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Infecção hospitalar

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Infecção hospitalar

Infecção hospitalar ou infecção nosocomial é qualquer tipo de infecção adquirida após a entrada do paciente em um hospital ou após a sua alta quando essa infecção estiver diretamente relacionada com a internação ou procedimento hospitalar, como, por exemplo, uma cirurgia. Há mais de vinte anos, a infecção hospitalar era um fantasma que pairava nos quartos e corredores dos hospitais, assombrando apenas os médicos e enfermeiros. A agonia sofrida pelo ex-presidente brasileiro Tancredo Neves trouxe esse fantasma para o cotidiano de todos os brasileiros. Termos como septicemia, diverticulite, infecção generalizada se popularizam. Desde então, a infecção hospitalar não mudou, apenas tornou-se mais conhecida, permanecendo como um dos flagelos mundiais na área de saúde, pois nenhum pais tem o controle absoluto da infecção hospitalar, apenas existem paises que possuem numeros mais baixos de contaminação.
Prevenção
A prevenção de infecções hospitalares por todo o mundo depende muito mais da instituição hospitalar e de seus trabalhadores do que dos pacientes, já que ninguém se interna com intenção de contrair doenças dentro do hospital. Os cuidados para não ocorrer elevado número de infecções e sua prevenção e controle envolvem medidas de qualificação da assistência hospitalar, de vigilância sanitária e outras, tomadas no âmbito do município e estado.

Controle
Desde que no século XIX se pôde observar os seres microscópicos que produzem doenças, cientistas e médicos buscaram a forma de destruí-los e evitar a invasão de novos microorganismos. Na idade média, desconhecendo a causa, queimavam os móveis e utensílios e o cadáver da pessoa que morria nas epidemias de cólera ou de peste, intuindo que havia algum elemento causador da doença que passava de uma pessoa doente ou de seus objetos para outras pessoas. Louis Pasteur (1822-1895) descobriu algumas das bactérias causadoras de doença e que muitas delas morriam se aquecidas acima de certa temperatura. A ³pasteurização´ do leito consiste em aquecê-lo durante meia hora a 60 graus; isso mata as bactérias patogênicas e evita a transmissão de algumas enfermidades. Antes de Pasteur, um medico que trabalhou em Viena e em Budapeste, Ignácio Semmelweis (1818-1865) obrigava todos a lavarem as mãos com água e sabão ou aplicar em si próprios hipoclorito de cálcico antes de atenderem as parturientes, o que determinou uma diminuição na mortalidade por febre puerperal de 18% para 2%.

o uso generalizado e sistemático das vacinações fez diminuir a incidência de algumas doenças e desaparecer outras. sem penetração nos tratos digestório. com processo inflamatório mas sem supuração. feridas traumáticas sujas. foram descobertos e produzidos outros antibióticos cada vez mais eficazes no tratamento de muitas doenças infecciosas. De acordo com a Portaria n° 2. respiratório ou urinário sem contaminação significativa.Nessa época. a esterilização por vapor de água e o emprego de anti-sépticos cada vez mais eficazes. até a atualidade. Exemplo: apendicite supurada. de 12/5/98. A partir dessa época. Joseph Lister (1827-1912). de difícil descontaminação. sem prejuízo para as células das pessoas. tecido necrótico. No principio do século XX. do Ministério da Saúde. Exemplo: redução de fratura exposta. embora a sua produção e comercialização só ocorressem nos anos 40. mais o avanço mais importante supõe-se ter sido a obtenção. A importância de Lister é grande. novos descobrimentos se fizeram. . que matavam alguns micróbios. que significaram grande progresso no controle das infecções. Em 2010. reduzindo o numero de infecções. um cirurgião inglês. Exemplo: cirurgia de ovário. como a varíola. Infectadas: realizadas em tecido com supuração local. Ao mesmo tempo em que se progredia no estudo dos compostos capazes de destruir os germes patogênicos sobre os materiais e sobre a pele. isto é. um método chamado de descontaminação denominado Sistema de Descontaminação Ambiental de Luz (High-Intensity Narrow-Spectrum) que utiliza luz de alta intensidade. Alexander Fleming (1881-1955). as cirurgias são classificadas em: Limpas: realizadas em tecidos estéreis ou de fácil descontaminação. porque implantou os princípios de assepsia. Potencialmente contaminadas: realizadas em tecidos de difícil descontaminação. em 1929. pesquisadores escoceses desenvolveram. Contaminadas: realizadas em tecidos recentemente traumatizados e abertos. A partir daí. na ausência de supuração local. na ausência de processo infeccioso local. começou-se a buscar substâncias que destruíssem os germes no interior do organismo. respiratório ou urinário. em condições ideais de sala de cirurgia. O costume de manter o ambiente limpo e de trabalhar com os doentes nas condições mais assépticas possíveis foi pouco a pouco assumido por todas as pessoas dedicadas a atender enfermos. fez com que os cirurgiões se lavasssem com solução de fenol e aplicou pomadas de ácido fênico nas feridas. com penetração nos tratos digestório.[1]O método tem 60% mais eficácia que os métodos tradicionais de eliminação de bactérias e fungos. como o uso de luvas de borracha. do primeiro antibiótico (a penicilina) a partir de um tipo de fungo. Desde então. Parte desses descobrimentos continuam sendo usados. manter livre de germes os centros cirúrgicos. Não devem ser esquecidos também os estudos sobre as defesas do próprio organismo contra as infecções e o descobrimento das vacinas no final do século XIX.[2] Potencial de contaminação da incisão cirúrgica O numero de microorganismo presentes no tecido a ser operado determinará o potencial de contaminação da ferida cirúrgica.616/98. foram descobertas as sulfamidas. porém o grande avanço de nossa época é o uso de material descartável e os métodos industriais de esterilização. na Universidade de Strathclyde. que nos séculos passados produzia grande número de mortes.

