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doenças em laranjeiras

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Doenças Doenças dos citros

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Doenças causadas por fungos Doenças causadas por bactérias Doenças causadas por vírus e viróides Doenças de causas desconhecidas Doenças de menor importância econômica

Doenças causadas por fungos Estiolamento (damping-off)

Esta é considerada a principal doença de sementeiras. Ela pode ser causada pelos fungos Rhizoctonia solani, Pythium aphanidermatum, Phytophthora citrophthora, P. nicotianae var. parasitica ou Fusarium spp. A maioria das sementes apodrecem e não germinam. As que conseguem germinar formam plantinhas com folhas amareladas, murchas, seguindo-se um apodrecimento na região do colo, próximo à linha do solo, provocando seu tombamento e morte. Do início das leões nas primeiras plantas até um .ataque generalizado em toda a sementeira o período pode ser de até 72 horas. Como medidas preventivas, tratamento do solo com com Dazomet na dosagem de 2,5 kg por 100 k de solo. Neste caso deve-se esperar por um período de 3 a 6 meses antes de se fazer a semeadura. As sementes devem ser tratadas pelo calor submentendo-as a 51 oC-52 oC durante 10 minutos ou pelo tratamento químico com Apron 3 gramas por quilo de sementes ou captan, 4 g/k se sementes. Como tratamento preventivo do solo para preparo de mudas em vasos, recomenda-se o uso de Quintozene na base de 400g/m3 de solo. Nas sementeiras conduzidas em tubetes, e sob rigoroso controle em telados com proteção antiafídica, a utilização de substratos artificiais sem patógenos isenta da necessidade de controle.

Em caso do ataque ser pós-emergente e ocasionado pelo fungo Rhizoctonia usam-se produtos à base de PCNB na dosagem de 300g para 100 l de água,

Em plantas adultas os sintomas incluem: exsudação de goma. citrophthora. como clorose intensa das folhas correspondendo ao lado do tronco ou das raízes principais onde ocorrem as lesões.7ºC). recomenda-se utilizar porta-enxertos que apresentem alguma resistência aos fungos ( Tangerina Sunki. Os frutos mais próximos ao solo podem ser contaminados apresentando podridão seca de cloração marromparda que apresentam forte cheiro acre. Gomose A gomose de Phytophthora é causada pelos fungos P. dos órgãos onde ocorre o ataque ou das condições ambientais prevalecentes. Citranges. parasitica e P. sintomas reflexos da parte aérea. Os sintomas podem variar dependendo da espécie ou cultivar de citros. evitar adubações nitrogenadas pesadas. O fungo pode ainda infectar sementes e causar podridões antes mesmo da germinação. Em viveiros. tratar as sementes com fungicidas ou com calor (10 minutos a temperatura de 51. tratar a água de irrigação com sulfato de cobre 20ppm). da idade da planta. não repetir o viveiro na mesma área. Caso o ataque seja ocasionado por Pythium ou Phytophthora usar fosetyl-Al na dosagem de 250g/100 l de água pulverizando as plantinhas até o ponto de escorrimento. colocar no solo da sementeira entre as linhas o fungicida Metalaxyl na formulação granulada. pulverizar periodicamente as mudas com fungicidas (Fosetyl-Al). escurecimento dos tecidos localizados abaixo da casca. . o fungo pode atacar os tecidos da região do colo das plantinhas. Em ambos os casos as plantinhas doentes devem ser retiradas da sementeira. Para controlar a gomose .aplicando-se 2 litros por metro quadrado de canteiro. com lesões deprimidas de cor escura que aumentam de tamanho e acabam provocando a morte das mudas. Para diminuir a incidência em viveiros recomendam-se as seguintes medidas: desinfestar o solo.

