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Trabalho de Direito Civil II - Obrigações Solidárias

Trabalho de Direito Civil II - Obrigações Solidárias

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SUMÁRIO
1. Conceito........................................................................... ........................4
2. Características ................................................................ ........................5 3. Natureza jurídica da solidariedade.................................... ...................5 4. Solidariedade e Indivisibilidade ........................................... .................5 5. Princípio da inexistência da solidariedade presumida ......................6 6. Princípio da variabilidade do modo de ser da obrigação a solidariedade.................................................................................. ........6 7. Espécies de obrigação solidária .................................................. ........7

7.1.

Solidariedade Ativa.................................................................. ...........7 7.1.1. Extinção da obrigação solidária .............................................. 8

7.2.

Solidariedade Passiva........................................................... .............9 7.2.1. Relações entre os codevedores solidários e o credor ....... ...11 7.2.2. Renúncia da solidariedade ..................................................... 12 7.2.3. Impossibilidade da prestação ........................................... ......12 7.2.4. Perdas e danos.................................... ................................... 13 7.2.5. Responsabilidade pelos juros................................................14 7.2.6. Oponibilidade de defesa dos devedores ..............................14 7.2.6.1. Exceções Comuns, Reais ou Gerais......................15 I. II. Resultantes da natureza da obrigação ............................ 15 Causas de extinção da obrigação opostas a todos os devedores..........................................................................15 7.2.6.2. Exceções Pessoais..................................................16 I. II. Ao credor demandado ......................................................16 A outro codevedor.............................................................16

7.2.7 Insolvência de um dos codevedores solidários..................... 16
REFERÊNCIAS ............................................................................................18

3 .

Douglas e Brener. Se algum dos devedores for ou se tornar insolvente.00 (Cento e oitenta mil reais). como se fosse credor único. Na realidade. pode o credor exigir de q ualquer codevedor o cumprimento por inteiro da obrigação. não é o credor. ou obrigado à dívida toda". se Douglas pagar o total da indenização.000. que podem ser chamados a solver a dívida por inteiro. Cada devedor passará a responder não só pela sua quota como também pelas dos demais. cada um com direito. como se fosse único devedor. . mas o s outros devedores. causando -lhe estragos no valor de R$ 180.00 (Cento e oitenta mil reais). Soromenho poderá exigir de apenas um deles. mas tantas obrigações quantos forem os titulares. se quiser. e. quem sofre o prejuízo de tal fato. Chao e Brener ficam plenamente liberados perante o credor comum.4 Obrigações Solidárias 1. o pagamento dos R$ 180. tendo cada credor direito à totalidade da prestação. poderá recobrar dos outros as respectivas partes. ao realizarem uma festa de "despedida de solteiro" para Vilso n. na solidariedade não se tem uma única obrigação.000. CC). ou mais de um devedor. como sucede na obrigação conjunta. liberados estarão todos os demais devedores face o credor comum (art. Cumprido por este a exigência. 942 CC). danificarem o apartamento duplex de Soromenho. Se Chao. Conceito Obrigação solidária é aquela caracterizada pela multiplicidade de credores e/ou devedores. na Lagoa. quando na mesma obrigação concorre mais de um credor. Desta forma. Por outro lado. se vier a cumprir por inteiro a prestação.275. como a obrigação em que incorrem é solidária (art. É o que dispõe o art. 264 do Código Civil: " Há solidariedade. ou estando cada devedor obrigado pela dívida toda.

