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APOSTILA DE CARTOGRAFIA

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  • 2.1 - COMUNICAÇÃO CARTOGRÁFICA
  • 2.2 - LINGUAGEM CARTOGRÁFICA
  • 2.2.1 Dimensão Espacial e Primitiva Gráfica
  • 2.2.2 Definição da Escala do Mapa
  • 2.2.3 Nível ou Escala de Medida
  • 2.2.4 Variáveis Visuais
  • 3.1 - A CARTA TOPOGRÁFICA
  • 3.2 - REPRESENTAÇÃO DO RELEVO
  • 3.2.1 Pontos Altimétricos
  • 3.2.2 Curvas de Nível
  • 3.3 - O MAPEAMENTO SISTEMÁTICO BRASILEIRO
  • 3.3.1 As convenções cartográficas
  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Apostila de Cartografia

APOSTILA DE CARTOGRAFIA

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SUMÁRIO 1- CARTOGRAFIA DEFINIÇÕES ......................................................................... 2- PROJETO DE SÍMBOLOS .................................................................................. 3.1 - COMUNICAÇÃO CARTOGRÁFICA ................................................................. 3.2 - LINGUAGEM CARTOGRÁFICA ....................................................................... 3.2.1 Dimensão Espacial e Primitiva Gráfica ................................................................ 3.2.2 Definição da Escala do Mapa ............................................................................... 3.2.3 Nível ou Escala de Medida ................................................................................... 3.2.4 Variáveis Visuais .................................................................................................. 3- CARTAS TOPOGRÁFICAS ................................................................................ 4.1 - A CARTA TOPOGRÁFICA ................................................................................. 4.2 - REPRESENTAÇÃO DO RELEVO ...................................................................... 4.2.1 Pontos Altimétricos .............................................................................................. 4.2.2 Curvas de Nível .................................................................................................... 4.3 - O MAPEAMENTO SISTEMÁTICO BRASILEIRO ........................................... 4.3.1 As convenções cartográficas ................................................................................. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 3 10 11 14 15 19 20 21 30 30 34 35 35 38 40 45

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1- Cartografia: Definições
A necessidade de conhecer aonde habitamos, de forma que possamos nos localizar, e portanto navegar no meio em que vivemos, estimulou o surgimento e o desenvolvimento da Cartografia. Com a Cartografia nós somos capazes de documentar o conhecimento sobre a superfície terrestre. Este conhecimento engloba todos os elementos, conceitos ou fenômenos cujas localizações em relação à superfície terrestre é conhecida. O que é, então, Cartografia? A Associação Cartográfica Internacional (International Cartographic Association – ICA apresentou a definição de Cartografia, em sua publicação Multilingual Dictionary of Techinal Terms in Cartography (MEYNEN apud DENT, 1999, p.4 ) como: “A arte, ciência e tecnologia de mapeamento, juntamente com seus estudos como documentos científicos e trabalhos de arte. Neste contexto pode ser considerada como incluindo todos os tipos de mapas, plantas, cartas e seções, modelos tridimensionais e globos representando a Terra ou qualquer corpo celeste, em qualquer escala.” Esta definição apresenta a Cartografia em duas partes, ou seja, o que é a Cartografia e os produtos gerados pelas atividades da Cartografia. Na primeira parte esta definição nos mostra que Cartografia é mapeamento, entendendo mapeamento como a geração dos documentos cartográficos. Isto significa que a Cartografia engloba as atividades sequentes ao levantamento e processamento das informações sobre a superfície terrestre, sendo estas atividades desempenhadas nos trabalhos referentes à Geodésia, à Fotogrametria, ao Sensoriamento Remoto. A segunda parte apresenta os produtos gerados pela Cartografia. De todos estes produtos, provavelmente os mais comumente encontrados são os mapas e as cartas. Talvez porque sejam os mais utilizados e portanto os mais úteis. Neste momento da análise da definição de Cartografia nos deparamos com uma interessante questão: qual é a definição de mapa ou carta? Antes de responder a esta pergunta, vamos nos ater a uma outra questão que possa ser arguída: existe diferença entre mapa e carta? Ou melhor, mapa é diferente de carta? A diferença entre estes dois termos, utilizados para denominar representações de regiões da superfície terrestre, é consequência de suas diferentes origem. Ambas as denominações se referem ao mesmo tipo de produto, portanto conceitualmente mapa e carta são sinônimos. O uso da palavra mapa, para o significado citado, é originária da Idade Média, da palavra latina mappae, utilizada para denominar o mapa do mundo, em latim mappae mundi, que significa “pano do mundo” (Figura 1.1). A denominação carta surgiu no século XIV, com o comércio marítimo, com o termo cartas portulanas, designição portuguesa para cartas marítimas (Figura 1.2). Como então podemos definir mapa? KEATES(1988, p.3) define mapa como sendo uma “imagem gráfica bidimensional que mostra a localização de coisas no espaço, isto é, em relação à superfície terrestre”. Segundo o NRC (2004) mapa é “uma representação gráfica (comumente sobre uma superfície plana) da organização espacial de qualquer parte do universo físico em qualquer escala, que simboliza uma variedade de informações, tanto estáticas quanto dinâmicas”. Ambas as definições afirmam que mapa é uma imagem ou representação gráfica, ou seja, é um tipo especializado de imagem gráfica. O mapa é uma imagem gráfica especial porque nele estão representadas feições cuja localização em relação à superfície terrestre é conhecida. Na definição de KEATES(1988) esta característica dos mapas está referida como “a localização de coisas no espaço, isto é, em relação à superfície terrestre”, enquanto na definição apresentada pelo NRC(2004) temos ENGENHARIA CARTOGRÁFICA - UFPR

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“organização espacial de qualquer parte do universo físico”. Neste caso, a definição não limita os mapas à representação de feições terrestres, mas inclui o “universo físico”, o que pode abranger outros planetas. Além disso, a definição do NRC explicita a representação em escala e a utilização de símbolos cartográficos, quando cita “que simboliza uma variedade de informações”.

FIGURA 1.1 - Detalhe da parte superior do Mapa Mundi de Hereford
Fonte: BRITANNIA (2004)

FIGURA 1.2 - Um exemplo de uma Carta Portulana
Fonte: RAISZ, 1948, p.18

Assim destas duas definições nós podemos obter algumas importantes características dos mapas, ou seja: - São imagens gráficas bidimensionais; ENGENHARIA CARTOGRÁFICA - UFPR

4 e 1. Os mapas de propósito geral (Figura 1.As feições são informações cujas localizações em relação à superfície terrestre são conhecidas. sendo um exemplo comum as cartas topográficas.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 5 .3 .Exemplo de um mapa de referência geral (em escala reduzida do original) Fonte: SIMIELI e DE BIASI. 1999 ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . . pois devem atender a qualquer atividade para a qual seja necessário o conhecimento da localização de todas as feições visíveis na paisagem. nas quais a localização espacial é a principal informação adquirida do mapa. e os mapas temáticos. estes mapas são construídos para a representação da localização de uma variedade de diferentes feições. De acordo com esta classificação os mapas podem ser classificados em mapas de propósito geral.A representação das feições é realizada em uma determinada escala.A representação da localização geográfica e em escala exigem o uso de uma projeção cartográfica. . As cartas topográficas (Figuras 1. A classificação mais comum dos mapas é a que os agrupa de acordo com a finalidade para a qual são construídos. .5) são um tipo de mapa de referência geral. FIGURA 1. Portanto.3) são assim denominados pois podem ser úteis em diversas situações.Estas imagens são resultados da aplicação de símbolos gráficos para representar as feições.UFPR .

Carta Topográfica do Centro Politécnico na escala 1:5000 (em escala reduzida do original) Fonte: DGEOM – Departamento de Geomática da UFPR ENGENHARIA CARTOGRÁFICA .APOSTILA DE CARTOGRAFIA 6 FIGURA 1.4 .UFPR .

O propósito dos mapas temáticos é mostrar as características estruturais de alguma distribuição geográfica particular. 1.8 apresentam três exemplos de mapas temáticos. As Figuras 1. p.82 Segundo DENT (1999.Parte da Carta Topográfica Antonina na escala 1:50.5 . p. ENGENHARIA CARTOGRÁFICA .000 (em escala reduzida do original) Fonte: FRIEDMANN. a Associação Cartográfica Internacional (ICA) define mapa temático como “um mapa projetado para revelar feições ou conceitos particulares.7 e 1. 2003.7).APOSTILA DE CARTOGRAFIA 7 FIGURA 1.6. no uso convencional esse termo exclui as cartas topográficas”.UFPR .

APOSTILA DE CARTOGRAFIA 8 FIGURA 1. 2003 ENGENHARIA CARTOGRÁFICA .Mapa de vegetação do Brasil (em escala reduzida do original) Fonte: SIMIELI e DE BIASI.UFPR . 1999 FIGURA 1. de acordo com o censo 2000 Fonte: FJP e IPEA.6 .7 – Mapa temático representando as taxas de mortalidade de crianças até 5 anos.

8 – Mapa do Índice de Vegetação Fonte: ENGENHARIA CARTOGRÁFICA .UFPR .APOSTILA DE CARTOGRAFIA 9 FIGURA 1.