amontoados junto ao colo. enxertar as plantas a uma altura de 30 a 40 cm do solo. limas doces e pomelos. improdutivos e mal posicionados (a operação deve ser realizada após a colheita principal).a. evitar adubações nitrogenadas pesadas e presença de esterco e terra. evitar o acúmulo de umidade e detritos junto ao colo das plantas. examinando a região da base do tronco (em todo o pomar) e raízes laterais principais (nas plantas da área foco). quando as condições ambientais são mais favoráveis ao fungo. evitar ferimentos durante os tratos culturais.a. cortar os ramos atingidos cerca de 30 cm abaixo da margem inferior das lesões. porem persistem por muito tempo na planta. Com a morte da casca os ramos apresentam fendilhamentos e descamações. principalmente a podridão de frutos./L. geralmente./planta adulta). A rubelose provoca a morte dos ramos com o aparecimento de lesões que. especialmente as forquilhas com uma pasta cúprica. Como tratamento curativo recomenda-se o pincelamento dos troncos com pasta bordaleza (1:1:10) ou fosetyl-Al (4. Nesses lugares o teor de umidade é maior favorecendo o desenvolvimento do micélio fungo que em certas situações chega a ser visto a olho nu como um revestimento esbranquiçado. Para diminuir a incidência da doença recomendam-se as seguintes medidas: melhorar as condições de aeração da planta por meio de poda de ramos secos. combinando-se esse tratamento com a aplicação no solo de Metalaxil (60g. Rubelose Causada pelo fungo Corticium salmonicolor a doença vem se destacando no ataque às tangerinas. pincelar o corte dos troncos e ramos principais. destruir pelo fogo todo o material podado. inspecionar regularmente os pomares.8g i. brilhante sobre o tecido apodrecido da casca. As lesões de rubelose podem tomar grandes áreas e com isso provocar a morte de toda a copa da planta. As aplicações em número de 3 devem ser feitas no início e durante o período chuvoso do ano. as folhas da copa tornam-se amareladas./L) após a cirurgia localizada para retirar os tecidos lesionados. se iniciam nas forquilhas dos ramos principais.Citrumelos e Poncyrus trifoliata) . evitar solos pesados e mal drenados. Corresponente à lesão. . podar os galhos inferiores a 80 cm evitando. O avanço dos sintomas faz com que o micélio desapareça ficando apenas um filamento longo que penetra na parte interna do ramo. pulverizar a copa com o mesmo produto na dosagem de 2g i. pincelar o tronco e a base do ramo com um fungicida preventivo ou pasta bordaleza antes do início da estação chuvosa.

em 3 pulverizações. principalmente nas zonas de forquilhas. é de ocorrência recente. Em seguida raspar o lenho exposto até eliminar toda a secreção existente e aplicar pasta bordaleza (1:1. reflexo da destruição dos vasos de condução de seiva causado por uma lesão que se inicia próximo ao local da copa/porta-enxerto e que evolue apenas para os tecidos do limão taiti. as folhas caem e a planta morre. não afetando os tecidos do porta-enxerto. Como medidas de controle recomenda-se a poda de todos os ramos afetados e aqueles mais baixos e pendentes em direção ao solo. deve-se aplicar em pulverização sobre as plantas. a planta torna -se completamente amarelada. aproximadamente 45 dias antes deste período estabelecido. Os ramos mais finos. aparece excessiva exsudação de goma. Quando a lesão circunda totalmente o tronco. mesmo sadias. Nestas árvores e em todas as demais. delimitar a área afetada. A lesão inicialmente apresenta-se com áreas escurecidas na casca. ocasionalmente também podem apresentar infecções. recomenda-se um monitoramento no pomar para definir o início das infecções. cortar toda a casca apodrecida e cinco centímetros de tecidos sadios em volta dela. . aplicar em pulverização. repetindo três vezes a cada 20 dias. Chlorotalonil na dosagem de 300g/100 L de água. porem tem caráter destrutivo. Com o progresso da área afetada. Cancro do tronco do limão Tahiti A doença afeta principalmente o limão Taiti. Nas lesões de tronco. Fazendo-se uma raspagem observa-se que os tecidos mais internos estão apresentando uma podridão úmida de cor marrom e de contornos irregulares. com um fungicida sistêmico do grupo dos triazois. chegando a matar a planta em poucos meses.Em regiões com temperaturas amenas e alto teor de umidade ou quando a incidência da doença causa danos econômicos. o que tem confundido a doença com a gomose causada por Phytophthora. Todo o material podado deve ser retirado do pomar e queimado. Os sintomas se caracterizam por um amarelecimento localizado ou generalizado da copa. Definido este período.10). com abundante exsudação de goma. num raio de 30 metros. obedecendo um intevalo de 15 dias.

