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TI - INTERFACE HOMEM-MÁQUINA (IHC) I

TI - INTERFACE HOMEM-MÁQUINA (IHC) I

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UNIDADE 2 INTERFACE HOMEM-MÁQUINA (IHC

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OBJETIVO DA UNIDADE Nesta unidade o objetivo é definir o conceito e os objetivos da disciplina interface homem-máquina ou interface homem-computador, para isto será definido o conceito de interfaces e mostrado como ao longo dos anos, quais interfaces foram usadas pelas diferentes tecnologias. Também será descrito os princípios da usabilidade para sistemas e para websites.

1 – INTERFACE HOMEM-COMPUTADOR (IHC)
1.1 – INTERFACES
A interface é a parte do sistema computacional que o usuário se comunica, ou seja, é o local onde há o contato entre duas entidades, como exemplo o monitor de um computador. Além disso há outros exemplos de interface, como: a torneira da pia, a direção do carro, a maçaneta de uma porta, etc. Conforme [Rocha e Baranauskas, 1999], a forma das interfaces reflete as qualidades físicas das partes na interação. A maçaneta de uma porta é projetada para se adequar à natureza da mão que irá usá-la, o mesmo acontece com o câmbio de um carro (observe que a localização do câmbio dentro do carro sugere o uso por uma pessoa destra). Existem tesouras de dois tipos uma para pessoas destras e outra para pessoas canhotas. O que muitas vezes é esquecido é que a forma da interface também reflete o que pode ser feito com ela. Tomando o exemplo da maçaneta, podemos ver que no mundo existem diversos formatos de maçaneta e de acordo com o formato sabemos como deve ser aberta uma porta: girando a maçaneta no sentido anti-horário, empurrando a porta, puxando a porta, etc. [Norman, 1988]. O mesmo acontece com outros tipos de interface. Portanto, podemos ter como uma definição de base, que uma interface é uma superfície de contato que reflete as propriedades físicas das partes que interagem, as funções a serem executadas e o balanço entre poder e controle [Laurel, 1993]. A interface gráfica tornou-se popular, com a divulgação de computadores fabricados pela Apple, na sua primeira versão o Macintosh. Este fabricante foi um dos primeiros a implantar o uso de interfaces em computadores. Entretanto interfaces não são apenas botões, barras de rolagem, menus, cursores piscando, pode-se fazer um histórico, analisando as diferentes interfaces criadas ao longo dos anos. [Nielsen, 1993], apresenta uma tabela, onde é feito o relacionamento e também é quantificado a categoria de usuários de computadores em cada geração.

TABELA 1 – GERAÇÃO DE COMPUTADORES E DE INTERFACES DE USUÁRIOS

Fonte: NIELSEN,1993, P.50.

1.2 – INTERAÇÃO HUMANO-COMPUTADOR (IHC)
Todos os computadores, antes de serem desenvolvidos, são especificamente projetados para serem aceitos e usados. Entretanto isso não quer dizer, que todo projeto do design de computadores deve ser desenvolvido para todas as pessoas que poderão utilizá-lo, mas sim desenvolvido para atender um grupo de pessoas. As pessoas que usam ou usarão esse computador não são obrigadas a entender como funciona toda a comunicação entre os componentes internos do computador, da mesma forma que um motorista não precisa saber como funciona a mecânica de um carro, o que será importante e decisivo para o usuário na hora de dirigir o carro, sera a posição dos pedais, a direção e o câmbio, da mesma forma que o design dos sistemas computacionais tem efeito sobre seus usuários. As empresas responsáveis pela a produção de software, como exemplo: Google, têm observado com mais detalhe o aspecto físico da interface do usuário, o que tem proporcionado maiores chances de sucesso no mercado. Para isso, tem se popularizado um termo chamado de user-friendly, ou seja, interface amigável ou sistema amigável. Na prática, amigável está ligado somente à interface, ou melhor, aos elementos na tela estarem esteticamente agradáveis e bonitos. Uma interface amigável, deve fazer com que o usuário se sinta bem ao utilizar o sistema, e o sistema transmita a ele uma sensação de que é fácil de ser operado. Sabe-se que a maioria dos sistemas continua não atendendo às necessidades de seus usuários e continuam desenvolvendo interfaces nada amigável. Entretanto com a popularização da area, em paralelo com os avanços da tecnologia, tornou-se claro que outros aspectos ao usuário e ao uso de computadores precisavam ser incluído ao se desenvolver um interface, como: treinamento, práticas de trabalho, relações sociais, saúde, etc. O termo Interação Humano-Computador (IHC) foi adotado na década de 80, como um meio de descrever esse campo de estudo de interfaces. Portanto IHC é a disciplina preocupada com o design, avaliação e implementação de sistemas computacionais interativos para uso humano e com o estudo dos principais fenômenos ao redor deles. [Rocha e Baranauskas, 2000]. A imagem abaixo ilustra o conjunto de componentes desta definição.

FIGURA 1: INTERAÇÃO HOMEM-COMPUTADOR.

Fonte: http://ericofileno.wordpress.com

1.3 – OBJETIVOS DA INTERAÇÃO HUMANO-COMPUTADOR (IHC)
Nielsen (1993) engloba esses objetivos em um conceito mais amplo que ele denomina aceitabilidade de um sistema (Figura 6). A aceitabilidade geral de um sistema é a combinação de sua aceitabilidade social e sua aceitabilidade prática. Como um exemplo de aceitabilidade social, podemos mencionar os sistemas atuais de controle das portas de entrada em bancos. Apesar de serem benéficos socialmente pois tentam impedir situações de assalto onde os usuários dos bancos ficam em sério risco, não são aceitos socialmente pois levam a que qualquer pessoa que queira entrar no banco tenha que esbarrar na porta trancada por inúmeras vezes até se desfazer de todo e qualquer objeto suspeito. A aceitabilidade prática trata dos tradicionais parâmetros de custo, confiabilidade, compatibilidade com sistemas existentes, etc., como também da categoria denominada "usefulness".

FIGURA 2: ACEITABILIDADE

Fonte: Nielsen, 1993.

Usefulness, refer-se a utilidade de um sistema, ou seja, quando um sistema consegue atingir seu objetivo. Essa categoria é formada pela combinação de utilidade de usabilidade. Em utilidade, deve-se verificar se o sistema realiza as atividade que foi desenvolvido para tal, por exemplo: se um software educacional auxilia o aprendizado do aluno. Já usabilidade é definida como os usuários podem usar a funcionalidade definida, este é o conceito chave de IHC e será discutido nos próximos tópicos. Entretanto, como já discutido, a pesquisa de IHC é fundamentada na análise que os usuários fazem do sistema computacional, suas necessidades, capacidades e preferências para executar as tarefas, ou seja, os usuários não devem ter de se adequar ao sistema, e sim o sistema deve ser desenvolvido para se adequar aos requisitos dos usuários. Estabelecido os objetivos da IHC, deve-se observar de que forma estes objetivos deverão ser atingidos. Um resumo dos principais fatores que devem ser levados em conta, é descrito na tabela 2 [Preece, 1994].

TABELA 2: FATORES DO IHC

Fonte: Preece, 1994

Como descrito na imagem, há fatores relacionados com o usuário, como conforto, saúde, ambiente de trabalho ou ergonomia do equipamento a ser utilizado. Outro ponto que em muito aumenta a complexidade da análise dos fatores ligados ao usuário é que humanos não são homogêneos, ou seja, eles possuem muitas características físicas e psicológicas similares, mas são diferentes em termos de motivação. Essas diferenças tem importância fundamental no design da interface de um sistema computacional.

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