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UROGRAFIA EXCRETORA --

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Published by: Max Araujo on Jun 10, 2011
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UROGRAFIA EXCRETORA

1.0 - INTRODUÇÃO Com a introdução, nos anos 50 e 60, do iotalamato de meglumina, do diatrizoato de sódio e dos derivados do ácido triiodobenzóico, a urografia excretora (UE) tornou-se o principal método de diagnóstico por imagem urológico. Outras modalidades de imagem foram sendo paralelamente desenvolvidas, como a ultra-sonografia (US), a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM), e apesar do seu crescente uso e associações, o exame global ideal do trato urinário ainda é motivo de controvérsia. Não obstante, a UE segue sendo extremamente importante para a avaliação de diversas alterações urológicas. Ainda constitui o exame mais adequado para a investigação do sistema coletor. Também é apropriada para a avaliação de anormalidades congênitas, seguimentos cirúrgicos e terapêuticos, e o estudo da função renal. A urografia excretora é um exame radiológico realizado para estudo das vias urinárias, também conhecido como urografia intravenosa. Neste exame são demonstradas as estruturas coletoras dos rins (cálices e pelves), ureteres e bexiga. Possibilita a avaliação do tamanho, do eixo, do contorno e permite a avaliação da função renal. O comprimento do rim depende da idade, sexo e constituição física do paciente, mas geralmente equivale à altura de três ou quatro corpos vertebrais. Rins parcialmente duplicados ou únicos são maiores. Muitas vezes os ureteres não são inteiramente visíveis, apesar. Na incidência em ântero-posterior eles geralmente aparecem ao longo dos processos transversos, desviam-se lateralmente à altura das articulações sacro-ilíacas e penetram na bexiga póstero-lateralmente. A bexiga é avaliada quanto ao tamanho e ao contorno, que deve ser arredondada e regular, o volume após micção, normalmente é inferior a 100 ml, a impressão prostática ou uterina e a irregularidades da parede interna são mais bem observadas na incidência pós-miccional.

2.0 - INDICAÇÕES CLINICAS A urografia excretora é indicada para alterações clínicas ou biológicas referentes ao aparelho urinário, incluem: Obstrução urinária; Hematúria (sangue na urina); Infecção urinária de repetição; Deformidades genitais; Pré - transplante renal (doador); Massa abdominal ou pélvica; Cálculos renais ou ureterais; Traumatismo renal; Insuficiência renal.

posicionamento e preparo intestinal adequado.REAÇÕES O paciente pode apresentar sensação de calor no corpo. 5.DESVANTAGENS A definição da imagem depende da função renal.VANTAGENS Além de avaliar a função renal e permite o estudo anatômico do sistema coletor. No caso de pacientes alérgicos. Mieloma.MEIO DE CONTRASTE Composto hidrossolúvel a base de iodo. e também restrição hídrica. para melhor visualização do trajeto urinário. pois pode provocar anúria durante a realização do exame. para acentuar a capacidade de concentração renal. podem ocorrer reação alérgica ao contraste com intensidades variáveis. Em 15 segundos o contraste atinge a artéria renal. deve ser realizado uma pré-medicação dois dias antes do exame com anti-histamínico ou corticóide via oral. para verificação de técnica.0 . 6. Normalmente a dose é de 40 ml.METODOLOGIA Paciente em decúbito dorsal. desde leves até graves. Risco de reações adversas ao contraste.0 . não indicando extensão da lesão para estruturas adjacentes.3. Na bexiga só demonstra lesões da luz. No caso de insuficiência renal a dose deve ser elevada. 4. por exemplo: Desidratação (principal).1 . Realiza-se uma radiografia simples de abdome. leve dor no local da injeção.0 . gosto ruim na boca. Intolerância ao iodo. vômitos e outros. náuseas. .0 .0 . 5. 8.0 – CONTRA-INDICAÇÕES Alguns fatores contra indicam a realização do exame. 7.ORIENTAÇÕES AO PACIENTE Jejum absoluto de 8 a 10 hs antes do exame Deve-se fazer uma boa limpeza intestinal por via oral (laxante) ou por via retal (fleet enema). Não demonstra lesões no parênquima renal.

30 cm x 40 cm ou 35 cm x 43 cm longitudinal para as radiografias simples. porque estes revelam a aparência da luz e as características do fluxo líquido. Mesmo tendo suas limitações na qualidade da imagem quando se depende da função renal. cálculos renais e ureterais. 9. para impedir o enchimento da bexiga e faz com que o contraste fique no ureter. A urografia excretora permitiu e ainda permite importantes avanços na investigação e no tratamento das doenças do trato urinário. uma radiografia panorâmica deve ser feita para visualizar rins. transplante e pós-operatório.perpendicular entrando no centro da região de interesse. ureter e a bexiga. TC. . 15c m e 25 cm e 18 cm x 24 cm transversal para as radiografias localizadas da bexiga. Durante as primeiras 24h após o exame recomenda-se a ingestão de líquidos para ajudar na eliminação do contraste injetado. Em casos de pacientes hipertensos (pressão alta). Com 10 minutos faz-se uma radiografia renal onde já estará concentrado todo o sistema coletor. Chassis: 24 cm x 30 cm transversal para as radiografias de 5 m e 10 m. . Em geral o trato urinário tubular é mais bem avaliado por exames contrastados. o rim estará começando a concentrar o contraste. Para estudar os ureteres faz compressão abdominal com placa de metal. permanecendo tudo bem. R. importante observar a ocorrência de reações alérgicas tardias. Após 5 minutos se faz uma radiografia renal. com 1 m. Se tudo correr bem faz uma radiografia de bexiga cheia. geralmente faz a compressão na radiografia com 10 minutos. e 3 m. RM que fornecem informações anatômicas adicionais e podem mostrar as características de uma massa tumoral. 2 m. A faixa de compressão é contra indicada quando o paciente apresentar massa abdominal.Após a radiografia simples injeta-se o contraste por via endovenosa (contraste iodado hidrossolúvel). fazse uma radiografia pós-miccional. Após 15 minutos.C. como também suas reações adversas ao contraste. a eficácia do exame não deve ser subestimada. O exame não termina enquanto o contraste não chegar até a bexiga. que deverá estar parcialmente cheia. devem-se realizar seqüências rápidas de exposição logo após a administração do meio de contraste.0 – CONCLUSÃO Concluímos que a urografia excretora é bastante importante no papel do diagnóstico do aparelho urinário. é a fase nefrograma. A urografia excretora é completada pela US.

tomografia e ressonância magnética. como a ultra-som. a urografia excretora ainda tem um importante papel diagnóstico. É com este tipo de exame que o trato urinário é visualizado e interpretado por radiologistas há décadas. .RESUMO Numa era de tantas tecnologias para diagnóstico médico.

com .tecnologiaradiologica.com www.Tratado de Técnica Radiológica e Base Anatômica www.BLIOGRAFIA BONTRAGER E LAMPIGNANO .imaginologia.

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