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Epistemologia a Ciencia Da Ciencia

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Resumo A Biogeohistória a ciência da ciência possível

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Luiz Carlos Batista

UFMS-carlosbatista1956@bol.com.br Edward Soja ao escrever o livro “Geografias Pós Moderna” fez referência ao Historicismo como o uso da história para descrever a terra, assim como a Geografia é conhecida tradicionalmente como a ciência de descrição da terra. O Marxismo surge para explicar o capitalismo no sentido de contemplar e promover uma interação entre o capitalismo e a sociedade, através das práticas capitalistas que motivaram novas práticas como a Reforma Agrária para promover a reprodução do capital. Henry Ford apresentou para o capitalismo um mecanismo para produzir e reproduzir a riqueza através da produção em massa, que levou o mundo a duas grandes guerras mundiais. As coisas só ganham nome quando recebe uma forma o homem só é homem ao nascer, nesse sentido o espaço passa a ter vida no desenvolvimento do capitalismo. Mas é através da desconstrução desse espaço que você dá vida ao espaço ao relacionarmos os números com os homens através das relações de trabalho, só assim os dados estatísticos tem significado, e para desconstruir essa Geografia Edward Soja sugere a produção de uma Geografia Social. A Geografia Moderna assume o status de uma geografia tradicional ao apresentar uma geografia do espaço e na Geografia Pós-Moderna, soja faz referências a produção de uma geografia no espaço, que promove uma interação do ser humano com o ambiente, não é apenas uma geografia do meio ambiente, mas é uma geografia que é influenciada e influencia o ambiente social. Não é mais uma geografia só para a burguesia, mas uma geografia que dá conta de todas as relações sociais convivendo num dado território e num determinado arranjo sócio espacial diferente da formação econômico social.

Resumen
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Prof. De Geogafia Política do Campus de Aquidauana da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e filiado a AGB seção Local Aquidauana

la soja hace referencia a la producción de una geografía del espacio que promueve la interacción entre los seres humanos y el medio ambiente no es sólo una geografía el medio ambiente. así como a superar Geografía Edward Soja sugiere que la producción de una geografía social. sino una geografía que da cuenta de todas las relaciones sociales y de vida en un territorio determinado en una disposición dada socio-espacial de los distintos formación económica social. La geografía moderna asume la condición de una geografía tradicional de presentar una geografía del espacio y la geografía postmoderna. Las cosas sólo pueden ganar cuando reciba un nombre como el hombre es sólo el hombre al nacer. A Biogeohistória a ciência da ciência possível 2 Prof.br Edward Soja al escribir el libro "Geografías Post Moderno" historicismo e hizo referencia a la utilización de la historia para describir la tierra. lo que llevó al mundo en dos guerras mundiales. a través de las prácticas capitalistas que llevaron a nuevas prácticas como la reforma agraria para promover la reproducción del capital. Henry Ford introdujo un mecanismo para el capitalismo para producir riqueza y jugar a través de la producción en masa. El marxismo parece explicar el capitalismo con el fin de contemplar y promover la interacción entre el capitalismo y la sociedad. así como la geografía que se conoce tradicionalmente como la ciencia de la descripción de la tierra. De Geogafia Política do Campus de Aquidauana da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e filiado a AGB seção Local Aquidauana . Ya no es sólo una geografía de la burguesía. Pero es a través de la deconstrucción de este espacio que le dan vida al espacio para relacionar los números con los hombres mediante el trabajo sexual.com. sólo para los datos con significación estadística. pero es una geografía que es influenciado e influye en el entorno social.Biogeohistória La ciencia de la ciencia es posible 2 Luiz Carlos Batista UFMS-carlosbatista1956@bol. lo que significa que el espacio cobra vida en el desarrollo capitalista.

