Fonte: Bíblia Plenitude Formatação: Gladson Rodrigo Ferreira

Julho de 2007

ÍNDICE
Antigo Testamento
Pentateuco
A.1 - Gênesis .............................................................. 3 A.2 - Êxodo ................................................................5 A.3 - Levítico .............................................................. 7 A.4 - Números............................................................9 A.5 - Deuteronômio .................................................11

Novo Testamento
Evangelhos
N.1 - Mateus ........................................................... 87 N.2 - Marcos ............................................................ 89 N.3 - Lucas ............................................................... 92 N.4 - João ................................................................ 95

Livro Histórico Livros Históricos
A.6 - Josué ............................................................... 13 A.7 - Juízes ............................................................... 16 A.8 - Rute .................................................................18 A.9 - I Samuel ........................................................... 19 A.10 - II Samuel ........................................................ 21 A.11 - I Reis .............................................................. 23 A.12 - II Reis ............................................................. 25 A.13 - I Crônicas ....................................................... 28 A.14 - II Crônicas ......................................................30 A.15 - Esdras ............................................................ 32 A.16 - Neemias ........................................................ 34 A.17 - Ester .............................................................. 36 N.5 - Atos dos Apóstolos ......................................... 97

Cartas (Epístolas)
N.6 - Romanos ......................................................... 99 N.7 - I Coríntios ..................................................... 101 N.8 - II Coríntios .................................................... 103 N.9 - Gálatas .......................................................... 105 N.10 - Efésios ........................................................ 107 N.11 - Filipenses .................................................... 109 N.12 - Colossenses ................................................ 111 N.13 - I Tessalonicenses......................................... 113 N.14 - II Tessalonicenses ........................................ 116 N.15 - I Timóteo .................................................... 118 N.16 - II Timóteo ................................................... 120 N.17 - Tito ............................................................. 122 N.18 - Filemon ....................................................... 124 N.19 - Hebreus ...................................................... 126 N.20 - Tiago ........................................................... 128 N.21 - I Pedro ........................................................ 130 N.22 - II Pedro ....................................................... 132 N.23 - I João .......................................................... 134 N.24 - II João ......................................................... 137 N.25 - III João ........................................................ 139 N.26 - Judas ........................................................... 141

Livros Poéticos
A.18 - Jó ...................................................................38 A.19 - Salmos ........................................................... 40 A.20 - Provérbios .....................................................43 A.21 - Eclesiastes .....................................................45 A.22 - Cantares ........................................................ 48

Profetas
Maiores A.23 - Isaías ............................................................. 50 A.24 - Jeremias ........................................................ 52 A.25 - Lamentações .................................................55 A.26 - Ezequiel ......................................................... 57 A.27 - Daniel ............................................................ 59 Menores A.28 - Oséias ............................................................ 62 A.29 - Joel ................................................................ 64 A.30 - Amós ............................................................. 66 A.31 - Obadias ......................................................... 68 A.32 - Jonas ............................................................. 70 A.33 - Miquéias ........................................................ 72 A.34 - Naum............................................................. 75 A.35 - Habacuque ....................................................77 A.36 - Sofonias ......................................................... 79 A.37 - Ageu .............................................................. 81 A.38 - Zacarias ......................................................... 83 A.39 - Malaquias ......................................................85

Livro Profético
N.27 - Apocalipse (Revelação) ............................... 143

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A.1 - GÊNESIS
Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1440 a.C. Autor
A tradição judaica lista Moisés como o autor do Gênesis e dos outros quatro livros que o seguem, juntos, estes livros são denominados de Pentateuco. Jesus disse: “Se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim, porque de mim escreveu ele” (Jo 5.46) O próprio Pentateuco descreve Moisés como alguém que escreveu extensivamente. Ver Ex 17.14; 24.4; Dt 31.24; At 7.22 nos conta que “Moisés foi instruído em toda ciência dos egípcios.” Nas notas que acompanham o texto nós observamos que Gênesis emprega um bom número de termos emprestados dos egípcios, sendo este um fato que sugere que o autor original tenha as suas origens no Egito, como era o caso de Moisés.

Data
A data tradicional do êxodo do Egito se encontra no meio do décimo quinto século a.C. 1Rs 6.1 afirma que Salomão começou a construir o templo “no ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito”. Entende-se que Salomão tenha iniciado a construção em cerca de 960 a.C., datando assim o êxodo em 1440 a.C. Desta forma Moisés redigiu o Êxodo depois de 1440 a.C., durante os quarenta anos no deserto.

Conteúdo
Gênesis inicia com a formação do sistema solar, os preparativos da terra para sua habitação, e a criação da vida sobre a terra. Todos os oito atos da criação foram executados em seis dias. Os dez capítulos seguintes explicam as origens de muitas qualidades misteriosas da vida: a sexualidade humana, o matrimônio, o pecado, a doença, as dores do parto, a morte, a ira de Deus, a inimizade do ser humano contra o próprio ser humano e as dispersão das raças e línguas sobre toda a terra. Iniciando no cap. 12, Gênesis relata o chamado de Abraão e a inauguração do concerto de Deus com ele, um concerto glorioso e eterno que foi renovado com Isaque e Jacó. Gênesis é impressionante pela forma característica da sua narrativa, realçada pelo relato inspirador de José e pela multiplicação do povo de Deus no Egito. Trata-se de uma lição na eleição divina, conforme encontrado por Paulo em Rm 9. Gênesis antecipa o NT de muitas maneiras: o próprio Deus pessoal, a Trindade, a instituição do matrimônio, a seriedade do pecado, o julgamento divino e a justificação pela fé. A Árvore da Vida, perdida em Gênesis, é restaurada em Ap 22. Gênesis conclui com a bênção de Jacó sobre Judá, de cuja tribo viria o Messias: “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos” (49.10). Muitos séculos e muitas lutas seguir-se-ão antes que esta profecia encontre o seu cumprimento em Jesus.

Cristo Revelado
O Cristo preexistente, a Palavra viva, estava muito envolvido na criação. “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). O ministério de Jesus está antecipado em Gn 3.15, sugerindo que a “semente” da mulher que ferirá a cabeça da serpente (satanás) é Jesus Cristo, a “posteridade” de Abraão mencionada por Paulo em Gl 3.16. Melquisedeque é o misterioso rei-sacerdote do cap. 14. Uma vez que Jesus é rei e também sumo sacerdote, a carta aos Hebreus faz, de forma apropriada, esta identificação (Hb 6.20). A grande revelação de Cristo em Gn se encontra no estabelecimento do concerto de Deus com Abraão nos caps. 15 e 17. Deus fez promessas gloriosas a Abraão, e Jesus é o maior cumprimento destas promessas, uma verdade que é explicada de forma detalhada por Paulo em Gálatas. Boa parte da Bíblia está fundamentada sobre o concerto abraâmico e o seu desenvolvimento em Jesus Cristo. A dramática história da prontidão de Abraão em sacrificar a Isaque segundo a ordem de Deus apresenta uma incrível semelhança com o evento crucial do NT. “Toma agora teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas... E oferece-o em holocausto” (22.2), lembra-nos da prontidão de Deus em sacrificar o seu único Filho pelos pecados de todo o mundo. Por fim, a bênção de Jacó sobre Judá antecipa a vinda de “Siló”, a ser identificada como o Messias. “ E a Ele se congregarão os povos (49.10).

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20 2) A batalha dos reis 14.1-67 2) A morte de Abraão 25. um fato que foi óbvio pra o Faraó: “Acharíamos um varão como este. onde possível.1-2. Todo tipo de dificuldades e situações impossíveis cercaram a família escolhida.1-50. o cumprimento das promessas de Deus a Abraão.22-26 Índice 4 . Esboço de Gênesis I.43 5) O retorno de Jacó para Canaã 31. O Espírito Santo também operou em José. Desta forma achamos o Espírito envolvido na criação.3 2. Esaú e Jacó 25. de maneira sobrenatural cada um destes desafios. em quem haja o Espírito de Deus?” (41.1-57 3) José e os seus irmãos 42.5 1.1-24 3) O concerto de Deus com Abraão 15.1-9.38) Embora o Espírito Santo não seja mencionado de outra forma em Gênesis. da terra.1-23.1-24 Isaque 24.26 Abrão (Abraão) 12.28 4) Jacó muda para o Egito 46. Criação do ser humano 2.1-45.1-50. tentando frustrar.29 A Tabela das nações 10. e da vida sobre a terra 1.1-40. A história primitiva do ser humano 1.1-35.1-2.1-5.1-46 2) A fuga de Jacó para Harã 28.11-22 4) O casamento de Jacó em Harã 29.1-50.4-25 B) A queda do ser humano 3.1-35.1-24 O mundo anterior ao dilúvio 4.1-11 3) Ismael.1– 30.29 1) Jacó engana o seu pai 27.1-35 Jacó 27.O Espírito Santo em Ação “O Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (1.1-9 Genealogia de Abraão 11.23 2) A exaltação de José 41. Criação dos céus.26 1) A venda de José 37.35 1) A noiva de Isaque vem da Mesopotâmia 24. porém o Espírito de Deus resolveu.1-43 José 37.22 5) A benção de Jacó e o seu sepultamento 49.1-10 3) Deus confirma o concerto com Jacó 28.29 Esaú 36.1-23.1-21.1-26.32 Noé e o dilúvio 6.20 1) O chamado de Abraão 12.12-34 4) Deus confirma seu concerto com Isaque 26. Nós também percebemos a sua operação através das vidas dos patriarcas: Ele protegeu os patriarcas e as suas famílias e os abençoou materialmente.2).34 4) O teste de Abraão 22.1-48.21 6) Os últimos dias de José 50.1-32 A confusão das línguas 11. nós o vemos em ação ao atrair os animais dos quatro cantos da terra para dentro da arca de Noé.32 A) As narrativas da criação 1. Os patriarcas escolhidos 12.10-32 II.1– 11.

Tendo testemunhado a sua presença e conhecido a forma como Deus agiu em seu benefício. Quatro grandes eventos ocorrem nesta seção. Primeiro. esta informação que lhe foi revelada.7). Segundo.17-18. O livro termina com a construção do tabernáculo como um lugar da habitação de Deus. 24. 34. a jornada miraculosa até o Sinai (13. Contexto Histórico Êxodo é a continuação do relato do Gênesis. Os hebreus viveram no Egito por 430 anos.1-23. trata-se das instruções referentes à edificação dum tabernáculo e do seu mobiliário (25.1715.7.440. mostrando o desenvolvimento dum pequeno grupo familiar de setenta pessoas numa grande nação com milhões de pessoas. Esta seção tem três componentes principais. Primeiro. trata-se da construção.6) inicia com os hebreus sendo oprimidos no Egito (1.21). de fato. e da habitação da presença de Deus no edifício após o encerramento da obra (35. A última seção enfoca as revelações miraculosas junto ao Sinai (19. sendo que a maior parte do tempo em regime de escravidão.1-13. Êxodo registra o desenvolvimento de Moisés. porém constituiu-se num processo. A libertação divina da nação tem o objetivo especifico de edificar um povo pactual. os hebreus testemunharam o poder miraculoso e libertador de Deus (13. do seu mobiliário.Êxodo Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a.1-35). Êxodo é tradicionalmente atribuído a ele. Ele acompanhou esta libertação através da seleção dum profeta chamado Moisés (3. a libertação de Israel do seu cativeiro.2 .10-14).A. eles experimentaram.8-16). Moisés recebeu a revelação daquelas coisas que Deus desejava que ele soubesse. Ele é o profeta hebreu que liderou os israelitas em sua saída do Egito.23-25). os amalequitas (17.1-40. tanto na forma oral como na escrita. Deus ouviu o seu clamor e colocou em ação um plano ora libertá-los. Terceiro. é a figura centra de Êxodo. Quatro grandes eventos ocorrem nesta seção. do tabernáculo.19) Os resultados duma vida fora desta estrutura pactual são demonstrados pelo incidente que envolveu o bezerro de ouro (32. Segundo. Data A Tradição conservadora data a morte de Moisés em algum temo ao redor de 1400 aC. mas chegou até o seu Deus (2.C.1-27). Como qualquer outro grupo sob pressão.38). a sua caminhada do Egito até o monte Sinai para receber a lei de Deus e as instruções divinas a respeito da edificação do tabernáculo. eles receberam proteção em vista dos seus inimigos. durante a caminhada pelo Deserto. Através de eventos variados e de encontros face a face com Deus.1-10).27).4. é provável que o Livro de Êxodo tenha sido compilado nos quarentas anos anteriores.27). Primeiro. elas demonstraram a superioridade do Deus hebreu sobre os deuses egípcios e.6).1-40. Autor Moisés.27) e as revelações miraculosas junto ao Sinai (19. cujo nome significa “tirado das águas”.14.1-13. de forma direta. eles poderiam ajustar as suas vidas ao seu jeito de ser a fim de continuar recebendo as suas bênçãos. A libertação não ocorreu de forma instantânea.2217.18). Moisés comunicou ao povo hebreu. Desta forma. Um período considerável de tempo e dez pragas foram utilizadas para ganhar a liberação dos hebreus das garras do Faraó.33). os hebreus testemunharam o poder miraculoso e libertador de Deus (13. Estes quatros grandes eventos ensinam um conceito importante: a mão de Deus está presente na vida do seu povo especial. através do processo de inspiração do Espírito Santo. Assim.17-18. são dados os Dez mandamentos e todas aquelas instruções que explicam em maiores detalhes como estes mandamentos devem transparecer na vida do povo em aliança com Deus (19. 5 . segundo. A sua reclamação chegou não somente diante dos seus opressores. a capacidade que Deus tem de cuidar do seu povo (15. Conteúdo O Livro de Êxodo pode ser dividido em três seções principais: a libertação miraculosa de Israel (1. Quatro passagens em Ex dão forte apoio à autoria mosaica de pelo menos boa parte do livro (17. Quatro anciãos com a tarefa de supervisão foram estabelecidos a fim de manter a paz entre o povo (18. A primeira seção (1. As pragas realizaram duas coisas importantes: primeiro.17-18.1-31. elas trouxeram liberdade aos hebreus. os hebreus reclamavam.27). Terceiro.38). A Segunda seção narra a jornada milagrosa até o Sinai (13.

e perdoador.1-13.27 A Libertação junto ao mar Vermelho 13.8-16 O estabelecimento dos anciões supervisores 18. As revelações miraculosas junto ao Sinai 19. As passagens “EU SOU” no evangelho de João encontram a sua origem primeira no livro de Êxodo.30).31-40).1.34-38 Índice 6 . de forma simbólica. João afirma que Jesus é o Pão da Vida. o qual é utilizado pra preparar tanto os fiéis como os sacerdotes para o culto divino (30. A Páscoa indica que Jesus é o Cordeiro de Deus que foi oferecido pela nossa redenção (12.1-27 III.22.31).1-31. O Fruto do Espírito Santo está listado em Gl 5.4-40. no tabernáculo. fiel.23.Cristo Revelado Moisés é um tipo de Cristo. longânimo.1-13. João nos conta que Jesus é a luz do Mundo. bom.3-11 e 35.17-18. o óleo representa. quando cidadãos individuais são capacitados a tornarem-se exímios artífices. As habilidades naturais destas pessoas foram enriquecidas e aumentadas a fim de que executassem as tarefas necessárias com excelência e precisão. Por exemplo.1-11. Uma listagem paralela também pode ser encontrada em Ex 34. Esboço de Êxodo I. O Espírito Santo em Ação No Livro de Êxodo.30-36.38 A chegada ao Sinai e a manifestação de Deus 19. As referências mais diretas ao Espírito Santo podem ser encontradas em 31.6. A jornada miraculosa até o Sinai 13. Moisés fala de duas maneiras do pão de Deus: o maná (16.7 A proteção contra os amalequitas 17.1-22).17-15.1-4. clemente.20-33 Israel confirma o concerto 24.1-18 Orientação a respeito do tabernáculo 25.1-35. que descreve os atributos de Deus como compassivo.18 O bezerro de ouro 32.1-35 Arrependimento e renovação do concerto 33. Arão funciona como um tipo de Jesus assim como o sumo sacerdote (28.1-22 O nascimento e a primeira parte da vida de Moisés 2.1-21 O Livro da Aliança 20.7.19 A proteção do Anjo de Deus 23.35) e os pães da proposição (25.10 O episódio do êxodo 12.1) faz intercessão junto ao altar do incenso (30.3 A construção do tabernáculo 35.1-25 Os dez mandamentos 20. o óleo da unção é um tipo do Espírito Santo.1).31 O processo de libertação 5. o candelabro serve como fonte de luz permanente (25.1– 40.21 A provisão para o povo 15.22-23.22-17. o Espírito Santo. A libertação miraculosa de Israel 1. pois ele liberta da escravidão. Através da obra capacitadora do Espírito Santo.16 II.16 A opressão dos israelitas no Egito 1.33 A glória do Senhor enche o tabernáculo 40.

que era uma forma costumeira de dar nome às obras antigas. A Santidade (hebr. foi o primeiro livro a ser ensinado para as crianças na educação judaica. descrevendo a santidade da presença divina. bem como o povo. Em 1. e santo é oposto do comum ou secular. O Ano de Descanso refere-se à emancipação dos escravos israelitas e pessoas endividadas. Dt 15. algumas vezes é chamado de oferta queimada. portanto. devem ter um descanso depois de cada 7 .1-18). isso forma a base de todo este livro das Escrituras. Ele lida com o caráter e a vontade de Deus especialmente em assuntos de santidade. XII aC) até a época de Esdras. O título é um pouco enganoso. a santidade de Deus e a santidade na vida cotidiana. que significa “E ele chamou”. Minchah) são uma oferta de tributo feita a fim de garantir ou manter o favor divino. Data Os sábios datam o Livro de Levítico da época das atividades de Moisés (datando mais antigamente no séc. antes de mais nada.Levítico Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1445 a. Os sacerdotes e levitas preservaram seu conteúdo. O código de santidade permeia a obra porque cada indivíduo deve ser puro. O conceito de santidade afeta não somente o relacionamento que cada indivíduo tem com Deus. o calendário litúrgico tem uma posição significativa no Livro de Levítico. Kedushah) é uma palavra-chave em Levítico. Ela vai além do assunto de sacrifício. O título “Levítico “ é derivado da versão grega da obra e significa “assuntos pertencentes aos levitas”. O livro contém pouca informação histórica que forneceria uma data exata. normalmente pelo uso de um falso testemunho. durante o retorno (séc. tudo o que vós quereis que os homens vos façam.reflete o texto de Lv 19. Asham). antes de proceder a outros texto bíblicos. A santidade está sendo separada do profano. A aceitação da autoria mosaica para Levítico dataria sua escrita por volta de 1445 aC. Outro tema principal do Livro de Levítico é o sistema sacrificial. que os sábios judeus consideravam de importância primária. bem como à redenção da terra (ver também Ex 21.A. embora o cerimonial do sacrifício e a obra dos sacerdotes sejam explicados com grande cuidado. o Livro de Levítico recebeu o nome de Vayikra. XV aC e a última alternativa no séc.11. mas também o relacionamento de amor e respeito que cada pessoa deve ter com o seu próximo. porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7. O sacrifício pelo sacrilégio (hebr. é preparado para a violação da santidade da propriedade de Deus ou de outras pessoas. de acordo com a tradição primitiva. 23. Algumas vezes.chatta’t) é empregado para tirar a impureza do santuário. Os sacrifícios de paz ou das graças (hebr. pois Deus é puro e porque a pureza de cada indivíduo é a base da santidade de toda a comunidade do concerto. Conteúdo Em hebraico. O Ano de Jubileu refere-se ao fato de que as terras de Israel. O título hebraico é tirado da primeira palavra do livro. O sacrifício pelos erros (hebr. As ofertas de manjares (hebr. também conhecido como oferta pela culpa ou oferta de compensação. todo o sacerdócio. O livro descreve o sistema de sacrifícios e louvor que precede a época de Esdras e relembra a instituição do sistema de sacrifícios. Isso costumava acontecer em ocasiões de alegria. ser educadas sobre a santidade de Deus e a responsabilidade de cada indivíduo pra viver uma vida santa.VI aC). uma vez que o livro lida com muito mais assuntos relacionados à pureza. “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.3 .C. fazei-lho também vós.olah) referem-se ao único sacrifício que é totalmente consumido sobre o altar e. entretanto. Eles sentiram que. A palavra “santo” aparece mais de oitenta vezes no livro. portanto. Os holocaustos (hebr.1. Além dos sacrifícios.shelamim) são designados para fornecer expiação e permitem que a pessoa que faz a oferta como da carne do sacrifício.10. o texto se refere à palavra do Senhor. As terras. as crianças deveriam. pertencem a Deus e não a qualquer indivíduo. O ensinamento de Jesus Cristo—”Portanto.18. santidade. Contexto Histórico A teologia do Livro de Levítico liga a idéia de santidade à vida cotidiana. Os erros profanaram a santidade de Deus e é exigida uma oferta.2-6. indicando que os frutos do trabalho de uma pessoa devem ser dedicados a Deus. que foi proferida a Moisés do tabernáculo da assembléia. Autor O Livro de Levítico é o terceiro livro das Escrituras Hebraicas do AT atribuídos a Moisés. o Livro de Levítico tem sido encarado como uma obra de difícil compreensão.12).

O código de Santidade 17.1-46 V. O Livro de Hebreus descreve Cristo como o sumo sacerdote e usa o texto de Levítico como base para ilustrar a sua obra.1-10. o que ensina o domínio de Deus.1-26. O serviço dos sacerdotes no santuário 8. Entretanto.7 Outras instruções 6. A santidade do caráter de Deus é constantemente mencionada na designação de santidade às ações e louvor do povo.20 A ordenação de Arão e seus filhos 8.38 II.57 Imundícias de emissão 15. à medida que elas o louvam.1-34 IV.27 Leis para sacerdotes e sacrifícios 21.12-20 III. Esboço de Levítico I.1-55 Bênçãos por obediência e punição por desobediência 26.1-9 Punição para blasfêmia 24. a presença de Deus é sentida em todo o livro.1-33 Imundícias morais 16.46 Matando por alimento 17.1-7.1-20. a santidade de seu caráter e a necessidade de a congregação se aproximar dele com pureza de coração e mente.1-34 Índice 8 .1-8 Imundícias da pele 13.1-17 As ofertas de manjares 2. A descrição do sistema de sacrifícios 1. Ofertas para o santuário 27. Elas devem ser santas como Ele é santo.1-44 Leis para elementos sagrados de louvor 24. Alguns usaram formas extremas de alegoria do Livro de Levítico a fim de revelar Cristo. o sistema de sacrifícios e o sumo sacerdote no Livro de Levítico são tipos que retratam a obra de Cristo. Ele não é visto como nos cultos pagãos da época em que os ídolos eram venerados. mas está no meio das pessoas.1-11 O pecado de Eleazar e Itamar 10. As leis das impurezas 11.1-14.1-5.8-17).33 Dias santos e festas religiosas 23.10-23 Os Anos do Descanso e do Jubileu 25.34 Imundícias dos animais 11.1– 22.período de quarenta e nove anos (Lv 25. Cristo Revelado Cristo não é especificamente mencionado em Levítico.1-47 Imundícias do parto 12.17 A Expiação do pecado 4.1-16.1-6 Os sacrifícios de paz ou das graças 3. entretanto.38 Os holocaustos 1.14-6. esse método de interpretação bíblica deve ser cautelosamente usado a fim de garantir que o significado original histórico e cultural sejam preservados.13 O sacrifício pelo sacrilégio 5.1-16 Sobre ser sagrado 18.1.8-7.1-24 O pecado de Nadabe e Abiú 10. O Livro de Levítico enfoca a vida e o louvor do antigo povo de Israel. O Espírito Santo em Ação Apesar de o termo “Espírito Santo” nunca ser mencionado no Livro.1-36 Os sacerdotes tomam posse 9.

O cap. provavelmente o livro tenha sido escrito por volta de 1400 aC.13) tem duas partes principais.1-10. onde são dadas instruções para que sejam feitos sinais com as trombetas.1-10. Os acontecimentos deste livro ocorrem durante cerca de 40 anos. A tradição judaica interpretava este verso messianicamente. começando logo após o Êxodo. 5-6 lidam com a imundície ritual. seguido pela Vulgata (numeri). O cap. a autoria é atribuída a Moisés. mas não de perto.17.4 . o motivo do preparo é reconsiderado em 10. Nm 33. cujo nascimento é contato no Ex 2 e cuja morte é narrada em Dt 34. “Falou mais o senhor a Moisés.10) cobrem uma variedade de tópicos.1-10.4). Jesus Cristo é o Messias. No texto hebraico. e o verdadeiro rei sobre quem Balaão fala. Data Assumindo a autoria mosaica.9 lida com a Páscoa e a nuvem e o fogo. mas aqueles que lidam com o preparo da viagem dominam. no deserto do Sinai”. Moisés.11-36-13). O título em português Números é tirado de seu título (arithmoi) na tradução grega do AT (a septuaginta). que se inicia com o Êxodo. de acordo com o testemunho uniforme do NT. Os caps. No cap. As instruções no Sinai lidam com a preparação para a viagem. e os nazireus. exceto Josué. Conteúdo A divisão dos livros de abertura do AT em cinco livros ou pergaminhos (chamado “o Pentateuco”. Os pontos-chave nesta parte são os relatos das queixas. seguido de um relatório de concordância com o mandamento. A seção de Nm que lida com a viagem (10. conforme atestado pelos textos de Qumran. e um cetro subirá de Israel”. 8 fala da consagração dos levitas. observando que toda a primeira geração.Números Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. Começa com Israel ainda no Sinai. e o resto do livro conta a viagem em si.. As instruções no Sinai (1.11-36. a personalidade central do livro.1. 10. o nome do livro é No Deserto . Em primeiro lugar.C. Autor Tradicionalmente. “Vê-lo-ei. Número tem duas divisões principais: 1) a seção contendo instruções enquanto ainda no Sinai (1. 1). rebeliões e desobediência da primeira geração. Começa com um novo censo (comparar com o cap. os líderes do povo trazem ofertas para o tabernáculo. é a figura que une a história do Êxodo até Deuteronômio. A figura messiânica do rei de Israel é profetizada por Balaão em 24. A pedra que deu água aparece duas vezes na história do deserto (cap 20.A.18 descreve a destruição de geração que vivenciou a libertação do Egito por meio do Senhor. a infidelidade marital. 9 . O Livro de Número continua o relato do período mosaico. 1-4 lidam com uma série de instruções para numerar (fazer o censo de) vários grupos. Calebe e Moisés. que levou à morte deles.11.11-25. a quem libertou do cativeiro. A segunda subseção (26-36) narra a preparação da segunda geração para a entrada na Terra Prometida. Ex 17). O Apóstolo Paulo escreve sobre Cristo que ele era a pedra espiritual que seguiu os israelitas pelo deserto e deu-lhes a bebida espiritual (1Co 10. Os caps. A entrada dos israelitas no deserto do Sinai é registrada em Ex 19. contemplá-lo. tirado da linha de abertura. em 1400 aC. uma estrela procederá de Jacó. pouco antes de sua morte. significa “Cinco pergaminhos”) não deve obscurecer o fato de que cada um dos cinco livros é uma continuação do precedente. Cristo Revelado Jesus Cristo é retratado em Nm como aquele que provém. Paulo enfatiza a provisão de Cristo às necessidades de seu povo. Israel deixa o Sinai em Nm 10. registrando pontos sobre a viagem no deserto.2 faz uma referência especifica a Moisés. mas não agora. Essa seção termina com a distribuição da terra entre as tribos depois de elas terem entrado na Terra Prometida. morreu no deserto.10). 2) a viagem no deserto que cobre o itinerário do Sinai até as planícies de Moabe através do Jordão da Terra Prometida (10. 7.

1-29 10) Do monte Hor às planícies do Moabe 21. A resposta é que o Senhor tomará o Espírito que está sobre Moisés (identificado no v. Somente o setenta anciãos nomeados profetizam.1-30. Relato da viagem do Sinai 10.28-32 e é definitivamente cumprida no Dia de Pentecostes (At 2. Quando Josué se queixa que dois dos anciãos no acampamento também estão profetizando. Instruções para a viagem do Sinai 1.1-4.27 2) Ofertas dos líderes 7. Mesmo um líder como Moisés era incapaz de fazer tudo e precisava de uma liderança doada pelo Espírito para a realização de sua tarefa. Santo no cap.1-3 3) Ansiando por carne 11. 16.13 Rebelião e punição da primeira geração 10.1-14.1-10.1-26 4) Segunda Páscoa 9.1-18.50-36.1-89 3) Levitas dedicados 8.15-23 6) As trombetas de prata 10. 25).1-35 11) Balaque e Balaão 22.1-6.O Espírito Santo em Ação Fala-se diretamente sobre o E.11-36.49 Instruções e relatos adicionais 5.45 6) Instruções relacionadas às ofertas 15. Esboço de Números I.1-42 5) Itinerário do Egito até Moabe 33.1-10 II. Moisés está pedindo ajuda ao Senhor em seus deveres de liderança.18 Preparo da nova geração 26.13 Índice 10 .13 1) Um novo censo 26. Lá o Espírito é retratado como realizando duas funções: ungido para a liderança e inspirando a profecia.11-36 2) Queixas do povo 11.1-65 2) Instruções relacionadas à herança.32 8) Leis da purificação 19.1-2.1-16 5) Recusa a entrar na Terra Prometida 13.10 1) Cinco instruções 5.16 3) Vingança sobre os midianitas 31.1-36.1-22 9) A morte de Miriã e Arão 20. quando o Espírito foi derramado e tornou-se disponível a todos.4-35 4) Desafio para Moisés 12.1-14 5) Direção pela nuvem e fogo 9.34 2) Censo não militar: levitas 3.10 Relato sobre a tomada do censo 1. Quando o Espírito é dado aos anciãos.1-4. No v.1-10.18 1)Relato da primeira marcha do Sinai 10.16-21).1-54 4) As tribos da Transjordânia 32. 11. ele causa a profecia (v.9 1) Censo militar 1.1-49 6) Instruções para a ocupação de Canaã 33.1-41 7) Desafios à autoridade de Arão 16. 29 como o Espírito do Senhor) e o passará para seus líderes.11-25. ofertas e votos 27. Essa esperança de Moisés é retomada em Jl 2.1-25. Moisés expressa o desejo de que todo o povo de Deus também recebesse seu Espírito e profetizasse.

se vós crêsseis em Moisés. em cerca de 1400 aC. maldição. Moisés expõe os mandamentos e os estatutos que Deus deu em seu concerto.Deuteronômio Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. Cristo Revelado Moisés foi o primeiro a profetiza a vinda do Messias.9. Quando os israelitas se preparavam para entrar na Terra Prometida. Notadamente. depararam-se com um momento crucial em sua história . Josué. que contém o relato da morte de Moisés. e a deu aos sacerdotes” (31.22. Ele os recorda trinta e quatro vezes de que essa é a terra que Deus lhes está dando. porque de mim escreveu ele. Moisés os exorta trinta e cinco vezes para “entrar e possuir” a terra. na região montanhosa do Moabe. como crereis nas minhas palavras?” (jo 5. Isso foi um pouco antes da morte de Moisés e do início da liderança de Josué em guiar os israelitas a Canaã. Mc 10. a Terra Prometida. Conteúdo Dt é uma série de recomendações de Moisés aos israelitas enquanto ele se prepara para morrer e eles se aprontam para entrar na Terra Prometida. Moisés experimenta um forte sentimento de antecipação pelo povo. os israelitas perambularam sem destino no deserto por trinta e oito anos. Por causa da desobediência de Israel em se recusar a entrar na terra de Canaã.novos inimigos. provavelmente. O último capítulo. Dt cobre um período inferior a dois meses. onde Deuteronômio provavelmente tenha sido escrito. Tanto a tradição judaica quanto a samaritana são unânimes em identificar Moisés como o autor. Para preparar a nação para vida na nova terra.7. O que Deus havia prometido a Abraão. Moisés reuniu o grupo para lembrá-los da fidelidade do Senhor e para encorajá-los a serem fiéis e obedientes ao seu Deus quando possuíssem a Terra Prometida. e o livro reflete claramente a personalidade de Moisés. 7. Dt é proclamação de uma segunda chance para Israel. eles eram nascidos e criados no deserto. Jesus 11 . no primeiro dia do mês”. Moisés lhes recorda com vivacidade a fidelidade de Deus por toda a história e os relembra de seu relacionamento singular de concerto com o Senhor. no ano quadragésimo de sua peregrinação pelo deserto (1. Assim como Cristo. Agora se achavam acampados na fronteira oriental de Canaã.A. por seu amigo íntimo. Autor Deuteronômio identifica o conteúdo do livro com Moisés: “Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel” (1. de vista para Jericó e a planície do Jordão. A falta de fé e a infidelidade de Israel tinham impedido a conquista de Canaã anteriormente.47). Moisés percebe que a maior tentação dos israelitas na nova terra será abandonar a Deus e cair na idolatria dos ídolos cananeus. Ele tirou os israelitas da escravidão no Egito e os guiou pelo deserto para receber a lei de Deus no monte Sinai. Sendo assim. O nome de Moisés aparece quase quarenta vezes. Enquanto essa nova geração de israelitas se prepara para entrar na Terra Prometida. um Profeta como o próprio Moisés (18. Mas. saúde e prosperidade. At 3. Pedro e Estevão também reconhecem Moisés como o autor do livro (mt 19. bênção. A maioria do povo junto de Moisés à entrada da Terra Prometida não tinha testemunhado as cenas no Sinai. creríeis em mim.15). no vale defronte de Bete-Peor.1). “no mês undécimo. O concerto mostrou aos filhos de Deus o caminho para viver em comunhão com ele e uns com os outros. foi escrito.3.4. Embora Deus o tivesse proibido de entrar em Canaã. A mensagem de Dt é tão poderosa que é citada mais de oitenta vezes no NT. Data Moisés e os israelitas iniciaram o Êxodo do Egito por volta de 1440 aC.9) também pode ser indício de que tenha escrito todo o livro.46. e a Terra Prometida estava a sua frente. na ocasião do discurso do conteúdo do livro ao povo. Portanto.37). Chegaram à planícies de Moabe.5 . se não credes nos seus escritos. Isaque e Jacó séculos antes está prestes a se tornar realidade. “Moisés escreveu esta Lei.C. doença e pobreza. Moisés é a única pessoa com quem Jesus se comparou: “Porque. Por conseguinte. Moisés está preocupado com a perpetuação do concerto.3). O uso corrente da primeira pessoa do singular em todo o livro apóia ainda mais a autoria mosaica. A Obediência a Deus equivale a vida. novas tentações e nova liderança. A desobediência equivale a morte. incluindo os trinta dias de lamento pela morte de Moisés Contexto Histórico Moisés tinha então 120 anos.

Moisés demonstrou a presença do E.costumava citar Dt.1). 6. 10.1-30.6-3.1-5 O passado recordado 1.5.44-26.1-68 O juramento do concerto 29.1-40 Cidades de refúgio nomeadas 4.1-26 Sanções do concerto 28. a restauração e a conversão nacional e futura de Israel (30. O primeiro discurso de Moisés 1. Esboço de Deuteronômio I.15).3.9 Exposição das leis sociais 21.21 se descreve Moisés claramente: “homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”. ele respondia com Dt 6.32 Exposição das leis cerimoniais 12. Como porta voz de Deus. Em 2Pe 1.5.18-18.13. ter usado este livro sobre a obediência para demonstrar a sua submissão à vontade do Pai. Quando confrontado por satanás em sua tentação.43 Introdução 1.1– 34.44– 11.20 IV.19 III.10– 26. Quando lhe perguntavam o nome do mandamento mais importante.6) e a prosperidade nacional de Israel (30.29 Um chamado à obediência 4. ele citava exclusivamente Dt (8.47 A bênção de Moisés sobre Israel 32.20 Cerimônia de retificação 27. 6. O terceiro discurso de Moisés 27.17 Exposição da lei civil 16. o arrependimento (30. As palavras finais e a morte de Moisés 31.30-32.9).1-29 O cântico do testemunho 31. O Espírito Santo em Ação O tema unificador em toda a Bíblia é a atividade redentora de Deus.1-16. mesmo até a morte. O segundo discurso de Moisés 4.48—33.22 Exposição das leis criminais 19.19 Exposição dos Dez Mandamentos 4.16. É muito significativo o fato de Cristo.29 A Morte e a sucessão de Moisés 34. a dispersão de Israel (30.2) e a restauração (30.1– 30. Dt recorda ao povo que o Espírito de Deus havia estado com eles desde o tempo da sua libertação do Egito até o momento presente e que ele continuaria a guiálos e protegê-los se permanecessem obedientes às condições do concerto.5) de Israel. que era perfeitamente obediente ao Pai.12 Perpetuação do concerto 31. Santo enquanto profetizava para o povo.1-4.1-12 Índice 12 .20). Várias de suas profecias mais significantes incluíam a vinda do Messias (18.41-43 II.1-21.

21) ilustra a obra de redenção de Cristo na cruz. Josué narra o período da entrada de Israel em Canaã através da conquista. Pode-se encontrar tipos em uma pessoa. bem como cristo nos leva à possessão da vida eterna. Eles tinham vivido em servidão aos Faraós egípcios e depois ficaram perambulando sem rumo no deserto por mais de quarenta anos. e a migração para Dã (19. A data comumente aceita da morte de Josué é por volta de 1375 aC. Assim. Abraão. É mais provável que o livro tenha sido composto em sua forma final por um escriba ou editor posterior. não poderiam ter sido escrita por Josué.18. seguir os planos do príncipe. o livro engloba a história de Israel entre 1400 aC e 1375 Ac e é provável que tenha sido compilado pouco tempo depois. A religião Cananéia enfatizava a fertilidade e o sexo. Politicamente. Coletivamente.6 . O uso do pronome “nós” e “nos” (como em 5.29-32). Josué teve certeza de que o próprio Deus era o responsável. O próprio Josué era um modelo de Cristo. Através de sua aparição. Vários outros acontecimentos que ocorreram após a sua morte são mencionados: A conquista de Hebrom por Calebe (14. esses livros traçam o desenvolvimento do Reino de Deus na Terra Prometida até o cativeiro da Babilônia— Um período de cerca de novecentos anos. por revelação direta. Cristo também derramou seu sangue e foi pendurado na cruz para nos salvar da morte. Em 5.26 sugere que o autor de pelo menos grandes seções foi o próprio Josué. o povo de Israel estava sem pátria havia mais de quatrocentos anos (Gn 15. Entretanto. Se nome. Séculos antes. entretanto. O Pano cor de sangue pendurado na janela salvou Raabe e sua família da morte. Moralmente. é um equivalente hebraico do grego “Jesus”. a anarquia e a brutalidade eram comuns.C. O cenário estava estabelecido e a terra propícia para a conquista. Passagens paralelas em Jz 1. Em contrapartida. em um ritual religioso e mesmo em um acontecimento histórico. uma lição objetiva.6-15). cada uma com seu governo autocrático e todas hostis umas com as outras. Deus havia prometido transformar Abraão e seus descendentes em uma grande nação e dar-lhes Canaã como pátria sob a condição de que eles continuassem fiéis e obedientes a ele (Gn 17) . Agora.47). as pessoas eram depravadas. Cristo Revelado Cristo é revelado no Livro de Js de três maneiras. o Deus Triúno apareceu a Josué como o “príncipe do exercito do SENHOR” . que significa ”Jeová é Salvação”. Canaã se dividia em várias cidadesestados.Josué Autor: Incerto (Josué) Data: Cerca de 1400—1375 a. adoração da serpente e o sacrifício de crianças.13-15. eles estavam prestes a vivenciar o cumprimento dessa promessa. Outras passagens.10-16 e Jz 18 confirmam que esses acontecimentos ocorreram ap´´os a morte de Josué.A. Portanto. Autor O autor do Livro de Josué não pode ser determinado pelas Escrituras. embora imperfeitamente. Era tarefa de Josué. Js 24. bem como nossa . Conteúdo O Livro de Josué é o sexto do AT e o primeiro de um grupo de livros chamado os Profetas Anteriores. Sua morte é registrada no capítulo final (24. Data O Livro de Js cobre cerca de vinte anos da história de Israel sob a liderança de Josué.6) sustenta a teoria de que o autor deve ter sido testemunha de alguns acontecimentos que ocorreram durante estes período. por modelos e por aspectos iluminantes de sua natureza.13).13-17). a vitória de Otniel (15. divisão e estabelecimento da Terra Prometida. Um modelo é um símbolo. continuavam fiéis ao único e verdadeiro Deus e se apegavam à promessa que ele tinha feito ao antepassado deles. Josué guiou os israelitas até a possessão de sua herança prometida. O cordão de fio de escarlata na janela de Raabe (2. assistente e sucessor de Moisés. 13 . mas foi baseado em documentos escritos por Josué. Contexto Histórico O livro começa nas vésperas da entrada de Israel em Canaã. além de conhecer o príncipe.

5.15 1) Procurando a moral do inimigo 2. Nenhuma obra de Deus.16-18 Mediante o preparo do exército para a batalha 2.Amorreus 10. sem nos ele não quer”.24 1) Os territórios 11.14). para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares” (1. A obra do Espírito Santo é sobrenatural. sustentou e preservou seu povo tirando-os do deserto e levando-o à Terra Prometida.Jericó 6. Possuindo a herança 6. Esboço de Josué I. Inicialmente.2-12 4) Convencendo um líder a servir 5.1-24 14 .13-15 II.Gibeonitas 9.1-9 2) Josué dá o mandamento 1.24 O território central 6.1-27 2) Os milagres trazem a liberação . Josué testemunhou: “nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o SENHOR. Seu objetivo em Josué. independentemente de quanto tempo demore. O Espírito Santo está comprometido a realizar a tarefa. A cooperação com o Espírito Santo é essencial à vitória.1-8. que é a Promessa. Deus. foi através dessa nação que Deus escolheu salvar o mundo (Is 63.35 1) A obediência traz a conquista . Várias características sobre a maneira como o Espírito opera podem ser vistas em Josué. pois. Foi dito: “Sem ele. nem para a direita nem para a esquerda.1-26 3) O arrependimento traz a vitória .30-35 O território do Sul 9.1-27 2) O pecado traz a derrota .1-24 2) Posicionando o povo para a batalha 3.16—12. vosso Deus” (23. bem como no AT.7).1-43 O território do Norte 11. forneceu a Josué a promessa de seu Espírito sempre presente. em sua graça e fidelidade.20). Sua presença contínua é necessária para o sucesso do plano de Deus na vida dos homens. A obra do Espírito Santo é mútua: “Tão somente sê forte e mui corajoso para teres cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou.12.1-5.1-10.15 Mediante a escolha do líder do exército 1. quando o Espírito deteve o sol (10. seja a libertação da servidão ou possessão da bênção.1-12.16-23 2) Os reis 12.1-29 4) A lei traz a bênção . A obra do Espírito Santo é contínua: “Não te deixarei nem te desampararei” (1. sua presença surge em 1. é realizada sem ajuda do Espírito.1-5. O trabalho do Espírito Santo era o mesmo antes de agora: ele atrai as pessoas a um relacionamento de salvação com Cristo e realiza os propósitos do Pai.10-15 3) Josué recebe estímulo 1.1 3) Fortalecendo as tropas para a guerra 5. dela não te desvies. Preparação da herança 1.5). A vitória foi alcançada em Gibeão.1-5. quando Deus conhecendo a esmagadora tarefa de comandar a nação de Israel. Ele nos habilita a cumprir nosso chamado e a completar a tarefa ao nosso alcance.43 1) O engano traz o cativeiro .Acã 7. O Espírito Santo em Ação Uma tendência constante da obra do ES flui através do Livro de Js.Monte Ebal e monte Gerizim 8.Um dos aspectos da natureza de Cristo revelada em Josué é o da promessa cumprida.13).Ai 8.1-18 1) Josué ouve o chamado 1. era a salvação de Israel.1-15 Revisando os territórios conquistados 11. Ele fará o mesmo por nós através de Cristo.7-9). A queda de Jericó foi obtida mediante a destruição milagrosa de seus muros (6. não podemos. No final de sua vida.

1-19. Gade e Manassés 13.1-63 6) Uma parte para Efraim e Manassés 16.1-6.21.1-17.8-33 3) Dividindo as partes a oeste da Jordânia 14.1-34 1) Uma benção para as tribos do Leste 22.42 10) Epílogo 22. Compartilhando a herança 13.6-15 5) Uma parte para Judá 15.1-5 4) Uma parte para Calebe 14.49-51 9) Cidades de refúgio e para os levitas 20.1-16 Josué desafia o povo 24.1—24.1-21.48 8) Uma parte para Josué 19.18 7) Partes para as tribos restantes 18.1-34 Discutindo o futuro 22.34 Distribuindo a herança 13.1-9 2) Uma explicação para o altar 22.10-34 IV.45 1) Partes ainda não conquistadas 13.29-33 Índice 15 .1-7 2) Partes para Ruben.33 Josué aconselha os líderes 23.1-28 Josué morre 24.1-22. O discurso final de Josué e sua morte 23.III.

Abimeleque.6) oferece uma visão geral do corpo principal do Livro. o propósito desta seção final do livro é ilustrar as conseqüências da apostasia e anarquia nos dias em que “não havia rei em Israel”. Estas descrevem os caminhos rebeldes de Israel durante os primeiros séculos na Terra Prometida e mostram como o Senhor se relacionou com a nação naquele período. Contexto Histórico Juízes cobre um período caótico na história de Israel: cerca de 1380 a 1050 aC. cerca de 1050 a 1000 aC.6. Aparentemente. A segunda história no epílogo ilustra a corrupção moral de Israel ao relatar a infeliz experiência de um levita em Gibeá. o Senhor os entregava nas mãos de inimigos (opressão). Conteúdo O Livro de Juizes está dividido em três seções principais: 1) Prólogo (1.15) na forma de um epílogo. mas também antecipa o estabelecimento da monarquia em Israel. 2) A declaração de que “os jubuseus habitaram com os filhos de Benjamim em Jerusalém até ao dia de hoje” (1. Israel praticava continuamente o que era mau aos olhos do Senhor e “não havia rei em Israel.1-21. Tola.Juízes Autor: Desconhecido Data: Entre 1050 e 1000 aC Autor O autor de Juízes é desconhecido. Israel conquistou e ocupou de forma geral a terra de Canaã. registrando as condições em Canaã durante o período dos juízes. não havia rei em Israel” (17.31) ilustra esse padrão que se repete na história antiga de Israel.7). Este bem pode ter escrito partes do Livro. o Senhor os entregava nas mãos dos opressores. são conhecidos como “juízes menores”. Eúde. Sob a liderança de Josué. 16 . mas grandes áreas ainda permaneceram por ser conquistadas pelas tribos individualmente. Mica estabeleceu em Efraim uma forma pagã de culto ao Senhor. Cada vez que o povo clamava ao Senhor. a quem o Senhor escolheu e ungiu com o seu Espírito. e a conseqüente guerra benjamita. este. A segunda parte do prólogo (2. Jair.7-16. O Talmude atribui o livro de Juízes a Samuel. Gideão.25). Estes juizes. levantava um juiz a fim de prover libertação ao seu povo.6) foram escritas num período em que Israel tinha um rei. O Livro de Juizes não olha apenas retroativamente para a conquista de Canaã. Ao servirem de forma deliberada a deuses estranhos. liderada por Josué. evidências internas indicam que ele foi escrito durante o período inicial da monarquia que se seguiu à coroação de Saul. Data O Livro de Juízes cobre o período entre a morte de Josué e a instituição da monarquia. opressão. Esta data tem o apoio de dois fatos: 1) As palavras “naqueles dias. com fidelidade. está vinculado à história de Gideão. o povo de Israel quebrava a sua aliança com o Senhor. Seis outros. e. Seis indivíduos— Otniel.6) 2) narrativas (3.7 .A. Débora. são classificados como “juízes maiores”. no território de Benjamim. Porém antes da conquista de Jerusalém por Davi. cujo papel de libertadores é narrado com mais detalhes.1—21. mas descrever a corrupção religiosa e moral existente nesse período.25). A data real da composição do livro é desconhecida.1-3. A primeira parte do prólogo (1. O propósito desses apêndices não és estabelecer um final ao período dos juízes. e 3) epílogo (17. Em conseqüência. Elom e Abdom—. arrependimento e libertação. a qual foi adotada pelos danitas quando estes abandonaram o território que lhes coube por herança e migraram para o norte de Israel. já que se afirma que era um escritor (1Sm 10. porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (21. A parte principal do livro (3. o povo de Israel clamava ao Senhor (arrependimento).1-36) e a reprimenda do Senhor pela infidelidade do povo à sua aliança (2.5) estabelece o cenário histórico para as narrativas que seguem. um tempo caracterizado por um ciclo recorrente de apostasia. Ibsã. Jefté e Sansão—.31). Duas histórias são acrescentadas ao Livro de Juízes (17. eram militares e civis. Os israelitas faziam o que era mau aos olhos do Senhor (apostasia). Ali é descrita a conquista incompleta da Terra Prometida (1. Um décimo terceiro personagem.6-3. o Senhor levantava libertadores a que ele capacitava com o seu Espírito (libertação). A primeira história ilustra a corrupção na religião de Israel.1-5). que são as narrativas.25).1-2. que são mencionados rapidamente— Sangar.7-16. em resposta ao seu clamor.21) aponta para um período anterior à conquista da cidade por Davi (2Sm 5. No entanto.

