MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS NA ATIVIDADE DA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EM 1996 E 1997 BREVE INTERLIGAÇÃO SOBRE O TRABALHO DO SOLDADOR

Pôr CLAUDIO FERNANDO GOLDMAN Engenheiro Civil

Dissertação de Mestrado PPGEP

PORTO ALEGRE 2002

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS NA ATIVIDADE DA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE NO SUL EM 1996 E 1997 BREVE INTERLIGAÇÃO SOBRE O TRABALHO DO SOLDADOR

DISSERTAÇÃO

Apresentada ao Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção - PPGEP, como parte dos requisitos para obtenção do Título de Mestre em Engenharia de Produção.

Pôr CLAUDIO FERNANDO GOLDMAN Engenheiro Civil

Orientadora: Prof. Lia Buarque de Macedo Guimarães

Porto Alegre, Março de 2002

Esta DISSERTAÇÃO foi julgada adequada para a obtenção do título de MESTRE EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, Área de concentração: Produção Civil, aprovada em sua forma final pelo Orientador e pela Banca Examinadora do Curso de pós-graduação:

_________________________________________________________ Orientadora: Prof. Lia Buarque de Macedo Guimarães

_________________________________________________________ Coordenador do PPGEP: Prof. Luis Antônio Lindau

BANCA EXAMINADORA: Mauro Moura

A minha mãe e a meu irmão. A todos os meus parentes e amigos iii . que muito me incentivaram Aos meus primos Jairo e Sulany que me deram grande força e apoio no momento mais importante para conclusão deste trabalho.

pêlos momentos agradáveis vividos ao longo do período de mestrado. Aos amigos do PPGEP. À DRT/RS pôr ter disponibilizados às CATs. que sempre me incentivou e orientou no intuito de concluir o trabalho. pelo tratamento cordial que sempre recebi destas.AGRADECIMENTOS A minha orientadora. iv . as quais foram essenciais para realização deste trabalho Às funcionárias da secretária do PPGEP. Vera e Andréa.

.............4 Ritmo de trabalho .......4.......... 8 2....................... 12 2....................... 8 2...............................................................4......4.............3 Riscos Biológicos ........................... XIII ÍNDICE DE FIGURAS .............................1 O Ruído ............................................... XVII 1 INTRODUÇÃO ...................2.........2 Principal Fonte de Informação ............................2 Automação e o Trabalhador .....1.................................................................... 13 2.3 Considerações Sobre os Acidentes de Trabalho...................................................................................................1............................................................................. 4 1.................................................................................3 Estrutura do Trabalho ..................2 A Tecnologia e os Acidentes de trabalho .......1 Classificação de Acidentes ..........................................................1 Objetivos Específicos .........................2.............................................................................1..........................................2......................................................................................................................2 Objetivo Geral .......................... 5 2 ACIDENTES DE TRABALHO: DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO .......................................2........................4 Limitações do Estudo ........................................................................................................ 12 2................................................. XV RESUMO .3 Fluxo de Trabalho..................3......... 8 2....................................................................................................1 Sistemas de Produção ............................................................................................................ 7 2..........................1 Tema e Justificativa .... 6 2.................................................................................. 11 2......................................4 Riscos Ambientais ............................................. 1 1.................................. 12 2..........................................................2 Riscos Químicos ........... 11 2..................................................................................................................................................................................................................XIV LISTA DE SIGLAS ..............................1 Riscos Físicos .........................................................................2 Condições Físicas de Trabalho ..XVI ABSTRACT ...................................................................... 9 2................................................................................................................. 13 2.........3..................................3.............................. 1 1.........4..........................................................................................................................SUMÁRIO ÍNDICE DE TABELAS ......................................... 7 2............................1 Causas............3.......................... 5 1................................................. 11 2.....................IX ÍNDICE DE GRÁFICOS ..............................................1 Agentes Químicos ......4............................ 14 v ............................... 9 2........................... 4 1...........................................

.....................1 Princípio de Prevenção de Acidentes ................. 14 2..........7.................................................. 15 2...7 Prevenção de Acidentes........................................ 16 2....... 16 2.................3 Dados Estatísticos Segundo a Idade ................6................................................4 Aspecto da Medicina do Trabalho...............................................2 Local de Coleta dos Dados ....... 24 3..................................................................... 32 3...........................................................5........................6...................1...................2 Estatísticas de Benefícios concedidos pôr Acidentes de Trabalho........................... 17 2.............................. 38 vi ................................6...............................5......6.........................................1 Nível Macro...................................................6 Aspectos sobre Acidentes do Trabalho ................................................................ 16 2......6................1 Subnotificação ...... 29 3..............2..5 Riscos de Acidentes.1 Teoria do Alerta................ 20 3........ 17 2............................. 15 2.............................................................. 38 4............................... 16 2.5 Aspectos Legais................................................................. 38 4...4 Riscos Ergonômicos ...................2..........2............................6......5.................... 26 3................................................. 16 2...................... 15 2.....2 Importância do Setor Metalúrgico e Metal-mecânico na Economia do Estado do Rio Grande do Sul .................................................................................................2 Teoria da Acidentabilidade.............................1 Coeficientes .............1...........................................1 Teoria do Dominó.....................3 Estatísticas de Acidentes segundo o mês de Ocorrência ............................................................................4 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais....................................................... 16 2..............1 Classificação da Pesquisa .....................................................................2 Estatísticas de Acidentes segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID) 28 3...........2 Problemas em Prevenção de Acidentes ........................................2 Teorias Psicológicas .. 15 2..............5....................4.........5..................2 Nível Micro ............4.............................3 Aspecto Social .......... 20 3..........4................................................... 17 2.............................................4..................................................... 23 3..........................5 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais pôr Região e Estados da Federação......................................................... 35 4 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES NA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ...............................5..........................................................................................................................................................................6................................................................................................................................................................ 19 3...........2 Aspectos Jurídico......................................................1 Casos Novos ..................1 Aspectos Econômico ........................7.............. 16 2......................... 18 3 ESTATÍSTICA NACIONAL DE ACIDENTES.......... 15 2. 28 3................................................................ 17 2......4...5 Teoria da Propensão ao Acidente ..........................................................

.................................................................................................. 59 4........................... 43 4...................................12........... 54 4...............................2 Agentes da Lesão.......................... 43 4...................................................4....................................................2 Região da Cabeça ...............1 Profissão ......................................9...............................................................5 Procedimento da Pesquisa .......................................................................11...........................12.............................. 58 4..........1 Natureza do Acidente ..........................................................................1 Empresa ..................................................3 População e Amostra ............................................................. 50 4............................................................................10 Causa do Acidente ..........................................................2 Porte da Empresa ................................ 67 4. 46 4.................. 48 4.2 Hora do Acidente..........................10........................................................7.. 39 4............................................5 Sexo ............................................................................................. 45 4..................................................................................................6 Análise dos Dados .....7 Perfil da Empresa .............................................................................................................................................................................................................................................................................8......................................... 39 4.............................................................12 Lesões e Partes do Corpo Atingidas .....................1 Profissão com Maior Freqüência de Acidentes ............12................................. 68 4............................................... 74 4................. 49 4..........................................................12................... 60 4........................................................... 44 4...................................................7...4........................ 64 4............... 51 4........................ 55 4..6 Atividade do Funcionário ..............................................4 Laudo Médico..............2 Idade ......8..........2 Duração do Tratamento .................. 71 4..............4 Salário....1 Atividade da Empresa............................ 68 4.....4 Escolha de Variáveis ......... 56 4................3 Região da Empresa ..............2 Acidentado...... 77 vii ........................................................................................12...................................................................................................................................8........... 69 4.6.......................................................................................10............. 67 4.................. 38 4.............4.................................. 50 4..............................................3 Acidente......................................................... 55 4...........................11....................................................................8............11 Dados sobre o Acidente................................................................................3 Região do Corpo Dorsal ......8........................................................................................... 40 4......................4 Mãos .................. 46 4.. 60 4.........................8 Perfil do Trabalhador..1 Afastamento......................................................................................... 42 4.........................3 Estado Civil ........................................... 58 4............................8................9 Freqüência temporal dos Acidentes......5 Pés.....................7................................................1 Profissão .........................................9............4............... 69 4..................................................................4...........................................1 Data do Acidente .........

........................................................................................................................................................... 104 6.............................................................................................................................. 95 5........... 97 5......................2..1...... 86 5....................................................6 Ventral ...........3...........................................................2 Anexos Natureza do Acidente ..................... 91 5................................ 90 5............................3...................................1 Anexos Profissão ................................................................................................................................................................ 105 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 131 7.......................................3 Resultados Obtidos da Análise das CATs de Soldadores ........................... 95 5............................................................................... 129 7.....................................................1. 101 6. 103 6.................................................................................. 104 6................. 84 5....................................1..... 115 7.....................................................................................................................3 Exposição a Agentes Químicos ................. 95 5..........1.........................................1 Acidentes de Trabalho ..............................................................3..................................1 Descrição das Atividades............... 92 5..........5 Prensagem....................................................................................4 Doença Ocupacional.......................4..................2 Médias ............................................................................................................................1.............2 Fumos de Soldagem ..............................3..............3 Anexos Capítulo 5 ........... 79 5 CONSIDERAÇÕES SOBRE A ADEQUAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS PELA CAT: O CASO DO SOLDADOR .1 Ruído e LER ............................ 132 viii ...........3 A Tecnologia e o Soldador ...........4 Anexos Tipo de Lesão ....................................................................1 Anexos Capítulo 3 ...............................................................................................................................2 Anexos Capítulo 4 ..................2 Agentes Químicos ....................... 84 5...................................................................................1 Principais Agentes Causadores De Risco À Saúde Do Soldador.................. 128 7................................................... 83 5...................................................4......................................................1............1...1....................2.......................... 85 5....................................................................... 86 5......... 84 5............3 Anexos Agente da Lesão ...................................................... 87 5................. 110 7..............1.........2...........3 Impacto Sofrido ................ 125 7.3 Sugestões para trabalhos futuros ......................................................................................4..............................2 Riscos ........ 99 6 CONCLUSÕES ............................4.............4 Doenças Profissionais..... 110 7..12........................................ 107 7 ANEXOS ............2....................................3.......2 Trabalho do Soldador .2 Prevenção na Soldagem...........................................................1 A Visão .......................................................................................................

..................................................... 3 Tabela 2 .......................................................................................... de 1970 a 1997 .Ranking das Empresas pôr Setor Econômico ........................................................ 44 Tabela 15 .............................................................. 41 Tabela 12 .... 49 Tabela 19 .......Faixas etárias do banco de dados ............................................Média de idade do acidentado segundo a profissão ....Benefícios concedidos por acidentes de trabalho segundo os grupos de atividade econômica da Indústria da Transformação em 1996 .............Quantidade mensal de acidentes de trabalho registrados......... 49 Tabela 18 ........... pôr motivo...........................................N................................Porte das Empresas...... 36 Tabela 10 .......................................................................... 42 Tabela 14 .......................ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1 .......... 41 Tabela 13 ......Lista de Atividades para o Banco de Dados.Benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividades econômica em 1996.. pôr motivo .........................................................................Distribuição de acidentes segundo o porte .................. 32 Tabela 7 .......................º de empregados pôr gênero até 1998.............................................Distribuição dos acidentes segundo a cidade ..................... 30 Tabela 6 .. 48 Tabela 17 ......................................Número médio de empregados pôr porte da empresa ............................................... no Rio Grande do Sul................Quantidade de acidentes de trabalho registrados....................................... 21 Tabela 3 .................Características das CATs ............................................................... 29 Tabela 5 ........................ 52 Tabela 20 ................................. segundo as Grandes Regiões e Estados da Região Sul 1995/97 ............Distribuição de acidentes segundo a faixa etária para a cidade de Osasco e o estado do Rio Grande Do Sul ............................................ 33 Tabela 8 . 25 Tabela 4 .............................................Nº de Acidentes e Doenças do Trabalho registrados no Brasil....................................................Acidentes Típicos Novos em 1996.......Atividades econômicas priorizadas ............................Número de acidentes segundo atividade da empresa ........................º de empresas e n....................Classificação de estado civil para o banco de dados . 47 Tabela 16 .......... 54 ix .......................1997 ..................................... 40 Tabela 11 .... 34 Tabela 9........

........................ 69 Tabela 34 ....... 74 Tabela 40 ........Distribuição dos acidentes na região da cabeça segundo a natureza do acidente .....................Agentes mais comuns de acordo com a natureza da lesão ........................... 72 Tabela 38 ............................. 58 Tabela 24 ........................ 55 Tabela 23 .........................Freqüência de acidentes pôr estado civil..........Distribuição das lesões na região da cabeça segundo natureza e agente de lesão ................Freqüência dos acidentes segundo o dia da semana....... 71 Tabela 36 ..................... 70 Tabela 35 ............... 68 Tabela 32 ........................Distribuição das lesões segundo a região dorsal .................... 73 Tabela 39 .......... 61 Tabela 25 ............................... 77 x ..................................................Distribuição dos acidentes segundo a região dos pés...............Distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão.....................................Distribuição dos acidente segundo duração tratamento ...................... 64 Tabela 27 ...Tipos de agentes mais comuns segundo a profissão .Distribuição dos acidentes segundo os agentes da lesão mais freqüentes.......................................................................................................................... 54 Tabela 22 ......... 62 Tabela 26 ............ 67 Tabela 31 .................................. 74 Tabela 41 .................Tipos de agentes mais comuns de acordo com a atividade econômica.Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo o agente da lesão ........ 65 Tabela 28 ..............Tabela 21 ............... 76 Tabela 42 ..........................Tipos de agentes mais comuns de acordo com o porte..................... 65 Tabela 29 ...........Distribuição dos acidentes segundo a natureza .............................. 76 Tabela 43 .........Freqüência e distribuição dos acidentes segundo faixa salarial .......Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo o agente da lesão ........................................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão. 69 Tabela 33 ........................................................................................Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a lesão............... ...... 71 Tabela 37 ........Distribuição de lesões segundo região da cabeça..............................Distribuição das lesões segundo o tipo de lesão ..................................................Distribuição dos acidentes segundo a região das mãos........... 66 Tabela 30 .....Distribuição dos acidentes segundo natureza do acidente pôr atividade econômica .....................................................

.................Variáveis relativas às partes do corpo atingidas............................Benefícios Concedidos por Acidentes do Trabalho em 96 por Estado . 79 Tabela 46 ....Distribuição e acidentes segunda a atividade dos soldadores .. 110 Tabela 58 .......Distribuição de acidentes pôr soldador segundo a região ... 115 Tabela 61 ............... 80 Tabela 48......................... segundo as Grandes Regiões e UF ................................. segundo a idade em 1997............................................................................1995/97 ............... 112 Tabela 59 .............................. 78 Tabela 45 .............. 81 Tabela 49 .................. 114 Tabela 60 ................................Lista de Agente de Lesão ..... 81 Tabela 50 ................... 125 xi .......Distribuição de lesões segundo a doença ocupacional ...........Freqüência de Acidentes de trabalho registrados.Distribuição dos acidentes segundo a região ventral................... 97 Tabela 54 ................................... 98 Tabela 55 ................ ....................... 118 Tabela 62 .................Atividades segundo o ramo de atividade....... por motivo......Distribuição dos acidentes na região ventral segundo o agente da lesão ...................... 120 Tabela 64 .........................................soldador............ 94 Tabela 53 ................................. 123 Tabela 66 ............soldador............... 99 Tabela 57 ..............Lesões atribuídas às partes do corpo atingida ..............................soldadores................................... 98 Tabela 56 .........................................................................................Descrição de acidentes devido impacto sofrido .. 89 Tabela 51 ...... por motivo.................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão..........Códigos CID mais Incidentes em 1997..........Descrição de acidentes devido a doença ocupacional ....................Tipos de Acidentes Analisados nas CATs ......................Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a lesão................Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a natureza....................Descrição de acidentes devido impacto sofrido ......... 79 Tabela 47 ....Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo o agente da lesão .......... 121 Tabela 65 – Nº de acidentes de trabalho registrados..Tabela 44 ............Composição Básica Dos Fumos de Soldagem ....................Distribuição dos acidentes segundo a Profissão.............. 93 Tabela 52 ......... 119 Tabela 63 .............................soldadores...........................

.....Distribuição das Lesões segundo o tipo de lesão .........Relação de natureza do Acidente........... 132 xii ......... 130 Tabela 71 ......... .............Distribuição dos acidentes segundo o porte por natureza da lesão ............Distribuição dos Agentes de Lesão segundo a atividade econômica ................................................... 128 Tabela 69 .............Distribuição da Natureza da Lesão Segundo a Profissão ...... agente de lesão e descrição apresentadas em algumas CATs referentes ao soldador...Distribuição dos Acidentes segundo O Agente Causador da Lesão .................Tabela 67 ......... 131 Tabela 72 ........... 129 Tabela 70 ........................... 128 Tabela 68 ....

........ 31 Gráfico 6 ......... 52 Gráfico 10 .Freqüência de Acidentes pôr Idade..... Gráfico 4 ............................. 22 Gráfico 2 ............. ......................Distribuição de acidentes pôr profissão ................. Erro! Indicador não definido........ 47 Gráfico 8 ................................ 56 Gráfico 12 .........................................Freqüência de Acidentes de Trabalho ............. 51 Gráfico 9 ...............Distribuição dos acidentes segundo a hora do acidentes ............................... 77 xiii ....... 59 Gráfico 13 ...........Freqüência de Acidentes Típicos (Brasil).....................Osasco ........ 53 Gráfico 11 ...........................................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a natureza .................................ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1 .Comparação de distribuição de acidentes segundo faixa etária entre RGS e OSASCO ............................ 59 Gráfico 14 ............ 72 Gráfico 16 .........Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a natureza do acidente.............Freqüência dos Acidentes segundo Atividade Econômica . 75 Gráfico 17 ....................... 31 Gráfico 7 ..............................................................................Distribuição dos Acidentes segundo o dia da semana ..........................................mais de 15 dias segundo Classe de Atividade Econômica .............. 23 Gráfico 3 ...............Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo a natureza...........Distribuição de acidentes segundo faixa etária .............Acidentes Registrados na Região Sul (DATAPREV) .................................................................Distribuição de acidentes pôr sexo segundo a natureza............ 27 Gráfico 5 .................................................................. 62 Gráfico 15 ............Freqüência de Acidentes com Morte (Brasil) .....Distribuição dos acidentes segundo o motivo...........................Incidência de Acidentes Pôr Região (DATAPREV) .

........Principais campos de Informações do anverso CAT ........ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1 ...........Banco de dados utilizado para armazenamento de dados com base na CAT ...... 122 xiv .......................Principais campos do Verso da Informações da CAT ........... 116 Figura 2 ....................... 117 Figura 3 ..........

LISTA DE SIGLAS ABNT ACGIH AEPS ANFIP BEAT CANCAT CAT CID CIPA CLT CNAE DO DORT DRT/RS EPI FIBGE FIERGS INSS LER LT MIG MPAS MT N NB NI NR OIT PAIR PCMSO SEBRAE SSST SUB SUS TIG TLV UV Associação Brasileira de Normas Técnicas American Conference of Governmental Hygienists Anuário Estatístico da Previdência Social Associação Nacional dos Fiscais de Contribuições Previdenciárias Boletim Estatístico de Acidente de Trabalho Campanha nacional de Combate aos Acidentes do Trabalho Comunicação de Acidente do Trabalho Código Internacional de Doenças Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Consolidação das Leis do Trabalho Classificação Nacional de Atividades Econômicas Doença Ocupacional Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho Delegacia Regional do Trabalho/Rio Grande do Sul Equipamento de Proteção Individual Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Federação das Industrias do Estado do Rio Grande do Sul Instituto Nacional do Seguro Social Lesão pôr Esforço Repetido Limites de Tolerância Metal Inert Gas Ministério da Previdência e Assistência Social Ministério do Trabalho Número Normas Brasileiras Não Informado Norma Regulamentadora Organização Internacional do Trabalho Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Programa de Consolidação e Médico de Saúde Ocupacional Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho Sistema Único de Benefícios Sistema Único de Saúde Tungstein Inert Gas Threshold Limit Values Ultra Violeta xv .

canos e barras.RESUMO A presente dissertação apresenta um levantamento de dados sobre acidentes de trabalho feito a partir de informações extraídas de um documento denominado CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). procedeu-se ao armazenamento dos mesmos em um software de banco de dados que permite analisar as informações levantadas no intuito de melhor conhecer a magnitude. No entanto. os soldadores apresentaram um dado curioso. O estudo. Com os resultados obtidos neste trabalho. peças e máquinas. existe a própria desorganização do trabalho. fora de seu posto de trabalho ou de suas atividades tradicionais de solda. Fica evidente que. Com base neste documento. pois sofreram muitos acidentes pôr impacto sofrido. ao acidentado e acidentes de trabalho registrados no setor metalúrgico e metalmecânico do estado do Rio Grande do Sul nos anos de 1996/1997. devido a queda de tubos. além da falta de organização do posto de trabalho do acidentado. Há também grande incidência de impacto sofrido pêlos acidentados. natureza e distribuição dos acidentes. deixa evidente a insalubridade do ambiente de trabalho do acidentado devido à quantidade de registros causados pôr ruído (principalmente fábricas de cutelaria) e DORT (Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho). analisaram-se informações referentes à empresa. devido a ferramentas. Os profissionais atuam fora de seu posto e em tarefas que não são características de sua função. xvi . pretende-se sensibilizar as empresas para que tomem medidas mais eficientes a fim de minimizar os riscos aos quais os trabalhadores estão envolvidos e expostos. Após a coleta dos dados. Os metalúrgicos foram a categoria profissional que mais acidentes de trabalho registraram. fatores que provavelmente contribuem para o aumento de riscos de acidentes.

xvii . machines. The most significant manufacturing company sited for noise related injury was that of the cutlery industry and metallurgy for impact related accidents. With these results. which were outside of their welding workstations. After the data was collected. the information was stored in a databank. The metallurgic sector was the professional category that registered the most number of accidents. it was interesting to note that the welders were sited as having reported many impacts related injuries. From this document was collected information regarding the companies/ manufactures. In the analysis of the results the following were made evident: A lack of organization of workstations.ABSTRACT The present dissertation shows the results collected from a document entitled CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). there was a lack of organization in the work itself. especially by tools. However. due to the fall of steel tubes and bars. The unhealthy work environment also was made evident in the high number of reports of noise related and LER (Injuries due to Repeated Efforts). It was evident also. By use of this databank an analysis of the results was made possible as well as the formulation of conclusions. we hope to make the manufacturing companies aware so that they may take greater effort in minimizing the job-related risks with which the workers are faced. and parts. accident related jobs and injuries in the areas of metallurgic e metal-mechanics in the state of Rio Grande do Sul in the years of 96/97. that. most probably contributing to the increase of accident risks. employees are used in areas other than the work stations for which they have not been hired. due to the large number of impact related injuries. besides the lack of organization at their work stations.

1. cuja principal fonte de dados é a Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT).1 INTRODUÇÃO O mundo do trabalho é complexo e cada vez mais pressionado pôr uma dinâmica global que exige a criação de novas técnicas. de caráter físico e/ou intelectual. novos sistemas e novas tecnologias de produção. necessária à realização de qualquer tarefa.1 Tema e Justificativa Uma das principais contribuições para auxiliar a entender os acidentes de trabalho são as estatísticas desses acidentes. doenças e a incapacidade parcial ou permanente do indivíduo ao exercer suas funções. podem-se definir prioridades e adotar medidas prevencionistas contra os riscos envolvidos na atividade laboral do trabalhador. Acidentes decorrem em custos sociais e econômicos para empresas. principalmente devido à subnotificação. também atingem a sociedade em geral e o meio ambiente. Apesar das CATs serem um instrumento que vem sofrendo diversas críticas. ela é um importante instrumento de combate aos acidentes de trabalho principalmente devido a sua abrangência nacional.. Para a sociedade como um todo. instantânea ou não. mas também pode gerar mortes. Através das estatísticas. Técnicas estas necessárias para que as empresas se mantenham competitivas e se tornem mais produtivas em um mercado globalizado. trabalhadores e suas famílias. Azevedo (1999) define trabalho da seguinte forma: palavra que indica aplicação de forças humanas para alcançar um determinado fim. 1 . ou uma atividade coordenada. que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão Os acidentes de trabalho. além de afetarem a própria atividade laboral. esses custos são demasiadamente altos (Ganhe. tendo como base as CATs. Com tudo isto também é necessário a criação de novas técnicas para controle e prevenção de acidentes. serviço ou empreendimento Na ABNT (1995) encontra-se a seguinte definição para acidente de trabalho: termo caracterizado como uma ocorrência imprevista e indesejável. O trabalho pode gerar vida e saúde.1996). que é a não notificação de acidentes de trabalho. relacionada com o exercício do trabalho..

Além disto. aposentadoria pôr invalidez permanente e auxílio pôr incapacidade permanente parcial.. principalmente porque as informações sobre acidentes de trabalhos não são consistentes e pôr não receberem o tratamento epidemiológico1 adequado (Ganhe. fornecidos pelo 1 Compreendido como um instrumento para aperfeiçoar a compreensão dos números levantados através das estatísticas 2 . Este tema se enquadra principalmente em áreas ligadas à Saúde. sem receber a devida atenção. com relação à evitar que este problema permaneça. maior será a conscientização dos segmentos sociais. Existem poucas informações e pouco histórico sobre desenvolvimento de pesquisa nesta área e muito poucas sendo feitas. Estudar meios para diminuição dos acidentes de trabalho é importante em primeiro lugar porque diz respeito à proteção da integridade física e mental da saúde do trabalhador no exercício de seu trabalho. o que aumenta o grau de dificuldade de realização de um estudo sobre acidentes de trabalho. quanto maior o número de estudos tendo como tema diminuição de acidentes de trabalho.. Segurança do Trabalho e Ergonomia.O que mais dificulta o enfrentamento dos problemas relativos a acidentes de trabalho é a dificuldade em se estabelecer um planejamento eficiente. Mitrof (1994) afirma que: “No Brasil existe a falta de um modelo prevencionista aliado à falta de cumprimento das normas existentes sobre acidentes de trabalho. dos dados sobre benefícios iniciados em 1995 pôr pensão acidentária. o que ressalta um duplo aspecto que reduz o crescimento do país: um elevado gasto em benefícios decorrentes de trabalho pôr parte do governo e perda da produtividade pôr parte das empresas devido aos custos de acidentes”.1996) Em relação aos acidentes de trabalho ocorrido no Brasil. o Ministério do Trabalho (MT) começou uma pesquisa para apontar indicadores epidemiológicos com base na análise de freqüência. 1999) relata que: “É importante lembrar que o trabalhador não é uma simples peça produtiva e sim um ser humano merecedor de proteção no trabalho” Com o intuito de minimizar os acidentes de trabalho. Em relação ao trabalhador (Azevedo.

Estas atividades foram as que mais acidentes registraram e. elétrica e eletroeletrônica. segundo critérios adotados pelo MT.. alguns setores produtivos apresentaram níveis elevados de eventos de gravidade. pontes e torres madeiras Cerâmicas não refratárias artigos de cimento. concreto e fibras . Tabela 1 .(1996) esta priorização levou em conta a magnitude e a gravidade do problema. como morte e incapacidade permanente. DATAPREV edificações obras viárias extração de metais preciosos extração de pedra. areia e argila Extração de minerais nãometálicos Na Tabela 1 são apresentadas as três principais atividades econômicas (indústria da transformação. CAT.de. segundo critérios adotados pelo MT. estão a indústria metalúrgica e metal-mecânica. através do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Estas três classes pertencem a um universo de 16 classes que fizeram parte do estudo realizado pelo MT (ver Tabela 2 pág. bem como sua resolutividade.metálicos Fabricação de produtos alimentícios e de bebidas Atividade Econômica Fabricação de peças fundidas de ferro fabricação de estruturas metálicas para edificações. 3 . merecem atenção especial para que se tomem medidas para prevenção de acidentes de trabalho e diminuição de riscos para os trabalhadores.s usina de cana. INSS. No topo da lista de atividades que devem ser priorizadas. Segundo estes dados. mais benefícios geraram devido aos mesmos.Atividades econômicas priorizadas Classe de Atividade Econômica Grupo de Atividade Econômica Indústria metalúrgica. Com base nestes critérios foram estabelecidos grupos de atividades econômicas.açúcar Fabricação de produtos químicos fabricação de produtos petroquímicos fabricação de fertilizantes fosfatados CONSTRUÇÃO Construção Extração de minerais metálicos INDÚSTRIA EXTRATIVA Fonte: BEAT. Estes indicadores foram analisados pôr atividade econômica. conseqüentemente. 21). Segundo Ganhe.. Fabricação de produtos minerais de madeira INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO Fabricação de produtos minerais não .Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS). construção e indústria extrativa) que. metalmecânica. parcial e total.

quais tarefas normalmente executadas poderiam estar associadas com potenciais riscos do posto. 4 . identificando. em acidentes. percebe-se que. 4. Qual a natureza de lesão mais freqüente entre os acidentados. merecendo prioridade nas ações para a busca de soluções que visem diminuir a ocorrência de acidentes de trabalho. Quais profissões têm maior freqüência de acidentes.1 Objetivos Específicos Tem-se como objetivo específico deste trabalho: − Identificar: 1. Qual a principal parte do corpo atingida. 1. dentro da ordem de priorização. − Analisar um posto de trabalho. tomando como base um dos postos de trabalhos envolvidos em acidentes na indústria metalúrgica e metal-mecânica. − A realização de uma apreciação ergonômica. este trabalho tem como objetivo geral identificar os itens relevantes a acidentes que não estão hoje disponíveis a fim de aprimorar as informações constantes nas CATs 1. Principal agente causador de lesão.Conforme a Tabela 1. pôr meio de análise destes dados. a indústria metalúrgica e a metal. 2.2. 3. − Verificar se os dados disponibilizados nas CATs são suficientes para que se possa estabelecer ações e medidas que permitam a eliminação ou o controle do risco de acidentes.2 Objetivo Geral O objetivo geral deste trabalho é contribuir para a criação de uma base de dados sobre acidentes de trabalho.mecânica estão no topo da lista. priorizar ações que minimizem a ocorrência de acidentes de trabalho. para que se possa. Além disto.

