VERSIFICAÇÃO

É o conjunto de normas que ensinam a fazer poemas belos e perfeitos segundo o conceito dos antigos gregos. Para eles, beleza e perfeição são sinônimos de trabalhoso, detalhado, complexo e tudo aquilo que segue a um modelo, a um conjunto de normas: a técnica ou a arte de fazer versos.   Verso é cada uma das linhas que compõem um poema, possui número determinado de sílabas poéticas (métrica), agradável movimento rítmico (ritmo ) e musicalidade (rima).

O conjunto de versos compõe uma estrofe, que pode ser:
 1. Monóstico: estrofe com um verso; 2. Dístico: “ “ dois versos; 3. Terceto: “ “ três “ 4. Quarteto: “ quatro versos; (ou quadra) 5. Quintilha: “ “ cinco “ 6. Sextilha: “ “ seis “ 7. Septilha: “ “ sete “ 8. Oitava: “ “ oito “ 9. Nona: “ “ nove “ 10. Décima : “ “ dez “ Mais de dez versos: estrofe Irregular.

O verso que se repete no início de todas as estrofes de um poema chama-se ANTECANTO e o que se repete no final, BORDÃO. O conjunto de versos repetidos no decorrer do poema chama-se ESTRIBILHO ou REFRÃO. Métrica é a medida ou quantidade de sílabas que um verso possui. A divisão e a contagem das sílabas métricas de um verso são chamadas de ESCANSÃO, que não é feita da mesma forma que a divisão e contagem de sílabas normais, pois, segundo a Versificação: • Separam-se e contam-se as sílabas de um verso até a última sílaba tônica desse verso.

Ex: E|la+es|ca|pou|já (Elisão) 1 2 3 4 5 e For|mo|sa+an|ci|la 1 2 3 4 (Crase) 1       2        3  4     5      6      7  8      9    10           A|cha+em | lu|gar | da | gló|ria+o| lo|do+im|pu|ro.           Olavo Bilac .“ Olavo Bilac           1  2   3  4     5      6     7    8    9 10           0|pe|rá|rio | mo|des|to. o processo chama-se elisão e quando são vogais idênticas. Quando essas vogais são diferentes.Es| tou | so| zi | nho | so| bre| mi| nha| ca| ma 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 2) Quando duas ou mais vogais se encontram no fim de uma palavra e começo de outra. a|be|lha |po|bre. unem-se numa só sílaba métrica. crase. e podem ser pronunciadas simultaneamente.

Outras LICENÇAS POÉTICAS: ectlipse: supressão de um fonema nasal final . Ex: E nós com esperança = E| nós| co’es| pe| ran| ça 1 2 3 4 5 aférese: Supressão da sílaba ou fonema inicial.3) Os elementos que formam um ditongo não podem ser separados já os que formam um hiato devem ser separados na escansão. O mesmo acontece se ele precisar contar também até a última sílaba átona do verso. ele tem LICENÇA POÉTICA para que sua métrica dê certo. para possibilitar a crase ou a elisão. Ex: “Estamos em pleno mar” = Sta| mos| em| ple| no| mar 1 2 3 4 5 6 . Caso o poeta precise separar os elementos de um ditongo (diérese) ou unir os de um hiato (sinérese).

dodecassílabo: “ “ doze “. também chamado REDONDILHA MAIOR 8. também chamado de HERóICO 11. decassílabo: “ “ dez “ .Quanto à Métrica. trissílabo: “ “ três “ 4. hendecassílabo: “ “ onze “ 12. um verso pode ser: 1. hexassílabo: “ “ seis “ 7. eneassílabo: “ “ nove “ 10. também chamado REDONDILHA MENOR 6. heptassílabo: “ “ sete “ . pentassílabo: “ “ cinco “ . também chamado de ALEXANDRINO . dissílabo: verso com duas sílabas. tetrassílabo: “ “ quatro “ 5. monossílabo: verso com apenas uma sílaba. 3. octossílabo: “ “ oito “ 9. 2.