onde. por isso eles têm mais infecções respiratórias do que os não-fumantes. produzindo infecção. Esse epitélio fica alterado nos fumantes. porém normalmente estes não produzem infecções porque existe uma serie de barreiras naturais que protegem as possíveis portas de entrada dos germes. A alteração dessas secreções facilita o surgimento de infecções. eram internadas as pessoas pobres. frequentemente. que nenhuma taxa de infecção hospitalar pode ser avaliada fora de seu contexto de origem. existem células que segregam mucosidade para reter os elementos estranhos. Esta faz com que a pele seja impermeável e. com a secreção gordurosa e o suor. as taxas globais de infecção. entre células que recobrem a faringe e a traquéia. Aqui. segregando-as em locais especiais para esse fim.É extremamente importante lembrar. seres humanos. causado pelas infecções hospitalares é extremamente alto podendo multiplicar várias vezes os custos iniciais de cada tratamento. A Enfermagem dentro das Comissões de Controle Hospitalar (CCIH). Outra via importante para a entrada de germes é a respiratória. numerosos hospitais gerais foram criados na Europa. A barreira mais importante contra os germes ambientais é a pele. que às vezes se mantêm em equilíbrio e às vezes se destroem. fungos e protozoários. onde são consideradas uma série de variáveis como: idade. Como podemos constatar. é de extrema importância já que é o profissional de saúde que tem um contato mais direto com o paciente De uma forma geral o papel do Enfermeiro nessa Comissão é o de orientar os profissionais de Saúde no que diz respeito a prevenção de infecções e contribuir com medidas específicas para que não ocorra disseminação de microorganismos dentro do ambiente hospitalar. acarretando uma maior taxa de mortalidade e letalidade. doença de base que motivou a internação. Num breve retorno no tempo. as infecções hospitalares constituem um sério problema. procedimentos invasivos diagnósticos e/ou terapêuticos. as bactérias que normalmente nela vivem podem introduzir-se no organismo. fatores de risco como uso de medicamentos imunossupressores. Nos séculos XVIII e XIX. INTRODUÇÃO De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil. A entrada de germes pelo aparelho digestivo esta protegida pela saliva e sucos gástricos. . proteção e cuidados especiais às pessoas enfermas. e podem conduzir a sérios erros de interpretação. evite que os micróbios penetrem no organismo. Em torno de 90% das infecções hospitalares são causadas por agentes bacterianos. Finalmente. e além disso tem cílios que se movem continuamente para expulsá-los para o exterior. Isoladamente. O custo adicional em termos de hospitalização. predominantemente. A capa superficial da pele é formada por células mortas com grande quantidade de queratina ± a mesma substância que forma as unhas. "enfermarias" faziam parte integrante dos mosteiros europeus. infecção hospitalar "é toda infecção adquirida após a admissão do paciente e que se manifeste durante a internação. que têm capacidade de destruir alguns micróbios. O rim e a via urinária são protegidos pelo esfíncter de saída e o esvaziamento periódico da urina. Durante a Idade Média. nos objetos e sobre a pele. tem pouco valor na avaliação dos riscos reais de infecção dos pacientes admitidos em uma instituição. os outros 10% sendo representados por vírus. somos parte da natureza e nela há uma ininterrupta batalha entre os seres vivos e outros. Se a pele se rompe ou se altera. onde monges e freiras dispensavam os cuidados aos enfermos. ou mesmo após a alta quando puder ser relacionada com a hospitalização". tais como: exames propedêuticos. novos medicamentos e antibióticos.Defesas contra as infecções Sabemos que existem micróbios patogênicos no ar. nós. uma vez que os mais abastados optavam por tratamentos domiciliares. São o fluxo vaginal e a lagrimas. Também a vagina e os olhos têm secreções protetoras das infecções. desde os tempos imemoriais a humanidade vem tentando prover atenção.

