Introdução Imunologia é o estudo da imunidade e dos eventos celulares e moleculares ocorrentes depois de um organismo se depara com micróbios e outras

macromoléculas estranhas. As células e moléculas responsáveis pela imunidade constituem o sistema imune ou imunológico e suas respostas à introdução de substâncias estranhas compreendem a resposta imune. A função primária do sistema imune é defender o organismo de infecções diversas. Entretanto, o sistema imune pode, por outro lado, levar à reações imunológicas como na hipersensibilidade, na rejeição de transplantes e na auto-imunidade. Unidade 1 Sistemas de Defesa do Organismo O sistema imunológico ou sistema imune é de grande eficiência no combate a microorganismos invasores. Mas não é só isso; ele também é responsável pela “limpeza” do organismo, ou seja, a retirada de células mortas, a renovação de determinadas estruturas, rejeição de enxertos, e memória imunológica. Também é ativo contra células alteradas, que diariamente surgem no nosso corpo, como resultado de mitoses anormais. Essas células, se não forem destruídas, podem dar origem a tumores. Células do sistema imune são altamente organizadas como um exército. Cada tipo de célula age de acordo com sua função. Algumas são encarregadas de receber ou enviar mensagens de ataque, ou mensagens de supressão (inibição), outras apresentam o “inimigo” ao exército do sistema imune, outras só atacam para matar, outras constroem substâncias que neutralizam os “inimigos” ou neutralizam substâncias liberadas pelos “inimigos”.

Existem 02 tipos de imunidade: Imunidade Natural e Imunidade Adquirida. Na IMUNIDADE NATURAL, a eliminação do patógeno ocorre por neutralização e/ou destruição. A neutralização ocorre por ação de muco, líquidos corporais e complemento presentes em locais estratégicos. A destruição é responsabilidade das células fagocitárias que fazem a lise inespecífica dos patógenos. Quando existe uma distinção especifica e seletiva as moléculas pertencentes ao seu próprio tecido de substâncias estranhas que são chamada antígenos temos a chamada IMUNIDADE ADQUIRIDA (ADAPTTIVA). Os receptores que reconhecem os antígenos são estruturas moleculares presentes em células especializadas que nos vertebrados são populações chamadas linfócitos. Estas são células que em cooperação com células não linfóides, como macrófagos, reagem com os antígenos, provocam uma multiplicação celular (proliferação clonal) e desenvolvem uma reação ou RESPOSTA IMUNE. Esta é caracterizada pela síntese de sub-populações de linfócitos chamados T e B com moléculas que reconhecem especificamente o antígeno que iniciou sua síntese. Os linfócitos B se diferenciam em plasmócitos e fazem uma RESPOSTA IMUNE HUMORAL e os receptores formados nos linfócitos T fazem uma RESPOSTA IMUNE CELULAR. Tecidos Linfóides Apenas 1% da população total de linfócitos é encontrada circulando no sangue. Na sua maioria, os linfócitos são encontrados nos chamados órgãos linfóides. Os órgãos linfóides são classificados em primários (ou centrais) e secundários (periféricos).

Órgãos linfóides primários (centrais) Timo e medula óssea (+ fígado fetal). Nestes órgãos ocorre a linfopoese (produção de linfócitos), ou seja, as células se diferenciam das células tronco, proliferam e amadurecem em linfócitos funcionais. Linfócitos T amadurecem no timo. Linfócitos B amadurecem no fígado fetal e na medula óssea. Nos órgãos primários os linfócitos adquirem seu repertório de receptores antígeno-específicos e são selecionados de acordo com sua resposta aos autoantígenos (antígenos do próprio organismo). Timo Principal local onde se diferenciam células T. Localizado na cavidade torácica, próximo ao coração, possui 2 lobos e cada um contêm vários lóbulos (ver Fig.1). Os lóbulos são divididos em córtex e medula interna. As células progenitoras são transportadas do sangue para o timo e formam um conjunto de células em multiplicação localizado no córtex. Dessa forma, o córtex contêm a maioria dos timócitos (linfócitos residentes no timo) imaturos em proliferação; já a medula dos lóbulos possui células maduras. Portanto, há um gradiente de maturação das células do córtex para a medula:

1Córtex externo – Timócitos CD4- e CD8- (aproximadamente 10%). 2Córtex interno – Rico em timócitos duplo-positivos CD4+ e CD8+ que constituem quase 75 % das células do timo e não são imunologicamente funcionais. 3Medula – Timócitos positivos simples: CD4+ ou CD8+. 4 A grande parte dos timócitos duplo-positivos morrem sem nunca terem saído do timo. Desse modo, constata-se que no timo ocorre um intenso processo de seleção dos timócitos baseado na relicação e morte celular. Ainda não foi confirmado, mas suspeitas indicam que os corpúsculos de Hassal (estruturas queratinizadas localizadas na medula tímica) são timócitos que estão sendo eliminados neste processo de seleção sofrendo apoptose (morte celular programada). O epitélio do timo é constituído de camadas e ilhas de células escamosas que sustentam os linfócitos e elaboram hormônios peptídicos (timulina, timopoetina, fator humora tímico e variadas formas de timosina) que talvez desempenhem papel na atração de precursores de linf. T ou promovendo a sua maturação. A circulação de células para dentro ou para fora do timo ocorre através das veias endoteliais altas (HEV). -Medula Óssea As células hemopoeticas do fígado fetal e medula óssea dos adultos originam diretamente os linf. B. Um microambiente de direfenciação é estabelecido e mantido por células estromais da medula óssea (rede de células epiteliais). Cada micorambiente é destinado à produção de um tipo celular específico. As células estromais, além de fornecer moléculas de adesão e da matriz extracelular, sintetizam também numerosas citocinas essenciais da hematopoese.

Fig.2-Histologia do Baço. Fonte: 2º site da bibliografia

A medula óssea contêm células T maduras (atuando assim também como órgão linfóide secundário). Órgãos linfóides secundários (periféricos) Baço e linfonodos- encapsulados e pertencem ao sistema linfóide sistêmico. Tecido linfóide associado a mucosas- MALT (ex: amígdalas, placas de Peyer no intestino, BALT). Os linfócitos diferenciam-se a partir de células tronco, nos órgãos primários, mas migram para os secundários, locais que os linfócitos interagem entre si, com células acessórias e com antígenos. Assim, as respostas imunes celular e humoral ocorrem nos órgãos linfóides periféricos, onde são geradas células efetoras e de memória. Portanto, a função destes órgãos é maximizar o encontro entre linfócitos e substâncias estranhas, permitindo o surgimento das respostas imunológicas. Baço Responsável pela resposta aos antígenos de disseminação hematogênica. Há 2 tipos principais de tecido (ver Fig. 2): 1Polpa Branca- Tecido Linfóide ao redor da arteríola central (conhecido como bainha linfóide periarteriolar- PALS). A bainha linfóide periarteriolar contêm áreas de células T e engloba folículos ao redor da arteríola central contendo células B. 2Polpa Vermelha- Consiste de sinusóides e cordões celulares. Nela ocorre a hemocaterese (destruição de plaquetas e eritrócitos envelhecidos). As arteríolas centrais circundadas pela PALS se abrem livremente nos cordões da polpa vermelha e aí as plaquetas e hemácias velhas são fagocitadas por macrófagos.
Fig.2-Histologia do Baço. Fonte: 2º site da bibliografia

A polpa branca é circundada por uma zona marginal que contêm macrófagos, APCs (células apresentadoras de antígenos), linf. B e NK. No baço, os linfócitos adentram a polpa branca na zona marginal e passam para os sinusóides da polpa vermelha de onde saem pela veia esplênica. Linfonodos Os linfonodos elaboram resposta imune contra antígenos circulantes na linfa (absorvida pelos vasos linfáticos que são presentes em todo o organismo, exceto no cérebro, globos oculares, cavidades medulares, cartilagens e placenta). Assim, basicamente os linfonodos filtram antígenos e fluídos intersticiais da linfa. Do mesmo modo que o baço, os linfonodos são circundados por uma cápsula fibrosa.

Já o córtex. composto de polipeptídeos e proteínas. produziam sub- . que contem fagócitos. assim como o termo antígeno também é aplicado a uma suspensão ou extratos celulares que apresentam um complexo de antígenos. Os antígenos são essencialmente macromoléculas não obrigatoriamente imunogênicas. K. A linfa chega aos linfonodos pelos vasos aferentes no lado côncavo e penetra no seio subcapsular. Os linfócitos circulantes chegam aos linfonodos através das vênulas especializadas do endotélio alto (HEV) no paracórtex. T associados a APCs. encontra-se o seio subcapsular. os antígenos são removidos pelas células fagocitárias e transportados para o tecido linfóide do linfonodo.Jerne chamou de epítopo. Basicamente. Já a circulação sangüínea do linfonodo entra e sai pelo hilo. Os folículos linfóides dão estruturas que podem desaparecer e formarse em diferentes locais no transcorrer do tempo. É importante lembrar que por definição é uma molécula. Sob o paracórtex localiza-se a medula. Conceito de determinante antigênico ou epítopo Uma propriedade fundamental do antígeno é a natureza química da estrutura multiepitópica de suas moléculas. encontra-se o paracórtex. B de memória originados de outros linf B que foram ativados por determinado antígeno. Se o organismo for imunocompetente ele pode manifestar uma resposta imune ou uma tolerância. plasmócitos e macrófagos. possuem principalmente linf. O termo antígeno ou imunógeno. As células B em proliferação no centro germinativo também sofrem um processo de maturação por afinidade. Em seguida. que contem linf. a linfa atravessa o córtex. o qual é revestido de macrófagos.Landsteirne e E. não foram desafiadas contra antígenos ainda). chamada determinante antigênicos e que N. que é envolto pelo seio subcapsular. Entre o córtex e a medula.Kabat e um grande número de imunoquímicos definiram que a molécula antigênica é um edifício complexo apresentando em sua superfície uma variável estrutura distinta. 2Secundários – Também conhecidos como centro germinativos. paracórtex e medula (nesta ordem) e sai do linfonodo pelo hilo nos vasos eferentes. a massa de tecido linfóide presente nos linfonodos se concentram no córtex e paracórtex. significa toda espécie molecular de origem biologia isolada ou constituída por uma célula.Heidelberger. em que os linf B respondem mais avidamente ao antígeno. Os linfócitos deixam o linfonodo somente através do vaso linfático eferente presente no hilo. Existem 2 tipos de folículos: 1Primários – Contêm células B em repouso maduras. Unidade 2 Antígeno e Indução da Resposta Imunitária Conceito de antígenos: Definição e propriedades gerais. M. ou seja várias moléculas diferentes. a partir dos vasos linfáticos aferentes para eferentes. é rico em linf.Os linfonodos têm formato de rim e possuem um hilo no seu lado convexo. A base experimental do conceito de epítopo surgiu de observações das macromoléculas. Abaixo da cápsula . a qual possui linfócitos T. B. As macromoléculas antigênicas (imunogênicas) são basicamente proteínas (vários polipeptídeos) e polissacarídeos. liquido biológicos ou sintética que quando introduzida em um organismo vertebrado (chamado hospedeiro ou receptor) é capaz de produzir uma reação imune. que são virgens ( ou seja. pois contêm folículos primários e secundários. B. vírus. Na medida em que a linfa circula pelos linfonodos.