Som ou RIMA também é para os antigos um elemento essencial para que um poema seja uma POESIA. Os versos que não seguem as normas da Versificação quanto à métrica e/ou ao ritmo são chamados de VERSOS LIVRES.A rima é a identidade e/ou semelhança sonora existente entre a palavra final de um verso com a palavra final de outro verso na estrofe. uma rima pode ser perfeita .se houver identidade entre as terminações das palavras que rimam (neve/leve) . se houver apenas semelhança (estrela/vela). a rima é pobre quando as palavras que rimam pertencem à mesma classe gramatical (coração/oração).ou imperfeita. Foneticamente. ele é um elemento melódico tão essencial para o poema quanto para a Música. . e rica quando as palavras que rimam pertencem a classes gramaticais diferentes (arde/covarde).Ritmo é o resultado da regular sucessão de sílabas tônicas e átonas de um verso. Para os gregos. Morfologicamente.

é demais! “ ( Afonso Celso) a b a b c) opostas.. as rimas podem ser classificadas como: emparelhadas ou paralelas (aabb) b) cruzadas ou alternadas (abab) “Vagueio campos noturnos Muros soturnos Paredes de solidão Sufocam minha canção. intercaladas ou interpoladas (abba) “Não sei quem seja o autor Desta sentença de peso O beijo é um fósforo aceso Na palha seca do amor!” a b b a (B.. meses fatais Talvez eu me balançasse Mas toda a vida. Tigre) .” (Ferreira Gullar) a a b b “Se o casamento durasse Semanas.Quanto à posição na estrofe.

paronomásia. e o eco ou rima coroada. onomatopéia.d) continuadas: consiste na mesma rima por todo o poema. Fazem parte do estudo do som ou rimas as FIGURAS DE HARMONIA OU DE FEITO SONORO: aliteração.   e) misturadas: são as rimas que não seguem esquematização regular. . assonância.   f) VERSOS BRANCOS: são os do poema sem rima.

São eles: . Balada: poema formado por três oitavas e uma quadra. . assim. que ele segue à risca as normas da Versificação no momento da sua elaboração. o que já indica a preocupação formal do poeta em relação à sua obra e. normalmente composto por versos decassílabos e de conteúdo lírico.POEMAS DE FORMA FIXA   Alguns poemas apresentam forma fixa. Vilanela: poema formado por uma quadra e vários tercetos. Soneto: poema formado por dois quartetos e dois tercetos. . Rondel: poema formado por duas quadras e uma quintilha. . Rondó: poema com estrofação uniforme de quadras. . .

Vaso chinês Estranho mimo. Essas inversões ocorrem não só pela necessidade de rimar. aquele vaso! Vi-o Casualmente. mas também ambiciona-se escrever mais de acordo com o português clássico. Alberto de Oliveira Inversão sintática: violenta inversão nos três primeiros versos: Vi-o casualmente. Entre um leque e o começo de um bordado. de um perfumado Contador sobre o mármor luzidio. uma vez. uma vez. . sobre o mármore luzidio de um contador perfumado.

concreto. Beija-me assim! Olavo Bilac Dessa concepção de amor decorre o enfoque sensual da mulher. descrita agora como ser palpável. a deusa do amor na Mitologia Grega. Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo! Ferve-me o sangue. Sorri. solto o cabelo às costas. Acalma-o teu beijo.Concepção de amor mais carnal e erótica do que a observada nos românticos: Quero um beijo sem fim. encarna o modelo de mulher: Nua. Olavo Bilac . de pé. Vênus.

Nero no toro ebúrneo estende-se indolente Gemas em profusão no estrágulo custoso De ouro bordado vêem-se. E Nero dorme e sonha. a fronte reclinando Nos alvos seios nus da lúbrica Popéia. ardente. escravas em coréia. em prata incrustrado.. dançando. Formas quebram.. Os ares perfumando. O olhar deslumbra. O palácio imperial de pórfiro luzente E mármor da Lacônia. A aurilavrada lira Em suas mãos soluça. O teto caprichoso Mostra. Da púrpura da Trácia o brilho esplendoroso Formosa ancila canta. o nácar do Oriente. Arde a mirra da Arábia em rescendente pira. esplêndido e suntuoso.A sesta de Nero Fulge de luz banhado. .

 muita vez desperto E abro as janelas. quando estão contigo?" E eu vos direi: "Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido Capaz de ouvir e entender estrelas.Soneto XIII "Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!" Eu vos direi. para ouvi-las. ao vir do sol.Via Láctea . Direis agora: "Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido Tem o que dizem. saudoso e em pranto.” . como um pálio aberto. Que. Cintila.. Inda as procuro pelo céu deserto. E conversamos toda a noite. no entanto. pálido de espanto. E.. enquanto A via láctea.

