Fonte: Bíblia Plenitude Formatação: Gladson Rodrigo Ferreira

Julho de 2007

ÍNDICE
Antigo Testamento
Pentateuco
A.1 - Gênesis .............................................................. 3 A.2 - Êxodo ................................................................5 A.3 - Levítico .............................................................. 7 A.4 - Números............................................................9 A.5 - Deuteronômio .................................................11

Novo Testamento
Evangelhos
N.1 - Mateus ........................................................... 87 N.2 - Marcos ............................................................ 89 N.3 - Lucas ............................................................... 92 N.4 - João ................................................................ 95

Livro Histórico Livros Históricos
A.6 - Josué ............................................................... 13 A.7 - Juízes ............................................................... 16 A.8 - Rute .................................................................18 A.9 - I Samuel ........................................................... 19 A.10 - II Samuel ........................................................ 21 A.11 - I Reis .............................................................. 23 A.12 - II Reis ............................................................. 25 A.13 - I Crônicas ....................................................... 28 A.14 - II Crônicas ......................................................30 A.15 - Esdras ............................................................ 32 A.16 - Neemias ........................................................ 34 A.17 - Ester .............................................................. 36 N.5 - Atos dos Apóstolos ......................................... 97

Cartas (Epístolas)
N.6 - Romanos ......................................................... 99 N.7 - I Coríntios ..................................................... 101 N.8 - II Coríntios .................................................... 103 N.9 - Gálatas .......................................................... 105 N.10 - Efésios ........................................................ 107 N.11 - Filipenses .................................................... 109 N.12 - Colossenses ................................................ 111 N.13 - I Tessalonicenses......................................... 113 N.14 - II Tessalonicenses ........................................ 116 N.15 - I Timóteo .................................................... 118 N.16 - II Timóteo ................................................... 120 N.17 - Tito ............................................................. 122 N.18 - Filemon ....................................................... 124 N.19 - Hebreus ...................................................... 126 N.20 - Tiago ........................................................... 128 N.21 - I Pedro ........................................................ 130 N.22 - II Pedro ....................................................... 132 N.23 - I João .......................................................... 134 N.24 - II João ......................................................... 137 N.25 - III João ........................................................ 139 N.26 - Judas ........................................................... 141

Livros Poéticos
A.18 - Jó ...................................................................38 A.19 - Salmos ........................................................... 40 A.20 - Provérbios .....................................................43 A.21 - Eclesiastes .....................................................45 A.22 - Cantares ........................................................ 48

Profetas
Maiores A.23 - Isaías ............................................................. 50 A.24 - Jeremias ........................................................ 52 A.25 - Lamentações .................................................55 A.26 - Ezequiel ......................................................... 57 A.27 - Daniel ............................................................ 59 Menores A.28 - Oséias ............................................................ 62 A.29 - Joel ................................................................ 64 A.30 - Amós ............................................................. 66 A.31 - Obadias ......................................................... 68 A.32 - Jonas ............................................................. 70 A.33 - Miquéias ........................................................ 72 A.34 - Naum............................................................. 75 A.35 - Habacuque ....................................................77 A.36 - Sofonias ......................................................... 79 A.37 - Ageu .............................................................. 81 A.38 - Zacarias ......................................................... 83 A.39 - Malaquias ......................................................85

Livro Profético
N.27 - Apocalipse (Revelação) ............................... 143

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A.1 - GÊNESIS
Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1440 a.C. Autor
A tradição judaica lista Moisés como o autor do Gênesis e dos outros quatro livros que o seguem, juntos, estes livros são denominados de Pentateuco. Jesus disse: “Se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim, porque de mim escreveu ele” (Jo 5.46) O próprio Pentateuco descreve Moisés como alguém que escreveu extensivamente. Ver Ex 17.14; 24.4; Dt 31.24; At 7.22 nos conta que “Moisés foi instruído em toda ciência dos egípcios.” Nas notas que acompanham o texto nós observamos que Gênesis emprega um bom número de termos emprestados dos egípcios, sendo este um fato que sugere que o autor original tenha as suas origens no Egito, como era o caso de Moisés.

Data
A data tradicional do êxodo do Egito se encontra no meio do décimo quinto século a.C. 1Rs 6.1 afirma que Salomão começou a construir o templo “no ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito”. Entende-se que Salomão tenha iniciado a construção em cerca de 960 a.C., datando assim o êxodo em 1440 a.C. Desta forma Moisés redigiu o Êxodo depois de 1440 a.C., durante os quarenta anos no deserto.

Conteúdo
Gênesis inicia com a formação do sistema solar, os preparativos da terra para sua habitação, e a criação da vida sobre a terra. Todos os oito atos da criação foram executados em seis dias. Os dez capítulos seguintes explicam as origens de muitas qualidades misteriosas da vida: a sexualidade humana, o matrimônio, o pecado, a doença, as dores do parto, a morte, a ira de Deus, a inimizade do ser humano contra o próprio ser humano e as dispersão das raças e línguas sobre toda a terra. Iniciando no cap. 12, Gênesis relata o chamado de Abraão e a inauguração do concerto de Deus com ele, um concerto glorioso e eterno que foi renovado com Isaque e Jacó. Gênesis é impressionante pela forma característica da sua narrativa, realçada pelo relato inspirador de José e pela multiplicação do povo de Deus no Egito. Trata-se de uma lição na eleição divina, conforme encontrado por Paulo em Rm 9. Gênesis antecipa o NT de muitas maneiras: o próprio Deus pessoal, a Trindade, a instituição do matrimônio, a seriedade do pecado, o julgamento divino e a justificação pela fé. A Árvore da Vida, perdida em Gênesis, é restaurada em Ap 22. Gênesis conclui com a bênção de Jacó sobre Judá, de cuja tribo viria o Messias: “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos” (49.10). Muitos séculos e muitas lutas seguir-se-ão antes que esta profecia encontre o seu cumprimento em Jesus.

Cristo Revelado
O Cristo preexistente, a Palavra viva, estava muito envolvido na criação. “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). O ministério de Jesus está antecipado em Gn 3.15, sugerindo que a “semente” da mulher que ferirá a cabeça da serpente (satanás) é Jesus Cristo, a “posteridade” de Abraão mencionada por Paulo em Gl 3.16. Melquisedeque é o misterioso rei-sacerdote do cap. 14. Uma vez que Jesus é rei e também sumo sacerdote, a carta aos Hebreus faz, de forma apropriada, esta identificação (Hb 6.20). A grande revelação de Cristo em Gn se encontra no estabelecimento do concerto de Deus com Abraão nos caps. 15 e 17. Deus fez promessas gloriosas a Abraão, e Jesus é o maior cumprimento destas promessas, uma verdade que é explicada de forma detalhada por Paulo em Gálatas. Boa parte da Bíblia está fundamentada sobre o concerto abraâmico e o seu desenvolvimento em Jesus Cristo. A dramática história da prontidão de Abraão em sacrificar a Isaque segundo a ordem de Deus apresenta uma incrível semelhança com o evento crucial do NT. “Toma agora teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas... E oferece-o em holocausto” (22.2), lembra-nos da prontidão de Deus em sacrificar o seu único Filho pelos pecados de todo o mundo. Por fim, a bênção de Jacó sobre Judá antecipa a vinda de “Siló”, a ser identificada como o Messias. “ E a Ele se congregarão os povos (49.10).

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34 4) O teste de Abraão 22.43 5) O retorno de Jacó para Canaã 31.26 1) A venda de José 37.1-35.1-32 A confusão das línguas 11. Os patriarcas escolhidos 12.29 A Tabela das nações 10.1-24 Isaque 24.1-26. tentando frustrar.1-46 2) A fuga de Jacó para Harã 28.1– 30.1-35 Jacó 27.1-21. Esaú e Jacó 25.38) Embora o Espírito Santo não seja mencionado de outra forma em Gênesis.32 A) As narrativas da criação 1.1-23.1-48.1-5.1-40.1-11 3) Ismael.1-24 3) O concerto de Deus com Abraão 15.1-43 José 37.1-24 O mundo anterior ao dilúvio 4. A história primitiva do ser humano 1.1-50.1-45.O Espírito Santo em Ação “O Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (1. nós o vemos em ação ao atrair os animais dos quatro cantos da terra para dentro da arca de Noé.11-22 4) O casamento de Jacó em Harã 29. Esboço de Gênesis I.28 4) Jacó muda para o Egito 46. de maneira sobrenatural cada um destes desafios.1-9. e da vida sobre a terra 1. em quem haja o Espírito de Deus?” (41.1-2.26 Abrão (Abraão) 12.1-50.22-26 Índice 4 .1-2. O Espírito Santo também operou em José. Nós também percebemos a sua operação através das vidas dos patriarcas: Ele protegeu os patriarcas e as suas famílias e os abençoou materialmente. um fato que foi óbvio pra o Faraó: “Acharíamos um varão como este.21 6) Os últimos dias de José 50.5 1.35 1) A noiva de Isaque vem da Mesopotâmia 24.20 1) O chamado de Abraão 12. da terra.1-57 3) José e os seus irmãos 42.2). o cumprimento das promessas de Deus a Abraão.3 2.1-50.4-25 B) A queda do ser humano 3. Criação do ser humano 2.20 2) A batalha dos reis 14.1-23.32 Noé e o dilúvio 6. porém o Espírito de Deus resolveu.1-67 2) A morte de Abraão 25.1-9 Genealogia de Abraão 11. onde possível. Todo tipo de dificuldades e situações impossíveis cercaram a família escolhida.22 5) A benção de Jacó e o seu sepultamento 49. Desta forma achamos o Espírito envolvido na criação. Criação dos céus.29 1) Jacó engana o seu pai 27.10-32 II.1-10 3) Deus confirma o concerto com Jacó 28.29 Esaú 36.1– 11.12-34 4) Deus confirma seu concerto com Isaque 26.1-35.23 2) A exaltação de José 41.

17-18. são dados os Dez mandamentos e todas aquelas instruções que explicam em maiores detalhes como estes mandamentos devem transparecer na vida do povo em aliança com Deus (19.33). Primeiro. Moisés comunicou ao povo hebreu.6).7). O livro termina com a construção do tabernáculo como um lugar da habitação de Deus.1-40. os hebreus reclamavam. Quatro passagens em Ex dão forte apoio à autoria mosaica de pelo menos boa parte do livro (17. elas trouxeram liberdade aos hebreus. A Segunda seção narra a jornada milagrosa até o Sinai (13. Os hebreus viveram no Egito por 430 anos. Como qualquer outro grupo sob pressão. Autor Moisés.A.2217. Primeiro. a jornada miraculosa até o Sinai (13.1-35).27). Primeiro.19) Os resultados duma vida fora desta estrutura pactual são demonstrados pelo incidente que envolveu o bezerro de ouro (32. esta informação que lhe foi revelada. mostrando o desenvolvimento dum pequeno grupo familiar de setenta pessoas numa grande nação com milhões de pessoas. Êxodo registra o desenvolvimento de Moisés. As pragas realizaram duas coisas importantes: primeiro. Assim.6) inicia com os hebreus sendo oprimidos no Egito (1. os amalequitas (17. Ele é o profeta hebreu que liderou os israelitas em sua saída do Egito. elas demonstraram a superioridade do Deus hebreu sobre os deuses egípcios e.1-10). A primeira seção (1.1-31. e da habitação da presença de Deus no edifício após o encerramento da obra (35.17-18. eles poderiam ajustar as suas vidas ao seu jeito de ser a fim de continuar recebendo as suas bênçãos. Moisés recebeu a revelação daquelas coisas que Deus desejava que ele soubesse. de forma direta. A libertação não ocorreu de forma instantânea. trata-se da construção. Terceiro. Quatro grandes eventos ocorrem nesta seção. 34. é provável que o Livro de Êxodo tenha sido compilado nos quarentas anos anteriores. Conteúdo O Livro de Êxodo pode ser dividido em três seções principais: a libertação miraculosa de Israel (1.21).27). A libertação divina da nação tem o objetivo especifico de edificar um povo pactual.14. Tendo testemunhado a sua presença e conhecido a forma como Deus agiu em seu benefício.27) e as revelações miraculosas junto ao Sinai (19. 5 . Êxodo é tradicionalmente atribuído a ele.Êxodo Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. a libertação de Israel do seu cativeiro.38). Contexto Histórico Êxodo é a continuação do relato do Gênesis. mas chegou até o seu Deus (2.2 . porém constituiu-se num processo.4. sendo que a maior parte do tempo em regime de escravidão. A sua reclamação chegou não somente diante dos seus opressores. Desta forma. Segundo. a capacidade que Deus tem de cuidar do seu povo (15. segundo.7. é a figura centra de Êxodo.10-14).440.27).38). trata-se das instruções referentes à edificação dum tabernáculo e do seu mobiliário (25.18).1715. os hebreus testemunharam o poder miraculoso e libertador de Deus (13. Quatro grandes eventos ocorrem nesta seção.8-16). de fato. Ele acompanhou esta libertação através da seleção dum profeta chamado Moisés (3. Terceiro. Um período considerável de tempo e dez pragas foram utilizadas para ganhar a liberação dos hebreus das garras do Faraó. Data A Tradição conservadora data a morte de Moisés em algum temo ao redor de 1400 aC.1-40. Esta seção tem três componentes principais. através do processo de inspiração do Espírito Santo. Quatro anciãos com a tarefa de supervisão foram estabelecidos a fim de manter a paz entre o povo (18. do tabernáculo.23-25). durante a caminhada pelo Deserto. Segundo. 24. a sua caminhada do Egito até o monte Sinai para receber a lei de Deus e as instruções divinas a respeito da edificação do tabernáculo. tanto na forma oral como na escrita.C. eles experimentaram. A última seção enfoca as revelações miraculosas junto ao Sinai (19. do seu mobiliário.17-18. Deus ouviu o seu clamor e colocou em ação um plano ora libertá-los.1-13. eles receberam proteção em vista dos seus inimigos.1-13.1-23. cujo nome significa “tirado das águas”. Através de eventos variados e de encontros face a face com Deus. Estes quatros grandes eventos ensinam um conceito importante: a mão de Deus está presente na vida do seu povo especial. os hebreus testemunharam o poder miraculoso e libertador de Deus (13.1-27).

1-13. Moisés fala de duas maneiras do pão de Deus: o maná (16.27 A Libertação junto ao mar Vermelho 13. clemente.1).1-35 Arrependimento e renovação do concerto 33. de forma simbólica.17-18. Uma listagem paralela também pode ser encontrada em Ex 34.1-18 Orientação a respeito do tabernáculo 25. que descreve os atributos de Deus como compassivo.22.31-40).1-22 O nascimento e a primeira parte da vida de Moisés 2.21 A provisão para o povo 15. o qual é utilizado pra preparar tanto os fiéis como os sacerdotes para o culto divino (30.30-36. A jornada miraculosa até o Sinai 13.17-15. o óleo representa.1-31.18 O bezerro de ouro 32. no tabernáculo. Por exemplo. João afirma que Jesus é o Pão da Vida.1-27 III. fiel. e perdoador. O Fruto do Espírito Santo está listado em Gl 5. João nos conta que Jesus é a luz do Mundo. As habilidades naturais destas pessoas foram enriquecidas e aumentadas a fim de que executassem as tarefas necessárias com excelência e precisão. o Espírito Santo. o óleo da unção é um tipo do Espírito Santo. As referências mais diretas ao Espírito Santo podem ser encontradas em 31.31). O Espírito Santo em Ação No Livro de Êxodo.3-11 e 35.1-22).20-33 Israel confirma o concerto 24.16 A opressão dos israelitas no Egito 1. o candelabro serve como fonte de luz permanente (25.1-25 Os dez mandamentos 20. Arão funciona como um tipo de Jesus assim como o sumo sacerdote (28. A libertação miraculosa de Israel 1. Esboço de Êxodo I.10 O episódio do êxodo 12.30).4-40.Cristo Revelado Moisés é um tipo de Cristo.1-4. longânimo. quando cidadãos individuais são capacitados a tornarem-se exímios artífices.1– 40.38 A chegada ao Sinai e a manifestação de Deus 19.34-38 Índice 6 .35) e os pães da proposição (25.6.8-16 O estabelecimento dos anciões supervisores 18.31 O processo de libertação 5.33 A glória do Senhor enche o tabernáculo 40.7. As revelações miraculosas junto ao Sinai 19.22-23.19 A proteção do Anjo de Deus 23. Através da obra capacitadora do Espírito Santo.1-11.1-35.22-17.7 A proteção contra os amalequitas 17. A Páscoa indica que Jesus é o Cordeiro de Deus que foi oferecido pela nossa redenção (12.1.1-13.1) faz intercessão junto ao altar do incenso (30.3 A construção do tabernáculo 35.16 II. bom. As passagens “EU SOU” no evangelho de João encontram a sua origem primeira no livro de Êxodo.1-21 O Livro da Aliança 20. pois ele liberta da escravidão.23.

é preparado para a violação da santidade da propriedade de Deus ou de outras pessoas. algumas vezes é chamado de oferta queimada. A Santidade (hebr. devem ter um descanso depois de cada 7 .Levítico Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1445 a. O Ano de Jubileu refere-se ao fato de que as terras de Israel. que era uma forma costumeira de dar nome às obras antigas. uma vez que o livro lida com muito mais assuntos relacionados à pureza. entretanto.1. Kedushah) é uma palavra-chave em Levítico. O livro descreve o sistema de sacrifícios e louvor que precede a época de Esdras e relembra a instituição do sistema de sacrifícios.2-6. todo o sacerdócio. isso forma a base de todo este livro das Escrituras. As ofertas de manjares (hebr.olah) referem-se ao único sacrifício que é totalmente consumido sobre o altar e. Outro tema principal do Livro de Levítico é o sistema sacrificial. que foi proferida a Moisés do tabernáculo da assembléia. também conhecido como oferta pela culpa ou oferta de compensação. fazei-lho também vós.VI aC). Conteúdo Em hebraico. O livro contém pouca informação histórica que forneceria uma data exata. portanto. Em 1. Ela vai além do assunto de sacrifício.3 . O conceito de santidade afeta não somente o relacionamento que cada indivíduo tem com Deus. O título hebraico é tirado da primeira palavra do livro.18. Os erros profanaram a santidade de Deus e é exigida uma oferta. Eles sentiram que.shelamim) são designados para fornecer expiação e permitem que a pessoa que faz a oferta como da carne do sacrifício. porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7.10. pertencem a Deus e não a qualquer indivíduo. O título é um pouco enganoso.reflete o texto de Lv 19. que significa “E ele chamou”. Além dos sacrifícios. O código de santidade permeia a obra porque cada indivíduo deve ser puro. Os sacrifícios de paz ou das graças (hebr. normalmente pelo uso de um falso testemunho.12). o texto se refere à palavra do Senhor. Asham). indicando que os frutos do trabalho de uma pessoa devem ser dedicados a Deus. O título “Levítico “ é derivado da versão grega da obra e significa “assuntos pertencentes aos levitas”. mas também o relacionamento de amor e respeito que cada pessoa deve ter com o seu próximo. O sacrifício pelos erros (hebr. “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. XV aC e a última alternativa no séc. Algumas vezes. Contexto Histórico A teologia do Livro de Levítico liga a idéia de santidade à vida cotidiana. 23. Minchah) são uma oferta de tributo feita a fim de garantir ou manter o favor divino. o calendário litúrgico tem uma posição significativa no Livro de Levítico. de acordo com a tradição primitiva. As terras. XII aC) até a época de Esdras. Os sacerdotes e levitas preservaram seu conteúdo. o Livro de Levítico tem sido encarado como uma obra de difícil compreensão. antes de proceder a outros texto bíblicos. pois Deus é puro e porque a pureza de cada indivíduo é a base da santidade de toda a comunidade do concerto. ser educadas sobre a santidade de Deus e a responsabilidade de cada indivíduo pra viver uma vida santa. A aceitação da autoria mosaica para Levítico dataria sua escrita por volta de 1445 aC. O sacrifício pelo sacrilégio (hebr. que os sábios judeus consideravam de importância primária. Data Os sábios datam o Livro de Levítico da época das atividades de Moisés (datando mais antigamente no séc. bem como à redenção da terra (ver também Ex 21. A santidade está sendo separada do profano. o Livro de Levítico recebeu o nome de Vayikra. tudo o que vós quereis que os homens vos façam. santidade. Dt 15. as crianças deveriam.chatta’t) é empregado para tirar a impureza do santuário. portanto. Autor O Livro de Levítico é o terceiro livro das Escrituras Hebraicas do AT atribuídos a Moisés. Isso costumava acontecer em ocasiões de alegria. durante o retorno (séc. O Ano de Descanso refere-se à emancipação dos escravos israelitas e pessoas endividadas. A palavra “santo” aparece mais de oitenta vezes no livro. e santo é oposto do comum ou secular. Ele lida com o caráter e a vontade de Deus especialmente em assuntos de santidade. O ensinamento de Jesus Cristo—”Portanto. antes de mais nada. Os holocaustos (hebr. descrevendo a santidade da presença divina.1-18). foi o primeiro livro a ser ensinado para as crianças na educação judaica.A. bem como o povo. a santidade de Deus e a santidade na vida cotidiana. embora o cerimonial do sacrifício e a obra dos sacerdotes sejam explicados com grande cuidado.11.C.

1-14. entretanto.1-47 Imundícias do parto 12.1. Alguns usaram formas extremas de alegoria do Livro de Levítico a fim de revelar Cristo.1-17 As ofertas de manjares 2.1-16. Elas devem ser santas como Ele é santo.10-23 Os Anos do Descanso e do Jubileu 25. A descrição do sistema de sacrifícios 1.1-9 Punição para blasfêmia 24.33 Dias santos e festas religiosas 23. A santidade do caráter de Deus é constantemente mencionada na designação de santidade às ações e louvor do povo.57 Imundícias de emissão 15.1-34 Índice 8 . à medida que elas o louvam.12-20 III.38 Os holocaustos 1.1-6 Os sacrifícios de paz ou das graças 3. mas está no meio das pessoas.1-46 V. O Livro de Levítico enfoca a vida e o louvor do antigo povo de Israel.27 Leis para sacerdotes e sacrifícios 21. Ofertas para o santuário 27.8-17).1-8 Imundícias da pele 13.1-33 Imundícias morais 16.17 A Expiação do pecado 4.38 II.1– 22.1-34 IV. Esboço de Levítico I. O código de Santidade 17.13 O sacrifício pelo sacrilégio 5. O serviço dos sacerdotes no santuário 8. Ele não é visto como nos cultos pagãos da época em que os ídolos eram venerados. a santidade de seu caráter e a necessidade de a congregação se aproximar dele com pureza de coração e mente.14-6.1-10.8-7. o sistema de sacrifícios e o sumo sacerdote no Livro de Levítico são tipos que retratam a obra de Cristo.1-20.1-26. O Espírito Santo em Ação Apesar de o termo “Espírito Santo” nunca ser mencionado no Livro. Cristo Revelado Cristo não é especificamente mencionado em Levítico.46 Matando por alimento 17.1-16 Sobre ser sagrado 18.1-44 Leis para elementos sagrados de louvor 24. a presença de Deus é sentida em todo o livro.1-11 O pecado de Eleazar e Itamar 10.34 Imundícias dos animais 11. Entretanto.20 A ordenação de Arão e seus filhos 8.período de quarenta e nove anos (Lv 25.7 Outras instruções 6. As leis das impurezas 11. esse método de interpretação bíblica deve ser cautelosamente usado a fim de garantir que o significado original histórico e cultural sejam preservados.1-5. o que ensina o domínio de Deus. O Livro de Hebreus descreve Cristo como o sumo sacerdote e usa o texto de Levítico como base para ilustrar a sua obra.1-24 O pecado de Nadabe e Abiú 10.1-55 Bênçãos por obediência e punição por desobediência 26.1-36 Os sacerdotes tomam posse 9.1-7.

Os caps. registrando pontos sobre a viagem no deserto. pouco antes de sua morte. tirado da linha de abertura. começando logo após o Êxodo. A segunda subseção (26-36) narra a preparação da segunda geração para a entrada na Terra Prometida.11-36-13). rebeliões e desobediência da primeira geração.11-25. morreu no deserto. de acordo com o testemunho uniforme do NT. A tradição judaica interpretava este verso messianicamente.. 7. mas não agora. e o verdadeiro rei sobre quem Balaão fala. A seção de Nm que lida com a viagem (10. uma estrela procederá de Jacó. 5-6 lidam com a imundície ritual. é a figura que une a história do Êxodo até Deuteronômio. 1-4 lidam com uma série de instruções para numerar (fazer o censo de) vários grupos. Começa com um novo censo (comparar com o cap. Os pontos-chave nesta parte são os relatos das queixas. mas não de perto. a infidelidade marital. que levou à morte deles. que se inicia com o Êxodo. Calebe e Moisés. conforme atestado pelos textos de Qumran. Moisés.1-10.9 lida com a Páscoa e a nuvem e o fogo. a autoria é atribuída a Moisés. a personalidade central do livro. O Apóstolo Paulo escreve sobre Cristo que ele era a pedra espiritual que seguiu os israelitas pelo deserto e deu-lhes a bebida espiritual (1Co 10. A figura messiânica do rei de Israel é profetizada por Balaão em 24. Israel deixa o Sinai em Nm 10.1-10. Os acontecimentos deste livro ocorrem durante cerca de 40 anos. cujo nascimento é contato no Ex 2 e cuja morte é narrada em Dt 34. O título em português Números é tirado de seu título (arithmoi) na tradução grega do AT (a septuaginta). 8 fala da consagração dos levitas. e os nazireus.10). O cap.4). mas aqueles que lidam com o preparo da viagem dominam. seguido pela Vulgata (numeri). A entrada dos israelitas no deserto do Sinai é registrada em Ex 19. Data Assumindo a autoria mosaica.17. contemplá-lo.Números Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. A pedra que deu água aparece duas vezes na história do deserto (cap 20. os líderes do povo trazem ofertas para o tabernáculo. O cap. significa “Cinco pergaminhos”) não deve obscurecer o fato de que cada um dos cinco livros é uma continuação do precedente. No texto hebraico. o nome do livro é No Deserto . Autor Tradicionalmente. Começa com Israel ainda no Sinai. Paulo enfatiza a provisão de Cristo às necessidades de seu povo. As instruções no Sinai (1. em 1400 aC. provavelmente o livro tenha sido escrito por volta de 1400 aC. As instruções no Sinai lidam com a preparação para a viagem. O Livro de Número continua o relato do período mosaico. seguido de um relatório de concordância com o mandamento.18 descreve a destruição de geração que vivenciou a libertação do Egito por meio do Senhor.4 .1-10. a quem libertou do cativeiro. 9 . Número tem duas divisões principais: 1) a seção contendo instruções enquanto ainda no Sinai (1. “Falou mais o senhor a Moisés. Cristo Revelado Jesus Cristo é retratado em Nm como aquele que provém. 1). onde são dadas instruções para que sejam feitos sinais com as trombetas. Em primeiro lugar. Os caps. o motivo do preparo é reconsiderado em 10. Essa seção termina com a distribuição da terra entre as tribos depois de elas terem entrado na Terra Prometida. 10. exceto Josué.C. observando que toda a primeira geração. Ex 17). e um cetro subirá de Israel”. “Vê-lo-ei. e o resto do livro conta a viagem em si. Jesus Cristo é o Messias.11. No cap.1.13) tem duas partes principais.11-36.10) cobrem uma variedade de tópicos. 2) a viagem no deserto que cobre o itinerário do Sinai até as planícies de Moabe através do Jordão da Terra Prometida (10.A. Conteúdo A divisão dos livros de abertura do AT em cinco livros ou pergaminhos (chamado “o Pentateuco”. Nm 33.2 faz uma referência especifica a Moisés. no deserto do Sinai”.

9 1) Censo militar 1.13 Rebelião e punição da primeira geração 10.1-25.10 Relato sobre a tomada do censo 1. Santo no cap.34 2) Censo não militar: levitas 3. 29 como o Espírito do Senhor) e o passará para seus líderes.10 1) Cinco instruções 5. Moisés expressa o desejo de que todo o povo de Deus também recebesse seu Espírito e profetizasse.11-36 2) Queixas do povo 11.1-10.1-29 10) Do monte Hor às planícies do Moabe 21.1-14. Mesmo um líder como Moisés era incapaz de fazer tudo e precisava de uma liderança doada pelo Espírito para a realização de sua tarefa.45 6) Instruções relacionadas às ofertas 15. 25).1-4.28-32 e é definitivamente cumprida no Dia de Pentecostes (At 2.1-10 II. quando o Espírito foi derramado e tornou-se disponível a todos. Essa esperança de Moisés é retomada em Jl 2. 16. 11.1-54 4) As tribos da Transjordânia 32. No v.18 1)Relato da primeira marcha do Sinai 10.32 8) Leis da purificação 19.1-42 5) Itinerário do Egito até Moabe 33.O Espírito Santo em Ação Fala-se diretamente sobre o E. Moisés está pedindo ajuda ao Senhor em seus deveres de liderança.1-49 6) Instruções para a ocupação de Canaã 33. ofertas e votos 27.1-16 5) Recusa a entrar na Terra Prometida 13.27 2) Ofertas dos líderes 7.1-30. Esboço de Números I.1-2.11-25.1-14 5) Direção pela nuvem e fogo 9. ele causa a profecia (v.1-89 3) Levitas dedicados 8. Quando o Espírito é dado aos anciãos.1-10.1-18.1-36. Quando Josué se queixa que dois dos anciãos no acampamento também estão profetizando.1-65 2) Instruções relacionadas à herança.11-36. Relato da viagem do Sinai 10. A resposta é que o Senhor tomará o Espírito que está sobre Moisés (identificado no v.13 1) Um novo censo 26.49 Instruções e relatos adicionais 5.1-41 7) Desafios à autoridade de Arão 16.13 Índice 10 .16 3) Vingança sobre os midianitas 31.1-35 11) Balaque e Balaão 22.50-36.1-6. Instruções para a viagem do Sinai 1.1-26 4) Segunda Páscoa 9.1-3 3) Ansiando por carne 11.16-21).1-4. Somente o setenta anciãos nomeados profetizam.4-35 4) Desafio para Moisés 12.15-23 6) As trombetas de prata 10.1-22 9) A morte de Miriã e Arão 20.18 Preparo da nova geração 26. Lá o Espírito é retratado como realizando duas funções: ungido para a liderança e inspirando a profecia.

47). novas tentações e nova liderança. Notadamente. porque de mim escreveu ele. eles eram nascidos e criados no deserto. Para preparar a nação para vida na nova terra. por seu amigo íntimo. Moisés expõe os mandamentos e os estatutos que Deus deu em seu concerto. no ano quadragésimo de sua peregrinação pelo deserto (1.15). na ocasião do discurso do conteúdo do livro ao povo.1). os israelitas perambularam sem destino no deserto por trinta e oito anos. “Moisés escreveu esta Lei. A maioria do povo junto de Moisés à entrada da Terra Prometida não tinha testemunhado as cenas no Sinai. na região montanhosa do Moabe. como crereis nas minhas palavras?” (jo 5. A falta de fé e a infidelidade de Israel tinham impedido a conquista de Canaã anteriormente. Chegaram à planícies de Moabe.3). Dt é proclamação de uma segunda chance para Israel. e a Terra Prometida estava a sua frente. Agora se achavam acampados na fronteira oriental de Canaã. em cerca de 1400 aC. O que Deus havia prometido a Abraão. doença e pobreza. Moisés reuniu o grupo para lembrá-los da fidelidade do Senhor e para encorajá-los a serem fiéis e obedientes ao seu Deus quando possuíssem a Terra Prometida. At 3. Mc 10.Deuteronômio Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. creríeis em mim. O nome de Moisés aparece quase quarenta vezes.9.37). saúde e prosperidade. O concerto mostrou aos filhos de Deus o caminho para viver em comunhão com ele e uns com os outros. Assim como Cristo. Moisés lhes recorda com vivacidade a fidelidade de Deus por toda a história e os relembra de seu relacionamento singular de concerto com o Senhor.C. Jesus 11 . Moisés está preocupado com a perpetuação do concerto.novos inimigos. Por conseguinte. Autor Deuteronômio identifica o conteúdo do livro com Moisés: “Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel” (1.4. e o livro reflete claramente a personalidade de Moisés.22. Mas. A Obediência a Deus equivale a vida. Ele tirou os israelitas da escravidão no Egito e os guiou pelo deserto para receber a lei de Deus no monte Sinai. a Terra Prometida. no vale defronte de Bete-Peor. Por causa da desobediência de Israel em se recusar a entrar na terra de Canaã. Isaque e Jacó séculos antes está prestes a se tornar realidade. se vós crêsseis em Moisés.7. Data Moisés e os israelitas iniciaram o Êxodo do Egito por volta de 1440 aC. Embora Deus o tivesse proibido de entrar em Canaã. Pedro e Estevão também reconhecem Moisés como o autor do livro (mt 19. Isso foi um pouco antes da morte de Moisés e do início da liderança de Josué em guiar os israelitas a Canaã.A. Portanto. Moisés experimenta um forte sentimento de antecipação pelo povo. Moisés percebe que a maior tentação dos israelitas na nova terra será abandonar a Deus e cair na idolatria dos ídolos cananeus. Moisés é a única pessoa com quem Jesus se comparou: “Porque. onde Deuteronômio provavelmente tenha sido escrito. Quando os israelitas se preparavam para entrar na Terra Prometida. Josué. foi escrito. O uso corrente da primeira pessoa do singular em todo o livro apóia ainda mais a autoria mosaica. O último capítulo. no primeiro dia do mês”. A desobediência equivale a morte.46. bênção.9) também pode ser indício de que tenha escrito todo o livro. Sendo assim. Tanto a tradição judaica quanto a samaritana são unânimes em identificar Moisés como o autor. 7. provavelmente. Conteúdo Dt é uma série de recomendações de Moisés aos israelitas enquanto ele se prepara para morrer e eles se aprontam para entrar na Terra Prometida. “no mês undécimo. que contém o relato da morte de Moisés. incluindo os trinta dias de lamento pela morte de Moisés Contexto Histórico Moisés tinha então 120 anos. de vista para Jericó e a planície do Jordão. A mensagem de Dt é tão poderosa que é citada mais de oitenta vezes no NT.5 . Enquanto essa nova geração de israelitas se prepara para entrar na Terra Prometida.3. Dt cobre um período inferior a dois meses. Moisés os exorta trinta e cinco vezes para “entrar e possuir” a terra. um Profeta como o próprio Moisés (18. maldição. depararam-se com um momento crucial em sua história . se não credes nos seus escritos. Cristo Revelado Moisés foi o primeiro a profetiza a vinda do Messias. Ele os recorda trinta e quatro vezes de que essa é a terra que Deus lhes está dando. e a deu aos sacerdotes” (31.

29 Um chamado à obediência 4. a dispersão de Israel (30. Em 2Pe 1.19 III.1-30. O segundo discurso de Moisés 4.20). Dt recorda ao povo que o Espírito de Deus havia estado com eles desde o tempo da sua libertação do Egito até o momento presente e que ele continuaria a guiálos e protegê-los se permanecessem obedientes às condições do concerto.1-16. O Espírito Santo em Ação O tema unificador em toda a Bíblia é a atividade redentora de Deus. Como porta voz de Deus. 6. Santo enquanto profetizava para o povo. Várias de suas profecias mais significantes incluíam a vinda do Messias (18. É muito significativo o fato de Cristo.16.1-40 Cidades de refúgio nomeadas 4.1).19 Exposição dos Dez Mandamentos 4. Moisés demonstrou a presença do E.17 Exposição da lei civil 16.47 A bênção de Moisés sobre Israel 32.30-32.18-18.10– 26.20 IV. 10. Quando lhe perguntavam o nome do mandamento mais importante.48—33. O primeiro discurso de Moisés 1. O terceiro discurso de Moisés 27. ele citava exclusivamente Dt (8.9 Exposição das leis sociais 21.15).13.1– 30.3.1-4.9).1– 34.43 Introdução 1.6) e a prosperidade nacional de Israel (30.44– 11. 6.1-21.22 Exposição das leis criminais 19.29 A Morte e a sucessão de Moisés 34. ter usado este livro sobre a obediência para demonstrar a sua submissão à vontade do Pai.1-5 O passado recordado 1.5. ele respondia com Dt 6.1-12 Índice 12 .21 se descreve Moisés claramente: “homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”.44-26.2) e a restauração (30.1-26 Sanções do concerto 28. mesmo até a morte.1-68 O juramento do concerto 29.5. As palavras finais e a morte de Moisés 31. Quando confrontado por satanás em sua tentação.20 Cerimônia de retificação 27.costumava citar Dt. o arrependimento (30.6-3. Esboço de Deuteronômio I.1-29 O cântico do testemunho 31.32 Exposição das leis cerimoniais 12.12 Perpetuação do concerto 31.5) de Israel.41-43 II. que era perfeitamente obediente ao Pai. a restauração e a conversão nacional e futura de Israel (30.

47). entretanto. o Deus Triúno apareceu a Josué como o “príncipe do exercito do SENHOR” . seguir os planos do príncipe. Através de sua aparição.13-17). Josué guiou os israelitas até a possessão de sua herança prometida. Séculos antes. divisão e estabelecimento da Terra Prometida. Em contrapartida. a anarquia e a brutalidade eram comuns. eles estavam prestes a vivenciar o cumprimento dessa promessa. e a migração para Dã (19.26 sugere que o autor de pelo menos grandes seções foi o próprio Josué. Eles tinham vivido em servidão aos Faraós egípcios e depois ficaram perambulando sem rumo no deserto por mais de quarenta anos.6-15). a vitória de Otniel (15.A. não poderiam ter sido escrita por Josué. é um equivalente hebraico do grego “Jesus”. bem como nossa . o livro engloba a história de Israel entre 1400 aC e 1375 Ac e é provável que tenha sido compilado pouco tempo depois. O próprio Josué era um modelo de Cristo.6 .18. Contexto Histórico O livro começa nas vésperas da entrada de Israel em Canaã. mas foi baseado em documentos escritos por Josué. Em 5. Coletivamente. Outras passagens. além de conhecer o príncipe.Josué Autor: Incerto (Josué) Data: Cerca de 1400—1375 a. O cordão de fio de escarlata na janela de Raabe (2.13). Sua morte é registrada no capítulo final (24. O uso do pronome “nós” e “nos” (como em 5. Entretanto. Portanto. as pessoas eram depravadas. uma lição objetiva.29-32).21) ilustra a obra de redenção de Cristo na cruz. bem como cristo nos leva à possessão da vida eterna. continuavam fiéis ao único e verdadeiro Deus e se apegavam à promessa que ele tinha feito ao antepassado deles. adoração da serpente e o sacrifício de crianças.13-15. Vários outros acontecimentos que ocorreram após a sua morte são mencionados: A conquista de Hebrom por Calebe (14. que significa ”Jeová é Salvação”. Js 24. Passagens paralelas em Jz 1. 13 . Assim.C. Autor O autor do Livro de Josué não pode ser determinado pelas Escrituras. Agora.10-16 e Jz 18 confirmam que esses acontecimentos ocorreram ap´´os a morte de Josué. Conteúdo O Livro de Josué é o sexto do AT e o primeiro de um grupo de livros chamado os Profetas Anteriores. É mais provável que o livro tenha sido composto em sua forma final por um escriba ou editor posterior. Data O Livro de Js cobre cerca de vinte anos da história de Israel sob a liderança de Josué. Se nome. Um modelo é um símbolo. Era tarefa de Josué. Canaã se dividia em várias cidadesestados. Josué teve certeza de que o próprio Deus era o responsável. em um ritual religioso e mesmo em um acontecimento histórico. o povo de Israel estava sem pátria havia mais de quatrocentos anos (Gn 15. por modelos e por aspectos iluminantes de sua natureza. Pode-se encontrar tipos em uma pessoa.6) sustenta a teoria de que o autor deve ter sido testemunha de alguns acontecimentos que ocorreram durante estes período. embora imperfeitamente. por revelação direta. Abraão. Cristo Revelado Cristo é revelado no Livro de Js de três maneiras. A religião Cananéia enfatizava a fertilidade e o sexo. cada uma com seu governo autocrático e todas hostis umas com as outras. Politicamente. Moralmente. Deus havia prometido transformar Abraão e seus descendentes em uma grande nação e dar-lhes Canaã como pátria sob a condição de que eles continuassem fiéis e obedientes a ele (Gn 17) . esses livros traçam o desenvolvimento do Reino de Deus na Terra Prometida até o cativeiro da Babilônia— Um período de cerca de novecentos anos. O Pano cor de sangue pendurado na janela salvou Raabe e sua família da morte. Cristo também derramou seu sangue e foi pendurado na cruz para nos salvar da morte. O cenário estava estabelecido e a terra propícia para a conquista. Josué narra o período da entrada de Israel em Canaã através da conquista. assistente e sucessor de Moisés. A data comumente aceita da morte de Josué é por volta de 1375 aC.

16-23 2) Os reis 12.1-27 2) Os milagres trazem a liberação . A obra do Espírito Santo é mútua: “Tão somente sê forte e mui corajoso para teres cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou.5).10-15 3) Josué recebe estímulo 1. foi através dessa nação que Deus escolheu salvar o mundo (Is 63. Esboço de Josué I. O Espírito Santo está comprometido a realizar a tarefa.Amorreus 10. Várias características sobre a maneira como o Espírito opera podem ser vistas em Josué.Jericó 6. sua presença surge em 1.Ai 8.1-29 4) A lei traz a bênção . O trabalho do Espírito Santo era o mesmo antes de agora: ele atrai as pessoas a um relacionamento de salvação com Cristo e realiza os propósitos do Pai.5. vosso Deus” (23.1-15 Revisando os territórios conquistados 11.7). Nenhuma obra de Deus.13). Ele fará o mesmo por nós através de Cristo.1-43 O território do Norte 11.Monte Ebal e monte Gerizim 8.35 1) A obediência traz a conquista .13-15 II. Inicialmente.1-26 3) O arrependimento traz a vitória .30-35 O território do Sul 9.16—12.1-12. em sua graça e fidelidade. Preparação da herança 1.7-9). sustentou e preservou seu povo tirando-os do deserto e levando-o à Terra Prometida. Sua presença contínua é necessária para o sucesso do plano de Deus na vida dos homens. A queda de Jericó foi obtida mediante a destruição milagrosa de seus muros (6. A vitória foi alcançada em Gibeão. quando Deus conhecendo a esmagadora tarefa de comandar a nação de Israel.Acã 7.1-18 1) Josué ouve o chamado 1. dela não te desvies.1-5.16-18 Mediante o preparo do exército para a batalha 2. A obra do Espírito Santo é sobrenatural. é realizada sem ajuda do Espírito.1-24 14 . não podemos. nem para a direita nem para a esquerda.1-10. No final de sua vida.14).2-12 4) Convencendo um líder a servir 5. sem nos ele não quer”. Foi dito: “Sem ele. que é a Promessa.1-9 2) Josué dá o mandamento 1. seja a libertação da servidão ou possessão da bênção. Josué testemunhou: “nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o SENHOR.43 1) O engano traz o cativeiro . Possuindo a herança 6. para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares” (1. Seu objetivo em Josué. O Espírito Santo em Ação Uma tendência constante da obra do ES flui através do Livro de Js.1 3) Fortalecendo as tropas para a guerra 5.1-5. A obra do Espírito Santo é contínua: “Não te deixarei nem te desampararei” (1.15 Mediante a escolha do líder do exército 1.Um dos aspectos da natureza de Cristo revelada em Josué é o da promessa cumprida.20).24 O território central 6.24 1) Os territórios 11. Ele nos habilita a cumprir nosso chamado e a completar a tarefa ao nosso alcance. independentemente de quanto tempo demore. quando o Espírito deteve o sol (10. pois.Gibeonitas 9. forneceu a Josué a promessa de seu Espírito sempre presente.1-8.1-27 2) O pecado traz a derrota . A cooperação com o Espírito Santo é essencial à vitória. Deus.1-5. bem como no AT.15 1) Procurando a moral do inimigo 2.1-24 2) Posicionando o povo para a batalha 3.12. era a salvação de Israel.

1-6.8-33 3) Dividindo as partes a oeste da Jordânia 14.49-51 9) Cidades de refúgio e para os levitas 20.29-33 Índice 15 .34 Distribuindo a herança 13.1-17.1-5 4) Uma parte para Calebe 14. Gade e Manassés 13.1-22.III.45 1) Partes ainda não conquistadas 13.21.1-63 6) Uma parte para Efraim e Manassés 16.18 7) Partes para as tribos restantes 18.33 Josué aconselha os líderes 23.1-34 1) Uma benção para as tribos do Leste 22.42 10) Epílogo 22.1-19.1—24.6-15 5) Uma parte para Judá 15. Compartilhando a herança 13.1-7 2) Partes para Ruben.1-9 2) Uma explicação para o altar 22.1-34 Discutindo o futuro 22.1-21.48 8) Uma parte para Josué 19.1-28 Josué morre 24.10-34 IV. O discurso final de Josué e sua morte 23.1-16 Josué desafia o povo 24.

1—21.7).1-36) e a reprimenda do Senhor pela infidelidade do povo à sua aliança (2. opressão. Ao servirem de forma deliberada a deuses estranhos. o Senhor os entregava nas mãos de inimigos (opressão). levantava um juiz a fim de prover libertação ao seu povo. Abimeleque. porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (21. Em conseqüência. Eúde. Contexto Histórico Juízes cobre um período caótico na história de Israel: cerca de 1380 a 1050 aC. liderada por Josué. o Senhor levantava libertadores a que ele capacitava com o seu Espírito (libertação). está vinculado à história de Gideão. Data O Livro de Juízes cobre o período entre a morte de Josué e a instituição da monarquia.A.1-21.6) oferece uma visão geral do corpo principal do Livro. no território de Benjamim. o propósito desta seção final do livro é ilustrar as conseqüências da apostasia e anarquia nos dias em que “não havia rei em Israel”. com fidelidade. Seis indivíduos— Otniel. Os israelitas faziam o que era mau aos olhos do Senhor (apostasia). o povo de Israel clamava ao Senhor (arrependimento). cujo papel de libertadores é narrado com mais detalhes. O Talmude atribui o livro de Juízes a Samuel. o Senhor os entregava nas mãos dos opressores. Ali é descrita a conquista incompleta da Terra Prometida (1. o povo de Israel quebrava a sua aliança com o Senhor.31). que são as narrativas. um tempo caracterizado por um ciclo recorrente de apostasia. Conteúdo O Livro de Juizes está dividido em três seções principais: 1) Prólogo (1. evidências internas indicam que ele foi escrito durante o período inicial da monarquia que se seguiu à coroação de Saul. Este bem pode ter escrito partes do Livro. Débora.7-16. Duas histórias são acrescentadas ao Livro de Juízes (17. Estes juizes. Jair.7 . A segunda parte do prólogo (2. Israel praticava continuamente o que era mau aos olhos do Senhor e “não havia rei em Israel. Tola.15) na forma de um epílogo. A data real da composição do livro é desconhecida. Estas descrevem os caminhos rebeldes de Israel durante os primeiros séculos na Terra Prometida e mostram como o Senhor se relacionou com a nação naquele período. são classificados como “juízes maiores”. Um décimo terceiro personagem.31) ilustra esse padrão que se repete na história antiga de Israel. e 3) epílogo (17. A parte principal do livro (3. que são mencionados rapidamente— Sangar.6) foram escritas num período em que Israel tinha um rei. a quem o Senhor escolheu e ungiu com o seu Espírito. 16 . Gideão.5) estabelece o cenário histórico para as narrativas que seguem.1-5). A primeira história ilustra a corrupção na religião de Israel.Juízes Autor: Desconhecido Data: Entre 1050 e 1000 aC Autor O autor de Juízes é desconhecido. Israel conquistou e ocupou de forma geral a terra de Canaã. registrando as condições em Canaã durante o período dos juízes.1-2. Mica estabeleceu em Efraim uma forma pagã de culto ao Senhor.6) 2) narrativas (3. 2) A declaração de que “os jubuseus habitaram com os filhos de Benjamim em Jerusalém até ao dia de hoje” (1. Aparentemente.21) aponta para um período anterior à conquista da cidade por Davi (2Sm 5. Jefté e Sansão—.6-3. cerca de 1050 a 1000 aC. Ibsã. Porém antes da conquista de Jerusalém por Davi.7-16. a qual foi adotada pelos danitas quando estes abandonaram o território que lhes coube por herança e migraram para o norte de Israel. mas grandes áreas ainda permaneceram por ser conquistadas pelas tribos individualmente. No entanto. Esta data tem o apoio de dois fatos: 1) As palavras “naqueles dias.25). Cada vez que o povo clamava ao Senhor. Elom e Abdom—. e.25).25).1-3. mas descrever a corrupção religiosa e moral existente nesse período. em resposta ao seu clamor.6. não havia rei em Israel” (17. arrependimento e libertação. Sob a liderança de Josué. O propósito desses apêndices não és estabelecer um final ao período dos juízes. O Livro de Juizes não olha apenas retroativamente para a conquista de Canaã. já que se afirma que era um escritor (1Sm 10. este. A segunda história no epílogo ilustra a corrupção moral de Israel ao relatar a infeliz experiência de um levita em Gibeá. mas também antecipa o estabelecimento da monarquia em Israel. e a conseqüente guerra benjamita. A primeira parte do prólogo (1. eram militares e civis. Seis outros. são conhecidos como “juízes menores”.

