UROGRAFIA EXCRETORA

1.0 - INTRODUÇÃO Com a introdução, nos anos 50 e 60, do iotalamato de meglumina, do diatrizoato de sódio e dos derivados do ácido triiodobenzóico, a urografia excretora (UE) tornou-se o principal método de diagnóstico por imagem urológico. Outras modalidades de imagem foram sendo paralelamente desenvolvidas, como a ultra-sonografia (US), a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM), e apesar do seu crescente uso e associações, o exame global ideal do trato urinário ainda é motivo de controvérsia. Não obstante, a UE segue sendo extremamente importante para a avaliação de diversas alterações urológicas. Ainda constitui o exame mais adequado para a investigação do sistema coletor. Também é apropriada para a avaliação de anormalidades congênitas, seguimentos cirúrgicos e terapêuticos, e o estudo da função renal. A urografia excretora é um exame radiológico realizado para estudo das vias urinárias, também conhecido como urografia intravenosa. Neste exame são demonstradas as estruturas coletoras dos rins (cálices e pelves), ureteres e bexiga. Possibilita a avaliação do tamanho, do eixo, do contorno e permite a avaliação da função renal. O comprimento do rim depende da idade, sexo e constituição física do paciente, mas geralmente equivale à altura de três ou quatro corpos vertebrais. Rins parcialmente duplicados ou únicos são maiores. Muitas vezes os ureteres não são inteiramente visíveis, apesar. Na incidência em ântero-posterior eles geralmente aparecem ao longo dos processos transversos, desviam-se lateralmente à altura das articulações sacro-ilíacas e penetram na bexiga póstero-lateralmente. A bexiga é avaliada quanto ao tamanho e ao contorno, que deve ser arredondada e regular, o volume após micção, normalmente é inferior a 100 ml, a impressão prostática ou uterina e a irregularidades da parede interna são mais bem observadas na incidência pós-miccional.

2.0 - INDICAÇÕES CLINICAS A urografia excretora é indicada para alterações clínicas ou biológicas referentes ao aparelho urinário, incluem: Obstrução urinária; Hematúria (sangue na urina); Infecção urinária de repetição; Deformidades genitais; Pré - transplante renal (doador); Massa abdominal ou pélvica; Cálculos renais ou ureterais; Traumatismo renal; Insuficiência renal.

METODOLOGIA Paciente em decúbito dorsal. 4.0 .REAÇÕES O paciente pode apresentar sensação de calor no corpo. No caso de insuficiência renal a dose deve ser elevada.0 . não indicando extensão da lesão para estruturas adjacentes. Mieloma. pois pode provocar anúria durante a realização do exame.VANTAGENS Além de avaliar a função renal e permite o estudo anatômico do sistema coletor. gosto ruim na boca. por exemplo: Desidratação (principal). podem ocorrer reação alérgica ao contraste com intensidades variáveis. Realiza-se uma radiografia simples de abdome. Risco de reações adversas ao contraste. 5. e também restrição hídrica. vômitos e outros. para verificação de técnica.0 .ORIENTAÇÕES AO PACIENTE Jejum absoluto de 8 a 10 hs antes do exame Deve-se fazer uma boa limpeza intestinal por via oral (laxante) ou por via retal (fleet enema). desde leves até graves. náuseas.0 . .DESVANTAGENS A definição da imagem depende da função renal. 5. Normalmente a dose é de 40 ml. Em 15 segundos o contraste atinge a artéria renal. para melhor visualização do trajeto urinário. deve ser realizado uma pré-medicação dois dias antes do exame com anti-histamínico ou corticóide via oral. Não demonstra lesões no parênquima renal. 7.0 – CONTRA-INDICAÇÕES Alguns fatores contra indicam a realização do exame. Intolerância ao iodo. leve dor no local da injeção. 6.MEIO DE CONTRASTE Composto hidrossolúvel a base de iodo.1 . para acentuar a capacidade de concentração renal.0 . posicionamento e preparo intestinal adequado. No caso de pacientes alérgicos. 8. Na bexiga só demonstra lesões da luz.3.

A urografia excretora permitiu e ainda permite importantes avanços na investigação e no tratamento das doenças do trato urinário. permanecendo tudo bem. que deverá estar parcialmente cheia. geralmente faz a compressão na radiografia com 10 minutos. transplante e pós-operatório. porque estes revelam a aparência da luz e as características do fluxo líquido. TC. A urografia excretora é completada pela US. Após 15 minutos.0 – CONCLUSÃO Concluímos que a urografia excretora é bastante importante no papel do diagnóstico do aparelho urinário. A faixa de compressão é contra indicada quando o paciente apresentar massa abdominal. importante observar a ocorrência de reações alérgicas tardias. Chassis: 24 cm x 30 cm transversal para as radiografias de 5 m e 10 m. a eficácia do exame não deve ser subestimada. 2 m. 15c m e 25 cm e 18 cm x 24 cm transversal para as radiografias localizadas da bexiga. é a fase nefrograma. o rim estará começando a concentrar o contraste. . . para impedir o enchimento da bexiga e faz com que o contraste fique no ureter. fazse uma radiografia pós-miccional. Durante as primeiras 24h após o exame recomenda-se a ingestão de líquidos para ajudar na eliminação do contraste injetado. 30 cm x 40 cm ou 35 cm x 43 cm longitudinal para as radiografias simples. cálculos renais e ureterais.C. Se tudo correr bem faz uma radiografia de bexiga cheia. 9. Em geral o trato urinário tubular é mais bem avaliado por exames contrastados. RM que fornecem informações anatômicas adicionais e podem mostrar as características de uma massa tumoral. Em casos de pacientes hipertensos (pressão alta). e 3 m. ureter e a bexiga. R.perpendicular entrando no centro da região de interesse. Para estudar os ureteres faz compressão abdominal com placa de metal. Com 10 minutos faz-se uma radiografia renal onde já estará concentrado todo o sistema coletor. com 1 m. devem-se realizar seqüências rápidas de exposição logo após a administração do meio de contraste. Mesmo tendo suas limitações na qualidade da imagem quando se depende da função renal. como também suas reações adversas ao contraste. uma radiografia panorâmica deve ser feita para visualizar rins. Após 5 minutos se faz uma radiografia renal. O exame não termina enquanto o contraste não chegar até a bexiga.Após a radiografia simples injeta-se o contraste por via endovenosa (contraste iodado hidrossolúvel).

RESUMO Numa era de tantas tecnologias para diagnóstico médico. a urografia excretora ainda tem um importante papel diagnóstico. como a ultra-som. . tomografia e ressonância magnética. É com este tipo de exame que o trato urinário é visualizado e interpretado por radiologistas há décadas.

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