Fonte: Bíblia Plenitude Formatação: Gladson Rodrigo Ferreira

Julho de 2007

ÍNDICE
Antigo Testamento
Pentateuco
A.1 - Gênesis .............................................................. 3 A.2 - Êxodo ................................................................5 A.3 - Levítico .............................................................. 7 A.4 - Números............................................................9 A.5 - Deuteronômio .................................................11

Novo Testamento
Evangelhos
N.1 - Mateus ........................................................... 87 N.2 - Marcos ............................................................ 89 N.3 - Lucas ............................................................... 92 N.4 - João ................................................................ 95

Livro Histórico Livros Históricos
A.6 - Josué ............................................................... 13 A.7 - Juízes ............................................................... 16 A.8 - Rute .................................................................18 A.9 - I Samuel ........................................................... 19 A.10 - II Samuel ........................................................ 21 A.11 - I Reis .............................................................. 23 A.12 - II Reis ............................................................. 25 A.13 - I Crônicas ....................................................... 28 A.14 - II Crônicas ......................................................30 A.15 - Esdras ............................................................ 32 A.16 - Neemias ........................................................ 34 A.17 - Ester .............................................................. 36 N.5 - Atos dos Apóstolos ......................................... 97

Cartas (Epístolas)
N.6 - Romanos ......................................................... 99 N.7 - I Coríntios ..................................................... 101 N.8 - II Coríntios .................................................... 103 N.9 - Gálatas .......................................................... 105 N.10 - Efésios ........................................................ 107 N.11 - Filipenses .................................................... 109 N.12 - Colossenses ................................................ 111 N.13 - I Tessalonicenses......................................... 113 N.14 - II Tessalonicenses ........................................ 116 N.15 - I Timóteo .................................................... 118 N.16 - II Timóteo ................................................... 120 N.17 - Tito ............................................................. 122 N.18 - Filemon ....................................................... 124 N.19 - Hebreus ...................................................... 126 N.20 - Tiago ........................................................... 128 N.21 - I Pedro ........................................................ 130 N.22 - II Pedro ....................................................... 132 N.23 - I João .......................................................... 134 N.24 - II João ......................................................... 137 N.25 - III João ........................................................ 139 N.26 - Judas ........................................................... 141

Livros Poéticos
A.18 - Jó ...................................................................38 A.19 - Salmos ........................................................... 40 A.20 - Provérbios .....................................................43 A.21 - Eclesiastes .....................................................45 A.22 - Cantares ........................................................ 48

Profetas
Maiores A.23 - Isaías ............................................................. 50 A.24 - Jeremias ........................................................ 52 A.25 - Lamentações .................................................55 A.26 - Ezequiel ......................................................... 57 A.27 - Daniel ............................................................ 59 Menores A.28 - Oséias ............................................................ 62 A.29 - Joel ................................................................ 64 A.30 - Amós ............................................................. 66 A.31 - Obadias ......................................................... 68 A.32 - Jonas ............................................................. 70 A.33 - Miquéias ........................................................ 72 A.34 - Naum............................................................. 75 A.35 - Habacuque ....................................................77 A.36 - Sofonias ......................................................... 79 A.37 - Ageu .............................................................. 81 A.38 - Zacarias ......................................................... 83 A.39 - Malaquias ......................................................85

Livro Profético
N.27 - Apocalipse (Revelação) ............................... 143

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A.1 - GÊNESIS
Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1440 a.C. Autor
A tradição judaica lista Moisés como o autor do Gênesis e dos outros quatro livros que o seguem, juntos, estes livros são denominados de Pentateuco. Jesus disse: “Se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim, porque de mim escreveu ele” (Jo 5.46) O próprio Pentateuco descreve Moisés como alguém que escreveu extensivamente. Ver Ex 17.14; 24.4; Dt 31.24; At 7.22 nos conta que “Moisés foi instruído em toda ciência dos egípcios.” Nas notas que acompanham o texto nós observamos que Gênesis emprega um bom número de termos emprestados dos egípcios, sendo este um fato que sugere que o autor original tenha as suas origens no Egito, como era o caso de Moisés.

Data
A data tradicional do êxodo do Egito se encontra no meio do décimo quinto século a.C. 1Rs 6.1 afirma que Salomão começou a construir o templo “no ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito”. Entende-se que Salomão tenha iniciado a construção em cerca de 960 a.C., datando assim o êxodo em 1440 a.C. Desta forma Moisés redigiu o Êxodo depois de 1440 a.C., durante os quarenta anos no deserto.

Conteúdo
Gênesis inicia com a formação do sistema solar, os preparativos da terra para sua habitação, e a criação da vida sobre a terra. Todos os oito atos da criação foram executados em seis dias. Os dez capítulos seguintes explicam as origens de muitas qualidades misteriosas da vida: a sexualidade humana, o matrimônio, o pecado, a doença, as dores do parto, a morte, a ira de Deus, a inimizade do ser humano contra o próprio ser humano e as dispersão das raças e línguas sobre toda a terra. Iniciando no cap. 12, Gênesis relata o chamado de Abraão e a inauguração do concerto de Deus com ele, um concerto glorioso e eterno que foi renovado com Isaque e Jacó. Gênesis é impressionante pela forma característica da sua narrativa, realçada pelo relato inspirador de José e pela multiplicação do povo de Deus no Egito. Trata-se de uma lição na eleição divina, conforme encontrado por Paulo em Rm 9. Gênesis antecipa o NT de muitas maneiras: o próprio Deus pessoal, a Trindade, a instituição do matrimônio, a seriedade do pecado, o julgamento divino e a justificação pela fé. A Árvore da Vida, perdida em Gênesis, é restaurada em Ap 22. Gênesis conclui com a bênção de Jacó sobre Judá, de cuja tribo viria o Messias: “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos” (49.10). Muitos séculos e muitas lutas seguir-se-ão antes que esta profecia encontre o seu cumprimento em Jesus.

Cristo Revelado
O Cristo preexistente, a Palavra viva, estava muito envolvido na criação. “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). O ministério de Jesus está antecipado em Gn 3.15, sugerindo que a “semente” da mulher que ferirá a cabeça da serpente (satanás) é Jesus Cristo, a “posteridade” de Abraão mencionada por Paulo em Gl 3.16. Melquisedeque é o misterioso rei-sacerdote do cap. 14. Uma vez que Jesus é rei e também sumo sacerdote, a carta aos Hebreus faz, de forma apropriada, esta identificação (Hb 6.20). A grande revelação de Cristo em Gn se encontra no estabelecimento do concerto de Deus com Abraão nos caps. 15 e 17. Deus fez promessas gloriosas a Abraão, e Jesus é o maior cumprimento destas promessas, uma verdade que é explicada de forma detalhada por Paulo em Gálatas. Boa parte da Bíblia está fundamentada sobre o concerto abraâmico e o seu desenvolvimento em Jesus Cristo. A dramática história da prontidão de Abraão em sacrificar a Isaque segundo a ordem de Deus apresenta uma incrível semelhança com o evento crucial do NT. “Toma agora teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas... E oferece-o em holocausto” (22.2), lembra-nos da prontidão de Deus em sacrificar o seu único Filho pelos pecados de todo o mundo. Por fim, a bênção de Jacó sobre Judá antecipa a vinda de “Siló”, a ser identificada como o Messias. “ E a Ele se congregarão os povos (49.10).

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2).O Espírito Santo em Ação “O Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (1. porém o Espírito de Deus resolveu.1-43 José 37.1-67 2) A morte de Abraão 25.1-23. nós o vemos em ação ao atrair os animais dos quatro cantos da terra para dentro da arca de Noé.29 1) Jacó engana o seu pai 27.1-2.1-9.1– 11.1-26.12-34 4) Deus confirma seu concerto com Isaque 26.1-50. tentando frustrar.10-32 II.1-48. O Espírito Santo também operou em José.1-5. um fato que foi óbvio pra o Faraó: “Acharíamos um varão como este. Criação do ser humano 2.22-26 Índice 4 . Desta forma achamos o Espírito envolvido na criação. e da vida sobre a terra 1. Todo tipo de dificuldades e situações impossíveis cercaram a família escolhida.29 Esaú 36.22 5) A benção de Jacó e o seu sepultamento 49.1-50. Nós também percebemos a sua operação através das vidas dos patriarcas: Ele protegeu os patriarcas e as suas famílias e os abençoou materialmente.1-46 2) A fuga de Jacó para Harã 28.23 2) A exaltação de José 41. da terra.34 4) O teste de Abraão 22.20 1) O chamado de Abraão 12.32 Noé e o dilúvio 6.28 4) Jacó muda para o Egito 46.1-35. de maneira sobrenatural cada um destes desafios. A história primitiva do ser humano 1.1-35. Esaú e Jacó 25.43 5) O retorno de Jacó para Canaã 31.1-40.5 1.1-23.3 2.1-24 3) O concerto de Deus com Abraão 15.26 1) A venda de José 37.1-2.20 2) A batalha dos reis 14.1-9 Genealogia de Abraão 11.1-45.4-25 B) A queda do ser humano 3.29 A Tabela das nações 10.35 1) A noiva de Isaque vem da Mesopotâmia 24.1-21.1-11 3) Ismael. Criação dos céus.32 A) As narrativas da criação 1.1-24 Isaque 24. onde possível.1-10 3) Deus confirma o concerto com Jacó 28.1-24 O mundo anterior ao dilúvio 4.1-35 Jacó 27.1-32 A confusão das línguas 11.1-50.1– 30. o cumprimento das promessas de Deus a Abraão. Esboço de Gênesis I. Os patriarcas escolhidos 12.1-57 3) José e os seus irmãos 42. em quem haja o Espírito de Deus?” (41.11-22 4) O casamento de Jacó em Harã 29.26 Abrão (Abraão) 12.21 6) Os últimos dias de José 50.38) Embora o Espírito Santo não seja mencionado de outra forma em Gênesis.

Autor Moisés. Primeiro. os hebreus testemunharam o poder miraculoso e libertador de Deus (13.4. Quatro grandes eventos ocorrem nesta seção. A libertação divina da nação tem o objetivo especifico de edificar um povo pactual. eles experimentaram. Segundo. O livro termina com a construção do tabernáculo como um lugar da habitação de Deus. trata-se da construção. Êxodo é tradicionalmente atribuído a ele. Quatro grandes eventos ocorrem nesta seção. 24. é provável que o Livro de Êxodo tenha sido compilado nos quarentas anos anteriores. segundo.23-25). Êxodo registra o desenvolvimento de Moisés. de forma direta.38). Primeiro. A última seção enfoca as revelações miraculosas junto ao Sinai (19. Desta forma. Contexto Histórico Êxodo é a continuação do relato do Gênesis.7). a capacidade que Deus tem de cuidar do seu povo (15. A Segunda seção narra a jornada milagrosa até o Sinai (13.1-35). mas chegou até o seu Deus (2.38).A. os hebreus reclamavam.27).2217. Um período considerável de tempo e dez pragas foram utilizadas para ganhar a liberação dos hebreus das garras do Faraó.1715. Segundo.27) e as revelações miraculosas junto ao Sinai (19. Tendo testemunhado a sua presença e conhecido a forma como Deus agiu em seu benefício. cujo nome significa “tirado das águas”. Quatro anciãos com a tarefa de supervisão foram estabelecidos a fim de manter a paz entre o povo (18. Assim.27). tanto na forma oral como na escrita. eles receberam proteção em vista dos seus inimigos. do seu mobiliário. Esta seção tem três componentes principais. durante a caminhada pelo Deserto. os hebreus testemunharam o poder miraculoso e libertador de Deus (13.8-16). e da habitação da presença de Deus no edifício após o encerramento da obra (35.1-40. Quatro passagens em Ex dão forte apoio à autoria mosaica de pelo menos boa parte do livro (17.C. A libertação não ocorreu de forma instantânea.6) inicia com os hebreus sendo oprimidos no Egito (1. a sua caminhada do Egito até o monte Sinai para receber a lei de Deus e as instruções divinas a respeito da edificação do tabernáculo. do tabernáculo. Data A Tradição conservadora data a morte de Moisés em algum temo ao redor de 1400 aC. Moisés recebeu a revelação daquelas coisas que Deus desejava que ele soubesse. eles poderiam ajustar as suas vidas ao seu jeito de ser a fim de continuar recebendo as suas bênçãos. é a figura centra de Êxodo. Deus ouviu o seu clamor e colocou em ação um plano ora libertá-los. os amalequitas (17.1-13.1-13.7. elas demonstraram a superioridade do Deus hebreu sobre os deuses egípcios e.1-31. A primeira seção (1.21). sendo que a maior parte do tempo em regime de escravidão.440.1-23.1-10). de fato.19) Os resultados duma vida fora desta estrutura pactual são demonstrados pelo incidente que envolveu o bezerro de ouro (32.27). Ele é o profeta hebreu que liderou os israelitas em sua saída do Egito. Terceiro. As pragas realizaram duas coisas importantes: primeiro. A sua reclamação chegou não somente diante dos seus opressores. Primeiro.14.6). 5 . Terceiro.Êxodo Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. elas trouxeram liberdade aos hebreus.33).10-14).17-18.1-40. Ele acompanhou esta libertação através da seleção dum profeta chamado Moisés (3. são dados os Dez mandamentos e todas aquelas instruções que explicam em maiores detalhes como estes mandamentos devem transparecer na vida do povo em aliança com Deus (19. através do processo de inspiração do Espírito Santo.17-18. Moisés comunicou ao povo hebreu. Como qualquer outro grupo sob pressão. porém constituiu-se num processo.2 . a libertação de Israel do seu cativeiro.1-27). mostrando o desenvolvimento dum pequeno grupo familiar de setenta pessoas numa grande nação com milhões de pessoas.18). 34. Estes quatros grandes eventos ensinam um conceito importante: a mão de Deus está presente na vida do seu povo especial.17-18. Os hebreus viveram no Egito por 430 anos. a jornada miraculosa até o Sinai (13. trata-se das instruções referentes à edificação dum tabernáculo e do seu mobiliário (25. Através de eventos variados e de encontros face a face com Deus. esta informação que lhe foi revelada. Conteúdo O Livro de Êxodo pode ser dividido em três seções principais: a libertação miraculosa de Israel (1.

3-11 e 35. Por exemplo.23.7 A proteção contra os amalequitas 17.18 O bezerro de ouro 32. Moisés fala de duas maneiras do pão de Deus: o maná (16.1-25 Os dez mandamentos 20. As passagens “EU SOU” no evangelho de João encontram a sua origem primeira no livro de Êxodo. no tabernáculo.1-27 III. O Espírito Santo em Ação No Livro de Êxodo. de forma simbólica.30).1– 40. clemente.33 A glória do Senhor enche o tabernáculo 40. o óleo representa.1-31. A libertação miraculosa de Israel 1.1-4.22-17. bom.31-40).6. A jornada miraculosa até o Sinai 13.17-15.22. o candelabro serve como fonte de luz permanente (25.1) faz intercessão junto ao altar do incenso (30.4-40. quando cidadãos individuais são capacitados a tornarem-se exímios artífices.31).16 II. Através da obra capacitadora do Espírito Santo. que descreve os atributos de Deus como compassivo.1-13. o óleo da unção é um tipo do Espírito Santo. fiel.1-18 Orientação a respeito do tabernáculo 25.31 O processo de libertação 5. Esboço de Êxodo I.1-35.1-35 Arrependimento e renovação do concerto 33.38 A chegada ao Sinai e a manifestação de Deus 19. Arão funciona como um tipo de Jesus assim como o sumo sacerdote (28.1-22 O nascimento e a primeira parte da vida de Moisés 2.30-36.16 A opressão dos israelitas no Egito 1. As habilidades naturais destas pessoas foram enriquecidas e aumentadas a fim de que executassem as tarefas necessárias com excelência e precisão. O Fruto do Espírito Santo está listado em Gl 5.Cristo Revelado Moisés é um tipo de Cristo.17-18.22-23.19 A proteção do Anjo de Deus 23.3 A construção do tabernáculo 35. longânimo.35) e os pães da proposição (25. Uma listagem paralela também pode ser encontrada em Ex 34.27 A Libertação junto ao mar Vermelho 13.1-22). João nos conta que Jesus é a luz do Mundo. A Páscoa indica que Jesus é o Cordeiro de Deus que foi oferecido pela nossa redenção (12.34-38 Índice 6 . o Espírito Santo. João afirma que Jesus é o Pão da Vida.21 A provisão para o povo 15.1-21 O Livro da Aliança 20. As revelações miraculosas junto ao Sinai 19.1). e perdoador. As referências mais diretas ao Espírito Santo podem ser encontradas em 31.1-11.1. pois ele liberta da escravidão.8-16 O estabelecimento dos anciões supervisores 18. o qual é utilizado pra preparar tanto os fiéis como os sacerdotes para o culto divino (30.7.20-33 Israel confirma o concerto 24.1-13.10 O episódio do êxodo 12.

As ofertas de manjares (hebr. O sacrifício pelos erros (hebr. O conceito de santidade afeta não somente o relacionamento que cada indivíduo tem com Deus. que os sábios judeus consideravam de importância primária. A Santidade (hebr. O sacrifício pelo sacrilégio (hebr. Ela vai além do assunto de sacrifício. As terras. A palavra “santo” aparece mais de oitenta vezes no livro. portanto. Os sacerdotes e levitas preservaram seu conteúdo. antes de proceder a outros texto bíblicos. descrevendo a santidade da presença divina. O título hebraico é tirado da primeira palavra do livro. Asham). bem como à redenção da terra (ver também Ex 21. O título é um pouco enganoso. XII aC) até a época de Esdras. antes de mais nada.Levítico Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1445 a. Eles sentiram que. Autor O Livro de Levítico é o terceiro livro das Escrituras Hebraicas do AT atribuídos a Moisés. pois Deus é puro e porque a pureza de cada indivíduo é a base da santidade de toda a comunidade do concerto. “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.VI aC).12).A. também conhecido como oferta pela culpa ou oferta de compensação.2-6. Conteúdo Em hebraico. é preparado para a violação da santidade da propriedade de Deus ou de outras pessoas. o texto se refere à palavra do Senhor.reflete o texto de Lv 19. tudo o que vós quereis que os homens vos façam. Algumas vezes. indicando que os frutos do trabalho de uma pessoa devem ser dedicados a Deus. que era uma forma costumeira de dar nome às obras antigas. devem ter um descanso depois de cada 7 . durante o retorno (séc.C. O livro contém pouca informação histórica que forneceria uma data exata. Os sacrifícios de paz ou das graças (hebr. Ele lida com o caráter e a vontade de Deus especialmente em assuntos de santidade. Contexto Histórico A teologia do Livro de Levítico liga a idéia de santidade à vida cotidiana. uma vez que o livro lida com muito mais assuntos relacionados à pureza. embora o cerimonial do sacrifício e a obra dos sacerdotes sejam explicados com grande cuidado. o Livro de Levítico tem sido encarado como uma obra de difícil compreensão. Isso costumava acontecer em ocasiões de alegria. Data Os sábios datam o Livro de Levítico da época das atividades de Moisés (datando mais antigamente no séc.3 . de acordo com a tradição primitiva.11. Além dos sacrifícios. Os erros profanaram a santidade de Deus e é exigida uma oferta. A santidade está sendo separada do profano. O Ano de Descanso refere-se à emancipação dos escravos israelitas e pessoas endividadas. Em 1. normalmente pelo uso de um falso testemunho.chatta’t) é empregado para tirar a impureza do santuário. que foi proferida a Moisés do tabernáculo da assembléia. portanto. algumas vezes é chamado de oferta queimada. o Livro de Levítico recebeu o nome de Vayikra.10. e santo é oposto do comum ou secular. bem como o povo. santidade. O código de santidade permeia a obra porque cada indivíduo deve ser puro. A aceitação da autoria mosaica para Levítico dataria sua escrita por volta de 1445 aC. isso forma a base de todo este livro das Escrituras. a santidade de Deus e a santidade na vida cotidiana. o calendário litúrgico tem uma posição significativa no Livro de Levítico. Os holocaustos (hebr. as crianças deveriam. Dt 15. ser educadas sobre a santidade de Deus e a responsabilidade de cada indivíduo pra viver uma vida santa.1-18). O Ano de Jubileu refere-se ao fato de que as terras de Israel. O ensinamento de Jesus Cristo—”Portanto. 23. mas também o relacionamento de amor e respeito que cada pessoa deve ter com o seu próximo. Kedushah) é uma palavra-chave em Levítico.olah) referem-se ao único sacrifício que é totalmente consumido sobre o altar e.shelamim) são designados para fornecer expiação e permitem que a pessoa que faz a oferta como da carne do sacrifício.18. XV aC e a última alternativa no séc. fazei-lho também vós. entretanto. foi o primeiro livro a ser ensinado para as crianças na educação judaica. O livro descreve o sistema de sacrifícios e louvor que precede a época de Esdras e relembra a instituição do sistema de sacrifícios. pertencem a Deus e não a qualquer indivíduo. O título “Levítico “ é derivado da versão grega da obra e significa “assuntos pertencentes aos levitas”.1. Minchah) são uma oferta de tributo feita a fim de garantir ou manter o favor divino. que significa “E ele chamou”. Outro tema principal do Livro de Levítico é o sistema sacrificial. todo o sacerdócio. porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7.

1-9 Punição para blasfêmia 24.8-7.1-10. Cristo Revelado Cristo não é especificamente mencionado em Levítico.1-8 Imundícias da pele 13.8-17). a santidade de seu caráter e a necessidade de a congregação se aproximar dele com pureza de coração e mente. a presença de Deus é sentida em todo o livro.1-34 IV.1-16 Sobre ser sagrado 18.13 O sacrifício pelo sacrilégio 5.10-23 Os Anos do Descanso e do Jubileu 25.38 II. mas está no meio das pessoas. Ele não é visto como nos cultos pagãos da época em que os ídolos eram venerados.1-46 V. O Livro de Levítico enfoca a vida e o louvor do antigo povo de Israel.1-26.1-7.46 Matando por alimento 17.1-14. Ofertas para o santuário 27. esse método de interpretação bíblica deve ser cautelosamente usado a fim de garantir que o significado original histórico e cultural sejam preservados. Alguns usaram formas extremas de alegoria do Livro de Levítico a fim de revelar Cristo.1-47 Imundícias do parto 12.1-6 Os sacrifícios de paz ou das graças 3. A santidade do caráter de Deus é constantemente mencionada na designação de santidade às ações e louvor do povo. à medida que elas o louvam. O Livro de Hebreus descreve Cristo como o sumo sacerdote e usa o texto de Levítico como base para ilustrar a sua obra.33 Dias santos e festas religiosas 23.14-6. O código de Santidade 17.1-17 As ofertas de manjares 2.1-36 Os sacerdotes tomam posse 9.1-5. entretanto.1-55 Bênçãos por obediência e punição por desobediência 26. A descrição do sistema de sacrifícios 1.38 Os holocaustos 1.1-34 Índice 8 . O serviço dos sacerdotes no santuário 8. o que ensina o domínio de Deus.34 Imundícias dos animais 11.7 Outras instruções 6.1– 22.1-33 Imundícias morais 16. Esboço de Levítico I. As leis das impurezas 11. o sistema de sacrifícios e o sumo sacerdote no Livro de Levítico são tipos que retratam a obra de Cristo.1.1-20.12-20 III.1-11 O pecado de Eleazar e Itamar 10.1-44 Leis para elementos sagrados de louvor 24.27 Leis para sacerdotes e sacrifícios 21. O Espírito Santo em Ação Apesar de o termo “Espírito Santo” nunca ser mencionado no Livro.17 A Expiação do pecado 4.1-16.1-24 O pecado de Nadabe e Abiú 10.57 Imundícias de emissão 15. Entretanto.período de quarenta e nove anos (Lv 25.20 A ordenação de Arão e seus filhos 8. Elas devem ser santas como Ele é santo.

uma estrela procederá de Jacó. provavelmente o livro tenha sido escrito por volta de 1400 aC. tirado da linha de abertura. Começa com Israel ainda no Sinai. exceto Josué. 9 .17. começando logo após o Êxodo.18 descreve a destruição de geração que vivenciou a libertação do Egito por meio do Senhor. e um cetro subirá de Israel”. pouco antes de sua morte.. Os caps. mas não agora. a infidelidade marital. Os acontecimentos deste livro ocorrem durante cerca de 40 anos. rebeliões e desobediência da primeira geração. Paulo enfatiza a provisão de Cristo às necessidades de seu povo. os líderes do povo trazem ofertas para o tabernáculo. Calebe e Moisés. 8 fala da consagração dos levitas. cujo nascimento é contato no Ex 2 e cuja morte é narrada em Dt 34. mas aqueles que lidam com o preparo da viagem dominam. Começa com um novo censo (comparar com o cap. Nm 33. no deserto do Sinai”.11.1-10. a autoria é atribuída a Moisés.1-10. Moisés. As instruções no Sinai (1. e os nazireus. em 1400 aC. significa “Cinco pergaminhos”) não deve obscurecer o fato de que cada um dos cinco livros é uma continuação do precedente. Jesus Cristo é o Messias. Número tem duas divisões principais: 1) a seção contendo instruções enquanto ainda no Sinai (1. Cristo Revelado Jesus Cristo é retratado em Nm como aquele que provém. Essa seção termina com a distribuição da terra entre as tribos depois de elas terem entrado na Terra Prometida. O título em português Números é tirado de seu título (arithmoi) na tradução grega do AT (a septuaginta). “Falou mais o senhor a Moisés.1-10. seguido pela Vulgata (numeri). No texto hebraico. de acordo com o testemunho uniforme do NT. A entrada dos israelitas no deserto do Sinai é registrada em Ex 19. que se inicia com o Êxodo. Em primeiro lugar. e o resto do livro conta a viagem em si. que levou à morte deles. 2) a viagem no deserto que cobre o itinerário do Sinai até as planícies de Moabe através do Jordão da Terra Prometida (10. Ex 17).2 faz uma referência especifica a Moisés.13) tem duas partes principais. registrando pontos sobre a viagem no deserto. A seção de Nm que lida com a viagem (10. “Vê-lo-ei. Os pontos-chave nesta parte são os relatos das queixas.4 . No cap.9 lida com a Páscoa e a nuvem e o fogo. Os caps. O cap.11-36. onde são dadas instruções para que sejam feitos sinais com as trombetas. contemplá-lo. conforme atestado pelos textos de Qumran.Números Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. 1).11-25. A tradição judaica interpretava este verso messianicamente. A figura messiânica do rei de Israel é profetizada por Balaão em 24. Conteúdo A divisão dos livros de abertura do AT em cinco livros ou pergaminhos (chamado “o Pentateuco”. mas não de perto. Autor Tradicionalmente. e o verdadeiro rei sobre quem Balaão fala. o nome do livro é No Deserto .1. a personalidade central do livro. 5-6 lidam com a imundície ritual. é a figura que une a história do Êxodo até Deuteronômio. observando que toda a primeira geração. O Apóstolo Paulo escreve sobre Cristo que ele era a pedra espiritual que seguiu os israelitas pelo deserto e deu-lhes a bebida espiritual (1Co 10.10) cobrem uma variedade de tópicos.4). a quem libertou do cativeiro.11-36-13). seguido de um relatório de concordância com o mandamento. A segunda subseção (26-36) narra a preparação da segunda geração para a entrada na Terra Prometida.10). 7. O cap.C. morreu no deserto. Data Assumindo a autoria mosaica. o motivo do preparo é reconsiderado em 10. O Livro de Número continua o relato do período mosaico. As instruções no Sinai lidam com a preparação para a viagem. 10. Israel deixa o Sinai em Nm 10.A. A pedra que deu água aparece duas vezes na história do deserto (cap 20. 1-4 lidam com uma série de instruções para numerar (fazer o censo de) vários grupos.

Essa esperança de Moisés é retomada em Jl 2. Instruções para a viagem do Sinai 1.1-35 11) Balaque e Balaão 22.1-89 3) Levitas dedicados 8.1-6.28-32 e é definitivamente cumprida no Dia de Pentecostes (At 2.1-4.1-3 3) Ansiando por carne 11.1-10. 11.1-54 4) As tribos da Transjordânia 32.11-36 2) Queixas do povo 11.1-41 7) Desafios à autoridade de Arão 16.49 Instruções e relatos adicionais 5.1-25.9 1) Censo militar 1. Quando Josué se queixa que dois dos anciãos no acampamento também estão profetizando.1-10 II.13 Índice 10 . Lá o Espírito é retratado como realizando duas funções: ungido para a liderança e inspirando a profecia.1-18.4-35 4) Desafio para Moisés 12.11-25. Moisés está pedindo ajuda ao Senhor em seus deveres de liderança.18 1)Relato da primeira marcha do Sinai 10.16-21). A resposta é que o Senhor tomará o Espírito que está sobre Moisés (identificado no v.1-42 5) Itinerário do Egito até Moabe 33.18 Preparo da nova geração 26. 25). Santo no cap.15-23 6) As trombetas de prata 10.1-16 5) Recusa a entrar na Terra Prometida 13.1-26 4) Segunda Páscoa 9.1-14 5) Direção pela nuvem e fogo 9.27 2) Ofertas dos líderes 7. ofertas e votos 27. Relato da viagem do Sinai 10.1-65 2) Instruções relacionadas à herança.45 6) Instruções relacionadas às ofertas 15. quando o Espírito foi derramado e tornou-se disponível a todos.16 3) Vingança sobre os midianitas 31. Somente o setenta anciãos nomeados profetizam.1-14.1-30.11-36.13 1) Um novo censo 26. Moisés expressa o desejo de que todo o povo de Deus também recebesse seu Espírito e profetizasse.O Espírito Santo em Ação Fala-se diretamente sobre o E.1-29 10) Do monte Hor às planícies do Moabe 21.1-22 9) A morte de Miriã e Arão 20. Esboço de Números I. Quando o Espírito é dado aos anciãos. Mesmo um líder como Moisés era incapaz de fazer tudo e precisava de uma liderança doada pelo Espírito para a realização de sua tarefa. No v.1-2.1-49 6) Instruções para a ocupação de Canaã 33.50-36.10 Relato sobre a tomada do censo 1.1-10.13 Rebelião e punição da primeira geração 10.32 8) Leis da purificação 19. ele causa a profecia (v. 29 como o Espírito do Senhor) e o passará para seus líderes.1-4.34 2) Censo não militar: levitas 3. 16.1-36.10 1) Cinco instruções 5.

47). e o livro reflete claramente a personalidade de Moisés. eles eram nascidos e criados no deserto.9.37).5 . Moisés expõe os mandamentos e os estatutos que Deus deu em seu concerto. “Moisés escreveu esta Lei. na região montanhosa do Moabe. onde Deuteronômio provavelmente tenha sido escrito. Dt é proclamação de uma segunda chance para Israel. como crereis nas minhas palavras?” (jo 5. que contém o relato da morte de Moisés. O último capítulo. Data Moisés e os israelitas iniciaram o Êxodo do Egito por volta de 1440 aC. Notadamente. bênção. foi escrito. Por causa da desobediência de Israel em se recusar a entrar na terra de Canaã. Mas. porque de mim escreveu ele. Moisés lhes recorda com vivacidade a fidelidade de Deus por toda a história e os relembra de seu relacionamento singular de concerto com o Senhor. Moisés está preocupado com a perpetuação do concerto. O que Deus havia prometido a Abraão. e a deu aos sacerdotes” (31. O nome de Moisés aparece quase quarenta vezes. no ano quadragésimo de sua peregrinação pelo deserto (1. saúde e prosperidade. maldição.15). A desobediência equivale a morte. e a Terra Prometida estava a sua frente. se vós crêsseis em Moisés. Ele tirou os israelitas da escravidão no Egito e os guiou pelo deserto para receber a lei de Deus no monte Sinai. Assim como Cristo. Autor Deuteronômio identifica o conteúdo do livro com Moisés: “Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel” (1. depararam-se com um momento crucial em sua história .Deuteronômio Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. O uso corrente da primeira pessoa do singular em todo o livro apóia ainda mais a autoria mosaica. A falta de fé e a infidelidade de Israel tinham impedido a conquista de Canaã anteriormente. a Terra Prometida. na ocasião do discurso do conteúdo do livro ao povo.22. A Obediência a Deus equivale a vida. Moisés experimenta um forte sentimento de antecipação pelo povo. incluindo os trinta dias de lamento pela morte de Moisés Contexto Histórico Moisés tinha então 120 anos. A maioria do povo junto de Moisés à entrada da Terra Prometida não tinha testemunhado as cenas no Sinai.7.C.A.3. Pedro e Estevão também reconhecem Moisés como o autor do livro (mt 19. Tanto a tradição judaica quanto a samaritana são unânimes em identificar Moisés como o autor.9) também pode ser indício de que tenha escrito todo o livro. por seu amigo íntimo. A mensagem de Dt é tão poderosa que é citada mais de oitenta vezes no NT. Portanto.3). Jesus 11 . Dt cobre um período inferior a dois meses. Moisés os exorta trinta e cinco vezes para “entrar e possuir” a terra. Isaque e Jacó séculos antes está prestes a se tornar realidade.novos inimigos.1). 7. Por conseguinte. no vale defronte de Bete-Peor. de vista para Jericó e a planície do Jordão. um Profeta como o próprio Moisés (18. Agora se achavam acampados na fronteira oriental de Canaã. os israelitas perambularam sem destino no deserto por trinta e oito anos. Enquanto essa nova geração de israelitas se prepara para entrar na Terra Prometida. Chegaram à planícies de Moabe. O concerto mostrou aos filhos de Deus o caminho para viver em comunhão com ele e uns com os outros. Sendo assim. Josué.46. Cristo Revelado Moisés foi o primeiro a profetiza a vinda do Messias. Isso foi um pouco antes da morte de Moisés e do início da liderança de Josué em guiar os israelitas a Canaã. At 3. provavelmente. Embora Deus o tivesse proibido de entrar em Canaã. Quando os israelitas se preparavam para entrar na Terra Prometida.4. “no mês undécimo. creríeis em mim. em cerca de 1400 aC. Moisés é a única pessoa com quem Jesus se comparou: “Porque. Mc 10. doença e pobreza. novas tentações e nova liderança. se não credes nos seus escritos. no primeiro dia do mês”. Moisés reuniu o grupo para lembrá-los da fidelidade do Senhor e para encorajá-los a serem fiéis e obedientes ao seu Deus quando possuíssem a Terra Prometida. Para preparar a nação para vida na nova terra. Moisés percebe que a maior tentação dos israelitas na nova terra será abandonar a Deus e cair na idolatria dos ídolos cananeus. Ele os recorda trinta e quatro vezes de que essa é a terra que Deus lhes está dando. Conteúdo Dt é uma série de recomendações de Moisés aos israelitas enquanto ele se prepara para morrer e eles se aprontam para entrar na Terra Prometida.

1-26 Sanções do concerto 28.19 III.9 Exposição das leis sociais 21.1-29 O cântico do testemunho 31. ele respondia com Dt 6.1– 30.17 Exposição da lei civil 16.18-18. Em 2Pe 1. que era perfeitamente obediente ao Pai.47 A bênção de Moisés sobre Israel 32.1-16. Quando confrontado por satanás em sua tentação.30-32.9).13.1-12 Índice 12 .43 Introdução 1. Santo enquanto profetizava para o povo.15).29 A Morte e a sucessão de Moisés 34. ele citava exclusivamente Dt (8.1-4.1– 34.1-40 Cidades de refúgio nomeadas 4. Quando lhe perguntavam o nome do mandamento mais importante.1-68 O juramento do concerto 29.20). As palavras finais e a morte de Moisés 31. O segundo discurso de Moisés 4. Dt recorda ao povo que o Espírito de Deus havia estado com eles desde o tempo da sua libertação do Egito até o momento presente e que ele continuaria a guiálos e protegê-los se permanecessem obedientes às condições do concerto. a restauração e a conversão nacional e futura de Israel (30.21 se descreve Moisés claramente: “homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”.48—33. Moisés demonstrou a presença do E.29 Um chamado à obediência 4. a dispersão de Israel (30. O primeiro discurso de Moisés 1.1-30. Esboço de Deuteronômio I.costumava citar Dt.3.6) e a prosperidade nacional de Israel (30.5.20 Cerimônia de retificação 27. O Espírito Santo em Ação O tema unificador em toda a Bíblia é a atividade redentora de Deus.20 IV. 6. 10.1-21.16.32 Exposição das leis cerimoniais 12. o arrependimento (30.41-43 II.2) e a restauração (30.1). 6.1-5 O passado recordado 1.19 Exposição dos Dez Mandamentos 4. Várias de suas profecias mais significantes incluíam a vinda do Messias (18.44– 11.10– 26. mesmo até a morte.5. ter usado este livro sobre a obediência para demonstrar a sua submissão à vontade do Pai. É muito significativo o fato de Cristo.6-3.12 Perpetuação do concerto 31.44-26. Como porta voz de Deus.5) de Israel. O terceiro discurso de Moisés 27.22 Exposição das leis criminais 19.

Politicamente. cada uma com seu governo autocrático e todas hostis umas com as outras. Abraão.6) sustenta a teoria de que o autor deve ter sido testemunha de alguns acontecimentos que ocorreram durante estes período. bem como nossa . Era tarefa de Josué.A.47).26 sugere que o autor de pelo menos grandes seções foi o próprio Josué. O Pano cor de sangue pendurado na janela salvou Raabe e sua família da morte. Se nome. O próprio Josué era um modelo de Cristo. O cenário estava estabelecido e a terra propícia para a conquista. as pessoas eram depravadas. Em contrapartida. Josué guiou os israelitas até a possessão de sua herança prometida. Sua morte é registrada no capítulo final (24. Eles tinham vivido em servidão aos Faraós egípcios e depois ficaram perambulando sem rumo no deserto por mais de quarenta anos. bem como cristo nos leva à possessão da vida eterna. Séculos antes. por revelação direta. divisão e estabelecimento da Terra Prometida. Portanto.6 . Em 5. Deus havia prometido transformar Abraão e seus descendentes em uma grande nação e dar-lhes Canaã como pátria sob a condição de que eles continuassem fiéis e obedientes a ele (Gn 17) . O uso do pronome “nós” e “nos” (como em 5. assistente e sucessor de Moisés. A data comumente aceita da morte de Josué é por volta de 1375 aC.C. Josué teve certeza de que o próprio Deus era o responsável. Um modelo é um símbolo. a vitória de Otniel (15. Js 24. adoração da serpente e o sacrifício de crianças.21) ilustra a obra de redenção de Cristo na cruz. eles estavam prestes a vivenciar o cumprimento dessa promessa. Cristo também derramou seu sangue e foi pendurado na cruz para nos salvar da morte. Data O Livro de Js cobre cerca de vinte anos da história de Israel sob a liderança de Josué. entretanto. A religião Cananéia enfatizava a fertilidade e o sexo. Cristo Revelado Cristo é revelado no Livro de Js de três maneiras. uma lição objetiva. continuavam fiéis ao único e verdadeiro Deus e se apegavam à promessa que ele tinha feito ao antepassado deles. É mais provável que o livro tenha sido composto em sua forma final por um escriba ou editor posterior. Moralmente. o livro engloba a história de Israel entre 1400 aC e 1375 Ac e é provável que tenha sido compilado pouco tempo depois. esses livros traçam o desenvolvimento do Reino de Deus na Terra Prometida até o cativeiro da Babilônia— Um período de cerca de novecentos anos.18. Agora. Contexto Histórico O livro começa nas vésperas da entrada de Israel em Canaã. Outras passagens. em um ritual religioso e mesmo em um acontecimento histórico. é um equivalente hebraico do grego “Jesus”. Passagens paralelas em Jz 1. mas foi baseado em documentos escritos por Josué. O cordão de fio de escarlata na janela de Raabe (2. Através de sua aparição.Josué Autor: Incerto (Josué) Data: Cerca de 1400—1375 a. e a migração para Dã (19. Pode-se encontrar tipos em uma pessoa.13-17). Josué narra o período da entrada de Israel em Canaã através da conquista. Canaã se dividia em várias cidadesestados. Autor O autor do Livro de Josué não pode ser determinado pelas Escrituras. Conteúdo O Livro de Josué é o sexto do AT e o primeiro de um grupo de livros chamado os Profetas Anteriores. a anarquia e a brutalidade eram comuns.29-32). Assim. o povo de Israel estava sem pátria havia mais de quatrocentos anos (Gn 15.10-16 e Jz 18 confirmam que esses acontecimentos ocorreram ap´´os a morte de Josué.13).6-15). que significa ”Jeová é Salvação”. Vários outros acontecimentos que ocorreram após a sua morte são mencionados: A conquista de Hebrom por Calebe (14. além de conhecer o príncipe. 13 .13-15. embora imperfeitamente. seguir os planos do príncipe. Coletivamente. não poderiam ter sido escrita por Josué. o Deus Triúno apareceu a Josué como o “príncipe do exercito do SENHOR” . por modelos e por aspectos iluminantes de sua natureza. Entretanto.

seja a libertação da servidão ou possessão da bênção.1-15 Revisando os territórios conquistados 11. Josué testemunhou: “nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o SENHOR.1-12.Monte Ebal e monte Gerizim 8.1-24 14 . bem como no AT. que é a Promessa.5.1-10. A queda de Jericó foi obtida mediante a destruição milagrosa de seus muros (6. Ele nos habilita a cumprir nosso chamado e a completar a tarefa ao nosso alcance. A obra do Espírito Santo é sobrenatural. Preparação da herança 1.10-15 3) Josué recebe estímulo 1.30-35 O território do Sul 9. Inicialmente. vosso Deus” (23.20). quando Deus conhecendo a esmagadora tarefa de comandar a nação de Israel.Acã 7.13). Seu objetivo em Josué.43 1) O engano traz o cativeiro .Amorreus 10.1-5. Várias características sobre a maneira como o Espírito opera podem ser vistas em Josué. sustentou e preservou seu povo tirando-os do deserto e levando-o à Terra Prometida. Nenhuma obra de Deus.14). independentemente de quanto tempo demore. sua presença surge em 1.1-5.1-26 3) O arrependimento traz a vitória .16—12. sem nos ele não quer”. O Espírito Santo está comprometido a realizar a tarefa. era a salvação de Israel.5). No final de sua vida.1-18 1) Josué ouve o chamado 1.1 3) Fortalecendo as tropas para a guerra 5. quando o Espírito deteve o sol (10.1-43 O território do Norte 11.16-23 2) Os reis 12.16-18 Mediante o preparo do exército para a batalha 2. Esboço de Josué I. A cooperação com o Espírito Santo é essencial à vitória. pois.15 Mediante a escolha do líder do exército 1. Possuindo a herança 6.Um dos aspectos da natureza de Cristo revelada em Josué é o da promessa cumprida.15 1) Procurando a moral do inimigo 2.24 O território central 6.13-15 II. Ele fará o mesmo por nós através de Cristo. O Espírito Santo em Ação Uma tendência constante da obra do ES flui através do Livro de Js. em sua graça e fidelidade. foi através dessa nação que Deus escolheu salvar o mundo (Is 63.1-27 2) Os milagres trazem a liberação . Sua presença contínua é necessária para o sucesso do plano de Deus na vida dos homens. forneceu a Josué a promessa de seu Espírito sempre presente. nem para a direita nem para a esquerda.1-24 2) Posicionando o povo para a batalha 3. dela não te desvies.7-9). Deus. é realizada sem ajuda do Espírito. O trabalho do Espírito Santo era o mesmo antes de agora: ele atrai as pessoas a um relacionamento de salvação com Cristo e realiza os propósitos do Pai. Foi dito: “Sem ele.1-27 2) O pecado traz a derrota .2-12 4) Convencendo um líder a servir 5.Jericó 6.24 1) Os territórios 11. A obra do Espírito Santo é mútua: “Tão somente sê forte e mui corajoso para teres cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou.12. não podemos.1-8. A obra do Espírito Santo é contínua: “Não te deixarei nem te desampararei” (1. para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares” (1.1-5.7).35 1) A obediência traz a conquista .Ai 8.1-29 4) A lei traz a bênção . A vitória foi alcançada em Gibeão.Gibeonitas 9.1-9 2) Josué dá o mandamento 1.

8-33 3) Dividindo as partes a oeste da Jordânia 14.33 Josué aconselha os líderes 23.34 Distribuindo a herança 13. Gade e Manassés 13.21.42 10) Epílogo 22.1-17.1-5 4) Uma parte para Calebe 14.1-16 Josué desafia o povo 24.1-19.49-51 9) Cidades de refúgio e para os levitas 20.29-33 Índice 15 .1—24.6-15 5) Uma parte para Judá 15.10-34 IV. Compartilhando a herança 13.III.1-34 Discutindo o futuro 22.1-9 2) Uma explicação para o altar 22.18 7) Partes para as tribos restantes 18.45 1) Partes ainda não conquistadas 13.1-34 1) Uma benção para as tribos do Leste 22.1-22.1-21.1-7 2) Partes para Ruben.1-6.1-63 6) Uma parte para Efraim e Manassés 16. O discurso final de Josué e sua morte 23.48 8) Uma parte para Josué 19.1-28 Josué morre 24.

1-5). Porém antes da conquista de Jerusalém por Davi.7). opressão. o Senhor levantava libertadores a que ele capacitava com o seu Espírito (libertação). levantava um juiz a fim de prover libertação ao seu povo.15) na forma de um epílogo. são classificados como “juízes maiores”. Elom e Abdom—. em resposta ao seu clamor. Jair.1-2. A segunda história no epílogo ilustra a corrupção moral de Israel ao relatar a infeliz experiência de um levita em Gibeá.1-21. Duas histórias são acrescentadas ao Livro de Juízes (17.7-16. são conhecidos como “juízes menores”.Juízes Autor: Desconhecido Data: Entre 1050 e 1000 aC Autor O autor de Juízes é desconhecido. o Senhor os entregava nas mãos dos opressores.25). O Talmude atribui o livro de Juízes a Samuel. Cada vez que o povo clamava ao Senhor. 16 . que são as narrativas. Data O Livro de Juízes cobre o período entre a morte de Josué e a instituição da monarquia. A parte principal do livro (3. Estes juizes. eram militares e civis. No entanto.1-36) e a reprimenda do Senhor pela infidelidade do povo à sua aliança (2. A segunda parte do prólogo (2. Ibsã.6) oferece uma visão geral do corpo principal do Livro. A primeira parte do prólogo (1.7 .31) ilustra esse padrão que se repete na história antiga de Israel. Israel conquistou e ocupou de forma geral a terra de Canaã. Israel praticava continuamente o que era mau aos olhos do Senhor e “não havia rei em Israel. Eúde. porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (21. Este bem pode ter escrito partes do Livro. Esta data tem o apoio de dois fatos: 1) As palavras “naqueles dias. e 3) epílogo (17. Um décimo terceiro personagem. Jefté e Sansão—.1-3.A. registrando as condições em Canaã durante o período dos juízes.6-3. Mica estabeleceu em Efraim uma forma pagã de culto ao Senhor.6) foram escritas num período em que Israel tinha um rei. Ali é descrita a conquista incompleta da Terra Prometida (1. um tempo caracterizado por um ciclo recorrente de apostasia. Sob a liderança de Josué. Em conseqüência. Tola. Débora. e a conseqüente guerra benjamita. não havia rei em Israel” (17. Seis outros. este. Abimeleque. no território de Benjamim. liderada por Josué. cujo papel de libertadores é narrado com mais detalhes. o Senhor os entregava nas mãos de inimigos (opressão). Ao servirem de forma deliberada a deuses estranhos. o propósito desta seção final do livro é ilustrar as conseqüências da apostasia e anarquia nos dias em que “não havia rei em Israel”. mas descrever a corrupção religiosa e moral existente nesse período.25). evidências internas indicam que ele foi escrito durante o período inicial da monarquia que se seguiu à coroação de Saul. A primeira história ilustra a corrupção na religião de Israel. a quem o Senhor escolheu e ungiu com o seu Espírito.5) estabelece o cenário histórico para as narrativas que seguem. Os israelitas faziam o que era mau aos olhos do Senhor (apostasia). e. Aparentemente. Gideão. Conteúdo O Livro de Juizes está dividido em três seções principais: 1) Prólogo (1. Estas descrevem os caminhos rebeldes de Israel durante os primeiros séculos na Terra Prometida e mostram como o Senhor se relacionou com a nação naquele período. mas grandes áreas ainda permaneceram por ser conquistadas pelas tribos individualmente.1—21. está vinculado à história de Gideão. o povo de Israel clamava ao Senhor (arrependimento).25). Contexto Histórico Juízes cobre um período caótico na história de Israel: cerca de 1380 a 1050 aC. cerca de 1050 a 1000 aC.6) 2) narrativas (3.31). A data real da composição do livro é desconhecida. O propósito desses apêndices não és estabelecer um final ao período dos juízes. já que se afirma que era um escritor (1Sm 10.21) aponta para um período anterior à conquista da cidade por Davi (2Sm 5. que são mencionados rapidamente— Sangar. Seis indivíduos— Otniel. arrependimento e libertação.6. O Livro de Juizes não olha apenas retroativamente para a conquista de Canaã.7-16. 2) A declaração de que “os jubuseus habitaram com os filhos de Benjamim em Jerusalém até ao dia de hoje” (1. mas também antecipa o estabelecimento da monarquia em Israel. a qual foi adotada pelos danitas quando estes abandonaram o território que lhes coube por herança e migraram para o norte de Israel. com fidelidade. o povo de Israel quebrava a sua aliança com o Senhor.