APOSTILA DE CARTOGRAFIA 10 2 – Projeto de Símbolos Ao compararmos uma fotografia aérea com um mapa de uma mesma região (Figura 2.1. Porém.UFPR . Além disso. Os dois produtos são imagens gráficas bidimensionais (ou planas). as ruas ou as rodovias.1 – Comparação de uma fotografia aérea com um mapa (em escala reduzida) Se a utilização de uma projeção cartográfica fosse a única diferença entre fotografia aérea e mapa. Estes elementos. Olhando a fotografia aérea apresentada na Figura 2. com segurança. em Cartografia são denominados de feições. Por outro lado. Nos símbolos estão embutidas as informações ausentes nas imagens fotográficas. nós poderíamos dizer que ortofotos são também mapas. teríamos que verificar in loco. Estas diferenças nos indicam importantes características dos mapas. não podemos saber que tipo de edificação. de elementos relacionados à superfície terrestre. com certeza. as diferentes feições existem nesta região. em escala. notamos que a principal diferença entre ambos está em como as feições são apresentadas.1) podemos perceber as diferenças entre ambos estes produtos. pois as feições são graficamente representadas de acordo com uma projeção cartográfica. se comparamos as ortofotos com os mapas. afirmar aonde estão as ruas e as rodovias? O que nos permite conhecer o que está representado nos mapas é a simbologia criada para representar as feições. Na ortofoto (Figura 2. FIGURA 2. Se quisermos conhecer. Analisando agora a carta topográfica da Figura 2. e que são visíveis na fotografia.2) as feições são representadas como imagens fotográficas do mundo. mas não temos certeza. nos mapas as feições são representadas com símbolos cartográficos. quais ruas ou rodovias estamos vendo na fotografia.1 nós podemos deduzir aonde estão as edificações. ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . que podem ser objetos. podemos. fatos ou conceitos. Porém nos mapas as localizações geográficas são conhecidas.

sem precisarmos visitar estes locais. o que se denomina. Para cada mapa a ser construído é definida uma simbologia.2 – Ortofoto de uma região de Washington. Assim.1 .UFPR . 2004 Os símbolos cartográficos aumentam o nível informativo dos mapas. o conjunto dos símbolos cartográficos formam. Isto porque com uma simbologia adequada. de linguagem cartográfica. este uso ocorre num processo de comunicação. e a informação representada pelos símbolos cartográficos é transformada em conhecimento no uso dos mapas. chamado de comunicação cartográfica. Como os mapas armazenam informação. faz parte do projeto de uma novo mapa a definição da simbologia que será utilizada para a representação das feições. ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . os mapas nos informam sobre a localização e as características das feições representadas. pretendemos que os usuários deste mapa entendam facilmente o que está nele representado.COMUNICAÇÃO CARTOGRÁFICA Quando construímos um novo mapa. e nos possibilitam conhecer diversas características de qualquer lugar do mundo. DC. No processo de comunicação cartográfica.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 11 FIGURA 2. EUA Fonte: USGS. 2.

E como fazer para que estas realidades se sobreponham? Gerar a sobreposição é tarefa do cartógrafo. tanto ao cartógrafo quanto ao usuário. o propósito que o usuário destinará ao mapa. Essa situação está representada na Figura 2. para que o mapa criado pelo cartógrafo seja corretamente entendido pelo usuário. Dentro desta “realidade”. e como tal mapa não seria eficiente em termos de comunicação cartográfica. Esta sobreposição é essencial para que a comunicação aconteça. pois o mapa deve apresentar as semelhanças e diferenças entre as classes temáticas representadas. Esta estruturação das informações de acordo com suas classificações é importante no projeto cartográfico.3 pela sobreposição das realidades do cartógrafo e do usuário. realidade realidade do cartógrafo realidade do usuário mente do cartógrafo abstração cartográfica MAPA reconhecimento mente do usuário FIGURA 2. Com a classificação objetivamos estruturar as informações a serem representadas. Como não é possível representar num único mapa todas as feições e fenômenos conhecidos. e para que o usuário necessita deste mapa. 1995 Os mapas são criados para diversas finalidades. As feições a serem representadas e suas características definem os temas dos mapas temáticos. mapas geológicos. do cartógrafo e do usuário. o que define o propósito do mapa. Alguns mapas têm suas denominações consagradas pelo propósito a que se destinam.3 – Comunicação Cartográfica Fonte: PETERSON. Conseqüentemente. isto é. sobre o mundo. ENGENHARIA CARTOGRÁFICA .APOSTILA DE CARTOGRAFIA 12 A comunicação ocorre quando a informação representada é apropriadamente entendida pelo usuário. Conhecendo-se o propósito do mapa pode-se decidir quais feições.UFPR . que para tanto deve conhecer quem é o usuário do mapa que está sendo projetado.3 é o mundo que nos rodeia. e por isso são também chamadas de informações temáticas. o próximo passo no projeto do mapa é definir a classificação destas informações. uma das tarefas do projeto cartográfico é selecionar as feições que serão representadas. tais como. mapas pedológicos e mapas rodoviários. O que é denominado de “realidade” na Figura 2. Definidas as informações temáticas a serem representadas. As semelhanças e diferenças são determinadas com base nas características a serem representadas da informação temática. como uma parte dela. Esta decisão depende diretamente de quais tarefas o usuário realizará com o mapa. a primeira tarefa de um projeto cartográfico é definir o propósito do mapa. ou propósitos. de acordo com suas semelhanças e diferenças. se encontram a “realidade do cartógrafo” e a “realidade do usuário” as quais representam o conhecimento. A sobreposição destas realidades ocorre quando existe um conhecimento do mundo que é comum. ou seja. devem ser representadas no mapa. as quais atendem às necessidades dos usuários. bem como suas características.

Neste caso. limites de bairros e limites municipais. hidrografia. Número de vagas: com classes definidas numericamente. a principais feições do mapa devem ser as escolas de ensino fundamental. No projeto cartográfico de um mapa temático. as escolas serão representadas com três diferentes classificações: Mantenedores: estadual. que são as principais referências geográficas para estes mapas temáticos. de acordo com as necessidades dos usuários. o qual representa o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – IDHM do Brasil em 2000. após determinadas as informações temáticas e suas classificações. desempenhando a tarefa de planejamento de vagas para o ensino fundamental. as feições representadas nas cartas topográficas. 1ª a 8ª séries. o cartógrafo deve decidir sobre a base cartográfica do mapa. e ensino médio. ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . a base cartográfica é composta pelos limites estaduais. Com base nestas características. o qual apresenta o mapa da vegetação do Brasil. o nível escolar e o número de vagas disponíveis. a base cartográfica é composta pelas feições topográficas. As características da feição (informação temática) escola de ensino fundamental que devem ser representadas são os mantenedores. ou seja.5. a base cartográfica para tais mapas poderia ser composta pelo arruamento. rodovias. a qual é resultado da simbologia cartográfica criada. 2003 No exemplo da Figura 2.4– IDHM do Brasil em 2000 Fonte: FJP e IPEA.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 13 através da imgem resultante do projeto cartográfico. a base cartográfica é composta pelos limites estaduais. Num mapa temático.6 apresenta uma base cartográfica com um maior número de feições. Nível escolar: 1ª a 4ª séries. Por exemplo. Para esclarecer o raciocínio aqui apresentado usaremos um exemplo no qual o usuário do mapa é a Secretaria Municipal de Educação de Curitiba. Utilizando novamente o exemplo das escolas de ensino fundamental. no mapa temático da Figura 2. que serão necessárias como referência espacial ao tema representado. municipal ou privada. O mapa da Figura 2. ou seja. a base cartográfica é composta pelas feições limites estaduais e a hidrografia. ferrovias e cidades.4. FIGURA 2.UFPR .

1999 FIGURA 2. 1999 2. temos informação suficiente para ENGENHARIA CARTOGRÁFICA .UFPR .APOSTILA DE CARTOGRAFIA 14 FIGURA 2.6 – Mapa da Divisão Político-Administrativa da Região Sudeste do Brasil (em escala reduzida do original) Fonte: SIMIELI e DE BIASI.5 – Mapa de Vegetação do Brasil (em escala reduzida do original) Fonte: SIMIELI e DE BIASI.LINGUAGEM CARTOGRÁFICA Sabendo-se quais feições devem compor o mapa.2 . e no caso dos mapas temáticos incluindo as feições que definirão a base cartográfica.