aplicar oxido cuproso (100 g/100 L de água) ou oxicloreto de cobre em dosagens que variam de 150-300g/ 100L de água. na fase de frutos chumbinho. fawceti var. limões verdadeiros. iniciando-se com o aparecimento das primeiras brotações com benomil (50 g/100 L de água). Neste caso. medindo em torno de 1. no caso da verrugose das laranjas doces. sendo que as lesões no fruto maduro serão maiores quanto mais cedo o fruto for atacado. salientes e irregulares. Em pomares. em tangerinas é causada por S. O controle neste caso pode ser feito de preferência preventivo. conforme a marca comercial utilizada. de quatro a oito semanas após ou no caso novas brotações apresentarem os sintomas iniciais.0 mm de diâmetro podendo agruparem-se prejudicando grandes áreas do fruto. scabiosa. ou mais cedo se o período for chuvoso com um produto à base de cobre (oxido cuproso 100 g/ 100 L de água ou oxicloreto de cobre 150-300 g/ 100 L de água) ou mancozeb (250g/ . (em início de formação). o período mais importante para o controle é na floração.Verrugose Dentre as doenças das plantas cítricas. afetando somente frutos de laranjas doces. pomelos. a verrugose é a mais freqüente tanto em sementeiras e viveiros como em pomares. o fungo afeta somente os frutos durante os 3 primeiros meses de vida. os tecidos jovens são preferencialmente atacados. As lesões são corticosas.0 a 3. e uma segunda aplicação 20 a 30 dias após a primeira. limão Cravo. causando deformações em folhas e ramos novos com lesões salientes e ásperas. Volkameriano. Quando a verrugose aparece nas sementeiras e viveiros. 30 dias após. australis. Uma terceira aplicação com benomil pode ser repetida. Os sintomas iniciais nas folhas ainda transparentes são pequenas manchas pontuais brilhantes e aquosas. nestes casos afetando folhas ramos e frutos e nas laranjas doces afetando somente os frutos e causada por S. afetando os principais porta-enxertos utilizados na citricultura. Rugoso é causada pelo fungo Sphaceloma fawceti. A doença pode ser causada por três espécies de fungos: na laranja Azeda. Por essa razão recomenda-se a primeira aplicação preventiva quando 2/3 das pétalas tiverem caído com um fungicida sistêmico do grupo dos triazois.

mancha virulenta ou mancha negra (lesões grandes. o que permite o controle das duas doenças simultaneamente. muito pequenas que podem aparecer dispersas na superfície do fruto ou em estrias. Pinta preta A doença é causada pelo um fungo. tanto em frutos quanto em folhas. são mais freqüentes nas áreas da planta que ficam mais expostos ao sol. os sintomas apresentam caracteristicas diversas recebendo diferentes nominações: mancha marrom ou mancha dura (lesões escuras com bordas salientes marrom-escuras. Como o uso de fungicidas pode favorecer o aparecimento de cochonilhas. Melanose Esta doença torna-se importante em pomares cuja produção destina-se ao mercado de fruta fresca. Guignardia citricarpa que se dissemina com muita facilidade dentro e entre os pomares. pois o fungo sobrevive de uma estação para outra nestes ramos. recomenda-se a adição de óleo emulsionável à calda fungicida nas dosagens recomendadas.100 L de água ). apresenta lesões salientes escuras. Nos frutos. As pulverizações preventivas devem ser feitas com os mesmos produtos e na mesma época em que se controla a verrugose pois os frutos também são mais suscetíveis nos primeiros três meses de formação. irregulares . mancha sardenta (lesões pequenas com minúsculas pontuações negras ao seu redor). A poda de ramos secos é importante medida de controle reduzindo os focos de infeção. Causada pelo fungo Phomopsis citri. Os sintomas. As aplicações em mistura com óleo mineral emulsionável não devem ser feitas sobre os frutos já desenvolvidos para evitar sintomas fitotóxico de mancha estrelada. centro deprimido contendo pequenas pontuações negras).