1.31 Opressão mesopotâmica por meio de Otniel 3.1– 8.13-15 Opressão filistéia e libertação por meio de Sansão 13. Sansão despedaçou um leão apenas com as mãos (14.31 Imoralidade: Atrocidade em Gibeá e a guerra benjamita 19.15).6 II. História de opressões e libertações durante o período dos juízes 3.12-30 Opressão filistéia e libertação por meio de Sangar 3.6). Jefté e Sansão são atribuídos ao Espírito do Senhor: O Espirito do Senhor veio sobre Otniel (3.35 Breve reinado de Abimeleque 9. rei da Síria.34) libertou o povo de Deus das mãos dos midianitas.7-16.1-5. Os seguintes atos heróicos de Otniel.6 –3. Epílogo: Condições que ilustram o período dos juízes 17.1-16.1-3.7-11 Opressão moabita por meio de Eúde 3.1 –18.12 Carreira de Abdom como juiz 12. Gideão.2 Carreira de Jair como Juiz 10. Através da presença pessoal do Espírito do Senhor. o Espírito do Senhor se revestiu de Gideão.8-10 Carreira de Elom como juiz 12. Esboço de Juízes I.6 –12.31 Opressão midianita e libertação por meio de Gideão 6.15 Índice 17 .1-21. Literalmente. livrou-se das cordas que amarravam as suas mãos e matou mil filisteus com uma queixada de jumento (15.19) e.31 III.29) com habilidades de liderança no seu empreendimento militar contra os amonitas.31 Opressão cananita e libertação por meio de Débora e Baraque 4. O Espírito do Senhor capacitou Sansão e executar atos extraordinários. em outra ocasião. O Espírito do Senhor equipou Jefté (11. Gideão (6. O Espírito do Senhor capacitou este líder escolhido por Deus e agiu através dele para implementar o ato salvífico do Senhor em benefício do seu povo. Ele começou a impelir Sansão para sua carreira (13.1-26 Conquista incompletas da terra 1. Prólogo: As condições em Canaã após a morte de Josué 1.14.3-5 Opressão amonita e libertação por meio de Jefté 10.6 Continuação das conquistas pelas tribos de Israel 1.1-5 Introdução ao período dos juízes 2. O Espírito veio poderosamente sobre ele em várias ocasiões.25).1-57 Carreira de Tola como Juiz 10.1-21.27-36 A aliança do Senhor é quebrada 2. Certa vez matou trinta filisteus (14. O mesmo Espírito Santo que deu condições a esses libertadores para que fizesse façanhas e cumprissem os planos e propósitos do Senhor continua operante ainda hoje.7 Carreira de Ibsã como juiz 12.25 Apostasia: A idolatria de Mica e a migração dos danitas 17.O Espírito Santo em Ação A atividade do Espírito Santo do Senhor no Livro de Juízes é claramente retratada na liderança carismática daquele período.10) e o capacitou a libertar os israelitas das mãos de Cusã-Risataim.11. A vitória de Jefté sobre os amonitas foi o ato de libertação do Senhor em benefício de Israel.

18-22 Índice 18 . Cristo Revelado Boas representa uma das mais dramáticas figuras do AT que antecipa a obra redentora de Jesus. porém o seu cenário histórico é evidente. antecipando em muitos séculos a sua graça redentora.1-5 Dedicação e promessa de Rute 1. Parente e remidor 4.1-3 Generosidade e proteção de Boaz 2. Um matrimônio planejado 3.5-8) Esboço de Rute I. As ações de Boaz efetuam a participação de Rute nas bênçãos de Israel e a incluem na linhagem familiar do Messias (Ef 2.1-22 Sofrimento de Noemi 1.14-18 IV.Rute Autor: Desconhecido (Samuel) Data: Entre 1050 e 500 aC Autor Os estudiosos discordam quanto à data do livro. Uma história tão comovente como essa certamente já teria sido passada adiante oralmente entre o povo de Israel.1-12 Casamento de Boaz com Rute 4.14-17 Genealogia de Davi 4. XI aC.19).1-22 Boaz. há evidências na linguagem da obra bem como referencias a costumes peculiares próprios do séc.1-5 Obediência de rute 3. Uma mulher humilde no campo da colheita 2.1-18 Orientação de Noemi 3.6-18 Retorno a Belém 1.A.13 Benção de Deus sobre Noemi 4.18-23 III.4-17 Noemi reconhece a bondade de Deus 2. Ima família hebraica em Moabe 1. É razoável supor que Samuel. Como nosso “parente chegado”. tivesse redigido o livro. XII aC que recomendam a aceitação da data mais antiga. indagassem pelo passado familiar do seu rei. o remidor escolhido por Deus 4. A tradição rabínica assegura que Samuel escreveu o livro na segunda metade do séc. ele se torna carne—vindo como um ser humano (Jo 1. dá testemunho eloqüente a respeito disso. oferecendo assim uma resposta a todos aqueles que. Eis aqui uma magnífica silhueta do Mestre. e a genealogia que a conclui indicaria uma conexão com os patriarcas. Fp 2. que testemunhou o declínio do reinado de Saul e foi divinamente instruído para ungir Davi como escolhido de Deus para o trono.8 .19-22 II. em Israel. Os episódios relatados nos livro de Rute se passam durante o período de Juízes.6-13 Recompensa pela obediência 3. A função de “parente remidor” cumprida de forma tão elegante nas ações que promoveram a restauração pessoal de Rute.14.1-23 Rute no campo de Boaz 2. sendo parte daqueles eventos que ocorrem entre a morte de Josué e a ascensão da influência de Samuel (provavelmente 1150 e 1100 aC). Apesar do pensamento crítico mais recente sugerir uma data pós-exílica bem mais tardia (cerca de 500 aC).

1º Samuel Autor: Incerto (Samuel) Data: Entre 931 e 722 aC. Em 10. nos falará sobre “o que há de vir” e “há de receber do que é meu (de Jesus)” e no-lo “há de anunciar” (Jo 16. Conteúdo Israel havia sido governado por juizes que Deus levantou em momentos cruciais da história da nação. Mesmo nos múltiplos usos do éfode. Jesus torna-se o Rei-pastor definitivo. a renovação e a alegria que esse nascimento trouxe à sua mãe prefiguram o mesmo para a nação. O seu ego era tão grande quanto a sua estatura. sabemos que 1Sm foi escrito depois da divisão da nação em 931 aC. encontrou um aliado em Jônatas. perdendo gradualmente a sua sanidade. cujo soberano seja o próprio Deus. Data Por causa da referência à cidade de Ziclague. que “ pertence aos reis de Judá. Finalmente. homem vistoso e carismático. deve ser datado antes deste evento.A. ele acaba cedendo. Samuel acumulou os ofícios de profeta e sacerdote. em vez de esperar por Samuel. O fim trágico de Saul ilustra o destino final dos reinos terrenos. O fenômeno do Espírito inspirando a adoração ocorre no cap. Gastou os seus últimos anos numa incansável perseguição a Davi através das regiões montanhosas e desérticas do seu reino.14) 19 . Ele advertiu Davi sobre os planos do seu pai para matá-lo. é escolhido para tornar-se o primeiro rei. mas a medida em que Samuel envelhecia. o milagroso filho de Ana. mas verdadeira adoração e louvor a Deus pela inspiração do Espírito. Ambos forma pontes de transição de um estágio da história da nação para outro. que profetiza e “se transforma em outro homem”. foi rejeitado por ele. Davi. no entanto. Cristo Revelado As semelhanças entre Jesus e o pequeno Samuel são surpreendentes. De uma forma notável. Cristo é profeta. começando com o nascimento de Samuel em redor de 1150 aC e terminando com a morte de Saul em redor de 1010 aC. no entanto. prefigura a Cristo. Davi. Ambos foram dedicados a Deus antes do nascimento. o cenário está pronto para que Davi se torne o segundo rei de Israel. o que engloba sua vida e ministério até sua morte. é equipado pelo Espírito para cumprir o chamado de Deus.1-25. A autoria do restante de 1Sm não pode ser determinada com certeza. filho de Saul. como não há menção à queda de Samaria em 722 aC. 10 e em 19. Havia estado sob a investida violentas e desalmadas dos filisteus.1. O Espírito Santo em Ação 1Sm contém notáveis exemplos da vinda do Espírito Santo sobre os profetas. 1. O templo de Siló fora profanado e o sacerdócio se mostra corrupto e imoral. Depois dessa rejeição. sacerdote e rei. exerceu funções sacerdotais. até o dia de hoje” (27.13. esperamos ansiosamente pelo momento em que o “Espírito da Verdade” nos irá guiar em “toda a verdade”. o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi” (16. bem como sobre Saul e seus servos. depois que Saul e Jônatas são mortos em batalha. mas alguns supõem que seja do sacerdote Abiatar. num desesperado esforço para eliminá-lo. a nação havia se degenerado moralmente e politicamente. Urim e Tumim. pressionavam-no para que lhes desse um rei. em semelhança ao ocorrido no dia de Pentecostes (At 2). o pequeno e humilde pastor. Saul. consumida por ciúme e medo. O livro de 1Sm cobre um período de cerca de 140 anos.6). Em meio a essa confusão política e religiosa surge Samuel. “desde aquele dia em diante.13). mas é provável que Samuel ou tenha escrito ou fornecido a informação para.6.9 . A única esperança é um Reino de Deus na terra. Ambos são filhos de promessa. o Espírito Santo vem sobre Saul. Depois de desprezar os mandamentos de Deus. Os próprios filhos de Samuel não eram reflexo do seu caráter piedoso. Com relutância. Além disso. O povo não tinha confiança nos seus filhos. Deus vem como Rei e virá novamente como Rei dos reis. Saul tornou-se uma figura trágica. Autor O autor de 1Sm não é nomeado neste livro. e por outras referencias a Judá e a Israel.20. Pela sua impaciência. isto é. o bom pastor. Esse fenômeno não é como o frenesi impregnado de emotividade dos pagãos. Depois de ser ungido por Samuel. Em Davi começa a linhagem terrena do Rei de Deus. Em Cristo.

12-36 Começo do ministério profético de Samuel 3.17 Nascimento e infância de Samuel 1.12-22 3) Recuperação da arca por Israel 5. Declínio de Saul e ascensão de Davi 16.1-7.10-18 3) Seu ministério a todo Israel 3.1-4.1 4) Samuel exorta ao arrependimento 7.25 3) As guerras de Saul 13.11 2) Crescimento de Samuel e a corrupção dos filhos de Eli 2.1-2.58 1) Sua unção por Samuel 16.25 1) A Exigência de Israel por um rei 8.1-30.1-13 2) Sua música diante de Saul 16.2-7.52 4) Saul é rejeitado por Deus 15.1-7. O reinado de Saul 8.1 –15.35 II.31 4) A morte de Saul 31.14-23 3) O conflito de Davi com os filisteus e os amelequitas 29.2-6 5) Derrota dos filisteus 8.17 1) A captura da arca pelos filisteus 4.1-14.13 A crescente proeminência de Davi 16.1-9 2) Sua palavra para Eli 3.1-2.1 O ministério de Samuel como juiz 4. Renovação sob Samuel 1.2-11 2) A morte de Eli 4.1-12.1-22 2) Saul é escolhido e ungido rei 9.Esboço de 1º Samuel I.36 1) Nascimento e dedicação de Samuel 1.19-4.1-12.1– 15.1-35 III.1-13 Índice 20 .35 Estabelecimento de Israel por um rei 8.1-17.1 1) Seu chamado por Deus 3.1-31.

Data Os dois livros devem receber uma data posterior à divisão do reino em duas partes. Tristemente. O livro está enfocado na sua pessoa. Conteúdo 2 Sm trata da ascendência de Davi ao trono e dos quarenta anos do seu reinado.10). pois. Davi se arrepende. e inicia-se um período de estabilidade e prosperidade. O cap. Há um jogo de pode pela casa de Saul entre Isbosete. é introduzido quando Deus estabelece uma aliança perpétua com Davi e seu reino. instiga uma rebelião contra o rei. mas os da casa de Saul se iam enfraquecendo” (3. então. ou seja. No entanto. Deus está construindo uma casa para Davi. outros materiais haviam sido colecionados e puderam ser usado como fontes pelo autor real.1). Sem dúvida. a sua vulnerabilidade e fraqueza o leva ao pecado com Bate-Seba e ao assassinato de Urias.2º Samuel Autor: sacerdote Abiatar. Davi é um precursor da Raiz de Jessé. Samuel e outros. Embora.29.A. de forma que ambos são candidatos à autoria desses dois livros. esse relato sumário descreve os sete anos e meio anteriores à unificação do reino por Davi. sacerdote e rei na sua pessoa. O tema do Rei vindouro. a saber: as “crônicas de Samuel. o vidente”. 7. filho de Saul e Abner comandante-chefe dos exércitos de Saul.6 “pelo que Ziclague pertence aos reis de Judá. pendurado numa árvore pelos cabelos. Um rebelde chamado Seba instiga Israel a abandonar Davi e a voltar para casa. em especial. Embora Davi tome uma série de decisões desafortunadas e pouco sábias. pela sua humildade e compromisso com o Senhor. Pela sua vitória sobre todos os inimigos de Israel. a rebelião é sufocada. Três dessas fontes são mencionadas em 1Cr 29. “E houve uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi. porém. o vidente”. ungido rei sobre Judá. porém Davi se ia fortalecendo. A rebelião termina quando Absalão. Davi derrota com sucesso os inimigos de Israel. E começa com a morte de Saul e Jônatas na batalha do monte Gilboa.1-7. Jesus Cristo.10 . Não se sabe com exatidão quem realmente escreveu o livro. não havia reis em Judá antes desta data. 21 . as “crônicas do profeta Natã” e as “crônicas de Gade. fosse traçada uma diferenciação entre Israel e Judá. sua própria tribo. o Messias. não se apartará a espada jamais de tua casa” (12. depois de uma longa separação de seu pai. compra a eira de Araúna e apresenta oferendas ao Senhor no altar que constrói. divisão que aconteceu logo depois do governo de Salomão. Deus interrompe os planos de Davi de construir uma casa para a arca e explica que enquanto Davi não pode construir uma casa para Deus. com freqüência. Há uma desavença entre Israel e Judá a respeito da volta do rei a Jerusalém. e Davi é mais uma vez estabelecido em Jerusalém. até ao dia de hoje”. antecipa o futuro Rei. Davi é. e embora Davi tenha reinado em Judá por sete anos e meio antes da unificação do reino. Davi unifica tanto a vida religiosa quanto política da nação ao trazer a arca do Testemunho da casa de Abinadabe. Cristo Revelado Davi e seu reino esperavam a vinda do Messias. Embora a rebelião tenha sido sufocada. onde havia estado deste que fora recuperada dos filisteus (6. O livro termina com dois belos poemas.1). e Davi foge de Jerusalém. por causa do comentário encontrado em 1Sm 27. as conseqüências da sua ação são declaradas com todas as letras: “Agora. uma lista dos valentes de Davi e com o pecado de Davi em fazer o censo dos homens de guerra de Israel. Samuel registrou boa parte da história de Israel neste período. “Teu trono será firme para sempre” (7. esposo dela. Apesar do arrependimento de Davi depois de confrontado com o profeta Natã. 931 aC.16). uma linhagem que dure para sempre. Tanto Gade como Abiatar tinham acesso aos eventos da corte do reino de Davi. Autor Os dois livros hoje conhecidos como 1 e 2 Sm eram originalmente um só livro denominado “O Livro de Samuel”. filho de Davi. Absalão. é morto por Joabe. Data: Entre 931 e 722 aC. pelo seu zelo a favor da casa de Deus e pela associação dos ofícios de profeta.

25 1) O reino de Davi em Hebrom 1.13 3) Triunfos sobre Ámom é Síria 10. a justiça é feita.1-23 2) Aliança de Deus com Davi 7.36 1) Profecia de Natã 12.1-13.26.1-13.” Nós vemos claramente a ação do Espírito Santo através desses dois modos em 2 Sm.1-4.1-5. Ele atuava com mais freqüência através do sacerdócio.19 1) Triunfos sobre os seus inimigos 8.1-20 5) Absalão mata Amom 13.1-14 2) Morte do filho de Davi 12. e o julgamento é anunciado.O Espírito Santo em Ação Jesus explicou a obra do Espírito em Jo 16.1-10. O pecado de Davi é desnudado.1-29 Os triunfos militares de Davi 8.8: E.26 4) Comentários sobre o reino de Davi 21.25 Índice 22 .25 1) Rebelião de Absalão 13. A obra de convencer e de condenar do Espírito é claramente percebida quando o profeta Natã enfrenta Davi por causa do seu pecado com Bate-Seba e Urias. ilustra o amplo ministério do Espírito Santo no mundo através da igreja investida do poder do Espírito.21-36 Problemas no reino de Davi 13.26-31 4) Incesto na casa de Davi 13. quando ele vier convencerá o mundo do pecado.37—24.1-27 O pecado do adultério 11. e do juízo.14-25 3) Casamento de Davi com Bate-Seba 11. Esboço de 2º Samuel I.29 1) Mudando a arca 6.1-25 Os triunfos espirituais de Davi 6. As transgressões de Davi 11.29 2) Joabe mata Absalão 18.1-19 II. e da justiça.1-12 2) O governo Justo de Davi 8.15-25 3) Lealdade de Joabe a Davi 12.36 Problemas na casa de Davi 12.13– 9.6-13 2) Ordem de Davi para assassinar Urias 11.1-5 O pecado do Assassinato 11.1-7.1– 20. Sua atuação como conselheiro pode ser apreciada nas muitas ocasiões em que Davi “consultou o Senhor” através do sacerdote e do éfode.6-27 1) Lealdade de Urias a Davi 11. no quadro microcósmico de 2 Sm.27 III.1-10.37—17. Os triunfos de Davi 1.12 2) O reino de Davi em Jerusalém 5. Isso. Os problemas de Davi 12.1-33 3) Restauração de Davi como rei 19.1—24.19 Os triunfos políticos de Davi 1.

seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. em cerca de 971 aC. dirigido por um líder forte. acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. VI aC.16) Percebe-se uma relação com At 8. Em 1 e 2 Rs. provavelmente. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde a morte de Davi. Ao contrário. dividiu-se em dois. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda. originalmente. Embora a autoria não possa ser determinada com segurança. Contexto Histórico Os acontecimentos descritos em 1 Rs abrangem um período de cerca de 120 anos. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. No entanto. Havia luta interna e pressão externa. não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (400 anos em 47 capítulos). um só livro.11 . 23 . Aqui “a mão do SENHOR” se refere ao ES que dotou Elias com poderes sobrenaturais para realizar uma façanha surpreendente. O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto. caso houvesse tido conhecimento desse evento. originalmente. muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. que Rs tenha sido escrito. Conteúdo 1 e 2 Rs eram. então. que estava preso na Babilônia. Autor Como 1 e 2 Rs eram. de Judá. O autor de Rs teria mencionado. em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar. esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. um livro. 1 e 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva. 52. foram grandes mudanças e sublevações. Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC. As palavras de Obadias lá indicam que o ES algumas vezes transportou Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 2. que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem.20. provavelmente antes de 538 aC. Reis é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo. um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC. Na realidade. muitas sugestões foram feitas. onde é chamado de “Espírito do Senhor”. em 18. e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42. O resultado foi um momento tenebroso.A. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC. No entanto. em cerca de 853 aC.15 e Ez 1. conclui-se. A fórmula “mão do SENHOR” é uma referência à inspiração dos profetas pelo Espírito de Deus (ver 2Rs 3.27-30). até ao reinado de Josafá (o quarto rei do Reino de Judá) e o reinado de Acazias (o nono rei do Reino de Israel). Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”. O autor.10 e 19. Deus é apresentado como Senhor da história.6. a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos). (Jeremias) Data: Entre 560 e 538 aC.48 (“a mão do SENHOR”).3. O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim. acrescentado por um dos seus discípulos. Como não há menção dessa importante notícia em Rs.1º Reis Autor: Desconhecido. menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25. Há uma alusão. comparar com 1Sm 10. enquanto outros apontam para Isaías como editor. Alguns têm indicado Esdras como compilador. O Espírito Santo em Ação 1 Rs 18.23). portanto. que foi provavelmente. Data Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta.39-40. em que um reino estável. os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. à ação do ES em capacitar Elias para operar milagres.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo. com um propósito teológico. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus.

1Rs 22.25-32 O reinado de Baasa em Israel 15.23).33-16.20 O reinado de Roboão em Judá 14.6.7 O reinado de Elá em Israel 16.1.21-28 O reinado de Acabe em Israel 16.40 O reinado de Josafé em Judá 22. Esse versículo se refere a um “espírito do SENHOR” e pode indicar que os profetas compreendiam que o seu dom de profecia vinha do Espírito de Deus (ver 1Sm 10.20. que confirma que a habilidade pra profetizar é realmente uma manifestação do ES.46 A consagração de Salomão como rei 3.1-8 O reinado de Asa em Judá 15.1-14.10. O reino dividido 12.29-22.7-11. Se esta interpretação é aceita.1-11.24 pode ser outra referência ao ES.-2.43 II.1-8.1-11.9-24 O reinado de Nadabe em Israel 15. 19.8-14 O reinado de Zinri em Israel 16.66 O erro de Salomão como rei 9.41-50 O reinado de Acazias em Israel 22.Além dessas passagens.21-31 O reinado de Abdias em Judá 15. Esboço de 1º Reis I.53 A revolta e o reinado de Jeroboão em Israel 12.43 O estabelecimento de Salomão como rei 1.1-22.51-53 Índice 24 . O reino unido 1.15-20 O reinado de Onri em Israel 16. então estaria em paralelo com 1Co 12.

um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC. Judá foi governado por 20 regentes. que Rs tenha sido escrito. provavelmente. menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25. 2Rs é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto. enquanto outros apontam para Isaías como editor. provavelmente antes de 538 aC. Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem. conclui-se. então. O autor de Rs teria mencionado. Alguns tem indicado Esdras como compilador. O resultado foi um momento tenebroso na história do povo de Deus: colapso e conseqüente cativeiro de ambas as nações. 52. No entanto. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde o reinado de Acazias (o nono rei Israel) ao redor de 853 aC. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”. Contexto Histórico Os acontecimentos descritos em 2 Rs abrangem um período de cerca de 300 anos. Israel. Israel teve 19 governantes. Alguns desses 26 governantes são mencionados em apenas poucos versículos. (Jeremias) Data: Entre 560 e 538 aC. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC.2º Reis Autor: Desconhecido. com um propósito teológico. Judá. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos). Esse foi um período difícil da história do povo de Deus. Data Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta.27-30). Ao contrário. acrescentado por um dos seus discípulos. dos quais apenas oito foram bons. Deus é apresentado como Senhor da história. 2Rs retoma a história trágica do “reino divido” quando Acazias está no trono de Israel e Josafá governando sobre Judá. de Judá. Na realidade. 25 . os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. foram grandes mudanças e sublevações. muitas sugestões foram feitas. caso houvesse tido conhecimento desse evento. Em 2 Rs. O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim. 2Rs recorda a história do últimos 10 reis e dos últimos 16 governantes de Judá. Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC. a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor. portanto. O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período.. passando pela deportação de Judá para a Babilônia em 586 aC e terminando com a libertação do rei Joaquim em 560 aC. incluindo a queda de Israel para a Assíria em 722 aC. 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva. Esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. Embora a autoria não possa ser determinada com segurança. muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. todos ruins.12 . e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42. No entanto. que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. ora do Reino do Sul. traçando simultaneamente suas histórias. VI aC. que foi provavelmente. não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (300 anos em 25 capítulos). Como não há menção dessa importante notícia em Rs. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda. O Autor ora está falando do Reino do Norte. A atenção maior é dirigida àqueles que ou serviram de modelo de integridade ou que ilustram por que essas nações finalmente entraram em colapso. Havia luta interna e pressão externa. Autor 2 Rs era originalmente a segunda metade de um livro que incluía 1 e 2Rs. enquanto que capítulos inteiros são dedicados a outros.A. Conteúdo 1 e 2 Rs eram. embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo. seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. O autor. acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. é dificil seguir o fluxo da narrativa. um só livro. originalmente. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. que estava preso na Babilônia. Assim como 1Rs.

1-25. Quando perguntado se era rei dos judeus. pois ele é “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap 19. sacerdotes.6).1-16 O reinado de Joás em Judá 11. Somente o reino de Judá 18.17-20 26 .32-38 O reinado de Acaz em Judá 16.42).15.9. Esboço de 2º Reis I.16 fornece um paralelo interessante entre o AT e At 1. em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar.30 O reinado de Joacaz 23.1-18 O reinado de Jorão em Israel 2.11). Há uma referência indireta ao ES na frase “Espírito de Elias” em 1. Como profeta. Como profeta.1-22 O reinado de Jeroboão II em Israel 14.29 O reinado de Jeú em Israel 9.1-17. Além disso.9.39-40. O espírito enérgico ou o poder que capacitava Elias a profetizar era o Espírito de Deus.23-29 O reinado de Azarias em Judá 15. I reino dividido 1. O Espírito Santo em Ação 1 Rs 18.6-41 II. Aqui a “mão do Senhor” veio sobre Eliseu. Aqui Eliseu tenta receber o mesmo poder de Elias para levar adiante o ministério profético do seu antecessor.1-23.19-26 O reinado de Josias 22.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo.15. a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do ofícios. Elias foi elevado ao céu. Pecaías e Peca em Israel 15.21 O reinado de Manassés 21. onde é chamado de “Espírito do Senhor”. e a promessa foi cumprida. 1Rs ilustra vivamente a necessidade de Cristo como o nosso Rei em exercício de suas funções.17-12. e o ES desceu para capacitá-los a levar adiante a obra que seu mestre começou.41 O reinado de Acazias em Israel 1.1-7 O reinado de Zacarias.36 O reinado da rainha Atalia em Judá 11.35-24. Cristo é um sacerdote superior a qualquer daqueles registrados em Reis (Hb 7. a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do grande profeta Elias (Mt 17. mas Cristo reinará sobre o trono de Davi pra sempre (1Cr 17.15 O reinado de Jeorão em Judá 8.1-5 O cativeiro de Israel para a Assíria 17.1-5).10-25 O reinado de Amazias em Judá 14.1-18 O reinado de Amon 21.1-9 O reinado de Jeoás em Israel 13.30-10.25-9. os discípulos aguardaram o cumprimento da promessa.Cristo Revelado O fracasso dos profetas.16-24 O reinado de Acazias em Judá 8.12) Percebe-se uma relação com At 8. A formula “a mão do SENHOR” se refere à inspiração divina dos profetas. e reis do povo de Deus aponta para a necessidade do advento de Cristo. As vezes transportava Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 18. No entanto.14. Da mesma maneira. O reinado de cada um desses 26 governantes já terminou.31-34 O reinado de Jeoaquim 23.16). capacitando-o a profetizar ao rei Josafá. Jesus ascendeu.7 O reinado de Joaquim 24. 2Rs 2.1-8. Menaém. Salum.21 O reinado de Jeocaz em Israel 13.4-9 e 2.22-27). Muitos dos milagres de Jesus são reminiscências das maravilhas que Deus fez através de Elias e Eliseu em Reis.8-31 O reinado de Jotão em Judá 15. Cristo é a combinação ideal desses três ofícios.1-4. Is 9. Jesus é um Rei maior do que o maior dos seus reis (Mt 12. Uma alusão final ao ES aparece em 2Rs 3.1-20 O reinado de Oséias em Israel 17. Eliseu procurou a promessa de que receberia poder para levar adiante o ministério do seu mestre.8-16 O reinado de Zedequias 24. Jesus afirmou que era (Mt 27.30 O reinado de Ezequias 18.1-20.

27-30 Índice 27 .A queda de Jerusalém 25.1-7 O cativeiro de Judá pra a Babilônia 25.8-26 A libertação de Joaquim 25.

É um período de tempo extraordinário. Contudo. 21-27).1º Crônicas Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 425 e 400 aC Autor 1 e 2 Cr eram originalmente um só livro. Se 1 e 2Cr são considerados uma única obra. 2Cr relata o reinado de Salomão (caps. 1-9) e descreve o reinados dos vinte governantes de Judá (caps. Esdras era tanto escriba como profeta e desempenhou um papel significativo na comunidade de exilados que retornou à cidade de Jerusalém. foi dado por Jerônimo. 10 serve como prólogo para resumir o reinado e a morte ro rei Saul.10-36).A. 10-29) registra os eventos e realizações do rei Davi. 11 e 12. O último evento registrado nos versículos finais de 2 Cr é o decreto de Ciro. de Gn até 2Sm. Além disso. 13-17). o cenário específico de 1 e 2Cr é o período de tempo que vem depois do exílio. Apesar de que o povo de Deus tenha recebido licença pra voltar para Jerusalém e reconstruir o templo. 1 e 2Cr cobririam aproximadamente o mesmo período de tempo de 1 e 2Rs. As genealogias são compiladas seletivamente para realçar a linhagem de Davi e da tribo de Levi. No entanto. o nascimento de Anani pode ter acontecido entre 425 e 400 aC. ou seja. A primeira seção é constituída por 9 capítulos de genealogias. vocabulário e conteúdo similares. Isso não apenas reforça o argumento que aponta Esdras como autor de 1Cr. as genealogias forma a base das narrativas que se seguem.13 . 1 e 2Cr formavam um só livro chamado de “Acontecimentos dos Dias”. ao redor de 971 aC. O restante das narrativas sobre Davi está enfocada sobre três aspectos significativos do seu reinado. da oitava geração do rei Jeoaquim (ver 1Cr 3. Nos caps. 18-20) e os preparativos para a construção do tempo (caps. Esdras é o candidato mais provável para a autoria de Crônicas. Como a identidade do autor dessa obra não é explicitada em 1 nem em 2 Cr. mas uma duplicação e um suplemento de 1 e 2Sm e 1 e 2Rs. Davi se torna rei e conquista Jerusalém. atravessando todo o período do exílio. O nome atual. A antiga tradição judaica do Talmude afirma que Esdras escreveu o livro. o transporte da arca do Testemunho pra Jerusalém (caps. Não é uma continuação da história do povo de Deus. No entanto.22. mas pode ser também uma indicação de que Crônicas e Esdras tenham sido em algum momento uma única obra.24). muitos optaram por se referir a esse autor desconhecido simplesmente como “o cronista”. É datado como 538 aC e dá a impressão de que Crônicas tenha sido composto pouco tempo depois. Portanto. Os persas substituíram o rei por um governador provincial. Durante essa época. V aC. 1Cr está carregado de genealogias para sublinhar a necessidade de pureza racial e religiosa. 10-29). A segunda parte de 1Cr (caps. é provável que a sua forma final tenha surgido lá pelo final do séc. até àqueles que retornaram para Jerusalém.23) repetem-se como os versículos iniciais de Esdras (ver Ed 1. a data para 1 e 2Cr pode ser situada entre 425 e 400 aC. As genealogias começa com Adão e continuam. assim como nos Evangelhos de Mt e Lc. Conteúdo No texto original hebraico. Dependendo de como essas gerações são medidas (cerca de 25 anos). pois abrange o mesmo período coberto pelos primeiros 10 livros do AT. suas proezas militares (caps. Jeoaquim foi deportado pra a Babilônia em 597 aC. Crônicas. Contexto Histórico O livro de 1Cr cobre o período que vai de Adão até a morte de Davi. Os dois últimos capítulos de 1Cr recorda os últimos dias de Davi. Com freqüência não se dá muita importância a esta seção. Se as genealogias de 1 Cr 1-9 fosse ignoradas. O livro de 1Cr tem duas divisões principais. Apesar de não podermos afirmar com certeza absoluta. os versículos finais de 2 cr (2Cr 36. o mundo antigo estava sob o controle do poderoso Império Perda. Foi dividido e recebeu um novo nome pelos tradutores do AT em grego (septuaginta ou LXX): “Coisas que Acontecem”. podem ser divididos em quatro seções principais: 1Cr é composto por genealogias (caps. a sua situação era muito diferente da dos anos dourados de Davi e Salomão.1-3). No entanto. Tudo o que restou dos gloriosos reinados de Davi e Salomão foi a pequena província de Judá. 1-9) e descreve em linhas gerais o reinado de Davi (caps. rei da Pérsia. a última pessoa mencionada em 1 e 2 Cr é realmente Anani. 28 . que dá licença à volta dos judeus para Judá. Soma-se a isso o fato de que 1 e 2Cr tenham estido. é razoável assumir que “ o cronista” tenha sido Esdras. O cap. Data Embora seja difícil estabelecer a data exata para 1 e 2 Cr.

40 A aquisição da arca por Davi 13.1-17.1– 9.1-12.3-3. em que o “Espírito” entrou em Amasai e o capacitou a fazer uma declaração inspirada. Esboço de 1º Crônicas I.1-29.12.1-8.30 Índice 29 .1-34 A herança do rei Saul em Benjamim 9.44 A herança dos filhos de Jacó 1.27 Progressos militares de Davi 18.8 Preparativos de Davi para a construção do templo 21.24 A herança das doze tribos 4.2 A herança da linhagem de Davi em Judá 2.O Espírito Santo em Ação Há duas referências claras ao ES em 1Cr. E a segunda em 28.40 A herança do remanescente 9.35-44 II. As raízes do povo de Deus 1.1-2.30 A confirmação de Davi como rei 10.34 Últimas declarações de Davi 28.1 –29. A primeira´está em 12.18.1-20. O reinado do rei Davi 10.1-27. a qual explica que por meio do ministério do Espírito (ânimo) os planos do templo foram revelados a Davi.

Tudo o que restou dos gloriosos reinados de Davi e Salomão foi a pequena província de Judá. Isso não apenas reforça o argumento que aponta Esdras como autor de 1Cr. os versículos finais de 2 cr (2Cr 36. Como a identidade do autor dessa obra não é explicitada em 1 nem em 2 Cr. O livro conclui com o decreto de Ciro libertando e permitindo a volta do povo p ara Judá (36. No entanto. em 971 aC. Soma-se a isso o fato de que 1 e 2Cr tenham estido. A primeira seção é constituída pelos primeiros 9 capítulos (caps. Nessas referências. Crônicas.23). Esdras era tanto escriba como profeta e desempenhou um papel significativo na comunidade de exilados que retornou à cidade de Jerusalém. 1 e 2Cr formavam um só livro chamado de “Acontecimentos dos Dias”. no entanto. Dependendo de como essas gerações são medidas (cerca de 25 anos). que dá licença à volta dos judeus para Judá. Jaaziel (20. Esdras é o candidato mais provável para a autoria de Crônicas. A antiga tradição judaica do Talmude afirma que Esdras escreveu o livro. É datado como 538 aC e dá a impressão de que Crônicas tenha sido composto pouco tempo depois. É identificado como o “Espírito de Deus” (15. muitos optaram por se referir a esse autor desconhecido simplesmente como “o cronista”. mas uma duplicação e um suplemento de 1 e 2Sm e 1 e 2Rs. termina abruptamente e não faz menção das fraquezas de Salomão. 10 a 36. V aC. No entanto. Data Embora seja difícil estabelecer a data exata para 1 e 2 Cr. o mundo antigo estava sob o controle do poderoso Império Perda. 30 . Além disso. Não é uma continuação da história do povo de Deus.A. Jeoaquim foi deportado pra a Babilônia em 597 aC. A narrativa.14). foi dado por Jerônimo. rei da Pérsia.23) repetem-se como os versículos iniciais de Esdras (ver Ed 1. só ocasionalmente. Contexto Histórico O livro de 2Cr cobre o período que vai do começo do reinado de Salomão.14). O Espírito Santo em Ação Há três referências claras ao ES em 2Cr.20) e como o “Espírito do SENHOR” (20. se concentram quase que exclusivamente no Reino do Sul.2º Crônicas Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 425 e 400 aC Autor 1 e 2 Cr eram originalmente um só livro.1-3). até ao final do exílio ao redor de 538 aC.24). 2Cr traça a historia dos reinados dos 20 governantes de Judá até ao cativeiro babilônico do Reino do Sul em 586 aC. a última pessoa mencionada em 1 e 2 Cr é realmente Anani. O nome atual. da oitava geração do rei Jeoaquim (ver 1Cr 3.14) e Zacarias (24. conforme registradas em 1Rs 11. O último evento registrado nos versículos finais de 2 Cr é o decreto de Ciro. Depois da divisão do reino. vocabulário e conteúdo similares. Apesar de que o povo de Deus tenha recebido licença pra voltar para Jerusalém e reconstruir o templo. Além dessas referências.1). mas pode ser também uma indicação de que Crônicas e Esdras tenham sido em algum momento uma única obra. o cenário específico de 1 e 2Cr é o período de tempo que vem depois do exílio. Judá. A segunda seção do Livro é formada pelos caps. e discorre sobre a história do Reino do Norte.14 .13. 8-9). é provável que a sua forma final tenha surgido lá pelo final do séc. 19) descreve em linhas gerais o governo do rei Salomão. O livro de 2Cr tem duas divisões principais. muitos vêem a presença do ES na dedicação do templo (5. Os persas substituíram o rei por um governador provincial. o nascimento de Anani pode ter acontecido entre 425 e 400 aC.20) para que falassem da parte de Deus.22. Durante essa época. a data para 1 e 2Cr pode ser situada entre 425 e 400 aC. a sua situação era muito diferente da dos anos dourados de Davi e Salomão. o ES inspirou ativamente Azarias (15. 2-7) bem como à riqueza e à sabedoria desse extraordinário rei (caps. Foi dividido e recebeu um novo nome pelos tradutores do AT em grego (septuaginta ou LXX): “Coisas que Acontecem”. A narrativa dá bastante importância à construção do templo (caps. Apesar de não podermos afirmar com certeza absoluta. Portanto. Conteúdo No texto original hebraico. Israel.1. é razoável assumir que “ o cronista” tenha sido Esdras. No entanto. 24.22.

1-22 Asa 14.22 A riqueza de Salomão 8.1-9 Atalia 22. Os governos dos reis de Judá 10.1-32.1-9 Acaz 28.1-20 Acazias 22.16 O reinado de Roboão 10.1-35.22.1-16.1-9.1-28 Uzias 26.1-20 Amon 33.31 A ascensão de Salomão como rei 1.1-27 Ezequias 29.1-20.1-7.17-21 O decreto de Ciro para o retorno de Judá 36.1-23 Jotão 27.11-16 III.4-8 Joaquim 36.27 Joacaz 36.16-24.1-36.27 Amazias 25.14 Josafá 17.1-12.23 Índice 31 .16 Abias 13.10-23.33 Manassés 33.9-10 Zedequias 36.21-25 Josias 34. Cativeiro e retorno de Judá 36. O período de governo do rei Salomão 1.1-17 A realização da construção do tempo 2.1-9.37 Jeorão 21.31 II.15 Joás 23.17-23 O cativeiro de Judá por Babilônia 36.1-3 Jeoaquim 36.Esboço de 2º Crônicas I.

O primeiro (caps. Conteúdo Duas grandes mensagens emergem de Esdras: a fidelidade de Deus e a infidelidade do homem. Depois disso. com um influente cidadão até à época de Neemias. e a obra é interrompida. A fidelidade de Deus é contrastada com a infidelidade do povo. Finalmente.16. Esdras assumiu o ministério de reformador espiritual. Não é possível saber com absoluta certeza se foi o próprio Esdras quem compilou o livro ou se foi um editor desconhecido. Fielmente. Isto é indicado pela frase “ a mão do Senhor”. Um grupo de fiéis responde e partiu em 538 aC sob a liderança de Zorobabel.18). incluindo itens que haviam sido saqueados do templo de Salomão (1. viveu. provavelmente.11). ele chama Israel ao arrependimento e a uma renovada submissão à Lei. para publicar um édito que dizia que todo judeu que assim desejasse poderia retornar pra Jerusalém a fim de reconstruir o templo e a cidade.5-10). O próprio Esdras era um sacerdote. outro grupo de exilados volta para Jerusalém liderados por Esdras (caps. 32 . Depois de mais de 60 anos de cativeiro babilônico. O Espírito Santo em Ação A obra do ES em Esdras pode ser vista claramente na ação providencial de Deus em cumprir as suas promessas.6). Aproximadamente 60 anos depois (458aC). deriva o seu título do personagem principal dos caps. ao ponto do divórcio de suas esposas pagãs. um “escriba das palavras.15 . chamando-o à confissão de pecado e ao arrependimento dos seus caminhos perversos (caps. Liderou o segundo dos três grupos que retornaram da Babilônia pra Jerusalém. quando o povo se desviou das verdades da sua apalavra. 7-10. desenvolve-se uma geração inteira cujas “iniqüidades se multiplicaram sobre as vossas cabeças” (9. Deus. Como homem devoto. estabeleceu firmemente a Lei (o Pentateuco) como a base da fé (7. Deus fielmente enviou um sacerdote dedicado que habilidosamente instruiu o povo na verdade. A Bíblia hebraica reconhecia Esdras e Neemias como um só livro. Sacerdote dedicado. que aparece seis vezes. depois de completada a obra.10).24). como foi dito acima. Esdras encontra um Israel que tinha adotado muitas das práticas dos habitantes pagãos. A construção do templo é iniciada.12) que o cativeiro babilônico teria duração limitada. a fidelidade de Deus triunfa em cada situação. Data Os eventos de Esdras cobrem um período um pouco maior do que 80 anos e caem em dois segmentos distintos.1-4). de forma que pudesse adora a Deus em seu próprio templo (6. 9-10). dos mandamentos do SENHOR” (7. Contudo. Já em Jerusalém.1. Quando o povo desanimou por causa da zombaria dos inimigos. cujo nome provavelmente signifique “ O Senhor tem ajudado”. O estímulo dos profetas trouxe resultados (5. Esdras também é comissionado para apontar líderes em Jerusalém para supervisionar o povo. o de Salomão. o povo se deixou influenciar pelos seus inimigos e desistiu temporariamente (4.Esdras Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 538 e 457 aC Autor O livro de Esdras. cumpriu fielmente a sua promessa e induziu o espírito do rei Ciro da Pérsia a publicar um édito para o retorno dos exilados (1. então. Posteriormente.A. Deus havia prometido através de Jeremias (25.2). Apesar do seu retorno e das promessas divinas. mas a oposição dos habitantes não judeus desencoraja o povo. o que deve ter durado cerca de um ano. o novo templo é completado e dedicado em 515 aC. Embora bem menos esplêndido que o templo anterior. o povo se tornou desobediente aos mandamentos de Deus. 7-10). que chamam o povo para completar a obra. concedeu liderança (Zorobabel e Esdras). Deus fielmente levantou Ageu e Zacarias para encorajar o povo a completar a obra. com somas adicionais de dinheiro e valores para intensificar o culto no templo. A opinião conservadora e geralmente aceita é de que Esdras tenha compilado ou escrito este livro juntamente com 1 e 2 Crônicas e Neemias. Deus desperta o coração do regente da Babilônia.1-6) cobre um período de cerca de 23 anos e tem como tema o primeiro grupo que retorna do exílio sob Zorobabel e a reconstrução do templo. No momento apropriado. e os exilados são enviados com despojos. levanta os ministério proféticos de Ageu e Zacarias. o rei Ciro da Pérsia. São enviados pelo rei persa Ataxerxes.

tanto no sentido de obrar nele (“Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a Lei do Senhor”.36 Esdras parte da Babilônia com outro grupo de exilados 7.21-36 IV.1 –6.1-17 Dario assegura a Tatenai que o projeto é legal 6.17-24 Tetenai tenta para a construção do templo 5. Artaxerxes ordena a interrupção da obra 4.Foi pelo Espírito que “despertou o Senhor o espírito de Ciro” (1. como no sentido de atuar em seu favor (“o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira”.22).1-2.1-15 Os líderes de Israel concordam com a reforma 10.1-12 Conclusão e dedicação do templo 6.1-10..1-67 Ofertas voluntárias dos que retornaram 2.1-10 Artaxerxes escreve uma carta de apoio a Esdras 7.5-11 Os nomes e a numeração dos primeiros que voltaram 2.1).68-70 II.1-4 O povo se prepara para o retorno 1.13-18 Celebração da Páscoa 6. Profetizaram aos Judeus” (5.1-5 Bislão e seus companheiros se queixam a rei Artaxerxes 4.6-16.1-20 Retorno dos exilados para Jerusalém 8. A obra do ES é vista na vida pessoal de Esdras.1) e “tinha mudado o coração do rei da Assíria” (6..1-7 Os alicerces são colocados em meio a choro e louvor 3. Teria sido também pelo ES que “Ageu.70 Ciro proclama o retorno de Israel 1.19-22 III. 7.1-44 Índice 33 . O retorno sob a liderança de Esdras 7.44 Esdras confessa as transgressões de Israel 9.11-28 Os nomes e a numeração do segundo grupo que retornou 8.6) Esboço de Esdras I.22 A reconstrução do altar e o começo dos sacrifícios 3. O processo de reconstrução do templo 3. 7.10). O retorno sob a liderança de Zorobabel 1. profeta e Zacarias. A reforma de Esdras 9.8-13 Os inimigos desencorajam o projeto do templo 4.1-8.

Maria e José. Se foi assim. Retorna à Pérsia no trigésimo segundo ano de reinado de Artaxerxes (13. guiados por esse líder dinâmico. Esdras causou um despertar do fervor religioso e promoveu um ensino adequado sobre o culto no templo. Ainda que não tenhamos muita certeza.1). enquanto Neemias. A nossa primeira imagem de Neemias é quando ele aparece em seu papel de copeiro na corte de Artaxerxes. 8-10) é dirigida ao povo que vivia dentro dos muros. 13 anos depois. Tiveram tanto sucesso. Pelo conteúdo do livro. que reinou de 465 até 424 aC (2. Talvez Malaquias tenha profetizado durante aquela época.9)e ameaças de agressão física (4. Neemias e Malaquias trabalharam juntos para erradicar o mal que significava o culto a muitos deuses e atacaram o pecado da associação com o povo que havia sido forçada a recolonizar aquelas regiões pelos assírios cerca de 200 anos antes. as habilidades organizacionais criativas. O período histórico coberto pelos livros de Esdras e Neemias é de cerca de 110 anos. Mais importante ainda: ele deixa transparecer um espírito de sacrifício. o povo é restaurado à obediência da Palavra de Deus. Os inimigos que moravam na cidade foram exposto e tratados com muita dureza. Neemias usou a influência do seu cargo para apoiar a Esdras e exercer uma liderança espiritual. o profeta.20). Durante o período da construção dos muros. que traduziu a Bíblia ao latim.A.16 . quando veio o Messias. Na última seção (caps. os pastores e outros eram pessoas piedosas com que Deus iria se comunicar. desfrutava o luxo do palácio. uma pequena cidade nas longínquas fronteiras do império. sem dúvida. Um copeiro tinha uma posição de grande confiança como conselheiro do rei e a responsabilidade de proteger o rei de envenenamento. Esdras havia conduzido o povo a uma renovação espiritual. trabalha junto com Esdras. as qualidade de liderança. Neemias. Conteúdo Neemias expressa o lado prático. A oração. enquanto Neemias era o Tiago do AT.6). A história começa no livro de Esdras e se completa em Neemias.Neemias Autor: Neemias Data: Cerca de 423 aC Autor O título atual do livro é derivado do seu personagem principal. a confiança nos planos de Deus e a rápida e decisiva resposta aos problemas qualificavam Neemias como um grande líder e como um grande homem de Deus.11-13). Neemias veio pra construir os muros. desafiando o povo a mostrar a sua fé por meio das obras. a vivência diária da nossa fé em Deus. que durante o período intertestamental o povo de Deus não voltou à idolatria. venceram a preguiça (4. pessoas como Isabel e Zacarias. parece que Neemias contribuiu com parte do material contido no livro que leva o seu nome (caps. que serviu duas vezes como governador da Judéia. Deus escolheu um home de coração reto e com uma visão clara dos temas em questão. Enquanto Neemias.1-7.6) e volta novamente para Jerusalém “ao cabo de alguns dias”. ao contrário. A aliança foi renovada. sabe-se que a obra somente pode ter sido escrita algum tempo depois da volta de Neemias da Pérsia para Jerusalém. A primeira seção do livro (caps. 1-7) fala sobre a construção do muro. Aqui se revela um homem que planeja sabiamente suas ações (“considerei comigo mesmo no meu coração”) e um homem cheio de ousadia (“contendi com os nobres”) 34 . Jerônimo. Neemias significa “Jeová consola”. foi de 21 anos. A segunda seção do Livro (caps. a poderosa eloqüência. o leigo. conspiração (3. Ana. deixa a Pérsia para realizar a sua primeira missão no vigésimo ano de Artaxerxes I da Pérsia. O período de reconstrução do templo sob Zorobabel. 11-13). Dessa maneira.1. colocou-o no lugar certo no momento certo. Para guiar esse povo. o seu coração estava em Jerusalém. os crentes comprometidos. 60 anos mais tarde. cujo nome aparece em 1. Simeão. honrou Neemias ao dar o seu nome ao livro em que aparece como personagem principal. o jejum. inspirado pela pregação de Zacarias e Ageu.17). ó meu Deus!” Data Nas escrituras. zombaria (2. cujo único interesse é resumido na sua repetida oração: “Lembra-te de mim pra bem. Era necessário para que Judá e Benjamim continuassem a existir como nação. a morte de um monarca tão benigno provavelmente teria sido mencionada em Ne. equipou-o com o seu Espírito e o enviou pra fazer proezas. Talvez a sua redação final tenha sido completada antes da morte de Artaxerxes I em 424 aC. Muitos estudiosos consideram Esdras como o autor/compilador de Esdras -Neemias bem como de 1 e 2 Crônicas. o livro de Neemias formava uma unidade com Esdras. Como governador durante esse período.

4-31 Índice 35 .O Espírito Santo em Ação Desde a criação. incluindo reformas posteriores e uma oração final 13. cujo nome significa “Jeová conforta”.1-10.1-23 Rechaço contra a extorsão e usura pelo exemplo piedoso de Neemias 5.9-3. Eliú falou a verdade quando disse a Jó: “O Espírito de Deus na terra me fez” (Jó 33. Ne 2. Esdras e Neemias trabalham juntos para estabelecer o povo 8. foi claramente um instrumento do ES.1 –12. Esboço de Neemias I. o ES tem sido o braço executivo de Deus na terra.32 Oposição e defesa 4. Neemias.1-9 As muralhas são completadas apesar das intrigas maldosas 6.1 –12. Neemias: do exílio à reconstrução das muralhas de Jerusalém 1.” A mão de Deus.4).8 Planejando o trabalho.26 Dedicação das muralhas e provisão para as finanças do templo 12. motivando e organizando os trabalhos 2.1-7.13-18 Confissão de pecado pessoal e coletivo 9. Verdadeiro arrependimento produz justificação 11.3 Segundo período de governo de Neemias.1-37 Compromisso de guardar a lei e manter o templo 9.39 III.39 Lendo a Bíblia 8.27-13.18 diz: “Então. seu modo de agir sobre a terra. Aqui aparece um padrão constante: é o Espírito de Deus que age para fazer de nos o que Deus quer que sejamos. certamente se tornou modelo da forma de atuar do ES e foi uma dos primeiros cumprimentos dessa memorável profecia.3 Restabelecimento dos cidadãos de Jerusalém 7.26 Censo de Jerusalém e vilas vizinhas 11.3-73 II.1-12 Celebração da Festa dos Tabernáculos 8. Sob o poder do ES.1-7.73 Autorização de Artaxerxes para reconstruir as muralhas 1.1-2.38– 10. lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável. é o Espírito Santo.