definido pelas características a serem representadas do fenômeno. A definição da linguagem cartográfica é baseada em tres aspectos dos símbolos que são dependentes. para os propósitos do mapa. compõem o que chamamos de linguagem cartográfica.Y. ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . uma de suas dimensões caracteriza seu comportamento espacial. incluindo seus significados. ou no espaço (tridimensional). quadras urbanas. e portanto suas extensões no espaço devem ser representadas no mapa. Assim. como é o caso do relevo. e portanto sua localização espacial é definida com um par de coordenadas (p. portanto para cada mapa é definido uma linguagem cartográfica. que serão usadas para representar as feições e suas classificações. de área ou volumétricos.7) pode ser considerada como adimensional se. lineares.Y) se bidimensional. X. X.2. As dimensões espaciais são definidas em função das características espaciais a serem representadas do fenômeno. praças (Figura 2. As feições volumétricas (ou de volume) (Figura 2. As feições volumétricas podem ser representadas pelas suas superfícies. Como exemplo. ou uma tripla de coordenadas (p. Por exemplo.7 – Ilustração de árvores consideradas com dimensão pontual Os fenômenos são considerados lineares se são unidimensionais. as variáveis visuais (variações visuais) das primitivas gráficas.9). o nível (ou escala) de medida. O conjunto dos símbolos. ex. FIGURA 2. e é suficiente para os propósitos do mapa. a feição árvore (Figura 2. ex.Z) se tridimensional.UFPR . sendo apenas necessário o conhecimento de sua localização pontual. sendo um exemplo os volumes rochosos. um fenômeno é definido como pontual quando é considerado como adimensional. e sua tridimensionalidade deve ser representada no mapa.8) quando a localização espacial é definida por uma linha no plano (bidimensional).10) são tridimensionais. suas dimensões não são relevantes.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 15 definir os símbolos cartográficos. 2. ou seja. Alguns exemplos de feições que podem ser definidas como tendo a dimensão espacial de área são áreas de vegetação.1 Dimensão Espacial e Primitiva Gráfica De acordo com as dimensões espaciais os fenômenos podem ser pontuais. o conjunto de feições e suas características variam para os diferentes mapas. sendo estes: a dimensão espacial da feição e a primitiva gráfica para representá-la. como também pelo seu volume verdadeiro. podemos citar as feições rodovia ou arruamento (Figura 2. Como cada mapa a ser construído deve ser projetado e construído em função das necessidades de seus usuários. Os fenômenos de área são caracterizados por serem bidimensionais.

necessariamente. Nos mapas bidimensionais. como exemplifica a Figura 2. representadas pela primitiva gráfica ponto. Consequentemente. as feições definidas com as dimensões espaciais pontual serão. e da escala do mapa. e deve ser baseada nas características das próprias feições e nos propósitos estabelecidos para o mapa.8 – Ilustração da rodovia e das ruas consideradas com dimensão linear FIGURA 2.10 – Ilustração da superfície do relevo como dimensão volumétrica Fonte: EMBRATUR As primitivas gráficas são definidas em função das dimensões espaciais do fenômeno (ou feição) a ser representado. as feições são representadas com as primitivas gráficas ponto.9 – Ilustração das quadras consideradas com dimensão de área FIGURA 2. ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . das dimensões da própria representação. linha e área. A correspondência entre a dimensão espacial da feição e a primitiva gráfica de representação é uma das decisões sobre a linguagem cartográfica.UFPR .APOSTILA DE CARTOGRAFIA 16 FIGURA 2. que podem ser bidimensional ou tridimensional.11 que mostra a fotografia aérea e a representação no mapa das árvores isoladas.

então a primitiva utilizada é área. FIGURA 2. linha ou ponto.12 exemplifica a representação da feição rio.UFPR .APOSTILA DE CARTOGRAFIA 17 FIGURA 2. cuja dimensão espacial é linear. Uma área pode também ser representada apenas pela linha que a limita. A Figura 2.13). A simbolização de área deste exemplo ocorre quando a localização geográfica dos rios é representada por suas margens e a área ocupada pelo rio é representada graficamente.12 – Ilustração das primitivas gráficas linha e área utilizadas na representação da feição rio definida com a dimensão espacial linear Fonte: IBGE – Carta Topográfica Antonina As feições definidas como sendo de dimensão espacial área. podem ser representadas com as primitivas gráficas área.11 – Ilustração da primitiva gráfica ponto representando a dimensão espacial pontual das árvores As feições com dimensão espacial linear podem ser representadas tanto pela primitiva gráfica linha como pela primitiva gráfica área. representada tanto pela primitiva gráfica linha quanto pela primitiva gráfica área. e neste caso a primitiva ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . Se a área correspondente à extensão da feição for simbolizada (Figura 2.

do mapeamento suíço. como mostra a Figura 2. Quando o propósito definido para o mapa não exige o conhecimento das extensões espaciais de algumas feições de área. podemos assumir que a primitiva gráfica a ser utilizada será o ponto.UFPR . e suas classificações. Analisando as características das escolas. estas podem ser representadas com a primitiva gráfica ponto. Isto porque para representar as diferentes classes de mantenedores. ilustrando a primitiva gráfica ponto representando a dimensão espacial área da feição área construída Fonte: SSC.13 – Ilustração da primitiva gráfica área representando a feição área urbana de dimensão espacial área Fonte: FRIEDMANN– Carta Topográfica Antonina FIGURA 2.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 18 gráfica é linha. de nível escolar e de ENGENHARIA CARTOGRÁFICA .14. A dimensão espacial da feição escola é área. FIGURA 2. 1975 Utilizando novamente o exemplo sobre o projeto cartográfico para as representações temáticas das escolas no Município de Curitiba. a primeira feição que devemos analisar em termos de dimensão espacial e primitiva gráfica é justamente escola.14 – Reprodução reduzida de parte de uma carta topográfica na escala 1:50000.

também. devemos analisar quais as consequências. Da mesma forma que no exemplo anterior a escala seria: E = 65000 / 5 = 13000 . deva ser possível a representação de seu símbolo pontual. então. ou seja.2. no mapa. vamos supor que esta seja de 8m. Porém esta é uma escala não usual. não há necessidade de representarmos a área geográfica de cada escola.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 19 número de vagas. Utilizando ainda o exemplo de uma mapa em grande escala de um espaço urbano. os limites de bairros e limites municipais são feições de dimensão espacial linear. A largura. pode-se estabelecer a escala do mapa. da rua de menor dimensão. percebemos que a escala deve ser definida em função do arruamento e das dimensões das quadras. Para este mapa nós determinamos que esta extensão linear deve ser representada com 5mm. Estabelecemos. serem representadas com a primitiva gráfica linha. como o exemplo da menor quadra. feições lineares que serão representadas com a primitiva gráfica linha. Utilizando novamente o exemplo dos mapas temáticos das escolas. A escala é determinada a partir do menor elemento a ser representado com suas verdadeiras extensões espaciais. que esta largura de rua será representada com uma dimensão de 5mm.UFPR . suas dimensões (largura) serão representadas na proporção direta da escala. No caso de áreas. Temos. O mesmo raciocínio deve ser empregado para as menores áreas. deve ser tal que seja possível representar os nomes das ruas. se nesta existir uma escola. As ruas são. Para este exemplo a escala deveria ser 1/1000. o que dificultaria o entendimento do mapa. deveríamos adotar a escala 1/10000. seja o mais próximo possível ao calculado. deve ser observada a menor extensão linear da feição. vamos ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . para as ruas de 6mm. definidas no mapa por suas linhas limitantes. precisamos estabelecer qual será a sua dimensão linear no mapa. nestes mapas. Neste caso a escala calculada seria 1/13000. Neste caso podemos assumir que o maior símbolo pontual tenha em sua maior dimensão (diâmetro de um círculo ou lado de um quadrado) 8mm.2 Definição da Escala do Mapa Tendo-se definido as primitivas gráficas para a representação das feições. Das feições da base cartográfica. Neste caso consideramos a menor largura. e analisando agora as feições da base cartográfica. 8m. Um exemplo de menor distância a ser representada. com uma fonte de por exemplo 4mm de altura. 2. por parte do usuário. A dimensão da menor quadra no mapa deve ser tal que. O menor elemento pode ser uma distância ou uma área. Voltando ao exemplo da menor largura de uma rua. se adotarmos a escala 1/2000. No exemplo das quadras como menor área no mapa. para a representação gráfica das ruas com 8m de largura. que devem. Se esta escala nos parece muito grande para os propósitos deste mapa. Para que este símbolo possa estar totalmente dentro da quadra. Neste caso temos: E = 8000 / 5 = 1600 . então. Como esta é também uma escala não usual. e estas linhas é que serão simbolizadas. que utilizar um valor de escala que. sendo o espaçamento entre as letras e a borda da rua de 1mm. a menor área pode ser a menor extensão possível de uma quadra. dentro das escalas convencionais. Sabendo-se qual a menor extensão linear a ser representada. A escala nominal do mapa seria de 1/1600. no mapa. imaginemos uma quadra cuja menor extensão linear é 65m. pode ser a menor largura de rua para um mapa de uma cidade em escala grande.

