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Esboços da Bíblia

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  • A.1 - GÊNESIS
  • A.2 - Êxodo
  • A.3 - Levítico
  • A.4 - Números
  • A.5 - Deuteronômio
  • A.6 - Josué
  • A.7 - Juízes
  • A.8 - Rute
  • A.15 - Esdras
  • A.16 - Neemias
  • A.17 - Ester
  • A.18 - Jó
  • A.19 - Salmos
  • A.20 - Provérbios
  • A.21 - Eclesiastes
  • A.22 - Cantares
  • A.23 - Isaías
  • A.24 - Jeremias
  • A.24 - Lamentações
  • A.26 - Ezequiel
  • A.27 - Daniel
  • A.28 - Oséias
  • A.29 - Joel
  • A.30 - Amós
  • A.31 - Obadias
  • A.32 - Jonas
  • A.33 - Miquéias
  • A.34 - Naum
  • A.35 - Habacuque
  • A.36 - Sofonias
  • A.37 - Ageu
  • A.38 - Zacarias
  • A.39 - Malaquias
  • N.1 - Mateus
  • N.2 - Marcos
  • N.3 - Lucas
  • N.4 - João
  • N.6 - Romanos
  • N.9 - Gálatas
  • N.10 - Efésios
  • N.11 - Filipenses
  • N.12 - Colossenses
  • N.13 - 1º Tessalonicenses
  • N.14 - 2º Tessalonicenses
  • N.17 - Tito
  • N.18 - Filemom
  • N.19 - Hebreus
  • N.20 - Tiago
  • N.26 - Judas

Fonte: Bíblia Plenitude Formatação: Gladson Rodrigo Ferreira

Julho de 2007

ÍNDICE
Antigo Testamento
Pentateuco
A.1 - Gênesis .............................................................. 3 A.2 - Êxodo ................................................................5 A.3 - Levítico .............................................................. 7 A.4 - Números............................................................9 A.5 - Deuteronômio .................................................11

Novo Testamento
Evangelhos
N.1 - Mateus ........................................................... 87 N.2 - Marcos ............................................................ 89 N.3 - Lucas ............................................................... 92 N.4 - João ................................................................ 95

Livro Histórico Livros Históricos
A.6 - Josué ............................................................... 13 A.7 - Juízes ............................................................... 16 A.8 - Rute .................................................................18 A.9 - I Samuel ........................................................... 19 A.10 - II Samuel ........................................................ 21 A.11 - I Reis .............................................................. 23 A.12 - II Reis ............................................................. 25 A.13 - I Crônicas ....................................................... 28 A.14 - II Crônicas ......................................................30 A.15 - Esdras ............................................................ 32 A.16 - Neemias ........................................................ 34 A.17 - Ester .............................................................. 36 N.5 - Atos dos Apóstolos ......................................... 97

Cartas (Epístolas)
N.6 - Romanos ......................................................... 99 N.7 - I Coríntios ..................................................... 101 N.8 - II Coríntios .................................................... 103 N.9 - Gálatas .......................................................... 105 N.10 - Efésios ........................................................ 107 N.11 - Filipenses .................................................... 109 N.12 - Colossenses ................................................ 111 N.13 - I Tessalonicenses......................................... 113 N.14 - II Tessalonicenses ........................................ 116 N.15 - I Timóteo .................................................... 118 N.16 - II Timóteo ................................................... 120 N.17 - Tito ............................................................. 122 N.18 - Filemon ....................................................... 124 N.19 - Hebreus ...................................................... 126 N.20 - Tiago ........................................................... 128 N.21 - I Pedro ........................................................ 130 N.22 - II Pedro ....................................................... 132 N.23 - I João .......................................................... 134 N.24 - II João ......................................................... 137 N.25 - III João ........................................................ 139 N.26 - Judas ........................................................... 141

Livros Poéticos
A.18 - Jó ...................................................................38 A.19 - Salmos ........................................................... 40 A.20 - Provérbios .....................................................43 A.21 - Eclesiastes .....................................................45 A.22 - Cantares ........................................................ 48

Profetas
Maiores A.23 - Isaías ............................................................. 50 A.24 - Jeremias ........................................................ 52 A.25 - Lamentações .................................................55 A.26 - Ezequiel ......................................................... 57 A.27 - Daniel ............................................................ 59 Menores A.28 - Oséias ............................................................ 62 A.29 - Joel ................................................................ 64 A.30 - Amós ............................................................. 66 A.31 - Obadias ......................................................... 68 A.32 - Jonas ............................................................. 70 A.33 - Miquéias ........................................................ 72 A.34 - Naum............................................................. 75 A.35 - Habacuque ....................................................77 A.36 - Sofonias ......................................................... 79 A.37 - Ageu .............................................................. 81 A.38 - Zacarias ......................................................... 83 A.39 - Malaquias ......................................................85

Livro Profético
N.27 - Apocalipse (Revelação) ............................... 143

2

A.1 - GÊNESIS
Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1440 a.C. Autor
A tradição judaica lista Moisés como o autor do Gênesis e dos outros quatro livros que o seguem, juntos, estes livros são denominados de Pentateuco. Jesus disse: “Se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim, porque de mim escreveu ele” (Jo 5.46) O próprio Pentateuco descreve Moisés como alguém que escreveu extensivamente. Ver Ex 17.14; 24.4; Dt 31.24; At 7.22 nos conta que “Moisés foi instruído em toda ciência dos egípcios.” Nas notas que acompanham o texto nós observamos que Gênesis emprega um bom número de termos emprestados dos egípcios, sendo este um fato que sugere que o autor original tenha as suas origens no Egito, como era o caso de Moisés.

Data
A data tradicional do êxodo do Egito se encontra no meio do décimo quinto século a.C. 1Rs 6.1 afirma que Salomão começou a construir o templo “no ano quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito”. Entende-se que Salomão tenha iniciado a construção em cerca de 960 a.C., datando assim o êxodo em 1440 a.C. Desta forma Moisés redigiu o Êxodo depois de 1440 a.C., durante os quarenta anos no deserto.

Conteúdo
Gênesis inicia com a formação do sistema solar, os preparativos da terra para sua habitação, e a criação da vida sobre a terra. Todos os oito atos da criação foram executados em seis dias. Os dez capítulos seguintes explicam as origens de muitas qualidades misteriosas da vida: a sexualidade humana, o matrimônio, o pecado, a doença, as dores do parto, a morte, a ira de Deus, a inimizade do ser humano contra o próprio ser humano e as dispersão das raças e línguas sobre toda a terra. Iniciando no cap. 12, Gênesis relata o chamado de Abraão e a inauguração do concerto de Deus com ele, um concerto glorioso e eterno que foi renovado com Isaque e Jacó. Gênesis é impressionante pela forma característica da sua narrativa, realçada pelo relato inspirador de José e pela multiplicação do povo de Deus no Egito. Trata-se de uma lição na eleição divina, conforme encontrado por Paulo em Rm 9. Gênesis antecipa o NT de muitas maneiras: o próprio Deus pessoal, a Trindade, a instituição do matrimônio, a seriedade do pecado, o julgamento divino e a justificação pela fé. A Árvore da Vida, perdida em Gênesis, é restaurada em Ap 22. Gênesis conclui com a bênção de Jacó sobre Judá, de cuja tribo viria o Messias: “O cetro não se arredará de Judá, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos” (49.10). Muitos séculos e muitas lutas seguir-se-ão antes que esta profecia encontre o seu cumprimento em Jesus.

Cristo Revelado
O Cristo preexistente, a Palavra viva, estava muito envolvido na criação. “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). O ministério de Jesus está antecipado em Gn 3.15, sugerindo que a “semente” da mulher que ferirá a cabeça da serpente (satanás) é Jesus Cristo, a “posteridade” de Abraão mencionada por Paulo em Gl 3.16. Melquisedeque é o misterioso rei-sacerdote do cap. 14. Uma vez que Jesus é rei e também sumo sacerdote, a carta aos Hebreus faz, de forma apropriada, esta identificação (Hb 6.20). A grande revelação de Cristo em Gn se encontra no estabelecimento do concerto de Deus com Abraão nos caps. 15 e 17. Deus fez promessas gloriosas a Abraão, e Jesus é o maior cumprimento destas promessas, uma verdade que é explicada de forma detalhada por Paulo em Gálatas. Boa parte da Bíblia está fundamentada sobre o concerto abraâmico e o seu desenvolvimento em Jesus Cristo. A dramática história da prontidão de Abraão em sacrificar a Isaque segundo a ordem de Deus apresenta uma incrível semelhança com o evento crucial do NT. “Toma agora teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas... E oferece-o em holocausto” (22.2), lembra-nos da prontidão de Deus em sacrificar o seu único Filho pelos pecados de todo o mundo. Por fim, a bênção de Jacó sobre Judá antecipa a vinda de “Siló”, a ser identificada como o Messias. “ E a Ele se congregarão os povos (49.10).

3

Nós também percebemos a sua operação através das vidas dos patriarcas: Ele protegeu os patriarcas e as suas famílias e os abençoou materialmente.38) Embora o Espírito Santo não seja mencionado de outra forma em Gênesis.1-35 Jacó 27. da terra. e da vida sobre a terra 1.1-2.1-24 3) O concerto de Deus com Abraão 15. tentando frustrar.26 1) A venda de José 37. Desta forma achamos o Espírito envolvido na criação. O Espírito Santo também operou em José.1-35. em quem haja o Espírito de Deus?” (41.29 A Tabela das nações 10.1-48.21 6) Os últimos dias de José 50.20 2) A batalha dos reis 14. Todo tipo de dificuldades e situações impossíveis cercaram a família escolhida.28 4) Jacó muda para o Egito 46.1-50.1-24 Isaque 24.1-9 Genealogia de Abraão 11.29 Esaú 36.1-50.29 1) Jacó engana o seu pai 27.O Espírito Santo em Ação “O Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (1.1– 11.43 5) O retorno de Jacó para Canaã 31.26 Abrão (Abraão) 12.1-32 A confusão das línguas 11.22-26 Índice 4 . onde possível.1-57 3) José e os seus irmãos 42.1-23.1-23. A história primitiva do ser humano 1.12-34 4) Deus confirma seu concerto com Isaque 26.1-9.1-43 José 37.23 2) A exaltação de José 41. o cumprimento das promessas de Deus a Abraão.11-22 4) O casamento de Jacó em Harã 29.5 1.1-26. porém o Espírito de Deus resolveu.2).1-24 O mundo anterior ao dilúvio 4.1-50.32 Noé e o dilúvio 6.1-10 3) Deus confirma o concerto com Jacó 28. Esaú e Jacó 25.1– 30.1-2. Criação do ser humano 2. Os patriarcas escolhidos 12.34 4) O teste de Abraão 22.20 1) O chamado de Abraão 12.1-46 2) A fuga de Jacó para Harã 28.1-11 3) Ismael. Criação dos céus.32 A) As narrativas da criação 1.22 5) A benção de Jacó e o seu sepultamento 49.4-25 B) A queda do ser humano 3.1-35. um fato que foi óbvio pra o Faraó: “Acharíamos um varão como este. Esboço de Gênesis I.35 1) A noiva de Isaque vem da Mesopotâmia 24.3 2.10-32 II.1-5.1-45. nós o vemos em ação ao atrair os animais dos quatro cantos da terra para dentro da arca de Noé. de maneira sobrenatural cada um destes desafios.1-67 2) A morte de Abraão 25.1-40.1-21.

porém constituiu-se num processo.2217.Êxodo Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a.17-18. Esta seção tem três componentes principais. é a figura centra de Êxodo. Desta forma.1-27). A Segunda seção narra a jornada milagrosa até o Sinai (13. As pragas realizaram duas coisas importantes: primeiro. A última seção enfoca as revelações miraculosas junto ao Sinai (19. eles poderiam ajustar as suas vidas ao seu jeito de ser a fim de continuar recebendo as suas bênçãos.1-13. 5 . a capacidade que Deus tem de cuidar do seu povo (15. Através de eventos variados e de encontros face a face com Deus. Data A Tradição conservadora data a morte de Moisés em algum temo ao redor de 1400 aC. os hebreus reclamavam. os amalequitas (17.27). segundo. A libertação divina da nação tem o objetivo especifico de edificar um povo pactual. mostrando o desenvolvimento dum pequeno grupo familiar de setenta pessoas numa grande nação com milhões de pessoas. a libertação de Israel do seu cativeiro. Quatro anciãos com a tarefa de supervisão foram estabelecidos a fim de manter a paz entre o povo (18.1-10). A sua reclamação chegou não somente diante dos seus opressores. Êxodo registra o desenvolvimento de Moisés. do tabernáculo.17-18. a jornada miraculosa até o Sinai (13. A primeira seção (1.27).6). elas demonstraram a superioridade do Deus hebreu sobre os deuses egípcios e. Primeiro. Quatro grandes eventos ocorrem nesta seção. trata-se das instruções referentes à edificação dum tabernáculo e do seu mobiliário (25. 24. Quatro grandes eventos ocorrem nesta seção.6) inicia com os hebreus sendo oprimidos no Egito (1. Ele é o profeta hebreu que liderou os israelitas em sua saída do Egito.8-16). cujo nome significa “tirado das águas”.38). Deus ouviu o seu clamor e colocou em ação um plano ora libertá-los. Um período considerável de tempo e dez pragas foram utilizadas para ganhar a liberação dos hebreus das garras do Faraó.1-40. e da habitação da presença de Deus no edifício após o encerramento da obra (35. Contexto Histórico Êxodo é a continuação do relato do Gênesis.38). Êxodo é tradicionalmente atribuído a ele.17-18. eles experimentaram. Como qualquer outro grupo sob pressão.21). Terceiro. durante a caminhada pelo Deserto. 34.18).440.23-25).C. A libertação não ocorreu de forma instantânea. Autor Moisés.27). Conteúdo O Livro de Êxodo pode ser dividido em três seções principais: a libertação miraculosa de Israel (1. é provável que o Livro de Êxodo tenha sido compilado nos quarentas anos anteriores. mas chegou até o seu Deus (2. elas trouxeram liberdade aos hebreus. Ele acompanhou esta libertação através da seleção dum profeta chamado Moisés (3. Segundo.1-40. Os hebreus viveram no Egito por 430 anos. esta informação que lhe foi revelada. através do processo de inspiração do Espírito Santo. Assim.33). são dados os Dez mandamentos e todas aquelas instruções que explicam em maiores detalhes como estes mandamentos devem transparecer na vida do povo em aliança com Deus (19. Segundo.1-23. os hebreus testemunharam o poder miraculoso e libertador de Deus (13. de forma direta.1-31. de fato.1715. O livro termina com a construção do tabernáculo como um lugar da habitação de Deus.10-14). eles receberam proteção em vista dos seus inimigos.14.1-13. Moisés comunicou ao povo hebreu. a sua caminhada do Egito até o monte Sinai para receber a lei de Deus e as instruções divinas a respeito da edificação do tabernáculo.7).27) e as revelações miraculosas junto ao Sinai (19. Tendo testemunhado a sua presença e conhecido a forma como Deus agiu em seu benefício. tanto na forma oral como na escrita.19) Os resultados duma vida fora desta estrutura pactual são demonstrados pelo incidente que envolveu o bezerro de ouro (32. sendo que a maior parte do tempo em regime de escravidão. Primeiro. do seu mobiliário.1-35).4.2 . Terceiro. trata-se da construção.7.A. os hebreus testemunharam o poder miraculoso e libertador de Deus (13. Primeiro. Moisés recebeu a revelação daquelas coisas que Deus desejava que ele soubesse. Quatro passagens em Ex dão forte apoio à autoria mosaica de pelo menos boa parte do livro (17. Estes quatros grandes eventos ensinam um conceito importante: a mão de Deus está presente na vida do seu povo especial.

10 O episódio do êxodo 12. o óleo da unção é um tipo do Espírito Santo.1-35.16 II. As revelações miraculosas junto ao Sinai 19.1-13. As passagens “EU SOU” no evangelho de João encontram a sua origem primeira no livro de Êxodo. o candelabro serve como fonte de luz permanente (25. clemente.19 A proteção do Anjo de Deus 23. Uma listagem paralela também pode ser encontrada em Ex 34.17-15.1-27 III. A libertação miraculosa de Israel 1.27 A Libertação junto ao mar Vermelho 13.8-16 O estabelecimento dos anciões supervisores 18. o qual é utilizado pra preparar tanto os fiéis como os sacerdotes para o culto divino (30.1-31. Moisés fala de duas maneiras do pão de Deus: o maná (16.1-4.1– 40. e perdoador. quando cidadãos individuais são capacitados a tornarem-se exímios artífices.1-11.1-25 Os dez mandamentos 20. bom. longânimo.23.35) e os pães da proposição (25.31-40).7.1-35 Arrependimento e renovação do concerto 33. o óleo representa.18 O bezerro de ouro 32. As habilidades naturais destas pessoas foram enriquecidas e aumentadas a fim de que executassem as tarefas necessárias com excelência e precisão.1).1-18 Orientação a respeito do tabernáculo 25.31 O processo de libertação 5.1-13.3 A construção do tabernáculo 35.7 A proteção contra os amalequitas 17. Através da obra capacitadora do Espírito Santo.22-23.38 A chegada ao Sinai e a manifestação de Deus 19. o Espírito Santo.30).20-33 Israel confirma o concerto 24. O Fruto do Espírito Santo está listado em Gl 5. Por exemplo.34-38 Índice 6 .33 A glória do Senhor enche o tabernáculo 40. Esboço de Êxodo I.1) faz intercessão junto ao altar do incenso (30.1-22 O nascimento e a primeira parte da vida de Moisés 2. A Páscoa indica que Jesus é o Cordeiro de Deus que foi oferecido pela nossa redenção (12.3-11 e 35. João afirma que Jesus é o Pão da Vida.1-21 O Livro da Aliança 20.22-17.21 A provisão para o povo 15. de forma simbólica.1-22). A jornada miraculosa até o Sinai 13.4-40. que descreve os atributos de Deus como compassivo. Arão funciona como um tipo de Jesus assim como o sumo sacerdote (28. O Espírito Santo em Ação No Livro de Êxodo. pois ele liberta da escravidão. no tabernáculo.17-18.16 A opressão dos israelitas no Egito 1.6. As referências mais diretas ao Espírito Santo podem ser encontradas em 31.31).Cristo Revelado Moisés é um tipo de Cristo. João nos conta que Jesus é a luz do Mundo.30-36.22. fiel.1.

antes de mais nada. Em 1. O título “Levítico “ é derivado da versão grega da obra e significa “assuntos pertencentes aos levitas”. O ensinamento de Jesus Cristo—”Portanto. As ofertas de manjares (hebr.18. Além dos sacrifícios. que significa “E ele chamou”. ser educadas sobre a santidade de Deus e a responsabilidade de cada indivíduo pra viver uma vida santa. bem como à redenção da terra (ver também Ex 21. a santidade de Deus e a santidade na vida cotidiana. as crianças deveriam. O sacrifício pelo sacrilégio (hebr. o Livro de Levítico recebeu o nome de Vayikra. portanto. Os sacerdotes e levitas preservaram seu conteúdo. Eles sentiram que. O título é um pouco enganoso. indicando que os frutos do trabalho de uma pessoa devem ser dedicados a Deus. mas também o relacionamento de amor e respeito que cada pessoa deve ter com o seu próximo. o texto se refere à palavra do Senhor. embora o cerimonial do sacrifício e a obra dos sacerdotes sejam explicados com grande cuidado. Contexto Histórico A teologia do Livro de Levítico liga a idéia de santidade à vida cotidiana.10. As terras. Minchah) são uma oferta de tributo feita a fim de garantir ou manter o favor divino.reflete o texto de Lv 19. Conteúdo Em hebraico. Dt 15.olah) referem-se ao único sacrifício que é totalmente consumido sobre o altar e. Data Os sábios datam o Livro de Levítico da época das atividades de Moisés (datando mais antigamente no séc. antes de proceder a outros texto bíblicos. O conceito de santidade afeta não somente o relacionamento que cada indivíduo tem com Deus. pertencem a Deus e não a qualquer indivíduo. pois Deus é puro e porque a pureza de cada indivíduo é a base da santidade de toda a comunidade do concerto. devem ter um descanso depois de cada 7 . o calendário litúrgico tem uma posição significativa no Livro de Levítico. fazei-lho também vós. que os sábios judeus consideravam de importância primária. isso forma a base de todo este livro das Escrituras. O sacrifício pelos erros (hebr. uma vez que o livro lida com muito mais assuntos relacionados à pureza. Outro tema principal do Livro de Levítico é o sistema sacrificial. que era uma forma costumeira de dar nome às obras antigas. que foi proferida a Moisés do tabernáculo da assembléia.1. XII aC) até a época de Esdras. durante o retorno (séc. 23. todo o sacerdócio. bem como o povo.3 . de acordo com a tradição primitiva. e santo é oposto do comum ou secular. O título hebraico é tirado da primeira palavra do livro. A santidade está sendo separada do profano. Ela vai além do assunto de sacrifício. O livro contém pouca informação histórica que forneceria uma data exata. descrevendo a santidade da presença divina. normalmente pelo uso de um falso testemunho. Os holocaustos (hebr.C.2-6. Os erros profanaram a santidade de Deus e é exigida uma oferta. O Ano de Descanso refere-se à emancipação dos escravos israelitas e pessoas endividadas.VI aC).11. O livro descreve o sistema de sacrifícios e louvor que precede a época de Esdras e relembra a instituição do sistema de sacrifícios. XV aC e a última alternativa no séc. tudo o que vós quereis que os homens vos façam. Algumas vezes.A.chatta’t) é empregado para tirar a impureza do santuário. foi o primeiro livro a ser ensinado para as crianças na educação judaica. santidade.Levítico Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1445 a. Isso costumava acontecer em ocasiões de alegria.12).shelamim) são designados para fornecer expiação e permitem que a pessoa que faz a oferta como da carne do sacrifício. Ele lida com o caráter e a vontade de Deus especialmente em assuntos de santidade. portanto.1-18). A Santidade (hebr. Os sacrifícios de paz ou das graças (hebr. algumas vezes é chamado de oferta queimada. O Ano de Jubileu refere-se ao fato de que as terras de Israel. “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. A aceitação da autoria mosaica para Levítico dataria sua escrita por volta de 1445 aC. Asham). O código de santidade permeia a obra porque cada indivíduo deve ser puro. entretanto. Kedushah) é uma palavra-chave em Levítico. A palavra “santo” aparece mais de oitenta vezes no livro. o Livro de Levítico tem sido encarado como uma obra de difícil compreensão. também conhecido como oferta pela culpa ou oferta de compensação. Autor O Livro de Levítico é o terceiro livro das Escrituras Hebraicas do AT atribuídos a Moisés. é preparado para a violação da santidade da propriedade de Deus ou de outras pessoas. porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7.

entretanto. As leis das impurezas 11.46 Matando por alimento 17. O Livro de Hebreus descreve Cristo como o sumo sacerdote e usa o texto de Levítico como base para ilustrar a sua obra. esse método de interpretação bíblica deve ser cautelosamente usado a fim de garantir que o significado original histórico e cultural sejam preservados.17 A Expiação do pecado 4.período de quarenta e nove anos (Lv 25.1-46 V. A descrição do sistema de sacrifícios 1. O código de Santidade 17.1-11 O pecado de Eleazar e Itamar 10.1.20 A ordenação de Arão e seus filhos 8. o sistema de sacrifícios e o sumo sacerdote no Livro de Levítico são tipos que retratam a obra de Cristo.1-9 Punição para blasfêmia 24.1-5.1-47 Imundícias do parto 12. O Espírito Santo em Ação Apesar de o termo “Espírito Santo” nunca ser mencionado no Livro. O Livro de Levítico enfoca a vida e o louvor do antigo povo de Israel. O serviço dos sacerdotes no santuário 8.1-34 Índice 8 .1-10.1-7.1-16. Entretanto. Esboço de Levítico I.1-55 Bênçãos por obediência e punição por desobediência 26.10-23 Os Anos do Descanso e do Jubileu 25. Ele não é visto como nos cultos pagãos da época em que os ídolos eram venerados.1-16 Sobre ser sagrado 18.1-26.34 Imundícias dos animais 11.14-6. Cristo Revelado Cristo não é especificamente mencionado em Levítico. A santidade do caráter de Deus é constantemente mencionada na designação de santidade às ações e louvor do povo. a santidade de seu caráter e a necessidade de a congregação se aproximar dele com pureza de coração e mente. Ofertas para o santuário 27.27 Leis para sacerdotes e sacrifícios 21. o que ensina o domínio de Deus.1-6 Os sacrifícios de paz ou das graças 3. Elas devem ser santas como Ele é santo.33 Dias santos e festas religiosas 23.1-44 Leis para elementos sagrados de louvor 24.7 Outras instruções 6.12-20 III.8-17). à medida que elas o louvam.1-14.1-34 IV.38 Os holocaustos 1.1-20.57 Imundícias de emissão 15.13 O sacrifício pelo sacrilégio 5. mas está no meio das pessoas.1-33 Imundícias morais 16.1-8 Imundícias da pele 13.38 II.1-36 Os sacerdotes tomam posse 9.1– 22. Alguns usaram formas extremas de alegoria do Livro de Levítico a fim de revelar Cristo. a presença de Deus é sentida em todo o livro.8-7.1-24 O pecado de Nadabe e Abiú 10.1-17 As ofertas de manjares 2.

Os acontecimentos deste livro ocorrem durante cerca de 40 anos. Israel deixa o Sinai em Nm 10. Paulo enfatiza a provisão de Cristo às necessidades de seu povo.11-36. Conteúdo A divisão dos livros de abertura do AT em cinco livros ou pergaminhos (chamado “o Pentateuco”. e os nazireus. mas aqueles que lidam com o preparo da viagem dominam. o motivo do preparo é reconsiderado em 10. onde são dadas instruções para que sejam feitos sinais com as trombetas. A seção de Nm que lida com a viagem (10. O cap. 10.17. tirado da linha de abertura. Essa seção termina com a distribuição da terra entre as tribos depois de elas terem entrado na Terra Prometida. Os pontos-chave nesta parte são os relatos das queixas. Os caps. Começa com um novo censo (comparar com o cap. 1). No texto hebraico. A figura messiânica do rei de Israel é profetizada por Balaão em 24. Autor Tradicionalmente. Moisés.13) tem duas partes principais. a infidelidade marital. No cap. “Falou mais o senhor a Moisés. a quem libertou do cativeiro. morreu no deserto. e o verdadeiro rei sobre quem Balaão fala. A pedra que deu água aparece duas vezes na história do deserto (cap 20. Começa com Israel ainda no Sinai.18 descreve a destruição de geração que vivenciou a libertação do Egito por meio do Senhor. “Vê-lo-ei.2 faz uma referência especifica a Moisés. e um cetro subirá de Israel”. 8 fala da consagração dos levitas. que levou à morte deles. A segunda subseção (26-36) narra a preparação da segunda geração para a entrada na Terra Prometida. As instruções no Sinai lidam com a preparação para a viagem.10). O cap. provavelmente o livro tenha sido escrito por volta de 1400 aC.1-10. observando que toda a primeira geração. seguido de um relatório de concordância com o mandamento. Número tem duas divisões principais: 1) a seção contendo instruções enquanto ainda no Sinai (1.4 . Em primeiro lugar. pouco antes de sua morte. rebeliões e desobediência da primeira geração.1-10. 1-4 lidam com uma série de instruções para numerar (fazer o censo de) vários grupos. registrando pontos sobre a viagem no deserto. começando logo após o Êxodo.Números Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. de acordo com o testemunho uniforme do NT. cujo nascimento é contato no Ex 2 e cuja morte é narrada em Dt 34. conforme atestado pelos textos de Qumran. 5-6 lidam com a imundície ritual. em 1400 aC. As instruções no Sinai (1. a personalidade central do livro. que se inicia com o Êxodo. Os caps.1. A tradição judaica interpretava este verso messianicamente. Nm 33.10) cobrem uma variedade de tópicos. O título em português Números é tirado de seu título (arithmoi) na tradução grega do AT (a septuaginta). Calebe e Moisés. contemplá-lo.11. A entrada dos israelitas no deserto do Sinai é registrada em Ex 19. exceto Josué. uma estrela procederá de Jacó.C.11-36-13). a autoria é atribuída a Moisés. e o resto do livro conta a viagem em si. 7. O Livro de Número continua o relato do período mosaico.1-10.A. O Apóstolo Paulo escreve sobre Cristo que ele era a pedra espiritual que seguiu os israelitas pelo deserto e deu-lhes a bebida espiritual (1Co 10.9 lida com a Páscoa e a nuvem e o fogo. Cristo Revelado Jesus Cristo é retratado em Nm como aquele que provém.. 2) a viagem no deserto que cobre o itinerário do Sinai até as planícies de Moabe através do Jordão da Terra Prometida (10. no deserto do Sinai”.4). 9 .11-25. mas não agora. seguido pela Vulgata (numeri). mas não de perto. Ex 17). Data Assumindo a autoria mosaica. o nome do livro é No Deserto . é a figura que une a história do Êxodo até Deuteronômio. Jesus Cristo é o Messias. os líderes do povo trazem ofertas para o tabernáculo. significa “Cinco pergaminhos”) não deve obscurecer o fato de que cada um dos cinco livros é uma continuação do precedente.

Somente o setenta anciãos nomeados profetizam.1-65 2) Instruções relacionadas à herança.10 1) Cinco instruções 5. 11.4-35 4) Desafio para Moisés 12.32 8) Leis da purificação 19.1-29 10) Do monte Hor às planícies do Moabe 21.1-35 11) Balaque e Balaão 22.27 2) Ofertas dos líderes 7.34 2) Censo não militar: levitas 3.1-10 II. A resposta é que o Senhor tomará o Espírito que está sobre Moisés (identificado no v. Essa esperança de Moisés é retomada em Jl 2.1-26 4) Segunda Páscoa 9.13 Índice 10 .1-14.18 1)Relato da primeira marcha do Sinai 10.49 Instruções e relatos adicionais 5.1-41 7) Desafios à autoridade de Arão 16. Santo no cap.O Espírito Santo em Ação Fala-se diretamente sobre o E.1-6.1-22 9) A morte de Miriã e Arão 20.1-89 3) Levitas dedicados 8.50-36. Lá o Espírito é retratado como realizando duas funções: ungido para a liderança e inspirando a profecia. ele causa a profecia (v.1-2.1-16 5) Recusa a entrar na Terra Prometida 13.1-4.1-42 5) Itinerário do Egito até Moabe 33.1-36. 16.11-25. Quando o Espírito é dado aos anciãos.1-14 5) Direção pela nuvem e fogo 9.11-36 2) Queixas do povo 11.1-25.1-30.45 6) Instruções relacionadas às ofertas 15. 25). Instruções para a viagem do Sinai 1.1-18. Mesmo um líder como Moisés era incapaz de fazer tudo e precisava de uma liderança doada pelo Espírito para a realização de sua tarefa.9 1) Censo militar 1. 29 como o Espírito do Senhor) e o passará para seus líderes. quando o Espírito foi derramado e tornou-se disponível a todos.15-23 6) As trombetas de prata 10. Moisés está pedindo ajuda ao Senhor em seus deveres de liderança. Moisés expressa o desejo de que todo o povo de Deus também recebesse seu Espírito e profetizasse.1-49 6) Instruções para a ocupação de Canaã 33. Quando Josué se queixa que dois dos anciãos no acampamento também estão profetizando.13 1) Um novo censo 26.13 Rebelião e punição da primeira geração 10.28-32 e é definitivamente cumprida no Dia de Pentecostes (At 2.16 3) Vingança sobre os midianitas 31.10 Relato sobre a tomada do censo 1. Relato da viagem do Sinai 10.1-4.16-21).1-10.1-54 4) As tribos da Transjordânia 32.18 Preparo da nova geração 26. ofertas e votos 27. No v.1-3 3) Ansiando por carne 11. Esboço de Números I.11-36.1-10.

e o livro reflete claramente a personalidade de Moisés.46. em cerca de 1400 aC. Ele os recorda trinta e quatro vezes de que essa é a terra que Deus lhes está dando. Portanto.C. Moisés é a única pessoa com quem Jesus se comparou: “Porque. foi escrito. Data Moisés e os israelitas iniciaram o Êxodo do Egito por volta de 1440 aC. Moisés percebe que a maior tentação dos israelitas na nova terra será abandonar a Deus e cair na idolatria dos ídolos cananeus. Moisés lhes recorda com vivacidade a fidelidade de Deus por toda a história e os relembra de seu relacionamento singular de concerto com o Senhor.A. no primeiro dia do mês”.Deuteronômio Autor: Tradicionalmente Moisés Data: Cerca de 1400 a. Dt cobre um período inferior a dois meses. Enquanto essa nova geração de israelitas se prepara para entrar na Terra Prometida.novos inimigos.9) também pode ser indício de que tenha escrito todo o livro. 7. A mensagem de Dt é tão poderosa que é citada mais de oitenta vezes no NT. Para preparar a nação para vida na nova terra. um Profeta como o próprio Moisés (18. A maioria do povo junto de Moisés à entrada da Terra Prometida não tinha testemunhado as cenas no Sinai. Dt é proclamação de uma segunda chance para Israel. O último capítulo. Agora se achavam acampados na fronteira oriental de Canaã. O uso corrente da primeira pessoa do singular em todo o livro apóia ainda mais a autoria mosaica. bênção.9. Quando os israelitas se preparavam para entrar na Terra Prometida. At 3. que contém o relato da morte de Moisés. Assim como Cristo. Cristo Revelado Moisés foi o primeiro a profetiza a vinda do Messias. provavelmente.37). os israelitas perambularam sem destino no deserto por trinta e oito anos. Por conseguinte. creríeis em mim. A Obediência a Deus equivale a vida. Moisés expõe os mandamentos e os estatutos que Deus deu em seu concerto. Notadamente. Mas. Pedro e Estevão também reconhecem Moisés como o autor do livro (mt 19. Moisés está preocupado com a perpetuação do concerto.47). e a deu aos sacerdotes” (31. a Terra Prometida. se não credes nos seus escritos. de vista para Jericó e a planície do Jordão. Isso foi um pouco antes da morte de Moisés e do início da liderança de Josué em guiar os israelitas a Canaã.7. novas tentações e nova liderança. Embora Deus o tivesse proibido de entrar em Canaã. depararam-se com um momento crucial em sua história . porque de mim escreveu ele. na região montanhosa do Moabe.3. Isaque e Jacó séculos antes está prestes a se tornar realidade. doença e pobreza. no vale defronte de Bete-Peor. maldição. Chegaram à planícies de Moabe. “Moisés escreveu esta Lei.1).4. se vós crêsseis em Moisés. Ele tirou os israelitas da escravidão no Egito e os guiou pelo deserto para receber a lei de Deus no monte Sinai. A falta de fé e a infidelidade de Israel tinham impedido a conquista de Canaã anteriormente. Conteúdo Dt é uma série de recomendações de Moisés aos israelitas enquanto ele se prepara para morrer e eles se aprontam para entrar na Terra Prometida. onde Deuteronômio provavelmente tenha sido escrito. A desobediência equivale a morte. Sendo assim. e a Terra Prometida estava a sua frente. Moisés os exorta trinta e cinco vezes para “entrar e possuir” a terra. Josué. Autor Deuteronômio identifica o conteúdo do livro com Moisés: “Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel” (1. Tanto a tradição judaica quanto a samaritana são unânimes em identificar Moisés como o autor. “no mês undécimo.15). no ano quadragésimo de sua peregrinação pelo deserto (1.3). como crereis nas minhas palavras?” (jo 5. eles eram nascidos e criados no deserto.5 . Jesus 11 . O nome de Moisés aparece quase quarenta vezes. na ocasião do discurso do conteúdo do livro ao povo. O que Deus havia prometido a Abraão. Moisés experimenta um forte sentimento de antecipação pelo povo. Mc 10. Moisés reuniu o grupo para lembrá-los da fidelidade do Senhor e para encorajá-los a serem fiéis e obedientes ao seu Deus quando possuíssem a Terra Prometida. Por causa da desobediência de Israel em se recusar a entrar na terra de Canaã. O concerto mostrou aos filhos de Deus o caminho para viver em comunhão com ele e uns com os outros. incluindo os trinta dias de lamento pela morte de Moisés Contexto Histórico Moisés tinha então 120 anos. por seu amigo íntimo.22. saúde e prosperidade.

9).5.1-40 Cidades de refúgio nomeadas 4.44– 11. a dispersão de Israel (30.1).19 III.13.1-4.29 A Morte e a sucessão de Moisés 34.32 Exposição das leis cerimoniais 12.2) e a restauração (30.22 Exposição das leis criminais 19.6) e a prosperidade nacional de Israel (30.30-32.20 IV.6-3.16. ter usado este livro sobre a obediência para demonstrar a sua submissão à vontade do Pai.21 se descreve Moisés claramente: “homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”. 6. a restauração e a conversão nacional e futura de Israel (30. Moisés demonstrou a presença do E. 10.1-68 O juramento do concerto 29. o arrependimento (30. O primeiro discurso de Moisés 1.48—33.1-26 Sanções do concerto 28.1-29 O cântico do testemunho 31. É muito significativo o fato de Cristo.5. 6.1-16.5) de Israel. Quando confrontado por satanás em sua tentação.1-5 O passado recordado 1.44-26.1– 30.18-18.20 Cerimônia de retificação 27.1-12 Índice 12 . O segundo discurso de Moisés 4. Santo enquanto profetizava para o povo. Dt recorda ao povo que o Espírito de Deus havia estado com eles desde o tempo da sua libertação do Egito até o momento presente e que ele continuaria a guiálos e protegê-los se permanecessem obedientes às condições do concerto.43 Introdução 1. Quando lhe perguntavam o nome do mandamento mais importante. O terceiro discurso de Moisés 27.41-43 II. Várias de suas profecias mais significantes incluíam a vinda do Messias (18.15).10– 26. Em 2Pe 1. O Espírito Santo em Ação O tema unificador em toda a Bíblia é a atividade redentora de Deus.12 Perpetuação do concerto 31. As palavras finais e a morte de Moisés 31.1– 34.17 Exposição da lei civil 16.20).29 Um chamado à obediência 4. que era perfeitamente obediente ao Pai. Esboço de Deuteronômio I. Como porta voz de Deus. mesmo até a morte.1-30.1-21.3.9 Exposição das leis sociais 21. ele respondia com Dt 6. ele citava exclusivamente Dt (8.47 A bênção de Moisés sobre Israel 32.19 Exposição dos Dez Mandamentos 4.costumava citar Dt.

O Pano cor de sangue pendurado na janela salvou Raabe e sua família da morte. Canaã se dividia em várias cidadesestados. É mais provável que o livro tenha sido composto em sua forma final por um escriba ou editor posterior. assistente e sucessor de Moisés. Sua morte é registrada no capítulo final (24. bem como cristo nos leva à possessão da vida eterna. Séculos antes.6) sustenta a teoria de que o autor deve ter sido testemunha de alguns acontecimentos que ocorreram durante estes período. Em contrapartida. esses livros traçam o desenvolvimento do Reino de Deus na Terra Prometida até o cativeiro da Babilônia— Um período de cerca de novecentos anos. Autor O autor do Livro de Josué não pode ser determinado pelas Escrituras. cada uma com seu governo autocrático e todas hostis umas com as outras. uma lição objetiva. Portanto. Era tarefa de Josué. bem como nossa . Se nome.10-16 e Jz 18 confirmam que esses acontecimentos ocorreram ap´´os a morte de Josué. Em 5. Josué teve certeza de que o próprio Deus era o responsável. e a migração para Dã (19. adoração da serpente e o sacrifício de crianças.Josué Autor: Incerto (Josué) Data: Cerca de 1400—1375 a. entretanto.13-15. O próprio Josué era um modelo de Cristo. A data comumente aceita da morte de Josué é por volta de 1375 aC. Moralmente. é um equivalente hebraico do grego “Jesus”. além de conhecer o príncipe. Abraão. Contexto Histórico O livro começa nas vésperas da entrada de Israel em Canaã. o povo de Israel estava sem pátria havia mais de quatrocentos anos (Gn 15. as pessoas eram depravadas. seguir os planos do príncipe.21) ilustra a obra de redenção de Cristo na cruz. Um modelo é um símbolo.13-17). embora imperfeitamente. Outras passagens. O uso do pronome “nós” e “nos” (como em 5. Cristo também derramou seu sangue e foi pendurado na cruz para nos salvar da morte.A. Passagens paralelas em Jz 1. O cenário estava estabelecido e a terra propícia para a conquista.C. Conteúdo O Livro de Josué é o sexto do AT e o primeiro de um grupo de livros chamado os Profetas Anteriores. Entretanto. não poderiam ter sido escrita por Josué.47). Vários outros acontecimentos que ocorreram após a sua morte são mencionados: A conquista de Hebrom por Calebe (14. Josué narra o período da entrada de Israel em Canaã através da conquista.26 sugere que o autor de pelo menos grandes seções foi o próprio Josué.6-15).6 . o Deus Triúno apareceu a Josué como o “príncipe do exercito do SENHOR” .13). por modelos e por aspectos iluminantes de sua natureza. a vitória de Otniel (15. que significa ”Jeová é Salvação”. Cristo Revelado Cristo é revelado no Livro de Js de três maneiras. mas foi baseado em documentos escritos por Josué. Deus havia prometido transformar Abraão e seus descendentes em uma grande nação e dar-lhes Canaã como pátria sob a condição de que eles continuassem fiéis e obedientes a ele (Gn 17) . Coletivamente. Josué guiou os israelitas até a possessão de sua herança prometida. Js 24. A religião Cananéia enfatizava a fertilidade e o sexo. continuavam fiéis ao único e verdadeiro Deus e se apegavam à promessa que ele tinha feito ao antepassado deles. Agora.18. por revelação direta. Eles tinham vivido em servidão aos Faraós egípcios e depois ficaram perambulando sem rumo no deserto por mais de quarenta anos. Pode-se encontrar tipos em uma pessoa.29-32). 13 . em um ritual religioso e mesmo em um acontecimento histórico. o livro engloba a história de Israel entre 1400 aC e 1375 Ac e é provável que tenha sido compilado pouco tempo depois. Politicamente. Data O Livro de Js cobre cerca de vinte anos da história de Israel sob a liderança de Josué. Através de sua aparição. Assim. divisão e estabelecimento da Terra Prometida. O cordão de fio de escarlata na janela de Raabe (2. eles estavam prestes a vivenciar o cumprimento dessa promessa. a anarquia e a brutalidade eram comuns.

A cooperação com o Espírito Santo é essencial à vitória.15 1) Procurando a moral do inimigo 2.1-5. Ele nos habilita a cumprir nosso chamado e a completar a tarefa ao nosso alcance.16—12. O Espírito Santo está comprometido a realizar a tarefa. Seu objetivo em Josué.1-27 2) O pecado traz a derrota . que é a Promessa. Nenhuma obra de Deus.15 Mediante a escolha do líder do exército 1. para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares” (1. Deus.13). Preparação da herança 1.7-9).Amorreus 10. Várias características sobre a maneira como o Espírito opera podem ser vistas em Josué.30-35 O território do Sul 9. A obra do Espírito Santo é mútua: “Tão somente sê forte e mui corajoso para teres cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou. O Espírito Santo em Ação Uma tendência constante da obra do ES flui através do Livro de Js. A vitória foi alcançada em Gibeão.43 1) O engano traz o cativeiro .1-5.1-15 Revisando os territórios conquistados 11.14).5.20). quando o Espírito deteve o sol (10. sua presença surge em 1. Josué testemunhou: “nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o SENHOR. sem nos ele não quer”. dela não te desvies. A queda de Jericó foi obtida mediante a destruição milagrosa de seus muros (6. não podemos. sustentou e preservou seu povo tirando-os do deserto e levando-o à Terra Prometida.1-27 2) Os milagres trazem a liberação .1-12.7).1-8. é realizada sem ajuda do Espírito.1-43 O território do Norte 11. pois. quando Deus conhecendo a esmagadora tarefa de comandar a nação de Israel. Foi dito: “Sem ele.1 3) Fortalecendo as tropas para a guerra 5. Inicialmente.10-15 3) Josué recebe estímulo 1. independentemente de quanto tempo demore.1-29 4) A lei traz a bênção .12.1-5. era a salvação de Israel.Gibeonitas 9.2-12 4) Convencendo um líder a servir 5.1-9 2) Josué dá o mandamento 1. No final de sua vida. Ele fará o mesmo por nós através de Cristo. seja a libertação da servidão ou possessão da bênção. O trabalho do Espírito Santo era o mesmo antes de agora: ele atrai as pessoas a um relacionamento de salvação com Cristo e realiza os propósitos do Pai.1-24 14 . Possuindo a herança 6.13-15 II.24 1) Os territórios 11.Monte Ebal e monte Gerizim 8.24 O território central 6.Jericó 6.16-23 2) Os reis 12. foi através dessa nação que Deus escolheu salvar o mundo (Is 63.Ai 8. forneceu a Josué a promessa de seu Espírito sempre presente.1-10. nem para a direita nem para a esquerda. A obra do Espírito Santo é contínua: “Não te deixarei nem te desampararei” (1.16-18 Mediante o preparo do exército para a batalha 2.Um dos aspectos da natureza de Cristo revelada em Josué é o da promessa cumprida. Esboço de Josué I.5). A obra do Espírito Santo é sobrenatural. Sua presença contínua é necessária para o sucesso do plano de Deus na vida dos homens.1-26 3) O arrependimento traz a vitória . vosso Deus” (23.35 1) A obediência traz a conquista . bem como no AT.1-24 2) Posicionando o povo para a batalha 3.Acã 7. em sua graça e fidelidade.1-18 1) Josué ouve o chamado 1.

O discurso final de Josué e sua morte 23.49-51 9) Cidades de refúgio e para os levitas 20.10-34 IV.1-7 2) Partes para Ruben.18 7) Partes para as tribos restantes 18.42 10) Epílogo 22.29-33 Índice 15 .1-9 2) Uma explicação para o altar 22.1-22.1-63 6) Uma parte para Efraim e Manassés 16.1-34 Discutindo o futuro 22.1—24.8-33 3) Dividindo as partes a oeste da Jordânia 14.1-21.III.1-6.1-19.1-16 Josué desafia o povo 24.34 Distribuindo a herança 13.1-5 4) Uma parte para Calebe 14. Compartilhando a herança 13.1-17.21.6-15 5) Uma parte para Judá 15. Gade e Manassés 13.1-34 1) Uma benção para as tribos do Leste 22.45 1) Partes ainda não conquistadas 13.1-28 Josué morre 24.48 8) Uma parte para Josué 19.33 Josué aconselha os líderes 23.

este. já que se afirma que era um escritor (1Sm 10. Abimeleque. e 3) epílogo (17.A. a quem o Senhor escolheu e ungiu com o seu Espírito. são classificados como “juízes maiores”. A parte principal do livro (3. arrependimento e libertação. cerca de 1050 a 1000 aC. A primeira história ilustra a corrupção na religião de Israel. o Senhor os entregava nas mãos dos opressores. Aparentemente. Ali é descrita a conquista incompleta da Terra Prometida (1. Tola.6) oferece uma visão geral do corpo principal do Livro.1-21. eram militares e civis. Este bem pode ter escrito partes do Livro. não havia rei em Israel” (17. Estes juizes. Elom e Abdom—. O Talmude atribui o livro de Juízes a Samuel. Sob a liderança de Josué. liderada por Josué. evidências internas indicam que ele foi escrito durante o período inicial da monarquia que se seguiu à coroação de Saul.21) aponta para um período anterior à conquista da cidade por Davi (2Sm 5. Ibsã. o povo de Israel clamava ao Senhor (arrependimento). 16 . opressão. Seis outros.7 . porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (21. mas descrever a corrupção religiosa e moral existente nesse período. Duas histórias são acrescentadas ao Livro de Juízes (17. o Senhor os entregava nas mãos de inimigos (opressão). em resposta ao seu clamor.1-5).25). o Senhor levantava libertadores a que ele capacitava com o seu Espírito (libertação).31) ilustra esse padrão que se repete na história antiga de Israel.31). 2) A declaração de que “os jubuseus habitaram com os filhos de Benjamim em Jerusalém até ao dia de hoje” (1. Contexto Histórico Juízes cobre um período caótico na história de Israel: cerca de 1380 a 1050 aC. Os israelitas faziam o que era mau aos olhos do Senhor (apostasia).25). mas também antecipa o estabelecimento da monarquia em Israel.5) estabelece o cenário histórico para as narrativas que seguem.1-2. Data O Livro de Juízes cobre o período entre a morte de Josué e a instituição da monarquia. Cada vez que o povo clamava ao Senhor. Estas descrevem os caminhos rebeldes de Israel durante os primeiros séculos na Terra Prometida e mostram como o Senhor se relacionou com a nação naquele período.Juízes Autor: Desconhecido Data: Entre 1050 e 1000 aC Autor O autor de Juízes é desconhecido. que são as narrativas.1-36) e a reprimenda do Senhor pela infidelidade do povo à sua aliança (2. Débora.6) 2) narrativas (3. Esta data tem o apoio de dois fatos: 1) As palavras “naqueles dias. Israel conquistou e ocupou de forma geral a terra de Canaã. e. que são mencionados rapidamente— Sangar. está vinculado à história de Gideão.1—21. Mica estabeleceu em Efraim uma forma pagã de culto ao Senhor. o povo de Israel quebrava a sua aliança com o Senhor. mas grandes áreas ainda permaneceram por ser conquistadas pelas tribos individualmente. um tempo caracterizado por um ciclo recorrente de apostasia.6-3.7). a qual foi adotada pelos danitas quando estes abandonaram o território que lhes coube por herança e migraram para o norte de Israel. são conhecidos como “juízes menores”. Jefté e Sansão—. O propósito desses apêndices não és estabelecer um final ao período dos juízes. no território de Benjamim. o propósito desta seção final do livro é ilustrar as conseqüências da apostasia e anarquia nos dias em que “não havia rei em Israel”. Jair. Em conseqüência. registrando as condições em Canaã durante o período dos juízes. Israel praticava continuamente o que era mau aos olhos do Senhor e “não havia rei em Israel. Gideão.7-16. No entanto. levantava um juiz a fim de prover libertação ao seu povo. Porém antes da conquista de Jerusalém por Davi.7-16. O Livro de Juizes não olha apenas retroativamente para a conquista de Canaã. A primeira parte do prólogo (1. A data real da composição do livro é desconhecida. Eúde.15) na forma de um epílogo. Seis indivíduos— Otniel. Ao servirem de forma deliberada a deuses estranhos. Um décimo terceiro personagem. Conteúdo O Livro de Juizes está dividido em três seções principais: 1) Prólogo (1. A segunda parte do prólogo (2. A segunda história no epílogo ilustra a corrupção moral de Israel ao relatar a infeliz experiência de um levita em Gibeá.6.6) foram escritas num período em que Israel tinha um rei. cujo papel de libertadores é narrado com mais detalhes.1-3. com fidelidade.25). e a conseqüente guerra benjamita.