br Edward Soja ao escrever o livro “Geografias Pós Moderna” fez referência ao Historicismo como o uso da história para descrever a terra. que promove uma interação do ser humano com o ambiente. que levou o mundo a duas grandes guerras mundiais. mas é uma geografia que é influenciada e influencia o ambiente social. não é apenas uma geografia do meio ambiente. nesse sentido o espaço passa a ter vida no desenvolvimento do capitalismo. As coisas só ganham nome quando recebe uma forma o homem só é homem ao nascer. O Marxismo surge para explicar o capitalismo no sentido de contemplar e promover uma interação entre o capitalismo e a sociedade. só assim os dados estatísticos tem significado. soja faz referências a produção de uma geografia no espaço. A Geografia é uma ciência que manipula o espaço segundo a dimensão da reprodução da vida contida na reflexão de uma teoria social crítica da geografia que para se organizar torna-se necessário se reorganizar para ocupar e produzir no espaço geográfico novas correlações de reprodução do homem em sociedade.com. Não é mais uma geografia só para a burguesia. A Geografia Moderna assume o status de uma geografia tradicional ao apresentar uma geografia do espaço e na Geografia Pós-Moderna. Henry Ford apresentou para o capitalismo um mecanismo para produzir e reproduzir a riqueza através da produção em massa. 3 Prof. assim como a Geografia é conhecida tradicionalmente como a ciência de descrição da terra. e para desconstruir essa Geografia Edward Soja sugere a produção de uma Geografia Social. através das práticas capitalistas que motivaram novas práticas como a Reforma Agrária para promover a reprodução do capital. mas uma geografia que dá conta de todas as relações sociais convivendo num dado território e num determinado arranjo sócio espacial diferente da formação econômico social.3 Luiz Carlos Batista UFMS-carlosbatista1956@bol. De Geogafia Política do Campus de Aquidauana da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e filiado a AGB seção Local Aquidauana . Mas é através da desconstrução desse espaço que você dá vida ao espaço ao relacionarmos os números com os homens através das relações de trabalho.

porque o capitalismo sofre uma mutação constante e tem o poder de se readaptar as condições do meio. exigindo mais ação voltada a inovar nas práxis social. . Epistemologias dos conhecimentos Existem alguns tipos de conhecimentos classificados como filosóficos. Mas o conhecimento científico deve preparar o cientista para trabalhar com uma teoria geral da pesquisa científica e esta teoria tem que se constituir em começo meio e continuidade como o resultado efetivo de uma reflexão filosófica que tenha no centro o conhecimento humano através da analise de sua fonte. portanto é o momento de reafirmarmos nossa crítica ao capitalismo.A teoria social crítica de Soja propõe a reafirmação do espaço pela reconstrução a partir da desconstrução. A própria sociedade vai se modificar pela prática ao perceber-se que vivemos numa sociedade capitalista que esta se esgotando e. afirmando que não é possível reafirmar o espaço através de uma teoria marxista porque ela se limita a uma análise regional. função. Os cientistas produzem seus métodos dentro da dinâmica das transformações humanas produzidas pelo trabalho que se constitui na consciência dos pesquisadores. Qual é o espaço que se reafirma? É aquele que o ser humano reformou propondo transformações no espaço a partir da análise do espaço concreto através da organização de territórios como uma parcela efetivamente ocupada pelo ser humano. vai divagando sem a devida compreensão crítica. metodológicos e o conhecimento cientifico. lógicos. e o conhecimento lógico especula sobre a experiência da pesquisa. procedimentos e finalidades com efeitos para a criação de um mundo de verdades a partir de idéias abstratas refletidas e legitimadas na realidade da criação do homem como um ser geral e do trabalhador como ser particular estabelecendo a consciência em si e a consciência para si. A posição filosófica embora partindo de uma prática autêntica. Esse ser humano ao ocupar o espaço produz novos espaços pela ação da crítica e da reflexão com propriedades inerentes ao homem que motiva os seres humanos a perceber o espaço em que eles vivem e integrar as diversas necessidades presentes em cada individuo visando estabelecer e reproduzir uma harmonia social.