Qualquer ácido nucleico e certos lipideos macromoleculares são também imunogênicos. naturais ou sintéticas de baixa massa molecular (inferior a 1 kDa). É importante ressaltar que a fragmentação química do antígeno (C. ou sintéticos. os polipeptídeos e seus derivados glicídicos. . peptídeos. Natureza química dos antígenos Em regra geral os antígenos são macromoléculas e sua imunogenecidade é variável. penetram na epiderme. A resposta imune a um antígeno será então policlonal. O conceito de hapteno se estende a toda molécula natural (lipídeos. Ele pode ser imunodominante em razão da sua exposição privilegiada na superfície da molécula ou imunosilencioso se ele se apresentar escondido em razão de um desdobramento estérico. O conjugado forma uma espécie de antígeno específico novo. que se combina com uma macromolécula imunogênica carregadora ("carrier") sendo capaz de licitar uma resposta imune específica no hospedeiro. nucleotídeos. se conjugam na maioria das vezes com proteínas do corpo e assim são carreadas. Imunógenos naturais As substância macromoleculares naturais são as proteínas. Essas moléculas orgânicas. O conjunto hapteno-carreador é chamado conjugado.. Podemos dizer que os epítopos de um antígeno são reconhecidos separadamente por receptores linfocitários distintos.. O epítopo é constituído por um grupo de átomos. Cada classe de linfócitos portando possui receptores específicos. é designado a toda espécie molecular não imunogênica ao receptor.. Conceito de hapteno O termo hapteno. na superfície da molécula imunogênica. As proteínas e maioria dos polipeptídeos assim como os poliosideios são em regra geral imunogênicos e reagem diferentemente depedendo de espécie..populações diferentes de moléculas de anticorpos que tinham especificidade a uma região específica da molécula e não a outras regiões. ou de se combinar com um receptor funcional análogo na superfície de um linfócito. determinante antigênico (epítopo) representa uma pequena configuração estrutural de uma molécula do antígeno capaz de se combinar com um local esterioespecífico complementar de uma imunoglobulina (1 mole do determinante/1 mole receptor). Resumindo.Lapresle) permite isolar diferentes grupos de epítopos ou mesmo de porções da molécula não mais importantes que o epítopo. O potencial de sensibilização do hapteno não pode ser previsto pela sua estrutura química.). poliosideos simples ou complexos (ligados a lipideos. a. formando configurações específicas tridimensionais esterioespecíficas de tamanho limitado (em média na ordem de um tri a um hexassacarídeio ou de um tri a um decapeptídeo). Existe uma correlação como o número de haptenos conjugados com o carregador e a sua capacidade de penetrar na pele. os ácidos nucleicos e os lipídeos complexos de alto peso molecular. Excepcionalmente algumas moléculas de baixa peso molecular (massa molecular < 2500 e as vezes 1000 daltons) são imunogências na presença de adjuvantes mais a intensidade da resposta humoral ou celular observada é baixa se comparada com a obtida com macromoléculas maiores. proposto por Landestiner em 1920. artificiais. Ela se comporta como um epítopo novo (ou diversos epítopos conforme a dimensão). etc. As moléculas de reconhecimento sintetizadas serão distintas para cada epítopo homólogo. proteínas. Podemos identificar 3 tipos de imunógenos: naturais.) não imunogênica por ele mesmo mais podendo manifestar sua especificidade quando conjugado. lipídicos.

o REG e o complexo de Golgi desenvolvido.) Estes anticorpos realizam diversas funções como : opsoninas*.. nucleotídeos. etc. c. antibióticos. IgM. tanto da transformação de uma molécula imunogênica em não imunogênica as vezes em associação com um hapteno. Em um certo número de casos a associação ligantemolécula carreadora se efetua por ligações não covalentes (essencialmente eletrostáticas). Os plasmócitos possuem na sua ultraestrutura. a produção de anticorpos contra um determinado agressor. esteróides.. mas quando estimulados por interleucinas (como a IL-4 e a IL-1) vão sofrer expansão clonal e se transformar numa célula ativa denominada de plasmócito. internaliza o complexo IgM-epítopo. que participa do complexo receptor de antígenos. que tem a finalidade de induzi-la a produção de imunoglobulinas. Esse mesmo processo ocorre com moléculas não imunogênicas (sucrose. aglutinação.. neutralização de bactérias.b. Imunógenos artificiais O termo é aplicado a macromoléculas imunogênicas naturais ou modificadas quimicamente por fixação de um ou mais moléculas identicas ou não. Estes complexo realiza diversas modificações na célula. IgA. pequenos polipeptídeos sintéticos. Anticorpos são proteínas denominadas de gamaglobulinas ou imunoglobulinas que exercem várias atividades de acordo com o seu isotipo (IgG.. Esta imunoglobulina entra em contato com o antígeno (análogo ao TCR dos LT ) quando lhe é apresentado diretamente ou indiretamente pelos macrófagos. que possui carga positiva e permite a fixação de moléculas carreadas negativamente. sendo então . neutralizadores de substâncias tóxicas (como as que são liberadas por bactérias ou por animais peçonhentos). alcalóides. hormônios. Os LB em repouso não produzem imunoglobulinas. geralmente de baixo peso molecular (haptenos). O nome linfócito B é devido a sua origem na cloaca das aves na Bolsa de Fabricius. A molécula mais utilizada é a soroalbumina bovina metilada. Os imunógenos artificiais são particularmente interessantes porque permitem o estudo de variações qualitativas e quantitativas do poder imunogênico por decorrencia da modificação da molécula nativa por um ligante de estrutura conhecida. A fixação dos ligantes sobre macromoléculas carreadoras ("carrier") são na maioria das vezes ligações covalentes. Linfócitos T Os linfócitos T são células que tem diversas funções no organismo. e o núcleo com aspecto de roda de carroça. O nome linfócito T derivada das células serem dependentes do “timo” para o seu desenvolvimento. Unidade 3 Atividades Imunológicas dos Linfócitos Linfócitos B Os linfócitos B são células que fazem parte de 5 a 15% dos linfócitos circulantes e se originam na medula óssea e se desenvolvem nos órgãos linfóides. Os LB possuem como principal marcador de superfície a IgM monomérica. ativadores de complemento. Os LB tem como função própria. Imunógenos Sintéticos Os imunógenos sintéticos são essencialmente macromoléculas polipeptídicas formadas pela polimerização do ácido a -amino opticamente ativo (L ou D) ou racemico (LD). agentes farmacológicos diversos). A IgM se ligando ao epítopo. Secretam ativamente anticorpos específicos na resposta imune humoral (RIH). A polivinrrolidina e certos poliacrilamideos lineares conjugados ao DNCB (dinitroclorobenzeno) são os mais conhecidos imunógenos sintéticos. e todas são de extrema importância para o sistema imune.

. sendo a IL-4 e a IL-10 as mais importantes por ele produzidas. A resposta imune que se baseia na ativação e ataque das células CD8 é denominada de resposta imune celular específica. LT citotóxico. O LT helper é a célula que interage com os macrófagos. Esta célula também participa de reações de hipersensibilidade tardia (tipo IV). Cada um deles possui receptores característicos (além do TCR que é padrão para as células T). cuja expressão é ampliada por estímulos como o interferon gama. reconhecendo o epítopo que lhe é apresentado. Todas as células do organismo possuem genes próprios para o MHC denominados de HLA. sob os aspecto de ultra-estrutura. Entretanto. Sabemos que o LT helper ativa o LT supressor que vai controlar a atividade destes LT helpers.I e lisa a célula (destrói a membrana celular). Esta célula é o mensageiro mais importante do sistema imune. O linfócito agranular possui o núcleo bem maior que o citoplasma ( grande relação N:C) e o tamanho da célula é de menor tamanho. Esta célula T citotóxica (LTc) é o principal “soldado” do sistema imune. que são identificáveis por técnicas imunológicas e que tem funções específicas. e tem a função de ligá-los aos linfócitos T helpers para lhe apresentar o antígeno. pois ataca diretamente as células estranhas que expressam o MHC. Ele envia mensagens de ataque para as diversos leucócitos para realizar a guerra imunológica contra o agente agressor. LT supressor. lisossomas primários e gotículas de lipídios no seu citoplasma. Esses subtipos de LT helper secretam interleucinas distintas. O LT helper 2 produz as interleucinas 4-5-6 e 10. limitando a ação deles no organismo numa reação imune. citotóxicas. Esta célula apresenta. que tem a função de reconhecer o MHC-classe-I expressada por células rejeitadas (transplantes e enxertos). MHC (Major Histocompatibility Complex). cada uma com uma função específica. impedindo que . Ainda não de conhece muito a respeito desta célula. O Linfócito T citotóxico possui receptores CD8.Morfologicamente. O MHC-classe II é produzido por macrófagos e linfócitos B. que juntos formam o chamado corpúsculo de Gall. observamos dois tipos de linfócitos diferentes: linfócito agranular e linfócitos granular grande (LGG). supressoras).significa complexo de histocompatibilidade principal. O LT helper 1 produz as interleucinas 2 e interferon gama que estão relacionadas com a resposta imune celular principalmente. como um ponto na periferia do citoplasma. O seu principal estimulador é a interleucina 2 (produzida pelo LThelper 1). através da interação CD4-MHC-II e TCR-epítopo. dividido em LT helper 1 e LT helper 2. A IL-1 estimula a expansão clonal de LT-helpers monoclonais * que vão secretar diversas interleucinas. sendo portanto. O LT helper possui receptor CD4* na superfície. vão expressar o MHC -classe I na superfície. e é o principal alvo do vírus HIV. Funcionalmente os linfócitos são separados em LT auxiliares (LThelper).o “T ”de “Timo-dependentes”. Este corp. Este representa a maioria dos linfócitos T (auxiliares. de Gall pode ser identificado pela microscopia óptica (corada pela esterase não específica). quando os linfócitos então em repouso. todas as células T possuem os receptores TCR e o CD3. Linfócitos T supressores são linfócitos que tem a função de modular a resposta imune através da inibição da mesma. mas sabemos que ele age através da inativação dos linfócitos T citotóxicos e helpers. Quando uma célula estranha entra no organismo. que tem a função de reconhecer o macrófagos ativado. que causa a expansão clonal de linfócitos T citotóxicos monoclonais na RIC. Estão relacionadas a resposta imune humoral. como as reações que caracterizam os testes intradérmico tipo PPD na pele.

Além disso são atraídos por outras citocinas e fatores libertados de células em locais de infecção ativa. Estão envolvidos na defesa contra bactérias e fungos. têm um tempo de vida médio de 6h no sangue e 1-2dias nos tecidos e são os mais abundantes entre 50-70% dos leucócitos. eles também são efetores de primeira linha das decisões dos linfócitos. O marcador mais encontrado e usado atualmente para detecta-los é o CD16 ou o CD56. Se estimulados apropriadamente pelas citocinas libertadas de forma localizada e controlada pelos linfócitos T4. Estas células possuem a morfologia dos LGG e não costumam expressar receptores CD de superfície. os eosinófilos são atraídos pela histamina produzida por basófilos e mastócitos e migram para o local inflamado. Essa função é denominada de citotoxidade celular dependente de anticorpo. receptores do fragmento Fc das imunoglobulinas e moléculas de adesão. Neutrófilos: São leucocitos polimorfonucleados. Este tipo de resposta é chamada de resposta imune inespecífica. Portanto se houver deficiência na produção ou ativação dos linfócitos T supressores. Os neutrofilos possuem receptores na sua superficie como os receptores de proteinas do complemento. Este processo é possível devido a presença de receptores FCgamaR nos linfócitos NK. que são os NEUTTRÓFILOS. Os receptores de superfície encontrados são os CD3 e o CD8. Essa ação migratória . poderá haver um ataque auto-imune ao organismo. Existem três tipos de granulócitos. Os LT supressores também participam da chamada tolerância imunológica. pois não há reconhecimento de epítopos e nem formação de células monoclonais específicas ou qualquer memória imunológica (que é sempre específica). os macrófagos libertam suficientes quantidades de enzimas e radicais livres para destruir totalmente uma região localizada. EOSINÓFILOS E BASÓFILOS. que também se observa nos LT citotóxicos. tendo uma grande capacidade de fagocitose. Elas lisam (destroem) a células tumorais (estranhas) ou infectadas por vírus sem que estas expressem algum antígeno ativador da resposta imune específica. ou células assassinas e fazem parte de 10-15% dos linfócitos do sangue. Os monócitos são os precursores dos macrófagos e eles transformam-se em macrófagos se estimulados por citocinas dos T4.eles exerçam sua atividades excessivamente. As células NK também lisam células cobertas por IgG. já que respondem a qualquer corpo estranho. que é o mecanismo por qual o sistema imune usa para impedir que os leucócitos ataquem as próprias células do organismo. especialmente os macrófagos. respondem a citocinas geradas pelos linfócitos. Eosinófilos: São responsáveis pelo combate às infecções no corpo por parte de parasitas. São os primeiros a chegar às áreas de inflamação. Granulócitos: São leucócitos assim denominados por possuírem abundantes grânulos citoplasmáticos. matando ambos invasores e células humanas. que é o receptor de FC das IgG. Os fagócitos. Em áreas de inflamação alérgica. não existindo nenhum marcador específico para os NK. Linfócitos NK Os linfócitos NK (Natural Killer) são células matadoras naturais. O receptor CD3 dos linfócitos participa do mecanismo de ativação intrínseca do linfócito. Células Acessórias Fagócitos: Apesar de os fagócitos serem um mecanismo inato.

