IMUNIDADES DIPLOMÁTICAS, PARLAMENTARES e PRERROGATIVAS 1.

CONCEITO

Imunidades são privilégios atribuídos a certas pessoas, em vista dos cargos ou funções queexercem. Imune quer dizer isento, livre; assim, a pessoa estrangeira que gozar deimunidade, ficará isenta do cumprimento da lei nacional, quanto aos seus atos pessoais. Admitimos suas classes de imunidades: Diplomática e Parlamentar. As prerrogativas são direitos atribuídos a determinadas categorias profissionais, conferindo-lhe um certo grau de especialidade para atos da administração pública contra si.
2. IMUNIDADES DIPLOMÁTICAS

São atribuídas ao agente diplomático, cuja função principal é servir de intermediário entre ogoverno de seu país e o governo junto ao qual é creditado.Ele é, assim, um representante oficial de seu Estado e, por isso, goza de prerrogativas eprivilégios no desempenho dessa missão, situação especial reconhecida por todas asNações. Ao chegar ao país onde vai exercer a função, o diplomata apresenta suas credenciais ao respectivo chefe de governo, ficando desde então reconhecida sua figura representativa; e goza da inviolabilidade pessoal desde quando pisa o território desse país, até o momentoem que ele se retira. A inviolabilidade é extensiva aos objetos de sua propriedade e aosdestinados à legação, que ficam isentos de impostos e taxas alfandegárias; o diplomata temainda franquia postal e telegráfica. São também invioláveis as sedes das embaixadas ou legações e os navios de guerra. Porum princípio de cortesia internacional, a sede da embaixada é considerada como se fora opróprio território do país amigo; nela não se pode entrar discricionariamente sem préviaautorização do diplomata. Os agentes diplomáticos gozam, portanto, de imunidade absoluta, não podendo serprocessados por nossos tribunais, nem sequer chamados à polícia para prestaremdeclarações. E não podem ser presos em hipótese alguma, mesmo que hajam praticado umdelito grave, como homicídio. No caso de haver o diplomata cometido um delito de qualquer natureza, cumpre apenas aopolicial-militar reunir os dados da ocorrência e efetuar a respectiva comunicação àautoridade competente; o Chefe do Governo, se assim o entender, é que tomará asprovidências que o caso comportar, junto ao governo representado. Aconteça o que acontecer, o policial-militar dispensará ao diplomata tratamento condigno,dar-lhe-á as garantias pessoais de que precisar e cortesmente lhe solicitará desculpas pelaatitude severa que houver assumido contra sua pessoa antes de o reconhecer, se for ocaso. Mas é p referível que não aconteça tal engano, porque poderia ser tomado comoofensa à inviolabilidade e servir de pretexto para um estremecimento de relações. Tratando-se de homizio de algum criminoso que, fugindo à perseguição em flagrante,refugir-se-á na sede da embaixada, poderia o policial bater à porta da mesma e solicitar suaentrega; contudo, a fim de evitar mal -entendido, é preferível comunicar o fato à autoridadepolicial competente, para que esta própria faça a solicitação. Em geral, nos casos de crimecomum, o agente diplomática manda fazer

embaixadoresextraordinários. g) Em caso de homizio de criminoso na sede da embaixada ou legação. bemcomo os objetos referentes as mesmas. por desconhecer sua identidade. por suas opiniões. anão ser em FLAGRANTE DE CRIME INAFIANÇÁVEL. 2. as sedes das legações e embaixadas. d) O pessoal sem caráter oficial: pessoas da família do diplomata ou dos funcionários e osempregados no serviço doméstico (quando em exercício imediato da função). 2. ainda que de passagem pelo território nacional: Pena . AÇÃO POLICIAL-MILITAR a) Respeitar as imunidades diplomáticas. palavras e votos. e) Dispensar tratamento condigno aos diplomatas. b) Respeitar a inviolabilidade das embaixadas e legações. correios e funcionários subalternos de administração. pela constituição Federal. de Chefe ou representante deNação estrangeira. pela mesma forma os agentes de relações comerciais. f) Reconsiderar imediatamente sua atitude. c) O pessoal oficial das legações e embaixadas. c) Respeitar a inviolabilidade do domicílio das pessoas que gozam de imunidade diplomática. que são equiparados aos Cônsules. ministros residentes eencarregados de negócios. internúncios.2.conselheiros.Define os crimes contra a Segurança Nacional. 