Fonte: Bíblia Plenitude Formatação: Gladson Rodrigo Ferreira

Julho de 2007

ÍNDICE
Antigo Testamento
Pentateuco
A.1 - Gênesis .............................................................. 3 A.2 - Êxodo ................................................................5 A.3 - Levítico .............................................................. 7 A.4 - Números............................................................9 A.5 - Deuteronômio .................................................11

Novo Testamento
Evangelhos
N.1 - Mateus ........................................................... 87 N.2 - Marcos ............................................................ 89 N.3 - Lucas ............................................................... 92 N.4 - João ................................................................ 95

Livro Histórico Livros Históricos
A.6 - Josué ............................................................... 13 A.7 - Juízes ............................................................... 16 A.8 - Rute .................................................................18 A.9 - I Samuel ........................................................... 19 A.10 - II Samuel ........................................................ 21 A.11 - I Reis .............................................................. 23 A.12 - II Reis ............................................................. 25 A.13 - I Crônicas ....................................................... 28 A.14 - II Crônicas ......................................................30 A.15 - Esdras ............................................................ 32 A.16 - Neemias ........................................................ 34 A.17 - Ester .............................................................. 36 N.5 - Atos dos Apóstolos ......................................... 97

Cartas (Epístolas)
N.6 - Romanos ......................................................... 99 N.7 - I Coríntios ..................................................... 101 N.8 - II Coríntios .................................................... 103 N.9 - Gálatas .......................................................... 105 N.10 - Efésios ........................................................ 107 N.11 - Filipenses .................................................... 109 N.12 - Colossenses ................................................ 111 N.13 - I Tessalonicenses......................................... 113 N.14 - II Tessalonicenses ........................................ 116 N.15 - I Timóteo .................................................... 118 N.16 - II Timóteo ................................................... 120 N.17 - Tito ............................................................. 122 N.18 - Filemon ....................................................... 124 N.19 - Hebreus ...................................................... 126 N.20 - Tiago ........................................................... 128 N.21 - I Pedro ........................................................ 130 N.22 - II Pedro ....................................................... 132 N.23 - I João .......................................................... 134 N.24 - II João ......................................................... 137 N.25 - III João ........................................................ 139 N.26 - Judas ........................................................... 141

Livros Poéticos
A.18 - Jó ...................................................................38 A.19 - Salmos ........................................................... 40 A.20 - Provérbios .....................................................43 A.21 - Eclesiastes .....................................................45 A.22 - Cantares ........................................................ 48

Profetas
Maiores A.23 - Isaías ............................................................. 50 A.24 - Jeremias ........................................................ 52 A.25 - Lamentações .................................................55 A.26 - Ezequiel ......................................................... 57 A.27 - Daniel ............................................................ 59 Menores A.28 - Oséias ............................................................ 62 A.29 - Joel ................................................................ 64 A.30 - Amós ............................................................. 66 A.31 - Obadias ......................................................... 68 A.32 - Jonas ............................................................. 70 A.33 - Miquéias ........................................................ 72 A.34 - Naum............................................................. 75 A.35 - Habacuque ....................................................77 A.36 - Sofonias ......................................................... 79 A.37 - Ageu .............................................................. 81 A.38 - Zacarias ......................................................... 83 A.39 - Malaquias ......................................................85

Livro Profético
N.27 - Apocalipse (Revelação) ............................... 143

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A.1 - GÊNESIS
Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1440 a.C. Autor
A tradição judaica lista Moisés como o autor do Gênesis e dos outros quatro livros que o seguem, juntos, estes livros são denominados de Pentateuco. Jesus disse: “Se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim, porque de mim escreveu ele” (Jo 5.46) O próprio Pentateuco descreve Moisés como alguém que escreveu extensivamente. Ver Ex 17.14; 24.4; Dt 31.24; At 7.22 nos conta que “Moisés foi instruído em toda ciência dos egípcios.” Nas notas que acompanham o texto nós observamos que Gênesis emprega um bom número de termos emprestados dos egípcios, sendo este um fato que sugere que o autor original tenha as suas origens no Egito, como era o caso de Moisés.

Data
A data tradicional do êxodo do Egito se encontra no meio do décimo quinto século a.C. 1Rs 6.1 afirma que Salomão começou a construir o templo “no ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito”. Entende-se que Salomão tenha iniciado a construção em cerca de 960 a.C., datando assim o êxodo em 1440 a.C. Desta forma Moisés redigiu o Êxodo depois de 1440 a.C., durante os quarenta anos no deserto.

Conteúdo
Gênesis inicia com a formação do sistema solar, os preparativos da terra para sua habitação, e a criação da vida sobre a terra. Todos os oito atos da criação foram executados em seis dias. Os dez capítulos seguintes explicam as origens de muitas qualidades misteriosas da vida: a sexualidade humana, o matrimônio, o pecado, a doença, as dores do parto, a morte, a ira de Deus, a inimizade do ser humano contra o próprio ser humano e as dispersão das raças e línguas sobre toda a terra. Iniciando no cap. 12, Gênesis relata o chamado de Abraão e a inauguração do concerto de Deus com ele, um concerto glorioso e eterno que foi renovado com Isaque e Jacó. Gênesis é impressionante pela forma característica da sua narrativa, realçada pelo relato inspirador de José e pela multiplicação do povo de Deus no Egito. Trata-se de uma lição na eleição divina, conforme encontrado por Paulo em Rm 9. Gênesis antecipa o NT de muitas maneiras: o próprio Deus pessoal, a Trindade, a instituição do matrimônio, a seriedade do pecado, o julgamento divino e a justificação pela fé. A Árvore da Vida, perdida em Gênesis, é restaurada em Ap 22. Gênesis conclui com a bênção de Jacó sobre Judá, de cuja tribo viria o Messias: “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos” (49.10). Muitos séculos e muitas lutas seguir-se-ão antes que esta profecia encontre o seu cumprimento em Jesus.

Cristo Revelado
O Cristo preexistente, a Palavra viva, estava muito envolvido na criação. “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). O ministério de Jesus está antecipado em Gn 3.15, sugerindo que a “semente” da mulher que ferirá a cabeça da serpente (satanás) é Jesus Cristo, a “posteridade” de Abraão mencionada por Paulo em Gl 3.16. Melquisedeque é o misterioso rei-sacerdote do cap. 14. Uma vez que Jesus é rei e também sumo sacerdote, a carta aos Hebreus faz, de forma apropriada, esta identificação (Hb 6.20). A grande revelação de Cristo em Gn se encontra no estabelecimento do concerto de Deus com Abraão nos caps. 15 e 17. Deus fez promessas gloriosas a Abraão, e Jesus é o maior cumprimento destas promessas, uma verdade que é explicada de forma detalhada por Paulo em Gálatas. Boa parte da Bíblia está fundamentada sobre o concerto abraâmico e o seu desenvolvimento em Jesus Cristo. A dramática história da prontidão de Abraão em sacrificar a Isaque segundo a ordem de Deus apresenta uma incrível semelhança com o evento crucial do NT. “Toma agora teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas... E oferece-o em holocausto” (22.2), lembra-nos da prontidão de Deus em sacrificar o seu único Filho pelos pecados de todo o mundo. Por fim, a bênção de Jacó sobre Judá antecipa a vinda de “Siló”, a ser identificada como o Messias. “ E a Ele se congregarão os povos (49.10).

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O Espírito Santo em Ação “O Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (1. Esboço de Gênesis I.29 A Tabela das nações 10.1-50.1-50.12-34 4) Deus confirma seu concerto com Isaque 26.1-24 O mundo anterior ao dilúvio 4.1-24 Isaque 24.1-23. Desta forma achamos o Espírito envolvido na criação. onde possível. em quem haja o Espírito de Deus?” (41.1-43 José 37.10-32 II.32 Noé e o dilúvio 6.1-40.20 1) O chamado de Abraão 12.2).28 4) Jacó muda para o Egito 46.29 1) Jacó engana o seu pai 27.1-26.26 1) A venda de José 37.1-5.1-24 3) O concerto de Deus com Abraão 15. Criação dos céus.1-45.32 A) As narrativas da criação 1. Todo tipo de dificuldades e situações impossíveis cercaram a família escolhida. e da vida sobre a terra 1.35 1) A noiva de Isaque vem da Mesopotâmia 24.43 5) O retorno de Jacó para Canaã 31.20 2) A batalha dos reis 14.1-35. porém o Espírito de Deus resolveu.38) Embora o Espírito Santo não seja mencionado de outra forma em Gênesis.1-23. tentando frustrar.1-46 2) A fuga de Jacó para Harã 28.34 4) O teste de Abraão 22.1-9. Nós também percebemos a sua operação através das vidas dos patriarcas: Ele protegeu os patriarcas e as suas famílias e os abençoou materialmente. A história primitiva do ser humano 1.29 Esaú 36.1-67 2) A morte de Abraão 25. de maneira sobrenatural cada um destes desafios.3 2. Os patriarcas escolhidos 12.23 2) A exaltação de José 41. Criação do ser humano 2.4-25 B) A queda do ser humano 3.1-35.1-9 Genealogia de Abraão 11. O Espírito Santo também operou em José.1-11 3) Ismael.1-50.1-2.1– 11. o cumprimento das promessas de Deus a Abraão.1-35 Jacó 27. Esaú e Jacó 25. nós o vemos em ação ao atrair os animais dos quatro cantos da terra para dentro da arca de Noé. da terra.1-21.26 Abrão (Abraão) 12.5 1.1-57 3) José e os seus irmãos 42. um fato que foi óbvio pra o Faraó: “Acharíamos um varão como este.1-48.1– 30.11-22 4) O casamento de Jacó em Harã 29.21 6) Os últimos dias de José 50.1-10 3) Deus confirma o concerto com Jacó 28.1-2.22 5) A benção de Jacó e o seu sepultamento 49.1-32 A confusão das línguas 11.22-26 Índice 4 .

tanto na forma oral como na escrita. são dados os Dez mandamentos e todas aquelas instruções que explicam em maiores detalhes como estes mandamentos devem transparecer na vida do povo em aliança com Deus (19. esta informação que lhe foi revelada. A libertação divina da nação tem o objetivo especifico de edificar um povo pactual. Tendo testemunhado a sua presença e conhecido a forma como Deus agiu em seu benefício. Moisés comunicou ao povo hebreu.1-40.C. A sua reclamação chegou não somente diante dos seus opressores.27) e as revelações miraculosas junto ao Sinai (19.17-18.1715. Primeiro.6). Quatro passagens em Ex dão forte apoio à autoria mosaica de pelo menos boa parte do livro (17. mas chegou até o seu Deus (2.19) Os resultados duma vida fora desta estrutura pactual são demonstrados pelo incidente que envolveu o bezerro de ouro (32. é a figura centra de Êxodo. a sua caminhada do Egito até o monte Sinai para receber a lei de Deus e as instruções divinas a respeito da edificação do tabernáculo. a capacidade que Deus tem de cuidar do seu povo (15. Êxodo é tradicionalmente atribuído a ele.2217. Quatro grandes eventos ocorrem nesta seção. sendo que a maior parte do tempo em regime de escravidão. Os hebreus viveram no Egito por 430 anos. Data A Tradição conservadora data a morte de Moisés em algum temo ao redor de 1400 aC.440. e da habitação da presença de Deus no edifício após o encerramento da obra (35. A primeira seção (1. Contexto Histórico Êxodo é a continuação do relato do Gênesis. porém constituiu-se num processo.27). trata-se da construção.38). trata-se das instruções referentes à edificação dum tabernáculo e do seu mobiliário (25. elas demonstraram a superioridade do Deus hebreu sobre os deuses egípcios e.23-25).1-13. Segundo.6) inicia com os hebreus sendo oprimidos no Egito (1. As pragas realizaram duas coisas importantes: primeiro. cujo nome significa “tirado das águas”.18).7.14. os amalequitas (17.8-16).38). do seu mobiliário.1-13. A última seção enfoca as revelações miraculosas junto ao Sinai (19. Autor Moisés. Êxodo registra o desenvolvimento de Moisés. 24. 5 . de forma direta. Moisés recebeu a revelação daquelas coisas que Deus desejava que ele soubesse. A Segunda seção narra a jornada milagrosa até o Sinai (13.17-18. é provável que o Livro de Êxodo tenha sido compilado nos quarentas anos anteriores. Primeiro. Quatro grandes eventos ocorrem nesta seção.1-10). Através de eventos variados e de encontros face a face com Deus.33). através do processo de inspiração do Espírito Santo. Primeiro. os hebreus testemunharam o poder miraculoso e libertador de Deus (13. de fato.7). a jornada miraculosa até o Sinai (13.Êxodo Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. A libertação não ocorreu de forma instantânea. eles receberam proteção em vista dos seus inimigos. 34. Quatro anciãos com a tarefa de supervisão foram estabelecidos a fim de manter a paz entre o povo (18. Desta forma. eles experimentaram. eles poderiam ajustar as suas vidas ao seu jeito de ser a fim de continuar recebendo as suas bênçãos.17-18.27). Conteúdo O Livro de Êxodo pode ser dividido em três seções principais: a libertação miraculosa de Israel (1. O livro termina com a construção do tabernáculo como um lugar da habitação de Deus. Terceiro.1-40.21).1-35). Como qualquer outro grupo sob pressão. Ele acompanhou esta libertação através da seleção dum profeta chamado Moisés (3.10-14). Segundo.1-31. mostrando o desenvolvimento dum pequeno grupo familiar de setenta pessoas numa grande nação com milhões de pessoas.27).A. os hebreus testemunharam o poder miraculoso e libertador de Deus (13. Deus ouviu o seu clamor e colocou em ação um plano ora libertá-los. durante a caminhada pelo Deserto. Terceiro.2 . Um período considerável de tempo e dez pragas foram utilizadas para ganhar a liberação dos hebreus das garras do Faraó. do tabernáculo. a libertação de Israel do seu cativeiro. elas trouxeram liberdade aos hebreus. os hebreus reclamavam. segundo. Estes quatros grandes eventos ensinam um conceito importante: a mão de Deus está presente na vida do seu povo especial. Ele é o profeta hebreu que liderou os israelitas em sua saída do Egito.1-23. Assim.4.1-27). Esta seção tem três componentes principais.

38 A chegada ao Sinai e a manifestação de Deus 19.20-33 Israel confirma o concerto 24. de forma simbólica.35) e os pães da proposição (25. As habilidades naturais destas pessoas foram enriquecidas e aumentadas a fim de que executassem as tarefas necessárias com excelência e precisão.1-31.1-27 III.1-25 Os dez mandamentos 20. quando cidadãos individuais são capacitados a tornarem-se exímios artífices. no tabernáculo. o Espírito Santo.1-21 O Livro da Aliança 20.8-16 O estabelecimento dos anciões supervisores 18.33 A glória do Senhor enche o tabernáculo 40.17-18. Uma listagem paralela também pode ser encontrada em Ex 34. e perdoador. bom.1-22).3 A construção do tabernáculo 35.19 A proteção do Anjo de Deus 23.7.1– 40. o óleo da unção é um tipo do Espírito Santo. A jornada miraculosa até o Sinai 13.21 A provisão para o povo 15.1-35 Arrependimento e renovação do concerto 33. A libertação miraculosa de Israel 1.1-11.30).4-40.30-36. o óleo representa.1-13.1).1-4. fiel. As passagens “EU SOU” no evangelho de João encontram a sua origem primeira no livro de Êxodo.16 A opressão dos israelitas no Egito 1. Através da obra capacitadora do Espírito Santo. Moisés fala de duas maneiras do pão de Deus: o maná (16.27 A Libertação junto ao mar Vermelho 13. longânimo. Esboço de Êxodo I.1) faz intercessão junto ao altar do incenso (30. João afirma que Jesus é o Pão da Vida.1-22 O nascimento e a primeira parte da vida de Moisés 2. João nos conta que Jesus é a luz do Mundo. As referências mais diretas ao Espírito Santo podem ser encontradas em 31. Arão funciona como um tipo de Jesus assim como o sumo sacerdote (28. O Fruto do Espírito Santo está listado em Gl 5.31-40).23.3-11 e 35. o candelabro serve como fonte de luz permanente (25.22-23.6. Por exemplo.34-38 Índice 6 . clemente.Cristo Revelado Moisés é um tipo de Cristo.1-13.10 O episódio do êxodo 12. As revelações miraculosas junto ao Sinai 19.22-17. o qual é utilizado pra preparar tanto os fiéis como os sacerdotes para o culto divino (30. A Páscoa indica que Jesus é o Cordeiro de Deus que foi oferecido pela nossa redenção (12.17-15.1-18 Orientação a respeito do tabernáculo 25.31 O processo de libertação 5.7 A proteção contra os amalequitas 17. pois ele liberta da escravidão.1.31).22. O Espírito Santo em Ação No Livro de Êxodo.18 O bezerro de ouro 32. que descreve os atributos de Deus como compassivo.16 II.1-35.

que era uma forma costumeira de dar nome às obras antigas. Os sacerdotes e levitas preservaram seu conteúdo. O ensinamento de Jesus Cristo—”Portanto. Em 1. Autor O Livro de Levítico é o terceiro livro das Escrituras Hebraicas do AT atribuídos a Moisés. todo o sacerdócio. A aceitação da autoria mosaica para Levítico dataria sua escrita por volta de 1445 aC. que os sábios judeus consideravam de importância primária. O sacrifício pelo sacrilégio (hebr. Além dos sacrifícios. 23. A santidade está sendo separada do profano. as crianças deveriam. ser educadas sobre a santidade de Deus e a responsabilidade de cada indivíduo pra viver uma vida santa. mas também o relacionamento de amor e respeito que cada pessoa deve ter com o seu próximo.chatta’t) é empregado para tirar a impureza do santuário. O conceito de santidade afeta não somente o relacionamento que cada indivíduo tem com Deus. portanto. durante o retorno (séc.12). O Ano de Descanso refere-se à emancipação dos escravos israelitas e pessoas endividadas. bem como o povo. isso forma a base de todo este livro das Escrituras. Os holocaustos (hebr. pertencem a Deus e não a qualquer indivíduo. Eles sentiram que. O código de santidade permeia a obra porque cada indivíduo deve ser puro. Algumas vezes.1-18). Outro tema principal do Livro de Levítico é o sistema sacrificial. Os erros profanaram a santidade de Deus e é exigida uma oferta.3 .olah) referem-se ao único sacrifício que é totalmente consumido sobre o altar e. embora o cerimonial do sacrifício e a obra dos sacerdotes sejam explicados com grande cuidado. O título é um pouco enganoso. Data Os sábios datam o Livro de Levítico da época das atividades de Moisés (datando mais antigamente no séc. antes de proceder a outros texto bíblicos. a santidade de Deus e a santidade na vida cotidiana. normalmente pelo uso de um falso testemunho. que significa “E ele chamou”. A palavra “santo” aparece mais de oitenta vezes no livro. entretanto. porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7. “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. A Santidade (hebr. fazei-lho também vós. pois Deus é puro e porque a pureza de cada indivíduo é a base da santidade de toda a comunidade do concerto. XII aC) até a época de Esdras.VI aC).11.1. Contexto Histórico A teologia do Livro de Levítico liga a idéia de santidade à vida cotidiana. Asham). antes de mais nada.C. que foi proferida a Moisés do tabernáculo da assembléia. uma vez que o livro lida com muito mais assuntos relacionados à pureza. O livro contém pouca informação histórica que forneceria uma data exata. O livro descreve o sistema de sacrifícios e louvor que precede a época de Esdras e relembra a instituição do sistema de sacrifícios. portanto. O título hebraico é tirado da primeira palavra do livro. devem ter um descanso depois de cada 7 . foi o primeiro livro a ser ensinado para as crianças na educação judaica. As terras. é preparado para a violação da santidade da propriedade de Deus ou de outras pessoas. descrevendo a santidade da presença divina. o Livro de Levítico tem sido encarado como uma obra de difícil compreensão. Ele lida com o caráter e a vontade de Deus especialmente em assuntos de santidade. o texto se refere à palavra do Senhor. indicando que os frutos do trabalho de uma pessoa devem ser dedicados a Deus. o calendário litúrgico tem uma posição significativa no Livro de Levítico. de acordo com a tradição primitiva.10. Conteúdo Em hebraico. algumas vezes é chamado de oferta queimada. O Ano de Jubileu refere-se ao fato de que as terras de Israel.reflete o texto de Lv 19. bem como à redenção da terra (ver também Ex 21. Minchah) são uma oferta de tributo feita a fim de garantir ou manter o favor divino.Levítico Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1445 a. também conhecido como oferta pela culpa ou oferta de compensação. Ela vai além do assunto de sacrifício.2-6.A. santidade. As ofertas de manjares (hebr.shelamim) são designados para fornecer expiação e permitem que a pessoa que faz a oferta como da carne do sacrifício. O título “Levítico “ é derivado da versão grega da obra e significa “assuntos pertencentes aos levitas”. Isso costumava acontecer em ocasiões de alegria. Dt 15. O sacrifício pelos erros (hebr. o Livro de Levítico recebeu o nome de Vayikra. tudo o que vós quereis que os homens vos façam. Os sacrifícios de paz ou das graças (hebr.18. Kedushah) é uma palavra-chave em Levítico. XV aC e a última alternativa no séc. e santo é oposto do comum ou secular.

Elas devem ser santas como Ele é santo. o sistema de sacrifícios e o sumo sacerdote no Livro de Levítico são tipos que retratam a obra de Cristo.1-34 IV.38 Os holocaustos 1.1-5. Entretanto.13 O sacrifício pelo sacrilégio 5.33 Dias santos e festas religiosas 23.46 Matando por alimento 17.1-16 Sobre ser sagrado 18. A santidade do caráter de Deus é constantemente mencionada na designação de santidade às ações e louvor do povo. Ofertas para o santuário 27.1-8 Imundícias da pele 13. O Espírito Santo em Ação Apesar de o termo “Espírito Santo” nunca ser mencionado no Livro.34 Imundícias dos animais 11.10-23 Os Anos do Descanso e do Jubileu 25.1-6 Os sacrifícios de paz ou das graças 3.período de quarenta e nove anos (Lv 25.1-20. a santidade de seu caráter e a necessidade de a congregação se aproximar dele com pureza de coração e mente.1-7. O Livro de Hebreus descreve Cristo como o sumo sacerdote e usa o texto de Levítico como base para ilustrar a sua obra.7 Outras instruções 6.1– 22. mas está no meio das pessoas. As leis das impurezas 11.1-26. esse método de interpretação bíblica deve ser cautelosamente usado a fim de garantir que o significado original histórico e cultural sejam preservados.1-14.1-34 Índice 8 .1-46 V.1-44 Leis para elementos sagrados de louvor 24.1-11 O pecado de Eleazar e Itamar 10.1-16.57 Imundícias de emissão 15. O código de Santidade 17.38 II. à medida que elas o louvam.1.1-24 O pecado de Nadabe e Abiú 10.1-10. O serviço dos sacerdotes no santuário 8.1-36 Os sacerdotes tomam posse 9.17 A Expiação do pecado 4.14-6. Cristo Revelado Cristo não é especificamente mencionado em Levítico.27 Leis para sacerdotes e sacrifícios 21. Alguns usaram formas extremas de alegoria do Livro de Levítico a fim de revelar Cristo.1-55 Bênçãos por obediência e punição por desobediência 26. a presença de Deus é sentida em todo o livro.8-17).12-20 III.1-47 Imundícias do parto 12. A descrição do sistema de sacrifícios 1.20 A ordenação de Arão e seus filhos 8.8-7. entretanto. O Livro de Levítico enfoca a vida e o louvor do antigo povo de Israel. Ele não é visto como nos cultos pagãos da época em que os ídolos eram venerados.1-33 Imundícias morais 16.1-9 Punição para blasfêmia 24. o que ensina o domínio de Deus.1-17 As ofertas de manjares 2. Esboço de Levítico I.

9 . O cap. 1-4 lidam com uma série de instruções para numerar (fazer o censo de) vários grupos. Os pontos-chave nesta parte são os relatos das queixas.11. Autor Tradicionalmente. seguido de um relatório de concordância com o mandamento. 2) a viagem no deserto que cobre o itinerário do Sinai até as planícies de Moabe através do Jordão da Terra Prometida (10. “Vê-lo-ei.9 lida com a Páscoa e a nuvem e o fogo. mas não agora. mas aqueles que lidam com o preparo da viagem dominam. Começa com um novo censo (comparar com o cap.17. No texto hebraico.10). provavelmente o livro tenha sido escrito por volta de 1400 aC.1-10. onde são dadas instruções para que sejam feitos sinais com as trombetas.10) cobrem uma variedade de tópicos. a autoria é atribuída a Moisés.4 . o motivo do preparo é reconsiderado em 10. A tradição judaica interpretava este verso messianicamente. observando que toda a primeira geração. registrando pontos sobre a viagem no deserto. Nm 33. Os acontecimentos deste livro ocorrem durante cerca de 40 anos. contemplá-lo. “Falou mais o senhor a Moisés. é a figura que une a história do Êxodo até Deuteronômio. o nome do livro é No Deserto .4).2 faz uma referência especifica a Moisés. Jesus Cristo é o Messias. As instruções no Sinai (1. a personalidade central do livro. que se inicia com o Êxodo.1-10.1. Cristo Revelado Jesus Cristo é retratado em Nm como aquele que provém. Paulo enfatiza a provisão de Cristo às necessidades de seu povo. 5-6 lidam com a imundície ritual. no deserto do Sinai”. Essa seção termina com a distribuição da terra entre as tribos depois de elas terem entrado na Terra Prometida. Começa com Israel ainda no Sinai. Moisés. tirado da linha de abertura. de acordo com o testemunho uniforme do NT.18 descreve a destruição de geração que vivenciou a libertação do Egito por meio do Senhor.. O cap. uma estrela procederá de Jacó.A. rebeliões e desobediência da primeira geração.1-10. 1). e o verdadeiro rei sobre quem Balaão fala. que levou à morte deles. conforme atestado pelos textos de Qumran. Israel deixa o Sinai em Nm 10. 8 fala da consagração dos levitas. No cap. Data Assumindo a autoria mosaica. 10. O título em português Números é tirado de seu título (arithmoi) na tradução grega do AT (a septuaginta). cujo nascimento é contato no Ex 2 e cuja morte é narrada em Dt 34. Conteúdo A divisão dos livros de abertura do AT em cinco livros ou pergaminhos (chamado “o Pentateuco”. e um cetro subirá de Israel”. A segunda subseção (26-36) narra a preparação da segunda geração para a entrada na Terra Prometida.13) tem duas partes principais. Calebe e Moisés. A figura messiânica do rei de Israel é profetizada por Balaão em 24. O Livro de Número continua o relato do período mosaico. Número tem duas divisões principais: 1) a seção contendo instruções enquanto ainda no Sinai (1. a quem libertou do cativeiro. O Apóstolo Paulo escreve sobre Cristo que ele era a pedra espiritual que seguiu os israelitas pelo deserto e deu-lhes a bebida espiritual (1Co 10. A entrada dos israelitas no deserto do Sinai é registrada em Ex 19. morreu no deserto. 7. Os caps.11-25.Números Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. A seção de Nm que lida com a viagem (10. em 1400 aC. A pedra que deu água aparece duas vezes na história do deserto (cap 20. mas não de perto. significa “Cinco pergaminhos”) não deve obscurecer o fato de que cada um dos cinco livros é uma continuação do precedente. começando logo após o Êxodo. As instruções no Sinai lidam com a preparação para a viagem. exceto Josué. e os nazireus.11-36-13). e o resto do livro conta a viagem em si. Os caps. os líderes do povo trazem ofertas para o tabernáculo.C. Em primeiro lugar. a infidelidade marital. pouco antes de sua morte. Ex 17).11-36. seguido pela Vulgata (numeri).

ele causa a profecia (v.1-89 3) Levitas dedicados 8.1-65 2) Instruções relacionadas à herança.1-29 10) Do monte Hor às planícies do Moabe 21.1-2.1-4. Essa esperança de Moisés é retomada em Jl 2.50-36. Mesmo um líder como Moisés era incapaz de fazer tudo e precisava de uma liderança doada pelo Espírito para a realização de sua tarefa. Esboço de Números I.15-23 6) As trombetas de prata 10.1-49 6) Instruções para a ocupação de Canaã 33. No v.16 3) Vingança sobre os midianitas 31. Instruções para a viagem do Sinai 1.1-42 5) Itinerário do Egito até Moabe 33.1-14 5) Direção pela nuvem e fogo 9.1-18.1-35 11) Balaque e Balaão 22.1-36.18 1)Relato da primeira marcha do Sinai 10. 29 como o Espírito do Senhor) e o passará para seus líderes.1-4.13 Rebelião e punição da primeira geração 10.1-10.11-36 2) Queixas do povo 11.4-35 4) Desafio para Moisés 12.O Espírito Santo em Ação Fala-se diretamente sobre o E. Moisés expressa o desejo de que todo o povo de Deus também recebesse seu Espírito e profetizasse. A resposta é que o Senhor tomará o Espírito que está sobre Moisés (identificado no v.1-6. Moisés está pedindo ajuda ao Senhor em seus deveres de liderança. Quando o Espírito é dado aos anciãos.1-3 3) Ansiando por carne 11.34 2) Censo não militar: levitas 3.1-25.32 8) Leis da purificação 19. quando o Espírito foi derramado e tornou-se disponível a todos.28-32 e é definitivamente cumprida no Dia de Pentecostes (At 2. Santo no cap. Relato da viagem do Sinai 10. 11.16-21).13 1) Um novo censo 26.1-10.49 Instruções e relatos adicionais 5.10 1) Cinco instruções 5.10 Relato sobre a tomada do censo 1.27 2) Ofertas dos líderes 7. Lá o Espírito é retratado como realizando duas funções: ungido para a liderança e inspirando a profecia.1-30. ofertas e votos 27.1-54 4) As tribos da Transjordânia 32.1-14.1-10 II. Somente o setenta anciãos nomeados profetizam.1-16 5) Recusa a entrar na Terra Prometida 13.1-22 9) A morte de Miriã e Arão 20.9 1) Censo militar 1. Quando Josué se queixa que dois dos anciãos no acampamento também estão profetizando.1-41 7) Desafios à autoridade de Arão 16.45 6) Instruções relacionadas às ofertas 15.11-36. 25).11-25.13 Índice 10 .1-26 4) Segunda Páscoa 9. 16.18 Preparo da nova geração 26.

Isaque e Jacó séculos antes está prestes a se tornar realidade. Mc 10. por seu amigo íntimo. Dt é proclamação de uma segunda chance para Israel.5 . Assim como Cristo. Pedro e Estevão também reconhecem Moisés como o autor do livro (mt 19. Mas. Moisés reuniu o grupo para lembrá-los da fidelidade do Senhor e para encorajá-los a serem fiéis e obedientes ao seu Deus quando possuíssem a Terra Prometida. Sendo assim. que contém o relato da morte de Moisés. doença e pobreza. O concerto mostrou aos filhos de Deus o caminho para viver em comunhão com ele e uns com os outros. Por conseguinte. Agora se achavam acampados na fronteira oriental de Canaã.3. Jesus 11 . porque de mim escreveu ele. como crereis nas minhas palavras?” (jo 5. na região montanhosa do Moabe. A desobediência equivale a morte. e a Terra Prometida estava a sua frente.9. A falta de fé e a infidelidade de Israel tinham impedido a conquista de Canaã anteriormente. Moisés lhes recorda com vivacidade a fidelidade de Deus por toda a história e os relembra de seu relacionamento singular de concerto com o Senhor. no primeiro dia do mês”.46. Chegaram à planícies de Moabe. “Moisés escreveu esta Lei. novas tentações e nova liderança. na ocasião do discurso do conteúdo do livro ao povo. Isso foi um pouco antes da morte de Moisés e do início da liderança de Josué em guiar os israelitas a Canaã. a Terra Prometida. Moisés experimenta um forte sentimento de antecipação pelo povo. e o livro reflete claramente a personalidade de Moisés. de vista para Jericó e a planície do Jordão. se não credes nos seus escritos. O que Deus havia prometido a Abraão. depararam-se com um momento crucial em sua história . um Profeta como o próprio Moisés (18.7. Moisés está preocupado com a perpetuação do concerto. no ano quadragésimo de sua peregrinação pelo deserto (1.4. Notadamente. se vós crêsseis em Moisés.3). no vale defronte de Bete-Peor. Quando os israelitas se preparavam para entrar na Terra Prometida. O nome de Moisés aparece quase quarenta vezes. e a deu aos sacerdotes” (31. Josué.A. Dt cobre um período inferior a dois meses.novos inimigos. creríeis em mim. A maioria do povo junto de Moisés à entrada da Terra Prometida não tinha testemunhado as cenas no Sinai. saúde e prosperidade. Moisés percebe que a maior tentação dos israelitas na nova terra será abandonar a Deus e cair na idolatria dos ídolos cananeus. Portanto. Enquanto essa nova geração de israelitas se prepara para entrar na Terra Prometida. Ele os recorda trinta e quatro vezes de que essa é a terra que Deus lhes está dando.9) também pode ser indício de que tenha escrito todo o livro. Embora Deus o tivesse proibido de entrar em Canaã. os israelitas perambularam sem destino no deserto por trinta e oito anos.22. At 3. em cerca de 1400 aC. provavelmente. O último capítulo. Conteúdo Dt é uma série de recomendações de Moisés aos israelitas enquanto ele se prepara para morrer e eles se aprontam para entrar na Terra Prometida. Ele tirou os israelitas da escravidão no Egito e os guiou pelo deserto para receber a lei de Deus no monte Sinai. maldição. Moisés é a única pessoa com quem Jesus se comparou: “Porque. onde Deuteronômio provavelmente tenha sido escrito.Deuteronômio Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. Por causa da desobediência de Israel em se recusar a entrar na terra de Canaã.15). foi escrito. Autor Deuteronômio identifica o conteúdo do livro com Moisés: “Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel” (1.47).C. Moisés os exorta trinta e cinco vezes para “entrar e possuir” a terra. A mensagem de Dt é tão poderosa que é citada mais de oitenta vezes no NT. Tanto a tradição judaica quanto a samaritana são unânimes em identificar Moisés como o autor. “no mês undécimo. Cristo Revelado Moisés foi o primeiro a profetiza a vinda do Messias. O uso corrente da primeira pessoa do singular em todo o livro apóia ainda mais a autoria mosaica. incluindo os trinta dias de lamento pela morte de Moisés Contexto Histórico Moisés tinha então 120 anos.1). Para preparar a nação para vida na nova terra. eles eram nascidos e criados no deserto. Data Moisés e os israelitas iniciaram o Êxodo do Egito por volta de 1440 aC. Moisés expõe os mandamentos e os estatutos que Deus deu em seu concerto. A Obediência a Deus equivale a vida.37). bênção. 7.

Quando confrontado por satanás em sua tentação.15).1-16.1). O segundo discurso de Moisés 4. Quando lhe perguntavam o nome do mandamento mais importante.9).19 Exposição dos Dez Mandamentos 4. É muito significativo o fato de Cristo.18-18.13. ele citava exclusivamente Dt (8.1-12 Índice 12 . Várias de suas profecias mais significantes incluíam a vinda do Messias (18.29 A Morte e a sucessão de Moisés 34.20).20 IV.19 III. O Espírito Santo em Ação O tema unificador em toda a Bíblia é a atividade redentora de Deus.2) e a restauração (30.21 se descreve Moisés claramente: “homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”. 6. Esboço de Deuteronômio I.44-26.22 Exposição das leis criminais 19.30-32. ter usado este livro sobre a obediência para demonstrar a sua submissão à vontade do Pai. Em 2Pe 1.12 Perpetuação do concerto 31.17 Exposição da lei civil 16.5) de Israel.1-4. Moisés demonstrou a presença do E. a restauração e a conversão nacional e futura de Israel (30.5. As palavras finais e a morte de Moisés 31.29 Um chamado à obediência 4. 10.41-43 II. ele respondia com Dt 6.48—33. mesmo até a morte.47 A bênção de Moisés sobre Israel 32.6-3.1-30.5. O primeiro discurso de Moisés 1. Como porta voz de Deus.1– 34.16.44– 11. que era perfeitamente obediente ao Pai.9 Exposição das leis sociais 21.20 Cerimônia de retificação 27.10– 26.1-26 Sanções do concerto 28.3.43 Introdução 1. 6. a dispersão de Israel (30.6) e a prosperidade nacional de Israel (30.1-68 O juramento do concerto 29.costumava citar Dt. o arrependimento (30. Santo enquanto profetizava para o povo.1-21. Dt recorda ao povo que o Espírito de Deus havia estado com eles desde o tempo da sua libertação do Egito até o momento presente e que ele continuaria a guiálos e protegê-los se permanecessem obedientes às condições do concerto.1-29 O cântico do testemunho 31. O terceiro discurso de Moisés 27.1-40 Cidades de refúgio nomeadas 4.1-5 O passado recordado 1.1– 30.32 Exposição das leis cerimoniais 12.

Passagens paralelas em Jz 1. Agora. A religião Cananéia enfatizava a fertilidade e o sexo. É mais provável que o livro tenha sido composto em sua forma final por um escriba ou editor posterior.26 sugere que o autor de pelo menos grandes seções foi o próprio Josué. O próprio Josué era um modelo de Cristo. Coletivamente. Se nome. assistente e sucessor de Moisés. Um modelo é um símbolo. Moralmente. uma lição objetiva. Sua morte é registrada no capítulo final (24. Deus havia prometido transformar Abraão e seus descendentes em uma grande nação e dar-lhes Canaã como pátria sob a condição de que eles continuassem fiéis e obedientes a ele (Gn 17) . Contexto Histórico O livro começa nas vésperas da entrada de Israel em Canaã. seguir os planos do príncipe.47). é um equivalente hebraico do grego “Jesus”.13-15. Vários outros acontecimentos que ocorreram após a sua morte são mencionados: A conquista de Hebrom por Calebe (14.10-16 e Jz 18 confirmam que esses acontecimentos ocorreram ap´´os a morte de Josué. que significa ”Jeová é Salvação”.13).C. o livro engloba a história de Israel entre 1400 aC e 1375 Ac e é provável que tenha sido compilado pouco tempo depois. continuavam fiéis ao único e verdadeiro Deus e se apegavam à promessa que ele tinha feito ao antepassado deles. embora imperfeitamente. divisão e estabelecimento da Terra Prometida. Entretanto. Politicamente. esses livros traçam o desenvolvimento do Reino de Deus na Terra Prometida até o cativeiro da Babilônia— Um período de cerca de novecentos anos. as pessoas eram depravadas. O Pano cor de sangue pendurado na janela salvou Raabe e sua família da morte. Data O Livro de Js cobre cerca de vinte anos da história de Israel sob a liderança de Josué. Em contrapartida. eles estavam prestes a vivenciar o cumprimento dessa promessa. Cristo também derramou seu sangue e foi pendurado na cruz para nos salvar da morte.6 . Em 5. adoração da serpente e o sacrifício de crianças. Canaã se dividia em várias cidadesestados. Era tarefa de Josué.Josué Autor: Incerto (Josué) Data: Cerca de 1400—1375 a. a anarquia e a brutalidade eram comuns.6-15). o povo de Israel estava sem pátria havia mais de quatrocentos anos (Gn 15. bem como nossa . não poderiam ter sido escrita por Josué. Assim. Josué narra o período da entrada de Israel em Canaã através da conquista. e a migração para Dã (19. mas foi baseado em documentos escritos por Josué. Js 24. Cristo Revelado Cristo é revelado no Livro de Js de três maneiras. O uso do pronome “nós” e “nos” (como em 5. Eles tinham vivido em servidão aos Faraós egípcios e depois ficaram perambulando sem rumo no deserto por mais de quarenta anos. 13 . Josué teve certeza de que o próprio Deus era o responsável.29-32). Conteúdo O Livro de Josué é o sexto do AT e o primeiro de um grupo de livros chamado os Profetas Anteriores. em um ritual religioso e mesmo em um acontecimento histórico. Autor O autor do Livro de Josué não pode ser determinado pelas Escrituras. Abraão.21) ilustra a obra de redenção de Cristo na cruz. Pode-se encontrar tipos em uma pessoa. Através de sua aparição. o Deus Triúno apareceu a Josué como o “príncipe do exercito do SENHOR” .18. Josué guiou os israelitas até a possessão de sua herança prometida. A data comumente aceita da morte de Josué é por volta de 1375 aC.6) sustenta a teoria de que o autor deve ter sido testemunha de alguns acontecimentos que ocorreram durante estes período. O cenário estava estabelecido e a terra propícia para a conquista. O cordão de fio de escarlata na janela de Raabe (2. entretanto. além de conhecer o príncipe. Séculos antes. por revelação direta.13-17). a vitória de Otniel (15. Outras passagens. cada uma com seu governo autocrático e todas hostis umas com as outras. Portanto. por modelos e por aspectos iluminantes de sua natureza.A. bem como cristo nos leva à possessão da vida eterna.

24 1) Os territórios 11.16-23 2) Os reis 12.7).Gibeonitas 9.Um dos aspectos da natureza de Cristo revelada em Josué é o da promessa cumprida.35 1) A obediência traz a conquista .16-18 Mediante o preparo do exército para a batalha 2. dela não te desvies.1-5.1-18 1) Josué ouve o chamado 1.Amorreus 10. A vitória foi alcançada em Gibeão.1-5.1-27 2) O pecado traz a derrota .20). bem como no AT.Acã 7. No final de sua vida.5. A obra do Espírito Santo é sobrenatural. pois. para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares” (1. nem para a direita nem para a esquerda.12. Possuindo a herança 6.1-8. O Espírito Santo em Ação Uma tendência constante da obra do ES flui através do Livro de Js.13-15 II.1-26 3) O arrependimento traz a vitória .1-9 2) Josué dá o mandamento 1. sua presença surge em 1.15 Mediante a escolha do líder do exército 1. Josué testemunhou: “nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o SENHOR. A obra do Espírito Santo é mútua: “Tão somente sê forte e mui corajoso para teres cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou. A queda de Jericó foi obtida mediante a destruição milagrosa de seus muros (6.43 1) O engano traz o cativeiro .1-15 Revisando os territórios conquistados 11.10-15 3) Josué recebe estímulo 1.24 O território central 6. A obra do Espírito Santo é contínua: “Não te deixarei nem te desampararei” (1. A cooperação com o Espírito Santo é essencial à vitória. é realizada sem ajuda do Espírito. Sua presença contínua é necessária para o sucesso do plano de Deus na vida dos homens. O Espírito Santo está comprometido a realizar a tarefa. Seu objetivo em Josué.1-5. vosso Deus” (23. Foi dito: “Sem ele. quando o Espírito deteve o sol (10.Jericó 6. Esboço de Josué I. O trabalho do Espírito Santo era o mesmo antes de agora: ele atrai as pessoas a um relacionamento de salvação com Cristo e realiza os propósitos do Pai.1 3) Fortalecendo as tropas para a guerra 5.16—12.30-35 O território do Sul 9. foi através dessa nação que Deus escolheu salvar o mundo (Is 63. sustentou e preservou seu povo tirando-os do deserto e levando-o à Terra Prometida.1-24 2) Posicionando o povo para a batalha 3.1-43 O território do Norte 11. em sua graça e fidelidade. não podemos.1-29 4) A lei traz a bênção . que é a Promessa. Ele fará o mesmo por nós através de Cristo.7-9). quando Deus conhecendo a esmagadora tarefa de comandar a nação de Israel. seja a libertação da servidão ou possessão da bênção. Inicialmente.1-24 14 .15 1) Procurando a moral do inimigo 2.14).1-27 2) Os milagres trazem a liberação .13). sem nos ele não quer”. era a salvação de Israel. Ele nos habilita a cumprir nosso chamado e a completar a tarefa ao nosso alcance.Monte Ebal e monte Gerizim 8. Nenhuma obra de Deus.2-12 4) Convencendo um líder a servir 5. Várias características sobre a maneira como o Espírito opera podem ser vistas em Josué. Preparação da herança 1. Deus.1-10. forneceu a Josué a promessa de seu Espírito sempre presente.1-12.5). independentemente de quanto tempo demore.Ai 8.

48 8) Uma parte para Josué 19.10-34 IV.34 Distribuindo a herança 13.1-17.8-33 3) Dividindo as partes a oeste da Jordânia 14.18 7) Partes para as tribos restantes 18.1-34 Discutindo o futuro 22.29-33 Índice 15 .1-21.1-34 1) Uma benção para as tribos do Leste 22.1-28 Josué morre 24.1-19.6-15 5) Uma parte para Judá 15.1—24.42 10) Epílogo 22.1-7 2) Partes para Ruben.45 1) Partes ainda não conquistadas 13. Gade e Manassés 13.1-9 2) Uma explicação para o altar 22.1-6. Compartilhando a herança 13.33 Josué aconselha os líderes 23.1-16 Josué desafia o povo 24. O discurso final de Josué e sua morte 23.21.49-51 9) Cidades de refúgio e para os levitas 20.1-22.1-63 6) Uma parte para Efraim e Manassés 16.1-5 4) Uma parte para Calebe 14.III.

1-3. A primeira história ilustra a corrupção na religião de Israel. e 3) epílogo (17.5) estabelece o cenário histórico para as narrativas que seguem. em resposta ao seu clamor. A segunda parte do prólogo (2. Seis indivíduos— Otniel. No entanto. levantava um juiz a fim de prover libertação ao seu povo. Jefté e Sansão—. Tola. 2) A declaração de que “os jubuseus habitaram com os filhos de Benjamim em Jerusalém até ao dia de hoje” (1. o Senhor os entregava nas mãos dos opressores. o Senhor levantava libertadores a que ele capacitava com o seu Espírito (libertação).25). este. A data real da composição do livro é desconhecida. cujo papel de libertadores é narrado com mais detalhes.7). Um décimo terceiro personagem. Porém antes da conquista de Jerusalém por Davi.6) oferece uma visão geral do corpo principal do Livro. está vinculado à história de Gideão. Estas descrevem os caminhos rebeldes de Israel durante os primeiros séculos na Terra Prometida e mostram como o Senhor se relacionou com a nação naquele período. 16 . liderada por Josué.7 . a qual foi adotada pelos danitas quando estes abandonaram o território que lhes coube por herança e migraram para o norte de Israel. A segunda história no epílogo ilustra a corrupção moral de Israel ao relatar a infeliz experiência de um levita em Gibeá. A primeira parte do prólogo (1.25). Abimeleque. Ao servirem de forma deliberada a deuses estranhos. Gideão.1—21. Esta data tem o apoio de dois fatos: 1) As palavras “naqueles dias. A parte principal do livro (3. Jair. arrependimento e libertação. o povo de Israel clamava ao Senhor (arrependimento). Israel praticava continuamente o que era mau aos olhos do Senhor e “não havia rei em Israel.25). no território de Benjamim. Seis outros.6-3.15) na forma de um epílogo. Ibsã. Data O Livro de Juízes cobre o período entre a morte de Josué e a instituição da monarquia.7-16.1-5). opressão. já que se afirma que era um escritor (1Sm 10. que são as narrativas. O propósito desses apêndices não és estabelecer um final ao período dos juízes. Eúde. Duas histórias são acrescentadas ao Livro de Juízes (17. são classificados como “juízes maiores”. O Livro de Juizes não olha apenas retroativamente para a conquista de Canaã. Ali é descrita a conquista incompleta da Terra Prometida (1.1-21. registrando as condições em Canaã durante o período dos juízes. Estes juizes. Em conseqüência. Débora. cerca de 1050 a 1000 aC. mas grandes áreas ainda permaneceram por ser conquistadas pelas tribos individualmente.31) ilustra esse padrão que se repete na história antiga de Israel. com fidelidade. Israel conquistou e ocupou de forma geral a terra de Canaã.1-2. Conteúdo O Livro de Juizes está dividido em três seções principais: 1) Prólogo (1.6) 2) narrativas (3. que são mencionados rapidamente— Sangar. são conhecidos como “juízes menores”. o propósito desta seção final do livro é ilustrar as conseqüências da apostasia e anarquia nos dias em que “não havia rei em Israel”. Cada vez que o povo clamava ao Senhor. eram militares e civis.6) foram escritas num período em que Israel tinha um rei.6. evidências internas indicam que ele foi escrito durante o período inicial da monarquia que se seguiu à coroação de Saul.21) aponta para um período anterior à conquista da cidade por Davi (2Sm 5. Este bem pode ter escrito partes do Livro. Contexto Histórico Juízes cobre um período caótico na história de Israel: cerca de 1380 a 1050 aC. mas também antecipa o estabelecimento da monarquia em Israel. não havia rei em Israel” (17. Aparentemente.A.1-36) e a reprimenda do Senhor pela infidelidade do povo à sua aliança (2. o povo de Israel quebrava a sua aliança com o Senhor.31). e a conseqüente guerra benjamita.7-16. mas descrever a corrupção religiosa e moral existente nesse período. Os israelitas faziam o que era mau aos olhos do Senhor (apostasia). Elom e Abdom—. a quem o Senhor escolheu e ungiu com o seu Espírito. porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (21. e. o Senhor os entregava nas mãos de inimigos (opressão).Juízes Autor: Desconhecido Data: Entre 1050 e 1000 aC Autor O autor de Juízes é desconhecido. Sob a liderança de Josué. um tempo caracterizado por um ciclo recorrente de apostasia. Mica estabeleceu em Efraim uma forma pagã de culto ao Senhor. O Talmude atribui o livro de Juízes a Samuel.

