo de Deus pela Igreja 11.20-22).12-2.15 Macedônios e Jesus como exemplos 8. nós asseguramos que todas as promessas de Deus são Sim em Cristo e que somos ungidos e “selados” como pertencendo a ele (1.16-18). Saudações finais 13.5-11 Perturbação em Trôade 2.3-7. experimentamos progressivamente e incorporamos a vontade de Deus e nós mesmo nos tornamos epístolas de Cristo. Isso poderia indicar um sentido da presença do Espírito ou. um deleite de companheirismo que o Espírito nos dá com Cristo e com todas as pessoas que amam a Cristo. A obra do ES é evidente na renovação interna diária (4.3-5) e nos “sinais.5-16 III.1-9 Cumprindo as boas intenções 8.14-7.11-14 Índice 104 .6) muda nossa maneira de viver abrindo nossos olhos à realidade viva que lemos.1-2 II. através do dom do “penhor do Espírito em nossos corações”.16). Portanto. experimentamos um milagre.3-11 Mudanças de Planos 1. que incluía a “comunhão (companheirismo) do ES” (13. Defesa e uso da autoridade apostólica 10. Saudação 1.O Espírito Santo em Ação O ES é o poder do NT (3.1-5).

e o Espírito que habita em nós. 5. também foi usada por Pedro pra explicar o derramamento do ES no Pentecostes (At 2. A Galácia não era uma cidade.1).30. onde os gálios tinha se estabelecido. Uma passagem importante é 3.N. O que ele quer dizer é que o mesmo espírito que os regenerou faz com que a nova vida deles cresça. I dC. Em 3.4).5.12). a nossa natureza propensa ao pecado. Na terceira. Paulo declara tanto sua divindade (1. em que Paulo pergunta aos Gálatas. quando estava na Macedônia ou em Corinto.26) em uma posição de liberdade (2.28). são encontradas poucas dificuldades para relacionar a carta com os acontecimentos de At 15. quando uma tribo de pessoas da Gália migrou para o local. Paulo apresenta uma série de argumentos e ilustrações para provar a inferioridade da lei em relação ao evangelho e para estabelecer o verdadeiro propósito da Lei. designava a província romana na parte centro-sul da Ásia Menor. por que eles estavam buscando maturidade espiritual realizando obras da lei.16) quanto sua humanidade (3. o termo “Galácia” era usado geograficamente pra indicar a região centro-norte da Ásia Menor. A linguagem que ele usa indica uma experiência do Espírito que se estendeu além da recepção inicial dos gálatas. Data A questão da data de Gálatas depende principalmente da correlação de 2. 4. em sua terceira viagem missionária. (caps 3-4). Em relação à pessoa de Cristo. Somente o ES.12. Paulo faz um pergunta semelhante relacionada ao ES. Em 5. como os descritos em 1Co 12-14.5). O Espírito Santo em Ação Os judaizantes estavam errados sobre as formas de santificação. 1-2). Paulo exorta os gálatas pra usarem adequadamente sua habilidade cristão e para não abusarem da mesma. Seu nome originou-se no Séc. Estes versos ensinam que receberemos o Espírito através da fé e que Ele continua a se manifestar no poder à medida que caminhamos na fé. 3.16.16. Paulo enviou esta carta para as igrejas na província da Galácia. 2 posse ser identificado com a chegada da fome em At 11. Paulo também descreve uma dinâmica união de fé com Cristo (2. uma área que incluía as cidades de Antioquia. 105 . em 3.1.4. 4.56 dC Destinatários Gálatas é a única cara que Paulo endereçou especialmente a uma grupo de Igrejas. que ele próprio revelou a Paulo (1. Conteúdo Gálatas contém divisões biográficas. A principal ênfase do apóstolo está na crucificação de Cristo como base para a libertação do crente da maldição do pecado (1. mas uma região da Ásia Menor. Cristo Revelado Paulo ensina que Jesus coloca aqueles que têm fé nele (1. Embora o cap. pode nos permitir morrer pela carne (vs. Na primeira seção (caps.22-23). O verbo “dá” sugere um fornecimento contínuo com generosidade. quando nos submetemos passivamente ao seu controle e caminhamos ativamente nele. libertando-os da servidão ao legalismo e à libertinagem. Paulo defende sua autoridade apostólica.2-3.3. o evangelho fornece meios para se obter a justiça que a Lei exige. nos libertar da tirania da lei (v.33). Na segunda seção. que incluía várias cidades. Ao invés de dar lugar ao pecado.1-10 com a visitas de Paulo a Jerusalém registradas em At.18) e fazer com que o fruto da santidade cresça em nossas vidas (vs.16-25. 16-17). 6.Gálatas Autor: Paulo Data: Cerca de 55 . enquanto “opera” indica que Deus continuava a fazer maravilhas através dos crentes cheios do Espírito que não tinha se entregado ao legalismo.14. A palavra “maravilhas” refere-se às manifestações carismáticas do Espírito evidenciadas por sinais externos. do próprio eu (2. visivelmente retratada no batismo (3. bem como a forma de justificação. Listra e Derbe. III aC.20) e da lei (3. doutrinária. aplicação prática da doutrina ( caps. A frase “a promessa do Espírito”.20). Paulo descreve um conflito feroz e constante entre a carne. Paulo provavelmente tenha escrito a carta por volta de 55 ou 56 dC. que prontamente admitiram que tinham iniciado sua vida cristã através do Espírito.9 . 5-6). politicamente. Icônia.14). doutrinárias e práticas de dois capítulos cada. No séc.4.

a liberdade certamente acabará em libertinagem. Conclusão 6.10 II.6-7 Denúncia contras os judaizantes 1.11-2.10 Para usar adequadamente sua liberdade cristã 5.11-18 advertência contra os legalistas 6.11-24 O reconhecimento de sua autoridade 2.1-15 Para caminhar através do Espírito 5. Prática: Paulo exorta os gálatas 5.18 Índice 106 .16-25) faz parte da exortação de Paulo em relação ao uso adequado da liberdade cristã.11-13 Centralidade da cruz 6.11 Por apelo 4.14-16 Marcas de um apóstolo 6.17 Bênção 6.1-5 Deserção dos gálatas 1.31 Com discussão 3. Biografia: Paulo defende sua autoridade 1. Doutrina: Paulo defende seu evangelho 3.12-20 Por alegoria 4.11-21 III.1-10 Saudação 1.1-4.1-10 A manifestação de sua autoridade 2.21 A fonte de sua autoridade 1.1-10 V. Introdução 1. Separada da obra do ES de controlar e santificar.21-31 IV.8-9 Declaração da integridade de Paulo 1. Esboço de Gálatas I.16-26 Para carregar os fardos dos outros 6.Esta seção (5.1-4.1-6.

10).17-18. em 4.1. Paulo escreveu Efésios. ele é o Espírito da unidade. autorizando o crente a representar Cristo. a igreja— a expressão atual dele mesmo na Terra (1. em 5. ele é o doador. ele é o Espírito de santidade.16 como estando presente em Laodicéia ao mesmo tempo em que circulava.25-27.17-19).7). aquele em quem e por quem a história será definitivamente consumida (1.17-38).Efésios Autor: Paulo Data: Cerca de 60—61 dC Antecedentes Éfeso era um importante porto da Ásia Menor.6: Ele é o Senhor. iluminando o coração para aprender o propósito de Deus.21). provavelmente. e ele é o Senhor ressuscitado que não apenas ressuscitou dos mortos e do inferno. e ele é o vencedor que acabou com a capacidade do inferno de manter a humanidade cativa (4. ela deve andar. e ele é a “principal pedra da esquina” do novo templo. 3: Ele é o tesouro em que são encontradas as riquezas inescrutáveis da vida (3. Cap. 1: Ele é o redentor (1. ele foi ministrar lá pela primeira vez no inverno de 55 dC. em 1. garantindo-nos o amor de Deus (3.11-18). mas devido à majestade do Cristo revelado aqui.1. O objetivo magnífico está na publicação do compromisso de Jesus de construir uma igreja gloriosa. em 4. Colossenses e Filemom.8-19). Efésios revela o processo pelo qual Deus está trazendo a igreja para seu objetivo destinado em Cristo. e 2) antes de andar. e ele é o que habita nos corações humanos. sua sabedoria e seu poder.6. o recurso de força para seu povo enquanto eles se armam para a batalha espiritual (6.N.20). 4-6. Efésios e. Cap. madura e de um ministério “sem mácula. em 6. derramando sua vida através de seu corpo.27). 2: Ele é o pacificador que reconciliou o homem com Deus e que também torna possível a reconciliação entre os homens (2. desenvolvendo um relacionamento tão profundo com os efésios que sua mensagem de despedida a eles é uma das passagens mais emocionantes da Bíblia (At 20. que consiste de seu próprio povo sendo habitado pelo próprio Deus (2.5. 5: Ele é o marido modelo. em 3. Conteúdo A mensagem pulsante de Efésios é “para louvor de sua (Cristo) glória” (1. Cap. o apóstolo escreve esta carta encíclica— para se lida por várias congregações. Cap.15-23). localizado perto da atual Izmir. desejando sustentar a ligação de paz no corpo de Cristo. o ES é revelado em um ministério bastante amplo e através do crente.18. 4.8-10).13. Confinado e aguardando julgamento (3. Cristo Revelado Ef foi chamado de “Os Alpes do NT”. Filipenses.12. A palavra glória ocorre oito vezes e refere-se à grande excelência de Deus. nem ruga” (5.30. Os passos básicos de amadurecimento são dados na direção do compromisso da igreja de lutar conta os poderes do mal: 1) antes da igreja ir para a guerra. a mesma carta mencionada em Cl 4. uma vez que ela circulou originalmente para quase o mesmo grupo de igrejas. poderoso na batalha. 6. Ocasião e Data Enquanto estava preso em Roma. ele é o revelador. 32). Lá ele ministrou por dois anos inteiros (At 19.19-22). a quem Cristo dá força. que pode se entristecer por insistência de ocupações carnais. Embora Paulo já tivesse estado em Éfeso antes (At 18. ele é a fonte através da qual todos deve ser continuamente cheios. caps 1-3 e 2) a prática do crente caps. um fato relevante para estudar esta epístola.8). O Espírito Santo em Ação Como com Cristo.10). ele é o selador. 107 .10 . Ele é que dá a Palavra como espada para uma batalha e o assistente celeste que nos foi concedido para nos ajudar a orar e a intervir até que obtenhamos a vitória. mas que reina como Rei. não somente por seu grande tema.3.16.14). Em 1. Cap.17 e 3. “O grande Cânon da Escritura” e “O ápice real das Epístolas”. Tratava-se de uma das sete igrejas a quem Jesus endereçou suas cartas em Ap 2-3. a carta divide-se em duas seções: 1) a oposição do crente. dando-se sem egoísmo para realçar sua noiva— sua igreja (5. a igreja aprende onde ela está.

13-17 A Ação envolvida na batalha 6.15-17 Manter a plenitude do Espírito através de louvor e humildade 5.12-16 VII.17-19 Ao tirar o velho e colocar o novo 4. A oração de poder do Apóstolo 3. A vocação do crente para a vida cheia do Espírito 5.21-24 Índice 108 .4-10 A antiga separação e falta de esperança 2.1-3 A nova ordem da vida amorosa de Deus 2. A responsabilidade do crente 4.19-21 A igreja: o copo de Cristo 1.14-16 Por fé e amor através da habitação de Cristo 3.3-8 Parceria no propósito de Deus 1. O chamado do crente para a pureza 4.1-16 Para alcançar a unidade com diligência 4. O passado.15-6.10-12 Armadura para o guerreiro 6.1-22 A ordem passada dos mortos que vivem 2.19-22 IV.15-23 Para a experiência que compartilha da vitória de Cristo 1.14-21 Por força através do ES 3. A oração do apóstolo por discernimento 1.1-7 O ministério que é dado a cada crente 3.18-20 Observações finais 6. A posição do crente em Cristo 1.1-2 I.20-21 VI.1-6 Para aceitar a graça e dons com humildade 4.22-23 III.18-21 Conduzir todos os relacionamentos de acordo com a ordem de Deus 5.17-19 A igreja e glória de Deus 3. presente e futuro do crente 2.10-20 A realidade da batalha invisível 6.15-23 Para corações que vêem com esperança 1.8-13 V.3-14 Bênçãos de total redenção 1.Esboço de Efésios Saudação de abertura 1.11-12 A nova união e paz atual 2.20-32 Ao Brilhar como filhos da luz 5.8-14 VIII. A vocação do crente para a batalha espiritual 6.1-13 O ministério concedido a Paulo 3.9 Buscar a vontade e sabedoria de Deus 5.9 IX.9-14 II. O ministério e mensagem do apóstolo 3.22-6.17-5.14 Ao recusar a falta de inclinação mundana 4.7-11 Para crescer no ministério como parte do corpo 4.13-18 A Igreja: Edifício de Cristo 2.