13-15 Opressão filistéia e libertação por meio de Sansão 13.15).1– 8. O mesmo Espírito Santo que deu condições a esses libertadores para que fizesse façanhas e cumprissem os planos e propósitos do Senhor continua operante ainda hoje.6).31 Opressão mesopotâmica por meio de Otniel 3. A vitória de Jefté sobre os amonitas foi o ato de libertação do Senhor em benefício de Israel.1-26 Conquista incompletas da terra 1.19) e.27-36 A aliança do Senhor é quebrada 2.31 III.25 Apostasia: A idolatria de Mica e a migração dos danitas 17. Ele começou a impelir Sansão para sua carreira (13.1-5.1-3. Através da presença pessoal do Espírito do Senhor. Os seguintes atos heróicos de Otniel. Epílogo: Condições que ilustram o período dos juízes 17.10) e o capacitou a libertar os israelitas das mãos de Cusã-Risataim.1-57 Carreira de Tola como Juiz 10. O Espírito do Senhor equipou Jefté (11. Prólogo: As condições em Canaã após a morte de Josué 1.31 Imoralidade: Atrocidade em Gibeá e a guerra benjamita 19.2 Carreira de Jair como Juiz 10.6 Continuação das conquistas pelas tribos de Israel 1.8-10 Carreira de Elom como juiz 12.12 Carreira de Abdom como juiz 12.6 –3.1-16. O Espírito do Senhor capacitou este líder escolhido por Deus e agiu através dele para implementar o ato salvífico do Senhor em benefício do seu povo.12-30 Opressão filistéia e libertação por meio de Sangar 3.1 –18. O Espírito do Senhor capacitou Sansão e executar atos extraordinários. Gideão (6. o Espírito do Senhor se revestiu de Gideão.15 Índice 17 .1.31 Opressão cananita e libertação por meio de Débora e Baraque 4.7-16.6 –12. Sansão despedaçou um leão apenas com as mãos (14.14. rei da Síria. Esboço de Juízes I.11. em outra ocasião. Jefté e Sansão são atribuídos ao Espírito do Senhor: O Espirito do Senhor veio sobre Otniel (3.O Espírito Santo em Ação A atividade do Espírito Santo do Senhor no Livro de Juízes é claramente retratada na liderança carismática daquele período. Literalmente. História de opressões e libertações durante o período dos juízes 3. Gideão.35 Breve reinado de Abimeleque 9. livrou-se das cordas que amarravam as suas mãos e matou mil filisteus com uma queixada de jumento (15.1-21.7 Carreira de Ibsã como juiz 12. Certa vez matou trinta filisteus (14. O Espírito veio poderosamente sobre ele em várias ocasiões.1-21.3-5 Opressão amonita e libertação por meio de Jefté 10.31 Opressão midianita e libertação por meio de Gideão 6.29) com habilidades de liderança no seu empreendimento militar contra os amonitas.25).6 II.1-5 Introdução ao período dos juízes 2.34) libertou o povo de Deus das mãos dos midianitas.7-11 Opressão moabita por meio de Eúde 3.

A.1-22 Sofrimento de Noemi 1. Uma história tão comovente como essa certamente já teria sido passada adiante oralmente entre o povo de Israel.14-17 Genealogia de Davi 4.1-23 Rute no campo de Boaz 2.1-5 Obediência de rute 3. É razoável supor que Samuel. Fp 2.4-17 Noemi reconhece a bondade de Deus 2. antecipando em muitos séculos a sua graça redentora. A função de “parente remidor” cumprida de forma tão elegante nas ações que promoveram a restauração pessoal de Rute.1-22 Boaz. XI aC. tivesse redigido o livro. Como nosso “parente chegado”. e a genealogia que a conclui indicaria uma conexão com os patriarcas.14-18 IV.6-13 Recompensa pela obediência 3. oferecendo assim uma resposta a todos aqueles que. em Israel. que testemunhou o declínio do reinado de Saul e foi divinamente instruído para ungir Davi como escolhido de Deus para o trono. há evidências na linguagem da obra bem como referencias a costumes peculiares próprios do séc.1-18 Orientação de Noemi 3.19-22 II.1-3 Generosidade e proteção de Boaz 2.14.19). Os episódios relatados nos livro de Rute se passam durante o período de Juízes. indagassem pelo passado familiar do seu rei.6-18 Retorno a Belém 1.Rute Autor: Desconhecido (Samuel) Data: Entre 1050 e 500 aC Autor Os estudiosos discordam quanto à data do livro. o remidor escolhido por Deus 4. Uma mulher humilde no campo da colheita 2. dá testemunho eloqüente a respeito disso.13 Benção de Deus sobre Noemi 4. Um matrimônio planejado 3.18-23 III. Parente e remidor 4. Eis aqui uma magnífica silhueta do Mestre. ele se torna carne—vindo como um ser humano (Jo 1.18-22 Índice 18 . sendo parte daqueles eventos que ocorrem entre a morte de Josué e a ascensão da influência de Samuel (provavelmente 1150 e 1100 aC).5-8) Esboço de Rute I.1-5 Dedicação e promessa de Rute 1. A tradição rabínica assegura que Samuel escreveu o livro na segunda metade do séc.8 . porém o seu cenário histórico é evidente. Ima família hebraica em Moabe 1. XII aC que recomendam a aceitação da data mais antiga. Cristo Revelado Boas representa uma das mais dramáticas figuras do AT que antecipa a obra redentora de Jesus. Apesar do pensamento crítico mais recente sugerir uma data pós-exílica bem mais tardia (cerca de 500 aC).1-12 Casamento de Boaz com Rute 4. As ações de Boaz efetuam a participação de Rute nas bênçãos de Israel e a incluem na linhagem familiar do Messias (Ef 2.

perdendo gradualmente a sua sanidade. Em Cristo. O livro de 1Sm cobre um período de cerca de 140 anos. 10 e em 19.14) 19 . é escolhido para tornar-se o primeiro rei. que “ pertence aos reis de Judá. A autoria do restante de 1Sm não pode ser determinada com certeza. O seu ego era tão grande quanto a sua estatura. Davi. ele acaba cedendo. Samuel acumulou os ofícios de profeta e sacerdote. Com relutância. pressionavam-no para que lhes desse um rei. a nação havia se degenerado moralmente e politicamente. em semelhança ao ocorrido no dia de Pentecostes (At 2). o milagroso filho de Ana. no entanto.13.6. Autor O autor de 1Sm não é nomeado neste livro.9 . até o dia de hoje” (27. sabemos que 1Sm foi escrito depois da divisão da nação em 931 aC. é equipado pelo Espírito para cumprir o chamado de Deus. mas verdadeira adoração e louvor a Deus pela inspiração do Espírito. Mesmo nos múltiplos usos do éfode. O fenômeno do Espírito inspirando a adoração ocorre no cap. mas é provável que Samuel ou tenha escrito ou fornecido a informação para. Jesus torna-se o Rei-pastor definitivo. mas a medida em que Samuel envelhecia. o que engloba sua vida e ministério até sua morte. Ambos foram dedicados a Deus antes do nascimento. Havia estado sob a investida violentas e desalmadas dos filisteus. Urim e Tumim. esperamos ansiosamente pelo momento em que o “Espírito da Verdade” nos irá guiar em “toda a verdade”.1. filho de Saul. e por outras referencias a Judá e a Israel. como não há menção à queda de Samaria em 722 aC. Data Por causa da referência à cidade de Ziclague. a renovação e a alegria que esse nascimento trouxe à sua mãe prefiguram o mesmo para a nação. mas alguns supõem que seja do sacerdote Abiatar. Cristo Revelado As semelhanças entre Jesus e o pequeno Samuel são surpreendentes. Saul. cujo soberano seja o próprio Deus. Saul tornou-se uma figura trágica. num desesperado esforço para eliminá-lo. 1. em vez de esperar por Samuel. Pela sua impaciência. deve ser datado antes deste evento. consumida por ciúme e medo.A. depois que Saul e Jônatas são mortos em batalha. Em 10. o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi” (16. De uma forma notável.6). Depois dessa rejeição. Cristo é profeta. Deus vem como Rei e virá novamente como Rei dos reis. que profetiza e “se transforma em outro homem”. Finalmente. o pequeno e humilde pastor. homem vistoso e carismático. “desde aquele dia em diante. O Espírito Santo em Ação 1Sm contém notáveis exemplos da vinda do Espírito Santo sobre os profetas. sacerdote e rei. Conteúdo Israel havia sido governado por juizes que Deus levantou em momentos cruciais da história da nação. Esse fenômeno não é como o frenesi impregnado de emotividade dos pagãos.1-25. no entanto. Depois de desprezar os mandamentos de Deus. prefigura a Cristo.13). o bom pastor. A única esperança é um Reino de Deus na terra. Ambos forma pontes de transição de um estágio da história da nação para outro.20. Em Davi começa a linhagem terrena do Rei de Deus. começando com o nascimento de Samuel em redor de 1150 aC e terminando com a morte de Saul em redor de 1010 aC. exerceu funções sacerdotais. encontrou um aliado em Jônatas. Gastou os seus últimos anos numa incansável perseguição a Davi através das regiões montanhosas e desérticas do seu reino.1º Samuel Autor: Incerto (Samuel) Data: Entre 931 e 722 aC. bem como sobre Saul e seus servos. O templo de Siló fora profanado e o sacerdócio se mostra corrupto e imoral. Ambos são filhos de promessa. o Espírito Santo vem sobre Saul. nos falará sobre “o que há de vir” e “há de receber do que é meu (de Jesus)” e no-lo “há de anunciar” (Jo 16. O fim trágico de Saul ilustra o destino final dos reinos terrenos. Depois de ser ungido por Samuel. foi rejeitado por ele. Além disso. Ele advertiu Davi sobre os planos do seu pai para matá-lo. o cenário está pronto para que Davi se torne o segundo rei de Israel. O povo não tinha confiança nos seus filhos. isto é. Os próprios filhos de Samuel não eram reflexo do seu caráter piedoso. Davi. Em meio a essa confusão política e religiosa surge Samuel.

17 1) A captura da arca pelos filisteus 4.Esboço de 1º Samuel I.12-22 3) Recuperação da arca por Israel 5.1 1) Seu chamado por Deus 3.19-4.1-2.1-7.31 4) A morte de Saul 31.1-13 Índice 20 .1-17.1 O ministério de Samuel como juiz 4.25 3) As guerras de Saul 13. Declínio de Saul e ascensão de Davi 16.1-13 2) Sua música diante de Saul 16.1 4) Samuel exorta ao arrependimento 7.11 2) Crescimento de Samuel e a corrupção dos filhos de Eli 2.1-14.14-23 3) O conflito de Davi com os filisteus e os amelequitas 29.2-6 5) Derrota dos filisteus 8.1-7.1-9 2) Sua palavra para Eli 3.1-35 III.2-7.17 Nascimento e infância de Samuel 1.58 1) Sua unção por Samuel 16.1 –15.1-22 2) Saul é escolhido e ungido rei 9.1-12.2-11 2) A morte de Eli 4. Renovação sob Samuel 1.1-2.35 Estabelecimento de Israel por um rei 8.52 4) Saul é rejeitado por Deus 15.25 1) A Exigência de Israel por um rei 8.1– 15.1-4.12-36 Começo do ministério profético de Samuel 3.1-12. O reinado de Saul 8.36 1) Nascimento e dedicação de Samuel 1.1-31.1-30.13 A crescente proeminência de Davi 16.10-18 3) Seu ministério a todo Israel 3.35 II.

esse relato sumário descreve os sete anos e meio anteriores à unificação do reino por Davi. Embora Davi tome uma série de decisões desafortunadas e pouco sábias. Absalão. porém. Davi se arrepende.1). onde havia estado deste que fora recuperada dos filisteus (6. Embora a rebelião tenha sido sufocada. uma lista dos valentes de Davi e com o pecado de Davi em fazer o censo dos homens de guerra de Israel. O cap. o vidente”. Sem dúvida. e embora Davi tenha reinado em Judá por sete anos e meio antes da unificação do reino. Jesus Cristo. No entanto.A. esposo dela. Autor Os dois livros hoje conhecidos como 1 e 2 Sm eram originalmente um só livro denominado “O Livro de Samuel”. Davi derrota com sucesso os inimigos de Israel. Deus está construindo uma casa para Davi.1-7. Não se sabe com exatidão quem realmente escreveu o livro. E começa com a morte de Saul e Jônatas na batalha do monte Gilboa. Três dessas fontes são mencionadas em 1Cr 29. não se apartará a espada jamais de tua casa” (12. filho de Davi. ungido rei sobre Judá. com freqüência. Há um jogo de pode pela casa de Saul entre Isbosete. Davi unifica tanto a vida religiosa quanto política da nação ao trazer a arca do Testemunho da casa de Abinadabe. Data: Entre 931 e 722 aC. O livro está enfocado na sua pessoa. ou seja. Samuel e outros. Samuel registrou boa parte da história de Israel neste período. “Teu trono será firme para sempre” (7. sacerdote e rei na sua pessoa. Tanto Gade como Abiatar tinham acesso aos eventos da corte do reino de Davi. e inicia-se um período de estabilidade e prosperidade. as “crônicas do profeta Natã” e as “crônicas de Gade.2º Samuel Autor: sacerdote Abiatar. o vidente”. pelo seu zelo a favor da casa de Deus e pela associação dos ofícios de profeta. em especial. Embora. outros materiais haviam sido colecionados e puderam ser usado como fontes pelo autor real. 21 . porém Davi se ia fortalecendo. 7. O livro termina com dois belos poemas. divisão que aconteceu logo depois do governo de Salomão. A rebelião termina quando Absalão. a sua vulnerabilidade e fraqueza o leva ao pecado com Bate-Seba e ao assassinato de Urias. Um rebelde chamado Seba instiga Israel a abandonar Davi e a voltar para casa. a saber: as “crônicas de Samuel. filho de Saul e Abner comandante-chefe dos exércitos de Saul. Deus interrompe os planos de Davi de construir uma casa para a arca e explica que enquanto Davi não pode construir uma casa para Deus. Pela sua vitória sobre todos os inimigos de Israel.6 “pelo que Ziclague pertence aos reis de Judá. uma linhagem que dure para sempre. O tema do Rei vindouro. as conseqüências da sua ação são declaradas com todas as letras: “Agora. pendurado numa árvore pelos cabelos. antecipa o futuro Rei.10 . e Davi foge de Jerusalém.1). compra a eira de Araúna e apresenta oferendas ao Senhor no altar que constrói. 931 aC. então.10). Davi é um precursor da Raiz de Jessé. Data Os dois livros devem receber uma data posterior à divisão do reino em duas partes. e Davi é mais uma vez estabelecido em Jerusalém. pois. “E houve uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi. Há uma desavença entre Israel e Judá a respeito da volta do rei a Jerusalém.16). Cristo Revelado Davi e seu reino esperavam a vinda do Messias. é introduzido quando Deus estabelece uma aliança perpétua com Davi e seu reino. depois de uma longa separação de seu pai. Davi é. por causa do comentário encontrado em 1Sm 27. sua própria tribo. fosse traçada uma diferenciação entre Israel e Judá. Apesar do arrependimento de Davi depois de confrontado com o profeta Natã. instiga uma rebelião contra o rei.29. Tristemente. é morto por Joabe. até ao dia de hoje”. Conteúdo 2 Sm trata da ascendência de Davi ao trono e dos quarenta anos do seu reinado. não havia reis em Judá antes desta data. pela sua humildade e compromisso com o Senhor. mas os da casa de Saul se iam enfraquecendo” (3. a rebelião é sufocada. o Messias. de forma que ambos são candidatos à autoria desses dois livros.

19 Os triunfos políticos de Davi 1.25 1) Rebelião de Absalão 13.1-20 5) Absalão mata Amom 13. Esboço de 2º Samuel I.14-25 3) Casamento de Davi com Bate-Seba 11.37—24.1-13. a justiça é feita. e o julgamento é anunciado.1-4.1-5.13– 9.26 4) Comentários sobre o reino de Davi 21.1-10.O Espírito Santo em Ação Jesus explicou a obra do Espírito em Jo 16.1-19 II. O pecado de Davi é desnudado.13 3) Triunfos sobre Ámom é Síria 10.15-25 3) Lealdade de Joabe a Davi 12.21-36 Problemas no reino de Davi 13.37—17.1-10.1-29 Os triunfos militares de Davi 8.26.26-31 4) Incesto na casa de Davi 13. A obra de convencer e de condenar do Espírito é claramente percebida quando o profeta Natã enfrenta Davi por causa do seu pecado com Bate-Seba e Urias.1-12 2) O governo Justo de Davi 8.29 2) Joabe mata Absalão 18.1-33 3) Restauração de Davi como rei 19. Isso. Os triunfos de Davi 1. no quadro microcósmico de 2 Sm. e da justiça.6-27 1) Lealdade de Urias a Davi 11.36 1) Profecia de Natã 12.25 1) O reino de Davi em Hebrom 1. ilustra o amplo ministério do Espírito Santo no mundo através da igreja investida do poder do Espírito. e do juízo.36 Problemas na casa de Davi 12.1-5 O pecado do Assassinato 11.27 III.1-7.1-13. Sua atuação como conselheiro pode ser apreciada nas muitas ocasiões em que Davi “consultou o Senhor” através do sacerdote e do éfode.1-27 O pecado do adultério 11.1-23 2) Aliança de Deus com Davi 7.25 Índice 22 .1—24.29 1) Mudando a arca 6.1-14 2) Morte do filho de Davi 12. Os problemas de Davi 12.1-25 Os triunfos espirituais de Davi 6.1– 20.6-13 2) Ordem de Davi para assassinar Urias 11.8: E.” Nós vemos claramente a ação do Espírito Santo através desses dois modos em 2 Sm. As transgressões de Davi 11. Ele atuava com mais freqüência através do sacerdócio.19 1) Triunfos sobre os seus inimigos 8. quando ele vier convencerá o mundo do pecado.12 2) O reino de Davi em Jerusalém 5.

até ao reinado de Josafá (o quarto rei do Reino de Judá) e o reinado de Acazias (o nono rei do Reino de Israel). que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. Há uma alusão. Autor Como 1 e 2 Rs eram. em que um reino estável. muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. O autor.11 . Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos). originalmente. 1 e 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo.1º Reis Autor: Desconhecido. O resultado foi um momento tenebroso. que Rs tenha sido escrito. Contexto Histórico Os acontecimentos descritos em 1 Rs abrangem um período de cerca de 120 anos. dividiu-se em dois. com um propósito teológico. conclui-se. No entanto.16) Percebe-se uma relação com At 8. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde a morte de Davi. Alguns têm indicado Esdras como compilador. Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC. O autor de Rs teria mencionado. de Judá. seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. VI aC. 52. Em 1 e 2 Rs. em cerca de 853 aC. caso houvesse tido conhecimento desse evento. acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. onde é chamado de “Espírito do Senhor”. provavelmente antes de 538 aC. um livro. não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (400 anos em 47 capítulos). e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42.23). em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”.15 e Ez 1. esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. Deus é apresentado como Senhor da história.27-30). Havia luta interna e pressão externa. enquanto outros apontam para Isaías como editor. Na realidade.20. (Jeremias) Data: Entre 560 e 538 aC. Aqui “a mão do SENHOR” se refere ao ES que dotou Elias com poderes sobrenaturais para realizar uma façanha surpreendente. que foi provavelmente. Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem. 23 .10 e 19. muitas sugestões foram feitas. menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25. foram grandes mudanças e sublevações. Conteúdo 1 e 2 Rs eram. No entanto. A fórmula “mão do SENHOR” é uma referência à inspiração dos profetas pelo Espírito de Deus (ver 2Rs 3. dirigido por um líder forte. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. comparar com 1Sm 10.3. em 18. Embora a autoria não possa ser determinada com segurança. Como não há menção dessa importante notícia em Rs. um só livro. que estava preso na Babilônia. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus. O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período. O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. Reis é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. acrescentado por um dos seus discípulos. a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC. então. O Espírito Santo em Ação 1 Rs 18. em cerca de 971 aC. Data Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta. originalmente. à ação do ES em capacitar Elias para operar milagres.48 (“a mão do SENHOR”).6.39-40. As palavras de Obadias lá indicam que o ES algumas vezes transportou Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 2. um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC. Ao contrário. embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo. provavelmente. os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. portanto.A.

46 A consagração de Salomão como rei 3.9-24 O reinado de Nadabe em Israel 15. então estaria em paralelo com 1Co 12.-2.15-20 O reinado de Onri em Israel 16. Esboço de 1º Reis I. O reino dividido 12.43 II. 1Rs 22.1-14.25-32 O reinado de Baasa em Israel 15.1-11.20 O reinado de Roboão em Judá 14.40 O reinado de Josafé em Judá 22.7 O reinado de Elá em Israel 16. Se esta interpretação é aceita.8-14 O reinado de Zinri em Israel 16.1. que confirma que a habilidade pra profetizar é realmente uma manifestação do ES. O reino unido 1.21-31 O reinado de Abdias em Judá 15.43 O estabelecimento de Salomão como rei 1.53 A revolta e o reinado de Jeroboão em Israel 12.21-28 O reinado de Acabe em Israel 16. 19.66 O erro de Salomão como rei 9.51-53 Índice 24 .1-22.23).41-50 O reinado de Acazias em Israel 22.20.Além dessas passagens.33-16.6.10.7-11. Esse versículo se refere a um “espírito do SENHOR” e pode indicar que os profetas compreendiam que o seu dom de profecia vinha do Espírito de Deus (ver 1Sm 10.29-22.1-8 O reinado de Asa em Judá 15.1-11.24 pode ser outra referência ao ES.1-8.

Data Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta. conclui-se. caso houvesse tido conhecimento desse evento. não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (300 anos em 25 capítulos). os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42. um só livro. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde o reinado de Acazias (o nono rei Israel) ao redor de 853 aC. de Judá. Contexto Histórico Os acontecimentos descritos em 2 Rs abrangem um período de cerca de 300 anos. portanto. todos ruins. traçando simultaneamente suas histórias. enquanto outros apontam para Isaías como editor. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto. (Jeremias) Data: Entre 560 e 538 aC. 2Rs é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. Deus é apresentado como Senhor da história. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”. que Rs tenha sido escrito. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC. então. 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva. muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. Havia luta interna e pressão externa. Israel. VI aC. Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC. seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. Embora a autoria não possa ser determinada com segurança. originalmente.12 . menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25. Alguns desses 26 governantes são mencionados em apenas poucos versículos. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos). Como não há menção dessa importante notícia em Rs. A atenção maior é dirigida àqueles que ou serviram de modelo de integridade ou que ilustram por que essas nações finalmente entraram em colapso. dos quais apenas oito foram bons. 52. acrescentado por um dos seus discípulos. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda. embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo.. Conteúdo 1 e 2 Rs eram.27-30). Esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. O resultado foi um momento tenebroso na história do povo de Deus: colapso e conseqüente cativeiro de ambas as nações. passando pela deportação de Judá para a Babilônia em 586 aC e terminando com a libertação do rei Joaquim em 560 aC. que estava preso na Babilônia. O autor de Rs teria mencionado. Alguns tem indicado Esdras como compilador. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus. O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período.2º Reis Autor: Desconhecido. com um propósito teológico. ora do Reino do Sul. Israel teve 19 governantes.A. O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim. Autor 2 Rs era originalmente a segunda metade de um livro que incluía 1 e 2Rs. provavelmente. No entanto. 2Rs recorda a história do últimos 10 reis e dos últimos 16 governantes de Judá. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. Ao contrário. Judá. O Autor ora está falando do Reino do Norte. que foi provavelmente. foram grandes mudanças e sublevações. Em 2 Rs. um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC. No entanto. é dificil seguir o fluxo da narrativa. que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. incluindo a queda de Israel para a Assíria em 722 aC. provavelmente antes de 538 aC. Assim como 1Rs. enquanto que capítulos inteiros são dedicados a outros. Judá foi governado por 20 regentes. muitas sugestões foram feitas. O autor. Na realidade. acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem. a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor. 25 . 2Rs retoma a história trágica do “reino divido” quando Acazias está no trono de Israel e Josafá governando sobre Judá.

1-8.8-31 O reinado de Jotão em Judá 15. Esboço de 2º Reis I. As vezes transportava Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 18.14. os discípulos aguardaram o cumprimento da promessa. Como profeta. mas Cristo reinará sobre o trono de Davi pra sempre (1Cr 17.25-9. O reinado de cada um desses 26 governantes já terminou.16). Muitos dos milagres de Jesus são reminiscências das maravilhas que Deus fez através de Elias e Eliseu em Reis.1-20 O reinado de Oséias em Israel 17.1-20. O espírito enérgico ou o poder que capacitava Elias a profetizar era o Espírito de Deus.31-34 O reinado de Jeoaquim 23.12) Percebe-se uma relação com At 8.1-7 O reinado de Zacarias. 2Rs 2.30 O reinado de Ezequias 18.1-18 O reinado de Amon 21. Jesus ascendeu. Pecaías e Peca em Israel 15.21 O reinado de Manassés 21.30-10.30 O reinado de Joacaz 23. onde é chamado de “Espírito do Senhor”.29 O reinado de Jeú em Israel 9. O Espírito Santo em Ação 1 Rs 18.1-5 O cativeiro de Israel para a Assíria 17. sacerdotes. Elias foi elevado ao céu. Cristo é um sacerdote superior a qualquer daqueles registrados em Reis (Hb 7.10-25 O reinado de Amazias em Judá 14. e a promessa foi cumprida. I reino dividido 1.9.21 O reinado de Jeocaz em Israel 13. Além disso.6). a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do grande profeta Elias (Mt 17.1-4. Menaém. Como profeta.6-41 II.22-27).16 fornece um paralelo interessante entre o AT e At 1. e o ES desceu para capacitá-los a levar adiante a obra que seu mestre começou.15. capacitando-o a profetizar ao rei Josafá.16-24 O reinado de Acazias em Judá 8. Salum. Is 9.1-22 O reinado de Jeroboão II em Israel 14. No entanto.32-38 O reinado de Acaz em Judá 16.1-23.36 O reinado da rainha Atalia em Judá 11.39-40.1-25.17-20 26 . Há uma referência indireta ao ES na frase “Espírito de Elias” em 1. Aqui Eliseu tenta receber o mesmo poder de Elias para levar adiante o ministério profético do seu antecessor.1-17. Jesus afirmou que era (Mt 27. Aqui a “mão do Senhor” veio sobre Eliseu. Cristo é a combinação ideal desses três ofícios. Somente o reino de Judá 18.1-16 O reinado de Joás em Judá 11.8-16 O reinado de Zedequias 24.7 O reinado de Joaquim 24.41 O reinado de Acazias em Israel 1.1-18 O reinado de Jorão em Israel 2. Da mesma maneira.1-9 O reinado de Jeoás em Israel 13.1-5).11). em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar. e reis do povo de Deus aponta para a necessidade do advento de Cristo.15 O reinado de Jeorão em Judá 8.19-26 O reinado de Josias 22.Cristo Revelado O fracasso dos profetas. Eliseu procurou a promessa de que receberia poder para levar adiante o ministério do seu mestre.17-12.23-29 O reinado de Azarias em Judá 15.15. Jesus é um Rei maior do que o maior dos seus reis (Mt 12.35-24. Quando perguntado se era rei dos judeus. A formula “a mão do SENHOR” se refere à inspiração divina dos profetas.42). Uma alusão final ao ES aparece em 2Rs 3.4-9 e 2.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo.9. 1Rs ilustra vivamente a necessidade de Cristo como o nosso Rei em exercício de suas funções. a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do ofícios. pois ele é “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap 19.

8-26 A libertação de Joaquim 25.27-30 Índice 27 .1-7 O cativeiro de Judá pra a Babilônia 25.A queda de Jerusalém 25.

Dependendo de como essas gerações são medidas (cerca de 25 anos). Os dois últimos capítulos de 1Cr recorda os últimos dias de Davi. o transporte da arca do Testemunho pra Jerusalém (caps. As genealogias começa com Adão e continuam. até àqueles que retornaram para Jerusalém.10-36). da oitava geração do rei Jeoaquim (ver 1Cr 3. O último evento registrado nos versículos finais de 2 Cr é o decreto de Ciro. Contexto Histórico O livro de 1Cr cobre o período que vai de Adão até a morte de Davi.13 . 1-9) e descreve o reinados dos vinte governantes de Judá (caps. podem ser divididos em quatro seções principais: 1Cr é composto por genealogias (caps. Se 1 e 2Cr são considerados uma única obra. Esdras é o candidato mais provável para a autoria de Crônicas. Os persas substituíram o rei por um governador provincial. o cenário específico de 1 e 2Cr é o período de tempo que vem depois do exílio. 10-29) registra os eventos e realizações do rei Davi. que dá licença à volta dos judeus para Judá. É datado como 538 aC e dá a impressão de que Crônicas tenha sido composto pouco tempo depois. Contudo. é razoável assumir que “ o cronista” tenha sido Esdras. vocabulário e conteúdo similares. a sua situação era muito diferente da dos anos dourados de Davi e Salomão. Data Embora seja difícil estabelecer a data exata para 1 e 2 Cr. 21-27). Tudo o que restou dos gloriosos reinados de Davi e Salomão foi a pequena província de Judá. Se as genealogias de 1 Cr 1-9 fosse ignoradas. 28 . 18-20) e os preparativos para a construção do tempo (caps. Durante essa época. A primeira seção é constituída por 9 capítulos de genealogias. a data para 1 e 2Cr pode ser situada entre 425 e 400 aC. Como a identidade do autor dessa obra não é explicitada em 1 nem em 2 Cr. Portanto. O restante das narrativas sobre Davi está enfocada sobre três aspectos significativos do seu reinado. No entanto. Foi dividido e recebeu um novo nome pelos tradutores do AT em grego (septuaginta ou LXX): “Coisas que Acontecem”. ao redor de 971 aC. foi dado por Jerônimo. 10-29). 1-9) e descreve em linhas gerais o reinado de Davi (caps. mas uma duplicação e um suplemento de 1 e 2Sm e 1 e 2Rs. é provável que a sua forma final tenha surgido lá pelo final do séc. O livro de 1Cr tem duas divisões principais. 11 e 12. mas pode ser também uma indicação de que Crônicas e Esdras tenham sido em algum momento uma única obra. as genealogias forma a base das narrativas que se seguem. Davi se torna rei e conquista Jerusalém. No entanto. a última pessoa mencionada em 1 e 2 Cr é realmente Anani. de Gn até 2Sm. A antiga tradição judaica do Talmude afirma que Esdras escreveu o livro. Isso não apenas reforça o argumento que aponta Esdras como autor de 1Cr. 1 e 2Cr cobririam aproximadamente o mesmo período de tempo de 1 e 2Rs.A. As genealogias são compiladas seletivamente para realçar a linhagem de Davi e da tribo de Levi. Apesar de não podermos afirmar com certeza absoluta. assim como nos Evangelhos de Mt e Lc. Conteúdo No texto original hebraico. 1Cr está carregado de genealogias para sublinhar a necessidade de pureza racial e religiosa. atravessando todo o período do exílio. Com freqüência não se dá muita importância a esta seção.1º Crônicas Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 425 e 400 aC Autor 1 e 2 Cr eram originalmente um só livro. o nascimento de Anani pode ter acontecido entre 425 e 400 aC. pois abrange o mesmo período coberto pelos primeiros 10 livros do AT. muitos optaram por se referir a esse autor desconhecido simplesmente como “o cronista”. Jeoaquim foi deportado pra a Babilônia em 597 aC. 1 e 2Cr formavam um só livro chamado de “Acontecimentos dos Dias”. Além disso. os versículos finais de 2 cr (2Cr 36.1-3). suas proezas militares (caps. ou seja. 13-17). No entanto.24). 10 serve como prólogo para resumir o reinado e a morte ro rei Saul. Soma-se a isso o fato de que 1 e 2Cr tenham estido.22. O cap. Crônicas. É um período de tempo extraordinário. Nos caps. o mundo antigo estava sob o controle do poderoso Império Perda.23) repetem-se como os versículos iniciais de Esdras (ver Ed 1. Não é uma continuação da história do povo de Deus. Apesar de que o povo de Deus tenha recebido licença pra voltar para Jerusalém e reconstruir o templo. Esdras era tanto escriba como profeta e desempenhou um papel significativo na comunidade de exilados que retornou à cidade de Jerusalém. V aC. O nome atual. 2Cr relata o reinado de Salomão (caps. rei da Pérsia. A segunda parte de 1Cr (caps.

27 Progressos militares de Davi 18. As raízes do povo de Deus 1.44 A herança dos filhos de Jacó 1.2 A herança da linhagem de Davi em Judá 2.1-29.1-17.30 A confirmação de Davi como rei 10.O Espírito Santo em Ação Há duas referências claras ao ES em 1Cr.1-27.1 –29. Esboço de 1º Crônicas I.8 Preparativos de Davi para a construção do templo 21. A primeira´está em 12.18.3-3.24 A herança das doze tribos 4. a qual explica que por meio do ministério do Espírito (ânimo) os planos do templo foram revelados a Davi.1-20.40 A herança do remanescente 9.35-44 II. O reinado do rei Davi 10. E a segunda em 28.12.1-12.30 Índice 29 .1-2.1– 9.1-34 A herança do rei Saul em Benjamim 9.40 A aquisição da arca por Davi 13.1-8. em que o “Espírito” entrou em Amasai e o capacitou a fazer uma declaração inspirada.34 Últimas declarações de Davi 28.

A. os versículos finais de 2 cr (2Cr 36. Depois da divisão do reino. o mundo antigo estava sob o controle do poderoso Império Perda. rei da Pérsia. A primeira seção é constituída pelos primeiros 9 capítulos (caps. Soma-se a isso o fato de que 1 e 2Cr tenham estido. A antiga tradição judaica do Talmude afirma que Esdras escreveu o livro. Como a identidade do autor dessa obra não é explicitada em 1 nem em 2 Cr. O livro de 2Cr tem duas divisões principais. a data para 1 e 2Cr pode ser situada entre 425 e 400 aC.14) e Zacarias (24.1. em 971 aC. Isso não apenas reforça o argumento que aponta Esdras como autor de 1Cr. Jeoaquim foi deportado pra a Babilônia em 597 aC. termina abruptamente e não faz menção das fraquezas de Salomão. Conteúdo No texto original hebraico. O Espírito Santo em Ação Há três referências claras ao ES em 2Cr. foi dado por Jerônimo.1). V aC. Além dessas referências. A narrativa dá bastante importância à construção do templo (caps. Os persas substituíram o rei por um governador provincial. a última pessoa mencionada em 1 e 2 Cr é realmente Anani. Não é uma continuação da história do povo de Deus. A narrativa.14). 1 e 2Cr formavam um só livro chamado de “Acontecimentos dos Dias”.20) para que falassem da parte de Deus. A segunda seção do Livro é formada pelos caps. Contexto Histórico O livro de 2Cr cobre o período que vai do começo do reinado de Salomão. só ocasionalmente.24). 10 a 36. a sua situação era muito diferente da dos anos dourados de Davi e Salomão. Além disso. o cenário específico de 1 e 2Cr é o período de tempo que vem depois do exílio. Durante essa época. muitos optaram por se referir a esse autor desconhecido simplesmente como “o cronista”. é razoável assumir que “ o cronista” tenha sido Esdras. No entanto.1-3).2º Crônicas Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 425 e 400 aC Autor 1 e 2 Cr eram originalmente um só livro. O nome atual. é provável que a sua forma final tenha surgido lá pelo final do séc. Data Embora seja difícil estabelecer a data exata para 1 e 2 Cr. 30 . No entanto. 2Cr traça a historia dos reinados dos 20 governantes de Judá até ao cativeiro babilônico do Reino do Sul em 586 aC. O livro conclui com o decreto de Ciro libertando e permitindo a volta do povo p ara Judá (36. Crônicas.23). 19) descreve em linhas gerais o governo do rei Salomão. Esdras era tanto escriba como profeta e desempenhou um papel significativo na comunidade de exilados que retornou à cidade de Jerusalém. e discorre sobre a história do Reino do Norte. mas pode ser também uma indicação de que Crônicas e Esdras tenham sido em algum momento uma única obra. da oitava geração do rei Jeoaquim (ver 1Cr 3.14). vocabulário e conteúdo similares. Foi dividido e recebeu um novo nome pelos tradutores do AT em grego (septuaginta ou LXX): “Coisas que Acontecem”. Apesar de não podermos afirmar com certeza absoluta. o ES inspirou ativamente Azarias (15. muitos vêem a presença do ES na dedicação do templo (5. Judá. 2-7) bem como à riqueza e à sabedoria desse extraordinário rei (caps. É identificado como o “Espírito de Deus” (15. Tudo o que restou dos gloriosos reinados de Davi e Salomão foi a pequena província de Judá. Israel. Nessas referências. que dá licença à volta dos judeus para Judá. É datado como 538 aC e dá a impressão de que Crônicas tenha sido composto pouco tempo depois. Esdras é o candidato mais provável para a autoria de Crônicas. no entanto. Apesar de que o povo de Deus tenha recebido licença pra voltar para Jerusalém e reconstruir o templo. 8-9). Jaaziel (20.13. conforme registradas em 1Rs 11. mas uma duplicação e um suplemento de 1 e 2Sm e 1 e 2Rs. No entanto. Dependendo de como essas gerações são medidas (cerca de 25 anos). o nascimento de Anani pode ter acontecido entre 425 e 400 aC.23) repetem-se como os versículos iniciais de Esdras (ver Ed 1.22. 24. Portanto.22. O último evento registrado nos versículos finais de 2 Cr é o decreto de Ciro. se concentram quase que exclusivamente no Reino do Sul.14 .20) e como o “Espírito do SENHOR” (20. até ao final do exílio ao redor de 538 aC.

37 Jeorão 21.1-9.1-28 Uzias 26.22.14 Josafá 17.9-10 Zedequias 36.1-9 Atalia 22.1-35.22 A riqueza de Salomão 8. Cativeiro e retorno de Judá 36.1-17 A realização da construção do tempo 2. Os governos dos reis de Judá 10.1-23 Jotão 27.1-9 Acaz 28.23 Índice 31 .11-16 III.17-21 O decreto de Ciro para o retorno de Judá 36.15 Joás 23.1-32.1-36.21-25 Josias 34.31 A ascensão de Salomão como rei 1.1-27 Ezequias 29.16 Abias 13.16 O reinado de Roboão 10.1-3 Jeoaquim 36.1-7.27 Amazias 25.33 Manassés 33.1-20.31 II.1-20 Acazias 22.17-23 O cativeiro de Judá por Babilônia 36.1-9.27 Joacaz 36.1-12. O período de governo do rei Salomão 1.4-8 Joaquim 36.Esboço de 2º Crônicas I.1-16.1-20 Amon 33.1-22 Asa 14.10-23.16-24.

o que deve ter durado cerca de um ano. O primeiro (caps. ele chama Israel ao arrependimento e a uma renovada submissão à Lei. Deus. No momento apropriado. cumpriu fielmente a sua promessa e induziu o espírito do rei Ciro da Pérsia a publicar um édito para o retorno dos exilados (1. desenvolve-se uma geração inteira cujas “iniqüidades se multiplicaram sobre as vossas cabeças” (9. Deus havia prometido através de Jeremias (25. Sacerdote dedicado. como foi dito acima. o povo se tornou desobediente aos mandamentos de Deus. que aparece seis vezes. Fielmente. chamando-o à confissão de pecado e ao arrependimento dos seus caminhos perversos (caps. mas a oposição dos habitantes não judeus desencoraja o povo.15 . cujo nome provavelmente signifique “ O Senhor tem ajudado”.1. 32 . Não é possível saber com absoluta certeza se foi o próprio Esdras quem compilou o livro ou se foi um editor desconhecido. então. o povo se deixou influenciar pelos seus inimigos e desistiu temporariamente (4. viveu. Isto é indicado pela frase “ a mão do Senhor”. A construção do templo é iniciada.11). Quando o povo desanimou por causa da zombaria dos inimigos. Depois de mais de 60 anos de cativeiro babilônico. 9-10). a fidelidade de Deus triunfa em cada situação. que chamam o povo para completar a obra. Conteúdo Duas grandes mensagens emergem de Esdras: a fidelidade de Deus e a infidelidade do homem. para publicar um édito que dizia que todo judeu que assim desejasse poderia retornar pra Jerusalém a fim de reconstruir o templo e a cidade. concedeu liderança (Zorobabel e Esdras).1-6) cobre um período de cerca de 23 anos e tem como tema o primeiro grupo que retorna do exílio sob Zorobabel e a reconstrução do templo.1-4).16. Um grupo de fiéis responde e partiu em 538 aC sob a liderança de Zorobabel. Esdras assumiu o ministério de reformador espiritual. o rei Ciro da Pérsia. Posteriormente. outro grupo de exilados volta para Jerusalém liderados por Esdras (caps.Esdras Autor: Atribuído a Esdras Data: Entre 538 e 457 aC Autor O livro de Esdras. Apesar do seu retorno e das promessas divinas. Deus desperta o coração do regente da Babilônia. A Bíblia hebraica reconhecia Esdras e Neemias como um só livro. Contudo.2). Finalmente. Já em Jerusalém. estabeleceu firmemente a Lei (o Pentateuco) como a base da fé (7. o novo templo é completado e dedicado em 515 aC. Data Os eventos de Esdras cobrem um período um pouco maior do que 80 anos e caem em dois segmentos distintos. Esdras também é comissionado para apontar líderes em Jerusalém para supervisionar o povo. São enviados pelo rei persa Ataxerxes. incluindo itens que haviam sido saqueados do templo de Salomão (1. A opinião conservadora e geralmente aceita é de que Esdras tenha compilado ou escrito este livro juntamente com 1 e 2 Crônicas e Neemias. quando o povo se desviou das verdades da sua apalavra. com somas adicionais de dinheiro e valores para intensificar o culto no templo. Aproximadamente 60 anos depois (458aC).10). Embora bem menos esplêndido que o templo anterior. Deus fielmente enviou um sacerdote dedicado que habilidosamente instruiu o povo na verdade.18). com um influente cidadão até à época de Neemias. O estímulo dos profetas trouxe resultados (5.6). O Espírito Santo em Ação A obra do ES em Esdras pode ser vista claramente na ação providencial de Deus em cumprir as suas promessas. 7-10). provavelmente. de forma que pudesse adora a Deus em seu próprio templo (6. dos mandamentos do SENHOR” (7. depois de completada a obra. Liderou o segundo dos três grupos que retornaram da Babilônia pra Jerusalém.5-10). ao ponto do divórcio de suas esposas pagãs. deriva o seu título do personagem principal dos caps. Deus fielmente levantou Ageu e Zacarias para encorajar o povo a completar a obra. e a obra é interrompida. levanta os ministério proféticos de Ageu e Zacarias. um “escriba das palavras. Como homem devoto. o de Salomão. O próprio Esdras era um sacerdote. Esdras encontra um Israel que tinha adotado muitas das práticas dos habitantes pagãos.12) que o cativeiro babilônico teria duração limitada. 7-10. e os exilados são enviados com despojos. A fidelidade de Deus é contrastada com a infidelidade do povo.A.24). Depois disso.

.13-18 Celebração da Páscoa 6. como no sentido de atuar em seu favor (“o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira”. A reforma de Esdras 9.1-8. 7.1-67 Ofertas voluntárias dos que retornaram 2. O processo de reconstrução do templo 3.1-4 O povo se prepara para o retorno 1.1). Profetizaram aos Judeus” (5.68-70 II.44 Esdras confessa as transgressões de Israel 9.6-16.5-11 Os nomes e a numeração dos primeiros que voltaram 2.1-44 Índice 33 .1-20 Retorno dos exilados para Jerusalém 8. Artaxerxes ordena a interrupção da obra 4.1-10.1 –6. 7.22 A reconstrução do altar e o começo dos sacrifícios 3.11-28 Os nomes e a numeração do segundo grupo que retornou 8.1-5 Bislão e seus companheiros se queixam a rei Artaxerxes 4. O retorno sob a liderança de Zorobabel 1. Teria sido também pelo ES que “Ageu.19-22 III.10).Foi pelo Espírito que “despertou o Senhor o espírito de Ciro” (1. A obra do ES é vista na vida pessoal de Esdras.70 Ciro proclama o retorno de Israel 1. tanto no sentido de obrar nele (“Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a Lei do Senhor”.21-36 IV.1-7 Os alicerces são colocados em meio a choro e louvor 3.6) Esboço de Esdras I. profeta e Zacarias..1-15 Os líderes de Israel concordam com a reforma 10.17-24 Tetenai tenta para a construção do templo 5.1-12 Conclusão e dedicação do templo 6.8-13 Os inimigos desencorajam o projeto do templo 4.1-10 Artaxerxes escreve uma carta de apoio a Esdras 7.1) e “tinha mudado o coração do rei da Assíria” (6.1-17 Dario assegura a Tatenai que o projeto é legal 6. O retorno sob a liderança de Esdras 7.22).1-2.36 Esdras parte da Babilônia com outro grupo de exilados 7.

8-10) é dirigida ao povo que vivia dentro dos muros. enquanto Neemias era o Tiago do AT. a confiança nos planos de Deus e a rápida e decisiva resposta aos problemas qualificavam Neemias como um grande líder e como um grande homem de Deus.A. Dessa maneira. Os inimigos que moravam na cidade foram exposto e tratados com muita dureza. que serviu duas vezes como governador da Judéia. que durante o período intertestamental o povo de Deus não voltou à idolatria. Esdras causou um despertar do fervor religioso e promoveu um ensino adequado sobre o culto no templo. o profeta. A nossa primeira imagem de Neemias é quando ele aparece em seu papel de copeiro na corte de Artaxerxes. pessoas como Isabel e Zacarias. quando veio o Messias.17). Talvez Malaquias tenha profetizado durante aquela época. guiados por esse líder dinâmico. equipou-o com o seu Espírito e o enviou pra fazer proezas. desfrutava o luxo do palácio. Tiveram tanto sucesso. sem dúvida. o seu coração estava em Jerusalém. foi de 21 anos. Como governador durante esse período. A segunda seção do Livro (caps. O período histórico coberto pelos livros de Esdras e Neemias é de cerca de 110 anos. Simeão. a morte de um monarca tão benigno provavelmente teria sido mencionada em Ne.1-7. Pelo conteúdo do livro. Maria e José. inspirado pela pregação de Zacarias e Ageu.9)e ameaças de agressão física (4. Esdras havia conduzido o povo a uma renovação espiritual. zombaria (2. as qualidade de liderança. Neemias significa “Jeová consola”. Ana. desafiando o povo a mostrar a sua fé por meio das obras.Neemias Autor: Neemias Data: Cerca de 423 aC Autor O título atual do livro é derivado do seu personagem principal. enquanto Neemias. conspiração (3. a vivência diária da nossa fé em Deus. Se foi assim. Aqui se revela um homem que planeja sabiamente suas ações (“considerei comigo mesmo no meu coração”) e um homem cheio de ousadia (“contendi com os nobres”) 34 . cujo nome aparece em 1. ó meu Deus!” Data Nas escrituras. A oração.6) e volta novamente para Jerusalém “ao cabo de alguns dias”. Na última seção (caps. os pastores e outros eram pessoas piedosas com que Deus iria se comunicar. O período de reconstrução do templo sob Zorobabel. Neemias veio pra construir os muros. A primeira seção do livro (caps. parece que Neemias contribuiu com parte do material contido no livro que leva o seu nome (caps.1).11-13). deixa a Pérsia para realizar a sua primeira missão no vigésimo ano de Artaxerxes I da Pérsia. os crentes comprometidos. Um copeiro tinha uma posição de grande confiança como conselheiro do rei e a responsabilidade de proteger o rei de envenenamento. Talvez a sua redação final tenha sido completada antes da morte de Artaxerxes I em 424 aC. Durante o período da construção dos muros. ao contrário. venceram a preguiça (4.1. trabalha junto com Esdras. Neemias usou a influência do seu cargo para apoiar a Esdras e exercer uma liderança espiritual. Retorna à Pérsia no trigésimo segundo ano de reinado de Artaxerxes (13. uma pequena cidade nas longínquas fronteiras do império. a poderosa eloqüência. 11-13). o jejum. as habilidades organizacionais criativas. Para guiar esse povo. o povo é restaurado à obediência da Palavra de Deus. Jerônimo. 60 anos mais tarde. Mais importante ainda: ele deixa transparecer um espírito de sacrifício. Muitos estudiosos consideram Esdras como o autor/compilador de Esdras -Neemias bem como de 1 e 2 Crônicas. Conteúdo Neemias expressa o lado prático. Deus escolheu um home de coração reto e com uma visão clara dos temas em questão. Ainda que não tenhamos muita certeza. sabe-se que a obra somente pode ter sido escrita algum tempo depois da volta de Neemias da Pérsia para Jerusalém. Enquanto Neemias. honrou Neemias ao dar o seu nome ao livro em que aparece como personagem principal. o livro de Neemias formava uma unidade com Esdras.6). Neemias e Malaquias trabalharam juntos para erradicar o mal que significava o culto a muitos deuses e atacaram o pecado da associação com o povo que havia sido forçada a recolonizar aquelas regiões pelos assírios cerca de 200 anos antes. que reinou de 465 até 424 aC (2.16 . cujo único interesse é resumido na sua repetida oração: “Lembra-te de mim pra bem. 13 anos depois. Neemias. 1-7) fala sobre a construção do muro. colocou-o no lugar certo no momento certo. Era necessário para que Judá e Benjamim continuassem a existir como nação. o leigo. A aliança foi renovada.20). A história começa no livro de Esdras e se completa em Neemias. que traduziu a Bíblia ao latim.