o termo ³infecção adquirida durante os cuidados de saúde´ foi proposto para abranger as infecções adquiridas nos cuidados de longo prazo e nas instalações de reabilitação. podemos citar a situação. através de interpretações estatísticas de informações de vários hospitais ingleses. a febre puerperal era comum. demonstrou claramente a relação entre más condições higiênicas e de elevadas taxas de complicações pósoperatórias. cujo mecanismo de defesa contra infecções fica debilitado. desde que tenha relação com a internação ou com o procedimento hospitalar realizado. com altas taxas de mortalidade. uma enfermeira. Como exemplo. em seguida. O que chamamos de pressão seletiva dessas drogas sobre as bactérias faz com que as chamadas bactérias resistentes acabem predominando e determinando as infecções nos pacientes. a importância do CCIH nas diversas instituições hospitalares é historicamente comprovada e a enfermagem encontra no CCIH um importante campo para atuar de forma conscinte e mostrando seus conhecimentos científicos adquiridos. Causas A IH é geralmente provocada pela própria flora bacteriana do paciente. mas nunca tinha menos de 2000 ou 3000 pacientes internados. A infecção hospitalar exclui as infecções que estavam incubadas no momento da internação. Em geral Florence. Um dos principais fatores é o uso maciço e muitas vezes indiscriminado de antibióticos no ambiente hospitalar. Florence Nightingale. nos finais do século XVIII do Hospital "Hotel de Dieu"em Paris. naquela época. a mortalidade após amputações era em torno de 60%. As infecções hospitalares tendem a afetar pacientes que são imunocomprometidos devido à idade. Infecção Hospitalar (IH) é toda infecção adquirida pelo paciente após 48 horas de sua entrada no hospital ou quando o paciente recebe ³alta´ e. como: gangrenas. Em consequência disso todas as feridas se infectavam. Mais recentemente. Existem fatores de risco inerentes à saúde de cada indivíduo que isoladamente elevam suas chances de complicações infecciosas. que costumam causar infecção na comunidade. O hospital possuia 1000 leitos. As bactérias envolvidas nas infecções hospitalares são frequentemente transmitidas a partir do ambiente ou de paciente para paciente. As feridas eram lavadas diariamente com uma mesma esponja que passava de paciente a paciente. de um grande número de doentes. Finalizando. A diferença reside no grau de resistência dessas bactérias aos antibióticos e isso decorre de uma série de fatores. diferentes das bactérias comuns. Em épocas difíceis até 8 pacientes dividiam. o mesmo leito. Bactérias Resistentes Na realidade. asquais se associavam também a altas taxas de mortalidade. A infecção pode ser desencadeada pelo uso de procedimentos invasivos (soros. sugeria que os hospitais mantivessem registros confiáveis de óbitos hospitalares. erisipelas. numerosas contribuições importantes começaram a permitir o reconhecimento da relação entre condições de higiêne dos hospitais e da maior morbidade e mortalicace de numerosas doenças e da importância do pessoal da saúde na transmissão das mesmas. etc. Outras populações vulneráveis são aquelas com implante de corpos estranhos (tais como cateteres) ou os que recentemente se submeteram a transplante de órgão. A alimentação e cuidados básicos de higiêne e enfermagem eram igualmente precários. . desenvolve uma infecção. as bactérias que causam a infecção hospitalar são. Além disso. precárias e permitiam com facilidade a propagação de doenças infecciosas em razão da reunião. que se desequilibra pelo estado de saúde. A partir de meados do século XIX.As condições higiênicas e sanitárias nestes hospitais eram. em turnos. frequentemente. A água para beber era retirada diretamente do rio Sena. cateteres e cirurgias) ou pelo contato da flora do paciente com a flora bacteriana do hospital. doença de base ou tratamento. em ambiente confinado. de maneira geral.