7-11 Opressão moabita por meio de Eúde 3.1-16.31 III.8-10 Carreira de Elom como juiz 12.1-5. Ele começou a impelir Sansão para sua carreira (13. Certa vez matou trinta filisteus (14.6 –3.1-3. rei da Síria.7 Carreira de Ibsã como juiz 12.6 II.11.1-5 Introdução ao período dos juízes 2. Esboço de Juízes I. O Espírito do Senhor capacitou Sansão e executar atos extraordinários.25).10) e o capacitou a libertar os israelitas das mãos de Cusã-Risataim.27-36 A aliança do Senhor é quebrada 2.1-26 Conquista incompletas da terra 1.3-5 Opressão amonita e libertação por meio de Jefté 10. História de opressões e libertações durante o período dos juízes 3.1-57 Carreira de Tola como Juiz 10.1.12-30 Opressão filistéia e libertação por meio de Sangar 3.15 Índice 17 .1 –18.2 Carreira de Jair como Juiz 10. o Espírito do Senhor se revestiu de Gideão.25 Apostasia: A idolatria de Mica e a migração dos danitas 17. O Espírito do Senhor capacitou este líder escolhido por Deus e agiu através dele para implementar o ato salvífico do Senhor em benefício do seu povo. O mesmo Espírito Santo que deu condições a esses libertadores para que fizesse façanhas e cumprissem os planos e propósitos do Senhor continua operante ainda hoje. Os seguintes atos heróicos de Otniel.1– 8. Gideão.15).1-21. Literalmente.14. Jefté e Sansão são atribuídos ao Espírito do Senhor: O Espirito do Senhor veio sobre Otniel (3.19) e.6 –12. livrou-se das cordas que amarravam as suas mãos e matou mil filisteus com uma queixada de jumento (15.35 Breve reinado de Abimeleque 9. Prólogo: As condições em Canaã após a morte de Josué 1.34) libertou o povo de Deus das mãos dos midianitas. em outra ocasião.29) com habilidades de liderança no seu empreendimento militar contra os amonitas. Epílogo: Condições que ilustram o período dos juízes 17.1-21. O Espírito do Senhor equipou Jefté (11. A vitória de Jefté sobre os amonitas foi o ato de libertação do Senhor em benefício de Israel.31 Opressão cananita e libertação por meio de Débora e Baraque 4.7-16.31 Opressão mesopotâmica por meio de Otniel 3. Sansão despedaçou um leão apenas com as mãos (14.6 Continuação das conquistas pelas tribos de Israel 1. Gideão (6.O Espírito Santo em Ação A atividade do Espírito Santo do Senhor no Livro de Juízes é claramente retratada na liderança carismática daquele período.31 Imoralidade: Atrocidade em Gibeá e a guerra benjamita 19.12 Carreira de Abdom como juiz 12.13-15 Opressão filistéia e libertação por meio de Sansão 13. Através da presença pessoal do Espírito do Senhor. O Espírito veio poderosamente sobre ele em várias ocasiões.31 Opressão midianita e libertação por meio de Gideão 6.6).

8 .19).1-12 Casamento de Boaz com Rute 4.1-22 Sofrimento de Noemi 1.1-23 Rute no campo de Boaz 2. e a genealogia que a conclui indicaria uma conexão com os patriarcas. há evidências na linguagem da obra bem como referencias a costumes peculiares próprios do séc.1-3 Generosidade e proteção de Boaz 2. ele se torna carne—vindo como um ser humano (Jo 1. Uma história tão comovente como essa certamente já teria sido passada adiante oralmente entre o povo de Israel.Rute Autor: Desconhecido (Samuel) Data: Entre 1050 e 500 aC Autor Os estudiosos discordam quanto à data do livro.6-13 Recompensa pela obediência 3. XI aC.5-8) Esboço de Rute I. sendo parte daqueles eventos que ocorrem entre a morte de Josué e a ascensão da influência de Samuel (provavelmente 1150 e 1100 aC). A tradição rabínica assegura que Samuel escreveu o livro na segunda metade do séc. Fp 2. A função de “parente remidor” cumprida de forma tão elegante nas ações que promoveram a restauração pessoal de Rute. As ações de Boaz efetuam a participação de Rute nas bênçãos de Israel e a incluem na linhagem familiar do Messias (Ef 2.14-17 Genealogia de Davi 4.19-22 II.14-18 IV.18-23 III.4-17 Noemi reconhece a bondade de Deus 2. Uma mulher humilde no campo da colheita 2. antecipando em muitos séculos a sua graça redentora.14.6-18 Retorno a Belém 1. Apesar do pensamento crítico mais recente sugerir uma data pós-exílica bem mais tardia (cerca de 500 aC).1-5 Dedicação e promessa de Rute 1. tivesse redigido o livro.18-22 Índice 18 . o remidor escolhido por Deus 4. XII aC que recomendam a aceitação da data mais antiga. Parente e remidor 4. Eis aqui uma magnífica silhueta do Mestre. É razoável supor que Samuel.1-22 Boaz. oferecendo assim uma resposta a todos aqueles que.13 Benção de Deus sobre Noemi 4. dá testemunho eloqüente a respeito disso. Cristo Revelado Boas representa uma das mais dramáticas figuras do AT que antecipa a obra redentora de Jesus. Ima família hebraica em Moabe 1. que testemunhou o declínio do reinado de Saul e foi divinamente instruído para ungir Davi como escolhido de Deus para o trono.1-5 Obediência de rute 3. Um matrimônio planejado 3. porém o seu cenário histórico é evidente. indagassem pelo passado familiar do seu rei. em Israel. Como nosso “parente chegado”. Os episódios relatados nos livro de Rute se passam durante o período de Juízes.1-18 Orientação de Noemi 3.A.

Cristo Revelado As semelhanças entre Jesus e o pequeno Samuel são surpreendentes. mas verdadeira adoração e louvor a Deus pela inspiração do Espírito. Davi. O fim trágico de Saul ilustra o destino final dos reinos terrenos. sabemos que 1Sm foi escrito depois da divisão da nação em 931 aC. o Espírito Santo vem sobre Saul. Com relutância. o pequeno e humilde pastor.1-25. O Espírito Santo em Ação 1Sm contém notáveis exemplos da vinda do Espírito Santo sobre os profetas. depois que Saul e Jônatas são mortos em batalha. Conteúdo Israel havia sido governado por juizes que Deus levantou em momentos cruciais da história da nação. Em meio a essa confusão política e religiosa surge Samuel.14) 19 . Davi. Em 10. pressionavam-no para que lhes desse um rei. nos falará sobre “o que há de vir” e “há de receber do que é meu (de Jesus)” e no-lo “há de anunciar” (Jo 16. Ambos foram dedicados a Deus antes do nascimento. cujo soberano seja o próprio Deus. Além disso. esperamos ansiosamente pelo momento em que o “Espírito da Verdade” nos irá guiar em “toda a verdade”. e por outras referencias a Judá e a Israel. é equipado pelo Espírito para cumprir o chamado de Deus. prefigura a Cristo.A.13). Urim e Tumim. a nação havia se degenerado moralmente e politicamente. Em Cristo. sacerdote e rei. 10 e em 19.6.20. o cenário está pronto para que Davi se torne o segundo rei de Israel. isto é. até o dia de hoje” (27. Esse fenômeno não é como o frenesi impregnado de emotividade dos pagãos. Havia estado sob a investida violentas e desalmadas dos filisteus. mas alguns supõem que seja do sacerdote Abiatar. bem como sobre Saul e seus servos. Saul. Autor O autor de 1Sm não é nomeado neste livro.6). “desde aquele dia em diante. Data Por causa da referência à cidade de Ziclague. A autoria do restante de 1Sm não pode ser determinada com certeza. mas a medida em que Samuel envelhecia. Mesmo nos múltiplos usos do éfode. ele acaba cedendo. que profetiza e “se transforma em outro homem”. Cristo é profeta. consumida por ciúme e medo. como não há menção à queda de Samaria em 722 aC. no entanto. que “ pertence aos reis de Judá. Em Davi começa a linhagem terrena do Rei de Deus. O povo não tinha confiança nos seus filhos. o bom pastor. O seu ego era tão grande quanto a sua estatura. Depois de ser ungido por Samuel. Ambos são filhos de promessa. o que engloba sua vida e ministério até sua morte. homem vistoso e carismático. começando com o nascimento de Samuel em redor de 1150 aC e terminando com a morte de Saul em redor de 1010 aC. Depois dessa rejeição. filho de Saul. Pela sua impaciência. O livro de 1Sm cobre um período de cerca de 140 anos. exerceu funções sacerdotais. é escolhido para tornar-se o primeiro rei. O fenômeno do Espírito inspirando a adoração ocorre no cap. Saul tornou-se uma figura trágica.9 . Samuel acumulou os ofícios de profeta e sacerdote. 1. encontrou um aliado em Jônatas. Ambos forma pontes de transição de um estágio da história da nação para outro. o milagroso filho de Ana. a renovação e a alegria que esse nascimento trouxe à sua mãe prefiguram o mesmo para a nação.1. De uma forma notável.13. O templo de Siló fora profanado e o sacerdócio se mostra corrupto e imoral. em semelhança ao ocorrido no dia de Pentecostes (At 2). Deus vem como Rei e virá novamente como Rei dos reis. perdendo gradualmente a sua sanidade. mas é provável que Samuel ou tenha escrito ou fornecido a informação para. foi rejeitado por ele. o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi” (16. Gastou os seus últimos anos numa incansável perseguição a Davi através das regiões montanhosas e desérticas do seu reino. Ele advertiu Davi sobre os planos do seu pai para matá-lo.1º Samuel Autor: Incerto (Samuel) Data: Entre 931 e 722 aC. em vez de esperar por Samuel. Jesus torna-se o Rei-pastor definitivo. num desesperado esforço para eliminá-lo. Depois de desprezar os mandamentos de Deus. no entanto. deve ser datado antes deste evento. A única esperança é um Reino de Deus na terra. Os próprios filhos de Samuel não eram reflexo do seu caráter piedoso. Finalmente.

1-12.1 4) Samuel exorta ao arrependimento 7. Renovação sob Samuel 1.17 Nascimento e infância de Samuel 1.1-7.17 1) A captura da arca pelos filisteus 4.10-18 3) Seu ministério a todo Israel 3.35 II.13 A crescente proeminência de Davi 16.58 1) Sua unção por Samuel 16.2-11 2) A morte de Eli 4.35 Estabelecimento de Israel por um rei 8.1-2.1 O ministério de Samuel como juiz 4.19-4.11 2) Crescimento de Samuel e a corrupção dos filhos de Eli 2.1-30.2-7.31 4) A morte de Saul 31.1-4.1-31.1-35 III. Declínio de Saul e ascensão de Davi 16.1-17.1 –15.1-13 2) Sua música diante de Saul 16.14-23 3) O conflito de Davi com os filisteus e os amelequitas 29.1 1) Seu chamado por Deus 3.Esboço de 1º Samuel I.25 3) As guerras de Saul 13. O reinado de Saul 8.2-6 5) Derrota dos filisteus 8.1-7.1-2.1-9 2) Sua palavra para Eli 3.12-36 Começo do ministério profético de Samuel 3.1– 15.52 4) Saul é rejeitado por Deus 15.1-22 2) Saul é escolhido e ungido rei 9.25 1) A Exigência de Israel por um rei 8.36 1) Nascimento e dedicação de Samuel 1.1-13 Índice 20 .12-22 3) Recuperação da arca por Israel 5.1-12.1-14.

Data: Entre 931 e 722 aC. Samuel e outros. Davi é um precursor da Raiz de Jessé. esposo dela. “E houve uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi. onde havia estado deste que fora recuperada dos filisteus (6. Conteúdo 2 Sm trata da ascendência de Davi ao trono e dos quarenta anos do seu reinado. O livro termina com dois belos poemas.1). uma lista dos valentes de Davi e com o pecado de Davi em fazer o censo dos homens de guerra de Israel. Embora. 21 . o vidente”. No entanto. e Davi foge de Jerusalém.2º Samuel Autor: sacerdote Abiatar. Davi derrota com sucesso os inimigos de Israel.1). filho de Saul e Abner comandante-chefe dos exércitos de Saul. porém. a sua vulnerabilidade e fraqueza o leva ao pecado com Bate-Seba e ao assassinato de Urias. a rebelião é sufocada. é morto por Joabe. não havia reis em Judá antes desta data. pois.6 “pelo que Ziclague pertence aos reis de Judá. e inicia-se um período de estabilidade e prosperidade. Samuel registrou boa parte da história de Israel neste período. Pela sua vitória sobre todos os inimigos de Israel.10). O cap. Não se sabe com exatidão quem realmente escreveu o livro. outros materiais haviam sido colecionados e puderam ser usado como fontes pelo autor real. A rebelião termina quando Absalão. Tanto Gade como Abiatar tinham acesso aos eventos da corte do reino de Davi. Um rebelde chamado Seba instiga Israel a abandonar Davi e a voltar para casa. as “crônicas do profeta Natã” e as “crônicas de Gade. Deus está construindo uma casa para Davi.10 . antecipa o futuro Rei. Autor Os dois livros hoje conhecidos como 1 e 2 Sm eram originalmente um só livro denominado “O Livro de Samuel”. Davi é. esse relato sumário descreve os sete anos e meio anteriores à unificação do reino por Davi. E começa com a morte de Saul e Jônatas na batalha do monte Gilboa. 7. Data Os dois livros devem receber uma data posterior à divisão do reino em duas partes. pendurado numa árvore pelos cabelos. Três dessas fontes são mencionadas em 1Cr 29. sua própria tribo. Apesar do arrependimento de Davi depois de confrontado com o profeta Natã.16). “Teu trono será firme para sempre” (7. e embora Davi tenha reinado em Judá por sete anos e meio antes da unificação do reino. com freqüência. Sem dúvida. a saber: as “crônicas de Samuel. então. Tristemente. pelo seu zelo a favor da casa de Deus e pela associação dos ofícios de profeta. por causa do comentário encontrado em 1Sm 27.29. O livro está enfocado na sua pessoa. O tema do Rei vindouro. Há uma desavença entre Israel e Judá a respeito da volta do rei a Jerusalém. ungido rei sobre Judá. Embora Davi tome uma série de decisões desafortunadas e pouco sábias. ou seja. em especial. sacerdote e rei na sua pessoa.1-7. Há um jogo de pode pela casa de Saul entre Isbosete. Embora a rebelião tenha sido sufocada. Deus interrompe os planos de Davi de construir uma casa para a arca e explica que enquanto Davi não pode construir uma casa para Deus. Jesus Cristo. 931 aC. porém Davi se ia fortalecendo. de forma que ambos são candidatos à autoria desses dois livros. o Messias. uma linhagem que dure para sempre. compra a eira de Araúna e apresenta oferendas ao Senhor no altar que constrói. não se apartará a espada jamais de tua casa” (12. é introduzido quando Deus estabelece uma aliança perpétua com Davi e seu reino. depois de uma longa separação de seu pai. Davi se arrepende. pela sua humildade e compromisso com o Senhor. mas os da casa de Saul se iam enfraquecendo” (3. e Davi é mais uma vez estabelecido em Jerusalém. divisão que aconteceu logo depois do governo de Salomão.A. Cristo Revelado Davi e seu reino esperavam a vinda do Messias. as conseqüências da sua ação são declaradas com todas as letras: “Agora. Absalão. o vidente”. até ao dia de hoje”. instiga uma rebelião contra o rei. filho de Davi. fosse traçada uma diferenciação entre Israel e Judá. Davi unifica tanto a vida religiosa quanto política da nação ao trazer a arca do Testemunho da casa de Abinadabe.

ilustra o amplo ministério do Espírito Santo no mundo através da igreja investida do poder do Espírito. Os triunfos de Davi 1.13– 9.19 1) Triunfos sobre os seus inimigos 8.36 Problemas na casa de Davi 12.26-31 4) Incesto na casa de Davi 13.27 III.25 Índice 22 .1– 20.1-12 2) O governo Justo de Davi 8. Esboço de 2º Samuel I. a justiça é feita. O pecado de Davi é desnudado.8: E.14-25 3) Casamento de Davi com Bate-Seba 11. A obra de convencer e de condenar do Espírito é claramente percebida quando o profeta Natã enfrenta Davi por causa do seu pecado com Bate-Seba e Urias.1-13.1—24.15-25 3) Lealdade de Joabe a Davi 12.1-27 O pecado do adultério 11. As transgressões de Davi 11. Sua atuação como conselheiro pode ser apreciada nas muitas ocasiões em que Davi “consultou o Senhor” através do sacerdote e do éfode.1-14 2) Morte do filho de Davi 12.21-36 Problemas no reino de Davi 13. Isso.1-33 3) Restauração de Davi como rei 19.O Espírito Santo em Ação Jesus explicou a obra do Espírito em Jo 16.25 1) O reino de Davi em Hebrom 1.19 Os triunfos políticos de Davi 1.1-19 II. Ele atuava com mais freqüência através do sacerdócio.1-10.1-25 Os triunfos espirituais de Davi 6.25 1) Rebelião de Absalão 13.1-5 O pecado do Assassinato 11.6-13 2) Ordem de Davi para assassinar Urias 11.1-13. quando ele vier convencerá o mundo do pecado.1-7.1-10. e do juízo.13 3) Triunfos sobre Ámom é Síria 10.” Nós vemos claramente a ação do Espírito Santo através desses dois modos em 2 Sm.1-20 5) Absalão mata Amom 13.6-27 1) Lealdade de Urias a Davi 11.26.36 1) Profecia de Natã 12.1-5.26 4) Comentários sobre o reino de Davi 21.12 2) O reino de Davi em Jerusalém 5.37—24.29 2) Joabe mata Absalão 18.1-29 Os triunfos militares de Davi 8.37—17.1-23 2) Aliança de Deus com Davi 7.29 1) Mudando a arca 6. no quadro microcósmico de 2 Sm.1-4. e o julgamento é anunciado. e da justiça. Os problemas de Davi 12.

15 e Ez 1.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo. O autor. Aqui “a mão do SENHOR” se refere ao ES que dotou Elias com poderes sobrenaturais para realizar uma façanha surpreendente. Alguns têm indicado Esdras como compilador. Autor Como 1 e 2 Rs eram. em que um reino estável. em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar. foram grandes mudanças e sublevações. Contexto Histórico Os acontecimentos descritos em 1 Rs abrangem um período de cerca de 120 anos. Reis é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. (Jeremias) Data: Entre 560 e 538 aC. Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC.16) Percebe-se uma relação com At 8. esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. originalmente. Deus é apresentado como Senhor da história. enquanto outros apontam para Isaías como editor. originalmente. dividiu-se em dois. que foi provavelmente. acrescentado por um dos seus discípulos. Havia luta interna e pressão externa. 23 .A. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus. então.1º Reis Autor: Desconhecido. VI aC. Ao contrário. A fórmula “mão do SENHOR” é uma referência à inspiração dos profetas pelo Espírito de Deus (ver 2Rs 3. O autor de Rs teria mencionado. Conteúdo 1 e 2 Rs eram. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. portanto. de Judá. Na realidade. provavelmente. muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC. Como não há menção dessa importante notícia em Rs. à ação do ES em capacitar Elias para operar milagres. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. As palavras de Obadias lá indicam que o ES algumas vezes transportou Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 2. seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. caso houvesse tido conhecimento desse evento. em 18. em cerca de 853 aC.48 (“a mão do SENHOR”). No entanto. um livro. um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”. em cerca de 971 aC. não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (400 anos em 47 capítulos).20. menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25. um só livro. Embora a autoria não possa ser determinada com segurança.3. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto. Há uma alusão. e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42. Em 1 e 2 Rs. dirigido por um líder forte. O resultado foi um momento tenebroso. Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem.27-30). Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde a morte de Davi.39-40.11 . acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. Data Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta. até ao reinado de Josafá (o quarto rei do Reino de Judá) e o reinado de Acazias (o nono rei do Reino de Israel). que Rs tenha sido escrito.10 e 19. que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. O Espírito Santo em Ação 1 Rs 18. provavelmente antes de 538 aC.23). 52.6. onde é chamado de “Espírito do Senhor”. conclui-se. 1 e 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva. a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos). embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo. O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim. que estava preso na Babilônia. comparar com 1Sm 10. com um propósito teológico. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda. O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período. No entanto. muitas sugestões foram feitas.

29-22.8-14 O reinado de Zinri em Israel 16.40 O reinado de Josafé em Judá 22. O reino dividido 12.20. então estaria em paralelo com 1Co 12.24 pode ser outra referência ao ES.20 O reinado de Roboão em Judá 14.7-11.43 O estabelecimento de Salomão como rei 1.15-20 O reinado de Onri em Israel 16.1-8.33-16. que confirma que a habilidade pra profetizar é realmente uma manifestação do ES. Esse versículo se refere a um “espírito do SENHOR” e pode indicar que os profetas compreendiam que o seu dom de profecia vinha do Espírito de Deus (ver 1Sm 10. 1Rs 22.6.23). 19.51-53 Índice 24 .10.1-14. O reino unido 1.43 II.-2.41-50 O reinado de Acazias em Israel 22. Esboço de 1º Reis I.7 O reinado de Elá em Israel 16.66 O erro de Salomão como rei 9.21-31 O reinado de Abdias em Judá 15.1-22.25-32 O reinado de Baasa em Israel 15.1-11.1.Além dessas passagens.1-11.1-8 O reinado de Asa em Judá 15.46 A consagração de Salomão como rei 3.9-24 O reinado de Nadabe em Israel 15.53 A revolta e o reinado de Jeroboão em Israel 12. Se esta interpretação é aceita.21-28 O reinado de Acabe em Israel 16.

Autor 2 Rs era originalmente a segunda metade de um livro que incluía 1 e 2Rs.2º Reis Autor: Desconhecido. conclui-se. O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim. No entanto. O autor. enquanto que capítulos inteiros são dedicados a outros. Contexto Histórico Os acontecimentos descritos em 2 Rs abrangem um período de cerca de 300 anos. a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor. Deus é apresentado como Senhor da história. Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC. O autor de Rs teria mencionado. acrescentado por um dos seus discípulos. que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. Como não há menção dessa importante notícia em Rs. O resultado foi um momento tenebroso na história do povo de Deus: colapso e conseqüente cativeiro de ambas as nações. então. Esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde o reinado de Acazias (o nono rei Israel) ao redor de 853 aC. um só livro. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC. (Jeremias) Data: Entre 560 e 538 aC. todos ruins. incluindo a queda de Israel para a Assíria em 722 aC. caso houvesse tido conhecimento desse evento. Data Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta. com um propósito teológico. No entanto. 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva. Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem. é dificil seguir o fluxo da narrativa.12 . 25 . não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (300 anos em 25 capítulos). embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus. de Judá.A. que Rs tenha sido escrito. 2Rs é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. Assim como 1Rs. originalmente. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25. Embora a autoria não possa ser determinada com segurança. portanto. um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC. enquanto outros apontam para Isaías como editor. seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. Alguns tem indicado Esdras como compilador. Israel. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período. foram grandes mudanças e sublevações. Ao contrário. muitas sugestões foram feitas. provavelmente. muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. Havia luta interna e pressão externa. Judá. e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42. Alguns desses 26 governantes são mencionados em apenas poucos versículos. O Autor ora está falando do Reino do Norte. os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. Em 2 Rs. VI aC. A atenção maior é dirigida àqueles que ou serviram de modelo de integridade ou que ilustram por que essas nações finalmente entraram em colapso. que estava preso na Babilônia. passando pela deportação de Judá para a Babilônia em 586 aC e terminando com a libertação do rei Joaquim em 560 aC. Conteúdo 1 e 2 Rs eram. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda. acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. traçando simultaneamente suas histórias.27-30). 2Rs retoma a história trágica do “reino divido” quando Acazias está no trono de Israel e Josafá governando sobre Judá. Na realidade. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos). 2Rs recorda a história do últimos 10 reis e dos últimos 16 governantes de Judá. ora do Reino do Sul. que foi provavelmente. Judá foi governado por 20 regentes. 52. provavelmente antes de 538 aC. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto.. dos quais apenas oito foram bons. Israel teve 19 governantes.

As vezes transportava Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 18.15 O reinado de Jeorão em Judá 8.12) Percebe-se uma relação com At 8.1-9 O reinado de Jeoás em Israel 13.31-34 O reinado de Jeoaquim 23. O reinado de cada um desses 26 governantes já terminou.1-18 O reinado de Jorão em Israel 2. O espírito enérgico ou o poder que capacitava Elias a profetizar era o Espírito de Deus. Somente o reino de Judá 18. Da mesma maneira.4-9 e 2. Cristo é a combinação ideal desses três ofícios.30 O reinado de Ezequias 18.1-5 O cativeiro de Israel para a Assíria 17.16 fornece um paralelo interessante entre o AT e At 1.15.16-24 O reinado de Acazias em Judá 8. mas Cristo reinará sobre o trono de Davi pra sempre (1Cr 17.Cristo Revelado O fracasso dos profetas. e reis do povo de Deus aponta para a necessidade do advento de Cristo.39-40.8-16 O reinado de Zedequias 24. Há uma referência indireta ao ES na frase “Espírito de Elias” em 1. Salum. onde é chamado de “Espírito do Senhor”.17-20 26 . Como profeta. Uma alusão final ao ES aparece em 2Rs 3.1-7 O reinado de Zacarias. Is 9.35-24.6-41 II.1-8. I reino dividido 1.1-18 O reinado de Amon 21.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo. capacitando-o a profetizar ao rei Josafá. Eliseu procurou a promessa de que receberia poder para levar adiante o ministério do seu mestre.14. Jesus ascendeu.41 O reinado de Acazias em Israel 1. Aqui Eliseu tenta receber o mesmo poder de Elias para levar adiante o ministério profético do seu antecessor.1-20.9.17-12.32-38 O reinado de Acaz em Judá 16.9. Além disso.36 O reinado da rainha Atalia em Judá 11. Jesus afirmou que era (Mt 27. em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar. Jesus é um Rei maior do que o maior dos seus reis (Mt 12. 2Rs 2.42). Menaém.1-4. Cristo é um sacerdote superior a qualquer daqueles registrados em Reis (Hb 7.16).21 O reinado de Jeocaz em Israel 13.1-23.19-26 O reinado de Josias 22.11). O Espírito Santo em Ação 1 Rs 18.21 O reinado de Manassés 21.22-27).1-5). sacerdotes. Pecaías e Peca em Israel 15.1-20 O reinado de Oséias em Israel 17. Quando perguntado se era rei dos judeus. a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do ofícios.6).1-22 O reinado de Jeroboão II em Israel 14.8-31 O reinado de Jotão em Judá 15. e o ES desceu para capacitá-los a levar adiante a obra que seu mestre começou. Aqui a “mão do Senhor” veio sobre Eliseu. os discípulos aguardaram o cumprimento da promessa. 1Rs ilustra vivamente a necessidade de Cristo como o nosso Rei em exercício de suas funções.29 O reinado de Jeú em Israel 9. a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do grande profeta Elias (Mt 17. e a promessa foi cumprida.10-25 O reinado de Amazias em Judá 14. No entanto.23-29 O reinado de Azarias em Judá 15.1-17. Muitos dos milagres de Jesus são reminiscências das maravilhas que Deus fez através de Elias e Eliseu em Reis.1-16 O reinado de Joás em Judá 11. Como profeta.30 O reinado de Joacaz 23.1-25.15. pois ele é “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap 19.25-9. Elias foi elevado ao céu.7 O reinado de Joaquim 24. Esboço de 2º Reis I.30-10. A formula “a mão do SENHOR” se refere à inspiração divina dos profetas.

A queda de Jerusalém 25.8-26 A libertação de Joaquim 25.1-7 O cativeiro de Judá pra a Babilônia 25.27-30 Índice 27 .

da oitava geração do rei Jeoaquim (ver 1Cr 3. Jeoaquim foi deportado pra a Babilônia em 597 aC. Dependendo de como essas gerações são medidas (cerca de 25 anos). O livro de 1Cr tem duas divisões principais. é provável que a sua forma final tenha surgido lá pelo final do séc. 1 e 2Cr formavam um só livro chamado de “Acontecimentos dos Dias”.13 . o transporte da arca do Testemunho pra Jerusalém (caps. Além disso. Davi se torna rei e conquista Jerusalém. mas uma duplicação e um suplemento de 1 e 2Sm e 1 e 2Rs. é razoável assumir que “ o cronista” tenha sido Esdras. O cap. os versículos finais de 2 cr (2Cr 36. 1Cr está carregado de genealogias para sublinhar a necessidade de pureza racial e religiosa. de Gn até 2Sm. que dá licença à volta dos judeus para Judá. 1 e 2Cr cobririam aproximadamente o mesmo período de tempo de 1 e 2Rs. O nome atual. a última pessoa mencionada em 1 e 2 Cr é realmente Anani. a data para 1 e 2Cr pode ser situada entre 425 e 400 aC. ou seja.A. rei da Pérsia. Apesar de que o povo de Deus tenha recebido licença pra voltar para Jerusalém e reconstruir o templo. Se 1 e 2Cr são considerados uma única obra. Se as genealogias de 1 Cr 1-9 fosse ignoradas.10-36). foi dado por Jerônimo. No entanto. 1-9) e descreve o reinados dos vinte governantes de Judá (caps. Conteúdo No texto original hebraico. 28 . 11 e 12. 18-20) e os preparativos para a construção do tempo (caps. Contexto Histórico O livro de 1Cr cobre o período que vai de Adão até a morte de Davi. Não é uma continuação da história do povo de Deus. 2Cr relata o reinado de Salomão (caps. Foi dividido e recebeu um novo nome pelos tradutores do AT em grego (septuaginta ou LXX): “Coisas que Acontecem”. Durante essa época. V aC. As genealogias são compiladas seletivamente para realçar a linhagem de Davi e da tribo de Levi. 10 serve como prólogo para resumir o reinado e a morte ro rei Saul. Os dois últimos capítulos de 1Cr recorda os últimos dias de Davi. 10-29) registra os eventos e realizações do rei Davi. A antiga tradição judaica do Talmude afirma que Esdras escreveu o livro. Nos caps. o nascimento de Anani pode ter acontecido entre 425 e 400 aC. No entanto. As genealogias começa com Adão e continuam. 13-17). Esdras era tanto escriba como profeta e desempenhou um papel significativo na comunidade de exilados que retornou à cidade de Jerusalém. o cenário específico de 1 e 2Cr é o período de tempo que vem depois do exílio. muitos optaram por se referir a esse autor desconhecido simplesmente como “o cronista”. até àqueles que retornaram para Jerusalém. Como a identidade do autor dessa obra não é explicitada em 1 nem em 2 Cr. assim como nos Evangelhos de Mt e Lc. No entanto. Tudo o que restou dos gloriosos reinados de Davi e Salomão foi a pequena província de Judá. podem ser divididos em quatro seções principais: 1Cr é composto por genealogias (caps. É datado como 538 aC e dá a impressão de que Crônicas tenha sido composto pouco tempo depois. Com freqüência não se dá muita importância a esta seção. mas pode ser também uma indicação de que Crônicas e Esdras tenham sido em algum momento uma única obra. atravessando todo o período do exílio. É um período de tempo extraordinário. Portanto. suas proezas militares (caps. 1-9) e descreve em linhas gerais o reinado de Davi (caps. ao redor de 971 aC. a sua situação era muito diferente da dos anos dourados de Davi e Salomão. as genealogias forma a base das narrativas que se seguem. 21-27). o mundo antigo estava sob o controle do poderoso Império Perda. Crônicas. Os persas substituíram o rei por um governador provincial. A segunda parte de 1Cr (caps. 10-29).24). O restante das narrativas sobre Davi está enfocada sobre três aspectos significativos do seu reinado. pois abrange o mesmo período coberto pelos primeiros 10 livros do AT.23) repetem-se como os versículos iniciais de Esdras (ver Ed 1.1-3). Data Embora seja difícil estabelecer a data exata para 1 e 2 Cr. Esdras é o candidato mais provável para a autoria de Crônicas. Contudo. vocabulário e conteúdo similares. O último evento registrado nos versículos finais de 2 Cr é o decreto de Ciro. Apesar de não podermos afirmar com certeza absoluta. A primeira seção é constituída por 9 capítulos de genealogias.1º Crônicas Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 425 e 400 aC Autor 1 e 2 Cr eram originalmente um só livro.22. Isso não apenas reforça o argumento que aponta Esdras como autor de 1Cr. Soma-se a isso o fato de que 1 e 2Cr tenham estido.

1-20.1-8. A primeira´está em 12.35-44 II.8 Preparativos de Davi para a construção do templo 21. O reinado do rei Davi 10.2 A herança da linhagem de Davi em Judá 2.30 Índice 29 .1-34 A herança do rei Saul em Benjamim 9.1– 9. Esboço de 1º Crônicas I.24 A herança das doze tribos 4.1-27.18. E a segunda em 28.3-3.O Espírito Santo em Ação Há duas referências claras ao ES em 1Cr.1-29.12. em que o “Espírito” entrou em Amasai e o capacitou a fazer uma declaração inspirada. a qual explica que por meio do ministério do Espírito (ânimo) os planos do templo foram revelados a Davi.1-2.30 A confirmação de Davi como rei 10.1 –29.40 A aquisição da arca por Davi 13.34 Últimas declarações de Davi 28.40 A herança do remanescente 9.1-12.44 A herança dos filhos de Jacó 1.27 Progressos militares de Davi 18.1-17. As raízes do povo de Deus 1.

14). em 971 aC.23) repetem-se como os versículos iniciais de Esdras (ver Ed 1. No entanto. Foi dividido e recebeu um novo nome pelos tradutores do AT em grego (septuaginta ou LXX): “Coisas que Acontecem”. Tudo o que restou dos gloriosos reinados de Davi e Salomão foi a pequena província de Judá.20) para que falassem da parte de Deus. No entanto. é provável que a sua forma final tenha surgido lá pelo final do séc. Nessas referências. só ocasionalmente. mas pode ser também uma indicação de que Crônicas e Esdras tenham sido em algum momento uma única obra. O livro conclui com o decreto de Ciro libertando e permitindo a volta do povo p ara Judá (36.14) e Zacarias (24. A primeira seção é constituída pelos primeiros 9 capítulos (caps. Não é uma continuação da história do povo de Deus. Esdras era tanto escriba como profeta e desempenhou um papel significativo na comunidade de exilados que retornou à cidade de Jerusalém. 19) descreve em linhas gerais o governo do rei Salomão. Além disso.14). o ES inspirou ativamente Azarias (15. É identificado como o “Espírito de Deus” (15. mas uma duplicação e um suplemento de 1 e 2Sm e 1 e 2Rs. Além dessas referências. os versículos finais de 2 cr (2Cr 36.13. A narrativa.20) e como o “Espírito do SENHOR” (20. Jaaziel (20. 1 e 2Cr formavam um só livro chamado de “Acontecimentos dos Dias”. a data para 1 e 2Cr pode ser situada entre 425 e 400 aC.2º Crônicas Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 425 e 400 aC Autor 1 e 2 Cr eram originalmente um só livro. A narrativa dá bastante importância à construção do templo (caps. 2Cr traça a historia dos reinados dos 20 governantes de Judá até ao cativeiro babilônico do Reino do Sul em 586 aC. 30 . A segunda seção do Livro é formada pelos caps. muitos optaram por se referir a esse autor desconhecido simplesmente como “o cronista”. vocabulário e conteúdo similares. Apesar de que o povo de Deus tenha recebido licença pra voltar para Jerusalém e reconstruir o templo. Jeoaquim foi deportado pra a Babilônia em 597 aC. o cenário específico de 1 e 2Cr é o período de tempo que vem depois do exílio.22. Data Embora seja difícil estabelecer a data exata para 1 e 2 Cr. É datado como 538 aC e dá a impressão de que Crônicas tenha sido composto pouco tempo depois. o mundo antigo estava sob o controle do poderoso Império Perda. 2-7) bem como à riqueza e à sabedoria desse extraordinário rei (caps. Depois da divisão do reino. O Espírito Santo em Ação Há três referências claras ao ES em 2Cr. A antiga tradição judaica do Talmude afirma que Esdras escreveu o livro. se concentram quase que exclusivamente no Reino do Sul. até ao final do exílio ao redor de 538 aC. rei da Pérsia. Durante essa época. Crônicas.1. da oitava geração do rei Jeoaquim (ver 1Cr 3.22.24). V aC. Dependendo de como essas gerações são medidas (cerca de 25 anos). Contexto Histórico O livro de 2Cr cobre o período que vai do começo do reinado de Salomão. e discorre sobre a história do Reino do Norte. Portanto. é razoável assumir que “ o cronista” tenha sido Esdras. o nascimento de Anani pode ter acontecido entre 425 e 400 aC.1-3). termina abruptamente e não faz menção das fraquezas de Salomão. Como a identidade do autor dessa obra não é explicitada em 1 nem em 2 Cr. que dá licença à volta dos judeus para Judá. no entanto. Soma-se a isso o fato de que 1 e 2Cr tenham estido. 24. Israel. Judá.23). muitos vêem a presença do ES na dedicação do templo (5.14 .1). Conteúdo No texto original hebraico. Esdras é o candidato mais provável para a autoria de Crônicas. conforme registradas em 1Rs 11. O livro de 2Cr tem duas divisões principais. Apesar de não podermos afirmar com certeza absoluta.A. a sua situação era muito diferente da dos anos dourados de Davi e Salomão. Os persas substituíram o rei por um governador provincial. 8-9). foi dado por Jerônimo. O último evento registrado nos versículos finais de 2 Cr é o decreto de Ciro. 10 a 36. O nome atual. No entanto. a última pessoa mencionada em 1 e 2 Cr é realmente Anani. Isso não apenas reforça o argumento que aponta Esdras como autor de 1Cr.

1-28 Uzias 26.16 O reinado de Roboão 10.1-23 Jotão 27.1-9 Acaz 28.22 A riqueza de Salomão 8.10-23.Esboço de 2º Crônicas I. O período de governo do rei Salomão 1.1-32.31 A ascensão de Salomão como rei 1.27 Joacaz 36.37 Jeorão 21.14 Josafá 17.16 Abias 13.1-16. Cativeiro e retorno de Judá 36.4-8 Joaquim 36.1-3 Jeoaquim 36.1-17 A realização da construção do tempo 2.21-25 Josias 34.1-20.1-27 Ezequias 29.1-9 Atalia 22.1-35.1-12.16-24.1-9.17-21 O decreto de Ciro para o retorno de Judá 36.9-10 Zedequias 36.1-36.17-23 O cativeiro de Judá por Babilônia 36.1-20 Amon 33.27 Amazias 25.23 Índice 31 .1-7.33 Manassés 33.1-20 Acazias 22.31 II.1-9.22.15 Joás 23. Os governos dos reis de Judá 10.11-16 III.1-22 Asa 14.

o de Salomão. Apesar do seu retorno e das promessas divinas. A opinião conservadora e geralmente aceita é de que Esdras tenha compilado ou escrito este livro juntamente com 1 e 2 Crônicas e Neemias.24). Não é possível saber com absoluta certeza se foi o próprio Esdras quem compilou o livro ou se foi um editor desconhecido. mas a oposição dos habitantes não judeus desencoraja o povo. 7-10. Fielmente. São enviados pelo rei persa Ataxerxes. chamando-o à confissão de pecado e ao arrependimento dos seus caminhos perversos (caps. Deus.15 . um “escriba das palavras.16. Quando o povo desanimou por causa da zombaria dos inimigos. outro grupo de exilados volta para Jerusalém liderados por Esdras (caps. o povo se deixou influenciar pelos seus inimigos e desistiu temporariamente (4. Depois de mais de 60 anos de cativeiro babilônico.11). Já em Jerusalém. O primeiro (caps. Deus havia prometido através de Jeremias (25. Deus desperta o coração do regente da Babilônia.1. Embora bem menos esplêndido que o templo anterior. estabeleceu firmemente a Lei (o Pentateuco) como a base da fé (7. quando o povo se desviou das verdades da sua apalavra. A Bíblia hebraica reconhecia Esdras e Neemias como um só livro. 9-10). com somas adicionais de dinheiro e valores para intensificar o culto no templo. provavelmente. Deus fielmente enviou um sacerdote dedicado que habilidosamente instruiu o povo na verdade. Aproximadamente 60 anos depois (458aC). A construção do templo é iniciada. ao ponto do divórcio de suas esposas pagãs. Liderou o segundo dos três grupos que retornaram da Babilônia pra Jerusalém.12) que o cativeiro babilônico teria duração limitada.1-4).5-10). 7-10). Deus fielmente levantou Ageu e Zacarias para encorajar o povo a completar a obra. Esdras também é comissionado para apontar líderes em Jerusalém para supervisionar o povo. viveu. O Espírito Santo em Ação A obra do ES em Esdras pode ser vista claramente na ação providencial de Deus em cumprir as suas promessas. cujo nome provavelmente signifique “ O Senhor tem ajudado”. A fidelidade de Deus é contrastada com a infidelidade do povo. cumpriu fielmente a sua promessa e induziu o espírito do rei Ciro da Pérsia a publicar um édito para o retorno dos exilados (1. dos mandamentos do SENHOR” (7. o novo templo é completado e dedicado em 515 aC. incluindo itens que haviam sido saqueados do templo de Salomão (1. para publicar um édito que dizia que todo judeu que assim desejasse poderia retornar pra Jerusalém a fim de reconstruir o templo e a cidade. O estímulo dos profetas trouxe resultados (5.2). deriva o seu título do personagem principal dos caps. Esdras assumiu o ministério de reformador espiritual. Conteúdo Duas grandes mensagens emergem de Esdras: a fidelidade de Deus e a infidelidade do homem.18). Finalmente.10). como foi dito acima. e os exilados são enviados com despojos. de forma que pudesse adora a Deus em seu próprio templo (6. Como homem devoto. O próprio Esdras era um sacerdote.6). que aparece seis vezes. Sacerdote dedicado. que chamam o povo para completar a obra. Contudo. concedeu liderança (Zorobabel e Esdras). Depois disso. com um influente cidadão até à época de Neemias. o que deve ter durado cerca de um ano. ele chama Israel ao arrependimento e a uma renovada submissão à Lei. então. Esdras encontra um Israel que tinha adotado muitas das práticas dos habitantes pagãos. Data Os eventos de Esdras cobrem um período um pouco maior do que 80 anos e caem em dois segmentos distintos. depois de completada a obra. e a obra é interrompida. o povo se tornou desobediente aos mandamentos de Deus.1-6) cobre um período de cerca de 23 anos e tem como tema o primeiro grupo que retorna do exílio sob Zorobabel e a reconstrução do templo. o rei Ciro da Pérsia. No momento apropriado. 32 . Posteriormente. desenvolve-se uma geração inteira cujas “iniqüidades se multiplicaram sobre as vossas cabeças” (9.A. Isto é indicado pela frase “ a mão do Senhor”. levanta os ministério proféticos de Ageu e Zacarias. Um grupo de fiéis responde e partiu em 538 aC sob a liderança de Zorobabel.Esdras Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 538 e 457 aC Autor O livro de Esdras. a fidelidade de Deus triunfa em cada situação.

1-5 Bislão e seus companheiros se queixam a rei Artaxerxes 4.1-2. O retorno sob a liderança de Zorobabel 1.6-16.1-17 Dario assegura a Tatenai que o projeto é legal 6.13-18 Celebração da Páscoa 6.1-10 Artaxerxes escreve uma carta de apoio a Esdras 7.5-11 Os nomes e a numeração dos primeiros que voltaram 2..11-28 Os nomes e a numeração do segundo grupo que retornou 8.22 A reconstrução do altar e o começo dos sacrifícios 3. tanto no sentido de obrar nele (“Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a Lei do Senhor”.10). O retorno sob a liderança de Esdras 7.22).1-4 O povo se prepara para o retorno 1.68-70 II. A obra do ES é vista na vida pessoal de Esdras.17-24 Tetenai tenta para a construção do templo 5.70 Ciro proclama o retorno de Israel 1. Teria sido também pelo ES que “Ageu.21-36 IV.1 –6.1-8. 7.1-67 Ofertas voluntárias dos que retornaram 2.1-10.. A reforma de Esdras 9.Foi pelo Espírito que “despertou o Senhor o espírito de Ciro” (1.1). O processo de reconstrução do templo 3.1-15 Os líderes de Israel concordam com a reforma 10.1-44 Índice 33 . profeta e Zacarias.44 Esdras confessa as transgressões de Israel 9. Artaxerxes ordena a interrupção da obra 4. como no sentido de atuar em seu favor (“o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira”.1) e “tinha mudado o coração do rei da Assíria” (6.19-22 III.1-7 Os alicerces são colocados em meio a choro e louvor 3. 7.1-20 Retorno dos exilados para Jerusalém 8. Profetizaram aos Judeus” (5.36 Esdras parte da Babilônia com outro grupo de exilados 7.1-12 Conclusão e dedicação do templo 6.8-13 Os inimigos desencorajam o projeto do templo 4.6) Esboço de Esdras I.

a vivência diária da nossa fé em Deus. sem dúvida. Jerônimo. Talvez Malaquias tenha profetizado durante aquela época.6). sabe-se que a obra somente pode ter sido escrita algum tempo depois da volta de Neemias da Pérsia para Jerusalém. cujo nome aparece em 1. Talvez a sua redação final tenha sido completada antes da morte de Artaxerxes I em 424 aC. trabalha junto com Esdras. Retorna à Pérsia no trigésimo segundo ano de reinado de Artaxerxes (13.20). desafiando o povo a mostrar a sua fé por meio das obras. Enquanto Neemias. parece que Neemias contribuiu com parte do material contido no livro que leva o seu nome (caps. as habilidades organizacionais criativas. o jejum. colocou-o no lugar certo no momento certo. Ainda que não tenhamos muita certeza.17).16 . deixa a Pérsia para realizar a sua primeira missão no vigésimo ano de Artaxerxes I da Pérsia. Neemias significa “Jeová consola”. A história começa no livro de Esdras e se completa em Neemias. Se foi assim. foi de 21 anos. Esdras causou um despertar do fervor religioso e promoveu um ensino adequado sobre o culto no templo. A oração. enquanto Neemias era o Tiago do AT. desfrutava o luxo do palácio. o leigo. Como governador durante esse período. os crentes comprometidos. Aqui se revela um homem que planeja sabiamente suas ações (“considerei comigo mesmo no meu coração”) e um homem cheio de ousadia (“contendi com os nobres”) 34 . Era necessário para que Judá e Benjamim continuassem a existir como nação. quando veio o Messias. O período de reconstrução do templo sob Zorobabel. ao contrário.A. a morte de um monarca tão benigno provavelmente teria sido mencionada em Ne. uma pequena cidade nas longínquas fronteiras do império. Maria e José.6) e volta novamente para Jerusalém “ao cabo de alguns dias”. que serviu duas vezes como governador da Judéia. que reinou de 465 até 424 aC (2. Para guiar esse povo. Dessa maneira. Muitos estudiosos consideram Esdras como o autor/compilador de Esdras -Neemias bem como de 1 e 2 Crônicas. Neemias usou a influência do seu cargo para apoiar a Esdras e exercer uma liderança espiritual. pessoas como Isabel e Zacarias. honrou Neemias ao dar o seu nome ao livro em que aparece como personagem principal.1. Tiveram tanto sucesso. o livro de Neemias formava uma unidade com Esdras. o profeta. Mais importante ainda: ele deixa transparecer um espírito de sacrifício. conspiração (3. Esdras havia conduzido o povo a uma renovação espiritual. A nossa primeira imagem de Neemias é quando ele aparece em seu papel de copeiro na corte de Artaxerxes. Neemias e Malaquias trabalharam juntos para erradicar o mal que significava o culto a muitos deuses e atacaram o pecado da associação com o povo que havia sido forçada a recolonizar aquelas regiões pelos assírios cerca de 200 anos antes. que traduziu a Bíblia ao latim. Conteúdo Neemias expressa o lado prático. Ana. as qualidade de liderança. equipou-o com o seu Espírito e o enviou pra fazer proezas. o povo é restaurado à obediência da Palavra de Deus. enquanto Neemias. Deus escolheu um home de coração reto e com uma visão clara dos temas em questão. 1-7) fala sobre a construção do muro.1-7. 60 anos mais tarde. que durante o período intertestamental o povo de Deus não voltou à idolatria. a confiança nos planos de Deus e a rápida e decisiva resposta aos problemas qualificavam Neemias como um grande líder e como um grande homem de Deus. Durante o período da construção dos muros. a poderosa eloqüência. Na última seção (caps. 11-13).11-13). Simeão. guiados por esse líder dinâmico. 8-10) é dirigida ao povo que vivia dentro dos muros. o seu coração estava em Jerusalém. Pelo conteúdo do livro. venceram a preguiça (4. ó meu Deus!” Data Nas escrituras. 13 anos depois. A aliança foi renovada. cujo único interesse é resumido na sua repetida oração: “Lembra-te de mim pra bem. Um copeiro tinha uma posição de grande confiança como conselheiro do rei e a responsabilidade de proteger o rei de envenenamento. os pastores e outros eram pessoas piedosas com que Deus iria se comunicar. O período histórico coberto pelos livros de Esdras e Neemias é de cerca de 110 anos.1). A primeira seção do livro (caps. zombaria (2. A segunda seção do Livro (caps. Os inimigos que moravam na cidade foram exposto e tratados com muita dureza.9)e ameaças de agressão física (4. inspirado pela pregação de Zacarias e Ageu. Neemias. Neemias veio pra construir os muros.Neemias Autor: Neemias Data: Cerca de 423 aC Autor O título atual do livro é derivado do seu personagem principal.

73 Autorização de Artaxerxes para reconstruir as muralhas 1. Esdras e Neemias trabalham juntos para estabelecer o povo 8.32 Oposição e defesa 4.1-2. seu modo de agir sobre a terra.39 Lendo a Bíblia 8.4).1 –12.18 diz: “Então.O Espírito Santo em Ação Desde a criação.3 Restabelecimento dos cidadãos de Jerusalém 7.1-37 Compromisso de guardar a lei e manter o templo 9.8 Planejando o trabalho.1 –12.9-3. é o Espírito Santo. Neemias.27-13.1-7. Ne 2.26 Dedicação das muralhas e provisão para as finanças do templo 12. certamente se tornou modelo da forma de atuar do ES e foi uma dos primeiros cumprimentos dessa memorável profecia. Sob o poder do ES. o ES tem sido o braço executivo de Deus na terra. Verdadeiro arrependimento produz justificação 11. Aqui aparece um padrão constante: é o Espírito de Deus que age para fazer de nos o que Deus quer que sejamos. foi claramente um instrumento do ES.26 Censo de Jerusalém e vilas vizinhas 11.1-12 Celebração da Festa dos Tabernáculos 8. Neemias: do exílio à reconstrução das muralhas de Jerusalém 1. Esboço de Neemias I. lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável. motivando e organizando os trabalhos 2.1-23 Rechaço contra a extorsão e usura pelo exemplo piedoso de Neemias 5. incluindo reformas posteriores e uma oração final 13.1-9 As muralhas são completadas apesar das intrigas maldosas 6.3-73 II.3 Segundo período de governo de Neemias. cujo nome significa “Jeová conforta”.13-18 Confissão de pecado pessoal e coletivo 9.4-31 Índice 35 .38– 10.1-7. Eliú falou a verdade quando disse a Jó: “O Espírito de Deus na terra me fez” (Jó 33.39 III.1-10.” A mão de Deus.