3-73 II.39 Lendo a Bíblia 8. o ES tem sido o braço executivo de Deus na terra.1 –12.” A mão de Deus. Neemias. Eliú falou a verdade quando disse a Jó: “O Espírito de Deus na terra me fez” (Jó 33.1-37 Compromisso de guardar a lei e manter o templo 9. certamente se tornou modelo da forma de atuar do ES e foi uma dos primeiros cumprimentos dessa memorável profecia. lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável.1-10.1-23 Rechaço contra a extorsão e usura pelo exemplo piedoso de Neemias 5. Esdras e Neemias trabalham juntos para estabelecer o povo 8.39 III.1 –12.26 Dedicação das muralhas e provisão para as finanças do templo 12.73 Autorização de Artaxerxes para reconstruir as muralhas 1.1-2. foi claramente um instrumento do ES.8 Planejando o trabalho.4-31 Índice 35 . motivando e organizando os trabalhos 2. é o Espírito Santo. incluindo reformas posteriores e uma oração final 13. Aqui aparece um padrão constante: é o Espírito de Deus que age para fazer de nos o que Deus quer que sejamos. Esboço de Neemias I. Verdadeiro arrependimento produz justificação 11.1-12 Celebração da Festa dos Tabernáculos 8.13-18 Confissão de pecado pessoal e coletivo 9.9-3.27-13. seu modo de agir sobre a terra.O Espírito Santo em Ação Desde a criação.3 Segundo período de governo de Neemias.18 diz: “Então. Ne 2. Neemias: do exílio à reconstrução das muralhas de Jerusalém 1.1-7.1-7.1-9 As muralhas são completadas apesar das intrigas maldosas 6.38– 10. Sob o poder do ES.26 Censo de Jerusalém e vilas vizinhas 11.4).3 Restabelecimento dos cidadãos de Jerusalém 7. cujo nome significa “Jeová conforta”.32 Oposição e defesa 4.

Esboço de Ester I. No entanto. Conteúdo Ester é um estudo da sobrevivência do povo de Deus em meio à hostilidade. conduziram a nação à liberdade. Acreditase que este rei tenha sido Xerxes I.1-18 36 .1-17.1-2. ela era prima órfã de Mardoqueu. privilégios e responsabilidades. Mardoqueu recusou-se a prestar honras a Hamã. 7. vestígios de Deus e seus caminhos transparecem em todo o livro. Ele era um judeu benjamita exilado. iniciando no terceiro ano do reinado de Xerxes.17 . Ester é introduzida em cena e Deus faz uso dela para salvar seu povo.9. 7.5) O ES também dirigiu e fortaleceu Ester para jejuar pelo seu povo e pedir que este fizesse o mesmo.10). Viveu em Susã. 4. durante vinte anos. O Espírito Santo em Ação Embora não se mencione diretamente o ES. desde a Índia até a Etiópia. Em conseqüência. em 485 aC. pedir ao rei a salvação do povo e denunciar Hamã (5. A missão de Ester e Mardoqueu sempre foi salvar a vida que o inimigo planejava destruir (2. (Rm 8. O livro toma seu nome de uma mulher judia. Da perspectiva humana. certo número de judeus ainda se encontrava na Babilônia sob o governo persa. que relata como o povo de Deus foi preservado da ruína durante o séc. Ester arriscou sua vida por amor do seu povo quando foi ao rei sem ter sido convidada. sua ação produziu em Ester e Mardoqueu profunda humildade. A história se desenrola num período de quatro anos. deseja a aniquilação dos judeus.1-8 A rainha Vasti e deposta 1. Um aspecto peculiar no Livro de Ester é que o nome de Deus não é mencionado. Ester e Mardoqueu foram as duas pessoas do povo menos indicadas pras desempenhar funções importantes na formação da nação. embora tivesse liberdade para retornar a Jerusalém (Et 1-2) há mia de cinqüenta anos.1-6.3-6) Como resultado. a capital persa. adotada por este (2. 7. Mardoqueu também revela maturidade para aguardar que Deus lhe indicasse a ocasião correta e lhe orientasse. A festa de Purim é instituída para marca a libertação dos judeus.1-14. que sucedeu Dario I.10) e comprova a base espiritual do livro. então. 8.Ester Autor: Desconhecido Data: Cerca de 465 aC Autor O nome do autor é desconhecido. não a homens.7). Hamã é enforcado. A maturidade espiritual de Ester se percebe na virtude dela saber esperar pelo momento que Deus julgou adequado.3-6).21-23. Independentemente das conseqüências. Uma nova rainha é escolhida 1. Ele manipula o rei para que execute os judeus. Hamã. V aC. Finalmente. Talvez Mardoqueu ou Esdras tenha sido o autor. que tornou-se rainha do rei persa Assuero. foram honrados pelo rei e receberam autoridade. para. tanto Ester quanto Mardoqueu temiam a Deus. Naquela época.A. se torna primeiro ministro. e Mardoqueu. e governou 127 províncias. especialmente na vida de Ester e Mardoqueu. bela e órfã. líder dos judeus no Império Persa.9-22 Ester é escolhida para ser rainha 2. Data O livro de Ester é uma narração bem elaborada.27).6-8.17 O rei Assuero mostra seu poder e celebra uma festa 1. ele soube o tempo certo de Ester desvendar sua identidade judaica (2. o homem mais importante depois do rei. Mas o livro foi escrito por um judeu que conhecia os costumes e a linguagem dos persas.26. Esta espera divinamente orientada provou se crucial (6. conduzindo-os ao amor mútuo e à lealdade (Rm 5.

1-17 VII.1-6 O rei emite um decreto a favor dos judeus 8.19-21 Ester informa o rei 2.1-14 Ester solicita a ajuda de Mardoqueu 4.15-17 IV.1-3 Índice 37 .7-17 Os judeus derrotam seus inimigos 9.1-6. A Festa de Purim é estabelecida 9.1-4.1-10 Ester revela sua identidade e expõe Hamã 7. Os judeus são salvos 8.18-32 O rei eleva Mardoqueu 10.1-6 Hamã e enforcado na forca preparada para Mardoqueu 7.18-10.19-23 Mardoqueu descobre uma conspiração 2. A vida do rei é salva 2.17 Ester leva seu pedido ao rei 8. Hamã é enforcado 7. Mardoqueu é exaltado 5.1-15 Mardoqueu persuade Ester a intervir 4. É feito um plano contra os judeus 3.1 –9.1-14 V.17 Hamã planeja destruir os judeus 3.22-23 III.14 Ester prepara um banquete 5.II.3 Os judeus celebram o primeiro Purim 9.1-8 Hamã planeja destruir Mardoqueu 5.7-10 VI.9-14 Hamã é forçado a honrar Mardoqueu 6.

Essa é a essência da sua mensagem: em vez de aprender com o seu sofrimento. Ele é citado em Ez 14. V ao II aC) Autor A autoria de Jó é incerta. Zofar condena Jó por verbosidade. presunção. Não se deve concluir que todas as objeções dos amigos de Jó representem tudo o que se pensava de Deus durante aquela época.14 e Tg 5. O argumento de Eliú pode ser resumido desta maneira: Deus é maior do que qualquer ser humano. Ouros acham que surgiu lá pelo séc. o suíta e Zofar. O Livro de Jó tem sido chamado de “poema dramático de uma história épica”. chamado Eliú.9). Os caps 1-2 são um prólogo que descreve o cenário da história. privando-o de sua riqueza. Talvez o próprio Salomão tenha sido seu autor. e esta é a razão pela qual ainda está sofrendo aflição.Jó Autor: Incerto (Moises ou Salomão) Data: Não especificada ( do séc. em vez de ficar pedindo explicação. os costumes e o estilo de vida geral do livro de Jó são do período patriarcal (cerca de 20001800 aC). A maior parte dos conservadores atribuem Jó ao período salomônico. Deus dá licença a satanás para provar a fé que tinha Jó. Na sua resposta aos seu amigos. o temanita. sugere que jó é um hipócrita. X aC. Aqueles que atribuem o livro a Moisés. que ficam impressionados pela deplorável condição de Jó que permanecem sentados com Jó durante sete dias sem dizer uma só palavra. descobrimos que algumas dessas opiniões eram incompletas.6). é visitado por três amigos—Elifaz. (Há 30 referências a Shaddai no Livro de Jó). O apelo de Eliú a Jó é: 1) ter fé verdadeira em Deus. Deus respondeu a Jó de dentro de um remoinho. da sua família e. então Jó deve ter pecado. Jó reafirma a sua inocência. Na medida em que a revelação da natureza de Deus foi se fazendo conhecida através da história e das Escrituras. acham que a história surgiu lá pelo séc. e a iniqüidade é sempre punida.10). um jovem. Vai mais longe e sugere que se Jó perdesse tudo o que possuía. cujos escrito podem se encontrados em Provérbios ou Eclesiastes. A resposta de deus não é uma 38 . Os três homens chegam basicamente à mesma conclusão: o sofrimento é conseqüência direta do pecado. Outros atribuem a um dos antigos sábios. Conteúdo A própria Escritura atesta que Jó foi uma pessoa real.o Todo Poderoso. Acredita-se que era descendente de Naor. “Se fores puro e reto.6). Bildade. e ambos desfrutam momentos de prosperidade. “em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios” (2. da sua saúde. antes nos dá um relato inspirado pelo ES dos incidentes como realmente aconteceram. Depois que os três amigos terminam. Jó demonstra a mesma atitude dos ímpios para com Deus. irmão de Abraão. uma atitude de humildade levará Deus a intervir. Bildade. 2) Mudar a sua atitude para uma atitude de humildade. Quando os quatro concluíram. Evidentemente. Eliú sugere que Deus irá falar se ouvirmos. ou seja. Apesar dos estudiosos não concordarem quanto à época em que foi compilado. Mesmo assim. junto com os filhos de Deus. Os quatro homens tentam responder a pergunta: “ Por que sofre Jó?” Elifaz. A maior parte do livro é composta por três diálogos entre Jó e Zofar. Argumenta que aqueles que pecam são punidos. Também ele faz a inferência de que se os problemas vieram. obviamente pecou. Jó era um gentil. e pecaminosidade. Como Jó está sofrendo. Assumem erroneamente que o povo pode compreender os caminhos de Deus sem levar em conta o fato de que as bênçãos e a retribuição divina podem ir além da vida presente.A. Ele era um homem rico e levava um estilo de vida siminômade. concluindo que Jó está recebendo menos do que merece: “Pelo que sabe Deus exige de ti menos do que merece a tua iniqüidade” (11. declara que Jó sofre porque pecou. finalmente. seguidos pelo desafio de Eliú a Jó. então. A sua ênfase está na atitude do sofredor. pela metade do séc. isso não faz com que o texto seja menos inspirado. dizendo: “Porventura. sustentando sua autoridade na tradição. XV aC. este texto é obviamente o registro de uma tradição oral muito antiga. isso significa que nenhuma pessoa tenha o direito ou autoridade de exigir uma explicação dele. que prefere não responder suas acusações. Satanás apresenta-se ao Senhor. Ao mesmo tempo.11. confronta-se com Jó. e desafia a piedade de Jó. dizendo que a experiência prova que tanto o justo como o injusto sofrem. logo despertará por ti” (8.18 . Conhecia Deus pelo nome de “Shaddai” . Alguns eruditos atribuem o livro a Moisés. Data Os procedimentos. Jó. Argumenta que o ser humano não consegue entender algumas coisas que Deus faz. amaldiçoaria a Deus. expressando a sua tristeza em relação a eles por acusarem-no em lugar de trazer-lhe consolo. Argumentam que é possível avaliar o favor ou desfavor de Deus a alguém pela prosperidade ou adversidade material. teme Jó a Deus debalde?” (1. o naamatita. certamente. Lamenta o seu estado deplorável e as sua tremendas perdas. II aC. argumentando a partir da sua experiência.

O Espírito de Deus é o Espírito da vida.1-8 Reação da esposa de Jó 2. mas. provavelmente.1-14.1-41. da sua defesa própria e sabedoria auto-suficiente.explicação dos sofrimentos de Jó. 2) Deus se envolve com a realidade do ser humano: Jó e o seu sofrimento são suficientes que Deus fale com ele. Eliú declara que a sua própria existência dá testemunho do poder criador do Espírito. Em 32. ele também é essencial à própria continuidade da raça humana.14. pois cuida do ser humano. A intenção de Eliú é deixar claro que Deus não é caprichoso nem egoísta.1-26.1 Clamor de desespero de Jó 3. Como o Espírito de Deus dá vida e sabedoria ao homem. através de uma série de perguntas.4). Se Deus tivesse que desviar a sua atenção para outro lugar. faz três declarações significativas sobre o papel do ES no relacionamento do povo com Deus.14 II. declara que o nível de compreensão de uma pessoa não está relacionada à sua idade ou etapa de vida.13 Jó é consagrado e rico 1. Assim.1-2.24 IV. Deus responde de um remoinho 38.11-13 I. Parte histórica final 42. o Espírito Santo no livro de Jó é o criador e mantenedor da vida. Assim foi na criação original do homem.9.22 Segundo diálogo 15.10 A visita dos amigos de Jó 2. 3) o propósito de Deus também era o de levar Jó a abrir mão da sua justiça própria. Dessa forma. O Espírito é o autor da sabedoria dando a cada um a capacidade de conhecer e tirar lições pessoais das coisas que acontecem na vida. conhecimento e sabedoria são bênçãos do Espírito aos homens. Deus procura tornar Jó mais humilde. tiramos três conclusões a respeito do sofrimento de Jó: 1) não aparece a intenção de se revelar a Jó a causa dos seus sofrimentos. O Espírito de Deus é também a fonte da própria vida (33. sem o risco de destruir o próprio objetivo que esse sofrimento é destinado a cumprir. de forma que pudesse buscar esses valores em Deus. A resposta de Jó 42. Quando relemos a fala de Deus através do remoinho.1-37. certamente a história humana chegaria ao seu fim (34. no momento em que acontece.7-17 Índice 39 . Deus não podia. mas é antes o resultado da operação do Espírito de Deus.1-31. o homem como nós o conhecemos não teria chegado a existir.1-5 Satanás desafia o caráter de Jó 1. Se não fosse pela influência direta do Espírito.34 Terceiro diálogo 22.40 III. conferindo –lhe significado e racionalidade. e assim continua sendo.6-12 Satanás destrói as propriedades e os filhos de Jó 1. Eliú desafia Jó 32.8.34 V.1-6 VI. se tivesse que retirar o seu Espírito-que-dá-vida deste mundo. explicar alguns aspectos do sofrimento humano.1-26. O Espírito Santo em Ação Eliú.13-22 Satanás ataca a saúde de Jó 2. Esboço de Jó Introdução 1.1-26 Primeiro diálogo 4.Discurso final de Jó aos seus amigos 27. sustenta-o de forma constante pela abundante presença do seu Espírito. Diálogo entre Jó e os seus três amigos 3.15). em seu debate com Jó .1-21.

21). a vida devocional e o sentimento religioso de cerca de mil anos da história de Israel. petições. 54. A maioria dos paralelismo são dísticos que expressam pensamentos sinônimos em cada linha (36. Asafe. o salmos 3. quatro (33.Salmos Autor: Davi. Psalmoi ou Psalterion. nessa coleção. 34. o Livro dos Salmos reflete o culto.A. 56. 60 e 63 cobrem o período em que Davi reinou sobre Judá e Israel.”para”. Também há dísticos construtivos ou sintéticos. 52. A série de cânticos chamada de Hallel Egípcio (Sl 113-118) também está no Livro V. como Moisés. e durante a liderança de Esdras e Neemias (Ne 12. Todos os títulos que descrevem a situação histórica do salmo tratam da vida de Davi. 40 . Os salmos 7. 57. podem ter sido escritos em datas que vão desde o êxodo até a restauração depois do exílio babilônico. soprano. “dedicado a”.8.1). Muitos são de fonte desconhecida. Às vezes. tenor. Os texto Ugaríticos.24).19 . 51. Davi e Salomão. o Livro dos Salmos é subdividido em cinco livros menores. 59 e 142 referem-se aos eventos ocorridos durante o problemático relacionamento de Davi com Saul. Salomão. orações pessoais e patrióticas. Alguns poucos paralelismos são causais. a poesia e o cântico hebraicos são marcados pelo paralelismo. Ele inclui elegias. à melodia ou música apropriada.5). ou para os filhos de Corá. Asafe. antífonas histporicas e tributos em acrósticos sobre temas nobres. Cada livro é uma compilação de diversas coleções antigas de cânticos e poemas. Os títulos gregos. embora com diversas variações. meditações. Em sua forma final no cânon das Escrituras. os filhos de Corá. filhos de Coré e outros Data: entre 1000 e 300 aC Autor O Livro de Salmos é uma compilação de diversas coleções antigas de cânticos e poesias próprias para o uso tanto no culto congregacional quanto para a devoção particular. Hemã. na época em que a Septuaginta Grega foi traduzida do hebraico. Cada cântico começa e termina com a exclamação hebraica de louvor. Em outras. Os estudiosos judeus os chamam de “salmos órfãos”. Esse processo de compilação ajuda a explicar a duplicação de alguns salmos. Uma doxologia apropriada foi colocada pelos editores no final de cada livro.5). Asafe. “para o uso de” e “pertecente a”. Outros títulos precedentes aos salmos referem-se aos instrumentos usados no acompanhamento. O Livro dos Salmos foi editado em sua forma atual. os quais tendem a adicionar ou a fortalecer um pensamento (19. o governo de Ezequias (2Cr 29. Os cânticos finais nesse livro (Sl 146-150) são conhecidos como o “Grande Hallel”. quando contrastados com os recentes escritos do mar Morto.8). significa “Livro de Louvores”. em que a segunda linha expressa a negativa da linha precedente (20.9). Asafe foi o chefe dos cantores do rei Davi (1Cr 16. Entretanto.30). Sepher Tehillim. Data O salmos. “Hallelujah!”. a maioria dos cânticos são atribuídos a Davi. de. Conteúdo O título hebraico deste livro. 18. Mas as coleções menores parecem haver sido reunidas em períodos específicos da história de Israel: o reinado do rei Davi (1Cr 23. Davi e Salomão colaboraram também. eles coletaram salmos de uma variedade de autores. os compiladores antigos reuniram a maior parte dos maravilhosos cânticos de Davi. oração).2. ou que tipo de salmo é (por exemplo: meditação. mostram que as imagens. instruções. Em lugar de rima de sons. alguns séculos antes do advento de Cristo. No livro I (Sl 1-41). Por exemplo 14 é similar ao 53. Moisés. e “de”. Assim. o estilo e o paralelismo de alguns salmos refletem um vocabulário e estilo cananeus muito antigos. Em algumas coleções. apresentando a justificativa da primeira linha (31.4-7). quatro escritos permanecem anônimos. Títulos informativos são encontrados no começo de muitos dos salmos. o paralelismo envolve três linhas (1. Outros são antíteses. o Saltério contém mais do que cânticos para o templo e hinos de louvor. O Livro II (Sl 4272) é uma coleção de cânticos por. lamentações. Poesia Hebraica. baixo). denotam um poema que deve ser acompanhado por um instrumento de cordas.3) ou mais linhas. Ou seja. A preposição hebraica usada em muitos títulos pode ser traduzida de três maneiras: “a”. Embora a maioria dos salmos no Livro IV (Sl 90-106) não tenha os seus autores citados. Etã e Jedutum. ou rima de idéias. que parte do coral deve guiar (por exemplo. considerados individualmente. Alguns dos significados destas anotações musicais e litúrgicas são hoje desconhecidas. O Livro III (Sl 73-89) é marcado por uma grande coleção de cânticos de Asafe. No Livro V (Sl 107-150) registram-se vários cânticos de Davi.

O Espírito Santo em Ação
O livro dos Salmos e os princípios de culto que eles refletem atendem à alma do homem e ao coração de Deus, pois são produto da obra do ES. Davi, o principal colaborador do livro dos Salmos, foi ungido pelo ES (1Sm 16.13). Essa unção não foi apenas pra o reinado, mas para o oficio de profeta (At 2.30); e as suas afirmações proféticas foram feitas pelo poder do ES (Lc 24.44; At 1.16). Na verdade, as letras desses cânticos foram compostas por inspiração do Espírito (2Sm 23.1,2), como também os planos de escolher maestros e corais com orquestras de acompanhamentos (1Cr 28.12,13). Portanto, os Salmos são únicos e imensamente diferente das obras de compositores seculares. Ambas podem refletir a profundidade da agonia experimenta pelo espírito humano atormentado, com toda a sua comoção, e expressar a alegria extasiante da alma libertada, mas apenas os Salmos chegam a um plano superior através da unção criativa do ES. Relatos específicos mostram que o ES opera criando vida (104.30); que acompanha fielmente os crentes (139.7); que guia e instrui (143.10); que sustém o penitente (51.11-12); e que interage com o rebelde (106.33).

Esboço de Salmos
I. Livro I 1.1-41.13
Cânticos introdutórios 1.1-2.12 Cânticos de Davi 3.1-41.12 Doxologia 41.13

II. Livro II 42.1-72.20
Cânticos dos filhos de Corá 42.1-49.20 Cânticos de Asafe 50.1-23 Cânticos de Davi 51.1-71.24 Cânticos de Salomão 72.1-17 Doxologia 72.18,19 Versículo de conclusão 72.20

III. Livro III 73.1-89.52
Cânticos de Asafe 73.1-83.18 Cânticos dos filhos de Corá 84.1-85.13 Cânticos de Davi 86.1-17 Cânticos dos filhos de Corá 87.1-88.18 Cânticos de Etã 89.1-51 Doxologia 89.52

IV. Livro IV 90.1-106.48
Cânticos de Moisés 90.1-17 Cânticos anônimos 91.1-92.15 Cânticos “O Senhor Reina” 93.1-100.5 Cânticos de Davi 101.1-8; 103.1-22 Cânticos anônimos 102.1-28; 104.1-106.47 Doxologia 106.48

V. Livro V 107.1-150.6
Cânticos de ação de graças 107.1-43 Cânticos de Davi 108.1-110.7 Hallel Egípcio 111.1-118.29 Cânticos Alfabético sobre a lei 119.1-176 Cânticos dos degraus 120.1-134.3 Cânticos anônimos 135.1-137.9 Cânticos de Davi 138.1-145.21

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Cânticos “Louvai ao Senhor” 146.1-149.9 Doxologia 150.1-6 Índice

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A.20 - Provérbios
Autor: Salomão, Agur e rei Lemuel Data: Cerca de 950 aC Autor
Salomão, rei de Israel, era filho de Davi e de Bate-Seba. Ele reinou por quarenta anos, de 970 a 930 aC, assumindo o trono quando tinha cerca de vinte anos de idade. Sem dúvida influenciado pelos Salmos escritos por seu pai, Salomão nos deixou mais livros do que qualquer outro escritor do AT, excetuando-se Moisés. Parece provável que Cantares de Salomão tenha sido escrito quando ele era um jovem romântico; Provérbios, quando estava mais maduro e no auge de seu poder; Eclesiastes, quando já estava mais idoso, mais inclinado a conclusões filosóficas— e talvez mais cínico. Se poder não se mostrava em campos de batalha, mas no domínio da mente: meditação, planejamento, negociação e organização. A reputação de Salomão para a sabedoria provém não apenas de seus resultados práticos, como no caso da disputa de um bebê (1Rs 3.16-27), mas também de declarações diretas das Escrituras. Em 1Rs 3.12 Deus diz: “Eis que te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti teu igual não houve, e depois de ti teu igual se não levantará.” Em 1Rs 4.31 ele é considerado “mais sábio do que todos os homens”, seguindo um citação de vários nomes de homens sábios para comparação. A respeito de Agur e do rei Lemuel (301; 31.1) nada se sabe, exceto que, pelos seus nomes, não são israelitas. A sabedoria é universal, não nacional.

Data
Uma vez que o Livro de Pv é uma compilação, sua composição estendeu-se por um longo período, com a obra principal datada de cerca de 950 aC. Os caps. 25-29 são identificados como transcritos pelos “homens de Ezequias”, o que situa a cópia em cerca de 720 aC, embora o material em si fosse de Salomão, talvez retirado de um documento separado encontrado no tempo de Ezequias.

Conteúdo
Sob a liderança de Salomão, Israel alcançou sua maior extensão geográfica e desfrutou da menor violência de todos o período monárquico. “Pacifico”, o significado de seu nome, descreve o reinado de Salomão. E paz, com sabedoria, trouxe prosperidade sem precedentes para a nação, o que se tornou motivo de respeito e admiração para o rainha de Sabá (1Rs 10.6-9) e pra outros governantes da época. Palavras sábias, como música ou outras formas de arte, tendiam a florescer em tal época, e então durar pelas gerações seguintes. O livro de Pv não é apenas uma coleção de provérbios, mas uma coleção de coleções. Seu pensamento ou tema unificador é: “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria” (9.10), aparecendo de outra maneira como: “O temor do SENHOR é o principio (ou parte principal) da ciência” (1.7). Dentre a diversidade de exemplos, algumas verdades se repetem: A sabedoria (a habilidade de julgar e agir conforme as orientações de Deus) é o mais valioso dos bens. A Sabedoria está disponível para qualquer um, mas o preço é alto. A Sabedoria tem sua origem em Deus, não na própria pessoa e vem por meio da atenção à instrução. A Sabedoria e a justiça andam juntas. É bom ser sábio, e é sábio ser bom. O homem mau sofre as conseqüências de seus atos maus. O ingênuo, o tolo, o preguiçoso, o ignorante, o orgulhoso, o libertino e o pecador nunca devem ser admirados. Muitos contrastes se repetem ao longo do livro. A antítese ajuda a clarear o sentido de muitas palavras-chaves. Entre várias ideias que são colocadas em contraste estão: Sabedoria em oposição a Loucura Justiça em oposição a Impiedade Bem em oposição ao Mal Vida em oposição a Morte Prosperidade em oposição a Pobreza Honra em oposição a Desonra Permanente em oposição a Transitório Verdade em oposição a Falsidade Ação em oposição a Preguiça

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Provérbio do rei Lemuel 31. um ponto principal do livro é que a sabedoria sem Deus é impossível.27 V. De fato.8-8. Em nosso época. nesse sentido. a palavra predominante traduzida por “espírito” no livro tem quase sempre o sentido de “atitude” ou “comportamento”. Provérbios de Agur 30.1-33 A vida de moderação temente a Deus 30. Esboço de Provérbios I. Foi dito a respeito do AT e do NT. um tempo de ação especial do ES. Introdução 1.8-19 Advertências da Sabedoria. que é.20-33 Avisos de um pai.10-31 Índice 44 . Provérbios de Salomão e palavras do sábio 10.1-6 Tema ou lema 1. parte um 1. O caminho da Sabedoria em oposição ao caminho da Loucura 9.36 Avisos de um pai.32.1-7.1-18 IV.16 Palavras do sábio— primeira coleção 22.1-36 III.1-22.Amigo em oposição a Inimigo Prudência em oposição a Precipitação Fidelidade em oposição a Adultério Paz em oposição a Violência Boa Vontade em oposição a Ira Deus em oposição ao Homem O Espírito Santo em Ação O ES não é mencionado diretamente no Livro de Pv.1-14 As maravilhas da vida observadas sobre a terra 30.1-9 Um poema acróstico sobre a esposa perfeita 31. o Antigo está revelado no Novo”.27 Advertências da Sabedoria. assim. Avisos de um pai e advertências da Sabedoria 1.17-24.1-29. é o Espírito que nos ajuda a garimpar as riquezas de Pv. parte dois 8.1-31 Conselhos de uma mãe para um filho nobre 31. parte um 1.1-7 Título.23). o Espírito Santo no NT demonstra como a sabedoria do Livro (que vem apenas através da justiça) é colocada em prática. seu espírito tem destaque em toda parte. o ES.27 Provérbios de Salomão— primeira coleção 10. mais do que Pv nos ajuda a entender o Espírito. “O Novo está encoberto no Antigo. Mas a sabedoria se refere ao seu espírito (1. No caso do Livro de Pv. sem dúvida.15-31 A insensatez do orgulho e da ira 30.22 Palavras do sábio— segunda coleção (pelos homens de Ezequias) 25. parte dois 2.1-29. propósito e introdução 1.33 VI. No entanto.7 II. nunca implicando uma personalidade.

3. à riqueza (2.3: “Que vantagem tem o homem de todo o seu trabalho. traduzida do termo hebraico hebel (lit. indicando assim aquilo que é mortal. que possa ser achado nesta vida (“debaixo do sol”). ele os acha evasivos (“aflição de espírito”). que circunscrevem o livro ao antecipar e resumir as conclusões do autor. com questionamento dos valores absolutos.1-11.21 . a loucura.16).1-11). é usada nesse sentido quando se trata da interpretação israelita tradicional sobre a sabedoria (como em 7. “valor”. Contexto O livro evidencia um período em que.3)e a atividade de edificação estão espalhadas por todo o livro. aos prazeres (2.8). O termo hebraico correspondente é qohelet. Eclesiastes e. O tom pessimista que impregna o livro talvez seja um efeito do estado espiritual de Salomão na época (ver 1Rs 11). lembrando que. em qualquer sentido humanista. que significa “aquele que convoca uma assembléia” recebendo muitas vezes a tradução de “Professor” ou “Pregador” em outras versões da Bíblia. transitório e efêmero.18-20. “fôlego”).8) como começou (1. O Conteúdo do livro é definido por versos quase idênticos (1. imutável. em grandes realizações (2. na riqueza.1 parece ser uma referência a Salomão: “Palavra do pregador. que possa servir como base de uma vida adequada. permanente. Ec 1. ou seja. pode a verdadeira sabedoria ser encontrada por um ser humano à parte da revelação de Deus? A busca do Pregador é por algum tipo de valor (“vantagem) fixo. a fim de poder verificar esse sentido pessoalmente e transmiti-lo aos seus discípulos. “Vaidade” é uma palavra –chave no livro.2.12-18 está desprovida de valor verdadeiro. semelhante à filosofia frega.A. perderam a sua relevância. Tentando cada um dos caminhos propostos pela humanidade para alcançar o valor procurado. arrependeu-se e voltou-se para Deus.18-26). Conteúdo O livro de Ec apresenta todos os indícios de ser um ensaio literário cuidadosamente composto que precisa ser compreendido em sua totalidade antes de poder ser entendido em parte. Ao invés de responder estas questões com citações da Escritura. Embora não afirme isso 45 .9. secular. geralmente creditado a Salomão (cerca de 971 a 931 aC).3) e também pode ser traduzido por “ganho”. às vezes.1-8. Mesmo sem contestar a existência de Deus. Embora não mencionado em 1Rs.2). rei em Jerusalém”. Salomão provavelmente recobrou a consciência antes de morrer. e sua antítese. aos servos (2. em um doutrina de compensação (2. Pv e certos Sl). O tema é definido em 1. e o seu fracasso em descobrir algum valor absoluto. O termo hebraico traduzido pro “vantagem” é yitron (1. para o autor. por assim dizer). a palavra “sabedoria”. 5. a qual confere sentido à criação.11-12. A “sabedoria” de 1.1-14) a buscar o valor que tanto procura no mundo do porvir (não “debaixo do sol”. não pode ser considerada como o yitron que o Pregador procura. o Pregador está determinado a procurar esse sentido através da sua própria experiência e observação. 9. A sabedoria.8).7-10). Mas retomando à busca principal do Pregador: será que essa busca está destinada a terminar (12.7-10). Deus nos julgará pelo modo como fizemos isso (11. não significa que a sua busca seja um fracasso. E a resposta também não é encontrada no prazer. numa nota de desespero? A constante investigação do Pregador por um sentido para toda a existência demonstra que ele é um otimista. fugazes e transitórios (“vaidade”). não têm valor permanente? A resposta introduz o tema secundário do livro: devemos desfrutar tanto a vida como também as coisas que Deus nos tem concedido (3. Mesmo a relação de vida e morte é um tema subordinado no livro. nesta vida (“debaixo do sol”).12-17) ou no materialismo (2. filho de Davi.8).16). 10. o autor lida com a sabedoria enquanto o processo de puro pensamento. escrito em sua velhice. No livro de Ec. o Pregador introduz uma metodologia baseada na observação e na indução. Qual deve ser nossa atitude diante do fato de que nem as realizações nem as coisas materiais são yitron. quando encontrada em outra literatura sapiencial da Bíblia (Jó. Ao contrário. Mas no capítulo de abertura (1.12-18).Eclesiastes Autor: Salomão Data: Cerca de 931 aC Autor e Data O nome Eclesiastes deriva do termo grego ekklesia (“assembléia”) e significa “aqueles que fala a uma assembléia”. no final. 12. Mesmo a própria vida humana. as soluções tradicionais pras as grandes questões da vida. Alusões à sabedoria de Salomão (1. ele se acha forçado (pela observação de Deus pôs ordem no universo quando este foi criado. que ele faz debaixo do sol?” Ou. não um pessimista. mas “acima do sol”. é sinônimo de virtude e piedade. particularmente para o sentido da vida. representa a maldade.

Isso precisa acontecer.12-17 d) O fracasso da materialismo. 7.Desenvolvimento do tema 3. 2.1 d) A sabedoria na corte do rei.especificamente.1 b) Resumos das investigações do Pregador 1. As pessoas que acreditam que Deus lhes fale através do ES em sonhos e visões (Jl 2.17-21) agiriam bem se prestassem atenção na sábia advertência do Pregador de que nem todo sonho é voz de Deus (5. Paulo aparenta ter isso em mente ao falar sobre os dons de línguas e profecias em 1Co 14.7-12 f) Inutilidade de uma monarquia hereditária.10-12 V.2 II.1-10 b) A sabedoria e as suas aplicações. 3. Apesar disso. bem e mal. 4.1-3 d) Inutilidade da inveja.3).8.14). na morte. 12. 5.12-2. mesmo que durante esta vida não haja justiça verdadeira . Com esta observação profunda o livro termina.1 .2-9 46 . 3. 6.11-22 c) Observações sábias variadas. 7.13).1-11 c) O fracasso da compensação: O sábio e o tolo encaram um fim comum 2. o livro antecipa alguns dos problemas enfrentados pelo apóstolo Paulo na implementação de dons espirituais em 1Co 12-14. O Espírito Santo em Ação Toda as referencias ao “espírito” em Ec são referentes à força vital que anima o ser humano ou o animal (ver 3. sozinha.4-6 e) Inutilidade de ser sozinho.Tentativas de solução para o problema 1.12-18 b) O fracasso do hedonismo: O prazer não tem sentido em si mesmo.1 . 1. a lógica que envolve toda a sua busca compele a encontrar o único verdadeiro yitron no temor (reverência) e na obediência a Deus (11. At 2. 6. 8. aconselhando uma manifestação ordenada.3 b) Exposição do problema: Uma refutação das soluções humanísticas 1.A sabedoria prática e os seus usos. no fim. 7-23 .3-11 a) Estabelecimento do problema: Pode-se encontrar algum valor verdadeiro nesta vida? 1.18-26 IV.7-12.8-14 i) Inutilidade de deixar para trás. é inútil.8.4-11 III. trará a juízo tudo o que existe (11.1-2 a) Identificação do Livro 1.Estabelecimento do Problema 1. Esboço de Eclesiastes: I. 4.18-21).1-15 b) Inutilidade de um fim igual a criaturas desiguais.1-9 l) Inutilidade do determinismo da natureza.9. 5.5).6. Da mesma forma.7). Os verdadeiros dons espirituais— manifestações genuínas de ações ou expressões miraculosas– acontecem em espírito de reverência pra a glória de Deus através de Cristo e para a edificação dos crentes.13-16 g) Inutilidade do fingimento numa religião formal. 2. seguida de um julgamento da assembléia sobre a declaração.15-20 j) Inutilidade da futilidade de uma vida despojada. 7.2832.12 a) Inutilidade dos esforços humanos em mudar a ordem criada.9 a) Provérbios moralizantes sobre vida e morte. 4.26 a) A refutação da razão pura: A sabedoria humana. os produtos do trabalho 5.16-22 c) Inutilidade de um vida oprimida 4. a ênfase do Pregador na reverência e na obediência a Deus é paralela à preocupação de Paulo com a edificação da igreja (1Co 14.1-7 h) Inutilidade de sistemas de valores materialistas.9. Isso é afirmado no epílogo: o dever de toda a humanidade é a reverência a Deus e o cumprimento dos seus mandamentos (12.Prólogo 1. pois Deus.

O único valor é temer a Deus e obedecê-Lo.10 . 12.8 b) Resumo das conclusões do pregador através de um discípulo.Mais sobre a sabedoria e seus usos 10.7 .Epílogo: Confirmação da conclusão 12.1-7 IX.10 .9-14 Índice 47 .8-14 a) Resumo das conclusões do Pregador 12.Um retorno ao tema.11.VI.9.12. 8.1 .12 b) Inutilidade da natureza instável do homem (novamente) 9.18 a) Inutilidade da compensação (novamente) 8.7 a) O primeiro resumo das conclusões 11.7-10 b) O segundo resumo: alegoria da velhice e morte 12.6 VIII. 11.13-18 VII.9.

5.13).7 parece vir à tona em Ct. 5. Quando as filhas vêem. disse: “No mundo inteiro.9). aplicam-se diretamente a Ct (2Sm 12. 12.1. em semelhança ao Livro de Apocalipses.6). o termo “pisadas” é. II.4. Os próprios nomes das Doze Tribos mostram a necessidade de uma nova história familiar. ver Dt 33.16) e. ver Gn 32.A. baseado no “sopro” divino do fôlego da vida (o ES. Um jogo de palavras sutil. “o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo ES”. É o seu marido que elogia sua beleza (6.30) de Gn 2. O Espírito Santo em Ação De acordo com Rm 5. a corrompida árvore familiar produz “frutos excelentes”. na fragrância da respiração e do fruto da macieira (7. ver Gn 32.7). o ES é o poder de ligação e união do amor. ela o detém e não o deixa partir (3. A própria forma do livro como cântico e símbolo é adaptada especialmente ao Espírito. Retornou pra sua terra depois de 20 anos com uma instituição familiar defeituosa. Salomão reinou em Israel de 970 a 930 aC. Quando encontra a quem ama. Ele nasceu segurando o calcanhar do seu irmão.12. linguagem figurada e o canto (At 2. Ct contém descrições da mulher sulamita juntamente com uma exibição completa dos produtos de seu jardim. “marcas de calcanhar”. o patriarca cujo nome conota “um calcanhar”.11-13. Dessa maneira. literalmente. e o templo e o palácio que construiu personificam as verdades do tabernáculo e a conquista da Terra Prometida (1Rs 6. chama-na bem– aventurada ou feliz (6. em cores vivas e repleto de sementes. E a procissão de um casamento real e a alegria recíproca do noivo e da noiva aparecem retratadas em 3.14). um dos maiores rabinos.8). Mandrágoras perfumadas crescem nos campos dela (7. A função pastoril de Jacó e a sua constante luta pela bênção de Deus e do homem são citadas como a norma bíblica para o povo de Deus (Os 12. Ardil. Isso deve ser entendido como um paralelo poético do amor conjugal e como bênçãos ao povo da aliança. Salomão encaixa-se perfeitamente como a benção personificada do amor da aliança. 4.10-16).13).” O livro de Ct.17.8).1317). Ele merece consideração especial como arquétipo bíblico que apresenta. raiva e amor de aluguel (de mandrágora. A feliz unidade revelada em Ct é inconcebível à parte do ES. Isso acontece em “antes que refresque o dia” (2. não há nada que se iguale ao dia em que o Cântico dos Cânticos foi entregue a Israel. A sulamita ajuda e reescreve essa história.19). No séc.24-25). As bênçãos da aliança que havia sido distorcidas são redimidas.13). 1Cr 22. no “soprar” do vento no jardim da sulamita (4. mas a glória do simbolismo salomônico é essencial em Cantares. ver Gn 30. um trabalho literário de arte e uma obra– prima teológica. falta de amor.12. Akida bem Joseph. 48 . e pode ser uma alusão a Jacó. Os mesmos acontecimentos também podem ser visto como retratos do amor conjugal. Claras indicações são dadas na descoberta das bênçãos da aliança: “sai-te pelas pisadas das ovelhas” (1.6-5. Ela executa a dança memorial de Maanaim (6. Foi “desconjuntado” com ardil no âmago de seu ser. as realidades básicas das relações humanas.Cantares Autor: Salomão Data: Entre 970 a 930 aC Autor e Data A autoria de Salomão é contestada. Foi forçado a viver fora de sua terra sob a ameaça de uma irmão irado. em si. Seus dois nomes de nascimento. Ct emprega linguagem simbólica pra expressar verdades eternas. pois ele mesmo faz uso de sonhos. Jesus referiu-se duas vezes à glória e sabedoria de Salomão (Mt 6. é como a sua fruta favorita.13.29.3-4.22 . Baseado em Jesus Cristo. ver Gn 30. que simbolizam paz (Salomão) e amor (Jedidias).29.17. Salomão tece um lugar singular na história da aliança (2Sm 7. Embora Ct não forneça informações precisas sobre o contexto. um manipulador congênito. O glorioso reino de Salomão foi como uma restauração do jardim do Éden (1Rs 4. um suposto afrodisíaco) entraram nessa fraca estrutura.20-34). a romã.14). visto que ele aparece em Ct com toda a sua perfeição real (1. de um modo novo. Bastante diferente de qualquer outro livro bíblico.18. como ilustrado por seu mancar em Maanaim (Gn 32).2).2-4.4). surpreendentemente. Como filho real de Davi. ciúme. Ef 5. Linguagem e ideais similares também são encontrados na oração que Davi fez no templo por Salomão e pelo povo durante a entronização de Salomão (1Cr 29) Características e Conteúdo O livro de Ct é a melhor de todas as canções. Na sulamita.42). Sl 104. ela detém o seu marido e não o deixa partir (3.4-10). em sua terra. Aqui. os melhores (7.9.26).

3 A glória triunfante da sulamita 6.2-7 A terceira súplica 5.9 O início do novo amor de iguais 7. Últimas cenas com resumo de realizações 8.6-5.12-17 O espírito e a árvore 2.8 A carruagem matrimonial real do amor da aliança 3. A busca por mutualidade 3.8-15 A alegria do amor no frescor do dia 2.4 V. A busca por unidade 5.8 IV.Esboço de Cantares I.11-12 A dança memorial de Maanaim 6.9-5.4 Conhecendo Salomão 5.6 Procurando amor nas pisadas do rebanho 1.5 Alcançando o amor autêntico 8. Cenas de abertura 1.1-6 A primeira súplica 2.5. A busca por abertura 2.4-10 O nobre povo da sulamita 6.13-7.8-3.7.1-4 A segunda súplica 3.8 Uma vida de união íntima num banquete no jardim 4.8-10 Obtendo uma vinha igual a de Salomão 8.11-12 Obtendo a herança 8.7 II.9 –8.13-14 Índice 49 .9 –8.7 Lembrando o amor do rei de bom nome 1.9-6.9-11 A linguagem do amor 1.5 Começando a busca 2.3 A quarta súplica 8.5-14 Alcançando o objetivo principal 8.8 Removendo as marcas da escravidão 1.1-4 A morena e agradável guarda de vinhas 1.1-2.6.1-7 Uma visão sobre a terra de cima do monte Hermom 4.17 A procura determinada pelo objetivo principal 3.1 A queda da sulamita 5.5 III.16.6-11 Conhecendo sulamita 4.7 Alcançando ao maternidade e a paz 8.

que morreu em cerca de 680 aC (37. Pastor. Cordeiro de Deus. 53 é o grande capítulo do AT que profetiza a obra expiatória do Messias. o seu ministério pode ter se sobreposto aos ministérios de Amós e Oséias em Israel. manteve uma conformidade exterior à ortodoxia. sob Uzias. Judá. Isaías entrou em seu ministério aproximadamente na época da fundação de Roma e dos primeiros Jogos Olímpicos dos gregos. Deus Forte. Ele é citado diretamente nove ou dez vezes por escritores do NT: 52. mas diversas potências asiáticas estavam olhando para além de sua fronteiras.17). Eleito. Ambos os reinos do Norte e do Sul haviam experimentado cerca de meio século de poder e prosperidade crescentes.8).37. filho de Ezequias. Maravilhoso Conselheiro. Nenhum texto em ambos os testamentos expõe de um modo tão completo o propósito da morte vicária de Cristo na cruz. Príncipe da Paz. A primeira parte do livro pode ter sido escrita nos primeiros anos de Isaías.25.690 aC Autor O primeiro versículo deste livro coloca Isaías.27). 50 . Argumentos diversos favorecem a autoria única: 1) palavras– chave e frases-chave estão igualmente distribuídas através de todo o livro. Seu nome também aparece doze vezes em 2Rs e quatro vezes em 2Cr. Entretanto.1 (Jo 12. 2) referências à paisagem e as cores locais são uniformes. Contexto Histórico Isaias profetizou no período mais crucial da história de Judá e Israel. Raiz de Jessé.15 (Rm 15. podia ver que o conflito era iminente. O Livro de Is é citado diretamente no NT vinte e uma vezes sendo atribuído em cada caso ao profeta Isaías. Rei.23 . A beleza de estilo superior na poesia hebraica nos últimos capítulos de Is pode ser explicada pela mudança de assunto.11-20 havia sido tão inteiramente violada.5 (Rm 4. o rico oprimia o pobre. Emanuel. As forças européia ainda não estavam preparada para grandes conquistas. Líder e Comandante. e oca capítulos posteriores. Pai da Eternidade.4 (Mt 8. Senaqueribe. seu nome é mencionado mais doze vezes no livro. Alguns aceitam que o seu chamado para o ofício profético tenha sido feito no ano que o rei Uzias morreu.1). A Assíria. mas. gradualmente. porque dezessete capítulos contém referências proféticas a Cristo. estava claro para Isaías que a aliança registrada por Moisés em Dt 30. bem como o de Miquéias em Judá. Para fazer isso.12-14). ele deve ter extraído muita coisa do Livro de Is. Redentor e Ungido”. que era um estudioso dos assuntos mundiais. muitos dos sacerdotes e profetas tornaram-se bêbados que queriam agradar os homens (5. estava inclinada a conquistas ao sul e ao oeste.16). Rm 10. 22. caiu num sério declínio moral e espiritual (3. Jesus caminhava com dois de seus discípulos e “explicava-lhes o que dele se achava em todas a Escrituras” (Lc 24. Renovo do Senhor. governado por Jeroboão e outros seis reis de menor importância.Isaías Autor: Isaias Data: Entre 700 . que foi em cerca de 740 aC (6. Jotão. que o cativeiro e o julgamento eram inevitáveis para Judá. o filho de Amoz.1. A Assíria conquistou Samaria em 721 aC.21).38).7-12.1823. Lugares secretos de culto pagãos eram tolerados.38. Servo do SENHOR. Embora estivesse para vir mais uma avivamento a Judá sob o rei Josias (640-609 aC). as mulheres negligenciavam suas famílias na busca do prazer carnal. A visão e a profecia são reivindicadas quaro vezes por Isaías. Israel. Por Isaías mencionar a morte do rei da Assíria. Acaz e Ezequias. O nome “Isaias” significa “O SENHOR é salvação”. Cristo Revelado Depois de sua ressurreição.37 é uma referência à morte de Isaías. reis de Judá” (1. 53. Pedra Angular. A tradição diz que Isaías foi martirizado durante o reinado de Manassés. Se Isaías começa profetizando em cerca de 750 aC. tinha sucumbido ao culto pagão. O profeta. 53. de julgamento e súplica para consolo e segurança. particularmente. após a sua retirada da vida pública.A. assim como o era para Israel. Jotão e Ezequias. O Cap. é provável que ele tenha começado durante a ultima década do reinado de Uzias. como o seu autor. Muitos acreditam que a forma “serrados” em Hb 11. Cristo é citado como o “Senhor. 53.8-26). ele deve ter sobrevivido a Ezequias por alguns anos. Data O profeta coloca que ele profetizou durante os reinados de “Uzias.

1Pe 2. 53. libertação.1-48. O Espírito Santo em Ação O ES é mencionado especificamente quinze vezes.17-21).22). que teve seu ministério terreno realizado no poder e unção do ES. como Isaías havia profetizado. como o Ungido (Messias) em seus dois adventos (61.1-6.16).1-12). sem contar as referências ao poder.1-5.13 Mensagem concernentes ao Emanuel 7.8 Deus liberta Judá 36.37).10 Mensagem de Julgamento e promessas 1. pra fortalecê-la para o ministério no cumprimento da Grande Comissão. O Senhor Jesus.1-3. 53 em adição às citações diretas.1-8 III.1-24. 53.24 Resumo 34.6 Mensagem de Julgamento sobre as nações 13. para seu domínio e governo como Rei no trono de Davi (11. que irá fazer cura.1-37. como o Servo sofredor do Senhor.1-5). Profecia de consolo e paz (parte II) 40.30) A operação do ES na criação e na preservação da natureza (40.19) e para preservar Israel em relacionamento de concerto com o SENHOR (59.1-66. louvor.21).1-35.22 O Servo do Senhor.1-22 Deus censura Ezequias 39.1-39.1-12. ver também 48. O procedimento de Deus com Ezequias 36.1-9). O derramamento do Espírito sobre Israel para lhes dar triunfo em sua reabilitação conforme o padrão do Êxodo (44. para protegê-los de seus inimigos (59.1-27. prometeu derramar seu Espírito sobre a Igreja. 53. promessa 25. iluminação e justiça às nações (42.1– 33. Israel deve ser cuidadoso para não se rebelar e contristar o ES (63.12 (Lc 22. Esboço de Isaías I.21 A realização do consolo e da paz 58.1-57. 63.38 Deus cura Ezequias 38.1-66. efeito ou influência do Espírito que não citam seu nome.30.3-4).7-8 (At 8. Profecia de denúncia e convite ( parte I) 1. Lc 4.10.1-35.9 (1Pe 2.10 (1Co 15.10 II.24 A garantia de consolo e paz 40. 53.13 Os infortúnios dos descrentes imorais em Israel 28.23 Mensagem de Julgamento. Ef 4. o Autor do consolo e da paz 49. Também existem muitos cumprimentos de detalhes no cap.32-33). Entretanto. Há três categorias gerais sob as quais a obra do ES pode ser descrita: A unção do Espírito sobre o Messias pra fortalece-lo.24).24 Índice 51 .