A Epistemologia perde seu sentido clássico de aplicar intenções filosóficas estranhas às ciências. partindo de uma . mas sempre submetendo a ciência a uma reflexão crítica. exigindo uma epistemologia que não fixe parâmetros de análise para reger a ciência a partir de elementos externos. A reflexão cientifica a partir dessa concepção adquire o caráter transdisciplinar exigindo a colaboração das diversas disciplinas entre si e para si para produzir uma epistemologia geral através de uma epistemologia interna e especifica de cada ciência utilizando-se de múltiplos métodos a partir de procedimentos desenvolvidos por uma história critica ao relacionar a lógica da descoberta à lógica da prova que se converte em novas descobertas e assim sucessivamente. A ciência do presente A denominação de ciência do presente é atribuída epistemologicamente à Biogeohistória diferenciando-a da Biologia. da Geografia e da História como ramos individualizados do tronco do conhecimento científico tradicional. enquanto a Biogeohistória não se caracteriza apenas como um ramo especifico da ciência. Tem também o caráter intracientifico. intrínseco à pesquisa cientifica. sem pretender ter uma compreensão absoluta da ciência. Procura tratar a ciência com objetividade pela observação e experimentação das relações entre a teoria e os fatos. tornandose concretamente a ciência da ciência possível. passando a desenvolver atualmente condição para refutar-se a si mesma e no seu desenvolvimento ir sempre se transformando a partir de uma arquitetura da ciência organizada a partir de uma retificação metódica permanente. mas correlaciona várias ciências num todo ao contar a história da morada do homem e de todos os seres vivos. A epistemologia acompanha o desenvolvimento da ciência de forma vigilante interpretando os procedimentos e os resultados respeitando o caráter sempre aberto das ciências sem lhe impor dogmaticamente exigências determinantes e exclusivas.A Epistemologia tem o caráter inovador que o de dar através da pesquisa a condição de estar acima da ciência se colocando como uma metaciência que reflete sobre os princípios e os fundamentos para validar o conhecimento científico.

numa correlação entre duas ciências a Geologia e a Biologia têm também a Biogeopolitica. Mas tentando relacionar todas essas áreas podemos encontrar numa proposta de um programa de pós graduação com essa nova concepção cientifica transdisciplinar que considero ser a Biogeohistória. A Biogeografia ao estudar a distribuição das sociedades humanas sobre o Globo constituiria o segundo campo de interesse da pesquisa. a biogeografia e a antropogeografia. Geoeconomia. unindo a Geopolítica e a Biopolitica. onde todas as influências se põem de forma midiatizada por uma relação entre o indivíduo e os condicionantes somáticos-anatômicos (ex: cor de pele etc) e como estímulos psicológicos (percepção). Biopolitica. Geografia. relacionando-as à Biohistória. Podemos encontrar uma área do conhecimento como a Biogeologia. das condições que a natureza impõe à história. Geoposicologia. Estas três vertentes concebidas como estudos sintéticos e explicativos. Geomorfologia. e finalmente a Antropogeografia. Os estudos de Antropogeografia de Ratzel procuravam situar o homem no centro das atenções como um ser da natureza que possui instintos. e o terceiro tema de interesse da antropogeografia seria o estudo da formação dos territórios. Biografia. Geologia. Bioeconomia. Biopsicologia. ou ainda a Biogeografia que estabelece relações entre a Geografia e a Biografia. reunindo a Geohistória. Geopolítica. Biolingüística. necessidades e aptidões para adotar o planeta Terra como sua morada e tê-la como uma mãe que da suporte a sua vida. e a Geografia estaria representada em três grandes campos de pesquisa: a geografia física. . Geolinguista. Geomedicina. sendo que o tema de maior indagação dos geógrafos seria a Geografia Física sobre a influência que as condições naturais exercem sobre a humanidade. A Antropogeografia tem como preocupação central entender a difusão dos povos pela superfície terrestre. etnologia e geografia em uma mesma discussão. Biomorfologia. problemática que. Biologia. Biomedicina.Antropogeografia que busca descrever a historia da humanidade em nosso planeta Destacamos algumas áreas do conhecimento científico dentro da perspectiva transdisciplinar. articularia história. ou em outras palavras.