No capítulo 5 é feita uma análise adicional para o soldador.. O levantamento de dados foi feito apenas no Rio Grande do Sul abrangendo o período de Janeiro de 1996 à Dezembro de 1997.3 Estrutura do Trabalho O capítulo 2 apresenta uma definição geral e classificação de acidentes de trabalho.4 Limitações do Estudo A CAT contém apenas informações sobre os trabalhadores que são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).Mecânico. para cada grupo de variáveis levantadas.1. O levantamento foi feito apenas para o setor Metalúrgico e Metal. O capítulo 3 apresenta estatísticas nacionais sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais. representando cerca de 30% da população economicamente ativa (Anuário..1999). No capítulo 6 é apresentada a conclusão do trabalho. para posterior comparação com os dados obtidos a partir da análise das CATs feitas neste trabalho. e não foram considerados os acidentes de trajeto. procurando comparar as informações das CAT com as características da profissão. Os trabalhadores sem carteira assinada não pertencem à CLT.. e são feitas recomendações para estudos futuros. No capítulo 4 estão as informações referentes ao método de coleta de dados sobre acidentes de trabalho e são apresentados os resultados e análises. 5 . 1.

− Incapacidade Temporária: Compreende aos segurados que ficaram temporariamente incapacitados para o exercício de sua atividade laborativa. o acidente do trabalho é definido tecnicamente nos seguintes termos: − Acidente típico: decorrente da característica da atividade profissional desempenhada pelo acidentado. 6 . − Acidente devido a doença do trabalho: ocasionado pôr qualquer tipo de doença profissional peculiar a determinado ramo de atividade econômica constante de tabela da Previdência Social (Anexo II do Decreto 611/92) − Acidentes Registrados: Corresponde ao número de acidentes cujos processos foram abertos administrativa e tecnicamente pelo INSS. depois de completado o tratamento e indenizadas as seqüelas. Óbitos . o acidente do trabalho é caracterizado como uma ocorrência imprevista e indesejável. − Acidentes Liquidados: Corresponde ao número de acidentes cujos processos foram encerrados administrativamente pelo INSS. relacionada com o exercício do trabalho. − Assistência Médica: Corresponde aos segurados que receberam apenas atendimentos médicos para sua pronta recuperação para o exercício da atividade laborativa. que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão (Abnt.2 ACIDENTES DE TRABALHO: DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO Segundo a Norma Brasileira de Cadastro de Acidentes (NB18). 1975). instantânea ou não. − Incapacidade Permanente: Compreende aos segurados que ficaram permanentemente incapacitados para o exercício de atividade laborativa.Corresponde aos segurados que faleceram em função do acidente do trabalho. − Acidente de trajeto: ocorrido no trajeto entre a residência e o local do trabalho do segurado. No processo de registro dos acidentes do trabalho. de acordo com o Inss (1998).

nas quais 70% dos acidentes foram atribuídos ao descuido. atividades de prevenção. definidos acima. Acidentes de Trabalho: Fator Humano. Num outro estudo conduzido pôr Dela Coleta (1991) apud Costella. 1997). resultando em perda de tempo. danos materiais. é necessário que ocorram lesões ou perturbações funcionais com ou sem afastamento do empregado do local de trabalho. à negligência. recaindo na responsabilização do trabalhador.1 Classificação de Acidentes Para os efeitos do conceito de acidentes no trabalho. existem acidentes que ocorrem. a CAT é o instrumento formal de registro dos acidentes do trabalho e seus equivalentes. de acordo com o artigo 142 do Decreto 611 pg13 (Anfip. − Acidente sem afastamento: Aquele em que o retorno do acidentado ao trabalho ocorre no dia do acidente ou no dia seguinte. 1992). Neste contexto se chamam incidentes. 2. 1991. A. São Paulo: Atlas. o que normalmente denomina-se de “produção da consciência culposa”. Prova disto é um estudo realizado em três grandes empresas metalúrgicas do estado de São Paulo (Binder.2. No Brasil. Porém. Pôr ter uma abrangência nacional.2 Principal Fonte de Informação No Brasil. J. a CAT se constitui numa importante fonte de informações sobre acidentes do trabalho e doenças profissionais. (1999). a maioria dos acidentes foram atribuídos aos operários. financeiros ou agressão ao meio ambiente. pôr imprudência ou porque “os operários teimam em alterar a rotina de trabalho”. o acidente de trabalho ainda é considerado como um fenômeno decorrente de falhas humanas ou técnicas. ou seja. à imprudência ou à exposição desnecessária ao perigo. DELA COLETA. Abaixo são relacionados três conceitos técnicos de Acidentes de Trabalho: − Acidente com afastamento: Aquele que impossibilita o retorno do acidentado ao trabalho no dia do acidente e na jornada normal no dia seguinte. 7 . − Acidente sem vítima ou incidente: Toda ocorrência não programada que interrompe a atividade normal do trabalho.1. traduzidas pelas expressões de ato inseguro e condição insegura.1. mas não provocam lesão. contribuições da psicologia do trabalho.

são aqueles em que a participação do elemento humano para a fabricação de um produto é quase nula. (1989) afirma que com o processo de automação existe um menor risco de acidentes. automatizados.2. Os sistemas de produção automatizados. a fabricação é totalmente dependente da máquina.automatizados mantém a intervenção direta do elemento humano na confecção do produto.2. favorecendo situações que expõe o trabalhador a sérios riscos de ter sua capacidade de trabalho diminuída.Para contrapor este ponto. pôr sua vez. A tecnologia introduz variáveis que alteram o ambiente de trabalho. 2. principalmente. No entanto. 2. alimentação das máquinas e parte de operações de transformação.2 Automação e o Trabalhador Araújo. ou seja. durante o mesmo período de tempo. Os sistemas de produção não-automatizados compreendem a fabricação de um produto quase que de forma artesanal. visando a sua eliminação. 1989). Cabe ao trabalhador executar as tarefas de integração. A função do elemento humano restringe-se ao acompanhamento e controle dos equipamentos automatizados. de invalidez e de doenças nas fábricas automatizadas. o aumento da tecnologia tende a aumentar a monotonia do trabalho com conseqüente elevação do desgaste psicológico e da ocorrência de acidentes. é preciso a pesquisa dos elementos característicos do acidente permitindo a identificação dos fatores de risco comuns a diferentes situações de trabalho. cria uma quantidade maior de produtos.1 Sistemas de Produção Os sistemas de produção podem ser de três tipos: não automatizados. semi. os processos semi. ou seja.automatizados. É valido inferir que. pode-se também esperar que se tenham diferenças quanto à influência destes na exposição humana a menores ou maiores fatores de risco. Porém. maior eficiência dos meios de produção empregados (Araújo. trabalhando a um ritmo constante. é decorrente. Pôr fim. do progresso técnico. que se dá quando um número igual de trabalhadores.2 A Tecnologia e os Acidentes de trabalho A elevação da produtividade. pelo fato de se terem sistemas produtivos diferentes. 2. pela possibilidade de controle remoto e a eliminação das tarefas mais difíceis e perigosas e redução considerável da fadiga. 8 .

Porém. O homem tem o seu próprio ritmo. Pode-se verificar que dependendo da forma como a automação for empregada. dentre as quais causadas pela poeira (silicose e bronquite) e vibrações locais (doenças pôr vibrações) foram as mais encontradas entre os trabalhadores de fundição.3.000 pessoas entre trabalhadores de fundição em indústrias da Rússia. existe também uma alta intensidade de trabalho. métodos de trabalho. duração dos períodos de trabalho e meio físico. e deve ser respeitado no intuito de minimizar riscos com acidentes de trabalho. sempre lembrando que o homem não é uma equipamento que pode acompanhar o ritmo constante das máquinas . ela pode aumentar a quantidade de acidentes de trabalhos em alguns casos. Conclui-se deste estudo que um decréscimo das doenças ocupacionais nas indústrias de fundição se mostra impossível sem a modernização e completa automação dos processos tecnológicos. A morbidez ocupacional. projeto de trabalho. segundo o estudo. seria preciso analisar se a diminuição de acidentes não seria substituída pela maior gravidade deste. Em sistemas automatizados. existem acidentes com menor freqüência e maior gravidade.1 Causas Tiffin e McCormick apud Araújo (1989) atribuem os acidentes a duas classes ou fontes principais ou a combinação das duas: − Fatores de Situação: Projeto do equipamento ou ferramenta. compreende 1.4 casos pôr 1. procurando verificar os possíveis impactos que esta automação irá ter sobre o trabalhador. Foi constatado que todas as 27 principais formas de doenças ocupacionais. O importante no momento de se empregar o processo de automação é a preocupação com o fator humano. ocorrendo desgaste emocional intenso e inclusive acidentes. e em outros ele pode vir a diminuir.normalmente em locais onde existam processos de automação. Tiffin e McCormick 9 .3 . 2. É muito importante que em sistemas automatizados se leve em consideração o fator humano.1. afirma Araújo (1989) Izmerov (1992) analisou a morbidez ocupacional de trabalhadores de fundição em uma fábrica na Rússia durante 13 anos. O operário deve funcionar no ritmo da máquina automática de forma que não pare a produção.3 Considerações Sobre os Acidentes de Trabalho 2.

idade. inaptidão ao trabalho. temperamento. fluxo de trabalho. formação. temperatura. − Fluxo de trabalho. − Ritmo de trabalho. ambiente físico do trabalho (iluminação. etc. falta de cuidados e não observação das normas de segurança. Jucius (1977).− Fatores individuais: Características da personalidade. sexo. − Horário de trabalho. atitudes impróprias. sistemas de valores. temperatura. gases. − Condições físicas das máquinas e equipamentos. fadiga. motivação. Flippo (1970). disciplina. Kwasnicka (1978) apud Araújo (1989) consideram como fatores principais: − Condições de Trabalho: Manuseio de material. experiência e outros.). − Jornada de trabalho. etc. Elementos pertinentes à organização do trabalho que podem influir na ocorrência de acidentes de trabalho: − Leiaute. proteção nas máquinas. Flippo Jucius Kwasnicka (1978) 10 . − Condição física do ambiente de trabalho (ruído. supervisão. Fischer(1987) apud ARAÚJO (1989) diz que: “A organização do trabalho deve ser adaptada às condições do homem e não ao contrário. iluminação. Estes autores consideram que os acidentes basicamente tem como causa o erro humano.) − Aspectos Humanos: seleção e treinamento de pessoal. ruídos. − Dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos.

conhecimento das necessidades de segurança.2 Condições Físicas de Trabalho As condições físicas de trabalho são um dos fatores mais negligenciados pêlos empresários. 2. como forma de prevenir a ocorrência de danos traumáticos nos trabalhadores daquelas indústrias.3.1999) Sorokina (1997) em um recente estudo feito em indústrias metalúrgicas russas.. conforme previsto em lei..3. Para esse setor. Isto vem a reforçar a idéia que a utilização de novos processos produtivos. nos quais o ritmo de trabalho é mais intenso. os acidentes do trabalho elevaram-se em grandes proporções. Pôr sua vez. ele verificou a necessidade de treinamento. e capacitação dos trabalhadores para execução correta de procedimentos com potenciais de perigo. verificou que problemas com danos traumáticos.2. preferem pagar o adicional de insalubridade. Em seu estudo.4 Ritmo de trabalho Marx (1980) e Friedmann (1965) apud Araújo (1989) atestam que desde a introdução de sistemas mecânicos nas fábricas. Marx Friedmann 11 . 2. com a finalidade de que seja reduzido. ao mínimo. os quais passaram a determinar o ritmo da produção. pode estar incrementando as ocorrências de acidentes de trabalho. Verificando que as modificações destas condições implica em vultuosas despesas. o trabalhador aceita trabalhar em locais insalubres de melhor salário (Anuário.3. o contato físico e que haja dispositivos de segurança e proteção adequados. estavam ocorrendo porque a maior parte da produção de equipamentos não seguia as regras e padrões de prevenção de acidentes e segurança de trabalho. primeiramente deve ser estudado o manuseio de materiais e componentes nas máquinas e bancadas..3 Fluxo de Trabalho Alguns estudos apontam que o manuseio de material é a fonte da maior quantidade de acidentes na indústria.

1997). concentração ou intensidade (Herzer. que não possui a energia necessária para deslocar elétrons.1. − Frio: Sensação de desconforto pôr baixa temperatura em relação ao corpo com conseqüente redução da capacidade funcional do indivíduo. Os agentes físicos mais presentes são: − Ruído: Qualquer sensação sonora considerada indesejável. Dependendo da quantidade e da velocidade de energia transferida. Dalmine (1993) realizou um projeto em uma indústria de aço. 2. e praticamente não existem informações estatísticas sobre este fato.4 Riscos Ambientais Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos.2. − Iluminação: Forma de energia que pode ser natural (sol) ou artificial (outras fontes que geram luz). Muito pouco tem se feito para se resolver este problema. − Calor: Situação de desconforto em função de elevada temperatura. causarão maiores ou menores conseqüências para o trabalhador ou qualquer outra pessoa. na Itália. − Vibrações: Oscilação pôr unidade de tempo de um sistema mecânico. − Radiações não Ionizantes: Forma de energia que se propaga no espaço como ondas eletromagnéticas.1 Riscos Físicos Os riscos físicos são oriundos de agentes que atuam pôr transferência de energia sobre o organismo. 2. possuindo energia suficiente para desprender alguns elétrons existentes nas moléculas dos tecidos humanos. mecânicos e ergonômicos existentes no ambiente de trabalho e capazes de causar danos a saúde do trabalhador em função de sua impureza. químicos.4. − Umidade: Grande quantidade de partículas de água no ar. biológicos. com o intuito de reduzir os ruídos em um posto de trabalho 12 .4. − Radiações Ionizantes: Forma de energia que se propaga no espaço como ondas eletromagnéticas.1 O Ruído O Ruído é um dos principais causadores de doença do trabalho na indústria metalúrgica e metal-mecânica. − Pressões Anormais: Aquelas que fogem dos padrões normais dos limites que os seres humanos toleram.

matrizes de metal pesado. névoa. líquidos. a menos que sejam manuseados com cuidado.2. Este é um caso onde a tecnologia diminuiu os acidentes de trabalho. cutânea e digestiva.2 Riscos Químicos Normalmente.1 Agentes Químicos Um estudo feito pôr Kusaca (1992). a Cobalto e Níquel. trazer problemas respiratórios. Foi feita também uma análise de correlação entre exposição a concentração de cobalto e concentração de níquel para 13 . O projeto inteiro foi conduzido pôr uma equipe multidisciplinar. Os agentes químicos podem agir no ser humano pôr vias respiratórias. A microanálise de elétron-microscópio de Raio X . o trabalho manual associado com as operações e também eliminar o riscos associados. ou até mesmo eliminar. gases.4.4. O emprego do novo sistema reduziu o nível de ruído e eliminou a necessidade do trabalho manual e acidentes relacionados com as operações. componentes que tem demonstrado. com as mesmas. e o gerente da seção onde seria empregado o sistema robotizado. produtos químicos trazem problemas à saúde e à integridade física dos trabalhadores. A inalação de poeira nos worksites numa fábrica de metal pesado (operações de esmerilhamento principalmente). vapores. Foi desenvolvido um método para avaliar o impacto econômico das vantagens ergonômicas obtidas da introdução de um sistema robotizado.encarregado de manusear as peças fabricadas e prepará-las para o transporte através do uso de um sistema robotizado. 2. aumentando a segurança dos trabalhadores e reduzindo consideravelmente os níveis de ruídos. procurou determinar a exposição de trabalhadores de uma Indústria de metal pesado da Inglaterra. mas em toda a fábrica. com uma força de trabalho de 180 esmerilhadores foi analisada para cobalto e níquel. em função da concentração e tempo de exposição. não apenas no posto de trabalho. foi comprovado que os trabalhadores respiravam mais de 66 % desta poeira e em torno de 12 % estavam sendo expostos a níveis acima dos aceitáveis. poeiras e fumos que podem provocar lesões ou perturbações funcionais e mentais. quando absorvidos pelo organismo em valores acima dos limites de tolerância. consistindo de especialistas em ergonomia que trabalharam em conjunto com um projetista mecânico. Riscos químicos têm como principais agentes sólidos. Em análises feitas. Também como meta se tinha reduzir. 2.das partículas de poeira demonstrou que elas têm os mesmos componentes metálicos que produtos de metal pesado.

1992).4. sendo que entre as mulheres foram 32. estando ligados a fatores externos (ambiente) e internos (plano emocional).67 trabalhadores). As doenças foram registradas com maior freqüência entre os trabalhadores de corte de produtos fundidos (silicose. Neste caso se chegou à conclusão da necessidade de melhoria das condições de trabalho e aumento da qualidade e exames médicos completos. sangue. não está adequado ao ser humano.3 Riscos Biológicos Riscos biológicos são aqueles causados pôr agentes vivos que causam doenças e se encontram no meio ambiente. silicotuberculose foi 5.indivíduos.3 casos em homens) e soldadores (bronquite devido aos fumos de soldagem.3 casos). Em síntese. A melhoria das condições de trabalho deve levar em consideração o bem estar físico e psicológico. A prevenção deve levar em consideração a ventilação e programa de controle médico de saúde ocupacional . vísceras. 2. ossos. Neste estudo se estabeleceu que a morbidade ocupacional foi em média 0. Podem estar relacionados com alimentos ou com atividades em contato com carnes..4.15 casos para cada trabalhador (1 a cada 6.PCMSO.4 Riscos Ergonômicos Os riscos ergonômicos decorrem do momento em que o ambiente de trabalho. bactérias.. isto de 1984 a 1988. 2. lixo. 14 . dando significativa e positiva. dejetos de animais. quando há disfunção entre o posto de trabalho e o indivíduo. O mais alto nível de doença ocupacional foi induzido pôr bronquite devido a poeira em homens e neurite coclear em mulheres.. Podem ser vírus. couros. fungos. Melhorias adicionais do ambiente de trabalho neste caso foram necessárias devido aos riscos causados pôr exposição a cobalto e níquel. Na Rússia um estudo sobre morbidade ocupacional em 140 trabalhadores de 15 empresas metalúrgicas foi publicado em 1992 (Occupational.

pela falta de diversidade das tarefas. pela baixa probabilidade de promoção do trabalhador ou pelo pagamento insuficiente. 2. combustíveis. transporte. 15 . manuseio. nas instalações elétricas. caldeiras. máquinas. Pode-se observar que também existem os riscos de operação. Os riscos estão associados ao conjunto do ambiente ou local de trabalho.2. São elas: − Ato ou Condição Insegura: Desempenho inseguro das pessoas.1 Teoria do Dominó Utilizada no Brasil. inflamáveis.5 Riscos de Acidentes Algumas bibliografias dividem os riscos em de ambiente ou de local.1 Teoria do Alerta O Acidente é resultado de um baixo nível de alerta (ou vigilância) causado pôr fatores relacionados ao clima psicológico negativo do trabalho.5. Consiste numa seqüência de eventos progressivos. 2.5. movimentação. seja pôr causa do trabalho monótono. ferramentas.2. tais como permanecer embaixo de cargas suspensas. fornos. equipamentos. condições sanitárias e outros.5 Teoria da Propensão ao Acidente É baseada na premissa de que alguns indivíduos possuem características que os predispõem a uma grande probabilidade de se envolverem em acidentes em relação a outros indivíduos em condições similares de trabalho 2. Algumas teorias tentam explicar a ocorrência de acidentes sendo as mais conhecidas comentadas a seguir.5. No local encontra-se os riscos de armazenagem. ligar uma máquina sem avisar ou luz insuficiente e peças desprotegidas que resultam em acidentes. na qual a queda da primeira implicará na derrubada de todas as outras e a retirada de uma delas levaria a não ocorrência das seguintes.4. de modo que os mesmos estariam dispostos como peças de dominó. explosivos.2 Teorias Psicológicas 2. − Condições inseguras: Criadas ou mantidas no ambiente pêlos mais diversos motivos aparentes.

de modo que a vítima inicia uma trajetória de sofrimento e humilhações decorrentes do tipo de assistência que passa a receber..6 Aspectos sobre Acidentes do Trabalho 2.6.) pode aumentar a ocorrência de acidentes. devido a interrupção do trabalho.1 Nível Macro “Grande soma de recursos despendidos pela Previdência Social para custear os acidentes de trabalho.3 Aspecto Social A violência do acidente do trabalho. Todos estes fatores se tornam mais críticos de acordo com a gravidade do acidente.1. etc. pode ser caracterizada como uma das mais brutais formas de violência urbana. 2. problemas familiares. O acidente influencia a vida social do acidentado. desde a concessão de benefícios até responsabilidade civil e ou penal do empregador. 2.19 bilhões de reais com o pagamento dos benefícios em 1996”.6.2 Nível Micro − Custo Segurado: O Custo dos primeiros 15 dias de tratamento do acidentado e a despesa com o seguro do acidente do trabalho.1 Aspectos Econômico 2. sendo que foram gastos 1.2 Teoria da Acidentabilidade Afirma que qualquer condição de estresse imposto ao trabalhador pôr fatores internos (fadiga.1. 2.5. quebra de continuidade da equipe.2.6. 16 . Diminuição da Produtividade.. A Tragédia. principalmente os que causam a morte ou a incapacidade permanente do acidentado. interrupção do trabalho de equipes atingidas pelo acidente.2. consumo de drogas. ansiedade. sono.(1998) citado pôr Costella(1998) 2.6.2 Aspectos Jurídico Abrange todos os passos legais a serem tomados após a ocorrência do acidente. somandose a sua fragilidade emocional e seu abatimento moral que passa para toda a sua família. − Custo não segurados: São constituídos pelas demais despesas.6. redução da produtividade do acidentado quando volta para o trabalho. principalmente se o trabalhador não se ajustar a eles.

Cap V. Indivíduo: utilização de protetor auricular para minimizar o ruído.5 Aspectos Legais A legislação que dá sustentação as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes é a seguinte: Consolidação as Leis do Trabalho.213 (Brasil. relativas a Segurança e Medicina do Trabalho.6.CIPA e a NR. Trajetória: enclausuramento da máquina para diminuir a emissão de ruído. 1997) estabelece que a empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção. 2. Pôr exemplo. a lei 8.2.1 Princípio de Prevenção de Acidentes Ao atuar-se corretivamente em relação a uma tarefa que oferece risco ao trabalhador.4 Aspecto da Medicina do Trabalho O enfoque da medicina do trabalho tem o intuito de descrever a localização e classificação das lesões decorrentes de acidentes do trabalho e estudar os fatores que levaram à ocorrência de doenças profissionais.6.7. a solução deveria seguir esta ordem: 1. 17 . Condições e Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. 2.7 Prevenção de Acidentes Em termos de prevenção de acidentes do trabalho. pela prestação de informações padronizadas sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular e pela segurança da saúde do trabalhador. nocivo ao trabalhador. Título II. se existe um máquina que produz um alto ruído. deve-se promover a correção na seguinte ordem: Fonte: trajetória e indivíduo.18. Fonte: substituição da máquina ou do processo de trabalho pôr outro com menor nível de ruído.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . 3. 2. 2. Norma Regulamentadora nº 5 (NR5) . Lei 6514/77 regulamentada pela portaria 3214/78 e alterações posteriores.

Futuros acidentes podem ser evitados através da aplicação das lições aprendidas com acidentes passados. Using injury statics to develop accidents prevention programs. Rotterdam: Balkema. P. GAMBATESE. Para alimentar o banco de dados e obter informações necessárias. 117-127. Lisboa. Apesar destas limitações. dispõe-se da CAT. (Hinze e Gambatese apud Costella. é necessário um banco de dados abrangente e completo. a seguir. a CAT é um documento oficial padronizado (cuja abrangência nacional talvez só encontre paralelo com o atestado de óbito) e importante fonte de informações sobre acidentes de trabalho. Implementation of safety and health on construction sites.2. 1998). In: INTERNATIONAL CONFERENCE OF CIB W99. 18 .7. a qual é muito controvertida principalmente pôr causa da elevada subnotificação de acidentes do trabalho e doenças profissionais em alguns seguimentos. J.. Dados estatísticos sobre acidentes no Brasil são apresentados no capítulo 3. mas para isso. 1996. J. 1996.2 Problemas em Prevenção de Acidentes Um problema grave que dificulta novas ações relativas à prevenção de acidentes é a escassez de dados estatísticos detalhados sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais em qualquer ramo de atividade econômica. HINZE.

se referem apenas aos acidentes nas áreas urbanas e ela abrange apenas 30% da população economicamente ativa do país. haja visto que ela pode ser facilmente mal preenchida e ignorada. investindo em novas tecnologias. porém os mesmos vem sofrendo críticas. há o problema da terceirização.1999). A terceirização vem crescendo a cada dia. a CAT. haja visto que em caso de acidente do trabalhador. A vigilância é a possibilidade de acompanhamento próximo à ocorrência do evento. o grande problema que se enfrenta no Brasil é que sua mais importante fonte de dados sobre doenças e acidentes de trabalho. Outro problema... 19 .. é que as informações contidas nas CATs. Além de tudo isto. A avaliação baseia-se numa análise mais aperfeiçoada. torna-se possível priorizar ações. Porém. porque se há falta de recursos.(1999) as estatísticas são importantes para o melhor conhecimento da natureza. avaliar e vigiar. que motiva uma distorção dos dados oficiais.. onde os dados vêm sendo disponibilizados pela previdência. detectando tendências epidêmicas. Uma outra importante fonte de consulta aos dados estatísticos do Brasil é a Internet. é uma ferramenta de notificação que não tem muito crédito.. porém é preciso associá-los a ações preventivas. para que eles não tenham um fim em si mesmos e possam servir de instrumento para a prevenção de acidentes de trabalho nos mais variados setores da economia brasileira (Anuário. impedindo que pessoas interessadas possam ter acesso a informações especificas. e novos processos produtivos..3 ESTATÍSTICA NACIONAL DE ACIDENTES Segundo Anuário. Os estudos estatísticos são muito importantes. O planejamento de medidas contra acidentes de trabalho é importante . já que estas informações vem muito agregadas. a empresa responsável é a empresa terceirizada e não a contratante dos serviços. num desdobramento dos números que permite melhor qualificação da informação e da ação.. principalmente pela necessidade das empresas diminuírem seus efetivos e se tornarem mais competitivas.1999). o que nem sempre reflete em melhores condições de trabalho (Anuário. apesar de obrigatória.. distribuição e magnitude dos acidentes para que se possa entender a três finalidades: planejar.

então.representa a perda de tempo (dias perdidos + dias debitados) que ocorre em conseqüência de acidentes com afastamento em cada milhão de horas.3. Coeficiente de freqüência . cruzados com os do CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas).representa o número de acidentes. 20 .homem de exposição ao risco. e com mais atenção nos setores que geram mais acidentes de trabalho. com ou sem lesão. mapeou os setores econômicos causadores de acidentes graves e fatais e que mais geraram benefícios previdenciários relativos a pensão acidentária e invalidez permanente nos anos de 95 e 96. em determinado período de tempo. De acordo com esta tabela pode-se observar que a indústria de transformação é a maior geradora de acidentes de trabalho em termos de freqüência. Verifica-se.1 Coeficientes A estatística de acidentes de trabalho convencional é feita através de dois tipos de coeficientes que auxiliam a mensuração dos acidentes de trabalho: o coeficiente de freqüência e o coeficiente de gravidade. estão apresentados os benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividade econômica em 1996.2 Estatísticas de Benefícios concedidos pôr Acidentes de Trabalho A Secretária de Segurança e Saúde no Trabalho com base nos dados de concessão de benefícios do INSS. que podem ocorrer em cada milhão de horas .homem de exposição ao risco. que este é um setor preocupante. merecedor de ações e medidas que busquem o controle do risco e a melhoria das condições de trabalho (Ganhe 1996). Coeficiente de gravidade . 3. foi de se poder agir com menos dispersão. O objetivo principal destes dados levantados pelo MT. Na Tabela 2.

957 2. reparação de veículos.609 Fatais 580 550 288 329 477 84 50 96 18 52 40 65 48 13 1 593 3. Reparação de Veículos.284 Industria de Transformação Comércio.745 1. Alugueis e Serviços prestados a empresas Construção Transporte. Defesa e Seguridade Social Produção e Freqüência de Eletricidade Indústrias Extrativas Educação Pesca Serviços Domésticos Organismos Internacionais CNAE não Informado Total Geral 3.031 11.677 5.313 11. Objetos pessoais e domésticos Atividades Imobiliárias.338 16.363 3.Benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividades econômica em 1996 Freqüência Classes e grupos de Atividade Econômicas Mais de 15 dias 47. Pecuária. Silvicultura e Exploração Florestal Saúde e Serviços Sociais Alojamento e Alimentação Administração Pública.Tabela 2 .385 Incapacidade Parcial Permanente Invalidez Permanente 1. 21 .767 12. sociais e pessoais Intermediação Financeira Agricultura.807 1. comércio.504 965 742 628 731 272 900 120 134 107 83 119 182 38 5 3.046 407 430 454 366 227 456 78 95 82 68 112 94 15 2 1.335 956 75 5 2 29.222 10.823 6.843 Fonte: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT/RAIS.187 156.599 1.817 2. Armazenagem e Comunicações Outros serviços Coletivos.356 7. objetos pessoais e domésticos.96 O Gráfico 1 traz uma representação visual da Tabela 2 onde se verifica que a indústria da transformação causa praticamente 3 vezes mais acidentes que a segunda colocada.

são as diferenças culturais entre as regiões do nosso país. No entanto.33) do que o de São Paulo.R eT ra ep n ar aç sfor m ão At iv de açã id Ve o ad es íc Im ulo s ob iliá ria C on s O st ut ru ro çã s Tr se o an In rv s te iç os por rm te ed C o ia çã leti vo o s Fi Sa na úd ce e Ag ir e Al S ric a oj Pr ul am erv od tu en iço ra uç s to ão So Ad e e c Al m D im iais in is en is tri tra bu t çã açã iç ão o o Pú de bl In El ic dú et a st r ria icid ad s Ex e tra tiv as Ed uc aç Se ão O rv rg io Pe an s is sc D m a os om és In tic te o rn ac s io na is Gráfico 1 . nos acidentes com mais de 15 dias.35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% A Tabela 57 (em anexo pág. 110) elaborada a partir dos dados levantados para a CANCAT de 1997. O estado de Tocantins.22. com 5. Um outro fator.000 trabalhadores). Minas Gerais para os de invalidez permanente. Já no campo de coeficientes (nº de acidentes a cada 100. a qual revela que o estado de São Paulo lidera a freqüência dos acidentes com mais de 15 dias totalizando um número de 60. o que justificaria um maior número de acidentes. descreve os benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho em 1996.904 casos. 22 In C om du st ér ria ic d io .Freqüência de Acidentes de Trabalho . que aparece com 872 óbitos. com 2. a maior freqüência dos acidentes que resultaram em invalidez permanente está no estado de Minas Gerais.611 casos.939 registros de incapacidade parcial permanente e com 872 casos fatais. Mesmo sendo estados de grande concentração populacional. que não devem ser desconsideradas. O Brasil tem dimensões continentais e em cada estado são encontradas condições sociais e econômicas diferentes. que sempre é importante salientar quando se estuda estatísticas estaduais. há também que se considerar a quantidade maior de notificações nestes estados. apesar de ter registrado somente 22 óbitos. pois São Paulo tem mais trabalhadores do que Tocantins.mais de 15 dias segundo Classe de Atividade Econômica . Rondônia entre os acidentes de incapacidade parcial permanente. porém com um coeficiente de 13. possui um coeficiente cinco vezes maior (66. o Rio Grande do Sul aparece com o mais alto número.