e representam o nível de conhecimento que temos sobre as feições que serão representadas nos mapas. com o qual as características das feições foram definidas. Portanto. Exemplos de mapas que retratam informações nominais são: mapa dos tipos de solos. Os níveis (ou escalas) de medidas são tentativas de estruturar as observações sobre a realidade. ou mapa dos tipos de culturas agrícolas. definidora da escala do mapa. é muito maior que a escala para representar as quadras. e portanto. 1985): nominal: a palavra-chave é identificação. Essas características são definidas de acordo com os níveis de medida nos quais os dados são obtidos. pois esse nível permite apenas distinguir igualdades e desigualdades. Para este mapa das escolas temos: Mantenedores: como neste caso é importante apenas a distinção das escolas que são estaduais. e portanto as igualdades e desigualdades dos intervalos numéricos entre classes. Contudo. média e alta fertilidade. Diante disso. ordinal: acrescenta-se ordenação à identificação. por exemplo. teríamos: E = 5000000/12 = 416667 . não havendo qualquer tipo de ordenação entre elas. Para a menor quadra. em sua menor dimensão. as magnitudes não são absolutas. o ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . Os níveis de medida também podem ser agrupados em duas categorias: qualitativos e quantitativos. tal como a densidade demográfica. no nível de medida de razão os eventos são ordenados e as diferenças numéricas entre as classes são conhecidas. Com a escala Celsius.3 Nível ou Escala de Medida O próximo passo na definição da linguagem cartográfica é decidir sobre o nível de medida. Porém as medidas numéricas são absolutas. ou seja. No exemplo do projeto cartográfico para o mapeamento das escolas. Exemplo de mapeamento usando o nível de medida ordinal é um mapa de fertilidade do solo mostrando regiões de baixa. a diferença numérica entre as classes é conhecida. a simbologia escolhida deve representar apropriadamente as características das feições determinadas pelo propósito do mapa. Realizando estes cálculos observamos que a escala para representar o arruamento. assumimos neste projeto cartográfico que o mapa será representado na escala 1/10000. Sendo o mapa um meio de comunicação visual. pois não conhecemos as variações numéricas entre as diferentes classes de informação. sendo comum exemplificá-lo através das escalas de temperatura Celsius ou Fahrenheit.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 20 assumir que esta deva ser representada. significando que são conhecidos pelos seus “nomes”. Considerando as ruas a escala seria: E = 800000/6 = 13333 .UFPR . podendo estes serem (DENT. qualquer ponto inicial pode ser usado. intervalar: além da identificação e ordenação.2. Para mapear as informações geográficas é necessário o conhecimento de quais níveis de medida estão envolvidas nas informações que serão mapeadas. permitindo uma classificação hierárquica do fenômeno. De acordo com o mesmo raciocínio. com 12mm. os grupos de informação são denominados. permitindo a representação de razões. como demanda o projeto. que tem em sua menor dimensão 50m. não se pode afirmar que 50oC é duas vezes mais quente do que 25oC. 2. os níveis de medida são determinados a partir das classificações das feições. os níveis de medida intervalar e de razão são também denominados de quantitativos ou numéricos. de razão: semelhante ao nível de medida intervalar. Os níveis de medida nominal e ordinal são também chamados de qualitativos. municipais ou privadas.

significa dizer que o que nós vemos na imagem do mapa está diretamente relacionado com as diferentes características representadas da feição. como podemos diferenciar as várias feições cartográficas utilizando apenas as primitivas gráficas ponto. ou seja. portanto. linhas ou áreas são realizadas. e a comunicação eficiente da informação cartográfica depende da relação adequada entre o nível de medida e as variações da primitiva gráfica. Dizer que as propriedades perceptivas visuais dos símbolos representam as características do nível de medida definido para um determinado grupo de feições cartográficas. como se nós fôssemos os usuários dos mapas. A primeira variável visual analisada é tamanho. apresentando apenas quatro classes de uma feição. diferentes entendimentos do comportamente espacial da feição. Nível escolar. Porém. Este resultado é obtido se a simbologia para o mapa é estabelecida de forma que as propriedades perceptivas visuais. O objetivo destes exemplos é mostrar como as variações gráficas de um mapa estimula diferentes raciocícios e. Estes exemplos são hipotéticos pois representam uma situação abstrata.2. de 1ª a 8ª séries. com base na tipologia descrita por MACEACHREN (1994a). A pergunta seguinte é: como escolher a variável visual a ser adotada de forma que as características das informações cartográficas sejam adequadamente representadas? Isto nos remete a uma das decisões muito importante num projeto cartográfico que é escolher as variáveis visuais. Um dos primeiros trabalhos que sistematizou o uso de variáveis visuais em mapas foi apresentado por BERTIN (1983). pelas variáveis visuais. Com base na tipologia proposta por BERTIN (1983) os resultados das pesquisas posteriores em comunicação cartográfica sugeriram modificações e ampliação do conjunto de variáveis visuais. Se perguntarmos para algumas pessoas o que elas acham que estaria representado neste mapa. 2. na Cartografia. pois os raciocínios estimulados pela percepção visual estão mais próximos das variações das feições representadas. lineares ou de área.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 21 nível de medida a ser adotado deve ser o nominal. representam as características do nível de medida com o qual a feição cartográfica está definida. e ensino médio: assumindo que é importante conhecer a evolução temporal da formação educacional das crianças e adolescente. a mesma feição pode ser representada de diferentes formas em diferentes mapas. das classificações estabelecidas para estas feições. e a legenda é genérica. sem indicar especificamente a feição representada. sendo então definido o nível de medida de razão. linha e área? O que significa perguntarmos como estas primitivas gráficas podem variar de forma a representar as características a serem representadas das informações cartográficas? As variações gráficas dos pontos.4 Variáveis Visuais Considerando os mapas bidimensionais. a maioria responderia “a variação em quantidade de alguma feição”. de maneira que haja uma correspondência direta entre as variações das feições representadas e as variações gráficas das primitivas gráficas. dos símbolos pontuais. Número de vagas: neste caso a diferenciação entre as escolas será representada no mapa por classes numéricas. alguns mapas são mais eficientes do que outros. Portanto. Ambos os raciocínios remetem ao mesmo conhecimento sobre a feição. ou do menor ao maior”. definido como de 1ª a 4ª séries. As variações das feições cartográficas são consequentes do nível de medida usado para definí-lo. do menos ao mais. Para entendermos este processo vamos analisar um série de exemplos de mapas hipotéticos. exemplificada no mapa hipotético da Figura 2. para a representação de qual nível de medida a variável visual tamanho é adequada? ENGENHARIA CARTOGRÁFICA .15. o nível de medida deve ser ordinal. Desta forma. Outras responderiam “uma variação em ordem.UFPR . Neste texto nós estudaremos as variáveis visuais mais comumente utilizadas na construção de mapas.

nos projetos de mapas. verde.15 – Exemplo hipotético do uso da variável visual tamanho para símbolos pontuais Fonte: ROBBI. será correto e não deixará margens a dúvidas. se a variável visual tamanho é adequada para a representação dos nível de medida numérico e ordinal. luminosidade (ou valor) e saturação de cor. no nosso caso da Língua Portuguesa. A Figura 2.15) nós responderíamos os níveis de medida intervalar e de razão.17).UFPR . Portanto é conhecido pela denominação propriamente dita da cor. bastante comuns são as dimensões da cor. pretendemos que o mapa resultante deste processo tenha um alto poder de comunicação. vermelho. Outras variáveis visuais muito úteis. Nos exemplos de mapas hipotéticos da Figura 2. FIGURA 2. com os diferentes tipos de vegetação variando do verde claro ao verde escuro.16 ilustra um mapa no qual a variável visual tamanho foi utilizada. Os tons de cores são usualmente representados por um diagrama denominado de círculo de cores (Figura 2. e por isso agrupados em numérico ou quantitativo. são considerados como tendo as mesmas soluções de variáveis visuais. e os rios em azul. e que o conhecimento adquirido pelos usuários. o conhecimento sobre as cores deve ser mais preciso do que o uso das cores no nosso cotidiano.19 as feições ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . 1985). Consequentemente. Isto significa dizer que as informações cartográficas estarão corretamente representadas. não é suficiente definirmos as cores e suas variações pelas suas denominações da linguagem. ela não é adequada para a representação do nível de medida nominal. Neste caso a variável visual tamanho estimularia um raciocínio visual de ordem de grandeza não existente na definição da informação representada.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 22 Voltando às definições dos diferentes níveis de medida e com base nos estímulos visuais provocados por este mapas (Figura 2. Isto poderia induzir os usuários a um entendimento errado do que está representado no mapa. 2000 Os níveis de medida intervalar e de razão. O tom de cor é definido como sendo a variação qualitativa da cor. num projeto cartográfico não é suficiente definirmos que a vegetação será representada em verde.18 e 2. Para que isto possa ser alcançado. qual verde e qual azul? Como deve ser este verde claro e este verde escuro? Para resolvermos este problema nós utilizamos os conceitos de dimensão da cor. amarelo. através do uso deste mapa. As cores são definidas segundo 3 dimensões. ou seja. O possível e provável problema da definição destas cores é que nós poderíamos perguntar. denominadas de tom (ou matiz). Por outro lado. azul. etc. e portanto. e corresponde ao seu comprimento de onda no espectro visível (DENT. Exemplificando. Quando desenvolvemos um projeto cartográfico. podendo também ser adotada para o nível de medida ordinal.

Portanto. respectivamente.UFPR . se perguntássemos a um grupo de pessoas o que elas acham que estes mapas estariam representando. Com estas respostas podemos perceber que os diferentes tons de cor estimulam raciocínios que induzem as pessoas a esperar que no mapa estejam representadas diferentes feições.16 – Mapa da população total por estado no Brasil.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 23 estão representadas por símbolos pontuais e de área. FIGURA 2. censo 2000. Consequentemente. provavelmente a maioria das respostas seriam algo como “este mapas representam diferentes tipos de feições”. diferenciados pela variável visual tom de cor. a variável visual tom de cor deve ser utilizada para a representação de feições cujas características são definidas no nível de medida nominal. esta variável visual não é ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . representada com a variável visual tamanho FIGURA 2.17 – O círculo dos tons de cores Novamente.