que hoje são patógenos (agentes infecciosos) muito importantes como causadores de infecção hospitalar e que vêm se tornando resistentes progressivamente a um número cada vez maior de antibióticos. no caso. elas são várias: alguns cocos gran positivos como o Estafilococos aureus e o coagulase negativos. Esse é o mecanismo mais importante dos antibióticos betalactamicos. os casos de resistência dos Enterococos são mais recentes. constituindo um problema grave de tratamento. Por exemplo. por exemplo. como. Enterobacter.São denominadas infecções hospitalares e apresentam mais dificuldade ao tratamento por causa dessa resistência. As diferenças dependem dos mecanismos de ação dos antibióticos. atuando em nível do ácido nucléico das bactérias e. os Pneumococos. têm a capacidade de desenvolver resistência produzindo enzimas que inativam os antibióticos. Esses antibióticos. com isso. porque não destroem imediatamente as bactérias. Um outro grupo importante de antibióticos que atuam dessa forma são os glicopeptídeos. Além disso. modificando as estruturas protéicas que permitem a entrada do antibiótico na bactéria ² são as chamadas porinas ² ou modificando as enzimas que vão ser inativadas pelo antibiótico. as mais importantes são as pseudomonas e Acinetobacter. as Betalactamases. vêm apresentando um padrão de resistência progressivamente maior a esse medicamento. Esses são os mecanismos mais importantes pelos quais as bactérias desenvolvem resistência aos antibióticos. Além dos cocos gran positivos. Outros antibióticos têm mecanismos de ação diferentes. particularmente à pressão osmótica. o das não fermentadoras. A resistência. As bactérias que desenvolvem resistência fazem com que pontos de ação dos antibióticos nelas próprias se modifiquem. na maioria das vezes é decorrente da seleção de cepas mutantes numa população de bactérias. que compõem a maioria dos antibióticos. nos quais está incluída a famosa vancomicina. produzindo outras enzimas capazes de destruir ou neutralizar os antibióticos. Nos Estados Unidos e na Europa constituem. temos os Enterococos. isso é importante ressaltar. Se existe uma colônia com bilhões de bactérias. as proteínas ligadoras de penicilina (PBP) ou. por exemplo. um grande problema. Sabemos que esses medicamentos atuam sobre as bactérias de diferentes maneiras. apenas impedem a sua multiplicação. e acaba sendo destruída. Essas bactérias. agentes causadores das pneumonias e de outras infecções das vias aéreas superiores. fazendo com que essa parede se forme de maneira deficiente. Citrobacter. E. Mecanismos de resistência Os mecanismos pelos quais as bactérias desenvolvem resistência são diferentes entre os cocos gran positivos e os bacilos gran negativos. Serratia. as penicilinas e as cefalosporinas. Quais são essas bactérias? Nos últimos anos. ao contrário dos anteriores. impedindo que elas se multipliquem. são chamados de bacteriostáticos. que são também muito importantes como causadoras de infecção hospitalar. entre outras. Alguns atuam na síntese da parede celular da bactéria. temos os bacilos gran negativos: as enterobactérias representadas pela Klebsiella. Providencia. No Brasil. coli. há alguns anos. finalmente. No segundo grupo. Em conseqüência disso. mas um pequeno número sofre mutação e se torna resistente ao . As mutações são mecanismos aleatórios e relativamente pouco freqüentes. a bactéria não resiste à agressão do meio ambiente. Além deles. embora fossem sensíveis à penicilina.