Data O livro de Ester é uma narração bem elaborada. Hamã. durante vinte anos. Mardoqueu também revela maturidade para aguardar que Deus lhe indicasse a ocasião correta e lhe orientasse. foram honrados pelo rei e receberam autoridade. A festa de Purim é instituída para marca a libertação dos judeus. pedir ao rei a salvação do povo e denunciar Hamã (5. 7.7). Talvez Mardoqueu ou Esdras tenha sido o autor.1-2. A maturidade espiritual de Ester se percebe na virtude dela saber esperar pelo momento que Deus julgou adequado. (Rm 8. conduzindo-os ao amor mútuo e à lealdade (Rm 5.1-8 A rainha Vasti e deposta 1.17 .10). Hamã é enforcado. Ele era um judeu benjamita exilado. se torna primeiro ministro.9-22 Ester é escolhida para ser rainha 2. Esta espera divinamente orientada provou se crucial (6. que relata como o povo de Deus foi preservado da ruína durante o séc. Da perspectiva humana. que tornou-se rainha do rei persa Assuero. adotada por este (2.3-6). Ester arriscou sua vida por amor do seu povo quando foi ao rei sem ter sido convidada. sua ação produziu em Ester e Mardoqueu profunda humildade. Mas o livro foi escrito por um judeu que conhecia os costumes e a linguagem dos persas. Em conseqüência. 4.5) O ES também dirigiu e fortaleceu Ester para jejuar pelo seu povo e pedir que este fizesse o mesmo.A.21-23. bela e órfã. vestígios de Deus e seus caminhos transparecem em todo o livro. especialmente na vida de Ester e Mardoqueu. e Mardoqueu. A missão de Ester e Mardoqueu sempre foi salvar a vida que o inimigo planejava destruir (2.10) e comprova a base espiritual do livro. Ester é introduzida em cena e Deus faz uso dela para salvar seu povo. deseja a aniquilação dos judeus. então.17 O rei Assuero mostra seu poder e celebra uma festa 1.1-14. Conteúdo Ester é um estudo da sobrevivência do povo de Deus em meio à hostilidade. ela era prima órfã de Mardoqueu. Independentemente das conseqüências. 7. ele soube o tempo certo de Ester desvendar sua identidade judaica (2. tanto Ester quanto Mardoqueu temiam a Deus. certo número de judeus ainda se encontrava na Babilônia sob o governo persa. No entanto. V aC. em 485 aC. Finalmente.1-17. Naquela época. e governou 127 províncias. desde a Índia até a Etiópia. Mardoqueu recusou-se a prestar honras a Hamã. A história se desenrola num período de quatro anos. 7. embora tivesse liberdade para retornar a Jerusalém (Et 1-2) há mia de cinqüenta anos. O livro toma seu nome de uma mulher judia.26. Ele manipula o rei para que execute os judeus. privilégios e responsabilidades. que sucedeu Dario I.27). conduziram a nação à liberdade. não a homens.6-8. o homem mais importante depois do rei. O Espírito Santo em Ação Embora não se mencione diretamente o ES.1-6.1-18 36 . a capital persa. Esboço de Ester I. 8.9. Acreditase que este rei tenha sido Xerxes I. Viveu em Susã. para. Um aspecto peculiar no Livro de Ester é que o nome de Deus não é mencionado. Ester e Mardoqueu foram as duas pessoas do povo menos indicadas pras desempenhar funções importantes na formação da nação. líder dos judeus no Império Persa. Uma nova rainha é escolhida 1.3-6) Como resultado.Ester Autor: Desconhecido Data: Cerca de 465 aC Autor O nome do autor é desconhecido. iniciando no terceiro ano do reinado de Xerxes.

1-4.1-6. A vida do rei é salva 2.1-8 Hamã planeja destruir Mardoqueu 5. Os judeus são salvos 8.1-3 Índice 37 .22-23 III.18-10.7-10 VI.1-10 Ester revela sua identidade e expõe Hamã 7. É feito um plano contra os judeus 3.1-6 Hamã e enforcado na forca preparada para Mardoqueu 7.II.1-6 O rei emite um decreto a favor dos judeus 8.19-21 Ester informa o rei 2.1 –9. Mardoqueu é exaltado 5.7-17 Os judeus derrotam seus inimigos 9.18-32 O rei eleva Mardoqueu 10. A Festa de Purim é estabelecida 9. Hamã é enforcado 7.1-17 VII.3 Os judeus celebram o primeiro Purim 9.17 Hamã planeja destruir os judeus 3.19-23 Mardoqueu descobre uma conspiração 2.14 Ester prepara um banquete 5.1-14 Ester solicita a ajuda de Mardoqueu 4.17 Ester leva seu pedido ao rei 8.1-14 V.1-15 Mardoqueu persuade Ester a intervir 4.15-17 IV.9-14 Hamã é forçado a honrar Mardoqueu 6.

O argumento de Eliú pode ser resumido desta maneira: Deus é maior do que qualquer ser humano. chamado Eliú. O Livro de Jó tem sido chamado de “poema dramático de uma história épica”. Argumenta que aqueles que pecam são punidos. isso não faz com que o texto seja menos inspirado. Apesar dos estudiosos não concordarem quanto à época em que foi compilado. Jó demonstra a mesma atitude dos ímpios para com Deus. ou seja. Vai mais longe e sugere que se Jó perdesse tudo o que possuía. Lamenta o seu estado deplorável e as sua tremendas perdas. os costumes e o estilo de vida geral do livro de Jó são do período patriarcal (cerca de 20001800 aC). o temanita. A sua ênfase está na atitude do sofredor.6). Os quatro homens tentam responder a pergunta: “ Por que sofre Jó?” Elifaz. A maior parte do livro é composta por três diálogos entre Jó e Zofar. junto com os filhos de Deus. Satanás apresenta-se ao Senhor. finalmente. A maior parte dos conservadores atribuem Jó ao período salomônico. e a iniqüidade é sempre punida. Depois que os três amigos terminam. confronta-se com Jó. privando-o de sua riqueza. é visitado por três amigos—Elifaz. Ouros acham que surgiu lá pelo séc. Talvez o próprio Salomão tenha sido seu autor. Os caps 1-2 são um prólogo que descreve o cenário da história. declara que Jó sofre porque pecou. Na medida em que a revelação da natureza de Deus foi se fazendo conhecida através da história e das Escrituras. A resposta de deus não é uma 38 . Ele era um homem rico e levava um estilo de vida siminômade. e pecaminosidade. Ele é citado em Ez 14. XV aC. uma atitude de humildade levará Deus a intervir. Jó. Data Os procedimentos.9). “Se fores puro e reto. então Jó deve ter pecado. amaldiçoaria a Deus. 2) Mudar a sua atitude para uma atitude de humildade.11. Ao mesmo tempo.14 e Tg 5.6). e ambos desfrutam momentos de prosperidade. Alguns eruditos atribuem o livro a Moisés. sugere que jó é um hipócrita. irmão de Abraão. Acredita-se que era descendente de Naor. Essa é a essência da sua mensagem: em vez de aprender com o seu sofrimento. um jovem. sustentando sua autoridade na tradição. acham que a história surgiu lá pelo séc.o Todo Poderoso. (Há 30 referências a Shaddai no Livro de Jó). Argumenta que o ser humano não consegue entender algumas coisas que Deus faz. X aC. o suíta e Zofar. logo despertará por ti” (8. pela metade do séc. o naamatita. que ficam impressionados pela deplorável condição de Jó que permanecem sentados com Jó durante sete dias sem dizer uma só palavra. Quando os quatro concluíram. argumentando a partir da sua experiência. Jó reafirma a sua inocência. seguidos pelo desafio de Eliú a Jó. Outros atribuem a um dos antigos sábios. teme Jó a Deus debalde?” (1.Jó Autor: Incerto (Moises ou Salomão) Data: Não especificada ( do séc. “em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios” (2. II aC. Zofar condena Jó por verbosidade. em vez de ficar pedindo explicação. dizendo que a experiência prova que tanto o justo como o injusto sofrem.A. O apelo de Eliú a Jó é: 1) ter fé verdadeira em Deus. Bildade. Conteúdo A própria Escritura atesta que Jó foi uma pessoa real. descobrimos que algumas dessas opiniões eram incompletas. Argumentam que é possível avaliar o favor ou desfavor de Deus a alguém pela prosperidade ou adversidade material.10). Aqueles que atribuem o livro a Moisés. Também ele faz a inferência de que se os problemas vieram. Eliú sugere que Deus irá falar se ouvirmos. então. Como Jó está sofrendo. expressando a sua tristeza em relação a eles por acusarem-no em lugar de trazer-lhe consolo. cujos escrito podem se encontrados em Provérbios ou Eclesiastes. que prefere não responder suas acusações. obviamente pecou. da sua saúde. presunção. Conhecia Deus pelo nome de “Shaddai” . Deus respondeu a Jó de dentro de um remoinho. isso significa que nenhuma pessoa tenha o direito ou autoridade de exigir uma explicação dele. antes nos dá um relato inspirado pelo ES dos incidentes como realmente aconteceram. Bildade. este texto é obviamente o registro de uma tradição oral muito antiga. da sua família e. Jó era um gentil. e esta é a razão pela qual ainda está sofrendo aflição. Não se deve concluir que todas as objeções dos amigos de Jó representem tudo o que se pensava de Deus durante aquela época. concluindo que Jó está recebendo menos do que merece: “Pelo que sabe Deus exige de ti menos do que merece a tua iniqüidade” (11. Evidentemente. dizendo: “Porventura. certamente.18 . Deus dá licença a satanás para provar a fé que tinha Jó. Na sua resposta aos seu amigos. V ao II aC) Autor A autoria de Jó é incerta. Mesmo assim. Os três homens chegam basicamente à mesma conclusão: o sofrimento é conseqüência direta do pecado. e desafia a piedade de Jó. Assumem erroneamente que o povo pode compreender os caminhos de Deus sem levar em conta o fato de que as bênçãos e a retribuição divina podem ir além da vida presente.

Se não fosse pela influência direta do Espírito. sustenta-o de forma constante pela abundante presença do seu Espírito. faz três declarações significativas sobre o papel do ES no relacionamento do povo com Deus.1-21. Como o Espírito de Deus dá vida e sabedoria ao homem.1-5 Satanás desafia o caráter de Jó 1. no momento em que acontece. Esboço de Jó Introdução 1.22 Segundo diálogo 15.1-26. da sua defesa própria e sabedoria auto-suficiente.1-8 Reação da esposa de Jó 2. Em 32. tiramos três conclusões a respeito do sofrimento de Jó: 1) não aparece a intenção de se revelar a Jó a causa dos seus sofrimentos. mas. se tivesse que retirar o seu Espírito-que-dá-vida deste mundo. provavelmente. A resposta de Jó 42. de forma que pudesse buscar esses valores em Deus.1-26 Primeiro diálogo 4.1-2.34 V. declara que o nível de compreensão de uma pessoa não está relacionada à sua idade ou etapa de vida. mas é antes o resultado da operação do Espírito de Deus. o Espírito Santo no livro de Jó é o criador e mantenedor da vida.9.explicação dos sofrimentos de Jó. Deus responde de um remoinho 38. O Espírito de Deus é também a fonte da própria vida (33. Deus procura tornar Jó mais humilde. O Espírito é o autor da sabedoria dando a cada um a capacidade de conhecer e tirar lições pessoais das coisas que acontecem na vida. pois cuida do ser humano. conferindo –lhe significado e racionalidade. e assim continua sendo. A intenção de Eliú é deixar claro que Deus não é caprichoso nem egoísta.40 III.11-13 I. Deus não podia.1 Clamor de desespero de Jó 3. Assim. Quando relemos a fala de Deus através do remoinho.14.13-22 Satanás ataca a saúde de Jó 2. conhecimento e sabedoria são bênçãos do Espírito aos homens.14 II. certamente a história humana chegaria ao seu fim (34. Assim foi na criação original do homem.8. em seu debate com Jó .15). 2) Deus se envolve com a realidade do ser humano: Jó e o seu sofrimento são suficientes que Deus fale com ele. Se Deus tivesse que desviar a sua atenção para outro lugar.13 Jó é consagrado e rico 1. O Espírito de Deus é o Espírito da vida. explicar alguns aspectos do sofrimento humano. Eliú declara que a sua própria existência dá testemunho do poder criador do Espírito.1-6 VI. Eliú desafia Jó 32. ele também é essencial à própria continuidade da raça humana.24 IV.Discurso final de Jó aos seus amigos 27.10 A visita dos amigos de Jó 2. Parte histórica final 42.6-12 Satanás destrói as propriedades e os filhos de Jó 1. Dessa forma.1-31.34 Terceiro diálogo 22.1-41. o homem como nós o conhecemos não teria chegado a existir.1-37.7-17 Índice 39 . 3) o propósito de Deus também era o de levar Jó a abrir mão da sua justiça própria.4). O Espírito Santo em Ação Eliú. através de uma série de perguntas.1-26.1-14. sem o risco de destruir o próprio objetivo que esse sofrimento é destinado a cumprir. Diálogo entre Jó e os seus três amigos 3.

Cada livro é uma compilação de diversas coleções antigas de cânticos e poemas. Embora a maioria dos salmos no Livro IV (Sl 90-106) não tenha os seus autores citados. 54. filhos de Coré e outros Data: entre 1000 e 300 aC Autor O Livro de Salmos é uma compilação de diversas coleções antigas de cânticos e poesias próprias para o uso tanto no culto congregacional quanto para a devoção particular. No livro I (Sl 1-41).19 . Conteúdo O título hebraico deste livro. Asafe. O Livro III (Sl 73-89) é marcado por uma grande coleção de cânticos de Asafe. “para o uso de” e “pertecente a”. e durante a liderança de Esdras e Neemias (Ne 12. Sepher Tehillim.5).24). Davi e Salomão. 57. Hemã. A preposição hebraica usada em muitos títulos pode ser traduzida de três maneiras: “a”. Por exemplo 14 é similar ao 53. Ele inclui elegias. Assim. 59 e 142 referem-se aos eventos ocorridos durante o problemático relacionamento de Davi com Saul. apresentando a justificativa da primeira linha (31. Os salmos 7. “dedicado a”. mostram que as imagens. nessa coleção. 52. de. Em outras. Psalmoi ou Psalterion. A série de cânticos chamada de Hallel Egípcio (Sl 113-118) também está no Livro V. denotam um poema que deve ser acompanhado por um instrumento de cordas. O Livro II (Sl 4272) é uma coleção de cânticos por.2. No Livro V (Sl 107-150) registram-se vários cânticos de Davi. o paralelismo envolve três linhas (1. Ou seja. quando contrastados com os recentes escritos do mar Morto. Todos os títulos que descrevem a situação histórica do salmo tratam da vida de Davi. Alguns poucos paralelismos são causais. Outros títulos precedentes aos salmos referem-se aos instrumentos usados no acompanhamento. a maioria dos cânticos são atribuídos a Davi. a vida devocional e o sentimento religioso de cerca de mil anos da história de Israel. Em sua forma final no cânon das Escrituras. tenor. Em algumas coleções. 56. o governo de Ezequias (2Cr 29. Etã e Jedutum.5).8. lamentações. embora com diversas variações. Uma doxologia apropriada foi colocada pelos editores no final de cada livro. oração). Asafe foi o chefe dos cantores do rei Davi (1Cr 16. 60 e 63 cobrem o período em que Davi reinou sobre Judá e Israel. 51. petições. Os estudiosos judeus os chamam de “salmos órfãos”.3) ou mais linhas. na época em que a Septuaginta Grega foi traduzida do hebraico. Data O salmos. quatro (33.4-7). Salomão. Outros são antíteses. o Livro dos Salmos é subdividido em cinco livros menores. a poesia e o cântico hebraicos são marcados pelo paralelismo. Esse processo de compilação ajuda a explicar a duplicação de alguns salmos. Asafe. o Livro dos Salmos reflete o culto. os filhos de Corá. os compiladores antigos reuniram a maior parte dos maravilhosos cânticos de Davi. baixo). meditações.30). Também há dísticos construtivos ou sintéticos. alguns séculos antes do advento de Cristo.1). 40 . Davi e Salomão colaboraram também. Entretanto.21). Poesia Hebraica. 34. como Moisés. em que a segunda linha expressa a negativa da linha precedente (20. soprano. o Saltério contém mais do que cânticos para o templo e hinos de louvor. “Hallelujah!”. Títulos informativos são encontrados no começo de muitos dos salmos. e “de”. à melodia ou música apropriada.A. Moisés. 18.Salmos Autor: Davi. o estilo e o paralelismo de alguns salmos refletem um vocabulário e estilo cananeus muito antigos. antífonas histporicas e tributos em acrósticos sobre temas nobres. Muitos são de fonte desconhecida. O Livro dos Salmos foi editado em sua forma atual. instruções. Os títulos gregos. Alguns dos significados destas anotações musicais e litúrgicas são hoje desconhecidas. ou rima de idéias. significa “Livro de Louvores”. Às vezes. o salmos 3. que parte do coral deve guiar (por exemplo. A maioria dos paralelismo são dísticos que expressam pensamentos sinônimos em cada linha (36. considerados individualmente.9). podem ter sido escritos em datas que vão desde o êxodo até a restauração depois do exílio babilônico. os quais tendem a adicionar ou a fortalecer um pensamento (19.”para”.8). Os texto Ugaríticos. orações pessoais e patrióticas. Mas as coleções menores parecem haver sido reunidas em períodos específicos da história de Israel: o reinado do rei Davi (1Cr 23. Em lugar de rima de sons. Asafe. Cada cântico começa e termina com a exclamação hebraica de louvor. ou que tipo de salmo é (por exemplo: meditação. eles coletaram salmos de uma variedade de autores. quatro escritos permanecem anônimos. ou para os filhos de Corá. Os cânticos finais nesse livro (Sl 146-150) são conhecidos como o “Grande Hallel”.

O Espírito Santo em Ação
O livro dos Salmos e os princípios de culto que eles refletem atendem à alma do homem e ao coração de Deus, pois são produto da obra do ES. Davi, o principal colaborador do livro dos Salmos, foi ungido pelo ES (1Sm 16.13). Essa unção não foi apenas pra o reinado, mas para o oficio de profeta (At 2.30); e as suas afirmações proféticas foram feitas pelo poder do ES (Lc 24.44; At 1.16). Na verdade, as letras desses cânticos foram compostas por inspiração do Espírito (2Sm 23.1,2), como também os planos de escolher maestros e corais com orquestras de acompanhamentos (1Cr 28.12,13). Portanto, os Salmos são únicos e imensamente diferente das obras de compositores seculares. Ambas podem refletir a profundidade da agonia experimenta pelo espírito humano atormentado, com toda a sua comoção, e expressar a alegria extasiante da alma libertada, mas apenas os Salmos chegam a um plano superior através da unção criativa do ES. Relatos específicos mostram que o ES opera criando vida (104.30); que acompanha fielmente os crentes (139.7); que guia e instrui (143.10); que sustém o penitente (51.11-12); e que interage com o rebelde (106.33).

Esboço de Salmos
I. Livro I 1.1-41.13
Cânticos introdutórios 1.1-2.12 Cânticos de Davi 3.1-41.12 Doxologia 41.13

II. Livro II 42.1-72.20
Cânticos dos filhos de Corá 42.1-49.20 Cânticos de Asafe 50.1-23 Cânticos de Davi 51.1-71.24 Cânticos de Salomão 72.1-17 Doxologia 72.18,19 Versículo de conclusão 72.20

III. Livro III 73.1-89.52
Cânticos de Asafe 73.1-83.18 Cânticos dos filhos de Corá 84.1-85.13 Cânticos de Davi 86.1-17 Cânticos dos filhos de Corá 87.1-88.18 Cânticos de Etã 89.1-51 Doxologia 89.52

IV. Livro IV 90.1-106.48
Cânticos de Moisés 90.1-17 Cânticos anônimos 91.1-92.15 Cânticos “O Senhor Reina” 93.1-100.5 Cânticos de Davi 101.1-8; 103.1-22 Cânticos anônimos 102.1-28; 104.1-106.47 Doxologia 106.48

V. Livro V 107.1-150.6
Cânticos de ação de graças 107.1-43 Cânticos de Davi 108.1-110.7 Hallel Egípcio 111.1-118.29 Cânticos Alfabético sobre a lei 119.1-176 Cânticos dos degraus 120.1-134.3 Cânticos anônimos 135.1-137.9 Cânticos de Davi 138.1-145.21

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Cânticos “Louvai ao Senhor” 146.1-149.9 Doxologia 150.1-6 Índice

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A.20 - Provérbios
Autor: Salomão, Agur e rei Lemuel Data: Cerca de 950 aC Autor
Salomão, rei de Israel, era filho de Davi e de Bate-Seba. Ele reinou por quarenta anos, de 970 a 930 aC, assumindo o trono quando tinha cerca de vinte anos de idade. Sem dúvida influenciado pelos Salmos escritos por seu pai, Salomão nos deixou mais livros do que qualquer outro escritor do AT, excetuando-se Moisés. Parece provável que Cantares de Salomão tenha sido escrito quando ele era um jovem romântico; Provérbios, quando estava mais maduro e no auge de seu poder; Eclesiastes, quando já estava mais idoso, mais inclinado a conclusões filosóficas— e talvez mais cínico. Se poder não se mostrava em campos de batalha, mas no domínio da mente: meditação, planejamento, negociação e organização. A reputação de Salomão para a sabedoria provém não apenas de seus resultados práticos, como no caso da disputa de um bebê (1Rs 3.16-27), mas também de declarações diretas das Escrituras. Em 1Rs 3.12 Deus diz: “Eis que te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti teu igual não houve, e depois de ti teu igual se não levantará.” Em 1Rs 4.31 ele é considerado “mais sábio do que todos os homens”, seguindo um citação de vários nomes de homens sábios para comparação. A respeito de Agur e do rei Lemuel (301; 31.1) nada se sabe, exceto que, pelos seus nomes, não são israelitas. A sabedoria é universal, não nacional.

Data
Uma vez que o Livro de Pv é uma compilação, sua composição estendeu-se por um longo período, com a obra principal datada de cerca de 950 aC. Os caps. 25-29 são identificados como transcritos pelos “homens de Ezequias”, o que situa a cópia em cerca de 720 aC, embora o material em si fosse de Salomão, talvez retirado de um documento separado encontrado no tempo de Ezequias.

Conteúdo
Sob a liderança de Salomão, Israel alcançou sua maior extensão geográfica e desfrutou da menor violência de todos o período monárquico. “Pacifico”, o significado de seu nome, descreve o reinado de Salomão. E paz, com sabedoria, trouxe prosperidade sem precedentes para a nação, o que se tornou motivo de respeito e admiração para o rainha de Sabá (1Rs 10.6-9) e pra outros governantes da época. Palavras sábias, como música ou outras formas de arte, tendiam a florescer em tal época, e então durar pelas gerações seguintes. O livro de Pv não é apenas uma coleção de provérbios, mas uma coleção de coleções. Seu pensamento ou tema unificador é: “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria” (9.10), aparecendo de outra maneira como: “O temor do SENHOR é o principio (ou parte principal) da ciência” (1.7). Dentre a diversidade de exemplos, algumas verdades se repetem: A sabedoria (a habilidade de julgar e agir conforme as orientações de Deus) é o mais valioso dos bens. A Sabedoria está disponível para qualquer um, mas o preço é alto. A Sabedoria tem sua origem em Deus, não na própria pessoa e vem por meio da atenção à instrução. A Sabedoria e a justiça andam juntas. É bom ser sábio, e é sábio ser bom. O homem mau sofre as conseqüências de seus atos maus. O ingênuo, o tolo, o preguiçoso, o ignorante, o orgulhoso, o libertino e o pecador nunca devem ser admirados. Muitos contrastes se repetem ao longo do livro. A antítese ajuda a clarear o sentido de muitas palavras-chaves. Entre várias ideias que são colocadas em contraste estão: Sabedoria em oposição a Loucura Justiça em oposição a Impiedade Bem em oposição ao Mal Vida em oposição a Morte Prosperidade em oposição a Pobreza Honra em oposição a Desonra Permanente em oposição a Transitório Verdade em oposição a Falsidade Ação em oposição a Preguiça

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22 Palavras do sábio— segunda coleção (pelos homens de Ezequias) 25. O caminho da Sabedoria em oposição ao caminho da Loucura 9.27 Provérbios de Salomão— primeira coleção 10. parte dois 8.23). o ES.Amigo em oposição a Inimigo Prudência em oposição a Precipitação Fidelidade em oposição a Adultério Paz em oposição a Violência Boa Vontade em oposição a Ira Deus em oposição ao Homem O Espírito Santo em Ação O ES não é mencionado diretamente no Livro de Pv. propósito e introdução 1.1-9 Um poema acróstico sobre a esposa perfeita 31. No caso do Livro de Pv. De fato. a palavra predominante traduzida por “espírito” no livro tem quase sempre o sentido de “atitude” ou “comportamento”.1-7.27 V. Foi dito a respeito do AT e do NT. Mas a sabedoria se refere ao seu espírito (1.1-14 As maravilhas da vida observadas sobre a terra 30.1-29.32.7 II. Provérbios de Agur 30.1-36 III.1-22. seu espírito tem destaque em toda parte.10-31 Índice 44 .36 Avisos de um pai.20-33 Avisos de um pai. Esboço de Provérbios I. assim.8-8.1-7 Título. é o Espírito que nos ajuda a garimpar as riquezas de Pv.27 Advertências da Sabedoria. parte um 1.1-6 Tema ou lema 1. o Espírito Santo no NT demonstra como a sabedoria do Livro (que vem apenas através da justiça) é colocada em prática.8-19 Advertências da Sabedoria.17-24. Avisos de um pai e advertências da Sabedoria 1.16 Palavras do sábio— primeira coleção 22. um tempo de ação especial do ES.15-31 A insensatez do orgulho e da ira 30. Em nosso época.1-29. Provérbios de Salomão e palavras do sábio 10. sem dúvida. No entanto. o Antigo está revelado no Novo”.1-33 A vida de moderação temente a Deus 30. parte dois 2. um ponto principal do livro é que a sabedoria sem Deus é impossível. Provérbio do rei Lemuel 31.1-18 IV. nesse sentido.33 VI. nunca implicando uma personalidade.1-31 Conselhos de uma mãe para um filho nobre 31. “O Novo está encoberto no Antigo. mais do que Pv nos ajuda a entender o Espírito. que é. Introdução 1. parte um 1.

à riqueza (2. A sabedoria. é usada nesse sentido quando se trata da interpretação israelita tradicional sobre a sabedoria (como em 7.12-17) ou no materialismo (2. permanente. Mesmo a própria vida humana.3: “Que vantagem tem o homem de todo o seu trabalho. que ele faz debaixo do sol?” Ou. 10. Ec 1. 3.21 . Conteúdo O livro de Ec apresenta todos os indícios de ser um ensaio literário cuidadosamente composto que precisa ser compreendido em sua totalidade antes de poder ser entendido em parte. a loucura. as soluções tradicionais pras as grandes questões da vida. representa a maldade.8).11-12. que circunscrevem o livro ao antecipar e resumir as conclusões do autor. aos servos (2.12-18 está desprovida de valor verdadeiro.18-20. Embora não afirme isso 45 . a fim de poder verificar esse sentido pessoalmente e transmiti-lo aos seus discípulos.7-10). Alusões à sabedoria de Salomão (1. Mesmo sem contestar a existência de Deus.2). a palavra “sabedoria”. 5. aos prazeres (2. indicando assim aquilo que é mortal. não têm valor permanente? A resposta introduz o tema secundário do livro: devemos desfrutar tanto a vida como também as coisas que Deus nos tem concedido (3. O tema é definido em 1. a qual confere sentido à criação. Deus nos julgará pelo modo como fizemos isso (11. Qual deve ser nossa atitude diante do fato de que nem as realizações nem as coisas materiais são yitron. “Vaidade” é uma palavra –chave no livro. Ao invés de responder estas questões com citações da Escritura.9. Embora não mencionado em 1Rs. o autor lida com a sabedoria enquanto o processo de puro pensamento. às vezes. imutável. O tom pessimista que impregna o livro talvez seja um efeito do estado espiritual de Salomão na época (ver 1Rs 11). arrependeu-se e voltou-se para Deus. que possa ser achado nesta vida (“debaixo do sol”). que significa “aquele que convoca uma assembléia” recebendo muitas vezes a tradução de “Professor” ou “Pregador” em outras versões da Bíblia.1-11).3) e também pode ser traduzido por “ganho”. em grandes realizações (2. E a resposta também não é encontrada no prazer.7-10). no final.16).8) como começou (1. fugazes e transitórios (“vaidade”). não pode ser considerada como o yitron que o Pregador procura. perderam a sua relevância. Tentando cada um dos caminhos propostos pela humanidade para alcançar o valor procurado.8). Salomão provavelmente recobrou a consciência antes de morrer. traduzida do termo hebraico hebel (lit. na riqueza. escrito em sua velhice. ou seja.18-26). e o seu fracasso em descobrir algum valor absoluto. para o autor. Ao contrário. O termo hebraico correspondente é qohelet. Mas no capítulo de abertura (1.12-18).3)e a atividade de edificação estão espalhadas por todo o livro. “fôlego”).Eclesiastes Autor: Salomão Data: Cerca de 931 aC Autor e Data O nome Eclesiastes deriva do termo grego ekklesia (“assembléia”) e significa “aqueles que fala a uma assembléia”. A “sabedoria” de 1. filho de Davi. por assim dizer). que possa servir como base de uma vida adequada. rei em Jerusalém”. e sua antítese.A. não significa que a sua busca seja um fracasso. O Conteúdo do livro é definido por versos quase idênticos (1. em qualquer sentido humanista. Pv e certos Sl).1-14) a buscar o valor que tanto procura no mundo do porvir (não “debaixo do sol”. “valor”. Eclesiastes e.8). particularmente para o sentido da vida.1-11. O termo hebraico traduzido pro “vantagem” é yitron (1.16).1 parece ser uma referência a Salomão: “Palavra do pregador. é sinônimo de virtude e piedade. No livro de Ec. numa nota de desespero? A constante investigação do Pregador por um sentido para toda a existência demonstra que ele é um otimista. mas “acima do sol”. geralmente creditado a Salomão (cerca de 971 a 931 aC). não um pessimista. ele se acha forçado (pela observação de Deus pôs ordem no universo quando este foi criado. em um doutrina de compensação (2. com questionamento dos valores absolutos. secular. 12. Contexto O livro evidencia um período em que. semelhante à filosofia frega. ele os acha evasivos (“aflição de espírito”). lembrando que. Mas retomando à busca principal do Pregador: será que essa busca está destinada a terminar (12. 9. o Pregador está determinado a procurar esse sentido através da sua própria experiência e observação. Mesmo a relação de vida e morte é um tema subordinado no livro. pode a verdadeira sabedoria ser encontrada por um ser humano à parte da revelação de Deus? A busca do Pregador é por algum tipo de valor (“vantagem) fixo.1-8. o Pregador introduz uma metodologia baseada na observação e na indução. transitório e efêmero. nesta vida (“debaixo do sol”). quando encontrada em outra literatura sapiencial da Bíblia (Jó.2.

Paulo aparenta ter isso em mente ao falar sobre os dons de línguas e profecias em 1Co 14.12-17 d) O fracasso da materialismo.1 b) Resumos das investigações do Pregador 1. a ênfase do Pregador na reverência e na obediência a Deus é paralela à preocupação de Paulo com a edificação da igreja (1Co 14. 1.6.8-14 i) Inutilidade de deixar para trás. 2. 5.7).4-11 III. o livro antecipa alguns dos problemas enfrentados pelo apóstolo Paulo na implementação de dons espirituais em 1Co 12-14. seguida de um julgamento da assembléia sobre a declaração. 7-23 . 4. no fim.11-22 c) Observações sábias variadas. Com esta observação profunda o livro termina.A sabedoria prática e os seus usos.8.8.1-10 b) A sabedoria e as suas aplicações. As pessoas que acreditam que Deus lhes fale através do ES em sonhos e visões (Jl 2. pois Deus.13-16 g) Inutilidade do fingimento numa religião formal. 7. Isso é afirmado no epílogo: o dever de toda a humanidade é a reverência a Deus e o cumprimento dos seus mandamentos (12. 3. 8. sozinha. 12.4-6 e) Inutilidade de ser sozinho.5).26 a) A refutação da razão pura: A sabedoria humana.3 b) Exposição do problema: Uma refutação das soluções humanísticas 1.2-9 46 . 3.9. 6. Os verdadeiros dons espirituais— manifestações genuínas de ações ou expressões miraculosas– acontecem em espírito de reverência pra a glória de Deus através de Cristo e para a edificação dos crentes.9. bem e mal. Esboço de Eclesiastes: I. 7. mesmo que durante esta vida não haja justiça verdadeira .3-11 a) Estabelecimento do problema: Pode-se encontrar algum valor verdadeiro nesta vida? 1.1-2 a) Identificação do Livro 1. Isso precisa acontecer. Apesar disso. 4.1 d) A sabedoria na corte do rei.1-9 l) Inutilidade do determinismo da natureza.9 a) Provérbios moralizantes sobre vida e morte.1-15 b) Inutilidade de um fim igual a criaturas desiguais.Prólogo 1. O Espírito Santo em Ação Toda as referencias ao “espírito” em Ec são referentes à força vital que anima o ser humano ou o animal (ver 3. 7. aconselhando uma manifestação ordenada.3). os produtos do trabalho 5. é inútil.1-3 d) Inutilidade da inveja. a lógica que envolve toda a sua busca compele a encontrar o único verdadeiro yitron no temor (reverência) e na obediência a Deus (11. 4.12-2.18-26 IV. na morte.12 a) Inutilidade dos esforços humanos em mudar a ordem criada. trará a juízo tudo o que existe (11.especificamente.17-21) agiriam bem se prestassem atenção na sábia advertência do Pregador de que nem todo sonho é voz de Deus (5.7-12 f) Inutilidade de uma monarquia hereditária.1-11 c) O fracasso da compensação: O sábio e o tolo encaram um fim comum 2.7-12.Tentativas de solução para o problema 1. Da mesma forma.15-20 j) Inutilidade da futilidade de uma vida despojada.1-7 h) Inutilidade de sistemas de valores materialistas.Desenvolvimento do tema 3.2 II.1 .1 .2832.10-12 V. At 2. 2. 6.Estabelecimento do Problema 1.13).16-22 c) Inutilidade de um vida oprimida 4.18-21). 5.12-18 b) O fracasso do hedonismo: O prazer não tem sentido em si mesmo.14).

10 .12. 8.9.O único valor é temer a Deus e obedecê-Lo.11.10 .9.7-10 b) O segundo resumo: alegoria da velhice e morte 12.6 VIII.1 . 11.18 a) Inutilidade da compensação (novamente) 8.13-18 VII.Mais sobre a sabedoria e seus usos 10.7 .12 b) Inutilidade da natureza instável do homem (novamente) 9.8-14 a) Resumo das conclusões do Pregador 12.VI.Epílogo: Confirmação da conclusão 12.7 a) O primeiro resumo das conclusões 11.1-7 IX.8 b) Resumo das conclusões do pregador através de um discípulo.Um retorno ao tema.9-14 Índice 47 . 12.

a corrompida árvore familiar produz “frutos excelentes”. Bastante diferente de qualquer outro livro bíblico. 4.2). As bênçãos da aliança que havia sido distorcidas são redimidas. que simbolizam paz (Salomão) e amor (Jedidias). em semelhança ao Livro de Apocalipses.12. A feliz unidade revelada em Ct é inconcebível à parte do ES. Os mesmos acontecimentos também podem ser visto como retratos do amor conjugal. Quando encontra a quem ama. Ardil. Isso deve ser entendido como um paralelo poético do amor conjugal e como bênçãos ao povo da aliança.14).” O livro de Ct.8). II. o patriarca cujo nome conota “um calcanhar”. Embora Ct não forneça informações precisas sobre o contexto. Salomão encaixa-se perfeitamente como a benção personificada do amor da aliança. a romã.1317). disse: “No mundo inteiro.20-34).8). Salomão tece um lugar singular na história da aliança (2Sm 7.19). Linguagem e ideais similares também são encontrados na oração que Davi fez no templo por Salomão e pelo povo durante a entronização de Salomão (1Cr 29) Características e Conteúdo O livro de Ct é a melhor de todas as canções. Ef 5. linguagem figurada e o canto (At 2. em si. aplicam-se diretamente a Ct (2Sm 12. não há nada que se iguale ao dia em que o Cântico dos Cânticos foi entregue a Israel. Os próprios nomes das Doze Tribos mostram a necessidade de uma nova história familiar. Mandrágoras perfumadas crescem nos campos dela (7.10-16). 48 . é como a sua fruta favorita. Isso acontece em “antes que refresque o dia” (2.13. ver Gn 30.13). ver Gn 32.11-13. no “soprar” do vento no jardim da sulamita (4. ela o detém e não o deixa partir (3. É o seu marido que elogia sua beleza (6.1. Na sulamita.9.2-4. de um modo novo.22 . o ES é o poder de ligação e união do amor. Dessa maneira.9). Como filho real de Davi.16) e. baseado no “sopro” divino do fôlego da vida (o ES. em sua terra. o termo “pisadas” é.Cantares Autor: Salomão Data: Entre 970 a 930 aC Autor e Data A autoria de Salomão é contestada. e pode ser uma alusão a Jacó. ela detém o seu marido e não o deixa partir (3. ver Gn 32. Retornou pra sua terra depois de 20 anos com uma instituição familiar defeituosa.3-4.17. Ct emprega linguagem simbólica pra expressar verdades eternas. Aqui. Salomão reinou em Israel de 970 a 930 aC. surpreendentemente. 1Cr 22. A sulamita ajuda e reescreve essa história. Akida bem Joseph.14). Ele nasceu segurando o calcanhar do seu irmão. literalmente. um dos maiores rabinos.18.26). Seus dois nomes de nascimento. No séc. ver Dt 33.6-5.4. A própria forma do livro como cântico e símbolo é adaptada especialmente ao Espírito. um suposto afrodisíaco) entraram nessa fraca estrutura. mas a glória do simbolismo salomônico é essencial em Cantares. chama-na bem– aventurada ou feliz (6. E a procissão de um casamento real e a alegria recíproca do noivo e da noiva aparecem retratadas em 3.7). Ct contém descrições da mulher sulamita juntamente com uma exibição completa dos produtos de seu jardim. Claras indicações são dadas na descoberta das bênçãos da aliança: “sai-te pelas pisadas das ovelhas” (1. pois ele mesmo faz uso de sonhos.17. O glorioso reino de Salomão foi como uma restauração do jardim do Éden (1Rs 4. Jesus referiu-se duas vezes à glória e sabedoria de Salomão (Mt 6. Foi forçado a viver fora de sua terra sob a ameaça de uma irmão irado. Sl 104.42). 12. Foi “desconjuntado” com ardil no âmago de seu ser. um trabalho literário de arte e uma obra– prima teológica. na fragrância da respiração e do fruto da macieira (7.13).30) de Gn 2. raiva e amor de aluguel (de mandrágora. os melhores (7.4-10).13). e o templo e o palácio que construiu personificam as verdades do tabernáculo e a conquista da Terra Prometida (1Rs 6.24-25). visto que ele aparece em Ct com toda a sua perfeição real (1. Baseado em Jesus Cristo. Quando as filhas vêem. ciúme.29.4).12.A.7 parece vir à tona em Ct. falta de amor.5. 5. O Espírito Santo em Ação De acordo com Rm 5. A função pastoril de Jacó e a sua constante luta pela bênção de Deus e do homem são citadas como a norma bíblica para o povo de Deus (Os 12.6).29. “o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo ES”. “marcas de calcanhar”. Um jogo de palavras sutil. um manipulador congênito. como ilustrado por seu mancar em Maanaim (Gn 32). as realidades básicas das relações humanas. Ele merece consideração especial como arquétipo bíblico que apresenta. Ela executa a dança memorial de Maanaim (6. ver Gn 30. em cores vivas e repleto de sementes.

4-10 O nobre povo da sulamita 6.1-2.3 A quarta súplica 8.13-14 Índice 49 .8-15 A alegria do amor no frescor do dia 2.11-12 Obtendo a herança 8.5.9 O início do novo amor de iguais 7.7.5 Alcançando o amor autêntico 8.6-11 Conhecendo sulamita 4.9 –8.1 A queda da sulamita 5.9-11 A linguagem do amor 1.1-6 A primeira súplica 2. Últimas cenas com resumo de realizações 8. A busca por abertura 2.12-17 O espírito e a árvore 2.8 A carruagem matrimonial real do amor da aliança 3.1-4 A morena e agradável guarda de vinhas 1.Esboço de Cantares I.2-7 A terceira súplica 5.5 III.8 IV.11-12 A dança memorial de Maanaim 6.8 Removendo as marcas da escravidão 1.1-7 Uma visão sobre a terra de cima do monte Hermom 4.1-4 A segunda súplica 3.13-7. A busca por mutualidade 3. Cenas de abertura 1.17 A procura determinada pelo objetivo principal 3.16.7 Lembrando o amor do rei de bom nome 1.9-5.4 Conhecendo Salomão 5.6-5.5-14 Alcançando o objetivo principal 8.6 Procurando amor nas pisadas do rebanho 1.9 –8.9-6.8-10 Obtendo uma vinha igual a de Salomão 8.4 V.8-3.8 Uma vida de união íntima num banquete no jardim 4. A busca por unidade 5.3 A glória triunfante da sulamita 6.7 II.7 Alcançando ao maternidade e a paz 8.5 Começando a busca 2.6.

Data O profeta coloca que ele profetizou durante os reinados de “Uzias. Pai da Eternidade. Redentor e Ungido”. as mulheres negligenciavam suas famílias na busca do prazer carnal. 53.38). 53. e oca capítulos posteriores.12-14). Israel. Líder e Comandante. Cristo é citado como o “Senhor. o filho de Amoz. Raiz de Jessé. Renovo do Senhor.690 aC Autor O primeiro versículo deste livro coloca Isaías. Emanuel. Para fazer isso. é provável que ele tenha começado durante a ultima década do reinado de Uzias.4 (Mt 8. gradualmente. reis de Judá” (1. caiu num sério declínio moral e espiritual (3. sob Uzias. após a sua retirada da vida pública. Por Isaías mencionar a morte do rei da Assíria. Eleito. filho de Ezequias. 2) referências à paisagem e as cores locais são uniformes. tinha sucumbido ao culto pagão. como o seu autor. 53 é o grande capítulo do AT que profetiza a obra expiatória do Messias. Entretanto. Jesus caminhava com dois de seus discípulos e “explicava-lhes o que dele se achava em todas a Escrituras” (Lc 24. Argumentos diversos favorecem a autoria única: 1) palavras– chave e frases-chave estão igualmente distribuídas através de todo o livro. bem como o de Miquéias em Judá.8).1). O nome “Isaias” significa “O SENHOR é salvação”. Príncipe da Paz. Nenhum texto em ambos os testamentos expõe de um modo tão completo o propósito da morte vicária de Cristo na cruz. o rico oprimia o pobre. seu nome é mencionado mais doze vezes no livro. Ele é citado diretamente nove ou dez vezes por escritores do NT: 52. Servo do SENHOR.1. Acaz e Ezequias. manteve uma conformidade exterior à ortodoxia. podia ver que o conflito era iminente. Embora estivesse para vir mais uma avivamento a Judá sob o rei Josias (640-609 aC). estava claro para Isaías que a aliança registrada por Moisés em Dt 30. Jotão. Lugares secretos de culto pagãos eram tolerados. A Assíria.16). Rei. O Cap. que foi em cerca de 740 aC (6. Se Isaías começa profetizando em cerca de 750 aC. A Assíria conquistou Samaria em 721 aC.17). 53. A primeira parte do livro pode ter sido escrita nos primeiros anos de Isaías. Judá. mas. ele deve ter extraído muita coisa do Livro de Is.5 (Rm 4. governado por Jeroboão e outros seis reis de menor importância.1 (Jo 12. porque dezessete capítulos contém referências proféticas a Cristo.7-12. A beleza de estilo superior na poesia hebraica nos últimos capítulos de Is pode ser explicada pela mudança de assunto. Contexto Histórico Isaias profetizou no período mais crucial da história de Judá e Israel. Muitos acreditam que a forma “serrados” em Hb 11. o seu ministério pode ter se sobreposto aos ministérios de Amós e Oséias em Israel. Pedra Angular. A visão e a profecia são reivindicadas quaro vezes por Isaías. que era um estudioso dos assuntos mundiais. O profeta.37. Jotão e Ezequias. ele deve ter sobrevivido a Ezequias por alguns anos. particularmente.37 é uma referência à morte de Isaías.Isaías Autor: Isaias Data: Entre 700 .27). Cristo Revelado Depois de sua ressurreição. Cordeiro de Deus. Seu nome também aparece doze vezes em 2Rs e quatro vezes em 2Cr. Pastor.15 (Rm 15. Senaqueribe. assim como o era para Israel. A tradição diz que Isaías foi martirizado durante o reinado de Manassés.8-26).11-20 havia sido tão inteiramente violada. Ambos os reinos do Norte e do Sul haviam experimentado cerca de meio século de poder e prosperidade crescentes. 22.25.38. Alguns aceitam que o seu chamado para o ofício profético tenha sido feito no ano que o rei Uzias morreu.21). Isaías entrou em seu ministério aproximadamente na época da fundação de Roma e dos primeiros Jogos Olímpicos dos gregos. 50 . As forças européia ainda não estavam preparada para grandes conquistas. Rm 10. muitos dos sacerdotes e profetas tornaram-se bêbados que queriam agradar os homens (5. Maravilhoso Conselheiro.23 . estava inclinada a conquistas ao sul e ao oeste. Deus Forte.A. O Livro de Is é citado diretamente no NT vinte e uma vezes sendo atribuído em cada caso ao profeta Isaías. que morreu em cerca de 680 aC (37. que o cativeiro e o julgamento eram inevitáveis para Judá. mas diversas potências asiáticas estavam olhando para além de sua fronteiras.1823. de julgamento e súplica para consolo e segurança.

1-66.1-66.1Pe 2.9 (1Pe 2.1-35.32-33). Profecia de consolo e paz (parte II) 40.24). Israel deve ser cuidadoso para não se rebelar e contristar o ES (63. Ef 4. como o Ungido (Messias) em seus dois adventos (61.1-3.10 Mensagem de Julgamento e promessas 1.1-22 Deus censura Ezequias 39.12 (Lc 22.1-37. que irá fazer cura.7-8 (At 8.1– 33.17-21). iluminação e justiça às nações (42. O Senhor Jesus.1-8 III. libertação. efeito ou influência do Espírito que não citam seu nome. O derramamento do Espírito sobre Israel para lhes dar triunfo em sua reabilitação conforme o padrão do Êxodo (44. sem contar as referências ao poder. 63.1-5. promessa 25. 53.3-4).10.1-35.1-24.30. 53.1-27.22 O Servo do Senhor.21 A realização do consolo e da paz 58.10 II.10 (1Co 15. Entretanto. Há três categorias gerais sob as quais a obra do ES pode ser descrita: A unção do Espírito sobre o Messias pra fortalece-lo. O Espírito Santo em Ação O ES é mencionado especificamente quinze vezes.19) e para preservar Israel em relacionamento de concerto com o SENHOR (59. 53 em adição às citações diretas. pra fortalecê-la para o ministério no cumprimento da Grande Comissão. louvor.24 Índice 51 .22). como o Servo sofredor do Senhor.38 Deus cura Ezequias 38. Lc 4.1-5).1-9).30) A operação do ES na criação e na preservação da natureza (40.1-48.1-12.8 Deus liberta Judá 36. para seu domínio e governo como Rei no trono de Davi (11.24 A garantia de consolo e paz 40. prometeu derramar seu Espírito sobre a Igreja.1-6.24 Resumo 34. Esboço de Isaías I.1-12).1-57.13 Mensagem concernentes ao Emanuel 7. para protegê-los de seus inimigos (59. 53.6 Mensagem de Julgamento sobre as nações 13. Também existem muitos cumprimentos de detalhes no cap. o Autor do consolo e da paz 49.1-39. ver também 48. que teve seu ministério terreno realizado no poder e unção do ES. como Isaías havia profetizado.23 Mensagem de Julgamento.16).21). 53.13 Os infortúnios dos descrentes imorais em Israel 28.37). O procedimento de Deus com Ezequias 36. Profecia de denúncia e convite ( parte I) 1.