e liberam os mediadores para a circulação. mas também estão envolvidas nas respostas imunes.provocada por substância química (no caso referido. sendo uma célula própria do tecido conjuntivo. Possui aos mesmos mediadores nos seus lisossomas. A origem também é diferente. variando entre 0 a 1% dos leucócitos. Ela participa de reações alérgicas (de hipersensibilidade). realizando assim a defesa do organismo (imunidade humoral).). Plaquetas: As plaquetas têm função primordial na coagulação sanguínea. etc. especialmente na inflamação. geralmente em forma de “S” e possui grânulos grandes no citoplasma . O Processo de ativação da desgranu-lação (exocitose) se baseia na sensibilização destas células (mastócitos). tecidos e secreções que atacam proteínas estranhas ao corpo. conjuntivo) e da estrutura morfológica. são produzidos anticorpos específicos contra ele. Os basófilos tem função semelhante ao dos mastócitos. na qual chama os leucócitos até o local e cria uma vasodilatação. Esta sensibilização ocorre da seguinte forma: o primeiro contato com o alérgeno (substância irritante que causa a alergia) estimula a produção de IgE específicas que se unem aos receptores de superfície dos mastócitos. Unidade 4 Imunoglobulinas e Anticorpos Anticorpos. ou imunoglobulinas. e possui também receptores de IgE. chamadas de antígenos. presentes no plasma. contêm grânulos em seu citoplasma e uma série de receptores na membrana plasmática importantes para a sua ativação. IgD. com núcleo volumoso. IgG e IgM. a histamina) chama-se quimiotaxia. Uma vez ativadas. fungos. IgE. É a principal célula responsável pelo famoso choque anafilático. pois estes são rico em receptores de IgE. as plaquetas liberam fatores ligados a coagulação e a ativação do sistema complemento e desta forma atraem leucócitos. . são glicoproteínas sintetizadas e excretadas por células plasmáticas derivadas dos linfócitos B. A diferença básica entre oa basófilos e os mastócitos está no fato de os basófilos serem encontrados no sangue ( não típico do tec. Derivam de megacariócitos da medula óssea. Participa de reações alérgicas da mesma forma que os mastócitos. Depois que o sistema imunológico entra em contato com um antígeno (proveniente de bactérias. Esta célula é grande. A sua participação no choque anafilático (sistêmico) é maior que o mastócitos. que ocorre em indivíduos com uma predisposição genética na maioria dos casos. como se pode observar no capítulo I referente a leucocitopoese. Mastócitos: Esta célula não tem significado no sangue. Há cinco classes de imunoglobulina com função de anticorpo: IgA. pois os basófilos são células que realmente estão presentes no sangue. Basófilos: Os basófilos são granulócitos encontrados no sangue em pequena quantidade.

É encontrada na membrana de superfície de basófilos e mastócitos em todos os indivíduos. há geração de quimiotaxia de neutrófilos. leucotrieno. No homem. Esta igualmente distribuída nos compartimentos extracelulares e é a única que atravessa a placenta. O principal papel da IgA é proteger o organismo da invasão viral ou bacteriana através das mucosas. cadeias pesadas tipo g. Com a ativação do complemento. contração de músculo liso e quimioatração de outras células inflamatórias ( eosinófilos p. fatores quimiotáxicos e citocinas.000 daltons). Sua estrutura é pentamérica. É encontrada também na superfície dos linfócitos B de forma monomérica. A função dela não está muito bem definida.000! As 5 cadeias são ligadas entre si por pontes dissulfeto e por uma cadeia polipeptídica inferior chamada de cadeia J. sendo uma classe de anticorpos "precoces" (são produzidas agudamente nas fases agudas iniciais das doenças que desencadeiam resposta humoral). A região FC realiza ativação de complemento ( quando unida ao antígeno) e auxilia a fagocitose por se ligar a macrófagos. sendo que as cadeias pesadas individuais têm um peso molecular de aprox.IgM Perfaz aproximandamente 10% do conjunto de imunoglobulinas. mais de 80% da IgA ocorre sob a forma monomérica e está presente no sangue nesta forma. Tem um papel importante na imunidade ativa contra parasitas helmintos.000 daltons. leite. A função desse componente é proteger a molécula das enzimas hidrolíticas (destrutivas). A específica interação entre o antígeno e a IgE ligada no mastócito resulta em liberação de histamina. realizando a função de receptor de antígenos. Unidade 5 Complemento: Componentes e Propriedades . IgA Representa 15-20% das imunoglobulinas do soro humano. vasodilatação. proteases. onde provavelmente serve como receptor de antígeno. IgG É uma imunoglobulina monomérica simples de 150. exemplo). IgD IgD está presente no soro em concentrações muito baixas. mucosas do trato gastrointestinal. Cinqüenta porcento dos pacientes com doenças alérgicas tem altos níveis de IgE. É uma proteína que não atravessa a placenta ( por ser grande). A IgM é encontrada principalmente no intravascular. Esta é composta por 2 unidades ( dimérica) ligadas a uma cadeia J unida na sua porção FC no componete secretor. e forma a IgA secretora. aumento da permeabilidade vascular e amplificação da resposta inflamatória.000 daltons e a molécula completa tem peso de 970. É encontrada na superfície de muitos linfócitos assim como IgM. 65. A IgA é a imunoglobulina predominante em secreções: saliva. trato respiratório e genitourinário. Esses mediadores podem produzir broncoespasmo. que perfaz 80% das imunoglobulinas do organismo. lágrima. Nestas secreções ela se une a um componente secretor (70. É o anticorpo principal nas resposta imunes secundárias e a única classe antitoxinas. atraindo os eosinófilos. IgE Está presente no soro em baixas concentrações. aumento da permeabilidade vascular. É usada para a criação da vacina para proteção contra a cólera.

A organização e montagem das convertases nesta via dependem de C3. sendo subsequentemente clivada por um fator D gerando o complexo C3bBb. Em condições fisiológicas esta proteína é relativamente estável. resultando na fixação covalente do seu principal fragmento. parasitas. vírus e fungos. São necessárias múltiplas moléculas de IgG para ativar o complemento. Esses fenômenos poderiam ser a causa de consumo exagerado dos componentes do complemento e da inativação inapropriada dos mesmos. uma das três proteínas do complexo C1. Essas proteínas interagem com outras moléculas do sistema imune e entre si de forma altamente regulada. A forma enzimaticamente ativa recebe uma barra traçada acima de seu símbolo. Via Alternativa Essa via é deflagrada por várias superfícies celulares como as de certas bactérias. Os ativadores são reconhecidos por C1q. Os anticorpos também conseguem ativar essa via embora não sejam necessários. C4b. à superfície do ativador. O fragmento C3b pode se ligar diretamente a este complexo. podemos destacar: 1• Proteínas da via clássica e do complexo de ataque a membrana: nomeados com a letra C seguida de um número. Esta cliva C3 resultando na ligação de muitos C3b à superfície do ativador e na ligação posterior de C3b à subunidade C4b. Então. formando a C5-convertase (C3bBb3b). Com relação à nomenclatura. a C3-convertase da via alternativa. a proteína mais abundante do complemento no sangue. dos quais C2a permanece ligado a C4b. formando a C5 convertase da via clássica. o fator B inicia a formação da C3 convertase e a mantêm. determinados Sem uma regulação adequada da cascata de complemento.O sistema complemento é um conjunto termolábil (Figura 1) de mais de 30 proteínas do plasma e da membrana celular que faz parte do sistema imune inato e também está na base do mecanismo efetor principal da imunidade mediada por anticorpo. graças a sua formação pentamérica. C1s ativado cliva C4. Entretanto. Regulação do Sistema do Complemento Via Clássica Nessa via a montagem e a organização das convertases são habitualmente iniciadas por anticorpos da classe IgG ou IgM formando complexos com o antígeno. tais como os complexos da proteína C-reativa (PCR). a IgG4 não ativa o complemento. sendo que a IgG3 é a que é mais eficaz e a IgG2 é a mais fraca na ativação do complemento. 3• Zimógenos: são proteínas que adquirem capacidade proteolítica a partir de outras proteases. também podem ativar esta via. Esta ligação ativa C1r que ativa a pró-enzima C1s. Várias outras substâncias. 2• Proteínas da via alternativa ou fatores: nomeados por letras. Vias de Ativação vírus e bactérias Gram-negativas. As principais proteínas reguladoras são as seguintes: . IgG solúvel e ligado ao antígeno: o C1 deve ligar-de ao domínio Cγ2. completando a montagem do complexo C4b2a. Dos subtipos de IgG. Uma única molécula de IgM é suficiente para ativar o complemento. poderiam acontecer alguns fenômenos deletérios. as demais ativam. O componente C2 liga-se a C4b e é clivado por C1 em dois fragmentos. Anticorpos ativadores do complemento 1IgM solúvel e ligado ao antígeno: o C1 deve ligar-se ao domínio Cµ3. que é a C3 convertase da via clássica.

Opsonização Alguns componentes do complemento (como o C3b) possuem receptores em certos leucócitos. Funções biológicas Citólise A ativação do complemento leva a polimerização de alguns componentes na membrana celular. presente apenas nos vertebrados. formada por células brancas especializadas. 5• DAF (fator acelerador do decaimento funcional): Acelera a dissociação das C3 convertases de ambas as vias. Esta é a chamada imunidade natural. por exemplo. que tornam-se ativos e se multiplicam ao encontrarem moléculas específicas de organismos estranhos chamadas antígenos. induzindo a bactéria a uma morte por lise osmótica. é a chamada imunidade adquirida. além de alertar outros fagócitos. Estas células engolfam e destroem os possíveis micróbios invasores. co-fator para a degradação do C4b mediada pelo fator I. e até mesmo células cancerígenas. Outro componente do sistema imunológico. bem como ajudar os linfócitos B a produzir anticorpos. impede a ativação espontânea de C1. 4• MCP (Proteína de membrana de atividade co-fatora): Co-fator para a clivagem do C3b e C4b pelo fator I. ocorre uma estimulação na capacidade fagocitária dessas células. identificando e destruindo os invasores. usando como co-fatores fator H. como bactérias. co-fator para a degradação de C3b mediada pelo fator I. que atuam em cascata. produzindo proteínas que ativam outras partes do sistema imunológico. o nosso sistema imunológico ativa as células brancas fagocitárias conhecidas como macrófagos. os linfócitos B e T. CR1 ou MCP receptores. O complemento. 3• SP 40-40: Modula a formação do MAC. por exemplo. Cada um dos 100 bilhões de linfócitos B. ajudando a eliminá-lo. 3• Fator H: Acelera o decaimento da C3 convertase da via alternativa. Ao se ligar nesses . Unidade 6 Reação Ag x Ac – Reações Sorológicas O sistema sanguíneo ABO e o fator Rh A característica fundamental de todo sistema imunológico é a sua capacidade de distinguir e eliminar partes de um corpo estranho. • Fator I: Cliva e inativa C3b e C4b. é outro componente do sistema imunológico. presente em todos os animais. 2• Proteína S: Impede a introdução do MAC na membrana. surge de mecanismos baseados em DNA que permitem aos linfócitos do corpo reconhecer uma grande 1• Inativador da anafilatoxina: Remove resíduos terminais de arginina e inativa as anafilatoxinas.1• C1INH: bloqueia as atividades proteolíticas do C1r e C1s. 6• Inibidor membrânico da lise reativa (CD59): Inibe a lise de células inocentes e bloqueia a ligação de C9 a C8. C4BP. A principal característica da imunidade adquirida. que podem resultar em formação de poros. formado por mais de 30 proteínas no sangue. 2• Proteína ligadora de C4: Acelera o decaimento da C3 convertase da via clássica. vírus. Quando nos ferimos com uma pequena lasca de madeira. a memória imunológica. secreta um anticorpo (proteína de defesa) que se liga a um antígeno específico. Já os linfócitos T podem reconhecer e eliminar células que carregam moléculas indesejáveis na sua superfície.