Jeremias tinha poucos amigos além dele. Apesar dessa mensagem de ruína. sob o domínio de Nabopolasar.1-3). e o Egito. caps 46-51). e o seu ministério continuou até pouco tempo depois da queda de Jerusalém. Conhecendo as intenções de Deus. Jeremias tinha em seu coração o melhor para o povo.Jeremias Autor: Jeremias Data: Entre 626—586 aC Autor Jeremias. Ainda assim. Contexto Histórico Jeremias iniciou seu ministério no reinado de Josias. outras vezes permitindo que os inimigos de Jeremias o maltratassem e o aprisionassem. Jeconias e Zedequias. são qualificados como amigos apenas Aicão. buscando às vezes os conselhos de Jeremias. mas “O SENHOR exalta” e “O Senhor lança” são possibilidades. uma coleção de oráculos contra Judá e Jerusalém. o último grande rei assírio. Habacuque e Obdias forma contemporâneos seus. expresso pela obediência. Seu companheiro e amigo chegado era o seu escriba Baruque. Jeremias tinha um coração compassivo para com o seu povo e orou por ele mesmo quando o Senhor lhe disse que não fizesse isso. Tentou evitar essa tarefa. Como Ezequiel. Jeoaquim e Zedequias) e um neto (Joaquim) sucederam-no no trono. que é quase idêntico a 2Rs 24-25. filhos de Hilquias. provavelmente por Baruque (caps 26-45). um rei bom que adiou temporariamente o juízo de Deus prometido por causa do governo terrível de Manassés. Ao que parece. Gedalias. Três filhos de Josias (Joacaz. Josias tinha iniciado uma reforma. mas nenhum deles deu atenção à advertência. defendeu a rendição à Babilônia e escreveu aos que já estavam no exílio para que se estabelecessem e vivessem suas vidas normalmente. e a próxima geração seria exterminada. e Josias expandindo o seu território para o norte.A. Jeoaqui. Jeremias enfatizou a responsabilidade individual. uma mensagem contrária à esperança do povo e que incluía um sugestão de rendição aos babilônios. e um apêndice histórico (cap 52). Isso de deve em parte por causa da mensagem de ruína proclamada por ele. da sua severa repreensão aos líderes e do desprezo pela idolatria. profeizando na Babilônia de 593 aC a 571 aC. Sabia que a nação seria destruída caso a aliança de Deus não fosse honrada. sob Neco. que Jeremias ditou ao seu escriba Baruque (1. As profecias do livro não estão em ordem cronológica.4-20. foi um profeta da cidade leveita de Anatote e talvez tenha sido descendente de Abiatar. O povo tornara-se tão corrupto sob Manassés 52 . preocupações e frustrações. morreu em 627 aC. Foi estigmatizado por muitos como traidor por causa da sua pregação. A Assíria estava enfraquecendo. acontecimentos sobre Jeremias escritos em terceira pessoa. O significado do seu nome é incerto. cortando-o em algumas colunas e jogando-as no fogo. Jeremias era apenas um jovem quando foi chamado para carregar uma severa mensagem de ruína ao seu povo. estavam tentando sustentar sua autoridade sobre Judá. em 586 aC. filho de Aicão e Ebede-Meleque. Jeremias viu a insensatez da linha de ação política desses reis e alertou-os sobre os planos de Deus para Judá. Josias foi morto em Megido ao tentar impedir o Faraó Neco de ir contra o que restava da Assíria. os sacerdotes e os falsos profetas por levar o povo à perdição. Zedequias foi um governante fraco e vacilante. Entretanto. oráculos contra nações estrangeiras (25. condenou os governantes. Os acontecimentos estavam mudando rapidamente o Oriente Próximo. a reforma teve um efeito pouco duradouro sobre o povo. Jeoaquim foi abertamente hostil a Jeremias e destruiu um rolo enviado a ele. Em 609 aC. Mas Deus também se interessava pelos indivíduos e seu relacionamento para com ele. Atacou também o povo por sua idolatria e proclamou um juízo severo a menos que o povo se arrependesse. Entretanto.24 . Jeremias recebeu a ordem de não se casar ou ter filhos para ilustrar a sua mensagem: o julgamento era iminente. O seu chamado é datado de 626 aC. A vida pessoal desse profeta é mais conhecida do que a de qualquer outro profeta do AT porque ele nos deixou muitas marcas de seus pensamentos. Conteúdo O livro consiste principalmente em uma breve introdução (1.15-38. Data Jeremias profetizou a Judá durante os reinados de Josias. Assurbanipal. Ezequiel foi um contemporâneo mais jovem. a qual incluía a destruição dos lugares altos pagãos em Judá e Samaria. pois abia que a salvação de Israel não esta desassociada da fé em Deus e de um relacionamento de aliança correto. A Babilônia. o seu coração doía pelo povo. mas foi incapaz de permanecer calado. O profeta Sofonias precedeu ligeiramente a Jeremias e Naum.18).

18 Oráculos contra leis. Esboço de Jeremias I. chamaríamos a isso a obra do ES em Jeremias. E ainda lhes daria uma nova aliança e escreveria a sua lei em seus corações.4-10.1-43.10 O exílio babilônico 25. um caverna de salteadores aos vossos olhos?” (7.18 A santificação do sábado 17. e sacerdotes fiéis serviriam ao povo. Além do trabalho normal de inspirar o profeta e revelar-lhe a mensagem de Deus.7-41. Jeremias quis parar de mencionar a Deus.1-40. Derrotado e levado ao exílio. e estou fatigado de sofrer e não posso” (20.1-45.30 Sermão do templo e abusos no culto 7.1-7 Revogada a libertação de escravos 34.27 Seca e outras catástrofes 14. O trono de Davi seria novamente estabelecido. Apêndice histórico 34. E depois do castigo e arrependimento apropriados.14). que tendes ouvido e não ouvis” (5.18 A fuga para o Egito 42. Mt 11. Deus traria uma remanescente de volta a Judá.3 Assuntos diversos 8.7 53 . esta casa.1-9 II. Jeremias é uma das personalidades mais parecidas com Cristo no AT.1-32 Cerco e queda de Jerusalém 37. pode ser considerado um tipo de Cristo no AT.19). O Espírito Santo em Ação Um símbolo do ES é o fogo.1-13.16. Davi e os levitas. também é o ES quem cumpre a promessa do novo concerto que irá colocar a lei de Deus na mente de seu povo e escrevê-la no seu coração. puniria as nações que os havia punido e cumpriria a sua antiga aliança com Israel.19 III.1-17. Julgamentos e sofrimentos de Jeremias 36.11.26 Primeiro oráculos 2.8-22 O exemplo dos recabitas 35. Os oráculos contra as nações estrangeiras ilustram a soberania de Deus sobre todo o mundo. o povo iria refletir sobre o que lhe acontecera e por quê.18).9).1-29. Todas as nações pertencem a ele e todas devem a ele por sua conduta. Mt 21. mas “isso foi no meu coração como fogo ardente. que se chama pelo meu nome. encerrado nos meus ossos.6 Gedalias e o seu assassinato 40. profetas e povo 21.1-19 IV.1-6.1-8. O chamado de Jeremias 1. Mc 8. “achareis descanso para a vossa alma”(6. pois.19 Advertência a Zedequias 34. Sofreu muito nas mãos do povo.21.1-15. Ele demonstrou grande compaixão pelo seu povo e chorou por ele.5 Jeoaquim e os rolos 36. Diversas passagens de Jeremias são aludidas por Jesus em seu ensino: “é.25 Eventos na vida de Jeremias 11.1-20. mas perdoou. “que tendes olhos e não vedes. Cristo Revelado Através de sua ação e atitude. por esta razão. Hoje. Em certo momento. Mt 10. Jeremias retrata um estilo de vida similar ao de Cristo e.19-27 Lições do oleiro 18. “ovelhas perdidas forma o meu povo” (50.1-33.13).1-35. Coleção de discursos 2.1-24.1-35.32 O livro de consolação 30.que Deus resolveu dar um fim à nação.6).21 Advertência e promessas 16.6. Deus assegurou a jeremias: “converterei as minhas palavras na tua boca em fogo” (5.

Apêndice histórico 52.1-7 Contra Moabe 48.64 Contra o Egito 46.7-22 Contra Damasco 49.4-27 Sumário de três deportações 52.28-30 Libertação de Joaquim 52.31-34 Índice 54 . Oráculos contra nações estrangeiras 46.1-34 O reinado de Zedequias 52.Jeremias no Egito 43.8-44.1-51.1-28 Contra os filisteus 47.28-33 Contra Helão 49.34-39 Contra a Babilônia 50.1-5 V.1-3 Cerco e queda de Jerusalém 52.1-47 Contra os amonitas 49.1-6 Contra Edom 49.30 Oráculos para Baruque 45.1-3 VI.23-27 Contra Quedar e Hazor 49.

Nubuzaradã. Temas As lamentações caracterizam seis temas principais. Mas eles logo foram levados cativos. 5. Cada capítulo. compaixão e fidelidade de Deus. Tudo que tinha significado para esse povo havia sido destruído.13. e é assim que chegamos ao títulos que usamos. “como!” Essa palavra era comumente usada para significar “Ai!” compara com seu uso em 2. isso era obviamente aceiro.28-33) Somente após uma completa humilhação é que o povo estaria em condições de pensar sobre uma restauração. Aqui. mágoa e frustração. Como tal. e isso originalmente ficou conhecido como “ekah. chorar diante dele e contar a ela todos dos detalhes de sua dor. o povo que estava dentro da cidade estava faminto.20). O autor não é mencionado. Esse forte tema é visto em cada capítulo ( como em 1. exceto o 4.4). Quando o rei Zedequias se rebelou contra os babilônios. e eles tinham de sentir isso de modo pessoal.17). Enquanto ele estava sitiando a cidade.16). Eles sabiam que o seu sofrimento não havia v indo sobre eles por acaso. Ele foi devido à ira de Deus provocada por seus pecados (2. da misericórdia.812). todos relacionados com o conceito de sofrimento: O sofrimento deles era o resultado dos seus pecados.3). O profeta está constantemente consciente de Deus. destruiu a mairo parte de Jerusalém. Os poemas deste livro parecem ter sido compostos durante e após o tempo no qual tudo isso estava acontecendo. mas tradições que vêm de muito antes de Cristo sustentam que Jeremias o tenha escrito. que conduzia à derrota e ao cativeiro (ver 2.42. termina com uma oração.5. Sofrimento. Quanto eles romperam o muro.14.21. eles sentiram que poderiam sempre experimentar boas coisas. uma nova compreensão parece surgir em 3. 2. fala acerca da esperança e. capitão da guarda de Nabucodonosor. Isso era uma prova de que uma manifestação da disciplina de Deus não significava que o seu amor 55 .24 . Eles foram encorajados a abrir seu coração a Deus. Esses poemas se tornam especialmente penetrantes quando contratam as antigas bênçãos e forças de Judá com o caos e o sofrimento que seus pecados haviam levado sobre si. aos quais o povo de Judá ficou sujeito. exceto as pessoas mais pobres. Até mesmo os babilônios reconheceram o fato (Jr 40. A oração nunca deve ser derrotada pela aflição. No tempo em que foram escritos. Após detalhadas descrições de sofrimento e aflição. Ele estava lidando com a situação espiritual deles. também. os judeus usavam a primeira palavra do livro como seu título. queimou o templo e levou a todos. 4. Contexto Histórico O povo de Judá foi capaz de pensar que eles eram a única raça escolhida por Deus.1 Is 1.Lamentações Autor: Jeremias Data: 587 aC Autor Como era o costumes. O povo escolhido e protegido tinha perdido tudo e estava numa situação de desesperança. O cumprimento das promessas de bênção podiam sempre pular algumas gerações de israelitas que eram desobedientes. A oração deve ser sempre feita buscando algum fio de esperança. Aqui não há indicação de que o sofrimento seja resultado de um total abandono de Deus ou de uma erradicação dos seus princípios da mente deles. 4. O sofrimento deles poderia conduzi-los a Deus. mas isto tudo era condicional. para o exílio (2Rs 25. Ele também os ajudou a pensar a respeito da mão de Deus sobre eles em forma de castigo e ajudou para se submetessem penitentemente ao julgamento que eles mereceram até que isso tivesse passado (3. lágrimas e oração devem andar juntos. Ele ajudou o povo a dar a expressão necessária para as suas aflições e também deu conforto para ele. Mas os poemas também descreve o ministério de Jeremias. Deus tinha feito um concerto de bênçãos com eles. Uma descarada desobediência poderia significar que os bons aspectos das bênçãos poderiam ser substituídos por um castigo. 3. Alguns também de referiam ao livro como qinot ou “lamentações”.1.1).21-24. Zedequias e os soldados procuraram fugir (2Rs 25. Existe muitas semelhanças entre os textos de Lm e Jeremias. O sofrimento deles era visto como se causado por Deus e não por seres humanos. nos primeiros dois capítulos e meio. Os Livros de 2Rs e 2Cr descrevem o declínio moral do Reino de Judá (apesar das advertências proféticas). Nabucodonosor atacou Jerusalém (2Rs 24.A. mandado novamente como profeta para falar a respeito das circunstância modificadas do povo de Deus. dos seus propósitos e do relacionamento de Deus com seu povo.

35-39 O arrependimento deles chega tarde demais 3. O quinto poema: uma oração registrando o sofrimento e apelos finais de Jerusalém 5.1-66 A severidade do castigo conduz a pensamentos de misericórdia 3.10).15-18 O apelo final desesperado 5.1-10 Ninguém está isento do sofrimento 5.32). entristecido pelo nosso comportamento (Is 63. sofrimento e pecado de Jerusalém 1.19-22 Índice 56 . com a consciência de que isto iria terminar quando a vontade de Deus tivesse sido cumprida (3. O primeiro poema: a miséria. freqüentemente.1-22 A derrota. Deus pode ter usado a Babilônia.40-47 O profeta e o povo confiam em Deus pra vindicação no fim 3.1-6) no lembra que o ES é.26.1-22 A devastação do povo e de seus líderes 4.48-66 IV. As sua aflições tinha de ser aceitas com paciência. Jo 16.1-11 Falando ao mundo descuidado sobre seu castigo 1. a submissão e a oração do povo 3.1-22 Uma lembrança de seu estado lamentável 5. as circunstâncias mudariam (3. O arrependimento é também uma manifestação da obra do ES entre o povo de Deus (3.31.22 V.20-22 III.1-10 O sofrimento do profeta.havia cessado.34-36).7-11) Esboço de Lamentações I. desesperança e exortação à oração 2.11-19 A oração angustiada de Judá 2.40-42. Quando a disciplina tivesse atingido seu propósito. O futuro continha um vindicação de Israel sobre seus inimigos (3.32). mas isso não significava que os babilônios eram seus eleitos ou que ele era a favor de seus métodos cruéis (3. o resultado da desobediência 4.1-11 A desobediência e seus resultados 4.26-32). humilhação.1-24 Submissão e humildade trazem misericórdia 3. O quarto poema: devastação. A responsabilidade deles era de submeter pacientemente aos seus sofrimentos. O terceiro poema: a severidade e misericórdia de Deus.21.12-19 Uma oração por ajuda em grande aflição 1.1-22 Como o próprio Deus destruiu Israel 2. O segundo poema: a destruição mandada por Deus e a reação do profeta 2.20-22 II.11-14 Todo o orgulho e a alegria se foram 5. O Espírito Santo em Ação A aflição divina sobre os pecados de Israel (2. o pecado e a oração de Jerusalém 1.12-20 Edom será castigado e Israel será ajudado 4.

o julgamento das nações pagãs ( 25-32) e as futuras bênçãos pelo concerto de Deus com o povo (33-48). que se tornaram importantes durante as reformas de Josias (621 aC). A responsabilidade coletiva não mais resguarda o indivíduo. e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos. incluído a partida da presença de Deus.1). Em 11. O oráculo que segue é. foi deportado para a Babilônia (1. inspirado pelo ES.Ezequiel Autor: Ezequiel Data: Entre 593 . o sacerdote” (1. Suas experiências espirituais também anteciparam a atividade do ES no NT. Além disso.5. ações de parábolas ou em fala humana.11-14). Embora essa identificação tenho sido questionada.573 aC Autor O autor. O divino Espírito os estimularia a uma nova vida.26 .” Talvez a situação melhor conhecida da atividade do Espírito esteja no cap. em 587 aC (24. um membro da família sacerdotal dos zadoqueus. até então. Cada um é responsável pelo seu pecado individual (18. provavelmente. no exílio. sinais. situada no canal do rio Quebar. Por essa ênfase no ES na regeneração. A última data dada por oráculo (29. a visão do vale dos ossos secos: “Veio sobre mim a mão do Senhor.1) em 597 aC e estabeleceu-se em Tel– Abibe. provavelmente. suas visões e a freqüência com a qual a palavra do Senhor vinha até ele fornecem uma conexão entre os profetas extáticos mais antigos e os profetas e escritores clássicos. O livro está facilmente dividido em três seções: o julgamento de Judá (4-24). há inúmeras referências ao Espírito de Deus no livro. ele enfatizou a graça divina no renascimento da nação.15-17). parece não haver razão válida para se duvidar disso. Seu ministério coincidiu brevemente ao de Jeremias. 571 aC. Data O chamado de Ezequiel veio a ele em 593 aC. Na doutrina do homem em Ez. o profeta afirma autobiograficamente que o Espírito do Senhor “caiu” sobre ele e lhe “disse”.3). Por outro lado.”(v. especialmente no Evangelho de João. 40. cujo nome significa “Deus fortalece”. Conteúdo A personalidade de Ezequiel reflete uma força mística. Ez antecipava a doutrina do NT do ES. Ele era. 37. Foi o peso do pecado acumulado de cada indivíduo que contribui para o rompimento do concerto de Deus com Israel. A responsabilidade moral do indivíduo é um tema de primeira importância em sua mensagem. para os do cativeiro. Dois temas teológicos agem como um equilíbrio no pensamento do profeta. ele colocou a ênfase no dever pessoal (18.24).24) apresenta o Espírito como ativo em uma visão: “Depois.1. mas também 57 .1.1) A visão subseqüente relata o renascimento espiritual do restante do ovo que estava.. o quinto ano do reinado de Joaquim. Alguém pode quase que caracterizar o Livro de Ez como “os Atos do ES” no AT.17) é. A morte de sua esposa ocorreu ao mesmo tempo da destruição de Jerusalém.A.” Não é somente um ato externo do Espírito o “cair sobre” alguém. A proximidade de seu contato com o Espírito. perto de Nipur (1. 33. aparentemente escritas após a destruição de Jerusalém. O arrependimento do remanescente fiel entre os exilados resultaria na recriação de Israel a partir dos ossos secos (37. por volta de sua iminente e completa destruição. O Espírito Santo em Ação Quer a revelação profética seja apresentada simbolicamente em visões. O mesmo (11. fazendo de seu ministério cerca de vinte anos de duração.21. Ez reivindica por eles o poder e a autoridade do ES. A mensagem de Ez foi endereçada ao resto dos pervertidos de Judá exilados na Babilônia. o Espírito me levantou e me levou em visão à Caldéia. a Palavra de Deus nas palavras de Ezequiel. filho de Buzi.4: “a alma que pecar. Partes foram também.. desse modo. A ele adequadamente pertence o título de “carismático”. e cada qual leva uma porção da culpa pelo julgamento que resultou no exílio. Exilado por ocasião do segundo cerco de Jerusalém.26: “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo. É identificado como “Ezequeil. Várias dessas referências merecem uma tenção em especial. e o Senhor me levou em Espírito. Ele foi treinado para o sacerdócio durante o reinado de Joaquim. Cada um deve aceitar uma responsabilidade pessoal pela desgraça da nação. essa morrerá”). Um aspecto final da ação do Espírito na vida do profeta é achado em 36.

28 Julgamento contra Gogue 38.21 Visões introdutórias 1.22-7. Profecias e visões sobre a destruição de Jerusalém 3.1-48. O início da visão e chamada de Ezequiel 1.1-11.8-11 Contra Edom 25.1-37.21 II. o qual seria dado pelo Espírito.a profetizada experiência subjetiva da presença do Espírito dentro.22-24.27 III. Oráculos da ruína contra nações estrangeiras 25.1-39.1-15 Restauração de Israel 36.32 IV.1-28 O encargo dos profetas 2.35 Índice 58 .1-33 Deus como Pastor 34. Ezequiel antecipou a experiência do concerto do “novo nascimento”.1-48.29 Restauração do templo 40.1-31 Julgamento contra Edom 35.1-7 Contra Moabe 25.1-3.1-46.20-26 Contra Egito 29.25 O exílio e cativeiro de Judá 12. Esboço de Ezequiel I.15-17 Contra Tiro 26. Profecias de restauração 33.32 Contra Amom 25.1-24.35 Ezequiel como vigia 33.2).1-28.19 Contra Sidom 28. tal como Ezequiel inigualavelmente experimentou quando o Espírito “entrou” nele (2.27 Visões de idolatria no templo 8.12-14 Contra a Filistia 25.1-32.1-32.24 Restauração da terra 47.1-3.27 Oráculos de julgamento 3.

os habilitados e os instruídos foram retirados de Jerusalém logo no início da guerra (2Rs 24. Os escritos de Daniel cobrem o governo de dois reinos. 2Ts 2). para a Babilônia.7) haviam profetizado a deportação para a Babilônia dos descendentes da família real. a segunda vinda de Cristo.1). entre 605 a 582 aC. Os babilônios haviam subjugado todas as províncias governadas pela Assíria e haviam consolidado o seu império numa área que abrangia grande parte do Oriente Médio. quatro jovens hebreus forma selecionados para o programa de treinamento (1. Babilônia e Medo– Persa. Da mesma forma. enquanto adolescente. inclusive do “cheiro de fogo” (3. 2) o destino futuro do povo de Daniel. agora.4). Inicialmente. as ressurreições futuras e juízos. Devido ao caráter excepcional de Daniel. Isaias e Ezequias (Is 39. os tesouros do palácio de Salomão e do templo também levados. 59 . Dario (6. para muitos o enfoque da dispensação tornou-se bastante aceito. Nesta parte final. Embora a interpretação de Daniel. Daniel serviu como estagiário na corte de Nabucodonosor. no ano de 605 aC. Esse enfoque na interpretação encontra em Dn as chaves que ajudam a desvendar os mistérios de assuntos como o Anticristo. Misael e Azarias. Daniel sobrepujou a todos os homens sábios daquele vasto império (6. O nome Daniel significa “Deus é meu juiz” Sua inabalável consagração a Jeová e sua lealdade ao povo de Deus comprovaram fortemente essa verdade na vida de Daniel. Data Embora o cerco e a deportação de cativos para a Babilônia tenha durado vários anos. Daniel se torna um companheiro de estudo necessário do Livro de Apocalipse.37). A data do cativeiro de Daniel costumeiramente aceita é de 605 aC. Possivelmente fosse de uma família de classe alta de Jerusalém. Conteúdo O propósito é mostrar que o Deus de Israel. mantém sob seu controle o destino de todas as nações.25). Escravos instruídos ou habilitados que as circunstâncias requeriam tornaram-se a mão de obra do governo. judeus nacionais (9. tornou-se conselheiro de reis estrangeiros. Contexto Histórico Juntamente com milhares de cativos de Judá levados para o exílio na Babilônia. estes jovens foram contemplados com funções relevantes no palácio do rei. Hananias.14). a grande tribulação. Daniel se apresenta como livro profético básico para a compreensão de muitas coisas da Bíblia. A importância de Daniel como profeta foi confirmada por Jesus em Mt 24. Deus permanece fiel a eles no fogo do julgamento e livra-os. Os comentários de Jesus no Sermão do Monte das Oliveiras (Mt 24.15.1-31). VI AC Autor Daniel foi deportado. como também Apocalipse.27). Daniel se compõe de três partes principais: Introdução à pessoa de Daniel (1).Daniel Autor: Daniel Data: Final do séc. os homens fortes e corajosos. necessitava-se de uma burocracia administrativa especial.27 . e quatro reis: Nabucodonosor (2. Os três permaneceram fiéis ao seu Deus. Cristo Revelado A primeira vez que se vê Cristo é na figura do “quarto” (homem) ao lado de Sadraque. conhecimento e boa aparência. os testes decisivos do caráter de Daniel e o desenvolvimento de suas habilidades de interpretação profética (2-7) e a série de visões de Daniel sobre reinos e acontecimentos futuros (8-12).24). Esse enfoque também vê as profecias que ainda estão por se cumprir girando em torno de dois eixos principais: 1) o destino futuro da cidade de Jerusalém. onde viveu mais de sessentas anos. 25) e muitas das revelações dadas ao apóstolo Paulo encontram harmonia e coesão em Dn (ver Rm 11. Para governar um reino tão diversificado numa área de tamanha extensão.A.1-11. Belsazar (5. Muitos aspectos de profecias relacionadas com os tempos do fim dependem da compreensão deste livro.1-28) e Ciro (10. seja feita de maneira bastante diversificada. o único Deus. Por causa de sua sabedoria. Sua profecia abrange o espaço de tempo de sua vida.11-4. Mais tarde.1-3). Mesaque e Abede-Nego na fornalha de fogo (3. os Tempos dos Gentios.

O primeiro sonho de Nabucodonosor 2. As profecias.46-49 III.10-17 Daniel é liberado 6. A habilidade de Daniel e dos outros hebreus de interpretarem sonhos se devia ao poder do ES.5-6. Ele descreve “que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do Homem”.1-28 A revelação e a interpretação de Daniel 2.1-14 A Interpretação de Daniel 7.8-18 Os três hebreus são miraculosamente protegidos 3. O Espírito Santo em Ação O Espírito Santo nunca anuncia sua presença em Daniel. A primeira visão de Daniel 7. referindo-se à segunda vinda de Cristo.1-9 Daniel é lançado na cova dos leões 6.1-28 O sonho da Daniel sobre os quatro animais 7. A segunda visão de Daniel 8.1-37 O sonho de Nabucodonosor 4.1-28 Complô contra Daniel 6.3-21 II.15-28 VIII. onde a descrição de Jesus é bastante idêntica à de João em Ap 1.10-31 VI.28-33 A oração e restauração de Nabucodonosor 4.1-30 Convocação para adorar a estátua de ouro 3. Daniel na cova dos leões 6.29-45 Daniel é honrado através de promoção 2. um bode e sobre os chifres 8.19-27 O cumprimento do sonho 4.Outra referência a Cristo se encontra na visão da noite de Daniel (7. tanto as que se aplicavam ao local quanto ao futuro.1-31 A escrita manual na parede 5. As convicções religiosas de Deus 1. indicam discernimento sobrenatural dado a Daniel pelo ES.18-28 VII.1-27 O sonho de Daniel sobre um carneiro.1-37 A Interpretação da Daniel 4. O segundo sonho de Nabucodonosor 4.13).1316.1-21 O exílio de Judá 1.1-2 A decisão de Daniel de manter-se separado 1. Esboço de Daniel I. A libertação da fornalha de fogo 3.34-37 V. Outra visão de Cristo. se acha em 10. mas ele está nitidamente em ação.1-14 A interpretação de Gabriel 8.15-27 60 .1-9 A interpretação de Daniel da escritura 5.26-30 IV. A festa blasfema de Belsazar 5.1-7 A recusa dos três hebreus de se prostrarem perante a estátua 3.1-49 O sonho esquecido 2.19-25 O rei confessa o Deus verdadeiro 3.

1-9 A visita de um anjo 10. A profecia das setentas semana 9. A visão final de Daniel 10.1-12.10-21 Guerra entre reis do Norte e do Sul 11.1-17 A oração de Daniel 9.2-45 O tempo da tribulação 12.1-19 A Visão da Daniel 9.IX.20-27 X.13 A visão de Daniel de um ser glorioso 10.1-13 Índice 61 .

abundância e prosperidade. de Judá (Uzias. Conteúdo O Livro de Oséias é a respeito de um povo que tinha necessidade de ouvir sobre o amor de Deus. ama uma mulher”. O povo pensava que o amor poderia ser comprado (“.A. O Escritor de Hebreus acha em Jesus Aquele que capacita os crentes a oferecerem sacrifícios aceitáveis de louvor pelos quais nós nos tornamos recipientes do perdão misericordioso de Deus (14. uma profecia cumprida quando Jesus.4) e que persistiu.8). Jesus também. e traria de volta quando ela se desviasse (“Vai outra vez.2. um desastre vindo por baixo estava se aproximando.” 2.14. que reinou durante o período de sua profecia (1. 1Co 15.. Jesus provê a base pela qual aqueles que estavam fora da família de Deus agora são admitidos a um relacionamento com ele (1. que o amor era uma busca de uma autogratificação (“Irei atrás de meus namorados.1). 11.19. quando os fariseus acusam os discípulos de Jesus de violar o sábado. e os sacerdotes estavam falhando na tarefa de guiar o povo nos caminhos da justiça. 1Pe 2.55).10). Sua sensibilidade em relação à condição do pecado de seus compatriotas e sua sensibilidades em relação ao coração amoroso de Deus o fizeram apto pra realizar esse difícil ministério. ódio entre classes e pobreza.9. e dela teria filhos (1. O povo desse príodo regozijava-se na paz. e o rei do Reino do Norte. 8. Mt 9.6.6. Hb 13. a amaria inteiramente.. 9. de um Deus que queria falar com eles e da maneira singular que Deus escolher para demonstrar seu amor a seu povo. e iria atrás dela. Acaz e Ezequias). Quando questionado acerca da sua permanência no lar dos pecadores e cobradores de impostos. foi escolhido por Deus pra levar sua mensagem a seu povo através do seu casamento com uma mulher que seria infiel a ele. Oséias oferece esperança para inspirar seu povo a voltar-se novamente para Deus. Ef 5.. E. um paralelo com a longa estada de Israel no Egito e o êxodo (Mt 2..10). apesar de o povo correr e da resistência dele (“Como te deixaria?”. a idolatria era mais e mais aceita. o tipo de amor que Deus tinha por Israel. Embora todas as indicações quanto ao sucesso exterior parecessem positivas a Israel.1). Embora as pessoas continuasse uma forma de adoração. Se tornaram abomináveis como aquilo que amaram”. Mateus vê em 11. de Israel ( Jeroboão II).1).15).3). Cristo Revelado Os escritores do NT descrevem Oséias como o responsável por ensinar a vida e o ministério de Cristo. O problema era como levar a mensagem de um Deus de amor a um povo que não estava inclinado a dar ouvidos e. um povo que buscou objetos sem valor (“Quando Israel era menino. pudesse conseguir benefícios positivos (“. Deus quis que Israel conhecesse seu amor.2). Apesar das trevas desse tempo. provavelmente. imoralidade generalizada.Oséias Autor: Oséias Data: Cerca de 750 aC Autor Oséias cujo nome significa “salvação” ou “libertação”. A solução de Deus era deixar o profeta ser seu próprio sermão. não entender. foi literalmente levado e trazido do Egito.9). Jesus cita Oséias para mostrar que Deus não deseja apenas palavras vazias ou rituais desumanos. Jotão. que me dão. Oséias tinha de mostrar seu próprio amor a Gomer..1. Em resumo.. vida familiar instável.13).28 .” 11. Contexto Histórico e Data Oséias mostra a situação histórica de seu ministério através da nomeação dos reais do Reino do Sul.25-32). 3. A Paulo Jesus cumpre a promessa de Oséias de que Alguém quebraria o poder da morte e da sepultura e traria a vitória da ressurreição (13.mercou Efraim amores”. quando bebê. A Pedro.. se eles ouvissem. Isso estabelece as datas de 755 aC a 715 aC. 11.15). Oséias se casaria com uma mulher impura (“mulher de prostituições”. em pelo menos dois de seus sermões aos fariseus.20. 1. mas a anarquia estava preparando-se e ela traria o colapso político da nação em alguns curtos anos. foi guiado com uma meiga disciplina (“cordas de amor”. Jesus os 62 .5) e que amando objetos sem calor. eu o amei.. tira seu texto de Oséias. mas um cuidado genuíno e preocupação com mas pessoas (6. Os ensinamentos de Paulo acerca de Cristo como o Noivo e a igreja como a noiva correspondem à cerimônia de casamento e os votos pelos quais Deus entra num permanente relacionamento com Israel (2. Oséias descreve as condições sociais características de seu tempo: líderes corruptos.

1-5 II. O Espírito Santo em Ação O Livro de Oséias ensina duas notáveis lições a respeito do ES: 1) É importante depender da presença do Espírito e 2) coisas negativas acontecem quando o Espírito está longe de uma vida. Ef 5.9 Amor e restauração 11.1-14.1-9 O Casamento do SENHOR com Israel 1. e uma vez. que nos guia para caminhos verdadeiros e para a verdadeira adoração (4. que escraviza o coração.23 A volta de Gomer para Oséias 3. Oséias e Gomer 1.1-3. Esse espírito de luxuria também faz as pessoas se desvirem para falsos caminhos e falas adorações.17-21).5 O casamento de Oséias e Gomer 1. Esboço de Oséias I.10-2. Como Paulo em Efésios. Uma vez Oséias usa a frase “o espírito de luxuria”. em contraste com o ES.1-14. “ o espírito da prostituição” (4. Oséias relaciona tal espírito com o vinho.4). 5. O SENHOR e Israel 4.defende com o mesmo lembrete de que o coração de Deus coloca o interesse pelas necessidades humanas acima das formalidades religiosas (Mt 12.9 Índice 63 . e conta as conseqüências de ser preenchido com um espírito impuro.7).12.11-13.

é suposta por Joel. Joel olha centenas de anos à frente. Será um tempo em que todos os crentes sentirão a habitação do ES e irão formar uma comunidade profética na terra. “Jeová é Deus”. quando Joiada era o conselheiro do rei. Há referências tanto em Amós como em Isaías. quando tanto homens como mulheres irão profetizar. não é nada comparada ao julgamento de Deus que está a caminho . verdejante. A primeira (1.21) explica que essa praga. Nada é conhecido a respeito dele ou das circunstância de sua vida. para um tempo em que Deus irá derramar o seu Espírito “sobre toda a carne” (2. e Joel. 64 .28-32. Contexto Histórico Joel profetizou numa época de grande devastação de toda a terra de Judá.32). Através do ES. Será um tempo em que “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (2. o profeta vê um tempo futuro. nós não podemos deixar de notar a mais notável seção desta curta profecia. até mesmo tirou a casca das árvores de figo. Provavelmente que ele tenha vivido em Judá e profetizado em Jerusalém. “depois”. e os estudiosos variam em suas opiniões. A salvação não será apenas a ingualável bênção sobre Judá. Ela foi tão profunda e desastrosa. Foi obviamente o ES que inspirou o profeta a ver a mão do Senhor em tudo o que está acontecendo e ser capaz de saltar em direção ao terrível Dia do Senhor.28). A segunda seção (2. irão experimentar esse derramamento. quando o Espírito de Deus for derramado “sobre toda a carne”. de igual modo. o que tinha sido um terra bonita.28-3. Conteúdo O Livro de Jl está naturalmente dividido em duas seções.1-2. O Espírito Santo em Ação Joel é notável em suas referências ao ES.16 e Is 13. Mas a passagem mais espantosa em Jl é 2. Este era um tempo em que não somente Judá. mas também todas as nações do mundo serão chamadas diante de Deus. Descrições contemporâneas do poder destrutivo dos enxames de locustas confirma a descrição de Jl acerca da praga. A fome e a seca se apoderaram de toda a terra. é especificado como o filho de Petuel. destruiu até as pastagens tanto das ovelhas como do gado. A praga das locustas acerca do que Jl escreveu era maior que qualquer um jamais havia visto. Todavia. Jovens e velhos. Além do mais.A. Data Não há como datar o livro com absoluta certeza. horrível como ela pode ser.2 com Jl 3. Toda a safra foi perdida. que também estão em Joel (comparar Am 1. e as sementes da safra para o plantio seguinte também foram destruídas. Isso colocaria o ministério de Jl por volta de 835805 aC. Tanto o povo como os animais estavam morrendo. 2Cr 23. literalmente.15) É opinião de muitos conservadores que Amós e Isaias tenham tomado emprestado de Joel.6 com Jl 1. tanto homens como mulheres. havia se tornado um lugar de desolação e destruição. fazendo-o um dos mais antigos dos profetas menores. Uma enorme praga de locustas havia despido a zona rural de toda a vegetação. o profeta. Será um tempo em que a profecia virá de jovens e velhos.Joel Autor: Joel Data: Entre 835—805 aC Autor O nome Joel significa. a qual o sumo sacerdote Joiada restaurou durante o reinado de Joás (2Rs 11. um chamado ao arrependimento e a promessa de restauração. que Joel viu uma explicação: era o julgamento de Deus.16). a adoração a Deus. Ali. Em apenas algumas horas. de igual modo.27) trata do presente julgamento de Deus.29 . Este é um nome muito comum em Israel. Portanto muitos sustentam que Joel profetizou durante os primeiros trinta anos do reinado de Joás (835-796 aC). Isso será um prelúdio da devastação e julgamento do Dia do Senhor.

21 A graça do Senhor 2.2-2.Esboço de Joel I.1-17 A Bênção do Senhor 3.12-17 A restauração do Senhor 2. A mão do Senhor no presente 1.28-32 O Julgamento do Senhor 3. O dia do Senhor no futuro 2.1-2.28-3.11 O arrependimento de Judá 2.27 A destruição pelas locustas 1.18-21 Índice 65 .18-27 II.

Amós promete restauração para Israel (9. Mq 3. todavia serão punidos porque eles quebraram seu concerto com Deus. Eles incluem a ameaça de exílio. através da transjordânia. e Jeroboão II de Israel (793-753 aC). A seção seguinte (3. depois. como o ribeiro impetuoso” (5. em duas das quais Deus se retira.16.16). o juízo como as águas. e a justiça. os ricos estavam vivendo na luxuria. Sua paciência já havia se esgotado. porém. mas aquelas ações atribuídas ao Espírito por outros profetas estão presentes em Amós.14) é uma série de três oráculos ou sermões direcionados contra Israel. Ele é o primeiro dos assim chamados profetas escritores do séc. através do vale de Jezreel e ao longo da planície da costa. Esse julgamento sobre as nações nos ensina que Deus é um Monarca universal. 66 . Amós foi chamado para entregar a mensagem de Deus ao Reino do Norte. de Judá (792-740 aC).10) é uma série de cinco visões e julgamento. Israel e Judá. a imoralidade havia generalizado. situada nas colinas de Judá. O povo interpretava sua prosperidade como um sinal da bênção de Deus sobre eles.A. enquanto os pobres estavam oprimidos. Israel e Judá haviam atingido novos auges políticos e militares. Ez 3. ele restaurou as fronteiras de Israel desde Lebo Hamate (ao norte) até o mar da Arabá (o mar Morto. Contexto Histórico A metade do séc. reconquistou Elatae ( o porto marítimo de Ácaba) e expandiu-se para o sudeste às custas dos filisteus. Cada nação estrangeira tem de ser castigada por ofensas especificas. Israel havia conquistado novamente o controle das rotas internacionais do comércio— a Rodovia do Rei.3-1. e o sistema judicial estava corrompido. ele acusa Israel (1. oráculos e visões de julgamento divino sobre Israel. Amós rejeitou treinamento como um profeta profissional. Uma terceira seção (7. De acordo com 2Rs 14. Israel. Seu ministério foi realizado entre 760 e 750 Ac e parece ter ocorrido em menos de dois anos. é quase impossível fazer uma distinção entre o Senhor e seu Espírito.1-9.30 . Todas as nações estão sob seu controle. A idolatria estava exuberante. Sob o domínio de Jeroboão. cujo nome significa “Aquele eu suporta o jugo”. Apesar do seu histórico nãoprofissional. e. Finalmente. sob o domínio de Uzias. O castigo era inevitável.24).25. Como é o caso da maioria dos profetas. O Espírito Santo em Ação A obra do ES não é mencionada especificamente em Am.11-15). VIII aC. A nação seria destruída a menos que houvesse uma mudança no coração deles— uma mudança na qual a “Corra.Amós Autor: Amós Data: Entre 760 –750 aC Autor Amós. O processo da inspiração do profeta e a revelação da mensagem de Deus são geralmente atribuídos por outros profetas ao Espírito (Is 48. seja contra Israel ou qualquer outra nação. Conteúdo O livro de Am é basicamente uma mensagem de julgamento> julgamento sobre as nações.24. A tarefa de Amós era entregar a mensagem de que Deus estava descontente com a nação. mas a situação religiosa estava fraca o tempo todo. admitindo que ele era um pastor de ovelhas e cultivador de sicômoros. ao sul). Amós começa com uma série de acusações contra os sete vizinhos de Israel. era um nativo da pequena cidade de Tecoa.8).1-6. Data Amós profetizou durante os reinados de Uzias. Judá. Am não menciona o Espírito em sua obra. o castigo de Deus sobre eles por causa do pecado será severo. Como resultado. incluindo Judá. Os outros incluem Oséias a Israel e Miqueias e Isaias a Judá. VIII aC foi uma época de grande prosperidade tanto para Israel como para Judá. Elas têm de prestar contas a Deus pelos maus tratos às outras nações e povos. a cerca de 16 km ao sul de Jerusalém. O tema central do livro é que o povo de Israel havia quebrado seu concerto com Deus. e o Caminho do Mar.

6-16 III.1-2 II.11-12 Amom 1.13-15 Índice 67 .Esboço de Amós I.1-6 Visões de rigidez 7. A restauração de Israel 9.1-6. Oráculos contra Israel 3. Visões de Julgamento 7.6-8 Tiro 1.13-15 Moabe 2.14 Julgamento sobre o povo escolhido de Deus 3.1-9.9-10 Edom 1.7-9.1-15 Julgamento de Deus sobre o povo insensíveis 4.11-12 A terra e os povos restaurados e abençoados 9.3-5 Gaza 1.1-3 Judá 2.1-13 Julgamento sobre o impenitente povo de Deus 5.10 V.16 Damasco 1.1– 6.14 IV.10 Visões de abrandamento 7. Introdução 1.3 –2. Julgamento sobre as nações 1.11-15 A tenda de Davi levantada 9.4-5 Israel 2.

Esse dia será um tempo de retribuição. de colher o que se havia plantado. habitaram em Canaã e se tornaram o povo de Israel. Os edomitas viram essas incursões como uma oportunidade para extinguir sua amarga sede contra Israel. A primeira (vs 1-14) é endereça a Edom e anuncia sua inevitável queda.1) que constitui a mensagem de Obadias.A. os edomitas juntaram-se aos babilônios contra seus parentes e ajudaram a profanar a terra de Israel. Contexto Histórico As relações entre Israel e Edom foram marcadas pela hostilidade através do período do AT. situada ao sul do mar Morto.10). este é um pronunciamento de perdição (vs 15-16). mas. enquanto os descendentes de Jacó continuaram em direção à Terra Prometida.1). conseqüentemente. todavia. A terra e o povo serão saqueado e espoliados. deve ser admitida. se estabeleceram numa área chamada Edom. e o reino pertencerá ao Senhor (v. que estava se aproximando. provavelmente. Ao longo do período de cerca de 20 anos (605-586 aC). embora não especificamente identificado como tal.21). Conteúdo Obadias é o menor livro do AT. está a obra do seu Espírito. Deus irá derribá-lo (vs 2-4). Data O fundo histórico da destruição de Jerusalém coloca a data da profecia de Obadias logo após 586 aC. mas o povo de Deus experimentará a abençoada e gloriosa restauração de sua terra. Essa amarga rivalidade forma o fundo histórico da profecia de Obadias. Embora Deus use agentes humanos para executar sua justiça.Obadias Autor: Obadias Data: Após 586 aC Autor O profeta. Os descendentes de Esaú.14) A segunda seção principal da profecia reflete sobre o Dia do Senhor (vs 15-21). e assegura a Judá quanto ao contínuo cuidado do Senhor. “Servo/adorador de Jeová”.31 . 68 . Ele começa com um título que identifica a profecia como “visão de Obadias” e que atribui o pronunciamento do Senhor Jeová (v. é conhecido somente como Obadias. instigando e punindo de acordo com o plano de Deus. dada durante o período do exílio de Judá. empurrando. O rancor começou quando os dois irmãos gêmeos Esaú e Jacó se dividiram em disputa (ver Gn 27. Ele serve como a fonte de inspiração para Obadias. O Espírito Santo em Ação Em nenhum lugar Obadias faz referência específica ao ES ou ao Espírito de Deus. A mensagem foi. os babilônios invadiram a terra de Israel e fizeram repetidos ataques à Jerusalém. o ano no qual a cidade sagrada foi derrotada pelos babilônios. O livro é dividido em duas seções principais. 32– 33). porque Edom de regozijou com o sofrimento de Israel e juntou-se com seus atacantes para roubar e violar Jerusalém no dia da sua calamidade (vs 11-13) e porque os edomitas impediram a fuga do povo de Judá e os entregou aos invasores (v. Além disso. A sua obra. como Aquele que comunica a “visão” (v. chamando as nações para se levantarem contra o inimigo do povo de Deus. quando Obadias alerta Edom sobre a vingança de Deus. Nenhuma outra informação está disponível a respeito dele. O monte Sião governará as montanhas de Esaú. Da sua posição de soberba e falsa segurança. Por quê? Por causa da violência que Edom praticou contra seu irmão Jacó (v. Para Edom. ele funciona como Aquele que instiga o julgamento de Edom. Então. a qual foi finalmente devastada em 586 aC. Com o passar dos anos numerosos conflitos se desenvolveram entre os edomitas e os israelitas. atrás disso tudo. para Judá de proclamação de liberdade (vs 17-20) Edom será julgado severamente. a destruição final e completa (vs 5-9).

16-16 O dia da restituição divina vs. O Dia do Senhor Vs 15-21 O dia da retribuição divina Vs. 1-4 O colapso de Edom Vs. 5-9 Os crimes de Edom Vs 10-14 III. 21 Índice 69 . O decreto do Senhor Vs 1-14 A condenação de Edom vs. Título 1 II. 17-20 O dia do domínio divino vs.Esboço de Obadias I.