1.10) e o capacitou a libertar os israelitas das mãos de Cusã-Risataim.25 Apostasia: A idolatria de Mica e a migração dos danitas 17.6 II. Ele começou a impelir Sansão para sua carreira (13. Epílogo: Condições que ilustram o período dos juízes 17.2 Carreira de Jair como Juiz 10.12-30 Opressão filistéia e libertação por meio de Sangar 3.1-21.31 Opressão midianita e libertação por meio de Gideão 6.29) com habilidades de liderança no seu empreendimento militar contra os amonitas. O Espírito do Senhor capacitou este líder escolhido por Deus e agiu através dele para implementar o ato salvífico do Senhor em benefício do seu povo. Sansão despedaçou um leão apenas com as mãos (14.1– 8.15 Índice 17 .7 Carreira de Ibsã como juiz 12.31 Imoralidade: Atrocidade em Gibeá e a guerra benjamita 19. o Espírito do Senhor se revestiu de Gideão. Os seguintes atos heróicos de Otniel. A vitória de Jefté sobre os amonitas foi o ato de libertação do Senhor em benefício de Israel.6 Continuação das conquistas pelas tribos de Israel 1.12 Carreira de Abdom como juiz 12.35 Breve reinado de Abimeleque 9.6 –12.1-57 Carreira de Tola como Juiz 10.31 Opressão cananita e libertação por meio de Débora e Baraque 4.19) e.1 –18.6). O Espírito do Senhor equipou Jefté (11.1-5 Introdução ao período dos juízes 2. História de opressões e libertações durante o período dos juízes 3.1-3.15).27-36 A aliança do Senhor é quebrada 2. livrou-se das cordas que amarravam as suas mãos e matou mil filisteus com uma queixada de jumento (15.34) libertou o povo de Deus das mãos dos midianitas. O Espírito do Senhor capacitou Sansão e executar atos extraordinários. O mesmo Espírito Santo que deu condições a esses libertadores para que fizesse façanhas e cumprissem os planos e propósitos do Senhor continua operante ainda hoje.1-16.1-5.1-21.1-26 Conquista incompletas da terra 1.8-10 Carreira de Elom como juiz 12. Certa vez matou trinta filisteus (14. Literalmente. rei da Síria. Gideão.7-11 Opressão moabita por meio de Eúde 3. em outra ocasião.3-5 Opressão amonita e libertação por meio de Jefté 10.14.25). Esboço de Juízes I.11. Através da presença pessoal do Espírito do Senhor. Gideão (6.7-16.31 Opressão mesopotâmica por meio de Otniel 3.O Espírito Santo em Ação A atividade do Espírito Santo do Senhor no Livro de Juízes é claramente retratada na liderança carismática daquele período.6 –3.31 III. Prólogo: As condições em Canaã após a morte de Josué 1. O Espírito veio poderosamente sobre ele em várias ocasiões.13-15 Opressão filistéia e libertação por meio de Sansão 13. Jefté e Sansão são atribuídos ao Espírito do Senhor: O Espirito do Senhor veio sobre Otniel (3.

19).1-3 Generosidade e proteção de Boaz 2.Rute Autor: Desconhecido (Samuel) Data: Entre 1050 e 500 aC Autor Os estudiosos discordam quanto à data do livro. há evidências na linguagem da obra bem como referencias a costumes peculiares próprios do séc. ele se torna carne—vindo como um ser humano (Jo 1.A. e a genealogia que a conclui indicaria uma conexão com os patriarcas.1-22 Sofrimento de Noemi 1.1-5 Obediência de rute 3.18-22 Índice 18 . Eis aqui uma magnífica silhueta do Mestre.19-22 II. porém o seu cenário histórico é evidente.1-23 Rute no campo de Boaz 2. sendo parte daqueles eventos que ocorrem entre a morte de Josué e a ascensão da influência de Samuel (provavelmente 1150 e 1100 aC). Como nosso “parente chegado”. A tradição rabínica assegura que Samuel escreveu o livro na segunda metade do séc. que testemunhou o declínio do reinado de Saul e foi divinamente instruído para ungir Davi como escolhido de Deus para o trono.1-22 Boaz. É razoável supor que Samuel.14-17 Genealogia de Davi 4.6-18 Retorno a Belém 1. tivesse redigido o livro.4-17 Noemi reconhece a bondade de Deus 2. antecipando em muitos séculos a sua graça redentora. Parente e remidor 4. Cristo Revelado Boas representa uma das mais dramáticas figuras do AT que antecipa a obra redentora de Jesus.14.14-18 IV. XII aC que recomendam a aceitação da data mais antiga. As ações de Boaz efetuam a participação de Rute nas bênçãos de Israel e a incluem na linhagem familiar do Messias (Ef 2.6-13 Recompensa pela obediência 3.1-12 Casamento de Boaz com Rute 4.13 Benção de Deus sobre Noemi 4. Uma história tão comovente como essa certamente já teria sido passada adiante oralmente entre o povo de Israel. Apesar do pensamento crítico mais recente sugerir uma data pós-exílica bem mais tardia (cerca de 500 aC). XI aC. dá testemunho eloqüente a respeito disso. em Israel. Os episódios relatados nos livro de Rute se passam durante o período de Juízes. oferecendo assim uma resposta a todos aqueles que. indagassem pelo passado familiar do seu rei. A função de “parente remidor” cumprida de forma tão elegante nas ações que promoveram a restauração pessoal de Rute. Fp 2.1-5 Dedicação e promessa de Rute 1. Uma mulher humilde no campo da colheita 2.18-23 III. Um matrimônio planejado 3.1-18 Orientação de Noemi 3. o remidor escolhido por Deus 4.5-8) Esboço de Rute I. Ima família hebraica em Moabe 1.8 .

13).14) 19 . em vez de esperar por Samuel. o Espírito Santo vem sobre Saul. é escolhido para tornar-se o primeiro rei. Autor O autor de 1Sm não é nomeado neste livro. Esse fenômeno não é como o frenesi impregnado de emotividade dos pagãos. Depois de desprezar os mandamentos de Deus. Ele advertiu Davi sobre os planos do seu pai para matá-lo. Os próprios filhos de Samuel não eram reflexo do seu caráter piedoso. Ambos forma pontes de transição de um estágio da história da nação para outro. Deus vem como Rei e virá novamente como Rei dos reis. Ambos são filhos de promessa. o milagroso filho de Ana. a nação havia se degenerado moralmente e politicamente. Finalmente. Davi. prefigura a Cristo. Jesus torna-se o Rei-pastor definitivo. Em Cristo. começando com o nascimento de Samuel em redor de 1150 aC e terminando com a morte de Saul em redor de 1010 aC. Data Por causa da referência à cidade de Ziclague. 1. perdendo gradualmente a sua sanidade. num desesperado esforço para eliminá-lo. o pequeno e humilde pastor. “desde aquele dia em diante. Mesmo nos múltiplos usos do éfode. mas a medida em que Samuel envelhecia. Pela sua impaciência. no entanto. o bom pastor. Além disso. Ambos foram dedicados a Deus antes do nascimento. nos falará sobre “o que há de vir” e “há de receber do que é meu (de Jesus)” e no-lo “há de anunciar” (Jo 16. Em meio a essa confusão política e religiosa surge Samuel.20. Samuel acumulou os ofícios de profeta e sacerdote.13. A autoria do restante de 1Sm não pode ser determinada com certeza.1º Samuel Autor: Incerto (Samuel) Data: Entre 931 e 722 aC. O seu ego era tão grande quanto a sua estatura. no entanto. Depois dessa rejeição. Havia estado sob a investida violentas e desalmadas dos filisteus. bem como sobre Saul e seus servos.6. o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi” (16. O fim trágico de Saul ilustra o destino final dos reinos terrenos. em semelhança ao ocorrido no dia de Pentecostes (At 2). O povo não tinha confiança nos seus filhos. deve ser datado antes deste evento. esperamos ansiosamente pelo momento em que o “Espírito da Verdade” nos irá guiar em “toda a verdade”. A única esperança é um Reino de Deus na terra. O Espírito Santo em Ação 1Sm contém notáveis exemplos da vinda do Espírito Santo sobre os profetas. depois que Saul e Jônatas são mortos em batalha. ele acaba cedendo. como não há menção à queda de Samaria em 722 aC.9 . consumida por ciúme e medo. Depois de ser ungido por Samuel. encontrou um aliado em Jônatas. e por outras referencias a Judá e a Israel.6). Conteúdo Israel havia sido governado por juizes que Deus levantou em momentos cruciais da história da nação. Saul tornou-se uma figura trágica. mas verdadeira adoração e louvor a Deus pela inspiração do Espírito. mas é provável que Samuel ou tenha escrito ou fornecido a informação para. Cristo é profeta. 10 e em 19.1-25. O fenômeno do Espírito inspirando a adoração ocorre no cap. a renovação e a alegria que esse nascimento trouxe à sua mãe prefiguram o mesmo para a nação. até o dia de hoje” (27. cujo soberano seja o próprio Deus. Cristo Revelado As semelhanças entre Jesus e o pequeno Samuel são surpreendentes. Gastou os seus últimos anos numa incansável perseguição a Davi através das regiões montanhosas e desérticas do seu reino. Em 10.1. foi rejeitado por ele. pressionavam-no para que lhes desse um rei. Em Davi começa a linhagem terrena do Rei de Deus.A. isto é. o cenário está pronto para que Davi se torne o segundo rei de Israel. O livro de 1Sm cobre um período de cerca de 140 anos. homem vistoso e carismático. que “ pertence aos reis de Judá. que profetiza e “se transforma em outro homem”. exerceu funções sacerdotais. De uma forma notável. Urim e Tumim. Com relutância. Davi. sabemos que 1Sm foi escrito depois da divisão da nação em 931 aC. sacerdote e rei. mas alguns supõem que seja do sacerdote Abiatar. O templo de Siló fora profanado e o sacerdócio se mostra corrupto e imoral. filho de Saul. Saul. o que engloba sua vida e ministério até sua morte. é equipado pelo Espírito para cumprir o chamado de Deus.

12-36 Começo do ministério profético de Samuel 3.14-23 3) O conflito de Davi com os filisteus e os amelequitas 29.1-13 2) Sua música diante de Saul 16.12-22 3) Recuperação da arca por Israel 5.35 II.1 –15.1-17.35 Estabelecimento de Israel por um rei 8.25 3) As guerras de Saul 13.1-14.58 1) Sua unção por Samuel 16.1-12. Declínio de Saul e ascensão de Davi 16.2-6 5) Derrota dos filisteus 8.1-35 III.1– 15.1 4) Samuel exorta ao arrependimento 7.2-11 2) A morte de Eli 4.11 2) Crescimento de Samuel e a corrupção dos filhos de Eli 2.1 O ministério de Samuel como juiz 4.1-12.10-18 3) Seu ministério a todo Israel 3.17 Nascimento e infância de Samuel 1.1 1) Seu chamado por Deus 3.1-2.1-22 2) Saul é escolhido e ungido rei 9. O reinado de Saul 8.1-7.1-4.Esboço de 1º Samuel I.52 4) Saul é rejeitado por Deus 15. Renovação sob Samuel 1.1-31.25 1) A Exigência de Israel por um rei 8.2-7.1-30.19-4.31 4) A morte de Saul 31.17 1) A captura da arca pelos filisteus 4.13 A crescente proeminência de Davi 16.1-2.36 1) Nascimento e dedicação de Samuel 1.1-9 2) Sua palavra para Eli 3.1-7.1-13 Índice 20 .

“E houve uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi. então. Apesar do arrependimento de Davi depois de confrontado com o profeta Natã. Tanto Gade como Abiatar tinham acesso aos eventos da corte do reino de Davi. antecipa o futuro Rei. Deus interrompe os planos de Davi de construir uma casa para a arca e explica que enquanto Davi não pode construir uma casa para Deus. Data: Entre 931 e 722 aC. até ao dia de hoje”. Absalão. Embora Davi tome uma série de decisões desafortunadas e pouco sábias. Davi é um precursor da Raiz de Jessé. a rebelião é sufocada. Há uma desavença entre Israel e Judá a respeito da volta do rei a Jerusalém. e inicia-se um período de estabilidade e prosperidade. O tema do Rei vindouro. depois de uma longa separação de seu pai. Há um jogo de pode pela casa de Saul entre Isbosete. as “crônicas do profeta Natã” e as “crônicas de Gade. Embora a rebelião tenha sido sufocada. Jesus Cristo.1). compra a eira de Araúna e apresenta oferendas ao Senhor no altar que constrói. Não se sabe com exatidão quem realmente escreveu o livro. O cap. a sua vulnerabilidade e fraqueza o leva ao pecado com Bate-Seba e ao assassinato de Urias. filho de Saul e Abner comandante-chefe dos exércitos de Saul. onde havia estado deste que fora recuperada dos filisteus (6. e Davi foge de Jerusalém. Autor Os dois livros hoje conhecidos como 1 e 2 Sm eram originalmente um só livro denominado “O Livro de Samuel”. Tristemente. 7.10 .10). O livro está enfocado na sua pessoa. e embora Davi tenha reinado em Judá por sete anos e meio antes da unificação do reino. Samuel registrou boa parte da história de Israel neste período.29. porém. No entanto. 931 aC. 21 . Deus está construindo uma casa para Davi. pelo seu zelo a favor da casa de Deus e pela associação dos ofícios de profeta. E começa com a morte de Saul e Jônatas na batalha do monte Gilboa. pois. A rebelião termina quando Absalão. sua própria tribo. porém Davi se ia fortalecendo. por causa do comentário encontrado em 1Sm 27. não se apartará a espada jamais de tua casa” (12. em especial. ou seja. o vidente”. Davi é. Davi derrota com sucesso os inimigos de Israel. mas os da casa de Saul se iam enfraquecendo” (3. a saber: as “crônicas de Samuel. Pela sua vitória sobre todos os inimigos de Israel. é introduzido quando Deus estabelece uma aliança perpétua com Davi e seu reino. Davi unifica tanto a vida religiosa quanto política da nação ao trazer a arca do Testemunho da casa de Abinadabe. divisão que aconteceu logo depois do governo de Salomão. fosse traçada uma diferenciação entre Israel e Judá. O livro termina com dois belos poemas. Cristo Revelado Davi e seu reino esperavam a vinda do Messias. é morto por Joabe. Data Os dois livros devem receber uma data posterior à divisão do reino em duas partes. e Davi é mais uma vez estabelecido em Jerusalém. Sem dúvida. Davi se arrepende. Um rebelde chamado Seba instiga Israel a abandonar Davi e a voltar para casa.16). o Messias.1). “Teu trono será firme para sempre” (7. Embora. esse relato sumário descreve os sete anos e meio anteriores à unificação do reino por Davi.1-7. o vidente”. Três dessas fontes são mencionadas em 1Cr 29. filho de Davi. com freqüência.2º Samuel Autor: sacerdote Abiatar.6 “pelo que Ziclague pertence aos reis de Judá.A. não havia reis em Judá antes desta data. uma lista dos valentes de Davi e com o pecado de Davi em fazer o censo dos homens de guerra de Israel. as conseqüências da sua ação são declaradas com todas as letras: “Agora. Samuel e outros. esposo dela. instiga uma rebelião contra o rei. ungido rei sobre Judá. uma linhagem que dure para sempre. de forma que ambos são candidatos à autoria desses dois livros. pendurado numa árvore pelos cabelos. Conteúdo 2 Sm trata da ascendência de Davi ao trono e dos quarenta anos do seu reinado. outros materiais haviam sido colecionados e puderam ser usado como fontes pelo autor real. sacerdote e rei na sua pessoa. pela sua humildade e compromisso com o Senhor.

12 2) O reino de Davi em Jerusalém 5.1-7.8: E.1-14 2) Morte do filho de Davi 12.37—24.37—17.1– 20.19 1) Triunfos sobre os seus inimigos 8.1—24.13 3) Triunfos sobre Ámom é Síria 10.1-19 II.6-13 2) Ordem de Davi para assassinar Urias 11. a justiça é feita.O Espírito Santo em Ação Jesus explicou a obra do Espírito em Jo 16. As transgressões de Davi 11.25 1) O reino de Davi em Hebrom 1.1-10.27 III.36 Problemas na casa de Davi 12.1-12 2) O governo Justo de Davi 8.15-25 3) Lealdade de Joabe a Davi 12.1-25 Os triunfos espirituais de Davi 6. Isso.13– 9.” Nós vemos claramente a ação do Espírito Santo através desses dois modos em 2 Sm.26 4) Comentários sobre o reino de Davi 21.1-4.1-29 Os triunfos militares de Davi 8.1-10. Os problemas de Davi 12.1-27 O pecado do adultério 11.29 2) Joabe mata Absalão 18. no quadro microcósmico de 2 Sm. e do juízo.26-31 4) Incesto na casa de Davi 13.1-23 2) Aliança de Deus com Davi 7. e o julgamento é anunciado.6-27 1) Lealdade de Urias a Davi 11. Sua atuação como conselheiro pode ser apreciada nas muitas ocasiões em que Davi “consultou o Senhor” através do sacerdote e do éfode.1-33 3) Restauração de Davi como rei 19.1-13.26.19 Os triunfos políticos de Davi 1.21-36 Problemas no reino de Davi 13.25 1) Rebelião de Absalão 13.1-20 5) Absalão mata Amom 13.29 1) Mudando a arca 6.1-5 O pecado do Assassinato 11. Esboço de 2º Samuel I. Ele atuava com mais freqüência através do sacerdócio. e da justiça.1-13. A obra de convencer e de condenar do Espírito é claramente percebida quando o profeta Natã enfrenta Davi por causa do seu pecado com Bate-Seba e Urias. O pecado de Davi é desnudado.36 1) Profecia de Natã 12. quando ele vier convencerá o mundo do pecado.14-25 3) Casamento de Davi com Bate-Seba 11. ilustra o amplo ministério do Espírito Santo no mundo através da igreja investida do poder do Espírito.25 Índice 22 .1-5. Os triunfos de Davi 1.

então. Em 1 e 2 Rs. caso houvesse tido conhecimento desse evento. originalmente. e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42. dirigido por um líder forte. Há uma alusão.48 (“a mão do SENHOR”).6. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC. 1 e 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva. que foi provavelmente. onde é chamado de “Espírito do Senhor”. comparar com 1Sm 10. menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde a morte de Davi. Autor Como 1 e 2 Rs eram. originalmente. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. O Espírito Santo em Ação 1 Rs 18. O resultado foi um momento tenebroso. Alguns têm indicado Esdras como compilador. muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. de Judá. provavelmente. Data Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta. em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar. Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC. Como não há menção dessa importante notícia em Rs. à ação do ES em capacitar Elias para operar milagres. Conteúdo 1 e 2 Rs eram. portanto.1º Reis Autor: Desconhecido. A fórmula “mão do SENHOR” é uma referência à inspiração dos profetas pelo Espírito de Deus (ver 2Rs 3. Embora a autoria não possa ser determinada com segurança. em que um reino estável. No entanto. O autor.16) Percebe-se uma relação com At 8. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus. Ao contrário. Deus é apresentado como Senhor da história. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”. 23 .3. seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. um só livro. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos). que Rs tenha sido escrito.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo. acrescentado por um dos seus discípulos. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto.20. dividiu-se em dois.39-40. O autor de Rs teria mencionado.27-30). No entanto. 52. Havia luta interna e pressão externa. Reis é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. em cerca de 853 aC. com um propósito teológico. não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (400 anos em 47 capítulos). Aqui “a mão do SENHOR” se refere ao ES que dotou Elias com poderes sobrenaturais para realizar uma façanha surpreendente. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém.15 e Ez 1. O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período. foram grandes mudanças e sublevações. enquanto outros apontam para Isaías como editor. conclui-se. em cerca de 971 aC. um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC. (Jeremias) Data: Entre 560 e 538 aC. Na realidade. As palavras de Obadias lá indicam que o ES algumas vezes transportou Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 2. VI aC. O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim. que estava preso na Babilônia. Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem. embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo. a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda. em 18. um livro.A. esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. provavelmente antes de 538 aC. muitas sugestões foram feitas. acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc.23). até ao reinado de Josafá (o quarto rei do Reino de Judá) e o reinado de Acazias (o nono rei do Reino de Israel).11 . Contexto Histórico Os acontecimentos descritos em 1 Rs abrangem um período de cerca de 120 anos.10 e 19.

7-11.-2.41-50 O reinado de Acazias em Israel 22. então estaria em paralelo com 1Co 12.24 pode ser outra referência ao ES.21-31 O reinado de Abdias em Judá 15.21-28 O reinado de Acabe em Israel 16.Além dessas passagens.40 O reinado de Josafé em Judá 22. O reino dividido 12.1-11.20 O reinado de Roboão em Judá 14.15-20 O reinado de Onri em Israel 16. Esse versículo se refere a um “espírito do SENHOR” e pode indicar que os profetas compreendiam que o seu dom de profecia vinha do Espírito de Deus (ver 1Sm 10. Se esta interpretação é aceita.46 A consagração de Salomão como rei 3.25-32 O reinado de Baasa em Israel 15.9-24 O reinado de Nadabe em Israel 15. O reino unido 1. 19.43 O estabelecimento de Salomão como rei 1.53 A revolta e o reinado de Jeroboão em Israel 12.7 O reinado de Elá em Israel 16.23).43 II.8-14 O reinado de Zinri em Israel 16.51-53 Índice 24 . que confirma que a habilidade pra profetizar é realmente uma manifestação do ES. 1Rs 22. Esboço de 1º Reis I.1-22.1.6.1-8 O reinado de Asa em Judá 15.1-8.29-22.10.20.33-16.1-14.66 O erro de Salomão como rei 9.1-11.

O autor. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus.. muitas sugestões foram feitas. No entanto. seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. enquanto outros apontam para Isaías como editor. A atenção maior é dirigida àqueles que ou serviram de modelo de integridade ou que ilustram por que essas nações finalmente entraram em colapso. 2Rs retoma a história trágica do “reino divido” quando Acazias está no trono de Israel e Josafá governando sobre Judá. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto. Alguns desses 26 governantes são mencionados em apenas poucos versículos. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. Israel teve 19 governantes. Esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. 2Rs é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC. Como não há menção dessa importante notícia em Rs. Israel. acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. Contexto Histórico Os acontecimentos descritos em 2 Rs abrangem um período de cerca de 300 anos. O resultado foi um momento tenebroso na história do povo de Deus: colapso e conseqüente cativeiro de ambas as nações. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”. Judá foi governado por 20 regentes. Havia luta interna e pressão externa. provavelmente antes de 538 aC. originalmente. 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. No entanto. com um propósito teológico. traçando simultaneamente suas histórias. O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período. é dificil seguir o fluxo da narrativa. e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42. um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC. todos ruins. Na realidade. Conteúdo 1 e 2 Rs eram. 2Rs recorda a história do últimos 10 reis e dos últimos 16 governantes de Judá. Autor 2 Rs era originalmente a segunda metade de um livro que incluía 1 e 2Rs. Data Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta. muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. portanto. O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim. então. (Jeremias) Data: Entre 560 e 538 aC. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos). Deus é apresentado como Senhor da história. passando pela deportação de Judá para a Babilônia em 586 aC e terminando com a libertação do rei Joaquim em 560 aC.12 . que Rs tenha sido escrito. que foi provavelmente. acrescentado por um dos seus discípulos. conclui-se. Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC. que estava preso na Babilônia. caso houvesse tido conhecimento desse evento. VI aC.2º Reis Autor: Desconhecido. a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor. de Judá. Em 2 Rs.A. enquanto que capítulos inteiros são dedicados a outros. Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem. ora do Reino do Sul. Alguns tem indicado Esdras como compilador. menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25. O autor de Rs teria mencionado. Embora a autoria não possa ser determinada com segurança. 25 . Ao contrário. dos quais apenas oito foram bons. Judá. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda. 52. os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. um só livro. Assim como 1Rs. foram grandes mudanças e sublevações. provavelmente. que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde o reinado de Acazias (o nono rei Israel) ao redor de 853 aC. O Autor ora está falando do Reino do Norte. incluindo a queda de Israel para a Assíria em 722 aC.27-30). não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (300 anos em 25 capítulos).

Pecaías e Peca em Israel 15. Aqui a “mão do Senhor” veio sobre Eliseu.1-20. Cristo é um sacerdote superior a qualquer daqueles registrados em Reis (Hb 7. e a promessa foi cumprida.42). Is 9. I reino dividido 1.32-38 O reinado de Acaz em Judá 16. sacerdotes.1-18 O reinado de Amon 21.30-10. Salum. 1Rs ilustra vivamente a necessidade de Cristo como o nosso Rei em exercício de suas funções.15.17-20 26 . a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do grande profeta Elias (Mt 17. Uma alusão final ao ES aparece em 2Rs 3. Muitos dos milagres de Jesus são reminiscências das maravilhas que Deus fez através de Elias e Eliseu em Reis.36 O reinado da rainha Atalia em Judá 11.15 O reinado de Jeorão em Judá 8.1-4.31-34 O reinado de Jeoaquim 23. Menaém. Jesus afirmou que era (Mt 27.15. Além disso. Como profeta.21 O reinado de Jeocaz em Israel 13. onde é chamado de “Espírito do Senhor”.1-5).8-31 O reinado de Jotão em Judá 15.1-16 O reinado de Joás em Judá 11.1-23. e o ES desceu para capacitá-los a levar adiante a obra que seu mestre começou.4-9 e 2.1-5 O cativeiro de Israel para a Assíria 17.25-9.1-9 O reinado de Jeoás em Israel 13.8-16 O reinado de Zedequias 24. Somente o reino de Judá 18.1-22 O reinado de Jeroboão II em Israel 14.30 O reinado de Joacaz 23. O espírito enérgico ou o poder que capacitava Elias a profetizar era o Espírito de Deus.29 O reinado de Jeú em Israel 9. A formula “a mão do SENHOR” se refere à inspiração divina dos profetas. a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do ofícios. Quando perguntado se era rei dos judeus. mas Cristo reinará sobre o trono de Davi pra sempre (1Cr 17. Há uma referência indireta ao ES na frase “Espírito de Elias” em 1. Jesus ascendeu.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo. Como profeta.10-25 O reinado de Amazias em Judá 14.21 O reinado de Manassés 21. Da mesma maneira.1-20 O reinado de Oséias em Israel 17.16). Jesus é um Rei maior do que o maior dos seus reis (Mt 12. Cristo é a combinação ideal desses três ofícios. As vezes transportava Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 18.7 O reinado de Joaquim 24.16-24 O reinado de Acazias em Judá 8.14. Esboço de 2º Reis I.22-27). 2Rs 2. O Espírito Santo em Ação 1 Rs 18. No entanto.1-17. em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar.1-7 O reinado de Zacarias.1-18 O reinado de Jorão em Israel 2. os discípulos aguardaram o cumprimento da promessa.19-26 O reinado de Josias 22. Elias foi elevado ao céu. O reinado de cada um desses 26 governantes já terminou. Eliseu procurou a promessa de que receberia poder para levar adiante o ministério do seu mestre. e reis do povo de Deus aponta para a necessidade do advento de Cristo. Aqui Eliseu tenta receber o mesmo poder de Elias para levar adiante o ministério profético do seu antecessor.11).17-12.23-29 O reinado de Azarias em Judá 15.35-24. pois ele é “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap 19.1-25.16 fornece um paralelo interessante entre o AT e At 1.6-41 II.Cristo Revelado O fracasso dos profetas.39-40.6). capacitando-o a profetizar ao rei Josafá.41 O reinado de Acazias em Israel 1.12) Percebe-se uma relação com At 8.30 O reinado de Ezequias 18.9.1-8.9.

A queda de Jerusalém 25.1-7 O cativeiro de Judá pra a Babilônia 25.8-26 A libertação de Joaquim 25.27-30 Índice 27 .

1-9) e descreve o reinados dos vinte governantes de Judá (caps. da oitava geração do rei Jeoaquim (ver 1Cr 3. Foi dividido e recebeu um novo nome pelos tradutores do AT em grego (septuaginta ou LXX): “Coisas que Acontecem”. 11 e 12. a última pessoa mencionada em 1 e 2 Cr é realmente Anani. Data Embora seja difícil estabelecer a data exata para 1 e 2 Cr. Dependendo de como essas gerações são medidas (cerca de 25 anos). O livro de 1Cr tem duas divisões principais. que dá licença à volta dos judeus para Judá. Como a identidade do autor dessa obra não é explicitada em 1 nem em 2 Cr. 28 . 1 e 2Cr formavam um só livro chamado de “Acontecimentos dos Dias”. o nascimento de Anani pode ter acontecido entre 425 e 400 aC.13 . as genealogias forma a base das narrativas que se seguem. assim como nos Evangelhos de Mt e Lc. O nome atual. A primeira seção é constituída por 9 capítulos de genealogias. V aC. Esdras é o candidato mais provável para a autoria de Crônicas. Isso não apenas reforça o argumento que aponta Esdras como autor de 1Cr. até àqueles que retornaram para Jerusalém. pois abrange o mesmo período coberto pelos primeiros 10 livros do AT. o cenário específico de 1 e 2Cr é o período de tempo que vem depois do exílio. Se as genealogias de 1 Cr 1-9 fosse ignoradas. Conteúdo No texto original hebraico. Portanto.A. Nos caps. rei da Pérsia.22. Jeoaquim foi deportado pra a Babilônia em 597 aC. 13-17). Não é uma continuação da história do povo de Deus. ao redor de 971 aC. mas pode ser também uma indicação de que Crônicas e Esdras tenham sido em algum momento uma única obra. o mundo antigo estava sob o controle do poderoso Império Perda. 10-29) registra os eventos e realizações do rei Davi. O cap. mas uma duplicação e um suplemento de 1 e 2Sm e 1 e 2Rs. É datado como 538 aC e dá a impressão de que Crônicas tenha sido composto pouco tempo depois. os versículos finais de 2 cr (2Cr 36. vocabulário e conteúdo similares. o transporte da arca do Testemunho pra Jerusalém (caps. Contexto Histórico O livro de 1Cr cobre o período que vai de Adão até a morte de Davi. de Gn até 2Sm. Os dois últimos capítulos de 1Cr recorda os últimos dias de Davi. Apesar de não podermos afirmar com certeza absoluta. 21-27). No entanto. 10 serve como prólogo para resumir o reinado e a morte ro rei Saul. Durante essa época. foi dado por Jerônimo. muitos optaram por se referir a esse autor desconhecido simplesmente como “o cronista”. Os persas substituíram o rei por um governador provincial. A segunda parte de 1Cr (caps.24). Apesar de que o povo de Deus tenha recebido licença pra voltar para Jerusalém e reconstruir o templo. ou seja. a data para 1 e 2Cr pode ser situada entre 425 e 400 aC. As genealogias começa com Adão e continuam.1º Crônicas Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 425 e 400 aC Autor 1 e 2 Cr eram originalmente um só livro. 10-29).23) repetem-se como os versículos iniciais de Esdras (ver Ed 1. Soma-se a isso o fato de que 1 e 2Cr tenham estido. Crônicas. Contudo. Além disso. 1Cr está carregado de genealogias para sublinhar a necessidade de pureza racial e religiosa. No entanto. No entanto. 18-20) e os preparativos para a construção do tempo (caps. Tudo o que restou dos gloriosos reinados de Davi e Salomão foi a pequena província de Judá. As genealogias são compiladas seletivamente para realçar a linhagem de Davi e da tribo de Levi. Davi se torna rei e conquista Jerusalém. 2Cr relata o reinado de Salomão (caps.1-3). suas proezas militares (caps. é provável que a sua forma final tenha surgido lá pelo final do séc. Esdras era tanto escriba como profeta e desempenhou um papel significativo na comunidade de exilados que retornou à cidade de Jerusalém. O último evento registrado nos versículos finais de 2 Cr é o decreto de Ciro. A antiga tradição judaica do Talmude afirma que Esdras escreveu o livro. 1-9) e descreve em linhas gerais o reinado de Davi (caps. É um período de tempo extraordinário. podem ser divididos em quatro seções principais: 1Cr é composto por genealogias (caps. O restante das narrativas sobre Davi está enfocada sobre três aspectos significativos do seu reinado. atravessando todo o período do exílio. Com freqüência não se dá muita importância a esta seção. a sua situação era muito diferente da dos anos dourados de Davi e Salomão.10-36). Se 1 e 2Cr são considerados uma única obra. é razoável assumir que “ o cronista” tenha sido Esdras. 1 e 2Cr cobririam aproximadamente o mesmo período de tempo de 1 e 2Rs.

Esboço de 1º Crônicas I.1– 9.30 Índice 29 .44 A herança dos filhos de Jacó 1. E a segunda em 28.1-34 A herança do rei Saul em Benjamim 9.1-27. O reinado do rei Davi 10. As raízes do povo de Deus 1.1-20.40 A aquisição da arca por Davi 13. a qual explica que por meio do ministério do Espírito (ânimo) os planos do templo foram revelados a Davi.3-3.12.O Espírito Santo em Ação Há duas referências claras ao ES em 1Cr.35-44 II.8 Preparativos de Davi para a construção do templo 21.2 A herança da linhagem de Davi em Judá 2.1-29.24 A herança das doze tribos 4. em que o “Espírito” entrou em Amasai e o capacitou a fazer uma declaração inspirada. A primeira´está em 12.1-12.30 A confirmação de Davi como rei 10.18.27 Progressos militares de Davi 18.40 A herança do remanescente 9.1 –29.34 Últimas declarações de Davi 28.1-8.1-2.1-17.

o mundo antigo estava sob o controle do poderoso Império Perda.24). É datado como 538 aC e dá a impressão de que Crônicas tenha sido composto pouco tempo depois. O último evento registrado nos versículos finais de 2 Cr é o decreto de Ciro.1-3).20) e como o “Espírito do SENHOR” (20. 24. o nascimento de Anani pode ter acontecido entre 425 e 400 aC. 8-9). Esdras era tanto escriba como profeta e desempenhou um papel significativo na comunidade de exilados que retornou à cidade de Jerusalém. No entanto. O Espírito Santo em Ação Há três referências claras ao ES em 2Cr. muitos optaram por se referir a esse autor desconhecido simplesmente como “o cronista”. Depois da divisão do reino. Dependendo de como essas gerações são medidas (cerca de 25 anos). e discorre sobre a história do Reino do Norte. A narrativa dá bastante importância à construção do templo (caps. vocabulário e conteúdo similares.13. 2-7) bem como à riqueza e à sabedoria desse extraordinário rei (caps. Foi dividido e recebeu um novo nome pelos tradutores do AT em grego (septuaginta ou LXX): “Coisas que Acontecem”. O livro de 2Cr tem duas divisões principais. rei da Pérsia.14 .14) e Zacarias (24. no entanto. muitos vêem a presença do ES na dedicação do templo (5. só ocasionalmente. a última pessoa mencionada em 1 e 2 Cr é realmente Anani. 19) descreve em linhas gerais o governo do rei Salomão. os versículos finais de 2 cr (2Cr 36. No entanto.22. A narrativa. Jeoaquim foi deportado pra a Babilônia em 597 aC. 1 e 2Cr formavam um só livro chamado de “Acontecimentos dos Dias”. Além disso. a sua situação era muito diferente da dos anos dourados de Davi e Salomão. O nome atual. Além dessas referências. A antiga tradição judaica do Talmude afirma que Esdras escreveu o livro. Tudo o que restou dos gloriosos reinados de Davi e Salomão foi a pequena província de Judá. Apesar de não podermos afirmar com certeza absoluta. Jaaziel (20.23) repetem-se como os versículos iniciais de Esdras (ver Ed 1. 2Cr traça a historia dos reinados dos 20 governantes de Judá até ao cativeiro babilônico do Reino do Sul em 586 aC. até ao final do exílio ao redor de 538 aC. que dá licença à volta dos judeus para Judá. conforme registradas em 1Rs 11. A primeira seção é constituída pelos primeiros 9 capítulos (caps. V aC.20) para que falassem da parte de Deus.1. Esdras é o candidato mais provável para a autoria de Crônicas. O livro conclui com o decreto de Ciro libertando e permitindo a volta do povo p ara Judá (36. 30 . É identificado como o “Espírito de Deus” (15. o ES inspirou ativamente Azarias (15. Não é uma continuação da história do povo de Deus.A. a data para 1 e 2Cr pode ser situada entre 425 e 400 aC. termina abruptamente e não faz menção das fraquezas de Salomão. se concentram quase que exclusivamente no Reino do Sul. é razoável assumir que “ o cronista” tenha sido Esdras. Conteúdo No texto original hebraico. o cenário específico de 1 e 2Cr é o período de tempo que vem depois do exílio.22.2º Crônicas Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 425 e 400 aC Autor 1 e 2 Cr eram originalmente um só livro. A segunda seção do Livro é formada pelos caps. foi dado por Jerônimo. Nessas referências. Como a identidade do autor dessa obra não é explicitada em 1 nem em 2 Cr. Judá. 10 a 36.14). Crônicas.1). Durante essa época. Israel. No entanto. mas pode ser também uma indicação de que Crônicas e Esdras tenham sido em algum momento uma única obra. mas uma duplicação e um suplemento de 1 e 2Sm e 1 e 2Rs. Isso não apenas reforça o argumento que aponta Esdras como autor de 1Cr. Contexto Histórico O livro de 2Cr cobre o período que vai do começo do reinado de Salomão. da oitava geração do rei Jeoaquim (ver 1Cr 3. Soma-se a isso o fato de que 1 e 2Cr tenham estido. Apesar de que o povo de Deus tenha recebido licença pra voltar para Jerusalém e reconstruir o templo.23).14). Portanto. Data Embora seja difícil estabelecer a data exata para 1 e 2 Cr. Os persas substituíram o rei por um governador provincial. é provável que a sua forma final tenha surgido lá pelo final do séc. em 971 aC.

1-3 Jeoaquim 36. Cativeiro e retorno de Judá 36.31 A ascensão de Salomão como rei 1.11-16 III.9-10 Zedequias 36.1-7.1-20.1-9 Atalia 22.1-16.33 Manassés 33. O período de governo do rei Salomão 1.37 Jeorão 21.22.4-8 Joaquim 36.16-24.1-20 Acazias 22.1-20 Amon 33.10-23.1-9 Acaz 28.1-36.17-21 O decreto de Ciro para o retorno de Judá 36.1-9.31 II.1-12.1-17 A realização da construção do tempo 2.1-32.1-27 Ezequias 29.17-23 O cativeiro de Judá por Babilônia 36.14 Josafá 17.1-23 Jotão 27.Esboço de 2º Crônicas I.22 A riqueza de Salomão 8.27 Joacaz 36.16 Abias 13.16 O reinado de Roboão 10.27 Amazias 25.1-35.1-28 Uzias 26.1-9. Os governos dos reis de Judá 10.23 Índice 31 .15 Joás 23.1-22 Asa 14.21-25 Josias 34.

mas a oposição dos habitantes não judeus desencoraja o povo. São enviados pelo rei persa Ataxerxes. Fielmente. quando o povo se desviou das verdades da sua apalavra. ao ponto do divórcio de suas esposas pagãs. Deus fielmente levantou Ageu e Zacarias para encorajar o povo a completar a obra. Conteúdo Duas grandes mensagens emergem de Esdras: a fidelidade de Deus e a infidelidade do homem. depois de completada a obra. o novo templo é completado e dedicado em 515 aC. No momento apropriado. 7-10). A construção do templo é iniciada.16. Deus. Finalmente. com somas adicionais de dinheiro e valores para intensificar o culto no templo. Data Os eventos de Esdras cobrem um período um pouco maior do que 80 anos e caem em dois segmentos distintos. então.11).1-6) cobre um período de cerca de 23 anos e tem como tema o primeiro grupo que retorna do exílio sob Zorobabel e a reconstrução do templo. como foi dito acima. que aparece seis vezes. concedeu liderança (Zorobabel e Esdras). dos mandamentos do SENHOR” (7. Esdras também é comissionado para apontar líderes em Jerusalém para supervisionar o povo. O Espírito Santo em Ação A obra do ES em Esdras pode ser vista claramente na ação providencial de Deus em cumprir as suas promessas. Embora bem menos esplêndido que o templo anterior. Esdras assumiu o ministério de reformador espiritual.A. o que deve ter durado cerca de um ano. viveu. Sacerdote dedicado. Depois disso.Esdras Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 538 e 457 aC Autor O livro de Esdras. Um grupo de fiéis responde e partiu em 538 aC sob a liderança de Zorobabel. Deus havia prometido através de Jeremias (25. cumpriu fielmente a sua promessa e induziu o espírito do rei Ciro da Pérsia a publicar um édito para o retorno dos exilados (1. A Bíblia hebraica reconhecia Esdras e Neemias como um só livro. Aproximadamente 60 anos depois (458aC). Contudo. Esdras encontra um Israel que tinha adotado muitas das práticas dos habitantes pagãos. incluindo itens que haviam sido saqueados do templo de Salomão (1. 32 . um “escriba das palavras. deriva o seu título do personagem principal dos caps. outro grupo de exilados volta para Jerusalém liderados por Esdras (caps. o povo se deixou influenciar pelos seus inimigos e desistiu temporariamente (4.1.10). de forma que pudesse adora a Deus em seu próprio templo (6. cujo nome provavelmente signifique “ O Senhor tem ajudado”. Liderou o segundo dos três grupos que retornaram da Babilônia pra Jerusalém. provavelmente. chamando-o à confissão de pecado e ao arrependimento dos seus caminhos perversos (caps.15 . que chamam o povo para completar a obra. levanta os ministério proféticos de Ageu e Zacarias. o de Salomão.12) que o cativeiro babilônico teria duração limitada. e a obra é interrompida. 7-10.24).5-10). A fidelidade de Deus é contrastada com a infidelidade do povo. e os exilados são enviados com despojos. estabeleceu firmemente a Lei (o Pentateuco) como a base da fé (7. Depois de mais de 60 anos de cativeiro babilônico. O estímulo dos profetas trouxe resultados (5. o rei Ciro da Pérsia. O próprio Esdras era um sacerdote. Já em Jerusalém. Deus desperta o coração do regente da Babilônia. com um influente cidadão até à época de Neemias. o povo se tornou desobediente aos mandamentos de Deus. Não é possível saber com absoluta certeza se foi o próprio Esdras quem compilou o livro ou se foi um editor desconhecido. Isto é indicado pela frase “ a mão do Senhor”. O primeiro (caps. Quando o povo desanimou por causa da zombaria dos inimigos.2). desenvolve-se uma geração inteira cujas “iniqüidades se multiplicaram sobre as vossas cabeças” (9. Como homem devoto. A opinião conservadora e geralmente aceita é de que Esdras tenha compilado ou escrito este livro juntamente com 1 e 2 Crônicas e Neemias. 9-10). Apesar do seu retorno e das promessas divinas.6). ele chama Israel ao arrependimento e a uma renovada submissão à Lei.1-4). para publicar um édito que dizia que todo judeu que assim desejasse poderia retornar pra Jerusalém a fim de reconstruir o templo e a cidade.18). a fidelidade de Deus triunfa em cada situação. Deus fielmente enviou um sacerdote dedicado que habilidosamente instruiu o povo na verdade. Posteriormente.

1-5 Bislão e seus companheiros se queixam a rei Artaxerxes 4.8-13 Os inimigos desencorajam o projeto do templo 4. 7.1-44 Índice 33 .10).1 –6.. profeta e Zacarias. O retorno sob a liderança de Zorobabel 1. Profetizaram aos Judeus” (5.70 Ciro proclama o retorno de Israel 1.22).68-70 II.1-17 Dario assegura a Tatenai que o projeto é legal 6.22 A reconstrução do altar e o começo dos sacrifícios 3. como no sentido de atuar em seu favor (“o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira”. O processo de reconstrução do templo 3.19-22 III.1-20 Retorno dos exilados para Jerusalém 8..5-11 Os nomes e a numeração dos primeiros que voltaram 2.1-4 O povo se prepara para o retorno 1.21-36 IV.44 Esdras confessa as transgressões de Israel 9.1-2.6) Esboço de Esdras I.1).6-16.Foi pelo Espírito que “despertou o Senhor o espírito de Ciro” (1.36 Esdras parte da Babilônia com outro grupo de exilados 7.1) e “tinha mudado o coração do rei da Assíria” (6.1-67 Ofertas voluntárias dos que retornaram 2.1-12 Conclusão e dedicação do templo 6. A reforma de Esdras 9. A obra do ES é vista na vida pessoal de Esdras. Artaxerxes ordena a interrupção da obra 4. O retorno sob a liderança de Esdras 7. Teria sido também pelo ES que “Ageu.1-10.17-24 Tetenai tenta para a construção do templo 5.11-28 Os nomes e a numeração do segundo grupo que retornou 8.1-10 Artaxerxes escreve uma carta de apoio a Esdras 7.1-8.13-18 Celebração da Páscoa 6.1-7 Os alicerces são colocados em meio a choro e louvor 3.1-15 Os líderes de Israel concordam com a reforma 10. tanto no sentido de obrar nele (“Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a Lei do Senhor”. 7.

Os inimigos que moravam na cidade foram exposto e tratados com muita dureza. Jerônimo. os pastores e outros eram pessoas piedosas com que Deus iria se comunicar. Talvez a sua redação final tenha sido completada antes da morte de Artaxerxes I em 424 aC. cujo único interesse é resumido na sua repetida oração: “Lembra-te de mim pra bem. 13 anos depois. 8-10) é dirigida ao povo que vivia dentro dos muros. os crentes comprometidos. A oração. Se foi assim. inspirado pela pregação de Zacarias e Ageu. A nossa primeira imagem de Neemias é quando ele aparece em seu papel de copeiro na corte de Artaxerxes. 60 anos mais tarde.9)e ameaças de agressão física (4. Neemias veio pra construir os muros.Neemias Autor: Neemias Data: Cerca de 423 aC Autor O título atual do livro é derivado do seu personagem principal. que serviu duas vezes como governador da Judéia. Muitos estudiosos consideram Esdras como o autor/compilador de Esdras -Neemias bem como de 1 e 2 Crônicas. sabe-se que a obra somente pode ter sido escrita algum tempo depois da volta de Neemias da Pérsia para Jerusalém. 1-7) fala sobre a construção do muro. cujo nome aparece em 1. enquanto Neemias era o Tiago do AT. venceram a preguiça (4. deixa a Pérsia para realizar a sua primeira missão no vigésimo ano de Artaxerxes I da Pérsia.20). sem dúvida. A primeira seção do livro (caps. Neemias significa “Jeová consola”. Um copeiro tinha uma posição de grande confiança como conselheiro do rei e a responsabilidade de proteger o rei de envenenamento. a confiança nos planos de Deus e a rápida e decisiva resposta aos problemas qualificavam Neemias como um grande líder e como um grande homem de Deus. Pelo conteúdo do livro. Deus escolheu um home de coração reto e com uma visão clara dos temas em questão. equipou-o com o seu Espírito e o enviou pra fazer proezas. Simeão. Conteúdo Neemias expressa o lado prático. o leigo. Maria e José. que durante o período intertestamental o povo de Deus não voltou à idolatria. Neemias. O período histórico coberto pelos livros de Esdras e Neemias é de cerca de 110 anos. a vivência diária da nossa fé em Deus. Ana. A história começa no livro de Esdras e se completa em Neemias. trabalha junto com Esdras.11-13).1). o povo é restaurado à obediência da Palavra de Deus. Neemias usou a influência do seu cargo para apoiar a Esdras e exercer uma liderança espiritual. parece que Neemias contribuiu com parte do material contido no livro que leva o seu nome (caps. ó meu Deus!” Data Nas escrituras. enquanto Neemias. Mais importante ainda: ele deixa transparecer um espírito de sacrifício. Como governador durante esse período. as habilidades organizacionais criativas. o seu coração estava em Jerusalém. a morte de um monarca tão benigno provavelmente teria sido mencionada em Ne. ao contrário. Dessa maneira. Esdras havia conduzido o povo a uma renovação espiritual. foi de 21 anos. zombaria (2. uma pequena cidade nas longínquas fronteiras do império. o profeta. O período de reconstrução do templo sob Zorobabel. Na última seção (caps.16 .6). guiados por esse líder dinâmico. honrou Neemias ao dar o seu nome ao livro em que aparece como personagem principal. desfrutava o luxo do palácio. Aqui se revela um homem que planeja sabiamente suas ações (“considerei comigo mesmo no meu coração”) e um homem cheio de ousadia (“contendi com os nobres”) 34 . colocou-o no lugar certo no momento certo.1-7. Enquanto Neemias.1. Talvez Malaquias tenha profetizado durante aquela época. pessoas como Isabel e Zacarias. 11-13). quando veio o Messias. o jejum. A segunda seção do Livro (caps. que traduziu a Bíblia ao latim. Tiveram tanto sucesso.17). Durante o período da construção dos muros. Retorna à Pérsia no trigésimo segundo ano de reinado de Artaxerxes (13. o livro de Neemias formava uma unidade com Esdras. Neemias e Malaquias trabalharam juntos para erradicar o mal que significava o culto a muitos deuses e atacaram o pecado da associação com o povo que havia sido forçada a recolonizar aquelas regiões pelos assírios cerca de 200 anos antes. desafiando o povo a mostrar a sua fé por meio das obras. as qualidade de liderança. Era necessário para que Judá e Benjamim continuassem a existir como nação.A. que reinou de 465 até 424 aC (2. Ainda que não tenhamos muita certeza. A aliança foi renovada. conspiração (3.6) e volta novamente para Jerusalém “ao cabo de alguns dias”. a poderosa eloqüência. Para guiar esse povo. Esdras causou um despertar do fervor religioso e promoveu um ensino adequado sobre o culto no templo.