O sistema ABO apresenta herança que é determinada por uma série de três alelos múltiplos: IA. porém não podem doar nem para os indivíduos A e nem para os indivíduos B. Os sítos na molécula do anticorpo são estruturalmente complementares aos sítos determinantes do antígeno. Os indivíduos AB. provocarão uma reação imune. Numa segunda vez que estas células se encontrarem com o mesmo invasor. É isso que faz os indivíduos O doadores de sangue universais. provocando aglutinação das mesmas e podendo levar a morte do indivíduo.) O Sistema ABO No caso dos grupos sanguíneos humanos ABO sabemos que as hemácias possuem dois tipos de antígenos. ou AB isso vai provocar uma reação imunológica. seus anticorpos anti-A. elas usam a "fotocópia" genética. tem anticorpos anti-A em seu soro. A e B. como não possuem nenhum antígeno poderão doar sangue para qualquer indivíduo (A. cada encontro com um organismo invasor estampa uma "fotocópia" genética dentro das células B e T. Esses indivíduos. mas não possuem nenhum anticorpo. possuem os antígenos A e B. Os indivíduos B. já que qualquer um de seus antígenos provocaria reações dos anticorpos destes indivíduos. i indivíduos do tipo A apresentam genótipo IAIA ou IAi . e nenhum anticorpo. cujas hemácias apresentam antígenos (aglutinogênios) A. A e B. Tais indivíduos podem receber qualquer tipo sangüíneo.diversidade de antígenos. não vai produzir anticorpos e nem reação imune. no caso. AB e O. Se o sangue doado for do tipo B. no indivíduo A e seus anticorpos antiB. anti-A e anti-B. ou seja. quando da doação. e o plasma pode conter dois anticorpos (aglutininas). Os indivíduos O. B ou AB). ele não vai "constatar" a presença de proteínas estranhas (já que O não tem antígeno) e. Essencialmente. eles não poderão receber sangue de ninguém a não ser de indivíduos O. o que permite um reconhecimento mais rápido e mais eficiente do organismo invasor. A reação antígeno-anticorpo. O anticorpo é divalente porém o antígeno pode ser multivalente (Lehninger. anti-A e Anti-B. só poderão receber sangue do tipo A. apresentam anticorpos (aglutininas) anti-B em seu plasma. B. Por outro lado como tais indivíduoas possuem os anticorpos anti-A e anti-B. Bioquímica. não possuem nenhuma antígeno e possuem os dois anticorpos. chamados de aglutinogênios. do seu próprio tipo. podendo levar a morte. Os indivíduos AB possuem ambos os antígenos. Os indivíduos O. IB. Então existem quatro grupos sanguíneos para este sistema: A. Isto quer dizer que quando qualquer indivíduo recebe sangue do tipo O. Eles só poderão receber sangue do mesmo tipo. Então: Os indivíduos A. Os indivíduos A possuem os antígenos A e os anticorpos Anti-B Os indivíduos B possuem os antígenos B e os anticorpos Anti-A. portanto. B: pois se receberem sangue do tipo A ou AB. vão tentar neutralizar as hemácias B do doador. Os sítios escuros dos antígenos são os determinantes da especificidade antigênica.

que posteriormente seria substituído pelo Rh+ original. O seu primeiro filho vai ser Rh+ (Rr). as reações poderão ser mais sérias a ponto de levar a morte.recebe sangue de um indivíduo Rh+. a criança deve receber sangue Rh-. que já possui os anticorpos (as aglutininas anti-Rh). dada a transfusão de sangue do feto para a mãe.(rr) que se casam com homens Rh+ (RR ou Rr) podem dar origem a crianças Rh+. e indivíduos Rh. . Denominou-se tais indivíduos de Rh+. cujo sangue. anemia grave. do grupo Rh+ podem apresentar sérios problemas.(rr) casa-se com um homem Rh+ (RR. feita de maneira natural através da placenta. Sabemos que o fator Rh é um caráter mendeliano dominante. crianças surdas ou deficientes mentais. aglutinando o sangue destes. Os testes de amostra do líquido amniótico extraído com agulhas pode indicar se o feto vai bem ou mal. que não apresentavam estes antígenos nas suas hemácias foram denominados de Rh-. em razão de um defeito na placenta ou hemorragias durante a gestação e parto. Doença Hemolítica do Recém-Nascido (Dhr) . No último caso. provocava a formação de anticorpos anti-Rh. icterícia (coloração amarela anormal devido ao derrame da bílis no corpo e no sangue. porém. Um fenômeno importante relacionado ao fator Rh é a chamada eritrosblastose fetal. Se o perigo for grande recomenda-se a cesariana. Assim podemos ter a seguinte situação: Uma mulher Rh. nas hemácias. ele produz anticorpos anti-Rh e não mostra. Algumas delas encontram-se listadas a seguir: a) O médico pode conhecer a gravidade da situação antes que a criança nasça. de início. quando injetado em coelhos. esta se torne imunizada pelo sangue do feto Rh+. os demais. por exemplo). reação mais séria. devido às bilirrubinas) e insuficiência hepática. Assim. indivíduos Rh+ tem genótipo RR (homozigoto) ou Rr (heterozigoto dominante). As crianças de partos subsequentes. Se um indivíduo Rh. Problemas apresentados pelas crianças com DHR Os seguintes problemas podem ocorrer: Morte intrauterina.tem genótipo rr (recessivo). Posteriormente descobriu-se que numa certa porcentagem de humanos (mais ou menos em 85% dos brancos) havia a presença destes antígenos. o anti-Rh. poderão passar através da placenta para o sangue do feto Rh+. no organismo materno. aborto ou transfusão de sangue logo após o parto. Assim o sangue da mãe formará anticorpos (aglutininas) anti-Rh em seu sangue.indivíduos do tipo B apresentam genótipo IBIB ou IBi indivíduos do tipo AB apresentam genótipo IAIB indivíduos do tipo O apresentam genótipo ii O Fator Rh Quanto ao Rh este é um fator que foi primeiramente descoberto no macaco Rhesus. morte logo após parto. Em posteriores transfusões. Como existe a possibilidade do sangue materno ser transferido para o feto. há possibilidades de se formar. podendo provocar a hemólise das hemácias do feto. já que se trata de herança mendeliana dominante. sem maiores consequências para ela. Controle e amenização de risco da DHR Há algumas alternativas para contornar ou amenizar o problema decorrente do risco da eritroblastose fetal. o sangue da mãe. Todavia durante uma segunda gravidez. pode ocorrer que. Os anticorpos produzidos na gestação anterior poderá atingir o sangue do feto e provocar a destruição de suas hemácias. levando-o a morte. Durante a gravidez deste primeiro filho.Eritroblastose Fetal Mulheres Rh.

o seu sistema imunitário procura nos seus arquivos de memória. Estes anticorpos incompletos podem ser injetados numa mãe Rh. Como conseqüência. Quando os linfócitos encontram um antígeno pela segunda vez. Nos casos em que a mãe é do grupo Rh+ e o filho é Rh. Na altura do nascimento. d) Outro fator que diminui o risco do DHR é o fato de que certas mulheres não produzem anticorpos. os anticorpos anexam-se aos antígenos receptores. posteriormente. assim como o motivo pelo qual as vacinas previnem as doenças. esse indivíduo for exposto ao poliovírus. encontra os «dados» desse Unidade 7 Teorias Imunológicas .do grupo O. mesmo sendo induzidas. para evitar a poliomielite. nas suas superfícies. um indivíduo recebe uma vacina feita a partir de uma forma atenuada do poliovírus. rápida e específica. a imunidade aprendida é adquirida. Os componentes do sistema imunitário que participam na imunidade inata (macrófagos. em geral. ocorre por acidentes.corre muito risco. e os revestem. Como o seu nome indica. sendo que a indução. A mãe Rh. a imunidade aprendida é específica dos antígenos que a pessoa encontra ao longo da sua vida. Essa resposta imune específica explica porque é que não se contrai varicela ou sarampo mais do que uma vez ao longo da vida. o sistema imunitário de uma pessoa ainda não foi confrontado com o mundo exterior nem começou ainda a desenvolver os seus arquivos de memória. O traço característico da imunidade específica é a capacidade de aprender. c) O risco será menor se o homem apresentar genótipo heterozigoto. O sistema imunitário faz um registro ou memória de cada antígeno que a pessoa encontre. Se. a sua resposta face a ele é enérgica. Por exemplo.não há problemas para a mãe pois a produção de anticorpos pela criança só se inicia cerca de 6 meses após seu nascimento. Além disto. quer seja através dos pulmões (ao respirar). Estes anticorpos incompletos são destruídos dentro de poucos meses e não apresentam qualquer perigo para a mãe ou suas gerações posteriores. Unidade 8 Ontogenia da Resposta Imune O sistema imunitário configurou uma rede complexa de procedimentos que se podem dividir em duas categorias: imunidade inata (natural) e aprendida (adquirida). Em vez disto. a penetração do sangue através da placenta até a circulação materna não ocorre com freqüência. e o reconhecimento dos antígenos não varia de pessoa para pessoa. Isso é possível porque os linfócitos têm uma vida longa.b) Utilizar anticorpos incompletos.imediatamente ao parto. O sistema imunitário aprende a responder a cada novo antígeno com que se confronta. neutrófilos e sistema do complemento) reagem de forma semelhante perante todas as substâncias estranhas. e) Há de se considerar ainda o efeito protetor do sistema ABO. pois seu anti-A destruirá as hemácias do doador (feto) antes da indução. Este tipo de anticorpo não aglutina os glóbulos vermelhos do sangue Rh+. No Brasil uma mulher Rh. Todas as pessoas nascem com imunidade inata. do intestino (ao comer) ou da pele. pois a freqüência de indivíduos Rh+ é de 87%. tendo um filho Rh+ do grupo A não será induzida a produzir anti-Rh. adaptar-se e recordar.

Os macrófagos são as maiores células processadoras de antigénios. O que faz é iniciar várias. através da indução de citocinas (mensageiros). incluindo oslinfócitos B. directa ou indirectamente. porém existem outras células. com efeito. Em seguida. De qualquer forma as respostas dependem sempre dos três princípios básicos do reconhecimento. O receptor da célula T está configurado para se encaixar (como uma chave numa fechadura) na parte do complexo major de histocompatibilidade que transporta um fragmento do antigénio. Os linfócitos T compreendem dois grandes subgrupos que diferem na sua capacidade de se unirem (aderirem) a uma das duas classes de moléculas do complexo major de histocompatibilidade. assassinas naturais) para que sejam ainda mais potentes e segreguem interferão. . algumas das quais podem actuar conjuntamente ou ocasionalmente competir entre si. O subgrupo de linfócitos T com uma molécula CD8 na sua superfície pode ligar-se a moléculas do complexo major de histocompatibilidade da classe I.vírus e ativa rapidamente as defesas apropriadas. uma série de factos inicia a mobilização do sistema imunitário. da mobilização e do ataque. A área do complexo major de histocompatibilidade que contém os fragmentos de antigénio liga-se depois (adere) a uma molécula especial da superfície do linfócito T chamada receptor da célula T. a interleucina-12 estimula as células NK (natural killer. pode fazê-lo através de um processo denominado de processamento de antigénios. Mobilização (Fase de Ativação) Uma vez que uma célula processadora de antigénios e um linfócito T tenham reconhecido um antigénio. Reconhecimento (Fase Cognitiva) Antes de o sistema imunitário poder responder face a um antigénio. interleucina-8 ou interleucina-12) que actuam sobre outras células. Este processo de atracção e recrutamento de célulasrecebe o nome de quimiotaxia. Quando uma célula processadora de antigénios absorve um antigénio. As células processadoras de antigénios absorvem um antigénio e cortam-no em pequenos fragmentos. deve ser capaz de o reconhecer. Cada sistema actua em relação com o outro e influi sobre ele. O resultado é que o poliovírus é eliminado por anticorpos específicos que neutralizam o vírus antes mesmo de ele ter a oportunidade de se multiplicar ou de invadir o sistema nervoso. As citocinas também podem activar as defesas imunitárias não específicas (inatas). Ataque (Fase Efetora) Grande parte dos instrumentos do sistema imunitário tem a finalidade de matar ou eliminar os micróbios invasores uma vez que tenham sido reconhecidos. Raramente um estímulo desencadeia uma só resposta. A interleucina-1 mobiliza outros linfócitos T. interleucina-1. liberta citocinas (por exemplo. A imunidade inata e a imunidade aprendida não são independentes uma da outra. os neutrófilos e as células NK são capazes de eliminar muitos invasores. o que amplifica a resposta imune. E. Actuam consequentemente como uma ponte entre a imunidade inata e a adquirida. que também o podem fazer. O subgrupo de linfócitos T com uma molécula CD4 na sua superfície pode ligar-se a moléculas do complexo major de histocompatibilidade da classe II. a interleucina-8 actua como uma espécie de «faro» que guia os neutrófilos em direcção ao local onde foi encontrado o antigénio. estes fragmentos são colocados dentro das moléculas do complexo major de histocompatibilidade e lançados para a superfície da membrana celular. Quando os linfócitos T são estimulados através dos seus receptores de células T. Os macrófagos. produzem várias citocinas que ajudam a recrutar outros linfócitos.