o Foro. Longe. e ébrio.. tudo esbroa-se partindo. o espaço adormecido De eco em eco acordando ao medonho estampido. o Capitólio erguido Em mármor frígio. Impassível. A ruir. no alto do Palatino. celebra a destruição de Roma. . rolam esfaceladas. assoma Entre os libertos. tudo as garras inflamadas Do incêndio cingem. E os templos. engrinaldada a fronte. porém. Como a um sopro fatal. As muralhas de pedra.. com o manto grego ondeando ao ombro. Arde em chamas o Tibre e acende-se o horizonte. Nero. desconjuntadas.O Incêndio de Roma Raiva o incêndio. Lira empunho. as erectas arcadas Dos aquedutos. reverberando o clarão purpurino. os museus. soltas.

. .. e fascinas. e se espedaça. Avança incauto. fatigado Foge o sol. esbroado. quando acordas. E. Quem te vê não tem forças que te oponha: Ama-te. Súbito. Vacila e grita. Seduzes. e morre. e tomba. a medonha Fauce apresenta Flórida e risonha. e convidas. vendo as flores. Como o abismo que.. Falta-lhe o solo aos pés: recua e corre.Abyssus Bela e traidora! Beijas e assassinas. Tapetada de rosas e boninas. E rola..... luta e se ensangüenta. e dorme no teu seio. acorda feito em ruínas. pérfido. deixando a estrada poenta. e sonha. e.. O viajor.

Ter na boca a doçura do teu beijo. . E mais eleva o coração de um homem Ser de homem sempre e. Não me basta saber que sou amado. na maior pureza. Nem só desejo o teu amor: desejo Ter nos braços teu corpo delicado. Ficar na terra e humanamente amar. no exílio em que a chorar me vejo. separado Do teu. Não basta o afeto simples e sagrado Com que das desventuras me protejo.Via láctea Ao coração que sofre. E as justas ambições que me consomem Não me envergonham: pois maior baixeza Não dá que a terra pelo céu trocar.

a um tempo. Que tens o trom e o silvo da procela. lira singela. E em que Camões chorou. a um tempo. Que tens o trovão e o apito da tormenta. ó rude e doloroso idioma. Em que da voz materna ouvi: "meu filho!". no exílio amargo. O gênio sem ventura e o amor sem brilho! O gênio sem ventura e o amor sem brilho! . que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela Amo-te assim. ó rude e doloroso idioma. inculta e bela. que na prata/pedra impura A bruta mina entre os cascalhos vela Amo-te assim. Língua portuguesa Olavo Bilac Última flor do Lácio. lira singela. E em que Camões chorou. Em que da voz materna ouvi: "meu filho!". desconhecida e obscura Tuba de alto clangor. És. E o arrolo da saudade e da ternura! Amo o teu viço agreste e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te. E o bem da saudade e da ternura! Amo o teu vigor rústico e o teu aroma De virgens selvas e de oceano largo! Amo-te. desconhecida e obscura Trombeta de alto som rijo. És. esplendor e sepultura: Ouro nativo. esplendor e sepultura: Ouro nativo.Aa JMORTE DE ADONIS Língua portuguesa Olavo Bilac Última flor do Lácio. no exílio amargo. inculta e bela.

A morte de Tapir: poema narrativo escrito em 5 partes. subjetividade na satisfação da personagem com seu feito – característica pouco comum no Parnasianismo. domínio e sublimação da mulher na figura de Cleópata. descrição de episódios e personagens da História do Brasil cujo enredo alude ao fim da raça de Tapir – semelhança com a temática do Indianismo.O incêndio de Roma: soneto cuja temática é uma crítica à dissimulação.” 3. característica comum em Olavo Bilac. poema descritivo cuja importância é mostrar o lugar onde Nero descansa a cabeça “alvos seios nus da lúbrica Popéia. descrição da sensualidade.TEMAS PRESENTES NA OBRA EM QUESTÃO: 1. 2.A sesta de Nero: soneto com história voltada à Antigüidade clássica. 4. com o predomínio de versos alexandrinos. irresponsabilidade de Nero que põe fogo em Roma para culpar os cristãos.O sonho de Marco Antonio: poema longo estilo rondó. descrição da mulher vista de forma subjetiva. .