aparecendo em suas colocações sobre fronteiras e sobre as guerras. o homem pode se organizar de várias formas condicionadas por influências sócio-econômicas A Alemanha emerge como potência capitalista. Ratzel que publicou o livro Antropogeografia considerava também a guerra. seja pela pressão demográfica. mas pela organização do trabalho.Na constituição social. a natureza dos recursos e riquezas disponíveis na composição étnica de um povo e as condições de difusão propiciadas no território podem gerar o isolamento e a mestiçagem. seja em função da exaustão do território pelo uso intensificado. A Antropogeografia trabalha com dois conceitos fundamentais: O primeiro é o de território como uma porção da superfície terrestre apropriada por um grupo humano. a expansão torna-se inevitável. O expansionismo seria o destino natural dos povos produzindo efeitos diferentes conforme o estágio de desenvolvimento por eles vivenciado no momento da difusão. pelo estímulo ou barreiras existentes e pela formação dos Estados e pela posição geográfica desfrutada. a violência e a conquista como componentes naturais da história humana segundo ele: “o povo que progride expande difundindo. seria uma porção do planeta necessária para a reprodução de uma classe dominante. apresentando uma industrialização superior à da Inglaterra no último quartel do séc. Havendo o desenvolvimento. buscando legitimar o projeto expansionista através da naturalização das guerras ou apologia do Estado. seu efetivo demográfico e seus recursos naturais disponíveis. destituída de colônias. XIX. A retomada das teorias de Ratzel pelos autores nazistas não é assim meramente acidental onde a Geopolítica se destaca como uma ciência limitada . é a identidade que é atribuída a um espaço que dá origem a propriedade privada. o segundo conceito é o de espaço vital que se manifestaria diante da necessidade territorial de uma sociedade tendo em vista seu equipamento tecnológico. Seria uma relação de equilíbrio entre a população e seus recursos. sobre as sociedades que subjuga o germe civilizatório que impulsionou seu movimento” a estratégia imperial bismarkiana é plenamente assumida por Ratzel. Um expansionismo latente será a marca da política nacional alemã no período que atua na retaguarda ideológica de tal processo.

a construção do espaço. em tempos passados. e pelo excepcional desenvolvimento dos métodos de trabalho cientifico nas universidades daquele país desde o começo do século XIX. que utiliza a história para poder compreender. Geopolítica: derivou da Geografia Política que teve sua origem na Alemanha. . A história é a ciência de relação mais íntima com a geografia. Geografia: afirma-se como ciência em meados do século XIX ancorada no método positivista estabelecendo a dualidade entre o determinismo geográfico que deu origem a Geografia Física e o Possibilismo como corrente da Geografia Humana.ao Estado que aponta o estudo da terra como moradia das populações humanas e suas relações com as demais formas de propriedades da terra. por dois motivos: pela corrente idealista que impulsionou os filósofos alemães na Europa a partir de Kant. Após atravessar por vários períodos históricos atualmente esta sendo retomada a relação entre o meio físico e o meio ambiente ao tratar a relação sociedade e natureza através de uma Geografia Humanística que busca unir a Geografia através da análise dos fenômenos. e estudar o espaço geográfico também é uma condição imprescindível para o conhecimento histórico. significando importante elemento de poder para o capitalismo da época transformando a geopolítica num comércio das idéias políticas. inspirada na grandeza do império medieval germânico. Enquanto num terceiro momento a Geopolítica nasceu finalmente pelo obscuro e intimo desejo que presidiu a vida alemã numa conjuntura romântica de tornar pleno o desejo da soberania de um Estado nacional unitário alemão. pois este é o resultado da construção mútua dos diferentes períodos históricos. pensamento que permeou os estudos dos geógrafos alemães ao conceber o Estado como um organismo geográfico vivo. Desse processo deriva as principais tendências vinculadas a transformação da geopolítica em Biogeohistória: Geohistória: surgiu de um movimento construído a partir da relação entre a Geografia e a Histórica em oposição à Geografia Tradicional procurando revalorizar a ciência da história no estudo dos processos geográficos e dos aspectos socioculturais na análise dos processos espaciais. assumindo a propriedade privada como estratégia de dominação sendo a geopolítica considerada como a síntese da vida na terra.