pretendendo facilitar o recebimento do crédito e principalmente prevenir o credor contra o risco da insolvência de algum dos obrigados. c) Unidade de prestação. ser .5 2. a saber: I. Havendo pluralidade de devedores. ou a vontade das partes. b) Multiplicidade de vínculos. O devedor solidário pode ser compelido a pagar. a dívida inteira. entretanto não se confunde. instituirão o regime da solidariedade ativa. A solidariedade passiva. o credor pode exigir de um só dos devedores o pagamento da totalidade do objeto devido. Pode o mesmo. Solidariedade e Indivisibilidade A solidariedade assemelha -se à indivisibilidade em um único aspecto: em ambos os casos. empresta à obrigação em virtude da qual um. sozinho. resulta exclusivamente da vontade das partes e quanto ao seu conteúdo. Constitui uma importante garantia para a tutela do crédito. A fiança. é a qualidade que a lei. Natureza jurídica da solidariedade A solidariedade é uma qualidade atribuída à obrigação que decorre da lei ou da convenção entre as partes. Já nas obrigações indivisíveis. no entanto. d) Corresponsabilidade dos interessados . caracteriza -se como uma obrigação acessória. com a qual. o codevedor só deve sua quota-parte. quanto à sua origem. por sua vez. por ser devedor do todo. 4. reforçando-a e estimulando o pagamento do débito . alguns ou todos o s devedores se obrigam pela integral solução de seu montante. 3. a lei ou as partes. A solidariedade constitui uma maneira de assegurar o cumprimento da obrigação. No entanto diferem em vários pontos. não se podendo negar sua analogia com a fiança. Características a) Pluralidade de sujeitos ativos ou passivos .

que constitui objeto da prestação. em parte como favorecimento da satisfação creditícia.6 compelido ao pagamento da totalidade do objeto somente por ser impossível fracioná -lo. resultando da natureza da coisa. destina -se a tornar possível a realização unitária da obrigação. 265 do Código Civil: "A solidariedade não se presume. III. A indivisibilidade. Tal fato ocorre. a efetuação do pagamento em local distinto do que aquele pré -estabelecido. advindo da lei ou do contrato. 5. . O que não ocorre com a solidariedade. Princípio da variabilidade do modo de ser da obrigação a solidariedade É totalmente possível a possibilidade de estipular a natureza jurídica. deve ser estabelecido no título originário da relação obrigacional. mas recai sobre as próprias pessoas. tem índole objetiva. uma vez que a solidariedade encontra sustentação na prestação e não pelo modo pelo qual é devida. Será então divisível ou indivisível. seja como a prazo. A indivisibilidade. A função prática da solidariedade consiste em reforçar o direito do credor. ao contrário. ela não será solidária. Princípio da inexistência da solidariedade presumida Dispõe o art. 6. porque a solidariedade não se presume. em parte como garantia. IV. Para tanto. 263 CC). A solidariedade tem caráter subjetivo. resulta da lei ou da vontade das partes". dependendo da natureza do objeto. uma vez que esta decorre da lei o u da vontade das partes e independe da divisibilidade ou indivisibilidade do objeto. se não houver menção explícita no título constitutivo da obrigação ou em algum artigo da lei. A obrigação indivisível perde tal qualidade caso se resolva em perdas e danos (art. II. bem como. seja como condicional. por sua vez. Desse modo.

para o outro". quais sejam. e o proprietário do veículo que colidiu com o coletivo. na colisão de um ônibus com outro veículo. a empresa transportadora. em virtude da qual cada um tem o direito de exigir de ste o cumprimento integral da prestação. Não se exonerará.1. Os Diplomas Civis de 1916 e 2002 disciplinaram apenas as duas primeiras modalidades de solidariedade. porém. por exemplo. Por exemplo. e condicional. a ativa e a passiva. . por inadimplemento contratual (contrato de adesão). b) Solidariedade Passiva : é aquela onde há pluralidade de devedores. Pagando o débito a qualquer um dos cocredores. e para outro. o ferimento de um dos passageiros. que poderá demandar.Arts. o devedor se exonera da obrigação.7 Dispõe o art. Pode ocorrer. solidariamente. 106 e 107 CPC) o devedor só se libera pagando ao credor -autor da ação. ou a prazo. c) Solidariedade Recíproca ou Mista : é aquela onde há simultaneamente pluralidade de credores e devedores. por este fato. 7. não estabelecendo regras sobre a solidariedade recíproca ou mista. Solidariedade Ativa Solidariedade ativa é a relação jurídica entre credores de uma só obrigação e o devedor comum. 266 do Código Civil: "A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos cocredores ou codevedores. com fundamento na responsabilidade aquiliana ou extracontratual. Espécies de obrigação solidária a) Solidariedade Ativa : é aquela onde há pluralidade de credores. se vier a pagar a qualquer outro cocredor.ou pagável em lugar diferente. Porém o direito de escolha só é possível enquanto não houver cobrança judicial. de culpa extracontratual. 7. Na vida prática raramente se encontra um caso onde se aplica este tipo de solidariedade. para um pode advir de culpa contratual. Após a propositura da ação de execução cessará o dire ito de escolha e pelo chamado princípio da prevenção (bastante parecido com o que vige no direito processual .