Para Paulo. As ofertas.12-40 registra a fundação da igreja de Filipo. Devido essa convicção. Desde o começo.15-16.5). a igreja apresentava um forte zelo missionário e era constante em seu apoio ao ministério de Paulo (4. 3. era muito feliz. “o fruto que aumente nossa conta”. O Espírito Santo também promove 109 . Para sustentar sua exortação de humildade. pessoal e informal. No contexto de cada referência há uma nota de alegria (1. a vida de Paulo ganhou sentido. Seu principal desejo para seus leitores era de que eles pudessem ter a mente de Cristo.5-11). Mesmo a morte tornou-se uma amiga. ou como ele coloca em 4. Paulo também descreve uma alegria que surge da comunhão na propagação do evangelho. são apenas uma expressão de seu espírito de comunhão. 4. Paulo estabeleceu a igreja durante sua segunda viagem.20.10. Paulo desfrutou de uma amizade mais próxima com os filipenses do que com qualquer outra igreja. enfatizando que somente através de Cristo se alcança a alegria. A nota dominante por toda a cara é a alegria triunfante. Pregar Cristo era sua grande paixão. É uma carta ética e prática em sua ênfase e está centralizada em Jesus. como ocorre com todas as outras graças cristãs. à encarnação e à exaltação de Cristo. a verdadeira alegria não é uma emoção superficial que dependeu de circunstâncias favoráveis do momento. Sendo assim. a alegria cristã é uma conseqüência de estar em comunhão ativa com o corpo de Cristo. o apóstolo descreve a atitude de Cristo.6. conhece-lo era sua maior aspiração. apresenta-nos um diário íntimo das próprias experiências espirituais de Paulo. entretanto. A Alegria definitiva surge da comunhão com Cristo ressuscitado e glorificado. como sofrimento e perseguição. Ele começa a carta agradecendo aos filipenses pro sua parceria na propagação do evangelhos através de suas ofertas monetárias. Paulo fala da alegria do Senhor. Por toda a carta. pois o levaria a uma maior experiência da presença de Cristo (1. calor e afeição. que renuncia à glória dos céus para sofrer e morrer por nossa salvação (2. cristo é a soma e a substancia da vida. Conteúdo A mensagem permanente dos filipenses diz respeito à natureza e base de alegria cristã.21-23) A alegria apresentada em filipenses envolve uma expectativa ávida da volta eminente de Cristo.16. e é possível mesmo em meio a circunstâncias adversas. Paulo declara que o Espírito de Jesus direcionará a realização do propósito de Deus em sus própria experiência (1. Paulo. Essencial para essa alegria é a convicção confiante de autoridade de Cristo. 2Co 11. O Espírito Santo em Ação A obra do Espírito em três áreas é mencionada na carta. Ocasião e Data É mas provável que Paulo tenha escrito esta carta durante sua primeira prisão romana.Filipenses Autor: Paulo Data: Cerca de 61 dC Antecedentes At 16. ele apresenta a declaração mais concisa do NT em relação à pré-existência. Cristo era mais do que um exemplo. 2. para agradecê-los pela contribuição que tinha recebido deles. cheia de ternura. que tinha trazido a doação de Filipos e quem Paulo estava enviando de volta.19). Para Paulo.11 . Primeiro. São realçadas tanto a divindade quanto a humanidade de Cristo.17. por volta de 51 dC. O fato de essa expectativa ser dominante no pensamento de Paulo é vista em suas cinco referências à volta de Cristo. Ao fazê-lo. Seu estilo é espontâneo. baseada na experiência do poder de sua ressurreição. e invocava seus leitores para sempre regozijarem em Cristo. por volta de 61 dC. ele era a própria vida do apóstolo.8-9). Ele também elogiou calorosamente Epafrodito.N. embora prisioneiro. A alegria cristã é independente de condições externas. sofrer por ele era um privilégio. esta é a mais bela cara de Paulo. Cristo Revelado Para Paulo. Características Em muitos aspectos.

unidade comunicação com o corpo de Cristo (2.1). A participação comum nele cria uma unidade de propósito e mantém uma comunidade de amor. Então, em contraste com a observância ritual inerte dos formalistas, o Espírito Santo inspira e direciona o louvor dos verdadeiros crente (3.3).

Esboço de Filipenses
Introdução 1.1-11
Salvação 1.1-2 Ação de graças 1.3-8 Oração 1.9-11

I. Circunstância da prisão de Paulo 1.12-26
Avançaram o evangelho 1.12-18 Garantiram a bênçãos 1.19-21 Criaram um dilema para Paulo 1.22-26

II. Exortações 1.27-2.18
Vida digna do evangelho 1.27-2.4 Reproduzir a mente de Cristo 2.5-11 Cultivar a vida espiritual 2.12-13 Cessar com murmúrios e questionamentos 2.14-18

III. Recomendações e planos pra os companheiros de Paulo 2.19-30
Timóteo 2.19-24 Epafrodito 2.25-30

IV. Advertências contra o erro 3.1-21
Contra os judaizantes 3.1-6 Contra o sensualismo 3.17-21 Conclusão 4.1-23 Apelos finais 4.1-9 Reconhecimento das dádivas dos filipenses 4.10-20 Saudações 4.21-22 Bênção 4.23 Índice

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N.12 - Colossenses
Autor: Paulo Data: Cerca de 61 dC Antecedentes
Paulo nunca tinha visitado Colossos, uma pequena cidade na província da Ásia, cerca de 160 km de Éfeso. A igreja foi uma conseqüência de seu ministério de três anos em Éfeso, por volta de 52 –55 dC (At 19.10; 20.31). Epafras, um nativo da cidade e provavelmente convertido pelo apóstolo, talvez tenha sido o fundador e líder da igreja ( 1.7-8; 4.12-13). A igreja aparentemente se reunia na casa de Filemom (Fm 2).

Ocasião e Data
Estudiosos conservadores acreditam que esta carta foi escrita em sua primeira prisão romana, por volta de 61 dC. Em algum momento da prisão de Paulo, Epafras solicitou sua ajuda para lidar com a falsa doutrina que ameaçaca a igreja em Colossos (2.8-9). Aparentemente, essa heresia era um mistura de paganismo e ocultismo, legalismo judaico e Cristianismo. O erro parece com uma antiga forma de gnosticismo, que ensinava que Jesus não era nem completamente Deus e nem completamente homem, mas apenas um dos seres semidivinos que ligavam o abismo entre Deus e o mundo.

Características
Nenhum outro livro do NT apresenta mais completamente autoridade universal de Cristo ou a defende tanto cuidado. Combativo em tom e abrupto em estilo, Colossenses tem uma semelhança próxima com Ef em linguagem e assunto. Mais de setenta dos 155 versos de Ef contêm expressões que ecoam em Cl. Por outro lado, Cl tem vinte e oito palavras que não se encontram em mais nenhum outro lugar escrito de Paulo, e trinta e quatro que não se encontra em lugar nenhum do NT.

Conteúdo
Os falsos mestres em Colossos tinha rebatido algumas das principais doutrinas do Cristianismo, nada menos que a divindade, a autoridade absoluta e suficiência de Cristo. Cl apresenta Cristo como o Senhor supremo cuja suficiência o crente encontra perfeição (1.15-20). Os primeiros dois capítulos apresentam e defendem essa verdade; os últimos dois desvendam as implicações práticas. A supremacia de Jesus Cristo depende da unicidade dele com o eterno e amado Filho e Herdeiro de Deus (1.13,15). Nele habita a totalidade dos atributos, essência e poder divinos (1.19; 2.9). Ele é a revelação e representação exata do Pai, e tem prioridade em tempo e primazia em categoria sobre toda a criação (1.5). Sua suficiência depende de sua superioridade. A convicção da soberania absoluta de Cristo impulsionou a atividade missionária de Paulo (1.27-29). Paulo declara a autoridade de Cristo de Três formas primarias, proclamando, ao mesmo tempo, sua adequação. Primeiro, Cristo é o Senhor de toda a criação. Sua autoridade criativa abrange todo o universo material e espiritual (1.16). Como isso inclui os anjos e planetas (1.16; 2.10), Cristo merece ser louvado ao invés dos anjos (2.18). Além disso, não há motivo para temer os poderes espirituais demoníacos ou buscar supersticiosamente a proteção deles, pois Cristo neutralizou o poder deles na cruz (2.15), e os colossenses compartilhavam de seu triunfante poder de ressurreição (2.20). Como soberano e potestade suficiente, Cristo não é apenas o Criador do universos, mas também o preserva (1.17), é seu princípio de união e meta (1.16). Em segundo lugar, Jesus é o superior na igreja como seu Criador e Salvador (1.18). Ele é a vida e líder dela, e a igreja só deve submeter-se a ele. Os colossenses dever permanecer arraigados a ele ( 2.6-7) ao invés de se encantarem com especulações e tradições vazias (2.8,16-18). Em terceiro lugar, Jesus é supremo na salvação (3.11). Nele somem todas as distinções criadas pelo homem e caem as barreiras. Ele transformou os cristãos em uma única família onde os membros são iguais em perdão e adoção; é ele quem importa, em primeiro e em último lugar. Portanto, contrário à heresia, não há qualificações ou exigências especiais para vivenciar o privilégio de Deus (2.8-20). Os caps. 3-4 lidam com as implicações práticas de Cristo na vida diária dos colossenses. Paulo usa a palavra “Senhor” nove vezes em 3.1-4.18, o que indica que a supremacia de Cristo invade cada aspecto de seus relacionamentos e atividades.

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Cristo Revelado
Paulo eleva Cristo como o centro e circunferência de tudo que existe. O encarnado Filho de Deus, ele é a revelação e representação exata do Pai (1.5), bem como a encarnação da total divindade (1.19; 2.9). Ele, que é Senhor da criação (1.16), da igreja (1.18), e da salvação (3.11), habita os crentes e é sua “esperança e glória” (1.27). O supremo criador e mantenedor de todas as coisas (1.16-17) também é um salvador suficiente para seu povo (2.10).

O Espírito Santo em Ação
Cl tem uma única referência explícita ao ES, usada em associação com o amor (1.8). Alguns sábio também entendem “sabedoria e inteligência espiritual” em 1.9 em termos de dons do Espírito. Para Paulo, a autoridade de Cristo na vida do crente é a evidência mais crucial da presença do Espírito

Esboço de Colossenses
I. Introdução 1.1-14
Salvação 1.1-2 Oração de louvor pela fé dos colossenses 1.3-8 Oração de petição pelo crescimento deles em Cristo 1.9-14

II. Apresentação da supremacia de Cristo 1.15-2.7
Na criação 1.15-17 Na igreja 1.18 Na reconciliação 1.19-23 No ministério de Paulo 1.24 –2.7

III. Defesa da supremacia e suficiência de Cristo 2.8-23
Contra a falsa filosofia 2.8-15 Contra o legalismo 2.16-17 Contra o louvor aos anjos 2.18-19 Contra o ascetismo 2.20-23

IV. Supremacia de Cristo exigida na vida Cristã 3.1-4.6
Em relação a Cristo 3.1-8 Em relação à igreja local 3. 9-17 Em relação à família 3.18-21 Em relação ao trabalho 3.22-4-1 Em relação à sociedade não cristã 4.2-6