como os abalos sísmicos e toda a movimentação da terra no universo. Geoeconomia: Este ramo desenvolveu-se no decênio de 1930 a 1940. considerando os geofatores desde a geologia às paisagens e finalmente a causalidade vinculada à cadeia solo-ambiente. mundo animal-homem. pois não há conformidade no coeficiente étnico que apresenta o Estado.Geologia: Estudo da Terra do ponto vista físico a partir da composição rochosa e dos componentes minerais incorporados ao solo terrestre. a geopsicologia ocupa-se do estudo celular da geopolítica analisando a variável sangue e solo tendo como base de aplicação a sociedade e os Estados. têm pouca relevância a ação antrópica. professor da Universidade de Heidelberg. o homem não é um ser marginalizado nessa análise. explorando a economia aplicada às necessidades racionais da coletividade . Biopolitica: Estuda as doutrinas racistas assinalando no passado e no presente as contradições no desenvolvimento humano com relação a uma formação política e as aspirações de organização interna ou expansão internacional das mesmas denominadas de potencial biológico de um povo ou de um Estado. Portanto a Biopolitica não se desenvolve como ciência autêntica devido à supremacia do Estado que dela faz uso. Geopsicologia: Um ramo da psicologia adotado por Willy Hellpach. desenvolvido através do médico Leonardo Ludwig Finke. representando num mapa as contingencias espaciais da difusão das enfermidades epidêmicas e endêmicas. tendo como principio para sua análise o determinismo racial definido como uma herança biológica do homem que detém distintas realidades vitais relativas ao seu ambiente. que se baseia nos sistemas cartográficos. tempo. E os estudos das doutrinas racistas são realizados pela ciência denominada de Etnopolitica ou Biopolítica. Geomedicina: Estudo relacionado a conhecimentos geográficos vinculados as causas das enfermidades sociais produzidas pela ação dos homens. e a História é segundo os Etnólogos a realização sucessiva dos grupos étnicos. estatísticos e analíticos fundamentados nos métodos geográfico e histórico. Geomorfologia: Estudo das formas terrestres como o relevo. os fenômenos que ocorrem no interior da crosta terrestre. cujo exemplo histórico é a malária. solo e paisagem. entende a alma humana baseada nas influências do clima.