Corporificação da figura amada. elementos naturais. dos preconceitos inclusive.Aa JMORTE DE ADONIS 5. presente. Presença marcante de polissíndetos: conjunção “e”.Marinha: temática voltada para o sentimentalismo da observação dos elementos da natureza. 8. imagem feminina sensual. ou em fusão de significado. 7. amor e pecado.O julgamento de Frinéia: poema narrativo cujo tema fala de Frinéia. uma cortesã de Atenas. . misteriosa. da escada que conduz a ela.Forte presença de metáforas. 6. característica não presente no Parnasianismo. Olavo retratou a mulher de forma física.Abyssus: soneto cujo título em latim significa abismo. 9. Nesse trabalha a imagem da mulher e da estrela independentemente.Via Láctea: conjunto de sonetos ligados por uma temática central considerada romântica visto o sentimentalismo na descrição da estrela. é absolvida após seu advogado a despi-la em assembléia. diferentemente dos românticos que a fizeram forma idealizada.A ronda noturna: soneto cuja descrição é feita sobre elemento da natureza – a noite. beleza sensual. A beleza e perfeição para os gregos está acima de tudo. antíteses. A temática é o poder de destruição da mulher sobre o homem – a mulher é sedutora e assassina. Presença do sentimentalismo. comparações repetição. sensualidade do amor sem vulgarizá-lo (soneto IX e XVII).

a idealização da figura feminina de forma física. o eu lírico excita-se ao contemplar a anatomia feminina.: o título significa “No meio do caminho” – inversões e repetições. Poema constituído sem a estética Parnasiana...Satania: poema longo cuja temática é o erotismo carnal. 13.Canção: rondó curto. O eu lírico está distante do objeto descrito. . bela refletindo sua perfeição em toda a natureza. figura feminina sensual. 14. o sol é o observador da cena. a temática é o lirismo amoroso. o poema é uma canção de amor.Nel mezzo Del camin. Perfeição na elaboração do soneto. sem estrofação fixa.10.Pantum: poema longo. 11.Na Tebaia: soneto cuja temática é a corporificação da mulher. rondó (em quadras). 16.Milagre: rondó longo cuja temática é o sentimentalismo telúrico (referente à natureza).Rio abaixo: soneto que narra uma viagem fluvial. figura feminina e sensual. A figura amada é corporificada. Tebaia é uma cidade do Egito. sem rima. temática centrada nos encontros e desencontros da vida. 15. constituído por paralelismos resultando na musicalidade. 12.

Noite de inverno: poema longo escrito em estrofes de seis versos.A avenida das lágrimas: rondó com tom de elegia (exaltação a uma pessoa morta) sentimentalismo.Tercetos: poema longo escrito em tercetos.In Extremis: (No extremo da vida e/ou No momento da morte) Poema cuja temática está distante do Parnasianismo.17. O poeta lamenta deixar o mundo e as coisas boas que ele tem. com a temática do amor sensual. próximo do Romantismo e Simbolismo devido ao tema morte. melhor que o Céu! homem. a natureza à sua volta e a figura amada presente. saudosismo e personificação da natureza. erotismo explícito.A alvorada do amor: temática ligado à idéia de pecado. à luz dos olhos teus.Incontentado: soneto cuja temática é o amor sensual. amor sensual.Inania verba (Palavras fúteis): soneto cuja temática exprime a dificuldade do poeta em expressar as idéias por meio das palavras. 20. 19. negação do eu lírico em se afastar da figura amada. 18. A figura amada é a terra e o par amante é o eu lírico: “Homem fico. 21. metapoema. poesia erótica e requintada. maior que Deus!” . na terra. / Terra. mas não vulgar. 23. 22. sem vulgaridade.

outono significa morte e renovação. O eu lírico lamenta ter perdido experiências agradáveis na juventude. na primeira estrofe pode ser entendida como a juventude e outono a velhice. 25. personificação de elementos naturais e corporificação da mulher através de Vênus. 31.As estrelas. 28. 27. enumeração das delícias presentes na juventude.Vita Nuova: soneto que celebra o reencontro.Em uma tarde de outono: soneto cuja temática alude ao fim de um ciclo.Surdina: rondó longo.Um beijo: soneto cuja temática é a descrição de um beijo. a deusa da beleza. Sonata ao crepúsculo : são sonetos cuja simbologia é o sentimentalismo telúrico.24. O soneto apresenta simplicidade na linguagem e uma expressividade romântica que aproxima o poema ao Romantismo distanciando do Parnasianismo. .Remorso: soneto que descreve as fases da vida o eu lírico. Primavera. 30. 29. As ondas.Vila Rica: soneto cuja temática é a descrição do entardecer em Ouro Preto na época do Brasil colônia. alusão a recuperar o tempo perdido. o desejo de unir novamente à figura amada após tantas outras aventuras.Messidoro: soneto que exalta as alegrias da mocidade. Crepúsculo da mata. 26.