prevenção. Estima-se que cerca de 5 a 10% dos doentes internados venham a sofrer de infecções durante a sua estadia na instituição e que não possuiam no momento de admissão. multiplicando-se e actuando conforme a sua espécie e virulência. nomeadamente : aumento do tempo de internamento dos doentes e do seu sofrimento.chave : Infecção. ligadas ao uso de cateteres vasculares. despesas acrescidas para a instituição. em especial pneumonias associadas à ventilação mecânica. Um pouco menos prevalentes temos as infecções urinárias. o Enterococcus. Introdução As principais preocupações que deveriam estar na mente dos profissionais de Saúde poderiam resumir-se à prevenção e controlo da infecção hospitalar. Os doentes internados têm um maior risco de adquirirem infecções devido à própria natureza hospitalar.antibiótico. Processo infeccioso Podemos definir a infecção como uma invasão por microorganismos nocivos que ultrapassem a capacidade de reacção do organismo afectado. Palavras . temos. causadas por agentes como os Staphylococcus aureus e os Staphylococcus coagulasenegativa multirresistentes. aumento do número de horas necessárias de cuidados para os profissionais de Saúde. É neste contexto que as instituições tentam investir na prevenção de forma a diminuir as despesas humanas e materiais apostando fortemente na sua prevenção. sempre associadas. Vamo-nos debruçar na sensibilização da comunidade da Saúde ao longo deste artigo e tentar transmitir algumas considerações que certamente serão úteis no desempenho destes profissionais. Pois aqui vai-se expôr a microorganismos que no seu dia-adia não entraria em contacto. Além destes agentes etiológicos comuns nas UTIs. A infecção pode ser representada de acordo com um ciclo representado a seguir : . Tendo em conta que este tema é bastante vasto vamos fazer uma pequena abordagem sobre o assunto deixando espaço para futuros artigos. ESSE AKI : Resumo A infecção hospitalar é um tema que cada vez mais preocupa a comunidade da saúde. estes doentes encontram-se mais enfraquecidos e as suas defesas contra as infecções estão debilitadas. muitas infecções na corrente sangüínea. devido às suas enumeras implicações. Estas vão gerar as infecções graves pela dificuldade de tratamento. também. quer trabalhem em serviços ambulatórios ou em hospitais. Nós pretendemos identificar situações de risco e propôr a forma correcta de actuar. como Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter. ao uso de cateteres de monitorização para diurese. caso seja usado o medicamento errado para determinada doença. ele pode acabar matando as bactérias sensíveis e tornando as resistentes predominantes. Infecções em UTIs As infecções mais freqüentes em UTIs são aquelas causadas por bacilos Gram-negativos. por outra perspectiva. também. microorganismos. também. Temos.

Traumatismos e medicação .qualquer ferida é uma porta de entrada para os microorganismos.. hipertensão arterial. cateterismos. São inúmeros os factores que interferem com estas defesas orgânicas. de tal forma que nem nos é possível aperceber de tal processo. O ambiente ( hospital ) apresenta logo à partida condições de desenvolvimento patológico devido à sua situação ( estruturais. é sempre um meio de eleição para a propagação e desenvolvimento de infecções.O corpo humano em condições sadias tem uma capacidade de resposta suficiente para evitar as infecções. Condições ambientais e nutricionais . Infecções mais frequentes no meio hospitalar O ambiente hospitalar.indivíduos com diabetes. biópsias.um estado de subnutrição acarreta um sistema imunitário deficiente. assim como um ambiente propício ao desenvolvimento de agentes patogénicos. Idade . neoplasias. certos medicamentos provocam uma resistência por parte das bactérias e diminuição da produção de anticorpos. o organismo ( doente ) encontra-se com as defesas diminuídas devido ao seu estado.. embora sendo necessárias. diminuindo a capacidade de resposta à infecção. cardiopatias. Vamos fazer uma pequena abordagem de alguns destes factores : Antecedentes pessoais .. assim como certas intervenções por parte dos profissionais de Saúde. .os indivíduos com uma determinada idade encontram-se mais predispostos. nomeadamente as crianças que ainda não adquiriram a totalidade das suas defesas e os idosos devido a uma diminuição destas mesmas defesas. apesar das medidas tomadas pelas instituições. asma. Ora vejamos. como por exemplo feridas cirúrgicas.fumadores....