por permitir que cada correntista saque todo o dinheiro depositado. requerida por um. se um deles constitui em mora o devedor comum a todos aproveitam os seus efeitos. b) Assim. É o que preceitua a máxima do direito: "Quem paga mal. deve entregar a cada cocredor solidário a quota -parte de cada um. se o fizer a pagar duas vezes. Exemplo desta espécie de solidariedade encontra -se na conta bancária conjunta. e) Se um dos cocredores se torna incapaz. posição esta adotada pelo Superior Tribunal de Justiça. não ficam os outros inibidos de acionar. f) Se um dos credores decai da ação. estende -se a todos (art. Contudo. Mas só pode executar a sentença o próprio credor -autor e não outro.1. c) A interrupção da prescrição. com extinção da dívida. assim obtendo o cumprimento da prestação. estranho à lide (art. o devedor comum. d) Qualquer credor pode ingressar em j uízo com a ação adequada. os cotitulares não são devedores solidários perante o portador de cheque emitido por qualquer um deles sem suficiente provisão de fundos. . o credor que recebe a prestação por inteiro do devedor comum. nenhuma influência exercer á tal circunstância sobre a solidariedade. 269 do Código Civil: "O pagamento feito a um dos credores solidários extingue a dívida até o montante que foi pago". paga duas vezes". 204 § 1º CC). 7.567 CPC).por sua vez.8 arriscando-se.1. São características da solidariedade ativa: a) Qualquer credor pode promover medidas assecuratórias e de conservação dos direitos. Contudo a solidariedade se dá na relação entre os correntistas e o banco. Extinção da obrigação solidária Prescreve o art. Entretanto.

se for o caso. sem ser obrigado a fazer imputação quanto ao mencionado excesso . A redação do referido artigo do atual Código Civil é melhor do que a do art. o credor comum pode exigir o pagamento integral da dívida de qualquer um dos codevedores. O pagamento parcial a extingue somente "at é o montante do que foi pago". O Código Civil contempla a solidariedade passiva nos seguintes artigos: art. tendo multiplicidade de devedores. art. Solidariedade Passiva A solidariedade passiva consiste na concorrência de dois ou mais devedores. se a conhecia). art.2. ou seja. provar. 828.pelos atos ilícitos que praticaram). se este se . . como se fosse o único devedor. empregadores. que produz a extinção total da dívida. 7.9 Do exposto acima fica claro que não é todo e qualquer pagamento feito a um dos credores. até o montante do que foi pago. sendo que cada um deles responde in totum et totalier pelo cumprimento da prestação. A solidariedade passiva é relação obrigacional que nasce da lei ou da vontade das partes. Se o devedor pagou quantia superior à quota do accipiens. para com o comodante). 942 e § úni co (autores. 900 do Diploma de 1916. podendo estes exigir a diferença. a passiva é muito freqüente nas relações obrigacionais do cotidiano. etc. Cada devedor está obrigado à prestação na sua integralidade. A quitação do accipiens libera o devedor em face de todos os outros cocredores. 932 . coautores e as pessoas designadas no art. ou.II (entre o devedor principal e fiador. tutores. segundo o qual "o pagamento feito a um dos credores extingue inteiramente a dívida" . Ao contrário da solidariedade ativa.pais. 154 (terceiro autor da coação e a parte a quem a ela aproveita. 585 (entre as pessoas que forem simultaneamente comodatárias da mesma coisa . cada um com o dever de prestar a dívida toda. por todos os meios admitidos em direito. senão o integral. art. como se tivesse contraído a dívida sozinho. a simulação ou fraude que porventura a macule. cada um dos credores pode reclamar o inteiro menos essa parte.