sendo a primeira logo após a queda das pétalas das flores. Quando as condiçôes são favoráveis os sintomas podem aparecer . Uma alternativa é a aplicação de Oxicloreto de cobre (90g/i.) em 100 litros de água.a.). Os produtos mais indicados são: triazois (25g/i. Como medidas preventivas de controle. recomendam-se a retirada dos frutos temporões infectados. os primeiros sintomas aparecem. evitar o trânsito de frutas de regiões onde há ocorrência da doença. Nas folhas o centro da lesão tem cor cinza. medindo entre 2 a 6 milímetros de diâmetro. O controle químico pode ser feito de maneira satisfatória usando-se duas pulverizações em intervalo de 8 semanas. recobrir as folhas infectadas caídas cobrindo-as com o mato existente na linha previamente controlado com um herbicida pós emergente. Em flores infectadas. pouco deprimidas.) + Óleo (0. pinta preta ou falsa melanose (lesões pretas. as bordas são salientes. sob a forma de lesões encharcadas de coloração alaranjada. com o centro pardacento. nas pétalas. evitar a utilização de material de colheita de outras propriedades localizadas em regiões afetadas.As pétalas afetadas adquirem uma consistência rígida e ficam firmemente aderidas ao disco basal.) + Óleo (0.a.com o centro acinzentado e bordas salientes marrom-escuras ou vermelhoescuras). A suscetibilidade dos frutos vai desde a fase chumbinho até cinco meses após a queda das pétalas (pingue-pongue). Estrelinha ou queda de frutos jovens A doença é causada pelo fungo Colletotrichum acutatum que infecta os tecidos de flores e frutos jovens. assemelhando-se aos sintomas da melanose. provocando a queda prematura desses frutos.a.5%) em 100 litros de água. São raros em laranjas e mais comuns em limões e tangerinas.5%) em 100 litros de água ou Difenoconazole (10g/i. quase sempre numerosas.) + Mancozeb (160g/i. marromescuras com um halo amarelado ao redor. apresentando pontuações pretas.a.

Os cálices continuam crescendo. porem. Como o fungo desenvolve formas de resistência a estes pesticidas. recomenda-se uma segunda aplicação. destacam-se da base do pedúnculo e caem. Nestes momentos o recomendado é a utilização de um fungicida sistêmico. entretanto os maiores danos são verificados em variedades que apresentam vários surtos de floração como por exemplo os limões verdadeiros. Entre as variedades menos afetadas destacam-se as tangerinas. na fase palito de fosforo ou na fase cotonete. quando os frutos estiverem do tamanho de uma bola de gude. as limas ácidas Taiti e Galego e a laranja Pera. quando o fruto estiver maior que uma bola de ping-pong. afetados pela doença.antes mesmo que a flor se abra. Uma terceira aplicação com fungicida sistêmico. Doenças causadas por bactérias . que pode ser opcional. os frutinhos recemformados amarelecem. semelhantes a estrelas. Praticamente todas as variedades de laranja doce são afetadas pela doença. caso as pulverizações fossem feitas durante o dia. nesta época. para controlar a verrugose. menores que 1 cm de diâmetro. que dá uma proteção mais prolongada e eficiente. as pulverizações deverão se iniciadas antes da abertura das flores. os cálices e as sepalas aderidos. O Controle químico da doença é obtido pela proteção das flores com com um fungicida sistêmico do grupo dos triazois.a cair. os tangores e a laranja Hamlim. as pulverizações devem ser noturnas. daí a denominação da doença de "estrelinha". permanecem desenvolvendo-se deformados. Dependendo das chuvas. intercalados com chlorotalonil ou Mancozeb obedecendo um esquema de controle que proteja a flor desde a fase palito de fósforo até o fruto no tamanho bola de ping-pong. desta vez utilizando-se clorotalonil na dose de 100g/100 L água. em regiões onde ela ocorre. tranformando-se numa estrutura dilatada. e pequenos. Após o florescimento. com as sepalas salientes. Nestas variedades os restos de cultura da produção temporã contribuem para o aumento da quantidade do fungo que irá atacar a florada seguinte. deixando os discos basais. Esta terceira aplicação é útil. para evitar um período prolongado de umidade que poder-se-ia somar com a umidade do orvalho. Em áreas irrigadas por aspersão.