chamada de enzima convertase.Toxinas bacterianas. A tuberculose é um exemplo de uma infecção que não é completamente eliminada. as paredes da prisão desmoronam-se e as bactérias que causam a tuberculose começam a multiplicar-se. que são substâncias estranhas ao corpo. para ser reconhecido por um linfócito T. rodeadas de um granuloma.Com a interação com a fração FC do anticorpo. O corpo não combate todos os invasores da mesma forma. Os invasores que chegam ao interior das células (organismos intracelulares) e permanecem viáveis (vivos) e funcionais são combatidos de maneira completamente diferente. Por isso. rodeia e ingere o antigénio. como se mostra em seguida. Esta vai clivar o C3 em C3a e C3b. Os anticorpos podem impedir esta interação. 5. O C3a tem várias funções como p. Um receptor de células T. Alguns fragmentos de antigénio ligam-se a moléculas do complexo major de histocompatibilidade e são lançados para a superfície da membrana celular. agentes virais e outros parasitas. • Ativação do complemento por IgG ou IgM . Ele se liga aos C4bC2 e forma C4bC2C3b. converter o C5 na superfíce na bactéria ou qualquer que seja o corpo estranho ( antígeno). Os que permanecem fora das células do corpo (organismos extracelulares) são relativamente fáceis de combater. iniciam a lesão celular pela ligação a receptores específicos da superfície celular. Essas paredes são formadas por células especiais e recebem o nome de granulomas. neutralizando o processo tóxico ou infeccioso. A maneira de o sistema imunitário levar a cabo esse procedimento depende de os invasores serem capsulados (terem uma cápsula espessa à sua volta) ou não.O sistema complemento consiste numa família de proteínas séricas ( produzidas pelo fígado) que podem ser ativadas por uma cascata proteolítica. Surge assim o complexo C4bC2. 3. que vai então. 2. porém algumas bactérias sobrevivem indefinidamente.Se um invasor não puder ser eliminado por completo. Como os linfócitos T reconhecem os antigénios Os linfócitos T fazem parte do sistema imunitário de vigilância. as bactérias que causam tuberculose ficam presas dentro de um granuloma. . Os enzimas da célula processadora de antigénios partem o referido antigénio até o reduzir a fragmentos. Esta é a via clássica . A maioria das pessoas saudáveis quando expostas a estas bactérias rechaça a infecção causada pela tuberculose. que vai então clivar o componete C4 do complemento em C4a e C4b. Todavia. reconhece o fragmento de antigénio ligado a uma molécula do complexo major de histocompatibilidade e adere a ele. como um macrófago. Se o sistema imunitário enfraquece (inclusivamente 50 ou 60 anos mais tarde). 1. O C1q faz parte de um complexo C1 que é dependente de Cálcio ionizado ( Ca++). um antigénio deve ser processado e «apresentado» ao linfócito de forma tal que este o possa identificar. O C4b vai se ligar ao componente C2. drogas. o sistema imunitário mobiliza defesas para facilitar a sua ingestão pelos macrófagos e outras células. o C4bC2C3b é chamada de C5 convertase. Um antigénio que circula pelo corpo tem uma estrutura que um linfócito T não pode reconhecer.exemplo ativar a degranulação de mastócitos e realizar quimiotaxia. A ativação da cascata pela via clássica é inicia pela ligação do componente C1q do complemento com a região CH2 ( na região FC) do anticorpo. podem ser construídas paredes para o aprisionar. Uma célula processadora de antigénios. para a geração de moléculas efetoras. Começa agora a • . Contribuem para identificar antigénios. há uma ativação deste complexo C1 . 4. geralmente no pulmão. O C3b é um dos componentes que mais tem função no complemento. Mecanismos de Eliminação dos Antígenos Neutralização do antígeno pelo anticorpo secretado. localizado na superfície de um linfócito T.

reconhecendo-a na hora. que ativa C8. A IgE vai promover identificação e ativação dos eosinófilos. Os lactentes são particularmente suscetíveis a infecção.Várias células como neutrófilos. que ativa C9) que vai literalemente "rasgar" a bactéria. O linfócito NK (natural killer) mata logo que encontra uma célula revestida por IgG.NK ao se ligar a IgG começa a liberar o fator de necrose tumoral ( TNF) e o interferon-gama. que ativa C7. Dependendo da vacina o sujeito pode não produzir anticorpos suficientes. sendo que os neutrófilos não reconhecem. são capazes de modificar suas estruturas para fugir da neutralização pelas defesas imunes e assim causar uma nova infecção. Unidade 9 Imunização . A resposta secundária tem lugar muito antes (3 a 5 dias). o primeiro contato com o antígeno . e ocorre em questão de segundos. Já os eosinófilos atacam vermes helmintos e outros parasitas revestidos por IgE. o vírus do sarampo. Vai arrebentar a membrana da célula alvo. O macrófago injere bem mais rápido se o antígeno estiver envolvido por anticorpos. Isso melhora a eficiência da fagocitose. podem dar lugar a sintomas que somente se resolvem quando começam a funcionar os mecanismos de defesa imune. • Citotoxidade mediado por células dependente de anticorpos IgG. que impedirá que uma nova exposição provoque a enfermidade.Isso tudo mata bactéria. os primeiros anticorpos que se formam são geralmente anticorpos IgM. muitas das "células de memória" geradas. que vão liberar a proteína básica principal. como o vírus da gripe. uma seqüência de ativação de componentes do complemento ( C5 ativa C6. IgE e IgA. que vai matar o parasita. linfócitos NK especialmente. por exemplo. É um processo chamado de citotoxidade mediada por células dependente de anticorpo. a primeira dose serve de estímulo. Contato posterior com o mesmo patógeno provocará uma resposta imune secundária muito mais rápida. eosinófilos. as vezes por toda a vida. Se desenvolve de uma forma lenta. em determinadas ocasiões. com muito mais força (10 a 100 vezes mais forte). certos patógenos. Essas citocinas são muito importantes na resposta imune celular. a exposição a um patógeno dará imunidade por toda a vida contra o mesmo. matam o micróbio se ele estiver revestido por anticorpos. e saia substâncias vitais. Depois começa a produção dos anticorpos IgG. • Opsionização do complemento . com muito mais rapidez e necessita bastante menos antígeno que a resposta primária. Quando uma pessoa se submete a um programa de vacinação. Com freqüência. E na maioria dos casos. Por este motivo. Resposta Imune Primária e Secundária Se denomina resposta imune primária o primeiro encontro de um antígeno e a produção posterior de anticorpos. já que os linfócitos-B demoram a iniciar a produção de anticorpos. Sua concentração máxima é alcançada até o sexto dia e logo depois começam a declinar. Depois de produzir uma resposta primária. Entretanto. fazendo com que entre água dentro do citoplasma . sendo necessário administrar doses adicionais (doses de reforço) para manter os níveis de anticorpos protetores. e se ligam a receptores de fração FC dos macrófagos. SMF. Em conseqüência a segunda resposta imune ao mesmo antígeno afetará principalmente a produção de anticorpos de IgG. oferece proteção durante muito tempo. serão células produtoras de IgG.Os anticorpos envolvem a bactéria ou vírus em questão. ao reforçar a imunidade ativa do corpo. O receptor de FCIII no Linf. Na resposta primária a um antígeno.via lítica.

podendo ser fatal (botulismo). ocorrendo desta forma uma imunização passiva através da tranferência maternofetal de anticorpos IgG pela placenta os quais a mãe está produzindo.toxina é uma enzima que é uma inibidora da síntese protéica. Obviamente o feto (e todas as linhagens mamíferas) irá receber também um similar. Este capítulo relata os vários tipos de metodologia desenvolvida há anos para efetuar a ativação da resposta imune a organismos e/ou seus produtos especificamente e proteger das conseqüências potencialmente danosas da infecção por microorganismos patogênicos.Isolada a partir de cavalos imunizados contra exotoxina do Clostriduim tetanii. podendo ser fatal. desenvolveuse uma metodologia para combater muitas doenças indiretamente. de cavalo . os quais são específicos para um organismo particular ou toxina produzida por ele. "preparar" o sistema imune de um indivíduo para melhor lutar contra um ser vivo ou produto específico antes que o indivíduo se exponha a mesmo de forma perigosa e ameaçadora.toxina causa paralisia flácida devido a interferência com a liberação da acetilcolina. falha muscular ao impulso nervoso. Dado a pessoas com suspeita de exposição ao tétano . Todas essas imunizações acima se realizadas mais de uma vez podem eventualmente conduzir a uma resposta imune contra a própria IgG do cavalo.Isolada a partir de cavalos imunizados contra exotoxina do Clostridium botulium. e se houver uma evidência adicional em circunstâncias apropriadas em que o indivíduo claramente não recebeu vacina no tempo padrão correto ( pertussis.Isolada a partir de indivíduos imunizados contra o vírus da raiva. Ao longo da história. • IgG anti-veneno de cobra.Dado a pessoas com suspeita de exposição a toxina diftérica . Imunização passiva intencional por injeção (usualmente anticorpos de classe IgG) será dado somente se houver uma clara evidência de exposição a uma organismo significativamente perigoso. • IgG anti-rábica humana . • IgG anti-tetânica de cavalo . • IgG anti-difteria de cavalo .. ou seja.Isolada a partir de cavalos imunizados contra exotoxina do Corynebacterium diphteriae. A toxina causa uma paralisia espástica pela inibição do impulso que inibia a contração muscular ( céls de Renshaw na medula espinal). levando a uma parada cardíaca ou respiratória. causa um disfuncional prolongamento do fator 2. tétano. podendo ser fatal. o indivíduo receberá esses anticorpos intravenosamente como uma defesa primária contra o patógeno/toxina. cuja vacinação contra essa toxina está ou desatualizada ( passou do tempo) ou ausente. assim como também causar uma perigosa reação de hipersensibilidade tipo III ( vinculado a imunocomplexos e ativando complemento).Há obviamente muitos tipos diferentes de doenças causadas for vários agentes infecciosos. Uma vez que o vírus • . Imunização passiva É possível tratar uma pessoa ou animal com preparações de anticorpos purificados . e irá dessa forma receber uma proteção passiva. conduzindo a uma parada respiratória. Estão disponíveis as seguintes preparações de imunoglobulina purificada: IgG anti-botulium de cavalo ( equinos) . A imunização é realizada em animais e homens. Nestas condições. mas naturalmente.Isolada a partir de cavalos imunizados contra várias cobras venenosas. difteria por exemplo). Dado a pessoas que foram mordidas por cobras venenosas. e anticorpos IgA pelo leite materno. o qual pode subseqüentemente levar a uma ausência de resposta efetiva protetora ao indivíduo. Dado às pessoas com suspeita de exposição a toxina botulínica .

