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Filamentos Intermediarios

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Filamentos Intermediários ( FI

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Os filamentos intermediários compõem um sistema de estruturas filamentosas que são constituintes do citoesqueleto de muitas células, exceto nas células de plantas e fungos (Robertis & Robertis, 1993). São assim chamados devido ao seu diâmetro de 8 10 nm, que é intermediário ao dos microtúbulos e ao dos microfilamentos. (Carneiro & Junqueira, 2005). Uma vez formados, os filamentos intermediários permanecem por longo tempo no citoplasma. São extremamente insolúveis, quando a célula é rompida experimentalmente, os microtúbulos e microfilamentos se solubilizam, mas 99% dos filamentos intermediários permanecem intactos. (Carneiro & Junqueira, 2005). Apesar de serem insolúveis em soluções fisiológicas, os filamentos intermediários se dissolvem em pH baixo e alto, no entanto, podem voltar a se reconstituir ( Robertis & Robertis, 1993). Enquanto os filamentos de actina e os microtúbulos estão presentes em todas as células eucarióticas, a ocorrência dos filamentos intermediários citoplasmático é s exclusiva de organismos multicelulares (Carvalho & Pimentel, 2007) Nas células da epiderme e nos neurônios dos axônios, os filamentos intermediários são pelo menos 10 vezes mais abundantes do que os microfilamentos e os microtúbulos ( Lodish et al., 2005). 

Constituição Todos os filamentos intermediários têm a mesma estrutura, sendo constituídos pela agregação de moléculas alongadas, cada uma formada por três cadeias polipeptídicas enroladas em hélice (Carneiro & Junqueira, 2005). Ao contrário dos microtúbulos e microfilamentos que, em todas as células, são constituídos pelas proteínas globulares tubulina e actina, respectivamente, os filamentos intermediários são formados por diversas proteínas fibrosas: queratina, vimentina, proteína ácida fibrilar da glia, desmina, lamina e proteínas dos neurofilamentos. Essas proteínas se agregam espontaneamente para formar os respectivos filamentos intermediários (Carneiro & Junqueira, 2005). 

Distribuição Celular

Os filamentos intermediários são predominantemente citoplasmáticos. Porém no núcleo celular, há um arcabouço protéico que constitui a lâmina nuclear, composta

A vimentina está . unhas. Com o uso de anticorpos marcados com fluorescência específicos para aquelas proteínas FI. 1982). sendo encontrados na formação de fibroblastos.. à ancoragem da cromatina e à desintegração/ reestruturação do núcleo na divisão celular (Carvalho & Pimentel. Os filamentos intermediários são abundantes em células que sofrem atritos ( estresse mecânico). ou de contato célula. denominadas desmossomos. os médicos podem. as células tumorais retêm várias das propriedades diferenciadas das células das quais elas derivam. frequentemente. 2011) Pela sua distribuição característica. como forma de suporte e ancoragem da posição das organelas no citosol (Lazarides. em parte pelo ancoramento dos filamentos intermediários a regiões de contato célula ± célula.. 2005).. sua origem não pode ser identificada por sua morfologia. como as da epiderme.. a função depende da composição e localização dos filamentos ( Lodish et al. Os Neurofilamentos são um dos principais componentes do citoesqueleto dos axônios. Os filamentos constituídos por queratina são encontrados exclusivamente nas células epiteliais e estão presentes na formação de anexos como pêlos. chifres. E os neurofilamentos são os principais elementos estruturais dos neurônios. determinar se um tumor teve origem no tecido epitelial. 2010) A proteína ácida fibrilar glial forma os filamentos gliais que estão presentes no citosol dos astrócitos e de algumas células de Schwann. o alto grau de insolubilidade da vimentina sugere a sua função estrutural no citoplasma. as proteínas FI são úteis para diagnóstico e o tratamento de certos tumores. 2007). (Carneiro & Junqueira. Elas formam uma trama bidimensional que recobre internamente o envoltório nuclear e se prestam à estruturação do núcleo. 2010). No entanto. incluindo a expressão de proteínas FI particulares. 2005). Os filamentos formados pela proteína vimentina são os mais freqüentes. Os filamentos de queratina conferem resistência mecânica a tecidos epiteliais. Em um tumor. Também são freqüentes nos axônios dos neurônios e em todos os tipos de células musculares (Alberts et al. regula a velocidade de transporte do impulso nervoso através dos axônios e determina calibre axonal ótimo necessário para a propagação do sinal (Hares et al. as células perdem sua aparência normal e.. Entretanto.principalmente pelas proteínas laminas.  Funções A principal função dos filamentos intermediários é dar rigidez as células. 2005). mesenquimal ou neuronal ( Lodish et al. assim.matriz. denominado hemidesmossomos (Alberts et al.

ALBERTS. RJ: Editora Guanabara & Koogan. SP: Manole. 5. Porto Alegre. 68. De. Elias. Universidade de Bristol. Pasadena. Acesso em 28 de abril de 2011 8. CARVALHO.. Harvey et al.org/doi/abs/10. Disponível em: <http://www. 1990. Rio de Janeiro.gov/pubmed/2192768>.ligada ao núcleo celular. Porto Alegre. Califórnia. ROBERTIS. JUNQUEIRA. lateralmente ou terminalmente (Katsumoto et al. 2011 Apr 1. LAZARIDES. ROBERTIS. 1993 3. ³Intermediate filaments: A chemically heterogeneous developmentally regulated class of protein".070182. LODISH. 2 ed.nlm. 2007 4.nih. ed. Instituto de Neurociências Clínicas. Editora Guanabara & Koogan. Annu Rev Biochem. ed. Os filamentos de desmina nas células musculares são responsáveis pela estabilização dos sarcômeros no músculo em contração ( Lodish et al. retículo endoplasmático e mitocôndria. 219-250. Barueri. KURIMURA T. p. Rio de janeiro. Referências bibliográficas 1. 2 ed. KATSUMOTO T. p. Acesso em: 28 de abril de 2011 . PIMENTEL. Bruce et al. Disponível em: <http://www.gov/pubmed/21459112> . RS: 5. MITSUSHIMA A. Shirley Maria Recco. 2005). julho de 1982. HARES K.nih. . et al. Disponível em: <http://www.bi.. José. CARNEIRO. RS: Artmed. Ciências Clínicas. Neurofilament dot blot assays: Novel means of assessing axon viability in culture .nlm. Bases da Biologia Celular e Molecular. 2005 Biologia Celular e Molecular.ncbi. 1990). RJ.annualreviews. 2005 2. A Célula. Biologia celular e molecular. Laboratório de Microscopia Eletrônica da Universidade de Medicina de Tottori. 2010 6. "The role of the vimentin intermediate filaments in rat 3Y1 cells elucidated by immunoelectron microscopy and computer-graphic reconstruction". 139 ± 146.1146/annurev. De Jr. 8 ed. Acesso em: 2 de abril de 2011 7. v.. Artmed. v. 51. Reino Unido. 5. Yonago.001251 >. Japão Biol Cell. Luiz Carlos Uchôa.51.ncbi. Biologia Molecular da Célula. Hernandes F.

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