pequenas que aos poucos crescem transformam-se em lesões corticosas. causando um prejuízo anual de 100 milhões de dólares. com lesões necróticas salientes que provocam o rompimento da casca. 50% das plantas apresentem brotações novas. as escadas e sacolas e caixas devem ser devem ser desinfestadas. com mudas sadias. A prevenção é a melhor arma contra o cancro cítrico e deve ser feita já na implantação ou renovação do pomar. passou a ser a doença mais importante da cultura dos citros. salientes. Essa época é a mais favorável para a disseminação da doença por causa do intenso trânsito de pessoas e materiais dentro da propriedade. porem agrupadas. Amarelinho ou clorose variegada dos citros . consequentemente queda de folhas frutos e de produção. imprestáveis para a . que passam a produzir frutos pequenos.CVC Desde a sua constatação em 1987.CVC ou amarelinho. recobrindo extensas áreas. localizadas. Os sintomas nas folhas iniciam pelo surgimento de manchas amarelas. Os cuidados devem ser redobrados durante a colheita. na mesma região da folha. A bactéria pode sobreviver na madeira. Nos ramos as lesões são crostas salientes de cor parda. o controle da larva minadora deve ser feito de modo eficiente sempre que no talhão. citri que provoca lesões nas folhas. e plantio de quebra ventos. possibilitando a entrada de outros microorganismos que irão acelerar a podridão. Com o envelhecimento da lesão aparece um bem delineado halo amarelo em sua volta. nos dois lados.Cancro cítrico Cancro cítrico é uma doença causada pela bactéria Xhantomonas axonopodis pv. duros. A muda deve ser adquirida de viveiros conduzidos em telados com proteção contra insetos. frutos e ramos e. com acidez excessiva e pouco suco. Nos frutos os sintomas são inicialmente superficiais. plástico. A doença é mais severa em plantas jovens. metal e tecido. semelhantes à das folhas. As medidas preventivas devem começar com uma rigorosa inspeção dos pomares. a clorose variegada dos citros .

tornam-se irrecuperáveis. . Bahia. efetuar poda de ramos. A planta afetada apresenta nas regiões mediana e superior da copa uma clorose foliar semelhante a deficiência de zinco. Valencia. Hamlin. Pera. Como medidas de controle recomenda-se: plantio de mudas sadias adquiridas em viveiros registrados. independente do portaenxerto utilizado. cerca de 50 e 70 centímetros à partir da última folha inferior com sintomas. realizar inspeções periódicas nos pomares para determinar a presença de cigarrinhas e focos iniciais da doença. de coloração marrom escuro e ligeiramente salientes. Baianinha. A disseminação da doença se dá por meio de insetos como as cigarrinhas específicas da planta cítrica. Esta doença afeta todas as variedades de laranja doce. no período em que as plantas estiverem emitindo novas brotações. nos viveiros. Barão. tangor Murcotte e lima ácida Galego que apesar de assintomáticas podem ter a bactéria em seus tecidos. que vive no lenho da planta. Folha Murcha. Plantas com menos de quatro anos com frutos pequenos. porém quando as folhas amadurecem. com aplicação quinzenal. O agente causal é a bactéria. Natal. A dispersão da bactéria para médias e longas distâncias de um foco inicial é feita através da comercialização de mudas contaminadas. Não tem sido visualizados sintomas em tangerineira Poncam Mexerica. os viveiros devem ser instalados cerca de 200 metros dos pomares cítricos. Xilella fastidiosa. em limões verdadeiros. A doença causa redução no tamanho dos frutos que se tornam endurecidos e amadurecidos precocemente. utilizar inseticidas.comercialização. manter o pomar com as ruas limpas e o mato baixo nas entrelinhas. evitando a comercialização de mudas provenientes de regiões contaminadas. O desenvolvimento anormal dos frutos favorece a incidência de rachaduras na casca. Com a continuação estas lesões tornam-se necróticas. queimaduras de sol tornandoos imprestáveis para a comercialização. surgem pequenas pontuações de cor marrom claro na sua face inferior em correspondência as áreas amareladas da face superior.