separar. materialismo histórico e dialético e a fenomenologia num novo horizonte metodológico para o conhecimento científico transdisciplinar. Geografia da Língua Portuguesa A palavra classe social é derivada de classificar. suas rivalidades. Isso se dá através da construção teórica do fenômeno ao espacializa-lo e perceber que o Estado é uma construção socialmente territorializada através de um conjunto de leis. em contraste com essas leis todas as teorias possuem em comum a função de explicar regularidades observadas. Mas na conjuntura do período de guerras esta ciência converteu-se automaticamente em economia aplicada à guerra. mas para separar temos que observar não apenas a quantidade. Atualmente a lei geopolítica que preside o século XXI e a Globalização tornando o planeta um bloco coeso onde as relações misturam ricos e pobres para dividir a mesma mesa. através de sua história. considerando a existência de países pobres e ricos. O método geopolítico é denominado de espaço vital. A grande lei geopolítica do século XX foi à divisão do mundo em poderes antagônicos no sentido norte e sul. aliados ao antagonismo entre dois sistemas econômicos que também separavam o mundo em capitalistas e socialistas. neopositivista. reconhecido como uma síntese das relações de todo o gênero humano que interdependem do homem e do solo em uma determinada paisagem da terra aplicada ao sucesso político e diplomático no processo histórico ao relacionar geografia política com geografia histórica. sendo as leis apenas uma relação entre fatos de mesma ordem. positivista. utilizamos o método dialético na geografia da língua portuguesa. realizando . A Geopolítica tem como objeto o estudo das relações entre a geografia os Estados e seus destinos. resta saber sob quais critérios esta ocorrendo essa divisão? Os critérios devem ser revistos à luz de uma nova ciência como a Biogeohistoria ao considerar o envolvimento do método dialético. mas também a qualidade.humana. suas lutas Do ponto de vista metodológico como estudar um fenômeno social como o Estado dando-lhe também uma interpretação geográfica e vice-versa. Portanto o mundo tem hoje 6 bilhões de habitantes no total mas para estabelecer a qualidade desses habitantes temos que classificá-los.

O eu e o tu vivem em constante conflito que quando atinge o singular encontra-se com o dele e no plural relaciona-se com o desconhecido daquele lugar.uma análise a partir gênero humano do ponto de vista particular. Essa nova leitura do espaço só se tornou possível a partir de sair da idéia contida na fronteira como uma linha que dividia e separava a geografia . e no plural surge a nossa classe. o tu e o ele. ou o meu o teu e o dele. Ao se estabelecer a singularidade essa relação passa a ser composta por um terceiro elemento constituindo-se pelo eu. ao se unirem pelo casamento esses dois gêneros passam a conviver na singularidade e quando surgem os filhos começa a estrutura familiar na concepção de uma vida plural. O Espaço como o entre lugar na gênese da condição humana Pensar uma geografia do espaço contemporâneo é mudar a leitura que interpreta o espaço como localização e orientação a partir de aspectos físicos e naturais para ler o espaço que a partir de fins do século XIX muda no sentido de contemplar no horizonte as relações humanas. promovendo uma dicotomia entre o ser e o ter. As pessoas do verbo no gênero das classes sociais No nível particular nós temos na língua portuguesa uma dicotomia nas pessoas do verbo limitadas a relações antagônicas entre o eu e o tu. a vossa classe e a classe daquele. a vossa classe e até a daquele desconhecido que precisa ser reconhecido nos contextos das relações sociais no mundo globalizado no lugar onde mora. Os seres humanos são divididos em particularidades entendidas na dimensão do gênero masculino e feminino. È assim que nos reconhecemos primeiro como classe em si e depois como classe para si. Quando nos referimos às relações sociais. No singular aparece a minha classe a tua classe e a classe dele. ao atingir a relação plural passamos a ter o nós. Ao referir-se a classe social na sua particularidade a minha e a tua estão em constante conflito. os vós e eles. singular e plural. No singular a minha classe encontra a tua e busca a dele para no plural atingir a nossa classe. ou o meu e o teu. ou o nosso o vosso e o daquele. como classe é uma palavra do gênero feminino nós temos no particular a minha classe e a tua classe.