Sansão despedaçou um leão apenas com as mãos (14.6 Continuação das conquistas pelas tribos de Israel 1.7-16. em outra ocasião. Literalmente. Através da presença pessoal do Espírito do Senhor.19) e.7 Carreira de Ibsã como juiz 12.11. livrou-se das cordas que amarravam as suas mãos e matou mil filisteus com uma queixada de jumento (15.7-11 Opressão moabita por meio de Eúde 3. o Espírito do Senhor se revestiu de Gideão.6 –12. Esboço de Juízes I.1-5. O Espírito do Senhor capacitou este líder escolhido por Deus e agiu através dele para implementar o ato salvífico do Senhor em benefício do seu povo.3-5 Opressão amonita e libertação por meio de Jefté 10.29) com habilidades de liderança no seu empreendimento militar contra os amonitas. História de opressões e libertações durante o período dos juízes 3.15 Índice 17 .1-5 Introdução ao período dos juízes 2.15).1-57 Carreira de Tola como Juiz 10.31 Opressão cananita e libertação por meio de Débora e Baraque 4.8-10 Carreira de Elom como juiz 12. rei da Síria.1 –18. A vitória de Jefté sobre os amonitas foi o ato de libertação do Senhor em benefício de Israel.1-16.6 –3.31 Imoralidade: Atrocidade em Gibeá e a guerra benjamita 19.31 III.1– 8.35 Breve reinado de Abimeleque 9.27-36 A aliança do Senhor é quebrada 2. O Espírito veio poderosamente sobre ele em várias ocasiões. Prólogo: As condições em Canaã após a morte de Josué 1.6 II.1-3. O mesmo Espírito Santo que deu condições a esses libertadores para que fizesse façanhas e cumprissem os planos e propósitos do Senhor continua operante ainda hoje.6).31 Opressão mesopotâmica por meio de Otniel 3.25).31 Opressão midianita e libertação por meio de Gideão 6.12-30 Opressão filistéia e libertação por meio de Sangar 3. Certa vez matou trinta filisteus (14. Os seguintes atos heróicos de Otniel.2 Carreira de Jair como Juiz 10.12 Carreira de Abdom como juiz 12. Epílogo: Condições que ilustram o período dos juízes 17.13-15 Opressão filistéia e libertação por meio de Sansão 13. Ele começou a impelir Sansão para sua carreira (13.1-21.10) e o capacitou a libertar os israelitas das mãos de Cusã-Risataim. Jefté e Sansão são atribuídos ao Espírito do Senhor: O Espirito do Senhor veio sobre Otniel (3.1.1-26 Conquista incompletas da terra 1.25 Apostasia: A idolatria de Mica e a migração dos danitas 17. Gideão (6.34) libertou o povo de Deus das mãos dos midianitas.14.O Espírito Santo em Ação A atividade do Espírito Santo do Senhor no Livro de Juízes é claramente retratada na liderança carismática daquele período.1-21. O Espírito do Senhor capacitou Sansão e executar atos extraordinários. Gideão. O Espírito do Senhor equipou Jefté (11.

tivesse redigido o livro. ele se torna carne—vindo como um ser humano (Jo 1.6-13 Recompensa pela obediência 3.1-22 Sofrimento de Noemi 1. A tradição rabínica assegura que Samuel escreveu o livro na segunda metade do séc.18-23 III. indagassem pelo passado familiar do seu rei.1-12 Casamento de Boaz com Rute 4. Uma mulher humilde no campo da colheita 2. oferecendo assim uma resposta a todos aqueles que.A.5-8) Esboço de Rute I. XI aC.1-18 Orientação de Noemi 3.1-5 Obediência de rute 3. que testemunhou o declínio do reinado de Saul e foi divinamente instruído para ungir Davi como escolhido de Deus para o trono. antecipando em muitos séculos a sua graça redentora. É razoável supor que Samuel.14.1-3 Generosidade e proteção de Boaz 2. XII aC que recomendam a aceitação da data mais antiga.1-5 Dedicação e promessa de Rute 1. Apesar do pensamento crítico mais recente sugerir uma data pós-exílica bem mais tardia (cerca de 500 aC).13 Benção de Deus sobre Noemi 4. porém o seu cenário histórico é evidente.8 . Como nosso “parente chegado”. Ima família hebraica em Moabe 1. há evidências na linguagem da obra bem como referencias a costumes peculiares próprios do séc.1-22 Boaz. Cristo Revelado Boas representa uma das mais dramáticas figuras do AT que antecipa a obra redentora de Jesus. Parente e remidor 4.1-23 Rute no campo de Boaz 2. A função de “parente remidor” cumprida de forma tão elegante nas ações que promoveram a restauração pessoal de Rute.14-17 Genealogia de Davi 4.18-22 Índice 18 . em Israel. Eis aqui uma magnífica silhueta do Mestre. e a genealogia que a conclui indicaria uma conexão com os patriarcas. o remidor escolhido por Deus 4. Fp 2.4-17 Noemi reconhece a bondade de Deus 2.19).19-22 II.Rute Autor: Desconhecido (Samuel) Data: Entre 1050 e 500 aC Autor Os estudiosos discordam quanto à data do livro. sendo parte daqueles eventos que ocorrem entre a morte de Josué e a ascensão da influência de Samuel (provavelmente 1150 e 1100 aC). Os episódios relatados nos livro de Rute se passam durante o período de Juízes. Um matrimônio planejado 3. Uma história tão comovente como essa certamente já teria sido passada adiante oralmente entre o povo de Israel.6-18 Retorno a Belém 1. dá testemunho eloqüente a respeito disso.14-18 IV. As ações de Boaz efetuam a participação de Rute nas bênçãos de Israel e a incluem na linhagem familiar do Messias (Ef 2.

Com relutância. De uma forma notável. Deus vem como Rei e virá novamente como Rei dos reis. O livro de 1Sm cobre um período de cerca de 140 anos.1-25. isto é.9 . Depois de desprezar os mandamentos de Deus.1. O povo não tinha confiança nos seus filhos.6. pressionavam-no para que lhes desse um rei. mas é provável que Samuel ou tenha escrito ou fornecido a informação para.13). Cristo Revelado As semelhanças entre Jesus e o pequeno Samuel são surpreendentes. Depois dessa rejeição. Havia estado sob a investida violentas e desalmadas dos filisteus. encontrou um aliado em Jônatas. deve ser datado antes deste evento. sabemos que 1Sm foi escrito depois da divisão da nação em 931 aC. nos falará sobre “o que há de vir” e “há de receber do que é meu (de Jesus)” e no-lo “há de anunciar” (Jo 16. Conteúdo Israel havia sido governado por juizes que Deus levantou em momentos cruciais da história da nação. Davi. O fim trágico de Saul ilustra o destino final dos reinos terrenos. Ele advertiu Davi sobre os planos do seu pai para matá-lo. O fenômeno do Espírito inspirando a adoração ocorre no cap. o cenário está pronto para que Davi se torne o segundo rei de Israel.A. até o dia de hoje” (27. que “ pertence aos reis de Judá. Finalmente. num desesperado esforço para eliminá-lo. O Espírito Santo em Ação 1Sm contém notáveis exemplos da vinda do Espírito Santo sobre os profetas. é equipado pelo Espírito para cumprir o chamado de Deus. é escolhido para tornar-se o primeiro rei. o que engloba sua vida e ministério até sua morte. O seu ego era tão grande quanto a sua estatura. no entanto. Samuel acumulou os ofícios de profeta e sacerdote. depois que Saul e Jônatas são mortos em batalha. perdendo gradualmente a sua sanidade. o bom pastor. sacerdote e rei. que profetiza e “se transforma em outro homem”. Urim e Tumim. Em Davi começa a linhagem terrena do Rei de Deus. consumida por ciúme e medo. mas alguns supõem que seja do sacerdote Abiatar. Pela sua impaciência. esperamos ansiosamente pelo momento em que o “Espírito da Verdade” nos irá guiar em “toda a verdade”. Saul tornou-se uma figura trágica. O templo de Siló fora profanado e o sacerdócio se mostra corrupto e imoral. Em meio a essa confusão política e religiosa surge Samuel. Em 10. Data Por causa da referência à cidade de Ziclague. 10 e em 19. A autoria do restante de 1Sm não pode ser determinada com certeza. em semelhança ao ocorrido no dia de Pentecostes (At 2). no entanto. prefigura a Cristo. Depois de ser ungido por Samuel. Os próprios filhos de Samuel não eram reflexo do seu caráter piedoso. Gastou os seus últimos anos numa incansável perseguição a Davi através das regiões montanhosas e desérticas do seu reino. foi rejeitado por ele. em vez de esperar por Samuel. a nação havia se degenerado moralmente e politicamente. Ambos são filhos de promessa. a renovação e a alegria que esse nascimento trouxe à sua mãe prefiguram o mesmo para a nação. mas verdadeira adoração e louvor a Deus pela inspiração do Espírito. o milagroso filho de Ana. Além disso. cujo soberano seja o próprio Deus. Autor O autor de 1Sm não é nomeado neste livro. ele acaba cedendo. e por outras referencias a Judá e a Israel. Cristo é profeta.6). exerceu funções sacerdotais. Jesus torna-se o Rei-pastor definitivo. o pequeno e humilde pastor. começando com o nascimento de Samuel em redor de 1150 aC e terminando com a morte de Saul em redor de 1010 aC. Ambos foram dedicados a Deus antes do nascimento.1º Samuel Autor: Incerto (Samuel) Data: Entre 931 e 722 aC. o Espírito Santo vem sobre Saul. bem como sobre Saul e seus servos.14) 19 .13. filho de Saul. homem vistoso e carismático. o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi” (16. “desde aquele dia em diante. Davi. Mesmo nos múltiplos usos do éfode.20. como não há menção à queda de Samaria em 722 aC. mas a medida em que Samuel envelhecia. 1. Esse fenômeno não é como o frenesi impregnado de emotividade dos pagãos. Ambos forma pontes de transição de um estágio da história da nação para outro. A única esperança é um Reino de Deus na terra. Em Cristo. Saul.

11 2) Crescimento de Samuel e a corrupção dos filhos de Eli 2.17 Nascimento e infância de Samuel 1.14-23 3) O conflito de Davi com os filisteus e os amelequitas 29.1 4) Samuel exorta ao arrependimento 7.1-12.1-9 2) Sua palavra para Eli 3.13 A crescente proeminência de Davi 16.2-11 2) A morte de Eli 4.1-13 Índice 20 .17 1) A captura da arca pelos filisteus 4.1 1) Seu chamado por Deus 3.1-4.12-36 Começo do ministério profético de Samuel 3.1-7.1-13 2) Sua música diante de Saul 16.31 4) A morte de Saul 31.35 II.Esboço de 1º Samuel I.1-2.1-22 2) Saul é escolhido e ungido rei 9.1-2.1-7.1-17.1– 15.1-12.25 1) A Exigência de Israel por um rei 8.1 O ministério de Samuel como juiz 4.52 4) Saul é rejeitado por Deus 15.2-6 5) Derrota dos filisteus 8.36 1) Nascimento e dedicação de Samuel 1.58 1) Sua unção por Samuel 16.10-18 3) Seu ministério a todo Israel 3.1-35 III. Renovação sob Samuel 1.35 Estabelecimento de Israel por um rei 8. Declínio de Saul e ascensão de Davi 16. O reinado de Saul 8.19-4.1 –15.25 3) As guerras de Saul 13.12-22 3) Recuperação da arca por Israel 5.1-14.1-31.1-30.2-7.

Davi é um precursor da Raiz de Jessé.1-7. e Davi foge de Jerusalém. Autor Os dois livros hoje conhecidos como 1 e 2 Sm eram originalmente um só livro denominado “O Livro de Samuel”. Embora. Há um jogo de pode pela casa de Saul entre Isbosete. então. Deus interrompe os planos de Davi de construir uma casa para a arca e explica que enquanto Davi não pode construir uma casa para Deus. O cap. o vidente”. porém. Apesar do arrependimento de Davi depois de confrontado com o profeta Natã. Data Os dois livros devem receber uma data posterior à divisão do reino em duas partes. Deus está construindo uma casa para Davi. sacerdote e rei na sua pessoa. Não se sabe com exatidão quem realmente escreveu o livro. ou seja. esposo dela. O livro termina com dois belos poemas. Cristo Revelado Davi e seu reino esperavam a vinda do Messias.A. Embora Davi tome uma série de decisões desafortunadas e pouco sábias. Samuel registrou boa parte da história de Israel neste período. de forma que ambos são candidatos à autoria desses dois livros.10). O livro está enfocado na sua pessoa. divisão que aconteceu logo depois do governo de Salomão. a saber: as “crônicas de Samuel. não se apartará a espada jamais de tua casa” (12. pelo seu zelo a favor da casa de Deus e pela associação dos ofícios de profeta. Tristemente. e inicia-se um período de estabilidade e prosperidade. é introduzido quando Deus estabelece uma aliança perpétua com Davi e seu reino. e embora Davi tenha reinado em Judá por sete anos e meio antes da unificação do reino. Há uma desavença entre Israel e Judá a respeito da volta do rei a Jerusalém. é morto por Joabe. 21 . sua própria tribo. “E houve uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi. ungido rei sobre Judá. Absalão. porém Davi se ia fortalecendo. as conseqüências da sua ação são declaradas com todas as letras: “Agora. o Messias. Conteúdo 2 Sm trata da ascendência de Davi ao trono e dos quarenta anos do seu reinado. uma lista dos valentes de Davi e com o pecado de Davi em fazer o censo dos homens de guerra de Israel. Três dessas fontes são mencionadas em 1Cr 29. Sem dúvida. instiga uma rebelião contra o rei. 931 aC. Davi é.2º Samuel Autor: sacerdote Abiatar.1). a sua vulnerabilidade e fraqueza o leva ao pecado com Bate-Seba e ao assassinato de Urias.29. Samuel e outros. em especial. “Teu trono será firme para sempre” (7. filho de Saul e Abner comandante-chefe dos exércitos de Saul. 7. com freqüência. as “crônicas do profeta Natã” e as “crônicas de Gade.16). Davi se arrepende.1). filho de Davi. Data: Entre 931 e 722 aC. No entanto. não havia reis em Judá antes desta data. Um rebelde chamado Seba instiga Israel a abandonar Davi e a voltar para casa. compra a eira de Araúna e apresenta oferendas ao Senhor no altar que constrói. onde havia estado deste que fora recuperada dos filisteus (6. mas os da casa de Saul se iam enfraquecendo” (3. uma linhagem que dure para sempre. e Davi é mais uma vez estabelecido em Jerusalém. Tanto Gade como Abiatar tinham acesso aos eventos da corte do reino de Davi. por causa do comentário encontrado em 1Sm 27. Davi derrota com sucesso os inimigos de Israel. pela sua humildade e compromisso com o Senhor. Jesus Cristo. antecipa o futuro Rei. a rebelião é sufocada. depois de uma longa separação de seu pai. fosse traçada uma diferenciação entre Israel e Judá.10 .6 “pelo que Ziclague pertence aos reis de Judá. outros materiais haviam sido colecionados e puderam ser usado como fontes pelo autor real. Pela sua vitória sobre todos os inimigos de Israel. pendurado numa árvore pelos cabelos. Embora a rebelião tenha sido sufocada. E começa com a morte de Saul e Jônatas na batalha do monte Gilboa. pois. até ao dia de hoje”. A rebelião termina quando Absalão. o vidente”. esse relato sumário descreve os sete anos e meio anteriores à unificação do reino por Davi. O tema do Rei vindouro. Davi unifica tanto a vida religiosa quanto política da nação ao trazer a arca do Testemunho da casa de Abinadabe.

26.1– 20.13 3) Triunfos sobre Ámom é Síria 10.1-14 2) Morte do filho de Davi 12.19 1) Triunfos sobre os seus inimigos 8.15-25 3) Lealdade de Joabe a Davi 12. O pecado de Davi é desnudado.1-29 Os triunfos militares de Davi 8.13– 9. e o julgamento é anunciado.1-27 O pecado do adultério 11.36 1) Profecia de Natã 12.1-10. As transgressões de Davi 11.1—24.25 Índice 22 .19 Os triunfos políticos de Davi 1.1-12 2) O governo Justo de Davi 8.1-33 3) Restauração de Davi como rei 19. A obra de convencer e de condenar do Espírito é claramente percebida quando o profeta Natã enfrenta Davi por causa do seu pecado com Bate-Seba e Urias.1-7.1-13.8: E.1-5 O pecado do Assassinato 11. Sua atuação como conselheiro pode ser apreciada nas muitas ocasiões em que Davi “consultou o Senhor” através do sacerdote e do éfode.21-36 Problemas no reino de Davi 13.1-20 5) Absalão mata Amom 13. Os problemas de Davi 12. Os triunfos de Davi 1. e do juízo.36 Problemas na casa de Davi 12. Esboço de 2º Samuel I.O Espírito Santo em Ação Jesus explicou a obra do Espírito em Jo 16.29 1) Mudando a arca 6. a justiça é feita. Ele atuava com mais freqüência através do sacerdócio.37—24. e da justiça.25 1) Rebelião de Absalão 13. ilustra o amplo ministério do Espírito Santo no mundo através da igreja investida do poder do Espírito.27 III.26 4) Comentários sobre o reino de Davi 21.26-31 4) Incesto na casa de Davi 13.12 2) O reino de Davi em Jerusalém 5. no quadro microcósmico de 2 Sm.1-13.1-4.6-13 2) Ordem de Davi para assassinar Urias 11.1-23 2) Aliança de Deus com Davi 7.25 1) O reino de Davi em Hebrom 1.14-25 3) Casamento de Davi com Bate-Seba 11. Isso.1-10.1-25 Os triunfos espirituais de Davi 6.” Nós vemos claramente a ação do Espírito Santo através desses dois modos em 2 Sm.1-5.1-19 II.37—17.6-27 1) Lealdade de Urias a Davi 11.29 2) Joabe mata Absalão 18. quando ele vier convencerá o mundo do pecado.

caso houvesse tido conhecimento desse evento. em 18. originalmente. 23 . conclui-se. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42. (Jeremias) Data: Entre 560 e 538 aC. comparar com 1Sm 10. acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. No entanto.6. até ao reinado de Josafá (o quarto rei do Reino de Judá) e o reinado de Acazias (o nono rei do Reino de Israel). Embora a autoria não possa ser determinada com segurança. Ao contrário. Havia luta interna e pressão externa. O autor. que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. Na realidade. Em 1 e 2 Rs. embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo. Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC. então. Autor Como 1 e 2 Rs eram. que Rs tenha sido escrito.23). Como não há menção dessa importante notícia em Rs.20. Há uma alusão. Deus é apresentado como Senhor da história. portanto. 52.16) Percebe-se uma relação com At 8. esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. O autor de Rs teria mencionado. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”. dirigido por um líder forte.1º Reis Autor: Desconhecido.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo. acrescentado por um dos seus discípulos. onde é chamado de “Espírito do Senhor”.15 e Ez 1. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos). em cerca de 971 aC. Contexto Histórico Os acontecimentos descritos em 1 Rs abrangem um período de cerca de 120 anos. dividiu-se em dois. O Espírito Santo em Ação 1 Rs 18. os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. que estava preso na Babilônia. Reis é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (400 anos em 47 capítulos). em que um reino estável. VI aC. muitas sugestões foram feitas. O resultado foi um momento tenebroso. que foi provavelmente. O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim.3. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus. Alguns têm indicado Esdras como compilador.10 e 19. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto. O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período. provavelmente antes de 538 aC. Data Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta. menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25. em cerca de 853 aC. de Judá. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde a morte de Davi.39-40. Aqui “a mão do SENHOR” se refere ao ES que dotou Elias com poderes sobrenaturais para realizar uma façanha surpreendente. em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar. seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. enquanto outros apontam para Isaías como editor. A fórmula “mão do SENHOR” é uma referência à inspiração dos profetas pelo Espírito de Deus (ver 2Rs 3. originalmente. Conteúdo 1 e 2 Rs eram. Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem.27-30). foram grandes mudanças e sublevações. um só livro. provavelmente.11 . As palavras de Obadias lá indicam que o ES algumas vezes transportou Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 2. a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor.A. No entanto. à ação do ES em capacitar Elias para operar milagres.48 (“a mão do SENHOR”). com um propósito teológico. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda. um livro. um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC. 1 e 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva.

1Rs 22.51-53 Índice 24 .46 A consagração de Salomão como rei 3.53 A revolta e o reinado de Jeroboão em Israel 12.6.23).1-11.21-31 O reinado de Abdias em Judá 15.1-22.-2.20 O reinado de Roboão em Judá 14.8-14 O reinado de Zinri em Israel 16.10. Se esta interpretação é aceita.9-24 O reinado de Nadabe em Israel 15.1-8 O reinado de Asa em Judá 15.41-50 O reinado de Acazias em Israel 22.43 II.33-16.25-32 O reinado de Baasa em Israel 15. O reino dividido 12.1-11.1. Esse versículo se refere a um “espírito do SENHOR” e pode indicar que os profetas compreendiam que o seu dom de profecia vinha do Espírito de Deus (ver 1Sm 10. então estaria em paralelo com 1Co 12.20.40 O reinado de Josafé em Judá 22.15-20 O reinado de Onri em Israel 16.66 O erro de Salomão como rei 9.29-22.1-8.Além dessas passagens. 19.24 pode ser outra referência ao ES.7 O reinado de Elá em Israel 16. O reino unido 1.43 O estabelecimento de Salomão como rei 1. que confirma que a habilidade pra profetizar é realmente uma manifestação do ES. Esboço de 1º Reis I.1-14.21-28 O reinado de Acabe em Israel 16.7-11.

com um propósito teológico. os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. A atenção maior é dirigida àqueles que ou serviram de modelo de integridade ou que ilustram por que essas nações finalmente entraram em colapso. que foi provavelmente.A. Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC. 2Rs retoma a história trágica do “reino divido” quando Acazias está no trono de Israel e Josafá governando sobre Judá. No entanto. VI aC. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus. um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC. ora do Reino do Sul. muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. originalmente. conclui-se. 25 . é dificil seguir o fluxo da narrativa. 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva. Autor 2 Rs era originalmente a segunda metade de um livro que incluía 1 e 2Rs. e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42. Deus é apresentado como Senhor da história. Data Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta. acrescentado por um dos seus discípulos. Alguns desses 26 governantes são mencionados em apenas poucos versículos. Alguns tem indicado Esdras como compilador. acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. 52. O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período. Contexto Histórico Os acontecimentos descritos em 2 Rs abrangem um período de cerca de 300 anos. Em 2 Rs. seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. que Rs tenha sido escrito. passando pela deportação de Judá para a Babilônia em 586 aC e terminando com a libertação do rei Joaquim em 560 aC. O autor. de Judá. Judá foi governado por 20 regentes. Havia luta interna e pressão externa. Embora a autoria não possa ser determinada com segurança. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos). portanto. todos ruins.2º Reis Autor: Desconhecido. Assim como 1Rs. embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo. traçando simultaneamente suas histórias. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”. Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem. que estava preso na Babilônia. 2Rs recorda a história do últimos 10 reis e dos últimos 16 governantes de Judá. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda. dos quais apenas oito foram bons. Ao contrário. Judá.. Israel teve 19 governantes. Na realidade. provavelmente antes de 538 aC. provavelmente. foram grandes mudanças e sublevações. incluindo a queda de Israel para a Assíria em 722 aC. Israel. enquanto que capítulos inteiros são dedicados a outros. então. 2Rs é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor. menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25. O resultado foi um momento tenebroso na história do povo de Deus: colapso e conseqüente cativeiro de ambas as nações. caso houvesse tido conhecimento desse evento. O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. Esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (300 anos em 25 capítulos). No entanto. enquanto outros apontam para Isaías como editor. muitas sugestões foram feitas. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC. (Jeremias) Data: Entre 560 e 538 aC. Como não há menção dessa importante notícia em Rs.12 .27-30). O Autor ora está falando do Reino do Norte. um só livro. que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. O autor de Rs teria mencionado. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto. Conteúdo 1 e 2 Rs eram. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde o reinado de Acazias (o nono rei Israel) ao redor de 853 aC.

Eliseu procurou a promessa de que receberia poder para levar adiante o ministério do seu mestre. O Espírito Santo em Ação 1 Rs 18.17-20 26 . Como profeta.30-10.15 O reinado de Jeorão em Judá 8. Jesus é um Rei maior do que o maior dos seus reis (Mt 12. pois ele é “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap 19.42).4-9 e 2.1-4.31-34 O reinado de Jeoaquim 23. Pecaías e Peca em Israel 15. Somente o reino de Judá 18.1-23. Elias foi elevado ao céu. Esboço de 2º Reis I. Da mesma maneira. Cristo é a combinação ideal desses três ofícios.9.8-16 O reinado de Zedequias 24.1-18 O reinado de Jorão em Israel 2. e o ES desceu para capacitá-los a levar adiante a obra que seu mestre começou.36 O reinado da rainha Atalia em Judá 11.Cristo Revelado O fracasso dos profetas.21 O reinado de Jeocaz em Israel 13. No entanto. As vezes transportava Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 18. Cristo é um sacerdote superior a qualquer daqueles registrados em Reis (Hb 7.6).1-5 O cativeiro de Israel para a Assíria 17.1-9 O reinado de Jeoás em Israel 13.16-24 O reinado de Acazias em Judá 8.1-7 O reinado de Zacarias.41 O reinado de Acazias em Israel 1. a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do ofícios. onde é chamado de “Espírito do Senhor”. Aqui a “mão do Senhor” veio sobre Eliseu. Há uma referência indireta ao ES na frase “Espírito de Elias” em 1.21 O reinado de Manassés 21. Is 9.1-22 O reinado de Jeroboão II em Israel 14. Além disso.16 fornece um paralelo interessante entre o AT e At 1.8-31 O reinado de Jotão em Judá 15.11). os discípulos aguardaram o cumprimento da promessa.19-26 O reinado de Josias 22.22-27). Como profeta. e reis do povo de Deus aponta para a necessidade do advento de Cristo.1-16 O reinado de Joás em Judá 11.6-41 II.39-40.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo. I reino dividido 1.25-9. Jesus afirmou que era (Mt 27.29 O reinado de Jeú em Israel 9. 1Rs ilustra vivamente a necessidade de Cristo como o nosso Rei em exercício de suas funções.1-8.30 O reinado de Ezequias 18.1-5).16).30 O reinado de Joacaz 23. em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar. A formula “a mão do SENHOR” se refere à inspiração divina dos profetas. Aqui Eliseu tenta receber o mesmo poder de Elias para levar adiante o ministério profético do seu antecessor.1-25.10-25 O reinado de Amazias em Judá 14. sacerdotes.35-24. a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do grande profeta Elias (Mt 17.14.1-18 O reinado de Amon 21. e a promessa foi cumprida.7 O reinado de Joaquim 24. Jesus ascendeu. 2Rs 2. Muitos dos milagres de Jesus são reminiscências das maravilhas que Deus fez através de Elias e Eliseu em Reis.1-17.23-29 O reinado de Azarias em Judá 15. Uma alusão final ao ES aparece em 2Rs 3. Quando perguntado se era rei dos judeus.17-12. Salum.12) Percebe-se uma relação com At 8.1-20 O reinado de Oséias em Israel 17.32-38 O reinado de Acaz em Judá 16. capacitando-o a profetizar ao rei Josafá.15.9.1-20. mas Cristo reinará sobre o trono de Davi pra sempre (1Cr 17. O reinado de cada um desses 26 governantes já terminou.15. Menaém. O espírito enérgico ou o poder que capacitava Elias a profetizar era o Espírito de Deus.

8-26 A libertação de Joaquim 25.A queda de Jerusalém 25.27-30 Índice 27 .1-7 O cativeiro de Judá pra a Babilônia 25.

é razoável assumir que “ o cronista” tenha sido Esdras. É um período de tempo extraordinário. Durante essa época. Contudo.24). 1-9) e descreve o reinados dos vinte governantes de Judá (caps. A segunda parte de 1Cr (caps. Como a identidade do autor dessa obra não é explicitada em 1 nem em 2 Cr. o cenário específico de 1 e 2Cr é o período de tempo que vem depois do exílio.10-36). ou seja. 1-9) e descreve em linhas gerais o reinado de Davi (caps. 10 serve como prólogo para resumir o reinado e a morte ro rei Saul. de Gn até 2Sm. a data para 1 e 2Cr pode ser situada entre 425 e 400 aC. 13-17). Foi dividido e recebeu um novo nome pelos tradutores do AT em grego (septuaginta ou LXX): “Coisas que Acontecem”. podem ser divididos em quatro seções principais: 1Cr é composto por genealogias (caps. Apesar de não podermos afirmar com certeza absoluta. Os dois últimos capítulos de 1Cr recorda os últimos dias de Davi. pois abrange o mesmo período coberto pelos primeiros 10 livros do AT. Tudo o que restou dos gloriosos reinados de Davi e Salomão foi a pequena província de Judá.1-3). No entanto. vocabulário e conteúdo similares. Se as genealogias de 1 Cr 1-9 fosse ignoradas. Com freqüência não se dá muita importância a esta seção. Jeoaquim foi deportado pra a Babilônia em 597 aC. As genealogias são compiladas seletivamente para realçar a linhagem de Davi e da tribo de Levi. Portanto.13 .A. foi dado por Jerônimo. 10-29). Isso não apenas reforça o argumento que aponta Esdras como autor de 1Cr. Se 1 e 2Cr são considerados uma única obra. 10-29) registra os eventos e realizações do rei Davi. o nascimento de Anani pode ter acontecido entre 425 e 400 aC. V aC. 1Cr está carregado de genealogias para sublinhar a necessidade de pureza racial e religiosa. é provável que a sua forma final tenha surgido lá pelo final do séc. da oitava geração do rei Jeoaquim (ver 1Cr 3. O último evento registrado nos versículos finais de 2 Cr é o decreto de Ciro. suas proezas militares (caps. mas pode ser também uma indicação de que Crônicas e Esdras tenham sido em algum momento uma única obra. rei da Pérsia. O livro de 1Cr tem duas divisões principais. 1 e 2Cr formavam um só livro chamado de “Acontecimentos dos Dias”. ao redor de 971 aC. A primeira seção é constituída por 9 capítulos de genealogias. Crônicas.22. a última pessoa mencionada em 1 e 2 Cr é realmente Anani. O nome atual. Nos caps. O cap. Não é uma continuação da história do povo de Deus. Dependendo de como essas gerações são medidas (cerca de 25 anos). Data Embora seja difícil estabelecer a data exata para 1 e 2 Cr. Esdras era tanto escriba como profeta e desempenhou um papel significativo na comunidade de exilados que retornou à cidade de Jerusalém. Contexto Histórico O livro de 1Cr cobre o período que vai de Adão até a morte de Davi. Os persas substituíram o rei por um governador provincial. 11 e 12. 28 . atravessando todo o período do exílio. 1 e 2Cr cobririam aproximadamente o mesmo período de tempo de 1 e 2Rs. 2Cr relata o reinado de Salomão (caps.1º Crônicas Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 425 e 400 aC Autor 1 e 2 Cr eram originalmente um só livro. Além disso. A antiga tradição judaica do Talmude afirma que Esdras escreveu o livro. Davi se torna rei e conquista Jerusalém.23) repetem-se como os versículos iniciais de Esdras (ver Ed 1. o transporte da arca do Testemunho pra Jerusalém (caps. No entanto. muitos optaram por se referir a esse autor desconhecido simplesmente como “o cronista”. o mundo antigo estava sob o controle do poderoso Império Perda. Apesar de que o povo de Deus tenha recebido licença pra voltar para Jerusalém e reconstruir o templo. até àqueles que retornaram para Jerusalém. os versículos finais de 2 cr (2Cr 36. 21-27). É datado como 538 aC e dá a impressão de que Crônicas tenha sido composto pouco tempo depois. Soma-se a isso o fato de que 1 e 2Cr tenham estido. assim como nos Evangelhos de Mt e Lc. O restante das narrativas sobre Davi está enfocada sobre três aspectos significativos do seu reinado. as genealogias forma a base das narrativas que se seguem. Esdras é o candidato mais provável para a autoria de Crônicas. No entanto. Conteúdo No texto original hebraico. 18-20) e os preparativos para a construção do tempo (caps. As genealogias começa com Adão e continuam. que dá licença à volta dos judeus para Judá. mas uma duplicação e um suplemento de 1 e 2Sm e 1 e 2Rs. a sua situação era muito diferente da dos anos dourados de Davi e Salomão.

24 A herança das doze tribos 4.3-3.1-17.40 A herança do remanescente 9.1-29.1-2. O reinado do rei Davi 10. Esboço de 1º Crônicas I.44 A herança dos filhos de Jacó 1.40 A aquisição da arca por Davi 13.1-8. em que o “Espírito” entrou em Amasai e o capacitou a fazer uma declaração inspirada.18.30 Índice 29 .1-34 A herança do rei Saul em Benjamim 9. A primeira´está em 12.1-20.1-27.1– 9. E a segunda em 28.1-12.30 A confirmação de Davi como rei 10.2 A herança da linhagem de Davi em Judá 2.35-44 II.12.1 –29.8 Preparativos de Davi para a construção do templo 21.34 Últimas declarações de Davi 28. As raízes do povo de Deus 1.27 Progressos militares de Davi 18. a qual explica que por meio do ministério do Espírito (ânimo) os planos do templo foram revelados a Davi.O Espírito Santo em Ação Há duas referências claras ao ES em 1Cr.

é provável que a sua forma final tenha surgido lá pelo final do séc. A narrativa dá bastante importância à construção do templo (caps. Esdras é o candidato mais provável para a autoria de Crônicas. Dependendo de como essas gerações são medidas (cerca de 25 anos). 8-9).22. Apesar de não podermos afirmar com certeza absoluta. No entanto. Apesar de que o povo de Deus tenha recebido licença pra voltar para Jerusalém e reconstruir o templo.23). Contexto Histórico O livro de 2Cr cobre o período que vai do começo do reinado de Salomão. 2Cr traça a historia dos reinados dos 20 governantes de Judá até ao cativeiro babilônico do Reino do Sul em 586 aC. da oitava geração do rei Jeoaquim (ver 1Cr 3.13. Soma-se a isso o fato de que 1 e 2Cr tenham estido. os versículos finais de 2 cr (2Cr 36. se concentram quase que exclusivamente no Reino do Sul. 24. Israel.20) e como o “Espírito do SENHOR” (20. 1 e 2Cr formavam um só livro chamado de “Acontecimentos dos Dias”. Esdras era tanto escriba como profeta e desempenhou um papel significativo na comunidade de exilados que retornou à cidade de Jerusalém. e discorre sobre a história do Reino do Norte. Durante essa época. O nome atual. o nascimento de Anani pode ter acontecido entre 425 e 400 aC. A primeira seção é constituída pelos primeiros 9 capítulos (caps. em 971 aC. V aC. É datado como 538 aC e dá a impressão de que Crônicas tenha sido composto pouco tempo depois. Depois da divisão do reino. só ocasionalmente. Jaaziel (20. É identificado como o “Espírito de Deus” (15. 10 a 36. A segunda seção do Livro é formada pelos caps. que dá licença à volta dos judeus para Judá. Os persas substituíram o rei por um governador provincial. A antiga tradição judaica do Talmude afirma que Esdras escreveu o livro. a última pessoa mencionada em 1 e 2 Cr é realmente Anani. rei da Pérsia. Portanto.14).14 . Além disso. muitos optaram por se referir a esse autor desconhecido simplesmente como “o cronista”. Jeoaquim foi deportado pra a Babilônia em 597 aC. a sua situação era muito diferente da dos anos dourados de Davi e Salomão. Além dessas referências. foi dado por Jerônimo.1).20) para que falassem da parte de Deus. 2-7) bem como à riqueza e à sabedoria desse extraordinário rei (caps.14) e Zacarias (24. O livro conclui com o decreto de Ciro libertando e permitindo a volta do povo p ara Judá (36. mas pode ser também uma indicação de que Crônicas e Esdras tenham sido em algum momento uma única obra. a data para 1 e 2Cr pode ser situada entre 425 e 400 aC. até ao final do exílio ao redor de 538 aC. Tudo o que restou dos gloriosos reinados de Davi e Salomão foi a pequena província de Judá.A. O último evento registrado nos versículos finais de 2 Cr é o decreto de Ciro. Crônicas. 19) descreve em linhas gerais o governo do rei Salomão. 30 . vocabulário e conteúdo similares. o mundo antigo estava sob o controle do poderoso Império Perda.24). Judá.1-3). Nessas referências. O livro de 2Cr tem duas divisões principais. mas uma duplicação e um suplemento de 1 e 2Sm e 1 e 2Rs. o ES inspirou ativamente Azarias (15.1. Como a identidade do autor dessa obra não é explicitada em 1 nem em 2 Cr.2º Crônicas Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 425 e 400 aC Autor 1 e 2 Cr eram originalmente um só livro. o cenário específico de 1 e 2Cr é o período de tempo que vem depois do exílio.23) repetem-se como os versículos iniciais de Esdras (ver Ed 1. no entanto. Foi dividido e recebeu um novo nome pelos tradutores do AT em grego (septuaginta ou LXX): “Coisas que Acontecem”. No entanto. é razoável assumir que “ o cronista” tenha sido Esdras. Isso não apenas reforça o argumento que aponta Esdras como autor de 1Cr.14). O Espírito Santo em Ação Há três referências claras ao ES em 2Cr. conforme registradas em 1Rs 11. No entanto. muitos vêem a presença do ES na dedicação do templo (5. A narrativa. Não é uma continuação da história do povo de Deus. termina abruptamente e não faz menção das fraquezas de Salomão. Data Embora seja difícil estabelecer a data exata para 1 e 2 Cr. Conteúdo No texto original hebraico.22.

1-22 Asa 14.11-16 III.1-27 Ezequias 29.17-21 O decreto de Ciro para o retorno de Judá 36.1-3 Jeoaquim 36.1-9 Atalia 22.22.22 A riqueza de Salomão 8.15 Joás 23.1-36.10-23.1-23 Jotão 27. O período de governo do rei Salomão 1.27 Amazias 25.14 Josafá 17.1-9. Cativeiro e retorno de Judá 36.1-20 Amon 33.37 Jeorão 21.1-32.1-12.33 Manassés 33.31 II.16-24.1-20. Os governos dos reis de Judá 10.27 Joacaz 36.1-16.Esboço de 2º Crônicas I.23 Índice 31 .1-35.1-28 Uzias 26.1-9 Acaz 28.1-9.16 Abias 13.16 O reinado de Roboão 10.31 A ascensão de Salomão como rei 1.1-7.1-17 A realização da construção do tempo 2.17-23 O cativeiro de Judá por Babilônia 36.1-20 Acazias 22.9-10 Zedequias 36.21-25 Josias 34.4-8 Joaquim 36.

com somas adicionais de dinheiro e valores para intensificar o culto no templo. São enviados pelo rei persa Ataxerxes. de forma que pudesse adora a Deus em seu próprio templo (6. o povo se deixou influenciar pelos seus inimigos e desistiu temporariamente (4. depois de completada a obra.12) que o cativeiro babilônico teria duração limitada. O primeiro (caps. 32 . para publicar um édito que dizia que todo judeu que assim desejasse poderia retornar pra Jerusalém a fim de reconstruir o templo e a cidade. Contudo. Liderou o segundo dos três grupos que retornaram da Babilônia pra Jerusalém. Fielmente. Embora bem menos esplêndido que o templo anterior. o rei Ciro da Pérsia. Isto é indicado pela frase “ a mão do Senhor”.1-4). Sacerdote dedicado. provavelmente. o novo templo é completado e dedicado em 515 aC. Não é possível saber com absoluta certeza se foi o próprio Esdras quem compilou o livro ou se foi um editor desconhecido. 9-10). A Bíblia hebraica reconhecia Esdras e Neemias como um só livro. Esdras assumiu o ministério de reformador espiritual. No momento apropriado. e a obra é interrompida.6). concedeu liderança (Zorobabel e Esdras). deriva o seu título do personagem principal dos caps. que chamam o povo para completar a obra. 7-10). que aparece seis vezes. um “escriba das palavras. desenvolve-se uma geração inteira cujas “iniqüidades se multiplicaram sobre as vossas cabeças” (9. Posteriormente. A fidelidade de Deus é contrastada com a infidelidade do povo.18). viveu. Quando o povo desanimou por causa da zombaria dos inimigos. o povo se tornou desobediente aos mandamentos de Deus. 7-10.5-10).24). Deus havia prometido através de Jeremias (25.10). como foi dito acima. O próprio Esdras era um sacerdote. ao ponto do divórcio de suas esposas pagãs. cujo nome provavelmente signifique “ O Senhor tem ajudado”. o de Salomão. Deus fielmente levantou Ageu e Zacarias para encorajar o povo a completar a obra. Esdras encontra um Israel que tinha adotado muitas das práticas dos habitantes pagãos. Apesar do seu retorno e das promessas divinas. Data Os eventos de Esdras cobrem um período um pouco maior do que 80 anos e caem em dois segmentos distintos. A construção do templo é iniciada. Deus. mas a oposição dos habitantes não judeus desencoraja o povo. Conteúdo Duas grandes mensagens emergem de Esdras: a fidelidade de Deus e a infidelidade do homem.15 . O estímulo dos profetas trouxe resultados (5.1-6) cobre um período de cerca de 23 anos e tem como tema o primeiro grupo que retorna do exílio sob Zorobabel e a reconstrução do templo.A. outro grupo de exilados volta para Jerusalém liderados por Esdras (caps. cumpriu fielmente a sua promessa e induziu o espírito do rei Ciro da Pérsia a publicar um édito para o retorno dos exilados (1. dos mandamentos do SENHOR” (7. Esdras também é comissionado para apontar líderes em Jerusalém para supervisionar o povo. então. com um influente cidadão até à época de Neemias. Já em Jerusalém. Deus desperta o coração do regente da Babilônia. ele chama Israel ao arrependimento e a uma renovada submissão à Lei. A opinião conservadora e geralmente aceita é de que Esdras tenha compilado ou escrito este livro juntamente com 1 e 2 Crônicas e Neemias. e os exilados são enviados com despojos. chamando-o à confissão de pecado e ao arrependimento dos seus caminhos perversos (caps. a fidelidade de Deus triunfa em cada situação. Aproximadamente 60 anos depois (458aC). Depois disso. estabeleceu firmemente a Lei (o Pentateuco) como a base da fé (7.16. Finalmente.11). Um grupo de fiéis responde e partiu em 538 aC sob a liderança de Zorobabel. incluindo itens que haviam sido saqueados do templo de Salomão (1. O Espírito Santo em Ação A obra do ES em Esdras pode ser vista claramente na ação providencial de Deus em cumprir as suas promessas. quando o povo se desviou das verdades da sua apalavra.1. Como homem devoto. Depois de mais de 60 anos de cativeiro babilônico.2). Deus fielmente enviou um sacerdote dedicado que habilidosamente instruiu o povo na verdade. o que deve ter durado cerca de um ano. levanta os ministério proféticos de Ageu e Zacarias.Esdras Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 538 e 457 aC Autor O livro de Esdras.

Teria sido também pelo ES que “Ageu.Foi pelo Espírito que “despertou o Senhor o espírito de Ciro” (1.1 –6. 7. O processo de reconstrução do templo 3.1-8. O retorno sob a liderança de Zorobabel 1.1-15 Os líderes de Israel concordam com a reforma 10.1-20 Retorno dos exilados para Jerusalém 8.21-36 IV. como no sentido de atuar em seu favor (“o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira”.1-44 Índice 33 .1-4 O povo se prepara para o retorno 1. Artaxerxes ordena a interrupção da obra 4.1-12 Conclusão e dedicação do templo 6. tanto no sentido de obrar nele (“Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a Lei do Senhor”...44 Esdras confessa as transgressões de Israel 9.1-67 Ofertas voluntárias dos que retornaram 2.10).70 Ciro proclama o retorno de Israel 1.36 Esdras parte da Babilônia com outro grupo de exilados 7. O retorno sob a liderança de Esdras 7.1-5 Bislão e seus companheiros se queixam a rei Artaxerxes 4.6-16.8-13 Os inimigos desencorajam o projeto do templo 4.11-28 Os nomes e a numeração do segundo grupo que retornou 8.22 A reconstrução do altar e o começo dos sacrifícios 3.6) Esboço de Esdras I.19-22 III.22). A reforma de Esdras 9. profeta e Zacarias.17-24 Tetenai tenta para a construção do templo 5.1-17 Dario assegura a Tatenai que o projeto é legal 6. A obra do ES é vista na vida pessoal de Esdras.68-70 II.1-10.1-10 Artaxerxes escreve uma carta de apoio a Esdras 7.1).1-2.1-7 Os alicerces são colocados em meio a choro e louvor 3.5-11 Os nomes e a numeração dos primeiros que voltaram 2.1) e “tinha mudado o coração do rei da Assíria” (6. 7.13-18 Celebração da Páscoa 6. Profetizaram aos Judeus” (5.

parece que Neemias contribuiu com parte do material contido no livro que leva o seu nome (caps. 13 anos depois. Dessa maneira. sem dúvida. equipou-o com o seu Espírito e o enviou pra fazer proezas.17). Os inimigos que moravam na cidade foram exposto e tratados com muita dureza. as habilidades organizacionais criativas. A oração. Pelo conteúdo do livro. venceram a preguiça (4. Tiveram tanto sucesso. O período histórico coberto pelos livros de Esdras e Neemias é de cerca de 110 anos. Para guiar esse povo. que serviu duas vezes como governador da Judéia. Retorna à Pérsia no trigésimo segundo ano de reinado de Artaxerxes (13. Aqui se revela um homem que planeja sabiamente suas ações (“considerei comigo mesmo no meu coração”) e um homem cheio de ousadia (“contendi com os nobres”) 34 . Neemias veio pra construir os muros.6). Neemias e Malaquias trabalharam juntos para erradicar o mal que significava o culto a muitos deuses e atacaram o pecado da associação com o povo que havia sido forçada a recolonizar aquelas regiões pelos assírios cerca de 200 anos antes. a poderosa eloqüência. ao contrário. o livro de Neemias formava uma unidade com Esdras. Esdras causou um despertar do fervor religioso e promoveu um ensino adequado sobre o culto no templo. uma pequena cidade nas longínquas fronteiras do império. o leigo. 60 anos mais tarde. os crentes comprometidos. inspirado pela pregação de Zacarias e Ageu. a morte de um monarca tão benigno provavelmente teria sido mencionada em Ne. sabe-se que a obra somente pode ter sido escrita algum tempo depois da volta de Neemias da Pérsia para Jerusalém. 1-7) fala sobre a construção do muro. Muitos estudiosos consideram Esdras como o autor/compilador de Esdras -Neemias bem como de 1 e 2 Crônicas. A primeira seção do livro (caps. desafiando o povo a mostrar a sua fé por meio das obras. Era necessário para que Judá e Benjamim continuassem a existir como nação.A.6) e volta novamente para Jerusalém “ao cabo de alguns dias”. 8-10) é dirigida ao povo que vivia dentro dos muros. Maria e José. foi de 21 anos. a confiança nos planos de Deus e a rápida e decisiva resposta aos problemas qualificavam Neemias como um grande líder e como um grande homem de Deus. que traduziu a Bíblia ao latim. A segunda seção do Livro (caps. cujo único interesse é resumido na sua repetida oração: “Lembra-te de mim pra bem. O período de reconstrução do templo sob Zorobabel.1-7. A história começa no livro de Esdras e se completa em Neemias. Neemias. o jejum. Talvez a sua redação final tenha sido completada antes da morte de Artaxerxes I em 424 aC.11-13). os pastores e outros eram pessoas piedosas com que Deus iria se comunicar. trabalha junto com Esdras. cujo nome aparece em 1. Conteúdo Neemias expressa o lado prático. conspiração (3. Esdras havia conduzido o povo a uma renovação espiritual. a vivência diária da nossa fé em Deus. zombaria (2. guiados por esse líder dinâmico. Como governador durante esse período. Neemias usou a influência do seu cargo para apoiar a Esdras e exercer uma liderança espiritual. Ainda que não tenhamos muita certeza. o profeta. Enquanto Neemias. desfrutava o luxo do palácio.9)e ameaças de agressão física (4.1). que reinou de 465 até 424 aC (2. Neemias significa “Jeová consola”. o povo é restaurado à obediência da Palavra de Deus. Mais importante ainda: ele deixa transparecer um espírito de sacrifício. Jerônimo. Se foi assim.1. o seu coração estava em Jerusalém. Ana.16 .Neemias Autor: Neemias Data: Cerca de 423 aC Autor O título atual do livro é derivado do seu personagem principal. deixa a Pérsia para realizar a sua primeira missão no vigésimo ano de Artaxerxes I da Pérsia. 11-13). Na última seção (caps. quando veio o Messias. enquanto Neemias. colocou-o no lugar certo no momento certo. A aliança foi renovada. pessoas como Isabel e Zacarias.20). as qualidade de liderança. enquanto Neemias era o Tiago do AT. Deus escolheu um home de coração reto e com uma visão clara dos temas em questão. Talvez Malaquias tenha profetizado durante aquela época. Simeão. Um copeiro tinha uma posição de grande confiança como conselheiro do rei e a responsabilidade de proteger o rei de envenenamento. ó meu Deus!” Data Nas escrituras. honrou Neemias ao dar o seu nome ao livro em que aparece como personagem principal. que durante o período intertestamental o povo de Deus não voltou à idolatria. A nossa primeira imagem de Neemias é quando ele aparece em seu papel de copeiro na corte de Artaxerxes. Durante o período da construção dos muros.

38– 10. motivando e organizando os trabalhos 2. é o Espírito Santo.27-13.1-12 Celebração da Festa dos Tabernáculos 8.1-2.18 diz: “Então. Neemias.3-73 II.13-18 Confissão de pecado pessoal e coletivo 9. certamente se tornou modelo da forma de atuar do ES e foi uma dos primeiros cumprimentos dessa memorável profecia.9-3.32 Oposição e defesa 4. Neemias: do exílio à reconstrução das muralhas de Jerusalém 1.1-23 Rechaço contra a extorsão e usura pelo exemplo piedoso de Neemias 5. Aqui aparece um padrão constante: é o Espírito de Deus que age para fazer de nos o que Deus quer que sejamos. Sob o poder do ES.73 Autorização de Artaxerxes para reconstruir as muralhas 1. incluindo reformas posteriores e uma oração final 13. Esboço de Neemias I.1-37 Compromisso de guardar a lei e manter o templo 9. Ne 2.” A mão de Deus.3 Restabelecimento dos cidadãos de Jerusalém 7. seu modo de agir sobre a terra.26 Dedicação das muralhas e provisão para as finanças do templo 12.4-31 Índice 35 . Eliú falou a verdade quando disse a Jó: “O Espírito de Deus na terra me fez” (Jó 33.O Espírito Santo em Ação Desde a criação.1-7.26 Censo de Jerusalém e vilas vizinhas 11.8 Planejando o trabalho. lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável. foi claramente um instrumento do ES. cujo nome significa “Jeová conforta”.1-10. Esdras e Neemias trabalham juntos para estabelecer o povo 8.4).1-7. o ES tem sido o braço executivo de Deus na terra.39 Lendo a Bíblia 8.39 III.1 –12. Verdadeiro arrependimento produz justificação 11.1-9 As muralhas são completadas apesar das intrigas maldosas 6.3 Segundo período de governo de Neemias.1 –12.