Ne 2. Aqui aparece um padrão constante: é o Espírito de Deus que age para fazer de nos o que Deus quer que sejamos.1-7.3-73 II.1-23 Rechaço contra a extorsão e usura pelo exemplo piedoso de Neemias 5. Eliú falou a verdade quando disse a Jó: “O Espírito de Deus na terra me fez” (Jó 33.9-3.27-13. lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável.18 diz: “Então.1-7. incluindo reformas posteriores e uma oração final 13.1-37 Compromisso de guardar a lei e manter o templo 9.1-10.1-2.1-12 Celebração da Festa dos Tabernáculos 8.38– 10. Sob o poder do ES. foi claramente um instrumento do ES.1 –12. certamente se tornou modelo da forma de atuar do ES e foi uma dos primeiros cumprimentos dessa memorável profecia. Verdadeiro arrependimento produz justificação 11.O Espírito Santo em Ação Desde a criação.39 III.1-9 As muralhas são completadas apesar das intrigas maldosas 6.8 Planejando o trabalho. Esdras e Neemias trabalham juntos para estabelecer o povo 8. Neemias. Esboço de Neemias I. Neemias: do exílio à reconstrução das muralhas de Jerusalém 1. seu modo de agir sobre a terra.26 Censo de Jerusalém e vilas vizinhas 11.32 Oposição e defesa 4. o ES tem sido o braço executivo de Deus na terra.” A mão de Deus.4). é o Espírito Santo.73 Autorização de Artaxerxes para reconstruir as muralhas 1.4-31 Índice 35 .3 Segundo período de governo de Neemias.13-18 Confissão de pecado pessoal e coletivo 9. cujo nome significa “Jeová conforta”. motivando e organizando os trabalhos 2.3 Restabelecimento dos cidadãos de Jerusalém 7.1 –12.26 Dedicação das muralhas e provisão para as finanças do templo 12.39 Lendo a Bíblia 8.

durante vinte anos. e Mardoqueu. em 485 aC.A. Esboço de Ester I. foram honrados pelo rei e receberam autoridade. No entanto. O livro toma seu nome de uma mulher judia. Data O livro de Ester é uma narração bem elaborada. Uma nova rainha é escolhida 1. ele soube o tempo certo de Ester desvendar sua identidade judaica (2. especialmente na vida de Ester e Mardoqueu.1-17.6-8. Ele era um judeu benjamita exilado. líder dos judeus no Império Persa. adotada por este (2. ela era prima órfã de Mardoqueu. Acreditase que este rei tenha sido Xerxes I.17 O rei Assuero mostra seu poder e celebra uma festa 1.26.1-6. A maturidade espiritual de Ester se percebe na virtude dela saber esperar pelo momento que Deus julgou adequado. Em conseqüência. Viveu em Susã.9. Mardoqueu recusou-se a prestar honras a Hamã. e governou 127 províncias. vestígios de Deus e seus caminhos transparecem em todo o livro. conduzindo-os ao amor mútuo e à lealdade (Rm 5. 8. para. sua ação produziu em Ester e Mardoqueu profunda humildade. então.10). A festa de Purim é instituída para marca a libertação dos judeus.1-18 36 . 7. se torna primeiro ministro. 7. Naquela época.21-23. 7.1-2. bela e órfã. Ester arriscou sua vida por amor do seu povo quando foi ao rei sem ter sido convidada. Ester e Mardoqueu foram as duas pessoas do povo menos indicadas pras desempenhar funções importantes na formação da nação. Independentemente das conseqüências. 4.Ester Autor: Desconhecido Data: Cerca de 465 aC Autor O nome do autor é desconhecido. Da perspectiva humana. Finalmente.27). A missão de Ester e Mardoqueu sempre foi salvar a vida que o inimigo planejava destruir (2. que tornou-se rainha do rei persa Assuero. Ester é introduzida em cena e Deus faz uso dela para salvar seu povo. pedir ao rei a salvação do povo e denunciar Hamã (5. Hamã é enforcado.1-8 A rainha Vasti e deposta 1. que relata como o povo de Deus foi preservado da ruína durante o séc. deseja a aniquilação dos judeus. V aC. que sucedeu Dario I. desde a Índia até a Etiópia. conduziram a nação à liberdade.7). tanto Ester quanto Mardoqueu temiam a Deus.1-14.10) e comprova a base espiritual do livro. não a homens. Conteúdo Ester é um estudo da sobrevivência do povo de Deus em meio à hostilidade. Mardoqueu também revela maturidade para aguardar que Deus lhe indicasse a ocasião correta e lhe orientasse.17 . certo número de judeus ainda se encontrava na Babilônia sob o governo persa. iniciando no terceiro ano do reinado de Xerxes. (Rm 8. privilégios e responsabilidades. Hamã.3-6). embora tivesse liberdade para retornar a Jerusalém (Et 1-2) há mia de cinqüenta anos. Talvez Mardoqueu ou Esdras tenha sido o autor. o homem mais importante depois do rei.9-22 Ester é escolhida para ser rainha 2. Esta espera divinamente orientada provou se crucial (6. O Espírito Santo em Ação Embora não se mencione diretamente o ES. Um aspecto peculiar no Livro de Ester é que o nome de Deus não é mencionado. Mas o livro foi escrito por um judeu que conhecia os costumes e a linguagem dos persas.5) O ES também dirigiu e fortaleceu Ester para jejuar pelo seu povo e pedir que este fizesse o mesmo. a capital persa. A história se desenrola num período de quatro anos.3-6) Como resultado. Ele manipula o rei para que execute os judeus.

18-32 O rei eleva Mardoqueu 10.1-15 Mardoqueu persuade Ester a intervir 4.14 Ester prepara um banquete 5. A vida do rei é salva 2.9-14 Hamã é forçado a honrar Mardoqueu 6.1-17 VII. Os judeus são salvos 8.1-6 Hamã e enforcado na forca preparada para Mardoqueu 7.22-23 III.18-10.1-4. Mardoqueu é exaltado 5.19-21 Ester informa o rei 2. A Festa de Purim é estabelecida 9.1-3 Índice 37 . Hamã é enforcado 7.17 Hamã planeja destruir os judeus 3.II.1-14 V.17 Ester leva seu pedido ao rei 8. É feito um plano contra os judeus 3.1 –9.7-17 Os judeus derrotam seus inimigos 9.19-23 Mardoqueu descobre uma conspiração 2.1-6 O rei emite um decreto a favor dos judeus 8.3 Os judeus celebram o primeiro Purim 9.15-17 IV.1-6.7-10 VI.1-8 Hamã planeja destruir Mardoqueu 5.1-14 Ester solicita a ajuda de Mardoqueu 4.1-10 Ester revela sua identidade e expõe Hamã 7.

(Há 30 referências a Shaddai no Livro de Jó). Bildade. O Livro de Jó tem sido chamado de “poema dramático de uma história épica”. Quando os quatro concluíram. O argumento de Eliú pode ser resumido desta maneira: Deus é maior do que qualquer ser humano.o Todo Poderoso. Vai mais longe e sugere que se Jó perdesse tudo o que possuía. Argumenta que o ser humano não consegue entender algumas coisas que Deus faz. Mesmo assim. e desafia a piedade de Jó. A maior parte do livro é composta por três diálogos entre Jó e Zofar.A. Zofar condena Jó por verbosidade. antes nos dá um relato inspirado pelo ES dos incidentes como realmente aconteceram.6). e esta é a razão pela qual ainda está sofrendo aflição. este texto é obviamente o registro de uma tradição oral muito antiga. concluindo que Jó está recebendo menos do que merece: “Pelo que sabe Deus exige de ti menos do que merece a tua iniqüidade” (11. Ele é citado em Ez 14.Jó Autor: Incerto (Moises ou Salomão) Data: Não especificada ( do séc. isso não faz com que o texto seja menos inspirado. “em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios” (2. em vez de ficar pedindo explicação. finalmente. junto com os filhos de Deus. Talvez o próprio Salomão tenha sido seu autor. expressando a sua tristeza em relação a eles por acusarem-no em lugar de trazer-lhe consolo. Deus dá licença a satanás para provar a fé que tinha Jó. isso significa que nenhuma pessoa tenha o direito ou autoridade de exigir uma explicação dele. 2) Mudar a sua atitude para uma atitude de humildade. que prefere não responder suas acusações. Outros atribuem a um dos antigos sábios. A sua ênfase está na atitude do sofredor.6). Eliú sugere que Deus irá falar se ouvirmos. Bildade. sugere que jó é um hipócrita. Essa é a essência da sua mensagem: em vez de aprender com o seu sofrimento. ou seja. Alguns eruditos atribuem o livro a Moisés. pela metade do séc. descobrimos que algumas dessas opiniões eram incompletas. Data Os procedimentos. Assumem erroneamente que o povo pode compreender os caminhos de Deus sem levar em conta o fato de que as bênçãos e a retribuição divina podem ir além da vida presente. Jó reafirma a sua inocência. então. Argumenta que aqueles que pecam são punidos. declara que Jó sofre porque pecou. chamado Eliú. amaldiçoaria a Deus. X aC.10). e a iniqüidade é sempre punida. A maior parte dos conservadores atribuem Jó ao período salomônico. Não se deve concluir que todas as objeções dos amigos de Jó representem tudo o que se pensava de Deus durante aquela época.18 . Ele era um homem rico e levava um estilo de vida siminômade. Na sua resposta aos seu amigos. o suíta e Zofar. Jó demonstra a mesma atitude dos ímpios para com Deus. cujos escrito podem se encontrados em Provérbios ou Eclesiastes. O apelo de Eliú a Jó é: 1) ter fé verdadeira em Deus. Ao mesmo tempo. e ambos desfrutam momentos de prosperidade. Lamenta o seu estado deplorável e as sua tremendas perdas. confronta-se com Jó. os costumes e o estilo de vida geral do livro de Jó são do período patriarcal (cerca de 20001800 aC). Jó era um gentil. irmão de Abraão. dizendo que a experiência prova que tanto o justo como o injusto sofrem. teme Jó a Deus debalde?” (1. privando-o de sua riqueza. Também ele faz a inferência de que se os problemas vieram. Jó. dizendo: “Porventura. então Jó deve ter pecado. Evidentemente.9). seguidos pelo desafio de Eliú a Jó. II aC. e pecaminosidade. A resposta de deus não é uma 38 . Na medida em que a revelação da natureza de Deus foi se fazendo conhecida através da história e das Escrituras. da sua família e.11. um jovem. da sua saúde. sustentando sua autoridade na tradição. Como Jó está sofrendo.14 e Tg 5. Acredita-se que era descendente de Naor. que ficam impressionados pela deplorável condição de Jó que permanecem sentados com Jó durante sete dias sem dizer uma só palavra. Depois que os três amigos terminam. Aqueles que atribuem o livro a Moisés. Deus respondeu a Jó de dentro de um remoinho. Satanás apresenta-se ao Senhor. Os caps 1-2 são um prólogo que descreve o cenário da história. acham que a história surgiu lá pelo séc. argumentando a partir da sua experiência. Apesar dos estudiosos não concordarem quanto à época em que foi compilado. obviamente pecou. V ao II aC) Autor A autoria de Jó é incerta. XV aC. é visitado por três amigos—Elifaz. Conteúdo A própria Escritura atesta que Jó foi uma pessoa real. certamente. o naamatita. Os três homens chegam basicamente à mesma conclusão: o sofrimento é conseqüência direta do pecado. Conhecia Deus pelo nome de “Shaddai” . “Se fores puro e reto. Argumentam que é possível avaliar o favor ou desfavor de Deus a alguém pela prosperidade ou adversidade material. Os quatro homens tentam responder a pergunta: “ Por que sofre Jó?” Elifaz. o temanita. uma atitude de humildade levará Deus a intervir. presunção. Ouros acham que surgiu lá pelo séc. logo despertará por ti” (8.

1-26. explicar alguns aspectos do sofrimento humano.1 Clamor de desespero de Jó 3.15). 3) o propósito de Deus também era o de levar Jó a abrir mão da sua justiça própria.6-12 Satanás destrói as propriedades e os filhos de Jó 1.14 II. Se não fosse pela influência direta do Espírito.11-13 I. se tivesse que retirar o seu Espírito-que-dá-vida deste mundo. sem o risco de destruir o próprio objetivo que esse sofrimento é destinado a cumprir. Como o Espírito de Deus dá vida e sabedoria ao homem. A resposta de Jó 42.24 IV. A intenção de Eliú é deixar claro que Deus não é caprichoso nem egoísta.1-6 VI.4). Se Deus tivesse que desviar a sua atenção para outro lugar.Discurso final de Jó aos seus amigos 27. Parte histórica final 42.1-21.1-26 Primeiro diálogo 4.1-5 Satanás desafia o caráter de Jó 1. Dessa forma.1-8 Reação da esposa de Jó 2.1-2.1-37. Deus não podia. o homem como nós o conhecemos não teria chegado a existir. O Espírito é o autor da sabedoria dando a cada um a capacidade de conhecer e tirar lições pessoais das coisas que acontecem na vida.1-31. mas é antes o resultado da operação do Espírito de Deus. certamente a história humana chegaria ao seu fim (34. Diálogo entre Jó e os seus três amigos 3. Quando relemos a fala de Deus através do remoinho. no momento em que acontece. Deus responde de um remoinho 38. O Espírito de Deus é também a fonte da própria vida (33. 2) Deus se envolve com a realidade do ser humano: Jó e o seu sofrimento são suficientes que Deus fale com ele. da sua defesa própria e sabedoria auto-suficiente. Esboço de Jó Introdução 1. em seu debate com Jó . conferindo –lhe significado e racionalidade. ele também é essencial à própria continuidade da raça humana.40 III. através de uma série de perguntas.34 V. Em 32. de forma que pudesse buscar esses valores em Deus.14.13 Jó é consagrado e rico 1. sustenta-o de forma constante pela abundante presença do seu Espírito.explicação dos sofrimentos de Jó. declara que o nível de compreensão de uma pessoa não está relacionada à sua idade ou etapa de vida.9. Deus procura tornar Jó mais humilde. Eliú desafia Jó 32. pois cuida do ser humano. O Espírito de Deus é o Espírito da vida.22 Segundo diálogo 15.1-41.8. O Espírito Santo em Ação Eliú.34 Terceiro diálogo 22. Eliú declara que a sua própria existência dá testemunho do poder criador do Espírito.7-17 Índice 39 . provavelmente.10 A visita dos amigos de Jó 2. tiramos três conclusões a respeito do sofrimento de Jó: 1) não aparece a intenção de se revelar a Jó a causa dos seus sofrimentos.1-26. o Espírito Santo no livro de Jó é o criador e mantenedor da vida. Assim foi na criação original do homem.13-22 Satanás ataca a saúde de Jó 2. mas. Assim. e assim continua sendo. faz três declarações significativas sobre o papel do ES no relacionamento do povo com Deus.1-14. conhecimento e sabedoria são bênçãos do Espírito aos homens.

9). Os texto Ugaríticos. Ou seja. eles coletaram salmos de uma variedade de autores. 52. 57. Davi e Salomão colaboraram também. instruções. Os estudiosos judeus os chamam de “salmos órfãos”.1). na época em que a Septuaginta Grega foi traduzida do hebraico.”para”.8. O Livro II (Sl 4272) é uma coleção de cânticos por. os filhos de Corá.A. os compiladores antigos reuniram a maior parte dos maravilhosos cânticos de Davi. Outros títulos precedentes aos salmos referem-se aos instrumentos usados no acompanhamento. alguns séculos antes do advento de Cristo.24). como Moisés. Em lugar de rima de sons. quatro escritos permanecem anônimos. filhos de Coré e outros Data: entre 1000 e 300 aC Autor O Livro de Salmos é uma compilação de diversas coleções antigas de cânticos e poesias próprias para o uso tanto no culto congregacional quanto para a devoção particular. os quais tendem a adicionar ou a fortalecer um pensamento (19. Asafe. Hemã.21). Os títulos gregos. Uma doxologia apropriada foi colocada pelos editores no final de cada livro. 40 . Asafe. No Livro V (Sl 107-150) registram-se vários cânticos de Davi. tenor. 51. meditações. “Hallelujah!”.5). antífonas histporicas e tributos em acrósticos sobre temas nobres. o Saltério contém mais do que cânticos para o templo e hinos de louvor. A série de cânticos chamada de Hallel Egípcio (Sl 113-118) também está no Livro V.4-7). oração). o estilo e o paralelismo de alguns salmos refletem um vocabulário e estilo cananeus muito antigos. quando contrastados com os recentes escritos do mar Morto. ou que tipo de salmo é (por exemplo: meditação. Os salmos 7. e “de”. em que a segunda linha expressa a negativa da linha precedente (20. quatro (33. orações pessoais e patrióticas. de. Moisés. 60 e 63 cobrem o período em que Davi reinou sobre Judá e Israel. Mas as coleções menores parecem haver sido reunidas em períodos específicos da história de Israel: o reinado do rei Davi (1Cr 23. Títulos informativos são encontrados no começo de muitos dos salmos. Salomão. à melodia ou música apropriada.Salmos Autor: Davi.5). Entretanto. baixo). Às vezes. considerados individualmente. Também há dísticos construtivos ou sintéticos. No livro I (Sl 1-41). Todos os títulos que descrevem a situação histórica do salmo tratam da vida de Davi. nessa coleção. Davi e Salomão. o governo de Ezequias (2Cr 29. Os cânticos finais nesse livro (Sl 146-150) são conhecidos como o “Grande Hallel”. Assim. 56. Alguns dos significados destas anotações musicais e litúrgicas são hoje desconhecidas. Cada livro é uma compilação de diversas coleções antigas de cânticos e poemas.2.30). Asafe. Outros são antíteses. a maioria dos cânticos são atribuídos a Davi. o Livro dos Salmos reflete o culto. apresentando a justificativa da primeira linha (31.19 . 59 e 142 referem-se aos eventos ocorridos durante o problemático relacionamento de Davi com Saul. o Livro dos Salmos é subdividido em cinco livros menores. mostram que as imagens. Sepher Tehillim.8). “dedicado a”. A preposição hebraica usada em muitos títulos pode ser traduzida de três maneiras: “a”. Poesia Hebraica. Em outras. Etã e Jedutum. Asafe foi o chefe dos cantores do rei Davi (1Cr 16. Conteúdo O título hebraico deste livro. o salmos 3. embora com diversas variações. “para o uso de” e “pertecente a”. significa “Livro de Louvores”. a poesia e o cântico hebraicos são marcados pelo paralelismo. Psalmoi ou Psalterion. 18. e durante a liderança de Esdras e Neemias (Ne 12. Cada cântico começa e termina com a exclamação hebraica de louvor. soprano. petições. Muitos são de fonte desconhecida. Ele inclui elegias. Por exemplo 14 é similar ao 53. Em sua forma final no cânon das Escrituras. que parte do coral deve guiar (por exemplo. denotam um poema que deve ser acompanhado por um instrumento de cordas. lamentações. Embora a maioria dos salmos no Livro IV (Sl 90-106) não tenha os seus autores citados. A maioria dos paralelismo são dísticos que expressam pensamentos sinônimos em cada linha (36. o paralelismo envolve três linhas (1. 54. Data O salmos. 34. a vida devocional e o sentimento religioso de cerca de mil anos da história de Israel.3) ou mais linhas. ou para os filhos de Corá. O Livro dos Salmos foi editado em sua forma atual. Esse processo de compilação ajuda a explicar a duplicação de alguns salmos. Em algumas coleções. podem ter sido escritos em datas que vão desde o êxodo até a restauração depois do exílio babilônico. Alguns poucos paralelismos são causais. ou rima de idéias. O Livro III (Sl 73-89) é marcado por uma grande coleção de cânticos de Asafe.

O Espírito Santo em Ação
O livro dos Salmos e os princípios de culto que eles refletem atendem à alma do homem e ao coração de Deus, pois são produto da obra do ES. Davi, o principal colaborador do livro dos Salmos, foi ungido pelo ES (1Sm 16.13). Essa unção não foi apenas pra o reinado, mas para o oficio de profeta (At 2.30); e as suas afirmações proféticas foram feitas pelo poder do ES (Lc 24.44; At 1.16). Na verdade, as letras desses cânticos foram compostas por inspiração do Espírito (2Sm 23.1,2), como também os planos de escolher maestros e corais com orquestras de acompanhamentos (1Cr 28.12,13). Portanto, os Salmos são únicos e imensamente diferente das obras de compositores seculares. Ambas podem refletir a profundidade da agonia experimenta pelo espírito humano atormentado, com toda a sua comoção, e expressar a alegria extasiante da alma libertada, mas apenas os Salmos chegam a um plano superior através da unção criativa do ES. Relatos específicos mostram que o ES opera criando vida (104.30); que acompanha fielmente os crentes (139.7); que guia e instrui (143.10); que sustém o penitente (51.11-12); e que interage com o rebelde (106.33).

Esboço de Salmos
I. Livro I 1.1-41.13
Cânticos introdutórios 1.1-2.12 Cânticos de Davi 3.1-41.12 Doxologia 41.13

II. Livro II 42.1-72.20
Cânticos dos filhos de Corá 42.1-49.20 Cânticos de Asafe 50.1-23 Cânticos de Davi 51.1-71.24 Cânticos de Salomão 72.1-17 Doxologia 72.18,19 Versículo de conclusão 72.20

III. Livro III 73.1-89.52
Cânticos de Asafe 73.1-83.18 Cânticos dos filhos de Corá 84.1-85.13 Cânticos de Davi 86.1-17 Cânticos dos filhos de Corá 87.1-88.18 Cânticos de Etã 89.1-51 Doxologia 89.52

IV. Livro IV 90.1-106.48
Cânticos de Moisés 90.1-17 Cânticos anônimos 91.1-92.15 Cânticos “O Senhor Reina” 93.1-100.5 Cânticos de Davi 101.1-8; 103.1-22 Cânticos anônimos 102.1-28; 104.1-106.47 Doxologia 106.48

V. Livro V 107.1-150.6
Cânticos de ação de graças 107.1-43 Cânticos de Davi 108.1-110.7 Hallel Egípcio 111.1-118.29 Cânticos Alfabético sobre a lei 119.1-176 Cânticos dos degraus 120.1-134.3 Cânticos anônimos 135.1-137.9 Cânticos de Davi 138.1-145.21

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Cânticos “Louvai ao Senhor” 146.1-149.9 Doxologia 150.1-6 Índice

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A.20 - Provérbios
Autor: Salomão, Agur e rei Lemuel Data: Cerca de 950 aC Autor
Salomão, rei de Israel, era filho de Davi e de Bate-Seba. Ele reinou por quarenta anos, de 970 a 930 aC, assumindo o trono quando tinha cerca de vinte anos de idade. Sem dúvida influenciado pelos Salmos escritos por seu pai, Salomão nos deixou mais livros do que qualquer outro escritor do AT, excetuando-se Moisés. Parece provável que Cantares de Salomão tenha sido escrito quando ele era um jovem romântico; Provérbios, quando estava mais maduro e no auge de seu poder; Eclesiastes, quando já estava mais idoso, mais inclinado a conclusões filosóficas— e talvez mais cínico. Se poder não se mostrava em campos de batalha, mas no domínio da mente: meditação, planejamento, negociação e organização. A reputação de Salomão para a sabedoria provém não apenas de seus resultados práticos, como no caso da disputa de um bebê (1Rs 3.16-27), mas também de declarações diretas das Escrituras. Em 1Rs 3.12 Deus diz: “Eis que te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti teu igual não houve, e depois de ti teu igual se não levantará.” Em 1Rs 4.31 ele é considerado “mais sábio do que todos os homens”, seguindo um citação de vários nomes de homens sábios para comparação. A respeito de Agur e do rei Lemuel (301; 31.1) nada se sabe, exceto que, pelos seus nomes, não são israelitas. A sabedoria é universal, não nacional.

Data
Uma vez que o Livro de Pv é uma compilação, sua composição estendeu-se por um longo período, com a obra principal datada de cerca de 950 aC. Os caps. 25-29 são identificados como transcritos pelos “homens de Ezequias”, o que situa a cópia em cerca de 720 aC, embora o material em si fosse de Salomão, talvez retirado de um documento separado encontrado no tempo de Ezequias.

Conteúdo
Sob a liderança de Salomão, Israel alcançou sua maior extensão geográfica e desfrutou da menor violência de todos o período monárquico. “Pacifico”, o significado de seu nome, descreve o reinado de Salomão. E paz, com sabedoria, trouxe prosperidade sem precedentes para a nação, o que se tornou motivo de respeito e admiração para o rainha de Sabá (1Rs 10.6-9) e pra outros governantes da época. Palavras sábias, como música ou outras formas de arte, tendiam a florescer em tal época, e então durar pelas gerações seguintes. O livro de Pv não é apenas uma coleção de provérbios, mas uma coleção de coleções. Seu pensamento ou tema unificador é: “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria” (9.10), aparecendo de outra maneira como: “O temor do SENHOR é o principio (ou parte principal) da ciência” (1.7). Dentre a diversidade de exemplos, algumas verdades se repetem: A sabedoria (a habilidade de julgar e agir conforme as orientações de Deus) é o mais valioso dos bens. A Sabedoria está disponível para qualquer um, mas o preço é alto. A Sabedoria tem sua origem em Deus, não na própria pessoa e vem por meio da atenção à instrução. A Sabedoria e a justiça andam juntas. É bom ser sábio, e é sábio ser bom. O homem mau sofre as conseqüências de seus atos maus. O ingênuo, o tolo, o preguiçoso, o ignorante, o orgulhoso, o libertino e o pecador nunca devem ser admirados. Muitos contrastes se repetem ao longo do livro. A antítese ajuda a clarear o sentido de muitas palavras-chaves. Entre várias ideias que são colocadas em contraste estão: Sabedoria em oposição a Loucura Justiça em oposição a Impiedade Bem em oposição ao Mal Vida em oposição a Morte Prosperidade em oposição a Pobreza Honra em oposição a Desonra Permanente em oposição a Transitório Verdade em oposição a Falsidade Ação em oposição a Preguiça

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o Espírito Santo no NT demonstra como a sabedoria do Livro (que vem apenas através da justiça) é colocada em prática.1-22. parte um 1.8-8. parte dois 2.1-9 Um poema acróstico sobre a esposa perfeita 31.1-36 III.10-31 Índice 44 . Provérbio do rei Lemuel 31. parte um 1. propósito e introdução 1. De fato. No caso do Livro de Pv.1-7 Título. assim.27 V.1-29. No entanto.33 VI. Foi dito a respeito do AT e do NT.1-14 As maravilhas da vida observadas sobre a terra 30. Provérbios de Salomão e palavras do sábio 10.8-19 Advertências da Sabedoria. Em nosso época. o ES.1-7. um ponto principal do livro é que a sabedoria sem Deus é impossível. Avisos de um pai e advertências da Sabedoria 1. nunca implicando uma personalidade. mais do que Pv nos ajuda a entender o Espírito.1-33 A vida de moderação temente a Deus 30.36 Avisos de um pai. Esboço de Provérbios I. sem dúvida. O caminho da Sabedoria em oposição ao caminho da Loucura 9.16 Palavras do sábio— primeira coleção 22.7 II.1-6 Tema ou lema 1. que é.15-31 A insensatez do orgulho e da ira 30.23).17-24. parte dois 8. “O Novo está encoberto no Antigo.32. nesse sentido. Provérbios de Agur 30. um tempo de ação especial do ES.22 Palavras do sábio— segunda coleção (pelos homens de Ezequias) 25.27 Provérbios de Salomão— primeira coleção 10. o Antigo está revelado no Novo”. a palavra predominante traduzida por “espírito” no livro tem quase sempre o sentido de “atitude” ou “comportamento”.Amigo em oposição a Inimigo Prudência em oposição a Precipitação Fidelidade em oposição a Adultério Paz em oposição a Violência Boa Vontade em oposição a Ira Deus em oposição ao Homem O Espírito Santo em Ação O ES não é mencionado diretamente no Livro de Pv.27 Advertências da Sabedoria. Mas a sabedoria se refere ao seu espírito (1. seu espírito tem destaque em toda parte. Introdução 1.1-29.1-18 IV. é o Espírito que nos ajuda a garimpar as riquezas de Pv.20-33 Avisos de um pai.1-31 Conselhos de uma mãe para um filho nobre 31.

a fim de poder verificar esse sentido pessoalmente e transmiti-lo aos seus discípulos. Embora não mencionado em 1Rs. 12. secular. que significa “aquele que convoca uma assembléia” recebendo muitas vezes a tradução de “Professor” ou “Pregador” em outras versões da Bíblia.21 . transitório e efêmero. representa a maldade. é usada nesse sentido quando se trata da interpretação israelita tradicional sobre a sabedoria (como em 7. ele os acha evasivos (“aflição de espírito”). O termo hebraico correspondente é qohelet. Pv e certos Sl).2. não um pessimista. a qual confere sentido à criação. numa nota de desespero? A constante investigação do Pregador por um sentido para toda a existência demonstra que ele é um otimista. Ao invés de responder estas questões com citações da Escritura.3: “Que vantagem tem o homem de todo o seu trabalho. não pode ser considerada como o yitron que o Pregador procura. é sinônimo de virtude e piedade.3) e também pode ser traduzido por “ganho”.2). traduzida do termo hebraico hebel (lit. Eclesiastes e. Mesmo a própria vida humana. nesta vida (“debaixo do sol”). em um doutrina de compensação (2.3)e a atividade de edificação estão espalhadas por todo o livro. 10.18-26). E a resposta também não é encontrada no prazer. aos prazeres (2. e sua antítese.16). à riqueza (2. arrependeu-se e voltou-se para Deus. 5.18-20.1-14) a buscar o valor que tanto procura no mundo do porvir (não “debaixo do sol”. Mesmo a relação de vida e morte é um tema subordinado no livro.1 parece ser uma referência a Salomão: “Palavra do pregador.12-18 está desprovida de valor verdadeiro. indicando assim aquilo que é mortal. ele se acha forçado (pela observação de Deus pôs ordem no universo quando este foi criado. Deus nos julgará pelo modo como fizemos isso (11. o Pregador introduz uma metodologia baseada na observação e na indução. para o autor.8).12-17) ou no materialismo (2. Ec 1. A “sabedoria” de 1. O termo hebraico traduzido pro “vantagem” é yitron (1. geralmente creditado a Salomão (cerca de 971 a 931 aC). Qual deve ser nossa atitude diante do fato de que nem as realizações nem as coisas materiais são yitron. na riqueza.8). por assim dizer). o Pregador está determinado a procurar esse sentido através da sua própria experiência e observação. O Conteúdo do livro é definido por versos quase idênticos (1.16). Ao contrário. Mas retomando à busca principal do Pregador: será que essa busca está destinada a terminar (12. lembrando que.1-11.7-10).8) como começou (1.A. perderam a sua relevância. Conteúdo O livro de Ec apresenta todos os indícios de ser um ensaio literário cuidadosamente composto que precisa ser compreendido em sua totalidade antes de poder ser entendido em parte. aos servos (2. às vezes. “fôlego”). Mesmo sem contestar a existência de Deus. em qualquer sentido humanista. quando encontrada em outra literatura sapiencial da Bíblia (Jó. que circunscrevem o livro ao antecipar e resumir as conclusões do autor. as soluções tradicionais pras as grandes questões da vida.11-12. não têm valor permanente? A resposta introduz o tema secundário do livro: devemos desfrutar tanto a vida como também as coisas que Deus nos tem concedido (3. “Vaidade” é uma palavra –chave no livro. Embora não afirme isso 45 . O tema é definido em 1. “valor”. Alusões à sabedoria de Salomão (1. o autor lida com a sabedoria enquanto o processo de puro pensamento. 9. 3. filho de Davi.9. Tentando cada um dos caminhos propostos pela humanidade para alcançar o valor procurado. semelhante à filosofia frega. que possa ser achado nesta vida (“debaixo do sol”). A sabedoria. No livro de Ec. que ele faz debaixo do sol?” Ou.Eclesiastes Autor: Salomão Data: Cerca de 931 aC Autor e Data O nome Eclesiastes deriva do termo grego ekklesia (“assembléia”) e significa “aqueles que fala a uma assembléia”. com questionamento dos valores absolutos. a loucura. rei em Jerusalém”. que possa servir como base de uma vida adequada. e o seu fracasso em descobrir algum valor absoluto.7-10). Mas no capítulo de abertura (1. no final.12-18).8). imutável. a palavra “sabedoria”. ou seja. Salomão provavelmente recobrou a consciência antes de morrer. O tom pessimista que impregna o livro talvez seja um efeito do estado espiritual de Salomão na época (ver 1Rs 11). pode a verdadeira sabedoria ser encontrada por um ser humano à parte da revelação de Deus? A busca do Pregador é por algum tipo de valor (“vantagem) fixo.1-11). Contexto O livro evidencia um período em que. não significa que a sua busca seja um fracasso.1-8. em grandes realizações (2. escrito em sua velhice. permanente. mas “acima do sol”. particularmente para o sentido da vida. fugazes e transitórios (“vaidade”).

8. As pessoas que acreditam que Deus lhes fale através do ES em sonhos e visões (Jl 2.5).18-26 IV.1-11 c) O fracasso da compensação: O sábio e o tolo encaram um fim comum 2. Os verdadeiros dons espirituais— manifestações genuínas de ações ou expressões miraculosas– acontecem em espírito de reverência pra a glória de Deus através de Cristo e para a edificação dos crentes.1-10 b) A sabedoria e as suas aplicações. At 2. 2.15-20 j) Inutilidade da futilidade de uma vida despojada.Desenvolvimento do tema 3.Estabelecimento do Problema 1. seguida de um julgamento da assembléia sobre a declaração. a ênfase do Pregador na reverência e na obediência a Deus é paralela à preocupação de Paulo com a edificação da igreja (1Co 14.2 II.Tentativas de solução para o problema 1. 3. O Espírito Santo em Ação Toda as referencias ao “espírito” em Ec são referentes à força vital que anima o ser humano ou o animal (ver 3. 7. 4.18-21).1 .6. aconselhando uma manifestação ordenada.3). na morte. 3.1-3 d) Inutilidade da inveja. 5. Isso é afirmado no epílogo: o dever de toda a humanidade é a reverência a Deus e o cumprimento dos seus mandamentos (12.4-6 e) Inutilidade de ser sozinho.13).3 b) Exposição do problema: Uma refutação das soluções humanísticas 1.17-21) agiriam bem se prestassem atenção na sábia advertência do Pregador de que nem todo sonho é voz de Deus (5.13-16 g) Inutilidade do fingimento numa religião formal.1-15 b) Inutilidade de um fim igual a criaturas desiguais.2-9 46 .7-12 f) Inutilidade de uma monarquia hereditária. Esboço de Eclesiastes: I.12-17 d) O fracasso da materialismo.26 a) A refutação da razão pura: A sabedoria humana.11-22 c) Observações sábias variadas.2832. 7.12-2.12-18 b) O fracasso do hedonismo: O prazer não tem sentido em si mesmo.7-12. sozinha.8. 6. Paulo aparenta ter isso em mente ao falar sobre os dons de línguas e profecias em 1Co 14.10-12 V. 1. Da mesma forma. Isso precisa acontecer.especificamente. 5.9. 2. 12. mesmo que durante esta vida não haja justiça verdadeira .4-11 III.3-11 a) Estabelecimento do problema: Pode-se encontrar algum valor verdadeiro nesta vida? 1.16-22 c) Inutilidade de um vida oprimida 4. é inútil. trará a juízo tudo o que existe (11. a lógica que envolve toda a sua busca compele a encontrar o único verdadeiro yitron no temor (reverência) e na obediência a Deus (11.1 d) A sabedoria na corte do rei. no fim.8-14 i) Inutilidade de deixar para trás.9. 4.A sabedoria prática e os seus usos. bem e mal. o livro antecipa alguns dos problemas enfrentados pelo apóstolo Paulo na implementação de dons espirituais em 1Co 12-14.1 b) Resumos das investigações do Pregador 1. 6.Prólogo 1.12 a) Inutilidade dos esforços humanos em mudar a ordem criada. os produtos do trabalho 5.7).8. Apesar disso.1-2 a) Identificação do Livro 1.9 a) Provérbios moralizantes sobre vida e morte.1 .1-7 h) Inutilidade de sistemas de valores materialistas. pois Deus. 7-23 .14). Com esta observação profunda o livro termina. 4. 7.1-9 l) Inutilidade do determinismo da natureza.

9.8-14 a) Resumo das conclusões do Pregador 12.12 b) Inutilidade da natureza instável do homem (novamente) 9.10 .Mais sobre a sabedoria e seus usos 10.13-18 VII.12.7 a) O primeiro resumo das conclusões 11.8 b) Resumo das conclusões do pregador através de um discípulo.VI.18 a) Inutilidade da compensação (novamente) 8.6 VIII.Epílogo: Confirmação da conclusão 12.7 .O único valor é temer a Deus e obedecê-Lo.1-7 IX.7-10 b) O segundo resumo: alegoria da velhice e morte 12.1 .9-14 Índice 47 .Um retorno ao tema. 12. 11. 8.10 .11.9.

A própria forma do livro como cântico e símbolo é adaptada especialmente ao Espírito. Na sulamita. “o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo ES”. Ef 5.” O livro de Ct.26). Sl 104.4-10). Ardil.30) de Gn 2. Dessa maneira. Ele nasceu segurando o calcanhar do seu irmão.11-13. E a procissão de um casamento real e a alegria recíproca do noivo e da noiva aparecem retratadas em 3. Claras indicações são dadas na descoberta das bênçãos da aliança: “sai-te pelas pisadas das ovelhas” (1.2-4. Salomão tece um lugar singular na história da aliança (2Sm 7. Ct emprega linguagem simbólica pra expressar verdades eternas. baseado no “sopro” divino do fôlego da vida (o ES. A sulamita ajuda e reescreve essa história. Bastante diferente de qualquer outro livro bíblico. ciúme. Como filho real de Davi. ela o detém e não o deixa partir (3.13). Foi forçado a viver fora de sua terra sob a ameaça de uma irmão irado.13). O Espírito Santo em Ação De acordo com Rm 5.14). e o templo e o palácio que construiu personificam as verdades do tabernáculo e a conquista da Terra Prometida (1Rs 6.5.10-16).Cantares Autor: Salomão Data: Entre 970 a 930 aC Autor e Data A autoria de Salomão é contestada. um manipulador congênito.8). Salomão encaixa-se perfeitamente como a benção personificada do amor da aliança. no “soprar” do vento no jardim da sulamita (4. falta de amor.13). A feliz unidade revelada em Ct é inconcebível à parte do ES. Ct contém descrições da mulher sulamita juntamente com uma exibição completa dos produtos de seu jardim.7). em sua terra. Um jogo de palavras sutil. a corrompida árvore familiar produz “frutos excelentes”.20-34).16) e. Seus dois nomes de nascimento. ver Dt 33. ver Gn 32.22 . ver Gn 30. como ilustrado por seu mancar em Maanaim (Gn 32).8). chama-na bem– aventurada ou feliz (6. Linguagem e ideais similares também são encontrados na oração que Davi fez no templo por Salomão e pelo povo durante a entronização de Salomão (1Cr 29) Características e Conteúdo O livro de Ct é a melhor de todas as canções. raiva e amor de aluguel (de mandrágora. No séc. aplicam-se diretamente a Ct (2Sm 12.12. um dos maiores rabinos. Baseado em Jesus Cristo.29. Foi “desconjuntado” com ardil no âmago de seu ser. 5. Embora Ct não forneça informações precisas sobre o contexto.A. 48 . “marcas de calcanhar”. o termo “pisadas” é.6-5.17. não há nada que se iguale ao dia em que o Cântico dos Cânticos foi entregue a Israel.1317). Akida bem Joseph. Salomão reinou em Israel de 970 a 930 aC. Jesus referiu-se duas vezes à glória e sabedoria de Salomão (Mt 6. Aqui. em semelhança ao Livro de Apocalipses.6). A função pastoril de Jacó e a sua constante luta pela bênção de Deus e do homem são citadas como a norma bíblica para o povo de Deus (Os 12.17. mas a glória do simbolismo salomônico é essencial em Cantares. um trabalho literário de arte e uma obra– prima teológica. As bênçãos da aliança que havia sido distorcidas são redimidas.18. e pode ser uma alusão a Jacó. ver Gn 30. Ela executa a dança memorial de Maanaim (6.3-4. pois ele mesmo faz uso de sonhos.1. linguagem figurada e o canto (At 2.42).2). Ele merece consideração especial como arquétipo bíblico que apresenta. 12. 4. Isso deve ser entendido como um paralelo poético do amor conjugal e como bênçãos ao povo da aliança. o patriarca cujo nome conota “um calcanhar”. ver Gn 32. 1Cr 22. é como a sua fruta favorita. visto que ele aparece em Ct com toda a sua perfeição real (1. Quando encontra a quem ama. É o seu marido que elogia sua beleza (6.7 parece vir à tona em Ct. Mandrágoras perfumadas crescem nos campos dela (7.4. as realidades básicas das relações humanas.24-25). disse: “No mundo inteiro.9).12. Retornou pra sua terra depois de 20 anos com uma instituição familiar defeituosa. literalmente. que simbolizam paz (Salomão) e amor (Jedidias).9. a romã. os melhores (7. um suposto afrodisíaco) entraram nessa fraca estrutura. II.19). o ES é o poder de ligação e união do amor. em si.29.13. ela detém o seu marido e não o deixa partir (3. Os próprios nomes das Doze Tribos mostram a necessidade de uma nova história familiar. Quando as filhas vêem. O glorioso reino de Salomão foi como uma restauração do jardim do Éden (1Rs 4. surpreendentemente. Os mesmos acontecimentos também podem ser visto como retratos do amor conjugal.4). Isso acontece em “antes que refresque o dia” (2. em cores vivas e repleto de sementes. na fragrância da respiração e do fruto da macieira (7. de um modo novo.14).

Esboço de Cantares I.8 Uma vida de união íntima num banquete no jardim 4.3 A glória triunfante da sulamita 6.4 Conhecendo Salomão 5.8 A carruagem matrimonial real do amor da aliança 3.6 Procurando amor nas pisadas do rebanho 1.9 –8. Últimas cenas com resumo de realizações 8.7 Lembrando o amor do rei de bom nome 1.8 IV.7 Alcançando ao maternidade e a paz 8.7 II.8-3.9-6. A busca por abertura 2.9 O início do novo amor de iguais 7. A busca por unidade 5.6-11 Conhecendo sulamita 4.1-4 A morena e agradável guarda de vinhas 1.11-12 Obtendo a herança 8.12-17 O espírito e a árvore 2.4 V. Cenas de abertura 1.5 Alcançando o amor autêntico 8.8-10 Obtendo uma vinha igual a de Salomão 8.6-5.1-2.9-5.9-11 A linguagem do amor 1.6.9 –8.2-7 A terceira súplica 5.8 Removendo as marcas da escravidão 1.1 A queda da sulamita 5.13-7.17 A procura determinada pelo objetivo principal 3.16.1-7 Uma visão sobre a terra de cima do monte Hermom 4.5 III.5-14 Alcançando o objetivo principal 8.5 Começando a busca 2.4-10 O nobre povo da sulamita 6.13-14 Índice 49 .3 A quarta súplica 8.11-12 A dança memorial de Maanaim 6. A busca por mutualidade 3.7.1-6 A primeira súplica 2.1-4 A segunda súplica 3.8-15 A alegria do amor no frescor do dia 2.5.

A primeira parte do livro pode ter sido escrita nos primeiros anos de Isaías. Senaqueribe. porque dezessete capítulos contém referências proféticas a Cristo. O Cap.17). Jesus caminhava com dois de seus discípulos e “explicava-lhes o que dele se achava em todas a Escrituras” (Lc 24.25. Jotão.8).690 aC Autor O primeiro versículo deste livro coloca Isaías. Lugares secretos de culto pagãos eram tolerados.7-12. estava inclinada a conquistas ao sul e ao oeste. caiu num sério declínio moral e espiritual (3. reis de Judá” (1. Príncipe da Paz.38). 50 . Deus Forte. Isaías entrou em seu ministério aproximadamente na época da fundação de Roma e dos primeiros Jogos Olímpicos dos gregos. Renovo do Senhor.16). Cristo é citado como o “Senhor. estava claro para Isaías que a aliança registrada por Moisés em Dt 30.1823. e oca capítulos posteriores.12-14). Pedra Angular. muitos dos sacerdotes e profetas tornaram-se bêbados que queriam agradar os homens (5.5 (Rm 4.21). Cristo Revelado Depois de sua ressurreição. Ele é citado diretamente nove ou dez vezes por escritores do NT: 52. Israel. 22. A Assíria. Contexto Histórico Isaias profetizou no período mais crucial da história de Judá e Israel. Redentor e Ungido”. ele deve ter sobrevivido a Ezequias por alguns anos. Pai da Eternidade. Raiz de Jessé. que o cativeiro e o julgamento eram inevitáveis para Judá. bem como o de Miquéias em Judá.27). Acaz e Ezequias. Pastor. A tradição diz que Isaías foi martirizado durante o reinado de Manassés.8-26).4 (Mt 8. as mulheres negligenciavam suas famílias na busca do prazer carnal. de julgamento e súplica para consolo e segurança.37. A Assíria conquistou Samaria em 721 aC.23 . é provável que ele tenha começado durante a ultima década do reinado de Uzias. após a sua retirada da vida pública. 53.37 é uma referência à morte de Isaías. Muitos acreditam que a forma “serrados” em Hb 11. Por Isaías mencionar a morte do rei da Assíria. que morreu em cerca de 680 aC (37. Seu nome também aparece doze vezes em 2Rs e quatro vezes em 2Cr. 53. Eleito. Embora estivesse para vir mais uma avivamento a Judá sob o rei Josias (640-609 aC). sob Uzias. Entretanto. tinha sucumbido ao culto pagão. Nenhum texto em ambos os testamentos expõe de um modo tão completo o propósito da morte vicária de Cristo na cruz. Para fazer isso. Maravilhoso Conselheiro. podia ver que o conflito era iminente. Data O profeta coloca que ele profetizou durante os reinados de “Uzias. Ambos os reinos do Norte e do Sul haviam experimentado cerca de meio século de poder e prosperidade crescentes. filho de Ezequias. Cordeiro de Deus. Líder e Comandante.11-20 havia sido tão inteiramente violada. O nome “Isaias” significa “O SENHOR é salvação”.A. Emanuel. que era um estudioso dos assuntos mundiais. Alguns aceitam que o seu chamado para o ofício profético tenha sido feito no ano que o rei Uzias morreu. Se Isaías começa profetizando em cerca de 750 aC. 53. mas diversas potências asiáticas estavam olhando para além de sua fronteiras. que foi em cerca de 740 aC (6. o seu ministério pode ter se sobreposto aos ministérios de Amós e Oséias em Israel. Argumentos diversos favorecem a autoria única: 1) palavras– chave e frases-chave estão igualmente distribuídas através de todo o livro. mas.1 (Jo 12. particularmente. ele deve ter extraído muita coisa do Livro de Is. como o seu autor. Judá. Jotão e Ezequias. O Livro de Is é citado diretamente no NT vinte e uma vezes sendo atribuído em cada caso ao profeta Isaías. O profeta. 53 é o grande capítulo do AT que profetiza a obra expiatória do Messias.15 (Rm 15.Isaías Autor: Isaias Data: Entre 700 . o rico oprimia o pobre.1). A beleza de estilo superior na poesia hebraica nos últimos capítulos de Is pode ser explicada pela mudança de assunto.1. governado por Jeroboão e outros seis reis de menor importância. Servo do SENHOR. manteve uma conformidade exterior à ortodoxia. Rei. gradualmente. Rm 10. A visão e a profecia são reivindicadas quaro vezes por Isaías.38. 2) referências à paisagem e as cores locais são uniformes. seu nome é mencionado mais doze vezes no livro. assim como o era para Israel. o filho de Amoz. As forças européia ainda não estavam preparada para grandes conquistas.