UFPR .20 e 2. 2000 ENGENHARIA CARTOGRÁFICA .21 ilustram o uso da variável visual tom de cor.Exemplo hipotético do uso da variável visual tom de cor para símbolos de área Fonte: ROBBI. 2000 FIGURA 2. FIGURA 2.18 .19 .APOSTILA DE CARTOGRAFIA 24 adequada à representação de feições caracterizadas nos níveis de medida ordinal ou numérico. As Figuras 2. 2000 FIGURA 2.20 – Representação temática utilizando a variável visual tom de cor para primitiva gráfica ponto Fonte: ROBBI.Exemplo hipotético do uso da variável visual tom de cor para símbolos pontuais Fonte: ROBBI.

dissociada de um tom de cor. exatamente como este conceito é definido. como já comentado. por exemplo verde claro e verde escuro. Para a variação em luminosidade da cor isto significa a mensuração da quantidade de luz branca na cor. na construção de um mapa.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 25 FIGURA 2.23. A variação em luminosidade de cor. 2000 A luminosidade da cor (ou valor da cor) é definida como a quantidade de luz branca incidente na cor (DENT. são as variações em tons de cinza. Na linguagem comum é o que chamamos de claro ou escuro das cores. O verde é o tom de cor. e claro ou escuro é a variação em luminosidade da cor. na Cartografia estas variações são definidas com maior precisão. FIGURA 2.22.22 – Ilustração da variação da luminosidade de cor (tons de cinza) ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . Porém.21 – Representação temática utilizando a variável visual tom de cor para primitiva gráfica área Fonte: ROBBI. como exemplificado na Figura 2.UFPR . A utilização da variação em luminosidade para o tom de cor azul é ilustrada na Figura 2. 1985).

A ordem de importância pode ser. cronologia.25 mostra esta variável visual aplicada a um tom de cor. o que na linguagem não técnica chamamos de tons claros e tons escuros. uma variável visual mais apropriada à representação do nível de medida numérico.UFPR . médio e superior. Com isto. O exemplo da Figura 2. e assim por diante. o tom de cor não é considerado como variável visual. pois não está determinando as diferenças visuais entre as classes do mapa. e neste caso. apenas. Por não termos. Porém. como já descrito anteriormente. esta variável visual pode ser definida para um determinado tom de cor. nós verificaríamos que a maioria das pessoas vêem uma ordem visual. dissociada de qualquer tom de cor. 2000 O exemplo hipotético apresentado mostra a variável visual valor de cor. importância.23 – Ilustração da variação em luminosidade de cor aplicada ao tom de cor azul Adotando o mesmo raciocício para analisar o exemplo hipotético apresentado na Figura 2.Exemplo hipotético do uso da variável visual valor de cor para símbolos de área Fonte:ROBBI. tais como. por exemplo. fundamental.24. Um exemplo de ordem hierárquica seria a representação das escolas pelos seus níveis de ensino oferecidos. o qual representa classes de feições representadas pela variável visual valor (ou luminosidade) de cor. o que vemos é uma variação de tons de cinza. FIGURA 2. quando as feições são de área. a evolução da ocupação urbana de uma cidade. As ordens cronológicas estão associadas às variações temporais de feições. da solução gráfica definida para a simbologia destes mapas. nós utilizamos a ordem visual estimulada pelo valor de cor. ao ver este mapa as pessoas esperariam a representação de alguma ordem associada às feições representadas. e por isso. até o momento. tal como.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 26 FIGURA 2. a representação dos diferentes graus de pureza de jazidas de carvão. Esta ordem pode representar hierarquia. Os tons de cor fazem parte.24 . e associamos um valor numérico às classes representadas no mapa. ENGENHARIA CARTOGRÁFICA .

valor de cor é uma variável visual mais comum do que saturação de cor. o tom da cor. a cor de transforma em cinza. A saturação de cor é definida como o quanto a cor se afasta da cor neutra (DENT. os efeitos visuais da incidência de branco e de tons de cinza na cor são diferentes. em projetos cartográficos. estamos trabalhando com a dimensão luminosidade de cor.27. em 1993. a variação em luminosidade de cor também seria uma variação em saturação de cor. Estados Unidos. A Figura 2. do preto ao branco. de acordo com o censo 2000 Fonte: FJP e IPEA.25 – Mapa da taxa de analfabetismo entre 15 e 17 anos.26 mostra um tom de cor amarelo variando em saturação.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 27 FIGURA 2. ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . Quando utilizamos porcentagens de cinza numa cor. quando trabalhamos com porcentagem de branco num determinado tom de cor. 1985). do que a saturação de cor. das variáveis visuais valor de cor e saturação de cor. Sem maiores explicações pode ser difícil entender este conceito. ou seja. na prática do projeto cartográfico. no Brasil. Assim. Para o mapa da esquerda foi utilizada a variável visual saturação de cor.UFPR . Porém. Cor neutra é a variação dos tons de cinza. é apresentado o exemplo da Figura 2. De acordo com a definição de saturação de cor. enquanto que no da direita valor de cor. Devido a isto. trabalhamos com a variação em saturação da cor. De uma maneira mais simples. 2003 A terceira dimensão da cor é a saturação de cor. Estes mapas representam as quantidades de trigo colhido no Estado de Kansas. e estas diferenças visuais são importantes no projeto gráfico dos símbolos. não há percepção do tom de cor. Quando o nível de dessaturação é máximo. Este exemplo nos mostra que a variável visual valor de cor é mais eficiente visualmente. Isto significa que a cor saturada é resultado apenas da combinação dos comprimentos de onda que definem seu tom. Para entender melhor a diferença. nós podemos dizer que a saturação de cor diz respeito à pureza da cor.

aplicada a símbolos pontuais. 1999 O próximo exemplo hipotético (Figura 2.27 – Ilustração das variáveis visuais saturação de cor e valor de cor em mapas temáticos Fonte: SLOCUM. como para a variável visual tamanho.28) apresenta o uso da variável visual forma.28 .26 – Ilustração da variação em saturação de um tom de cor FIGURA 2. Neste caso a maioria das pessoas responderia que o mapa representa diferentes tipos de uma feição. Fazendo o mesmo exercício de raciocínio. Um exemplo de mapa para o qual foi utilizada a variável visual forma é mostrado na Figura 2. são conhecidas apenas as diferentes categorias da feição.29.UFPR . significando diferenças nominais. Então a variável visual forma é adequada para a representação de feições cujas características são definidas no nível de medida nominal. tal como um mapa representando as diferentes atividades industriais no Estado do Paraná.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 28 FIGURA 2. ou seja. devemos nos perguntar o que as pessoas deduziriam sobre o que estaria representado neste mapa.Exemplo hipotético do uso da variável visual forma para símbolos pontuais ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . FIGURA 2.

definindo o nível de medida ordinal. de acordo com as necessidades dos usuários. de 1ª a 4ª série. sendo eficientemente representado pela variável visual tamanho. com classes numericamente definidas. o nível de medida é de razão.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 29 FIGURA 2. municipais e privadas. de 1ª a 8ª séries.UFPR . para a Secretaria Municipal de Educação. ou seja. ou seja. Sendo o tom de cor mais eficiente visualmente. Na caso deste exemplo temos: Para o mapa sobre os mantenedores. No caso do mapa sobre os diferentes níveis escolares. o nível de medida já definido é o nominal. no qual estarão representadas as escolas estaduais. a variável visual tamanho seria adequada. ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . Quanto ao mapa sobre o número de vagas. Após determinadas as primitivas gráficas e os níveis de medida. esta variável visual é recomendada. e ensino médio. a representação cartográfica das escolas. se o mapa puder ser reproduzido em cores. devemos definir quais variáveis visuais são adequadas à representação das feições.29 – Exemplo de mapa temático representado com a variável visual forma Fonte: IBGE. 2002 Para ilustrar os conceitos sobre variáveis visuais vamos voltar ao exemplo utilizado neste capítulo. e portanto podemos adotar tanto a variável visual tom de cor como a variável forma.