1-17. Em conseqüência. e Mardoqueu. Ester arriscou sua vida por amor do seu povo quando foi ao rei sem ter sido convidada.27).6-8.9-22 Ester é escolhida para ser rainha 2. Finalmente. Data O livro de Ester é uma narração bem elaborada. A maturidade espiritual de Ester se percebe na virtude dela saber esperar pelo momento que Deus julgou adequado. Esboço de Ester I. (Rm 8. adotada por este (2. Ele era um judeu benjamita exilado. durante vinte anos. sua ação produziu em Ester e Mardoqueu profunda humildade. pedir ao rei a salvação do povo e denunciar Hamã (5. em 485 aC. não a homens. Uma nova rainha é escolhida 1. a capital persa. O livro toma seu nome de uma mulher judia. especialmente na vida de Ester e Mardoqueu. tanto Ester quanto Mardoqueu temiam a Deus.21-23. Mas o livro foi escrito por um judeu que conhecia os costumes e a linguagem dos persas. Hamã. Ele manipula o rei para que execute os judeus. A festa de Purim é instituída para marca a libertação dos judeus. A história se desenrola num período de quatro anos.10) e comprova a base espiritual do livro.9. privilégios e responsabilidades. então.1-2.17 O rei Assuero mostra seu poder e celebra uma festa 1. Ester e Mardoqueu foram as duas pessoas do povo menos indicadas pras desempenhar funções importantes na formação da nação.26. Mardoqueu recusou-se a prestar honras a Hamã. Da perspectiva humana. 7. líder dos judeus no Império Persa. Esta espera divinamente orientada provou se crucial (6.1-14.10). Acreditase que este rei tenha sido Xerxes I. deseja a aniquilação dos judeus. se torna primeiro ministro. o homem mais importante depois do rei. conduzindo-os ao amor mútuo e à lealdade (Rm 5. foram honrados pelo rei e receberam autoridade.1-18 36 . 4.1-6. conduziram a nação à liberdade. O Espírito Santo em Ação Embora não se mencione diretamente o ES.7). Hamã é enforcado. 8. A missão de Ester e Mardoqueu sempre foi salvar a vida que o inimigo planejava destruir (2. ela era prima órfã de Mardoqueu. que relata como o povo de Deus foi preservado da ruína durante o séc. V aC.1-8 A rainha Vasti e deposta 1. Independentemente das conseqüências. que tornou-se rainha do rei persa Assuero. 7. Ester é introduzida em cena e Deus faz uso dela para salvar seu povo. Naquela época. iniciando no terceiro ano do reinado de Xerxes.17 .3-6). desde a Índia até a Etiópia. embora tivesse liberdade para retornar a Jerusalém (Et 1-2) há mia de cinqüenta anos. vestígios de Deus e seus caminhos transparecem em todo o livro.Ester Autor: Desconhecido Data: Cerca de 465 aC Autor O nome do autor é desconhecido. 7. Conteúdo Ester é um estudo da sobrevivência do povo de Deus em meio à hostilidade.A. Talvez Mardoqueu ou Esdras tenha sido o autor.5) O ES também dirigiu e fortaleceu Ester para jejuar pelo seu povo e pedir que este fizesse o mesmo. Mardoqueu também revela maturidade para aguardar que Deus lhe indicasse a ocasião correta e lhe orientasse. Um aspecto peculiar no Livro de Ester é que o nome de Deus não é mencionado. e governou 127 províncias. para. que sucedeu Dario I. certo número de judeus ainda se encontrava na Babilônia sob o governo persa. ele soube o tempo certo de Ester desvendar sua identidade judaica (2. bela e órfã. Viveu em Susã. No entanto.3-6) Como resultado.

3 Os judeus celebram o primeiro Purim 9.1-6 Hamã e enforcado na forca preparada para Mardoqueu 7. A vida do rei é salva 2.1-6 O rei emite um decreto a favor dos judeus 8.7-17 Os judeus derrotam seus inimigos 9.II.1 –9. É feito um plano contra os judeus 3.1-17 VII.15-17 IV.1-15 Mardoqueu persuade Ester a intervir 4.18-32 O rei eleva Mardoqueu 10.1-14 V. Hamã é enforcado 7.1-14 Ester solicita a ajuda de Mardoqueu 4. Mardoqueu é exaltado 5.19-23 Mardoqueu descobre uma conspiração 2.17 Hamã planeja destruir os judeus 3.1-4.18-10.1-8 Hamã planeja destruir Mardoqueu 5.9-14 Hamã é forçado a honrar Mardoqueu 6.14 Ester prepara um banquete 5. Os judeus são salvos 8.7-10 VI.19-21 Ester informa o rei 2.22-23 III. A Festa de Purim é estabelecida 9.1-10 Ester revela sua identidade e expõe Hamã 7.17 Ester leva seu pedido ao rei 8.1-6.1-3 Índice 37 .

o Todo Poderoso. Vai mais longe e sugere que se Jó perdesse tudo o que possuía. 2) Mudar a sua atitude para uma atitude de humildade. Eliú sugere que Deus irá falar se ouvirmos. “Se fores puro e reto. Data Os procedimentos. Alguns eruditos atribuem o livro a Moisés. sustentando sua autoridade na tradição. Acredita-se que era descendente de Naor. chamado Eliú. junto com os filhos de Deus.6).18 . Como Jó está sofrendo. finalmente. Bildade. pela metade do séc. declara que Jó sofre porque pecou. Argumenta que aqueles que pecam são punidos. “em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios” (2. é visitado por três amigos—Elifaz. dizendo que a experiência prova que tanto o justo como o injusto sofrem. Evidentemente. cujos escrito podem se encontrados em Provérbios ou Eclesiastes. X aC.10). acham que a história surgiu lá pelo séc. então Jó deve ter pecado. Deus dá licença a satanás para provar a fé que tinha Jó. Depois que os três amigos terminam. A maior parte dos conservadores atribuem Jó ao período salomônico.6). argumentando a partir da sua experiência. irmão de Abraão. isso significa que nenhuma pessoa tenha o direito ou autoridade de exigir uma explicação dele. obviamente pecou. Satanás apresenta-se ao Senhor. e pecaminosidade. os costumes e o estilo de vida geral do livro de Jó são do período patriarcal (cerca de 20001800 aC). uma atitude de humildade levará Deus a intervir. Jó era um gentil. privando-o de sua riqueza.14 e Tg 5. Jó. em vez de ficar pedindo explicação. Bildade. sugere que jó é um hipócrita. V ao II aC) Autor A autoria de Jó é incerta. O argumento de Eliú pode ser resumido desta maneira: Deus é maior do que qualquer ser humano. A maior parte do livro é composta por três diálogos entre Jó e Zofar. o suíta e Zofar. (Há 30 referências a Shaddai no Livro de Jó). certamente.11. Conteúdo A própria Escritura atesta que Jó foi uma pessoa real. A sua ênfase está na atitude do sofredor. Quando os quatro concluíram. e a iniqüidade é sempre punida. ou seja. A resposta de deus não é uma 38 . Deus respondeu a Jó de dentro de um remoinho. então.Jó Autor: Incerto (Moises ou Salomão) Data: Não especificada ( do séc. Os caps 1-2 são um prólogo que descreve o cenário da história. Jó reafirma a sua inocência. expressando a sua tristeza em relação a eles por acusarem-no em lugar de trazer-lhe consolo. concluindo que Jó está recebendo menos do que merece: “Pelo que sabe Deus exige de ti menos do que merece a tua iniqüidade” (11. Também ele faz a inferência de que se os problemas vieram. que ficam impressionados pela deplorável condição de Jó que permanecem sentados com Jó durante sete dias sem dizer uma só palavra. Os quatro homens tentam responder a pergunta: “ Por que sofre Jó?” Elifaz. e desafia a piedade de Jó. e ambos desfrutam momentos de prosperidade. Lamenta o seu estado deplorável e as sua tremendas perdas. O Livro de Jó tem sido chamado de “poema dramático de uma história épica”. Outros atribuem a um dos antigos sábios. Ao mesmo tempo. presunção. o naamatita. Mesmo assim. Ouros acham que surgiu lá pelo séc. descobrimos que algumas dessas opiniões eram incompletas. que prefere não responder suas acusações. dizendo: “Porventura. Assumem erroneamente que o povo pode compreender os caminhos de Deus sem levar em conta o fato de que as bênçãos e a retribuição divina podem ir além da vida presente. Aqueles que atribuem o livro a Moisés. Na medida em que a revelação da natureza de Deus foi se fazendo conhecida através da história e das Escrituras. o temanita. logo despertará por ti” (8. e esta é a razão pela qual ainda está sofrendo aflição. Conhecia Deus pelo nome de “Shaddai” . Os três homens chegam basicamente à mesma conclusão: o sofrimento é conseqüência direta do pecado. da sua família e. Essa é a essência da sua mensagem: em vez de aprender com o seu sofrimento. antes nos dá um relato inspirado pelo ES dos incidentes como realmente aconteceram. um jovem. Talvez o próprio Salomão tenha sido seu autor. O apelo de Eliú a Jó é: 1) ter fé verdadeira em Deus. Zofar condena Jó por verbosidade. Argumenta que o ser humano não consegue entender algumas coisas que Deus faz. este texto é obviamente o registro de uma tradição oral muito antiga. XV aC. Na sua resposta aos seu amigos. Apesar dos estudiosos não concordarem quanto à época em que foi compilado.9). Jó demonstra a mesma atitude dos ímpios para com Deus. amaldiçoaria a Deus. Ele era um homem rico e levava um estilo de vida siminômade. confronta-se com Jó. teme Jó a Deus debalde?” (1. seguidos pelo desafio de Eliú a Jó. da sua saúde. Não se deve concluir que todas as objeções dos amigos de Jó representem tudo o que se pensava de Deus durante aquela época. II aC. isso não faz com que o texto seja menos inspirado. Ele é citado em Ez 14. Argumentam que é possível avaliar o favor ou desfavor de Deus a alguém pela prosperidade ou adversidade material.A.

1-2.34 V.11-13 I. Dessa forma.24 IV. em seu debate com Jó . sem o risco de destruir o próprio objetivo que esse sofrimento é destinado a cumprir.15). pois cuida do ser humano.1-6 VI.1-5 Satanás desafia o caráter de Jó 1. 3) o propósito de Deus também era o de levar Jó a abrir mão da sua justiça própria. mas.10 A visita dos amigos de Jó 2.1-26 Primeiro diálogo 4.1-41. ele também é essencial à própria continuidade da raça humana.4).1-8 Reação da esposa de Jó 2. 2) Deus se envolve com a realidade do ser humano: Jó e o seu sofrimento são suficientes que Deus fale com ele. O Espírito Santo em Ação Eliú. conferindo –lhe significado e racionalidade. o Espírito Santo no livro de Jó é o criador e mantenedor da vida.9.22 Segundo diálogo 15.40 III. Como o Espírito de Deus dá vida e sabedoria ao homem. de forma que pudesse buscar esses valores em Deus.6-12 Satanás destrói as propriedades e os filhos de Jó 1. Parte histórica final 42. declara que o nível de compreensão de uma pessoa não está relacionada à sua idade ou etapa de vida.1-37. sustenta-o de forma constante pela abundante presença do seu Espírito. certamente a história humana chegaria ao seu fim (34.1-26. no momento em que acontece.13 Jó é consagrado e rico 1. explicar alguns aspectos do sofrimento humano.1-14. conhecimento e sabedoria são bênçãos do Espírito aos homens.1-21.7-17 Índice 39 .14 II. A intenção de Eliú é deixar claro que Deus não é caprichoso nem egoísta. e assim continua sendo. através de uma série de perguntas. faz três declarações significativas sobre o papel do ES no relacionamento do povo com Deus. Se não fosse pela influência direta do Espírito.13-22 Satanás ataca a saúde de Jó 2. Deus responde de um remoinho 38.1 Clamor de desespero de Jó 3. da sua defesa própria e sabedoria auto-suficiente. Se Deus tivesse que desviar a sua atenção para outro lugar.14.8. Deus procura tornar Jó mais humilde. Eliú desafia Jó 32. Eliú declara que a sua própria existência dá testemunho do poder criador do Espírito.Discurso final de Jó aos seus amigos 27. Diálogo entre Jó e os seus três amigos 3. Esboço de Jó Introdução 1. O Espírito de Deus é o Espírito da vida. Em 32. o homem como nós o conhecemos não teria chegado a existir. mas é antes o resultado da operação do Espírito de Deus. Deus não podia. Quando relemos a fala de Deus através do remoinho. O Espírito é o autor da sabedoria dando a cada um a capacidade de conhecer e tirar lições pessoais das coisas que acontecem na vida.34 Terceiro diálogo 22. se tivesse que retirar o seu Espírito-que-dá-vida deste mundo. O Espírito de Deus é também a fonte da própria vida (33. Assim foi na criação original do homem. tiramos três conclusões a respeito do sofrimento de Jó: 1) não aparece a intenção de se revelar a Jó a causa dos seus sofrimentos.1-31. provavelmente.explicação dos sofrimentos de Jó.1-26. Assim. A resposta de Jó 42.

de. Alguns poucos paralelismos são causais. Os texto Ugaríticos.3) ou mais linhas. significa “Livro de Louvores”. Asafe. Entretanto. 56.Salmos Autor: Davi. Uma doxologia apropriada foi colocada pelos editores no final de cada livro. Também há dísticos construtivos ou sintéticos.8). A maioria dos paralelismo são dísticos que expressam pensamentos sinônimos em cada linha (36. Cada livro é uma compilação de diversas coleções antigas de cânticos e poemas. a maioria dos cânticos são atribuídos a Davi. os compiladores antigos reuniram a maior parte dos maravilhosos cânticos de Davi. Esse processo de compilação ajuda a explicar a duplicação de alguns salmos. quatro escritos permanecem anônimos. quatro (33. 34. Outros títulos precedentes aos salmos referem-se aos instrumentos usados no acompanhamento.8. Asafe foi o chefe dos cantores do rei Davi (1Cr 16. Ou seja.24). Data O salmos. que parte do coral deve guiar (por exemplo. denotam um poema que deve ser acompanhado por um instrumento de cordas. orações pessoais e patrióticas. Poesia Hebraica. eles coletaram salmos de uma variedade de autores. os filhos de Corá. Os títulos gregos. Etã e Jedutum. alguns séculos antes do advento de Cristo. petições. o salmos 3.2. “para o uso de” e “pertecente a”. Os estudiosos judeus os chamam de “salmos órfãos”.1).19 . Títulos informativos são encontrados no começo de muitos dos salmos. Conteúdo O título hebraico deste livro. o Saltério contém mais do que cânticos para o templo e hinos de louvor. ou que tipo de salmo é (por exemplo: meditação.5). como Moisés. na época em que a Septuaginta Grega foi traduzida do hebraico. quando contrastados com os recentes escritos do mar Morto. No Livro V (Sl 107-150) registram-se vários cânticos de Davi. Davi e Salomão colaboraram também. Ele inclui elegias. Assim. Alguns dos significados destas anotações musicais e litúrgicas são hoje desconhecidas. Cada cântico começa e termina com a exclamação hebraica de louvor. Psalmoi ou Psalterion. o Livro dos Salmos reflete o culto. Todos os títulos que descrevem a situação histórica do salmo tratam da vida de Davi. 60 e 63 cobrem o período em que Davi reinou sobre Judá e Israel. 52. o estilo e o paralelismo de alguns salmos refletem um vocabulário e estilo cananeus muito antigos. ou para os filhos de Corá. podem ter sido escritos em datas que vão desde o êxodo até a restauração depois do exílio babilônico. Em lugar de rima de sons. 59 e 142 referem-se aos eventos ocorridos durante o problemático relacionamento de Davi com Saul. 54. Em algumas coleções. “dedicado a”. meditações. Os salmos 7. Os cânticos finais nesse livro (Sl 146-150) são conhecidos como o “Grande Hallel”. Salomão. Asafe. instruções. o paralelismo envolve três linhas (1. Sepher Tehillim. nessa coleção.5). o Livro dos Salmos é subdividido em cinco livros menores. Hemã. Por exemplo 14 é similar ao 53. considerados individualmente. em que a segunda linha expressa a negativa da linha precedente (20. soprano. filhos de Coré e outros Data: entre 1000 e 300 aC Autor O Livro de Salmos é uma compilação de diversas coleções antigas de cânticos e poesias próprias para o uso tanto no culto congregacional quanto para a devoção particular.9).4-7). ou rima de idéias. Às vezes. Muitos são de fonte desconhecida. No livro I (Sl 1-41). oração). O Livro II (Sl 4272) é uma coleção de cânticos por. Mas as coleções menores parecem haver sido reunidas em períodos específicos da história de Israel: o reinado do rei Davi (1Cr 23. Embora a maioria dos salmos no Livro IV (Sl 90-106) não tenha os seus autores citados. O Livro dos Salmos foi editado em sua forma atual. Em sua forma final no cânon das Escrituras. 18. a poesia e o cântico hebraicos são marcados pelo paralelismo. antífonas histporicas e tributos em acrósticos sobre temas nobres.A. Em outras. 51. e “de”. 57. A preposição hebraica usada em muitos títulos pode ser traduzida de três maneiras: “a”. embora com diversas variações. Moisés. a vida devocional e o sentimento religioso de cerca de mil anos da história de Israel.”para”. apresentando a justificativa da primeira linha (31. baixo). à melodia ou música apropriada. 40 . Davi e Salomão.21). A série de cânticos chamada de Hallel Egípcio (Sl 113-118) também está no Livro V. os quais tendem a adicionar ou a fortalecer um pensamento (19. O Livro III (Sl 73-89) é marcado por uma grande coleção de cânticos de Asafe. “Hallelujah!”. o governo de Ezequias (2Cr 29. lamentações. Asafe. e durante a liderança de Esdras e Neemias (Ne 12. tenor. mostram que as imagens.30). Outros são antíteses.

O Espírito Santo em Ação
O livro dos Salmos e os princípios de culto que eles refletem atendem à alma do homem e ao coração de Deus, pois são produto da obra do ES. Davi, o principal colaborador do livro dos Salmos, foi ungido pelo ES (1Sm 16.13). Essa unção não foi apenas pra o reinado, mas para o oficio de profeta (At 2.30); e as suas afirmações proféticas foram feitas pelo poder do ES (Lc 24.44; At 1.16). Na verdade, as letras desses cânticos foram compostas por inspiração do Espírito (2Sm 23.1,2), como também os planos de escolher maestros e corais com orquestras de acompanhamentos (1Cr 28.12,13). Portanto, os Salmos são únicos e imensamente diferente das obras de compositores seculares. Ambas podem refletir a profundidade da agonia experimenta pelo espírito humano atormentado, com toda a sua comoção, e expressar a alegria extasiante da alma libertada, mas apenas os Salmos chegam a um plano superior através da unção criativa do ES. Relatos específicos mostram que o ES opera criando vida (104.30); que acompanha fielmente os crentes (139.7); que guia e instrui (143.10); que sustém o penitente (51.11-12); e que interage com o rebelde (106.33).

Esboço de Salmos
I. Livro I 1.1-41.13
Cânticos introdutórios 1.1-2.12 Cânticos de Davi 3.1-41.12 Doxologia 41.13

II. Livro II 42.1-72.20
Cânticos dos filhos de Corá 42.1-49.20 Cânticos de Asafe 50.1-23 Cânticos de Davi 51.1-71.24 Cânticos de Salomão 72.1-17 Doxologia 72.18,19 Versículo de conclusão 72.20

III. Livro III 73.1-89.52
Cânticos de Asafe 73.1-83.18 Cânticos dos filhos de Corá 84.1-85.13 Cânticos de Davi 86.1-17 Cânticos dos filhos de Corá 87.1-88.18 Cânticos de Etã 89.1-51 Doxologia 89.52

IV. Livro IV 90.1-106.48
Cânticos de Moisés 90.1-17 Cânticos anônimos 91.1-92.15 Cânticos “O Senhor Reina” 93.1-100.5 Cânticos de Davi 101.1-8; 103.1-22 Cânticos anônimos 102.1-28; 104.1-106.47 Doxologia 106.48

V. Livro V 107.1-150.6
Cânticos de ação de graças 107.1-43 Cânticos de Davi 108.1-110.7 Hallel Egípcio 111.1-118.29 Cânticos Alfabético sobre a lei 119.1-176 Cânticos dos degraus 120.1-134.3 Cânticos anônimos 135.1-137.9 Cânticos de Davi 138.1-145.21

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Cânticos “Louvai ao Senhor” 146.1-149.9 Doxologia 150.1-6 Índice

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A.20 - Provérbios
Autor: Salomão, Agur e rei Lemuel Data: Cerca de 950 aC Autor
Salomão, rei de Israel, era filho de Davi e de Bate-Seba. Ele reinou por quarenta anos, de 970 a 930 aC, assumindo o trono quando tinha cerca de vinte anos de idade. Sem dúvida influenciado pelos Salmos escritos por seu pai, Salomão nos deixou mais livros do que qualquer outro escritor do AT, excetuando-se Moisés. Parece provável que Cantares de Salomão tenha sido escrito quando ele era um jovem romântico; Provérbios, quando estava mais maduro e no auge de seu poder; Eclesiastes, quando já estava mais idoso, mais inclinado a conclusões filosóficas— e talvez mais cínico. Se poder não se mostrava em campos de batalha, mas no domínio da mente: meditação, planejamento, negociação e organização. A reputação de Salomão para a sabedoria provém não apenas de seus resultados práticos, como no caso da disputa de um bebê (1Rs 3.16-27), mas também de declarações diretas das Escrituras. Em 1Rs 3.12 Deus diz: “Eis que te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti teu igual não houve, e depois de ti teu igual se não levantará.” Em 1Rs 4.31 ele é considerado “mais sábio do que todos os homens”, seguindo um citação de vários nomes de homens sábios para comparação. A respeito de Agur e do rei Lemuel (301; 31.1) nada se sabe, exceto que, pelos seus nomes, não são israelitas. A sabedoria é universal, não nacional.

Data
Uma vez que o Livro de Pv é uma compilação, sua composição estendeu-se por um longo período, com a obra principal datada de cerca de 950 aC. Os caps. 25-29 são identificados como transcritos pelos “homens de Ezequias”, o que situa a cópia em cerca de 720 aC, embora o material em si fosse de Salomão, talvez retirado de um documento separado encontrado no tempo de Ezequias.

Conteúdo
Sob a liderança de Salomão, Israel alcançou sua maior extensão geográfica e desfrutou da menor violência de todos o período monárquico. “Pacifico”, o significado de seu nome, descreve o reinado de Salomão. E paz, com sabedoria, trouxe prosperidade sem precedentes para a nação, o que se tornou motivo de respeito e admiração para o rainha de Sabá (1Rs 10.6-9) e pra outros governantes da época. Palavras sábias, como música ou outras formas de arte, tendiam a florescer em tal época, e então durar pelas gerações seguintes. O livro de Pv não é apenas uma coleção de provérbios, mas uma coleção de coleções. Seu pensamento ou tema unificador é: “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria” (9.10), aparecendo de outra maneira como: “O temor do SENHOR é o principio (ou parte principal) da ciência” (1.7). Dentre a diversidade de exemplos, algumas verdades se repetem: A sabedoria (a habilidade de julgar e agir conforme as orientações de Deus) é o mais valioso dos bens. A Sabedoria está disponível para qualquer um, mas o preço é alto. A Sabedoria tem sua origem em Deus, não na própria pessoa e vem por meio da atenção à instrução. A Sabedoria e a justiça andam juntas. É bom ser sábio, e é sábio ser bom. O homem mau sofre as conseqüências de seus atos maus. O ingênuo, o tolo, o preguiçoso, o ignorante, o orgulhoso, o libertino e o pecador nunca devem ser admirados. Muitos contrastes se repetem ao longo do livro. A antítese ajuda a clarear o sentido de muitas palavras-chaves. Entre várias ideias que são colocadas em contraste estão: Sabedoria em oposição a Loucura Justiça em oposição a Impiedade Bem em oposição ao Mal Vida em oposição a Morte Prosperidade em oposição a Pobreza Honra em oposição a Desonra Permanente em oposição a Transitório Verdade em oposição a Falsidade Ação em oposição a Preguiça

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No caso do Livro de Pv. Em nosso época. nesse sentido.1-36 III. Introdução 1.16 Palavras do sábio— primeira coleção 22.36 Avisos de um pai. Provérbios de Salomão e palavras do sábio 10.15-31 A insensatez do orgulho e da ira 30. o Espírito Santo no NT demonstra como a sabedoria do Livro (que vem apenas através da justiça) é colocada em prática. assim. Foi dito a respeito do AT e do NT. propósito e introdução 1. a palavra predominante traduzida por “espírito” no livro tem quase sempre o sentido de “atitude” ou “comportamento”. No entanto.33 VI.10-31 Índice 44 .1-31 Conselhos de uma mãe para um filho nobre 31.27 Provérbios de Salomão— primeira coleção 10. Provérbios de Agur 30.17-24. O caminho da Sabedoria em oposição ao caminho da Loucura 9.23). Avisos de um pai e advertências da Sabedoria 1. parte dois 2. parte um 1. um tempo de ação especial do ES.8-19 Advertências da Sabedoria. Mas a sabedoria se refere ao seu espírito (1.1-6 Tema ou lema 1. parte um 1.27 Advertências da Sabedoria. “O Novo está encoberto no Antigo. o ES.1-9 Um poema acróstico sobre a esposa perfeita 31.27 V.1-18 IV.1-7. seu espírito tem destaque em toda parte. que é.1-29.22 Palavras do sábio— segunda coleção (pelos homens de Ezequias) 25.8-8.1-33 A vida de moderação temente a Deus 30. Provérbio do rei Lemuel 31. Esboço de Provérbios I.32. mais do que Pv nos ajuda a entender o Espírito.20-33 Avisos de um pai. parte dois 8. De fato. nunca implicando uma personalidade.Amigo em oposição a Inimigo Prudência em oposição a Precipitação Fidelidade em oposição a Adultério Paz em oposição a Violência Boa Vontade em oposição a Ira Deus em oposição ao Homem O Espírito Santo em Ação O ES não é mencionado diretamente no Livro de Pv.1-7 Título. um ponto principal do livro é que a sabedoria sem Deus é impossível.1-14 As maravilhas da vida observadas sobre a terra 30. o Antigo está revelado no Novo”. é o Espírito que nos ajuda a garimpar as riquezas de Pv.7 II.1-29. sem dúvida.1-22.

ou seja. em grandes realizações (2. ele se acha forçado (pela observação de Deus pôs ordem no universo quando este foi criado.A.1-11.12-18 está desprovida de valor verdadeiro. No livro de Ec. 3. “fôlego”). as soluções tradicionais pras as grandes questões da vida. é sinônimo de virtude e piedade. semelhante à filosofia frega. o Pregador introduz uma metodologia baseada na observação e na indução. à riqueza (2. Mesmo sem contestar a existência de Deus. transitório e efêmero. por assim dizer). O Conteúdo do livro é definido por versos quase idênticos (1. Mas retomando à busca principal do Pregador: será que essa busca está destinada a terminar (12.18-20. Mesmo a relação de vida e morte é um tema subordinado no livro. a fim de poder verificar esse sentido pessoalmente e transmiti-lo aos seus discípulos. E a resposta também não é encontrada no prazer. não um pessimista. quando encontrada em outra literatura sapiencial da Bíblia (Jó. Embora não mencionado em 1Rs.18-26). lembrando que. o Pregador está determinado a procurar esse sentido através da sua própria experiência e observação. a palavra “sabedoria”. Ao invés de responder estas questões com citações da Escritura. é usada nesse sentido quando se trata da interpretação israelita tradicional sobre a sabedoria (como em 7. Salomão provavelmente recobrou a consciência antes de morrer.7-10). não pode ser considerada como o yitron que o Pregador procura. O tema é definido em 1. Pv e certos Sl). rei em Jerusalém”.3: “Que vantagem tem o homem de todo o seu trabalho. escrito em sua velhice. às vezes. a loucura.1-11). no final.11-12. pode a verdadeira sabedoria ser encontrada por um ser humano à parte da revelação de Deus? A busca do Pregador é por algum tipo de valor (“vantagem) fixo. O termo hebraico traduzido pro “vantagem” é yitron (1. não têm valor permanente? A resposta introduz o tema secundário do livro: devemos desfrutar tanto a vida como também as coisas que Deus nos tem concedido (3. perderam a sua relevância. em qualquer sentido humanista. filho de Davi. Mas no capítulo de abertura (1. Embora não afirme isso 45 .1-14) a buscar o valor que tanto procura no mundo do porvir (não “debaixo do sol”. não significa que a sua busca seja um fracasso. e sua antítese. secular. O tom pessimista que impregna o livro talvez seja um efeito do estado espiritual de Salomão na época (ver 1Rs 11). Alusões à sabedoria de Salomão (1. para o autor. “Vaidade” é uma palavra –chave no livro.16). traduzida do termo hebraico hebel (lit.3) e também pode ser traduzido por “ganho”.8) como começou (1.8). O termo hebraico correspondente é qohelet. “valor”. 5.12-18). Qual deve ser nossa atitude diante do fato de que nem as realizações nem as coisas materiais são yitron. numa nota de desespero? A constante investigação do Pregador por um sentido para toda a existência demonstra que ele é um otimista. que ele faz debaixo do sol?” Ou.2. representa a maldade. Tentando cada um dos caminhos propostos pela humanidade para alcançar o valor procurado. a qual confere sentido à criação.8). permanente.2).9. aos prazeres (2. 10. Mesmo a própria vida humana. mas “acima do sol”. em um doutrina de compensação (2.7-10). particularmente para o sentido da vida.8).1-8.1 parece ser uma referência a Salomão: “Palavra do pregador. Deus nos julgará pelo modo como fizemos isso (11. que significa “aquele que convoca uma assembléia” recebendo muitas vezes a tradução de “Professor” ou “Pregador” em outras versões da Bíblia.12-17) ou no materialismo (2.21 . que circunscrevem o livro ao antecipar e resumir as conclusões do autor. Conteúdo O livro de Ec apresenta todos os indícios de ser um ensaio literário cuidadosamente composto que precisa ser compreendido em sua totalidade antes de poder ser entendido em parte. 12. e o seu fracasso em descobrir algum valor absoluto. arrependeu-se e voltou-se para Deus. o autor lida com a sabedoria enquanto o processo de puro pensamento.Eclesiastes Autor: Salomão Data: Cerca de 931 aC Autor e Data O nome Eclesiastes deriva do termo grego ekklesia (“assembléia”) e significa “aqueles que fala a uma assembléia”. que possa servir como base de uma vida adequada. com questionamento dos valores absolutos. que possa ser achado nesta vida (“debaixo do sol”).3)e a atividade de edificação estão espalhadas por todo o livro. aos servos (2. geralmente creditado a Salomão (cerca de 971 a 931 aC). imutável. A “sabedoria” de 1. na riqueza. nesta vida (“debaixo do sol”). A sabedoria. fugazes e transitórios (“vaidade”). Ao contrário.16). Contexto O livro evidencia um período em que. Eclesiastes e. ele os acha evasivos (“aflição de espírito”). 9. indicando assim aquilo que é mortal. Ec 1.

4-6 e) Inutilidade de ser sozinho.8.1-2 a) Identificação do Livro 1.3).26 a) A refutação da razão pura: A sabedoria humana. Isso é afirmado no epílogo: o dever de toda a humanidade é a reverência a Deus e o cumprimento dos seus mandamentos (12. 2. 6.13). pois Deus. Os verdadeiros dons espirituais— manifestações genuínas de ações ou expressões miraculosas– acontecem em espírito de reverência pra a glória de Deus através de Cristo e para a edificação dos crentes.Tentativas de solução para o problema 1.A sabedoria prática e os seus usos.12-17 d) O fracasso da materialismo. 4. 7. 7-23 .7).5).12-18 b) O fracasso do hedonismo: O prazer não tem sentido em si mesmo.1-9 l) Inutilidade do determinismo da natureza.Estabelecimento do Problema 1. seguida de um julgamento da assembléia sobre a declaração.4-11 III. Paulo aparenta ter isso em mente ao falar sobre os dons de línguas e profecias em 1Co 14. 3. os produtos do trabalho 5.1 . bem e mal. o livro antecipa alguns dos problemas enfrentados pelo apóstolo Paulo na implementação de dons espirituais em 1Co 12-14. 2. Isso precisa acontecer.18-21). 7.1 b) Resumos das investigações do Pregador 1. a ênfase do Pregador na reverência e na obediência a Deus é paralela à preocupação de Paulo com a edificação da igreja (1Co 14.15-20 j) Inutilidade da futilidade de uma vida despojada. As pessoas que acreditam que Deus lhes fale através do ES em sonhos e visões (Jl 2. O Espírito Santo em Ação Toda as referencias ao “espírito” em Ec são referentes à força vital que anima o ser humano ou o animal (ver 3.1-7 h) Inutilidade de sistemas de valores materialistas.7-12.Desenvolvimento do tema 3.18-26 IV. mesmo que durante esta vida não haja justiça verdadeira .10-12 V. 5.3 b) Exposição do problema: Uma refutação das soluções humanísticas 1.17-21) agiriam bem se prestassem atenção na sábia advertência do Pregador de que nem todo sonho é voz de Deus (5. 3. no fim.1-10 b) A sabedoria e as suas aplicações.16-22 c) Inutilidade de um vida oprimida 4. na morte.9.14). 7. Da mesma forma.8. 6.Prólogo 1. sozinha.2832.3-11 a) Estabelecimento do problema: Pode-se encontrar algum valor verdadeiro nesta vida? 1.13-16 g) Inutilidade do fingimento numa religião formal. Com esta observação profunda o livro termina.6. 12. 4.1 . a lógica que envolve toda a sua busca compele a encontrar o único verdadeiro yitron no temor (reverência) e na obediência a Deus (11. 4. é inútil. 1.8-14 i) Inutilidade de deixar para trás. trará a juízo tudo o que existe (11.2 II.1-11 c) O fracasso da compensação: O sábio e o tolo encaram um fim comum 2.7-12 f) Inutilidade de uma monarquia hereditária.1-3 d) Inutilidade da inveja.1 d) A sabedoria na corte do rei. aconselhando uma manifestação ordenada.2-9 46 . 8.12 a) Inutilidade dos esforços humanos em mudar a ordem criada.12-2.9. Esboço de Eclesiastes: I.1-15 b) Inutilidade de um fim igual a criaturas desiguais. 5.11-22 c) Observações sábias variadas.especificamente. At 2.9 a) Provérbios moralizantes sobre vida e morte. Apesar disso.

11.O único valor é temer a Deus e obedecê-Lo.8-14 a) Resumo das conclusões do Pregador 12.7 a) O primeiro resumo das conclusões 11.9.7 .18 a) Inutilidade da compensação (novamente) 8. 12.1-7 IX.VI.10 .9.9-14 Índice 47 .8 b) Resumo das conclusões do pregador através de um discípulo.Um retorno ao tema.Mais sobre a sabedoria e seus usos 10. 8.11.10 .Epílogo: Confirmação da conclusão 12.1 .6 VIII.13-18 VII.12 b) Inutilidade da natureza instável do homem (novamente) 9.12.7-10 b) O segundo resumo: alegoria da velhice e morte 12.

1. a corrompida árvore familiar produz “frutos excelentes”.13. 48 .16) e. II.14). A própria forma do livro como cântico e símbolo é adaptada especialmente ao Espírito.9). ver Gn 32. visto que ele aparece em Ct com toda a sua perfeição real (1. chama-na bem– aventurada ou feliz (6. Os próprios nomes das Doze Tribos mostram a necessidade de uma nova história familiar.” O livro de Ct. Isso deve ser entendido como um paralelo poético do amor conjugal e como bênçãos ao povo da aliança. É o seu marido que elogia sua beleza (6. Na sulamita. “marcas de calcanhar”. Baseado em Jesus Cristo. Foi “desconjuntado” com ardil no âmago de seu ser. o termo “pisadas” é.4-10). 1Cr 22. um dos maiores rabinos. O glorioso reino de Salomão foi como uma restauração do jardim do Éden (1Rs 4.1317).17.10-16).6-5. 5. ver Dt 33. 4.19). Seus dois nomes de nascimento. a romã. Retornou pra sua terra depois de 20 anos com uma instituição familiar defeituosa. E a procissão de um casamento real e a alegria recíproca do noivo e da noiva aparecem retratadas em 3. Salomão encaixa-se perfeitamente como a benção personificada do amor da aliança. “o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo ES”. aplicam-se diretamente a Ct (2Sm 12.5. ela detém o seu marido e não o deixa partir (3. 12. A feliz unidade revelada em Ct é inconcebível à parte do ES. Embora Ct não forneça informações precisas sobre o contexto. ver Gn 30.8). Bastante diferente de qualquer outro livro bíblico.Cantares Autor: Salomão Data: Entre 970 a 930 aC Autor e Data A autoria de Salomão é contestada. Ef 5. e pode ser uma alusão a Jacó. em si.3-4. ela o detém e não o deixa partir (3. linguagem figurada e o canto (At 2. Akida bem Joseph.30) de Gn 2. Como filho real de Davi. surpreendentemente.13). mas a glória do simbolismo salomônico é essencial em Cantares. Ele nasceu segurando o calcanhar do seu irmão.22 . o ES é o poder de ligação e união do amor. ciúme. baseado no “sopro” divino do fôlego da vida (o ES. Aqui. falta de amor. Isso acontece em “antes que refresque o dia” (2. Mandrágoras perfumadas crescem nos campos dela (7. Sl 104. Ct emprega linguagem simbólica pra expressar verdades eternas. o patriarca cujo nome conota “um calcanhar”. Quando as filhas vêem.29.2-4.A. ver Gn 32.13).14).13). Salomão tece um lugar singular na história da aliança (2Sm 7.26).42). raiva e amor de aluguel (de mandrágora. que simbolizam paz (Salomão) e amor (Jedidias). em semelhança ao Livro de Apocalipses. de um modo novo. Ardil. Ele merece consideração especial como arquétipo bíblico que apresenta.4. um manipulador congênito.4). as realidades básicas das relações humanas.8). Linguagem e ideais similares também são encontrados na oração que Davi fez no templo por Salomão e pelo povo durante a entronização de Salomão (1Cr 29) Características e Conteúdo O livro de Ct é a melhor de todas as canções. literalmente. A função pastoril de Jacó e a sua constante luta pela bênção de Deus e do homem são citadas como a norma bíblica para o povo de Deus (Os 12.6). na fragrância da respiração e do fruto da macieira (7. é como a sua fruta favorita. Quando encontra a quem ama.12. pois ele mesmo faz uso de sonhos. Ct contém descrições da mulher sulamita juntamente com uma exibição completa dos produtos de seu jardim.12. As bênçãos da aliança que havia sido distorcidas são redimidas. em cores vivas e repleto de sementes.7). Claras indicações são dadas na descoberta das bênçãos da aliança: “sai-te pelas pisadas das ovelhas” (1. ver Gn 30. um suposto afrodisíaco) entraram nessa fraca estrutura. Um jogo de palavras sutil.20-34). como ilustrado por seu mancar em Maanaim (Gn 32). no “soprar” do vento no jardim da sulamita (4. um trabalho literário de arte e uma obra– prima teológica.29. Salomão reinou em Israel de 970 a 930 aC. Ela executa a dança memorial de Maanaim (6.7 parece vir à tona em Ct. Foi forçado a viver fora de sua terra sob a ameaça de uma irmão irado. Os mesmos acontecimentos também podem ser visto como retratos do amor conjugal.11-13. Dessa maneira.17. em sua terra. O Espírito Santo em Ação De acordo com Rm 5. Jesus referiu-se duas vezes à glória e sabedoria de Salomão (Mt 6.18.2). não há nada que se iguale ao dia em que o Cântico dos Cânticos foi entregue a Israel.24-25).9. No séc. disse: “No mundo inteiro. e o templo e o palácio que construiu personificam as verdades do tabernáculo e a conquista da Terra Prometida (1Rs 6. os melhores (7. A sulamita ajuda e reescreve essa história.

13-7.6-11 Conhecendo sulamita 4.3 A glória triunfante da sulamita 6.11-12 Obtendo a herança 8.Esboço de Cantares I.6-5.17 A procura determinada pelo objetivo principal 3.9-11 A linguagem do amor 1.1-6 A primeira súplica 2.1-4 A segunda súplica 3.5 Alcançando o amor autêntico 8.2-7 A terceira súplica 5. Cenas de abertura 1.9-5.7 Lembrando o amor do rei de bom nome 1.13-14 Índice 49 .8 Uma vida de união íntima num banquete no jardim 4.9-6.11-12 A dança memorial de Maanaim 6.1-2.12-17 O espírito e a árvore 2.7 II.1-4 A morena e agradável guarda de vinhas 1. Últimas cenas com resumo de realizações 8.8-3.7.1 A queda da sulamita 5.5 III.4-10 O nobre povo da sulamita 6.1-7 Uma visão sobre a terra de cima do monte Hermom 4.8 IV.4 Conhecendo Salomão 5.7 Alcançando ao maternidade e a paz 8.9 O início do novo amor de iguais 7. A busca por mutualidade 3.8-10 Obtendo uma vinha igual a de Salomão 8.5.4 V.16.8-15 A alegria do amor no frescor do dia 2.5 Começando a busca 2.8 Removendo as marcas da escravidão 1.6.5-14 Alcançando o objetivo principal 8.8 A carruagem matrimonial real do amor da aliança 3. A busca por abertura 2.9 –8. A busca por unidade 5.9 –8.6 Procurando amor nas pisadas do rebanho 1.3 A quarta súplica 8.

o seu ministério pode ter se sobreposto aos ministérios de Amós e Oséias em Israel.38). 53. após a sua retirada da vida pública.A. mas diversas potências asiáticas estavam olhando para além de sua fronteiras. Se Isaías começa profetizando em cerca de 750 aC. Deus Forte. A visão e a profecia são reivindicadas quaro vezes por Isaías.4 (Mt 8. Jotão e Ezequias. muitos dos sacerdotes e profetas tornaram-se bêbados que queriam agradar os homens (5. caiu num sério declínio moral e espiritual (3. Por Isaías mencionar a morte do rei da Assíria.8-26). 53. como o seu autor. Alguns aceitam que o seu chamado para o ofício profético tenha sido feito no ano que o rei Uzias morreu. de julgamento e súplica para consolo e segurança. manteve uma conformidade exterior à ortodoxia. Servo do SENHOR. A tradição diz que Isaías foi martirizado durante o reinado de Manassés. Data O profeta coloca que ele profetizou durante os reinados de “Uzias. que morreu em cerca de 680 aC (37. 2) referências à paisagem e as cores locais são uniformes. as mulheres negligenciavam suas famílias na busca do prazer carnal. podia ver que o conflito era iminente. mas. 53 é o grande capítulo do AT que profetiza a obra expiatória do Messias. Contexto Histórico Isaias profetizou no período mais crucial da história de Judá e Israel. Muitos acreditam que a forma “serrados” em Hb 11. O Cap. gradualmente. e oca capítulos posteriores.38. Embora estivesse para vir mais uma avivamento a Judá sob o rei Josias (640-609 aC). Argumentos diversos favorecem a autoria única: 1) palavras– chave e frases-chave estão igualmente distribuídas através de todo o livro. Seu nome também aparece doze vezes em 2Rs e quatro vezes em 2Cr. filho de Ezequias. que foi em cerca de 740 aC (6.15 (Rm 15. Acaz e Ezequias. Nenhum texto em ambos os testamentos expõe de um modo tão completo o propósito da morte vicária de Cristo na cruz. 53. Cristo é citado como o “Senhor. O Livro de Is é citado diretamente no NT vinte e uma vezes sendo atribuído em cada caso ao profeta Isaías. particularmente. Lugares secretos de culto pagãos eram tolerados. O profeta. é provável que ele tenha começado durante a ultima década do reinado de Uzias. Israel.27). que era um estudioso dos assuntos mundiais. Cordeiro de Deus. Redentor e Ungido”.25. Cristo Revelado Depois de sua ressurreição.12-14).5 (Rm 4.37 é uma referência à morte de Isaías. Maravilhoso Conselheiro. A beleza de estilo superior na poesia hebraica nos últimos capítulos de Is pode ser explicada pela mudança de assunto.8). Rm 10. Para fazer isso. Líder e Comandante. Jotão. Emanuel. Isaías entrou em seu ministério aproximadamente na época da fundação de Roma e dos primeiros Jogos Olímpicos dos gregos. A Assíria conquistou Samaria em 721 aC. porque dezessete capítulos contém referências proféticas a Cristo. tinha sucumbido ao culto pagão. Senaqueribe. assim como o era para Israel. Jesus caminhava com dois de seus discípulos e “explicava-lhes o que dele se achava em todas a Escrituras” (Lc 24. A Assíria. Pedra Angular.1 (Jo 12. seu nome é mencionado mais doze vezes no livro. A primeira parte do livro pode ter sido escrita nos primeiros anos de Isaías.7-12. As forças européia ainda não estavam preparada para grandes conquistas. bem como o de Miquéias em Judá.17). Renovo do Senhor. 22. ele deve ter extraído muita coisa do Livro de Is. Raiz de Jessé. Entretanto.11-20 havia sido tão inteiramente violada. ele deve ter sobrevivido a Ezequias por alguns anos. governado por Jeroboão e outros seis reis de menor importância. Príncipe da Paz.23 . o filho de Amoz. estava claro para Isaías que a aliança registrada por Moisés em Dt 30. Pai da Eternidade. o rico oprimia o pobre. O nome “Isaias” significa “O SENHOR é salvação”.1823. Rei. Pastor.1. Ambos os reinos do Norte e do Sul haviam experimentado cerca de meio século de poder e prosperidade crescentes.37.1). 50 . Eleito.21).Isaías Autor: Isaias Data: Entre 700 .690 aC Autor O primeiro versículo deste livro coloca Isaías. que o cativeiro e o julgamento eram inevitáveis para Judá. Ele é citado diretamente nove ou dez vezes por escritores do NT: 52.16). sob Uzias. Judá. estava inclinada a conquistas ao sul e ao oeste. reis de Judá” (1.

Também existem muitos cumprimentos de detalhes no cap. ver também 48. Esboço de Isaías I. O procedimento de Deus com Ezequias 36. louvor.1-35.9 (1Pe 2.1-27. o Autor do consolo e da paz 49.1Pe 2.1-12.16).1-6.1– 33.17-21).1-5). promessa 25.1-22 Deus censura Ezequias 39.1-3.8 Deus liberta Judá 36.1-66.13 Os infortúnios dos descrentes imorais em Israel 28.37).22 O Servo do Senhor.12 (Lc 22. Lc 4. Israel deve ser cuidadoso para não se rebelar e contristar o ES (63.24 A garantia de consolo e paz 40.21 A realização do consolo e da paz 58.1-57.10 II.23 Mensagem de Julgamento. pra fortalecê-la para o ministério no cumprimento da Grande Comissão.10 Mensagem de Julgamento e promessas 1. sem contar as referências ao poder.1-39.1-8 III.10 (1Co 15.1-12). 53. efeito ou influência do Espírito que não citam seu nome.24). Ef 4. libertação.22).30) A operação do ES na criação e na preservação da natureza (40. 53 em adição às citações diretas. que irá fazer cura.19) e para preservar Israel em relacionamento de concerto com o SENHOR (59. como Isaías havia profetizado.7-8 (At 8. O derramamento do Espírito sobre Israel para lhes dar triunfo em sua reabilitação conforme o padrão do Êxodo (44. 53. para protegê-los de seus inimigos (59.3-4). que teve seu ministério terreno realizado no poder e unção do ES. iluminação e justiça às nações (42.24 Índice 51 . como o Ungido (Messias) em seus dois adventos (61.38 Deus cura Ezequias 38. como o Servo sofredor do Senhor.1-5. 53.1-48.1-24.1-9). para seu domínio e governo como Rei no trono de Davi (11.6 Mensagem de Julgamento sobre as nações 13.24 Resumo 34. 53.30. Profecia de consolo e paz (parte II) 40. Entretanto. 63.1-66.1-37. O Espírito Santo em Ação O ES é mencionado especificamente quinze vezes.10. O Senhor Jesus.1-35. prometeu derramar seu Espírito sobre a Igreja.21).13 Mensagem concernentes ao Emanuel 7. Há três categorias gerais sob as quais a obra do ES pode ser descrita: A unção do Espírito sobre o Messias pra fortalece-lo.32-33). Profecia de denúncia e convite ( parte I) 1.