. entre outros.ocorrem em cerca de 19% dos casos. climatéricas ). idade avançada. Infecções por cateter ( flebite ) . podendo manifestar-se tanto nos doentes como nos profissionais de Saúde e podendo aparecer fora do meio hospitalar. utilização indiscriminado e abusivo do cateterismo. A utilização de gel urológica permite um melhor cateterismo e auxilia na prevenção destes tipos de infecção e a sua proliferação. são as mais frequentes que se podem encontrar em doentes hospitalizados : Infecções respiratórias . pode ter acesso através de uma visita constipada por exemplo ) e a sua actuação apenas depende das suas condições virulentas. Pois aqui vai-se expor a microorganismos que no seu dia-a-dia não entraria em contacto. Consideram-se actos invasivos todos os procedimentos que rompem a barreira natural de protecção ( pele ). São inumeras as infecções que podem ocorrer num meio hospitalar. têm uma principal incidência nos doentes com a facha etária compreendida entre os 53 e os 64 anos de idade. a propagação dos microorganismos devem-se em grande parte a uma técnica de assépsia incorrecta. mobilidade do doente. quer trabalhem em serviços ambulatórios ou em hospitais. mas já são internados com ela. infecção relacionada e obstrução do cateter.representam cerca de 13% dos casos.representam 34% dos casos. Devem-se também devido à flora nosocomial e à flora do doente. devido a microorganismos. Ou seja.. não é nada mais do que toda e qualquer infecção diagnosticada clinicamente. Processos infecciosos mais frequentes As principais preocupações que deveriam estar na mente dos profissionais de Saúde poderiam resumir-se à prevenção e controlo da infecção hospitalar. estes doentes encontram-se mais enfraquecidos e as suas defesas contra as infecções estão debilitadas. Vamo-nos debruçar na sensibilização da comunidade da Saúde ao longo deste artigo e tentar transmitir algumas considerações que certamente serão úteis no desempenho destes profissionais. São agravadas pelo estado físico. O agente ( microorganismo ) só tem que encontrar estes dois elementos ( não necessita de ser endémico. traumatismo durante e após o processo. É certo que as percentagens de doentes com esta patologia é bem superior. mais particularmente à flora intestinal. Infecção urinária . Ocorrem devido ao manuseamento necessário dos acessos venosos. ocorrida no hospital. Estima-se que cerca de 5 a 10% dos doentes internados venham a sofrer de infecções durante a sua estadia na instituição e que não possuíam no momento da admissão. Podem aparecer devido a flebite. Os doentes internados têm um maior risco de adquirirem infecções devido à própria natureza hospitalar. . Muitos destes casos resultam em morte. infecção hospitalar. no entanto vamos apenas abordar um pequeno grupo delas. As suas causas são a flora nosocomial e a flora patogénica do doente.abrange uma grande população.. no entanto podem ser minimizados com um correcto procedimento. por outra perspectiva.

aparecem em 17% dos casos. tendo em conta as características da instituição. Seguidamente faremos referências a alguns procedimentos a ter relativamente às infecções anteriormente referidas. tendo em conta o tipo de doente e suas características ( especialmente em doentes com a sua capacidade motora dimínuida. febre que não regride. . evitando a colocação de adesiva em redor deste.Infecção da sutura . Mais uma vez devem-se à flora patogénica do doente e à flora nosocomial. Prevenção e controle A enorme importância deste tipo de intervenção está patente no facto de. através de alterações de decúbitos ( vai contribuir para uma melhor ventilação e facilitando assim o impedimento de estase de secreções e por conseguinte uma inflamação dos alvéolos ). . . É dever de todos os profissionais de Saúde promover um ambiente biológicamente seguro. . das cerca de 50% de infecções nosocomiais que podem ser prevenidas. .Utilizar técnica asséptica aquando a aspiração de secreções e individualizar todo o material que o doente necessite ( evitando assim as infecções cruzadas ). . Infecção respiratória . . Infecção por cateter . pois facilmente aparece estase de secreções e a consequente infecção das vias respiratórias ).Usar cateters adequados à veia a puncionar e à finalidade a que se destinam ( tendo em conta a medicação a fazer e a duração do respectivo tratamento ). especialmente nos doentes com sondas nasogástricas ( os microorganismos proliferam com grande facilidade num meio descuidado ).Cumprir um correcto esquema de hidratação. podem ocorrer devido à utilização de produtos químicos para assépsia das paredes aquando a sutura e também devido a má técnica de realização de pensos.Vigilância e despiste de sinais e sintomas ( tosse excessiva. sempre que possível. a grande maioria são as que resultam directamente de cuidados prestados aos doentes. procedendo-se. que apresente esta capacidade diminuída. dor torácica a agravar e hemoptises ). à mudança do sistema ao fim de 24 horas devido ao seu manuseamento. pois com o passar do tempo ( mesmo apenas 24 horas ) vai existir uma acumulação de microorganismos devido à cola do adesivo.Evitar a manipulação da borracha dos sistemas e tentar utilizar as torneiras de três vias. No entanto.Sempre que possível. Podem ser agravadas pela existência anterior de cirurgias e pelos factores anteriormente descritos e inerentes a cirurgias. . isolar o doente.Promover uma boa higiene orotraqueal.Proporcionar uma mobilidade ao doente.Explicar ao doente a necessidade do cateter e que o seu manuseamento deve ser delicado ( evitando traumatismos desnecessários ).Efectuar uma correcta fixação do cateter. .