os outros ficarão liberados até a concorrência da importância paga. a propositura de ação pelo credor contra um ou alguns dos devedores. Já o devedor demandado pela prestação integral pode chamar os outros ao processo. permanecendo solidariamente devedores do quantum remanescente. art.003 e § único (entre cedente e cessionário de quotas de sociedade) . 77 e seguintes do Código de Processo Civil. conforme aduz a leitura do § único do art. ou seja. 1. quando convencionado que o devedor deve cumprir a prestação pessoalmente. ainda que seja esta divisível. não se compreende solidariedade nas obrigações de fazer. ou devedor solidário) . porém. Como principal efeito da solidariedade tem -se que ao credor cabe exigir de qualquer dos devedores o cumprimento integral da prestação. extingue -se a obrigação. . pois o credor pode ou não usá -la ou dispor dela apenas em parte. No caso de pagamento integral da dívida. o credor pode mover a execução contra apenas um deles. No entanto. 275 do CC . buscando a penhora de seus bens. o liame estabelecido entre o credor e os codevedores pela solidariedade não se rompe com o ajuizamento de ação de cobrança daquele contra um ou alguns destes. no entanto. Contudo. cada um dos sujeitos passivos da obrigação (codevedores) o devedor único.10 obrigou como principal pagador. pode exigir de todos os devedores o cumprimento ou só de alguns deles ou ainda exigir de qua lquer deles apenas uma parte da dívida comum. com fundamento nos arts. Trata -se. Ainda que sejam vários os codevedores condenados. for parcial o pagamento e efetuado por um dos devedores. não implicará em renúncia da solidariedade. de acordo com seu interesse. Se. mas também para que a eventual sentenç a condenatória valha como coisa julgada pela ocasião do exercício do direito de regresso contra os codevedores. ficando então todos os codevedores exonerados da prestação. que se responsabiliza pelo integral cumprimento da prestação. tornando face a ele. não só para que o auxiliem na defesa.uma vez que a solidariedade é um benefício do credor que visa facilitar a cobrança. de uma faculdade e não um dever ou ônus.

restando ao credor. condição ou obrigação adicional.11 7. O pagamento parcial feito por um dos devedores e a remissão por ele obtida não aproveitam aos outros devedores. senão até à concorrência da quantia paga ou relevada". exige-se que nele hajam consentido. exceções à regra de que o novo ônus só atinge a quem anuiu. estipulada entre um dos devedores solidários e o credor. Por outro lado o Código Civil estabelece a ineficácia da estipulação adicional gravosa aos codevedores solidários que não participaram da avença. produzindo tão somente a redução da dívida. assim. 204 § 1º. Assim sendo. Relações entre os codevedores solidários e o credor Conforme prescreve o art. . 278 do Código Civil: "Art. do Código Civil proclama que a interrupção da prescrição. 278. o credor só estará legitimado a exigir dos demais devedores o seu crédito se fizer a dedução da parte daquele a quem beneficiou. e não mais pela totalidade da dívida. Para que um aditamento contratual. A remissão ou perdão pessoal dado pelo credor a um dos devedores solidários não extingue a solidariedade em relação aos codevedores.1. no entanto. cobrar do que já pagou ou dos demais devedores. O art. Tem-se pacificado do exposto acima que o pagamento parcial reduz o crédito. não poderá agravar a posição dos outros sem o consentimento destes". operada contra um dos codevedores. 277.2. estende-se aos demais. Qualquer cláusula. obrigue solidariamente os d emais devedores solidários. já não lhes pode cobrar o débito sem a dedução da parte remitida". 277 do Código Civil: "Art. 388. apenas o saldo remanescente. A remissão concedida a um dos codevedores extingue a dívida na parte a ele correspondente. 388 do mesmo Diploma: "Art. E ainda o art. comunicação de efeitos interruptivos. os codevedores não contemplados pelo perdão só poderão ser demandados com a dedução da quota relativa ao devedor relevado. acordado entre um dos devedores e o credor. de modo que. ou seja. Prescreve o art. ainda reservando o credor a solidariedade contra os outros. proporcionalmente ao valor remitido. havendo. Há.