V. Conclusão 4.7-18
Companheiros de Paulo 4.7-9 Saudações finais 4.10-15 Exortações e bênçãos finais 4.16-18 Índice

112

exorcizou o espírito de adivinhação de uma jovem escrava e foi publicamente espancado e erroneamente preso. “Mas.1-8. seriam os primeiros a serem ressuscitados. seu anfitrião Jasom foi preso. logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus também era anunciada por Paulo em Beréia.9-12).N.1-3). I estava bastante acostumado a chegada (“vinda”) esplendorosa. Paulo e Silas partiram secretamente para Beréia—100 km a sudeste. Chamar Jesus de “Senhor” era empregar um título de outra forma aplicado ao imperador: “Todos estes procedem contra os decretos de César. estima e apoio aos líderes (5. Paulo foi para a sinagoga do local e pregou durante várias semanas. de modo que Paulo ter de pagar fiança. era de fato o Ungido— o Messias— prometido há muito pelas escrituras (At 17. nem conselhos pastorais extensivos como em 1Co. caridade responsável ( 4. libertaram os apóstolos e os incitaram a deixar a cidade (At 16. Ao saber que Paulo e Silas eram cidadãos romanos. Paulo e Silas chegaram a Tessalônica. depois para Neápolis (At 16. Localizava-se na famosa via Egnatia. e aqueles que rodeassem a 113 . Viajando cerca de 150 km em direção a sudeste.3). muito próxima da rebelião civil do que o dano público sugerido pelo longo uso de palavras familiares. A linguagem de Paulo descrevendo a vinda de Jesus dista dois milênios do vocabulário da tecnologia urbana. os cidadãos sairiam da cidade para encontra o visitante real— que vinha com um amplo cortejo. Grito de aclamação e boas-vindas surgiriam à medida que ele passasse. foram lá e excitaram as multidões” (At 171. O povo mediterrâneo do séc. Paulo e seu grupo responderam à visão noturna do homem macedônio e navegaram de Trôade para a ilha egéia de Samotrácia e. Isso aconteceu quando em sua segunda viagem missionária. A resposta de Paulo encheu de esperança e. Tessalônica e Beréia— Paulo e seu grupo partiram em meio à inquietação civil e tiveram seu trabalho interrompido no meio. as autoridades romanas que revisaram o caso tenha incluído os maridos das “mulheres distintas” persuadidas por Paulo. seu deleite notável em saber da fé inabalável deles Os caps. o livro é marcado pelo agradecimento em relação ao crescimento da igreja na ausência forçada de Paulo. Como não conseguiram encontrar Paulo. Os caps. portanto. paciência e prestabilidade em relação à várias necessidades humanas (5. dizendo que há outro rei.6 “magistrados da cidade). E era governada por politarcas . na verdade. uma grande estrada militar romana que ia desde a costa balcânica ocidental até a atual Istambul. (At 17. o apóstolo encontrou a negociante Lídia.Uma acusação muito séria.12-13). Aqui. de consolo. A ira deles pode ter piorado as hostilidades judaicas. 5. Os líderes Judeus não estavam contentes com a mudança dos seguidores da sinagoga . as autoridade imperiais se desculparam.uma classe de oficiais peculiar à região. aqueles que choravam pela perda de pessoas queridas. Data Dos cálculos baseados na inscrição de Gálio— uma cópia pública de uma carta do imperador romano ao procônsul de Acaia— Pode-se afirma que 1 Ts foi escrito em 50 ou 51 dC Características e Conteúdo Escrita primeiro em um tom de alívio e gratidão. No dia indicado. alegre e antecipada de um visitante ral. Um grande Consolo!. À noite. “Como tinha por costume”.14-15). IV aC. A carta não contém um teologia elaborada como Rm.13-40). relata Lucas. sua preocupação com o estado da fé que eles tinham. Paulo estabelece a segunda maior igreja do continente europeu. a comissão de Timóteo para voltar a igreja. Portanto em três cidades sucessivamente— Filipos. Os cristãos vivos se uniriam a eles e seriam arrebatados para encontrar o Senhor no ar este estar para sempre com ele.13 . Foi essa a recepção inicial do evangelho no continente europeu.23). o filho do carpinteiro de Nazaré.7) Muito possivelmente. 1-3 ensaiam as lembranças de Paulo sobre seu ministério entre eles. a cidade de tessalônica era a capital do distrito da província romana da Macedônia e possuía um excelente porto natural . Jesus” (At 17. 4-5 contêm as exortações características sobre assuntos como pureza sexual (4. nenhuma repreensão ou heresia ameaçadora como Gl. Os mortos em Cristo. Eles então fizeram acusações de que Paulo e seu grupo tinham “virado o mundo de cabeça para baixo” . argumentando que Jesus.8-12) Aqui.1º Tessalonicenses Autor: Paulo Data: Cerca de 50 dC Origem da Igreja em Tessalônica O evangelho chegou à Europa pela primeira vez em 49 dC. Tendo recebido o nome da irmã de um rei macedônio no final do séc.

8).10) dá conforto aos aflitos (4.12).18).19). O Espírito inspira alegria mesmo quando em meio à aflição (1. Cristo Revelado Jesus é o Filho de Deus (1.15-16) àqueles que se opõem a ele. Deus Pai Revelado Deus.2.13-18.6). A graça vem de Cristo (5. cuja morte e ressurreição (1.10.2).14-15) mas que. Quando o evangelho chegou em Tessalônica .14).1-10 Esperança contínua de Paulo de ver os tessalonicenses 3.14-15) fornecem um exemplo aos crentes que sofrem agora (1.1.13 114 .17-18. o conquistador dos mortos.11-13 III. é pratica o suficiente para ser a base do respeito pra governar os anciãos (5. Havia alegria e admiração com a chegada esplendorosa do rei. 5. 4. é a fonte da ira e do desagrado (2.3.19-20). acima de tudo. também é abordado em 5. Deus ressuscitou Jesus e ressuscitará os mortos que confiaram nele (1. sugerindo uma mistura balanceada de discussão intelectual.estrada então se uniriam ao monarca que iria a um determinado. mas para aqueles que o servem.1-11. Assim há de ser quando os vivos e os mortos forem para cima. 3. coragem (2.1 II. 2.1. como em vários lugares da Bíblia. cuja volta esperada co céu (1.10) ao outro (5. o “Dia do Senhor” (5.6.23) e aprovação (2. Começo típico da carta 1. 2.3.1.2. 4.5). mas para o que Paulo pede aceitação verificada: suas palavras deveriam ser lidas “a todos os santos irmãos” (5. O Espírito Santo em Ação Todos os cristãos podem afirmar que foi Deus quem “nos deu também o seu ES” (4. a vinda de Cristo acontece de um final de carta (1. Conselhos finais 5. Ali seriam feitos reconhecimentos e premiações especiais (2.18).11 Para o presente: qualidades de estilo de vida 4.23). o Pai (1.10.3. todavia. Lembrança do Ministério de Paulo 1.4). Ele é o Deus vivo e genuíno (1. que.5).9) e origem da salvação (5.9).19-21 releva um caráter vivamente carismático do louvor em Tessalônica— a atividade profética que alguns estavam inclinados a conquistar. Na verdade.13).17-20 Missão de Timóteo e Alívio de Paulo 3. 2Ts 2.2-3. a testemunha incontestável (2.27).8-9) notadamente chega através de palavras humanas (2.28). mas também com a ação de graças contínuas (5.1-12 Para o futuro: a volta de Cristo 4.14.11 IV. Esboço de 1º Tessalonicenses I.9). esperança e caridade dos tessalonicenses 1.13-16 Ansiedade de Paulo pelos tessalonicenses 2.13.12-13 Paz na comunidade 5.11.12-28 Respeito pelos líderes 5. o “evangelho de Deus”(2.9). 1Ts 5. oposto de ídolos (1. 4. 3. em 1Ts Cristo surge como o Rei que volta. e em muita certeza” (1.11) e alegria aos que o esperam (2.8). “Dia de Cristo”).2.1-5. 5.7). como ele mesmo.13 Agradecimentos à fé.1-12 Agradecimentos pela resistência dos tessalonicenses 2. A vontade de Deus se relaciona com a pureza moral (4.2-10 Como Paulo ministrou lá 2.13-5. Os crentes de antes e de agora têm uma posição espiritual mística “no Senhor” (1. Deus é a fonte e o fim de tudo o que se relaciona com a vida natural e espiritual.2. O tema da volta de Cristo. para encontrar o rei que vem do céu. serão ressuscitados no futuro (1. 4. Esse será seu dia. embora concentrado em 4. A espera da volta de Cristo 4.16). ele é o receptor de agradecimentos (1. Mas. e no Espírito Santo. 2.13.10). o poder do Espírito (provavelmente com “sinais” e maravilhas”) e profunda resposta pessoal. ele não veio somente em palavras. Em 1Ts.10. paz (5. “mas também em poder. Sua palavra. Cada capítulo em 1 Ts refere-se a esse acontecimento futuro decisivo.

14 Vivência cristã 5.15-22 Índice 115 .Ajuda aos necessitados 5.

. 2Ts 1. A declaração profética do Espírito. “o ministério da injustiça” (2. Cristo Revelado A coigualdade de Cristo com Deus recebe atenção especial neste livro. surge um problema diferente. 2. Tanto em 1Ts como em 2Ts (1. sua posição espiritual encontra-se em “Deus. Qualquer que seja a fonte da doutrina errônea.crenças fixas dentro das igrejas— como uma verificação sobre a doutrina carismática.14 . sugerindo que Paulo escreveu a segunda carta algumas semanas após a primeira.5) e objeto de agradecimento (1. 3.4. havia preocupações evidentes sobre as atitudes desequilibradas relacionadas com a volta do Senhor.18).8).1. provavelmente os mais antigos livros do NT a serem escritos.17).3.2.1).12). 2. não acontecerá até que determinados acontecimentos ocorram. e ele. relacionado à volta do Senhor.17-3.21. em 2TS Paulo engrandece a Deus pelos tessalonicenses. ele relembra seus leitores a continuar com as coisas que ele ensinou antes (1Ts 2. também teria sido escrita por volta de 50 dC. Tal doutrina pode ter uma origem falsamente reivindicada pelos carismáticos (“por espírito” 2. Ou pode ter surgido em uma carta falsamente atribuída a Paulo.7) já operava nos dias de Paulo. se autodenominará Deus(2. está se desenvolvendo um corpo de crenças cristãs definidas. cuja seleção para a salvação por Deus “desde o início” o apóstolo descreve pormenorizadamente como “santificação do Espírito e fé da verdade “ (2. parar de trabalhar era instigado por uma doutrina errônea de que alguém. A obra de santificação do ES pode ser vista como uma maneira de encarar a intenção de Deus de salvar seu Povo.16). mais importante. o Senhor Jesus virá de novo (1. Deus é visto como Pai (1.15. Deus Pai Revelado Como em outros lugares do NT. O espírito de tal figura. Freqüentemente nas cartas tessalonicenses. 2. 116 . As igrejas são dele (1. 3.1. diz Paulo (2.16. A volta do Senhor é de importância central em ambas as cartas. amor e paciência (3.13).10). com “o assopro de sua boca” (2.29). chamada de “anticristo” nas cartas de João.4.2º Tessalonicenses Autor: Paulo Data: Cerca de 50 dC Autor e Data 1 e 2Ts são bastante semelhantes em linguagem. Em 2Ts. A preocupação de Paulo cm a estabilidade espiritual da igreja o levou a enviar Timóteo e a expressar. Como em 1Ts.11) e que não conhecem (1. nosso Pai. esclarece ele. 1Co 14.10. derrotará o homem do pecado no momento de sua volta (2. incluindo a capacidade de realizar prodígios (2.” Pelo visto.9).2). 3. “que alguns entre vós andam desordenadamente.13) aqueles em seu Reino (1.2).14). Essa figura.5). O Espírito Santo em Ação Na única referência direta ao ES. 3..12) e amor (3. atraíam o louvor e a gratidão freqüentes do apóstolo (1Ts 1. Pai e Filho juntos são a fonte da graça e da paz (1.3. o homem do pecado será revelado—”O filho da perdição” (2.1). e no Senhor Jesus” (1.4).8). “Ouvimos”.8) e tomará vingança daqueles que não conhecem a Deus (1.11).6.4-7). 1Ts revela que alguns tessalonicenses estavam perplexos com a morte de pessoas amadas e temendo perder a volta do Senhor Jesus.16. Esse dia.12. uma alegre satisfação por conhecer sua saúde espiritual (1Ts 2.13).6) e permite a ilusão àqueles que desprezam a verdade (2. 3.11-12. ou assim afirmada (2. O apóstolo apela para a “tradição” . A estabilidade e persistência e paciência em meio as adversidades.20. Ele enganará muitos.10. Em primeiro lugar.5) e os torna dignos de seu chamamento de salvação (1.8). Ainda assim. Ele escolheu (2. pois terá grandes poderes.4) elas descansam nele (1.11). está claro que os crentes sofreram algumas perseguições e opressão— da mesma forma que Paulo e Silas. 2Ts 2. tinha trazido para Tessalônica uma doutrina que anunciava que “o Dia de Cristo estivesse perto” (2. consolo e estabilidade (2.7.N. haverá uma apostasia e.2). sempre deve ser testada (1 Ts 5. desarmado. se escrito apenas algumas semanas depois de 1Ts. Embora a igreja seja geograficamente localizada em tessalônica. Mas um poder— não identificado claramente pelo apóstolo– resiste e controla o homem do pecado de forma a impedi-lo de interferir na consumação do curso dos acontecimentos humanos por Deus através da volta de Cristo na segunda vinda.3). Paulo rapidamente escreveu 2Ts para ressaltar a maneira correta de compreender a volta do Senhor. Já nessas cartas.4).16) a fonte de graça (1. 2Ts. mas também restituiu os malfeitores (1.15. Duas vezes em 2Ts (2. não trabalhando. escrevendo a primeira carta.5.

