acidente de trabalho

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS NA ATIVIDADE DA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EM 1996 E 1997 BREVE INTERLIGAÇÃO SOBRE O TRABALHO DO SOLDADOR

Pôr CLAUDIO FERNANDO GOLDMAN Engenheiro Civil

Dissertação de Mestrado PPGEP

PORTO ALEGRE 2002

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS NA ATIVIDADE DA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE NO SUL EM 1996 E 1997 BREVE INTERLIGAÇÃO SOBRE O TRABALHO DO SOLDADOR

DISSERTAÇÃO

Apresentada ao Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção - PPGEP, como parte dos requisitos para obtenção do Título de Mestre em Engenharia de Produção.

Pôr CLAUDIO FERNANDO GOLDMAN Engenheiro Civil

Orientadora: Prof. Lia Buarque de Macedo Guimarães

Porto Alegre, Março de 2002

Esta DISSERTAÇÃO foi julgada adequada para a obtenção do título de MESTRE EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, Área de concentração: Produção Civil, aprovada em sua forma final pelo Orientador e pela Banca Examinadora do Curso de pós-graduação:

_________________________________________________________ Orientadora: Prof. Lia Buarque de Macedo Guimarães

_________________________________________________________ Coordenador do PPGEP: Prof. Luis Antônio Lindau

BANCA EXAMINADORA: Mauro Moura

A todos os meus parentes e amigos iii . que muito me incentivaram Aos meus primos Jairo e Sulany que me deram grande força e apoio no momento mais importante para conclusão deste trabalho.A minha mãe e a meu irmão.

que sempre me incentivou e orientou no intuito de concluir o trabalho. pelo tratamento cordial que sempre recebi destas. as quais foram essenciais para realização deste trabalho Às funcionárias da secretária do PPGEP. iv . Vera e Andréa. pêlos momentos agradáveis vividos ao longo do período de mestrado. Aos amigos do PPGEP. À DRT/RS pôr ter disponibilizados às CATs.AGRADECIMENTOS A minha orientadora.

....................................................... 11 2............3.2... 8 2............................................................................................. 4 1. 4 1........2..........................................................2 Condições Físicas de Trabalho ........................3......................4.................................3 Riscos Biológicos ...................................................... 1 1.........................................XIV LISTA DE SIGLAS ..................................................3..................... 12 2.......... 11 2......................................1 Agentes Químicos .................................................................. 5 1................................................................................2..................................................................... 7 2........................................ 13 2.....................................................................1 O Ruído ..................2 Objetivo Geral ..............................................................................................1..3 Fluxo de Trabalho............... 5 2 ACIDENTES DE TRABALHO: DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO ...........................................................................3 Estrutura do Trabalho ............ XIII ÍNDICE DE FIGURAS ..............1......................4............................................................................................... 8 2................................4 Ritmo de trabalho .................... XV RESUMO .......1 Causas..............................................................2 A Tecnologia e os Acidentes de trabalho ......................2 Automação e o Trabalhador ...............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................1 Objetivos Específicos ..............3 Considerações Sobre os Acidentes de Trabalho... 6 2.................................................................................................... 14 v ..................................................................1 Sistemas de Produção ................ 12 2....1 Tema e Justificativa ...............4 Riscos Ambientais ..............................3.....1.................2........................................... 9 2......................................................................................................................... XVII 1 INTRODUÇÃO .... 11 2............................................................................................................IX ÍNDICE DE GRÁFICOS .................................................... 13 2.................4...................................4............. 9 2.........................................................................XVI ABSTRACT .................................................................. 7 2..............1 Classificação de Acidentes .....SUMÁRIO ÍNDICE DE TABELAS ...........2 Principal Fonte de Informação ....................................................................2 Riscos Químicos ............................. 12 2..4 Limitações do Estudo ....................................................................1 Riscos Físicos ...................................................................................4............ 8 2.............. 1 1................................................

15 2.................... 16 2...............5 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais pôr Região e Estados da Federação....................4...............................4 Aspecto da Medicina do Trabalho.................................................................................................................2 Importância do Setor Metalúrgico e Metal-mecânico na Economia do Estado do Rio Grande do Sul ..............6 Aspectos sobre Acidentes do Trabalho ........................................................................................................................................................................... 16 2........5..................................................................................... 24 3....................................................................................... 18 3 ESTATÍSTICA NACIONAL DE ACIDENTES.. 16 2.....2 Nível Micro ..5 Riscos de Acidentes..2..........................................................................................................................................2 Teoria da Acidentabilidade..........................................2 Aspectos Jurídico.............6................................................. 23 3.................................. 16 2.....4...3 Dados Estatísticos Segundo a Idade ......................................................................................1............... 38 vi .........5........................7...... 35 4 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES NA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ................. 29 3....1 Teoria do Alerta............... 19 3................................... 16 2............................................7..........6........................ 14 2.....2 Local de Coleta dos Dados ..................................................... 32 3........................ 15 2.................................1..................................................5.......................................... 38 4..................2 Estatísticas de Benefícios concedidos pôr Acidentes de Trabalho......................... 16 2................ 20 3.................................. 26 3................2 Estatísticas de Acidentes segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID) 28 3..................2....1 Aspectos Econômico ......................5.............................................................................1 Princípio de Prevenção de Acidentes ........................................................................................................................ 17 2..6.....1 Coeficientes ......4............................................................7 Prevenção de Acidentes.......................................5..............2.............................. 28 3................... 16 2............................... 17 2.4.........................5 Aspectos Legais..........................................................2 Problemas em Prevenção de Acidentes . 20 3.......... 15 2...........3 Aspecto Social .....1 Casos Novos ..4 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais..........5...................6................................................ 15 2.6.................2 Teorias Psicológicas .....3 Estatísticas de Acidentes segundo o mês de Ocorrência .............1 Subnotificação ........................................................................................................................................ 15 2.............4 Riscos Ergonômicos ..................1 Teoria do Dominó............................ 38 4..........................5 Teoria da Propensão ao Acidente ...........1 Classificação da Pesquisa ..... 17 2..................... 17 2.............................................................1 Nível Macro.............4.....................................................................................6......................................................................6.......................

.4.....................3 Estado Civil ....8.............................................. 69 4...................... 50 4.................................................4.............9 Freqüência temporal dos Acidentes...... 59 4....................... 58 4............ 45 4........................................................................................4 Mãos .................................12 Lesões e Partes do Corpo Atingidas ............4...............................11............. 68 4.................................................................. 48 4..9....................................8.................................................1 Empresa ............ 50 4............................. 40 4.................................................................1 Afastamento........... 64 4............................12............................................................ 60 4.......................................2 Região da Cabeça ......... 67 4.........................5 Pés................................................................................................................................................... 55 4......................................... 55 4....................11 Dados sobre o Acidente.......................................................................1 Profissão .........................................................................1 Atividade da Empresa......4 Laudo Médico............................................................................3 População e Amostra .......... 58 4................2 Hora do Acidente.............................................................................................3 Região do Corpo Dorsal ....................12........................12...................................................5 Procedimento da Pesquisa .......8............. 67 4.............. 38 4................................. 68 4.............................. 77 vii ........................................8.........1 Data do Acidente ...........................10 Causa do Acidente .....2 Agentes da Lesão................1 Profissão com Maior Freqüência de Acidentes ............................10..........8...................................6 Análise dos Dados ..................................................................................................................................................... 46 4....7................................ 51 4.....................................................12.................7........................................................................................2 Porte da Empresa .....6 Atividade do Funcionário ........1 Profissão ................................4 Salário.....................................................................6....................9............................................................................................................................ 43 4...........................................4 Escolha de Variáveis ....................... 39 4..... 56 4....................8.............................................................................................................2 Idade ......................................8 Perfil do Trabalhador...........................3 Acidente.........5 Sexo .................3 Região da Empresa ...............12...................................................................... 71 4....4.................. 42 4....................................................... 60 4........................................................................................... 49 4... 74 4..............................2 Duração do Tratamento ............1 Natureza do Acidente ...................................................................11.....7 Perfil da Empresa .................. 39 4........... 46 4................................................................ 54 4.....................7...............................................................................................................................................................4.... 43 4...................................................................................................................................... 69 4.............2 Acidentado.............................. 44 4...................................................................10.....................................

......................................... 103 6.................................................................. 110 7.. 95 5........................................................ 125 7..........................5 Prensagem.3................................ 83 5.. 105 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................12................................................. 84 5....................................................3 Anexos Agente da Lesão ............ 131 7.......................................3 Anexos Capítulo 5 .......................... 129 7.................... 110 7.........................1 Principais Agentes Causadores De Risco À Saúde Do Soldador....................................................................... 86 5.....................................................................................................3 Resultados Obtidos da Análise das CATs de Soldadores ..............3 Sugestões para trabalhos futuros ............................................................................................ 91 5. 99 6 CONCLUSÕES ..........3......................... 128 7............................................2...................1.....1......................... 101 6.....................................................................................................................................................................1......2..............2 Agentes Químicos ........2 Prevenção na Soldagem.........................................................................................................................................................................3 A Tecnologia e o Soldador ....................6 Ventral ................... 90 5.........1........4....... 92 5.......................1 Ruído e LER .............................. 84 5..........4...................................................................................................................................................2 Trabalho do Soldador ....................... 97 5.............2... 95 5.......1...................................................................................... 104 6............ 95 5.....3 Exposição a Agentes Químicos ..................................................... 107 7 ANEXOS ........................................................3.........................................1 Anexos Capítulo 3 ...........................................................................................................1...............................2 Fumos de Soldagem .................................................................4...........................................2 Riscos ....................2 Anexos Natureza do Acidente .............4 Anexos Tipo de Lesão . 86 5............1 Anexos Profissão ............................... 87 5...................................................... 79 5 CONSIDERAÇÕES SOBRE A ADEQUAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS PELA CAT: O CASO DO SOLDADOR ........................................1.................................................................................................... 115 7...................................................4................................. 104 6..................................................1 A Visão ....2....2 Médias ...................................................1....3............................... 85 5............................. 84 5....................1 Descrição das Atividades............................ 132 viii ....4 Doenças Profissionais.............2 Anexos Capítulo 4 .3 Impacto Sofrido .................................................1 Acidentes de Trabalho ..................................................1.......................3.4 Doença Ocupacional...............................................................................................................................

. segundo as Grandes Regiões e Estados da Região Sul 1995/97 ....... 21 Tabela 3 ............ 41 Tabela 12 ................................... 48 Tabela 17 ............Acidentes Típicos Novos em 1996.. 49 Tabela 18 ......................Benefícios concedidos por acidentes de trabalho segundo os grupos de atividade econômica da Indústria da Transformação em 1996 ........................ 54 ix ........................ pôr motivo ... 44 Tabela 15 .Classificação de estado civil para o banco de dados .............Quantidade mensal de acidentes de trabalho registrados..Distribuição de acidentes segundo o porte .......... de 1970 a 1997 ....................... 32 Tabela 7 ............................................................................ 42 Tabela 14 ..................... no Rio Grande do Sul.....................Atividades econômicas priorizadas ................. 47 Tabela 16 .........................Distribuição de acidentes segundo a faixa etária para a cidade de Osasco e o estado do Rio Grande Do Sul .............................................Nº de Acidentes e Doenças do Trabalho registrados no Brasil.............................Quantidade de acidentes de trabalho registrados.............................. 25 Tabela 4 .................................................... 52 Tabela 20 ........................Lista de Atividades para o Banco de Dados............................................................................ pôr motivo..............................Número médio de empregados pôr porte da empresa ............. 30 Tabela 6 ....1997 .......... 3 Tabela 2 ...............................................Características das CATs ......................................................Distribuição dos acidentes segundo a cidade ..........ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1 .Média de idade do acidentado segundo a profissão .........Ranking das Empresas pôr Setor Econômico ....... 40 Tabela 11 .............................º de empresas e n......... 29 Tabela 5 ..........Porte das Empresas........................................................................N............. 49 Tabela 19 ................................................................Número de acidentes segundo atividade da empresa .......................................................................... 33 Tabela 8 ........................................................................................... 36 Tabela 10 ...Benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividades econômica em 1996............................................................................................................ 34 Tabela 9.............º de empregados pôr gênero até 1998................ 41 Tabela 13 ..................Faixas etárias do banco de dados ..............

......Distribuição dos acidentes segundo a região dos pés.Freqüência dos acidentes segundo o dia da semana............... 65 Tabela 29 ....... 74 Tabela 41 ............... 73 Tabela 39 ...............Freqüência de acidentes pôr estado civil. 76 Tabela 42 ...... 55 Tabela 23 .........................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão...................................Distribuição dos acidentes na região da cabeça segundo a natureza do acidente ................................................Tipos de agentes mais comuns de acordo com a atividade econômica........Distribuição dos acidentes segundo a região das mãos............................................................... 58 Tabela 24 ... 70 Tabela 35 ........................................................................... 54 Tabela 22 ..................................................Distribuição de lesões segundo região da cabeça.........Freqüência e distribuição dos acidentes segundo faixa salarial .......................................... 72 Tabela 38 .................................Distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão......Tipos de agentes mais comuns segundo a profissão .... 67 Tabela 31 ..................Tipos de agentes mais comuns de acordo com o porte................ 69 Tabela 33 .. 66 Tabela 30 ............Agentes mais comuns de acordo com a natureza da lesão .................................Distribuição dos acidentes segundo a natureza ..Distribuição das lesões segundo o tipo de lesão ...................................... 61 Tabela 25 ......................................Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a lesão.......................................... 77 x ..........................Distribuição dos acidentes segundo natureza do acidente pôr atividade econômica ...........................................Distribuição dos acidente segundo duração tratamento ............. 62 Tabela 26 .......Distribuição dos acidentes segundo os agentes da lesão mais freqüentes.................Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo o agente da lesão ..... 74 Tabela 40 .. 64 Tabela 27 ......Tabela 21 .........Distribuição das lesões segundo a região dorsal ..... 76 Tabela 43 ............................................................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo o agente da lesão ...................................................... ....... 65 Tabela 28 ............................................ 69 Tabela 34 ........................ 71 Tabela 36 .................................................... 68 Tabela 32 . 71 Tabela 37 ............................................Distribuição das lesões na região da cabeça segundo natureza e agente de lesão ...

. ............... 89 Tabela 51 .......................... 112 Tabela 59 ..............................Descrição de acidentes devido a doença ocupacional ............Distribuição de lesões segundo a doença ocupacional ......Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a natureza............Códigos CID mais Incidentes em 1997...........Descrição de acidentes devido impacto sofrido ... 120 Tabela 64 ...... 81 Tabela 49 .....................Distribuição dos acidentes segundo a Profissão...........Tipos de Acidentes Analisados nas CATs ....................... 78 Tabela 45 ..................... 123 Tabela 66 ..Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo o agente da lesão ................................................ por motivo....... segundo as Grandes Regiões e UF .Distribuição dos acidentes segundo a região ventral............................... 125 xi ..................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão... 79 Tabela 47 .............................................................................. 118 Tabela 62 ........Lesões atribuídas às partes do corpo atingida .Atividades segundo o ramo de atividade........Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a lesão...... 93 Tabela 52 ................................................ 121 Tabela 65 – Nº de acidentes de trabalho registrados.......... 80 Tabela 48.......... 98 Tabela 56 .................. 94 Tabela 53 ............................................1995/97 ...Distribuição de acidentes pôr soldador segundo a região ....Composição Básica Dos Fumos de Soldagem ...................................... 81 Tabela 50 ..................... 110 Tabela 58 ............. 115 Tabela 61 ...............soldadores............ segundo a idade em 1997....soldador.......................Tabela 44 ...........Distribuição dos acidentes na região ventral segundo o agente da lesão .........Lista de Agente de Lesão .........................Distribuição e acidentes segunda a atividade dos soldadores .Descrição de acidentes devido impacto sofrido .......................................... por motivo........................ 119 Tabela 63 ..........................Variáveis relativas às partes do corpo atingidas............................Benefícios Concedidos por Acidentes do Trabalho em 96 por Estado ...... 99 Tabela 57 ....................................... 79 Tabela 46 ...........Freqüência de Acidentes de trabalho registrados........... 114 Tabela 60 .............. 98 Tabela 55 ...............................................soldadores........... 97 Tabela 54 ........soldador...............................................................

.. 128 Tabela 69 ............................Distribuição dos acidentes segundo o porte por natureza da lesão ....... ..........Distribuição dos Acidentes segundo O Agente Causador da Lesão ............Tabela 67 ...................... 132 xii ..................Distribuição dos Agentes de Lesão segundo a atividade econômica ............... 129 Tabela 70 ...Distribuição da Natureza da Lesão Segundo a Profissão ...............................................Distribuição das Lesões segundo o tipo de lesão ...... 130 Tabela 71 ........................ 128 Tabela 68 .Relação de natureza do Acidente... 131 Tabela 72 ....... agente de lesão e descrição apresentadas em algumas CATs referentes ao soldador....

..................Freqüência dos Acidentes segundo Atividade Econômica . Erro! Indicador não definido...... 51 Gráfico 9 ............................................ 22 Gráfico 2 ................................mais de 15 dias segundo Classe de Atividade Econômica ......... Gráfico 4 ..Freqüência de Acidentes pôr Idade........................Acidentes Registrados na Região Sul (DATAPREV) . 47 Gráfico 8 .. ....................... 23 Gráfico 3 .....Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo a natureza........ 59 Gráfico 13 ..................................Distribuição dos acidentes segundo o motivo............................Freqüência de Acidentes de Trabalho ................................................... 53 Gráfico 11 ..............Osasco ................................................................................................Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a natureza do acidente......................... 27 Gráfico 5 ...................... 31 Gráfico 6 ......Distribuição de acidentes pôr sexo segundo a natureza....... 62 Gráfico 15 ...........................Distribuição dos Acidentes segundo o dia da semana ............................................ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1 .........Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a natureza ...........................................Incidência de Acidentes Pôr Região (DATAPREV) .. 77 xiii ............... 56 Gráfico 12 ........ 75 Gráfico 17 ............................Comparação de distribuição de acidentes segundo faixa etária entre RGS e OSASCO ........................Distribuição dos acidentes segundo a hora do acidentes ......................................................... 72 Gráfico 16 ........... 52 Gráfico 10 ........Distribuição de acidentes segundo faixa etária ..Freqüência de Acidentes Típicos (Brasil)....Distribuição de acidentes pôr profissão ...................... 59 Gráfico 14 ...Freqüência de Acidentes com Morte (Brasil) .. 31 Gráfico 7 ................................................

.......Principais campos de Informações do anverso CAT ...........Principais campos do Verso da Informações da CAT ....... 116 Figura 2 ............................................ 122 xiv ..................Banco de dados utilizado para armazenamento de dados com base na CAT ....ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1 ...... 117 Figura 3 ...

LISTA DE SIGLAS ABNT ACGIH AEPS ANFIP BEAT CANCAT CAT CID CIPA CLT CNAE DO DORT DRT/RS EPI FIBGE FIERGS INSS LER LT MIG MPAS MT N NB NI NR OIT PAIR PCMSO SEBRAE SSST SUB SUS TIG TLV UV Associação Brasileira de Normas Técnicas American Conference of Governmental Hygienists Anuário Estatístico da Previdência Social Associação Nacional dos Fiscais de Contribuições Previdenciárias Boletim Estatístico de Acidente de Trabalho Campanha nacional de Combate aos Acidentes do Trabalho Comunicação de Acidente do Trabalho Código Internacional de Doenças Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Consolidação das Leis do Trabalho Classificação Nacional de Atividades Econômicas Doença Ocupacional Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho Delegacia Regional do Trabalho/Rio Grande do Sul Equipamento de Proteção Individual Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Federação das Industrias do Estado do Rio Grande do Sul Instituto Nacional do Seguro Social Lesão pôr Esforço Repetido Limites de Tolerância Metal Inert Gas Ministério da Previdência e Assistência Social Ministério do Trabalho Número Normas Brasileiras Não Informado Norma Regulamentadora Organização Internacional do Trabalho Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Programa de Consolidação e Médico de Saúde Ocupacional Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho Sistema Único de Benefícios Sistema Único de Saúde Tungstein Inert Gas Threshold Limit Values Ultra Violeta xv .

Fica evidente que. existe a própria desorganização do trabalho. natureza e distribuição dos acidentes. xvi .RESUMO A presente dissertação apresenta um levantamento de dados sobre acidentes de trabalho feito a partir de informações extraídas de um documento denominado CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). deixa evidente a insalubridade do ambiente de trabalho do acidentado devido à quantidade de registros causados pôr ruído (principalmente fábricas de cutelaria) e DORT (Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho). além da falta de organização do posto de trabalho do acidentado. O estudo. Com base neste documento. pois sofreram muitos acidentes pôr impacto sofrido. ao acidentado e acidentes de trabalho registrados no setor metalúrgico e metalmecânico do estado do Rio Grande do Sul nos anos de 1996/1997. Há também grande incidência de impacto sofrido pêlos acidentados. analisaram-se informações referentes à empresa. os soldadores apresentaram um dado curioso. procedeu-se ao armazenamento dos mesmos em um software de banco de dados que permite analisar as informações levantadas no intuito de melhor conhecer a magnitude. peças e máquinas. devido a ferramentas. Após a coleta dos dados. devido a queda de tubos. fatores que provavelmente contribuem para o aumento de riscos de acidentes. Os profissionais atuam fora de seu posto e em tarefas que não são características de sua função. No entanto. Com os resultados obtidos neste trabalho. canos e barras. Os metalúrgicos foram a categoria profissional que mais acidentes de trabalho registraram. fora de seu posto de trabalho ou de suas atividades tradicionais de solda. pretende-se sensibilizar as empresas para que tomem medidas mais eficientes a fim de minimizar os riscos aos quais os trabalhadores estão envolvidos e expostos.

However. In the analysis of the results the following were made evident: A lack of organization of workstations. besides the lack of organization at their work stations. most probably contributing to the increase of accident risks. and parts. it was interesting to note that the welders were sited as having reported many impacts related injuries. By use of this databank an analysis of the results was made possible as well as the formulation of conclusions. xvii . From this document was collected information regarding the companies/ manufactures. the information was stored in a databank. machines. especially by tools. employees are used in areas other than the work stations for which they have not been hired. With these results. The metallurgic sector was the professional category that registered the most number of accidents. due to the large number of impact related injuries.ABSTRACT The present dissertation shows the results collected from a document entitled CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). there was a lack of organization in the work itself. which were outside of their welding workstations. It was evident also. The most significant manufacturing company sited for noise related injury was that of the cutlery industry and metallurgy for impact related accidents. due to the fall of steel tubes and bars. After the data was collected. accident related jobs and injuries in the areas of metallurgic e metal-mechanics in the state of Rio Grande do Sul in the years of 96/97. The unhealthy work environment also was made evident in the high number of reports of noise related and LER (Injuries due to Repeated Efforts). we hope to make the manufacturing companies aware so that they may take greater effort in minimizing the job-related risks with which the workers are faced. that.

esses custos são demasiadamente altos (Ganhe. principalmente devido à subnotificação. novos sistemas e novas tecnologias de produção.1 INTRODUÇÃO O mundo do trabalho é complexo e cada vez mais pressionado pôr uma dinâmica global que exige a criação de novas técnicas.1996). mas também pode gerar mortes. Apesar das CATs serem um instrumento que vem sofrendo diversas críticas. de caráter físico e/ou intelectual. doenças e a incapacidade parcial ou permanente do indivíduo ao exercer suas funções. instantânea ou não.1 Tema e Justificativa Uma das principais contribuições para auxiliar a entender os acidentes de trabalho são as estatísticas desses acidentes. além de afetarem a própria atividade laboral. ou uma atividade coordenada. também atingem a sociedade em geral e o meio ambiente. Para a sociedade como um todo. relacionada com o exercício do trabalho. ela é um importante instrumento de combate aos acidentes de trabalho principalmente devido a sua abrangência nacional. Azevedo (1999) define trabalho da seguinte forma: palavra que indica aplicação de forças humanas para alcançar um determinado fim. Técnicas estas necessárias para que as empresas se mantenham competitivas e se tornem mais produtivas em um mercado globalizado. que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão Os acidentes de trabalho. Através das estatísticas. Acidentes decorrem em custos sociais e econômicos para empresas. 1. necessária à realização de qualquer tarefa. 1 . cuja principal fonte de dados é a Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT). tendo como base as CATs. serviço ou empreendimento Na ABNT (1995) encontra-se a seguinte definição para acidente de trabalho: termo caracterizado como uma ocorrência imprevista e indesejável. Com tudo isto também é necessário a criação de novas técnicas para controle e prevenção de acidentes. podem-se definir prioridades e adotar medidas prevencionistas contra os riscos envolvidos na atividade laboral do trabalhador. que é a não notificação de acidentes de trabalho. O trabalho pode gerar vida e saúde... trabalhadores e suas famílias.

maior será a conscientização dos segmentos sociais. Segurança do Trabalho e Ergonomia. 1999) relata que: “É importante lembrar que o trabalhador não é uma simples peça produtiva e sim um ser humano merecedor de proteção no trabalho” Com o intuito de minimizar os acidentes de trabalho. Mitrof (1994) afirma que: “No Brasil existe a falta de um modelo prevencionista aliado à falta de cumprimento das normas existentes sobre acidentes de trabalho. fornecidos pelo 1 Compreendido como um instrumento para aperfeiçoar a compreensão dos números levantados através das estatísticas 2 .. Este tema se enquadra principalmente em áreas ligadas à Saúde. Estudar meios para diminuição dos acidentes de trabalho é importante em primeiro lugar porque diz respeito à proteção da integridade física e mental da saúde do trabalhador no exercício de seu trabalho. quanto maior o número de estudos tendo como tema diminuição de acidentes de trabalho. Em relação ao trabalhador (Azevedo. com relação à evitar que este problema permaneça. sem receber a devida atenção.. Existem poucas informações e pouco histórico sobre desenvolvimento de pesquisa nesta área e muito poucas sendo feitas. aposentadoria pôr invalidez permanente e auxílio pôr incapacidade permanente parcial. o Ministério do Trabalho (MT) começou uma pesquisa para apontar indicadores epidemiológicos com base na análise de freqüência. Além disto. o que aumenta o grau de dificuldade de realização de um estudo sobre acidentes de trabalho. principalmente porque as informações sobre acidentes de trabalhos não são consistentes e pôr não receberem o tratamento epidemiológico1 adequado (Ganhe.O que mais dificulta o enfrentamento dos problemas relativos a acidentes de trabalho é a dificuldade em se estabelecer um planejamento eficiente. dos dados sobre benefícios iniciados em 1995 pôr pensão acidentária. o que ressalta um duplo aspecto que reduz o crescimento do país: um elevado gasto em benefícios decorrentes de trabalho pôr parte do governo e perda da produtividade pôr parte das empresas devido aos custos de acidentes”.1996) Em relação aos acidentes de trabalho ocorrido no Brasil.

Atividades econômicas priorizadas Classe de Atividade Econômica Grupo de Atividade Econômica Indústria metalúrgica. como morte e incapacidade permanente.s usina de cana.Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS). pontes e torres madeiras Cerâmicas não refratárias artigos de cimento. Estas atividades foram as que mais acidentes registraram e. Tabela 1 .açúcar Fabricação de produtos químicos fabricação de produtos petroquímicos fabricação de fertilizantes fosfatados CONSTRUÇÃO Construção Extração de minerais metálicos INDÚSTRIA EXTRATIVA Fonte: BEAT.metálicos Fabricação de produtos alimentícios e de bebidas Atividade Econômica Fabricação de peças fundidas de ferro fabricação de estruturas metálicas para edificações. metalmecânica. concreto e fibras . segundo critérios adotados pelo MT. DATAPREV edificações obras viárias extração de metais preciosos extração de pedra. alguns setores produtivos apresentaram níveis elevados de eventos de gravidade. 21).(1996) esta priorização levou em conta a magnitude e a gravidade do problema. merecem atenção especial para que se tomem medidas para prevenção de acidentes de trabalho e diminuição de riscos para os trabalhadores. parcial e total. segundo critérios adotados pelo MT. 3 . mais benefícios geraram devido aos mesmos. elétrica e eletroeletrônica. estão a indústria metalúrgica e metal-mecânica. Com base nestes critérios foram estabelecidos grupos de atividades econômicas. Segundo estes dados. INSS. Estes indicadores foram analisados pôr atividade econômica. Estas três classes pertencem a um universo de 16 classes que fizeram parte do estudo realizado pelo MT (ver Tabela 2 pág.de. através do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). bem como sua resolutividade. Segundo Ganhe. construção e indústria extrativa) que. CAT. No topo da lista de atividades que devem ser priorizadas.. areia e argila Extração de minerais nãometálicos Na Tabela 1 são apresentadas as três principais atividades econômicas (indústria da transformação. conseqüentemente. Fabricação de produtos minerais de madeira INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO Fabricação de produtos minerais não ..

3. este trabalho tem como objetivo geral identificar os itens relevantes a acidentes que não estão hoje disponíveis a fim de aprimorar as informações constantes nas CATs 1. − A realização de uma apreciação ergonômica.1 Objetivos Específicos Tem-se como objetivo específico deste trabalho: − Identificar: 1. merecendo prioridade nas ações para a busca de soluções que visem diminuir a ocorrência de acidentes de trabalho. tomando como base um dos postos de trabalhos envolvidos em acidentes na indústria metalúrgica e metal-mecânica. percebe-se que. quais tarefas normalmente executadas poderiam estar associadas com potenciais riscos do posto. a indústria metalúrgica e a metal. para que se possa. 4.2 Objetivo Geral O objetivo geral deste trabalho é contribuir para a criação de uma base de dados sobre acidentes de trabalho. Além disto. − Analisar um posto de trabalho. Quais profissões têm maior freqüência de acidentes. Principal agente causador de lesão. Qual a natureza de lesão mais freqüente entre os acidentados.Conforme a Tabela 1.2. − Verificar se os dados disponibilizados nas CATs são suficientes para que se possa estabelecer ações e medidas que permitam a eliminação ou o controle do risco de acidentes. pôr meio de análise destes dados. 1.mecânica estão no topo da lista. priorizar ações que minimizem a ocorrência de acidentes de trabalho. em acidentes. dentro da ordem de priorização. Qual a principal parte do corpo atingida. 2. identificando. 4 .