Nos frutos. Cidra e Pomelos. ramos e frutos. inicialmente. alecrim.Doenças causadas por vírus e viróides Leprose A leprose é causada por um vírus localizado. Nos ramos novos o ataque começa com manchas amareladas. A doença ataca com mais efetividade as laranjas doces. corda de viola. Como medidas de controle são recomendadas as seguintes: plantio de mudas sadias. mas já foi relatada. melão de São Caetano e guanxuma. como manchas rasas. as lesões são rasas. Mexerica e Cleópatra. Os sintomas aparecem nas folhas. visíveis nas duas faces e bastante variáveis de acordo o seu aparecimento em diferentes espécies. A .algumas plantas podem ser hospedeiras naturais do ácaro. reduzindo a produtividade e o valor comercial da fruta. tangerinas Cravo. A eliminação de plantas só é justificada se elas não forem economicamente produtivas. capim periquito. Ponderosa e Galego. amareladas. capim carrapicho. sobre laranja Azeda. limões Siciliano. manjericão. caruru. tais como: mata pasto. às vezes com o centro marrom ou necrosado. controle de plantas daninhas . De um modo geral são amareladas arredondadas. cordão de frade. lantana. picão preto. e variedades. As lesões na laranja Pera são menores e irregulares enquanto na laranja Bahia. rasas que vão se tornando salientes de cor marrom a avermelhada. poda de limpeza . transmitido pelo ácaro vermelho (Brevipalpus phoenicis) e ocorre principalmente em laranjeiras doces. capim fedogoso. limas e tangerinas são maiores e circulares. Quando mais velhas tomam um aspecto de cortiça. Nas folhas. em menor intensidade. tornando-se deprimidas e escuras à medida que os frutos amadurecem. cor de palha e dependendo do número pode causar a seca do ramo.Todas as partes com sintomas da doença devem ser removidas para destruir as fontes de infecção. as lesões começam a aparecer quando as laranjas medem cerca de cinco centímetros de diâmetro e apresentam-se. que vão aumentando. paga-fogo. lima da Pérsia.