Quando a renúncia é efetivada em prol de todos os coobrigados denomina -se absoluta. verbis:" o credor pode renunciar à solidariedade em favor de um.12 7. Se o credor exonerar da solidariedade um ou mais devedores. Renúncia da solidariedade Dado que a solidariedade constitui benefício instituído em favor do credor. ou de alguns devedores apenas. pois cada coobrigado passará a dever pro rata. Com efeito. o credor divide a obrigação em duas partes: uma pela qual reponde o devedor favorecido. b) suportam sua parte na insolvência de seus ex-codevedores. embora sem a vantagem de poder exigir de um dos devedores a prestação por inteiro. 282 e § único do novo diploma. não mais haverá solidariedade passiva. A renúncia relativa da solidariedade acarreta os seguintes efeitos. Considera -se. a princípio. exonerando o devedor da obrigação. isto é. o credor não poderá acioná -los senão deduzindo do débito a parte correspondentes aos devedores cuja obrigação deixou de ser solidária.2. a responder somente por sua quota.2. conforme preceitua o art . porém não mais da totalidade. faz-se necessário indagar se a impossibilidade decorreu de culpa do devedor. A renúncia ao benefício da solidariedade distingue -se da remissão da dívida. em relação aos devedores: a) os contemplados continuam devedores.neste caso.3. Parágrafo único. Já quando a renúncia é operada em proveito de um. subsistirá a dos demais". todo o . a que se acham solidariamente sujeitos os demais. mas apenas de sua quota-parte no débito. 7. e a outra. diz-se relativa. de alguns ou de todos os devedores. Impossibilidade da prestação Caso a prestação torne-se impossível. o credor que apenas renuncia a solidariedade continua sendo credor. sendo portanto uma faculdade do mesmo. ainda que se tr ate de vínculo resultante de lei. pode dele abrir mão. correspondente somente à sua quota. Os não exonerados permanecem na mesma situação de devedores solidários. ao passo que aquele que remite o débito abre mão de seu crédito. Desta forma.2. Contudo.

que só ocorre em relação ao devedor. impossibilita o deved or de solver a dívida. não pode a sanção civil ultrapassar a pessoa do próprio negligente ou imprudente. O Código Civil disciplina a manutenção da solidariedade quanto à obrigação de pagar o equivalente.4. isto é alcançar a todos indistintamente. 7. Dessa forma. este responderá pelo equivalente em dinheiro. resolve -se a obrigação sem ônus para qualquer das partes. Com efeito. Caso a impossibilidade seja relativa. pois rompem o nexo de causalidade. Perdas e danos Se a impossibilidade decorrer do fortuito.2. restringe exclusivamente ao culpado a responsabilidade pelas perdas e danos. b) o fato deve ser superveniente e inevitável. esta mão resolve o contrato. c) o fato deve ser irresistível. por ser relativa à pessoa do de vedor. São requisitos para a configuração do caso fortuito ou força maior: a) o fato deve ser necessário e não determinado por culpa do devedor. todavia se decorrer de culpa ou dolo do devedor. O legislador pátrio entendeu que as perdas e danos constituem uma pena e que assim sendo. uma vez que os dois dispositivos retromencionados constituem excludentes da responsabilidade civil. contudo tal impossibilidade. não tem efeito liberatório. A insolvência. porém. por exemplo. tratando-se de culpa pessoal. não devem ultrapassar da pessoa do próprio culpado. Cabe porém. considerando -se que pode ser responsabilizado por culpa alheia. ao inadimplente provar que a impossibilidade da prestação decorreu de caso fortuito ou força maior para exonerar se da obrigação. somente arcará com os ônus das perdas e danos o devedor de que se provou a culpa. A impossibilidade de cumprimento da prestação determina a resolução da obrigação. somente se a impossibilidade for absoluta. contratual ou extracontratual. isto é. mais perdas e danos.13 inadimplemento como culposo. .