Neste gráfico pode-se verificar que a faixa etária com maior freqüência de acidentes compreende a de 21 anos de idade. no qual estão registrados 52. o que pode ser facilmente explicado pelo fato de que as doenças geralmente são resultados de um tempo maior de trabalho insalubre até se manifestarem.Freqüência de Acidentes pôr Idade No Gráfico 2 está representada a freqüência de acidentes de trabalho registrados. pôr motivo.126 acidentes.868 casos. Com relação aos acidentes típicos e de trajeto. em 1997. o grupo da faixa entre 21 e 25 anos. segundo a idade.3. O grupo com maior número de acidentes é o que compreende trabalhadores entre 26 e 30 anos. Em relação às doenças. pela sua pouca experiência e segundo. talvez pela maior quantidade de trabalhadores jovens que existe no mercado de trabalho.3 Dados Estatísticos Segundo a Idade A Tabela 58 (em anexo pág 112). primeiro. segundo a idade. e após isto eles começam a decair dos 22 até os 70 anos. (Tabela 58 em anexo pág 112)observa-se um índice maior na faixa etária que abrange trabalhadores de 36 a 40 anos. apresenta a freqüência de acidentes de trabalho registrados. Em segundo lugar. no qual estão registrados 59. A grande quantidade de acidentes que ocorrem com os jovens pode ser explicada. que os acidentes de trabalho crescem do 12 até os 21 anos. o maior número localiza-se na faixa etária dos trabalhadores entre 21 e 25 anos. Também é possível verificar. em 1997. 16000 14000 12000 10000 8000 6000 4000 2000 12 anos 15 anos 18 anos 21 anos 24 anos 27 anos 30 anos 33 anos 36 anos 39 anos 42 anos 45 anos 48 anos 51 anos 54 anos 57 anos 60 anos 63 anos 66 anos 69 anos 0 Gráfico 2 . Segundo 23 . na forma como os dados estão distribuídos ao longo do gráfico. pôr motivo. pois os mais velhos são menos contratados.

060 casos contra os quase dois milhões de acidentes registrados em 1970. Com base na Tabela 3 se observa que nesta década houve um pequeno aumento no número de empregados segurados.Laflamme (1997) existe hoje no mundo uma concepção fatalista de que as capacidade mentais e físicas diminuem com a idade. Os ambiente de trabalho dos mais jovens são normalmente sujeitos a maiores riscos. se comparando ao ano anterior (1996). Apesar da diminuição do número real de acidentes do trabalho. Em 1997 morreram 2. Laflamme (1997) ainda sugere que uma maior atenção deve ser dada às condições de trabalho dos mais jovens. e se defrontam com situações pouco familiares. um aumento em mais de 5 vezes no número de doenças do trabalho e uma diminuição pela metade dos óbitos e dos acidentes de trajeto. observou-se o aumento da relação entre 24 .422 em 1996 (até revisão anunciada pela previdência em julho de 99 eram 5. que contém o histórico dos acidentes e doenças registrados desde 1970 até 1997. estes números eram extraídos do Boletim Estatístico de Acidentes do Trabalho (BEAT) e INSS Divisão de Planejamento e Estudos Estratégicos. o que vem pôr diminuir o emprego de trabalhadores mais velhos. em muitos casos. Porém. A partir de 1996.694 trabalhadores com acidentes de trabalho. os trabalhadores mais jovens se vêm deparados com um leque de situações onde eles têm pouca experiência. e são caracterizados pôr serem postos com cargas de trabalhos maiores e mais extenuantes. Conforme Laflamme (1997) existem dois fatores que podem explicar a maior incidência de acidentes entre os jovens: são eles fatores físicos e técnicos. Inicialmente. 3. e aos riscos aos quais eles são expostos.538) e 3. com 369. contra 3.4 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais Na Tabela 3. uma diminuição para cerca de um terço do número de acidentes típicos registrados em 1987. os números tomam como base a CAT e o SUB. Em relação aos fatores técnicos. verificou-se que os números deste último ano (1997) apresentaram uma redução em todos os tipos de acidentes e doenças. estas dificuldades podem ser.967 em 1995. compensadas pela maior experiência e habilidade adquiridas ao longo do tempo na execução de tarefas. Fazendo uma retrospectiva até a década de 70 se observa que o número de acidentes de trabalho atingiu. em 1997 o seu menor número histórico.

738 4.68 51.045.008 1994* 23.4 34.912 93.270. Divisão de Planejamento e Estudos Estratégicos.232 2.472 8.504.25 1.722.989 901.1 1.110 3.575 1077861 1207868 992.967 3.38 0.637 1995** 23.36 1.338.003.335 98.138 1.89 6.3 1.614. * Dados parciais.692 632.13 2.016 3.057.331 8.713 3.19 0.696 32.312 386.607 1990 22.342 4.551 1.424 93.916.614.94 1.517 98.33 0.82 4.937 4.273 1.87 8.51 29.137 395.98 52.284 831.08 48.211 0.191 2.73 57.750 0.709 82.497.551.766 3.489 1977 16.934 96.115 0.42 0.32 14.99 1.260.02 56.75 3.330.215.09 30.784 1.21 0.21 6.110 94. DF jun a dez.204 2.12 7.987 Acidentes Típicos % Acid.956 1974 11.279 1.11 1.761.901 1989 23.823 3.27 1.562.284.12 56.200 1988 23.986.38 0.72 46.525 95.BEAT.57 44.222.869.72 0.93 4.394 1.108.213 693.502 1.395 1.839 2.37 0.148.791 325.382 5.28 0.722 1.065 1973 10.824 350.304 424. De Trajeto % 1.012 91.723 0.85 57.18 0.737 895.016 3.808 4.448 1997 * 1.700 88.029 4.833 97.07 4.4 1.838 5.589.238 93.956.833 4.13 1.889 29.445 4.455 369.832 94.79 48.111 0.34 0.743.15 1.51 0.91 5.217 6.001 3.22 0.32 1.5 0.858 1992 22.796.3 1.045 1984 20.31 2.55 48.23 1.537.9 58.472 0. RS abr a dez.93 5.49 1.7 3. faltando CE out a dez.707 % Total de Acidentes Total de Óbitos 2.468 1983 20. AC e RO jan a dez.74 64.761 0.024 1975 12.77 Doenças Profiss. de 1970 a 1997 Ano 1970 1971 1972 Massa Segurada 7.134.311.479.780 1.68 5.13 3.74 2.632.92 55. 5.572 640.173 3.79 8.389 1.308.81 0.33 18.065 1993 22.602.15 28.815 1981 19.19 1.531 95.539 95.34 0. 25 .41 0.790 488.óbitos e acidentes.137.598 3.404.967 1.48 63515 72702 0.34 28.187 0.605 1978 17. DATAPREV.11 1.199.365 431.220.957 96.75 0.299 15.496 4.016.422 2.54 0.756.673 4.013 5.464.200 1996** 24.42 60.210 90.760 91. A partir de 1996 os dados foram extraídos da Comunicação de Acidentes de Trabalho .824 374.355 4.46 0.022 7. INSS.56 1.38 0.214 4.678.465 0.065.649 0.92 5.78 3.699 449.830 927.683 92.77 38.417 15.627 0.318 98.237 1979 18.792.29 6.74 1129152 93.124 Fonte: Boletim Estatístico de Acidentes de Trabalho .02 5.016 1.19 1.587 2.82 961.28 0.731 1980 19.07 6.7 0.508 4384 4578 5.054 1010340 93.19 0.649 97.945.74 0.88 6.501 0.874 943.129 3.054 1982 20.025 89.696 0.Nº de Acidentes e Doenças do Trabalho registrados no Brasil.870 306.77 0.689 97.55 1.25 1.178.694 % 0.19 22.21 0.117.796 1976 14.824 4.875 1991 22.672 98.692.646 34.51 0. Esta inconsistência entre os dados apresentados aponta para a possível ocorrência de subnotificação.258.CAT e do sistema Único de Benefícios SUB.31 23.283 4006 6014 6.616 4.523 0.266 388.996.57 3.394.02 3.343 587.47 0.825 0.19 0.854 3.307 1.634 3.56 8.438 1985 1986 20452109 22211680 1987 22.270 20.464 3.553.900 4.554 5.755.5 0. Tabela 3 .050 2.7 6. ** As informações de 1996 foram revistas.803.754 92.

foi feita uma comparação dos registros de acidentes de trabalho antes de 1976. principalmente do setor petroquímico. Neste estudo.000 1.000 1. siderúrgico e metal-mecânico. pode-se observar a tendência crescente dos acidentes típicos até o ano de 1975.200.800.000 1.000 1.000 200. Os dados oficiais apontam para uma diminuição dos acidentes. devido à redução de seus efetivos (Anuário 1999).000 0 2 6 8 8 4 2 0 4 19 9 0 0 4 6 19 7 19 8 19 7 19 9 19 8 19 8 2 19 9 19 7 19 8 19 7 19 7 19 8 19 9 6 Gráfico 3 Freqüência de Acidentes Típicos (Brasil) A partir do Gráfico 3. porém a recíproca não é verdadeira em se tratando de subnotificações.000.000 1.000 800. diminuindo. quando a previdência passou a remunerar o acidentado após o 15 º dia de afastamento. já que os acidentes com trabalhadores terceirizados são subnotificados.1 Subnotificação A Fundacentro (órgão do MT) no início dos anos 90 publicou uma investigação a respeito de subnotificação das informações contidas na CAT. Grande parte disto se dá devido à terceirização.000 400. assim. Os dados divulgados pela previdência refletem a falta de informações sobre acidentes leves no Brasil.4.600. época em que a previdência remunerava os acidentados com afastamento um dia após o seu acidente.400. quando a previdência remunerava os acidentes com menos de 15 dias de 26 .000. e após 1976. pois estes não tinham mais a remuneração da previdência.000 600. A principal conclusão que se chegou foi da não notificação de acidentes leves.3. as estatísticas de grandes empresas. 2.

000 2. No anuário da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de 1997. e desde este ano. 7. possivelmente devido a subnotificação dos acidentes leves. porém não são acompanhados pela diminuição das mortes. a cada ano. que afetam o trabalhador tanto psicologicamente. os acidentes apenas tem diminuído. O Gráfico 4 traz uma das informações mais difíceis de ser subnotificada. A partir de 1976 houve uma queda até o ano de 1984. O acidente de trabalho vem diminuindo. consta que o Brasil é o país que menos possui acidentes de trabalho entre vários outros países do mundo. e nela se percebe o quanto as estatísticas brasileiras são incoerentes.000 0 19 70 19 71 19 72 19 73 19 74 19 75 19 76 19 77 19 78 19 79 19 80 19 81 19 82 19 83 19 84 19 85 19 86 19 87 19 88 19 89 19 90 19 91 19 92 19 93 19 94 19 95 19 96 Gráfico 4 .000 6. calor e poluição e até mesmo pela desorganização dos postos de trabalho. quando a comparação se dá em nível de mortes de trabalho o Brasil está entre a com maior incidência.Freqüência de Acidentes com Morte (Brasil) 27 . quanto fisicamente. No entanto.afastamento.000 3. O total das doenças de trabalho no Brasil de 1970 até 1976 também apresentam uma tendência crescente. que não mais chegaram ao conhecimento da previdência.000 5. que talvez seja explicado pelo aumento crescente de tecnologia nos postos de trabalhos. pelo ruído.000 1. devido ao ritmo que lhe é imposto. após um crescimento até 1986.000 4.

Os meses que mais apresentaram acidentes neste ano foram Setembro e Outubro. período onde cresce muito o ritmo de produção em diversos ramos de atividade. deixando de identificar a doença ocasionada pelo acidente. devido ao natal e final de ano. 28 . O número maior de doenças registradas refere-se ao grupo sinovite e tenossinovite.065.4. O número total se acidentes divulgados oficialmente foi 369. Uma constatação importante é que a maioria das doenças mais incidentes registradas refere-se às mãos e dedos. lumbago (dor na região lombar) e amputação traumática de outro(s) dedo(s) da mão sem menção de complicação. O motivo mais provável é que o preenchimento da CAT não deve estar sendo feito corretamente. ao longo do ano de 1997. fratura de uma ou várias falanges da mão fechada. fatores que podem influenciar na menor quantidade de acidentes. sendo estes membros os mais suscetíveis aos acidentes de trabalho. 114). e meses destinados a férias.469 (um quinto deste número). eles ainda não representam a realidade dos números oficiais.2 Estatísticas de Acidentes segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID) A Tabela 59 (em anexo pág. conforme a Classificação Internacional de Doenças .3. Apesar deste tipo de levantamento sido uma evolução. cujo número oficial divulgado foi de 29. enquanto que neste quadro estão representados apenas 72. apresenta as 30 doenças mais incidentes ao longo do ano de 1997. ferimento de um ou vários dedos da mão complicada.4. meses com menos dias úteis devido a datas festivas e carnaval. sem menção de complicação. 3.CID. Outro fato que não pode deixar de ser mencionado é que nem todos os acidentes registrados no ano de 1997 estão representados nesta tabela. os maiores registros são aqueles que correspondem à convalescença após cirurgia. Os meses que apresentaram menos acidentes foram Dezembro e Fevereiro. cerca de um terço do total de doenças. ferimento de um ou vários dedos da mão. Em seguida.3 Estatísticas de Acidentes segundo o mês de Ocorrência A Tabela 4 traz uma a dos acidentes pôr mês.707. Foram registrados neste levantamento.

171 31.581 3.483 31.718 26. Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Fonte: . Junho.1997 Motivo MESES TOTAL 369.085 3.798 32. Os dados foram extraídos do Boletim Estatístico de Acidentes de Trabalho com base na CAT.015 37.883 3.214 2.707 2.Tabela 4 .CAT.049 31.709 26.047 1.525 2. 123) apresenta um apanhado histórico dos acidentes de trabalhos registrados.222 3.5 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais pôr Região e Estados da Federação A Tabela 65 (em anexo pág.679 32.500 2. 29 .208 32.623 2.814 30. nos últimos três anos.825 26. pôr estado e região. Abril Maio.457 2.376 37.092 15. pôr motivo .870 26.229 3.641 26.751 2.937 26.906 2.065 Janeiro Fevereiro Março.649 2.044 Trajeto 32.887 31.932 28.891 2.930 2.754 2.111 23. Típico 306.962 26.534 Doença do Trabalho 29.Quantidade mensal de acidentes de trabalho registrados.352 2. DATAPREV.734 2.976 2.700 1.271 1.627 3.838 32.142 2. Estes dados servem para se avaliar a evolução dos números de acidentes nos estados.451 18.839 17.456 23.

Tabela 5 - Quantidade de acidentes de trabalho registrados, pôr motivo, segundo as Grandes Regiões e Estados da Região Sul 1995/97
Total 1.995 Brasil Norte Sudeste Sul CentroOeste 1.996 1.997 1.995 Típico 1.996 1.997 1.995 Trajeto 1.996 1.997 1.995 Doença 1.996 1.997

424.137 395.455 369.065 5.005 6.155 5.775 4.318 4.841 5.146 492 2.362 2.585 1.301 288 703 195 1.225 535 347 646 306 2.067 3.022 5.204 6.368 845 Trajeto 1997 1995 ... 1.031 1.554 1996 1997 1995 ... 58 477 3.174 3.023 1.435 1.618 595 1.727 1.743 2.988 2.395 6.846 4.532 2.011 Doença 1996 1997 3.205 2.540 1.828 1.422 1.813 570 912

Nordeste 23.611 25.258 26.046 20.024 20.203 20.629 45.792 92.295 83.209 42.672 80.245 72.309 10.673 13.921 13.774 Total 1995 RGS Paraná SC ... 1996 1997 1995 ... 39.165 35.741 9.025 11.065 11.119 Típico 1996 32.786 30.178

339.056 258.206 239.881 298.661 209.516 197.506 22.051 26.292 20.813 18.344 22.398 21.562

19.774 31.459 27.968 18.685 28.196 24.928 26.018 21.671 19.500 23.987 19.263 17.203

A Tabela 5 apresenta os dados referentes apenas às grandes regiões e ao estado do Rio Grande do Sul. Pode-se observar que a região sudeste possui a maior freqüência de acidentes, provavelmente, entre outros fatores, pôr possuir uma maior quantidade de trabalhadores, pois possui o mais importante pólo industrial do país, concentrado principalmente no estado de São Paulo. A região Norte é a que possui a menor quantidade de acidentes, provavelmente devido ao fato de ter menor quantidade de trabalhadores, e não ter um pólo industrial muito desenvolvido, entre outros fatores.

30

4 5 0 .0 0 0 4 0 0 .0 0 0 3 5 0 .0 0 0 3 0 0 .0 0 0 2 5 0 .0 0 0 2 0 0 .0 0 0 1 5 0 .0 0 0 1 0 0 .0 0 0 5 0 .0 0 0 0 B ra s il N o rte N o rd e s te
1 .9 9 5

S u d e s te
1 .9 9 6 1 .9 9 7

Sul

C e n tro O e s te

Gráfico 5 - Incidência de Acidentes Pôr Região (DATAPREV) Pôr inspeção visual do Gráfico 5, pode-se verificar que o total dos acidentes da região sudeste é maior do que de todas as outras regiões restantes. Na região sul, o Rio Grande do Sul é o estado que mais apresenta acidentes de trabalho registrados, como pode-se verificar no Gráfico 6. O Rio Grande do Sul não informou os valores referentes de Janeiro a Dezembro de 1995. Segundo a Previdência Social, a justificativa para a falta destes dados é técnica, devido a uma mudança de tabulação feita regionalmente, o que prejudicou a totalização dos resultados.
Incid ência de Acidentes to tais para a R eg ião Sul

45000 40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 RGS P araná
1995 1996 1997

SC

Gráfico 6 - Acidentes Registrados na Região Sul (DATAPREV) 31

3.5.1 Casos Novos Tabela 6 - Acidentes Típicos Novos em 1996
Região Norte Nordeste Sudeste Sul Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Centro- Oeste Ignorado
Fonte: MPAS/SPS - DATAPREV/DIGI.E

Taxa 11,9 11,4 23,7 30,1 28,8 29,6 31,6 13,1 -

A Tabela 6 apresenta os casos novos de acidentes pôr 1000 trabalhadores segurados, segundo o local de registro de ocorrência. A região sul foi a que mais apresentou casos novos em 1000. O Rio Grande do Sul foi o estado que mais contribuiu para esta estatística com 31,6 novos casos por 1000 trabalhadores Apesar da Região Sul possuir uma população economicamente ativa menor do que a região sudeste, a mesma teve um número maior de casos novos em 1996. O setor metal mecânico é o de maior importância para a economia brasileira, mas também é o que apresenta maior índice de acidentes.

32

de invalidez permanente e acidentes fatais.160 2. acidentes de incapacidade parcial permanente. Fabricação de Produtos Alimentícios e Bebidas Fabricação de Móveis e Indústrias diversas Fabricação de Produtos de Madeira Fabricação de Produtos de Minerais não Metálicos Fabricação de Produtos têxteis Fabricação de Produtos Químicos Preparação de Couros e Fabricação de Artefatos de Couro. papel e Fabricantes de Papel. metal-mecânico e eletrônico são as maiores causadoras de acidentes. Fabricação de Artigos de Borracha e Plástico Fabricação de Produtos de Fumo Reciclagem Total Geral Fonte: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT /RAIS-96 A Tabela 7 apresenta os dados referentes à classe de atividade econômica da indústria de transformação. e os dados referentes a acidentes com mais de 15 dias de afastamento (considerados graves). 33 .504 444 139 73 50 85 34 46 27 41 21 18 29 24 13 2 1.353 Incapacidad Invalidez e Parcial Permanente Permanente 1. Metal-Mecânica. Impressão e Reprodução de Gravações. Artigos de viagem e Calçados.671 1.296 acidentes. Fabricação de Celulose.342 9.874 2. Elétrica e Eletrônica.966 3.401 3. Confecção de artigos de Vestuário e Acessórios Fabricação de Coque.175 2. Elaboração de Combustíveis Nucleares e produção de Álcool.655 1. em 1996.125 863 103 63 47.102 1.046 Fatais 115 165 25 53 58 20 40 7 13 36 15 16 11 1 2 577 Indústria Metalúrgica. sendo responsáveis pôr 32. com os respectivos grupos de atividade econômica pertencentes a esta classe.Tabela 7 . Refino de Petróleo. Pode-se verificar que as indústrias do setor metalúrgico. Edição.9% dos acidentes ocorridos na indústria da transformação. Estas indústrias causaram.183 1. um total de 17.Benefícios concedidos por acidentes de trabalho segundo os grupos de atividade econômica da Indústria da Transformação em 1996 Freqüência Grupos Mais de 15 dias 15.395 380 341 278 231 184 192 73 78 76 79 96 89 5 7 3.655 1. sendo também as maiores geradoras de benefícios previdenciários relativos à pensão acidentária e invalidez.

enfoque.300.134.010 A Tabela 8 mostra a importância das atividades econômicas no país em relação ao ativo total que cada atividade movimenta. não-metálicos Comércio atacadista Indústria de bebidas Indústria de mat. papelão e celulose Extração de minerais Indústria de construção Indústria de produtos alimentares Serviços auxiliares diversos Indústria de prod.com.829 19.361.500.961 8.056.180.373. elétrico.197 3.560 1.997.006.128.controlad.478 10.725 1.463.399.352 442.Tabela 8 .492 453. Comércio varejista Indústria mecânica Indústria têxtil Indústria de fumo Indústria editorial e gráfica Indústria de mat.311.135.º de Empr Ativo Total 500 42 16 44 21 3 60 17 14 21 48 8 23 26 16 21 26 17 14 2 9 16 5 6 2 4 7 4 3 2 3 531.societárias Agropecuária Indústria de produtos farmacêuticos e veterinários Indústria de calçados Indústria de produtos de mat.586.483 2.374. Minerais.002 1.471 10.811 8.390 1.891.140.425 26. transporte Indústria de madeira Indústria do vestuário.944 20.067.010 5.492.727 14.htm N. Plásticas Serviços de radio.060. depart.286 2. artefatos de tecidos e de viagem Holding.711 903.Ranking das Empresas pôr Setor Econômico Setor Econômico Total Serviços industriais de utilidade pública Serviços de transporte Indústria metalúrgica Serviços de comunicação Refino do petróleo e destilação de Álcool Indústria química Indústria de papel.918.br/ranking/ranking3. televisão e diversões Indústrias diversas Fonte: http://www.587 9.185.923 1.421.506 30.042 36.327 44.792 186.444.598 16.201.316 53.082 742.727. 34 .443 1.104 6.

− Região das Missões: Depende basicamente de atividades agropecuárias. redução da produtividade dos colegas do acidentado. agrícolas e ônibus.00 no ano de 1999. estando entre as principais indústrias em relação à atividade econômica. mecânicas e de material de transporte. mas encontra nas cidades de Panambí. juntas. com destaque para a produção de veículos comerciais. atraso na entrega de produtos. adaptação e treinamento de substitutos. É preciso estar ciente que os custos dos acidentes de trabalho. certamente devem ter uma disponibilidade maior para investirem em prevenção de acidentes. produtos acabados. máquinas e equipamentos danificados.241. implementos rodoviários. menor produtividade dos substitutos e em última análise. Canoas e Gravataí também têm um pólo metalúrgico forte contribuindo muito para a economia da Região.922.Pôr inspeção visual da Tabela 8 pode se observar que as indústrias metalúrgicas. de trajeto ou doenças profissionais afetam a família.2 Importância do Setor Metalúrgico e Metal-mecânico na Economia do Estado do Rio Grande do Sul Para o estado do Rio Grande do Sul especificamente. A região de Caxias do Sul compreende um dos mais importantes e completos pólos metal-mecânico do Brasil. R$ 50. Cidades como Porto Alegre. são setores fortes que movimentam uma gama muito grande de dinheiro. o setor metal-mecânico tem representação em todas as suas regiões: − Região Metropolitana Sapucaia do Sul é um importante pólo Siderúrgico da Região Metropolitana do Estado. 1997). e reduzirem os custos associados. menor competitividade no mercado. Tempo perdido e aumento dos custos de produção em função de perdas de matérias primas. custos com seleção. − Região da Serra Apresenta uma atividade predominantemente industrial. movimentaram. e nem sempre consegue avaliar os dados ocorridos sob o aspecto financeiro. a empresa e a nação (Herzer. Financeiramente. com indústrias de grande porte nas áreas de metalúrgica e de material de transporte. 3. Ijuí e Santo Ângelo os principais pólos industriais da Região. A empresa é afetada de diversas formas. Pôr serem setores fortes.5. com indústrias metalúrgicas e de implementos agrícolas 35 .

216 5.894 Nº Empregados 100.992 11.122 7.916 1.607 41.796 7.222 1.690 1. Tabela 9.070 24.272 11.− Região Central Na região central do estado.620 9. − Região Noroeste Em cidades como Santa Rosa e Horizontina encontra-se um pólo metal-mecânico relacionado com a indústria de máquinas agrícolas.156 17.107 6.145 10.604 12.229 19. Industriais de Unidade Pública Couros.178 520. no Rio Grande do Sul Gênero Calçados Produtos Alimentares Metalúrgico Mecânica Construção Civil Material de Transporte Mobiliário Vestuário.828 36. eletrônico e de comunicações Serv. − Região Sul O setor metalúrgico e mecânico está ligado à atividade agrícola.008 12.661 18.620 9. papelão e celulose Fumo Borracha Têxtil Extração de Minerais Refino de petróleo e Destilação do Álcool Produtos Farmacêuticos e veterinários Total Fonte: Cadastro Industrial FIERGS 97/98 Nº de Empresa 597 1. representado pela indústria de silos e implementos agrícolas.484 994 735 712 225 898 1.904 268 12 141 175 464 270 553 259 514 310 86 24 91 92 47 3 36 10. a indústria tem uma presença forte do setor metal-mecânico.745 36 .061 11.812 88. artefatos de tecido e de viagem Material elétrico. Peles e assemelhados Bebidas Editorial e Gráfica Química Produtos Minerais não-metálicos Produtos de Materiais Plásticos Madeira Diversos Papel.º de empregados pôr gênero até 1998.º de empresas e n.642 24.171 30.N.

aos dados do acidentado e do acidente conforme as variáveis levantadas. preventivas que auxiliem a redução do número de acidentes. e possibilitar estabelecer critérios .641) da força de trabalho do Rio Grande do Sul. se encontram entre os seis gêneros que mais possuem empregados.A Tabela 9 apresenta o número de empresas e o número de empregados pôr gênero de atividade. O setor metalúrgico. normas e medidas. em termos de número de empregados. É sempre importante lembrar que em se tratando de investigação e análise de acidentes. ressaltando a importância do setor no estado do Rio Grande Do Sul. sendo. As informações apresentadas são relativas aos dados da empresa. No capítulo 4 são apresentados dados referentes as CATs do estado do Rio Grande do Sul. 37 . representam aproximadamente 20% (102. deve-se tirar lições de forma a evitar que se repita. Ao se descrever um acidente. quando um ocorre. As indústria metalúrgicas. as que mais têm trabalhadores empregados. mecânicas e de material de transporte. mecânico e de material de transporte. juntas. metal-mecânica e material de transportes. é importante que se registre o maior número de dados possíveis. para o setor da metalurgia. A investigação e análise das causas dos acidentes têm o objetivo de identificar as principais fontes causadoras de acidentes. juntas. que permitam a realização de uma análise correta de forma que se chegue às causas que levaram ao evento.