Ainda assim. condenou os governantes.15-38. Zedequias foi um governante fraco e vacilante. Assurbanipal. Jeconias e Zedequias. mas foi incapaz de permanecer calado.18). Jeremias recebeu a ordem de não se casar ou ter filhos para ilustrar a sua mensagem: o julgamento era iminente. Atacou também o povo por sua idolatria e proclamou um juízo severo a menos que o povo se arrependesse. pois abia que a salvação de Israel não esta desassociada da fé em Deus e de um relacionamento de aliança correto. a qual incluía a destruição dos lugares altos pagãos em Judá e Samaria. que é quase idêntico a 2Rs 24-25. foi um profeta da cidade leveita de Anatote e talvez tenha sido descendente de Abiatar. e a próxima geração seria exterminada. provavelmente por Baruque (caps 26-45). Jeoaqui. expresso pela obediência. Tentou evitar essa tarefa. o último grande rei assírio. O povo tornara-se tão corrupto sob Manassés 52 . Isso de deve em parte por causa da mensagem de ruína proclamada por ele. Entretanto. O profeta Sofonias precedeu ligeiramente a Jeremias e Naum. Conhecendo as intenções de Deus. morreu em 627 aC. Jeremias tinha poucos amigos além dele. Entretanto. Jeremias tinha um coração compassivo para com o seu povo e orou por ele mesmo quando o Senhor lhe disse que não fizesse isso. Jeremias tinha em seu coração o melhor para o povo.A. cortando-o em algumas colunas e jogando-as no fogo. Jeremias era apenas um jovem quando foi chamado para carregar uma severa mensagem de ruína ao seu povo. estavam tentando sustentar sua autoridade sobre Judá. buscando às vezes os conselhos de Jeremias. Jeremias viu a insensatez da linha de ação política desses reis e alertou-os sobre os planos de Deus para Judá. um rei bom que adiou temporariamente o juízo de Deus prometido por causa do governo terrível de Manassés. A Babilônia. Seu companheiro e amigo chegado era o seu escriba Baruque. Jeoaquim foi abertamente hostil a Jeremias e destruiu um rolo enviado a ele. preocupações e frustrações. em 586 aC. uma mensagem contrária à esperança do povo e que incluía um sugestão de rendição aos babilônios. Como Ezequiel. Josias foi morto em Megido ao tentar impedir o Faraó Neco de ir contra o que restava da Assíria.1-3). Sabia que a nação seria destruída caso a aliança de Deus não fosse honrada. O significado do seu nome é incerto. sob o domínio de Nabopolasar. Jeremias enfatizou a responsabilidade individual. filhos de Hilquias. Contexto Histórico Jeremias iniciou seu ministério no reinado de Josias. A vida pessoal desse profeta é mais conhecida do que a de qualquer outro profeta do AT porque ele nos deixou muitas marcas de seus pensamentos. Gedalias. Jeoaquim e Zedequias) e um neto (Joaquim) sucederam-no no trono. Apesar dessa mensagem de ruína. mas “O SENHOR exalta” e “O Senhor lança” são possibilidades. filho de Aicão e Ebede-Meleque. são qualificados como amigos apenas Aicão. a reforma teve um efeito pouco duradouro sobre o povo. Conteúdo O livro consiste principalmente em uma breve introdução (1. e Josias expandindo o seu território para o norte. oráculos contra nações estrangeiras (25. defendeu a rendição à Babilônia e escreveu aos que já estavam no exílio para que se estabelecessem e vivessem suas vidas normalmente. A Assíria estava enfraquecendo. Três filhos de Josias (Joacaz. e o seu ministério continuou até pouco tempo depois da queda de Jerusalém. Data Jeremias profetizou a Judá durante os reinados de Josias.4-20. Ao que parece. que Jeremias ditou ao seu escriba Baruque (1. acontecimentos sobre Jeremias escritos em terceira pessoa. e o Egito. e um apêndice histórico (cap 52). profeizando na Babilônia de 593 aC a 571 aC. Foi estigmatizado por muitos como traidor por causa da sua pregação. uma coleção de oráculos contra Judá e Jerusalém. outras vezes permitindo que os inimigos de Jeremias o maltratassem e o aprisionassem. caps 46-51). Mas Deus também se interessava pelos indivíduos e seu relacionamento para com ele. os sacerdotes e os falsos profetas por levar o povo à perdição. o seu coração doía pelo povo. mas nenhum deles deu atenção à advertência. O seu chamado é datado de 626 aC. As profecias do livro não estão em ordem cronológica. Em 609 aC. Josias tinha iniciado uma reforma. da sua severa repreensão aos líderes e do desprezo pela idolatria. sob Neco.24 .Jeremias Autor: Jeremias Data: Entre 626—586 aC Autor Jeremias. Habacuque e Obdias forma contemporâneos seus. Ezequiel foi um contemporâneo mais jovem. Os acontecimentos estavam mudando rapidamente o Oriente Próximo.

Mt 21. encerrado nos meus ossos.6.que Deus resolveu dar um fim à nação. O trono de Davi seria novamente estabelecido.1-35.1-29.27 Seca e outras catástrofes 14.1-8. Mt 10. que tendes ouvido e não ouvis” (5.6).18 A santificação do sábado 17. e estou fatigado de sofrer e não posso” (20. Derrotado e levado ao exílio. O Espírito Santo em Ação Um símbolo do ES é o fogo. mas perdoou.1-24.18 A fuga para o Egito 42. Mc 8.25 Eventos na vida de Jeremias 11.10 O exílio babilônico 25. Deus traria uma remanescente de volta a Judá. Davi e os levitas.1-13.1-17. Todas as nações pertencem a ele e todas devem a ele por sua conduta. Jeremias é uma das personalidades mais parecidas com Cristo no AT.1-19 IV. Apêndice histórico 34.8-22 O exemplo dos recabitas 35.3 Assuntos diversos 8. Esboço de Jeremias I. pois. Deus assegurou a jeremias: “converterei as minhas palavras na tua boca em fogo” (5.7 53 . Julgamentos e sofrimentos de Jeremias 36. também é o ES quem cumpre a promessa do novo concerto que irá colocar a lei de Deus na mente de seu povo e escrevê-la no seu coração.9).14).1-33. esta casa. Cristo Revelado Através de sua ação e atitude. Coleção de discursos 2. Diversas passagens de Jeremias são aludidas por Jesus em seu ensino: “é.1-9 II. E ainda lhes daria uma nova aliança e escreveria a sua lei em seus corações.19 Advertência a Zedequias 34.11. mas “isso foi no meu coração como fogo ardente.21 Advertência e promessas 16.6 Gedalias e o seu assassinato 40. puniria as nações que os havia punido e cumpriria a sua antiga aliança com Israel. Mt 11. pode ser considerado um tipo de Cristo no AT.19).18).1-20. um caverna de salteadores aos vossos olhos?” (7.1-6.1-40. por esta razão.30 Sermão do templo e abusos no culto 7. o povo iria refletir sobre o que lhe acontecera e por quê.21.7-41.1-45.5 Jeoaquim e os rolos 36. “ovelhas perdidas forma o meu povo” (50.1-15.4-10. “achareis descanso para a vossa alma”(6. Ele demonstrou grande compaixão pelo seu povo e chorou por ele. O chamado de Jeremias 1.19 III.16. que se chama pelo meu nome.32 O livro de consolação 30. e sacerdotes fiéis serviriam ao povo. Os oráculos contra as nações estrangeiras ilustram a soberania de Deus sobre todo o mundo. Em certo momento. Jeremias quis parar de mencionar a Deus. Hoje. Sofreu muito nas mãos do povo.19-27 Lições do oleiro 18. profetas e povo 21.18 Oráculos contra leis. Além do trabalho normal de inspirar o profeta e revelar-lhe a mensagem de Deus. E depois do castigo e arrependimento apropriados.26 Primeiro oráculos 2. Jeremias retrata um estilo de vida similar ao de Cristo e.1-32 Cerco e queda de Jerusalém 37.1-43.1-7 Revogada a libertação de escravos 34. chamaríamos a isso a obra do ES em Jeremias.13). “que tendes olhos e não vedes.1-35.

23-27 Contra Quedar e Hazor 49.1-34 O reinado de Zedequias 52.64 Contra o Egito 46.31-34 Índice 54 .1-6 Contra Edom 49.1-3 Cerco e queda de Jerusalém 52.28-33 Contra Helão 49.8-44.1-47 Contra os amonitas 49.1-5 V.28-30 Libertação de Joaquim 52.1-7 Contra Moabe 48.1-28 Contra os filisteus 47.1-3 VI.4-27 Sumário de três deportações 52. Apêndice histórico 52.7-22 Contra Damasco 49. Oráculos contra nações estrangeiras 46.30 Oráculos para Baruque 45.1-51.34-39 Contra a Babilônia 50.Jeremias no Egito 43.

Esse forte tema é visto em cada capítulo ( como em 1. Nabucodonosor atacou Jerusalém (2Rs 24. Existe muitas semelhanças entre os textos de Lm e Jeremias. 4. capitão da guarda de Nabucodonosor. Os Livros de 2Rs e 2Cr descrevem o declínio moral do Reino de Judá (apesar das advertências proféticas). Sofrimento. Mas os poemas também descreve o ministério de Jeremias. Após detalhadas descrições de sofrimento e aflição. e isso originalmente ficou conhecido como “ekah.3). A oração deve ser sempre feita buscando algum fio de esperança. eles sentiram que poderiam sempre experimentar boas coisas. da misericórdia. “como!” Essa palavra era comumente usada para significar “Ai!” compara com seu uso em 2. todos relacionados com o conceito de sofrimento: O sofrimento deles era o resultado dos seus pecados.20). Eles sabiam que o seu sofrimento não havia v indo sobre eles por acaso.24 . Ele foi devido à ira de Deus provocada por seus pecados (2. Como tal. mandado novamente como profeta para falar a respeito das circunstância modificadas do povo de Deus.28-33) Somente após uma completa humilhação é que o povo estaria em condições de pensar sobre uma restauração. Aqui não há indicação de que o sofrimento seja resultado de um total abandono de Deus ou de uma erradicação dos seus princípios da mente deles. A oração nunca deve ser derrotada pela aflição. O cumprimento das promessas de bênção podiam sempre pular algumas gerações de israelitas que eram desobedientes.5. 3. Quando o rei Zedequias se rebelou contra os babilônios. Temas As lamentações caracterizam seis temas principais. O sofrimento deles poderia conduzi-los a Deus. termina com uma oração. Isso era uma prova de que uma manifestação da disciplina de Deus não significava que o seu amor 55 .812). e é assim que chegamos ao títulos que usamos.21. Alguns também de referiam ao livro como qinot ou “lamentações”.1. uma nova compreensão parece surgir em 3. compaixão e fidelidade de Deus.13. Esses poemas se tornam especialmente penetrantes quando contratam as antigas bênçãos e forças de Judá com o caos e o sofrimento que seus pecados haviam levado sobre si. também. chorar diante dele e contar a ela todos dos detalhes de sua dor.A. Até mesmo os babilônios reconheceram o fato (Jr 40. 4. Deus tinha feito um concerto de bênçãos com eles. nos primeiros dois capítulos e meio. O autor não é mencionado.42. O profeta está constantemente consciente de Deus. Ele estava lidando com a situação espiritual deles. exceto o 4. 2.21-24. No tempo em que foram escritos. mágoa e frustração. o povo que estava dentro da cidade estava faminto.Lamentações Autor: Jeremias Data: 587 aC Autor Como era o costumes.16).17). dos seus propósitos e do relacionamento de Deus com seu povo. Os poemas deste livro parecem ter sido compostos durante e após o tempo no qual tudo isso estava acontecendo. e eles tinham de sentir isso de modo pessoal. O sofrimento deles era visto como se causado por Deus e não por seres humanos. mas isto tudo era condicional. mas tradições que vêm de muito antes de Cristo sustentam que Jeremias o tenha escrito. lágrimas e oração devem andar juntos. os judeus usavam a primeira palavra do livro como seu título. O povo escolhido e protegido tinha perdido tudo e estava numa situação de desesperança. que conduzia à derrota e ao cativeiro (ver 2. para o exílio (2Rs 25. destruiu a mairo parte de Jerusalém. exceto as pessoas mais pobres. Ele ajudou o povo a dar a expressão necessária para as suas aflições e também deu conforto para ele. 5.1). Quanto eles romperam o muro. Contexto Histórico O povo de Judá foi capaz de pensar que eles eram a única raça escolhida por Deus. Tudo que tinha significado para esse povo havia sido destruído. queimou o templo e levou a todos. Nubuzaradã. Enquanto ele estava sitiando a cidade. Cada capítulo. Eles foram encorajados a abrir seu coração a Deus. Aqui. Ele também os ajudou a pensar a respeito da mão de Deus sobre eles em forma de castigo e ajudou para se submetessem penitentemente ao julgamento que eles mereceram até que isso tivesse passado (3. isso era obviamente aceiro.14. fala acerca da esperança e.4).1 Is 1. Zedequias e os soldados procuraram fugir (2Rs 25. Uma descarada desobediência poderia significar que os bons aspectos das bênçãos poderiam ser substituídos por um castigo. aos quais o povo de Judá ficou sujeito. Mas eles logo foram levados cativos.

O Espírito Santo em Ação A aflição divina sobre os pecados de Israel (2.10).11-14 Todo o orgulho e a alegria se foram 5. O arrependimento é também uma manifestação da obra do ES entre o povo de Deus (3. a submissão e a oração do povo 3. O quarto poema: devastação.19-22 Índice 56 .26-32).1-11 Falando ao mundo descuidado sobre seu castigo 1. freqüentemente. as circunstâncias mudariam (3.22 V.havia cessado.1-66 A severidade do castigo conduz a pensamentos de misericórdia 3. O quinto poema: uma oração registrando o sofrimento e apelos finais de Jerusalém 5. Deus pode ter usado a Babilônia.34-36). desesperança e exortação à oração 2.35-39 O arrependimento deles chega tarde demais 3.1-22 Como o próprio Deus destruiu Israel 2. o resultado da desobediência 4. entristecido pelo nosso comportamento (Is 63.1-22 A derrota.7-11) Esboço de Lamentações I.1-24 Submissão e humildade trazem misericórdia 3.15-18 O apelo final desesperado 5. humilhação. sofrimento e pecado de Jerusalém 1.1-10 Ninguém está isento do sofrimento 5.26.11-19 A oração angustiada de Judá 2. o pecado e a oração de Jerusalém 1.12-19 Uma oração por ajuda em grande aflição 1.31. O segundo poema: a destruição mandada por Deus e a reação do profeta 2. A responsabilidade deles era de submeter pacientemente aos seus sofrimentos.1-22 A devastação do povo e de seus líderes 4.12-20 Edom será castigado e Israel será ajudado 4.21.32).20-22 III. O primeiro poema: a miséria. Quando a disciplina tivesse atingido seu propósito. O futuro continha um vindicação de Israel sobre seus inimigos (3. com a consciência de que isto iria terminar quando a vontade de Deus tivesse sido cumprida (3. As sua aflições tinha de ser aceitas com paciência.1-11 A desobediência e seus resultados 4.1-6) no lembra que o ES é.1-10 O sofrimento do profeta.40-42.40-47 O profeta e o povo confiam em Deus pra vindicação no fim 3.48-66 IV.32). Jo 16.20-22 II.1-22 Uma lembrança de seu estado lamentável 5. O terceiro poema: a severidade e misericórdia de Deus. mas isso não significava que os babilônios eram seus eleitos ou que ele era a favor de seus métodos cruéis (3.

3).4: “a alma que pecar. O divino Espírito os estimularia a uma nova vida. sinais. A morte de sua esposa ocorreu ao mesmo tempo da destruição de Jerusalém. até então. aparentemente escritas após a destruição de Jerusalém. A proximidade de seu contato com o Espírito. É identificado como “Ezequeil. Um aspecto final da ação do Espírito na vida do profeta é achado em 36. 571 aC. no exílio. Na doutrina do homem em Ez. mas também 57 . O mesmo (11. Cada um é responsável pelo seu pecado individual (18. A mensagem de Ez foi endereçada ao resto dos pervertidos de Judá exilados na Babilônia. Várias dessas referências merecem uma tenção em especial.573 aC Autor O autor. Embora essa identificação tenho sido questionada. cujo nome significa “Deus fortalece”.11-14). Alguém pode quase que caracterizar o Livro de Ez como “os Atos do ES” no AT.”(v.” Talvez a situação melhor conhecida da atividade do Espírito esteja no cap. suas visões e a freqüência com a qual a palavra do Senhor vinha até ele fornecem uma conexão entre os profetas extáticos mais antigos e os profetas e escritores clássicos.26 . filho de Buzi. provavelmente. Conteúdo A personalidade de Ezequiel reflete uma força mística. O Espírito Santo em Ação Quer a revelação profética seja apresentada simbolicamente em visões. O livro está facilmente dividido em três seções: o julgamento de Judá (4-24). ele enfatizou a graça divina no renascimento da nação. 37. situada no canal do rio Quebar. Ele foi treinado para o sacerdócio durante o reinado de Joaquim. provavelmente. A última data dada por oráculo (29. em 587 aC (24. A responsabilidade moral do indivíduo é um tema de primeira importância em sua mensagem. Por essa ênfase no ES na regeneração. um membro da família sacerdotal dos zadoqueus.1) A visão subseqüente relata o renascimento espiritual do restante do ovo que estava. a visão do vale dos ossos secos: “Veio sobre mim a mão do Senhor. Foi o peso do pecado acumulado de cada indivíduo que contribui para o rompimento do concerto de Deus com Israel. ele colocou a ênfase no dever pessoal (18. Em 11.1. ações de parábolas ou em fala humana. para os do cativeiro. Ez antecipava a doutrina do NT do ES.1).21. Data O chamado de Ezequiel veio a ele em 593 aC. incluído a partida da presença de Deus. Dois temas teológicos agem como um equilíbrio no pensamento do profeta.1) em 597 aC e estabeleceu-se em Tel– Abibe. inspirado pelo ES. desse modo.” Não é somente um ato externo do Espírito o “cair sobre” alguém. a Palavra de Deus nas palavras de Ezequiel. fazendo de seu ministério cerca de vinte anos de duração. O oráculo que segue é.24) apresenta o Espírito como ativo em uma visão: “Depois. há inúmeras referências ao Espírito de Deus no livro. A ele adequadamente pertence o título de “carismático”. e o Senhor me levou em Espírito.. Suas experiências espirituais também anteciparam a atividade do ES no NT. e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos. Partes foram também.A. e cada qual leva uma porção da culpa pelo julgamento que resultou no exílio. O arrependimento do remanescente fiel entre os exilados resultaria na recriação de Israel a partir dos ossos secos (37.24). 33. Cada um deve aceitar uma responsabilidade pessoal pela desgraça da nação. Ele era. Seu ministério coincidiu brevemente ao de Jeremias.1. o sacerdote” (1. o Espírito me levantou e me levou em visão à Caldéia. Exilado por ocasião do segundo cerco de Jerusalém. o julgamento das nações pagãs ( 25-32) e as futuras bênçãos pelo concerto de Deus com o povo (33-48). essa morrerá”). perto de Nipur (1. o quinto ano do reinado de Joaquim.5. que se tornaram importantes durante as reformas de Josias (621 aC). Por outro lado. o profeta afirma autobiograficamente que o Espírito do Senhor “caiu” sobre ele e lhe “disse”. especialmente no Evangelho de João. foi deportado para a Babilônia (1. por volta de sua iminente e completa destruição.Ezequiel Autor: Ezequiel Data: Entre 593 .26: “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo. Ez reivindica por eles o poder e a autoridade do ES.15-17). Além disso. 40. A responsabilidade coletiva não mais resguarda o indivíduo..17) é. parece não haver razão válida para se duvidar disso.

1-37.1-48. O início da visão e chamada de Ezequiel 1.29 Restauração do templo 40. Esboço de Ezequiel I.2). Oráculos da ruína contra nações estrangeiras 25.1-46.1-24.24 Restauração da terra 47.21 II.32 IV. Profecias de restauração 33. o qual seria dado pelo Espírito.1-28 O encargo dos profetas 2.1-15 Restauração de Israel 36.25 O exílio e cativeiro de Judá 12.1-32.1-3.35 Ezequiel como vigia 33.22-24.27 Oráculos de julgamento 3.8-11 Contra Edom 25.1-3. Ezequiel antecipou a experiência do concerto do “novo nascimento”.1-28.1-48.27 Visões de idolatria no templo 8.28 Julgamento contra Gogue 38.20-26 Contra Egito 29.1-7 Contra Moabe 25.1-32. tal como Ezequiel inigualavelmente experimentou quando o Espírito “entrou” nele (2.1-11.22-7.1-31 Julgamento contra Edom 35.1-33 Deus como Pastor 34.15-17 Contra Tiro 26.32 Contra Amom 25.19 Contra Sidom 28.12-14 Contra a Filistia 25.a profetizada experiência subjetiva da presença do Espírito dentro.1-39. Profecias e visões sobre a destruição de Jerusalém 3.35 Índice 58 .21 Visões introdutórias 1.27 III.

Babilônia e Medo– Persa. Data Embora o cerco e a deportação de cativos para a Babilônia tenha durado vários anos. Esse enfoque na interpretação encontra em Dn as chaves que ajudam a desvendar os mistérios de assuntos como o Anticristo. Por causa de sua sabedoria. os habilitados e os instruídos foram retirados de Jerusalém logo no início da guerra (2Rs 24. Deus permanece fiel a eles no fogo do julgamento e livra-os. Os comentários de Jesus no Sermão do Monte das Oliveiras (Mt 24. Misael e Azarias. tornou-se conselheiro de reis estrangeiros.4). necessitava-se de uma burocracia administrativa especial. entre 605 a 582 aC. Contexto Histórico Juntamente com milhares de cativos de Judá levados para o exílio na Babilônia. Dario (6. agora. Escravos instruídos ou habilitados que as circunstâncias requeriam tornaram-se a mão de obra do governo. Conteúdo O propósito é mostrar que o Deus de Israel. enquanto adolescente.25). como também Apocalipse. os Tempos dos Gentios. inclusive do “cheiro de fogo” (3. para muitos o enfoque da dispensação tornou-se bastante aceito. os testes decisivos do caráter de Daniel e o desenvolvimento de suas habilidades de interpretação profética (2-7) e a série de visões de Daniel sobre reinos e acontecimentos futuros (8-12). Daniel se compõe de três partes principais: Introdução à pessoa de Daniel (1). Daniel se apresenta como livro profético básico para a compreensão de muitas coisas da Bíblia. 2) o destino futuro do povo de Daniel. Os três permaneceram fiéis ao seu Deus. o único Deus. Inicialmente.27 . mantém sob seu controle o destino de todas as nações.A. Sua profecia abrange o espaço de tempo de sua vida. Isaias e Ezequias (Is 39. para a Babilônia. Cristo Revelado A primeira vez que se vê Cristo é na figura do “quarto” (homem) ao lado de Sadraque. os tesouros do palácio de Salomão e do templo também levados. Daniel serviu como estagiário na corte de Nabucodonosor.1-28) e Ciro (10. Embora a interpretação de Daniel. seja feita de maneira bastante diversificada. Belsazar (5. quatro jovens hebreus forma selecionados para o programa de treinamento (1.1).15. 25) e muitas das revelações dadas ao apóstolo Paulo encontram harmonia e coesão em Dn (ver Rm 11. Os escritos de Daniel cobrem o governo de dois reinos. Esse enfoque também vê as profecias que ainda estão por se cumprir girando em torno de dois eixos principais: 1) o destino futuro da cidade de Jerusalém. conhecimento e boa aparência.1-11.1-31). no ano de 605 aC. e quatro reis: Nabucodonosor (2. Para governar um reino tão diversificado numa área de tamanha extensão.27). Da mesma forma. Possivelmente fosse de uma família de classe alta de Jerusalém. as ressurreições futuras e juízos. estes jovens foram contemplados com funções relevantes no palácio do rei.7) haviam profetizado a deportação para a Babilônia dos descendentes da família real.24).1-3). A data do cativeiro de Daniel costumeiramente aceita é de 605 aC. Daniel se torna um companheiro de estudo necessário do Livro de Apocalipse. judeus nacionais (9. Nesta parte final. Hananias. os homens fortes e corajosos. onde viveu mais de sessentas anos.14).37).11-4. a segunda vinda de Cristo. Daniel sobrepujou a todos os homens sábios daquele vasto império (6. 59 . Devido ao caráter excepcional de Daniel. O nome Daniel significa “Deus é meu juiz” Sua inabalável consagração a Jeová e sua lealdade ao povo de Deus comprovaram fortemente essa verdade na vida de Daniel.Daniel Autor: Daniel Data: Final do séc. 2Ts 2). a grande tribulação. VI AC Autor Daniel foi deportado. Muitos aspectos de profecias relacionadas com os tempos do fim dependem da compreensão deste livro. Mesaque e Abede-Nego na fornalha de fogo (3. A importância de Daniel como profeta foi confirmada por Jesus em Mt 24. Mais tarde. Os babilônios haviam subjugado todas as províncias governadas pela Assíria e haviam consolidado o seu império numa área que abrangia grande parte do Oriente Médio.

A segunda visão de Daniel 8.13).1-37 A Interpretação da Daniel 4. O segundo sonho de Nabucodonosor 4.1-9 A interpretação de Daniel da escritura 5. Ele descreve “que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do Homem”.1-7 A recusa dos três hebreus de se prostrarem perante a estátua 3. A libertação da fornalha de fogo 3.18-28 VII.1-9 Daniel é lançado na cova dos leões 6.5-6.8-18 Os três hebreus são miraculosamente protegidos 3.3-21 II.19-27 O cumprimento do sonho 4.1316.1-2 A decisão de Daniel de manter-se separado 1. O Espírito Santo em Ação O Espírito Santo nunca anuncia sua presença em Daniel.1-21 O exílio de Judá 1.46-49 III.1-37 O sonho de Nabucodonosor 4.1-49 O sonho esquecido 2. Outra visão de Cristo. mas ele está nitidamente em ação. se acha em 10. Esboço de Daniel I.19-25 O rei confessa o Deus verdadeiro 3.10-31 VI.1-27 O sonho de Daniel sobre um carneiro. O primeiro sonho de Nabucodonosor 2. Daniel na cova dos leões 6.34-37 V.10-17 Daniel é liberado 6.1-31 A escrita manual na parede 5.15-28 VIII.1-28 Complô contra Daniel 6.1-28 O sonho da Daniel sobre os quatro animais 7. As profecias.1-28 A revelação e a interpretação de Daniel 2. onde a descrição de Jesus é bastante idêntica à de João em Ap 1.15-27 60 . indicam discernimento sobrenatural dado a Daniel pelo ES.1-14 A interpretação de Gabriel 8. tanto as que se aplicavam ao local quanto ao futuro. A festa blasfema de Belsazar 5.29-45 Daniel é honrado através de promoção 2. A primeira visão de Daniel 7.Outra referência a Cristo se encontra na visão da noite de Daniel (7.1-30 Convocação para adorar a estátua de ouro 3. A habilidade de Daniel e dos outros hebreus de interpretarem sonhos se devia ao poder do ES.28-33 A oração e restauração de Nabucodonosor 4. um bode e sobre os chifres 8. As convicções religiosas de Deus 1. referindo-se à segunda vinda de Cristo.26-30 IV.1-14 A Interpretação de Daniel 7.

1-17 A oração de Daniel 9.10-21 Guerra entre reis do Norte e do Sul 11.20-27 X.2-45 O tempo da tribulação 12.IX.1-12. A visão final de Daniel 10.13 A visão de Daniel de um ser glorioso 10. A profecia das setentas semana 9.1-9 A visita de um anjo 10.1-13 Índice 61 .1-19 A Visão da Daniel 9.

. vida familiar instável. Embora as pessoas continuasse uma forma de adoração.1). Isso estabelece as datas de 755 aC a 715 aC. que o amor era uma busca de uma autogratificação (“Irei atrás de meus namorados. mas um cuidado genuíno e preocupação com mas pessoas (6. e traria de volta quando ela se desviasse (“Vai outra vez. que me dão. que reinou durante o período de sua profecia (1.1). Jesus os 62 . Embora todas as indicações quanto ao sucesso exterior parecessem positivas a Israel. um povo que buscou objetos sem valor (“Quando Israel era menino. se eles ouvissem. uma profecia cumprida quando Jesus.6. A Paulo Jesus cumpre a promessa de Oséias de que Alguém quebraria o poder da morte e da sepultura e traria a vitória da ressurreição (13. a idolatria era mais e mais aceita.9. Oséias descreve as condições sociais características de seu tempo: líderes corruptos. imoralidade generalizada. 1Co 15. Deus quis que Israel conhecesse seu amor. Jesus cita Oséias para mostrar que Deus não deseja apenas palavras vazias ou rituais desumanos. Hb 13. não entender. e o rei do Reino do Norte. Oséias se casaria com uma mulher impura (“mulher de prostituições”. um paralelo com a longa estada de Israel no Egito e o êxodo (Mt 2.19.15). foi escolhido por Deus pra levar sua mensagem a seu povo através do seu casamento com uma mulher que seria infiel a ele. Em resumo. 1. 9. Contexto Histórico e Data Oséias mostra a situação histórica de seu ministério através da nomeação dos reais do Reino do Sul.3).. Cristo Revelado Os escritores do NT descrevem Oséias como o responsável por ensinar a vida e o ministério de Cristo.25-32).” 2. O povo desse príodo regozijava-se na paz.6. 11. 1Pe 2.A. Apesar das trevas desse tempo. Quando questionado acerca da sua permanência no lar dos pecadores e cobradores de impostos. mas a anarquia estava preparando-se e ela traria o colapso político da nação em alguns curtos anos. O Escritor de Hebreus acha em Jesus Aquele que capacita os crentes a oferecerem sacrifícios aceitáveis de louvor pelos quais nós nos tornamos recipientes do perdão misericordioso de Deus (14. Jesus também. em pelo menos dois de seus sermões aos fariseus.1. e iria atrás dela.. 8. Os ensinamentos de Paulo acerca de Cristo como o Noivo e a igreja como a noiva correspondem à cerimônia de casamento e os votos pelos quais Deus entra num permanente relacionamento com Israel (2. A Pedro. Oséias tinha de mostrar seu próprio amor a Gomer. Acaz e Ezequias). foi guiado com uma meiga disciplina (“cordas de amor”. e os sacerdotes estavam falhando na tarefa de guiar o povo nos caminhos da justiça.9). abundância e prosperidade. e dela teria filhos (1. apesar de o povo correr e da resistência dele (“Como te deixaria?”. de um Deus que queria falar com eles e da maneira singular que Deus escolher para demonstrar seu amor a seu povo.55). Oséias oferece esperança para inspirar seu povo a voltar-se novamente para Deus. pudesse conseguir benefícios positivos (“. provavelmente.13). O problema era como levar a mensagem de um Deus de amor a um povo que não estava inclinado a dar ouvidos e. Mateus vê em 11.1). Ef 5. o tipo de amor que Deus tinha por Israel. O povo pensava que o amor poderia ser comprado (“. um desastre vindo por baixo estava se aproximando. A solução de Deus era deixar o profeta ser seu próprio sermão.10).. eu o amei.20.10).mercou Efraim amores”. de Judá (Uzias.2).4) e que persistiu. Jesus provê a base pela qual aqueles que estavam fora da família de Deus agora são admitidos a um relacionamento com ele (1. quando os fariseus acusam os discípulos de Jesus de violar o sábado. a amaria inteiramente. Sua sensibilidade em relação à condição do pecado de seus compatriotas e sua sensibilidades em relação ao coração amoroso de Deus o fizeram apto pra realizar esse difícil ministério. ama uma mulher”. ódio entre classes e pobreza. Se tornaram abomináveis como aquilo que amaram”. de Israel ( Jeroboão II).28 .14. 3. quando bebê.” 11.5) e que amando objetos sem calor.8). Jotão. E.. tira seu texto de Oséias. Conteúdo O Livro de Oséias é a respeito de um povo que tinha necessidade de ouvir sobre o amor de Deus..Oséias Autor: Oséias Data: Cerca de 750 aC Autor Oséias cujo nome significa “salvação” ou “libertação”.. 11. Mt 9.2. foi literalmente levado e trazido do Egito..15).

1-14. 5. Ef 5.1-14.9 Amor e restauração 11.23 A volta de Gomer para Oséias 3.17-21).9 Índice 63 .12.10-2. O SENHOR e Israel 4.defende com o mesmo lembrete de que o coração de Deus coloca o interesse pelas necessidades humanas acima das formalidades religiosas (Mt 12. O Espírito Santo em Ação O Livro de Oséias ensina duas notáveis lições a respeito do ES: 1) É importante depender da presença do Espírito e 2) coisas negativas acontecem quando o Espírito está longe de uma vida. em contraste com o ES. que escraviza o coração. Uma vez Oséias usa a frase “o espírito de luxuria”. “ o espírito da prostituição” (4.7). Esse espírito de luxuria também faz as pessoas se desvirem para falsos caminhos e falas adorações.1-5 II. que nos guia para caminhos verdadeiros e para a verdadeira adoração (4.1-3.1-9 O Casamento do SENHOR com Israel 1. e conta as conseqüências de ser preenchido com um espírito impuro.5 O casamento de Oséias e Gomer 1. e uma vez. Oséias relaciona tal espírito com o vinho. Oséias e Gomer 1.11-13. Esboço de Oséias I.4). Como Paulo em Efésios.

A praga das locustas acerca do que Jl escreveu era maior que qualquer um jamais havia visto. A fome e a seca se apoderaram de toda a terra. quando Joiada era o conselheiro do rei. um chamado ao arrependimento e a promessa de restauração. mas também todas as nações do mundo serão chamadas diante de Deus. Será um tempo em que todos os crentes sentirão a habitação do ES e irão formar uma comunidade profética na terra. Este era um tempo em que não somente Judá. Além do mais.6 com Jl 1.15) É opinião de muitos conservadores que Amós e Isaias tenham tomado emprestado de Joel. Tanto o povo como os animais estavam morrendo.16). Toda a safra foi perdida. Será um tempo em que a profecia virá de jovens e velhos. fazendo-o um dos mais antigos dos profetas menores. Em apenas algumas horas. Nada é conhecido a respeito dele ou das circunstância de sua vida. 64 . Foi obviamente o ES que inspirou o profeta a ver a mão do Senhor em tudo o que está acontecendo e ser capaz de saltar em direção ao terrível Dia do Senhor.21) explica que essa praga. Através do ES. A primeira (1.32). para um tempo em que Deus irá derramar o seu Espírito “sobre toda a carne” (2. a qual o sumo sacerdote Joiada restaurou durante o reinado de Joás (2Rs 11. o profeta vê um tempo futuro. 2Cr 23. até mesmo tirou a casca das árvores de figo. Joel olha centenas de anos à frente. irão experimentar esse derramamento. que também estão em Joel (comparar Am 1. Todavia. de igual modo. e as sementes da safra para o plantio seguinte também foram destruídas.28).29 . a adoração a Deus. havia se tornado um lugar de desolação e destruição. Provavelmente que ele tenha vivido em Judá e profetizado em Jerusalém. Isso será um prelúdio da devastação e julgamento do Dia do Senhor. Uma enorme praga de locustas havia despido a zona rural de toda a vegetação. o profeta. destruiu até as pastagens tanto das ovelhas como do gado. O Espírito Santo em Ação Joel é notável em suas referências ao ES.27) trata do presente julgamento de Deus. Contexto Histórico Joel profetizou numa época de grande devastação de toda a terra de Judá. Ali.1-2. Jovens e velhos. Ela foi tão profunda e desastrosa. literalmente. Há referências tanto em Amós como em Isaías. e os estudiosos variam em suas opiniões. horrível como ela pode ser. Data Não há como datar o livro com absoluta certeza.16 e Is 13. não é nada comparada ao julgamento de Deus que está a caminho .Joel Autor: Joel Data: Entre 835—805 aC Autor O nome Joel significa. Isso colocaria o ministério de Jl por volta de 835805 aC.28-3. A salvação não será apenas a ingualável bênção sobre Judá. tanto homens como mulheres. Conteúdo O Livro de Jl está naturalmente dividido em duas seções. é especificado como o filho de Petuel.28-32. Será um tempo em que “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (2. “depois”. quando o Espírito de Deus for derramado “sobre toda a carne”. e Joel. que Joel viu uma explicação: era o julgamento de Deus. é suposta por Joel. Portanto muitos sustentam que Joel profetizou durante os primeiros trinta anos do reinado de Joás (835-796 aC). Mas a passagem mais espantosa em Jl é 2. nós não podemos deixar de notar a mais notável seção desta curta profecia. de igual modo. verdejante.A.2 com Jl 3. quando tanto homens como mulheres irão profetizar. Este é um nome muito comum em Israel. “Jeová é Deus”. o que tinha sido um terra bonita. Descrições contemporâneas do poder destrutivo dos enxames de locustas confirma a descrição de Jl acerca da praga. A segunda seção (2.

28-32 O Julgamento do Senhor 3.27 A destruição pelas locustas 1.Esboço de Joel I.12-17 A restauração do Senhor 2.1-2.18-21 Índice 65 .28-3.1-17 A Bênção do Senhor 3. A mão do Senhor no presente 1.11 O arrependimento de Judá 2.18-27 II.21 A graça do Senhor 2. O dia do Senhor no futuro 2.2-2.

Os outros incluem Oséias a Israel e Miqueias e Isaias a Judá. Esse julgamento sobre as nações nos ensina que Deus é um Monarca universal.1-6. e o Caminho do Mar. Ez 3. O processo da inspiração do profeta e a revelação da mensagem de Deus são geralmente atribuídos por outros profetas ao Espírito (Is 48. a imoralidade havia generalizado. admitindo que ele era um pastor de ovelhas e cultivador de sicômoros. De acordo com 2Rs 14. Judá.25.16).10) é uma série de cinco visões e julgamento. Amós rejeitou treinamento como um profeta profissional. A tarefa de Amós era entregar a mensagem de que Deus estava descontente com a nação.A. O castigo era inevitável. através da transjordânia. Apesar do seu histórico nãoprofissional.11-15). em duas das quais Deus se retira. O tema central do livro é que o povo de Israel havia quebrado seu concerto com Deus. Finalmente. de Judá (792-740 aC). ele restaurou as fronteiras de Israel desde Lebo Hamate (ao norte) até o mar da Arabá (o mar Morto. cujo nome significa “Aquele eu suporta o jugo”. o castigo de Deus sobre eles por causa do pecado será severo.3-1. e a justiça. Cada nação estrangeira tem de ser castigada por ofensas especificas. porém. Amós começa com uma série de acusações contra os sete vizinhos de Israel. seja contra Israel ou qualquer outra nação. reconquistou Elatae ( o porto marítimo de Ácaba) e expandiu-se para o sudeste às custas dos filisteus. Conteúdo O livro de Am é basicamente uma mensagem de julgamento> julgamento sobre as nações.24.1-9. ele acusa Israel (1. Como resultado. era um nativo da pequena cidade de Tecoa. mas a situação religiosa estava fraca o tempo todo. Am não menciona o Espírito em sua obra. mas aquelas ações atribuídas ao Espírito por outros profetas estão presentes em Amós. O povo interpretava sua prosperidade como um sinal da bênção de Deus sobre eles. Elas têm de prestar contas a Deus pelos maus tratos às outras nações e povos. e o sistema judicial estava corrompido. Todas as nações estão sob seu controle.16. Mq 3. depois. O Espírito Santo em Ação A obra do ES não é mencionada especificamente em Am. A idolatria estava exuberante.8). todavia serão punidos porque eles quebraram seu concerto com Deus. Israel. VIII aC foi uma época de grande prosperidade tanto para Israel como para Judá. o juízo como as águas. a cerca de 16 km ao sul de Jerusalém. Israel havia conquistado novamente o controle das rotas internacionais do comércio— a Rodovia do Rei.30 . como o ribeiro impetuoso” (5.14) é uma série de três oráculos ou sermões direcionados contra Israel. Data Amós profetizou durante os reinados de Uzias.Amós Autor: Amós Data: Entre 760 –750 aC Autor Amós. através do vale de Jezreel e ao longo da planície da costa. Israel e Judá haviam atingido novos auges políticos e militares. incluindo Judá. 66 . A nação seria destruída a menos que houvesse uma mudança no coração deles— uma mudança na qual a “Corra. os ricos estavam vivendo na luxuria. Contexto Histórico A metade do séc. Eles incluem a ameaça de exílio. é quase impossível fazer uma distinção entre o Senhor e seu Espírito. Sua paciência já havia se esgotado. Amós promete restauração para Israel (9. Como é o caso da maioria dos profetas. e Jeroboão II de Israel (793-753 aC). Seu ministério foi realizado entre 760 e 750 Ac e parece ter ocorrido em menos de dois anos. ao sul). sob o domínio de Uzias. situada nas colinas de Judá. Amós foi chamado para entregar a mensagem de Deus ao Reino do Norte. enquanto os pobres estavam oprimidos. Sob o domínio de Jeroboão. Israel e Judá. Uma terceira seção (7. A seção seguinte (3. VIII aC.24). oráculos e visões de julgamento divino sobre Israel. Ele é o primeiro dos assim chamados profetas escritores do séc. e.

Oráculos contra Israel 3.14 Julgamento sobre o povo escolhido de Deus 3.10 V.1– 6. Visões de Julgamento 7.11-15 A tenda de Davi levantada 9. Julgamento sobre as nações 1.1-6.14 IV.1-13 Julgamento sobre o impenitente povo de Deus 5.3 –2.3-5 Gaza 1.1-3 Judá 2.1-2 II. A restauração de Israel 9.6-8 Tiro 1.11-12 A terra e os povos restaurados e abençoados 9.1-6 Visões de rigidez 7.9-10 Edom 1.1-9.11-12 Amom 1.Esboço de Amós I.1-15 Julgamento de Deus sobre o povo insensíveis 4.13-15 Índice 67 .10 Visões de abrandamento 7.16 Damasco 1.13-15 Moabe 2.4-5 Israel 2.6-16 III.7-9. Introdução 1.

Contexto Histórico As relações entre Israel e Edom foram marcadas pela hostilidade através do período do AT. dada durante o período do exílio de Judá. Com o passar dos anos numerosos conflitos se desenvolveram entre os edomitas e os israelitas. a destruição final e completa (vs 5-9). provavelmente. Nenhuma outra informação está disponível a respeito dele.A. 32– 33). Ele serve como a fonte de inspiração para Obadias. embora não especificamente identificado como tal. como Aquele que comunica a “visão” (v. “Servo/adorador de Jeová”.Obadias Autor: Obadias Data: Após 586 aC Autor O profeta. Os descendentes de Esaú. quando Obadias alerta Edom sobre a vingança de Deus. mas o povo de Deus experimentará a abençoada e gloriosa restauração de sua terra. 68 .14) A segunda seção principal da profecia reflete sobre o Dia do Senhor (vs 15-21). habitaram em Canaã e se tornaram o povo de Israel. mas. Por quê? Por causa da violência que Edom praticou contra seu irmão Jacó (v. Da sua posição de soberba e falsa segurança. porque Edom de regozijou com o sofrimento de Israel e juntou-se com seus atacantes para roubar e violar Jerusalém no dia da sua calamidade (vs 11-13) e porque os edomitas impediram a fuga do povo de Judá e os entregou aos invasores (v. ele funciona como Aquele que instiga o julgamento de Edom. de colher o que se havia plantado. situada ao sul do mar Morto. os babilônios invadiram a terra de Israel e fizeram repetidos ataques à Jerusalém. chamando as nações para se levantarem contra o inimigo do povo de Deus. é conhecido somente como Obadias. A terra e o povo serão saqueado e espoliados. A mensagem foi.31 . Data O fundo histórico da destruição de Jerusalém coloca a data da profecia de Obadias logo após 586 aC. O livro é dividido em duas seções principais. Então. O rancor começou quando os dois irmãos gêmeos Esaú e Jacó se dividiram em disputa (ver Gn 27.1). e o reino pertencerá ao Senhor (v. Os edomitas viram essas incursões como uma oportunidade para extinguir sua amarga sede contra Israel. deve ser admitida. A primeira (vs 1-14) é endereça a Edom e anuncia sua inevitável queda. Essa amarga rivalidade forma o fundo histórico da profecia de Obadias. Deus irá derribá-lo (vs 2-4). Embora Deus use agentes humanos para executar sua justiça. conseqüentemente. Além disso. Para Edom. empurrando. o ano no qual a cidade sagrada foi derrotada pelos babilônios. este é um pronunciamento de perdição (vs 15-16). Ele começa com um título que identifica a profecia como “visão de Obadias” e que atribui o pronunciamento do Senhor Jeová (v. os edomitas juntaram-se aos babilônios contra seus parentes e ajudaram a profanar a terra de Israel. para Judá de proclamação de liberdade (vs 17-20) Edom será julgado severamente. O Espírito Santo em Ação Em nenhum lugar Obadias faz referência específica ao ES ou ao Espírito de Deus. A sua obra. Esse dia será um tempo de retribuição.1) que constitui a mensagem de Obadias. instigando e punindo de acordo com o plano de Deus. Conteúdo Obadias é o menor livro do AT. que estava se aproximando.21). enquanto os descendentes de Jacó continuaram em direção à Terra Prometida. se estabeleceram numa área chamada Edom. atrás disso tudo.10). e assegura a Judá quanto ao contínuo cuidado do Senhor. está a obra do seu Espírito. todavia. Ao longo do período de cerca de 20 anos (605-586 aC). O monte Sião governará as montanhas de Esaú. a qual foi finalmente devastada em 586 aC.

5-9 Os crimes de Edom Vs 10-14 III. 17-20 O dia do domínio divino vs. 1-4 O colapso de Edom Vs. Título 1 II. O Dia do Senhor Vs 15-21 O dia da retribuição divina Vs. 21 Índice 69 . 16-16 O dia da restituição divina vs. O decreto do Senhor Vs 1-14 A condenação de Edom vs.Esboço de Obadias I.

a Nínive. O nome de Jonas significa “pomba” ou “pombo”. ele é representado como obstinado. Essa falha conseqüentemente levou-os a um orgulho religioso extremo. Contexto Histórico Os assírios pagãos. que diz que Nínive era uma grande cidade. Sua relutância em ir pregar estava baseada num desejo de ver seu declínio culminar numa completa perda de poder. Jonas achou difícil aceitar o fato de que Deus pudesse oferecer misericórdia a Nínive da Assíria.3. pois ele não tem uma profecia que não contenha uma mensagem. obviamente. sua posterior re relutante obediência e a sua ira sobre a extensão de misericórdia aos ninivitas revelam óbvias incoerência na aplicação da sua fé. Sua mensagem é pra ser um chamado ao arrependimento e uma promessa de misericórdia. de algum modo. um vilarejo situado a 5 Km em direção ao nordeste de Nazaré. Como indicado em 2Rs 14.25). como havia sido profetizado por Jonas (2Rs 14. mas somente a Jonas é que foi dada uma mensagem de arrependimento e misericórdia. deste modo oferecendo aos assírios a oportunidade de molestar Israel. até o mar Morto. Jonas está descontente e.8-10). para levantar-se e ir 1300 km pra o oriente. é diferente do outros livros proféticos. algum modo se convence do que uma viagem a Társis irá livra-lo da responsabilidade que Deus colocou sobre ele. Aqueles que apóiam a data pré-exílica explicam que isso pode ser meramente uma forma literária usada para contar a história ou que Nínive existia. mas não era uma grande cidade. Deus pediu a Jonas. No Livro de Jonas. irritado. Ele foi o único profeta mandado para pregar aos gentios. e Eliseu viajou a Damasco (2Rs 8. Dentre aqueles que sustentam outro autor. cerca de 793 a 753 aC. VIII ou no início do século VII. se Deus poupar Nínive. A viagem a Társis logo fornece a evidência de que a presença e a influência do Senhor não está restrita à Palestina. dentro das fronteiras tribais de Zebulom. e após 70 . Jonas era filho de Amitai e um nativo de Gate-Hefer. A história recorda um dos mais profundo conceitos teológicos encontrados no AT. Se Jonas escreveu o Livro seria. é obvio que ele era um amante leal de Israel e um patriota comprometido. que não seja Jonas. o profeta.A. Politicamente. e Jeroboão II foi capaz de reivindicar áreas da Palestina desde Hamate localizada em direção ao sul. ele esperava que o Espírito da profecia não o seguisse. alguns datam o livro na segunda metade do séc. Esse patriotismo nacionalista e seu desdém a que a misericórdia seja oferecida para pessoas que não fazem parte do concerto induzem Jonas a decidir deixar Israel e “fugir de diante da face do Senhor”. inimigos de Israel de longa data. Deus ama todas as pessoas e deseja compartilhar seu perdão e misericórdia com elas. datado durante o reinado de Jeroboão II. mas. Sem dúvida. ele professava um temor ao Senhor como Deus do céu.25. Relatos do AT descrevem seus saques contra Israel e Judá. A história termina sem indicar como Jonas respondeu à exortação e`à lição objetiva de Deus. onde eles destruíram a zona rural e levaram cativos.7). pode ser encontrada a semente do farisaísmo no NT. ele foi um forte nacionalista que estava completamente consciente da destruição que os assírios haviam feito em Israel através dos anos. então aquela cidade estará livre para saquear e roubar Israel novamente. caso eles responda positivamente. o Criador do mar e da terra. Também ele temeu que Deus pudesse mostrar misericórdia .Jonas Autor: Jonas Data: Por volta de 760 AC ou após 612 Ac Autor e Data As questões da data e autoria de Jonas estão profundamente relacionas. eles não compreenderam a importância dela. Quanto ao caráter. Religiosamente. para pregar diretamente a uma cidade gentia. Profetizando durante o reinado de Jeroboão II e precedendo imediatamente Amós. uma vez que seus habitantes mereciam um julgamento severo. Conteúdo O livro de Jonas. uma cidade dos temidos e odiados assírios. após a destruição de Nínive em 612 aC Essa disputa é baseada em 3. impaciente e por seu hábito de viver somente com seu clã.32 . Mas sua primeira desobediência intencional. ele poderia sido em qualquer tempo depois do acontecimento descrito nele. O poder assírio era mais fraco durante o tempo de Jonas. VIII. Jonas sabe que. Após determinarem que Jonas e seu Deus são responsáveis pela tempestade. a história é a mensagem. Elias foi mandado para Sarepta para morar lá durante uma temporada (1Rs 17. Se um narrador escreveu o livro. Israel havia sido encarregado de entregar aquela mensagem. No início do séc. embora tenha sido colocado entre os profetas no cânon. eram uma força dominante entre os antigos de aproximadamente 885 a 665 aC. baseado nas datas pós-exílica. Deus manda uma tempestade para golpear o navio e causar circunstâncias que conduzem Jonas face à face ao seu chamado missionário. mal-humorado.