53. 53. como o Servo sofredor do Senhor. Profecia de denúncia e convite ( parte I) 1. que irá fazer cura.1-35.1-12). para seu domínio e governo como Rei no trono de Davi (11.22 O Servo do Senhor. que teve seu ministério terreno realizado no poder e unção do ES.37).24).32-33). Esboço de Isaías I.6 Mensagem de Julgamento sobre as nações 13.1-24. para protegê-los de seus inimigos (59.12 (Lc 22.7-8 (At 8.24 A garantia de consolo e paz 40. como Isaías havia profetizado.24 Resumo 34.24 Índice 51 .1-9).1-66.1-37. prometeu derramar seu Espírito sobre a Igreja.10 (1Co 15. Ef 4. pra fortalecê-la para o ministério no cumprimento da Grande Comissão. Entretanto.1-5).1-12. como o Ungido (Messias) em seus dois adventos (61.19) e para preservar Israel em relacionamento de concerto com o SENHOR (59. ver também 48.1-66.1-5.10.1-6.38 Deus cura Ezequias 38. louvor. efeito ou influência do Espírito que não citam seu nome. iluminação e justiça às nações (42.1– 33. Também existem muitos cumprimentos de detalhes no cap.17-21).10 II.13 Mensagem concernentes ao Emanuel 7. 63. sem contar as referências ao poder. 53 em adição às citações diretas.1Pe 2.30) A operação do ES na criação e na preservação da natureza (40.1-3. Profecia de consolo e paz (parte II) 40.1-8 III.8 Deus liberta Judá 36.22).3-4).16).1-27.21).1-57. O derramamento do Espírito sobre Israel para lhes dar triunfo em sua reabilitação conforme o padrão do Êxodo (44. libertação. Israel deve ser cuidadoso para não se rebelar e contristar o ES (63. Há três categorias gerais sob as quais a obra do ES pode ser descrita: A unção do Espírito sobre o Messias pra fortalece-lo.23 Mensagem de Julgamento.1-22 Deus censura Ezequias 39. promessa 25. Lc 4. O procedimento de Deus com Ezequias 36. O Espírito Santo em Ação O ES é mencionado especificamente quinze vezes. 53.13 Os infortúnios dos descrentes imorais em Israel 28.10 Mensagem de Julgamento e promessas 1.9 (1Pe 2.1-48. o Autor do consolo e da paz 49. 53.30.1-35.21 A realização do consolo e da paz 58.1-39. O Senhor Jesus.

estavam tentando sustentar sua autoridade sobre Judá. e Josias expandindo o seu território para o norte. Josias foi morto em Megido ao tentar impedir o Faraó Neco de ir contra o que restava da Assíria. Jeremias era apenas um jovem quando foi chamado para carregar uma severa mensagem de ruína ao seu povo. o último grande rei assírio. Jeremias recebeu a ordem de não se casar ou ter filhos para ilustrar a sua mensagem: o julgamento era iminente. Jeremias tinha poucos amigos além dele. outras vezes permitindo que os inimigos de Jeremias o maltratassem e o aprisionassem. Jeremias tinha um coração compassivo para com o seu povo e orou por ele mesmo quando o Senhor lhe disse que não fizesse isso. cortando-o em algumas colunas e jogando-as no fogo. Josias tinha iniciado uma reforma. Gedalias. Conteúdo O livro consiste principalmente em uma breve introdução (1. Entretanto. mas nenhum deles deu atenção à advertência. filho de Aicão e Ebede-Meleque. oráculos contra nações estrangeiras (25. mas “O SENHOR exalta” e “O Senhor lança” são possibilidades. os sacerdotes e os falsos profetas por levar o povo à perdição. O seu chamado é datado de 626 aC. foi um profeta da cidade leveita de Anatote e talvez tenha sido descendente de Abiatar. Jeremias viu a insensatez da linha de ação política desses reis e alertou-os sobre os planos de Deus para Judá. e um apêndice histórico (cap 52). Conhecendo as intenções de Deus. Ezequiel foi um contemporâneo mais jovem. o seu coração doía pelo povo. Contexto Histórico Jeremias iniciou seu ministério no reinado de Josias. Entretanto. a reforma teve um efeito pouco duradouro sobre o povo. O povo tornara-se tão corrupto sob Manassés 52 . Atacou também o povo por sua idolatria e proclamou um juízo severo a menos que o povo se arrependesse. Jeoaquim e Zedequias) e um neto (Joaquim) sucederam-no no trono. A Babilônia. Jeoaqui. que é quase idêntico a 2Rs 24-25. e o seu ministério continuou até pouco tempo depois da queda de Jerusalém. Jeoaquim foi abertamente hostil a Jeremias e destruiu um rolo enviado a ele. em 586 aC. sob Neco. Três filhos de Josias (Joacaz. Sabia que a nação seria destruída caso a aliança de Deus não fosse honrada. A Assíria estava enfraquecendo. Apesar dessa mensagem de ruína. profeizando na Babilônia de 593 aC a 571 aC. morreu em 627 aC. mas foi incapaz de permanecer calado. filhos de Hilquias. caps 46-51). Data Jeremias profetizou a Judá durante os reinados de Josias. Jeremias enfatizou a responsabilidade individual. Habacuque e Obdias forma contemporâneos seus. acontecimentos sobre Jeremias escritos em terceira pessoa. e a próxima geração seria exterminada.A. Tentou evitar essa tarefa. provavelmente por Baruque (caps 26-45).18). Ainda assim. Assurbanipal. a qual incluía a destruição dos lugares altos pagãos em Judá e Samaria. Jeremias tinha em seu coração o melhor para o povo. uma mensagem contrária à esperança do povo e que incluía um sugestão de rendição aos babilônios. O significado do seu nome é incerto.24 . e o Egito. Ao que parece. Os acontecimentos estavam mudando rapidamente o Oriente Próximo. Em 609 aC. uma coleção de oráculos contra Judá e Jerusalém.Jeremias Autor: Jeremias Data: Entre 626—586 aC Autor Jeremias.1-3). Jeconias e Zedequias. da sua severa repreensão aos líderes e do desprezo pela idolatria. As profecias do livro não estão em ordem cronológica. O profeta Sofonias precedeu ligeiramente a Jeremias e Naum. são qualificados como amigos apenas Aicão. Seu companheiro e amigo chegado era o seu escriba Baruque. Foi estigmatizado por muitos como traidor por causa da sua pregação. A vida pessoal desse profeta é mais conhecida do que a de qualquer outro profeta do AT porque ele nos deixou muitas marcas de seus pensamentos. Zedequias foi um governante fraco e vacilante. preocupações e frustrações. um rei bom que adiou temporariamente o juízo de Deus prometido por causa do governo terrível de Manassés. buscando às vezes os conselhos de Jeremias. Isso de deve em parte por causa da mensagem de ruína proclamada por ele. que Jeremias ditou ao seu escriba Baruque (1. pois abia que a salvação de Israel não esta desassociada da fé em Deus e de um relacionamento de aliança correto. condenou os governantes. expresso pela obediência. defendeu a rendição à Babilônia e escreveu aos que já estavam no exílio para que se estabelecessem e vivessem suas vidas normalmente. Mas Deus também se interessava pelos indivíduos e seu relacionamento para com ele.4-20.15-38. Como Ezequiel. sob o domínio de Nabopolasar.

Em certo momento.1-6. E ainda lhes daria uma nova aliança e escreveria a sua lei em seus corações.18 A fuga para o Egito 42. Coleção de discursos 2. Jeremias retrata um estilo de vida similar ao de Cristo e. profetas e povo 21.1-9 II.1-35.1-40. pois. Mt 10.19 Advertência a Zedequias 34.10 O exílio babilônico 25.14).1-35. Mc 8.1-29. pode ser considerado um tipo de Cristo no AT. Ele demonstrou grande compaixão pelo seu povo e chorou por ele. “ovelhas perdidas forma o meu povo” (50. Cristo Revelado Através de sua ação e atitude. Jeremias quis parar de mencionar a Deus.18). e estou fatigado de sofrer e não posso” (20.11. Julgamentos e sofrimentos de Jeremias 36. “que tendes olhos e não vedes.6 Gedalias e o seu assassinato 40.16. Derrotado e levado ao exílio. Além do trabalho normal de inspirar o profeta e revelar-lhe a mensagem de Deus. Jeremias é uma das personalidades mais parecidas com Cristo no AT.19). Sofreu muito nas mãos do povo. o povo iria refletir sobre o que lhe acontecera e por quê.1-7 Revogada a libertação de escravos 34. mas perdoou. esta casa.32 O livro de consolação 30.8-22 O exemplo dos recabitas 35.1-20.1-17. encerrado nos meus ossos. Deus traria uma remanescente de volta a Judá.9).18 Oráculos contra leis. Apêndice histórico 34. Os oráculos contra as nações estrangeiras ilustram a soberania de Deus sobre todo o mundo. Mt 21.1-32 Cerco e queda de Jerusalém 37. Esboço de Jeremias I. também é o ES quem cumpre a promessa do novo concerto que irá colocar a lei de Deus na mente de seu povo e escrevê-la no seu coração.6. “achareis descanso para a vossa alma”(6. O Espírito Santo em Ação Um símbolo do ES é o fogo. mas “isso foi no meu coração como fogo ardente. chamaríamos a isso a obra do ES em Jeremias. um caverna de salteadores aos vossos olhos?” (7.4-10.26 Primeiro oráculos 2.1-8.21. Deus assegurou a jeremias: “converterei as minhas palavras na tua boca em fogo” (5. E depois do castigo e arrependimento apropriados. O trono de Davi seria novamente estabelecido.19 III.1-45. Davi e os levitas.5 Jeoaquim e os rolos 36.que Deus resolveu dar um fim à nação.1-15. e sacerdotes fiéis serviriam ao povo.1-19 IV. que tendes ouvido e não ouvis” (5. Hoje.1-13. puniria as nações que os havia punido e cumpriria a sua antiga aliança com Israel.25 Eventos na vida de Jeremias 11.30 Sermão do templo e abusos no culto 7.1-43. Diversas passagens de Jeremias são aludidas por Jesus em seu ensino: “é. que se chama pelo meu nome. Todas as nações pertencem a ele e todas devem a ele por sua conduta.7-41.1-24. por esta razão.7 53 .21 Advertência e promessas 16. Mt 11.18 A santificação do sábado 17.13).1-33.19-27 Lições do oleiro 18. O chamado de Jeremias 1.3 Assuntos diversos 8.27 Seca e outras catástrofes 14.6).

23-27 Contra Quedar e Hazor 49.Jeremias no Egito 43.8-44. Apêndice histórico 52.1-47 Contra os amonitas 49.1-51.28-30 Libertação de Joaquim 52.30 Oráculos para Baruque 45.1-34 O reinado de Zedequias 52. Oráculos contra nações estrangeiras 46.1-6 Contra Edom 49.1-5 V.28-33 Contra Helão 49.7-22 Contra Damasco 49.31-34 Índice 54 .1-7 Contra Moabe 48.4-27 Sumário de três deportações 52.1-3 VI.34-39 Contra a Babilônia 50.64 Contra o Egito 46.1-3 Cerco e queda de Jerusalém 52.1-28 Contra os filisteus 47.

812). compaixão e fidelidade de Deus. Os poemas deste livro parecem ter sido compostos durante e após o tempo no qual tudo isso estava acontecendo.21-24.28-33) Somente após uma completa humilhação é que o povo estaria em condições de pensar sobre uma restauração. mandado novamente como profeta para falar a respeito das circunstância modificadas do povo de Deus. 2. termina com uma oração. A oração deve ser sempre feita buscando algum fio de esperança. Temas As lamentações caracterizam seis temas principais. isso era obviamente aceiro. lágrimas e oração devem andar juntos. Aqui não há indicação de que o sofrimento seja resultado de um total abandono de Deus ou de uma erradicação dos seus princípios da mente deles. Contexto Histórico O povo de Judá foi capaz de pensar que eles eram a única raça escolhida por Deus.4).1). O profeta está constantemente consciente de Deus.24 . exceto as pessoas mais pobres. Uma descarada desobediência poderia significar que os bons aspectos das bênçãos poderiam ser substituídos por um castigo. chorar diante dele e contar a ela todos dos detalhes de sua dor. Ele estava lidando com a situação espiritual deles.3). O autor não é mencionado. Ele foi devido à ira de Deus provocada por seus pecados (2. uma nova compreensão parece surgir em 3. Isso era uma prova de que uma manifestação da disciplina de Deus não significava que o seu amor 55 . Ele ajudou o povo a dar a expressão necessária para as suas aflições e também deu conforto para ele. A oração nunca deve ser derrotada pela aflição. capitão da guarda de Nabucodonosor. O povo escolhido e protegido tinha perdido tudo e estava numa situação de desesperança. mágoa e frustração. O sofrimento deles era visto como se causado por Deus e não por seres humanos. exceto o 4.42. queimou o templo e levou a todos. também. Esse forte tema é visto em cada capítulo ( como em 1.5.21.1 Is 1. mas isto tudo era condicional. fala acerca da esperança e. Aqui. Deus tinha feito um concerto de bênçãos com eles. 4. 4. O cumprimento das promessas de bênção podiam sempre pular algumas gerações de israelitas que eram desobedientes. Enquanto ele estava sitiando a cidade. nos primeiros dois capítulos e meio.16). Após detalhadas descrições de sofrimento e aflição. Os Livros de 2Rs e 2Cr descrevem o declínio moral do Reino de Judá (apesar das advertências proféticas). Mas os poemas também descreve o ministério de Jeremias.1. Mas eles logo foram levados cativos. Eles sabiam que o seu sofrimento não havia v indo sobre eles por acaso. para o exílio (2Rs 25. e é assim que chegamos ao títulos que usamos. todos relacionados com o conceito de sofrimento: O sofrimento deles era o resultado dos seus pecados. Sofrimento. Ele também os ajudou a pensar a respeito da mão de Deus sobre eles em forma de castigo e ajudou para se submetessem penitentemente ao julgamento que eles mereceram até que isso tivesse passado (3. Quanto eles romperam o muro.17). da misericórdia.Lamentações Autor: Jeremias Data: 587 aC Autor Como era o costumes. Esses poemas se tornam especialmente penetrantes quando contratam as antigas bênçãos e forças de Judá com o caos e o sofrimento que seus pecados haviam levado sobre si. e eles tinham de sentir isso de modo pessoal. No tempo em que foram escritos.14. eles sentiram que poderiam sempre experimentar boas coisas. Nubuzaradã. Tudo que tinha significado para esse povo havia sido destruído. dos seus propósitos e do relacionamento de Deus com seu povo. Nabucodonosor atacou Jerusalém (2Rs 24. Existe muitas semelhanças entre os textos de Lm e Jeremias. o povo que estava dentro da cidade estava faminto.A. Alguns também de referiam ao livro como qinot ou “lamentações”. que conduzia à derrota e ao cativeiro (ver 2.13. “como!” Essa palavra era comumente usada para significar “Ai!” compara com seu uso em 2. aos quais o povo de Judá ficou sujeito. e isso originalmente ficou conhecido como “ekah. 3. Como tal. 5. Cada capítulo. Eles foram encorajados a abrir seu coração a Deus. os judeus usavam a primeira palavra do livro como seu título. Até mesmo os babilônios reconheceram o fato (Jr 40.20). destruiu a mairo parte de Jerusalém. Quando o rei Zedequias se rebelou contra os babilônios. Zedequias e os soldados procuraram fugir (2Rs 25. mas tradições que vêm de muito antes de Cristo sustentam que Jeremias o tenha escrito. O sofrimento deles poderia conduzi-los a Deus.

O arrependimento é também uma manifestação da obra do ES entre o povo de Deus (3.1-11 A desobediência e seus resultados 4. O quinto poema: uma oração registrando o sofrimento e apelos finais de Jerusalém 5. mas isso não significava que os babilônios eram seus eleitos ou que ele era a favor de seus métodos cruéis (3. O quarto poema: devastação.1-10 Ninguém está isento do sofrimento 5.35-39 O arrependimento deles chega tarde demais 3.21.1-11 Falando ao mundo descuidado sobre seu castigo 1.1-22 A devastação do povo e de seus líderes 4. desesperança e exortação à oração 2.1-22 Como o próprio Deus destruiu Israel 2.32).7-11) Esboço de Lamentações I.1-22 Uma lembrança de seu estado lamentável 5. a submissão e a oração do povo 3.20-22 II.48-66 IV.1-24 Submissão e humildade trazem misericórdia 3. freqüentemente.11-14 Todo o orgulho e a alegria se foram 5.15-18 O apelo final desesperado 5.12-19 Uma oração por ajuda em grande aflição 1.26. O segundo poema: a destruição mandada por Deus e a reação do profeta 2.20-22 III.40-47 O profeta e o povo confiam em Deus pra vindicação no fim 3.10).11-19 A oração angustiada de Judá 2.26-32). O Espírito Santo em Ação A aflição divina sobre os pecados de Israel (2.1-22 A derrota. Deus pode ter usado a Babilônia. humilhação.1-66 A severidade do castigo conduz a pensamentos de misericórdia 3. A responsabilidade deles era de submeter pacientemente aos seus sofrimentos. Jo 16. o resultado da desobediência 4. entristecido pelo nosso comportamento (Is 63. sofrimento e pecado de Jerusalém 1. As sua aflições tinha de ser aceitas com paciência. O futuro continha um vindicação de Israel sobre seus inimigos (3.31.32).34-36).1-10 O sofrimento do profeta.havia cessado.1-6) no lembra que o ES é.40-42.19-22 Índice 56 . Quando a disciplina tivesse atingido seu propósito. o pecado e a oração de Jerusalém 1. O terceiro poema: a severidade e misericórdia de Deus. as circunstâncias mudariam (3. O primeiro poema: a miséria.22 V.12-20 Edom será castigado e Israel será ajudado 4. com a consciência de que isto iria terminar quando a vontade de Deus tivesse sido cumprida (3.

um membro da família sacerdotal dos zadoqueus.15-17). no exílio.5. desse modo. ações de parábolas ou em fala humana. O Espírito Santo em Ação Quer a revelação profética seja apresentada simbolicamente em visões. O arrependimento do remanescente fiel entre os exilados resultaria na recriação de Israel a partir dos ossos secos (37. e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos. ele colocou a ênfase no dever pessoal (18.573 aC Autor O autor. em 587 aC (24. A responsabilidade moral do indivíduo é um tema de primeira importância em sua mensagem. essa morrerá”). Exilado por ocasião do segundo cerco de Jerusalém.3).A.1) A visão subseqüente relata o renascimento espiritual do restante do ovo que estava. que se tornaram importantes durante as reformas de Josias (621 aC). situada no canal do rio Quebar. 571 aC. Ele foi treinado para o sacerdócio durante o reinado de Joaquim. Por outro lado. Seu ministério coincidiu brevemente ao de Jeremias. aparentemente escritas após a destruição de Jerusalém. provavelmente. Alguém pode quase que caracterizar o Livro de Ez como “os Atos do ES” no AT. parece não haver razão válida para se duvidar disso. Data O chamado de Ezequiel veio a ele em 593 aC.. A morte de sua esposa ocorreu ao mesmo tempo da destruição de Jerusalém. É identificado como “Ezequeil. Um aspecto final da ação do Espírito na vida do profeta é achado em 36. Cada um é responsável pelo seu pecado individual (18. o sacerdote” (1.1). A responsabilidade coletiva não mais resguarda o indivíduo.1. perto de Nipur (1. Cada um deve aceitar uma responsabilidade pessoal pela desgraça da nação. o profeta afirma autobiograficamente que o Espírito do Senhor “caiu” sobre ele e lhe “disse”. o julgamento das nações pagãs ( 25-32) e as futuras bênçãos pelo concerto de Deus com o povo (33-48). cujo nome significa “Deus fortalece”. Na doutrina do homem em Ez.Ezequiel Autor: Ezequiel Data: Entre 593 . Suas experiências espirituais também anteciparam a atividade do ES no NT. fazendo de seu ministério cerca de vinte anos de duração.17) é. Conteúdo A personalidade de Ezequiel reflete uma força mística. A proximidade de seu contato com o Espírito. 37. inspirado pelo ES. Além disso. O mesmo (11. especialmente no Evangelho de João. até então.”(v.1. há inúmeras referências ao Espírito de Deus no livro. 40.11-14). incluído a partida da presença de Deus.26 . o quinto ano do reinado de Joaquim. A última data dada por oráculo (29. O oráculo que segue é. O divino Espírito os estimularia a uma nova vida. Várias dessas referências merecem uma tenção em especial. Embora essa identificação tenho sido questionada. e cada qual leva uma porção da culpa pelo julgamento que resultou no exílio.26: “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo.” Talvez a situação melhor conhecida da atividade do Espírito esteja no cap.24) apresenta o Espírito como ativo em uma visão: “Depois. sinais. 33..21. O livro está facilmente dividido em três seções: o julgamento de Judá (4-24). A ele adequadamente pertence o título de “carismático”. foi deportado para a Babilônia (1. Em 11.” Não é somente um ato externo do Espírito o “cair sobre” alguém. ele enfatizou a graça divina no renascimento da nação. suas visões e a freqüência com a qual a palavra do Senhor vinha até ele fornecem uma conexão entre os profetas extáticos mais antigos e os profetas e escritores clássicos.4: “a alma que pecar. Dois temas teológicos agem como um equilíbrio no pensamento do profeta. provavelmente. mas também 57 . e o Senhor me levou em Espírito. Ele era. Por essa ênfase no ES na regeneração. por volta de sua iminente e completa destruição.24). filho de Buzi. Ez antecipava a doutrina do NT do ES. Foi o peso do pecado acumulado de cada indivíduo que contribui para o rompimento do concerto de Deus com Israel. o Espírito me levantou e me levou em visão à Caldéia.1) em 597 aC e estabeleceu-se em Tel– Abibe. Partes foram também. a visão do vale dos ossos secos: “Veio sobre mim a mão do Senhor. a Palavra de Deus nas palavras de Ezequiel. Ez reivindica por eles o poder e a autoridade do ES. A mensagem de Ez foi endereçada ao resto dos pervertidos de Judá exilados na Babilônia. para os do cativeiro.

12-14 Contra a Filistia 25.1-28 O encargo dos profetas 2. O início da visão e chamada de Ezequiel 1.1-32.29 Restauração do templo 40.1-46.22-24.1-31 Julgamento contra Edom 35.8-11 Contra Edom 25.1-11. Ezequiel antecipou a experiência do concerto do “novo nascimento”.21 II.1-32.25 O exílio e cativeiro de Judá 12.27 Visões de idolatria no templo 8. Profecias de restauração 33. Esboço de Ezequiel I.28 Julgamento contra Gogue 38.27 III.1-3.15-17 Contra Tiro 26.35 Índice 58 .35 Ezequiel como vigia 33.a profetizada experiência subjetiva da presença do Espírito dentro.32 IV.20-26 Contra Egito 29.1-15 Restauração de Israel 36.1-37. Profecias e visões sobre a destruição de Jerusalém 3.27 Oráculos de julgamento 3.21 Visões introdutórias 1.1-3.1-39.1-48. o qual seria dado pelo Espírito.1-7 Contra Moabe 25.24 Restauração da terra 47.22-7.1-33 Deus como Pastor 34. tal como Ezequiel inigualavelmente experimentou quando o Espírito “entrou” nele (2.32 Contra Amom 25.19 Contra Sidom 28.1-28. Oráculos da ruína contra nações estrangeiras 25.2).1-24.1-48.

Daniel sobrepujou a todos os homens sábios daquele vasto império (6. Mais tarde. Esse enfoque também vê as profecias que ainda estão por se cumprir girando em torno de dois eixos principais: 1) o destino futuro da cidade de Jerusalém.A. os homens fortes e corajosos. agora.1-31).37). Para governar um reino tão diversificado numa área de tamanha extensão.25). tornou-se conselheiro de reis estrangeiros. no ano de 605 aC. 25) e muitas das revelações dadas ao apóstolo Paulo encontram harmonia e coesão em Dn (ver Rm 11. Devido ao caráter excepcional de Daniel. estes jovens foram contemplados com funções relevantes no palácio do rei. seja feita de maneira bastante diversificada. para muitos o enfoque da dispensação tornou-se bastante aceito. Esse enfoque na interpretação encontra em Dn as chaves que ajudam a desvendar os mistérios de assuntos como o Anticristo. como também Apocalipse. Os babilônios haviam subjugado todas as províncias governadas pela Assíria e haviam consolidado o seu império numa área que abrangia grande parte do Oriente Médio. Sua profecia abrange o espaço de tempo de sua vida. Daniel serviu como estagiário na corte de Nabucodonosor. o único Deus. Os comentários de Jesus no Sermão do Monte das Oliveiras (Mt 24. Deus permanece fiel a eles no fogo do julgamento e livra-os. e quatro reis: Nabucodonosor (2. Cristo Revelado A primeira vez que se vê Cristo é na figura do “quarto” (homem) ao lado de Sadraque.14).24). Daniel se compõe de três partes principais: Introdução à pessoa de Daniel (1). os habilitados e os instruídos foram retirados de Jerusalém logo no início da guerra (2Rs 24. Daniel se apresenta como livro profético básico para a compreensão de muitas coisas da Bíblia. a segunda vinda de Cristo.Daniel Autor: Daniel Data: Final do séc. Data Embora o cerco e a deportação de cativos para a Babilônia tenha durado vários anos.1-28) e Ciro (10. inclusive do “cheiro de fogo” (3. os Tempos dos Gentios. Possivelmente fosse de uma família de classe alta de Jerusalém. enquanto adolescente. Belsazar (5. entre 605 a 582 aC.1). Os escritos de Daniel cobrem o governo de dois reinos. os tesouros do palácio de Salomão e do templo também levados. Dario (6. a grande tribulação. Por causa de sua sabedoria. Escravos instruídos ou habilitados que as circunstâncias requeriam tornaram-se a mão de obra do governo. Nesta parte final.27 . conhecimento e boa aparência. Da mesma forma. O nome Daniel significa “Deus é meu juiz” Sua inabalável consagração a Jeová e sua lealdade ao povo de Deus comprovaram fortemente essa verdade na vida de Daniel. 2Ts 2). Isaias e Ezequias (Is 39. 59 . quatro jovens hebreus forma selecionados para o programa de treinamento (1. A importância de Daniel como profeta foi confirmada por Jesus em Mt 24. Conteúdo O propósito é mostrar que o Deus de Israel. Daniel se torna um companheiro de estudo necessário do Livro de Apocalipse. A data do cativeiro de Daniel costumeiramente aceita é de 605 aC. Babilônia e Medo– Persa. judeus nacionais (9. Hananias. para a Babilônia. Inicialmente. Misael e Azarias. Embora a interpretação de Daniel.4). Muitos aspectos de profecias relacionadas com os tempos do fim dependem da compreensão deste livro.1-3). onde viveu mais de sessentas anos. Mesaque e Abede-Nego na fornalha de fogo (3.11-4. as ressurreições futuras e juízos. Os três permaneceram fiéis ao seu Deus. 2) o destino futuro do povo de Daniel. necessitava-se de uma burocracia administrativa especial. VI AC Autor Daniel foi deportado.27). mantém sob seu controle o destino de todas as nações.1-11. Contexto Histórico Juntamente com milhares de cativos de Judá levados para o exílio na Babilônia.15. os testes decisivos do caráter de Daniel e o desenvolvimento de suas habilidades de interpretação profética (2-7) e a série de visões de Daniel sobre reinos e acontecimentos futuros (8-12).7) haviam profetizado a deportação para a Babilônia dos descendentes da família real.

A primeira visão de Daniel 7.28-33 A oração e restauração de Nabucodonosor 4. O primeiro sonho de Nabucodonosor 2. As convicções religiosas de Deus 1.10-31 VI. tanto as que se aplicavam ao local quanto ao futuro. As profecias.19-25 O rei confessa o Deus verdadeiro 3.26-30 IV. se acha em 10. indicam discernimento sobrenatural dado a Daniel pelo ES. A habilidade de Daniel e dos outros hebreus de interpretarem sonhos se devia ao poder do ES. O segundo sonho de Nabucodonosor 4. Daniel na cova dos leões 6.1-7 A recusa dos três hebreus de se prostrarem perante a estátua 3.1-28 A revelação e a interpretação de Daniel 2.29-45 Daniel é honrado através de promoção 2.Outra referência a Cristo se encontra na visão da noite de Daniel (7. Ele descreve “que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do Homem”.1-37 A Interpretação da Daniel 4.1-14 A Interpretação de Daniel 7.8-18 Os três hebreus são miraculosamente protegidos 3. um bode e sobre os chifres 8.1-28 Complô contra Daniel 6.1-14 A interpretação de Gabriel 8.34-37 V. mas ele está nitidamente em ação.19-27 O cumprimento do sonho 4.1-49 O sonho esquecido 2.1-27 O sonho de Daniel sobre um carneiro.1-9 Daniel é lançado na cova dos leões 6. onde a descrição de Jesus é bastante idêntica à de João em Ap 1.1-30 Convocação para adorar a estátua de ouro 3.13).10-17 Daniel é liberado 6.1-2 A decisão de Daniel de manter-se separado 1. A segunda visão de Daniel 8.3-21 II. O Espírito Santo em Ação O Espírito Santo nunca anuncia sua presença em Daniel. referindo-se à segunda vinda de Cristo.1316. Esboço de Daniel I. A libertação da fornalha de fogo 3.1-21 O exílio de Judá 1.46-49 III.1-28 O sonho da Daniel sobre os quatro animais 7.1-9 A interpretação de Daniel da escritura 5.18-28 VII.1-31 A escrita manual na parede 5.5-6.15-28 VIII. Outra visão de Cristo. A festa blasfema de Belsazar 5.15-27 60 .1-37 O sonho de Nabucodonosor 4.

1-12.10-21 Guerra entre reis do Norte e do Sul 11.1-19 A Visão da Daniel 9.1-17 A oração de Daniel 9.20-27 X. A visão final de Daniel 10.13 A visão de Daniel de um ser glorioso 10.2-45 O tempo da tribulação 12. A profecia das setentas semana 9.1-9 A visita de um anjo 10.1-13 Índice 61 .IX.

não entender. 9. Apesar das trevas desse tempo. imoralidade generalizada. Jesus os 62 . de Judá (Uzias. pudesse conseguir benefícios positivos (“. 11. Mateus vê em 11. 11. E. Contexto Histórico e Data Oséias mostra a situação histórica de seu ministério através da nomeação dos reais do Reino do Sul. Oséias descreve as condições sociais características de seu tempo: líderes corruptos.6.Oséias Autor: Oséias Data: Cerca de 750 aC Autor Oséias cujo nome significa “salvação” ou “libertação”. A solução de Deus era deixar o profeta ser seu próprio sermão.. quando os fariseus acusam os discípulos de Jesus de violar o sábado. Mt 9. 3. Embora as pessoas continuasse uma forma de adoração. O problema era como levar a mensagem de um Deus de amor a um povo que não estava inclinado a dar ouvidos e.2).55). e os sacerdotes estavam falhando na tarefa de guiar o povo nos caminhos da justiça.1. Acaz e Ezequias). Oséias oferece esperança para inspirar seu povo a voltar-se novamente para Deus. abundância e prosperidade. Embora todas as indicações quanto ao sucesso exterior parecessem positivas a Israel.13).20. que reinou durante o período de sua profecia (1. Se tornaram abomináveis como aquilo que amaram”. ama uma mulher”.14. 1Pe 2. O Escritor de Hebreus acha em Jesus Aquele que capacita os crentes a oferecerem sacrifícios aceitáveis de louvor pelos quais nós nos tornamos recipientes do perdão misericordioso de Deus (14. Quando questionado acerca da sua permanência no lar dos pecadores e cobradores de impostos. Sua sensibilidade em relação à condição do pecado de seus compatriotas e sua sensibilidades em relação ao coração amoroso de Deus o fizeram apto pra realizar esse difícil ministério.1). Jesus provê a base pela qual aqueles que estavam fora da família de Deus agora são admitidos a um relacionamento com ele (1.. Oséias tinha de mostrar seu próprio amor a Gomer. de Israel ( Jeroboão II). quando bebê. que me dão. um paralelo com a longa estada de Israel no Egito e o êxodo (Mt 2. e traria de volta quando ela se desviasse (“Vai outra vez. e o rei do Reino do Norte. 1. Conteúdo O Livro de Oséias é a respeito de um povo que tinha necessidade de ouvir sobre o amor de Deus. uma profecia cumprida quando Jesus. foi guiado com uma meiga disciplina (“cordas de amor”. Os ensinamentos de Paulo acerca de Cristo como o Noivo e a igreja como a noiva correspondem à cerimônia de casamento e os votos pelos quais Deus entra num permanente relacionamento com Israel (2.. e iria atrás dela.1).A.9. se eles ouvissem..6. tira seu texto de Oséias.3).15). foi literalmente levado e trazido do Egito. eu o amei. O povo desse príodo regozijava-se na paz. Jesus cita Oséias para mostrar que Deus não deseja apenas palavras vazias ou rituais desumanos. em pelo menos dois de seus sermões aos fariseus. que o amor era uma busca de uma autogratificação (“Irei atrás de meus namorados.9). Cristo Revelado Os escritores do NT descrevem Oséias como o responsável por ensinar a vida e o ministério de Cristo.10). O povo pensava que o amor poderia ser comprado (“. Jotão.25-32).10).” 11. ódio entre classes e pobreza.. 8.mercou Efraim amores”. e dela teria filhos (1.5) e que amando objetos sem calor. apesar de o povo correr e da resistência dele (“Como te deixaria?”. o tipo de amor que Deus tinha por Israel. Em resumo. foi escolhido por Deus pra levar sua mensagem a seu povo através do seu casamento com uma mulher que seria infiel a ele.8). A Paulo Jesus cumpre a promessa de Oséias de que Alguém quebraria o poder da morte e da sepultura e traria a vitória da ressurreição (13.28 . um desastre vindo por baixo estava se aproximando. Deus quis que Israel conhecesse seu amor. Ef 5. Isso estabelece as datas de 755 aC a 715 aC..1).4) e que persistiu. a amaria inteiramente. Oséias se casaria com uma mulher impura (“mulher de prostituições”. Hb 13.19..15).” 2. A Pedro.2. a idolatria era mais e mais aceita. 1Co 15. um povo que buscou objetos sem valor (“Quando Israel era menino. de um Deus que queria falar com eles e da maneira singular que Deus escolher para demonstrar seu amor a seu povo. provavelmente. mas um cuidado genuíno e preocupação com mas pessoas (6. Jesus também. vida familiar instável. mas a anarquia estava preparando-se e ela traria o colapso político da nação em alguns curtos anos..

1-9 O Casamento do SENHOR com Israel 1. O Espírito Santo em Ação O Livro de Oséias ensina duas notáveis lições a respeito do ES: 1) É importante depender da presença do Espírito e 2) coisas negativas acontecem quando o Espírito está longe de uma vida.9 Índice 63 . e uma vez.7).23 A volta de Gomer para Oséias 3.10-2.4). que nos guia para caminhos verdadeiros e para a verdadeira adoração (4. 5. Esboço de Oséias I. que escraviza o coração. em contraste com o ES.1-3. Ef 5. “ o espírito da prostituição” (4.5 O casamento de Oséias e Gomer 1. e conta as conseqüências de ser preenchido com um espírito impuro.1-5 II.12. Uma vez Oséias usa a frase “o espírito de luxuria”. Oséias relaciona tal espírito com o vinho. O SENHOR e Israel 4. Esse espírito de luxuria também faz as pessoas se desvirem para falsos caminhos e falas adorações.17-21). Como Paulo em Efésios.1-14.1-14.defende com o mesmo lembrete de que o coração de Deus coloca o interesse pelas necessidades humanas acima das formalidades religiosas (Mt 12. Oséias e Gomer 1.11-13.9 Amor e restauração 11.

nós não podemos deixar de notar a mais notável seção desta curta profecia.27) trata do presente julgamento de Deus. Ela foi tão profunda e desastrosa. que também estão em Joel (comparar Am 1. Isso será um prelúdio da devastação e julgamento do Dia do Senhor.28-3.6 com Jl 1. A fome e a seca se apoderaram de toda a terra. havia se tornado um lugar de desolação e destruição. Isso colocaria o ministério de Jl por volta de 835805 aC. Será um tempo em que “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (2.28).16 e Is 13. Será um tempo em que a profecia virá de jovens e velhos. Este é um nome muito comum em Israel. Todavia. irão experimentar esse derramamento.Joel Autor: Joel Data: Entre 835—805 aC Autor O nome Joel significa. e os estudiosos variam em suas opiniões. para um tempo em que Deus irá derramar o seu Espírito “sobre toda a carne” (2. mas também todas as nações do mundo serão chamadas diante de Deus. não é nada comparada ao julgamento de Deus que está a caminho . o que tinha sido um terra bonita.32). Joel olha centenas de anos à frente. “Jeová é Deus”. Este era um tempo em que não somente Judá. até mesmo tirou a casca das árvores de figo. Contexto Histórico Joel profetizou numa época de grande devastação de toda a terra de Judá.15) É opinião de muitos conservadores que Amós e Isaias tenham tomado emprestado de Joel. a qual o sumo sacerdote Joiada restaurou durante o reinado de Joás (2Rs 11. 2Cr 23. quando tanto homens como mulheres irão profetizar. Provavelmente que ele tenha vivido em Judá e profetizado em Jerusalém. tanto homens como mulheres. Jovens e velhos. Será um tempo em que todos os crentes sentirão a habitação do ES e irão formar uma comunidade profética na terra.1-2. Data Não há como datar o livro com absoluta certeza. Em apenas algumas horas. O Espírito Santo em Ação Joel é notável em suas referências ao ES.2 com Jl 3. literalmente. é especificado como o filho de Petuel. que Joel viu uma explicação: era o julgamento de Deus. Nada é conhecido a respeito dele ou das circunstância de sua vida. Descrições contemporâneas do poder destrutivo dos enxames de locustas confirma a descrição de Jl acerca da praga. Através do ES.A. A primeira (1. o profeta.16). A salvação não será apenas a ingualável bênção sobre Judá. A segunda seção (2. Mas a passagem mais espantosa em Jl é 2. e Joel. verdejante. Há referências tanto em Amós como em Isaías. 64 . Além do mais. Foi obviamente o ES que inspirou o profeta a ver a mão do Senhor em tudo o que está acontecendo e ser capaz de saltar em direção ao terrível Dia do Senhor. A praga das locustas acerca do que Jl escreveu era maior que qualquer um jamais havia visto. destruiu até as pastagens tanto das ovelhas como do gado. de igual modo. quando Joiada era o conselheiro do rei. Uma enorme praga de locustas havia despido a zona rural de toda a vegetação.28-32. Toda a safra foi perdida. de igual modo. “depois”. horrível como ela pode ser.21) explica que essa praga. fazendo-o um dos mais antigos dos profetas menores. a adoração a Deus. e as sementes da safra para o plantio seguinte também foram destruídas. quando o Espírito de Deus for derramado “sobre toda a carne”. Portanto muitos sustentam que Joel profetizou durante os primeiros trinta anos do reinado de Joás (835-796 aC). Conteúdo O Livro de Jl está naturalmente dividido em duas seções. é suposta por Joel. Tanto o povo como os animais estavam morrendo.29 . o profeta vê um tempo futuro. Ali. um chamado ao arrependimento e a promessa de restauração.

18-21 Índice 65 .18-27 II.Esboço de Joel I.12-17 A restauração do Senhor 2.1-2.11 O arrependimento de Judá 2.27 A destruição pelas locustas 1.21 A graça do Senhor 2.1-17 A Bênção do Senhor 3.28-32 O Julgamento do Senhor 3. O dia do Senhor no futuro 2.2-2.28-3. A mão do Senhor no presente 1.

1-6.10) é uma série de cinco visões e julgamento. reconquistou Elatae ( o porto marítimo de Ácaba) e expandiu-se para o sudeste às custas dos filisteus.30 . enquanto os pobres estavam oprimidos. O tema central do livro é que o povo de Israel havia quebrado seu concerto com Deus. Cada nação estrangeira tem de ser castigada por ofensas especificas. a imoralidade havia generalizado.3-1. o castigo de Deus sobre eles por causa do pecado será severo. VIII aC foi uma época de grande prosperidade tanto para Israel como para Judá.A. e Jeroboão II de Israel (793-753 aC). todavia serão punidos porque eles quebraram seu concerto com Deus.24. Como é o caso da maioria dos profetas. os ricos estavam vivendo na luxuria. cujo nome significa “Aquele eu suporta o jugo”. Judá. Amós foi chamado para entregar a mensagem de Deus ao Reino do Norte. A tarefa de Amós era entregar a mensagem de que Deus estava descontente com a nação. Elas têm de prestar contas a Deus pelos maus tratos às outras nações e povos. a cerca de 16 km ao sul de Jerusalém. e. incluindo Judá. O Espírito Santo em Ação A obra do ES não é mencionada especificamente em Am. O povo interpretava sua prosperidade como um sinal da bênção de Deus sobre eles.Amós Autor: Amós Data: Entre 760 –750 aC Autor Amós. Como resultado. Mq 3.14) é uma série de três oráculos ou sermões direcionados contra Israel.25. 66 . porém.11-15).8). Data Amós profetizou durante os reinados de Uzias. mas a situação religiosa estava fraca o tempo todo. Am não menciona o Espírito em sua obra. Apesar do seu histórico nãoprofissional. A nação seria destruída a menos que houvesse uma mudança no coração deles— uma mudança na qual a “Corra. Ez 3. Israel havia conquistado novamente o controle das rotas internacionais do comércio— a Rodovia do Rei. depois. e o Caminho do Mar.16. mas aquelas ações atribuídas ao Espírito por outros profetas estão presentes em Amós. era um nativo da pequena cidade de Tecoa. Esse julgamento sobre as nações nos ensina que Deus é um Monarca universal. O castigo era inevitável.24). ele acusa Israel (1. Amós promete restauração para Israel (9. Contexto Histórico A metade do séc. VIII aC. Amós rejeitou treinamento como um profeta profissional. de Judá (792-740 aC). situada nas colinas de Judá. Seu ministério foi realizado entre 760 e 750 Ac e parece ter ocorrido em menos de dois anos. A seção seguinte (3. como o ribeiro impetuoso” (5. Finalmente.1-9. admitindo que ele era um pastor de ovelhas e cultivador de sicômoros. e o sistema judicial estava corrompido. ele restaurou as fronteiras de Israel desde Lebo Hamate (ao norte) até o mar da Arabá (o mar Morto. seja contra Israel ou qualquer outra nação. o juízo como as águas. sob o domínio de Uzias. Amós começa com uma série de acusações contra os sete vizinhos de Israel. O processo da inspiração do profeta e a revelação da mensagem de Deus são geralmente atribuídos por outros profetas ao Espírito (Is 48. Os outros incluem Oséias a Israel e Miqueias e Isaias a Judá. Ele é o primeiro dos assim chamados profetas escritores do séc. oráculos e visões de julgamento divino sobre Israel. através do vale de Jezreel e ao longo da planície da costa. Sua paciência já havia se esgotado. em duas das quais Deus se retira. é quase impossível fazer uma distinção entre o Senhor e seu Espírito. Israel. Uma terceira seção (7. Eles incluem a ameaça de exílio. Israel e Judá. e a justiça. A idolatria estava exuberante. Todas as nações estão sob seu controle. Israel e Judá haviam atingido novos auges políticos e militares. Sob o domínio de Jeroboão. De acordo com 2Rs 14.16). ao sul). Conteúdo O livro de Am é basicamente uma mensagem de julgamento> julgamento sobre as nações. através da transjordânia.

14 Julgamento sobre o povo escolhido de Deus 3.1-6. Visões de Julgamento 7.10 V.11-12 A terra e os povos restaurados e abençoados 9. Introdução 1.6-16 III.11-12 Amom 1.1-3 Judá 2.1– 6.1-6 Visões de rigidez 7.9-10 Edom 1.4-5 Israel 2. Oráculos contra Israel 3.6-8 Tiro 1.14 IV.1-9.13-15 Moabe 2.1-2 II. A restauração de Israel 9.3-5 Gaza 1.10 Visões de abrandamento 7. Julgamento sobre as nações 1.11-15 A tenda de Davi levantada 9.1-15 Julgamento de Deus sobre o povo insensíveis 4.13-15 Índice 67 .1-13 Julgamento sobre o impenitente povo de Deus 5.16 Damasco 1.3 –2.Esboço de Amós I.7-9.

32– 33). os edomitas juntaram-se aos babilônios contra seus parentes e ajudaram a profanar a terra de Israel. Esse dia será um tempo de retribuição. é conhecido somente como Obadias. A terra e o povo serão saqueado e espoliados.A. os babilônios invadiram a terra de Israel e fizeram repetidos ataques à Jerusalém. Ao longo do período de cerca de 20 anos (605-586 aC). O livro é dividido em duas seções principais. Deus irá derribá-lo (vs 2-4). Os descendentes de Esaú. mas o povo de Deus experimentará a abençoada e gloriosa restauração de sua terra. habitaram em Canaã e se tornaram o povo de Israel.Obadias Autor: Obadias Data: Após 586 aC Autor O profeta. A mensagem foi. Embora Deus use agentes humanos para executar sua justiça. Além disso. este é um pronunciamento de perdição (vs 15-16). O Espírito Santo em Ação Em nenhum lugar Obadias faz referência específica ao ES ou ao Espírito de Deus. instigando e punindo de acordo com o plano de Deus. conseqüentemente. o ano no qual a cidade sagrada foi derrotada pelos babilônios. e o reino pertencerá ao Senhor (v. todavia. se estabeleceram numa área chamada Edom. Por quê? Por causa da violência que Edom praticou contra seu irmão Jacó (v.31 . provavelmente. como Aquele que comunica a “visão” (v. A sua obra. A primeira (vs 1-14) é endereça a Edom e anuncia sua inevitável queda. enquanto os descendentes de Jacó continuaram em direção à Terra Prometida. atrás disso tudo. Então. está a obra do seu Espírito. Ele serve como a fonte de inspiração para Obadias. deve ser admitida. que estava se aproximando. para Judá de proclamação de liberdade (vs 17-20) Edom será julgado severamente. dada durante o período do exílio de Judá. a qual foi finalmente devastada em 586 aC. O rancor começou quando os dois irmãos gêmeos Esaú e Jacó se dividiram em disputa (ver Gn 27. Data O fundo histórico da destruição de Jerusalém coloca a data da profecia de Obadias logo após 586 aC. mas.14) A segunda seção principal da profecia reflete sobre o Dia do Senhor (vs 15-21). Com o passar dos anos numerosos conflitos se desenvolveram entre os edomitas e os israelitas.10). empurrando. Ele começa com um título que identifica a profecia como “visão de Obadias” e que atribui o pronunciamento do Senhor Jeová (v. O monte Sião governará as montanhas de Esaú. de colher o que se havia plantado. porque Edom de regozijou com o sofrimento de Israel e juntou-se com seus atacantes para roubar e violar Jerusalém no dia da sua calamidade (vs 11-13) e porque os edomitas impediram a fuga do povo de Judá e os entregou aos invasores (v. Contexto Histórico As relações entre Israel e Edom foram marcadas pela hostilidade através do período do AT. Conteúdo Obadias é o menor livro do AT.21). 68 . quando Obadias alerta Edom sobre a vingança de Deus. e assegura a Judá quanto ao contínuo cuidado do Senhor.1) que constitui a mensagem de Obadias. Essa amarga rivalidade forma o fundo histórico da profecia de Obadias. Nenhuma outra informação está disponível a respeito dele. chamando as nações para se levantarem contra o inimigo do povo de Deus. situada ao sul do mar Morto. Da sua posição de soberba e falsa segurança. Para Edom. Os edomitas viram essas incursões como uma oportunidade para extinguir sua amarga sede contra Israel. a destruição final e completa (vs 5-9). ele funciona como Aquele que instiga o julgamento de Edom. embora não especificamente identificado como tal. “Servo/adorador de Jeová”.1).

1-4 O colapso de Edom Vs. Título 1 II. O decreto do Senhor Vs 1-14 A condenação de Edom vs.Esboço de Obadias I. 16-16 O dia da restituição divina vs. 5-9 Os crimes de Edom Vs 10-14 III. 21 Índice 69 . 17-20 O dia do domínio divino vs. O Dia do Senhor Vs 15-21 O dia da retribuição divina Vs.

irritado. para levantar-se e ir 1300 km pra o oriente. O poder assírio era mais fraco durante o tempo de Jonas. Jonas era filho de Amitai e um nativo de Gate-Hefer. A história termina sem indicar como Jonas respondeu à exortação e`à lição objetiva de Deus. deste modo oferecendo aos assírios a oportunidade de molestar Israel. VIII. de algum modo.8-10). Essa falha conseqüentemente levou-os a um orgulho religioso extremo. Após determinarem que Jonas e seu Deus são responsáveis pela tempestade.32 . ele professava um temor ao Senhor como Deus do céu.25). obviamente. alguns datam o livro na segunda metade do séc. uma vez que seus habitantes mereciam um julgamento severo. embora tenha sido colocado entre os profetas no cânon. Se Jonas escreveu o Livro seria. Politicamente. como havia sido profetizado por Jonas (2Rs 14. e Jeroboão II foi capaz de reivindicar áreas da Palestina desde Hamate localizada em direção ao sul. a Nínive. datado durante o reinado de Jeroboão II. Ele foi o único profeta mandado para pregar aos gentios. Deus ama todas as pessoas e deseja compartilhar seu perdão e misericórdia com elas. sua posterior re relutante obediência e a sua ira sobre a extensão de misericórdia aos ninivitas revelam óbvias incoerência na aplicação da sua fé. Contexto Histórico Os assírios pagãos. dentro das fronteiras tribais de Zebulom.7). uma cidade dos temidos e odiados assírios. Mas sua primeira desobediência intencional. Se um narrador escreveu o livro. Conteúdo O livro de Jonas. O nome de Jonas significa “pomba” ou “pombo”. é obvio que ele era um amante leal de Israel e um patriota comprometido. Sem dúvida. até o mar Morto. mal-humorado. No Livro de Jonas. o Criador do mar e da terra. algum modo se convence do que uma viagem a Társis irá livra-lo da responsabilidade que Deus colocou sobre ele. No início do séc. inimigos de Israel de longa data. Jonas achou difícil aceitar o fato de que Deus pudesse oferecer misericórdia a Nínive da Assíria. eles não compreenderam a importância dela. A história recorda um dos mais profundo conceitos teológicos encontrados no AT. para pregar diretamente a uma cidade gentia. Sua mensagem é pra ser um chamado ao arrependimento e uma promessa de misericórdia. Esse patriotismo nacionalista e seu desdém a que a misericórdia seja oferecida para pessoas que não fazem parte do concerto induzem Jonas a decidir deixar Israel e “fugir de diante da face do Senhor”. se Deus poupar Nínive. após a destruição de Nínive em 612 aC Essa disputa é baseada em 3. cerca de 793 a 753 aC.Jonas Autor: Jonas Data: Por volta de 760 AC ou após 612 Ac Autor e Data As questões da data e autoria de Jonas estão profundamente relacionas. ele foi um forte nacionalista que estava completamente consciente da destruição que os assírios haviam feito em Israel através dos anos. Quanto ao caráter. caso eles responda positivamente. Deus pediu a Jonas. Elias foi mandado para Sarepta para morar lá durante uma temporada (1Rs 17. então aquela cidade estará livre para saquear e roubar Israel novamente. Também ele temeu que Deus pudesse mostrar misericórdia .3. que não seja Jonas. é diferente do outros livros proféticos. ele esperava que o Espírito da profecia não o seguisse. a história é a mensagem. Jonas sabe que. Como indicado em 2Rs 14. baseado nas datas pós-exílica. Religiosamente. e após 70 . Sua relutância em ir pregar estava baseada num desejo de ver seu declínio culminar numa completa perda de poder. que diz que Nínive era uma grande cidade. Profetizando durante o reinado de Jeroboão II e precedendo imediatamente Amós. eram uma força dominante entre os antigos de aproximadamente 885 a 665 aC.25. onde eles destruíram a zona rural e levaram cativos. Deus manda uma tempestade para golpear o navio e causar circunstâncias que conduzem Jonas face à face ao seu chamado missionário. Aqueles que apóiam a data pré-exílica explicam que isso pode ser meramente uma forma literária usada para contar a história ou que Nínive existia. o profeta. pois ele não tem uma profecia que não contenha uma mensagem. mas. um vilarejo situado a 5 Km em direção ao nordeste de Nazaré. A viagem a Társis logo fornece a evidência de que a presença e a influência do Senhor não está restrita à Palestina. VIII ou no início do século VII.A. Dentre aqueles que sustentam outro autor. mas somente a Jonas é que foi dada uma mensagem de arrependimento e misericórdia. ele é representado como obstinado. Jonas está descontente e. mas não era uma grande cidade. impaciente e por seu hábito de viver somente com seu clã. e Eliseu viajou a Damasco (2Rs 8. Israel havia sido encarregado de entregar aquela mensagem. pode ser encontrada a semente do farisaísmo no NT. Relatos do AT descrevem seus saques contra Israel e Judá. ele poderia sido em qualquer tempo depois do acontecimento descrito nele.

se arrependeram e mostraram isso através do jejum cerimonial. Jonas constrói um abrigo numa colina. O profeta se regozija na sua boa sorte. Ele aguarda do dia indicado para o julgamento.esgotarem todas as alternativas. com vista para a cidade do lado oriente.10 IV. vestindo-se de panos de saco e assentando-se sobre a cinza. Novamente. A renovação bem-sucedida 3. mas estar totalmente despreocupado acerca do destino dos habitantes de Nínive. Ele. mais adiante. Quando Jonas se arrependeu. Deus manda Jonas levantar e ir a Nínive para entregar a mensagem de libertação. o ES mostrou a ele o contraste entre sua preocupação com uma aboboreira e a preocupação de Deus com os habitantes da cidade.10 O Senhor manda uma tempestade 1. e ele reage com ira e confusão.4-9 Os marinheiros o jogam no mar 1. para secar o corpo morto de sede de Jonas.10 III. num lugar que fizesse sombra sobre a cabeça de Jonas. O retorno providencial 1. os marinheiros atiraram Jonas ao mar. Ele lamenta a morte da aboboreira e expressa seu descontentamento a Deus. o peixe o jogou em terra firme.1-3 “Levanta-te. após três dias e três noites. Para seu espanto. Ele prepa uma aboboreira para crescer durante a noite. Desta vez. desde a pessoa mais humilde até o rei. vai à grande cidade de Nínive” 1.10-16 O Senhor prepara uma grande peixe 1.17 Jonas ora 2.1-5 Deus ensina uma lição 4. Até mesmo os animais são obrigados a participar dessa conduta humilde. o profeta se recusou a seguir a orientação do Senhor. O coração de Jonas ainda não está mudado. Deus usa esse tempo de esperar para ensinar uma valiosa lição a Jonas. Uma reação negativa 4. mas Deus havia preparado um grande peixe para engolir Jonas e.1-3 Jonas prega 3.4-2.1-10 Uma segunda chance de levantar e ir é dada a Jonas 3. vindo do oriente. o Espírito operou um arrependimento piedoso no coração do povo e eles responderam à mensagem de julgamento. Deus prepara um bicho pra comer o caule da aboboreira e a faz secar. A retirada ordenada 1. Por que Deus teria misericórdia de pessoas que abusaram da nação de Israel? Talvez esperando que o arrependimento não tivesse sido genuíno.3 II.6-11 Índice 71 .1-9 Ele é vomitado na terra 2. Isso aconteceu sob a liderança de Jeroboão II (2 Rs 14. Deus lhe responde mostrando a incoerência de estar preocupado com uma aboboreira. Quando o Espírito conduziu Jonas para ir a Nínive profetizar contra o povo lá. intensifica a situação desconfortável de Jonas. mas continuou a intervir na vida de Jonas e a induzi-lo a faze a vontade de Deus.25). Sem dúvida.1-2 Jonas foge para Tarsis 1. Quando Jonas se recusou a aceitar esta obra divina. O Espírito de Deus não cessou sua obra. Jonas e os marinheiros acharam que esse seria o fim de Jonas. O Espírito Santo em Ação E Espírito de Deus inspirou Jonas a profetizar naquela terra e a sua posição seria recuperada por Israel. o profeta concorda relutantemente em fazer a viagem e entregar a mensagem de Deus. os ninivitas. a quem Deus amava. ou que Deus fosse escolher outra estratégia.4 A população se converte 3.1-11 Jonas desgostou-se 4. Então. ao trazer um vento calmoso. Lá.5-9 Deus demonstra piedade 3. Esboço de Jonas I.