humana e física promovendo uma incerteza na identidade da ciência geográfica para atribuir essas incertezas a uma complexidade de natureza discursiva promovida pelo ser racional moderno que institucionalizou a geografia que apontava o espaço fundamentado num padrão comum de integridade territorial que não via o espaço no horizonte estudando os territórios contidos nos limites de algumas linhas e não nas linhas dos limites. ou seja. ou mesmo nesse lugar. dentro da sua casa fazendo com que dependa dele no seu cotidiano. que influenciaram na construção gradativa de transformação do conceito tradicional de lugar anteriormente referenciado pela produção de parâmetros estáveis estabelecidos pela localização que passa atualmente por processos de transformação do local em vários lugares. Mas devemos entender que elas estão localizadas em lugares diferenciados nos quais as objetividades dos fenômenos estão contidas em imagens. estão presos às imagens fictícias transmitidas pelos enredos das novelas e do reality show que inibe a capacidade de comunicação entre os seres pasteurizados pelos meios de . Nesse sentido devemos pensar o lugar a partir de um processo espacial de elaboração das identidades aprimoradas pelo princípio da solidariedade e da fraternidade integrando-os pela afetividade incorporando aspectos psicológicos que reúnem condições individuais e coletivas. Isso leva a fragmentação das famílias que embora reunidas nos chamados horários nobres em suas casas. as fronteiras não estão mais tão visíveis e por isso não devemos entendê-las a partir de certa rigidez. sempre buscando dar novos sentidos a identidades existenciais de cada ser humano. ou em cada lugar de várias formas e diversos conteúdos. Sendo assim ao olharmos para um lugar e não nos identificamos nele. idéias. e. sons transmitidas por diferentes seres humanos nos diferentes lugares em diversas escalas que podem se manifestar nos lugares simultaneamente. atualmente essa ameaça ocupa um lugar ao seu lado. considerando-se as diferenças. portanto não buscávamos relacioná-lo às condições de produção da classe dominante que utiliza o conhecimento geográfico como forma de poder. Antigamente a ameaça do outro. logo não estávamos nele. do diferente do suposto inimigo estava localizado bem longe.

Devemos para isso colher os resultados da aplicação técnica de uma tecnologia desenvolvida pela ciência moderna que pode dar a conotação de que cada lar deve constituir-se num paraíso. sociais e históricos determinado pela alienação da consciência humana. (FERRAZ:30:2010) Nos finalmente diz FERRAZ que: O entre–lugar é o local daqueles que estão de passagem e em movimento e busca nos entre–lugares as condições afetuosas para enraizar e permanecer. alterando-se a lógica no espaço de reprodução familiar no qual a casa mantém-se ainda como um ambiente de socialização.comunicação de massa. “O entre . portanto. portanto o espaço passa a conter a natureza humana incorporando esses novos valores culturais. Ao se constatar a influencia desses novos elementos espaciais o lugar passa a ser resignificado e. se considerarmos a metáfora bíblica é como se Deus voltasse a expulsar novamente Adão e Eva do paraíso por terem cometido o pecado novamente. permite o contato e aproxima. exigindo dos seres humanos refletirem sempre no sentido de construir novas espacialidades na plenitude de sua capacidade da busca da plena realização do próprio homem a partir do entendimento que poderemos ser diferentes. Ou seja. é um conceito que aponta para um determinado arranjo espacial que se caracteriza por ser fronteira. . Os pais perdem a voz ativa na educação dos seus filhos. A televisão substitui o diálogo familiar na mesa do jantar por um monólogo autoritário. ao acrescentar funções de uma prática que naturaliza a intimidade dos membros da família onde todos são tratados como estranhos dentro de um silencio contido na aceleração do tempo e compressão do espaço político de atuação no espaço familiar. Essa análise explica que a perda do paraíso exigiu do homem adaptarse a viver um conflito entre o bem e o mal tendo que aprender a conviver com seus demônios para conseguir viver nesse mundo em constante transformação.lugar. no entanto somos iguais na condição de ser humano. por isso o apelo irresistível à alteração cultural que sofre a concepção tradicional de família. mas muda a condição de ser o lar de uma convivência entre iguais. ou seja. ao mesmo tempo em que separa e limita.