Até mesmo os animais são obrigados a participar dessa conduta humilde. com vista para a cidade do lado oriente. vindo do oriente. intensifica a situação desconfortável de Jonas. Novamente. os marinheiros atiraram Jonas ao mar.esgotarem todas as alternativas.10 IV. Ele prepa uma aboboreira para crescer durante a noite.4-9 Os marinheiros o jogam no mar 1.1-9 Ele é vomitado na terra 2. o ES mostrou a ele o contraste entre sua preocupação com uma aboboreira e a preocupação de Deus com os habitantes da cidade.3 II. O profeta se regozija na sua boa sorte.4 A população se converte 3.4-2. Deus manda Jonas levantar e ir a Nínive para entregar a mensagem de libertação. vai à grande cidade de Nínive” 1. e ele reage com ira e confusão. se arrependeram e mostraram isso através do jejum cerimonial. Uma reação negativa 4. ou que Deus fosse escolher outra estratégia. vestindo-se de panos de saco e assentando-se sobre a cinza. Jonas constrói um abrigo numa colina. Quando o Espírito conduziu Jonas para ir a Nínive profetizar contra o povo lá.6-11 Índice 71 . Isso aconteceu sob a liderança de Jeroboão II (2 Rs 14. após três dias e três noites. o peixe o jogou em terra firme. Ele lamenta a morte da aboboreira e expressa seu descontentamento a Deus.5-9 Deus demonstra piedade 3. os ninivitas.1-2 Jonas foge para Tarsis 1. Desta vez. Ele aguarda do dia indicado para o julgamento. Deus lhe responde mostrando a incoerência de estar preocupado com uma aboboreira.17 Jonas ora 2. o Espírito operou um arrependimento piedoso no coração do povo e eles responderam à mensagem de julgamento. desde a pessoa mais humilde até o rei. Quando Jonas se arrependeu.1-5 Deus ensina uma lição 4. Então. Ele. Jonas e os marinheiros acharam que esse seria o fim de Jonas. para secar o corpo morto de sede de Jonas.1-3 Jonas prega 3.10-16 O Senhor prepara uma grande peixe 1. O coração de Jonas ainda não está mudado. mas Deus havia preparado um grande peixe para engolir Jonas e. O Espírito de Deus não cessou sua obra. Sem dúvida. mas continuou a intervir na vida de Jonas e a induzi-lo a faze a vontade de Deus. Deus prepara um bicho pra comer o caule da aboboreira e a faz secar. mas estar totalmente despreocupado acerca do destino dos habitantes de Nínive.1-10 Uma segunda chance de levantar e ir é dada a Jonas 3. a quem Deus amava. Para seu espanto. ao trazer um vento calmoso. mais adiante.10 III. O Espírito Santo em Ação E Espírito de Deus inspirou Jonas a profetizar naquela terra e a sua posição seria recuperada por Israel. A renovação bem-sucedida 3. A retirada ordenada 1. o profeta se recusou a seguir a orientação do Senhor. o profeta concorda relutantemente em fazer a viagem e entregar a mensagem de Deus. Lá.1-3 “Levanta-te. Por que Deus teria misericórdia de pessoas que abusaram da nação de Israel? Talvez esperando que o arrependimento não tivesse sido genuíno. Deus usa esse tempo de esperar para ensinar uma valiosa lição a Jonas. Quando Jonas se recusou a aceitar esta obra divina.1-11 Jonas desgostou-se 4.25).10 O Senhor manda uma tempestade 1. Esboço de Jonas I. O retorno providencial 1. num lugar que fizesse sombra sobre a cabeça de Jonas.

a esperança foi estendida pra um restante a ser restaurado.7). até mesmo desejando sentar-se à mesa do réu e deixando seu povo levar qualquer queixa quanto ao modo que o Senhor Deus o tenha tratado (6. Miquéias viveu numa cidade localizada a cerca de 32 km a sudoeste de Jerusalém e profetizou principalmente naquela região. redimiu a Israel do Egito 96. Essa mensagem está focalizada num única pergunta central para toda a profecia: “Quem. 4.9) e furor (5.5. sua força (5. Além disso. no séc.9). Enquanto a Babilônia ainda não era um poder mundial que podia permanecer independente da Assíria. Mas.3).4). é semelhante a ti”. pressupõe uma semelhança com o Senhor: “Quem. e acontecimentos ocorridos sete séculos mais tarde atestam a autenticidade da profecia de Miquéias (Mt 2.13).7-8. bem como a face do Senhor (3.3-8. e Ezequias (716-686 aC). Acaz (731-716 aC). A esperança do povo de viver sob a completa bênção de Deus estava 72 . 7. Sua fidelidade compassiva a Abraão e aos pais (7.3. que não tem concorrentes no perdão dos pecados e na compaixão pelos pecadores. que ele até quis ir despojado e nu pra fazer com que sua mensagem fosse compreendida (1. uma data entre 704 e 696 aC parece ser provável. um profeta que morava no Reino do Norte.10. Miquéias foi.1).6-7. 7. Ambos concentraram seu ministério no Reino do Sul. que. o Senhor vem desde o templo da sua santidade.10). de acordo com sua própria declaração (1.4). embora o rei Ezequias tenha tido uma notável vitória sobre Senaqueribe e o exercito assírio. suas justiças (6.16. incluindo Samaria (Israel) e “as nações” no objetivo das sua profecias. que perdoas a iniqüidade e que re esqueces da rebelião do restante da tua herança?” (7. ó Deus. pois sua compaixão. Durante alguns anos.18) contra todas as formas de rebelião moral.3. 4. uma vez. seu louvor (2. A compaixão e a fidelidade do concerto são exclusivos a Deus.1-6. arrependendo-se de todo coração. Jotão (740-731 aC).12). Conteúdo O Livro de Mq é uma profecia acerca do Senhor. Na visão de abertura. 4. a não se que a nação se voltasse para Deus. Miquéias era tão sincero e completamente comprometido. seus caminhos (4. aquele que verdadeiramente se arrepende terá o Senhor como seu advogado de defesa (7. colega de Miquéias. Miquéias tinha de censurar a liderança da nação por destruir o rebanho que lhes foi confiado. 5. VIII aC. que seja desse cativeiro ou de um povo espiritualmente restaurado ( a igreja) nos dias do Messias (2. para ser testemunha contra o povo (1.12-13. 2. A “excelência do nome do Senhor” (5.13. Data Miquéias profetizou. Sua fidelidade compassiva mantém um concerto com Abraão e seus descendentes. Isso colocou a idolatria dos cananeus em disputa com a verdadeira adoração no templo do Senhor (1.13).33 .2).9) e sua conseqüente ira (7. é semelhante a ti. Judá. Um século depois.8. no começo da sua carreira. Jo 7. Entretanto. 4. seus pensamentos (4. assim como Isaías. muitos “altos” haviam sido introduzidos em Judá através da influência de Samaria. também.17-19).Miquéias Autor: Miquéias Data: Entre 704 e 696 Ac Autor Miquéias foi contemporâneo de Isaías. 7. ó Deus. a grande compaixão de Deus colore cada uma das sua atitudes e ações em relação ao seu povo. O Nome de Miquéias. 5.12-13. Judá estava presstes a cair. O Senhor libertaria o restante (2.41-43). irá também redimir Judá da babilônia (4.9).2). Miquéias mostra como essa degeneração espiritual levará inevitavelmente o julgamento sobre toda a terra. Visto que ele morreu durante a administração de Ezequias e antes da era que coincide em parte com Manassés (696-642 aC). representando-o como uma filha extraviada (1.A.18).5). durante os reinados dos reis do Sul.18-19) é um atributo precioso a que nenhuma deidade pode se igualar.2). o cativeiro babilônico (mais de um século depois) foi claramente predito como o julgamento de Deus contra a rebelião feita contra ele (1. E.15. sua profecia foi lembrada e citada (Jr 26.10.4).20) é atualizada a cada nova geração. Contexto Histórico No período entre o início do reino dividido de Salomão (Israel ao Norte e Judá ao Sul) e a destruição do templo. O fator mais notável no manejo do Senhor da sua causa é quão fundo ele foi para apresentar sua contenda (6.10.18).8).9. contemporâneo de Oséias. 7. A profecia de Miquéias produziu um impacto que se estendeu muito além do seu ministério local. 7.4) está caracterizada.10. A compaixão de Deus (7.

O episódio completo harmoniza-se belamente com a proclamação de Jesus acerca da liberdade aos cativos (Lc 4. 2. um restante dos cativos seria reunidos como ovelhas num curral. liberta os cativos espirituais e físicos.6-13 73 . desde os dias da eternidade.8). lançando-as nas profundezas do mar para que Deus possa perdoar os pecados e trocar o pecado pela verdade.20). O climax da profecia (7. Outra característica dessa profecia é que ela não pode se referir a apenas qualquer líder que possa ter sua origem em Belém.18-19). Suas palavras foram pronunciadas muitos séculos antes do acontecimento. ele é Aquele que “subjugará as nossas iniqüidade”. Depois que a terra deles havia sido corrompida e destruída.12-13). em seu amor. manteve-se proclamando aquele Dia e reino futuros como o acontecimento no qual o fiel devia por sua esperança. A dramática cinda do Senhor em Julgamento 1. apesar de não incluir o nome do Messias. sua unção (“na força do Senhor”).1-11 Sobre todos.1.1-2. Então. A profecia de Mq 5. num tempo quando Belém era pouco conhecida.18). As profecias posteriores afirmarão o aspecto pessoal da sua chegada em tempo histórico. Mq 5.2 é. Esboço de Miquéias Tema: Quem é como o Senhor? I. mais o versículo final (7.9-12 III. A vinda do reino universal do Senhor 4. em direção à liberdade. na verdade.4-5 afirma a condição de pastor de Messias (“apascentará o povo”).15 Atração de todas as nações pelo nome do Senhor 4. A primeira profecia messiânica ocorre numa cena de pastor de ovelhas.12-13 II. A expressão “a Palavra” do Senhor (4. o verdadeiro poder.7. Enquanto outros homens eram feitos corajosos pelos tóxicos para fabricar contos na forma de profecias.1-12 Sobre os líderes que consomem o povo 3. Deus.13 Sobre as cidades capitais de Samaria e Jerusalém 1. Ap 19.1-5 Compaixão sobre o povo dependente e rejeitado 4. messiânica (“Senhor em Israel”) e especifica seu lugar de nascimento em Belém.2) é um título aplicável a Cristo (Jo 1. enquanto.ligada à vinda de Messias. A condenação dos líderes feita pelo Senhor 3. porque ela iguala o Senhor com o Eterno: “Cujas origens são desde os tempos antigos.13). ele não tinha nenhuma sugestão do lugar a que recorrer.1. seu domínio universal (“porque agora será ele engrandecido até aos fins da terra”) e a sua posição como líder de um reino de paz (“E este será a nossa paz”).5-8 Sobre os oficiais: chefes.1-4 Sobre os profetas. O Espírito Santo em Ação Um referência singular ao ES ocorre no contraste feito por Mq da autoridade que está por trás de seu ministério com aquela dos profetas falsos de seus dias. Ela autentica a profecia bíblica como “a Palavra do Senhor” (1.1-9 Sobre as cidades localizadas a sudoeste de Jerusalém 1. Na expressão da misericórdia e compaixão divinas. E esse alguém é seu “rei” e “Senhor”.1-5. Mas a disposição de Deus para descer e interagir é estabelecida no princípio.2). explicitamente.2 é uma das mais famosas profecias de todo o AT. 4. exceto um restante liberto pelo Senhor 2. A profecia de Mq 5. exceto Miquéias 3. Cristo é o único a quem ela pode se referir.3-5). alguém quebraria o cercado e os levaria para fora da porta.” Esta profecia confirma tanto a humanidade quanto a divindade do Messias de um modo sublime. sua divindade (“na excelência do nome do Senhor”) e sua humanidade (“seu Deus”).10-16 Sobre os crimes que trazem ocupação estrangeira 2. O livro se inicia com uma grandiosa exposição da vinda do Senhor (1. sacerdotes e profetas 3. Cristo Revelado As profecias sobre Cristo fazem o Livro de Miquéias luzir com esperança e encorajamento. definitivamente refere-se a ele. (2. prevendo as glórias da sua graça a ser manifesta em Jesus. a força e justiça que estão por trás da mensagem de Mq vieram da sua unção pela “força do Espírito do Senhor” (3.

7-20 Apesar do julgamento temporário 7.6 V.1-7.1-5 Suas expectativas para uma reação apropriada 6.9-7.10—17 Por causa da sua incomparável compaixão 7.7-15 IV.7-9 Apesar dos inimigos do povo 7.O lugar de nascimento e a administração do Messias 5. A salvação do Senhor como a esperança do povo 7.1-6 A restauração de um restante num lugar sem ídolos 5.18-20 Índice 74 .6-8 Seu fundamento para o julgamento do ímpio 6. A apresentação da contenda do Senhor 6.6 O seu cuidado redentor na sua história 6.

localiza-se ao norte da Babilônia. Habacuque e Jeremias. descreve a ida da destruição para Nínive (2.9).16-18). Data Em Na 3. é o assunto da profecia de Naum. uma cidade da Galiléia. Semelhante a NôAmom. 75 . Tropas se espalharão. e alguns têm especulado. inundando a cidade e varrendo todos os poderosos. Documentos antigos atestam a crueldade dos assírios contra outras nações. e os povos que a Assíria fez outrora vítimas tão impiedosamente baatem palmas e celebram em resposta às boas-novas (3. portanto.1. seu veredicto de julgamento era inevitável (3. aconteceu em 612 aC.10). O terceiro capítulo forma a seção final do livro.11-13). A predição do juízo sobre Nínive forma uma mensagem de consolação para Judá (1. uma cidade culpada por espalhar o sangue inocente de outras pessoas. diz o Senhor dos exércitos” (2. É mais provável que sua mensagem tenha sido entregue pouco antes da destruição de Nínive.1).1-8). A queda do império Assírio.34 .4). Amom e Josias.13-15) e remover a ameaça de uma nova angústia (1. O julgamento de Deus parece excessivamente cruel.2-3. cujo clímax foi a destruição da cidade de Nínive.1-7). mas ele é justificado em sua condenação. vigorosa e figurada.8-10. mas de julgamento para o ímpio. uma cidade egípcia que sofreu queda. o profeta é judicial em seu estilo. até mesmo a natureza treme diante dele (1. Seu território. porque “Eis que eu estou contra ti. apesar de numerosos aliados e fortes defesas. significa “Aldeia de Naum”. Ele profetizou a Judá durante os reinados de Manassés. Ele era uma cidade conhecida pela mentira.15) A segunda seção principal. O juízo que cai sobre o grande opressor do mundo é o único motivo para o pronunciamento de Naum. Sua identificação como um “elcosita” não ajuda muito. Seus contemporâneos foram Sofonias.6). sua paciência não pode ser admitida sempre. Conteúdo O livro de Naum focaliza-se num único interesse: a queda da cidade de Nínive. visto que a localização de Elcose é incerta. Embora Deus nunca seja rápido em julgar. cujo nome significa “confortador” ou “cheio de conforto”. se mudou com o passar dos anos por causa das conquistas e derrotas dos seus governantes. Tal vício era uma ofensa a Deus. os líderes sucumbirão e o povo se derramará pelos montes (3. celebrando o abuso e a tortura que eles impuseram sobre os povos conquistados. Três seções principais. talvez quando os inimigos da Assíria estavam colocando suas forças em ordem de batalha para o ataque final. entre e além dos rios Tigre e Eufrates. Os reis assírios vangloriam-se de sua brutalidade.19). havia sido uma nação próspera durante séculos. que foi destruída em 663 aC. quando o profeta Naum entrou em cena. Tentativas de defender a cidade contra seus atacantes serão em vão. porque o Senhor já decretou a queda de Nínive e a ascensão de Judá (2. falsidade rapina e devassidão (3. mas sem prova concreta. a não ser pelo breve título que inicia sua profecia. O covil do leão poderoso será desolado. abrangem a profecia. tão proeminente no ministério de Jesus. Conseqüêntemente. e.Naum Autor: Naum Data: Pouco antes de 612 aC Autor Naum.7). As portas do rio se abrirão. incorporando antigos “oráculos de julgamento”. visto que ele olha para trás para um e à frente para outro.8). Na sua condição de miséria e aflição (1. o profeta narra o destino da cidade egípcia de Tebes. A linguagem é poética. correspondentes aos três capítulos. Nínive era uma “cidade ensangüentada” (3. A queda de Nínive. é desconhecido. em 612 aC. Carfanaum. ao redor da qual todo o livro gira. Nínive não pode escapar do julgamento divino (3. O julgamento de Deus sobreveio. Toda a Terra está sob o seu controle. Contexto Histórico O reino dos assírios. 5-7). outros fugirão com terror (2. toda a força e autoconfiança se consumirão (2. sublinhando a intensidade do tema com o qual Naum luta. e o palácio se derreterá (2.14-15). A profecia de Naum deve ser datada entre esses dois acontecimento.12). quando ele aparece em poder.A.1-3). A primeira descreve o grande poder de Deus e como aquele poder opera na forma de proteção pra o justo. Os tesouros preciosos serão saqueados (2.9). Judá podia facilmente duvidar da bondade de Deus e até mesmo questionar os inimigos de seu povo (1. O povo de Nínive será levado cativo (2. que seu nome deriva do profeta.

impelindo e punido de acordo com a vontade de Deus.15 A vingança de Deus 2. Deus usa agentes humanos para executar seu julgamento.2-6 A bondade de Deus 1. O ES funciona aqui como o Revelador.19 Índice 76 .8-14 A alegria de Judá 1.1-13 A destruição de Nínive 2. Aquele que abre pra Naum o drama que revela diante e comunica a mensagem do Senhor que ele está encarregado de entregar.7 O julgamento de Nínive 1. mas atrás disso tudo está a obra do seu Espírito. O cabeçalho do livro descreve-o como “visão de Naum “ (1.1-12 A declaração do Senhor 2.1-15 O zelo de Deus 1.1-4 O cerco de Nínive 3. a obra do Espírito na produção da profecia e na direção dos acontecimentos descritos no livro deve ser admitida. instigando. juntam suas forças contra os assírios e saqueiam a cidade. O veredicto de Deus 1. A vitória de Deus 3. O ES também deve funcionar como o Grande Instigador na queda de Nínive. Todavia. o Senhor convocou suas tropas e as levou para a batalha vitoriosa. os medos e os citas.O Espírito Santo em Ação Nenhuma referência especifica acerca do ES ocorre no Livro de Naum.1-19 Os pecados de Nínive 3. Os inimigos.1). dentre eles os filhos da Babilônia. Esboço de Naum I.13 IV. Título II. Pela obra do Espírito.5-18 A celebração sobre Nínive 3.

Quão diferente é a cena nos três últimos versículos do livro (3. Destruição.. suas mãos não se manifestam. dessa maneira encorajando-os nos tempos de crise nacional. Seu país havia caído do auge das reformas de Josias para as profundezas do tratamento violento de seus cidadãos. O contexto aqui é o grande poder de Deus manifestado em favor do seu povo. dos vales aos montes altos. Estas palavras e frases descrevem a cena: “iniqüidade. A diferença entre o início do Livro (1. Ele não consegue pensar em nada além da iniqüidade e da violência que ele vê entre o seu povo. A lei se afrouxa.35 . Sai o juízo pervertido”. mas seus pensamentos estão nas coisas do alto. Ele é a fonte da alegria e força do profeta. através de um Rei davídico.19).. Me alegrarei no Senhor.18. com a Babilônia levantando-se em ascensão sobre a Assíria e Egito.. pois ele percebe que Deus tem interesse em suas criaturas. em 612 aC e a queda de Jerusalém.17-19)! Tudo mudou.. fortalecido por ele para sua difícil tarefa.. provavelmente. A sentença nunca sai. Jeová. O profeta está imbuído de um senso de justiça.. a promessa é para proteção física em tempo de grande sublevação. Vexação.2). Andar sobre as minhas alturas” (3. Embora Hc se dirija a Deus (1. medidas opressoras contra o necessitado e a ruína do sistema legal. o Livro de Hc demonstra essa renovação evangélica. Habacuque . que foi predita. por isso mesmo. Para o profeta. e eles viverão.19). contando sobre a trajetória de um homem da duvida à adoração. nem ansioso por causa das circunstâncias. Questões temporais não mais ocupam seus pensamentos. ou “abraçando outros”..13 ligam a idéia de salvação com mo ungido do Senhor. Gl 4. foi dado a ele o nome de “Jesus” como a 77 . tenha escrito durante o intercalo entre a queda de Nínive.. e Cristo “o ungido”. Ele também aprendeu a necessidade de levar as questões mais importantes sobre a vida para Aquele que criou e redime a vida.. As raízes hebraicas dessas palavras refletem os dois nomes do nosso Senhor: Jesus.4).. aquele remanescente justo cujo Deus é o Senhor.A. O profeta não é mais controlado.. Os homens estão na direção... Contenda.. A ameaça de invasão do Norte foi adicionado à desordem interna de Judá. O mundo localizado ao redor de Judá estava em guerra. Cristo Revelado Os termos usados em Hc 3. Quando a invasão. pela sua fé.. está este nítido credo da fé: “O justo. Litígio. Se o centro do evangelho é a mudança e a transformação. Assim. ele crê que Deus se retirou do cenário da terra: as palavras de Deus foram esquecidas. o Senhor. que significa “salvação”. Hc descobriu que ele foi feito para algo acima: “E me fará andar sobre as minhas alturas” (3.17-19) é impressionante. E eles agem como seria esperado que agissem os homens sem o controle de Deus.4).19. Para os escritores do NT. e os homens vis. também. será liberto. desse modo. Contexto Histórico Habacuque viveu durante um dos períodos mais críticos de Judá. Nos primeiros quatro versículos. em 586 aC. tais como Pauo e o autor de Hebreus. O ímpio cerca o justo. Conteúdo O Livro de Hc dá um relato de uma jornada espiritual. No centro da mudança e no centro do livro. da dúvida à confiança..3...1-4) e o final do livro (3. As palavras do último parágrafo contrastam vividamente com aquelas no primeiro: “.. Ao invés de estar sendo regido por considerações mundanas. A notação musical encontrada em 3. Violência... Hc foi da queixa à confiança. exultarei no Deus da minha salvação. Deus não pode ser encontra em lugar algum.. pois sua visão foi elevada. o qual não o deixará ignorar a violenta injustiça existente em volta dele.. que lhes traria libertação dos seus inimigos. cuja confiança e dependência estão nele. é a minha força. essa afirmação de fé confiante se torna uma demonstração do poder do evangelho para dar a segurança da salvação eterna.. pelas forças estrangeiras se tornar uma realidade. Hc fixou sua esperança em Deus. Hc é oprimido por circunstância existente ao redor dele. do homem a Deus . viverá (2.Habacuque Autor: Habacuque Data: Cerca de 600 aC Autor O nome “Habacuque” significa “abraço” ou significando que ele foi “abraço por Deus” e. pode indicar que Habacuque era qualificado para liderar a adoração no templo como um membro da família levítica. Pés como os das cervas. O Messias veio no tempo determinado (2.

1-17 Uma pergunta acerca da preocupação de Deus 1. Esboço de Habacuque I.. pela sua fé.1617). que é Cristo. As perguntas de Hc 1. Cristo é a resposta para as necessidades humanas.3-11 3) O poder contra as nações 3.12-16 A fé do profeta 3.12-17 II. contudo. Enquanto Hc espera pela resposta às suas perguntas. Gozo” (Gl 5.1-11 1) A pergunta declarada: “Por que Deus não faz alguma coisa? 1.19 Índice 78 .22).5-20 III. O Espírito Santo em Ação Nenhuma referência especifica acerca do ES ocorre no Livro de Hc. o relacionamento com Deus e a esperança para o futuro.2-3 2) A verdade central para os crentes 2. bem como apresenta a solução para sua situação presente: “ O justo.1-16 1) Um grito de misericórdia 3. ele.1-2 2) O poder da natureza 3.4). O Apóstolo Paulo vê essa afirmação da Hc como a pedra fundamental do evangelho de Cristo (Rm 1. A resposta de Deus 2.1-20 O profeta à espera 2.1-19 O poder do Senhor 3. nos lembrando que “o futuro do Espírito é.17-18 2) Confiança por causa de Deus 3. o Salvador. À medida que o profeta examina a destuição causada pelos exércitos invasores..11).17-19 1) Confiança apesar das circunstâncias 3.profecia pré-natal de seu ministério (Mt 1.6-11 Uma pergunta acerca dos métodos de Deus: “Por que Deus usa ímpios?” 1.21). expressa uma alegria inabalável que nem mesmo um desastre de tão ampla escala pode roubar dele. o Senhor (Lc 2. incluindo a purificação do pecado.1-5 2) A resposta dada: “Porque eis que suscito os caldeus” 1. Deus lhe concede o presente de uma verdade que satisfaz suas ansiedades não-expressas. e nasceu “na cidade de Davi. existem sugestões da sua vida operando no profeta. A oração de Hc 3.2-20 1) O alcance da resposta 2. viverá” (2.4 3) As conseqüências da verdade para os incrédulos 2.1 A resposta do Senhor 2.

2. Cl 3.3. mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”. porque já estais mortos. Sofonias foi contemporâneo ao rei Josias e seu parente distante. é repetida na promessa de 2. O golpe final ao seu poder veio com uma revolta de uma Babilônia em ascensão. Sofonias foi o último profeta a escrever antes do cativeiro. A verdade da Páscoa no Egito. Todavia à medida que o jovem Josias foi tomando conta das rédeas do governo. que o rei Manassés . Sf está apavorado com o fato de que. mas também as práticas religiosas. Ele se indentificou melhor do que qualquer outro dos profetas menores. 2) um apelo ao arrependimento. Conteúdo Sofonias considerava o desenvolvimento político de Israel. Contexto Histórico Aproximadamente 100 ano antes dessa profecia. o julgamento universal do pecado. ele entende que Deus usa governos estrangeiros pra levar julgamento sobre se rebelde povo escolhido. Data Sofonias dá o período de tempo geral do seu escrito como sendo “nos dias de Josias.12). Sob o reinado de Manassés e do rei Amom. Falando como um oráculo de Deus. que resultou.A. Os escritos de Sofonias tem três componentes: 1) o pronunciamento de um julgamento específico e. quando Sofonias escreve a respeito de Jerusalém (1. à entrada da Casa do Senhor (2Rs 23. remontando sua linhagem quatro gerações até Ezequias. construiu altares para adoração do sol. finalmente. novamente. onde aqueles que foram encobertos pela marca de sangue nas portas foram protegidos do anjo da morte. De acordo com o arranjo das Escrituras hebraicas. O povo havia sido levado cativo.16-17) está relacionado com a Obra de Jesus. rei de Judá” (1. A religião astral se torno tão popular. tributos haviam sido pagos para se evitar que a Assíria invadisse o Reino do Sul. a ameaça assíria foi diminuindo. lua . um bom rei que levou o povo de volta a Deus durante o tempo do profeta Isaías.15). e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. freqüentemente. pai do rei Josias.” O regozijo sobre um restante salvo (3. 3) uma promessa segundo a qual o restante que fez de Deus seu refúgio será salvo.Sofonias Autor: Sofonias Data: Cerca de 630 aC Autor O nome “Sofonias” significa “O Senhor escondeu” .7) A figura de um alegre Redentor que aguarda receber os seus é. o Reino do Norte ( Israel) havia sido derrotado pela Assíria. porque Deus é justo e deseja perdoar.10-11).18). há uma possibilidade que eram amigos. A aliança com a Assíria não somente afetou a Judá politicamente . indicam que ele havia crescido lá.2-3 explica esse aspecto do ministério de Cristo: “Pensai nas coisas que são de cima e não na que são terra. na destruição de Nínive. signos do zodíaco e todos os astros dos céu. a maioria dos estudiosos estabelece a data dos ecritos entre 630 3 627 aC. Seus contemporâneos incluem Jeremias e Naum. foi um profeta de Judá.36 .11). após a catástrofe das tribos do Norte. e a terra havia sido recolonizada por estrangeiros.1). Ele disse: “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende. onde aqueles mansos da Terra que preservaram a justiça de Deus serão encoberto no Dia da ira do Senhor. filho de Amom. Proteção oficial foi dada em Judá para as artes mágicas e adivinhados e encantadores. sociais e de comportamento da Assíria impuseram sua tendências em Judá. Cristo Revelado O significado do nome de Sofonias “ O Senhor Encobriu” conduz ao ministério de Jesus.13. (Lc 15. de Judá e todas as nações circunvizinhas da perspectiva de que o povo devia aprender que Deus estava envolvido em todos os assuntos da história. O auge da reforma de Josias foi nos anos 620. o povo de Judá ainda mantinha a absurda noção de que Deus fosse incapaz de fazer bem ou mal ( 1. descrita em Hb 12. A adoração da deusa– mãe da Assíria se tornou uma prática que envolvia todos os membros das famílias de Judá (Jr 7. Visto que a queda de Nínive em 612 aC ainda não havia acontecido (2. cerca de 640 a 609 aC. 79 . A intimidade de emoção bom como a familiaridade de lugar. estrelas.

12-13 II.1 A identificação do autor 1. O dia do Julgamento contra Jerusalém 3. antes que venha sobre vós a ira do Senhor”. no meio dela 3. (2.13-15 V. Antes que saia o decreto.14-18 Próximo e se aproxima rapidamente 1.3 IV.15-16 A terra inteira para ser destruída 1. porque já o príncipe deste mundo está julgado (Jo 16..8-9 Contra os líderes do comércio 1. o ES tem estado proclamando ao mundo.4-15 O Senhor se regozijando 3. Esboço de Sofonias Introdução 1. para que todos invoquem o nome do Senhor.12 Aos do Norte—Assíria 2.1 I. Desde a sua vinda.9).8-11).4-15 Aos da borda do Mar—filisteus 2.1-7 Contra os líderes 3. e os inimigos são exterminados 3.8-11 Aos do sul—Etiópia 2.10-11 Contra os descrentes 1. O dia do julgamento contras as nações circunvizinhas 2. O dia do julgamento contra Judá 1.8-13 Os juízos são afastados. para que o sirvam com um mesmo espírito (3.14 Um dia de indignação 1.1-2).6-7 VI.1-4 O Senhor é justo.1-2 Um chamado pra buscar o Senhor 2.O Espírito Santo em Ação Jesus disse que uma das obras do ES seria convencer o mundo do julgamento.2-3 Contra os líderes religiosos 1.1 O tempo do escrito 1. como Sofonias fez: “Congrega-te.4-7 Contra os líderes políticos 1.16-17 O povo restaurado 3..1-3 Um chamado para congregar 2. e o dia passe como a palha. Um chamado ao arrependimento 2. Um remanescente fiel 3. Uma obra mais prazerosa do Es é encontrada na promessa de que Deus irá restaurar nos lábio puros.18 III.5 Jerusalém não mudou 3.8-20 Falar com pureza e honestidade 3.2-13 O julgamento sobre toda a criação 1.4-7 Aos do oriente—Moabe e Amom 2.18-20 Índice 80 . O dia do Senhor 1.

um contemporâneo de Zacarias. precisa entender que Deus irá aceitar o que eles fazem a fim de que Deus seja glorificado.12-13) acerca das coisas limpas e imundas e da influência deles sobre a outra. Isso localiza Ageu na história em 520 aC. A outra chave para combater o mal é para os construtores saberem que eles estão construindo para o dia em que Deus encher essa Casa com a glória que será maior do que a Glória do templo de Salomão (2. Por hora. que governou a Pérsia de 522 a 486 aC.4). A presença dele irá fazer com que a memória do glorioso templo de Salomão decaia. que liga esse livro. A aplicação é obvia: Não espere que o trabalho de três meses desfaça a negligência de dezesseis anos. o ministério de Ageu e o de Zacarias fizeram com que o povo se reanimasse e completasse a tarefa em cinco anos. O terceiro problemas: Insatisfação (2. seu Filho Jesus Cristo. Após um transtorno entre os povos da terra.9).A. A primeira é 2. basta ao povo esforçar-se e trabalhar (2. no mais importante Filho de Zorababel. Eles haviam começado bem. que começa explicando que o Deus irá fazer no novo templo um dia ganhará uma atenção internacional. indicando que a benção final. ao primeiro do NT: Zorobabel é uma pessoa listada nas genealogias de Jesus.5-6). O templo reconstruído foi dedicado em 515 aC Conteúdo O livro de Ag trata de três problemas comuns a todos os povos em todos os tempos oferecendo soluções inspiradores. porque eles tinham abandonado a Casa de Deus e ido para sua própria casa (1. Deus fala duas vezes ao povo. Lc 3). a outra trata de uma solução a longo alcance. a maior delas. O povo precisava entender que as bênçãos de Deus não podem ser ganhas como pagamento. Cristo Revelado Duas referências a Cristo no Livro de Ag são destacadas. para que somente a glória de Cristo permaneça. mas vão como dádivas graciosas de um Deus doador. o povo. eles precisam perceber que são infrutíferos (1.23).Ageu Autor: Ageu Data: Cerca de 520 aC Autor Ageu. ele foi o mensageiro do Senhor. O Segundo problema: Desencorajamento (2. perto do final do AT. A resposta dos sacerdotes é que a imundície é infecciosa. cujo nome significa “Festivo”.6-9. isto é. O primeiro problema: o desinteresse (1. durante o segundo reinado do rei Dario. para reconstruir o templo do Senhor. A construção havia cessado. todavia quando os inimigos zombaram dos esforços dos construtores . foi um dos profetas pós-exílicos. Contexto Histórico Ageu em 520 aC.23. finalmente. uma vez que o próprio resplendente Príncipe da Paz estará lá. Jesus. 81 . Data O ministério de Ageu cobriu um período de um pouco menos de quatro meses. enquanto a santidade não é. Após ver seu problema. Notar o nome de Zorobabel em ambas as listas genealógicas dos Evangelhos (Mt 1.8).10-23) Agora que o povo está trabalhando. é uma Pessoa. Mas. para representar a natureza do servo a ser cumprida. Primeiro.19). O livro finaliza com uma menção de Zorobabel. com a mensagem do Senhor. Em encorajador cuja palavra estava em sintonia com o coração do povo e a mente de Deus. Ageu tinha as qualidades de um bom pastor. Todo esforço deles para construir seu próprio reino nunca produzirá resultados permanentes. o fundamento para a Casa do Senhor no ano seguinte. as nações serão levadas ao templo para descobrir o que elas estavam procurando: Aquele que todas as nações desejaram será mostrado em esplendor no templo. Então o profetas vai com uma pergunta aos sacerdotes (2. então.1-15) Para despertá-los da sua atitude de indiferença. A próxima palavra do Senhor ao povo é uma surpresa: “Mas desde este dia vos abençoarei” (2. então.7-9). A solução tem duas partes: uma trata do problema urgente. se eles entregarem a ele o que eles têm (1. ajuntou aos exilados que haviam retornada à sua terra natal em 536 aC.37 . Junto com a glória da presença de Cristo virá grande paz. eles esperam uma inversão imediata de todos os seus anos de inatividade. Deus escolheu Zorababel para ser um anel de sela (2. A segunda referência á vinda do Messias é 2. construindo um altar e oferecendo sacrifícios. levando ao seu grupo desanimado a segurança da presença de Deus. estabelecendo.1-9) Ageu leva uma mensagem destinada a tratar decisivamente do desencorajamento.

10-19 Uma promessa para Zorobabel 2.1-6 Considerai o que devíeis fazer: edificar a Casa de Deus 1.1-15 Considerai o que tendes feito: negligenciastes a Casa de Deus 1. Os versículos anteriores mostram o povo de Deus desencorajado.6-9 III.” Ag 2.4-5 A glória vindoura do novo templo 2.” No centro do concerto de Deus com seu povo.20-23 Índice 82 .12-15 II. agora.5. está a constante operação do ES. O v. que o novo templo vai substituir.” A motivação para fazer isso também está mencionada: “Porque eu sou convosco. então explica como o ES vai interagir com o espírito do povo. Esboço de Ageu I. Portanto: “não temais.1-3 Chamado para esforçar 2.” A presença do ES remove o medo do coração do povo de Deus. “segundo a palavra que concertei convosco. construindo com o glorioso templo de Salomão.10-23 Um pergunta aos sacerdotes 2. a fim de que eles possam se mover corajosamente no cumprimento da comissão divina. A palavra do Senhor a eles é: “Esforça-te. operando para os libertar do medo. E esforçaí-vos.O Espírito Santo em Ação Uma breve mas bonita referência ao ES é encontrada em 2. A terceira mensagem do Senhor: Eu vos abençoarei 2.7-11 Os resultados de considerar vossos caminhos 1. A primeira mensagem do Senhor: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos 1.1-9 A comparação do novo Templo com o templo de Salomão 2. enquanto comparam o templo que eles estão. a fim de ter o trabalho concluído..” O ES é um dom constante para o povo de Deus: “E o meu Espírito habitava no meio de vós.5.. A segunda mensagem do Senhor: Esforçaí-vos e trabalhai 2. 5 inclui estes importantes pontos: O ES é uma parte vital no concerto de Deus com o seu povo.

14). filhos de Ido. enquanto o profeta ainda era um jovem (2.38 . Deus usa a ocasião de uma questão sobre o jejum para reforçar sua ordem para justiça e juízo.4-11).A. Rapidamente.12). reconstruíram o altar e iniciaram a construção do templo. Zacarias encorajou o povo de Deus indicando-lhe um dia. A Visão dos quatros chifres e dos quatro ferreiros trazem à memória o julgamento de Deus. como o homem cujo nome é Renovo (6. ele foi chamado para despertar os judeus que retornaram. fielmente. um contemporâneo de Ageu. para substituir as formalidades religiosas. referido como o mais messiânico de toso os livros do AT. e como o verdadeiro Pastor (11. cujo nome significa “O Senhor se Lembra”.4). Ele dá um expressivo 83 . dois meses após Ageu haver completado sua profecia. As visões são seguidas por uma cena de coroação na qual Josué é coroado tanto como rei como sacerdote. O livro está repleto de referências de Zc à palavra do Senhor. o Renovo (3. O profeta não entrega sua própria mensagem. às vezes. As profecias que abrangem o Livro de Zacarias foram reduzidas à escrita entre 520 e 475 aC. Ele profetizou que o Messias virá como o Servo do Senhor. então. para completar a tarefa de reconstruir o templo (ver Ed 6. Zacarias é citado mais do que qualquer profeta. (Estudos das últimas coisas) Cristo Revelado Zacarias é. Conteúdo O livro de Zc começa com a veemente palavra do Senhor para o povo se arrepender e se voltar novamente para seu Deus. em 518 aC. A visão da mulher num efa significa a santidade de Deus e a remoção do pecado. ele era de umas das famílias sacerdotais da tribo de Levi.13 pode indicar que os caps. Ele é um dos mais messiânicos de todos os profetas do AT.8). Os caps 9-14 sãos as seções mais citadas dos profetas nas narrativas dos Evangelhos. tanto como Rei como sacerdote 96. Com Ageu. A visão grandiosa do castiçal todo revestido de ouro entre os vasos de azeite assegura a Zorobabel que os propósitos de Deus serão cumpridos somente pelo seu Espírito. Como filho de Baraquias. quando o Messias reinaria de um templo restaurado. O povo é chamado para se arrepender de sua apatia e completar a tarefa que não foi terminada. mas ele. Os caps 9-14 Contêm muita escatologia. a apatia se estabeleceu. foi um dos profetas pós – exílicos.13). A visão dos primeiros capítulos foi dada. Cerca de cinqüenta mil pessoas retornaram para Jerusalém sob a liderança de Zorobabel e Josué. Os caps 7-8 ocorrem dois anos mais tarde. Zacarias e Ageu persuadiram o povo a voltar ao Senhor e aos seus propósitos para restaurar o templo. No apocalipse. Deus. finalmente foram capazes de conseguir uma ordem do governo da Pérsia para interromper a construção. Isso é poderosamente um simbolismo da vinda do Messias. numa cidade restaurada. assegura ao seu povo o seu amor e cuidado por eles. estavam entre os mais pobres dos judeus cativos. exceto Ezequiel. Nos caps 7-9. A referência à Grécia em 9. aparentemente. Contexto Histórico Os exilados que retornaram à sua terra natal em 536 aC sob o decreto de Ciro.Zacarias Autor: Zacarias Data: 520—475 aC Autor Zacarias. A visão do rolo voante emite o pronunciamento de Deus contra o furto e contra o juramento falso. quando a Grécia substituiu a Pérsia como o grande poder mundial. através de oito visões. à medida que eles foram cercados com a oposição dos vizinhos samaritanos. Durante cerca de doze anos a construção foi obstruída pelo desânimo e pela preocupação com outras atividades. dado referências distintas e comprovadas sobre a vinda do Messias. 9-14 foram escritos depois de 480. que. Avisão do homem e dos cavalos lembra ao povo o cuidado de Deus. existe uma olhada apocalíptica na vele e pacífica cidade de Deus. Logo. Data O ministério de Zacarias começou em 520 aC. transmite a mensagem dada ele por Deus. A visão dos quatro carros retrata o soberano controle de Deus sobre a Terra. A Visão do homem com um cordel de medir. todavia.

17 A Segunda profecia: O Messias Reina 12. profetizou sua definitiva recepção pela cada de Davi. Um dos versículos mais dramáticos das Escrituras proféticas é encontrado em 12.10.7-6. Ritual religioso ou arrependimento verdadeiro ? 7. quando.6. Mc 11.1-14 O rolo voante 5. O triunfo de Sião 8.1-23 A primeira profecia: O Messias rejeitado 9.12-13).1-6 II. quatrocentos anos antes do acontecimento (ver Mt 21. a quem traspassaram.testemunho sobre a traição de Cristo por trinta moedas de prata ( 11.” Jesus Cristo. As oito visões 1. 2) que o ES removerá cada obstáculo que está no caminho.21 Índice 84 . A entrada triunfante de Jesus em Jerusalém é descrita com detalhes em 9.1-23 VI. mas pelo ministério do ES. que impede a conclusão do templo de Deus.9.4).1-13 O sumo sacerdote 3. Zorobabel é confortado na segurança de: 1) que a reconstrução do templo não será por força militar ou por proeza humana. A coroação do sumo sacerdote 6. Esboço de Zacarias I.1-11.7-17 Os quatro chifres e o ferreiro 1. na maioria dos manuscritos a primeira pessoa é usada: “E olharão para mim. O Espírito Santo em Ação O versículo mais freqüentemente citado do AT em referência à obra do ES é 4.1-14 V. Essas palavras foram transmitidas pelo ES. pessoalmente.15 O homem e os cavalos 1. O chamado ao arrependimento 1.10).4.9-15 IV.1-8 III. seus sofrimentos (13.18-21 O homem com um cordel de medir 2.1-4 A mulher no meio do efa 5. sua crucifixão (12.1-14.7) e sua segunda vinda (14.1-10 O castiçal e o vaso de Azeite 4.5-11 Os quatro carros 6.7-10). Um triste comentário em 7. Duas referências a Cristo são de profundo significado.12 recorda ao povo sua rebelião contra as palavras do Senhor pelos profetas. A restauração de Sião 8.

O Espírito Santo em Ação A Obra do ES em Malaquias é evidente na sua pessoa e no ministério profético. num período de uns mil anos. a traição dos sacerdotes leigos no divórcio de esposas fiéis e casamento de mulheres pagãs que praticam adoração de ídolos. Este é o fundo paras as reprovações e exortações que se seguem. Elias (João Batista). permitindo a ele proclamar com clareza e fervor a sua visão da vinda de Cristo. Primeiro. censura as práticas não-religiosas do povo. Contexto Histórico Como já foi mencionado. castigado. mas. Seus escritos demonstram que ele foi um profeta dedicado— Uma pessoa nitidamente em sintonia com o ES. em termos não –ambíguos. provavelmente. Malaquias é o último de muitos homens divinamente inspirados que. Como tal. O uso de várias palavras persas no texto e a referência a um templo reconstruído (1. ele salienta. “o Sol da Justiça. a não ser que eles se arrependam. além disso. usando o pseudônimo Mal’aki (“Meu mensageiro”). O profeta mostra que eles provocam muita queda no pecado. que dura para sempre. é melhor considerar o livro como escrito pelo próprio profeta. de seus escritos. sua recusa da justiça de Deus e sua defraudação ao Senhor. predisseram a vinda do Justo. outorgou a ele o privilégio de levar a linhagem de profetas escritores fiéis e dedicados a um término. além disso. podemos aprender que ele teve um grande amor pelo povo de Judá e pelas cerimônias do templo. O profeta. Cristo Revelado No último livro do AT. o profeta salientam o desdém aberto e arrogante dos sacerdotes pela Lei e sua influência negativa sobre o povo. devido à sua misericórdia. quando ele aparecer?” (3. Conteúdo Na sua declaração de abertura.Malaquias Autor: Malaquias Data: Cerca de 450 aC Autor Embora alguns atribuam Malaquias a um escritor anônimo. um triunfo vitorioso (4. Isso é seguido por uma súplica fervorosa para vigiarem suas paixões e serem fieis às esposas da sua mocidade. Ele foi. Data A falta de menção de qualquer rei ou de incidentes históricos identificáveis torna a datação um tanto difícil. um contemporâneo de Neemias. Essa declaração conclui o AT e o liga à boas-novas da provisão de Deus no Sol da Justiça descrita no NT.1). considerado por alguns ter sido Esdras. “Quem subsistirá.10) tornam a data pós– exílica simultânea com Neemias mais provável ( cerca de 450 aC).39 .1) nascerá e salvação trará debaixo das suas asas”.2). ele os adverte de que o Senhor não será um espectador inativo. Depois. sobre o Mensageiro do concerto e o grande e terrível dia do julgamento divino. mas. dadas a eles pelo Senhor. Malaquias continua a descrever o tipo original do sacerdócio. no qual o justo será galardoado. O ES. e o ímpio. por suas próprias forças pode. mas. ele podia ser efetivamente usado para advertir o povo sobre seu comportamento pecaminoso e persuadi-lo a conformar sua vida com a lei do Senhor. para aqueles que temem ao Senhor.2) Ninguém . Aquele dia será um tempo de julgamento. por reterem os dízimos e as ofertas exigidas. Jesus (3. nós encontramos claras elocuções proféticas com respeito ao repentino aparecimento de Cristo—o anjo do (novo) concerto (3. Finalmente.A. Portanto. Malaquias não é mencionado em mais nenhum lugar na Bíblia. Ele profetiza sobre o Sol da Justiça. mas também explicaram detalhadamente ao povo seus pecados e os advertiram a respeito do justo julgamento de Deus. 85 . Não somente eles profetizaram acerca da vinda do Messias. ele exorta o povo a observar as Leis dadas a Israel através de Moisés e promete a vinda do Messias e do seu precursor. serão castigados severamente. Malaquias salienta o amor imutável de Deus por seu povo. isto é. Numa linguagem fervorosa e brilhante.

Bênção no dar 3.3 VII. O dia do Julgamento 2.9 III.2-5 II.17-3-5 V. O amor do Senhor por Israel 1.6-12 VI. A infidelidade do povo 2. O destino do ímpio e do Justo 3.4-6 Índice 86 .Esboço de Malaquias O Título 1.6-2.13-4. Exortação e Promessa 4. O fracasso dos sacerdotes 1.10-16 IV.1 I.

15-20).13. O Evangelho de Mt pode ter servido como manual de ensino para a igreja antiga. que agrupa os ensinamentos e atos de Jesus em cinco partes. como possibilitou-lhe interpretar tanto sua missão de redenção (como em 17. Jesus tem um relacionamento direto e sem mediação com o Pai (11. Cada divisão termina com uma fórmula como: “Concluindo Jesus estes dircusos. 18. Líderes da igreja do Séc.” (7.1). O termo não somente permitiu a Jesus evitar mal-entendidos comuns originados de títulos messiânicos populares.28. introduzindo muitas delas com a fórmula “para que se cumprisse”.12-20). No Evangelho. 16. A primeira parte (caps. Cristo Revelado Este Evangelho apresenta Jesus como o cumprimento de todas as expectativas e esperanças messiânicas. o apóstolo e antigo cobrador de impostos. 26.Mateus Autor: Mateus Data: Cerca de 50—75 dC Autor Embora este evangelho não identifique seu autor. testemunham desde cedo a existência e o uso de Mt. A não ser no início e no final do Evangelho.1. que é chamada a viver nova ética do Reino dos céus.. Os caps.14). A Quarta parte ( 13. 87 . Conteúdo O objetivo de Mt é evidente na estrutura deste livro. Como o Filho. 24. Jesus normalmente faz alusão a si mesmo como o Filho do Homem.20) detalha acontecimentos e ensinamentos relacionados à crucificação. A Segunda parte (8. 26.46) narra a viagem final de Jesus a Jerusalém e revela seu conflito climático com o judaísmo. 24-25 contêm os ensinamentos de Jesus relacionados à últimas coisas. Mt estrutura cuidadosamente suas narrativas para revelar Jesus como cumpridor de profecias específicas. A tradição diz que. 3. 19. Data Evidências externas.. No prólogo (1.12. como citações na literatura cristã do Séc I. Jesus declara: “a igreja” como seu instrumento selecionado para cumprir os objetivos de Deus na Terra (16.23. 11. ele impregna seu Evangelho tanto com citações quanto com alusões ao AT.28.1-2.53. A quinta Parte (19. A Terceira parte (11.28.22. Mt apresenta Jesus como o Senhor e Mestre da igreja.27).N. 13. 20. e várias declarações em sues escritos indicam uma data entre 60 e 65 dC.24) quanto seu retorno na glória (como em 13. em conexão com a resposta humana necessária.128. Pouco se sabe sobre ele. Mt mostra que Jesus é o Messias ao relacioná-lo às promessas feitas a Abraão e Davi.1-11. Portanto. mas foi planejada para mostrar que o Judaísmo encontra o cumprimento de suas esperanças em Jesus.18.17. 19. a nova comunidade.53-18.16). no qual Jesus descreve como as pessoas devem viver no Reino de Deus.1) reproduz as instruções de Jesus a seus discípulos quando ele os enviou para a viagem missionária. incluindo a surpreendente Grande Comissão (28. 16. que é a garantia da presença viva de Jesus. nos quinze anos após ressurreição de Jesus.35) o principal discurso aborda a conduta dos crentes dentro da sociedade cristã (cap 18).41.1-25.44.15.30. 3-7) contém o Sermão da Montanha. retrata a realeza de Jesus e sublinha a importância dele para os gentios. O nascimento de Jesus salienta o tema do cumprimento.64). O restante do Livro (26. II e III geralmente concordavam que Mt foi o primeiro Evangelho a ser escrito.1 . a antiga tradição da igreja o atribui a Mateus.1. uma referência velada ao seu caráter messiânico (Dn 7. Este tipo de estrutura. pode revelar o objetivo de Mt em mostrar Jesus como o cumprimento da lei. 26. O uso do título “Filho de Deus” por Mt sublinha claramente a divindade de Jesus ( 1. à ressurreição e à comissão do Senhor à Igreja. a disposição de Mt não é cronológica e não estritamente biográfica. comum ao judaísmo. 2. ele pregou na Palestina e depois conduziu campanhas missionárias em outras nações. além de seu nome e ocupação.2-13.52) registra várias controvérsias nas quais Jesus estava envolvido e sete parábolas descrevendo algum aspecto do Reino dos céus.27.23).