mas atenuados.o qual obviamente envolve desenvolvimento de céls B ou T de memória.período de crescimento: é o período em que ocorre o aumento da taxa de anticorpos. em conseqüência de uma infecção com ou sem manifestação clínica. ou organismos inteiros vivos. O antígeno. Para produzir anticorpos são necessários . depois de atingir a concentração máxima. Em alguns casos. ao entrar no organismo.período de diminuição: é o período em que. estimula uma resposta imune. Após receber a vacina. Enquanto o uso de IgG humanas elimina a possibilidade de reações contra os anticorpos no receptor. uma resposta imune humoral versus celular pode ser preferida. Este período é longo e depende da taxa de síntese dos anticorpos e de sua degradação. Observa-se ao introduzir uma segunda ou mais doses posteriores. .da natureza e da forma da vacina (antígeno) utilizada.cresce em células humanas. . Os IgA e os IgM diminuem mais rapidamente do que os IgG. Varia de acordo com o desenvolvimento de sistema imunitário da pessoa . a produção de IgA pode ser preferida a uma anticorpo IgG (se o patógeno especificamente infecta o epitélio da mucosa associada com a devida região do corpo. e da imuniade humoral. Resposta secundária. ou prions como na doença de Creutzfeldt-Jakob ou da "Vaca Louca". O processo de imunização ocorre após a administração de uma vacina. Varia de quatro dias a quatro semanas. A produção dos anticorpos IgM precede à dos anticorpos IgG. . morto ou atenuado. Exemplificando: este período é de aproximadamente três semanas para os toxóides tetânico e diftérico. do próprio agente . Resposta primária. atingindo o seu máximo no tempo mais variado. ou artificialmente. Observam-se depois da primovacinação três períodos distintos. há um número pequeno de indivíduos cujo os anticorpos antivirais podem ser purificados.período de latência: é o período entre a injeção da vacina e o aparecimento dos anticorpos séricos. que é conferida pela sensibilidade de linfócitos T. indivíduos com risco de infecção com o vírus da raiva não necessita de se preocupar em receber uma "IgG estranha".IgG isolada de indivíduos que adquiriram um infecção com vírus da hepatite. produção de IgG ou IgA. mediante a inoculação de frações ou produtos do agente infeccioso. o receptor está inserido em um nível de risco por exposição a substâncias do sangue humano . e uma vez que a fonte de anticorpos é humana. ou mesmo dentro de uma resposta humoral. urogenital por exemplo). que cresce de modo exponencial. Podem ocorrer dois tipos de resposta: primárias e secundárias.como certos vírus como o HIV. Pode ser adquirida naturalmente. o indivíduo irá esperançosamente desenvolver uma resposta secundária humoral ou celular. celular ou de ambas. que podem ser transmitidos. A imunidade ativa depende da imunidade celular. Essas preparações assim como os doadores. de crescimento e de diminuição. aparelho respiratório. são muito cuidadosamente investigadas para previnir tal eventualidade.Infelizmente. O mecanismo de imunidade adquirida através da vacinação é semelhante àquele utilizado pelo organismo para lutar contra as infecções virais ou bacterianas. • Anti-hepatite A/B humana . Imunização Ativa (Vacinas) Vacinas podem ser preparadas de vírus ou bactérias inativadas como organismos inteiros ou seus produtos. e uma rápida e ligeira resposta contra o patógeno poderá ocorrer mais tarde. a taxa de anticorpos tende a cair rápida e depois lentamente. bem como da qualidade e quantidade do antígeno. que se baseia na resposta aos linfócitos B. que são: de latência. a qual pode ser de natureza humoral. Imunização ativa é mais duradoura que a humoral. como intestino.

alguns dias. são um dos tipos de leucócitos). Os primeiros casos reconhecidos de SIDA em Portugal apareceram em 1983. até que. África. quando publicaram o primeiro artigo que referenciava uma possível nova doença infecciosa. estimulando tanto anticorpos como células e ainda a produção de fagócitos (células que ingerem e digerem tanto os organismos invasores como os detritos de células mortas). República Democrática do Congo. Devido à imunossupressão profunda que causava. foi analisada recentemente e revelou-se soropositiva. nas cidades de San Francisco. Inicialmente foi largamente ignorada pela sociedade americana. líquido) atua através de moléculas em solução (dissolvidas) no corpo– proteínas que. com as proporções da epidemia sempre crescentes. A imunidade humoral (de humor. Calcula-se que as primeiras infecções ocorreram em África na década de 1930. foi denominada de Síndrome de imunodeficiência adquirida. apareceram os primeiros casos de transmissão mãe-filho. são chamadas de imunoglobulinas (abreviadamente. sujaram a ferida com sangue infectado deste.g. Cada imunoglobulina é denominada de anticorpo e é específica para um dado antigénio (molécula que suscita uma reação imunitária). Los Angeles e Nova Iorque. tóxicodependentes e de transfusão de sangue em 1982. Julga-se que terá sido inicialmente contraído por caçadores africanos de símios que provavelmente se feriram e ao carregar o animal. com o surgimento rápido de grandes quantidade de anticorpos. Uma amostra sangüínea de 1959 de um homem de Kinshasa. No entanto há hoje indicações que os primeiros casos poderão ter sido contraídos já durante a guerra colonial na GuinéBissau. Estas proteínas são produzidas pelas células ou linfócitos B. Unidade 10 SIDA (AIDS) História Pôster em Abidjan. Síndrome de DiGeorge). inicialmente vista como uma doença que afetava apenas os homossexuais. em contraste com aqueles casos hereditários. quando uma médica dinamarquesa contraiu a doença no Zaire (hoje República Democrática do Congo). No Brasil os primeiros casos apareceram em 1982 num grupo de homossexuais de São Paulo que contraíram a doença por terem viajado para zonas com alta incidência nos Estados Unidos. e foram então ignorados. Na imunidade celular. O agente causador da doença acabaria por ser descoberto pelo Instituto Pasteur de Paris em 1983 por Luc Montagnier. dos quais podemos referir os linfócitos T CD4+. comparável a alguns raros casos de imunossupressão de origem genética (e.os glóbulos brancos ou leucócitos (os linfócitos. tendo migrado para as cidades com o início da grande onda de urbanização em África nos anos 1960. Ig). no seu conjunto. No entanto só começaram a aparecer em 1980 vários casos inexplicáveis de doenças oportunistas em homossexuais nos Estados Unidos. Costa do Marfim. A alta incidência dessas doenças chamou a atenção do centro de controlo de doenças dos Estados Unidos em 1981. infectados pelo vírus da SIDA. A secreção de linfocinas (também chamadas de linfoquinas) liberta proteínas que ajudam a desencadear (trigger) a resposta imunitária. O gráfico abaixo mostra que a primeira dose provoca uma resposta mínima de anticorpos e que a segunda e a terceira doses produzem resposta secundárias . são células intactas as responsáveis pelas reacções de reconhecimento . nos anos 1960 e 1970. O vírus terá então se espalhado nas regiões rurais extremamente lentamente. Os primeiros registos de uma morte por SIDA remontam a 1976. .

presente em todo o mundo. já que ambos os receptores são similares. ou HIV segundo a terminologia anglo-saxónica). são os que ultimamente causam a imunodeficiência. que causa uma doença em tudo semelhante. como os M-trópicos não invadem os linfócitos. o HIV que causa a SIDA/AIDS típica. ou para o CXCR4. É fundamental esclarecer que no Brasil se utiliza o termo "AIDS" porque "SIDA" tem o mesmo som que "Cida". fundamentais para a coordenação das defesas do organismo. que começou por ser a sigla do nome completo da doença em português. conhecida nos países de língua oficial portuguesa pelo acrónimo SIDA (excepto no Brasil. Assim que o número destes linfócitos diminui abaixo de certo nível (o centro de controle de doenças dos Estados Unidos da América define este nível como 200 por ml). Cada virion de HIV só tem um dos receptores. O HIV acopla a essas células por esses receptores (que são usados pelas células para reconhecer algumas citocinas. HIV O HIV é um retrovírus. eles não causam a diminuição dos seus números. devido à enorme quantidade de novos virions produzidos no seu interior. mas como são invasores dos linfócitos. Uma forma pode-se converter na outra através de mutações no DNA do vírus. localizado no núcleo da célula infectada. e entra nelas fundindo a sua membrana com a da célula. passou a ser considerada palavra no decorrer dos anos 1990. O HIV reconhece a proteína de membrana CD4. o colapso do sistema imune é possível. Os virions T-trópicos são pouco infecciosos. que define a SIDA. os M-trópicos multiplicam-se e rapidamente surgem virions mutantes que são T-trópicos. assim. e o HIV-2. o virion M-trópico. e sobrevivem melhor. houve uma grande reação contrária ao uso de um nome próprio muito comum para designar esta síndrome. provocando a sua lise. mas em pouca quantidade nos macrófagos. Há dois vírus HIV. O alvo principal são os linfócitos TCD4. logo os virions M-trópicos são normalmente aqueles que transmitem as infecções. A infecção por HIV normalmente é por secreções genitais ou sangue. Os macrófagos são muito mais frequentes que os linfócitos T4 nesses liquidos. que infecta as células e. ou morte celular. e também existente em Portugal. O CCR5 está presente nos macrófagos e o CXCR4 existe em ambos macrófagos e linfócitos T4. O HIV causa danos nos linfócitos. através da sua enzima transcriptase reversa. O HIV é quase certamente derivado do vírus da imunodeficiência símia. ou para o CCR5. onde se usa a sigla inglesa AIDS) é o conjunto de sintomas e infecções em seres humanos resultantes do dano específico do sistema imunológico ocasionado pelo Vírus da imunodeficiência humana (VIH. produz uma cópia do seu genoma em DNA e incorpora o seu próprio genoma no genoma humano. o virion T-trópico. mais frequente na Africa Ocidental. Síndrome da imunodeficiência adquirida A Síndrome da imunodeficiência adquirida. É sabido que os raros indivíduos que não expressam CCR5 por defeito genético não aquirem o vírus da HIV mesmo se repetidamente em risco. presente nos linfócitos T4 e macrófagos. ou seja é um vírus com genoma de RNA. Existem tratamentos para a SIDA/AIDS e o HIV que diminuem a progressão viral. mas não há nenhuma cura conhecida. No entanto. que é redução do nome "Aparecida". mais precisamente quimiocinas). abrindo caminho a doenças oportunistas e tumores que podem matar o doente.A sua designação. e pode ter receptores para outros dois tipos de moléculas presentes na membrana celular de células humanas: o CCR5 e o CXCR4. usando a sua maquinaria de síntese de . No entanto.

que dura vários anos. e a resposta inicialmente eficaz dos T8 vai sendo enfraquecida. está sob controlo de citocinas (proteínas mediadoras) produzidas. intravenosa ou mãefilho. a sua função é afectada. que destróem todas as células infectadas. enquanto nos macrófagos produz infecção latente na maioria dos casos. Outros linfócitos produzem proteínas do vírus que expressam nas suas membranas e são destruídos pelo próprio sistema imunitário. Julga-se que os macrófagos sejam um reservatório do vírus nos doentes. Pode haver febre. A segunda fase é a da quase ausência do vírus. sem tratamento. demência e o sarcoma de Kaposi. após algumas semanas. Contudo. Ao fim de alguns meses ou anos advém inevitavelmente a morte. e onde disseminam os virions por outros linfócitos aí presentes. Não há sintomas. Além disso as constantes mutações do DNA do HIV mudam a conformação das proteínas de superfície. em azul níveis de linfócitos T4. Excepções a este esquema são raras. mal-estar. perda de peso. Estes indivíduos talvez tenham uma reação imunitária mais forte e menos susceptível à erosão contínua produzida pelo vírus. e nos macrófagos.proteínas e de DNA. Os muito raros "long term non-progressors" são aqueles indivíduos que permanecem com contagens de T4 superiores a 600/ml durante longos períodos. diarréia. inicia-se quando o número de linfócitos T4 desce abaixo do nível crítico (200/ml). transmitindo o vírus aos seus contatos sexuais. mas não desenvolveu ainda SIDA/AIDS. a da SIDA. . Nesta fase. eritemas (vermelhidão cutânea). devido à perda da coordenação dos T4 sobre os eficazes T8 e linfócitos B (linfócitos produtores de anticorpo). A reacção eficaz é feita pelos linfócitos T8. Progressão A infecção por HIV é por via sexual. Começam a surgir cansaço. e/ou meningite víral. como a pneumonia por Pneumocystis jiroveci. linfadenopatia (gânglios linfáticos inchados). Em vermelho níveis de HIV. Nesta fase há altas concentrações de vírus. É irónico como a resposta imunitária ao HIV nas primeiras semanas de infecção é eficaz em destruí-lo. que se encontra apenas nos reservatórios dos gânglios linfáticos. dificultando continuamente o seu reconhecimento. devidos às doenças oportunistas. que são infectados. tosse. sendo outro reservatório os ganglios linfáticos. A terceira fase. ou tratados enquanto gripe. e acabam por desaparecer. aumentando lentamente o seu número. para os quais os linfócitos infectados migram. Estes sintomas são largamente ignorados. infectando gradualmente mais e mais T4s. Eles diminuem em número com a progressão da doença. Embaixo weeks=semanas seguidas de years=anos A manifestação da doença por HIV é semelhante a uma gripe ou mononucleose infecciosa e ocorre 2 a 4 semanas após a infecção. os T8. como todo o sistema imunitário. e o portador é altamente infeccioso. o que não é suficiente para haver resposta imunitária eficaz a invasores. pelos T4. mas detalhes ainda são desconhecidos. inflamação dos gânglios linfáticos e suores noturnos. o portador é soropositivo. até que a resposta imunitária seja revertida. os linfomas. e o portador pode transmitir o vírus a outros sem saber. Os níveis de T4 diminuem lentamente e ao mesmo tempo diminui a resposta imunitária contra o vírus HIV. mas as concentrações de linfócitos nos gânglios linfáticos devido à resposta vigorosa levam a que os virions sobreviventes infectem gradualmente mais e mais linfócitos. Nos linfócitos em que o vírus não se replica mas antes se integra no genoma nuclear. infecção dos olhos por citomegalovírus.