16 : Violar imunidades diplomáticas pessoais ou reais. composto de secretários. GOZAM DE IMUNIDADES DIPLOMÁTICAS a) Os agentes diplomáticos: embaixadores. ou de quem suas vezes fizer. visando assegurar-lhes todas as garantias como membros do Congresso Nacion al. Eles são invioláveis no exercício do mandato. ³Art. ministros plenipotenciários. a ordem política e social e dá outras providências).tratando -se. de 13 de março de 1967 . 3. legados. não poderão ser presos. são invioláveis. não é obrigado a entregá -lo.Reclusão de 6 meses a 2 anos. . de crime político. a fim de desempenharemcom plenitude o ³munus´ público para o qual o povo os elegeu. IMUNIDADES PARLAMENTARES São atribuídas. todavia. b) Os soberanos e Chefes de Estados.´ (Decreto-Lei nº 314.a entrega do delinqüente ou facilita sua captura. Desde aexpedição do diploma até a inauguração da legislatura seguinte. d) Respeitar a inviolabilidade dos objetos de propriedade do diplomata ou destinados à embaixada ou legação. a pessoa do diplomata é intocável. não penetrar namesma sem a autorização do diplomata. 2. CÔNSULES Os Cônsules gozam de imunidade.1. intérpretes. se por acaso ferir a inviolabilidade pessoal dodiplomata. núncios apostólicos. aos Deputados e Senadores. que são absolutas.3. nem processados criminalmente sema antecipada licença de sua Câmara. Em suma. adidos civis e militares. quando investidos de missões diplomáticas especiais.

São prerrogativas do magistrado: II ± não ser preso senão por ordem escrita do tribunal ou do órg ão especial para o julgamento. 4. em FLAGRANTE DE CRIME INAFIANÇÁVEL. h) Reconsiderar imediatamente sua atitude se. civil ou militar. quando sujeito a prisão antes dojulgamento final. f) Dispensar aos presos as garantias pessoais que se fizerem necessárias. houver indício da prática de crime porparte do magistrado. p or desconhecer a pessoa do Deputado ouSenador. d) Verificada esta situação. AÇÃO POLICIAL-MILITAR a) Só efetuar a prisão de um M agistrado.Os Deputados Estaduais gozam também de imunidades. b) Verificada esta situação. em FLAGRANTE DE CRIME INAFIANÇÁVEL. DE 14 DE MARÇO DE 1979 Art. Parágrafo único. emqualquer parte do território nacional. salvo em flagrante de crime inafiançável. Como se vê. não efetuar a prisão em flagrante. sim. não efetuar a prisão em flagrante. a fim de que prossiga nainvestigação. em hipótese alguma. agir com extremo respeito. V ± portar arma de defesa pessoal. 3. caso em que a autoridade fará imediata comunicação e apresentação do magistrado ao presidente do tribunal a que esteja vinculado. providenciar o acompanhamento da autoridade policial. enquantoque os diplomatas. 33. AÇÃO POLICIAL-MILITAR a) Respeitar a inviolabilidade pessoal dos Deputados e Senadores da República. ou a sala espe cial de Estado-Maior. ferir sua imunidade. a autoridade policial. c) Dispensar aos presos as garantias pessoais que se fizerem necessárias.1. PRERROGATIVAS DOS MAGISTRADOS LEI COMPLEMENTAR Nº 35. e) Não remover o preso do local e. d) Tratando-se de crime afiançável. mas somente dentro do Estado em cu ja Assembléia legislativaexerçam mandato. 4.1. no curso de investigação. III ± ser recolhido a prisão especial. Quando. g) Tratando-se de crime afiançável. remeterá os respectivos autos aotribunal ou órgão especial competente para o julgamento. agir com extremo respeito. limitando -se a colheros dados para a comunicação da ocorrência. c) Só efetuar a prisão de um representante do povo. dentro do respectivoEstado. Já os Vereadores Municipais não gozam de imunidades parlamentares. nas mesmas condições que osDeputados Federais. b) Respeitar a inviolabilidade pessoal dos Deputados Estaduais. há situações em que os Senadores e Deputados podem ser presos. . sofrerão restrições da li berdade individual. limitand o-se a colher os dados para a comunicação da ocorrência. por ordem e àdisposição do tribunal ou do órgão especial competente.