à mundo.Velho conto: rondó com as mesmas características técnicas que o anterior. 36.Clarinha. literatura de cordel.At home: poema rondó de três estrofes. 37. humor e sonoridade presentes. chorosa: rondó com as características do poema-piada. poema musical.Criação: soneto cuja temática é uma alegoria à criação. 38. linguagem simples. existência do 34.O arrendamento: soneto de alusão à propriedade da terra. este texto se aproxima ao popular. temática poema-piada. . humor. possui uma coloquialidade própria (característica marcante em Olavo Bilac. com temática poema-piada.O paraíso: poema-piada.32. 35. poema de tom erótico e sensual. o fazia com maestria). Intertexto com a Bíblia e a criação divina. não comum em Olavo Bilac. 33. à mamãe. crítica ao adultério feminino. se precisasse usar linguagem simplista. mesmas características técnicas que o anterior.Medicina: rondó em redondilha maior. tom de ironia exagerada.

Embora escrito no final do século XIX. subjetividade presente. à economia e principalmente aos políticos que a ancoravam. parece atuais os problemas por ele narrados.Em custódia: soneto de tom confessional. .39.Hamlet: poema narrativo cuja temática é uma crítica à política. 40.

porque. enfim. Quero a estrofe cristalina. alteia. Poesias) 6. e. e) o poeta emprega a chave de ouro. lima A frase. . (FUVEST) Nos versos acima. d) o poeta não se assemelha a um artesão.                                         (Olavo Bilac. “Profissão de Fé”. b) poeta é um burilador. No verso de ouro engasta a rima Como um rubim. saia da oficina  Sem um defeito”.Questões de 1 a 4 .Leia com atenção:   “Torce. Dobrada ao jeito Do ourives. para o autor: a) a poesia é preciosa como um rubi. aprimora. c) na poesia não pode faltar a rima. a atividade poética é comparada ao lavor do ourives.

. assinale aquela que pode ser considerada uma reiteração da proposta contida no fragmento de “Profissão de Fé”. a imagem atrativa.2.. b) “Assim eu quereria o meu último poema / Que fosse terno dizendo as coisas.) / a estrofe limpa e viva” d) Mundo mundo vasto mundo.. não seria uma solução” e) “Catar feijão se limita com escrever: / joga-se os grãos na água do alguidar / e as palavras na folha de papel” . extraídas de poemas de outros autores../ se eu me chamasse Raimundo / seria uma rima. para Olavo Bilac. o ideal da forma literária é: a) a libertação b) a isometria c) a estrofação d) a rima e) a perfeição 3. (FUVEST) Pode-se inferir do texto acima que. mais simples e menos intencionais” c) “Musa (./  rima (. apenas um arabesco / em torno do elemento essencial inatingível”.) dá-me o hemistíquio d’ouro. (FUVEST)  Dentre as seguintes passagens. a) “Este verso.

. criado  pelo perfeito uso dos recursos estilísticos.. sob o ponto de vista da métrica. soluça um verso de Dirceu. (FUVEST)  Indique. de interesse universal. . de natureza moral.” d) “Não morrerás. c) uma mensagem educativa. tem a mesma contagem de sílabas do verso: Do ourives.” 5. Deusa sublime” e) “São Paulo! comoção de minha vida. b) a noção do progresso de sua época.. dentre os versos abaixo. (UF-ES) O ideal parnasiano do culto da “arte pela arte” significa que o objeto do poeta é criar obras que expressem: a) um conteúdo social.4. aquele que. d) uma lição de cunho religioso. e) o Belo.... saia da oficina: a) “A natureza apática esmaece” b) “Minha terra tem palmeiras” c) “Dobra o sino.