Qualquer indivíduo que tenha uma infecção com um organismo incapaz de ultrapassar o sistema imunitário de pessoas normais deve ser suspeito de ter síndrome de imunodeficiência adquirida. ddC. o Inibidores da protease que cliva as proteínas do vírus após transcrição: saquinavir. Eles são sempre os primeiros a serem efectuados. amprenavir. Hoje em dia o uso de medicamentos é em combinações de um de cada dos três grupos. e essas estirpes poderão "ganhar a corrida" com as empresas farmacêuticas. Como não há cura ou vacina. nomeadamente práticas de sexo seguro como o uso de preservativo (ou "camisinha") e programas de troca de seringas nos toxicodependentes. Os portadores de HIV que tomam os medicamentos sofrem de efeitos adversos extremamente incomodativos. por vezes. assim como a contagem de linfócitos T4. ou seja detecção dos anticorpos produzidos contra o vírus com um teste ELISA. ddI. muito mais específico e caro. a prevenção tem um aspecto fundamental. Tratamento Fármacos usados no tratamento da infecção por HIV interferem com funções da biologia do vírus que são suficientemente diferentes de funções de células humanas: 1. Unidade 11 Imunologia dos Transplantes e dos Tumores Transplantes O transplante é um componente cirúrgico importante da prática médica. Contudo houve recentemente notícias de um caso em Nova Iorque cujo vírus já era resistente a todos os medicamentos. o doador e o receptor devem ter algumas características biológicas . atrasando a baixa do número de linfócitos T4. Os medicamentos actuais tentam diminuir a carga de vírus. Estes cocktails de antivíricos permitem quase categorizar. que compromete a vida de um receptor por outro sadio vindo de um doador. e diminuição significativa da esperança de vida. que consiste na substituição de um órgão ou tecido. efavirenz (inibidores diretos da proteína). já que os fármacos são razoavelmente eficazes em controlar o número de virions. Quanto mais cedo o paciente começar a ser tratado com medicamentos maior a duração da sua vida. contudo dão resultados positivos falsos. diminuição drástica da qualidade de vida. delavirdina. nelfinavir. a SIDA em doença crónica. o que aumenta a longevidade do paciente e a sua qualidade de vida. Por isso é efectuado nos casos positivos um teste. irremediavelmente doente. ritonavir. de southern blot. porque com níveis baixos de linfócitos T4 já pouco há a fazer. Eles não detectam a presença do vírus nos indivíduos recentemente infectados. outros. d4T. A detecção do DNA viral pela técnica de PCR também é utilizada. para confirmar antes de se informar o paciente. ABC (todos análogos de nucleótidos) o nevirapina. Para isso. Existem inibidores da enzima transcriptase reversa que o vírus usa para se reproduzir e que não existem nas células humanas: o AZT. para quem tem acesso a eles.Diagnóstico O diagnóstico de soropositividade é naturalmente por serologia. Contudo é possível que não morram directamente da doença. outros.

Ex: transplante entre gêmeos idênticos. fáscia lata. quando estão com doença renal associada. Por sua vez. Também não ativa a rejeição. assim. crista ilíaca. sua operacionalização. têm como última alternativa de tratamento um transplante. Pacientes com perda óssea por certos tumores ósseos ou trauma. Alguns desses órgãos e tecidos são freqüentemente transplantados com as seguintes indicações: Principais indicações Coração Pulmão Fígado Rim Portadores de cardiomiopatia grave de diferentes etiologias. infecção ou trauma de córnea.em comum. 3Aloenxerto (alo = outro): É o transplante clínico mais comum. Portadores de insuficiência renal crônica por nefrite. Pacientes com grandes queimaduras. válvulas cardíacas. Órgão e tecidos que podem ser doados Os seguintes órgãos e tecidos são atualmente utilizados em transplantes: 1Órgãos: coração. Portadores de cirrose hepática por hepatite. Portadores de leucemia. Origem do enxerto Quanto à disparidade genética entre o doador e o receptor. patela. fígado. necessitando de imunossupressão. rim. hipertensão. medula. os enxertos (órgão ou tecido transplantado) podem ser classifacados em: 1Autoenxerto (auto = próprio): É aquele realizado de uma região do corpo para outra. ossos do ouvido. Ocorre rejeição. 2Isoenxerto (isso = idêntico): É aquele realizado entre indivíduos geneticamentes idênticos. pâncreas. o doador pode ser classificado em: 1Doador cadáver: a doação “post mortem” deve ser . costelas. Pode haver rejeição. assim. de terapia imunossupressora. pele. diabetes e outras doenças renais. pulmão. pois não envolve antígenos estranhos. córneas. 2Tecidos: sangue. Portadores de ceratocone. ossos longos. necessitando. e quando as terapias médicas ou cirúrgicas convencionais já não são mais eficazes. Pâncreas Córneas Medula Óssea Osso Pele Diabéticos que tomam insulina (diabetes tipo I) em geral. Ex: transplante de órgão de um porco para um ser humano. o que limita. safena. ceratopatia bolhosa. não ocorre rejeição. 4Xenoenxerto (xeno = estranho): É o transplante onde ocorre a máxima disparidade genética. Portadores de doenças pulmonares crônicas por fibrose ou enfisema. Dá-se entre membros de espécies diferentes. Ex: transplante de rim. estômago e intestino. dura-máter. cabeça do fêmur. Ocorre quando um indivíduo doa um órgão para outro geneticamente diferente da mesma espécie. Quase todas as doenças que levam a uma situação de falência completa de um órgão ou de um tecido. Como envolve a mesma pessoa. Ex: enxerto de pele em queimaduras. álcool ou outras causas. linfoma e aplasia de medula. Porém ainda é um tratamento médico que depende da população em geral para ser operacionalizado. a fim de diminuir ou neutralizar o obstáculo da rejeição. Esta já é uma rotina em muitos hospitais por diversas partes do mundo.

Dessa forma. Dependendo do grau de acometimento do paciente. que consiste no reconhecimento de estruturas antigênicas do receptor como não-próprias pelos linfócitos do doador. constatada e registrada por uma equipe de médicos não participantes das equipes de remoção e transplante. Observando também que células T CD4+ administradas ou animais “nus” ou ATxBM resultavam em rejeição. Nesse ambiente. comprometimento às aptidões vitais e saúde mental. que também coordena a especificidade e a orientação dos peptídeos em cada tipo de molécula. 2Doador vivo (relacionado ou não): é permitido o transplante consentido com doador vivo quando se tratar de órgãos duplos. Citocinas da rejeição: as citocinas mais importantes na rejeição estão resumidas abaixo: . diarréia e alterações de pele. as células Ta podem ser ativadas por APCs do receptor ou do doador. HLA). existe uma situação clínica denominada de reação do enxerto contra o hospedeiro (GVHD). timectomizados ao nascer ou ATxBM (timectomizados e com transplante de medula óssea para restaurar a hemopoiese) não reagiam a aloenxertos e que a infusão nesses animais de células T de um animal da mesma linhagem devolvia a capacidade de rejeição foi-se concluído que as células T são o pivô da rejeição do enxerto. tecidos ou partes do corpo cuja retirada não traga risco à integridade. confirmada com estudos com anticorpos anti-CD4+. mutilação ou deformação inaceitável e que seja de necessidade indispensável ao receptor. como por exemplo o coração. como doador e receptor possuem geralmente MHC distintos. esta reação pode levar ao óbito. o que pode causar uma ativação “indireta” ou “direta”.precedida de diagnóstico de morte encefálica. Alguns órgãos são exclusivamente tirados desse tipo de doador. Antígenos de histocompatibilidade Os aloantígenos responsáveis pela rejeição são conhecidos como antígenos de histocompatibilidade e podem ser divididos em: 1Antígenos primários de histocompatibilidade: representados pelo MHC (no homem. sendo a ativação direta mais potente do que a indireta. concluiu-se a importância das células T CD4+na rejeição. Causam respostas mais fortes individualmente. respectivamente. Essa importância da célula T é dada pelo seu reconhecimento da forma e carga da fenda de ligação do peptídeo ao MHC (Figura 2). O fenômeno da rejeição O Papel da célula T A partir da observação de que animais “nus”. que respondem a eles. grande número de antígenos novos podem ser reconhecidos pela célula T. por proporcionar uma maior freqüência de infecções. Causam respostas fracas individualmente. Isto leva ao desenvolvimento de icterícia. o mesmo não acontecendo com CD8+ (exceto se administrada com CD4+). Porém conseguem respostas fortes se combinados (Figura 1). Leis do transplante As respostas ao hospedeiro pode dar-se de duas formas: 1Resposta hospedeiro versus enxerto 2Resposta enxerto versus hospedeiro (GVHD): No transplante alogênico em particular. 2Antígenos secundários de histocompatibilidade: são os demais aloantígenos. o pulmão e o pâncreas.

A imunologia tumoral é o estudo das propriedades antigênicas dessas células transformadas . dos mecanismos efetores e a classificação do tipo de rejeição pode ser ilustrada abaixo: Tipo de rejeição Hiperagud a Acelerada Aguda Crônica Tempo decorrido Minutoshoras Dias Diassemanas Mesesanos Causa Anticorpos antidoador e pré-formados e complemento. 6. e MLR (reação mista de linfócitos) para doador vivo (Figura 5). a ciclosporina e a azioprina. Reativação de células T sensibilizadas. principalmente HLA-DR.3. Profilaxia da rejeição Os mecanismos de profilaxia da rejeição ao transplante pode ser primária ou secundária. complexos imunes. para impedir a rejeição. anticorpos. Secundária: É realizada basicamente por técnicas de imunossupressão. antes do transplante. Entre os agentes inespecíficos mais utilizados na pratica estão os esteróides.Tipos de rejeição A intensidade da rejeição depende. . Para testar o grau de compatibilidade entre o hospedeiro e o doador. em parte. A)Terapia imunossupressora inespecífica: abranda ou elimina a atividade do sistema imune independentemente do antígeno. Primária (tipagem tissular): Uma boa sobrevida do enxerto pode ser obtida quando o receptor e o hospedeiro compartilham apenas os antígenos MHC da classe II.1. A imunossupressão pode ser de dois tipos: inespecífica e específica. 2Favorecimento ativo: Consiste no tratamento com injeção de antígeno do doador no receptor. Tumores Em contraste com o crescimento policlonal regulado e não maligno. 1Tolerância neonatal: consiste na administração de uma fonte persistente de antígenos a roedores antes de suas células T maduras serem exportadas para o timo. Porém existem outros. que controlam a magnitude. Não funciona no homem. que são capazes de invadirem tecidos normais e desorganiza-los. 3Favorecimento passivo: Consiste na administração de anticorpo anti-doador ao receptor do enxerto antes da operação. reação celular lenta. É esse crescimento monoclonal e desregulado que caracteriza as células malignas. uma determinada célula pode sofrer um evento transformador e adquirir o potencial de produzir c´lulas filhas capazes de proliferar independente de sinais externos de crescimento. o tipo e a especificidade das reações imunológicas. levando a uma maior susceptibilidade a infecções. Causas obscuras. recorrência da doença. Ativação primária de células T. usa-se geralmente a tipagem tecidual sorológica e a técnica de PCR (reação em cadeia da polimerase) para doador cadáver. como pode ser demonstrado na figura abaixo: B)Terapia imunossupressora específica: Age nos mecanismos de retroalimentação. Pode ser feita através de indução de tolerância neonatal e favorecimentos ativo e passivo.