12 Conseqüência da vinda 1.1-12 III.2 Ação da Igreja 1.6-13 À disciplina 3.14-15 À paz 3. Começo típico da carta 1.17 Um desejo de graça 3.1-4 autores 1. Doutrina 1.5-12 Indicações da vinda 2.Esboço de 2º Tessalonicenses I.18 Índice 117 .13-3. Exortação 2.17-18 Uma assinatura de crédito 3. Comentários finais 3.5– 2.1 Saudações 1.13-17 À oração 3.1 Endereços 1.16 IV.3-4 II.1-5 Contra ociosidade 3.16 À estabilidade 2.

15 . Além disso.12.26. ele é o único “mediador entre Deus e os homens” (2. ele encontrou Timóteo como membro da igreja local. 5.14.14.14). como ordenar o culto da igreja. As “intercessões” (2. Em virtude de seu trabalho de redenção. Quando Paulo retornou a Listra. Conteúdo O trabalho para o qual Paulo nomeou Timóteo envolveu sérias dificuldades.1).15-16).27).15) quando salvador (1.12. que se faz carne. Desde o início desenvolveu-se um relacionamento bastante próximo entre Paulo e Timóteo. tenha se convertido a Cristo durante esse ministério. e a promessa de sua volta é um incentivo à fidelidade no ministério e à pureza na vida (6.7) também incluiria o líder ser “cheio do ES”. ele é nossa esperança (1. Como eles iam ministrar entre os judeus. O Espírito Santo em Ação As referências diretas ao ES em 1Tm são raras. que “se deu a si mesmo em preço de redenção por todos” (2. mas para evitar ofender os judeus. deixando Timóteo responsável pela igreja de lá. que comandou o apostolado de Paulo (1. Sob a sugestão do ES.1) e o capacitou para o ministério (1. e obtiveram em meios às perseguições sucesso. Paulo adicionou Timóteo a seu grupo apostólico. Eunice era casada com um gentio.3. Na carta. 3. 2Tm. o Pai (1. ascendeu ao céu (3. A declaração “o Espírito expressamente diz” (4. Paulo relembra Timóteo do “dom” que lhe foi dado através da “profecia”. 6.1-7).2.12). Por enquanto. Data Paulo visitou Éfeso por volta de 63 dC.1. pois Paulo o iguala a Deus. uma vez que sua mãe era judia. Tt) nomeiam o apóstolo Paulo como seu autor. mas ele estava operando desde o começo da igreja em Éfeso (At 19.3). Ele. com quem ele teve Timóteo. Cristo Revelado A divindade de Jesus é evidente. altamente recomendado por seus líderes ali e em Icônio. e sua filha Eunice. 118 .1º Timóteo Autor: Paulo Data: Cerca de 64 dC Antecedentes Em sua primeira viagem missionária. a maneira de acessar a Deus. Logo em seguida. misericórdia e paz (1. Ele provavelmente tenha escrito a carta em 64 dC.6). a antiga tradição insiste unanimemente que Paulo as escreveu. um “bom testemunho” (3. Timóteo deveria ensinar a fé apostólica e levar uma vida exemplar o tempo todo. mas seu pais recusou-se a permitir que o filho fosse circuncidado. Além disso.1) ressalta a atividade contínua do ES e a sensibilidade de Paulo a suas sugestões.1-2. É provável que uma judia chamada Lóide. Paulo advertiu Timóteo a ser circuncidado. tal como exigido na nomeação de líderes (At 6. Era evidente que Timóteo tinha recebido os ensinamentos da religião judaica.14.16). Em 4. ele ensinou Timóteo como combater os falsos mestres.14).N.16) e proclama sua soberania universal e natureza eterna (6. Cristo é tanto Senhor (1. provavelmente seu único filho. como escolher os líderes da igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classe na igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classes na igreja.1) são orações que envolvem a assistência do ES (Rm 8. e ele achou necessário escrever uma carta de instrução a seu jovem colaborador que enfrentava problemas.5). Jesus é a fonte da graça. Autor Todas as Epístolas Pastorais (1Tm. após ser libertado de usa primeira prisão romana. Paulo e Barnabé pregaram em Listra. não por causa da justiça. uma capacidade especial de ministrar concedida como um carisma do Espírito quando colocaram as mãos nele. ele partiu. uma cidade da Licaônica.21.15).

Esboço de 1º Timóteo Introdução 1. Instrução relacionada aos deveres pastorais 4.10 Em relação à igreja como um todo 4. Instruções relacionadas à igreja 2.1-20 I.20-21 Índice 119 . Exortações finais 6.11-21 Para apresentar as reivindicações de Cristo aos ricos 6.10 III.1-16 Em relação às várias classes na igreja 5.1-6.1-3.17-19 Para guardar a verdade 6.1-15 Seus líderes 3.11-21 Para manter a fé e militar na fé 6.1-6.1-13 Sua função em relação à verdade 3.14-16 II.16 Seu culto 2.

6-14 Devido à natureza da experiência cristã 1. Paulo foi libertado da prisão romana pouco depois de At ter sido escrito e empenhou-se em viagens missionárias.16. Jesus veio para a terra como homem (2. Ele lembrou Timóteo de suas responsabilidade e o advertiu a se entregar de corpo e alma à sua tarefa. ele também é meigo. desejava ver Timóteo e Marcos (4.16).14. mas agora ele esperava a morte (4. 3.12. o ES concede poder. 2. a carta não era um produção literária ordenada bem planejada.15) e foi ressuscitado (2. viajando até a Espanha.10. Em relação a si mesmo. amor e moderação (1. caloroso e carinhoso.8.1-5 Saudação 1.10. residem nele e derivam dele (1. Há pouca dúvida sobre Paulo ter escrito esta carta pouco antes de sua morte.2º Timóteo Autor: Paulo Data: Cerca de 66 .67 dC Antecedentes Até podemos determinar.6-8 Devido à grandeza do evangelho 1. Portanto.12. e levado pra Roma. como é provável que ele tenha sido executado antes da morte de Nero em 68 dC. o evangelho contém mais do que declarações e proposições: é Cristo (1.N. Ao escrever esta carta. Antes. tendo todos os outros partidos por vários motivos. 2. pois seu coração estava falando. Fidelidade face às dificuldades 1. Ele também concede a compreensão espiritual (2. As circunstâncias de sua segunda prisão foram bastantes diferentes daqueles de seu primeiro encarceramento. provavelmente em Trôade (4. somente Lucas estava com Paulo (4.13. ele estava em sua própria casa alugada e podia receber visitantes livremente.8) logo após sua morte. Esboço de 2º Timóteo I.8) para ser nosso Salvador (1. bem como suas próprias.13).13).9-11 Devido ao exemplo de Paulo 1.12-14 120 . Paulo necessitava de algumas coisas pessoais (4. a misericórdia. Conseqüentemente. Paulo foi preso de novo.3-5 II.13. mas agora estava confinado a um masmorra e os amigos quase não conseguiam vê-lo.6-8). 4.17-18. Característica Embora Paulo seja conciso e direto. Anteriormente. como a graça.11-12. Cristo Revelado Para Paulo. O ES que em nós habita nos permite ser fiéis ao evangelho confiado a nós e garantir sua pureza (1. a carta deve ser datada de 66/67. ele esperava ser solto. Além disso.1. As bênçãos espirituais. Introdução 1.18. 2.16 .1-2 Ação de graças 1. Cristo aparecerá em sua segunda vinda como o juiz justo (4.911).22) e coerente com seu propósito (2. O Espírito Santo em Ação O ES deu a Timóteo um dom e Paulo o exortou a usá-lo ativamente (1.14).6). Durante a era das perseguições iniciadas por Nero em 64 dC.7).8). a paz e mesmo a vida em si. em sua solidão.11).9-10.7). Ocasião e Data A carta originou-se devido à preocupação de Paulo com as necessidade de Timóteo. mas sim uma nota pessoal contendo a última vontade e o testamento do apóstolo. 4. 2Tm revela emoções de Paulo mais do que seu intelecto.13) e.1). Ele é fiel àqueles que o seguem (1.1-2.

9-22 Instrução 4.16-18 Saudações 4.8 Erro doutrinário 2.1-4.14-26 Erro prático 3.1-7 A obra redentora de Cristo 2. Fidelidade face ao erro 2. Fidelidade face à deserções 1.22 Índice 121 .15-18 O caráter da obra de Timóteo 2.9-13 Advertência 4.19-21 Bênção 4.8-13 IV. Conclusão 4.14-15 Explicação 4.14-4.13 O exemplo de Onesíforo 1.15-2.8 V.III.

e a regeneração só pode ser obra do ES (3.13).6-8).14. Mesmo que Tito fosse companheiro e um valioso colaborador de Paulo. Tito era grego e evidentemente um convertido de Paulo. Paulo tinha muita estima por Tito e o apostolo se inquietava quando havia pouco ou nenhuma notícia sobre as atividades e o paradeiro do jovem.1-3 Saudação 1. provavelmente por volta de 64 dC (3. Tito tinha de ordenar os presbíteros em cada cidade onde existia o núcleo de uma congregação.10—16 III. Como tinha pouco tempo. a doutrina correta e a vida santa.1-5 Declaração do ofício. O Espírito Santo em Ação O ministério do ES é compreendido por toda a epístola. Conteúdo A carta a Tito tem uma afinidade com 1Tm. Os cretenses não podem mudar a si mesmo (1.4 Encargo de Tito 1.5 II.3) indica que ele não foi criado no judaísmo. Paulo também enfatiza Cristo como nosso redentor (2. Ess campanha provavelmente tenha acontecido em alguns momentos durante 63-64 dC.6-16 Sua qualificações 1. não existe nenhuma menção a seu respeito em Atos.N. passagens como 1. nem tornou-se um prosélito.1-15 Em relação ao mundo todo 3. Paulo deixou Tito em Creta para cuidar de novas igrejas.5). Tito tinha três grandes temas– a organização da igreja. escolhendo cuidadosamente as pedras que formam essa habitação para Deus.12).4-7) e apresenta sua segunda vinda como um incentivo à vida sagrada (2. O fato de Tito não ser circuncidado (Gl 2. Ocasião e Data Embora o NT não registre um ministério de Paulo em Creta. Eles devia ser homens de alto caráter moral. esperança e funções de Paulo 1.1-7 122 .Tito Autor: Paulo Data: Cerca de 64 dC Antecedentes É estranho que uma pessoa cujo nome esteja listado entre os livros do NT seja tão pouco conhecida. Instruções em relação aos presbíteros 1. Então o apóstolo partiu para outras´áreas de trabalho.12). Cristo Revelado Fundamentando as instruções de Paulo está o tema de que Cristo está construindo sua igreja. Instruções em relação à conduta cristã 2.5 indicam claramente que ele e Tito conduziram uma missão lá. 3.1-3-7 Entre eles mesmos 2.6-9 A necessidade de administração adequada 1. e deveriam ser inflexíveis em questões de princípio. Ambas as epistolas são endereçadas a jovens homens aos quais tinham sido designados de liderança responsável em sua respectivas igrejas durante a ausência de Paulo. Em algum momento a caminho de Nicópolis. mantendo a verdadeira doutrina apostólica e sendo capazes de reprovar os opositores.12-13). Introdução 1.12. ele escreveu para Tito. Ambas as epístolas ocupam-se com as qualificações daqueles que devem liderar a ensinar as igrejas. após a libertação de Paulo de sua primeira prisão em Roma. A carta dá indicações de ter sido escrita durante o outono. Esboço de Tito I.17 . A pessoa que experimenta um novo nascimento recebe o ES a fim de manter um estilo de vida vitorioso seguindo os moldes do de Cristo (3. na Grécia (3.

8-11 Para ensinar verdades espirituais 3. Instruções e saudações 3.IV.9-11 Pra evitar dissensões 3.12-15 Índice 123 . Instruções finais 3.9-11 V.

que morava em Colossos. e não tinha direitos. e que a igreja colosense se reunião em sua casa (v. o amor através do perdão. Filemom é desafiado a mostrar o mesmo perdão incondicional que ele recebeu através da graça e amor de Jesus. 11.22). Essa transformação. Fm 12). O amor fraternal normalmente exige graça e misericórdia práticas. A oferta de Paulo em pagar uma dúvida que não era sua em nome de um escravo arrependido é um quadro claro da obra do Calvário. as pessoas podem ver a unidade do Espírito entre todos os santos envolvidos. Onésimo agora também é um “querido Irmão” em Cristo (v.16). Não se trata de um apelo superficial de Paulo. Paulo. A intercessão de Paulo é. Tíquico e Onésimo aparentemente entregaram as duas cartas (Cl 4. 14. Antes um escravo alienado.5-9). Um escravo era propriedade de seu mestre. com delicadeza. que o levou a Cristo (10). I resultaram em proprietários temerosos e suspeitos. Onésimo entrou em contato com o preso Paulo. Em Roma.10). Apresenta a persuasão de Paulo em ação.N. pois ele preenche um “cheque em branco” em nome de Onésimo para quaisquer dívidas a pagar (vs 17-19). Onésimo. O tom é de amizade calorosa e pessoal ao invés de autoridade apostólica. Cristo Revelado Essa epístola aplica poderosamente a mensagem do evangelho. análoga à intercessão contínua de Cristo junto ao Pai em nosso nome.21) Características Mesmo sendo a mais curta das epístola de Paulo. Ele explica a conversão de Onésimo e o novo valor do escravo no ministério e família de Jesus Cristo (12-16). é a base de um novo começo. e ambos eram responsáveis por seu comportamento (Ef 6. Amor. intercedeu por Onésimo e expressou total confiança de que a fé e amor de Filemom resultariam na restauração (vs 5.21) A escravidão era uma realidade econômica e social aceita no mundo romano. em uma situação muito sensível. os escravos fugitivos poderiam ser severamente punidos e mesmo condenados à morte. além disso. O Espírito Santo em Ação 124 . um de seus escravos tinha fugido para Roma. confiança e respeito caracterizavam a amizade deles (vs. aparentemente depois de danificar ou roubar a propriedade do mestre (vs. O relacionamento próximo de Paulo e Filemom é evidenciado através de suas orações mútuas (vs 4 e 22) e de uma hospitalidade de “portas abertas” (v. Mesmo a igreja Primitiva não tendo atacado diretamente a instituição da escravidão. Como ele conclui.Filemom Autor: Paulo Data: Cerca de 60-61 dC Antecedentes Esta carta é o apelo pessoal de Paulo a Filemom. junto com a profunda amizade de Paulo com os dois homens.28). Ambos eram iguais perante Deus (Gl 3. Ele desejava uma verdadeira reconciliação cristã entre o proprietário de escravos lesado e o escravo perdoado. 1. um cristão rico e dono de escravos. Ele faz a petição já sabendo que o amor e caráter de Filemom prevalecerão. Parece que Filemom tinha se convertido sob o ministério de Paulo (v.7-9. ela reorganizou o relacionamento entre o mestre e o escravo.18). e Paulo logo chega a esse tópico. Ela revela como Paulo endereçou com educação porém firmeza o assunto central da vida cristã.2). Depois de agradecer pessoalmente a Filemom e seus companheiros crentes. De acordo com a lei romana.18 . Paulo expressa ação de graças por seu amor e fé em relação a Cristo e a seus companheiros crentes. Paulo escreveu para a igreja em Colossos e evidentemente incluiu esta carta a favor de Onésimo. Conteúdo A epístola é uma expressão autêntica dos verdadeiros relacionamentos cristãos. isto é. Fm é uma profunda revelação de Cristo operando na vida de Paulo e daqueles à sua volta. mas com urgência. Ocasião e Data Paulo escreveu esta carta durante sua prisão romana por volta de 61 dC. Às revoltas dos escravos no séc.

19 Uma confiança na obediência 20-21 IV. È o ES que batiza todos os crentes. e Paulo aplica essa verdade à vida de Filemom e de Onésimo. Saudação 1-3 II. é evidente por toda a carta. foi ativo no ministério de Paulo e na vida da igreja. O amor. no corpo de Cristo (1Co 12.13). Esboço de Filemom I. seja escravo ou livre. fruto do Espírito.Mesmo não mencionando especificamente o ES. Ação de graças em relação a Filemom 4-7 Louvor pessoal 4 Características dignas de louvor 5-7 III. Petição de Paulo por Onésimo 8-21 Um pedido de aceitação 8-16 Um garantia de reembolso 17. Preocupações pessoais 22-25 Esperança de libertação 22 Saudações 23-24 Bênção 25 Índice 125 .

11).1-3 Jesus: Melhor do que os anjos 1. Significativamente.19 . onde distribui as bênçãos celestes (3. sacrifícios terrenos. O motivo óbvio é que o sangue de Jesus tinha riscado os pecados e fracassos. usada para descrever a Cristo e os benefícios do evangelho (1.35. Ao tentar manter seus leitores distantes da apostasia. 8. e a melhor conclusão pode ser a de Orígenes.4-2. Cristo está “à destra da Majestade. 9. A única evidência em relação ao local em que o livro foi escrito é a saudação enviada pelos “da Itália” (13. Em contraste. Cristo ofereceu de uma vez por todas sua própria pessoas sem pecados como o sacrifício perfeito. Hb salienta a importância e o ministério do Cristo pré-encarnado. descrição da experiência dos crentes (6. enquanto os vs. Melquisedeque era um tipo perfeito para Cristo. Sendo assim. Como nenhum outro livro da Bíblia. sacerdotes terrenos. 11. que recebeu o cargo do sumo sacerdote por invocação direta de Deus.5. no séc. O Espírito Santo em Ação O ministério do ES é visto de diversas maneiras. 36-38 registram aqueles que resistiram a grandes provas. insultado pela apostasia (10.Hebreus Autor: desconhecido Data: Cerca de 70 dC Autor Hebreus não designa seu autor.13 Jesus: Melhor do que os profetas 1. e não por herança (5. O cap. A especulação provou-se infrutífera. o escritor enfatiza a superioridade de Cristo perante tudo que o aconteceu antes no período do AT. indicando talvez que o autor estivessem em Roma ou escrevendo para os cristãos de Roma.16.15). podem ter escrito o livro. que não tinha antecessores nem sucessores no sacerdócio.14).40).6.19. A maioria das bênçãos do judaísmo relacionava-se com as coisas terrenas: um tabernáculo ou templo terreno. mas sim de Melquisedeque.11. aplicando-se tanto ao período do AT quanto do NT: Os dons do ES para o ministério (2.1-4.22-23). 8. Ele experimentou na carne a provação que todos os crentes conhecem. Cristo Revelado Falar de Cristo em Hb é descrever o livro inteiro.5-6). um acordo que prometia a prosperidade terrena. 11 enumera alguns dos grandes heróis da fé no AT. 13.4). não segundo a ordem de Aarão. nas alturas” (1. de modo que suas iniqüidades não são mais lembradas contra eles.22.29). testemunho à inspiração do AT (3. Enquanto o sacerdote arônico tinha que oferecer sacrifícios continuamente por seus próprios pecados. que declarava que só Deus sabe ao certo quem o escreveu.1. III. não há menção dos pecados e defeitos daqueles enumerados. enquanto outros sugerem que um dos colaboradores de Paulo.8). Data e Localização O conteúdo de Hb indica que foi escrito antes da destruição do Templo em 70 dC (10. 12.4.7.23. sofrimento e perseguição através da fé. 10. como Barnabé ou Apolo. 11.18 126 . 10. Esboço de Hebreus I. interpretação da verdade espiritual (9.16. e não existe unanimidade de tradição em relação à sua identidade.4).N. assistência no ministério de Jesus (9.34. 6. Cristo é o sumo Sacerdote. Conteúdo Uma palavra importante da epístola é “melhor”.4. e por isso ele é capaz de interceder compassivamente em nome deles.3). A superioridade da pessoa de Jesus 1.24). Os vs 4-35 registram bênçãos maravilhosas e notáveis vitórias alcançadas através da fé. Alguns sábios destacam algumas evidências que podem indicar uma autoria paulina. bem como pelos pecados de outras pessoas. 7. Um ponto importante desta epístola é a apresentação do ministério sumo sacerdotal do Senhor.

Jesus: Melhor do que Moisés 3.1-19 Jesus: Melhor do que Josué 4.1-13

II. A Superioridade do Ministério de Jesus 4.4-10.8
Jesus: Melhor do que Arão 4.14-5.10 O Sacerdócio de Melquisedeque, portanto Jesus, melhor do que o de Arão 7.1-8.5 Jesus é mediador de uma melhor aliança 8.6-10.18

III. A superioridade da caminhada da fé 10.19-13.35
Um chamado à segurança total da fé 10.19-11.40 A persistência da fé 12.1-29 Admoestações sobre o amor 13.1-17 Conclusão 13.18-25 Índice

127

N.20 - Tiago
Autor: Tiago, irmão de Jesus Data: Cerca de 48-62 dC Autor
O autor identifica-se somente como Tiago. O nome era bastante comum; e o NT enumera pelo menos cinco homens com este nome, dois dos quais eram discípulos de Jesus e um era seu irmão. A tradição atribui o livro ao irmão do Senhor, e não há motivos para questionamentos. Evidentemente, o escritor era bastante conhecido, e Tiago, o irmão de Jesus, logo tornou-se líder da igreja em Jerusalém (At 12.17; 15.13-21; 21.18; Gl 1.19; 2.9,12). A linguagem da carta é semelhante à da fala de Jesus em At 15. Aparentemente, Tiago era um descrente durante o ministério de Jesus (Jo 7.3-5). Uma aparição de Cristo a ele após sua ressurreição (1Co 15.7) provavelmente o tenha levado a essa conversão; pois ele é enumerado com os crentes de At 1.14.

Data
O historiador Judeu Josefo indica que Tiago foi apedrejado até a morte por volta de 62 dC; então, se ele é o autor, a carta foi escrita antes dessa data. O conteúdo do livro sugere que pode ter sido escrita um pouco antes do concílio da Igreja relatado em At 15, que se reunião por volta de 49 dC. Não podemos se dogmáticos, e só se pode concluir que a carta provavelmente tenha sido escrita entre 48 e 62 dC.

Conteúdo
Ao invés de especular ou debater sobre teorias religiosas, Tiago direciona seus leitores para uma vida piedosa. Do Início ao fim, o tom desta carta é imperativo. Em 108 versos, são dados 54 mandamentos evidentes, e 7 vezes Tiago chama a atenção para suas declarações usando termos de natureza imperativa. Esse “servo de Deus” (v.1) escreve como alguém supervisionando outros escravos. O resultado é uma declaração da ética cristã, que se iguala a ensinamentos semelhantes no NT.

Cristo Revelado
Começando no primeiro verso e continuando por toda a carta, Tiago reconhece a autoridade de Jesus, referindo-se como “servo”, ou escravo, do Senhor. O termo é aplicável a todos os cristãos, pois todos os verdadeiros discípulos de Cristo reconhecem sua soberania sobre suas vidas e se comprometem espontaneamente a seus serviço. Cristo é o objeto de nossa fé (2.1), aquele que cujo nome e em cujo poder realizamos nosso ministério (5.14,15), o recompensador de todos aqueles que se mantém firmes em meio a julgamentos (1.12), e aquele que virá, por quem pacientemente esperamos (5.7-9). Tiago identifica Cristo como a “glória” (2.1), referindo-se ao Shekinah, a gloriosa manifestação da presença de Deus em meio a seu povo. Não somente glorioso por si mesmo, ele é a glória divina, a presença de Deus na terra (Lc 2.30-32; Jo 1.14; Hb 1.3). De considerável interesse é o paralelo próximo entre o conteúdo dessa carta e a doutrina de Jesus, especialmente o Sermão da Montanha. Embora Tiago não cite exatamente nenhuma declaração de Jesus, há mais reminiscências verbais da doutrina do Senhor nesta carta do que em todo o resto das epístolas combinadas no NT. Essas alusões indicam uma associação próxima entre Tiago e Jesus e evidenciam a forte influência do Senhor na vida do autor.

O Espírito Santo em Ação
A carta menciona especificamente o ES somente em 4.5, onde se declara que o Espírito que habita em nós deseja a nossa lealdade completa, não suportando rivalidade. A Atividade do ES pode ser vista no ministério aos doentes descritos em 5.14-16. À luz de outra terminologia bíblica que liga unção com o Espírito ( Is 61.1; Lc 4.18; 1Jo 2.20-27), o ungir com o óleo é melhor compreendido como símbolo do ES. Além do mais, no grego, o artigo definido usado com a palavra “fé” em 5.15 particulariza essa fé, sugerindo que Tiago está se referindo à manifestação do dom da fé (1Co 12.9).

Esboço de Tiago
I. Saudação 1.1 128

II. Religião prática e julgamentos 1.2-18
Adversidades externas 1.2-12 Tentações internas 1.13-18

III. Religião prática e a palavra de Deus 1.19-27
Escutar a Palavra 1.19-20 Receber a Palavra 1.21 Obedecer à Palavra 1.22-27

IV. Religião prática e relacionamentos humanos 2.1-26
Parcialidade negativa 2.1-13 Compaixão positiva 2.14-26

V. Religião prática e discurso 3.1-18 VI. Religião prática é mundanismo 4.1-12 VII. Religião prática e negócios 4.13-5.6 VIII. Apelos finais 5.7-11
Por paciência 5.7-11 Por um falar puro 5.12 Por oração 5.13-18 Por compaixão 5.19-20 Índice

129

Esta é a “esperança” do cristão mencionada em 1.3). mas enquanto ele ainda poderia dizer: “honrai ao rei” (2. eles o amam (1.1). 12-16). os cristãos deveriam antever a glória porvir.15-16) e confundem antigos companheiros (4.3. os quais estão sofrendo rejeição no mundo devido à sua obediência a Cristo (4.12).22). Cristo Revelado Em quatro passagens separadas. apesar do sofrimento. Além do mais. mas também apropriada para estes cristãos (1. 2.9). eles devem esperar se recompensados quando ele voltar (5. A paciência em meio ao sofrimento injusto é “agradável a Deus” (2. Esta carta foi escrita provavelmente perto do fim da vida de Pedro. a salvação prometida no evangelho também está bastante em vista. Mesmo tendo cristo sofrido e depois sido glorificado. eles oferecem “sacrifícios espirituais” através dele (2.8). um antegozo da glória porvir veio através do Espírito (comparar: 4. uma frase que lembra o exílio de Israel no AT.11). o que talvez explique o estilo polido do grego da carta. 4. 13. 3. A salvação futura que aguarda os crentes na revelação de Jesus é especialmente proeminente no princípio da carta (1. Os compatriotas deles estão surpresos por eles agora viverem de maneira diferente (4. Eles. bebedeira e idolatria (4.10).3-13).4). aparentemente não há a vinculação do martírio. a perseguição é normalmente a exceção (3. Eles são. 130 . Sua antiga vida era de obscenidades. envergonham os críticos ímpios (3. e não há evidências de que a autoria de Pedro tenha alguma vez sido desafiada na igreja primitiva.4-7). A expectativa da volta de Cristo na glória faz com que os crentes regozijem (1.18).15). Pedro liga os sofrimentos do sacrifício de Cristo com a glória que surgiu em sua morte (1.12).4).18).14. Também há um referência ao importante objetivo dos crentes de levar os outros a Deus por meio de seus estilos de vida piedosos.16). ganham esposas para Cristo por seus exemplos (3. silenciam os homens loucos realizando boas obras (2. 3. os evangelistas pregaram o evangelho pelo Espírito. De outras maneiras.3. Cristo agora também faz uma profunda diferença na vida dos cristãos. Ele. Silvano.2.17).1).1). refere-se a eles como “estrangeiros dispersos” (1.13. que descrevia mais os pagãos gentios do que os judeus do Séc.4). 4. Ocasião e Data Pedro se dirige aos cristãos que vivem em várias partes da Ásia Menor. portanto.6-7.18. proclamam os louvores de Deus (2.1-4.13. portanto. O início dos anos 60 é uma boa estimativa para a composição de 1 Pedro.15.17.5). embora pudessem ser perseguidos pela fé nessa vida (1.14 com o v. A carta detalha os frutos do sofrimento e da vitória de Cristo. eles vêm até ele (2.1º Pedro Autor: Pedro Data: Cerca de 60 dC Autor A carta parece ser do apóstolo Pedro. Os cristãos devem ser uma força de redenção no mundo. Embora sofrer seja a “ardente prova” (4. relembra-os de que têm uma herança celeste (1.3-5) Pedro soube das tentações deles e. portanto. 3. O Espírito Santo em Ação O ES é ativo em todo o processo de salvação: o “Espírito de Cristo” nos profetas no AT testificam a respeito da cruz e da glória subseqüente (1. I .18-19. eles são censurados por causa dele (4.11.1). incluindo provisões para uma nova vida e esperança para o futuro (1.12-13). Conteúdo Acompanhando as várias exortações para a vida fiel em meio a uma sociedade ímpia. que acompanho Paulo em segunda viagem missionária provavelmente tenha sido secretário de Pedro na composição de 1 Pe (5.14). A tradição antiga sugere que Pedro foi martirizado em Roma junto com a severa perseguição de Nero aos cristãos depois do incêndio de Roma em 64 dC. 4. os crentes responderam em obediência através “do Espírito” (1. em sua maioria gentios convertidos.20).11).4). Cristo foi ressuscitado dos mortos “pelo Espírito” (3. Em um momento eles não eram povo (2. 21.21 .N. 5. 13 e 5.

13-4.Esboço de 1º Pedro Introdução 1.1-2 I.12-14 Silvano.11 Submissão e respeito pelos outros 2.12 Saudações 5.10 regozijando na esperança da volta de Cristo 1.3-2.13-2.4-10 II.3 Renovação para o povo de Deus 2. A fé e esperança dos crentes no mundo 1.14 Índice 131 .11-5. A conduta do crente nas circunstâncias diárias 2.1-11 Conclusão 5.11-3. co-autor desta carta 5.19 Servindo humildemente enquanto sofre 5.13 Exortações finais com bênção 5.3-12 Vida Justa devido à esperança 1.12 Sofrimento em nome de Cristo 3.

Eles ridicularizam a idéia da volta do Senhor. desqualifica qualquer “interpretação privada” .20). Pedro foi martirizado em Roma durante o governo de Nero. 132 . São as Escrituras que garantem ao crente um destino com Jesus Cristo (1. objeto de ataque de zombadores. exibem um estilo de vida sensual e estão destinados à destruição. então sua morte ocorreu antes de 68 dC. por sua vez. 2. Deus reconhece Cristo como seu “Filho” (1. ele alega ter estado com Cristo no monte da transfiguração (1. Se a tradição é confiável. então esta carta era direcionada aos cristão em algum lugar da Ásia Menor.16-21.12-15).De acordo com a antiga tradição da igreja. A fidelidade à doutrina apostólica é a principal preocupação (1.1). As referências em 2Pe indicam a autoria de Pedro: o autor se identifica como Simão Pedro (1. e a doutrina apostólica (3.1-2. e se essa comunidade for a mesma referida em 1Pe 3.18). 3.N. Cristo Revelado A divindades de Cristo é evidente na maneira como Deus e Cristo estão aproximados ligados em 1. Entretanto.1). Antecedentes Enquanto 1Pe estimula os cristãos a encararem a oposição do mundo. A carta começa com o tema de cultivar a maturidade cristã (1. Os mestres heréticos aparecerão (2. 3.18). o que.1. já estão em cena (2.16-18). O Espírito Santo em Ação A única referência direta ao ES está em 1.1-2. 2Pe adverte os cristão contra os falsos mestre dentro de sua comunhão que os levaria a apostasia.8. 3. e explica porque essa esperança ainda não foi realizada. à medida que sua graça e poder são concedidos aos crentes (1.19-21).1-2) e. Esse é o verdadeiro conhecimento (gnosis) que combate a influência gnóstica herética.15). que se desenvolveu mais completamente no séc. que devem aguardar por sua volta (1.14-18).15-16). pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2. I. 2. 2 fornece uma descrição mais longa a respeito da advertência contra os falsos mestres.1222). na verdade. O último capítulo enfatiza a segunda vinda de Cristo.15-16). II. O propósito e atividade divinos estão centralizados em Jesus. Pedro evidentemente tem um comunidade especifica em mente (3.2-3. Eles negam o senhor. mas cujas raízes foram fixadas no séc. 3. chamadas de “profecia” (1. Aparentemente.1-2). O cap. Também garante o cumprimento da promessa da volta do Senhor e ensina que sua expectativa deveria motivar os cristãos ao comportamento piedoso. A base para tal conhecimento são as Escrituras.20. Os estudiosos conservadores normalmente sustentam que Pedro escreveu ambas as epístola que lhe são atribuídas. O “conhecimento” em 2Pe é mais do que percepção intelectual.1).12-16. 3.9. quando Nero morreu. È um experiência de Deus e vê Cristo que resulta em transformação moral (1. Esses fatores apontam Pedro como o autor genuíno de 2 Pedro.2º Pedro Autor: Pedro Data: Cerca de 65—68 dC Autor e Data Esta carta fornece as instruções e exortação do apóstolo Pedro à medida q eu ele se aproxima do final de sua vida (1. e ele usa várias palavras e frases semelhantes às encontradas em 1Pe.1.2-8. o Espírito está obviamente operando ao fornecer o “poder divino” que torna possível o crescimento na graça e conhecimento de Cristo (1. ele tinha escrito uma carta anterior às pessoas a quem 2Pe é dirigida (3.2-11.1-2.21.2-3.16) e pela chegada de seu Reino eterno (1.20). que descreve a obra do Espírito em “inspirar” os autores humanos das Escrituras proféticas.17).22 . Conteúdo A resposta ao erro é a firmeza através do crescimento no conhecimento do Senhor. Essas características se enquadram na heresia gnóstica. em algum momento eles tinha “escapado das corrupções do mundo.

4-10 Descrição dos falsos mestres 2. Saudação 1.3-11 Testamento de Pedro 1. Advertências contra os traidores do final dos tempos 3.1-18 Escarnecedores nos últimos dias 3.3 III.1-7 Crentes e o Dia do Senhor 3.1-2 II.8-18 Índice 133 .12-15 Escrituras proféticas contra os falsos mestres 1.3-2.Esboço de 2º Pedro I.3 Busca de virtudes morais 1. Exposição e julgamento dos falsos mestres 2.4-22 Destruição dos falsos mestres 2.16-2.10-22 IV. A verdade doutrina contra a falsa 1.

o caráter da heresia combatida na carta aponta para a mesma época. como o corpo humano era um simples invólucro para o espírito interior.10-23. A comunhão com Deus e os irmãos permite que as pessoas reconheçam através da unção de Deus. A falta de especial dedicação e saudação indicam que a carta foi circular. então. mas apenas aparente. cerca de 90 dC.4. eles não tinham pecado.3). Eles também ensinavam que. 4. e o antigo testemunho atribui.22-23. as distinções éticas pararam de ser relevantes. “Gnosticismo” é uma palavra derivada do grego gnosis. O verdadeiro Deus. 134 . os gnósticos ensinavam a salvação através de esclarecimento mental. provavelmente enviada à igrejas perto e Éfeso. seu estilo e vocabulário indicam claramente que foi escrita pelo autor do Evangelho de Jo. Em virtude disso. II. Possuir amor é evidência clara de que uma pessoa é cristã.20.6.22. a ressurreição. mentirosos (2. conhecimento e vida em suas advertências contra a heresia. refletindo a autoridade que a idade e o apostolado trazem. e como nada que o copo fizesse poderia afetar o espírito interno.7. luz. Portanto. 4. declarando que nãohá revelação particular reservada para alguns poucos intelectuais.N. O ponto de vista dualista fez com que os falsos mestres negasse a encarnação de Cristo e. Eles um dia tinha estado com a igreja. Conteúdo Em primeiro lugar. Mais tarde. e a comunhão com ele faz com que as pessoas caminhe em verdadeira comunhão com outros crentes. João ressalta os temas do amor. 5. Além disso. A incerteza de seus leitores sobre sua condição espiritual foi causada por um conflito desordenado com os mestre de uma falsa doutrina. Data O peso de uma tradição antiga e forte sobre João ter passado seus últimos anos em Éfeso. Características Existem grandes semelhanças entre eo Evangelho de Jo e 1Jo. Ocasião e Objetivo João declara ter escrito para dar garantia da vida eterna àqueles que Crêem “no nome do Filho de Deus (5. o corpo humano que Jesus supostamente possuiu não era real. 4. João responde esse erro com indignação (2. a carta a ele. I. onde João passou seus últimos dias.1º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores Embora esta carta seja anônima.9-11. portanto. ensinavam eles. Mais uma vez João reagiu energicamente (2. João afirma que Deus é a luz.26. 3. e a falta de amor indica que a pessoa está nas trevas (2.3). que acontecia somente para iniciados da elite espiritual.15-17. apontam uma data próxima ao final do séc. 3. sendo o amor a nota dominante.13). nunca poderia habitar um corpo material de carne e sangue.7) e aos mestre como “falsos profetas” (4.18).9-10.7-21). com unanimidade.1). O estilo é informal e pessoal. a falsa doutrina e o espírito do anticristo. João escreveu vigorosamente contra esse erro (2.22) e anticristos (2. O objetivo de João ao escrever.19) e tinha se “levantado no mundo” (4.27). que significa “conhecimento”. e não aos cristãos comuns. mas tinha se afastado (2. e que todo o corpo de crentes possui a doutrina apostólica. Evidências internas também apontam João como o autor.1) para propagar sua perigosa heresia.18. revelando o relacionamento íntimo do apostolo com Deus e com o povo de Deus.3.23 . João refere-se ao ensinamento como enganosos (2. eles substituíram a fé pelas buscas espirituais e exaltaram a especulação mais do que os dogmas básicos do evangelho. 3. que ensinava que a matéria era essencialmente ruim e o espírito era essencialmente bom. Portanto. O tom da epístola é amigável e paterna. Heresia era um precursor do gnosticismo do séc. junto com o fato do tom dos escritos sugerirem que se trata de um produto de um homem madura que passou por experiência espiritual profunda. era expor a heresia dos falsos mestres e confirmar a fé dos verdadeiros crentes. Esses elementos repetem-se por toda a carta.