ou seja. sob pena de quebra da solidariedade.Contudo cabe ao codevedor culpado suportar perante seus demais consortes na relação obrigacional o ônus refe rente aos juros. sendo considerados frutos civis da coisa. 7. reais ou gerais. assim como os aluguéis. Podem ser convencionados ou não. particulares e próprias só a um.14 7. Como a obrigação solidária é subjetivamente complexa. Tais defesas ou exceções. etc.2. os juros moratórios serão sempre devidos à taxa legal. dela inseparáveis. Oponibilidade de defesa dos devedores Qualquer devedor demandado pode opor defesa que tiver contra a própria obrigação. Responsabilidade pelos juros Juros são rendimentos do capital. alegando por exemplo. exceções. Os juros da mora são acessórios da obrigação principal. No primeiro caso denominam-se moratórios convencionais. e por isso aproveitam a todos os devedores. integrando a classe das coisas acessórias (art. extinção. nem tenham sido pedidos na inicial. sem que para isso exista limite previamente estipulado na lei. ou seja.2. uma vez que o prejuízo resulta do próprio fato do retardamento culposo do devedor em cumprir a obrigação ou executar a prestação com que o credor contava. Os juros moratórios são devidos em razão do inadimplemento e correm a partir da constituição em mora. podem existir meios de defesa.5. integralmente e ainda acrescida dos juros moratórios. a prestação poderá ser exigida de qualquer um dos codevedores solidários. nulidade. denominam se comuns. uma vez que poder ser perquiridas por qualquer devedor. dos devedores. objetivamente considerada. só o devedor exclusivamente alcançado por tal exceção poderá alegá - . 406 CC). Mesmo que não sejam convencionados. São assim chamadas pois reportam-se ao objeto da obrigação ou à sua fonte. São devidos ainda que não se alegue prejuízo. Os juros representam o pagamento pela utilização de capital alheio. prescrição. Desta forma.6. ou alguns. "segundo a taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional" (art. 95 CC).

quando relativo a todos os devedores. e) Inadimplemento da obrigação pelo credor. g) Confusão. mesmo que feito por um só aproveita a todos. 7. que não atingem nem contaminam o vínculo dos demais devedores.1. Reais ou Gerais I. desde que o credor consinta em receber de um dos devedores coisa que não seja dinheiro.6. resultante da incapacidade de todos os codevedores. 140 do Código Civil.2. compensação e transação.15 la. nos termos do art. 356 CC). Exceções Comuns. Causas de extinção da obrigação opostas a todos os devedores a) Pagamento. e) Impossibilidade da prestação decorrente de caso fortuito ou força maior. c) Falso motivo. d) Não implemento de condição suspensiva ou não esgotamento do termo. Tratam-se das chamadas exceções pessoais. nos contratos bilaterais. c) Pagamento em consignação. Resultantes da natureza da obrigação a) Nulidade absoluta do negócio jurídico. b) Dação em pagamento. d) Novação. em substituição da prestação que lhe era devida (art. que configura modo indireto de extinção de obrigação. b) Anulabilidade do negócio jurídico. permitindo a arguição da exceptio non adimpleti contractus. h) Prescrição. f) Remissão. ou de um vício do consentimento experimentado por todos os codevedores. . II.