Sua mensagem é pra ser um chamado ao arrependimento e uma promessa de misericórdia. Elias foi mandado para Sarepta para morar lá durante uma temporada (1Rs 17. Relatos do AT descrevem seus saques contra Israel e Judá. Quanto ao caráter. cerca de 793 a 753 aC.8-10). Jonas sabe que. dentro das fronteiras tribais de Zebulom.7). Deus pediu a Jonas. Se um narrador escreveu o livro. após a destruição de Nínive em 612 aC Essa disputa é baseada em 3. Conteúdo O livro de Jonas. a Nínive. Profetizando durante o reinado de Jeroboão II e precedendo imediatamente Amós. impaciente e por seu hábito de viver somente com seu clã. Deus manda uma tempestade para golpear o navio e causar circunstâncias que conduzem Jonas face à face ao seu chamado missionário. mas. pode ser encontrada a semente do farisaísmo no NT. Contexto Histórico Os assírios pagãos. onde eles destruíram a zona rural e levaram cativos. datado durante o reinado de Jeroboão II.32 . alguns datam o livro na segunda metade do séc. caso eles responda positivamente. mas não era uma grande cidade.A. ele poderia sido em qualquer tempo depois do acontecimento descrito nele.25. o Criador do mar e da terra. A viagem a Társis logo fornece a evidência de que a presença e a influência do Senhor não está restrita à Palestina. Sua relutância em ir pregar estava baseada num desejo de ver seu declínio culminar numa completa perda de poder. é obvio que ele era um amante leal de Israel e um patriota comprometido. eram uma força dominante entre os antigos de aproximadamente 885 a 665 aC. Também ele temeu que Deus pudesse mostrar misericórdia . Jonas era filho de Amitai e um nativo de Gate-Hefer. e Eliseu viajou a Damasco (2Rs 8. VIII. que não seja Jonas. que diz que Nínive era uma grande cidade. A história termina sem indicar como Jonas respondeu à exortação e`à lição objetiva de Deus. Politicamente. O poder assírio era mais fraco durante o tempo de Jonas. Como indicado em 2Rs 14. Deus ama todas as pessoas e deseja compartilhar seu perdão e misericórdia com elas. Mas sua primeira desobediência intencional.Jonas Autor: Jonas Data: Por volta de 760 AC ou após 612 Ac Autor e Data As questões da data e autoria de Jonas estão profundamente relacionas. ele foi um forte nacionalista que estava completamente consciente da destruição que os assírios haviam feito em Israel através dos anos. O nome de Jonas significa “pomba” ou “pombo”.25). eles não compreenderam a importância dela. obviamente. Israel havia sido encarregado de entregar aquela mensagem. No Livro de Jonas. se Deus poupar Nínive. baseado nas datas pós-exílica. deste modo oferecendo aos assírios a oportunidade de molestar Israel. Esse patriotismo nacionalista e seu desdém a que a misericórdia seja oferecida para pessoas que não fazem parte do concerto induzem Jonas a decidir deixar Israel e “fugir de diante da face do Senhor”. Religiosamente. até o mar Morto. como havia sido profetizado por Jonas (2Rs 14. Jonas achou difícil aceitar o fato de que Deus pudesse oferecer misericórdia a Nínive da Assíria. Dentre aqueles que sustentam outro autor. Se Jonas escreveu o Livro seria.3. irritado. pois ele não tem uma profecia que não contenha uma mensagem. mal-humorado. uma vez que seus habitantes mereciam um julgamento severo. sua posterior re relutante obediência e a sua ira sobre a extensão de misericórdia aos ninivitas revelam óbvias incoerência na aplicação da sua fé. Jonas está descontente e. é diferente do outros livros proféticos. No início do séc. Essa falha conseqüentemente levou-os a um orgulho religioso extremo. e após 70 . a história é a mensagem. VIII ou no início do século VII. mas somente a Jonas é que foi dada uma mensagem de arrependimento e misericórdia. ele é representado como obstinado. então aquela cidade estará livre para saquear e roubar Israel novamente. embora tenha sido colocado entre os profetas no cânon. Sem dúvida. o profeta. um vilarejo situado a 5 Km em direção ao nordeste de Nazaré. algum modo se convence do que uma viagem a Társis irá livra-lo da responsabilidade que Deus colocou sobre ele. A história recorda um dos mais profundo conceitos teológicos encontrados no AT. Após determinarem que Jonas e seu Deus são responsáveis pela tempestade. inimigos de Israel de longa data. ele professava um temor ao Senhor como Deus do céu. uma cidade dos temidos e odiados assírios. de algum modo. para levantar-se e ir 1300 km pra o oriente. Aqueles que apóiam a data pré-exílica explicam que isso pode ser meramente uma forma literária usada para contar a história ou que Nínive existia. e Jeroboão II foi capaz de reivindicar áreas da Palestina desde Hamate localizada em direção ao sul. para pregar diretamente a uma cidade gentia. ele esperava que o Espírito da profecia não o seguisse. Ele foi o único profeta mandado para pregar aos gentios.

esgotarem todas as alternativas. o profeta concorda relutantemente em fazer a viagem e entregar a mensagem de Deus. ao trazer um vento calmoso. A retirada ordenada 1. vai à grande cidade de Nínive” 1. o peixe o jogou em terra firme.1-5 Deus ensina uma lição 4. o profeta se recusou a seguir a orientação do Senhor. desde a pessoa mais humilde até o rei. Deus prepara um bicho pra comer o caule da aboboreira e a faz secar.4 A população se converte 3.10-16 O Senhor prepara uma grande peixe 1.10 IV. num lugar que fizesse sombra sobre a cabeça de Jonas. Deus manda Jonas levantar e ir a Nínive para entregar a mensagem de libertação. Ele aguarda do dia indicado para o julgamento. O Espírito Santo em Ação E Espírito de Deus inspirou Jonas a profetizar naquela terra e a sua posição seria recuperada por Israel.1-2 Jonas foge para Tarsis 1. Isso aconteceu sob a liderança de Jeroboão II (2 Rs 14. Novamente. Jonas e os marinheiros acharam que esse seria o fim de Jonas.6-11 Índice 71 .3 II. mas estar totalmente despreocupado acerca do destino dos habitantes de Nínive. se arrependeram e mostraram isso através do jejum cerimonial. e ele reage com ira e confusão. Deus usa esse tempo de esperar para ensinar uma valiosa lição a Jonas. Por que Deus teria misericórdia de pessoas que abusaram da nação de Israel? Talvez esperando que o arrependimento não tivesse sido genuíno. os ninivitas. Ele lamenta a morte da aboboreira e expressa seu descontentamento a Deus. Ele. intensifica a situação desconfortável de Jonas. com vista para a cidade do lado oriente. Jonas constrói um abrigo numa colina. O retorno providencial 1.1-3 “Levanta-te.5-9 Deus demonstra piedade 3. os marinheiros atiraram Jonas ao mar. mas Deus havia preparado um grande peixe para engolir Jonas e. A renovação bem-sucedida 3. mais adiante. para secar o corpo morto de sede de Jonas. Para seu espanto.10 O Senhor manda uma tempestade 1.1-3 Jonas prega 3. Até mesmo os animais são obrigados a participar dessa conduta humilde. Quando o Espírito conduziu Jonas para ir a Nínive profetizar contra o povo lá. Uma reação negativa 4. a quem Deus amava.1-11 Jonas desgostou-se 4.10 III. após três dias e três noites. Ele prepa uma aboboreira para crescer durante a noite.4-2.1-9 Ele é vomitado na terra 2. Sem dúvida. Então.1-10 Uma segunda chance de levantar e ir é dada a Jonas 3. ou que Deus fosse escolher outra estratégia. O profeta se regozija na sua boa sorte. Quando Jonas se recusou a aceitar esta obra divina. o Espírito operou um arrependimento piedoso no coração do povo e eles responderam à mensagem de julgamento. vestindo-se de panos de saco e assentando-se sobre a cinza.17 Jonas ora 2. Esboço de Jonas I. O Espírito de Deus não cessou sua obra. Lá.25).4-9 Os marinheiros o jogam no mar 1. Deus lhe responde mostrando a incoerência de estar preocupado com uma aboboreira. vindo do oriente. O coração de Jonas ainda não está mudado. Desta vez. mas continuou a intervir na vida de Jonas e a induzi-lo a faze a vontade de Deus. Quando Jonas se arrependeu. o ES mostrou a ele o contraste entre sua preocupação com uma aboboreira e a preocupação de Deus com os habitantes da cidade.

Miquéias Autor: Miquéias Data: Entre 704 e 696 Ac Autor Miquéias foi contemporâneo de Isaías. 7.3. pois sua compaixão.13). a não se que a nação se voltasse para Deus. aquele que verdadeiramente se arrepende terá o Senhor como seu advogado de defesa (7. 5. Miquéias viveu numa cidade localizada a cerca de 32 km a sudoeste de Jerusalém e profetizou principalmente naquela região. Essa mensagem está focalizada num única pergunta central para toda a profecia: “Quem. Ambos concentraram seu ministério no Reino do Sul. Na visão de abertura. O Senhor libertaria o restante (2.8). no séc. Miquéias tinha de censurar a liderança da nação por destruir o rebanho que lhes foi confiado.18). Judá estava presstes a cair. a esperança foi estendida pra um restante a ser restaurado. 4. 7. embora o rei Ezequias tenha tido uma notável vitória sobre Senaqueribe e o exercito assírio. Entretanto. até mesmo desejando sentar-se à mesa do réu e deixando seu povo levar qualquer queixa quanto ao modo que o Senhor Deus o tenha tratado (6. uma vez. 4.5). também.10). A “excelência do nome do Senhor” (5. Contexto Histórico No período entre o início do reino dividido de Salomão (Israel ao Norte e Judá ao Sul) e a destruição do templo.A. Miquéias era tão sincero e completamente comprometido. é semelhante a ti”. seus caminhos (4. seu louvor (2. E. A esperança do povo de viver sob a completa bênção de Deus estava 72 . um profeta que morava no Reino do Norte.9. durante os reinados dos reis do Sul. Judá.4). a grande compaixão de Deus colore cada uma das sua atitudes e ações em relação ao seu povo. e Ezequias (716-686 aC). o Senhor vem desde o templo da sua santidade.18-19) é um atributo precioso a que nenhuma deidade pode se igualar. e acontecimentos ocorridos sete séculos mais tarde atestam a autenticidade da profecia de Miquéias (Mt 2. Um século depois.3). irá também redimir Judá da babilônia (4. é semelhante a ti. A profecia de Miquéias produziu um impacto que se estendeu muito além do seu ministério local.13. muitos “altos” haviam sido introduzidos em Judá através da influência de Samaria. suas justiças (6.2). 4. arrependendo-se de todo coração. que.10.17-19).18) contra todas as formas de rebelião moral.2). bem como a face do Senhor (3.20) é atualizada a cada nova geração.16. o cativeiro babilônico (mais de um século depois) foi claramente predito como o julgamento de Deus contra a rebelião feita contra ele (1. colega de Miquéias.12). 2. incluindo Samaria (Israel) e “as nações” no objetivo das sua profecias. no começo da sua carreira. A compaixão de Deus (7.6-7. VIII aC.4) está caracterizada.7). A compaixão e a fidelidade do concerto são exclusivos a Deus. Isso colocou a idolatria dos cananeus em disputa com a verdadeira adoração no templo do Senhor (1. redimiu a Israel do Egito 96. sua força (5.12-13.9) e furor (5. 7. pressupõe uma semelhança com o Senhor: “Quem.10.10.9).3-8. Miquéias foi. uma data entre 704 e 696 aC parece ser provável. Enquanto a Babilônia ainda não era um poder mundial que podia permanecer independente da Assíria.1-6. Durante alguns anos. 7. Jo 7. Além disso.4).2).10. 5. 4. representando-o como uma filha extraviada (1. Conteúdo O Livro de Mq é uma profecia acerca do Senhor. para ser testemunha contra o povo (1.15.7-8.33 . que não tem concorrentes no perdão dos pecados e na compaixão pelos pecadores. O fator mais notável no manejo do Senhor da sua causa é quão fundo ele foi para apresentar sua contenda (6. Data Miquéias profetizou.9).3. Mas. ó Deus. O Nome de Miquéias. Acaz (731-716 aC).18). Jotão (740-731 aC). de acordo com sua própria declaração (1.8.1). 7. assim como Isaías. que seja desse cativeiro ou de um povo espiritualmente restaurado ( a igreja) nos dias do Messias (2. contemporâneo de Oséias. que ele até quis ir despojado e nu pra fazer com que sua mensagem fosse compreendida (1. que perdoas a iniqüidade e que re esqueces da rebelião do restante da tua herança?” (7. Visto que ele morreu durante a administração de Ezequias e antes da era que coincide em parte com Manassés (696-642 aC). Miquéias mostra como essa degeneração espiritual levará inevitavelmente o julgamento sobre toda a terra.4). ó Deus.12-13. sua profecia foi lembrada e citada (Jr 26.13).41-43).9) e sua conseqüente ira (7. Sua fidelidade compassiva mantém um concerto com Abraão e seus descendentes.5. Sua fidelidade compassiva a Abraão e aos pais (7. seus pensamentos (4.

Enquanto outros homens eram feitos corajosos pelos tóxicos para fabricar contos na forma de profecias. a força e justiça que estão por trás da mensagem de Mq vieram da sua unção pela “força do Espírito do Senhor” (3. em seu amor. Deus. messiânica (“Senhor em Israel”) e especifica seu lugar de nascimento em Belém.2 é uma das mais famosas profecias de todo o AT. A profecia de Mq 5.6-13 73 . Ap 19. o verdadeiro poder.18-19). O episódio completo harmoniza-se belamente com a proclamação de Jesus acerca da liberdade aos cativos (Lc 4.1-2. ele não tinha nenhuma sugestão do lugar a que recorrer.” Esta profecia confirma tanto a humanidade quanto a divindade do Messias de um modo sublime.3-5).2 é. Esboço de Miquéias Tema: Quem é como o Senhor? I. Suas palavras foram pronunciadas muitos séculos antes do acontecimento. A condenação dos líderes feita pelo Senhor 3. Ela autentica a profecia bíblica como “a Palavra do Senhor” (1.13).1-4 Sobre os profetas. A primeira profecia messiânica ocorre numa cena de pastor de ovelhas. Então.12-13 II. exceto um restante liberto pelo Senhor 2. enquanto.ligada à vinda de Messias. Outra característica dessa profecia é que ela não pode se referir a apenas qualquer líder que possa ter sua origem em Belém.4-5 afirma a condição de pastor de Messias (“apascentará o povo”). O climax da profecia (7.10-16 Sobre os crimes que trazem ocupação estrangeira 2. porque ela iguala o Senhor com o Eterno: “Cujas origens são desde os tempos antigos. definitivamente refere-se a ele. um restante dos cativos seria reunidos como ovelhas num curral.15 Atração de todas as nações pelo nome do Senhor 4. (2. apesar de não incluir o nome do Messias. prevendo as glórias da sua graça a ser manifesta em Jesus. seu domínio universal (“porque agora será ele engrandecido até aos fins da terra”) e a sua posição como líder de um reino de paz (“E este será a nossa paz”).1-12 Sobre os líderes que consomem o povo 3. sua unção (“na força do Senhor”). manteve-se proclamando aquele Dia e reino futuros como o acontecimento no qual o fiel devia por sua esperança. sua divindade (“na excelência do nome do Senhor”) e sua humanidade (“seu Deus”). 4. As profecias posteriores afirmarão o aspecto pessoal da sua chegada em tempo histórico.8).2). exceto Miquéias 3.1-11 Sobre todos.1. na verdade.1-5 Compaixão sobre o povo dependente e rejeitado 4.7. A dramática cinda do Senhor em Julgamento 1. mais o versículo final (7. lançando-as nas profundezas do mar para que Deus possa perdoar os pecados e trocar o pecado pela verdade.20). Cristo Revelado As profecias sobre Cristo fazem o Livro de Miquéias luzir com esperança e encorajamento. Na expressão da misericórdia e compaixão divinas. A expressão “a Palavra” do Senhor (4.9-12 III.1. liberta os cativos espirituais e físicos.5-8 Sobre os oficiais: chefes. 2. Cristo é o único a quem ela pode se referir.2) é um título aplicável a Cristo (Jo 1.13 Sobre as cidades capitais de Samaria e Jerusalém 1. Mq 5. alguém quebraria o cercado e os levaria para fora da porta. sacerdotes e profetas 3.18). Mas a disposição de Deus para descer e interagir é estabelecida no princípio.1-5. desde os dias da eternidade. E esse alguém é seu “rei” e “Senhor”. em direção à liberdade. ele é Aquele que “subjugará as nossas iniqüidade”. O Espírito Santo em Ação Um referência singular ao ES ocorre no contraste feito por Mq da autoridade que está por trás de seu ministério com aquela dos profetas falsos de seus dias. num tempo quando Belém era pouco conhecida. A vinda do reino universal do Senhor 4.1-9 Sobre as cidades localizadas a sudoeste de Jerusalém 1. A profecia de Mq 5. Depois que a terra deles havia sido corrompida e destruída.12-13). O livro se inicia com uma grandiosa exposição da vinda do Senhor (1. explicitamente.

7-9 Apesar dos inimigos do povo 7.1-7.6-8 Seu fundamento para o julgamento do ímpio 6.O lugar de nascimento e a administração do Messias 5.7-15 IV.18-20 Índice 74 . A salvação do Senhor como a esperança do povo 7. A apresentação da contenda do Senhor 6.7-20 Apesar do julgamento temporário 7.1-6 A restauração de um restante num lugar sem ídolos 5.6 V.6 O seu cuidado redentor na sua história 6.9-7.10—17 Por causa da sua incomparável compaixão 7.1-5 Suas expectativas para uma reação apropriada 6.

A queda do império Assírio. o profeta narra o destino da cidade egípcia de Tebes. A queda de Nínive. Sua identificação como um “elcosita” não ajuda muito.4). O covil do leão poderoso será desolado. Tal vício era uma ofensa a Deus. Seu território.9).1-3). Os tesouros preciosos serão saqueados (2. que foi destruída em 663 aC. havia sido uma nação próspera durante séculos. As portas do rio se abrirão. o profeta é judicial em seu estilo. celebrando o abuso e a tortura que eles impuseram sobre os povos conquistados. e os povos que a Assíria fez outrora vítimas tão impiedosamente baatem palmas e celebram em resposta às boas-novas (3. entre e além dos rios Tigre e Eufrates. A profecia de Naum deve ser datada entre esses dois acontecimento. abrangem a profecia. descreve a ida da destruição para Nínive (2. se mudou com o passar dos anos por causa das conquistas e derrotas dos seus governantes. e.A. a não ser pelo breve título que inicia sua profecia. inundando a cidade e varrendo todos os poderosos. Carfanaum. cujo nome significa “confortador” ou “cheio de conforto”. toda a força e autoconfiança se consumirão (2. em 612 aC.2-3. Toda a Terra está sob o seu controle.1). O povo de Nínive será levado cativo (2. Tentativas de defender a cidade contra seus atacantes serão em vão. Nínive não pode escapar do julgamento divino (3. e alguns têm especulado. É mais provável que sua mensagem tenha sido entregue pouco antes da destruição de Nínive.1-7). Seus contemporâneos foram Sofonias. A predição do juízo sobre Nínive forma uma mensagem de consolação para Judá (1. talvez quando os inimigos da Assíria estavam colocando suas forças em ordem de batalha para o ataque final.13-15) e remover a ameaça de uma nova angústia (1.34 . Semelhante a NôAmom. seu veredicto de julgamento era inevitável (3. Três seções principais. Amom e Josias. até mesmo a natureza treme diante dele (1. Tropas se espalharão. apesar de numerosos aliados e fortes defesas.1. 75 . é desconhecido.12). diz o Senhor dos exércitos” (2. A primeira descreve o grande poder de Deus e como aquele poder opera na forma de proteção pra o justo. O julgamento de Deus parece excessivamente cruel. Habacuque e Jeremias.11-13). aconteceu em 612 aC. mas ele é justificado em sua condenação. correspondentes aos três capítulos. outros fugirão com terror (2.14-15). quando ele aparece em poder. incorporando antigos “oráculos de julgamento”. porque o Senhor já decretou a queda de Nínive e a ascensão de Judá (2.15) A segunda seção principal. Nínive era uma “cidade ensangüentada” (3. ao redor da qual todo o livro gira. Ele era uma cidade conhecida pela mentira. portanto. uma cidade egípcia que sofreu queda. mas sem prova concreta. quando o profeta Naum entrou em cena. sublinhando a intensidade do tema com o qual Naum luta. falsidade rapina e devassidão (3. cujo clímax foi a destruição da cidade de Nínive. vigorosa e figurada. Contexto Histórico O reino dos assírios. significa “Aldeia de Naum”. Embora Deus nunca seja rápido em julgar.7). sua paciência não pode ser admitida sempre. visto que ele olha para trás para um e à frente para outro. Os reis assírios vangloriam-se de sua brutalidade. os líderes sucumbirão e o povo se derramará pelos montes (3. visto que a localização de Elcose é incerta. que seu nome deriva do profeta. uma cidade da Galiléia. O julgamento de Deus sobreveio. localiza-se ao norte da Babilônia. mas de julgamento para o ímpio. tão proeminente no ministério de Jesus.9).Naum Autor: Naum Data: Pouco antes de 612 aC Autor Naum.19).1-8). é o assunto da profecia de Naum. 5-7). Ele profetizou a Judá durante os reinados de Manassés. Conseqüêntemente.16-18).6). Conteúdo O livro de Naum focaliza-se num único interesse: a queda da cidade de Nínive. Data Em Na 3.10). Na sua condição de miséria e aflição (1. porque “Eis que eu estou contra ti. Documentos antigos atestam a crueldade dos assírios contra outras nações. e o palácio se derreterá (2. O juízo que cai sobre o grande opressor do mundo é o único motivo para o pronunciamento de Naum. uma cidade culpada por espalhar o sangue inocente de outras pessoas.8-10. Judá podia facilmente duvidar da bondade de Deus e até mesmo questionar os inimigos de seu povo (1.8). A linguagem é poética. O terceiro capítulo forma a seção final do livro.

8-14 A alegria de Judá 1.1-19 Os pecados de Nínive 3.15 A vingança de Deus 2. dentre eles os filhos da Babilônia. A vitória de Deus 3. os medos e os citas. instigando. impelindo e punido de acordo com a vontade de Deus. O ES também deve funcionar como o Grande Instigador na queda de Nínive. Aquele que abre pra Naum o drama que revela diante e comunica a mensagem do Senhor que ele está encarregado de entregar.1-4 O cerco de Nínive 3.5-18 A celebração sobre Nínive 3.13 IV.1-15 O zelo de Deus 1.19 Índice 76 .O Espírito Santo em Ação Nenhuma referência especifica acerca do ES ocorre no Livro de Naum. Deus usa agentes humanos para executar seu julgamento. juntam suas forças contra os assírios e saqueiam a cidade. a obra do Espírito na produção da profecia e na direção dos acontecimentos descritos no livro deve ser admitida.2-6 A bondade de Deus 1. o Senhor convocou suas tropas e as levou para a batalha vitoriosa. O cabeçalho do livro descreve-o como “visão de Naum “ (1. Os inimigos. mas atrás disso tudo está a obra do seu Espírito.1). Todavia.1-12 A declaração do Senhor 2.7 O julgamento de Nínive 1. Título II. Esboço de Naum I.1-13 A destruição de Nínive 2. O veredicto de Deus 1. Pela obra do Espírito. O ES funciona aqui como o Revelador.

em 612 aC e a queda de Jerusalém. Deus não pode ser encontra em lugar algum. Contenda.. Hc descobriu que ele foi feito para algo acima: “E me fará andar sobre as minhas alturas” (3.. será liberto. Violência. Sai o juízo pervertido”. Para o profeta. A notação musical encontrada em 3. Seu país havia caído do auge das reformas de Josias para as profundezas do tratamento violento de seus cidadãos. As raízes hebraicas dessas palavras refletem os dois nomes do nosso Senhor: Jesus. Assim. mas seus pensamentos estão nas coisas do alto.35 .. Conteúdo O Livro de Hc dá um relato de uma jornada espiritual. e os homens vis. Ele é a fonte da alegria e força do profeta. A lei se afrouxa. O ímpio cerca o justo.2). Habacuque . que significa “salvação”. da dúvida à confiança. contando sobre a trajetória de um homem da duvida à adoração..19).... A sentença nunca sai.3.. também.1-4) e o final do livro (3. Questões temporais não mais ocupam seus pensamentos. ele crê que Deus se retirou do cenário da terra: as palavras de Deus foram esquecidas. o Livro de Hc demonstra essa renovação evangélica.. Jeová. pelas forças estrangeiras se tornar uma realidade. exultarei no Deus da minha salvação. Os homens estão na direção..19. tenha escrito durante o intercalo entre a queda de Nínive. com a Babilônia levantando-se em ascensão sobre a Assíria e Egito. cuja confiança e dependência estão nele..17-19) é impressionante. viverá (2. pela sua fé. Quando a invasão. pois ele percebe que Deus tem interesse em suas criaturas. que foi predita. a promessa é para proteção física em tempo de grande sublevação. Estas palavras e frases descrevem a cena: “iniqüidade.. Hc fixou sua esperança em Deus. O mundo localizado ao redor de Judá estava em guerra.4). e eles viverão. aquele remanescente justo cujo Deus é o Senhor. Destruição.19).18. A diferença entre o início do Livro (1.A. Ao invés de estar sendo regido por considerações mundanas. Ele também aprendeu a necessidade de levar as questões mais importantes sobre a vida para Aquele que criou e redime a vida.. tais como Pauo e o autor de Hebreus. O contexto aqui é o grande poder de Deus manifestado em favor do seu povo. O profeta não é mais controlado. Ele não consegue pensar em nada além da iniqüidade e da violência que ele vê entre o seu povo. No centro da mudança e no centro do livro. por isso mesmo. dessa maneira encorajando-os nos tempos de crise nacional..13 ligam a idéia de salvação com mo ungido do Senhor. As palavras do último parágrafo contrastam vividamente com aquelas no primeiro: “. desse modo... A ameaça de invasão do Norte foi adicionado à desordem interna de Judá. nem ansioso por causa das circunstâncias. pois sua visão foi elevada. fortalecido por ele para sua difícil tarefa. Cristo Revelado Os termos usados em Hc 3. Pés como os das cervas. provavelmente.. Embora Hc se dirija a Deus (1. dos vales aos montes altos. O profeta está imbuído de um senso de justiça. Andar sobre as minhas alturas” (3. pode indicar que Habacuque era qualificado para liderar a adoração no templo como um membro da família levítica. o qual não o deixará ignorar a violenta injustiça existente em volta dele.. Hc é oprimido por circunstância existente ao redor dele. do homem a Deus . Contexto Histórico Habacuque viveu durante um dos períodos mais críticos de Judá... está este nítido credo da fé: “O justo.. Gl 4.. E eles agem como seria esperado que agissem os homens sem o controle de Deus. suas mãos não se manifestam. Para os escritores do NT. O Messias veio no tempo determinado (2. Nos primeiros quatro versículos. que lhes traria libertação dos seus inimigos.Habacuque Autor: Habacuque Data: Cerca de 600 aC Autor O nome “Habacuque” significa “abraço” ou significando que ele foi “abraço por Deus” e. ou “abraçando outros”. Vexação. foi dado a ele o nome de “Jesus” como a 77 ..17-19)! Tudo mudou. Litígio. medidas opressoras contra o necessitado e a ruína do sistema legal. através de um Rei davídico. Se o centro do evangelho é a mudança e a transformação. Hc foi da queixa à confiança. Quão diferente é a cena nos três últimos versículos do livro (3. essa afirmação de fé confiante se torna uma demonstração do poder do evangelho para dar a segurança da salvação eterna. é a minha força.. e Cristo “o ungido”. em 586 aC. Me alegrarei no Senhor.4). o Senhor.

Gozo” (Gl 5. o Senhor (Lc 2.11).1 A resposta do Senhor 2. À medida que o profeta examina a destuição causada pelos exércitos invasores.2-20 1) O alcance da resposta 2.12-17 II. Enquanto Hc espera pela resposta às suas perguntas. o Salvador.21). A resposta de Deus 2.1-20 O profeta à espera 2.1-17 Uma pergunta acerca da preocupação de Deus 1.. contudo. incluindo a purificação do pecado. O Espírito Santo em Ação Nenhuma referência especifica acerca do ES ocorre no Livro de Hc.1-5 2) A resposta dada: “Porque eis que suscito os caldeus” 1. o relacionamento com Deus e a esperança para o futuro.4 3) As conseqüências da verdade para os incrédulos 2.profecia pré-natal de seu ministério (Mt 1. Cristo é a resposta para as necessidades humanas.4).5-20 III. nos lembrando que “o futuro do Espírito é. A oração de Hc 3.19 Índice 78 .1-19 O poder do Senhor 3.17-18 2) Confiança por causa de Deus 3. expressa uma alegria inabalável que nem mesmo um desastre de tão ampla escala pode roubar dele.22). viverá” (2.6-11 Uma pergunta acerca dos métodos de Deus: “Por que Deus usa ímpios?” 1.1-11 1) A pergunta declarada: “Por que Deus não faz alguma coisa? 1.1-2 2) O poder da natureza 3. As perguntas de Hc 1.1617). bem como apresenta a solução para sua situação presente: “ O justo. que é Cristo. O Apóstolo Paulo vê essa afirmação da Hc como a pedra fundamental do evangelho de Cristo (Rm 1. Esboço de Habacuque I..3-11 3) O poder contra as nações 3.17-19 1) Confiança apesar das circunstâncias 3. ele.12-16 A fé do profeta 3.1-16 1) Um grito de misericórdia 3. pela sua fé. Deus lhe concede o presente de uma verdade que satisfaz suas ansiedades não-expressas. existem sugestões da sua vida operando no profeta. e nasceu “na cidade de Davi.2-3 2) A verdade central para os crentes 2.

de Judá e todas as nações circunvizinhas da perspectiva de que o povo devia aprender que Deus estava envolvido em todos os assuntos da história. A verdade da Páscoa no Egito. pai do rei Josias. Cristo Revelado O significado do nome de Sofonias “ O Senhor Encobriu” conduz ao ministério de Jesus. Falando como um oráculo de Deus. foi um profeta de Judá.15). o julgamento universal do pecado. um bom rei que levou o povo de volta a Deus durante o tempo do profeta Isaías.10-11). O golpe final ao seu poder veio com uma revolta de uma Babilônia em ascensão. A aliança com a Assíria não somente afetou a Judá politicamente . Ele se indentificou melhor do que qualquer outro dos profetas menores.2. a maioria dos estudiosos estabelece a data dos ecritos entre 630 3 627 aC. 79 . após a catástrofe das tribos do Norte.3. Conteúdo Sofonias considerava o desenvolvimento político de Israel. Contexto Histórico Aproximadamente 100 ano antes dessa profecia. novamente.Sofonias Autor: Sofonias Data: Cerca de 630 aC Autor O nome “Sofonias” significa “O Senhor escondeu” .13. (Lc 15.36 . Sofonias foi o último profeta a escrever antes do cativeiro. Proteção oficial foi dada em Judá para as artes mágicas e adivinhados e encantadores. 2) um apelo ao arrependimento. filho de Amom. e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. A religião astral se torno tão popular.12). há uma possibilidade que eram amigos. finalmente.2-3 explica esse aspecto do ministério de Cristo: “Pensai nas coisas que são de cima e não na que são terra. ele entende que Deus usa governos estrangeiros pra levar julgamento sobre se rebelde povo escolhido. quando Sofonias escreve a respeito de Jerusalém (1. mas também as práticas religiosas. signos do zodíaco e todos os astros dos céu. o povo de Judá ainda mantinha a absurda noção de que Deus fosse incapaz de fazer bem ou mal ( 1. Todavia à medida que o jovem Josias foi tomando conta das rédeas do governo. Data Sofonias dá o período de tempo geral do seu escrito como sendo “nos dias de Josias. indicam que ele havia crescido lá. porque já estais mortos.1). freqüentemente.16-17) está relacionado com a Obra de Jesus. que resultou. onde aqueles mansos da Terra que preservaram a justiça de Deus serão encoberto no Dia da ira do Senhor. construiu altares para adoração do sol. e a terra havia sido recolonizada por estrangeiros. estrelas. que o rei Manassés . à entrada da Casa do Senhor (2Rs 23. Sf está apavorado com o fato de que. O povo havia sido levado cativo. rei de Judá” (1. lua .7) A figura de um alegre Redentor que aguarda receber os seus é. A adoração da deusa– mãe da Assíria se tornou uma prática que envolvia todos os membros das famílias de Judá (Jr 7. Sofonias foi contemporâneo ao rei Josias e seu parente distante. O auge da reforma de Josias foi nos anos 620. De acordo com o arranjo das Escrituras hebraicas. sociais e de comportamento da Assíria impuseram sua tendências em Judá. a ameaça assíria foi diminuindo.11). tributos haviam sido pagos para se evitar que a Assíria invadisse o Reino do Sul. Ele disse: “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende. mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”.” O regozijo sobre um restante salvo (3. descrita em Hb 12. cerca de 640 a 609 aC. o Reino do Norte ( Israel) havia sido derrotado pela Assíria. é repetida na promessa de 2. Cl 3. Seus contemporâneos incluem Jeremias e Naum. Visto que a queda de Nínive em 612 aC ainda não havia acontecido (2. remontando sua linhagem quatro gerações até Ezequias. onde aqueles que foram encobertos pela marca de sangue nas portas foram protegidos do anjo da morte. 3) uma promessa segundo a qual o restante que fez de Deus seu refúgio será salvo. A intimidade de emoção bom como a familiaridade de lugar. na destruição de Nínive. porque Deus é justo e deseja perdoar. Os escritos de Sofonias tem três componentes: 1) o pronunciamento de um julgamento específico e. Sob o reinado de Manassés e do rei Amom.18).A.

1-7 Contra os líderes 3.8-11).15-16 A terra inteira para ser destruída 1. para que todos invoquem o nome do Senhor. O dia do Senhor 1. Uma obra mais prazerosa do Es é encontrada na promessa de que Deus irá restaurar nos lábio puros.4-15 Aos da borda do Mar—filisteus 2.14 Um dia de indignação 1.4-15 O Senhor se regozijando 3.6-7 VI.8-13 Os juízos são afastados.1 A identificação do autor 1.1-3 Um chamado para congregar 2. e os inimigos são exterminados 3.1 I.8-20 Falar com pureza e honestidade 3.3 IV. Antes que saia o decreto.10-11 Contra os descrentes 1.1-2). O dia do Julgamento contra Jerusalém 3. O dia do julgamento contra Judá 1.4-7 Aos do oriente—Moabe e Amom 2.2-3 Contra os líderes religiosos 1.8-9 Contra os líderes do comércio 1. Desde a sua vinda. Esboço de Sofonias Introdução 1.2-13 O julgamento sobre toda a criação 1.18-20 Índice 80 .O Espírito Santo em Ação Jesus disse que uma das obras do ES seria convencer o mundo do julgamento. porque já o príncipe deste mundo está julgado (Jo 16..12 Aos do Norte—Assíria 2.16-17 O povo restaurado 3.8-11 Aos do sul—Etiópia 2.. (2.5 Jerusalém não mudou 3. o ES tem estado proclamando ao mundo.12-13 II.4-7 Contra os líderes políticos 1.1 O tempo do escrito 1.14-18 Próximo e se aproxima rapidamente 1. para que o sirvam com um mesmo espírito (3.18 III.9).13-15 V. antes que venha sobre vós a ira do Senhor”. e o dia passe como a palha. Um remanescente fiel 3. Um chamado ao arrependimento 2. no meio dela 3. O dia do julgamento contras as nações circunvizinhas 2.1-4 O Senhor é justo.1-2 Um chamado pra buscar o Senhor 2. como Sofonias fez: “Congrega-te.

Contexto Histórico Ageu em 520 aC. Cristo Revelado Duas referências a Cristo no Livro de Ag são destacadas. se eles entregarem a ele o que eles têm (1. Por hora.9). ele foi o mensageiro do Senhor. ao primeiro do NT: Zorobabel é uma pessoa listada nas genealogias de Jesus. uma vez que o próprio resplendente Príncipe da Paz estará lá. A construção havia cessado. Jesus. Mas. A solução tem duas partes: uma trata do problema urgente.7-9). ajuntou aos exilados que haviam retornada à sua terra natal em 536 aC. as nações serão levadas ao templo para descobrir o que elas estavam procurando: Aquele que todas as nações desejaram será mostrado em esplendor no templo. a outra trata de uma solução a longo alcance. O terceiro problemas: Insatisfação (2. Ageu tinha as qualidades de um bom pastor.1-9) Ageu leva uma mensagem destinada a tratar decisivamente do desencorajamento. Primeiro. o ministério de Ageu e o de Zacarias fizeram com que o povo se reanimasse e completasse a tarefa em cinco anos. eles esperam uma inversão imediata de todos os seus anos de inatividade. O povo precisava entender que as bênçãos de Deus não podem ser ganhas como pagamento. A aplicação é obvia: Não espere que o trabalho de três meses desfaça a negligência de dezesseis anos. O Segundo problema: Desencorajamento (2. A próxima palavra do Senhor ao povo é uma surpresa: “Mas desde este dia vos abençoarei” (2. A segunda referência á vinda do Messias é 2. perto do final do AT. Deus fala duas vezes ao povo. que governou a Pérsia de 522 a 486 aC. mas vão como dádivas graciosas de um Deus doador. para representar a natureza do servo a ser cumprida. eles precisam perceber que são infrutíferos (1. Após um transtorno entre os povos da terra. que começa explicando que o Deus irá fazer no novo templo um dia ganhará uma atenção internacional. para reconstruir o templo do Senhor. cujo nome significa “Festivo”. basta ao povo esforçar-se e trabalhar (2.19).12-13) acerca das coisas limpas e imundas e da influência deles sobre a outra. então. O templo reconstruído foi dedicado em 515 aC Conteúdo O livro de Ag trata de três problemas comuns a todos os povos em todos os tempos oferecendo soluções inspiradores. levando ao seu grupo desanimado a segurança da presença de Deus. estabelecendo. precisa entender que Deus irá aceitar o que eles fazem a fim de que Deus seja glorificado.5-6). no mais importante Filho de Zorababel. isto é. é uma Pessoa. Isso localiza Ageu na história em 520 aC. para que somente a glória de Cristo permaneça. Após ver seu problema.A.1-15) Para despertá-los da sua atitude de indiferença. 81 . O primeiro problema: o desinteresse (1. que liga esse livro.23). Deus escolheu Zorababel para ser um anel de sela (2. porque eles tinham abandonado a Casa de Deus e ido para sua própria casa (1. Todo esforço deles para construir seu próprio reino nunca produzirá resultados permanentes. o fundamento para a Casa do Senhor no ano seguinte.10-23) Agora que o povo está trabalhando. O livro finaliza com uma menção de Zorobabel. Então o profetas vai com uma pergunta aos sacerdotes (2. Em encorajador cuja palavra estava em sintonia com o coração do povo e a mente de Deus. Lc 3). durante o segundo reinado do rei Dario. Eles haviam começado bem. finalmente. A outra chave para combater o mal é para os construtores saberem que eles estão construindo para o dia em que Deus encher essa Casa com a glória que será maior do que a Glória do templo de Salomão (2.23.8). A resposta dos sacerdotes é que a imundície é infecciosa. foi um dos profetas pós-exílicos. todavia quando os inimigos zombaram dos esforços dos construtores .6-9. A primeira é 2. indicando que a benção final. o povo. Junto com a glória da presença de Cristo virá grande paz. Data O ministério de Ageu cobriu um período de um pouco menos de quatro meses.Ageu Autor: Ageu Data: Cerca de 520 aC Autor Ageu.4). um contemporâneo de Zacarias. enquanto a santidade não é. com a mensagem do Senhor. A presença dele irá fazer com que a memória do glorioso templo de Salomão decaia. seu Filho Jesus Cristo. Notar o nome de Zorobabel em ambas as listas genealógicas dos Evangelhos (Mt 1. a maior delas. construindo um altar e oferecendo sacrifícios.37 . então.

1-3 Chamado para esforçar 2. “segundo a palavra que concertei convosco.20-23 Índice 82 . enquanto comparam o templo que eles estão. Esboço de Ageu I. a fim de ter o trabalho concluído.10-19 Uma promessa para Zorobabel 2.” O ES é um dom constante para o povo de Deus: “E o meu Espírito habitava no meio de vós. Os versículos anteriores mostram o povo de Deus desencorajado. construindo com o glorioso templo de Salomão. A palavra do Senhor a eles é: “Esforça-te. A segunda mensagem do Senhor: Esforçaí-vos e trabalhai 2.7-11 Os resultados de considerar vossos caminhos 1. E esforçaí-vos.4-5 A glória vindoura do novo templo 2. operando para os libertar do medo. A primeira mensagem do Senhor: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos 1.5.” Ag 2.. está a constante operação do ES.” A motivação para fazer isso também está mencionada: “Porque eu sou convosco.1-6 Considerai o que devíeis fazer: edificar a Casa de Deus 1. O v. A terceira mensagem do Senhor: Eu vos abençoarei 2. a fim de que eles possam se mover corajosamente no cumprimento da comissão divina.10-23 Um pergunta aos sacerdotes 2..1-9 A comparação do novo Templo com o templo de Salomão 2.” No centro do concerto de Deus com seu povo. então explica como o ES vai interagir com o espírito do povo.1-15 Considerai o que tendes feito: negligenciastes a Casa de Deus 1.” A presença do ES remove o medo do coração do povo de Deus. Portanto: “não temais.5.O Espírito Santo em Ação Uma breve mas bonita referência ao ES é encontrada em 2. que o novo templo vai substituir. 5 inclui estes importantes pontos: O ES é uma parte vital no concerto de Deus com o seu povo.12-15 II. agora.6-9 III.

um contemporâneo de Ageu. ele foi chamado para despertar os judeus que retornaram. cujo nome significa “O Senhor se Lembra”. A Visão dos quatros chifres e dos quatro ferreiros trazem à memória o julgamento de Deus. foi um dos profetas pós – exílicos. então. dois meses após Ageu haver completado sua profecia. à medida que eles foram cercados com a oposição dos vizinhos samaritanos. o Renovo (3. Contexto Histórico Os exilados que retornaram à sua terra natal em 536 aC sob o decreto de Ciro.4). estavam entre os mais pobres dos judeus cativos. A visão dos quatro carros retrata o soberano controle de Deus sobre a Terra. transmite a mensagem dada ele por Deus. Rapidamente. através de oito visões. em 518 aC. ele era de umas das famílias sacerdotais da tribo de Levi.8).14). As profecias que abrangem o Livro de Zacarias foram reduzidas à escrita entre 520 e 475 aC. Avisão do homem e dos cavalos lembra ao povo o cuidado de Deus. Deus. quando a Grécia substituiu a Pérsia como o grande poder mundial. Nos caps 7-9. referido como o mais messiânico de toso os livros do AT. e como o verdadeiro Pastor (11. A Visão do homem com um cordel de medir. exceto Ezequiel. às vezes. Zacarias e Ageu persuadiram o povo a voltar ao Senhor e aos seus propósitos para restaurar o templo. assegura ao seu povo o seu amor e cuidado por eles.4-11). Como filho de Baraquias.13 pode indicar que os caps. Isso é poderosamente um simbolismo da vinda do Messias.A. finalmente foram capazes de conseguir uma ordem do governo da Pérsia para interromper a construção. Logo. Data O ministério de Zacarias começou em 520 aC. Cerca de cinqüenta mil pessoas retornaram para Jerusalém sob a liderança de Zorobabel e Josué.13). A visão grandiosa do castiçal todo revestido de ouro entre os vasos de azeite assegura a Zorobabel que os propósitos de Deus serão cumpridos somente pelo seu Espírito. que. quando o Messias reinaria de um templo restaurado. como o homem cujo nome é Renovo (6. mas ele.12). 9-14 foram escritos depois de 480.Zacarias Autor: Zacarias Data: 520—475 aC Autor Zacarias. As visões são seguidas por uma cena de coroação na qual Josué é coroado tanto como rei como sacerdote. tanto como Rei como sacerdote 96. A visão dos primeiros capítulos foi dada. fielmente. Conteúdo O livro de Zc começa com a veemente palavra do Senhor para o povo se arrepender e se voltar novamente para seu Deus. todavia. numa cidade restaurada. O povo é chamado para se arrepender de sua apatia e completar a tarefa que não foi terminada. Os caps 7-8 ocorrem dois anos mais tarde. (Estudos das últimas coisas) Cristo Revelado Zacarias é. Durante cerca de doze anos a construção foi obstruída pelo desânimo e pela preocupação com outras atividades. Deus usa a ocasião de uma questão sobre o jejum para reforçar sua ordem para justiça e juízo. reconstruíram o altar e iniciaram a construção do templo. dado referências distintas e comprovadas sobre a vinda do Messias. No apocalipse. A referência à Grécia em 9. Ele dá um expressivo 83 . Zacarias é citado mais do que qualquer profeta. enquanto o profeta ainda era um jovem (2. Os caps 9-14 Contêm muita escatologia. Ele profetizou que o Messias virá como o Servo do Senhor. O profeta não entrega sua própria mensagem. Ele é um dos mais messiânicos de todos os profetas do AT. A visão da mulher num efa significa a santidade de Deus e a remoção do pecado. filhos de Ido. O livro está repleto de referências de Zc à palavra do Senhor. Zacarias encorajou o povo de Deus indicando-lhe um dia. A visão do rolo voante emite o pronunciamento de Deus contra o furto e contra o juramento falso. Com Ageu. existe uma olhada apocalíptica na vele e pacífica cidade de Deus. Os caps 9-14 sãos as seções mais citadas dos profetas nas narrativas dos Evangelhos.38 . para completar a tarefa de reconstruir o templo (ver Ed 6. aparentemente. a apatia se estabeleceu. para substituir as formalidades religiosas.

7-17 Os quatro chifres e o ferreiro 1.21 Índice 84 .17 A Segunda profecia: O Messias Reina 12.4).1-6 II. na maioria dos manuscritos a primeira pessoa é usada: “E olharão para mim.18-21 O homem com um cordel de medir 2. Esboço de Zacarias I.1-4 A mulher no meio do efa 5. Um dos versículos mais dramáticos das Escrituras proféticas é encontrado em 12.15 O homem e os cavalos 1.5-11 Os quatro carros 6. quatrocentos anos antes do acontecimento (ver Mt 21.12 recorda ao povo sua rebelião contra as palavras do Senhor pelos profetas. Essas palavras foram transmitidas pelo ES.9-15 IV.4.” Jesus Cristo. A entrada triunfante de Jesus em Jerusalém é descrita com detalhes em 9.6. As oito visões 1.10).testemunho sobre a traição de Cristo por trinta moedas de prata ( 11. seus sofrimentos (13.1-14 O rolo voante 5.1-14 V.1-23 VI. quando. A coroação do sumo sacerdote 6.1-8 III. a quem traspassaram. mas pelo ministério do ES.7-6.9. A restauração de Sião 8.7) e sua segunda vinda (14. Zorobabel é confortado na segurança de: 1) que a reconstrução do templo não será por força militar ou por proeza humana. Um triste comentário em 7. profetizou sua definitiva recepção pela cada de Davi.1-11.7-10). Mc 11.1-23 A primeira profecia: O Messias rejeitado 9.1-13 O sumo sacerdote 3. O chamado ao arrependimento 1. que impede a conclusão do templo de Deus. Duas referências a Cristo são de profundo significado. O Espírito Santo em Ação O versículo mais freqüentemente citado do AT em referência à obra do ES é 4.12-13). 2) que o ES removerá cada obstáculo que está no caminho. O triunfo de Sião 8. Ritual religioso ou arrependimento verdadeiro ? 7.1-10 O castiçal e o vaso de Azeite 4. sua crucifixão (12. pessoalmente.10.1-14.

castigado. mas. mas. podemos aprender que ele teve um grande amor pelo povo de Judá e pelas cerimônias do templo. 85 . Aquele dia será um tempo de julgamento. ele os adverte de que o Senhor não será um espectador inativo. ele podia ser efetivamente usado para advertir o povo sobre seu comportamento pecaminoso e persuadi-lo a conformar sua vida com a lei do Senhor. Malaquias não é mencionado em mais nenhum lugar na Bíblia. usando o pseudônimo Mal’aki (“Meu mensageiro”). e o ímpio. o profeta salientam o desdém aberto e arrogante dos sacerdotes pela Lei e sua influência negativa sobre o povo. Malaquias salienta o amor imutável de Deus por seu povo. O Espírito Santo em Ação A Obra do ES em Malaquias é evidente na sua pessoa e no ministério profético. a não ser que eles se arrependam. Este é o fundo paras as reprovações e exortações que se seguem. serão castigados severamente. Não somente eles profetizaram acerca da vinda do Messias. é melhor considerar o livro como escrito pelo próprio profeta. nós encontramos claras elocuções proféticas com respeito ao repentino aparecimento de Cristo—o anjo do (novo) concerto (3.2). Malaquias continua a descrever o tipo original do sacerdócio. a traição dos sacerdotes leigos no divórcio de esposas fiéis e casamento de mulheres pagãs que praticam adoração de ídolos. Elias (João Batista). provavelmente. O profeta mostra que eles provocam muita queda no pecado. Conteúdo Na sua declaração de abertura.A. permitindo a ele proclamar com clareza e fervor a sua visão da vinda de Cristo. Finalmente. Como tal. Malaquias é o último de muitos homens divinamente inspirados que. Cristo Revelado No último livro do AT. além disso. Contexto Histórico Como já foi mencionado. em termos não –ambíguos. devido à sua misericórdia. Essa declaração conclui o AT e o liga à boas-novas da provisão de Deus no Sol da Justiça descrita no NT. Numa linguagem fervorosa e brilhante. um contemporâneo de Neemias.10) tornam a data pós– exílica simultânea com Neemias mais provável ( cerca de 450 aC). Ele foi. outorgou a ele o privilégio de levar a linhagem de profetas escritores fiéis e dedicados a um término. no qual o justo será galardoado. num período de uns mil anos.39 . O profeta.Malaquias Autor: Malaquias Data: Cerca de 450 aC Autor Embora alguns atribuam Malaquias a um escritor anônimo. quando ele aparecer?” (3. além disso. censura as práticas não-religiosas do povo.2) Ninguém . mas também explicaram detalhadamente ao povo seus pecados e os advertiram a respeito do justo julgamento de Deus. “Quem subsistirá. que dura para sempre. considerado por alguns ter sido Esdras. sobre o Mensageiro do concerto e o grande e terrível dia do julgamento divino. Jesus (3. mas.1). O ES. ele salienta. predisseram a vinda do Justo. Depois. “o Sol da Justiça. dadas a eles pelo Senhor.1) nascerá e salvação trará debaixo das suas asas”. Primeiro. Isso é seguido por uma súplica fervorosa para vigiarem suas paixões e serem fieis às esposas da sua mocidade. sua recusa da justiça de Deus e sua defraudação ao Senhor. para aqueles que temem ao Senhor. por reterem os dízimos e as ofertas exigidas. por suas próprias forças pode. O uso de várias palavras persas no texto e a referência a um templo reconstruído (1. Seus escritos demonstram que ele foi um profeta dedicado— Uma pessoa nitidamente em sintonia com o ES. ele exorta o povo a observar as Leis dadas a Israel através de Moisés e promete a vinda do Messias e do seu precursor. isto é. Portanto. Data A falta de menção de qualquer rei ou de incidentes históricos identificáveis torna a datação um tanto difícil. um triunfo vitorioso (4. de seus escritos. Ele profetiza sobre o Sol da Justiça.

A infidelidade do povo 2.Esboço de Malaquias O Título 1.13-4.6-2.2-5 II.17-3-5 V.9 III.1 I. O fracasso dos sacerdotes 1.6-12 VI.3 VII. O amor do Senhor por Israel 1.10-16 IV.4-6 Índice 86 . Exortação e Promessa 4. O destino do ímpio e do Justo 3. Bênção no dar 3. O dia do Julgamento 2.

Cada divisão termina com uma fórmula como: “Concluindo Jesus estes dircusos.. O termo não somente permitiu a Jesus evitar mal-entendidos comuns originados de títulos messiânicos populares. No prólogo (1. testemunham desde cedo a existência e o uso de Mt.1). introduzindo muitas delas com a fórmula “para que se cumprisse”.17. 26. à ressurreição e à comissão do Senhor à Igreja.1-11.35) o principal discurso aborda a conduta dos crentes dentro da sociedade cristã (cap 18). Jesus tem um relacionamento direto e sem mediação com o Pai (11. ele impregna seu Evangelho tanto com citações quanto com alusões ao AT.Mateus Autor: Mateus Data: Cerca de 50—75 dC Autor Embora este evangelho não identifique seu autor. como possibilitou-lhe interpretar tanto sua missão de redenção (como em 17. no qual Jesus descreve como as pessoas devem viver no Reino de Deus. 3-7) contém o Sermão da Montanha. a disposição de Mt não é cronológica e não estritamente biográfica. mas foi planejada para mostrar que o Judaísmo encontra o cumprimento de suas esperanças em Jesus. a nova comunidade. uma referência velada ao seu caráter messiânico (Dn 7. O uso do título “Filho de Deus” por Mt sublinha claramente a divindade de Jesus ( 1.1) reproduz as instruções de Jesus a seus discípulos quando ele os enviou para a viagem missionária. além de seu nome e ocupação.2-13. A primeira parte (caps. Jesus declara: “a igreja” como seu instrumento selecionado para cumprir os objetivos de Deus na Terra (16. Este tipo de estrutura.12.1-2.46) narra a viagem final de Jesus a Jerusalém e revela seu conflito climático com o judaísmo. 20.64). incluindo a surpreendente Grande Comissão (28. Cristo Revelado Este Evangelho apresenta Jesus como o cumprimento de todas as expectativas e esperanças messiânicas. comum ao judaísmo.1-25. Jesus normalmente faz alusão a si mesmo como o Filho do Homem. A quinta Parte (19. O nascimento de Jesus salienta o tema do cumprimento. 11. a antiga tradição da igreja o atribui a Mateus.27.16). 16.18. O restante do Livro (26. retrata a realeza de Jesus e sublinha a importância dele para os gentios.24) quanto seu retorno na glória (como em 13.12-20). A não ser no início e no final do Evangelho.27).28. como citações na literatura cristã do Séc I. Mt apresenta Jesus como o Senhor e Mestre da igreja. 26. 13.N. 19.20) detalha acontecimentos e ensinamentos relacionados à crucificação. que agrupa os ensinamentos e atos de Jesus em cinco partes. 24-25 contêm os ensinamentos de Jesus relacionados à últimas coisas. O Evangelho de Mt pode ter servido como manual de ensino para a igreja antiga.41.22.30. Os caps.23). A Terceira parte (11. 24.44.15-20). 16. que é chamada a viver nova ética do Reino dos céus. Pouco se sabe sobre ele. A tradição diz que. Portanto.28.1. 19. em conexão com a resposta humana necessária. 3.1. No Evangelho. Líderes da igreja do Séc.14). Data Evidências externas.” (7. e várias declarações em sues escritos indicam uma data entre 60 e 65 dC. Mt estrutura cuidadosamente suas narrativas para revelar Jesus como cumpridor de profecias específicas.53. Conteúdo O objetivo de Mt é evidente na estrutura deste livro.53-18. ele pregou na Palestina e depois conduziu campanhas missionárias em outras nações. A Segunda parte (8. 87 . Mt mostra que Jesus é o Messias ao relacioná-lo às promessas feitas a Abraão e Davi.1 . A Quarta parte ( 13.28. 26. Como o Filho.15.13.128. o apóstolo e antigo cobrador de impostos. que é a garantia da presença viva de Jesus.23. 18.52) registra várias controvérsias nas quais Jesus estava envolvido e sete parábolas descrevendo algum aspecto do Reino dos céus.. II e III geralmente concordavam que Mt foi o primeiro Evangelho a ser escrito. 2. pode revelar o objetivo de Mt em mostrar Jesus como o cumprimento da lei. nos quinze anos após ressurreição de Jesus.