O levantamento foi feito apenas para o setor Metalúrgico e Metal. O levantamento de dados foi feito apenas no Rio Grande do Sul abrangendo o período de Janeiro de 1996 à Dezembro de 1997. Os trabalhadores sem carteira assinada não pertencem à CLT. para cada grupo de variáveis levantadas.. No capítulo 5 é feita uma análise adicional para o soldador. representando cerca de 30% da população economicamente ativa (Anuário. e não foram considerados os acidentes de trajeto.1. No capítulo 6 é apresentada a conclusão do trabalho. 1.Mecânico. para posterior comparação com os dados obtidos a partir da análise das CATs feitas neste trabalho. O capítulo 3 apresenta estatísticas nacionais sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais.3 Estrutura do Trabalho O capítulo 2 apresenta uma definição geral e classificação de acidentes de trabalho.. 5 .4 Limitações do Estudo A CAT contém apenas informações sobre os trabalhadores que são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).. procurando comparar as informações das CAT com as características da profissão. e são feitas recomendações para estudos futuros.1999). No capítulo 4 estão as informações referentes ao método de coleta de dados sobre acidentes de trabalho e são apresentados os resultados e análises.

− Assistência Médica: Corresponde aos segurados que receberam apenas atendimentos médicos para sua pronta recuperação para o exercício da atividade laborativa. − Incapacidade Permanente: Compreende aos segurados que ficaram permanentemente incapacitados para o exercício de atividade laborativa.2 ACIDENTES DE TRABALHO: DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO Segundo a Norma Brasileira de Cadastro de Acidentes (NB18). − Acidentes Liquidados: Corresponde ao número de acidentes cujos processos foram encerrados administrativamente pelo INSS. o acidente do trabalho é caracterizado como uma ocorrência imprevista e indesejável. Óbitos . 1975). que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão (Abnt. − Acidente de trajeto: ocorrido no trajeto entre a residência e o local do trabalho do segurado. − Incapacidade Temporária: Compreende aos segurados que ficaram temporariamente incapacitados para o exercício de sua atividade laborativa. depois de completado o tratamento e indenizadas as seqüelas. de acordo com o Inss (1998). instantânea ou não.Corresponde aos segurados que faleceram em função do acidente do trabalho. o acidente do trabalho é definido tecnicamente nos seguintes termos: − Acidente típico: decorrente da característica da atividade profissional desempenhada pelo acidentado. relacionada com o exercício do trabalho. No processo de registro dos acidentes do trabalho. 6 . − Acidente devido a doença do trabalho: ocasionado pôr qualquer tipo de doença profissional peculiar a determinado ramo de atividade econômica constante de tabela da Previdência Social (Anexo II do Decreto 611/92) − Acidentes Registrados: Corresponde ao número de acidentes cujos processos foram abertos administrativa e tecnicamente pelo INSS.

7 . Abaixo são relacionados três conceitos técnicos de Acidentes de Trabalho: − Acidente com afastamento: Aquele que impossibilita o retorno do acidentado ao trabalho no dia do acidente e na jornada normal no dia seguinte. a maioria dos acidentes foram atribuídos aos operários. A. traduzidas pelas expressões de ato inseguro e condição insegura.2. No Brasil. financeiros ou agressão ao meio ambiente. Num outro estudo conduzido pôr Dela Coleta (1991) apud Costella. de acordo com o artigo 142 do Decreto 611 pg13 (Anfip. 1997). à imprudência ou à exposição desnecessária ao perigo. danos materiais. ou seja. J.1.1. 1992). mas não provocam lesão. o acidente de trabalho ainda é considerado como um fenômeno decorrente de falhas humanas ou técnicas. à negligência. Pôr ter uma abrangência nacional.2 Principal Fonte de Informação No Brasil. − Acidente sem vítima ou incidente: Toda ocorrência não programada que interrompe a atividade normal do trabalho. recaindo na responsabilização do trabalhador. São Paulo: Atlas. resultando em perda de tempo. o que normalmente denomina-se de “produção da consciência culposa”. atividades de prevenção. definidos acima. nas quais 70% dos acidentes foram atribuídos ao descuido. DELA COLETA. é necessário que ocorram lesões ou perturbações funcionais com ou sem afastamento do empregado do local de trabalho. existem acidentes que ocorrem. Prova disto é um estudo realizado em três grandes empresas metalúrgicas do estado de São Paulo (Binder. (1999). contribuições da psicologia do trabalho. Acidentes de Trabalho: Fator Humano. pôr imprudência ou porque “os operários teimam em alterar a rotina de trabalho”. 2. Neste contexto se chamam incidentes. a CAT se constitui numa importante fonte de informações sobre acidentes do trabalho e doenças profissionais. a CAT é o instrumento formal de registro dos acidentes do trabalho e seus equivalentes. − Acidente sem afastamento: Aquele em que o retorno do acidentado ao trabalho ocorre no dia do acidente ou no dia seguinte.1 Classificação de Acidentes Para os efeitos do conceito de acidentes no trabalho. 1991. Porém.

pôr sua vez.2 Automação e o Trabalhador Araújo. são aqueles em que a participação do elemento humano para a fabricação de um produto é quase nula. 2. Os sistemas de produção não-automatizados compreendem a fabricação de um produto quase que de forma artesanal. Cabe ao trabalhador executar as tarefas de integração. Porém. que se dá quando um número igual de trabalhadores. No entanto. alimentação das máquinas e parte de operações de transformação. os processos semi. trabalhando a um ritmo constante. principalmente. ou seja. 8 . é decorrente. a fabricação é totalmente dependente da máquina. Os sistemas de produção automatizados.2 A Tecnologia e os Acidentes de trabalho A elevação da produtividade. de invalidez e de doenças nas fábricas automatizadas. durante o mesmo período de tempo. o aumento da tecnologia tende a aumentar a monotonia do trabalho com conseqüente elevação do desgaste psicológico e da ocorrência de acidentes.2. do progresso técnico. 1989).automatizados. A tecnologia introduz variáveis que alteram o ambiente de trabalho. pelo fato de se terem sistemas produtivos diferentes. cria uma quantidade maior de produtos. visando a sua eliminação. A função do elemento humano restringe-se ao acompanhamento e controle dos equipamentos automatizados. favorecendo situações que expõe o trabalhador a sérios riscos de ter sua capacidade de trabalho diminuída. 2.2. ou seja. (1989) afirma que com o processo de automação existe um menor risco de acidentes. semi.Para contrapor este ponto.automatizados mantém a intervenção direta do elemento humano na confecção do produto. é preciso a pesquisa dos elementos característicos do acidente permitindo a identificação dos fatores de risco comuns a diferentes situações de trabalho. pode-se também esperar que se tenham diferenças quanto à influência destes na exposição humana a menores ou maiores fatores de risco. Pôr fim. pela possibilidade de controle remoto e a eliminação das tarefas mais difíceis e perigosas e redução considerável da fadiga.1 Sistemas de Produção Os sistemas de produção podem ser de três tipos: não automatizados. automatizados. maior eficiência dos meios de produção empregados (Araújo. 2. É valido inferir que.

ela pode aumentar a quantidade de acidentes de trabalhos em alguns casos. compreende 1. Em sistemas automatizados. existem acidentes com menor freqüência e maior gravidade. O operário deve funcionar no ritmo da máquina automática de forma que não pare a produção.1 Causas Tiffin e McCormick apud Araújo (1989) atribuem os acidentes a duas classes ou fontes principais ou a combinação das duas: − Fatores de Situação: Projeto do equipamento ou ferramenta. É muito importante que em sistemas automatizados se leve em consideração o fator humano. Pode-se verificar que dependendo da forma como a automação for empregada. afirma Araújo (1989) Izmerov (1992) analisou a morbidez ocupacional de trabalhadores de fundição em uma fábrica na Rússia durante 13 anos. O homem tem o seu próprio ritmo. dentre as quais causadas pela poeira (silicose e bronquite) e vibrações locais (doenças pôr vibrações) foram as mais encontradas entre os trabalhadores de fundição. duração dos períodos de trabalho e meio físico. e deve ser respeitado no intuito de minimizar riscos com acidentes de trabalho. existe também uma alta intensidade de trabalho. sempre lembrando que o homem não é uma equipamento que pode acompanhar o ritmo constante das máquinas . Porém. O importante no momento de se empregar o processo de automação é a preocupação com o fator humano. A morbidez ocupacional. 2. ocorrendo desgaste emocional intenso e inclusive acidentes. Foi constatado que todas as 27 principais formas de doenças ocupacionais. métodos de trabalho.1.3 Considerações Sobre os Acidentes de Trabalho 2. projeto de trabalho. Conclui-se deste estudo que um decréscimo das doenças ocupacionais nas indústrias de fundição se mostra impossível sem a modernização e completa automação dos processos tecnológicos. procurando verificar os possíveis impactos que esta automação irá ter sobre o trabalhador. e em outros ele pode vir a diminuir. Tiffin e McCormick 9 .4 casos pôr 1.000 pessoas entre trabalhadores de fundição em indústrias da Rússia.3. segundo o estudo. seria preciso analisar se a diminuição de acidentes não seria substituída pela maior gravidade deste.3 .normalmente em locais onde existam processos de automação.

− Ritmo de trabalho.) − Aspectos Humanos: seleção e treinamento de pessoal. idade. proteção nas máquinas. Flippo Jucius Kwasnicka (1978) 10 . Kwasnicka (1978) apud Araújo (1989) consideram como fatores principais: − Condições de Trabalho: Manuseio de material. temperatura. sexo. − Jornada de trabalho. etc. formação. disciplina. atitudes impróprias. − Horário de trabalho. Flippo (1970). Estes autores consideram que os acidentes basicamente tem como causa o erro humano. − Fluxo de trabalho. − Condições físicas das máquinas e equipamentos. sistemas de valores. fluxo de trabalho. falta de cuidados e não observação das normas de segurança. − Condição física do ambiente de trabalho (ruído. supervisão. temperatura. Elementos pertinentes à organização do trabalho que podem influir na ocorrência de acidentes de trabalho: − Leiaute. fadiga. inaptidão ao trabalho. iluminação. experiência e outros. gases. Jucius (1977). temperamento.).− Fatores individuais: Características da personalidade. ruídos. etc. ambiente físico do trabalho (iluminação. − Dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos. Fischer(1987) apud ARAÚJO (1989) diz que: “A organização do trabalho deve ser adaptada às condições do homem e não ao contrário. motivação.

2. conhecimento das necessidades de segurança.1999) Sorokina (1997) em um recente estudo feito em indústrias metalúrgicas russas. pode estar incrementando as ocorrências de acidentes de trabalho.. Para esse setor.4 Ritmo de trabalho Marx (1980) e Friedmann (1965) apud Araújo (1989) atestam que desde a introdução de sistemas mecânicos nas fábricas. os acidentes do trabalho elevaram-se em grandes proporções.3... Pôr sua vez. conforme previsto em lei. estavam ocorrendo porque a maior parte da produção de equipamentos não seguia as regras e padrões de prevenção de acidentes e segurança de trabalho. o trabalhador aceita trabalhar em locais insalubres de melhor salário (Anuário. preferem pagar o adicional de insalubridade. e capacitação dos trabalhadores para execução correta de procedimentos com potenciais de perigo. Verificando que as modificações destas condições implica em vultuosas despesas. Em seu estudo. o contato físico e que haja dispositivos de segurança e proteção adequados. ele verificou a necessidade de treinamento.3. Isto vem a reforçar a idéia que a utilização de novos processos produtivos.2. como forma de prevenir a ocorrência de danos traumáticos nos trabalhadores daquelas indústrias. verificou que problemas com danos traumáticos. 2. primeiramente deve ser estudado o manuseio de materiais e componentes nas máquinas e bancadas.3 Fluxo de Trabalho Alguns estudos apontam que o manuseio de material é a fonte da maior quantidade de acidentes na indústria. os quais passaram a determinar o ritmo da produção. Marx Friedmann 11 .3. com a finalidade de que seja reduzido.2 Condições Físicas de Trabalho As condições físicas de trabalho são um dos fatores mais negligenciados pêlos empresários. ao mínimo. nos quais o ritmo de trabalho é mais intenso.

4. Muito pouco tem se feito para se resolver este problema. − Radiações Ionizantes: Forma de energia que se propaga no espaço como ondas eletromagnéticas. e praticamente não existem informações estatísticas sobre este fato. 1997). na Itália. 2. − Vibrações: Oscilação pôr unidade de tempo de um sistema mecânico. − Radiações não Ionizantes: Forma de energia que se propaga no espaço como ondas eletromagnéticas. que não possui a energia necessária para deslocar elétrons. Dalmine (1993) realizou um projeto em uma indústria de aço.1 O Ruído O Ruído é um dos principais causadores de doença do trabalho na indústria metalúrgica e metal-mecânica. Os agentes físicos mais presentes são: − Ruído: Qualquer sensação sonora considerada indesejável.4 Riscos Ambientais Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos. químicos. com o intuito de reduzir os ruídos em um posto de trabalho 12 . − Iluminação: Forma de energia que pode ser natural (sol) ou artificial (outras fontes que geram luz).1. − Frio: Sensação de desconforto pôr baixa temperatura em relação ao corpo com conseqüente redução da capacidade funcional do indivíduo. Dependendo da quantidade e da velocidade de energia transferida. causarão maiores ou menores conseqüências para o trabalhador ou qualquer outra pessoa. − Pressões Anormais: Aquelas que fogem dos padrões normais dos limites que os seres humanos toleram.4. concentração ou intensidade (Herzer. − Umidade: Grande quantidade de partículas de água no ar. biológicos.2. − Calor: Situação de desconforto em função de elevada temperatura.1 Riscos Físicos Os riscos físicos são oriundos de agentes que atuam pôr transferência de energia sobre o organismo. 2. possuindo energia suficiente para desprender alguns elétrons existentes nas moléculas dos tecidos humanos. mecânicos e ergonômicos existentes no ambiente de trabalho e capazes de causar danos a saúde do trabalhador em função de sua impureza.

4.4. consistindo de especialistas em ergonomia que trabalharam em conjunto com um projetista mecânico. com uma força de trabalho de 180 esmerilhadores foi analisada para cobalto e níquel. e o gerente da seção onde seria empregado o sistema robotizado. gases. trazer problemas respiratórios. A inalação de poeira nos worksites numa fábrica de metal pesado (operações de esmerilhamento principalmente). 2. Também como meta se tinha reduzir. Riscos químicos têm como principais agentes sólidos. 2. vapores. produtos químicos trazem problemas à saúde e à integridade física dos trabalhadores. a menos que sejam manuseados com cuidado. Foi feita também uma análise de correlação entre exposição a concentração de cobalto e concentração de níquel para 13 . Os agentes químicos podem agir no ser humano pôr vias respiratórias. poeiras e fumos que podem provocar lesões ou perturbações funcionais e mentais.das partículas de poeira demonstrou que elas têm os mesmos componentes metálicos que produtos de metal pesado. foi comprovado que os trabalhadores respiravam mais de 66 % desta poeira e em torno de 12 % estavam sendo expostos a níveis acima dos aceitáveis. quando absorvidos pelo organismo em valores acima dos limites de tolerância. névoa. procurou determinar a exposição de trabalhadores de uma Indústria de metal pesado da Inglaterra. O emprego do novo sistema reduziu o nível de ruído e eliminou a necessidade do trabalho manual e acidentes relacionados com as operações. componentes que tem demonstrado. Foi desenvolvido um método para avaliar o impacto econômico das vantagens ergonômicas obtidas da introdução de um sistema robotizado. em função da concentração e tempo de exposição.2 Riscos Químicos Normalmente.encarregado de manusear as peças fabricadas e prepará-las para o transporte através do uso de um sistema robotizado. mas em toda a fábrica. o trabalho manual associado com as operações e também eliminar o riscos associados. aumentando a segurança dos trabalhadores e reduzindo consideravelmente os níveis de ruídos. matrizes de metal pesado. ou até mesmo eliminar. cutânea e digestiva. Em análises feitas.2.1 Agentes Químicos Um estudo feito pôr Kusaca (1992). O projeto inteiro foi conduzido pôr uma equipe multidisciplinar. a Cobalto e Níquel. com as mesmas. Este é um caso onde a tecnologia diminuiu os acidentes de trabalho. não apenas no posto de trabalho. líquidos. A microanálise de elétron-microscópio de Raio X .

dejetos de animais. bactérias. Neste estudo se estabeleceu que a morbidade ocupacional foi em média 0.indivíduos. estando ligados a fatores externos (ambiente) e internos (plano emocional). sendo que entre as mulheres foram 32. 2. vísceras. couros. não está adequado ao ser humano. silicotuberculose foi 5. A melhoria das condições de trabalho deve levar em consideração o bem estar físico e psicológico.15 casos para cada trabalhador (1 a cada 6. ossos. As doenças foram registradas com maior freqüência entre os trabalhadores de corte de produtos fundidos (silicose. isto de 1984 a 1988.3 casos).PCMSO. dando significativa e positiva. Na Rússia um estudo sobre morbidade ocupacional em 140 trabalhadores de 15 empresas metalúrgicas foi publicado em 1992 (Occupational. A prevenção deve levar em consideração a ventilação e programa de controle médico de saúde ocupacional .. 2.67 trabalhadores).4.. sangue. Podem ser vírus.4.1992)..4 Riscos Ergonômicos Os riscos ergonômicos decorrem do momento em que o ambiente de trabalho. Neste caso se chegou à conclusão da necessidade de melhoria das condições de trabalho e aumento da qualidade e exames médicos completos.3 Riscos Biológicos Riscos biológicos são aqueles causados pôr agentes vivos que causam doenças e se encontram no meio ambiente. O mais alto nível de doença ocupacional foi induzido pôr bronquite devido a poeira em homens e neurite coclear em mulheres. Em síntese. Melhorias adicionais do ambiente de trabalho neste caso foram necessárias devido aos riscos causados pôr exposição a cobalto e níquel. quando há disfunção entre o posto de trabalho e o indivíduo.3 casos em homens) e soldadores (bronquite devido aos fumos de soldagem. Podem estar relacionados com alimentos ou com atividades em contato com carnes. lixo. fungos. 14 .

explosivos. de modo que os mesmos estariam dispostos como peças de dominó. Algumas teorias tentam explicar a ocorrência de acidentes sendo as mais conhecidas comentadas a seguir.1 Teoria do Alerta O Acidente é resultado de um baixo nível de alerta (ou vigilância) causado pôr fatores relacionados ao clima psicológico negativo do trabalho. Pode-se observar que também existem os riscos de operação. 2. equipamentos. manuseio.1 Teoria do Dominó Utilizada no Brasil. inflamáveis. ligar uma máquina sem avisar ou luz insuficiente e peças desprotegidas que resultam em acidentes. 15 . No local encontra-se os riscos de armazenagem. condições sanitárias e outros. Consiste numa seqüência de eventos progressivos. seja pôr causa do trabalho monótono. 2.2 Teorias Psicológicas 2.2. pela falta de diversidade das tarefas. − Condições inseguras: Criadas ou mantidas no ambiente pêlos mais diversos motivos aparentes.5. nas instalações elétricas.5.4.5 Riscos de Acidentes Algumas bibliografias dividem os riscos em de ambiente ou de local. combustíveis. tais como permanecer embaixo de cargas suspensas. São elas: − Ato ou Condição Insegura: Desempenho inseguro das pessoas. pela baixa probabilidade de promoção do trabalhador ou pelo pagamento insuficiente. transporte. máquinas. na qual a queda da primeira implicará na derrubada de todas as outras e a retirada de uma delas levaria a não ocorrência das seguintes.5 Teoria da Propensão ao Acidente É baseada na premissa de que alguns indivíduos possuem características que os predispõem a uma grande probabilidade de se envolverem em acidentes em relação a outros indivíduos em condições similares de trabalho 2. ferramentas.5. fornos. Os riscos estão associados ao conjunto do ambiente ou local de trabalho. movimentação.2. caldeiras.

interrupção do trabalho de equipes atingidas pelo acidente.1 Nível Macro “Grande soma de recursos despendidos pela Previdência Social para custear os acidentes de trabalho. somandose a sua fragilidade emocional e seu abatimento moral que passa para toda a sua família.1. 2.6.. sono. redução da produtividade do acidentado quando volta para o trabalho.6.2 Nível Micro − Custo Segurado: O Custo dos primeiros 15 dias de tratamento do acidentado e a despesa com o seguro do acidente do trabalho. desde a concessão de benefícios até responsabilidade civil e ou penal do empregador. Diminuição da Produtividade. quebra de continuidade da equipe.1 Aspectos Econômico 2. A Tragédia. 2. pode ser caracterizada como uma das mais brutais formas de violência urbana.(1998) citado pôr Costella(1998) 2. − Custo não segurados: São constituídos pelas demais despesas.. 16 . sendo que foram gastos 1. principalmente se o trabalhador não se ajustar a eles.3 Aspecto Social A violência do acidente do trabalho. consumo de drogas.2 Teoria da Acidentabilidade Afirma que qualquer condição de estresse imposto ao trabalhador pôr fatores internos (fadiga.6. Todos estes fatores se tornam mais críticos de acordo com a gravidade do acidente.5.6.) pode aumentar a ocorrência de acidentes.6. etc. ansiedade. devido a interrupção do trabalho.2.2. 2.1. O acidente influencia a vida social do acidentado.2 Aspectos Jurídico Abrange todos os passos legais a serem tomados após a ocorrência do acidente.19 bilhões de reais com o pagamento dos benefícios em 1996”. de modo que a vítima inicia uma trajetória de sofrimento e humilhações decorrentes do tipo de assistência que passa a receber. principalmente os que causam a morte ou a incapacidade permanente do acidentado. problemas familiares.6 Aspectos sobre Acidentes do Trabalho 2.

Condições e Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção.2. a solução deveria seguir esta ordem: 1.4 Aspecto da Medicina do Trabalho O enfoque da medicina do trabalho tem o intuito de descrever a localização e classificação das lesões decorrentes de acidentes do trabalho e estudar os fatores que levaram à ocorrência de doenças profissionais. 2. 2. se existe um máquina que produz um alto ruído. 2.213 (Brasil.5 Aspectos Legais A legislação que dá sustentação as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes é a seguinte: Consolidação as Leis do Trabalho. deve-se promover a correção na seguinte ordem: Fonte: trajetória e indivíduo. Fonte: substituição da máquina ou do processo de trabalho pôr outro com menor nível de ruído. 3. a lei 8.18.1 Princípio de Prevenção de Acidentes Ao atuar-se corretivamente em relação a uma tarefa que oferece risco ao trabalhador.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . 1997) estabelece que a empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção.6.7 Prevenção de Acidentes Em termos de prevenção de acidentes do trabalho. Norma Regulamentadora nº 5 (NR5) . Trajetória: enclausuramento da máquina para diminuir a emissão de ruído. pela prestação de informações padronizadas sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular e pela segurança da saúde do trabalhador. nocivo ao trabalhador. Lei 6514/77 regulamentada pela portaria 3214/78 e alterações posteriores. 17 .6. Pôr exemplo. 2. Indivíduo: utilização de protetor auricular para minimizar o ruído.7. Cap V. Título II.CIPA e a NR. relativas a Segurança e Medicina do Trabalho.

Using injury statics to develop accidents prevention programs. GAMBATESE. 1996. Lisboa. HINZE. Dados estatísticos sobre acidentes no Brasil são apresentados no capítulo 3.. J. mas para isso.2 Problemas em Prevenção de Acidentes Um problema grave que dificulta novas ações relativas à prevenção de acidentes é a escassez de dados estatísticos detalhados sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais em qualquer ramo de atividade econômica. 117-127. (Hinze e Gambatese apud Costella. 1996. a CAT é um documento oficial padronizado (cuja abrangência nacional talvez só encontre paralelo com o atestado de óbito) e importante fonte de informações sobre acidentes de trabalho. 18 .7. a seguir. a qual é muito controvertida principalmente pôr causa da elevada subnotificação de acidentes do trabalho e doenças profissionais em alguns seguimentos. Para alimentar o banco de dados e obter informações necessárias. Rotterdam: Balkema. dispõe-se da CAT. P. é necessário um banco de dados abrangente e completo. In: INTERNATIONAL CONFERENCE OF CIB W99. J.2. Apesar destas limitações. Implementation of safety and health on construction sites. Futuros acidentes podem ser evitados através da aplicação das lições aprendidas com acidentes passados. 1998).

O planejamento de medidas contra acidentes de trabalho é importante . é uma ferramenta de notificação que não tem muito crédito.. já que estas informações vem muito agregadas.. 19 .. Uma outra importante fonte de consulta aos dados estatísticos do Brasil é a Internet. investindo em novas tecnologias. há o problema da terceirização. Porém. haja visto que ela pode ser facilmente mal preenchida e ignorada. porém os mesmos vem sofrendo críticas. o grande problema que se enfrenta no Brasil é que sua mais importante fonte de dados sobre doenças e acidentes de trabalho. torna-se possível priorizar ações. o que nem sempre reflete em melhores condições de trabalho (Anuário. impedindo que pessoas interessadas possam ter acesso a informações especificas. a CAT. haja visto que em caso de acidente do trabalhador. onde os dados vêm sendo disponibilizados pela previdência. principalmente pela necessidade das empresas diminuírem seus efetivos e se tornarem mais competitivas. a empresa responsável é a empresa terceirizada e não a contratante dos serviços. porque se há falta de recursos. A vigilância é a possibilidade de acompanhamento próximo à ocorrência do evento....1999). porém é preciso associá-los a ações preventivas. para que eles não tenham um fim em si mesmos e possam servir de instrumento para a prevenção de acidentes de trabalho nos mais variados setores da economia brasileira (Anuário. que motiva uma distorção dos dados oficiais. apesar de obrigatória. avaliar e vigiar. Os estudos estatísticos são muito importantes. distribuição e magnitude dos acidentes para que se possa entender a três finalidades: planejar. e novos processos produtivos. A terceirização vem crescendo a cada dia. detectando tendências epidêmicas. Além de tudo isto..3 ESTATÍSTICA NACIONAL DE ACIDENTES Segundo Anuário. Outro problema. é que as informações contidas nas CATs. A avaliação baseia-se numa análise mais aperfeiçoada..1999). se referem apenas aos acidentes nas áreas urbanas e ela abrange apenas 30% da população economicamente ativa do país.(1999) as estatísticas são importantes para o melhor conhecimento da natureza. num desdobramento dos números que permite melhor qualificação da informação e da ação.

representa o número de acidentes. em determinado período de tempo.3. que este é um setor preocupante. Na Tabela 2.homem de exposição ao risco. merecedor de ações e medidas que busquem o controle do risco e a melhoria das condições de trabalho (Ganhe 1996). Verifica-se. mapeou os setores econômicos causadores de acidentes graves e fatais e que mais geraram benefícios previdenciários relativos a pensão acidentária e invalidez permanente nos anos de 95 e 96.representa a perda de tempo (dias perdidos + dias debitados) que ocorre em conseqüência de acidentes com afastamento em cada milhão de horas. cruzados com os do CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). De acordo com esta tabela pode-se observar que a indústria de transformação é a maior geradora de acidentes de trabalho em termos de freqüência. 3.homem de exposição ao risco. foi de se poder agir com menos dispersão. Coeficiente de gravidade . 20 . O objetivo principal destes dados levantados pelo MT.1 Coeficientes A estatística de acidentes de trabalho convencional é feita através de dois tipos de coeficientes que auxiliam a mensuração dos acidentes de trabalho: o coeficiente de freqüência e o coeficiente de gravidade. estão apresentados os benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividade econômica em 1996. então. e com mais atenção nos setores que geram mais acidentes de trabalho.2 Estatísticas de Benefícios concedidos pôr Acidentes de Trabalho A Secretária de Segurança e Saúde no Trabalho com base nos dados de concessão de benefícios do INSS. que podem ocorrer em cada milhão de horas . com ou sem lesão. Coeficiente de freqüência .

96 O Gráfico 1 traz uma representação visual da Tabela 2 onde se verifica que a indústria da transformação causa praticamente 3 vezes mais acidentes que a segunda colocada.745 1.356 7.335 956 75 5 2 29. Reparação de Veículos.599 1. comércio. Silvicultura e Exploração Florestal Saúde e Serviços Sociais Alojamento e Alimentação Administração Pública.187 156.Tabela 2 .338 16. objetos pessoais e domésticos.823 6.Benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividades econômica em 1996 Freqüência Classes e grupos de Atividade Econômicas Mais de 15 dias 47.046 407 430 454 366 227 456 78 95 82 68 112 94 15 2 1.957 2.609 Fatais 580 550 288 329 477 84 50 96 18 52 40 65 48 13 1 593 3.843 Fonte: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT/RAIS. reparação de veículos.504 965 742 628 731 272 900 120 134 107 83 119 182 38 5 3.677 5. 21 .222 10. sociais e pessoais Intermediação Financeira Agricultura. Alugueis e Serviços prestados a empresas Construção Transporte.313 11. Objetos pessoais e domésticos Atividades Imobiliárias. Pecuária.284 Industria de Transformação Comércio.363 3.031 11.767 12.807 1.817 2. Armazenagem e Comunicações Outros serviços Coletivos. Defesa e Seguridade Social Produção e Freqüência de Eletricidade Indústrias Extrativas Educação Pesca Serviços Domésticos Organismos Internacionais CNAE não Informado Total Geral 3.385 Incapacidade Parcial Permanente Invalidez Permanente 1.