Uma nova rainha é escolhida 1. O Espírito Santo em Ação Embora não se mencione diretamente o ES. líder dos judeus no Império Persa.3-6) Como resultado. em 485 aC. durante vinte anos. adotada por este (2. Talvez Mardoqueu ou Esdras tenha sido o autor. conduziram a nação à liberdade.Ester Autor: Desconhecido Data: Cerca de 465 aC Autor O nome do autor é desconhecido.26. o homem mais importante depois do rei.17 .1-6.9. ela era prima órfã de Mardoqueu. que tornou-se rainha do rei persa Assuero.10). Um aspecto peculiar no Livro de Ester é que o nome de Deus não é mencionado.27). Mas o livro foi escrito por um judeu que conhecia os costumes e a linguagem dos persas. Conteúdo Ester é um estudo da sobrevivência do povo de Deus em meio à hostilidade. que relata como o povo de Deus foi preservado da ruína durante o séc.1-14.17 O rei Assuero mostra seu poder e celebra uma festa 1. V aC. Mardoqueu também revela maturidade para aguardar que Deus lhe indicasse a ocasião correta e lhe orientasse. embora tivesse liberdade para retornar a Jerusalém (Et 1-2) há mia de cinqüenta anos. vestígios de Deus e seus caminhos transparecem em todo o livro. 8. 7. Em conseqüência. ele soube o tempo certo de Ester desvendar sua identidade judaica (2. e governou 127 províncias. Esta espera divinamente orientada provou se crucial (6. 7. Hamã é enforcado. foram honrados pelo rei e receberam autoridade. O livro toma seu nome de uma mulher judia.1-18 36 . deseja a aniquilação dos judeus. Mardoqueu recusou-se a prestar honras a Hamã. que sucedeu Dario I. Esboço de Ester I. No entanto. sua ação produziu em Ester e Mardoqueu profunda humildade. A missão de Ester e Mardoqueu sempre foi salvar a vida que o inimigo planejava destruir (2.1-8 A rainha Vasti e deposta 1.3-6). a capital persa. 4.5) O ES também dirigiu e fortaleceu Ester para jejuar pelo seu povo e pedir que este fizesse o mesmo. A festa de Purim é instituída para marca a libertação dos judeus. não a homens. A história se desenrola num período de quatro anos. pedir ao rei a salvação do povo e denunciar Hamã (5. certo número de judeus ainda se encontrava na Babilônia sob o governo persa.10) e comprova a base espiritual do livro. Ele manipula o rei para que execute os judeus.7). Ester arriscou sua vida por amor do seu povo quando foi ao rei sem ter sido convidada. se torna primeiro ministro. tanto Ester quanto Mardoqueu temiam a Deus. Acreditase que este rei tenha sido Xerxes I. então. 7. bela e órfã. Ester é introduzida em cena e Deus faz uso dela para salvar seu povo. privilégios e responsabilidades. desde a Índia até a Etiópia.A. Independentemente das conseqüências. Naquela época. Da perspectiva humana. iniciando no terceiro ano do reinado de Xerxes. para. Viveu em Susã.1-2. Hamã. Ele era um judeu benjamita exilado.1-17. (Rm 8. especialmente na vida de Ester e Mardoqueu.21-23. Data O livro de Ester é uma narração bem elaborada. Ester e Mardoqueu foram as duas pessoas do povo menos indicadas pras desempenhar funções importantes na formação da nação. A maturidade espiritual de Ester se percebe na virtude dela saber esperar pelo momento que Deus julgou adequado. Finalmente. e Mardoqueu. conduzindo-os ao amor mútuo e à lealdade (Rm 5.6-8.9-22 Ester é escolhida para ser rainha 2.

14 Ester prepara um banquete 5.1-4. É feito um plano contra os judeus 3.19-21 Ester informa o rei 2. A Festa de Purim é estabelecida 9.1-6.18-10.1-6 O rei emite um decreto a favor dos judeus 8.1-17 VII.19-23 Mardoqueu descobre uma conspiração 2.18-32 O rei eleva Mardoqueu 10.1-6 Hamã e enforcado na forca preparada para Mardoqueu 7. Hamã é enforcado 7.1-3 Índice 37 .1-8 Hamã planeja destruir Mardoqueu 5.15-17 IV. Mardoqueu é exaltado 5.1-14 V.17 Ester leva seu pedido ao rei 8.22-23 III.9-14 Hamã é forçado a honrar Mardoqueu 6.1-14 Ester solicita a ajuda de Mardoqueu 4.3 Os judeus celebram o primeiro Purim 9.17 Hamã planeja destruir os judeus 3.II.1-10 Ester revela sua identidade e expõe Hamã 7.7-17 Os judeus derrotam seus inimigos 9.7-10 VI. Os judeus são salvos 8.1-15 Mardoqueu persuade Ester a intervir 4. A vida do rei é salva 2.1 –9.

Ao mesmo tempo. Argumentam que é possível avaliar o favor ou desfavor de Deus a alguém pela prosperidade ou adversidade material. Assumem erroneamente que o povo pode compreender os caminhos de Deus sem levar em conta o fato de que as bênçãos e a retribuição divina podem ir além da vida presente. Argumenta que o ser humano não consegue entender algumas coisas que Deus faz. Deus respondeu a Jó de dentro de um remoinho. Ele era um homem rico e levava um estilo de vida siminômade. Bildade. uma atitude de humildade levará Deus a intervir. Zofar condena Jó por verbosidade. Ouros acham que surgiu lá pelo séc. os costumes e o estilo de vida geral do livro de Jó são do período patriarcal (cerca de 20001800 aC). concluindo que Jó está recebendo menos do que merece: “Pelo que sabe Deus exige de ti menos do que merece a tua iniqüidade” (11. Depois que os três amigos terminam. declara que Jó sofre porque pecou. Talvez o próprio Salomão tenha sido seu autor. A sua ênfase está na atitude do sofredor. um jovem. descobrimos que algumas dessas opiniões eram incompletas.9). Também ele faz a inferência de que se os problemas vieram. Data Os procedimentos.Jó Autor: Incerto (Moises ou Salomão) Data: Não especificada ( do séc. XV aC. este texto é obviamente o registro de uma tradição oral muito antiga. Na sua resposta aos seu amigos. expressando a sua tristeza em relação a eles por acusarem-no em lugar de trazer-lhe consolo. irmão de Abraão. (Há 30 referências a Shaddai no Livro de Jó). Alguns eruditos atribuem o livro a Moisés. isso significa que nenhuma pessoa tenha o direito ou autoridade de exigir uma explicação dele. O argumento de Eliú pode ser resumido desta maneira: Deus é maior do que qualquer ser humano. O apelo de Eliú a Jó é: 1) ter fé verdadeira em Deus.14 e Tg 5. X aC. Evidentemente. o naamatita. Acredita-se que era descendente de Naor. antes nos dá um relato inspirado pelo ES dos incidentes como realmente aconteceram. cujos escrito podem se encontrados em Provérbios ou Eclesiastes. Bildade. da sua família e. privando-o de sua riqueza.6). logo despertará por ti” (8. obviamente pecou. dizendo: “Porventura. chamado Eliú. e desafia a piedade de Jó. amaldiçoaria a Deus. Jó era um gentil.6). em vez de ficar pedindo explicação. pela metade do séc. V ao II aC) Autor A autoria de Jó é incerta. Os três homens chegam basicamente à mesma conclusão: o sofrimento é conseqüência direta do pecado. o suíta e Zofar. Aqueles que atribuem o livro a Moisés. Eliú sugere que Deus irá falar se ouvirmos.11. confronta-se com Jó. “em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios” (2. que ficam impressionados pela deplorável condição de Jó que permanecem sentados com Jó durante sete dias sem dizer uma só palavra. II aC. da sua saúde. 2) Mudar a sua atitude para uma atitude de humildade. Ele é citado em Ez 14. acham que a história surgiu lá pelo séc. Jó reafirma a sua inocência. A resposta de deus não é uma 38 .18 . Essa é a essência da sua mensagem: em vez de aprender com o seu sofrimento. sugere que jó é um hipócrita. Satanás apresenta-se ao Senhor. Como Jó está sofrendo. seguidos pelo desafio de Eliú a Jó. Lamenta o seu estado deplorável e as sua tremendas perdas. “Se fores puro e reto. Jó demonstra a mesma atitude dos ímpios para com Deus. Os quatro homens tentam responder a pergunta: “ Por que sofre Jó?” Elifaz. é visitado por três amigos—Elifaz. Vai mais longe e sugere que se Jó perdesse tudo o que possuía. Os caps 1-2 são um prólogo que descreve o cenário da história.A. Argumenta que aqueles que pecam são punidos. Mesmo assim.o Todo Poderoso. Não se deve concluir que todas as objeções dos amigos de Jó representem tudo o que se pensava de Deus durante aquela época. Na medida em que a revelação da natureza de Deus foi se fazendo conhecida através da história e das Escrituras. A maior parte do livro é composta por três diálogos entre Jó e Zofar. ou seja. Conhecia Deus pelo nome de “Shaddai” . então Jó deve ter pecado. Outros atribuem a um dos antigos sábios. e a iniqüidade é sempre punida. teme Jó a Deus debalde?” (1. Conteúdo A própria Escritura atesta que Jó foi uma pessoa real. e pecaminosidade. certamente. isso não faz com que o texto seja menos inspirado. e ambos desfrutam momentos de prosperidade. finalmente. dizendo que a experiência prova que tanto o justo como o injusto sofrem. que prefere não responder suas acusações. O Livro de Jó tem sido chamado de “poema dramático de uma história épica”. Deus dá licença a satanás para provar a fé que tinha Jó. sustentando sua autoridade na tradição. junto com os filhos de Deus. e esta é a razão pela qual ainda está sofrendo aflição. então. argumentando a partir da sua experiência. Jó. Quando os quatro concluíram.10). presunção. A maior parte dos conservadores atribuem Jó ao período salomônico. o temanita. Apesar dos estudiosos não concordarem quanto à época em que foi compilado.

conhecimento e sabedoria são bênçãos do Espírito aos homens. ele também é essencial à própria continuidade da raça humana.1-8 Reação da esposa de Jó 2.14.1-26.Discurso final de Jó aos seus amigos 27.7-17 Índice 39 . 2) Deus se envolve com a realidade do ser humano: Jó e o seu sofrimento são suficientes que Deus fale com ele.1-37. Se Deus tivesse que desviar a sua atenção para outro lugar.1-6 VI. declara que o nível de compreensão de uma pessoa não está relacionada à sua idade ou etapa de vida. O Espírito de Deus é também a fonte da própria vida (33. pois cuida do ser humano. Deus procura tornar Jó mais humilde. O Espírito de Deus é o Espírito da vida. provavelmente. de forma que pudesse buscar esses valores em Deus. se tivesse que retirar o seu Espírito-que-dá-vida deste mundo.10 A visita dos amigos de Jó 2.14 II.22 Segundo diálogo 15. em seu debate com Jó .explicação dos sofrimentos de Jó. O Espírito Santo em Ação Eliú. Esboço de Jó Introdução 1.13 Jó é consagrado e rico 1. Deus responde de um remoinho 38.40 III. sustenta-o de forma constante pela abundante presença do seu Espírito. mas.8.1 Clamor de desespero de Jó 3.6-12 Satanás destrói as propriedades e os filhos de Jó 1. Como o Espírito de Deus dá vida e sabedoria ao homem.1-2.1-26 Primeiro diálogo 4. Diálogo entre Jó e os seus três amigos 3. sem o risco de destruir o próprio objetivo que esse sofrimento é destinado a cumprir.1-31.9. A resposta de Jó 42.34 V. tiramos três conclusões a respeito do sofrimento de Jó: 1) não aparece a intenção de se revelar a Jó a causa dos seus sofrimentos. A intenção de Eliú é deixar claro que Deus não é caprichoso nem egoísta. e assim continua sendo.15). 3) o propósito de Deus também era o de levar Jó a abrir mão da sua justiça própria. o Espírito Santo no livro de Jó é o criador e mantenedor da vida. Parte histórica final 42. conferindo –lhe significado e racionalidade. Eliú declara que a sua própria existência dá testemunho do poder criador do Espírito.1-14. Dessa forma. da sua defesa própria e sabedoria auto-suficiente. Eliú desafia Jó 32. Assim.4). através de uma série de perguntas. explicar alguns aspectos do sofrimento humano.13-22 Satanás ataca a saúde de Jó 2.11-13 I. o homem como nós o conhecemos não teria chegado a existir.1-5 Satanás desafia o caráter de Jó 1. Em 32.1-41. Se não fosse pela influência direta do Espírito. Deus não podia. no momento em que acontece. faz três declarações significativas sobre o papel do ES no relacionamento do povo com Deus. Quando relemos a fala de Deus através do remoinho.24 IV. Assim foi na criação original do homem.1-26.34 Terceiro diálogo 22.1-21. mas é antes o resultado da operação do Espírito de Deus. O Espírito é o autor da sabedoria dando a cada um a capacidade de conhecer e tirar lições pessoais das coisas que acontecem na vida. certamente a história humana chegaria ao seu fim (34.

o paralelismo envolve três linhas (1. à melodia ou música apropriada. Cada cântico começa e termina com a exclamação hebraica de louvor. 51. Os títulos gregos. Ele inclui elegias. os compiladores antigos reuniram a maior parte dos maravilhosos cânticos de Davi. Às vezes. Asafe. Asafe. Uma doxologia apropriada foi colocada pelos editores no final de cada livro. Os texto Ugaríticos. a maioria dos cânticos são atribuídos a Davi. Asafe foi o chefe dos cantores do rei Davi (1Cr 16. ou que tipo de salmo é (por exemplo: meditação. Conteúdo O título hebraico deste livro. filhos de Coré e outros Data: entre 1000 e 300 aC Autor O Livro de Salmos é uma compilação de diversas coleções antigas de cânticos e poesias próprias para o uso tanto no culto congregacional quanto para a devoção particular. Mas as coleções menores parecem haver sido reunidas em períodos específicos da história de Israel: o reinado do rei Davi (1Cr 23. 60 e 63 cobrem o período em que Davi reinou sobre Judá e Israel. a vida devocional e o sentimento religioso de cerca de mil anos da história de Israel. ou rima de idéias. 56. instruções. O Livro II (Sl 4272) é uma coleção de cânticos por. O Livro dos Salmos foi editado em sua forma atual. Davi e Salomão.A. Asafe.30). Assim. Muitos são de fonte desconhecida. Outros são antíteses. mostram que as imagens. eles coletaram salmos de uma variedade de autores. ou para os filhos de Corá. o governo de Ezequias (2Cr 29. podem ter sido escritos em datas que vão desde o êxodo até a restauração depois do exílio babilônico. “Hallelujah!”.”para”. significa “Livro de Louvores”. de. Ou seja.5). orações pessoais e patrióticas. Também há dísticos construtivos ou sintéticos.5). oração). considerados individualmente. Em algumas coleções. quatro escritos permanecem anônimos. “para o uso de” e “pertecente a”. alguns séculos antes do advento de Cristo.21). Alguns dos significados destas anotações musicais e litúrgicas são hoje desconhecidas. Títulos informativos são encontrados no começo de muitos dos salmos. 34. tenor. como Moisés. Sepher Tehillim.4-7). Poesia Hebraica. que parte do coral deve guiar (por exemplo. Alguns poucos paralelismos são causais. os filhos de Corá. 40 . 57. Em lugar de rima de sons. Em sua forma final no cânon das Escrituras. petições. Data O salmos. Por exemplo 14 é similar ao 53. lamentações. Em outras.24). A preposição hebraica usada em muitos títulos pode ser traduzida de três maneiras: “a”.19 . quatro (33. Todos os títulos que descrevem a situação histórica do salmo tratam da vida de Davi. e “de”. Embora a maioria dos salmos no Livro IV (Sl 90-106) não tenha os seus autores citados. o estilo e o paralelismo de alguns salmos refletem um vocabulário e estilo cananeus muito antigos. Cada livro é uma compilação de diversas coleções antigas de cânticos e poemas. O Livro III (Sl 73-89) é marcado por uma grande coleção de cânticos de Asafe. Esse processo de compilação ajuda a explicar a duplicação de alguns salmos.9). nessa coleção. Salomão. embora com diversas variações.8. em que a segunda linha expressa a negativa da linha precedente (20. Entretanto. Davi e Salomão colaboraram também. Outros títulos precedentes aos salmos referem-se aos instrumentos usados no acompanhamento. denotam um poema que deve ser acompanhado por um instrumento de cordas. 59 e 142 referem-se aos eventos ocorridos durante o problemático relacionamento de Davi com Saul.8). soprano. 52. A série de cânticos chamada de Hallel Egípcio (Sl 113-118) também está no Livro V. apresentando a justificativa da primeira linha (31. o Livro dos Salmos é subdividido em cinco livros menores. na época em que a Septuaginta Grega foi traduzida do hebraico. baixo). No Livro V (Sl 107-150) registram-se vários cânticos de Davi. Os cânticos finais nesse livro (Sl 146-150) são conhecidos como o “Grande Hallel”. o Livro dos Salmos reflete o culto. Psalmoi ou Psalterion. Os salmos 7. 18. o salmos 3. e durante a liderança de Esdras e Neemias (Ne 12. “dedicado a”. Os estudiosos judeus os chamam de “salmos órfãos”. Etã e Jedutum. meditações. Moisés. a poesia e o cântico hebraicos são marcados pelo paralelismo. A maioria dos paralelismo são dísticos que expressam pensamentos sinônimos em cada linha (36. antífonas histporicas e tributos em acrósticos sobre temas nobres. o Saltério contém mais do que cânticos para o templo e hinos de louvor. os quais tendem a adicionar ou a fortalecer um pensamento (19.1).2. quando contrastados com os recentes escritos do mar Morto.3) ou mais linhas. No livro I (Sl 1-41). Hemã.Salmos Autor: Davi. 54.

O Espírito Santo em Ação
O livro dos Salmos e os princípios de culto que eles refletem atendem à alma do homem e ao coração de Deus, pois são produto da obra do ES. Davi, o principal colaborador do livro dos Salmos, foi ungido pelo ES (1Sm 16.13). Essa unção não foi apenas pra o reinado, mas para o oficio de profeta (At 2.30); e as suas afirmações proféticas foram feitas pelo poder do ES (Lc 24.44; At 1.16). Na verdade, as letras desses cânticos foram compostas por inspiração do Espírito (2Sm 23.1,2), como também os planos de escolher maestros e corais com orquestras de acompanhamentos (1Cr 28.12,13). Portanto, os Salmos são únicos e imensamente diferente das obras de compositores seculares. Ambas podem refletir a profundidade da agonia experimenta pelo espírito humano atormentado, com toda a sua comoção, e expressar a alegria extasiante da alma libertada, mas apenas os Salmos chegam a um plano superior através da unção criativa do ES. Relatos específicos mostram que o ES opera criando vida (104.30); que acompanha fielmente os crentes (139.7); que guia e instrui (143.10); que sustém o penitente (51.11-12); e que interage com o rebelde (106.33).

Esboço de Salmos
I. Livro I 1.1-41.13
Cânticos introdutórios 1.1-2.12 Cânticos de Davi 3.1-41.12 Doxologia 41.13

II. Livro II 42.1-72.20
Cânticos dos filhos de Corá 42.1-49.20 Cânticos de Asafe 50.1-23 Cânticos de Davi 51.1-71.24 Cânticos de Salomão 72.1-17 Doxologia 72.18,19 Versículo de conclusão 72.20

III. Livro III 73.1-89.52
Cânticos de Asafe 73.1-83.18 Cânticos dos filhos de Corá 84.1-85.13 Cânticos de Davi 86.1-17 Cânticos dos filhos de Corá 87.1-88.18 Cânticos de Etã 89.1-51 Doxologia 89.52

IV. Livro IV 90.1-106.48
Cânticos de Moisés 90.1-17 Cânticos anônimos 91.1-92.15 Cânticos “O Senhor Reina” 93.1-100.5 Cânticos de Davi 101.1-8; 103.1-22 Cânticos anônimos 102.1-28; 104.1-106.47 Doxologia 106.48

V. Livro V 107.1-150.6
Cânticos de ação de graças 107.1-43 Cânticos de Davi 108.1-110.7 Hallel Egípcio 111.1-118.29 Cânticos Alfabético sobre a lei 119.1-176 Cânticos dos degraus 120.1-134.3 Cânticos anônimos 135.1-137.9 Cânticos de Davi 138.1-145.21

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Cânticos “Louvai ao Senhor” 146.1-149.9 Doxologia 150.1-6 Índice

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A.20 - Provérbios
Autor: Salomão, Agur e rei Lemuel Data: Cerca de 950 aC Autor
Salomão, rei de Israel, era filho de Davi e de Bate-Seba. Ele reinou por quarenta anos, de 970 a 930 aC, assumindo o trono quando tinha cerca de vinte anos de idade. Sem dúvida influenciado pelos Salmos escritos por seu pai, Salomão nos deixou mais livros do que qualquer outro escritor do AT, excetuando-se Moisés. Parece provável que Cantares de Salomão tenha sido escrito quando ele era um jovem romântico; Provérbios, quando estava mais maduro e no auge de seu poder; Eclesiastes, quando já estava mais idoso, mais inclinado a conclusões filosóficas— e talvez mais cínico. Se poder não se mostrava em campos de batalha, mas no domínio da mente: meditação, planejamento, negociação e organização. A reputação de Salomão para a sabedoria provém não apenas de seus resultados práticos, como no caso da disputa de um bebê (1Rs 3.16-27), mas também de declarações diretas das Escrituras. Em 1Rs 3.12 Deus diz: “Eis que te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti teu igual não houve, e depois de ti teu igual se não levantará.” Em 1Rs 4.31 ele é considerado “mais sábio do que todos os homens”, seguindo um citação de vários nomes de homens sábios para comparação. A respeito de Agur e do rei Lemuel (301; 31.1) nada se sabe, exceto que, pelos seus nomes, não são israelitas. A sabedoria é universal, não nacional.

Data
Uma vez que o Livro de Pv é uma compilação, sua composição estendeu-se por um longo período, com a obra principal datada de cerca de 950 aC. Os caps. 25-29 são identificados como transcritos pelos “homens de Ezequias”, o que situa a cópia em cerca de 720 aC, embora o material em si fosse de Salomão, talvez retirado de um documento separado encontrado no tempo de Ezequias.

Conteúdo
Sob a liderança de Salomão, Israel alcançou sua maior extensão geográfica e desfrutou da menor violência de todos o período monárquico. “Pacifico”, o significado de seu nome, descreve o reinado de Salomão. E paz, com sabedoria, trouxe prosperidade sem precedentes para a nação, o que se tornou motivo de respeito e admiração para o rainha de Sabá (1Rs 10.6-9) e pra outros governantes da época. Palavras sábias, como música ou outras formas de arte, tendiam a florescer em tal época, e então durar pelas gerações seguintes. O livro de Pv não é apenas uma coleção de provérbios, mas uma coleção de coleções. Seu pensamento ou tema unificador é: “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria” (9.10), aparecendo de outra maneira como: “O temor do SENHOR é o principio (ou parte principal) da ciência” (1.7). Dentre a diversidade de exemplos, algumas verdades se repetem: A sabedoria (a habilidade de julgar e agir conforme as orientações de Deus) é o mais valioso dos bens. A Sabedoria está disponível para qualquer um, mas o preço é alto. A Sabedoria tem sua origem em Deus, não na própria pessoa e vem por meio da atenção à instrução. A Sabedoria e a justiça andam juntas. É bom ser sábio, e é sábio ser bom. O homem mau sofre as conseqüências de seus atos maus. O ingênuo, o tolo, o preguiçoso, o ignorante, o orgulhoso, o libertino e o pecador nunca devem ser admirados. Muitos contrastes se repetem ao longo do livro. A antítese ajuda a clarear o sentido de muitas palavras-chaves. Entre várias ideias que são colocadas em contraste estão: Sabedoria em oposição a Loucura Justiça em oposição a Impiedade Bem em oposição ao Mal Vida em oposição a Morte Prosperidade em oposição a Pobreza Honra em oposição a Desonra Permanente em oposição a Transitório Verdade em oposição a Falsidade Ação em oposição a Preguiça

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15-31 A insensatez do orgulho e da ira 30. que é. seu espírito tem destaque em toda parte. o Antigo está revelado no Novo”.1-7 Título.1-7. O caminho da Sabedoria em oposição ao caminho da Loucura 9. Em nosso época. o ES. um ponto principal do livro é que a sabedoria sem Deus é impossível. nunca implicando uma personalidade.32. Avisos de um pai e advertências da Sabedoria 1.8-19 Advertências da Sabedoria.27 Provérbios de Salomão— primeira coleção 10. No caso do Livro de Pv. sem dúvida.23). mais do que Pv nos ajuda a entender o Espírito.1-29. Introdução 1. Mas a sabedoria se refere ao seu espírito (1. o Espírito Santo no NT demonstra como a sabedoria do Livro (que vem apenas através da justiça) é colocada em prática.33 VI.8-8.7 II.22 Palavras do sábio— segunda coleção (pelos homens de Ezequias) 25.1-18 IV. “O Novo está encoberto no Antigo. nesse sentido. um tempo de ação especial do ES. parte um 1.1-6 Tema ou lema 1.1-29.27 V.36 Avisos de um pai.1-22. Provérbios de Agur 30.10-31 Índice 44 . No entanto. parte dois 8.16 Palavras do sábio— primeira coleção 22.1-33 A vida de moderação temente a Deus 30. Foi dito a respeito do AT e do NT. propósito e introdução 1. De fato.Amigo em oposição a Inimigo Prudência em oposição a Precipitação Fidelidade em oposição a Adultério Paz em oposição a Violência Boa Vontade em oposição a Ira Deus em oposição ao Homem O Espírito Santo em Ação O ES não é mencionado diretamente no Livro de Pv. parte um 1. Provérbio do rei Lemuel 31.20-33 Avisos de um pai.1-14 As maravilhas da vida observadas sobre a terra 30.1-31 Conselhos de uma mãe para um filho nobre 31. Esboço de Provérbios I.17-24.1-9 Um poema acróstico sobre a esposa perfeita 31. Provérbios de Salomão e palavras do sábio 10. parte dois 2. assim.1-36 III. é o Espírito que nos ajuda a garimpar as riquezas de Pv. a palavra predominante traduzida por “espírito” no livro tem quase sempre o sentido de “atitude” ou “comportamento”.27 Advertências da Sabedoria.

O termo hebraico correspondente é qohelet. “fôlego”). Embora não mencionado em 1Rs. aos prazeres (2. nesta vida (“debaixo do sol”). o Pregador está determinado a procurar esse sentido através da sua própria experiência e observação. imutável. pode a verdadeira sabedoria ser encontrada por um ser humano à parte da revelação de Deus? A busca do Pregador é por algum tipo de valor (“vantagem) fixo. é sinônimo de virtude e piedade. Eclesiastes e. em grandes realizações (2. Pv e certos Sl).2). No livro de Ec.21 . O termo hebraico traduzido pro “vantagem” é yitron (1. não têm valor permanente? A resposta introduz o tema secundário do livro: devemos desfrutar tanto a vida como também as coisas que Deus nos tem concedido (3. ou seja. para o autor.8). Embora não afirme isso 45 .18-26). que possa ser achado nesta vida (“debaixo do sol”). com questionamento dos valores absolutos. às vezes.12-18). 9. Ao invés de responder estas questões com citações da Escritura. Qual deve ser nossa atitude diante do fato de que nem as realizações nem as coisas materiais são yitron.Eclesiastes Autor: Salomão Data: Cerca de 931 aC Autor e Data O nome Eclesiastes deriva do termo grego ekklesia (“assembléia”) e significa “aqueles que fala a uma assembléia”.16). indicando assim aquilo que é mortal.8). E a resposta também não é encontrada no prazer. Alusões à sabedoria de Salomão (1. numa nota de desespero? A constante investigação do Pregador por um sentido para toda a existência demonstra que ele é um otimista.16). e sua antítese.1 parece ser uma referência a Salomão: “Palavra do pregador. Mas no capítulo de abertura (1. que ele faz debaixo do sol?” Ou. Mesmo sem contestar a existência de Deus. representa a maldade. traduzida do termo hebraico hebel (lit.8). particularmente para o sentido da vida. escrito em sua velhice.8) como começou (1. o autor lida com a sabedoria enquanto o processo de puro pensamento. lembrando que. o Pregador introduz uma metodologia baseada na observação e na indução. Mas retomando à busca principal do Pregador: será que essa busca está destinada a terminar (12. não pode ser considerada como o yitron que o Pregador procura. “valor”. quando encontrada em outra literatura sapiencial da Bíblia (Jó.2. Salomão provavelmente recobrou a consciência antes de morrer. em um doutrina de compensação (2. por assim dizer). permanente. “Vaidade” é uma palavra –chave no livro. em qualquer sentido humanista. Contexto O livro evidencia um período em que. que possa servir como base de uma vida adequada.A. é usada nesse sentido quando se trata da interpretação israelita tradicional sobre a sabedoria (como em 7. A “sabedoria” de 1. Deus nos julgará pelo modo como fizemos isso (11. Ec 1. que circunscrevem o livro ao antecipar e resumir as conclusões do autor. Mesmo a própria vida humana. não significa que a sua busca seja um fracasso. filho de Davi. arrependeu-se e voltou-se para Deus. Tentando cada um dos caminhos propostos pela humanidade para alcançar o valor procurado. a loucura.3) e também pode ser traduzido por “ganho”. Mesmo a relação de vida e morte é um tema subordinado no livro. Ao contrário. no final.11-12.1-8. perderam a sua relevância. A sabedoria. as soluções tradicionais pras as grandes questões da vida. não um pessimista.1-11). semelhante à filosofia frega. Conteúdo O livro de Ec apresenta todos os indícios de ser um ensaio literário cuidadosamente composto que precisa ser compreendido em sua totalidade antes de poder ser entendido em parte. ele se acha forçado (pela observação de Deus pôs ordem no universo quando este foi criado. secular. na riqueza. O tema é definido em 1. 12. ele os acha evasivos (“aflição de espírito”). a fim de poder verificar esse sentido pessoalmente e transmiti-lo aos seus discípulos. rei em Jerusalém”. O Conteúdo do livro é definido por versos quase idênticos (1. a palavra “sabedoria”. O tom pessimista que impregna o livro talvez seja um efeito do estado espiritual de Salomão na época (ver 1Rs 11). e o seu fracasso em descobrir algum valor absoluto. mas “acima do sol”. 3.18-20. 10. 5.7-10). a qual confere sentido à criação.12-18 está desprovida de valor verdadeiro.3: “Que vantagem tem o homem de todo o seu trabalho. aos servos (2.12-17) ou no materialismo (2. à riqueza (2. fugazes e transitórios (“vaidade”).9.3)e a atividade de edificação estão espalhadas por todo o livro. que significa “aquele que convoca uma assembléia” recebendo muitas vezes a tradução de “Professor” ou “Pregador” em outras versões da Bíblia.1-14) a buscar o valor que tanto procura no mundo do porvir (não “debaixo do sol”.1-11. geralmente creditado a Salomão (cerca de 971 a 931 aC). transitório e efêmero.7-10).

8-14 i) Inutilidade de deixar para trás.18-26 IV. seguida de um julgamento da assembléia sobre a declaração.2-9 46 .1-9 l) Inutilidade do determinismo da natureza. O Espírito Santo em Ação Toda as referencias ao “espírito” em Ec são referentes à força vital que anima o ser humano ou o animal (ver 3.3 b) Exposição do problema: Uma refutação das soluções humanísticas 1. 5.12 a) Inutilidade dos esforços humanos em mudar a ordem criada.4-11 III.13-16 g) Inutilidade do fingimento numa religião formal. Isso precisa acontecer. é inútil. a ênfase do Pregador na reverência e na obediência a Deus é paralela à preocupação de Paulo com a edificação da igreja (1Co 14. Apesar disso.7-12.Prólogo 1.12-17 d) O fracasso da materialismo. 1.especificamente.8. mesmo que durante esta vida não haja justiça verdadeira .Desenvolvimento do tema 3.1-7 h) Inutilidade de sistemas de valores materialistas. 3. 6.7). 2. Paulo aparenta ter isso em mente ao falar sobre os dons de línguas e profecias em 1Co 14. At 2. Da mesma forma. 7.1 b) Resumos das investigações do Pregador 1.12-2.1 . 3. na morte. trará a juízo tudo o que existe (11. 5. os produtos do trabalho 5. 4.9.6. 6. 7. 2. pois Deus. Esboço de Eclesiastes: I. As pessoas que acreditam que Deus lhes fale através do ES em sonhos e visões (Jl 2. 4.1-15 b) Inutilidade de um fim igual a criaturas desiguais.1 d) A sabedoria na corte do rei.17-21) agiriam bem se prestassem atenção na sábia advertência do Pregador de que nem todo sonho é voz de Deus (5.9 a) Provérbios moralizantes sobre vida e morte.9.1-11 c) O fracasso da compensação: O sábio e o tolo encaram um fim comum 2.3-11 a) Estabelecimento do problema: Pode-se encontrar algum valor verdadeiro nesta vida? 1.26 a) A refutação da razão pura: A sabedoria humana. Os verdadeiros dons espirituais— manifestações genuínas de ações ou expressões miraculosas– acontecem em espírito de reverência pra a glória de Deus através de Cristo e para a edificação dos crentes.2 II.13). 7-23 .Estabelecimento do Problema 1.14).18-21). bem e mal.1-2 a) Identificação do Livro 1.Tentativas de solução para o problema 1. 12.11-22 c) Observações sábias variadas. Isso é afirmado no epílogo: o dever de toda a humanidade é a reverência a Deus e o cumprimento dos seus mandamentos (12. 8. 4.10-12 V. 7.1-3 d) Inutilidade da inveja. o livro antecipa alguns dos problemas enfrentados pelo apóstolo Paulo na implementação de dons espirituais em 1Co 12-14.12-18 b) O fracasso do hedonismo: O prazer não tem sentido em si mesmo.1 .8.A sabedoria prática e os seus usos.4-6 e) Inutilidade de ser sozinho. aconselhando uma manifestação ordenada.7-12 f) Inutilidade de uma monarquia hereditária. sozinha.5). a lógica que envolve toda a sua busca compele a encontrar o único verdadeiro yitron no temor (reverência) e na obediência a Deus (11.15-20 j) Inutilidade da futilidade de uma vida despojada. no fim.2832.16-22 c) Inutilidade de um vida oprimida 4.3).1-10 b) A sabedoria e as suas aplicações. Com esta observação profunda o livro termina.

8-14 a) Resumo das conclusões do Pregador 12.10 .1 .18 a) Inutilidade da compensação (novamente) 8. 8.VI.7 a) O primeiro resumo das conclusões 11.O único valor é temer a Deus e obedecê-Lo. 12.9.Um retorno ao tema.Epílogo: Confirmação da conclusão 12.12.Mais sobre a sabedoria e seus usos 10.9-14 Índice 47 .13-18 VII.7-10 b) O segundo resumo: alegoria da velhice e morte 12.9. 11.10 .8 b) Resumo das conclusões do pregador através de um discípulo.7 .6 VIII.12 b) Inutilidade da natureza instável do homem (novamente) 9.11.1-7 IX.

A sulamita ajuda e reescreve essa história. Isso deve ser entendido como um paralelo poético do amor conjugal e como bênçãos ao povo da aliança.” O livro de Ct.5. baseado no “sopro” divino do fôlego da vida (o ES. Quando as filhas vêem. visto que ele aparece em Ct com toda a sua perfeição real (1. ela o detém e não o deixa partir (3. um dos maiores rabinos.6). na fragrância da respiração e do fruto da macieira (7. falta de amor. 12. de um modo novo. um suposto afrodisíaco) entraram nessa fraca estrutura. que simbolizam paz (Salomão) e amor (Jedidias).11-13. o patriarca cujo nome conota “um calcanhar”. Ele merece consideração especial como arquétipo bíblico que apresenta. 5. Seus dois nomes de nascimento. um manipulador congênito.22 .8). Quando encontra a quem ama. Como filho real de Davi. Claras indicações são dadas na descoberta das bênçãos da aliança: “sai-te pelas pisadas das ovelhas” (1. 4.42).A. Mandrágoras perfumadas crescem nos campos dela (7. II.13). Isso acontece em “antes que refresque o dia” (2. disse: “No mundo inteiro. pois ele mesmo faz uso de sonhos. Foi “desconjuntado” com ardil no âmago de seu ser.30) de Gn 2. é como a sua fruta favorita. Ct contém descrições da mulher sulamita juntamente com uma exibição completa dos produtos de seu jardim.6-5.9).3-4. No séc. as realidades básicas das relações humanas. e o templo e o palácio que construiu personificam as verdades do tabernáculo e a conquista da Terra Prometida (1Rs 6. ela detém o seu marido e não o deixa partir (3. no “soprar” do vento no jardim da sulamita (4. linguagem figurada e o canto (At 2.9.12. Sl 104. a romã.17. ver Gn 32. literalmente. A feliz unidade revelada em Ct é inconcebível à parte do ES. em semelhança ao Livro de Apocalipses. Os mesmos acontecimentos também podem ser visto como retratos do amor conjugal. E a procissão de um casamento real e a alegria recíproca do noivo e da noiva aparecem retratadas em 3. Aqui. o termo “pisadas” é. ciúme. Bastante diferente de qualquer outro livro bíblico.19).24-25). Akida bem Joseph.4).2).4. Na sulamita. ver Gn 30.29.7 parece vir à tona em Ct.7).26). Ela executa a dança memorial de Maanaim (6.2-4. As bênçãos da aliança que havia sido distorcidas são redimidas. Baseado em Jesus Cristo. Ardil. um trabalho literário de arte e uma obra– prima teológica.10-16). aplicam-se diretamente a Ct (2Sm 12. A própria forma do livro como cântico e símbolo é adaptada especialmente ao Espírito. os melhores (7. a corrompida árvore familiar produz “frutos excelentes”. O glorioso reino de Salomão foi como uma restauração do jardim do Éden (1Rs 4. Ef 5. em si.16) e. Salomão tece um lugar singular na história da aliança (2Sm 7. como ilustrado por seu mancar em Maanaim (Gn 32). ver Dt 33.13. ver Gn 30.13). Embora Ct não forneça informações precisas sobre o contexto. Os próprios nomes das Doze Tribos mostram a necessidade de uma nova história familiar. Retornou pra sua terra depois de 20 anos com uma instituição familiar defeituosa. É o seu marido que elogia sua beleza (6.8). Foi forçado a viver fora de sua terra sob a ameaça de uma irmão irado. Jesus referiu-se duas vezes à glória e sabedoria de Salomão (Mt 6. Salomão reinou em Israel de 970 a 930 aC. o ES é o poder de ligação e união do amor. mas a glória do simbolismo salomônico é essencial em Cantares. ver Gn 32. em sua terra. Um jogo de palavras sutil. raiva e amor de aluguel (de mandrágora.1317).29.Cantares Autor: Salomão Data: Entre 970 a 930 aC Autor e Data A autoria de Salomão é contestada.14).13).17. chama-na bem– aventurada ou feliz (6. A função pastoril de Jacó e a sua constante luta pela bênção de Deus e do homem são citadas como a norma bíblica para o povo de Deus (Os 12. e pode ser uma alusão a Jacó. 1Cr 22. não há nada que se iguale ao dia em que o Cântico dos Cânticos foi entregue a Israel.4-10). “o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo ES”. Ele nasceu segurando o calcanhar do seu irmão. “marcas de calcanhar”. Linguagem e ideais similares também são encontrados na oração que Davi fez no templo por Salomão e pelo povo durante a entronização de Salomão (1Cr 29) Características e Conteúdo O livro de Ct é a melhor de todas as canções. Salomão encaixa-se perfeitamente como a benção personificada do amor da aliança.14). O Espírito Santo em Ação De acordo com Rm 5. em cores vivas e repleto de sementes.12.20-34). surpreendentemente.18. Dessa maneira. 48 .1. Ct emprega linguagem simbólica pra expressar verdades eternas.

8 A carruagem matrimonial real do amor da aliança 3.1-4 A morena e agradável guarda de vinhas 1.5 Começando a busca 2. A busca por unidade 5.9 O início do novo amor de iguais 7. Últimas cenas com resumo de realizações 8.7 II.8-3.4-10 O nobre povo da sulamita 6.3 A glória triunfante da sulamita 6.9-6.8 Removendo as marcas da escravidão 1.16.7.3 A quarta súplica 8.11-12 Obtendo a herança 8.8-10 Obtendo uma vinha igual a de Salomão 8.Esboço de Cantares I.7 Alcançando ao maternidade e a paz 8.5.9 –8.8-15 A alegria do amor no frescor do dia 2.13-7.9 –8.9-11 A linguagem do amor 1.4 V.9-5.5 III.7 Lembrando o amor do rei de bom nome 1.5 Alcançando o amor autêntico 8.6-5.2-7 A terceira súplica 5.8 IV.13-14 Índice 49 . A busca por mutualidade 3.6.1 A queda da sulamita 5.1-7 Uma visão sobre a terra de cima do monte Hermom 4.12-17 O espírito e a árvore 2. Cenas de abertura 1.1-2.11-12 A dança memorial de Maanaim 6.6-11 Conhecendo sulamita 4. A busca por abertura 2.5-14 Alcançando o objetivo principal 8.8 Uma vida de união íntima num banquete no jardim 4.6 Procurando amor nas pisadas do rebanho 1.1-6 A primeira súplica 2.4 Conhecendo Salomão 5.1-4 A segunda súplica 3.17 A procura determinada pelo objetivo principal 3.

que era um estudioso dos assuntos mundiais. Líder e Comandante.37 é uma referência à morte de Isaías. Cristo é citado como o “Senhor. Emanuel. de julgamento e súplica para consolo e segurança.1). Rei. As forças européia ainda não estavam preparada para grandes conquistas.11-20 havia sido tão inteiramente violada. Pai da Eternidade. O nome “Isaias” significa “O SENHOR é salvação”. o rico oprimia o pobre. o seu ministério pode ter se sobreposto aos ministérios de Amós e Oséias em Israel. porque dezessete capítulos contém referências proféticas a Cristo. manteve uma conformidade exterior à ortodoxia. Príncipe da Paz. Cordeiro de Deus. Pastor.7-12. 50 . O Livro de Is é citado diretamente no NT vinte e uma vezes sendo atribuído em cada caso ao profeta Isaías.1. tinha sucumbido ao culto pagão. que foi em cerca de 740 aC (6. Servo do SENHOR. Para fazer isso.38). Contexto Histórico Isaias profetizou no período mais crucial da história de Judá e Israel.8). muitos dos sacerdotes e profetas tornaram-se bêbados que queriam agradar os homens (5.15 (Rm 15. Maravilhoso Conselheiro.12-14). o filho de Amoz.21). Cristo Revelado Depois de sua ressurreição. 2) referências à paisagem e as cores locais são uniformes. bem como o de Miquéias em Judá.37. Jotão e Ezequias.17).A.1823. ele deve ter extraído muita coisa do Livro de Is. Se Isaías começa profetizando em cerca de 750 aC. 22. 53 é o grande capítulo do AT que profetiza a obra expiatória do Messias. governado por Jeroboão e outros seis reis de menor importância. Rm 10. Argumentos diversos favorecem a autoria única: 1) palavras– chave e frases-chave estão igualmente distribuídas através de todo o livro.1 (Jo 12. Alguns aceitam que o seu chamado para o ofício profético tenha sido feito no ano que o rei Uzias morreu. Lugares secretos de culto pagãos eram tolerados. Acaz e Ezequias. mas. Muitos acreditam que a forma “serrados” em Hb 11. seu nome é mencionado mais doze vezes no livro. 53. e oca capítulos posteriores. após a sua retirada da vida pública. assim como o era para Israel. podia ver que o conflito era iminente. Deus Forte. que o cativeiro e o julgamento eram inevitáveis para Judá. A Assíria.690 aC Autor O primeiro versículo deste livro coloca Isaías. Raiz de Jessé. Pedra Angular. A beleza de estilo superior na poesia hebraica nos últimos capítulos de Is pode ser explicada pela mudança de assunto. Jotão. que morreu em cerca de 680 aC (37. as mulheres negligenciavam suas famílias na busca do prazer carnal.23 . Data O profeta coloca que ele profetizou durante os reinados de “Uzias. Judá. estava inclinada a conquistas ao sul e ao oeste. Ele é citado diretamente nove ou dez vezes por escritores do NT: 52.27). ele deve ter sobrevivido a Ezequias por alguns anos. sob Uzias. A primeira parte do livro pode ter sido escrita nos primeiros anos de Isaías. A visão e a profecia são reivindicadas quaro vezes por Isaías. Embora estivesse para vir mais uma avivamento a Judá sob o rei Josias (640-609 aC). A Assíria conquistou Samaria em 721 aC. Jesus caminhava com dois de seus discípulos e “explicava-lhes o que dele se achava em todas a Escrituras” (Lc 24. 53. como o seu autor.38. Israel. mas diversas potências asiáticas estavam olhando para além de sua fronteiras. particularmente. caiu num sério declínio moral e espiritual (3.4 (Mt 8. estava claro para Isaías que a aliança registrada por Moisés em Dt 30. Eleito. Nenhum texto em ambos os testamentos expõe de um modo tão completo o propósito da morte vicária de Cristo na cruz. Por Isaías mencionar a morte do rei da Assíria. Isaías entrou em seu ministério aproximadamente na época da fundação de Roma e dos primeiros Jogos Olímpicos dos gregos.5 (Rm 4. Redentor e Ungido”. O profeta. 53. Senaqueribe. Ambos os reinos do Norte e do Sul haviam experimentado cerca de meio século de poder e prosperidade crescentes.16). A tradição diz que Isaías foi martirizado durante o reinado de Manassés. reis de Judá” (1. Entretanto.25. filho de Ezequias.8-26). Seu nome também aparece doze vezes em 2Rs e quatro vezes em 2Cr. é provável que ele tenha começado durante a ultima década do reinado de Uzias. gradualmente.Isaías Autor: Isaias Data: Entre 700 . Renovo do Senhor. O Cap.

pra fortalecê-la para o ministério no cumprimento da Grande Comissão.1-24. efeito ou influência do Espírito que não citam seu nome.1-8 III.1Pe 2.1-57. Israel deve ser cuidadoso para não se rebelar e contristar o ES (63.1-5.1-9). Ef 4. 53. Também existem muitos cumprimentos de detalhes no cap.1-48. 53.21 A realização do consolo e da paz 58.38 Deus cura Ezequias 38.23 Mensagem de Julgamento. iluminação e justiça às nações (42.16). Entretanto. 53.1-39. promessa 25. Esboço de Isaías I.13 Os infortúnios dos descrentes imorais em Israel 28. como o Servo sofredor do Senhor.1-35.1-12.6 Mensagem de Julgamento sobre as nações 13.1-6.1– 33. prometeu derramar seu Espírito sobre a Igreja. para seu domínio e governo como Rei no trono de Davi (11. 53.13 Mensagem concernentes ao Emanuel 7.24 Índice 51 . 53 em adição às citações diretas.8 Deus liberta Judá 36. Profecia de consolo e paz (parte II) 40.19) e para preservar Israel em relacionamento de concerto com o SENHOR (59. libertação.17-21).24).24 A garantia de consolo e paz 40. O Senhor Jesus.1-66. como Isaías havia profetizado. Profecia de denúncia e convite ( parte I) 1.37).22). 63.24 Resumo 34. O derramamento do Espírito sobre Israel para lhes dar triunfo em sua reabilitação conforme o padrão do Êxodo (44.10 II. Há três categorias gerais sob as quais a obra do ES pode ser descrita: A unção do Espírito sobre o Messias pra fortalece-lo. sem contar as referências ao poder.12 (Lc 22. ver também 48. O Espírito Santo em Ação O ES é mencionado especificamente quinze vezes.1-3.30. como o Ungido (Messias) em seus dois adventos (61. o Autor do consolo e da paz 49.10 Mensagem de Julgamento e promessas 1.1-22 Deus censura Ezequias 39. que teve seu ministério terreno realizado no poder e unção do ES.1-5).30) A operação do ES na criação e na preservação da natureza (40.21).1-37.22 O Servo do Senhor.1-12). O procedimento de Deus com Ezequias 36.10 (1Co 15. louvor.1-66. Lc 4.10.9 (1Pe 2.1-27.3-4). que irá fazer cura. para protegê-los de seus inimigos (59.1-35.32-33).7-8 (At 8.