suas classificações. Por outro lado. e assim por diante. Descobrir quais são as estradas existem no município em que a pessoa mora pode ser um exemplo de uso. igreja.1.1 – Ilustração da paisagem de uma região de Maceió Fonte: EMBRATUR As cartas topográficas são de propósito geral. o mar. se olharmos a paisagem. ao desenvolvimento de uma determinada atividade. Quando alguém deseja localizar alguma feição. tanto naturais como artificiais. devem ser úteis. Topografia. ruas. os mapas resultantes de um projeto cartográfico devem servir. as informações a serem representadas. as edificações. e estas são feições representadas nas cartas topográficas. Como visto no Capítulo 3. Nesta fotografia de uma paisagem da região de Maceió vemos casas. assim. as ruas. as cartas topográficas devem servir a qualquer atividade. O que são.1 . a higrografia. ou seja. e portanto a qualquer possível uso.UFPR . como ilustrado pela Figura 3. a ênfase do mapeamento topográfico deve estar no posicionamento acurado e preciso das feições representadas. FIGURA 3. “todas as feições identificáveis da superfície terrestre”? Para entendermos de uma maneira simples. Assim. ou seja.A CARTA TOPOGRÁFICA As cartas topográficas são assim denominadas porque representam a topografia. a vegetação. tudo que vemos deve estar representado na carta topográfica. a escala e a qualidade geométrica (acuracidade e precisão) da representação depende das necessidades do usuário. e ser adequados. a vegetação. as quais definem o uso dos mapas. Por ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . Neste aspecto um projeto de cartas topográficas difere de qualquer outro projeto cartográfico. para as quais é possível estabelecer uma posição específica. então. e portanto devem servir a qualquer usuário. segundo KEATES (1973) “são todas as feições identificáveis da superfície da Terra. ou até mesmo se localizar.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 30 3 – Cartas Topográficas 3. num projeto cartográfico. expressa em relação à superfície topográfica”. aos planejadores. Portanto. aos engenheiros e até ao público em geral. podemos dizer que são todas as feições visíveis na paisagem. Sendo assim. a toda a sociedade. por exemplo.

barragens.2 – Parte de uma planta topográfica na escala 1:500 (ilustração em escala aproximada) Fonte: SSC (1975) ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . o que significa representar “tudo” que vemos. etc. por exemplo. os diferentes níveis de detalhamento com que vemos o que exite na superfície terrestre é correspondente às representações topográficas em diferentes escalas. Uma outra analogia que pode auxiliar o raciocínio de generalização cartográfica é imaginarmos olhar a paisagem pela janela de um edifício de 2 andares.000. Os diferentes níveis de generalização cartográfica são ilustrados nas Figuras 3. maior detalhamento na representação dos limites das propriedades e das ruas nas escalas 1:500 e 1:2. a acuracidade e precisão deve ser compatível com a escala de representação. dentro dos limites da escala”. determina o nível de detalhamento da representação cartográfica. ou da janela de um avião em vôo. A escala da carta. 3. por sua vez. Nestas diferentes situações. a 5km ou a 10km de altura. agricultura.500 do que na escala 1:50. KEATES (1973) afirma que “O propósito fundamental das cartas topográficas é representar as feições em suas posições corretas (acuracidade e precisão). ou seja. que é a generalização cartográfica.2. Por isso. FIGURA 3. exploração de recursos minerais.) A representação da topográfica. açudes. nas quais podemos observar.3 e 3.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 31 isso.UFPR . do conjunto de “todas as feições identificáveis da superfície terrestre”. depende da escala da carta. Nesta última as vias de comunicação representadas são as estradas ao invés das ruas.4. e portanto em diferentes níveis de generalização. no topo de um edifício de 15 andares. uma vez que o mapeamento topográfico é a base para qualquer projeto e implementação da infraestrutura que deve servir a toda a sociedade (rodovias.

3 – Parte de uma planta topográfica na escala 1:2500 (ilustração em escala aproximada) Fonte: SSC (1975) FIGURA 3.4 – Parte de uma carta topográfica na escala 1:50000 (ilustração em escala aproximada) Fonte: SSC (1975) ENGENHARIA CARTOGRÁFICA .APOSTILA DE CARTOGRAFIA 32 FIGURA 3.UFPR .

cobertura vegetal. diferente de suas localizações. como no espaço tridimensional (X. Isto introduz complexidade visual na imagem resultante. segundo KEATES (1973). A classificação mais adequada ao mapeamento topográfico. Assim.4. Pela sua importância. Os projetos cartográficos de cartas topográficas em escalas médias e pequenas devem considerar a generalização cartográfica. Por isso.2 e 3.Y). As variações gráficas dos símbolos pontuais e lineares. Por representar a ocupação do homem na superfície terrestre. rochas.UFPR . incluindo a localização das fronteiras importantes”. a altimetria e a planimetria. é a partir destas feições que são definidas as escalas em mapeamentos sistemáticos.3). hidrografia. são considerados como elementos principais da topografia. tais como. as feições classificadas como meio humano são as mais importantes nas representações topográficas. Contudo. é definido por KEATES (1973) como “composto de todas as feições construídas pelo homem. os projetos de representações topográficas devem ser diferenciado para cartas em escalas grandes e para cartas em escalas médias e pequenas. solos.5 e 3. As características representadas devem ser definidas a partir da decisão de quais informações devem compor a carta topográfica. representam algumas características das feições. para estas escalas.6). como “composto dos elementos naturais ou dependentes destes. O meio humano. e portanto. são representadas as características da superfície terrestre. Portanto.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 33 A localização espacial de feições pode ser definida tanto no espaço bidimensional (X. uma das decisões essenciais em projeto cartográfico de cartas topográficas é quais feições do meio humano representar? Segundo a definição de ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . na escala 1:50.5 – Parte de Carta Topográfica Antonina. o elemento gráfico predominante é a linha (Figuras 3. divide o conjunto de feições em dois grande grupos.000 (ilustração em escala aproximada) Fonte: FRIEDMANN (2003) O meio físico pode ser definido. lembrando que são tipos de mapas de referência geral. necessária para a representação das feições topográficas (Figuras 3. etc.Y. sendo a classificação das feições em altimetria e planimetria não é suficiente para as soluções cartográficas. mesmo quando modificados ou influenciados pelo homem”. também chamado de feições culturais ou cultura. Como consequência da generalização cartográfica. algumas feições serão representadas por primitivas gráficas pontuais e lineares. 3. as dimensões das feições são representadas na relação direta com a escala. 1973). para estas escalas as feições devem ser classificadas. denominados de meio físico e meio humano(KEATES. Portanto. relevo. sendo a redução desta complexidade um desafio de um projeto cartográfico para cartas topográficas em escalas grandes. FIGURA 3.Z). como parte de sua ocupação no terreno. Em cartas em escalas grandes.

ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . Por serem elementos abstratos e não evidentes na paisagem.UFPR . ser tridimensional e ser contínuo. a representação do relevo é. Portanto. Neste texto nós descreveremos sobre pontos altimétricos e curvas de nível. FIGURA 3. que denominamos: pontos altimétricos. Além das fronteiras devem ser representada a toponímia por ser um elemento essencial na representação das referências espaciais. devem ser as feições visíveis no meio. este será tratado neste texto em um item específico. são tratados separadamente no projeto cartográfico.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 34 topografia. uma vez que estas são as representações adequadas ao mapeamento sistemático. altitude e declividade. o mapeamento topográfico é executado de acordo com normas que regularizam o mapeamento sistemático topográfico nacional. A altitude é a distância vertical ao datum altimétrico. e a qualquer carta sobre a qual serão realizadas análises quantitativas que exijam precisão nos resultados das medidas. tratada separadamente. curvas de nível e cores hipsométricas. A declividade é a relação entre altura e distância horizontal. Estas duas características. na definição de meio humano está explícita a inclusão das fronteiras importantes. As características do relevo que devem ser representadas em mapas são: tridimensionalidade e continuidade. em estudos sobre cartas topográficas. ou seja. esta deve contemplar este 2 elementos. 3.REPRESENTAÇÃO DO RELEVO Pela sua importância e complexidade. definem os dois elementos principais do relevo: altitude e declividade. Por isso.000 do mapeamento suíço (ilustração em escala aproximada) Fonte: SSC (1975) Por ser fundamental a toda a sociedade. usualmente.6 – Parte de uma carta topográfica na escala 1:100. para que a classificação represente de forma completa o relevo. Na representação do relevo. são utilizados 3 diferentes métodos. Pela importância deste mapeamento.2 .

2. este método é indicado para pontos notáveis no terreno. a seleção dos intervalos verticais é a decisão fundamental na representação plana do relevo por curvas de nível. A altitude.1 Pontos Altimétricos Na representação por pontos altimétricos são utilizados símbolos pontuais.UFPR . e pela indicação desta (texto adjacente ao símbolo pontual) ocupar um espaço na carta não relacionado ao ponto representado. não sendo incluída a declividade.2 Curvas de Nível A representação do relevo por curvas de nível o descreve em função de seus dois elementos principais. FIGURA 3. podemos ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . Além disso. na representação por pontos altimétrico. . tais como. numa mesma carta (ou série de cartas) devemos representar regiões de terreno acidentado e regiões de terreno suave. Portanto. que é o atributo representado do relevo. o relevo é classificado pela variação em altitude. . ou seja.A natureza do terreno.As exigências de uso do mapa. cartas aeronáuticas e representações topográficas em escalas grandes. picos. pontos altos.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 35 3. desfiladeiros.A escala do mapa. este método é útil quando combinado com os outros métodos: curvas de nível ou cores hipsométricas. Assim. povoados. depressões.Exemplos de Pontos Altimétricos da Carta Topográfica Antonina (ilustração em escala aproximada 1:50000) Fonte: FRIEDMANN (2003) Devido aos pontos altimétricos representarem apenas a altitude. A natureza do terreno diz respeito às variações em declividade da região mapeada. Se as variações em declividade são grandes.As dificuldades de coletar os dados. As variações em altitude e declividade são representadas por intervalos verticais constantes. 1973): . altitude e declividade. a qual deve considerar (KEATES. que representam a localização geográfica da qual se conhece a altitude.7). . é indicada por um texto adjacente ao símbolo pontual (Figura 3. A representação do relevo por pontos altimétricos é importante em cartas náuticas.2. 3.7 .