limpas da doença por termoterapia. colheita antecipada . que são mais suscetíveis à doença. O amostrador deve inspecionar um mínimo de 20 plantas pôr talhão e caso tenha mais de 5% do ácaro é recomendado o controle. O controle é feito pela retirada do vírus da planta mãe e multiplicação das mudas a partir deste material sadio. Ela pode ser disseminada por mudas formadas por borbulhas retiradas de árvores que não apresentem os sintomas. apresenta sintomas após o quarto ano plantio definitivo. normalmente. hipertrofia foliar e caneluras nos tecidos do lenho da planta são mais fortes ou mais fracos em função dos diferentes tipos do vírus que podem estar atacando as plantas. inspeções regulares.Como os sintomas da doença aparecem cerca de 20 dias após a picada do ácaro. especialmente um intenso descascamento em áreas próximas a forquilha principal. o conhecimento da época em que ele aparece. Como a doença é transmitida por um inseto é recomendável sempre plantar mudas sadias e premunizadas com tipos fracos destes virus.borbulhas . Essa doença. . Sorose Doença causada por um complexo de virus causa sintomas na copa das plantas.Um controle eficiente vai depender de uma amostragem que indique o número de ácaro nos frutos. Como o ácaro adquire resistência aos produtos. recomenda-se alternar o uso de acaricidas do mesmo grupo Tristeza Doença causada por um vírus que circula na seiva da planta tem como maior agravante a sua distribuição pelas mudas e por um inseto vetor o pulgão Toxoptera citricidus. Viveiristas credenciados dispõem deste material obtido pelos orgãos de pesquisas. facilita a aplicação do acaricida no momento correto. Controle químico com acaricidas . A Sorose pode ser eficazmente controlada pela utilização de material de propagação . microenxertia ou pelo uso de clones nucelares. Os sintomas de nanismo.erradicação deve ser feita com um acompanhamento técnico para evitar a erradicação de espécies hospedeiras de inimigos naturais do ácaro.em áreas muito afetadas não é recomendável deixar frutos maduros.

Progressivamente acontece um intenso desfolhamento e a planta morre em 2 ou 3 anos após o aparecimento dos sintomas. na década de 70. porem são reversíveis com a dubações específicas. formam-se bolsas de goma que são maiores ou menores em função da suscetibilidade das variedades e idade das plantas. em plantas de laranjas doce enxertadas sobre limão Cravo e Poncyrus trifoliata em diversas regiões produtoras do Brasil. Todas estas características são semelhantes à outras doenças . logo abaixo da casca. O Controle pode ser feito por microenxertia ou por meio da obtenção de clones nucelares. oliváceas e enroladas. As plantas afetadas apresentam um definhamento acentuado com paralisação do crescimento. Nesta região. As plantas afetadas ficam intensamente ananizadas e as folhas com intensa clorose que descolore inteiramente as folhas. sem aparecer externamente. sendo que no caso da Exocorte é um descascamento dos tecidos superficiais seguidos de um acentuado nanismo. e são disseminados pelas mudas. Os sintomas ocorrem nos porta-enxertos. murchamento das folhas que se tornam opacas. Cachexia (Xiloporose) Esta doença infecciosa é causada por um viroide e transmitida por borbulhas. Doenças de causas desconhecidas Declínio Esta anormalidade foi detectada. Os sintomas no tronco do porta-enxerto são pequenas saliências semelhantes a porosidades na superfície do xilema.Exocorte Doença causada po viróides que circulam na seiva da planta. Embora não haja estimativas de perdas na cultura dos citros a sua presença nos pomares provocou a limitação do uso de algns porta-enxertos e mudanças na estratégia de controle de outras doenças de porta-enxertos O mesmo controle recomendado para a tristeza e Sorose deve ser observado para estas doenças.

diminui a intensidade dos sintomas. entre os tecidos. Pelicularea filamentosa o seu agente causal e foi relatada apenas na América do Sul e no Brasil. Venezuela. salientes.de causas desconhecidas que ocorrem na Flórida. O Controle somente é recomendado quando o desfolhamento começar a causar danos econômicos de produção. Doenças de menor importância econômica Mancha de graxa/Falsa melanose Causada por fungos do gênero Mycosphaerella. Ainda se desconhece a causa desta anormalidade. as lesões ocorrem nas folhas onde notam-se manchas oleosas. com pontuações escuras visíveis a olho nu. tendendo ao negro. e antes do período chuvoso. Cuba e África do Sul. arrodeadas de um halo amarelo. trifoliata e limão Volkameriano são suscetíveis. de coloração castanha. Uruguai. Em pomares bastante afetados recomenda-se o arranquio e destruição das plantas afetadas. entretanto acredita-se que seja causado pelo bloqueio do fluxo da seiva que circula no lenho da planta. e replantas utlizando-se combinações de copas/portaenxertos com histórico de maior sobrevivência. tangerinas Sunki e Cleópatra apresentam maior sobrevivência em pomares afetados. A aplicação de Mancozeb após a florada. lisas ao tato. Todas as variedades de laranja doce em limão Cravo.5 cm de diâmetro. P. A sua importância chega a ser considerável se o ataque se . Mancha aureolada Esta doença afeta as folhas causando manchas pardacentas medindo de 1 a 1. Combinações de copas sobre laranja Caipira. e que apresentam anéis concêntricos que se formam geralmente incompletos.