Jeremias tinha um coração compassivo para com o seu povo e orou por ele mesmo quando o Senhor lhe disse que não fizesse isso. Jeremias era apenas um jovem quando foi chamado para carregar uma severa mensagem de ruína ao seu povo. Josias foi morto em Megido ao tentar impedir o Faraó Neco de ir contra o que restava da Assíria. Conteúdo O livro consiste principalmente em uma breve introdução (1. Jeremias tinha em seu coração o melhor para o povo.A. caps 46-51). filho de Aicão e Ebede-Meleque. profeizando na Babilônia de 593 aC a 571 aC. Isso de deve em parte por causa da mensagem de ruína proclamada por ele. Josias tinha iniciado uma reforma. outras vezes permitindo que os inimigos de Jeremias o maltratassem e o aprisionassem. pois abia que a salvação de Israel não esta desassociada da fé em Deus e de um relacionamento de aliança correto. Ainda assim. Como Ezequiel. O significado do seu nome é incerto. mas nenhum deles deu atenção à advertência. e o Egito. Assurbanipal. a qual incluía a destruição dos lugares altos pagãos em Judá e Samaria. Tentou evitar essa tarefa. estavam tentando sustentar sua autoridade sobre Judá. Ezequiel foi um contemporâneo mais jovem. Jeremias tinha poucos amigos além dele. O profeta Sofonias precedeu ligeiramente a Jeremias e Naum. acontecimentos sobre Jeremias escritos em terceira pessoa. provavelmente por Baruque (caps 26-45). O povo tornara-se tão corrupto sob Manassés 52 . mas foi incapaz de permanecer calado. expresso pela obediência.18). A Assíria estava enfraquecendo. o último grande rei assírio.15-38. filhos de Hilquias. Contexto Histórico Jeremias iniciou seu ministério no reinado de Josias. em 586 aC. sob o domínio de Nabopolasar. As profecias do livro não estão em ordem cronológica. e a próxima geração seria exterminada. Jeoaquim foi abertamente hostil a Jeremias e destruiu um rolo enviado a ele. Os acontecimentos estavam mudando rapidamente o Oriente Próximo. Entretanto. e o seu ministério continuou até pouco tempo depois da queda de Jerusalém. Foi estigmatizado por muitos como traidor por causa da sua pregação. O seu chamado é datado de 626 aC. preocupações e frustrações. um rei bom que adiou temporariamente o juízo de Deus prometido por causa do governo terrível de Manassés.4-20. Entretanto. Jeremias recebeu a ordem de não se casar ou ter filhos para ilustrar a sua mensagem: o julgamento era iminente. e um apêndice histórico (cap 52). mas “O SENHOR exalta” e “O Senhor lança” são possibilidades. A Babilônia. Jeconias e Zedequias. uma coleção de oráculos contra Judá e Jerusalém. os sacerdotes e os falsos profetas por levar o povo à perdição.24 . que Jeremias ditou ao seu escriba Baruque (1. Data Jeremias profetizou a Judá durante os reinados de Josias. foi um profeta da cidade leveita de Anatote e talvez tenha sido descendente de Abiatar. e Josias expandindo o seu território para o norte. Jeoaquim e Zedequias) e um neto (Joaquim) sucederam-no no trono. Mas Deus também se interessava pelos indivíduos e seu relacionamento para com ele. Sabia que a nação seria destruída caso a aliança de Deus não fosse honrada. da sua severa repreensão aos líderes e do desprezo pela idolatria. o seu coração doía pelo povo. são qualificados como amigos apenas Aicão. buscando às vezes os conselhos de Jeremias. Habacuque e Obdias forma contemporâneos seus. morreu em 627 aC. uma mensagem contrária à esperança do povo e que incluía um sugestão de rendição aos babilônios. a reforma teve um efeito pouco duradouro sobre o povo. condenou os governantes. defendeu a rendição à Babilônia e escreveu aos que já estavam no exílio para que se estabelecessem e vivessem suas vidas normalmente. A vida pessoal desse profeta é mais conhecida do que a de qualquer outro profeta do AT porque ele nos deixou muitas marcas de seus pensamentos. Seu companheiro e amigo chegado era o seu escriba Baruque. Em 609 aC.1-3). Jeoaqui. Ao que parece. oráculos contra nações estrangeiras (25.Jeremias Autor: Jeremias Data: Entre 626—586 aC Autor Jeremias. Jeremias enfatizou a responsabilidade individual. Gedalias. que é quase idêntico a 2Rs 24-25. sob Neco. Conhecendo as intenções de Deus. Zedequias foi um governante fraco e vacilante. Apesar dessa mensagem de ruína. cortando-o em algumas colunas e jogando-as no fogo. Três filhos de Josias (Joacaz. Atacou também o povo por sua idolatria e proclamou um juízo severo a menos que o povo se arrependesse. Jeremias viu a insensatez da linha de ação política desses reis e alertou-os sobre os planos de Deus para Judá.

1-32 Cerco e queda de Jerusalém 37. O chamado de Jeremias 1.19). pois.18).18 A fuga para o Egito 42.1-40. Mc 8.1-33.1-20. “que tendes olhos e não vedes.3 Assuntos diversos 8.16.1-6.32 O livro de consolação 30.26 Primeiro oráculos 2. Cristo Revelado Através de sua ação e atitude. Mt 11. Julgamentos e sofrimentos de Jeremias 36. e sacerdotes fiéis serviriam ao povo. Mt 10.6. Deus assegurou a jeremias: “converterei as minhas palavras na tua boca em fogo” (5. Coleção de discursos 2. esta casa. puniria as nações que os havia punido e cumpriria a sua antiga aliança com Israel. O Espírito Santo em Ação Um símbolo do ES é o fogo.1-19 IV. Em certo momento.13). que tendes ouvido e não ouvis” (5.1-45.1-8.1-24. mas “isso foi no meu coração como fogo ardente. um caverna de salteadores aos vossos olhos?” (7.19 Advertência a Zedequias 34.1-7 Revogada a libertação de escravos 34. encerrado nos meus ossos.18 A santificação do sábado 17.7 53 .1-43.27 Seca e outras catástrofes 14.4-10. e estou fatigado de sofrer e não posso” (20. Os oráculos contra as nações estrangeiras ilustram a soberania de Deus sobre todo o mundo.21.25 Eventos na vida de Jeremias 11. profetas e povo 21. E depois do castigo e arrependimento apropriados.14). Apêndice histórico 34. Ele demonstrou grande compaixão pelo seu povo e chorou por ele.1-13.19-27 Lições do oleiro 18.1-9 II.30 Sermão do templo e abusos no culto 7. Davi e os levitas.18 Oráculos contra leis.6 Gedalias e o seu assassinato 40. Esboço de Jeremias I. o povo iria refletir sobre o que lhe acontecera e por quê. Sofreu muito nas mãos do povo. Jeremias retrata um estilo de vida similar ao de Cristo e.1-35. Deus traria uma remanescente de volta a Judá.21 Advertência e promessas 16. “ovelhas perdidas forma o meu povo” (50. pode ser considerado um tipo de Cristo no AT. mas perdoou.1-15. que se chama pelo meu nome.9).7-41.10 O exílio babilônico 25. “achareis descanso para a vossa alma”(6.1-29.6).que Deus resolveu dar um fim à nação.5 Jeoaquim e os rolos 36. também é o ES quem cumpre a promessa do novo concerto que irá colocar a lei de Deus na mente de seu povo e escrevê-la no seu coração. Hoje.19 III. Todas as nações pertencem a ele e todas devem a ele por sua conduta. por esta razão. Mt 21.1-35.1-17. O trono de Davi seria novamente estabelecido. E ainda lhes daria uma nova aliança e escreveria a sua lei em seus corações.11. Diversas passagens de Jeremias são aludidas por Jesus em seu ensino: “é. Jeremias quis parar de mencionar a Deus. Jeremias é uma das personalidades mais parecidas com Cristo no AT. Derrotado e levado ao exílio. chamaríamos a isso a obra do ES em Jeremias.8-22 O exemplo dos recabitas 35. Além do trabalho normal de inspirar o profeta e revelar-lhe a mensagem de Deus.

1-5 V.1-47 Contra os amonitas 49.4-27 Sumário de três deportações 52. Oráculos contra nações estrangeiras 46.1-6 Contra Edom 49.8-44.30 Oráculos para Baruque 45.1-51.64 Contra o Egito 46.1-28 Contra os filisteus 47.1-3 Cerco e queda de Jerusalém 52.23-27 Contra Quedar e Hazor 49.28-33 Contra Helão 49.28-30 Libertação de Joaquim 52.Jeremias no Egito 43.1-7 Contra Moabe 48.1-3 VI.34-39 Contra a Babilônia 50.31-34 Índice 54 .1-34 O reinado de Zedequias 52. Apêndice histórico 52.7-22 Contra Damasco 49.

O sofrimento deles poderia conduzi-los a Deus. Quanto eles romperam o muro.A. Ele estava lidando com a situação espiritual deles. A oração deve ser sempre feita buscando algum fio de esperança. eles sentiram que poderiam sempre experimentar boas coisas. Os Livros de 2Rs e 2Cr descrevem o declínio moral do Reino de Judá (apesar das advertências proféticas).17). Contexto Histórico O povo de Judá foi capaz de pensar que eles eram a única raça escolhida por Deus. Enquanto ele estava sitiando a cidade. Eles foram encorajados a abrir seu coração a Deus. queimou o templo e levou a todos. Deus tinha feito um concerto de bênçãos com eles. destruiu a mairo parte de Jerusalém.5. e eles tinham de sentir isso de modo pessoal. “como!” Essa palavra era comumente usada para significar “Ai!” compara com seu uso em 2.1 Is 1. dos seus propósitos e do relacionamento de Deus com seu povo. todos relacionados com o conceito de sofrimento: O sofrimento deles era o resultado dos seus pecados. Aqui. mas tradições que vêm de muito antes de Cristo sustentam que Jeremias o tenha escrito. uma nova compreensão parece surgir em 3.24 . O povo escolhido e protegido tinha perdido tudo e estava numa situação de desesperança. Tudo que tinha significado para esse povo havia sido destruído. 3. A oração nunca deve ser derrotada pela aflição. Até mesmo os babilônios reconheceram o fato (Jr 40.16). Zedequias e os soldados procuraram fugir (2Rs 25. Mas os poemas também descreve o ministério de Jeremias. lágrimas e oração devem andar juntos. Os poemas deste livro parecem ter sido compostos durante e após o tempo no qual tudo isso estava acontecendo. Alguns também de referiam ao livro como qinot ou “lamentações”. e é assim que chegamos ao títulos que usamos. 2. e isso originalmente ficou conhecido como “ekah. Ele também os ajudou a pensar a respeito da mão de Deus sobre eles em forma de castigo e ajudou para se submetessem penitentemente ao julgamento que eles mereceram até que isso tivesse passado (3. compaixão e fidelidade de Deus.Lamentações Autor: Jeremias Data: 587 aC Autor Como era o costumes.4). exceto as pessoas mais pobres. mandado novamente como profeta para falar a respeito das circunstância modificadas do povo de Deus.28-33) Somente após uma completa humilhação é que o povo estaria em condições de pensar sobre uma restauração. Quando o rei Zedequias se rebelou contra os babilônios. aos quais o povo de Judá ficou sujeito. Esse forte tema é visto em cada capítulo ( como em 1. Isso era uma prova de que uma manifestação da disciplina de Deus não significava que o seu amor 55 . o povo que estava dentro da cidade estava faminto. Como tal. 4. da misericórdia. mágoa e frustração. No tempo em que foram escritos. Eles sabiam que o seu sofrimento não havia v indo sobre eles por acaso. O sofrimento deles era visto como se causado por Deus e não por seres humanos. 5. exceto o 4. Sofrimento. Aqui não há indicação de que o sofrimento seja resultado de um total abandono de Deus ou de uma erradicação dos seus princípios da mente deles.13. Após detalhadas descrições de sofrimento e aflição. capitão da guarda de Nabucodonosor. Uma descarada desobediência poderia significar que os bons aspectos das bênçãos poderiam ser substituídos por um castigo.812). Cada capítulo. isso era obviamente aceiro.21. os judeus usavam a primeira palavra do livro como seu título.3). também. Temas As lamentações caracterizam seis temas principais.14. 4. termina com uma oração. Ele ajudou o povo a dar a expressão necessária para as suas aflições e também deu conforto para ele.1. chorar diante dele e contar a ela todos dos detalhes de sua dor. O profeta está constantemente consciente de Deus. que conduzia à derrota e ao cativeiro (ver 2. mas isto tudo era condicional. para o exílio (2Rs 25. Nubuzaradã.1). Mas eles logo foram levados cativos. Ele foi devido à ira de Deus provocada por seus pecados (2.21-24. O autor não é mencionado. Nabucodonosor atacou Jerusalém (2Rs 24. O cumprimento das promessas de bênção podiam sempre pular algumas gerações de israelitas que eram desobedientes.20). nos primeiros dois capítulos e meio. Esses poemas se tornam especialmente penetrantes quando contratam as antigas bênçãos e forças de Judá com o caos e o sofrimento que seus pecados haviam levado sobre si.42. Existe muitas semelhanças entre os textos de Lm e Jeremias. fala acerca da esperança e.

1-10 O sofrimento do profeta. O futuro continha um vindicação de Israel sobre seus inimigos (3. o pecado e a oração de Jerusalém 1. Quando a disciplina tivesse atingido seu propósito.32).20-22 II.34-36). O Espírito Santo em Ação A aflição divina sobre os pecados de Israel (2. o resultado da desobediência 4. O terceiro poema: a severidade e misericórdia de Deus. sofrimento e pecado de Jerusalém 1.1-10 Ninguém está isento do sofrimento 5.1-11 A desobediência e seus resultados 4. O quinto poema: uma oração registrando o sofrimento e apelos finais de Jerusalém 5.19-22 Índice 56 .22 V. Deus pode ter usado a Babilônia. O arrependimento é também uma manifestação da obra do ES entre o povo de Deus (3.11-19 A oração angustiada de Judá 2.12-19 Uma oração por ajuda em grande aflição 1.havia cessado. entristecido pelo nosso comportamento (Is 63.1-22 A derrota.31.1-24 Submissão e humildade trazem misericórdia 3. desesperança e exortação à oração 2. com a consciência de que isto iria terminar quando a vontade de Deus tivesse sido cumprida (3. humilhação.35-39 O arrependimento deles chega tarde demais 3. O quarto poema: devastação. mas isso não significava que os babilônios eram seus eleitos ou que ele era a favor de seus métodos cruéis (3.1-22 A devastação do povo e de seus líderes 4.1-22 Uma lembrança de seu estado lamentável 5. A responsabilidade deles era de submeter pacientemente aos seus sofrimentos.1-66 A severidade do castigo conduz a pensamentos de misericórdia 3.1-22 Como o próprio Deus destruiu Israel 2. O primeiro poema: a miséria. O segundo poema: a destruição mandada por Deus e a reação do profeta 2.1-6) no lembra que o ES é. as circunstâncias mudariam (3.40-47 O profeta e o povo confiam em Deus pra vindicação no fim 3.12-20 Edom será castigado e Israel será ajudado 4.32). a submissão e a oração do povo 3.10).26-32).7-11) Esboço de Lamentações I.1-11 Falando ao mundo descuidado sobre seu castigo 1.40-42. As sua aflições tinha de ser aceitas com paciência.20-22 III.15-18 O apelo final desesperado 5.11-14 Todo o orgulho e a alegria se foram 5.26. Jo 16.21. freqüentemente.48-66 IV.

O Espírito Santo em Ação Quer a revelação profética seja apresentada simbolicamente em visões. no exílio.”(v. Dois temas teológicos agem como um equilíbrio no pensamento do profeta. fazendo de seu ministério cerca de vinte anos de duração. A morte de sua esposa ocorreu ao mesmo tempo da destruição de Jerusalém. Por outro lado. cujo nome significa “Deus fortalece”.1) em 597 aC e estabeleceu-se em Tel– Abibe.1). Ez reivindica por eles o poder e a autoridade do ES.3). parece não haver razão válida para se duvidar disso.11-14). e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos. A responsabilidade coletiva não mais resguarda o indivíduo. O divino Espírito os estimularia a uma nova vida. A proximidade de seu contato com o Espírito. o quinto ano do reinado de Joaquim. desse modo.26 . por volta de sua iminente e completa destruição. situada no canal do rio Quebar.” Não é somente um ato externo do Espírito o “cair sobre” alguém.5. o sacerdote” (1. Suas experiências espirituais também anteciparam a atividade do ES no NT.A. em 587 aC (24. A última data dada por oráculo (29..24). O mesmo (11. 37. um membro da família sacerdotal dos zadoqueus.” Talvez a situação melhor conhecida da atividade do Espírito esteja no cap. ações de parábolas ou em fala humana. 40. incluído a partida da presença de Deus. Ele era. suas visões e a freqüência com a qual a palavra do Senhor vinha até ele fornecem uma conexão entre os profetas extáticos mais antigos e os profetas e escritores clássicos. o julgamento das nações pagãs ( 25-32) e as futuras bênçãos pelo concerto de Deus com o povo (33-48). e cada qual leva uma porção da culpa pelo julgamento que resultou no exílio.1. ele colocou a ênfase no dever pessoal (18.15-17). Ele foi treinado para o sacerdócio durante o reinado de Joaquim. Em 11. perto de Nipur (1. Ez antecipava a doutrina do NT do ES. que se tornaram importantes durante as reformas de Josias (621 aC). a visão do vale dos ossos secos: “Veio sobre mim a mão do Senhor. Data O chamado de Ezequiel veio a ele em 593 aC.1. Na doutrina do homem em Ez. filho de Buzi. o Espírito me levantou e me levou em visão à Caldéia. A mensagem de Ez foi endereçada ao resto dos pervertidos de Judá exilados na Babilônia. A ele adequadamente pertence o título de “carismático”. A responsabilidade moral do indivíduo é um tema de primeira importância em sua mensagem. a Palavra de Deus nas palavras de Ezequiel. Exilado por ocasião do segundo cerco de Jerusalém. Cada um é responsável pelo seu pecado individual (18. Um aspecto final da ação do Espírito na vida do profeta é achado em 36. Embora essa identificação tenho sido questionada. 571 aC. e o Senhor me levou em Espírito. O livro está facilmente dividido em três seções: o julgamento de Judá (4-24). É identificado como “Ezequeil. provavelmente..1) A visão subseqüente relata o renascimento espiritual do restante do ovo que estava. Cada um deve aceitar uma responsabilidade pessoal pela desgraça da nação.24) apresenta o Espírito como ativo em uma visão: “Depois. especialmente no Evangelho de João. Foi o peso do pecado acumulado de cada indivíduo que contribui para o rompimento do concerto de Deus com Israel. até então. O arrependimento do remanescente fiel entre os exilados resultaria na recriação de Israel a partir dos ossos secos (37. Por essa ênfase no ES na regeneração.573 aC Autor O autor. há inúmeras referências ao Espírito de Deus no livro. Seu ministério coincidiu brevemente ao de Jeremias.Ezequiel Autor: Ezequiel Data: Entre 593 . para os do cativeiro. Partes foram também. Conteúdo A personalidade de Ezequiel reflete uma força mística.21. mas também 57 . 33.26: “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo. Além disso.17) é.4: “a alma que pecar. Alguém pode quase que caracterizar o Livro de Ez como “os Atos do ES” no AT. essa morrerá”). foi deportado para a Babilônia (1. ele enfatizou a graça divina no renascimento da nação. Várias dessas referências merecem uma tenção em especial. o profeta afirma autobiograficamente que o Espírito do Senhor “caiu” sobre ele e lhe “disse”. O oráculo que segue é. provavelmente. sinais. inspirado pelo ES. aparentemente escritas após a destruição de Jerusalém.

28 Julgamento contra Gogue 38.1-28.27 Oráculos de julgamento 3.1-28 O encargo dos profetas 2.15-17 Contra Tiro 26.1-31 Julgamento contra Edom 35.25 O exílio e cativeiro de Judá 12.27 Visões de idolatria no templo 8.20-26 Contra Egito 29.21 Visões introdutórias 1. o qual seria dado pelo Espírito.35 Ezequiel como vigia 33.1-48.35 Índice 58 .1-11.12-14 Contra a Filistia 25.27 III.1-15 Restauração de Israel 36.22-7.1-46.29 Restauração do templo 40.19 Contra Sidom 28.1-3.1-39.22-24.1-7 Contra Moabe 25.a profetizada experiência subjetiva da presença do Espírito dentro. Profecias de restauração 33. Ezequiel antecipou a experiência do concerto do “novo nascimento”. O início da visão e chamada de Ezequiel 1.8-11 Contra Edom 25.2).1-32.1-33 Deus como Pastor 34.21 II. tal como Ezequiel inigualavelmente experimentou quando o Espírito “entrou” nele (2.24 Restauração da terra 47.32 Contra Amom 25. Profecias e visões sobre a destruição de Jerusalém 3.1-48.1-37.32 IV. Esboço de Ezequiel I.1-3. Oráculos da ruína contra nações estrangeiras 25.1-24.1-32.

os testes decisivos do caráter de Daniel e o desenvolvimento de suas habilidades de interpretação profética (2-7) e a série de visões de Daniel sobre reinos e acontecimentos futuros (8-12). Data Embora o cerco e a deportação de cativos para a Babilônia tenha durado vários anos.7) haviam profetizado a deportação para a Babilônia dos descendentes da família real.37). Deus permanece fiel a eles no fogo do julgamento e livra-os. seja feita de maneira bastante diversificada. Os três permaneceram fiéis ao seu Deus. Por causa de sua sabedoria. Nesta parte final. Mesaque e Abede-Nego na fornalha de fogo (3. Devido ao caráter excepcional de Daniel. quatro jovens hebreus forma selecionados para o programa de treinamento (1. Daniel sobrepujou a todos os homens sábios daquele vasto império (6. os homens fortes e corajosos. 2Ts 2). estes jovens foram contemplados com funções relevantes no palácio do rei. enquanto adolescente. Dario (6. as ressurreições futuras e juízos.15. O nome Daniel significa “Deus é meu juiz” Sua inabalável consagração a Jeová e sua lealdade ao povo de Deus comprovaram fortemente essa verdade na vida de Daniel.Daniel Autor: Daniel Data: Final do séc. Isaias e Ezequias (Is 39. Esse enfoque na interpretação encontra em Dn as chaves que ajudam a desvendar os mistérios de assuntos como o Anticristo. agora. Escravos instruídos ou habilitados que as circunstâncias requeriam tornaram-se a mão de obra do governo. Sua profecia abrange o espaço de tempo de sua vida. conhecimento e boa aparência. Mais tarde.11-4. tornou-se conselheiro de reis estrangeiros. e quatro reis: Nabucodonosor (2.27 . Conteúdo O propósito é mostrar que o Deus de Israel. Misael e Azarias. Da mesma forma. Muitos aspectos de profecias relacionadas com os tempos do fim dependem da compreensão deste livro. onde viveu mais de sessentas anos. Possivelmente fosse de uma família de classe alta de Jerusalém.1-3). como também Apocalipse.1). Hananias. os Tempos dos Gentios. os tesouros do palácio de Salomão e do templo também levados. Para governar um reino tão diversificado numa área de tamanha extensão. no ano de 605 aC.25).14). Os babilônios haviam subjugado todas as províncias governadas pela Assíria e haviam consolidado o seu império numa área que abrangia grande parte do Oriente Médio. 2) o destino futuro do povo de Daniel. 25) e muitas das revelações dadas ao apóstolo Paulo encontram harmonia e coesão em Dn (ver Rm 11.1-31). entre 605 a 582 aC. Daniel se compõe de três partes principais: Introdução à pessoa de Daniel (1). inclusive do “cheiro de fogo” (3. a grande tribulação. Esse enfoque também vê as profecias que ainda estão por se cumprir girando em torno de dois eixos principais: 1) o destino futuro da cidade de Jerusalém. A importância de Daniel como profeta foi confirmada por Jesus em Mt 24. os habilitados e os instruídos foram retirados de Jerusalém logo no início da guerra (2Rs 24. 59 . Embora a interpretação de Daniel. judeus nacionais (9. Daniel se apresenta como livro profético básico para a compreensão de muitas coisas da Bíblia. Belsazar (5. para muitos o enfoque da dispensação tornou-se bastante aceito. a segunda vinda de Cristo. Daniel se torna um companheiro de estudo necessário do Livro de Apocalipse. Os comentários de Jesus no Sermão do Monte das Oliveiras (Mt 24. para a Babilônia.27).1-11. Contexto Histórico Juntamente com milhares de cativos de Judá levados para o exílio na Babilônia. Os escritos de Daniel cobrem o governo de dois reinos. Inicialmente. VI AC Autor Daniel foi deportado. mantém sob seu controle o destino de todas as nações.A. Cristo Revelado A primeira vez que se vê Cristo é na figura do “quarto” (homem) ao lado de Sadraque.24). Daniel serviu como estagiário na corte de Nabucodonosor.4).1-28) e Ciro (10. o único Deus. A data do cativeiro de Daniel costumeiramente aceita é de 605 aC. Babilônia e Medo– Persa. necessitava-se de uma burocracia administrativa especial.

28-33 A oração e restauração de Nabucodonosor 4. referindo-se à segunda vinda de Cristo.46-49 III. tanto as que se aplicavam ao local quanto ao futuro. um bode e sobre os chifres 8.1-37 A Interpretação da Daniel 4. se acha em 10.1-21 O exílio de Judá 1. O primeiro sonho de Nabucodonosor 2.29-45 Daniel é honrado através de promoção 2. A festa blasfema de Belsazar 5.1-27 O sonho de Daniel sobre um carneiro.13). mas ele está nitidamente em ação. O segundo sonho de Nabucodonosor 4.1-14 A Interpretação de Daniel 7.1-14 A interpretação de Gabriel 8.1-28 Complô contra Daniel 6.1-31 A escrita manual na parede 5.1-30 Convocação para adorar a estátua de ouro 3. onde a descrição de Jesus é bastante idêntica à de João em Ap 1.1-7 A recusa dos três hebreus de se prostrarem perante a estátua 3. O Espírito Santo em Ação O Espírito Santo nunca anuncia sua presença em Daniel. Ele descreve “que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do Homem”.1316.5-6. A habilidade de Daniel e dos outros hebreus de interpretarem sonhos se devia ao poder do ES.3-21 II.1-9 Daniel é lançado na cova dos leões 6. As profecias.1-28 A revelação e a interpretação de Daniel 2.26-30 IV. Daniel na cova dos leões 6. A primeira visão de Daniel 7.15-28 VIII. Outra visão de Cristo. As convicções religiosas de Deus 1.10-17 Daniel é liberado 6. Esboço de Daniel I.Outra referência a Cristo se encontra na visão da noite de Daniel (7. A segunda visão de Daniel 8.19-27 O cumprimento do sonho 4. indicam discernimento sobrenatural dado a Daniel pelo ES. A libertação da fornalha de fogo 3.10-31 VI.1-49 O sonho esquecido 2.34-37 V.19-25 O rei confessa o Deus verdadeiro 3.1-28 O sonho da Daniel sobre os quatro animais 7.1-37 O sonho de Nabucodonosor 4.1-2 A decisão de Daniel de manter-se separado 1.1-9 A interpretação de Daniel da escritura 5.8-18 Os três hebreus são miraculosamente protegidos 3.18-28 VII.15-27 60 .

1-13 Índice 61 .10-21 Guerra entre reis do Norte e do Sul 11.1-17 A oração de Daniel 9.20-27 X. A visão final de Daniel 10.13 A visão de Daniel de um ser glorioso 10.2-45 O tempo da tribulação 12.1-9 A visita de um anjo 10.1-12.IX.1-19 A Visão da Daniel 9. A profecia das setentas semana 9.

uma profecia cumprida quando Jesus. e iria atrás dela. provavelmente.15). Oséias se casaria com uma mulher impura (“mulher de prostituições”.. Embora as pessoas continuasse uma forma de adoração. Ef 5.25-32). que me dão.6.. Jesus cita Oséias para mostrar que Deus não deseja apenas palavras vazias ou rituais desumanos. e o rei do Reino do Norte. Deus quis que Israel conhecesse seu amor. Oséias tinha de mostrar seu próprio amor a Gomer. quando os fariseus acusam os discípulos de Jesus de violar o sábado.. abundância e prosperidade. Jotão. em pelo menos dois de seus sermões aos fariseus. 1Co 15. Jesus os 62 . 8. de um Deus que queria falar com eles e da maneira singular que Deus escolher para demonstrar seu amor a seu povo. de Judá (Uzias.9). ódio entre classes e pobreza. Contexto Histórico e Data Oséias mostra a situação histórica de seu ministério através da nomeação dos reais do Reino do Sul. de Israel ( Jeroboão II).2. Cristo Revelado Os escritores do NT descrevem Oséias como o responsável por ensinar a vida e o ministério de Cristo. O Escritor de Hebreus acha em Jesus Aquele que capacita os crentes a oferecerem sacrifícios aceitáveis de louvor pelos quais nós nos tornamos recipientes do perdão misericordioso de Deus (14.19. e os sacerdotes estavam falhando na tarefa de guiar o povo nos caminhos da justiça. Os ensinamentos de Paulo acerca de Cristo como o Noivo e a igreja como a noiva correspondem à cerimônia de casamento e os votos pelos quais Deus entra num permanente relacionamento com Israel (2.1. foi escolhido por Deus pra levar sua mensagem a seu povo através do seu casamento com uma mulher que seria infiel a ele. que reinou durante o período de sua profecia (1. Oséias oferece esperança para inspirar seu povo a voltar-se novamente para Deus. Jesus também. foi guiado com uma meiga disciplina (“cordas de amor”. O povo pensava que o amor poderia ser comprado (“. Acaz e Ezequias). Jesus provê a base pela qual aqueles que estavam fora da família de Deus agora são admitidos a um relacionamento com ele (1.10).6. a idolatria era mais e mais aceita.15).3).10).A. que o amor era uma busca de uma autogratificação (“Irei atrás de meus namorados. Oséias descreve as condições sociais características de seu tempo: líderes corruptos. eu o amei. ama uma mulher”. Mateus vê em 11. Isso estabelece as datas de 755 aC a 715 aC. um povo que buscou objetos sem valor (“Quando Israel era menino. 11.20. Mt 9. o tipo de amor que Deus tinha por Israel. um desastre vindo por baixo estava se aproximando.8). A Pedro. A Paulo Jesus cumpre a promessa de Oséias de que Alguém quebraria o poder da morte e da sepultura e traria a vitória da ressurreição (13. mas a anarquia estava preparando-se e ela traria o colapso político da nação em alguns curtos anos.55). O povo desse príodo regozijava-se na paz. 11. mas um cuidado genuíno e preocupação com mas pessoas (6. imoralidade generalizada.2). quando bebê. um paralelo com a longa estada de Israel no Egito e o êxodo (Mt 2.5) e que amando objetos sem calor.13). não entender. Se tornaram abomináveis como aquilo que amaram”. Sua sensibilidade em relação à condição do pecado de seus compatriotas e sua sensibilidades em relação ao coração amoroso de Deus o fizeram apto pra realizar esse difícil ministério. tira seu texto de Oséias. e dela teria filhos (1.1).9. a amaria inteiramente.Oséias Autor: Oséias Data: Cerca de 750 aC Autor Oséias cujo nome significa “salvação” ou “libertação”. O problema era como levar a mensagem de um Deus de amor a um povo que não estava inclinado a dar ouvidos e.14.. pudesse conseguir benefícios positivos (“. foi literalmente levado e trazido do Egito..4) e que persistiu. Em resumo..1). 1. Conteúdo O Livro de Oséias é a respeito de um povo que tinha necessidade de ouvir sobre o amor de Deus. Apesar das trevas desse tempo.” 11. vida familiar instável. apesar de o povo correr e da resistência dele (“Como te deixaria?”. E. Quando questionado acerca da sua permanência no lar dos pecadores e cobradores de impostos.1)... 3.28 .mercou Efraim amores”. Hb 13. Embora todas as indicações quanto ao sucesso exterior parecessem positivas a Israel. A solução de Deus era deixar o profeta ser seu próprio sermão. 1Pe 2. e traria de volta quando ela se desviasse (“Vai outra vez.” 2. se eles ouvissem. 9.

10-2. Esboço de Oséias I.11-13. “ o espírito da prostituição” (4.1-5 II. Como Paulo em Efésios. Oséias relaciona tal espírito com o vinho.1-14. e uma vez.4).9 Índice 63 . 5. Uma vez Oséias usa a frase “o espírito de luxuria”. Ef 5.1-3. que nos guia para caminhos verdadeiros e para a verdadeira adoração (4. O SENHOR e Israel 4.23 A volta de Gomer para Oséias 3. Oséias e Gomer 1.1-9 O Casamento do SENHOR com Israel 1. em contraste com o ES.17-21). Esse espírito de luxuria também faz as pessoas se desvirem para falsos caminhos e falas adorações.9 Amor e restauração 11.12.5 O casamento de Oséias e Gomer 1. O Espírito Santo em Ação O Livro de Oséias ensina duas notáveis lições a respeito do ES: 1) É importante depender da presença do Espírito e 2) coisas negativas acontecem quando o Espírito está longe de uma vida. que escraviza o coração.defende com o mesmo lembrete de que o coração de Deus coloca o interesse pelas necessidades humanas acima das formalidades religiosas (Mt 12. e conta as conseqüências de ser preenchido com um espírito impuro.1-14.7).

1-2.16 e Is 13. literalmente. fazendo-o um dos mais antigos dos profetas menores. um chamado ao arrependimento e a promessa de restauração. Ela foi tão profunda e desastrosa. Jovens e velhos.A.2 com Jl 3. Portanto muitos sustentam que Joel profetizou durante os primeiros trinta anos do reinado de Joás (835-796 aC). Além do mais. que Joel viu uma explicação: era o julgamento de Deus. e as sementes da safra para o plantio seguinte também foram destruídas. a qual o sumo sacerdote Joiada restaurou durante o reinado de Joás (2Rs 11. e Joel.Joel Autor: Joel Data: Entre 835—805 aC Autor O nome Joel significa. A segunda seção (2. Tanto o povo como os animais estavam morrendo. horrível como ela pode ser. Data Não há como datar o livro com absoluta certeza. o profeta vê um tempo futuro. mas também todas as nações do mundo serão chamadas diante de Deus. tanto homens como mulheres.6 com Jl 1.28-32. Uma enorme praga de locustas havia despido a zona rural de toda a vegetação. Há referências tanto em Amós como em Isaías. que também estão em Joel (comparar Am 1. “depois”. Será um tempo em que todos os crentes sentirão a habitação do ES e irão formar uma comunidade profética na terra. Em apenas algumas horas. destruiu até as pastagens tanto das ovelhas como do gado.27) trata do presente julgamento de Deus. A primeira (1. A praga das locustas acerca do que Jl escreveu era maior que qualquer um jamais havia visto. Contexto Histórico Joel profetizou numa época de grande devastação de toda a terra de Judá. Será um tempo em que a profecia virá de jovens e velhos.15) É opinião de muitos conservadores que Amós e Isaias tenham tomado emprestado de Joel. Foi obviamente o ES que inspirou o profeta a ver a mão do Senhor em tudo o que está acontecendo e ser capaz de saltar em direção ao terrível Dia do Senhor. verdejante. não é nada comparada ao julgamento de Deus que está a caminho . A salvação não será apenas a ingualável bênção sobre Judá. nós não podemos deixar de notar a mais notável seção desta curta profecia. Isso colocaria o ministério de Jl por volta de 835805 aC.28).32). quando tanto homens como mulheres irão profetizar. é especificado como o filho de Petuel. A fome e a seca se apoderaram de toda a terra.21) explica que essa praga. Ali. O Espírito Santo em Ação Joel é notável em suas referências ao ES. havia se tornado um lugar de desolação e destruição. 2Cr 23. “Jeová é Deus”. o profeta. de igual modo. irão experimentar esse derramamento. Este era um tempo em que não somente Judá. Todavia.28-3.29 . Provavelmente que ele tenha vivido em Judá e profetizado em Jerusalém. Este é um nome muito comum em Israel. Isso será um prelúdio da devastação e julgamento do Dia do Senhor.16). a adoração a Deus. Mas a passagem mais espantosa em Jl é 2. para um tempo em que Deus irá derramar o seu Espírito “sobre toda a carne” (2. até mesmo tirou a casca das árvores de figo. 64 . de igual modo. Toda a safra foi perdida. quando Joiada era o conselheiro do rei. quando o Espírito de Deus for derramado “sobre toda a carne”. Será um tempo em que “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (2. Através do ES. Nada é conhecido a respeito dele ou das circunstância de sua vida. é suposta por Joel. o que tinha sido um terra bonita. Conteúdo O Livro de Jl está naturalmente dividido em duas seções. Descrições contemporâneas do poder destrutivo dos enxames de locustas confirma a descrição de Jl acerca da praga. e os estudiosos variam em suas opiniões. Joel olha centenas de anos à frente.

21 A graça do Senhor 2.1-2.2-2.12-17 A restauração do Senhor 2.28-32 O Julgamento do Senhor 3.27 A destruição pelas locustas 1.18-21 Índice 65 . O dia do Senhor no futuro 2.11 O arrependimento de Judá 2.Esboço de Joel I.28-3.1-17 A Bênção do Senhor 3. A mão do Senhor no presente 1.18-27 II.

de Judá (792-740 aC). Mq 3. A nação seria destruída a menos que houvesse uma mudança no coração deles— uma mudança na qual a “Corra.1-9. e. O castigo era inevitável.11-15). Amós começa com uma série de acusações contra os sete vizinhos de Israel. situada nas colinas de Judá. incluindo Judá. todavia serão punidos porque eles quebraram seu concerto com Deus. Amós rejeitou treinamento como um profeta profissional. e Jeroboão II de Israel (793-753 aC).A. ao sul). Sua paciência já havia se esgotado. VIII aC foi uma época de grande prosperidade tanto para Israel como para Judá. reconquistou Elatae ( o porto marítimo de Ácaba) e expandiu-se para o sudeste às custas dos filisteus. porém.Amós Autor: Amós Data: Entre 760 –750 aC Autor Amós. mas a situação religiosa estava fraca o tempo todo. Am não menciona o Espírito em sua obra. seja contra Israel ou qualquer outra nação. depois. Todas as nações estão sob seu controle. Eles incluem a ameaça de exílio. Cada nação estrangeira tem de ser castigada por ofensas especificas. como o ribeiro impetuoso” (5. A tarefa de Amós era entregar a mensagem de que Deus estava descontente com a nação.25. Amós foi chamado para entregar a mensagem de Deus ao Reino do Norte. cujo nome significa “Aquele eu suporta o jugo”. Data Amós profetizou durante os reinados de Uzias. Israel e Judá haviam atingido novos auges políticos e militares. Como é o caso da maioria dos profetas. o castigo de Deus sobre eles por causa do pecado será severo. Sob o domínio de Jeroboão. Os outros incluem Oséias a Israel e Miqueias e Isaias a Judá. Israel e Judá. Israel havia conquistado novamente o controle das rotas internacionais do comércio— a Rodovia do Rei. em duas das quais Deus se retira. e o Caminho do Mar. mas aquelas ações atribuídas ao Espírito por outros profetas estão presentes em Amós. Ez 3. Apesar do seu histórico nãoprofissional. Finalmente. O Espírito Santo em Ação A obra do ES não é mencionada especificamente em Am. oráculos e visões de julgamento divino sobre Israel.16.30 . sob o domínio de Uzias. Como resultado. a imoralidade havia generalizado. Elas têm de prestar contas a Deus pelos maus tratos às outras nações e povos. e o sistema judicial estava corrompido. os ricos estavam vivendo na luxuria. e a justiça.3-1. era um nativo da pequena cidade de Tecoa.1-6. enquanto os pobres estavam oprimidos. o juízo como as águas.24). através do vale de Jezreel e ao longo da planície da costa. A idolatria estava exuberante. Seu ministério foi realizado entre 760 e 750 Ac e parece ter ocorrido em menos de dois anos. admitindo que ele era um pastor de ovelhas e cultivador de sicômoros. 66 .14) é uma série de três oráculos ou sermões direcionados contra Israel. Judá. De acordo com 2Rs 14. ele acusa Israel (1. é quase impossível fazer uma distinção entre o Senhor e seu Espírito. ele restaurou as fronteiras de Israel desde Lebo Hamate (ao norte) até o mar da Arabá (o mar Morto. Amós promete restauração para Israel (9. Israel.16). VIII aC. Uma terceira seção (7. Contexto Histórico A metade do séc.8). Conteúdo O livro de Am é basicamente uma mensagem de julgamento> julgamento sobre as nações. A seção seguinte (3. O processo da inspiração do profeta e a revelação da mensagem de Deus são geralmente atribuídos por outros profetas ao Espírito (Is 48. Esse julgamento sobre as nações nos ensina que Deus é um Monarca universal.24. Ele é o primeiro dos assim chamados profetas escritores do séc. O povo interpretava sua prosperidade como um sinal da bênção de Deus sobre eles.10) é uma série de cinco visões e julgamento. através da transjordânia. O tema central do livro é que o povo de Israel havia quebrado seu concerto com Deus. a cerca de 16 km ao sul de Jerusalém.

14 IV.11-12 Amom 1.1-15 Julgamento de Deus sobre o povo insensíveis 4. Oráculos contra Israel 3.1-3 Judá 2.13-15 Índice 67 .10 Visões de abrandamento 7.1-9.14 Julgamento sobre o povo escolhido de Deus 3. Visões de Julgamento 7.9-10 Edom 1.4-5 Israel 2. A restauração de Israel 9.6-8 Tiro 1.Esboço de Amós I.7-9.3-5 Gaza 1.1-2 II.6-16 III. Introdução 1.1– 6.1-6 Visões de rigidez 7.1-13 Julgamento sobre o impenitente povo de Deus 5.16 Damasco 1.11-15 A tenda de Davi levantada 9.1-6.13-15 Moabe 2.3 –2.11-12 A terra e os povos restaurados e abençoados 9.10 V. Julgamento sobre as nações 1.

o ano no qual a cidade sagrada foi derrotada pelos babilônios. mas o povo de Deus experimentará a abençoada e gloriosa restauração de sua terra. empurrando.31 .A. chamando as nações para se levantarem contra o inimigo do povo de Deus. provavelmente. todavia. atrás disso tudo. ele funciona como Aquele que instiga o julgamento de Edom. habitaram em Canaã e se tornaram o povo de Israel. os edomitas juntaram-se aos babilônios contra seus parentes e ajudaram a profanar a terra de Israel. Embora Deus use agentes humanos para executar sua justiça. é conhecido somente como Obadias. Então. Esse dia será um tempo de retribuição. Além disso. Da sua posição de soberba e falsa segurança. A terra e o povo serão saqueado e espoliados. e assegura a Judá quanto ao contínuo cuidado do Senhor. O monte Sião governará as montanhas de Esaú. O rancor começou quando os dois irmãos gêmeos Esaú e Jacó se dividiram em disputa (ver Gn 27. Contexto Histórico As relações entre Israel e Edom foram marcadas pela hostilidade através do período do AT. quando Obadias alerta Edom sobre a vingança de Deus. este é um pronunciamento de perdição (vs 15-16). O Espírito Santo em Ação Em nenhum lugar Obadias faz referência específica ao ES ou ao Espírito de Deus. está a obra do seu Espírito. O livro é dividido em duas seções principais. Ele serve como a fonte de inspiração para Obadias. Por quê? Por causa da violência que Edom praticou contra seu irmão Jacó (v.14) A segunda seção principal da profecia reflete sobre o Dia do Senhor (vs 15-21). a qual foi finalmente devastada em 586 aC. os babilônios invadiram a terra de Israel e fizeram repetidos ataques à Jerusalém. Com o passar dos anos numerosos conflitos se desenvolveram entre os edomitas e os israelitas. situada ao sul do mar Morto. se estabeleceram numa área chamada Edom. a destruição final e completa (vs 5-9). Para Edom. A primeira (vs 1-14) é endereça a Edom e anuncia sua inevitável queda. Conteúdo Obadias é o menor livro do AT. A sua obra.1) que constitui a mensagem de Obadias. porque Edom de regozijou com o sofrimento de Israel e juntou-se com seus atacantes para roubar e violar Jerusalém no dia da sua calamidade (vs 11-13) e porque os edomitas impediram a fuga do povo de Judá e os entregou aos invasores (v.10). Ele começa com um título que identifica a profecia como “visão de Obadias” e que atribui o pronunciamento do Senhor Jeová (v. 68 . Deus irá derribá-lo (vs 2-4). Nenhuma outra informação está disponível a respeito dele. conseqüentemente. que estava se aproximando. Essa amarga rivalidade forma o fundo histórico da profecia de Obadias.Obadias Autor: Obadias Data: Após 586 aC Autor O profeta. e o reino pertencerá ao Senhor (v. A mensagem foi. instigando e punindo de acordo com o plano de Deus. mas. Os descendentes de Esaú. de colher o que se havia plantado. para Judá de proclamação de liberdade (vs 17-20) Edom será julgado severamente. embora não especificamente identificado como tal. 32– 33). Data O fundo histórico da destruição de Jerusalém coloca a data da profecia de Obadias logo após 586 aC.21). deve ser admitida. Os edomitas viram essas incursões como uma oportunidade para extinguir sua amarga sede contra Israel.1). “Servo/adorador de Jeová”. dada durante o período do exílio de Judá. Ao longo do período de cerca de 20 anos (605-586 aC). como Aquele que comunica a “visão” (v. enquanto os descendentes de Jacó continuaram em direção à Terra Prometida.

Esboço de Obadias I. O decreto do Senhor Vs 1-14 A condenação de Edom vs. 17-20 O dia do domínio divino vs. 21 Índice 69 . Título 1 II. 1-4 O colapso de Edom Vs. 16-16 O dia da restituição divina vs. O Dia do Senhor Vs 15-21 O dia da retribuição divina Vs. 5-9 Os crimes de Edom Vs 10-14 III.

a história é a mensagem. Como indicado em 2Rs 14. ele foi um forte nacionalista que estava completamente consciente da destruição que os assírios haviam feito em Israel através dos anos. O nome de Jonas significa “pomba” ou “pombo”. Se Jonas escreveu o Livro seria. Aqueles que apóiam a data pré-exílica explicam que isso pode ser meramente uma forma literária usada para contar a história ou que Nínive existia. algum modo se convence do que uma viagem a Társis irá livra-lo da responsabilidade que Deus colocou sobre ele. No Livro de Jonas. Jonas era filho de Amitai e um nativo de Gate-Hefer. deste modo oferecendo aos assírios a oportunidade de molestar Israel. Jonas está descontente e.8-10). eram uma força dominante entre os antigos de aproximadamente 885 a 665 aC. Mas sua primeira desobediência intencional. baseado nas datas pós-exílica. sua posterior re relutante obediência e a sua ira sobre a extensão de misericórdia aos ninivitas revelam óbvias incoerência na aplicação da sua fé. A viagem a Társis logo fornece a evidência de que a presença e a influência do Senhor não está restrita à Palestina. a Nínive. VIII. Profetizando durante o reinado de Jeroboão II e precedendo imediatamente Amós. Ele foi o único profeta mandado para pregar aos gentios. e Eliseu viajou a Damasco (2Rs 8. Deus pediu a Jonas. após a destruição de Nínive em 612 aC Essa disputa é baseada em 3. obviamente. Sem dúvida. Jonas achou difícil aceitar o fato de que Deus pudesse oferecer misericórdia a Nínive da Assíria. Conteúdo O livro de Jonas. um vilarejo situado a 5 Km em direção ao nordeste de Nazaré. mas. Esse patriotismo nacionalista e seu desdém a que a misericórdia seja oferecida para pessoas que não fazem parte do concerto induzem Jonas a decidir deixar Israel e “fugir de diante da face do Senhor”. uma vez que seus habitantes mereciam um julgamento severo. Jonas sabe que.7). inimigos de Israel de longa data. pois ele não tem uma profecia que não contenha uma mensagem. alguns datam o livro na segunda metade do séc.Jonas Autor: Jonas Data: Por volta de 760 AC ou após 612 Ac Autor e Data As questões da data e autoria de Jonas estão profundamente relacionas.25. embora tenha sido colocado entre os profetas no cânon. VIII ou no início do século VII. para levantar-se e ir 1300 km pra o oriente. uma cidade dos temidos e odiados assírios. cerca de 793 a 753 aC. até o mar Morto. pode ser encontrada a semente do farisaísmo no NT. Também ele temeu que Deus pudesse mostrar misericórdia . irritado. mas somente a Jonas é que foi dada uma mensagem de arrependimento e misericórdia. Israel havia sido encarregado de entregar aquela mensagem. e após 70 . Sua mensagem é pra ser um chamado ao arrependimento e uma promessa de misericórdia. Se um narrador escreveu o livro. Quanto ao caráter. o Criador do mar e da terra. Após determinarem que Jonas e seu Deus são responsáveis pela tempestade. que diz que Nínive era uma grande cidade.32 . Contexto Histórico Os assírios pagãos.25). A história recorda um dos mais profundo conceitos teológicos encontrados no AT. O poder assírio era mais fraco durante o tempo de Jonas. onde eles destruíram a zona rural e levaram cativos. No início do séc. Politicamente. para pregar diretamente a uma cidade gentia. Elias foi mandado para Sarepta para morar lá durante uma temporada (1Rs 17.A. Relatos do AT descrevem seus saques contra Israel e Judá. mas não era uma grande cidade. caso eles responda positivamente. dentro das fronteiras tribais de Zebulom. ele poderia sido em qualquer tempo depois do acontecimento descrito nele. como havia sido profetizado por Jonas (2Rs 14. o profeta. Dentre aqueles que sustentam outro autor. que não seja Jonas. A história termina sem indicar como Jonas respondeu à exortação e`à lição objetiva de Deus. e Jeroboão II foi capaz de reivindicar áreas da Palestina desde Hamate localizada em direção ao sul. impaciente e por seu hábito de viver somente com seu clã. é obvio que ele era um amante leal de Israel e um patriota comprometido. é diferente do outros livros proféticos. então aquela cidade estará livre para saquear e roubar Israel novamente. ele professava um temor ao Senhor como Deus do céu. ele é representado como obstinado. Religiosamente. Sua relutância em ir pregar estava baseada num desejo de ver seu declínio culminar numa completa perda de poder. ele esperava que o Espírito da profecia não o seguisse.3. Deus ama todas as pessoas e deseja compartilhar seu perdão e misericórdia com elas. datado durante o reinado de Jeroboão II. se Deus poupar Nínive. mal-humorado. Essa falha conseqüentemente levou-os a um orgulho religioso extremo. eles não compreenderam a importância dela. Deus manda uma tempestade para golpear o navio e causar circunstâncias que conduzem Jonas face à face ao seu chamado missionário. de algum modo.

O retorno providencial 1. vindo do oriente. o ES mostrou a ele o contraste entre sua preocupação com uma aboboreira e a preocupação de Deus com os habitantes da cidade. o peixe o jogou em terra firme.1-11 Jonas desgostou-se 4. vestindo-se de panos de saco e assentando-se sobre a cinza.10 IV. mas Deus havia preparado um grande peixe para engolir Jonas e. Para seu espanto.6-11 Índice 71 .10-16 O Senhor prepara uma grande peixe 1. o profeta concorda relutantemente em fazer a viagem e entregar a mensagem de Deus. Uma reação negativa 4. Até mesmo os animais são obrigados a participar dessa conduta humilde. mas estar totalmente despreocupado acerca do destino dos habitantes de Nínive. num lugar que fizesse sombra sobre a cabeça de Jonas.10 O Senhor manda uma tempestade 1. O Espírito de Deus não cessou sua obra. mais adiante. A renovação bem-sucedida 3. o Espírito operou um arrependimento piedoso no coração do povo e eles responderam à mensagem de julgamento. após três dias e três noites. Desta vez.1-9 Ele é vomitado na terra 2. Então. O coração de Jonas ainda não está mudado. vai à grande cidade de Nínive” 1. ao trazer um vento calmoso.17 Jonas ora 2. Isso aconteceu sob a liderança de Jeroboão II (2 Rs 14.3 II. Por que Deus teria misericórdia de pessoas que abusaram da nação de Israel? Talvez esperando que o arrependimento não tivesse sido genuíno. Sem dúvida. Jonas e os marinheiros acharam que esse seria o fim de Jonas.esgotarem todas as alternativas.1-2 Jonas foge para Tarsis 1. Quando Jonas se arrependeu. o profeta se recusou a seguir a orientação do Senhor. Ele lamenta a morte da aboboreira e expressa seu descontentamento a Deus. com vista para a cidade do lado oriente.1-10 Uma segunda chance de levantar e ir é dada a Jonas 3. os ninivitas. Lá. Ele. se arrependeram e mostraram isso através do jejum cerimonial. A retirada ordenada 1.1-5 Deus ensina uma lição 4. Quando Jonas se recusou a aceitar esta obra divina.4-9 Os marinheiros o jogam no mar 1. a quem Deus amava. O profeta se regozija na sua boa sorte. ou que Deus fosse escolher outra estratégia.5-9 Deus demonstra piedade 3. Ele prepa uma aboboreira para crescer durante a noite. para secar o corpo morto de sede de Jonas. Quando o Espírito conduziu Jonas para ir a Nínive profetizar contra o povo lá. Deus prepara um bicho pra comer o caule da aboboreira e a faz secar. desde a pessoa mais humilde até o rei. intensifica a situação desconfortável de Jonas.1-3 Jonas prega 3. Ele aguarda do dia indicado para o julgamento. O Espírito Santo em Ação E Espírito de Deus inspirou Jonas a profetizar naquela terra e a sua posição seria recuperada por Israel. mas continuou a intervir na vida de Jonas e a induzi-lo a faze a vontade de Deus.4 A população se converte 3. Novamente.10 III. Deus lhe responde mostrando a incoerência de estar preocupado com uma aboboreira. Esboço de Jonas I. e ele reage com ira e confusão. Deus usa esse tempo de esperar para ensinar uma valiosa lição a Jonas. os marinheiros atiraram Jonas ao mar. Jonas constrói um abrigo numa colina.4-2.1-3 “Levanta-te. Deus manda Jonas levantar e ir a Nínive para entregar a mensagem de libertação.25).

seus caminhos (4. Além disso. uma vez. que não tem concorrentes no perdão dos pecados e na compaixão pelos pecadores. irá também redimir Judá da babilônia (4. O fator mais notável no manejo do Senhor da sua causa é quão fundo ele foi para apresentar sua contenda (6.9. 7. sua força (5.Miquéias Autor: Miquéias Data: Entre 704 e 696 Ac Autor Miquéias foi contemporâneo de Isaías. Enquanto a Babilônia ainda não era um poder mundial que podia permanecer independente da Assíria.4) está caracterizada.10.12-13.3. Durante alguns anos.2).7). Contexto Histórico No período entre o início do reino dividido de Salomão (Israel ao Norte e Judá ao Sul) e a destruição do templo.1). é semelhante a ti. durante os reinados dos reis do Sul. e acontecimentos ocorridos sete séculos mais tarde atestam a autenticidade da profecia de Miquéias (Mt 2. pois sua compaixão. A profecia de Miquéias produziu um impacto que se estendeu muito além do seu ministério local.13. é semelhante a ti”.A. 7. redimiu a Israel do Egito 96.3). Miquéias tinha de censurar a liderança da nação por destruir o rebanho que lhes foi confiado. a grande compaixão de Deus colore cada uma das sua atitudes e ações em relação ao seu povo. um profeta que morava no Reino do Norte. embora o rei Ezequias tenha tido uma notável vitória sobre Senaqueribe e o exercito assírio. A “excelência do nome do Senhor” (5.5.8.4).13).7-8.16. sua profecia foi lembrada e citada (Jr 26. 5. Miquéias era tão sincero e completamente comprometido.33 . colega de Miquéias.12-13. 4. representando-o como uma filha extraviada (1. Mas. aquele que verdadeiramente se arrepende terá o Senhor como seu advogado de defesa (7.4). incluindo Samaria (Israel) e “as nações” no objetivo das sua profecias. que seja desse cativeiro ou de um povo espiritualmente restaurado ( a igreja) nos dias do Messias (2. Um século depois. e Ezequias (716-686 aC). 5. assim como Isaías.9) e furor (5. ó Deus.9) e sua conseqüente ira (7. Miquéias viveu numa cidade localizada a cerca de 32 km a sudoeste de Jerusalém e profetizou principalmente naquela região. seus pensamentos (4. 4. bem como a face do Senhor (3.10.9). Judá estava presstes a cair. A compaixão e a fidelidade do concerto são exclusivos a Deus. para ser testemunha contra o povo (1. no começo da sua carreira. muitos “altos” haviam sido introduzidos em Judá através da influência de Samaria. Entretanto. Jotão (740-731 aC). Miquéias foi.9). que ele até quis ir despojado e nu pra fazer com que sua mensagem fosse compreendida (1. Miquéias mostra como essa degeneração espiritual levará inevitavelmente o julgamento sobre toda a terra. o Senhor vem desde o templo da sua santidade. o cativeiro babilônico (mais de um século depois) foi claramente predito como o julgamento de Deus contra a rebelião feita contra ele (1. Ambos concentraram seu ministério no Reino do Sul. A compaixão de Deus (7.20) é atualizada a cada nova geração.10. Visto que ele morreu durante a administração de Ezequias e antes da era que coincide em parte com Manassés (696-642 aC).3-8. A esperança do povo de viver sob a completa bênção de Deus estava 72 .18). que perdoas a iniqüidade e que re esqueces da rebelião do restante da tua herança?” (7. no séc. a não se que a nação se voltasse para Deus.18-19) é um atributo precioso a que nenhuma deidade pode se igualar.10). seu louvor (2.12). O Nome de Miquéias. de acordo com sua própria declaração (1.8).4). Conteúdo O Livro de Mq é uma profecia acerca do Senhor. O Senhor libertaria o restante (2.5). Essa mensagem está focalizada num única pergunta central para toda a profecia: “Quem. uma data entre 704 e 696 aC parece ser provável. 4.13).10. pressupõe uma semelhança com o Senhor: “Quem. Judá. Sua fidelidade compassiva mantém um concerto com Abraão e seus descendentes.17-19). Sua fidelidade compassiva a Abraão e aos pais (7. E.2). que.6-7. Data Miquéias profetizou. Isso colocou a idolatria dos cananeus em disputa com a verdadeira adoração no templo do Senhor (1. Jo 7. contemporâneo de Oséias. 7. 7.15.3. 7.1-6. Acaz (731-716 aC).2).41-43). VIII aC. ó Deus.18) contra todas as formas de rebelião moral. arrependendo-se de todo coração. até mesmo desejando sentar-se à mesa do réu e deixando seu povo levar qualquer queixa quanto ao modo que o Senhor Deus o tenha tratado (6. suas justiças (6.18). Na visão de abertura. 2. a esperança foi estendida pra um restante a ser restaurado. 4. também.

messiânica (“Senhor em Israel”) e especifica seu lugar de nascimento em Belém.1-9 Sobre as cidades localizadas a sudoeste de Jerusalém 1. E esse alguém é seu “rei” e “Senhor”. Ap 19.7. Depois que a terra deles havia sido corrompida e destruída.15 Atração de todas as nações pelo nome do Senhor 4. lançando-as nas profundezas do mar para que Deus possa perdoar os pecados e trocar o pecado pela verdade.5-8 Sobre os oficiais: chefes. Na expressão da misericórdia e compaixão divinas. Mq 5.18).2) é um título aplicável a Cristo (Jo 1. A profecia de Mq 5.1-11 Sobre todos. na verdade. Enquanto outros homens eram feitos corajosos pelos tóxicos para fabricar contos na forma de profecias. As profecias posteriores afirmarão o aspecto pessoal da sua chegada em tempo histórico. O episódio completo harmoniza-se belamente com a proclamação de Jesus acerca da liberdade aos cativos (Lc 4. 4. Então. Mas a disposição de Deus para descer e interagir é estabelecida no princípio. porque ela iguala o Senhor com o Eterno: “Cujas origens são desde os tempos antigos.1-12 Sobre os líderes que consomem o povo 3. A dramática cinda do Senhor em Julgamento 1. sua unção (“na força do Senhor”).1. ele é Aquele que “subjugará as nossas iniqüidade”. Suas palavras foram pronunciadas muitos séculos antes do acontecimento.8). sacerdotes e profetas 3. Outra característica dessa profecia é que ela não pode se referir a apenas qualquer líder que possa ter sua origem em Belém. A vinda do reino universal do Senhor 4.20). A primeira profecia messiânica ocorre numa cena de pastor de ovelhas.3-5). Ela autentica a profecia bíblica como “a Palavra do Senhor” (1. seu domínio universal (“porque agora será ele engrandecido até aos fins da terra”) e a sua posição como líder de um reino de paz (“E este será a nossa paz”). 2. exceto um restante liberto pelo Senhor 2. em direção à liberdade.4-5 afirma a condição de pastor de Messias (“apascentará o povo”). em seu amor. Esboço de Miquéias Tema: Quem é como o Senhor? I.6-13 73 .1-4 Sobre os profetas. O livro se inicia com uma grandiosa exposição da vinda do Senhor (1. A condenação dos líderes feita pelo Senhor 3. um restante dos cativos seria reunidos como ovelhas num curral. sua divindade (“na excelência do nome do Senhor”) e sua humanidade (“seu Deus”).2 é. definitivamente refere-se a ele.9-12 III. O climax da profecia (7.2). A profecia de Mq 5. Cristo Revelado As profecias sobre Cristo fazem o Livro de Miquéias luzir com esperança e encorajamento. enquanto.12-13 II. exceto Miquéias 3. O Espírito Santo em Ação Um referência singular ao ES ocorre no contraste feito por Mq da autoridade que está por trás de seu ministério com aquela dos profetas falsos de seus dias.13 Sobre as cidades capitais de Samaria e Jerusalém 1. alguém quebraria o cercado e os levaria para fora da porta. explicitamente. ele não tinha nenhuma sugestão do lugar a que recorrer. num tempo quando Belém era pouco conhecida. mais o versículo final (7. liberta os cativos espirituais e físicos. desde os dias da eternidade.1-5 Compaixão sobre o povo dependente e rejeitado 4.2 é uma das mais famosas profecias de todo o AT.13). prevendo as glórias da sua graça a ser manifesta em Jesus.ligada à vinda de Messias.10-16 Sobre os crimes que trazem ocupação estrangeira 2. Deus. (2.18-19). manteve-se proclamando aquele Dia e reino futuros como o acontecimento no qual o fiel devia por sua esperança. a força e justiça que estão por trás da mensagem de Mq vieram da sua unção pela “força do Espírito do Senhor” (3. o verdadeiro poder. Cristo é o único a quem ela pode se referir. apesar de não incluir o nome do Messias.1-2.1-5.1.” Esta profecia confirma tanto a humanidade quanto a divindade do Messias de um modo sublime. A expressão “a Palavra” do Senhor (4.12-13).

O lugar de nascimento e a administração do Messias 5.6-8 Seu fundamento para o julgamento do ímpio 6.7-20 Apesar do julgamento temporário 7.7-15 IV.9-7.18-20 Índice 74 .10—17 Por causa da sua incomparável compaixão 7.6 O seu cuidado redentor na sua história 6.1-6 A restauração de um restante num lugar sem ídolos 5.6 V. A salvação do Senhor como a esperança do povo 7.1-7. A apresentação da contenda do Senhor 6.7-9 Apesar dos inimigos do povo 7.1-5 Suas expectativas para uma reação apropriada 6.

Conseqüêntemente.13-15) e remover a ameaça de uma nova angústia (1. havia sido uma nação próspera durante séculos. Embora Deus nunca seja rápido em julgar. seu veredicto de julgamento era inevitável (3. Amom e Josias. o profeta é judicial em seu estilo. O terceiro capítulo forma a seção final do livro. Documentos antigos atestam a crueldade dos assírios contra outras nações.8). Tropas se espalharão. O covil do leão poderoso será desolado.19). Três seções principais. O povo de Nínive será levado cativo (2. apesar de numerosos aliados e fortes defesas. sua paciência não pode ser admitida sempre. é desconhecido.A. Carfanaum. cujo nome significa “confortador” ou “cheio de conforto”. mas de julgamento para o ímpio. porque o Senhor já decretou a queda de Nínive e a ascensão de Judá (2. Os tesouros preciosos serão saqueados (2. 5-7). A queda de Nínive. Seu território.6). uma cidade culpada por espalhar o sangue inocente de outras pessoas. Na sua condição de miséria e aflição (1.16-18). O julgamento de Deus parece excessivamente cruel.1-8). e alguns têm especulado. O juízo que cai sobre o grande opressor do mundo é o único motivo para o pronunciamento de Naum. Seus contemporâneos foram Sofonias. toda a força e autoconfiança se consumirão (2. Judá podia facilmente duvidar da bondade de Deus e até mesmo questionar os inimigos de seu povo (1.1). falsidade rapina e devassidão (3.1-3). inundando a cidade e varrendo todos os poderosos. cujo clímax foi a destruição da cidade de Nínive. incorporando antigos “oráculos de julgamento”. A primeira descreve o grande poder de Deus e como aquele poder opera na forma de proteção pra o justo. A profecia de Naum deve ser datada entre esses dois acontecimento. porque “Eis que eu estou contra ti. uma cidade da Galiléia. e os povos que a Assíria fez outrora vítimas tão impiedosamente baatem palmas e celebram em resposta às boas-novas (3. portanto.14-15). ao redor da qual todo o livro gira.2-3.9).4). Contexto Histórico O reino dos assírios. correspondentes aos três capítulos. talvez quando os inimigos da Assíria estavam colocando suas forças em ordem de batalha para o ataque final. se mudou com o passar dos anos por causa das conquistas e derrotas dos seus governantes. Ele profetizou a Judá durante os reinados de Manassés. até mesmo a natureza treme diante dele (1. aconteceu em 612 aC. significa “Aldeia de Naum”. quando ele aparece em poder. Sua identificação como um “elcosita” não ajuda muito. que seu nome deriva do profeta. Os reis assírios vangloriam-se de sua brutalidade. celebrando o abuso e a tortura que eles impuseram sobre os povos conquistados. vigorosa e figurada.15) A segunda seção principal. sublinhando a intensidade do tema com o qual Naum luta. É mais provável que sua mensagem tenha sido entregue pouco antes da destruição de Nínive.11-13). mas sem prova concreta. Habacuque e Jeremias.1. os líderes sucumbirão e o povo se derramará pelos montes (3. Nínive não pode escapar do julgamento divino (3. a não ser pelo breve título que inicia sua profecia. Toda a Terra está sob o seu controle. 75 . Tal vício era uma ofensa a Deus.7). outros fugirão com terror (2. Nínive era uma “cidade ensangüentada” (3. tão proeminente no ministério de Jesus. é o assunto da profecia de Naum. As portas do rio se abrirão.9). em 612 aC. localiza-se ao norte da Babilônia.12). e o palácio se derreterá (2. descreve a ida da destruição para Nínive (2. e.8-10. visto que a localização de Elcose é incerta. Tentativas de defender a cidade contra seus atacantes serão em vão.34 . o profeta narra o destino da cidade egípcia de Tebes. que foi destruída em 663 aC.10). A linguagem é poética. diz o Senhor dos exércitos” (2. O julgamento de Deus sobreveio. visto que ele olha para trás para um e à frente para outro. entre e além dos rios Tigre e Eufrates. uma cidade egípcia que sofreu queda. Conteúdo O livro de Naum focaliza-se num único interesse: a queda da cidade de Nínive.1-7). Semelhante a NôAmom. A predição do juízo sobre Nínive forma uma mensagem de consolação para Judá (1. Ele era uma cidade conhecida pela mentira. Data Em Na 3. quando o profeta Naum entrou em cena. A queda do império Assírio. mas ele é justificado em sua condenação. abrangem a profecia.Naum Autor: Naum Data: Pouco antes de 612 aC Autor Naum.

a obra do Espírito na produção da profecia e na direção dos acontecimentos descritos no livro deve ser admitida. Todavia.1). os medos e os citas.13 IV. O ES também deve funcionar como o Grande Instigador na queda de Nínive. Aquele que abre pra Naum o drama que revela diante e comunica a mensagem do Senhor que ele está encarregado de entregar.7 O julgamento de Nínive 1.1-4 O cerco de Nínive 3. A vitória de Deus 3. Deus usa agentes humanos para executar seu julgamento. Os inimigos. Esboço de Naum I. O ES funciona aqui como o Revelador.1-15 O zelo de Deus 1.5-18 A celebração sobre Nínive 3.2-6 A bondade de Deus 1. o Senhor convocou suas tropas e as levou para a batalha vitoriosa.1-13 A destruição de Nínive 2.8-14 A alegria de Judá 1. impelindo e punido de acordo com a vontade de Deus.1-12 A declaração do Senhor 2. dentre eles os filhos da Babilônia.15 A vingança de Deus 2. Título II.O Espírito Santo em Ação Nenhuma referência especifica acerca do ES ocorre no Livro de Naum. mas atrás disso tudo está a obra do seu Espírito. Pela obra do Espírito.19 Índice 76 . O veredicto de Deus 1.1-19 Os pecados de Nínive 3. instigando. O cabeçalho do livro descreve-o como “visão de Naum “ (1. juntam suas forças contra os assírios e saqueiam a cidade.

A ameaça de invasão do Norte foi adicionado à desordem interna de Judá. Hc fixou sua esperança em Deus. contando sobre a trajetória de um homem da duvida à adoração. O mundo localizado ao redor de Judá estava em guerra.1-4) e o final do livro (3.. ele crê que Deus se retirou do cenário da terra: as palavras de Deus foram esquecidas. viverá (2. Embora Hc se dirija a Deus (1. Para os escritores do NT. Nos primeiros quatro versículos.A.19. nem ansioso por causa das circunstâncias. da dúvida à confiança. ou “abraçando outros”... medidas opressoras contra o necessitado e a ruína do sistema legal. mas seus pensamentos estão nas coisas do alto. suas mãos não se manifestam. tais como Pauo e o autor de Hebreus.18. também. O contexto aqui é o grande poder de Deus manifestado em favor do seu povo. Gl 4. Vexação. No centro da mudança e no centro do livro. Ele não consegue pensar em nada além da iniqüidade e da violência que ele vê entre o seu povo.. O profeta não é mais controlado. e Cristo “o ungido”. do homem a Deus . que significa “salvação”. será liberto. As palavras do último parágrafo contrastam vividamente com aquelas no primeiro: “. cuja confiança e dependência estão nele. desse modo. pelas forças estrangeiras se tornar uma realidade. e eles viverão.Habacuque Autor: Habacuque Data: Cerca de 600 aC Autor O nome “Habacuque” significa “abraço” ou significando que ele foi “abraço por Deus” e. Para o profeta. e os homens vis. Quão diferente é a cena nos três últimos versículos do livro (3. Me alegrarei no Senhor. O ímpio cerca o justo... Os homens estão na direção. A lei se afrouxa. Habacuque ... Andar sobre as minhas alturas” (3. através de um Rei davídico.. Contexto Histórico Habacuque viveu durante um dos períodos mais críticos de Judá. pois ele percebe que Deus tem interesse em suas criaturas. tenha escrito durante o intercalo entre a queda de Nínive. Estas palavras e frases descrevem a cena: “iniqüidade. Hc é oprimido por circunstância existente ao redor dele. o Livro de Hc demonstra essa renovação evangélica. que foi predita.. Jeová. Ele também aprendeu a necessidade de levar as questões mais importantes sobre a vida para Aquele que criou e redime a vida.. a promessa é para proteção física em tempo de grande sublevação. Contenda.19). O Messias veio no tempo determinado (2.19).4).13 ligam a idéia de salvação com mo ungido do Senhor.. pois sua visão foi elevada. Ele é a fonte da alegria e força do profeta. o Senhor.17-19) é impressionante. dos vales aos montes altos. O profeta está imbuído de um senso de justiça..3. foi dado a ele o nome de “Jesus” como a 77 . Pés como os das cervas.4). Seu país havia caído do auge das reformas de Josias para as profundezas do tratamento violento de seus cidadãos. Assim. o qual não o deixará ignorar a violenta injustiça existente em volta dele. Quando a invasão. Violência.. Cristo Revelado Os termos usados em Hc 3. A notação musical encontrada em 3. fortalecido por ele para sua difícil tarefa.35 . por isso mesmo.. que lhes traria libertação dos seus inimigos. com a Babilônia levantando-se em ascensão sobre a Assíria e Egito. pode indicar que Habacuque era qualificado para liderar a adoração no templo como um membro da família levítica. Hc foi da queixa à confiança. A diferença entre o início do Livro (1. A sentença nunca sai.. Destruição. em 612 aC e a queda de Jerusalém.. é a minha força.. provavelmente.2). Deus não pode ser encontra em lugar algum. E eles agem como seria esperado que agissem os homens sem o controle de Deus.. As raízes hebraicas dessas palavras refletem os dois nomes do nosso Senhor: Jesus. Hc descobriu que ele foi feito para algo acima: “E me fará andar sobre as minhas alturas” (3.. aquele remanescente justo cujo Deus é o Senhor. está este nítido credo da fé: “O justo.. Questões temporais não mais ocupam seus pensamentos. exultarei no Deus da minha salvação. Sai o juízo pervertido”. Litígio. pela sua fé.. em 586 aC.17-19)! Tudo mudou. essa afirmação de fé confiante se torna uma demonstração do poder do evangelho para dar a segurança da salvação eterna.. Se o centro do evangelho é a mudança e a transformação. dessa maneira encorajando-os nos tempos de crise nacional. Conteúdo O Livro de Hc dá um relato de uma jornada espiritual. Ao invés de estar sendo regido por considerações mundanas..

Esboço de Habacuque I.12-16 A fé do profeta 3.17-18 2) Confiança por causa de Deus 3. Gozo” (Gl 5.1-20 O profeta à espera 2.21).2-3 2) A verdade central para os crentes 2.1617).11).6-11 Uma pergunta acerca dos métodos de Deus: “Por que Deus usa ímpios?” 1. o Senhor (Lc 2. Deus lhe concede o presente de uma verdade que satisfaz suas ansiedades não-expressas.1-2 2) O poder da natureza 3. viverá” (2. As perguntas de Hc 1. expressa uma alegria inabalável que nem mesmo um desastre de tão ampla escala pode roubar dele.3-11 3) O poder contra as nações 3. e nasceu “na cidade de Davi.4).. incluindo a purificação do pecado. que é Cristo.1-19 O poder do Senhor 3.1 A resposta do Senhor 2.1-16 1) Um grito de misericórdia 3.1-17 Uma pergunta acerca da preocupação de Deus 1. A oração de Hc 3.1-5 2) A resposta dada: “Porque eis que suscito os caldeus” 1.1-11 1) A pergunta declarada: “Por que Deus não faz alguma coisa? 1. pela sua fé. À medida que o profeta examina a destuição causada pelos exércitos invasores. ele. Cristo é a resposta para as necessidades humanas. O Apóstolo Paulo vê essa afirmação da Hc como a pedra fundamental do evangelho de Cristo (Rm 1. existem sugestões da sua vida operando no profeta.. Enquanto Hc espera pela resposta às suas perguntas.12-17 II. O Espírito Santo em Ação Nenhuma referência especifica acerca do ES ocorre no Livro de Hc.profecia pré-natal de seu ministério (Mt 1.5-20 III.2-20 1) O alcance da resposta 2.4 3) As conseqüências da verdade para os incrédulos 2. o relacionamento com Deus e a esperança para o futuro.22). o Salvador. bem como apresenta a solução para sua situação presente: “ O justo. contudo. A resposta de Deus 2.17-19 1) Confiança apesar das circunstâncias 3.19 Índice 78 . nos lembrando que “o futuro do Espírito é.

13. porque Deus é justo e deseja perdoar. e a terra havia sido recolonizada por estrangeiros. signos do zodíaco e todos os astros dos céu.2. o povo de Judá ainda mantinha a absurda noção de que Deus fosse incapaz de fazer bem ou mal ( 1. Conteúdo Sofonias considerava o desenvolvimento político de Israel. onde aqueles mansos da Terra que preservaram a justiça de Deus serão encoberto no Dia da ira do Senhor. porque já estais mortos. após a catástrofe das tribos do Norte.10-11). e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Cl 3. cerca de 640 a 609 aC. mas também as práticas religiosas. A aliança com a Assíria não somente afetou a Judá politicamente . lua . Cristo Revelado O significado do nome de Sofonias “ O Senhor Encobriu” conduz ao ministério de Jesus. Proteção oficial foi dada em Judá para as artes mágicas e adivinhados e encantadores.11). foi um profeta de Judá. (Lc 15.18). Sob o reinado de Manassés e do rei Amom. a ameaça assíria foi diminuindo. O auge da reforma de Josias foi nos anos 620.Sofonias Autor: Sofonias Data: Cerca de 630 aC Autor O nome “Sofonias” significa “O Senhor escondeu” .7) A figura de um alegre Redentor que aguarda receber os seus é.12). na destruição de Nínive. 79 . é repetida na promessa de 2. Sofonias foi contemporâneo ao rei Josias e seu parente distante. há uma possibilidade que eram amigos. sociais e de comportamento da Assíria impuseram sua tendências em Judá. mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”.15). Os escritos de Sofonias tem três componentes: 1) o pronunciamento de um julgamento específico e. pai do rei Josias.” O regozijo sobre um restante salvo (3. tributos haviam sido pagos para se evitar que a Assíria invadisse o Reino do Sul. O povo havia sido levado cativo. O golpe final ao seu poder veio com uma revolta de uma Babilônia em ascensão. A verdade da Páscoa no Egito.3. 2) um apelo ao arrependimento. estrelas. indicam que ele havia crescido lá. 3) uma promessa segundo a qual o restante que fez de Deus seu refúgio será salvo. remontando sua linhagem quatro gerações até Ezequias. Todavia à medida que o jovem Josias foi tomando conta das rédeas do governo. que resultou. ele entende que Deus usa governos estrangeiros pra levar julgamento sobre se rebelde povo escolhido.1).2-3 explica esse aspecto do ministério de Cristo: “Pensai nas coisas que são de cima e não na que são terra. novamente. a maioria dos estudiosos estabelece a data dos ecritos entre 630 3 627 aC. quando Sofonias escreve a respeito de Jerusalém (1. que o rei Manassés . Ele se indentificou melhor do que qualquer outro dos profetas menores. Falando como um oráculo de Deus. à entrada da Casa do Senhor (2Rs 23. De acordo com o arranjo das Escrituras hebraicas. onde aqueles que foram encobertos pela marca de sangue nas portas foram protegidos do anjo da morte. o Reino do Norte ( Israel) havia sido derrotado pela Assíria. Data Sofonias dá o período de tempo geral do seu escrito como sendo “nos dias de Josias. A adoração da deusa– mãe da Assíria se tornou uma prática que envolvia todos os membros das famílias de Judá (Jr 7. filho de Amom. A intimidade de emoção bom como a familiaridade de lugar. de Judá e todas as nações circunvizinhas da perspectiva de que o povo devia aprender que Deus estava envolvido em todos os assuntos da história. Ele disse: “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende. um bom rei que levou o povo de volta a Deus durante o tempo do profeta Isaías. Seus contemporâneos incluem Jeremias e Naum.A. Sofonias foi o último profeta a escrever antes do cativeiro. A religião astral se torno tão popular. o julgamento universal do pecado. finalmente. freqüentemente. Sf está apavorado com o fato de que. rei de Judá” (1. Visto que a queda de Nínive em 612 aC ainda não havia acontecido (2.16-17) está relacionado com a Obra de Jesus. Contexto Histórico Aproximadamente 100 ano antes dessa profecia. construiu altares para adoração do sol. descrita em Hb 12.36 .

18 III..8-9 Contra os líderes do comércio 1.4-7 Aos do oriente—Moabe e Amom 2. e os inimigos são exterminados 3.6-7 VI. Um chamado ao arrependimento 2.1-7 Contra os líderes 3.10-11 Contra os descrentes 1..15-16 A terra inteira para ser destruída 1.5 Jerusalém não mudou 3. como Sofonias fez: “Congrega-te. no meio dela 3. Esboço de Sofonias Introdução 1.1 A identificação do autor 1.1-2 Um chamado pra buscar o Senhor 2. O dia do Julgamento contra Jerusalém 3.O Espírito Santo em Ação Jesus disse que uma das obras do ES seria convencer o mundo do julgamento.8-11).8-13 Os juízos são afastados.2-13 O julgamento sobre toda a criação 1.4-7 Contra os líderes políticos 1.12 Aos do Norte—Assíria 2.8-11 Aos do sul—Etiópia 2.2-3 Contra os líderes religiosos 1.14-18 Próximo e se aproxima rapidamente 1. Antes que saia o decreto.1-3 Um chamado para congregar 2.12-13 II. o ES tem estado proclamando ao mundo. para que todos invoquem o nome do Senhor.3 IV.4-15 Aos da borda do Mar—filisteus 2.13-15 V. Um remanescente fiel 3. antes que venha sobre vós a ira do Senhor”.1 O tempo do escrito 1.4-15 O Senhor se regozijando 3.16-17 O povo restaurado 3.18-20 Índice 80 . Uma obra mais prazerosa do Es é encontrada na promessa de que Deus irá restaurar nos lábio puros. e o dia passe como a palha. O dia do julgamento contras as nações circunvizinhas 2.8-20 Falar com pureza e honestidade 3. O dia do Senhor 1.1-2).1 I.14 Um dia de indignação 1. Desde a sua vinda. (2.9).1-4 O Senhor é justo. para que o sirvam com um mesmo espírito (3. porque já o príncipe deste mundo está julgado (Jo 16. O dia do julgamento contra Judá 1.

Deus fala duas vezes ao povo. O Segundo problema: Desencorajamento (2. O terceiro problemas: Insatisfação (2.9). ajuntou aos exilados que haviam retornada à sua terra natal em 536 aC.23).7-9).5-6). foi um dos profetas pós-exílicos. ele foi o mensageiro do Senhor. se eles entregarem a ele o que eles têm (1. perto do final do AT. para reconstruir o templo do Senhor. durante o segundo reinado do rei Dario. Data O ministério de Ageu cobriu um período de um pouco menos de quatro meses.1-15) Para despertá-los da sua atitude de indiferença. A segunda referência á vinda do Messias é 2. é uma Pessoa. O templo reconstruído foi dedicado em 515 aC Conteúdo O livro de Ag trata de três problemas comuns a todos os povos em todos os tempos oferecendo soluções inspiradores. indicando que a benção final. que liga esse livro. Junto com a glória da presença de Cristo virá grande paz. 81 . com a mensagem do Senhor. Mas. Lc 3). mas vão como dádivas graciosas de um Deus doador. o ministério de Ageu e o de Zacarias fizeram com que o povo se reanimasse e completasse a tarefa em cinco anos. uma vez que o próprio resplendente Príncipe da Paz estará lá. no mais importante Filho de Zorababel.4). eles precisam perceber que são infrutíferos (1. Jesus. um contemporâneo de Zacarias.23. A solução tem duas partes: uma trata do problema urgente. Ageu tinha as qualidades de um bom pastor.19). A aplicação é obvia: Não espere que o trabalho de três meses desfaça a negligência de dezesseis anos. Cristo Revelado Duas referências a Cristo no Livro de Ag são destacadas. Após um transtorno entre os povos da terra. cujo nome significa “Festivo”. para que somente a glória de Cristo permaneça. o fundamento para a Casa do Senhor no ano seguinte. Todo esforço deles para construir seu próprio reino nunca produzirá resultados permanentes. A construção havia cessado. finalmente. Após ver seu problema. isto é. então. Eles haviam começado bem. Isso localiza Ageu na história em 520 aC. a outra trata de uma solução a longo alcance. eles esperam uma inversão imediata de todos os seus anos de inatividade. A presença dele irá fazer com que a memória do glorioso templo de Salomão decaia. basta ao povo esforçar-se e trabalhar (2. que começa explicando que o Deus irá fazer no novo templo um dia ganhará uma atenção internacional.1-9) Ageu leva uma mensagem destinada a tratar decisivamente do desencorajamento. todavia quando os inimigos zombaram dos esforços dos construtores .Ageu Autor: Ageu Data: Cerca de 520 aC Autor Ageu. Contexto Histórico Ageu em 520 aC. as nações serão levadas ao templo para descobrir o que elas estavam procurando: Aquele que todas as nações desejaram será mostrado em esplendor no templo.6-9.10-23) Agora que o povo está trabalhando. A próxima palavra do Senhor ao povo é uma surpresa: “Mas desde este dia vos abençoarei” (2. Primeiro. A resposta dos sacerdotes é que a imundície é infecciosa. construindo um altar e oferecendo sacrifícios. O povo precisava entender que as bênçãos de Deus não podem ser ganhas como pagamento.A. porque eles tinham abandonado a Casa de Deus e ido para sua própria casa (1. Em encorajador cuja palavra estava em sintonia com o coração do povo e a mente de Deus. O livro finaliza com uma menção de Zorobabel. seu Filho Jesus Cristo. o povo. Deus escolheu Zorababel para ser um anel de sela (2. para representar a natureza do servo a ser cumprida. que governou a Pérsia de 522 a 486 aC. ao primeiro do NT: Zorobabel é uma pessoa listada nas genealogias de Jesus.12-13) acerca das coisas limpas e imundas e da influência deles sobre a outra. precisa entender que Deus irá aceitar o que eles fazem a fim de que Deus seja glorificado. a maior delas. Então o profetas vai com uma pergunta aos sacerdotes (2. Notar o nome de Zorobabel em ambas as listas genealógicas dos Evangelhos (Mt 1. Por hora. enquanto a santidade não é. estabelecendo. A outra chave para combater o mal é para os construtores saberem que eles estão construindo para o dia em que Deus encher essa Casa com a glória que será maior do que a Glória do templo de Salomão (2. levando ao seu grupo desanimado a segurança da presença de Deus. A primeira é 2. O primeiro problema: o desinteresse (1.8). então.37 .

5. agora. que o novo templo vai substituir.1-3 Chamado para esforçar 2. A palavra do Senhor a eles é: “Esforça-te. “segundo a palavra que concertei convosco.4-5 A glória vindoura do novo templo 2.12-15 II.1-15 Considerai o que tendes feito: negligenciastes a Casa de Deus 1. O v.5.” O ES é um dom constante para o povo de Deus: “E o meu Espírito habitava no meio de vós.. a fim de que eles possam se mover corajosamente no cumprimento da comissão divina.” Ag 2. A terceira mensagem do Senhor: Eu vos abençoarei 2. enquanto comparam o templo que eles estão.O Espírito Santo em Ação Uma breve mas bonita referência ao ES é encontrada em 2.” A presença do ES remove o medo do coração do povo de Deus.20-23 Índice 82 . então explica como o ES vai interagir com o espírito do povo. operando para os libertar do medo. A segunda mensagem do Senhor: Esforçaí-vos e trabalhai 2. Esboço de Ageu I.” No centro do concerto de Deus com seu povo. construindo com o glorioso templo de Salomão. a fim de ter o trabalho concluído. Os versículos anteriores mostram o povo de Deus desencorajado. A primeira mensagem do Senhor: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos 1.. Portanto: “não temais. está a constante operação do ES. E esforçaí-vos.10-19 Uma promessa para Zorobabel 2.” A motivação para fazer isso também está mencionada: “Porque eu sou convosco.1-9 A comparação do novo Templo com o templo de Salomão 2.7-11 Os resultados de considerar vossos caminhos 1. 5 inclui estes importantes pontos: O ES é uma parte vital no concerto de Deus com o seu povo.1-6 Considerai o que devíeis fazer: edificar a Casa de Deus 1.10-23 Um pergunta aos sacerdotes 2.6-9 III.

As visões são seguidas por uma cena de coroação na qual Josué é coroado tanto como rei como sacerdote. Zacarias encorajou o povo de Deus indicando-lhe um dia. em 518 aC.38 . Zacarias é citado mais do que qualquer profeta. (Estudos das últimas coisas) Cristo Revelado Zacarias é. Cerca de cinqüenta mil pessoas retornaram para Jerusalém sob a liderança de Zorobabel e Josué. para substituir as formalidades religiosas. à medida que eles foram cercados com a oposição dos vizinhos samaritanos. Os caps 9-14 sãos as seções mais citadas dos profetas nas narrativas dos Evangelhos.13 pode indicar que os caps. para completar a tarefa de reconstruir o templo (ver Ed 6. A Visão do homem com um cordel de medir. Logo. exceto Ezequiel. fielmente. reconstruíram o altar e iniciaram a construção do templo. As profecias que abrangem o Livro de Zacarias foram reduzidas à escrita entre 520 e 475 aC. foi um dos profetas pós – exílicos. A visão grandiosa do castiçal todo revestido de ouro entre os vasos de azeite assegura a Zorobabel que os propósitos de Deus serão cumpridos somente pelo seu Espírito. Ele é um dos mais messiânicos de todos os profetas do AT. um contemporâneo de Ageu. que. A visão da mulher num efa significa a santidade de Deus e a remoção do pecado. existe uma olhada apocalíptica na vele e pacífica cidade de Deus. a apatia se estabeleceu. através de oito visões. Como filho de Baraquias. O povo é chamado para se arrepender de sua apatia e completar a tarefa que não foi terminada. enquanto o profeta ainda era um jovem (2. às vezes. transmite a mensagem dada ele por Deus. todavia. referido como o mais messiânico de toso os livros do AT. 9-14 foram escritos depois de 480. Isso é poderosamente um simbolismo da vinda do Messias. A referência à Grécia em 9.Zacarias Autor: Zacarias Data: 520—475 aC Autor Zacarias. Com Ageu. Rapidamente. O profeta não entrega sua própria mensagem.4). Os caps 7-8 ocorrem dois anos mais tarde. então. numa cidade restaurada. ele era de umas das famílias sacerdotais da tribo de Levi. ele foi chamado para despertar os judeus que retornaram. o Renovo (3.8). O livro está repleto de referências de Zc à palavra do Senhor. estavam entre os mais pobres dos judeus cativos.12). Data O ministério de Zacarias começou em 520 aC. dois meses após Ageu haver completado sua profecia. Ele dá um expressivo 83 . Ele profetizou que o Messias virá como o Servo do Senhor. aparentemente. Contexto Histórico Os exilados que retornaram à sua terra natal em 536 aC sob o decreto de Ciro. dado referências distintas e comprovadas sobre a vinda do Messias.13). No apocalipse. mas ele. quando o Messias reinaria de um templo restaurado. tanto como Rei como sacerdote 96. Os caps 9-14 Contêm muita escatologia. Durante cerca de doze anos a construção foi obstruída pelo desânimo e pela preocupação com outras atividades. e como o verdadeiro Pastor (11. finalmente foram capazes de conseguir uma ordem do governo da Pérsia para interromper a construção. Deus. Nos caps 7-9. A visão dos primeiros capítulos foi dada. A visão do rolo voante emite o pronunciamento de Deus contra o furto e contra o juramento falso. quando a Grécia substituiu a Pérsia como o grande poder mundial. A visão dos quatro carros retrata o soberano controle de Deus sobre a Terra. assegura ao seu povo o seu amor e cuidado por eles.A. Zacarias e Ageu persuadiram o povo a voltar ao Senhor e aos seus propósitos para restaurar o templo.14).4-11). A Visão dos quatros chifres e dos quatro ferreiros trazem à memória o julgamento de Deus. cujo nome significa “O Senhor se Lembra”. como o homem cujo nome é Renovo (6. Deus usa a ocasião de uma questão sobre o jejum para reforçar sua ordem para justiça e juízo. filhos de Ido. Avisão do homem e dos cavalos lembra ao povo o cuidado de Deus. Conteúdo O livro de Zc começa com a veemente palavra do Senhor para o povo se arrepender e se voltar novamente para seu Deus.

As oito visões 1.7-17 Os quatro chifres e o ferreiro 1. na maioria dos manuscritos a primeira pessoa é usada: “E olharão para mim.4).7) e sua segunda vinda (14.10.6. profetizou sua definitiva recepção pela cada de Davi.1-14. A restauração de Sião 8.7-10).1-23 VI. Um triste comentário em 7.1-14 V. Ritual religioso ou arrependimento verdadeiro ? 7.4.7-6.18-21 O homem com um cordel de medir 2.21 Índice 84 .5-11 Os quatro carros 6. A coroação do sumo sacerdote 6.1-6 II. A entrada triunfante de Jesus em Jerusalém é descrita com detalhes em 9.1-14 O rolo voante 5.12 recorda ao povo sua rebelião contra as palavras do Senhor pelos profetas. Esboço de Zacarias I.15 O homem e os cavalos 1.17 A Segunda profecia: O Messias Reina 12. O Espírito Santo em Ação O versículo mais freqüentemente citado do AT em referência à obra do ES é 4. seus sofrimentos (13.1-10 O castiçal e o vaso de Azeite 4.10). que impede a conclusão do templo de Deus. Essas palavras foram transmitidas pelo ES. a quem traspassaram. mas pelo ministério do ES. pessoalmente. Mc 11.testemunho sobre a traição de Cristo por trinta moedas de prata ( 11. O triunfo de Sião 8. quando. Zorobabel é confortado na segurança de: 1) que a reconstrução do templo não será por força militar ou por proeza humana.” Jesus Cristo.9-15 IV. sua crucifixão (12.1-13 O sumo sacerdote 3.1-11.12-13). 2) que o ES removerá cada obstáculo que está no caminho.9. quatrocentos anos antes do acontecimento (ver Mt 21.1-4 A mulher no meio do efa 5.1-8 III. Duas referências a Cristo são de profundo significado. O chamado ao arrependimento 1. Um dos versículos mais dramáticos das Escrituras proféticas é encontrado em 12.1-23 A primeira profecia: O Messias rejeitado 9.

censura as práticas não-religiosas do povo. Primeiro.39 .Malaquias Autor: Malaquias Data: Cerca de 450 aC Autor Embora alguns atribuam Malaquias a um escritor anônimo. a não ser que eles se arrependam. 85 . Essa declaração conclui o AT e o liga à boas-novas da provisão de Deus no Sol da Justiça descrita no NT. a traição dos sacerdotes leigos no divórcio de esposas fiéis e casamento de mulheres pagãs que praticam adoração de ídolos. quando ele aparecer?” (3. Finalmente. Numa linguagem fervorosa e brilhante. num período de uns mil anos. “o Sol da Justiça. é melhor considerar o livro como escrito pelo próprio profeta. O ES. Conteúdo Na sua declaração de abertura. devido à sua misericórdia. O uso de várias palavras persas no texto e a referência a um templo reconstruído (1. “Quem subsistirá. Não somente eles profetizaram acerca da vinda do Messias. Malaquias salienta o amor imutável de Deus por seu povo. provavelmente. Aquele dia será um tempo de julgamento. podemos aprender que ele teve um grande amor pelo povo de Judá e pelas cerimônias do templo.10) tornam a data pós– exílica simultânea com Neemias mais provável ( cerca de 450 aC). predisseram a vinda do Justo. Cristo Revelado No último livro do AT. O Espírito Santo em Ação A Obra do ES em Malaquias é evidente na sua pessoa e no ministério profético. dadas a eles pelo Senhor. Jesus (3.1) nascerá e salvação trará debaixo das suas asas”. Contexto Histórico Como já foi mencionado. Data A falta de menção de qualquer rei ou de incidentes históricos identificáveis torna a datação um tanto difícil. um triunfo vitorioso (4. para aqueles que temem ao Senhor. usando o pseudônimo Mal’aki (“Meu mensageiro”). considerado por alguns ter sido Esdras. além disso. que dura para sempre. Elias (João Batista).A. nós encontramos claras elocuções proféticas com respeito ao repentino aparecimento de Cristo—o anjo do (novo) concerto (3. castigado. um contemporâneo de Neemias. isto é. e o ímpio. Malaquias continua a descrever o tipo original do sacerdócio. Depois. mas. ele podia ser efetivamente usado para advertir o povo sobre seu comportamento pecaminoso e persuadi-lo a conformar sua vida com a lei do Senhor. em termos não –ambíguos. ele salienta. além disso. O profeta mostra que eles provocam muita queda no pecado. O profeta. Ele profetiza sobre o Sol da Justiça. por suas próprias forças pode. Este é o fundo paras as reprovações e exortações que se seguem. Malaquias não é mencionado em mais nenhum lugar na Bíblia. Isso é seguido por uma súplica fervorosa para vigiarem suas paixões e serem fieis às esposas da sua mocidade. Portanto. mas. sobre o Mensageiro do concerto e o grande e terrível dia do julgamento divino.1). Seus escritos demonstram que ele foi um profeta dedicado— Uma pessoa nitidamente em sintonia com o ES. ele os adverte de que o Senhor não será um espectador inativo. Ele foi. o profeta salientam o desdém aberto e arrogante dos sacerdotes pela Lei e sua influência negativa sobre o povo. Malaquias é o último de muitos homens divinamente inspirados que. mas também explicaram detalhadamente ao povo seus pecados e os advertiram a respeito do justo julgamento de Deus. Como tal. mas.2). sua recusa da justiça de Deus e sua defraudação ao Senhor. por reterem os dízimos e as ofertas exigidas. permitindo a ele proclamar com clareza e fervor a sua visão da vinda de Cristo. no qual o justo será galardoado. ele exorta o povo a observar as Leis dadas a Israel através de Moisés e promete a vinda do Messias e do seu precursor. de seus escritos. serão castigados severamente.2) Ninguém . outorgou a ele o privilégio de levar a linhagem de profetas escritores fiéis e dedicados a um término.

9 III. Bênção no dar 3. Exortação e Promessa 4.6-2.Esboço de Malaquias O Título 1.2-5 II.13-4.4-6 Índice 86 .3 VII. O amor do Senhor por Israel 1. O dia do Julgamento 2.17-3-5 V.6-12 VI. A infidelidade do povo 2. O destino do ímpio e do Justo 3.1 I.10-16 IV. O fracasso dos sacerdotes 1.

20) detalha acontecimentos e ensinamentos relacionados à crucificação. No prólogo (1.Mateus Autor: Mateus Data: Cerca de 50—75 dC Autor Embora este evangelho não identifique seu autor. Cada divisão termina com uma fórmula como: “Concluindo Jesus estes dircusos. introduzindo muitas delas com a fórmula “para que se cumprisse”.35) o principal discurso aborda a conduta dos crentes dentro da sociedade cristã (cap 18).28. e várias declarações em sues escritos indicam uma data entre 60 e 65 dC. testemunham desde cedo a existência e o uso de Mt. 18.52) registra várias controvérsias nas quais Jesus estava envolvido e sete parábolas descrevendo algum aspecto do Reino dos céus. O nascimento de Jesus salienta o tema do cumprimento. uma referência velada ao seu caráter messiânico (Dn 7.44.. a nova comunidade. O Evangelho de Mt pode ter servido como manual de ensino para a igreja antiga.28.1) reproduz as instruções de Jesus a seus discípulos quando ele os enviou para a viagem missionária. ele pregou na Palestina e depois conduziu campanhas missionárias em outras nações.1 .22. 3-7) contém o Sermão da Montanha. Pouco se sabe sobre ele.23. Como o Filho.1). Data Evidências externas.53.1-2. incluindo a surpreendente Grande Comissão (28. A tradição diz que. 24-25 contêm os ensinamentos de Jesus relacionados à últimas coisas.13. II e III geralmente concordavam que Mt foi o primeiro Evangelho a ser escrito.15-20). 20. à ressurreição e à comissão do Senhor à Igreja. Jesus tem um relacionamento direto e sem mediação com o Pai (11. Mt mostra que Jesus é o Messias ao relacioná-lo às promessas feitas a Abraão e Davi. A primeira parte (caps. Jesus normalmente faz alusão a si mesmo como o Filho do Homem. Líderes da igreja do Séc. A não ser no início e no final do Evangelho. 11. Cristo Revelado Este Evangelho apresenta Jesus como o cumprimento de todas as expectativas e esperanças messiânicas. a antiga tradição da igreja o atribui a Mateus. 26..46) narra a viagem final de Jesus a Jerusalém e revela seu conflito climático com o judaísmo.24) quanto seu retorno na glória (como em 13. A Segunda parte (8. a disposição de Mt não é cronológica e não estritamente biográfica. A Terceira parte (11. pode revelar o objetivo de Mt em mostrar Jesus como o cumprimento da lei. Conteúdo O objetivo de Mt é evidente na estrutura deste livro. 87 . 26.N.14). 16. comum ao judaísmo. além de seu nome e ocupação. que agrupa os ensinamentos e atos de Jesus em cinco partes.27. Os caps.15. Este tipo de estrutura.28. o apóstolo e antigo cobrador de impostos. 16.1. Portanto. mas foi planejada para mostrar que o Judaísmo encontra o cumprimento de suas esperanças em Jesus. 2. 13. A Quarta parte ( 13.53-18.128. Mt apresenta Jesus como o Senhor e Mestre da igreja. nos quinze anos após ressurreição de Jesus. O uso do título “Filho de Deus” por Mt sublinha claramente a divindade de Jesus ( 1. A quinta Parte (19.12. que é a garantia da presença viva de Jesus. 19. 3. como possibilitou-lhe interpretar tanto sua missão de redenção (como em 17. O termo não somente permitiu a Jesus evitar mal-entendidos comuns originados de títulos messiânicos populares.17. que é chamada a viver nova ética do Reino dos céus.27). Mt estrutura cuidadosamente suas narrativas para revelar Jesus como cumpridor de profecias específicas.1-25. como citações na literatura cristã do Séc I.30. no qual Jesus descreve como as pessoas devem viver no Reino de Deus. ele impregna seu Evangelho tanto com citações quanto com alusões ao AT. Jesus declara: “a igreja” como seu instrumento selecionado para cumprir os objetivos de Deus na Terra (16. 19. O restante do Livro (26.18.12-20). em conexão com a resposta humana necessária.64).” (7. No Evangelho.1-11. 24.23).2-13. retrata a realeza de Jesus e sublinha a importância dele para os gentios.41.1.16). 26.

“batizando-os em nome do Pai.39 Discurso: Os ensinos escatológicos de Jesus 24. atribuir o ES ao diabo era cometer um pecado imperdoável (12.27). o mesmo ES que inspira atividades carismáticas também deve permitir que as pessoas da igreja façam a vontade de Deus (7.29 Narrativa: Início do Ministério de Jesus 3. do Filho e do ES” (v.52 Narrativa: Controvérsia que se intensificam 11. não apenas pelo fato do exorcismo em si.2-13. O poder do Espírito habilitou Jesus a curar (12. evidenciando que o Reino de Deus havia chegado e que o poder de satanás estava sendo derrotado.1-25.28-32). Antes de Jesus começar seu ministério público.1-52 IV.18-20). encontramos uma advertência dirigida contra os falsos carismáticos.53-17.27 Discurso: Ensino sobre a igreja 18. Os discípulos são ordenados a ir e a fazer discípulos de todas as nações. os discípulos de Jesus têm garantida sua constante presença com eles. Da mesma forma que João imergia seus seguidores na água.1-12 Fuga para o Egito e matança nos inocentes. Presumivelmente.21) Jesus declarou que suas obras eram feitas sob o poder do ES.16) e foi conduzido ao deserto para ser tentado pelo diabo como preparação adicional a seu papel messiânico (4.50 Discurso: Parábolas do Reino 13.18-25 A adoração dos magos 2.O Espírito Santo em Ação A atividade do ES é evidente em cada fase e ministério de Jesus. controvérsia e discurso 13. mas não fazem a vontade do Pai. Esboço de Mateus Prólogo: Genealogia e narrativa da infância 1.1-25. Parte um: Proclamação do Reino dos Céus 3.1-17 O nascimento 1.28.1-7.1-35 V. Isto é.23 Genealogia de Jesus 1.1-11. Portanto.21-23.1-27.1 Discurso: Missão e martírio 9.35-11.1-7.28).11).46 Narrativa: A jornada final de Jesus e a instauração do conflito 19. ele foi tomado pelo Espírito de Deus (3. eles deveriam batizá-los “no/com referência ao “ nome— ou autoridade– do Deus Triúno. profetizam.1-11. Em sua obediência a esta missão. Foi por meio do poder do Espírito que Jesus foi concebido no ventre de Maria (1.13-13 I. expulsam demônios e fazem milagres. o ES é encontrado na Grande Comissão (28. Em 12.29 II.1-23. o ES está ligado ao exorcismo de Jesus e à presente realidade do Reino de Deus.16-20). Jesus imergirá seus seguidores no ES (3. Parte Três: Histórias e parábolas em meio a controvérsias 11.29 Discurso: O Sermão da Montanha 5. Mas precisamente.66 A narrativa da ressurreição 28.1-7. pois os filhos dos fariseus (discípulos) também praticavam exorcismo (12.1-20 Índice 88 . aqueles que na igreja. Parte Dois: O ministério de Jesus na Galiléia 8. Finalmente.53-17.1-2.1).28).15-21 e a expulsar demônios (12. Em 7.1 Narrativa: Histórias dos dez milagres 8.1 III.27 Narrativa: Vários episódios precedentes à jornada final de Jesus em Jerusalém 13. o ES está executando um novo acontecimento com o Messias—”é chegado a vós o Reino de Deus” (v.2-12. a volta para Israel 2. Parte Quatro: Narrativa.19). Parte Cinco: Jesus na Judéia e em Jerusalém 19.46 A narrativa da Paixão 26.

Marcos guia seus leitores à cruz de Jesus. negue-se a si mesmo. No centro do Evangelho há pronunciamentos explícitos de “que importava que o Filho do Homem padecesse muito. Ele destaca as atividades dos registros mediante o uso da palavra grega “euteos” que costuma ser traduzia por “imediatamente”. O Evangelho pode ser visto como duas metades unidas pela confissão de Pedro de que Jesus era o Messias (8.2 . Existem muitos latinismos no Evangelho (4.17-30) e pelo primeiro anúncio de Jesus e sua crucificação (8. etc.Marcos Autor: Marcos Data: Cerca de 65—70 dC Autor Mesmo que o Evangelho de Mc seja anônimo.14-9. De muitas formas. 15. 12. A palavra ocorre quarenta e duas vezes. Contexto Histórico Em 64 dC. Data Os fundadores da Igreja declaram que o Evangelho de Mc foi escrito depois da morte de Pedro. onde eles podem descobrir o significado e esperança em seu sofrimento. Frases gráficas e surpreendentes ocorrem com freqüência para permitir que o leitor reproduza mentalmente a cena descrita. ressuscitaria” (8. Mc narra o ministério público de Jesus na Galiléia (1. É o evangelho da ação. culminando na paixão e ressurreição (caps 14-16). mas torna-se uma norma para o comprometimento do discipulado: “Se alguém quiser vir após mim. e por esse motivo instigou uma temerosa perseguição na qual Paulo e Pedro morreram. O Evangelho de João é um retrato estudado do Senhor. e que fosse rejeitado pelos anciãos. Todo o ministério de Jesus (milagres. Em meio a uma igreja perseguida. Após a introdução (1. o evangelista Marcos escreveu suas “boas novas”.50) e Judéia (caps 10-13). Mc também é o Evangelho da vivacidade.34).39). que fosse morto.14.31. Essa característica tende a apoiar a tradição de que Mc escreveu para uma audiência romana e gentílica. e tome a sua cruz e siga-me” (8. os pais da igreja atribuíram coerentemente este Evangelho a Marcos. Os olhares e gestos de Jesus recebem atenção fora do comum. depois de três dias. Mc é o menor dos Evangelhos. que aconteceu durante as perseguições do Imperador Nero por volta de 67 dC. Mc enfatiza pouco a lei e os costumes judaicos. bispo da Igreja em Hierápolis (cerca de 135-140 dC). que não era um apóstolo. enquanto que Mc é como um filme da vida de Jesus. Nero acusou a comunidade cristã de colocar fogo na cidade de Roma. 89 . ele enfatiza a Paixão de Jesus de modo que se torna a escala pela qual todo o ministério pode ser medido: “Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido.27. e sempre os interpreta para o leitor quando os menciona. indica ter sido escrito antes da destruição do Templo em 70 dC. Esse pronunciamento de sofrimento e morte é repetido (9. 10. O que era verdade para Jesus deveria ser para os apóstolos e discípulos de todas as idades. Está claro que ele quer que seus leitores tomem a vida e exemplo de Jesus como modelo de coragem e força. A maior parte das evidências sustenta uma data entre 65 e 70 dC. mais do que em todo o resto do NT.45). que chega ao clímax com sua morte e ressurreição subseqüente. O mais antigo testemunho da autoria de Mc tem origem em Papias. 13. Embora a igreja antiga tenha tomado cuidado em manter a autoria apostólica direta dos Evangelhos.N. escolha de discípulos.21. seguidor próximo de Pedro ( 1Pe 5. movendo-se rapidamente de uma cena para outra. especialmente o cap.32-34). a antiga tradição é unânime em dizer que o autor foi João Marcos.) está inserido no contexto do amor oferecido pelo Filho de Deus.1-13).31). Conteúdo Mc estrutura seu Evangelho em torno de vários movimentos geográficos de Jesus. ensinamentos sobre o reino de Deus. e não contém nenhuma genealogia e explicação do nascimento e antigo ministério de Jesus na Judéia. e pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. 6. comunhão com os pecadores. Mt e Lc apresentam o que poderia ser descrito como uma série de imagens coloridas. testemunho que é preservado na História Eclesiástica de Eusébio. O Evangelho em si.31). Papias descreve marcos como “interprete de Pedro”. O uso freqüente do imperfeito por Mc denotando ação contínua. mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”(10.13) e companheiro de Paulo e Barnabé em sua primeira viagem missionária. também torna a narrativa rápida. mas que. vivendo constantemente sob ameaça de morte. que tem seu clímax na cruz e ressurreição.

12) para que fosse tentado. 5.1. aceitar sua cruz e segui-lo. atentando para o discipulado. o pecado (2.10).14-3.11. as tradições legalistas (7. 61.6 Etapas posteriores: Aumento de popularidade e oposição 3.28).1-6).35-41. Mc recorda a profecia de João Batista de que Jesus “vos batizará com o ES” (1.6).13 90 . Em duas ocasiões. A parábola dos lavradores malvados (12. Que Jesus realizava pela ação do ES (3.50 Princípio: Sucesso e conflito iniciais 1.1 Cumprimento da profecia do AT 1. Mc demonstra as reivindicações messiânicas de Jesus enfatizando sua autoridade com o Mestre (1. A explicação de Mc confirma o motivo de Jesus ter feito essa grave declaração (3.12-13 I.39). os discípulos de Jesus precisam ver além de sua missão.15-18).30).16. A segunda vinda do Filho do Homem revelará totalmente seu poder e glória. num total de catorze vezes em Marcos. Mc. como os seguidores de João o eram nas águas. Um grande estímulo aos cristãos que enfrentam a hostilidade de autoridades injustas é a garantia do Senhor de que o ES falará através deles quando testemunharem de Cristo (13.11. mas uma história concisa da redenção obtida mediante o trabalho expiatório de Cristo. 6. pois esses pecados e blasfêmias podem ser perdoados.22) e sua autoridade sobre satanás e os espírito malignos (1.27. a doença (5. Esboço de Marcos Introdução 1.1-13.21-34). Filho de Deus” (1. este homem era o Filho de Deus. Título de abertura do trabalho de Mc.14-20).7).7).1-13 Declaração sumária 1. habilitando-o para seu trabalho messiânico de cumprimento da profecia de Isaías (Is 42. e o templo (11. Mc declara graficamente que “o Espírito o impeliu para o deserto” (1.2-3 O ministério de João Batista 1. como poder.9-11 A tentação de Jesus 1. sugerindo a urgência por encontrar e vencer as tentações de satanás. 3.1).1-12).14-9. A narrativa do ministério subseqüente de Cristo testemunha o fato de que seus milagres e ensinamentos resultaram da unção do ES. Messias e Reino.13) não era tão popular entre os Judeus como o título “Filho do Homem” para revelar e para esconder seu messianismo e relacionar-se tanto com Deus quanto com o homem. Sua visão prejudicada tornou-os incapazes do verdadeiro discernimento. autoridade. O pecado contra o ES é colocado em contraste com “todos os pecados” (3.7-6. enquanto os demônios confessam sua qualidade de filho de Deus. profeta. imposição de mãos. a natureza (4. Tanto o batismo quanto a transfiguração testemunham sua qualidade de filho (1. O Espírito Santo em Ação Junto com os outros escritores do Evangelho.27-28. é “Filho do Homem”. Os escribas blasfemaram contra o ES ao atribuírem a satanás a expulsão dos demônios.36). 9. Jesus também refere à inspiração do AT pelo ES (12. que queria corrompê-lo antes que le embarcasse em uma missão de destruir o poder do inimigo nos outros. o sábado (2.45-52).19-30). Como designação para o Messias. O Ministério de Jesus na Galiléia 1. Além das referências explícitas ao ES. cura. 48. sugere que os discípulos de Jesus deveriam ter um discernimento amplo ao mistério de sua identidade. a narrativa da crucificação termina com a confissão do centurião: “Verdadeiramente. fornece sua tese central em relação a identidade de Jesus como o filho de Deus.35-43). Os crentes seriam totalmente imersos no Espírito.4-8 O batismo de Jesus 1. Por fim. este termo (ver Dn 7.1-2). a morte (5.11).6) faz alusão à qualidade de filho divino de Jesus (12.8). “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo.” (15. 3. os espíritos imundos o reconhecem como Filho de Deus (3.Cristo Revelado Esse livro não é uma biografia. O contexto define o significado dessa verdade assustadora. Mc emprega palavras associadas com o dom do Espírito.22). Mesmo apesar de muitas pessoas interpretarem mal sua pessoa e missão. O ES desceu sobre Jesus em seu batismo (1. O titulo que Jesus usava com mais freqüência para si próprio.

26-9.26 Ministério no caminho para a Judéia 8. O Ministério de Jesus na Judéia 10.20 Ministério na Transjordânia 10.14-8.1-20 Índice 91 .1-13.47 A ressurreição 16.1-15.50 II.37 A Paixão 14.1-16.1-52 Ministério em Jerusalém 11.Ministério fora da Galiléia 6.

a história de Zaqueu (19. Do cântico de Simeão. 2Tm 4. que estavam entre os fiéis restantes “esperando a consolação de Israel” (2. Conteúdo Uma característica distinta do Evangelho de Lc é sua ênfase na universalidade da mensagem cristã.1-2. salientam que Lucas o escreveu antes de At. ele não inclui o pronunciamento de condenação de Jesus aos escribas e fariseus (Mt 23). Lc também exclui os ensinamentos de Jesus no Sermão da Montanha que tratam diretamente do seu relacionamento com a lei (mt 5. 24-25.12. Como Lucas estava em Cesaréia de Filipe durante os dois anos em que Paulo ficou preso lá (At 27. então o Evangelho de Lc pode ser datado por volta de 59-60 dC. mas também o Salvador de todo o mundo.25).9-14).15. Além disso. 13.10. Lc omite muito material que é estritamente de caráter judaico.9-14). 11.1-10). Por exemplo. 92 . 2. 23. Ele enquadra o nascimento de Jesus em um contexto romano (2.N. entretanto. 6. Por todo o Evangelho. Lc enfatiza especialmente a vida de oração de Jesus registrando sete ocasiões em que Jesus orou que não são encontrados em mais nenhum outro lugar (3. Data Eruditos que admitem que Lucas usou o Evangelho de Marcos como fonte para escrever seu próprio relato datam Lc por volta do ano 70 dC.18. uma referência ao terceiro evangelho.1). 6. Zacarias e Isabel.18. Lc inclui muitas características que demonstram universalidade. que declara que Jesus “veio buscar e salvar o que se havia perdido”. Ana.68-79. Ele enfatiza ainda.1-8.1). o médico.5).43).28. Ao apresentar Jesus como Salvador de todos os tipos de pessoas.16. cerca de 63 dC. 16.21-24).20-21. Este evangelho tem mais referências à oração do que os outros evangelhos.16. A fim de sustentar esse tema.11). Lc inclui material não encontrado nos outros evangelhos.1-23). 12.32) ao comissionamento do Senhor ressuscitado para que se “pregasse em todas as nações” (24.36-50). “ O primeiro tratado” At 1. não há motivos para contestar a autoria de Lucas.14.1-4. louvando Jesus como “luz. 7.29-32. como o primeiro de uma série de dois volumes. mostrando que o que ele registra tem significado para todas as pessoas. ele teria uma grande oportunidade durante aquele tempo para conduzir investigações que ele menciona em 1. 3.25-26. as raízes judaicas de Jesus. De todos os escritores dos Evangelhos só ele registra a circuncisão e dedicação de Jesus (2. bem como sua visita ao Templo quando menino (2. 17.4656.1. que ele escreveu durante o primeiro encarceramento de Paulo pelos romanos.46).39-43). um companheiro próximo de Paulo (Cl 4. e o perdão do ladrão na cruz (23. 14.20. Visto que a tradição de igreja atribui com unanimidade essas duas obras a Lucas. a parábola do fariseu e o publicano (18.1-10). 5.3 .53. E o fato de o escrito dedicar ambos os livros a Teófilo também demonstra solidamente uma autoria comum. Lc ressalta as advertências de Jesus sobre o perigo dos ricos e a simpatia dele pelos pobres (1.29.21-48.47). 19. e. 9. como o relato do fariseu e da pecadora (7.13. Por outro lado. então provavelmente .21. Lc deixa claro que Jesus é o cumprimento das esperanças do AT relacionadas à salvação. Lc também omite as instruções de Jesus aos Doze para se absterem de ministrar aos gentios e samaritanos (Mt 10. Mc 7.. Um versículo chave do evangelho de Lc é o 19. 5. mas no máximo até 75 dC.4. Somente ele relata o nascimento e a infância de Jesus no contexto de judeus piedosos como Simeão.1 é. Fm 24.19-31. 6.13-21. Só Lc tem as lições do Senhor sobre a oração ensinada nas parábolas do amigo importuno (18.34. Outros..41-52).13. 16-18). 18.14. nem a discussão sobre a tradição judaica (Mt 15. Se for este o caso.1-20.Lucas Autor: Lucas Data: Cerca de 59—75 dC Autor Tanto o estilo quanto a linguagem oferecem evidências convincentes de que a mesma pessoa escreveu Lucas e Atos. o evangelho é abundante em notas de louvor e ação de graças ( 1. Para as nações” (2. Lc realça o fato de que Jesus não é apenas o Libertador dos judeus. como as evidências internas sustentam esse ponto de vista.

Em momentos críticos daquele ministério.67.18.21). o perfeito salvador da humanidade.21).48.41. Jesus ora antes. Em primeiro lugar: a ação do ES é vista na vida de várias pessoas fiéis. Então. Cinco palavras gregas denotando alegria ou exultação são usadas duas vezes com mais freqüência tanto Lc como Mt ou Mc. A narrativa da infância 1.1-40 O menino Jesus no templo 2. 6. Esboço de Lucas I.39.. “Naquela mesma hora. o Servo que se dispõe firmemente a ir a Jerusalém cumprir seu papel (9. 5) evidência seu ministério carismático está repleta (4. Jesus é o filho de Davi (20. 1) O Espírito desce sobre Jesus em forma corpórea. tornaram com grande júbilo para Jerusalém. 9.52 Anúncio do nascimento de João Batista 1. ressaltando sua obra tanto na vida de Jesus quanto no ministério continuo da igreja.12.1-8) e ligará o ministério messiânico de Jesus ao ministério poderoso deles através da igreja (24. Jesus é. Em segundo lugar: O ES capacita Jesus para cumprir seu ministério—o Messias ungido pelo ES. através de oração de petição leva a cabo o ministério messiânico.22). Lc refere-se a Jesus como “Senhor” dezoito vezes em seu evangelho. louvando e bendizendo a DEUS” (24. “adorando-o eles. Jesus é o homem ideal.5-2. reivindicando o cumprimento nele (4.24. durante ou depois do acontecimento crucial (3.57-80 O nascimento de Jesus 2.39-56 O nascimento de João Batista 1.21-22 A genealogia de Jesus 3. E estavam sempre no templo.51).35. Em terceiro lugar: O ES. bem como no fato de João ter cumprido seu ministério sob a unção do ES (1. O mesmo Espírito capacitou Jesus para cumprir seu ministério.17).”(4. Jesus lê a passagem messiânica: “O Espírito do Senhor está sobre mim.23-38 A tentação 4. 24.1-4 II.16.15). Jesus volta para a Galiléia no poder do mesmo (4.49). por excelência. Prólogo 1.52-53). Is 61.18.Cristo Revelado Além de apresentar Jesus como o Salvador do mundo.31. Jesus é o amigo dos proscritos humildes.21).24) e o Servo Sofredor (4.28. O Espírito Santo em Ação Há dezesseis referências explicitas ao ES. 2. Nos caps 3-4. há cinco referencias ao Espírito. como uma pomba (3.. Ele é constantemente bondoso para com os rejeitados.1-20 O batismo de Jesus 3. 2) Ele leva Jesus ao deserto para ser tentado (4. Lc dá os seguintes testemunhos sobre ele: Jesus é o profeta cujo papel equipara-se ao Servo e Messias (4. Em quarto lugar: O ES espalha alegria tanto a Jesus como à nova comunidade. o Filho do Homem (5. O mesmo ES que foi eficaz através de orações de Jesus dará poder as orações dos discípulos (18.19). 919.26-38 Visita das duas mães 1. mas também tem o cuidado de definir a natureza de seu messianismo. Preparação para o ministério público 3.5-25 Anúncio do nascimento de Jesus 1. usadas com força progressiva.1-2). Quando os discípulos voltam com alegria de sua missão (10.1-4. Jesus é o Senhor exaltado.1).1-13 93 .13 O ministério de João Batista 3..37).. Lc não apenas afirma sua identidade messiânica.17-19.31-44) e continua em todo seu ministério de poder e compaixão.” (10.25-27). Enquanto os discípulos estão esperando pelo Espírito prometido (24.14) 4) Na sinagoga de Nazaré. O título “Filho do Homem” é encontrado 26 vezes no evangelho.41-52 III.49).21. Jesus é o Messias.41-44). que foi contado com os transgressores (22. 10. relacionadas ao nascimento de João Batista e Jesus (1. 3) Após sua vitória sobre a tentação. 7. se alegrou Jesus no ES e disse.

IV.29-21.1-6.16 O Sermão da Montanha 6.38 Acontecimentos na entrada de Jesus em Jerusalém 19.50 V. morte e sepultamento de Jesus 22.56 A ressurreição e a ascensão 24.53 Índice 94 .1-9.14-9.53 A refeição de Páscoa 22.50 Em Nazaré e Carfanaum 4.14-44 Do chamamento de Pedro ao chamamento dos doze 5.39-23.1. A paixão e glorificação de Jesus 22.5-38 VII. A narrativa de viagem (no caminho para Jerusalém) 9.28 VI.29-48 História de controvérsias 20.1-24.17-49 Narrativa e diálogo 7.1-21.51-19. O ministério de Jerusalém 19.1-38 A paixão. O ministério galileu 4.4 Discurso escatológico 21.

compreender o objetivo do Espírito apenas em termos daqueles em situações difíceis. a humanidade de Jesus significava essencialmente uma missão dupla: 1) como o”Cordeiro de Deus (1. os próprios milagres que Jesus realizou como “sinais”. Para João. 3) O ministério de Jesus gira em torno das três festas da Páscoa.23. Ele mostra o estado preexistente de Jesus com Deus. Deus é o Espírito. 19.3). ele escolheu não seguir a seqüência cronológica de eventos dos mesmos como uma ordem tópica. João tem discursos extensos. ele trabalha como o agente que convence o mundo do pecado. 95 .7. a maioria dos eruditos aceitam esta tradição. Em relação ao mundo exterior de Cristo. testemunham a missão divina do Filho de Deus. 2) Em lugar dos muitos milagres e cura dos sinóticos. Mc 13.21-23).811). onde continuou seu ministério. em antecipação do Pentecostes. 21. Algumas das diferenças distintas são: 1) Ao invés das parábolas familiares. Ele é “outro consolador”. enquanto os caps 13-21 relatam seu ministério privado aos seus discípulos. O esquema amplo é o mesmo.1. João usa sete milagres cuidadosamente escolhidos a dedo que servem como “sinais”.16) é exclusiva de João e significa literalmente.2. guiando os crentes e a um entendimento dos significados. aqueles que o adoram devem fazê-lo espiritualmente. provavelmente durante a guerra Judaica de 66-70dC. ele procurou a redenção da humanidade.1-18.26. Nesse caso. O Espírito Santo em Ação A designação do ES como “Confortador” ou “Consolador” (14. conforme comandado e motivado pelo ES (4. bem como sua encarnação. Aqueles que crêem em Cristo hoje podem. I . Na falta de provas substanciais do contrário. entretanto. conforme citado nos Sinóticos. “alguém chamado ao lado”. e alguns acontecimentos em particular do ministério de Jesus são comuns a todos os quatro livros.24). I. da justiça e do juízo (16. Como. De acordo com escritores cristãos do séc. sua divindade e essência.4 . Além disso. Conteúdo Enquanto era bem provável que João conhecesse as narrativas dos outros três Evangelhos. Cristo colocou-se coerentemente além de si mesmo perante o Pai que o havia enviado e a quem ele buscava glorificar.João demonstra que o papel do Espírito abrange cada faceta da vida. o que estendeu o ministério de Jesus até o final desta era. João revela a função do ES em continuar a obra de Jesus. assim. ao invés de uma. Em 1. implicações e imperativos do evangelho e capacitando-os a realizar “obras maiores” do que aquelas realizadas por Jesus (14. ele revelou o Pai. 4) Os ditos “Eu sou” são unicamente joaninos. eles podem ter usado as tradições literárias comuns e/ou orais. João lida com as implicações teológicas da primeira vinda de Jesus. Na verdade. Data A mesma tradição que localiza João em Efeso sugere que ele escreveu seu evangelho na última parte do séc. em essência. Seria um grave erro. isto é.12).N. A experiência de ser “nascido no Espírito” descreve o Novo Nascimento (3.20).29). Ao contrário. enxergá-lo como um contemporâneo. 20. João mudou-se para Éfeso. alguém como Jesus. 2) Através de sua vida e ministério. não apenas como uma figura do passado distante.João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 85 dC Autor A antiga tradição da igreja atribui o quarto evangelho a João “o discípulo a quem Jesus amava” (13. o Espírito torna-se o capacitador divino para o ministério autorizado (20. denominado “prólogo”. que pertencia ao “círculo íntimo” dos seguidores de Jesus (Mt 17. isto é.6). Cristo Revelado O livro apresenta Jesus como ó único Filho gerado por Deus que se tornou carne. João divide o ministério de Jesus em duas partes distintas: os caps 2-12 dão uma visão de seu ministério público.

23 A prisão de Jesus 18.1-31 Produtividade por submissão 15.24-25 Índice 96 .1-71 Conflito em Jerusalém 7.1-17.20-50 II.30-47 Ministério na Galiléia 6.1-21.1-21.1-20 Pronunciamento de traição e negação 13.1-12.21-38 Preparação para a partida de Jesus 14. Paixão e ressurreição de Jesus 18.26 Servir— um modelo 13. O ministério de Jesus aos discípulos 13.23 Epílogo 21.1-42 A cura do filho de um oficial do rei 4.1-8 I.1-12 Ministério em Jerusalém 2.4 Compreendendo a partida de Jesus 16.1-17 Lidando com rejeição 15.1-42 Ministério em Batânia 11.19-12.15-27 Julgamento perante Pilatos 18.50 Preparação 1. o bom Pastor 10.43-54 A cura de um paralítico em Betesda 5.1-9.19-51 As bodas em Caná 2.36 Jesus e a mulher de Samaria 4.Esboço de João Prólogo 1.1-15 Honrando o Pai e o Filho 5.41 Jesus.16-29 Testemunhas do Filho 5.13-3.1-26 III.18-16.11 Entrada triunfal em Jerusalém 12.16 Crucificação e sepultamento 19.28-19. O ministério público de Jesus 1.12-19 Rejeição final: descrença 12.1-14 Julgamento perante o sumo sacerdote 18.17-42 Ressurreição e aparições 20.5-33 A oração de Jesus por seus discípulos 17.

que demonstra uma continuidade essencial. Em geral. e os crentes se dispersaram (Caps. 10. 5. em ambos os relatos essenciais os resultados desse acontecimento.32) e habilita os crentes (1.8).3). Àqueles que não acreditam nele serão destinadas coisas terríveis (3. mas muitos apontam para Lucas.40-41. Data Lucas conta a história da igreja antiga dentro da estrutura de detalhes geográficos.31). aqueles que acreditam nele receberão perdão dos pecados (2. Depois da morte de Estevão (7.14). O livro foi até mesmo chamado de Os Atos do Espírito Santo. Jesus é apresentado como uma figura histórica (2. Durante esse período da história. O autor é o mesmo que escreveu o Evangelho de Lucas. políticos e históricos que podiam encaixar-se apenas no séc. O Espírito Santo em Ação O poder do ES através da igreja é característica mais surpreendente de Atos. É a iniciação da Grande Comissão de Jesus pra formar discípulos de todas as nações (Mt 28.19. 97 . Enquanto isso. entretanto. 10. 17. 5.28). 10.38. a expulsão de demônios e a libertação dos cativos (Lc 4. 5. O poder do Espírito na vida de Jesus o autorizou a pregar o Reino de Deus e a demonstrar o poder do Reino mediante a cura de doente. Esse versículo prediz o derramamento do ES e seu poderoso testemunho. Jesus “por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos” (10.23).31.46-49). O mesmo poder em At 2 deu a mesma autoridade aos discípulos. pois tudo indicava que Lucas tinha atualizado o assunto. pode-se datar a redação de At como próxima à prisão do apóstolo naquela cidade por volta de 62 dC.42) e retornará triunfante no final dos tempos (1.1).12.38). 17. “o médico amado” (Cl 4. A maior seção de Atos enfoca o desenvolvimento e expansão do ministério gentio comandado por Paulo e seus colaboradores (13. Tanto o ministério público de Jesus nos Evangelhos quanto o ministério público da igreja em Atos começaram com um encontro com mo Espírito capaz de mudar vidas.10. Em seguida a morte de Jesus é atribuída igualmente à crueldade do home e ao objetivo de Deus. Lc 24. Conteúdo Atos é uma seqüência da vida de Cristo nos Evangelhos.33-36. os judeus o haviam “crucificado” por “mãos de injustos” (2. a perseguição espalhou-se conta a igreja. 3. desde a Palestina até a Itália. 13. registrando a disseminação da cristandade de Jerusalém a Roma.23). Jesus havia derramado o prometido Espírito Santo (2.N. Então a ressurreição de Jesus é enfatizada. At relaciona a expansão da cristandade passo a passo para o oeste.23). Cristo Revelado Atos registrou vários exemplos da proclamação apostólica do evangelho de Jesus Cristo. O livro portanto.33).14-19 M7 4.. não pode ser compreendida sem que se veja a relação entre Atos e os Evangelhos. Desse lugar de honra suprema e poder executivo. e não havia mais o que escrever. começa em Jerusalém (caps 1-7) Como Pedro assumindo o papel principal e os judeus como receptores do evangelho. Por outro lado. por causa desses fatos e porque o livro não registra a morte de Paulo. 3.30. que dá testemunho dele (5. e o modelo é uniforme.21.30-37. especialmente como cumprimento da profecia do AT e como revogação de Deus do veredicto do homem sobre Jesus (1. Por outro lado. um acontecimento de tamanha importância que Lucas inclui três longas descrições sobre o incidente (caps 9.8 é a chave do livro.23. A sua obra no livro.31). 2. apesar de deixá-lo prisioneiro em Roma. 8-12). I.11).22.24-32.18-20. ocorreu a conversão de Saulo (cap 9). At 1.60-8. O livro termina abrupta. 26). 13. portanto . Em primeiro lugar. Os apóstolos declaram que Jesus fora exaltado a uma posição de domínio único e universal (2.38).5 – Atos dos Apóstolos Autor: Historicamente Lucas Data: Cerca de 62 dC Autor O livro de At não menciona especificamente seu autor. Jesus tinha sido “entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus” (2.39) e o “dom do ES” (2.21. 4. 4.3. 22.43.

A história de Cornélio 10.32-43 IX. pois Lucas diz que Simão viu que “era dado o ES” (8.1-35 III.36-18.17). A ascensão de Cristo 1.25-14.32-5.1-31 VIII.42 V.19-12.15-12. que “caiu o ES sobre todos”(10. O testemunho da igreja antiga 11.1-40 VII.1-4. Embora não esteja especificado.17). A conversão de Saulo 9.14 V. O primeiro ministério a não Judeus 8.15-26 II.4-8 III. A descida do ES no Pentecostes 2. A primeira viagem missionária de Paulo 12.4.1-11. A viagem de Paulo a Roma através de Jerusalém 21. A cura de um coxo 3. normalmente concorda-se que também houve algum tipo de manifestação na qual os samaritanos participaram.6) Todas essas passagens são equivalentes à promessa de Jesus de que a Igreja seria “batizada com o ES” (1. Prefácio 1.31 IV.4. que “o ES se derramasse sobre também os gentios” (10. Esboço de Atos Prólogo 1.5. Enéias e Dorcas curados através do ministério de Pedro 9. A terceira viagem missionária de Paulo 18.25-28.44).4).18).9-11 IV. Os presentes nos dias de Pentecostes e os gentios da casa de Cornélio falaram outras línguas (2. O concerto em Jerusalém para discutir lei e graça 15.31 Índice 98 .28 II.1-7.22 IV. os efésios “falavam línguas e profetizavam” (19.46).1-47 III.24 Segunda Parte: Paulo e a extensão internacional da igreja em Antioquia 12.6).1-3 II. 9. A seleção de Matias como o décimo segundo apóstolo 1. que “recebiam o ES” (8. Três destes cinco exemplos registram manifestações específicas do ÉS em que as próprias pessoas participavam.31 I. O ministério de Estevão 6. Autoridade apostólica na igreja antiga 4. 10. A segunda viagem missionária de Paulo 15.Lucas observa que as pessoas eram “cheias pelo ES” (2.60 VI. 2.18 X.15-28.45) e que “veio sobre eles o ES” (19.24 I.1-14 I.23-21. O encontro pra a oração no cenáculo 1.12-14 Primeira Parte: Pedro e o ministério da Igreja Judaica em Jerusalém 1. A promessa do ES 1.

ele tinha fundado igreja através de todo o mundo mediterrâneo. em 56 dC. fazendo uma coleta para ajudar os cristãos necessitados de Jerusalém (15.18-3. habita em todos que pertencem a Cristo (8.4). portanto .18-3.17). Embora Paulo descreva brevemente os dons espirituais em RM (12.2.ainda assim Deus é perfeitamente Justo e nos perdoou através de sua graça. Ele escreveu para dizer aos romanos sobre sua visita iminente. exceto para referir-se a eles como espirituais em 1.13).3-8).5. Conteúdo O tema doutrinal global que Paulo procura demonstrar é que Deus é Justo. se desejamos agradar a Deus (8. 2Co 8-9). Cristo Revelado Rm é a história do plano de redenção de Deus em Cristo: a necessidade dele (1.1). uma segurança espiritual interior de que somos filhos de Deus (8.1-17 Identificação de Paulo 1. mas perdoe os pecadores culpados (3. Ele também nos torna.27).16). estava chegando ao fim de sua terceira viagem missionária. Esboço de Romanos Introcução 1.N. 15. Em Roma. fornecendo-nos um modelo de santidade a seguir(8. concedendo desse modo. nos dando poder para obedecermos a Deus e superarmos o pecado (2. provavelmente tenha sido entregue por Febe (16.1-2).21-11. ele ainda não tinha estado em Roma.14) e purificando nossa consciência para prestar testemunho verdadeiro (9.31. mas vinha pregando o evangelho desde sua conversão em 35 dC.20). a descrição detalhada da obra de Cristo e sua implicações para os cristãos (3.1-11. paz e esperança através de seu poder (14. por volta de 56 dC.16).13.19). mesmo que os crentes possam não viver completamente de uma maneira coerente com a justiça de Deus (6.20).11. mesmo que os muitos judeus não creiam (9. 7. O ES derrama o amor de Deus em nosso coração (5. 8. a igreja havia sido fundada por outros cristãos.18-39).11).116.5.23).8-15 Resumo do evangelho 1. O Espírito Santo em Ação O ES confere poder na pregação do evangelho e na realização de milagres (15. junto com alegria.Romanos Autor: Paulo Data: 56 dC Contexto Histórico Quando Paulo escreveu Rm. devemos seguir um modelo de vida coerente com a própria justiça de Deus (12. e Paulo. através de suas viagens. mesmo que Deus não puna. mesmo que os crentes sofram e a redenção final retarde (8. Ocasião e Data É mais provável que Paulo tenha escrito Rm enquanto estava em Corinto. 15. Devido a essa grande misericórdia de um Deus tão justo.1-8.10-11. mais santo na vida diária.25-28.30). 15. Esta epístola é.1-16. depois visitar a igreja em Roma (1.24). planejou viajar para a Espanha para pregar o evangelho (15.36) . Agora.17. ele não faz menção explicita do ES em conexão com esses dons.3-15). A obra atual do ES em nós é apenas um antegozo de sua futura obra celeste em nós (8. Apesar de tudo que aconteceu neste mundo– mesmo que todos os seres humanos sejam pecadores (1.13.26) e a chamar Deus de nosso Pai.6. A carta.21-5.21). progressivamente.1-7 Desejo de Paulo de visitar Roma 1. nos guiando nele (8. 15.36) e a aplicação do evangelho à vida cotidiana (12.18-3.29.6).27). Ele nos permite orar adequadamente (8.20 99 . Ele planejou ir a Jerusalém com essa coleta. Devemos centrar a nossa mente nas coisas do Espírito.9-11) e nos dá vida (8.22-24).6 . Depois de ser revigorado e apoiado pelos cristãos de Roma. conheceu muito a respeito dos crentes de lá (16. uma declaração madura de sua compreensão do evangelho. Durante os dez anos anteriores.

1-24 VIII.5) Origem: Tarso.18-3. Justificação apenas pela fé 3.16-31) De acordo com a tradição cristã. Praticando Justiça na vida Cristã 6. Índice 100 . Fp 3.I. Fim da vida: Depois da prisão em Jerusalém. 28.12-16) Chamado para Missões: A igreja de Antioquia foi instruída pelo ES a enviar Paulo ao trabalho (At 13. foi enviado para Roma (At 21.25-27 A CARREIRA DO APOSTOLO PAULO (1. foi libertado da prisão.17-18.11-21) Discutiu com Barnabé por causa de João Marcos (At 15.1-11. 22. Bênção 16.1-8) Recebeu o derramamento do ES na rua chamada direita (At 9.1-3.28) Escreveu cartas para inúmeras igrejas e vários indivíduos que agora compõe um quarto do NT. A própria situação de Paulo 15. na Espanha (Rm 15.12) Opô-se a Pedro (Gl 2.3) Religião anterior: Hebreu e fariseu (Fp 3.1-4. o que lhe permitiu mais obras missionárias.36 V.20 II.1-15. permaneceu preso mais uma vez em Roma e foi decapitado fora da cidade.14-33 VII.3) Tribo de Benjamim (Fp 3.13 VI.1-3) Levou o evangelho paras os gentios (Gl 2. Todos pecaram 1.1-8.21-5. Aplicações práticas 12.24. Deus e Israel 9.3 Estudou com Gamaliel (At 22.27. na Grécia e .6) Salvação: Encontrou o Cristo ressuscitado no caminho para Damasco (At 9.21 III. possivelmente.5) Treinamento: Aprendeu a arte de fazer tenda (At 18.5) Perseguidor dos cristãos ( At 8. na Cilicia (At 22.36-41) Realizações: Três viagens missionárias prolongadas (At 13-20) Fundou inúmera igrejas na Asia Menor.39 IV. Recomendações pessoais 16.7-10) Papéis: Falou em nome da Igreja de Antioquia no concílio de Jerusalém (At 15. aprisionado novamente.

Durante esse ministério de três anos em Efeso .17).9. 16.14). esperando que a mesma chegasse a Corinto antes de Timóteo (16. Também revela alguns dos problemas que os antigos pagãos tinham em não transmitir experiências religiosas anteriores à experiência de ministério do ES. quando passou dezoito meses lá em sua segunda viagem missionária (At 17. em sua terceira viagem missionária (At 19). deusa do amor licencioso.1-13).N.17). afirmando essa prática e recusando qualquer direito de proibi-la (cap 14). incluindo a grande imoralidade sexual da cidade de Corinto. uma delegação enviada por Cloe.2).7 . espírito de litígio e rejeição de uma ressurreição física. escreveu a carta próximo ao fim do seu ministério em Éfeso (16. e milhares de prostitutas profissionais serviam no templo dedicado à sua adoração. ele escreveu a carta que conhecemos como 1 Co. Pouco depois. O Espírito Santo em Ação As manifestações ou dons do Espírito formam as passagens mais conhecidas sobre o ES (caps 12-14). O Espírito da cidade apareceu na igreja e explica o tipo de problemas que as pessoas enfrentavam. Situava-se na parte da Grécia e a península de Peloponeso. Contexto Histórico A carta revela alguns problemas culturais gregos típicos dos dias de Paulo. Os gregos eram conhecidos por sua idolatria. casamento e divórcio. Corinto era uma das cidades comerciais mais importantes da época e controlava grande parte das navegações entre o Oriente e o Ocidente. a Ceia do Senhor. 101 . membro da igreja em Corinto fez um relato a Paulo sobre a existência da facções divisórias na igreja. A principal divindade da cidade era Afrodite (Vênus). Mas não devemos fazer vista grossa ao papel do ES em revelar as coisas de Deus ao espírito humano de uma maneira que impede todas as bases para o orgulho (2. Talvez o mais iluminador entre o debate atual da igreja em geral seja a maneira como o apóstolo direciona os coríntios a um equilibrado emprego de falar línguas. Eles podem ter associado algumas das extravagâncias frenéticas do paganismo com o exercito de dons espirituais (12. Paulo enviou imediatamente Timóteo a Corinto (4. incesto.11) e descreve a igreja como seu Corpo (cap 12). Visto que Paulo.uso do véu. ele enviou uma carta à igreja ( 5.1º Coríntios Autor: Paulo Data: Cerca de 56 dC Autor A autenticidade de 1Co nunca foi seriamente desafiada. Para remediar a situação.10). que depois se perdeu. Então. ingestão de alimentos oferecidos a ídolos. Conteúdo A carta consiste na resposta de Paulo a dez problemas separados: Um espírito sectário. fornicação. De especial importância são as poderosas conseqüências da ressurreição de cristo para toda a criação (cap 15). Antes que pudesse escrever uma carta corretiva. 2Co 12. ele recebeu relatórios perturbadores sobre a complacência moral existente entre os crentes de Corinto. processos. Cristo Revelado A epístola contém uma revelação inigualável sobre a cruz de Cristo como uma oposição a todas as jactâncias humanas (caps 1-4) Paulo cita Cristo como nosso exemplo em todo comportamento (1. Ele continuou a levar a correspondência adiante e a cuidar da igreja depois de sua partida (5. A cidade era infame pela sua sensualidade e prostituição sagrada. filosofias divisórias.8) ela pode ser datada cerca de 56 dC.9-11). Mesmo seu nome tornou-se um provérbio notório: “corintizar” significava praticar prostituição.1-17).1. dons espirituais e a ressurreição do corpo. Em estilo e filosofia. aparentemente. a epístola pertence a Paulo Data Paulo estabeleceu a Igreja em Corinto pro volta de 50-51 dC. chegou outra delegação de Corinto com uma carta fazendo-lhe certas perguntas(7.

1 VII.12-20 V.Esboço de 1º Coríntios Introdução com saudação e ação de graças 1. O problema de manifestações espirituais que se originaram de uma abuso do dom de línguas 12. O problema de abuso sexual do corpo oriundo de uma aplicação errônea do ensinamento ético de Paulo 6.4 O papel dos líderes religiosos mostra que eles são importantes.1-13 III.2-16 VIII.21 O contraste entre a sabedoria divina e a humana sobre a cruz mostra o erro de um espírito sectário que se origina da sabedoria humana 1. O problema de diferença ética entre irmãos causado pela ingestão de alimento oferecido aos ídolos 8.114.1-11. O problema da disciplina da Igreja interna ocorrida devido a um caso de incesto 5.1-40 VI. 1-40 X. especialmente nas áreas de sexo. 9.5-4. casamento e escravidão.1-11. O problema do relacionamento entre a esfera secular e a vida espiritual do crente. O problema da ressurreição dos mortos 15. Concluindo observações pessoais 16.1-13 O exemplo pessoa de Paulo antecede a seus direitos. O problema de um espírito sectário que surgiu de uma preferência por lideres religiosos devido à sua suposta sabedoria superior 1. 7.1-58 XI.1-31 A necessidade de amor 13.40 A necessidade de diversidade 12.17-34 IX.1 O princípio básico do amor versus conhecimento 8. mas nunca motivo para jactância 3. O problema de processos entre os cristãos perante cortes públicas 6.5 Uma repreensão aberta por comparação irônica do orgulho coríntio com a loucura de Paulo 4.1-27 A aplicação do principio em comportamento e ação 10. O problema de profanar a Ceia do Senhor 11.1-13 A necessidade de controle 14. O problema do papel dos sexos à luz da retirada do véu 11.1-24 Índice 102 .6-21 II.10-3.10-4.1-9 I.1-11 IV.

durante seu caminho de volta a Corinto.4.4-6).3-4. A segunda parte. caps. 8-9. Jesus é o foco de nossa vida futura. 103 . os caps 10-13. Os vários episódios na interações entre Paulo e os coríntios podem ser resumidos conforme a seguir: A visita de Fundação a Corinto durou cerca de dezoito meses. mostrando sua profunda emoção.56 dC Contexto Histórico e Data 2Co reflete. contendo inúmera referências às dificuldades que ele enfrentou no curso de seu ministério (11.9). 7. Ele é o foco de nossa presente vida neste mundo.8 . Conteúdo 2Co consiste de três partes principais.6-8) Paulo escreveu 2Co da Macedônia. embora alguns estudiosos tenha sugerido que 2Co 10-13 possa ter sido parte dela.11. pois Cristo é a própria imagem de Deus (4. em 55 ou 56 dC A visita final de Paulo a Corinto (At 20). Proclamamos a Jesus como Senhor e nós mesmo como servos por seu amor a ele (4. sua lealdade inflexível à verdade do evangelho e sua indignação implacável ao confrontar aqueles que rompem o companheirismo da igreja. por volta de 50 dC.5). Portanto. Nós experimentamos sua fraqueza. entregue por Tito (2Co 2. tornou-se “pecado por nós.2º Coríntios Autor: Paulo Data: Cerca de 55 .10-12).9-20).17). de várias maneiras. mas também sua força. Paulo escreveu um epístola severa. Características 2Co é a mais autobiográfica das epístola de Paulo. à medida que procuramos levar “cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (10.3-7. Ele também é o foco de nosso serviço a Deus. Paulo as menciona para estabelecer a legitimidade de seu ministério e para ilustrar a natureza de verdadeira espiritualidade.1. que At não registra. até a redação desta epístola. Nós compartilhamos não apenas a vida e a glória de Cristo.9) Paulo escreveu 1Co em Éfeso por volta de 55 dC Uma breve porém dolorosa visita a Corinto causou “tristeza” a Paulo e à igreja (2Co 2. nele.19). e ele não era profissionalmente frio em seu ministério ( 1.23-33). Mais uma vez.13.18). no qual Cristo. para que.9). (1Co 5. em 55 ou 56 dC.14-15). sua disposição de ser fraco de modo que os outros pudessem experimentar o pode de Deus (13. onde experimentamos simultaneamente em nosso corpo mortal “a mortificação do Senhor Jesus” tanto quanto sua vida (4. Entretanto. é “em Cristo” que nos tornamos novas criaturas (5. e a sua disposição de empobrecer. 12. Cristo Revelado Jesus é o foco de nosso relacionamento com Deus.10).5). trata da oferta sendo levantada por Paulo para os santos pobres da Judéia e a Terceira parte. pouco antes de voltar a Jerusalém.14. At 18 Paulo escreveu um epístola anterior a 1Co . que é o “marido” da igreja (11. seu zelo ardente pela glória de Deus.10-11). não há evidências manuscritas que fundamentos esse ponto de vista. tenha ocorrido quando ele escreveu Rm.21). Todas as promessas de Deus para nós são sim em Jesus. A visita dolorosa. fossemos feitos justiça de Deus”(5. Deus veio até nós em Cristo.2. 13. contêm uma mensagem de reprimenda aos caluniadores existentes na igreja. Jesus é o Sim de Deus para nós e nosso Sim para Deus.2) e o juiz de todos os homens (5. Por fim. pois seremos ressuscitados com Jesus (4.2) Depois dessa dolorosa visita. Paulo abre seu coração.N. Os primeiros sete capítulos contêm a defesa de Paulo sobre a sua conduta e o seu Ministério. de modo que os outros pudessem enriquecer (8. provavelmente. o tratamento de Paulo com a Igreja de Corinto durante o período da fundação. e a carta severa fornecem pano de fundo imediato para a redação de 2Co. Essa mudança foi realizada através do maravilhoso ato de graça de Deus.6. Sua vida estava inseparavelmente leigada à de seus convertidos. e dizemos “amém” à estas promessas (1.14). reconciliando o mundo consigo (5. Não possuímos a epístola Severa. mas também sua morte (4. Ao defender seu ministério. Nós vemos a glória de Deus somente em Jesus e só nele somos transformados por essa glória (3. 7. “que não conheceu pecado”. Ele revela o seu forte amor pelos coríntios. 5.

3-11 Mudanças de Planos 1.5-15 Tolerância mal orientada dos coríntios 11.13-15 Uma delegação honrada 8. mais provavelmente. um deleite de companheirismo que o Espírito nos dá com Cristo e com todas as pessoas que amam a Cristo.17).15 Macedônios e Jesus como exemplos 8.O Espírito Santo em Ação O ES é o poder do NT (3.16 Consolação e sofrimento 1. experimentamos um milagre.13). nós asseguramos que todas as promessas de Deus são Sim em Cristo e que somos ungidos e “selados” como pertencendo a ele (1. Paulo terminou sua epístola com uma bênção.12-18 Zelo de Deus pela Igreja 11.20-22).16-18).5-11 Perturbação em Trôade 2. Explicação do Ministério de Paulo 1. Generosidade ao dar 8. pois “a letra (sozinha) mata”.16-24 Preparação conveniente do dom 9.4 Perdoando o ofensor 2. Saudação 1. Há liberdade pra contemplar a glória revelada do Senhor e para nos transformarmos mais e mais de acordo com a imagem que contemplamos. Isso poderia indicar um sentido da presença do Espírito ou. que incluía a “comunhão (companheirismo) do ES” (13.11-14 Índice 104 .3-7. Defesa e uso da autoridade apostólica 10. Esboço de 2º Coríntios I.16-21 Jactância relutante de Paulo 11. A obra do ES é evidente na renovação interna diária (4.6-16 IV.10-12 Compartilhando recursos 8. no conflito espiritual (10.1-11 Repreensão por comparações tolas 10.13 Anúncio da terceira visita 12.14-13.1-5 Bênção de dar 9.4 Deleitando-se com o relatório de Corinto 7.10 Repreensão por avaliação superficial 10.1-5). Nós não apenas lemos a respeito da vontade de Deus na “letra” das Escrituras.1-4 Comparação com falsos apóstolos 11. experimentamos progressivamente e incorporamos a vontade de Deus e nós mesmo nos tornamos epístolas de Cristo.1-9. prodígios e maravilhas” do ministério de Paulo (12.10 V.1-2 II.12-13 Natureza do ministério cristão 2.3-5) e nos “sinais.1-9 Cumprindo as boas intenções 8. Quando nos submetemos à obra do ES. através do dom do “penhor do Espírito em nossos corações”.16).5-16 III.12). aí há liberdade” (3.12-2.6) muda nossa maneira de viver abrindo nossos olhos à realidade viva que lemos. O ES nos dá liberdade para vermos e liberdade para sermos o que Deus quer que sejamos (3. Portanto. Achamos que “onde está o Espírito do Senhor.14-7.22-12. Saudações finais 13.6).1-13. pois ele torna real para nós as ~provisões presentes e futuras de nossa salvação em Cristo. A experiência presente do Espírito é especificamente um “penhor” do corpo glorificado que receberemos um dia (5. “conhecida e lida por todos os homens” (3.2). O Espírito que vivifica (3.

do próprio eu (2. Listra e Derbe. 5. Paulo também descreve uma dinâmica união de fé com Cristo (2. também foi usada por Pedro pra explicar o derramamento do ES no Pentecostes (At 2. Data A questão da data de Gálatas depende principalmente da correlação de 2. 2 posse ser identificado com a chegada da fome em At 11. nos libertar da tirania da lei (v. Em 5. Conteúdo Gálatas contém divisões biográficas. doutrinárias e práticas de dois capítulos cada.5). Estes versos ensinam que receberemos o Espírito através da fé e que Ele continua a se manifestar no poder à medida que caminhamos na fé. visivelmente retratada no batismo (3. No séc. Paulo declara tanto sua divindade (1.26) em uma posição de liberdade (2. Paulo exorta os gálatas pra usarem adequadamente sua habilidade cristão e para não abusarem da mesma. Na terceira. doutrinária. bem como a forma de justificação. o evangelho fornece meios para se obter a justiça que a Lei exige. A Galácia não era uma cidade.16-25. que prontamente admitiram que tinham iniciado sua vida cristã através do Espírito. 16-17).4). em sua terceira viagem missionária. Em 3.30.1).N.Gálatas Autor: Paulo Data: Cerca de 55 . A frase “a promessa do Espírito”. III aC.16) quanto sua humanidade (3. em que Paulo pergunta aos Gálatas. (caps 3-4). A principal ênfase do apóstolo está na crucificação de Cristo como base para a libertação do crente da maldição do pecado (1. que incluía várias cidades. Somente o ES. Na primeira seção (caps. aplicação prática da doutrina ( caps. A palavra “maravilhas” refere-se às manifestações carismáticas do Espírito evidenciadas por sinais externos. Na segunda seção.28). Ao invés de dar lugar ao pecado. quando uma tribo de pessoas da Gália migrou para o local. como os descritos em 1Co 12-14. Cristo Revelado Paulo ensina que Jesus coloca aqueles que têm fé nele (1. 4. I dC. onde os gálios tinha se estabelecido. Paulo apresenta uma série de argumentos e ilustrações para provar a inferioridade da lei em relação ao evangelho e para estabelecer o verdadeiro propósito da Lei. Paulo defende sua autoridade apostólica. 4.22-23). 1-2). Paulo enviou esta carta para as igrejas na província da Galácia. que ele próprio revelou a Paulo (1. Embora o cap.2-3.14). designava a província romana na parte centro-sul da Ásia Menor. em 3.12. Paulo descreve um conflito feroz e constante entre a carne. O verbo “dá” sugere um fornecimento contínuo com generosidade.18) e fazer com que o fruto da santidade cresça em nossas vidas (vs. politicamente. Icônia. Seu nome originou-se no Séc. Uma passagem importante é 3.16. quando estava na Macedônia ou em Corinto.5.3. 105 . mas uma região da Ásia Menor. 5-6). quando nos submetemos passivamente ao seu controle e caminhamos ativamente nele.4. enquanto “opera” indica que Deus continuava a fazer maravilhas através dos crentes cheios do Espírito que não tinha se entregado ao legalismo.14.20). libertando-os da servidão ao legalismo e à libertinagem. O que ele quer dizer é que o mesmo espírito que os regenerou faz com que a nova vida deles cresça.1-10 com a visitas de Paulo a Jerusalém registradas em At.33). uma área que incluía as cidades de Antioquia.4. são encontradas poucas dificuldades para relacionar a carta com os acontecimentos de At 15.56 dC Destinatários Gálatas é a única cara que Paulo endereçou especialmente a uma grupo de Igrejas. Paulo faz um pergunta semelhante relacionada ao ES. o termo “Galácia” era usado geograficamente pra indicar a região centro-norte da Ásia Menor. e o Espírito que habita em nós.12).1. 6. a nossa natureza propensa ao pecado. por que eles estavam buscando maturidade espiritual realizando obras da lei. Paulo provavelmente tenha escrito a carta por volta de 55 ou 56 dC.9 . Em relação à pessoa de Cristo. O Espírito Santo em Ação Os judaizantes estavam errados sobre as formas de santificação. A linguagem que ele usa indica uma experiência do Espírito que se estendeu além da recepção inicial dos gálatas. pode nos permitir morrer pela carne (vs. 3.16.20) e da lei (3.

Conclusão 6. Doutrina: Paulo defende seu evangelho 3.1-15 Para caminhar através do Espírito 5. a liberdade certamente acabará em libertinagem.1-10 V.11-24 O reconhecimento de sua autoridade 2.1-10 A manifestação de sua autoridade 2.Esta seção (5.21 A fonte de sua autoridade 1.11-18 advertência contra os legalistas 6.21-31 IV.17 Bênção 6.14-16 Marcas de um apóstolo 6.10 Para usar adequadamente sua liberdade cristã 5.1-10 Saudação 1.10 II. Biografia: Paulo defende sua autoridade 1. Separada da obra do ES de controlar e santificar.11-2.11-21 III. Esboço de Gálatas I.1-5 Deserção dos gálatas 1.16-25) faz parte da exortação de Paulo em relação ao uso adequado da liberdade cristã.11 Por apelo 4.11-13 Centralidade da cruz 6. Introdução 1.18 Índice 106 .31 Com discussão 3.12-20 Por alegoria 4.8-9 Declaração da integridade de Paulo 1. Prática: Paulo exorta os gálatas 5.1-4.6-7 Denúncia contras os judaizantes 1.16-26 Para carregar os fardos dos outros 6.1-6.1-4.

1. ela deve andar. 1: Ele é o redentor (1. um fato relevante para estudar esta epístola.Efésios Autor: Paulo Data: Cerca de 60—61 dC Antecedentes Éfeso era um importante porto da Ásia Menor.17-18. uma vez que ela circulou originalmente para quase o mesmo grupo de igrejas. Filipenses.12. Efésios revela o processo pelo qual Deus está trazendo a igreja para seu objetivo destinado em Cristo. desenvolvendo um relacionamento tão profundo com os efésios que sua mensagem de despedida a eles é uma das passagens mais emocionantes da Bíblia (At 20.5. o recurso de força para seu povo enquanto eles se armam para a batalha espiritual (6. poderoso na batalha. O Espírito Santo em Ação Como com Cristo. 3: Ele é o tesouro em que são encontradas as riquezas inescrutáveis da vida (3. sua sabedoria e seu poder. provavelmente. Lá ele ministrou por dois anos inteiros (At 19. dando-se sem egoísmo para realçar sua noiva— sua igreja (5. a igreja— a expressão atual dele mesmo na Terra (1. mas devido à majestade do Cristo revelado aqui. aquele em quem e por quem a história será definitivamente consumida (1. mas que reina como Rei. ele é o selador.8-19). O objetivo magnífico está na publicação do compromisso de Jesus de construir uma igreja gloriosa. 6.19-22). ele é o revelador.16 como estando presente em Laodicéia ao mesmo tempo em que circulava. não somente por seu grande tema.6. Conteúdo A mensagem pulsante de Efésios é “para louvor de sua (Cristo) glória” (1. Cap. Ocasião e Data Enquanto estava preso em Roma. A palavra glória ocorre oito vezes e refere-se à grande excelência de Deus. caps 1-3 e 2) a prática do crente caps. em 4. a quem Cristo dá força. a igreja aprende onde ela está. e ele é o vencedor que acabou com a capacidade do inferno de manter a humanidade cativa (4.17 e 3.1.6: Ele é o Senhor. autorizando o crente a representar Cristo.3. ele é o Espírito de santidade. Efésios e. a mesma carta mencionada em Cl 4. o apóstolo escreve esta carta encíclica— para se lida por várias congregações.18. 5: Ele é o marido modelo. Confinado e aguardando julgamento (3. ele foi ministrar lá pela primeira vez no inverno de 55 dC.13.8). em 3. Tratava-se de uma das sete igrejas a quem Jesus endereçou suas cartas em Ap 2-3.10).N. Cap. ele é a fonte através da qual todos deve ser continuamente cheios. Os passos básicos de amadurecimento são dados na direção do compromisso da igreja de lutar conta os poderes do mal: 1) antes da igreja ir para a guerra.10 . Cristo Revelado Ef foi chamado de “Os Alpes do NT”. e ele é o que habita nos corações humanos.7). 4. e ele é a “principal pedra da esquina” do novo templo. em 6.17-38). localizado perto da atual Izmir. Em 1.25-27.14). madura e de um ministério “sem mácula. 4-6. 32). ele é o Espírito da unidade. 2: Ele é o pacificador que reconciliou o homem com Deus e que também torna possível a reconciliação entre os homens (2.8-10). Embora Paulo já tivesse estado em Éfeso antes (At 18. Cap. Paulo escreveu Efésios. Ele é que dá a Palavra como espada para uma batalha e o assistente celeste que nos foi concedido para nos ajudar a orar e a intervir até que obtenhamos a vitória. “O grande Cânon da Escritura” e “O ápice real das Epístolas”. e ele é o Senhor ressuscitado que não apenas ressuscitou dos mortos e do inferno. garantindo-nos o amor de Deus (3. Colossenses e Filemom. 107 . derramando sua vida através de seu corpo.16.30.21). Cap.11-18). o ES é revelado em um ministério bastante amplo e através do crente. desejando sustentar a ligação de paz no corpo de Cristo. a carta divide-se em duas seções: 1) a oposição do crente. que consiste de seu próprio povo sendo habitado pelo próprio Deus (2. nem ruga” (5.17-19). que pode se entristecer por insistência de ocupações carnais. iluminando o coração para aprender o propósito de Deus.27).10).15-23). Cap. em 1. e 2) antes de andar. ele é o doador. em 4.20). em 5.

9 Buscar a vontade e sabedoria de Deus 5.10-20 A realidade da batalha invisível 6.1-6 Para aceitar a graça e dons com humildade 4.15-23 Para a experiência que compartilha da vitória de Cristo 1.18-21 Conduzir todos os relacionamentos de acordo com a ordem de Deus 5. A oração de poder do Apóstolo 3.1-2 I.22-6.20-21 VI.3-8 Parceria no propósito de Deus 1.17-19 Ao tirar o velho e colocar o novo 4. A oração do apóstolo por discernimento 1.8-13 V.22-23 III.14 Ao recusar a falta de inclinação mundana 4. A responsabilidade do crente 4. presente e futuro do crente 2.13-17 A Ação envolvida na batalha 6.19-22 IV.9 IX. A posição do crente em Cristo 1.17-5.15-17 Manter a plenitude do Espírito através de louvor e humildade 5.7-11 Para crescer no ministério como parte do corpo 4.20-32 Ao Brilhar como filhos da luz 5.12-16 VII.1-16 Para alcançar a unidade com diligência 4.21-24 Índice 108 .17-19 A igreja e glória de Deus 3.10-12 Armadura para o guerreiro 6.15-23 Para corações que vêem com esperança 1.14-16 Por fé e amor através da habitação de Cristo 3.11-12 A nova união e paz atual 2.1-3 A nova ordem da vida amorosa de Deus 2.1-22 A ordem passada dos mortos que vivem 2.3-14 Bênçãos de total redenção 1.15-6.1-7 O ministério que é dado a cada crente 3. A vocação do crente para a batalha espiritual 6.4-10 A antiga separação e falta de esperança 2.1-13 O ministério concedido a Paulo 3. O ministério e mensagem do apóstolo 3.14-21 Por força através do ES 3.19-21 A igreja: o copo de Cristo 1.18-20 Observações finais 6.9-14 II.8-14 VIII.13-18 A Igreja: Edifício de Cristo 2. O passado. A vocação do crente para a vida cheia do Espírito 5.Esboço de Efésios Saudação de abertura 1. O chamado do crente para a pureza 4.

O Espírito Santo em Ação A obra do Espírito em três áreas é mencionada na carta. Para Paulo. baseada na experiência do poder de sua ressurreição. As ofertas. “o fruto que aumente nossa conta”. e invocava seus leitores para sempre regozijarem em Cristo. como sofrimento e perseguição. a igreja apresentava um forte zelo missionário e era constante em seu apoio ao ministério de Paulo (4. A nota dominante por toda a cara é a alegria triunfante. são apenas uma expressão de seu espírito de comunhão. 4. sofrer por ele era um privilégio.15-16. à encarnação e à exaltação de Cristo. Devido essa convicção. pessoal e informal. Cristo Revelado Para Paulo. Paulo estabeleceu a igreja durante sua segunda viagem. O Espírito Santo também promove 109 . o apóstolo descreve a atitude de Cristo. embora prisioneiro. Paulo fala da alegria do Senhor.19). conhece-lo era sua maior aspiração.Filipenses Autor: Paulo Data: Cerca de 61 dC Antecedentes At 16.10. Desde o começo.8-9). Sendo assim. Ocasião e Data É mas provável que Paulo tenha escrito esta carta durante sua primeira prisão romana. calor e afeição.11 . por volta de 51 dC. 2Co 11. que tinha trazido a doação de Filipos e quem Paulo estava enviando de volta. a verdadeira alegria não é uma emoção superficial que dependeu de circunstâncias favoráveis do momento. Paulo também descreve uma alegria que surge da comunhão na propagação do evangelho. Seu estilo é espontâneo. enfatizando que somente através de Cristo se alcança a alegria. Paulo. A alegria cristã é independente de condições externas. ele era a própria vida do apóstolo.16. Cristo era mais do que um exemplo.17. Paulo declara que o Espírito de Jesus direcionará a realização do propósito de Deus em sus própria experiência (1. No contexto de cada referência há uma nota de alegria (1. Para sustentar sua exortação de humildade. O fato de essa expectativa ser dominante no pensamento de Paulo é vista em suas cinco referências à volta de Cristo. Essencial para essa alegria é a convicção confiante de autoridade de Cristo. esta é a mais bela cara de Paulo. Para Paulo.12-40 registra a fundação da igreja de Filipo. a vida de Paulo ganhou sentido. Paulo desfrutou de uma amizade mais próxima com os filipenses do que com qualquer outra igreja. Conteúdo A mensagem permanente dos filipenses diz respeito à natureza e base de alegria cristã.21-23) A alegria apresentada em filipenses envolve uma expectativa ávida da volta eminente de Cristo. Ele também elogiou calorosamente Epafrodito. É uma carta ética e prática em sua ênfase e está centralizada em Jesus. 3. 2. que renuncia à glória dos céus para sofrer e morrer por nossa salvação (2. para agradecê-los pela contribuição que tinha recebido deles. Mesmo a morte tornou-se uma amiga.6. ou como ele coloca em 4. Pregar Cristo era sua grande paixão. pois o levaria a uma maior experiência da presença de Cristo (1. e é possível mesmo em meio a circunstâncias adversas.N. Seu principal desejo para seus leitores era de que eles pudessem ter a mente de Cristo. era muito feliz. Primeiro. apresenta-nos um diário íntimo das próprias experiências espirituais de Paulo. por volta de 61 dC. cheia de ternura.20. entretanto. A Alegria definitiva surge da comunhão com Cristo ressuscitado e glorificado. Características Em muitos aspectos. ele apresenta a declaração mais concisa do NT em relação à pré-existência. como ocorre com todas as outras graças cristãs.5-11). São realçadas tanto a divindade quanto a humanidade de Cristo. cristo é a soma e a substancia da vida. Ele começa a carta agradecendo aos filipenses pro sua parceria na propagação do evangelhos através de suas ofertas monetárias. a alegria cristã é uma conseqüência de estar em comunhão ativa com o corpo de Cristo.5). Por toda a carta. Ao fazê-lo.

unidade comunicação com o corpo de Cristo (2.1). A participação comum nele cria uma unidade de propósito e mantém uma comunidade de amor. Então, em contraste com a observância ritual inerte dos formalistas, o Espírito Santo inspira e direciona o louvor dos verdadeiros crente (3.3).

Esboço de Filipenses
Introdução 1.1-11
Salvação 1.1-2 Ação de graças 1.3-8 Oração 1.9-11

I. Circunstância da prisão de Paulo 1.12-26
Avançaram o evangelho 1.12-18 Garantiram a bênçãos 1.19-21 Criaram um dilema para Paulo 1.22-26

II. Exortações 1.27-2.18
Vida digna do evangelho 1.27-2.4 Reproduzir a mente de Cristo 2.5-11 Cultivar a vida espiritual 2.12-13 Cessar com murmúrios e questionamentos 2.14-18

III. Recomendações e planos pra os companheiros de Paulo 2.19-30
Timóteo 2.19-24 Epafrodito 2.25-30

IV. Advertências contra o erro 3.1-21
Contra os judaizantes 3.1-6 Contra o sensualismo 3.17-21 Conclusão 4.1-23 Apelos finais 4.1-9 Reconhecimento das dádivas dos filipenses 4.10-20 Saudações 4.21-22 Bênção 4.23 Índice

110

N.12 - Colossenses
Autor: Paulo Data: Cerca de 61 dC Antecedentes
Paulo nunca tinha visitado Colossos, uma pequena cidade na província da Ásia, cerca de 160 km de Éfeso. A igreja foi uma conseqüência de seu ministério de três anos em Éfeso, por volta de 52 –55 dC (At 19.10; 20.31). Epafras, um nativo da cidade e provavelmente convertido pelo apóstolo, talvez tenha sido o fundador e líder da igreja ( 1.7-8; 4.12-13). A igreja aparentemente se reunia na casa de Filemom (Fm 2).

Ocasião e Data
Estudiosos conservadores acreditam que esta carta foi escrita em sua primeira prisão romana, por volta de 61 dC. Em algum momento da prisão de Paulo, Epafras solicitou sua ajuda para lidar com a falsa doutrina que ameaçaca a igreja em Colossos (2.8-9). Aparentemente, essa heresia era um mistura de paganismo e ocultismo, legalismo judaico e Cristianismo. O erro parece com uma antiga forma de gnosticismo, que ensinava que Jesus não era nem completamente Deus e nem completamente homem, mas apenas um dos seres semidivinos que ligavam o abismo entre Deus e o mundo.

Características
Nenhum outro livro do NT apresenta mais completamente autoridade universal de Cristo ou a defende tanto cuidado. Combativo em tom e abrupto em estilo, Colossenses tem uma semelhança próxima com Ef em linguagem e assunto. Mais de setenta dos 155 versos de Ef contêm expressões que ecoam em Cl. Por outro lado, Cl tem vinte e oito palavras que não se encontram em mais nenhum outro lugar escrito de Paulo, e trinta e quatro que não se encontra em lugar nenhum do NT.

Conteúdo
Os falsos mestres em Colossos tinha rebatido algumas das principais doutrinas do Cristianismo, nada menos que a divindade, a autoridade absoluta e suficiência de Cristo. Cl apresenta Cristo como o Senhor supremo cuja suficiência o crente encontra perfeição (1.15-20). Os primeiros dois capítulos apresentam e defendem essa verdade; os últimos dois desvendam as implicações práticas. A supremacia de Jesus Cristo depende da unicidade dele com o eterno e amado Filho e Herdeiro de Deus (1.13,15). Nele habita a totalidade dos atributos, essência e poder divinos (1.19; 2.9). Ele é a revelação e representação exata do Pai, e tem prioridade em tempo e primazia em categoria sobre toda a criação (1.5). Sua suficiência depende de sua superioridade. A convicção da soberania absoluta de Cristo impulsionou a atividade missionária de Paulo (1.27-29). Paulo declara a autoridade de Cristo de Três formas primarias, proclamando, ao mesmo tempo, sua adequação. Primeiro, Cristo é o Senhor de toda a criação. Sua autoridade criativa abrange todo o universo material e espiritual (1.16). Como isso inclui os anjos e planetas (1.16; 2.10), Cristo merece ser louvado ao invés dos anjos (2.18). Além disso, não há motivo para temer os poderes espirituais demoníacos ou buscar supersticiosamente a proteção deles, pois Cristo neutralizou o poder deles na cruz (2.15), e os colossenses compartilhavam de seu triunfante poder de ressurreição (2.20). Como soberano e potestade suficiente, Cristo não é apenas o Criador do universos, mas também o preserva (1.17), é seu princípio de união e meta (1.16). Em segundo lugar, Jesus é o superior na igreja como seu Criador e Salvador (1.18). Ele é a vida e líder dela, e a igreja só deve submeter-se a ele. Os colossenses dever permanecer arraigados a ele ( 2.6-7) ao invés de se encantarem com especulações e tradições vazias (2.8,16-18). Em terceiro lugar, Jesus é supremo na salvação (3.11). Nele somem todas as distinções criadas pelo homem e caem as barreiras. Ele transformou os cristãos em uma única família onde os membros são iguais em perdão e adoção; é ele quem importa, em primeiro e em último lugar. Portanto, contrário à heresia, não há qualificações ou exigências especiais para vivenciar o privilégio de Deus (2.8-20). Os caps. 3-4 lidam com as implicações práticas de Cristo na vida diária dos colossenses. Paulo usa a palavra “Senhor” nove vezes em 3.1-4.18, o que indica que a supremacia de Cristo invade cada aspecto de seus relacionamentos e atividades.

111

Cristo Revelado
Paulo eleva Cristo como o centro e circunferência de tudo que existe. O encarnado Filho de Deus, ele é a revelação e representação exata do Pai (1.5), bem como a encarnação da total divindade (1.19; 2.9). Ele, que é Senhor da criação (1.16), da igreja (1.18), e da salvação (3.11), habita os crentes e é sua “esperança e glória” (1.27). O supremo criador e mantenedor de todas as coisas (1.16-17) também é um salvador suficiente para seu povo (2.10).

O Espírito Santo em Ação
Cl tem uma única referência explícita ao ES, usada em associação com o amor (1.8). Alguns sábio também entendem “sabedoria e inteligência espiritual” em 1.9 em termos de dons do Espírito. Para Paulo, a autoridade de Cristo na vida do crente é a evidência mais crucial da presença do Espírito

Esboço de Colossenses
I. Introdução 1.1-14
Salvação 1.1-2 Oração de louvor pela fé dos colossenses 1.3-8 Oração de petição pelo crescimento deles em Cristo 1.9-14

II. Apresentação da supremacia de Cristo 1.15-2.7
Na criação 1.15-17 Na igreja 1.18 Na reconciliação 1.19-23 No ministério de Paulo 1.24 –2.7

III. Defesa da supremacia e suficiência de Cristo 2.8-23
Contra a falsa filosofia 2.8-15 Contra o legalismo 2.16-17 Contra o louvor aos anjos 2.18-19 Contra o ascetismo 2.20-23

IV. Supremacia de Cristo exigida na vida Cristã 3.1-4.6
Em relação a Cristo 3.1-8 Em relação à igreja local 3. 9-17 Em relação à família 3.18-21 Em relação ao trabalho 3.22-4-1 Em relação à sociedade não cristã 4.2-6

V. Conclusão 4.7-18
Companheiros de Paulo 4.7-9 Saudações finais 4.10-15 Exortações e bênçãos finais 4.16-18 Índice

112

A resposta de Paulo encheu de esperança e. Paulo e Silas partiram secretamente para Beréia—100 km a sudeste. O povo mediterrâneo do séc. e aqueles que rodeassem a 113 . sua preocupação com o estado da fé que eles tinham. “Mas. foram lá e excitaram as multidões” (At 171. Isso aconteceu quando em sua segunda viagem missionária. Paulo e seu grupo responderam à visão noturna do homem macedônio e navegaram de Trôade para a ilha egéia de Samotrácia e. I estava bastante acostumado a chegada (“vinda”) esplendorosa.7) Muito possivelmente.23). Foi essa a recepção inicial do evangelho no continente europeu. A carta não contém um teologia elaborada como Rm. Paulo estabelece a segunda maior igreja do continente europeu. Os líderes Judeus não estavam contentes com a mudança dos seguidores da sinagoga . o filho do carpinteiro de Nazaré. exorcizou o espírito de adivinhação de uma jovem escrava e foi publicamente espancado e erroneamente preso. Paulo e Silas chegaram a Tessalônica. A ira deles pode ter piorado as hostilidades judaicas. muito próxima da rebelião civil do que o dano público sugerido pelo longo uso de palavras familiares.12-13). Os cristãos vivos se uniriam a eles e seriam arrebatados para encontrar o Senhor no ar este estar para sempre com ele. depois para Neápolis (At 16. o livro é marcado pelo agradecimento em relação ao crescimento da igreja na ausência forçada de Paulo. o apóstolo encontrou a negociante Lídia.3). seu deleite notável em saber da fé inabalável deles Os caps. aqueles que choravam pela perda de pessoas queridas. 4-5 contêm as exortações características sobre assuntos como pureza sexual (4. Os caps. Localizava-se na famosa via Egnatia.13 . Chamar Jesus de “Senhor” era empregar um título de outra forma aplicado ao imperador: “Todos estes procedem contra os decretos de César. Paulo foi para a sinagoga do local e pregou durante várias semanas. paciência e prestabilidade em relação à várias necessidades humanas (5. libertaram os apóstolos e os incitaram a deixar a cidade (At 16. Eles então fizeram acusações de que Paulo e seu grupo tinham “virado o mundo de cabeça para baixo” . era de fato o Ungido— o Messias— prometido há muito pelas escrituras (At 17. na verdade.6 “magistrados da cidade). 5. argumentando que Jesus. seu anfitrião Jasom foi preso. A linguagem de Paulo descrevendo a vinda de Jesus dista dois milênios do vocabulário da tecnologia urbana. a cidade de tessalônica era a capital do distrito da província romana da Macedônia e possuía um excelente porto natural . as autoridades romanas que revisaram o caso tenha incluído os maridos das “mulheres distintas” persuadidas por Paulo. À noite. Aqui. nenhuma repreensão ou heresia ameaçadora como Gl. estima e apoio aos líderes (5. a comissão de Timóteo para voltar a igreja. Jesus” (At 17. as autoridade imperiais se desculparam. 1-3 ensaiam as lembranças de Paulo sobre seu ministério entre eles.1-3). portanto. alegre e antecipada de um visitante ral. relata Lucas. Portanto em três cidades sucessivamente— Filipos.Uma acusação muito séria. E era governada por politarcas . IV aC.8-12) Aqui. de modo que Paulo ter de pagar fiança. caridade responsável ( 4. Tendo recebido o nome da irmã de um rei macedônio no final do séc. seriam os primeiros a serem ressuscitados. Data Dos cálculos baseados na inscrição de Gálio— uma cópia pública de uma carta do imperador romano ao procônsul de Acaia— Pode-se afirma que 1 Ts foi escrito em 50 ou 51 dC Características e Conteúdo Escrita primeiro em um tom de alívio e gratidão. dizendo que há outro rei.9-12). Tessalônica e Beréia— Paulo e seu grupo partiram em meio à inquietação civil e tiveram seu trabalho interrompido no meio. Os mortos em Cristo. Viajando cerca de 150 km em direção a sudeste. logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus também era anunciada por Paulo em Beréia. de consolo. “Como tinha por costume”. os cidadãos sairiam da cidade para encontra o visitante real— que vinha com um amplo cortejo. uma grande estrada militar romana que ia desde a costa balcânica ocidental até a atual Istambul. (At 17.uma classe de oficiais peculiar à região.1-8. Como não conseguiram encontrar Paulo.N.14-15). No dia indicado.13-40). Um grande Consolo!.1º Tessalonicenses Autor: Paulo Data: Cerca de 50 dC Origem da Igreja em Tessalônica O evangelho chegou à Europa pela primeira vez em 49 dC. nem conselhos pastorais extensivos como em 1Co. Grito de aclamação e boas-vindas surgiriam à medida que ele passasse. Ao saber que Paulo e Silas eram cidadãos romanos.

Deus ressuscitou Jesus e ressuscitará os mortos que confiaram nele (1. que.9). como ele mesmo. mas para aqueles que o servem.9). Os crentes de antes e de agora têm uma posição espiritual mística “no Senhor” (1. ele é o receptor de agradecimentos (1.1-5.2.1. “Dia de Cristo”). A vontade de Deus se relaciona com a pureza moral (4. Lembrança do Ministério de Paulo 1.14. oposto de ídolos (1. paz (5. 5.17-20 Missão de Timóteo e Alívio de Paulo 3. a vinda de Cristo acontece de um final de carta (1.14-15) fornecem um exemplo aos crentes que sofrem agora (1.6.10. acima de tudo. e no Espírito Santo.1 II. é a fonte da ira e do desagrado (2.19). O tema da volta de Cristo. 1Ts 5. para encontrar o rei que vem do céu.13 114 . coragem (2.28).7).23) e aprovação (2.1.13-16 Ansiedade de Paulo pelos tessalonicenses 2.11 IV. 3.11. o Pai (1.1-10 Esperança contínua de Paulo de ver os tessalonicenses 3.12-13 Paz na comunidade 5. o conquistador dos mortos. embora concentrado em 4. mas para o que Paulo pede aceitação verificada: suas palavras deveriam ser lidas “a todos os santos irmãos” (5. Em 1Ts.18).12-28 Respeito pelos líderes 5. também é abordado em 5. “mas também em poder.14-15) mas que. 2. o “evangelho de Deus”(2. o “Dia do Senhor” (5.8).1-12 Agradecimentos pela resistência dos tessalonicenses 2.5). 2Ts 2.10) ao outro (5. todavia.10) dá conforto aos aflitos (4. sugerindo uma mistura balanceada de discussão intelectual.19-21 releva um caráter vivamente carismático do louvor em Tessalônica— a atividade profética que alguns estavam inclinados a conquistar.11) e alegria aos que o esperam (2.27). Quando o evangelho chegou em Tessalônica .11 Para o presente: qualidades de estilo de vida 4.5). o poder do Espírito (provavelmente com “sinais” e maravilhas”) e profunda resposta pessoal.1-11.9).2.2). mas também com a ação de graças contínuas (5.13-5.19-20).13-18. Havia alegria e admiração com a chegada esplendorosa do rei.2. 2. Na verdade.estrada então se uniriam ao monarca que iria a um determinado. Esse será seu dia. Conselhos finais 5.4). esperança e caridade dos tessalonicenses 1. Mas. Cristo Revelado Jesus é o Filho de Deus (1. Ali seriam feitos reconhecimentos e premiações especiais (2. 4. ele não veio somente em palavras. Começo típico da carta 1.10.8). é pratica o suficiente para ser a base do respeito pra governar os anciãos (5. Cada capítulo em 1 Ts refere-se a esse acontecimento futuro decisivo. cuja volta esperada co céu (1.3. Esboço de 1º Tessalonicenses I. 4.6). 4. 5. A espera da volta de Cristo 4.10. 2. cuja morte e ressurreição (1. O Espírito inspira alegria mesmo quando em meio à aflição (1.2-10 Como Paulo ministrou lá 2.1-12 Para o futuro: a volta de Cristo 4. Deus Pai Revelado Deus.3.13 Agradecimentos à fé.13.15-16) àqueles que se opõem a ele.10). Assim há de ser quando os vivos e os mortos forem para cima.12). O Espírito Santo em Ação Todos os cristãos podem afirmar que foi Deus quem “nos deu também o seu ES” (4. Deus é a fonte e o fim de tudo o que se relaciona com a vida natural e espiritual. A graça vem de Cristo (5.14).16).2-3.2.11-13 III.23). 3. e em muita certeza” (1.17-18. a testemunha incontestável (2.13). Ele é o Deus vivo e genuíno (1. Sua palavra. em 1Ts Cristo surge como o Rei que volta.13.9) e origem da salvação (5.8-9) notadamente chega através de palavras humanas (2.18). serão ressuscitados no futuro (1.3.1. 4. como em vários lugares da Bíblia.

Ajuda aos necessitados 5.14 Vivência cristã 5.15-22 Índice 115 .

3. está claro que os crentes sofreram algumas perseguições e opressão— da mesma forma que Paulo e Silas. nosso Pai. mais importante. A obra de santificação do ES pode ser vista como uma maneira de encarar a intenção de Deus de salvar seu Povo.5) e os torna dignos de seu chamamento de salvação (1.8).11). Em 2Ts. Esse dia.2). cuja seleção para a salvação por Deus “desde o início” o apóstolo descreve pormenorizadamente como “santificação do Espírito e fé da verdade “ (2. Freqüentemente nas cartas tessalonicenses.11-12. Ele escolheu (2. em 2TS Paulo engrandece a Deus pelos tessalonicenses. “o ministério da injustiça” (2. As igrejas são dele (1. Em primeiro lugar.13). chamada de “anticristo” nas cartas de João. 2Ts.11) e que não conhecem (1.4). diz Paulo (2. sua posição espiritual encontra-se em “Deus. está se desenvolvendo um corpo de crenças cristãs definidas.3. não trabalhando.2).6) e permite a ilusão àqueles que desprezam a verdade (2.21.13).11). 3. Deus é visto como Pai (1.9). ou assim afirmada (2. Embora a igreja seja geograficamente localizada em tessalônica. “que alguns entre vós andam desordenadamente. amor e paciência (3. 2.7. Ainda assim.10. A estabilidade e persistência e paciência em meio as adversidades.16. Tanto em 1Ts como em 2Ts (1. se autodenominará Deus(2.1).14). surge um problema diferente.14 .2). escrevendo a primeira carta.10.1. Como em 1Ts. ele relembra seus leitores a continuar com as coisas que ele ensinou antes (1Ts 2.12).7) já operava nos dias de Paulo.17-3. 3. Mas um poder— não identificado claramente pelo apóstolo– resiste e controla o homem do pecado de forma a impedi-lo de interferir na consumação do curso dos acontecimentos humanos por Deus através da volta de Cristo na segunda vinda. 1Co 14.18).4) elas descansam nele (1.3).4. Essa figura.4-7). Duas vezes em 2Ts (2.15. Cristo Revelado A coigualdade de Cristo com Deus recebe atenção especial neste livro. O Espírito Santo em Ação Na única referência direta ao ES. sugerindo que Paulo escreveu a segunda carta algumas semanas após a primeira. “Ouvimos”. 2Ts 2.” Pelo visto.5) e objeto de agradecimento (1.crenças fixas dentro das igrejas— como uma verificação sobre a doutrina carismática. o Senhor Jesus virá de novo (1.2. Paulo rapidamente escreveu 2Ts para ressaltar a maneira correta de compreender a volta do Senhor.16). 2. o homem do pecado será revelado—”O filho da perdição” (2.16) a fonte de graça (1. haverá uma apostasia e.1).15. A volta do Senhor é de importância central em ambas as cartas. e ele.2º Tessalonicenses Autor: Paulo Data: Cerca de 50 dC Autor e Data 1 e 2Ts são bastante semelhantes em linguagem. 1Ts revela que alguns tessalonicenses estavam perplexos com a morte de pessoas amadas e temendo perder a volta do Senhor Jesus. provavelmente os mais antigos livros do NT a serem escritos.20. 2Ts 1. também teria sido escrita por volta de 50 dC.10). consolo e estabilidade (2. 2.8). pois terá grandes poderes. 3.17). Tal doutrina pode ter uma origem falsamente reivindicada pelos carismáticos (“por espírito” 2.5). O espírito de tal figura. O apóstolo apela para a “tradição” .. relacionado à volta do Senhor.N.12) e amor (3. Qualquer que seja a fonte da doutrina errônea. incluindo a capacidade de realizar prodígios (2. havia preocupações evidentes sobre as atitudes desequilibradas relacionadas com a volta do Senhor. não acontecerá até que determinados acontecimentos ocorram.13) aqueles em seu Reino (1. esclarece ele. sempre deve ser testada (1 Ts 5. Já nessas cartas. atraíam o louvor e a gratidão freqüentes do apóstolo (1Ts 1.5. uma alegre satisfação por conhecer sua saúde espiritual (1Ts 2. com “o assopro de sua boca” (2.4. A preocupação de Paulo cm a estabilidade espiritual da igreja o levou a enviar Timóteo e a expressar.8). derrotará o homem do pecado no momento de sua volta (2. Ele enganará muitos.12. A declaração profética do Espírito. se escrito apenas algumas semanas depois de 1Ts.8) e tomará vingança daqueles que não conhecem a Deus (1.4). Ou pode ter surgido em uma carta falsamente atribuída a Paulo. tinha trazido para Tessalônica uma doutrina que anunciava que “o Dia de Cristo estivesse perto” (2. 116 .29).1.6. Deus Pai Revelado Como em outros lugares do NT. desarmado. parar de trabalhar era instigado por uma doutrina errônea de que alguém.16. mas também restituiu os malfeitores (1. 3. Pai e Filho juntos são a fonte da graça e da paz (1.. 3. e no Senhor Jesus” (1.

1-4 autores 1.Esboço de 2º Tessalonicenses I.18 Índice 117 .3-4 II.1 Saudações 1.1-12 III.12 Conseqüência da vinda 1. Começo típico da carta 1.2 Ação da Igreja 1.5– 2.16 À estabilidade 2.17-18 Uma assinatura de crédito 3.17 Um desejo de graça 3.1-5 Contra ociosidade 3.16 IV.5-12 Indicações da vinda 2.1 Endereços 1. Exortação 2.6-13 À disciplina 3.14-15 À paz 3.13-17 À oração 3.13-3. Comentários finais 3. Doutrina 1.

Em virtude de seu trabalho de redenção. As “intercessões” (2. ele ensinou Timóteo como combater os falsos mestres.15-16). e obtiveram em meios às perseguições sucesso.26.1) e o capacitou para o ministério (1. Além disso.16) e proclama sua soberania universal e natureza eterna (6. Paulo relembra Timóteo do “dom” que lhe foi dado através da “profecia”. 3.15). A declaração “o Espírito expressamente diz” (4. ascendeu ao céu (3. e a promessa de sua volta é um incentivo à fidelidade no ministério e à pureza na vida (6.14. com quem ele teve Timóteo. Em 4. Ele.1. Além disso. mas para evitar ofender os judeus. Data Paulo visitou Éfeso por volta de 63 dC. que se faz carne. tal como exigido na nomeação de líderes (At 6.1-7).27). um “bom testemunho” (3. Por enquanto. a maneira de acessar a Deus. Paulo adicionou Timóteo a seu grupo apostólico. tenha se convertido a Cristo durante esse ministério.7) também incluiria o líder ser “cheio do ES”. Sob a sugestão do ES. Tt) nomeiam o apóstolo Paulo como seu autor. Na carta.16).1) ressalta a atividade contínua do ES e a sensibilidade de Paulo a suas sugestões.1-2.12). Como eles iam ministrar entre os judeus. ele partiu. não por causa da justiça. Desde o início desenvolveu-se um relacionamento bastante próximo entre Paulo e Timóteo.2. Jesus é a fonte da graça.12. o Pai (1. Cristo é tanto Senhor (1. Eunice era casada com um gentio.3). Cristo Revelado A divindade de Jesus é evidente. uma capacidade especial de ministrar concedida como um carisma do Espírito quando colocaram as mãos nele. ele é o único “mediador entre Deus e os homens” (2. Era evidente que Timóteo tinha recebido os ensinamentos da religião judaica. É provável que uma judia chamada Lóide. pois Paulo o iguala a Deus. misericórdia e paz (1.6). ele é nossa esperança (1. 118 . deixando Timóteo responsável pela igreja de lá. que “se deu a si mesmo em preço de redenção por todos” (2. ele encontrou Timóteo como membro da igreja local. Quando Paulo retornou a Listra. que comandou o apostolado de Paulo (1.14).1º Timóteo Autor: Paulo Data: Cerca de 64 dC Antecedentes Em sua primeira viagem missionária. O Espírito Santo em Ação As referências diretas ao ES em 1Tm são raras. provavelmente seu único filho.14. Autor Todas as Epístolas Pastorais (1Tm.3. Logo em seguida. uma vez que sua mãe era judia. Conteúdo O trabalho para o qual Paulo nomeou Timóteo envolveu sérias dificuldades. uma cidade da Licaônica. Paulo advertiu Timóteo a ser circuncidado.12. após ser libertado de usa primeira prisão romana.21. 5.14). a antiga tradição insiste unanimemente que Paulo as escreveu. mas seu pais recusou-se a permitir que o filho fosse circuncidado.N. e ele achou necessário escrever uma carta de instrução a seu jovem colaborador que enfrentava problemas.1) são orações que envolvem a assistência do ES (Rm 8. 2Tm. mas ele estava operando desde o começo da igreja em Éfeso (At 19.15 . Timóteo deveria ensinar a fé apostólica e levar uma vida exemplar o tempo todo. e sua filha Eunice. como ordenar o culto da igreja.1). Paulo e Barnabé pregaram em Listra.15) quando salvador (1.5). altamente recomendado por seus líderes ali e em Icônio. 6.14. como escolher os líderes da igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classe na igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classes na igreja. Ele provavelmente tenha escrito a carta em 64 dC.

20-21 Índice 119 .1-6.1-15 Seus líderes 3.16 Seu culto 2. Exortações finais 6.10 III. Instrução relacionada aos deveres pastorais 4.17-19 Para guardar a verdade 6.1-16 Em relação às várias classes na igreja 5.11-21 Para apresentar as reivindicações de Cristo aos ricos 6.11-21 Para manter a fé e militar na fé 6. Instruções relacionadas à igreja 2.1-13 Sua função em relação à verdade 3.Esboço de 1º Timóteo Introdução 1.14-16 II.1-3.1-20 I.10 Em relação à igreja como um todo 4.1-6.

viajando até a Espanha.17-18.3-5 II. como a graça.13). Jesus veio para a terra como homem (2. Cristo Revelado Para Paulo. amor e moderação (1. Cristo aparecerá em sua segunda vinda como o juiz justo (4. somente Lucas estava com Paulo (4.14).1). 4. 2Tm revela emoções de Paulo mais do que seu intelecto. mas agora ele esperava a morte (4.7). mas agora estava confinado a um masmorra e os amigos quase não conseguiam vê-lo. 2. Introdução 1. 2.67 dC Antecedentes Até podemos determinar. Além disso.10. e levado pra Roma.9-11 Devido ao exemplo de Paulo 1. O Espírito Santo em Ação O ES deu a Timóteo um dom e Paulo o exortou a usá-lo ativamente (1.6).13. bem como suas próprias. tendo todos os outros partidos por vários motivos.18. caloroso e carinhoso. Característica Embora Paulo seja conciso e direto. provavelmente em Trôade (4. 2. Ele lembrou Timóteo de suas responsabilidade e o advertiu a se entregar de corpo e alma à sua tarefa.10.1-5 Saudação 1.8).22) e coerente com seu propósito (2. Antes.13).12. Ocasião e Data A carta originou-se devido à preocupação de Paulo com as necessidade de Timóteo. Paulo foi preso de novo.15) e foi ressuscitado (2.16.6-14 Devido à natureza da experiência cristã 1. a paz e mesmo a vida em si. Durante a era das perseguições iniciadas por Nero em 64 dC. Paulo foi libertado da prisão romana pouco depois de At ter sido escrito e empenhou-se em viagens missionárias. Conseqüentemente. Paulo necessitava de algumas coisas pessoais (4.16 . Portanto. a carta não era um produção literária ordenada bem planejada.14. Ele também concede a compreensão espiritual (2. ele esperava ser solto. mas sim uma nota pessoal contendo a última vontade e o testamento do apóstolo.6-8).9-10.1-2 Ação de graças 1. As bênçãos espirituais.13.2º Timóteo Autor: Paulo Data: Cerca de 66 . desejava ver Timóteo e Marcos (4. o ES concede poder. como é provável que ele tenha sido executado antes da morte de Nero em 68 dC.911).12. 3. ele estava em sua própria casa alugada e podia receber visitantes livremente.N.12-14 120 .7). residem nele e derivam dele (1. o evangelho contém mais do que declarações e proposições: é Cristo (1.16). Esboço de 2º Timóteo I. pois seu coração estava falando.11).8.11-12. a misericórdia. Fidelidade face às dificuldades 1. ele também é meigo. Há pouca dúvida sobre Paulo ter escrito esta carta pouco antes de sua morte.1-2.13) e. Anteriormente. Em relação a si mesmo.1. 4. Ele é fiel àqueles que o seguem (1. As circunstâncias de sua segunda prisão foram bastantes diferentes daqueles de seu primeiro encarceramento. em sua solidão.6-8 Devido à grandeza do evangelho 1.8) para ser nosso Salvador (1. Ao escrever esta carta. O ES que em nós habita nos permite ser fiéis ao evangelho confiado a nós e garantir sua pureza (1.8) logo após sua morte. a carta deve ser datada de 66/67.

9-22 Instrução 4.III.8 V.15-18 O caráter da obra de Timóteo 2. Conclusão 4. Fidelidade face ao erro 2.14-4.1-7 A obra redentora de Cristo 2.15-2. Fidelidade face à deserções 1.8-13 IV.16-18 Saudações 4.22 Índice 121 .13 O exemplo de Onesíforo 1.8 Erro doutrinário 2.19-21 Bênção 4.9-13 Advertência 4.1-4.14-26 Erro prático 3.14-15 Explicação 4.

13). ele escreveu para Tito. Mesmo que Tito fosse companheiro e um valioso colaborador de Paulo. passagens como 1.5). Ocasião e Data Embora o NT não registre um ministério de Paulo em Creta.N. Paulo deixou Tito em Creta para cuidar de novas igrejas. Os cretenses não podem mudar a si mesmo (1. Então o apóstolo partiu para outras´áreas de trabalho.4-7) e apresenta sua segunda vinda como um incentivo à vida sagrada (2. Paulo também enfatiza Cristo como nosso redentor (2.Tito Autor: Paulo Data: Cerca de 64 dC Antecedentes É estranho que uma pessoa cujo nome esteja listado entre os livros do NT seja tão pouco conhecida.1-15 Em relação ao mundo todo 3.4 Encargo de Tito 1. Em algum momento a caminho de Nicópolis. Tito tinha de ordenar os presbíteros em cada cidade onde existia o núcleo de uma congregação. Paulo tinha muita estima por Tito e o apostolo se inquietava quando havia pouco ou nenhuma notícia sobre as atividades e o paradeiro do jovem.3) indica que ele não foi criado no judaísmo. escolhendo cuidadosamente as pedras que formam essa habitação para Deus. Introdução 1. Conteúdo A carta a Tito tem uma afinidade com 1Tm.1-3-7 Entre eles mesmos 2. a doutrina correta e a vida santa. Ambas as epístolas ocupam-se com as qualificações daqueles que devem liderar a ensinar as igrejas. Ess campanha provavelmente tenha acontecido em alguns momentos durante 63-64 dC.14.5 II. mantendo a verdadeira doutrina apostólica e sendo capazes de reprovar os opositores.12-13).6-16 Sua qualificações 1.12). Como tinha pouco tempo. esperança e funções de Paulo 1.17 . 3. A pessoa que experimenta um novo nascimento recebe o ES a fim de manter um estilo de vida vitorioso seguindo os moldes do de Cristo (3.10—16 III. Instruções em relação à conduta cristã 2. Tito tinha três grandes temas– a organização da igreja. A carta dá indicações de ter sido escrita durante o outono.5 indicam claramente que ele e Tito conduziram uma missão lá.1-3 Saudação 1.6-8).6-9 A necessidade de administração adequada 1. Instruções em relação aos presbíteros 1.12. não existe nenhuma menção a seu respeito em Atos.12). Tito era grego e evidentemente um convertido de Paulo. Cristo Revelado Fundamentando as instruções de Paulo está o tema de que Cristo está construindo sua igreja.1-7 122 . na Grécia (3. Esboço de Tito I. nem tornou-se um prosélito. provavelmente por volta de 64 dC (3. Eles devia ser homens de alto caráter moral.1-5 Declaração do ofício. e a regeneração só pode ser obra do ES (3. Ambas as epistolas são endereçadas a jovens homens aos quais tinham sido designados de liderança responsável em sua respectivas igrejas durante a ausência de Paulo. e deveriam ser inflexíveis em questões de princípio. após a libertação de Paulo de sua primeira prisão em Roma. O Espírito Santo em Ação O ministério do ES é compreendido por toda a epístola. O fato de Tito não ser circuncidado (Gl 2.

8-11 Para ensinar verdades espirituais 3. Instruções finais 3. Instruções e saudações 3.12-15 Índice 123 .9-11 V.9-11 Pra evitar dissensões 3.IV.

aparentemente depois de danificar ou roubar a propriedade do mestre (vs. O relacionamento próximo de Paulo e Filemom é evidenciado através de suas orações mútuas (vs 4 e 22) e de uma hospitalidade de “portas abertas” (v.7-9. as pessoas podem ver a unidade do Espírito entre todos os santos envolvidos. Parece que Filemom tinha se convertido sob o ministério de Paulo (v. e não tinha direitos.18 . pois ele preenche um “cheque em branco” em nome de Onésimo para quaisquer dívidas a pagar (vs 17-19).5-9). Ele desejava uma verdadeira reconciliação cristã entre o proprietário de escravos lesado e o escravo perdoado. confiança e respeito caracterizavam a amizade deles (vs.10). mas com urgência. Essa transformação. com delicadeza. Conteúdo A epístola é uma expressão autêntica dos verdadeiros relacionamentos cristãos. 11. isto é. A intercessão de Paulo é. Paulo expressa ação de graças por seu amor e fé em relação a Cristo e a seus companheiros crentes. Filemom é desafiado a mostrar o mesmo perdão incondicional que ele recebeu através da graça e amor de Jesus. Ela revela como Paulo endereçou com educação porém firmeza o assunto central da vida cristã. Onésimo. De acordo com a lei romana. Como ele conclui. um de seus escravos tinha fugido para Roma. Paulo. Cristo Revelado Essa epístola aplica poderosamente a mensagem do evangelho. o amor através do perdão.18). A oferta de Paulo em pagar uma dúvida que não era sua em nome de um escravo arrependido é um quadro claro da obra do Calvário. em uma situação muito sensível. e Paulo logo chega a esse tópico. O tom é de amizade calorosa e pessoal ao invés de autoridade apostólica. Ele explica a conversão de Onésimo e o novo valor do escravo no ministério e família de Jesus Cristo (12-16).16). Antes um escravo alienado. Ocasião e Data Paulo escreveu esta carta durante sua prisão romana por volta de 61 dC. os escravos fugitivos poderiam ser severamente punidos e mesmo condenados à morte.2). 1.N. Tíquico e Onésimo aparentemente entregaram as duas cartas (Cl 4. O amor fraternal normalmente exige graça e misericórdia práticas.21) A escravidão era uma realidade econômica e social aceita no mundo romano.21) Características Mesmo sendo a mais curta das epístola de Paulo. além disso. Mesmo a igreja Primitiva não tendo atacado diretamente a instituição da escravidão. Apresenta a persuasão de Paulo em ação. é a base de um novo começo. Onésimo agora também é um “querido Irmão” em Cristo (v. Às revoltas dos escravos no séc. Amor. junto com a profunda amizade de Paulo com os dois homens. Depois de agradecer pessoalmente a Filemom e seus companheiros crentes. Fm 12). Ambos eram iguais perante Deus (Gl 3. Não se trata de um apelo superficial de Paulo. Paulo escreveu para a igreja em Colossos e evidentemente incluiu esta carta a favor de Onésimo. análoga à intercessão contínua de Cristo junto ao Pai em nosso nome. ela reorganizou o relacionamento entre o mestre e o escravo. um cristão rico e dono de escravos. intercedeu por Onésimo e expressou total confiança de que a fé e amor de Filemom resultariam na restauração (vs 5. e ambos eram responsáveis por seu comportamento (Ef 6. que o levou a Cristo (10). O Espírito Santo em Ação 124 . Um escravo era propriedade de seu mestre.Filemom Autor: Paulo Data: Cerca de 60-61 dC Antecedentes Esta carta é o apelo pessoal de Paulo a Filemom. Onésimo entrou em contato com o preso Paulo. e que a igreja colosense se reunião em sua casa (v. 14. Em Roma.28). I resultaram em proprietários temerosos e suspeitos. Fm é uma profunda revelação de Cristo operando na vida de Paulo e daqueles à sua volta. que morava em Colossos. Ele faz a petição já sabendo que o amor e caráter de Filemom prevalecerão.22).

Saudação 1-3 II. foi ativo no ministério de Paulo e na vida da igreja.19 Uma confiança na obediência 20-21 IV. Ação de graças em relação a Filemom 4-7 Louvor pessoal 4 Características dignas de louvor 5-7 III.Mesmo não mencionando especificamente o ES. no corpo de Cristo (1Co 12. È o ES que batiza todos os crentes. seja escravo ou livre. O amor. Petição de Paulo por Onésimo 8-21 Um pedido de aceitação 8-16 Um garantia de reembolso 17. Esboço de Filemom I. fruto do Espírito.13). Preocupações pessoais 22-25 Esperança de libertação 22 Saudações 23-24 Bênção 25 Índice 125 . e Paulo aplica essa verdade à vida de Filemom e de Onésimo. é evidente por toda a carta.

não há menção dos pecados e defeitos daqueles enumerados.1. sacerdotes terrenos. Cristo é o sumo Sacerdote. no séc. descrição da experiência dos crentes (6. A especulação provou-se infrutífera. A maioria das bênçãos do judaísmo relacionava-se com as coisas terrenas: um tabernáculo ou templo terreno. testemunho à inspiração do AT (3. que recebeu o cargo do sumo sacerdote por invocação direta de Deus. enquanto outros sugerem que um dos colaboradores de Paulo.19 . e não por herança (5. bem como pelos pecados de outras pessoas.13 Jesus: Melhor do que os profetas 1.4.11.1-4. indicando talvez que o autor estivessem em Roma ou escrevendo para os cristãos de Roma. usada para descrever a Cristo e os benefícios do evangelho (1.16. 11.4).4). sofrimento e perseguição através da fé. 10. Ele experimentou na carne a provação que todos os crentes conhecem. Cristo Revelado Falar de Cristo em Hb é descrever o livro inteiro. Em contraste. Como nenhum outro livro da Bíblia. de modo que suas iniqüidades não são mais lembradas contra eles. 8.24). Alguns sábios destacam algumas evidências que podem indicar uma autoria paulina. Cristo está “à destra da Majestade. Conteúdo Uma palavra importante da epístola é “melhor”.16.11). 7. não segundo a ordem de Aarão. nas alturas” (1.29).Hebreus Autor: desconhecido Data: Cerca de 70 dC Autor Hebreus não designa seu autor.22. Esboço de Hebreus I. 6. e a melhor conclusão pode ser a de Orígenes.8). sacrifícios terrenos. A superioridade da pessoa de Jesus 1.35. O motivo óbvio é que o sangue de Jesus tinha riscado os pecados e fracassos. Os vs 4-35 registram bênçãos maravilhosas e notáveis vitórias alcançadas através da fé. e por isso ele é capaz de interceder compassivamente em nome deles. Melquisedeque era um tipo perfeito para Cristo. III. enquanto os vs.6. aplicando-se tanto ao período do AT quanto do NT: Os dons do ES para o ministério (2. 8.N.23. interpretação da verdade espiritual (9.40). o escritor enfatiza a superioridade de Cristo perante tudo que o aconteceu antes no período do AT. onde distribui as bênçãos celestes (3.18 126 . 11.7.5-6). que declarava que só Deus sabe ao certo quem o escreveu. mas sim de Melquisedeque.1-3 Jesus: Melhor do que os anjos 1. podem ter escrito o livro.4-2. O Espírito Santo em Ação O ministério do ES é visto de diversas maneiras.3). 36-38 registram aqueles que resistiram a grandes provas. Sendo assim. Cristo ofereceu de uma vez por todas sua própria pessoas sem pecados como o sacrifício perfeito. Data e Localização O conteúdo de Hb indica que foi escrito antes da destruição do Templo em 70 dC (10. insultado pela apostasia (10.15). Ao tentar manter seus leitores distantes da apostasia. Hb salienta a importância e o ministério do Cristo pré-encarnado.22-23). como Barnabé ou Apolo. 11 enumera alguns dos grandes heróis da fé no AT.5. 13.14). Um ponto importante desta epístola é a apresentação do ministério sumo sacerdotal do Senhor. um acordo que prometia a prosperidade terrena. 12.19.34. Significativamente. 9. e não existe unanimidade de tradição em relação à sua identidade. Enquanto o sacerdote arônico tinha que oferecer sacrifícios continuamente por seus próprios pecados. que não tinha antecessores nem sucessores no sacerdócio. O cap.4. 10. assistência no ministério de Jesus (9. A única evidência em relação ao local em que o livro foi escrito é a saudação enviada pelos “da Itália” (13.

Jesus: Melhor do que Moisés 3.1-19 Jesus: Melhor do que Josué 4.1-13

II. A Superioridade do Ministério de Jesus 4.4-10.8
Jesus: Melhor do que Arão 4.14-5.10 O Sacerdócio de Melquisedeque, portanto Jesus, melhor do que o de Arão 7.1-8.5 Jesus é mediador de uma melhor aliança 8.6-10.18

III. A superioridade da caminhada da fé 10.19-13.35
Um chamado à segurança total da fé 10.19-11.40 A persistência da fé 12.1-29 Admoestações sobre o amor 13.1-17 Conclusão 13.18-25 Índice

127

N.20 - Tiago
Autor: Tiago, irmão de Jesus Data: Cerca de 48-62 dC Autor
O autor identifica-se somente como Tiago. O nome era bastante comum; e o NT enumera pelo menos cinco homens com este nome, dois dos quais eram discípulos de Jesus e um era seu irmão. A tradição atribui o livro ao irmão do Senhor, e não há motivos para questionamentos. Evidentemente, o escritor era bastante conhecido, e Tiago, o irmão de Jesus, logo tornou-se líder da igreja em Jerusalém (At 12.17; 15.13-21; 21.18; Gl 1.19; 2.9,12). A linguagem da carta é semelhante à da fala de Jesus em At 15. Aparentemente, Tiago era um descrente durante o ministério de Jesus (Jo 7.3-5). Uma aparição de Cristo a ele após sua ressurreição (1Co 15.7) provavelmente o tenha levado a essa conversão; pois ele é enumerado com os crentes de At 1.14.

Data
O historiador Judeu Josefo indica que Tiago foi apedrejado até a morte por volta de 62 dC; então, se ele é o autor, a carta foi escrita antes dessa data. O conteúdo do livro sugere que pode ter sido escrita um pouco antes do concílio da Igreja relatado em At 15, que se reunião por volta de 49 dC. Não podemos se dogmáticos, e só se pode concluir que a carta provavelmente tenha sido escrita entre 48 e 62 dC.

Conteúdo
Ao invés de especular ou debater sobre teorias religiosas, Tiago direciona seus leitores para uma vida piedosa. Do Início ao fim, o tom desta carta é imperativo. Em 108 versos, são dados 54 mandamentos evidentes, e 7 vezes Tiago chama a atenção para suas declarações usando termos de natureza imperativa. Esse “servo de Deus” (v.1) escreve como alguém supervisionando outros escravos. O resultado é uma declaração da ética cristã, que se iguala a ensinamentos semelhantes no NT.

Cristo Revelado
Começando no primeiro verso e continuando por toda a carta, Tiago reconhece a autoridade de Jesus, referindo-se como “servo”, ou escravo, do Senhor. O termo é aplicável a todos os cristãos, pois todos os verdadeiros discípulos de Cristo reconhecem sua soberania sobre suas vidas e se comprometem espontaneamente a seus serviço. Cristo é o objeto de nossa fé (2.1), aquele que cujo nome e em cujo poder realizamos nosso ministério (5.14,15), o recompensador de todos aqueles que se mantém firmes em meio a julgamentos (1.12), e aquele que virá, por quem pacientemente esperamos (5.7-9). Tiago identifica Cristo como a “glória” (2.1), referindo-se ao Shekinah, a gloriosa manifestação da presença de Deus em meio a seu povo. Não somente glorioso por si mesmo, ele é a glória divina, a presença de Deus na terra (Lc 2.30-32; Jo 1.14; Hb 1.3). De considerável interesse é o paralelo próximo entre o conteúdo dessa carta e a doutrina de Jesus, especialmente o Sermão da Montanha. Embora Tiago não cite exatamente nenhuma declaração de Jesus, há mais reminiscências verbais da doutrina do Senhor nesta carta do que em todo o resto das epístolas combinadas no NT. Essas alusões indicam uma associação próxima entre Tiago e Jesus e evidenciam a forte influência do Senhor na vida do autor.

O Espírito Santo em Ação
A carta menciona especificamente o ES somente em 4.5, onde se declara que o Espírito que habita em nós deseja a nossa lealdade completa, não suportando rivalidade. A Atividade do ES pode ser vista no ministério aos doentes descritos em 5.14-16. À luz de outra terminologia bíblica que liga unção com o Espírito ( Is 61.1; Lc 4.18; 1Jo 2.20-27), o ungir com o óleo é melhor compreendido como símbolo do ES. Além do mais, no grego, o artigo definido usado com a palavra “fé” em 5.15 particulariza essa fé, sugerindo que Tiago está se referindo à manifestação do dom da fé (1Co 12.9).

Esboço de Tiago
I. Saudação 1.1 128

II. Religião prática e julgamentos 1.2-18
Adversidades externas 1.2-12 Tentações internas 1.13-18

III. Religião prática e a palavra de Deus 1.19-27
Escutar a Palavra 1.19-20 Receber a Palavra 1.21 Obedecer à Palavra 1.22-27

IV. Religião prática e relacionamentos humanos 2.1-26
Parcialidade negativa 2.1-13 Compaixão positiva 2.14-26

V. Religião prática e discurso 3.1-18 VI. Religião prática é mundanismo 4.1-12 VII. Religião prática e negócios 4.13-5.6 VIII. Apelos finais 5.7-11
Por paciência 5.7-11 Por um falar puro 5.12 Por oração 5.13-18 Por compaixão 5.19-20 Índice

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1-4.1º Pedro Autor: Pedro Data: Cerca de 60 dC Autor A carta parece ser do apóstolo Pedro. Sua antiga vida era de obscenidades.14. um antegozo da glória porvir veio através do Espírito (comparar: 4. Além do mais. A expectativa da volta de Cristo na glória faz com que os crentes regozijem (1. proclamam os louvores de Deus (2. 4. que descrevia mais os pagãos gentios do que os judeus do Séc. Ocasião e Data Pedro se dirige aos cristãos que vivem em várias partes da Ásia Menor. portanto. Conteúdo Acompanhando as várias exortações para a vida fiel em meio a uma sociedade ímpia. 3. mas enquanto ele ainda poderia dizer: “honrai ao rei” (2. A paciência em meio ao sofrimento injusto é “agradável a Deus” (2.11.8). De outras maneiras.11).3-5) Pedro soube das tentações deles e.1). em sua maioria gentios convertidos.20).15. refere-se a eles como “estrangeiros dispersos” (1. 130 . portanto.12). O início dos anos 60 é uma boa estimativa para a composição de 1 Pedro.1). mas também apropriada para estes cristãos (1.16). 21. 13.15). eles devem esperar se recompensados quando ele voltar (5. Eles são.12). bebedeira e idolatria (4.18. Ele. A salvação futura que aguarda os crentes na revelação de Jesus é especialmente proeminente no princípio da carta (1.4-7). envergonham os críticos ímpios (3.21 .1). eles oferecem “sacrifícios espirituais” através dele (2. Cristo Revelado Em quatro passagens separadas. 13 e 5. Pedro liga os sofrimentos do sacrifício de Cristo com a glória que surgiu em sua morte (1.6-7. 4. Silvano. ganham esposas para Cristo por seus exemplos (3.18). os crentes responderam em obediência através “do Espírito” (1. Em um momento eles não eram povo (2. aparentemente não há a vinculação do martírio. Também há um referência ao importante objetivo dos crentes de levar os outros a Deus por meio de seus estilos de vida piedosos. 2.3-13). A tradição antiga sugere que Pedro foi martirizado em Roma junto com a severa perseguição de Nero aos cristãos depois do incêndio de Roma em 64 dC. Cristo foi ressuscitado dos mortos “pelo Espírito” (3. 12-16).10).12-13).1).3.4).13.17.13. eles são censurados por causa dele (4. o que talvez explique o estilo polido do grego da carta. Mesmo tendo cristo sofrido e depois sido glorificado.5). silenciam os homens loucos realizando boas obras (2. Eles. a perseguição é normalmente a exceção (3. 4.15-16) e confundem antigos companheiros (4.3).3. os quais estão sofrendo rejeição no mundo devido à sua obediência a Cristo (4. os cristãos deveriam antever a glória porvir. relembra-os de que têm uma herança celeste (1. eles vêm até ele (2.14). Embora sofrer seja a “ardente prova” (4.4).9). e não há evidências de que a autoria de Pedro tenha alguma vez sido desafiada na igreja primitiva. 3.4).18-19.N.22). Esta é a “esperança” do cristão mencionada em 1. uma frase que lembra o exílio de Israel no AT.14 com o v. eles o amam (1.4). os evangelistas pregaram o evangelho pelo Espírito. 3. Os cristãos devem ser uma força de redenção no mundo. que acompanho Paulo em segunda viagem missionária provavelmente tenha sido secretário de Pedro na composição de 1 Pe (5. O Espírito Santo em Ação O ES é ativo em todo o processo de salvação: o “Espírito de Cristo” nos profetas no AT testificam a respeito da cruz e da glória subseqüente (1. portanto. Cristo agora também faz uma profunda diferença na vida dos cristãos. incluindo provisões para uma nova vida e esperança para o futuro (1.18). Os compatriotas deles estão surpresos por eles agora viverem de maneira diferente (4. apesar do sofrimento. 5. A carta detalha os frutos do sofrimento e da vitória de Cristo.11). I .17).2. a salvação prometida no evangelho também está bastante em vista. embora pudessem ser perseguidos pela fé nessa vida (1. Esta carta foi escrita provavelmente perto do fim da vida de Pedro.

3-12 Vida Justa devido à esperança 1.10 regozijando na esperança da volta de Cristo 1.1-11 Conclusão 5.3 Renovação para o povo de Deus 2.14 Índice 131 .11-5.1-2 I.3-2.11-3. A fé e esperança dos crentes no mundo 1. co-autor desta carta 5.13 Exortações finais com bênção 5.13-4.12-14 Silvano.13-2.Esboço de 1º Pedro Introdução 1.4-10 II. A conduta do crente nas circunstâncias diárias 2.12 Saudações 5.12 Sofrimento em nome de Cristo 3.11 Submissão e respeito pelos outros 2.19 Servindo humildemente enquanto sofre 5.

3.15). desqualifica qualquer “interpretação privada” . Se a tradição é confiável. quando Nero morreu.19-21). O último capítulo enfatiza a segunda vinda de Cristo. e explica porque essa esperança ainda não foi realizada. Conteúdo A resposta ao erro é a firmeza através do crescimento no conhecimento do Senhor. e ele usa várias palavras e frases semelhantes às encontradas em 1Pe. na verdade.12-15). O “conhecimento” em 2Pe é mais do que percepção intelectual.15-16).16-18).17).18). Também garante o cumprimento da promessa da volta do Senhor e ensina que sua expectativa deveria motivar os cristãos ao comportamento piedoso.16-21.15-16). o Espírito está obviamente operando ao fornecer o “poder divino” que torna possível o crescimento na graça e conhecimento de Cristo (1. e a doutrina apostólica (3. O cap.1-2.1. 3.21. por sua vez. 3.1-2. Os mestres heréticos aparecerão (2. Antecedentes Enquanto 1Pe estimula os cristãos a encararem a oposição do mundo. Deus reconhece Cristo como seu “Filho” (1. Pedro evidentemente tem um comunidade especifica em mente (3. O propósito e atividade divinos estão centralizados em Jesus. As referências em 2Pe indicam a autoria de Pedro: o autor se identifica como Simão Pedro (1.De acordo com a antiga tradição da igreja. A base para tal conhecimento são as Escrituras. que devem aguardar por sua volta (1.20).18).1.2-3.9. então esta carta era direcionada aos cristão em algum lugar da Ásia Menor. então sua morte ocorreu antes de 68 dC. Cristo Revelado A divindades de Cristo é evidente na maneira como Deus e Cristo estão aproximados ligados em 1. Essas características se enquadram na heresia gnóstica.8. ele tinha escrito uma carta anterior às pessoas a quem 2Pe é dirigida (3. 3. Entretanto. chamadas de “profecia” (1. Esses fatores apontam Pedro como o autor genuíno de 2 Pedro. 3.1-2).1222).1-2.2-11.N. I. O Espírito Santo em Ação A única referência direta ao ES está em 1. A fidelidade à doutrina apostólica é a principal preocupação (1. 2. 2Pe adverte os cristão contra os falsos mestre dentro de sua comunhão que os levaria a apostasia. 2 fornece uma descrição mais longa a respeito da advertência contra os falsos mestres. mas cujas raízes foram fixadas no séc. 2. à medida que sua graça e poder são concedidos aos crentes (1. È um experiência de Deus e vê Cristo que resulta em transformação moral (1. Pedro foi martirizado em Roma durante o governo de Nero.2º Pedro Autor: Pedro Data: Cerca de 65—68 dC Autor e Data Esta carta fornece as instruções e exortação do apóstolo Pedro à medida q eu ele se aproxima do final de sua vida (1.16) e pela chegada de seu Reino eterno (1. A carta começa com o tema de cultivar a maturidade cristã (1. II. já estão em cena (2. São as Escrituras que garantem ao crente um destino com Jesus Cristo (1.2-8. Esse é o verdadeiro conhecimento (gnosis) que combate a influência gnóstica herética. Eles negam o senhor. e se essa comunidade for a mesma referida em 1Pe 3.1). ele alega ter estado com Cristo no monte da transfiguração (1.1). exibem um estilo de vida sensual e estão destinados à destruição.1-2) e.20.2-3. Aparentemente.1). 132 . o que.14-18). em algum momento eles tinha “escapado das corrupções do mundo. Eles ridicularizam a idéia da volta do Senhor. que descreve a obra do Espírito em “inspirar” os autores humanos das Escrituras proféticas.22 . que se desenvolveu mais completamente no séc.12-16. Os estudiosos conservadores normalmente sustentam que Pedro escreveu ambas as epístola que lhe são atribuídas. pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2.20). objeto de ataque de zombadores.

Saudação 1.3-11 Testamento de Pedro 1.3-2.3 III.4-10 Descrição dos falsos mestres 2. Advertências contra os traidores do final dos tempos 3.12-15 Escrituras proféticas contra os falsos mestres 1. A verdade doutrina contra a falsa 1.1-2 II.1-7 Crentes e o Dia do Senhor 3.Esboço de 2º Pedro I.16-2. Exposição e julgamento dos falsos mestres 2.3 Busca de virtudes morais 1.8-18 Índice 133 .1-18 Escarnecedores nos últimos dias 3.10-22 IV.4-22 Destruição dos falsos mestres 2.

então. Mais uma vez João reagiu energicamente (2. a falsa doutrina e o espírito do anticristo. cerca de 90 dC. Eles também ensinavam que.26. junto com o fato do tom dos escritos sugerirem que se trata de um produto de um homem madura que passou por experiência espiritual profunda. mas tinha se afastado (2. apontam uma data próxima ao final do séc.22) e anticristos (2. 4.3). sendo o amor a nota dominante. 3. Esses elementos repetem-se por toda a carta. e não aos cristãos comuns. 5.N. Além disso. a ressurreição. como o corpo humano era um simples invólucro para o espírito interior. era expor a heresia dos falsos mestres e confirmar a fé dos verdadeiros crentes. e o antigo testemunho atribui. nunca poderia habitar um corpo material de carne e sangue.20. com unanimidade.1).9-11. eles não tinham pecado. mentirosos (2.1º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores Embora esta carta seja anônima.10-23. O objetivo de João ao escrever. a carta a ele. Conteúdo Em primeiro lugar. A falta de especial dedicação e saudação indicam que a carta foi circular. que ensinava que a matéria era essencialmente ruim e o espírito era essencialmente bom. onde João passou seus últimos dias.7. Data O peso de uma tradição antiga e forte sobre João ter passado seus últimos anos em Éfeso. Portanto. “Gnosticismo” é uma palavra derivada do grego gnosis. João responde esse erro com indignação (2. que acontecia somente para iniciados da elite espiritual. Em virtude disso. luz. Heresia era um precursor do gnosticismo do séc. Portanto. A comunhão com Deus e os irmãos permite que as pessoas reconheçam através da unção de Deus. O verdadeiro Deus.4. A incerteza de seus leitores sobre sua condição espiritual foi causada por um conflito desordenado com os mestre de uma falsa doutrina. 3.3. e a comunhão com ele faz com que as pessoas caminhe em verdadeira comunhão com outros crentes. I. e a falta de amor indica que a pessoa está nas trevas (2. Evidências internas também apontam João como o autor.7) e aos mestre como “falsos profetas” (4. 4.15-17. João afirma que Deus é a luz. as distinções éticas pararam de ser relevantes. 3.27). declarando que nãohá revelação particular reservada para alguns poucos intelectuais.18. Mais tarde. seu estilo e vocabulário indicam claramente que foi escrita pelo autor do Evangelho de Jo. ensinavam eles. O tom da epístola é amigável e paterna. portanto.7-21). João ressalta os temas do amor. os gnósticos ensinavam a salvação através de esclarecimento mental. 4. refletindo a autoridade que a idade e o apostolado trazem.13). Ocasião e Objetivo João declara ter escrito para dar garantia da vida eterna àqueles que Crêem “no nome do Filho de Deus (5.9-10. eles substituíram a fé pelas buscas espirituais e exaltaram a especulação mais do que os dogmas básicos do evangelho. II. o caráter da heresia combatida na carta aponta para a mesma época. Eles um dia tinha estado com a igreja. e como nada que o copo fizesse poderia afetar o espírito interno. provavelmente enviada à igrejas perto e Éfeso. Características Existem grandes semelhanças entre eo Evangelho de Jo e 1Jo. revelando o relacionamento íntimo do apostolo com Deus e com o povo de Deus.19) e tinha se “levantado no mundo” (4.23 .3). o corpo humano que Jesus supostamente possuiu não era real. mas apenas aparente. Possuir amor é evidência clara de que uma pessoa é cristã.22. O ponto de vista dualista fez com que os falsos mestres negasse a encarnação de Cristo e. O estilo é informal e pessoal.18). que significa “conhecimento”. 134 .1) para propagar sua perigosa heresia. João escreveu vigorosamente contra esse erro (2. e que todo o corpo de crentes possui a doutrina apostólica. conhecimento e vida em suas advertências contra a heresia. João refere-se ao ensinamento como enganosos (2.6.22-23.

4). o Filho de Deus. enquanto “qualquer que não pratica a justiça e não ama a seu irmão não é de Deus” (3. Um teste do Cristianismo é a crença correta sobre a encarnação (4.5). tanto ele é fiel a nós (3.9. Esboço de 1º João I.2.6).5. A garantia da vida eterna 5. Jesus é aquele que veio.A comunhão com Deus exige que se caminhe na luz e se obedeça aos mandamentos de Deus (1. O triunfo da Justiça 5.24) como nós somos fiéis a ele (4.14).6-7. João apresenta a segunda vinda de Jesus como um incentivo para que permaneçamos firmes na fé (2.10).7-21 V. que eles podem se opor com sucesso aos heréticos que negaram esta verdade (2.1-29 Caminhada na luz 2. mas.15-17). A fonte do amor 4. Aquele que “pratica justiça é justo.6-12 135 . a palavra que tornou-se carne.18). Em terceiro. Cristo é antítese do pecado. e nenhuma pessoa nascida de Cristo tem o hábito de praticar o pecado (3.5-10 II.7).5.2. assim como ele é justo” (3.1-4 Deus é luz 1. e ele oferece a garantia de que nossa completa transformação à semelhança de Cristo acontecerá no momento de sua volta. 3.1-5 VI.7.5). nos devemos encontrar quem eles reconhecem como salvador e senhor.6-8).3. Em segundo lugar.1-6 IV. 4.1). se ele pecar.3). Cristo Revelado João enfatiza tanto a divindade quanto a humanidade de Jesus. João o identifica como aquele que veio pela água e pelo sangue. 4. Jesus é a propiciação pelos nossos pecados (2.6 Justiça 3.1-7 Advertindo contra o espírito do anticristo 2. 4 continua com o tema da identificação dos espíritos rivais .12). Jesus também é o nosso Salvador. e ele se manifestou para tirar os nossos pecados (3.1-4. O Espírito Santo em Ação João descreve um ministério triplo do ES nesta carta. O título técnico do Messias é “aquele que havia de vir” ou “aquele que veio” (Mt 11. Jesus defende seu caso. 5.11. o dom do Espírito que nos assegura que em nosso relacionamento com Cristo.28).1-10 Deus tornou-se carne na forma humana 1. A epístola termina com o testemunho de Jesus.10). declarando que Deus entrou completamente na vida humana através dele. 5.falsos profetas que saíram para o mundo (v. Apenas através dele podemos alcançar a vida eterna (5. Em primeiro lugar.13). O cap. A vida dos filhos de Deus 3.1). A vida de Justiça 2. enviado por Deus para nos resgatar do pecado (1. O pecado não combina com a vida de um cristão. Todos os espíritos que não reconhecem que Jesus é Deus em carne não é de Deus (v.13-24 Crença 4. O amor ao Pai e o amor ao mundo são totalmente incompatíveis (2. 1Jo 5. A encarnação 1. o Espírito guia os verdadeiros crentes a uma completa realização da verdade em relação a Jesus. 2. 4.20. o ES testemunha a realidade da encarnação (4.3.15.1-12 Amor 3. o Deus que veio e habitou entre nós.2.18-29 III.1). Jesus é nosso advogado junto ao Pai (2. A fim de testar os espíritos.

13-21 Índice 136 . Certezas cristãs 5.VII.

mas também adverte a previne contra o abuso da comunhão cristã.10).4). Por toda a epístola. Em especial. estavam confundindo a comunhão dos crentes.3) quanto sua humanidade (v. Uma conclusão definitiva parece inatingível. sugerindo títulos como “a Kyria eleita”. Normalmente se abusava de tal hospitalidade. mantendo-se fiéis na verdade. Conteúdo João estimula a “senhora eleita” a continuar mostrando hospitalidade. Ele incita os leitores a ficarem perto de Cristo. João encara a comunhão como uma característica distintiva da vida cristã. e a pergunta continua em aberto. ele insiste em uma crença correta levando em consideração a encarnação de Cristo. que podiam ser reconhecidos pela ortodoxia de sua mensagem (v. e acusa aqueles que rejeitam essa realidade de terem ido além da doutrina de Cristo (v.24 . são dignos de ajuda. mas não deixa dúvidas de que a comunhão cristã é impossível onde a doutrina apostólica da Pessoa e obra de Cristo seja negada ou comprometida. O Espírito Santo em Ação Embora a epístola não mencione especificamente o ES. Cristo Revelado João apresenta tanto a divindade de Cristo (v.” Esboço de 2º João Introdução 1-3 I. mas os mestres heréticos. e os “filhos” da “irmã eleita” são membros da igreja do lugar onde João está escrevendo. O Espírito permite que o verdadeiro crente saiba distinguir os falsos mestres e “perseverar na doutrina de Cristo.7). Elogio pela lealdade passada 4 137 . Outros sugerem que a designação não denota uma pessoa em si. provavelmente do mesmo grupo que é tratado em 1Jo. Data O peso da evidência de João ter escrito as três cartas levando seu nome aponta para cerca de 90 dC. ele ressalta a verdade como a base e prova da comunhão . seu ministério é evidente. Os falsos mestres.7) devem ser rejeitados. mas trata-se da personificação de uma igreja local. Portanto. “Seus filhos” sãos os membros da igreja. Qualquer pessoa que negue a verdade fundamental relacionada à Pessoa divino– humana de Cristo não tem a Deus (v. “a senhora Elcta” e “Electa Kyria”. João deu instruções sobre quais mestres itinerantes acolher e quais recusar. especialmente ao prestar testemunho à verdade relacionada à Pessoa de Cristo.9). Ocasião e Objetivo 2Jo se preocupa com a relação da verdade cristã com a hospitalidade estendida àqueles mestres que viajam de igreja para igreja.N. A partir da designação que João lher dá no verso 1 (gr eklekt Kyria).2º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores João dirige esta segunda epístola para a “senhora eleita e seus filhos”. Os verdadeiros Cristãos. especialmente aqueles que negavam a encarnação (v. Ele até inclui saudações de suas sobrinhas e sobrinhos (13). muitos comentarista especularam sobre seu nome pessoa.9). indicando que a receptora era uma mulher cristã cujos filhos perseveravam na fé (v.

II. Exortações 5-11 Para amar o próximo 5-6 Para rejeitar o erro 7-11 Conclusão 12-13 Índice 138 .

O fruto do Espírito é evidente nas vidas de Gaio e Demétrio. na Macedônia (At 19.14). sugerindo que era mais velho do que os outros cristãos e que seu conhecimento pessoal da fé foi muito além do deles. o comportamento de Diótrefes mostra um acentuado contraste com a verdadeira vida em que Cristo deve ser o primeiro em todas as coisas.23. que demonstrou sua fé cristã através de sua generosa hospitalidade.4). ele recusou hospitalidade aos missionários viajantes e proibiu os outros de recebê-los. Na carta anterior. mas seu ministério é aparente por toda a mensagem. especialmente ao permitir que os crentes “caminhem na verdade” e autorizando os missionários itinerantes em seu ministério. Ocasião e Objetivo Enquanto em 2 Jo os heréticos itinerantes estavam perturbando a fé dos cristãos. João proibiu a hospitalidade para os falsos mestres. uma pessoa dominante em uma das igrejas. Conteúdo Ao cumprir se objetivo. Evidentemente. Entretanto. Não há nenhuma evidência para associar Gaio de 3Jo com qualquer desses homens. Cristo Revelado João apresenta Jesus como a verdade na qual devemos caminhar. Esses três homens possuem testemunhos positivos e negativos para relacionamentos adequados entre os irmãos. excomungando-os quando eles o faziam. Gaio era um nome comum no mundo romano. Segunda é Diótrefes. o escritor se autodenomina “o ancião”. Por outro lado. ele era líder de alguma igreja na Ásia. e o NT menciona um Gaio em Corinto ( Rm 16.N. João escreveu para estimular Gaio em sua generosidade para repreender Diótrefes por sua conduta nada caridosa. nesta carta os genuínos mestres da verdade estão fazendo um circuito de igrejas.7).29) e em Derbe (At 20. Esboço de 3º João Saudação 1 I. A primeira é Gaio. Data João era madura tanto em anos quanto em experiências quando escreveu esta carta junto com 2 Jo perto do fim de sua vida por volta de 90 dC. Diótrefes. A evidência mais forte é que todas as três epístolas de João foram escritas por um mesmo autor. O Espírito Santo em Ação Esta carta não se refere diretamente ao ES. cuja vida exemplificava a fidelidade cristã e era digna de imitação. Além disso.3º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores Tanto em 2Jo quanto em 3Jo. Terceira é Demétrio. As vidas de Gaio e Demétrio harmonizavam exatamente com a doutrina de Cristo e forneceram forte testemunho ao poder de seu amor. 1Co 1. Mensagem a Gaio 2-8 Oração por sua Saúde 2 Recomendação para a adesão à verdade 3-4 Recomendação para sua hospitalidade 5-8 139 . mesmo a estranhos. aqui ele estimula a hospitalidade. cujo orgulho egoísta estava rompendo a harmonia da comunhão. Não se sabe nada sobre o “amado Gaio” ale´m do caloroso tributo que João presta a ele no início desta carta. A devoção a ele motiva verdadeiros mestres em seu serviço itinerante (v.25 . se opôsse à autoridade de João. João descreve três personalidades.

Elogio a Demétrio 12 Conclusão 13-14 Índice 140 . Condenação à arrogância de Diótrefes 9-11 III.II.

Judas Autor: Judas Data: Cerca de 65—80 dC Autor O autor se identifica como Judas. II. os falso mestre são desprovidos do Espírito (19). Judas é servo de Cristo. e são destinados ao julgamento divino (14.3 menciona Judas como um irmão do Senhor. os quais buscam destruir a fé do povo de Deus. que circulou como uma advertência contra os falsos mestres. Se foi escrita depois de 2Pe.22-23). Data As considerações estabelecendo a data desta carta incluem se Judas é dependente de 2Pe. na doutrina apostólica (20). Os crentes aguardam a bênção futura da “misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo. O balanço da carta expõe. embora os falsos mestres o neguem (4). O Espírito Santo em Ação O ES faz com que a doutrina bíblica tome vida. a presença secreta de falsos mestres dentro da comunidade.13. 21. de modo que a comunidade cristã seja edificada em sua “santíssima fé”.14). Como em 2Pe. ou se ambas as cartas foram tiradas de um terceiro documento. 2. o Espírito é importante como aquele através do qual Deus preserva os seus do erro mundano (1.N. pode ter sido em 80 dC. Objetivo A carta começa e termina com uma afirmação de ação graciosa de Deus em nome dos crentes. Como a maior parte de Judas tem paralelos com 2Pe. como muitos estudiosos acreditam.12). “irmão de Tiago”. Em contrates. especialmente levando em conta as analogias do AT.26 .15). é provável que tenha sido antes de 65 dC. esse falsos líderes são sensuais (vs 4. os próprios cristãos devem “batalhar pela fé” (3). Antecedentes Judas mostrou urgência em seu propósito de advertir uma comunidade desconhecida de cristão contra os falso mestres. ou se 2Pe é dependente de Judas. ressaltando a preservação divina (vs 1. para a vida eterna”(21).24). A última referência insinua que os falsos mestres representavam a eles mesmos como aqueles que tinha o Espírito (Mt 7.8 e são expostos por não ter o Espírito no v. Entretanto. Eles são chamados “adormecidos” no v. Gl 1. Cristo Revelado A atual atividade do Cristo Vivo é assumida. pervertem a verdade (4).19.19.18). apesar de quaisquer reivindicações que possam fazer. As responsabilidades dos cristão são mais desenvolvidas nos vs. que conserva o seu povo (1). Mc 6. Assim sendo. Eles também podem ser os precursores dos heréticos gnósticos que reivindicavam espiritualidade no séc.18. Advertência contra os falsos mestres dentro da comunidade 3-19 Motivo para a advertência 3-4 Lembrete do antigo povo ímpio 5-7 Caráter do julgamento dos falsos mestres 8-19 141 . provavelmente o Tiago que era irmão de nosso Senhor e Líder da igreja de Jerusalém (At 15. 20-23 por uma série de exortações práticas. Esboço de Judas Saudação 1-2 I. Isso se realiza através da oração “no ES” (20). isto é.16.

Exortações por perseverança 20-23 Manter a fé 20-21 Resgatar os enganados 22-23 Doxologia 24-25 Índice 142 .II.

22).8). Antecedentes e Data As evidências em Ap indicam que foi escrito durante um período de extrema perseguição aos cristãos. Forma Literária Depois do prefácio. e seus nomes não estão registrado no “Livro da Vida do Cordeiro”.4. frustrado por sua derrota na cruz e pelas conseqüentes restrições imposta sobre sua atividade.3. sendo assim. comercio e cultura secular cristã definitivamente enganosa e sedutora. Conteúdo A mensagem central do Ap é que “Deus Todo-poderoso reina” (19.13. A Antiga tradição eclesiásticas atribui unanimemente este livro ao apóstolo João. 22.9).Apocalipse Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 79—95 dC Autor O autor se refere a si mesmo quatro vezes como João (1. 10. Este tema foi validado na história devido à vitória do cordeiro. em junho de 68 dC. alguns intérprete datam o livro perto do final do reino de Domiciano (81-96 dC).3. Ele era tão bem conhecido por seus leitores e sua autoridade espiritual era tão amplamente reconhecida que ele não precisou estabelecer suas credenciais.14).10) por ser relevante aos cristão de todas as gerações. portanto.13).21) como uma carta típica do NT.3). O Ap também é um apelo evangelístico a todos aqueles que estão atualmente vivendo no reino das trevas para entrar no Reino da Luz (22.3).18-19). o Ap fornece um maior discernimento quanto à natureza e tática do inimigo (Ef 6. que tornou-se bem mais intensa e severa nos anos seguintes. exortação(estímulo) e consolação” (1Co 14. portanto. desafiando e proclamando a esperança cristão garantida e certa.11. O dragão.1-10. tendo em vista o futuro definitivo.17).6-7.11-17). o Ap começa (1. A segunda.10. Eles. a religião anticristã. 19. que é “o Senhor dos senhores e Reis dos reis” (17. 22. a fim de que possam obedecer-lhe (1. De acordo com Paulo. eles forma a sociedade. junto com a garantia de que.29.7. a ideologia (13. 143 .16). Juntos. 22. Entretanto. desenvolver uma trindade forjada a “fazer guerra” com os santos (12. em Cristo. João sem dúvida vinha refletindo os acontecimento horripilantes que ocorriam em Roma e em Jerusalém quando ele recebeu a “profecia” do que estava para acontecer— a intensificação do conflito espiritual confrontando a igreja (1.6.17). 22. que possivelmente tenha começado com Nero depois do grande fogo que quase destruiu Roma.N. perpetrada pelo estado anticristão e numerosas religiões anti-cristãs. A primeira “besta” ou monstro simboliza a realidade do governo anticristão e poder político (13. e desesperado para frustrar os propósito de Deus perante seus destino inevitável.27 . depois de João ter fugido para Éfeso.6).9. Embora contenha sete cartas para sete igrejas. a filosofia.4-7) e termina em (22. O objetivo desta mensagem era fornecer estímulo pastoral aos cristãos perseguidos. aqueles que seguem o Cordeiro estão envolvidos em um conflito espiritual contínuo e. a prostituta Babilônia (caps 17-18).1. confortando. O profeta fala a Palavra e Deus como um chamamento à obediência na situação presente e na situação futura imediata. e continuou até seu suicídio.11. O dragão delega continuamente seu poder restrito e autoridade aos monstros e seus seguidores a fim de enganar e desanimar qualquer pessoa do propósito criativo-redentor de Deus. e é um profecia autêntica sobre o sofrimento continuo e a perseguição dos cristãos. eles estavam compartilhando o método soberano de Deus de superar totalmente as forças do mal em todas suas manifestações. o livro foi escrito antes da destruição de Jerusalém em setembro de 70 dC.17. Segundo esta visão. “o que profetiza fala aos homens para edificação. Com base em declarações isoladas pelos patriarca da igreja primitiva. possuem a “marca” do monstro. bem como a mensagem do livro inteiro (1. composta daqueles que “habitam a terra”.3. Essa profecia não deveria ser selada (22. 3. está claro que cada membro deve “ouvir” a mensagem a cada uma das igrejas (2.10-12). em Julho de 64 dC. Ocasião e Objetivo Sob a inspiração do Espírito e do AT.10. Dentro desta carta está “a profecia” (1.

o Ap é um quadro cósmico— uma série de quadros vivos coloridos. bem como a “ceia das bodas” (19. seus aliados (19. 7. Trata-se de um “habitar “ mútuo de Pessoas sem dissolver as distinções de ser e funções essenciais.1-22.22).14) e sobre os espiritualmente “mortos” (20. ele cuida.6) significa a trindade una essencial de Deus que se revelou como Pai.12.6) é distinta no NT.12-14). 2.6.9. O Espírito Santo em Ação A descrição do ES como “os sete Espíritos” de Deus (1.27). Entretanto. mesmo que os mínimos detalhes não tenham a intenção de ser interpretados. O Cordeiro.10).1. é exaltado no cap. 3. elaborados. combinados com outros temas desenvolvidos. Toda a mensagem é “notificada” (1. terminou completamente sua obra de redenção (1. 22. Ele é o “Reis dos reis e o Senhor dos senhores” (17.1. O fato de os sete espíritos estarem diante do trono (1.15) . O número sete é um número simbólico.5).12 não é trazida à existência até o cap.Método de Comunicação João recebeu essas profecias de uma série de visões vívidas contendo imagens simbólicas e números que ecoam aqueles encontrados nos livros proféticos do AT. O Cordeiro é a meta de toda a história (22. Através de seu sangue. Jesus nasceu no cap.10). acompanhados e interpretados por oradores cantores celestiais.1-12) cria uma impressão vívida e horripilante. o Ap afirma que o Filho de Deus. O Cordeiro está no trono (4.5) e serem simultaneamente os olhos do Cordeiro (5.5. satanás foi derrotado (12. ele também é o Senhor da colheita final (14.2-5). As “sete lâmpadas de fogo” (4. Como aquele que conquistou.4.9-3.1).5.20) para consumar seu plano eterno. o Criador ( 5. ele não fornece uma ordem cronológica na qual determinados acontecimentos históricos devem acontecer.1-7. mais tarde reintroduzidos. 4. utilizado vinte e oito vezes em Ap. João registra uma série de visões sucessivas. Repetidamente são introduzidos temas. João registra essas visões na ordem cronológica na qual as recebeu. “O Cordeiro” é seu título primário. Há um segredo para a compreensão das visões. Portanto. todas as quais contém linguagem figurativa que aponta para realidades espirituais em e por trás da experiência histórica. Ele os conhece intimamente. purificados (5.14.13).10).27). o ES é manifestado em termos de perfeição de sua atividade dinâmica.14-20). para completar a criação da nova comunidade de seu povo em “um novo céu e uma nova terra” (21. 19.14.13.16) e deve receber a mesma adoração que recebe de Deus.11-16.11) liberados (1.5) e fizeram reis e sacerdotes (1. mais poética do que nossas traduções indicam. muitas das quais retratam os mesmos acontecimentos através de diferentes perspectivas.6. 5. protege.5 e está caminhando em meio às suas igreja no cap.1-3).20. Filho e ES. 19. e eles habitam nele (21. 21. qualitativo.5-6). Embora o ministério terreno de Jesus seja condensado entre sua encarnação e ascensão em 12.4. O único que é “digno” para executar o propósito eterno de Deus é o “Leão de Judá”.14. Os símbolos apontam para o que é definitivamente indescritível.5. e com um amor incomensuravelmente sagrado.1). os pecadores foram perdoados.3).5. como Cordeiro.5.7-12) e preso (20. purificador e energizador. 11. o relato de gafanhotos demoníacos do abismo (9. Jesus ressuscitou dos mortos e foi entronado como Soberano absoluto sobre toda a criação (1. que junto com uma série de títulos adicionais. 5. O cordeiro é o Deus que está chegando (1. Cristo Revelado Quase todos os títulos usados em várias partes do NT para descrever a natureza divino– humana e ao obra redentora de Jesus são mencionados pelo menos uma vez no Ap.5) sugerem seu ministério iluminador.17.13). nos fornece uma revelação multidimensional da posição presente.7-9. 21. do ministério contínuo e da vitória definitiva do Cristo exaltado. Eles compartilham totalmente sua vitória presente e futura (17. Ele derrama sua ira em julgamento sobre satanás (20. que não é um Messias político.7. Por exemplo.1-5. mas um Cordeiro morto (5.17). A palavra fala é prosa elevada. Como “um semelhante ao Filho do Homem”. portanto.12. 4. está sempre no meio de seu povo (1. A besta que ataca as duas testemunhas no cap. Ele habita neles (1.6). Por exemplo. A música é semelhante a uma cantata. cujos nomes estão registrados em seu livro da vida (3. comunicando a idéia de perfeição. 21. disciplina e os desafia. ele tem a legítima autoridade e poder de controlar todas as forças do mal e suas conseqüências para seus propósitos de julgamento e salvação (6. complexa. 144 .2) presente e futura.22. 14. 22.14. como “um semelhante ao Filho do Homem”.7-8. Os sinais e símbolos são essenciais porque a verdade espiritual e a realidade invisível deve sempre ser comunicada a seres humanos através de seus sentidos. Todas as manifestações resultantes de sua vitória aplicada baseiam-se em sua obra terminada na cruz.1) e restaurar as bênçãos do paraíso de Deus (22. e não uma série de acontecimentos consecutivos. 12. 20.todos aqueles que escolheram “habitar na terra” (3.

As sete trombetas 8.1 As sete taças 16.18 O cenário: O altar dourado 8.7-11. Apenas mediante a habilitação do Espírito é permitido que a esposa testemunhe e “suporte pacientemente”. Os sete espetáculos 17. mas o membros individuais são incitados a ouvir “o que o Espírito diz” (caps. O Espírito diz somente o que o Senhor Jesus diz. Os sete selos 4.5-16.14 O cenário 4.1).3-20.1-15.1-8.5-16.1-5.3 VII. As sete taças 15.11-22.10.10). Toda profecia genuína exige uma resposta. o Espírito é o Espírito da profecia. 4.1-3 Os espetáculos 17.18-20 Bênção 22.2-11.2-3).4 O cenário: A arca do concerto 11.Cada uma das mensagens para as sete igreja é do Senhor exaltado.14 Os selos 6.22 O cenário: um semelhante ao Filho do Homem 1.22 II.2.6-21 Sete testemunhas de confirmação 22.19-15. Todos ouvem ou se recusam a ouvir esse apelo.3 O cenário: Um deserto 17. O conteúdo dessas visões não é nada menos qo que a “Revelação de Jesus Cristo” (1.1 I. As cartas às sete igrejas 1. Portanto . As visões proféticas são comunicadas e João somente quando ele está “no Espírito” (1. Cada profecia genuína é inspirada pelo ES e presta testemunho a Jesus (19.21 Índice 145 . O Espírito está operando continuamente em e através da igreja para convidar a entrar aqueles que permanecem fora da Cidade de Deus. Esboço de Apocalipse Prólogo 1.9-20 As cartas 2.2-21 VI.17).4 V.6-17 Advertências final e garantia 22.1-20. Os sete sinais 11.2-6 As trombetas 8. Portanto.4-10 As cenas 20.9-3.4 –22. As sete visões da consumação 20.5 O Cenário: 20.19 Os sinais 12.21 O cenário: O templo do testemunho 15.5 Epílogo 22.1-5. 21.1-3.10). “O Espírito e a esposa dizem: Vem!” (22.18 IV. o Espírito penetra na experiência atual daqueles que ouvem com antegozo do cumprimento futuro do Reino.1 III.