A técnica utilizada no trabalho para coleta de informações foi a de levantamento de dados de documentos.4 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES NA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL 4. Estas CATs são entregues em envelopes de acordo com a ordem de entrada no INSS. fez-se uma análise epidemiológica dos mesmos. Em relação ao motivo de acidentes foram incluídos. É importante salientar que não existe nenhuma organização das CATs pôr cidade ou atividade econômica. de um estudo descritivo. que semanalmente recebe as CATs do INSS. foram separadas 3. pôr não estarem diretamente ligados à atividade desenvolvida na indústria. pois. 38 .773 CATs. Foram excluídos da população os acidentes de trajeto. na DRT.1 Classificação da Pesquisa Com base na coleta de dados sobre acidentes de trabalho obtidos das CAT. No período do presente estudo. 45. 4. pois lida com variáveis que não são controladas.206 CATs. 4.3 População e Amostra A população alvo deste estudo concentrou-se nos trabalhadores acidentados que atuam na indústria metalúrgica e metal-mecânica do estado do Rio Grande do Sul entre os anos de 1996 e 1997. O período 96/97 foi analisado uma vez que somente a partir de 1996 as CATs provenientes de todo o estado passaram a ser enviadas semanalmente à DRT pelo INSS. segundo Tripodi (1975). nesta população. Trata-se.2 Local de Coleta dos Dados A coleta dos dados foi realizada na Delegacia Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (DRT/RS). os acidentes típicos e de doença de trabalho. existiam. mas que permitem que se façam previsões e que se tenha um conhecimento melhor da realidade. referentes ao ramo metal-mecânico. Dentre estas.

e uma parte para uso do INSS. As vias são respectivamente entregues para o INSS. a razão social da empresa não será mencionada neste estudo. 2 Um lista completa com as atividades realizadas por cada ramo pode ser vista na Tabela 60 em anexo pág. São as variáveis relativas: − à empresa. testemunhas.) Procurou-se levantar todas as variáveis das CATs que tornassem possível atingir os objetivos principais do trabalho. encontra-se o laudo do exame médico. (Ver Figura 1 e Figura 2 em anexo pág. encontram-se informações referentes à empresa.4. sindicato dos trabalhadores. segurado e DRT. 115.1 Empresa Informações obtidas sobre a empresa: Razão Social . bem como sobre o tratamento do acidentado.4 Escolha de Variáveis A coleta das variáveis foi feita com base na CAT. número de empregados e porte da empresa. obter-se os dados sobre as três variáveis. − ao laudo Médico. Pôr questões éticas. − ao acidente. 4. comunicando sobre a ocorrência de acidentes de trabalho com ou sem afastamento. as empresas estudadas podem ser divididas em três ramos de atividade econômica2: 1. acidente. SUS. Atividade Econômica . 116 e 117 respectivamente. − ao acidentado. acidentado. que deve conter informações sobre as lesões e partes do corpo atingidas. No verso da CAT.4. Na parte frontal da CAT. ramo das indústrias da metalúrgica. da consulta ao CD de Cadastro Industrial do Rio Grande do Sul de 1998 da FIERGS. empresa.Esta variável foi coletada com o intuito de se chegar a outras três variáveis: atividade econômica da empresa. Esse documento deve ser preenchido pelas empresas em 6 vias.segundo a FIERGS. foi possível através. Com a razão social em mãos. 39 .

Sendo assim. após.4. Quantidade de Empregados . elas foram consideradas aparte no presente estudo. no intuito de verificar o relacionamento do acidentes com o tipo de tarefa que o trabalhador executa. para fins de estudo e desagregação das informações. as siderúrgicas.Variável utilizada para determinar o porte da empresa. Com esta variável foi possível verificar a região com maior ocorrência de acidentes.Identificar as profissões com maior freqüência de acidentes. 4.Porte das Empresas Porte Pequeno Porte Médio Porte Grande Porte Fonte: FIERGS Trabalhadores De 20 até 99 De 100 até 499 Acima de 499 Micro. Devido ao fato de algumas indústrias do ramo da metalúrgica apresentarem um número muito alto de acidentes. cutelarias.Empresa Abaixo de 20 Região da Empresa .2 Acidentado Variáveis extraídas da parte referente ao acidentado: Profissão .2. agrupadas em faixas etárias conforme mostra a Tabela 11. forjarias e fundições. Idade – Identificar a faixa etária na qual ocorre a maior parte dos acidentes. foram consideradas separadamente. Tabela 10 . 3. ramo das indústrias de material de transportes. ramo das indústrias da mecânica. As idades foram armazenadas em anos e. Foram encontradas um total de 236 profissões diferentes nas CATs.Extraída do campo “município”. (Ver Tabela 10). 40 . no intuito de verificar quais relações a idade apresenta com o tipo de acidente.

34 35.Verificar os tipos de acidentes que estão relacionados com o sexo.Verificar se os casados e mais velhos acidentam-se mais que os mais novos e solteiros.17 18.Classificação de estado civil para o banco de dados Estado Civil Casado (a) Solteiro (a) Separado (a) Divorciado (a) Viúvo (a) Desquitado (a) Não Informado Salário . Tabela 12 . O estado civil foi armazenado conforme a Tabela 12. com isto.54 55.24 25.49 50.19 20.Tabela 11 . bem como os tipos de acidentes envolvidos com o estado civil.Faixas etárias do banco de dados Faixas Etárias do Banco de Dados .59 Mais de 60 NI . Verificar se as mulheres são mais atingidas pôr doenças ocupacionais. 41 .Não Informado Sexo .29 30.44 45.39 40. 1996). e confirmar a predominância de trabalhadores do sexo masculino neste ramo de atividade. calcular os custos diretos dos acidentes para a empresa.Verificar a faixa salarial na qual ocorre a maior parte dos acidentes. devido ao fato de serem empregadas em tarefas associadas com movimentos repetitivos (Lima. sendo possível. Estado Civil .

Ver Tabela 61 (em anexo pág.Lista de Atividades para o Banco de Dados Atividade Deslocamento Limpeza Manuseio Manutenção Outros Recreação Serv. Natureza do Acidente . pois o mesmo é preenchido com informações inexatas para o estudo como será abordado no capítulo 4. Ajuda a identificar a causa aparente do acidente. equipamento. c/ Peça Trab. onde se pode verificar a causa aparente do acidente. Gerais Setup Trab. Tabela 13 . c/ Produto Trabalhando Transporte Não Identificada Descrição Movimentando-se no local de trabalho Atividades de limpeza Manuseando peça.3 Acidente Variáveis referentes ao acidente: Data do Acidente . 119). Ver Tabela 62 (em anexo pág. É importante salientar que não foi possível utilizar este campo da CAT. produto ou ferramenta Atividades de reparo Intervalo Atividades não ligadas ao posto Preparação de máquina ou equipamentos Trabalhando com uma ferramenta Trabalhando em alguma máquina Trabalhando com alguma peça Trabalhando com algum produto Trabalhando sem ser possível identificar a atividade Transportando peça.Verificar dia da semana de maior ocorrência dos acidentes.Identificar atividades que o acidentado estaria realizando no momento do acidente. Ver Tabela 13. etc. onde constam os principais agentes levantados das CATs.Identificar os principais agentes de lesão. Trab.4.4. Descrição do Acidente . 42 .Verificar o posto de trabalho onde mais ocorrem acidentes. 118). Seria importante para o trabalho se este campo fosse preenchido com o posto de trabalho do acidentado. c/ Ferr. Hora do Acidente . Trab. produto. Objeto Causador . de forma que se pudesse verificar a relação que o posto de trabalho tem com o acidente. Local do Acidente .Verificar o horário de maior incidência de acidentes.Encontrada a partir da descrição do acidente. c/ Máq.

Verificar em que situação acontece o afastamento do acidentado.Extraídas dos campos “descrição da(s) lesões” e “diagnóstico”. 120) e na Tabela 64. Foram analisadas notificações de acidentes que ocorreram a partir de janeiro de 1996 até abril de 1998 em todo o estado do Rio Grande do Sul. segundo o MPAS. A lista de lesões e de partes do corpo atingidas podem ser verificadas na Tabela 63. e os tratamentos que ultrapassam 15 dias são considerados graves. Afastamento do Trabalho . A Tabela 14. com o objetivo de verificar qual a principal lesão que sofrem os acidentados e quais as principais regiões do corpo atingidas. Campo do tipo “sim e não”. abaixo. (pág. Duração do Tratamento . 121) em anexo.4.Extraída do campo “duração provável do tratamento”.4.4 Laudo Médico As variáveis referentes ao laudo médico são: Lesões e Partes do Corpo Atingido . 4. permite determinar a gravidade do acidente.5 Procedimento da Pesquisa A primeira etapa do trabalho constituiu-se na coleta dos dados contidos nas CATs que foram disponibilizadas pela DRT/RS. Os tratamentos cuja duração não ultrapassam 15 dias são considerados leves. (pág.Determina se houve morte ou não. Morte . apresenta uma descrição com as características das CATs 43 .

A ênfase do sistema está voltada para o cadastramento e histórico dos acidentes de trabalho.773 CATs. Foram armazenadas 3.Características das CATs Descrição Contém informações sobre acidentes de trabalho comunicados ao INSS.Tabela 14 . procurando determinar. De um total de 45. o que perfaz um total de 3.206 CATs. Os dados foram armazenadas num banco de dados desenvolvido por Costella (1998)3. 4. 122 44 . bem como o relacionamento entre as mesmas. à parte de coleta de dados envolveu a separação das CATs referentes à indústria metalúrgica e metal-mecânica.773 CATs. em primeiro lugar 3 Ver Figura 3 em anexo pág. A segunda etapa do trabalho consistiu-se no armazenamento das informações coletadas nas CATs. independente de geração ou não de concessão de benefício. 8. Comunicação de Acidentes de Trabalho .34% dos acidentes eram referentes à indústria metalúrgica e metal-mecânica. data de nascimento e filiação materna) − − − − − Identificação do Empregador Causa do Acidente (CID) Tipo de Acidente Data do Acidente Indicativo de Óbito Origem/Fonte Período de Abrangência Abrangência Geográfica Atualização Variáveis Basicamente. Os acidentes de trajeto não foram levados em consideração.CAT A partir de setembro de 1993 Brasil Diária − Qualificação do segurado (nome.6 Análise dos Dados Esta etapa de estudo consistiu basicamente na análise de freqüência. com o objetivo de conhecer a distribuição e magnitude dos acidentes. endereço. uma vez que eles não estão ligados com a atividade do trabalho e sim com uma circunstância referente ao trajeto entre o trabalho e sua residência. O banco de dados permite o armazenamento de todas as variáveis coletadas.

Profissão Operador de Máquina (10. ele é notificado através da CAT. identificando entre outros itens a profissão do acidentado. realizar uma análise que possa indicar as causas do acidente relacionadas com a atividade do profissional. Uma das principais características a ser focalizada é o posto de trabalho. Isto permitiria extrair mais conclusões em relação ao posto de trabalho e sobre os fatores que direta ou indiretamente estão influindo nos acidentes.6.Um pouco mais padronizada que a função “metalúrgico” porque os operadores de máquinas trabalham somente com máquinas. pois os dados ficam agregados tornando difícil a determinação de um posto de trabalho típico ou tarefas típicas do profissional. contudo. no caso do metalúrgico.portanto. Posto de trabalho é o local onde o trabalhador executa a maior parte ou a totalidade de suas funções. procurando identificá-los e relacioná-los com as atividades do trabalhador. existem muitas máquinas e . e até o controle de um painel. fundição.. A seguir.36% dos acidentes) . No entanto. não fica claro a sua função nem seu posto de trabalho. seria importante que as CATs informassem o posto de trabalho a fim de desagregar estas informações. são descritas as quatro principais profissões. de acordo com a freqüência dos acidentes. Não é possível. montagens de peças pesadas. portanto. e o motivo da escolha do soldador para estudos adicionais. que podem ser transportadas manualmente ou com auxílio de máquinas. usinagem. A palavra “metalúrgico” é empregada para designar genericamente um profissional que trabalha na indústria metalúrgica o qual desempenha desde funções de escritório até funções de chão de fábrica como montagens de peças leves. não se prestando para um estudo.a profissão de maior freqüência em acidentes. Tais subsídios devem permitir a verificação das características comuns existentes entre o posto de trabalho e os acidentes.64% dos acidentes) . e em segundo lugar a realização da análise das principais variáveis envolvidas no estudo 4. São elas: Profissão Metalúrgico (22. A exemplo da 45 .24% dos acidentes).1 Profissão com Maior Freqüência de Acidentes O objetivo principal de se escolher uma categoria de profissão.Também uma denominação genérica para trabalhadores que trabalham na indústria realizando as mais diversas tarefas. Quando um acidente ocorre. Esta classificação abrange uma grande variedade de funções dentro de uma mesma profissão. foi efetuar estudos mais detalhados para verificar se as CATs fornecem subsídios suficientes para se adotar medidas que ajudem a evitar acidentes. Profissão Industriário (9.

46 . Logo. a profissão soldador é a mais padronizada em relação às tarefas desempenhadas e posto de trabalho.52% dos acidentes) – Entre as quatro profissões com maior freqüência de acidentes. A literatura não menciona este fato como importante e evidencia o fumo da soldagem como maior fonte de problemas em soldagem. Isto perfaz aproximadamente 8. pode-se considerar estes números aceitáveis.profissão metalúrgico. O maior risco enfrentado pelo soldador é devido a problemas musculoesqueletais devido à grande estaticidade das atividades de soldagem e tempo prolongado que o mesmo permanece em uma mesma posição.773 nos anos de 96/97. existe uma probabilidade muito pequena de que o soldador sofra o impacto de algum agente. a menos que o posto de trabalho esteja desorganizado ou o soldador esteja fora de seu posto. é difícil a realização de estudos mais aprofundados sobre os acidentes com industriário. no caso o soldador) ele foi escolhido para análise mais detalhada sobre as informações contidas nas CATs. porém a primeira em se tratando de posto padrão de trabalho (ou seja. o ideal é que se reduza ao máximo os riscos aos quais os trabalhadores estão expostos.3% do total de acidentes dentre as 45. Se for levado em conta que os ramos do setor metal-mecânico têm aproximadamente 20% da mão de obra do estado. Além disto. Porém. movimentos lentos e estáticos. As principais fontes bibliográficas sobre acidentes com soldador estão em inglês e em periódicos.306 CATs separadas. Soldador é aquele profissional encarregado de executar a operação de soldagem. Cabe ressaltar que existe muito pouco material tratando sobre o assunto. Considerando que o soldador é a quarta profissão com maior freqüência de acidentes.7.1 Atividade da Empresa O total de acidentes (típicos e doença do trabalho) ocorridos em todos os setores foi de 3. Profissão Soldador (3. 4. as operações de soldagem envolvem poucas posições. Segundo Torner (1991). conforme apresentado no capítulo 6. que consiste na ligação de peças metálicas através do uso de substância metálica e fusível.7 Perfil da Empresa 4. esta profissão despertou especial interesse pelo elevado índice de acidentes devido a impacto sofrido. compreende tarefas semelhantes para um profissional com mesma denominação.

com.81 2.56 2.50 6.Número de acidentes segundo atividade da empresa Atividade da empresa Metalúrgica Mecânica Cutelaria Material de Transporte Forjaria NI Fundição Siderúrgica Total % 31.06 100.alternex.72 16. conforme pode ser mais facilmente visualizado no Gráfico 7. Um estudo realizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco publicado na Internet4.00 A Tabela 15 apresenta o número de acidentes segundo a atividade da empresa conforme os resultados obtidos das 3. A indústria metalúrgica foi a que mais apresentou acidentes.Freqüência dos Acidentes segundo Atividade Econômica .htm 47 .33 3. Alimentação 3%3% 3% 5% 5% Comércio 8% Metalúrgica 36% 9% Metalúrgica Outros Quim/Plástica Construçào Comércio Textil/Vestuário Transporte Papel/Papelão Móveis e madeira Alimentação 14% Outros 14% Gráfico 7 . seguido pelo setor mecânico e cutelaria. mostrou que naquela região o setor de metalúrgica é o de maior registro de acidentes.773 CATs cadastradas no banco de dados.Tabela 15 .br/~sindmetal/doenramo.Osasco 4 Site: http://www.46 17.55 19.

Ou o ambiente de trabalho destas oferecem um maior risco a saúde do trabalhador. Isto para que possa existir uma política de segurança e prevenção de acidentes no Brasil.” (Anuário.43 20. onde atuam a maioria dos trabalhadores brasileiros? Os acidentes precisam estar associados ao porte da empresa.43%. o maior registro de ocorrências se deu nas empresas de grande porte.2 Porte da Empresa “Com estas informações em mãos pode-se responder perguntas como: Onde eu localizo os acidentes que estão ocorrendo nas pequenas e micros empresas.1999). o maior número de acidentes entre estas empresas. com 54.35 13.35%. justificando. seguido pelas de médio porte. pequeno e médio porte. Isto já não ocorre nas empresas de porte médio. A fato das empresas de grande portem serem responsáveis pôr 54. dos acidentes pode ter duas explicações. num total de aproximadamente 36%. entre outros fatores. médio e micro empresas estão subnotificando as comunicações de acidentes de trabalho.00 Em relação ao porte das empresas. Tabela 16 .35 3. Apesar de 64% dos trabalhadores pertencerem às empresas de micro.. pois existe uma dificuldade maior de subnotificação nestas empresas devido à força dos trabalhadores. pequeno e micro empresas. a indústria metalúrgica e metal-mecânica se caracterizam pôr ter uma grande quantidade de trabalhadores nas empresas de grande porte.41 8. Um outro fator que justificaria a maior incidência de acidentes na empresa de grande porte. as micro empresas do Rio Grande do Sul são responsáveis. Segundo dados do SEBRAE.. ou as empresas de pequeno. por aproximadamente 15% da mão de obra no setor 48 .. seria a força sindical.Distribuição de acidentes segundo o porte Porte da empresa Grande Médio Pequeno NI Micro Empresa Total % 54.4. com 20.47 100. como mostra a Tabela 16 que apresenta a distribuição de acidentes segundo o porte da empresa.43% dos casos.7. principalmente priorizando a atenção aos pequenos. segundo dados da FIERGS.

pequeno e micro-empresa.08%.21 49 .13 % Acum. pertencem à região metropolitana de Porto Alegre.47% das ocorrências. foram responsáveis pela maior quantidade de acidentes num total de 32. A região metropolitana de Porto Alegre concentra aproximadamente. Isto devido ao fato da região ter importantes pólos industriais distribuídos ao longo destas cidades. com 31. 31. 46% das indústrias mecânicas e 35% das indústrias de material de transporte.metal-mecânico do estado.88% para as de pequeno porte e 55. Tabela 18 .1 47. Tabela 17 . A Tabela 17 apresenta o número médio de empregados.9% para as micro-empresas. num total de 39. Apesar disto.Número médio de empregados pôr porte da empresa Porte da empresa Grande Médio Pequeno Micro Empresa Média De Empregados 1078 212 52 12 4. pertencente ao ramo de Cutelaria.Distribuição dos acidentes segundo a cidade Região Porto Alegre Gravataí % 31. seguido pôr Gravataí (16. Analisando-se os dados. Canoas (12.04% dos acidentes gerados pelas empresas de grande porte.3 Região da Empresa A região que mais apresentou acidentes de trabalho foi Porto Alegre.86% para as de médio porte. indicando a possibilidade de subnotificação de acidentes.7. as micro-empresas foram responsáveis pôr apenas 3. 61.92) todas regiões com importantes pólos industriais e com grande número de trabalhadores.24%) e Caxias do Sul (4.08 16. as principais geradoras de acidentes foram às empresas pertencentes ao ramo de atividade de metalúrgica. Entre as dez cidades que mais geram acidentes.13%). verificou-se que as empresas de grande porte. segundo dados do SEBRAE (1999). Entre as empresas de porte médio. 36% das indústrias metalúrgicas do estado. pôr porte das empresas analisadas nas CATs.

06 1.57 80. pôr isto em estudos subseqüentes.73 73. As dez primeiras cidades onde ocorreram os maiores números de acidentes. são classificações de profissões que não caracterizam um posto de trabalho padrão. serão utilizadas estas dez. pois um profissional realiza tarefas distintas em um determinado posto de trabalho. adotou-se como critérios para estudos subseqüentes.55% das demais cidades.36 4.22 81.92 4.22 100. e as correspondentes freqüências de acidentes e percentual em relação ao número total de acidentes.78 1.09 75. Devido ao grande número de profissões.8. totalizando 59. industriários. 4.15 76. utilizar as nove primeiras. de acordo com a profissão5.76 83. Isto torna 5 Uma tabela completa com a relação das profissões pode ser vista na Tabela 66 em anexo pág.37 68.45 64.00 Pode-se observar que Porto Alegre.00 59. que junto são responsáveis pôr mais de 60% dos acidentes. Como já foi abordado no item 4. Leopoldo Cachoeirinha Panambí Bento Gonçalves Sta.45 16.8 Perfil do Trabalhador 4. 50 . juntas somam mais de 80% dos acidentes.Canoas Cx.93 78. juntas.45% dos acidentes em comparação aos 40. Através do gráfico. pode-se observar que as cinco profissões com maior freqüência de acidentes foram os metalúrgicos. Do Sul S.55 1. Gravataí e Canoas. industriário e operador de máquina. 125. as profissões metalúrgico. operador de máquinas.24 4.78 100.36 2. Do Sul S.64 1. onde forem referenciadas as cidades.1.6. Cruz do Sul Outras Total 12.64 1. soldadores e montadores respectivamente. Rosa Esteio Sapuc. somam mais acidentes que todas demais cidades.1 Profissão No Gráfico 8 é apresentado o número de acidentes no setor metal-mecânico do Estado do Rio Grande do Sul.

52% 2. e que as doenças do trabalho ocorram com os trabalhadores mais velhos.91% dos acidentes com metalúrgicos ocorrendo em apenas duas atividades econômicas da região de Porto Alegre.81% 2. Manutenção Metalúrgico Industriário Montador Soldador Aux. 4. já no setor metal mecânico este valor ficou um pouco acima.54 anos.64% 38. A média nacional de acidentes pôr idade é de 32. pois elas vão sendo adquiridas ao longo da vida de trabalho. Produção Op. relacionados com as atividades do acidentado. pois eles têm menos experiência. Man.95% 2.30% 2. o valor mais expressivo observado foi o dos metalúrgicos que sofreram 44.35% Gráfico 8 . sendo de 35. Op.24% 3.36% 9. que o profissional com a maior média de idade é o caldeireiro. Func.difícil a determinação das possíveis causas e fatores comuns aos postos de trabalho. A Tabela 19 apresenta as respectivas profissões dos acidentados com maior freqüência e a idade média na qual o profissional sofreu o acidente. que poderiam estar levando determinado profissional a se acidentar. é de se esperar que acidentes típicos.02% 22. onde após anos de atividades insalubres. e profissional o com a menor média de 51 Outras .2 Idade Em relação à idade dos trabalhadores. 10. Máquina Serv. Mult. 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% Op.31 anos.86% 2. O Posto de Trabalho é uma informação importante que deveria vir descrita na CAT para se permitir fazer uma maior investigação das causas dos acidentes e também para se ter informações mais detalhadas sobre o acidente. Gerais Mec.92% de seus acidentes em empresas de cutelaria da região de Porto Alegre e 16.98% em forjarias também de Porto Alegre.95% 2.8. Cel. Pode-se verificar pôr inspeção visual a tabela.Distribuição de acidentes pôr profissão Em relação as atividade da empresa e a região dos acidentes. as doenças do trabalho se manifestam. ocorram com trabalhadores mais jovens. num total de 61. com 44.85 anos.

0 0 % 2 . Tabela 19 . Pode-se observar que a faixa etária que mais sofreu acidentes situa-se entre os 30 e 34 anos seguido pêlos trabalhadores entre 25 e 29 anos. que apresenta a maior freqüência de acidentes.br/~sindmetal/doenramo.0 0 % 1 6 . Produção Op. Cel.31 38.25 35.com.57 37.0 0 % 1 0 .13 35.39 28.7% de acidentes) seguido pêlos de 33 anos (3.95 Ainda em relação à idade. Man.0 0 % 0 .alternex.0 0 % 6 . 1 8 . Máquina Industriário Soldador Serv. Mec. Gerais Montador Op.0 0 % -1 7 1 8 -1 9 2 0 -2 4 2 5 -2 9 3 0 -3 4 3 5 -3 9 4 0 -4 4 4 5 -4 9 5 0 -5 4 5 5 -5 9 60NI Gráfico 9 .18 anos.25 anos. o maior índice de acidentes ocorre com profissionais em torno de 28 anos (4.Média de idade do acidentado segundo a profissão Profissão Metalúrgico Op.htm 52 .18 36.7% de acidentes).0 0 % 8 .Distribuição de acidentes segundo faixa etária O Gráfico 10 apresenta uma comparação dos dados obtidos pelo sindicato dos metalúrgicos de Osasco6 e os obtidos através da coleta das CATs para indústria metal-mecânica do estado do Rio Grande do Sul.0 0 % 4 . Mult.0 0 % 1 4 .06 35.0 0 % 1 2 .idade foi de serviços gerais com 28.75 31.08 28. se acidenta em média com 37. Aux. Manutenção Média De Idade 37. Func. exceto pela 6 Fonte: http://www. O metalúrgico. No Gráfico 9 é apresentado a freqüência dos acidentes segundo a faixa etária entre os trabalhadores acidentados. Através dele pode-se observar a semelhança dos dados.

em média. com 39.Comparação de distribuição de acidentes segundo faixa etária entre RGS e OSASCO − Média de Idade As empresas de grande porte apresentaram os trabalhadores com maior média de idade. com os acidentados estando com 33.distribuição dos mesmos. e os acidentados mais novos pertencem ao ramo das fundições. a faixa etária com maior freqüência de acidentes. dentre os acidentados.17 anos. os dados estão mais distribuídos entre todas as faixas etárias. os acidentados mais velhos pertencem ao ramo das siderúrgicas. através do Gráfico 10. Já as micro-empresas apresentaram a menor média. 53 . que em ambos os casos.17 anos. Porto Alegre apresentou. sendo esta idade de 36. trabalhadores numa faixa etária mais elevada. 25% 20% 15% 10% 5% 0% a té 1 8 19 a 24 25 a 30 31 a 36 O sasco 37 a 42 RGS 43 a 48 49- NI Gráfico 10 . e no Rio Grande do Sul. com 32. Pode se perceber. Em relação à atividade econômica.88 anos. Osasco tem uma ocorrência maior de acidentes entre os mais jovens.36 anos. pôr volta de 38 anos. varia dos 25 aos 30 anos.

Pode-se observar que os trabalhadores casados são os que sofrem mais acidentes.2.00 54 .71 6.00 13.Distribuição de acidentes segundo a faixa etária para a cidade de Osasco e o estado do Rio Grande Do Sul Idade até 18 19 a 24 25 a 30 31 a 36 37 a 42 43 a 48 49NI Total Osasco % RGS % 2.32 %.08 1.00 17.Freqüência de acidentes pôr estado civil Estado Civil Casado (a) Solteiro (a) Separado (a) Divorciado (a) Viúvo (a) Desquitado(a) NI Total % 64. Em média.18 18.22 100.Tabela 20 . totalizando 64.03 0.8.00 3. freqüência de acidentes e percentual sobre o total de acidentes.00 16.33 19.24 23.00 100.00 4. Tabela 21 .18 10. com o respectivo estado civil do acidentado.00 15.32 31.00 18.00 2.27 100.34 0.80 19.61 1.00 16. os casados têm 38.3 Estado Civil A Tabela 21 apresenta os dados dos acidentes do setor metal-mecânico do Rio Grande do Sul.70 0.98 0.8 anos de idade e os solteiros tem 27.

22 98.20 99. em comparação com 9.94 17.38 no Rio Grande do sul.8. contra. e 9.46 24. Entre outros fatores.55% de acidentes para as mulheres. perfazendo um total de 70.46 82. uma das explicações para este fato é a maior quantidade de homens que trabalham em atividades da indústria metal-mecânica.27 1. 9.00 4. O sindicato dos metalúrgicos de Osasco chegou a números semelhantes a estes.09 98.40 70.78 99.46% dos acidentados.2 anos de idade e os homens na faixa dos 35.19 6.5 Sexo Os profissionais do sexo masculino foram os que mais se acidentaram.13 0.91 1.46 53.42 0. A maior parte dos acidentados recebe entre 2 e 4 salários.92 95.Freqüência e distribuição dos acidentes segundo faixa salarial Salários 3 4 2 5 6 NI 7 8 1 9 11 10 Acima de 12 12 Total % 28. 55 .3% das ocorrências.4 Salário A Tabela 22 apresenta a freqüência dos registros de acidentes.65 89. segundo a faixa salarial. As mulheres sofrem 48% de seus acidentes em cutelarias e os homens 32.38 0. As mulheres se acidentam em média na faixa dos 37.75 3.52 2.83 97.11 anos.28 0.86 100.4.91% em metalúrgicas sendo estes os maiores responsáveis pêlos acidentes classificados de acordo com o sexo dos trabalhadores.00 % Acum.14 100.8.58 99. com um total de 90.3% no Rio Grande do Sul.56 0. 28.38% do sexo feminino.07 12.40 92. Tabela 22 . As CATs da cidade de Osasco indicaram 90.45% de acidentes para os homens contra 90.

Normalmente estas tarefas se caracterizam pôr serem repetitivas e com alto grau de insalubridade devido ao ruído (Lima. análises de acidentes de trabalho resultando em incapacidade para o trabalho. A pesquisa envolveu um estudo retrospectivo de registros médicos de trabalhadores.8.Distribuição de acidentes pôr sexo segundo a natureza Pelo Gráfico 11 pode-se verificar que os acidentes mais comuns entre as mulheres são devido a doença ocupacional (DO) enquanto nos homens é devido a impacto sofrido e DO. Cockerill (1993) realizou um estudo em uma linha de montagem e três postos de trabalho em um posto de trabalho de uma indústria de aço onde chapas de metal são cortadas e ajustadas. a melhoria ergonômica dos postos de trabalhos. na maior parte dos casos. não deixando claro o que realmente aconteceu no momento do acidente. compilação da avaliação de trabalhadores de sua situação de trabalho. Porém. O estudo teve como objetivo principal. Isto vem a tornar o dado praticamente inútil.60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Impacto Sofrido 13% 31% 57% 23% 20% 12% 5% 8% 6% 7% 5% 6% 2% 4% impacto Sofrido Contra Doença Ocupacional Prensagem Esforço Físico OUTROS Feminino Masculino Gráfico 11 . e o que o trabalhador estava fazendo. esta informação estava mal preenchida ou incompleta. medição de indicadores de esforço fisiológico. 1996) 4. e desenvolvimento de soluções 56 Corte . As informações vêm a acordar com alguns estudos que atestam que as mulheres são utilizadas em tarefas que exigem mais detalhes e menos força.6 Atividade do Funcionário A atividade do funcionário nas CATs pode ser verificada na área designada à descrição do acidentes. O primeiro ponto estudado buscava determinar as maneiras pelas quais acidentes de trabalhos e desordens musculoesqueléticas estariam relacionadas com as operações de manuseio dos postos de trabalho e como elas poderiam ser prevenidas. análises ergonômicas de trabalho de cada posto com a ajuda de vídeo gravação.

técnicas. Neste estudo, foi observada uma alta média de incidência de desordens musculoesqueletais. Estas desordens puderam ser relacionadas com a natureza da operação de manuseio e estresses postural envolvendo estes locais de trabalho. Com estas informações em mãos, medidas corretivas e preventivas puderam ser tomadas diminuindo substancialmente problemas de desordens musculoesqueletais nos trabalhadores daqueles postos de trabalho. Este estudo deixa clara a importância da análise de dados. Uma falha que o documento CAT apresenta, é que no preenchimento, apesar de obrigatório, da área designando para se identificar o local do acidente, este é preenchido com informações inúteis para uma posterior análise. Seria interessante que pôr ocasião do preenchimento desta informação, fosse mencionado o posto de trabalho onde estava o funcionário no momento do acidente. Para exemplificar, cito o caso de uma descrição de acidente que veio com a seguinte informação: “Tubo de ferro caiu em cima dedão do pé direito” Estas informações são praticamente, desnecessárias, pois o objeto da lesão (tubo de ferro) vem descrito no campo destinado a se colocar o objeto causador; à parte do corpo atingida (“dedão do pé direito”) vem descrita no campo destinado à descrição das lesões; a natureza da lesão, que neste caso foi impacto sofrido, merece um campo maior para conter informações mais detalhadas, com maior riqueza de informações sobre o acidente. Uma melhor descrição do acidente seria: “Atingido pôr objeto, no momento em que operava, e/ou manuseava, e/ou trabalhava, e/ou concertava, e/ou etc, uma determinada máquina e/ou uma determinada peça, e/ou determinado produto, e/ou se deslocava, em determinado posto de trabalho e/ou fora do posto de trabalho.” Desta forma seria possível tirar conclusões mais corretas sobre os acidentes, e tornar a informação mais útil para prevenir acidentes. O importante em se analisar as CATs, é verificar possíveis características comuns do posto de trabalho, que possam estar influenciando na ocorrência de acidentes. Porém, o mau preenchimento das mesmas dificulta esta ação.

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4.9

Freqüência temporal dos Acidentes

4.9.1 Data do Acidente Segunda-feira foi o dia da semana onde mais ocorreram acidentes, em todos os ramos de atividades analisadas, com um total de 22,83% dos registros. Todos os outros dias apresentaram uma tendência decrescente entre os dias respectivamente, até domingo onde a ocorrência de acidentes foi a menor, com 1,5% dos acidentes. Costela (1999) identificou o mesmo padrão de comportamento ao analisar os acidentes ocorridos na indústria da construção civil nos anos de 1996-1997. A Tabela 23, apresenta a freqüência dos acidentes segundo o dia da semana. Tabela 23 - Freqüência dos acidentes segundo o dia da semana
Dia Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom NI Total % 22,83 20,77 18,10 17,07 13,36 3,94 1,50 2,44 100,00

Um dos fatores que poderiam explicar o maior número de acidentes na Segunda- feira, como mostra o Gráfico 12, seria o fato de ser precedido pelo fim de semana. A quebra do ritmo do trabalho, devido ao período de descanso, faz com que no retorno tanto a produtividade quanto a atenção sejam menores, propiciando uma maior número de acidentes. Com o decorrer da semana, a atenção aumenta, o ritmo é retomado, porém com uma tendência de, na sexta-feira, o funcionário estar com atenção elevada, porém com um ritmo de trabalho menor devido ao cansaço, o que vem pôr propiciar um menor número de acidentes (Costella 1999).

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25% 20% 15% 10% 5% 0% Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom NI

Gráfico 12 - Distribuição dos Acidentes segundo o dia da semana 4.9.2 Hora do Acidente O Gráfico 13 apresenta a freqüência dos acidentes segundo a hora de ocorrência. Pode-se observar dois picos, um pela manhã, das 10 às 11 horas, e outro pela tarde, das 16 às 17 horas. Os mesmos picos forma identificados pôr Costela (1999) em analise feita nos acidentes ocorridos na indústria da construção civil nos anos de 1996-1997. Pode-se observar a grande quantidade de registros onde a hora do acidente não foi informada, ou pôr desinteresse.
30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 00:00 01:00 02:00 03:00 04:00 05:00 06:00 07:00 08:00 09:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00 21:00 22:00 23:00 NI

Gráfico 13 - Distribuição dos acidentes segundo a hora do acidentes

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W. 1972. H. quanto maior o nível de atividade maior a possibilidade de ocorrerem acidentes. A exemplo dos casos anteriores. que atinge seu ápice no horáro das 10 horas e. e também permitiria saber qual máquina estaria ocasionando o maior número de acidentes de trabalho. não se pode agir sobre a fonte do problema. A importância de se conhecer a máquina onde ocorreu o acidente.1 Natureza do Acidente Em grande parte. é que poderia se deduzir a atividade que o trabalhador estaria executando no momento do acidente. PARKER. esta informação estava bem clara. Em outras ocorrências. Esta informação é insuficiente para que se possa fazer uma análise mais aprofundada do acidente ocorrido. os acidentes devido a impacto sofrido e prensagem coletados nas CATs. estabelece que se deve atuar corretivamente. quando há uma queda da produtividade e da atenção. 17). New York: McGraw-Hill. deslocou o joelho direito” e no campo destinado a informar o objeto causador: “Máquina”. porém. agir sobre a fonte do problema. neste caso. na maior parte dos casos.. é que este não era feito com clareza. a máquina envolvida no acidente. a fonte é a máquina. Isto permitiria tomar medidas que reduzissem os riscos de operação da mesma.10 Causa do Acidente 4. pois cada máquina tem um leque de operações que os trabalhadores podem realizar. Pôr exemplo.10. se deram no momento em que os trabalhadores utilizavam suas máquinas e ferramentas ou manuseavam alguma peça. H. não deixando claro. tendo como primeira medida. mas como não se sabe qual é a máquina. permitindo identificar qual máquina se empregava. em uma das CATs com a seguinte descrição do acidente: “Quando estava mudando uma máquina de lugar. em relação a uma tarefa que ofereça risco ao trabalhador e. Um dos princípios de prevenção de acidentes (Princípio de Prevenção de Acidentes pág. O pico da tarde pode ser explicado como resultado da fadiga ocasionada pela proximidade do final da jornada. assim. o que vem pôr ocasionar a agregação dos dados. 4. C. Em muitos documentos aparecia apenas a palavra máquina. OGLESBY.Parker e Oglesby apud Costella (1999) explicam o pico da manhã como sendo resultado da taxa de produtividade diária. Porém. a crítica que se faz aqui em relação ao preenchimento das CATs. (McGraw-Hill series in construction engineering and management) 60 . Methods improvement for construction managers. como o caso da prensa e do torno.

tubos e outros normalmente em cima das mãos do acidentado. Tabela 24 . pela tabela.12% dos acidentes. Prensagem. Pode-se verificar.32 63. Se considerarmos os seis primeiros (Impacto Sofrido.28 3.00 Durante o cadastro das CATs e leitura do campo descrição do Acidentes.95 76.Físico.32% dos registros.94 6. o impacto sofrido foi devido à queda de peça.01 69.23 80.Distribuição dos acidentes segundo a natureza Natureza do acidente Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Esforço . Esforço.Físico Corte impacto Sofrido Contra Outros Total % 29. DO.88 100.69 6.A atividade exercida no momento do acidente também é muito importante devido ao fato de que para se analisar um posto de trabalho. canos. pode-se verificar que. Segundo VINER (1992) os engenheiros e pessoas responsáveis pêlos projetos das máquinas devem ter um conhecimento básico e uma educação continua que os habilitem a projetar maquinarias e métodos de trabalho para satisfazer as expectativas legais de segurança no trabalho. Corte e Impacto Sofrido Contra) chega-se a 80. Muitos acidentes poderiam ser evitados se as máquinas tivessem dispositivos para proteger o operador. e que atividades poderiam estar gerando maior risco ao acidentado. os estudos subseqüentes relacionados à Natureza da Lesão serão realizados em relação a estes seis tipos de acidentes com maior incidência de acidentes. com a freqüência de acidentes. 61 . ou se fossem de uso menos complexo. Pôr isso. deve-se conhecer o processo de trabalho do local analisado.12 100. ferramentas. em grande parte. que impacto sofrido e DO juntos somam 55.89 19.00 % Acum. A Tabela 24 apresenta a freqüência dos acidentes segundo a natureza. 29. possivelmente devido à desorganização dos postos de trabalho.30 26.02 7.30 55. percentual sobre o total e percentual acumulado.

Pode se observar. enquanto Material de 62 % .00 100. que o ambiente de trabalho que o profissional do setor metal-mecânico convive é muito insalubre.00 100.13% dos dados.04%. Porém. verifica-se uma grande diferença. no Brasil.Físico Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Prensagem 48 13 24 39 39 41 15 8 39 24 26 17 20 35 19 8 10 6 5 29 3 15 3 23 3 8 10 4 13 4 3 0 1 4 2 4 2 6 1 1 0 1 100.Distribuição dos acidentes segundo o motivo Através do Gráfico 14 pode-se verificar que os acidentes típicos representaram 71% dos acidentes doenças profissionais 26%. então. pode-se verificar que a atividade metalúrgica e mecânica são as principais responsáveis pela maior parte dos acidentes típicos.00 Pela Tabela 25.Distribuição dos acidentes segundo natureza do acidente pôr atividade econômica Metalúrgica Siderúrgica Material de Transporte Mecânica Cutelaria Fundição Forjaria Natureza do acidente NI 4 1 3 5 7 4 Corte Doença Ocupacional Esforço .00 100. que apresenta a freqüência de acidentes segunda a natureza cruzando com atividade econômica.Doença Ocupacional 26% NI 3% Acidentes Típicos 71% Gráfico 14 . doenças profissionais 1. os acidentes típicos representam 94.00 100. em média. Estes dados foram semelhantes aos obtidos pelo sindicato dos metalúrgicos de Osasco onde os acidentes típicos representaram 77. se comparado com a média nacional dos últimos 10 anos.89% dos acidentes e DO 21.00 100.13% das ocorrências. Tabela 25 .

83). sendo de 59% nos casados contra 41% dos acidentados em outra situação. Em relação à profissão todos os tipos de acidentes foram mais freqüentes entre os metalúrgicos. Outro dado interessante é o fato de 77% dos casos de doença ocupacional serem com trabalhadores casados contra 33% em outra situação. indicando que as mulheres são postas em atividades de menor risco.9% dos acidentes ocorridos devido a esforço-físico.pois 70. Estes dados estão de acordo com estudos feitos pôr Laflamme (1997) que indicam que os mais jovens são colocados frente a tarefas de maior riscos e que as doenças ocupacionais se manifestam nos mais velhos pôr serem frutos da ação do tempo em ambientes insalubres.8%. enquanto cutelarias e material de transporte possuem um ambiente de trabalho altamente insalubre. Impacto sofrido também foi mais comum entre os casados. 63 . pôr 80.48 anos). enquanto que para os homens este valor foi de 22.45% de seus acidentes são devido à doença ocupacional.8% dos registros de acidentes de trabalho. porém mais insalubres. com impacto sofrido. A média de idade mais alta foi à encontrada entre os que sofreram doença ocupacional (40. As empresas de grande porte são as grandes responsáveis por 40.72% dos acidentes decorrentes de Doença Ocupacional. e 70. Um fato interessante foi que 57% dos acidentes registrados para as mulheres foram devido à doença ocupacional. e a média mais baixa foi para impacto sofrido contra (32. porém esta diferença foi menor. Siderúrgica também pode ser considerada como tendo um ambiente de trabalho altamente insalubre . Pode-se concluir que metalúrgica e mecânica possuem ambientes de trabalho com um alto risco de acidentes típicos.Transporte e Cutelaria são responsáveis pela maior parte das Doenças Ocupacionais.

Barras e Tubos.88 59.45 1.82%).45 65.13 55.40 81. o que mais se sobressai. prensa e torno (29.67 23. ou Prod. são os principais causadores de acidentes do trabalho (23.69 1.Distribuição dos acidentes segundo os agentes da lesão mais freqüentes ID 1 Ruído 2 LER 3 Máquina 4 Ferramenta 5 Peça(s) 6 Chapa 7 Prensa e Torno 8 Obj.95 5.53 2. De nível 16 Corpo Estranho 17 Peso 18 Subst.67 9.97 1.45 62.39 5.16 43.2 Agentes da Lesão Tabela 26 . 11 Ferro 12 Serra ou Furadeira 13 Componente de Maq.29 74. Cortante 9 Mov.R.9% de seus acidentes causados pôr elementos pertencentes ao posto do trabalho. pode-se verificar que ruído e L.70 70.34 100.75 3.E.67 2. Pode-se verificar que a indústria metalúrgica tem 40.41 4. 14 Caixa(s) 15 Queda c/ ou sem dif. que apresenta a distribuição dos acidentes segundo o agente causador da lesão.95 77.4.56 3. de acordo com a atividade econômica.14 8.32 47.58 2.27 18.06 1. ferramentas. A Tabela 27 apresenta os dados quanto aos agentes de lesão mais comuns. 14.00 Com base na da Tabela 26. chapas. é o resultado de 64 . peças.00 2.41 3.41 1.54 79.82 32.10. Logo após vem às lesões causadas pôr máquinas.67 100.16 4. demonstrando ser um ambiente de alto risco. Corpo 10 Canos.82%).59 1.77 38. Dos dados apresentados.73 52. Quente 19 Escada 20 Equipamento Outros Total Agente da lesão % 14.23 72.00 % Acum.00 80.12 67.26 75.

Ruído e LER Ruído e LER Ferramentas e Caixas Ruído % Relat.00 40. Já em empresas dos demais portes.90 41. 35. Máquina. onde 65. Corpo.Tipos de agentes mais comuns de acordo com a atividade econômica7 Atividade Econômica Metalúrgica Mecânica Cutelaria Forjaria Fundição Siderúrgica Agente Lesão Máquinas. 65 .50 Pequeno Máquina. máquinas. Chapa. pois os principais agentes são máquinas. Mov. todos elementos pertencentes ao posto de trabalho. ferramentas.20 36. Peças. pode ser vista na Tabela 70 em anexo pág. Prensa.70 32. Ferramentas. ruído e LER. Chapa. Porte Grande Médio ME Ruído e Ler Peças. Tabela 27 . Chapa.90 Material de Transporte Ruído e LER As empresas de grande porte se caracterizam pôr terem ambientes de trabalho que oferecem maiores riscos à saúde do trabalhador. Prensa e Torno. Peças. Ruído. que oferecem risco à segurança do trabalhador. 130. Tabela 28 . chapas. à atividade econômica 40. sendo este um ambiente altamente insalubre para os trabalhadores.agentes de lesão na siderurgia. 7 Uma lista completa com os agentes e as atividades econômica. Agente % Relat. se caracterizam pôr serem ambientes de trabalho de maior risco. Prensa e Torno. Torno e Ferramentas. Ruído.. Chapas.7% dos acidentes tem como agente de lesão.10 28. peças e ferramentas. ao Porte 35.00 31.70 50.9% dos acidentes são devido a ruído. peças.Tipos de agentes mais comuns de acordo com o porte.30 65. pois como pode-se ver na Tabela 28. Máquinas e Ler.70 39.

Mais adiante. pode-se verificar quais foram os agentes de lesão predominantes entre as categorias profissionais dos acidentados.20 60. Corpo. Doença Ocupacional. Chapas e Máquinas % Relat. 26. pôr exemplo. tubos. prensa e torno. Peso. barras. peças. que contém as quatro Naturezas de Lesão com maior incidência (Impacto Sofrido. poder-se-ia esperar. o soldador está sofrendo muito impacto de canos.3%.Físico Corte Agentes Ferramentas. com 29. Logo. serra. Obj.Agentes mais comuns de acordo com a natureza da lesão Natureza da Lesão Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Esforço . 128) a natureza de lesão mais comum foi impacto sofrido. peças. furadeira. Mov. Ruído e Ler Máquinas. serão apresentados mais detalhes a este respeito.70 90. pode se verificar que ferramentas. porém se vê que os agentes da lesão estão mais ligados a uma possível desorganização de seu posto de trabalho. neste modulo. e máquina. Tabela 29 . 7. ferros e máquinas são os maiores causadores de Acidentes de Trabalho. que o soldador se queimasse ou tivesse problemas respiratórios ou visuais. canos. Ferramentas. a Natureza 47.90 61.A partir da Tabela 29. barras. peças.2%. Prensa e Torno.20 impacto Sofrido Contra Máquinas.69% e 6. Com base na Tabela 30.10 57.30 68. chapas. e até mesmo de máquinas que não fazem parte de seu posto de trabalho. Prensagem e Esforço Físico. 66 . Cortantes. canos. Como pode-se observar na Tabela 67 (anexo pág. tubos. indicando uma possível desorganização nos postos de trabalho. que apresenta os tipos de agentes de lesão mais comuns entre as profissões.94% respectivamente de ocorrência) e os agentes que os ocasionaram. Como se espera que o acidente esteja relacionado com a atividade. Peças e Caixas.

Ler. Máquina Industriário Soldador Serv. Aux. Prensa. Máquinas.10% dos casos não foi informado se houve ou não afastamento.1 Afastamento Em relação ao afastamento. ferramentas e máquinas. Cel. 67 . LER Chapas. máquina e ferramentas.44 36. custos com perda de tempo. Produção Op. tubos. Agente % 36.11 Dados sobre o Acidente 4. prensa.23 33.00 33.33 39.33 40. torno e máquinas. treinamento de um profissional para substituir o acidentado.Tipos de agentes mais comuns segundo a profissão Profissão Metalúrgico Op.6% que não precisaram se afastar. ruído. Custos com tratamento. canos. impacto psicológico nos colegas de trabalho entre outros.11. barras e tubos. Corpo. Gerais Montador Op. Componentes de máquina.74 33. Man. contra 13. Mov. 74. É sempre bom ter em mente que o afastamento do acidentado de seu posto de trabalho implica em custos diretos e indiretos para empresa.Tabela 30 .82 4.48 29. Ruído e Ler Ruído e Ler Ruído e Máquinas Canos. chapas. Mult. barras.31% dos acidentados necessitaram se afastar de seu posto de trabalho. ruído.68 55. Em 12. torno. Func.

7% das lesões.66 100.9% das lesões foram nas mãos (principalmente o dedo indicador devido a impacto sofrido). a Tabela 31 apresenta os dados obtidos após análise. onde se pode verificar que os acidentes leves (menos de 15 dias) representaram 39.9% na região dorsal e 9.30 31.15 16. 4. é apresentada a distribuição dos acidentes segundo a duração do tratamento. No geral. que é perda auditiva induzida pelo ruído.19 1. Infelizmente em 36. 45.45 46.5% na região da cabeça (principalmente a audição devido a ruído).2 Duração do Tratamento Tabela 31 . A Tabela 32 apresenta as principais lesões encontradas entre os acidentados no setor metalmecânico do estado do Rio Grande do Sul.22 36. 68 .11. Nesta tabela.00 Na questão relativa à duração do tratamento.2% nos pés. Em relação às lesões. 10.66% dos casos este dado não foi informado ou estava ilegível.13 1.90 Acima de 90 NI Total % 39. 20.48 3.6% das lesões seguidas pôr hipoacusia.1% na região ventral. ferimento corto-contuso foi o principal responsável pôr 23. as mãos foram à região do corpo mais atingidas em acidentes e com maior número de lesões.00 2.42 0.Distribuição dos acidente segundo duração tratamento Duração do tratamento 0.4.9% dos casos.90 15.44% dos acidentes.12 Lesões e Partes do Corpo Atingidas Como era de se esperar. e os acidentes graves (mais de 15 dias) representaram 23. 15.60 61.75 76. com 17. segundo os dados levantados das CATs.

0 100.5 1.1 Profissão Com base na Tabela 33.3 40.7 1.4 5.7 10.7 13.5 2.Tabela 32 . Tabela 33 .1 0.8 0.7 6.8 15.0 7.3% das lesões registradas em acidentes de trabalho e doença profissional.12.0 5. Man.1 3.00 4. Corto-contuso Hipoacusia Contusão Fratura Tendinite Queimadura Dores Disacusia Entorse Outras % 23.8 39.8 5.4 2. Produção Op.3 3.Distribuição das lesões segundo o tipo de lesão CodLes 10 21 4 12 22 17 23 24 8 Total Nome da Lesão Ferimento. Cel. que as orelhas (audição).2 100.1 6. pode-se observar.8 3.0 4.0 2.7 2. Aux.5 PÉ 20.5 49.3 6. Máquina Industriário Soldador Montador Serv.6 17.9 3.1 9.2 4.5 10. 69 . que apresenta a distribuição de lesões segundo a região da cabeça atingida. O metalúrgico foi o mais atingido em todas as regiões do corpo. Mult.1 3.6 3.9 35.9 1.4 100.00 17. Outros % CABEÇA DORSAL VENTRAL MÃO 33.6 8.9 6. motivando 93.00 18.1 2.1 3.00 100.7 1. Gerais Op.1 0.7 6.1 5.1 10.1 3.8 3.9 40.5 100.00 4.9 12.0 0. os olhos e a região frontal são as regiões mais afetadas pôr acidentes.7 100.6 0. Func.2 Região da Cabeça Com base na Tabela 34.0 3. pode-se observar a distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão.6 10.12.2 12.6 2.7 2.00 20.Distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão Profissão Metalúrgico Op.

de propiciar a perda auditiva do acidentado.50 6.80 4.Tabela 34 .7% dos acidentes registrados na região frontal. seguido pôr impacto sofrido. Ruído foi responsável pôr 99% das ocorrências de acidentes na orelha (Perda auditiva induzida pôr ruído).80 3. principalmente na região da face. além.17% dos registros de acidentes na região da cabeça. pois o trabalhador pode ter como conseqüência do ruído.70 100.81% e objeto na vista com 7.10 3. dores de cabeça. 70 . ainda pode contribuir para a ocorrência de outros acidentes.10 40. estes 3 são responsáveis pôr 96. como pode ser observado na Tabela 35. Impacto sofrido foi responsável pôr 51. Juntos. principalmente devido a ruído. cansaço. aumentando os riscos de acidentes devido a estresse físico e mental.00 − Natureza do Acidente Doença ocupacional foi responsável pôr 71.79% dos registros de acidente na região da cabeça. entre outros sintomas. irritação.55% dos registros de acidentes referentes à região da cabeça. com 12.Distribuição de lesões segundo região da cabeça Parte do Corpo Atingida Orelha esq Orelha dir Olho esq Região Frontal Olho dir Outras Total % 41. O ruído. Além da perda de produtividade gerada pôr estes sintomas. Objeto na vista foi responsável pôr mais de 60% dos registros de acidentes na visão. ainda existe a diminuição dos reflexos e da atenção.

Tabela 35 - Distribuição dos acidentes na região da cabeça segundo a natureza do acidente
Natureza do acidente Doença Ocupacional Impacto Sofrido Objeto na Vista Queimadura Outras Total % 71,17 12,81 7,55 3,66 4,81 100,00

− Lesões A lesão mais comum, na região da cabeça, foi hipoacusia e disacusia que ,juntas, foram responsáveis pôr 67,9% das lesões na região da cabeça, conforme pode ser observado Tabela 36. Tabela 36 - Distribuição das lesões na região da cabeça segundo natureza e agente de lesão
Natureza do acidente Agente da lesão % 56,5 11,4 2,3 2,3 2,1 25,4 100,00 Lesão Hipoacusia Disacusia Corpo Estranho Corpo Estranho PAIR Parte do Corpo Audição Audição Olho Dir Olho Esq Audição

Doença Ocupacional Ruído Doença Ocupacional Ruído Objeto na Vista Objeto na Vista Outras Total Corpo Estranho Corpo Estranho Outras

Doença Ocupacional Ruído

4.12.3 Região do Corpo Dorsal As costas e os ombros foram a principal região atingida, nos acidentes registrados na região do dorso (costas). Os principais causadores destas ocorrências foram LER (Lesão pôr Esforço Repetitivo), movimentos mal feitos (posturas inadequadas) e esforço físico excessivo.

71

Tabela 37 - Distribuição das lesões segundo a região dorsal
Partes do Corpo Costas esq Costas dir Ombro dir Ombro esq Cotovelo dir Outras Total % 24,90 24,60 20,10 15,00 8,10 7,30 100,00

As costas, ombros e o cotovelo direito foram responsáveis pôr 84,6% das lesões na região da dorsal, conforme pode-se verificar na Tabela 37. − Natureza O principal causador de ocorrências de acidentes na região dorsal foi doença ocupacional, principalmente devido a LER, com 38,8% dos registros de acidentes nesta região. Esforço físico excessivo, principalmente devido a carregamento de pesos e movimentos mal feitos, também foi um dos maiores causadores de comunicação de acidentes com os mesmos 38,8%, conforme pode-se verificar na Gráfico 15

45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0%

38,80%

38,80%

8,60% 3,00% Doença Ocupacional Esforço - Físico Impacto Sofrido Queimadura 2,60% Desequilíbrio 2,20% Queda

6%

Outros

Gráfico 15 - Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a natureza do acidente − Agente da Lesão L.E.R foi o principal responsável pôr grande parte das comunicações de acidentes, com um total de 30,6% dos registros referentes à região dorsal. Depois vieram Mov. Do Corpo e Peso, 72

que juntos somam 20,26% dos acidentes da região dorsal. Estes dados já eram esperados, haja visto que uma das maiores preocupações da indústria é a alta incidência de LER entre seus trabalhadores. Muitos afirmam que a LER está mais ligada a fatores psicológicos do que físicos, pois um profissional que ao trabalhar se mantém tenso, está mais sujeito a ter lesões, do que um profissional que se mantém relaxado. Muitas empresas estão adotando, como medidas para diminuição dos casos de LER, soluções macro-ergonômicas, que estão ligadas a fatores externos ao ambiente de trabalho. Construção de creches para os filhos dos empregados, financiamento de casa própria, assistência médica, entre outros são exemplos de medidas, que contribuem com a redução de casos de LER, pois o trabalhador se sente mais seguro, e mais tranqüilo, estando menos propenso a lesões pôr esforço repetido. Tabela 38 - Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo o agente da lesão
Agente da lesão LER Mov. Corpo Peso Caixa(s) Peça(s) Componente de Maq. ou Prod. Motor Queda Chapa Outros NI Total % em relação a Dorsal 30,60 11,21 9,05 5,60 4,74 3,02 3,02 2,16 1,72 18,54 10,34 100,00

− Lesão As principais lesões encontradas na região dorsal foram devido à contusão (15,5%), dores (14,4%), queimadura (13,4%), tendinite (9,3%). A Tabela 39 apresenta uma lista completa com as lesões na ocorridas região dorsal.

73

30 8. Tabela 40 .40 9.50 14.30 6.80 100.10 3.50 7. foram os mais atingidos com 10% de registros cada.00 74 .50 8.50 7. principalmente para empurrar e ajeitar peças.20 5.40 13.40 23.4 Mãos Os dedos foram os principais atingidos. como era de se esperar pôr serem os dedos mais utilizados.20 5.10 3.00 9.Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a lesão CodLes 4 23 17 22 20 7 10 15 19 26 28 18 Nome da Lesão Contusão Dores Queimadura Tendinite Lesão Distensão Ferimento.10 17.20 7.40 100.12.20 4.Tabela 39 .80 7.00 10. em acidentes de trabalho registrados na região das mãos.Distribuição dos acidentes segundo a região das mãos Parte do Corpo Dedo indicador esq Dedo indicador dir Punho dir Dedo médio dir Dorso da mão esq Dorso da mão dir Dedo polegar esq Dedo médio esq Dedo polegar dir Outras Total % 10.00 4. Os dedos indicadores.10 3. Corto-contuso Lombalgia Tenossinovite Epicondilite Hérnia Outros Total % 15.

ferramentas e L.30% 9.79% 17. na região das mãos 75 . Juntos somam 62.− Natureza Impacto sofrido foi o grande causador de acidentes na região das mãos seguido de prensagem e corte. 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 35.74% 15.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a natureza − Agente da Lesão A Tabela 41 apresenta a distribuição dos acidentes na região das mãos. onde pode-se observar que as máquinas. como pode-se observar no Gráfico 16.E.93% dos acidentes registrados na região das mãos.89% 11.27% 5.91% 4.10% Impacto Sofrido Prensagem Corte Doença Ocupacional impacto Esmagamento Sofrido Contra Outros Gráfico 16 . são os principais agentes de lesão.R.

Tabela 42 .74 9.90 3. Mov.20 9. Cortante Peça(s) Chapa Serra e Furadeira Componente de Maq.50 2.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo o agente da lesão Agente da lesão Máquina Ferramenta Prensa e Torno LER Obj.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão CodLes 10 12 1 4 17 22 23 2 8 Nome da Lesão Fer.46 4.20 6. Canos. Corto-contuso Fratura Amputação parcial Contusão Queimadura Tendinite Dores Amputação total Entorse Outros Total % 26.10 4.20 2.40 2.55 14.14 2.60 7. com 26.00 76 .11% dos registros.02 100.11 14.87 5.20 6. Barras e Tubos.73 4.10 5.80 24.00 − Lesão Ferimento corto-contuso.Tabela 41 . foi o principal causador de acidentes na região das mãos. principalmente devido a impacto sofrido pôr ferramentas e máquinas.30 100.65 12. ou Prod.73 5.10 1.40 8. Corpo Ferro Caixa(s) Outros Total % 16.

61% Impacto Sofrido Desequilíbrio Queimadura Torção Outras Gráfico 17 . foi o dorso do pé direito com 19.50 7.5 Pés A região mais atingida do pé. 77 .2% das ocorrências. conforme pode-se verificar no Gráfico 17.85% 8.Distribuição dos acidentes segundo a região dos pés Região do corpo Dorso do pé esq Dorso do pé dir Tornozelo esq Tornozelo dir Dedo 1 dir Dedo 5 dir Dedo 1 esq Outras Total % 24. Tabela 43 .4.50 5. 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 61.73% dos acidentes registrados nos pés.12.00 − Natureza do Acidente Impacto sofrido foi responsável pôr 61.67% dos registros de acidentes na região dos pés.10 19. em acidentes.60 5.Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo a natureza.10 100.2% das lesões.20 11.30 19.14% 5. seguido de perda do equilíbrio com 8.73% 16. e os tornozelos.70 7. com 19.67% 7.

30 100. canos. Quente Caixa(s) Equipamento Outros Total % 13.50 5. Corpo Subst. indicando uma possível desorganização do posto do trabalho. tubos.00 − Lesão As principais lesões registradas na região das mãos foram fraturas e ferimentos corto-contuso.Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo o agente da lesão Agente da lesão Ferro Peça(s) Canos.90 6.− Agente da Lesão Os principais causadores de lesão na região dos pés foram ferros. barras. peças.30 8. Chapa Escada Mov.70 4.70 3. Barras e Tubos. com 38% e 19% respectivamente.60 9.70 40. 78 . Tabela 44 . e chapas.20 3.10 4.

na região ventral.4 3.6 Ventral A região que mais sofreu injúrias devido a acidentes de trabalho.0 19. foi o antebraço direito seguido do braço direito.80 8.12.Distribuição dos acidentes segundo a região ventral Região do corpo Antebraço dir Braço dir Antebraço esq Braço esq Joelho esq Joelho dir Perna ant esq Perna ant dir Tórax dir Total % 19.3 1.70 12.3 1.10 5.80 10.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão CodLes 12 10 4 17 8 6 22 5 13 20 23 NomLes Fratura Fer.3 100.6% e 15. pode-se verificar que os braços são a região mais atingida da região ventral.0 4.00 79 . O antebraço esquerdo e o braço esquerdo juntos somam 21.8 2.70 7. Corto-contuso Contusão Queimadura Entorse Dermatite Tendinite Corpo estranho Lesão ligamentar Lesão Dores Total % 38.8% das lesões respectivamente.Tabela 45 .60 15.5 1.2% dos registros de lesões na região ventral.0 17.10 100. Logo.30 9. com 19.3 1.7 11.90 10.5 2. Tabela 46 .

56 10. Tabela 47 . Esforço físico e perda de equilíbrio. com 25.4% dos registros de acidentes relativos a região ventral.22% respectivamente.Físico Desequilíbrio Queimadura Retesão Outros Total % 25.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a natureza. 80 .16 24.00 − Agente da Lesão O principal agente causador de lesão foram os esforços repetitivos (LER).97 16.− Natureza do Acidente Impacto sofrido foi o principal tipo de acidente na região ventral.25 8. seguido de doença ocupacional.07 4. também são responsáveis pôr boa parte dos acidentes na região ventral.16% e 24.22 10. com 21.77 100. Natureza do acidente Impacto Sofrido Doença Ocupacional Esforço .

seguido de contusão e dores com 22.80 6.70 4.90 100. Corpo Máquina Queda Chapa Outros Peça(s) Subst.50 4. Barras e Tubos.20 4.70 13.20 5.40 7. Corto-contuso Escoriação Entorse Tendinite Outros não listados Total % 22.40 3.40 8.00 81 .7%.70 3.00 3.30 4. Peso Outros Total % 21.80 5.20 24.10 3.6% e 10. Cortante Escada Canos.20 6.50 22.Tabela 48.00 − Lesão A principal lesão encontrada foi devido a queimaduras.4% das lesões. respectivamente.60 4.10 2.30 100.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a lesão CodLes 17 4 23 12 10 9 8 22 18 Nome da Lesão Queimadura Contusão Dores Fratura Fer. Quente Ferramenta Obj.40 7.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo o agente da lesão Agente da lesão LER Mov. Tabela 49 .60 10. 13.

A discussão pretende entender um pouco melhor a realidade do acidente que não consegue ser traduzido pela CAT. e propor estudos ergonômicos que venham a reduzir os riscos que um determinado profissional esteja exposto. Sendo um profissional com tarefas típicas. tece algumas considerações sobre o posto de trabalho do soldador. é possível deduzir as possíveis causas dos acidentes. a seguir. 82 .O capítulo 5.

que soldar é uma atividade que oferece um alto grau de insalubridade ao soldador. foi feita uma análise do trabalho de soldagem em duas empresas gaúchas ambas localizadas na região de Porto Alegre. Percebe-se. de acordo com a literatura internacional. utiliza cerca de seis tipos diferentes de processos. Em relação aos estudos ligados à metalurgia. Problemas no aparelho respiratório também foram verificados. comunicações ligadas a problemas respiratórios e nos olhos. zona respiratória e carga de trabalho. No Brasil. pode-se notar uma preocupação muito grande com o ar que o soldador respira e a visão. padrão para 83 . que os soldadores de uma linha de produção de dispositivo laser. visão e estresse mental e postural bem como ambiente de trabalho. O soldador é um profissional que trabalha com operações de fusão de peças metálicas. Foi realizada uma entrevista com os soldadores. foram expostos aos flashes de luz de plasma e laser excedendo em certas medidas os níveis máximos permitidos. e as CATs não servem para dar estas informações sobre ar respirado e visão do soldador. Tratamento com remédios também foi utilizando. Tendo em vista a discrepância de dados. como ruído. Nas bibliografias internacionais. A maior parte dos estudos sobre saúde e segurança do trabalho com o soldador são encontradas em bibliografias internacionais que basicamente relatam problemas respiratórios e de visão. medidas profiláticas foram tomadas. Em nenhuma das CATs foram constatadas. na qual questionou-se sobre assuntos ligados basicamente à sua atividade. Foram realizadas observações diretas e indiretas (filmagens) com os trabalhadores no intuito de poder comparar os resultados obtidos nas CATs e as informações obtidas na revisão bibliográfica com os dados obtidos nas empresas. Neste caso. incluindo um escudo de proteção contra flashes provenientes do processo de soldagem. praticamente não existe bibliografia sobre o assunto. Estas exposições levaram a problemas nos olhos e no sistema imunológico dos trabalhadores. e um conjunto de equipamento de proteção individual. que basicamente é a mesma para todos os soldadores.5 CONSIDERAÇÕES SOBRE A ADEQUAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS PELA CAT: O CASO DO SOLDADOR O trabalho do soldador despertou a atenção pela alta incidência de impacto sofrido o que teoricamente não era esperado. Komarova (1992) verificou em um estudo feito numa indústria metalúrgica russa. o principal tema encontrado é relativo a ruído. de uma vestimenta.

protetores auriculares. O primeiro processo de solda foi em forja. Após várias modificações nestes processos. composto pôr luvas. peças. proteção para o tronco e elmo para a face. Normalmente as queixas eram feitas pêlos trabalhadores mais velhos. 5. contato com peças aquecidas.2 Trabalho do Soldador Desde o momento em que o homem tomou conhecimento das técnicas necessárias para produção de metais. 1996). em entrevista aos profissionais de soldagem. foi introduzida uma nova tecnologia. contato com eletricidade. apesar do uso de elmo protetor da face. − Solda de Baixo Teor de Hidrogênio: Semelhante à descrita acima. 5.1. (113 V pico). e protetor auricular. ferramentas.1. é desenvolvida para solda de aço inoxidável e utiliza eletrodos revestidos de fluoretos.1 Principais Agentes Causadores De Risco À Saúde Do Soldador 5.1 Acidentes de Trabalho Com base na literatura revisada. a solda vem sendo utilizada. O principal risco é o do equipamento de soldagem.todos os soldadores. devido a choque elétrico. Relativamente altas voltagens são necessárias para o processo de soldagem e o soldador pode ter contato direto com 80 V ac rms. Ao se aproximar o eletrodo da peça. os acidentes de trabalho podem ser provocados pôr quedas de peças. pode-se distinguir os processos de solda em seis tipos diferentes: − Solda de Arco ou Solda Elétrica: Consiste na utilização de uma diferença de potencial elétrico entre a peça a ser soldada e um eletrodo. fagulhas. que nada mais era do que martelar duas peças aquecidas até sua fundição. Em meados de 1880. se constatou que mais de 50% dos entrevistados queixaram de problemas nos olhos e dor de cabeça. que tem operações de solda do tipo MIG e TIG. forma-se um arco voltaico que funde o metal da peça e do eletrodo. os mais novos normalmente não tinham nenhuma queixa. Estas voltagens são excessivas e podem afetar a integridade física do soldador (Melton. 84 . botas. Em visita feita a uma empresa da região metropolitana de Porto Alegre. que consistia da solda de arco de resistência. que passou a ser utilizada industrialmente e logo após foi introduzida também a solda oxiacetilênica que passou a ter uso industrial após os anos de 1900.

como o hélio. A liberação de fumos é reduzida.3 A Tecnologia e o Soldador De acordo com Gorban (1990). − Solda realizada a laser. Desenvolve pouco calor. o instrumento de solda fornece um jato de gás inerte através de um orifício com um gradiente de alta voltagem. o argônio. mas é grande a liberação de fluoretos. porém.− Solda de Gás Inerte: MIG (Metal Inert Gas): Utiliza um eletrodo consumível e um arco envolto em gás inerte. podendo ou não ser utilizado um segundo eletrodo consumível. utilizando-se. em processos manuais e semi-automatizados de soldagem existe a possibilidade de diminuição de contaminação da zona respiratória do soldador. se a intensidade de sua formação for diminuída na zona do arco de soldagem. − Solda com arco e gás inerte. tais como componentes sólidos e gasosos do aerosol de soldagem. são necessários mais dados sobre a emissão e a razão de formação das substâncias mais perigosas. ainda teríamos outros que oferecem menor riscos aos soldadores.1. resultando numa corrente de gás altamente ionizada. − Solda de Arco Submerso: O arco é embebido entre o eletrodo e a peça. 5. o dióxido de carbono ou misturas destes gases. o suficiente para fundir o metal das chapas nos pontos. O processo faz uso de alta densidade de corrente elétrica. − Solda Com Gás Inerte: TIG (Tungsten Inert Gas): O Mesmo processo da MIG. com substâncias de riscos. − Solda de Plasma: Neste processo. Mas para isto. Gorban (1990) 85 . ou pôr Resistência: Utiliza dois eletrodos não consumíveis e une duas chapas metálicas apenas no ponto de contato. − Solda a Ponto. devido aos fumos de soldagem. sendo obtida uma proteção cobrindo-se o ponto de trabalho com grânulos de material inerte que contém fluoretos. Além destes processos que são utilizados. a qual é uma das maiores preocupações. de um eletrodo não consumível de tungstênio e tório. o que conduz à formação de elevadas concentrações de fumos. São eles: − Solda a Gás ou oxiacetilêniaco: O calor necessário para fundir a peça e o eletrodo é fornecido pôr um maçarico. com o devido relato do regime de soldagem usado e o diâmetro do eletroduto de soldagem.

que acaba tendo uma expectativa de vida abaixo da média. tempo de realização da soldagem. 5. O sistema poderia ser utilizado em diversos processos de soldagem diminuindo desperdício.afirma. e para outros trabalhadores que compartilhem da mesma zona respiratória. Riscos adicionais aparecem do processo. no intuito de tornar a ambiente de trabalho mais salubre para o soldador. em relação à função visual do soldador. oftalmia pôr ultravioleta e intoxicação pôr agentes químicos. aos poucos.4. Isto devido ao ambiente agressivo. a possibilidade de ação sobre as substâncias químicas pode ser tomada. Soldadores atualmente tem trabalhado tanto em locais escuros quanto em iluminados.4 Doenças Profissionais Doença Profissional ou do trabalho é aquela adquirida no exercício do trabalho a serviço da empresa.em média. Eble (1995) constatou que com a utilização de um sistema de soldagem robotizado. A atividade do soldador pode causar fadiga. de 2. Partículas no ar também são um problema potencial. portanto. e estão se tornado mais versáteis. problemas de postura. 86 . calor também pode ser considerado um risco adicional. em que o metalúrgico é exposto todos os dias. Estes fatores. chegou-se à conclusão que a expectativa de vida do metalúrgico é . surdez profissional. diminui os potências de exposição ocupacional do soldador. Um ambiente de muito calor.1.1. Os estudos sobre os riscos da visão do soldador têm sido limitados a injúrias externas no corpo. radiação ultravioleta e à utilização das lentes de contato. estresse pelo calor. O arco de soldagem emite altos níveis de infra vermelho visível e radiação UV. Na aplicação inicial da sua técnica. tem se dado muita prioridade para os tóxicos do fumo e os riscos do câncer na saúde do soldador em estudos de segurança com consideração à soldagem. Um típico exemplo onde a automação diminui os riscos de acidente. ruídos e estresses tanto postural quanto psicológico. na região de Tula na Rússia. ainda. 5. pois podem afetar a integridade respiratória do soldador Yakovleva (1995) desenvolveu um método para avaliar a influência das doenças profissionais na expectativa de vida do metalúrgico.6 anos a menos do que a população em geral da região. Este sistema poderia ser utilizado pôr pessoal não especializado. vão afetando a integridade física e imunológica do metalúrgico. que se for testada a efetividade de sistemas de ventilação local e geral dos postos de trabalho de soldagem. pois diminui a exposição do soldador aos riscos do processo de soldagem. Vários efeitos prejudiciais acabam se combinando. principalmente a nível internacional. Atualmente.1 A Visão Segundo Marini (1994) existem uma série de fatos a serem considerados.

1997). antes deles serem feitos. quando o soldador começa a sentir os sintomas já é muito tarde. Porém.o diagnóstico do Oftalmologista poderia ser feito cedo evitando assim serias complicações. Neste estudo foi provado os danos causados pôr estes componentes. se limita à utilização de elmo protetor para face. desenvolvimento distrófico na contração do miocárdio. flúor. potássio e componentes solúveis de manganês foi estabelecido. no sistema cardiorespiratório. provindos da soldagem. a acuidade visual esta se tornando cada vez mais importante para habilidade de se trabalhar e. silicone. 1985). Estes fatores podem contribuir para a incidência de acidentes com os soldadores. pela sua menor acuidade visual e conseqüente redução da atenção. mas não os elimina. que podem levar ao câncer pulmonar. um acentuada redução na intensidade de luminescência dos terminais adrenergéticos no miocárdio. e ferro. dependendo da composição e concentração do fumo e a duração da exposição (Chung et ali. devem ser definidos padrões. como se verifica com os soldadores nos Estados Unidos (Colacioppo. A atividade biológica mais pronunciada dos componentes pesados do aerosol da soldagem com um alto conteúdo de flúor. sódio. o qual reduz os níveis de luz. tais como componentes de fluxo ou metais sendo soldado.1. 5. Finalmente. os quais são originalmente parte dos componentes de consumo da soldagem ou do metal sendo soldado. principalmente quando estes estão fora de seus postos de trabalho. O fumo é produzido durante a soldagem e é primariamente um aerosol formado pela condensação e oxidação de metal vaporizado. Os problemas com visão podem causar tontura e dor de cabeça. Além das diversas patologias que cada substância pode desenvolver pode-se observar ações aditivas para ode aparelho respiratório. pôr isso.2 Agentes Químicos Os fumos de soldagem compõem os principais agentes químicos aos quais os soldadores estão expostos. Danos estruturais como efisema. Normalmente.4. potássio. cálcio. a preocupação com este fato. e muitas vezes os problemas de visão se tornam irreversíveis. bronquite do pulmão. Neste estudo não foi constatado 87 . além de diminuir a capacidade de realização de tarefas pelo soldador. No Brasil. surge a necessidade de se prover testes para analisar a acuidade visual do soldador. Porém os Oftalmologistas não têm suficiente contato com fabricas e condições de trabalhos. Em um estudo feito pôr Pokrovskaya (1990) foram comparados os efeitos da introdução intratraqueal de poeira de magnésio. Ele pode também conter outros materiais. Esta mistura de gases no ar e partículas podem ser um risco para saúde.

deve-se dividi-lo em três aspectos básicos: − Reconhecimento.nenhuma atividade fibrocinética das amostras de poeira de soldagem. 1997). − Controle. A maioria relata que estão em sub-micro escala . Na Tabela 50 é apresentada a composição básica dos fumos de soldagem. formando cadeias e agregados que são muito maiores geometricamente mas aerodinamicamente ainda dentro da gama respirável (Chung et ali. já os gases podem causar irritação e asfixia. − Avaliação. mas geralmente elas tiveram algum efeito tóxico no organismo. Segundo COLACIOPPO (1985) quando se inicia um estudo de agente químico. 88 .2 µm. tipicamente abaixo de 0. O material particulado pode causar irritação e doenças pneumoconiogênicas. Percebe-se que os fumos de soldagem podem estar em duas formas: partículas e gases. Há dados substanciais na literatura sobre a freqüência do tamanho das partículas de fumo.

pontos estes como área de exposição. 89 . Durante esta fase são reconhecidos alguns pontos importantes para o estudo. ritmo de trabalho. tempo de exposição dos trabalhadores.Tabela 50 . movimentação de materiais a fim de saber quem trabalha com o que. condições ambientais. agentes a pesquisar e outras substâncias que possam alterar os resultados. onde agentes químicos dos fumos de soldagem possam estar agindo. número de trabalhadores expostos.Composição Básica Dos Fumos de Soldagem Cádmio Cromo Chumbo Fluoretos Manganês Níquel Titânio Vanádio Zinco Alumínio Carbono Berílio Estanho Ferro Sílica Cobre Asbesto Ozona Fosgênio Óxido de nitrogênio Fosfina Monôxido de carbono Dióxido de carbono Gases Inertes Irritantes pulmonares E tóxicos sistêmicos Material Particulado Pneumoconiogênicos Irritantes Gases Asfixiantes − Reconhecimento O reconhecimento consiste de uma visita ao local.

a determinação de possíveis causas de erros nas medições ambientais. Haja visto que o Brasil não dispõe de LT. a fim de detectar qualquer sinal ou sintoma precoce de uma ação dos fumos metálicos sobre o organismo. o que tem sido uma preocupação nesta etapa é a falta de métodos padrão e de limites de tolerância para que se possa comparar os resultados obtidos na avaliação. o tempo de amostragem. Segundo Colacioppo (1985). que consiste em realizar testes que possam refletir não só a exposição. normalmente se utiliza a orientação da American Conference of Governmental Hygienists (ACGIH). número de trabalhadores a serem amostrados.1. Os TLV referem-se a concentrações de aerodispersóides e representam condições sob as quais supõe-se que quase todos os trabalhadores podem estar expostos dia após dia sem efeito adverso. normalmente diário. estas partículas ficam concentradas na 90 . as partículas do fumo de soldagem são um dos maiores causadores de risco para saúde dos soldadores. − Controle O controle se dá através de duas formas. 5. mas também a absorção. pôr medidas de engenharia de higiene industrial e pôr medidas de medicina do trabalho. dos agentes químicos a que está exposto. pelo trabalhador. exames médicos antes durante e após o trabalhador iniciar suas atividades. também existe a necessidade de se efetuar uma avaliação biológica do ambiente. que reúne todas as informações possíveis e publica anualmente a lista “Threshold Limit Values” (TLV). A outra etapa consiste de comparação dos valores de concentração atmosférica dos fumos de soldagem com os padrões de limites de tolerância (LT). com o intuito de verificar a extensão da contaminação no local a ser examinado. uso de ventilação exaustora.3 Exposição a Agentes Químicos Segundo Thornton (1994). Adicionalmente à comparação com limites de tolerância. Durante o processo. isto após as duas primeiras fases.4. Nestas fases deve-se considerar a possibilidade de eliminação ou controle da fonte de fumos metálicos. finalmente. tal como concentração de fumo no local de trabalho. A etapa de avaliação consiste de medição onde deve-se escolher o equipamento para se fazer as medições. análise do material coletado e. Estas partículas são provenientes do arco de gás formado durante o processo de soldagem.− Avaliação Consiste na medição de algum parâmetro.

são um indubitável progresso. Prevenção médica somente deve ser introduzida mais tarde. Médicos e equipe médica devem ter um biomicroscópio oftalmológico e aprender como usá-lo. Pôr exemplo. menos ruído. deixando os olhos mais sensíveis a UV e viroses. A incisão pôr laser e pôr filete de jato d’água abrasivo tem conduzido a consideráveis progressos na industria da soldagem: menos poeira.zona respiratória do soldador.2 Prevenção na Soldagem Segundo Marini (1994) a proteção dos trabalhadores no ambiente de trabalho pode ser obtido pela utilização adequada de cortinas contra os raios UV. aprender a não soldar demasiadamente fechado e proteger-se adequadamente. e proteção adequada dos olhos do soldadores pôr óculos com filtros e elmo. fornecendo potencial perigo para a integridade respiratória do mesmo. e se torna essencial com consideração a pesquisa e escolha de processos de pouca intensidade de luz. 5. fornecendo uma proteção adicional ao soldador. um conjunto de biombos transparentes já é empregado em muitas operações de soldagem em indústrias dos Estado Unidos. É importante educação e retreinamento dos soldadores que devem aprender como soldar novamente com os novos processos: pôr exemplo. poucos acidentes oculares. mas porque o filtro é frágil e caro seu uso é largamente reservado para uma pequena tacha de soldadores que tem curtas e freqüentes soldagens. Estes métodos são bem conhecidos. 1994). Prevenção também pode ser obtida pelo projeto. Combater o uso de tabaco e álcool é um passo significativo rumo a melhorias na qualidade da visão de soldadores (Marini. e devem progredir mais no futuro. pôr meio de bons exames oftalmológicos. Esta situação é o que se chama de um “sintoma de local de trabalho” e requer consultas e correção médica. entre o soldador e a operação de solda. pois estes biombos formam uma cortina. 1994). aos flashes de soldagem. Máscaras com cristal líquido as quais reagem em um centésimo de segundo. (Marini. Marini (1994) “Visão Correta = Proteção Adequada = Qualidade De Soldagem” 91 .Segundo. Cuidados podem ser tomados para assegurar que soldadores com perda de visão não utilizem filtros de um baixo grau. A Organização do trabalho previne os soldadores de serem confinados ou também mutuamente fechados.

informações como o posto de trabalho e atividade do 92 .67%) e impacto sofrido contra (6.7%) e movimento do corpo mal feito(6. máquinas(8%) e ferramentas (8%).7%). prensagem (6. O fato interessante é o soldador estar se acidentando principalmente com canos. indicando que o soldador é utilizado fora de seu posto de trabalho e em outras atividades. porém ainda sim uma informação pouco detalhada. indicando uma desorganização do posto de trabalho ou as condições “improvisadas de trabalho”. Estes dados vêm contra o que se espera que aconteça com o soldador. 1991) Os principais agentes causadores de lesão ao soldador foram canos. não houve nenhuma CAT com doenças relacionadas à visão ou problemas respiratórios. serra e furadeira (6. É comum o soldador atuar na manutenção.3 Resultados Obtidos da Análise das CATs de Soldadores Com base nas CATs constatou-se que o principal tipo de acidente que ocorre com o soldador é o impacto sofrido (40%). quando ocorriam acidentes. estes eram informados como sendo soldadores. verifica-se que a principal atividade do soldador durante os acidentes envolvia ferramentas. Porém. que apresenta a atividade dos soldadores durante os acidentes. A principal preocupação com o soldador é com sua visão e zona respiratória devido aos fumos de soldagem. provavelmente no momento da soldagem. Contudo. Seria importante que nas CATs viessem contidas. que não permite tomar muitas conclusões. estes são fatores que podem influenciar na qualidade do trabalho do soldador e na sua atenção.5. motivadas pôr LER e ruído. Em visita feita a uma empresa durante a fase de estudo de campo. onde ele pode passar de meia hora em uma determinada posição até o dia inteiro (TORNER et al. Os fumos de soldagem podem causar dores de cabeça. Porém. tonturas e estresse. constatou-se que apesar de existirem soldadores na empresa.67%). Um soldador tem basicamente umas seis posições diferentes de trabalho.33%). tarefa geralmente não pesada sob a ótica da ergonomia. basicamente estáticas. Na Tabela 51. Um outro problema relativo à função do soldador evidenciado nas observações de campo é o estresse postural. seguido de doença profissional (13. não existia mais o posto de soldagem. ruído 8%. barras e tubos. (as CATs não deixam clara esta informação). Houve alguns casos registrados nas CATs. com movimentos curtos. que o soldador se acidentou ao utilizar prensa e torno. não ligadas à soldagem. Estes fatores podem aumentar o risco de acidente durante a execução de suas atividades. tubos e barras (12%). Um outro dado interessante é o fato do soldador estar se acidentando com ferramentas e máquinas que não são características de sua função. no caso serra e furadeira.

3 9. c/ Solda Trab.Distribuição e acidentes segunda a atividade dos soldadores Atividade Func NI Trab. O período crítico para visão é a troca de procedimento e adaptação para as novas situações. Estes operações podem diminuir a acuidade visual do soldador. De muito pouco serve saber que o soldador se acidentou quando usava uma ferramenta. MAG requerem forte intensidade e produzem radiação de luz que são mais intensas do que os outros processos.3 100. os soldadores realizam outras tarefas associadas (amolar. Trabalhando Trab.0 10.3 1. limpar. Manuseio Transporte Deslocamento Setup Outros Limpeza Total % 21. c/ Máq.7 4.funcionário durante o acidente para que se pudesse ter informações que permitissem analisar melhor os dados. Processos MIG.7 12. revestimento. c/ Ferr.3 8.0 1. E onde ele estava no momento do acidente. 93 . Além das tarefas ligadas à solda.0 6. e contribuir com a ocorrência de acidentes. Tabela 51 .0 Marini (1994) afirma que entre os diferentes processos de soldagem.3 1. se não se pode saber o que ele estava fazendo com a ferramenta e qual a ferramenta em uso (veja variedade de ferramentas em anexo Tabela 61 página 118). raspagem) e cada uma destas operações pode trazer algum risco para o soldador. c/ Peça Trab. cada um pode causar uma patologia particular no soldador.7 9. Em algumas operações com soldagem de aço inoxidável e alumínio são produzidas taxas muito altas de intensidade de luz.3 14.

− Região A maior parte dos acidentes com os soldadores ocorreu na cidade de Porto Alegre (23.33 6.seguido pôr Canoas (18. Rosa Nova Prata Ijuí Outras Total % 21. Maria Cx. Em 4% das CATs não foi possível encontrar o ramo de atividade da empresa.00 94 . o segundo mais importante polo metalúrgico do estado em termos de número de empresas. perdendo.00 21.67%). Sta.33%) e Caxias do Sul (6. Não houve registro de soldadores em siderúrgicas.67 9.33%). Maria (9.33 18. fundição. Aproximadamente 12% das empresa de atividade metalúrgica e metal-mecânica ficam em Porto Alegre. forjaria e cutelaria. modernização dos serviços médicos nas fábricas). Em 1993. apenas em número de empresas para Caxias do Sul.Distribuição de acidentes pôr soldador segundo a região Região Porto Alegre Canoas Sta.00 4.67 4. para considerar problemas referentes à função visual do soldador foi criado o “Comite de Coordination de Recherches en Soudage” − Atividade Econômica Os soldadores acidentados trabalhavam basicamente em mecânicas (44%). metalúrgicas (41.Injurias na parte externa do corpo requerem um exame cuidadoso para assegurar que danos intra-oculares não estejam faltando para benefícios de progresso de exames médicos (ecografia.67 6.7%).67%).00 4. na França. e material de transporte (10. Porto Alegre tem.00 4.3%). que tem aproximadamente 16% das fábricas ligadas ao setor metalúrgico e metal-mecânico do estado do Rio Grande do Sul. Tabela 52 . segundo dados do SEBRAE.33 100. Do Sul Panambí Gravataí Sta.

procurando analisar se as CATs são suficientes para isto. − Média Idade: A média de idade dos soldadores é de 37.− Estado Civil Os Casados representam 80% dos acidentados.3. que em muitos casos pode levar até um dia. não no momento da soldagem. barras e tubos não ficando claro através dos campos existentes. também. Nesta seção. que o mesmo não estava em operações de solda. se estava em operação de solda ou não. Os soldadores eram todos do sexo masculino. fica claro aqui uma possível desorganização do posto de trabalho.2 Médias − Média Duração: Tratamento: 15. os seja aqueles com mais de 15 dias de duração. Em 10% dos casos.1 Descrição das Atividades Soldar é uma ocupação extenuante requerendo trabalho em posturas desajeitadas e manuseio de equipamentos pesados.3 Impacto Sofrido Impacto sofrido foi responsável pôr 40% dos acidentes com o soldador. podemos afirmar que ele estava fora de seu posto de trabalho. geralmente com alto grau de tensão estática predominantemente sobre o músculo dos braços e ombros. Em 16. neste caso ficando claro. possivelmente. que em média os acidentes são graves.66 dias. também não ficando claro em que operação os soldador se encontrava. As 95 . Esta queda ocorre. Estas atividades podem contribuir para o surgimento de lesões musculoesqueletais. Porém. neste caso. do tratamento.67% dos casos o soldador estava trabalhando com ferramentas. (1976) relataram que a fadiga de músculo do supraspinatus era comum em trabalho prolongado de solda entre soldadores experientes. contra 20% em outra situação. 5. serão apresentados os dados obtidos das CAT. Kadefors et al.3. Em 13. 5. referentes a impacto sofrido. na expectativa de verificar a influência do posto de trabalho neste tipo de acidente. o soldador estava trabalhando com alguma máquina. pela média pode-se considerar. a exceção de um do sexo feminino.3% dos acidentes o soldador estava trabalhando com canos. justificar o fato do soldador estar se acidentado devido à queda de objetos. Através das CATs. mas após a soldagem. constatou-se que em 23.87 5. onde seus músculos se apresentam cansados e extenuados devido a operação de soldagem. − Média Salário: O salário médio dos soldadores acidentados era de R$ 406. Esta fadiga muscular pode.3.39 anos.3% dos casos o soldador estava trabalhando com serra ou furadeira.

devido ao tipo de operação e aos EPI.operações de solda. e em alguns são inúteis. − Lesão As lesões mais comuns entre os soldadores devido a impacto sofrido.contuso (30%) e fratura (16. as informações são pouco úteis. em outra não fica nada claro (21 pôr exemplo) 96 . Pelas CATs. com algumas descrições contidas nas CAT. principalmente devido a impacto sofrido. Apenas em um caso (9). para soldadores com acidentes devido a impacto sofrido. oferecem poucos risco ao soldador. em si.3%). fica claro que o soldador estava em operações de solda. talvez executando tarefas para as quais não esteja preparado. tem-se a evidência de que o soldador está sendo utilizado fora de seu posto de trabalho. onde na maior parte dos casos. foram contusão (43. ferimento corto. Pela lista pode-se deduzir a deficiência no preenchimento deste campo da CAT. justificando os acidentes. utilizados pêlos mesmo. pôr exemplo). fica claro que o soldador não estaca executando tarefas ligadas à sua função.7%). em outros (3. − Descrição Na Tabela 53 é apresentada uma lista.

4% do total de lesões. Segundo Marini (1994) a principal preocupação que tem se dado ao soldador é com a toxidade dos fumos e o risco de câncer. Atingido com estourou disco policorte Passando lixadeira na retroesc.5% das lesões cada 5. Ao montar longarina. dedo médio da mão esquerda. Transportando telas que vieram a cair.4 Doença Ocupacional Doença ocupacional foi responsável pôr 13. Queda de barra de ferro ao desmontar galpão. contundiu-se Martelou o dedo ao bater numa peça. Peça caiu ao ser virada. caiu barra de ferro . Atingido pela broca. Caiu tubo de ferro. foram o dorso do pé esquerdo com 19.3.Descrição de acidentes devido impacto sofrido . − Agente 97 . Maq.o Furando uma bucha com furadeira. ligado no chão impactou. Cortando Ripa na Serra. Transportando serpentina que veio a cair. a mesma saltou impactando.33% das CATs referentes a soldador. que seria uma dos principais problema enfrentado pêlos soldadores. principalmente devido aos fumos de soldagem e aos flashes emitidos pela processo de soldagem. Eixo de metal deslizou e caiu. Caiu pingo de solda ao soldar uma peça. que não é um problema típico de soldagem. O principal problema foi o ruído.Tabela 53 . Ao manusear prateleira. Esmerilhando peça. Em nenhuma delas foram encontrado problemas referentes à visão e problemas respiratórios.o Cortando uma peça da chapa − Região do Corpo As regiões mais atingidas no corpo dos acidentados. Ao deslocar cavalete Inclinou uma barra de ferro que veio a atingi-lo Lixou-se na lixa disco Furando Cantoneira Colacando pino no eixo com auxílio de martelo. Marterlou-se ao puncionar polias. Tubo de Ferro caiu. dedo anular e mínimo da mão direita e dorso do pé direito com 6.soldadores 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 Descrição Chapeando Radiador. Trabalhando com Furadeira Ao segurar chapa metálica seu suporte (barra metalica) caiu.Fita Gaveta de aço caiu ao ser aberta.

estes ruídos não provinham das operações de solda. foi o ruído (60%) seguido pôr LER (40%). Trabalho exposto ao ruído Perda Auditiva Alteração Osteomusculares Perda Auditiva 98 . Tabela 54 . Tabela 55 .soldador 1 2 3 4 5 6 7 Descrição Perda Auditiva Perda Auditiva LER em soldagem. Tenossinovite.Distribuição de lesões segundo a doença ocupacional . onde pode-se verificar que a principal lesão encontrada entre os soldadores foi hipoacusia. que vinha pôr afetar o soldador.2 22.2 22. e sim com operações de outros postos de trabalho. de Carpo Total % 22.0 − Descrição A seguir vêm as descrições encontradas em algumas CATs referentes a acidentes devido a doença ocupacional no soldador.2 11.1 11. As principais lesões causadas pôr estes agentes estão apresentados na Tabela 54.soldador CodLes 21 22 24 19 26 27 Nome da Lesão Hipoacusia Tendinite Disacusia Tenossinovite Epicondilite Síndrome Do T. Tendinite. Porém. Epicondilite e Síndrome do túnel de carpo podem estar sendo causados devido às características do posto de trabalho do soldador. seguida de tendinite e disacusia todas com 22. Segundo Marianne (1991) os soldadores realizam tarefas altamente estáticas. que podem influenciar na aparição de sintomas tanto nos ombros quanto nos braços.O principal agente de doença ocupacional no soldador.Descrição de acidentes devido a doença ocupacional . que tinha alto ruído em suas operações.1 11.2% das lesões respectivamente.1 100. foi o ruído. Uma das maiores reclamações ouvidas durante as visitas feitas as fábricas de solda.

prensa. o campo é utilizado para dar uma espécie de laudo médico. − Lesão A principal lesão decorrente do processo de prensagem foi ferimento corto. no momento do acidente.Descrição de acidentes devido impacto sofrido . com 70% do total de lesões relativos a DO. Porém mesmo assim não fica claro se o mesmo estaria em operação de solda ou não. Através da análise das CATs procurar-se-á saber o porque do soldador estar se acidentando em atividades que não são características de sua função. − Agente Os principais agentes encontrados foram. Calandrando uma peça. seguido dos punhos com 17.3. o que demonstra a deficiência e falta de informações no preenchimento das CATs.soldadores 1 2 3 4 5 Agente da lesão Prensa e Torno Componente de Maq. Serra e Furadeira Chapa Máquina Descrição Confeccionando peças no torno Prensou dedo num eixo de máquina Prensou dedo na serra.5 Prensagem Aqui o dado mais interessante pois prensagem é responsável pôr 6.Pode-se observar que neste caso. O único caso aonde o soldador poderia estar realizando uma operação de solda é o caso 4. máquinas. serra e furadeira. fica claro que o soldador não estava executando operações de solda. pode-se verificar uma desorganização do próprio trabalho. Abaixo vem uma lista com os agentes e a descrição das tarefas que o soldador realizava.contuso (80%). 5.6% das lesões e os braços com 11. − Região As orelhas foram a região mais atingida do corpo. Em todos os outros casos. O ideal seria informar a atividade que o acidentado realizava no momento de começar a sentir os sintomas relativos à doença. Alem de desorganização dos postos de trabalho. 99 . Tabela 56 . onde um profissional realiza uma série de tarefas para as quais talvez não esteja devidamente preparado. ou Prod.8% das lesões. torno.67% das ocorrências de acidentes entre os soldadores. Ao virar chapa prensou dedo contra bancada. chapas.

mais especificamente os dedos da mão direita.− Região A região de corpo mais atingida pelas lesões forma as mãos. 100 .

. Segundo Herzer (1997). tem demonstrado ser uma importante arma para o combate ao aumento do número de acidentes de trabalho. No entanto.. e em muitos outros campos devem ser criados padrões para o preenchimento de forma que as informações possam ser comparadas.6 CONCLUSÕES Através deste trabalho pode-se observar que o uso das CATs como base de dados para análise epidemiológica. nenhum campo deve ser ignorado. porém. a análise das CATs também permitiu sugerir melhorias nas próprias CATs e no seu emprego como ferramenta de trabalho em estudos que visam reduzir os acidentes de trabalho e suas causas. em vários casos. uma vez que em diversos estudos internacionais estes problemas recebem uma atenção muito grande. o armazenamento e análise dos dados das CATs relativos à indústria metalmecânica do estado do Rio Grande do Sul permitiu fazer um levantamento sobre os acidentes de trabalho neste segmento da indústria de transformação. quanto mais detalhadas forem as informações contidas nas CATs. melhores serão os resultados obtidos da análise das mesmas. porque. As informações contidas nas CATs são suficientes para se retirar um número grande de informações. (1999) “As estatísticas oficiais não apresentam informações suficientes para que se possam planejar ações voltadas a prevenção de acidentes do trabalho. pode-se citar: no seu preenchimento. A partir deste estudo. Além disso.” − Como exemplo de possíveis melhorias nas CATs. a descrição do acidente deve conter o maior número de dados possíveis de forma que permitam a realização de uma análise correta que possibilite a identificação das causas do acidente. pois de acordo com o Anuário. responsável pelo preenchimento da CAT seja 101 . muitos acidentes não são registrados nas CATs. Tal fato é preocupante. é preciso que o profissional. Em nenhum caso foram encontradas notificações relativas a problemas de visão ou a problemas respiratórios. a coleta e o posterior armazenamento das informações contidas nas CATs. chegou-se às seguintes conclusões: − Problemas devido a ruído e impacto sofrido são os grandes causadores de comunicação de acidentes. possui algumas limitações. pelo fato de serem mal preenchidas ou. − As CATs e seu uso devem ser aperfeiçoadas e melhor planejadas. apesar destas limitações. A coleta.

− As empresas do ramo de cutelarias. na forma de formulário de papel. devido a impacto sofrido. possibilitando estudos e análises sobre os dados armazenados. apesar dessas limitações. Outro dado importante é o fato de não haver nenhum registro de comunicação de doença 102 . os soldadores acidentaram-se executando outras tarefas que não características de seu posto de trabalho. a consulta aos dados é praticamente inviável.são responsáveis pôr acidentes. Através da análise feita nas CATs sobre o soldador. − As metalúrgicas e mecânicas são as maiores responsáveis pêlos acidentes devido a impacto sofrido. principalmente a atividade que estava sendo executada no momento do acidente e posto de trabalho. A mais importante foi o fato do soldador estar sofrendo acidentes devido a impacto sofrido.educado de modo a compreender a importância do preenchimento da mesma. pode-se constatar que a principal causa de seus acidentes foi o fato de estarem exercendo atividades fora de seu posto de trabalho. pois não são decorrentes da atividade profissional dos acidentados. − Através dos estudos feitos com o soldador. Porém. ao passo que. e as empresas de material de transporte são as grandes motivadoras pôr grande parte dos acidentes ocupacionais. prensagem. corte. mas da organização de seu posto de trabalho. e seja disciplinado a preencher as informações com clareza e correção. as quais demonstraram ser ambientes altamente insalubres. principalmente devido a ruído e LER. em tarefas para as quais provavelmente não estejam preparados. Acidentes podem ser considerados atípicos. muitas outras conclusões puderam ser extraídas. − Fica claro que através da utilização dos recursos disponíveis pela Informática as informações contidas nas CATs ficam melhor organizadas. muitas informações ficam faltando. evidenciando problemas de desorganização no trabalho. − Empresas de grande porte – as quais se utilizam mais dos recursos de automação .que empregam menos tecnologia . sendo merecedores de estudos que disponibilizem a melhoria nas condições de higiene e segurança do trabalho. enquanto que as demais . os quais oferecem maior risco de acidentes aos trabalhadores. responsáveis pela fabricação de produtos de corte. o que não é característica de sua atividade. Tanto impacto sofrido quanto problemas de desorganização no trabalho ficam evidentes em alguns casos como o do soldador.são as grandes responsáveis pela maior parte das ocorrências de doenças ocupacionais. característicos de atividades não automatizadas. entre outros.

ocupacional referente à visão ou a problemas respiratórios. A atividade de soldagem é uma atividade altamente insalubre, como já foi dito anteriormente, devido ao fumo de soldagem e às altas intensidade de radiação luminosas emitidas durante o processo de soldagem. Possivelmente os soldadores estejam sofrendo de algum problema relacionado a esses fatores e não estejam se tratando ou estejam fazendo tratamento médico fora ou até mesmo se auto medicando. Também ficou evidente o fato do soldador estar sendo utilizado fora de seu posto de trabalho. Isso é demonstrado através do grande número de acidentes que os soldadores que sofreram acidentes utilizando máquinas e ferramentas que não são características de suas funções. Em relação a visão do soldador, como já foi dito, nenhuma notificação foi encontrada. Todavia, a mesma merece melhor atenção do que tem sido dada até o momento. Não há padrões que permitam fazer uma melhor avaliação sobre este problema. Na França, o Instituto de Soudure em Paris tem estabelecido um grupo nacional que coleta dados franceses de todos especialistas neste campo. Eles estão classificando uma extensiva bibliografia feita pêlos oftalmologistas, médicos ou “preventores”, afim de determinar padrões sobre acuidade visual. Segundo Marini (1994), os médicos do trabalho devem ser informados e educados para que tenham particular responsabilidade para a vigilância dos soldadores. Pôr sua vez, os soldadores devem ser ensinados sobre os bons hábitos de trabalho. “Quando lá estão sintomas de “local de trabalho”, lá poderia também estar “médicos de local de trabalho” Marini (1994). Se mais atenção fosse creditada à visão dos soldadores, os resultados trariam melhor qualidade às soldas e à saúde dos soldadores. 6.1.1 Ruído e LER Juntas, foram as únicas causadoras de doenças ocupacionais entre os soldadores analisados. Em nenhum dos casos fica claro se o ruído é devido a suas atividades, ou ao ambiente de trabalho, no entanto, onde outras atividades que tenham um nível de ruído muito alto possam estar contribuindo para estes sintomas. Somente em 1,3% dos casos foi descrito que LER foi causada durante atividades de soldagem.

103

6.1.2 Fumos de Soldagem Nenhum relato foi encontrado evidenciando problemas respiratórios, todavia é possível que os soldadores estejam sofrendo de problemas respiratórios e não saibam. O fumo de soldagem afeta não só os soldadores mas também os trabalhadores que dividem o mesmo ambiente de trabalho. Os fumos de soldagem podem causar dor de cabeça, irritação no olhos, e deixar os trabalhadores inebriados, fatores que podem contribuir para a ocorrência de acidentes de trabalho.

6.2

Riscos

Ficou evidente, após a análise das CATs, que os principais riscos aos quais os trabalhadores do setor metal-mecânico do estado do Rio Grande do Sul estão expostos, é devido a ruído, LER e a impacto sofrido. Não ficou evidente nas CATs, a fonte causadora do ruído, e da LER, porém, segundo os princípios de prevenção de acidente, os passos para prevenção poderiam ser os seguintes: − Ruído 1. Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte,

ou a troca pôr um outro processo que gere menos ruído; 2. Na impossibilidade de substituição, proceder enclausuramento da fonte, a fim

de diminuir os níveis de ruído; 3. Utilização pôr parte dos trabalhadores de EPI que minimizassem os efeitos

nocivos do ruído, no caso com a utilização de protetor auricular. − LER 1. Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte, ou a troca pôr um outro processo que gere menos movimentos repetitivos; 2. Na impossibilidade de substituição, diminuição do ritmo de trabalho e maior tempo de pausa entre as tarefas a fim de diminuir os efeitos dos movimentos repetitivos; 3. Realização, pôr parte dos trabalhadores, de exercícios que relaxem a musculatura, afim de minimizar os efeitos nocivos da LER. − Impacto Sofrido 104

1.

Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte,

ou a troca pôr outros que gerem menos impactos e ofereçam menos riscos. No caso de impacto sofrido, os principais causadores de risco são máquinas, ferramentas e peças; 2. Na impossibilidade de substituição da fonte geradora, deve-se proceder com

uma melhor proteção das máquinas, melhorias no ambiente físico de trabalho, melhores projetos de equipamento e ferramentas, melhora nos métodos de trabalho, dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos, melhora no fluxo de trabalho, entre outros; 3. Pôr parte do trabalhador: Diminuição do ritmo de trabalho, treinamento,

disciplina, períodos de descanso em intervalos de tempo de forma a reduzir os efeitos nocivos da LER, entre outros.

6.3

Sugestões para trabalhos futuros

Ao longo desta dissertação surgiram algumas questões que poderiam motivar a realização de estudos futuros: − Quais são as atividades que a categoria profissional do metalúrgico executa, de forma que se pudesse subdividir em subcategorias que auxiliassem a entender melhor os acidentes que ocorrem em sua profissão; − A relação entre a organização dos postos de trabalho e acidentes devido a impacto sofrido; − A fonte maior, geradora de ruído nas empresas de grande porte; − A relação entre atividades das empresas de cutelaria e material de transporte, com o alto índice de acidentes devido a ruído; − A relação entre nível de automação das empresas e o nível e o tipo de acidentes; − Relação entre as medidas de prevenção adotadas pelas empresas e o seu porte; − A influência que problemas na visão do soldador podem ter com acidentes de trabalho; − A influência dos fumos de soldagem nas atividades diárias dos soldadores; − A relação entre sexo e a incidência de acidentes devido a doença ocupacional e impacto sofrido; 105

− Já que o trabalho prescrito não é igual ao trabalho real (como fica nítido no caso do soldador) é importante que a CAT descreva o trabalho do acidentado e não a função.− A relação entre a idade dos trabalhadores e o tipo de acidente. − A relação entre tipo de atividade entre as diferentes classes de trabalhadores e o tipo de acidente aos quais os mesmos estão sujeitos. − Relação entre os problemas devido a LER com o tipo de atividade executada. 106 . − Influência do ruído. em postos de trabalho que não estejam diretamente ligados à principal fonte geradora do mesmo.

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18 3.94 51.00 Coeficie nte Total (1)1/100.Benefícios Concedidos por Acidentes do Trabalho em 96 por Estado Mais de 15 dias Estado % Freq.99 88.69 606.88 2.59 1.36 100.92 23.56 100.16 12.36 81.904 19.210.464 11.21 86.843 Sobre o Total 50.85 76.107 4.94 12.30 825.59 7.18 78.56 Coeficie nte Total (1)1/100.64 100.044 17.31 623.873 12.939 1.24 1.02 78.36 84.80 74.94 5.44 100.42 37. Acumulado 000 % 50.491 836 519 495 356 341 265 137 1.74 59.78 1.282 9.13 46.15 12.01 76.789 2.18 11.00 923.55 70.73 714. 5.01 2.15 62. Acumulado 000 % 38.82 2.385 Sobre o Total 38.00 1.12 62.45 1.43 60.058 2.74 69.072 156.43 8.00 São Paulo Minas Gerais Rio Grande do Sul Paraná Rio de Janeiro Santa Catarina Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total 110 .360.7 ANEXOS 7.980 9.24 86.38 4.92 918.46 11.276 18.74 43.1 Anexos Capítulo 3 Tabela 57 . 60.06 4.61 85.30 5.79 82.00 90.50 770.95 São Paulo Rio Grande do Sul Minas Gerais Rio de Janeiro Santa Catarina Paraná Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total Incapacidade Parcial ou Permanente Estado % Freq.48 87.

51 2. Acumulado 000 % 46.00 Coeficien te Total (1)1/100.55 46.30 83.Invalidez Permanente Estado % Freq.29 100.47 53. 872 361 293 247 236 174 141 98 97 765 3.00 77 90 60 23 44 60 46 78 38 Minas Gerais São Paulo Rio Grande do Sul Rio de Janeiro Paraná Pernambuco Santa Catarina Espírito Santo Goiás Outros Estados Total Fatais Estado % Freq.35 1.89 3.29 2.00 13.65 84.96 111 .012 337 218 182 141 115 76 69 848 5.30 4.87 22.25 82.99 8.95 23.00 24.82 29.49 77.71 100. 2.0 Acumulado 00 % 26.98 2.19 5.22 18.23 15.18 66.55 10.611 1.55 37.00 26.01 3.59 São Paulo Minas Gerais Paraná Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Santa Catarina Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total FONTE: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT/RAIS .24 2.77 73.00 Coeficie nte Total (1)1/100.04 6.88 100.75 76.92 7.609 Sobre o Total 46.284 Sobre o Total 26.55 18.52 7.69 24.54 16.05 1.73 80.12 100.60 74.80 11.99 61.55 64.59 70.47 70.

436 11.941 11.138 1.653 11. 48 anos. 25 anos.043 7.356 5. 23 anos. 29 anos.228 11.478 9.605 2. 13 anos.417 10.Freqüência de Acidentes de trabalho registrados. 33 anos.048 13.077 6.067 1.709 19 18 614 1.932 4.566 6.014 9. 20 anos. 37 anos.649 2 7 82 188 274 319 561 881 1.939 6.268 12.413 9.086 1. 21 anos. 18 anos. 22 anos.266 6. 19 anos.814 Típico 306.066 1.641 11. por motivo.138 1.594 3.808 5. 14 anos.765 7.000 11.238 13.796 5.392 4.605 11.043 9. 46 anos.009 8.186 10.966 10.721 8.178 1. 47 anos.064 1. 17 anos. segundo a idade em 1997 QUANTIDADE DE ACIDENTES DE TRABALHO REGISTRADOS IDADES Total TOTAL 12 anos. 40 anos.850 10.819 2. 28 anos.568 4.240 3. 26 anos. 15 anos. 34 anos.669 9.046 9. 30 anos.260 11.058 1.638 9.001 994 1.054 1.476 13.969 10.187 8.054 1.152 1.831 12. 24 anos.Tabela 58 . 43 anos. 38 anos.239 9.738 12.308 4.128 1.075 8.221 7.065 21 26 699 1.016 12. 16 anos. 32 anos. 39 anos.180 5.042 980 963 927 858 840 809 764 743 728 700 662 625 648 584 535 428 391 Doença do Trabalho 29. 31 anos.898 10.270 7.050 1.552 8.037 1.337 9.852 Motivo Trajeto 32. 44 anos.378 6.653 6.004 967 957 861 845 705 640 571 112 . 42 anos.790 11.134 13. 35 anos.439 11.299 10.190 1.389 10.927 4.901 6. 45 anos.877 9. 41 anos. 27 anos. 369.707 1 3 26 64 105 169 297 422 495 546 610 702 698 741 765 787 860 886 919 982 926 938 1. 36 anos.809 7.

754 521 409 357 285 260 239 193 151 173 121 92 71 68 50 47 47 38 34 16 10 16 31 1.742 2. 68 anos.137 2.797 1. 66 anos. 60 anos.997 2. 52 anos. 63 anos.023 796 621 520 430 356 228 165 150 119 81 246 15.168 1. 113 . 54 anos. 56 anos.281 2.633 3.706 1.447 1.49 anos.354 3. 65 anos.981 1. 58 anos.601 2.898 3. 51 anos. DATAPREV. 57 anos. 53 anos. 50 anos.419 3.230 1.248 971 775 631 529 449 293 219 188 139 106 309 18.933 1.372 1. 61 anos. 69 anos. 67 anos.383 1.417 2. 55 anos.749 Fonte: CAT. 70 anos e mais.130 414 352 323 295 252 211 190 178 161 158 133 104 86 61 52 46 27 20 22 10 9 32 1. 62 anos. 59 anos.468 1. Ignorada 4.598 1. 64 anos.

fechada Fratura não especificada do tornozelo.149 5.776 3. extremidade superior ou parte não especificada.Tabela 59 . sem menção de complicação Entorses e distensões do tornozelo Fratura do rádio e do cúbito. sem menção de complicação Fratura da tíbia e do perônio.2/5 923.0/1 883.698 4.025 2.Códigos CID mais Incidentes em 1997 CID 727.419 1.9/5 825. da perna (exceto coxa) e do tornozelo.0/6 813.213 1.0/0 815.823 1.321 126 926 45 333 38 92 14 710 636 261 581 34 146 298 659 273 260 286 384 304 117 15 149 293 56 149 7 44 69 16 10.0/9 824. fechada Fratura de osso(s) do metacarpo.0/0 924.2/0 816.4/5 2071. fechada Fratura da clavícula.280 1. fechada Fratura de uma ou de várias falanges da mão.0/0 813.0/9 845. fechada Fratura da extremidade superior ou parte não especificada da tíbia e do perônio.0/5 886.1/0 814.007 922 751 823 986 1.251 2.754 5.474 817 1. aberta Fratura de uma ou mais falanges do pão. complicado Lumbago Amputação traumática (completa/parcial) de outro(s) dedo(s) da mão.129 1.224 1.1/5 724. complicada Ferimento do pão. exceto o limitado a um ou vários dedos.118 1.469 12. exceto o limitado aos dedos. exceto quando mencionado(s) apenas dedo(s) Ferimento de um ou de vários dedos da mão. fechada contusão do dedo da mão Fratura de costela(s).537 1.0/6 924.142 1.0/2 2066. sem menção de complicação Fratura de uma ou de varias falanges da mão.775 1.2/7 886. fechada contusão do punho e mão(s).605 5.3/9 807. exceto dedo(s) Ferimento da mão. fechada Fratura do rádio e do cúbito.0/4 883. difames.0/2 823.047 5.8/1 923. atingindo tendão Ferimento do joelho. fechada Ferimento de um ou de Vários dedos da mão.045 2.743 9.829 1.912 3.2/8 882.1/7 892.761 2. fechada contusão do joelho e perna Fratura de osso(s) do carpo.060 3.405 2.733 2.483 1.137 1. fechada amputação traumática (completa/parcial) de outro(s) dedo(s) da mão. complicado Total 72.905 1. sem menção de complicação contusão do tornozelo e pão.862 2.527 176 11 7 5 241 6 10 2 677 6 3 2 3 7 4 13 5 2 2 15 2 1 1 6 1 2 3 2 1 Fonte: CAT.2/0 883.727 3.950 1.252 3.079 997 955 905 872 794 734 732 688 Típico Trajeto Doença 54.1/2 826.2/3 891.681 1. DATAPREV 114 .062 847 661 843 722 785 687 661 671 7.971 2.0/7 816.258 6.1/8 CÓDIGOS CID MAIS INCIDENTES EM 1997 DESCRIÇÃO TOTAL Sinovite e tenossinovite convalescença após cirurgia Ferimento de um ou de vários dedos da mão. extremidade inferior. fechada Observação e avaliação de condições suspeitas não especificada Fratura de outros ossos do tarso e do metatarso.0/9 823.0/7 810.868 1.

de artefatos de cutelaria e de metal para escritório e para uso pessoal Tratamento térmico e químico de metais e serviços de galvanotécnica Beneficiamento de sucata metálica Fabricação de Caldeiras Geradoras de Vapor. aparelhos e equipamentos. máquinas motrizes não elétrica Fabricação de máquinas. peças e acessórios Indústria Mecânica Fabricação de tratores. peças e acessórios Fabricação de cronômetros. SEBRAE Atividade 115 . máquinas e aparelhos de terraplenagem Serviço industrial de usinagem. e a reparação ou manutenção Fabricação de armas. funilaria e embalagens metálicas Fabricação de tanques.7.2 Anexos Capítulo 4 Tabela 60 . reservatórios e recipientes metálicos. munições e equipamentos militares Construção e reparação de embarcações e estruturas flutuantes Construção e reparação de veículos ferroviários e fabricação de peças e acessórios Indústria de Material de Transporte Fabricação de veículos rodoviário. peças e acessórios Construção e reparação de aviões. fabricação e reparação de turbinas e motores Fabricação de bancos e estofados para veículos Fabricação de veículos não especificados ou não classificados. soldas e semelhantes. peças e acessórios Fonte: Cadastro Empresarial do Rio Grande do Sul . aço e metais não. Fabricação de ferramentas manuais.Atividades segundo o ramo de atividade Ramo de Atividade Siderurgia Metalúrgica de Pó e Granalha Fabricação de Estruturas Metálicas e de Ferragens Eletrotécnicas Fabricação de artefatos de trefilados de ferro.ferrosos Indústria Metalúrgica Estamparia.

DE TRABALHO DATA AFAST. CIVIL CTPS POR: HORA ( ) DIA ( ) MÊS ( ) TRABALHADOR AVULSO S( ) N ( ) APOSENTADO ? S( ) N( ) REINÍCIO TRATAMENTO? S() N( ) SAL. DO TRABALHO OBJETO CAUSADOR ACIDENTE HOUVE REGISTRO POLICIAL? S ( ) N ( ) DESCRIÇÃO DO ACIDENTES E PARTE(S) DO CORPO ATINGIDAS(S) NOME TESTEMUNHAS ENDEREÇO NOME ENDEREÇO Figura 1 . CONTRIBUIÇÃO DATA DO ACIDENTE LOCAL ACIDENTE HORA APÓS_______H.Frente RAZÃO SOCIAL EMPRESA ENDEREÇO MUNICÍPIO (CIDADE) ESTADO MATRÍCULA CÓDIGO DA ATIVIDADE NOME ACIDENTADO ENDEREÇO DATA DO NASCIMENTO PROFISSÃO IDADE SEXO EST.Principais campos de Informações do anverso CAT 116 .

Duração provável do tratamento: dias DATA 9 .atendimento Figura 2 .Verso 1 .O acidentado foi hospitalizado em: Hospitalar Ambulator.Há compatibilidade entre o estágio evolutivo da(s) lesão(ões) e a data do acidente declarada no anverso 5 .Regime de tratamento a que deverá submeter-se o acidentado 8 .Observações: DATA GIH/AT Localidade Data Médico .Condições patológicas preexistentes ao acidente: LOCAL 11 .Descrição da(s) lesão(ões) Data 3 . durante o tratamento.Deverá o acidentado.de .Apresentação do acidentado serviço médico 2 .Há correlação entre a natureza. grau e localização da(s) lesão(ões) e o histórico do acidente que a(s) teria provocado? 6 . afastar-se do trabalho? 10 .Principais campos do Verso da Informações da CAT 117 .Diagnóstico provável Hora 4 . 7 .

Engrenagem. telas. rolo da rebordeadeira. barra de tração. lixadeira. tiras de aço. Metal. Pino. circuito Carrinho. rebolo. Agulha do Motor. Dispositivo do Guincho. do Motor. metálica. Suporte. empilhadeira. pedra esmeril. escareador. Armário. Pino. ou Produto Arames. Macaco Hidráulico. máquinas. Dispositivo do Guincho. Do Mandril. Parafusadora. Plataforma Carrinhos de madeira ou metal para enrolar fio de moldar. de corte. Cantoneiras. sliter. chave de fenda. Calandra. levante hidráulico Fagulha. Barra(s) e Tubo(s) Chapa Chave Componentes. viga. ferro Metal. vidro Pistão. solda. Rebarbas. Eixo. carro do regulador . de cubo Aço. descarte. cardan. Alavanca. Painel de Programação. batedor. matriz Bloco do Motor. guilhotina. carro de avanço. jacaré.Tabela 61 . Madeira. Guilhotina Tampa Misturador. Macaco. fixador Itens Corpo Estranho Correia Dispositivo Eletr.Lista de Agente de Lesão Agentes de Lesão Arames e Telas Armação Bobina Caixa(s) Cano(s). engrenagens. Garfo de Bobina. Esteira. Ventilador. Inox. lixa. alavanca. Mesa. Serra. Cabos de Alimentação. Aço. Esteira. cilindro hidráulico. de Máq. latão. Fiapo. Freza. guilhotina. felpa. dosadora. ripa. motor. Matriz Molde Motor Mov. tampa proteção engrenagem. cavaco de jato de areia. pistão. Corpo Móveis 118 . coluna do s. Ferro. Banco. de soldar gralhas Metálica. Marreta. cavaco. de serra e solda. Cantoneira. Cavalete. Limalha. ferramentas etc Painel. Galvanizadas. de polimento. injetora. Ventoinha. plaina Estilhaço. motor geladeira. motor Mal feito. Alumínio. desequilíbrio. Capô Colheitadeira. esteiras. Engrenagem. Alumínio. Faísca. Engrenagem. retificadora. Andaime. . de bater anel. de fixação. lingote. Empilhadeira Equipamento Auxiliar Escada Esmeril Esteira Ferramenta Ferro Fogo Gancho(s) e Gancheira(s) LER Maçarico Madeira Máquina Martelo. calço. motor. reboque. com produtos. pedaço Gancheira de pintura Lesão por Esforço Repetitivo Tarugos. de fixação. dobradeira. brusco Cadeira.

Faca. Metal. prensa de metais. tampa container. banca. Óleo. hélice ventilador. Pistola. de ferramentas. rolo de arame. de peças. alicate. Oxi. de produto. Lâmina. Caçamba. Galhos. produtos Gás. rolo. empurrar de aço. peça(s). secador Luminárias. Saca Palha. chão Perda auditiva induzida pelo ruído Broca da furadeira. serra fita. pinos prensa coquilha. Tambor de freio.. Vidro. Parafusos. de aço. caminhão. trinco. Cortante Óleo Outros Cortador. panela.Tipos de Acidentes Analisados nas CATs Natureza do acidente Atrito ou Abrasão Choque Elétrico Corte Desequilíbrio Doença Ocupacional Esforço . Solda. segmento de trilho. pára. ingestão ou absorção (por contato) de substância tóxica ou nociva Objeto na Vista Prensagem em. cadeira. de máquina. furadeira. do forno. Caçamba. Batente. etc. madeira etc Pregos. sob ou entre Contato com objeto perfurante Queda de pessoa com ou sem diferença de nível Contato com objetos em temperatura muito alta ou muito baixa Ter mantido preso em. torno. sob ou entre 119 . motor. etc. Sucata. Alumínio. suporte.Obj. Tesoura. areia Tambor de lixo. Andaime. Quente Tambor e Container Tampa Tabela 62 . prensa excêntrica. serra policorte. panela de vazamento.choques. conecção. disco semeadora Pacote. Container Peça(s) Peso Porta Pregos e Parafusos Prensa e Torno Produto Produto Químico Queda Ruído Serra e Furadeira Subst. exaustor.Físico Esmagamento Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Intoxicação Objeto na Vista Prensagem Punctuação Queda Queimadura Retesão Torção NI Atrito ou Abrasão Exposição a energia elétrica Perda da posição ou postura normal Decorrentes da atividade Esforços excessivos e inadequados Ato ou feito de compressão Impacto sofrido por pessoa Impacto sofrido pela pessoa Inalação. sílica. zinco.Corte. Pneu. Lata. Gaveta. Prateleira. calha de luz. prensa. Portão. Disco Cortante. tesoura.. Água. serra Pinche. torno mec. Estruturas Metálicas. de metal De produtos.

contuso Fissura Fratura Lesão ligamentar Lesões Múltiplas Lombalgia Luxação Queimadura Outros não listados Tenossinovite Lesão Hipoacusia Tendinite Dores Disacusia Epicondilite Síndrome Do T.Lesões atribuídas às partes do corpo atingida CodLes 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 Nome da Lesão Amputação parcial Amputação total Conjuntivite Contusão Corpo estranho Dermatite Distensão Entorse Escoriação Ferimento. de Carpo Hérnia Cisto Sinovial Síndrome do Impacto do Ombro PAIR Dermatose Estiramento Muscular Sinovite Bursite 120 . Corto.Tabela 63 .

planta do pé esq. coxa anterior dir. abdômen esq. dedo 1 dir. olho esq. perna posterior dir e perna posterior esq. dedo 4 dir. face dir. palma esq. tornozelo dir. dedo 5 esq. antebraço esq. palma dir. punho esq. joelho dir. dedo 1 esq. braço dir. dedo 5 dir. joelho esq. antebraço dir. abdômen dir. dedo 5 esq. glúteo dir. olho dir. orelha esq. dedo 4 esq. cotovelo dir. dorso do pé esq. dedo 3 dir. tórax esq. região frontal. dedo 1 dir. planta do pé dir. dedo 4 esq. face esq. cotovelo esq. coxa posterior dir. dedo 4 dir. dedo 2 dir. costas dir. Corpo Dorsal 12 Mãos 16 Pés 18 121 . boca. Tórax dir. Punho dir. genitais. tornozelo esq. dedo 1 esq.Tabela 64 . orelha dir. ombro esq. dorso da mão dir. nariz. dedo 3 esq. perna anterior dir e perna anterior esq. glúteo esq. coxa anterior esq. dedo 3 esq. dedo 2 esq. coxa posterior esq. calcanhar esq.Variáveis relativas às partes do corpo atingidas Grupos Cabeça Corpo Ventral Nº de variáveis 13 15 Região do Corpo Crânio. Ombro dir. Calcanhar dir. dorso do pé dir. queixo. braço esq. dorso da mão esq. dedo 5 dir. dedo 2 esq. dedo 3 dir. pescoço anterior e nuca. costas esq. dedo 2 dir.

Banco de dados utilizado para armazenamento de dados com base na CAT 122 .Figura 3 .

328 7..328 2.146 403 785 760 95 110 152 1...155 451 907 924 111 123 177 1.953 1.629 41 519 510 235 306 300 3. 28.646 34.318 4.009 7.652 1. 47 2.463 1.601 185 110 165 205 319 300 23.988 1.225 2..934 2.968 5.590 .707 195 646 306 2 103 29 13 1 103 201 167 .066 926 1.889 29. .420 Motivo Típico 374. segundo as Grandes Regiões e UF .087 5.407 2.841 5..273 1.067 3.941 .775 6...055 6..842 1.022 12 27 95 93 5 104 809 75 538 88 28 170 54 61 166 617 211 751 20.883 2..267 2.791 34.611 25. .271 898 1.252 2.079 832 989 1..815 1.203 20. 2 82 263 105 3 24 1 5 42 1 1.395 102 39 118 9 36 541 211 28 162 22 12 185 75 492 876 252 NORTE 1996 1997 1995 Rondônia 1996 1997 1995 Acre 1996 1997 1995 Amazonas 1996 1997 1995 Roraima (1) 1996 1997 1995 Pará 1996 1997 1995 Amapá 1996 1997 1995 Tocantins 1996 1997 1995 1996 1997 1995 NORDESTE Maranhão 1996 1997 1995 Piauí 1996 1997 1995 Ceará Rio Grande do Norte Paraíba 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 Pernambuco 1996 1997 123 .870 306.700 325.362 2.988 2. .538 1.137 395. .024 20.900 5. por motivo.211 2..235 1..1995/97 Região BRASIL Anos 1995 1996 1997 1995 Total 424..223 153 86 126 176 274 258 20.649 492 288 703 46 19 135 16 24 201 135 184 .046 53 648 644 328 429 413 4.. 37 1.696 32. 8 176 131 273 29 38 24 3 41 2..005 5.Tabela 65 – Nº de acidentes de trabalho registrados..258 26.709 4.455 369.042 1.417 Trajeto Doença do T.065 5.

422 477 1.638 2.250 230.664 6.209 19.424 2.881 56.292 20.218 45..685 28.500 .908 1..532 58 1.031 1.435 1.019 44.301 845 1.470 665 3.954 167.336 6.727 .335 2..585 5..135 4.592 18.344 22.774 31.741 10.070 5.455 260..263 17.245 72.635 1.786 30.478 1..921 13.028 909 5.206 239.529 2.828 1.250 1.561 1.253 2.792 92.599 2.065 11.398 21.450 620 12.375 5.464 6. INSS.563 14.672 80.798 37.009 3.506 47.490 2.139 6.451 4. 39.149 3.196 535 6.946 2.861 7.025 11.650 13.554 595 1.747 2.174 3.556 13.051 26.171 175.851 840 2.178 9.661 209.813 570 .846 4.205 2.700 298.840 125 36 266 118 91 116 446 1.149 34.858 22.587 5.660 145.618 1.108 339.011 912 69 283 76 36 332 128 149 945 297 93 451 411 Alagoas.858 1.933 1.134 5.006 5..295 83.196 24.119 2.659 5.356 418 709 537 1.397 4.302 387 531 444 158 4.249 49.533 816 22.673 13.302 8.209 2.548 9.282 2.257 2.743 168 43 315 50 49 270 825 191 810 258 562 348 22 194 81 39 131 114 596 679 1.544 21.861 16.795 5.516 197.489 140.112 7.309 18.987 19.368 1.056 258.585 16.172 26.968 26.750 2.422 1.459 27.909 13.928 23.1995 2.517 2.135 2.774 2.160 4.165 35.018 21. 1996 1997 1995 Sergipe 1996 1997 1995 Bahia 1996 1997 1995 Sudeste 1996 1997 1995 Minas Gerais 1996 1997 1995 Espírito Santo 1996 1997 1995 Rio de Janeiro 1996 1997 1995 São Paulo 1996 1997 1995 SUL 1996 1997 1995 Paraná 1996 1997 1995 Santa Catarina Rio Grande do Sul CENTROOESTE Mato Grosso do Sul Mato Grosso 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 Goiás 1996 1997 1995 Distrito Federal Fonte:.671 19.687 42.813 3.743 18.540 347 2. 3. 3.460 754 2.023 1.204 6.BEAT.203 . 1996 1997 124 . 32.544 16.562 5..

17 92.1 Anexos Profissão Tabela 66 .42 91.42 0. 22. Maq. Gerais Retificador Matrizeiro Aprendiz Aux.28 0. de Montagem Mec. Operação Mestre de Prod.09 0.09 0. Gerais Montador Op.02 1.98 0.51 91.67 90. Mecânico Op.39 90.30 2. Op. Mec.78 81.75 0.24 3.14 0.55 92.14 0.58 81.14 0.42 74. Rebarb. Torn.71 51.25 87.92 75.53 90.68 69. Op.14 0.09 0. Rebarbeador Op.81 90.19 0.52 0. Poliv. Lubrificador Motorista Tec.28 0. Mont.28 0. Func. Man.40 89.38 0.7. Empillhadeira Aux.09 0.03 0.64 86. Mec.20 81.81 88.14 0. Forno Multif.86 85.23 82.12 89. Produção Op. Produção Prensista Carpinteiro 0.56 82.47 0. Qualid.26 92.19 0.93 80. Aux. Aux.84 88. Aux.09 0. Ind.86 2. Cel. Guilhotina Op.14 91.09 0. Pintor Fresador Ferramenteiro Forjador Moldador Esmerilhador Meio Oficial Forneiro Ajustador Operador Aux.09 0.17 74.42 0.75 0.47 79. Aj. Prensa Prenseiro Caldeireiro Serralheiro NI Mecânico Torn.14 0.52 2.14 0.66 0.09 0.28 0.95 2.09 0.73 84. Furadeira Aferidor Aux. Insp.47 0.14 0.23 0. Eletron.71 70.90 82.22 1.95 91.19 0.17 1.51 68.29 84.09 0.14 0. Serv.34 59. Marceneiro Repuxador Aj. Manutenção Mandrilhador Aux.95 2.19 0.01 84.94 0.09 0. Máquina Industriário Soldador Serv.69 89.36 80. Qualid.73 72.89 91.67 73.29 67.61 91. Op.70 91. Op.23 0. De Prod.09 0. Almoxarife Aux.45 92.09 0.44 87.09 0.33 91.64 10.00 88.11 90.65 63.42 85. Lam.66 54.40 86.64 92.19 0. Manutenção Ajudante Torneiro Polidor Aux. Marteleiro Prens.17 86.14 85. Almoxarifado Multifunc. Manut.52 57.41 1.81 2. Macreiro Aux.26 89.29 64.23 0. Injetora Superv.36 92. Peças Op.19 0. Fundição Eletricista Funileiro Prens. Prod.14 0.59 1.89 66.28 0.28 0.17 83.36 9.28 % Acum.09 0. Metal.56 0.63 61. Aux.37 88.23 0.56 88.19 0.33 0. Mec.58 84. Mecânica Ajustador Mecânico Anal.45 83. de Fabr.01 42.98 92.52 0.23 91. de Inspeção Marceneiro Prep.14 0. Inspeção Aux. Peças Laminador Op.14 0.89 83. Embalagem Revisor Rev.45 77.19 0. Mult.64 33.75 0.32 76.09 0.94 86. Pintor Vazador Aux.56 0.52 0.48 79.14 0.09 85. Forjador % 22.19 0.05 91.23 0.75 71.70 Aux.98 89.28 0.64 1.89 77.14 0. Torno Afiador Conferente Aj. Montador Aux.28 0.75 0. Serralheria Elet.67 76.97 90.62 87.33 0.2.87 87.14 0.Distribuição dos acidentes segundo a Profissão Profissão Metalúrgico Op.83 89.25 90.73 125 .55 89. Prod.33 0.09 0.00 79.09 0.97 78.28 0.14 0.33 0.14 0.08 92. Usinagem Op. Auxiliar Fundidor Op.70 88.80 91.42 0.06 87.24 45.76 48.19 88. Funilaria Aux.03 1.

03 98.05 0.05 0.05 0.97 96.05 0.23 97.05 0.05 0. Recebimento Enc.45 98. Indl.05 0. Aplainador Aplic.28 97. de Torno Aux.47 97. Cargas reb.92 93.22 95.09 0.05 0. Usina Op.05 0. Trat. Estoque Anal.05 0.05 0.92 95.05 0. Dobradeira Op.05 0.31 98. Pedreiro Alim.84 94.05 94.36 98.50 95. Polidor Aux.05 0.05 0.73 95.69 95.05 0.55 95. De Embarque Aux.55 98. Prat.61 97.05 0. Op.09 0.89 97.09 0.80 94. Forno TTO TCO Op.94 94. Ferramenteiro Tec. Rebarb. Ling.05 0. Retífica Balconista Bobinadeira Chefe Seção Aux.05 0. de Prensa Aux.05 0. Aj. de Esmeril Contínuo Contr. Qual. Corte Impressor Ger.33 97.19 97. De CNC Prof.05 0.67 96.05 0. Materiais Op.05 0.48 96. Embalagem Aux.06 96. Expedição Aux. A Preparador Prep.05 0.05 0.05 0.58 93. de Secagem Aux.58 96.05 0. de Depósito Aux. De Corte Aj.05 0.61 94.05 0.05 0.59 95. Op.02 96.51 94.09 0. Carimbo Afiador Broca Aj.78 95.89 94.64 98.05 0.12 98.05 0. Laminação Aux.62 96. Rebitador Traçador Torn.05 0. 3 Prep. Caldireiro Chefe Expedição Chefe Chapeador Aux.72 96.66 97.31 95.20 96.67 93. Galvanop. Especial Op.09 0.05 0.86 96.76 93.05 0.75 94.05 0.05 0. Veic. Eletrer. Prença Op.95 94.37 94.47 94.05 0. C. TTO TCO Cof. Mest Aux.05 0. Prod Oxicortador Operário Operador Trainee Op.Op.53 96. Chefe Prens. 1 Aux. Acabamento Aj.09 0.05 0.83 92.05 0.11 93.05 0.80 97.95 97.20 93.01 93. Lixador Op. Rebr. de Coz.39 96. Forjaria 0.70 94. Montagem Prep.30 93.41 98.05 0.05 0. Eng.98 98. Encarregado Sub.05 0. Esp.66 94.05 0. de Torn.09 0.05 0.94 97. Revolver Suporte Tec.05 0. P. Estamparia Op. Jatista Enc. Pesagem 0.09 0.05 0. Lam.05 97.05 0.05 0.05 0.27 98.05 0.05 0. Serra Op. Jato de Areia Pedreiro Aux.09 0.05 0.75 97. Sub.84 97.33 94.05 0.05 0.05 0. Linha P.23 94. Calandra Servente Enc.05 0.05 0.05 0.44 96.05 0. de Forjaria Contra Mestre Op. Prod. Produção Op.42 94. Resina Apontador Aux. De Zincagem Op.69 126 .64 95.70 97.05 0.05 0.00 97. Limpesa ATP Op.26 95.05 0. Func.22 98.08 95.05 0. Engenheiro Op.56 94.09 0.16 96.05 0. Op. Acab.14 97. de Soldador Aux.05 0. Aux. de Matriz Aj.59 98.05 0.08 98.39 93.05 0. Prod.05 0. Tambor Op. Aux.05 0.98 95.05 0.05 0. Sup.42 97.05 0. Pantog.05 92.45 95.03 95.05 0.09 0.36 95.56 97.05 0.09 0.05 0. Mandriladora Op.17 95.09 0.12 95.05 0.91 96.05 0.05 0.05 0. Aux.34 96. Fresadora Op. Ferram. de Serviços Aux.86 93.87 95.05 0.48 93.05 0.09 0. Rev. Esp.05 0. CNC Op. Anal. T.25 96.37 97.77 96.14 94.83 95.30 96.05 0.09 0.50 98.05 96.09 97.11 Aux. Op.09 0.05 0.05 0. de Ind. Jatista Aux.52 97. Rol.05 0. Gabariteiro Escolhedeira Encanador Encaixotador Insp.17 98.81 96. Mult.41 95.05 0. Ferreiro Aux.09 0.05 0. Metais Rasqueteador Projetista Prog. Op.

34 99.87 98.25 99.05 0.30 99.39 Mont. Forjaria Enc.05 0.73 98.97 99.05 0.05 100 99. Caldeireiro Maçariqueiro Lider Montagen Lider Expedição Lider Microfusão Total 0.16 99.00 127 .05 0.05 0.58 99.05 0. Man.05 0. Prod.05 0.05 0.05 0.48 99. Montagem Enc. Eletrotécnico Digitadora Desmoldador Costureira Enc/ Prensa Mec.05 0.05 0. Hidráulico Mec.53 99.05 0. Mont.83 98.67 99.05 0.05 0.05 0.05 0.05 0. Op. Ferramen. Computador Mec. Mont. Op.05 0.05 0.Enc.05 0.05 0.06 99. Patr. Op. Mec.05 0.81 99. Elet. Mec.05 0.86 99.95 100. Banca Of.44 99. Soldador Controlador Op. Cacho Injetor Mestre de Serral.20 99.11 99. 0.91 99.05 0.78 98. Maq.05 98.72 99.62 99. Of.02 99.92 98. Ferram.77 99.05 0.

2 1.4 0.9 34.8 5.4 1.4 3.7 2.Físico Prensagem impacto Sofrido Contra Corte Desequilíbrio Queimadura Esmagamento Retesão Queda Torção Objeto na Vista Intoxicação Atrito ou Abrasão Punctuação Choque Elétrico NI Total Grande % 38.8 35.0 100.4 2.8 13.0 11.1 4.8 100 100 100 NI % 4.2 0.4 1.0 7.7 2.6 1.4 4.4 39.0 5.6 6.Distribuição dos acidentes segundo o porte por natureza da lesão Natureza do acidente Doença Ocupacional Impacto Sofrido Esforço .6 1.0 13.0 3.5 24.8 0.1 8.5 1.5 3.6 0.3 12.0 100.5 4.3 0.2. Máquina Industriário Soldador Montador Serv.9 5.0 24.8 1.5 0.6 11.3 0.5 2.0 100.2 5.1 2.0 34.6 1.0 100.3 14.8 8.5 2.9 38.6 22.0 2.7 35.1 4.2 Anexos Natureza do Acidente Tabela 68 .0 9. Gerais Op. Func. % 100.3 33. Mult.6 5.9 1.1 3.4 9. Aux.6 12.6 11.5 40.8 4.3 2.0 9.8 4.1 1.2 45.3 3.2 7.5 4.7 4.3 9.0 6. Man.2 2.7 38.5 2.1 5.9 3.7 0.7 0.0 22.1 4.0 10.4 4.2 8.4 1.Distribuição da Natureza da Lesão Segundo a Profissão Prensagem Doença Ocupacion al Esforço Físico Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Outros Corte Profissão Metalúrgico Op.6 4.6 5.7 3.3 0.0 100.9 1.2 62.4 3.2 1.3 36.4 3.8 7.0 100 Micro Pequeno Médio Empresa % % % 18.2 18.1 3.3 0.8 3.0 9.6 2.1 3.3 1.5 9.6 7.0 12.8 38.1 4.7 4.7 5. Cel.0 1.5 25. Produção Op.0 100.3 0.7 1.0 36.0 13.2 24.0 100.4 13.9 100 128 .3 0.Tabela 67 .9 9.0 3.0 6.3 1.5 12.4 0.7 2.8 21.0 5.2 6.7 4.4 6.8 6.3 5.7 6.5 36.0 4.0 100.3 0.8 10.1 3.1 0.2 6.0 6.

54 79.52 0.72 88.32 47.95 77.38 0.98 92.53 2.82 32.27 0.47 0.70 91.34 90.67 85.3 Anexos Agente da Lesão Tabela 69 .14 0.13 55. Quente Escada Equipamento Madeira Motor Tambor e Container Matriz Porta Produto Químico Correia Produto Chave Esmeril Pregos e Parafusos Dipositivo Eletr.00 129 .7.14 0.69 87.52 0.27 1.28 0.23 88.00 % Acum.83 84. Corpo Canos.84 91.62 90.47 0.67 9.12 92.70 89. Tampa Móveis Maçarico Empilhadeira Armação Arames e Telas Esteira Óleo Molde Gancho(s) e Gancheira(s) Bobina Fogo Outros NI Total % 14.97 90. ou Prod.67 82.23 0.14 91.00 80.90 91.93 83.66 0. Caixa(s) Queda c/ ou sem dif.45 1.14 8.97 1. 14.52 0.67 23.89 0.69 100.45 62.08 86.42 86.09 3.09 4.41 4.42 0.41 1.45 65.14 0.56 91.16 43.16 4.29 74.26 75.59 1.37 91.23 0.84 0.22 95.75 3.28 0.31 100.23 72.56 3.73 52.75 0.Distribuição dos Acidentes segundo O Agente Causador da Lesão ID 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 Agente da lesão Ruído LER Máquina Ferramenta Peça(s) Chapa Prensa e Torno Obj.39 5.40 81. Cortante Mov.17 89.41 3.70 70.88 59.06 1.67 2.20 87.00 2.77 38.58 2.38 0.61 0.12 67.59 89.69 1.19 0. De nível Corpo Estranho Peso Subst.14 0.95 5.2. Barras e Tubos Ferro Serra ou Furadeira Componente de Maq.

6 0.4 3.0 5.6 1.00 4.9 0.7 0.0 5.0 24.0 1. Corpo Chapa Ruído Canos.9 20.4 9.4 1.8 4.5 1.3 1.3 1.8 4.0 0.0 0.0 0.1 1.7 8.1 3.Tabela 70 .1 2.4 2.7 7.4 3.6 4.6 0.8 2.7 1.9 21.0 1.4 1.5 6.5 0.9 1.1 0.00 6.1 0.0 2.0 7.Distribuição dos Agentes de Lesão segundo a atividade econômica Metalúrgica Siderúrgica 0.4 2. Prensa e Torno LER Queda Obj.3 1. Cortante Peso Corpo Estranho Caixa(s) Subst.3 28.00 Fundição Forjaria 130 .5 4.0 15.7 11.2 0. Barras e Tubos Ferro Serra e Furadeira Componente de Maq.3 0.00 4.1 4.9 100.0 2.0 7.0 0.6 6.0 4.9 1.7 5.6 7.7 3.3 0.3 16.1 4.1 0.1 29.0 6.0 3.6 10.0 9.4 2. Quente Outros % 7.0 0.3 2.8 6.3 0.6 3.3 1.0 1.2 1.5 3.1 100.0 0.00 0.0 1.3 4.4 100.9 2.4 3.0 0.5 0.7 100.7 3.3 0.9 1.5 1.1 8.3 100.7 4.2 100.0 0.7 3.5 0.0 3.0 2.3 0.00 8.0 9.4 100.0 1.0 4.3 0.8 65.9 0.0 20.2 0.9 20.7 22.7 0.6 1.3 0.3 2.3 5.1 3.0 0.00 Material de Transporte Mecânica Cutelaria Agente da lesão Peça(s) Máquina Ferramenta Mov.7 6.7 1.2 3.3 8.7 6.3 4.5 3.7 13.1 2.0 2.1 29.4 11. ou Prod.

0 0.0 0.5 0.8 3.4 1.1 0.1 5.contuso Hipoacusia Contusão Fratura Tendinite Queimadura Dores Disacusia Entorse Amputação parcial Lombalgia Outros não listados Epicondilite Tenossinovite Corpo estranho Lesão Hérnia Distensão PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído) Escoriação Dermatite Amputação total Lesões Múltiplas Luxação Lesão ligamentar Síndrome Do T.2 0.7 13.2.2 0.8 2.4 Anexos Tipo de Lesão Tabela 71 .6 1.6 17.0 131 .Distribuição das Lesões segundo o tipo de lesão CodLes 10 21 4 12 22 17 23 24 8 1 15 18 26 19 5 20 28 7 31 9 6 2 14 16 13 27 32 29 3 11 33 34 30 35 Nome da Lesão Ferimento.9 0.7 0.2 0.1 0.1 0. Corto.1 9. de Carpo Dermatose Cisto Sinovial Conjuntivite Fissura Estiramento Muscular Sinovite Síndrome do Impacto do Ombro Bursite Total % 23.6 0.7 2.0 0.1 0.1 0.7.0 100.4 2.6 0.0 5.8 0.5 0.1 0.2 1.6 0.0 4.

Martelou o dedo ao bater numa peça. NI Perda Auditiva Passando lixadeira na retroesc. Barras e Tubos Móveis Descrição Ao manusear tubos. NI Trabalho exposto ao ruído Cortando Cantoneira de Ferro Tubo de Ferro caiu. ou Prod. Retirando saca palha do gabarito. Corpo Ruído Ferramenta Ferro LER Máquina Outros Peça(s) Dipositivo Eletr. Cortando uma peça da chapa Esmerilhando peça.Físico impacto Sofrido Contra Corte Objeto na Vista Impacto Sofrido Impacto Sofrido Prensagem Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Impacto Sofrido Doença Ocupacional Queda Esmagamento impacto Sofrido Contra Prensagem Doença Ocupacional Impacto Sofrido Doença Ocupacional Doença Ocupacional impacto Sofrido Contra Impacto Sofrido Objeto na Vista Esforço .Físico Impacto Sofrido Queimadura Esforço . Dores ao fazer dobra em tubo de ferro. Bateu no ferro Prensou dedo na serra. Calandrando cano de irrigação. ligado no chão impactou. Aparelho de solda. Trabalhando com Furadeira Perda Auditiva Queda de andaime. Barras e Tubos Ferro Arames e Telas Ferramenta Mov.o Confeccionando peças no torno Ao segurar chapa metálica seu suporte (barra metalica) caiu.7. Queda de barra de ferro ao desmontar galpão. Barras e Tubos Ruído Componente de Maq. Corpo Chapa LER Escada Canos. Caiu tubo de ferro. Barras e Tubos LER Ruído Prensa e Torno Canos.Físico Prensagem Doença Ocupacional Torção Impacto Sofrido NI Impacto Sofrido Impacto Sofrido Desequilíbrio Doença Ocupacional Impacto Sofrido Impacto Sofrido Doença Ocupacional Impacto Sofrido Impacto Sofrido Impacto Sofrido Choque Elétrico Impacto Sofrido Esforço . LER em soldagem. Peça(s) Máquina Canos. Serra e Furadeira Ruído Armação Máquina Ferro Serra e Furadeira LER Canos.Relação de natureza do Acidente. contundiu-se NI Alteração Osteomusculares Atingido com estourou disco policorte Transportando serpentina que veio a cair. Barras e Tubos Ferramenta Canos. Perda Auditiva Prensou dedo num eixo.Físico Impacto Sofrido Agente da lesão Canos. Mudando máquina de lugar. Natureza do acidente impacto Sofrido Contra Esforço . Barras e Tubos Corpo Estranho Mov. NI 132 . Maq. agente de lesão e descrição apresentadas em algumas CATs referentes ao soldador. bateu nos mesmos. cortou-se com tambor de tinta. Soltou casca de solda a fazer solda. Bateu calcanhar ao pegar peça Pintura de Elevador. NI Torção ao descer escadas. NI NI Transportando telas que vieram a cair.3 Anexos Capítulo 5 Tabela 72 . Eixo de metal deslizou e caiu. Barras e Tubos Outros Peça(s) Tambor e Container Corpo Estranho Chapa Máquina Prensa e Torno Canos. Fagulha ao esmerilhar Chapa Dores ao montar peça de escapamento do motor Ao virar chapa prensou dedo contra bancada. NI Peça caiu ao ser virada.

Queimadura Impacto Sofrido Impacto Sofrido Queimadura Doença Ocupacional Queimadura Impacto Sofrido Impacto Sofrido Doença Ocupacional Impacto Sofrido Corte Impacto Sofrido Impacto Sofrido Corte Desequilíbrio Desequilíbrio Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Impacto Sofrido Impacto Sofrido NI Impacto Sofrido Torção Prensagem Impacto Sofrido Impacto Sofrido Objeto na Vista Esmagamento Fogo Móveis Serra e Furadeira Maçarico Ruído Produto Químico Ferramenta Subst. NI Colacando pino no eixo com auxílio de martelo. 133 . Barras e Tubos Peça(s) Ferramenta Mov. Escorregou na tinta fresca NI Ao limpar bancada. Perda Auditiva Soldando um tubo em recepiente contendo óleo. caiu barra de ferro . Corpo Mov. Gaveta de aço caiu ao ser aberta. Caiu pingo de solda ao soldar uma peça. Furando uma bucha com furadeira. Atingido pela broca.Fita Cortando viga de ferro. Faisca ao soldar peça Ajustando matriz na Prensa. Furando Cantoneira Lixou-se na lixa disco Cortou-se com chapa Resbalou ao empilhar caixas.o Chapeando Radiador. Quente Ruído Ferramenta Chapa Serra e Furadeira Máquina Chapa Mov. Ao virar peça para solda. Ao deslocar cavalete Inclinou uma barra de ferro que veio a atingi. Ao montar longarina. machucou-se. Cortou-se com chapa. Levantando Peça Calandrando uma peça. houve uma explosão devido a formação degases Marterlou-se ao puncionar polias. Luva queimou. a mesma saltou impactando. Corpo Serra e Furadeira Obj. Cortando Ripa na Serra.lo Ao manusear prateleira. Corpo Máquina Madeira Ferro Corpo Estranho Prensa e Torno Solda. Barras e Tubos Canos. Cortante Canos. chocou-se contra hélice ventilador.