939 registros de incapacidade parcial permanente e com 872 casos fatais. descreve os benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho em 1996.000 trabalhadores). O Brasil tem dimensões continentais e em cada estado são encontradas condições sociais e econômicas diferentes.R eT ra ep n ar aç sfor m ão At iv de açã id Ve o ad es íc Im ulo s ob iliá ria C on s O st ut ru ro çã s Tr se o an In rv s te iç os por rm te ed C o ia çã leti vo o s Fi Sa na úd ce e Ag ir e Al S ric a oj Pr ul am erv od tu en iço ra uç s to ão So Ad e e c Al m D im iais in is en is tri tra bu t çã açã iç ão o o Pú de bl In El ic dú et a st r ria icid ad s Ex e tra tiv as Ed uc aç Se ão O rv rg io Pe an s is sc D m a os om és In tic te o rn ac s io na is Gráfico 1 . que sempre é importante salientar quando se estuda estatísticas estaduais. Um outro fator. a maior freqüência dos acidentes que resultaram em invalidez permanente está no estado de Minas Gerais. com 5. o Rio Grande do Sul aparece com o mais alto número.Freqüência de Acidentes de Trabalho . que não devem ser desconsideradas. possui um coeficiente cinco vezes maior (66. Rondônia entre os acidentes de incapacidade parcial permanente. 110) elaborada a partir dos dados levantados para a CANCAT de 1997. pois São Paulo tem mais trabalhadores do que Tocantins.22. Mesmo sendo estados de grande concentração populacional. nos acidentes com mais de 15 dias. porém com um coeficiente de 13. Minas Gerais para os de invalidez permanente.mais de 15 dias segundo Classe de Atividade Econômica . O estado de Tocantins. a qual revela que o estado de São Paulo lidera a freqüência dos acidentes com mais de 15 dias totalizando um número de 60.611 casos.35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% A Tabela 57 (em anexo pág. Já no campo de coeficientes (nº de acidentes a cada 100. são as diferenças culturais entre as regiões do nosso país. No entanto. com 2.904 casos. 22 In C om du st ér ria ic d io . o que justificaria um maior número de acidentes.33) do que o de São Paulo. apesar de ter registrado somente 22 óbitos. há também que se considerar a quantidade maior de notificações nestes estados. que aparece com 872 óbitos.

segundo a idade.3 Dados Estatísticos Segundo a Idade A Tabela 58 (em anexo pág 112). (Tabela 58 em anexo pág 112)observa-se um índice maior na faixa etária que abrange trabalhadores de 36 a 40 anos. Segundo 23 . no qual estão registrados 52. Em relação às doenças. Em segundo lugar. pôr motivo.126 acidentes. que os acidentes de trabalho crescem do 12 até os 21 anos. o grupo da faixa entre 21 e 25 anos. segundo a idade.3. A grande quantidade de acidentes que ocorrem com os jovens pode ser explicada.Freqüência de Acidentes pôr Idade No Gráfico 2 está representada a freqüência de acidentes de trabalho registrados. na forma como os dados estão distribuídos ao longo do gráfico. primeiro. 16000 14000 12000 10000 8000 6000 4000 2000 12 anos 15 anos 18 anos 21 anos 24 anos 27 anos 30 anos 33 anos 36 anos 39 anos 42 anos 45 anos 48 anos 51 anos 54 anos 57 anos 60 anos 63 anos 66 anos 69 anos 0 Gráfico 2 . pela sua pouca experiência e segundo. apresenta a freqüência de acidentes de trabalho registrados. em 1997. o maior número localiza-se na faixa etária dos trabalhadores entre 21 e 25 anos. talvez pela maior quantidade de trabalhadores jovens que existe no mercado de trabalho. pôr motivo. e após isto eles começam a decair dos 22 até os 70 anos. em 1997. Com relação aos acidentes típicos e de trajeto. O grupo com maior número de acidentes é o que compreende trabalhadores entre 26 e 30 anos. no qual estão registrados 59. pois os mais velhos são menos contratados. Também é possível verificar. o que pode ser facilmente explicado pelo fato de que as doenças geralmente são resultados de um tempo maior de trabalho insalubre até se manifestarem. Neste gráfico pode-se verificar que a faixa etária com maior freqüência de acidentes compreende a de 21 anos de idade.868 casos.

verificou-se que os números deste último ano (1997) apresentaram uma redução em todos os tipos de acidentes e doenças. uma diminuição para cerca de um terço do número de acidentes típicos registrados em 1987.538) e 3. Conforme Laflamme (1997) existem dois fatores que podem explicar a maior incidência de acidentes entre os jovens: são eles fatores físicos e técnicos. Em relação aos fatores técnicos. Fazendo uma retrospectiva até a década de 70 se observa que o número de acidentes de trabalho atingiu. 3. os números tomam como base a CAT e o SUB. com 369.967 em 1995. Em 1997 morreram 2. estes números eram extraídos do Boletim Estatístico de Acidentes do Trabalho (BEAT) e INSS Divisão de Planejamento e Estudos Estratégicos. um aumento em mais de 5 vezes no número de doenças do trabalho e uma diminuição pela metade dos óbitos e dos acidentes de trajeto. o que vem pôr diminuir o emprego de trabalhadores mais velhos.Laflamme (1997) existe hoje no mundo uma concepção fatalista de que as capacidade mentais e físicas diminuem com a idade.4 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais Na Tabela 3. Laflamme (1997) ainda sugere que uma maior atenção deve ser dada às condições de trabalho dos mais jovens.694 trabalhadores com acidentes de trabalho. Apesar da diminuição do número real de acidentes do trabalho. os trabalhadores mais jovens se vêm deparados com um leque de situações onde eles têm pouca experiência. e são caracterizados pôr serem postos com cargas de trabalhos maiores e mais extenuantes. contra 3. Inicialmente. A partir de 1996. compensadas pela maior experiência e habilidade adquiridas ao longo do tempo na execução de tarefas. estas dificuldades podem ser. e se defrontam com situações pouco familiares. Com base na Tabela 3 se observa que nesta década houve um pequeno aumento no número de empregados segurados. Os ambiente de trabalho dos mais jovens são normalmente sujeitos a maiores riscos. se comparando ao ano anterior (1996). Porém. e aos riscos aos quais eles são expostos.060 casos contra os quase dois milhões de acidentes registrados em 1970. que contém o histórico dos acidentes e doenças registrados desde 1970 até 1997. em 1997 o seu menor número histórico. observou-se o aumento da relação entre 24 . em muitos casos.422 em 1996 (até revisão anunciada pela previdência em julho de 99 eram 5.

025 89.55 48.129 3.956.854 3.266 388.750 0.49 1.389 1.5 0.304 424.07 4.791 325.649 0.575 1077861 1207868 992.696 0.761.77 0.874 943.562.832 94.34 28.148.78 3.823 3.723 0.11 1.875 1991 22. ** As informações de 1996 foram revistas.4 34.934 96.649 97.200 1988 23.óbitos e acidentes.110 94.222.692.464 3.417 15.551 1.824 4.722 1.634 3.7 0.792.551.394.989 901.554 5.7 6.996.42 0.94 1.81 0.284.054 1982 20.200 1996** 24.19 1.808 4.32 14.37 0.220.237 1979 18.89 6.889 29.869.627 0.51 0.858 1992 22.31 23.743.279 1.839 2.99 1.124 Fonte: Boletim Estatístico de Acidentes de Trabalho .587 2.3 1.330.9 58.12 56.77 Doenças Profiss.134.21 6.065 1973 10.404.25 1.003.CAT e do sistema Único de Benefícios SUB.504.395 1.614.766 3.761 0.987 Acidentes Típicos % Acid.91 5.270 20.342 4. A partir de 1996 os dados foram extraídos da Comunicação de Acidentes de Trabalho .760 91.02 3.722.Nº de Acidentes e Doenças do Trabalho registrados no Brasil.008 1994* 23.187 0.424 93.833 4.825 0.029 4.217 6.21 0.28 0.523 0.737 895.4 1.986.824 350.967 1. faltando CE out a dez.632.539 95.12 7.870 306.646 34.553.232 2.455 369.692 632.312 386.88 6.57 3.111 0.51 0.BEAT.016 3.270.07 6.796 1976 14.045 1984 20.93 4.260.34 0.15 1.607 1990 22.108.09 30.616 4.065.605 1978 17. * Dados parciais.355 4. De Trajeto % 1.525 95. 25 .496 4.012 91.56 8.598 3.115 0.238 93. de 1970 a 1997 Ano 1970 1971 1972 Massa Segurada 7.13 1. Divisão de Planejamento e Estudos Estratégicos.15 28. AC e RO jan a dez.299 15.87 8.38 0.824 374.022 7.199.756.497.637 1995** 23.531 95.683 92.213 693.307 1.5 0.016 3.445 4.74 64.731 1980 19.13 2.38 0.016.957 96.956 1974 11.382 5.211 0.678.29 6.137 395.900 4.311.74 1129152 93.19 0.001 3.318 98.438 1985 1986 20452109 22211680 1987 22.137.110 3.394 1.46 0.55 1.468 1983 20. 5.694 % 0.448 1997 * 1.024 1975 12.92 5.56 1.045.050 2.696 32.11 1.38 0.331 8.489 1977 16.335 98.501 0.1 1.02 5.36 1.117.34 0.32 1.479.815 1981 19.572 640.92 55.25 1.945.02 56.057.68 5.210 90.73 57.72 46.204 2.51 29.19 1.780 1.937 4.19 0.28 0.707 % Total de Acidentes Total de Óbitos 2. Tabela 3 .013 5.75 3.31 2.508 4384 4578 5.700 88.754 92.7 3. DATAPREV.273 1.215.472 8.21 0.75 0.833 97.016 1.422 2.19 0.517 98.173 3.82 4.79 48.838 5.365 431.72 0.755.79 8.178.602. Esta inconsistência entre os dados apresentados aponta para a possível ocorrência de subnotificação.82 961.08 48.967 3.22 0.27 1.13 3.48 63515 72702 0.41 0.672 98.138 1.308.93 5.283 4006 6014 6.738 4.803.916.054 1010340 93.784 1.901 1989 23.790 488.284 831.85 57.33 18.33 0.472 0.689 97.214 4.589. RS abr a dez.74 0.709 82.614.42 60. DF jun a dez.465 0.74 2.57 44.54 0.502 1.19 22.23 1.47 0.98 52. INSS.713 3.912 93.3 1.258.796.464.699 449.673 4.338.77 38.065 1993 22.830 927.537.191 2.68 51.343 587.18 0.

e após 1976.000 1.000 800.400.4. Neste estudo. devido à redução de seus efetivos (Anuário 1999). siderúrgico e metal-mecânico.000 1.000 1.000 400.800. as estatísticas de grandes empresas.000 200. Os dados divulgados pela previdência refletem a falta de informações sobre acidentes leves no Brasil. pode-se observar a tendência crescente dos acidentes típicos até o ano de 1975. diminuindo.000 1. A principal conclusão que se chegou foi da não notificação de acidentes leves. assim. já que os acidentes com trabalhadores terceirizados são subnotificados.000 0 2 6 8 8 4 2 0 4 19 9 0 0 4 6 19 7 19 8 19 7 19 9 19 8 19 8 2 19 9 19 7 19 8 19 7 19 7 19 8 19 9 6 Gráfico 3 Freqüência de Acidentes Típicos (Brasil) A partir do Gráfico 3. 2. porém a recíproca não é verdadeira em se tratando de subnotificações. principalmente do setor petroquímico.600.3.000.200. época em que a previdência remunerava os acidentados com afastamento um dia após o seu acidente. Os dados oficiais apontam para uma diminuição dos acidentes. pois estes não tinham mais a remuneração da previdência.000 600. quando a previdência remunerava os acidentes com menos de 15 dias de 26 . quando a previdência passou a remunerar o acidentado após o 15 º dia de afastamento. foi feita uma comparação dos registros de acidentes de trabalho antes de 1976.000 1.1 Subnotificação A Fundacentro (órgão do MT) no início dos anos 90 publicou uma investigação a respeito de subnotificação das informações contidas na CAT.000. Grande parte disto se dá devido à terceirização.

7. consta que o Brasil é o país que menos possui acidentes de trabalho entre vários outros países do mundo. quanto fisicamente. O total das doenças de trabalho no Brasil de 1970 até 1976 também apresentam uma tendência crescente. devido ao ritmo que lhe é imposto.Freqüência de Acidentes com Morte (Brasil) 27 .000 4. possivelmente devido a subnotificação dos acidentes leves. e desde este ano.000 0 19 70 19 71 19 72 19 73 19 74 19 75 19 76 19 77 19 78 19 79 19 80 19 81 19 82 19 83 19 84 19 85 19 86 19 87 19 88 19 89 19 90 19 91 19 92 19 93 19 94 19 95 19 96 Gráfico 4 .000 3. que talvez seja explicado pelo aumento crescente de tecnologia nos postos de trabalhos. que afetam o trabalhador tanto psicologicamente. A partir de 1976 houve uma queda até o ano de 1984. quando a comparação se dá em nível de mortes de trabalho o Brasil está entre a com maior incidência.000 5.000 2. calor e poluição e até mesmo pela desorganização dos postos de trabalho. No anuário da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de 1997. e nela se percebe o quanto as estatísticas brasileiras são incoerentes. após um crescimento até 1986.000 1. que não mais chegaram ao conhecimento da previdência. O acidente de trabalho vem diminuindo. os acidentes apenas tem diminuído.000 6. O Gráfico 4 traz uma das informações mais difíceis de ser subnotificada. No entanto. a cada ano. pelo ruído. porém não são acompanhados pela diminuição das mortes.afastamento.

período onde cresce muito o ritmo de produção em diversos ramos de atividade. os maiores registros são aqueles que correspondem à convalescença após cirurgia. fatores que podem influenciar na menor quantidade de acidentes. Apesar deste tipo de levantamento sido uma evolução. deixando de identificar a doença ocasionada pelo acidente. devido ao natal e final de ano. Em seguida. 3. O motivo mais provável é que o preenchimento da CAT não deve estar sendo feito corretamente. fratura de uma ou várias falanges da mão fechada. 28 .065. sendo estes membros os mais suscetíveis aos acidentes de trabalho. enquanto que neste quadro estão representados apenas 72. 114). cerca de um terço do total de doenças. ao longo do ano de 1997. sem menção de complicação. Uma constatação importante é que a maioria das doenças mais incidentes registradas refere-se às mãos e dedos. ferimento de um ou vários dedos da mão complicada.707. O número total se acidentes divulgados oficialmente foi 369. ferimento de um ou vários dedos da mão.3. e meses destinados a férias. lumbago (dor na região lombar) e amputação traumática de outro(s) dedo(s) da mão sem menção de complicação.469 (um quinto deste número).CID. apresenta as 30 doenças mais incidentes ao longo do ano de 1997.4. eles ainda não representam a realidade dos números oficiais.4. Outro fato que não pode deixar de ser mencionado é que nem todos os acidentes registrados no ano de 1997 estão representados nesta tabela. cujo número oficial divulgado foi de 29. O número maior de doenças registradas refere-se ao grupo sinovite e tenossinovite. Foram registrados neste levantamento. meses com menos dias úteis devido a datas festivas e carnaval. Os meses que mais apresentaram acidentes neste ano foram Setembro e Outubro. conforme a Classificação Internacional de Doenças . Os meses que apresentaram menos acidentes foram Dezembro e Fevereiro.2 Estatísticas de Acidentes segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID) A Tabela 59 (em anexo pág.3 Estatísticas de Acidentes segundo o mês de Ocorrência A Tabela 4 traz uma a dos acidentes pôr mês.

798 32.709 26.814 30.707 2. Estes dados servem para se avaliar a evolução dos números de acidentes nos estados.930 2. DATAPREV.352 2.891 2.641 26.976 2.581 3. Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Fonte: .718 26.623 2.679 32.208 32.015 37.049 31. Típico 306.044 Trajeto 32.534 Doença do Trabalho 29.937 26.Tabela 4 . pôr motivo .047 1.825 26.Quantidade mensal de acidentes de trabalho registrados. 123) apresenta um apanhado histórico dos acidentes de trabalhos registrados.838 32.229 3.525 2. Abril Maio. 29 .1997 Motivo MESES TOTAL 369.649 2.962 26.456 23.457 2.111 23.171 31.734 2.754 2.5 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais pôr Região e Estados da Federação A Tabela 65 (em anexo pág.214 2.CAT.906 2.932 28.887 31.483 31. pôr estado e região.271 1.376 37. Junho.751 2.883 3.870 26.839 17.085 3.092 15.500 2.700 1.627 3.222 3.142 2.451 18. nos últimos três anos. Os dados foram extraídos do Boletim Estatístico de Acidentes de Trabalho com base na CAT.065 Janeiro Fevereiro Março.

Tabela 5 - Quantidade de acidentes de trabalho registrados, pôr motivo, segundo as Grandes Regiões e Estados da Região Sul 1995/97
Total 1.995 Brasil Norte Sudeste Sul CentroOeste 1.996 1.997 1.995 Típico 1.996 1.997 1.995 Trajeto 1.996 1.997 1.995 Doença 1.996 1.997

424.137 395.455 369.065 5.005 6.155 5.775 4.318 4.841 5.146 492 2.362 2.585 1.301 288 703 195 1.225 535 347 646 306 2.067 3.022 5.204 6.368 845 Trajeto 1997 1995 ... 1.031 1.554 1996 1997 1995 ... 58 477 3.174 3.023 1.435 1.618 595 1.727 1.743 2.988 2.395 6.846 4.532 2.011 Doença 1996 1997 3.205 2.540 1.828 1.422 1.813 570 912

Nordeste 23.611 25.258 26.046 20.024 20.203 20.629 45.792 92.295 83.209 42.672 80.245 72.309 10.673 13.921 13.774 Total 1995 RGS Paraná SC ... 1996 1997 1995 ... 39.165 35.741 9.025 11.065 11.119 Típico 1996 32.786 30.178

339.056 258.206 239.881 298.661 209.516 197.506 22.051 26.292 20.813 18.344 22.398 21.562

19.774 31.459 27.968 18.685 28.196 24.928 26.018 21.671 19.500 23.987 19.263 17.203

A Tabela 5 apresenta os dados referentes apenas às grandes regiões e ao estado do Rio Grande do Sul. Pode-se observar que a região sudeste possui a maior freqüência de acidentes, provavelmente, entre outros fatores, pôr possuir uma maior quantidade de trabalhadores, pois possui o mais importante pólo industrial do país, concentrado principalmente no estado de São Paulo. A região Norte é a que possui a menor quantidade de acidentes, provavelmente devido ao fato de ter menor quantidade de trabalhadores, e não ter um pólo industrial muito desenvolvido, entre outros fatores.

30

4 5 0 .0 0 0 4 0 0 .0 0 0 3 5 0 .0 0 0 3 0 0 .0 0 0 2 5 0 .0 0 0 2 0 0 .0 0 0 1 5 0 .0 0 0 1 0 0 .0 0 0 5 0 .0 0 0 0 B ra s il N o rte N o rd e s te
1 .9 9 5

S u d e s te
1 .9 9 6 1 .9 9 7

Sul

C e n tro O e s te

Gráfico 5 - Incidência de Acidentes Pôr Região (DATAPREV) Pôr inspeção visual do Gráfico 5, pode-se verificar que o total dos acidentes da região sudeste é maior do que de todas as outras regiões restantes. Na região sul, o Rio Grande do Sul é o estado que mais apresenta acidentes de trabalho registrados, como pode-se verificar no Gráfico 6. O Rio Grande do Sul não informou os valores referentes de Janeiro a Dezembro de 1995. Segundo a Previdência Social, a justificativa para a falta destes dados é técnica, devido a uma mudança de tabulação feita regionalmente, o que prejudicou a totalização dos resultados.
Incid ência de Acidentes to tais para a R eg ião Sul

45000 40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 RGS P araná
1995 1996 1997

SC

Gráfico 6 - Acidentes Registrados na Região Sul (DATAPREV) 31

3.5.1 Casos Novos Tabela 6 - Acidentes Típicos Novos em 1996
Região Norte Nordeste Sudeste Sul Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Centro- Oeste Ignorado
Fonte: MPAS/SPS - DATAPREV/DIGI.E

Taxa 11,9 11,4 23,7 30,1 28,8 29,6 31,6 13,1 -

A Tabela 6 apresenta os casos novos de acidentes pôr 1000 trabalhadores segurados, segundo o local de registro de ocorrência. A região sul foi a que mais apresentou casos novos em 1000. O Rio Grande do Sul foi o estado que mais contribuiu para esta estatística com 31,6 novos casos por 1000 trabalhadores Apesar da Região Sul possuir uma população economicamente ativa menor do que a região sudeste, a mesma teve um número maior de casos novos em 1996. O setor metal mecânico é o de maior importância para a economia brasileira, mas também é o que apresenta maior índice de acidentes.

32

504 444 139 73 50 85 34 46 27 41 21 18 29 24 13 2 1. Fabricação de Produtos Alimentícios e Bebidas Fabricação de Móveis e Indústrias diversas Fabricação de Produtos de Madeira Fabricação de Produtos de Minerais não Metálicos Fabricação de Produtos têxteis Fabricação de Produtos Químicos Preparação de Couros e Fabricação de Artefatos de Couro.125 863 103 63 47. um total de 17.671 1. Fabricação de Artigos de Borracha e Plástico Fabricação de Produtos de Fumo Reciclagem Total Geral Fonte: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT /RAIS-96 A Tabela 7 apresenta os dados referentes à classe de atividade econômica da indústria de transformação.102 1. Refino de Petróleo. Confecção de artigos de Vestuário e Acessórios Fabricação de Coque.966 3. Elaboração de Combustíveis Nucleares e produção de Álcool. Pode-se verificar que as indústrias do setor metalúrgico. metal-mecânico e eletrônico são as maiores causadoras de acidentes.046 Fatais 115 165 25 53 58 20 40 7 13 36 15 16 11 1 2 577 Indústria Metalúrgica.160 2. Estas indústrias causaram. com os respectivos grupos de atividade econômica pertencentes a esta classe. 33 .296 acidentes. Fabricação de Celulose.353 Incapacidad Invalidez e Parcial Permanente Permanente 1.395 380 341 278 231 184 192 73 78 76 79 96 89 5 7 3.342 9.655 1.9% dos acidentes ocorridos na indústria da transformação.175 2.Tabela 7 . Impressão e Reprodução de Gravações.874 2. em 1996. de invalidez permanente e acidentes fatais. sendo também as maiores geradoras de benefícios previdenciários relativos à pensão acidentária e invalidez. sendo responsáveis pôr 32. Metal-Mecânica. e os dados referentes a acidentes com mais de 15 dias de afastamento (considerados graves).183 1. papel e Fabricantes de Papel. Edição.655 1. Elétrica e Eletrônica. acidentes de incapacidade parcial permanente.Benefícios concedidos por acidentes de trabalho segundo os grupos de atividade econômica da Indústria da Transformação em 1996 Freqüência Grupos Mais de 15 dias 15. Artigos de viagem e Calçados.401 3.

352 442.506 30.399.185.727 14. não-metálicos Comércio atacadista Indústria de bebidas Indústria de mat.421.891.471 10. televisão e diversões Indústrias diversas Fonte: http://www. Minerais.societárias Agropecuária Indústria de produtos farmacêuticos e veterinários Indústria de calçados Indústria de produtos de mat.727.197 3.316 53.586.829 19.135.923 1.811 8.Ranking das Empresas pôr Setor Econômico Setor Econômico Total Serviços industriais de utilidade pública Serviços de transporte Indústria metalúrgica Serviços de comunicação Refino do petróleo e destilação de Álcool Indústria química Indústria de papel.300.483 2.390 1.enfoque.598 16.311. 34 .com.463.286 2.587 9.082 742.492 453.792 186.444.128.711 903.180. Plásticas Serviços de radio.327 44.067.201.492.961 8.134. papelão e celulose Extração de minerais Indústria de construção Indústria de produtos alimentares Serviços auxiliares diversos Indústria de prod. elétrico.Tabela 8 . Comércio varejista Indústria mecânica Indústria têxtil Indústria de fumo Indústria editorial e gráfica Indústria de mat. artefatos de tecidos e de viagem Holding.425 26.006.002 1.042 36.725 1.010 5.443 1. depart.060.140.361.500.controlad.478 10.944 20.997.br/ranking/ranking3.373.010 A Tabela 8 mostra a importância das atividades econômicas no país em relação ao ativo total que cada atividade movimenta.104 6.560 1.918.º de Empr Ativo Total 500 42 16 44 21 3 60 17 14 21 48 8 23 26 16 21 26 17 14 2 9 16 5 6 2 4 7 4 3 2 3 531.htm N.374. transporte Indústria de madeira Indústria do vestuário.056.

Ijuí e Santo Ângelo os principais pólos industriais da Região. com indústrias de grande porte nas áreas de metalúrgica e de material de transporte. − Região das Missões: Depende basicamente de atividades agropecuárias. − Região da Serra Apresenta uma atividade predominantemente industrial. mecânicas e de material de transporte.Pôr inspeção visual da Tabela 8 pode se observar que as indústrias metalúrgicas.5. 1997).00 no ano de 1999. Cidades como Porto Alegre. máquinas e equipamentos danificados. redução da produtividade dos colegas do acidentado. menor competitividade no mercado. movimentaram. mas encontra nas cidades de Panambí. Financeiramente. produtos acabados. implementos rodoviários. adaptação e treinamento de substitutos. agrícolas e ônibus. Pôr serem setores fortes. o setor metal-mecânico tem representação em todas as suas regiões: − Região Metropolitana Sapucaia do Sul é um importante pólo Siderúrgico da Região Metropolitana do Estado. 3. menor produtividade dos substitutos e em última análise. certamente devem ter uma disponibilidade maior para investirem em prevenção de acidentes.2 Importância do Setor Metalúrgico e Metal-mecânico na Economia do Estado do Rio Grande do Sul Para o estado do Rio Grande do Sul especificamente. de trajeto ou doenças profissionais afetam a família. Canoas e Gravataí também têm um pólo metalúrgico forte contribuindo muito para a economia da Região. a empresa e a nação (Herzer. custos com seleção. A empresa é afetada de diversas formas. Tempo perdido e aumento dos custos de produção em função de perdas de matérias primas. estando entre as principais indústrias em relação à atividade econômica. com indústrias metalúrgicas e de implementos agrícolas 35 .922. atraso na entrega de produtos.241. e nem sempre consegue avaliar os dados ocorridos sob o aspecto financeiro. juntas. e reduzirem os custos associados. É preciso estar ciente que os custos dos acidentes de trabalho. A região de Caxias do Sul compreende um dos mais importantes e completos pólos metal-mecânico do Brasil. são setores fortes que movimentam uma gama muito grande de dinheiro. R$ 50. com destaque para a produção de veículos comerciais.

º de empresas e n. − Região Noroeste Em cidades como Santa Rosa e Horizontina encontra-se um pólo metal-mecânico relacionado com a indústria de máquinas agrícolas. no Rio Grande do Sul Gênero Calçados Produtos Alimentares Metalúrgico Mecânica Construção Civil Material de Transporte Mobiliário Vestuário.− Região Central Na região central do estado.N. Tabela 9. Industriais de Unidade Pública Couros.916 1.620 9.216 5.690 1.796 7.620 9.178 520.145 10.484 994 735 712 225 898 1.156 17.661 18.607 41. a indústria tem uma presença forte do setor metal-mecânico.745 36 .904 268 12 141 175 464 270 553 259 514 310 86 24 91 92 47 3 36 10.812 88.604 12.070 24.272 11.992 11.171 30.061 11.642 24.122 7. eletrônico e de comunicações Serv. artefatos de tecido e de viagem Material elétrico.222 1. Peles e assemelhados Bebidas Editorial e Gráfica Química Produtos Minerais não-metálicos Produtos de Materiais Plásticos Madeira Diversos Papel.107 6. representado pela indústria de silos e implementos agrícolas. − Região Sul O setor metalúrgico e mecânico está ligado à atividade agrícola.894 Nº Empregados 100.828 36.008 12.229 19. papelão e celulose Fumo Borracha Têxtil Extração de Minerais Refino de petróleo e Destilação do Álcool Produtos Farmacêuticos e veterinários Total Fonte: Cadastro Industrial FIERGS 97/98 Nº de Empresa 597 1.º de empregados pôr gênero até 1998.

Ao se descrever um acidente. mecânico e de material de transporte. metal-mecânica e material de transportes. que permitam a realização de uma análise correta de forma que se chegue às causas que levaram ao evento. O setor metalúrgico.A Tabela 9 apresenta o número de empresas e o número de empregados pôr gênero de atividade. representam aproximadamente 20% (102. É sempre importante lembrar que em se tratando de investigação e análise de acidentes. para o setor da metalurgia. as que mais têm trabalhadores empregados. 37 . As indústria metalúrgicas. sendo. quando um ocorre.641) da força de trabalho do Rio Grande do Sul. e possibilitar estabelecer critérios . ressaltando a importância do setor no estado do Rio Grande Do Sul. mecânicas e de material de transporte. é importante que se registre o maior número de dados possíveis. aos dados do acidentado e do acidente conforme as variáveis levantadas. A investigação e análise das causas dos acidentes têm o objetivo de identificar as principais fontes causadoras de acidentes. deve-se tirar lições de forma a evitar que se repita. juntas. preventivas que auxiliem a redução do número de acidentes. em termos de número de empregados. se encontram entre os seis gêneros que mais possuem empregados. As informações apresentadas são relativas aos dados da empresa. juntas. normas e medidas. No capítulo 4 são apresentados dados referentes as CATs do estado do Rio Grande do Sul.

773 CATs. nesta população.4 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES NA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL 4. pois lida com variáveis que não são controladas. A técnica utilizada no trabalho para coleta de informações foi a de levantamento de dados de documentos. No período do presente estudo.206 CATs.3 População e Amostra A população alvo deste estudo concentrou-se nos trabalhadores acidentados que atuam na indústria metalúrgica e metal-mecânica do estado do Rio Grande do Sul entre os anos de 1996 e 1997. de um estudo descritivo. Foram excluídos da população os acidentes de trajeto. mas que permitem que se façam previsões e que se tenha um conhecimento melhor da realidade. pois. Estas CATs são entregues em envelopes de acordo com a ordem de entrada no INSS. Trata-se. na DRT. foram separadas 3. Em relação ao motivo de acidentes foram incluídos. 38 . os acidentes típicos e de doença de trabalho. 45. O período 96/97 foi analisado uma vez que somente a partir de 1996 as CATs provenientes de todo o estado passaram a ser enviadas semanalmente à DRT pelo INSS. Dentre estas.2 Local de Coleta dos Dados A coleta dos dados foi realizada na Delegacia Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (DRT/RS). É importante salientar que não existe nenhuma organização das CATs pôr cidade ou atividade econômica. existiam. segundo Tripodi (1975). fez-se uma análise epidemiológica dos mesmos. que semanalmente recebe as CATs do INSS. 4.1 Classificação da Pesquisa Com base na coleta de dados sobre acidentes de trabalho obtidos das CAT. referentes ao ramo metal-mecânico. 4. pôr não estarem diretamente ligados à atividade desenvolvida na indústria.

Pôr questões éticas. − ao acidente. foi possível através. 116 e 117 respectivamente. ramo das indústrias da metalúrgica.segundo a FIERGS. e uma parte para uso do INSS. São as variáveis relativas: − à empresa. Na parte frontal da CAT.4 Escolha de Variáveis A coleta das variáveis foi feita com base na CAT. − ao acidentado. 2 Um lista completa com as atividades realizadas por cada ramo pode ser vista na Tabela 60 em anexo pág. comunicando sobre a ocorrência de acidentes de trabalho com ou sem afastamento. encontram-se informações referentes à empresa.1 Empresa Informações obtidas sobre a empresa: Razão Social . as empresas estudadas podem ser divididas em três ramos de atividade econômica2: 1. obter-se os dados sobre as três variáveis. As vias são respectivamente entregues para o INSS.) Procurou-se levantar todas as variáveis das CATs que tornassem possível atingir os objetivos principais do trabalho. empresa. (Ver Figura 1 e Figura 2 em anexo pág.Esta variável foi coletada com o intuito de se chegar a outras três variáveis: atividade econômica da empresa. Atividade Econômica . da consulta ao CD de Cadastro Industrial do Rio Grande do Sul de 1998 da FIERGS. Com a razão social em mãos. bem como sobre o tratamento do acidentado. No verso da CAT. acidente.4. acidentado. Esse documento deve ser preenchido pelas empresas em 6 vias. número de empregados e porte da empresa. a razão social da empresa não será mencionada neste estudo. que deve conter informações sobre as lesões e partes do corpo atingidas.4. sindicato dos trabalhadores. 4. testemunhas. 39 . − ao laudo Médico. encontra-se o laudo do exame médico. segurado e DRT. SUS. 115.

Sendo assim. foram consideradas separadamente.2 Acidentado Variáveis extraídas da parte referente ao acidentado: Profissão .Porte das Empresas Porte Pequeno Porte Médio Porte Grande Porte Fonte: FIERGS Trabalhadores De 20 até 99 De 100 até 499 Acima de 499 Micro. Com esta variável foi possível verificar a região com maior ocorrência de acidentes. 40 . no intuito de verificar quais relações a idade apresenta com o tipo de acidente.4. as siderúrgicas.Empresa Abaixo de 20 Região da Empresa . para fins de estudo e desagregação das informações. cutelarias.Extraída do campo “município”. no intuito de verificar o relacionamento do acidentes com o tipo de tarefa que o trabalhador executa. Quantidade de Empregados .Identificar as profissões com maior freqüência de acidentes. ramo das indústrias de material de transportes. Idade – Identificar a faixa etária na qual ocorre a maior parte dos acidentes. Foram encontradas um total de 236 profissões diferentes nas CATs. Tabela 10 . 3. elas foram consideradas aparte no presente estudo. (Ver Tabela 10). forjarias e fundições. Devido ao fato de algumas indústrias do ramo da metalúrgica apresentarem um número muito alto de acidentes. após. As idades foram armazenadas em anos e. 4.2.Variável utilizada para determinar o porte da empresa. agrupadas em faixas etárias conforme mostra a Tabela 11. ramo das indústrias da mecânica.

17 18.34 35. sendo possível.Verificar a faixa salarial na qual ocorre a maior parte dos acidentes.Não Informado Sexo .Faixas etárias do banco de dados Faixas Etárias do Banco de Dados .Verificar os tipos de acidentes que estão relacionados com o sexo.59 Mais de 60 NI .54 55.39 40.24 25. com isto. 41 . bem como os tipos de acidentes envolvidos com o estado civil. O estado civil foi armazenado conforme a Tabela 12.Tabela 11 . Tabela 12 .19 20. devido ao fato de serem empregadas em tarefas associadas com movimentos repetitivos (Lima.44 45. e confirmar a predominância de trabalhadores do sexo masculino neste ramo de atividade.Classificação de estado civil para o banco de dados Estado Civil Casado (a) Solteiro (a) Separado (a) Divorciado (a) Viúvo (a) Desquitado (a) Não Informado Salário . calcular os custos diretos dos acidentes para a empresa. 1996). Estado Civil . Verificar se as mulheres são mais atingidas pôr doenças ocupacionais.49 50.29 30.Verificar se os casados e mais velhos acidentam-se mais que os mais novos e solteiros.

Natureza do Acidente . Tabela 13 . 119).3 Acidente Variáveis referentes ao acidente: Data do Acidente . É importante salientar que não foi possível utilizar este campo da CAT. c/ Peça Trab.Verificar o posto de trabalho onde mais ocorrem acidentes. Seria importante para o trabalho se este campo fosse preenchido com o posto de trabalho do acidentado. Ver Tabela 13. onde se pode verificar a causa aparente do acidente. produto ou ferramenta Atividades de reparo Intervalo Atividades não ligadas ao posto Preparação de máquina ou equipamentos Trabalhando com uma ferramenta Trabalhando em alguma máquina Trabalhando com alguma peça Trabalhando com algum produto Trabalhando sem ser possível identificar a atividade Transportando peça.4. de forma que se pudesse verificar a relação que o posto de trabalho tem com o acidente.Verificar o horário de maior incidência de acidentes. pois o mesmo é preenchido com informações inexatas para o estudo como será abordado no capítulo 4. Local do Acidente . Descrição do Acidente . Trab. c/ Máq. c/ Ferr. Ajuda a identificar a causa aparente do acidente. Objeto Causador . produto.Identificar atividades que o acidentado estaria realizando no momento do acidente. onde constam os principais agentes levantados das CATs.Encontrada a partir da descrição do acidente. etc. Gerais Setup Trab. 42 .Lista de Atividades para o Banco de Dados Atividade Deslocamento Limpeza Manuseio Manutenção Outros Recreação Serv. Trab. Hora do Acidente .Identificar os principais agentes de lesão.4. Ver Tabela 62 (em anexo pág.Verificar dia da semana de maior ocorrência dos acidentes. equipamento. 118). Ver Tabela 61 (em anexo pág. c/ Produto Trabalhando Transporte Não Identificada Descrição Movimentando-se no local de trabalho Atividades de limpeza Manuseando peça.

Extraídas dos campos “descrição da(s) lesões” e “diagnóstico”. e os tratamentos que ultrapassam 15 dias são considerados graves. A Tabela 14.Extraída do campo “duração provável do tratamento”. segundo o MPAS. Foram analisadas notificações de acidentes que ocorreram a partir de janeiro de 1996 até abril de 1998 em todo o estado do Rio Grande do Sul. A lista de lesões e de partes do corpo atingidas podem ser verificadas na Tabela 63. 120) e na Tabela 64. com o objetivo de verificar qual a principal lesão que sofrem os acidentados e quais as principais regiões do corpo atingidas.5 Procedimento da Pesquisa A primeira etapa do trabalho constituiu-se na coleta dos dados contidos nas CATs que foram disponibilizadas pela DRT/RS. Campo do tipo “sim e não”. Morte .4.4. (pág. Os tratamentos cuja duração não ultrapassam 15 dias são considerados leves. abaixo. 121) em anexo. Duração do Tratamento .4 Laudo Médico As variáveis referentes ao laudo médico são: Lesões e Partes do Corpo Atingido .Verificar em que situação acontece o afastamento do acidentado.Determina se houve morte ou não. apresenta uma descrição com as características das CATs 43 . Afastamento do Trabalho . (pág. 4. permite determinar a gravidade do acidente.

A segunda etapa do trabalho consistiu-se no armazenamento das informações coletadas nas CATs.6 Análise dos Dados Esta etapa de estudo consistiu basicamente na análise de freqüência.206 CATs. bem como o relacionamento entre as mesmas. independente de geração ou não de concessão de benefício. data de nascimento e filiação materna) − − − − − Identificação do Empregador Causa do Acidente (CID) Tipo de Acidente Data do Acidente Indicativo de Óbito Origem/Fonte Período de Abrangência Abrangência Geográfica Atualização Variáveis Basicamente. uma vez que eles não estão ligados com a atividade do trabalho e sim com uma circunstância referente ao trajeto entre o trabalho e sua residência. endereço.773 CATs.CAT A partir de setembro de 1993 Brasil Diária − Qualificação do segurado (nome. Os acidentes de trajeto não foram levados em consideração. O banco de dados permite o armazenamento de todas as variáveis coletadas. em primeiro lugar 3 Ver Figura 3 em anexo pág.Características das CATs Descrição Contém informações sobre acidentes de trabalho comunicados ao INSS. A ênfase do sistema está voltada para o cadastramento e histórico dos acidentes de trabalho. à parte de coleta de dados envolveu a separação das CATs referentes à indústria metalúrgica e metal-mecânica.Tabela 14 . Comunicação de Acidentes de Trabalho . procurando determinar. De um total de 45. 8.34% dos acidentes eram referentes à indústria metalúrgica e metal-mecânica. Os dados foram armazenadas num banco de dados desenvolvido por Costella (1998)3. Foram armazenadas 3. o que perfaz um total de 3. 122 44 . com o objetivo de conhecer a distribuição e magnitude dos acidentes.773 CATs. 4.

A exemplo da 45 . Quando um acidente ocorre. Isto permitiria extrair mais conclusões em relação ao posto de trabalho e sobre os fatores que direta ou indiretamente estão influindo nos acidentes. e em segundo lugar a realização da análise das principais variáveis envolvidas no estudo 4. A palavra “metalúrgico” é empregada para designar genericamente um profissional que trabalha na indústria metalúrgica o qual desempenha desde funções de escritório até funções de chão de fábrica como montagens de peças leves. Uma das principais características a ser focalizada é o posto de trabalho. portanto.Também uma denominação genérica para trabalhadores que trabalham na indústria realizando as mais diversas tarefas. No entanto. procurando identificá-los e relacioná-los com as atividades do trabalhador.1 Profissão com Maior Freqüência de Acidentes O objetivo principal de se escolher uma categoria de profissão.36% dos acidentes) . são descritas as quatro principais profissões.a profissão de maior freqüência em acidentes. existem muitas máquinas e . usinagem. São elas: Profissão Metalúrgico (22. A seguir. não fica claro a sua função nem seu posto de trabalho. montagens de peças pesadas. contudo. Profissão Industriário (9.portanto.. pois os dados ficam agregados tornando difícil a determinação de um posto de trabalho típico ou tarefas típicas do profissional. Esta classificação abrange uma grande variedade de funções dentro de uma mesma profissão. ele é notificado através da CAT. realizar uma análise que possa indicar as causas do acidente relacionadas com a atividade do profissional. Tais subsídios devem permitir a verificação das características comuns existentes entre o posto de trabalho e os acidentes.6. foi efetuar estudos mais detalhados para verificar se as CATs fornecem subsídios suficientes para se adotar medidas que ajudem a evitar acidentes. no caso do metalúrgico.24% dos acidentes). identificando entre outros itens a profissão do acidentado. Profissão Operador de Máquina (10. Posto de trabalho é o local onde o trabalhador executa a maior parte ou a totalidade de suas funções.Um pouco mais padronizada que a função “metalúrgico” porque os operadores de máquinas trabalham somente com máquinas. Não é possível. seria importante que as CATs informassem o posto de trabalho a fim de desagregar estas informações. não se prestando para um estudo. que podem ser transportadas manualmente ou com auxílio de máquinas.64% dos acidentes) . e o motivo da escolha do soldador para estudos adicionais. fundição. de acordo com a freqüência dos acidentes. e até o controle de um painel.

4. pode-se considerar estes números aceitáveis. Cabe ressaltar que existe muito pouco material tratando sobre o assunto. A literatura não menciona este fato como importante e evidencia o fumo da soldagem como maior fonte de problemas em soldagem.7. é difícil a realização de estudos mais aprofundados sobre os acidentes com industriário. O maior risco enfrentado pelo soldador é devido a problemas musculoesqueletais devido à grande estaticidade das atividades de soldagem e tempo prolongado que o mesmo permanece em uma mesma posição. Porém.773 nos anos de 96/97. esta profissão despertou especial interesse pelo elevado índice de acidentes devido a impacto sofrido.306 CATs separadas. Além disto. Logo.7 Perfil da Empresa 4. movimentos lentos e estáticos.52% dos acidentes) – Entre as quatro profissões com maior freqüência de acidentes.3% do total de acidentes dentre as 45. conforme apresentado no capítulo 6. porém a primeira em se tratando de posto padrão de trabalho (ou seja. As principais fontes bibliográficas sobre acidentes com soldador estão em inglês e em periódicos. Segundo Torner (1991). o ideal é que se reduza ao máximo os riscos aos quais os trabalhadores estão expostos. Isto perfaz aproximadamente 8. Se for levado em conta que os ramos do setor metal-mecânico têm aproximadamente 20% da mão de obra do estado. Considerando que o soldador é a quarta profissão com maior freqüência de acidentes. que consiste na ligação de peças metálicas através do uso de substância metálica e fusível. a profissão soldador é a mais padronizada em relação às tarefas desempenhadas e posto de trabalho.profissão metalúrgico. Profissão Soldador (3. Soldador é aquele profissional encarregado de executar a operação de soldagem. no caso o soldador) ele foi escolhido para análise mais detalhada sobre as informações contidas nas CATs. existe uma probabilidade muito pequena de que o soldador sofra o impacto de algum agente. compreende tarefas semelhantes para um profissional com mesma denominação. 46 . as operações de soldagem envolvem poucas posições.1 Atividade da Empresa O total de acidentes (típicos e doença do trabalho) ocorridos em todos os setores foi de 3. a menos que o posto de trabalho esteja desorganizado ou o soldador esteja fora de seu posto.

A indústria metalúrgica foi a que mais apresentou acidentes.htm 47 . Um estudo realizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco publicado na Internet4.55 19.00 A Tabela 15 apresenta o número de acidentes segundo a atividade da empresa conforme os resultados obtidos das 3.Número de acidentes segundo atividade da empresa Atividade da empresa Metalúrgica Mecânica Cutelaria Material de Transporte Forjaria NI Fundição Siderúrgica Total % 31. Alimentação 3%3% 3% 5% 5% Comércio 8% Metalúrgica 36% 9% Metalúrgica Outros Quim/Plástica Construçào Comércio Textil/Vestuário Transporte Papel/Papelão Móveis e madeira Alimentação 14% Outros 14% Gráfico 7 .773 CATs cadastradas no banco de dados.56 2.Freqüência dos Acidentes segundo Atividade Econômica .alternex. mostrou que naquela região o setor de metalúrgica é o de maior registro de acidentes.Osasco 4 Site: http://www. seguido pelo setor mecânico e cutelaria.81 2.com.33 3.br/~sindmetal/doenramo. conforme pode ser mais facilmente visualizado no Gráfico 7.46 17.06 100.50 6.72 16.Tabela 15 .

Distribuição de acidentes segundo o porte Porte da empresa Grande Médio Pequeno NI Micro Empresa Total % 54. dos acidentes pode ter duas explicações. justificando. por aproximadamente 15% da mão de obra no setor 48 . seguido pelas de médio porte. com 20.2 Porte da Empresa “Com estas informações em mãos pode-se responder perguntas como: Onde eu localizo os acidentes que estão ocorrendo nas pequenas e micros empresas. A fato das empresas de grande portem serem responsáveis pôr 54.43 20.1999). Segundo dados do SEBRAE. onde atuam a maioria dos trabalhadores brasileiros? Os acidentes precisam estar associados ao porte da empresa.35%. como mostra a Tabela 16 que apresenta a distribuição de acidentes segundo o porte da empresa.. segundo dados da FIERGS.41 8. num total de aproximadamente 36%.7. Isto para que possa existir uma política de segurança e prevenção de acidentes no Brasil.47 100. médio e micro empresas estão subnotificando as comunicações de acidentes de trabalho. principalmente priorizando a atenção aos pequenos.. ou as empresas de pequeno.00 Em relação ao porte das empresas.43%. entre outros fatores.4..” (Anuário. o maior registro de ocorrências se deu nas empresas de grande porte. Tabela 16 . seria a força sindical. pequeno e micro empresas. pois existe uma dificuldade maior de subnotificação nestas empresas devido à força dos trabalhadores.35 13. com 54. pequeno e médio porte. Isto já não ocorre nas empresas de porte médio. as micro empresas do Rio Grande do Sul são responsáveis. a indústria metalúrgica e metal-mecânica se caracterizam pôr ter uma grande quantidade de trabalhadores nas empresas de grande porte.35 3. Um outro fator que justificaria a maior incidência de acidentes na empresa de grande porte. Ou o ambiente de trabalho destas oferecem um maior risco a saúde do trabalhador. o maior número de acidentes entre estas empresas. Apesar de 64% dos trabalhadores pertencerem às empresas de micro.43% dos casos.

31. num total de 39. pertencem à região metropolitana de Porto Alegre. as micro-empresas foram responsáveis pôr apenas 3. foram responsáveis pela maior quantidade de acidentes num total de 32. 36% das indústrias metalúrgicas do estado. A Tabela 17 apresenta o número médio de empregados. 46% das indústrias mecânicas e 35% das indústrias de material de transporte.1 47.3 Região da Empresa A região que mais apresentou acidentes de trabalho foi Porto Alegre. Analisando-se os dados.13 % Acum.21 49 . A região metropolitana de Porto Alegre concentra aproximadamente. segundo dados do SEBRAE (1999). as principais geradoras de acidentes foram às empresas pertencentes ao ramo de atividade de metalúrgica. Canoas (12.08%. Apesar disto.13%).Número médio de empregados pôr porte da empresa Porte da empresa Grande Médio Pequeno Micro Empresa Média De Empregados 1078 212 52 12 4. Tabela 17 .metal-mecânico do estado. Isto devido ao fato da região ter importantes pólos industriais distribuídos ao longo destas cidades.04% dos acidentes gerados pelas empresas de grande porte. Entre as dez cidades que mais geram acidentes. 61. indicando a possibilidade de subnotificação de acidentes.7. pôr porte das empresas analisadas nas CATs.Distribuição dos acidentes segundo a cidade Região Porto Alegre Gravataí % 31.47% das ocorrências.86% para as de médio porte. Tabela 18 . verificou-se que as empresas de grande porte.08 16. Entre as empresas de porte médio.92) todas regiões com importantes pólos industriais e com grande número de trabalhadores.9% para as micro-empresas. seguido pôr Gravataí (16. pequeno e micro-empresa. pertencente ao ramo de Cutelaria.88% para as de pequeno porte e 55.24%) e Caxias do Sul (4. com 31.

pode-se observar que as cinco profissões com maior freqüência de acidentes foram os metalúrgicos.76 83. serão utilizadas estas dez. 4.36 2. 50 .22 81.22 100.64 1.00 Pode-se observar que Porto Alegre.00 59. utilizar as nove primeiras.93 78. e as correspondentes freqüências de acidentes e percentual em relação ao número total de acidentes. Cruz do Sul Outras Total 12.45% dos acidentes em comparação aos 40. juntas somam mais de 80% dos acidentes.8. pois um profissional realiza tarefas distintas em um determinado posto de trabalho.78 1.57 80.64 1.37 68. são classificações de profissões que não caracterizam um posto de trabalho padrão. adotou-se como critérios para estudos subseqüentes. onde forem referenciadas as cidades.92 4.09 75. de acordo com a profissão5.1. somam mais acidentes que todas demais cidades.8 Perfil do Trabalhador 4. soldadores e montadores respectivamente.45 16.45 64.78 100. Isto torna 5 Uma tabela completa com a relação das profissões pode ser vista na Tabela 66 em anexo pág.6. industriário e operador de máquina.55 1.73 73. Através do gráfico.36 4. juntas.15 76. as profissões metalúrgico.55% das demais cidades. Leopoldo Cachoeirinha Panambí Bento Gonçalves Sta. totalizando 59.06 1. Rosa Esteio Sapuc. operador de máquinas.1 Profissão No Gráfico 8 é apresentado o número de acidentes no setor metal-mecânico do Estado do Rio Grande do Sul. Do Sul S. Devido ao grande número de profissões. que junto são responsáveis pôr mais de 60% dos acidentes. industriários.Canoas Cx. As dez primeiras cidades onde ocorreram os maiores números de acidentes. Do Sul S. pôr isto em estudos subseqüentes.24 4. 125. Gravataí e Canoas. Como já foi abordado no item 4.

Mult. Produção Op.36% 9. Man. as doenças do trabalho se manifestam. 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% Op. relacionados com as atividades do acidentado. Gerais Mec. Manutenção Metalúrgico Industriário Montador Soldador Aux. A Tabela 19 apresenta as respectivas profissões dos acidentados com maior freqüência e a idade média na qual o profissional sofreu o acidente. Op. num total de 61.31 anos. ocorram com trabalhadores mais jovens. e que as doenças do trabalho ocorram com os trabalhadores mais velhos. que o profissional com a maior média de idade é o caldeireiro. já no setor metal mecânico este valor ficou um pouco acima. sendo de 35. Func. é de se esperar que acidentes típicos.91% dos acidentes com metalúrgicos ocorrendo em apenas duas atividades econômicas da região de Porto Alegre.98% em forjarias também de Porto Alegre.52% 2. pois eles têm menos experiência.81% 2.35% Gráfico 8 .54 anos.30% 2.64% 38. com 44.92% de seus acidentes em empresas de cutelaria da região de Porto Alegre e 16.8.2 Idade Em relação à idade dos trabalhadores. Cel.85 anos.Distribuição de acidentes pôr profissão Em relação as atividade da empresa e a região dos acidentes. 10. que poderiam estar levando determinado profissional a se acidentar. o valor mais expressivo observado foi o dos metalúrgicos que sofreram 44.difícil a determinação das possíveis causas e fatores comuns aos postos de trabalho. e profissional o com a menor média de 51 Outras . A média nacional de acidentes pôr idade é de 32.86% 2. 4.95% 2. O Posto de Trabalho é uma informação importante que deveria vir descrita na CAT para se permitir fazer uma maior investigação das causas dos acidentes e também para se ter informações mais detalhadas sobre o acidente.95% 2. onde após anos de atividades insalubres.02% 22.24% 3. pois elas vão sendo adquiridas ao longo da vida de trabalho. Máquina Serv. Pode-se verificar pôr inspeção visual a tabela.

75 31.0 0 % 1 6 .0 0 % 8 . Func. Produção Op.95 Ainda em relação à idade.htm 52 .0 0 % 6 .0 0 % -1 7 1 8 -1 9 2 0 -2 4 2 5 -2 9 3 0 -3 4 3 5 -3 9 4 0 -4 4 4 5 -4 9 5 0 -5 4 5 5 -5 9 60NI Gráfico 9 .18 36. se acidenta em média com 37. Cel.0 0 % 0 .13 35.06 35.br/~sindmetal/doenramo. Mec.25 35.Média de idade do acidentado segundo a profissão Profissão Metalúrgico Op. Mult. Manutenção Média De Idade 37.57 37. Através dele pode-se observar a semelhança dos dados.Distribuição de acidentes segundo faixa etária O Gráfico 10 apresenta uma comparação dos dados obtidos pelo sindicato dos metalúrgicos de Osasco6 e os obtidos através da coleta das CATs para indústria metal-mecânica do estado do Rio Grande do Sul.alternex. o maior índice de acidentes ocorre com profissionais em torno de 28 anos (4.18 anos.0 0 % 2 . Tabela 19 .7% de acidentes) seguido pêlos de 33 anos (3.25 anos. Man. Aux.0 0 % 1 4 .0 0 % 4 .31 38.idade foi de serviços gerais com 28. No Gráfico 9 é apresentado a freqüência dos acidentes segundo a faixa etária entre os trabalhadores acidentados. Gerais Montador Op. O metalúrgico. Máquina Industriário Soldador Serv.08 28.39 28. 1 8 .7% de acidentes).0 0 % 1 0 . que apresenta a maior freqüência de acidentes. exceto pela 6 Fonte: http://www. Pode-se observar que a faixa etária que mais sofreu acidentes situa-se entre os 30 e 34 anos seguido pêlos trabalhadores entre 25 e 29 anos.0 0 % 1 2 .com.

Em relação à atividade econômica. com 39. e no Rio Grande do Sul. através do Gráfico 10. 53 . com 32. a faixa etária com maior freqüência de acidentes. varia dos 25 aos 30 anos. Pode se perceber. pôr volta de 38 anos. e os acidentados mais novos pertencem ao ramo das fundições.distribuição dos mesmos. Já as micro-empresas apresentaram a menor média.88 anos.Comparação de distribuição de acidentes segundo faixa etária entre RGS e OSASCO − Média de Idade As empresas de grande porte apresentaram os trabalhadores com maior média de idade.36 anos.17 anos. dentre os acidentados. os acidentados mais velhos pertencem ao ramo das siderúrgicas. os dados estão mais distribuídos entre todas as faixas etárias. Porto Alegre apresentou.17 anos. Osasco tem uma ocorrência maior de acidentes entre os mais jovens. com os acidentados estando com 33. que em ambos os casos. trabalhadores numa faixa etária mais elevada. sendo esta idade de 36. em média. 25% 20% 15% 10% 5% 0% a té 1 8 19 a 24 25 a 30 31 a 36 O sasco 37 a 42 RGS 43 a 48 49- NI Gráfico 10 .

00 54 . freqüência de acidentes e percentual sobre o total de acidentes. totalizando 64.Freqüência de acidentes pôr estado civil Estado Civil Casado (a) Solteiro (a) Separado (a) Divorciado (a) Viúvo (a) Desquitado(a) NI Total % 64.18 10.3 Estado Civil A Tabela 21 apresenta os dados dos acidentes do setor metal-mecânico do Rio Grande do Sul.00 16.00 2.24 23.98 0.00 3.27 100. com o respectivo estado civil do acidentado.8.70 0.18 18.Distribuição de acidentes segundo a faixa etária para a cidade de Osasco e o estado do Rio Grande Do Sul Idade até 18 19 a 24 25 a 30 31 a 36 37 a 42 43 a 48 49NI Total Osasco % RGS % 2.00 16.00 18.32 31.61 1.00 4.00 13.71 6. os casados têm 38.34 0.80 19.8 anos de idade e os solteiros tem 27.00 100.08 1.33 19. Em média.03 0.22 100. Tabela 21 .Tabela 20 .2.00 17. Pode-se observar que os trabalhadores casados são os que sofrem mais acidentes.00 15.32 %.

75 3.38 0. e 9.19 6.28 0.55% de acidentes para as mulheres.38 no Rio Grande do sul.42 0. As CATs da cidade de Osasco indicaram 90.46% dos acidentados. uma das explicações para este fato é a maior quantidade de homens que trabalham em atividades da indústria metal-mecânica.09 98.58 99. Tabela 22 .5 Sexo Os profissionais do sexo masculino foram os que mais se acidentaram.3% das ocorrências. Entre outros fatores.86 100.2 anos de idade e os homens na faixa dos 35.14 100.00 % Acum.4.46 53. A maior parte dos acidentados recebe entre 2 e 4 salários. contra. O sindicato dos metalúrgicos de Osasco chegou a números semelhantes a estes.52 2. segundo a faixa salarial.22 98. As mulheres sofrem 48% de seus acidentes em cutelarias e os homens 32.46 24. 9.83 97.20 99.45% de acidentes para os homens contra 90.Freqüência e distribuição dos acidentes segundo faixa salarial Salários 3 4 2 5 6 NI 7 8 1 9 11 10 Acima de 12 12 Total % 28.65 89.78 99.56 0.8. 28.40 70. com um total de 90.00 4.27 1.91% em metalúrgicas sendo estes os maiores responsáveis pêlos acidentes classificados de acordo com o sexo dos trabalhadores.40 92.38% do sexo feminino. 55 .91 1.07 12.46 82. perfazendo um total de 70.13 0.8.92 95. em comparação com 9.94 17.4 Salário A Tabela 22 apresenta a freqüência dos registros de acidentes.3% no Rio Grande do Sul. As mulheres se acidentam em média na faixa dos 37.11 anos.

a melhoria ergonômica dos postos de trabalhos.Distribuição de acidentes pôr sexo segundo a natureza Pelo Gráfico 11 pode-se verificar que os acidentes mais comuns entre as mulheres são devido a doença ocupacional (DO) enquanto nos homens é devido a impacto sofrido e DO. O primeiro ponto estudado buscava determinar as maneiras pelas quais acidentes de trabalhos e desordens musculoesqueléticas estariam relacionadas com as operações de manuseio dos postos de trabalho e como elas poderiam ser prevenidas.6 Atividade do Funcionário A atividade do funcionário nas CATs pode ser verificada na área designada à descrição do acidentes. medição de indicadores de esforço fisiológico. 1996) 4.8. compilação da avaliação de trabalhadores de sua situação de trabalho. na maior parte dos casos. esta informação estava mal preenchida ou incompleta. análises ergonômicas de trabalho de cada posto com a ajuda de vídeo gravação. e desenvolvimento de soluções 56 Corte . O estudo teve como objetivo principal. As informações vêm a acordar com alguns estudos que atestam que as mulheres são utilizadas em tarefas que exigem mais detalhes e menos força. não deixando claro o que realmente aconteceu no momento do acidente. Isto vem a tornar o dado praticamente inútil. A pesquisa envolveu um estudo retrospectivo de registros médicos de trabalhadores. Normalmente estas tarefas se caracterizam pôr serem repetitivas e com alto grau de insalubridade devido ao ruído (Lima. análises de acidentes de trabalho resultando em incapacidade para o trabalho. e o que o trabalhador estava fazendo. Cockerill (1993) realizou um estudo em uma linha de montagem e três postos de trabalho em um posto de trabalho de uma indústria de aço onde chapas de metal são cortadas e ajustadas.60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Impacto Sofrido 13% 31% 57% 23% 20% 12% 5% 8% 6% 7% 5% 6% 2% 4% impacto Sofrido Contra Doença Ocupacional Prensagem Esforço Físico OUTROS Feminino Masculino Gráfico 11 . Porém.

técnicas. Neste estudo, foi observada uma alta média de incidência de desordens musculoesqueletais. Estas desordens puderam ser relacionadas com a natureza da operação de manuseio e estresses postural envolvendo estes locais de trabalho. Com estas informações em mãos, medidas corretivas e preventivas puderam ser tomadas diminuindo substancialmente problemas de desordens musculoesqueletais nos trabalhadores daqueles postos de trabalho. Este estudo deixa clara a importância da análise de dados. Uma falha que o documento CAT apresenta, é que no preenchimento, apesar de obrigatório, da área designando para se identificar o local do acidente, este é preenchido com informações inúteis para uma posterior análise. Seria interessante que pôr ocasião do preenchimento desta informação, fosse mencionado o posto de trabalho onde estava o funcionário no momento do acidente. Para exemplificar, cito o caso de uma descrição de acidente que veio com a seguinte informação: “Tubo de ferro caiu em cima dedão do pé direito” Estas informações são praticamente, desnecessárias, pois o objeto da lesão (tubo de ferro) vem descrito no campo destinado a se colocar o objeto causador; à parte do corpo atingida (“dedão do pé direito”) vem descrita no campo destinado à descrição das lesões; a natureza da lesão, que neste caso foi impacto sofrido, merece um campo maior para conter informações mais detalhadas, com maior riqueza de informações sobre o acidente. Uma melhor descrição do acidente seria: “Atingido pôr objeto, no momento em que operava, e/ou manuseava, e/ou trabalhava, e/ou concertava, e/ou etc, uma determinada máquina e/ou uma determinada peça, e/ou determinado produto, e/ou se deslocava, em determinado posto de trabalho e/ou fora do posto de trabalho.” Desta forma seria possível tirar conclusões mais corretas sobre os acidentes, e tornar a informação mais útil para prevenir acidentes. O importante em se analisar as CATs, é verificar possíveis características comuns do posto de trabalho, que possam estar influenciando na ocorrência de acidentes. Porém, o mau preenchimento das mesmas dificulta esta ação.

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4.9

Freqüência temporal dos Acidentes

4.9.1 Data do Acidente Segunda-feira foi o dia da semana onde mais ocorreram acidentes, em todos os ramos de atividades analisadas, com um total de 22,83% dos registros. Todos os outros dias apresentaram uma tendência decrescente entre os dias respectivamente, até domingo onde a ocorrência de acidentes foi a menor, com 1,5% dos acidentes. Costela (1999) identificou o mesmo padrão de comportamento ao analisar os acidentes ocorridos na indústria da construção civil nos anos de 1996-1997. A Tabela 23, apresenta a freqüência dos acidentes segundo o dia da semana. Tabela 23 - Freqüência dos acidentes segundo o dia da semana
Dia Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom NI Total % 22,83 20,77 18,10 17,07 13,36 3,94 1,50 2,44 100,00

Um dos fatores que poderiam explicar o maior número de acidentes na Segunda- feira, como mostra o Gráfico 12, seria o fato de ser precedido pelo fim de semana. A quebra do ritmo do trabalho, devido ao período de descanso, faz com que no retorno tanto a produtividade quanto a atenção sejam menores, propiciando uma maior número de acidentes. Com o decorrer da semana, a atenção aumenta, o ritmo é retomado, porém com uma tendência de, na sexta-feira, o funcionário estar com atenção elevada, porém com um ritmo de trabalho menor devido ao cansaço, o que vem pôr propiciar um menor número de acidentes (Costella 1999).

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25% 20% 15% 10% 5% 0% Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom NI

Gráfico 12 - Distribuição dos Acidentes segundo o dia da semana 4.9.2 Hora do Acidente O Gráfico 13 apresenta a freqüência dos acidentes segundo a hora de ocorrência. Pode-se observar dois picos, um pela manhã, das 10 às 11 horas, e outro pela tarde, das 16 às 17 horas. Os mesmos picos forma identificados pôr Costela (1999) em analise feita nos acidentes ocorridos na indústria da construção civil nos anos de 1996-1997. Pode-se observar a grande quantidade de registros onde a hora do acidente não foi informada, ou pôr desinteresse.
30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 00:00 01:00 02:00 03:00 04:00 05:00 06:00 07:00 08:00 09:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00 21:00 22:00 23:00 NI

Gráfico 13 - Distribuição dos acidentes segundo a hora do acidentes

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Porém. pois cada máquina tem um leque de operações que os trabalhadores podem realizar. esta informação estava bem clara. mas como não se sabe qual é a máquina. que atinge seu ápice no horáro das 10 horas e. 17). 4. não se pode agir sobre a fonte do problema. permitindo identificar qual máquina se empregava. quando há uma queda da produtividade e da atenção. é que este não era feito com clareza. a fonte é a máquina. assim. Em muitos documentos aparecia apenas a palavra máquina. Isto permitiria tomar medidas que reduzissem os riscos de operação da mesma. agir sobre a fonte do problema. tendo como primeira medida. O pico da tarde pode ser explicado como resultado da fadiga ocasionada pela proximidade do final da jornada. a máquina envolvida no acidente.Parker e Oglesby apud Costella (1999) explicam o pico da manhã como sendo resultado da taxa de produtividade diária. New York: McGraw-Hill. quanto maior o nível de atividade maior a possibilidade de ocorrerem acidentes. A importância de se conhecer a máquina onde ocorreu o acidente. 1972. H. em relação a uma tarefa que ofereça risco ao trabalhador e. a crítica que se faz aqui em relação ao preenchimento das CATs. é que poderia se deduzir a atividade que o trabalhador estaria executando no momento do acidente. não deixando claro. (McGraw-Hill series in construction engineering and management) 60 . se deram no momento em que os trabalhadores utilizavam suas máquinas e ferramentas ou manuseavam alguma peça. em uma das CATs com a seguinte descrição do acidente: “Quando estava mudando uma máquina de lugar. na maior parte dos casos. o que vem pôr ocasionar a agregação dos dados. neste caso.10. Um dos princípios de prevenção de acidentes (Princípio de Prevenção de Acidentes pág. W. deslocou o joelho direito” e no campo destinado a informar o objeto causador: “Máquina”. estabelece que se deve atuar corretivamente.10 Causa do Acidente 4. como o caso da prensa e do torno. e também permitiria saber qual máquina estaria ocasionando o maior número de acidentes de trabalho. Em outras ocorrências. H. os acidentes devido a impacto sofrido e prensagem coletados nas CATs. Esta informação é insuficiente para que se possa fazer uma análise mais aprofundada do acidente ocorrido.. Pôr exemplo. A exemplo dos casos anteriores. Methods improvement for construction managers. PARKER. OGLESBY. C.1 Natureza do Acidente Em grande parte. porém.

Se considerarmos os seis primeiros (Impacto Sofrido. e que atividades poderiam estar gerando maior risco ao acidentado. o impacto sofrido foi devido à queda de peça.88 100. com a freqüência de acidentes. Pôr isso.30 26.00 Durante o cadastro das CATs e leitura do campo descrição do Acidentes. Esforço. Segundo VINER (1992) os engenheiros e pessoas responsáveis pêlos projetos das máquinas devem ter um conhecimento básico e uma educação continua que os habilitem a projetar maquinarias e métodos de trabalho para satisfazer as expectativas legais de segurança no trabalho. tubos e outros normalmente em cima das mãos do acidentado. canos.00 % Acum.A atividade exercida no momento do acidente também é muito importante devido ao fato de que para se analisar um posto de trabalho. Pode-se verificar.12% dos acidentes. Prensagem.01 69.02 7.Físico. os estudos subseqüentes relacionados à Natureza da Lesão serão realizados em relação a estes seis tipos de acidentes com maior incidência de acidentes. ou se fossem de uso menos complexo. Corte e Impacto Sofrido Contra) chega-se a 80.Distribuição dos acidentes segundo a natureza Natureza do acidente Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Esforço .12 100. A Tabela 24 apresenta a freqüência dos acidentes segundo a natureza.32 63.23 80.Físico Corte impacto Sofrido Contra Outros Total % 29.30 55.28 3. que impacto sofrido e DO juntos somam 55.94 6. deve-se conhecer o processo de trabalho do local analisado. Tabela 24 . Muitos acidentes poderiam ser evitados se as máquinas tivessem dispositivos para proteger o operador. ferramentas.95 76. em grande parte. pela tabela.32% dos registros. 61 . 29. pode-se verificar que.69 6. possivelmente devido à desorganização dos postos de trabalho.89 19. DO. percentual sobre o total e percentual acumulado.

04%. em média.00 100. enquanto Material de 62 % .00 100. no Brasil.Doença Ocupacional 26% NI 3% Acidentes Típicos 71% Gráfico 14 . os acidentes típicos representam 94.Distribuição dos acidentes segundo natureza do acidente pôr atividade econômica Metalúrgica Siderúrgica Material de Transporte Mecânica Cutelaria Fundição Forjaria Natureza do acidente NI 4 1 3 5 7 4 Corte Doença Ocupacional Esforço . que o ambiente de trabalho que o profissional do setor metal-mecânico convive é muito insalubre.Físico Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Prensagem 48 13 24 39 39 41 15 8 39 24 26 17 20 35 19 8 10 6 5 29 3 15 3 23 3 8 10 4 13 4 3 0 1 4 2 4 2 6 1 1 0 1 100. Pode se observar. Estes dados foram semelhantes aos obtidos pelo sindicato dos metalúrgicos de Osasco onde os acidentes típicos representaram 77.00 100. Tabela 25 .00 100.13% dos dados. que apresenta a freqüência de acidentes segunda a natureza cruzando com atividade econômica. então. verifica-se uma grande diferença. pode-se verificar que a atividade metalúrgica e mecânica são as principais responsáveis pela maior parte dos acidentes típicos. se comparado com a média nacional dos últimos 10 anos.89% dos acidentes e DO 21.Distribuição dos acidentes segundo o motivo Através do Gráfico 14 pode-se verificar que os acidentes típicos representaram 71% dos acidentes doenças profissionais 26%.00 Pela Tabela 25.13% das ocorrências. Porém. doenças profissionais 1.00 100.

enquanto cutelarias e material de transporte possuem um ambiente de trabalho altamente insalubre. Estes dados estão de acordo com estudos feitos pôr Laflamme (1997) que indicam que os mais jovens são colocados frente a tarefas de maior riscos e que as doenças ocupacionais se manifestam nos mais velhos pôr serem frutos da ação do tempo em ambientes insalubres. indicando que as mulheres são postas em atividades de menor risco. Em relação à profissão todos os tipos de acidentes foram mais freqüentes entre os metalúrgicos. com impacto sofrido. Outro dado interessante é o fato de 77% dos casos de doença ocupacional serem com trabalhadores casados contra 33% em outra situação.pois 70. Um fato interessante foi que 57% dos acidentes registrados para as mulheres foram devido à doença ocupacional.72% dos acidentes decorrentes de Doença Ocupacional. Siderúrgica também pode ser considerada como tendo um ambiente de trabalho altamente insalubre . e a média mais baixa foi para impacto sofrido contra (32. porém esta diferença foi menor. sendo de 59% nos casados contra 41% dos acidentados em outra situação. porém mais insalubres. A média de idade mais alta foi à encontrada entre os que sofreram doença ocupacional (40.Transporte e Cutelaria são responsáveis pela maior parte das Doenças Ocupacionais.8%. As empresas de grande porte são as grandes responsáveis por 40. enquanto que para os homens este valor foi de 22. pôr 80.45% de seus acidentes são devido à doença ocupacional.83). 63 . Pode-se concluir que metalúrgica e mecânica possuem ambientes de trabalho com um alto risco de acidentes típicos. Impacto sofrido também foi mais comum entre os casados.8% dos registros de acidentes de trabalho.48 anos). e 70.9% dos acidentes ocorridos devido a esforço-físico.

73 52. Dos dados apresentados.00 Com base na da Tabela 26. de acordo com a atividade econômica.14 8. pode-se verificar que ruído e L. são os principais causadores de acidentes do trabalho (23. De nível 16 Corpo Estranho 17 Peso 18 Subst.Distribuição dos acidentes segundo os agentes da lesão mais freqüentes ID 1 Ruído 2 LER 3 Máquina 4 Ferramenta 5 Peça(s) 6 Chapa 7 Prensa e Torno 8 Obj.9% de seus acidentes causados pôr elementos pertencentes ao posto do trabalho. prensa e torno (29.16 43.34 100.32 47.2 Agentes da Lesão Tabela 26 .95 77. ferramentas. 14 Caixa(s) 15 Queda c/ ou sem dif. 11 Ferro 12 Serra ou Furadeira 13 Componente de Maq.75 3.88 59. 14.06 1.00 80.4.70 70.39 5. chapas.95 5. é o resultado de 64 .58 2.82 32.26 75. A Tabela 27 apresenta os dados quanto aos agentes de lesão mais comuns.00 % Acum. Quente 19 Escada 20 Equipamento Outros Total Agente da lesão % 14.41 1.53 2.56 3.67 100.45 62.E.12 67.82%).40 81.13 55.97 1. peças.54 79.R.69 1.82%).10. demonstrando ser um ambiente de alto risco. Logo após vem às lesões causadas pôr máquinas.77 38. o que mais se sobressai.67 9.41 4. Cortante 9 Mov. ou Prod. Barras e Tubos.16 4.29 74.27 18.45 65.59 1.23 72.00 2.67 2. Pode-se verificar que a indústria metalúrgica tem 40.45 1. Corpo 10 Canos.67 23. que apresenta a distribuição dos acidentes segundo o agente causador da lesão.41 3.

00 31. Ruído. Tabela 27 .7% dos acidentes tem como agente de lesão.70 32. peças e ferramentas. pois os principais agentes são máquinas. Prensa.. todos elementos pertencentes ao posto de trabalho. Prensa e Torno.70 50. Ruído e LER Ruído e LER Ferramentas e Caixas Ruído % Relat.00 40.agentes de lesão na siderurgia.Tipos de agentes mais comuns de acordo com o porte. pode ser vista na Tabela 70 em anexo pág. Chapa. máquinas. se caracterizam pôr serem ambientes de trabalho de maior risco. Torno e Ferramentas. Chapa. Tabela 28 . que oferecem risco à segurança do trabalhador. Agente % Relat. Peças.30 65. ferramentas. onde 65. Já em empresas dos demais portes. Corpo.Tipos de agentes mais comuns de acordo com a atividade econômica7 Atividade Econômica Metalúrgica Mecânica Cutelaria Forjaria Fundição Siderúrgica Agente Lesão Máquinas. ruído e LER.90 41. 7 Uma lista completa com os agentes e as atividades econômica. Máquinas e Ler.50 Pequeno Máquina. Ruído.70 39. Máquina. 65 . 35. à atividade econômica 40. Peças. Prensa e Torno. pois como pode-se ver na Tabela 28. Chapa. ao Porte 35. Mov.9% dos acidentes são devido a ruído. Ferramentas.90 Material de Transporte Ruído e LER As empresas de grande porte se caracterizam pôr terem ambientes de trabalho que oferecem maiores riscos à saúde do trabalhador. sendo este um ambiente altamente insalubre para os trabalhadores.20 36. chapas.10 28. Porte Grande Médio ME Ruído e Ler Peças. 130. peças. Chapas.

com 29. canos. que o soldador se queimasse ou tivesse problemas respiratórios ou visuais. barras. peças. canos. 7. Mov. Obj. furadeira. Como se espera que o acidente esteja relacionado com a atividade. tubos. neste modulo.69% e 6. Cortantes. 66 .Físico Corte Agentes Ferramentas. Tabela 29 . barras.3%. que apresenta os tipos de agentes de lesão mais comuns entre as profissões.94% respectivamente de ocorrência) e os agentes que os ocasionaram. peças. Como pode-se observar na Tabela 67 (anexo pág.90 61.10 57. Com base na Tabela 30. Mais adiante. Doença Ocupacional. porém se vê que os agentes da lesão estão mais ligados a uma possível desorganização de seu posto de trabalho. Ruído e Ler Máquinas. Chapas e Máquinas % Relat. e máquina. Prensa e Torno. pôr exemplo.A partir da Tabela 29. pode se verificar que ferramentas.20 60. pode-se verificar quais foram os agentes de lesão predominantes entre as categorias profissionais dos acidentados. Peso.30 68. e até mesmo de máquinas que não fazem parte de seu posto de trabalho.70 90. prensa e torno. o soldador está sofrendo muito impacto de canos. serão apresentados mais detalhes a este respeito.2%. a Natureza 47. que contém as quatro Naturezas de Lesão com maior incidência (Impacto Sofrido.20 impacto Sofrido Contra Máquinas. 26. Corpo. Peças e Caixas. serra. 128) a natureza de lesão mais comum foi impacto sofrido. poder-se-ia esperar. Ferramentas. chapas. tubos. ferros e máquinas são os maiores causadores de Acidentes de Trabalho. indicando uma possível desorganização nos postos de trabalho. peças. Logo. Prensagem e Esforço Físico.Agentes mais comuns de acordo com a natureza da lesão Natureza da Lesão Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Esforço .

74 33.33 40. Man. Mov. Ruído e Ler Ruído e Ler Ruído e Máquinas Canos. Corpo.31% dos acidentados necessitaram se afastar de seu posto de trabalho. Mult.33 39. barras e tubos. 74. chapas. canos. custos com perda de tempo. Em 12.23 33. ruído.68 55. LER Chapas. torno.Tabela 30 . ruído.82 4.11 Dados sobre o Acidente 4.Tipos de agentes mais comuns segundo a profissão Profissão Metalúrgico Op. tubos. Prensa. Cel. É sempre bom ter em mente que o afastamento do acidentado de seu posto de trabalho implica em custos diretos e indiretos para empresa. Componentes de máquina. Gerais Montador Op. impacto psicológico nos colegas de trabalho entre outros. torno e máquinas. 67 .48 29. Aux.44 36. Custos com tratamento. prensa. Máquinas.1 Afastamento Em relação ao afastamento. treinamento de um profissional para substituir o acidentado.11. contra 13. Produção Op. Agente % 36. barras.6% que não precisaram se afastar. Ler.10% dos casos não foi informado se houve ou não afastamento. Func. máquina e ferramentas. ferramentas e máquinas. Máquina Industriário Soldador Serv.00 33.

30 31.9% na região dorsal e 9.13 1.12 Lesões e Partes do Corpo Atingidas Como era de se esperar.66% dos casos este dado não foi informado ou estava ilegível.60 61. Em relação às lesões. onde se pode verificar que os acidentes leves (menos de 15 dias) representaram 39. Nesta tabela.45 46. 10.90 Acima de 90 NI Total % 39. 4.Distribuição dos acidente segundo duração tratamento Duração do tratamento 0.90 15.9% das lesões foram nas mãos (principalmente o dedo indicador devido a impacto sofrido).22 36.48 3.00 Na questão relativa à duração do tratamento. 68 . ferimento corto-contuso foi o principal responsável pôr 23. 20. as mãos foram à região do corpo mais atingidas em acidentes e com maior número de lesões. e os acidentes graves (mais de 15 dias) representaram 23.5% na região da cabeça (principalmente a audição devido a ruído).44% dos acidentes.11.9% dos casos.19 1. Infelizmente em 36.4.15 16.2% nos pés.66 100.1% na região ventral.42 0. com 17.7% das lesões. No geral. 45.6% das lesões seguidas pôr hipoacusia.2 Duração do Tratamento Tabela 31 . é apresentada a distribuição dos acidentes segundo a duração do tratamento. que é perda auditiva induzida pelo ruído.75 76.00 2. segundo os dados levantados das CATs. a Tabela 31 apresenta os dados obtidos após análise. 15. A Tabela 32 apresenta as principais lesões encontradas entre os acidentados no setor metalmecânico do estado do Rio Grande do Sul.

1 3.0 3.1 Profissão Com base na Tabela 33.6 3.1 6.1 2. Mult.7 2.7 100. Outros % CABEÇA DORSAL VENTRAL MÃO 33. O metalúrgico foi o mais atingido em todas as regiões do corpo.1 3.0 7.6 10.00 17.1 0. Tabela 33 .1 9.2 Região da Cabeça Com base na Tabela 34.0 5.7 1.2 12.5 49.9 3.5 10.Distribuição das lesões segundo o tipo de lesão CodLes 10 21 4 12 22 17 23 24 8 Total Nome da Lesão Ferimento. pode-se observar a distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão.Distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão Profissão Metalúrgico Op.2 4.9 6.6 2.0 100.12.7 13.3 3.0 2.1 5.4 5.3 6. Máquina Industriário Soldador Montador Serv.9 40. que as orelhas (audição).8 3. Cel.4 2.00 20.3 40. os olhos e a região frontal são as regiões mais afetadas pôr acidentes.00 4. motivando 93.8 39.8 3.2 100. Gerais Op.7 6. Aux.7 10.7 6.5 2.9 1.7 1.00 18.5 1.7 2.1 3. Func.8 0.8 15. pode-se observar. Man.1 10.1 0.0 0.9 12.3% das lesões registradas em acidentes de trabalho e doença profissional.9 35. Corto-contuso Hipoacusia Contusão Fratura Tendinite Queimadura Dores Disacusia Entorse Outras % 23.5 PÉ 20. Produção Op.6 8.12.Tabela 32 . 69 .1 3.5 100.6 17.4 100.0 4.00 100.8 5.6 0.00 4. que apresenta a distribuição de lesões segundo a região da cabeça atingida.

55% dos registros de acidentes referentes à região da cabeça. Juntos. irritação. ainda pode contribuir para a ocorrência de outros acidentes.81% e objeto na vista com 7.10 40. Ruído foi responsável pôr 99% das ocorrências de acidentes na orelha (Perda auditiva induzida pôr ruído). Além da perda de produtividade gerada pôr estes sintomas.7% dos acidentes registrados na região frontal.17% dos registros de acidentes na região da cabeça. com 12. de propiciar a perda auditiva do acidentado. Objeto na vista foi responsável pôr mais de 60% dos registros de acidentes na visão.Tabela 34 . principalmente devido a ruído.Distribuição de lesões segundo região da cabeça Parte do Corpo Atingida Orelha esq Orelha dir Olho esq Região Frontal Olho dir Outras Total % 41. cansaço. além. aumentando os riscos de acidentes devido a estresse físico e mental. pois o trabalhador pode ter como conseqüência do ruído.00 − Natureza do Acidente Doença ocupacional foi responsável pôr 71. estes 3 são responsáveis pôr 96. O ruído. como pode ser observado na Tabela 35.80 3.80 4. entre outros sintomas.79% dos registros de acidente na região da cabeça. ainda existe a diminuição dos reflexos e da atenção.10 3. principalmente na região da face. seguido pôr impacto sofrido. Impacto sofrido foi responsável pôr 51. 70 .50 6.70 100. dores de cabeça.

Tabela 35 - Distribuição dos acidentes na região da cabeça segundo a natureza do acidente
Natureza do acidente Doença Ocupacional Impacto Sofrido Objeto na Vista Queimadura Outras Total % 71,17 12,81 7,55 3,66 4,81 100,00

− Lesões A lesão mais comum, na região da cabeça, foi hipoacusia e disacusia que ,juntas, foram responsáveis pôr 67,9% das lesões na região da cabeça, conforme pode ser observado Tabela 36. Tabela 36 - Distribuição das lesões na região da cabeça segundo natureza e agente de lesão
Natureza do acidente Agente da lesão % 56,5 11,4 2,3 2,3 2,1 25,4 100,00 Lesão Hipoacusia Disacusia Corpo Estranho Corpo Estranho PAIR Parte do Corpo Audição Audição Olho Dir Olho Esq Audição

Doença Ocupacional Ruído Doença Ocupacional Ruído Objeto na Vista Objeto na Vista Outras Total Corpo Estranho Corpo Estranho Outras

Doença Ocupacional Ruído

4.12.3 Região do Corpo Dorsal As costas e os ombros foram a principal região atingida, nos acidentes registrados na região do dorso (costas). Os principais causadores destas ocorrências foram LER (Lesão pôr Esforço Repetitivo), movimentos mal feitos (posturas inadequadas) e esforço físico excessivo.

71

Tabela 37 - Distribuição das lesões segundo a região dorsal
Partes do Corpo Costas esq Costas dir Ombro dir Ombro esq Cotovelo dir Outras Total % 24,90 24,60 20,10 15,00 8,10 7,30 100,00

As costas, ombros e o cotovelo direito foram responsáveis pôr 84,6% das lesões na região da dorsal, conforme pode-se verificar na Tabela 37. − Natureza O principal causador de ocorrências de acidentes na região dorsal foi doença ocupacional, principalmente devido a LER, com 38,8% dos registros de acidentes nesta região. Esforço físico excessivo, principalmente devido a carregamento de pesos e movimentos mal feitos, também foi um dos maiores causadores de comunicação de acidentes com os mesmos 38,8%, conforme pode-se verificar na Gráfico 15

45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0%

38,80%

38,80%

8,60% 3,00% Doença Ocupacional Esforço - Físico Impacto Sofrido Queimadura 2,60% Desequilíbrio 2,20% Queda

6%

Outros

Gráfico 15 - Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a natureza do acidente − Agente da Lesão L.E.R foi o principal responsável pôr grande parte das comunicações de acidentes, com um total de 30,6% dos registros referentes à região dorsal. Depois vieram Mov. Do Corpo e Peso, 72

que juntos somam 20,26% dos acidentes da região dorsal. Estes dados já eram esperados, haja visto que uma das maiores preocupações da indústria é a alta incidência de LER entre seus trabalhadores. Muitos afirmam que a LER está mais ligada a fatores psicológicos do que físicos, pois um profissional que ao trabalhar se mantém tenso, está mais sujeito a ter lesões, do que um profissional que se mantém relaxado. Muitas empresas estão adotando, como medidas para diminuição dos casos de LER, soluções macro-ergonômicas, que estão ligadas a fatores externos ao ambiente de trabalho. Construção de creches para os filhos dos empregados, financiamento de casa própria, assistência médica, entre outros são exemplos de medidas, que contribuem com a redução de casos de LER, pois o trabalhador se sente mais seguro, e mais tranqüilo, estando menos propenso a lesões pôr esforço repetido. Tabela 38 - Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo o agente da lesão
Agente da lesão LER Mov. Corpo Peso Caixa(s) Peça(s) Componente de Maq. ou Prod. Motor Queda Chapa Outros NI Total % em relação a Dorsal 30,60 11,21 9,05 5,60 4,74 3,02 3,02 2,16 1,72 18,54 10,34 100,00

− Lesão As principais lesões encontradas na região dorsal foram devido à contusão (15,5%), dores (14,4%), queimadura (13,4%), tendinite (9,3%). A Tabela 39 apresenta uma lista completa com as lesões na ocorridas região dorsal.

73

20 5.20 5.20 7.00 4. Tabela 40 .40 23.00 74 .40 13. como era de se esperar pôr serem os dedos mais utilizados.80 7.50 7.4 Mãos Os dedos foram os principais atingidos. foram os mais atingidos com 10% de registros cada.50 7. principalmente para empurrar e ajeitar peças.20 4.10 17.50 8. Os dedos indicadores.30 6.80 100.40 100. Corto-contuso Lombalgia Tenossinovite Epicondilite Hérnia Outros Total % 15.12.Tabela 39 .10 3.00 10.00 9.10 3.30 8.Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a lesão CodLes 4 23 17 22 20 7 10 15 19 26 28 18 Nome da Lesão Contusão Dores Queimadura Tendinite Lesão Distensão Ferimento.50 14.10 3.Distribuição dos acidentes segundo a região das mãos Parte do Corpo Dedo indicador esq Dedo indicador dir Punho dir Dedo médio dir Dorso da mão esq Dorso da mão dir Dedo polegar esq Dedo médio esq Dedo polegar dir Outras Total % 10.40 9. em acidentes de trabalho registrados na região das mãos.

40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 35.74% 15.30% 9.89% 11.91% 4. ferramentas e L.93% dos acidentes registrados na região das mãos. na região das mãos 75 .− Natureza Impacto sofrido foi o grande causador de acidentes na região das mãos seguido de prensagem e corte. onde pode-se observar que as máquinas.E. são os principais agentes de lesão.10% Impacto Sofrido Prensagem Corte Doença Ocupacional impacto Esmagamento Sofrido Contra Outros Gráfico 16 . Juntos somam 62.27% 5.79% 17.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a natureza − Agente da Lesão A Tabela 41 apresenta a distribuição dos acidentes na região das mãos. como pode-se observar no Gráfico 16.R.

Mov.90 3.00 − Lesão Ferimento corto-contuso.73 5.11 14.02 100. Corto-contuso Fratura Amputação parcial Contusão Queimadura Tendinite Dores Amputação total Entorse Outros Total % 26.10 4.40 8.50 2.60 7.00 76 .40 2. Canos.87 5. Barras e Tubos.65 12.74 9.30 100.14 2.20 9.73 4.20 2.11% dos registros.20 6. ou Prod. com 26.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão CodLes 10 12 1 4 17 22 23 2 8 Nome da Lesão Fer.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo o agente da lesão Agente da lesão Máquina Ferramenta Prensa e Torno LER Obj.10 5.10 1. Tabela 42 .Tabela 41 . Corpo Ferro Caixa(s) Outros Total % 16.55 14. principalmente devido a impacto sofrido pôr ferramentas e máquinas. foi o principal causador de acidentes na região das mãos.20 6. Cortante Peça(s) Chapa Serra e Furadeira Componente de Maq.46 4.80 24.

5 Pés A região mais atingida do pé. e os tornozelos.00 − Natureza do Acidente Impacto sofrido foi responsável pôr 61.67% dos registros de acidentes na região dos pés. em acidentes.20 11.50 5.30 19.60 5.73% dos acidentes registrados nos pés.4. seguido de perda do equilíbrio com 8.10 100. com 19.10 19. Tabela 43 .Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo a natureza.Distribuição dos acidentes segundo a região dos pés Região do corpo Dorso do pé esq Dorso do pé dir Tornozelo esq Tornozelo dir Dedo 1 dir Dedo 5 dir Dedo 1 esq Outras Total % 24.12. 77 .2% das lesões.67% 7.70 7. 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 61.85% 8.50 7.2% das ocorrências. conforme pode-se verificar no Gráfico 17.73% 16. foi o dorso do pé direito com 19.14% 5.61% Impacto Sofrido Desequilíbrio Queimadura Torção Outras Gráfico 17 .

canos. Corpo Subst.00 − Lesão As principais lesões registradas na região das mãos foram fraturas e ferimentos corto-contuso.30 8.10 4.50 5. 78 .70 40.− Agente da Lesão Os principais causadores de lesão na região dos pés foram ferros.70 3. barras.20 3. com 38% e 19% respectivamente. tubos. e chapas.90 6. Quente Caixa(s) Equipamento Outros Total % 13. Chapa Escada Mov.70 4. Barras e Tubos. indicando uma possível desorganização do posto do trabalho.30 100.Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo o agente da lesão Agente da lesão Ferro Peça(s) Canos. peças. Tabela 44 .60 9.

Logo. com 19.3 1.3 1.6 Ventral A região que mais sofreu injúrias devido a acidentes de trabalho.4 3.8 2. Tabela 46 . Corto-contuso Contusão Queimadura Entorse Dermatite Tendinite Corpo estranho Lesão ligamentar Lesão Dores Total % 38.0 17. foi o antebraço direito seguido do braço direito.3 1. na região ventral.3 100.80 8.0 19.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão CodLes 12 10 4 17 8 6 22 5 13 20 23 NomLes Fratura Fer. pode-se verificar que os braços são a região mais atingida da região ventral.00 79 .90 10.70 12.5 2.10 100.12.0 4.2% dos registros de lesões na região ventral.60 15.Distribuição dos acidentes segundo a região ventral Região do corpo Antebraço dir Braço dir Antebraço esq Braço esq Joelho esq Joelho dir Perna ant esq Perna ant dir Tórax dir Total % 19.80 10.10 5. O antebraço esquerdo e o braço esquerdo juntos somam 21.6% e 15.70 7.8% das lesões respectivamente.7 11.30 9.5 1.Tabela 45 .

4% dos registros de acidentes relativos a região ventral. com 21. 80 .16 24.− Natureza do Acidente Impacto sofrido foi o principal tipo de acidente na região ventral.16% e 24.22% respectivamente. Tabela 47 . Natureza do acidente Impacto Sofrido Doença Ocupacional Esforço .22 10.00 − Agente da Lesão O principal agente causador de lesão foram os esforços repetitivos (LER). também são responsáveis pôr boa parte dos acidentes na região ventral.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a natureza.07 4. com 25. seguido de doença ocupacional.77 100. Esforço físico e perda de equilíbrio.25 8.97 16.56 10.Físico Desequilíbrio Queimadura Retesão Outros Total % 25.

Corto-contuso Escoriação Entorse Tendinite Outros não listados Total % 22.40 8.60 10.10 3.6% e 10.Tabela 48. Corpo Máquina Queda Chapa Outros Peça(s) Subst. Barras e Tubos.30 100.20 6. seguido de contusão e dores com 22.80 5.50 4.70 4.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo o agente da lesão Agente da lesão LER Mov.20 4.30 4.20 24.80 6.40 7.00 − Lesão A principal lesão encontrada foi devido a queimaduras. 13.10 2.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a lesão CodLes 17 4 23 12 10 9 8 22 18 Nome da Lesão Queimadura Contusão Dores Fratura Fer.4% das lesões.00 81 .40 3.7%.90 100.00 3. Cortante Escada Canos.60 4.40 7.50 22. Peso Outros Total % 21. Quente Ferramenta Obj.20 5. respectivamente. Tabela 49 .70 3.70 13.

a seguir.O capítulo 5. 82 . A discussão pretende entender um pouco melhor a realidade do acidente que não consegue ser traduzido pela CAT. e propor estudos ergonômicos que venham a reduzir os riscos que um determinado profissional esteja exposto. Sendo um profissional com tarefas típicas. tece algumas considerações sobre o posto de trabalho do soldador. é possível deduzir as possíveis causas dos acidentes.

de acordo com a literatura internacional. Tendo em vista a discrepância de dados. comunicações ligadas a problemas respiratórios e nos olhos. e um conjunto de equipamento de proteção individual. e as CATs não servem para dar estas informações sobre ar respirado e visão do soldador. Foi realizada uma entrevista com os soldadores. O soldador é um profissional que trabalha com operações de fusão de peças metálicas. que os soldadores de uma linha de produção de dispositivo laser. Neste caso. padrão para 83 . medidas profiláticas foram tomadas. pode-se notar uma preocupação muito grande com o ar que o soldador respira e a visão. zona respiratória e carga de trabalho.5 CONSIDERAÇÕES SOBRE A ADEQUAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS PELA CAT: O CASO DO SOLDADOR O trabalho do soldador despertou a atenção pela alta incidência de impacto sofrido o que teoricamente não era esperado. na qual questionou-se sobre assuntos ligados basicamente à sua atividade. Foram realizadas observações diretas e indiretas (filmagens) com os trabalhadores no intuito de poder comparar os resultados obtidos nas CATs e as informações obtidas na revisão bibliográfica com os dados obtidos nas empresas. Estas exposições levaram a problemas nos olhos e no sistema imunológico dos trabalhadores. Em nenhuma das CATs foram constatadas. Percebe-se. visão e estresse mental e postural bem como ambiente de trabalho. que basicamente é a mesma para todos os soldadores. foram expostos aos flashes de luz de plasma e laser excedendo em certas medidas os níveis máximos permitidos. praticamente não existe bibliografia sobre o assunto. Problemas no aparelho respiratório também foram verificados. o principal tema encontrado é relativo a ruído. Tratamento com remédios também foi utilizando. como ruído. que soldar é uma atividade que oferece um alto grau de insalubridade ao soldador. utiliza cerca de seis tipos diferentes de processos. No Brasil. Nas bibliografias internacionais. Em relação aos estudos ligados à metalurgia. foi feita uma análise do trabalho de soldagem em duas empresas gaúchas ambas localizadas na região de Porto Alegre. A maior parte dos estudos sobre saúde e segurança do trabalho com o soldador são encontradas em bibliografias internacionais que basicamente relatam problemas respiratórios e de visão. Komarova (1992) verificou em um estudo feito numa indústria metalúrgica russa. incluindo um escudo de proteção contra flashes provenientes do processo de soldagem. de uma vestimenta.

protetores auriculares. em entrevista aos profissionais de soldagem. 84 . Em meados de 1880. a solda vem sendo utilizada. − Solda de Baixo Teor de Hidrogênio: Semelhante à descrita acima. 5. os mais novos normalmente não tinham nenhuma queixa.1 Acidentes de Trabalho Com base na literatura revisada. Relativamente altas voltagens são necessárias para o processo de soldagem e o soldador pode ter contato direto com 80 V ac rms. Estas voltagens são excessivas e podem afetar a integridade física do soldador (Melton. proteção para o tronco e elmo para a face. é desenvolvida para solda de aço inoxidável e utiliza eletrodos revestidos de fluoretos.todos os soldadores. contato com peças aquecidas. que tem operações de solda do tipo MIG e TIG. peças. que passou a ser utilizada industrialmente e logo após foi introduzida também a solda oxiacetilênica que passou a ter uso industrial após os anos de 1900. fagulhas. 5. botas. se constatou que mais de 50% dos entrevistados queixaram de problemas nos olhos e dor de cabeça. contato com eletricidade.2 Trabalho do Soldador Desde o momento em que o homem tomou conhecimento das técnicas necessárias para produção de metais. que nada mais era do que martelar duas peças aquecidas até sua fundição. O primeiro processo de solda foi em forja. que consistia da solda de arco de resistência. Ao se aproximar o eletrodo da peça. forma-se um arco voltaico que funde o metal da peça e do eletrodo. (113 V pico). Após várias modificações nestes processos.1. os acidentes de trabalho podem ser provocados pôr quedas de peças. ferramentas. apesar do uso de elmo protetor da face. e protetor auricular. composto pôr luvas. Em visita feita a uma empresa da região metropolitana de Porto Alegre.1. 1996). O principal risco é o do equipamento de soldagem. Normalmente as queixas eram feitas pêlos trabalhadores mais velhos. pode-se distinguir os processos de solda em seis tipos diferentes: − Solda de Arco ou Solda Elétrica: Consiste na utilização de uma diferença de potencial elétrico entre a peça a ser soldada e um eletrodo. foi introduzida uma nova tecnologia.1 Principais Agentes Causadores De Risco À Saúde Do Soldador 5. devido a choque elétrico.

o que conduz à formação de elevadas concentrações de fumos. A liberação de fumos é reduzida. 5. − Solda com arco e gás inerte. sendo obtida uma proteção cobrindo-se o ponto de trabalho com grânulos de material inerte que contém fluoretos. o suficiente para fundir o metal das chapas nos pontos. O processo faz uso de alta densidade de corrente elétrica. Além destes processos que são utilizados. resultando numa corrente de gás altamente ionizada. como o hélio. de um eletrodo não consumível de tungstênio e tório. Gorban (1990) 85 . a qual é uma das maiores preocupações. ainda teríamos outros que oferecem menor riscos aos soldadores. − Solda de Arco Submerso: O arco é embebido entre o eletrodo e a peça. podendo ou não ser utilizado um segundo eletrodo consumível. se a intensidade de sua formação for diminuída na zona do arco de soldagem. porém. − Solda a Ponto. devido aos fumos de soldagem.− Solda de Gás Inerte: MIG (Metal Inert Gas): Utiliza um eletrodo consumível e um arco envolto em gás inerte.3 A Tecnologia e o Soldador De acordo com Gorban (1990). utilizando-se. Mas para isto. Desenvolve pouco calor. o argônio. tais como componentes sólidos e gasosos do aerosol de soldagem. − Solda Com Gás Inerte: TIG (Tungsten Inert Gas): O Mesmo processo da MIG. o dióxido de carbono ou misturas destes gases. em processos manuais e semi-automatizados de soldagem existe a possibilidade de diminuição de contaminação da zona respiratória do soldador. são necessários mais dados sobre a emissão e a razão de formação das substâncias mais perigosas. mas é grande a liberação de fluoretos. com substâncias de riscos. o instrumento de solda fornece um jato de gás inerte através de um orifício com um gradiente de alta voltagem. com o devido relato do regime de soldagem usado e o diâmetro do eletroduto de soldagem. − Solda realizada a laser. ou pôr Resistência: Utiliza dois eletrodos não consumíveis e une duas chapas metálicas apenas no ponto de contato. São eles: − Solda a Gás ou oxiacetilêniaco: O calor necessário para fundir a peça e o eletrodo é fornecido pôr um maçarico. − Solda de Plasma: Neste processo.1.

portanto. Soldadores atualmente tem trabalhado tanto em locais escuros quanto em iluminados. 86 . no intuito de tornar a ambiente de trabalho mais salubre para o soldador.em média. aos poucos. Um típico exemplo onde a automação diminui os riscos de acidente. calor também pode ser considerado um risco adicional.4 Doenças Profissionais Doença Profissional ou do trabalho é aquela adquirida no exercício do trabalho a serviço da empresa. estresse pelo calor. ainda. em que o metalúrgico é exposto todos os dias. Vários efeitos prejudiciais acabam se combinando.6 anos a menos do que a população em geral da região. e para outros trabalhadores que compartilhem da mesma zona respiratória. Na aplicação inicial da sua técnica. radiação ultravioleta e à utilização das lentes de contato. em relação à função visual do soldador. na região de Tula na Rússia. diminui os potências de exposição ocupacional do soldador. Este sistema poderia ser utilizado pôr pessoal não especializado. Isto devido ao ambiente agressivo. pois podem afetar a integridade respiratória do soldador Yakovleva (1995) desenvolveu um método para avaliar a influência das doenças profissionais na expectativa de vida do metalúrgico. de 2. que se for testada a efetividade de sistemas de ventilação local e geral dos postos de trabalho de soldagem. problemas de postura. O arco de soldagem emite altos níveis de infra vermelho visível e radiação UV. A atividade do soldador pode causar fadiga. que acaba tendo uma expectativa de vida abaixo da média. tempo de realização da soldagem.4. vão afetando a integridade física e imunológica do metalúrgico. tem se dado muita prioridade para os tóxicos do fumo e os riscos do câncer na saúde do soldador em estudos de segurança com consideração à soldagem. Um ambiente de muito calor. Os estudos sobre os riscos da visão do soldador têm sido limitados a injúrias externas no corpo. surdez profissional. a possibilidade de ação sobre as substâncias químicas pode ser tomada. chegou-se à conclusão que a expectativa de vida do metalúrgico é . O sistema poderia ser utilizado em diversos processos de soldagem diminuindo desperdício.afirma. oftalmia pôr ultravioleta e intoxicação pôr agentes químicos.1 A Visão Segundo Marini (1994) existem uma série de fatos a serem considerados. 5. Partículas no ar também são um problema potencial. e estão se tornado mais versáteis. Eble (1995) constatou que com a utilização de um sistema de soldagem robotizado. pois diminui a exposição do soldador aos riscos do processo de soldagem.1. Estes fatores. ruídos e estresses tanto postural quanto psicológico. principalmente a nível internacional. Riscos adicionais aparecem do processo.1. Atualmente. 5.

1985). flúor. potássio. O fumo é produzido durante a soldagem e é primariamente um aerosol formado pela condensação e oxidação de metal vaporizado. além de diminuir a capacidade de realização de tarefas pelo soldador. Além das diversas patologias que cada substância pode desenvolver pode-se observar ações aditivas para ode aparelho respiratório. devem ser definidos padrões. surge a necessidade de se prover testes para analisar a acuidade visual do soldador. Em um estudo feito pôr Pokrovskaya (1990) foram comparados os efeitos da introdução intratraqueal de poeira de magnésio. Neste estudo foi provado os danos causados pôr estes componentes. A atividade biológica mais pronunciada dos componentes pesados do aerosol da soldagem com um alto conteúdo de flúor. o qual reduz os níveis de luz. um acentuada redução na intensidade de luminescência dos terminais adrenergéticos no miocárdio. cálcio. dependendo da composição e concentração do fumo e a duração da exposição (Chung et ali. desenvolvimento distrófico na contração do miocárdio. a preocupação com este fato. quando o soldador começa a sentir os sintomas já é muito tarde.o diagnóstico do Oftalmologista poderia ser feito cedo evitando assim serias complicações. 1997). e ferro. silicone. antes deles serem feitos. Normalmente. potássio e componentes solúveis de manganês foi estabelecido. bronquite do pulmão. Danos estruturais como efisema. Finalmente. tais como componentes de fluxo ou metais sendo soldado. que podem levar ao câncer pulmonar. Porém. pôr isso. Porém os Oftalmologistas não têm suficiente contato com fabricas e condições de trabalhos. Os problemas com visão podem causar tontura e dor de cabeça.2 Agentes Químicos Os fumos de soldagem compõem os principais agentes químicos aos quais os soldadores estão expostos. os quais são originalmente parte dos componentes de consumo da soldagem ou do metal sendo soldado. Ele pode também conter outros materiais. provindos da soldagem. mas não os elimina. Esta mistura de gases no ar e partículas podem ser um risco para saúde. No Brasil. no sistema cardiorespiratório.1. Estes fatores podem contribuir para a incidência de acidentes com os soldadores. 5. sódio. e muitas vezes os problemas de visão se tornam irreversíveis. a acuidade visual esta se tornando cada vez mais importante para habilidade de se trabalhar e. como se verifica com os soldadores nos Estados Unidos (Colacioppo. Neste estudo não foi constatado 87 .4. pela sua menor acuidade visual e conseqüente redução da atenção. se limita à utilização de elmo protetor para face. principalmente quando estes estão fora de seus postos de trabalho.

− Avaliação. já os gases podem causar irritação e asfixia. Percebe-se que os fumos de soldagem podem estar em duas formas: partículas e gases. − Controle. deve-se dividi-lo em três aspectos básicos: − Reconhecimento. A maioria relata que estão em sub-micro escala .nenhuma atividade fibrocinética das amostras de poeira de soldagem. tipicamente abaixo de 0. formando cadeias e agregados que são muito maiores geometricamente mas aerodinamicamente ainda dentro da gama respirável (Chung et ali. Há dados substanciais na literatura sobre a freqüência do tamanho das partículas de fumo. O material particulado pode causar irritação e doenças pneumoconiogênicas. mas geralmente elas tiveram algum efeito tóxico no organismo. 1997). 88 . Na Tabela 50 é apresentada a composição básica dos fumos de soldagem.2 µm. Segundo COLACIOPPO (1985) quando se inicia um estudo de agente químico.

89 . movimentação de materiais a fim de saber quem trabalha com o que. condições ambientais.Composição Básica Dos Fumos de Soldagem Cádmio Cromo Chumbo Fluoretos Manganês Níquel Titânio Vanádio Zinco Alumínio Carbono Berílio Estanho Ferro Sílica Cobre Asbesto Ozona Fosgênio Óxido de nitrogênio Fosfina Monôxido de carbono Dióxido de carbono Gases Inertes Irritantes pulmonares E tóxicos sistêmicos Material Particulado Pneumoconiogênicos Irritantes Gases Asfixiantes − Reconhecimento O reconhecimento consiste de uma visita ao local.Tabela 50 . ritmo de trabalho. pontos estes como área de exposição. agentes a pesquisar e outras substâncias que possam alterar os resultados. Durante esta fase são reconhecidos alguns pontos importantes para o estudo. onde agentes químicos dos fumos de soldagem possam estar agindo. número de trabalhadores expostos. tempo de exposição dos trabalhadores.

− Controle O controle se dá através de duas formas. Durante o processo. A outra etapa consiste de comparação dos valores de concentração atmosférica dos fumos de soldagem com os padrões de limites de tolerância (LT). também existe a necessidade de se efetuar uma avaliação biológica do ambiente. mas também a absorção. Haja visto que o Brasil não dispõe de LT. pelo trabalhador. Nestas fases deve-se considerar a possibilidade de eliminação ou controle da fonte de fumos metálicos. dos agentes químicos a que está exposto. análise do material coletado e. finalmente. o que tem sido uma preocupação nesta etapa é a falta de métodos padrão e de limites de tolerância para que se possa comparar os resultados obtidos na avaliação.− Avaliação Consiste na medição de algum parâmetro. normalmente diário.3 Exposição a Agentes Químicos Segundo Thornton (1994). A etapa de avaliação consiste de medição onde deve-se escolher o equipamento para se fazer as medições. Adicionalmente à comparação com limites de tolerância. 5. a determinação de possíveis causas de erros nas medições ambientais. pôr medidas de engenharia de higiene industrial e pôr medidas de medicina do trabalho. Estas partículas são provenientes do arco de gás formado durante o processo de soldagem. Segundo Colacioppo (1985). a fim de detectar qualquer sinal ou sintoma precoce de uma ação dos fumos metálicos sobre o organismo.1.4. isto após as duas primeiras fases. o tempo de amostragem. que consiste em realizar testes que possam refletir não só a exposição. número de trabalhadores a serem amostrados. estas partículas ficam concentradas na 90 . uso de ventilação exaustora. as partículas do fumo de soldagem são um dos maiores causadores de risco para saúde dos soldadores. que reúne todas as informações possíveis e publica anualmente a lista “Threshold Limit Values” (TLV). com o intuito de verificar a extensão da contaminação no local a ser examinado. tal como concentração de fumo no local de trabalho. Os TLV referem-se a concentrações de aerodispersóides e representam condições sob as quais supõe-se que quase todos os trabalhadores podem estar expostos dia após dia sem efeito adverso. exames médicos antes durante e após o trabalhador iniciar suas atividades. normalmente se utiliza a orientação da American Conference of Governmental Hygienists (ACGIH).

A incisão pôr laser e pôr filete de jato d’água abrasivo tem conduzido a consideráveis progressos na industria da soldagem: menos poeira. Médicos e equipe médica devem ter um biomicroscópio oftalmológico e aprender como usá-lo. um conjunto de biombos transparentes já é empregado em muitas operações de soldagem em indústrias dos Estado Unidos. Estes métodos são bem conhecidos. fornecendo potencial perigo para a integridade respiratória do mesmo. A Organização do trabalho previne os soldadores de serem confinados ou também mutuamente fechados. (Marini. Esta situação é o que se chama de um “sintoma de local de trabalho” e requer consultas e correção médica. entre o soldador e a operação de solda. deixando os olhos mais sensíveis a UV e viroses. Cuidados podem ser tomados para assegurar que soldadores com perda de visão não utilizem filtros de um baixo grau. menos ruído. pôr meio de bons exames oftalmológicos. e proteção adequada dos olhos do soldadores pôr óculos com filtros e elmo. Marini (1994) “Visão Correta = Proteção Adequada = Qualidade De Soldagem” 91 . É importante educação e retreinamento dos soldadores que devem aprender como soldar novamente com os novos processos: pôr exemplo. e se torna essencial com consideração a pesquisa e escolha de processos de pouca intensidade de luz.Segundo. poucos acidentes oculares. Máscaras com cristal líquido as quais reagem em um centésimo de segundo. 1994). são um indubitável progresso. fornecendo uma proteção adicional ao soldador. Pôr exemplo. Prevenção também pode ser obtida pelo projeto. Prevenção médica somente deve ser introduzida mais tarde. aos flashes de soldagem. pois estes biombos formam uma cortina.2 Prevenção na Soldagem Segundo Marini (1994) a proteção dos trabalhadores no ambiente de trabalho pode ser obtido pela utilização adequada de cortinas contra os raios UV.zona respiratória do soldador. e devem progredir mais no futuro. 1994). aprender a não soldar demasiadamente fechado e proteger-se adequadamente. Combater o uso de tabaco e álcool é um passo significativo rumo a melhorias na qualidade da visão de soldadores (Marini. mas porque o filtro é frágil e caro seu uso é largamente reservado para uma pequena tacha de soldadores que tem curtas e freqüentes soldagens. 5.

7%) e movimento do corpo mal feito(6. seguido de doença profissional (13. Um soldador tem basicamente umas seis posições diferentes de trabalho. indicando que o soldador é utilizado fora de seu posto de trabalho e em outras atividades. provavelmente no momento da soldagem. Os fumos de soldagem podem causar dores de cabeça. não ligadas à soldagem. basicamente estáticas. Um outro problema relativo à função do soldador evidenciado nas observações de campo é o estresse postural. que apresenta a atividade dos soldadores durante os acidentes. tonturas e estresse. máquinas(8%) e ferramentas (8%).7%).67%). verifica-se que a principal atividade do soldador durante os acidentes envolvia ferramentas. Estes dados vêm contra o que se espera que aconteça com o soldador. barras e tubos. motivadas pôr LER e ruído.5.33%). Houve alguns casos registrados nas CATs. informações como o posto de trabalho e atividade do 92 . estes são fatores que podem influenciar na qualidade do trabalho do soldador e na sua atenção. Porém. tubos e barras (12%). O fato interessante é o soldador estar se acidentando principalmente com canos. quando ocorriam acidentes.3 Resultados Obtidos da Análise das CATs de Soldadores Com base nas CATs constatou-se que o principal tipo de acidente que ocorre com o soldador é o impacto sofrido (40%). não houve nenhuma CAT com doenças relacionadas à visão ou problemas respiratórios. (as CATs não deixam clara esta informação). Seria importante que nas CATs viessem contidas. tarefa geralmente não pesada sob a ótica da ergonomia. É comum o soldador atuar na manutenção. prensagem (6. Na Tabela 51. ruído 8%.67%) e impacto sofrido contra (6. 1991) Os principais agentes causadores de lesão ao soldador foram canos. onde ele pode passar de meia hora em uma determinada posição até o dia inteiro (TORNER et al. no caso serra e furadeira. constatou-se que apesar de existirem soldadores na empresa. Estes fatores podem aumentar o risco de acidente durante a execução de suas atividades. que o soldador se acidentou ao utilizar prensa e torno. indicando uma desorganização do posto de trabalho ou as condições “improvisadas de trabalho”. Porém. A principal preocupação com o soldador é com sua visão e zona respiratória devido aos fumos de soldagem. serra e furadeira (6. com movimentos curtos. Em visita feita a uma empresa durante a fase de estudo de campo. que não permite tomar muitas conclusões. porém ainda sim uma informação pouco detalhada. estes eram informados como sendo soldadores. Um outro dado interessante é o fato do soldador estar se acidentando com ferramentas e máquinas que não são características de sua função. não existia mais o posto de soldagem. Contudo.

Processos MIG. raspagem) e cada uma destas operações pode trazer algum risco para o soldador. Tabela 51 .7 9. c/ Máq.7 4.3 1. Em algumas operações com soldagem de aço inoxidável e alumínio são produzidas taxas muito altas de intensidade de luz.7 12. Manuseio Transporte Deslocamento Setup Outros Limpeza Total % 21. cada um pode causar uma patologia particular no soldador.3 8.Distribuição e acidentes segunda a atividade dos soldadores Atividade Func NI Trab.funcionário durante o acidente para que se pudesse ter informações que permitissem analisar melhor os dados. E onde ele estava no momento do acidente. c/ Ferr. os soldadores realizam outras tarefas associadas (amolar. limpar.0 1. c/ Solda Trab. De muito pouco serve saber que o soldador se acidentou quando usava uma ferramenta.3 1.3 9.0 10. c/ Peça Trab.3 100. e contribuir com a ocorrência de acidentes. se não se pode saber o que ele estava fazendo com a ferramenta e qual a ferramenta em uso (veja variedade de ferramentas em anexo Tabela 61 página 118).3 14. MAG requerem forte intensidade e produzem radiação de luz que são mais intensas do que os outros processos.0 Marini (1994) afirma que entre os diferentes processos de soldagem.0 6. Além das tarefas ligadas à solda. O período crítico para visão é a troca de procedimento e adaptação para as novas situações. Trabalhando Trab. Estes operações podem diminuir a acuidade visual do soldador. 93 . revestimento.

Maria (9.00 4. Do Sul Panambí Gravataí Sta. − Região A maior parte dos acidentes com os soldadores ocorreu na cidade de Porto Alegre (23. e material de transporte (10. segundo dados do SEBRAE. Tabela 52 .7%).33%) e Caxias do Sul (6. perdendo. apenas em número de empresas para Caxias do Sul.3%).seguido pôr Canoas (18.00 4.Distribuição de acidentes pôr soldador segundo a região Região Porto Alegre Canoas Sta.33 18. que tem aproximadamente 16% das fábricas ligadas ao setor metalúrgico e metal-mecânico do estado do Rio Grande do Sul. Em 1993. Aproximadamente 12% das empresa de atividade metalúrgica e metal-mecânica ficam em Porto Alegre. Rosa Nova Prata Ijuí Outras Total % 21.00 21.67%).00 4.67%). Em 4% das CATs não foi possível encontrar o ramo de atividade da empresa.Injurias na parte externa do corpo requerem um exame cuidadoso para assegurar que danos intra-oculares não estejam faltando para benefícios de progresso de exames médicos (ecografia. forjaria e cutelaria. Sta. Porto Alegre tem. para considerar problemas referentes à função visual do soldador foi criado o “Comite de Coordination de Recherches en Soudage” − Atividade Econômica Os soldadores acidentados trabalhavam basicamente em mecânicas (44%). o segundo mais importante polo metalúrgico do estado em termos de número de empresas. Não houve registro de soldadores em siderúrgicas. modernização dos serviços médicos nas fábricas).33 6.67 9. metalúrgicas (41.33%).33 100.00 94 .67 6. Maria Cx. na França. fundição.67 4.

procurando analisar se as CATs são suficientes para isto. possivelmente.3. barras e tubos não ficando claro através dos campos existentes. o soldador estava trabalhando com alguma máquina.2 Médias − Média Duração: Tratamento: 15.87 5. referentes a impacto sofrido. contra 20% em outra situação. Os soldadores eram todos do sexo masculino. na expectativa de verificar a influência do posto de trabalho neste tipo de acidente. mas após a soldagem. pela média pode-se considerar. Em 13.3. neste caso.66 dias. se estava em operação de solda ou não. Porém. 5. que em muitos casos pode levar até um dia. Através das CATs. geralmente com alto grau de tensão estática predominantemente sobre o músculo dos braços e ombros. (1976) relataram que a fadiga de músculo do supraspinatus era comum em trabalho prolongado de solda entre soldadores experientes. Esta fadiga muscular pode.3. onde seus músculos se apresentam cansados e extenuados devido a operação de soldagem.39 anos. constatou-se que em 23. a exceção de um do sexo feminino.3% dos acidentes o soldador estava trabalhando com canos. Kadefors et al. Estas atividades podem contribuir para o surgimento de lesões musculoesqueletais. que em média os acidentes são graves. 5. também. também não ficando claro em que operação os soldador se encontrava. os seja aqueles com mais de 15 dias de duração. fica claro aqui uma possível desorganização do posto de trabalho.3 Impacto Sofrido Impacto sofrido foi responsável pôr 40% dos acidentes com o soldador. As 95 . do tratamento.1 Descrição das Atividades Soldar é uma ocupação extenuante requerendo trabalho em posturas desajeitadas e manuseio de equipamentos pesados.67% dos casos o soldador estava trabalhando com ferramentas.3% dos casos o soldador estava trabalhando com serra ou furadeira. − Média Idade: A média de idade dos soldadores é de 37. Esta queda ocorre. serão apresentados os dados obtidos das CAT.− Estado Civil Os Casados representam 80% dos acidentados. Em 10% dos casos. não no momento da soldagem. neste caso ficando claro. podemos afirmar que ele estava fora de seu posto de trabalho. − Média Salário: O salário médio dos soldadores acidentados era de R$ 406. Em 16. justificar o fato do soldador estar se acidentado devido à queda de objetos. Nesta seção. que o mesmo não estava em operações de solda.

− Descrição Na Tabela 53 é apresentada uma lista. justificando os acidentes.operações de solda. talvez executando tarefas para as quais não esteja preparado. para soldadores com acidentes devido a impacto sofrido. oferecem poucos risco ao soldador.3%). pôr exemplo). fica claro que o soldador estava em operações de solda. Apenas em um caso (9). principalmente devido a impacto sofrido. foram contusão (43. Pelas CATs. e em alguns são inúteis. devido ao tipo de operação e aos EPI.7%). em outra não fica nada claro (21 pôr exemplo) 96 .contuso (30%) e fratura (16. − Lesão As lesões mais comuns entre os soldadores devido a impacto sofrido. Pela lista pode-se deduzir a deficiência no preenchimento deste campo da CAT. fica claro que o soldador não estaca executando tarefas ligadas à sua função. tem-se a evidência de que o soldador está sendo utilizado fora de seu posto de trabalho. as informações são pouco úteis. ferimento corto. com algumas descrições contidas nas CAT. em si. utilizados pêlos mesmo. onde na maior parte dos casos. em outros (3.

Ao montar longarina.3.Descrição de acidentes devido impacto sofrido .4% do total de lesões. Cortando Ripa na Serra. Ao manusear prateleira. que não é um problema típico de soldagem. Caiu pingo de solda ao soldar uma peça. ligado no chão impactou. caiu barra de ferro . principalmente devido aos fumos de soldagem e aos flashes emitidos pela processo de soldagem. Segundo Marini (1994) a principal preocupação que tem se dado ao soldador é com a toxidade dos fumos e o risco de câncer. Trabalhando com Furadeira Ao segurar chapa metálica seu suporte (barra metalica) caiu. Caiu tubo de ferro. Em nenhuma delas foram encontrado problemas referentes à visão e problemas respiratórios. Queda de barra de ferro ao desmontar galpão.Fita Gaveta de aço caiu ao ser aberta. contundiu-se Martelou o dedo ao bater numa peça. O principal problema foi o ruído.5% das lesões cada 5. Marterlou-se ao puncionar polias. Atingido pela broca.Tabela 53 . foram o dorso do pé esquerdo com 19.o Furando uma bucha com furadeira. dedo anular e mínimo da mão direita e dorso do pé direito com 6.4 Doença Ocupacional Doença ocupacional foi responsável pôr 13. Atingido com estourou disco policorte Passando lixadeira na retroesc. Peça caiu ao ser virada.soldadores 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 Descrição Chapeando Radiador. − Agente 97 . Maq. Transportando telas que vieram a cair. a mesma saltou impactando. Esmerilhando peça. Tubo de Ferro caiu. que seria uma dos principais problema enfrentado pêlos soldadores. Transportando serpentina que veio a cair. dedo médio da mão esquerda. Ao deslocar cavalete Inclinou uma barra de ferro que veio a atingi-lo Lixou-se na lixa disco Furando Cantoneira Colacando pino no eixo com auxílio de martelo. Eixo de metal deslizou e caiu.o Cortando uma peça da chapa − Região do Corpo As regiões mais atingidas no corpo dos acidentados.33% das CATs referentes a soldador.

Tendinite. Tabela 54 .0 − Descrição A seguir vêm as descrições encontradas em algumas CATs referentes a acidentes devido a doença ocupacional no soldador. e sim com operações de outros postos de trabalho.soldador CodLes 21 22 24 19 26 27 Nome da Lesão Hipoacusia Tendinite Disacusia Tenossinovite Epicondilite Síndrome Do T. Uma das maiores reclamações ouvidas durante as visitas feitas as fábricas de solda.1 100.2 22.Descrição de acidentes devido a doença ocupacional .2% das lesões respectivamente. Trabalho exposto ao ruído Perda Auditiva Alteração Osteomusculares Perda Auditiva 98 . Segundo Marianne (1991) os soldadores realizam tarefas altamente estáticas. Porém.Distribuição de lesões segundo a doença ocupacional .1 11. seguida de tendinite e disacusia todas com 22.1 11. As principais lesões causadas pôr estes agentes estão apresentados na Tabela 54. foi o ruído. Tabela 55 . de Carpo Total % 22.2 11. foi o ruído (60%) seguido pôr LER (40%). estes ruídos não provinham das operações de solda.2 22. que podem influenciar na aparição de sintomas tanto nos ombros quanto nos braços. onde pode-se verificar que a principal lesão encontrada entre os soldadores foi hipoacusia. Epicondilite e Síndrome do túnel de carpo podem estar sendo causados devido às características do posto de trabalho do soldador.soldador 1 2 3 4 5 6 7 Descrição Perda Auditiva Perda Auditiva LER em soldagem.O principal agente de doença ocupacional no soldador. Tenossinovite. que tinha alto ruído em suas operações. que vinha pôr afetar o soldador.

Pode-se observar que neste caso. Alem de desorganização dos postos de trabalho. máquinas.soldadores 1 2 3 4 5 Agente da lesão Prensa e Torno Componente de Maq.Descrição de acidentes devido impacto sofrido .contuso (80%).67% das ocorrências de acidentes entre os soldadores. Em todos os outros casos. 99 . Porém mesmo assim não fica claro se o mesmo estaria em operação de solda ou não. Serra e Furadeira Chapa Máquina Descrição Confeccionando peças no torno Prensou dedo num eixo de máquina Prensou dedo na serra. Através da análise das CATs procurar-se-á saber o porque do soldador estar se acidentando em atividades que não são características de sua função. Abaixo vem uma lista com os agentes e a descrição das tarefas que o soldador realizava.8% das lesões. chapas. Ao virar chapa prensou dedo contra bancada.3. 5.6% das lesões e os braços com 11. − Região As orelhas foram a região mais atingida do corpo. O único caso aonde o soldador poderia estar realizando uma operação de solda é o caso 4. pode-se verificar uma desorganização do próprio trabalho. fica claro que o soldador não estava executando operações de solda. o campo é utilizado para dar uma espécie de laudo médico. ou Prod. torno. O ideal seria informar a atividade que o acidentado realizava no momento de começar a sentir os sintomas relativos à doença. serra e furadeira.5 Prensagem Aqui o dado mais interessante pois prensagem é responsável pôr 6. − Agente Os principais agentes encontrados foram. com 70% do total de lesões relativos a DO. seguido dos punhos com 17. prensa. Tabela 56 . − Lesão A principal lesão decorrente do processo de prensagem foi ferimento corto. o que demonstra a deficiência e falta de informações no preenchimento das CATs. no momento do acidente. Calandrando uma peça. onde um profissional realiza uma série de tarefas para as quais talvez não esteja devidamente preparado.

mais especificamente os dedos da mão direita.− Região A região de corpo mais atingida pelas lesões forma as mãos. 100 .

em vários casos. pois de acordo com o Anuário. porém.. apesar destas limitações.. melhores serão os resultados obtidos da análise das mesmas. Em nenhum caso foram encontradas notificações relativas a problemas de visão ou a problemas respiratórios. quanto mais detalhadas forem as informações contidas nas CATs.” − Como exemplo de possíveis melhorias nas CATs. a descrição do acidente deve conter o maior número de dados possíveis de forma que permitam a realização de uma análise correta que possibilite a identificação das causas do acidente. − As CATs e seu uso devem ser aperfeiçoadas e melhor planejadas. Além disso. chegou-se às seguintes conclusões: − Problemas devido a ruído e impacto sofrido são os grandes causadores de comunicação de acidentes. o armazenamento e análise dos dados das CATs relativos à indústria metalmecânica do estado do Rio Grande do Sul permitiu fazer um levantamento sobre os acidentes de trabalho neste segmento da indústria de transformação. Tal fato é preocupante. uma vez que em diversos estudos internacionais estes problemas recebem uma atenção muito grande. nenhum campo deve ser ignorado. responsável pelo preenchimento da CAT seja 101 . A coleta. porque. e em muitos outros campos devem ser criados padrões para o preenchimento de forma que as informações possam ser comparadas. pode-se citar: no seu preenchimento. tem demonstrado ser uma importante arma para o combate ao aumento do número de acidentes de trabalho. (1999) “As estatísticas oficiais não apresentam informações suficientes para que se possam planejar ações voltadas a prevenção de acidentes do trabalho. muitos acidentes não são registrados nas CATs. Segundo Herzer (1997).6 CONCLUSÕES Através deste trabalho pode-se observar que o uso das CATs como base de dados para análise epidemiológica. pelo fato de serem mal preenchidas ou. é preciso que o profissional. As informações contidas nas CATs são suficientes para se retirar um número grande de informações. a coleta e o posterior armazenamento das informações contidas nas CATs. No entanto. A partir deste estudo. possui algumas limitações. a análise das CATs também permitiu sugerir melhorias nas próprias CATs e no seu emprego como ferramenta de trabalho em estudos que visam reduzir os acidentes de trabalho e suas causas.

entre outros. responsáveis pela fabricação de produtos de corte. possibilitando estudos e análises sobre os dados armazenados. enquanto que as demais .são as grandes responsáveis pela maior parte das ocorrências de doenças ocupacionais. Outro dado importante é o fato de não haver nenhum registro de comunicação de doença 102 . pode-se constatar que a principal causa de seus acidentes foi o fato de estarem exercendo atividades fora de seu posto de trabalho. mas da organização de seu posto de trabalho. evidenciando problemas de desorganização no trabalho. prensagem. e seja disciplinado a preencher as informações com clareza e correção. corte. pois não são decorrentes da atividade profissional dos acidentados. − Fica claro que através da utilização dos recursos disponíveis pela Informática as informações contidas nas CATs ficam melhor organizadas. Através da análise feita nas CATs sobre o soldador. em tarefas para as quais provavelmente não estejam preparados. muitas informações ficam faltando. Acidentes podem ser considerados atípicos. principalmente devido a ruído e LER. A mais importante foi o fato do soldador estar sofrendo acidentes devido a impacto sofrido. muitas outras conclusões puderam ser extraídas. − Empresas de grande porte – as quais se utilizam mais dos recursos de automação .que empregam menos tecnologia . os quais oferecem maior risco de acidentes aos trabalhadores. ao passo que. o que não é característica de sua atividade. sendo merecedores de estudos que disponibilizem a melhoria nas condições de higiene e segurança do trabalho. as quais demonstraram ser ambientes altamente insalubres. principalmente a atividade que estava sendo executada no momento do acidente e posto de trabalho. os soldadores acidentaram-se executando outras tarefas que não características de seu posto de trabalho. e as empresas de material de transporte são as grandes motivadoras pôr grande parte dos acidentes ocupacionais.são responsáveis pôr acidentes. apesar dessas limitações. − As empresas do ramo de cutelarias. a consulta aos dados é praticamente inviável. característicos de atividades não automatizadas. na forma de formulário de papel. devido a impacto sofrido. Porém. Tanto impacto sofrido quanto problemas de desorganização no trabalho ficam evidentes em alguns casos como o do soldador. − Através dos estudos feitos com o soldador. − As metalúrgicas e mecânicas são as maiores responsáveis pêlos acidentes devido a impacto sofrido.educado de modo a compreender a importância do preenchimento da mesma.

ocupacional referente à visão ou a problemas respiratórios. A atividade de soldagem é uma atividade altamente insalubre, como já foi dito anteriormente, devido ao fumo de soldagem e às altas intensidade de radiação luminosas emitidas durante o processo de soldagem. Possivelmente os soldadores estejam sofrendo de algum problema relacionado a esses fatores e não estejam se tratando ou estejam fazendo tratamento médico fora ou até mesmo se auto medicando. Também ficou evidente o fato do soldador estar sendo utilizado fora de seu posto de trabalho. Isso é demonstrado através do grande número de acidentes que os soldadores que sofreram acidentes utilizando máquinas e ferramentas que não são características de suas funções. Em relação a visão do soldador, como já foi dito, nenhuma notificação foi encontrada. Todavia, a mesma merece melhor atenção do que tem sido dada até o momento. Não há padrões que permitam fazer uma melhor avaliação sobre este problema. Na França, o Instituto de Soudure em Paris tem estabelecido um grupo nacional que coleta dados franceses de todos especialistas neste campo. Eles estão classificando uma extensiva bibliografia feita pêlos oftalmologistas, médicos ou “preventores”, afim de determinar padrões sobre acuidade visual. Segundo Marini (1994), os médicos do trabalho devem ser informados e educados para que tenham particular responsabilidade para a vigilância dos soldadores. Pôr sua vez, os soldadores devem ser ensinados sobre os bons hábitos de trabalho. “Quando lá estão sintomas de “local de trabalho”, lá poderia também estar “médicos de local de trabalho” Marini (1994). Se mais atenção fosse creditada à visão dos soldadores, os resultados trariam melhor qualidade às soldas e à saúde dos soldadores. 6.1.1 Ruído e LER Juntas, foram as únicas causadoras de doenças ocupacionais entre os soldadores analisados. Em nenhum dos casos fica claro se o ruído é devido a suas atividades, ou ao ambiente de trabalho, no entanto, onde outras atividades que tenham um nível de ruído muito alto possam estar contribuindo para estes sintomas. Somente em 1,3% dos casos foi descrito que LER foi causada durante atividades de soldagem.

103

6.1.2 Fumos de Soldagem Nenhum relato foi encontrado evidenciando problemas respiratórios, todavia é possível que os soldadores estejam sofrendo de problemas respiratórios e não saibam. O fumo de soldagem afeta não só os soldadores mas também os trabalhadores que dividem o mesmo ambiente de trabalho. Os fumos de soldagem podem causar dor de cabeça, irritação no olhos, e deixar os trabalhadores inebriados, fatores que podem contribuir para a ocorrência de acidentes de trabalho.

6.2

Riscos

Ficou evidente, após a análise das CATs, que os principais riscos aos quais os trabalhadores do setor metal-mecânico do estado do Rio Grande do Sul estão expostos, é devido a ruído, LER e a impacto sofrido. Não ficou evidente nas CATs, a fonte causadora do ruído, e da LER, porém, segundo os princípios de prevenção de acidente, os passos para prevenção poderiam ser os seguintes: − Ruído 1. Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte,

ou a troca pôr um outro processo que gere menos ruído; 2. Na impossibilidade de substituição, proceder enclausuramento da fonte, a fim

de diminuir os níveis de ruído; 3. Utilização pôr parte dos trabalhadores de EPI que minimizassem os efeitos

nocivos do ruído, no caso com a utilização de protetor auricular. − LER 1. Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte, ou a troca pôr um outro processo que gere menos movimentos repetitivos; 2. Na impossibilidade de substituição, diminuição do ritmo de trabalho e maior tempo de pausa entre as tarefas a fim de diminuir os efeitos dos movimentos repetitivos; 3. Realização, pôr parte dos trabalhadores, de exercícios que relaxem a musculatura, afim de minimizar os efeitos nocivos da LER. − Impacto Sofrido 104

1.

Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte,

ou a troca pôr outros que gerem menos impactos e ofereçam menos riscos. No caso de impacto sofrido, os principais causadores de risco são máquinas, ferramentas e peças; 2. Na impossibilidade de substituição da fonte geradora, deve-se proceder com

uma melhor proteção das máquinas, melhorias no ambiente físico de trabalho, melhores projetos de equipamento e ferramentas, melhora nos métodos de trabalho, dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos, melhora no fluxo de trabalho, entre outros; 3. Pôr parte do trabalhador: Diminuição do ritmo de trabalho, treinamento,

disciplina, períodos de descanso em intervalos de tempo de forma a reduzir os efeitos nocivos da LER, entre outros.

6.3

Sugestões para trabalhos futuros

Ao longo desta dissertação surgiram algumas questões que poderiam motivar a realização de estudos futuros: − Quais são as atividades que a categoria profissional do metalúrgico executa, de forma que se pudesse subdividir em subcategorias que auxiliassem a entender melhor os acidentes que ocorrem em sua profissão; − A relação entre a organização dos postos de trabalho e acidentes devido a impacto sofrido; − A fonte maior, geradora de ruído nas empresas de grande porte; − A relação entre atividades das empresas de cutelaria e material de transporte, com o alto índice de acidentes devido a ruído; − A relação entre nível de automação das empresas e o nível e o tipo de acidentes; − Relação entre as medidas de prevenção adotadas pelas empresas e o seu porte; − A influência que problemas na visão do soldador podem ter com acidentes de trabalho; − A influência dos fumos de soldagem nas atividades diárias dos soldadores; − A relação entre sexo e a incidência de acidentes devido a doença ocupacional e impacto sofrido; 105

− Relação entre os problemas devido a LER com o tipo de atividade executada. − Influência do ruído. 106 . − A relação entre tipo de atividade entre as diferentes classes de trabalhadores e o tipo de acidente aos quais os mesmos estão sujeitos.− A relação entre a idade dos trabalhadores e o tipo de acidente. − Já que o trabalho prescrito não é igual ao trabalho real (como fica nítido no caso do soldador) é importante que a CAT descreva o trabalho do acidentado e não a função. em postos de trabalho que não estejam diretamente ligados à principal fonte geradora do mesmo.

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31 623.80 74.92 23.56 100.94 5.210.30 825.873 12.789 2.00 1.36 100.1 Anexos Capítulo 3 Tabela 57 .64 100.74 43.24 86.939 1.59 7.92 918.78 1.21 86. 5.01 2.61 85.072 156.980 9.38 4.95 São Paulo Rio Grande do Sul Minas Gerais Rio de Janeiro Santa Catarina Paraná Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total Incapacidade Parcial ou Permanente Estado % Freq.904 19.45 1.00 Coeficie nte Total (1)1/100.058 2.42 37.00 São Paulo Minas Gerais Rio Grande do Sul Paraná Rio de Janeiro Santa Catarina Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total 110 .85 76.02 78.00 923.00 90.55 70.43 60.30 5.06 4.99 88. Acumulado 000 % 38.18 3.18 78. Acumulado 000 % 50.46 11.50 770.13 46.843 Sobre o Total 50.94 12.491 836 519 495 356 341 265 137 1.044 17.24 1.79 82.94 51.385 Sobre o Total 38.Benefícios Concedidos por Acidentes do Trabalho em 96 por Estado Mais de 15 dias Estado % Freq.88 2.15 62.48 87.82 2.18 11.59 1.43 8.36 84.74 69.16 12.15 12.276 18.36 81.69 606.73 714.360.44 100. 60.282 9.464 11.7 ANEXOS 7.107 4.74 59.12 62.01 76.56 Coeficie nte Total (1)1/100.

29 100.55 18.49 77.19 5.30 83.012 337 218 182 141 115 76 69 848 5.01 3.71 100.05 1.59 São Paulo Minas Gerais Paraná Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Santa Catarina Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total FONTE: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT/RAIS .30 4.47 53.80 11.99 8.35 1.52 7.77 73.Invalidez Permanente Estado % Freq.92 7.47 70.55 64.55 46.18 66.55 37. 872 361 293 247 236 174 141 98 97 765 3.611 1.54 16.00 Coeficien te Total (1)1/100.65 84.69 24.96 111 .00 77 90 60 23 44 60 46 78 38 Minas Gerais São Paulo Rio Grande do Sul Rio de Janeiro Paraná Pernambuco Santa Catarina Espírito Santo Goiás Outros Estados Total Fatais Estado % Freq. 2.29 2. Acumulado 000 % 46.99 61.51 2.95 23.88 100.89 3.98 2.00 24.0 Acumulado 00 % 26.12 100.82 29.609 Sobre o Total 46.22 18.25 82.284 Sobre o Total 26.60 74.55 10.00 Coeficie nte Total (1)1/100.73 80.00 26.87 22.24 2.23 15.75 76.00 13.59 70.04 6.

043 9. 40 anos.552 8.067 1. 46 anos.566 6. 23 anos.009 8.014 9.270 7.064 1.065 21 26 699 1. por motivo.299 10.180 5.337 9.186 10.709 19 18 614 1.004 967 957 861 845 705 640 571 112 .898 10. 37 anos.707 1 3 26 64 105 169 297 422 495 546 610 702 698 741 765 787 860 886 919 982 926 938 1.268 12.Freqüência de Acidentes de trabalho registrados.809 7. 31 anos.016 12.808 5.066 1. 34 anos.134 13.669 9.266 6.058 1.417 10.413 9. 44 anos. 45 anos.796 5.138 1.037 1. 21 anos. 36 anos.221 7.721 8. 39 anos. 16 anos.075 8.239 9.439 11.966 10.790 11. 32 anos.048 13.086 1. 24 anos. 29 anos.831 12.901 6. 33 anos.478 9.594 3. 47 anos.378 6.128 1. 43 anos.238 13.260 11.389 10.308 4.605 2.178 1. 38 anos.969 10.850 10.653 6. 13 anos.042 980 963 927 858 840 809 764 743 728 700 662 625 648 584 535 428 391 Doença do Trabalho 29.932 4.187 8. 27 anos.054 1.738 12.152 1. 18 anos.240 3.138 1.077 6. 28 anos.852 Motivo Trajeto 32.050 1. 22 anos.877 9. 19 anos.653 11. 15 anos.001 994 1.927 4. 42 anos. 20 anos. 48 anos. 30 anos.641 11.043 7.Tabela 58 .605 11. 17 anos.190 1. 41 anos.814 Típico 306. 14 anos.046 9. 369.436 11. segundo a idade em 1997 QUANTIDADE DE ACIDENTES DE TRABALHO REGISTRADOS IDADES Total TOTAL 12 anos.476 13.000 11. 26 anos.765 7. 25 anos.392 4.054 1.939 6.819 2.356 5. 35 anos.638 9.568 4.228 11.941 11.649 2 7 82 188 274 319 561 881 1.

51 anos.383 1.130 414 352 323 295 252 211 190 178 161 158 133 104 86 61 52 46 27 20 22 10 9 32 1. 55 anos. 65 anos.168 1. 50 anos.417 2.023 796 621 520 430 356 228 165 150 119 81 246 15. 53 anos. 61 anos.598 1.749 Fonte: CAT.447 1.468 1.933 1.633 3.997 2.981 1. 113 . 66 anos.49 anos.797 1.137 2.898 3.354 3. 59 anos. 60 anos.248 971 775 631 529 449 293 219 188 139 106 309 18. 68 anos. 67 anos. 70 anos e mais. 57 anos.281 2. 56 anos. 69 anos.742 2. 54 anos. 58 anos.601 2. 64 anos. Ignorada 4. 62 anos. 63 anos.754 521 409 357 285 260 239 193 151 173 121 92 71 68 50 47 47 38 34 16 10 16 31 1.230 1. DATAPREV.419 3.706 1. 52 anos.372 1.

sem menção de complicação Fratura da tíbia e do perônio.0/9 823.823 1.754 5.681 1. fechada amputação traumática (completa/parcial) de outro(s) dedo(s) da mão.Códigos CID mais Incidentes em 1997 CID 727.1/2 826. fechada contusão do punho e mão(s). da perna (exceto coxa) e do tornozelo.0/2 823. exceto o limitado aos dedos. sem menção de complicação contusão do tornozelo e pão.905 1. fechada Fratura não especificada do tornozelo. exceto quando mencionado(s) apenas dedo(s) Ferimento de um ou de vários dedos da mão.971 2.Tabela 59 .007 922 751 823 986 1. complicado Total 72.862 2.129 1. sem menção de complicação Entorses e distensões do tornozelo Fratura do rádio e do cúbito.0/6 924.0/9 824.1/7 892.2/8 882.8/1 923. complicado Lumbago Amputação traumática (completa/parcial) de outro(s) dedo(s) da mão.775 1.2/3 891. complicada Ferimento do pão.868 1.142 1.1/8 CÓDIGOS CID MAIS INCIDENTES EM 1997 DESCRIÇÃO TOTAL Sinovite e tenossinovite convalescença após cirurgia Ferimento de um ou de vários dedos da mão. fechada Fratura do rádio e do cúbito.0/7 810.062 847 661 843 722 785 687 661 671 7.0/6 813. extremidade inferior.213 1.469 12.419 1.2/0 883.3/9 807.258 6. sem menção de complicação Fratura de uma ou de varias falanges da mão.0/0 815. fechada Fratura da clavícula. atingindo tendão Ferimento do joelho. extremidade superior ou parte não especificada. aberta Fratura de uma ou mais falanges do pão.045 2.0/4 883.280 1.776 3. fechada contusão do joelho e perna Fratura de osso(s) do carpo.405 2.2/0 816.537 1.2/7 886.079 997 955 905 872 794 734 732 688 Típico Trajeto Doença 54.2/5 923.829 1. DATAPREV 114 .1/5 724.743 9.137 1.252 3.0/0 813.733 2.060 3. fechada Fratura de uma ou de várias falanges da mão.224 1. exceto dedo(s) Ferimento da mão.912 3.251 2. fechada Fratura de osso(s) do metacarpo.527 176 11 7 5 241 6 10 2 677 6 3 2 3 7 4 13 5 2 2 15 2 1 1 6 1 2 3 2 1 Fonte: CAT. fechada Fratura da extremidade superior ou parte não especificada da tíbia e do perônio.321 126 926 45 333 38 92 14 710 636 261 581 34 146 298 659 273 260 286 384 304 117 15 149 293 56 149 7 44 69 16 10. fechada contusão do dedo da mão Fratura de costela(s).1/0 814.727 3.698 4.0/5 886.474 817 1. fechada Observação e avaliação de condições suspeitas não especificada Fratura de outros ossos do tarso e do metatarso.4/5 2071.950 1.761 2.9/5 825.483 1.118 1.0/1 883.0/2 2066. difames.605 5.025 2.0/7 816. exceto o limitado a um ou vários dedos.047 5. fechada Ferimento de um ou de Vários dedos da mão.0/9 845.0/0 924.149 5.

ferrosos Indústria Metalúrgica Estamparia. aparelhos e equipamentos. máquinas motrizes não elétrica Fabricação de máquinas. peças e acessórios Indústria Mecânica Fabricação de tratores. reservatórios e recipientes metálicos.Atividades segundo o ramo de atividade Ramo de Atividade Siderurgia Metalúrgica de Pó e Granalha Fabricação de Estruturas Metálicas e de Ferragens Eletrotécnicas Fabricação de artefatos de trefilados de ferro. soldas e semelhantes. de artefatos de cutelaria e de metal para escritório e para uso pessoal Tratamento térmico e químico de metais e serviços de galvanotécnica Beneficiamento de sucata metálica Fabricação de Caldeiras Geradoras de Vapor. munições e equipamentos militares Construção e reparação de embarcações e estruturas flutuantes Construção e reparação de veículos ferroviários e fabricação de peças e acessórios Indústria de Material de Transporte Fabricação de veículos rodoviário.7. peças e acessórios Fonte: Cadastro Empresarial do Rio Grande do Sul . peças e acessórios Fabricação de cronômetros. fabricação e reparação de turbinas e motores Fabricação de bancos e estofados para veículos Fabricação de veículos não especificados ou não classificados. aço e metais não. máquinas e aparelhos de terraplenagem Serviço industrial de usinagem. Fabricação de ferramentas manuais. funilaria e embalagens metálicas Fabricação de tanques. peças e acessórios Construção e reparação de aviões.2 Anexos Capítulo 4 Tabela 60 . SEBRAE Atividade 115 . e a reparação ou manutenção Fabricação de armas.

CIVIL CTPS POR: HORA ( ) DIA ( ) MÊS ( ) TRABALHADOR AVULSO S( ) N ( ) APOSENTADO ? S( ) N( ) REINÍCIO TRATAMENTO? S() N( ) SAL. CONTRIBUIÇÃO DATA DO ACIDENTE LOCAL ACIDENTE HORA APÓS_______H. DE TRABALHO DATA AFAST. DO TRABALHO OBJETO CAUSADOR ACIDENTE HOUVE REGISTRO POLICIAL? S ( ) N ( ) DESCRIÇÃO DO ACIDENTES E PARTE(S) DO CORPO ATINGIDAS(S) NOME TESTEMUNHAS ENDEREÇO NOME ENDEREÇO Figura 1 .Frente RAZÃO SOCIAL EMPRESA ENDEREÇO MUNICÍPIO (CIDADE) ESTADO MATRÍCULA CÓDIGO DA ATIVIDADE NOME ACIDENTADO ENDEREÇO DATA DO NASCIMENTO PROFISSÃO IDADE SEXO EST.Principais campos de Informações do anverso CAT 116 .

afastar-se do trabalho? 10 .Duração provável do tratamento: dias DATA 9 .atendimento Figura 2 .Principais campos do Verso da Informações da CAT 117 .Condições patológicas preexistentes ao acidente: LOCAL 11 . durante o tratamento.Diagnóstico provável Hora 4 .O acidentado foi hospitalizado em: Hospitalar Ambulator.Apresentação do acidentado serviço médico 2 . grau e localização da(s) lesão(ões) e o histórico do acidente que a(s) teria provocado? 6 .Deverá o acidentado.Observações: DATA GIH/AT Localidade Data Médico . 7 .Há compatibilidade entre o estágio evolutivo da(s) lesão(ões) e a data do acidente declarada no anverso 5 .de .Regime de tratamento a que deverá submeter-se o acidentado 8 .Descrição da(s) lesão(ões) Data 3 .Verso 1 .Há correlação entre a natureza.

Esteira. Armário. descarte. rebolo. máquinas. Garfo de Bobina. brusco Cadeira. ferro Metal. cilindro hidráulico. Cavalete. Fiapo. ou Produto Arames. Rebarbas. Mesa. viga. Eixo. barra de tração. solda. Calandra. Limalha. Faísca. metálica. carro do regulador . dobradeira. Inox. ripa. alavanca. Dispositivo do Guincho. tiras de aço. lixadeira. Alumínio. escareador. Do Mandril. Macaco Hidráulico. batedor. Guilhotina Tampa Misturador. pedra esmeril. Freza. Marreta. latão. sliter. rolo da rebordeadeira. Parafusadora. Ferro. de cubo Aço. Plataforma Carrinhos de madeira ou metal para enrolar fio de moldar. jacaré. Agulha do Motor. engrenagens. ferramentas etc Painel. calço. Madeira. felpa. Suporte. reboque. Corpo Móveis 118 . Empilhadeira Equipamento Auxiliar Escada Esmeril Esteira Ferramenta Ferro Fogo Gancho(s) e Gancheira(s) LER Maçarico Madeira Máquina Martelo. de polimento. Metal. Ventilador. Capô Colheitadeira. com produtos. esteiras. lingote. Barra(s) e Tubo(s) Chapa Chave Componentes. guilhotina. de fixação. Andaime. de soldar gralhas Metálica. telas. Serra. vidro Pistão. Esteira. motor. de corte. injetora. Engrenagem. desequilíbrio. Aço. Painel de Programação. de serra e solda. circuito Carrinho. carro de avanço.Tabela 61 . coluna do s. guilhotina. do Motor. Pino. cardan. motor geladeira. . lixa. fixador Itens Corpo Estranho Correia Dispositivo Eletr. Galvanizadas. Banco. Engrenagem. Cantoneiras. chave de fenda. pistão. Alavanca. levante hidráulico Fagulha. dosadora. motor Mal feito. de bater anel.Lista de Agente de Lesão Agentes de Lesão Arames e Telas Armação Bobina Caixa(s) Cano(s). Cantoneira. Matriz Molde Motor Mov. Alumínio. Cabos de Alimentação. Dispositivo do Guincho. Engrenagem. Macaco. empilhadeira. Pino. plaina Estilhaço. matriz Bloco do Motor. cavaco. pedaço Gancheira de pintura Lesão por Esforço Repetitivo Tarugos. tampa proteção engrenagem. Ventoinha. retificadora. de fixação. cavaco de jato de areia. motor. de Máq.

Solda. empurrar de aço. Saca Palha. Prateleira.. secador Luminárias. Tesoura. calha de luz. trinco. do forno. Pneu. Container Peça(s) Peso Porta Pregos e Parafusos Prensa e Torno Produto Produto Químico Queda Ruído Serra e Furadeira Subst. areia Tambor de lixo. furadeira. sílica. Cortante Óleo Outros Cortador. Alumínio. etc. banca. de aço. serra Pinche. de ferramentas. Tambor de freio. Oxi. de peças. Andaime. de máquina. Quente Tambor e Container Tampa Tabela 62 . peça(s). tesoura. pinos prensa coquilha. Portão. de metal De produtos. sob ou entre Contato com objeto perfurante Queda de pessoa com ou sem diferença de nível Contato com objetos em temperatura muito alta ou muito baixa Ter mantido preso em. zinco. Disco Cortante.choques. segmento de trilho. ingestão ou absorção (por contato) de substância tóxica ou nociva Objeto na Vista Prensagem em. Caçamba. alicate. rolo de arame. chão Perda auditiva induzida pelo ruído Broca da furadeira. suporte. rolo.Tipos de Acidentes Analisados nas CATs Natureza do acidente Atrito ou Abrasão Choque Elétrico Corte Desequilíbrio Doença Ocupacional Esforço . panela. Caçamba. serra policorte. Metal. prensa excêntrica. disco semeadora Pacote. Vidro. etc.Físico Esmagamento Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Intoxicação Objeto na Vista Prensagem Punctuação Queda Queimadura Retesão Torção NI Atrito ou Abrasão Exposição a energia elétrica Perda da posição ou postura normal Decorrentes da atividade Esforços excessivos e inadequados Ato ou feito de compressão Impacto sofrido por pessoa Impacto sofrido pela pessoa Inalação. sob ou entre 119 . conecção. Parafusos. Estruturas Metálicas. pára. caminhão.Corte. Batente. produtos Gás. panela de vazamento. Gaveta. Galhos. torno. hélice ventilador. exaustor. madeira etc Pregos. Óleo. prensa. motor. Faca. de produto. Lâmina. Água. Pistola.Obj. prensa de metais. torno mec.. tampa container. Lata. serra fita. Sucata. cadeira.

Corto.contuso Fissura Fratura Lesão ligamentar Lesões Múltiplas Lombalgia Luxação Queimadura Outros não listados Tenossinovite Lesão Hipoacusia Tendinite Dores Disacusia Epicondilite Síndrome Do T.Tabela 63 .Lesões atribuídas às partes do corpo atingida CodLes 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 Nome da Lesão Amputação parcial Amputação total Conjuntivite Contusão Corpo estranho Dermatite Distensão Entorse Escoriação Ferimento. de Carpo Hérnia Cisto Sinovial Síndrome do Impacto do Ombro PAIR Dermatose Estiramento Muscular Sinovite Bursite 120 .

genitais.Variáveis relativas às partes do corpo atingidas Grupos Cabeça Corpo Ventral Nº de variáveis 13 15 Região do Corpo Crânio. coxa posterior esq. tórax esq. antebraço esq. dedo 3 dir.Tabela 64 . antebraço dir. Corpo Dorsal 12 Mãos 16 Pés 18 121 . calcanhar esq. Ombro dir. glúteo esq. dedo 4 dir. nariz. dedo 4 esq. ombro esq. braço dir. olho esq. dedo 1 esq. dedo 2 dir. queixo. coxa anterior esq. perna anterior dir e perna anterior esq. dedo 3 esq. tornozelo esq. pescoço anterior e nuca. costas dir. dedo 5 esq. tornozelo dir. dorso do pé dir. coxa posterior dir. joelho esq. braço esq. dedo 1 dir. dedo 2 dir. glúteo dir. planta do pé dir. dedo 3 esq. olho dir. cotovelo esq. dedo 3 dir. abdômen esq. abdômen dir. orelha dir. dedo 2 esq. perna posterior dir e perna posterior esq. Punho dir. dorso do pé esq. cotovelo dir. palma esq. dedo 5 dir. planta do pé esq. região frontal. dorso da mão dir. Calcanhar dir. face dir. Tórax dir. joelho dir. dedo 1 dir. dedo 4 esq. dedo 2 esq. dedo 1 esq. boca. coxa anterior dir. dedo 5 esq. costas esq. punho esq. dedo 5 dir. face esq. dedo 4 dir. dorso da mão esq. palma dir. orelha esq.

Banco de dados utilizado para armazenamento de dados com base na CAT 122 .Figura 3 .

941 .. 28.395 102 39 118 9 36 541 211 28 162 22 12 185 75 492 876 252 NORTE 1996 1997 1995 Rondônia 1996 1997 1995 Acre 1996 1997 1995 Amazonas 1996 1997 1995 Roraima (1) 1996 1997 1995 Pará 1996 1997 1995 Amapá 1996 1997 1995 Tocantins 1996 1997 1995 1996 1997 1995 NORDESTE Maranhão 1996 1997 1995 Piauí 1996 1997 1995 Ceará Rio Grande do Norte Paraíba 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 Pernambuco 1996 1997 123 .709 4.652 1.696 32.968 5.646 34.328 7.900 5.067 3...455 369..252 2.934 2.024 20.225 2. . 2 82 263 105 3 24 1 5 42 1 1.791 34..988 1. 37 1.629 41 519 510 235 306 300 3.407 2. .649 492 288 703 46 19 135 16 24 201 135 184 .155 451 907 924 111 123 177 1.022 12 27 95 93 5 104 809 75 538 88 28 170 54 61 166 617 211 751 20.079 832 989 1.055 6. .775 6.046 53 648 644 328 429 413 4..611 25.1995/97 Região BRASIL Anos 1995 1996 1997 1995 Total 424.009 7...815 1.211 2..203 20. por motivo.328 2.420 Motivo Típico 374.700 325.883 2.590 .362 2.870 306.258 26.271 898 1.223 153 86 126 176 274 258 20.601 185 110 165 205 319 300 23.273 1..707 195 646 306 2 103 29 13 1 103 201 167 ..538 1.267 2.988 2.Tabela 65 – Nº de acidentes de trabalho registrados.005 5..042 1. ..841 5. 47 2.146 403 785 760 95 110 152 1..137 395.953 1. segundo as Grandes Regiões e UF .417 Trajeto Doença do T.318 4.463 1.889 29.087 5. 8 176 131 273 29 38 24 3 41 2.066 926 1..065 5..842 1.235 1.

250 1.673 13.309 18.209 2.544 21.671 19.203 .397 4.206 239.344 22..172 26.336 6.747 2.506 47.139 6.563 14.664 6.490 2.840 125 36 266 118 91 116 446 1.018 21.292 20.435 1.659 5.828 1.250 230.661 209.051 26. 39.460 754 2.858 1.750 2.209 19.795 5.375 5..544 16.249 49.635 1.650 13.861 7.846 4..149 3.019 44.459 27.813 570 .685 28.070 5.928 23.727 .786 30.489 140.672 80.618 1.263 17.451 4.398 21.954 167. 3. 32.196 535 6.585 16.245 72.135 4.218 45.160 4.204 6.500 .028 909 5. 1996 1997 124 .638 2.BEAT.011 912 69 283 76 36 332 128 149 945 297 93 451 411 Alagoas.774 31..149 34.851 840 2.532 58 1.741 10..743 18.585 5.295 83..178 9.108 339.540 347 2.987 19.171 175.478 1.065 11.301 845 1.548 9.774 2.687 42.196 24.933 1.356 418 709 537 1.516 197.464 6.056 258.006 5.135 2.909 13.533 816 22.587 5.257 2.025 11.517 2. INSS.174 3.921 13.1995 2.556 13.422 1.335 2.660 145.205 2..112 7.529 2.119 2. 1996 1997 1995 Sergipe 1996 1997 1995 Bahia 1996 1997 1995 Sudeste 1996 1997 1995 Minas Gerais 1996 1997 1995 Espírito Santo 1996 1997 1995 Rio de Janeiro 1996 1997 1995 São Paulo 1996 1997 1995 SUL 1996 1997 1995 Paraná 1996 1997 1995 Santa Catarina Rio Grande do Sul CENTROOESTE Mato Grosso do Sul Mato Grosso 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 Goiás 1996 1997 1995 Distrito Federal Fonte:.743 168 43 315 50 49 270 825 191 810 258 562 348 22 194 81 39 131 114 596 679 1.554 595 1.798 37.946 2.450 620 12.562 5.368 1.813 3. 3.302 387 531 444 158 4.908 1.881 56.134 5.792 92.009 3.165 35.031 1.858 22.253 2.592 18.424 2.470 665 3.968 26..422 477 1.700 298.861 16.455 260.023 1.599 2.282 2.561 1.302 8.

38 0. Forno Multif.33 0.08 92. Injetora Superv. Cel.2. Gerais Retificador Matrizeiro Aprendiz Aux.84 88.14 0.92 75.71 51. Fundição Eletricista Funileiro Prens.78 81.64 86.51 91.09 0. Operação Mestre de Prod.64 33.14 0.81 2. Marteleiro Prens.97 78.14 0.42 0. Metal. Almoxarife Aux.14 0.11 90.28 0.19 0. Ind.14 0.09 0.09 0.89 91.26 89.09 0.81 88.87 87. De Prod.45 77.47 0. Gerais Montador Op.42 91.24 3.83 89. Aux.33 0.28 0.09 0. Forjador % 22.19 0.76 48. Mecânica Ajustador Mecânico Anal.33 0.17 86.73 72.32 76.53 90. Marceneiro Repuxador Aj. Prod. Funilaria Aux.23 0.95 2.14 0.45 83. Op.14 85. Peças Laminador Op.73 84.89 83.26 92.47 0.1 Anexos Profissão Tabela 66 . Lam. Pintor Fresador Ferramenteiro Forjador Moldador Esmerilhador Meio Oficial Forneiro Ajustador Operador Aux. Guilhotina Op.94 0.95 91.69 89.14 0. Embalagem Revisor Rev.09 0.42 0.34 59.28 0.64 1.56 0.45 92.42 0.71 70.36 80.14 0.58 81.40 86.09 0. Prod. Produção Op. Serv.23 91.19 0.17 74. Qualid.03 0.52 0.56 0. Mecânico Op.12 89.29 67.86 2.44 87.30 2.22 1.06 87.20 81. de Inspeção Marceneiro Prep.14 0.42 85. Insp.14 0.19 0. Manut. Op.09 0. Mont. Aux.73 125 .37 88.00 88.42 74.75 0. Peças Op.66 54.14 0.89 66.80 91.98 92.28 0.75 0.23 0.61 91.19 0. Furadeira Aferidor Aux. Qualid.58 84.90 82. Empillhadeira Aux.64 92.09 0.39 90.23 82.14 0.56 88.09 85. Lubrificador Motorista Tec.24 45.55 89.66 0.33 91. Pintor Vazador Aux.67 73.29 64.23 0.28 0. Poliv.19 88. Auxiliar Fundidor Op.55 92. Mec. Aux.19 0. Torno Afiador Conferente Aj.52 2.01 42.00 79. de Fabr. Maq.56 82.63 61. Produção Prensista Carpinteiro 0. Man.19 0.70 88.65 63. Rebarb.14 0.40 89.14 0.41 1.02 1. Inspeção Aux.48 79.29 84. Montador Aux. Aj.33 0.09 0.09 0.28 0.94 86. Rebarbeador Op.17 83.14 0.52 57.17 1.95 2.68 69.28 0.25 87.28 0. Prensa Prenseiro Caldeireiro Serralheiro NI Mecânico Torn.19 0. Mec. Eletron.67 76.51 68.64 10.86 85.23 0.36 9. Torn.59 1.Distribuição dos acidentes segundo a Profissão Profissão Metalúrgico Op.23 0. Manutenção Mandrilhador Aux.93 80. Mult.03 1.67 90. Func.01 84.70 Aux.98 89.09 0.09 0. Aux. 22.75 0.75 71.09 0.09 0.14 91. Op.05 91. Serralheria Elet.28 % Acum.62 87.09 0.97 90. Op.98 0.47 79. Máquina Industriário Soldador Serv.09 0. Usinagem Op.17 92.25 90.81 90.70 91.75 0.89 77.52 0.09 0.19 0.28 0.14 0. Macreiro Aux. de Montagem Mec. Manutenção Ajudante Torneiro Polidor Aux. Almoxarifado Multifunc.14 0. Mec.7.36 92.52 0.

89 94. de Matriz Aj. Pedreiro Alim. Rev.05 0.05 0.84 94.05 0. De Embarque Aux. Eng.05 0. Fresadora Op. Jatista Enc. de Forjaria Contra Mestre Op. Op.94 94. Tambor Op. De CNC Prof.48 96.95 97.05 0.58 93.41 95. de Torno Aux.05 0.45 95. Caldireiro Chefe Expedição Chefe Chapeador Aux.05 0.76 93. Estamparia Op. Forno TTO TCO Op.05 0.30 93.05 0.05 0.05 0. Gabariteiro Escolhedeira Encanador Encaixotador Insp. CNC Op. Engenheiro Op.56 94.92 93.86 93.05 0.05 0. Aj. Usina Op. Mest Aux. Linha P.08 98.05 0. Qual.64 98.59 98.05 0.98 98.55 95. Op.44 96.87 95.61 97.05 0.05 0.70 97.66 94. Especial Op.97 96.05 0.05 0.92 95. De Corte Aj.22 95.05 0.05 0.05 0.05 94.05 0. de Soldador Aux.26 95. de Serviços Aux.05 0. de Esmeril Contínuo Contr.80 97.62 96. Embalagem Aux.05 0.22 98.89 97.23 94. Polidor Aux.66 97. Expedição Aux.05 0.17 95.83 95.86 96.09 0.05 0. Corte Impressor Ger.05 0.05 0.09 0. Calandra Servente Enc. Veic.05 0.47 94.67 96. Galvanop. Retífica Balconista Bobinadeira Chefe Seção Aux.05 0.09 0.05 0.05 0.45 98.41 98. Dobradeira Op.05 0. Esp.34 96. Op.91 96.Op. Esp.03 95. Sup.33 97. Mult. de Prensa Aux.37 97.09 0. Forjaria 0.27 98.31 95.05 0.95 94.05 0.05 0.37 94.64 95. P.05 0.05 0.05 0.05 0. Estoque Anal. Lixador Op.36 95.80 94.05 0.05 0.05 0.09 97. A Preparador Prep. TTO TCO Cof. Acabamento Aj.05 96. Aux.28 97.05 0.05 0. Aplainador Aplic.55 98.05 0.14 97.61 94. Montagem Prep. Op. Sub.05 0.31 98. T.20 93. 3 Prep.05 92.05 0.70 94.09 0. Produção Op.05 0.05 0.05 97.05 0. De Zincagem Op.20 96.05 0.08 95.05 0.75 94.05 0.72 96.81 96.05 0. C. Ferramenteiro Tec.48 93. Op.09 0.05 0.36 98.58 96.42 97.05 0. Prod. Anal. de Coz. Rebarb.01 93. Rol.56 97.05 0.47 97. Ferreiro Aux.05 0.39 96. Ferram. Rebitador Traçador Torn. Prat.73 95.23 97.05 0. de Torn.06 96.05 0.09 0.05 0. Encarregado Sub. de Ind.05 0.09 0.05 0. Materiais Op. Prença Op.05 0.05 0.94 97.09 0.05 0.00 97.09 0.78 95. Chefe Prens. Serra Op. Lam.05 0. Jato de Areia Pedreiro Aux.05 0.05 0.53 96.30 96.77 96.05 0. de Depósito Aux. Prod Oxicortador Operário Operador Trainee Op.09 0. Mandriladora Op. Indl.14 94. Rebr.84 97. Cargas reb.03 98.12 95.05 0.05 0.05 0. Prod. Trat.67 93.09 0. Metais Rasqueteador Projetista Prog.83 92.05 0.05 0.09 0. 1 Aux.05 0.05 0.05 0.05 0. Eletrer.17 98.05 0.69 95. Pantog. Aux. Resina Apontador Aux.25 96.51 94.05 0.19 97.09 0.98 95.11 Aux.05 0.05 0.12 98.09 0.42 94.50 95.75 97. Revolver Suporte Tec.02 96.50 98.33 94. Func. Ling. Pesagem 0. Acab.05 0. Jatista Aux.52 97.05 0. Laminação Aux.69 126 .09 0. de Secagem Aux.05 0.11 93. Carimbo Afiador Broca Aj.05 0. Recebimento Enc. Aux.16 96. Limpesa ATP Op.05 0.39 93.05 0.09 0.59 95.

Soldador Controlador Op. Ferram.58 99.05 0. Ferramen.05 0.62 99.06 99. Prod.05 0.67 99. Mont. Montagem Enc.05 0.81 99. Caldeireiro Maçariqueiro Lider Montagen Lider Expedição Lider Microfusão Total 0.97 99. 0.53 99.11 99.16 99.72 99.05 0.05 0.05 0.05 0.95 100.34 99. Op.05 98.83 98.05 0.05 0. Forjaria Enc. Cacho Injetor Mestre de Serral. Man.05 0.02 99.05 0. Maq.73 98.48 99.92 98.05 0.05 0.78 98. Banca Of.39 Mont.05 0. Mont. Eletrotécnico Digitadora Desmoldador Costureira Enc/ Prensa Mec. Computador Mec.30 99. Op.87 98.05 100 99.05 0.77 99.20 99. Op.05 0.Enc.91 99. Elet.05 0.05 0.05 0.86 99. Of. Mec.05 0.05 0.05 0.25 99.44 99.05 0.05 0.05 0. Mec.00 127 . Hidráulico Mec. Patr.

6 12.5 4.8 7.4 2.4 13.5 36.8 6.0 100.8 35.6 5. % 100.7 4.1 4.2 Anexos Natureza do Acidente Tabela 68 .1 2.5 40.5 3.6 1.7 2.1 3.5 25.8 1.3 12.3 14.7 2. Máquina Industriário Soldador Montador Serv.0 34.1 5.5 24.0 100.2 2.4 3.0 5. Produção Op.3 0.4 0.5 2.5 1.5 9.2 5.Físico Prensagem impacto Sofrido Contra Corte Desequilíbrio Queimadura Esmagamento Retesão Queda Torção Objeto na Vista Intoxicação Atrito ou Abrasão Punctuação Choque Elétrico NI Total Grande % 38.Distribuição dos acidentes segundo o porte por natureza da lesão Natureza do acidente Doença Ocupacional Impacto Sofrido Esforço .0 3.0 6.5 0.6 22.6 4.0 6.7 3.2 45.0 3.3 3.0 100.9 34.7 1.0 100.8 10.8 21.1 1.2.7 38.Tabela 67 .8 4.7 0.6 2.9 38.2 62.2 6.3 1.4 0. Func.8 4.4 1.7 0.2 1.0 6.0 100.4 3.0 100.2 0.4 1.5 2.0 22. Aux.7 6.3 0.3 0.0 10.6 6.1 8.6 5.2 24.7 4.4 39.8 38.1 4.1 4.5 4. Man.4 6.6 1.1 0.3 0.0 9.2 7.8 5.7 2.9 9.8 0.2 6.0 100.4 3.6 0.0 9.0 13.8 13.4 4.2 8.9 5.6 7.3 0.3 0.7 35.0 13.7 4.3 33.1 3.9 3.0 24. Cel.8 100 100 100 NI % 4. Gerais Op.4 4.3 5.3 2.9 100 128 .8 8. Mult.8 3.0 2.1 4.0 7.0 9.1 3.0 12.0 5.3 1.5 12.9 1.0 4.1 3.6 11.0 100 Micro Pequeno Médio Empresa % % % 18.2 1.0 1.4 9.9 1.0 11.0 100.7 5.0 36.4 1.2 18.5 2.Distribuição da Natureza da Lesão Segundo a Profissão Prensagem Doença Ocupacion al Esforço Físico Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Outros Corte Profissão Metalúrgico Op.3 9.6 11.6 1.3 36.3 0.

97 1.32 47.Distribuição dos Acidentes segundo O Agente Causador da Lesão ID 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 Agente da lesão Ruído LER Máquina Ferramenta Peça(s) Chapa Prensa e Torno Obj.14 0.00 2.06 1.75 3.45 65. Cortante Mov.73 52.08 86.88 59.20 87.41 1.14 0.67 82.72 88.95 5.14 0.52 0.29 74.70 89.37 91.16 43.45 1.34 90. Quente Escada Equipamento Madeira Motor Tambor e Container Matriz Porta Produto Químico Correia Produto Chave Esmeril Pregos e Parafusos Dipositivo Eletr.52 0.14 91.45 62.31 100.47 0.19 0.53 2.67 2.75 0.7.00 80.59 89.28 0.12 92.17 89.84 0.82 32.42 0.95 77.59 1.41 3.56 3.42 86.14 8.00 129 .47 0.38 0.97 90.3 Anexos Agente da Lesão Tabela 69 .90 91.14 0.98 92.83 84.77 38.23 0.22 95.56 91.66 0.12 67.67 9.27 0.62 90.84 91.69 87.67 23.41 4.13 55.39 5.16 4.38 0.27 1.89 0.2.40 81.09 4.26 75.23 88.93 83. Tampa Móveis Maçarico Empilhadeira Armação Arames e Telas Esteira Óleo Molde Gancho(s) e Gancheira(s) Bobina Fogo Outros NI Total % 14.09 3. Corpo Canos.00 % Acum.28 0.70 70.54 79. 14. ou Prod.70 91. De nível Corpo Estranho Peso Subst.23 72.69 1. Caixa(s) Queda c/ ou sem dif.52 0.67 85.23 0.69 100.58 2. Barras e Tubos Ferro Serra ou Furadeira Componente de Maq.61 0.

3 0.4 2.3 2.6 0.3 28.0 0.3 8.7 5. Corpo Chapa Ruído Canos.4 3.0 0.9 1.3 1.3 0.1 29.3 100.7 6.1 8.0 24.00 Fundição Forjaria 130 .3 1.3 4.5 1.0 1.00 8.7 3.0 0.Tabela 70 .4 2.7 7.3 0.1 29.3 0.0 9.0 9.7 1.0 2.0 3.7 4.8 65.5 6.3 2.7 11.7 100.6 10.0 4.1 3.0 2.4 3.0 2.6 6.3 16.0 0.0 1.7 13.4 3.6 3.0 15.00 6.0 7.3 0.1 0.9 2.3 1.0 4.00 0.0 1.9 0.3 1.0 0.1 4.1 3.4 1.0 1.0 0.7 0.5 0.3 4.0 1.8 4.5 0.7 3.4 100.2 1.3 5. Prensa e Torno LER Queda Obj.8 6.6 0.9 1.9 1.8 4.9 20.1 100.0 5.4 100.1 2.6 1.7 6.5 3.0 0.1 0.7 0.4 9.2 0.3 0.9 100.00 4.Distribuição dos Agentes de Lesão segundo a atividade econômica Metalúrgica Siderúrgica 0.1 2.3 0.6 7.0 0.0 3.5 3.0 2.9 20.00 Material de Transporte Mecânica Cutelaria Agente da lesão Peça(s) Máquina Ferramenta Mov.0 20.00 4. Quente Outros % 7.8 2.5 4.9 0.4 2. ou Prod. Barras e Tubos Ferro Serra e Furadeira Componente de Maq.1 0.5 0.2 3.4 1.4 11.6 1.2 100.6 4.7 22.0 6.1 1.5 1.7 3.0 5.2 0.0 0.0 7.1 4. Cortante Peso Corpo Estranho Caixa(s) Subst.7 1.7 8.9 21.

0 131 .6 17.2.1 0.4 2.0 0.0 0.1 0.8 2.7 13.6 1.0 5.7 0.2 0.8 3.7.4 1.7 2.1 0.0 0.1 5.6 0.5 0. Corto.2 0.4 Anexos Tipo de Lesão Tabela 71 .Distribuição das Lesões segundo o tipo de lesão CodLes 10 21 4 12 22 17 23 24 8 1 15 18 26 19 5 20 28 7 31 9 6 2 14 16 13 27 32 29 3 11 33 34 30 35 Nome da Lesão Ferimento.6 0.8 0.contuso Hipoacusia Contusão Fratura Tendinite Queimadura Dores Disacusia Entorse Amputação parcial Lombalgia Outros não listados Epicondilite Tenossinovite Corpo estranho Lesão Hérnia Distensão PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído) Escoriação Dermatite Amputação total Lesões Múltiplas Luxação Lesão ligamentar Síndrome Do T.1 0.0 100.5 0.1 0.2 1.9 0.1 0.1 9. de Carpo Dermatose Cisto Sinovial Conjuntivite Fissura Estiramento Muscular Sinovite Síndrome do Impacto do Ombro Bursite Total % 23.0 4.6 0.2 0.

Cortando uma peça da chapa Esmerilhando peça. NI Perda Auditiva Passando lixadeira na retroesc. Barras e Tubos Móveis Descrição Ao manusear tubos. Natureza do acidente impacto Sofrido Contra Esforço . ligado no chão impactou. bateu nos mesmos. Barras e Tubos Corpo Estranho Mov. Martelou o dedo ao bater numa peça. Soltou casca de solda a fazer solda.3 Anexos Capítulo 5 Tabela 72 .o Confeccionando peças no torno Ao segurar chapa metálica seu suporte (barra metalica) caiu. NI Peça caiu ao ser virada. Barras e Tubos Ferro Arames e Telas Ferramenta Mov. Barras e Tubos Ferramenta Canos. Barras e Tubos Ruído Componente de Maq. contundiu-se NI Alteração Osteomusculares Atingido com estourou disco policorte Transportando serpentina que veio a cair. Barras e Tubos LER Ruído Prensa e Torno Canos. Trabalhando com Furadeira Perda Auditiva Queda de andaime. Bateu no ferro Prensou dedo na serra.7. Corpo Chapa LER Escada Canos. Corpo Ruído Ferramenta Ferro LER Máquina Outros Peça(s) Dipositivo Eletr. Maq.Relação de natureza do Acidente. Eixo de metal deslizou e caiu. Peça(s) Máquina Canos. agente de lesão e descrição apresentadas em algumas CATs referentes ao soldador.Físico Prensagem Doença Ocupacional Torção Impacto Sofrido NI Impacto Sofrido Impacto Sofrido Desequilíbrio Doença Ocupacional Impacto Sofrido Impacto Sofrido Doença Ocupacional Impacto Sofrido Impacto Sofrido Impacto Sofrido Choque Elétrico Impacto Sofrido Esforço .Físico Impacto Sofrido Queimadura Esforço . NI Torção ao descer escadas. Fagulha ao esmerilhar Chapa Dores ao montar peça de escapamento do motor Ao virar chapa prensou dedo contra bancada.Físico impacto Sofrido Contra Corte Objeto na Vista Impacto Sofrido Impacto Sofrido Prensagem Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Impacto Sofrido Doença Ocupacional Queda Esmagamento impacto Sofrido Contra Prensagem Doença Ocupacional Impacto Sofrido Doença Ocupacional Doença Ocupacional impacto Sofrido Contra Impacto Sofrido Objeto na Vista Esforço . Mudando máquina de lugar. Dores ao fazer dobra em tubo de ferro. Bateu calcanhar ao pegar peça Pintura de Elevador. Caiu tubo de ferro. Perda Auditiva Prensou dedo num eixo. NI Trabalho exposto ao ruído Cortando Cantoneira de Ferro Tubo de Ferro caiu. LER em soldagem. cortou-se com tambor de tinta. Retirando saca palha do gabarito.Físico Impacto Sofrido Agente da lesão Canos. NI NI Transportando telas que vieram a cair. NI 132 . Barras e Tubos Outros Peça(s) Tambor e Container Corpo Estranho Chapa Máquina Prensa e Torno Canos. Aparelho de solda. Queda de barra de ferro ao desmontar galpão. Serra e Furadeira Ruído Armação Máquina Ferro Serra e Furadeira LER Canos. Calandrando cano de irrigação. ou Prod.

Levantando Peça Calandrando uma peça.o Chapeando Radiador. Cortando Ripa na Serra. Luva queimou. Cortante Canos. Escorregou na tinta fresca NI Ao limpar bancada. Ao deslocar cavalete Inclinou uma barra de ferro que veio a atingi. Furando Cantoneira Lixou-se na lixa disco Cortou-se com chapa Resbalou ao empilhar caixas. Quente Ruído Ferramenta Chapa Serra e Furadeira Máquina Chapa Mov.lo Ao manusear prateleira. machucou-se. chocou-se contra hélice ventilador. a mesma saltou impactando. Furando uma bucha com furadeira. Corpo Mov. Corpo Máquina Madeira Ferro Corpo Estranho Prensa e Torno Solda. Barras e Tubos Canos. Atingido pela broca. Caiu pingo de solda ao soldar uma peça. Perda Auditiva Soldando um tubo em recepiente contendo óleo. Corpo Serra e Furadeira Obj. Ao montar longarina. houve uma explosão devido a formação degases Marterlou-se ao puncionar polias. caiu barra de ferro . Gaveta de aço caiu ao ser aberta. Faisca ao soldar peça Ajustando matriz na Prensa. Barras e Tubos Peça(s) Ferramenta Mov. Cortou-se com chapa.Queimadura Impacto Sofrido Impacto Sofrido Queimadura Doença Ocupacional Queimadura Impacto Sofrido Impacto Sofrido Doença Ocupacional Impacto Sofrido Corte Impacto Sofrido Impacto Sofrido Corte Desequilíbrio Desequilíbrio Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Impacto Sofrido Impacto Sofrido NI Impacto Sofrido Torção Prensagem Impacto Sofrido Impacto Sofrido Objeto na Vista Esmagamento Fogo Móveis Serra e Furadeira Maçarico Ruído Produto Químico Ferramenta Subst. Ao virar peça para solda. 133 .Fita Cortando viga de ferro. NI Colacando pino no eixo com auxílio de martelo.

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