Após definida a classificação do relevo.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 36 adotar duas diferentes soluções (KEATES. .Do efeito visual sobre os demais símbolos. Além da associação de cor. 1973): Sépia utilizado para representar áreas com solo exposto. Para escalas menores. é necessário definirmos o menor intervalo vertical possível.Da qualidade dos dados coletados.Da necessidade do usuário. A escala da carta é definida a partir das exigências de uso do mapa.Da natureza da informação. sendo o tom de cor (KEATES. Na representação do relevo por curvas de nível. sendo esta decisão baseada na associação de cor do sépia com solo exposto. o tom de cor sépia permite um contraste adequado com o branco ou fundo claro e um equilíbio visual com o azul da drenagem. solução possível para mapas em escalas pequenas. Azul representando regiões de gelo e neve permanente. 1973): Diferentes intervalos para as diferentes classes de declividade.9). Curvas suplementares para áreas de relevo suave. . a decisão sobre as variáveis visuais depende: .8). além da consideração do efeito visual da representação das curvas de nível sobre os demais símbolos cartográficos do mapa (KEATES. Na maioria das cartas topográficas. ou seja. ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . uma superfície tridimensional. as curvas de nível são representadas em sépia (Figura 3. . A natureza da informação define a variável visual tom de cor. os intervalos verticais que serão representados. 1973). Segundo KEATES (1973). Preto para rochas expostas. A apresentação gráfica das linhas é consequente da variável visual adotada. devemos decidir sobre a apresentação gráfica propriamente dita. o que exige mapeamento em escala grande. FIGURA 3.UFPR . vegetação ou cultivadas. é representada pela primitiva gráfica linha. devemos analisar os custos e as dificuldades para coletar os dados sobre o relevo.Exemplos de Pontos Altimétricos da Carta Topográfica Antonina (ilustração em escala aproximada 1:50000) Fonte: FRIEDMANN (2003) As cartas topográficas com soluções gráficas mais sofisticadas relacionam o relevo com as características da superfície (Figura 3. um fenômeno cuja dimensão espacial é volume.8 . Para cartas utilizadas em projetos de engenharia. ou seja.

Segundo KEATES (1973). . a representação de picos e depressões pode ser realizada por pontos cotados no interior da última curva de nível ou variação em forma da linha (Figura 3. em curva de nível mestra e curva de nível padrão. Tanto a qualidade dos dados coletados. ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . Finalmente. A natureza do terreno e o efeito visual sobre os demais símbolos determinam o espaço para representar todas as curvas de nível. em determinada área da carta. consequente da relação entre o intervalo vertical e as variações extremas de declividade. 1975 Em geral são numeradas algumas curvas de nível. não é suficiente. .Curva de nível padrão medida: contínua e mais delgada que as curvas mestras. tendo-se como resultado um número também constante de curvas de nível. deve-se eliminar progressivamente as curvas nas regiões mais íngremes.UFPR .9).000. Assim tem-se: .10). . considerando a adoção do tom de cor sépia. com as curvas de nível em sépia e preto (ilustração em escala aproximada). Fonte: SSC. sendo a numeração das demais dependente da necessidade do usuário da carta (Figuras 3. Se o espaço para representar todas as curvas de nível.9 . chamadas de curvas mestras. chamadas de curvas padrão.8 e 3.11).Parte de uma carta topográfica na escala 1:25. entre as curvas mestras.Curva de nível suplementar: contínua e mais delgada que as curvas padrão. o tamanho (espessura) mínimo de 0. como a classificação das curvas.15mm é adequado por resultar em contraste de cor suficiente para permitir a discriminação visual das linhas. que pode ocorrer na região que está sendo mapeada.Curva de nível interpolada: tracejada. são diferenciadas na representação cartográfica pelas variáveis visuais tamanho e luminosidade (linhas contínuas e linhas tracejadas) (Figura 3.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 37 FIGURA 3.Curva de nível mestra: contínua e mais espessa. As curvas mestras são representadas a intervalos verticais constantes.

1998 3.3 .10 – Simbologia para as curvas de nível aproximadas e suplementares das convenções cartográficas do Mapeamento Sistemático Brasileiro Fonte: BRASIL. Então a pergunta seguinte poderia ser: o que é sistemático neste mapeamento? Se este mapeamento é chamado de sistemático.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 38 FIGURA 3. é porque é composto de ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . sistemático significa “referente ou conforme a um sistema” e sistema significa “conjunto de elementos. materiais ou idéias entre os quais se possa encontrar ou definir alguma relação”.UFPR .11 – Simbologia para as curvas de nível aproximadas e suplementares das convenções cartográficas do Mapeamento Sistemático Brasileiro Fonte: BRASIL. 1998 FIGURA 3.O MAPEAMENTO SISTEMÁTICO BRASILEIRO Um estudo sobre o mapeamento sistemático poderia iniciar com a seguinte pergunta: por quê este mapeamento é chamado de sistemático? Segundo o Dicionário Aurélio.

Outros órgãos governamentais. e que também necessitam de cartas topográficas. Suporte ao mapeamento aeronáutico rodovirio e ferroviário. Esta resposta está na obrigatoriedade do mapeamento sistemático servir a toda a sociedade. Legislação de estruturas territoriais.UFPR . Os usuários internos são os responsáveis pelas demais funções do IBGE. Superintendências de Desenvolvimento Regionais (SUDENE.000. O mapeamento articulado.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 39 elementos que são relacionados..000 e 1:25. homogêneas e articuladas. A homogeneidade é obtida pela normatização das escalas. Esta resposta deve ser consequência da definição dos usuários destas cartas. Composição da Mapoteca Topográfica Digital (Conversão dos documentos cartográficos para meio digital). Instituições educacionais públicas e privadas. como descrito a seguir: “Suporte ao mapeamento temático e especial. Estas características são explicitadas no objetivo do Mapeamento Sistemático Brasileiro estabelecido pelo IBGE (2004). as características essenciais das cartas topográficas que compõem o mapeamento sistemático devem ser tais que resultem no mapeamento contínuo. Levantamentos geodésicos. Estudo da divisão político-administrativa. O relacionamento entre as cartas topográficas do mapeamento sistemático ocorre em função de algumas características que devem ser obrigatoriamente definidas para estas cartas. ou seja. em consonância com as prioridades conjunturais. os usuários são descritos em 2 grupos: interno e externo. da simbologia (convenções cartográficas) e do padrão de exatidão cartográfico.000. para as quais são necessárias cartas topográficas. Quais são estes elementos. por meio de séries de cartas gerais. em outras palavras.000. os limites geográficos das cartas segue uma articulação de folhas determinada pelo IBGE. territórios e municípios beneficiados com royalties de petróleo. que garante o mapeamento de todo o território brasileiro. Suporte ao planejamento em diversos níveis. Base para ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . que de acordo com o IBGE (2004) são: “Ministério do Exército. Município. regional e setorial.” Aqui encontramos a resposta do porque cartas topográficas. Empresas públicas e privadas. situados na zona Costeira. Diretoria de Serviço Geográfico. Identificação e classificação dos estados.” Os usuários externos são aqueles que desempenham outras funções na sociedade. homogêneo e articulado do território nacional. A continuidade do mapeamento é resultado de atualização cartográfica. Previsão de safras agrícolas entre outras. Arquivo Gráfico Municipal (Limites das Unidades Territoriais). 1:250. Na definição do mapeamento sistemático.000. SUDAM. Mapeamento temático. de forma sistemática. da projeção cartográfica.” De acordo com o objetivo definido pelo IGBE (2004).). energia.000. sendo estas definidas pelo próprio IBGE(2004) como: “Sistema Cartográfico Nacional. Órgãos concessionários de serviços públicos (água. Mapeamento de unidades territoriais (Estado. Antes de discorrermos sobre alguns destes tópicos vamos analisar por que o mapeamento sistemático é composto por um conjunto de cartas topográficas. contínuas. nas escalas-padrão de 1:1. e quais são suas características que permitem relacioná-los? Os elementos do mapeamento sistemático são cartas topográficas. o IBGE divide o que chama de “uso da informação”. Sociedade em geral. elaboradas seletiva e progressivamente.. etc). sendo este: “Congrega o conjunto de procedimentos que têm por finalidade a representação do espaço territorial brasileiro. 1:50. o que é denominado pelo IBGE (2004) de sua “aplicabilidade”. Arquivo Gráfico de Áreas Especiais (Limites Áreas Especiais). outros). 1:100.