Miquéias viveu numa cidade localizada a cerca de 32 km a sudoeste de Jerusalém e profetizou principalmente naquela região. a esperança foi estendida pra um restante a ser restaurado.3-8. O Nome de Miquéias. Contexto Histórico No período entre o início do reino dividido de Salomão (Israel ao Norte e Judá ao Sul) e a destruição do templo. uma vez. E.4).10. Miquéias era tão sincero e completamente comprometido.9. Essa mensagem está focalizada num única pergunta central para toda a profecia: “Quem. Na visão de abertura. sua força (5.33 .9) e furor (5.7).2). que não tem concorrentes no perdão dos pecados e na compaixão pelos pecadores. redimiu a Israel do Egito 96.7-8. O fator mais notável no manejo do Senhor da sua causa é quão fundo ele foi para apresentar sua contenda (6.15. Além disso.Miquéias Autor: Miquéias Data: Entre 704 e 696 Ac Autor Miquéias foi contemporâneo de Isaías.5).10). VIII aC.13). Conteúdo O Livro de Mq é uma profecia acerca do Senhor. 5. Jotão (740-731 aC). pois sua compaixão. o Senhor vem desde o templo da sua santidade.16.4).10.4). arrependendo-se de todo coração. 7. sua profecia foi lembrada e citada (Jr 26.9). 7. Judá.3). A compaixão e a fidelidade do concerto são exclusivos a Deus.9) e sua conseqüente ira (7. 7. 2. assim como Isaías. e acontecimentos ocorridos sete séculos mais tarde atestam a autenticidade da profecia de Miquéias (Mt 2. ó Deus.17-19). Ambos concentraram seu ministério no Reino do Sul. é semelhante a ti. A compaixão de Deus (7. aquele que verdadeiramente se arrepende terá o Senhor como seu advogado de defesa (7. Visto que ele morreu durante a administração de Ezequias e antes da era que coincide em parte com Manassés (696-642 aC). Miquéias foi. no começo da sua carreira. bem como a face do Senhor (3.5. Miquéias tinha de censurar a liderança da nação por destruir o rebanho que lhes foi confiado.8. 7.9). A profecia de Miquéias produziu um impacto que se estendeu muito além do seu ministério local.18). 7.18-19) é um atributo precioso a que nenhuma deidade pode se igualar. O Senhor libertaria o restante (2.10. até mesmo desejando sentar-se à mesa do réu e deixando seu povo levar qualquer queixa quanto ao modo que o Senhor Deus o tenha tratado (6. suas justiças (6. uma data entre 704 e 696 aC parece ser provável.1-6. seu louvor (2. Durante alguns anos.18). embora o rei Ezequias tenha tido uma notável vitória sobre Senaqueribe e o exercito assírio. 4.12-13. colega de Miquéias. Jo 7.3.6-7. A “excelência do nome do Senhor” (5. que ele até quis ir despojado e nu pra fazer com que sua mensagem fosse compreendida (1. 5. Sua fidelidade compassiva a Abraão e aos pais (7. Miquéias mostra como essa degeneração espiritual levará inevitavelmente o julgamento sobre toda a terra.20) é atualizada a cada nova geração. seus caminhos (4. irá também redimir Judá da babilônia (4. para ser testemunha contra o povo (1. seus pensamentos (4.4) está caracterizada. e Ezequias (716-686 aC). A esperança do povo de viver sob a completa bênção de Deus estava 72 . 4. Enquanto a Babilônia ainda não era um poder mundial que podia permanecer independente da Assíria. Mas. Sua fidelidade compassiva mantém um concerto com Abraão e seus descendentes. no séc. muitos “altos” haviam sido introduzidos em Judá através da influência de Samaria. a grande compaixão de Deus colore cada uma das sua atitudes e ações em relação ao seu povo. ó Deus. também. Entretanto.10. que perdoas a iniqüidade e que re esqueces da rebelião do restante da tua herança?” (7.1). o cativeiro babilônico (mais de um século depois) foi claramente predito como o julgamento de Deus contra a rebelião feita contra ele (1. a não se que a nação se voltasse para Deus. Judá estava presstes a cair. um profeta que morava no Reino do Norte. 4. representando-o como uma filha extraviada (1. que seja desse cativeiro ou de um povo espiritualmente restaurado ( a igreja) nos dias do Messias (2. durante os reinados dos reis do Sul.2).18) contra todas as formas de rebelião moral.A.41-43). Acaz (731-716 aC). contemporâneo de Oséias.3. 4. que. Data Miquéias profetizou. de acordo com sua própria declaração (1.13.13). incluindo Samaria (Israel) e “as nações” no objetivo das sua profecias.8). pressupõe uma semelhança com o Senhor: “Quem. Isso colocou a idolatria dos cananeus em disputa com a verdadeira adoração no templo do Senhor (1.12).2). é semelhante a ti”. Um século depois.12-13.

enquanto. Suas palavras foram pronunciadas muitos séculos antes do acontecimento. Ela autentica a profecia bíblica como “a Palavra do Senhor” (1. o verdadeiro poder.1-2.2 é uma das mais famosas profecias de todo o AT.5-8 Sobre os oficiais: chefes.3-5). messiânica (“Senhor em Israel”) e especifica seu lugar de nascimento em Belém.12-13). apesar de não incluir o nome do Messias. a força e justiça que estão por trás da mensagem de Mq vieram da sua unção pela “força do Espírito do Senhor” (3. na verdade. Deus. O Espírito Santo em Ação Um referência singular ao ES ocorre no contraste feito por Mq da autoridade que está por trás de seu ministério com aquela dos profetas falsos de seus dias. Outra característica dessa profecia é que ela não pode se referir a apenas qualquer líder que possa ter sua origem em Belém.1-12 Sobre os líderes que consomem o povo 3. A profecia de Mq 5. A profecia de Mq 5. A primeira profecia messiânica ocorre numa cena de pastor de ovelhas.9-12 III.8). Mq 5. alguém quebraria o cercado e os levaria para fora da porta.2) é um título aplicável a Cristo (Jo 1. sacerdotes e profetas 3. 2. em seu amor.ligada à vinda de Messias. ele é Aquele que “subjugará as nossas iniqüidade”. O climax da profecia (7. prevendo as glórias da sua graça a ser manifesta em Jesus. liberta os cativos espirituais e físicos.” Esta profecia confirma tanto a humanidade quanto a divindade do Messias de um modo sublime. Cristo é o único a quem ela pode se referir. exceto um restante liberto pelo Senhor 2. explicitamente. Enquanto outros homens eram feitos corajosos pelos tóxicos para fabricar contos na forma de profecias. A dramática cinda do Senhor em Julgamento 1. 4.1-4 Sobre os profetas. O livro se inicia com uma grandiosa exposição da vinda do Senhor (1. desde os dias da eternidade.18).1. Esboço de Miquéias Tema: Quem é como o Senhor? I.20). E esse alguém é seu “rei” e “Senhor”. Depois que a terra deles havia sido corrompida e destruída.6-13 73 .15 Atração de todas as nações pelo nome do Senhor 4. ele não tinha nenhuma sugestão do lugar a que recorrer. Mas a disposição de Deus para descer e interagir é estabelecida no princípio.1-5. Na expressão da misericórdia e compaixão divinas.13).13 Sobre as cidades capitais de Samaria e Jerusalém 1.18-19).2 é. O episódio completo harmoniza-se belamente com a proclamação de Jesus acerca da liberdade aos cativos (Lc 4. em direção à liberdade. porque ela iguala o Senhor com o Eterno: “Cujas origens são desde os tempos antigos. (2.1-5 Compaixão sobre o povo dependente e rejeitado 4. Ap 19.1-9 Sobre as cidades localizadas a sudoeste de Jerusalém 1.1.10-16 Sobre os crimes que trazem ocupação estrangeira 2. exceto Miquéias 3. lançando-as nas profundezas do mar para que Deus possa perdoar os pecados e trocar o pecado pela verdade. definitivamente refere-se a ele. mais o versículo final (7. sua unção (“na força do Senhor”).2). sua divindade (“na excelência do nome do Senhor”) e sua humanidade (“seu Deus”). A expressão “a Palavra” do Senhor (4. A vinda do reino universal do Senhor 4. manteve-se proclamando aquele Dia e reino futuros como o acontecimento no qual o fiel devia por sua esperança. seu domínio universal (“porque agora será ele engrandecido até aos fins da terra”) e a sua posição como líder de um reino de paz (“E este será a nossa paz”). num tempo quando Belém era pouco conhecida. Cristo Revelado As profecias sobre Cristo fazem o Livro de Miquéias luzir com esperança e encorajamento. um restante dos cativos seria reunidos como ovelhas num curral.1-11 Sobre todos.12-13 II. As profecias posteriores afirmarão o aspecto pessoal da sua chegada em tempo histórico. A condenação dos líderes feita pelo Senhor 3.7.4-5 afirma a condição de pastor de Messias (“apascentará o povo”). Então.

6 V.6 O seu cuidado redentor na sua história 6.9-7.18-20 Índice 74 . A salvação do Senhor como a esperança do povo 7.1-7.7-15 IV.10—17 Por causa da sua incomparável compaixão 7.6-8 Seu fundamento para o julgamento do ímpio 6.7-20 Apesar do julgamento temporário 7. A apresentação da contenda do Senhor 6.O lugar de nascimento e a administração do Messias 5.1-6 A restauração de um restante num lugar sem ídolos 5.1-5 Suas expectativas para uma reação apropriada 6.7-9 Apesar dos inimigos do povo 7.

sua paciência não pode ser admitida sempre. O terceiro capítulo forma a seção final do livro. apesar de numerosos aliados e fortes defesas. Os reis assírios vangloriam-se de sua brutalidade. uma cidade culpada por espalhar o sangue inocente de outras pessoas. em 612 aC. Contexto Histórico O reino dos assírios. Ele profetizou a Judá durante os reinados de Manassés. falsidade rapina e devassidão (3. uma cidade da Galiléia. Embora Deus nunca seja rápido em julgar. porque o Senhor já decretou a queda de Nínive e a ascensão de Judá (2. portanto. os líderes sucumbirão e o povo se derramará pelos montes (3. talvez quando os inimigos da Assíria estavam colocando suas forças em ordem de batalha para o ataque final. se mudou com o passar dos anos por causa das conquistas e derrotas dos seus governantes. uma cidade egípcia que sofreu queda.2-3. outros fugirão com terror (2. tão proeminente no ministério de Jesus. mas ele é justificado em sua condenação. aconteceu em 612 aC.9). Na sua condição de miséria e aflição (1. toda a força e autoconfiança se consumirão (2. descreve a ida da destruição para Nínive (2. 5-7). sublinhando a intensidade do tema com o qual Naum luta. Tropas se espalharão. A linguagem é poética. mas sem prova concreta. 75 . Conteúdo O livro de Naum focaliza-se num único interesse: a queda da cidade de Nínive. quando o profeta Naum entrou em cena. Tal vício era uma ofensa a Deus.8).4). Os tesouros preciosos serão saqueados (2. que foi destruída em 663 aC. A queda do império Assírio. inundando a cidade e varrendo todos os poderosos. O covil do leão poderoso será desolado. Nínive não pode escapar do julgamento divino (3.A. Toda a Terra está sob o seu controle.1-8). é o assunto da profecia de Naum.12). celebrando o abuso e a tortura que eles impuseram sobre os povos conquistados.8-10. cujo nome significa “confortador” ou “cheio de conforto”. Seu território. o profeta é judicial em seu estilo. e os povos que a Assíria fez outrora vítimas tão impiedosamente baatem palmas e celebram em resposta às boas-novas (3. Documentos antigos atestam a crueldade dos assírios contra outras nações. Carfanaum. porque “Eis que eu estou contra ti. Habacuque e Jeremias.10). a não ser pelo breve título que inicia sua profecia.1. A predição do juízo sobre Nínive forma uma mensagem de consolação para Judá (1.6). significa “Aldeia de Naum”.34 . que seu nome deriva do profeta. cujo clímax foi a destruição da cidade de Nínive. vigorosa e figurada. A queda de Nínive. Amom e Josias.11-13). Nínive era uma “cidade ensangüentada” (3.Naum Autor: Naum Data: Pouco antes de 612 aC Autor Naum. visto que a localização de Elcose é incerta. É mais provável que sua mensagem tenha sido entregue pouco antes da destruição de Nínive. entre e além dos rios Tigre e Eufrates. até mesmo a natureza treme diante dele (1. e o palácio se derreterá (2. quando ele aparece em poder. localiza-se ao norte da Babilônia. incorporando antigos “oráculos de julgamento”. Data Em Na 3.9). seu veredicto de julgamento era inevitável (3. é desconhecido.1). O juízo que cai sobre o grande opressor do mundo é o único motivo para o pronunciamento de Naum. Conseqüêntemente.14-15).7). O povo de Nínive será levado cativo (2. e alguns têm especulado. havia sido uma nação próspera durante séculos. A profecia de Naum deve ser datada entre esses dois acontecimento. A primeira descreve o grande poder de Deus e como aquele poder opera na forma de proteção pra o justo.19).1-3). Sua identificação como um “elcosita” não ajuda muito. ao redor da qual todo o livro gira. O julgamento de Deus parece excessivamente cruel. Tentativas de defender a cidade contra seus atacantes serão em vão. e. abrangem a profecia. o profeta narra o destino da cidade egípcia de Tebes. As portas do rio se abrirão.13-15) e remover a ameaça de uma nova angústia (1. correspondentes aos três capítulos.15) A segunda seção principal.16-18). Semelhante a NôAmom.1-7). visto que ele olha para trás para um e à frente para outro. O julgamento de Deus sobreveio. Três seções principais. diz o Senhor dos exércitos” (2. Ele era uma cidade conhecida pela mentira. Judá podia facilmente duvidar da bondade de Deus e até mesmo questionar os inimigos de seu povo (1. Seus contemporâneos foram Sofonias. mas de julgamento para o ímpio.

O ES funciona aqui como o Revelador.1-4 O cerco de Nínive 3. O ES também deve funcionar como o Grande Instigador na queda de Nínive. Os inimigos. A vitória de Deus 3.5-18 A celebração sobre Nínive 3. a obra do Espírito na produção da profecia e na direção dos acontecimentos descritos no livro deve ser admitida.1-12 A declaração do Senhor 2. dentre eles os filhos da Babilônia. Deus usa agentes humanos para executar seu julgamento.O Espírito Santo em Ação Nenhuma referência especifica acerca do ES ocorre no Livro de Naum. Título II. Todavia. Esboço de Naum I.13 IV. o Senhor convocou suas tropas e as levou para a batalha vitoriosa.1-15 O zelo de Deus 1.19 Índice 76 .1-19 Os pecados de Nínive 3. juntam suas forças contra os assírios e saqueiam a cidade.7 O julgamento de Nínive 1. O cabeçalho do livro descreve-o como “visão de Naum “ (1. Pela obra do Espírito. Aquele que abre pra Naum o drama que revela diante e comunica a mensagem do Senhor que ele está encarregado de entregar.2-6 A bondade de Deus 1.1). os medos e os citas. mas atrás disso tudo está a obra do seu Espírito. O veredicto de Deus 1. impelindo e punido de acordo com a vontade de Deus.15 A vingança de Deus 2. instigando.1-13 A destruição de Nínive 2.8-14 A alegria de Judá 1.

. em 586 aC.2). pelas forças estrangeiras se tornar uma realidade. Conteúdo O Livro de Hc dá um relato de uma jornada espiritual. O profeta não é mais controlado. Contexto Histórico Habacuque viveu durante um dos períodos mais críticos de Judá. pois sua visão foi elevada. nem ansioso por causa das circunstâncias. Pés como os das cervas. que significa “salvação”. exultarei no Deus da minha salvação. fortalecido por ele para sua difícil tarefa. Ele é a fonte da alegria e força do profeta. Me alegrarei no Senhor. desse modo. ele crê que Deus se retirou do cenário da terra: as palavras de Deus foram esquecidas. Questões temporais não mais ocupam seus pensamentos. da dúvida à confiança. A ameaça de invasão do Norte foi adicionado à desordem interna de Judá.Habacuque Autor: Habacuque Data: Cerca de 600 aC Autor O nome “Habacuque” significa “abraço” ou significando que ele foi “abraço por Deus” e.. Hc fixou sua esperança em Deus. Seu país havia caído do auge das reformas de Josias para as profundezas do tratamento violento de seus cidadãos. será liberto..19). também.. Hc é oprimido por circunstância existente ao redor dele.. E eles agem como seria esperado que agissem os homens sem o controle de Deus.17-19)! Tudo mudou. O mundo localizado ao redor de Judá estava em guerra. Ao invés de estar sendo regido por considerações mundanas. provavelmente.1-4) e o final do livro (3. que lhes traria libertação dos seus inimigos.. mas seus pensamentos estão nas coisas do alto.19).. O contexto aqui é o grande poder de Deus manifestado em favor do seu povo. aquele remanescente justo cujo Deus é o Senhor. Sai o juízo pervertido”. essa afirmação de fé confiante se torna uma demonstração do poder do evangelho para dar a segurança da salvação eterna. As raízes hebraicas dessas palavras refletem os dois nomes do nosso Senhor: Jesus. que foi predita. por isso mesmo.13 ligam a idéia de salvação com mo ungido do Senhor. Gl 4. pois ele percebe que Deus tem interesse em suas criaturas. tais como Pauo e o autor de Hebreus. tenha escrito durante o intercalo entre a queda de Nínive.. cuja confiança e dependência estão nele. Os homens estão na direção. ou “abraçando outros”. A lei se afrouxa.. Hc descobriu que ele foi feito para algo acima: “E me fará andar sobre as minhas alturas” (3.. As palavras do último parágrafo contrastam vividamente com aquelas no primeiro: “. A notação musical encontrada em 3. está este nítido credo da fé: “O justo.. Hc foi da queixa à confiança. Ele não consegue pensar em nada além da iniqüidade e da violência que ele vê entre o seu povo.. A sentença nunca sai. No centro da mudança e no centro do livro.. Se o centro do evangelho é a mudança e a transformação. através de um Rei davídico. foi dado a ele o nome de “Jesus” como a 77 ... Destruição. Violência. é a minha força. Quando a invasão. Contenda.17-19) é impressionante.18.. e Cristo “o ungido”. Embora Hc se dirija a Deus (1. com a Babilônia levantando-se em ascensão sobre a Assíria e Egito. Jeová..35 . pela sua fé. medidas opressoras contra o necessitado e a ruína do sistema legal.19. Ele também aprendeu a necessidade de levar as questões mais importantes sobre a vida para Aquele que criou e redime a vida. Para o profeta. A diferença entre o início do Livro (1. Estas palavras e frases descrevem a cena: “iniqüidade. Vexação. O profeta está imbuído de um senso de justiça. O ímpio cerca o justo.. dos vales aos montes altos. o qual não o deixará ignorar a violenta injustiça existente em volta dele. a promessa é para proteção física em tempo de grande sublevação. do homem a Deus . suas mãos não se manifestam. e eles viverão. o Livro de Hc demonstra essa renovação evangélica.. Deus não pode ser encontra em lugar algum. pode indicar que Habacuque era qualificado para liderar a adoração no templo como um membro da família levítica. Assim.3.. Para os escritores do NT. Quão diferente é a cena nos três últimos versículos do livro (3... Andar sobre as minhas alturas” (3.. Litígio. Cristo Revelado Os termos usados em Hc 3.A.. em 612 aC e a queda de Jerusalém. viverá (2. O Messias veio no tempo determinado (2. e os homens vis. contando sobre a trajetória de um homem da duvida à adoração. dessa maneira encorajando-os nos tempos de crise nacional. Nos primeiros quatro versículos. Habacuque . o Senhor.4).4).

A resposta de Deus 2. Cristo é a resposta para as necessidades humanas.21).22). incluindo a purificação do pecado. À medida que o profeta examina a destuição causada pelos exércitos invasores.. viverá” (2. As perguntas de Hc 1.12-16 A fé do profeta 3.12-17 II. ele.1-11 1) A pergunta declarada: “Por que Deus não faz alguma coisa? 1. e nasceu “na cidade de Davi. expressa uma alegria inabalável que nem mesmo um desastre de tão ampla escala pode roubar dele.1-17 Uma pergunta acerca da preocupação de Deus 1..17-19 1) Confiança apesar das circunstâncias 3.1 A resposta do Senhor 2. A oração de Hc 3.1-16 1) Um grito de misericórdia 3.1617). contudo.4 3) As conseqüências da verdade para os incrédulos 2. pela sua fé. O Apóstolo Paulo vê essa afirmação da Hc como a pedra fundamental do evangelho de Cristo (Rm 1.1-2 2) O poder da natureza 3.19 Índice 78 . O Espírito Santo em Ação Nenhuma referência especifica acerca do ES ocorre no Livro de Hc. que é Cristo. o relacionamento com Deus e a esperança para o futuro.2-3 2) A verdade central para os crentes 2. o Senhor (Lc 2. Deus lhe concede o presente de uma verdade que satisfaz suas ansiedades não-expressas. Esboço de Habacuque I. o Salvador. bem como apresenta a solução para sua situação presente: “ O justo.1-20 O profeta à espera 2. nos lembrando que “o futuro do Espírito é.4).profecia pré-natal de seu ministério (Mt 1.17-18 2) Confiança por causa de Deus 3.5-20 III.3-11 3) O poder contra as nações 3.1-5 2) A resposta dada: “Porque eis que suscito os caldeus” 1.6-11 Uma pergunta acerca dos métodos de Deus: “Por que Deus usa ímpios?” 1.11).1-19 O poder do Senhor 3.2-20 1) O alcance da resposta 2. Gozo” (Gl 5. existem sugestões da sua vida operando no profeta. Enquanto Hc espera pela resposta às suas perguntas.

construiu altares para adoração do sol. Data Sofonias dá o período de tempo geral do seu escrito como sendo “nos dias de Josias. cerca de 640 a 609 aC.1). finalmente.10-11). Sob o reinado de Manassés e do rei Amom. Sofonias foi contemporâneo ao rei Josias e seu parente distante.2-3 explica esse aspecto do ministério de Cristo: “Pensai nas coisas que são de cima e não na que são terra. Todavia à medida que o jovem Josias foi tomando conta das rédeas do governo.12). Cl 3. de Judá e todas as nações circunvizinhas da perspectiva de que o povo devia aprender que Deus estava envolvido em todos os assuntos da história. 3) uma promessa segundo a qual o restante que fez de Deus seu refúgio será salvo. mas também as práticas religiosas. Seus contemporâneos incluem Jeremias e Naum. Conteúdo Sofonias considerava o desenvolvimento político de Israel. porque já estais mortos.36 . sociais e de comportamento da Assíria impuseram sua tendências em Judá. O golpe final ao seu poder veio com uma revolta de uma Babilônia em ascensão. que o rei Manassés . De acordo com o arranjo das Escrituras hebraicas. Sofonias foi o último profeta a escrever antes do cativeiro. (Lc 15. lua . remontando sua linhagem quatro gerações até Ezequias. mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”.2.3. Ele se indentificou melhor do que qualquer outro dos profetas menores.Sofonias Autor: Sofonias Data: Cerca de 630 aC Autor O nome “Sofonias” significa “O Senhor escondeu” .” O regozijo sobre um restante salvo (3. Proteção oficial foi dada em Judá para as artes mágicas e adivinhados e encantadores. A intimidade de emoção bom como a familiaridade de lugar. estrelas. à entrada da Casa do Senhor (2Rs 23. o julgamento universal do pecado. Sf está apavorado com o fato de que. há uma possibilidade que eram amigos. pai do rei Josias. ele entende que Deus usa governos estrangeiros pra levar julgamento sobre se rebelde povo escolhido.15). que resultou.7) A figura de um alegre Redentor que aguarda receber os seus é. a ameaça assíria foi diminuindo. signos do zodíaco e todos os astros dos céu. indicam que ele havia crescido lá. o povo de Judá ainda mantinha a absurda noção de que Deus fosse incapaz de fazer bem ou mal ( 1. o Reino do Norte ( Israel) havia sido derrotado pela Assíria. 79 . A adoração da deusa– mãe da Assíria se tornou uma prática que envolvia todos os membros das famílias de Judá (Jr 7. A aliança com a Assíria não somente afetou a Judá politicamente . tributos haviam sido pagos para se evitar que a Assíria invadisse o Reino do Sul. foi um profeta de Judá.16-17) está relacionado com a Obra de Jesus. é repetida na promessa de 2.18). onde aqueles que foram encobertos pela marca de sangue nas portas foram protegidos do anjo da morte. e a terra havia sido recolonizada por estrangeiros.A. filho de Amom. Cristo Revelado O significado do nome de Sofonias “ O Senhor Encobriu” conduz ao ministério de Jesus. na destruição de Nínive.11). Os escritos de Sofonias tem três componentes: 1) o pronunciamento de um julgamento específico e. e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. onde aqueles mansos da Terra que preservaram a justiça de Deus serão encoberto no Dia da ira do Senhor. Contexto Histórico Aproximadamente 100 ano antes dessa profecia. Falando como um oráculo de Deus. descrita em Hb 12. O povo havia sido levado cativo. 2) um apelo ao arrependimento. quando Sofonias escreve a respeito de Jerusalém (1. após a catástrofe das tribos do Norte. novamente. O auge da reforma de Josias foi nos anos 620. freqüentemente. a maioria dos estudiosos estabelece a data dos ecritos entre 630 3 627 aC. rei de Judá” (1. A verdade da Páscoa no Egito. Visto que a queda de Nínive em 612 aC ainda não havia acontecido (2.13. porque Deus é justo e deseja perdoar. A religião astral se torno tão popular. um bom rei que levou o povo de volta a Deus durante o tempo do profeta Isaías. Ele disse: “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende.

(2. O dia do julgamento contra Judá 1. Esboço de Sofonias Introdução 1.16-17 O povo restaurado 3. como Sofonias fez: “Congrega-te.14 Um dia de indignação 1. porque já o príncipe deste mundo está julgado (Jo 16.2-13 O julgamento sobre toda a criação 1.5 Jerusalém não mudou 3.4-7 Aos do oriente—Moabe e Amom 2.8-11).8-13 Os juízos são afastados. Desde a sua vinda. para que o sirvam com um mesmo espírito (3.2-3 Contra os líderes religiosos 1. antes que venha sobre vós a ira do Senhor”.12-13 II. e os inimigos são exterminados 3.6-7 VI. Um chamado ao arrependimento 2.13-15 V.1-2 Um chamado pra buscar o Senhor 2.1 I.18-20 Índice 80 .4-15 Aos da borda do Mar—filisteus 2.1 O tempo do escrito 1. no meio dela 3.4-7 Contra os líderes políticos 1.9).12 Aos do Norte—Assíria 2. para que todos invoquem o nome do Senhor. O dia do Senhor 1.3 IV.1-3 Um chamado para congregar 2.. Antes que saia o decreto.14-18 Próximo e se aproxima rapidamente 1. Um remanescente fiel 3.8-11 Aos do sul—Etiópia 2.18 III.4-15 O Senhor se regozijando 3. o ES tem estado proclamando ao mundo. O dia do Julgamento contra Jerusalém 3.1-2).1-4 O Senhor é justo.8-20 Falar com pureza e honestidade 3.8-9 Contra os líderes do comércio 1. Uma obra mais prazerosa do Es é encontrada na promessa de que Deus irá restaurar nos lábio puros.15-16 A terra inteira para ser destruída 1.O Espírito Santo em Ação Jesus disse que uma das obras do ES seria convencer o mundo do julgamento. e o dia passe como a palha.1 A identificação do autor 1..1-7 Contra os líderes 3.10-11 Contra os descrentes 1. O dia do julgamento contras as nações circunvizinhas 2.

Data O ministério de Ageu cobriu um período de um pouco menos de quatro meses. eles esperam uma inversão imediata de todos os seus anos de inatividade. mas vão como dádivas graciosas de um Deus doador. para que somente a glória de Cristo permaneça. ao primeiro do NT: Zorobabel é uma pessoa listada nas genealogias de Jesus. Deus escolheu Zorababel para ser um anel de sela (2. que liga esse livro. Todo esforço deles para construir seu próprio reino nunca produzirá resultados permanentes.5-6). porque eles tinham abandonado a Casa de Deus e ido para sua própria casa (1.1-9) Ageu leva uma mensagem destinada a tratar decisivamente do desencorajamento. Cristo Revelado Duas referências a Cristo no Livro de Ag são destacadas. eles precisam perceber que são infrutíferos (1. O livro finaliza com uma menção de Zorobabel. Lc 3). durante o segundo reinado do rei Dario. o ministério de Ageu e o de Zacarias fizeram com que o povo se reanimasse e completasse a tarefa em cinco anos. todavia quando os inimigos zombaram dos esforços dos construtores . com a mensagem do Senhor. indicando que a benção final. ajuntou aos exilados que haviam retornada à sua terra natal em 536 aC. o povo. Notar o nome de Zorobabel em ambas as listas genealógicas dos Evangelhos (Mt 1. O terceiro problemas: Insatisfação (2.6-9. então. A segunda referência á vinda do Messias é 2. finalmente.23). que começa explicando que o Deus irá fazer no novo templo um dia ganhará uma atenção internacional. se eles entregarem a ele o que eles têm (1. Mas. A construção havia cessado. O templo reconstruído foi dedicado em 515 aC Conteúdo O livro de Ag trata de três problemas comuns a todos os povos em todos os tempos oferecendo soluções inspiradores.4). o fundamento para a Casa do Senhor no ano seguinte. levando ao seu grupo desanimado a segurança da presença de Deus.8). A aplicação é obvia: Não espere que o trabalho de três meses desfaça a negligência de dezesseis anos. A próxima palavra do Senhor ao povo é uma surpresa: “Mas desde este dia vos abençoarei” (2. precisa entender que Deus irá aceitar o que eles fazem a fim de que Deus seja glorificado.12-13) acerca das coisas limpas e imundas e da influência deles sobre a outra. para reconstruir o templo do Senhor. no mais importante Filho de Zorababel. as nações serão levadas ao templo para descobrir o que elas estavam procurando: Aquele que todas as nações desejaram será mostrado em esplendor no templo. Após ver seu problema. A outra chave para combater o mal é para os construtores saberem que eles estão construindo para o dia em que Deus encher essa Casa com a glória que será maior do que a Glória do templo de Salomão (2. Ageu tinha as qualidades de um bom pastor.19). isto é. O Segundo problema: Desencorajamento (2. uma vez que o próprio resplendente Príncipe da Paz estará lá.7-9). perto do final do AT.37 . ele foi o mensageiro do Senhor. Em encorajador cuja palavra estava em sintonia com o coração do povo e a mente de Deus. Contexto Histórico Ageu em 520 aC. seu Filho Jesus Cristo. Jesus. A solução tem duas partes: uma trata do problema urgente. construindo um altar e oferecendo sacrifícios. que governou a Pérsia de 522 a 486 aC. é uma Pessoa. a outra trata de uma solução a longo alcance. Então o profetas vai com uma pergunta aos sacerdotes (2. Eles haviam começado bem.1-15) Para despertá-los da sua atitude de indiferença.Ageu Autor: Ageu Data: Cerca de 520 aC Autor Ageu. enquanto a santidade não é. O povo precisava entender que as bênçãos de Deus não podem ser ganhas como pagamento. para representar a natureza do servo a ser cumprida. A resposta dos sacerdotes é que a imundície é infecciosa. então. foi um dos profetas pós-exílicos.9). cujo nome significa “Festivo”. um contemporâneo de Zacarias.23. O primeiro problema: o desinteresse (1. Isso localiza Ageu na história em 520 aC. A presença dele irá fazer com que a memória do glorioso templo de Salomão decaia. Junto com a glória da presença de Cristo virá grande paz. Primeiro. A primeira é 2.A. a maior delas. estabelecendo. Por hora. Deus fala duas vezes ao povo. 81 . Após um transtorno entre os povos da terra.10-23) Agora que o povo está trabalhando. basta ao povo esforçar-se e trabalhar (2.

5. Portanto: “não temais. a fim de que eles possam se mover corajosamente no cumprimento da comissão divina.1-9 A comparação do novo Templo com o templo de Salomão 2. Esboço de Ageu I. “segundo a palavra que concertei convosco. A primeira mensagem do Senhor: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos 1.” O ES é um dom constante para o povo de Deus: “E o meu Espírito habitava no meio de vós.12-15 II. agora. Os versículos anteriores mostram o povo de Deus desencorajado. 5 inclui estes importantes pontos: O ES é uma parte vital no concerto de Deus com o seu povo..” Ag 2.1-3 Chamado para esforçar 2.7-11 Os resultados de considerar vossos caminhos 1.4-5 A glória vindoura do novo templo 2.1-15 Considerai o que tendes feito: negligenciastes a Casa de Deus 1. E esforçaí-vos. O v. A terceira mensagem do Senhor: Eu vos abençoarei 2. que o novo templo vai substituir.” A presença do ES remove o medo do coração do povo de Deus. enquanto comparam o templo que eles estão.6-9 III. a fim de ter o trabalho concluído. A segunda mensagem do Senhor: Esforçaí-vos e trabalhai 2. operando para os libertar do medo. construindo com o glorioso templo de Salomão.” No centro do concerto de Deus com seu povo. está a constante operação do ES.5. A palavra do Senhor a eles é: “Esforça-te.20-23 Índice 82 .10-19 Uma promessa para Zorobabel 2.10-23 Um pergunta aos sacerdotes 2.1-6 Considerai o que devíeis fazer: edificar a Casa de Deus 1.. então explica como o ES vai interagir com o espírito do povo.” A motivação para fazer isso também está mencionada: “Porque eu sou convosco.O Espírito Santo em Ação Uma breve mas bonita referência ao ES é encontrada em 2.

fielmente. O povo é chamado para se arrepender de sua apatia e completar a tarefa que não foi terminada. através de oito visões. Os caps 9-14 Contêm muita escatologia.4-11). As profecias que abrangem o Livro de Zacarias foram reduzidas à escrita entre 520 e 475 aC.Zacarias Autor: Zacarias Data: 520—475 aC Autor Zacarias. estavam entre os mais pobres dos judeus cativos. Ele é um dos mais messiânicos de todos os profetas do AT. transmite a mensagem dada ele por Deus. O livro está repleto de referências de Zc à palavra do Senhor. Conteúdo O livro de Zc começa com a veemente palavra do Senhor para o povo se arrepender e se voltar novamente para seu Deus. finalmente foram capazes de conseguir uma ordem do governo da Pérsia para interromper a construção. um contemporâneo de Ageu. Contexto Histórico Os exilados que retornaram à sua terra natal em 536 aC sob o decreto de Ciro. para substituir as formalidades religiosas. a apatia se estabeleceu. que. numa cidade restaurada. referido como o mais messiânico de toso os livros do AT. A Visão do homem com um cordel de medir. foi um dos profetas pós – exílicos. A visão do rolo voante emite o pronunciamento de Deus contra o furto e contra o juramento falso. Os caps 9-14 sãos as seções mais citadas dos profetas nas narrativas dos Evangelhos. Data O ministério de Zacarias começou em 520 aC. existe uma olhada apocalíptica na vele e pacífica cidade de Deus. Deus usa a ocasião de uma questão sobre o jejum para reforçar sua ordem para justiça e juízo.8). As visões são seguidas por uma cena de coroação na qual Josué é coroado tanto como rei como sacerdote. A referência à Grécia em 9. A visão grandiosa do castiçal todo revestido de ouro entre os vasos de azeite assegura a Zorobabel que os propósitos de Deus serão cumpridos somente pelo seu Espírito. mas ele. quando o Messias reinaria de um templo restaurado. dois meses após Ageu haver completado sua profecia. para completar a tarefa de reconstruir o templo (ver Ed 6.4). dado referências distintas e comprovadas sobre a vinda do Messias. Avisão do homem e dos cavalos lembra ao povo o cuidado de Deus. A Visão dos quatros chifres e dos quatro ferreiros trazem à memória o julgamento de Deus. Nos caps 7-9. Como filho de Baraquias. Zacarias encorajou o povo de Deus indicando-lhe um dia. Isso é poderosamente um simbolismo da vinda do Messias. cujo nome significa “O Senhor se Lembra”. exceto Ezequiel. 9-14 foram escritos depois de 480. Com Ageu.13). Ele dá um expressivo 83 . aparentemente. ele era de umas das famílias sacerdotais da tribo de Levi.38 . como o homem cujo nome é Renovo (6. Ele profetizou que o Messias virá como o Servo do Senhor. Logo. Zacarias é citado mais do que qualquer profeta. o Renovo (3. todavia. tanto como Rei como sacerdote 96. e como o verdadeiro Pastor (11. Cerca de cinqüenta mil pessoas retornaram para Jerusalém sob a liderança de Zorobabel e Josué.12). filhos de Ido. quando a Grécia substituiu a Pérsia como o grande poder mundial. Os caps 7-8 ocorrem dois anos mais tarde.14). Deus. enquanto o profeta ainda era um jovem (2. então. às vezes. em 518 aC. A visão da mulher num efa significa a santidade de Deus e a remoção do pecado. No apocalipse. (Estudos das últimas coisas) Cristo Revelado Zacarias é. Durante cerca de doze anos a construção foi obstruída pelo desânimo e pela preocupação com outras atividades. assegura ao seu povo o seu amor e cuidado por eles. ele foi chamado para despertar os judeus que retornaram. reconstruíram o altar e iniciaram a construção do templo. à medida que eles foram cercados com a oposição dos vizinhos samaritanos. Rapidamente. Zacarias e Ageu persuadiram o povo a voltar ao Senhor e aos seus propósitos para restaurar o templo. A visão dos primeiros capítulos foi dada.A. A visão dos quatro carros retrata o soberano controle de Deus sobre a Terra. O profeta não entrega sua própria mensagem.13 pode indicar que os caps.

7-17 Os quatro chifres e o ferreiro 1.1-23 A primeira profecia: O Messias rejeitado 9. O chamado ao arrependimento 1.10.1-6 II. Ritual religioso ou arrependimento verdadeiro ? 7. mas pelo ministério do ES.5-11 Os quatro carros 6. Um dos versículos mais dramáticos das Escrituras proféticas é encontrado em 12.9-15 IV.21 Índice 84 . sua crucifixão (12. Esboço de Zacarias I. profetizou sua definitiva recepção pela cada de Davi. Essas palavras foram transmitidas pelo ES. a quem traspassaram. A coroação do sumo sacerdote 6. Duas referências a Cristo são de profundo significado.15 O homem e os cavalos 1.7) e sua segunda vinda (14.4. O Espírito Santo em Ação O versículo mais freqüentemente citado do AT em referência à obra do ES é 4.1-14.4).1-8 III.1-23 VI. Mc 11. 2) que o ES removerá cada obstáculo que está no caminho. seus sofrimentos (13.1-11.testemunho sobre a traição de Cristo por trinta moedas de prata ( 11. que impede a conclusão do templo de Deus. As oito visões 1.7-6. na maioria dos manuscritos a primeira pessoa é usada: “E olharão para mim.1-14 O rolo voante 5. O triunfo de Sião 8.12-13).” Jesus Cristo.1-14 V.6.17 A Segunda profecia: O Messias Reina 12. A entrada triunfante de Jesus em Jerusalém é descrita com detalhes em 9. quatrocentos anos antes do acontecimento (ver Mt 21. pessoalmente.10).1-10 O castiçal e o vaso de Azeite 4. A restauração de Sião 8.7-10).12 recorda ao povo sua rebelião contra as palavras do Senhor pelos profetas. quando.18-21 O homem com um cordel de medir 2.1-4 A mulher no meio do efa 5. Zorobabel é confortado na segurança de: 1) que a reconstrução do templo não será por força militar ou por proeza humana.1-13 O sumo sacerdote 3. Um triste comentário em 7.9.

Portanto. por suas próprias forças pode. ele os adverte de que o Senhor não será um espectador inativo. Primeiro. usando o pseudônimo Mal’aki (“Meu mensageiro”). castigado. um contemporâneo de Neemias. Cristo Revelado No último livro do AT. Ele profetiza sobre o Sol da Justiça. Conteúdo Na sua declaração de abertura. por reterem os dízimos e as ofertas exigidas. “Quem subsistirá. Finalmente.39 . ele podia ser efetivamente usado para advertir o povo sobre seu comportamento pecaminoso e persuadi-lo a conformar sua vida com a lei do Senhor. além disso. mas. Data A falta de menção de qualquer rei ou de incidentes históricos identificáveis torna a datação um tanto difícil. Malaquias salienta o amor imutável de Deus por seu povo. Jesus (3. Contexto Histórico Como já foi mencionado.A. permitindo a ele proclamar com clareza e fervor a sua visão da vinda de Cristo. a não ser que eles se arrependam. Como tal. Malaquias continua a descrever o tipo original do sacerdócio. dadas a eles pelo Senhor. ele exorta o povo a observar as Leis dadas a Israel através de Moisés e promete a vinda do Messias e do seu precursor. podemos aprender que ele teve um grande amor pelo povo de Judá e pelas cerimônias do templo. o profeta salientam o desdém aberto e arrogante dos sacerdotes pela Lei e sua influência negativa sobre o povo. censura as práticas não-religiosas do povo. em termos não –ambíguos. mas. considerado por alguns ter sido Esdras. além disso. isto é. “o Sol da Justiça. O ES. mas. que dura para sempre. O uso de várias palavras persas no texto e a referência a um templo reconstruído (1. O profeta.Malaquias Autor: Malaquias Data: Cerca de 450 aC Autor Embora alguns atribuam Malaquias a um escritor anônimo. e o ímpio. um triunfo vitorioso (4. O Espírito Santo em Ação A Obra do ES em Malaquias é evidente na sua pessoa e no ministério profético. a traição dos sacerdotes leigos no divórcio de esposas fiéis e casamento de mulheres pagãs que praticam adoração de ídolos. Elias (João Batista). mas também explicaram detalhadamente ao povo seus pecados e os advertiram a respeito do justo julgamento de Deus. num período de uns mil anos. quando ele aparecer?” (3. nós encontramos claras elocuções proféticas com respeito ao repentino aparecimento de Cristo—o anjo do (novo) concerto (3. sua recusa da justiça de Deus e sua defraudação ao Senhor. Isso é seguido por uma súplica fervorosa para vigiarem suas paixões e serem fieis às esposas da sua mocidade. provavelmente. serão castigados severamente. Aquele dia será um tempo de julgamento. Malaquias não é mencionado em mais nenhum lugar na Bíblia. Depois. Numa linguagem fervorosa e brilhante.2).1) nascerá e salvação trará debaixo das suas asas”. sobre o Mensageiro do concerto e o grande e terrível dia do julgamento divino. Não somente eles profetizaram acerca da vinda do Messias. ele salienta. para aqueles que temem ao Senhor. é melhor considerar o livro como escrito pelo próprio profeta. outorgou a ele o privilégio de levar a linhagem de profetas escritores fiéis e dedicados a um término. Ele foi.10) tornam a data pós– exílica simultânea com Neemias mais provável ( cerca de 450 aC). O profeta mostra que eles provocam muita queda no pecado. Essa declaração conclui o AT e o liga à boas-novas da provisão de Deus no Sol da Justiça descrita no NT. 85 . de seus escritos. Este é o fundo paras as reprovações e exortações que se seguem. predisseram a vinda do Justo.1). devido à sua misericórdia. Seus escritos demonstram que ele foi um profeta dedicado— Uma pessoa nitidamente em sintonia com o ES. no qual o justo será galardoado. Malaquias é o último de muitos homens divinamente inspirados que.2) Ninguém .

3 VII.Esboço de Malaquias O Título 1. O amor do Senhor por Israel 1.17-3-5 V.13-4. O fracasso dos sacerdotes 1. A infidelidade do povo 2. Exortação e Promessa 4.4-6 Índice 86 .2-5 II.6-12 VI.10-16 IV. O destino do ímpio e do Justo 3. O dia do Julgamento 2.6-2. Bênção no dar 3.9 III.1 I.

24) quanto seu retorno na glória (como em 13.12.. No prólogo (1. 87 . uma referência velada ao seu caráter messiânico (Dn 7. Data Evidências externas.44. que é a garantia da presença viva de Jesus. O uso do título “Filho de Deus” por Mt sublinha claramente a divindade de Jesus ( 1. 26.30. no qual Jesus descreve como as pessoas devem viver no Reino de Deus.1 . a disposição de Mt não é cronológica e não estritamente biográfica. O restante do Livro (26.N.1) reproduz as instruções de Jesus a seus discípulos quando ele os enviou para a viagem missionária. Este tipo de estrutura. II e III geralmente concordavam que Mt foi o primeiro Evangelho a ser escrito.14). 11. Líderes da igreja do Séc.16).18.15. comum ao judaísmo.23. A não ser no início e no final do Evangelho.12-20). 19. O termo não somente permitiu a Jesus evitar mal-entendidos comuns originados de títulos messiânicos populares. a nova comunidade. A primeira parte (caps. Mt apresenta Jesus como o Senhor e Mestre da igreja. que agrupa os ensinamentos e atos de Jesus em cinco partes.Mateus Autor: Mateus Data: Cerca de 50—75 dC Autor Embora este evangelho não identifique seu autor. Mt mostra que Jesus é o Messias ao relacioná-lo às promessas feitas a Abraão e Davi. 2. pode revelar o objetivo de Mt em mostrar Jesus como o cumprimento da lei. nos quinze anos após ressurreição de Jesus.35) o principal discurso aborda a conduta dos crentes dentro da sociedade cristã (cap 18).52) registra várias controvérsias nas quais Jesus estava envolvido e sete parábolas descrevendo algum aspecto do Reino dos céus.22.27).46) narra a viagem final de Jesus a Jerusalém e revela seu conflito climático com o judaísmo. 26.1-25.28. Portanto. e várias declarações em sues escritos indicam uma data entre 60 e 65 dC.1-2.128. A quinta Parte (19.17.53-18. Jesus tem um relacionamento direto e sem mediação com o Pai (11. Pouco se sabe sobre ele. 18.15-20).27.” (7.1. A Quarta parte ( 13.23). O nascimento de Jesus salienta o tema do cumprimento.1. 20. Conteúdo O objetivo de Mt é evidente na estrutura deste livro.41. ele pregou na Palestina e depois conduziu campanhas missionárias em outras nações.53. Como o Filho. Jesus normalmente faz alusão a si mesmo como o Filho do Homem. 19. Os caps. 26. retrata a realeza de Jesus e sublinha a importância dele para os gentios. A tradição diz que. o apóstolo e antigo cobrador de impostos. que é chamada a viver nova ética do Reino dos céus. testemunham desde cedo a existência e o uso de Mt. como possibilitou-lhe interpretar tanto sua missão de redenção (como em 17. 3. 24-25 contêm os ensinamentos de Jesus relacionados à últimas coisas.. A Terceira parte (11. 16. Cristo Revelado Este Evangelho apresenta Jesus como o cumprimento de todas as expectativas e esperanças messiânicas. incluindo a surpreendente Grande Comissão (28. O Evangelho de Mt pode ter servido como manual de ensino para a igreja antiga. Jesus declara: “a igreja” como seu instrumento selecionado para cumprir os objetivos de Deus na Terra (16.13. ele impregna seu Evangelho tanto com citações quanto com alusões ao AT. como citações na literatura cristã do Séc I. 16. mas foi planejada para mostrar que o Judaísmo encontra o cumprimento de suas esperanças em Jesus. 24. à ressurreição e à comissão do Senhor à Igreja. a antiga tradição da igreja o atribui a Mateus. em conexão com a resposta humana necessária.1). No Evangelho. 13. 3-7) contém o Sermão da Montanha. Mt estrutura cuidadosamente suas narrativas para revelar Jesus como cumpridor de profecias específicas.64).1-11. além de seu nome e ocupação. Cada divisão termina com uma fórmula como: “Concluindo Jesus estes dircusos. A Segunda parte (8. introduzindo muitas delas com a fórmula “para que se cumprisse”.28.20) detalha acontecimentos e ensinamentos relacionados à crucificação.28.2-13.

O poder do Espírito habilitou Jesus a curar (12.1-11.1-7. Finalmente.1 Discurso: Missão e martírio 9.28). Esboço de Mateus Prólogo: Genealogia e narrativa da infância 1.16) e foi conduzido ao deserto para ser tentado pelo diabo como preparação adicional a seu papel messiânico (4.23 Genealogia de Jesus 1. atribuir o ES ao diabo era cometer um pecado imperdoável (12. Mas precisamente.1-27.29 II.1 III. Antes de Jesus começar seu ministério público.1-11. profetizam.28-32).1-17 O nascimento 1. ele foi tomado pelo Espírito de Deus (3. encontramos uma advertência dirigida contra os falsos carismáticos. Parte Quatro: Narrativa.28). Em 12.29 Discurso: O Sermão da Montanha 5.46 A narrativa da Paixão 26. evidenciando que o Reino de Deus havia chegado e que o poder de satanás estava sendo derrotado.11). Em 7.50 Discurso: Parábolas do Reino 13. Os discípulos são ordenados a ir e a fazer discípulos de todas as nações. mas não fazem a vontade do Pai.19). Parte Cinco: Jesus na Judéia e em Jerusalém 19.1-52 IV. o ES é encontrado na Grande Comissão (28. pois os filhos dos fariseus (discípulos) também praticavam exorcismo (12. Presumivelmente.15-21 e a expulsar demônios (12. Isto é.1-35 V.1-2.21-23. aqueles que na igreja. os discípulos de Jesus têm garantida sua constante presença com eles.O Espírito Santo em Ação A atividade do ES é evidente em cada fase e ministério de Jesus. Parte Três: Histórias e parábolas em meio a controvérsias 11. Da mesma forma que João imergia seus seguidores na água. não apenas pelo fato do exorcismo em si.53-17.1-25.21) Jesus declarou que suas obras eram feitas sob o poder do ES. Portanto.2-12.27).66 A narrativa da ressurreição 28.2-13.52 Narrativa: Controvérsia que se intensificam 11. o ES está ligado ao exorcismo de Jesus e à presente realidade do Reino de Deus. eles deveriam batizá-los “no/com referência ao “ nome— ou autoridade– do Deus Triúno.18-20).18-25 A adoração dos magos 2.1-7. o ES está executando um novo acontecimento com o Messias—”é chegado a vós o Reino de Deus” (v. do Filho e do ES” (v. Em sua obediência a esta missão. “batizando-os em nome do Pai. Jesus imergirá seus seguidores no ES (3.27 Discurso: Ensino sobre a igreja 18.28.29 Narrativa: Início do Ministério de Jesus 3. Foi por meio do poder do Espírito que Jesus foi concebido no ventre de Maria (1.1-7.35-11.1-25.1).39 Discurso: Os ensinos escatológicos de Jesus 24. Parte Dois: O ministério de Jesus na Galiléia 8.46 Narrativa: A jornada final de Jesus e a instauração do conflito 19.53-17.27 Narrativa: Vários episódios precedentes à jornada final de Jesus em Jerusalém 13.1-20 Índice 88 . a volta para Israel 2. o mesmo ES que inspira atividades carismáticas também deve permitir que as pessoas da igreja façam a vontade de Deus (7. Parte um: Proclamação do Reino dos Céus 3.13-13 I.1-23.1 Narrativa: Histórias dos dez milagres 8. expulsam demônios e fazem milagres.1-12 Fuga para o Egito e matança nos inocentes. controvérsia e discurso 13.16-20).

depois de três dias. 12. O mais antigo testemunho da autoria de Mc tem origem em Papias. escolha de discípulos. que chega ao clímax com sua morte e ressurreição subseqüente. movendo-se rapidamente de uma cena para outra. Mc também é o Evangelho da vivacidade. É o evangelho da ação.N. 6.32-34). que aconteceu durante as perseguições do Imperador Nero por volta de 67 dC. que tem seu clímax na cruz e ressurreição.34). Marcos guia seus leitores à cruz de Jesus. os pais da igreja atribuíram coerentemente este Evangelho a Marcos. Os olhares e gestos de Jesus recebem atenção fora do comum. Embora a igreja antiga tenha tomado cuidado em manter a autoria apostólica direta dos Evangelhos. 13. que fosse morto. e não contém nenhuma genealogia e explicação do nascimento e antigo ministério de Jesus na Judéia.17-30) e pelo primeiro anúncio de Jesus e sua crucificação (8. etc. e que fosse rejeitado pelos anciãos. Existem muitos latinismos no Evangelho (4. Mc é o menor dos Evangelhos. Está claro que ele quer que seus leitores tomem a vida e exemplo de Jesus como modelo de coragem e força. A maior parte das evidências sustenta uma data entre 65 e 70 dC. Conteúdo Mc estrutura seu Evangelho em torno de vários movimentos geográficos de Jesus. que não era um apóstolo. vivendo constantemente sob ameaça de morte.31).21. Mc enfatiza pouco a lei e os costumes judaicos. Mc narra o ministério público de Jesus na Galiléia (1. culminando na paixão e ressurreição (caps 14-16). negue-se a si mesmo. Esse pronunciamento de sofrimento e morte é repetido (9. Essa característica tende a apoiar a tradição de que Mc escreveu para uma audiência romana e gentílica. mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”(10.13) e companheiro de Paulo e Barnabé em sua primeira viagem missionária. A palavra ocorre quarenta e duas vezes. especialmente o cap. O Evangelho de João é um retrato estudado do Senhor. Frases gráficas e surpreendentes ocorrem com freqüência para permitir que o leitor reproduza mentalmente a cena descrita. e por esse motivo instigou uma temerosa perseguição na qual Paulo e Pedro morreram. mais do que em todo o resto do NT. O Evangelho pode ser visto como duas metades unidas pela confissão de Pedro de que Jesus era o Messias (8. e pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas.14. Todo o ministério de Jesus (milagres. mas que. O Evangelho em si.31.14-9.45).27. enquanto que Mc é como um filme da vida de Jesus.39). 89 . mas torna-se uma norma para o comprometimento do discipulado: “Se alguém quiser vir após mim. ressuscitaria” (8. testemunho que é preservado na História Eclesiástica de Eusébio. ensinamentos sobre o reino de Deus. comunhão com os pecadores. onde eles podem descobrir o significado e esperança em seu sofrimento. O que era verdade para Jesus deveria ser para os apóstolos e discípulos de todas as idades.2 . e tome a sua cruz e siga-me” (8. bispo da Igreja em Hierápolis (cerca de 135-140 dC).50) e Judéia (caps 10-13). a antiga tradição é unânime em dizer que o autor foi João Marcos. seguidor próximo de Pedro ( 1Pe 5. Papias descreve marcos como “interprete de Pedro”. ele enfatiza a Paixão de Jesus de modo que se torna a escala pela qual todo o ministério pode ser medido: “Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido. No centro do Evangelho há pronunciamentos explícitos de “que importava que o Filho do Homem padecesse muito. o evangelista Marcos escreveu suas “boas novas”.1-13).31). Contexto Histórico Em 64 dC. Data Os fundadores da Igreja declaram que o Evangelho de Mc foi escrito depois da morte de Pedro. Após a introdução (1. também torna a narrativa rápida. indica ter sido escrito antes da destruição do Templo em 70 dC.Marcos Autor: Marcos Data: Cerca de 65—70 dC Autor Mesmo que o Evangelho de Mc seja anônimo. Em meio a uma igreja perseguida. Mt e Lc apresentam o que poderia ser descrito como uma série de imagens coloridas. 10. Ele destaca as atividades dos registros mediante o uso da palavra grega “euteos” que costuma ser traduzia por “imediatamente”. O uso freqüente do imperfeito por Mc denotando ação contínua. 15. De muitas formas.) está inserido no contexto do amor oferecido pelo Filho de Deus. e sempre os interpreta para o leitor quando os menciona. Nero acusou a comunidade cristã de colocar fogo na cidade de Roma.

Como designação para o Messias.13 90 .11). cura. num total de catorze vezes em Marcos.7).14-20).10). Por fim.16. e o templo (11.8). Mc. Um grande estímulo aos cristãos que enfrentam a hostilidade de autoridades injustas é a garantia do Senhor de que o ES falará através deles quando testemunharem de Cristo (13. O pecado contra o ES é colocado em contraste com “todos os pecados” (3. 61.6 Etapas posteriores: Aumento de popularidade e oposição 3. é “Filho do Homem”. Filho de Deus” (1. Os escribas blasfemaram contra o ES ao atribuírem a satanás a expulsão dos demônios.Cristo Revelado Esse livro não é uma biografia. a doença (5.13) não era tão popular entre os Judeus como o título “Filho do Homem” para revelar e para esconder seu messianismo e relacionar-se tanto com Deus quanto com o homem. autoridade.22) e sua autoridade sobre satanás e os espírito malignos (1. este termo (ver Dn 7. o pecado (2. O titulo que Jesus usava com mais freqüência para si próprio. O Ministério de Jesus na Galiléia 1. O contexto define o significado dessa verdade assustadora. A parábola dos lavradores malvados (12. a narrativa da crucificação termina com a confissão do centurião: “Verdadeiramente. o sábado (2. sugere que os discípulos de Jesus deveriam ter um discernimento amplo ao mistério de sua identidade. aceitar sua cruz e segui-lo. O Espírito Santo em Ação Junto com os outros escritores do Evangelho.35-43).7-6.6).6) faz alusão à qualidade de filho divino de Jesus (12.12) para que fosse tentado. profeta. imposição de mãos. este homem era o Filho de Deus. Mc declara graficamente que “o Espírito o impeliu para o deserto” (1.1-2).21-34). como os seguidores de João o eram nas águas. Esboço de Marcos Introdução 1. Além das referências explícitas ao ES. Os crentes seriam totalmente imersos no Espírito.1 Cumprimento da profecia do AT 1.45-52). Mc recorda a profecia de João Batista de que Jesus “vos batizará com o ES” (1.1-6).27-28. O ES desceu sobre Jesus em seu batismo (1.1-13 Declaração sumária 1.50 Princípio: Sucesso e conflito iniciais 1. Em duas ocasiões. habilitando-o para seu trabalho messiânico de cumprimento da profecia de Isaías (Is 42. 9. mas uma história concisa da redenção obtida mediante o trabalho expiatório de Cristo.39). os espíritos imundos o reconhecem como Filho de Deus (3.11. Que Jesus realizava pela ação do ES (3. Título de abertura do trabalho de Mc. 48. “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo.22). A narrativa do ministério subseqüente de Cristo testemunha o fato de que seus milagres e ensinamentos resultaram da unção do ES.19-30). 5.4-8 O batismo de Jesus 1. que queria corrompê-lo antes que le embarcasse em uma missão de destruir o poder do inimigo nos outros. Mc demonstra as reivindicações messiânicas de Jesus enfatizando sua autoridade com o Mestre (1. atentando para o discipulado. Mesmo apesar de muitas pessoas interpretarem mal sua pessoa e missão. enquanto os demônios confessam sua qualidade de filho de Deus. 6. pois esses pecados e blasfêmias podem ser perdoados.1).1. a morte (5.28).14-9. A explicação de Mc confirma o motivo de Jesus ter feito essa grave declaração (3.” (15.35-41.9-11 A tentação de Jesus 1. os discípulos de Jesus precisam ver além de sua missão.2-3 O ministério de João Batista 1.36).15-18). Jesus também refere à inspiração do AT pelo ES (12. Messias e Reino.27. Mc emprega palavras associadas com o dom do Espírito. a natureza (4.14-3. como poder.1-13. Sua visão prejudicada tornou-os incapazes do verdadeiro discernimento. sugerindo a urgência por encontrar e vencer as tentações de satanás. A segunda vinda do Filho do Homem revelará totalmente seu poder e glória. fornece sua tese central em relação a identidade de Jesus como o filho de Deus.30).1-12). Tanto o batismo quanto a transfiguração testemunham sua qualidade de filho (1. as tradições legalistas (7.11.12-13 I.7). 3. 3.

20 Ministério na Transjordânia 10.1-20 Índice 91 .50 II.26 Ministério no caminho para a Judéia 8.14-8.1-15.1-52 Ministério em Jerusalém 11.37 A Paixão 14.26-9.Ministério fora da Galiléia 6.1-13.47 A ressurreição 16.1-16. O Ministério de Jesus na Judéia 10.

Um versículo chave do evangelho de Lc é o 19.11). ele não inclui o pronunciamento de condenação de Jesus aos escribas e fariseus (Mt 23). Lc omite muito material que é estritamente de caráter judaico.1-23). e o perdão do ladrão na cruz (23. E o fato de o escrito dedicar ambos os livros a Teófilo também demonstra solidamente uma autoria comum. Lc deixa claro que Jesus é o cumprimento das esperanças do AT relacionadas à salvação. não há motivos para contestar a autoria de Lucas.43).47). 6. nem a discussão sobre a tradição judaica (Mt 15. 9.1-20.1).34.. Lc enfatiza especialmente a vida de oração de Jesus registrando sete ocasiões em que Jesus orou que não são encontrados em mais nenhum outro lugar (3. Se for este o caso. Zacarias e Isabel. Como Lucas estava em Cesaréia de Filipe durante os dois anos em que Paulo ficou preso lá (At 27.4656. 5. um companheiro próximo de Paulo (Cl 4. Este evangelho tem mais referências à oração do que os outros evangelhos.5). Lc inclui muitas características que demonstram universalidade. mas no máximo até 75 dC.9-14). 6. que declara que Jesus “veio buscar e salvar o que se havia perdido”. 13. mostrando que o que ele registra tem significado para todas as pessoas. 2.Lucas Autor: Lucas Data: Cerca de 59—75 dC Autor Tanto o estilo quanto a linguagem oferecem evidências convincentes de que a mesma pessoa escreveu Lucas e Atos. De todos os escritores dos Evangelhos só ele registra a circuncisão e dedicação de Jesus (2. Lc também omite as instruções de Jesus aos Doze para se absterem de ministrar aos gentios e samaritanos (Mt 10. cerca de 63 dC. 23. Lc ressalta as advertências de Jesus sobre o perigo dos ricos e a simpatia dele pelos pobres (1.13.1).1-4.18. Ele enfatiza ainda.14. Lc realça o fato de que Jesus não é apenas o Libertador dos judeus. que ele escreveu durante o primeiro encarceramento de Paulo pelos romanos. louvando Jesus como “luz. Ao apresentar Jesus como Salvador de todos os tipos de pessoas. as raízes judaicas de Jesus.39-43).1 é. 11. 24-25. Além disso.20-21.13-21. como o relato do fariseu e da pecadora (7. Lc inclui material não encontrado nos outros evangelhos. como o primeiro de uma série de dois volumes.32) ao comissionamento do Senhor ressuscitado para que se “pregasse em todas as nações” (24.N.18. entretanto. Por todo o Evangelho.46).19-31. o médico.15.16. Outros.1.21-48. Mc 7.28.1-10). Visto que a tradição de igreja atribui com unanimidade essas duas obras a Lucas. 16-18). Somente ele relata o nascimento e a infância de Jesus no contexto de judeus piedosos como Simeão.36-50).25-26. Para as nações” (2.25). Só Lc tem as lições do Senhor sobre a oração ensinada nas parábolas do amigo importuno (18. 14.9-14). 92 .12. como as evidências internas sustentam esse ponto de vista. salientam que Lucas o escreveu antes de At.53. 12.21. 17.3 . Data Eruditos que admitem que Lucas usou o Evangelho de Marcos como fonte para escrever seu próprio relato datam Lc por volta do ano 70 dC. Ele enquadra o nascimento de Jesus em um contexto romano (2. a parábola do fariseu e o publicano (18.4. o evangelho é abundante em notas de louvor e ação de graças ( 1. 3.29.10. Conteúdo Uma característica distinta do Evangelho de Lc é sua ênfase na universalidade da mensagem cristã. a história de Zaqueu (19. 6. uma referência ao terceiro evangelho. mas também o Salvador de todo o mundo. 19.20.21-24). 18. bem como sua visita ao Templo quando menino (2. A fim de sustentar esse tema. que estavam entre os fiéis restantes “esperando a consolação de Israel” (2.14. Lc também exclui os ensinamentos de Jesus no Sermão da Montanha que tratam diretamente do seu relacionamento com a lei (mt 5. “ O primeiro tratado” At 1. 16. Por outro lado. 7. Fm 24. e.1-10). 5.13. 2Tm 4. Por exemplo.1-2. então provavelmente .41-52).29-32. ele teria uma grande oportunidade durante aquele tempo para conduzir investigações que ele menciona em 1.16.1-8. Do cântico de Simeão. Ana. então o Evangelho de Lc pode ser datado por volta de 59-60 dC.68-79..

se alegrou Jesus no ES e disse.1).41-44).31-44) e continua em todo seu ministério de poder e compaixão. O Espírito Santo em Ação Há dezesseis referências explicitas ao ES. “adorando-o eles. A narrativa da infância 1. Quando os discípulos voltam com alegria de sua missão (10. que foi contado com os transgressores (22.28.. reivindicando o cumprimento nele (4. Lc não apenas afirma sua identidade messiânica.5-2. Em terceiro lugar: O ES.1-4 II.1-4.57-80 O nascimento de Jesus 2. O mesmo ES que foi eficaz através de orações de Jesus dará poder as orações dos discípulos (18. “Naquela mesma hora.23-38 A tentação 4.1-13 93 . bem como no fato de João ter cumprido seu ministério sob a unção do ES (1.1-20 O batismo de Jesus 3. 3) Após sua vitória sobre a tentação.39-56 O nascimento de João Batista 1. louvando e bendizendo a DEUS” (24..21).21). Lc refere-se a Jesus como “Senhor” dezoito vezes em seu evangelho. O mesmo Espírito capacitou Jesus para cumprir seu ministério. 6.. relacionadas ao nascimento de João Batista e Jesus (1. 24.21. o perfeito salvador da humanidade. 919. ressaltando sua obra tanto na vida de Jesus quanto no ministério continuo da igreja. Prólogo 1.14) 4) Na sinagoga de Nazaré. 5) evidência seu ministério carismático está repleta (4.39. Jesus é o filho de Davi (20. E estavam sempre no templo.13 O ministério de João Batista 3. Jesus é o amigo dos proscritos humildes.17). Jesus volta para a Galiléia no poder do mesmo (4.37). Enquanto os discípulos estão esperando pelo Espírito prometido (24.15).25-27). tornaram com grande júbilo para Jerusalém. por excelência.48. durante ou depois do acontecimento crucial (3. 2. mas também tem o cuidado de definir a natureza de seu messianismo.52-53). Jesus é o homem ideal. Cinco palavras gregas denotando alegria ou exultação são usadas duas vezes com mais freqüência tanto Lc como Mt ou Mc.17-19. através de oração de petição leva a cabo o ministério messiânico. 7..1-2). Esboço de Lucas I. como uma pomba (3.24. Em momentos críticos daquele ministério.67.52 Anúncio do nascimento de João Batista 1.22). há cinco referencias ao Espírito.Cristo Revelado Além de apresentar Jesus como o Salvador do mundo.19). Jesus é.5-25 Anúncio do nascimento de Jesus 1. 2) Ele leva Jesus ao deserto para ser tentado (4.31. Em segundo lugar: O ES capacita Jesus para cumprir seu ministério—o Messias ungido pelo ES.12. Lc dá os seguintes testemunhos sobre ele: Jesus é o profeta cujo papel equipara-se ao Servo e Messias (4.41-52 III. Jesus lê a passagem messiânica: “O Espírito do Senhor está sobre mim.18. usadas com força progressiva. Is 61.1-8) e ligará o ministério messiânico de Jesus ao ministério poderoso deles através da igreja (24.21-22 A genealogia de Jesus 3. o Servo que se dispõe firmemente a ir a Jerusalém cumprir seu papel (9. Jesus ora antes.24) e o Servo Sofredor (4.” (10.”(4.41. 10. Nos caps 3-4. Jesus é o Messias.35. Em primeiro lugar: a ação do ES é vista na vida de várias pessoas fiéis.51).18. Em quarto lugar: O ES espalha alegria tanto a Jesus como à nova comunidade. 1) O Espírito desce sobre Jesus em forma corpórea. o Filho do Homem (5.49).26-38 Visita das duas mães 1.49).16. Então. Ele é constantemente bondoso para com os rejeitados. 9. O título “Filho do Homem” é encontrado 26 vezes no evangelho.21). Jesus é o Senhor exaltado. Preparação para o ministério público 3.1-40 O menino Jesus no templo 2.

29-48 História de controvérsias 20.1-38 A paixão.1-9.1-21. morte e sepultamento de Jesus 22.51-19.1-24.53 Índice 94 .38 Acontecimentos na entrada de Jesus em Jerusalém 19.1.14-9.4 Discurso escatológico 21.28 VI.1-6.14-44 Do chamamento de Pedro ao chamamento dos doze 5.50 V.39-23.5-38 VII.IV. A narrativa de viagem (no caminho para Jerusalém) 9. A paixão e glorificação de Jesus 22.16 O Sermão da Montanha 6.29-21. O ministério galileu 4.17-49 Narrativa e diálogo 7.50 Em Nazaré e Carfanaum 4.56 A ressurreição e a ascensão 24.53 A refeição de Páscoa 22. O ministério de Jerusalém 19.

Ao contrário. 3) O ministério de Jesus gira em torno das três festas da Páscoa.20). Data A mesma tradição que localiza João em Efeso sugere que ele escreveu seu evangelho na última parte do séc.29).4 . Em relação ao mundo exterior de Cristo. ele procurou a redenção da humanidade. Conteúdo Enquanto era bem provável que João conhecesse as narrativas dos outros três Evangelhos.João demonstra que o papel do Espírito abrange cada faceta da vida.N.12). 19. Na falta de provas substanciais do contrário.24). Algumas das diferenças distintas são: 1) Ao invés das parábolas familiares. Nesse caso. em essência. Para João. 95 . isto é. João tem discursos extensos.6). 21. testemunham a missão divina do Filho de Deus. Ele mostra o estado preexistente de Jesus com Deus. ele trabalha como o agente que convence o mundo do pecado. João mudou-se para Éfeso. eles podem ter usado as tradições literárias comuns e/ou orais. Seria um grave erro. aqueles que o adoram devem fazê-lo espiritualmente. Aqueles que crêem em Cristo hoje podem. Além disso. não apenas como uma figura do passado distante. o que estendeu o ministério de Jesus até o final desta era. os próprios milagres que Jesus realizou como “sinais”.26. entretanto. denominado “prólogo”.7.1. guiando os crentes e a um entendimento dos significados. ele escolheu não seguir a seqüência cronológica de eventos dos mesmos como uma ordem tópica. “alguém chamado ao lado”. 4) Os ditos “Eu sou” são unicamente joaninos. que pertencia ao “círculo íntimo” dos seguidores de Jesus (Mt 17. 2) Em lugar dos muitos milagres e cura dos sinóticos. João usa sete milagres cuidadosamente escolhidos a dedo que servem como “sinais”.21-23). Deus é o Espírito. O Espírito Santo em Ação A designação do ES como “Confortador” ou “Consolador” (14. João lida com as implicações teológicas da primeira vinda de Jesus. Como. Em 1. e alguns acontecimentos em particular do ministério de Jesus são comuns a todos os quatro livros.1-18. ele revelou o Pai. João divide o ministério de Jesus em duas partes distintas: os caps 2-12 dão uma visão de seu ministério público.811). enxergá-lo como um contemporâneo.João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 85 dC Autor A antiga tradição da igreja atribui o quarto evangelho a João “o discípulo a quem Jesus amava” (13. 20. provavelmente durante a guerra Judaica de 66-70dC. De acordo com escritores cristãos do séc.23. conforme comandado e motivado pelo ES (4. sua divindade e essência. alguém como Jesus.3). implicações e imperativos do evangelho e capacitando-os a realizar “obras maiores” do que aquelas realizadas por Jesus (14. bem como sua encarnação. ao invés de uma. Mc 13. compreender o objetivo do Espírito apenas em termos daqueles em situações difíceis. a maioria dos eruditos aceitam esta tradição. Cristo colocou-se coerentemente além de si mesmo perante o Pai que o havia enviado e a quem ele buscava glorificar. isto é. Na verdade. em antecipação do Pentecostes. Ele é “outro consolador”. da justiça e do juízo (16. onde continuou seu ministério. João revela a função do ES em continuar a obra de Jesus.16) é exclusiva de João e significa literalmente. 2) Através de sua vida e ministério. a humanidade de Jesus significava essencialmente uma missão dupla: 1) como o”Cordeiro de Deus (1. O esquema amplo é o mesmo. assim. I. Cristo Revelado O livro apresenta Jesus como ó único Filho gerado por Deus que se tornou carne.2. conforme citado nos Sinóticos. o Espírito torna-se o capacitador divino para o ministério autorizado (20. A experiência de ser “nascido no Espírito” descreve o Novo Nascimento (3. I . enquanto os caps 13-21 relatam seu ministério privado aos seus discípulos.

12-19 Rejeição final: descrença 12.15-27 Julgamento perante Pilatos 18.1-21. O ministério de Jesus aos discípulos 13.1-42 A cura do filho de um oficial do rei 4.4 Compreendendo a partida de Jesus 16.1-26 III. Paixão e ressurreição de Jesus 18.1-8 I.30-47 Ministério na Galiléia 6.1-20 Pronunciamento de traição e negação 13.20-50 II.11 Entrada triunfal em Jerusalém 12.28-19.16 Crucificação e sepultamento 19.1-15 Honrando o Pai e o Filho 5.17-42 Ressurreição e aparições 20.24-25 Índice 96 .1-14 Julgamento perante o sumo sacerdote 18.23 A prisão de Jesus 18.1-21.19-51 As bodas em Caná 2.36 Jesus e a mulher de Samaria 4.1-17.26 Servir— um modelo 13.43-54 A cura de um paralítico em Betesda 5.1-9.Esboço de João Prólogo 1.1-12 Ministério em Jerusalém 2.1-71 Conflito em Jerusalém 7.1-12.21-38 Preparação para a partida de Jesus 14.5-33 A oração de Jesus por seus discípulos 17. o bom Pastor 10.1-31 Produtividade por submissão 15.19-12.23 Epílogo 21.18-16. O ministério público de Jesus 1.16-29 Testemunhas do Filho 5.50 Preparação 1.13-3.1-42 Ministério em Batânia 11.1-17 Lidando com rejeição 15.41 Jesus.

5. em ambos os relatos essenciais os resultados desse acontecimento. A sua obra no livro.23. Lc 24.14-19 M7 4. começa em Jerusalém (caps 1-7) Como Pedro assumindo o papel principal e os judeus como receptores do evangelho.38).N. 2. a perseguição espalhou-se conta a igreja.38). 13. O livro termina abrupta. Os apóstolos declaram que Jesus fora exaltado a uma posição de domínio único e universal (2. 26).40-41.33). O poder do Espírito na vida de Jesus o autorizou a pregar o Reino de Deus e a demonstrar o poder do Reino mediante a cura de doente.10. apesar de deixá-lo prisioneiro em Roma.. O livro portanto.8). O autor é o mesmo que escreveu o Evangelho de Lucas.30.23). A maior seção de Atos enfoca o desenvolvimento e expansão do ministério gentio comandado por Paulo e seus colaboradores (13.5 – Atos dos Apóstolos Autor: Historicamente Lucas Data: Cerca de 62 dC Autor O livro de At não menciona especificamente seu autor. Jesus “por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos” (10. não pode ser compreendida sem que se veja a relação entre Atos e os Evangelhos. Em seguida a morte de Jesus é atribuída igualmente à crueldade do home e ao objetivo de Deus. 3.23). 97 . que dá testemunho dele (5.11). 13. e o modelo é uniforme.39) e o “dom do ES” (2. registrando a disseminação da cristandade de Jerusalém a Roma. que demonstra uma continuidade essencial.28). 10.21. “o médico amado” (Cl 4. Por outro lado. At relaciona a expansão da cristandade passo a passo para o oeste. desde a Palestina até a Itália. e os crentes se dispersaram (Caps. políticos e históricos que podiam encaixar-se apenas no séc. os judeus o haviam “crucificado” por “mãos de injustos” (2. É a iniciação da Grande Comissão de Jesus pra formar discípulos de todas as nações (Mt 28. especialmente como cumprimento da profecia do AT e como revogação de Deus do veredicto do homem sobre Jesus (1. 4. Àqueles que não acreditam nele serão destinadas coisas terríveis (3. mas muitos apontam para Lucas. Então a ressurreição de Jesus é enfatizada. Jesus havia derramado o prometido Espírito Santo (2. O Espírito Santo em Ação O poder do ES através da igreja é característica mais surpreendente de Atos.14). 8-12). ocorreu a conversão de Saulo (cap 9). Enquanto isso. portanto .3. pois tudo indicava que Lucas tinha atualizado o assunto.31).46-49). Por outro lado.1). 3. 22.30-37.60-8. Esse versículo prediz o derramamento do ES e seu poderoso testemunho. Durante esse período da história. 10. Em geral. aqueles que acreditam nele receberão perdão dos pecados (2. 5. 17.8 é a chave do livro.32) e habilita os crentes (1. um acontecimento de tamanha importância que Lucas inclui três longas descrições sobre o incidente (caps 9. e não havia mais o que escrever.22.3).18-20.38. entretanto. Cristo Revelado Atos registrou vários exemplos da proclamação apostólica do evangelho de Jesus Cristo.33-36. Jesus é apresentado como uma figura histórica (2.19. O mesmo poder em At 2 deu a mesma autoridade aos discípulos.12. Data Lucas conta a história da igreja antiga dentro da estrutura de detalhes geográficos. Em primeiro lugar. Jesus tinha sido “entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus” (2.31).42) e retornará triunfante no final dos tempos (1. 4.21. Tanto o ministério público de Jesus nos Evangelhos quanto o ministério público da igreja em Atos começaram com um encontro com mo Espírito capaz de mudar vidas.23). 5. Desse lugar de honra suprema e poder executivo. O livro foi até mesmo chamado de Os Atos do Espírito Santo. Conteúdo Atos é uma seqüência da vida de Cristo nos Evangelhos.43. por causa desses fatos e porque o livro não registra a morte de Paulo.24-32. Depois da morte de Estevão (7. 17.31. I. At 1. pode-se datar a redação de At como próxima à prisão do apóstolo naquela cidade por volta de 62 dC. 10. a expulsão de demônios e a libertação dos cativos (Lc 4.

31 IV.9-11 IV.6) Todas essas passagens são equivalentes à promessa de Jesus de que a Igreja seria “batizada com o ES” (1. A seleção de Matias como o décimo segundo apóstolo 1. 2.14 V.32-5. A cura de um coxo 3. 9. Esboço de Atos Prólogo 1.23-21. O concerto em Jerusalém para discutir lei e graça 15.18 X. que “caiu o ES sobre todos”(10.25-14. O encontro pra a oração no cenáculo 1. A terceira viagem missionária de Paulo 18. A ascensão de Cristo 1. A segunda viagem missionária de Paulo 15. normalmente concorda-se que também houve algum tipo de manifestação na qual os samaritanos participaram. Autoridade apostólica na igreja antiga 4. A primeira viagem missionária de Paulo 12.6). que “recebiam o ES” (8.44).17). A história de Cornélio 10.Lucas observa que as pessoas eram “cheias pelo ES” (2. 10. Embora não esteja especificado. que “o ES se derramasse sobre também os gentios” (10.24 I.15-28.12-14 Primeira Parte: Pedro e o ministério da Igreja Judaica em Jerusalém 1.1-3 II.45) e que “veio sobre eles o ES” (19.19-12.31 I. A conversão de Saulo 9.1-47 III. O testemunho da igreja antiga 11. Os presentes nos dias de Pentecostes e os gentios da casa de Cornélio falaram outras línguas (2.1-31 VIII.4-8 III.1-4.4).4.5. Prefácio 1.22 IV.1-11. O primeiro ministério a não Judeus 8.42 V.36-18. Três destes cinco exemplos registram manifestações específicas do ÉS em que as próprias pessoas participavam.32-43 IX.1-7.1-14 I. A descida do ES no Pentecostes 2.4. pois Lucas diz que Simão viu que “era dado o ES” (8. A viagem de Paulo a Roma através de Jerusalém 21.15-26 II.60 VI.18).24 Segunda Parte: Paulo e a extensão internacional da igreja em Antioquia 12.17). os efésios “falavam línguas e profetizavam” (19.28 II.31 Índice 98 .25-28. O ministério de Estevão 6.1-40 VII. A promessa do ES 1.1-35 III. Enéias e Dorcas curados através do ministério de Pedro 9.46).15-12.

nos dando poder para obedecermos a Deus e superarmos o pecado (2. através de suas viagens.24).20). 15.1-7 Desejo de Paulo de visitar Roma 1. fazendo uma coleta para ajudar os cristãos necessitados de Jerusalém (15. portanto .3-8). Ele também nos torna. Em Roma.25-28.1-17 Identificação de Paulo 1. Devemos centrar a nossa mente nas coisas do Espírito.1).Romanos Autor: Paulo Data: 56 dC Contexto Histórico Quando Paulo escreveu Rm. por volta de 56 dC. mesmo que os crentes sofram e a redenção final retarde (8.8-15 Resumo do evangelho 1. uma declaração madura de sua compreensão do evangelho. Apesar de tudo que aconteceu neste mundo– mesmo que todos os seres humanos sejam pecadores (1. mas vinha pregando o evangelho desde sua conversão em 35 dC. a descrição detalhada da obra de Cristo e sua implicações para os cristãos (3.10-11.2. O ES derrama o amor de Deus em nosso coração (5.16). junto com alegria. depois visitar a igreja em Roma (1.5.13. Durante os dez anos anteriores.17). ele não faz menção explicita do ES em conexão com esses dons.31. ele tinha fundado igreja através de todo o mundo mediterrâneo.27).36) e a aplicação do evangelho à vida cotidiana (12. em 56 dC. Esta epístola é.13. a igreja havia sido fundada por outros cristãos.19). mesmo que Deus não puna.13). habita em todos que pertencem a Cristo (8. devemos seguir um modelo de vida coerente com a própria justiça de Deus (12.18-39). mas perdoe os pecadores culpados (3. ele ainda não tinha estado em Roma.3-15).1-16. conheceu muito a respeito dos crentes de lá (16.4).29. e Paulo. Devido a essa grande misericórdia de um Deus tão justo. exceto para referir-se a eles como espirituais em 1. Esboço de Romanos Introcução 1.N. estava chegando ao fim de sua terceira viagem missionária. progressivamente. 15. Depois de ser revigorado e apoiado pelos cristãos de Roma.22-24). Ocasião e Data É mais provável que Paulo tenha escrito Rm enquanto estava em Corinto. mesmo que os muitos judeus não creiam (9. provavelmente tenha sido entregue por Febe (16. 7.1-11.27).6.20 99 .21-11.20). planejou viajar para a Espanha para pregar o evangelho (15. 15.16).14) e purificando nossa consciência para prestar testemunho verdadeiro (9.26) e a chamar Deus de nosso Pai.116. nos guiando nele (8.11).18-3.30). Ele nos permite orar adequadamente (8.21). paz e esperança através de seu poder (14. 15.6 . A obra atual do ES em nós é apenas um antegozo de sua futura obra celeste em nós (8. mais santo na vida diária. uma segurança espiritual interior de que somos filhos de Deus (8.1-2).1-8. Agora. O Espírito Santo em Ação O ES confere poder na pregação do evangelho e na realização de milagres (15.5.9-11) e nos dá vida (8.ainda assim Deus é perfeitamente Justo e nos perdoou através de sua graça. Ele escreveu para dizer aos romanos sobre sua visita iminente. fornecendo-nos um modelo de santidade a seguir(8.36) . mesmo que os crentes possam não viver completamente de uma maneira coerente com a justiça de Deus (6. 2Co 8-9).18-3. Cristo Revelado Rm é a história do plano de redenção de Deus em Cristo: a necessidade dele (1.23). Embora Paulo descreva brevemente os dons espirituais em RM (12.6). 8. A carta.21-5. se desejamos agradar a Deus (8. Conteúdo O tema doutrinal global que Paulo procura demonstrar é que Deus é Justo.11.18-3.17. concedendo desse modo. Ele planejou ir a Jerusalém com essa coleta.

o que lhe permitiu mais obras missionárias. A própria situação de Paulo 15.5) Treinamento: Aprendeu a arte de fazer tenda (At 18.5) Perseguidor dos cristãos ( At 8. Bênção 16.24.11-21) Discutiu com Barnabé por causa de João Marcos (At 15. 22.3) Religião anterior: Hebreu e fariseu (Fp 3. Deus e Israel 9.1-3.3) Tribo de Benjamim (Fp 3.1-4.21 III.1-8) Recebeu o derramamento do ES na rua chamada direita (At 9.12-16) Chamado para Missões: A igreja de Antioquia foi instruída pelo ES a enviar Paulo ao trabalho (At 13. Praticando Justiça na vida Cristã 6.7-10) Papéis: Falou em nome da Igreja de Antioquia no concílio de Jerusalém (At 15. permaneceu preso mais uma vez em Roma e foi decapitado fora da cidade.18-3. na Cilicia (At 22.3 Estudou com Gamaliel (At 22.36-41) Realizações: Três viagens missionárias prolongadas (At 13-20) Fundou inúmera igrejas na Asia Menor.5) Origem: Tarso.21-5. 28.6) Salvação: Encontrou o Cristo ressuscitado no caminho para Damasco (At 9. Aplicações práticas 12. Justificação apenas pela fé 3. Recomendações pessoais 16.20 II.12) Opô-se a Pedro (Gl 2. na Espanha (Rm 15.13 VI.16-31) De acordo com a tradição cristã.1-8.27.1-24 VIII.39 IV.36 V. Todos pecaram 1. foi enviado para Roma (At 21.1-3) Levou o evangelho paras os gentios (Gl 2.14-33 VII.I.1-15.1-11. Índice 100 . possivelmente.25-27 A CARREIRA DO APOSTOLO PAULO (1.17-18. aprisionado novamente. Fp 3. foi libertado da prisão.28) Escreveu cartas para inúmeras igrejas e vários indivíduos que agora compõe um quarto do NT. Fim da vida: Depois da prisão em Jerusalém. na Grécia e .

ingestão de alimentos oferecidos a ídolos. quando passou dezoito meses lá em sua segunda viagem missionária (At 17. Também revela alguns dos problemas que os antigos pagãos tinham em não transmitir experiências religiosas anteriores à experiência de ministério do ES. 16.1-13). Talvez o mais iluminador entre o debate atual da igreja em geral seja a maneira como o apóstolo direciona os coríntios a um equilibrado emprego de falar línguas. Pouco depois. O Espírito Santo em Ação As manifestações ou dons do Espírito formam as passagens mais conhecidas sobre o ES (caps 12-14). uma delegação enviada por Cloe. chegou outra delegação de Corinto com uma carta fazendo-lhe certas perguntas(7.14). Ele continuou a levar a correspondência adiante e a cuidar da igreja depois de sua partida (5. fornicação. processos. Conteúdo A carta consiste na resposta de Paulo a dez problemas separados: Um espírito sectário.1-17).2). espírito de litígio e rejeição de uma ressurreição física.N.11) e descreve a igreja como seu Corpo (cap 12). Então. casamento e divórcio. ele escreveu a carta que conhecemos como 1 Co. Contexto Histórico A carta revela alguns problemas culturais gregos típicos dos dias de Paulo.9. deusa do amor licencioso.8) ela pode ser datada cerca de 56 dC. Os gregos eram conhecidos por sua idolatria.1. Paulo enviou imediatamente Timóteo a Corinto (4.7 . Para remediar a situação. incluindo a grande imoralidade sexual da cidade de Corinto. Antes que pudesse escrever uma carta corretiva. O Espírito da cidade apareceu na igreja e explica o tipo de problemas que as pessoas enfrentavam. Mesmo seu nome tornou-se um provérbio notório: “corintizar” significava praticar prostituição. Visto que Paulo. membro da igreja em Corinto fez um relato a Paulo sobre a existência da facções divisórias na igreja. A cidade era infame pela sua sensualidade e prostituição sagrada. a Ceia do Senhor.9-11). Situava-se na parte da Grécia e a península de Peloponeso. em sua terceira viagem missionária (At 19).uso do véu. 2Co 12. esperando que a mesma chegasse a Corinto antes de Timóteo (16. Durante esse ministério de três anos em Efeso . aparentemente. De especial importância são as poderosas conseqüências da ressurreição de cristo para toda a criação (cap 15). incesto. e milhares de prostitutas profissionais serviam no templo dedicado à sua adoração. Em estilo e filosofia.17). que depois se perdeu.1º Coríntios Autor: Paulo Data: Cerca de 56 dC Autor A autenticidade de 1Co nunca foi seriamente desafiada.10). Mas não devemos fazer vista grossa ao papel do ES em revelar as coisas de Deus ao espírito humano de uma maneira que impede todas as bases para o orgulho (2. Eles podem ter associado algumas das extravagâncias frenéticas do paganismo com o exercito de dons espirituais (12. a epístola pertence a Paulo Data Paulo estabeleceu a Igreja em Corinto pro volta de 50-51 dC. escreveu a carta próximo ao fim do seu ministério em Éfeso (16.17). ele enviou uma carta à igreja ( 5. ele recebeu relatórios perturbadores sobre a complacência moral existente entre os crentes de Corinto. dons espirituais e a ressurreição do corpo. filosofias divisórias. Corinto era uma das cidades comerciais mais importantes da época e controlava grande parte das navegações entre o Oriente e o Ocidente. Cristo Revelado A epístola contém uma revelação inigualável sobre a cruz de Cristo como uma oposição a todas as jactâncias humanas (caps 1-4) Paulo cita Cristo como nosso exemplo em todo comportamento (1. afirmando essa prática e recusando qualquer direito de proibi-la (cap 14). 101 . A principal divindade da cidade era Afrodite (Vênus).

1-58 XI.1-31 A necessidade de amor 13.Esboço de 1º Coríntios Introdução com saudação e ação de graças 1.21 O contraste entre a sabedoria divina e a humana sobre a cruz mostra o erro de um espírito sectário que se origina da sabedoria humana 1.12-20 V.40 A necessidade de diversidade 12.1-13 A necessidade de controle 14.1-9 I. O problema de processos entre os cristãos perante cortes públicas 6.17-34 IX.1-11. casamento e escravidão. Concluindo observações pessoais 16.1-24 Índice 102 .4 O papel dos líderes religiosos mostra que eles são importantes. mas nunca motivo para jactância 3. O problema da ressurreição dos mortos 15. O problema de profanar a Ceia do Senhor 11. O problema de manifestações espirituais que se originaram de uma abuso do dom de línguas 12. 9.1-11 IV. O problema da disciplina da Igreja interna ocorrida devido a um caso de incesto 5.1-13 III.1-13 O exemplo pessoa de Paulo antecede a seus direitos. O problema do papel dos sexos à luz da retirada do véu 11. O problema de um espírito sectário que surgiu de uma preferência por lideres religiosos devido à sua suposta sabedoria superior 1. especialmente nas áreas de sexo.10-4. 7.2-16 VIII. O problema do relacionamento entre a esfera secular e a vida espiritual do crente.5 Uma repreensão aberta por comparação irônica do orgulho coríntio com a loucura de Paulo 4. O problema de abuso sexual do corpo oriundo de uma aplicação errônea do ensinamento ético de Paulo 6.1-27 A aplicação do principio em comportamento e ação 10.1-11.1 O princípio básico do amor versus conhecimento 8. O problema de diferença ética entre irmãos causado pela ingestão de alimento oferecido aos ídolos 8.1 VII. 1-40 X.6-21 II.5-4.1-40 VI.10-3.114.

trata da oferta sendo levantada por Paulo para os santos pobres da Judéia e a Terceira parte. e dizemos “amém” à estas promessas (1. Cristo Revelado Jesus é o foco de nosso relacionamento com Deus. é “em Cristo” que nos tornamos novas criaturas (5. pois seremos ressuscitados com Jesus (4.2) Depois dessa dolorosa visita. 5. não há evidências manuscritas que fundamentos esse ponto de vista.10-11).5). contendo inúmera referências às dificuldades que ele enfrentou no curso de seu ministério (11. 7. “que não conheceu pecado”.2) e o juiz de todos os homens (5.1.9) Paulo escreveu 1Co em Éfeso por volta de 55 dC Uma breve porém dolorosa visita a Corinto causou “tristeza” a Paulo e à igreja (2Co 2. que At não registra.6.18). Características 2Co é a mais autobiográfica das epístola de Paulo. seu zelo ardente pela glória de Deus.21). no qual Cristo.11.2. fossemos feitos justiça de Deus”(5. Conteúdo 2Co consiste de três partes principais. sua disposição de ser fraco de modo que os outros pudessem experimentar o pode de Deus (13. de modo que os outros pudessem enriquecer (8. em 55 ou 56 dC. A segunda parte. Paulo as menciona para estabelecer a legitimidade de seu ministério e para ilustrar a natureza de verdadeira espiritualidade. mas também sua morte (4.5). Todas as promessas de Deus para nós são sim em Jesus. Jesus é o Sim de Deus para nós e nosso Sim para Deus. de várias maneiras.56 dC Contexto Histórico e Data 2Co reflete. Os vários episódios na interações entre Paulo e os coríntios podem ser resumidos conforme a seguir: A visita de Fundação a Corinto durou cerca de dezoito meses. que é o “marido” da igreja (11. Mais uma vez. entregue por Tito (2Co 2. pouco antes de voltar a Jerusalém. e a sua disposição de empobrecer. Os primeiros sete capítulos contêm a defesa de Paulo sobre a sua conduta e o seu Ministério. Por fim. e ele não era profissionalmente frio em seu ministério ( 1. mas também sua força. Jesus é o foco de nossa vida futura. Proclamamos a Jesus como Senhor e nós mesmo como servos por seu amor a ele (4.14. reconciliando o mundo consigo (5. 13. tenha ocorrido quando ele escreveu Rm. Ao defender seu ministério. Paulo escreveu um epístola severa. para que. por volta de 50 dC. Essa mudança foi realizada através do maravilhoso ato de graça de Deus. até a redação desta epístola. 103 . durante seu caminho de volta a Corinto. à medida que procuramos levar “cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (10.3-7. 8-9. pois Cristo é a própria imagem de Deus (4. (1Co 5. embora alguns estudiosos tenha sugerido que 2Co 10-13 possa ter sido parte dela. Ele é o foco de nossa presente vida neste mundo. tornou-se “pecado por nós. Ele revela o seu forte amor pelos coríntios.4. 12. o tratamento de Paulo com a Igreja de Corinto durante o período da fundação. 7.9).9). provavelmente.10). e a carta severa fornecem pano de fundo imediato para a redação de 2Co. Ele também é o foco de nosso serviço a Deus.13. nele. Sua vida estava inseparavelmente leigada à de seus convertidos.N. Paulo abre seu coração.6-8) Paulo escreveu 2Co da Macedônia. Nós experimentamos sua fraqueza. Entretanto. Deus veio até nós em Cristo. Nós vemos a glória de Deus somente em Jesus e só nele somos transformados por essa glória (3.17).3-4. sua lealdade inflexível à verdade do evangelho e sua indignação implacável ao confrontar aqueles que rompem o companheirismo da igreja.9-20). contêm uma mensagem de reprimenda aos caluniadores existentes na igreja. os caps 10-13.2º Coríntios Autor: Paulo Data: Cerca de 55 .23-33). Não possuímos a epístola Severa. Nós compartilhamos não apenas a vida e a glória de Cristo. onde experimentamos simultaneamente em nosso corpo mortal “a mortificação do Senhor Jesus” tanto quanto sua vida (4.14-15). Portanto.10-12). mostrando sua profunda emoção. A visita dolorosa.19). caps.4-6). em 55 ou 56 dC A visita final de Paulo a Corinto (At 20).14). At 18 Paulo escreveu um epístola anterior a 1Co .8 .

3-11 Mudanças de Planos 1.6-16 IV.20-22).11-14 Índice 104 .10-12 Compartilhando recursos 8.1-4 Comparação com falsos apóstolos 11.O Espírito Santo em Ação O ES é o poder do NT (3. experimentamos um milagre. pois ele torna real para nós as ~provisões presentes e futuras de nossa salvação em Cristo.5-11 Perturbação em Trôade 2.13).17). Saudação 1.1-13. um deleite de companheirismo que o Espírito nos dá com Cristo e com todas as pessoas que amam a Cristo.16-21 Jactância relutante de Paulo 11.1-5 Bênção de dar 9.16 Consolação e sofrimento 1.12-18 Zelo de Deus pela Igreja 11. Explicação do Ministério de Paulo 1. aí há liberdade” (3. experimentamos progressivamente e incorporamos a vontade de Deus e nós mesmo nos tornamos epístolas de Cristo. A obra do ES é evidente na renovação interna diária (4. “conhecida e lida por todos os homens” (3. Portanto. que incluía a “comunhão (companheirismo) do ES” (13. Generosidade ao dar 8. O Espírito que vivifica (3.10 Repreensão por avaliação superficial 10. Nós não apenas lemos a respeito da vontade de Deus na “letra” das Escrituras.14-13. nós asseguramos que todas as promessas de Deus são Sim em Cristo e que somos ungidos e “selados” como pertencendo a ele (1.16).3-5) e nos “sinais.6).1-11 Repreensão por comparações tolas 10. Paulo terminou sua epístola com uma bênção.15 Macedônios e Jesus como exemplos 8. Esboço de 2º Coríntios I.12-2. no conflito espiritual (10. Saudações finais 13.6) muda nossa maneira de viver abrindo nossos olhos à realidade viva que lemos.16-18).5-15 Tolerância mal orientada dos coríntios 11.16-24 Preparação conveniente do dom 9.14-7.4 Deleitando-se com o relatório de Corinto 7.13 Anúncio da terceira visita 12. mais provavelmente.5-16 III. A experiência presente do Espírito é especificamente um “penhor” do corpo glorificado que receberemos um dia (5.13-15 Uma delegação honrada 8.1-2 II.12). através do dom do “penhor do Espírito em nossos corações”. Defesa e uso da autoridade apostólica 10. prodígios e maravilhas” do ministério de Paulo (12. O ES nos dá liberdade para vermos e liberdade para sermos o que Deus quer que sejamos (3. Isso poderia indicar um sentido da presença do Espírito ou. pois “a letra (sozinha) mata”.1-9 Cumprindo as boas intenções 8. Achamos que “onde está o Espírito do Senhor.10 V. Há liberdade pra contemplar a glória revelada do Senhor e para nos transformarmos mais e mais de acordo com a imagem que contemplamos.1-5). Quando nos submetemos à obra do ES.2).12-13 Natureza do ministério cristão 2.1-9.3-7.4 Perdoando o ofensor 2.22-12.

4.N. Somente o ES. A Galácia não era uma cidade. Paulo também descreve uma dinâmica união de fé com Cristo (2. 105 . também foi usada por Pedro pra explicar o derramamento do ES no Pentecostes (At 2. o termo “Galácia” era usado geograficamente pra indicar a região centro-norte da Ásia Menor. o evangelho fornece meios para se obter a justiça que a Lei exige. politicamente. A palavra “maravilhas” refere-se às manifestações carismáticas do Espírito evidenciadas por sinais externos. 5.18) e fazer com que o fruto da santidade cresça em nossas vidas (vs. designava a província romana na parte centro-sul da Ásia Menor. uma área que incluía as cidades de Antioquia.56 dC Destinatários Gálatas é a única cara que Paulo endereçou especialmente a uma grupo de Igrejas. (caps 3-4).16.33). Icônia. Na terceira. são encontradas poucas dificuldades para relacionar a carta com os acontecimentos de At 15. O que ele quer dizer é que o mesmo espírito que os regenerou faz com que a nova vida deles cresça. nos libertar da tirania da lei (v.1. em 3. Paulo declara tanto sua divindade (1.9 . III aC.4. Paulo provavelmente tenha escrito a carta por volta de 55 ou 56 dC.26) em uma posição de liberdade (2. 4. Na primeira seção (caps. No séc. Listra e Derbe. mas uma região da Ásia Menor. em que Paulo pergunta aos Gálatas.30.5). Em 3. 3.Gálatas Autor: Paulo Data: Cerca de 55 . Em relação à pessoa de Cristo. Na segunda seção.2-3.16-25. Paulo defende sua autoridade apostólica. e o Espírito que habita em nós. O Espírito Santo em Ação Os judaizantes estavam errados sobre as formas de santificação. Ao invés de dar lugar ao pecado. bem como a forma de justificação.1). quando uma tribo de pessoas da Gália migrou para o local. quando estava na Macedônia ou em Corinto. Paulo apresenta uma série de argumentos e ilustrações para provar a inferioridade da lei em relação ao evangelho e para estabelecer o verdadeiro propósito da Lei.28). onde os gálios tinha se estabelecido. A frase “a promessa do Espírito”.16) quanto sua humanidade (3.5. 16-17). em sua terceira viagem missionária. 4. Paulo descreve um conflito feroz e constante entre a carne. libertando-os da servidão ao legalismo e à libertinagem.22-23). Data A questão da data de Gálatas depende principalmente da correlação de 2. Em 5.20) e da lei (3. Seu nome originou-se no Séc. que ele próprio revelou a Paulo (1.12. Estes versos ensinam que receberemos o Espírito através da fé e que Ele continua a se manifestar no poder à medida que caminhamos na fé.14. visivelmente retratada no batismo (3. quando nos submetemos passivamente ao seu controle e caminhamos ativamente nele. Uma passagem importante é 3. que incluía várias cidades. doutrinária. 2 posse ser identificado com a chegada da fome em At 11.12). enquanto “opera” indica que Deus continuava a fazer maravilhas através dos crentes cheios do Espírito que não tinha se entregado ao legalismo. do próprio eu (2. 5-6).4).1-10 com a visitas de Paulo a Jerusalém registradas em At. I dC.14). por que eles estavam buscando maturidade espiritual realizando obras da lei. 1-2). Embora o cap. A principal ênfase do apóstolo está na crucificação de Cristo como base para a libertação do crente da maldição do pecado (1. O verbo “dá” sugere um fornecimento contínuo com generosidade. 6. Paulo enviou esta carta para as igrejas na província da Galácia. Paulo faz um pergunta semelhante relacionada ao ES. aplicação prática da doutrina ( caps. A linguagem que ele usa indica uma experiência do Espírito que se estendeu além da recepção inicial dos gálatas. pode nos permitir morrer pela carne (vs.16. Conteúdo Gálatas contém divisões biográficas. como os descritos em 1Co 12-14. doutrinárias e práticas de dois capítulos cada. que prontamente admitiram que tinham iniciado sua vida cristã através do Espírito.20).3. a nossa natureza propensa ao pecado. Paulo exorta os gálatas pra usarem adequadamente sua habilidade cristão e para não abusarem da mesma. Cristo Revelado Paulo ensina que Jesus coloca aqueles que têm fé nele (1.

Separada da obra do ES de controlar e santificar.16-26 Para carregar os fardos dos outros 6.8-9 Declaração da integridade de Paulo 1.16-25) faz parte da exortação de Paulo em relação ao uso adequado da liberdade cristã.11-13 Centralidade da cruz 6.11-24 O reconhecimento de sua autoridade 2.11-21 III.31 Com discussão 3.18 Índice 106 .21-31 IV.10 II.12-20 Por alegoria 4.21 A fonte de sua autoridade 1. Prática: Paulo exorta os gálatas 5.1-5 Deserção dos gálatas 1.14-16 Marcas de um apóstolo 6. a liberdade certamente acabará em libertinagem.11 Por apelo 4.1-10 V.11-2.10 Para usar adequadamente sua liberdade cristã 5.6-7 Denúncia contras os judaizantes 1.1-6. Biografia: Paulo defende sua autoridade 1.1-10 A manifestação de sua autoridade 2.1-4. Doutrina: Paulo defende seu evangelho 3. Conclusão 6.1-10 Saudação 1.1-4. Esboço de Gálatas I.1-15 Para caminhar através do Espírito 5.11-18 advertência contra os legalistas 6. Introdução 1.Esta seção (5.17 Bênção 6.

o recurso de força para seu povo enquanto eles se armam para a batalha espiritual (6.1. e ele é o Senhor ressuscitado que não apenas ressuscitou dos mortos e do inferno. iluminando o coração para aprender o propósito de Deus.16. Tratava-se de uma das sete igrejas a quem Jesus endereçou suas cartas em Ap 2-3.17-18. em 4. em 4.1. dando-se sem egoísmo para realçar sua noiva— sua igreja (5. Conteúdo A mensagem pulsante de Efésios é “para louvor de sua (Cristo) glória” (1. que pode se entristecer por insistência de ocupações carnais.7). garantindo-nos o amor de Deus (3. 4.13.17 e 3. em 3. ele é o revelador. Cap.17-19). uma vez que ela circulou originalmente para quase o mesmo grupo de igrejas. provavelmente. Colossenses e Filemom.25-27. a mesma carta mencionada em Cl 4. desenvolvendo um relacionamento tão profundo com os efésios que sua mensagem de despedida a eles é uma das passagens mais emocionantes da Bíblia (At 20. poderoso na batalha.10).15-23). Em 1. 2: Ele é o pacificador que reconciliou o homem com Deus e que também torna possível a reconciliação entre os homens (2. localizado perto da atual Izmir. em 5. um fato relevante para estudar esta epístola.16 como estando presente em Laodicéia ao mesmo tempo em que circulava. não somente por seu grande tema.6: Ele é o Senhor. ele é o Espírito de santidade. A palavra glória ocorre oito vezes e refere-se à grande excelência de Deus. caps 1-3 e 2) a prática do crente caps. ele é o selador.10). ele é o Espírito da unidade. 107 .8).27). Cap. O Espírito Santo em Ação Como com Cristo. Cap.N.6. a igreja— a expressão atual dele mesmo na Terra (1. 3: Ele é o tesouro em que são encontradas as riquezas inescrutáveis da vida (3. aquele em quem e por quem a história será definitivamente consumida (1. que consiste de seu próprio povo sendo habitado pelo próprio Deus (2.20). Ele é que dá a Palavra como espada para uma batalha e o assistente celeste que nos foi concedido para nos ajudar a orar e a intervir até que obtenhamos a vitória. a carta divide-se em duas seções: 1) a oposição do crente.3. e ele é a “principal pedra da esquina” do novo templo. 1: Ele é o redentor (1. mas que reina como Rei. autorizando o crente a representar Cristo.12.21).18. ela deve andar. Paulo escreveu Efésios. desejando sustentar a ligação de paz no corpo de Cristo. a igreja aprende onde ela está.30.Efésios Autor: Paulo Data: Cerca de 60—61 dC Antecedentes Éfeso era um importante porto da Ásia Menor. em 6. nem ruga” (5.5. “O grande Cânon da Escritura” e “O ápice real das Epístolas”. e 2) antes de andar. O objetivo magnífico está na publicação do compromisso de Jesus de construir uma igreja gloriosa. Filipenses. Cap. Lá ele ministrou por dois anos inteiros (At 19. Embora Paulo já tivesse estado em Éfeso antes (At 18. Cap. 5: Ele é o marido modelo. Os passos básicos de amadurecimento são dados na direção do compromisso da igreja de lutar conta os poderes do mal: 1) antes da igreja ir para a guerra. sua sabedoria e seu poder.10 . ele foi ministrar lá pela primeira vez no inverno de 55 dC. Efésios revela o processo pelo qual Deus está trazendo a igreja para seu objetivo destinado em Cristo. 6. 4-6. ele é o doador.8-10). madura e de um ministério “sem mácula. a quem Cristo dá força.8-19). Cristo Revelado Ef foi chamado de “Os Alpes do NT”. o apóstolo escreve esta carta encíclica— para se lida por várias congregações. o ES é revelado em um ministério bastante amplo e através do crente.17-38).14).19-22). em 1. ele é a fonte através da qual todos deve ser continuamente cheios. Confinado e aguardando julgamento (3. 32). mas devido à majestade do Cristo revelado aqui. derramando sua vida através de seu corpo. e ele é o que habita nos corações humanos. Ocasião e Data Enquanto estava preso em Roma. Efésios e. e ele é o vencedor que acabou com a capacidade do inferno de manter a humanidade cativa (4.11-18).

1-6 Para aceitar a graça e dons com humildade 4.8-14 VIII.1-3 A nova ordem da vida amorosa de Deus 2. A vocação do crente para a vida cheia do Espírito 5. A oração de poder do Apóstolo 3.17-5.9 IX. O ministério e mensagem do apóstolo 3.4-10 A antiga separação e falta de esperança 2.15-23 Para a experiência que compartilha da vitória de Cristo 1.20-21 VI.21-24 Índice 108 .17-19 A igreja e glória de Deus 3.3-8 Parceria no propósito de Deus 1.14-21 Por força através do ES 3. presente e futuro do crente 2.9 Buscar a vontade e sabedoria de Deus 5.8-13 V. A responsabilidade do crente 4.13-18 A Igreja: Edifício de Cristo 2.17-19 Ao tirar o velho e colocar o novo 4.1-2 I.1-7 O ministério que é dado a cada crente 3.1-13 O ministério concedido a Paulo 3. A oração do apóstolo por discernimento 1.12-16 VII.15-17 Manter a plenitude do Espírito através de louvor e humildade 5. O chamado do crente para a pureza 4.14 Ao recusar a falta de inclinação mundana 4.1-16 Para alcançar a unidade com diligência 4.7-11 Para crescer no ministério como parte do corpo 4. A vocação do crente para a batalha espiritual 6.14-16 Por fé e amor através da habitação de Cristo 3.15-23 Para corações que vêem com esperança 1.18-20 Observações finais 6. A posição do crente em Cristo 1.1-22 A ordem passada dos mortos que vivem 2.19-21 A igreja: o copo de Cristo 1.13-17 A Ação envolvida na batalha 6.19-22 IV.3-14 Bênçãos de total redenção 1.9-14 II.20-32 Ao Brilhar como filhos da luz 5.22-23 III.Esboço de Efésios Saudação de abertura 1.18-21 Conduzir todos os relacionamentos de acordo com a ordem de Deus 5.10-20 A realidade da batalha invisível 6.22-6. O passado.10-12 Armadura para o guerreiro 6.15-6.11-12 A nova união e paz atual 2.

a verdadeira alegria não é uma emoção superficial que dependeu de circunstâncias favoráveis do momento. É uma carta ética e prática em sua ênfase e está centralizada em Jesus. Para sustentar sua exortação de humildade.5). Ocasião e Data É mas provável que Paulo tenha escrito esta carta durante sua primeira prisão romana. Paulo. à encarnação e à exaltação de Cristo. ou como ele coloca em 4. apresenta-nos um diário íntimo das próprias experiências espirituais de Paulo. ele era a própria vida do apóstolo. 2Co 11. Cristo era mais do que um exemplo.8-9). embora prisioneiro. São realçadas tanto a divindade quanto a humanidade de Cristo. Por toda a carta.16. Ao fazê-lo. O Espírito Santo também promove 109 . enfatizando que somente através de Cristo se alcança a alegria. 3. O fato de essa expectativa ser dominante no pensamento de Paulo é vista em suas cinco referências à volta de Cristo.12-40 registra a fundação da igreja de Filipo. Sendo assim. como ocorre com todas as outras graças cristãs. Paulo declara que o Espírito de Jesus direcionará a realização do propósito de Deus em sus própria experiência (1. a igreja apresentava um forte zelo missionário e era constante em seu apoio ao ministério de Paulo (4. Para Paulo.15-16. são apenas uma expressão de seu espírito de comunhão. “o fruto que aumente nossa conta”. conhece-lo era sua maior aspiração. No contexto de cada referência há uma nota de alegria (1. pois o levaria a uma maior experiência da presença de Cristo (1. cheia de ternura. As ofertas. Ele começa a carta agradecendo aos filipenses pro sua parceria na propagação do evangelhos através de suas ofertas monetárias.17. Paulo também descreve uma alegria que surge da comunhão na propagação do evangelho. e invocava seus leitores para sempre regozijarem em Cristo. por volta de 61 dC. Devido essa convicção. como sofrimento e perseguição. Conteúdo A mensagem permanente dos filipenses diz respeito à natureza e base de alegria cristã. Mesmo a morte tornou-se uma amiga. por volta de 51 dC.6. era muito feliz. A nota dominante por toda a cara é a alegria triunfante. a vida de Paulo ganhou sentido. e é possível mesmo em meio a circunstâncias adversas. 4. 2. O Espírito Santo em Ação A obra do Espírito em três áreas é mencionada na carta. que renuncia à glória dos céus para sofrer e morrer por nossa salvação (2.21-23) A alegria apresentada em filipenses envolve uma expectativa ávida da volta eminente de Cristo.11 . Paulo fala da alegria do Senhor. para agradecê-los pela contribuição que tinha recebido deles. a alegria cristã é uma conseqüência de estar em comunhão ativa com o corpo de Cristo. esta é a mais bela cara de Paulo. Desde o começo.10. Para Paulo. Pregar Cristo era sua grande paixão.19).5-11). que tinha trazido a doação de Filipos e quem Paulo estava enviando de volta. pessoal e informal. Seu estilo é espontâneo.Filipenses Autor: Paulo Data: Cerca de 61 dC Antecedentes At 16. baseada na experiência do poder de sua ressurreição.N. Seu principal desejo para seus leitores era de que eles pudessem ter a mente de Cristo.20. Características Em muitos aspectos. Paulo estabeleceu a igreja durante sua segunda viagem. o apóstolo descreve a atitude de Cristo. sofrer por ele era um privilégio. Ele também elogiou calorosamente Epafrodito. A alegria cristã é independente de condições externas. ele apresenta a declaração mais concisa do NT em relação à pré-existência. cristo é a soma e a substancia da vida. Paulo desfrutou de uma amizade mais próxima com os filipenses do que com qualquer outra igreja. entretanto. Essencial para essa alegria é a convicção confiante de autoridade de Cristo. calor e afeição. Primeiro. A Alegria definitiva surge da comunhão com Cristo ressuscitado e glorificado. Cristo Revelado Para Paulo.

unidade comunicação com o corpo de Cristo (2.1). A participação comum nele cria uma unidade de propósito e mantém uma comunidade de amor. Então, em contraste com a observância ritual inerte dos formalistas, o Espírito Santo inspira e direciona o louvor dos verdadeiros crente (3.3).

Esboço de Filipenses
Introdução 1.1-11
Salvação 1.1-2 Ação de graças 1.3-8 Oração 1.9-11

I. Circunstância da prisão de Paulo 1.12-26
Avançaram o evangelho 1.12-18 Garantiram a bênçãos 1.19-21 Criaram um dilema para Paulo 1.22-26

II. Exortações 1.27-2.18
Vida digna do evangelho 1.27-2.4 Reproduzir a mente de Cristo 2.5-11 Cultivar a vida espiritual 2.12-13 Cessar com murmúrios e questionamentos 2.14-18

III. Recomendações e planos pra os companheiros de Paulo 2.19-30
Timóteo 2.19-24 Epafrodito 2.25-30

IV. Advertências contra o erro 3.1-21
Contra os judaizantes 3.1-6 Contra o sensualismo 3.17-21 Conclusão 4.1-23 Apelos finais 4.1-9 Reconhecimento das dádivas dos filipenses 4.10-20 Saudações 4.21-22 Bênção 4.23 Índice

110

N.12 - Colossenses
Autor: Paulo Data: Cerca de 61 dC Antecedentes
Paulo nunca tinha visitado Colossos, uma pequena cidade na província da Ásia, cerca de 160 km de Éfeso. A igreja foi uma conseqüência de seu ministério de três anos em Éfeso, por volta de 52 –55 dC (At 19.10; 20.31). Epafras, um nativo da cidade e provavelmente convertido pelo apóstolo, talvez tenha sido o fundador e líder da igreja ( 1.7-8; 4.12-13). A igreja aparentemente se reunia na casa de Filemom (Fm 2).

Ocasião e Data
Estudiosos conservadores acreditam que esta carta foi escrita em sua primeira prisão romana, por volta de 61 dC. Em algum momento da prisão de Paulo, Epafras solicitou sua ajuda para lidar com a falsa doutrina que ameaçaca a igreja em Colossos (2.8-9). Aparentemente, essa heresia era um mistura de paganismo e ocultismo, legalismo judaico e Cristianismo. O erro parece com uma antiga forma de gnosticismo, que ensinava que Jesus não era nem completamente Deus e nem completamente homem, mas apenas um dos seres semidivinos que ligavam o abismo entre Deus e o mundo.

Características
Nenhum outro livro do NT apresenta mais completamente autoridade universal de Cristo ou a defende tanto cuidado. Combativo em tom e abrupto em estilo, Colossenses tem uma semelhança próxima com Ef em linguagem e assunto. Mais de setenta dos 155 versos de Ef contêm expressões que ecoam em Cl. Por outro lado, Cl tem vinte e oito palavras que não se encontram em mais nenhum outro lugar escrito de Paulo, e trinta e quatro que não se encontra em lugar nenhum do NT.

Conteúdo
Os falsos mestres em Colossos tinha rebatido algumas das principais doutrinas do Cristianismo, nada menos que a divindade, a autoridade absoluta e suficiência de Cristo. Cl apresenta Cristo como o Senhor supremo cuja suficiência o crente encontra perfeição (1.15-20). Os primeiros dois capítulos apresentam e defendem essa verdade; os últimos dois desvendam as implicações práticas. A supremacia de Jesus Cristo depende da unicidade dele com o eterno e amado Filho e Herdeiro de Deus (1.13,15). Nele habita a totalidade dos atributos, essência e poder divinos (1.19; 2.9). Ele é a revelação e representação exata do Pai, e tem prioridade em tempo e primazia em categoria sobre toda a criação (1.5). Sua suficiência depende de sua superioridade. A convicção da soberania absoluta de Cristo impulsionou a atividade missionária de Paulo (1.27-29). Paulo declara a autoridade de Cristo de Três formas primarias, proclamando, ao mesmo tempo, sua adequação. Primeiro, Cristo é o Senhor de toda a criação. Sua autoridade criativa abrange todo o universo material e espiritual (1.16). Como isso inclui os anjos e planetas (1.16; 2.10), Cristo merece ser louvado ao invés dos anjos (2.18). Além disso, não há motivo para temer os poderes espirituais demoníacos ou buscar supersticiosamente a proteção deles, pois Cristo neutralizou o poder deles na cruz (2.15), e os colossenses compartilhavam de seu triunfante poder de ressurreição (2.20). Como soberano e potestade suficiente, Cristo não é apenas o Criador do universos, mas também o preserva (1.17), é seu princípio de união e meta (1.16). Em segundo lugar, Jesus é o superior na igreja como seu Criador e Salvador (1.18). Ele é a vida e líder dela, e a igreja só deve submeter-se a ele. Os colossenses dever permanecer arraigados a ele ( 2.6-7) ao invés de se encantarem com especulações e tradições vazias (2.8,16-18). Em terceiro lugar, Jesus é supremo na salvação (3.11). Nele somem todas as distinções criadas pelo homem e caem as barreiras. Ele transformou os cristãos em uma única família onde os membros são iguais em perdão e adoção; é ele quem importa, em primeiro e em último lugar. Portanto, contrário à heresia, não há qualificações ou exigências especiais para vivenciar o privilégio de Deus (2.8-20). Os caps. 3-4 lidam com as implicações práticas de Cristo na vida diária dos colossenses. Paulo usa a palavra “Senhor” nove vezes em 3.1-4.18, o que indica que a supremacia de Cristo invade cada aspecto de seus relacionamentos e atividades.

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Cristo Revelado
Paulo eleva Cristo como o centro e circunferência de tudo que existe. O encarnado Filho de Deus, ele é a revelação e representação exata do Pai (1.5), bem como a encarnação da total divindade (1.19; 2.9). Ele, que é Senhor da criação (1.16), da igreja (1.18), e da salvação (3.11), habita os crentes e é sua “esperança e glória” (1.27). O supremo criador e mantenedor de todas as coisas (1.16-17) também é um salvador suficiente para seu povo (2.10).

O Espírito Santo em Ação
Cl tem uma única referência explícita ao ES, usada em associação com o amor (1.8). Alguns sábio também entendem “sabedoria e inteligência espiritual” em 1.9 em termos de dons do Espírito. Para Paulo, a autoridade de Cristo na vida do crente é a evidência mais crucial da presença do Espírito

Esboço de Colossenses
I. Introdução 1.1-14
Salvação 1.1-2 Oração de louvor pela fé dos colossenses 1.3-8 Oração de petição pelo crescimento deles em Cristo 1.9-14

II. Apresentação da supremacia de Cristo 1.15-2.7
Na criação 1.15-17 Na igreja 1.18 Na reconciliação 1.19-23 No ministério de Paulo 1.24 –2.7

III. Defesa da supremacia e suficiência de Cristo 2.8-23
Contra a falsa filosofia 2.8-15 Contra o legalismo 2.16-17 Contra o louvor aos anjos 2.18-19 Contra o ascetismo 2.20-23

IV. Supremacia de Cristo exigida na vida Cristã 3.1-4.6
Em relação a Cristo 3.1-8 Em relação à igreja local 3. 9-17 Em relação à família 3.18-21 Em relação ao trabalho 3.22-4-1 Em relação à sociedade não cristã 4.2-6

V. Conclusão 4.7-18
Companheiros de Paulo 4.7-9 Saudações finais 4.10-15 Exortações e bênçãos finais 4.16-18 Índice

112

foram lá e excitaram as multidões” (At 171. na verdade. Data Dos cálculos baseados na inscrição de Gálio— uma cópia pública de uma carta do imperador romano ao procônsul de Acaia— Pode-se afirma que 1 Ts foi escrito em 50 ou 51 dC Características e Conteúdo Escrita primeiro em um tom de alívio e gratidão. 1-3 ensaiam as lembranças de Paulo sobre seu ministério entre eles. A carta não contém um teologia elaborada como Rm.13-40). Os caps. A resposta de Paulo encheu de esperança e. seriam os primeiros a serem ressuscitados. uma grande estrada militar romana que ia desde a costa balcânica ocidental até a atual Istambul. Jesus” (At 17. dizendo que há outro rei. À noite. nenhuma repreensão ou heresia ameaçadora como Gl.7) Muito possivelmente.N. aqueles que choravam pela perda de pessoas queridas.6 “magistrados da cidade).1-8. e aqueles que rodeassem a 113 .14-15). Foi essa a recepção inicial do evangelho no continente europeu. paciência e prestabilidade em relação à várias necessidades humanas (5. de consolo. seu deleite notável em saber da fé inabalável deles Os caps. Um grande Consolo!.23). era de fato o Ungido— o Messias— prometido há muito pelas escrituras (At 17. Eles então fizeram acusações de que Paulo e seu grupo tinham “virado o mundo de cabeça para baixo” . Os mortos em Cristo. o filho do carpinteiro de Nazaré. nem conselhos pastorais extensivos como em 1Co.1º Tessalonicenses Autor: Paulo Data: Cerca de 50 dC Origem da Igreja em Tessalônica O evangelho chegou à Europa pela primeira vez em 49 dC. de modo que Paulo ter de pagar fiança. seu anfitrião Jasom foi preso.uma classe de oficiais peculiar à região. Os cristãos vivos se uniriam a eles e seriam arrebatados para encontrar o Senhor no ar este estar para sempre com ele. Portanto em três cidades sucessivamente— Filipos. Paulo e seu grupo responderam à visão noturna do homem macedônio e navegaram de Trôade para a ilha egéia de Samotrácia e. A ira deles pode ter piorado as hostilidades judaicas. Tendo recebido o nome da irmã de um rei macedônio no final do séc.Uma acusação muito séria. a cidade de tessalônica era a capital do distrito da província romana da Macedônia e possuía um excelente porto natural . caridade responsável ( 4. No dia indicado. Paulo estabelece a segunda maior igreja do continente europeu. Paulo e Silas partiram secretamente para Beréia—100 km a sudeste. E era governada por politarcas . portanto. Localizava-se na famosa via Egnatia. Viajando cerca de 150 km em direção a sudeste. a comissão de Timóteo para voltar a igreja. I estava bastante acostumado a chegada (“vinda”) esplendorosa. Chamar Jesus de “Senhor” era empregar um título de outra forma aplicado ao imperador: “Todos estes procedem contra os decretos de César. muito próxima da rebelião civil do que o dano público sugerido pelo longo uso de palavras familiares. 5. “Mas.9-12). A linguagem de Paulo descrevendo a vinda de Jesus dista dois milênios do vocabulário da tecnologia urbana. 4-5 contêm as exortações características sobre assuntos como pureza sexual (4.13 . depois para Neápolis (At 16. as autoridade imperiais se desculparam.3). Aqui. Como não conseguiram encontrar Paulo. relata Lucas. argumentando que Jesus.12-13). O povo mediterrâneo do séc. as autoridades romanas que revisaram o caso tenha incluído os maridos das “mulheres distintas” persuadidas por Paulo. estima e apoio aos líderes (5. Isso aconteceu quando em sua segunda viagem missionária. “Como tinha por costume”.1-3). libertaram os apóstolos e os incitaram a deixar a cidade (At 16. Tessalônica e Beréia— Paulo e seu grupo partiram em meio à inquietação civil e tiveram seu trabalho interrompido no meio. os cidadãos sairiam da cidade para encontra o visitante real— que vinha com um amplo cortejo. o livro é marcado pelo agradecimento em relação ao crescimento da igreja na ausência forçada de Paulo. sua preocupação com o estado da fé que eles tinham. Paulo e Silas chegaram a Tessalônica. Paulo foi para a sinagoga do local e pregou durante várias semanas. Ao saber que Paulo e Silas eram cidadãos romanos. logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus também era anunciada por Paulo em Beréia.8-12) Aqui. o apóstolo encontrou a negociante Lídia. Os líderes Judeus não estavam contentes com a mudança dos seguidores da sinagoga . IV aC. alegre e antecipada de um visitante ral. (At 17. Grito de aclamação e boas-vindas surgiriam à medida que ele passasse. exorcizou o espírito de adivinhação de uma jovem escrava e foi publicamente espancado e erroneamente preso.

14. Conselhos finais 5.10) ao outro (5. Havia alegria e admiração com a chegada esplendorosa do rei. em 1Ts Cristo surge como o Rei que volta.14).10) dá conforto aos aflitos (4. 3.1-5. O Espírito inspira alegria mesmo quando em meio à aflição (1. O tema da volta de Cristo. 4. Esse será seu dia. mas para aqueles que o servem. como em vários lugares da Bíblia. o poder do Espírito (provavelmente com “sinais” e maravilhas”) e profunda resposta pessoal. e no Espírito Santo.19-21 releva um caráter vivamente carismático do louvor em Tessalônica— a atividade profética que alguns estavam inclinados a conquistar.1-11.1.19).8-9) notadamente chega através de palavras humanas (2. ele é o receptor de agradecimentos (1.23) e aprovação (2. Na verdade. A espera da volta de Cristo 4. Assim há de ser quando os vivos e os mortos forem para cima.11 Para o presente: qualidades de estilo de vida 4.13-16 Ansiedade de Paulo pelos tessalonicenses 2.13 Agradecimentos à fé.9).12-28 Respeito pelos líderes 5. Lembrança do Ministério de Paulo 1. Começo típico da carta 1. 2Ts 2. A vontade de Deus se relaciona com a pureza moral (4.6.13.1 II. 4. ele não veio somente em palavras. acima de tudo. para encontrar o rei que vem do céu.10.13-18. 4.11.1-12 Para o futuro: a volta de Cristo 4.2). a testemunha incontestável (2.2-3.18).5). Em 1Ts.12). o Pai (1. o “Dia do Senhor” (5.2-10 Como Paulo ministrou lá 2.14-15) fornecem um exemplo aos crentes que sofrem agora (1.8).18). como ele mesmo.6). mas para o que Paulo pede aceitação verificada: suas palavras deveriam ser lidas “a todos os santos irmãos” (5.27). Os crentes de antes e de agora têm uma posição espiritual mística “no Senhor” (1.1.16). 4. Esboço de 1º Tessalonicenses I.9) e origem da salvação (5. mas também com a ação de graças contínuas (5. 2. cuja morte e ressurreição (1. 1Ts 5.9). 3. cuja volta esperada co céu (1.13. Ali seriam feitos reconhecimentos e premiações especiais (2.3. é pratica o suficiente para ser a base do respeito pra governar os anciãos (5.15-16) àqueles que se opõem a ele. Ele é o Deus vivo e genuíno (1. embora concentrado em 4.13). Quando o evangelho chegou em Tessalônica .9). esperança e caridade dos tessalonicenses 1.1-10 Esperança contínua de Paulo de ver os tessalonicenses 3. também é abordado em 5.3.4). O Espírito Santo em Ação Todos os cristãos podem afirmar que foi Deus quem “nos deu também o seu ES” (4.1-12 Agradecimentos pela resistência dos tessalonicenses 2. e em muita certeza” (1. que.10.11-13 III.13 114 .10.10). A graça vem de Cristo (5.estrada então se uniriam ao monarca que iria a um determinado. Deus ressuscitou Jesus e ressuscitará os mortos que confiaram nele (1.5). “Dia de Cristo”). Cada capítulo em 1 Ts refere-se a esse acontecimento futuro decisivo. 2. paz (5.2.1.7). 5.12-13 Paz na comunidade 5. Sua palavra.13-5.11) e alegria aos que o esperam (2. Cristo Revelado Jesus é o Filho de Deus (1. Mas.11 IV.2. sugerindo uma mistura balanceada de discussão intelectual. “mas também em poder.23).14-15) mas que. 5. o “evangelho de Deus”(2.2. serão ressuscitados no futuro (1. Deus é a fonte e o fim de tudo o que se relaciona com a vida natural e espiritual. Deus Pai Revelado Deus.19-20). oposto de ídolos (1. a vinda de Cristo acontece de um final de carta (1. coragem (2. é a fonte da ira e do desagrado (2.8).28).3.17-20 Missão de Timóteo e Alívio de Paulo 3. todavia. o conquistador dos mortos. 2.17-18.2.

14 Vivência cristã 5.15-22 Índice 115 .Ajuda aos necessitados 5.

3. Freqüentemente nas cartas tessalonicenses.13) aqueles em seu Reino (1.20.17-3. sugerindo que Paulo escreveu a segunda carta algumas semanas após a primeira. Ele enganará muitos. A obra de santificação do ES pode ser vista como uma maneira de encarar a intenção de Deus de salvar seu Povo. Ainda assim. também teria sido escrita por volta de 50 dC.4) elas descansam nele (1.16.3).” Pelo visto. 116 ..1. A declaração profética do Espírito.5. tinha trazido para Tessalônica uma doutrina que anunciava que “o Dia de Cristo estivesse perto” (2. surge um problema diferente.8) e tomará vingança daqueles que não conhecem a Deus (1.2). As igrejas são dele (1. sempre deve ser testada (1 Ts 5.10). não acontecerá até que determinados acontecimentos ocorram. não trabalhando. Paulo rapidamente escreveu 2Ts para ressaltar a maneira correta de compreender a volta do Senhor. ou assim afirmada (2.10. 3. Deus Pai Revelado Como em outros lugares do NT.5) e objeto de agradecimento (1. Duas vezes em 2Ts (2. sua posição espiritual encontra-se em “Deus. consolo e estabilidade (2. diz Paulo (2.4).8).11) e que não conhecem (1.17). O espírito de tal figura. ele relembra seus leitores a continuar com as coisas que ele ensinou antes (1Ts 2. se escrito apenas algumas semanas depois de 1Ts. Em 2Ts. esclarece ele. A preocupação de Paulo cm a estabilidade espiritual da igreja o levou a enviar Timóteo e a expressar. 2Ts 1. haverá uma apostasia e.9).6) e permite a ilusão àqueles que desprezam a verdade (2. derrotará o homem do pecado no momento de sua volta (2.4).4-7). Esse dia. havia preocupações evidentes sobre as atitudes desequilibradas relacionadas com a volta do Senhor.4.11). A volta do Senhor é de importância central em ambas as cartas.12. 2. Qualquer que seja a fonte da doutrina errônea. 3.21. Mas um poder— não identificado claramente pelo apóstolo– resiste e controla o homem do pecado de forma a impedi-lo de interferir na consumação do curso dos acontecimentos humanos por Deus através da volta de Cristo na segunda vinda.12). atraíam o louvor e a gratidão freqüentes do apóstolo (1Ts 1. desarmado. 2.14). Embora a igreja seja geograficamente localizada em tessalônica.3.3. O Espírito Santo em Ação Na única referência direta ao ES. Como em 1Ts. o homem do pecado será revelado—”O filho da perdição” (2. provavelmente os mais antigos livros do NT a serem escritos.crenças fixas dentro das igrejas— como uma verificação sobre a doutrina carismática..7. incluindo a capacidade de realizar prodígios (2. cuja seleção para a salvação por Deus “desde o início” o apóstolo descreve pormenorizadamente como “santificação do Espírito e fé da verdade “ (2.16. e no Senhor Jesus” (1. “o ministério da injustiça” (2.N.2). Em primeiro lugar.2).16).1).1). amor e paciência (3. O apóstolo apela para a “tradição” . relacionado à volta do Senhor. pois terá grandes poderes.12) e amor (3. 2. Tanto em 1Ts como em 2Ts (1. Ou pode ter surgido em uma carta falsamente atribuída a Paulo. Ele escolheu (2. 2Ts 2.4. Cristo Revelado A coigualdade de Cristo com Deus recebe atenção especial neste livro. parar de trabalhar era instigado por uma doutrina errônea de que alguém.6.11-12. e ele. Pai e Filho juntos são a fonte da graça e da paz (1. chamada de “anticristo” nas cartas de João. 2Ts. está claro que os crentes sofreram algumas perseguições e opressão— da mesma forma que Paulo e Silas. se autodenominará Deus(2. Deus é visto como Pai (1.1.2. está se desenvolvendo um corpo de crenças cristãs definidas.2º Tessalonicenses Autor: Paulo Data: Cerca de 50 dC Autor e Data 1 e 2Ts são bastante semelhantes em linguagem. mas também restituiu os malfeitores (1.11). “Ouvimos”. nosso Pai.5).8).16) a fonte de graça (1.15. 3.14 .13).15. “que alguns entre vós andam desordenadamente. A estabilidade e persistência e paciência em meio as adversidades. Já nessas cartas. o Senhor Jesus virá de novo (1. Tal doutrina pode ter uma origem falsamente reivindicada pelos carismáticos (“por espírito” 2.7) já operava nos dias de Paulo.10. mais importante. escrevendo a primeira carta.13). Essa figura. em 2TS Paulo engrandece a Deus pelos tessalonicenses. com “o assopro de sua boca” (2.8). 1Co 14.18). uma alegre satisfação por conhecer sua saúde espiritual (1Ts 2. 1Ts revela que alguns tessalonicenses estavam perplexos com a morte de pessoas amadas e temendo perder a volta do Senhor Jesus. 3.5) e os torna dignos de seu chamamento de salvação (1.29).

3-4 II. Exortação 2.1-5 Contra ociosidade 3.16 IV.1-12 III.1 Saudações 1.2 Ação da Igreja 1.Esboço de 2º Tessalonicenses I.6-13 À disciplina 3.14-15 À paz 3.13-3.13-17 À oração 3.5– 2.18 Índice 117 .1-4 autores 1.12 Conseqüência da vinda 1.16 À estabilidade 2.1 Endereços 1. Começo típico da carta 1. Comentários finais 3.17 Um desejo de graça 3.17-18 Uma assinatura de crédito 3. Doutrina 1.5-12 Indicações da vinda 2.

Além disso. 2Tm. 3. Cristo é tanto Senhor (1. Em virtude de seu trabalho de redenção. altamente recomendado por seus líderes ali e em Icônio. que se faz carne. Era evidente que Timóteo tinha recebido os ensinamentos da religião judaica.12. Quando Paulo retornou a Listra. Ele provavelmente tenha escrito a carta em 64 dC.5).15) quando salvador (1.6).1) são orações que envolvem a assistência do ES (Rm 8.N. provavelmente seu único filho. o Pai (1.7) também incluiria o líder ser “cheio do ES”. Como eles iam ministrar entre os judeus.26.21.1º Timóteo Autor: Paulo Data: Cerca de 64 dC Antecedentes Em sua primeira viagem missionária. uma vez que sua mãe era judia. Tt) nomeiam o apóstolo Paulo como seu autor. e obtiveram em meios às perseguições sucesso. ele ensinou Timóteo como combater os falsos mestres. O Espírito Santo em Ação As referências diretas ao ES em 1Tm são raras. ele partiu.15-16). e a promessa de sua volta é um incentivo à fidelidade no ministério e à pureza na vida (6.12. ele é nossa esperança (1. A declaração “o Espírito expressamente diz” (4. pois Paulo o iguala a Deus. não por causa da justiça.3. As “intercessões” (2. mas para evitar ofender os judeus.14).14. ele é o único “mediador entre Deus e os homens” (2. Timóteo deveria ensinar a fé apostólica e levar uma vida exemplar o tempo todo. Paulo adicionou Timóteo a seu grupo apostólico. com quem ele teve Timóteo.15). Cristo Revelado A divindade de Jesus é evidente.14).1) e o capacitou para o ministério (1. após ser libertado de usa primeira prisão romana. ele encontrou Timóteo como membro da igreja local.14.16). ascendeu ao céu (3. mas seu pais recusou-se a permitir que o filho fosse circuncidado.1-7). como escolher os líderes da igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classe na igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classes na igreja.14.1). Data Paulo visitou Éfeso por volta de 63 dC. Paulo advertiu Timóteo a ser circuncidado. e ele achou necessário escrever uma carta de instrução a seu jovem colaborador que enfrentava problemas. É provável que uma judia chamada Lóide. Eunice era casada com um gentio. e sua filha Eunice. Logo em seguida.12). como ordenar o culto da igreja. mas ele estava operando desde o começo da igreja em Éfeso (At 19. Jesus é a fonte da graça. Em 4. que comandou o apostolado de Paulo (1.3). Autor Todas as Epístolas Pastorais (1Tm. deixando Timóteo responsável pela igreja de lá. Na carta.27). 118 .2. tal como exigido na nomeação de líderes (At 6. Desde o início desenvolveu-se um relacionamento bastante próximo entre Paulo e Timóteo. Além disso. Paulo e Barnabé pregaram em Listra. a antiga tradição insiste unanimemente que Paulo as escreveu.1. Sob a sugestão do ES. uma cidade da Licaônica. Conteúdo O trabalho para o qual Paulo nomeou Timóteo envolveu sérias dificuldades.1-2.16) e proclama sua soberania universal e natureza eterna (6. a maneira de acessar a Deus. que “se deu a si mesmo em preço de redenção por todos” (2.1) ressalta a atividade contínua do ES e a sensibilidade de Paulo a suas sugestões. misericórdia e paz (1. 6. Ele. 5. uma capacidade especial de ministrar concedida como um carisma do Espírito quando colocaram as mãos nele. Paulo relembra Timóteo do “dom” que lhe foi dado através da “profecia”. um “bom testemunho” (3. Por enquanto.15 . tenha se convertido a Cristo durante esse ministério.

10 Em relação à igreja como um todo 4.20-21 Índice 119 .1-20 I.16 Seu culto 2.11-21 Para manter a fé e militar na fé 6.Esboço de 1º Timóteo Introdução 1.11-21 Para apresentar as reivindicações de Cristo aos ricos 6.1-13 Sua função em relação à verdade 3. Instruções relacionadas à igreja 2. Instrução relacionada aos deveres pastorais 4.1-6.14-16 II.17-19 Para guardar a verdade 6.10 III. Exortações finais 6.1-15 Seus líderes 3.1-16 Em relação às várias classes na igreja 5.1-3.1-6.

O Espírito Santo em Ação O ES deu a Timóteo um dom e Paulo o exortou a usá-lo ativamente (1.6). 4. 3.16).6-14 Devido à natureza da experiência cristã 1. Além disso. pois seu coração estava falando. Introdução 1.911).1-2 Ação de graças 1.8). caloroso e carinhoso.13). Ele é fiel àqueles que o seguem (1. viajando até a Espanha. Durante a era das perseguições iniciadas por Nero em 64 dC. 2Tm revela emoções de Paulo mais do que seu intelecto.13).13. ele estava em sua própria casa alugada e podia receber visitantes livremente. a misericórdia. residem nele e derivam dele (1. Fidelidade face às dificuldades 1.14. mas agora estava confinado a um masmorra e os amigos quase não conseguiam vê-lo. o ES concede poder.1-2. a carta não era um produção literária ordenada bem planejada. provavelmente em Trôade (4. ele esperava ser solto. mas agora ele esperava a morte (4. Paulo foi libertado da prisão romana pouco depois de At ter sido escrito e empenhou-se em viagens missionárias. Conseqüentemente.1-5 Saudação 1.6-8 Devido à grandeza do evangelho 1. como a graça. Antes. tendo todos os outros partidos por vários motivos. Esboço de 2º Timóteo I. 2. Paulo foi preso de novo. Cristo aparecerá em sua segunda vinda como o juiz justo (4. 2. Em relação a si mesmo.1. O ES que em nós habita nos permite ser fiéis ao evangelho confiado a nós e garantir sua pureza (1. em sua solidão.8) logo após sua morte.13.12. Ocasião e Data A carta originou-se devido à preocupação de Paulo com as necessidade de Timóteo. o evangelho contém mais do que declarações e proposições: é Cristo (1. Cristo Revelado Para Paulo. As bênçãos espirituais. Característica Embora Paulo seja conciso e direto. Jesus veio para a terra como homem (2.6-8). Há pouca dúvida sobre Paulo ter escrito esta carta pouco antes de sua morte. Ele também concede a compreensão espiritual (2. a carta deve ser datada de 66/67. Ao escrever esta carta.16. amor e moderação (1. a paz e mesmo a vida em si.22) e coerente com seu propósito (2. 4. Anteriormente. Ele lembrou Timóteo de suas responsabilidade e o advertiu a se entregar de corpo e alma à sua tarefa.10.3-5 II.13) e.67 dC Antecedentes Até podemos determinar.12.12-14 120 .N. mas sim uma nota pessoal contendo a última vontade e o testamento do apóstolo.16 . como é provável que ele tenha sido executado antes da morte de Nero em 68 dC.8.7).9-10.2º Timóteo Autor: Paulo Data: Cerca de 66 . As circunstâncias de sua segunda prisão foram bastantes diferentes daqueles de seu primeiro encarceramento. Portanto.15) e foi ressuscitado (2.7). e levado pra Roma. bem como suas próprias. ele também é meigo.17-18.11-12. Paulo necessitava de algumas coisas pessoais (4.11).8) para ser nosso Salvador (1.9-11 Devido ao exemplo de Paulo 1.10.18. 2.14). desejava ver Timóteo e Marcos (4. somente Lucas estava com Paulo (4.1).

Fidelidade face à deserções 1.19-21 Bênção 4.1-7 A obra redentora de Cristo 2. Conclusão 4.9-13 Advertência 4.8 Erro doutrinário 2.22 Índice 121 .9-22 Instrução 4.1-4. Fidelidade face ao erro 2.13 O exemplo de Onesíforo 1.14-4.16-18 Saudações 4.8 V.14-26 Erro prático 3.14-15 Explicação 4.8-13 IV.III.15-18 O caráter da obra de Timóteo 2.15-2.

Instruções em relação à conduta cristã 2.3) indica que ele não foi criado no judaísmo. Esboço de Tito I. Então o apóstolo partiu para outras´áreas de trabalho.1-5 Declaração do ofício. e deveriam ser inflexíveis em questões de princípio. Paulo também enfatiza Cristo como nosso redentor (2.13).10—16 III. Ocasião e Data Embora o NT não registre um ministério de Paulo em Creta. não existe nenhuma menção a seu respeito em Atos. esperança e funções de Paulo 1.12). Ambas as epistolas são endereçadas a jovens homens aos quais tinham sido designados de liderança responsável em sua respectivas igrejas durante a ausência de Paulo. 3.1-15 Em relação ao mundo todo 3. Paulo deixou Tito em Creta para cuidar de novas igrejas.1-3 Saudação 1. Cristo Revelado Fundamentando as instruções de Paulo está o tema de que Cristo está construindo sua igreja. mantendo a verdadeira doutrina apostólica e sendo capazes de reprovar os opositores. Ess campanha provavelmente tenha acontecido em alguns momentos durante 63-64 dC. e a regeneração só pode ser obra do ES (3. Em algum momento a caminho de Nicópolis. O fato de Tito não ser circuncidado (Gl 2. O Espírito Santo em Ação O ministério do ES é compreendido por toda a epístola.6-16 Sua qualificações 1. Tito tinha de ordenar os presbíteros em cada cidade onde existia o núcleo de uma congregação. Eles devia ser homens de alto caráter moral.14. Ambas as epístolas ocupam-se com as qualificações daqueles que devem liderar a ensinar as igrejas.6-8). Paulo tinha muita estima por Tito e o apostolo se inquietava quando havia pouco ou nenhuma notícia sobre as atividades e o paradeiro do jovem. a doutrina correta e a vida santa. Tito era grego e evidentemente um convertido de Paulo.12).6-9 A necessidade de administração adequada 1.12-13).1-7 122 . Instruções em relação aos presbíteros 1. Os cretenses não podem mudar a si mesmo (1. na Grécia (3. Como tinha pouco tempo. Introdução 1. após a libertação de Paulo de sua primeira prisão em Roma. Mesmo que Tito fosse companheiro e um valioso colaborador de Paulo.17 . A pessoa que experimenta um novo nascimento recebe o ES a fim de manter um estilo de vida vitorioso seguindo os moldes do de Cristo (3. ele escreveu para Tito. A carta dá indicações de ter sido escrita durante o outono.5). provavelmente por volta de 64 dC (3.Tito Autor: Paulo Data: Cerca de 64 dC Antecedentes É estranho que uma pessoa cujo nome esteja listado entre os livros do NT seja tão pouco conhecida.1-3-7 Entre eles mesmos 2.N. nem tornou-se um prosélito.4-7) e apresenta sua segunda vinda como um incentivo à vida sagrada (2. Tito tinha três grandes temas– a organização da igreja.4 Encargo de Tito 1. passagens como 1. escolhendo cuidadosamente as pedras que formam essa habitação para Deus.5 indicam claramente que ele e Tito conduziram uma missão lá. Conteúdo A carta a Tito tem uma afinidade com 1Tm.12.5 II.