39 Discurso: Os ensinos escatológicos de Jesus 24. “batizando-os em nome do Pai.53-17.21-23. Em 7.35-11. Os discípulos são ordenados a ir e a fazer discípulos de todas as nações. Parte Quatro: Narrativa.27 Narrativa: Vários episódios precedentes à jornada final de Jesus em Jerusalém 13.1-11.18-20). os discípulos de Jesus têm garantida sua constante presença com eles. Jesus imergirá seus seguidores no ES (3.1-25.27).1-11.1-25. Portanto.1). a volta para Israel 2.52 Narrativa: Controvérsia que se intensificam 11.53-17. o ES é encontrado na Grande Comissão (28.50 Discurso: Parábolas do Reino 13.1-20 Índice 88 . Parte Três: Histórias e parábolas em meio a controvérsias 11.21) Jesus declarou que suas obras eram feitas sob o poder do ES.28). aqueles que na igreja.1 III. O poder do Espírito habilitou Jesus a curar (12.46 A narrativa da Paixão 26. pois os filhos dos fariseus (discípulos) também praticavam exorcismo (12.15-21 e a expulsar demônios (12. Finalmente.27 Discurso: Ensino sobre a igreja 18.11).19).18-25 A adoração dos magos 2. Da mesma forma que João imergia seus seguidores na água. não apenas pelo fato do exorcismo em si.28). Presumivelmente.2-12. Mas precisamente.1-7.O Espírito Santo em Ação A atividade do ES é evidente em cada fase e ministério de Jesus.1-7.1-7.1 Discurso: Missão e martírio 9. o ES está executando um novo acontecimento com o Messias—”é chegado a vós o Reino de Deus” (v. ele foi tomado pelo Espírito de Deus (3. Em 12.46 Narrativa: A jornada final de Jesus e a instauração do conflito 19.16-20).29 Discurso: O Sermão da Montanha 5.1-2.2-13.23 Genealogia de Jesus 1. Parte Cinco: Jesus na Judéia e em Jerusalém 19. do Filho e do ES” (v. Isto é. encontramos uma advertência dirigida contra os falsos carismáticos. atribuir o ES ao diabo era cometer um pecado imperdoável (12.28. evidenciando que o Reino de Deus havia chegado e que o poder de satanás estava sendo derrotado. Esboço de Mateus Prólogo: Genealogia e narrativa da infância 1.16) e foi conduzido ao deserto para ser tentado pelo diabo como preparação adicional a seu papel messiânico (4.29 Narrativa: Início do Ministério de Jesus 3.1-23.28-32).1-27. Em sua obediência a esta missão.1-52 IV.1-35 V.29 II.66 A narrativa da ressurreição 28. expulsam demônios e fazem milagres.1-12 Fuga para o Egito e matança nos inocentes. Parte Dois: O ministério de Jesus na Galiléia 8. controvérsia e discurso 13. Parte um: Proclamação do Reino dos Céus 3. Antes de Jesus começar seu ministério público. o ES está ligado ao exorcismo de Jesus e à presente realidade do Reino de Deus.13-13 I.1 Narrativa: Histórias dos dez milagres 8. o mesmo ES que inspira atividades carismáticas também deve permitir que as pessoas da igreja façam a vontade de Deus (7. eles deveriam batizá-los “no/com referência ao “ nome— ou autoridade– do Deus Triúno. profetizam.1-17 O nascimento 1. mas não fazem a vontade do Pai. Foi por meio do poder do Espírito que Jesus foi concebido no ventre de Maria (1.

indica ter sido escrito antes da destruição do Templo em 70 dC. No centro do Evangelho há pronunciamentos explícitos de “que importava que o Filho do Homem padecesse muito. comunhão com os pecadores. ensinamentos sobre o reino de Deus. Mc é o menor dos Evangelhos. Frases gráficas e surpreendentes ocorrem com freqüência para permitir que o leitor reproduza mentalmente a cena descrita. também torna a narrativa rápida. O uso freqüente do imperfeito por Mc denotando ação contínua. mas que. Data Os fundadores da Igreja declaram que o Evangelho de Mc foi escrito depois da morte de Pedro. mais do que em todo o resto do NT.21. Todo o ministério de Jesus (milagres. 15. Mc narra o ministério público de Jesus na Galiléia (1. que chega ao clímax com sua morte e ressurreição subseqüente. É o evangelho da ação. a antiga tradição é unânime em dizer que o autor foi João Marcos.N. culminando na paixão e ressurreição (caps 14-16). Está claro que ele quer que seus leitores tomem a vida e exemplo de Jesus como modelo de coragem e força. vivendo constantemente sob ameaça de morte. O mais antigo testemunho da autoria de Mc tem origem em Papias.Marcos Autor: Marcos Data: Cerca de 65—70 dC Autor Mesmo que o Evangelho de Mc seja anônimo. Mt e Lc apresentam o que poderia ser descrito como uma série de imagens coloridas. e que fosse rejeitado pelos anciãos. movendo-se rapidamente de uma cena para outra. Essa característica tende a apoiar a tradição de que Mc escreveu para uma audiência romana e gentílica. depois de três dias.) está inserido no contexto do amor oferecido pelo Filho de Deus.50) e Judéia (caps 10-13). A palavra ocorre quarenta e duas vezes. 13.2 . escolha de discípulos.27.13) e companheiro de Paulo e Barnabé em sua primeira viagem missionária. Embora a igreja antiga tenha tomado cuidado em manter a autoria apostólica direta dos Evangelhos. mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”(10. O Evangelho de João é um retrato estudado do Senhor. O Evangelho em si. bispo da Igreja em Hierápolis (cerca de 135-140 dC).17-30) e pelo primeiro anúncio de Jesus e sua crucificação (8. A maior parte das evidências sustenta uma data entre 65 e 70 dC. Papias descreve marcos como “interprete de Pedro”. De muitas formas.14.14-9. o evangelista Marcos escreveu suas “boas novas”.31). Nero acusou a comunidade cristã de colocar fogo na cidade de Roma. ele enfatiza a Paixão de Jesus de modo que se torna a escala pela qual todo o ministério pode ser medido: “Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido. Contexto Histórico Em 64 dC. seguidor próximo de Pedro ( 1Pe 5. etc. O Evangelho pode ser visto como duas metades unidas pela confissão de Pedro de que Jesus era o Messias (8. Esse pronunciamento de sofrimento e morte é repetido (9. que tem seu clímax na cruz e ressurreição. Após a introdução (1. Conteúdo Mc estrutura seu Evangelho em torno de vários movimentos geográficos de Jesus. Os olhares e gestos de Jesus recebem atenção fora do comum. especialmente o cap. enquanto que Mc é como um filme da vida de Jesus. e por esse motivo instigou uma temerosa perseguição na qual Paulo e Pedro morreram. Em meio a uma igreja perseguida. Existem muitos latinismos no Evangelho (4.1-13).45). ressuscitaria” (8. 89 . que aconteceu durante as perseguições do Imperador Nero por volta de 67 dC. O que era verdade para Jesus deveria ser para os apóstolos e discípulos de todas as idades.32-34). e tome a sua cruz e siga-me” (8. Ele destaca as atividades dos registros mediante o uso da palavra grega “euteos” que costuma ser traduzia por “imediatamente”. que fosse morto. e não contém nenhuma genealogia e explicação do nascimento e antigo ministério de Jesus na Judéia. Mc também é o Evangelho da vivacidade. e sempre os interpreta para o leitor quando os menciona. os pais da igreja atribuíram coerentemente este Evangelho a Marcos. que não era um apóstolo.31. 12. testemunho que é preservado na História Eclesiástica de Eusébio. Marcos guia seus leitores à cruz de Jesus.39). e pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. mas torna-se uma norma para o comprometimento do discipulado: “Se alguém quiser vir após mim. onde eles podem descobrir o significado e esperança em seu sofrimento. Mc enfatiza pouco a lei e os costumes judaicos. 10. 6.34).31). negue-se a si mesmo.

27-28. Mc recorda a profecia de João Batista de que Jesus “vos batizará com o ES” (1.28).13 90 . 5. Como designação para o Messias. a natureza (4. Tanto o batismo quanto a transfiguração testemunham sua qualidade de filho (1.39).1 Cumprimento da profecia do AT 1. aceitar sua cruz e segui-lo. Um grande estímulo aos cristãos que enfrentam a hostilidade de autoridades injustas é a garantia do Senhor de que o ES falará através deles quando testemunharem de Cristo (13. a narrativa da crucificação termina com a confissão do centurião: “Verdadeiramente.10).11). como poder.1-12).50 Princípio: Sucesso e conflito iniciais 1.22).7-6. que queria corrompê-lo antes que le embarcasse em uma missão de destruir o poder do inimigo nos outros. é “Filho do Homem”.” (15.8). O ES desceu sobre Jesus em seu batismo (1. 3.1). 9.1. num total de catorze vezes em Marcos.4-8 O batismo de Jesus 1. os espíritos imundos o reconhecem como Filho de Deus (3. enquanto os demônios confessam sua qualidade de filho de Deus.1-13.Cristo Revelado Esse livro não é uma biografia. como os seguidores de João o eram nas águas.16.12) para que fosse tentado.1-6).30). Os crentes seriam totalmente imersos no Espírito. Os escribas blasfemaram contra o ES ao atribuírem a satanás a expulsão dos demônios.1-2). a morte (5.35-41. imposição de mãos.14-3.15-18). sugere que os discípulos de Jesus deveriam ter um discernimento amplo ao mistério de sua identidade. Esboço de Marcos Introdução 1. Mc demonstra as reivindicações messiânicas de Jesus enfatizando sua autoridade com o Mestre (1.1-13 Declaração sumária 1.2-3 O ministério de João Batista 1. os discípulos de Jesus precisam ver além de sua missão. o sábado (2. Mc emprega palavras associadas com o dom do Espírito. Mc.9-11 A tentação de Jesus 1. profeta.7). este homem era o Filho de Deus. pois esses pecados e blasfêmias podem ser perdoados. Mesmo apesar de muitas pessoas interpretarem mal sua pessoa e missão.12-13 I. Mc declara graficamente que “o Espírito o impeliu para o deserto” (1. atentando para o discipulado.6). 6. Messias e Reino. Jesus também refere à inspiração do AT pelo ES (12. A narrativa do ministério subseqüente de Cristo testemunha o fato de que seus milagres e ensinamentos resultaram da unção do ES. Em duas ocasiões. O Ministério de Jesus na Galiléia 1. O titulo que Jesus usava com mais freqüência para si próprio. Por fim. habilitando-o para seu trabalho messiânico de cumprimento da profecia de Isaías (Is 42. O contexto define o significado dessa verdade assustadora.19-30).6 Etapas posteriores: Aumento de popularidade e oposição 3.14-20). o pecado (2.35-43).11. autoridade. sugerindo a urgência por encontrar e vencer as tentações de satanás.13) não era tão popular entre os Judeus como o título “Filho do Homem” para revelar e para esconder seu messianismo e relacionar-se tanto com Deus quanto com o homem.7).6) faz alusão à qualidade de filho divino de Jesus (12. A segunda vinda do Filho do Homem revelará totalmente seu poder e glória.21-34). Além das referências explícitas ao ES. e o templo (11. Sua visão prejudicada tornou-os incapazes do verdadeiro discernimento. Que Jesus realizava pela ação do ES (3.14-9. O pecado contra o ES é colocado em contraste com “todos os pecados” (3. “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo. fornece sua tese central em relação a identidade de Jesus como o filho de Deus. A parábola dos lavradores malvados (12.22) e sua autoridade sobre satanás e os espírito malignos (1. 48.11. mas uma história concisa da redenção obtida mediante o trabalho expiatório de Cristo.27. as tradições legalistas (7. 3. Título de abertura do trabalho de Mc. A explicação de Mc confirma o motivo de Jesus ter feito essa grave declaração (3. O Espírito Santo em Ação Junto com os outros escritores do Evangelho. este termo (ver Dn 7. cura.36).45-52). Filho de Deus” (1. a doença (5. 61.

O Ministério de Jesus na Judéia 10.47 A ressurreição 16.1-16.1-52 Ministério em Jerusalém 11.1-20 Índice 91 .1-13.37 A Paixão 14.1-15.14-8.26-9.20 Ministério na Transjordânia 10.26 Ministério no caminho para a Judéia 8.50 II.Ministério fora da Galiléia 6.

Lc enfatiza especialmente a vida de oração de Jesus registrando sete ocasiões em que Jesus orou que não são encontrados em mais nenhum outro lugar (3.1-8.13-21.1 é.1-10). Só Lc tem as lições do Senhor sobre a oração ensinada nas parábolas do amigo importuno (18.14.13.10. “ O primeiro tratado” At 1. A fim de sustentar esse tema.21-24).. 7. 92 . Lc deixa claro que Jesus é o cumprimento das esperanças do AT relacionadas à salvação. 6.20.19-31. salientam que Lucas o escreveu antes de At. Ele enfatiza ainda. 13. 9. o médico.16. como o primeiro de uma série de dois volumes.. a parábola do fariseu e o publicano (18.18. 24-25.15. 19. De todos os escritores dos Evangelhos só ele registra a circuncisão e dedicação de Jesus (2. entretanto. as raízes judaicas de Jesus.4656. como as evidências internas sustentam esse ponto de vista. que estavam entre os fiéis restantes “esperando a consolação de Israel” (2. que ele escreveu durante o primeiro encarceramento de Paulo pelos romanos.21-48. 18.N. Por outro lado. Visto que a tradição de igreja atribui com unanimidade essas duas obras a Lucas. uma referência ao terceiro evangelho. não há motivos para contestar a autoria de Lucas. mas também o Salvador de todo o mundo. 17. 11. cerca de 63 dC. Para as nações” (2. Além disso. e o perdão do ladrão na cruz (23.29. E o fato de o escrito dedicar ambos os livros a Teófilo também demonstra solidamente uma autoria comum. Por exemplo.1-23). Lc inclui material não encontrado nos outros evangelhos. que declara que Jesus “veio buscar e salvar o que se havia perdido”. Como Lucas estava em Cesaréia de Filipe durante os dois anos em que Paulo ficou preso lá (At 27. um companheiro próximo de Paulo (Cl 4. Se for este o caso.4.25). mas no máximo até 75 dC. 23. Ana. Lc omite muito material que é estritamente de caráter judaico. Lc também exclui os ensinamentos de Jesus no Sermão da Montanha que tratam diretamente do seu relacionamento com a lei (mt 5. 14.29-32. Mc 7. Zacarias e Isabel. 2Tm 4. 16.36-50). bem como sua visita ao Templo quando menino (2. 6.32) ao comissionamento do Senhor ressuscitado para que se “pregasse em todas as nações” (24.1-4.9-14). Outros.1-2. 5. 2.1). Lc inclui muitas características que demonstram universalidade. Do cântico de Simeão.20-21. Por todo o Evangelho. Conteúdo Uma característica distinta do Evangelho de Lc é sua ênfase na universalidade da mensagem cristã.68-79. mostrando que o que ele registra tem significado para todas as pessoas.12.46).53.1).25-26.14.1. Ele enquadra o nascimento de Jesus em um contexto romano (2. louvando Jesus como “luz. então provavelmente . Lc ressalta as advertências de Jesus sobre o perigo dos ricos e a simpatia dele pelos pobres (1. Um versículo chave do evangelho de Lc é o 19. 16-18). 12.28.18. como o relato do fariseu e da pecadora (7. 5. Lc também omite as instruções de Jesus aos Doze para se absterem de ministrar aos gentios e samaritanos (Mt 10. a história de Zaqueu (19.3 .43).1-20.34. Fm 24. 6.16. e.41-52).11).Lucas Autor: Lucas Data: Cerca de 59—75 dC Autor Tanto o estilo quanto a linguagem oferecem evidências convincentes de que a mesma pessoa escreveu Lucas e Atos. ele teria uma grande oportunidade durante aquele tempo para conduzir investigações que ele menciona em 1. Somente ele relata o nascimento e a infância de Jesus no contexto de judeus piedosos como Simeão. Lc realça o fato de que Jesus não é apenas o Libertador dos judeus. o evangelho é abundante em notas de louvor e ação de graças ( 1.1-10).13.21. nem a discussão sobre a tradição judaica (Mt 15.47). ele não inclui o pronunciamento de condenação de Jesus aos escribas e fariseus (Mt 23).9-14). Data Eruditos que admitem que Lucas usou o Evangelho de Marcos como fonte para escrever seu próprio relato datam Lc por volta do ano 70 dC. Este evangelho tem mais referências à oração do que os outros evangelhos.5). Ao apresentar Jesus como Salvador de todos os tipos de pessoas.39-43). então o Evangelho de Lc pode ser datado por volta de 59-60 dC. 3.

1-20 O batismo de Jesus 3. Jesus volta para a Galiléia no poder do mesmo (4. O Espírito Santo em Ação Há dezesseis referências explicitas ao ES. Ele é constantemente bondoso para com os rejeitados. 2) Ele leva Jesus ao deserto para ser tentado (4.18. O mesmo Espírito capacitou Jesus para cumprir seu ministério. Em primeiro lugar: a ação do ES é vista na vida de várias pessoas fiéis.21. Em segundo lugar: O ES capacita Jesus para cumprir seu ministério—o Messias ungido pelo ES. O mesmo ES que foi eficaz através de orações de Jesus dará poder as orações dos discípulos (18.. ressaltando sua obra tanto na vida de Jesus quanto no ministério continuo da igreja.1-40 O menino Jesus no templo 2.39. usadas com força progressiva. “Naquela mesma hora. Em momentos críticos daquele ministério. o Filho do Homem (5.Cristo Revelado Além de apresentar Jesus como o Salvador do mundo.39-56 O nascimento de João Batista 1. há cinco referencias ao Espírito. 10. Jesus é o Messias.49).35.24.1-2).1-13 93 . E estavam sempre no templo. Cinco palavras gregas denotando alegria ou exultação são usadas duas vezes com mais freqüência tanto Lc como Mt ou Mc.1-8) e ligará o ministério messiânico de Jesus ao ministério poderoso deles através da igreja (24. Prólogo 1. louvando e bendizendo a DEUS” (24. Jesus é o filho de Davi (20. 24. 9. 3) Após sua vitória sobre a tentação.21).” (10.17). 6. Enquanto os discípulos estão esperando pelo Espírito prometido (24.18.21).22).21-22 A genealogia de Jesus 3. mas também tem o cuidado de definir a natureza de seu messianismo...52-53). Em terceiro lugar: O ES.1-4 II.25-27). por excelência.. Lc dá os seguintes testemunhos sobre ele: Jesus é o profeta cujo papel equipara-se ao Servo e Messias (4. Lc não apenas afirma sua identidade messiânica.57-80 O nascimento de Jesus 2. Is 61. “adorando-o eles.1-4. durante ou depois do acontecimento crucial (3.16.26-38 Visita das duas mães 1.31-44) e continua em todo seu ministério de poder e compaixão.17-19.”(4. que foi contado com os transgressores (22. tornaram com grande júbilo para Jerusalém. Jesus ora antes.31. Jesus lê a passagem messiânica: “O Espírito do Senhor está sobre mim. através de oração de petição leva a cabo o ministério messiânico.13 O ministério de João Batista 3. Esboço de Lucas I.49). Então. Jesus é.24) e o Servo Sofredor (4. Lc refere-se a Jesus como “Senhor” dezoito vezes em seu evangelho.21). relacionadas ao nascimento de João Batista e Jesus (1.23-38 A tentação 4. O título “Filho do Homem” é encontrado 26 vezes no evangelho.19).37). se alegrou Jesus no ES e disse.48. como uma pomba (3.5-25 Anúncio do nascimento de Jesus 1. 5) evidência seu ministério carismático está repleta (4.1). 1) O Espírito desce sobre Jesus em forma corpórea. Quando os discípulos voltam com alegria de sua missão (10. reivindicando o cumprimento nele (4. bem como no fato de João ter cumprido seu ministério sob a unção do ES (1.15). A narrativa da infância 1. 919.14) 4) Na sinagoga de Nazaré.41-52 III.51). Nos caps 3-4. Preparação para o ministério público 3.67.41. 2. o Servo que se dispõe firmemente a ir a Jerusalém cumprir seu papel (9. Jesus é o homem ideal.28. o perfeito salvador da humanidade. Jesus é o Senhor exaltado. Jesus é o amigo dos proscritos humildes.52 Anúncio do nascimento de João Batista 1. Em quarto lugar: O ES espalha alegria tanto a Jesus como à nova comunidade.12. 7.41-44).5-2.

14-9. O ministério de Jerusalém 19.IV.53 Índice 94 .1. O ministério galileu 4.16 O Sermão da Montanha 6.5-38 VII.39-23.51-19.53 A refeição de Páscoa 22. morte e sepultamento de Jesus 22.1-6.14-44 Do chamamento de Pedro ao chamamento dos doze 5.38 Acontecimentos na entrada de Jesus em Jerusalém 19.1-38 A paixão. A paixão e glorificação de Jesus 22.29-48 História de controvérsias 20.1-9.1-21.50 Em Nazaré e Carfanaum 4. A narrativa de viagem (no caminho para Jerusalém) 9.4 Discurso escatológico 21.28 VI.50 V.1-24.17-49 Narrativa e diálogo 7.29-21.56 A ressurreição e a ascensão 24.

entretanto. João revela a função do ES em continuar a obra de Jesus. guiando os crentes e a um entendimento dos significados.7. enquanto os caps 13-21 relatam seu ministério privado aos seus discípulos.1. João mudou-se para Éfeso. enxergá-lo como um contemporâneo.3). 2) Através de sua vida e ministério. denominado “prólogo”. Em 1. 19. Na falta de provas substanciais do contrário.26. O Espírito Santo em Ação A designação do ES como “Confortador” ou “Consolador” (14.João demonstra que o papel do Espírito abrange cada faceta da vida. Deus é o Espírito. João lida com as implicações teológicas da primeira vinda de Jesus.20). os próprios milagres que Jesus realizou como “sinais”. Cristo Revelado O livro apresenta Jesus como ó único Filho gerado por Deus que se tornou carne. ele procurou a redenção da humanidade.16) é exclusiva de João e significa literalmente.21-23). De acordo com escritores cristãos do séc. o Espírito torna-se o capacitador divino para o ministério autorizado (20. I. isto é. Nesse caso. Mc 13.João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 85 dC Autor A antiga tradição da igreja atribui o quarto evangelho a João “o discípulo a quem Jesus amava” (13. conforme citado nos Sinóticos. Além disso. 2) Em lugar dos muitos milagres e cura dos sinóticos. Cristo colocou-se coerentemente além de si mesmo perante o Pai que o havia enviado e a quem ele buscava glorificar. aqueles que o adoram devem fazê-lo espiritualmente. 95 . ele trabalha como o agente que convence o mundo do pecado. que pertencia ao “círculo íntimo” dos seguidores de Jesus (Mt 17. o que estendeu o ministério de Jesus até o final desta era.4 . em essência. Para João. isto é. Na verdade.12). Ele é “outro consolador”. 3) O ministério de Jesus gira em torno das três festas da Páscoa. Ao contrário. Conteúdo Enquanto era bem provável que João conhecesse as narrativas dos outros três Evangelhos. João tem discursos extensos. da justiça e do juízo (16. eles podem ter usado as tradições literárias comuns e/ou orais. João divide o ministério de Jesus em duas partes distintas: os caps 2-12 dão uma visão de seu ministério público. assim. Ele mostra o estado preexistente de Jesus com Deus. ele escolheu não seguir a seqüência cronológica de eventos dos mesmos como uma ordem tópica. A experiência de ser “nascido no Espírito” descreve o Novo Nascimento (3.29). “alguém chamado ao lado”. 4) Os ditos “Eu sou” são unicamente joaninos. sua divindade e essência. provavelmente durante a guerra Judaica de 66-70dC. ele revelou o Pai. alguém como Jesus.1-18. em antecipação do Pentecostes. Data A mesma tradição que localiza João em Efeso sugere que ele escreveu seu evangelho na última parte do séc. compreender o objetivo do Espírito apenas em termos daqueles em situações difíceis. Aqueles que crêem em Cristo hoje podem. conforme comandado e motivado pelo ES (4. a maioria dos eruditos aceitam esta tradição. João usa sete milagres cuidadosamente escolhidos a dedo que servem como “sinais”. Algumas das diferenças distintas são: 1) Ao invés das parábolas familiares. Seria um grave erro.811).2. onde continuou seu ministério. O esquema amplo é o mesmo. 21. ao invés de uma. Como.N. e alguns acontecimentos em particular do ministério de Jesus são comuns a todos os quatro livros. a humanidade de Jesus significava essencialmente uma missão dupla: 1) como o”Cordeiro de Deus (1. não apenas como uma figura do passado distante.24).23. I . implicações e imperativos do evangelho e capacitando-os a realizar “obras maiores” do que aquelas realizadas por Jesus (14. bem como sua encarnação. Em relação ao mundo exterior de Cristo. 20. testemunham a missão divina do Filho de Deus.6).

16 Crucificação e sepultamento 19.1-9.28-19.1-20 Pronunciamento de traição e negação 13.19-12.43-54 A cura de um paralítico em Betesda 5.1-21.1-17.13-3.1-17 Lidando com rejeição 15.1-71 Conflito em Jerusalém 7.18-16. Paixão e ressurreição de Jesus 18.30-47 Ministério na Galiléia 6.1-31 Produtividade por submissão 15.15-27 Julgamento perante Pilatos 18.23 Epílogo 21.19-51 As bodas em Caná 2.20-50 II.16-29 Testemunhas do Filho 5.Esboço de João Prólogo 1.1-14 Julgamento perante o sumo sacerdote 18.1-26 III.23 A prisão de Jesus 18.11 Entrada triunfal em Jerusalém 12. O ministério de Jesus aos discípulos 13.21-38 Preparação para a partida de Jesus 14.4 Compreendendo a partida de Jesus 16.26 Servir— um modelo 13.1-12 Ministério em Jerusalém 2.1-42 A cura do filho de um oficial do rei 4.1-15 Honrando o Pai e o Filho 5.1-21.36 Jesus e a mulher de Samaria 4.1-42 Ministério em Batânia 11.1-8 I.41 Jesus.12-19 Rejeição final: descrença 12.24-25 Índice 96 .1-12. O ministério público de Jesus 1. o bom Pastor 10.17-42 Ressurreição e aparições 20.50 Preparação 1.5-33 A oração de Jesus por seus discípulos 17.

Então a ressurreição de Jesus é enfatizada. portanto . Em geral.3. desde a Palestina até a Itália. 10.23). Conteúdo Atos é uma seqüência da vida de Cristo nos Evangelhos.23). Depois da morte de Estevão (7.38.21. 5.23).30. ocorreu a conversão de Saulo (cap 9).39) e o “dom do ES” (2.38). Àqueles que não acreditam nele serão destinadas coisas terríveis (3.23. 4. O poder do Espírito na vida de Jesus o autorizou a pregar o Reino de Deus e a demonstrar o poder do Reino mediante a cura de doente.14). Jesus havia derramado o prometido Espírito Santo (2.46-49). 26). políticos e históricos que podiam encaixar-se apenas no séc. I.32) e habilita os crentes (1. e os crentes se dispersaram (Caps.31). que dá testemunho dele (5.8 é a chave do livro. Jesus tinha sido “entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus” (2.24-32.3).11). mas muitos apontam para Lucas. 10. e o modelo é uniforme. 2. At relaciona a expansão da cristandade passo a passo para o oeste. O mesmo poder em At 2 deu a mesma autoridade aos discípulos.N. 17. O livro portanto. Jesus é apresentado como uma figura histórica (2. É a iniciação da Grande Comissão de Jesus pra formar discípulos de todas as nações (Mt 28. A sua obra no livro.33). não pode ser compreendida sem que se veja a relação entre Atos e os Evangelhos.60-8. em ambos os relatos essenciais os resultados desse acontecimento. At 1.19. 8-12).1). Os apóstolos declaram que Jesus fora exaltado a uma posição de domínio único e universal (2. Tanto o ministério público de Jesus nos Evangelhos quanto o ministério público da igreja em Atos começaram com um encontro com mo Espírito capaz de mudar vidas. pois tudo indicava que Lucas tinha atualizado o assunto.30-37.18-20. Lc 24. Por outro lado. a expulsão de demônios e a libertação dos cativos (Lc 4. 5. e não havia mais o que escrever.14-19 M7 4.10.31). Esse versículo prediz o derramamento do ES e seu poderoso testemunho. um acontecimento de tamanha importância que Lucas inclui três longas descrições sobre o incidente (caps 9. A maior seção de Atos enfoca o desenvolvimento e expansão do ministério gentio comandado por Paulo e seus colaboradores (13. que demonstra uma continuidade essencial.28). Durante esse período da história.40-41. Jesus “por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos” (10. 13. Enquanto isso. a perseguição espalhou-se conta a igreja. apesar de deixá-lo prisioneiro em Roma. 4. O livro termina abrupta.31. O autor é o mesmo que escreveu o Evangelho de Lucas.5 – Atos dos Apóstolos Autor: Historicamente Lucas Data: Cerca de 62 dC Autor O livro de At não menciona especificamente seu autor. pode-se datar a redação de At como próxima à prisão do apóstolo naquela cidade por volta de 62 dC.33-36. 17. entretanto. 97 . 5.38). Por outro lado. Em primeiro lugar. aqueles que acreditam nele receberão perdão dos pecados (2. 3.12.42) e retornará triunfante no final dos tempos (1. começa em Jerusalém (caps 1-7) Como Pedro assumindo o papel principal e os judeus como receptores do evangelho. Desse lugar de honra suprema e poder executivo. 13. os judeus o haviam “crucificado” por “mãos de injustos” (2. registrando a disseminação da cristandade de Jerusalém a Roma.22.43. Data Lucas conta a história da igreja antiga dentro da estrutura de detalhes geográficos. especialmente como cumprimento da profecia do AT e como revogação de Deus do veredicto do homem sobre Jesus (1.21. Em seguida a morte de Jesus é atribuída igualmente à crueldade do home e ao objetivo de Deus. 3. O livro foi até mesmo chamado de Os Atos do Espírito Santo. “o médico amado” (Cl 4. 22. Cristo Revelado Atos registrou vários exemplos da proclamação apostólica do evangelho de Jesus Cristo. por causa desses fatos e porque o livro não registra a morte de Paulo.8). O Espírito Santo em Ação O poder do ES através da igreja é característica mais surpreendente de Atos. 10..

A viagem de Paulo a Roma através de Jerusalém 21. 9.25-14. 2.4).14 V.32-43 IX.1-40 VII.32-5. Autoridade apostólica na igreja antiga 4. A promessa do ES 1. A seleção de Matias como o décimo segundo apóstolo 1.25-28.17). Três destes cinco exemplos registram manifestações específicas do ÉS em que as próprias pessoas participavam.4-8 III.15-26 II. O primeiro ministério a não Judeus 8.22 IV.18 X.24 I.60 VI.1-31 VIII.1-35 III.1-14 I.Lucas observa que as pessoas eram “cheias pelo ES” (2. Enéias e Dorcas curados através do ministério de Pedro 9. O ministério de Estevão 6.4.1-4. Embora não esteja especificado.31 I.15-12.12-14 Primeira Parte: Pedro e o ministério da Igreja Judaica em Jerusalém 1. os efésios “falavam línguas e profetizavam” (19.1-3 II. Esboço de Atos Prólogo 1.42 V. O testemunho da igreja antiga 11. que “o ES se derramasse sobre também os gentios” (10. A descida do ES no Pentecostes 2. A história de Cornélio 10. que “recebiam o ES” (8.18).4. A ascensão de Cristo 1. Prefácio 1.17). O concerto em Jerusalém para discutir lei e graça 15.28 II.5.6) Todas essas passagens são equivalentes à promessa de Jesus de que a Igreja seria “batizada com o ES” (1.44). Os presentes nos dias de Pentecostes e os gentios da casa de Cornélio falaram outras línguas (2.1-7.36-18. O encontro pra a oração no cenáculo 1.24 Segunda Parte: Paulo e a extensão internacional da igreja em Antioquia 12. A conversão de Saulo 9.31 Índice 98 . pois Lucas diz que Simão viu que “era dado o ES” (8.46). A cura de um coxo 3.23-21. 10.45) e que “veio sobre eles o ES” (19.31 IV. A terceira viagem missionária de Paulo 18. normalmente concorda-se que também houve algum tipo de manifestação na qual os samaritanos participaram.1-47 III.15-28.9-11 IV. A segunda viagem missionária de Paulo 15.6).19-12. que “caiu o ES sobre todos”(10.1-11. A primeira viagem missionária de Paulo 12.

concedendo desse modo.4). uma segurança espiritual interior de que somos filhos de Deus (8.10-11.1-11. planejou viajar para a Espanha para pregar o evangelho (15.3-8). mas perdoe os pecadores culpados (3. depois visitar a igreja em Roma (1.1-16.30). Durante os dez anos anteriores. Em Roma. 15.20). fazendo uma coleta para ajudar os cristãos necessitados de Jerusalém (15.5. 8. a igreja havia sido fundada por outros cristãos. devemos seguir um modelo de vida coerente com a própria justiça de Deus (12.17). mesmo que Deus não puna.19).16).27).24). O ES derrama o amor de Deus em nosso coração (5.1).6).ainda assim Deus é perfeitamente Justo e nos perdoou através de sua graça.29. nos dando poder para obedecermos a Deus e superarmos o pecado (2.1-8. mais santo na vida diária.13).9-11) e nos dá vida (8.116.13.36) . ele ainda não tinha estado em Roma. 2Co 8-9). ele não faz menção explicita do ES em conexão com esses dons. O Espírito Santo em Ação O ES confere poder na pregação do evangelho e na realização de milagres (15. Agora.3-15). Esta epístola é. mas vinha pregando o evangelho desde sua conversão em 35 dC.2. Ele nos permite orar adequadamente (8. Cristo Revelado Rm é a história do plano de redenção de Deus em Cristo: a necessidade dele (1. e Paulo.13. A carta. 15.25-28.18-3.16). provavelmente tenha sido entregue por Febe (16.20 99 .27). mesmo que os crentes possam não viver completamente de uma maneira coerente com a justiça de Deus (6.20). através de suas viagens. junto com alegria. habita em todos que pertencem a Cristo (8. Devido a essa grande misericórdia de um Deus tão justo.6.18-39). Apesar de tudo que aconteceu neste mundo– mesmo que todos os seres humanos sejam pecadores (1. Ele escreveu para dizer aos romanos sobre sua visita iminente.18-3. estava chegando ao fim de sua terceira viagem missionária. paz e esperança através de seu poder (14. 15. 7. conheceu muito a respeito dos crentes de lá (16. Devemos centrar a nossa mente nas coisas do Espírito.8-15 Resumo do evangelho 1.21-11.11.31. Ele planejou ir a Jerusalém com essa coleta.21-5. 15. A obra atual do ES em nós é apenas um antegozo de sua futura obra celeste em nós (8.1-17 Identificação de Paulo 1. uma declaração madura de sua compreensão do evangelho. Esboço de Romanos Introcução 1. por volta de 56 dC.18-3. Depois de ser revigorado e apoiado pelos cristãos de Roma.1-2). mesmo que os crentes sofram e a redenção final retarde (8.21). se desejamos agradar a Deus (8. em 56 dC. Conteúdo O tema doutrinal global que Paulo procura demonstrar é que Deus é Justo.26) e a chamar Deus de nosso Pai. portanto .23). ele tinha fundado igreja através de todo o mundo mediterrâneo.6 . Embora Paulo descreva brevemente os dons espirituais em RM (12. nos guiando nele (8.N.11). a descrição detalhada da obra de Cristo e sua implicações para os cristãos (3.5. Ele também nos torna.22-24).1-7 Desejo de Paulo de visitar Roma 1. progressivamente. mesmo que os muitos judeus não creiam (9. Ocasião e Data É mais provável que Paulo tenha escrito Rm enquanto estava em Corinto.Romanos Autor: Paulo Data: 56 dC Contexto Histórico Quando Paulo escreveu Rm. fornecendo-nos um modelo de santidade a seguir(8.14) e purificando nossa consciência para prestar testemunho verdadeiro (9. exceto para referir-se a eles como espirituais em 1.36) e a aplicação do evangelho à vida cotidiana (12.17.

3) Tribo de Benjamim (Fp 3. Fp 3.25-27 A CARREIRA DO APOSTOLO PAULO (1.12-16) Chamado para Missões: A igreja de Antioquia foi instruída pelo ES a enviar Paulo ao trabalho (At 13.27. Bênção 16.7-10) Papéis: Falou em nome da Igreja de Antioquia no concílio de Jerusalém (At 15. na Espanha (Rm 15.1-3) Levou o evangelho paras os gentios (Gl 2.14-33 VII.1-8.36 V. A própria situação de Paulo 15.24. Fim da vida: Depois da prisão em Jerusalém. na Cilicia (At 22.1-4. o que lhe permitiu mais obras missionárias.12) Opô-se a Pedro (Gl 2.21-5. foi enviado para Roma (At 21.3 Estudou com Gamaliel (At 22. Recomendações pessoais 16.36-41) Realizações: Três viagens missionárias prolongadas (At 13-20) Fundou inúmera igrejas na Asia Menor.I. Aplicações práticas 12.1-24 VIII.6) Salvação: Encontrou o Cristo ressuscitado no caminho para Damasco (At 9.39 IV.1-15. 22. possivelmente.20 II. Índice 100 .28) Escreveu cartas para inúmeras igrejas e vários indivíduos que agora compõe um quarto do NT.13 VI. 28.1-3.11-21) Discutiu com Barnabé por causa de João Marcos (At 15.3) Religião anterior: Hebreu e fariseu (Fp 3.17-18. Justificação apenas pela fé 3. foi libertado da prisão.18-3.5) Perseguidor dos cristãos ( At 8. Praticando Justiça na vida Cristã 6.1-11.21 III. Todos pecaram 1.5) Origem: Tarso. permaneceu preso mais uma vez em Roma e foi decapitado fora da cidade. na Grécia e .1-8) Recebeu o derramamento do ES na rua chamada direita (At 9. aprisionado novamente. Deus e Israel 9.16-31) De acordo com a tradição cristã.5) Treinamento: Aprendeu a arte de fazer tenda (At 18.

11) e descreve a igreja como seu Corpo (cap 12). Então.17). em sua terceira viagem missionária (At 19).7 . O Espírito Santo em Ação As manifestações ou dons do Espírito formam as passagens mais conhecidas sobre o ES (caps 12-14). Contexto Histórico A carta revela alguns problemas culturais gregos típicos dos dias de Paulo. ingestão de alimentos oferecidos a ídolos. Paulo enviou imediatamente Timóteo a Corinto (4. incluindo a grande imoralidade sexual da cidade de Corinto. Para remediar a situação. e milhares de prostitutas profissionais serviam no templo dedicado à sua adoração.8) ela pode ser datada cerca de 56 dC. 101 . Corinto era uma das cidades comerciais mais importantes da época e controlava grande parte das navegações entre o Oriente e o Ocidente. casamento e divórcio. Também revela alguns dos problemas que os antigos pagãos tinham em não transmitir experiências religiosas anteriores à experiência de ministério do ES. De especial importância são as poderosas conseqüências da ressurreição de cristo para toda a criação (cap 15).10). chegou outra delegação de Corinto com uma carta fazendo-lhe certas perguntas(7.N. ele enviou uma carta à igreja ( 5. O Espírito da cidade apareceu na igreja e explica o tipo de problemas que as pessoas enfrentavam.9. Cristo Revelado A epístola contém uma revelação inigualável sobre a cruz de Cristo como uma oposição a todas as jactâncias humanas (caps 1-4) Paulo cita Cristo como nosso exemplo em todo comportamento (1. quando passou dezoito meses lá em sua segunda viagem missionária (At 17.1º Coríntios Autor: Paulo Data: Cerca de 56 dC Autor A autenticidade de 1Co nunca foi seriamente desafiada. 2Co 12. ele escreveu a carta que conhecemos como 1 Co. espírito de litígio e rejeição de uma ressurreição física. Em estilo e filosofia.17). a epístola pertence a Paulo Data Paulo estabeleceu a Igreja em Corinto pro volta de 50-51 dC. Situava-se na parte da Grécia e a península de Peloponeso.2). dons espirituais e a ressurreição do corpo. filosofias divisórias.9-11). Visto que Paulo.1. incesto. escreveu a carta próximo ao fim do seu ministério em Éfeso (16. que depois se perdeu.14). Mas não devemos fazer vista grossa ao papel do ES em revelar as coisas de Deus ao espírito humano de uma maneira que impede todas as bases para o orgulho (2. fornicação. Eles podem ter associado algumas das extravagâncias frenéticas do paganismo com o exercito de dons espirituais (12. Durante esse ministério de três anos em Efeso . Pouco depois. uma delegação enviada por Cloe. A cidade era infame pela sua sensualidade e prostituição sagrada. afirmando essa prática e recusando qualquer direito de proibi-la (cap 14). Os gregos eram conhecidos por sua idolatria. a Ceia do Senhor. A principal divindade da cidade era Afrodite (Vênus). Mesmo seu nome tornou-se um provérbio notório: “corintizar” significava praticar prostituição. deusa do amor licencioso. esperando que a mesma chegasse a Corinto antes de Timóteo (16. aparentemente.uso do véu. Talvez o mais iluminador entre o debate atual da igreja em geral seja a maneira como o apóstolo direciona os coríntios a um equilibrado emprego de falar línguas. ele recebeu relatórios perturbadores sobre a complacência moral existente entre os crentes de Corinto.1-13). Conteúdo A carta consiste na resposta de Paulo a dez problemas separados: Um espírito sectário. membro da igreja em Corinto fez um relato a Paulo sobre a existência da facções divisórias na igreja.1-17). Antes que pudesse escrever uma carta corretiva. 16. Ele continuou a levar a correspondência adiante e a cuidar da igreja depois de sua partida (5. processos.

40 A necessidade de diversidade 12.1-9 I. 1-40 X.12-20 V.114. O problema da ressurreição dos mortos 15. O problema do relacionamento entre a esfera secular e a vida espiritual do crente.1-27 A aplicação do principio em comportamento e ação 10.Esboço de 1º Coríntios Introdução com saudação e ação de graças 1.2-16 VIII.1 O princípio básico do amor versus conhecimento 8.4 O papel dos líderes religiosos mostra que eles são importantes. O problema de profanar a Ceia do Senhor 11.17-34 IX.5 Uma repreensão aberta por comparação irônica do orgulho coríntio com a loucura de Paulo 4. O problema da disciplina da Igreja interna ocorrida devido a um caso de incesto 5. O problema de diferença ética entre irmãos causado pela ingestão de alimento oferecido aos ídolos 8.21 O contraste entre a sabedoria divina e a humana sobre a cruz mostra o erro de um espírito sectário que se origina da sabedoria humana 1. Concluindo observações pessoais 16.1-11. O problema de manifestações espirituais que se originaram de uma abuso do dom de línguas 12. O problema de um espírito sectário que surgiu de uma preferência por lideres religiosos devido à sua suposta sabedoria superior 1. mas nunca motivo para jactância 3.10-4. O problema do papel dos sexos à luz da retirada do véu 11. 7.10-3.1-11 IV.1-11. O problema de abuso sexual do corpo oriundo de uma aplicação errônea do ensinamento ético de Paulo 6.6-21 II.1-40 VI. casamento e escravidão.1 VII.1-31 A necessidade de amor 13.1-13 A necessidade de controle 14.1-24 Índice 102 .1-58 XI. especialmente nas áreas de sexo.1-13 O exemplo pessoa de Paulo antecede a seus direitos. O problema de processos entre os cristãos perante cortes públicas 6.5-4. 9.1-13 III.

Deus veio até nós em Cristo. Ele revela o seu forte amor pelos coríntios. Características 2Co é a mais autobiográfica das epístola de Paulo. 7. nele. contendo inúmera referências às dificuldades que ele enfrentou no curso de seu ministério (11. Ele também é o foco de nosso serviço a Deus. seu zelo ardente pela glória de Deus. sua lealdade inflexível à verdade do evangelho e sua indignação implacável ao confrontar aqueles que rompem o companheirismo da igreja. pois Cristo é a própria imagem de Deus (4. no qual Cristo. reconciliando o mundo consigo (5.3-4. Sua vida estava inseparavelmente leigada à de seus convertidos. à medida que procuramos levar “cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (10. por volta de 50 dC. 8-9. A segunda parte. mas também sua morte (4. Proclamamos a Jesus como Senhor e nós mesmo como servos por seu amor a ele (4. é “em Cristo” que nos tornamos novas criaturas (5. 12. provavelmente.6-8) Paulo escreveu 2Co da Macedônia.2º Coríntios Autor: Paulo Data: Cerca de 55 . caps. e a sua disposição de empobrecer. de modo que os outros pudessem enriquecer (8. Conteúdo 2Co consiste de três partes principais.6.23-33). mas também sua força. fossemos feitos justiça de Deus”(5. Jesus é o Sim de Deus para nós e nosso Sim para Deus.18).9). Paulo escreveu um epístola severa.1. 13. Jesus é o foco de nossa vida futura.17). Não possuímos a epístola Severa.10-11). para que.19). em 55 ou 56 dC A visita final de Paulo a Corinto (At 20). até a redação desta epístola. que é o “marido” da igreja (11.14. mostrando sua profunda emoção. Entretanto.14-15).N.4. e a carta severa fornecem pano de fundo imediato para a redação de 2Co. e dizemos “amém” à estas promessas (1. Nós compartilhamos não apenas a vida e a glória de Cristo. At 18 Paulo escreveu um epístola anterior a 1Co . Ele é o foco de nossa presente vida neste mundo.4-6). Nós vemos a glória de Deus somente em Jesus e só nele somos transformados por essa glória (3. Cristo Revelado Jesus é o foco de nosso relacionamento com Deus. o tratamento de Paulo com a Igreja de Corinto durante o período da fundação. pois seremos ressuscitados com Jesus (4. Por fim. 5.10-12).14). Essa mudança foi realizada através do maravilhoso ato de graça de Deus. Os primeiros sete capítulos contêm a defesa de Paulo sobre a sua conduta e o seu Ministério. tenha ocorrido quando ele escreveu Rm.8 .3-7. Nós experimentamos sua fraqueza.5).9).2) e o juiz de todos os homens (5. contêm uma mensagem de reprimenda aos caluniadores existentes na igreja.21). “que não conheceu pecado”. embora alguns estudiosos tenha sugerido que 2Co 10-13 possa ter sido parte dela. entregue por Tito (2Co 2.56 dC Contexto Histórico e Data 2Co reflete.5). Todas as promessas de Deus para nós são sim em Jesus. e ele não era profissionalmente frio em seu ministério ( 1. Paulo as menciona para estabelecer a legitimidade de seu ministério e para ilustrar a natureza de verdadeira espiritualidade. os caps 10-13. Os vários episódios na interações entre Paulo e os coríntios podem ser resumidos conforme a seguir: A visita de Fundação a Corinto durou cerca de dezoito meses.10).2) Depois dessa dolorosa visita. 7. de várias maneiras. sua disposição de ser fraco de modo que os outros pudessem experimentar o pode de Deus (13. 103 . onde experimentamos simultaneamente em nosso corpo mortal “a mortificação do Senhor Jesus” tanto quanto sua vida (4. (1Co 5. que At não registra. trata da oferta sendo levantada por Paulo para os santos pobres da Judéia e a Terceira parte.11. durante seu caminho de volta a Corinto.9) Paulo escreveu 1Co em Éfeso por volta de 55 dC Uma breve porém dolorosa visita a Corinto causou “tristeza” a Paulo e à igreja (2Co 2. tornou-se “pecado por nós. Portanto. Mais uma vez. não há evidências manuscritas que fundamentos esse ponto de vista.2. Ao defender seu ministério. em 55 ou 56 dC.13. A visita dolorosa.9-20). pouco antes de voltar a Jerusalém. Paulo abre seu coração.