O controlo da infecção hospitalar é um meio de extrema importância na redução da mortalidade.Pode-se fazer uma pequena tricotomia da área a puncionar e evitar ao máximo a manipulação destes.Proceder a uma hidratação adequada em conformidade com o doente ( cerca de 1.Efectuar vigilância apertada aos doentes pós operados e efectuar pensos repassados assim que possível.Cateters colocados em situação de urgência devem ser retirados assim que possível e substituídos por outro ( devido a possível uso incorrecto de assépsia devido à situação de urgência ). Infecção da sutura .Se a instituição assim o disponibilizar deve-se utilizar os kits de cateterismo. de forma a evitar a contaminação de outros.Evitar manipulações desnecessárias do cateter e utilizar sacos colectores de urina esterilizados com sistema anti-refluxo. . A sua detecção só é possível mediante a existência de um programa específico de vigilância em todas as instituições. Para que a infecção seja prevenida e controlada temos que identificar a sua existência quer como esporádica. Esperamos que com esta pequena . . Conclusão O controlo da infecção hospitalar serve para proteger não só os doentes como também o pessoal hospitalar e os próprios visitantes. .Isolar o doente que assim o necessite.Manter a integridade da zona da sutura ( de forma a evitar a sua contaminação ). sendo a incidência da infecção nosocomial utilizada como instrumento de controlo de qualidade. . Estes procedimentos são apenas uma pequena parte do que se deve efectuar. .Vigiar a integridade da mucosa. desde o seu vestuário até a manutenção do ambiente. endémica ou epidemiológica.Evitar utilizar produtos químicos aquando a desinfecção das paredes para a realização da sutura.Efectuar os pensos em sala própria e começar pelo menos infectado ( de maneira a diminuir o risco de infecção ). . morbilidade e custos hospitalares. Todos os profissionais de Saúde são responsáveis por um pequeno contributo. . .Utilizar cateter vesical adequado e apenas em última situação ( pode-se optar por um cateterismo intermitente em caso de pós-operatório ).Proceder a uma higiene perineal correcta e mantê-la enquanto o cateterismo for necessário. Infecção urinária .5 litros por dia ).. . .

.Tais equipamentos permitem ainda eliminar oureduzir o uso de alguns EPI s.Extintores de incêndio.Chuveiros de descontaminação. do meio ambiente e ainda visam diminuir e/ou eliminaros riscos gerados pelo manuseio de produtos químicos. principalmentetóxicos e inflamáveis. além deagentes microbiológicos. . devendo estar instalados em locais defácil acesso e devidamente sinalizados .Lava-olhos..Filtros..Capela química.. Podem ser de uso rotineiro ou para situações deemergência.Cabines de segurança biológica .abordagem deste tema tão vasto que tenhamos conseguido transmitir os nossos objectivos propostos e esclarecido alguns aspectos menos claros.Balde de areia. EPC ConceitoEquipamento de Proteção ColetivaSão equipamentos que visam proteger: a saúde dos profissionais nos seuslocais de trabalho... Equipamentos destinados a proteger os trabalhadoresaos riscos de contaminação.

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