9-11 V. Instruções finais 3. Instruções e saudações 3.8-11 Para ensinar verdades espirituais 3.12-15 Índice 123 .9-11 Pra evitar dissensões 3.IV.

um de seus escravos tinha fugido para Roma. um cristão rico e dono de escravos. Filemom é desafiado a mostrar o mesmo perdão incondicional que ele recebeu através da graça e amor de Jesus. e ambos eram responsáveis por seu comportamento (Ef 6.N. isto é.18 . O Espírito Santo em Ação 124 . O relacionamento próximo de Paulo e Filemom é evidenciado através de suas orações mútuas (vs 4 e 22) e de uma hospitalidade de “portas abertas” (v. análoga à intercessão contínua de Cristo junto ao Pai em nosso nome. 14. Amor. Antes um escravo alienado. além disso. Como ele conclui.Filemom Autor: Paulo Data: Cerca de 60-61 dC Antecedentes Esta carta é o apelo pessoal de Paulo a Filemom. Conteúdo A epístola é uma expressão autêntica dos verdadeiros relacionamentos cristãos.22).21) A escravidão era uma realidade econômica e social aceita no mundo romano. ela reorganizou o relacionamento entre o mestre e o escravo. Ela revela como Paulo endereçou com educação porém firmeza o assunto central da vida cristã. Depois de agradecer pessoalmente a Filemom e seus companheiros crentes. Essa transformação.7-9. que o levou a Cristo (10). Fm é uma profunda revelação de Cristo operando na vida de Paulo e daqueles à sua volta.16). Apresenta a persuasão de Paulo em ação. A oferta de Paulo em pagar uma dúvida que não era sua em nome de um escravo arrependido é um quadro claro da obra do Calvário. De acordo com a lei romana. aparentemente depois de danificar ou roubar a propriedade do mestre (vs. Não se trata de um apelo superficial de Paulo. Fm 12).2). as pessoas podem ver a unidade do Espírito entre todos os santos envolvidos. Paulo. Cristo Revelado Essa epístola aplica poderosamente a mensagem do evangelho. I resultaram em proprietários temerosos e suspeitos. mas com urgência. é a base de um novo começo.18). e não tinha direitos. Paulo expressa ação de graças por seu amor e fé em relação a Cristo e a seus companheiros crentes. os escravos fugitivos poderiam ser severamente punidos e mesmo condenados à morte. Ambos eram iguais perante Deus (Gl 3. que morava em Colossos. pois ele preenche um “cheque em branco” em nome de Onésimo para quaisquer dívidas a pagar (vs 17-19). Onésimo agora também é um “querido Irmão” em Cristo (v. Ele explica a conversão de Onésimo e o novo valor do escravo no ministério e família de Jesus Cristo (12-16). com delicadeza.10). Mesmo a igreja Primitiva não tendo atacado diretamente a instituição da escravidão. 11. o amor através do perdão. Um escravo era propriedade de seu mestre. intercedeu por Onésimo e expressou total confiança de que a fé e amor de Filemom resultariam na restauração (vs 5. e Paulo logo chega a esse tópico. Em Roma. junto com a profunda amizade de Paulo com os dois homens. O tom é de amizade calorosa e pessoal ao invés de autoridade apostólica. e que a igreja colosense se reunião em sua casa (v. Ele desejava uma verdadeira reconciliação cristã entre o proprietário de escravos lesado e o escravo perdoado.21) Características Mesmo sendo a mais curta das epístola de Paulo. 1. Parece que Filemom tinha se convertido sob o ministério de Paulo (v. Ocasião e Data Paulo escreveu esta carta durante sua prisão romana por volta de 61 dC. Às revoltas dos escravos no séc. Onésimo.5-9). Onésimo entrou em contato com o preso Paulo. confiança e respeito caracterizavam a amizade deles (vs. em uma situação muito sensível. Tíquico e Onésimo aparentemente entregaram as duas cartas (Cl 4.28). O amor fraternal normalmente exige graça e misericórdia práticas. Ele faz a petição já sabendo que o amor e caráter de Filemom prevalecerão. A intercessão de Paulo é. Paulo escreveu para a igreja em Colossos e evidentemente incluiu esta carta a favor de Onésimo.

no corpo de Cristo (1Co 12.Mesmo não mencionando especificamente o ES. fruto do Espírito. Saudação 1-3 II.13).19 Uma confiança na obediência 20-21 IV. e Paulo aplica essa verdade à vida de Filemom e de Onésimo. Ação de graças em relação a Filemom 4-7 Louvor pessoal 4 Características dignas de louvor 5-7 III. foi ativo no ministério de Paulo e na vida da igreja. O amor. é evidente por toda a carta. Preocupações pessoais 22-25 Esperança de libertação 22 Saudações 23-24 Bênção 25 Índice 125 . Esboço de Filemom I. seja escravo ou livre. Petição de Paulo por Onésimo 8-21 Um pedido de aceitação 8-16 Um garantia de reembolso 17. È o ES que batiza todos os crentes.

4. A especulação provou-se infrutífera. 8.19 . Cristo está “à destra da Majestade. O cap. sacerdotes terrenos. que recebeu o cargo do sumo sacerdote por invocação direta de Deus. Cristo Revelado Falar de Cristo em Hb é descrever o livro inteiro. onde distribui as bênçãos celestes (3. Enquanto o sacerdote arônico tinha que oferecer sacrifícios continuamente por seus próprios pecados. e não por herança (5.8). insultado pela apostasia (10. 13. e por isso ele é capaz de interceder compassivamente em nome deles. bem como pelos pecados de outras pessoas. que não tinha antecessores nem sucessores no sacerdócio. 9. O motivo óbvio é que o sangue de Jesus tinha riscado os pecados e fracassos. Hb salienta a importância e o ministério do Cristo pré-encarnado. 36-38 registram aqueles que resistiram a grandes provas. 11. 11 enumera alguns dos grandes heróis da fé no AT. descrição da experiência dos crentes (6.23.22-23). no séc. Ao tentar manter seus leitores distantes da apostasia. Ele experimentou na carne a provação que todos os crentes conhecem. mas sim de Melquisedeque. indicando talvez que o autor estivessem em Roma ou escrevendo para os cristãos de Roma. e a melhor conclusão pode ser a de Orígenes. nas alturas” (1.16. 12. A maioria das bênçãos do judaísmo relacionava-se com as coisas terrenas: um tabernáculo ou templo terreno. A única evidência em relação ao local em que o livro foi escrito é a saudação enviada pelos “da Itália” (13. Um ponto importante desta epístola é a apresentação do ministério sumo sacerdotal do Senhor.34. 8.19. interpretação da verdade espiritual (9. como Barnabé ou Apolo. O Espírito Santo em Ação O ministério do ES é visto de diversas maneiras.1-4. o escritor enfatiza a superioridade de Cristo perante tudo que o aconteceu antes no período do AT. Melquisedeque era um tipo perfeito para Cristo.Hebreus Autor: desconhecido Data: Cerca de 70 dC Autor Hebreus não designa seu autor.13 Jesus: Melhor do que os profetas 1. sacrifícios terrenos. Como nenhum outro livro da Bíblia. Em contraste.5. Conteúdo Uma palavra importante da epístola é “melhor”. podem ter escrito o livro. e não existe unanimidade de tradição em relação à sua identidade.1-3 Jesus: Melhor do que os anjos 1. 7.40).3).11. Alguns sábios destacam algumas evidências que podem indicar uma autoria paulina. 10.5-6).4-2. 11. sofrimento e perseguição através da fé. enquanto outros sugerem que um dos colaboradores de Paulo.11). III. não segundo a ordem de Aarão.1. A superioridade da pessoa de Jesus 1. Sendo assim. aplicando-se tanto ao período do AT quanto do NT: Os dons do ES para o ministério (2. testemunho à inspiração do AT (3.24). de modo que suas iniqüidades não são mais lembradas contra eles.4). que declarava que só Deus sabe ao certo quem o escreveu.6.4).15). Cristo ofereceu de uma vez por todas sua própria pessoas sem pecados como o sacrifício perfeito.7. um acordo que prometia a prosperidade terrena. não há menção dos pecados e defeitos daqueles enumerados.35.29).16.18 126 . Esboço de Hebreus I. usada para descrever a Cristo e os benefícios do evangelho (1. Cristo é o sumo Sacerdote. 6.4. 10. enquanto os vs. Data e Localização O conteúdo de Hb indica que foi escrito antes da destruição do Templo em 70 dC (10. assistência no ministério de Jesus (9. Os vs 4-35 registram bênçãos maravilhosas e notáveis vitórias alcançadas através da fé.N. Significativamente.22.14).

Jesus: Melhor do que Moisés 3.1-19 Jesus: Melhor do que Josué 4.1-13

II. A Superioridade do Ministério de Jesus 4.4-10.8
Jesus: Melhor do que Arão 4.14-5.10 O Sacerdócio de Melquisedeque, portanto Jesus, melhor do que o de Arão 7.1-8.5 Jesus é mediador de uma melhor aliança 8.6-10.18

III. A superioridade da caminhada da fé 10.19-13.35
Um chamado à segurança total da fé 10.19-11.40 A persistência da fé 12.1-29 Admoestações sobre o amor 13.1-17 Conclusão 13.18-25 Índice

127

N.20 - Tiago
Autor: Tiago, irmão de Jesus Data: Cerca de 48-62 dC Autor
O autor identifica-se somente como Tiago. O nome era bastante comum; e o NT enumera pelo menos cinco homens com este nome, dois dos quais eram discípulos de Jesus e um era seu irmão. A tradição atribui o livro ao irmão do Senhor, e não há motivos para questionamentos. Evidentemente, o escritor era bastante conhecido, e Tiago, o irmão de Jesus, logo tornou-se líder da igreja em Jerusalém (At 12.17; 15.13-21; 21.18; Gl 1.19; 2.9,12). A linguagem da carta é semelhante à da fala de Jesus em At 15. Aparentemente, Tiago era um descrente durante o ministério de Jesus (Jo 7.3-5). Uma aparição de Cristo a ele após sua ressurreição (1Co 15.7) provavelmente o tenha levado a essa conversão; pois ele é enumerado com os crentes de At 1.14.

Data
O historiador Judeu Josefo indica que Tiago foi apedrejado até a morte por volta de 62 dC; então, se ele é o autor, a carta foi escrita antes dessa data. O conteúdo do livro sugere que pode ter sido escrita um pouco antes do concílio da Igreja relatado em At 15, que se reunião por volta de 49 dC. Não podemos se dogmáticos, e só se pode concluir que a carta provavelmente tenha sido escrita entre 48 e 62 dC.

Conteúdo
Ao invés de especular ou debater sobre teorias religiosas, Tiago direciona seus leitores para uma vida piedosa. Do Início ao fim, o tom desta carta é imperativo. Em 108 versos, são dados 54 mandamentos evidentes, e 7 vezes Tiago chama a atenção para suas declarações usando termos de natureza imperativa. Esse “servo de Deus” (v.1) escreve como alguém supervisionando outros escravos. O resultado é uma declaração da ética cristã, que se iguala a ensinamentos semelhantes no NT.

Cristo Revelado
Começando no primeiro verso e continuando por toda a carta, Tiago reconhece a autoridade de Jesus, referindo-se como “servo”, ou escravo, do Senhor. O termo é aplicável a todos os cristãos, pois todos os verdadeiros discípulos de Cristo reconhecem sua soberania sobre suas vidas e se comprometem espontaneamente a seus serviço. Cristo é o objeto de nossa fé (2.1), aquele que cujo nome e em cujo poder realizamos nosso ministério (5.14,15), o recompensador de todos aqueles que se mantém firmes em meio a julgamentos (1.12), e aquele que virá, por quem pacientemente esperamos (5.7-9). Tiago identifica Cristo como a “glória” (2.1), referindo-se ao Shekinah, a gloriosa manifestação da presença de Deus em meio a seu povo. Não somente glorioso por si mesmo, ele é a glória divina, a presença de Deus na terra (Lc 2.30-32; Jo 1.14; Hb 1.3). De considerável interesse é o paralelo próximo entre o conteúdo dessa carta e a doutrina de Jesus, especialmente o Sermão da Montanha. Embora Tiago não cite exatamente nenhuma declaração de Jesus, há mais reminiscências verbais da doutrina do Senhor nesta carta do que em todo o resto das epístolas combinadas no NT. Essas alusões indicam uma associação próxima entre Tiago e Jesus e evidenciam a forte influência do Senhor na vida do autor.

O Espírito Santo em Ação
A carta menciona especificamente o ES somente em 4.5, onde se declara que o Espírito que habita em nós deseja a nossa lealdade completa, não suportando rivalidade. A Atividade do ES pode ser vista no ministério aos doentes descritos em 5.14-16. À luz de outra terminologia bíblica que liga unção com o Espírito ( Is 61.1; Lc 4.18; 1Jo 2.20-27), o ungir com o óleo é melhor compreendido como símbolo do ES. Além do mais, no grego, o artigo definido usado com a palavra “fé” em 5.15 particulariza essa fé, sugerindo que Tiago está se referindo à manifestação do dom da fé (1Co 12.9).

Esboço de Tiago
I. Saudação 1.1 128

II. Religião prática e julgamentos 1.2-18
Adversidades externas 1.2-12 Tentações internas 1.13-18

III. Religião prática e a palavra de Deus 1.19-27
Escutar a Palavra 1.19-20 Receber a Palavra 1.21 Obedecer à Palavra 1.22-27

IV. Religião prática e relacionamentos humanos 2.1-26
Parcialidade negativa 2.1-13 Compaixão positiva 2.14-26

V. Religião prática e discurso 3.1-18 VI. Religião prática é mundanismo 4.1-12 VII. Religião prática e negócios 4.13-5.6 VIII. Apelos finais 5.7-11
Por paciência 5.7-11 Por um falar puro 5.12 Por oração 5.13-18 Por compaixão 5.19-20 Índice

129

A carta detalha os frutos do sofrimento e da vitória de Cristo. Pedro liga os sofrimentos do sacrifício de Cristo com a glória que surgiu em sua morte (1. Além do mais. a salvação prometida no evangelho também está bastante em vista. 3. Esta carta foi escrita provavelmente perto do fim da vida de Pedro. Cristo Revelado Em quatro passagens separadas. eles o amam (1. 13. O Espírito Santo em Ação O ES é ativo em todo o processo de salvação: o “Espírito de Cristo” nos profetas no AT testificam a respeito da cruz e da glória subseqüente (1.12-13). Mesmo tendo cristo sofrido e depois sido glorificado.18).N.22). A salvação futura que aguarda os crentes na revelação de Jesus é especialmente proeminente no princípio da carta (1. 3. A expectativa da volta de Cristo na glória faz com que os crentes regozijem (1. e não há evidências de que a autoria de Pedro tenha alguma vez sido desafiada na igreja primitiva. 4.10).13. que acompanho Paulo em segunda viagem missionária provavelmente tenha sido secretário de Pedro na composição de 1 Pe (5.2. eles são censurados por causa dele (4. 4. Conteúdo Acompanhando as várias exortações para a vida fiel em meio a uma sociedade ímpia. que descrevia mais os pagãos gentios do que os judeus do Séc. ganham esposas para Cristo por seus exemplos (3. 2. incluindo provisões para uma nova vida e esperança para o futuro (1.3-13). envergonham os críticos ímpios (3. embora pudessem ser perseguidos pela fé nessa vida (1. portanto. I . A paciência em meio ao sofrimento injusto é “agradável a Deus” (2.17. 5.11).5). 13 e 5.1). Também há um referência ao importante objetivo dos crentes de levar os outros a Deus por meio de seus estilos de vida piedosos.11).4). os evangelistas pregaram o evangelho pelo Espírito. Eles. Cristo foi ressuscitado dos mortos “pelo Espírito” (3. um antegozo da glória porvir veio através do Espírito (comparar: 4.3. portanto.8).9).4).3-5) Pedro soube das tentações deles e. Em um momento eles não eram povo (2. relembra-os de que têm uma herança celeste (1.1).15). Eles são.3. bebedeira e idolatria (4. uma frase que lembra o exílio de Israel no AT. A tradição antiga sugere que Pedro foi martirizado em Roma junto com a severa perseguição de Nero aos cristãos depois do incêndio de Roma em 64 dC.4).20). Sua antiga vida era de obscenidades.15-16) e confundem antigos companheiros (4.15. 130 .14. Os compatriotas deles estão surpresos por eles agora viverem de maneira diferente (4.1). os crentes responderam em obediência através “do Espírito” (1. mas enquanto ele ainda poderia dizer: “honrai ao rei” (2.21 . Esta é a “esperança” do cristão mencionada em 1. refere-se a eles como “estrangeiros dispersos” (1. O início dos anos 60 é uma boa estimativa para a composição de 1 Pedro. 12-16). Ele.6-7. Os cristãos devem ser uma força de redenção no mundo. Ocasião e Data Pedro se dirige aos cristãos que vivem em várias partes da Ásia Menor.17). a perseguição é normalmente a exceção (3. 4. apesar do sofrimento.4-7).12). Silvano.14). De outras maneiras. proclamam os louvores de Deus (2.1-4. portanto. os quais estão sofrendo rejeição no mundo devido à sua obediência a Cristo (4.1º Pedro Autor: Pedro Data: Cerca de 60 dC Autor A carta parece ser do apóstolo Pedro.18-19. silenciam os homens loucos realizando boas obras (2.18). o que talvez explique o estilo polido do grego da carta.13. os cristãos deveriam antever a glória porvir. eles devem esperar se recompensados quando ele voltar (5. eles vêm até ele (2.18. 21.11. em sua maioria gentios convertidos.4).16). 3.3).14 com o v.12). aparentemente não há a vinculação do martírio. Cristo agora também faz uma profunda diferença na vida dos cristãos. eles oferecem “sacrifícios espirituais” através dele (2. mas também apropriada para estes cristãos (1.1). Embora sofrer seja a “ardente prova” (4.

A fé e esperança dos crentes no mundo 1.13 Exortações finais com bênção 5. A conduta do crente nas circunstâncias diárias 2.12 Saudações 5.Esboço de 1º Pedro Introdução 1.10 regozijando na esperança da volta de Cristo 1.3-12 Vida Justa devido à esperança 1.1-2 I.11-5.1-11 Conclusão 5.4-10 II.3-2.12 Sofrimento em nome de Cristo 3.11 Submissão e respeito pelos outros 2.14 Índice 131 .13-2.11-3. co-autor desta carta 5.19 Servindo humildemente enquanto sofre 5.13-4.3 Renovação para o povo de Deus 2.12-14 Silvano.

Essas características se enquadram na heresia gnóstica.15-16). As referências em 2Pe indicam a autoria de Pedro: o autor se identifica como Simão Pedro (1. ele tinha escrito uma carta anterior às pessoas a quem 2Pe é dirigida (3. 3. Conteúdo A resposta ao erro é a firmeza através do crescimento no conhecimento do Senhor.18).De acordo com a antiga tradição da igreja.15).9. 2. Deus reconhece Cristo como seu “Filho” (1.20.1-2.2º Pedro Autor: Pedro Data: Cerca de 65—68 dC Autor e Data Esta carta fornece as instruções e exortação do apóstolo Pedro à medida q eu ele se aproxima do final de sua vida (1. 3. II. que devem aguardar por sua volta (1. Eles negam o senhor. Se a tradição é confiável. à medida que sua graça e poder são concedidos aos crentes (1.16) e pela chegada de seu Reino eterno (1.8. Antecedentes Enquanto 1Pe estimula os cristãos a encararem a oposição do mundo.1-2) e.1).1). 3. então esta carta era direcionada aos cristão em algum lugar da Ásia Menor.2-11.18). Pedro evidentemente tem um comunidade especifica em mente (3. então sua morte ocorreu antes de 68 dC. Eles ridicularizam a idéia da volta do Senhor. 3. A fidelidade à doutrina apostólica é a principal preocupação (1. o Espírito está obviamente operando ao fornecer o “poder divino” que torna possível o crescimento na graça e conhecimento de Cristo (1. Esses fatores apontam Pedro como o autor genuíno de 2 Pedro. 2 fornece uma descrição mais longa a respeito da advertência contra os falsos mestres. 132 . e ele usa várias palavras e frases semelhantes às encontradas em 1Pe. O “conhecimento” em 2Pe é mais do que percepção intelectual.12-16. O último capítulo enfatiza a segunda vinda de Cristo.17). mas cujas raízes foram fixadas no séc. Aparentemente.16-21.15-16). 3. Os estudiosos conservadores normalmente sustentam que Pedro escreveu ambas as epístola que lhe são atribuídas. 2. que se desenvolveu mais completamente no séc. e explica porque essa esperança ainda não foi realizada. São as Escrituras que garantem ao crente um destino com Jesus Cristo (1. Também garante o cumprimento da promessa da volta do Senhor e ensina que sua expectativa deveria motivar os cristãos ao comportamento piedoso.2-3. objeto de ataque de zombadores.1. Esse é o verdadeiro conhecimento (gnosis) que combate a influência gnóstica herética.14-18). È um experiência de Deus e vê Cristo que resulta em transformação moral (1.20). Os mestres heréticos aparecerão (2. chamadas de “profecia” (1. quando Nero morreu. e a doutrina apostólica (3. O cap.22 .1-2.20). na verdade. Entretanto.2-8. desqualifica qualquer “interpretação privada” .1-2. já estão em cena (2.1).1-2). o que. exibem um estilo de vida sensual e estão destinados à destruição.N. em algum momento eles tinha “escapado das corrupções do mundo. que descreve a obra do Espírito em “inspirar” os autores humanos das Escrituras proféticas. e se essa comunidade for a mesma referida em 1Pe 3. A carta começa com o tema de cultivar a maturidade cristã (1.16-18).19-21). ele alega ter estado com Cristo no monte da transfiguração (1. I.21.1.1222).12-15). O propósito e atividade divinos estão centralizados em Jesus. O Espírito Santo em Ação A única referência direta ao ES está em 1.2-3. por sua vez. Pedro foi martirizado em Roma durante o governo de Nero. 2Pe adverte os cristão contra os falsos mestre dentro de sua comunhão que os levaria a apostasia. pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2. A base para tal conhecimento são as Escrituras. Cristo Revelado A divindades de Cristo é evidente na maneira como Deus e Cristo estão aproximados ligados em 1.

12-15 Escrituras proféticas contra os falsos mestres 1.1-18 Escarnecedores nos últimos dias 3. A verdade doutrina contra a falsa 1.10-22 IV.3-11 Testamento de Pedro 1. Saudação 1.1-7 Crentes e o Dia do Senhor 3.Esboço de 2º Pedro I.3 III.4-10 Descrição dos falsos mestres 2.3-2.3 Busca de virtudes morais 1.8-18 Índice 133 . Advertências contra os traidores do final dos tempos 3.16-2.4-22 Destruição dos falsos mestres 2. Exposição e julgamento dos falsos mestres 2.1-2 II.

Além disso. que acontecia somente para iniciados da elite espiritual.1).13).23 . luz. e como nada que o copo fizesse poderia afetar o espírito interno. e a comunhão com ele faz com que as pessoas caminhe em verdadeira comunhão com outros crentes. e a falta de amor indica que a pessoa está nas trevas (2.1) para propagar sua perigosa heresia. Em virtude disso. 3.3). “Gnosticismo” é uma palavra derivada do grego gnosis. João escreveu vigorosamente contra esse erro (2.10-23. O verdadeiro Deus. II. conhecimento e vida em suas advertências contra a heresia. e não aos cristãos comuns.9-10. e o antigo testemunho atribui.27). Heresia era um precursor do gnosticismo do séc.6. que ensinava que a matéria era essencialmente ruim e o espírito era essencialmente bom.18). como o corpo humano era um simples invólucro para o espírito interior.7. Possuir amor é evidência clara de que uma pessoa é cristã.22-23. Mais uma vez João reagiu energicamente (2. João ressalta os temas do amor. cerca de 90 dC. seu estilo e vocabulário indicam claramente que foi escrita pelo autor do Evangelho de Jo.18. refletindo a autoridade que a idade e o apostolado trazem. 4.1º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores Embora esta carta seja anônima. que significa “conhecimento”. 5.15-17. Eles um dia tinha estado com a igreja. ensinavam eles. O objetivo de João ao escrever. as distinções éticas pararam de ser relevantes. e que todo o corpo de crentes possui a doutrina apostólica. portanto. 3. eles substituíram a fé pelas buscas espirituais e exaltaram a especulação mais do que os dogmas básicos do evangelho.22) e anticristos (2. mentirosos (2. Ocasião e Objetivo João declara ter escrito para dar garantia da vida eterna àqueles que Crêem “no nome do Filho de Deus (5. João responde esse erro com indignação (2. Características Existem grandes semelhanças entre eo Evangelho de Jo e 1Jo. a falsa doutrina e o espírito do anticristo. era expor a heresia dos falsos mestres e confirmar a fé dos verdadeiros crentes.N. revelando o relacionamento íntimo do apostolo com Deus e com o povo de Deus. o caráter da heresia combatida na carta aponta para a mesma época. Portanto. A incerteza de seus leitores sobre sua condição espiritual foi causada por um conflito desordenado com os mestre de uma falsa doutrina.7) e aos mestre como “falsos profetas” (4. 4. João afirma que Deus é a luz.22. 3. o corpo humano que Jesus supostamente possuiu não era real. os gnósticos ensinavam a salvação através de esclarecimento mental. mas apenas aparente. com unanimidade. Conteúdo Em primeiro lugar. eles não tinham pecado. Evidências internas também apontam João como o autor.20. A comunhão com Deus e os irmãos permite que as pessoas reconheçam através da unção de Deus. O estilo é informal e pessoal.4. I. 4. sendo o amor a nota dominante. provavelmente enviada à igrejas perto e Éfeso. então. A falta de especial dedicação e saudação indicam que a carta foi circular.3).19) e tinha se “levantado no mundo” (4. Data O peso de uma tradição antiga e forte sobre João ter passado seus últimos anos em Éfeso. declarando que nãohá revelação particular reservada para alguns poucos intelectuais. João refere-se ao ensinamento como enganosos (2. a ressurreição.3. Portanto.7-21). O tom da epístola é amigável e paterna. junto com o fato do tom dos escritos sugerirem que se trata de um produto de um homem madura que passou por experiência espiritual profunda. Mais tarde. Esses elementos repetem-se por toda a carta.9-11. nunca poderia habitar um corpo material de carne e sangue. mas tinha se afastado (2.26. Eles também ensinavam que. O ponto de vista dualista fez com que os falsos mestres negasse a encarnação de Cristo e. 134 . apontam uma data próxima ao final do séc. a carta a ele. onde João passou seus últimos dias.

4). enquanto “qualquer que não pratica a justiça e não ama a seu irmão não é de Deus” (3. A garantia da vida eterna 5. A fonte do amor 4.13-24 Crença 4. que eles podem se opor com sucesso aos heréticos que negaram esta verdade (2.15-17). Esboço de 1º João I. O amor ao Pai e o amor ao mundo são totalmente incompatíveis (2.13).5). o Espírito guia os verdadeiros crentes a uma completa realização da verdade em relação a Jesus. 5.6-12 135 . e ele oferece a garantia de que nossa completa transformação à semelhança de Cristo acontecerá no momento de sua volta.1-10 Deus tornou-se carne na forma humana 1.1). assim como ele é justo” (3.5).5. Em primeiro lugar.1-4 Deus é luz 1. 2. Jesus é nosso advogado junto ao Pai (2.3). Jesus também é o nosso Salvador. Cristo Revelado João enfatiza tanto a divindade quanto a humanidade de Jesus. Cristo é antítese do pecado. 4. O pecado não combina com a vida de um cristão.6 Justiça 3.2. Um teste do Cristianismo é a crença correta sobre a encarnação (4. enviado por Deus para nos resgatar do pecado (1.15. mas. o ES testemunha a realidade da encarnação (4.1).A comunhão com Deus exige que se caminhe na luz e se obedeça aos mandamentos de Deus (1. 4.24) como nós somos fiéis a ele (4.18).1-4. A fim de testar os espíritos.falsos profetas que saíram para o mundo (v. A encarnação 1. a palavra que tornou-se carne.10). Em terceiro. O cap. o Filho de Deus.1-29 Caminhada na luz 2.7-21 V. João apresenta a segunda vinda de Jesus como um incentivo para que permaneçamos firmes na fé (2.2.11. O triunfo da Justiça 5.1-12 Amor 3. 4 continua com o tema da identificação dos espíritos rivais . Jesus é aquele que veio.5.7). A vida de Justiça 2. O Espírito Santo em Ação João descreve um ministério triplo do ES nesta carta.20. 3.28). 4. Jesus defende seu caso. declarando que Deus entrou completamente na vida humana através dele.14). Aquele que “pratica justiça é justo.6). e nenhuma pessoa nascida de Cristo tem o hábito de praticar o pecado (3. A vida dos filhos de Deus 3. Em segundo lugar. nos devemos encontrar quem eles reconhecem como salvador e senhor.5-10 II. e ele se manifestou para tirar os nossos pecados (3. Jesus é a propiciação pelos nossos pecados (2.9.18-29 III.6-7.1-5 VI. Apenas através dele podemos alcançar a vida eterna (5. o Deus que veio e habitou entre nós. O título técnico do Messias é “aquele que havia de vir” ou “aquele que veio” (Mt 11.10).1-7 Advertindo contra o espírito do anticristo 2. João o identifica como aquele que veio pela água e pelo sangue.12).3. A epístola termina com o testemunho de Jesus.6-8).2. o dom do Espírito que nos assegura que em nosso relacionamento com Cristo.1). se ele pecar. tanto ele é fiel a nós (3.7.3. 1Jo 5. 5.1-6 IV. Todos os espíritos que não reconhecem que Jesus é Deus em carne não é de Deus (v.

VII.13-21 Índice 136 . Certezas cristãs 5.

que podiam ser reconhecidos pela ortodoxia de sua mensagem (v. Ele até inclui saudações de suas sobrinhas e sobrinhos (13). são dignos de ajuda. mas também adverte a previne contra o abuso da comunhão cristã. seu ministério é evidente.9). especialmente aqueles que negavam a encarnação (v. João encara a comunhão como uma característica distintiva da vida cristã.” Esboço de 2º João Introdução 1-3 I. Normalmente se abusava de tal hospitalidade. sugerindo títulos como “a Kyria eleita”. Os verdadeiros Cristãos. e os “filhos” da “irmã eleita” são membros da igreja do lugar onde João está escrevendo. Ocasião e Objetivo 2Jo se preocupa com a relação da verdade cristã com a hospitalidade estendida àqueles mestres que viajam de igreja para igreja. mas não deixa dúvidas de que a comunhão cristã é impossível onde a doutrina apostólica da Pessoa e obra de Cristo seja negada ou comprometida. Em especial. Ele incita os leitores a ficarem perto de Cristo. O Espírito permite que o verdadeiro crente saiba distinguir os falsos mestres e “perseverar na doutrina de Cristo. especialmente ao prestar testemunho à verdade relacionada à Pessoa de Cristo.3) quanto sua humanidade (v. Data O peso da evidência de João ter escrito as três cartas levando seu nome aponta para cerca de 90 dC. e acusa aqueles que rejeitam essa realidade de terem ido além da doutrina de Cristo (v. mas trata-se da personificação de uma igreja local. estavam confundindo a comunhão dos crentes. muitos comentarista especularam sobre seu nome pessoa. Portanto. João deu instruções sobre quais mestres itinerantes acolher e quais recusar. “Seus filhos” sãos os membros da igreja.4).N. Por toda a epístola.10). “a senhora Elcta” e “Electa Kyria”. provavelmente do mesmo grupo que é tratado em 1Jo. Os falsos mestres. mas os mestres heréticos. Outros sugerem que a designação não denota uma pessoa em si. Elogio pela lealdade passada 4 137 . A partir da designação que João lher dá no verso 1 (gr eklekt Kyria). Conteúdo João estimula a “senhora eleita” a continuar mostrando hospitalidade.9).24 .7). Qualquer pessoa que negue a verdade fundamental relacionada à Pessoa divino– humana de Cristo não tem a Deus (v. O Espírito Santo em Ação Embora a epístola não mencione especificamente o ES. ele insiste em uma crença correta levando em consideração a encarnação de Cristo. Uma conclusão definitiva parece inatingível. mantendo-se fiéis na verdade. Cristo Revelado João apresenta tanto a divindade de Cristo (v.7) devem ser rejeitados. indicando que a receptora era uma mulher cristã cujos filhos perseveravam na fé (v. ele ressalta a verdade como a base e prova da comunhão . e a pergunta continua em aberto.2º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores João dirige esta segunda epístola para a “senhora eleita e seus filhos”.

II. Exortações 5-11 Para amar o próximo 5-6 Para rejeitar o erro 7-11 Conclusão 12-13 Índice 138 .

A primeira é Gaio. Cristo Revelado João apresenta Jesus como a verdade na qual devemos caminhar. Diótrefes. Não se sabe nada sobre o “amado Gaio” ale´m do caloroso tributo que João presta a ele no início desta carta.N. Evidentemente. Não há nenhuma evidência para associar Gaio de 3Jo com qualquer desses homens. especialmente ao permitir que os crentes “caminhem na verdade” e autorizando os missionários itinerantes em seu ministério. cuja vida exemplificava a fidelidade cristã e era digna de imitação. nesta carta os genuínos mestres da verdade estão fazendo um circuito de igrejas.25 . A devoção a ele motiva verdadeiros mestres em seu serviço itinerante (v. As vidas de Gaio e Demétrio harmonizavam exatamente com a doutrina de Cristo e forneceram forte testemunho ao poder de seu amor. excomungando-os quando eles o faziam. ele recusou hospitalidade aos missionários viajantes e proibiu os outros de recebê-los. Por outro lado. aqui ele estimula a hospitalidade. Segunda é Diótrefes. na Macedônia (At 19. sugerindo que era mais velho do que os outros cristãos e que seu conhecimento pessoal da fé foi muito além do deles. mas seu ministério é aparente por toda a mensagem. Ocasião e Objetivo Enquanto em 2 Jo os heréticos itinerantes estavam perturbando a fé dos cristãos. Data João era madura tanto em anos quanto em experiências quando escreveu esta carta junto com 2 Jo perto do fim de sua vida por volta de 90 dC.4). João escreveu para estimular Gaio em sua generosidade para repreender Diótrefes por sua conduta nada caridosa. O Espírito Santo em Ação Esta carta não se refere diretamente ao ES. se opôsse à autoridade de João.29) e em Derbe (At 20.14). Esses três homens possuem testemunhos positivos e negativos para relacionamentos adequados entre os irmãos. ele era líder de alguma igreja na Ásia. cujo orgulho egoísta estava rompendo a harmonia da comunhão. o comportamento de Diótrefes mostra um acentuado contraste com a verdadeira vida em que Cristo deve ser o primeiro em todas as coisas. Na carta anterior. Mensagem a Gaio 2-8 Oração por sua Saúde 2 Recomendação para a adesão à verdade 3-4 Recomendação para sua hospitalidade 5-8 139 . o escritor se autodenomina “o ancião”. A evidência mais forte é que todas as três epístolas de João foram escritas por um mesmo autor. que demonstrou sua fé cristã através de sua generosa hospitalidade. Gaio era um nome comum no mundo romano.7). Conteúdo Ao cumprir se objetivo. O fruto do Espírito é evidente nas vidas de Gaio e Demétrio. Além disso.3º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores Tanto em 2Jo quanto em 3Jo. João proibiu a hospitalidade para os falsos mestres. mesmo a estranhos. Entretanto. João descreve três personalidades. Esboço de 3º João Saudação 1 I.23. e o NT menciona um Gaio em Corinto ( Rm 16. uma pessoa dominante em uma das igrejas. 1Co 1. Terceira é Demétrio.

Elogio a Demétrio 12 Conclusão 13-14 Índice 140 .II. Condenação à arrogância de Diótrefes 9-11 III.

Judas é servo de Cristo. II. Data As considerações estabelecendo a data desta carta incluem se Judas é dependente de 2Pe. apesar de quaisquer reivindicações que possam fazer. As responsabilidades dos cristão são mais desenvolvidas nos vs.12). Se foi escrita depois de 2Pe. Eles também podem ser os precursores dos heréticos gnósticos que reivindicavam espiritualidade no séc. 20-23 por uma série de exortações práticas. especialmente levando em conta as analogias do AT. Em contrates. 2.19. Assim sendo. de modo que a comunidade cristã seja edificada em sua “santíssima fé”.13.19.14). A última referência insinua que os falsos mestres representavam a eles mesmos como aqueles que tinha o Espírito (Mt 7. Isso se realiza através da oração “no ES” (20). ou se ambas as cartas foram tiradas de um terceiro documento. Como em 2Pe.26 . Gl 1.3 menciona Judas como um irmão do Senhor. para a vida eterna”(21). pervertem a verdade (4). o Espírito é importante como aquele através do qual Deus preserva os seus do erro mundano (1. esse falsos líderes são sensuais (vs 4. provavelmente o Tiago que era irmão de nosso Senhor e Líder da igreja de Jerusalém (At 15. que conserva o seu povo (1). ou se 2Pe é dependente de Judas. 21. embora os falsos mestres o neguem (4). Mc 6.22-23). os falso mestre são desprovidos do Espírito (19). Advertência contra os falsos mestres dentro da comunidade 3-19 Motivo para a advertência 3-4 Lembrete do antigo povo ímpio 5-7 Caráter do julgamento dos falsos mestres 8-19 141 . Cristo Revelado A atual atividade do Cristo Vivo é assumida.24). que circulou como uma advertência contra os falsos mestres. O balanço da carta expõe. Como a maior parte de Judas tem paralelos com 2Pe. na doutrina apostólica (20).N. como muitos estudiosos acreditam. Eles são chamados “adormecidos” no v.Judas Autor: Judas Data: Cerca de 65—80 dC Autor O autor se identifica como Judas. Os crentes aguardam a bênção futura da “misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo.16. e são destinados ao julgamento divino (14. ressaltando a preservação divina (vs 1. Antecedentes Judas mostrou urgência em seu propósito de advertir uma comunidade desconhecida de cristão contra os falso mestres.15). O Espírito Santo em Ação O ES faz com que a doutrina bíblica tome vida. Objetivo A carta começa e termina com uma afirmação de ação graciosa de Deus em nome dos crentes. isto é. os quais buscam destruir a fé do povo de Deus. “irmão de Tiago”.18. é provável que tenha sido antes de 65 dC.8 e são expostos por não ter o Espírito no v. Esboço de Judas Saudação 1-2 I. os próprios cristãos devem “batalhar pela fé” (3). Entretanto. pode ter sido em 80 dC. a presença secreta de falsos mestres dentro da comunidade.18).

II. Exortações por perseverança 20-23 Manter a fé 20-21 Resgatar os enganados 22-23 Doxologia 24-25 Índice 142 .

Essa profecia não deveria ser selada (22. 22. a ideologia (13. eles forma a sociedade.1. sendo assim. João sem dúvida vinha refletindo os acontecimento horripilantes que ocorriam em Roma e em Jerusalém quando ele recebeu a “profecia” do que estava para acontecer— a intensificação do conflito espiritual confrontando a igreja (1.10. A Antiga tradição eclesiásticas atribui unanimemente este livro ao apóstolo João. Ocasião e Objetivo Sob a inspiração do Espírito e do AT. portanto.3). A segunda. frustrado por sua derrota na cruz e pelas conseqüentes restrições imposta sobre sua atividade. bem como a mensagem do livro inteiro (1. e desesperado para frustrar os propósito de Deus perante seus destino inevitável.1-10. Ele era tão bem conhecido por seus leitores e sua autoridade espiritual era tão amplamente reconhecida que ele não precisou estabelecer suas credenciais. desenvolver uma trindade forjada a “fazer guerra” com os santos (12. desafiando e proclamando a esperança cristão garantida e certa. 10. confortando.6). o Ap fornece um maior discernimento quanto à natureza e tática do inimigo (Ef 6. A primeira “besta” ou monstro simboliza a realidade do governo anticristão e poder político (13. Antecedentes e Data As evidências em Ap indicam que foi escrito durante um período de extrema perseguição aos cristãos.10.3.13. Este tema foi validado na história devido à vitória do cordeiro. possuem a “marca” do monstro. perpetrada pelo estado anticristão e numerosas religiões anti-cristãs. tendo em vista o futuro definitivo. Entretanto.9. O dragão delega continuamente seu poder restrito e autoridade aos monstros e seus seguidores a fim de enganar e desanimar qualquer pessoa do propósito criativo-redentor de Deus.21) como uma carta típica do NT. 22. alguns intérprete datam o livro perto do final do reino de Domiciano (81-96 dC).4. Segundo esta visão. que possivelmente tenha começado com Nero depois do grande fogo que quase destruiu Roma. em Cristo.6. O profeta fala a Palavra e Deus como um chamamento à obediência na situação presente e na situação futura imediata. em junho de 68 dC. comercio e cultura secular cristã definitivamente enganosa e sedutora. 19.18-19).6-7. O Ap também é um apelo evangelístico a todos aqueles que estão atualmente vivendo no reino das trevas para entrar no Reino da Luz (22. De acordo com Paulo. O objetivo desta mensagem era fornecer estímulo pastoral aos cristãos perseguidos. junto com a garantia de que. o livro foi escrito antes da destruição de Jerusalém em setembro de 70 dC. Embora contenha sete cartas para sete igrejas. a religião anticristã. Forma Literária Depois do prefácio.13). que é “o Senhor dos senhores e Reis dos reis” (17. Dentro desta carta está “a profecia” (1. 22.3.10-12).3.N. 143 . eles estavam compartilhando o método soberano de Deus de superar totalmente as forças do mal em todas suas manifestações. “o que profetiza fala aos homens para edificação. aqueles que seguem o Cordeiro estão envolvidos em um conflito espiritual contínuo e. em Julho de 64 dC.17). exortação(estímulo) e consolação” (1Co 14. a fim de que possam obedecer-lhe (1. e é um profecia autêntica sobre o sofrimento continuo e a perseguição dos cristãos.4-7) e termina em (22.11-17).8).17. o Ap começa (1. 3. Juntos.29. O dragão. composta daqueles que “habitam a terra”.27 . e seus nomes não estão registrado no “Livro da Vida do Cordeiro”.11. está claro que cada membro deve “ouvir” a mensagem a cada uma das igrejas (2. portanto.14). depois de João ter fugido para Éfeso.9). 22. Eles.7.3). a filosofia.16). e continuou até seu suicídio. a prostituta Babilônia (caps 17-18). Com base em declarações isoladas pelos patriarca da igreja primitiva. que tornou-se bem mais intensa e severa nos anos seguintes.10) por ser relevante aos cristão de todas as gerações.11.22).17).Apocalipse Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 79—95 dC Autor O autor se refere a si mesmo quatro vezes como João (1. Conteúdo A mensagem central do Ap é que “Deus Todo-poderoso reina” (19.

20. Como “um semelhante ao Filho do Homem”. Através de seu sangue. 4.13.13). Repetidamente são introduzidos temas. e não uma série de acontecimentos consecutivos. está sempre no meio de seu povo (1. 12. O Cordeiro é a meta de toda a história (22. elaborados. 21.14. acompanhados e interpretados por oradores cantores celestiais.5-6). qualitativo. Ele derrama sua ira em julgamento sobre satanás (20.17). purificador e energizador. 19.6) significa a trindade una essencial de Deus que se revelou como Pai. purificados (5. o ES é manifestado em termos de perfeição de sua atividade dinâmica.12 não é trazida à existência até o cap. 3.7-8. 19. O Cordeiro está no trono (4. Por exemplo. satanás foi derrotado (12. 22.11-16. 11.14.10). o Ap é um quadro cósmico— uma série de quadros vivos coloridos. 4.14) e sobre os espiritualmente “mortos” (20. Ele é o “Reis dos reis e o Senhor dos senhores” (17.7-9.5. bem como a “ceia das bodas” (19.5).5. disciplina e os desafia.1) e restaurar as bênçãos do paraíso de Deus (22.1-22. Jesus nasceu no cap. 144 . e com um amor incomensuravelmente sagrado. protege. Há um segredo para a compreensão das visões.5. mesmo que os mínimos detalhes não tenham a intenção de ser interpretados. O número sete é um número simbólico. que não é um Messias político. complexa. o relato de gafanhotos demoníacos do abismo (9.4. o Ap afirma que o Filho de Deus.1-3).22). Entretanto.1.15) .11) liberados (1. o Criador ( 5. 21.5 e está caminhando em meio às suas igreja no cap.14.10). mais tarde reintroduzidos. os pecadores foram perdoados. cujos nomes estão registrados em seu livro da vida (3. 20. ele não fornece uma ordem cronológica na qual determinados acontecimentos históricos devem acontecer.5) e serem simultaneamente os olhos do Cordeiro (5. como Cordeiro.5. Os sinais e símbolos são essenciais porque a verdade espiritual e a realidade invisível deve sempre ser comunicada a seres humanos através de seus sentidos.2) presente e futura. Como aquele que conquistou. comunicando a idéia de perfeição.12. Trata-se de um “habitar “ mútuo de Pessoas sem dissolver as distinções de ser e funções essenciais.1-7.27). Por exemplo. muitas das quais retratam os mesmos acontecimentos através de diferentes perspectivas. para completar a criação da nova comunidade de seu povo em “um novo céu e uma nova terra” (21.9.6) é distinta no NT. Jesus ressuscitou dos mortos e foi entronado como Soberano absoluto sobre toda a criação (1. Ele os conhece intimamente. terminou completamente sua obra de redenção (1.1-5.13).4.5) sugerem seu ministério iluminador. Eles compartilham totalmente sua vitória presente e futura (17.Método de Comunicação João recebeu essas profecias de uma série de visões vívidas contendo imagens simbólicas e números que ecoam aqueles encontrados nos livros proféticos do AT.todos aqueles que escolheram “habitar na terra” (3. 7.1-12) cria uma impressão vívida e horripilante. As “sete lâmpadas de fogo” (4. Embora o ministério terreno de Jesus seja condensado entre sua encarnação e ascensão em 12.12.5) e fizeram reis e sacerdotes (1. “O Cordeiro” é seu título primário.1.12-14). todas as quais contém linguagem figurativa que aponta para realidades espirituais em e por trás da experiência histórica. nos fornece uma revelação multidimensional da posição presente. que junto com uma série de títulos adicionais. João registra uma série de visões sucessivas. ele cuida. Todas as manifestações resultantes de sua vitória aplicada baseiam-se em sua obra terminada na cruz. 5. Filho e ES.14.7-12) e preso (20. A palavra fala é prosa elevada. Portanto. é exaltado no cap.3). 5.27). combinados com outros temas desenvolvidos.2-5). João registra essas visões na ordem cronológica na qual as recebeu. 22. O cordeiro é o Deus que está chegando (1. portanto.6. O Cordeiro. do ministério contínuo e da vitória definitiva do Cristo exaltado.14-20).16) e deve receber a mesma adoração que recebe de Deus.6. Os símbolos apontam para o que é definitivamente indescritível.5. ele também é o Senhor da colheita final (14.20) para consumar seu plano eterno.7.1). 2. utilizado vinte e oito vezes em Ap. mais poética do que nossas traduções indicam.1). ele tem a legítima autoridade e poder de controlar todas as forças do mal e suas conseqüências para seus propósitos de julgamento e salvação (6. A música é semelhante a uma cantata. Cristo Revelado Quase todos os títulos usados em várias partes do NT para descrever a natureza divino– humana e ao obra redentora de Jesus são mencionados pelo menos uma vez no Ap. mas um Cordeiro morto (5.22.9-3.6). A besta que ataca as duas testemunhas no cap. 21. como “um semelhante ao Filho do Homem”. O fato de os sete espíritos estarem diante do trono (1. O Espírito Santo em Ação A descrição do ES como “os sete Espíritos” de Deus (1. O único que é “digno” para executar o propósito eterno de Deus é o “Leão de Judá”. 14. Ele habita neles (1.17. e eles habitam nele (21.10). Toda a mensagem é “notificada” (1. seus aliados (19.

18 IV. Os sete espetáculos 17.10).19 Os sinais 12.4 –22. o Espírito é o Espírito da profecia.2-11.10).9-20 As cartas 2.18 O cenário: O altar dourado 8. Portanto.1 As sete taças 16.5 O Cenário: 20. As visões proféticas são comunicadas e João somente quando ele está “no Espírito” (1. As sete trombetas 8.1).10.22 O cenário: um semelhante ao Filho do Homem 1.17). Toda profecia genuína exige uma resposta. As cartas às sete igrejas 1.5 Epílogo 22.1-8. Portanto .1-20.2.14 Os selos 6.6-21 Sete testemunhas de confirmação 22.5-16.22 II.3-20.1-3 Os espetáculos 17.2-6 As trombetas 8. Os sete sinais 11. 21. O Espírito diz somente o que o Senhor Jesus diz.4 O cenário: A arca do concerto 11. As sete visões da consumação 20.1-15.1-5.21 O cenário: O templo do testemunho 15.19-15. Cada profecia genuína é inspirada pelo ES e presta testemunho a Jesus (19. Apenas mediante a habilitação do Espírito é permitido que a esposa testemunhe e “suporte pacientemente”.1-3.3 VII.5-16. mas o membros individuais são incitados a ouvir “o que o Espírito diz” (caps. As sete taças 15.Cada uma das mensagens para as sete igreja é do Senhor exaltado.18-20 Bênção 22. Todos ouvem ou se recusam a ouvir esse apelo.4 V.14 O cenário 4.1 I. O conteúdo dessas visões não é nada menos qo que a “Revelação de Jesus Cristo” (1. Os sete selos 4. o Espírito penetra na experiência atual daqueles que ouvem com antegozo do cumprimento futuro do Reino.7-11.4-10 As cenas 20. 4.3 O cenário: Um deserto 17.11-22.1 III.6-17 Advertências final e garantia 22. “O Espírito e a esposa dizem: Vem!” (22.1-5. O Espírito está operando continuamente em e através da igreja para convidar a entrar aqueles que permanecem fora da Cidade de Deus.21 Índice 145 . Esboço de Apocalipse Prólogo 1.9-3.2-21 VI.2-3).

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