13 Anúncio da terceira visita 12. Saudações finais 13. Isso poderia indicar um sentido da presença do Espírito ou.16-21 Jactância relutante de Paulo 11.O Espírito Santo em Ação O ES é o poder do NT (3.1-2 II.3-5) e nos “sinais. A obra do ES é evidente na renovação interna diária (4.2).12-18 Zelo de Deus pela Igreja 11. através do dom do “penhor do Espírito em nossos corações”.1-5 Bênção de dar 9. pois ele torna real para nós as ~provisões presentes e futuras de nossa salvação em Cristo.1-13. experimentamos progressivamente e incorporamos a vontade de Deus e nós mesmo nos tornamos epístolas de Cristo.1-9.5-16 III.13). aí há liberdade” (3.1-11 Repreensão por comparações tolas 10. Explicação do Ministério de Paulo 1. O Espírito que vivifica (3.12).6-16 IV.1-5).3-7.4 Deleitando-se com o relatório de Corinto 7.6). no conflito espiritual (10. Esboço de 2º Coríntios I. Portanto.5-11 Perturbação em Trôade 2. pois “a letra (sozinha) mata”. mais provavelmente.15 Macedônios e Jesus como exemplos 8.10 Repreensão por avaliação superficial 10.14-13. Saudação 1. nós asseguramos que todas as promessas de Deus são Sim em Cristo e que somos ungidos e “selados” como pertencendo a ele (1. Paulo terminou sua epístola com uma bênção.17). Defesa e uso da autoridade apostólica 10.20-22).16).22-12.4 Perdoando o ofensor 2. A experiência presente do Espírito é especificamente um “penhor” do corpo glorificado que receberemos um dia (5.12-2. Há liberdade pra contemplar a glória revelada do Senhor e para nos transformarmos mais e mais de acordo com a imagem que contemplamos.16 Consolação e sofrimento 1. um deleite de companheirismo que o Espírito nos dá com Cristo e com todas as pessoas que amam a Cristo.6) muda nossa maneira de viver abrindo nossos olhos à realidade viva que lemos.10-12 Compartilhando recursos 8. Nós não apenas lemos a respeito da vontade de Deus na “letra” das Escrituras. O ES nos dá liberdade para vermos e liberdade para sermos o que Deus quer que sejamos (3. que incluía a “comunhão (companheirismo) do ES” (13. Quando nos submetemos à obra do ES.16-18).1-9 Cumprindo as boas intenções 8.14-7. Achamos que “onde está o Espírito do Senhor. experimentamos um milagre. prodígios e maravilhas” do ministério de Paulo (12.11-14 Índice 104 . Generosidade ao dar 8.5-15 Tolerância mal orientada dos coríntios 11.12-13 Natureza do ministério cristão 2.1-4 Comparação com falsos apóstolos 11. “conhecida e lida por todos os homens” (3.3-11 Mudanças de Planos 1.13-15 Uma delegação honrada 8.16-24 Preparação conveniente do dom 9.10 V.

16-17). onde os gálios tinha se estabelecido.16. 5. em que Paulo pergunta aos Gálatas. em 3.N. do próprio eu (2.14. bem como a forma de justificação. enquanto “opera” indica que Deus continuava a fazer maravilhas através dos crentes cheios do Espírito que não tinha se entregado ao legalismo. aplicação prática da doutrina ( caps. Embora o cap. o termo “Galácia” era usado geograficamente pra indicar a região centro-norte da Ásia Menor.1. Paulo apresenta uma série de argumentos e ilustrações para provar a inferioridade da lei em relação ao evangelho e para estabelecer o verdadeiro propósito da Lei.30. libertando-os da servidão ao legalismo e à libertinagem.12). O Espírito Santo em Ação Os judaizantes estavam errados sobre as formas de santificação. No séc. em sua terceira viagem missionária. Em 5. por que eles estavam buscando maturidade espiritual realizando obras da lei. Em 3. quando uma tribo de pessoas da Gália migrou para o local. o evangelho fornece meios para se obter a justiça que a Lei exige.22-23). Paulo provavelmente tenha escrito a carta por volta de 55 ou 56 dC. Paulo defende sua autoridade apostólica. O verbo “dá” sugere um fornecimento contínuo com generosidade.28). 4. Conteúdo Gálatas contém divisões biográficas. quando estava na Macedônia ou em Corinto. Uma passagem importante é 3.5. doutrinária.4).4. visivelmente retratada no batismo (3.18) e fazer com que o fruto da santidade cresça em nossas vidas (vs. politicamente. doutrinárias e práticas de dois capítulos cada. A principal ênfase do apóstolo está na crucificação de Cristo como base para a libertação do crente da maldição do pecado (1. 3.3. a nossa natureza propensa ao pecado. mas uma região da Ásia Menor. Na segunda seção. nos libertar da tirania da lei (v. Paulo descreve um conflito feroz e constante entre a carne. e o Espírito que habita em nós. Data A questão da data de Gálatas depende principalmente da correlação de 2. que prontamente admitiram que tinham iniciado sua vida cristã através do Espírito.1). Na terceira. Na primeira seção (caps. Seu nome originou-se no Séc. 1-2). I dC.4.56 dC Destinatários Gálatas é a única cara que Paulo endereçou especialmente a uma grupo de Igrejas.16) quanto sua humanidade (3. Paulo exorta os gálatas pra usarem adequadamente sua habilidade cristão e para não abusarem da mesma. como os descritos em 1Co 12-14. que incluía várias cidades. 6. também foi usada por Pedro pra explicar o derramamento do ES no Pentecostes (At 2.1-10 com a visitas de Paulo a Jerusalém registradas em At. Cristo Revelado Paulo ensina que Jesus coloca aqueles que têm fé nele (1. A Galácia não era uma cidade.2-3.33). Paulo enviou esta carta para as igrejas na província da Galácia.14).9 . uma área que incluía as cidades de Antioquia.26) em uma posição de liberdade (2. Icônia. (caps 3-4). 4. A frase “a promessa do Espírito”. Paulo faz um pergunta semelhante relacionada ao ES. 5-6).12. O que ele quer dizer é que o mesmo espírito que os regenerou faz com que a nova vida deles cresça. quando nos submetemos passivamente ao seu controle e caminhamos ativamente nele. são encontradas poucas dificuldades para relacionar a carta com os acontecimentos de At 15. Listra e Derbe. Somente o ES. III aC. pode nos permitir morrer pela carne (vs.Gálatas Autor: Paulo Data: Cerca de 55 .20).16-25. Em relação à pessoa de Cristo. Paulo também descreve uma dinâmica união de fé com Cristo (2. que ele próprio revelou a Paulo (1. Paulo declara tanto sua divindade (1.5). 2 posse ser identificado com a chegada da fome em At 11. A palavra “maravilhas” refere-se às manifestações carismáticas do Espírito evidenciadas por sinais externos. Ao invés de dar lugar ao pecado. 105 .20) e da lei (3.16. Estes versos ensinam que receberemos o Espírito através da fé e que Ele continua a se manifestar no poder à medida que caminhamos na fé. designava a província romana na parte centro-sul da Ásia Menor. A linguagem que ele usa indica uma experiência do Espírito que se estendeu além da recepção inicial dos gálatas.

14-16 Marcas de um apóstolo 6.17 Bênção 6. Esboço de Gálatas I.1-4.11-21 III.31 Com discussão 3. Biografia: Paulo defende sua autoridade 1.10 II.18 Índice 106 .1-5 Deserção dos gálatas 1.1-10 V. Prática: Paulo exorta os gálatas 5.1-10 Saudação 1.11-18 advertência contra os legalistas 6.11-13 Centralidade da cruz 6.1-6.11-2. Separada da obra do ES de controlar e santificar. Doutrina: Paulo defende seu evangelho 3.11-24 O reconhecimento de sua autoridade 2. a liberdade certamente acabará em libertinagem.21 A fonte de sua autoridade 1.11 Por apelo 4.1-10 A manifestação de sua autoridade 2. Introdução 1.8-9 Declaração da integridade de Paulo 1.10 Para usar adequadamente sua liberdade cristã 5.1-15 Para caminhar através do Espírito 5. Conclusão 6.6-7 Denúncia contras os judaizantes 1.Esta seção (5.1-4.16-25) faz parte da exortação de Paulo em relação ao uso adequado da liberdade cristã.21-31 IV.12-20 Por alegoria 4.16-26 Para carregar os fardos dos outros 6.

O Espírito Santo em Ação Como com Cristo. em 1.7). Em 1. ele é o doador.N.Efésios Autor: Paulo Data: Cerca de 60—61 dC Antecedentes Éfeso era um importante porto da Ásia Menor. Embora Paulo já tivesse estado em Éfeso antes (At 18. em 6. 32). Paulo escreveu Efésios.16 como estando presente em Laodicéia ao mesmo tempo em que circulava.27). 4. em 3.8-19). em 4. ele é o revelador.14). ela deve andar.11-18). madura e de um ministério “sem mácula. Colossenses e Filemom.1.20). um fato relevante para estudar esta epístola.17 e 3. Cap. em 4.10).10).13.18. ele é o Espírito da unidade. sua sabedoria e seu poder.17-38). Cap. mas que reina como Rei. 5: Ele é o marido modelo. desejando sustentar a ligação de paz no corpo de Cristo. que pode se entristecer por insistência de ocupações carnais.17-18.21).6. Conteúdo A mensagem pulsante de Efésios é “para louvor de sua (Cristo) glória” (1.10 . Ocasião e Data Enquanto estava preso em Roma.19-22). e ele é o que habita nos corações humanos. localizado perto da atual Izmir. a quem Cristo dá força. Cap.15-23).8). dando-se sem egoísmo para realçar sua noiva— sua igreja (5. a carta divide-se em duas seções: 1) a oposição do crente. 1: Ele é o redentor (1. Cristo Revelado Ef foi chamado de “Os Alpes do NT”. não somente por seu grande tema. a igreja— a expressão atual dele mesmo na Terra (1. e ele é o Senhor ressuscitado que não apenas ressuscitou dos mortos e do inferno. Cap. em 5. a igreja aprende onde ela está. garantindo-nos o amor de Deus (3. uma vez que ela circulou originalmente para quase o mesmo grupo de igrejas. e 2) antes de andar. 3: Ele é o tesouro em que são encontradas as riquezas inescrutáveis da vida (3. mas devido à majestade do Cristo revelado aqui. Efésios revela o processo pelo qual Deus está trazendo a igreja para seu objetivo destinado em Cristo. ele é a fonte através da qual todos deve ser continuamente cheios.30. caps 1-3 e 2) a prática do crente caps. Tratava-se de uma das sete igrejas a quem Jesus endereçou suas cartas em Ap 2-3.25-27. o apóstolo escreve esta carta encíclica— para se lida por várias congregações. 4-6. A palavra glória ocorre oito vezes e refere-se à grande excelência de Deus.1. Os passos básicos de amadurecimento são dados na direção do compromisso da igreja de lutar conta os poderes do mal: 1) antes da igreja ir para a guerra. “O grande Cânon da Escritura” e “O ápice real das Epístolas”. o ES é revelado em um ministério bastante amplo e através do crente. 107 . Filipenses. e ele é o vencedor que acabou com a capacidade do inferno de manter a humanidade cativa (4. ele foi ministrar lá pela primeira vez no inverno de 55 dC. ele é o Espírito de santidade. Efésios e. derramando sua vida através de seu corpo. o recurso de força para seu povo enquanto eles se armam para a batalha espiritual (6. aquele em quem e por quem a história será definitivamente consumida (1.5. provavelmente. autorizando o crente a representar Cristo. 6.6: Ele é o Senhor. a mesma carta mencionada em Cl 4. Ele é que dá a Palavra como espada para uma batalha e o assistente celeste que nos foi concedido para nos ajudar a orar e a intervir até que obtenhamos a vitória. 2: Ele é o pacificador que reconciliou o homem com Deus e que também torna possível a reconciliação entre os homens (2.17-19). Cap. Lá ele ministrou por dois anos inteiros (At 19. desenvolvendo um relacionamento tão profundo com os efésios que sua mensagem de despedida a eles é uma das passagens mais emocionantes da Bíblia (At 20. ele é o selador. O objetivo magnífico está na publicação do compromisso de Jesus de construir uma igreja gloriosa.12. Confinado e aguardando julgamento (3. nem ruga” (5. iluminando o coração para aprender o propósito de Deus.8-10). que consiste de seu próprio povo sendo habitado pelo próprio Deus (2. poderoso na batalha.16.3. e ele é a “principal pedra da esquina” do novo templo.

presente e futuro do crente 2. A vocação do crente para a batalha espiritual 6.15-23 Para corações que vêem com esperança 1.11-12 A nova união e paz atual 2.13-18 A Igreja: Edifício de Cristo 2.1-22 A ordem passada dos mortos que vivem 2.20-32 Ao Brilhar como filhos da luz 5.17-19 Ao tirar o velho e colocar o novo 4.22-23 III.15-23 Para a experiência que compartilha da vitória de Cristo 1.1-13 O ministério concedido a Paulo 3.21-24 Índice 108 . O ministério e mensagem do apóstolo 3.17-19 A igreja e glória de Deus 3.7-11 Para crescer no ministério como parte do corpo 4.12-16 VII.10-12 Armadura para o guerreiro 6.18-21 Conduzir todos os relacionamentos de acordo com a ordem de Deus 5.1-3 A nova ordem da vida amorosa de Deus 2. O chamado do crente para a pureza 4.9 IX.9-14 II.14-21 Por força através do ES 3.1-2 I. A oração do apóstolo por discernimento 1.10-20 A realidade da batalha invisível 6.1-7 O ministério que é dado a cada crente 3.3-14 Bênçãos de total redenção 1.22-6.8-13 V.15-6.18-20 Observações finais 6.8-14 VIII.13-17 A Ação envolvida na batalha 6. A oração de poder do Apóstolo 3.Esboço de Efésios Saudação de abertura 1.14 Ao recusar a falta de inclinação mundana 4.20-21 VI.9 Buscar a vontade e sabedoria de Deus 5. A responsabilidade do crente 4.17-5.19-21 A igreja: o copo de Cristo 1.14-16 Por fé e amor através da habitação de Cristo 3.3-8 Parceria no propósito de Deus 1. A posição do crente em Cristo 1. A vocação do crente para a vida cheia do Espírito 5.1-6 Para aceitar a graça e dons com humildade 4.15-17 Manter a plenitude do Espírito através de louvor e humildade 5.1-16 Para alcançar a unidade com diligência 4.19-22 IV. O passado.4-10 A antiga separação e falta de esperança 2.

6. Paulo desfrutou de uma amizade mais próxima com os filipenses do que com qualquer outra igreja. Ao fazê-lo. Mesmo a morte tornou-se uma amiga. Paulo fala da alegria do Senhor.20. Conteúdo A mensagem permanente dos filipenses diz respeito à natureza e base de alegria cristã.15-16.12-40 registra a fundação da igreja de Filipo. Essencial para essa alegria é a convicção confiante de autoridade de Cristo. O Espírito Santo em Ação A obra do Espírito em três áreas é mencionada na carta. ele apresenta a declaração mais concisa do NT em relação à pré-existência. Pregar Cristo era sua grande paixão.5). Para sustentar sua exortação de humildade. Ocasião e Data É mas provável que Paulo tenha escrito esta carta durante sua primeira prisão romana. que renuncia à glória dos céus para sofrer e morrer por nossa salvação (2. ou como ele coloca em 4. pessoal e informal. Por toda a carta. apresenta-nos um diário íntimo das próprias experiências espirituais de Paulo.10. Devido essa convicção. a alegria cristã é uma conseqüência de estar em comunhão ativa com o corpo de Cristo. para agradecê-los pela contribuição que tinha recebido deles. Para Paulo. enfatizando que somente através de Cristo se alcança a alegria. Cristo era mais do que um exemplo. A Alegria definitiva surge da comunhão com Cristo ressuscitado e glorificado. a vida de Paulo ganhou sentido. São realçadas tanto a divindade quanto a humanidade de Cristo. Ele começa a carta agradecendo aos filipenses pro sua parceria na propagação do evangelhos através de suas ofertas monetárias. pois o levaria a uma maior experiência da presença de Cristo (1. cheia de ternura. por volta de 51 dC. 2Co 11. calor e afeição. ele era a própria vida do apóstolo. era muito feliz. a igreja apresentava um forte zelo missionário e era constante em seu apoio ao ministério de Paulo (4. O fato de essa expectativa ser dominante no pensamento de Paulo é vista em suas cinco referências à volta de Cristo. O Espírito Santo também promove 109 . a verdadeira alegria não é uma emoção superficial que dependeu de circunstâncias favoráveis do momento. sofrer por ele era um privilégio. à encarnação e à exaltação de Cristo. Paulo estabeleceu a igreja durante sua segunda viagem. A alegria cristã é independente de condições externas.8-9). É uma carta ética e prática em sua ênfase e está centralizada em Jesus. cristo é a soma e a substancia da vida.17. Seu principal desejo para seus leitores era de que eles pudessem ter a mente de Cristo. Primeiro. conhece-lo era sua maior aspiração. Ele também elogiou calorosamente Epafrodito. como sofrimento e perseguição. Características Em muitos aspectos. As ofertas. A nota dominante por toda a cara é a alegria triunfante. No contexto de cada referência há uma nota de alegria (1. são apenas uma expressão de seu espírito de comunhão. Paulo também descreve uma alegria que surge da comunhão na propagação do evangelho. Paulo. esta é a mais bela cara de Paulo. Para Paulo. Sendo assim. baseada na experiência do poder de sua ressurreição.11 .Filipenses Autor: Paulo Data: Cerca de 61 dC Antecedentes At 16. “o fruto que aumente nossa conta”. Desde o começo. Cristo Revelado Para Paulo. entretanto. 2. Paulo declara que o Espírito de Jesus direcionará a realização do propósito de Deus em sus própria experiência (1. embora prisioneiro. como ocorre com todas as outras graças cristãs.21-23) A alegria apresentada em filipenses envolve uma expectativa ávida da volta eminente de Cristo. 3.19). o apóstolo descreve a atitude de Cristo. e é possível mesmo em meio a circunstâncias adversas.5-11).N.16. e invocava seus leitores para sempre regozijarem em Cristo. que tinha trazido a doação de Filipos e quem Paulo estava enviando de volta. Seu estilo é espontâneo. por volta de 61 dC. 4.

unidade comunicação com o corpo de Cristo (2.1). A participação comum nele cria uma unidade de propósito e mantém uma comunidade de amor. Então, em contraste com a observância ritual inerte dos formalistas, o Espírito Santo inspira e direciona o louvor dos verdadeiros crente (3.3).

Esboço de Filipenses
Introdução 1.1-11
Salvação 1.1-2 Ação de graças 1.3-8 Oração 1.9-11

I. Circunstância da prisão de Paulo 1.12-26
Avançaram o evangelho 1.12-18 Garantiram a bênçãos 1.19-21 Criaram um dilema para Paulo 1.22-26

II. Exortações 1.27-2.18
Vida digna do evangelho 1.27-2.4 Reproduzir a mente de Cristo 2.5-11 Cultivar a vida espiritual 2.12-13 Cessar com murmúrios e questionamentos 2.14-18

III. Recomendações e planos pra os companheiros de Paulo 2.19-30
Timóteo 2.19-24 Epafrodito 2.25-30

IV. Advertências contra o erro 3.1-21
Contra os judaizantes 3.1-6 Contra o sensualismo 3.17-21 Conclusão 4.1-23 Apelos finais 4.1-9 Reconhecimento das dádivas dos filipenses 4.10-20 Saudações 4.21-22 Bênção 4.23 Índice

110

N.12 - Colossenses
Autor: Paulo Data: Cerca de 61 dC Antecedentes
Paulo nunca tinha visitado Colossos, uma pequena cidade na província da Ásia, cerca de 160 km de Éfeso. A igreja foi uma conseqüência de seu ministério de três anos em Éfeso, por volta de 52 –55 dC (At 19.10; 20.31). Epafras, um nativo da cidade e provavelmente convertido pelo apóstolo, talvez tenha sido o fundador e líder da igreja ( 1.7-8; 4.12-13). A igreja aparentemente se reunia na casa de Filemom (Fm 2).

Ocasião e Data
Estudiosos conservadores acreditam que esta carta foi escrita em sua primeira prisão romana, por volta de 61 dC. Em algum momento da prisão de Paulo, Epafras solicitou sua ajuda para lidar com a falsa doutrina que ameaçaca a igreja em Colossos (2.8-9). Aparentemente, essa heresia era um mistura de paganismo e ocultismo, legalismo judaico e Cristianismo. O erro parece com uma antiga forma de gnosticismo, que ensinava que Jesus não era nem completamente Deus e nem completamente homem, mas apenas um dos seres semidivinos que ligavam o abismo entre Deus e o mundo.

Características
Nenhum outro livro do NT apresenta mais completamente autoridade universal de Cristo ou a defende tanto cuidado. Combativo em tom e abrupto em estilo, Colossenses tem uma semelhança próxima com Ef em linguagem e assunto. Mais de setenta dos 155 versos de Ef contêm expressões que ecoam em Cl. Por outro lado, Cl tem vinte e oito palavras que não se encontram em mais nenhum outro lugar escrito de Paulo, e trinta e quatro que não se encontra em lugar nenhum do NT.

Conteúdo
Os falsos mestres em Colossos tinha rebatido algumas das principais doutrinas do Cristianismo, nada menos que a divindade, a autoridade absoluta e suficiência de Cristo. Cl apresenta Cristo como o Senhor supremo cuja suficiência o crente encontra perfeição (1.15-20). Os primeiros dois capítulos apresentam e defendem essa verdade; os últimos dois desvendam as implicações práticas. A supremacia de Jesus Cristo depende da unicidade dele com o eterno e amado Filho e Herdeiro de Deus (1.13,15). Nele habita a totalidade dos atributos, essência e poder divinos (1.19; 2.9). Ele é a revelação e representação exata do Pai, e tem prioridade em tempo e primazia em categoria sobre toda a criação (1.5). Sua suficiência depende de sua superioridade. A convicção da soberania absoluta de Cristo impulsionou a atividade missionária de Paulo (1.27-29). Paulo declara a autoridade de Cristo de Três formas primarias, proclamando, ao mesmo tempo, sua adequação. Primeiro, Cristo é o Senhor de toda a criação. Sua autoridade criativa abrange todo o universo material e espiritual (1.16). Como isso inclui os anjos e planetas (1.16; 2.10), Cristo merece ser louvado ao invés dos anjos (2.18). Além disso, não há motivo para temer os poderes espirituais demoníacos ou buscar supersticiosamente a proteção deles, pois Cristo neutralizou o poder deles na cruz (2.15), e os colossenses compartilhavam de seu triunfante poder de ressurreição (2.20). Como soberano e potestade suficiente, Cristo não é apenas o Criador do universos, mas também o preserva (1.17), é seu princípio de união e meta (1.16). Em segundo lugar, Jesus é o superior na igreja como seu Criador e Salvador (1.18). Ele é a vida e líder dela, e a igreja só deve submeter-se a ele. Os colossenses dever permanecer arraigados a ele ( 2.6-7) ao invés de se encantarem com especulações e tradições vazias (2.8,16-18). Em terceiro lugar, Jesus é supremo na salvação (3.11). Nele somem todas as distinções criadas pelo homem e caem as barreiras. Ele transformou os cristãos em uma única família onde os membros são iguais em perdão e adoção; é ele quem importa, em primeiro e em último lugar. Portanto, contrário à heresia, não há qualificações ou exigências especiais para vivenciar o privilégio de Deus (2.8-20). Os caps. 3-4 lidam com as implicações práticas de Cristo na vida diária dos colossenses. Paulo usa a palavra “Senhor” nove vezes em 3.1-4.18, o que indica que a supremacia de Cristo invade cada aspecto de seus relacionamentos e atividades.

111

Cristo Revelado
Paulo eleva Cristo como o centro e circunferência de tudo que existe. O encarnado Filho de Deus, ele é a revelação e representação exata do Pai (1.5), bem como a encarnação da total divindade (1.19; 2.9). Ele, que é Senhor da criação (1.16), da igreja (1.18), e da salvação (3.11), habita os crentes e é sua “esperança e glória” (1.27). O supremo criador e mantenedor de todas as coisas (1.16-17) também é um salvador suficiente para seu povo (2.10).

O Espírito Santo em Ação
Cl tem uma única referência explícita ao ES, usada em associação com o amor (1.8). Alguns sábio também entendem “sabedoria e inteligência espiritual” em 1.9 em termos de dons do Espírito. Para Paulo, a autoridade de Cristo na vida do crente é a evidência mais crucial da presença do Espírito

Esboço de Colossenses
I. Introdução 1.1-14
Salvação 1.1-2 Oração de louvor pela fé dos colossenses 1.3-8 Oração de petição pelo crescimento deles em Cristo 1.9-14

II. Apresentação da supremacia de Cristo 1.15-2.7
Na criação 1.15-17 Na igreja 1.18 Na reconciliação 1.19-23 No ministério de Paulo 1.24 –2.7

III. Defesa da supremacia e suficiência de Cristo 2.8-23
Contra a falsa filosofia 2.8-15 Contra o legalismo 2.16-17 Contra o louvor aos anjos 2.18-19 Contra o ascetismo 2.20-23

IV. Supremacia de Cristo exigida na vida Cristã 3.1-4.6
Em relação a Cristo 3.1-8 Em relação à igreja local 3. 9-17 Em relação à família 3.18-21 Em relação ao trabalho 3.22-4-1 Em relação à sociedade não cristã 4.2-6

V. Conclusão 4.7-18
Companheiros de Paulo 4.7-9 Saudações finais 4.10-15 Exortações e bênçãos finais 4.16-18 Índice

112

À noite. (At 17. muito próxima da rebelião civil do que o dano público sugerido pelo longo uso de palavras familiares.3). A ira deles pode ter piorado as hostilidades judaicas. nem conselhos pastorais extensivos como em 1Co.13-40).Uma acusação muito séria. No dia indicado.13 .1º Tessalonicenses Autor: Paulo Data: Cerca de 50 dC Origem da Igreja em Tessalônica O evangelho chegou à Europa pela primeira vez em 49 dC. na verdade. “Como tinha por costume”. logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus também era anunciada por Paulo em Beréia. Paulo e Silas partiram secretamente para Beréia—100 km a sudeste. de consolo. Viajando cerca de 150 km em direção a sudeste. estima e apoio aos líderes (5. A carta não contém um teologia elaborada como Rm.7) Muito possivelmente. libertaram os apóstolos e os incitaram a deixar a cidade (At 16. dizendo que há outro rei.12-13). Um grande Consolo!.9-12).N.23). 4-5 contêm as exortações características sobre assuntos como pureza sexual (4.1-8. os cidadãos sairiam da cidade para encontra o visitante real— que vinha com um amplo cortejo. o filho do carpinteiro de Nazaré. Paulo estabelece a segunda maior igreja do continente europeu. portanto.uma classe de oficiais peculiar à região. depois para Neápolis (At 16. Chamar Jesus de “Senhor” era empregar um título de outra forma aplicado ao imperador: “Todos estes procedem contra os decretos de César. uma grande estrada militar romana que ia desde a costa balcânica ocidental até a atual Istambul. as autoridade imperiais se desculparam. sua preocupação com o estado da fé que eles tinham. 5. Como não conseguiram encontrar Paulo. caridade responsável ( 4. Localizava-se na famosa via Egnatia. O povo mediterrâneo do séc. A resposta de Paulo encheu de esperança e. Paulo e seu grupo responderam à visão noturna do homem macedônio e navegaram de Trôade para a ilha egéia de Samotrácia e. seriam os primeiros a serem ressuscitados. Eles então fizeram acusações de que Paulo e seu grupo tinham “virado o mundo de cabeça para baixo” . Isso aconteceu quando em sua segunda viagem missionária. o apóstolo encontrou a negociante Lídia. Os cristãos vivos se uniriam a eles e seriam arrebatados para encontrar o Senhor no ar este estar para sempre com ele.6 “magistrados da cidade). a cidade de tessalônica era a capital do distrito da província romana da Macedônia e possuía um excelente porto natural . paciência e prestabilidade em relação à várias necessidades humanas (5. Paulo foi para a sinagoga do local e pregou durante várias semanas.1-3). Paulo e Silas chegaram a Tessalônica. Tendo recebido o nome da irmã de um rei macedônio no final do séc. e aqueles que rodeassem a 113 . Foi essa a recepção inicial do evangelho no continente europeu. argumentando que Jesus. de modo que Paulo ter de pagar fiança.14-15). seu anfitrião Jasom foi preso. Os líderes Judeus não estavam contentes com a mudança dos seguidores da sinagoga . Jesus” (At 17. E era governada por politarcas . as autoridades romanas que revisaram o caso tenha incluído os maridos das “mulheres distintas” persuadidas por Paulo. A linguagem de Paulo descrevendo a vinda de Jesus dista dois milênios do vocabulário da tecnologia urbana. Aqui. I estava bastante acostumado a chegada (“vinda”) esplendorosa. Portanto em três cidades sucessivamente— Filipos. nenhuma repreensão ou heresia ameaçadora como Gl. foram lá e excitaram as multidões” (At 171. IV aC. Os mortos em Cristo. exorcizou o espírito de adivinhação de uma jovem escrava e foi publicamente espancado e erroneamente preso. Tessalônica e Beréia— Paulo e seu grupo partiram em meio à inquietação civil e tiveram seu trabalho interrompido no meio.8-12) Aqui. o livro é marcado pelo agradecimento em relação ao crescimento da igreja na ausência forçada de Paulo. seu deleite notável em saber da fé inabalável deles Os caps. era de fato o Ungido— o Messias— prometido há muito pelas escrituras (At 17. alegre e antecipada de um visitante ral. aqueles que choravam pela perda de pessoas queridas. “Mas. a comissão de Timóteo para voltar a igreja. Grito de aclamação e boas-vindas surgiriam à medida que ele passasse. Ao saber que Paulo e Silas eram cidadãos romanos. Data Dos cálculos baseados na inscrição de Gálio— uma cópia pública de uma carta do imperador romano ao procônsul de Acaia— Pode-se afirma que 1 Ts foi escrito em 50 ou 51 dC Características e Conteúdo Escrita primeiro em um tom de alívio e gratidão. 1-3 ensaiam as lembranças de Paulo sobre seu ministério entre eles. Os caps. relata Lucas.

todavia. A graça vem de Cristo (5.13). 1Ts 5.11 IV.2.13-16 Ansiedade de Paulo pelos tessalonicenses 2.10) dá conforto aos aflitos (4. Quando o evangelho chegou em Tessalônica . Conselhos finais 5.13-5. esperança e caridade dos tessalonicenses 1.10) ao outro (5.19).10. a testemunha incontestável (2. em 1Ts Cristo surge como o Rei que volta.14-15) fornecem um exemplo aos crentes que sofrem agora (1. o Pai (1. acima de tudo.12-13 Paz na comunidade 5. Assim há de ser quando os vivos e os mortos forem para cima. oposto de ídolos (1. O tema da volta de Cristo.28). “Dia de Cristo”). 4.3.9).2. como ele mesmo.15-16) àqueles que se opõem a ele. Começo típico da carta 1. “mas também em poder.1 II. e no Espírito Santo.19-20). mas também com a ação de graças contínuas (5.14. ele é o receptor de agradecimentos (1. Deus é a fonte e o fim de tudo o que se relaciona com a vida natural e espiritual.13 Agradecimentos à fé. 5. 5.7).8-9) notadamente chega através de palavras humanas (2. mas para o que Paulo pede aceitação verificada: suas palavras deveriam ser lidas “a todos os santos irmãos” (5. como em vários lugares da Bíblia.5). O Espírito inspira alegria mesmo quando em meio à aflição (1. A vontade de Deus se relaciona com a pureza moral (4. Ele é o Deus vivo e genuíno (1. embora concentrado em 4. é pratica o suficiente para ser a base do respeito pra governar os anciãos (5.1-10 Esperança contínua de Paulo de ver os tessalonicenses 3.1.27). também é abordado em 5.17-18. Lembrança do Ministério de Paulo 1. Cristo Revelado Jesus é o Filho de Deus (1. o “Dia do Senhor” (5. Cada capítulo em 1 Ts refere-se a esse acontecimento futuro decisivo.19-21 releva um caráter vivamente carismático do louvor em Tessalônica— a atividade profética que alguns estavam inclinados a conquistar. 2. 2Ts 2.1.12). 2.23). Sua palavra.6. ele não veio somente em palavras. Havia alegria e admiração com a chegada esplendorosa do rei. Mas.estrada então se uniriam ao monarca que iria a um determinado.8).23) e aprovação (2. cuja volta esperada co céu (1. é a fonte da ira e do desagrado (2.9).1-5. serão ressuscitados no futuro (1.11. 4.13.3. Os crentes de antes e de agora têm uma posição espiritual mística “no Senhor” (1.1.11 Para o presente: qualidades de estilo de vida 4. Na verdade.13 114 . mas para aqueles que o servem.2. Esboço de 1º Tessalonicenses I.4). Deus Pai Revelado Deus. Ali seriam feitos reconhecimentos e premiações especiais (2.11-13 III.16). Em 1Ts. O Espírito Santo em Ação Todos os cristãos podem afirmar que foi Deus quem “nos deu também o seu ES” (4. o poder do Espírito (provavelmente com “sinais” e maravilhas”) e profunda resposta pessoal. Deus ressuscitou Jesus e ressuscitará os mortos que confiaram nele (1. que. Esse será seu dia.14).1-11.13-18.9). cuja morte e ressurreição (1. para encontrar o rei que vem do céu.18). o conquistador dos mortos.12-28 Respeito pelos líderes 5.8).10.6). e em muita certeza” (1.3.2). sugerindo uma mistura balanceada de discussão intelectual. 3.5). A espera da volta de Cristo 4.1-12 Agradecimentos pela resistência dos tessalonicenses 2.9) e origem da salvação (5.14-15) mas que.11) e alegria aos que o esperam (2.10).2-3.18). o “evangelho de Deus”(2. a vinda de Cristo acontece de um final de carta (1.1-12 Para o futuro: a volta de Cristo 4.17-20 Missão de Timóteo e Alívio de Paulo 3. 4.10. 2. paz (5.2. 4.13. coragem (2.2-10 Como Paulo ministrou lá 2. 3.

Ajuda aos necessitados 5.14 Vivência cristã 5.15-22 Índice 115 .

16) a fonte de graça (1. atraíam o louvor e a gratidão freqüentes do apóstolo (1Ts 1.17-3. 2Ts.16.6. O espírito de tal figura. parar de trabalhar era instigado por uma doutrina errônea de que alguém.9). Como em 1Ts. A obra de santificação do ES pode ser vista como uma maneira de encarar a intenção de Deus de salvar seu Povo.18).13).20. provavelmente os mais antigos livros do NT a serem escritos. A estabilidade e persistência e paciência em meio as adversidades. derrotará o homem do pecado no momento de sua volta (2. Já nessas cartas.2). 2. Freqüentemente nas cartas tessalonicenses.7. escrevendo a primeira carta.4-7). ele relembra seus leitores a continuar com as coisas que ele ensinou antes (1Ts 2. Tal doutrina pode ter uma origem falsamente reivindicada pelos carismáticos (“por espírito” 2. Pai e Filho juntos são a fonte da graça e da paz (1. diz Paulo (2.” Pelo visto.16. Ainda assim.15.. o Senhor Jesus virá de novo (1. 2. relacionado à volta do Senhor.2). mais importante. A preocupação de Paulo cm a estabilidade espiritual da igreja o levou a enviar Timóteo e a expressar. “Ouvimos”. 3.5). A volta do Senhor é de importância central em ambas as cartas. Paulo rapidamente escreveu 2Ts para ressaltar a maneira correta de compreender a volta do Senhor. surge um problema diferente.4. 1Ts revela que alguns tessalonicenses estavam perplexos com a morte de pessoas amadas e temendo perder a volta do Senhor Jesus.4) elas descansam nele (1.8).13) aqueles em seu Reino (1. 3.11-12. A declaração profética do Espírito. Esse dia.10. “o ministério da injustiça” (2. com “o assopro de sua boca” (2. e ele.10).29). esclarece ele. Embora a igreja seja geograficamente localizada em tessalônica.3.11) e que não conhecem (1.1). está claro que os crentes sofreram algumas perseguições e opressão— da mesma forma que Paulo e Silas. “que alguns entre vós andam desordenadamente. 2Ts 1. Em primeiro lugar.14). tinha trazido para Tessalônica uma doutrina que anunciava que “o Dia de Cristo estivesse perto” (2.12) e amor (3. não acontecerá até que determinados acontecimentos ocorram. Tanto em 1Ts como em 2Ts (1. mas também restituiu os malfeitores (1. sempre deve ser testada (1 Ts 5. 3. o homem do pecado será revelado—”O filho da perdição” (2. 2. ou assim afirmada (2. amor e paciência (3.13).11). se autodenominará Deus(2.1. As igrejas são dele (1. Deus é visto como Pai (1.2. se escrito apenas algumas semanas depois de 1Ts. Duas vezes em 2Ts (2. 1Co 14. não trabalhando. consolo e estabilidade (2.1.4). nosso Pai.8) e tomará vingança daqueles que não conhecem a Deus (1. uma alegre satisfação por conhecer sua saúde espiritual (1Ts 2.7) já operava nos dias de Paulo.14 . pois terá grandes poderes. incluindo a capacidade de realizar prodígios (2. havia preocupações evidentes sobre as atitudes desequilibradas relacionadas com a volta do Senhor. sugerindo que Paulo escreveu a segunda carta algumas semanas após a primeira.2º Tessalonicenses Autor: Paulo Data: Cerca de 50 dC Autor e Data 1 e 2Ts são bastante semelhantes em linguagem.2). desarmado. Ou pode ter surgido em uma carta falsamente atribuída a Paulo. cuja seleção para a salvação por Deus “desde o início” o apóstolo descreve pormenorizadamente como “santificação do Espírito e fé da verdade “ (2.15. Em 2Ts.21. O Espírito Santo em Ação Na única referência direta ao ES.11).5. Qualquer que seja a fonte da doutrina errônea. Ele enganará muitos.5) e os torna dignos de seu chamamento de salvação (1. em 2TS Paulo engrandece a Deus pelos tessalonicenses.17). 3. 3. 116 . haverá uma apostasia e.crenças fixas dentro das igrejas— como uma verificação sobre a doutrina carismática. sua posição espiritual encontra-se em “Deus.8). 2Ts 2. Ele escolheu (2.8).3). está se desenvolvendo um corpo de crenças cristãs definidas. Mas um poder— não identificado claramente pelo apóstolo– resiste e controla o homem do pecado de forma a impedi-lo de interferir na consumação do curso dos acontecimentos humanos por Deus através da volta de Cristo na segunda vinda..N.3.12).6) e permite a ilusão àqueles que desprezam a verdade (2. chamada de “anticristo” nas cartas de João.10.5) e objeto de agradecimento (1.16).4). também teria sido escrita por volta de 50 dC. Cristo Revelado A coigualdade de Cristo com Deus recebe atenção especial neste livro. e no Senhor Jesus” (1.12. Essa figura.4. O apóstolo apela para a “tradição” .1). Deus Pai Revelado Como em outros lugares do NT.

1-4 autores 1.16 IV.2 Ação da Igreja 1. Exortação 2.6-13 À disciplina 3.1-12 III.17 Um desejo de graça 3. Começo típico da carta 1.13-3.5-12 Indicações da vinda 2.16 À estabilidade 2.18 Índice 117 .3-4 II.5– 2.1 Saudações 1.17-18 Uma assinatura de crédito 3.Esboço de 2º Tessalonicenses I.12 Conseqüência da vinda 1. Comentários finais 3.14-15 À paz 3.1-5 Contra ociosidade 3. Doutrina 1.1 Endereços 1.13-17 À oração 3.

tal como exigido na nomeação de líderes (At 6. ele ensinou Timóteo como combater os falsos mestres. Em virtude de seu trabalho de redenção. Autor Todas as Epístolas Pastorais (1Tm. 6.14.1-7). com quem ele teve Timóteo.15 . e obtiveram em meios às perseguições sucesso. A declaração “o Espírito expressamente diz” (4. 5. Ele provavelmente tenha escrito a carta em 64 dC.1). provavelmente seu único filho.15) quando salvador (1.1) e o capacitou para o ministério (1. como escolher os líderes da igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classe na igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classes na igreja. e sua filha Eunice.1) ressalta a atividade contínua do ES e a sensibilidade de Paulo a suas sugestões. Na carta.26. Em 4. 3. como ordenar o culto da igreja.15). mas para evitar ofender os judeus. Era evidente que Timóteo tinha recebido os ensinamentos da religião judaica. Paulo relembra Timóteo do “dom” que lhe foi dado através da “profecia”. Paulo adicionou Timóteo a seu grupo apostólico. altamente recomendado por seus líderes ali e em Icônio. ele encontrou Timóteo como membro da igreja local.14). ele é nossa esperança (1. Além disso. a maneira de acessar a Deus.27). Cristo é tanto Senhor (1. Data Paulo visitou Éfeso por volta de 63 dC. ele partiu.21. e ele achou necessário escrever uma carta de instrução a seu jovem colaborador que enfrentava problemas.12). Timóteo deveria ensinar a fé apostólica e levar uma vida exemplar o tempo todo.14. Jesus é a fonte da graça.14. Eunice era casada com um gentio. pois Paulo o iguala a Deus.1. As “intercessões” (2. Ele. Sob a sugestão do ES.1º Timóteo Autor: Paulo Data: Cerca de 64 dC Antecedentes Em sua primeira viagem missionária. 2Tm. uma capacidade especial de ministrar concedida como um carisma do Espírito quando colocaram as mãos nele.7) também incluiria o líder ser “cheio do ES”. Paulo e Barnabé pregaram em Listra.3. uma cidade da Licaônica. Como eles iam ministrar entre os judeus. que se faz carne. e a promessa de sua volta é um incentivo à fidelidade no ministério e à pureza na vida (6. um “bom testemunho” (3. ele é o único “mediador entre Deus e os homens” (2.2. mas ele estava operando desde o começo da igreja em Éfeso (At 19.16). tenha se convertido a Cristo durante esse ministério. Logo em seguida.14). que comandou o apostolado de Paulo (1. Quando Paulo retornou a Listra. mas seu pais recusou-se a permitir que o filho fosse circuncidado. deixando Timóteo responsável pela igreja de lá.1) são orações que envolvem a assistência do ES (Rm 8.5). não por causa da justiça. Desde o início desenvolveu-se um relacionamento bastante próximo entre Paulo e Timóteo. após ser libertado de usa primeira prisão romana.15-16).1-2. O Espírito Santo em Ação As referências diretas ao ES em 1Tm são raras. Tt) nomeiam o apóstolo Paulo como seu autor.N. Por enquanto. a antiga tradição insiste unanimemente que Paulo as escreveu. Além disso. misericórdia e paz (1.6).16) e proclama sua soberania universal e natureza eterna (6.12. o Pai (1. É provável que uma judia chamada Lóide. ascendeu ao céu (3.12. 118 .3). Conteúdo O trabalho para o qual Paulo nomeou Timóteo envolveu sérias dificuldades. uma vez que sua mãe era judia. Cristo Revelado A divindade de Jesus é evidente. que “se deu a si mesmo em preço de redenção por todos” (2. Paulo advertiu Timóteo a ser circuncidado.

Esboço de 1º Timóteo Introdução 1.14-16 II.10 III. Exortações finais 6.11-21 Para manter a fé e militar na fé 6.10 Em relação à igreja como um todo 4.1-6.11-21 Para apresentar as reivindicações de Cristo aos ricos 6.1-20 I.1-6.1-16 Em relação às várias classes na igreja 5.1-15 Seus líderes 3.16 Seu culto 2.20-21 Índice 119 .1-13 Sua função em relação à verdade 3.17-19 Para guardar a verdade 6. Instrução relacionada aos deveres pastorais 4. Instruções relacionadas à igreja 2.1-3.

a misericórdia. como é provável que ele tenha sido executado antes da morte de Nero em 68 dC. a carta deve ser datada de 66/67. Anteriormente. mas agora estava confinado a um masmorra e os amigos quase não conseguiam vê-lo. viajando até a Espanha. Portanto. Há pouca dúvida sobre Paulo ter escrito esta carta pouco antes de sua morte.10. Paulo necessitava de algumas coisas pessoais (4. 2Tm revela emoções de Paulo mais do que seu intelecto.1-2.13).18. em sua solidão. Em relação a si mesmo.9-10. Esboço de 2º Timóteo I. 4. As bênçãos espirituais. Fidelidade face às dificuldades 1.1. provavelmente em Trôade (4.17-18.1-2 Ação de graças 1. Cristo Revelado Para Paulo. O ES que em nós habita nos permite ser fiéis ao evangelho confiado a nós e garantir sua pureza (1. Ele lembrou Timóteo de suas responsabilidade e o advertiu a se entregar de corpo e alma à sua tarefa.16. pois seu coração estava falando. 2. Ocasião e Data A carta originou-se devido à preocupação de Paulo com as necessidade de Timóteo. somente Lucas estava com Paulo (4. a paz e mesmo a vida em si.6-8).16 .13).15) e foi ressuscitado (2. Ele é fiel àqueles que o seguem (1. 2. residem nele e derivam dele (1. bem como suas próprias.8).11-12.911).8) logo após sua morte.13.13) e. tendo todos os outros partidos por vários motivos. o evangelho contém mais do que declarações e proposições: é Cristo (1. Jesus veio para a terra como homem (2. como a graça. caloroso e carinhoso. Paulo foi libertado da prisão romana pouco depois de At ter sido escrito e empenhou-se em viagens missionárias.1-5 Saudação 1. Ao escrever esta carta. ele esperava ser solto.16). Além disso. Ele também concede a compreensão espiritual (2. amor e moderação (1.22) e coerente com seu propósito (2.1). ele estava em sua própria casa alugada e podia receber visitantes livremente. Característica Embora Paulo seja conciso e direto. Cristo aparecerá em sua segunda vinda como o juiz justo (4.6).8. Durante a era das perseguições iniciadas por Nero em 64 dC. o ES concede poder.67 dC Antecedentes Até podemos determinar.12-14 120 . 4.14).12. Antes.6-14 Devido à natureza da experiência cristã 1. 2. desejava ver Timóteo e Marcos (4. ele também é meigo. O Espírito Santo em Ação O ES deu a Timóteo um dom e Paulo o exortou a usá-lo ativamente (1. As circunstâncias de sua segunda prisão foram bastantes diferentes daqueles de seu primeiro encarceramento.6-8 Devido à grandeza do evangelho 1. e levado pra Roma.13. Paulo foi preso de novo.12. a carta não era um produção literária ordenada bem planejada.2º Timóteo Autor: Paulo Data: Cerca de 66 .14. mas agora ele esperava a morte (4. 3. Conseqüentemente. Introdução 1.11).8) para ser nosso Salvador (1.3-5 II.10.7). mas sim uma nota pessoal contendo a última vontade e o testamento do apóstolo.7).N.9-11 Devido ao exemplo de Paulo 1.

Conclusão 4.22 Índice 121 .8 Erro doutrinário 2.8-13 IV.14-26 Erro prático 3.14-15 Explicação 4.9-13 Advertência 4.15-18 O caráter da obra de Timóteo 2. Fidelidade face ao erro 2.III.19-21 Bênção 4.1-4.9-22 Instrução 4.15-2.1-7 A obra redentora de Cristo 2. Fidelidade face à deserções 1.13 O exemplo de Onesíforo 1.16-18 Saudações 4.14-4.8 V.

Tito tinha de ordenar os presbíteros em cada cidade onde existia o núcleo de uma congregação.1-7 122 . Mesmo que Tito fosse companheiro e um valioso colaborador de Paulo. Esboço de Tito I. a doutrina correta e a vida santa.6-9 A necessidade de administração adequada 1. Conteúdo A carta a Tito tem uma afinidade com 1Tm.3) indica que ele não foi criado no judaísmo. Paulo deixou Tito em Creta para cuidar de novas igrejas. Introdução 1.5).5 indicam claramente que ele e Tito conduziram uma missão lá.1-15 Em relação ao mundo todo 3. e deveriam ser inflexíveis em questões de princípio.1-3-7 Entre eles mesmos 2.4 Encargo de Tito 1. Paulo tinha muita estima por Tito e o apostolo se inquietava quando havia pouco ou nenhuma notícia sobre as atividades e o paradeiro do jovem. A carta dá indicações de ter sido escrita durante o outono.1-5 Declaração do ofício. Cristo Revelado Fundamentando as instruções de Paulo está o tema de que Cristo está construindo sua igreja. Tito era grego e evidentemente um convertido de Paulo. provavelmente por volta de 64 dC (3. Ambas as epistolas são endereçadas a jovens homens aos quais tinham sido designados de liderança responsável em sua respectivas igrejas durante a ausência de Paulo. na Grécia (3. Ess campanha provavelmente tenha acontecido em alguns momentos durante 63-64 dC. Instruções em relação aos presbíteros 1.6-8). O fato de Tito não ser circuncidado (Gl 2. após a libertação de Paulo de sua primeira prisão em Roma. passagens como 1.12). ele escreveu para Tito. Como tinha pouco tempo. Eles devia ser homens de alto caráter moral. Instruções em relação à conduta cristã 2. mantendo a verdadeira doutrina apostólica e sendo capazes de reprovar os opositores. Ambas as epístolas ocupam-se com as qualificações daqueles que devem liderar a ensinar as igrejas.6-16 Sua qualificações 1.5 II.14.4-7) e apresenta sua segunda vinda como um incentivo à vida sagrada (2. 3.10—16 III. Paulo também enfatiza Cristo como nosso redentor (2. nem tornou-se um prosélito. Os cretenses não podem mudar a si mesmo (1. Em algum momento a caminho de Nicópolis.12). não existe nenhuma menção a seu respeito em Atos.13). escolhendo cuidadosamente as pedras que formam essa habitação para Deus. A pessoa que experimenta um novo nascimento recebe o ES a fim de manter um estilo de vida vitorioso seguindo os moldes do de Cristo (3. Ocasião e Data Embora o NT não registre um ministério de Paulo em Creta.Tito Autor: Paulo Data: Cerca de 64 dC Antecedentes É estranho que uma pessoa cujo nome esteja listado entre os livros do NT seja tão pouco conhecida. O Espírito Santo em Ação O ministério do ES é compreendido por toda a epístola.12. e a regeneração só pode ser obra do ES (3. esperança e funções de Paulo 1.17 .12-13).1-3 Saudação 1. Tito tinha três grandes temas– a organização da igreja. Então o apóstolo partiu para outras´áreas de trabalho.N.