sob condições de alta umidade. mas pode aparecer também em folhas e frutos. ocupando uma grande área. Como o revestimento negro pode cobrir toda a planta este fungo pode ser confundido com o principal agente causal do distúrbio que são os insetos. . as quais produzem secreções açucaradas para o desenvolvimento do fungo. situada na parte de baixo do fruto. Podridão estilar do Tahiti A podridão estilar da lima ácida "Tahiti" é uma desordem fisiológica que se manifesta na pós colheita e ocorre em frutos maduros ou muito próximos da maturação. O controle pode ser feito com sucesso com a aplicação de produtos cúpricos ou Mancozeb. Uma poda de limpeza e o controle das cochonilha são recomendações de controle. abrigam-se cochonilhas responsáveis pelo secamento dos ramos mais novos. marrom ou cinza escuro. O fungo é semelhante a camurça. formando um tecido impermeável sobre as partes das plantas. Feltro ou camurça A doença é causada por fungos do gênero Septobasidium e caracteriza-se por um revestimento. uma pequena lesão de coloração parda. espesso. liberado invade a casca. Esse revestimento envolve uma associação entre o fungo e cochonilhas. alta temperatura e intensa luminosidade. que. fuligíneo que recobre folhas ramos e frutos. que recobre principalmente ramos. O controle pode ser feito com a retirada dos galhos finos mais afetados. branco. compacto. Fumagina A doença é causada por fungos de revestimento do gênero Capnodium que produzem micélio espesso. raspagem dos revestimentos e aplicação de inseticidas que controlem as cochonilhas.dá em viveiros. logo que se distingam as primeiras lesões. que expande--se em seguida. Sob a camada do revestimento do fungo. porem facilmente removível. Os sintomas acontecem porque ocorre um rompimento das vesículas de suco. causando a podridão dos tecidos e formando.

borrifando-os periodicamente com água para manter uma baixa temperatura. O controle das irregularidades do clima utilizando a irrigação já é um passo para diminuir as rachaduras. o azul e o verde. Os sintomas aparecem na fase final de maturação e durante as fases de armazenamento e transporte. tais como: manter o solo livre da concorrência do mato e. antes da completa maturação e após a colheita. .Como medidas preventivas de controle recomenda-se colher os frutos com cerca de 50 mm de diâmetro. causando uma podridão mole. Bolores A nomeação desta doença se deve ao fato de que os fungos causadores. Nas áreas irrigadas a manutenção da umidade do solo em níveis adequados e a umidade do ar entre 70-75% podem reduzir consideravelmente o distúrbio. sofre uma forte pressão que resulta na ruptura do fruto em pontos menos resistentes. a fim de conservar a umidade e evitar grandes variações no teor de água. Há dois tipos de bolores. Próximo às rachaduras encontra-se associado um fungo do gênero Alternaria. Rachadura dos frutos Em determinados períodos do ano observa-se com freqüência. Outras medidas de controle podem ser recomendadas. A lesão surge quando ocorrem chuvas após um período de estiagem prolongada. Nesta ocasião a polpa se expande em função do fluxo repentino de seiva e a casca. recobrem os tecidos dos frutos com espessas massas de esporos. do gênero Penicilium. rachaduras em frutos verdes ou em fase de maturação. se possível utilizar uma cobertura morta. manter os frutos à sombra. que são associadas a problemas de desequilíbrio hídrico e presença de fungos oportunistas. incapaz de acompanhar a dilatação.

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