10).14). A fim de testar os espíritos.7). Esboço de 1º João I.12).1-4 Deus é luz 1.1-6 IV.15.10).7. Jesus é nosso advogado junto ao Pai (2.2. enviado por Deus para nos resgatar do pecado (1.28). o Espírito guia os verdadeiros crentes a uma completa realização da verdade em relação a Jesus.5). assim como ele é justo” (3. o dom do Espírito que nos assegura que em nosso relacionamento com Cristo. João o identifica como aquele que veio pela água e pelo sangue.1). Cristo Revelado João enfatiza tanto a divindade quanto a humanidade de Jesus. Jesus defende seu caso. A epístola termina com o testemunho de Jesus.7-21 V.6-7. o Deus que veio e habitou entre nós. A vida de Justiça 2.5-10 II.1-5 VI.1). nos devemos encontrar quem eles reconhecem como salvador e senhor. Um teste do Cristianismo é a crença correta sobre a encarnação (4.3.5.6). 4. 4.1-29 Caminhada na luz 2. A encarnação 1.A comunhão com Deus exige que se caminhe na luz e se obedeça aos mandamentos de Deus (1. e ele oferece a garantia de que nossa completa transformação à semelhança de Cristo acontecerá no momento de sua volta. O Espírito Santo em Ação João descreve um ministério triplo do ES nesta carta. 5. O triunfo da Justiça 5. Em terceiro. Jesus é a propiciação pelos nossos pecados (2.1-10 Deus tornou-se carne na forma humana 1. Aquele que “pratica justiça é justo.2. Apenas através dele podemos alcançar a vida eterna (5. Cristo é antítese do pecado. e ele se manifestou para tirar os nossos pecados (3.24) como nós somos fiéis a ele (4.3. 5.1).18).3).6-8).6-12 135 .2. o ES testemunha a realidade da encarnação (4. O pecado não combina com a vida de um cristão.18-29 III.13). o Filho de Deus.20.9.6 Justiça 3. A fonte do amor 4. mas. Em primeiro lugar. A garantia da vida eterna 5. e nenhuma pessoa nascida de Cristo tem o hábito de praticar o pecado (3. tanto ele é fiel a nós (3.5).11.13-24 Crença 4. O cap. A vida dos filhos de Deus 3. 4. João apresenta a segunda vinda de Jesus como um incentivo para que permaneçamos firmes na fé (2.4).1-12 Amor 3. que eles podem se opor com sucesso aos heréticos que negaram esta verdade (2. Jesus também é o nosso Salvador. O título técnico do Messias é “aquele que havia de vir” ou “aquele que veio” (Mt 11. a palavra que tornou-se carne. 4 continua com o tema da identificação dos espíritos rivais . declarando que Deus entrou completamente na vida humana através dele. 1Jo 5.1-4. 2. se ele pecar. Jesus é aquele que veio.15-17).5. Em segundo lugar.falsos profetas que saíram para o mundo (v. enquanto “qualquer que não pratica a justiça e não ama a seu irmão não é de Deus” (3. Todos os espíritos que não reconhecem que Jesus é Deus em carne não é de Deus (v. O amor ao Pai e o amor ao mundo são totalmente incompatíveis (2.1-7 Advertindo contra o espírito do anticristo 2. 3.

13-21 Índice 136 .VII. Certezas cristãs 5.

João encara a comunhão como uma característica distintiva da vida cristã. Ocasião e Objetivo 2Jo se preocupa com a relação da verdade cristã com a hospitalidade estendida àqueles mestres que viajam de igreja para igreja. Outros sugerem que a designação não denota uma pessoa em si. João deu instruções sobre quais mestres itinerantes acolher e quais recusar. e os “filhos” da “irmã eleita” são membros da igreja do lugar onde João está escrevendo. Ele incita os leitores a ficarem perto de Cristo. ele ressalta a verdade como a base e prova da comunhão . O Espírito Santo em Ação Embora a epístola não mencione especificamente o ES.9).24 . Ele até inclui saudações de suas sobrinhas e sobrinhos (13). são dignos de ajuda. Em especial. e a pergunta continua em aberto. mas os mestres heréticos. “Seus filhos” sãos os membros da igreja. especialmente aqueles que negavam a encarnação (v. mas não deixa dúvidas de que a comunhão cristã é impossível onde a doutrina apostólica da Pessoa e obra de Cristo seja negada ou comprometida. ele insiste em uma crença correta levando em consideração a encarnação de Cristo. Por toda a epístola. O Espírito permite que o verdadeiro crente saiba distinguir os falsos mestres e “perseverar na doutrina de Cristo. indicando que a receptora era uma mulher cristã cujos filhos perseveravam na fé (v. Normalmente se abusava de tal hospitalidade. que podiam ser reconhecidos pela ortodoxia de sua mensagem (v. Conteúdo João estimula a “senhora eleita” a continuar mostrando hospitalidade. A partir da designação que João lher dá no verso 1 (gr eklekt Kyria). Elogio pela lealdade passada 4 137 . mas trata-se da personificação de uma igreja local.10). seu ministério é evidente.3) quanto sua humanidade (v.9). Uma conclusão definitiva parece inatingível. muitos comentarista especularam sobre seu nome pessoa. Os falsos mestres. “a senhora Elcta” e “Electa Kyria”.7). Data O peso da evidência de João ter escrito as três cartas levando seu nome aponta para cerca de 90 dC. estavam confundindo a comunhão dos crentes. mantendo-se fiéis na verdade. sugerindo títulos como “a Kyria eleita”. especialmente ao prestar testemunho à verdade relacionada à Pessoa de Cristo. e acusa aqueles que rejeitam essa realidade de terem ido além da doutrina de Cristo (v. provavelmente do mesmo grupo que é tratado em 1Jo. mas também adverte a previne contra o abuso da comunhão cristã.” Esboço de 2º João Introdução 1-3 I.2º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores João dirige esta segunda epístola para a “senhora eleita e seus filhos”. Portanto. Cristo Revelado João apresenta tanto a divindade de Cristo (v.4). Qualquer pessoa que negue a verdade fundamental relacionada à Pessoa divino– humana de Cristo não tem a Deus (v.N.7) devem ser rejeitados. Os verdadeiros Cristãos.

II. Exortações 5-11 Para amar o próximo 5-6 Para rejeitar o erro 7-11 Conclusão 12-13 Índice 138 .

Cristo Revelado João apresenta Jesus como a verdade na qual devemos caminhar. mesmo a estranhos. Evidentemente. Por outro lado. A devoção a ele motiva verdadeiros mestres em seu serviço itinerante (v. Terceira é Demétrio. se opôsse à autoridade de João.7). João proibiu a hospitalidade para os falsos mestres. João escreveu para estimular Gaio em sua generosidade para repreender Diótrefes por sua conduta nada caridosa.N. Conteúdo Ao cumprir se objetivo. o escritor se autodenomina “o ancião”. na Macedônia (At 19. Entretanto.25 . que demonstrou sua fé cristã através de sua generosa hospitalidade. e o NT menciona um Gaio em Corinto ( Rm 16. cujo orgulho egoísta estava rompendo a harmonia da comunhão.3º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores Tanto em 2Jo quanto em 3Jo. cuja vida exemplificava a fidelidade cristã e era digna de imitação.4). Mensagem a Gaio 2-8 Oração por sua Saúde 2 Recomendação para a adesão à verdade 3-4 Recomendação para sua hospitalidade 5-8 139 . excomungando-os quando eles o faziam. Além disso. especialmente ao permitir que os crentes “caminhem na verdade” e autorizando os missionários itinerantes em seu ministério. Ocasião e Objetivo Enquanto em 2 Jo os heréticos itinerantes estavam perturbando a fé dos cristãos. sugerindo que era mais velho do que os outros cristãos e que seu conhecimento pessoal da fé foi muito além do deles.23. 1Co 1. João descreve três personalidades. aqui ele estimula a hospitalidade. ele era líder de alguma igreja na Ásia. o comportamento de Diótrefes mostra um acentuado contraste com a verdadeira vida em que Cristo deve ser o primeiro em todas as coisas. Não se sabe nada sobre o “amado Gaio” ale´m do caloroso tributo que João presta a ele no início desta carta. As vidas de Gaio e Demétrio harmonizavam exatamente com a doutrina de Cristo e forneceram forte testemunho ao poder de seu amor. uma pessoa dominante em uma das igrejas. Data João era madura tanto em anos quanto em experiências quando escreveu esta carta junto com 2 Jo perto do fim de sua vida por volta de 90 dC. Não há nenhuma evidência para associar Gaio de 3Jo com qualquer desses homens. A evidência mais forte é que todas as três epístolas de João foram escritas por um mesmo autor. mas seu ministério é aparente por toda a mensagem. ele recusou hospitalidade aos missionários viajantes e proibiu os outros de recebê-los.29) e em Derbe (At 20. nesta carta os genuínos mestres da verdade estão fazendo um circuito de igrejas. O fruto do Espírito é evidente nas vidas de Gaio e Demétrio. Na carta anterior. A primeira é Gaio. Gaio era um nome comum no mundo romano.14). Esboço de 3º João Saudação 1 I. O Espírito Santo em Ação Esta carta não se refere diretamente ao ES. Diótrefes. Segunda é Diótrefes. Esses três homens possuem testemunhos positivos e negativos para relacionamentos adequados entre os irmãos.

II. Condenação à arrogância de Diótrefes 9-11 III. Elogio a Demétrio 12 Conclusão 13-14 Índice 140 .

que conserva o seu povo (1). O balanço da carta expõe. e são destinados ao julgamento divino (14. Antecedentes Judas mostrou urgência em seu propósito de advertir uma comunidade desconhecida de cristão contra os falso mestres. Isso se realiza através da oração “no ES” (20).12).16. O Espírito Santo em Ação O ES faz com que a doutrina bíblica tome vida.26 . para a vida eterna”(21).19. que circulou como uma advertência contra os falsos mestres. II. Como em 2Pe. ou se 2Pe é dependente de Judas. Como a maior parte de Judas tem paralelos com 2Pe. os quais buscam destruir a fé do povo de Deus.13. os falso mestre são desprovidos do Espírito (19). é provável que tenha sido antes de 65 dC. 20-23 por uma série de exortações práticas.15). “irmão de Tiago”. a presença secreta de falsos mestres dentro da comunidade.18). Data As considerações estabelecendo a data desta carta incluem se Judas é dependente de 2Pe. isto é. pode ter sido em 80 dC. na doutrina apostólica (20). embora os falsos mestres o neguem (4). o Espírito é importante como aquele através do qual Deus preserva os seus do erro mundano (1. Entretanto. como muitos estudiosos acreditam.Judas Autor: Judas Data: Cerca de 65—80 dC Autor O autor se identifica como Judas. de modo que a comunidade cristã seja edificada em sua “santíssima fé”. Mc 6. Esboço de Judas Saudação 1-2 I. esse falsos líderes são sensuais (vs 4. 2.18. Em contrates. 21. Eles são chamados “adormecidos” no v. Assim sendo.8 e são expostos por não ter o Espírito no v. Cristo Revelado A atual atividade do Cristo Vivo é assumida. A última referência insinua que os falsos mestres representavam a eles mesmos como aqueles que tinha o Espírito (Mt 7. Eles também podem ser os precursores dos heréticos gnósticos que reivindicavam espiritualidade no séc. apesar de quaisquer reivindicações que possam fazer. provavelmente o Tiago que era irmão de nosso Senhor e Líder da igreja de Jerusalém (At 15.N. ressaltando a preservação divina (vs 1. Se foi escrita depois de 2Pe.24). os próprios cristãos devem “batalhar pela fé” (3). Advertência contra os falsos mestres dentro da comunidade 3-19 Motivo para a advertência 3-4 Lembrete do antigo povo ímpio 5-7 Caráter do julgamento dos falsos mestres 8-19 141 . Objetivo A carta começa e termina com uma afirmação de ação graciosa de Deus em nome dos crentes.22-23). Gl 1.19. As responsabilidades dos cristão são mais desenvolvidas nos vs.14). Os crentes aguardam a bênção futura da “misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo.3 menciona Judas como um irmão do Senhor. Judas é servo de Cristo. pervertem a verdade (4). especialmente levando em conta as analogias do AT. ou se ambas as cartas foram tiradas de um terceiro documento.

Exortações por perseverança 20-23 Manter a fé 20-21 Resgatar os enganados 22-23 Doxologia 24-25 Índice 142 .II.

Este tema foi validado na história devido à vitória do cordeiro.10-12). O dragão.11.11-17).7.3. A Antiga tradição eclesiásticas atribui unanimemente este livro ao apóstolo João. O Ap também é um apelo evangelístico a todos aqueles que estão atualmente vivendo no reino das trevas para entrar no Reino da Luz (22. Ele era tão bem conhecido por seus leitores e sua autoridade espiritual era tão amplamente reconhecida que ele não precisou estabelecer suas credenciais. 22.18-19).Apocalipse Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 79—95 dC Autor O autor se refere a si mesmo quatro vezes como João (1.4. composta daqueles que “habitam a terra”. desenvolver uma trindade forjada a “fazer guerra” com os santos (12.3). alguns intérprete datam o livro perto do final do reino de Domiciano (81-96 dC). Essa profecia não deveria ser selada (22. Segundo esta visão. eles forma a sociedade. 19. 22. a religião anticristã. perpetrada pelo estado anticristão e numerosas religiões anti-cristãs. A primeira “besta” ou monstro simboliza a realidade do governo anticristão e poder político (13. a prostituta Babilônia (caps 17-18). e é um profecia autêntica sobre o sofrimento continuo e a perseguição dos cristãos. junto com a garantia de que. 143 . Dentro desta carta está “a profecia” (1. A segunda.22). frustrado por sua derrota na cruz e pelas conseqüentes restrições imposta sobre sua atividade. “o que profetiza fala aos homens para edificação.9. que é “o Senhor dos senhores e Reis dos reis” (17. 22. Ocasião e Objetivo Sob a inspiração do Espírito e do AT.3). O objetivo desta mensagem era fornecer estímulo pastoral aos cristãos perseguidos.14). o Ap fornece um maior discernimento quanto à natureza e tática do inimigo (Ef 6.16). Entretanto.13.10. bem como a mensagem do livro inteiro (1. confortando. Eles.13). Embora contenha sete cartas para sete igrejas.6). 22. João sem dúvida vinha refletindo os acontecimento horripilantes que ocorriam em Roma e em Jerusalém quando ele recebeu a “profecia” do que estava para acontecer— a intensificação do conflito espiritual confrontando a igreja (1. Juntos.10) por ser relevante aos cristão de todas as gerações. O profeta fala a Palavra e Deus como um chamamento à obediência na situação presente e na situação futura imediata. em Julho de 64 dC. Conteúdo A mensagem central do Ap é que “Deus Todo-poderoso reina” (19. O dragão delega continuamente seu poder restrito e autoridade aos monstros e seus seguidores a fim de enganar e desanimar qualquer pessoa do propósito criativo-redentor de Deus. a filosofia. tendo em vista o futuro definitivo.9).3. possuem a “marca” do monstro.6-7. exortação(estímulo) e consolação” (1Co 14. eles estavam compartilhando o método soberano de Deus de superar totalmente as forças do mal em todas suas manifestações. a ideologia (13. o livro foi escrito antes da destruição de Jerusalém em setembro de 70 dC. 10. Antecedentes e Data As evidências em Ap indicam que foi escrito durante um período de extrema perseguição aos cristãos.10.1.6. sendo assim. e seus nomes não estão registrado no “Livro da Vida do Cordeiro”. depois de João ter fugido para Éfeso. portanto. aqueles que seguem o Cordeiro estão envolvidos em um conflito espiritual contínuo e. comercio e cultura secular cristã definitivamente enganosa e sedutora. que tornou-se bem mais intensa e severa nos anos seguintes. 3.17). desafiando e proclamando a esperança cristão garantida e certa.11. Com base em declarações isoladas pelos patriarca da igreja primitiva. portanto.N. está claro que cada membro deve “ouvir” a mensagem a cada uma das igrejas (2.17).29. em Cristo. e desesperado para frustrar os propósito de Deus perante seus destino inevitável.17. a fim de que possam obedecer-lhe (1. De acordo com Paulo. em junho de 68 dC.1-10. que possivelmente tenha começado com Nero depois do grande fogo que quase destruiu Roma. Forma Literária Depois do prefácio. o Ap começa (1.8).3.27 .4-7) e termina em (22. e continuou até seu suicídio.21) como uma carta típica do NT.

Cristo Revelado Quase todos os títulos usados em várias partes do NT para descrever a natureza divino– humana e ao obra redentora de Jesus são mencionados pelo menos uma vez no Ap.17. Jesus nasceu no cap.7-8. Todas as manifestações resultantes de sua vitória aplicada baseiam-se em sua obra terminada na cruz. 21. mesmo que os mínimos detalhes não tenham a intenção de ser interpretados.5) e fizeram reis e sacerdotes (1. Os símbolos apontam para o que é definitivamente indescritível.Método de Comunicação João recebeu essas profecias de uma série de visões vívidas contendo imagens simbólicas e números que ecoam aqueles encontrados nos livros proféticos do AT.4. 12. os pecadores foram perdoados. 5. purificador e energizador. terminou completamente sua obra de redenção (1. João registra essas visões na ordem cronológica na qual as recebeu.5 e está caminhando em meio às suas igreja no cap. nos fornece uma revelação multidimensional da posição presente.5. Como “um semelhante ao Filho do Homem”. Os sinais e símbolos são essenciais porque a verdade espiritual e a realidade invisível deve sempre ser comunicada a seres humanos através de seus sentidos. 4. O Espírito Santo em Ação A descrição do ES como “os sete Espíritos” de Deus (1. qualitativo. 11. como Cordeiro. acompanhados e interpretados por oradores cantores celestiais.16) e deve receber a mesma adoração que recebe de Deus.5. Entretanto.17).10). 22. 21. o relato de gafanhotos demoníacos do abismo (9.5.27). O número sete é um número simbólico.14. Eles compartilham totalmente sua vitória presente e futura (17.1. portanto. O Cordeiro está no trono (4. 4.3).6.1-5.12 não é trazida à existência até o cap.5). A palavra fala é prosa elevada. o Ap é um quadro cósmico— uma série de quadros vivos coloridos. que junto com uma série de títulos adicionais.27).1) e restaurar as bênçãos do paraíso de Deus (22.1-3).7.13. 19. ele não fornece uma ordem cronológica na qual determinados acontecimentos históricos devem acontecer.7-9. e não uma série de acontecimentos consecutivos. “O Cordeiro” é seu título primário. utilizado vinte e oito vezes em Ap. que não é um Messias político.6. o ES é manifestado em termos de perfeição de sua atividade dinâmica. mais tarde reintroduzidos. 20.9. Por exemplo. e eles habitam nele (21. disciplina e os desafia. ele também é o Senhor da colheita final (14. mas um Cordeiro morto (5. Ele os conhece intimamente.10).22. Através de seu sangue. Como aquele que conquistou.1). O Cordeiro é a meta de toda a história (22. Ele habita neles (1. 144 . complexa.5. A besta que ataca as duas testemunhas no cap. 19. O Cordeiro. 21. bem como a “ceia das bodas” (19.14-20).9-3.1-22. Filho e ES. para completar a criação da nova comunidade de seu povo em “um novo céu e uma nova terra” (21. 2. João registra uma série de visões sucessivas. está sempre no meio de seu povo (1. As “sete lâmpadas de fogo” (4. 14. satanás foi derrotado (12. é exaltado no cap. Por exemplo. A música é semelhante a uma cantata.5-6).13). Portanto.2) presente e futura. o Ap afirma que o Filho de Deus. combinados com outros temas desenvolvidos. O único que é “digno” para executar o propósito eterno de Deus é o “Leão de Judá”.14. O fato de os sete espíritos estarem diante do trono (1. seus aliados (19. Repetidamente são introduzidos temas. comunicando a idéia de perfeição.15) .6) significa a trindade una essencial de Deus que se revelou como Pai. Trata-se de um “habitar “ mútuo de Pessoas sem dissolver as distinções de ser e funções essenciais.20.5) e serem simultaneamente os olhos do Cordeiro (5.1-12) cria uma impressão vívida e horripilante. O cordeiro é o Deus que está chegando (1.22). Há um segredo para a compreensão das visões.2-5). 22.11) liberados (1. como “um semelhante ao Filho do Homem”.13).1-7. cujos nomes estão registrados em seu livro da vida (3.7-12) e preso (20. Ele é o “Reis dos reis e o Senhor dos senhores” (17.12. muitas das quais retratam os mesmos acontecimentos através de diferentes perspectivas.4.1. protege. Toda a mensagem é “notificada” (1.5.20) para consumar seu plano eterno. Embora o ministério terreno de Jesus seja condensado entre sua encarnação e ascensão em 12.5) sugerem seu ministério iluminador.14. ele tem a legítima autoridade e poder de controlar todas as forças do mal e suas conseqüências para seus propósitos de julgamento e salvação (6. Jesus ressuscitou dos mortos e foi entronado como Soberano absoluto sobre toda a criação (1.6) é distinta no NT. todas as quais contém linguagem figurativa que aponta para realidades espirituais em e por trás da experiência histórica.14.10).todos aqueles que escolheram “habitar na terra” (3.1). 5.12-14). ele cuida.12.14) e sobre os espiritualmente “mortos” (20. purificados (5. e com um amor incomensuravelmente sagrado.6). 7. Ele derrama sua ira em julgamento sobre satanás (20. o Criador ( 5.11-16. mais poética do que nossas traduções indicam. elaborados. do ministério contínuo e da vitória definitiva do Cristo exaltado. 3.

Portanto .1 I.5-16.1-3. As sete trombetas 8.7-11. O Espírito diz somente o que o Senhor Jesus diz.10).4 V.3 VII.11-22.17). O conteúdo dessas visões não é nada menos qo que a “Revelação de Jesus Cristo” (1.2-11. Os sete espetáculos 17.2-6 As trombetas 8. Todos ouvem ou se recusam a ouvir esse apelo. o Espírito penetra na experiência atual daqueles que ouvem com antegozo do cumprimento futuro do Reino. 4.19 Os sinais 12. As cartas às sete igrejas 1. Toda profecia genuína exige uma resposta.Cada uma das mensagens para as sete igreja é do Senhor exaltado. “O Espírito e a esposa dizem: Vem!” (22. Apenas mediante a habilitação do Espírito é permitido que a esposa testemunhe e “suporte pacientemente”.4 O cenário: A arca do concerto 11. 21.14 Os selos 6. Os sete selos 4.19-15.6-21 Sete testemunhas de confirmação 22.22 II. Portanto.6-17 Advertências final e garantia 22.18 IV. o Espírito é o Espírito da profecia.9-3. As sete taças 15. mas o membros individuais são incitados a ouvir “o que o Espírito diz” (caps.5-16.1-8. Esboço de Apocalipse Prólogo 1.1-5.10).1-3 Os espetáculos 17.3 O cenário: Um deserto 17.14 O cenário 4.1).9-20 As cartas 2. Cada profecia genuína é inspirada pelo ES e presta testemunho a Jesus (19. O Espírito está operando continuamente em e através da igreja para convidar a entrar aqueles que permanecem fora da Cidade de Deus.1 As sete taças 16.1-20.1 III. As sete visões da consumação 20.22 O cenário: um semelhante ao Filho do Homem 1.4 –22.3-20.21 Índice 145 .18 O cenário: O altar dourado 8.1-5.21 O cenário: O templo do testemunho 15.5 O Cenário: 20.4-10 As cenas 20.2-3). Os sete sinais 11.1-15.2. As visões proféticas são comunicadas e João somente quando ele está “no Espírito” (1.18-20 Bênção 22.5 Epílogo 22.10.2-21 VI.

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