limites. edificações de saúde. tubulações.” Portanto. estações geradoras de energia. 1998). correias transportadoras. de 28 de fevereiro de 1967. Base para projetos ambientais.000. instalações para armazenamento. civis ou militares. muros. como por exemplo. áreas destruídas. pontos de referência e localidades. estações rodoviárias. que venham a executar. 1:50. Ao contrário. Autoproteção do País. depósitos artificiais. e consequentemente. cemitérios. 1:100. os documentos cartográficos referidos como”: “A representação dos acidentes naturais e artificiais destinados à confecção de cartas topográficas e similares nas escalas 1:25. estão publicadas no Manual Técnico T 34-700 da DSG – Divisão do Serviço Geográfico do Exército (BRASIL.UFPR . poços. não possui uma finalidade específica. as cartas do mapeamento sistemático devem pertencer à classe de mapas de referência geral. Projetos de desenvolvimento urbano.000. barragens. De acordo com o Decreto-Lei n° 243. como por exemplo. soluções para diferentes situações nas quais a feição ocorre.000 e 1:250. também denominadas Normas para Emprego dos Símbolos. do mapeamento sistemático brasileiro.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 40 ante-projetos de engenharia. como estas feições estão agrupadas em classes e subclasses. moinhos e demais elementos correlatos. estas devem explicitar quais feições devem ser representadas nas cartas topográficas. parques e áreas militares. podemos encontrar. condutos. e para cada feição. “as prescrições contidas neste manual são de uso obrigatório por todas as organizações. altimetria e vegetação.” Como as convenções cartográficas são de uso obrigatório. Na classe denominada infra-estrutura encontram-se as feições edificações de telecomunicações. A classe sistemas de transporte é definida como contendo as feições rodovias. nas convenções cartográficas. Na classe limites estão agrupadas as feições cercas. subestações distribuidoras de energia. Além disso. dentro dos limites de suas escalas. áreas de lazer. faróis. Estudos e projetos governamentais. As feições incluídas em acidentes artificiais são: sistema de transporte. e para serem úteis a qualquer possível atividade desempenhada em nossa sociedade. ferrovias. Como acidentes naturais constam: hidrografia. infra-estrutura.000. portos e demais elementos relacionados a estas feições. Os pontos de referência na representação topográfica são os marcos de referência. ou seja. cabos e canalizações submarinos. linhas transmissoras. Cadastros e ante-projetos de linha de transmissão. em território nacional. mercados. deve servir a qualquer possível usuário. Posicionamento e orientação geográfica. Os tipos de mapas que atendem a estas exigências são as cartas topográficas. este mapeamento não é voltado a um usuário específico. o mapeamento sistemático deve ser de uso geral. heliportos. escavações. limites municipais. também devem mapear o território nacional com a mais alta acuracidade e precisão possível. terminais rodoviários e pedágios. limites em diagramas e demais elementos correlatos.3. reservatórios. edificações. a sua definição. indústrias de base. que de acordo com as ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . Para a classe edificações estão incluídas as feições habitações indígenas. estaduais e internacionais. aeroportos. campos de tiro. edificações. ou seja. quais feições compõem o que denominamos de acidentes artificiais e naturais. 3.1 As convenções cartográficas As Convenções Cartográficas. obras portuárias e costeiras e demais elementos relacionados. ruínas. escolas. Então. feiras. limites de reservas. hidrovias.

Assim. para as Rodovias. propriedade rural. Quando a largura for menor que 3m. núcleo. relativamente ao “datum” vertical de referência. a classe de feições Rodovia.” “O número de faixas de uma rodovia é determinado pelo menor múltiplo de 3m. povoado. e sua complexidade foi tratada separadamente neste capítulo. cidade. elementos hidrográficos interiores e demais elementos relacionados. no terreno. Considerando que um conhecimento adequado de projeto cartográfico é essencial para seu devido entendimento. estações de poligonal.2. uma vez adquirido este conhecimento.9m) tem 3 faixas. com um maior detalhamento. a hidrografia em azul. A simbologia deve retratar graficamente tanto os aspectos que caracterizam que um conjunto de feições pertencem a uma determinada classe. além das feições denominadas de localidades propriamente. 1998) como os “elementos hipsográficos. as convenções cartográficas determinam (BRASIL. que não se enquadre nas classificações anteriores e sirva de referência à população” (BRASIL.” A classificação das Rodovias é definida como segue: “As rodovias são classificadas em relação à possibilidade de tráfego que ofereçam. de caráter público ou privado. trilha ou picada. é possível utilizar devidamente as convenções cartográficas para gerar representações topográficas de qualidade. referências de nível. A hidrografia é definida como contendo os oceanos. Assim temos o meio humano representado em preto e vermelho. como se segue:” ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . 1998): “Denomina-se rodovia de uma só faixa aquela que apresente. referências verticais. ficará caracterizado o caminho carroçável. uma rodovia com 10m de leito (menor múltiplo abrangido . A classe localidades contém. abrangido pela largura do leito. Por ser o mapeamento topográfico sistemático um assunto extenso. As localidades são classificadas de acordo com sua função administrativa e número de habitantes. pontos astronômicos e estações gravimétricas. e “todo lugar com uma ou mais edificações. vila. capital. Como exemplo da definição das denominações de feições. Portanto. para conhecermos. neste texto vamos apresentar. sendo este conhecimento fundamental o entendimento e construção deste tipo de mapeamento. tamanho e luminosidade. elementos hidrográficos do litoral e zona afastada da costa. a representação cartográfica das cartas topográficas é definida segundo os conceitos de projeto cartográfico e linguagem cartográfica. com base nas definições do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografica e Estatística. como também as características que individualizam cada feição da classe. A representação do relevo. As demais caraterísticas das feições que compõem de cada classe são representadas pelas variáveis visuais forma. 1998). num projeto cartográfico segue-se a etapa de definição e aplicação da simbologia. como segue: capital federal.UFPR . no item 3. como exemplo. Após a definição e classificação das feições. o relevo em sépia e a vegetação em verde. que representam o relevo da superfície terrestre. Na classe vegetação encontram-se as feições cobertura vegetal e os diversos tipos de vegetação existentes no Brasil diferenciados pelas suas características e usos. lugarejo.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 41 convenções cartográficas devem incluir vértices de triangulação. A altimetria está definida em nossas convenções cartográficas (BRASIL. devido à sua importância em diversas atividades da sociedade. pontos de satélite. as aldeias e terras indígenas e as áreas edificadas. Este relevo é representado por meio de curvas de nível e pontos de altitude”. leito com largura igual ou superior a 3m e inferior a 6m. pontos barométricos. como as convenções cartográficas definem a simbologia de cartas topográficas. ao número de faixas e ao tipo de revestimento. Um dos aspectos gráficos que identifica as classes de feições do mapeamento sistemático é a variável visual tom de cor.

concreto ou calçamento).Rodovia não pavimentada (BR 230) Fonte: BRASIL. largura média inferior a 3m. com piso e traçado irregulares. só permitindo o tráfego a pé ou de animais.via transitável somente em tempo bom e seco.12 .” (Figura 3.Classe 3 .13) “Auto-estrada .rodovia de revestimento sólido (asfalto. com revestimento solto ou sem revestimento. sem separação física entre as pistas de tráfego. 1998 ENGENHARIA CARTOGRÁFICA .” (Figura 3.” (Figura 3.Classe 4 .rodovia transitável somente em tempo bom e seco. com pouca ou nenhuma conservação e de traçado irregular. caracterizada pela inexistência de conservação permanente.12) “Rodovia pavimentada . conservado de modo a permitir o tráfego mesmo em época de chuvas. sem revestimento.rodovia transitável durante todo ano com revestimento solto ou leve. apresentando separação física entre as pistas de tráfego.Classe 2 .” “Rodovia não pavimentada .” “Caminho carroçável .14) FIGURA 3. geralmente dificultando o tráfego de veículos comuns a motor.rodovia de revestimento sólido (asfalto.UFPR .” “Rodovia de tráfego periódico . largura mínima de 3m. com piso e traçado irregulares.Classe 5 .Classe Especial . com um mínimo de 4 faixas. com um número variável de faixas.Classe 1 . com um número variável de faixas. concreto ou calçamento).via sem revestimento ou conservação. representável em escala ou não.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 42 “Trilha e picada .

13 . a padronização dos símbolos.14 . ou seja. 1998 Em seguida.Rodovia pavimentada (BR 330) Fonte: BRASIL. nas convenções cartográficas encontramos as informações sobre como representar as feições que compõem a classe RODOVIAS.UFPR . 1998 FIGURA 3.Rodovia pavimentada (BR 330) Fonte: BRASIL. Esta padronização define tanto a simbologia a ser utilizada para a representação ENGENHARIA CARTOGRÁFICA .APOSTILA DE CARTOGRAFIA 43 FIGURA 3.

1998 ENGENHARIA CARTOGRÁFICA . a carta topográfica.APOSTILA DE CARTOGRAFIA 44 das feições resultantes dos trabalhos de levantamentos.Simbologia para auto-estrada.15 ilustra todas as definições da simbologia para algumas das feições da classe RODOVIAS. FIGURA 3. 1998 FIGURA 3.16 .UFPR .15 . de acordo com as Convenções Cartográficas do Mapeamento Sistemático Brasileiro Fonte: BRASIL.16 mostra em detalhes a simbologia para a representação final das autoestradas. A Figura 3.Simbologia para a representação das RODOVIAS de acordo com a Convenções Cartográficas do Mapeamento Sistemático Brasileiro Fonte: BRASIL. bem como a representação do produto cartográfico. topográfico ou fotogramétrico. ou seja. A Figura 3.

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