29 II. Isto é. evidenciando que o Reino de Deus havia chegado e que o poder de satanás estava sendo derrotado. Presumivelmente. atribuir o ES ao diabo era cometer um pecado imperdoável (12.1-35 V.11).15-21 e a expulsar demônios (12. Em 7.16) e foi conduzido ao deserto para ser tentado pelo diabo como preparação adicional a seu papel messiânico (4.19).1-11.1-52 IV.13-13 I. Esboço de Mateus Prólogo: Genealogia e narrativa da infância 1. mas não fazem a vontade do Pai.18-25 A adoração dos magos 2. O poder do Espírito habilitou Jesus a curar (12.1-27.50 Discurso: Parábolas do Reino 13. Antes de Jesus começar seu ministério público.O Espírito Santo em Ação A atividade do ES é evidente em cada fase e ministério de Jesus. Portanto.2-12.27). Foi por meio do poder do Espírito que Jesus foi concebido no ventre de Maria (1. Mas precisamente.53-17. o ES está ligado ao exorcismo de Jesus e à presente realidade do Reino de Deus. Os discípulos são ordenados a ir e a fazer discípulos de todas as nações.35-11. a volta para Israel 2. Em 12.46 A narrativa da Paixão 26. aqueles que na igreja.39 Discurso: Os ensinos escatológicos de Jesus 24.1-23.23 Genealogia de Jesus 1. eles deveriam batizá-los “no/com referência ao “ nome— ou autoridade– do Deus Triúno. pois os filhos dos fariseus (discípulos) também praticavam exorcismo (12.29 Discurso: O Sermão da Montanha 5. profetizam. Parte Dois: O ministério de Jesus na Galiléia 8. o ES é encontrado na Grande Comissão (28.1 III.1-20 Índice 88 . Jesus imergirá seus seguidores no ES (3.52 Narrativa: Controvérsia que se intensificam 11. Parte um: Proclamação do Reino dos Céus 3.1-12 Fuga para o Egito e matança nos inocentes.1-25.16-20).28). o ES está executando um novo acontecimento com o Messias—”é chegado a vós o Reino de Deus” (v. o mesmo ES que inspira atividades carismáticas também deve permitir que as pessoas da igreja façam a vontade de Deus (7.18-20). não apenas pelo fato do exorcismo em si. ele foi tomado pelo Espírito de Deus (3. “batizando-os em nome do Pai.1-17 O nascimento 1.29 Narrativa: Início do Ministério de Jesus 3. Parte Cinco: Jesus na Judéia e em Jerusalém 19.1 Discurso: Missão e martírio 9.1-7.28-32).1-25. controvérsia e discurso 13.1-11.66 A narrativa da ressurreição 28.1 Narrativa: Histórias dos dez milagres 8.28.1). Da mesma forma que João imergia seus seguidores na água.28). do Filho e do ES” (v.21-23. expulsam demônios e fazem milagres.1-2.53-17.27 Narrativa: Vários episódios precedentes à jornada final de Jesus em Jerusalém 13. Em sua obediência a esta missão.1-7.46 Narrativa: A jornada final de Jesus e a instauração do conflito 19.1-7. Parte Quatro: Narrativa.21) Jesus declarou que suas obras eram feitas sob o poder do ES.27 Discurso: Ensino sobre a igreja 18.2-13. Parte Três: Histórias e parábolas em meio a controvérsias 11. Finalmente. encontramos uma advertência dirigida contra os falsos carismáticos. os discípulos de Jesus têm garantida sua constante presença com eles.

bispo da Igreja em Hierápolis (cerca de 135-140 dC). Embora a igreja antiga tenha tomado cuidado em manter a autoria apostólica direta dos Evangelhos. 89 . etc. Essa característica tende a apoiar a tradição de que Mc escreveu para uma audiência romana e gentílica. Após a introdução (1. 6. o evangelista Marcos escreveu suas “boas novas”. que chega ao clímax com sua morte e ressurreição subseqüente. mas que. No centro do Evangelho há pronunciamentos explícitos de “que importava que o Filho do Homem padecesse muito. que tem seu clímax na cruz e ressurreição.17-30) e pelo primeiro anúncio de Jesus e sua crucificação (8. Existem muitos latinismos no Evangelho (4. A palavra ocorre quarenta e duas vezes.Marcos Autor: Marcos Data: Cerca de 65—70 dC Autor Mesmo que o Evangelho de Mc seja anônimo.21. depois de três dias. também torna a narrativa rápida.1-13). vivendo constantemente sob ameaça de morte. O que era verdade para Jesus deveria ser para os apóstolos e discípulos de todas as idades. Mc enfatiza pouco a lei e os costumes judaicos. Frases gráficas e surpreendentes ocorrem com freqüência para permitir que o leitor reproduza mentalmente a cena descrita.39).45). culminando na paixão e ressurreição (caps 14-16). indica ter sido escrito antes da destruição do Templo em 70 dC. O Evangelho de João é um retrato estudado do Senhor. especialmente o cap. Todo o ministério de Jesus (milagres.14-9. que fosse morto.50) e Judéia (caps 10-13). e que fosse rejeitado pelos anciãos. que aconteceu durante as perseguições do Imperador Nero por volta de 67 dC. Nero acusou a comunidade cristã de colocar fogo na cidade de Roma.) está inserido no contexto do amor oferecido pelo Filho de Deus. ressuscitaria” (8. testemunho que é preservado na História Eclesiástica de Eusébio.32-34).N. mas torna-se uma norma para o comprometimento do discipulado: “Se alguém quiser vir após mim. mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”(10. 12. a antiga tradição é unânime em dizer que o autor foi João Marcos. Contexto Histórico Em 64 dC. seguidor próximo de Pedro ( 1Pe 5. que não era um apóstolo. e sempre os interpreta para o leitor quando os menciona. Mc é o menor dos Evangelhos. O Evangelho em si.31). os pais da igreja atribuíram coerentemente este Evangelho a Marcos. enquanto que Mc é como um filme da vida de Jesus. 10. De muitas formas. Está claro que ele quer que seus leitores tomem a vida e exemplo de Jesus como modelo de coragem e força. e tome a sua cruz e siga-me” (8. Conteúdo Mc estrutura seu Evangelho em torno de vários movimentos geográficos de Jesus. Papias descreve marcos como “interprete de Pedro”. O Evangelho pode ser visto como duas metades unidas pela confissão de Pedro de que Jesus era o Messias (8. 13. e não contém nenhuma genealogia e explicação do nascimento e antigo ministério de Jesus na Judéia. e pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas.27. O uso freqüente do imperfeito por Mc denotando ação contínua. Em meio a uma igreja perseguida.34). onde eles podem descobrir o significado e esperança em seu sofrimento. Esse pronunciamento de sofrimento e morte é repetido (9.31. Os olhares e gestos de Jesus recebem atenção fora do comum. comunhão com os pecadores.2 . mais do que em todo o resto do NT. ensinamentos sobre o reino de Deus. Mc narra o ministério público de Jesus na Galiléia (1.14. escolha de discípulos. A maior parte das evidências sustenta uma data entre 65 e 70 dC. Marcos guia seus leitores à cruz de Jesus. Ele destaca as atividades dos registros mediante o uso da palavra grega “euteos” que costuma ser traduzia por “imediatamente”. Data Os fundadores da Igreja declaram que o Evangelho de Mc foi escrito depois da morte de Pedro. movendo-se rapidamente de uma cena para outra. Mt e Lc apresentam o que poderia ser descrito como uma série de imagens coloridas. ele enfatiza a Paixão de Jesus de modo que se torna a escala pela qual todo o ministério pode ser medido: “Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido. 15. e por esse motivo instigou uma temerosa perseguição na qual Paulo e Pedro morreram. Mc também é o Evangelho da vivacidade. negue-se a si mesmo. É o evangelho da ação. O mais antigo testemunho da autoria de Mc tem origem em Papias.31).13) e companheiro de Paulo e Barnabé em sua primeira viagem missionária.

autoridade.13 90 . habilitando-o para seu trabalho messiânico de cumprimento da profecia de Isaías (Is 42.35-43). atentando para o discipulado.27. a narrativa da crucificação termina com a confissão do centurião: “Verdadeiramente. os espíritos imundos o reconhecem como Filho de Deus (3.4-8 O batismo de Jesus 1. Mc demonstra as reivindicações messiânicas de Jesus enfatizando sua autoridade com o Mestre (1. Mc recorda a profecia de João Batista de que Jesus “vos batizará com o ES” (1. que queria corrompê-lo antes que le embarcasse em uma missão de destruir o poder do inimigo nos outros.45-52).27-28. Título de abertura do trabalho de Mc.13) não era tão popular entre os Judeus como o título “Filho do Homem” para revelar e para esconder seu messianismo e relacionar-se tanto com Deus quanto com o homem.1-6). O ES desceu sobre Jesus em seu batismo (1. A segunda vinda do Filho do Homem revelará totalmente seu poder e glória. a morte (5.” (15. num total de catorze vezes em Marcos. e o templo (11.9-11 A tentação de Jesus 1. A parábola dos lavradores malvados (12. Que Jesus realizava pela ação do ES (3. 61. Um grande estímulo aos cristãos que enfrentam a hostilidade de autoridades injustas é a garantia do Senhor de que o ES falará através deles quando testemunharem de Cristo (13.1-13 Declaração sumária 1. 3.39). Mesmo apesar de muitas pessoas interpretarem mal sua pessoa e missão.16. Como designação para o Messias.36).14-20). 3. cura. Jesus também refere à inspiração do AT pelo ES (12.1). Os crentes seriam totalmente imersos no Espírito. enquanto os demônios confessam sua qualidade de filho de Deus.8). é “Filho do Homem”. Tanto o batismo quanto a transfiguração testemunham sua qualidade de filho (1. Sua visão prejudicada tornou-os incapazes do verdadeiro discernimento.15-18). como poder. O pecado contra o ES é colocado em contraste com “todos os pecados” (3. Além das referências explícitas ao ES.22).Cristo Revelado Esse livro não é uma biografia. este termo (ver Dn 7. Filho de Deus” (1.21-34). fornece sua tese central em relação a identidade de Jesus como o filho de Deus. profeta.1-13. A explicação de Mc confirma o motivo de Jesus ter feito essa grave declaração (3. como os seguidores de João o eram nas águas.1 Cumprimento da profecia do AT 1. mas uma história concisa da redenção obtida mediante o trabalho expiatório de Cristo. O titulo que Jesus usava com mais freqüência para si próprio.30). 9. Por fim.6 Etapas posteriores: Aumento de popularidade e oposição 3.35-41. 48. Mc.1-12).10). os discípulos de Jesus precisam ver além de sua missão.11).14-3.14-9. o pecado (2. a doença (5. Messias e Reino.11. Em duas ocasiões.2-3 O ministério de João Batista 1. “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo. o sábado (2.7).6) faz alusão à qualidade de filho divino de Jesus (12. O Ministério de Jesus na Galiléia 1.28).12-13 I. aceitar sua cruz e segui-lo. Esboço de Marcos Introdução 1.1. Mc emprega palavras associadas com o dom do Espírito.22) e sua autoridade sobre satanás e os espírito malignos (1. 5. imposição de mãos. sugere que os discípulos de Jesus deveriam ter um discernimento amplo ao mistério de sua identidade. A narrativa do ministério subseqüente de Cristo testemunha o fato de que seus milagres e ensinamentos resultaram da unção do ES.6).50 Princípio: Sucesso e conflito iniciais 1.11.7). a natureza (4. O contexto define o significado dessa verdade assustadora. Mc declara graficamente que “o Espírito o impeliu para o deserto” (1. O Espírito Santo em Ação Junto com os outros escritores do Evangelho.19-30). pois esses pecados e blasfêmias podem ser perdoados. as tradições legalistas (7.12) para que fosse tentado. 6.7-6. este homem era o Filho de Deus. Os escribas blasfemaram contra o ES ao atribuírem a satanás a expulsão dos demônios. sugerindo a urgência por encontrar e vencer as tentações de satanás.1-2).

26 Ministério no caminho para a Judéia 8.1-15.47 A ressurreição 16.1-52 Ministério em Jerusalém 11.14-8. O Ministério de Jesus na Judéia 10.1-16.37 A Paixão 14.50 II.1-13.1-20 Índice 91 .20 Ministério na Transjordânia 10.26-9.Ministério fora da Galiléia 6.

14. De todos os escritores dos Evangelhos só ele registra a circuncisão e dedicação de Jesus (2.46). 3. Lc também exclui os ensinamentos de Jesus no Sermão da Montanha que tratam diretamente do seu relacionamento com a lei (mt 5. 13.21. Para as nações” (2.25-26.20. Ele enquadra o nascimento de Jesus em um contexto romano (2. 18. 6.18.13-21. A fim de sustentar esse tema.1-20.1-2. louvando Jesus como “luz. 11.21-24). Um versículo chave do evangelho de Lc é o 19. a história de Zaqueu (19.19-31. E o fato de o escrito dedicar ambos os livros a Teófilo também demonstra solidamente uma autoria comum.15. e. que ele escreveu durante o primeiro encarceramento de Paulo pelos romanos. então provavelmente . ele não inclui o pronunciamento de condenação de Jesus aos escribas e fariseus (Mt 23).68-79. Fm 24.1-8. Ele enfatiza ainda.34.32) ao comissionamento do Senhor ressuscitado para que se “pregasse em todas as nações” (24. Este evangelho tem mais referências à oração do que os outros evangelhos.9-14).10. Conteúdo Uma característica distinta do Evangelho de Lc é sua ênfase na universalidade da mensagem cristã. “ O primeiro tratado” At 1. Somente ele relata o nascimento e a infância de Jesus no contexto de judeus piedosos como Simeão.14.N. uma referência ao terceiro evangelho.16.12.1-23).5). então o Evangelho de Lc pode ser datado por volta de 59-60 dC.1 é. mostrando que o que ele registra tem significado para todas as pessoas. salientam que Lucas o escreveu antes de At.13. Lc enfatiza especialmente a vida de oração de Jesus registrando sete ocasiões em que Jesus orou que não são encontrados em mais nenhum outro lugar (3. um companheiro próximo de Paulo (Cl 4. ele teria uma grande oportunidade durante aquele tempo para conduzir investigações que ele menciona em 1. nem a discussão sobre a tradição judaica (Mt 15.1-10).41-52).53.. Lc omite muito material que é estritamente de caráter judaico.29-32. Visto que a tradição de igreja atribui com unanimidade essas duas obras a Lucas. 12. Por exemplo. Além disso. Só Lc tem as lições do Senhor sobre a oração ensinada nas parábolas do amigo importuno (18.28. cerca de 63 dC. Outros. como as evidências internas sustentam esse ponto de vista.4656.Lucas Autor: Lucas Data: Cerca de 59—75 dC Autor Tanto o estilo quanto a linguagem oferecem evidências convincentes de que a mesma pessoa escreveu Lucas e Atos. Por outro lado.25). 7.20-21.4. Do cântico de Simeão. mas também o Salvador de todo o mundo. e o perdão do ladrão na cruz (23. a parábola do fariseu e o publicano (18. como o relato do fariseu e da pecadora (7. 5. o médico. 2. Mc 7. 16. 9. 23.29.9-14). Lc inclui muitas características que demonstram universalidade. 92 . Zacarias e Isabel. 19. mas no máximo até 75 dC.1. que declara que Jesus “veio buscar e salvar o que se havia perdido”.21-48. 6. Como Lucas estava em Cesaréia de Filipe durante os dois anos em que Paulo ficou preso lá (At 27. 6.. o evangelho é abundante em notas de louvor e ação de graças ( 1.3 .18. 2Tm 4.1).47). entretanto. Se for este o caso. Ao apresentar Jesus como Salvador de todos os tipos de pessoas. como o primeiro de uma série de dois volumes. Lc deixa claro que Jesus é o cumprimento das esperanças do AT relacionadas à salvação.43). bem como sua visita ao Templo quando menino (2.36-50).1-4. Lc também omite as instruções de Jesus aos Doze para se absterem de ministrar aos gentios e samaritanos (Mt 10. que estavam entre os fiéis restantes “esperando a consolação de Israel” (2. Lc inclui material não encontrado nos outros evangelhos. 24-25.1). as raízes judaicas de Jesus.1-10). Por todo o Evangelho. 5. 16-18).39-43). Ana.11). Lc realça o fato de que Jesus não é apenas o Libertador dos judeus. Data Eruditos que admitem que Lucas usou o Evangelho de Marcos como fonte para escrever seu próprio relato datam Lc por volta do ano 70 dC. Lc ressalta as advertências de Jesus sobre o perigo dos ricos e a simpatia dele pelos pobres (1. não há motivos para contestar a autoria de Lucas.16. 14.13. 17.

51).57-80 O nascimento de Jesus 2.1-40 O menino Jesus no templo 2.31.1).49). 24. 9.1-8) e ligará o ministério messiânico de Jesus ao ministério poderoso deles através da igreja (24.1-2).21).37). 5) evidência seu ministério carismático está repleta (4.49). Quando os discípulos voltam com alegria de sua missão (10. Jesus lê a passagem messiânica: “O Espírito do Senhor está sobre mim.1-4.39. por excelência.. Em primeiro lugar: a ação do ES é vista na vida de várias pessoas fiéis. como uma pomba (3.25-27)..21-22 A genealogia de Jesus 3. Preparação para o ministério público 3. há cinco referencias ao Espírito. E estavam sempre no templo. Jesus é o Senhor exaltado. O mesmo Espírito capacitou Jesus para cumprir seu ministério. usadas com força progressiva.17-19.12.23-38 A tentação 4.15).41-44).13 O ministério de João Batista 3.31-44) e continua em todo seu ministério de poder e compaixão. O Espírito Santo em Ação Há dezesseis referências explicitas ao ES.1-20 O batismo de Jesus 3.24.67. Jesus é o Messias. Em terceiro lugar: O ES.1-13 93 . mas também tem o cuidado de definir a natureza de seu messianismo. 1) O Espírito desce sobre Jesus em forma corpórea. Esboço de Lucas I.19). Em segundo lugar: O ES capacita Jesus para cumprir seu ministério—o Messias ungido pelo ES.48. Ele é constantemente bondoso para com os rejeitados. 3) Após sua vitória sobre a tentação. Enquanto os discípulos estão esperando pelo Espírito prometido (24. tornaram com grande júbilo para Jerusalém.” (10. reivindicando o cumprimento nele (4. Em momentos críticos daquele ministério.28. Lc refere-se a Jesus como “Senhor” dezoito vezes em seu evangelho. 919.39-56 O nascimento de João Batista 1.1-4 II.35.14) 4) Na sinagoga de Nazaré. Lc dá os seguintes testemunhos sobre ele: Jesus é o profeta cujo papel equipara-se ao Servo e Messias (4. A narrativa da infância 1.41-52 III. através de oração de petição leva a cabo o ministério messiânico. Jesus é o amigo dos proscritos humildes.21. “adorando-o eles.22). Prólogo 1.18.18..52-53). Jesus é. o Filho do Homem (5. Is 61. Jesus é o homem ideal. O título “Filho do Homem” é encontrado 26 vezes no evangelho. “Naquela mesma hora.21).52 Anúncio do nascimento de João Batista 1. bem como no fato de João ter cumprido seu ministério sob a unção do ES (1.21).Cristo Revelado Além de apresentar Jesus como o Salvador do mundo.16. se alegrou Jesus no ES e disse. Em quarto lugar: O ES espalha alegria tanto a Jesus como à nova comunidade. relacionadas ao nascimento de João Batista e Jesus (1. Jesus volta para a Galiléia no poder do mesmo (4. Lc não apenas afirma sua identidade messiânica. O mesmo ES que foi eficaz através de orações de Jesus dará poder as orações dos discípulos (18. o perfeito salvador da humanidade. 6.17).24) e o Servo Sofredor (4. durante ou depois do acontecimento crucial (3. 10.41.26-38 Visita das duas mães 1.”(4. 2.5-25 Anúncio do nascimento de Jesus 1. Jesus é o filho de Davi (20. ressaltando sua obra tanto na vida de Jesus quanto no ministério continuo da igreja. louvando e bendizendo a DEUS” (24. Então. 7. Cinco palavras gregas denotando alegria ou exultação são usadas duas vezes com mais freqüência tanto Lc como Mt ou Mc. que foi contado com os transgressores (22.5-2. 2) Ele leva Jesus ao deserto para ser tentado (4. o Servo que se dispõe firmemente a ir a Jerusalém cumprir seu papel (9. Jesus ora antes.. Nos caps 3-4.

50 Em Nazaré e Carfanaum 4.1-38 A paixão.4 Discurso escatológico 21.1-21. A narrativa de viagem (no caminho para Jerusalém) 9.50 V.29-21.14-44 Do chamamento de Pedro ao chamamento dos doze 5.53 Índice 94 .16 O Sermão da Montanha 6.1-9.38 Acontecimentos na entrada de Jesus em Jerusalém 19.14-9. morte e sepultamento de Jesus 22.1.51-19.IV.53 A refeição de Páscoa 22.1-24. O ministério de Jerusalém 19.5-38 VII.17-49 Narrativa e diálogo 7.56 A ressurreição e a ascensão 24.28 VI.1-6. A paixão e glorificação de Jesus 22.39-23. O ministério galileu 4.29-48 História de controvérsias 20.

o Espírito torna-se o capacitador divino para o ministério autorizado (20. da justiça e do juízo (16. Cristo colocou-se coerentemente além de si mesmo perante o Pai que o havia enviado e a quem ele buscava glorificar. Para João.21-23). ele escolheu não seguir a seqüência cronológica de eventos dos mesmos como uma ordem tópica.29). Em 1. provavelmente durante a guerra Judaica de 66-70dC.4 . implicações e imperativos do evangelho e capacitando-os a realizar “obras maiores” do que aquelas realizadas por Jesus (14. entretanto. O Espírito Santo em Ação A designação do ES como “Confortador” ou “Consolador” (14.23.12). Ele mostra o estado preexistente de Jesus com Deus.811). Aqueles que crêem em Cristo hoje podem. 2) Em lugar dos muitos milagres e cura dos sinóticos. conforme comandado e motivado pelo ES (4. compreender o objetivo do Espírito apenas em termos daqueles em situações difíceis. e alguns acontecimentos em particular do ministério de Jesus são comuns a todos os quatro livros. 20. “alguém chamado ao lado”.24). 2) Através de sua vida e ministério. ao invés de uma. eles podem ter usado as tradições literárias comuns e/ou orais. João tem discursos extensos. que pertencia ao “círculo íntimo” dos seguidores de Jesus (Mt 17. assim. I. os próprios milagres que Jesus realizou como “sinais”. Conteúdo Enquanto era bem provável que João conhecesse as narrativas dos outros três Evangelhos. aqueles que o adoram devem fazê-lo espiritualmente. 3) O ministério de Jesus gira em torno das três festas da Páscoa. Na falta de provas substanciais do contrário.N. De acordo com escritores cristãos do séc. bem como sua encarnação. testemunham a missão divina do Filho de Deus.1.7. 21. conforme citado nos Sinóticos.1-18. denominado “prólogo”.16) é exclusiva de João e significa literalmente.26. guiando os crentes e a um entendimento dos significados. A experiência de ser “nascido no Espírito” descreve o Novo Nascimento (3. isto é. Mc 13. Como. 4) Os ditos “Eu sou” são unicamente joaninos. Além disso. onde continuou seu ministério.20). 95 . João mudou-se para Éfeso. Cristo Revelado O livro apresenta Jesus como ó único Filho gerado por Deus que se tornou carne. I . o que estendeu o ministério de Jesus até o final desta era. João divide o ministério de Jesus em duas partes distintas: os caps 2-12 dão uma visão de seu ministério público. Nesse caso. ele trabalha como o agente que convence o mundo do pecado. João usa sete milagres cuidadosamente escolhidos a dedo que servem como “sinais”. Deus é o Espírito. isto é. não apenas como uma figura do passado distante.João demonstra que o papel do Espírito abrange cada faceta da vida. João revela a função do ES em continuar a obra de Jesus. Ao contrário.2. enquanto os caps 13-21 relatam seu ministério privado aos seus discípulos. O esquema amplo é o mesmo. Na verdade. a humanidade de Jesus significava essencialmente uma missão dupla: 1) como o”Cordeiro de Deus (1. Ele é “outro consolador”. a maioria dos eruditos aceitam esta tradição. Algumas das diferenças distintas são: 1) Ao invés das parábolas familiares. em antecipação do Pentecostes. em essência.João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 85 dC Autor A antiga tradição da igreja atribui o quarto evangelho a João “o discípulo a quem Jesus amava” (13. 19.3). Seria um grave erro. ele procurou a redenção da humanidade. alguém como Jesus. João lida com as implicações teológicas da primeira vinda de Jesus. Data A mesma tradição que localiza João em Efeso sugere que ele escreveu seu evangelho na última parte do séc.6). sua divindade e essência. enxergá-lo como um contemporâneo. Em relação ao mundo exterior de Cristo. ele revelou o Pai.

20-50 II.4 Compreendendo a partida de Jesus 16.1-42 A cura do filho de um oficial do rei 4. O ministério de Jesus aos discípulos 13.1-42 Ministério em Batânia 11.23 A prisão de Jesus 18. Paixão e ressurreição de Jesus 18.1-31 Produtividade por submissão 15.19-12.1-15 Honrando o Pai e o Filho 5.24-25 Índice 96 .1-21.30-47 Ministério na Galiléia 6. o bom Pastor 10.1-8 I.1-26 III.19-51 As bodas em Caná 2.23 Epílogo 21.18-16.15-27 Julgamento perante Pilatos 18.36 Jesus e a mulher de Samaria 4.28-19.21-38 Preparação para a partida de Jesus 14.26 Servir— um modelo 13.50 Preparação 1.12-19 Rejeição final: descrença 12.1-17.1-21.11 Entrada triunfal em Jerusalém 12. O ministério público de Jesus 1.1-20 Pronunciamento de traição e negação 13.1-12.1-71 Conflito em Jerusalém 7.1-9.1-14 Julgamento perante o sumo sacerdote 18.Esboço de João Prólogo 1.13-3.1-12 Ministério em Jerusalém 2.16 Crucificação e sepultamento 19.43-54 A cura de um paralítico em Betesda 5.17-42 Ressurreição e aparições 20.41 Jesus.16-29 Testemunhas do Filho 5.1-17 Lidando com rejeição 15.5-33 A oração de Jesus por seus discípulos 17.

Lc 24.10. Depois da morte de Estevão (7.33). 10.1). que demonstra uma continuidade essencial. registrando a disseminação da cristandade de Jerusalém a Roma.24-32. Jesus tinha sido “entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus” (2. Cristo Revelado Atos registrou vários exemplos da proclamação apostólica do evangelho de Jesus Cristo.N. portanto . começa em Jerusalém (caps 1-7) Como Pedro assumindo o papel principal e os judeus como receptores do evangelho. Por outro lado. O Espírito Santo em Ação O poder do ES através da igreja é característica mais surpreendente de Atos.31. O livro termina abrupta. Em seguida a morte de Jesus é atribuída igualmente à crueldade do home e ao objetivo de Deus.31). 8-12).38). Jesus é apresentado como uma figura histórica (2. A sua obra no livro. os judeus o haviam “crucificado” por “mãos de injustos” (2. Então a ressurreição de Jesus é enfatizada. Por outro lado. Durante esse período da história. 10. At relaciona a expansão da cristandade passo a passo para o oeste. 97 . um acontecimento de tamanha importância que Lucas inclui três longas descrições sobre o incidente (caps 9.14). pois tudo indicava que Lucas tinha atualizado o assunto. mas muitos apontam para Lucas.40-41. 5. Em primeiro lugar. Esse versículo prediz o derramamento do ES e seu poderoso testemunho.5 – Atos dos Apóstolos Autor: Historicamente Lucas Data: Cerca de 62 dC Autor O livro de At não menciona especificamente seu autor. ocorreu a conversão de Saulo (cap 9). Em geral. a perseguição espalhou-se conta a igreja. por causa desses fatos e porque o livro não registra a morte de Paulo. Conteúdo Atos é uma seqüência da vida de Cristo nos Evangelhos.23). O poder do Espírito na vida de Jesus o autorizou a pregar o Reino de Deus e a demonstrar o poder do Reino mediante a cura de doente. O mesmo poder em At 2 deu a mesma autoridade aos discípulos. especialmente como cumprimento da profecia do AT e como revogação de Deus do veredicto do homem sobre Jesus (1.30-37. 13. Data Lucas conta a história da igreja antiga dentro da estrutura de detalhes geográficos. 13.43. 10. desde a Palestina até a Itália.14-19 M7 4. 22. Desse lugar de honra suprema e poder executivo. 17. Tanto o ministério público de Jesus nos Evangelhos quanto o ministério público da igreja em Atos começaram com um encontro com mo Espírito capaz de mudar vidas. “o médico amado” (Cl 4. e os crentes se dispersaram (Caps. 2.39) e o “dom do ES” (2. pode-se datar a redação de At como próxima à prisão do apóstolo naquela cidade por volta de 62 dC. 3. I. 26).60-8. Jesus havia derramado o prometido Espírito Santo (2. Àqueles que não acreditam nele serão destinadas coisas terríveis (3.3.38. e o modelo é uniforme.12. em ambos os relatos essenciais os resultados desse acontecimento. Os apóstolos declaram que Jesus fora exaltado a uma posição de domínio único e universal (2.11). aqueles que acreditam nele receberão perdão dos pecados (2. Jesus “por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos” (10. O autor é o mesmo que escreveu o Evangelho de Lucas. 4. entretanto.18-20.22.31). At 1. Enquanto isso.21. a expulsão de demônios e a libertação dos cativos (Lc 4.3). 3.28). 5.23.8).19. não pode ser compreendida sem que se veja a relação entre Atos e os Evangelhos. que dá testemunho dele (5.21.46-49).33-36.32) e habilita os crentes (1. e não havia mais o que escrever.. É a iniciação da Grande Comissão de Jesus pra formar discípulos de todas as nações (Mt 28. O livro foi até mesmo chamado de Os Atos do Espírito Santo.42) e retornará triunfante no final dos tempos (1. 4. A maior seção de Atos enfoca o desenvolvimento e expansão do ministério gentio comandado por Paulo e seus colaboradores (13.38). O livro portanto.23). apesar de deixá-lo prisioneiro em Roma. 5.30. políticos e históricos que podiam encaixar-se apenas no séc.23). 17.8 é a chave do livro.

A história de Cornélio 10.22 IV.17).18). 9. que “caiu o ES sobre todos”(10.17). Três destes cinco exemplos registram manifestações específicas do ÉS em que as próprias pessoas participavam. O ministério de Estevão 6.25-14.4. A seleção de Matias como o décimo segundo apóstolo 1.36-18.31 I. A promessa do ES 1. que “recebiam o ES” (8.1-4.1-47 III.18 X.25-28.32-43 IX.14 V. Esboço de Atos Prólogo 1. O concerto em Jerusalém para discutir lei e graça 15.15-26 II.46).45) e que “veio sobre eles o ES” (19. A terceira viagem missionária de Paulo 18. pois Lucas diz que Simão viu que “era dado o ES” (8.44). os efésios “falavam línguas e profetizavam” (19.15-12.1-14 I.32-5.Lucas observa que as pessoas eram “cheias pelo ES” (2.42 V. Os presentes nos dias de Pentecostes e os gentios da casa de Cornélio falaram outras línguas (2.6).5. A ascensão de Cristo 1. que “o ES se derramasse sobre também os gentios” (10.1-7. Embora não esteja especificado.1-35 III. O encontro pra a oração no cenáculo 1.4-8 III.4). normalmente concorda-se que também houve algum tipo de manifestação na qual os samaritanos participaram.24 I.60 VI.12-14 Primeira Parte: Pedro e o ministério da Igreja Judaica em Jerusalém 1.4.19-12.1-31 VIII.6) Todas essas passagens são equivalentes à promessa de Jesus de que a Igreja seria “batizada com o ES” (1. Prefácio 1.15-28. A cura de um coxo 3. A segunda viagem missionária de Paulo 15. 10. A conversão de Saulo 9. A descida do ES no Pentecostes 2.1-40 VII.9-11 IV.1-11.1-3 II.28 II. Autoridade apostólica na igreja antiga 4.23-21. 2. Enéias e Dorcas curados através do ministério de Pedro 9.31 IV.31 Índice 98 .24 Segunda Parte: Paulo e a extensão internacional da igreja em Antioquia 12. O testemunho da igreja antiga 11. A primeira viagem missionária de Paulo 12. A viagem de Paulo a Roma através de Jerusalém 21. O primeiro ministério a não Judeus 8.

nos guiando nele (8. através de suas viagens. conheceu muito a respeito dos crentes de lá (16.6. a igreja havia sido fundada por outros cristãos.21). Depois de ser revigorado e apoiado pelos cristãos de Roma. 2Co 8-9). devemos seguir um modelo de vida coerente com a própria justiça de Deus (12.Romanos Autor: Paulo Data: 56 dC Contexto Histórico Quando Paulo escreveu Rm.20).3-15). em 56 dC. 15. O ES derrama o amor de Deus em nosso coração (5. mas perdoe os pecadores culpados (3.6 . depois visitar a igreja em Roma (1.1). 7. 15.20 99 . 15. 8. Apesar de tudo que aconteceu neste mundo– mesmo que todos os seres humanos sejam pecadores (1.11. Ele planejou ir a Jerusalém com essa coleta.25-28.2. Esboço de Romanos Introcução 1.5.16). habita em todos que pertencem a Cristo (8. fornecendo-nos um modelo de santidade a seguir(8. O Espírito Santo em Ação O ES confere poder na pregação do evangelho e na realização de milagres (15. Devido a essa grande misericórdia de um Deus tão justo. Cristo Revelado Rm é a história do plano de redenção de Deus em Cristo: a necessidade dele (1.3-8).4).1-7 Desejo de Paulo de visitar Roma 1.5.116.22-24).20). planejou viajar para a Espanha para pregar o evangelho (15.17).9-11) e nos dá vida (8. Ocasião e Data É mais provável que Paulo tenha escrito Rm enquanto estava em Corinto.27).17. ele não faz menção explicita do ES em conexão com esses dons.16). e Paulo. uma segurança espiritual interior de que somos filhos de Deus (8. Ele escreveu para dizer aos romanos sobre sua visita iminente. ele tinha fundado igreja através de todo o mundo mediterrâneo. Esta epístola é. exceto para referir-se a eles como espirituais em 1. concedendo desse modo. mesmo que os crentes possam não viver completamente de uma maneira coerente com a justiça de Deus (6. A carta. Em Roma. mesmo que os crentes sofram e a redenção final retarde (8. progressivamente.27).24).8-15 Resumo do evangelho 1. se desejamos agradar a Deus (8.6).1-11. a descrição detalhada da obra de Cristo e sua implicações para os cristãos (3. por volta de 56 dC.36) e a aplicação do evangelho à vida cotidiana (12.21-5. Durante os dez anos anteriores.10-11. Ele também nos torna.23). A obra atual do ES em nós é apenas um antegozo de sua futura obra celeste em nós (8.19). Conteúdo O tema doutrinal global que Paulo procura demonstrar é que Deus é Justo. fazendo uma coleta para ajudar os cristãos necessitados de Jerusalém (15. nos dando poder para obedecermos a Deus e superarmos o pecado (2. Devemos centrar a nossa mente nas coisas do Espírito.1-8.30). uma declaração madura de sua compreensão do evangelho.26) e a chamar Deus de nosso Pai. mais santo na vida diária.18-39). paz e esperança através de seu poder (14.18-3.14) e purificando nossa consciência para prestar testemunho verdadeiro (9.N.36) .1-17 Identificação de Paulo 1. ele ainda não tinha estado em Roma.18-3. provavelmente tenha sido entregue por Febe (16.ainda assim Deus é perfeitamente Justo e nos perdoou através de sua graça. junto com alegria. mas vinha pregando o evangelho desde sua conversão em 35 dC.13.31.13). estava chegando ao fim de sua terceira viagem missionária. Ele nos permite orar adequadamente (8.18-3.29.21-11. portanto . 15.11). mesmo que os muitos judeus não creiam (9. mesmo que Deus não puna.1-16. Embora Paulo descreva brevemente os dons espirituais em RM (12.13. Agora.1-2).

Deus e Israel 9. Todos pecaram 1.I.18-3.1-24 VIII.1-15.12-16) Chamado para Missões: A igreja de Antioquia foi instruída pelo ES a enviar Paulo ao trabalho (At 13.20 II. possivelmente.5) Treinamento: Aprendeu a arte de fazer tenda (At 18.3) Religião anterior: Hebreu e fariseu (Fp 3. Recomendações pessoais 16. na Cilicia (At 22. na Grécia e .1-3.1-11.12) Opô-se a Pedro (Gl 2.21 III. A própria situação de Paulo 15.5) Perseguidor dos cristãos ( At 8. Índice 100 .3 Estudou com Gamaliel (At 22. Aplicações práticas 12. Praticando Justiça na vida Cristã 6. o que lhe permitiu mais obras missionárias. Bênção 16.13 VI.1-8) Recebeu o derramamento do ES na rua chamada direita (At 9.36 V. permaneceu preso mais uma vez em Roma e foi decapitado fora da cidade. aprisionado novamente.7-10) Papéis: Falou em nome da Igreja de Antioquia no concílio de Jerusalém (At 15.28) Escreveu cartas para inúmeras igrejas e vários indivíduos que agora compõe um quarto do NT. Fim da vida: Depois da prisão em Jerusalém.6) Salvação: Encontrou o Cristo ressuscitado no caminho para Damasco (At 9.17-18. 28.21-5.27.1-8. Fp 3.5) Origem: Tarso. Justificação apenas pela fé 3.14-33 VII. 22.11-21) Discutiu com Barnabé por causa de João Marcos (At 15.36-41) Realizações: Três viagens missionárias prolongadas (At 13-20) Fundou inúmera igrejas na Asia Menor.39 IV. na Espanha (Rm 15. foi enviado para Roma (At 21.16-31) De acordo com a tradição cristã. foi libertado da prisão.1-4.24.25-27 A CARREIRA DO APOSTOLO PAULO (1.1-3) Levou o evangelho paras os gentios (Gl 2.3) Tribo de Benjamim (Fp 3.

17). ele escreveu a carta que conhecemos como 1 Co. casamento e divórcio. 101 . Situava-se na parte da Grécia e a península de Peloponeso.9. Também revela alguns dos problemas que os antigos pagãos tinham em não transmitir experiências religiosas anteriores à experiência de ministério do ES. 16. Corinto era uma das cidades comerciais mais importantes da época e controlava grande parte das navegações entre o Oriente e o Ocidente. dons espirituais e a ressurreição do corpo.1-13).8) ela pode ser datada cerca de 56 dC. afirmando essa prática e recusando qualquer direito de proibi-la (cap 14). Ele continuou a levar a correspondência adiante e a cuidar da igreja depois de sua partida (5. chegou outra delegação de Corinto com uma carta fazendo-lhe certas perguntas(7. Pouco depois. Visto que Paulo.uso do véu.11) e descreve a igreja como seu Corpo (cap 12). Paulo enviou imediatamente Timóteo a Corinto (4. Talvez o mais iluminador entre o debate atual da igreja em geral seja a maneira como o apóstolo direciona os coríntios a um equilibrado emprego de falar línguas. Então.1. Em estilo e filosofia. quando passou dezoito meses lá em sua segunda viagem missionária (At 17. Os gregos eram conhecidos por sua idolatria. Conteúdo A carta consiste na resposta de Paulo a dez problemas separados: Um espírito sectário. a epístola pertence a Paulo Data Paulo estabeleceu a Igreja em Corinto pro volta de 50-51 dC. Durante esse ministério de três anos em Efeso . filosofias divisórias. espírito de litígio e rejeição de uma ressurreição física.17). Cristo Revelado A epístola contém uma revelação inigualável sobre a cruz de Cristo como uma oposição a todas as jactâncias humanas (caps 1-4) Paulo cita Cristo como nosso exemplo em todo comportamento (1. Antes que pudesse escrever uma carta corretiva. que depois se perdeu. O Espírito Santo em Ação As manifestações ou dons do Espírito formam as passagens mais conhecidas sobre o ES (caps 12-14). aparentemente. Para remediar a situação. 2Co 12. em sua terceira viagem missionária (At 19).7 . membro da igreja em Corinto fez um relato a Paulo sobre a existência da facções divisórias na igreja. Mesmo seu nome tornou-se um provérbio notório: “corintizar” significava praticar prostituição. Contexto Histórico A carta revela alguns problemas culturais gregos típicos dos dias de Paulo. De especial importância são as poderosas conseqüências da ressurreição de cristo para toda a criação (cap 15). incluindo a grande imoralidade sexual da cidade de Corinto. processos. A principal divindade da cidade era Afrodite (Vênus). deusa do amor licencioso. e milhares de prostitutas profissionais serviam no templo dedicado à sua adoração. escreveu a carta próximo ao fim do seu ministério em Éfeso (16. esperando que a mesma chegasse a Corinto antes de Timóteo (16.N. Eles podem ter associado algumas das extravagâncias frenéticas do paganismo com o exercito de dons espirituais (12. ele recebeu relatórios perturbadores sobre a complacência moral existente entre os crentes de Corinto. uma delegação enviada por Cloe. Mas não devemos fazer vista grossa ao papel do ES em revelar as coisas de Deus ao espírito humano de uma maneira que impede todas as bases para o orgulho (2. O Espírito da cidade apareceu na igreja e explica o tipo de problemas que as pessoas enfrentavam.1º Coríntios Autor: Paulo Data: Cerca de 56 dC Autor A autenticidade de 1Co nunca foi seriamente desafiada. ingestão de alimentos oferecidos a ídolos. incesto. A cidade era infame pela sua sensualidade e prostituição sagrada. a Ceia do Senhor. fornicação.14). ele enviou uma carta à igreja ( 5.9-11).2).10).1-17).

1-13 O exemplo pessoa de Paulo antecede a seus direitos.17-34 IX. especialmente nas áreas de sexo.10-3. casamento e escravidão.1-11. 9.10-4. O problema de um espírito sectário que surgiu de uma preferência por lideres religiosos devido à sua suposta sabedoria superior 1.114.21 O contraste entre a sabedoria divina e a humana sobre a cruz mostra o erro de um espírito sectário que se origina da sabedoria humana 1.1-11.1-11 IV.1-27 A aplicação do principio em comportamento e ação 10.1-13 A necessidade de controle 14. O problema do papel dos sexos à luz da retirada do véu 11.5 Uma repreensão aberta por comparação irônica do orgulho coríntio com a loucura de Paulo 4.12-20 V. Concluindo observações pessoais 16.1 O princípio básico do amor versus conhecimento 8.4 O papel dos líderes religiosos mostra que eles são importantes. O problema da ressurreição dos mortos 15. O problema do relacionamento entre a esfera secular e a vida espiritual do crente.Esboço de 1º Coríntios Introdução com saudação e ação de graças 1. O problema de abuso sexual do corpo oriundo de uma aplicação errônea do ensinamento ético de Paulo 6. 1-40 X. 7.2-16 VIII. O problema de processos entre os cristãos perante cortes públicas 6.1-58 XI. mas nunca motivo para jactância 3.40 A necessidade de diversidade 12.1-40 VI.1-31 A necessidade de amor 13. O problema de diferença ética entre irmãos causado pela ingestão de alimento oferecido aos ídolos 8.6-21 II. O problema de manifestações espirituais que se originaram de uma abuso do dom de línguas 12.1-9 I.5-4.1-13 III. O problema da disciplina da Igreja interna ocorrida devido a um caso de incesto 5.1-24 Índice 102 .1 VII. O problema de profanar a Ceia do Senhor 11.

Ele também é o foco de nosso serviço a Deus. durante seu caminho de volta a Corinto. mostrando sua profunda emoção. pois Cristo é a própria imagem de Deus (4. pois seremos ressuscitados com Jesus (4. trata da oferta sendo levantada por Paulo para os santos pobres da Judéia e a Terceira parte.13.14). 5.3-7.19). mas também sua morte (4. e a carta severa fornecem pano de fundo imediato para a redação de 2Co. Todas as promessas de Deus para nós são sim em Jesus. à medida que procuramos levar “cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (10. contêm uma mensagem de reprimenda aos caluniadores existentes na igreja. Entretanto. seu zelo ardente pela glória de Deus. caps. até a redação desta epístola. Deus veio até nós em Cristo.17). de várias maneiras. reconciliando o mundo consigo (5.1. tornou-se “pecado por nós. no qual Cristo. não há evidências manuscritas que fundamentos esse ponto de vista.56 dC Contexto Histórico e Data 2Co reflete.21). tenha ocorrido quando ele escreveu Rm.6. fossemos feitos justiça de Deus”(5. sua disposição de ser fraco de modo que os outros pudessem experimentar o pode de Deus (13.3-4. 7. Nós vemos a glória de Deus somente em Jesus e só nele somos transformados por essa glória (3. que At não registra. Os primeiros sete capítulos contêm a defesa de Paulo sobre a sua conduta e o seu Ministério.10-12).5).2) Depois dessa dolorosa visita. em 55 ou 56 dC A visita final de Paulo a Corinto (At 20). Características 2Co é a mais autobiográfica das epístola de Paulo. de modo que os outros pudessem enriquecer (8. Cristo Revelado Jesus é o foco de nosso relacionamento com Deus. contendo inúmera referências às dificuldades que ele enfrentou no curso de seu ministério (11. por volta de 50 dC. Paulo escreveu um epístola severa.N. Ele é o foco de nossa presente vida neste mundo.9) Paulo escreveu 1Co em Éfeso por volta de 55 dC Uma breve porém dolorosa visita a Corinto causou “tristeza” a Paulo e à igreja (2Co 2. e a sua disposição de empobrecer. Os vários episódios na interações entre Paulo e os coríntios podem ser resumidos conforme a seguir: A visita de Fundação a Corinto durou cerca de dezoito meses. Proclamamos a Jesus como Senhor e nós mesmo como servos por seu amor a ele (4. provavelmente. Ele revela o seu forte amor pelos coríntios. A visita dolorosa. Não possuímos a epístola Severa.23-33). é “em Cristo” que nos tornamos novas criaturas (5.14-15).6-8) Paulo escreveu 2Co da Macedônia. Conteúdo 2Co consiste de três partes principais. mas também sua força. Essa mudança foi realizada através do maravilhoso ato de graça de Deus. “que não conheceu pecado”.2º Coríntios Autor: Paulo Data: Cerca de 55 . pouco antes de voltar a Jerusalém. Sua vida estava inseparavelmente leigada à de seus convertidos. Nós compartilhamos não apenas a vida e a glória de Cristo. A segunda parte. 7. o tratamento de Paulo com a Igreja de Corinto durante o período da fundação.9). Portanto.5). Jesus é o foco de nossa vida futura. para que.14.2) e o juiz de todos os homens (5. em 55 ou 56 dC.9). 8-9. Mais uma vez.10). sua lealdade inflexível à verdade do evangelho e sua indignação implacável ao confrontar aqueles que rompem o companheirismo da igreja. Jesus é o Sim de Deus para nós e nosso Sim para Deus.2.8 . Ao defender seu ministério. que é o “marido” da igreja (11. onde experimentamos simultaneamente em nosso corpo mortal “a mortificação do Senhor Jesus” tanto quanto sua vida (4. Por fim. 12. e ele não era profissionalmente frio em seu ministério ( 1. embora alguns estudiosos tenha sugerido que 2Co 10-13 possa ter sido parte dela. nele. 13. At 18 Paulo escreveu um epístola anterior a 1Co .11. os caps 10-13. entregue por Tito (2Co 2.4. 103 .10-11).4-6).9-20). Nós experimentamos sua fraqueza. Paulo as menciona para estabelecer a legitimidade de seu ministério e para ilustrar a natureza de verdadeira espiritualidade. Paulo abre seu coração.18). e dizemos “amém” à estas promessas (1. (1Co 5.

12-18 Zelo de Deus pela Igreja 11.16 Consolação e sofrimento 1. experimentamos progressivamente e incorporamos a vontade de Deus e nós mesmo nos tornamos epístolas de Cristo.15 Macedônios e Jesus como exemplos 8. O Espírito que vivifica (3.1-11 Repreensão por comparações tolas 10.3-7.14-7. A obra do ES é evidente na renovação interna diária (4.13 Anúncio da terceira visita 12.3-5) e nos “sinais. um deleite de companheirismo que o Espírito nos dá com Cristo e com todas as pessoas que amam a Cristo. Generosidade ao dar 8. “conhecida e lida por todos os homens” (3. aí há liberdade” (3. prodígios e maravilhas” do ministério de Paulo (12.20-22). Saudação 1.16-21 Jactância relutante de Paulo 11.16).5-15 Tolerância mal orientada dos coríntios 11.6) muda nossa maneira de viver abrindo nossos olhos à realidade viva que lemos.5-11 Perturbação em Trôade 2.12).13). Esboço de 2º Coríntios I. nós asseguramos que todas as promessas de Deus são Sim em Cristo e que somos ungidos e “selados” como pertencendo a ele (1. O ES nos dá liberdade para vermos e liberdade para sermos o que Deus quer que sejamos (3.17).10 Repreensão por avaliação superficial 10.3-11 Mudanças de Planos 1. no conflito espiritual (10.12-2. através do dom do “penhor do Espírito em nossos corações”. Há liberdade pra contemplar a glória revelada do Senhor e para nos transformarmos mais e mais de acordo com a imagem que contemplamos.22-12.4 Deleitando-se com o relatório de Corinto 7.1-4 Comparação com falsos apóstolos 11. Saudações finais 13.14-13.16-18). Quando nos submetemos à obra do ES.1-9. mais provavelmente.6). Portanto.10-12 Compartilhando recursos 8.1-2 II.6-16 IV.11-14 Índice 104 .10 V. Isso poderia indicar um sentido da presença do Espírito ou. Achamos que “onde está o Espírito do Senhor. experimentamos um milagre. pois “a letra (sozinha) mata”.2). Defesa e uso da autoridade apostólica 10.O Espírito Santo em Ação O ES é o poder do NT (3.5-16 III.1-5 Bênção de dar 9.4 Perdoando o ofensor 2.1-9 Cumprindo as boas intenções 8.16-24 Preparação conveniente do dom 9. pois ele torna real para nós as ~provisões presentes e futuras de nossa salvação em Cristo. Nós não apenas lemos a respeito da vontade de Deus na “letra” das Escrituras.1-13.1-5). Paulo terminou sua epístola com uma bênção. Explicação do Ministério de Paulo 1.12-13 Natureza do ministério cristão 2. A experiência presente do Espírito é especificamente um “penhor” do corpo glorificado que receberemos um dia (5.13-15 Uma delegação honrada 8. que incluía a “comunhão (companheirismo) do ES” (13.

onde os gálios tinha se estabelecido.N. 4. são encontradas poucas dificuldades para relacionar a carta com os acontecimentos de At 15. a nossa natureza propensa ao pecado.9 .5.4. Embora o cap. visivelmente retratada no batismo (3. Paulo faz um pergunta semelhante relacionada ao ES.20) e da lei (3. Listra e Derbe.16-25.14. Icônia.4). pode nos permitir morrer pela carne (vs. nos libertar da tirania da lei (v. Em 3. O verbo “dá” sugere um fornecimento contínuo com generosidade. como os descritos em 1Co 12-14. mas uma região da Ásia Menor.5). também foi usada por Pedro pra explicar o derramamento do ES no Pentecostes (At 2. Paulo apresenta uma série de argumentos e ilustrações para provar a inferioridade da lei em relação ao evangelho e para estabelecer o verdadeiro propósito da Lei. doutrinária. III aC.33).1-10 com a visitas de Paulo a Jerusalém registradas em At.2-3. Paulo descreve um conflito feroz e constante entre a carne.28). o termo “Galácia” era usado geograficamente pra indicar a região centro-norte da Ásia Menor. O Espírito Santo em Ação Os judaizantes estavam errados sobre as formas de santificação. em sua terceira viagem missionária. quando nos submetemos passivamente ao seu controle e caminhamos ativamente nele. No séc. Conteúdo Gálatas contém divisões biográficas. Paulo exorta os gálatas pra usarem adequadamente sua habilidade cristão e para não abusarem da mesma. que incluía várias cidades.56 dC Destinatários Gálatas é a única cara que Paulo endereçou especialmente a uma grupo de Igrejas. O que ele quer dizer é que o mesmo espírito que os regenerou faz com que a nova vida deles cresça.30. doutrinárias e práticas de dois capítulos cada. 2 posse ser identificado com a chegada da fome em At 11.3. Somente o ES.26) em uma posição de liberdade (2. em que Paulo pergunta aos Gálatas. Na terceira. A Galácia não era uma cidade. Uma passagem importante é 3. uma área que incluía as cidades de Antioquia. Paulo declara tanto sua divindade (1. A palavra “maravilhas” refere-se às manifestações carismáticas do Espírito evidenciadas por sinais externos.1). 3.20).16) quanto sua humanidade (3. 4. Paulo provavelmente tenha escrito a carta por volta de 55 ou 56 dC. 105 . que ele próprio revelou a Paulo (1. A linguagem que ele usa indica uma experiência do Espírito que se estendeu além da recepção inicial dos gálatas. quando estava na Macedônia ou em Corinto.18) e fazer com que o fruto da santidade cresça em nossas vidas (vs. o evangelho fornece meios para se obter a justiça que a Lei exige. Paulo também descreve uma dinâmica união de fé com Cristo (2. Data A questão da data de Gálatas depende principalmente da correlação de 2.22-23). 5-6).4. por que eles estavam buscando maturidade espiritual realizando obras da lei. (caps 3-4). 1-2).1. enquanto “opera” indica que Deus continuava a fazer maravilhas através dos crentes cheios do Espírito que não tinha se entregado ao legalismo. Cristo Revelado Paulo ensina que Jesus coloca aqueles que têm fé nele (1. bem como a forma de justificação. 5. Estes versos ensinam que receberemos o Espírito através da fé e que Ele continua a se manifestar no poder à medida que caminhamos na fé. designava a província romana na parte centro-sul da Ásia Menor. Seu nome originou-se no Séc.16. Na primeira seção (caps. 6.12. Paulo defende sua autoridade apostólica. Em relação à pessoa de Cristo. Ao invés de dar lugar ao pecado. Na segunda seção. que prontamente admitiram que tinham iniciado sua vida cristã através do Espírito.14). 16-17). A frase “a promessa do Espírito”. A principal ênfase do apóstolo está na crucificação de Cristo como base para a libertação do crente da maldição do pecado (1. I dC. Em 5. do próprio eu (2.12). quando uma tribo de pessoas da Gália migrou para o local. politicamente.16.Gálatas Autor: Paulo Data: Cerca de 55 . em 3. e o Espírito que habita em nós. libertando-os da servidão ao legalismo e à libertinagem. Paulo enviou esta carta para as igrejas na província da Galácia. aplicação prática da doutrina ( caps.

21-31 IV.11-18 advertência contra os legalistas 6.1-5 Deserção dos gálatas 1.12-20 Por alegoria 4. Introdução 1.1-10 V. Prática: Paulo exorta os gálatas 5.1-10 A manifestação de sua autoridade 2.11-2.17 Bênção 6.16-25) faz parte da exortação de Paulo em relação ao uso adequado da liberdade cristã.11-13 Centralidade da cruz 6.11-21 III. Doutrina: Paulo defende seu evangelho 3.1-15 Para caminhar através do Espírito 5.1-4.11 Por apelo 4.18 Índice 106 .1-10 Saudação 1. Biografia: Paulo defende sua autoridade 1.10 Para usar adequadamente sua liberdade cristã 5.10 II.31 Com discussão 3. a liberdade certamente acabará em libertinagem.1-4.8-9 Declaração da integridade de Paulo 1.6-7 Denúncia contras os judaizantes 1.14-16 Marcas de um apóstolo 6.21 A fonte de sua autoridade 1.Esta seção (5. Separada da obra do ES de controlar e santificar.11-24 O reconhecimento de sua autoridade 2. Conclusão 6.16-26 Para carregar os fardos dos outros 6.1-6. Esboço de Gálatas I.

21). Paulo escreveu Efésios. iluminando o coração para aprender o propósito de Deus. Colossenses e Filemom. Filipenses. e ele é o que habita nos corações humanos. 32).8-10).16.N. a igreja— a expressão atual dele mesmo na Terra (1. dando-se sem egoísmo para realçar sua noiva— sua igreja (5. e ele é o vencedor que acabou com a capacidade do inferno de manter a humanidade cativa (4. 107 . Lá ele ministrou por dois anos inteiros (At 19.18. “O grande Cânon da Escritura” e “O ápice real das Epístolas”. em 1. Cap. Embora Paulo já tivesse estado em Éfeso antes (At 18. aquele em quem e por quem a história será definitivamente consumida (1. ele é o Espírito da unidade. não somente por seu grande tema. 4-6.3. uma vez que ela circulou originalmente para quase o mesmo grupo de igrejas. 3: Ele é o tesouro em que são encontradas as riquezas inescrutáveis da vida (3.17 e 3.30.17-18. madura e de um ministério “sem mácula.10).5. Tratava-se de uma das sete igrejas a quem Jesus endereçou suas cartas em Ap 2-3. derramando sua vida através de seu corpo. um fato relevante para estudar esta epístola.11-18). a igreja aprende onde ela está. mas devido à majestade do Cristo revelado aqui. o recurso de força para seu povo enquanto eles se armam para a batalha espiritual (6.7).17-38).17-19). Cap.15-23). 5: Ele é o marido modelo. ele foi ministrar lá pela primeira vez no inverno de 55 dC. e ele é o Senhor ressuscitado que não apenas ressuscitou dos mortos e do inferno. e 2) antes de andar. ele é o revelador.10). garantindo-nos o amor de Deus (3. Efésios revela o processo pelo qual Deus está trazendo a igreja para seu objetivo destinado em Cristo. ele é o doador.8-19). ela deve andar. nem ruga” (5. mas que reina como Rei.25-27. 2: Ele é o pacificador que reconciliou o homem com Deus e que também torna possível a reconciliação entre os homens (2. Cap. o ES é revelado em um ministério bastante amplo e através do crente. 6. Ele é que dá a Palavra como espada para uma batalha e o assistente celeste que nos foi concedido para nos ajudar a orar e a intervir até que obtenhamos a vitória. sua sabedoria e seu poder.20). o apóstolo escreve esta carta encíclica— para se lida por várias congregações.12.16 como estando presente em Laodicéia ao mesmo tempo em que circulava. ele é o selador.27). A palavra glória ocorre oito vezes e refere-se à grande excelência de Deus.6: Ele é o Senhor. poderoso na batalha. O objetivo magnífico está na publicação do compromisso de Jesus de construir uma igreja gloriosa. em 5.13. a mesma carta mencionada em Cl 4. desenvolvendo um relacionamento tão profundo com os efésios que sua mensagem de despedida a eles é uma das passagens mais emocionantes da Bíblia (At 20. e ele é a “principal pedra da esquina” do novo templo.6. caps 1-3 e 2) a prática do crente caps. a carta divide-se em duas seções: 1) a oposição do crente.1. Cap. Confinado e aguardando julgamento (3. localizado perto da atual Izmir. que consiste de seu próprio povo sendo habitado pelo próprio Deus (2.14). provavelmente. ele é o Espírito de santidade.10 . Em 1. em 3. 1: Ele é o redentor (1. em 6.Efésios Autor: Paulo Data: Cerca de 60—61 dC Antecedentes Éfeso era um importante porto da Ásia Menor. Efésios e. Ocasião e Data Enquanto estava preso em Roma. que pode se entristecer por insistência de ocupações carnais. 4. autorizando o crente a representar Cristo. em 4.1. Os passos básicos de amadurecimento são dados na direção do compromisso da igreja de lutar conta os poderes do mal: 1) antes da igreja ir para a guerra. desejando sustentar a ligação de paz no corpo de Cristo. Cristo Revelado Ef foi chamado de “Os Alpes do NT”. em 4.8).19-22). ele é a fonte através da qual todos deve ser continuamente cheios. O Espírito Santo em Ação Como com Cristo. Cap. Conteúdo A mensagem pulsante de Efésios é “para louvor de sua (Cristo) glória” (1. a quem Cristo dá força.

20-32 Ao Brilhar como filhos da luz 5. A vocação do crente para a batalha espiritual 6.18-21 Conduzir todos os relacionamentos de acordo com a ordem de Deus 5.10-20 A realidade da batalha invisível 6.11-12 A nova união e paz atual 2.13-17 A Ação envolvida na batalha 6.15-6.4-10 A antiga separação e falta de esperança 2. A vocação do crente para a vida cheia do Espírito 5.3-14 Bênçãos de total redenção 1.12-16 VII.1-13 O ministério concedido a Paulo 3.10-12 Armadura para o guerreiro 6.19-22 IV.21-24 Índice 108 .22-6.1-22 A ordem passada dos mortos que vivem 2.15-23 Para a experiência que compartilha da vitória de Cristo 1.3-8 Parceria no propósito de Deus 1.1-16 Para alcançar a unidade com diligência 4.17-19 Ao tirar o velho e colocar o novo 4. O chamado do crente para a pureza 4.9 Buscar a vontade e sabedoria de Deus 5.15-23 Para corações que vêem com esperança 1.17-5.20-21 VI.14 Ao recusar a falta de inclinação mundana 4.15-17 Manter a plenitude do Espírito através de louvor e humildade 5.13-18 A Igreja: Edifício de Cristo 2.1-7 O ministério que é dado a cada crente 3.Esboço de Efésios Saudação de abertura 1.9 IX.9-14 II.1-3 A nova ordem da vida amorosa de Deus 2. A posição do crente em Cristo 1.1-6 Para aceitar a graça e dons com humildade 4.14-16 Por fé e amor através da habitação de Cristo 3. A responsabilidade do crente 4. O ministério e mensagem do apóstolo 3.18-20 Observações finais 6. O passado.7-11 Para crescer no ministério como parte do corpo 4.19-21 A igreja: o copo de Cristo 1. A oração de poder do Apóstolo 3.22-23 III.1-2 I.8-14 VIII.8-13 V.14-21 Por força através do ES 3.17-19 A igreja e glória de Deus 3. A oração do apóstolo por discernimento 1. presente e futuro do crente 2.

apresenta-nos um diário íntimo das próprias experiências espirituais de Paulo. Seu principal desejo para seus leitores era de que eles pudessem ter a mente de Cristo.21-23) A alegria apresentada em filipenses envolve uma expectativa ávida da volta eminente de Cristo. entretanto. cheia de ternura. 2Co 11. A Alegria definitiva surge da comunhão com Cristo ressuscitado e glorificado. que tinha trazido a doação de Filipos e quem Paulo estava enviando de volta. como ocorre com todas as outras graças cristãs. O Espírito Santo também promove 109 . Essencial para essa alegria é a convicção confiante de autoridade de Cristo. São realçadas tanto a divindade quanto a humanidade de Cristo. Devido essa convicção. 4. Ele começa a carta agradecendo aos filipenses pro sua parceria na propagação do evangelhos através de suas ofertas monetárias. Para Paulo. Cristo era mais do que um exemplo. cristo é a soma e a substancia da vida.16. As ofertas. O Espírito Santo em Ação A obra do Espírito em três áreas é mencionada na carta.12-40 registra a fundação da igreja de Filipo. Paulo estabeleceu a igreja durante sua segunda viagem.10. Para sustentar sua exortação de humildade. 3. pessoal e informal. Seu estilo é espontâneo. Desde o começo. sofrer por ele era um privilégio. Paulo desfrutou de uma amizade mais próxima com os filipenses do que com qualquer outra igreja. A nota dominante por toda a cara é a alegria triunfante. e é possível mesmo em meio a circunstâncias adversas. Pregar Cristo era sua grande paixão. No contexto de cada referência há uma nota de alegria (1. Para Paulo. Ocasião e Data É mas provável que Paulo tenha escrito esta carta durante sua primeira prisão romana. era muito feliz. ele era a própria vida do apóstolo. por volta de 51 dC.8-9). Características Em muitos aspectos. por volta de 61 dC. A alegria cristã é independente de condições externas. pois o levaria a uma maior experiência da presença de Cristo (1.20. Por toda a carta.6. a vida de Paulo ganhou sentido. “o fruto que aumente nossa conta”. Mesmo a morte tornou-se uma amiga.5). O fato de essa expectativa ser dominante no pensamento de Paulo é vista em suas cinco referências à volta de Cristo. 2. Cristo Revelado Para Paulo. Ele também elogiou calorosamente Epafrodito. embora prisioneiro. Sendo assim. Conteúdo A mensagem permanente dos filipenses diz respeito à natureza e base de alegria cristã. ele apresenta a declaração mais concisa do NT em relação à pré-existência. e invocava seus leitores para sempre regozijarem em Cristo.N. Ao fazê-lo.15-16. o apóstolo descreve a atitude de Cristo. Primeiro. Paulo também descreve uma alegria que surge da comunhão na propagação do evangelho. esta é a mais bela cara de Paulo. a alegria cristã é uma conseqüência de estar em comunhão ativa com o corpo de Cristo.19).Filipenses Autor: Paulo Data: Cerca de 61 dC Antecedentes At 16.5-11). calor e afeição.11 . para agradecê-los pela contribuição que tinha recebido deles. que renuncia à glória dos céus para sofrer e morrer por nossa salvação (2.17. É uma carta ética e prática em sua ênfase e está centralizada em Jesus. Paulo fala da alegria do Senhor. baseada na experiência do poder de sua ressurreição. como sofrimento e perseguição. Paulo declara que o Espírito de Jesus direcionará a realização do propósito de Deus em sus própria experiência (1. enfatizando que somente através de Cristo se alcança a alegria. a verdadeira alegria não é uma emoção superficial que dependeu de circunstâncias favoráveis do momento. a igreja apresentava um forte zelo missionário e era constante em seu apoio ao ministério de Paulo (4. ou como ele coloca em 4. conhece-lo era sua maior aspiração. são apenas uma expressão de seu espírito de comunhão. à encarnação e à exaltação de Cristo. Paulo.

unidade comunicação com o corpo de Cristo (2.1). A participação comum nele cria uma unidade de propósito e mantém uma comunidade de amor. Então, em contraste com a observância ritual inerte dos formalistas, o Espírito Santo inspira e direciona o louvor dos verdadeiros crente (3.3).

Esboço de Filipenses
Introdução 1.1-11
Salvação 1.1-2 Ação de graças 1.3-8 Oração 1.9-11

I. Circunstância da prisão de Paulo 1.12-26
Avançaram o evangelho 1.12-18 Garantiram a bênçãos 1.19-21 Criaram um dilema para Paulo 1.22-26

II. Exortações 1.27-2.18
Vida digna do evangelho 1.27-2.4 Reproduzir a mente de Cristo 2.5-11 Cultivar a vida espiritual 2.12-13 Cessar com murmúrios e questionamentos 2.14-18

III. Recomendações e planos pra os companheiros de Paulo 2.19-30
Timóteo 2.19-24 Epafrodito 2.25-30

IV. Advertências contra o erro 3.1-21
Contra os judaizantes 3.1-6 Contra o sensualismo 3.17-21 Conclusão 4.1-23 Apelos finais 4.1-9 Reconhecimento das dádivas dos filipenses 4.10-20 Saudações 4.21-22 Bênção 4.23 Índice

110

N.12 - Colossenses
Autor: Paulo Data: Cerca de 61 dC Antecedentes
Paulo nunca tinha visitado Colossos, uma pequena cidade na província da Ásia, cerca de 160 km de Éfeso. A igreja foi uma conseqüência de seu ministério de três anos em Éfeso, por volta de 52 –55 dC (At 19.10; 20.31). Epafras, um nativo da cidade e provavelmente convertido pelo apóstolo, talvez tenha sido o fundador e líder da igreja ( 1.7-8; 4.12-13). A igreja aparentemente se reunia na casa de Filemom (Fm 2).

Ocasião e Data
Estudiosos conservadores acreditam que esta carta foi escrita em sua primeira prisão romana, por volta de 61 dC. Em algum momento da prisão de Paulo, Epafras solicitou sua ajuda para lidar com a falsa doutrina que ameaçaca a igreja em Colossos (2.8-9). Aparentemente, essa heresia era um mistura de paganismo e ocultismo, legalismo judaico e Cristianismo. O erro parece com uma antiga forma de gnosticismo, que ensinava que Jesus não era nem completamente Deus e nem completamente homem, mas apenas um dos seres semidivinos que ligavam o abismo entre Deus e o mundo.

Características
Nenhum outro livro do NT apresenta mais completamente autoridade universal de Cristo ou a defende tanto cuidado. Combativo em tom e abrupto em estilo, Colossenses tem uma semelhança próxima com Ef em linguagem e assunto. Mais de setenta dos 155 versos de Ef contêm expressões que ecoam em Cl. Por outro lado, Cl tem vinte e oito palavras que não se encontram em mais nenhum outro lugar escrito de Paulo, e trinta e quatro que não se encontra em lugar nenhum do NT.

Conteúdo
Os falsos mestres em Colossos tinha rebatido algumas das principais doutrinas do Cristianismo, nada menos que a divindade, a autoridade absoluta e suficiência de Cristo. Cl apresenta Cristo como o Senhor supremo cuja suficiência o crente encontra perfeição (1.15-20). Os primeiros dois capítulos apresentam e defendem essa verdade; os últimos dois desvendam as implicações práticas. A supremacia de Jesus Cristo depende da unicidade dele com o eterno e amado Filho e Herdeiro de Deus (1.13,15). Nele habita a totalidade dos atributos, essência e poder divinos (1.19; 2.9). Ele é a revelação e representação exata do Pai, e tem prioridade em tempo e primazia em categoria sobre toda a criação (1.5). Sua suficiência depende de sua superioridade. A convicção da soberania absoluta de Cristo impulsionou a atividade missionária de Paulo (1.27-29). Paulo declara a autoridade de Cristo de Três formas primarias, proclamando, ao mesmo tempo, sua adequação. Primeiro, Cristo é o Senhor de toda a criação. Sua autoridade criativa abrange todo o universo material e espiritual (1.16). Como isso inclui os anjos e planetas (1.16; 2.10), Cristo merece ser louvado ao invés dos anjos (2.18). Além disso, não há motivo para temer os poderes espirituais demoníacos ou buscar supersticiosamente a proteção deles, pois Cristo neutralizou o poder deles na cruz (2.15), e os colossenses compartilhavam de seu triunfante poder de ressurreição (2.20). Como soberano e potestade suficiente, Cristo não é apenas o Criador do universos, mas também o preserva (1.17), é seu princípio de união e meta (1.16). Em segundo lugar, Jesus é o superior na igreja como seu Criador e Salvador (1.18). Ele é a vida e líder dela, e a igreja só deve submeter-se a ele. Os colossenses dever permanecer arraigados a ele ( 2.6-7) ao invés de se encantarem com especulações e tradições vazias (2.8,16-18). Em terceiro lugar, Jesus é supremo na salvação (3.11). Nele somem todas as distinções criadas pelo homem e caem as barreiras. Ele transformou os cristãos em uma única família onde os membros são iguais em perdão e adoção; é ele quem importa, em primeiro e em último lugar. Portanto, contrário à heresia, não há qualificações ou exigências especiais para vivenciar o privilégio de Deus (2.8-20). Os caps. 3-4 lidam com as implicações práticas de Cristo na vida diária dos colossenses. Paulo usa a palavra “Senhor” nove vezes em 3.1-4.18, o que indica que a supremacia de Cristo invade cada aspecto de seus relacionamentos e atividades.

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Cristo Revelado
Paulo eleva Cristo como o centro e circunferência de tudo que existe. O encarnado Filho de Deus, ele é a revelação e representação exata do Pai (1.5), bem como a encarnação da total divindade (1.19; 2.9). Ele, que é Senhor da criação (1.16), da igreja (1.18), e da salvação (3.11), habita os crentes e é sua “esperança e glória” (1.27). O supremo criador e mantenedor de todas as coisas (1.16-17) também é um salvador suficiente para seu povo (2.10).

O Espírito Santo em Ação
Cl tem uma única referência explícita ao ES, usada em associação com o amor (1.8). Alguns sábio também entendem “sabedoria e inteligência espiritual” em 1.9 em termos de dons do Espírito. Para Paulo, a autoridade de Cristo na vida do crente é a evidência mais crucial da presença do Espírito

Esboço de Colossenses
I. Introdução 1.1-14
Salvação 1.1-2 Oração de louvor pela fé dos colossenses 1.3-8 Oração de petição pelo crescimento deles em Cristo 1.9-14

II. Apresentação da supremacia de Cristo 1.15-2.7
Na criação 1.15-17 Na igreja 1.18 Na reconciliação 1.19-23 No ministério de Paulo 1.24 –2.7

III. Defesa da supremacia e suficiência de Cristo 2.8-23
Contra a falsa filosofia 2.8-15 Contra o legalismo 2.16-17 Contra o louvor aos anjos 2.18-19 Contra o ascetismo 2.20-23

IV. Supremacia de Cristo exigida na vida Cristã 3.1-4.6
Em relação a Cristo 3.1-8 Em relação à igreja local 3. 9-17 Em relação à família 3.18-21 Em relação ao trabalho 3.22-4-1 Em relação à sociedade não cristã 4.2-6

V. Conclusão 4.7-18
Companheiros de Paulo 4.7-9 Saudações finais 4.10-15 Exortações e bênçãos finais 4.16-18 Índice

112

3).N.1º Tessalonicenses Autor: Paulo Data: Cerca de 50 dC Origem da Igreja em Tessalônica O evangelho chegou à Europa pela primeira vez em 49 dC.23). Paulo e seu grupo responderam à visão noturna do homem macedônio e navegaram de Trôade para a ilha egéia de Samotrácia e. o livro é marcado pelo agradecimento em relação ao crescimento da igreja na ausência forçada de Paulo. IV aC. Ao saber que Paulo e Silas eram cidadãos romanos. era de fato o Ungido— o Messias— prometido há muito pelas escrituras (At 17. seu deleite notável em saber da fé inabalável deles Os caps. de modo que Paulo ter de pagar fiança. 4-5 contêm as exortações características sobre assuntos como pureza sexual (4. Um grande Consolo!.7) Muito possivelmente. No dia indicado. A linguagem de Paulo descrevendo a vinda de Jesus dista dois milênios do vocabulário da tecnologia urbana. “Mas. nem conselhos pastorais extensivos como em 1Co. dizendo que há outro rei. A resposta de Paulo encheu de esperança e.1-8. o filho do carpinteiro de Nazaré. Os mortos em Cristo. os cidadãos sairiam da cidade para encontra o visitante real— que vinha com um amplo cortejo. Localizava-se na famosa via Egnatia. 1-3 ensaiam as lembranças de Paulo sobre seu ministério entre eles. Chamar Jesus de “Senhor” era empregar um título de outra forma aplicado ao imperador: “Todos estes procedem contra os decretos de César.6 “magistrados da cidade). Como não conseguiram encontrar Paulo. aqueles que choravam pela perda de pessoas queridas. nenhuma repreensão ou heresia ameaçadora como Gl.9-12). as autoridade imperiais se desculparam. caridade responsável ( 4. uma grande estrada militar romana que ia desde a costa balcânica ocidental até a atual Istambul. muito próxima da rebelião civil do que o dano público sugerido pelo longo uso de palavras familiares. Tendo recebido o nome da irmã de um rei macedônio no final do séc. Aqui. Os líderes Judeus não estavam contentes com a mudança dos seguidores da sinagoga . seu anfitrião Jasom foi preso. portanto.1-3).8-12) Aqui. alegre e antecipada de um visitante ral. estima e apoio aos líderes (5. exorcizou o espírito de adivinhação de uma jovem escrava e foi publicamente espancado e erroneamente preso. Jesus” (At 17. Paulo foi para a sinagoga do local e pregou durante várias semanas. Grito de aclamação e boas-vindas surgiriam à medida que ele passasse. Eles então fizeram acusações de que Paulo e seu grupo tinham “virado o mundo de cabeça para baixo” . I estava bastante acostumado a chegada (“vinda”) esplendorosa. de consolo. 5. a comissão de Timóteo para voltar a igreja.uma classe de oficiais peculiar à região. Os cristãos vivos se uniriam a eles e seriam arrebatados para encontrar o Senhor no ar este estar para sempre com ele. o apóstolo encontrou a negociante Lídia. Data Dos cálculos baseados na inscrição de Gálio— uma cópia pública de uma carta do imperador romano ao procônsul de Acaia— Pode-se afirma que 1 Ts foi escrito em 50 ou 51 dC Características e Conteúdo Escrita primeiro em um tom de alívio e gratidão. a cidade de tessalônica era a capital do distrito da província romana da Macedônia e possuía um excelente porto natural . (At 17. E era governada por politarcas . O povo mediterrâneo do séc. paciência e prestabilidade em relação à várias necessidades humanas (5. relata Lucas. Os caps. as autoridades romanas que revisaram o caso tenha incluído os maridos das “mulheres distintas” persuadidas por Paulo. Foi essa a recepção inicial do evangelho no continente europeu. e aqueles que rodeassem a 113 . depois para Neápolis (At 16.Uma acusação muito séria. A ira deles pode ter piorado as hostilidades judaicas.13-40). Paulo estabelece a segunda maior igreja do continente europeu. Portanto em três cidades sucessivamente— Filipos. seriam os primeiros a serem ressuscitados. À noite.12-13). Paulo e Silas partiram secretamente para Beréia—100 km a sudeste. A carta não contém um teologia elaborada como Rm. argumentando que Jesus. foram lá e excitaram as multidões” (At 171.13 .14-15). libertaram os apóstolos e os incitaram a deixar a cidade (At 16. na verdade. Tessalônica e Beréia— Paulo e seu grupo partiram em meio à inquietação civil e tiveram seu trabalho interrompido no meio. sua preocupação com o estado da fé que eles tinham. logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus também era anunciada por Paulo em Beréia. Isso aconteceu quando em sua segunda viagem missionária. “Como tinha por costume”. Paulo e Silas chegaram a Tessalônica. Viajando cerca de 150 km em direção a sudeste.

2.10). 5. Lembrança do Ministério de Paulo 1.2.9). ele não veio somente em palavras. oposto de ídolos (1.7). todavia.10. como em vários lugares da Bíblia.14-15) mas que. “mas também em poder.8-9) notadamente chega através de palavras humanas (2. acima de tudo. 3. a testemunha incontestável (2.12-13 Paz na comunidade 5.1.9).17-18.11. serão ressuscitados no futuro (1. 2. Em 1Ts. Cristo Revelado Jesus é o Filho de Deus (1. Deus é a fonte e o fim de tudo o que se relaciona com a vida natural e espiritual. o Pai (1.10) ao outro (5.1-5.14-15) fornecem um exemplo aos crentes que sofrem agora (1. 5. Cada capítulo em 1 Ts refere-se a esse acontecimento futuro decisivo. 3.19-20). Na verdade.14). O tema da volta de Cristo. ele é o receptor de agradecimentos (1. esperança e caridade dos tessalonicenses 1. A espera da volta de Cristo 4.3. paz (5.1-11. 1Ts 5.3.19).27). Conselhos finais 5. em 1Ts Cristo surge como o Rei que volta.2-10 Como Paulo ministrou lá 2. e em muita certeza” (1.23).1.1.1-10 Esperança contínua de Paulo de ver os tessalonicenses 3.11-13 III.estrada então se uniriam ao monarca que iria a um determinado.15-16) àqueles que se opõem a ele. Assim há de ser quando os vivos e os mortos forem para cima.6).2. o “evangelho de Deus”(2. 4. 2.13. Deus Pai Revelado Deus. Mas. embora concentrado em 4. Os crentes de antes e de agora têm uma posição espiritual mística “no Senhor” (1. para encontrar o rei que vem do céu.1 II. 4.10. A vontade de Deus se relaciona com a pureza moral (4.13 Agradecimentos à fé. Esse será seu dia.12).11 IV.2. cuja morte e ressurreição (1.16). Quando o evangelho chegou em Tessalônica .1-12 Agradecimentos pela resistência dos tessalonicenses 2. como ele mesmo.11 Para o presente: qualidades de estilo de vida 4. o poder do Espírito (provavelmente com “sinais” e maravilhas”) e profunda resposta pessoal. Esboço de 1º Tessalonicenses I. é pratica o suficiente para ser a base do respeito pra governar os anciãos (5. Começo típico da carta 1.11) e alegria aos que o esperam (2.13-18. “Dia de Cristo”).28).13.13 114 .23) e aprovação (2. e no Espírito Santo. mas para o que Paulo pede aceitação verificada: suas palavras deveriam ser lidas “a todos os santos irmãos” (5.9) e origem da salvação (5. Sua palavra.10) dá conforto aos aflitos (4. é a fonte da ira e do desagrado (2. Havia alegria e admiração com a chegada esplendorosa do rei.2-3.8).13). O Espírito inspira alegria mesmo quando em meio à aflição (1.9).14.13-16 Ansiedade de Paulo pelos tessalonicenses 2.17-20 Missão de Timóteo e Alívio de Paulo 3. 4.1-12 Para o futuro: a volta de Cristo 4. a vinda de Cristo acontece de um final de carta (1. 4.4). cuja volta esperada co céu (1.18).5). mas também com a ação de graças contínuas (5. A graça vem de Cristo (5. Ele é o Deus vivo e genuíno (1. sugerindo uma mistura balanceada de discussão intelectual. mas para aqueles que o servem.19-21 releva um caráter vivamente carismático do louvor em Tessalônica— a atividade profética que alguns estavam inclinados a conquistar. Ali seriam feitos reconhecimentos e premiações especiais (2. 2Ts 2.12-28 Respeito pelos líderes 5.18). Deus ressuscitou Jesus e ressuscitará os mortos que confiaram nele (1. coragem (2.13-5. o conquistador dos mortos. também é abordado em 5. O Espírito Santo em Ação Todos os cristãos podem afirmar que foi Deus quem “nos deu também o seu ES” (4. o “Dia do Senhor” (5.3.5). que.6.10.8).2). 2.

Ajuda aos necessitados 5.15-22 Índice 115 .14 Vivência cristã 5.

16) a fonte de graça (1.11-12. sua posição espiritual encontra-se em “Deus. A volta do Senhor é de importância central em ambas as cartas.9).14).8). 3.8) e tomará vingança daqueles que não conhecem a Deus (1.13). 1Co 14. 3. o Senhor Jesus virá de novo (1.2).15.6. Freqüentemente nas cartas tessalonicenses. A declaração profética do Espírito. sugerindo que Paulo escreveu a segunda carta algumas semanas após a primeira. em 2TS Paulo engrandece a Deus pelos tessalonicenses. Tanto em 1Ts como em 2Ts (1. atraíam o louvor e a gratidão freqüentes do apóstolo (1Ts 1. surge um problema diferente. não acontecerá até que determinados acontecimentos ocorram. amor e paciência (3. haverá uma apostasia e. Pai e Filho juntos são a fonte da graça e da paz (1.1).4). se autodenominará Deus(2.2º Tessalonicenses Autor: Paulo Data: Cerca de 50 dC Autor e Data 1 e 2Ts são bastante semelhantes em linguagem.13). incluindo a capacidade de realizar prodígios (2.10..11) e que não conhecem (1. chamada de “anticristo” nas cartas de João.21. escrevendo a primeira carta.2). provavelmente os mais antigos livros do NT a serem escritos. não trabalhando.1.crenças fixas dentro das igrejas— como uma verificação sobre a doutrina carismática. Ainda assim.7.2. O apóstolo apela para a “tradição” .20.6) e permite a ilusão àqueles que desprezam a verdade (2.14 .5.11). cuja seleção para a salvação por Deus “desde o início” o apóstolo descreve pormenorizadamente como “santificação do Espírito e fé da verdade “ (2. Esse dia. Deus é visto como Pai (1. Cristo Revelado A coigualdade de Cristo com Deus recebe atenção especial neste livro.12). Deus Pai Revelado Como em outros lugares do NT. 2.10).3). 2. Ele enganará muitos. Em primeiro lugar.16). 1Ts revela que alguns tessalonicenses estavam perplexos com a morte de pessoas amadas e temendo perder a volta do Senhor Jesus.4.4. pois terá grandes poderes. Mas um poder— não identificado claramente pelo apóstolo– resiste e controla o homem do pecado de forma a impedi-lo de interferir na consumação do curso dos acontecimentos humanos por Deus através da volta de Cristo na segunda vinda. tinha trazido para Tessalônica uma doutrina que anunciava que “o Dia de Cristo estivesse perto” (2. A obra de santificação do ES pode ser vista como uma maneira de encarar a intenção de Deus de salvar seu Povo.13) aqueles em seu Reino (1.12) e amor (3.16.1). O espírito de tal figura. 2Ts. nosso Pai. ou assim afirmada (2. “Ouvimos”. As igrejas são dele (1.10. e no Senhor Jesus” (1. sempre deve ser testada (1 Ts 5. mais importante. derrotará o homem do pecado no momento de sua volta (2.4-7).3.2). o homem do pecado será revelado—”O filho da perdição” (2.17). Essa figura.4).15. “que alguns entre vós andam desordenadamente.7) já operava nos dias de Paulo.29). Ele escolheu (2.5) e os torna dignos de seu chamamento de salvação (1.3. Em 2Ts.8). consolo e estabilidade (2. Ou pode ter surgido em uma carta falsamente atribuída a Paulo.1. Qualquer que seja a fonte da doutrina errônea. 3. está claro que os crentes sofreram algumas perseguições e opressão— da mesma forma que Paulo e Silas. mas também restituiu os malfeitores (1. também teria sido escrita por volta de 50 dC.5).5) e objeto de agradecimento (1.4) elas descansam nele (1. ele relembra seus leitores a continuar com as coisas que ele ensinou antes (1Ts 2. Como em 1Ts. A estabilidade e persistência e paciência em meio as adversidades. 116 . está se desenvolvendo um corpo de crenças cristãs definidas. 2Ts 2.N. desarmado.17-3. uma alegre satisfação por conhecer sua saúde espiritual (1Ts 2.16. se escrito apenas algumas semanas depois de 1Ts. Paulo rapidamente escreveu 2Ts para ressaltar a maneira correta de compreender a volta do Senhor. e ele. 2. havia preocupações evidentes sobre as atitudes desequilibradas relacionadas com a volta do Senhor. 2Ts 1. 3. 3. Duas vezes em 2Ts (2.. Embora a igreja seja geograficamente localizada em tessalônica. A preocupação de Paulo cm a estabilidade espiritual da igreja o levou a enviar Timóteo e a expressar. O Espírito Santo em Ação Na única referência direta ao ES. diz Paulo (2.” Pelo visto. parar de trabalhar era instigado por uma doutrina errônea de que alguém. relacionado à volta do Senhor. com “o assopro de sua boca” (2.18). Tal doutrina pode ter uma origem falsamente reivindicada pelos carismáticos (“por espírito” 2. “o ministério da injustiça” (2. esclarece ele. Já nessas cartas.8).11).12.

3-4 II.Esboço de 2º Tessalonicenses I. Doutrina 1.17 Um desejo de graça 3.1-12 III.1-5 Contra ociosidade 3.14-15 À paz 3.1 Saudações 1.12 Conseqüência da vinda 1.18 Índice 117 . Exortação 2. Comentários finais 3.13-3.17-18 Uma assinatura de crédito 3.16 IV. Começo típico da carta 1.13-17 À oração 3.1 Endereços 1.2 Ação da Igreja 1.5-12 Indicações da vinda 2.1-4 autores 1.5– 2.6-13 À disciplina 3.16 À estabilidade 2.

Jesus é a fonte da graça.16) e proclama sua soberania universal e natureza eterna (6. um “bom testemunho” (3. Ele provavelmente tenha escrito a carta em 64 dC. A declaração “o Espírito expressamente diz” (4.14).12. Eunice era casada com um gentio. o Pai (1. Sob a sugestão do ES.27). As “intercessões” (2.21. como escolher os líderes da igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classe na igreja e como lidar prudentemente com as diferentes classes na igreja. ele partiu. Em virtude de seu trabalho de redenção.15) quando salvador (1. Logo em seguida. mas para evitar ofender os judeus. que se faz carne.1) ressalta a atividade contínua do ES e a sensibilidade de Paulo a suas sugestões.15-16).15).1) são orações que envolvem a assistência do ES (Rm 8. uma capacidade especial de ministrar concedida como um carisma do Espírito quando colocaram as mãos nele.1º Timóteo Autor: Paulo Data: Cerca de 64 dC Antecedentes Em sua primeira viagem missionária. com quem ele teve Timóteo. e obtiveram em meios às perseguições sucesso. Tt) nomeiam o apóstolo Paulo como seu autor. como ordenar o culto da igreja.15 .14. uma cidade da Licaônica. 118 . pois Paulo o iguala a Deus. Em 4. e ele achou necessário escrever uma carta de instrução a seu jovem colaborador que enfrentava problemas. Na carta. mas seu pais recusou-se a permitir que o filho fosse circuncidado.7) também incluiria o líder ser “cheio do ES”. Paulo advertiu Timóteo a ser circuncidado. que comandou o apostolado de Paulo (1. Como eles iam ministrar entre os judeus. a maneira de acessar a Deus. ascendeu ao céu (3. Ele. deixando Timóteo responsável pela igreja de lá. Paulo adicionou Timóteo a seu grupo apostólico.26.1). Paulo relembra Timóteo do “dom” que lhe foi dado através da “profecia”.12. Além disso.1. Autor Todas as Epístolas Pastorais (1Tm.3). mas ele estava operando desde o começo da igreja em Éfeso (At 19. tal como exigido na nomeação de líderes (At 6. Conteúdo O trabalho para o qual Paulo nomeou Timóteo envolveu sérias dificuldades. 5. Quando Paulo retornou a Listra.16).3. ele é nossa esperança (1. que “se deu a si mesmo em preço de redenção por todos” (2. Data Paulo visitou Éfeso por volta de 63 dC.2.6).14.12).5). não por causa da justiça. O Espírito Santo em Ação As referências diretas ao ES em 1Tm são raras.14. a antiga tradição insiste unanimemente que Paulo as escreveu. provavelmente seu único filho.1) e o capacitou para o ministério (1. Além disso. Desde o início desenvolveu-se um relacionamento bastante próximo entre Paulo e Timóteo. 3. 2Tm.14). após ser libertado de usa primeira prisão romana.1-2. 6.N. Era evidente que Timóteo tinha recebido os ensinamentos da religião judaica. Cristo Revelado A divindade de Jesus é evidente. É provável que uma judia chamada Lóide. ele é o único “mediador entre Deus e os homens” (2. ele ensinou Timóteo como combater os falsos mestres. ele encontrou Timóteo como membro da igreja local.1-7). Paulo e Barnabé pregaram em Listra. e a promessa de sua volta é um incentivo à fidelidade no ministério e à pureza na vida (6. misericórdia e paz (1. Cristo é tanto Senhor (1. tenha se convertido a Cristo durante esse ministério. e sua filha Eunice. altamente recomendado por seus líderes ali e em Icônio. uma vez que sua mãe era judia. Por enquanto. Timóteo deveria ensinar a fé apostólica e levar uma vida exemplar o tempo todo.

1-15 Seus líderes 3. Instrução relacionada aos deveres pastorais 4.1-3.11-21 Para apresentar as reivindicações de Cristo aos ricos 6.1-6.20-21 Índice 119 .1-13 Sua função em relação à verdade 3.17-19 Para guardar a verdade 6.10 Em relação à igreja como um todo 4.1-6. Exortações finais 6.Esboço de 1º Timóteo Introdução 1.10 III.16 Seu culto 2.1-16 Em relação às várias classes na igreja 5.14-16 II.11-21 Para manter a fé e militar na fé 6. Instruções relacionadas à igreja 2.1-20 I.

Jesus veio para a terra como homem (2.11-12. bem como suas próprias.8. Durante a era das perseguições iniciadas por Nero em 64 dC.6-8 Devido à grandeza do evangelho 1.12.1-5 Saudação 1. residem nele e derivam dele (1.13). a paz e mesmo a vida em si. Paulo necessitava de algumas coisas pessoais (4. caloroso e carinhoso.13). em sua solidão. Antes.16).8). como é provável que ele tenha sido executado antes da morte de Nero em 68 dC. As circunstâncias de sua segunda prisão foram bastantes diferentes daqueles de seu primeiro encarceramento.911). 4. Anteriormente. mas sim uma nota pessoal contendo a última vontade e o testamento do apóstolo.N. O ES que em nós habita nos permite ser fiéis ao evangelho confiado a nós e garantir sua pureza (1. As bênçãos espirituais.13) e. O Espírito Santo em Ação O ES deu a Timóteo um dom e Paulo o exortou a usá-lo ativamente (1.13. Ele é fiel àqueles que o seguem (1. Há pouca dúvida sobre Paulo ter escrito esta carta pouco antes de sua morte. Conseqüentemente. ele esperava ser solto.1).67 dC Antecedentes Até podemos determinar. mas agora ele esperava a morte (4.6-8). 2Tm revela emoções de Paulo mais do que seu intelecto. como a graça.15) e foi ressuscitado (2.7).18.3-5 II. Ocasião e Data A carta originou-se devido à preocupação de Paulo com as necessidade de Timóteo.8) logo após sua morte. Paulo foi libertado da prisão romana pouco depois de At ter sido escrito e empenhou-se em viagens missionárias. Paulo foi preso de novo. o evangelho contém mais do que declarações e proposições: é Cristo (1. Além disso.10. a misericórdia. pois seu coração estava falando.1-2. tendo todos os outros partidos por vários motivos.12. e levado pra Roma.14. Cristo Revelado Para Paulo. Ele lembrou Timóteo de suas responsabilidade e o advertiu a se entregar de corpo e alma à sua tarefa. Fidelidade face às dificuldades 1.12-14 120 . viajando até a Espanha.6). 3. 2. ele também é meigo.2º Timóteo Autor: Paulo Data: Cerca de 66 .7).1-2 Ação de graças 1. 2. provavelmente em Trôade (4.9-11 Devido ao exemplo de Paulo 1.14).1. Esboço de 2º Timóteo I. Ao escrever esta carta. Característica Embora Paulo seja conciso e direto. 2.22) e coerente com seu propósito (2.8) para ser nosso Salvador (1. Introdução 1.13. mas agora estava confinado a um masmorra e os amigos quase não conseguiam vê-lo. o ES concede poder. somente Lucas estava com Paulo (4. amor e moderação (1.10.9-10. 4. Portanto. desejava ver Timóteo e Marcos (4. Ele também concede a compreensão espiritual (2.16 . a carta deve ser datada de 66/67. Em relação a si mesmo. ele estava em sua própria casa alugada e podia receber visitantes livremente.16.6-14 Devido à natureza da experiência cristã 1. a carta não era um produção literária ordenada bem planejada. Cristo aparecerá em sua segunda vinda como o juiz justo (4.17-18.11).

19-21 Bênção 4.8-13 IV.1-4.22 Índice 121 . Conclusão 4.15-18 O caráter da obra de Timóteo 2.15-2.13 O exemplo de Onesíforo 1.9-13 Advertência 4.16-18 Saudações 4.14-26 Erro prático 3.III.14-15 Explicação 4.8 V.14-4.9-22 Instrução 4.1-7 A obra redentora de Cristo 2.8 Erro doutrinário 2. Fidelidade face à deserções 1. Fidelidade face ao erro 2.

6-8). mantendo a verdadeira doutrina apostólica e sendo capazes de reprovar os opositores. não existe nenhuma menção a seu respeito em Atos. após a libertação de Paulo de sua primeira prisão em Roma. Paulo tinha muita estima por Tito e o apostolo se inquietava quando havia pouco ou nenhuma notícia sobre as atividades e o paradeiro do jovem. Introdução 1. e deveriam ser inflexíveis em questões de princípio.1-3 Saudação 1.13). ele escreveu para Tito. Ocasião e Data Embora o NT não registre um ministério de Paulo em Creta. Como tinha pouco tempo.1-5 Declaração do ofício.1-3-7 Entre eles mesmos 2. Ess campanha provavelmente tenha acontecido em alguns momentos durante 63-64 dC. Eles devia ser homens de alto caráter moral. escolhendo cuidadosamente as pedras que formam essa habitação para Deus. Esboço de Tito I.5 indicam claramente que ele e Tito conduziram uma missão lá. nem tornou-se um prosélito.5). na Grécia (3.5 II. provavelmente por volta de 64 dC (3. Os cretenses não podem mudar a si mesmo (1.17 .4-7) e apresenta sua segunda vinda como um incentivo à vida sagrada (2.Tito Autor: Paulo Data: Cerca de 64 dC Antecedentes É estranho que uma pessoa cujo nome esteja listado entre os livros do NT seja tão pouco conhecida.12. passagens como 1. Então o apóstolo partiu para outras´áreas de trabalho. A carta dá indicações de ter sido escrita durante o outono. Instruções em relação aos presbíteros 1. Ambas as epístolas ocupam-se com as qualificações daqueles que devem liderar a ensinar as igrejas. Tito era grego e evidentemente um convertido de Paulo. Ambas as epistolas são endereçadas a jovens homens aos quais tinham sido designados de liderança responsável em sua respectivas igrejas durante a ausência de Paulo.6-9 A necessidade de administração adequada 1.1-7 122 . Paulo também enfatiza Cristo como nosso redentor (2. Instruções em relação à conduta cristã 2. esperança e funções de Paulo 1.12-13).12). Tito tinha três grandes temas– a organização da igreja.14. A pessoa que experimenta um novo nascimento recebe o ES a fim de manter um estilo de vida vitorioso seguindo os moldes do de Cristo (3. 3.4 Encargo de Tito 1.10—16 III. Tito tinha de ordenar os presbíteros em cada cidade onde existia o núcleo de uma congregação. Paulo deixou Tito em Creta para cuidar de novas igrejas. O fato de Tito não ser circuncidado (Gl 2.N. Mesmo que Tito fosse companheiro e um valioso colaborador de Paulo. Cristo Revelado Fundamentando as instruções de Paulo está o tema de que Cristo está construindo sua igreja. O Espírito Santo em Ação O ministério do ES é compreendido por toda a epístola. a doutrina correta e a vida santa. Conteúdo A carta a Tito tem uma afinidade com 1Tm.1-15 Em relação ao mundo todo 3. e a regeneração só pode ser obra do ES (3.12).3) indica que ele não foi criado no judaísmo. Em algum momento a caminho de Nicópolis.6-16 Sua qualificações 1.

Instruções e saudações 3.8-11 Para ensinar verdades espirituais 3.9-11 V.12-15 Índice 123 .IV. Instruções finais 3.9-11 Pra evitar dissensões 3.

16). Ocasião e Data Paulo escreveu esta carta durante sua prisão romana por volta de 61 dC. e Paulo logo chega a esse tópico. o amor através do perdão.18 . Ele explica a conversão de Onésimo e o novo valor do escravo no ministério e família de Jesus Cristo (12-16). Mesmo a igreja Primitiva não tendo atacado diretamente a instituição da escravidão. pois ele preenche um “cheque em branco” em nome de Onésimo para quaisquer dívidas a pagar (vs 17-19). além disso. Paulo expressa ação de graças por seu amor e fé em relação a Cristo e a seus companheiros crentes. O amor fraternal normalmente exige graça e misericórdia práticas. Onésimo entrou em contato com o preso Paulo. 14. Conteúdo A epístola é uma expressão autêntica dos verdadeiros relacionamentos cristãos. O relacionamento próximo de Paulo e Filemom é evidenciado através de suas orações mútuas (vs 4 e 22) e de uma hospitalidade de “portas abertas” (v.18).21) Características Mesmo sendo a mais curta das epístola de Paulo. Depois de agradecer pessoalmente a Filemom e seus companheiros crentes. ela reorganizou o relacionamento entre o mestre e o escravo. Tíquico e Onésimo aparentemente entregaram as duas cartas (Cl 4.22). confiança e respeito caracterizavam a amizade deles (vs. Às revoltas dos escravos no séc. Amor. Antes um escravo alienado. que morava em Colossos. um cristão rico e dono de escravos.10). e ambos eram responsáveis por seu comportamento (Ef 6. Um escravo era propriedade de seu mestre. junto com a profunda amizade de Paulo com os dois homens. Ele desejava uma verdadeira reconciliação cristã entre o proprietário de escravos lesado e o escravo perdoado. Apresenta a persuasão de Paulo em ação. A intercessão de Paulo é. Fm 12). Fm é uma profunda revelação de Cristo operando na vida de Paulo e daqueles à sua volta. Filemom é desafiado a mostrar o mesmo perdão incondicional que ele recebeu através da graça e amor de Jesus. Cristo Revelado Essa epístola aplica poderosamente a mensagem do evangelho. Onésimo agora também é um “querido Irmão” em Cristo (v. 11. Paulo. Ele faz a petição já sabendo que o amor e caráter de Filemom prevalecerão. O tom é de amizade calorosa e pessoal ao invés de autoridade apostólica. O Espírito Santo em Ação 124 . e não tinha direitos. que o levou a Cristo (10). com delicadeza. Em Roma.21) A escravidão era uma realidade econômica e social aceita no mundo romano. A oferta de Paulo em pagar uma dúvida que não era sua em nome de um escravo arrependido é um quadro claro da obra do Calvário. um de seus escravos tinha fugido para Roma. as pessoas podem ver a unidade do Espírito entre todos os santos envolvidos. Parece que Filemom tinha se convertido sob o ministério de Paulo (v.N. I resultaram em proprietários temerosos e suspeitos. mas com urgência. aparentemente depois de danificar ou roubar a propriedade do mestre (vs. Ela revela como Paulo endereçou com educação porém firmeza o assunto central da vida cristã. De acordo com a lei romana. Paulo escreveu para a igreja em Colossos e evidentemente incluiu esta carta a favor de Onésimo. Como ele conclui. isto é. é a base de um novo começo. em uma situação muito sensível. intercedeu por Onésimo e expressou total confiança de que a fé e amor de Filemom resultariam na restauração (vs 5.28). 1. Onésimo.7-9. os escravos fugitivos poderiam ser severamente punidos e mesmo condenados à morte. Não se trata de um apelo superficial de Paulo. análoga à intercessão contínua de Cristo junto ao Pai em nosso nome.5-9). Essa transformação.Filemom Autor: Paulo Data: Cerca de 60-61 dC Antecedentes Esta carta é o apelo pessoal de Paulo a Filemom.2). e que a igreja colosense se reunião em sua casa (v. Ambos eram iguais perante Deus (Gl 3.

e Paulo aplica essa verdade à vida de Filemom e de Onésimo. foi ativo no ministério de Paulo e na vida da igreja.Mesmo não mencionando especificamente o ES.19 Uma confiança na obediência 20-21 IV. é evidente por toda a carta. Ação de graças em relação a Filemom 4-7 Louvor pessoal 4 Características dignas de louvor 5-7 III. seja escravo ou livre. Petição de Paulo por Onésimo 8-21 Um pedido de aceitação 8-16 Um garantia de reembolso 17. È o ES que batiza todos os crentes.13). Preocupações pessoais 22-25 Esperança de libertação 22 Saudações 23-24 Bênção 25 Índice 125 . fruto do Espírito. Esboço de Filemom I. O amor. no corpo de Cristo (1Co 12. Saudação 1-3 II.

usada para descrever a Cristo e os benefícios do evangelho (1.1. Esboço de Hebreus I. aplicando-se tanto ao período do AT quanto do NT: Os dons do ES para o ministério (2.19 .15). interpretação da verdade espiritual (9. Os vs 4-35 registram bênçãos maravilhosas e notáveis vitórias alcançadas através da fé. O cap. 12. Cristo está “à destra da Majestade. e a melhor conclusão pode ser a de Orígenes. Hb salienta a importância e o ministério do Cristo pré-encarnado. Data e Localização O conteúdo de Hb indica que foi escrito antes da destruição do Templo em 70 dC (10. 36-38 registram aqueles que resistiram a grandes provas.13 Jesus: Melhor do que os profetas 1.Hebreus Autor: desconhecido Data: Cerca de 70 dC Autor Hebreus não designa seu autor. nas alturas” (1. no séc. A especulação provou-se infrutífera.3). mas sim de Melquisedeque. Significativamente.4).23.8). que recebeu o cargo do sumo sacerdote por invocação direta de Deus. insultado pela apostasia (10. A maioria das bênçãos do judaísmo relacionava-se com as coisas terrenas: um tabernáculo ou templo terreno. sacerdotes terrenos. Ao tentar manter seus leitores distantes da apostasia.5. 10. 11 enumera alguns dos grandes heróis da fé no AT. não há menção dos pecados e defeitos daqueles enumerados. bem como pelos pecados de outras pessoas. que declarava que só Deus sabe ao certo quem o escreveu. Enquanto o sacerdote arônico tinha que oferecer sacrifícios continuamente por seus próprios pecados.4.35. de modo que suas iniqüidades não são mais lembradas contra eles.11).29). assistência no ministério de Jesus (9. o escritor enfatiza a superioridade de Cristo perante tudo que o aconteceu antes no período do AT. descrição da experiência dos crentes (6.40). não segundo a ordem de Aarão. um acordo que prometia a prosperidade terrena. enquanto outros sugerem que um dos colaboradores de Paulo.22-23).19. 13. Conteúdo Uma palavra importante da epístola é “melhor”. Um ponto importante desta epístola é a apresentação do ministério sumo sacerdotal do Senhor.34. Cristo ofereceu de uma vez por todas sua própria pessoas sem pecados como o sacrifício perfeito. como Barnabé ou Apolo. sacrifícios terrenos.N. Cristo Revelado Falar de Cristo em Hb é descrever o livro inteiro. e não existe unanimidade de tradição em relação à sua identidade. Como nenhum outro livro da Bíblia.16. 8. A superioridade da pessoa de Jesus 1. 11.1-4.14). 8. que não tinha antecessores nem sucessores no sacerdócio.18 126 .11. sofrimento e perseguição através da fé.4-2. Alguns sábios destacam algumas evidências que podem indicar uma autoria paulina. e não por herança (5. 9.22. testemunho à inspiração do AT (3. indicando talvez que o autor estivessem em Roma ou escrevendo para os cristãos de Roma. e por isso ele é capaz de interceder compassivamente em nome deles. Ele experimentou na carne a provação que todos os crentes conhecem.7.4. O motivo óbvio é que o sangue de Jesus tinha riscado os pecados e fracassos. Sendo assim. O Espírito Santo em Ação O ministério do ES é visto de diversas maneiras.24). 10.5-6). Em contraste. 7. podem ter escrito o livro.16. onde distribui as bênçãos celestes (3. enquanto os vs. 11. Cristo é o sumo Sacerdote.4). Melquisedeque era um tipo perfeito para Cristo. III. 6. A única evidência em relação ao local em que o livro foi escrito é a saudação enviada pelos “da Itália” (13.6.1-3 Jesus: Melhor do que os anjos 1.

Jesus: Melhor do que Moisés 3.1-19 Jesus: Melhor do que Josué 4.1-13

II. A Superioridade do Ministério de Jesus 4.4-10.8
Jesus: Melhor do que Arão 4.14-5.10 O Sacerdócio de Melquisedeque, portanto Jesus, melhor do que o de Arão 7.1-8.5 Jesus é mediador de uma melhor aliança 8.6-10.18

III. A superioridade da caminhada da fé 10.19-13.35
Um chamado à segurança total da fé 10.19-11.40 A persistência da fé 12.1-29 Admoestações sobre o amor 13.1-17 Conclusão 13.18-25 Índice

127

N.20 - Tiago
Autor: Tiago, irmão de Jesus Data: Cerca de 48-62 dC Autor
O autor identifica-se somente como Tiago. O nome era bastante comum; e o NT enumera pelo menos cinco homens com este nome, dois dos quais eram discípulos de Jesus e um era seu irmão. A tradição atribui o livro ao irmão do Senhor, e não há motivos para questionamentos. Evidentemente, o escritor era bastante conhecido, e Tiago, o irmão de Jesus, logo tornou-se líder da igreja em Jerusalém (At 12.17; 15.13-21; 21.18; Gl 1.19; 2.9,12). A linguagem da carta é semelhante à da fala de Jesus em At 15. Aparentemente, Tiago era um descrente durante o ministério de Jesus (Jo 7.3-5). Uma aparição de Cristo a ele após sua ressurreição (1Co 15.7) provavelmente o tenha levado a essa conversão; pois ele é enumerado com os crentes de At 1.14.

Data
O historiador Judeu Josefo indica que Tiago foi apedrejado até a morte por volta de 62 dC; então, se ele é o autor, a carta foi escrita antes dessa data. O conteúdo do livro sugere que pode ter sido escrita um pouco antes do concílio da Igreja relatado em At 15, que se reunião por volta de 49 dC. Não podemos se dogmáticos, e só se pode concluir que a carta provavelmente tenha sido escrita entre 48 e 62 dC.

Conteúdo
Ao invés de especular ou debater sobre teorias religiosas, Tiago direciona seus leitores para uma vida piedosa. Do Início ao fim, o tom desta carta é imperativo. Em 108 versos, são dados 54 mandamentos evidentes, e 7 vezes Tiago chama a atenção para suas declarações usando termos de natureza imperativa. Esse “servo de Deus” (v.1) escreve como alguém supervisionando outros escravos. O resultado é uma declaração da ética cristã, que se iguala a ensinamentos semelhantes no NT.

Cristo Revelado
Começando no primeiro verso e continuando por toda a carta, Tiago reconhece a autoridade de Jesus, referindo-se como “servo”, ou escravo, do Senhor. O termo é aplicável a todos os cristãos, pois todos os verdadeiros discípulos de Cristo reconhecem sua soberania sobre suas vidas e se comprometem espontaneamente a seus serviço. Cristo é o objeto de nossa fé (2.1), aquele que cujo nome e em cujo poder realizamos nosso ministério (5.14,15), o recompensador de todos aqueles que se mantém firmes em meio a julgamentos (1.12), e aquele que virá, por quem pacientemente esperamos (5.7-9). Tiago identifica Cristo como a “glória” (2.1), referindo-se ao Shekinah, a gloriosa manifestação da presença de Deus em meio a seu povo. Não somente glorioso por si mesmo, ele é a glória divina, a presença de Deus na terra (Lc 2.30-32; Jo 1.14; Hb 1.3). De considerável interesse é o paralelo próximo entre o conteúdo dessa carta e a doutrina de Jesus, especialmente o Sermão da Montanha. Embora Tiago não cite exatamente nenhuma declaração de Jesus, há mais reminiscências verbais da doutrina do Senhor nesta carta do que em todo o resto das epístolas combinadas no NT. Essas alusões indicam uma associação próxima entre Tiago e Jesus e evidenciam a forte influência do Senhor na vida do autor.

O Espírito Santo em Ação
A carta menciona especificamente o ES somente em 4.5, onde se declara que o Espírito que habita em nós deseja a nossa lealdade completa, não suportando rivalidade. A Atividade do ES pode ser vista no ministério aos doentes descritos em 5.14-16. À luz de outra terminologia bíblica que liga unção com o Espírito ( Is 61.1; Lc 4.18; 1Jo 2.20-27), o ungir com o óleo é melhor compreendido como símbolo do ES. Além do mais, no grego, o artigo definido usado com a palavra “fé” em 5.15 particulariza essa fé, sugerindo que Tiago está se referindo à manifestação do dom da fé (1Co 12.9).

Esboço de Tiago
I. Saudação 1.1 128

II. Religião prática e julgamentos 1.2-18
Adversidades externas 1.2-12 Tentações internas 1.13-18

III. Religião prática e a palavra de Deus 1.19-27
Escutar a Palavra 1.19-20 Receber a Palavra 1.21 Obedecer à Palavra 1.22-27

IV. Religião prática e relacionamentos humanos 2.1-26
Parcialidade negativa 2.1-13 Compaixão positiva 2.14-26

V. Religião prática e discurso 3.1-18 VI. Religião prática é mundanismo 4.1-12 VII. Religião prática e negócios 4.13-5.6 VIII. Apelos finais 5.7-11
Por paciência 5.7-11 Por um falar puro 5.12 Por oração 5.13-18 Por compaixão 5.19-20 Índice

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A salvação futura que aguarda os crentes na revelação de Jesus é especialmente proeminente no princípio da carta (1. 13 e 5.18).14 com o v.11). I .11). a perseguição é normalmente a exceção (3.3-5) Pedro soube das tentações deles e.12-13).3. ganham esposas para Cristo por seus exemplos (3. 5.4). incluindo provisões para uma nova vida e esperança para o futuro (1.14.15).13. bebedeira e idolatria (4.17. O início dos anos 60 é uma boa estimativa para a composição de 1 Pedro. Ele. 4.21 .13. Eles.2. 21. embora pudessem ser perseguidos pela fé nessa vida (1.16). 3. Ocasião e Data Pedro se dirige aos cristãos que vivem em várias partes da Ásia Menor. Conteúdo Acompanhando as várias exortações para a vida fiel em meio a uma sociedade ímpia. um antegozo da glória porvir veio através do Espírito (comparar: 4.1º Pedro Autor: Pedro Data: Cerca de 60 dC Autor A carta parece ser do apóstolo Pedro. Esta é a “esperança” do cristão mencionada em 1. mas também apropriada para estes cristãos (1. Cristo Revelado Em quatro passagens separadas.3). relembra-os de que têm uma herança celeste (1.9). 130 .22). que acompanho Paulo em segunda viagem missionária provavelmente tenha sido secretário de Pedro na composição de 1 Pe (5.3-13). A tradição antiga sugere que Pedro foi martirizado em Roma junto com a severa perseguição de Nero aos cristãos depois do incêndio de Roma em 64 dC. Eles são. Silvano.18-19. 3. refere-se a eles como “estrangeiros dispersos” (1. e não há evidências de que a autoria de Pedro tenha alguma vez sido desafiada na igreja primitiva.1). portanto. Pedro liga os sofrimentos do sacrifício de Cristo com a glória que surgiu em sua morte (1. portanto. Cristo foi ressuscitado dos mortos “pelo Espírito” (3. Os cristãos devem ser uma força de redenção no mundo.12). uma frase que lembra o exílio de Israel no AT. 2. Além do mais. a salvação prometida no evangelho também está bastante em vista.3.1). proclamam os louvores de Deus (2.15-16) e confundem antigos companheiros (4. Mesmo tendo cristo sofrido e depois sido glorificado.20). 13. 12-16). Embora sofrer seja a “ardente prova” (4.1). mas enquanto ele ainda poderia dizer: “honrai ao rei” (2. eles vêm até ele (2.18). Esta carta foi escrita provavelmente perto do fim da vida de Pedro. aparentemente não há a vinculação do martírio. 4. De outras maneiras.6-7. 3.5). Os compatriotas deles estão surpresos por eles agora viverem de maneira diferente (4. os evangelistas pregaram o evangelho pelo Espírito. A expectativa da volta de Cristo na glória faz com que os crentes regozijem (1.10). os cristãos deveriam antever a glória porvir.18. Sua antiga vida era de obscenidades. eles oferecem “sacrifícios espirituais” através dele (2. em sua maioria gentios convertidos. o que talvez explique o estilo polido do grego da carta.N.4). 4.17). eles devem esperar se recompensados quando ele voltar (5.12). Cristo agora também faz uma profunda diferença na vida dos cristãos. envergonham os críticos ímpios (3. eles são censurados por causa dele (4.1-4.4).8). apesar do sofrimento. Em um momento eles não eram povo (2. portanto. os crentes responderam em obediência através “do Espírito” (1.15.4-7). A carta detalha os frutos do sofrimento e da vitória de Cristo.11. eles o amam (1. silenciam os homens loucos realizando boas obras (2. Também há um referência ao importante objetivo dos crentes de levar os outros a Deus por meio de seus estilos de vida piedosos. os quais estão sofrendo rejeição no mundo devido à sua obediência a Cristo (4.1).4). O Espírito Santo em Ação O ES é ativo em todo o processo de salvação: o “Espírito de Cristo” nos profetas no AT testificam a respeito da cruz e da glória subseqüente (1. que descrevia mais os pagãos gentios do que os judeus do Séc.14). A paciência em meio ao sofrimento injusto é “agradável a Deus” (2.

co-autor desta carta 5.12 Saudações 5.12 Sofrimento em nome de Cristo 3.13-2. A fé e esperança dos crentes no mundo 1.Esboço de 1º Pedro Introdução 1.13-4.1-11 Conclusão 5.4-10 II.10 regozijando na esperança da volta de Cristo 1.19 Servindo humildemente enquanto sofre 5.11-3.3 Renovação para o povo de Deus 2.1-2 I.13 Exortações finais com bênção 5.3-2. A conduta do crente nas circunstâncias diárias 2.14 Índice 131 .11-5.11 Submissão e respeito pelos outros 2.3-12 Vida Justa devido à esperança 1.12-14 Silvano.

132 .1. 2Pe adverte os cristão contra os falsos mestre dentro de sua comunhão que os levaria a apostasia. já estão em cena (2. 3.12-15). ele tinha escrito uma carta anterior às pessoas a quem 2Pe é dirigida (3. Pedro evidentemente tem um comunidade especifica em mente (3.15-16). Eles negam o senhor. Aparentemente. 3.1. O propósito e atividade divinos estão centralizados em Jesus. então sua morte ocorreu antes de 68 dC. objeto de ataque de zombadores. e a doutrina apostólica (3.1222). Também garante o cumprimento da promessa da volta do Senhor e ensina que sua expectativa deveria motivar os cristãos ao comportamento piedoso.22 .2-3.15).16) e pela chegada de seu Reino eterno (1. chamadas de “profecia” (1.1).18). As referências em 2Pe indicam a autoria de Pedro: o autor se identifica como Simão Pedro (1.1-2. Antecedentes Enquanto 1Pe estimula os cristãos a encararem a oposição do mundo.20). I. exibem um estilo de vida sensual e estão destinados à destruição.1). Essas características se enquadram na heresia gnóstica.19-21). em algum momento eles tinha “escapado das corrupções do mundo. È um experiência de Deus e vê Cristo que resulta em transformação moral (1.16-21.21. por sua vez. Se a tradição é confiável. Deus reconhece Cristo como seu “Filho” (1. ele alega ter estado com Cristo no monte da transfiguração (1.20). São as Escrituras que garantem ao crente um destino com Jesus Cristo (1. o que.1-2) e. 3. que descreve a obra do Espírito em “inspirar” os autores humanos das Escrituras proféticas.1-2). O “conhecimento” em 2Pe é mais do que percepção intelectual.14-18).2-8. Os mestres heréticos aparecerão (2. 2 fornece uma descrição mais longa a respeito da advertência contra os falsos mestres.N.2-11.20. 3.18). o Espírito está obviamente operando ao fornecer o “poder divino” que torna possível o crescimento na graça e conhecimento de Cristo (1. e ele usa várias palavras e frases semelhantes às encontradas em 1Pe. 2. que se desenvolveu mais completamente no séc.15-16). Eles ridicularizam a idéia da volta do Senhor. Esse é o verdadeiro conhecimento (gnosis) que combate a influência gnóstica herética. na verdade. quando Nero morreu. mas cujas raízes foram fixadas no séc.1-2. Cristo Revelado A divindades de Cristo é evidente na maneira como Deus e Cristo estão aproximados ligados em 1.9. pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2.12-16. 2. A base para tal conhecimento são as Escrituras. então esta carta era direcionada aos cristão em algum lugar da Ásia Menor.17). e se essa comunidade for a mesma referida em 1Pe 3. II. A fidelidade à doutrina apostólica é a principal preocupação (1. 3. Entretanto.1). desqualifica qualquer “interpretação privada” .16-18). que devem aguardar por sua volta (1. e explica porque essa esperança ainda não foi realizada. A carta começa com o tema de cultivar a maturidade cristã (1. Esses fatores apontam Pedro como o autor genuíno de 2 Pedro.8.De acordo com a antiga tradição da igreja.1-2. O Espírito Santo em Ação A única referência direta ao ES está em 1. O último capítulo enfatiza a segunda vinda de Cristo. Os estudiosos conservadores normalmente sustentam que Pedro escreveu ambas as epístola que lhe são atribuídas. Pedro foi martirizado em Roma durante o governo de Nero.2º Pedro Autor: Pedro Data: Cerca de 65—68 dC Autor e Data Esta carta fornece as instruções e exortação do apóstolo Pedro à medida q eu ele se aproxima do final de sua vida (1. O cap. Conteúdo A resposta ao erro é a firmeza através do crescimento no conhecimento do Senhor. à medida que sua graça e poder são concedidos aos crentes (1.2-3.

Advertências contra os traidores do final dos tempos 3.3 Busca de virtudes morais 1.4-22 Destruição dos falsos mestres 2.8-18 Índice 133 .Esboço de 2º Pedro I.12-15 Escrituras proféticas contra os falsos mestres 1.4-10 Descrição dos falsos mestres 2.3-2.3-11 Testamento de Pedro 1.16-2. A verdade doutrina contra a falsa 1.3 III.1-18 Escarnecedores nos últimos dias 3.1-7 Crentes e o Dia do Senhor 3. Saudação 1. Exposição e julgamento dos falsos mestres 2.1-2 II.10-22 IV.

O estilo é informal e pessoal. Além disso. 134 . Data O peso de uma tradição antiga e forte sobre João ter passado seus últimos anos em Éfeso. João escreveu vigorosamente contra esse erro (2. seu estilo e vocabulário indicam claramente que foi escrita pelo autor do Evangelho de Jo.9-11.18. Portanto. conhecimento e vida em suas advertências contra a heresia.7) e aos mestre como “falsos profetas” (4. luz. e não aos cristãos comuns.4. sendo o amor a nota dominante. as distinções éticas pararam de ser relevantes. O verdadeiro Deus. o corpo humano que Jesus supostamente possuiu não era real. ensinavam eles. A incerteza de seus leitores sobre sua condição espiritual foi causada por um conflito desordenado com os mestre de uma falsa doutrina.1).1º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores Embora esta carta seja anônima.6. O ponto de vista dualista fez com que os falsos mestres negasse a encarnação de Cristo e. a carta a ele. Mais tarde. revelando o relacionamento íntimo do apostolo com Deus e com o povo de Deus. Ocasião e Objetivo João declara ter escrito para dar garantia da vida eterna àqueles que Crêem “no nome do Filho de Deus (5.22.7-21).20. o caráter da heresia combatida na carta aponta para a mesma época. Características Existem grandes semelhanças entre eo Evangelho de Jo e 1Jo. 4. Possuir amor é evidência clara de que uma pessoa é cristã. 4. 3. cerca de 90 dC. que significa “conhecimento”. A comunhão com Deus e os irmãos permite que as pessoas reconheçam através da unção de Deus. “Gnosticismo” é uma palavra derivada do grego gnosis.18). a falsa doutrina e o espírito do anticristo.23 . Esses elementos repetem-se por toda a carta. A falta de especial dedicação e saudação indicam que a carta foi circular.19) e tinha se “levantado no mundo” (4. que acontecia somente para iniciados da elite espiritual. I. O tom da epístola é amigável e paterna.7. 4. eles substituíram a fé pelas buscas espirituais e exaltaram a especulação mais do que os dogmas básicos do evangelho.3). provavelmente enviada à igrejas perto e Éfeso. 3.26. Conteúdo Em primeiro lugar. que ensinava que a matéria era essencialmente ruim e o espírito era essencialmente bom.3). a ressurreição. e a falta de amor indica que a pessoa está nas trevas (2. declarando que nãohá revelação particular reservada para alguns poucos intelectuais. e o antigo testemunho atribui. Portanto. e que todo o corpo de crentes possui a doutrina apostólica. Eles um dia tinha estado com a igreja. João afirma que Deus é a luz. João refere-se ao ensinamento como enganosos (2. O objetivo de João ao escrever.1) para propagar sua perigosa heresia. II.9-10. eles não tinham pecado. mas tinha se afastado (2.22) e anticristos (2. com unanimidade. portanto. 3.N. como o corpo humano era um simples invólucro para o espírito interior.15-17. onde João passou seus últimos dias.22-23. apontam uma data próxima ao final do séc. nunca poderia habitar um corpo material de carne e sangue. 5. mas apenas aparente.13). Em virtude disso. Heresia era um precursor do gnosticismo do séc. era expor a heresia dos falsos mestres e confirmar a fé dos verdadeiros crentes. junto com o fato do tom dos escritos sugerirem que se trata de um produto de um homem madura que passou por experiência espiritual profunda. João ressalta os temas do amor. e a comunhão com ele faz com que as pessoas caminhe em verdadeira comunhão com outros crentes. os gnósticos ensinavam a salvação através de esclarecimento mental. e como nada que o copo fizesse poderia afetar o espírito interno.27).10-23. então. Mais uma vez João reagiu energicamente (2. mentirosos (2. refletindo a autoridade que a idade e o apostolado trazem. Evidências internas também apontam João como o autor.3. Eles também ensinavam que. João responde esse erro com indignação (2.

13-24 Crença 4. O amor ao Pai e o amor ao mundo são totalmente incompatíveis (2.15. Cristo é antítese do pecado.1-4 Deus é luz 1.2.12). Jesus é nosso advogado junto ao Pai (2.1-12 Amor 3. 5.9. Em terceiro.13). 4.3. 3.7). o dom do Espírito que nos assegura que em nosso relacionamento com Cristo.falsos profetas que saíram para o mundo (v.5).28). que eles podem se opor com sucesso aos heréticos que negaram esta verdade (2. e ele oferece a garantia de que nossa completa transformação à semelhança de Cristo acontecerá no momento de sua volta.1-6 IV.6-7.18-29 III. Jesus é a propiciação pelos nossos pecados (2. O título técnico do Messias é “aquele que havia de vir” ou “aquele que veio” (Mt 11.1-10 Deus tornou-se carne na forma humana 1. a palavra que tornou-se carne. A vida dos filhos de Deus 3.14).6-8).3.6 Justiça 3. Esboço de 1º João I.18). 4. A fim de testar os espíritos.10). se ele pecar. declarando que Deus entrou completamente na vida humana através dele. Em primeiro lugar. e ele se manifestou para tirar os nossos pecados (3. O triunfo da Justiça 5. 4 continua com o tema da identificação dos espíritos rivais .1).5. O pecado não combina com a vida de um cristão. A garantia da vida eterna 5.1-29 Caminhada na luz 2. o Deus que veio e habitou entre nós. mas. assim como ele é justo” (3. Jesus é aquele que veio. A encarnação 1.7-21 V. João apresenta a segunda vinda de Jesus como um incentivo para que permaneçamos firmes na fé (2. Aquele que “pratica justiça é justo.5-10 II.5.1-4.1). e nenhuma pessoa nascida de Cristo tem o hábito de praticar o pecado (3.1-7 Advertindo contra o espírito do anticristo 2.24) como nós somos fiéis a ele (4.10).2.6). João o identifica como aquele que veio pela água e pelo sangue.2. O cap. o Espírito guia os verdadeiros crentes a uma completa realização da verdade em relação a Jesus. o Filho de Deus. Apenas através dele podemos alcançar a vida eterna (5. 1Jo 5. O Espírito Santo em Ação João descreve um ministério triplo do ES nesta carta.3). nos devemos encontrar quem eles reconhecem como salvador e senhor. A fonte do amor 4.20. Jesus defende seu caso. Um teste do Cristianismo é a crença correta sobre a encarnação (4. Todos os espíritos que não reconhecem que Jesus é Deus em carne não é de Deus (v. Jesus também é o nosso Salvador.1-5 VI.5). 2.4). 4.15-17). 5.6-12 135 .A comunhão com Deus exige que se caminhe na luz e se obedeça aos mandamentos de Deus (1.7. A epístola termina com o testemunho de Jesus. Em segundo lugar. tanto ele é fiel a nós (3. o ES testemunha a realidade da encarnação (4. enviado por Deus para nos resgatar do pecado (1. Cristo Revelado João enfatiza tanto a divindade quanto a humanidade de Jesus. enquanto “qualquer que não pratica a justiça e não ama a seu irmão não é de Deus” (3.1). A vida de Justiça 2.11.

13-21 Índice 136 .VII. Certezas cristãs 5.

ele ressalta a verdade como a base e prova da comunhão .7). Ele até inclui saudações de suas sobrinhas e sobrinhos (13).4). e acusa aqueles que rejeitam essa realidade de terem ido além da doutrina de Cristo (v. O Espírito Santo em Ação Embora a epístola não mencione especificamente o ES. muitos comentarista especularam sobre seu nome pessoa. estavam confundindo a comunhão dos crentes. que podiam ser reconhecidos pela ortodoxia de sua mensagem (v.” Esboço de 2º João Introdução 1-3 I. A partir da designação que João lher dá no verso 1 (gr eklekt Kyria).N. Conteúdo João estimula a “senhora eleita” a continuar mostrando hospitalidade.10). Data O peso da evidência de João ter escrito as três cartas levando seu nome aponta para cerca de 90 dC. e a pergunta continua em aberto.24 . seu ministério é evidente. sugerindo títulos como “a Kyria eleita”. mas também adverte a previne contra o abuso da comunhão cristã. mas não deixa dúvidas de que a comunhão cristã é impossível onde a doutrina apostólica da Pessoa e obra de Cristo seja negada ou comprometida.7) devem ser rejeitados. Os falsos mestres. “Seus filhos” sãos os membros da igreja. Os verdadeiros Cristãos.2º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores João dirige esta segunda epístola para a “senhora eleita e seus filhos”. “a senhora Elcta” e “Electa Kyria”. especialmente ao prestar testemunho à verdade relacionada à Pessoa de Cristo. são dignos de ajuda. Em especial. indicando que a receptora era uma mulher cristã cujos filhos perseveravam na fé (v. João deu instruções sobre quais mestres itinerantes acolher e quais recusar.9). mas os mestres heréticos. Cristo Revelado João apresenta tanto a divindade de Cristo (v. provavelmente do mesmo grupo que é tratado em 1Jo. Outros sugerem que a designação não denota uma pessoa em si. ele insiste em uma crença correta levando em consideração a encarnação de Cristo. especialmente aqueles que negavam a encarnação (v. mantendo-se fiéis na verdade. Portanto.9). Elogio pela lealdade passada 4 137 . Ocasião e Objetivo 2Jo se preocupa com a relação da verdade cristã com a hospitalidade estendida àqueles mestres que viajam de igreja para igreja. Ele incita os leitores a ficarem perto de Cristo. João encara a comunhão como uma característica distintiva da vida cristã. e os “filhos” da “irmã eleita” são membros da igreja do lugar onde João está escrevendo. mas trata-se da personificação de uma igreja local. O Espírito permite que o verdadeiro crente saiba distinguir os falsos mestres e “perseverar na doutrina de Cristo. Por toda a epístola. Qualquer pessoa que negue a verdade fundamental relacionada à Pessoa divino– humana de Cristo não tem a Deus (v.3) quanto sua humanidade (v. Uma conclusão definitiva parece inatingível. Normalmente se abusava de tal hospitalidade.

Exortações 5-11 Para amar o próximo 5-6 Para rejeitar o erro 7-11 Conclusão 12-13 Índice 138 .II.

23. ele recusou hospitalidade aos missionários viajantes e proibiu os outros de recebê-los. O Espírito Santo em Ação Esta carta não se refere diretamente ao ES.14). Além disso. As vidas de Gaio e Demétrio harmonizavam exatamente com a doutrina de Cristo e forneceram forte testemunho ao poder de seu amor. Não se sabe nada sobre o “amado Gaio” ale´m do caloroso tributo que João presta a ele no início desta carta. o escritor se autodenomina “o ancião”.3º João Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 90 dC Autor e Receptores Tanto em 2Jo quanto em 3Jo. Data João era madura tanto em anos quanto em experiências quando escreveu esta carta junto com 2 Jo perto do fim de sua vida por volta de 90 dC. João descreve três personalidades. se opôsse à autoridade de João.7).4). excomungando-os quando eles o faziam. Cristo Revelado João apresenta Jesus como a verdade na qual devemos caminhar. Gaio era um nome comum no mundo romano. João proibiu a hospitalidade para os falsos mestres.29) e em Derbe (At 20. aqui ele estimula a hospitalidade. Terceira é Demétrio. mas seu ministério é aparente por toda a mensagem. A devoção a ele motiva verdadeiros mestres em seu serviço itinerante (v. o comportamento de Diótrefes mostra um acentuado contraste com a verdadeira vida em que Cristo deve ser o primeiro em todas as coisas. mesmo a estranhos. Por outro lado. 1Co 1. Evidentemente. Esboço de 3º João Saudação 1 I. Esses três homens possuem testemunhos positivos e negativos para relacionamentos adequados entre os irmãos. A primeira é Gaio. nesta carta os genuínos mestres da verdade estão fazendo um circuito de igrejas. Ocasião e Objetivo Enquanto em 2 Jo os heréticos itinerantes estavam perturbando a fé dos cristãos. ele era líder de alguma igreja na Ásia. Conteúdo Ao cumprir se objetivo. Não há nenhuma evidência para associar Gaio de 3Jo com qualquer desses homens. Mensagem a Gaio 2-8 Oração por sua Saúde 2 Recomendação para a adesão à verdade 3-4 Recomendação para sua hospitalidade 5-8 139 . cujo orgulho egoísta estava rompendo a harmonia da comunhão. Na carta anterior. e o NT menciona um Gaio em Corinto ( Rm 16. na Macedônia (At 19. Entretanto. cuja vida exemplificava a fidelidade cristã e era digna de imitação. Segunda é Diótrefes. que demonstrou sua fé cristã através de sua generosa hospitalidade. João escreveu para estimular Gaio em sua generosidade para repreender Diótrefes por sua conduta nada caridosa. especialmente ao permitir que os crentes “caminhem na verdade” e autorizando os missionários itinerantes em seu ministério. A evidência mais forte é que todas as três epístolas de João foram escritas por um mesmo autor. uma pessoa dominante em uma das igrejas.25 . O fruto do Espírito é evidente nas vidas de Gaio e Demétrio.N. Diótrefes. sugerindo que era mais velho do que os outros cristãos e que seu conhecimento pessoal da fé foi muito além do deles.

Elogio a Demétrio 12 Conclusão 13-14 Índice 140 . Condenação à arrogância de Diótrefes 9-11 III.II.

como muitos estudiosos acreditam.N.15).16. Judas é servo de Cristo. Advertência contra os falsos mestres dentro da comunidade 3-19 Motivo para a advertência 3-4 Lembrete do antigo povo ímpio 5-7 Caráter do julgamento dos falsos mestres 8-19 141 . ou se ambas as cartas foram tiradas de um terceiro documento. Entretanto. na doutrina apostólica (20). A última referência insinua que os falsos mestres representavam a eles mesmos como aqueles que tinha o Espírito (Mt 7. isto é.24). que circulou como uma advertência contra os falsos mestres. II. Como em 2Pe. apesar de quaisquer reivindicações que possam fazer. esse falsos líderes são sensuais (vs 4. os quais buscam destruir a fé do povo de Deus.12).18. Gl 1. Se foi escrita depois de 2Pe.8 e são expostos por não ter o Espírito no v.19. Em contrates. os falso mestre são desprovidos do Espírito (19). Mc 6. embora os falsos mestres o neguem (4). e são destinados ao julgamento divino (14.18). de modo que a comunidade cristã seja edificada em sua “santíssima fé”. Como a maior parte de Judas tem paralelos com 2Pe. para a vida eterna”(21). ressaltando a preservação divina (vs 1. 20-23 por uma série de exortações práticas. é provável que tenha sido antes de 65 dC. 2. pode ter sido em 80 dC. Eles também podem ser os precursores dos heréticos gnósticos que reivindicavam espiritualidade no séc.3 menciona Judas como um irmão do Senhor. Objetivo A carta começa e termina com uma afirmação de ação graciosa de Deus em nome dos crentes. Eles são chamados “adormecidos” no v. Isso se realiza através da oração “no ES” (20). Antecedentes Judas mostrou urgência em seu propósito de advertir uma comunidade desconhecida de cristão contra os falso mestres. provavelmente o Tiago que era irmão de nosso Senhor e Líder da igreja de Jerusalém (At 15. ou se 2Pe é dependente de Judas. o Espírito é importante como aquele através do qual Deus preserva os seus do erro mundano (1.22-23). Os crentes aguardam a bênção futura da “misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo. que conserva o seu povo (1).13. As responsabilidades dos cristão são mais desenvolvidas nos vs. Cristo Revelado A atual atividade do Cristo Vivo é assumida.26 .Judas Autor: Judas Data: Cerca de 65—80 dC Autor O autor se identifica como Judas. os próprios cristãos devem “batalhar pela fé” (3). O Espírito Santo em Ação O ES faz com que a doutrina bíblica tome vida. especialmente levando em conta as analogias do AT. 21.19. Data As considerações estabelecendo a data desta carta incluem se Judas é dependente de 2Pe.14). “irmão de Tiago”. Esboço de Judas Saudação 1-2 I. O balanço da carta expõe. a presença secreta de falsos mestres dentro da comunidade. pervertem a verdade (4). Assim sendo.

Exortações por perseverança 20-23 Manter a fé 20-21 Resgatar os enganados 22-23 Doxologia 24-25 Índice 142 .II.

confortando. Essa profecia não deveria ser selada (22. tendo em vista o futuro definitivo. eles forma a sociedade. 143 . Embora contenha sete cartas para sete igrejas.4-7) e termina em (22. Juntos.16). O objetivo desta mensagem era fornecer estímulo pastoral aos cristãos perseguidos. que possivelmente tenha começado com Nero depois do grande fogo que quase destruiu Roma.N. O Ap também é um apelo evangelístico a todos aqueles que estão atualmente vivendo no reino das trevas para entrar no Reino da Luz (22.3. junto com a garantia de que. e é um profecia autêntica sobre o sofrimento continuo e a perseguição dos cristãos.1. em Julho de 64 dC.11-17). Dentro desta carta está “a profecia” (1. bem como a mensagem do livro inteiro (1. frustrado por sua derrota na cruz e pelas conseqüentes restrições imposta sobre sua atividade. sendo assim.14). e continuou até seu suicídio. e seus nomes não estão registrado no “Livro da Vida do Cordeiro”. e desesperado para frustrar os propósito de Deus perante seus destino inevitável.3. 22.18-19). Antecedentes e Data As evidências em Ap indicam que foi escrito durante um período de extrema perseguição aos cristãos. eles estavam compartilhando o método soberano de Deus de superar totalmente as forças do mal em todas suas manifestações.8).1-10. o Ap começa (1. comercio e cultura secular cristã definitivamente enganosa e sedutora.3). alguns intérprete datam o livro perto do final do reino de Domiciano (81-96 dC). Com base em declarações isoladas pelos patriarca da igreja primitiva. A Antiga tradição eclesiásticas atribui unanimemente este livro ao apóstolo João. Entretanto. Forma Literária Depois do prefácio. o livro foi escrito antes da destruição de Jerusalém em setembro de 70 dC.3).27 . portanto.22). a filosofia. que tornou-se bem mais intensa e severa nos anos seguintes. o Ap fornece um maior discernimento quanto à natureza e tática do inimigo (Ef 6. aqueles que seguem o Cordeiro estão envolvidos em um conflito espiritual contínuo e.4.9. “o que profetiza fala aos homens para edificação. possuem a “marca” do monstro. em junho de 68 dC.Apocalipse Autor: Apóstolo João Data: Cerca de 79—95 dC Autor O autor se refere a si mesmo quatro vezes como João (1. perpetrada pelo estado anticristão e numerosas religiões anti-cristãs.3. 19. a religião anticristã.10. 3. O dragão. Ocasião e Objetivo Sob a inspiração do Espírito e do AT.6-7. a ideologia (13. que é “o Senhor dos senhores e Reis dos reis” (17.17).7. Segundo esta visão.10-12).6).17.10) por ser relevante aos cristão de todas as gerações. O dragão delega continuamente seu poder restrito e autoridade aos monstros e seus seguidores a fim de enganar e desanimar qualquer pessoa do propósito criativo-redentor de Deus. João sem dúvida vinha refletindo os acontecimento horripilantes que ocorriam em Roma e em Jerusalém quando ele recebeu a “profecia” do que estava para acontecer— a intensificação do conflito espiritual confrontando a igreja (1. a fim de que possam obedecer-lhe (1.29. O profeta fala a Palavra e Deus como um chamamento à obediência na situação presente e na situação futura imediata.13.10. Este tema foi validado na história devido à vitória do cordeiro.21) como uma carta típica do NT. 10.6. desafiando e proclamando a esperança cristão garantida e certa. está claro que cada membro deve “ouvir” a mensagem a cada uma das igrejas (2.11. desenvolver uma trindade forjada a “fazer guerra” com os santos (12. De acordo com Paulo. composta daqueles que “habitam a terra”. 22.9).13). em Cristo.17). portanto. A segunda. 22. Conteúdo A mensagem central do Ap é que “Deus Todo-poderoso reina” (19. A primeira “besta” ou monstro simboliza a realidade do governo anticristão e poder político (13. exortação(estímulo) e consolação” (1Co 14. Ele era tão bem conhecido por seus leitores e sua autoridade espiritual era tão amplamente reconhecida que ele não precisou estabelecer suas credenciais. a prostituta Babilônia (caps 17-18). depois de João ter fugido para Éfeso.11. 22. Eles.

comunicando a idéia de perfeição. qualitativo. Jesus nasceu no cap. é exaltado no cap. ele também é o Senhor da colheita final (14. mas um Cordeiro morto (5. 7. Através de seu sangue. complexa.1.14.7. todas as quais contém linguagem figurativa que aponta para realidades espirituais em e por trás da experiência histórica.5). o Criador ( 5. 5. O fato de os sete espíritos estarem diante do trono (1.13). 4.14-20).14.5) e serem simultaneamente os olhos do Cordeiro (5. 20. O Espírito Santo em Ação A descrição do ES como “os sete Espíritos” de Deus (1.6) significa a trindade una essencial de Deus que se revelou como Pai.7-12) e preso (20. 144 . os pecadores foram perdoados.13. ele não fornece uma ordem cronológica na qual determinados acontecimentos históricos devem acontecer. cujos nomes estão registrados em seu livro da vida (3. Jesus ressuscitou dos mortos e foi entronado como Soberano absoluto sobre toda a criação (1. 4. 19. o ES é manifestado em termos de perfeição de sua atividade dinâmica. ele tem a legítima autoridade e poder de controlar todas as forças do mal e suas conseqüências para seus propósitos de julgamento e salvação (6.Método de Comunicação João recebeu essas profecias de uma série de visões vívidas contendo imagens simbólicas e números que ecoam aqueles encontrados nos livros proféticos do AT. O Cordeiro.6) é distinta no NT. combinados com outros temas desenvolvidos.2-5). do ministério contínuo e da vitória definitiva do Cristo exaltado. mais tarde reintroduzidos. Os sinais e símbolos são essenciais porque a verdade espiritual e a realidade invisível deve sempre ser comunicada a seres humanos através de seus sentidos. Cristo Revelado Quase todos os títulos usados em várias partes do NT para descrever a natureza divino– humana e ao obra redentora de Jesus são mencionados pelo menos uma vez no Ap.todos aqueles que escolheram “habitar na terra” (3. Eles compartilham totalmente sua vitória presente e futura (17. Como aquele que conquistou. Como “um semelhante ao Filho do Homem”. protege. para completar a criação da nova comunidade de seu povo em “um novo céu e uma nova terra” (21. 14.5.6. Ele os conhece intimamente.5) sugerem seu ministério iluminador. 12. O único que é “digno” para executar o propósito eterno de Deus é o “Leão de Judá”.10).14.1-7.27). 21.12 não é trazida à existência até o cap.22).1-22. Repetidamente são introduzidos temas.5) e fizeram reis e sacerdotes (1. muitas das quais retratam os mesmos acontecimentos através de diferentes perspectivas. As “sete lâmpadas de fogo” (4. que não é um Messias político. está sempre no meio de seu povo (1. “O Cordeiro” é seu título primário.6). Ele é o “Reis dos reis e o Senhor dos senhores” (17. João registra uma série de visões sucessivas. João registra essas visões na ordem cronológica na qual as recebeu. O Cordeiro é a meta de toda a história (22. 5.6. e não uma série de acontecimentos consecutivos.20) para consumar seu plano eterno. e com um amor incomensuravelmente sagrado. Por exemplo. Portanto. bem como a “ceia das bodas” (19. 3. 11.5. 22. 19. elaborados.4. mesmo que os mínimos detalhes não tenham a intenção de ser interpretados.7-9. e eles habitam nele (21.9.5 e está caminhando em meio às suas igreja no cap. nos fornece uma revelação multidimensional da posição presente. seus aliados (19. Por exemplo. Os símbolos apontam para o que é definitivamente indescritível. Entretanto. o Ap afirma que o Filho de Deus.1-5. A palavra fala é prosa elevada.5. portanto.11) liberados (1. 21.4.1) e restaurar as bênçãos do paraíso de Deus (22. Ele derrama sua ira em julgamento sobre satanás (20.5.12-14).5-6). Todas as manifestações resultantes de sua vitória aplicada baseiam-se em sua obra terminada na cruz. A música é semelhante a uma cantata.3). O cordeiro é o Deus que está chegando (1.5.15) . o Ap é um quadro cósmico— uma série de quadros vivos coloridos. 2.14. que junto com uma série de títulos adicionais.10).1-12) cria uma impressão vívida e horripilante. utilizado vinte e oito vezes em Ap.1). Embora o ministério terreno de Jesus seja condensado entre sua encarnação e ascensão em 12. como “um semelhante ao Filho do Homem”.1-3).12.1. 21.16) e deve receber a mesma adoração que recebe de Deus. A besta que ataca as duas testemunhas no cap. Há um segredo para a compreensão das visões. 22.17). Ele habita neles (1.9-3. purificados (5.27). Toda a mensagem é “notificada” (1.1). O Cordeiro está no trono (4. purificador e energizador.20.13). como Cordeiro.12.11-16. satanás foi derrotado (12. O número sete é um número simbólico. ele cuida.17.22. disciplina e os desafia. mais poética do que nossas traduções indicam. terminou completamente sua obra de redenção (1.10). Trata-se de um “habitar “ mútuo de Pessoas sem dissolver as distinções de ser e funções essenciais. Filho e ES.7-8. acompanhados e interpretados por oradores cantores celestiais. o relato de gafanhotos demoníacos do abismo (9.2) presente e futura.14) e sobre os espiritualmente “mortos” (20.

6-21 Sete testemunhas de confirmação 22. As sete visões da consumação 20.18 O cenário: O altar dourado 8. O conteúdo dessas visões não é nada menos qo que a “Revelação de Jesus Cristo” (1. 4.14 Os selos 6. Cada profecia genuína é inspirada pelo ES e presta testemunho a Jesus (19.22 II.1-5.17).1-5.1 III. Portanto.19-15.1 As sete taças 16. Todos ouvem ou se recusam a ouvir esse apelo.9-20 As cartas 2.1-20.11-22.2-21 VI.18-20 Bênção 22.1-8. Os sete sinais 11. o Espírito penetra na experiência atual daqueles que ouvem com antegozo do cumprimento futuro do Reino. Apenas mediante a habilitação do Espírito é permitido que a esposa testemunhe e “suporte pacientemente”.5 Epílogo 22.10).21 O cenário: O templo do testemunho 15. Os sete selos 4.5-16.1 I.10. Toda profecia genuína exige uma resposta.3 O cenário: Um deserto 17.2-3).5-16.18 IV.1).Cada uma das mensagens para as sete igreja é do Senhor exaltado.1-3.4 –22.2. O Espírito diz somente o que o Senhor Jesus diz. As cartas às sete igrejas 1.6-17 Advertências final e garantia 22.21 Índice 145 . Portanto . mas o membros individuais são incitados a ouvir “o que o Espírito diz” (caps. O Espírito está operando continuamente em e através da igreja para convidar a entrar aqueles que permanecem fora da Cidade de Deus.4 V.14 O cenário 4.22 O cenário: um semelhante ao Filho do Homem 1. 21. “O Espírito e a esposa dizem: Vem!” (22.7-11. As visões proféticas são comunicadas e João somente quando ele está “no Espírito” (1.10). As sete trombetas 8. Esboço de Apocalipse Prólogo 1. o Espírito é o Espírito da profecia.1-3 Os espetáculos 17.19 Os sinais 12.5 O Cenário: 20.4-10 As cenas 20. As sete taças 15.2-6 As trombetas 8.1-15. Os sete espetáculos 17.9-3.2-11.3 VII.3-20.4 O cenário: A arca do concerto 11.

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