O significado do seu nome é incerto. e Josias expandindo o seu território para o norte. cortando-o em algumas colunas e jogando-as no fogo. sob o domínio de Nabopolasar. pois abia que a salvação de Israel não esta desassociada da fé em Deus e de um relacionamento de aliança correto. da sua severa repreensão aos líderes e do desprezo pela idolatria. Ezequiel foi um contemporâneo mais jovem. que Jeremias ditou ao seu escriba Baruque (1. Josias foi morto em Megido ao tentar impedir o Faraó Neco de ir contra o que restava da Assíria. Jeremias enfatizou a responsabilidade individual. Jeremias tinha em seu coração o melhor para o povo. e a próxima geração seria exterminada. As profecias do livro não estão em ordem cronológica. Jeremias recebeu a ordem de não se casar ou ter filhos para ilustrar a sua mensagem: o julgamento era iminente. estavam tentando sustentar sua autoridade sobre Judá. A vida pessoal desse profeta é mais conhecida do que a de qualquer outro profeta do AT porque ele nos deixou muitas marcas de seus pensamentos. Zedequias foi um governante fraco e vacilante.Jeremias Autor: Jeremias Data: Entre 626—586 aC Autor Jeremias. Entretanto. uma coleção de oráculos contra Judá e Jerusalém. O seu chamado é datado de 626 aC. o último grande rei assírio. Jeoaqui. Entretanto. mas foi incapaz de permanecer calado. Josias tinha iniciado uma reforma. Ao que parece. um rei bom que adiou temporariamente o juízo de Deus prometido por causa do governo terrível de Manassés. A Babilônia. filho de Aicão e Ebede-Meleque. morreu em 627 aC. expresso pela obediência. Em 609 aC. mas nenhum deles deu atenção à advertência. Jeconias e Zedequias. profeizando na Babilônia de 593 aC a 571 aC. Data Jeremias profetizou a Judá durante os reinados de Josias. a qual incluía a destruição dos lugares altos pagãos em Judá e Samaria. O profeta Sofonias precedeu ligeiramente a Jeremias e Naum. uma mensagem contrária à esperança do povo e que incluía um sugestão de rendição aos babilônios. Apesar dessa mensagem de ruína. Ainda assim. Tentou evitar essa tarefa. e o Egito. Assurbanipal. Jeremias viu a insensatez da linha de ação política desses reis e alertou-os sobre os planos de Deus para Judá. defendeu a rendição à Babilônia e escreveu aos que já estavam no exílio para que se estabelecessem e vivessem suas vidas normalmente. Os acontecimentos estavam mudando rapidamente o Oriente Próximo. Habacuque e Obdias forma contemporâneos seus. caps 46-51). Jeremias tinha um coração compassivo para com o seu povo e orou por ele mesmo quando o Senhor lhe disse que não fizesse isso. Conteúdo O livro consiste principalmente em uma breve introdução (1. Três filhos de Josias (Joacaz. outras vezes permitindo que os inimigos de Jeremias o maltratassem e o aprisionassem. provavelmente por Baruque (caps 26-45). são qualificados como amigos apenas Aicão. A Assíria estava enfraquecendo. O povo tornara-se tão corrupto sob Manassés 52 . preocupações e frustrações. o seu coração doía pelo povo. e um apêndice histórico (cap 52). Seu companheiro e amigo chegado era o seu escriba Baruque.15-38. a reforma teve um efeito pouco duradouro sobre o povo.24 . oráculos contra nações estrangeiras (25. Atacou também o povo por sua idolatria e proclamou um juízo severo a menos que o povo se arrependesse. em 586 aC. Jeremias era apenas um jovem quando foi chamado para carregar uma severa mensagem de ruína ao seu povo.1-3). Gedalias. os sacerdotes e os falsos profetas por levar o povo à perdição.4-20. Foi estigmatizado por muitos como traidor por causa da sua pregação. condenou os governantes. mas “O SENHOR exalta” e “O Senhor lança” são possibilidades. acontecimentos sobre Jeremias escritos em terceira pessoa. Jeoaquim foi abertamente hostil a Jeremias e destruiu um rolo enviado a ele. buscando às vezes os conselhos de Jeremias.A. Como Ezequiel.18). foi um profeta da cidade leveita de Anatote e talvez tenha sido descendente de Abiatar. Conhecendo as intenções de Deus. Sabia que a nação seria destruída caso a aliança de Deus não fosse honrada. Jeoaquim e Zedequias) e um neto (Joaquim) sucederam-no no trono. Isso de deve em parte por causa da mensagem de ruína proclamada por ele. que é quase idêntico a 2Rs 24-25. filhos de Hilquias. Jeremias tinha poucos amigos além dele. Contexto Histórico Jeremias iniciou seu ministério no reinado de Josias. Mas Deus também se interessava pelos indivíduos e seu relacionamento para com ele. e o seu ministério continuou até pouco tempo depois da queda de Jerusalém. sob Neco.

7-41. Todas as nações pertencem a ele e todas devem a ele por sua conduta. “ovelhas perdidas forma o meu povo” (50. “achareis descanso para a vossa alma”(6. por esta razão. Diversas passagens de Jeremias são aludidas por Jesus em seu ensino: “é.27 Seca e outras catástrofes 14.7 53 .1-35. que tendes ouvido e não ouvis” (5.10 O exílio babilônico 25. Mt 21. Cristo Revelado Através de sua ação e atitude. pois.26 Primeiro oráculos 2.18 Oráculos contra leis.9).18). que se chama pelo meu nome.3 Assuntos diversos 8.19-27 Lições do oleiro 18. “que tendes olhos e não vedes. mas perdoou.1-9 II.19 III. Sofreu muito nas mãos do povo.21 Advertência e promessas 16.1-19 IV.21. E depois do castigo e arrependimento apropriados. pode ser considerado um tipo de Cristo no AT. Apêndice histórico 34.8-22 O exemplo dos recabitas 35. mas “isso foi no meu coração como fogo ardente.1-7 Revogada a libertação de escravos 34. Os oráculos contra as nações estrangeiras ilustram a soberania de Deus sobre todo o mundo. chamaríamos a isso a obra do ES em Jeremias. Derrotado e levado ao exílio. Em certo momento. encerrado nos meus ossos. O trono de Davi seria novamente estabelecido. E ainda lhes daria uma nova aliança e escreveria a sua lei em seus corações. e estou fatigado de sofrer e não posso” (20. Mc 8. Mt 11.14).11. Deus traria uma remanescente de volta a Judá.1-8.que Deus resolveu dar um fim à nação. Coleção de discursos 2.13).1-33.16.19 Advertência a Zedequias 34.4-10.6.1-43. Hoje. profetas e povo 21.1-40. Davi e os levitas. Ele demonstrou grande compaixão pelo seu povo e chorou por ele.19). Jeremias é uma das personalidades mais parecidas com Cristo no AT.25 Eventos na vida de Jeremias 11.1-20. Jeremias quis parar de mencionar a Deus. um caverna de salteadores aos vossos olhos?” (7.30 Sermão do templo e abusos no culto 7.6 Gedalias e o seu assassinato 40.1-29.1-6. Jeremias retrata um estilo de vida similar ao de Cristo e.5 Jeoaquim e os rolos 36.1-24. esta casa. Julgamentos e sofrimentos de Jeremias 36.1-45.1-35.1-32 Cerco e queda de Jerusalém 37. O chamado de Jeremias 1. e sacerdotes fiéis serviriam ao povo.1-17. Esboço de Jeremias I. Além do trabalho normal de inspirar o profeta e revelar-lhe a mensagem de Deus. o povo iria refletir sobre o que lhe acontecera e por quê.1-13. puniria as nações que os havia punido e cumpriria a sua antiga aliança com Israel. Deus assegurou a jeremias: “converterei as minhas palavras na tua boca em fogo” (5.32 O livro de consolação 30.6). Mt 10. O Espírito Santo em Ação Um símbolo do ES é o fogo. também é o ES quem cumpre a promessa do novo concerto que irá colocar a lei de Deus na mente de seu povo e escrevê-la no seu coração.18 A santificação do sábado 17.1-15.18 A fuga para o Egito 42.

23-27 Contra Quedar e Hazor 49.1-28 Contra os filisteus 47.1-6 Contra Edom 49. Apêndice histórico 52.1-3 Cerco e queda de Jerusalém 52.64 Contra o Egito 46.28-33 Contra Helão 49.30 Oráculos para Baruque 45. Oráculos contra nações estrangeiras 46.1-34 O reinado de Zedequias 52.28-30 Libertação de Joaquim 52.1-5 V.Jeremias no Egito 43.34-39 Contra a Babilônia 50.7-22 Contra Damasco 49.1-7 Contra Moabe 48.31-34 Índice 54 .1-51.8-44.1-3 VI.1-47 Contra os amonitas 49.4-27 Sumário de três deportações 52.

capitão da guarda de Nabucodonosor. os judeus usavam a primeira palavra do livro como seu título. Zedequias e os soldados procuraram fugir (2Rs 25.17). Ele foi devido à ira de Deus provocada por seus pecados (2.13. destruiu a mairo parte de Jerusalém. Como tal. e eles tinham de sentir isso de modo pessoal. Até mesmo os babilônios reconheceram o fato (Jr 40. e é assim que chegamos ao títulos que usamos. dos seus propósitos e do relacionamento de Deus com seu povo. Eles foram encorajados a abrir seu coração a Deus. mandado novamente como profeta para falar a respeito das circunstância modificadas do povo de Deus. termina com uma oração. Mas os poemas também descreve o ministério de Jeremias. Tudo que tinha significado para esse povo havia sido destruído. Aqui não há indicação de que o sofrimento seja resultado de um total abandono de Deus ou de uma erradicação dos seus princípios da mente deles. chorar diante dele e contar a ela todos dos detalhes de sua dor. “como!” Essa palavra era comumente usada para significar “Ai!” compara com seu uso em 2. Ele também os ajudou a pensar a respeito da mão de Deus sobre eles em forma de castigo e ajudou para se submetessem penitentemente ao julgamento que eles mereceram até que isso tivesse passado (3. Nubuzaradã.Lamentações Autor: Jeremias Data: 587 aC Autor Como era o costumes.A. Esses poemas se tornam especialmente penetrantes quando contratam as antigas bênçãos e forças de Judá com o caos e o sofrimento que seus pecados haviam levado sobre si. e isso originalmente ficou conhecido como “ekah. todos relacionados com o conceito de sofrimento: O sofrimento deles era o resultado dos seus pecados. uma nova compreensão parece surgir em 3. 4. Enquanto ele estava sitiando a cidade. Ele estava lidando com a situação espiritual deles. aos quais o povo de Judá ficou sujeito. também. Esse forte tema é visto em cada capítulo ( como em 1. queimou o templo e levou a todos. que conduzia à derrota e ao cativeiro (ver 2.42. Após detalhadas descrições de sofrimento e aflição. Existe muitas semelhanças entre os textos de Lm e Jeremias. Quando o rei Zedequias se rebelou contra os babilônios. O sofrimento deles era visto como se causado por Deus e não por seres humanos. O profeta está constantemente consciente de Deus.28-33) Somente após uma completa humilhação é que o povo estaria em condições de pensar sobre uma restauração. Nabucodonosor atacou Jerusalém (2Rs 24. A oração deve ser sempre feita buscando algum fio de esperança. A oração nunca deve ser derrotada pela aflição. Sofrimento.16). 5. Quanto eles romperam o muro.21.1 Is 1. Os Livros de 2Rs e 2Cr descrevem o declínio moral do Reino de Judá (apesar das advertências proféticas). mas tradições que vêm de muito antes de Cristo sustentam que Jeremias o tenha escrito. Deus tinha feito um concerto de bênçãos com eles. Temas As lamentações caracterizam seis temas principais. lágrimas e oração devem andar juntos. Aqui. O autor não é mencionado. compaixão e fidelidade de Deus. 4. Alguns também de referiam ao livro como qinot ou “lamentações”.5. isso era obviamente aceiro.20).14. Eles sabiam que o seu sofrimento não havia v indo sobre eles por acaso.3). nos primeiros dois capítulos e meio.4). Os poemas deste livro parecem ter sido compostos durante e após o tempo no qual tudo isso estava acontecendo. para o exílio (2Rs 25. Ele ajudou o povo a dar a expressão necessária para as suas aflições e também deu conforto para ele. fala acerca da esperança e. Contexto Histórico O povo de Judá foi capaz de pensar que eles eram a única raça escolhida por Deus. mágoa e frustração. Mas eles logo foram levados cativos. Isso era uma prova de que uma manifestação da disciplina de Deus não significava que o seu amor 55 .1. O sofrimento deles poderia conduzi-los a Deus.24 .1). 3. exceto as pessoas mais pobres. Cada capítulo.21-24. mas isto tudo era condicional. eles sentiram que poderiam sempre experimentar boas coisas. No tempo em que foram escritos. Uma descarada desobediência poderia significar que os bons aspectos das bênçãos poderiam ser substituídos por um castigo. da misericórdia. O cumprimento das promessas de bênção podiam sempre pular algumas gerações de israelitas que eram desobedientes. o povo que estava dentro da cidade estava faminto.812). 2. O povo escolhido e protegido tinha perdido tudo e estava numa situação de desesperança. exceto o 4.

35-39 O arrependimento deles chega tarde demais 3.19-22 Índice 56 .1-10 O sofrimento do profeta.20-22 III.1-6) no lembra que o ES é. o pecado e a oração de Jerusalém 1.1-24 Submissão e humildade trazem misericórdia 3. O arrependimento é também uma manifestação da obra do ES entre o povo de Deus (3.havia cessado. sofrimento e pecado de Jerusalém 1.10).48-66 IV. O quinto poema: uma oração registrando o sofrimento e apelos finais de Jerusalém 5.40-42. freqüentemente.1-22 A devastação do povo e de seus líderes 4.40-47 O profeta e o povo confiam em Deus pra vindicação no fim 3.34-36).1-22 Como o próprio Deus destruiu Israel 2. Deus pode ter usado a Babilônia.1-10 Ninguém está isento do sofrimento 5.12-20 Edom será castigado e Israel será ajudado 4. Quando a disciplina tivesse atingido seu propósito. entristecido pelo nosso comportamento (Is 63. a submissão e a oração do povo 3. mas isso não significava que os babilônios eram seus eleitos ou que ele era a favor de seus métodos cruéis (3. o resultado da desobediência 4.1-66 A severidade do castigo conduz a pensamentos de misericórdia 3.20-22 II.11-14 Todo o orgulho e a alegria se foram 5. humilhação.15-18 O apelo final desesperado 5.26.7-11) Esboço de Lamentações I. desesperança e exortação à oração 2. O quarto poema: devastação.1-11 A desobediência e seus resultados 4.32).26-32). A responsabilidade deles era de submeter pacientemente aos seus sofrimentos.31.1-22 A derrota. O segundo poema: a destruição mandada por Deus e a reação do profeta 2. com a consciência de que isto iria terminar quando a vontade de Deus tivesse sido cumprida (3. O terceiro poema: a severidade e misericórdia de Deus. as circunstâncias mudariam (3.32). As sua aflições tinha de ser aceitas com paciência.12-19 Uma oração por ajuda em grande aflição 1.21. O Espírito Santo em Ação A aflição divina sobre os pecados de Israel (2.11-19 A oração angustiada de Judá 2.1-22 Uma lembrança de seu estado lamentável 5. O futuro continha um vindicação de Israel sobre seus inimigos (3.22 V.1-11 Falando ao mundo descuidado sobre seu castigo 1. O primeiro poema: a miséria. Jo 16.

perto de Nipur (1. no exílio. o profeta afirma autobiograficamente que o Espírito do Senhor “caiu” sobre ele e lhe “disse”. especialmente no Evangelho de João..1. essa morrerá”).11-14). e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos. cujo nome significa “Deus fortalece”.24) apresenta o Espírito como ativo em uma visão: “Depois. um membro da família sacerdotal dos zadoqueus. 571 aC. desse modo. aparentemente escritas após a destruição de Jerusalém. A responsabilidade coletiva não mais resguarda o indivíduo.3). inspirado pelo ES. O mesmo (11. Por essa ênfase no ES na regeneração. e o Senhor me levou em Espírito. para os do cativeiro. Exilado por ocasião do segundo cerco de Jerusalém. ele enfatizou a graça divina no renascimento da nação.” Não é somente um ato externo do Espírito o “cair sobre” alguém. que se tornaram importantes durante as reformas de Josias (621 aC).1) A visão subseqüente relata o renascimento espiritual do restante do ovo que estava.17) é. Seu ministério coincidiu brevemente ao de Jeremias. em 587 aC (24. Um aspecto final da ação do Espírito na vida do profeta é achado em 36.26: “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo. É identificado como “Ezequeil.A.26 . sinais.5. o julgamento das nações pagãs ( 25-32) e as futuras bênçãos pelo concerto de Deus com o povo (33-48). provavelmente.24). Partes foram também.15-17). Ez reivindica por eles o poder e a autoridade do ES.1. ações de parábolas ou em fala humana. Cada um deve aceitar uma responsabilidade pessoal pela desgraça da nação. Ez antecipava a doutrina do NT do ES. 40. Em 11.”(v.Ezequiel Autor: Ezequiel Data: Entre 593 . há inúmeras referências ao Espírito de Deus no livro. 33. O livro está facilmente dividido em três seções: o julgamento de Judá (4-24). provavelmente. situada no canal do rio Quebar. o sacerdote” (1. Por outro lado.” Talvez a situação melhor conhecida da atividade do Espírito esteja no cap. O arrependimento do remanescente fiel entre os exilados resultaria na recriação de Israel a partir dos ossos secos (37. Suas experiências espirituais também anteciparam a atividade do ES no NT. Ele era. Várias dessas referências merecem uma tenção em especial. fazendo de seu ministério cerca de vinte anos de duração. Alguém pode quase que caracterizar o Livro de Ez como “os Atos do ES” no AT. foi deportado para a Babilônia (1. A responsabilidade moral do indivíduo é um tema de primeira importância em sua mensagem. Dois temas teológicos agem como um equilíbrio no pensamento do profeta. mas também 57 . Cada um é responsável pelo seu pecado individual (18. até então. O oráculo que segue é. Foi o peso do pecado acumulado de cada indivíduo que contribui para o rompimento do concerto de Deus com Israel. por volta de sua iminente e completa destruição..1). a visão do vale dos ossos secos: “Veio sobre mim a mão do Senhor. 37.573 aC Autor O autor.21. O divino Espírito os estimularia a uma nova vida. filho de Buzi. Ele foi treinado para o sacerdócio durante o reinado de Joaquim. o Espírito me levantou e me levou em visão à Caldéia. A última data dada por oráculo (29. a Palavra de Deus nas palavras de Ezequiel. parece não haver razão válida para se duvidar disso. A morte de sua esposa ocorreu ao mesmo tempo da destruição de Jerusalém. Além disso. Data O chamado de Ezequiel veio a ele em 593 aC.4: “a alma que pecar. incluído a partida da presença de Deus. A proximidade de seu contato com o Espírito. o quinto ano do reinado de Joaquim. e cada qual leva uma porção da culpa pelo julgamento que resultou no exílio. Conteúdo A personalidade de Ezequiel reflete uma força mística. Na doutrina do homem em Ez. ele colocou a ênfase no dever pessoal (18. A mensagem de Ez foi endereçada ao resto dos pervertidos de Judá exilados na Babilônia. A ele adequadamente pertence o título de “carismático”. suas visões e a freqüência com a qual a palavra do Senhor vinha até ele fornecem uma conexão entre os profetas extáticos mais antigos e os profetas e escritores clássicos.1) em 597 aC e estabeleceu-se em Tel– Abibe. O Espírito Santo em Ação Quer a revelação profética seja apresentada simbolicamente em visões. Embora essa identificação tenho sido questionada.

22-7.15-17 Contra Tiro 26.8-11 Contra Edom 25.1-28 O encargo dos profetas 2. Profecias e visões sobre a destruição de Jerusalém 3.2).32 IV.35 Ezequiel como vigia 33.1-48. Oráculos da ruína contra nações estrangeiras 25.12-14 Contra a Filistia 25.27 Oráculos de julgamento 3.1-32. o qual seria dado pelo Espírito.21 Visões introdutórias 1.1-46.29 Restauração do templo 40. Esboço de Ezequiel I. O início da visão e chamada de Ezequiel 1.20-26 Contra Egito 29.28 Julgamento contra Gogue 38.1-39.32 Contra Amom 25.1-3.1-7 Contra Moabe 25. Profecias de restauração 33.1-33 Deus como Pastor 34.1-31 Julgamento contra Edom 35.1-11.27 III.22-24.1-48. tal como Ezequiel inigualavelmente experimentou quando o Espírito “entrou” nele (2.1-28.1-37.25 O exílio e cativeiro de Judá 12.21 II.19 Contra Sidom 28.1-32.27 Visões de idolatria no templo 8.1-3.a profetizada experiência subjetiva da presença do Espírito dentro.1-24.35 Índice 58 .24 Restauração da terra 47.1-15 Restauração de Israel 36. Ezequiel antecipou a experiência do concerto do “novo nascimento”.

25).27).1-3). Nesta parte final. para muitos o enfoque da dispensação tornou-se bastante aceito. Cristo Revelado A primeira vez que se vê Cristo é na figura do “quarto” (homem) ao lado de Sadraque. no ano de 605 aC. judeus nacionais (9. Da mesma forma.1). Isaias e Ezequias (Is 39. Escravos instruídos ou habilitados que as circunstâncias requeriam tornaram-se a mão de obra do governo. A data do cativeiro de Daniel costumeiramente aceita é de 605 aC. o único Deus. entre 605 a 582 aC. Os comentários de Jesus no Sermão do Monte das Oliveiras (Mt 24. Babilônia e Medo– Persa.1-31). Daniel se compõe de três partes principais: Introdução à pessoa de Daniel (1).24). 2) o destino futuro do povo de Daniel. Mais tarde. Deus permanece fiel a eles no fogo do julgamento e livra-os. onde viveu mais de sessentas anos. e quatro reis: Nabucodonosor (2. enquanto adolescente. a segunda vinda de Cristo. Sua profecia abrange o espaço de tempo de sua vida. O nome Daniel significa “Deus é meu juiz” Sua inabalável consagração a Jeová e sua lealdade ao povo de Deus comprovaram fortemente essa verdade na vida de Daniel. para a Babilônia. 2Ts 2). Embora a interpretação de Daniel. Daniel sobrepujou a todos os homens sábios daquele vasto império (6. agora. Esse enfoque na interpretação encontra em Dn as chaves que ajudam a desvendar os mistérios de assuntos como o Anticristo. Mesaque e Abede-Nego na fornalha de fogo (3. Contexto Histórico Juntamente com milhares de cativos de Judá levados para o exílio na Babilônia. conhecimento e boa aparência. Os babilônios haviam subjugado todas as províncias governadas pela Assíria e haviam consolidado o seu império numa área que abrangia grande parte do Oriente Médio. Hananias. Muitos aspectos de profecias relacionadas com os tempos do fim dependem da compreensão deste livro. mantém sob seu controle o destino de todas as nações.1-28) e Ciro (10.14). Os três permaneceram fiéis ao seu Deus.7) haviam profetizado a deportação para a Babilônia dos descendentes da família real. os testes decisivos do caráter de Daniel e o desenvolvimento de suas habilidades de interpretação profética (2-7) e a série de visões de Daniel sobre reinos e acontecimentos futuros (8-12).4). Daniel serviu como estagiário na corte de Nabucodonosor. 59 . os habilitados e os instruídos foram retirados de Jerusalém logo no início da guerra (2Rs 24. Para governar um reino tão diversificado numa área de tamanha extensão. Possivelmente fosse de uma família de classe alta de Jerusalém. as ressurreições futuras e juízos. inclusive do “cheiro de fogo” (3. os tesouros do palácio de Salomão e do templo também levados. Belsazar (5. Misael e Azarias. os homens fortes e corajosos.Daniel Autor: Daniel Data: Final do séc. Conteúdo O propósito é mostrar que o Deus de Israel.37).1-11. estes jovens foram contemplados com funções relevantes no palácio do rei. tornou-se conselheiro de reis estrangeiros. seja feita de maneira bastante diversificada. necessitava-se de uma burocracia administrativa especial. Daniel se torna um companheiro de estudo necessário do Livro de Apocalipse.27 . quatro jovens hebreus forma selecionados para o programa de treinamento (1. 25) e muitas das revelações dadas ao apóstolo Paulo encontram harmonia e coesão em Dn (ver Rm 11. VI AC Autor Daniel foi deportado. Os escritos de Daniel cobrem o governo de dois reinos. a grande tribulação. Inicialmente. A importância de Daniel como profeta foi confirmada por Jesus em Mt 24.11-4.15. como também Apocalipse. os Tempos dos Gentios. Dario (6. Data Embora o cerco e a deportação de cativos para a Babilônia tenha durado vários anos.A. Por causa de sua sabedoria. Devido ao caráter excepcional de Daniel. Esse enfoque também vê as profecias que ainda estão por se cumprir girando em torno de dois eixos principais: 1) o destino futuro da cidade de Jerusalém. Daniel se apresenta como livro profético básico para a compreensão de muitas coisas da Bíblia.

1-49 O sonho esquecido 2.46-49 III.18-28 VII. A festa blasfema de Belsazar 5.15-27 60 .Outra referência a Cristo se encontra na visão da noite de Daniel (7.1-14 A interpretação de Gabriel 8.28-33 A oração e restauração de Nabucodonosor 4. A libertação da fornalha de fogo 3. Daniel na cova dos leões 6.13). Outra visão de Cristo.1-2 A decisão de Daniel de manter-se separado 1.1-28 Complô contra Daniel 6.19-25 O rei confessa o Deus verdadeiro 3. O segundo sonho de Nabucodonosor 4.29-45 Daniel é honrado através de promoção 2. As profecias.1-37 A Interpretação da Daniel 4. A primeira visão de Daniel 7. Esboço de Daniel I. A habilidade de Daniel e dos outros hebreus de interpretarem sonhos se devia ao poder do ES.5-6. onde a descrição de Jesus é bastante idêntica à de João em Ap 1. indicam discernimento sobrenatural dado a Daniel pelo ES.1-9 A interpretação de Daniel da escritura 5.1-31 A escrita manual na parede 5. O Espírito Santo em Ação O Espírito Santo nunca anuncia sua presença em Daniel.15-28 VIII.1-14 A Interpretação de Daniel 7.1-7 A recusa dos três hebreus de se prostrarem perante a estátua 3. A segunda visão de Daniel 8.34-37 V.1-9 Daniel é lançado na cova dos leões 6.10-31 VI.1316. Ele descreve “que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do Homem”.19-27 O cumprimento do sonho 4.8-18 Os três hebreus são miraculosamente protegidos 3. As convicções religiosas de Deus 1. um bode e sobre os chifres 8.1-28 O sonho da Daniel sobre os quatro animais 7.1-37 O sonho de Nabucodonosor 4. mas ele está nitidamente em ação.1-28 A revelação e a interpretação de Daniel 2. O primeiro sonho de Nabucodonosor 2. se acha em 10.1-21 O exílio de Judá 1.10-17 Daniel é liberado 6.1-30 Convocação para adorar a estátua de ouro 3.1-27 O sonho de Daniel sobre um carneiro.26-30 IV. referindo-se à segunda vinda de Cristo.3-21 II. tanto as que se aplicavam ao local quanto ao futuro.

20-27 X.1-9 A visita de um anjo 10.1-12.1-17 A oração de Daniel 9.1-19 A Visão da Daniel 9.1-13 Índice 61 .13 A visão de Daniel de um ser glorioso 10.IX.2-45 O tempo da tribulação 12.10-21 Guerra entre reis do Norte e do Sul 11. A profecia das setentas semana 9. A visão final de Daniel 10.

de um Deus que queria falar com eles e da maneira singular que Deus escolher para demonstrar seu amor a seu povo. ama uma mulher”. Mt 9. Embora as pessoas continuasse uma forma de adoração. uma profecia cumprida quando Jesus. não entender. pudesse conseguir benefícios positivos (“.4) e que persistiu.13).3). O povo desse príodo regozijava-se na paz.5) e que amando objetos sem calor. 8.1).10).20.6. 1. 3. um paralelo com a longa estada de Israel no Egito e o êxodo (Mt 2. em pelo menos dois de seus sermões aos fariseus. O povo pensava que o amor poderia ser comprado (“. Deus quis que Israel conhecesse seu amor.1.9. Jesus também.6. Sua sensibilidade em relação à condição do pecado de seus compatriotas e sua sensibilidades em relação ao coração amoroso de Deus o fizeram apto pra realizar esse difícil ministério. Mateus vê em 11. Quando questionado acerca da sua permanência no lar dos pecadores e cobradores de impostos.A.25-32). Em resumo. a idolatria era mais e mais aceita. provavelmente. mas a anarquia estava preparando-se e ela traria o colapso político da nação em alguns curtos anos. se eles ouvissem. mas um cuidado genuíno e preocupação com mas pessoas (6. Acaz e Ezequias). quando bebê. e iria atrás dela. O problema era como levar a mensagem de um Deus de amor a um povo que não estava inclinado a dar ouvidos e. Jesus cita Oséias para mostrar que Deus não deseja apenas palavras vazias ou rituais desumanos. eu o amei. O Escritor de Hebreus acha em Jesus Aquele que capacita os crentes a oferecerem sacrifícios aceitáveis de louvor pelos quais nós nos tornamos recipientes do perdão misericordioso de Deus (14. 1Co 15.9).55).28 .. vida familiar instável. Jotão.. um desastre vindo por baixo estava se aproximando. apesar de o povo correr e da resistência dele (“Como te deixaria?”. A solução de Deus era deixar o profeta ser seu próprio sermão.. Oséias descreve as condições sociais características de seu tempo: líderes corruptos. E. abundância e prosperidade. Oséias oferece esperança para inspirar seu povo a voltar-se novamente para Deus. ódio entre classes e pobreza. um povo que buscou objetos sem valor (“Quando Israel era menino. que o amor era uma busca de uma autogratificação (“Irei atrás de meus namorados. foi guiado com uma meiga disciplina (“cordas de amor”. Contexto Histórico e Data Oséias mostra a situação histórica de seu ministério através da nomeação dos reais do Reino do Sul. Isso estabelece as datas de 755 aC a 715 aC. Se tornaram abomináveis como aquilo que amaram”.” 11.15). foi literalmente levado e trazido do Egito.Oséias Autor: Oséias Data: Cerca de 750 aC Autor Oséias cujo nome significa “salvação” ou “libertação”.10). e dela teria filhos (1. Os ensinamentos de Paulo acerca de Cristo como o Noivo e a igreja como a noiva correspondem à cerimônia de casamento e os votos pelos quais Deus entra num permanente relacionamento com Israel (2.1).1). o tipo de amor que Deus tinha por Israel. A Pedro.mercou Efraim amores”.” 2.. tira seu texto de Oséias. 11. a amaria inteiramente. Conteúdo O Livro de Oséias é a respeito de um povo que tinha necessidade de ouvir sobre o amor de Deus. Oséias tinha de mostrar seu próprio amor a Gomer. e o rei do Reino do Norte. Ef 5.. A Paulo Jesus cumpre a promessa de Oséias de que Alguém quebraria o poder da morte e da sepultura e traria a vitória da ressurreição (13.14. 9. imoralidade generalizada..2). e traria de volta quando ela se desviasse (“Vai outra vez.19.2. 11.. Embora todas as indicações quanto ao sucesso exterior parecessem positivas a Israel. Oséias se casaria com uma mulher impura (“mulher de prostituições”. que reinou durante o período de sua profecia (1. e os sacerdotes estavam falhando na tarefa de guiar o povo nos caminhos da justiça.. Cristo Revelado Os escritores do NT descrevem Oséias como o responsável por ensinar a vida e o ministério de Cristo.8). Jesus provê a base pela qual aqueles que estavam fora da família de Deus agora são admitidos a um relacionamento com ele (1. 1Pe 2. Hb 13. de Judá (Uzias. Apesar das trevas desse tempo.15). quando os fariseus acusam os discípulos de Jesus de violar o sábado. Jesus os 62 . foi escolhido por Deus pra levar sua mensagem a seu povo através do seu casamento com uma mulher que seria infiel a ele. que me dão. de Israel ( Jeroboão II).

Uma vez Oséias usa a frase “o espírito de luxuria”.4).5 O casamento de Oséias e Gomer 1. 5. Oséias relaciona tal espírito com o vinho.9 Amor e restauração 11.23 A volta de Gomer para Oséias 3.7).1-9 O Casamento do SENHOR com Israel 1. Como Paulo em Efésios.1-5 II.1-3. Esboço de Oséias I. Ef 5.11-13.17-21). em contraste com o ES. que nos guia para caminhos verdadeiros e para a verdadeira adoração (4. e conta as conseqüências de ser preenchido com um espírito impuro.9 Índice 63 . que escraviza o coração.defende com o mesmo lembrete de que o coração de Deus coloca o interesse pelas necessidades humanas acima das formalidades religiosas (Mt 12.1-14.12. O Espírito Santo em Ação O Livro de Oséias ensina duas notáveis lições a respeito do ES: 1) É importante depender da presença do Espírito e 2) coisas negativas acontecem quando o Espírito está longe de uma vida.1-14. O SENHOR e Israel 4. e uma vez. “ o espírito da prostituição” (4.10-2. Oséias e Gomer 1. Esse espírito de luxuria também faz as pessoas se desvirem para falsos caminhos e falas adorações.

que Joel viu uma explicação: era o julgamento de Deus. Isso colocaria o ministério de Jl por volta de 835805 aC.28). a adoração a Deus. A primeira (1. Será um tempo em que “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (2. Ali.15) É opinião de muitos conservadores que Amós e Isaias tenham tomado emprestado de Joel. o profeta. Conteúdo O Livro de Jl está naturalmente dividido em duas seções.1-2. “depois”. nós não podemos deixar de notar a mais notável seção desta curta profecia. Tanto o povo como os animais estavam morrendo. quando Joiada era o conselheiro do rei. Será um tempo em que a profecia virá de jovens e velhos. Será um tempo em que todos os crentes sentirão a habitação do ES e irão formar uma comunidade profética na terra. Nada é conhecido a respeito dele ou das circunstância de sua vida. e Joel. Provavelmente que ele tenha vivido em Judá e profetizado em Jerusalém. irão experimentar esse derramamento. não é nada comparada ao julgamento de Deus que está a caminho .28-3. Jovens e velhos. Data Não há como datar o livro com absoluta certeza. até mesmo tirou a casca das árvores de figo. de igual modo. horrível como ela pode ser. “Jeová é Deus”. Uma enorme praga de locustas havia despido a zona rural de toda a vegetação.2 com Jl 3. Foi obviamente o ES que inspirou o profeta a ver a mão do Senhor em tudo o que está acontecendo e ser capaz de saltar em direção ao terrível Dia do Senhor. Este é um nome muito comum em Israel. de igual modo.32). 64 . Descrições contemporâneas do poder destrutivo dos enxames de locustas confirma a descrição de Jl acerca da praga. um chamado ao arrependimento e a promessa de restauração. para um tempo em que Deus irá derramar o seu Espírito “sobre toda a carne” (2. é especificado como o filho de Petuel. Isso será um prelúdio da devastação e julgamento do Dia do Senhor. a qual o sumo sacerdote Joiada restaurou durante o reinado de Joás (2Rs 11. Portanto muitos sustentam que Joel profetizou durante os primeiros trinta anos do reinado de Joás (835-796 aC). Este era um tempo em que não somente Judá. Ela foi tão profunda e desastrosa.28-32.6 com Jl 1. é suposta por Joel. A segunda seção (2. e os estudiosos variam em suas opiniões. quando o Espírito de Deus for derramado “sobre toda a carne”. quando tanto homens como mulheres irão profetizar.Joel Autor: Joel Data: Entre 835—805 aC Autor O nome Joel significa. Toda a safra foi perdida. fazendo-o um dos mais antigos dos profetas menores. Contexto Histórico Joel profetizou numa época de grande devastação de toda a terra de Judá. literalmente. mas também todas as nações do mundo serão chamadas diante de Deus. Em apenas algumas horas.A.21) explica que essa praga.16). A praga das locustas acerca do que Jl escreveu era maior que qualquer um jamais havia visto. que também estão em Joel (comparar Am 1. o que tinha sido um terra bonita. A fome e a seca se apoderaram de toda a terra. o profeta vê um tempo futuro. e as sementes da safra para o plantio seguinte também foram destruídas. Há referências tanto em Amós como em Isaías. Mas a passagem mais espantosa em Jl é 2. Através do ES. Além do mais.29 . O Espírito Santo em Ação Joel é notável em suas referências ao ES. verdejante. A salvação não será apenas a ingualável bênção sobre Judá. tanto homens como mulheres.27) trata do presente julgamento de Deus. Todavia. destruiu até as pastagens tanto das ovelhas como do gado. havia se tornado um lugar de desolação e destruição.16 e Is 13. 2Cr 23. Joel olha centenas de anos à frente.

12-17 A restauração do Senhor 2.1-2.1-17 A Bênção do Senhor 3.2-2.18-21 Índice 65 .28-32 O Julgamento do Senhor 3. A mão do Senhor no presente 1.18-27 II.11 O arrependimento de Judá 2.Esboço de Joel I.27 A destruição pelas locustas 1.21 A graça do Senhor 2.28-3. O dia do Senhor no futuro 2.

como o ribeiro impetuoso” (5. Data Amós profetizou durante os reinados de Uzias.30 . e Jeroboão II de Israel (793-753 aC). através do vale de Jezreel e ao longo da planície da costa.1-9. de Judá (792-740 aC). Amós promete restauração para Israel (9.24. Am não menciona o Espírito em sua obra. Israel e Judá. Israel. é quase impossível fazer uma distinção entre o Senhor e seu Espírito. seja contra Israel ou qualquer outra nação.8). Esse julgamento sobre as nações nos ensina que Deus é um Monarca universal. Finalmente. Israel e Judá haviam atingido novos auges políticos e militares. Ez 3. O Espírito Santo em Ação A obra do ES não é mencionada especificamente em Am. mas aquelas ações atribuídas ao Espírito por outros profetas estão presentes em Amós.11-15). reconquistou Elatae ( o porto marítimo de Ácaba) e expandiu-se para o sudeste às custas dos filisteus. todavia serão punidos porque eles quebraram seu concerto com Deus. Uma terceira seção (7. a cerca de 16 km ao sul de Jerusalém. Todas as nações estão sob seu controle. e a justiça. porém. enquanto os pobres estavam oprimidos. Conteúdo O livro de Am é basicamente uma mensagem de julgamento> julgamento sobre as nações.25. Sua paciência já havia se esgotado. mas a situação religiosa estava fraca o tempo todo. o juízo como as águas. ao sul).Amós Autor: Amós Data: Entre 760 –750 aC Autor Amós. incluindo Judá. O povo interpretava sua prosperidade como um sinal da bênção de Deus sobre eles. VIII aC foi uma época de grande prosperidade tanto para Israel como para Judá. Sob o domínio de Jeroboão. 66 . De acordo com 2Rs 14. situada nas colinas de Judá. A nação seria destruída a menos que houvesse uma mudança no coração deles— uma mudança na qual a “Corra.14) é uma série de três oráculos ou sermões direcionados contra Israel.24). o castigo de Deus sobre eles por causa do pecado será severo. O tema central do livro é que o povo de Israel havia quebrado seu concerto com Deus. Seu ministério foi realizado entre 760 e 750 Ac e parece ter ocorrido em menos de dois anos. A tarefa de Amós era entregar a mensagem de que Deus estava descontente com a nação. e o sistema judicial estava corrompido. Mq 3. Amós foi chamado para entregar a mensagem de Deus ao Reino do Norte. O castigo era inevitável. VIII aC. os ricos estavam vivendo na luxuria. Os outros incluem Oséias a Israel e Miqueias e Isaias a Judá. Contexto Histórico A metade do séc. Como é o caso da maioria dos profetas.10) é uma série de cinco visões e julgamento. Ele é o primeiro dos assim chamados profetas escritores do séc. Israel havia conquistado novamente o controle das rotas internacionais do comércio— a Rodovia do Rei. Como resultado.A. através da transjordânia. e o Caminho do Mar. Amós começa com uma série de acusações contra os sete vizinhos de Israel. depois. O processo da inspiração do profeta e a revelação da mensagem de Deus são geralmente atribuídos por outros profetas ao Espírito (Is 48. Apesar do seu histórico nãoprofissional. Cada nação estrangeira tem de ser castigada por ofensas especificas. A idolatria estava exuberante. em duas das quais Deus se retira. admitindo que ele era um pastor de ovelhas e cultivador de sicômoros.16). cujo nome significa “Aquele eu suporta o jugo”. ele restaurou as fronteiras de Israel desde Lebo Hamate (ao norte) até o mar da Arabá (o mar Morto. ele acusa Israel (1. e.16.3-1. sob o domínio de Uzias. Elas têm de prestar contas a Deus pelos maus tratos às outras nações e povos. Eles incluem a ameaça de exílio. era um nativo da pequena cidade de Tecoa. oráculos e visões de julgamento divino sobre Israel. Judá. A seção seguinte (3. Amós rejeitou treinamento como um profeta profissional.1-6. a imoralidade havia generalizado.

6-16 III. Introdução 1.1-6 Visões de rigidez 7.11-15 A tenda de Davi levantada 9.10 V.13-15 Moabe 2. Visões de Julgamento 7.14 IV. Julgamento sobre as nações 1.1-3 Judá 2.13-15 Índice 67 .10 Visões de abrandamento 7.3 –2.7-9. Oráculos contra Israel 3.11-12 A terra e os povos restaurados e abençoados 9.1-9.1-2 II.16 Damasco 1.6-8 Tiro 1.1-6.1-13 Julgamento sobre o impenitente povo de Deus 5.1-15 Julgamento de Deus sobre o povo insensíveis 4.4-5 Israel 2.Esboço de Amós I.14 Julgamento sobre o povo escolhido de Deus 3. A restauração de Israel 9.3-5 Gaza 1.11-12 Amom 1.9-10 Edom 1.1– 6.

14) A segunda seção principal da profecia reflete sobre o Dia do Senhor (vs 15-21). Além disso. conseqüentemente. porque Edom de regozijou com o sofrimento de Israel e juntou-se com seus atacantes para roubar e violar Jerusalém no dia da sua calamidade (vs 11-13) e porque os edomitas impediram a fuga do povo de Judá e os entregou aos invasores (v. Nenhuma outra informação está disponível a respeito dele. ele funciona como Aquele que instiga o julgamento de Edom.10). é conhecido somente como Obadias. quando Obadias alerta Edom sobre a vingança de Deus. chamando as nações para se levantarem contra o inimigo do povo de Deus. os edomitas juntaram-se aos babilônios contra seus parentes e ajudaram a profanar a terra de Israel. mas o povo de Deus experimentará a abençoada e gloriosa restauração de sua terra. e o reino pertencerá ao Senhor (v. Para Edom. 68 . O monte Sião governará as montanhas de Esaú. O livro é dividido em duas seções principais. Embora Deus use agentes humanos para executar sua justiça. de colher o que se havia plantado. Os descendentes de Esaú. A terra e o povo serão saqueado e espoliados. A mensagem foi. dada durante o período do exílio de Judá.1). se estabeleceram numa área chamada Edom. O rancor começou quando os dois irmãos gêmeos Esaú e Jacó se dividiram em disputa (ver Gn 27. instigando e punindo de acordo com o plano de Deus. Por quê? Por causa da violência que Edom praticou contra seu irmão Jacó (v. e assegura a Judá quanto ao contínuo cuidado do Senhor. Ao longo do período de cerca de 20 anos (605-586 aC). A sua obra.A. Com o passar dos anos numerosos conflitos se desenvolveram entre os edomitas e os israelitas. “Servo/adorador de Jeová”. está a obra do seu Espírito. este é um pronunciamento de perdição (vs 15-16). os babilônios invadiram a terra de Israel e fizeram repetidos ataques à Jerusalém. Ele serve como a fonte de inspiração para Obadias. Esse dia será um tempo de retribuição. habitaram em Canaã e se tornaram o povo de Israel. A primeira (vs 1-14) é endereça a Edom e anuncia sua inevitável queda.1) que constitui a mensagem de Obadias. deve ser admitida.31 . Da sua posição de soberba e falsa segurança. o ano no qual a cidade sagrada foi derrotada pelos babilônios. 32– 33).21). Contexto Histórico As relações entre Israel e Edom foram marcadas pela hostilidade através do período do AT. para Judá de proclamação de liberdade (vs 17-20) Edom será julgado severamente. Então. Deus irá derribá-lo (vs 2-4). que estava se aproximando. Conteúdo Obadias é o menor livro do AT. a destruição final e completa (vs 5-9). situada ao sul do mar Morto. empurrando. a qual foi finalmente devastada em 586 aC. como Aquele que comunica a “visão” (v. Ele começa com um título que identifica a profecia como “visão de Obadias” e que atribui o pronunciamento do Senhor Jeová (v. enquanto os descendentes de Jacó continuaram em direção à Terra Prometida. mas. O Espírito Santo em Ação Em nenhum lugar Obadias faz referência específica ao ES ou ao Espírito de Deus. todavia. Essa amarga rivalidade forma o fundo histórico da profecia de Obadias. provavelmente. atrás disso tudo. Os edomitas viram essas incursões como uma oportunidade para extinguir sua amarga sede contra Israel.Obadias Autor: Obadias Data: Após 586 aC Autor O profeta. embora não especificamente identificado como tal. Data O fundo histórico da destruição de Jerusalém coloca a data da profecia de Obadias logo após 586 aC.

21 Índice 69 . 5-9 Os crimes de Edom Vs 10-14 III.Esboço de Obadias I. Título 1 II. O decreto do Senhor Vs 1-14 A condenação de Edom vs. 1-4 O colapso de Edom Vs. O Dia do Senhor Vs 15-21 O dia da retribuição divina Vs. 17-20 O dia do domínio divino vs. 16-16 O dia da restituição divina vs.

Jonas era filho de Amitai e um nativo de Gate-Hefer. caso eles responda positivamente. Deus manda uma tempestade para golpear o navio e causar circunstâncias que conduzem Jonas face à face ao seu chamado missionário. Relatos do AT descrevem seus saques contra Israel e Judá. para levantar-se e ir 1300 km pra o oriente. Aqueles que apóiam a data pré-exílica explicam que isso pode ser meramente uma forma literária usada para contar a história ou que Nínive existia. sua posterior re relutante obediência e a sua ira sobre a extensão de misericórdia aos ninivitas revelam óbvias incoerência na aplicação da sua fé. Israel havia sido encarregado de entregar aquela mensagem. de algum modo. ele professava um temor ao Senhor como Deus do céu. A história termina sem indicar como Jonas respondeu à exortação e`à lição objetiva de Deus. Também ele temeu que Deus pudesse mostrar misericórdia . um vilarejo situado a 5 Km em direção ao nordeste de Nazaré. que diz que Nínive era uma grande cidade. inimigos de Israel de longa data. baseado nas datas pós-exílica. mas. a Nínive. VIII ou no início do século VII. então aquela cidade estará livre para saquear e roubar Israel novamente. Deus pediu a Jonas. embora tenha sido colocado entre os profetas no cânon. uma vez que seus habitantes mereciam um julgamento severo.3. No início do séc. onde eles destruíram a zona rural e levaram cativos. é obvio que ele era um amante leal de Israel e um patriota comprometido. cerca de 793 a 753 aC. ele poderia sido em qualquer tempo depois do acontecimento descrito nele. mas somente a Jonas é que foi dada uma mensagem de arrependimento e misericórdia. mal-humorado. deste modo oferecendo aos assírios a oportunidade de molestar Israel. como havia sido profetizado por Jonas (2Rs 14. o Criador do mar e da terra.7). Esse patriotismo nacionalista e seu desdém a que a misericórdia seja oferecida para pessoas que não fazem parte do concerto induzem Jonas a decidir deixar Israel e “fugir de diante da face do Senhor”. A viagem a Társis logo fornece a evidência de que a presença e a influência do Senhor não está restrita à Palestina.32 . para pregar diretamente a uma cidade gentia. Sua relutância em ir pregar estava baseada num desejo de ver seu declínio culminar numa completa perda de poder. irritado. após a destruição de Nínive em 612 aC Essa disputa é baseada em 3. até o mar Morto. a história é a mensagem. mas não era uma grande cidade. e após 70 . eram uma força dominante entre os antigos de aproximadamente 885 a 665 aC. ele esperava que o Espírito da profecia não o seguisse. Após determinarem que Jonas e seu Deus são responsáveis pela tempestade. que não seja Jonas. Contexto Histórico Os assírios pagãos. Essa falha conseqüentemente levou-os a um orgulho religioso extremo. Profetizando durante o reinado de Jeroboão II e precedendo imediatamente Amós. Jonas sabe que.8-10). Religiosamente.A. impaciente e por seu hábito de viver somente com seu clã. O poder assírio era mais fraco durante o tempo de Jonas. Como indicado em 2Rs 14. eles não compreenderam a importância dela.25. Deus ama todas as pessoas e deseja compartilhar seu perdão e misericórdia com elas. pode ser encontrada a semente do farisaísmo no NT. Mas sua primeira desobediência intencional. dentro das fronteiras tribais de Zebulom. Sem dúvida. No Livro de Jonas. Quanto ao caráter. e Eliseu viajou a Damasco (2Rs 8. Se um narrador escreveu o livro. alguns datam o livro na segunda metade do séc. é diferente do outros livros proféticos. datado durante o reinado de Jeroboão II. ele é representado como obstinado. uma cidade dos temidos e odiados assírios. Se Jonas escreveu o Livro seria. o profeta. A história recorda um dos mais profundo conceitos teológicos encontrados no AT. Jonas está descontente e. se Deus poupar Nínive. Ele foi o único profeta mandado para pregar aos gentios. Politicamente.Jonas Autor: Jonas Data: Por volta de 760 AC ou após 612 Ac Autor e Data As questões da data e autoria de Jonas estão profundamente relacionas. Elias foi mandado para Sarepta para morar lá durante uma temporada (1Rs 17. Conteúdo O livro de Jonas. Jonas achou difícil aceitar o fato de que Deus pudesse oferecer misericórdia a Nínive da Assíria. e Jeroboão II foi capaz de reivindicar áreas da Palestina desde Hamate localizada em direção ao sul. pois ele não tem uma profecia que não contenha uma mensagem. algum modo se convence do que uma viagem a Társis irá livra-lo da responsabilidade que Deus colocou sobre ele. O nome de Jonas significa “pomba” ou “pombo”. ele foi um forte nacionalista que estava completamente consciente da destruição que os assírios haviam feito em Israel através dos anos. Dentre aqueles que sustentam outro autor. VIII. Sua mensagem é pra ser um chamado ao arrependimento e uma promessa de misericórdia. obviamente.25).

se arrependeram e mostraram isso através do jejum cerimonial.1-5 Deus ensina uma lição 4. vindo do oriente.4 A população se converte 3. Ele. Deus prepara um bicho pra comer o caule da aboboreira e a faz secar. Quando Jonas se arrependeu. vai à grande cidade de Nínive” 1.1-10 Uma segunda chance de levantar e ir é dada a Jonas 3. o profeta concorda relutantemente em fazer a viagem e entregar a mensagem de Deus. Para seu espanto. Novamente. O coração de Jonas ainda não está mudado. com vista para a cidade do lado oriente. Jonas constrói um abrigo numa colina. mas Deus havia preparado um grande peixe para engolir Jonas e.25). desde a pessoa mais humilde até o rei. mais adiante. após três dias e três noites. o ES mostrou a ele o contraste entre sua preocupação com uma aboboreira e a preocupação de Deus com os habitantes da cidade. O retorno providencial 1. num lugar que fizesse sombra sobre a cabeça de Jonas. Ele aguarda do dia indicado para o julgamento.10-16 O Senhor prepara uma grande peixe 1. Esboço de Jonas I.17 Jonas ora 2. Isso aconteceu sob a liderança de Jeroboão II (2 Rs 14.1-11 Jonas desgostou-se 4. a quem Deus amava.4-2. mas continuou a intervir na vida de Jonas e a induzi-lo a faze a vontade de Deus. O profeta se regozija na sua boa sorte. ao trazer um vento calmoso. Sem dúvida.1-9 Ele é vomitado na terra 2. Quando Jonas se recusou a aceitar esta obra divina.1-3 Jonas prega 3. Deus lhe responde mostrando a incoerência de estar preocupado com uma aboboreira. vestindo-se de panos de saco e assentando-se sobre a cinza. Até mesmo os animais são obrigados a participar dessa conduta humilde. A renovação bem-sucedida 3.4-9 Os marinheiros o jogam no mar 1.1-3 “Levanta-te. Ele prepa uma aboboreira para crescer durante a noite. para secar o corpo morto de sede de Jonas. os marinheiros atiraram Jonas ao mar. Jonas e os marinheiros acharam que esse seria o fim de Jonas. o Espírito operou um arrependimento piedoso no coração do povo e eles responderam à mensagem de julgamento. Deus manda Jonas levantar e ir a Nínive para entregar a mensagem de libertação. o peixe o jogou em terra firme.10 O Senhor manda uma tempestade 1. Uma reação negativa 4. Desta vez. o profeta se recusou a seguir a orientação do Senhor. A retirada ordenada 1. intensifica a situação desconfortável de Jonas. Quando o Espírito conduziu Jonas para ir a Nínive profetizar contra o povo lá. mas estar totalmente despreocupado acerca do destino dos habitantes de Nínive.10 IV. Ele lamenta a morte da aboboreira e expressa seu descontentamento a Deus. O Espírito de Deus não cessou sua obra.5-9 Deus demonstra piedade 3. Então. ou que Deus fosse escolher outra estratégia. Deus usa esse tempo de esperar para ensinar uma valiosa lição a Jonas.1-2 Jonas foge para Tarsis 1. os ninivitas. Por que Deus teria misericórdia de pessoas que abusaram da nação de Israel? Talvez esperando que o arrependimento não tivesse sido genuíno.10 III. e ele reage com ira e confusão.3 II.esgotarem todas as alternativas. Lá.6-11 Índice 71 . O Espírito Santo em Ação E Espírito de Deus inspirou Jonas a profetizar naquela terra e a sua posição seria recuperada por Israel.

9. Acaz (731-716 aC). também. O Nome de Miquéias. Sua fidelidade compassiva a Abraão e aos pais (7. Judá estava presstes a cair. sua profecia foi lembrada e citada (Jr 26. um profeta que morava no Reino do Norte. Enquanto a Babilônia ainda não era um poder mundial que podia permanecer independente da Assíria. Durante alguns anos.9) e furor (5. Miquéias mostra como essa degeneração espiritual levará inevitavelmente o julgamento sobre toda a terra. Miquéias tinha de censurar a liderança da nação por destruir o rebanho que lhes foi confiado.12-13.4) está caracterizada.9). Jo 7.16. que. muitos “altos” haviam sido introduzidos em Judá através da influência de Samaria.2). Contexto Histórico No período entre o início do reino dividido de Salomão (Israel ao Norte e Judá ao Sul) e a destruição do templo.15.41-43). A compaixão e a fidelidade do concerto são exclusivos a Deus. Mas.13. e Ezequias (716-686 aC). seu louvor (2. a não se que a nação se voltasse para Deus. A “excelência do nome do Senhor” (5.Miquéias Autor: Miquéias Data: Entre 704 e 696 Ac Autor Miquéias foi contemporâneo de Isaías.18). Judá.3. Isso colocou a idolatria dos cananeus em disputa com a verdadeira adoração no templo do Senhor (1.5). que perdoas a iniqüidade e que re esqueces da rebelião do restante da tua herança?” (7. Entretanto. aquele que verdadeiramente se arrepende terá o Senhor como seu advogado de defesa (7. assim como Isaías. que não tem concorrentes no perdão dos pecados e na compaixão pelos pecadores. Essa mensagem está focalizada num única pergunta central para toda a profecia: “Quem. seus caminhos (4. que seja desse cativeiro ou de um povo espiritualmente restaurado ( a igreja) nos dias do Messias (2. é semelhante a ti. arrependendo-se de todo coração.6-7. Um século depois.10).8. 4. Conteúdo O Livro de Mq é uma profecia acerca do Senhor. que ele até quis ir despojado e nu pra fazer com que sua mensagem fosse compreendida (1. no séc. bem como a face do Senhor (3. o Senhor vem desde o templo da sua santidade. 5. ó Deus. embora o rei Ezequias tenha tido uma notável vitória sobre Senaqueribe e o exercito assírio. é semelhante a ti”.4). Sua fidelidade compassiva mantém um concerto com Abraão e seus descendentes.13).2). O Senhor libertaria o restante (2.10.4). 4.18-19) é um atributo precioso a que nenhuma deidade pode se igualar. colega de Miquéias.7). 5. o cativeiro babilônico (mais de um século depois) foi claramente predito como o julgamento de Deus contra a rebelião feita contra ele (1. Além disso. A compaixão de Deus (7. VIII aC. 7. Visto que ele morreu durante a administração de Ezequias e antes da era que coincide em parte com Manassés (696-642 aC). durante os reinados dos reis do Sul. representando-o como uma filha extraviada (1.4). incluindo Samaria (Israel) e “as nações” no objetivo das sua profecias. 7.7-8. 2.10. uma data entre 704 e 696 aC parece ser provável.20) é atualizada a cada nova geração.12-13. sua força (5. Miquéias viveu numa cidade localizada a cerca de 32 km a sudoeste de Jerusalém e profetizou principalmente naquela região. Data Miquéias profetizou. no começo da sua carreira. Jotão (740-731 aC). pressupõe uma semelhança com o Senhor: “Quem. de acordo com sua própria declaração (1. Miquéias era tão sincero e completamente comprometido. E. a esperança foi estendida pra um restante a ser restaurado.3-8.10.12).17-19). A esperança do povo de viver sob a completa bênção de Deus estava 72 .33 . Na visão de abertura. O fator mais notável no manejo do Senhor da sua causa é quão fundo ele foi para apresentar sua contenda (6.1-6. ó Deus.10. Miquéias foi.A. 7. Ambos concentraram seu ministério no Reino do Sul. até mesmo desejando sentar-se à mesa do réu e deixando seu povo levar qualquer queixa quanto ao modo que o Senhor Deus o tenha tratado (6.13). redimiu a Israel do Egito 96.9) e sua conseqüente ira (7.9). suas justiças (6. e acontecimentos ocorridos sete séculos mais tarde atestam a autenticidade da profecia de Miquéias (Mt 2.1). irá também redimir Judá da babilônia (4. 4.2). A profecia de Miquéias produziu um impacto que se estendeu muito além do seu ministério local.5.18).3).18) contra todas as formas de rebelião moral.8). uma vez. 7. pois sua compaixão. contemporâneo de Oséias. a grande compaixão de Deus colore cada uma das sua atitudes e ações em relação ao seu povo.3. seus pensamentos (4. 7. 4. para ser testemunha contra o povo (1.

1. Outra característica dessa profecia é que ela não pode se referir a apenas qualquer líder que possa ter sua origem em Belém.13 Sobre as cidades capitais de Samaria e Jerusalém 1. A condenação dos líderes feita pelo Senhor 3. apesar de não incluir o nome do Messias.10-16 Sobre os crimes que trazem ocupação estrangeira 2.4-5 afirma a condição de pastor de Messias (“apascentará o povo”).2 é. Depois que a terra deles havia sido corrompida e destruída. A expressão “a Palavra” do Senhor (4. A dramática cinda do Senhor em Julgamento 1.1-5 Compaixão sobre o povo dependente e rejeitado 4. num tempo quando Belém era pouco conhecida. Ap 19. Cristo Revelado As profecias sobre Cristo fazem o Livro de Miquéias luzir com esperança e encorajamento. A profecia de Mq 5.20).” Esta profecia confirma tanto a humanidade quanto a divindade do Messias de um modo sublime.6-13 73 . As profecias posteriores afirmarão o aspecto pessoal da sua chegada em tempo histórico. O episódio completo harmoniza-se belamente com a proclamação de Jesus acerca da liberdade aos cativos (Lc 4.1-11 Sobre todos.2 é uma das mais famosas profecias de todo o AT. exceto um restante liberto pelo Senhor 2. explicitamente. seu domínio universal (“porque agora será ele engrandecido até aos fins da terra”) e a sua posição como líder de um reino de paz (“E este será a nossa paz”). enquanto. O Espírito Santo em Ação Um referência singular ao ES ocorre no contraste feito por Mq da autoridade que está por trás de seu ministério com aquela dos profetas falsos de seus dias. porque ela iguala o Senhor com o Eterno: “Cujas origens são desde os tempos antigos.1-2. Enquanto outros homens eram feitos corajosos pelos tóxicos para fabricar contos na forma de profecias.3-5). A primeira profecia messiânica ocorre numa cena de pastor de ovelhas. (2.2).2) é um título aplicável a Cristo (Jo 1.15 Atração de todas as nações pelo nome do Senhor 4. ele não tinha nenhuma sugestão do lugar a que recorrer.1-4 Sobre os profetas.18).1-5. A profecia de Mq 5. desde os dias da eternidade. a força e justiça que estão por trás da mensagem de Mq vieram da sua unção pela “força do Espírito do Senhor” (3.12-13 II. um restante dos cativos seria reunidos como ovelhas num curral. A vinda do reino universal do Senhor 4. O livro se inicia com uma grandiosa exposição da vinda do Senhor (1. O climax da profecia (7. Mas a disposição de Deus para descer e interagir é estabelecida no princípio. alguém quebraria o cercado e os levaria para fora da porta. sua divindade (“na excelência do nome do Senhor”) e sua humanidade (“seu Deus”).7.1-12 Sobre os líderes que consomem o povo 3. em seu amor. Na expressão da misericórdia e compaixão divinas. messiânica (“Senhor em Israel”) e especifica seu lugar de nascimento em Belém. exceto Miquéias 3.9-12 III. definitivamente refere-se a ele.1-9 Sobre as cidades localizadas a sudoeste de Jerusalém 1.18-19). Ela autentica a profecia bíblica como “a Palavra do Senhor” (1. Cristo é o único a quem ela pode se referir.13). Então. 2. manteve-se proclamando aquele Dia e reino futuros como o acontecimento no qual o fiel devia por sua esperança.1. E esse alguém é seu “rei” e “Senhor”. lançando-as nas profundezas do mar para que Deus possa perdoar os pecados e trocar o pecado pela verdade.12-13). o verdadeiro poder. Mq 5.8). na verdade. em direção à liberdade.ligada à vinda de Messias. 4. prevendo as glórias da sua graça a ser manifesta em Jesus.5-8 Sobre os oficiais: chefes. Esboço de Miquéias Tema: Quem é como o Senhor? I. ele é Aquele que “subjugará as nossas iniqüidade”. liberta os cativos espirituais e físicos. sua unção (“na força do Senhor”). Suas palavras foram pronunciadas muitos séculos antes do acontecimento. sacerdotes e profetas 3. mais o versículo final (7. Deus.

O lugar de nascimento e a administração do Messias 5.1-7. A salvação do Senhor como a esperança do povo 7.6 O seu cuidado redentor na sua história 6.6-8 Seu fundamento para o julgamento do ímpio 6.9-7.7-15 IV.1-6 A restauração de um restante num lugar sem ídolos 5. A apresentação da contenda do Senhor 6.7-9 Apesar dos inimigos do povo 7.10—17 Por causa da sua incomparável compaixão 7.18-20 Índice 74 .7-20 Apesar do julgamento temporário 7.6 V.1-5 Suas expectativas para uma reação apropriada 6.

8). Na sua condição de miséria e aflição (1.12). e alguns têm especulado. O terceiro capítulo forma a seção final do livro. talvez quando os inimigos da Assíria estavam colocando suas forças em ordem de batalha para o ataque final. quando o profeta Naum entrou em cena. até mesmo a natureza treme diante dele (1. mas sem prova concreta. uma cidade da Galiléia. Conseqüêntemente. os líderes sucumbirão e o povo se derramará pelos montes (3. sublinhando a intensidade do tema com o qual Naum luta. toda a força e autoconfiança se consumirão (2.9). O povo de Nínive será levado cativo (2. O covil do leão poderoso será desolado. cujo clímax foi a destruição da cidade de Nínive. Ele era uma cidade conhecida pela mentira.13-15) e remover a ameaça de uma nova angústia (1. seu veredicto de julgamento era inevitável (3. entre e além dos rios Tigre e Eufrates. A queda de Nínive. outros fugirão com terror (2.19). e o palácio se derreterá (2. cujo nome significa “confortador” ou “cheio de conforto”. A predição do juízo sobre Nínive forma uma mensagem de consolação para Judá (1. diz o Senhor dos exércitos” (2. Data Em Na 3. Documentos antigos atestam a crueldade dos assírios contra outras nações. Nínive não pode escapar do julgamento divino (3. Habacuque e Jeremias. Três seções principais. localiza-se ao norte da Babilônia. Toda a Terra está sob o seu controle.9). que seu nome deriva do profeta. o profeta é judicial em seu estilo. Judá podia facilmente duvidar da bondade de Deus e até mesmo questionar os inimigos de seu povo (1.2-3.1-7). A linguagem é poética. vigorosa e figurada. Embora Deus nunca seja rápido em julgar. portanto. 5-7).1. mas ele é justificado em sua condenação.Naum Autor: Naum Data: Pouco antes de 612 aC Autor Naum. falsidade rapina e devassidão (3. Tentativas de defender a cidade contra seus atacantes serão em vão. significa “Aldeia de Naum”. Os tesouros preciosos serão saqueados (2. sua paciência não pode ser admitida sempre.10). e. visto que ele olha para trás para um e à frente para outro. Amom e Josias.7). inundando a cidade e varrendo todos os poderosos. Tal vício era uma ofensa a Deus. A primeira descreve o grande poder de Deus e como aquele poder opera na forma de proteção pra o justo. quando ele aparece em poder. Tropas se espalharão.1). A queda do império Assírio. o profeta narra o destino da cidade egípcia de Tebes. As portas do rio se abrirão. incorporando antigos “oráculos de julgamento”. é o assunto da profecia de Naum. que foi destruída em 663 aC. uma cidade culpada por espalhar o sangue inocente de outras pessoas.11-13).16-18).6).1-3). 75 . celebrando o abuso e a tortura que eles impuseram sobre os povos conquistados.8-10. O juízo que cai sobre o grande opressor do mundo é o único motivo para o pronunciamento de Naum. ao redor da qual todo o livro gira.A. Seus contemporâneos foram Sofonias. Sua identificação como um “elcosita” não ajuda muito.34 . É mais provável que sua mensagem tenha sido entregue pouco antes da destruição de Nínive. apesar de numerosos aliados e fortes defesas. havia sido uma nação próspera durante séculos.14-15).1-8). porque o Senhor já decretou a queda de Nínive e a ascensão de Judá (2. a não ser pelo breve título que inicia sua profecia.15) A segunda seção principal. porque “Eis que eu estou contra ti. Carfanaum. tão proeminente no ministério de Jesus. mas de julgamento para o ímpio.4). é desconhecido. descreve a ida da destruição para Nínive (2. Seu território. Os reis assírios vangloriam-se de sua brutalidade. Conteúdo O livro de Naum focaliza-se num único interesse: a queda da cidade de Nínive. correspondentes aos três capítulos. visto que a localização de Elcose é incerta. A profecia de Naum deve ser datada entre esses dois acontecimento. Contexto Histórico O reino dos assírios. em 612 aC. O julgamento de Deus sobreveio. O julgamento de Deus parece excessivamente cruel. Ele profetizou a Judá durante os reinados de Manassés. abrangem a profecia. uma cidade egípcia que sofreu queda. Nínive era uma “cidade ensangüentada” (3. e os povos que a Assíria fez outrora vítimas tão impiedosamente baatem palmas e celebram em resposta às boas-novas (3. Semelhante a NôAmom. se mudou com o passar dos anos por causa das conquistas e derrotas dos seus governantes. aconteceu em 612 aC.

Todavia. o Senhor convocou suas tropas e as levou para a batalha vitoriosa. O ES também deve funcionar como o Grande Instigador na queda de Nínive.1-15 O zelo de Deus 1.2-6 A bondade de Deus 1.15 A vingança de Deus 2.13 IV.1-19 Os pecados de Nínive 3. A vitória de Deus 3. a obra do Espírito na produção da profecia e na direção dos acontecimentos descritos no livro deve ser admitida. impelindo e punido de acordo com a vontade de Deus. Os inimigos. Pela obra do Espírito.1-4 O cerco de Nínive 3.7 O julgamento de Nínive 1.O Espírito Santo em Ação Nenhuma referência especifica acerca do ES ocorre no Livro de Naum.1).5-18 A celebração sobre Nínive 3. instigando. O veredicto de Deus 1. os medos e os citas.8-14 A alegria de Judá 1. dentre eles os filhos da Babilônia.1-13 A destruição de Nínive 2. O cabeçalho do livro descreve-o como “visão de Naum “ (1.19 Índice 76 .1-12 A declaração do Senhor 2. mas atrás disso tudo está a obra do seu Espírito. juntam suas forças contra os assírios e saqueiam a cidade. O ES funciona aqui como o Revelador. Título II. Deus usa agentes humanos para executar seu julgamento. Esboço de Naum I. Aquele que abre pra Naum o drama que revela diante e comunica a mensagem do Senhor que ele está encarregado de entregar.

Os homens estão na direção... do homem a Deus . medidas opressoras contra o necessitado e a ruína do sistema legal..19. essa afirmação de fé confiante se torna uma demonstração do poder do evangelho para dar a segurança da salvação eterna. suas mãos não se manifestam. A lei se afrouxa.. ou “abraçando outros”...A. também.. Violência. Ele é a fonte da alegria e força do profeta. Cristo Revelado Os termos usados em Hc 3.4). A diferença entre o início do Livro (1. Ao invés de estar sendo regido por considerações mundanas. fortalecido por ele para sua difícil tarefa. Quão diferente é a cena nos três últimos versículos do livro (3. O contexto aqui é o grande poder de Deus manifestado em favor do seu povo. mas seus pensamentos estão nas coisas do alto. por isso mesmo. Habacuque . Conteúdo O Livro de Hc dá um relato de uma jornada espiritual. O ímpio cerca o justo. Seu país havia caído do auge das reformas de Josias para as profundezas do tratamento violento de seus cidadãos. foi dado a ele o nome de “Jesus” como a 77 . dessa maneira encorajando-os nos tempos de crise nacional. que foi predita.. A sentença nunca sai. que significa “salvação”.18. O profeta não é mais controlado. dos vales aos montes altos. tais como Pauo e o autor de Hebreus. Hc descobriu que ele foi feito para algo acima: “E me fará andar sobre as minhas alturas” (3.17-19)! Tudo mudou. As raízes hebraicas dessas palavras refletem os dois nomes do nosso Senhor: Jesus. Estas palavras e frases descrevem a cena: “iniqüidade. aquele remanescente justo cujo Deus é o Senhor.19). o qual não o deixará ignorar a violenta injustiça existente em volta dele. desse modo. Assim. em 586 aC.. Embora Hc se dirija a Deus (1. O mundo localizado ao redor de Judá estava em guerra. é a minha força. nem ansioso por causa das circunstâncias. está este nítido credo da fé: “O justo. e Cristo “o ungido”. será liberto. e os homens vis. Para o profeta.. Para os escritores do NT..4)... A ameaça de invasão do Norte foi adicionado à desordem interna de Judá.19). Deus não pode ser encontra em lugar algum. da dúvida à confiança.. Ele também aprendeu a necessidade de levar as questões mais importantes sobre a vida para Aquele que criou e redime a vida. Hc fixou sua esperança em Deus.2). que lhes traria libertação dos seus inimigos.. com a Babilônia levantando-se em ascensão sobre a Assíria e Egito.1-4) e o final do livro (3.17-19) é impressionante.35 .Habacuque Autor: Habacuque Data: Cerca de 600 aC Autor O nome “Habacuque” significa “abraço” ou significando que ele foi “abraço por Deus” e. Contenda.. a promessa é para proteção física em tempo de grande sublevação. Jeová. As palavras do último parágrafo contrastam vividamente com aquelas no primeiro: “. pois sua visão foi elevada. Questões temporais não mais ocupam seus pensamentos. através de um Rei davídico. Ele não consegue pensar em nada além da iniqüidade e da violência que ele vê entre o seu povo. Sai o juízo pervertido”. cuja confiança e dependência estão nele. Litígio. exultarei no Deus da minha salvação. Se o centro do evangelho é a mudança e a transformação. Destruição. O profeta está imbuído de um senso de justiça. e eles viverão. provavelmente. ele crê que Deus se retirou do cenário da terra: as palavras de Deus foram esquecidas. Contexto Histórico Habacuque viveu durante um dos períodos mais críticos de Judá. Nos primeiros quatro versículos. o Livro de Hc demonstra essa renovação evangélica. tenha escrito durante o intercalo entre a queda de Nínive. A notação musical encontrada em 3. Pés como os das cervas. em 612 aC e a queda de Jerusalém. No centro da mudança e no centro do livro... contando sobre a trajetória de um homem da duvida à adoração. pelas forças estrangeiras se tornar uma realidade. Gl 4..3.. Hc foi da queixa à confiança. Hc é oprimido por circunstância existente ao redor dele. O Messias veio no tempo determinado (2.. Me alegrarei no Senhor.13 ligam a idéia de salvação com mo ungido do Senhor. Vexação. pode indicar que Habacuque era qualificado para liderar a adoração no templo como um membro da família levítica. E eles agem como seria esperado que agissem os homens sem o controle de Deus.. pela sua fé.. o Senhor. Quando a invasão. Andar sobre as minhas alturas” (3. pois ele percebe que Deus tem interesse em suas criaturas. viverá (2..

12-16 A fé do profeta 3. Gozo” (Gl 5.2-20 1) O alcance da resposta 2. o relacionamento com Deus e a esperança para o futuro.1 A resposta do Senhor 2..11). viverá” (2. e nasceu “na cidade de Davi. pela sua fé. As perguntas de Hc 1.profecia pré-natal de seu ministério (Mt 1. Enquanto Hc espera pela resposta às suas perguntas. ele. que é Cristo.. contudo.1-5 2) A resposta dada: “Porque eis que suscito os caldeus” 1.1-2 2) O poder da natureza 3. Deus lhe concede o presente de uma verdade que satisfaz suas ansiedades não-expressas. expressa uma alegria inabalável que nem mesmo um desastre de tão ampla escala pode roubar dele. nos lembrando que “o futuro do Espírito é. A resposta de Deus 2.5-20 III. O Espírito Santo em Ação Nenhuma referência especifica acerca do ES ocorre no Livro de Hc. o Senhor (Lc 2. À medida que o profeta examina a destuição causada pelos exércitos invasores.3-11 3) O poder contra as nações 3.1-19 O poder do Senhor 3.4 3) As conseqüências da verdade para os incrédulos 2. Cristo é a resposta para as necessidades humanas.6-11 Uma pergunta acerca dos métodos de Deus: “Por que Deus usa ímpios?” 1. O Apóstolo Paulo vê essa afirmação da Hc como a pedra fundamental do evangelho de Cristo (Rm 1.1-11 1) A pergunta declarada: “Por que Deus não faz alguma coisa? 1.22).1-16 1) Um grito de misericórdia 3.2-3 2) A verdade central para os crentes 2.17-19 1) Confiança apesar das circunstâncias 3.17-18 2) Confiança por causa de Deus 3.1-20 O profeta à espera 2.12-17 II.21). o Salvador.19 Índice 78 . incluindo a purificação do pecado. A oração de Hc 3. Esboço de Habacuque I. existem sugestões da sua vida operando no profeta.4).1-17 Uma pergunta acerca da preocupação de Deus 1.1617). bem como apresenta a solução para sua situação presente: “ O justo.

indicam que ele havia crescido lá. tributos haviam sido pagos para se evitar que a Assíria invadisse o Reino do Sul. remontando sua linhagem quatro gerações até Ezequias. lua . à entrada da Casa do Senhor (2Rs 23. A verdade da Páscoa no Egito. após a catástrofe das tribos do Norte.” O regozijo sobre um restante salvo (3. Falando como um oráculo de Deus. e a terra havia sido recolonizada por estrangeiros.A. o Reino do Norte ( Israel) havia sido derrotado pela Assíria. Conteúdo Sofonias considerava o desenvolvimento político de Israel. onde aqueles mansos da Terra que preservaram a justiça de Deus serão encoberto no Dia da ira do Senhor.13. filho de Amom. (Lc 15.7) A figura de um alegre Redentor que aguarda receber os seus é. mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”. porque Deus é justo e deseja perdoar.3. A aliança com a Assíria não somente afetou a Judá politicamente . sociais e de comportamento da Assíria impuseram sua tendências em Judá. porque já estais mortos. onde aqueles que foram encobertos pela marca de sangue nas portas foram protegidos do anjo da morte. Proteção oficial foi dada em Judá para as artes mágicas e adivinhados e encantadores. Sofonias foi o último profeta a escrever antes do cativeiro. o povo de Judá ainda mantinha a absurda noção de que Deus fosse incapaz de fazer bem ou mal ( 1. O povo havia sido levado cativo. Todavia à medida que o jovem Josias foi tomando conta das rédeas do governo. Os escritos de Sofonias tem três componentes: 1) o pronunciamento de um julgamento específico e. um bom rei que levou o povo de volta a Deus durante o tempo do profeta Isaías. Cristo Revelado O significado do nome de Sofonias “ O Senhor Encobriu” conduz ao ministério de Jesus. na destruição de Nínive.36 . Visto que a queda de Nínive em 612 aC ainda não havia acontecido (2. é repetida na promessa de 2. 2) um apelo ao arrependimento.2. A intimidade de emoção bom como a familiaridade de lugar.Sofonias Autor: Sofonias Data: Cerca de 630 aC Autor O nome “Sofonias” significa “O Senhor escondeu” . de Judá e todas as nações circunvizinhas da perspectiva de que o povo devia aprender que Deus estava envolvido em todos os assuntos da história. quando Sofonias escreve a respeito de Jerusalém (1. pai do rei Josias. há uma possibilidade que eram amigos. Cl 3. Ele se indentificou melhor do que qualquer outro dos profetas menores. novamente. Sf está apavorado com o fato de que. De acordo com o arranjo das Escrituras hebraicas. freqüentemente.2-3 explica esse aspecto do ministério de Cristo: “Pensai nas coisas que são de cima e não na que são terra. a maioria dos estudiosos estabelece a data dos ecritos entre 630 3 627 aC. rei de Judá” (1. A adoração da deusa– mãe da Assíria se tornou uma prática que envolvia todos os membros das famílias de Judá (Jr 7. Seus contemporâneos incluem Jeremias e Naum.15). O auge da reforma de Josias foi nos anos 620.16-17) está relacionado com a Obra de Jesus.11). Data Sofonias dá o período de tempo geral do seu escrito como sendo “nos dias de Josias. descrita em Hb 12. Sob o reinado de Manassés e do rei Amom. Contexto Histórico Aproximadamente 100 ano antes dessa profecia. o julgamento universal do pecado. Sofonias foi contemporâneo ao rei Josias e seu parente distante. construiu altares para adoração do sol. finalmente.1). que resultou. estrelas. cerca de 640 a 609 aC.12). que o rei Manassés . O golpe final ao seu poder veio com uma revolta de uma Babilônia em ascensão. mas também as práticas religiosas. Ele disse: “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende. 79 . A religião astral se torno tão popular. signos do zodíaco e todos os astros dos céu. foi um profeta de Judá. ele entende que Deus usa governos estrangeiros pra levar julgamento sobre se rebelde povo escolhido. a ameaça assíria foi diminuindo.18).10-11). 3) uma promessa segundo a qual o restante que fez de Deus seu refúgio será salvo. e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.

2-3 Contra os líderes religiosos 1. e o dia passe como a palha. O dia do julgamento contras as nações circunvizinhas 2.1 I.14-18 Próximo e se aproxima rapidamente 1. Um chamado ao arrependimento 2. e os inimigos são exterminados 3.18-20 Índice 80 ..O Espírito Santo em Ação Jesus disse que uma das obras do ES seria convencer o mundo do julgamento.16-17 O povo restaurado 3. porque já o príncipe deste mundo está julgado (Jo 16.8-11). (2.1 O tempo do escrito 1. Uma obra mais prazerosa do Es é encontrada na promessa de que Deus irá restaurar nos lábio puros.4-15 Aos da borda do Mar—filisteus 2.1 A identificação do autor 1.8-11 Aos do sul—Etiópia 2.14 Um dia de indignação 1.1-4 O Senhor é justo.2-13 O julgamento sobre toda a criação 1. no meio dela 3. Antes que saia o decreto. O dia do julgamento contra Judá 1.5 Jerusalém não mudou 3.1-2 Um chamado pra buscar o Senhor 2.13-15 V. para que todos invoquem o nome do Senhor.. Esboço de Sofonias Introdução 1.4-15 O Senhor se regozijando 3. antes que venha sobre vós a ira do Senhor”. Um remanescente fiel 3.3 IV. o ES tem estado proclamando ao mundo.12-13 II.1-7 Contra os líderes 3.10-11 Contra os descrentes 1.18 III.6-7 VI. O dia do Julgamento contra Jerusalém 3. Desde a sua vinda. como Sofonias fez: “Congrega-te.8-20 Falar com pureza e honestidade 3.8-13 Os juízos são afastados. O dia do Senhor 1. para que o sirvam com um mesmo espírito (3.1-3 Um chamado para congregar 2.1-2).12 Aos do Norte—Assíria 2.9).4-7 Aos do oriente—Moabe e Amom 2.8-9 Contra os líderes do comércio 1.15-16 A terra inteira para ser destruída 1.4-7 Contra os líderes políticos 1.

Mas. então. O templo reconstruído foi dedicado em 515 aC Conteúdo O livro de Ag trata de três problemas comuns a todos os povos em todos os tempos oferecendo soluções inspiradores.10-23) Agora que o povo está trabalhando. indicando que a benção final. O livro finaliza com uma menção de Zorobabel. O povo precisava entender que as bênçãos de Deus não podem ser ganhas como pagamento. é uma Pessoa. para representar a natureza do servo a ser cumprida. Data O ministério de Ageu cobriu um período de um pouco menos de quatro meses. A aplicação é obvia: Não espere que o trabalho de três meses desfaça a negligência de dezesseis anos. Isso localiza Ageu na história em 520 aC. A primeira é 2.9). Ageu tinha as qualidades de um bom pastor. O terceiro problemas: Insatisfação (2. O Segundo problema: Desencorajamento (2. Em encorajador cuja palavra estava em sintonia com o coração do povo e a mente de Deus. Junto com a glória da presença de Cristo virá grande paz. Lc 3). ao primeiro do NT: Zorobabel é uma pessoa listada nas genealogias de Jesus.37 . uma vez que o próprio resplendente Príncipe da Paz estará lá. perto do final do AT. então. levando ao seu grupo desanimado a segurança da presença de Deus. basta ao povo esforçar-se e trabalhar (2. finalmente. o povo. 81 .1-15) Para despertá-los da sua atitude de indiferença. um contemporâneo de Zacarias. ajuntou aos exilados que haviam retornada à sua terra natal em 536 aC. todavia quando os inimigos zombaram dos esforços dos construtores . Após um transtorno entre os povos da terra. Deus escolheu Zorababel para ser um anel de sela (2. para que somente a glória de Cristo permaneça. durante o segundo reinado do rei Dario. Por hora. porque eles tinham abandonado a Casa de Deus e ido para sua própria casa (1. que governou a Pérsia de 522 a 486 aC.6-9. com a mensagem do Senhor. Primeiro. eles precisam perceber que são infrutíferos (1. precisa entender que Deus irá aceitar o que eles fazem a fim de que Deus seja glorificado. cujo nome significa “Festivo”. ele foi o mensageiro do Senhor. A construção havia cessado.Ageu Autor: Ageu Data: Cerca de 520 aC Autor Ageu. seu Filho Jesus Cristo. A próxima palavra do Senhor ao povo é uma surpresa: “Mas desde este dia vos abençoarei” (2. estabelecendo.5-6). A presença dele irá fazer com que a memória do glorioso templo de Salomão decaia. Todo esforço deles para construir seu próprio reino nunca produzirá resultados permanentes. se eles entregarem a ele o que eles têm (1.7-9). para reconstruir o templo do Senhor. A segunda referência á vinda do Messias é 2. a maior delas.4).12-13) acerca das coisas limpas e imundas e da influência deles sobre a outra. a outra trata de uma solução a longo alcance. que começa explicando que o Deus irá fazer no novo templo um dia ganhará uma atenção internacional. Deus fala duas vezes ao povo.23. as nações serão levadas ao templo para descobrir o que elas estavam procurando: Aquele que todas as nações desejaram será mostrado em esplendor no templo. eles esperam uma inversão imediata de todos os seus anos de inatividade. no mais importante Filho de Zorababel.A. Eles haviam começado bem.1-9) Ageu leva uma mensagem destinada a tratar decisivamente do desencorajamento. que liga esse livro.23). enquanto a santidade não é. Notar o nome de Zorobabel em ambas as listas genealógicas dos Evangelhos (Mt 1. isto é. Jesus. A resposta dos sacerdotes é que a imundície é infecciosa. foi um dos profetas pós-exílicos. mas vão como dádivas graciosas de um Deus doador. o ministério de Ageu e o de Zacarias fizeram com que o povo se reanimasse e completasse a tarefa em cinco anos.19). O primeiro problema: o desinteresse (1. Cristo Revelado Duas referências a Cristo no Livro de Ag são destacadas. A solução tem duas partes: uma trata do problema urgente. Contexto Histórico Ageu em 520 aC. Então o profetas vai com uma pergunta aos sacerdotes (2. o fundamento para a Casa do Senhor no ano seguinte.8). construindo um altar e oferecendo sacrifícios. A outra chave para combater o mal é para os construtores saberem que eles estão construindo para o dia em que Deus encher essa Casa com a glória que será maior do que a Glória do templo de Salomão (2. Após ver seu problema.

operando para os libertar do medo.4-5 A glória vindoura do novo templo 2. “segundo a palavra que concertei convosco.20-23 Índice 82 .5. Os versículos anteriores mostram o povo de Deus desencorajado.O Espírito Santo em Ação Uma breve mas bonita referência ao ES é encontrada em 2.. está a constante operação do ES.5.1-6 Considerai o que devíeis fazer: edificar a Casa de Deus 1. agora. construindo com o glorioso templo de Salomão.” Ag 2..1-3 Chamado para esforçar 2.10-23 Um pergunta aos sacerdotes 2. A terceira mensagem do Senhor: Eu vos abençoarei 2.10-19 Uma promessa para Zorobabel 2.6-9 III. então explica como o ES vai interagir com o espírito do povo.1-9 A comparação do novo Templo com o templo de Salomão 2. Esboço de Ageu I.” A motivação para fazer isso também está mencionada: “Porque eu sou convosco.” A presença do ES remove o medo do coração do povo de Deus.7-11 Os resultados de considerar vossos caminhos 1.” O ES é um dom constante para o povo de Deus: “E o meu Espírito habitava no meio de vós. E esforçaí-vos. A palavra do Senhor a eles é: “Esforça-te. enquanto comparam o templo que eles estão. Portanto: “não temais. 5 inclui estes importantes pontos: O ES é uma parte vital no concerto de Deus com o seu povo. O v. A primeira mensagem do Senhor: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos 1. que o novo templo vai substituir. a fim de ter o trabalho concluído. a fim de que eles possam se mover corajosamente no cumprimento da comissão divina.12-15 II.1-15 Considerai o que tendes feito: negligenciastes a Casa de Deus 1. A segunda mensagem do Senhor: Esforçaí-vos e trabalhai 2.” No centro do concerto de Deus com seu povo.

transmite a mensagem dada ele por Deus. um contemporâneo de Ageu. O profeta não entrega sua própria mensagem.13 pode indicar que os caps. Como filho de Baraquias. Ele profetizou que o Messias virá como o Servo do Senhor. então. como o homem cujo nome é Renovo (6. Deus usa a ocasião de uma questão sobre o jejum para reforçar sua ordem para justiça e juízo. aparentemente. existe uma olhada apocalíptica na vele e pacífica cidade de Deus. estavam entre os mais pobres dos judeus cativos. filhos de Ido. ele foi chamado para despertar os judeus que retornaram. à medida que eles foram cercados com a oposição dos vizinhos samaritanos.4-11). enquanto o profeta ainda era um jovem (2. Ele dá um expressivo 83 . Com Ageu. Nos caps 7-9. em 518 aC. tanto como Rei como sacerdote 96. Os caps 9-14 Contêm muita escatologia. finalmente foram capazes de conseguir uma ordem do governo da Pérsia para interromper a construção. exceto Ezequiel. A visão dos quatro carros retrata o soberano controle de Deus sobre a Terra. e como o verdadeiro Pastor (11. através de oito visões. A Visão do homem com um cordel de medir.13). O livro está repleto de referências de Zc à palavra do Senhor.A. ele era de umas das famílias sacerdotais da tribo de Levi. Cerca de cinqüenta mil pessoas retornaram para Jerusalém sob a liderança de Zorobabel e Josué. Contexto Histórico Os exilados que retornaram à sua terra natal em 536 aC sob o decreto de Ciro. As profecias que abrangem o Livro de Zacarias foram reduzidas à escrita entre 520 e 475 aC. A visão dos primeiros capítulos foi dada. mas ele.4). A referência à Grécia em 9. Zacarias e Ageu persuadiram o povo a voltar ao Senhor e aos seus propósitos para restaurar o templo.38 .12). (Estudos das últimas coisas) Cristo Revelado Zacarias é. Os caps 9-14 sãos as seções mais citadas dos profetas nas narrativas dos Evangelhos. quando a Grécia substituiu a Pérsia como o grande poder mundial. todavia. Avisão do homem e dos cavalos lembra ao povo o cuidado de Deus. para completar a tarefa de reconstruir o templo (ver Ed 6. o Renovo (3. referido como o mais messiânico de toso os livros do AT. fielmente. para substituir as formalidades religiosas. foi um dos profetas pós – exílicos. Durante cerca de doze anos a construção foi obstruída pelo desânimo e pela preocupação com outras atividades. Zacarias encorajou o povo de Deus indicando-lhe um dia. Data O ministério de Zacarias começou em 520 aC. numa cidade restaurada.14).Zacarias Autor: Zacarias Data: 520—475 aC Autor Zacarias.8). Rapidamente. A visão do rolo voante emite o pronunciamento de Deus contra o furto e contra o juramento falso. dado referências distintas e comprovadas sobre a vinda do Messias. cujo nome significa “O Senhor se Lembra”. Isso é poderosamente um simbolismo da vinda do Messias. que. A Visão dos quatros chifres e dos quatro ferreiros trazem à memória o julgamento de Deus. A visão grandiosa do castiçal todo revestido de ouro entre os vasos de azeite assegura a Zorobabel que os propósitos de Deus serão cumpridos somente pelo seu Espírito. A visão da mulher num efa significa a santidade de Deus e a remoção do pecado. Logo. a apatia se estabeleceu. reconstruíram o altar e iniciaram a construção do templo. As visões são seguidas por uma cena de coroação na qual Josué é coroado tanto como rei como sacerdote. assegura ao seu povo o seu amor e cuidado por eles. quando o Messias reinaria de um templo restaurado. No apocalipse. às vezes. Deus. Ele é um dos mais messiânicos de todos os profetas do AT. Conteúdo O livro de Zc começa com a veemente palavra do Senhor para o povo se arrepender e se voltar novamente para seu Deus. 9-14 foram escritos depois de 480. Zacarias é citado mais do que qualquer profeta. dois meses após Ageu haver completado sua profecia. O povo é chamado para se arrepender de sua apatia e completar a tarefa que não foi terminada. Os caps 7-8 ocorrem dois anos mais tarde.

18-21 O homem com um cordel de medir 2.” Jesus Cristo. Um dos versículos mais dramáticos das Escrituras proféticas é encontrado em 12. As oito visões 1. quando. na maioria dos manuscritos a primeira pessoa é usada: “E olharão para mim.17 A Segunda profecia: O Messias Reina 12. O triunfo de Sião 8. A entrada triunfante de Jesus em Jerusalém é descrita com detalhes em 9. Esboço de Zacarias I.1-23 VI. quatrocentos anos antes do acontecimento (ver Mt 21.testemunho sobre a traição de Cristo por trinta moedas de prata ( 11.7-10). Zorobabel é confortado na segurança de: 1) que a reconstrução do templo não será por força militar ou por proeza humana.12-13).4). Duas referências a Cristo são de profundo significado.10).1-14 V.1-11.1-13 O sumo sacerdote 3.1-8 III. Ritual religioso ou arrependimento verdadeiro ? 7.10.1-10 O castiçal e o vaso de Azeite 4.5-11 Os quatro carros 6.1-6 II.15 O homem e os cavalos 1.7-6. seus sofrimentos (13.7) e sua segunda vinda (14.1-14. 2) que o ES removerá cada obstáculo que está no caminho.9.21 Índice 84 .1-23 A primeira profecia: O Messias rejeitado 9. a quem traspassaram. Um triste comentário em 7.6. sua crucifixão (12. mas pelo ministério do ES. que impede a conclusão do templo de Deus. Mc 11.9-15 IV.12 recorda ao povo sua rebelião contra as palavras do Senhor pelos profetas.4. A restauração de Sião 8. pessoalmente. O chamado ao arrependimento 1.1-14 O rolo voante 5.1-4 A mulher no meio do efa 5.7-17 Os quatro chifres e o ferreiro 1. A coroação do sumo sacerdote 6. O Espírito Santo em Ação O versículo mais freqüentemente citado do AT em referência à obra do ES é 4. profetizou sua definitiva recepção pela cada de Davi. Essas palavras foram transmitidas pelo ES.

provavelmente. Este é o fundo paras as reprovações e exortações que se seguem.1). serão castigados severamente. Malaquias salienta o amor imutável de Deus por seu povo. e o ímpio. mas. ele salienta. podemos aprender que ele teve um grande amor pelo povo de Judá e pelas cerimônias do templo. Portanto. ele exorta o povo a observar as Leis dadas a Israel através de Moisés e promete a vinda do Messias e do seu precursor.39 .1) nascerá e salvação trará debaixo das suas asas”.Malaquias Autor: Malaquias Data: Cerca de 450 aC Autor Embora alguns atribuam Malaquias a um escritor anônimo. outorgou a ele o privilégio de levar a linhagem de profetas escritores fiéis e dedicados a um término. Ele foi. um triunfo vitorioso (4. Malaquias é o último de muitos homens divinamente inspirados que. Depois. no qual o justo será galardoado. “Quem subsistirá. Conteúdo Na sua declaração de abertura. Malaquias não é mencionado em mais nenhum lugar na Bíblia. censura as práticas não-religiosas do povo. castigado. Malaquias continua a descrever o tipo original do sacerdócio. sua recusa da justiça de Deus e sua defraudação ao Senhor. nós encontramos claras elocuções proféticas com respeito ao repentino aparecimento de Cristo—o anjo do (novo) concerto (3. que dura para sempre. dadas a eles pelo Senhor. Essa declaração conclui o AT e o liga à boas-novas da provisão de Deus no Sol da Justiça descrita no NT. O Espírito Santo em Ação A Obra do ES em Malaquias é evidente na sua pessoa e no ministério profético. permitindo a ele proclamar com clareza e fervor a sua visão da vinda de Cristo. a traição dos sacerdotes leigos no divórcio de esposas fiéis e casamento de mulheres pagãs que praticam adoração de ídolos. devido à sua misericórdia. Ele profetiza sobre o Sol da Justiça. além disso. Data A falta de menção de qualquer rei ou de incidentes históricos identificáveis torna a datação um tanto difícil. em termos não –ambíguos.2). ele podia ser efetivamente usado para advertir o povo sobre seu comportamento pecaminoso e persuadi-lo a conformar sua vida com a lei do Senhor. considerado por alguns ter sido Esdras. Elias (João Batista). um contemporâneo de Neemias. o profeta salientam o desdém aberto e arrogante dos sacerdotes pela Lei e sua influência negativa sobre o povo. usando o pseudônimo Mal’aki (“Meu mensageiro”). Não somente eles profetizaram acerca da vinda do Messias. predisseram a vinda do Justo. Primeiro. O profeta mostra que eles provocam muita queda no pecado. O profeta. Isso é seguido por uma súplica fervorosa para vigiarem suas paixões e serem fieis às esposas da sua mocidade. 85 . Contexto Histórico Como já foi mencionado. Como tal. Jesus (3. O uso de várias palavras persas no texto e a referência a um templo reconstruído (1. Seus escritos demonstram que ele foi um profeta dedicado— Uma pessoa nitidamente em sintonia com o ES. mas. quando ele aparecer?” (3. é melhor considerar o livro como escrito pelo próprio profeta. mas também explicaram detalhadamente ao povo seus pecados e os advertiram a respeito do justo julgamento de Deus. a não ser que eles se arrependam. além disso.10) tornam a data pós– exílica simultânea com Neemias mais provável ( cerca de 450 aC). ele os adverte de que o Senhor não será um espectador inativo. Cristo Revelado No último livro do AT. O ES. para aqueles que temem ao Senhor. isto é. por reterem os dízimos e as ofertas exigidas.2) Ninguém . Aquele dia será um tempo de julgamento. “o Sol da Justiça. sobre o Mensageiro do concerto e o grande e terrível dia do julgamento divino. de seus escritos. Numa linguagem fervorosa e brilhante.A. mas. por suas próprias forças pode. num período de uns mil anos. Finalmente.

O fracasso dos sacerdotes 1.1 I. O dia do Julgamento 2.10-16 IV. Exortação e Promessa 4.Esboço de Malaquias O Título 1.2-5 II.4-6 Índice 86 . O destino do ímpio e do Justo 3.13-4.9 III.6-12 VI.6-2. A infidelidade do povo 2.3 VII. Bênção no dar 3. O amor do Senhor por Israel 1.17-3-5 V.

No prólogo (1. Líderes da igreja do Séc.1. como citações na literatura cristã do Séc I.41.13. retrata a realeza de Jesus e sublinha a importância dele para os gentios. O restante do Livro (26.16). a nova comunidade.27). introduzindo muitas delas com a fórmula “para que se cumprisse”. A Quarta parte ( 13. 20. pode revelar o objetivo de Mt em mostrar Jesus como o cumprimento da lei.15-20). como possibilitou-lhe interpretar tanto sua missão de redenção (como em 17. II e III geralmente concordavam que Mt foi o primeiro Evangelho a ser escrito. A quinta Parte (19. 13.28. 19. 87 .27. Conteúdo O objetivo de Mt é evidente na estrutura deste livro.24) quanto seu retorno na glória (como em 13. Portanto. A tradição diz que.64). 24-25 contêm os ensinamentos de Jesus relacionados à últimas coisas.1). ele impregna seu Evangelho tanto com citações quanto com alusões ao AT.28. testemunham desde cedo a existência e o uso de Mt.. 16.35) o principal discurso aborda a conduta dos crentes dentro da sociedade cristã (cap 18). nos quinze anos após ressurreição de Jesus. Jesus tem um relacionamento direto e sem mediação com o Pai (11. A não ser no início e no final do Evangelho.1.22. 24. A Segunda parte (8.15. No Evangelho. O nascimento de Jesus salienta o tema do cumprimento. Mt apresenta Jesus como o Senhor e Mestre da igreja.1-25. 2. em conexão com a resposta humana necessária. Como o Filho.23). mas foi planejada para mostrar que o Judaísmo encontra o cumprimento de suas esperanças em Jesus.1-11.14). no qual Jesus descreve como as pessoas devem viver no Reino de Deus. O termo não somente permitiu a Jesus evitar mal-entendidos comuns originados de títulos messiânicos populares.30. Cada divisão termina com uma fórmula como: “Concluindo Jesus estes dircusos.. a antiga tradição da igreja o atribui a Mateus. 11.20) detalha acontecimentos e ensinamentos relacionados à crucificação. a disposição de Mt não é cronológica e não estritamente biográfica. que agrupa os ensinamentos e atos de Jesus em cinco partes.” (7.12.17.44. Este tipo de estrutura. à ressurreição e à comissão do Senhor à Igreja.1) reproduz as instruções de Jesus a seus discípulos quando ele os enviou para a viagem missionária.46) narra a viagem final de Jesus a Jerusalém e revela seu conflito climático com o judaísmo. 19. 26.128. A Terceira parte (11.N. uma referência velada ao seu caráter messiânico (Dn 7. Os caps.52) registra várias controvérsias nas quais Jesus estava envolvido e sete parábolas descrevendo algum aspecto do Reino dos céus. 3. e várias declarações em sues escritos indicam uma data entre 60 e 65 dC.1-2.18.53-18. 16. que é a garantia da presença viva de Jesus.2-13. 26. que é chamada a viver nova ética do Reino dos céus.12-20).53. Jesus declara: “a igreja” como seu instrumento selecionado para cumprir os objetivos de Deus na Terra (16. 3-7) contém o Sermão da Montanha. O uso do título “Filho de Deus” por Mt sublinha claramente a divindade de Jesus ( 1. Mt estrutura cuidadosamente suas narrativas para revelar Jesus como cumpridor de profecias específicas. ele pregou na Palestina e depois conduziu campanhas missionárias em outras nações. Pouco se sabe sobre ele. Mt mostra que Jesus é o Messias ao relacioná-lo às promessas feitas a Abraão e Davi.Mateus Autor: Mateus Data: Cerca de 50—75 dC Autor Embora este evangelho não identifique seu autor. Data Evidências externas.1 . A primeira parte (caps. Cristo Revelado Este Evangelho apresenta Jesus como o cumprimento de todas as expectativas e esperanças messiânicas. 26. além de seu nome e ocupação. comum ao judaísmo. Jesus normalmente faz alusão a si mesmo como o Filho do Homem. 18. O Evangelho de Mt pode ter servido como manual de ensino para a igreja antiga.28. incluindo a surpreendente Grande Comissão (28.23. o apóstolo e antigo cobrador de impostos.

21-23.11).1 III. Isto é. Em 12.15-21 e a expulsar demônios (12. do Filho e do ES” (v.28).1-17 O nascimento 1. “batizando-os em nome do Pai. encontramos uma advertência dirigida contra os falsos carismáticos.53-17.19).29 Narrativa: Início do Ministério de Jesus 3.53-17. Da mesma forma que João imergia seus seguidores na água. ele foi tomado pelo Espírito de Deus (3.29 II. Esboço de Mateus Prólogo: Genealogia e narrativa da infância 1.1-25. Os discípulos são ordenados a ir e a fazer discípulos de todas as nações. Parte um: Proclamação do Reino dos Céus 3.1-23. Em sua obediência a esta missão.18-20). Jesus imergirá seus seguidores no ES (3.1-27.2-12.1-7.1-35 V.28-32).1 Narrativa: Histórias dos dez milagres 8. Antes de Jesus começar seu ministério público.29 Discurso: O Sermão da Montanha 5.2-13.52 Narrativa: Controvérsia que se intensificam 11.35-11.1 Discurso: Missão e martírio 9. o mesmo ES que inspira atividades carismáticas também deve permitir que as pessoas da igreja façam a vontade de Deus (7.1-25.1-2.1-52 IV.39 Discurso: Os ensinos escatológicos de Jesus 24. Parte Dois: O ministério de Jesus na Galiléia 8. o ES é encontrado na Grande Comissão (28. controvérsia e discurso 13.21) Jesus declarou que suas obras eram feitas sob o poder do ES. aqueles que na igreja.1-20 Índice 88 .16-20).27 Narrativa: Vários episódios precedentes à jornada final de Jesus em Jerusalém 13. pois os filhos dos fariseus (discípulos) também praticavam exorcismo (12.1-12 Fuga para o Egito e matança nos inocentes.46 A narrativa da Paixão 26.50 Discurso: Parábolas do Reino 13.1-11. o ES está executando um novo acontecimento com o Messias—”é chegado a vós o Reino de Deus” (v.23 Genealogia de Jesus 1. Mas precisamente. O poder do Espírito habilitou Jesus a curar (12.16) e foi conduzido ao deserto para ser tentado pelo diabo como preparação adicional a seu papel messiânico (4.66 A narrativa da ressurreição 28. os discípulos de Jesus têm garantida sua constante presença com eles.27 Discurso: Ensino sobre a igreja 18.13-13 I.1-7.28).28. o ES está ligado ao exorcismo de Jesus e à presente realidade do Reino de Deus. Finalmente. expulsam demônios e fazem milagres. Presumivelmente. Em 7.46 Narrativa: A jornada final de Jesus e a instauração do conflito 19. eles deveriam batizá-los “no/com referência ao “ nome— ou autoridade– do Deus Triúno. mas não fazem a vontade do Pai. Parte Cinco: Jesus na Judéia e em Jerusalém 19. profetizam. Parte Quatro: Narrativa.1). a volta para Israel 2.O Espírito Santo em Ação A atividade do ES é evidente em cada fase e ministério de Jesus. Portanto. Parte Três: Histórias e parábolas em meio a controvérsias 11. atribuir o ES ao diabo era cometer um pecado imperdoável (12.1-11. evidenciando que o Reino de Deus havia chegado e que o poder de satanás estava sendo derrotado. não apenas pelo fato do exorcismo em si.18-25 A adoração dos magos 2.27).1-7. Foi por meio do poder do Espírito que Jesus foi concebido no ventre de Maria (1.

bispo da Igreja em Hierápolis (cerca de 135-140 dC). Mc enfatiza pouco a lei e os costumes judaicos. O que era verdade para Jesus deveria ser para os apóstolos e discípulos de todas as idades. mais do que em todo o resto do NT. e tome a sua cruz e siga-me” (8. Em meio a uma igreja perseguida. escolha de discípulos. que não era um apóstolo. os pais da igreja atribuíram coerentemente este Evangelho a Marcos. Frases gráficas e surpreendentes ocorrem com freqüência para permitir que o leitor reproduza mentalmente a cena descrita. 13.31. Essa característica tende a apoiar a tradição de que Mc escreveu para uma audiência romana e gentílica. 6. Nero acusou a comunidade cristã de colocar fogo na cidade de Roma. Conteúdo Mc estrutura seu Evangelho em torno de vários movimentos geográficos de Jesus. Esse pronunciamento de sofrimento e morte é repetido (9. especialmente o cap. que chega ao clímax com sua morte e ressurreição subseqüente. onde eles podem descobrir o significado e esperança em seu sofrimento. Os olhares e gestos de Jesus recebem atenção fora do comum. Ele destaca as atividades dos registros mediante o uso da palavra grega “euteos” que costuma ser traduzia por “imediatamente”. e sempre os interpreta para o leitor quando os menciona. ensinamentos sobre o reino de Deus. 15. Existem muitos latinismos no Evangelho (4. seguidor próximo de Pedro ( 1Pe 5. Embora a igreja antiga tenha tomado cuidado em manter a autoria apostólica direta dos Evangelhos.27.Marcos Autor: Marcos Data: Cerca de 65—70 dC Autor Mesmo que o Evangelho de Mc seja anônimo.31). O mais antigo testemunho da autoria de Mc tem origem em Papias. O Evangelho de João é um retrato estudado do Senhor. Mt e Lc apresentam o que poderia ser descrito como uma série de imagens coloridas. Data Os fundadores da Igreja declaram que o Evangelho de Mc foi escrito depois da morte de Pedro.31).34).14. etc. que aconteceu durante as perseguições do Imperador Nero por volta de 67 dC. o evangelista Marcos escreveu suas “boas novas”. ele enfatiza a Paixão de Jesus de modo que se torna a escala pela qual todo o ministério pode ser medido: “Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido. O Evangelho pode ser visto como duas metades unidas pela confissão de Pedro de que Jesus era o Messias (8. De muitas formas. A maior parte das evidências sustenta uma data entre 65 e 70 dC. mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”(10. Mc é o menor dos Evangelhos. movendo-se rapidamente de uma cena para outra. Papias descreve marcos como “interprete de Pedro”. também torna a narrativa rápida. 89 .2 .39). indica ter sido escrito antes da destruição do Templo em 70 dC.50) e Judéia (caps 10-13).13) e companheiro de Paulo e Barnabé em sua primeira viagem missionária. A palavra ocorre quarenta e duas vezes. culminando na paixão e ressurreição (caps 14-16).) está inserido no contexto do amor oferecido pelo Filho de Deus. É o evangelho da ação. e que fosse rejeitado pelos anciãos. Mc também é o Evangelho da vivacidade. Após a introdução (1. e pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas.1-13). Está claro que ele quer que seus leitores tomem a vida e exemplo de Jesus como modelo de coragem e força. No centro do Evangelho há pronunciamentos explícitos de “que importava que o Filho do Homem padecesse muito. mas que. e não contém nenhuma genealogia e explicação do nascimento e antigo ministério de Jesus na Judéia. e por esse motivo instigou uma temerosa perseguição na qual Paulo e Pedro morreram.N. Mc narra o ministério público de Jesus na Galiléia (1.45). Marcos guia seus leitores à cruz de Jesus. depois de três dias. a antiga tradição é unânime em dizer que o autor foi João Marcos. O uso freqüente do imperfeito por Mc denotando ação contínua. Contexto Histórico Em 64 dC. comunhão com os pecadores.32-34). que tem seu clímax na cruz e ressurreição. negue-se a si mesmo. mas torna-se uma norma para o comprometimento do discipulado: “Se alguém quiser vir após mim. que fosse morto.14-9. 10.21. testemunho que é preservado na História Eclesiástica de Eusébio. enquanto que Mc é como um filme da vida de Jesus. O Evangelho em si. 12. ressuscitaria” (8.17-30) e pelo primeiro anúncio de Jesus e sua crucificação (8. vivendo constantemente sob ameaça de morte. Todo o ministério de Jesus (milagres.

6 Etapas posteriores: Aumento de popularidade e oposição 3. profeta. habilitando-o para seu trabalho messiânico de cumprimento da profecia de Isaías (Is 42. Mc declara graficamente que “o Espírito o impeliu para o deserto” (1.35-43). sugere que os discípulos de Jesus deveriam ter um discernimento amplo ao mistério de sua identidade. os discípulos de Jesus precisam ver além de sua missão. é “Filho do Homem”. 61.14-3.4-8 O batismo de Jesus 1. 3.7). como os seguidores de João o eram nas águas.1. Que Jesus realizava pela ação do ES (3. autoridade. Esboço de Marcos Introdução 1.6) faz alusão à qualidade de filho divino de Jesus (12.” (15. cura.Cristo Revelado Esse livro não é uma biografia. O titulo que Jesus usava com mais freqüência para si próprio.7-6.1-6). pois esses pecados e blasfêmias podem ser perdoados. 48. as tradições legalistas (7.11. 9. Jesus também refere à inspiração do AT pelo ES (12. O pecado contra o ES é colocado em contraste com “todos os pecados” (3.30). 6.12) para que fosse tentado. sugerindo a urgência por encontrar e vencer as tentações de satanás. imposição de mãos. fornece sua tese central em relação a identidade de Jesus como o filho de Deus. enquanto os demônios confessam sua qualidade de filho de Deus. 3.15-18). a narrativa da crucificação termina com a confissão do centurião: “Verdadeiramente. o sábado (2. A explicação de Mc confirma o motivo de Jesus ter feito essa grave declaração (3. Mc.36). atentando para o discipulado.39). Mc emprega palavras associadas com o dom do Espírito.27.1-12). Um grande estímulo aos cristãos que enfrentam a hostilidade de autoridades injustas é a garantia do Senhor de que o ES falará através deles quando testemunharem de Cristo (13.22).27-28.22) e sua autoridade sobre satanás e os espírito malignos (1. A narrativa do ministério subseqüente de Cristo testemunha o fato de que seus milagres e ensinamentos resultaram da unção do ES.11).1 Cumprimento da profecia do AT 1. Título de abertura do trabalho de Mc. A parábola dos lavradores malvados (12.1).1-13.16.35-41.7). O Espírito Santo em Ação Junto com os outros escritores do Evangelho.28). num total de catorze vezes em Marcos.8). Sua visão prejudicada tornou-os incapazes do verdadeiro discernimento.9-11 A tentação de Jesus 1. A segunda vinda do Filho do Homem revelará totalmente seu poder e glória. a doença (5. Os escribas blasfemaram contra o ES ao atribuírem a satanás a expulsão dos demônios. 5. Mesmo apesar de muitas pessoas interpretarem mal sua pessoa e missão.6). Como designação para o Messias. Mc demonstra as reivindicações messiânicas de Jesus enfatizando sua autoridade com o Mestre (1.10).19-30). este termo (ver Dn 7.2-3 O ministério de João Batista 1. “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo. Por fim. Messias e Reino. este homem era o Filho de Deus. Os crentes seriam totalmente imersos no Espírito.13 90 .12-13 I. os espíritos imundos o reconhecem como Filho de Deus (3.14-20). Em duas ocasiões. como poder.1-2). aceitar sua cruz e segui-lo.45-52).11. O ES desceu sobre Jesus em seu batismo (1. O contexto define o significado dessa verdade assustadora.1-13 Declaração sumária 1. Tanto o batismo quanto a transfiguração testemunham sua qualidade de filho (1.13) não era tão popular entre os Judeus como o título “Filho do Homem” para revelar e para esconder seu messianismo e relacionar-se tanto com Deus quanto com o homem. O Ministério de Jesus na Galiléia 1. a morte (5.21-34). a natureza (4. que queria corrompê-lo antes que le embarcasse em uma missão de destruir o poder do inimigo nos outros. Filho de Deus” (1.14-9. e o templo (11. Além das referências explícitas ao ES. Mc recorda a profecia de João Batista de que Jesus “vos batizará com o ES” (1.50 Princípio: Sucesso e conflito iniciais 1. o pecado (2. mas uma história concisa da redenção obtida mediante o trabalho expiatório de Cristo.

14-8.26-9.1-16.26 Ministério no caminho para a Judéia 8.20 Ministério na Transjordânia 10.1-20 Índice 91 .37 A Paixão 14.1-15.Ministério fora da Galiléia 6.50 II. O Ministério de Jesus na Judéia 10.1-13.47 A ressurreição 16.1-52 Ministério em Jerusalém 11.

Ao apresentar Jesus como Salvador de todos os tipos de pessoas. 6. 5.21.20. 24-25. Para as nações” (2.34.1-4. 7. mostrando que o que ele registra tem significado para todas as pessoas. Lc inclui muitas características que demonstram universalidade.32) ao comissionamento do Senhor ressuscitado para que se “pregasse em todas as nações” (24.. 13.9-14). como as evidências internas sustentam esse ponto de vista. De todos os escritores dos Evangelhos só ele registra a circuncisão e dedicação de Jesus (2. 9. Por outro lado. nem a discussão sobre a tradição judaica (Mt 15. A fim de sustentar esse tema.25-26. 11. Fm 24. Ana.12. bem como sua visita ao Templo quando menino (2. Visto que a tradição de igreja atribui com unanimidade essas duas obras a Lucas.21-24).68-79. 14. 6. cerca de 63 dC. as raízes judaicas de Jesus.28. Como Lucas estava em Cesaréia de Filipe durante os dois anos em que Paulo ficou preso lá (At 27. Lc enfatiza especialmente a vida de oração de Jesus registrando sete ocasiões em que Jesus orou que não são encontrados em mais nenhum outro lugar (3. Outros. Este evangelho tem mais referências à oração do que os outros evangelhos.1). como o relato do fariseu e da pecadora (7. mas no máximo até 75 dC. uma referência ao terceiro evangelho. Lc também omite as instruções de Jesus aos Doze para se absterem de ministrar aos gentios e samaritanos (Mt 10. que declara que Jesus “veio buscar e salvar o que se havia perdido”. Por exemplo. Lc omite muito material que é estritamente de caráter judaico.13.11). Lc inclui material não encontrado nos outros evangelhos. Zacarias e Isabel. Mc 7. Lc deixa claro que Jesus é o cumprimento das esperanças do AT relacionadas à salvação.41-52).1-20.29. 16-18). 92 . Lc ressalta as advertências de Jesus sobre o perigo dos ricos e a simpatia dele pelos pobres (1. mas também o Salvador de todo o mundo.1-10).1-8. louvando Jesus como “luz.4656.1). que ele escreveu durante o primeiro encarceramento de Paulo pelos romanos..1. o evangelho é abundante em notas de louvor e ação de graças ( 1.39-43).15. 17. 12.16.1-23). “ O primeiro tratado” At 1. 18.53. 6.14. que estavam entre os fiéis restantes “esperando a consolação de Israel” (2. Somente ele relata o nascimento e a infância de Jesus no contexto de judeus piedosos como Simeão.3 . a parábola do fariseu e o publicano (18. a história de Zaqueu (19. 16.1-2.20-21.5). Por todo o Evangelho. e. entretanto.1-10).4.Lucas Autor: Lucas Data: Cerca de 59—75 dC Autor Tanto o estilo quanto a linguagem oferecem evidências convincentes de que a mesma pessoa escreveu Lucas e Atos. ele teria uma grande oportunidade durante aquele tempo para conduzir investigações que ele menciona em 1. Lc também exclui os ensinamentos de Jesus no Sermão da Montanha que tratam diretamente do seu relacionamento com a lei (mt 5. E o fato de o escrito dedicar ambos os livros a Teófilo também demonstra solidamente uma autoria comum. Ele enfatiza ainda. 3. Além disso.14. Só Lc tem as lições do Senhor sobre a oração ensinada nas parábolas do amigo importuno (18. então o Evangelho de Lc pode ser datado por volta de 59-60 dC. Um versículo chave do evangelho de Lc é o 19. Data Eruditos que admitem que Lucas usou o Evangelho de Marcos como fonte para escrever seu próprio relato datam Lc por volta do ano 70 dC.21-48. 5.13.43).29-32. Conteúdo Uma característica distinta do Evangelho de Lc é sua ênfase na universalidade da mensagem cristã.9-14). não há motivos para contestar a autoria de Lucas.46). então provavelmente . como o primeiro de uma série de dois volumes.1 é. Ele enquadra o nascimento de Jesus em um contexto romano (2. Do cântico de Simeão. ele não inclui o pronunciamento de condenação de Jesus aos escribas e fariseus (Mt 23). 2.10. Lc realça o fato de que Jesus não é apenas o Libertador dos judeus.16. 23. salientam que Lucas o escreveu antes de At. 2Tm 4. Se for este o caso.18.N.36-50). e o perdão do ladrão na cruz (23.47).18.13-21. o médico.19-31. 19. um companheiro próximo de Paulo (Cl 4.25).

por excelência.1-13 93 .57-80 O nascimento de Jesus 2. 5) evidência seu ministério carismático está repleta (4.17). 24. 2) Ele leva Jesus ao deserto para ser tentado (4. Esboço de Lucas I. Jesus é o homem ideal. se alegrou Jesus no ES e disse.16.5-2.12.17-19.41.1-2).24) e o Servo Sofredor (4. Lc não apenas afirma sua identidade messiânica. Preparação para o ministério público 3.67.49).5-25 Anúncio do nascimento de Jesus 1. Enquanto os discípulos estão esperando pelo Espírito prometido (24.25-27). Jesus lê a passagem messiânica: “O Espírito do Senhor está sobre mim. Então.31-44) e continua em todo seu ministério de poder e compaixão.1-8) e ligará o ministério messiânico de Jesus ao ministério poderoso deles através da igreja (24.51).35. o Servo que se dispõe firmemente a ir a Jerusalém cumprir seu papel (9.39-56 O nascimento de João Batista 1. o Filho do Homem (5.” (10.Cristo Revelado Além de apresentar Jesus como o Salvador do mundo. Jesus volta para a Galiléia no poder do mesmo (4. Ele é constantemente bondoso para com os rejeitados. Nos caps 3-4. 10. A narrativa da infância 1. O título “Filho do Homem” é encontrado 26 vezes no evangelho. Jesus ora antes. louvando e bendizendo a DEUS” (24. “adorando-o eles.1-20 O batismo de Jesus 3. 3) Após sua vitória sobre a tentação. 7. relacionadas ao nascimento de João Batista e Jesus (1.. 2. “Naquela mesma hora.. bem como no fato de João ter cumprido seu ministério sob a unção do ES (1.21). 9. Em segundo lugar: O ES capacita Jesus para cumprir seu ministério—o Messias ungido pelo ES. Lc refere-se a Jesus como “Senhor” dezoito vezes em seu evangelho.1-4 II. Is 61.. Em momentos críticos daquele ministério. que foi contado com os transgressores (22. Em primeiro lugar: a ação do ES é vista na vida de várias pessoas fiéis.21). Em terceiro lugar: O ES. 6.31.23-38 A tentação 4. usadas com força progressiva.13 O ministério de João Batista 3. O mesmo ES que foi eficaz através de orações de Jesus dará poder as orações dos discípulos (18. Lc dá os seguintes testemunhos sobre ele: Jesus é o profeta cujo papel equipara-se ao Servo e Messias (4.24.1-4. ressaltando sua obra tanto na vida de Jesus quanto no ministério continuo da igreja.”(4. há cinco referencias ao Espírito. como uma pomba (3.28.41-44).15). durante ou depois do acontecimento crucial (3. reivindicando o cumprimento nele (4.18.19). Cinco palavras gregas denotando alegria ou exultação são usadas duas vezes com mais freqüência tanto Lc como Mt ou Mc.26-38 Visita das duas mães 1.52-53).18. Prólogo 1.48. O Espírito Santo em Ação Há dezesseis referências explicitas ao ES. Jesus é. Jesus é o Senhor exaltado.21-22 A genealogia de Jesus 3.21). tornaram com grande júbilo para Jerusalém.41-52 III. Jesus é o filho de Davi (20. Quando os discípulos voltam com alegria de sua missão (10. E estavam sempre no templo. 1) O Espírito desce sobre Jesus em forma corpórea.14) 4) Na sinagoga de Nazaré. Jesus é o Messias.22).1-40 O menino Jesus no templo 2.21.52 Anúncio do nascimento de João Batista 1. mas também tem o cuidado de definir a natureza de seu messianismo.39. através de oração de petição leva a cabo o ministério messiânico.1). o perfeito salvador da humanidade. Jesus é o amigo dos proscritos humildes. 919.37).. Em quarto lugar: O ES espalha alegria tanto a Jesus como à nova comunidade. O mesmo Espírito capacitou Jesus para cumprir seu ministério.49).

29-21. O ministério galileu 4.14-44 Do chamamento de Pedro ao chamamento dos doze 5. morte e sepultamento de Jesus 22.53 A refeição de Páscoa 22.28 VI.1-38 A paixão.IV.16 O Sermão da Montanha 6.1-9.17-49 Narrativa e diálogo 7.1-24.14-9.5-38 VII. O ministério de Jerusalém 19.51-19.29-48 História de controvérsias 20.39-23.50 V.1-21.1-6. A paixão e glorificação de Jesus 22.53 Índice 94 .1.50 Em Nazaré e Carfanaum 4.56 A ressurreição e a ascensão 24. A narrativa de viagem (no caminho para Jerusalém) 9.4 Discurso escatológico 21.38 Acontecimentos na entrada de Jesus em Jerusalém 19.

Nesse caso. provavelmente durante a guerra Judaica de 66-70dC. João lida com as implicações teológicas da primeira vinda de Jesus. compreender o objetivo do Espírito apenas em termos daqueles em situações difíceis. entretanto. da justiça e do juízo (16. O esquema amplo é o mesmo. alguém como Jesus. conforme citado nos Sinóticos.1-18. aqueles que o adoram devem fazê-lo espiritualmente. João divide o ministério de Jesus em duas partes distintas: os caps 2-12 dão uma visão de seu ministério público.3).23. Ao contrário.4 . 4) Os ditos “Eu sou” são unicamente joaninos. conforme comandado e motivado pelo ES (4. ao invés de uma. 20. Cristo Revelado O livro apresenta Jesus como ó único Filho gerado por Deus que se tornou carne. isto é. I . De acordo com escritores cristãos do séc. 19. eles podem ter usado as tradições literárias comuns e/ou orais. Conteúdo Enquanto era bem provável que João conhecesse as narrativas dos outros três Evangelhos. Para João. João usa sete milagres cuidadosamente escolhidos a dedo que servem como “sinais”.21-23). João revela a função do ES em continuar a obra de Jesus. e alguns acontecimentos em particular do ministério de Jesus são comuns a todos os quatro livros. 3) O ministério de Jesus gira em torno das três festas da Páscoa.16) é exclusiva de João e significa literalmente. Deus é o Espírito. 21. ele revelou o Pai. sua divindade e essência. guiando os crentes e a um entendimento dos significados.12). O Espírito Santo em Ação A designação do ES como “Confortador” ou “Consolador” (14. Mc 13. ele trabalha como o agente que convence o mundo do pecado. João tem discursos extensos. João mudou-se para Éfeso. que pertencia ao “círculo íntimo” dos seguidores de Jesus (Mt 17. enquanto os caps 13-21 relatam seu ministério privado aos seus discípulos.20).João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 85 dC Autor A antiga tradição da igreja atribui o quarto evangelho a João “o discípulo a quem Jesus amava” (13. 2) Através de sua vida e ministério. Cristo colocou-se coerentemente além de si mesmo perante o Pai que o havia enviado e a quem ele buscava glorificar. em essência. ele escolheu não seguir a seqüência cronológica de eventos dos mesmos como uma ordem tópica. assim. enxergá-lo como um contemporâneo. Em 1. não apenas como uma figura do passado distante. I. denominado “prólogo”.6). 2) Em lugar dos muitos milagres e cura dos sinóticos. Ele é “outro consolador”. os próprios milagres que Jesus realizou como “sinais”. A experiência de ser “nascido no Espírito” descreve o Novo Nascimento (3.2. Aqueles que crêem em Cristo hoje podem. testemunham a missão divina do Filho de Deus. a maioria dos eruditos aceitam esta tradição.811). Na verdade. isto é. em antecipação do Pentecostes. Data A mesma tradição que localiza João em Efeso sugere que ele escreveu seu evangelho na última parte do séc. onde continuou seu ministério. Em relação ao mundo exterior de Cristo.João demonstra que o papel do Espírito abrange cada faceta da vida. Além disso. bem como sua encarnação.29). Como. ele procurou a redenção da humanidade.7. Seria um grave erro. Algumas das diferenças distintas são: 1) Ao invés das parábolas familiares.1. Ele mostra o estado preexistente de Jesus com Deus.N. a humanidade de Jesus significava essencialmente uma missão dupla: 1) como o”Cordeiro de Deus (1. 95 . implicações e imperativos do evangelho e capacitando-os a realizar “obras maiores” do que aquelas realizadas por Jesus (14. Na falta de provas substanciais do contrário.24). o Espírito torna-se o capacitador divino para o ministério autorizado (20. “alguém chamado ao lado”. o que estendeu o ministério de Jesus até o final desta era.26.

11 Entrada triunfal em Jerusalém 12.1-20 Pronunciamento de traição e negação 13.1-71 Conflito em Jerusalém 7.24-25 Índice 96 .5-33 A oração de Jesus por seus discípulos 17.1-42 A cura do filho de um oficial do rei 4. Paixão e ressurreição de Jesus 18.1-17 Lidando com rejeição 15.1-21.17-42 Ressurreição e aparições 20.19-51 As bodas em Caná 2.1-31 Produtividade por submissão 15.1-12.1-9. o bom Pastor 10.1-17.1-26 III.21-38 Preparação para a partida de Jesus 14.41 Jesus.30-47 Ministério na Galiléia 6.13-3.19-12.28-19.16 Crucificação e sepultamento 19.36 Jesus e a mulher de Samaria 4.15-27 Julgamento perante Pilatos 18.23 Epílogo 21.23 A prisão de Jesus 18. O ministério de Jesus aos discípulos 13.20-50 II.1-21.43-54 A cura de um paralítico em Betesda 5.Esboço de João Prólogo 1.1-12 Ministério em Jerusalém 2.1-14 Julgamento perante o sumo sacerdote 18.4 Compreendendo a partida de Jesus 16.18-16.16-29 Testemunhas do Filho 5.50 Preparação 1.1-42 Ministério em Batânia 11.1-15 Honrando o Pai e o Filho 5.26 Servir— um modelo 13.1-8 I. O ministério público de Jesus 1.12-19 Rejeição final: descrença 12.

4. ocorreu a conversão de Saulo (cap 9).. Desse lugar de honra suprema e poder executivo. O poder do Espírito na vida de Jesus o autorizou a pregar o Reino de Deus e a demonstrar o poder do Reino mediante a cura de doente. 3. Data Lucas conta a história da igreja antiga dentro da estrutura de detalhes geográficos.23). É a iniciação da Grande Comissão de Jesus pra formar discípulos de todas as nações (Mt 28. 2.30-37. 3.10. O livro portanto. Em primeiro lugar. especialmente como cumprimento da profecia do AT e como revogação de Deus do veredicto do homem sobre Jesus (1. 8-12). O Espírito Santo em Ação O poder do ES através da igreja é característica mais surpreendente de Atos. 4.31.33-36. não pode ser compreendida sem que se veja a relação entre Atos e os Evangelhos.23).32) e habilita os crentes (1. Depois da morte de Estevão (7. I. Em geral. Por outro lado. O livro termina abrupta.33). portanto . Então a ressurreição de Jesus é enfatizada. mas muitos apontam para Lucas.42) e retornará triunfante no final dos tempos (1. At 1. Lc 24. Jesus tinha sido “entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus” (2.43. 22. Por outro lado.N. A sua obra no livro.21.12. os judeus o haviam “crucificado” por “mãos de injustos” (2.14). 17. Conteúdo Atos é uma seqüência da vida de Cristo nos Evangelhos. 26). 97 .38). começa em Jerusalém (caps 1-7) Como Pedro assumindo o papel principal e os judeus como receptores do evangelho. Durante esse período da história. 5.8 é a chave do livro.11). e o modelo é uniforme. em ambos os relatos essenciais os resultados desse acontecimento.5 – Atos dos Apóstolos Autor: Historicamente Lucas Data: Cerca de 62 dC Autor O livro de At não menciona especificamente seu autor. 10. At relaciona a expansão da cristandade passo a passo para o oeste. a perseguição espalhou-se conta a igreja.38. um acontecimento de tamanha importância que Lucas inclui três longas descrições sobre o incidente (caps 9. 17. Os apóstolos declaram que Jesus fora exaltado a uma posição de domínio único e universal (2. desde a Palestina até a Itália. “o médico amado” (Cl 4. O livro foi até mesmo chamado de Os Atos do Espírito Santo.23).21. pois tudo indicava que Lucas tinha atualizado o assunto.31).60-8.31).22. políticos e históricos que podiam encaixar-se apenas no séc.3). O autor é o mesmo que escreveu o Evangelho de Lucas.14-19 M7 4. por causa desses fatos e porque o livro não registra a morte de Paulo. O mesmo poder em At 2 deu a mesma autoridade aos discípulos. que demonstra uma continuidade essencial.1). entretanto. 5.24-32.18-20.23. 13. apesar de deixá-lo prisioneiro em Roma. Jesus é apresentado como uma figura histórica (2.3.46-49). 10. 5.39) e o “dom do ES” (2.30.8). A maior seção de Atos enfoca o desenvolvimento e expansão do ministério gentio comandado por Paulo e seus colaboradores (13. aqueles que acreditam nele receberão perdão dos pecados (2. Cristo Revelado Atos registrou vários exemplos da proclamação apostólica do evangelho de Jesus Cristo. e os crentes se dispersaram (Caps.40-41. e não havia mais o que escrever. registrando a disseminação da cristandade de Jerusalém a Roma. Jesus “por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos” (10.19. Enquanto isso.28). 10. a expulsão de demônios e a libertação dos cativos (Lc 4. 13. Àqueles que não acreditam nele serão destinadas coisas terríveis (3. pode-se datar a redação de At como próxima à prisão do apóstolo naquela cidade por volta de 62 dC.38). Jesus havia derramado o prometido Espírito Santo (2. Esse versículo prediz o derramamento do ES e seu poderoso testemunho. Tanto o ministério público de Jesus nos Evangelhos quanto o ministério público da igreja em Atos começaram com um encontro com mo Espírito capaz de mudar vidas. que dá testemunho dele (5. Em seguida a morte de Jesus é atribuída igualmente à crueldade do home e ao objetivo de Deus.

15-12. O testemunho da igreja antiga 11.17).22 IV.25-14.6).1-35 III. O encontro pra a oração no cenáculo 1.18).46). Prefácio 1.18 X.28 II. Os presentes nos dias de Pentecostes e os gentios da casa de Cornélio falaram outras línguas (2. Enéias e Dorcas curados através do ministério de Pedro 9.1-40 VII.4-8 III.45) e que “veio sobre eles o ES” (19.19-12. A história de Cornélio 10. normalmente concorda-se que também houve algum tipo de manifestação na qual os samaritanos participaram. A conversão de Saulo 9.24 I.4).6) Todas essas passagens são equivalentes à promessa de Jesus de que a Igreja seria “batizada com o ES” (1.1-4.Lucas observa que as pessoas eram “cheias pelo ES” (2.17). pois Lucas diz que Simão viu que “era dado o ES” (8.9-11 IV. A segunda viagem missionária de Paulo 15. Autoridade apostólica na igreja antiga 4. A viagem de Paulo a Roma através de Jerusalém 21.4. O concerto em Jerusalém para discutir lei e graça 15.32-5. que “recebiam o ES” (8.23-21. O ministério de Estevão 6. que “o ES se derramasse sobre também os gentios” (10.4. A terceira viagem missionária de Paulo 18.42 V.24 Segunda Parte: Paulo e a extensão internacional da igreja em Antioquia 12. A primeira viagem missionária de Paulo 12. 9. que “caiu o ES sobre todos”(10. A promessa do ES 1.1-47 III.36-18. os efésios “falavam línguas e profetizavam” (19. A ascensão de Cristo 1.1-3 II. Embora não esteja especificado.32-43 IX.31 Índice 98 .1-7. A descida do ES no Pentecostes 2.31 IV.12-14 Primeira Parte: Pedro e o ministério da Igreja Judaica em Jerusalém 1. 2. A cura de um coxo 3.15-28.25-28.31 I. A seleção de Matias como o décimo segundo apóstolo 1.1-11.60 VI. O primeiro ministério a não Judeus 8. Esboço de Atos Prólogo 1.1-14 I. 10.1-31 VIII. Três destes cinco exemplos registram manifestações específicas do ÉS em que as próprias pessoas participavam.44).14 V.15-26 II.5.

16). ele ainda não tinha estado em Roma. Agora. Cristo Revelado Rm é a história do plano de redenção de Deus em Cristo: a necessidade dele (1. Ele nos permite orar adequadamente (8. mas vinha pregando o evangelho desde sua conversão em 35 dC. por volta de 56 dC. e Paulo.36) . 8.4). junto com alegria.18-39). Esta epístola é.5. concedendo desse modo.6. mesmo que os crentes possam não viver completamente de uma maneira coerente com a justiça de Deus (6.3-8).N. Devemos centrar a nossa mente nas coisas do Espírito. depois visitar a igreja em Roma (1.21). A carta. 15. 15. mesmo que Deus não puna.1-11. planejou viajar para a Espanha para pregar o evangelho (15. a descrição detalhada da obra de Cristo e sua implicações para os cristãos (3. Devido a essa grande misericórdia de um Deus tão justo.25-28. mas perdoe os pecadores culpados (3.11). 15. devemos seguir um modelo de vida coerente com a própria justiça de Deus (12.18-3.17). mesmo que os crentes sofram e a redenção final retarde (8.9-11) e nos dá vida (8. exceto para referir-se a eles como espirituais em 1.1-8.1-16.2. ele tinha fundado igreja através de todo o mundo mediterrâneo. Ele escreveu para dizer aos romanos sobre sua visita iminente.8-15 Resumo do evangelho 1. Em Roma.13).19). Esboço de Romanos Introcução 1. Depois de ser revigorado e apoiado pelos cristãos de Roma.5.29.11. fornecendo-nos um modelo de santidade a seguir(8.22-24).10-11. A obra atual do ES em nós é apenas um antegozo de sua futura obra celeste em nós (8. Ele planejou ir a Jerusalém com essa coleta.Romanos Autor: Paulo Data: 56 dC Contexto Histórico Quando Paulo escreveu Rm.36) e a aplicação do evangelho à vida cotidiana (12.20). O ES derrama o amor de Deus em nosso coração (5.30). progressivamente.1-17 Identificação de Paulo 1.18-3.23).1). nos guiando nele (8. Durante os dez anos anteriores. nos dando poder para obedecermos a Deus e superarmos o pecado (2. 15. O Espírito Santo em Ação O ES confere poder na pregação do evangelho e na realização de milagres (15. 2Co 8-9).27). Embora Paulo descreva brevemente os dons espirituais em RM (12. mesmo que os muitos judeus não creiam (9. Ele também nos torna.6 . uma segurança espiritual interior de que somos filhos de Deus (8. uma declaração madura de sua compreensão do evangelho.20).20 99 . se desejamos agradar a Deus (8.16).13.14) e purificando nossa consciência para prestar testemunho verdadeiro (9.24). mais santo na vida diária.27). habita em todos que pertencem a Cristo (8.21-11. Ocasião e Data É mais provável que Paulo tenha escrito Rm enquanto estava em Corinto. Conteúdo O tema doutrinal global que Paulo procura demonstrar é que Deus é Justo.26) e a chamar Deus de nosso Pai.116. conheceu muito a respeito dos crentes de lá (16. através de suas viagens.6). em 56 dC.31. estava chegando ao fim de sua terceira viagem missionária. a igreja havia sido fundada por outros cristãos. 7. portanto . Apesar de tudo que aconteceu neste mundo– mesmo que todos os seres humanos sejam pecadores (1.3-15).21-5.17.1-7 Desejo de Paulo de visitar Roma 1. provavelmente tenha sido entregue por Febe (16. fazendo uma coleta para ajudar os cristãos necessitados de Jerusalém (15.ainda assim Deus é perfeitamente Justo e nos perdoou através de sua graça. paz e esperança através de seu poder (14.1-2). ele não faz menção explicita do ES em conexão com esses dons.18-3.13.

20 II. 22. Justificação apenas pela fé 3.3) Religião anterior: Hebreu e fariseu (Fp 3.16-31) De acordo com a tradição cristã.36-41) Realizações: Três viagens missionárias prolongadas (At 13-20) Fundou inúmera igrejas na Asia Menor.5) Treinamento: Aprendeu a arte de fazer tenda (At 18. permaneceu preso mais uma vez em Roma e foi decapitado fora da cidade. A própria situação de Paulo 15. aprisionado novamente.12) Opô-se a Pedro (Gl 2. na Espanha (Rm 15.7-10) Papéis: Falou em nome da Igreja de Antioquia no concílio de Jerusalém (At 15. na Cilicia (At 22. Recomendações pessoais 16.1-3) Levou o evangelho paras os gentios (Gl 2.18-3. 28.1-3.27. na Grécia e .24.39 IV.21 III.1-11. Deus e Israel 9.6) Salvação: Encontrou o Cristo ressuscitado no caminho para Damasco (At 9.3) Tribo de Benjamim (Fp 3.I. foi libertado da prisão.14-33 VII. Fim da vida: Depois da prisão em Jerusalém.36 V. Fp 3. o que lhe permitiu mais obras missionárias.1-4.11-21) Discutiu com Barnabé por causa de João Marcos (At 15.28) Escreveu cartas para inúmeras igrejas e vários indivíduos que agora compõe um quarto do NT. Praticando Justiça na vida Cristã 6.17-18.5) Origem: Tarso. Bênção 16. Todos pecaram 1. Aplicações práticas 12.21-5.25-27 A CARREIRA DO APOSTOLO PAULO (1. foi enviado para Roma (At 21.1-8) Recebeu o derramamento do ES na rua chamada direita (At 9.13 VI.3 Estudou com Gamaliel (At 22. possivelmente. Índice 100 .12-16) Chamado para Missões: A igreja de Antioquia foi instruída pelo ES a enviar Paulo ao trabalho (At 13.5) Perseguidor dos cristãos ( At 8.1-15.1-8.1-24 VIII.

a Ceia do Senhor.17). membro da igreja em Corinto fez um relato a Paulo sobre a existência da facções divisórias na igreja. dons espirituais e a ressurreição do corpo. ele recebeu relatórios perturbadores sobre a complacência moral existente entre os crentes de Corinto. esperando que a mesma chegasse a Corinto antes de Timóteo (16.11) e descreve a igreja como seu Corpo (cap 12). processos. Corinto era uma das cidades comerciais mais importantes da época e controlava grande parte das navegações entre o Oriente e o Ocidente. afirmando essa prática e recusando qualquer direito de proibi-la (cap 14). ingestão de alimentos oferecidos a ídolos. ele enviou uma carta à igreja ( 5. a epístola pertence a Paulo Data Paulo estabeleceu a Igreja em Corinto pro volta de 50-51 dC. fornicação. espírito de litígio e rejeição de uma ressurreição física. aparentemente. Então. chegou outra delegação de Corinto com uma carta fazendo-lhe certas perguntas(7. 101 . uma delegação enviada por Cloe. Os gregos eram conhecidos por sua idolatria. Mas não devemos fazer vista grossa ao papel do ES em revelar as coisas de Deus ao espírito humano de uma maneira que impede todas as bases para o orgulho (2.9.7 .8) ela pode ser datada cerca de 56 dC. Para remediar a situação. incluindo a grande imoralidade sexual da cidade de Corinto. casamento e divórcio. ele escreveu a carta que conhecemos como 1 Co. 16. De especial importância são as poderosas conseqüências da ressurreição de cristo para toda a criação (cap 15). Conteúdo A carta consiste na resposta de Paulo a dez problemas separados: Um espírito sectário.uso do véu.9-11). Paulo enviou imediatamente Timóteo a Corinto (4. escreveu a carta próximo ao fim do seu ministério em Éfeso (16.1º Coríntios Autor: Paulo Data: Cerca de 56 dC Autor A autenticidade de 1Co nunca foi seriamente desafiada. filosofias divisórias. A cidade era infame pela sua sensualidade e prostituição sagrada. Em estilo e filosofia. Cristo Revelado A epístola contém uma revelação inigualável sobre a cruz de Cristo como uma oposição a todas as jactâncias humanas (caps 1-4) Paulo cita Cristo como nosso exemplo em todo comportamento (1. Antes que pudesse escrever uma carta corretiva. Situava-se na parte da Grécia e a península de Peloponeso. O Espírito Santo em Ação As manifestações ou dons do Espírito formam as passagens mais conhecidas sobre o ES (caps 12-14). Contexto Histórico A carta revela alguns problemas culturais gregos típicos dos dias de Paulo. 2Co 12. Mesmo seu nome tornou-se um provérbio notório: “corintizar” significava praticar prostituição.1-17). Eles podem ter associado algumas das extravagâncias frenéticas do paganismo com o exercito de dons espirituais (12. Pouco depois. Visto que Paulo.10). Ele continuou a levar a correspondência adiante e a cuidar da igreja depois de sua partida (5. Talvez o mais iluminador entre o debate atual da igreja em geral seja a maneira como o apóstolo direciona os coríntios a um equilibrado emprego de falar línguas. deusa do amor licencioso.2). Também revela alguns dos problemas que os antigos pagãos tinham em não transmitir experiências religiosas anteriores à experiência de ministério do ES.14). que depois se perdeu.1-13). O Espírito da cidade apareceu na igreja e explica o tipo de problemas que as pessoas enfrentavam. quando passou dezoito meses lá em sua segunda viagem missionária (At 17. A principal divindade da cidade era Afrodite (Vênus). e milhares de prostitutas profissionais serviam no templo dedicado à sua adoração.1.17).N. incesto. Durante esse ministério de três anos em Efeso . em sua terceira viagem missionária (At 19).

O problema do papel dos sexos à luz da retirada do véu 11. O problema de processos entre os cristãos perante cortes públicas 6.1 VII.1-58 XI.1-27 A aplicação do principio em comportamento e ação 10. O problema do relacionamento entre a esfera secular e a vida espiritual do crente.5-4.17-34 IX.1-11 IV.10-3. mas nunca motivo para jactância 3. O problema da disciplina da Igreja interna ocorrida devido a um caso de incesto 5.1-24 Índice 102 . O problema de abuso sexual do corpo oriundo de uma aplicação errônea do ensinamento ético de Paulo 6.Esboço de 1º Coríntios Introdução com saudação e ação de graças 1. 9.21 O contraste entre a sabedoria divina e a humana sobre a cruz mostra o erro de um espírito sectário que se origina da sabedoria humana 1.1-9 I.1 O princípio básico do amor versus conhecimento 8. O problema de um espírito sectário que surgiu de uma preferência por lideres religiosos devido à sua suposta sabedoria superior 1.6-21 II. 1-40 X.5 Uma repreensão aberta por comparação irônica do orgulho coríntio com a loucura de Paulo 4.114. O problema de manifestações espirituais que se originaram de uma abuso do dom de línguas 12. O problema de profanar a Ceia do Senhor 11.2-16 VIII. 7.40 A necessidade de diversidade 12.1-13 III.12-20 V.1-11.1-13 A necessidade de controle 14.1-13 O exemplo pessoa de Paulo antecede a seus direitos.1-40 VI. casamento e escravidão.4 O papel dos líderes religiosos mostra que eles são importantes. especialmente nas áreas de sexo.10-4. Concluindo observações pessoais 16.1-11. O problema da ressurreição dos mortos 15.1-31 A necessidade de amor 13. O problema de diferença ética entre irmãos causado pela ingestão de alimento oferecido aos ídolos 8.

14.4. Características 2Co é a mais autobiográfica das epístola de Paulo. provavelmente. contendo inúmera referências às dificuldades que ele enfrentou no curso de seu ministério (11. e dizemos “amém” à estas promessas (1. Ele também é o foco de nosso serviço a Deus. Nós experimentamos sua fraqueza. até a redação desta epístola.9). A segunda parte.17). Ele é o foco de nossa presente vida neste mundo. mas também sua morte (4. Mais uma vez.2. Paulo escreveu um epístola severa.4-6). tornou-se “pecado por nós.5).9-20).9) Paulo escreveu 1Co em Éfeso por volta de 55 dC Uma breve porém dolorosa visita a Corinto causou “tristeza” a Paulo e à igreja (2Co 2. Ao defender seu ministério.6.2) Depois dessa dolorosa visita. à medida que procuramos levar “cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (10. o tratamento de Paulo com a Igreja de Corinto durante o período da fundação. 5.2) e o juiz de todos os homens (5. os caps 10-13. Os vários episódios na interações entre Paulo e os coríntios podem ser resumidos conforme a seguir: A visita de Fundação a Corinto durou cerca de dezoito meses. de várias maneiras.8 . para que. sua lealdade inflexível à verdade do evangelho e sua indignação implacável ao confrontar aqueles que rompem o companheirismo da igreja. Portanto. 103 . 7. por volta de 50 dC.N.1. A visita dolorosa.9). Os primeiros sete capítulos contêm a defesa de Paulo sobre a sua conduta e o seu Ministério.13. Paulo abre seu coração. Proclamamos a Jesus como Senhor e nós mesmo como servos por seu amor a ele (4. que At não registra. Todas as promessas de Deus para nós são sim em Jesus.2º Coríntios Autor: Paulo Data: Cerca de 55 .21). 12. entregue por Tito (2Co 2. 7. At 18 Paulo escreveu um epístola anterior a 1Co .56 dC Contexto Histórico e Data 2Co reflete.11.23-33). não há evidências manuscritas que fundamentos esse ponto de vista. Nós compartilhamos não apenas a vida e a glória de Cristo. pois Cristo é a própria imagem de Deus (4.3-7.19). tenha ocorrido quando ele escreveu Rm.5). em 55 ou 56 dC. 8-9. fossemos feitos justiça de Deus”(5.6-8) Paulo escreveu 2Co da Macedônia. Sua vida estava inseparavelmente leigada à de seus convertidos.10). contêm uma mensagem de reprimenda aos caluniadores existentes na igreja.10-11). Entretanto. Por fim. Não possuímos a epístola Severa. em 55 ou 56 dC A visita final de Paulo a Corinto (At 20).3-4. mostrando sua profunda emoção. “que não conheceu pecado”. mas também sua força. Essa mudança foi realizada através do maravilhoso ato de graça de Deus. Conteúdo 2Co consiste de três partes principais. Nós vemos a glória de Deus somente em Jesus e só nele somos transformados por essa glória (3. onde experimentamos simultaneamente em nosso corpo mortal “a mortificação do Senhor Jesus” tanto quanto sua vida (4. é “em Cristo” que nos tornamos novas criaturas (5. durante seu caminho de volta a Corinto. nele. reconciliando o mundo consigo (5. no qual Cristo. e a sua disposição de empobrecer. Ele revela o seu forte amor pelos coríntios. 13. pouco antes de voltar a Jerusalém. trata da oferta sendo levantada por Paulo para os santos pobres da Judéia e a Terceira parte. que é o “marido” da igreja (11. caps. Cristo Revelado Jesus é o foco de nosso relacionamento com Deus. e a carta severa fornecem pano de fundo imediato para a redação de 2Co. Deus veio até nós em Cristo. seu zelo ardente pela glória de Deus. e ele não era profissionalmente frio em seu ministério ( 1. Jesus é o foco de nossa vida futura. embora alguns estudiosos tenha sugerido que 2Co 10-13 possa ter sido parte dela. (1Co 5. Jesus é o Sim de Deus para nós e nosso Sim para Deus.14-15).10-12). de modo que os outros pudessem enriquecer (8. sua disposição de ser fraco de modo que os outros pudessem experimentar o pode de Deus (13. pois seremos ressuscitados com Jesus (4.18).14). Paulo as menciona para estabelecer a legitimidade de seu ministério e para ilustrar a natureza de verdadeira espiritualidade.

Portanto.16 Consolação e sofrimento 1.4 Deleitando-se com o relatório de Corinto 7.5-11 Perturbação em Trôade 2.14-7.6) muda nossa maneira de viver abrindo nossos olhos à realidade viva que lemos.1-2 II.13). Nós não apenas lemos a respeito da vontade de Deus na “letra” das Escrituras.3-5) e nos “sinais. nós asseguramos que todas as promessas de Deus são Sim em Cristo e que somos ungidos e “selados” como pertencendo a ele (1. O ES nos dá liberdade para vermos e liberdade para sermos o que Deus quer que sejamos (3. Explicação do Ministério de Paulo 1.1-11 Repreensão por comparações tolas 10. experimentamos um milagre.5-16 III. Defesa e uso da autoridade apostólica 10. Paulo terminou sua epístola com uma bênção. A experiência presente do Espírito é especificamente um “penhor” do corpo glorificado que receberemos um dia (5. “conhecida e lida por todos os homens” (3.10 Repreensão por avaliação superficial 10.12-18 Zelo de Deus pela Igreja 11.10-12 Compartilhando recursos 8.1-4 Comparação com falsos apóstolos 11.12-2. O Espírito que vivifica (3.11-14 Índice 104 . aí há liberdade” (3. um deleite de companheirismo que o Espírito nos dá com Cristo e com todas as pessoas que amam a Cristo.O Espírito Santo em Ação O ES é o poder do NT (3. mais provavelmente. Há liberdade pra contemplar a glória revelada do Senhor e para nos transformarmos mais e mais de acordo com a imagem que contemplamos.1-13. pois “a letra (sozinha) mata”.13-15 Uma delegação honrada 8.16-18).1-9.10 V.13 Anúncio da terceira visita 12.1-5 Bênção de dar 9.12-13 Natureza do ministério cristão 2.15 Macedônios e Jesus como exemplos 8.12).16-24 Preparação conveniente do dom 9. que incluía a “comunhão (companheirismo) do ES” (13.4 Perdoando o ofensor 2.20-22).6).14-13.16). experimentamos progressivamente e incorporamos a vontade de Deus e nós mesmo nos tornamos epístolas de Cristo. Esboço de 2º Coríntios I.5-15 Tolerância mal orientada dos coríntios 11.1-5).6-16 IV. prodígios e maravilhas” do ministério de Paulo (12. Achamos que “onde está o Espírito do Senhor. A obra do ES é evidente na renovação interna diária (4.17). Quando nos submetemos à obra do ES. Generosidade ao dar 8.3-7. Isso poderia indicar um sentido da presença do Espírito ou. pois ele torna real para nós as ~provisões presentes e futuras de nossa salvação em Cristo.2).16-21 Jactância relutante de Paulo 11.22-12. através do dom do “penhor do Espírito em nossos corações”. Saudação 1. no conflito espiritual (10. Saudações finais 13.3-11 Mudanças de Planos 1.1-9 Cumprindo as boas intenções 8.

N. quando uma tribo de pessoas da Gália migrou para o local. Ao invés de dar lugar ao pecado.Gálatas Autor: Paulo Data: Cerca de 55 . nos libertar da tirania da lei (v. 3. em sua terceira viagem missionária.14. Na primeira seção (caps. 6. bem como a forma de justificação. como os descritos em 1Co 12-14. uma área que incluía as cidades de Antioquia. A principal ênfase do apóstolo está na crucificação de Cristo como base para a libertação do crente da maldição do pecado (1. que ele próprio revelou a Paulo (1.16-25. visivelmente retratada no batismo (3. Paulo defende sua autoridade apostólica.20) e da lei (3.33).3.18) e fazer com que o fruto da santidade cresça em nossas vidas (vs. em que Paulo pergunta aos Gálatas. 4. Icônia. Na segunda seção.26) em uma posição de liberdade (2. onde os gálios tinha se estabelecido.22-23). Paulo enviou esta carta para as igrejas na província da Galácia. 1-2).30. O verbo “dá” sugere um fornecimento contínuo com generosidade. Seu nome originou-se no Séc. Listra e Derbe. Somente o ES.16) quanto sua humanidade (3. O que ele quer dizer é que o mesmo espírito que os regenerou faz com que a nova vida deles cresça. 5.16.12). enquanto “opera” indica que Deus continuava a fazer maravilhas através dos crentes cheios do Espírito que não tinha se entregado ao legalismo.4). No séc. (caps 3-4). Paulo também descreve uma dinâmica união de fé com Cristo (2. 16-17). 105 . Data A questão da data de Gálatas depende principalmente da correlação de 2. Cristo Revelado Paulo ensina que Jesus coloca aqueles que têm fé nele (1. pode nos permitir morrer pela carne (vs.5). mas uma região da Ásia Menor. 5-6).9 . em 3. 4.56 dC Destinatários Gálatas é a única cara que Paulo endereçou especialmente a uma grupo de Igrejas.1-10 com a visitas de Paulo a Jerusalém registradas em At. quando nos submetemos passivamente ao seu controle e caminhamos ativamente nele.1). libertando-os da servidão ao legalismo e à libertinagem. aplicação prática da doutrina ( caps.20). e o Espírito que habita em nós.28). III aC. quando estava na Macedônia ou em Corinto.14). O Espírito Santo em Ação Os judaizantes estavam errados sobre as formas de santificação. A linguagem que ele usa indica uma experiência do Espírito que se estendeu além da recepção inicial dos gálatas. Paulo faz um pergunta semelhante relacionada ao ES. A Galácia não era uma cidade. designava a província romana na parte centro-sul da Ásia Menor. Paulo exorta os gálatas pra usarem adequadamente sua habilidade cristão e para não abusarem da mesma. Paulo apresenta uma série de argumentos e ilustrações para provar a inferioridade da lei em relação ao evangelho e para estabelecer o verdadeiro propósito da Lei.1.5. Em 3. Embora o cap.2-3. Estes versos ensinam que receberemos o Espírito através da fé e que Ele continua a se manifestar no poder à medida que caminhamos na fé. politicamente. Em relação à pessoa de Cristo. o termo “Galácia” era usado geograficamente pra indicar a região centro-norte da Ásia Menor. A frase “a promessa do Espírito”. que prontamente admitiram que tinham iniciado sua vida cristã através do Espírito. I dC.4. Paulo declara tanto sua divindade (1.16. do próprio eu (2. o evangelho fornece meios para se obter a justiça que a Lei exige. também foi usada por Pedro pra explicar o derramamento do ES no Pentecostes (At 2. Paulo provavelmente tenha escrito a carta por volta de 55 ou 56 dC. por que eles estavam buscando maturidade espiritual realizando obras da lei. Em 5.12. Paulo descreve um conflito feroz e constante entre a carne. Conteúdo Gálatas contém divisões biográficas. doutrinária. Na terceira. Uma passagem importante é 3. que incluía várias cidades. são encontradas poucas dificuldades para relacionar a carta com os acontecimentos de At 15. 2 posse ser identificado com a chegada da fome em At 11. A palavra “maravilhas” refere-se às manifestações carismáticas do Espírito evidenciadas por sinais externos. doutrinárias e práticas de dois capítulos cada.4. a nossa natureza propensa ao pecado.

1-10 V.8-9 Declaração da integridade de Paulo 1.11 Por apelo 4.11-18 advertência contra os legalistas 6. Separada da obra do ES de controlar e santificar.1-10 Saudação 1. Biografia: Paulo defende sua autoridade 1.14-16 Marcas de um apóstolo 6. Conclusão 6.1-10 A manifestação de sua autoridade 2.12-20 Por alegoria 4.1-4. a liberdade certamente acabará em libertinagem.16-25) faz parte da exortação de Paulo em relação ao uso adequado da liberdade cristã.1-15 Para caminhar através do Espírito 5.21-31 IV.18 Índice 106 .11-2.6-7 Denúncia contras os judaizantes 1.11-21 III.16-26 Para carregar os fardos dos outros 6.11-24 O reconhecimento de sua autoridade 2. Doutrina: Paulo defende seu evangelho 3. Introdução 1.21 A fonte de sua autoridade 1.1-5 Deserção dos gálatas 1.1-6.10 Para usar adequadamente sua liberdade cristã 5.11-13 Centralidade da cruz 6.1-4.31 Com discussão 3.17 Bênção 6.10 II. Prática: Paulo exorta os gálatas 5. Esboço de Gálatas I.Esta seção (5.

17 e 3. 6.8). a quem Cristo dá força.30.Efésios Autor: Paulo Data: Cerca de 60—61 dC Antecedentes Éfeso era um importante porto da Ásia Menor. desejando sustentar a ligação de paz no corpo de Cristo. localizado perto da atual Izmir.10 . caps 1-3 e 2) a prática do crente caps. A palavra glória ocorre oito vezes e refere-se à grande excelência de Deus. Efésios revela o processo pelo qual Deus está trazendo a igreja para seu objetivo destinado em Cristo. o recurso de força para seu povo enquanto eles se armam para a batalha espiritual (6.13. Efésios e. Os passos básicos de amadurecimento são dados na direção do compromisso da igreja de lutar conta os poderes do mal: 1) antes da igreja ir para a guerra. O Espírito Santo em Ação Como com Cristo. “O grande Cânon da Escritura” e “O ápice real das Epístolas”. Tratava-se de uma das sete igrejas a quem Jesus endereçou suas cartas em Ap 2-3. e ele é o vencedor que acabou com a capacidade do inferno de manter a humanidade cativa (4. Cap. Embora Paulo já tivesse estado em Éfeso antes (At 18. uma vez que ela circulou originalmente para quase o mesmo grupo de igrejas. Paulo escreveu Efésios. e ele é o Senhor ressuscitado que não apenas ressuscitou dos mortos e do inferno. Cap.19-22). 4. ele é o Espírito da unidade.16.10). 2: Ele é o pacificador que reconciliou o homem com Deus e que também torna possível a reconciliação entre os homens (2.3. em 6. ele foi ministrar lá pela primeira vez no inverno de 55 dC. 5: Ele é o marido modelo.8-10).21). Cristo Revelado Ef foi chamado de “Os Alpes do NT”.25-27.8-19).7). O objetivo magnífico está na publicação do compromisso de Jesus de construir uma igreja gloriosa. Cap. ele é o selador. e ele é o que habita nos corações humanos. Colossenses e Filemom. em 1. ela deve andar. autorizando o crente a representar Cristo. Cap. ele é o revelador. em 3. Lá ele ministrou por dois anos inteiros (At 19. o ES é revelado em um ministério bastante amplo e através do crente.27). Conteúdo A mensagem pulsante de Efésios é “para louvor de sua (Cristo) glória” (1. desenvolvendo um relacionamento tão profundo com os efésios que sua mensagem de despedida a eles é uma das passagens mais emocionantes da Bíblia (At 20.20). provavelmente.6. em 5.16 como estando presente em Laodicéia ao mesmo tempo em que circulava. ele é o doador. a igreja— a expressão atual dele mesmo na Terra (1. Confinado e aguardando julgamento (3. 1: Ele é o redentor (1. em 4. mas devido à majestade do Cristo revelado aqui. Em 1.18. não somente por seu grande tema. ele é a fonte através da qual todos deve ser continuamente cheios. a igreja aprende onde ela está. 107 . iluminando o coração para aprender o propósito de Deus.1. e ele é a “principal pedra da esquina” do novo templo. 4-6.17-19). 32).17-38). nem ruga” (5. garantindo-nos o amor de Deus (3. poderoso na batalha. o apóstolo escreve esta carta encíclica— para se lida por várias congregações. a carta divide-se em duas seções: 1) a oposição do crente.10).11-18).N.14). dando-se sem egoísmo para realçar sua noiva— sua igreja (5. aquele em quem e por quem a história será definitivamente consumida (1. que pode se entristecer por insistência de ocupações carnais. 3: Ele é o tesouro em que são encontradas as riquezas inescrutáveis da vida (3. ele é o Espírito de santidade. Cap. em 4. e 2) antes de andar. sua sabedoria e seu poder.17-18.1. Ele é que dá a Palavra como espada para uma batalha e o assistente celeste que nos foi concedido para nos ajudar a orar e a intervir até que obtenhamos a vitória. derramando sua vida através de seu corpo. Filipenses. mas que reina como Rei.12.6: Ele é o Senhor. Ocasião e Data Enquanto estava preso em Roma. madura e de um ministério “sem mácula. que consiste de seu próprio povo sendo habitado pelo próprio Deus (2.15-23).5. a mesma carta mencionada em Cl 4. um fato relevante para estudar esta epístola.

A vocação do crente para a vida cheia do Espírito 5.7-11 Para crescer no ministério como parte do corpo 4.8-13 V.18-20 Observações finais 6.11-12 A nova união e paz atual 2.20-21 VI.20-32 Ao Brilhar como filhos da luz 5.17-19 Ao tirar o velho e colocar o novo 4.8-14 VIII.19-21 A igreja: o copo de Cristo 1.9-14 II.13-18 A Igreja: Edifício de Cristo 2.1-13 O ministério concedido a Paulo 3.4-10 A antiga separação e falta de esperança 2.Esboço de Efésios Saudação de abertura 1.14-16 Por fé e amor através da habitação de Cristo 3.1-3 A nova ordem da vida amorosa de Deus 2.22-23 III. O passado.17-5. O ministério e mensagem do apóstolo 3.1-22 A ordem passada dos mortos que vivem 2.17-19 A igreja e glória de Deus 3. presente e futuro do crente 2.13-17 A Ação envolvida na batalha 6.21-24 Índice 108 .1-7 O ministério que é dado a cada crente 3. O chamado do crente para a pureza 4. A oração de poder do Apóstolo 3. A oração do apóstolo por discernimento 1.14 Ao recusar a falta de inclinação mundana 4.22-6.15-23 Para a experiência que compartilha da vitória de Cristo 1.10-20 A realidade da batalha invisível 6.15-23 Para corações que vêem com esperança 1.14-21 Por força através do ES 3.9 IX.1-2 I.9 Buscar a vontade e sabedoria de Deus 5.18-21 Conduzir todos os relacionamentos de acordo com a ordem de Deus 5. A posição do crente em Cristo 1.3-8 Parceria no propósito de Deus 1.1-16 Para alcançar a unidade com diligência 4. A vocação do crente para a batalha espiritual 6.15-6.19-22 IV.12-16 VII.3-14 Bênçãos de total redenção 1. A responsabilidade do crente 4.10-12 Armadura para o guerreiro 6.15-17 Manter a plenitude do Espírito através de louvor e humildade 5.1-6 Para aceitar a graça e dons com humildade 4.

12-40 registra a fundação da igreja de Filipo. conhece-lo era sua maior aspiração. 2Co 11. Conteúdo A mensagem permanente dos filipenses diz respeito à natureza e base de alegria cristã. Seu estilo é espontâneo. “o fruto que aumente nossa conta”. As ofertas. cheia de ternura. Cristo Revelado Para Paulo. Características Em muitos aspectos. Paulo também descreve uma alegria que surge da comunhão na propagação do evangelho. Essencial para essa alegria é a convicção confiante de autoridade de Cristo. Paulo.16. 3. a igreja apresentava um forte zelo missionário e era constante em seu apoio ao ministério de Paulo (4. e invocava seus leitores para sempre regozijarem em Cristo.20. Paulo fala da alegria do Senhor. ele era a própria vida do apóstolo.5). que tinha trazido a doação de Filipos e quem Paulo estava enviando de volta. O Espírito Santo em Ação A obra do Espírito em três áreas é mencionada na carta. No contexto de cada referência há uma nota de alegria (1. O fato de essa expectativa ser dominante no pensamento de Paulo é vista em suas cinco referências à volta de Cristo.11 . calor e afeição. à encarnação e à exaltação de Cristo.6.Filipenses Autor: Paulo Data: Cerca de 61 dC Antecedentes At 16. como sofrimento e perseguição.N. Paulo estabeleceu a igreja durante sua segunda viagem. baseada na experiência do poder de sua ressurreição. ou como ele coloca em 4.21-23) A alegria apresentada em filipenses envolve uma expectativa ávida da volta eminente de Cristo. pessoal e informal. cristo é a soma e a substancia da vida. Primeiro. Sendo assim. Pregar Cristo era sua grande paixão. São realçadas tanto a divindade quanto a humanidade de Cristo. Ele também elogiou calorosamente Epafrodito.15-16.5-11). ele apresenta a declaração mais concisa do NT em relação à pré-existência. era muito feliz. Paulo desfrutou de uma amizade mais próxima com os filipenses do que com qualquer outra igreja. o apóstolo descreve a atitude de Cristo. Seu principal desejo para seus leitores era de que eles pudessem ter a mente de Cristo. Para Paulo. embora prisioneiro. Paulo declara que o Espírito de Jesus direcionará a realização do propósito de Deus em sus própria experiência (1. a verdadeira alegria não é uma emoção superficial que dependeu de circunstâncias favoráveis do momento. Mesmo a morte tornou-se uma amiga. É uma carta ética e prática em sua ênfase e está centralizada em Jesus. Para Paulo.19). A Alegria definitiva surge da comunhão com Cristo ressuscitado e glorificado.8-9). Ocasião e Data É mas provável que Paulo tenha escrito esta carta durante sua primeira prisão romana. Para sustentar sua exortação de humildade. a vida de Paulo ganhou sentido. 4.17. são apenas uma expressão de seu espírito de comunhão. Devido essa convicção. Por toda a carta. 2. como ocorre com todas as outras graças cristãs. A alegria cristã é independente de condições externas.10. esta é a mais bela cara de Paulo. Cristo era mais do que um exemplo. A nota dominante por toda a cara é a alegria triunfante. Ao fazê-lo. enfatizando que somente através de Cristo se alcança a alegria. pois o levaria a uma maior experiência da presença de Cristo (1. O Espírito Santo também promove 109 . entretanto. por volta de 61 dC. sofrer por ele era um privilégio. apresenta-nos um diário íntimo das próprias experiências espirituais de Paulo. Ele começa a carta agradecendo aos filipenses pro sua parceria na propagação do evangelhos através de suas ofertas monetárias. que renuncia à glória dos céus para sofrer e morrer por nossa salvação (2. para agradecê-los pela contribuição que tinha recebido deles. e é possível mesmo em meio a circunstâncias adversas. por volta de 51 dC. Desde o começo. a alegria cristã é uma conseqüência de estar em comunhão ativa com o corpo de Cristo.

unidade comunicação com o corpo de Cristo (2.1). A participação comum nele cria uma unidade de propósito e mantém uma comunidade de amor. Então, em contraste com a observância ritual inerte dos formalistas, o Espírito Santo inspira e direciona o louvor dos verdadeiros crente (3.3).

Esboço de Filipenses
Introdução 1.1-11
Salvação 1.1-2 Ação de graças 1.3-8 Oração 1.9-11

I. Circunstância da prisão de Paulo 1.12-26
Avançaram o evangelho 1.12-18 Garantiram a bênçãos 1.19-21 Criaram um dilema para Paulo 1.22-26

II. Exortações 1.27-2.18
Vida digna do evangelho 1.27-2.4 Reproduzir a mente de Cristo 2.5-11 Cultivar a vida espiritual 2.12-13 Cessar com murmúrios e questionamentos 2.14-18

III. Recomendações e planos pra os companheiros de Paulo 2.19-30
Timóteo 2.19-24 Epafrodito 2.25-30

IV. Advertências contra o erro 3.1-21
Contra os judaizantes 3.1-6 Contra o sensualismo 3.17-21 Conclusão 4.1-23 Apelos finais 4.1-9 Reconhecimento das dádivas dos filipenses 4.10-20 Saudações 4.21-22 Bênção 4.23 Índice

110

N.12 - Colossenses
Autor: Paulo Data: Cerca de 61 dC Antecedentes
Paulo nunca tinha visitado Colossos, uma pequena cidade na província da Ásia, cerca de 160 km de Éfeso. A igreja foi uma conseqüência de seu ministério de três anos em Éfeso, por volta de 52 –55 dC (At 19.10; 20.31). Epafras, um nativo da cidade e provavelmente convertido pelo apóstolo, talvez tenha sido o fundador e líder da igreja ( 1.7-8; 4.12-13). A igreja aparentemente se reunia na casa de Filemom (Fm 2).

Ocasião e Data
Estudiosos conservadores acreditam que esta carta foi escrita em sua primeira prisão romana, por volta de 61 dC. Em algum momento da prisão de Paulo, Epafras solicitou sua ajuda para lidar com a falsa doutrina que ameaçaca a igreja em Colossos (2.8-9). Aparentemente, essa heresia era um mistura de paganismo e ocultismo, legalismo judaico e Cristianismo. O erro parece com uma antiga forma de gnosticismo, que ensinava que Jesus não era nem completamente Deus e nem completamente homem, mas apenas um dos seres semidivinos que ligavam o abismo entre Deus e o mundo.

Características
Nenhum outro livro do NT apresenta mais completamente autoridade universal de Cristo ou a defende tanto cuidado. Combativo em tom e abrupto em estilo, Colossenses tem uma semelhança próxima com Ef em linguagem e assunto. Mais de setenta dos 155 versos de Ef contêm expressões que ecoam em Cl. Por outro lado, Cl tem vinte e oito palavras que não se encontram em mais nenhum outro lugar escrito de Paulo, e trinta e quatro que não se encontra em lugar nenhum do NT.

Conteúdo
Os falsos mestres em Colossos tinha rebatido algumas das principais doutrinas do Cristianismo, nada menos que a divindade, a autoridade absoluta e suficiência de Cristo. Cl apresenta Cristo como o Senhor supremo cuja suficiência o crente encontra perfeição (1.15-20). Os primeiros dois capítulos apresentam e defendem essa verdade; os últimos dois desvendam as implicações práticas. A supremacia de Jesus Cristo depende da unicidade dele com o eterno e amado Filho e Herdeiro de Deus (1.13,15). Nele habita a totalidade dos atributos, essência e poder divinos (1.19; 2.9). Ele é a revelação e representação exata do Pai, e tem prioridade em tempo e primazia em categoria sobre toda a criação (1.5). Sua suficiência depende de sua superioridade. A convicção da soberania absoluta de Cristo impulsionou a atividade missionária de Paulo (1.27-29). Paulo declara a autoridade de Cristo de Três formas primarias, proclamando, ao mesmo tempo, sua adequação. Primeiro, Cristo é o Senhor de toda a criação. Sua autoridade criativa abrange todo o universo material e espiritual (1.16). Como isso inclui os anjos e planetas (1.16; 2.10), Cristo merece ser louvado ao invés dos anjos (2.18). Além disso, não há motivo para temer os poderes espirituais demoníacos ou buscar supersticiosamente a proteção deles, pois Cristo neutralizou o poder deles na cruz (2.15), e os colossenses compartilhavam de seu triunfante poder de ressurreição (2.20). Como soberano e potestade suficiente, Cristo não é apenas o Criador do universos, mas também o preserva (1.17), é seu princípio de união e meta (1.16). Em segundo lugar, Jesus é o superior na igreja como seu Criador e Salvador (1.18). Ele é a vida e líder dela, e a igreja só deve submeter-se a ele. Os colossenses dever permanecer arraigados a ele ( 2.6-7) ao invés de se encantarem com especulações e tradições vazias (2.8,16-18). Em terceiro lugar, Jesus é supremo na salvação (3.11). Nele somem todas as distinções criadas pelo homem e caem as barreiras. Ele transformou os cristãos em uma única família onde os membros são iguais em perdão e adoção; é ele quem importa, em primeiro e em último lugar. Portanto, contrário à heresia, não há qualificações ou exigências especiais para vivenciar o privilégio de Deus (2.8-20). Os caps. 3-4 lidam com as implicações práticas de Cristo na vida diária dos colossenses. Paulo usa a palavra “Senhor” nove vezes em 3.1-4.18, o que indica que a supremacia de Cristo invade cada aspecto de seus relacionamentos e atividades.

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Cristo Revelado
Paulo eleva Cristo como o centro e circunferência de tudo que existe. O encarnado Filho de Deus, ele é a revelação e representação exata do Pai (1.5), bem como a encarnação da total divindade (1.19; 2.9). Ele, que é Senhor da criação (1.16), da igreja (1.18), e da salvação (3.11), habita os crentes e é sua “esperança e glória” (1.27). O supremo criador e mantenedor de todas as coisas (1.16-17) também é um salvador suficiente para seu povo (2.10).

O Espírito Santo em Ação
Cl tem uma única referência explícita ao ES, usada em associação com o amor (1.8). Alguns sábio também entendem “sabedoria e inteligência espiritual” em 1.9 em termos de dons do Espírito. Para Paulo, a autoridade de Cristo na vida do crente é a evidência mais crucial da presença do Espírito

Esboço de Colossenses
I. Introdução 1.1-14
Salvação 1.1-2 Oração de louvor pela fé dos colossenses 1.3-8 Oração de petição pelo crescimento deles em Cristo 1.9-14

II. Apresentação da supremacia de Cristo 1.15-2.7
Na criação 1.15-17 Na igreja 1.18 Na reconciliação 1.19-23 No ministério de Paulo 1.24 –2.7

III. Defesa da supremacia e suficiência de Cristo 2.8-23
Contra a falsa filosofia 2.8-15 Contra o legalismo 2.16-17 Contra o louvor aos anjos 2.18-19 Contra o ascetismo 2.20-23

IV. Supremacia de Cristo exigida na vida Cristã 3.1-4.6
Em relação a Cristo 3.1-8 Em relação à igreja local 3. 9-17 Em relação à família 3.18-21 Em relação ao trabalho 3.22-4-1 Em relação à sociedade não cristã 4.2-6

V. Conclusão 4.7-18
Companheiros de Paulo 4.7-9 Saudações finais 4.10-15 Exortações e bênçãos finais 4.16-18 Índice

112

muito próxima da rebelião civil do que o dano público sugerido pelo longo uso de palavras familiares. seriam os primeiros a serem ressuscitados. A linguagem de Paulo descrevendo a vinda de Jesus dista dois milênios do vocabulário da tecnologia urbana.12-13). A ira deles pode ter piorado as hostilidades judaicas. Localizava-se na famosa via Egnatia. as autoridades romanas que revisaram o caso tenha incluído os maridos das “mulheres distintas” persuadidas por Paulo. depois para Neápolis (At 16. Viajando cerca de 150 km em direção a sudeste. Data Dos cálculos baseados na inscrição de Gálio— uma cópia pública de uma carta do imperador romano ao procônsul de Acaia— Pode-se afirma que 1 Ts foi escrito em 50 ou 51 dC Características e Conteúdo Escrita primeiro em um tom de alívio e gratidão.1-8. sua preocupação com o estado da fé que eles tinham. logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus também era anunciada por Paulo em Beréia.uma classe de oficiais peculiar à região. Como não conseguiram encontrar Paulo.13 . nenhuma repreensão ou heresia ameaçadora como Gl. as autoridade imperiais se desculparam. 5. argumentando que Jesus. Tendo recebido o nome da irmã de um rei macedônio no final do séc. E era governada por politarcas . Paulo e Silas chegaram a Tessalônica. os cidadãos sairiam da cidade para encontra o visitante real— que vinha com um amplo cortejo. Os líderes Judeus não estavam contentes com a mudança dos seguidores da sinagoga . Paulo e seu grupo responderam à visão noturna do homem macedônio e navegaram de Trôade para a ilha egéia de Samotrácia e.13-40).3). estima e apoio aos líderes (5. 4-5 contêm as exortações características sobre assuntos como pureza sexual (4.9-12). Grito de aclamação e boas-vindas surgiriam à medida que ele passasse. o livro é marcado pelo agradecimento em relação ao crescimento da igreja na ausência forçada de Paulo. Os caps. “Como tinha por costume”.Uma acusação muito séria. exorcizou o espírito de adivinhação de uma jovem escrava e foi publicamente espancado e erroneamente preso.N. Aqui. I estava bastante acostumado a chegada (“vinda”) esplendorosa. Jesus” (At 17. paciência e prestabilidade em relação à várias necessidades humanas (5. Eles então fizeram acusações de que Paulo e seu grupo tinham “virado o mundo de cabeça para baixo” .14-15). era de fato o Ungido— o Messias— prometido há muito pelas escrituras (At 17. foram lá e excitaram as multidões” (At 171. dizendo que há outro rei.6 “magistrados da cidade). libertaram os apóstolos e os incitaram a deixar a cidade (At 16. “Mas. 1-3 ensaiam as lembranças de Paulo sobre seu ministério entre eles. O povo mediterrâneo do séc. Os cristãos vivos se uniriam a eles e seriam arrebatados para encontrar o Senhor no ar este estar para sempre com ele. a comissão de Timóteo para voltar a igreja. na verdade. No dia indicado.7) Muito possivelmente. Tessalônica e Beréia— Paulo e seu grupo partiram em meio à inquietação civil e tiveram seu trabalho interrompido no meio. caridade responsável ( 4. o filho do carpinteiro de Nazaré. seu anfitrião Jasom foi preso. Chamar Jesus de “Senhor” era empregar um título de outra forma aplicado ao imperador: “Todos estes procedem contra os decretos de César. Paulo estabelece a segunda maior igreja do continente europeu. nem conselhos pastorais extensivos como em 1Co.1º Tessalonicenses Autor: Paulo Data: Cerca de 50 dC Origem da Igreja em Tessalônica O evangelho chegou à Europa pela primeira vez em 49 dC. Paulo foi para a sinagoga do local e pregou durante várias semanas. À noite. Foi essa a recepção inicial do evangelho no continente europeu.1-3). uma grande estrada militar romana que ia desde a costa balcânica ocidental até a atual Istambul. a cidade de tessalônica era a capital do distrito da província romana da Macedônia e possuía um excelente porto natural . A resposta de Paulo encheu de esperança e. Os mortos em Cristo. aqueles que choravam pela perda de pessoas queridas. Um grande Consolo!. Isso aconteceu quando em sua segunda viagem missionária. seu deleite notável em saber da fé inabalável deles Os caps. alegre e antecipada de um visitante ral. relata Lucas. IV aC. Portanto em três cidades sucessivamente— Filipos. de modo que Paulo ter de pagar fiança. Paulo e Silas partiram secretamente para Beréia—100 km a sudeste.23). Ao saber que Paulo e Silas eram cidadãos romanos. o apóstolo encontrou a negociante Lídia. portanto. de consolo. (At 17.8-12) Aqui. A carta não contém um teologia elaborada como Rm. e aqueles que rodeassem a 113 .

19-21 releva um caráter vivamente carismático do louvor em Tessalônica— a atividade profética que alguns estavam inclinados a conquistar.2.9) e origem da salvação (5.9). Deus ressuscitou Jesus e ressuscitará os mortos que confiaram nele (1.13).10). em 1Ts Cristo surge como o Rei que volta.23). Na verdade. Ele é o Deus vivo e genuíno (1. ele é o receptor de agradecimentos (1. 4. para encontrar o rei que vem do céu. o “evangelho de Deus”(2. a vinda de Cristo acontece de um final de carta (1. cuja morte e ressurreição (1. 3.9).1. Mas. 5.2.13. O Espírito Santo em Ação Todos os cristãos podem afirmar que foi Deus quem “nos deu também o seu ES” (4. A vontade de Deus se relaciona com a pureza moral (4.13-5. 4. 2. acima de tudo. Esboço de 1º Tessalonicenses I.6). 5. Sua palavra.11.27). A espera da volta de Cristo 4. como ele mesmo.1-12 Para o futuro: a volta de Cristo 4. e em muita certeza” (1.23) e aprovação (2.11 IV.1-5. e no Espírito Santo.7). Deus é a fonte e o fim de tudo o que se relaciona com a vida natural e espiritual.14-15) fornecem um exemplo aos crentes que sofrem agora (1.18). O tema da volta de Cristo.14.12-13 Paz na comunidade 5.18).8).4).1. Ali seriam feitos reconhecimentos e premiações especiais (2. mas para o que Paulo pede aceitação verificada: suas palavras deveriam ser lidas “a todos os santos irmãos” (5.estrada então se uniriam ao monarca que iria a um determinado.10.8).12). todavia. 3. O Espírito inspira alegria mesmo quando em meio à aflição (1.15-16) àqueles que se opõem a ele.2-10 Como Paulo ministrou lá 2.1-10 Esperança contínua de Paulo de ver os tessalonicenses 3.11) e alegria aos que o esperam (2. Assim há de ser quando os vivos e os mortos forem para cima.14).6.13. como em vários lugares da Bíblia. 4. que. esperança e caridade dos tessalonicenses 1. paz (5. mas também com a ação de graças contínuas (5.9).13 114 .17-18. coragem (2. o “Dia do Senhor” (5. serão ressuscitados no futuro (1.10. embora concentrado em 4.13-16 Ansiedade de Paulo pelos tessalonicenses 2. “Dia de Cristo”).10) ao outro (5. cuja volta esperada co céu (1.13-18. A graça vem de Cristo (5.13 Agradecimentos à fé.2. a testemunha incontestável (2. 2. Cada capítulo em 1 Ts refere-se a esse acontecimento futuro decisivo. Esse será seu dia. Havia alegria e admiração com a chegada esplendorosa do rei.3. oposto de ídolos (1.19-20).10. Cristo Revelado Jesus é o Filho de Deus (1. mas para aqueles que o servem.1 II.11-13 III. Quando o evangelho chegou em Tessalônica . 4.1-11.17-20 Missão de Timóteo e Alívio de Paulo 3. sugerindo uma mistura balanceada de discussão intelectual.8-9) notadamente chega através de palavras humanas (2. o conquistador dos mortos. “mas também em poder. 1Ts 5.12-28 Respeito pelos líderes 5.2.3. é a fonte da ira e do desagrado (2.16). Os crentes de antes e de agora têm uma posição espiritual mística “no Senhor” (1. Conselhos finais 5.5). Lembrança do Ministério de Paulo 1.19). Em 1Ts. Começo típico da carta 1.28). Deus Pai Revelado Deus.5).1-12 Agradecimentos pela resistência dos tessalonicenses 2.11 Para o presente: qualidades de estilo de vida 4. ele não veio somente em palavras. o poder do Espírito (provavelmente com “sinais” e maravilhas”) e profunda resposta pessoal. 2Ts 2. também é abordado em 5. o Pai (1.1.10) dá conforto aos aflitos (4.2). 2.14-15) mas que. é pratica o suficiente para ser a base do respeito pra governar os anciãos (5.2-3.3.

14 Vivência cristã 5.Ajuda aos necessitados 5.15-22 Índice 115 .

1. ou assim afirmada (2. “Ouvimos”. A estabilidade e persistência e paciência em meio as adversidades. em 2TS Paulo engrandece a Deus pelos tessalonicenses.2).4-7). Freqüentemente nas cartas tessalonicenses. Tanto em 1Ts como em 2Ts (1.12). 1Ts revela que alguns tessalonicenses estavam perplexos com a morte de pessoas amadas e temendo perder a volta do Senhor Jesus. 116 . “que alguns entre vós andam desordenadamente. 2Ts 1. 3.2).crenças fixas dentro das igrejas— como uma verificação sobre a doutrina carismática. Como em 1Ts. Ele escolheu (2. Em 2Ts. O Espírito Santo em Ação Na única referência direta ao ES.1).5. ele relembra seus leitores a continuar com as coisas que ele ensinou antes (1Ts 2.4) elas descansam nele (1. Esse dia. esclarece ele. tinha trazido para Tessalônica uma doutrina que anunciava que “o Dia de Cristo estivesse perto” (2.2).16) a fonte de graça (1. “o ministério da injustiça” (2. haverá uma apostasia e.6. Qualquer que seja a fonte da doutrina errônea.13) aqueles em seu Reino (1.16. com “o assopro de sua boca” (2.20.7. Em primeiro lugar. amor e paciência (3.12. desarmado. 2. mais importante.1).7) já operava nos dias de Paulo. havia preocupações evidentes sobre as atitudes desequilibradas relacionadas com a volta do Senhor. está se desenvolvendo um corpo de crenças cristãs definidas. Deus é visto como Pai (1.13).17). consolo e estabilidade (2.. chamada de “anticristo” nas cartas de João. A declaração profética do Espírito. uma alegre satisfação por conhecer sua saúde espiritual (1Ts 2.14).11) e que não conhecem (1. 2.18).11).16).21. surge um problema diferente. Deus Pai Revelado Como em outros lugares do NT. Ele enganará muitos. incluindo a capacidade de realizar prodígios (2.10.3. 3.1. Essa figura. não acontecerá até que determinados acontecimentos ocorram. Já nessas cartas.17-3. 1Co 14. Cristo Revelado A coigualdade de Cristo com Deus recebe atenção especial neste livro. também teria sido escrita por volta de 50 dC. A obra de santificação do ES pode ser vista como uma maneira de encarar a intenção de Deus de salvar seu Povo.2º Tessalonicenses Autor: Paulo Data: Cerca de 50 dC Autor e Data 1 e 2Ts são bastante semelhantes em linguagem.4. escrevendo a primeira carta. Pai e Filho juntos são a fonte da graça e da paz (1.2. está claro que os crentes sofreram algumas perseguições e opressão— da mesma forma que Paulo e Silas.8) e tomará vingança daqueles que não conhecem a Deus (1.8). 2Ts 2.8). o homem do pecado será revelado—”O filho da perdição” (2.5) e objeto de agradecimento (1. cuja seleção para a salvação por Deus “desde o início” o apóstolo descreve pormenorizadamente como “santificação do Espírito e fé da verdade “ (2. Ainda assim.N. O espírito de tal figura. e no Senhor Jesus” (1.3. diz Paulo (2. derrotará o homem do pecado no momento de sua volta (2.11).4). mas também restituiu os malfeitores (1.10.” Pelo visto. se autodenominará Deus(2. parar de trabalhar era instigado por uma doutrina errônea de que alguém.6) e permite a ilusão àqueles que desprezam a verdade (2.8).11-12. A volta do Senhor é de importância central em ambas as cartas. Duas vezes em 2Ts (2.29). sugerindo que Paulo escreveu a segunda carta algumas semanas após a primeira.5) e os torna dignos de seu chamamento de salvação (1. Ou pode ter surgido em uma carta falsamente atribuída a Paulo.5).15.16. 2Ts. sua posição espiritual encontra-se em “Deus. As igrejas são dele (1. Embora a igreja seja geograficamente localizada em tessalônica. Mas um poder— não identificado claramente pelo apóstolo– resiste e controla o homem do pecado de forma a impedi-lo de interferir na consumação do curso dos acontecimentos humanos por Deus através da volta de Cristo na segunda vinda.12) e amor (3. sempre deve ser testada (1 Ts 5. 3. não trabalhando.4.15. nosso Pai. A preocupação de Paulo cm a estabilidade espiritual da igreja o levou a enviar Timóteo e a expressar.4). atraíam o louvor e a gratidão freqüentes do apóstolo (1Ts 1. 2. pois terá grandes poderes. e ele. provavelmente os mais antigos livros do NT a serem escritos. Paulo rapidamente escreveu 2Ts para ressaltar a maneira correta de compreender a volta do Senhor.14 . relacionado à volta do Senhor. o Senhor Jesus virá de novo (1.13). 3.. 3.9).3).10). se escrito apenas algumas semanas depois de 1Ts. Tal doutrina pode ter uma origem falsamente reivindicada pelos carismáticos (“por espírito” 2. O apóstolo apela para a “tradição” .

Comentários finais 3.16 À estabilidade 2.17-18 Uma assinatura de crédito 3.16 IV.13-17 À oração 3. Começo típico da carta 1.17 Um desejo de graça 3.5– 2.1-5 Contra ociosidade 3.14-15 À paz 3.2 Ação da Igreja 1.3-4 II.5-12 Indicações da vinda 2.Esboço de 2º Tessalonicenses I.6-13 À disciplina 3.1 Saudações 1.13-3.1-12 III.18 Índice 117 .1-4 autores 1.1 Endereços 1. Doutrina 1. Exortação 2.12 Conseqüência da vinda 1.

12.12). Cristo Revelado A divindade de Jesus é evidente.5). tenha se convertido a Cristo durante esse ministério.27). Quando Paulo retornou a Listra.12. não por causa da justiça. Além disso. Como eles iam ministrar entre os judeus. a maneira de acessar a Deus.6).16).14.15-16). Ele provavelmente tenha escrito a carta em 64 dC. ele encontrou Timóteo como membro da igreja local.1-2. É provável que uma judia chamada Lóide.2. mas para evitar ofender os judeus. que se faz carne. Em 4. Desde o início desenvolveu-se um relacionamento bastante próximo entre Paulo e Timóteo. ascendeu ao céu (3. Além disso. Data Paulo visitou Éfeso por volta de 63 dC. e ele achou necessário escrever uma carta de instrução a seu jovem colaborador que enfrentava problemas. uma vez que sua mãe era judia.16) e proclama sua soberania universal e natureza eterna (6.1) e o capacitou para o ministério (1. e sua filha Eunice. O Espírito Santo em Ação As referências diretas ao ES em 1Tm são raras. misericórdia e paz (1. a antiga tradição insiste unanimemente que Paulo as escreveu. Cristo é tanto Senhor (1.14. ele é o único “mediador entre Deus e os homens” (2.1-7). Por enquanto. mas seu pais recusou-se a permitir que o filho fosse circuncidado.14). Timóteo deveria ensinar a fé apostólica e levar uma vida exemplar o tempo todo.15) quando salvador (1.3).7) também incluiria o líder ser “cheio do ES”. Autor Todas as Epístolas Pastorais (1Tm.3.1). provavelmente seu único filho. 3. Sob a sugestão do ES. que “se deu a si mesmo em preço de redenção por todos” (2. o Pai (1.15 . Paulo relembra Timóteo do “dom” que lhe foi dado através da “profecia”. mas ele estava operando desde o começo da igreja em Éfeso (At 19. 5. deixando Timóteo responsável pela igreja de lá. pois Paulo o iguala a Deus.21. uma cidade da Licaônica. As “intercessões” (2. e a promessa de sua volta é um incentivo à fidelidade no ministério e à pureza na vida (6. tal como exigido na nomeação de líderes (At 6. ele partiu. após ser libertado de usa primeira prisão romana. Na carta. A declaração “o Espírito expressamente diz” (4. Jesus é a fonte da graça.14. Era evidente que Timóteo tinha recebido os ensinamentos da religião judaica. Conteúdo O trabalho para o qual Paulo nomeou Timóteo envolveu sérias dificuldades.14).15). Paulo adicionou Timóteo a seu grupo apostólico. altamente recomendado por seus líderes ali e em Icônio. Paulo e Barnabé pregaram em Listra.1º Timóteo Autor: Paulo Data: Cerca de 64 dC Antecedentes Em sua primeira viagem missionária. que comandou o apostolado de Paulo (1.26. ele é nossa esperança (1. uma capacidade especial de ministrar concedida como um carisma do Espírito quando colocaram as mãos nele. 2Tm. com quem ele teve Timóteo. Eunice era casada com um gentio.1) ressalta a atividade contínua do ES e a sensibilidade de Paulo a suas sugestões. como escolher os líderes da igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classe na igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classes na igreja. um “bom testemunho” (3. 118 . e obtiveram em meios às perseguições sucesso. 6. Ele.1) são orações que envolvem a assistência do ES (Rm 8. como ordenar o culto da igreja. Paulo advertiu Timóteo a ser circuncidado.1.N. Logo em seguida. Tt) nomeiam o apóstolo Paulo como seu autor. ele ensinou Timóteo como combater os falsos mestres. Em virtude de seu trabalho de redenção.

Instruções relacionadas à igreja 2.1-3.10 Em relação à igreja como um todo 4.10 III.11-21 Para apresentar as reivindicações de Cristo aos ricos 6.1-15 Seus líderes 3.1-13 Sua função em relação à verdade 3.1-6.14-16 II.20-21 Índice 119 .11-21 Para manter a fé e militar na fé 6. Instrução relacionada aos deveres pastorais 4.16 Seu culto 2.Esboço de 1º Timóteo Introdução 1.1-20 I. Exortações finais 6.17-19 Para guardar a verdade 6.1-16 Em relação às várias classes na igreja 5.1-6.

Ele também concede a compreensão espiritual (2.2º Timóteo Autor: Paulo Data: Cerca de 66 . a misericórdia. residem nele e derivam dele (1. Além disso. 2Tm revela emoções de Paulo mais do que seu intelecto. Ele lembrou Timóteo de suas responsabilidade e o advertiu a se entregar de corpo e alma à sua tarefa.8) logo após sua morte. mas agora ele esperava a morte (4. Introdução 1. Portanto. como é provável que ele tenha sido executado antes da morte de Nero em 68 dC. As circunstâncias de sua segunda prisão foram bastantes diferentes daqueles de seu primeiro encarceramento.16). 2.1).13). Paulo foi preso de novo. Paulo necessitava de algumas coisas pessoais (4. viajando até a Espanha.1-2. Durante a era das perseguições iniciadas por Nero em 64 dC.12-14 120 . 4. Antes.6). Jesus veio para a terra como homem (2. mas agora estava confinado a um masmorra e os amigos quase não conseguiam vê-lo.9-11 Devido ao exemplo de Paulo 1.8). como a graça. tendo todos os outros partidos por vários motivos.10. Esboço de 2º Timóteo I.8) para ser nosso Salvador (1. Ao escrever esta carta.11-12. As bênçãos espirituais. amor e moderação (1.7). bem como suas próprias. e levado pra Roma.1. Paulo foi libertado da prisão romana pouco depois de At ter sido escrito e empenhou-se em viagens missionárias.22) e coerente com seu propósito (2.1-5 Saudação 1. Cristo Revelado Para Paulo.9-10. 2.911).12. Característica Embora Paulo seja conciso e direto. o evangelho contém mais do que declarações e proposições: é Cristo (1. 4. em sua solidão. somente Lucas estava com Paulo (4.13).13) e. a carta não era um produção literária ordenada bem planejada.N. Anteriormente.18. 3.14).1-2 Ação de graças 1.3-5 II. Em relação a si mesmo.14. o ES concede poder. a paz e mesmo a vida em si.67 dC Antecedentes Até podemos determinar.13.6-8). Cristo aparecerá em sua segunda vinda como o juiz justo (4. Ele é fiel àqueles que o seguem (1. O Espírito Santo em Ação O ES deu a Timóteo um dom e Paulo o exortou a usá-lo ativamente (1.6-14 Devido à natureza da experiência cristã 1. Conseqüentemente. Fidelidade face às dificuldades 1. ele também é meigo. provavelmente em Trôade (4. 2.8. ele estava em sua própria casa alugada e podia receber visitantes livremente. O ES que em nós habita nos permite ser fiéis ao evangelho confiado a nós e garantir sua pureza (1.7). Há pouca dúvida sobre Paulo ter escrito esta carta pouco antes de sua morte.6-8 Devido à grandeza do evangelho 1.16 .12. mas sim uma nota pessoal contendo a última vontade e o testamento do apóstolo.16.15) e foi ressuscitado (2.13. a carta deve ser datada de 66/67. pois seu coração estava falando.17-18.10. caloroso e carinhoso. Ocasião e Data A carta originou-se devido à preocupação de Paulo com as necessidade de Timóteo. desejava ver Timóteo e Marcos (4.11). ele esperava ser solto.

1-7 A obra redentora de Cristo 2. Fidelidade face à deserções 1.8-13 IV.III.14-4.14-26 Erro prático 3.14-15 Explicação 4.8 V.9-13 Advertência 4.19-21 Bênção 4.15-18 O caráter da obra de Timóteo 2.16-18 Saudações 4.15-2. Conclusão 4.9-22 Instrução 4.1-4.22 Índice 121 . Fidelidade face ao erro 2.13 O exemplo de Onesíforo 1.8 Erro doutrinário 2.

Mesmo que Tito fosse companheiro e um valioso colaborador de Paulo.N. Ambas as epistolas são endereçadas a jovens homens aos quais tinham sido designados de liderança responsável em sua respectivas igrejas durante a ausência de Paulo. Ambas as epístolas ocupam-se com as qualificações daqueles que devem liderar a ensinar as igrejas. a doutrina correta e a vida santa.1-3 Saudação 1. Cristo Revelado Fundamentando as instruções de Paulo está o tema de que Cristo está construindo sua igreja. passagens como 1.14. na Grécia (3. A pessoa que experimenta um novo nascimento recebe o ES a fim de manter um estilo de vida vitorioso seguindo os moldes do de Cristo (3. nem tornou-se um prosélito.3) indica que ele não foi criado no judaísmo.4 Encargo de Tito 1. Tito era grego e evidentemente um convertido de Paulo. O Espírito Santo em Ação O ministério do ES é compreendido por toda a epístola.6-8). 3. Em algum momento a caminho de Nicópolis. Conteúdo A carta a Tito tem uma afinidade com 1Tm. após a libertação de Paulo de sua primeira prisão em Roma.12).12). Eles devia ser homens de alto caráter moral.6-16 Sua qualificações 1.6-9 A necessidade de administração adequada 1.5). Paulo tinha muita estima por Tito e o apostolo se inquietava quando havia pouco ou nenhuma notícia sobre as atividades e o paradeiro do jovem.4-7) e apresenta sua segunda vinda como um incentivo à vida sagrada (2.12. Ess campanha provavelmente tenha acontecido em alguns momentos durante 63-64 dC. Tito tinha de ordenar os presbíteros em cada cidade onde existia o núcleo de uma congregação. e a regeneração só pode ser obra do ES (3. Paulo também enfatiza Cristo como nosso redentor (2. Instruções em relação aos presbíteros 1. e deveriam ser inflexíveis em questões de princípio. mantendo a verdadeira doutrina apostólica e sendo capazes de reprovar os opositores. O fato de Tito não ser circuncidado (Gl 2. provavelmente por volta de 64 dC (3. Instruções em relação à conduta cristã 2.10—16 III.Tito Autor: Paulo Data: Cerca de 64 dC Antecedentes É estranho que uma pessoa cujo nome esteja listado entre os livros do NT seja tão pouco conhecida. Introdução 1.1-5 Declaração do ofício. Esboço de Tito I.13). não existe nenhuma menção a seu respeito em Atos. esperança e funções de Paulo 1.12-13). Paulo deixou Tito em Creta para cuidar de novas igrejas. Como tinha pouco tempo.5 indicam claramente que ele e Tito conduziram uma missão lá. Tito tinha três grandes temas– a organização da igreja.1-3-7 Entre eles mesmos 2. escolhendo cuidadosamente as pedras que formam essa habitação para Deus. Os cretenses não podem mudar a si mesmo (1. Então o apóstolo partiu para outras´áreas de trabalho.1-15 Em relação ao mundo todo 3.1-7 122 . A carta dá indicações de ter sido escrita durante o outono.5 II. ele escreveu para Tito. Ocasião e Data Embora o NT não registre um ministério de Paulo em Creta.17 .

9-11 V.12-15 Índice 123 . Instruções e saudações 3. Instruções finais 3.8-11 Para ensinar verdades espirituais 3.IV.9-11 Pra evitar dissensões 3.

18). Onésimo. De acordo com a lei romana.Filemom Autor: Paulo Data: Cerca de 60-61 dC Antecedentes Esta carta é o apelo pessoal de Paulo a Filemom.22). é a base de um novo começo. as pessoas podem ver a unidade do Espírito entre todos os santos envolvidos. Fm 12). 1. Conteúdo A epístola é uma expressão autêntica dos verdadeiros relacionamentos cristãos. Filemom é desafiado a mostrar o mesmo perdão incondicional que ele recebeu através da graça e amor de Jesus. Fm é uma profunda revelação de Cristo operando na vida de Paulo e daqueles à sua volta. O relacionamento próximo de Paulo e Filemom é evidenciado através de suas orações mútuas (vs 4 e 22) e de uma hospitalidade de “portas abertas” (v. e que a igreja colosense se reunião em sua casa (v. aparentemente depois de danificar ou roubar a propriedade do mestre (vs. O tom é de amizade calorosa e pessoal ao invés de autoridade apostólica. A intercessão de Paulo é. que morava em Colossos. um de seus escravos tinha fugido para Roma. análoga à intercessão contínua de Cristo junto ao Pai em nosso nome. Parece que Filemom tinha se convertido sob o ministério de Paulo (v.7-9.2). Como ele conclui. um cristão rico e dono de escravos. Ele desejava uma verdadeira reconciliação cristã entre o proprietário de escravos lesado e o escravo perdoado. e ambos eram responsáveis por seu comportamento (Ef 6.28). os escravos fugitivos poderiam ser severamente punidos e mesmo condenados à morte. Não se trata de um apelo superficial de Paulo.18 .N. O amor fraternal normalmente exige graça e misericórdia práticas. Tíquico e Onésimo aparentemente entregaram as duas cartas (Cl 4. Cristo Revelado Essa epístola aplica poderosamente a mensagem do evangelho. intercedeu por Onésimo e expressou total confiança de que a fé e amor de Filemom resultariam na restauração (vs 5. ela reorganizou o relacionamento entre o mestre e o escravo. 14. e não tinha direitos. e Paulo logo chega a esse tópico. mas com urgência. Ambos eram iguais perante Deus (Gl 3. A oferta de Paulo em pagar uma dúvida que não era sua em nome de um escravo arrependido é um quadro claro da obra do Calvário.10). Em Roma. Apresenta a persuasão de Paulo em ação.16). o amor através do perdão. Ocasião e Data Paulo escreveu esta carta durante sua prisão romana por volta de 61 dC. Onésimo entrou em contato com o preso Paulo.5-9). isto é.21) A escravidão era uma realidade econômica e social aceita no mundo romano. Paulo. 11. Ela revela como Paulo endereçou com educação porém firmeza o assunto central da vida cristã.21) Características Mesmo sendo a mais curta das epístola de Paulo. Antes um escravo alienado. Amor. que o levou a Cristo (10). Essa transformação. Paulo expressa ação de graças por seu amor e fé em relação a Cristo e a seus companheiros crentes. com delicadeza. além disso. Às revoltas dos escravos no séc. junto com a profunda amizade de Paulo com os dois homens. Ele explica a conversão de Onésimo e o novo valor do escravo no ministério e família de Jesus Cristo (12-16). Um escravo era propriedade de seu mestre. Depois de agradecer pessoalmente a Filemom e seus companheiros crentes. confiança e respeito caracterizavam a amizade deles (vs. Ele faz a petição já sabendo que o amor e caráter de Filemom prevalecerão. Mesmo a igreja Primitiva não tendo atacado diretamente a instituição da escravidão. Paulo escreveu para a igreja em Colossos e evidentemente incluiu esta carta a favor de Onésimo. O Espírito Santo em Ação 124 . em uma situação muito sensível. Onésimo agora também é um “querido Irmão” em Cristo (v. pois ele preenche um “cheque em branco” em nome de Onésimo para quaisquer dívidas a pagar (vs 17-19). I resultaram em proprietários temerosos e suspeitos.

e Paulo aplica essa verdade à vida de Filemom e de Onésimo. fruto do Espírito. Esboço de Filemom I.13). O amor. é evidente por toda a carta. foi ativo no ministério de Paulo e na vida da igreja. Petição de Paulo por Onésimo 8-21 Um pedido de aceitação 8-16 Um garantia de reembolso 17. Saudação 1-3 II.19 Uma confiança na obediência 20-21 IV. seja escravo ou livre. no corpo de Cristo (1Co 12. È o ES que batiza todos os crentes. Preocupações pessoais 22-25 Esperança de libertação 22 Saudações 23-24 Bênção 25 Índice 125 . Ação de graças em relação a Filemom 4-7 Louvor pessoal 4 Características dignas de louvor 5-7 III.Mesmo não mencionando especificamente o ES.

não segundo a ordem de Aarão. Ele experimentou na carne a provação que todos os crentes conhecem. interpretação da verdade espiritual (9.4).24). Os vs 4-35 registram bênçãos maravilhosas e notáveis vitórias alcançadas através da fé. III. onde distribui as bênçãos celestes (3. de modo que suas iniqüidades não são mais lembradas contra eles. A única evidência em relação ao local em que o livro foi escrito é a saudação enviada pelos “da Itália” (13.11). Alguns sábios destacam algumas evidências que podem indicar uma autoria paulina. 7. 6. 8. 36-38 registram aqueles que resistiram a grandes provas. podem ter escrito o livro. um acordo que prometia a prosperidade terrena. O motivo óbvio é que o sangue de Jesus tinha riscado os pecados e fracassos. testemunho à inspiração do AT (3. assistência no ministério de Jesus (9. A superioridade da pessoa de Jesus 1. e a melhor conclusão pode ser a de Orígenes. Cristo Revelado Falar de Cristo em Hb é descrever o livro inteiro. sacrifícios terrenos. como Barnabé ou Apolo.7.6. Ao tentar manter seus leitores distantes da apostasia. e não por herança (5. Enquanto o sacerdote arônico tinha que oferecer sacrifícios continuamente por seus próprios pecados. usada para descrever a Cristo e os benefícios do evangelho (1. bem como pelos pecados de outras pessoas. não há menção dos pecados e defeitos daqueles enumerados.Hebreus Autor: desconhecido Data: Cerca de 70 dC Autor Hebreus não designa seu autor. 12.34.23. enquanto outros sugerem que um dos colaboradores de Paulo. no séc. descrição da experiência dos crentes (6. enquanto os vs. Sendo assim.4. nas alturas” (1. Melquisedeque era um tipo perfeito para Cristo.16.40). 11.11. Em contraste. aplicando-se tanto ao período do AT quanto do NT: Os dons do ES para o ministério (2. Como nenhum outro livro da Bíblia.1. que recebeu o cargo do sumo sacerdote por invocação direta de Deus. que não tinha antecessores nem sucessores no sacerdócio.35.5-6). Hb salienta a importância e o ministério do Cristo pré-encarnado. 13.14). e por isso ele é capaz de interceder compassivamente em nome deles.15). o escritor enfatiza a superioridade de Cristo perante tudo que o aconteceu antes no período do AT.22-23).N. indicando talvez que o autor estivessem em Roma ou escrevendo para os cristãos de Roma.1-3 Jesus: Melhor do que os anjos 1.5. 10. sacerdotes terrenos. O cap. mas sim de Melquisedeque.29). que declarava que só Deus sabe ao certo quem o escreveu. A maioria das bênçãos do judaísmo relacionava-se com as coisas terrenas: um tabernáculo ou templo terreno. e não existe unanimidade de tradição em relação à sua identidade. Cristo ofereceu de uma vez por todas sua própria pessoas sem pecados como o sacrifício perfeito. Um ponto importante desta epístola é a apresentação do ministério sumo sacerdotal do Senhor. Conteúdo Uma palavra importante da epístola é “melhor”.4).18 126 . 9. A especulação provou-se infrutífera.4-2. 8. Esboço de Hebreus I.3). 11 enumera alguns dos grandes heróis da fé no AT. 10.22.16.19 . Significativamente. Data e Localização O conteúdo de Hb indica que foi escrito antes da destruição do Templo em 70 dC (10. insultado pela apostasia (10.13 Jesus: Melhor do que os profetas 1.19.1-4. 11. Cristo está “à destra da Majestade.4. Cristo é o sumo Sacerdote.8). O Espírito Santo em Ação O ministério do ES é visto de diversas maneiras. sofrimento e perseguição através da fé.

Jesus: Melhor do que Moisés 3.1-19 Jesus: Melhor do que Josué 4.1-13

II. A Superioridade do Ministério de Jesus 4.4-10.8
Jesus: Melhor do que Arão 4.14-5.10 O Sacerdócio de Melquisedeque, portanto Jesus, melhor do que o de Arão 7.1-8.5 Jesus é mediador de uma melhor aliança 8.6-10.18

III. A superioridade da caminhada da fé 10.19-13.35
Um chamado à segurança total da fé 10.19-11.40 A persistência da fé 12.1-29 Admoestações sobre o amor 13.1-17 Conclusão 13.18-25 Índice

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N.20 - Tiago
Autor: Tiago, irmão de Jesus Data: Cerca de 48-62 dC Autor
O autor identifica-se somente como Tiago. O nome era bastante comum; e o NT enumera pelo menos cinco homens com este nome, dois dos quais eram discípulos de Jesus e um era seu irmão. A tradição atribui o livro ao irmão do Senhor, e não há motivos para questionamentos. Evidentemente, o escritor era bastante conhecido, e Tiago, o irmão de Jesus, logo tornou-se líder da igreja em Jerusalém (At 12.17; 15.13-21; 21.18; Gl 1.19; 2.9,12). A linguagem da carta é semelhante à da fala de Jesus em At 15. Aparentemente, Tiago era um descrente durante o ministério de Jesus (Jo 7.3-5). Uma aparição de Cristo a ele após sua ressurreição (1Co 15.7) provavelmente o tenha levado a essa conversão; pois ele é enumerado com os crentes de At 1.14.

Data
O historiador Judeu Josefo indica que Tiago foi apedrejado até a morte por volta de 62 dC; então, se ele é o autor, a carta foi escrita antes dessa data. O conteúdo do livro sugere que pode ter sido escrita um pouco antes do concílio da Igreja relatado em At 15, que se reunião por volta de 49 dC. Não podemos se dogmáticos, e só se pode concluir que a carta provavelmente tenha sido escrita entre 48 e 62 dC.

Conteúdo
Ao invés de especular ou debater sobre teorias religiosas, Tiago direciona seus leitores para uma vida piedosa. Do Início ao fim, o tom desta carta é imperativo. Em 108 versos, são dados 54 mandamentos evidentes, e 7 vezes Tiago chama a atenção para suas declarações usando termos de natureza imperativa. Esse “servo de Deus” (v.1) escreve como alguém supervisionando outros escravos. O resultado é uma declaração da ética cristã, que se iguala a ensinamentos semelhantes no NT.

Cristo Revelado
Começando no primeiro verso e continuando por toda a carta, Tiago reconhece a autoridade de Jesus, referindo-se como “servo”, ou escravo, do Senhor. O termo é aplicável a todos os cristãos, pois todos os verdadeiros discípulos de Cristo reconhecem sua soberania sobre suas vidas e se comprometem espontaneamente a seus serviço. Cristo é o objeto de nossa fé (2.1), aquele que cujo nome e em cujo poder realizamos nosso ministério (5.14,15), o recompensador de todos aqueles que se mantém firmes em meio a julgamentos (1.12), e aquele que virá, por quem pacientemente esperamos (5.7-9). Tiago identifica Cristo como a “glória” (2.1), referindo-se ao Shekinah, a gloriosa manifestação da presença de Deus em meio a seu povo. Não somente glorioso por si mesmo, ele é a glória divina, a presença de Deus na terra (Lc 2.30-32; Jo 1.14; Hb 1.3). De considerável interesse é o paralelo próximo entre o conteúdo dessa carta e a doutrina de Jesus, especialmente o Sermão da Montanha. Embora Tiago não cite exatamente nenhuma declaração de Jesus, há mais reminiscências verbais da doutrina do Senhor nesta carta do que em todo o resto das epístolas combinadas no NT. Essas alusões indicam uma associação próxima entre Tiago e Jesus e evidenciam a forte influência do Senhor na vida do autor.

O Espírito Santo em Ação
A carta menciona especificamente o ES somente em 4.5, onde se declara que o Espírito que habita em nós deseja a nossa lealdade completa, não suportando rivalidade. A Atividade do ES pode ser vista no ministério aos doentes descritos em 5.14-16. À luz de outra terminologia bíblica que liga unção com o Espírito ( Is 61.1; Lc 4.18; 1Jo 2.20-27), o ungir com o óleo é melhor compreendido como símbolo do ES. Além do mais, no grego, o artigo definido usado com a palavra “fé” em 5.15 particulariza essa fé, sugerindo que Tiago está se referindo à manifestação do dom da fé (1Co 12.9).

Esboço de Tiago
I. Saudação 1.1 128

II. Religião prática e julgamentos 1.2-18
Adversidades externas 1.2-12 Tentações internas 1.13-18

III. Religião prática e a palavra de Deus 1.19-27
Escutar a Palavra 1.19-20 Receber a Palavra 1.21 Obedecer à Palavra 1.22-27

IV. Religião prática e relacionamentos humanos 2.1-26
Parcialidade negativa 2.1-13 Compaixão positiva 2.14-26

V. Religião prática e discurso 3.1-18 VI. Religião prática é mundanismo 4.1-12 VII. Religião prática e negócios 4.13-5.6 VIII. Apelos finais 5.7-11
Por paciência 5.7-11 Por um falar puro 5.12 Por oração 5.13-18 Por compaixão 5.19-20 Índice

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17. 3. 130 .4). refere-se a eles como “estrangeiros dispersos” (1. Mesmo tendo cristo sofrido e depois sido glorificado.22). eles o amam (1. A salvação futura que aguarda os crentes na revelação de Jesus é especialmente proeminente no princípio da carta (1. que descrevia mais os pagãos gentios do que os judeus do Séc.14 com o v. os crentes responderam em obediência através “do Espírito” (1. 21. 12-16). De outras maneiras. Os compatriotas deles estão surpresos por eles agora viverem de maneira diferente (4.17). Pedro liga os sofrimentos do sacrifício de Cristo com a glória que surgiu em sua morte (1. apesar do sofrimento.21 . Também há um referência ao importante objetivo dos crentes de levar os outros a Deus por meio de seus estilos de vida piedosos. O início dos anos 60 é uma boa estimativa para a composição de 1 Pedro.4). bebedeira e idolatria (4. Eles. o que talvez explique o estilo polido do grego da carta. Eles são.1º Pedro Autor: Pedro Data: Cerca de 60 dC Autor A carta parece ser do apóstolo Pedro. 4.3. I .1-4.12-13). em sua maioria gentios convertidos. mas enquanto ele ainda poderia dizer: “honrai ao rei” (2.12).4). 4. Além do mais.11). Ele.15. relembra-os de que têm uma herança celeste (1.18).3). envergonham os críticos ímpios (3.1). uma frase que lembra o exílio de Israel no AT.N. portanto. 2. Ocasião e Data Pedro se dirige aos cristãos que vivem em várias partes da Ásia Menor. Esta carta foi escrita provavelmente perto do fim da vida de Pedro. a perseguição é normalmente a exceção (3. Embora sofrer seja a “ardente prova” (4. eles devem esperar se recompensados quando ele voltar (5.2.13.4-7).10). portanto. 3.5). A paciência em meio ao sofrimento injusto é “agradável a Deus” (2.11). eles vêm até ele (2. O Espírito Santo em Ação O ES é ativo em todo o processo de salvação: o “Espírito de Cristo” nos profetas no AT testificam a respeito da cruz e da glória subseqüente (1. Cristo Revelado Em quatro passagens separadas. que acompanho Paulo em segunda viagem missionária provavelmente tenha sido secretário de Pedro na composição de 1 Pe (5.13.3.14. Cristo foi ressuscitado dos mortos “pelo Espírito” (3.1). eles oferecem “sacrifícios espirituais” através dele (2.6-7.3-5) Pedro soube das tentações deles e.8). Sua antiga vida era de obscenidades. mas também apropriada para estes cristãos (1.15).20).3-13).1). Conteúdo Acompanhando as várias exortações para a vida fiel em meio a uma sociedade ímpia. e não há evidências de que a autoria de Pedro tenha alguma vez sido desafiada na igreja primitiva. 13 e 5. Esta é a “esperança” do cristão mencionada em 1. Silvano. 3. um antegozo da glória porvir veio através do Espírito (comparar: 4.11. silenciam os homens loucos realizando boas obras (2. aparentemente não há a vinculação do martírio. eles são censurados por causa dele (4. os evangelistas pregaram o evangelho pelo Espírito. ganham esposas para Cristo por seus exemplos (3.18). embora pudessem ser perseguidos pela fé nessa vida (1. a salvação prometida no evangelho também está bastante em vista. os quais estão sofrendo rejeição no mundo devido à sua obediência a Cristo (4. proclamam os louvores de Deus (2. os cristãos deveriam antever a glória porvir. A tradição antiga sugere que Pedro foi martirizado em Roma junto com a severa perseguição de Nero aos cristãos depois do incêndio de Roma em 64 dC. portanto. 4. 5.18-19. A expectativa da volta de Cristo na glória faz com que os crentes regozijem (1.15-16) e confundem antigos companheiros (4. Os cristãos devem ser uma força de redenção no mundo. Em um momento eles não eram povo (2.12). 13.4). A carta detalha os frutos do sofrimento e da vitória de Cristo.14).16).18.9). incluindo provisões para uma nova vida e esperança para o futuro (1.1). Cristo agora também faz uma profunda diferença na vida dos cristãos.

3-2.10 regozijando na esperança da volta de Cristo 1.1-11 Conclusão 5.14 Índice 131 .11-3. A fé e esperança dos crentes no mundo 1. co-autor desta carta 5.13 Exortações finais com bênção 5.12-14 Silvano.12 Sofrimento em nome de Cristo 3.Esboço de 1º Pedro Introdução 1.4-10 II.19 Servindo humildemente enquanto sofre 5.11-5.11 Submissão e respeito pelos outros 2.13-2.13-4.3-12 Vida Justa devido à esperança 1. A conduta do crente nas circunstâncias diárias 2.1-2 I.3 Renovação para o povo de Deus 2.12 Saudações 5.

e explica porque essa esperança ainda não foi realizada. Eles negam o senhor. O cap.16) e pela chegada de seu Reino eterno (1. por sua vez.1-2. A fidelidade à doutrina apostólica é a principal preocupação (1.12-16. Conteúdo A resposta ao erro é a firmeza através do crescimento no conhecimento do Senhor. Pedro foi martirizado em Roma durante o governo de Nero. 3.1).2-11. 2. Pedro evidentemente tem um comunidade especifica em mente (3. pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2. o que.1-2) e. O propósito e atividade divinos estão centralizados em Jesus. O último capítulo enfatiza a segunda vinda de Cristo. È um experiência de Deus e vê Cristo que resulta em transformação moral (1. 3. 2. Eles ridicularizam a idéia da volta do Senhor. 3.15-16).1222). desqualifica qualquer “interpretação privada” .19-21). A base para tal conhecimento são as Escrituras.1.12-15).2-3. exibem um estilo de vida sensual e estão destinados à destruição.9.18).1).17). Essas características se enquadram na heresia gnóstica.16-21. que descreve a obra do Espírito em “inspirar” os autores humanos das Escrituras proféticas.22 .14-18). Aparentemente. então sua morte ocorreu antes de 68 dC.1-2.De acordo com a antiga tradição da igreja. quando Nero morreu. II. o Espírito está obviamente operando ao fornecer o “poder divino” que torna possível o crescimento na graça e conhecimento de Cristo (1.18). 2 fornece uma descrição mais longa a respeito da advertência contra os falsos mestres. e se essa comunidade for a mesma referida em 1Pe 3. então esta carta era direcionada aos cristão em algum lugar da Ásia Menor. Esses fatores apontam Pedro como o autor genuíno de 2 Pedro. O “conhecimento” em 2Pe é mais do que percepção intelectual. e a doutrina apostólica (3. 3. chamadas de “profecia” (1.1). à medida que sua graça e poder são concedidos aos crentes (1.1-2. Também garante o cumprimento da promessa da volta do Senhor e ensina que sua expectativa deveria motivar os cristãos ao comportamento piedoso.20. Os estudiosos conservadores normalmente sustentam que Pedro escreveu ambas as epístola que lhe são atribuídas. em algum momento eles tinha “escapado das corrupções do mundo.1-2). 2Pe adverte os cristão contra os falsos mestre dentro de sua comunhão que os levaria a apostasia. I. Se a tradição é confiável.20). objeto de ataque de zombadores. Cristo Revelado A divindades de Cristo é evidente na maneira como Deus e Cristo estão aproximados ligados em 1. que devem aguardar por sua volta (1. ele tinha escrito uma carta anterior às pessoas a quem 2Pe é dirigida (3.15).2-3.20). 3.1. A carta começa com o tema de cultivar a maturidade cristã (1. ele alega ter estado com Cristo no monte da transfiguração (1.N. Entretanto. que se desenvolveu mais completamente no séc. Os mestres heréticos aparecerão (2.15-16). e ele usa várias palavras e frases semelhantes às encontradas em 1Pe. na verdade. Deus reconhece Cristo como seu “Filho” (1.2-8. Antecedentes Enquanto 1Pe estimula os cristãos a encararem a oposição do mundo. 132 . As referências em 2Pe indicam a autoria de Pedro: o autor se identifica como Simão Pedro (1. mas cujas raízes foram fixadas no séc.8. São as Escrituras que garantem ao crente um destino com Jesus Cristo (1.21. já estão em cena (2.16-18). Esse é o verdadeiro conhecimento (gnosis) que combate a influência gnóstica herética.2º Pedro Autor: Pedro Data: Cerca de 65—68 dC Autor e Data Esta carta fornece as instruções e exortação do apóstolo Pedro à medida q eu ele se aproxima do final de sua vida (1. O Espírito Santo em Ação A única referência direta ao ES está em 1.

1-18 Escarnecedores nos últimos dias 3.1-2 II.3 Busca de virtudes morais 1. A verdade doutrina contra a falsa 1. Saudação 1.4-22 Destruição dos falsos mestres 2.16-2.4-10 Descrição dos falsos mestres 2.1-7 Crentes e o Dia do Senhor 3.3-11 Testamento de Pedro 1. Exposição e julgamento dos falsos mestres 2.3 III.3-2.Esboço de 2º Pedro I. Advertências contra os traidores do final dos tempos 3.10-22 IV.8-18 Índice 133 .12-15 Escrituras proféticas contra os falsos mestres 1.

o corpo humano que Jesus supostamente possuiu não era real.4. conhecimento e vida em suas advertências contra a heresia. Mais uma vez João reagiu energicamente (2. que significa “conhecimento”. Além disso.7-21). onde João passou seus últimos dias. Portanto. A comunhão com Deus e os irmãos permite que as pessoas reconheçam através da unção de Deus. apontam uma data próxima ao final do séc. O objetivo de João ao escrever. mentirosos (2. Evidências internas também apontam João como o autor.3. Portanto. O ponto de vista dualista fez com que os falsos mestres negasse a encarnação de Cristo e.6. revelando o relacionamento íntimo do apostolo com Deus e com o povo de Deus. A incerteza de seus leitores sobre sua condição espiritual foi causada por um conflito desordenado com os mestre de uma falsa doutrina. nunca poderia habitar um corpo material de carne e sangue. João ressalta os temas do amor.19) e tinha se “levantado no mundo” (4.13). A falta de especial dedicação e saudação indicam que a carta foi circular.3).22. Esses elementos repetem-se por toda a carta.26.10-23. Conteúdo Em primeiro lugar. e que todo o corpo de crentes possui a doutrina apostólica. como o corpo humano era um simples invólucro para o espírito interior. Em virtude disso.18. João escreveu vigorosamente contra esse erro (2. Heresia era um precursor do gnosticismo do séc. luz. 4. provavelmente enviada à igrejas perto e Éfeso. mas tinha se afastado (2. eles não tinham pecado. Data O peso de uma tradição antiga e forte sobre João ter passado seus últimos anos em Éfeso.9-10. João responde esse erro com indignação (2. O estilo é informal e pessoal. o caráter da heresia combatida na carta aponta para a mesma época. II. Características Existem grandes semelhanças entre eo Evangelho de Jo e 1Jo.1º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores Embora esta carta seja anônima. Eles também ensinavam que. O verdadeiro Deus.20.3). e como nada que o copo fizesse poderia afetar o espírito interno.22-23.27).1) para propagar sua perigosa heresia. “Gnosticismo” é uma palavra derivada do grego gnosis. 3. era expor a heresia dos falsos mestres e confirmar a fé dos verdadeiros crentes. a falsa doutrina e o espírito do anticristo. O tom da epístola é amigável e paterna. cerca de 90 dC.22) e anticristos (2. e a comunhão com ele faz com que as pessoas caminhe em verdadeira comunhão com outros crentes. então.15-17. a ressurreição. as distinções éticas pararam de ser relevantes. junto com o fato do tom dos escritos sugerirem que se trata de um produto de um homem madura que passou por experiência espiritual profunda. e não aos cristãos comuns. e o antigo testemunho atribui. 3. Eles um dia tinha estado com a igreja. Possuir amor é evidência clara de que uma pessoa é cristã. portanto.18). I. e a falta de amor indica que a pessoa está nas trevas (2. eles substituíram a fé pelas buscas espirituais e exaltaram a especulação mais do que os dogmas básicos do evangelho. Ocasião e Objetivo João declara ter escrito para dar garantia da vida eterna àqueles que Crêem “no nome do Filho de Deus (5. 4. sendo o amor a nota dominante. Mais tarde. declarando que nãohá revelação particular reservada para alguns poucos intelectuais. João afirma que Deus é a luz. que acontecia somente para iniciados da elite espiritual.1). 4.7. mas apenas aparente. 134 . João refere-se ao ensinamento como enganosos (2. 3. com unanimidade. os gnósticos ensinavam a salvação através de esclarecimento mental.23 .7) e aos mestre como “falsos profetas” (4.N. 5. a carta a ele. refletindo a autoridade que a idade e o apostolado trazem.9-11. que ensinava que a matéria era essencialmente ruim e o espírito era essencialmente bom. ensinavam eles. seu estilo e vocabulário indicam claramente que foi escrita pelo autor do Evangelho de Jo.

1-29 Caminhada na luz 2.3).1-4. A vida dos filhos de Deus 3. e ele oferece a garantia de que nossa completa transformação à semelhança de Cristo acontecerá no momento de sua volta. A encarnação 1. tanto ele é fiel a nós (3.5.24) como nós somos fiéis a ele (4.falsos profetas que saíram para o mundo (v. O triunfo da Justiça 5.18-29 III. O cap.28).3.2.2.4).15-17). 4. nos devemos encontrar quem eles reconhecem como salvador e senhor.1-7 Advertindo contra o espírito do anticristo 2.5-10 II. Apenas através dele podemos alcançar a vida eterna (5. e ele se manifestou para tirar os nossos pecados (3.5). Jesus é nosso advogado junto ao Pai (2.5).14). O amor ao Pai e o amor ao mundo são totalmente incompatíveis (2.13). 4. enquanto “qualquer que não pratica a justiça e não ama a seu irmão não é de Deus” (3.6-12 135 . Jesus é a propiciação pelos nossos pecados (2.15. se ele pecar. enviado por Deus para nos resgatar do pecado (1. 4. A vida de Justiça 2. 5. Esboço de 1º João I. João o identifica como aquele que veio pela água e pelo sangue. Aquele que “pratica justiça é justo. a palavra que tornou-se carne. o Deus que veio e habitou entre nós. o Filho de Deus. A fonte do amor 4. Cristo é antítese do pecado.1-4 Deus é luz 1. 2.1). declarando que Deus entrou completamente na vida humana através dele.1-10 Deus tornou-se carne na forma humana 1. João apresenta a segunda vinda de Jesus como um incentivo para que permaneçamos firmes na fé (2. que eles podem se opor com sucesso aos heréticos que negaram esta verdade (2. O Espírito Santo em Ação João descreve um ministério triplo do ES nesta carta.18). Todos os espíritos que não reconhecem que Jesus é Deus em carne não é de Deus (v.1-5 VI. Cristo Revelado João enfatiza tanto a divindade quanto a humanidade de Jesus.6-8).12). Em terceiro.3. 1Jo 5.1). Jesus é aquele que veio. e nenhuma pessoa nascida de Cristo tem o hábito de praticar o pecado (3. A epístola termina com o testemunho de Jesus. mas.10).9.5.2. O título técnico do Messias é “aquele que havia de vir” ou “aquele que veio” (Mt 11.7. Em primeiro lugar. assim como ele é justo” (3. Em segundo lugar.7-21 V. o Espírito guia os verdadeiros crentes a uma completa realização da verdade em relação a Jesus.A comunhão com Deus exige que se caminhe na luz e se obedeça aos mandamentos de Deus (1. A fim de testar os espíritos. 3. O pecado não combina com a vida de um cristão.6). Jesus defende seu caso.13-24 Crença 4. Jesus também é o nosso Salvador. A garantia da vida eterna 5.6-7. o ES testemunha a realidade da encarnação (4.1-6 IV.1). Um teste do Cristianismo é a crença correta sobre a encarnação (4.6 Justiça 3.1-12 Amor 3.7).10). 5.20.11. o dom do Espírito que nos assegura que em nosso relacionamento com Cristo. 4 continua com o tema da identificação dos espíritos rivais .

Certezas cristãs 5.VII.13-21 Índice 136 .

Portanto. Ele até inclui saudações de suas sobrinhas e sobrinhos (13).7). O Espírito Santo em Ação Embora a epístola não mencione especificamente o ES. ele ressalta a verdade como a base e prova da comunhão . e acusa aqueles que rejeitam essa realidade de terem ido além da doutrina de Cristo (v. A partir da designação que João lher dá no verso 1 (gr eklekt Kyria). mas os mestres heréticos.3) quanto sua humanidade (v.24 . mantendo-se fiéis na verdade. indicando que a receptora era uma mulher cristã cujos filhos perseveravam na fé (v. Data O peso da evidência de João ter escrito as três cartas levando seu nome aponta para cerca de 90 dC. seu ministério é evidente. O Espírito permite que o verdadeiro crente saiba distinguir os falsos mestres e “perseverar na doutrina de Cristo. Os falsos mestres. são dignos de ajuda.10).9). Conteúdo João estimula a “senhora eleita” a continuar mostrando hospitalidade. Em especial. e os “filhos” da “irmã eleita” são membros da igreja do lugar onde João está escrevendo. especialmente aqueles que negavam a encarnação (v.7) devem ser rejeitados. Ocasião e Objetivo 2Jo se preocupa com a relação da verdade cristã com a hospitalidade estendida àqueles mestres que viajam de igreja para igreja.9). Uma conclusão definitiva parece inatingível. Qualquer pessoa que negue a verdade fundamental relacionada à Pessoa divino– humana de Cristo não tem a Deus (v. estavam confundindo a comunhão dos crentes. que podiam ser reconhecidos pela ortodoxia de sua mensagem (v. mas trata-se da personificação de uma igreja local. “a senhora Elcta” e “Electa Kyria”. “Seus filhos” sãos os membros da igreja.2º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores João dirige esta segunda epístola para a “senhora eleita e seus filhos”. sugerindo títulos como “a Kyria eleita”. Ele incita os leitores a ficarem perto de Cristo.N. ele insiste em uma crença correta levando em consideração a encarnação de Cristo. João encara a comunhão como uma característica distintiva da vida cristã. Elogio pela lealdade passada 4 137 .4). muitos comentarista especularam sobre seu nome pessoa. e a pergunta continua em aberto. Os verdadeiros Cristãos. provavelmente do mesmo grupo que é tratado em 1Jo. Cristo Revelado João apresenta tanto a divindade de Cristo (v.” Esboço de 2º João Introdução 1-3 I. especialmente ao prestar testemunho à verdade relacionada à Pessoa de Cristo. Outros sugerem que a designação não denota uma pessoa em si. Por toda a epístola. mas não deixa dúvidas de que a comunhão cristã é impossível onde a doutrina apostólica da Pessoa e obra de Cristo seja negada ou comprometida. mas também adverte a previne contra o abuso da comunhão cristã. João deu instruções sobre quais mestres itinerantes acolher e quais recusar. Normalmente se abusava de tal hospitalidade.

II. Exortações 5-11 Para amar o próximo 5-6 Para rejeitar o erro 7-11 Conclusão 12-13 Índice 138 .

João proibiu a hospitalidade para os falsos mestres. João escreveu para estimular Gaio em sua generosidade para repreender Diótrefes por sua conduta nada caridosa.25 . Mensagem a Gaio 2-8 Oração por sua Saúde 2 Recomendação para a adesão à verdade 3-4 Recomendação para sua hospitalidade 5-8 139 . o escritor se autodenomina “o ancião”.3º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores Tanto em 2Jo quanto em 3Jo. na Macedônia (At 19. Entretanto. Não há nenhuma evidência para associar Gaio de 3Jo com qualquer desses homens.14). Ocasião e Objetivo Enquanto em 2 Jo os heréticos itinerantes estavam perturbando a fé dos cristãos.4). Segunda é Diótrefes. A devoção a ele motiva verdadeiros mestres em seu serviço itinerante (v. excomungando-os quando eles o faziam. Data João era madura tanto em anos quanto em experiências quando escreveu esta carta junto com 2 Jo perto do fim de sua vida por volta de 90 dC. cuja vida exemplificava a fidelidade cristã e era digna de imitação.7). Terceira é Demétrio. As vidas de Gaio e Demétrio harmonizavam exatamente com a doutrina de Cristo e forneceram forte testemunho ao poder de seu amor. cujo orgulho egoísta estava rompendo a harmonia da comunhão. Diótrefes. Por outro lado. Cristo Revelado João apresenta Jesus como a verdade na qual devemos caminhar. Esboço de 3º João Saudação 1 I. O Espírito Santo em Ação Esta carta não se refere diretamente ao ES.29) e em Derbe (At 20. que demonstrou sua fé cristã através de sua generosa hospitalidade. A evidência mais forte é que todas as três epístolas de João foram escritas por um mesmo autor. João descreve três personalidades. Conteúdo Ao cumprir se objetivo. aqui ele estimula a hospitalidade. especialmente ao permitir que os crentes “caminhem na verdade” e autorizando os missionários itinerantes em seu ministério. 1Co 1. se opôsse à autoridade de João.23. nesta carta os genuínos mestres da verdade estão fazendo um circuito de igrejas. sugerindo que era mais velho do que os outros cristãos e que seu conhecimento pessoal da fé foi muito além do deles. mesmo a estranhos. Na carta anterior. Não se sabe nada sobre o “amado Gaio” ale´m do caloroso tributo que João presta a ele no início desta carta. A primeira é Gaio. O fruto do Espírito é evidente nas vidas de Gaio e Demétrio. ele recusou hospitalidade aos missionários viajantes e proibiu os outros de recebê-los. o comportamento de Diótrefes mostra um acentuado contraste com a verdadeira vida em que Cristo deve ser o primeiro em todas as coisas. mas seu ministério é aparente por toda a mensagem. uma pessoa dominante em uma das igrejas. Gaio era um nome comum no mundo romano. Evidentemente. Esses três homens possuem testemunhos positivos e negativos para relacionamentos adequados entre os irmãos.N. Além disso. ele era líder de alguma igreja na Ásia. e o NT menciona um Gaio em Corinto ( Rm 16.

Elogio a Demétrio 12 Conclusão 13-14 Índice 140 . Condenação à arrogância de Diótrefes 9-11 III.II.

Isso se realiza através da oração “no ES” (20). Se foi escrita depois de 2Pe. Cristo Revelado A atual atividade do Cristo Vivo é assumida. e são destinados ao julgamento divino (14. O Espírito Santo em Ação O ES faz com que a doutrina bíblica tome vida. de modo que a comunidade cristã seja edificada em sua “santíssima fé”.16. As responsabilidades dos cristão são mais desenvolvidas nos vs. Mc 6. Em contrates. II. como muitos estudiosos acreditam. Objetivo A carta começa e termina com uma afirmação de ação graciosa de Deus em nome dos crentes. ou se 2Pe é dependente de Judas. os quais buscam destruir a fé do povo de Deus. que conserva o seu povo (1). a presença secreta de falsos mestres dentro da comunidade. Gl 1. ressaltando a preservação divina (vs 1. que circulou como uma advertência contra os falsos mestres. O balanço da carta expõe. é provável que tenha sido antes de 65 dC. pode ter sido em 80 dC. provavelmente o Tiago que era irmão de nosso Senhor e Líder da igreja de Jerusalém (At 15. Os crentes aguardam a bênção futura da “misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo.14). Como em 2Pe. especialmente levando em conta as analogias do AT. na doutrina apostólica (20). Antecedentes Judas mostrou urgência em seu propósito de advertir uma comunidade desconhecida de cristão contra os falso mestres. Advertência contra os falsos mestres dentro da comunidade 3-19 Motivo para a advertência 3-4 Lembrete do antigo povo ímpio 5-7 Caráter do julgamento dos falsos mestres 8-19 141 . os falso mestre são desprovidos do Espírito (19).Judas Autor: Judas Data: Cerca de 65—80 dC Autor O autor se identifica como Judas. embora os falsos mestres o neguem (4). isto é. o Espírito é importante como aquele através do qual Deus preserva os seus do erro mundano (1.N. Esboço de Judas Saudação 1-2 I. Assim sendo.12).26 . ou se ambas as cartas foram tiradas de um terceiro documento. apesar de quaisquer reivindicações que possam fazer. Data As considerações estabelecendo a data desta carta incluem se Judas é dependente de 2Pe.3 menciona Judas como um irmão do Senhor. Eles também podem ser os precursores dos heréticos gnósticos que reivindicavam espiritualidade no séc. Como a maior parte de Judas tem paralelos com 2Pe. Eles são chamados “adormecidos” no v. pervertem a verdade (4).13.15). 21. 20-23 por uma série de exortações práticas.19. A última referência insinua que os falsos mestres representavam a eles mesmos como aqueles que tinha o Espírito (Mt 7. Judas é servo de Cristo. 2.22-23). “irmão de Tiago”.19. os próprios cristãos devem “batalhar pela fé” (3).24).18. esse falsos líderes são sensuais (vs 4.8 e são expostos por não ter o Espírito no v. para a vida eterna”(21).18). Entretanto.

II. Exortações por perseverança 20-23 Manter a fé 20-21 Resgatar os enganados 22-23 Doxologia 24-25 Índice 142 .

Apocalipse Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 79—95 dC Autor O autor se refere a si mesmo quatro vezes como João (1. que é “o Senhor dos senhores e Reis dos reis” (17. depois de João ter fugido para Éfeso.6-7.N. Conteúdo A mensagem central do Ap é que “Deus Todo-poderoso reina” (19.3. 22. A segunda.10. que tornou-se bem mais intensa e severa nos anos seguintes.27 . Forma Literária Depois do prefácio. Antecedentes e Data As evidências em Ap indicam que foi escrito durante um período de extrema perseguição aos cristãos.4.13). 3. 143 . 10. e seus nomes não estão registrado no “Livro da Vida do Cordeiro”. 22. em junho de 68 dC. sendo assim. De acordo com Paulo. a filosofia. está claro que cada membro deve “ouvir” a mensagem a cada uma das igrejas (2.10-12). Com base em declarações isoladas pelos patriarca da igreja primitiva. João sem dúvida vinha refletindo os acontecimento horripilantes que ocorriam em Roma e em Jerusalém quando ele recebeu a “profecia” do que estava para acontecer— a intensificação do conflito espiritual confrontando a igreja (1. Ocasião e Objetivo Sob a inspiração do Espírito e do AT.1-10. e continuou até seu suicídio. a prostituta Babilônia (caps 17-18). o Ap fornece um maior discernimento quanto à natureza e tática do inimigo (Ef 6.10. “o que profetiza fala aos homens para edificação.9.6. 22. em Julho de 64 dC.10) por ser relevante aos cristão de todas as gerações. desenvolver uma trindade forjada a “fazer guerra” com os santos (12. comercio e cultura secular cristã definitivamente enganosa e sedutora. O dragão delega continuamente seu poder restrito e autoridade aos monstros e seus seguidores a fim de enganar e desanimar qualquer pessoa do propósito criativo-redentor de Deus.8). e desesperado para frustrar os propósito de Deus perante seus destino inevitável.22).3.1. exortação(estímulo) e consolação” (1Co 14. Eles.11. confortando. e é um profecia autêntica sobre o sofrimento continuo e a perseguição dos cristãos. frustrado por sua derrota na cruz e pelas conseqüentes restrições imposta sobre sua atividade. bem como a mensagem do livro inteiro (1.18-19). possuem a “marca” do monstro. Embora contenha sete cartas para sete igrejas. a ideologia (13. tendo em vista o futuro definitivo. Ele era tão bem conhecido por seus leitores e sua autoridade espiritual era tão amplamente reconhecida que ele não precisou estabelecer suas credenciais. Juntos. a fim de que possam obedecer-lhe (1. alguns intérprete datam o livro perto do final do reino de Domiciano (81-96 dC).17. O profeta fala a Palavra e Deus como um chamamento à obediência na situação presente e na situação futura imediata. em Cristo. A primeira “besta” ou monstro simboliza a realidade do governo anticristão e poder político (13.3). O dragão.17). O objetivo desta mensagem era fornecer estímulo pastoral aos cristãos perseguidos.6). o livro foi escrito antes da destruição de Jerusalém em setembro de 70 dC. Segundo esta visão. que possivelmente tenha começado com Nero depois do grande fogo que quase destruiu Roma. perpetrada pelo estado anticristão e numerosas religiões anti-cristãs.21) como uma carta típica do NT. 19. Este tema foi validado na história devido à vitória do cordeiro. junto com a garantia de que. portanto.7. aqueles que seguem o Cordeiro estão envolvidos em um conflito espiritual contínuo e. Essa profecia não deveria ser selada (22.9).14).17). A Antiga tradição eclesiásticas atribui unanimemente este livro ao apóstolo João.16). portanto.3).4-7) e termina em (22. eles forma a sociedade.3.13. composta daqueles que “habitam a terra”.29. Dentro desta carta está “a profecia” (1. eles estavam compartilhando o método soberano de Deus de superar totalmente as forças do mal em todas suas manifestações. o Ap começa (1. desafiando e proclamando a esperança cristão garantida e certa. Entretanto. 22.11-17).11. a religião anticristã. O Ap também é um apelo evangelístico a todos aqueles que estão atualmente vivendo no reino das trevas para entrar no Reino da Luz (22.

13). 11. Embora o ministério terreno de Jesus seja condensado entre sua encarnação e ascensão em 12.1). 19. do ministério contínuo e da vitória definitiva do Cristo exaltado. como “um semelhante ao Filho do Homem”. Ele é o “Reis dos reis e o Senhor dos senhores” (17.1-3).20) para consumar seu plano eterno.10). é exaltado no cap. João registra uma série de visões sucessivas. Há um segredo para a compreensão das visões. qualitativo. Através de seu sangue. 21. A besta que ataca as duas testemunhas no cap.5. protege.1-7. Por exemplo.1-22.11-16.3). 144 . satanás foi derrotado (12. 21.15) . o Ap afirma que o Filho de Deus. purificados (5.13).4. Jesus nasceu no cap. disciplina e os desafia. Eles compartilham totalmente sua vitória presente e futura (17. cujos nomes estão registrados em seu livro da vida (3. Toda a mensagem é “notificada” (1.5) e fizeram reis e sacerdotes (1.14.2) presente e futura. Os sinais e símbolos são essenciais porque a verdade espiritual e a realidade invisível deve sempre ser comunicada a seres humanos através de seus sentidos. o relato de gafanhotos demoníacos do abismo (9.7-9. Cristo Revelado Quase todos os títulos usados em várias partes do NT para descrever a natureza divino– humana e ao obra redentora de Jesus são mencionados pelo menos uma vez no Ap. O cordeiro é o Deus que está chegando (1.14. complexa. e não uma série de acontecimentos consecutivos. 2.5.5) e serem simultaneamente os olhos do Cordeiro (5.5) sugerem seu ministério iluminador. 4.5-6). mesmo que os mínimos detalhes não tenham a intenção de ser interpretados.1.10). Portanto. ele também é o Senhor da colheita final (14.20.todos aqueles que escolheram “habitar na terra” (3.17).22. acompanhados e interpretados por oradores cantores celestiais. que não é um Messias político.7-8. ele não fornece uma ordem cronológica na qual determinados acontecimentos históricos devem acontecer.6.5 e está caminhando em meio às suas igreja no cap.16) e deve receber a mesma adoração que recebe de Deus.Método de Comunicação João recebeu essas profecias de uma série de visões vívidas contendo imagens simbólicas e números que ecoam aqueles encontrados nos livros proféticos do AT. Como aquele que conquistou. Ele habita neles (1. 22. o ES é manifestado em termos de perfeição de sua atividade dinâmica.11) liberados (1.22). 14. portanto.13.7.12.6. 20. 3. João registra essas visões na ordem cronológica na qual as recebeu.6). utilizado vinte e oito vezes em Ap. 5.14. Todas as manifestações resultantes de sua vitória aplicada baseiam-se em sua obra terminada na cruz.14.12-14). A música é semelhante a uma cantata.7-12) e preso (20. Trata-se de um “habitar “ mútuo de Pessoas sem dissolver as distinções de ser e funções essenciais.1) e restaurar as bênçãos do paraíso de Deus (22. seus aliados (19.1-5. Jesus ressuscitou dos mortos e foi entronado como Soberano absoluto sobre toda a criação (1. O Cordeiro está no trono (4. muitas das quais retratam os mesmos acontecimentos através de diferentes perspectivas. 12. mais tarde reintroduzidos.14) e sobre os espiritualmente “mortos” (20. 7. O único que é “digno” para executar o propósito eterno de Deus é o “Leão de Judá”. As “sete lâmpadas de fogo” (4. ele tem a legítima autoridade e poder de controlar todas as forças do mal e suas conseqüências para seus propósitos de julgamento e salvação (6. O Espírito Santo em Ação A descrição do ES como “os sete Espíritos” de Deus (1.10). Ele os conhece intimamente. “O Cordeiro” é seu título primário. Repetidamente são introduzidos temas. os pecadores foram perdoados.6) é distinta no NT. combinados com outros temas desenvolvidos.27). A palavra fala é prosa elevada. para completar a criação da nova comunidade de seu povo em “um novo céu e uma nova terra” (21.6) significa a trindade una essencial de Deus que se revelou como Pai. 5.1). o Ap é um quadro cósmico— uma série de quadros vivos coloridos. o Criador ( 5.14-20). O fato de os sete espíritos estarem diante do trono (1. O Cordeiro é a meta de toda a história (22. mais poética do que nossas traduções indicam.1-12) cria uma impressão vívida e horripilante. Por exemplo.2-5). está sempre no meio de seu povo (1. elaborados. Ele derrama sua ira em julgamento sobre satanás (20. Os símbolos apontam para o que é definitivamente indescritível.9.4. 4.12 não é trazida à existência até o cap.1.5). mas um Cordeiro morto (5. Como “um semelhante ao Filho do Homem”. 19.9-3. nos fornece uma revelação multidimensional da posição presente. ele cuida. como Cordeiro. todas as quais contém linguagem figurativa que aponta para realidades espirituais em e por trás da experiência histórica.12. 22. e eles habitam nele (21. comunicando a idéia de perfeição.27). Entretanto. 21. purificador e energizador.5. O número sete é um número simbólico.5. O Cordeiro. terminou completamente sua obra de redenção (1. Filho e ES.17. bem como a “ceia das bodas” (19. e com um amor incomensuravelmente sagrado. que junto com uma série de títulos adicionais.5.

5 O Cenário: 20.19-15.1-3. Toda profecia genuína exige uma resposta. As sete visões da consumação 20.10).21 Índice 145 . Os sete sinais 11.9-3. o Espírito é o Espírito da profecia. Esboço de Apocalipse Prólogo 1.6-21 Sete testemunhas de confirmação 22.19 Os sinais 12. Portanto. Os sete selos 4.18 O cenário: O altar dourado 8.10).9-20 As cartas 2. o Espírito penetra na experiência atual daqueles que ouvem com antegozo do cumprimento futuro do Reino.18-20 Bênção 22.2-3). mas o membros individuais são incitados a ouvir “o que o Espírito diz” (caps. 21.22 O cenário: um semelhante ao Filho do Homem 1. As sete taças 15.3 O cenário: Um deserto 17. As sete trombetas 8.7-11.1 III.22 II.11-22.6-17 Advertências final e garantia 22.5 Epílogo 22.18 IV. Portanto .1 I.14 Os selos 6.2. O Espírito diz somente o que o Senhor Jesus diz.3-20.Cada uma das mensagens para as sete igreja é do Senhor exaltado.1).4 V. “O Espírito e a esposa dizem: Vem!” (22.4 O cenário: A arca do concerto 11. As cartas às sete igrejas 1.4-10 As cenas 20.5-16.1-15.2-11. Cada profecia genuína é inspirada pelo ES e presta testemunho a Jesus (19.1-5.1-20.3 VII. 4. O conteúdo dessas visões não é nada menos qo que a “Revelação de Jesus Cristo” (1.2-6 As trombetas 8.5-16.2-21 VI.14 O cenário 4.17).1-5.21 O cenário: O templo do testemunho 15. Todos ouvem ou se recusam a ouvir esse apelo. Os sete espetáculos 17. O Espírito está operando continuamente em e através da igreja para convidar a entrar aqueles que permanecem fora da Cidade de Deus.1-3 Os espetáculos 17. As visões proféticas são comunicadas e João somente quando ele está “no Espírito” (1. Apenas mediante a habilitação do Espírito é permitido que a esposa testemunhe e “suporte pacientemente”.4 –22.1 As sete taças 16.1-8.10.

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