negando a emoção. d) O Parnasianismo é uma estética preocupada com a arte pela arte. b) Os parnasianos assumiram o sentimentalismo quanto à observação  da realidade. com exceção de: a) O Parnasianismo é a manifestação poética do Realismo. (CFET-PA) Todas as afirmações abaixo estão corretas. c) Os parnasianos.  mais voltada  para o concreto. por isso. . a poesia pela poesia. e) Os parnasianos fixam-se na observação de regras poéticas e têm. uma linguagem rebuscada e artificial.6. cultuam a Razão e revalorizam a Antigüidade Clássica. pregando uma atitude pessoal.

por exemplo. o fim! A palidez aumenta. numa síncope lenta. b) Pára! Uma terra nova ao teu olhar fulgura! / Detém-te! Aqui. nos versos em que o eu do poeta se manifesta claramente. e) E ei-la. e tremo.7. É o que se vê em: a) Fernão Dias Paes Leme agoniza. Bilac. / Vendo o teu vulto que desaparece. a rolar na longa voz do vento. Um lamento / Chora largo. parnasiano por excelência. de encontro a verdejantes plagas. c) E eu. Descansa! / Move a ebúrnea ventarola. Fernão Dias se esvai. d) Chega de baile. . a morte! E ei-lo. (UF-PA) À subjetividade romântica os parnasianos contrapuserem a impessoalidade objetiva. solitário. volto a face. por vezes foge do rigorismo objetivista de sua escola como.

e) predileção pelos gêneros fixos. b) predomínio da forma sobre o conteúdo. d) correta linguagem. c) constante presença da temática da morte.8. . b) tentativa de superar o sentimento romântico. fundamentada nos princípios dos clássicos. valorizando o soneto.  (UM-SP) Assinale a alternativa que não se aplica à estética parnasiana.

E as justas ambições que me consomem Não me envergonham: pois maior baixeza Não há que a terra pelo céu trocar. Nem só desejo o teu amor: desejo Ter nos braços teu corpo delicado. Não basta o afeto simples e sagrado Com que das desventuras me protejo. Não me basta saber que sou amado. Melhores poemas. Ter na boca a doçura do teu beijo. E mais eleva o coração de um homem Ser de homem sempre e.Texto extraído da obra Via Láctea. Ficar na terra e humanamente amar.9. no exílio em que a chorar me vejo. na maior pureza. de Olavo Bilac. Seleção Marisa Lajolo. p. São Paulo: Global. 53 . separado Do teu. 2003.4ª ed. Olavo. Ao coração que sofre. BILAC.

racional 2-emocional c. d.Aa JMORTE DE ADONIS a.Destaque do poema um exemplo de rima rica.Qual a forma do poema em questão? b. . o poeta optou por uma expressão: 1.Nesse exílio o poeta consola-se apenas com a lembrança da mulher amada ? Justifique.Ao escolher uma forma de composição.De que exílio trata o eu-lírico? e.

BILAC... segues de novo. Nem te comove a dor da despedida. E eu. Vendo o teu vulto que desaparece Na extrema curva do caminho extremo. e tremo. Seleção Marisa Lajolo .. Olavo. E a alma de sonhos povoada eu tinha.. Hoje. Chegaste. Na partida Nem o pranto os teus olhos umedece. Cheguei.. Vinhas fatigada E triste. a vista deslumbrada Tive da luz que teu olhar continha. solitário. Melhores Poemas. e triste e fatigado eu vinha Tinhas a alma de sonhos povoada. E paramos de súbito na estrada Da vida: longos anos.10-Nel mezzo del camin. volto a face. presa à minha A tua mão..

Faça o esquema de rimas do soneto.O emprego de ordem inversa é muito comum entre os parnasianos. Graças à perfeição formal do poema. b. sobretudo na primeira e na última estrofes. d.a.A idéia central do poema é o reencontro e a quase imediata separação de dois amantes. c. Explique. . Bilac consegue insinuar o movimento desse fato.Indique a classe gramatical das palavras que rimam na segunda e na quarta estrofes e responda como se classificam. Explique o porquê dessa opção.

neste outono. neste começo de velhice. Sel. Choro.. Saem os gozar numa explosão sincera. Os beijos. Cismo e padeço.. uma dor me desespera. E por pudor os versos que não disse!” BILAC.. Versos e amores sufoquei calando. Mais viver. p. que não tive por tolice. Olavo. Mártir da hipocrisia ou da virtude. Por timidez o que sofrer não pude. mais pensar e amar cantando! Sinto o que esperdicei na juventude. Melhores poemas.. quando Calculo o que perdi na primavera. Marisa Lajolo.Remorso “Às vezes.104 . Nestas ânsias e dúvidas em que ando. Ah! mais cem vidas! com que ardor quisera.

a que fases de sua vida se refere o eu lírico? b.Sobre o poema. quando / calculo o que perdi na primavera...Qual foi a causa dessa perda do eu lírico? d.“.Pode-se dizer que esse soneto ilustra bem o exagero formal do Parnasianismo.”O que perdeu o eu lírico nessa fase? c. ao falar de outono e primavera. com sua linguagem rebuscada e o gosto por palavras raras? Justifique.Na primeira estrofe. .11. responda: a.

Sel.” BILAC.. A neblina. O ângelo plange ao longe em doloroso dobre. O crepúsculo cai como uma extrema-unção.105 . Sobre a triste Ouro Preto o ouro dos astros chove. cicia. p.. em laivos de ouro.. Agora. em prece. que a ambição Torturada entranha abriu da terra nobre: E cada cicatriz brilha como um brasão. Como uma procissão espectral que se move. o céu parece Feito de um ouro ancião que o tempo enegreceu. amortalhando a urbe gloriosa e pobre. Olavo. Soluça um verso de Dirceu.. roçando o chão. Dobra o sino.. as minas. Marisa Lajolo. E. austero... Melhores poemas. para além do cerro. Sangram.Vila Rica “O ouro fulvo do ocaso as velhas casas cobre. O último ouro do sol morre na cerração..

o dourado do sol poente permite ao eu lírico destacar a antiga riqueza da cidade. o eu lírico descreve o anoitecer em Vila Rica (atual Ouro Preto).o “ouro fulvo do ocaso”. Na primeira estrofe: a. b.o “ouro fulvo do ocaso” destaca as marcas deixadas na cidade pela ambição da época colonial. d.o dourado do sol poente destaca a riqueza das minas que ainda existem na “torturada entranha” da terra nobrede Vila Rica. esconde as cicatrizes que o tempo deixou na velha cidade do tempo colonial. cobrindo as casas.Nesse soneto. c.12. .

A aliteração do primeiro verso lembra o badalar do sino.Há várias expressões que reforçam a idéia de morte da cidade.Ocorrem aliterações em todos os versos. pseudônimo de Tomás Antônio Gonzaga. contrastando assim com o título do soneto. 14.A imagem do ouro reaparece transfigurada nos raios do sol.Identifique a afirmativa incorreta com relação às duas últimas estrofes. ao chamar a cidade pelo nome de Ouro Preto. a. . c.A idéia de renascimento da cidade é sugerida no último verso. b. a. c. d.No último verso.A antítese do terceiro verso contrasta o passado e o presente da cidade.Identifique a afirmativa incorreta com relação à segunda estrofe. o poeta acentua a oposição entre o presente e o passado da cidade. b. reforça as características do soneto.A alusão a Dirceu. d.13.

além de conter uma expressividade emocional mais próxima do Romantismo que do Parnasianismo. pois o soneto apresenta uma certa simplicidade na linguagem. pronome/verbo. b) ABAB – ABAB – CDC – EDE c) substantivo/adjetivo.a) Soneto b) racional c) consomem/homem.A 2.D 5. como a velhice. o outono. c) A timidez e o pudor. conforme se lê na última estrofe. d) O exílio refere-se à distância da mulher amada. 12. 11.E 3. d) Não. d) O cruzamento obtido pela inversão de termos nos dois primeiros versos da primeira estrofe e o jogo de inversões no último verso do soneto “desenham” o movimento do encontro e da despedida dos amantes.C 4. 10.E 6.a) Os parnasianos procuravam aproximar-se do português clássico.B 13-D 14-C . verbo/adjetivo. O poeta invoca a presença física da mulher.GABARITO 1. e) Não.a) A primeira estrofe pode ser entendida como a fase da juventude. b) Os prazeres do amor.B 7-C 8.C 9.

UFG-2003. Coordenação da área de específicas: Prof.ESPECÍFICA REALIZADA EM 22 DE SETEMBRO DE 2007 ELABORAÇÃO REGINA BARBOSA TRISTÃO Licenciada em Letras Português/Inglês . Eduardo Carelli Profª Mirian . e Especialista em Escola Inclusiva – UFG-2007.

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