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Diferenças entre o português do Brasil e de Portugal

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Diferenças entre o português do Brasil e de Portugal

Sistema fonético-fonológico
Alguns autores sugerem que o português do Brasil seguiu as características do português europeu do Centro-Sul. No entanto, dados históricos provam que a grande maioria dos imigrantes portugueses que se instalaram no Brasil durante não só o período colonial mas também no período pós-colonial eram oriundos das regiões Norte/Nordeste do País, o que sugere que o português do Brasil poderá ter uma grande influência dos dialetos setentrionais de Portugal. Alguns aspectos conservadores e inovadores da fonética brasileira: Aspectos conservadores Na maior parte do Brasil, os -s e -z em final de palavra ou diante de consoante surda são realizados como [s] (como em "atrás" ou "uma vez") ou como [z] diante de consoante sonora ("desde"), em vez de [ʃ] e [ʒ] como em Portugal. As vogais átonas permaneceram abertas, perpetuando "mais uma vez a pronúncia de Portugal antes das grandes mutações fonéticas do século XVIII" Por outro lado, certas inovações fonéticas ocorridas no português europeu no século XIX foram ignoradas no Brasil: manteve-se a pronúncia [ej] em ditongos como do "ei" em "primeiro", versus a pronúncia [ɐj]; a pronúncia do "e" tónico como [e], versus [ɐ], em palavras como "espelho" ou "vejo". Aspectos inovadores Entre outros, assinalam-se os seguintes: Desaparição da oposição entre timbre aberto e fechado nas vogais tónicas a, e e o seguidas de consoante nasal (ex: "vênia" vs. "vénia", "Antônio" vs. "António"); O mesmo fenómeno ocorre nas vogais das sílabas pretónicas (ex: o primeiro "a" de cadeira, pronunciado /a/ no Brasil e /ɐ/ em Portugal); Vocalização do "l" velar, como em "animal", que em algumas regiões é pronunciado [ãnimaw].

Morfossintaxe
A construção estar + gerúndio domina no Brasil, versus a construção estar + a + infinitivo que se tornou dominante no português padrão europeu (mas o uso do gerúndio permanece nas classes populares do Sul de Portugal e das ilhas da Madeira e Açores) (ex: "estou escrevendo" vs. "estou a escrever"); No Brasil pode-se utilizar o pronome possessivo sem ser precedido de artigo, ao contrário do que acontece em Portugal (ex: "meu computador" vs. "o meu computador"); A colocação dos pronomes átonos é diferente no Brasil e em Portugal, na fala apenas. Na escrita, as regras são as mesmas. No entanto, prefere-se sempre o uso da próclise (pronome antes do verbo); ênclise (depois do verbo), apenas em formalidades; e mesóclise (no meio, como construir-te-ia), quase nunca usada.

uma mesma palavra tem notação fonética diferente no Brasil da dos outros países lusófonos. sendo treze vogais. . diferentes dos usados no português europeu. dentro de cada padrão. "Pode dizer-me"(Portugal) Sistema fonético Os fonemas usados no português do Brasil são.• exemplo: "Me diga uma coisa" (Brasil). muitas vezes. esses dialetos compartilham as mesmas peculiaridades básicas do ponto de vista fonético. entretanto. vs. dezenove consoantes e duas semivogais. "Diga-me uma coisa" (Portugal). O português brasileiro utiliza 34 fonemas. "Pode me dizer" (Brasil) vs. ou seja. Existem vários dialetos dentro do português brasileiro e o europeu.

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embrionárias ou incipientes na língua-tronco". quando a população do Rio era de 14 mil habitantes e D. em dialetos crioulos portugueses. contestam a tese de que houve uma influência. no estado do Rio de Janeiro. para o Mato Grosso. e atualmente aceita-se a classificação proposta pelo filólogo Antenor Nascentes. já foram estudados. ora pelos africanistas como influência das línguas dos escravos. etc. porquanto tais fenômenos são encontrados em outras línguas neolatinas. • • • • • • ensurdecimento e queda do r final: ocorre também em francês. redução de nd a n nos gerúndios (e. preferindo interpretar tais mudanças fonéticas como "desenvolvimento ou a realização de tendências latentes. Tais fenômenos ora são apresentados pelos tupinólogos como provas da influência tupi. italiano centro-meridional. porém. andaluz. Era paulista a língua que se falava no Rio de Janeiro. Contudo. tal qual ocorreu no Brasil. alguns casos de epêntese (e. como o dialeto caipira. em Portugal Insular. há poucos estudos a respeito da maioria dos demais dialetos. em espanhol. Na direção do Vale do Paraíba. E não eram portugueses quaisquer. como o do Baixo Minho. g. estabelecidos e reconhecidos por linguistas tais como Amadeu Amaral. para Minas e Goiás. Há pouca precisão na divisão dialetal brasileira. maior ainda do que a da portuguesa apesar das dimensões continentais do Brasil. em Portugal. para os estados do sul. cerca de 16 mil portugueses. g. g. Eram portugueses da Corte. João VI chegou com sua Corte. já que quase todos os traços regionais ou do português padrão europeu que não aparecem na língua culta brasileira são encontrados em algum dialeto do Brasil. no galego. A comparação das variedades dialetais do português brasileiro com as do português europeu leva à conclusão de que aquelas representam em conjunto um sincretismo destas. Seu . g. no Norte de Portugal. *amaro por amaram): ocorre o mesmo em alguns falares do Norte de Portugal. Alguns autores. Em entrevista ao jornal da UNICAMP. provençal. Tudo isso integrava a Capitania de São Paulo. aragonês. Alguns dialetos. Nota: o asterisco (*) marca as palavras ortograficamente incorretas Dialetos do português brasileiro A fala popular brasileira apresenta uma relativa unidade. "Se você olhar mapas que retratem os movimentos das bandeiras. g. queda ou vocalização do l final (e. ieísmo (e. *andano em vez de andando): efetuou-se no catalão antigo. das entradas e dos tropeiros. verá que os paulistas tomaram várias direções. *finaw em vez de final): possível de ouvir também em algumas zonas do Alto Minho. e da Madeira. terminação verbal átona desnasalizada (e. o linguista Ataliba de Castilho diz que o padrão do português paulista espalhouse pelo Brasil. *muier por mulher ou *trabaio por trabalho): no francês.Alguns fenômenos de pronúncia O português brasileiro também apresenta alguns fenômenos fonológicos que não ocorreram. Isso mudou em 1808.. *fulô por flor ou *quelaro por claro): aparece na evolução do latim nas diversas línguas românicas. na variedade europeia. eles levaram o português paulista até Macaé.

estados da bacia do Amazonas. Nordestino .. parte do norte do Paraná. "Brasiliense" . apenas Goiás permaneceu com esse dialeto. como os portugueses de então.Estados do nordeste brasileiro (Esta classificação não é totalmente correta. Os principais dialetos do português brasileiro são: 1. índios e europeus criaram um jeito de pronunciar que se espalhou pelo país através do comércio e outras formas. Estados como Pernambuco e Piauí possuem dialetos diferentes nas regiões metropolitanas e no interior). O português paulista do século XVI precisa ser estudado. E os cariocas começaram a chiar. 13. o norte catarinense e o vale do itajaí falam um dialeto com influências alemãs e o sul catarinense (mais precisamente em Criciúma) possui um falar bem parecido com o Italiano chegando a ser quase incompreensível em algumas regiões. quando bandeirantes paulistas.Estado do Rio de Janeiro (a cidade do Rio de Janeiro tem um falar próprio) 6. Paulínia e Hortolândia. 11. mais falado na região da cidade de São Paulo. ja que existe uma diferença entre os dialetos do Rio Grande do Norte/Paraíba. porque ele foi levado para quase todo o país.Minas Gerais (a cidade de Belo Horizonte possui um jeito de falar próprio) 8. Carioca .prestígio fez com que imediatamente a língua local fosse alterada.exclusivo da região metropolitana de Belém assim como o fluminense tem origens portuguesas.Mato Grosso e algumas regiões do Paraná.parte do interior do estado de São Paulo e de Goiás. Gaúcho . • Obs: Algumas cidades do interior do estado de São Paulo tem um modo próprio de falar. Paulistano . Caipira . . 9.região da Bahia 4. Paranaense . e do Paulistano. como Americana. com exceção do Nordeste e do Norte". há ainda um pequeno dialeto no litoral catarinense. A primeira célula do português brasileiro surgiu em Minas Gerais com a exploração de pedras preciosas. Nortista . um modo diferente de se falar.Rio de Janeiro (Capital) 5. Sertanejo .Ceará 3. "Paraense" . Baiano . 14.Rio Grande do Sul (a cidade de Porto Alegre possui um jeito de falar próprio) 7.Paraná. sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro 2.Estados de Goiás. o sotaque paraense tem o "chiado forte" quando pronunciado em palavras que tenham letra "s" no começo ou final de frases. também é falado em algumas cidades de Santa Catarina e São Paulo que fazem divisa com o Paraná. Mineiro .Cidade de Florianópolis (próximo ao açoriano) 15.semelhante ao nordestino. diferentemente do Caipira que é bem intenso no município de Piracicaba. próximo ao açoriano). exemplificando algumas cidades como Campinas e algumas da RMC.apesar de o dialeto ter evoluído por causa da imigração forte em Mato Grosso. O estado de Tocantins tem um falar próprio. Cearense .Cidade de Brasília a cidade desenvolveu uma maneira própria de falar. graças as várias ondas de migração. 16. que são mais proximos do cearense e de Pernambuco. "Manezinho da Ilha" .cidade de São Paulo 12. Sulista . Fluminense . 10. parte do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. o oeste e serra catarinense sofre influência do gaúcho. escravos.Estados do Paraná e Santa Catarina (a cidade de Curitiba tem um falar próprio.

Tupinismos São os chamados "brasileirismos" que derivam diretamente da língua tupi ou que por ela foram influenciados. toda uma série de termos que em breve veio a determinar a criação de duas línguas africanas gerais: o nagô ou ioruba — especialmente na Bahia — e o quimbundo. Ceará. não são utilizadas por um ou por outro. apesar de estarem dicionarizadas em ambos os países (Brasil e Portugal). Há ainda as palavras que. mingau. Existem. que designam novos objetos. crenças e fenômenos da natureza: urupema. mormente da família banto. segundo alguns autores. Os missionários jesuítas denominaram de tapuias os aborígenes não-tupis. verdadeiros sufixos. São exemplos destes sufixos o -açu (grande). Outros exemplos são: • • • • topônimos: Ipanema. Amerindinismos Existem influências de outras línguas indígenas não tupis que se falavam no país à data da chegada dos portugueses e com as quais houve contato. existe uma série de peculiaridades que podem gerar confusão e desentendimentos entre os falantes das duas variantes. mandioca. iracema. mais rico de vocabulário e de expressão no resto do país. moqueca. tipóia. especialmente da África para os engenhos brasileiros. guri e xará. Taquara. gerando a mesma estranheza quando ouvidas ou lidas por um falante da outra variante. Tijuca. como -rana (parecido com) e -oara (valor gentílico) nas palavras bibirana (planta da família das anonáceas). Pará). bonde por oposição a eléctrico ou aeromoça por oposição a hospedeira de bordo.Diferenças lexicais Ainda que o léxico brasileiro seja o mesmo que o do PE. jacarandá. Pará e Curicica. Neologismos Há palavras novas (neologismos. funcionam mais como adjetivos do que como sufixos. nomes de utensílios. [editar] Africanismos O tráfico de escravos. brancarana (mulata clara) ou paroara (natural do Pará) e marajoara (natural da Ilha do Marajó. no entanto. abatimirim (arroz miúdo) ou mesamirim (mesa pequena). Jandaia e Iara. abacaxi e araíba. trouxe consigo. técnicas. já que não alteram a constituição morfológica e fonética da palavra a que se ligam. . substantivos peculiares da fauna e flora: como cupim. etc) que têm uma formação distinta da que se verificou em Portugal. -guaçu (grande) e -mirim (pequeno) nas palavras arapaçu (pássaro de bico grande). São exemplos ônibus por oposição a autocarro. como acontece com alguns sufixos que. babaçu (palmeira grande). invenções. nomes ou sobrenomes de pessoas: Araci. mandiguaçu (peixe grande). trem por oposição a comboio.

parva calcinha caminhão ou camião (linguagem oral) caminhonete. celha concreto descarga diretor (de cinema) dublagem durex. inglês). lavabo. estação caminho de ferro. desjejum. fita-cola. de shampoo. carta carteira de identidade ou Registro Geral/RG chaveiro cílio. fita adesiva escanteio esparadrapo. bandeide (band-aid) estação de trem estrada de ferro. carteira de motorista. ferrovia estúpido Portugal saca-rolhas abre-latas hospedeira alforreca ou medusa lixívia SIDA (Síndrome de Imuno-Deficiência Adquirida) alho-porro amaragem aguarela ficheiro aterragem casa de banho.Outras exemplos são gol (pt golo. toilettes. esporte (pt desporto. sanitário bonde brócolis café da manhã. lavabos. sanitários eléctrico brócolos pequeno almoço. inglês. toalete. )). comissária de bordo água-viva ou medusa água sanitária AIDS alho-poró amerissagem aquarela arquivo (de computador) aterrissagem banheiro. penso-rápido gare. A tabela abaixo ilustra outras diferenças lexicais: Brasil abridor de garrafas ou saca-rolhas abridor de latas aeromoça. desjejum cuecas femininas camião camioneta canadiano cancro dióspiro boleia carro descapotável carta de condução bilhete de identidade/BI porta-chaves ou chaveiro pestana betão autoclismo realizador dobragem fita gomada. perua canadense câncer caqui carona carro conversível carta/carteira de habilitação. quarto-debanho. xampu (pt champô. pestana. ferrovia parvo . do inglês sport). fita adesiva pontapé de canto penso. van. de goal.

soutien-gorge tcheco. pé-de-pato ônibus pebolim (ou totó) perua. equipe tiro de meta torcida trem. composição ferroviária Vietnã bairro de lata fila ou bicha auscultadores. soutien. checo tela telefone celular (ou simplesmente celular). rugby salva-vidas ou nadador-salvador atendedor de chamadas calções de banho. que em Portugal são grafadas acção e actual. equipe pontapé de baliza claque comboio Vietname Ortografia Desde 1945. freio golo relva agrafador Irão Islão esferovite israelita fixe fato-de-banho biberão metro. van polonês. aparelho de telefonia celular terno time. auriculares. vaso sanitário ou privada rúgbi. rugby salva-vidas ou guarda-vidas secretária eletrônica sunga ou calção de banho sutiã.favela fila de pessoas fones de ouvido freio. fones travão. mas ditas como no PB. polaco privada sanitária. as palavras ação e atual. breque gol grama. relva grampeador Irã Islã isopor israelense. A maior parte das diferenças diz respeito às consoantes "mudas". existem duas normas ortográficas para o português: uma em vigor no Brasil e outra nos restantes países lusófonos. Por exemplo. sutiã checo ecrã telemóvel fato equipa. Português europeu Português brasileiro . que foram eliminadas da escrita no Brasil. israelita legal maiô mamadeira metrô Moscou nadadeiras. calção de banho soutien. metropolitano Moscovo barbatanas autocarro matraquilhos carrinha polaco retrete ou sanita râguebi.

o acento continua a ser usado em palavras estrangeiras e seus derivados: Müller. durante o qual tanto a antiga ortografia da Formulário Ortográfico de 1943. deve ser pronunciada. como a nova do Acordo Ortográfico de 1990 são oficialmente aceitas como válidas. Com a entrada em vigor no novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa a partir de 1º de janeiro de 2009 o trema deixou de ser usado. mülleriano e Bündchen são exemplos.acção baptismo contacto direcção eléctrico óptimo ação batismo contato direção elétrico ótimo Com a implementação do Acordo Ortográfico de 1990. normalmente muda. Acordo Ortográfico de 1990 Formulário Ortográfico de 1943 linguiça lingüiça sequência seqüência frequência freqüência quinquênio qüinqüênio pinguim pingüim bilíngue bilíngüe trilíngue trilíngüe quinquelíngue qüinqüelíngüe sequestro seqüestro Acentuação Gráfica . em recepção). reservando-o para palavras derivadas de nomes estrangeiros. A ortografia do português europeu já não utilizava o trema. o trema era usado no português brasileiro para assinalar que a letra u nas combinações que. em janeiro de 2009. tranqüilo deixam de ter trema. ou vice-versa (por exemplo. seqüestro. já aprovado pela Assembleia da República portuguesa e assinado pelo Presidente da República. Exemplos: sangüíneo (pronuncia-se /sã ˈgwinju/) e conseqüência (pronuncia-se /kõseˈkwẽsja/). a não ser em nomes próprios e derivados. mas pronunciada no português brasileiro (por exemplo. a maioria das consoantes mudas serão também eliminadas da ortografia oficial do português europeu. como mülleriano (do antropônimo Müller). em facto). gue e gui. No entanto. Palavras como lingüiça. O trema Até a entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990. Até 2012 vigora no Brasil um período de adaptação. geralmente quando a consoante é muda no português europeu. qui. restando apenas um número pequeno de palavras que admitirão ortografia dupla.

pois era a tônica da primitiva (guaraná). Acento Fonético De acordo com as teorias tradicionais.A sílaba tônica é li.A sílaba tônica é zi. A sílaba tônica sempre se encontra em uma destas três sílabas: na última (a palavra é oxítona). Propolina . Sílaba tônica A sílaba tônica é a mais forte da palavra. na penúltima (paroxítona) ou na antepenúltima (proparoxítona). Guaranazinho . apesar da grafia. pois era a tônica da primitiva (própolis). proparoxítona. a silaba tônica da palavra primitiva se transforma em subtônica da derivada. todas as palavras possuem uma sílaba tônica: a que recebe a maior inflexão de voz.A sílaba tônica é a penúltima (tá). que são as que provêm de outra palavra. é a subtônica. por terem a vogal tônica aberta. portanto. pois era a tônica da primitiva (táxi). porém. são marcadas pelo acento gráfico. Coincide com a tônica da palavra primitiva. O táxi . subtônicas e átonas. estômago. portanto. A palavra é. O guaraná . na. ta. o acento no português é abordado nos seguintes aspectos. e a subtônica. (Em algumas variantes de português europeu.A sílaba tônica é a última (ná). ] Sílaba subtônica A sílaba subtônica só existe em palavras derivadas. Sílabas átonas . com palavras a proparoxítonas a receberem acento circunflexo em ambas as normas: fêmea. Observe: Português europeu Português brasileiro cómodo cômodo fenómeno fenômeno tónico tônico génio gênio Note-se que existem exceções a esta regra. Nem todas. A palavra é. e a subtônica. Só existe uma sílaba tônica em cada palavra.A sílaba tônica é xí. as proparoxítonas que no Brasil recebem acento circunflexo. Taxímetro . por terem a vogal tônica fechada. paroxítona. pro.) Na Língua Portuguesa.A sílaba tônica é a antepenúltima (pró). portanto. A própolis . oxítona. As sílabas são subdivididas em tônicas.Devido à diferença de pronúncia entre o português falado no Brasil e o falado em Portugal. particularmente no Norte de Portugal. ou seja. A palavra é. etc. em Portugal recebem acento agudo. a pronúncia de fato é fémea e estómago.

É um pé de duas sílabas. Já a teoria do acento afirma que não pode haver choque de acentos. o acento secundário nunca é vizinho do acento primário. como acento primário.na)(lo. recai sobre o elemento da direita. Teoria Moderna do Acento Já as teorias modernas têm uma visão mais abrangente no que tange à questão do acento. A proeminência. Um deles está citado anteriormente sobre a sílaba subtônica.nho). como é o caso do português. superiores hierárquicos ou autoridades (neste caso é empregada a forma de tratamento o senhor ou a . ZI. como seguem: Troqueu silábico . Exemplo de língua iâmbica é o francês. Pela estrutura acentual do português. sílabas leves).so). Um outro aspecto considerado são os tipos de pés. excetuando-se pessoas mais velhas ou. Retomando o exemplo de guaraná . É o caso da língua portuguesa e bem representado em (pa. O troqueu moraico é sensível ao peso (sílabas com mais de uma mora são chamadas sílabas pesadas e aquelas que têm apenas uma mora.Todo iambo é sensível ao peso. o cabeça do segundo pé possui maior intensidade que o do primeiro. que pode ser dividida nos pés (a. uma sílaba curta como pé possui uma mora. na teoria tradicional tem "na" como sílaba subtônica e "zi" como tônica. em vez da ideia de sílabas tônicas e subtônicas. enquanto uma sílaba longa como "feet" (pés. FU. a palavra parafuso se divide em dois pés: (pa. teremos dois pés bem formados e um pé degenerado (pé que não segue a formação esperada): (gua)(ra. na palavra analogie. Se separarmos os pés troqueus. em situações formais.É um pé de duas moras.so). O você em Portugal é uma forma de tratamento semiformal.ra)(fu. com o cabeça à esquerda. as palavras são divididas em pés. a sílaba proeminente em (ra. De acordo com a Teoria do Acento. Assim. Esta teoria contraria a teoria tradicional em alguns aspectos. temos a noção de acento primário (fu) e acento secundário (pa). já no Brasil é a forma mais comum de se dirigir a qualquer pessoa. Por exemplo. em inglês) possui duas moras. e nessas áreas houve uma quase extinção do uso do tu e do vós. com o cabeça à esquerda. no caso. É composto ou por duas sílabas leves ou uma sílaba leve e uma pesada.gie). este último o mais proeminente da palavra. Isto foi constatado também em estudos da fonética acústica. O troqueu silábico é sensível à intensidade. o cabeça do primeiro pé é PA e o do segundo. que. temos. Por exemplo.na) será RA e em (zi. por exemplo. a sílaba ZI. a sílaba RA e.na)(zi. Assim.ra)(fu. Ou seja. como.nho). Cada pé possui seu cabeça. Iambo . nos quais há um elemento preponderante.Todas as outras sílabas são denominadas de átonas. Troqueu moraico . Aspectos gramaticais Você e tu Em algumas regiões do Brasil. Entretanto. que recebe o nome de cabeça. A mora é uma unidade de duração da sílaba. sendo o pico de intensidade da palavra. como acento secundário da palavra guaranazinho. Feet é um exemplo de troqueu moraico. o pronome de tratamento você ganhou estatuto de pronome pessoal.guaranazinho. diferente do troqueu. sendo os elementos proeminentes NA e GIE.

frequentemente em combinação com formas pronominais e verbais de terceira pessoa. Quanto menor é o número de flexões que o verbo faz em relação aos pronomes. o seu correspondente pronome oblíquo te ainda é amplamente utilizado no português brasileiro.ª pess. em que o o "t" desaparece mas não se altera o som precedente de /s/. para ti.senhora). sudoeste e oeste do Paraná. • • • • • • Apesar do pouco uso do pronome reto tu no português falado na maior parte do Brasil. usando-se os pronomes pessoais oblíquos de forma mais consistente (p. embora seja menos comum do que o oblíquo te. Isso torna o português brasileiro mais parecido com as línguas de pronome pessoal obrigatório como o francês. Você O senhor/A senhora A gente . com o mesmo significado que teria para você). como tu 'tás.ª pess. Apesar de comum mesmo entre falantes escolarizados. sin. Ex: Tu fizesse isso? Tu comesse no bar ontem? Na verdade. Norte e em praticamente todo o Nordeste (excluindo a Bahia). Em alguns lugares da região Sul. O tu é amplamente utilizado nas regiões Norte .ª pess. semiformal (por exemplo no trato com um desconhecido) fala Você em Portugal e algumas regiões brasileiras: semiformal O senhor/A senhora: sempre formal A gente: sempre informal 3. tu foi. tu é. Eu Tu Ele/Ela falo Brasil: Em algumas regiões do Brasil é pouco usado falas Portugal e algumas regiões brasileiras: informal Você no Brasil: informal e às vezes. sin. o alemão e o inglês. muitas vezes conjuga-se o pronome pessoal tu com o que aparentemente seria a mesma forma utilizada na 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do subjuntivo para referir-se ao pretérito perfeito do indicativo. mas conjugado frequentemente na 3ª pessoa do singular: Tu fala. O pronome possessivo teu também é ocasionalmente usado no português brasileiro para referir-se à segunda pessoa. Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e do Norte (Pará). mais necessário se faz o preenchimento do sujeito pronominal. A combinação você/te/teu no português brasileiro falado assemelha-se em natureza à combinação vocês/vos/vosso encontrada frequentemente no português europeu coloquial. Nordeste (excluindo a Bahia). excetuando-se as formas em que a sílaba tônica é a última. Sul (exceto o Paraná) e no Rio de Janeiro. Os pronomes você e vocês requerem formas verbais de terceira pessoa. o tratamento por tu é mais comum.ex. Em parte da Região Sul (especialmente Santa Catarina) e do Nordeste. o uso de te com você é condenado pelas gramáticas normativas usadas nas escolas brasileiras e é evitado na linguagem formal escrita. 2. isto é a contração da forma da segunda pessoa do pretérito perfeito do indicativo: Fizeste → Fizes'e . Uso dos pronomes pessoais e formas de tratamento 1. sin. Em algumas regiões do Sul (sul. o que reduz o número de flexões do verbo em relação aos pronomes. Comeste → Comes'e. o uso do tu na forma culta (conjugado na 2ª pessoa do singular) é até bem mais usado que o você.

Em particular. Nós falamos Brasil: usa-se raramente (formalidades. apresenta-se como uma variante mais enclítica. O PE. O uso da voz passiva analítica é também muito mais comum em PB do que em outras variantes. sentar-se. um início de revisão dessa questão por parte da Academia Brasileira de Letras. Há. Pronomes oblíquos O PB é uma variante com forte tendência proclítica. O uso dos . é muito mais comum dizer-se no Brasil a partida foi disputada do que a partida disputou-se ou a partida se disputou. 'ela'…). Já a mesóclise. por sua vez. Portugal: usa-se (pouco) nos dialectos setentrionais e galegos (também se usa muito formalmente. pl. serviço religioso e arcaísmo histórico). exemplo: eu lembro ao invés de eu me lembro. verbos que indicam movimento como levantar-se.ª pess.ª pess. usa-se geralmente o pronome oblíquo antes do verbo (próclise). como no Brasil) Vós falais Eles/Elas 3. com exceção de contextos litúrgicos onde o padrão bíblico. possível nos tempos simples do futuro no PE. ou deitar-se são normalmente tratados como não-reflexivos na fala coloquial daquelas regiões. onde a voz passiva sintética com a partícula apassivadora -se é preferida. Não se usa. Como exemplo. 'a'. pl. Vocês Os senhores/As senhoras Vocês: sempre informal falam Os senhores/As senhoras: sempre formal Uso de reflexivos e da voz passiva sintética Há no Sudeste e no Sul do Brasil uma tendência de se omitir o uso dos pronomes reflexivos em alguns verbos. ainda que as gramáticas normativas não legitimem o uso dessa colocação pronominal em vários contextos. é adotado. sendo quase sempre substituídos pelos pronomes pessoais do caso reto ('ele'. a não ser nos casos em que o verbo inicie a frase. que privilegia essa colocação pronominal. na linguagem coloquial e falada. sendo uma exceção habitual as frases na negativa. Exemplos PB Eu o convido Ele me viu Eu te amo Ele se encontra Me parece Vou o encontrar PE Convido-o Ele viu-me Amo-te Ele encontra-se Parece-me Vou encontrá-lo No PB falado. pl. quase sempre.1. contudo. 2. No Português brasileiro. os pronomes oblíquos 'o'. é pouco utilizada no PB. mudarse. 'os' e 'as' praticamente não são usados.ª pess. ou eu deito ao invés de eu me deito. Também pode ser ouvida a forma verbal sois.

no ɛ (ou i. na linguagem formal escrita. O gerúndio Em muitos aspectos o português brasileiro é mais conservador que o europeu. No Brasil este fenómeno também existe. principalmente na fala culta. O uso dos oblíquos de terceira pessoa é também obrigatório.pronomes oblíquos é. Um exemplo disso é o emprego do gerúndio. conversador ou gabarola. Por exemplo. palavras) palavras) às vezes é dita como i) i ɔ i (ou "j" em ditongos) ɔ i ɔ i ó i (ou "j" em ditongos) ɔ . 'las'. entretanto. mas é mais raro e aplica-se a um número muito mais reduzido de contextos gramaticais. 'la. nas variantes dialetais de Portugal a norte do rio Tejo. estou a fazer em vez de estou fazendo). Recentemente. (que dá ideia de ação durativa ou de movimento reiterado) tem vindo a ser substituído pelo infinitivo do verbo antecedido pela preposição a (e. 'los. mais comum. no vezes não se fim de fim de pronuncia. enriqueceram-se com uma ou mais acepções novas no Brasil. Letra Portugal Paraná São Paulo Rio de Janeiro ɑ Bahia a â é ê Vogais e semivogais ɑ quanto tónico. ɨ quando átono i (ou "j" em ditongos) ɔ ɑ ɐ ɛ e ɑ e e ɐ ã ɛ ɛ e e e (em fim de palavra. Português brasileiro Eu estou cantando A vida vai moldando a pessoa… O governo continua defendendo… Português europeu (a norte do Tejo) Eu estou a cantar A vida vai moldando a pessoa… O governo continua a defender… Observações Este tipo de estrutura é tão usada que pode dar a ideia de que em Portugal não se usa gerúndio Neste caso (verbo ir. sem perderem o seu significado tradicional. g. virar também significa transformar-se em e prosa é também utilizado com o sentido de loquaz. às e (ou i. ɑ ʌ quando átono ʌ ɐ ɛ ɛ e e e ou ɛ quando tónico. o gerúndio perifrástico combinado com verbos como estar e andar. quando eles se seguem a um infinitivo e são transformados respectivamente em 'lo'. em qualquer caso. é sempre usado o gerúndio em qualquer região Há casos (como nos verbos continuar e acabar) em que no Brasil também se pode não usar o gerúndio Semântica Muitas palavras. expressando mudança gradual).

go. em no meio ẽ ẽ ẽj ẽ da palavra im. em ditongos e tritongos) ei ou ẫ ẽ ẽ ĩ õ ũ ẫw ẫi õi b p ka. go. (por vezes ða. de.o o o o o ou ɔ quando o (ou u. si se. em tritongos) (y Na em u ditongos e ditongos e Beiraditongos e tritongos) tritongos) Baixa/Alentejo. cue. go. do. ðe.tritongos) Norte e Açores) Ditongos ej (ou ɐj em ei ej e ej Lisboa) ou ow (ou o no sul) ow o o Vogais nasais ã. do. si s s s ga. ʒi da. on. do. cuo ou ko cui. do. gi da. ôm. gu ʒe. go. si se. gu ga.que. gu ʒe. de. em ditongos e u (ou w. do. ín ĩ iŋ ĩ ĩ om. ko. gu ge. du da. an. ci ç ga. ke ou cue. ʒi da. ko. ki . no fim de palavras) u (ou w. si s ga. u (ou w. âm. óm. ʒi da. ki. ún ũ uŋ ũ ũ Glides nasais ẫw (com algumas variações ão ẫw ẫw ẫw oclusivas no norte) ãe ẫj ẫj ẫj ẫj õe õj õj õj õj Consoantes b b (ou β no norte) b b b p p p p p qua. ku ka.cuo ou ko ka.qui. do. de. no o (ou u. cu ce. ko. du cua. de. ân ẫ â. êm. cuo kw kw ka. ku se. ðu em Lisboa) . de. gu ʒe. y quando o fim de fim de átono palavras) palavras) u (ou w. du du ðo. ʒi ʒe. ku se. ôn. em u (ou w. da. go. ku ka. un. am. in. cua. ku se. ím. co. go. ko. de. du ô o ɔ (ou u. ʒi ʒe. du ka. ko. cue. gu ga. úm. si s ga. âŋ ẫ ẫ ẽj (ou ẫj em em e ém no fim da Lisboa (ẽjẽj ou ejŋ ẽj ẽj palavra ẫjẫj na palavra «têm»)) en.quo ca. õ oŋ õw õ ón um. no o tónico.

to. tu ti f v l di (por vezes ði em Lisboa) di di (às vezes dʒi. na capital) dʒi dʒi m n r (no início da palavra). ct algumas palavras . no interior s z s ʃ r h h ɾ r s z s ʃ ɾ h s z ʃ ʃ ɾ h s z ʃ ʃ s (inicial ou seguido s e ʂ nas terras de consoante). to. te. tu ta. rr r (dentro da palavra: depois das partículas latinas r (tradicional) ou ab. tu ta. to. ss altas s (intervocálico) ou z e ʐ nas terras na palavra altas «obséquio» s (no fim de sílaba) ʃ ʃ ou ʧ nas terras ch altas (quase extinto) lh nh h pt. tu ta. no interior quase inexistente) ɾ r. ct pt. n ou s como em honra) r (entre vogais. ɾ dentro da palavra) r (no fim de sílaba) ɾ ta. ou depois de l. te. na capital. tu ta. to. ɹ. na či či capital) f f f f f v (ou β no norte) v v v v l ou ɫ no l ou w no l ou w no l ou ɫ no fim de l ou w no fim fim de fim de fim de sílaba de sílaba sílaba sílaba sílaba m m m m m n n n n n r (tradicional) ou r ʀ h h ʀ (urbano) r. (ou ɹ. te. te. ct λ λ (as vezes λ (às vezes λ λ (as vezes j) j) j) ɲ ɲ ɲ ɲ ɲ não não não não não se pronuncia pronuncia pronuncia pronuncia pronuncia pt. te. ob e sub como ʀ (urbano) em obreptício. tu (às vezes ču) ti (às vezes ti ti či. ct ou t em pt. te. ct pt. to. ct pt. to.di ta.

como a letra "x" que apresenta cinco sons distintos. uma letra pode ter mais do que um único som. . como por exemplo o croata.Visto a língua portuguesa não conter uma ortografia do tipo "uma letra para cada som".

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