c) Renúncia da solidariedade feita pelo credor em favor de um ou alguns dos devedores. todavia não aproveitam aos outros devedores nem no tocante à porção da dívida do devedor em cuja pessoa a exceção nasceu. no vício resultante do erro. tais como as fundadas ma incapacidade relativa do agente. b) Confusão. 284 do Código Civil: "No caso de rateio entre os codevedores. Ao credor demandado: são aquelas em que o devedor demandado pode pessoalmente invocar. 388 CC). dolo.2. contribuirão também os exonerados da solidariedade pelo credor. Nesses o que há é um codevedor a menos para suportar o encargo da dívida. permanecendo cada um dos outros devedores obrigados pela totalidade.7 Insolvência de um dos codevedores solidários O estado de insolvência de um dos codevedores solidários impede o procedimento do rateio de forma igualitária. concedida a um dos codevedores e que importa a diminuição correspondente da dívida (art. 7.6. determinando o acréscimo da responsabilidade dos codevedores para suprir a quota do insolvente. etc.2. até a concorrência da parte daquele na dívida . mas o montante desta não diminui. II. coação. . a) Remissão subjetiva. pela parte que na obrigação incumbia ao insolvente". quando pode realiz ar-se na pessoa de um dos devedores solidários e comunicar-se aos outros com igual eficácia. limitada à quota daquele a cujo respeito diretamente aproveitava. mas podem ser opostas pelos demais.16 7. A outro codevedor: são aquelas em que o devedor demandado pode pessoalmente invocar para o todo.2. Conforme prescreve o art. Exceções Pessoais I.

00 (R$ 45. Douglas e Brener. a parte do insolvente. promoveram conjuntamente a destruição do apartamento de Soromenho.000. acrescidos da participação. pela quota deste. ficando ele próprio desfalcado de R$ 60.00 de participação na quota do insolvente).000. Tomando como exemplo a famigerada "despedida de solteiro" de Vilson. Brener caiu em estado de insolvência. se quatro são os devedores solidários e um d eles cai em insolvência.000. Chao poderá exigir R$ 15.000.00 (Quarenta e cinco mil reais). entre todos.000. poderá exigir de Douglas a soma de R$ 60. mas não pode dispor do direito alheio. que lhe pagou a sua parte. inclusive o devedor exonerado pelo credor. . na parte do insolvente).000. onde Chao.00. de Vilson.00 (R$ 45. os outros três respondem. ficando impossibilitado de contribuir para o pagamento da dívida. como titular do direito de regresso.00 (Cento e trinta e cinco mil reais) restantes.00 (participação na quota do insolvente).000. que foi exonerado da solidariedade pelo credor comum (Soromenho). Posteriormente.00 da sua quota inicial. Consta que Soromenho renunciou à solidariedade em prol de Vilson. correspondente a R$ 45. tendo Chao efetuado sozinho o pagamento dos R$ 135.0 0 da sua quota + R$ 15. em partes iguais.00 (Cento e oitenta mil reais). ainda que um deles tenha sido exonerado da solidariedade pelo credor. A monta do prejuízo foi como já mencionado anteriormente de R$ 180. Chao. Neste caso.000. em decorrência da elevada concentração etílica na corrente sanguínea após a festa. além do próprio Vilson. É direito dos coobrigados repartir.000.000. no montante de R$ 15.17 Assim. Pode o credor romper o vínculo da solidariedade em relação ao seu crédito.

Saraiva. São Paulo. de 10 de janeiro de 2002. GONÇALVES.gov. Washington de Barros. Carlos Roberto. 8ª ed. Volume I . Novo Código Civil Brasileiro. Direito Civil Brasileiro.br. Curso de direito civil . . 12ª ed. v. Legislação Federal. Direito das obrigações: parte geral . Saraiva. 4. São Paulo. v.(Coleção sinopses jurídicas. 2011 . 1997. GONÇALVES.406.18 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL Lei nº 10.planalto. Carlos Roberto. 29. Saraiva.5) MONTEIRO. sítio eletrônico internet . São Paulo. 2010. ed.

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