que designará membrodo Ministério Público para prosseguimento da apuração do fato. Parágrafo único. 5. civil ou militar. em FLAGRANTE DE CRIME INAFIANÇÁVEL. com direito a privacidade e à disposição do tribunal competente para o julgamento. 40. PRERROGATIVAS DOS INTEGRANTES DOS MINISTÉRIOS PÚBLICOS DA UNIÃO E DOS ESTADOS LEI COMPLEMENTAR Nº 75. II ± processuais: d) ser preso ou detido somente por ordem escrita do tribunal competente ou em razão de flagrante de crime inafiançável. a autoridade policial. sob pena de responsabilidade.625. civil ou militar remeterá. e) ser recolhido à prisão especial ou à sala especial de Estado -Maior. a autoridade policial.remeterá imediatamente os autos ao Procur ador-Geral da República. b) Verificada esta situação. no prazo máximo de vinte e quatro horas. DE 20 DE MAIO DE 1993. Constituem prerrogativas dos membros do Ministério Público.5. e) o porte de arma. Os membros do Ministério Público da União gozam das seguinte s garantias: I ± institucionais: c) ter ingresso e trânsito livres. quando sujeito a prisão antes do julgamentofinal. a comunicação eapresentação do Membro do Ministério Público ao Procurador-Geral de Justiça. os respectivos autos ao Procurador-Geral deJustiça. Art. c) Dispensar aos presos as garantias pessoais que se fizerem necessária s. salvo em flagrante de crime inafiançável. Quando. sob pena de responsabilidade. Parágrafo único. d) Tratando-se de crime afiançável. no curso de investigação. 6.caso em que a autoridade fará. no curso de investigação. independentemente de autorização. quando sujeito a prisão antes da decisão final. 44. DE 12 DE FEVEREIRO DE 1993 Art. 17. DE 12 DE JANEIRO DE 1994 Art. São prerrogativas dos membros da Defensoria Pública da União: . houver indício da prática de crime porparte de integrante do Ministério Público.imediatamente. em qualquer recinto público ou privado.1. PRERROGATIVAS DOS INTEGRANTES DA DEFENSORIA GERAL DA UNIÃO LEI COMPLEMENTAR Nº 80.respeitada a garantia constitucional da inviolabilidade do domicílio. AÇÃO POLICIAL-MILITAR a) Só efetuar a prisão de um integrante do Ministério Público. e a dependência separada no estabelecimento em que tiver de ser cumprida a pena. V ± ser custodiado ou recolhido à prisão domiciliar ou à sala especial de Estado Maior. LEI 8. não efetuar a prisão em flagrante. agir com extremo respeito. Quando. a quem competirá dar prosseguimento à apuração . em razão de serviço. porordem e à disposição do Tribunal competente. caso em que a autoridade fará imediata comunicação àquele tribunal e ao Procurador -Geral da República. limitando -se a colheros dados para a comunicação da ocorrência. houver indício da prática de infraçãopenal por membro do Ministério Público da União. além de outrasprevistas na Lei Orgânica: III ± ser preso somente por ordem judicial escrita.

com direito aprivacidade e. III . II . dentro do expediente ou fora dele. mesmo fora da hora de expediente e independentemente da presença de seus titulares. antes de sentença transitada em julgado. pessoal e reservadamente. inclusive telefônicas ou afins. no caso de delegacias e prisões. caso em que a autoridade fará imediata comunicação ao Defensor Público -Geral. salvo caso de busca ou apreensãodeterminada por magist rado e acompanhada de representante da OAB. ser recolhido emdependência separada 6. VI . findos ou em andamento.exercer. emjuízo ou fora dele. senão por ordem judicial escrita. por motivo ligadoao exercício da advocacia. em nome da liberd ade de defesa e do sigilo profissional. e ser atendido. V . a comunicação à seccional da OAB. limitando -se a colheros dados para a comunicação da ocorrência.1.ter a presença de representante da OAB. b) Verificada esta situação. mesmo sem procuração. São direitos do advogado: I . . O advogado tem imunidade profissional. a profissão em todo o território nacional.II ± não ser preso.quando estes se acharem presos. ainda que considerados incomunicáv eis. AÇÃO POLICIAL-MILITAR a) Só efetuar a prisão de um integrante da Defensoria Geral da União. na sua falta. podendo copiarpeças e tomar apontamentos. d) Tratando-se de crime afiançável. quando preso em flagrante. § 2º. b) em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou out ro serviço público onde o advogado deva praticar ato ou colher prova ou informação útil aoexercício da atividade profissional.906.comunicar-se com seus clientes. em FLAGRANTE DE CRIME INAFIANÇÁVEL.serviços notariais e de registro. para lavratura do auto respectivo. salvo em flagrante. de sua correspondência ede suas comunicações. com instalações condignas. ofícios de justiça. e. emprisão domiciliar. IV . III ± ser recolhido a prisão especial ou a sala especial de Estado-Maior. não efetuar a prisão em flagrante. 7. com liberdade. secretarias. após sentença condenatória transitada em julgado. autos de flagrantee de inquérito. nosdemais casos. ainda que conclusos à autoridade. assim reconhecidas pela OAB. senão em sala deEstado Maior. detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis oumilitares. de 4 de julho de 1994 Art. pelos excessosque cometer. c) Dispensar aos presos as garantias pessoais que se fizerem necessárias. e. mesmo sem procuração. agir com extremo respeito.não ser recolhido preso. não constituindo injúria. sob pena de nulidade e. XIV ± examinar em qualquer repartição policial.ter respeitada. no exercício de sua atividade. PRERROGATIVAS DOS ADVOGADOS Lei nº 8. de seus arquivos e dados. sem prejuízo das sanções disciplinares perante a OAB. cartó rios.ingressar livremente: a) nas salas e dependências de audiência. 7º.desde que se ache presente qualquer servidor ou empregado. a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho. d ifamação oudesacato puníveis qualquer manifestação de sua parte.

à autoridadepolicial-militar mais próxima. ou não lhe der o tratamentodevido ao seu posto ou graduação. d) Sempre que possível. pode o militar ser preso pela autoridade policial e pelosauxiliares desta. Assim: a) Só em caso de flagrante delito. naforma da legislação competente.1. imediatamente. 8. se maltratarem ouconsentirem que seja maltratado qualquer preso militar. b) Isto ocorrido.§ 3º. b) Pela prática de crime ligado ao exercício da sua profissão.698. de 02 de setembro de 1946). 76: O policial-militar da ativa no exercício de funções policiais -militares édispensado do serviço do júri na Justiça Comum e do serviço na Justiça Eleitoral. o policial -militar poderá ser preso porautoridade policial. e) Ao policial-militar cabe ainda observar o disposto no regulamento Disciplinar. o advogado terá dispensado tratamento análogoa qualquer outro cidadão. o advogado só poderá serpreso por FLAGRANTE DE CRIME INAFIANÇÁVEL c) Dispensar aos presos as garantias pessoais que se fizerem necessárias. c) A autoridade policial e seus auxiliares serão responsabilizados. em caso de crime inafiançável.933. AÇÃO POLICIAL-MILITAR a) Em crimes comuns. PRERROGATIVAS DOS MILITARES Os militares (Exército. 8. p or motivo de exercício daprofissão. 75: Somente em caso de flagrante delito.1. 7. § 2º : O Comandante geral da Polícia Militar providenciará junto às autoridadescompetentes os meios de segurança do policial-militar submetido a processo criminalna Justiça Comum. só podendo retê -lo na Delegacia ou Posto Policialdurante o tempo necessário à lavratura do flagrante. Marinha e Aeronáutica) gozam de prerrogativas estabelecidas no Estatuto dos Militares (Decreto -Lei nº 9. ficando esta obrigada a entregá -lo. § 1º : Cabe ao Comandante Geral da Polícia Militar a iniciativa de responsabilizar aautoridade policial que não cumprir o disposto neste artigo e que maltratar ouconsentir que seja maltratado preso policial -militar. retendo-o na Delegacia apenas o tempo necessário à lavratura do flagrante. afiançáveis ou não. O advogado somente poderá ser preso em flagrante. deverá a autoridade policial fazer entrega do preso à autoridade militar maispróxima. COMPONENTES DA POLÍCIA MILITAR E CORPO DE BOMBEIRO MILITAR As prerrogativas dos policiais militares componentes da Polícia Militar da Bahia estão fixadasno respectivo Estatuto (Lei Estadual nº 3. . deverá o policial solicitar uma patrulha do quartel do preso paraescoltá-lo até a Delegacia. observando o disposto no inciso IV deste artigo. Art. de 06 de novembro de 1981) que vigora emtodo o território baiano e assim reza: ³Art. quando opreso for seu superior hierárquico.

234.01 FUNDAMENTAÇÃO LEGAL DESCRIÇÃO LEGISLAÇÃO PAG Condução das partes Art.435/1965.Cessar a ação delituosa que gerou a ocorrência. LXI da Constituição Federal ± CF Art. 282. 2.Determinar o nível funcional da autoridade envolvida na ocorrência. inc.Constatar o nível funcional da autoridade envolvida no fato (Possibilidade de erro n° 1).Adequação do procedimento ao nível funcional da autoridade. 53 Constituição Federal ± CF Ocorrência de trânsito envolvendo veículos missões diplomáticas Art. SEQUÊNCIA DE AÇÕES 1. 3. ETAPAS PROCEDIMENTOS Conhecimento da ocorrência POP 203. 234 Código de Processo Penal Militar ± CPPM (Emprego de força) Art.01 Deslocamento para o local da ocorrência POP 203. Arts. § 4º da Resolução nº 149/2003 do Conselho Nacional de Trânsito ± CONTRAN Resolução nº 193/2006 do Conselho Nacional de Trânsito ± CONTRAN Poder de polícia Art. 178 da Lei 8.03 Identificação do nível funcional da autoridade POP 304. § 2º do Código de Trânsito Brasileiro ± CTB Art. VII do Código de Trânsito Brasileiro ± CTB Emprego de força e armas Art. 01 Identificação do nível funcional da autoridade ESTABELECIDO EM: 21/08/2003 REVISADO EM: 11/06/2010 Nº DA REVISÃO: 3ª Edição RESPONSÁVEL: Comandante da guarnição ATIVIDADES CRÏTICAS 1.069/1990 ± Estatuto da Criança e do Adolescente ± ECA Deslocamento para o local da ocorrência Art.MAPA DESCRITIVO DE PROCESSO 304 NOME DO PROCESSO: OCORRÊNCIA ENVOLVENDO AUTORIDADES MATERIAL NECESSÁRIO 1.02 Chegada ao local da ocorrência POP 203. 29. 5°. 31 e 37 da Convenção de Viena d e 1961 Imunidades parlamentares Art. § 2° Código de Processo Penal Militar ± CPPM (Uso de armas) Imunidade diplomática Decreto Legislativo n° 103/1964 Decreto Lei n°56. 78 do Cód igo Tributário Nacional ± CTN Uso de algemas Súmula Vinculante nº 11 do Supremo Tribunal Federal ± STF POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE GOIÁS PROCESSO 304 OCORRÊNCIA ENVOLVENDO AUTORIDADES PROCEDIMENTO 304. 30. inc. . 3º.Equipamentos de uso individual ± EUI e de viatura (POP 101 e 102). 29.

11. AÇÕES CORRETIVAS 1. POSSIBILIDADES DE ERRO . 5. 5. reconsiderar imediatamente a atitude. ou seja: vítima. 9. parte não-definida. RESULTADOS ESPERADOS 1.Que a autoridade seja devidamente identificada a fim de que tenha o tratamento compatível com o seu nível funcional. em caso de dúvida.Avaliar a condição da autoridade na ocorrência. o mandato que exerce (Esclarecimento item 4).Impedir que a suposta autoridade continue praticando qualquer ato delituoso. de acordo com a lei. todo o atendimento da ocorrência deve ser pautado pelo respeito e isenção de ânimo. solicitante ou autora do fato precursor da ação policial (Esclarecimentos itens 1. quando esta for autora do fato precursor da ação policial (Esclarecimento item 4. dependendo da ocorrência.Caso vir a ferir a inviolabilidade pessoal da autor idade.Elaborar o Boletim de Ocorrência Policial Militar ± BO/PM. ou na falta de documentos. 4.2.Agir de acordo com o previsto legalmente quanto aos diferentes graus de imunidade e prerrogativas funcionais.Elaborar relatório circunstanciado ao seu superior ime diato. e se autorizado escoltá-lo até sua repartição ou residência. acionar o Comandante de Policiamento da Unidade ± CPU (Sequência das ações nº 2 e esclarecimento item 3). correspondente.Arrolar testemunhas dos procedimentos adotados perante a autoridade. após ter sido constatado o nível funcional da autoridade (Possibilidade de erro nº 4). o mais brevemente possível.Caso demore a constatar a real condição de imunidade da autoridade. 2.Perguntar à autoridade filiação para que seja realizada consulta pelo COPOM. 13.Caso o(s) abordado(s) seja(m) pessoa(s) de notório conhecimento e exerça(m) influência na sociedade. 2 e ação corretiva nº 4). anotando: nome completo. 12.Comunicar o envolvimento de autoridade junto à repartição púbica competente.Caso haja dúvidas de como proceder. e da gravidade desse envolvimento.Solicitar que a suposta autoridade se identifique.Que sejam tomadas todas as medidas cabíveis em relação a terceiros envolvidos na ocorrência.2).Que independente do nível funcional constatado. mediante apresentação de documento se não for pub licamente conhecida. 2. solicitar orientação ao escalão superior. por desconhecer sua identidade. 4. 10. 8. o País que representa ou.Que cesse a ação delituosa envolvendo a autoridade. do envolvimento de autoridade em ocorrência.Tomar as medidas devidas em relação a outras pessoas envolvidas na ocorrência. 3. 4.Liberar a autoridade. 3. buscar adotar novo comportamento a partir do momento que tome esse conhecimento. 6.3. endereço. juntando cópia do BO/PM. 7.Que o superior imediato do serviço saiba .Acionar o CPU para que compareça ao local e acompanhe a ocorrência. testemunha. no caso desta possuir imunidade absoluta. se for parlamentar. 3.

são as autoridades dos Poderes Constituídos: Legislativo. § 5° da CF/88.Desconsiderar a imunidade que está sujeita a autoridade (Sequência das ações nº 6). 3. Item 4 ± IMUNIDADES FUNCIONAIS: 4. Exercem seus mandatos (Legislativo e Executivo) nas esferas Federal.Precipitar adotando medidas inadequadas. e que possuem imunidades diplomáticas decorrentes do Direito Internacional Público. São os membros do Corpo Judiciário. b.Autoridades do Ministério Público ± art.Autoridade é a pessoa que exerce cargo elevado e que tem o direito ou o poder de mando. Executivo. b. isenção de certas pessoas do direito comum. Juízes.Autoridades Políticas . 128. Porém não fazem parte de nenhum dos três poderes. d. exemplos: Oficial de Justiça. Casas Militares. porém exerce grande influência na sociedade face ao poder econômico. com poder de mandar. pertencente aos poderes constituídos nacional ou estrangeiro. 2.2 ± Imunidades parlamentares (relativas): . Mesmo tratamento protocolar dispensado aos membros do Poder Judiciário. Ministros dos Tribunais Superiores. c.Pessoa com direito legal de fazer obedecer. e. Ministério Público Federal: Procuradores da República.são líderes religiosos de modo geral. Item 3 ± PESSOA DE NOTÓRIO CONHECIMENTO E QUE EXERÇA INFLUÊNCIA NA SOCIEDADE: Não possui mandato. ESCLARECIMENTOS: Item 1 ± CONCEITOS DE AUTORIDADE: a. descendentes ou cônjuge de uma autoridade.Autoridades Judiciárias ± autoridade exercida devido à natureza do seu cargo e não mandato. social ou cultural e ao seu prestígio junto à população de um modo geral. Item 2 ± TIPOS DE AUTORIDADES: a.Autoridades Religiosas . Polícias Militares.1.Adotar comportamento incompatível no atendimento da ocorrência. São elas: 4.Autoridades Diplomáticas ± são autoridades que exercem funções internacionais representando seu País junto ao Governo Federal. 4.são os Oficias lotados no Alto Comando das Forças Armadas. Estadual e Municipal.Não determinar o nível funcional da autoridade envolvida na ocorrência (Sequência das ações nº 1). Corpo de Bombeiros Militares. e Ministério Público Estadual: Promotores e Procuradores da Justiça. de obrigar. f.1 ± Conceito de imunidade: Imunidade significa inviolabilidade. sem prejuízo das providências legais. devido ao cargo ou função que ocupam ou exercem.Autoridades Militares . Os ascendentes. Desembargadores.

bem como arrolar testemunhas para que seja elaborado o BO/PM e o relatório circunstanciado do fato e encaminhado a o órgão Parlamentar correspondente. e. sua família. 53 da CF. os mesários e eleitores durante o determinado período eleitoral.2. e aos diplomatas salvo-conduto.3 ± Imunidades diplomáticas (absolutas): A imunidade diplomática é uma forma de imunidade legal e uma política entre governos que assegura às missões diplomáticas inviolabilidade. d. os Soberanos.Magistrados (Ministros dos Tribunais. a.Agentes consulares: possuem imunidade quanto aos atos praticados no exercício da função (imunidade parlamentar ± art. b.Embaixadores. os Agentes Diplomáticos.São prerrogativas que asseguram aos membros de parlamentos ampla libe rdade. Chefes de Estado.3. É garantia de independência para melhor e fielmente desempenhar seu mister. cabe ao policial militar cessar o crime identificando o parlamentar. 4. são eles: os embaixadores. protegendo -os contra abusos e violações por parte do poder executivo e do judiciário. funcionários de organismos internacionais. Só podem ser presas em flagrante delito em crimes inafiançáveis.1 ± Autoridades que gozam deste tipo de imunidade: a. b. isenção fiscal e outras prestações públicas.Tais autoridades não podem ser presas. 4. b. razão pela qual não se apresenta como circunstância ensejadora de mácula ao princípio da igualdade constitucionalmente proposto. bem como de jurisdição civil e penal e de execução. os candidatos a cargos eletivos.1 ± Autoridades que gozam deste tipo de imunidade: a. palavras e votos. nem mesmo em flagrante delito de crimes inafiançáveis.Os vereadores gozam de imunidade material. quando no exercício de seus mandatos dentro de seus Municípios. membros da comitiva e qualquer representante oficial de um país estrangeiro. Deputados Federais (por todo país) e os Estaduais (em seus Estados). Não se tratando de crimes inafiançáveis. funcionários das embaixadas.Senadores da República. 4. . autonomia e independência no exercício de suas funções. livre de quaisquer pressões. c.Tais autoridades só poderão ser presas quando estiverem em flagr ante delito de crime inafiançável. Desembargadores e Juízes) e os membros do Ministério Público (Procuradores de Justiça e Promotores de Justiça) só poderão ser autuados em flagrante nos casos de crimes inafiançáveis. alterado pela Emenda Constitucional 35/2001). em as suas opiniões. As imunidades são concedidas aos parlamentares em razão da função exercida e não da sua pessoa. Cônsules quando investidos nas missões diplomát icas especiais.Agentes diplomáticos: tem imunidade em relação ao cometimento de qualquer crime.Também não serão autuados em flagrante delito. os Chefes de Estado e de Governo.

Caso ocorra qualquer irregularidade de trânsi to. da Convenção de Viena de 1961).2. também são invioláveis.Estão excluídos das imunidades referidas os empregados particulares com nacionalidade brasileira. Aos membros do pessoal de serviço da missão que não sejam nacionais do Estado acreditador nem nele tenham residência permanente. h. quant o aos atos praticados no exercício de suas funções (art. f. pessoal técnico e administrativo das representações. estes ³só gozarão de privilégios e imunidades na medida reconhecida pelo referido Estado. §2º. aprovada no Brasil pelo Decreto Legislat ivo nº 103/64 e retificada e promulgada pelo Decreto Lei nº 56. 37. a. tais como: recolhimento de documentos de veículos e condutores. Seus bens idem.2 No caso de ser verificado a prática criminal por um Diplomata.Seus domicílios.435/65. não cabe a aplicação das medidas administrativas e penalidades previstas no CTB .3. 4. Aos membros do pessoal administrativo e técnico da missão. Todavia. o policial deverá impedir a continuação do cometimento de delito.3. Conforme a disciplina da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961. a.Em caso de falecimento de um diplomata. desde que ³não sejam nacionais do Estado acreditador nem nele tenham residência permanente´ (art.A imunidade diplomática é extensiva aos funcionários da Embaixada.3 ± Extensão da imunidade diplomática: a. remoção e apreensão. d. além dos familiares que com eles vivam. como secretários. 37.1. até que deixem o território nacional. contudo. o Estado acreditador deverá exercer a sua jurisdição . posteriormente liberar o Diplomata ou conduzi-lo até sua repartição (Sequên cia de ações n° 3). os membros da sua família c ontinuarão no gozo dos privilégios e imunidades a que têm direito.O chefe de Estado Estrangeiro que visita o país bem como os membros de sua comitiva. Não se aplica. §3º. essa imunidade também se estende às seguintes pessoas: a.A imunidade não se restringe ao agente diplomático e sua família.c. particular e oficial. g.3. e. aos criados particulares dos membros da missão que não sejam nacionais do Estado acreditador nem nele tenham residência permanente. também possui imunidade diplomática. da Convenção de Viena de 1961). aos componentes das famílias dos embaixadores. além de retenção. 4. Aos condutores e veículos em missões diplomáticas. anotar todos os dados possíveis para o preenchimento do auto de infração que deverá ser encaminhado ao órgão de trânsito local.

826 de 22/12/2003 ± Lei do desarmamento. latrocínio (art. LXIV ). a fim de poder defender -se em liberdade. da Convenção de Viena de 1961). art. 9. 14). Item 6 ± CRIMES INAFIANÇÁVEIS: 6.Essa autoridade deve ser acionada imediatamente. civis ou militares. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático (CF. 5°. .Os crimes hediondos (Lei n° 8. c. de 13/05/1997). ou alguém por ele. ± Constituem crimes inafiançáveis pela Constituição Federal de 1988: a. e Lei n°.1 ± Fiança: Garantia em dinheiro. 6.A autoridade policial de cada circunscrição é a responsável para afirmar se a conduta praticada pela autoridade se enquadra em flagrante delito de crime inafiançável. para que se evitar detenções e conduções arbitrárias. art. d. disparo de arma de fogo (art. 6.072 de 25/07/1990 ± Homicídio qualificado. 6. epidemia com resultado morte e genocídio). com acréscimos da Lei n° 8. e. nem serem conduzidas a estabelecimentos policiais.061 de 21/09/1990. LXIII).3 ± Código de Processo Penal: Os casos estão previstos nos arts. extorsão mediante seqüestro. 323 e 324.A prática do racismo (Lei n° 7.2. como o porte de arma de fogo de uso permitido (art. perante autoridade policial ou judiciária.O terrorismo (CF. 15).A prática da tortura (Lei n° 9.sobre tais pessoas de mofo a não interferir demasiadamente com o desempenho das funções da missão´(art.4 ± Leis Ordinárias: a. §3 ° in fine).O tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins (Lei n° 11. Item 7: a. 37. b. prestada pelo réu.A ação de grupos armados.455 de 07/04/1997). § 4°. b. estupro.459. 157. As autoridades com imunidades parlamentares só podem ser presas em flagrante delito em casos de crimes inafiançáveis.716 de 05/01/1989. b. Item 5 ± CONDUÇÃO DE AUTORIDADES: As autoridades com imunidades diplomáticas não podem ser presas em flagrante delito em hipótese alguma .Crimes previstos na Lei n° 10. pedras preciosas etc .343 de 23/08/2006 e Decreto Lei n° 5. 5°.912 de 27/09/2006). extorsão qualificada pela morte da vítima.