e que diante de tanta desgraça devemos sobreviver a partir de nos reconhecermos no processo de uma consciência para si.lugar onde esta a nação brasiguaia que busca há cinqüenta anos um pedaço para organizar sua vida. idéias e experiências na busca de um mundo que não seja de forma premeditada determinada por interesses herdados dos outros. Enquanto no Brasil tivemos a organização de uma Federação que conta atualmente com 27 unidades administrativas unidas à federação. para depois buscar a consolidação de nosso saber buscando relacioná-lo com outros diferentes caminhos. mas que nos ajude a edificar o nosso horizonte espacial. Isso demonstra que o paraíso é o único não lugar de fato por não existir concretamente. no Brasil todo o território foi organizado como uma colônia dos portugueses. entre tantos outros seres humanos desterritorialiados? No caso da colonização norte americana que iniciou com treze colônias cada uma com sua história e foram expandindo para o interior. para isso temos que consolidar e nos aproximarmos de um diálogo primeiro entre nós geógrafos que ainda pisamos na linha da fronteira internacional.Isso nos faz viver no incessante movimento entre o nascer viver e morrer. próprio da dialética da vida identificada numa dinâmica de diversidades de idéias e valores produzidas no capitalismo pela reprodução de diversas cidades como forma de manter vivo o culto moral e social ao capitalismo internacional e globalizado. . Sinto-me contemplado com esse texto e para realmente terminar: É isso que entendemos como a possibilidade latente do discurso cientifico da geografia fronteiriça latino americana. E na Geografia do entre . diferente da colonização dos Estados Unidos. nos Estados Unidos a organização foi de uma confederação dos Estados Unidos Norte Americanos. como pode realmente ser o caso do curso de Geografia de uma Grande Dourados. nesse sentido é que todo ser humano tem que elevar seu pensamento na dimensão de ter como máxima sair do limite do conhecimento para atingir o conhecimento do limite. e cada estado independente forma a sua federação com as unidades municipais vinculadas aos Estados federados. para que sejamos no futuro verdadeiros seres humanos e não na consciência em si de que somos hoje somente mercadorias a disposição no mercado consumidor. e onde esta a nação guarani. ou seja.

3 edição. São Paulo: Editora Atlas S. Manuel Correia de. O que é Sindicalismo. AZEVEDO. ed. Uma Geografia para o Século XXI. ano 21 jan/mar-1984. 1991. 1987. Edward W. Ferraz no Numero 1 ano 1 no primeiro semestre de 2010 pela Editora da UFGD Para finalizar submeto a seguinte questão qual será o limite o céu. Meio de Cultura.. Ed. São Paulo. José Carlos Brandi. Essa reflexão que aponto nesse texto tem por base a apresentação da Revista do Programa de Mestrando em Geografia da Universidade Federal da Grande Dourados: “Entre Lugar: Apresentação” publicada pelo editor Cláudio Benito O. São Paulo.: Geografias Pós Moderna: A reafirmação do espaço na teoria social crítica. Zahar Editores. A Geografia a serviço da política. o inferno ou o paraíso final? Bibliografia ANDRADE. Teoria Lexical. 1997 BASILIO. Enquanto nos Estados Unidos a composição se dá entre os lugares que compõem os Estados que por sua vez compõem a nação. ALEIXO.p 42-68 out. A. Ed. Aroldo. Manuel Correia de. Editora da UFMG. Senado Federal nº 81. São Paulo 1996 4ª edição SOJA. Nesse sentindo deveríamos pensar numa confederação dos Estados Unidos da América do Sul para fazer frente à confederação dos Estados Unidos da América do Norte. no Brasil a relação se dá entre os lugares que compõem o Estado e o ideário de nação ainda não se constituiu. Rio de Janeiro. Geografia. SANTOS. Brasília. 1955 ANTUNES. BABA. Hucitec. Margarida. 8a. Belo Horizonte. 1993. Ricardo C. IN Revista de Informação Legislativa-Suplemento Integração na América Latina. Integração na América Latina. Ciência da Sociedade. ANDRADE. são Paulo nº 21 p. Recife: CEPE. Brasiliense. Milton: Por uma Geografia nova. IN Boletim Paulista de Geografia. 1993 .Existe uma diferença com relação às identidades entre os locais e os lugares. Editora Ática. 1983.

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