8-11 Para ensinar verdades espirituais 3.9-11 Pra evitar dissensões 3.IV. Instruções finais 3.9-11 V. Instruções e saudações 3.12-15 Índice 123 .

O Espírito Santo em Ação 124 . Conteúdo A epístola é uma expressão autêntica dos verdadeiros relacionamentos cristãos. Um escravo era propriedade de seu mestre. intercedeu por Onésimo e expressou total confiança de que a fé e amor de Filemom resultariam na restauração (vs 5. Antes um escravo alienado.21) Características Mesmo sendo a mais curta das epístola de Paulo.10). Amor. 11. junto com a profunda amizade de Paulo com os dois homens. Tíquico e Onésimo aparentemente entregaram as duas cartas (Cl 4. pois ele preenche um “cheque em branco” em nome de Onésimo para quaisquer dívidas a pagar (vs 17-19). Essa transformação. ela reorganizou o relacionamento entre o mestre e o escravo. confiança e respeito caracterizavam a amizade deles (vs. os escravos fugitivos poderiam ser severamente punidos e mesmo condenados à morte. é a base de um novo começo. o amor através do perdão. além disso. Não se trata de um apelo superficial de Paulo. Fm é uma profunda revelação de Cristo operando na vida de Paulo e daqueles à sua volta. e Paulo logo chega a esse tópico. isto é. aparentemente depois de danificar ou roubar a propriedade do mestre (vs. O relacionamento próximo de Paulo e Filemom é evidenciado através de suas orações mútuas (vs 4 e 22) e de uma hospitalidade de “portas abertas” (v. 1. em uma situação muito sensível. Às revoltas dos escravos no séc. Mesmo a igreja Primitiva não tendo atacado diretamente a instituição da escravidão.5-9). as pessoas podem ver a unidade do Espírito entre todos os santos envolvidos. análoga à intercessão contínua de Cristo junto ao Pai em nosso nome. 14. Depois de agradecer pessoalmente a Filemom e seus companheiros crentes. Onésimo agora também é um “querido Irmão” em Cristo (v.21) A escravidão era uma realidade econômica e social aceita no mundo romano. mas com urgência. Filemom é desafiado a mostrar o mesmo perdão incondicional que ele recebeu através da graça e amor de Jesus. e ambos eram responsáveis por seu comportamento (Ef 6. Apresenta a persuasão de Paulo em ação. Paulo escreveu para a igreja em Colossos e evidentemente incluiu esta carta a favor de Onésimo. que morava em Colossos.28). que o levou a Cristo (10).22).2). Como ele conclui. Onésimo. Ele faz a petição já sabendo que o amor e caráter de Filemom prevalecerão. Ambos eram iguais perante Deus (Gl 3. O tom é de amizade calorosa e pessoal ao invés de autoridade apostólica. De acordo com a lei romana. Ele desejava uma verdadeira reconciliação cristã entre o proprietário de escravos lesado e o escravo perdoado. e que a igreja colosense se reunião em sua casa (v. Parece que Filemom tinha se convertido sob o ministério de Paulo (v.18 .Filemom Autor: Paulo Data: Cerca de 60-61 dC Antecedentes Esta carta é o apelo pessoal de Paulo a Filemom. Ele explica a conversão de Onésimo e o novo valor do escravo no ministério e família de Jesus Cristo (12-16). e não tinha direitos. Ela revela como Paulo endereçou com educação porém firmeza o assunto central da vida cristã.18). um cristão rico e dono de escravos. Ocasião e Data Paulo escreveu esta carta durante sua prisão romana por volta de 61 dC. com delicadeza. Fm 12).16).N. Paulo. A intercessão de Paulo é. Cristo Revelado Essa epístola aplica poderosamente a mensagem do evangelho. Em Roma. Onésimo entrou em contato com o preso Paulo. I resultaram em proprietários temerosos e suspeitos. um de seus escravos tinha fugido para Roma. A oferta de Paulo em pagar uma dúvida que não era sua em nome de um escravo arrependido é um quadro claro da obra do Calvário. Paulo expressa ação de graças por seu amor e fé em relação a Cristo e a seus companheiros crentes.7-9. O amor fraternal normalmente exige graça e misericórdia práticas.

é evidente por toda a carta. Preocupações pessoais 22-25 Esperança de libertação 22 Saudações 23-24 Bênção 25 Índice 125 .13).19 Uma confiança na obediência 20-21 IV. È o ES que batiza todos os crentes.Mesmo não mencionando especificamente o ES. no corpo de Cristo (1Co 12. Esboço de Filemom I. Ação de graças em relação a Filemom 4-7 Louvor pessoal 4 Características dignas de louvor 5-7 III. e Paulo aplica essa verdade à vida de Filemom e de Onésimo. Petição de Paulo por Onésimo 8-21 Um pedido de aceitação 8-16 Um garantia de reembolso 17. seja escravo ou livre. fruto do Espírito. O amor. Saudação 1-3 II. foi ativo no ministério de Paulo e na vida da igreja.

4). Esboço de Hebreus I.22. interpretação da verdade espiritual (9.11. e por isso ele é capaz de interceder compassivamente em nome deles. 12.1-3 Jesus: Melhor do que os anjos 1. e não existe unanimidade de tradição em relação à sua identidade. Data e Localização O conteúdo de Hb indica que foi escrito antes da destruição do Templo em 70 dC (10. que declarava que só Deus sabe ao certo quem o escreveu. III.22-23). Os vs 4-35 registram bênçãos maravilhosas e notáveis vitórias alcançadas através da fé. Alguns sábios destacam algumas evidências que podem indicar uma autoria paulina. 7.4). descrição da experiência dos crentes (6.7.Hebreus Autor: desconhecido Data: Cerca de 70 dC Autor Hebreus não designa seu autor. 11 enumera alguns dos grandes heróis da fé no AT. Cristo ofereceu de uma vez por todas sua própria pessoas sem pecados como o sacrifício perfeito. A única evidência em relação ao local em que o livro foi escrito é a saudação enviada pelos “da Itália” (13. Ao tentar manter seus leitores distantes da apostasia. 13. testemunho à inspiração do AT (3.19.4. insultado pela apostasia (10.35. Cristo Revelado Falar de Cristo em Hb é descrever o livro inteiro. A especulação provou-se infrutífera.16. Cristo está “à destra da Majestade. que recebeu o cargo do sumo sacerdote por invocação direta de Deus. 11.4. Conteúdo Uma palavra importante da epístola é “melhor”.6. Ele experimentou na carne a provação que todos os crentes conhecem. enquanto outros sugerem que um dos colaboradores de Paulo. 36-38 registram aqueles que resistiram a grandes provas. Sendo assim. de modo que suas iniqüidades não são mais lembradas contra eles. no séc. 10. enquanto os vs. 11. 8.40).3). Hb salienta a importância e o ministério do Cristo pré-encarnado. 9. aplicando-se tanto ao período do AT quanto do NT: Os dons do ES para o ministério (2.34. Enquanto o sacerdote arônico tinha que oferecer sacrifícios continuamente por seus próprios pecados. podem ter escrito o livro.5. A maioria das bênçãos do judaísmo relacionava-se com as coisas terrenas: um tabernáculo ou templo terreno. e a melhor conclusão pode ser a de Orígenes. 10. onde distribui as bênçãos celestes (3. sacerdotes terrenos. nas alturas” (1. Cristo é o sumo Sacerdote. O motivo óbvio é que o sangue de Jesus tinha riscado os pecados e fracassos. o escritor enfatiza a superioridade de Cristo perante tudo que o aconteceu antes no período do AT. A superioridade da pessoa de Jesus 1.14).1-4. Como nenhum outro livro da Bíblia. como Barnabé ou Apolo. bem como pelos pecados de outras pessoas.8). mas sim de Melquisedeque. assistência no ministério de Jesus (9.11). e não por herança (5.19 . O cap. Em contraste. sacrifícios terrenos. 8.16.15). O Espírito Santo em Ação O ministério do ES é visto de diversas maneiras.23. Um ponto importante desta epístola é a apresentação do ministério sumo sacerdotal do Senhor. um acordo que prometia a prosperidade terrena.24).13 Jesus: Melhor do que os profetas 1.N. não há menção dos pecados e defeitos daqueles enumerados.29). Significativamente. 6. que não tinha antecessores nem sucessores no sacerdócio.18 126 .1.4-2. sofrimento e perseguição através da fé. usada para descrever a Cristo e os benefícios do evangelho (1. Melquisedeque era um tipo perfeito para Cristo. indicando talvez que o autor estivessem em Roma ou escrevendo para os cristãos de Roma.5-6). não segundo a ordem de Aarão.

Jesus: Melhor do que Moisés 3.1-19 Jesus: Melhor do que Josué 4.1-13

II. A Superioridade do Ministério de Jesus 4.4-10.8
Jesus: Melhor do que Arão 4.14-5.10 O Sacerdócio de Melquisedeque, portanto Jesus, melhor do que o de Arão 7.1-8.5 Jesus é mediador de uma melhor aliança 8.6-10.18

III. A superioridade da caminhada da fé 10.19-13.35
Um chamado à segurança total da fé 10.19-11.40 A persistência da fé 12.1-29 Admoestações sobre o amor 13.1-17 Conclusão 13.18-25 Índice

127

N.20 - Tiago
Autor: Tiago, irmão de Jesus Data: Cerca de 48-62 dC Autor
O autor identifica-se somente como Tiago. O nome era bastante comum; e o NT enumera pelo menos cinco homens com este nome, dois dos quais eram discípulos de Jesus e um era seu irmão. A tradição atribui o livro ao irmão do Senhor, e não há motivos para questionamentos. Evidentemente, o escritor era bastante conhecido, e Tiago, o irmão de Jesus, logo tornou-se líder da igreja em Jerusalém (At 12.17; 15.13-21; 21.18; Gl 1.19; 2.9,12). A linguagem da carta é semelhante à da fala de Jesus em At 15. Aparentemente, Tiago era um descrente durante o ministério de Jesus (Jo 7.3-5). Uma aparição de Cristo a ele após sua ressurreição (1Co 15.7) provavelmente o tenha levado a essa conversão; pois ele é enumerado com os crentes de At 1.14.

Data
O historiador Judeu Josefo indica que Tiago foi apedrejado até a morte por volta de 62 dC; então, se ele é o autor, a carta foi escrita antes dessa data. O conteúdo do livro sugere que pode ter sido escrita um pouco antes do concílio da Igreja relatado em At 15, que se reunião por volta de 49 dC. Não podemos se dogmáticos, e só se pode concluir que a carta provavelmente tenha sido escrita entre 48 e 62 dC.

Conteúdo
Ao invés de especular ou debater sobre teorias religiosas, Tiago direciona seus leitores para uma vida piedosa. Do Início ao fim, o tom desta carta é imperativo. Em 108 versos, são dados 54 mandamentos evidentes, e 7 vezes Tiago chama a atenção para suas declarações usando termos de natureza imperativa. Esse “servo de Deus” (v.1) escreve como alguém supervisionando outros escravos. O resultado é uma declaração da ética cristã, que se iguala a ensinamentos semelhantes no NT.

Cristo Revelado
Começando no primeiro verso e continuando por toda a carta, Tiago reconhece a autoridade de Jesus, referindo-se como “servo”, ou escravo, do Senhor. O termo é aplicável a todos os cristãos, pois todos os verdadeiros discípulos de Cristo reconhecem sua soberania sobre suas vidas e se comprometem espontaneamente a seus serviço. Cristo é o objeto de nossa fé (2.1), aquele que cujo nome e em cujo poder realizamos nosso ministério (5.14,15), o recompensador de todos aqueles que se mantém firmes em meio a julgamentos (1.12), e aquele que virá, por quem pacientemente esperamos (5.7-9). Tiago identifica Cristo como a “glória” (2.1), referindo-se ao Shekinah, a gloriosa manifestação da presença de Deus em meio a seu povo. Não somente glorioso por si mesmo, ele é a glória divina, a presença de Deus na terra (Lc 2.30-32; Jo 1.14; Hb 1.3). De considerável interesse é o paralelo próximo entre o conteúdo dessa carta e a doutrina de Jesus, especialmente o Sermão da Montanha. Embora Tiago não cite exatamente nenhuma declaração de Jesus, há mais reminiscências verbais da doutrina do Senhor nesta carta do que em todo o resto das epístolas combinadas no NT. Essas alusões indicam uma associação próxima entre Tiago e Jesus e evidenciam a forte influência do Senhor na vida do autor.

O Espírito Santo em Ação
A carta menciona especificamente o ES somente em 4.5, onde se declara que o Espírito que habita em nós deseja a nossa lealdade completa, não suportando rivalidade. A Atividade do ES pode ser vista no ministério aos doentes descritos em 5.14-16. À luz de outra terminologia bíblica que liga unção com o Espírito ( Is 61.1; Lc 4.18; 1Jo 2.20-27), o ungir com o óleo é melhor compreendido como símbolo do ES. Além do mais, no grego, o artigo definido usado com a palavra “fé” em 5.15 particulariza essa fé, sugerindo que Tiago está se referindo à manifestação do dom da fé (1Co 12.9).

Esboço de Tiago
I. Saudação 1.1 128

II. Religião prática e julgamentos 1.2-18
Adversidades externas 1.2-12 Tentações internas 1.13-18

III. Religião prática e a palavra de Deus 1.19-27
Escutar a Palavra 1.19-20 Receber a Palavra 1.21 Obedecer à Palavra 1.22-27

IV. Religião prática e relacionamentos humanos 2.1-26
Parcialidade negativa 2.1-13 Compaixão positiva 2.14-26

V. Religião prática e discurso 3.1-18 VI. Religião prática é mundanismo 4.1-12 VII. Religião prática e negócios 4.13-5.6 VIII. Apelos finais 5.7-11
Por paciência 5.7-11 Por um falar puro 5.12 Por oração 5.13-18 Por compaixão 5.19-20 Índice

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aparentemente não há a vinculação do martírio. os cristãos deveriam antever a glória porvir.21 .10).18-19. incluindo provisões para uma nova vida e esperança para o futuro (1.1). uma frase que lembra o exílio de Israel no AT. portanto. A expectativa da volta de Cristo na glória faz com que os crentes regozijem (1. mas também apropriada para estes cristãos (1. O início dos anos 60 é uma boa estimativa para a composição de 1 Pedro.17). portanto. De outras maneiras. Mesmo tendo cristo sofrido e depois sido glorificado. relembra-os de que têm uma herança celeste (1. Cristo agora também faz uma profunda diferença na vida dos cristãos.1).6-7. 3. 13 e 5.1). 130 . Além do mais. Embora sofrer seja a “ardente prova” (4. a perseguição é normalmente a exceção (3. que acompanho Paulo em segunda viagem missionária provavelmente tenha sido secretário de Pedro na composição de 1 Pe (5. Em um momento eles não eram povo (2. Sua antiga vida era de obscenidades.4).4-7).3-5) Pedro soube das tentações deles e. 13.3-13).14. 21. Os compatriotas deles estão surpresos por eles agora viverem de maneira diferente (4.N. I . os crentes responderam em obediência através “do Espírito” (1.2. refere-se a eles como “estrangeiros dispersos” (1.12). A salvação futura que aguarda os crentes na revelação de Jesus é especialmente proeminente no princípio da carta (1. Cristo Revelado Em quatro passagens separadas.4). Eles são.11. Ocasião e Data Pedro se dirige aos cristãos que vivem em várias partes da Ásia Menor.16). 4. Silvano.3.1). eles o amam (1. os evangelistas pregaram o evangelho pelo Espírito. 5.3). silenciam os homens loucos realizando boas obras (2. Esta é a “esperança” do cristão mencionada em 1.15. 4.22). 3. Ele. eles oferecem “sacrifícios espirituais” através dele (2. eles vêm até ele (2.20). Esta carta foi escrita provavelmente perto do fim da vida de Pedro. eles devem esperar se recompensados quando ele voltar (5.1-4. proclamam os louvores de Deus (2.11). envergonham os críticos ímpios (3.18). 12-16).12-13). e não há evidências de que a autoria de Pedro tenha alguma vez sido desafiada na igreja primitiva. embora pudessem ser perseguidos pela fé nessa vida (1.18.15-16) e confundem antigos companheiros (4. 3. a salvação prometida no evangelho também está bastante em vista. A paciência em meio ao sofrimento injusto é “agradável a Deus” (2. um antegozo da glória porvir veio através do Espírito (comparar: 4. 4.17. mas enquanto ele ainda poderia dizer: “honrai ao rei” (2. Conteúdo Acompanhando as várias exortações para a vida fiel em meio a uma sociedade ímpia.3.1º Pedro Autor: Pedro Data: Cerca de 60 dC Autor A carta parece ser do apóstolo Pedro.14). A carta detalha os frutos do sofrimento e da vitória de Cristo. Os cristãos devem ser uma força de redenção no mundo. em sua maioria gentios convertidos.12).18). que descrevia mais os pagãos gentios do que os judeus do Séc. Também há um referência ao importante objetivo dos crentes de levar os outros a Deus por meio de seus estilos de vida piedosos. o que talvez explique o estilo polido do grego da carta. Pedro liga os sofrimentos do sacrifício de Cristo com a glória que surgiu em sua morte (1. Cristo foi ressuscitado dos mortos “pelo Espírito” (3.15). 2. os quais estão sofrendo rejeição no mundo devido à sua obediência a Cristo (4.5). portanto.4). A tradição antiga sugere que Pedro foi martirizado em Roma junto com a severa perseguição de Nero aos cristãos depois do incêndio de Roma em 64 dC.13.4). Eles. O Espírito Santo em Ação O ES é ativo em todo o processo de salvação: o “Espírito de Cristo” nos profetas no AT testificam a respeito da cruz e da glória subseqüente (1. bebedeira e idolatria (4.13. eles são censurados por causa dele (4. ganham esposas para Cristo por seus exemplos (3.8).9). apesar do sofrimento.14 com o v.11).

A conduta do crente nas circunstâncias diárias 2.12 Saudações 5. A fé e esperança dos crentes no mundo 1.3-2.10 regozijando na esperança da volta de Cristo 1.13-4.1-11 Conclusão 5.1-2 I.12-14 Silvano. co-autor desta carta 5.19 Servindo humildemente enquanto sofre 5.3-12 Vida Justa devido à esperança 1.11-5.Esboço de 1º Pedro Introdução 1.13-2.13 Exortações finais com bênção 5.4-10 II.12 Sofrimento em nome de Cristo 3.11-3.3 Renovação para o povo de Deus 2.11 Submissão e respeito pelos outros 2.14 Índice 131 .

16-18). Esse é o verdadeiro conhecimento (gnosis) que combate a influência gnóstica herética. que se desenvolveu mais completamente no séc. 2.2-11. Aparentemente. e explica porque essa esperança ainda não foi realizada.1-2. já estão em cena (2. Os mestres heréticos aparecerão (2.20). II.21. quando Nero morreu.15). O último capítulo enfatiza a segunda vinda de Cristo.2-8. Se a tradição é confiável. pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2. O Espírito Santo em Ação A única referência direta ao ES está em 1. o Espírito está obviamente operando ao fornecer o “poder divino” que torna possível o crescimento na graça e conhecimento de Cristo (1. Esses fatores apontam Pedro como o autor genuíno de 2 Pedro. A carta começa com o tema de cultivar a maturidade cristã (1. Entretanto. È um experiência de Deus e vê Cristo que resulta em transformação moral (1. O cap.1-2) e.2-3. Pedro foi martirizado em Roma durante o governo de Nero.1). Eles ridicularizam a idéia da volta do Senhor.2º Pedro Autor: Pedro Data: Cerca de 65—68 dC Autor e Data Esta carta fornece as instruções e exortação do apóstolo Pedro à medida q eu ele se aproxima do final de sua vida (1. objeto de ataque de zombadores. O “conhecimento” em 2Pe é mais do que percepção intelectual. desqualifica qualquer “interpretação privada” .1-2. e ele usa várias palavras e frases semelhantes às encontradas em 1Pe. A fidelidade à doutrina apostólica é a principal preocupação (1. Pedro evidentemente tem um comunidade especifica em mente (3. O propósito e atividade divinos estão centralizados em Jesus. e a doutrina apostólica (3. 3. em algum momento eles tinha “escapado das corrupções do mundo. 3.1.15-16). 2 fornece uma descrição mais longa a respeito da advertência contra os falsos mestres. então esta carta era direcionada aos cristão em algum lugar da Ásia Menor. Cristo Revelado A divindades de Cristo é evidente na maneira como Deus e Cristo estão aproximados ligados em 1. por sua vez.12-15).1-2). I.16) e pela chegada de seu Reino eterno (1.N.9.1).8.17). Os estudiosos conservadores normalmente sustentam que Pedro escreveu ambas as epístola que lhe são atribuídas. 2Pe adverte os cristão contra os falsos mestre dentro de sua comunhão que os levaria a apostasia.1222).18). o que. 3.De acordo com a antiga tradição da igreja. Conteúdo A resposta ao erro é a firmeza através do crescimento no conhecimento do Senhor. Também garante o cumprimento da promessa da volta do Senhor e ensina que sua expectativa deveria motivar os cristãos ao comportamento piedoso. à medida que sua graça e poder são concedidos aos crentes (1. As referências em 2Pe indicam a autoria de Pedro: o autor se identifica como Simão Pedro (1. São as Escrituras que garantem ao crente um destino com Jesus Cristo (1.1). Deus reconhece Cristo como seu “Filho” (1.20). que descreve a obra do Espírito em “inspirar” os autores humanos das Escrituras proféticas.15-16). ele tinha escrito uma carta anterior às pessoas a quem 2Pe é dirigida (3. Antecedentes Enquanto 1Pe estimula os cristãos a encararem a oposição do mundo. 3. Eles negam o senhor. exibem um estilo de vida sensual e estão destinados à destruição.12-16. e se essa comunidade for a mesma referida em 1Pe 3. 2.18).22 . A base para tal conhecimento são as Escrituras. ele alega ter estado com Cristo no monte da transfiguração (1. na verdade.2-3.1. então sua morte ocorreu antes de 68 dC. mas cujas raízes foram fixadas no séc. 3.14-18).20. que devem aguardar por sua volta (1. chamadas de “profecia” (1. 132 .16-21.1-2. Essas características se enquadram na heresia gnóstica.19-21).

4-10 Descrição dos falsos mestres 2. A verdade doutrina contra a falsa 1.4-22 Destruição dos falsos mestres 2.10-22 IV. Advertências contra os traidores do final dos tempos 3.1-18 Escarnecedores nos últimos dias 3.12-15 Escrituras proféticas contra os falsos mestres 1.16-2.3-11 Testamento de Pedro 1.3 III.8-18 Índice 133 .3-2.1-2 II. Exposição e julgamento dos falsos mestres 2.3 Busca de virtudes morais 1.1-7 Crentes e o Dia do Senhor 3. Saudação 1.Esboço de 2º Pedro I.

João responde esse erro com indignação (2. 5. “Gnosticismo” é uma palavra derivada do grego gnosis. revelando o relacionamento íntimo do apostolo com Deus e com o povo de Deus. I.22) e anticristos (2. Heresia era um precursor do gnosticismo do séc.1) para propagar sua perigosa heresia. conhecimento e vida em suas advertências contra a heresia.19) e tinha se “levantado no mundo” (4. cerca de 90 dC. A incerteza de seus leitores sobre sua condição espiritual foi causada por um conflito desordenado com os mestre de uma falsa doutrina. 3. João refere-se ao ensinamento como enganosos (2. João ressalta os temas do amor. que acontecia somente para iniciados da elite espiritual.15-17. O estilo é informal e pessoal. II. e o antigo testemunho atribui. então. Possuir amor é evidência clara de que uma pessoa é cristã. sendo o amor a nota dominante. Mais uma vez João reagiu energicamente (2. e como nada que o copo fizesse poderia afetar o espírito interno. refletindo a autoridade que a idade e o apostolado trazem. João afirma que Deus é a luz.18). luz. junto com o fato do tom dos escritos sugerirem que se trata de um produto de um homem madura que passou por experiência espiritual profunda. com unanimidade. O ponto de vista dualista fez com que os falsos mestres negasse a encarnação de Cristo e. o caráter da heresia combatida na carta aponta para a mesma época.23 . o corpo humano que Jesus supostamente possuiu não era real.1º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores Embora esta carta seja anônima. que significa “conhecimento”.9-10. Eles um dia tinha estado com a igreja. Em virtude disso. os gnósticos ensinavam a salvação através de esclarecimento mental. Além disso. e a falta de amor indica que a pessoa está nas trevas (2. Eles também ensinavam que.3).7) e aos mestre como “falsos profetas” (4. apontam uma data próxima ao final do séc. A comunhão com Deus e os irmãos permite que as pessoas reconheçam através da unção de Deus. 3. nunca poderia habitar um corpo material de carne e sangue. 4. declarando que nãohá revelação particular reservada para alguns poucos intelectuais. Esses elementos repetem-se por toda a carta. O tom da epístola é amigável e paterna.10-23. 4.26.20. Características Existem grandes semelhanças entre eo Evangelho de Jo e 1Jo. e não aos cristãos comuns. mas apenas aparente.22. mas tinha se afastado (2. Ocasião e Objetivo João declara ter escrito para dar garantia da vida eterna àqueles que Crêem “no nome do Filho de Deus (5. era expor a heresia dos falsos mestres e confirmar a fé dos verdadeiros crentes. e a comunhão com ele faz com que as pessoas caminhe em verdadeira comunhão com outros crentes. as distinções éticas pararam de ser relevantes.22-23. como o corpo humano era um simples invólucro para o espírito interior. A falta de especial dedicação e saudação indicam que a carta foi circular.18.27). Portanto. ensinavam eles. mentirosos (2.9-11. a ressurreição. 3.4.3).7.13). Conteúdo Em primeiro lugar. Mais tarde. eles substituíram a fé pelas buscas espirituais e exaltaram a especulação mais do que os dogmas básicos do evangelho. João escreveu vigorosamente contra esse erro (2.3. Data O peso de uma tradição antiga e forte sobre João ter passado seus últimos anos em Éfeso. onde João passou seus últimos dias.1). Evidências internas também apontam João como o autor. eles não tinham pecado.7-21). O objetivo de João ao escrever. e que todo o corpo de crentes possui a doutrina apostólica. 134 . a carta a ele. O verdadeiro Deus. seu estilo e vocabulário indicam claramente que foi escrita pelo autor do Evangelho de Jo.N. que ensinava que a matéria era essencialmente ruim e o espírito era essencialmente bom. portanto. provavelmente enviada à igrejas perto e Éfeso. 4. Portanto. a falsa doutrina e o espírito do anticristo.6.

6-7.1). A vida de Justiça 2. nos devemos encontrar quem eles reconhecem como salvador e senhor. Jesus defende seu caso.18-29 III.5).15-17). enquanto “qualquer que não pratica a justiça e não ama a seu irmão não é de Deus” (3. A fim de testar os espíritos. Aquele que “pratica justiça é justo.3.5-10 II. 4.1-4 Deus é luz 1.1-7 Advertindo contra o espírito do anticristo 2. 3. 5. que eles podem se opor com sucesso aos heréticos que negaram esta verdade (2. o ES testemunha a realidade da encarnação (4.5.4). 4. o Espírito guia os verdadeiros crentes a uma completa realização da verdade em relação a Jesus.5. Esboço de 1º João I.13-24 Crença 4.1).3). A epístola termina com o testemunho de Jesus. A fonte do amor 4. enviado por Deus para nos resgatar do pecado (1.9. Cristo é antítese do pecado. O cap. o dom do Espírito que nos assegura que em nosso relacionamento com Cristo. o Filho de Deus. Em primeiro lugar. Em segundo lugar. A encarnação 1.5).2.7-21 V. Jesus é nosso advogado junto ao Pai (2.10).12). Jesus é a propiciação pelos nossos pecados (2.1-6 IV.2. Jesus também é o nosso Salvador.1-4. Jesus é aquele que veio. assim como ele é justo” (3.7). a palavra que tornou-se carne.1). Todos os espíritos que não reconhecem que Jesus é Deus em carne não é de Deus (v. 4 continua com o tema da identificação dos espíritos rivais . se ele pecar.18). A vida dos filhos de Deus 3.11.1-10 Deus tornou-se carne na forma humana 1. Cristo Revelado João enfatiza tanto a divindade quanto a humanidade de Jesus. 4.15. O Espírito Santo em Ação João descreve um ministério triplo do ES nesta carta. João apresenta a segunda vinda de Jesus como um incentivo para que permaneçamos firmes na fé (2. declarando que Deus entrou completamente na vida humana através dele.6-8). e ele se manifestou para tirar os nossos pecados (3.6 Justiça 3.20. O triunfo da Justiça 5.10).13). Apenas através dele podemos alcançar a vida eterna (5.6).2.3. e ele oferece a garantia de que nossa completa transformação à semelhança de Cristo acontecerá no momento de sua volta. e nenhuma pessoa nascida de Cristo tem o hábito de praticar o pecado (3. mas.1-29 Caminhada na luz 2. tanto ele é fiel a nós (3. 1Jo 5.1-12 Amor 3.1-5 VI. O amor ao Pai e o amor ao mundo são totalmente incompatíveis (2. João o identifica como aquele que veio pela água e pelo sangue.24) como nós somos fiéis a ele (4. A garantia da vida eterna 5.6-12 135 . o Deus que veio e habitou entre nós. Em terceiro. 5.14).28). O pecado não combina com a vida de um cristão.7. O título técnico do Messias é “aquele que havia de vir” ou “aquele que veio” (Mt 11.falsos profetas que saíram para o mundo (v.A comunhão com Deus exige que se caminhe na luz e se obedeça aos mandamentos de Deus (1. Um teste do Cristianismo é a crença correta sobre a encarnação (4. 2.

VII.13-21 Índice 136 . Certezas cristãs 5.

Ele incita os leitores a ficarem perto de Cristo.9). ele ressalta a verdade como a base e prova da comunhão . O Espírito Santo em Ação Embora a epístola não mencione especificamente o ES. Cristo Revelado João apresenta tanto a divindade de Cristo (v.2º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores João dirige esta segunda epístola para a “senhora eleita e seus filhos”. Elogio pela lealdade passada 4 137 . que podiam ser reconhecidos pela ortodoxia de sua mensagem (v. seu ministério é evidente. mas não deixa dúvidas de que a comunhão cristã é impossível onde a doutrina apostólica da Pessoa e obra de Cristo seja negada ou comprometida. Em especial. e a pergunta continua em aberto. “Seus filhos” sãos os membros da igreja. mantendo-se fiéis na verdade. sugerindo títulos como “a Kyria eleita”. Data O peso da evidência de João ter escrito as três cartas levando seu nome aponta para cerca de 90 dC. Qualquer pessoa que negue a verdade fundamental relacionada à Pessoa divino– humana de Cristo não tem a Deus (v.4). Os verdadeiros Cristãos.7) devem ser rejeitados. João encara a comunhão como uma característica distintiva da vida cristã. Uma conclusão definitiva parece inatingível. Portanto. Normalmente se abusava de tal hospitalidade. Ocasião e Objetivo 2Jo se preocupa com a relação da verdade cristã com a hospitalidade estendida àqueles mestres que viajam de igreja para igreja.7). Conteúdo João estimula a “senhora eleita” a continuar mostrando hospitalidade.9). Outros sugerem que a designação não denota uma pessoa em si. especialmente ao prestar testemunho à verdade relacionada à Pessoa de Cristo. mas os mestres heréticos. e acusa aqueles que rejeitam essa realidade de terem ido além da doutrina de Cristo (v.3) quanto sua humanidade (v. A partir da designação que João lher dá no verso 1 (gr eklekt Kyria). indicando que a receptora era uma mulher cristã cujos filhos perseveravam na fé (v.10).” Esboço de 2º João Introdução 1-3 I. Os falsos mestres. mas também adverte a previne contra o abuso da comunhão cristã. ele insiste em uma crença correta levando em consideração a encarnação de Cristo. João deu instruções sobre quais mestres itinerantes acolher e quais recusar. Ele até inclui saudações de suas sobrinhas e sobrinhos (13). especialmente aqueles que negavam a encarnação (v.24 . muitos comentarista especularam sobre seu nome pessoa. mas trata-se da personificação de uma igreja local. “a senhora Elcta” e “Electa Kyria”. Por toda a epístola. e os “filhos” da “irmã eleita” são membros da igreja do lugar onde João está escrevendo. estavam confundindo a comunhão dos crentes. são dignos de ajuda. O Espírito permite que o verdadeiro crente saiba distinguir os falsos mestres e “perseverar na doutrina de Cristo.N. provavelmente do mesmo grupo que é tratado em 1Jo.

Exortações 5-11 Para amar o próximo 5-6 Para rejeitar o erro 7-11 Conclusão 12-13 Índice 138 .II.

3º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores Tanto em 2Jo quanto em 3Jo. se opôsse à autoridade de João. João descreve três personalidades. na Macedônia (At 19. Gaio era um nome comum no mundo romano. 1Co 1. excomungando-os quando eles o faziam.4). O fruto do Espírito é evidente nas vidas de Gaio e Demétrio. Ocasião e Objetivo Enquanto em 2 Jo os heréticos itinerantes estavam perturbando a fé dos cristãos. Esses três homens possuem testemunhos positivos e negativos para relacionamentos adequados entre os irmãos.23. Cristo Revelado João apresenta Jesus como a verdade na qual devemos caminhar. Não há nenhuma evidência para associar Gaio de 3Jo com qualquer desses homens. o comportamento de Diótrefes mostra um acentuado contraste com a verdadeira vida em que Cristo deve ser o primeiro em todas as coisas.14). Não se sabe nada sobre o “amado Gaio” ale´m do caloroso tributo que João presta a ele no início desta carta. O Espírito Santo em Ação Esta carta não se refere diretamente ao ES. mas seu ministério é aparente por toda a mensagem. aqui ele estimula a hospitalidade. Por outro lado. João escreveu para estimular Gaio em sua generosidade para repreender Diótrefes por sua conduta nada caridosa. ele recusou hospitalidade aos missionários viajantes e proibiu os outros de recebê-los. Mensagem a Gaio 2-8 Oração por sua Saúde 2 Recomendação para a adesão à verdade 3-4 Recomendação para sua hospitalidade 5-8 139 . João proibiu a hospitalidade para os falsos mestres.N. A evidência mais forte é que todas as três epístolas de João foram escritas por um mesmo autor.29) e em Derbe (At 20. A devoção a ele motiva verdadeiros mestres em seu serviço itinerante (v. mesmo a estranhos. Terceira é Demétrio. cujo orgulho egoísta estava rompendo a harmonia da comunhão. Data João era madura tanto em anos quanto em experiências quando escreveu esta carta junto com 2 Jo perto do fim de sua vida por volta de 90 dC. o escritor se autodenomina “o ancião”. sugerindo que era mais velho do que os outros cristãos e que seu conhecimento pessoal da fé foi muito além do deles. uma pessoa dominante em uma das igrejas. ele era líder de alguma igreja na Ásia. A primeira é Gaio. Entretanto. nesta carta os genuínos mestres da verdade estão fazendo um circuito de igrejas. que demonstrou sua fé cristã através de sua generosa hospitalidade. Diótrefes.25 . Além disso. e o NT menciona um Gaio em Corinto ( Rm 16. Esboço de 3º João Saudação 1 I. especialmente ao permitir que os crentes “caminhem na verdade” e autorizando os missionários itinerantes em seu ministério. Evidentemente.7). As vidas de Gaio e Demétrio harmonizavam exatamente com a doutrina de Cristo e forneceram forte testemunho ao poder de seu amor. cuja vida exemplificava a fidelidade cristã e era digna de imitação. Na carta anterior. Segunda é Diótrefes. Conteúdo Ao cumprir se objetivo.

Elogio a Demétrio 12 Conclusão 13-14 Índice 140 .II. Condenação à arrogância de Diótrefes 9-11 III.

O balanço da carta expõe.16.8 e são expostos por não ter o Espírito no v. 21. Eles também podem ser os precursores dos heréticos gnósticos que reivindicavam espiritualidade no séc. Mc 6. isto é.18. Objetivo A carta começa e termina com uma afirmação de ação graciosa de Deus em nome dos crentes. As responsabilidades dos cristão são mais desenvolvidas nos vs. embora os falsos mestres o neguem (4). pode ter sido em 80 dC.13. que conserva o seu povo (1).15). a presença secreta de falsos mestres dentro da comunidade.14). o Espírito é importante como aquele através do qual Deus preserva os seus do erro mundano (1. Cristo Revelado A atual atividade do Cristo Vivo é assumida. ou se 2Pe é dependente de Judas. “irmão de Tiago”.12). II.3 menciona Judas como um irmão do Senhor.22-23). provavelmente o Tiago que era irmão de nosso Senhor e Líder da igreja de Jerusalém (At 15. pervertem a verdade (4). os próprios cristãos devem “batalhar pela fé” (3). A última referência insinua que os falsos mestres representavam a eles mesmos como aqueles que tinha o Espírito (Mt 7. que circulou como uma advertência contra os falsos mestres. Os crentes aguardam a bênção futura da “misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo. Esboço de Judas Saudação 1-2 I. Gl 1. Como a maior parte de Judas tem paralelos com 2Pe.19. como muitos estudiosos acreditam. é provável que tenha sido antes de 65 dC. Assim sendo. para a vida eterna”(21). 2. Entretanto. esse falsos líderes são sensuais (vs 4. Isso se realiza através da oração “no ES” (20).24). Em contrates. Se foi escrita depois de 2Pe. Judas é servo de Cristo. Como em 2Pe.18). especialmente levando em conta as analogias do AT. os quais buscam destruir a fé do povo de Deus.Judas Autor: Judas Data: Cerca de 65—80 dC Autor O autor se identifica como Judas. na doutrina apostólica (20).19. Data As considerações estabelecendo a data desta carta incluem se Judas é dependente de 2Pe.N. 20-23 por uma série de exortações práticas. ou se ambas as cartas foram tiradas de um terceiro documento. ressaltando a preservação divina (vs 1. O Espírito Santo em Ação O ES faz com que a doutrina bíblica tome vida. de modo que a comunidade cristã seja edificada em sua “santíssima fé”. os falso mestre são desprovidos do Espírito (19). Antecedentes Judas mostrou urgência em seu propósito de advertir uma comunidade desconhecida de cristão contra os falso mestres. e são destinados ao julgamento divino (14. apesar de quaisquer reivindicações que possam fazer.26 . Advertência contra os falsos mestres dentro da comunidade 3-19 Motivo para a advertência 3-4 Lembrete do antigo povo ímpio 5-7 Caráter do julgamento dos falsos mestres 8-19 141 . Eles são chamados “adormecidos” no v.

Exortações por perseverança 20-23 Manter a fé 20-21 Resgatar os enganados 22-23 Doxologia 24-25 Índice 142 .II.

Este tema foi validado na história devido à vitória do cordeiro. 22.3.11. Embora contenha sete cartas para sete igrejas.7.16).3. desenvolver uma trindade forjada a “fazer guerra” com os santos (12. Com base em declarações isoladas pelos patriarca da igreja primitiva.21) como uma carta típica do NT.11. o Ap começa (1. 10. bem como a mensagem do livro inteiro (1. A Antiga tradição eclesiásticas atribui unanimemente este livro ao apóstolo João. eles estavam compartilhando o método soberano de Deus de superar totalmente as forças do mal em todas suas manifestações. A primeira “besta” ou monstro simboliza a realidade do governo anticristão e poder político (13. e desesperado para frustrar os propósito de Deus perante seus destino inevitável.6-7. “o que profetiza fala aos homens para edificação. O objetivo desta mensagem era fornecer estímulo pastoral aos cristãos perseguidos. 22. sendo assim.6.4-7) e termina em (22. eles forma a sociedade. exortação(estímulo) e consolação” (1Co 14.1. o livro foi escrito antes da destruição de Jerusalém em setembro de 70 dC.4.10-12). portanto. alguns intérprete datam o livro perto do final do reino de Domiciano (81-96 dC). depois de João ter fugido para Éfeso.3). 22. O Ap também é um apelo evangelístico a todos aqueles que estão atualmente vivendo no reino das trevas para entrar no Reino da Luz (22.9. Ele era tão bem conhecido por seus leitores e sua autoridade espiritual era tão amplamente reconhecida que ele não precisou estabelecer suas credenciais. confortando. junto com a garantia de que. João sem dúvida vinha refletindo os acontecimento horripilantes que ocorriam em Roma e em Jerusalém quando ele recebeu a “profecia” do que estava para acontecer— a intensificação do conflito espiritual confrontando a igreja (1.N. e seus nomes não estão registrado no “Livro da Vida do Cordeiro”. Eles.27 . tendo em vista o futuro definitivo.17). comercio e cultura secular cristã definitivamente enganosa e sedutora. Antecedentes e Data As evidências em Ap indicam que foi escrito durante um período de extrema perseguição aos cristãos. O dragão. e continuou até seu suicídio. que é “o Senhor dos senhores e Reis dos reis” (17. que possivelmente tenha começado com Nero depois do grande fogo que quase destruiu Roma. Conteúdo A mensagem central do Ap é que “Deus Todo-poderoso reina” (19. em Julho de 64 dC. a ideologia (13. composta daqueles que “habitam a terra”. e é um profecia autêntica sobre o sofrimento continuo e a perseguição dos cristãos. Entretanto. 22. Dentro desta carta está “a profecia” (1. a prostituta Babilônia (caps 17-18).3. O profeta fala a Palavra e Deus como um chamamento à obediência na situação presente e na situação futura imediata. 3. 143 .13. De acordo com Paulo. a fim de que possam obedecer-lhe (1.3). frustrado por sua derrota na cruz e pelas conseqüentes restrições imposta sobre sua atividade. Essa profecia não deveria ser selada (22. o Ap fornece um maior discernimento quanto à natureza e tática do inimigo (Ef 6. que tornou-se bem mais intensa e severa nos anos seguintes.13). em junho de 68 dC.6). possuem a “marca” do monstro. desafiando e proclamando a esperança cristão garantida e certa.10.11-17).8). em Cristo. Juntos.10) por ser relevante aos cristão de todas as gerações. perpetrada pelo estado anticristão e numerosas religiões anti-cristãs. 19.22).17). a religião anticristã.17.18-19). está claro que cada membro deve “ouvir” a mensagem a cada uma das igrejas (2. a filosofia.10. aqueles que seguem o Cordeiro estão envolvidos em um conflito espiritual contínuo e. A segunda. O dragão delega continuamente seu poder restrito e autoridade aos monstros e seus seguidores a fim de enganar e desanimar qualquer pessoa do propósito criativo-redentor de Deus.9). Segundo esta visão.14).Apocalipse Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 79—95 dC Autor O autor se refere a si mesmo quatro vezes como João (1. Forma Literária Depois do prefácio.1-10. Ocasião e Objetivo Sob a inspiração do Espírito e do AT. portanto.29.

14. Entretanto. 14.1-12) cria uma impressão vívida e horripilante. complexa. 4. 22.13).17. e não uma série de acontecimentos consecutivos. Através de seu sangue. O único que é “digno” para executar o propósito eterno de Deus é o “Leão de Judá”. todas as quais contém linguagem figurativa que aponta para realidades espirituais em e por trás da experiência histórica. purificador e energizador. 144 . 5. 7.6) significa a trindade una essencial de Deus que se revelou como Pai. João registra essas visões na ordem cronológica na qual as recebeu. ele não fornece uma ordem cronológica na qual determinados acontecimentos históricos devem acontecer.11) liberados (1.1) e restaurar as bênçãos do paraíso de Deus (22.22).12.1-7. 2.1). portanto.1-3). o Ap afirma que o Filho de Deus. O Espírito Santo em Ação A descrição do ES como “os sete Espíritos” de Deus (1.20) para consumar seu plano eterno. satanás foi derrotado (12.1. mas um Cordeiro morto (5.20.14. e eles habitam nele (21.14. Filho e ES. O fato de os sete espíritos estarem diante do trono (1.6) é distinta no NT.5) e fizeram reis e sacerdotes (1.1-22. o Ap é um quadro cósmico— uma série de quadros vivos coloridos. disciplina e os desafia.5. Ele é o “Reis dos reis e o Senhor dos senhores” (17. está sempre no meio de seu povo (1.1). 19. o relato de gafanhotos demoníacos do abismo (9.4.27). protege. A música é semelhante a uma cantata.7-8. Toda a mensagem é “notificada” (1. Portanto. cujos nomes estão registrados em seu livro da vida (3. Eles compartilham totalmente sua vitória presente e futura (17. que junto com uma série de títulos adicionais. 21. Como aquele que conquistou. bem como a “ceia das bodas” (19.17).15) .12-14).5. mais tarde reintroduzidos.1-5. Embora o ministério terreno de Jesus seja condensado entre sua encarnação e ascensão em 12.1.5.6.5) e serem simultaneamente os olhos do Cordeiro (5. 22. do ministério contínuo e da vitória definitiva do Cristo exaltado. o ES é manifestado em termos de perfeição de sua atividade dinâmica. Cristo Revelado Quase todos os títulos usados em várias partes do NT para descrever a natureza divino– humana e ao obra redentora de Jesus são mencionados pelo menos uma vez no Ap. 21.5) sugerem seu ministério iluminador. acompanhados e interpretados por oradores cantores celestiais. Ele habita neles (1. 19. muitas das quais retratam os mesmos acontecimentos através de diferentes perspectivas. Repetidamente são introduzidos temas. qualitativo. Como “um semelhante ao Filho do Homem”. Por exemplo.9. que não é um Messias político. elaborados. utilizado vinte e oito vezes em Ap.6. Jesus nasceu no cap.10). As “sete lâmpadas de fogo” (4. 3.9-3. A palavra fala é prosa elevada. 5. mais poética do que nossas traduções indicam.13).16) e deve receber a mesma adoração que recebe de Deus. o Criador ( 5. combinados com outros temas desenvolvidos. purificados (5.6). Os sinais e símbolos são essenciais porque a verdade espiritual e a realidade invisível deve sempre ser comunicada a seres humanos através de seus sentidos. João registra uma série de visões sucessivas. ele cuida. Todas as manifestações resultantes de sua vitória aplicada baseiam-se em sua obra terminada na cruz. Jesus ressuscitou dos mortos e foi entronado como Soberano absoluto sobre toda a criação (1.todos aqueles que escolheram “habitar na terra” (3.5. Há um segredo para a compreensão das visões. A besta que ataca as duas testemunhas no cap.Método de Comunicação João recebeu essas profecias de uma série de visões vívidas contendo imagens simbólicas e números que ecoam aqueles encontrados nos livros proféticos do AT.14) e sobre os espiritualmente “mortos” (20.10).11-16.5). O cordeiro é o Deus que está chegando (1. 21. ele tem a legítima autoridade e poder de controlar todas as forças do mal e suas conseqüências para seus propósitos de julgamento e salvação (6.5. ele também é o Senhor da colheita final (14.10).22. seus aliados (19.7-9. como Cordeiro.4. 4. como “um semelhante ao Filho do Homem”.7. “O Cordeiro” é seu título primário. é exaltado no cap. terminou completamente sua obra de redenção (1. O Cordeiro está no trono (4. mesmo que os mínimos detalhes não tenham a intenção de ser interpretados. Ele os conhece intimamente. os pecadores foram perdoados. e com um amor incomensuravelmente sagrado.7-12) e preso (20. Ele derrama sua ira em julgamento sobre satanás (20. 20. O Cordeiro é a meta de toda a história (22. Por exemplo.27). 12.2) presente e futura. para completar a criação da nova comunidade de seu povo em “um novo céu e uma nova terra” (21. comunicando a idéia de perfeição.13. O Cordeiro.14.5 e está caminhando em meio às suas igreja no cap.14-20).12. O número sete é um número simbólico.2-5).3).5-6). Os símbolos apontam para o que é definitivamente indescritível. Trata-se de um “habitar “ mútuo de Pessoas sem dissolver as distinções de ser e funções essenciais. nos fornece uma revelação multidimensional da posição presente. 11.12 não é trazida à existência até o cap.

5 O Cenário: 20.2-3).4-10 As cenas 20.1-15. o Espírito é o Espírito da profecia.3 O cenário: Um deserto 17.14 O cenário 4. o Espírito penetra na experiência atual daqueles que ouvem com antegozo do cumprimento futuro do Reino.22 O cenário: um semelhante ao Filho do Homem 1.10). Cada profecia genuína é inspirada pelo ES e presta testemunho a Jesus (19.11-22.1 I.1-5. Os sete sinais 11.7-11.2-11.18-20 Bênção 22.1 III. As sete visões da consumação 20.14 Os selos 6.19 Os sinais 12.21 Índice 145 . Os sete selos 4. 21. Toda profecia genuína exige uma resposta.4 O cenário: A arca do concerto 11. “O Espírito e a esposa dizem: Vem!” (22.1-3.22 II.5 Epílogo 22.Cada uma das mensagens para as sete igreja é do Senhor exaltado.5-16.18 IV.19-15. Esboço de Apocalipse Prólogo 1.9-20 As cartas 2.21 O cenário: O templo do testemunho 15.2.1-3 Os espetáculos 17. Portanto.1-20.6-17 Advertências final e garantia 22.17). Apenas mediante a habilitação do Espírito é permitido que a esposa testemunhe e “suporte pacientemente”. As cartas às sete igrejas 1. O Espírito está operando continuamente em e através da igreja para convidar a entrar aqueles que permanecem fora da Cidade de Deus. O Espírito diz somente o que o Senhor Jesus diz.10).4 V. Todos ouvem ou se recusam a ouvir esse apelo.3-20. As sete trombetas 8. As visões proféticas são comunicadas e João somente quando ele está “no Espírito” (1. Os sete espetáculos 17. 4. O conteúdo dessas visões não é nada menos qo que a “Revelação de Jesus Cristo” (1.1 As sete taças 16.9-3.5-16. Portanto .1).1-5.3 VII. As sete taças 15.2-21 VI. mas o membros individuais são incitados a ouvir “o que o Espírito diz” (caps.2-6 As trombetas 8.10.1-8.4 –22.6-21 Sete testemunhas de confirmação 22.18 O cenário: O altar dourado 8.

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