Esses antígenos (AFP e CEA). o principal mecanismo de defesa para o organismo contra essas células. porém a expressão quantitativa ou associada a outros marcadores serve para identificar as células tumorais. reconhecíveis pelo sistema imune do hospedeiro. • Mutações espontâneas.). . pelas células transformadas. 3. no entanto.).Existem 2 tipos de antígenos de transplante associados a tumor (TATA) que são reconhecidos pela imunidade mediada por células: 21...Por agentes físicos (raios-x.. radiações ionizantes.Mutações randômicas (casuais).Por agentes químicos (hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. 43.Por agentes virais (EBV. são antígenos de diferenciação presentes durante o desenvolvimento fetal. Causas dos tumores A transformação de células normais em células malignas pode ocorrer de modo espontâneo ou ser induzida por agentes carcinógenos (químicos... 2.(pois um grande problema para o hospedeiro consiste na semelhança dessas células com as células sadias). 1. esses antígenos específicos para cada tumor. rios ultravioletas. . esses agentes são de grande interesse à imunologia devido a possibilidade induzirem a expressão de antígenos virais (como proteínas de membrana). 2. da resposta imunológica do hospedeiro contra essas células. podem ocorrer em algumas células normais. pois na maioria das vezes as células tumorais expressam apenas MHC classe I e não a classe II. Mecanismos Mecanismos Imunológicos que atuam contra células tumorais.Rearranjos gênicos 2• Mutações induzidas. HTLV. . físicos ou virais). Características A imunologia tumoral se baseia no fato de que as células tumorais expressam antígenos que as distinguem das células normais. mas que normalmente não são expressos na vida adulta. Os anticorpos monoclonais são ideais para a identificação desses antígenos. Antígenos oncofetais.). Praticamente todos os componentes do sistema imunológico podem contribuir para a defesa contra as células tumorais 1• Células T. 1. HPV.são expressos por células tumorais. A natureza dessa transformação ajuda a determinar se o sistema imune do hospedeiro dera capaz ou não de conter o tumor. sem dúvida. Antígenos específicos de tumor (TSTA). Abordagens moleculares são mais gratificantes para identificar esses antígenos do que ouso de anticorpos monoclonais 2• Antígenos associados a tumores. . Esses antígenos podem ser divididos em 2 grupos: 1• Antígenos tumorais exclusivos.. Entretanto dependem de células apresentadoras de antígenos (APC). aminas aromáticas. 1. são. mas não nas células normais do hospedeiro. das conseqüências do crescimento das células malignas para o hospedeiro e dos meios pelos quais o sistema imune deve ser modulado para erradicar as células tumorais. só estão presentes ns células tumorais. Antígenos T. esses antígenos são compartilhados por muitos tumores 32. Atuam tanto diretamente sobre elas (células CD8+) como ativando outros componentes do sistema imune ( as células CD4* que atuam através de linfocinas).

As principais citocinas envolvidas na ativação dos macrófagos (MAF) SÃO O INF-γ. como as células tumorais. representam a primeira linhagem de defesa do hospedeiro contra o crescimento das células transformadas. consiste na transferência de células T (Th ou Tc) singênicas tumor específicas. elas não fornecem um sinal coestimulador para as células T (interação B7-CD28 ou CD40CD40L). o TNF e o GM-CSF (fator de estimulação de crescimento granulócito-macrófago). IFN-γ e TNF são as principais citocinas envolvidas. um destes métodos consiste na injeção d DNA eu codifica antígenos MHC estranhos no tumor para que esses aloantígenos induzam uma resposta imunológica. 1• Imunização com células tumorais ou antígenos purificados. Esse tratamento exige tempo para que as células sejam erradicadas e as células T transferidas devem ser capazes de resistir ao sistema imune . mutações randômicas (ao acaso). não são apresentadoras de antígenos. 2• Imunoterapia adotiva. as células tumorais secretam substâncias que suprimem diretamente a reatividade imunológica. conseqüentemente são selecionadas (pelo próprio sistema imune). produzem células tumorais que ao são reconhecidas como estranhas pelo sistema imune do hospedeiro e essas células. o que leva a uma incapacidade de apresentação de antígenos peptídeos tumorais. na maioria das vezes. secretam anticorpos (o principal é a IgG) e funcionam como APC. 3• Células T supressoras. 4• Macrófagos.2• Células B. 4• Tolerância.Os anticorpos podem agir tanto fixando complemento quanto promovendo a ADCC (citotoxidade mediada por anticorpo) 3• Células NK**. * IL-2. a IL-4. Além disso podem atuar diretamente como células efetoras mediando a lise do tumor. Sua ação é mediada pela liberação de fatores citotóxicos ou de granzinas e perforinas. o que leva a apoptose ou a um estado de anergia das células T. 5• Perda de antígenos do MHC (modulação). Mecanismos de escape das células tumorais 1• Imunosseleção. 6 Mecanismos de escape das células tumorais Imunoterapia A imunoterapia age através do crescimento de células T selecionado antígeno-específicas. devido a instabilidade genética. da amplificação da resposta imunológica através de citocinas ou da formação de conjugados anticorpo-toxina dirigidos contra o tumor. ** As células transformadas comumente apresentam uma quantidade diminuída de MHC-I e é esse o sinal para as NK. 2• Fatores solúveis. são importantes na iniciação da resposta imune por desempenharem o papel de APC. mais de 50% dos tumores podem perder um tumorais alelos de classe I do MHC. Também representam um auxílio quando recrutadas pelas células T.

a auto-imunidade como causadora de doença não é frequente. hipertrofia eritropoiética. Colúria . Geralmente não tem colúria.sinal de hemólise aguda e/ou hemólise intravascular como nas incompatibilidades sangüíneas.pode estar associado ao LES. ou então a Hb livre no plasma sai na urina( hemoglobinúria) Hemoglubinemia aumentada com hemoglobinúria ( urina com cor de fanta-uva) sem sinal de hematúria . A infusão de IL-2 após a transferência aumenta a eficácia dessas células T.hospedeiro. mas que exibem uma preferência acentuada pr essas células. uma vez que existem mecanismos que mantém um estado de tolerância aos epitopos do próprio organismo. Expansão medular reacional . linfomas. Hemossiderinúria ( sinal de hemólise extravascular no SMF). As doenças autoimunes têm etiopatonogênese complexa e multifatorial. etc). É mais como sinal de hemólise intravascular. Anemia hemolítica auto-imune é uma doença em que o organismo produz anti-corpos contra as próprias hemácias provocando a aglutinação do sangue do indivíduo portador da doença. onde forma a metaemalbumina. A haptoblobina carreia a hemoblobina livre até o SMF ( ou sistema retículo endotelial). Diminuição da haptoglobina. Só que esta globina se esgota rapidamente. Na presença de crescentes doses de IL-2 são formadas células LAK que são c´lulas que não são antígenoespecíficas para o tumor. O hiperesplenismo na sua maioria esta associado a pancitopenia.Após 7 a 12 dias do início da hemólise : reticulocitose ( de 10 a 80% das hemácias) e eritroblastose periférica levando a uma macrocitose . é icterícia sem colúria. policromatofilia. Se houver colúria. anemia hemolítica auto-imune . porém transitórias e reguladas. outra abordagem promissora é a associação anticorpo-agente citotóxico.aumento da BD além do limiar de filtração glomerular ( urina com cor de coca-cola). 3• Administração de anticorpos monoclonais. drepanocitose na criança. talassemia. mielodisplasias. pensar na hipótese de icterícia obstrutiva por cálculos pigmentares. Aumento do nº de plaquetas e Unidade 12 Doenças Auto-Imunes . e Hb é obrigada a se ligar à albumina. Respostas auto-imunitárias são frequentes. Esplenomegalia ( pensar em esferocitose hereditária. a ADCC (citotoxidade celular dependente de anticorpo) é o principal mecanismo efetor após a infusão de anticorpos. São doenças que surgem quandoa resposta imunitária é efetuada contra alvos existentes no próprio indivíduo.

A doença de Graves está relacionada a outras condições auto-imunes tais como: Tiroidite de Hashimoto. O tratamento mais indicado é o uso de corticóides. Nas doenças auto-imunes tais como a Doença de Graves. Na maioria dos casos ocorre nefrite e pode ocorrer hemorragia pulmonar Anemia Perniciosa: A cauda mais comum de anemia macrocítica é a deficiência de vitamina B12 e/ou ácido fólico. Retirado de " Doença de Graves: é a forma mais comum de hipertiroidismo. Miastenia Gravis: é uma doença neuromuscular que causa fraqueza e fadiga anormalmente rápida dos músculos voluntários. Deficiência de vitamina B12 produz sintomas neurológico. o sistema imune defende o corpo contra microorganismos (bactérias e vírus). nitrofurantoína. incluindo uma atleta olímpica chamada Gail Devers. fácies de roedor ( pronásia. Anemia perniciosa é uma condição auto-imune onde falta ao organismo fator intrínseco necessário para absorver a vitamina B12 dos alimentos. Ela afeta muitas pessoas. Diabetes Mellitus. malar proeminente). Púrpura Trombocitopenia auto-imune: é causada pela diminuição de plaquetas no sangue periférico. hereditária de G6P-desHase Aumento do LDH ( desidrogenase láctica) sérico ( é uma enzima abundante dos eritrócitos). o corpo produz anticorpos que fazem a glândula tiróide produzir uma quantidade exagerada de hormônio tiroidiano. para pacientes que não respondem a terapia clínica é indicado então a cirurgia de esplenectomia (retirada do baço). já a deficiência de ácido fólico geralmente não. Sua manifestação clínica pode ser assintomática não precisando de tratamento. Mesmo com a retirada do baço .detectado pelo diisopropil fluor fosfato ou cromo radioativo. que faz com que as plaquetas tornem-se estranhas ao próprio organismo (non-self). Na doença de Graves. sulfonamidas. que venceu uma maratona com uma medalha de ouro após ser diagnosticada e tratada da Doença de Graves. Artrite (inflamação das articulações) . mas pode ameaçar a vida quando atinge os músculos da deglutição e da respiração. O teste de laboratório mais sensível é aquele que quantifica a imunoglobulina (IgG) ligada à plaqueta. Alcoolismo pode causar anemia macrocítica. analgésicos e sulfonas) ou à fava . Dano inflamatório à membrana basal é gerado pela ativação do complemento e influxo de neutrófilos. Dimunuição da vida média do eritrócitos é sinal de hemólise mantida ( em torno de 30 dias) . ainda por um mecanismo não conhecido. Normalmente. nariz afundado. A Doença de Graves é causada por problemas do sistema imunológico. Síndrome de Goodpasture: ocorre a formação de anticorpos contra o colágeno tipo IV da membrana basal. Os diagnósticos clínico e laboratorial devem excluir outras doenças graves como: leucemias. Hemólise crônica ( à longo prazo) . pela destruição do Sistema Retículo Endotelial (SRE) do próprio baço do paciente. Hemólise aguda após exposição à drogas ( antimaláricos. A doença raramente é fatal. o sistema imunológico ataca os próprios tecidos normais do organismo. A fraqueza é causada por um defeito na transmissão dos impulsos dos nervos para os músculos. devida à ingestão inadequada ou absorção insuficiente.leucócitos.Aumento das trabeculações ósseas . linfomas entre outras de alterações medulares. As doenças do sistema imunológico tem uma prevalência familiar muito grande e são cerca de 5 vezes mais freqüentes nas mulheres.def. fíbula em sabre.osso em escova no Raio-X. ou evoluir para uma doença grave obrigando o uso de terapêuticas. Vitiligo (manchas brancas na pele) e psoríase (lesões avermelhadas e descamativas da pele e/ou couro cabeludo).

. o uso excessivo dos mesmos pode causar efeito colateral. O número de óbitos em PTA é muito baixo e raro.existem pacientes com recaídas e que precisam ser mantidos com corticóides.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful