MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS NA ATIVIDADE DA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EM 1996 E 1997 BREVE INTERLIGAÇÃO SOBRE O TRABALHO DO SOLDADOR

Pôr CLAUDIO FERNANDO GOLDMAN Engenheiro Civil

Dissertação de Mestrado PPGEP

PORTO ALEGRE 2002

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS NA ATIVIDADE DA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE NO SUL EM 1996 E 1997 BREVE INTERLIGAÇÃO SOBRE O TRABALHO DO SOLDADOR

DISSERTAÇÃO

Apresentada ao Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção - PPGEP, como parte dos requisitos para obtenção do Título de Mestre em Engenharia de Produção.

Pôr CLAUDIO FERNANDO GOLDMAN Engenheiro Civil

Orientadora: Prof. Lia Buarque de Macedo Guimarães

Porto Alegre, Março de 2002

Esta DISSERTAÇÃO foi julgada adequada para a obtenção do título de MESTRE EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, Área de concentração: Produção Civil, aprovada em sua forma final pelo Orientador e pela Banca Examinadora do Curso de pós-graduação:

_________________________________________________________ Orientadora: Prof. Lia Buarque de Macedo Guimarães

_________________________________________________________ Coordenador do PPGEP: Prof. Luis Antônio Lindau

BANCA EXAMINADORA: Mauro Moura

A todos os meus parentes e amigos iii .A minha mãe e a meu irmão. que muito me incentivaram Aos meus primos Jairo e Sulany que me deram grande força e apoio no momento mais importante para conclusão deste trabalho.

AGRADECIMENTOS A minha orientadora. Aos amigos do PPGEP. iv . Vera e Andréa. À DRT/RS pôr ter disponibilizados às CATs. que sempre me incentivou e orientou no intuito de concluir o trabalho. pêlos momentos agradáveis vividos ao longo do período de mestrado. pelo tratamento cordial que sempre recebi destas. as quais foram essenciais para realização deste trabalho Às funcionárias da secretária do PPGEP.

..................................................................................................................................................................... 13 2..............................................................................4.......... 4 1....................................3 Considerações Sobre os Acidentes de Trabalho.........4 Ritmo de trabalho ..........................................................1 Riscos Físicos .......................................................... 9 2.......................................................... 5 2 ACIDENTES DE TRABALHO: DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO ...................................................... 1 1..................1 Tema e Justificativa ................4 Limitações do Estudo ..........................................................................................................4................................... 6 2.............................................................................IX ÍNDICE DE GRÁFICOS .....................................3..................................................... 11 2.............................2 Automação e o Trabalhador ........................................3 Estrutura do Trabalho ..... 9 2.................................................1 Sistemas de Produção .............4 Riscos Ambientais ......................... 12 2........................XIV LISTA DE SIGLAS ............................................................................................................................................................ XVII 1 INTRODUÇÃO .....2.................................. XV RESUMO ........................................................................................................................ 8 2.....SUMÁRIO ÍNDICE DE TABELAS ....... 8 2.....................3.........................2 Riscos Químicos .............................................XVI ABSTRACT ................................................. 13 2..2.................... XIII ÍNDICE DE FIGURAS .................2....................1 Causas...........3 Riscos Biológicos ................................................................. 1 1......... 4 1.........................1...............2........................................2 A Tecnologia e os Acidentes de trabalho .... 7 2...........................1 Agentes Químicos ................................................... 7 2.......................................................1 Classificação de Acidentes ..............................................................................................................................................3........................................... 12 2..... 12 2.....2 Principal Fonte de Informação ......3 Fluxo de Trabalho....................1.................................. 8 2....................................................4............................4........................................................................................................................................................................................1 Objetivos Específicos ................................................1 O Ruído ........................................................................2 Objetivo Geral .. 11 2.....................1......2 Condições Físicas de Trabalho .................................................. 5 1.....................................4........................ 11 2....................... 14 v ............................3......................................................................................................................

... 16 2...............................................................4................3 Estatísticas de Acidentes segundo o mês de Ocorrência ...........................1 Princípio de Prevenção de Acidentes ....4 Riscos Ergonômicos ...........2.2 Nível Micro ...........................1 Casos Novos ............................................3 Aspecto Social .................................. 16 2............ 16 2.................................................................................7............................... 15 2............6 Aspectos sobre Acidentes do Trabalho .......................................... 38 4... 19 3............1 Classificação da Pesquisa ................5 Riscos de Acidentes..................2 Importância do Setor Metalúrgico e Metal-mecânico na Economia do Estado do Rio Grande do Sul ...........................................................................2...................2 Estatísticas de Benefícios concedidos pôr Acidentes de Trabalho............................................. 26 3......................................5......................6..................4 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais................................................... 16 2................................. 16 2....................................................................................................5........................................4........6............................................................................................................................ 20 3............................................ 24 3................................................6.................1 Subnotificação .............................................1 Coeficientes ...................6..................5 Aspectos Legais.................6.2 Estatísticas de Acidentes segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID) 28 3..5..........................1 Teoria do Alerta................... 32 3....2 Aspectos Jurídico......................................................................... 16 2.5 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais pôr Região e Estados da Federação........................... 17 2.6......................................... 23 3...................5.................. 29 3.............................1............................5........ 35 4 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES NA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL . 15 2...............................1............. 18 3 ESTATÍSTICA NACIONAL DE ACIDENTES..............................................1 Teoria do Dominó..................................................................7..3 Dados Estatísticos Segundo a Idade ............................................................... 15 2........... 17 2.................................... 15 2........2 Teoria da Acidentabilidade..............................................4 Aspecto da Medicina do Trabalho. 28 3..................................4.............2 Problemas em Prevenção de Acidentes ........................ 17 2......................................................................................................... 17 2...........2 Teorias Psicológicas ....................................................................................... 38 4.....................................................................1 Aspectos Econômico ................................4....................................................................................................4..................................5................. 16 2............................... 20 3........................................................2 Local de Coleta dos Dados ..............................................1 Nível Macro.....................5 Teoria da Propensão ao Acidente ..6....... 14 2.........................7 Prevenção de Acidentes..........2................................ 15 2............... 38 vi .................

....................1 Natureza do Acidente ......3 Região do Corpo Dorsal ........................ 49 4........... 68 4......... 44 4..................8................................................................................................................................................................................................. 38 4...............6 Atividade do Funcionário .................................12... 58 4......................................9.......................5 Pés..................................................... 43 4............................. 59 4............................................................................... 39 4.....5 Sexo ..... 60 4..........10 Causa do Acidente .......................................................................................... 67 4........................................4.................................................................1 Data do Acidente .........................................................................2 Hora do Acidente....... 39 4...... 71 4..............................................8............................... 69 4.........................................................................3 Região da Empresa .......................................... 46 4...........2 Porte da Empresa ......3 Estado Civil ...................................................7.. 69 4.......................................................................12.......................4 Escolha de Variáveis .............................................................................................................................4....4 Laudo Médico.................................................................................................................................................... 55 4...........................................1 Profissão .......................................8. 43 4...... 46 4..........................6 Análise dos Dados .......................................................2 Duração do Tratamento ....... 50 4.........................................................1 Afastamento.............. 56 4....................... 45 4.........................................................10................................................... 64 4... 67 4...........3 População e Amostra .10.......6...........................4......... 60 4......................................................................1 Atividade da Empresa........ 48 4..... 58 4...............................................12..................... 68 4.................................... 40 4..............2 Região da Cabeça ................11.....................................................................................12..................12 Lesões e Partes do Corpo Atingidas ...........................................................................................................................................................................................................7........................................................................... 50 4.................. 77 vii ........................................7..............................................8 Perfil do Trabalhador............................7 Perfil da Empresa ............................1 Profissão ..............1 Profissão com Maior Freqüência de Acidentes ....... 42 4................................................................. 51 4.........................................................................4.................12..............9 Freqüência temporal dos Acidentes.............................9..................................................................................................................1 Empresa ....................................3 Acidente...............11 Dados sobre o Acidente.............4.....4 Mãos ..............................................8................................................2 Agentes da Lesão................ 55 4...........................5 Procedimento da Pesquisa .......................... 74 4..............................................................................................................................4 Salário.........................2 Idade ...........................................................8.......................8....11....2 Acidentado..................................... 54 4..............

..............1............................................................................................. 101 6....3 Impacto Sofrido .......................................................................... 95 5......2 Prevenção na Soldagem................... 115 7....... 131 7.........4 Doença Ocupacional........... 83 5............................1.4 Doenças Profissionais..................................................................................................................... 97 5........................................................ 132 viii .............................. 92 5.............................................................3.............. 110 7...... 95 5.....................2 Riscos ................................. 91 5. 90 5..........................1 Principais Agentes Causadores De Risco À Saúde Do Soldador.........................................1.....3 Sugestões para trabalhos futuros ........... 125 7.....................................3 Anexos Agente da Lesão .............................................................2..........2...................................................................................................................4...........1 Anexos Capítulo 3 ... 87 5..........................5 Prensagem.6 Ventral ...................................................12.................................. 84 5............................................................ 103 6.......................................... 104 6..3 Exposição a Agentes Químicos .................................................................1........................................................................................1 Descrição das Atividades.............................................................................................2.........................................................4............................................1 Anexos Profissão ..........................................3................................................................1....................................2 Anexos Capítulo 4 ............................... 105 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................4..................................1 Ruído e LER ..................3 Anexos Capítulo 5 ...............2 Agentes Químicos ...........................................2 Anexos Natureza do Acidente .......2 Médias ........................................ 128 7..............................................................................................................................3............3 A Tecnologia e o Soldador ......................... 86 5..........................................................................................................................................2 Trabalho do Soldador ...... 110 7..... 86 5.....3............................................................................................ 107 7 ANEXOS .................................................2 Fumos de Soldagem ..............1.......................................... 79 5 CONSIDERAÇÕES SOBRE A ADEQUAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS PELA CAT: O CASO DO SOLDADOR . 99 6 CONCLUSÕES ............................................................1 A Visão ................... 95 5......................................................... 84 5...........................1........................................................................................................1................ 129 7........1...........................................................................................................1 Acidentes de Trabalho .......................3 Resultados Obtidos da Análise das CATs de Soldadores .............................4.......... 104 6.......... 85 5..3.4 Anexos Tipo de Lesão ..............................................................................................2...... 84 5.............

............................................Distribuição de acidentes segundo o porte ...................Classificação de estado civil para o banco de dados ...... 52 Tabela 20 ......................................................Nº de Acidentes e Doenças do Trabalho registrados no Brasil........................................................................................Características das CATs .............º de empregados pôr gênero até 1998.º de empresas e n........................ 34 Tabela 9.. 40 Tabela 11 ......... 41 Tabela 13 .Atividades econômicas priorizadas .....Distribuição dos acidentes segundo a cidade .............................................Quantidade de acidentes de trabalho registrados.............. pôr motivo.......1997 .............................. de 1970 a 1997 ............N..........................Lista de Atividades para o Banco de Dados........................Acidentes Típicos Novos em 1996. 30 Tabela 6 ...................................... 3 Tabela 2 ........... 36 Tabela 10 ............................................................................................... pôr motivo ......................................................... 21 Tabela 3 .........................Benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividades econômica em 1996.....Quantidade mensal de acidentes de trabalho registrados.................ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1 .............. 49 Tabela 18 .....Distribuição de acidentes segundo a faixa etária para a cidade de Osasco e o estado do Rio Grande Do Sul .. segundo as Grandes Regiões e Estados da Região Sul 1995/97 ................. 33 Tabela 8 ................................................... 25 Tabela 4 ....Média de idade do acidentado segundo a profissão ... 32 Tabela 7 .............................................Número de acidentes segundo atividade da empresa ................................................................................................................. 47 Tabela 16 ........... 49 Tabela 19 .. 54 ix .....................................................Faixas etárias do banco de dados ...........Benefícios concedidos por acidentes de trabalho segundo os grupos de atividade econômica da Indústria da Transformação em 1996 ................................. 29 Tabela 5 ......... 42 Tabela 14 ...........Ranking das Empresas pôr Setor Econômico .................................................Porte das Empresas......Número médio de empregados pôr porte da empresa ................................................................. no Rio Grande do Sul.................. 44 Tabela 15 ....................................................................................................... 48 Tabela 17 .. 41 Tabela 12 ..........................

................................. 58 Tabela 24 ...... 72 Tabela 38 ...................................................................... 71 Tabela 37 .......Tipos de agentes mais comuns de acordo com o porte......................................................Distribuição das lesões segundo o tipo de lesão .Distribuição das lesões segundo a região dorsal .............Freqüência de acidentes pôr estado civil....................................................................... 71 Tabela 36 ........................................... 69 Tabela 34 ...Agentes mais comuns de acordo com a natureza da lesão ..................Freqüência e distribuição dos acidentes segundo faixa salarial ........ 69 Tabela 33 ..... 67 Tabela 31 ............... 68 Tabela 32 .................Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo o agente da lesão ..................................................... 61 Tabela 25 ................ 54 Tabela 22 ... 76 Tabela 43 ............... 65 Tabela 28 ............................. ... 66 Tabela 30 ...Distribuição dos acidentes segundo natureza do acidente pôr atividade econômica ............................ 74 Tabela 41 ................................ 65 Tabela 29 ......................................................................................... 77 x .Freqüência dos acidentes segundo o dia da semana........ 74 Tabela 40 .........................................Distribuição de lesões segundo região da cabeça...................... 73 Tabela 39 .............................Distribuição dos acidentes segundo os agentes da lesão mais freqüentes........Distribuição dos acidentes segundo a região das mãos.....Distribuição dos acidentes segundo a natureza ..................................................................................Tipos de agentes mais comuns de acordo com a atividade econômica... 76 Tabela 42 .....Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a lesão........Distribuição dos acidentes na região da cabeça segundo a natureza do acidente .Distribuição dos acidentes segundo a região dos pés.... 55 Tabela 23 .................................................... 64 Tabela 27 ..Distribuição dos acidente segundo duração tratamento ........Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão.....Distribuição das lesões na região da cabeça segundo natureza e agente de lesão ......Distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão........................... 70 Tabela 35 ...................................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo o agente da lesão ..........Tipos de agentes mais comuns segundo a profissão .......................... 62 Tabela 26 .......................................................Tabela 21 ............

........Lesões atribuídas às partes do corpo atingida ....................... 99 Tabela 57 ............1995/97 ...........soldador......Composição Básica Dos Fumos de Soldagem ......... 78 Tabela 45 ..................... 98 Tabela 55 .Descrição de acidentes devido impacto sofrido ...........Distribuição dos acidentes segundo a região ventral...soldadores.................... 80 Tabela 48..............Distribuição e acidentes segunda a atividade dos soldadores ........ .......................... por motivo.......... por motivo..............Descrição de acidentes devido a doença ocupacional ......... 94 Tabela 53 .............Benefícios Concedidos por Acidentes do Trabalho em 96 por Estado .......................Distribuição de lesões segundo a doença ocupacional ......... segundo a idade em 1997....................................................... 89 Tabela 51 .................... 121 Tabela 65 – Nº de acidentes de trabalho registrados.................. 93 Tabela 52 ........ 79 Tabela 47 .Descrição de acidentes devido impacto sofrido .... 97 Tabela 54 ........Distribuição dos acidentes segundo a Profissão............... 98 Tabela 56 ................soldadores....................................................... 123 Tabela 66 ............................................................Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a natureza.......... 119 Tabela 63 ................................. 81 Tabela 50 .................. 114 Tabela 60 ................................ 120 Tabela 64 ......Variáveis relativas às partes do corpo atingidas......Atividades segundo o ramo de atividade..... 110 Tabela 58 ........................Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo o agente da lesão ...Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a lesão.................Freqüência de Acidentes de trabalho registrados...............Tabela 44 .........Códigos CID mais Incidentes em 1997.....................................Distribuição de acidentes pôr soldador segundo a região .. 125 xi .... segundo as Grandes Regiões e UF ................Lista de Agente de Lesão ....................... 112 Tabela 59 .....Distribuição dos acidentes na região ventral segundo o agente da lesão .....................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão.. 79 Tabela 46 ....................................................... 115 Tabela 61 .......................................................................................................................................... 118 Tabela 62 ............ 81 Tabela 49 .....Tipos de Acidentes Analisados nas CATs ......................................soldador.

......Distribuição dos Acidentes segundo O Agente Causador da Lesão ......................................................Distribuição das Lesões segundo o tipo de lesão ...................... 128 Tabela 68 . 130 Tabela 71 .... 128 Tabela 69 .. 132 xii . 129 Tabela 70 ......... ............Distribuição da Natureza da Lesão Segundo a Profissão ...................... 131 Tabela 72 ......... agente de lesão e descrição apresentadas em algumas CATs referentes ao soldador.....Distribuição dos acidentes segundo o porte por natureza da lesão ..................Distribuição dos Agentes de Lesão segundo a atividade econômica .Tabela 67 ......................................Relação de natureza do Acidente.....

....................Freqüência de Acidentes Típicos (Brasil)...............................ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1 ... 62 Gráfico 15 ......................................... 75 Gráfico 17 .Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a natureza do acidente..... 59 Gráfico 14 ... 51 Gráfico 9 ......... Gráfico 4 .......................................................... 77 xiii ........................... Erro! Indicador não definido...............................................................Distribuição de acidentes pôr sexo segundo a natureza.Freqüência dos Acidentes segundo Atividade Econômica ... 31 Gráfico 7 . ................................................................. 53 Gráfico 11 ............................ 31 Gráfico 6 ...............................Distribuição dos acidentes segundo o motivo...mais de 15 dias segundo Classe de Atividade Econômica ........................................Incidência de Acidentes Pôr Região (DATAPREV) ..................... 59 Gráfico 13 ......... 56 Gráfico 12 ..................................Osasco ...........Freqüência de Acidentes de Trabalho .......Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a natureza ............................Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo a natureza............................................Comparação de distribuição de acidentes segundo faixa etária entre RGS e OSASCO .....Acidentes Registrados na Região Sul (DATAPREV) ...................................Distribuição de acidentes pôr profissão .....Freqüência de Acidentes com Morte (Brasil) ............Distribuição de acidentes segundo faixa etária .Freqüência de Acidentes pôr Idade.........Distribuição dos Acidentes segundo o dia da semana ... 27 Gráfico 5 .... 47 Gráfico 8 ...... 23 Gráfico 3 ........ 22 Gráfico 2 ..........Distribuição dos acidentes segundo a hora do acidentes ............................. 72 Gráfico 16 ................................................................................................ 52 Gráfico 10 .....

........... 117 Figura 3 ...ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1 ...........................Principais campos do Verso da Informações da CAT ....... 122 xiv ..............Banco de dados utilizado para armazenamento de dados com base na CAT .............................. 116 Figura 2 .......Principais campos de Informações do anverso CAT .

LISTA DE SIGLAS ABNT ACGIH AEPS ANFIP BEAT CANCAT CAT CID CIPA CLT CNAE DO DORT DRT/RS EPI FIBGE FIERGS INSS LER LT MIG MPAS MT N NB NI NR OIT PAIR PCMSO SEBRAE SSST SUB SUS TIG TLV UV Associação Brasileira de Normas Técnicas American Conference of Governmental Hygienists Anuário Estatístico da Previdência Social Associação Nacional dos Fiscais de Contribuições Previdenciárias Boletim Estatístico de Acidente de Trabalho Campanha nacional de Combate aos Acidentes do Trabalho Comunicação de Acidente do Trabalho Código Internacional de Doenças Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Consolidação das Leis do Trabalho Classificação Nacional de Atividades Econômicas Doença Ocupacional Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho Delegacia Regional do Trabalho/Rio Grande do Sul Equipamento de Proteção Individual Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Federação das Industrias do Estado do Rio Grande do Sul Instituto Nacional do Seguro Social Lesão pôr Esforço Repetido Limites de Tolerância Metal Inert Gas Ministério da Previdência e Assistência Social Ministério do Trabalho Número Normas Brasileiras Não Informado Norma Regulamentadora Organização Internacional do Trabalho Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Programa de Consolidação e Médico de Saúde Ocupacional Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho Sistema Único de Benefícios Sistema Único de Saúde Tungstein Inert Gas Threshold Limit Values Ultra Violeta xv .

Com os resultados obtidos neste trabalho. devido a ferramentas. Fica evidente que. natureza e distribuição dos acidentes. xvi . No entanto. Os profissionais atuam fora de seu posto e em tarefas que não são características de sua função. fatores que provavelmente contribuem para o aumento de riscos de acidentes. Os metalúrgicos foram a categoria profissional que mais acidentes de trabalho registraram.RESUMO A presente dissertação apresenta um levantamento de dados sobre acidentes de trabalho feito a partir de informações extraídas de um documento denominado CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). ao acidentado e acidentes de trabalho registrados no setor metalúrgico e metalmecânico do estado do Rio Grande do Sul nos anos de 1996/1997. O estudo. procedeu-se ao armazenamento dos mesmos em um software de banco de dados que permite analisar as informações levantadas no intuito de melhor conhecer a magnitude. peças e máquinas. Há também grande incidência de impacto sofrido pêlos acidentados. Com base neste documento. deixa evidente a insalubridade do ambiente de trabalho do acidentado devido à quantidade de registros causados pôr ruído (principalmente fábricas de cutelaria) e DORT (Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho). Após a coleta dos dados. analisaram-se informações referentes à empresa. os soldadores apresentaram um dado curioso. canos e barras. além da falta de organização do posto de trabalho do acidentado. pois sofreram muitos acidentes pôr impacto sofrido. devido a queda de tubos. pretende-se sensibilizar as empresas para que tomem medidas mais eficientes a fim de minimizar os riscos aos quais os trabalhadores estão envolvidos e expostos. existe a própria desorganização do trabalho. fora de seu posto de trabalho ou de suas atividades tradicionais de solda.

In the analysis of the results the following were made evident: A lack of organization of workstations. By use of this databank an analysis of the results was made possible as well as the formulation of conclusions. However. The most significant manufacturing company sited for noise related injury was that of the cutlery industry and metallurgy for impact related accidents. that.ABSTRACT The present dissertation shows the results collected from a document entitled CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). After the data was collected. xvii . the information was stored in a databank. there was a lack of organization in the work itself. machines. employees are used in areas other than the work stations for which they have not been hired. especially by tools. From this document was collected information regarding the companies/ manufactures. The unhealthy work environment also was made evident in the high number of reports of noise related and LER (Injuries due to Repeated Efforts). due to the large number of impact related injuries. accident related jobs and injuries in the areas of metallurgic e metal-mechanics in the state of Rio Grande do Sul in the years of 96/97. most probably contributing to the increase of accident risks. we hope to make the manufacturing companies aware so that they may take greater effort in minimizing the job-related risks with which the workers are faced. which were outside of their welding workstations. due to the fall of steel tubes and bars. it was interesting to note that the welders were sited as having reported many impacts related injuries. and parts. The metallurgic sector was the professional category that registered the most number of accidents. With these results. besides the lack of organization at their work stations. It was evident also.

1 Tema e Justificativa Uma das principais contribuições para auxiliar a entender os acidentes de trabalho são as estatísticas desses acidentes. tendo como base as CATs. podem-se definir prioridades e adotar medidas prevencionistas contra os riscos envolvidos na atividade laboral do trabalhador.. principalmente devido à subnotificação. serviço ou empreendimento Na ABNT (1995) encontra-se a seguinte definição para acidente de trabalho: termo caracterizado como uma ocorrência imprevista e indesejável.1 INTRODUÇÃO O mundo do trabalho é complexo e cada vez mais pressionado pôr uma dinâmica global que exige a criação de novas técnicas. ou uma atividade coordenada. de caráter físico e/ou intelectual. O trabalho pode gerar vida e saúde. Acidentes decorrem em custos sociais e econômicos para empresas. Com tudo isto também é necessário a criação de novas técnicas para controle e prevenção de acidentes. Azevedo (1999) define trabalho da seguinte forma: palavra que indica aplicação de forças humanas para alcançar um determinado fim. necessária à realização de qualquer tarefa. Apesar das CATs serem um instrumento que vem sofrendo diversas críticas. trabalhadores e suas famílias. instantânea ou não. que é a não notificação de acidentes de trabalho. também atingem a sociedade em geral e o meio ambiente. Técnicas estas necessárias para que as empresas se mantenham competitivas e se tornem mais produtivas em um mercado globalizado. cuja principal fonte de dados é a Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT). mas também pode gerar mortes. 1. 1 . Através das estatísticas. além de afetarem a própria atividade laboral. que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão Os acidentes de trabalho. ela é um importante instrumento de combate aos acidentes de trabalho principalmente devido a sua abrangência nacional. relacionada com o exercício do trabalho. novos sistemas e novas tecnologias de produção.. Para a sociedade como um todo. esses custos são demasiadamente altos (Ganhe. doenças e a incapacidade parcial ou permanente do indivíduo ao exercer suas funções.1996).

o que aumenta o grau de dificuldade de realização de um estudo sobre acidentes de trabalho.1996) Em relação aos acidentes de trabalho ocorrido no Brasil.. Mitrof (1994) afirma que: “No Brasil existe a falta de um modelo prevencionista aliado à falta de cumprimento das normas existentes sobre acidentes de trabalho. Em relação ao trabalhador (Azevedo. 1999) relata que: “É importante lembrar que o trabalhador não é uma simples peça produtiva e sim um ser humano merecedor de proteção no trabalho” Com o intuito de minimizar os acidentes de trabalho. sem receber a devida atenção. principalmente porque as informações sobre acidentes de trabalhos não são consistentes e pôr não receberem o tratamento epidemiológico1 adequado (Ganhe. maior será a conscientização dos segmentos sociais. Este tema se enquadra principalmente em áreas ligadas à Saúde. o que ressalta um duplo aspecto que reduz o crescimento do país: um elevado gasto em benefícios decorrentes de trabalho pôr parte do governo e perda da produtividade pôr parte das empresas devido aos custos de acidentes”. o Ministério do Trabalho (MT) começou uma pesquisa para apontar indicadores epidemiológicos com base na análise de freqüência. dos dados sobre benefícios iniciados em 1995 pôr pensão acidentária. aposentadoria pôr invalidez permanente e auxílio pôr incapacidade permanente parcial..O que mais dificulta o enfrentamento dos problemas relativos a acidentes de trabalho é a dificuldade em se estabelecer um planejamento eficiente. fornecidos pelo 1 Compreendido como um instrumento para aperfeiçoar a compreensão dos números levantados através das estatísticas 2 . quanto maior o número de estudos tendo como tema diminuição de acidentes de trabalho. Estudar meios para diminuição dos acidentes de trabalho é importante em primeiro lugar porque diz respeito à proteção da integridade física e mental da saúde do trabalhador no exercício de seu trabalho. Segurança do Trabalho e Ergonomia. com relação à evitar que este problema permaneça. Além disto. Existem poucas informações e pouco histórico sobre desenvolvimento de pesquisa nesta área e muito poucas sendo feitas.

Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS). mais benefícios geraram devido aos mesmos.Atividades econômicas priorizadas Classe de Atividade Econômica Grupo de Atividade Econômica Indústria metalúrgica. alguns setores produtivos apresentaram níveis elevados de eventos de gravidade. concreto e fibras . Estas atividades foram as que mais acidentes registraram e.metálicos Fabricação de produtos alimentícios e de bebidas Atividade Econômica Fabricação de peças fundidas de ferro fabricação de estruturas metálicas para edificações. INSS. segundo critérios adotados pelo MT. Tabela 1 . como morte e incapacidade permanente..açúcar Fabricação de produtos químicos fabricação de produtos petroquímicos fabricação de fertilizantes fosfatados CONSTRUÇÃO Construção Extração de minerais metálicos INDÚSTRIA EXTRATIVA Fonte: BEAT. Com base nestes critérios foram estabelecidos grupos de atividades econômicas. merecem atenção especial para que se tomem medidas para prevenção de acidentes de trabalho e diminuição de riscos para os trabalhadores. bem como sua resolutividade. Fabricação de produtos minerais de madeira INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO Fabricação de produtos minerais não . conseqüentemente.s usina de cana. 21).(1996) esta priorização levou em conta a magnitude e a gravidade do problema. Estas três classes pertencem a um universo de 16 classes que fizeram parte do estudo realizado pelo MT (ver Tabela 2 pág. segundo critérios adotados pelo MT. metalmecânica. Segundo estes dados. CAT. construção e indústria extrativa) que. parcial e total. 3 . No topo da lista de atividades que devem ser priorizadas.de. através do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). pontes e torres madeiras Cerâmicas não refratárias artigos de cimento. DATAPREV edificações obras viárias extração de metais preciosos extração de pedra. estão a indústria metalúrgica e metal-mecânica. elétrica e eletroeletrônica. areia e argila Extração de minerais nãometálicos Na Tabela 1 são apresentadas as três principais atividades econômicas (indústria da transformação. Segundo Ganhe.. Estes indicadores foram analisados pôr atividade econômica.

Principal agente causador de lesão. Qual a principal parte do corpo atingida. tomando como base um dos postos de trabalhos envolvidos em acidentes na indústria metalúrgica e metal-mecânica. − Analisar um posto de trabalho.Conforme a Tabela 1. Quais profissões têm maior freqüência de acidentes. identificando. para que se possa. em acidentes. merecendo prioridade nas ações para a busca de soluções que visem diminuir a ocorrência de acidentes de trabalho. quais tarefas normalmente executadas poderiam estar associadas com potenciais riscos do posto.1 Objetivos Específicos Tem-se como objetivo específico deste trabalho: − Identificar: 1. dentro da ordem de priorização. − A realização de uma apreciação ergonômica. 2. a indústria metalúrgica e a metal. 1.2 Objetivo Geral O objetivo geral deste trabalho é contribuir para a criação de uma base de dados sobre acidentes de trabalho. percebe-se que. 4. pôr meio de análise destes dados.mecânica estão no topo da lista. − Verificar se os dados disponibilizados nas CATs são suficientes para que se possa estabelecer ações e medidas que permitam a eliminação ou o controle do risco de acidentes. 4 .2. 3. Qual a natureza de lesão mais freqüente entre os acidentados. este trabalho tem como objetivo geral identificar os itens relevantes a acidentes que não estão hoje disponíveis a fim de aprimorar as informações constantes nas CATs 1. Além disto. priorizar ações que minimizem a ocorrência de acidentes de trabalho.

Os trabalhadores sem carteira assinada não pertencem à CLT. No capítulo 4 estão as informações referentes ao método de coleta de dados sobre acidentes de trabalho e são apresentados os resultados e análises. No capítulo 6 é apresentada a conclusão do trabalho. 1. e são feitas recomendações para estudos futuros.3 Estrutura do Trabalho O capítulo 2 apresenta uma definição geral e classificação de acidentes de trabalho.1999). procurando comparar as informações das CAT com as características da profissão. representando cerca de 30% da população economicamente ativa (Anuário.. para posterior comparação com os dados obtidos a partir da análise das CATs feitas neste trabalho.Mecânico.1. O levantamento de dados foi feito apenas no Rio Grande do Sul abrangendo o período de Janeiro de 1996 à Dezembro de 1997. O levantamento foi feito apenas para o setor Metalúrgico e Metal. No capítulo 5 é feita uma análise adicional para o soldador.. 5 .4 Limitações do Estudo A CAT contém apenas informações sobre os trabalhadores que são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O capítulo 3 apresenta estatísticas nacionais sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais.. para cada grupo de variáveis levantadas. e não foram considerados os acidentes de trajeto.

− Assistência Médica: Corresponde aos segurados que receberam apenas atendimentos médicos para sua pronta recuperação para o exercício da atividade laborativa. de acordo com o Inss (1998). que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão (Abnt. − Incapacidade Permanente: Compreende aos segurados que ficaram permanentemente incapacitados para o exercício de atividade laborativa. o acidente do trabalho é caracterizado como uma ocorrência imprevista e indesejável. − Incapacidade Temporária: Compreende aos segurados que ficaram temporariamente incapacitados para o exercício de sua atividade laborativa. o acidente do trabalho é definido tecnicamente nos seguintes termos: − Acidente típico: decorrente da característica da atividade profissional desempenhada pelo acidentado.Corresponde aos segurados que faleceram em função do acidente do trabalho. No processo de registro dos acidentes do trabalho. relacionada com o exercício do trabalho. instantânea ou não. depois de completado o tratamento e indenizadas as seqüelas. Óbitos . − Acidente devido a doença do trabalho: ocasionado pôr qualquer tipo de doença profissional peculiar a determinado ramo de atividade econômica constante de tabela da Previdência Social (Anexo II do Decreto 611/92) − Acidentes Registrados: Corresponde ao número de acidentes cujos processos foram abertos administrativa e tecnicamente pelo INSS. 6 . − Acidentes Liquidados: Corresponde ao número de acidentes cujos processos foram encerrados administrativamente pelo INSS. − Acidente de trajeto: ocorrido no trajeto entre a residência e o local do trabalho do segurado.2 ACIDENTES DE TRABALHO: DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO Segundo a Norma Brasileira de Cadastro de Acidentes (NB18). 1975).

o que normalmente denomina-se de “produção da consciência culposa”. Prova disto é um estudo realizado em três grandes empresas metalúrgicas do estado de São Paulo (Binder. 1997).2. resultando em perda de tempo. Porém.1 Classificação de Acidentes Para os efeitos do conceito de acidentes no trabalho. de acordo com o artigo 142 do Decreto 611 pg13 (Anfip. 1991. 1992). J. definidos acima. a CAT é o instrumento formal de registro dos acidentes do trabalho e seus equivalentes. o acidente de trabalho ainda é considerado como um fenômeno decorrente de falhas humanas ou técnicas. (1999). mas não provocam lesão. atividades de prevenção. − Acidente sem afastamento: Aquele em que o retorno do acidentado ao trabalho ocorre no dia do acidente ou no dia seguinte. A. São Paulo: Atlas. traduzidas pelas expressões de ato inseguro e condição insegura. No Brasil. 7 . à negligência. financeiros ou agressão ao meio ambiente. à imprudência ou à exposição desnecessária ao perigo. existem acidentes que ocorrem. é necessário que ocorram lesões ou perturbações funcionais com ou sem afastamento do empregado do local de trabalho. pôr imprudência ou porque “os operários teimam em alterar a rotina de trabalho”.1. Num outro estudo conduzido pôr Dela Coleta (1991) apud Costella. DELA COLETA. Acidentes de Trabalho: Fator Humano. ou seja. nas quais 70% dos acidentes foram atribuídos ao descuido. danos materiais. 2. a CAT se constitui numa importante fonte de informações sobre acidentes do trabalho e doenças profissionais. Abaixo são relacionados três conceitos técnicos de Acidentes de Trabalho: − Acidente com afastamento: Aquele que impossibilita o retorno do acidentado ao trabalho no dia do acidente e na jornada normal no dia seguinte. contribuições da psicologia do trabalho.2 Principal Fonte de Informação No Brasil.1. − Acidente sem vítima ou incidente: Toda ocorrência não programada que interrompe a atividade normal do trabalho. Neste contexto se chamam incidentes. Pôr ter uma abrangência nacional. recaindo na responsabilização do trabalhador. a maioria dos acidentes foram atribuídos aos operários.

pôr sua vez. que se dá quando um número igual de trabalhadores.automatizados. é decorrente. durante o mesmo período de tempo. semi. Os sistemas de produção não-automatizados compreendem a fabricação de um produto quase que de forma artesanal. No entanto. de invalidez e de doenças nas fábricas automatizadas. é preciso a pesquisa dos elementos característicos do acidente permitindo a identificação dos fatores de risco comuns a diferentes situações de trabalho. maior eficiência dos meios de produção empregados (Araújo. os processos semi. o aumento da tecnologia tende a aumentar a monotonia do trabalho com conseqüente elevação do desgaste psicológico e da ocorrência de acidentes. (1989) afirma que com o processo de automação existe um menor risco de acidentes. 2. Os sistemas de produção automatizados. cria uma quantidade maior de produtos.2 Automação e o Trabalhador Araújo. visando a sua eliminação. É valido inferir que. pelo fato de se terem sistemas produtivos diferentes. Cabe ao trabalhador executar as tarefas de integração. alimentação das máquinas e parte de operações de transformação. A função do elemento humano restringe-se ao acompanhamento e controle dos equipamentos automatizados. 1989). do progresso técnico. A tecnologia introduz variáveis que alteram o ambiente de trabalho. Porém. automatizados.1 Sistemas de Produção Os sistemas de produção podem ser de três tipos: não automatizados. principalmente. pela possibilidade de controle remoto e a eliminação das tarefas mais difíceis e perigosas e redução considerável da fadiga. 2.2. 2. a fabricação é totalmente dependente da máquina. ou seja. Pôr fim.automatizados mantém a intervenção direta do elemento humano na confecção do produto. pode-se também esperar que se tenham diferenças quanto à influência destes na exposição humana a menores ou maiores fatores de risco. favorecendo situações que expõe o trabalhador a sérios riscos de ter sua capacidade de trabalho diminuída. são aqueles em que a participação do elemento humano para a fabricação de um produto é quase nula.2. trabalhando a um ritmo constante.Para contrapor este ponto.2 A Tecnologia e os Acidentes de trabalho A elevação da produtividade. ou seja. 8 .

O operário deve funcionar no ritmo da máquina automática de forma que não pare a produção. existe também uma alta intensidade de trabalho. ocorrendo desgaste emocional intenso e inclusive acidentes. seria preciso analisar se a diminuição de acidentes não seria substituída pela maior gravidade deste. métodos de trabalho. Tiffin e McCormick 9 . Foi constatado que todas as 27 principais formas de doenças ocupacionais.3 Considerações Sobre os Acidentes de Trabalho 2.000 pessoas entre trabalhadores de fundição em indústrias da Rússia. Em sistemas automatizados. procurando verificar os possíveis impactos que esta automação irá ter sobre o trabalhador.4 casos pôr 1. e em outros ele pode vir a diminuir. afirma Araújo (1989) Izmerov (1992) analisou a morbidez ocupacional de trabalhadores de fundição em uma fábrica na Rússia durante 13 anos. existem acidentes com menor freqüência e maior gravidade. É muito importante que em sistemas automatizados se leve em consideração o fator humano. compreende 1. Porém.1. ela pode aumentar a quantidade de acidentes de trabalhos em alguns casos. 2. Pode-se verificar que dependendo da forma como a automação for empregada. segundo o estudo. projeto de trabalho.1 Causas Tiffin e McCormick apud Araújo (1989) atribuem os acidentes a duas classes ou fontes principais ou a combinação das duas: − Fatores de Situação: Projeto do equipamento ou ferramenta. A morbidez ocupacional.normalmente em locais onde existam processos de automação. dentre as quais causadas pela poeira (silicose e bronquite) e vibrações locais (doenças pôr vibrações) foram as mais encontradas entre os trabalhadores de fundição.3. O importante no momento de se empregar o processo de automação é a preocupação com o fator humano. duração dos períodos de trabalho e meio físico. sempre lembrando que o homem não é uma equipamento que pode acompanhar o ritmo constante das máquinas . O homem tem o seu próprio ritmo.3 . e deve ser respeitado no intuito de minimizar riscos com acidentes de trabalho. Conclui-se deste estudo que um decréscimo das doenças ocupacionais nas indústrias de fundição se mostra impossível sem a modernização e completa automação dos processos tecnológicos.

disciplina. − Horário de trabalho. ruídos. ambiente físico do trabalho (iluminação. atitudes impróprias. Fischer(1987) apud ARAÚJO (1989) diz que: “A organização do trabalho deve ser adaptada às condições do homem e não ao contrário. fadiga. − Condições físicas das máquinas e equipamentos. Kwasnicka (1978) apud Araújo (1989) consideram como fatores principais: − Condições de Trabalho: Manuseio de material. fluxo de trabalho. etc. Jucius (1977).).− Fatores individuais: Características da personalidade. falta de cuidados e não observação das normas de segurança. inaptidão ao trabalho. etc. idade. supervisão. gases. formação. Flippo (1970). motivação. − Fluxo de trabalho. experiência e outros. sistemas de valores. temperatura. − Ritmo de trabalho. − Condição física do ambiente de trabalho (ruído. proteção nas máquinas. sexo. Flippo Jucius Kwasnicka (1978) 10 . temperamento. − Jornada de trabalho. Estes autores consideram que os acidentes basicamente tem como causa o erro humano. iluminação. temperatura. Elementos pertinentes à organização do trabalho que podem influir na ocorrência de acidentes de trabalho: − Leiaute.) − Aspectos Humanos: seleção e treinamento de pessoal. − Dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos.

como forma de prevenir a ocorrência de danos traumáticos nos trabalhadores daquelas indústrias. verificou que problemas com danos traumáticos. preferem pagar o adicional de insalubridade. Em seu estudo. os quais passaram a determinar o ritmo da produção.3 Fluxo de Trabalho Alguns estudos apontam que o manuseio de material é a fonte da maior quantidade de acidentes na indústria.2 Condições Físicas de Trabalho As condições físicas de trabalho são um dos fatores mais negligenciados pêlos empresários. 2.3.1999) Sorokina (1997) em um recente estudo feito em indústrias metalúrgicas russas. e capacitação dos trabalhadores para execução correta de procedimentos com potenciais de perigo.. Para esse setor. 2. o trabalhador aceita trabalhar em locais insalubres de melhor salário (Anuário. Isto vem a reforçar a idéia que a utilização de novos processos produtivos.4 Ritmo de trabalho Marx (1980) e Friedmann (1965) apud Araújo (1989) atestam que desde a introdução de sistemas mecânicos nas fábricas.3. Verificando que as modificações destas condições implica em vultuosas despesas. nos quais o ritmo de trabalho é mais intenso. primeiramente deve ser estudado o manuseio de materiais e componentes nas máquinas e bancadas. ele verificou a necessidade de treinamento. o contato físico e que haja dispositivos de segurança e proteção adequados.2. Marx Friedmann 11 . pode estar incrementando as ocorrências de acidentes de trabalho. Pôr sua vez.3. com a finalidade de que seja reduzido. estavam ocorrendo porque a maior parte da produção de equipamentos não seguia as regras e padrões de prevenção de acidentes e segurança de trabalho. conhecimento das necessidades de segurança.. ao mínimo.. conforme previsto em lei. os acidentes do trabalho elevaram-se em grandes proporções.

− Calor: Situação de desconforto em função de elevada temperatura.1 Riscos Físicos Os riscos físicos são oriundos de agentes que atuam pôr transferência de energia sobre o organismo. mecânicos e ergonômicos existentes no ambiente de trabalho e capazes de causar danos a saúde do trabalhador em função de sua impureza. − Pressões Anormais: Aquelas que fogem dos padrões normais dos limites que os seres humanos toleram. Os agentes físicos mais presentes são: − Ruído: Qualquer sensação sonora considerada indesejável. − Vibrações: Oscilação pôr unidade de tempo de um sistema mecânico. na Itália. Muito pouco tem se feito para se resolver este problema.4.1 O Ruído O Ruído é um dos principais causadores de doença do trabalho na indústria metalúrgica e metal-mecânica. − Radiações Ionizantes: Forma de energia que se propaga no espaço como ondas eletromagnéticas. que não possui a energia necessária para deslocar elétrons. com o intuito de reduzir os ruídos em um posto de trabalho 12 . concentração ou intensidade (Herzer. − Iluminação: Forma de energia que pode ser natural (sol) ou artificial (outras fontes que geram luz). biológicos. químicos. − Frio: Sensação de desconforto pôr baixa temperatura em relação ao corpo com conseqüente redução da capacidade funcional do indivíduo. − Umidade: Grande quantidade de partículas de água no ar. 1997).4.1. 2. Dependendo da quantidade e da velocidade de energia transferida. Dalmine (1993) realizou um projeto em uma indústria de aço. e praticamente não existem informações estatísticas sobre este fato.4 Riscos Ambientais Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos. − Radiações não Ionizantes: Forma de energia que se propaga no espaço como ondas eletromagnéticas. causarão maiores ou menores conseqüências para o trabalhador ou qualquer outra pessoa. possuindo energia suficiente para desprender alguns elétrons existentes nas moléculas dos tecidos humanos. 2.2.

a Cobalto e Níquel. mas em toda a fábrica. consistindo de especialistas em ergonomia que trabalharam em conjunto com um projetista mecânico. O emprego do novo sistema reduziu o nível de ruído e eliminou a necessidade do trabalho manual e acidentes relacionados com as operações.4. gases. poeiras e fumos que podem provocar lesões ou perturbações funcionais e mentais. o trabalho manual associado com as operações e também eliminar o riscos associados. em função da concentração e tempo de exposição. Riscos químicos têm como principais agentes sólidos.2. com as mesmas.4. e o gerente da seção onde seria empregado o sistema robotizado. Este é um caso onde a tecnologia diminuiu os acidentes de trabalho. quando absorvidos pelo organismo em valores acima dos limites de tolerância. não apenas no posto de trabalho. com uma força de trabalho de 180 esmerilhadores foi analisada para cobalto e níquel.encarregado de manusear as peças fabricadas e prepará-las para o transporte através do uso de um sistema robotizado. cutânea e digestiva.2 Riscos Químicos Normalmente. A microanálise de elétron-microscópio de Raio X . 2. aumentando a segurança dos trabalhadores e reduzindo consideravelmente os níveis de ruídos. líquidos. Foi feita também uma análise de correlação entre exposição a concentração de cobalto e concentração de níquel para 13 . a menos que sejam manuseados com cuidado. Os agentes químicos podem agir no ser humano pôr vias respiratórias. produtos químicos trazem problemas à saúde e à integridade física dos trabalhadores. 2.1 Agentes Químicos Um estudo feito pôr Kusaca (1992).das partículas de poeira demonstrou que elas têm os mesmos componentes metálicos que produtos de metal pesado. foi comprovado que os trabalhadores respiravam mais de 66 % desta poeira e em torno de 12 % estavam sendo expostos a níveis acima dos aceitáveis. ou até mesmo eliminar. componentes que tem demonstrado. procurou determinar a exposição de trabalhadores de uma Indústria de metal pesado da Inglaterra. Também como meta se tinha reduzir. matrizes de metal pesado. vapores. Foi desenvolvido um método para avaliar o impacto econômico das vantagens ergonômicas obtidas da introdução de um sistema robotizado. O projeto inteiro foi conduzido pôr uma equipe multidisciplinar. névoa. Em análises feitas. trazer problemas respiratórios. A inalação de poeira nos worksites numa fábrica de metal pesado (operações de esmerilhamento principalmente).

Em síntese. isto de 1984 a 1988.. Melhorias adicionais do ambiente de trabalho neste caso foram necessárias devido aos riscos causados pôr exposição a cobalto e níquel.indivíduos.4. couros. dejetos de animais. bactérias. 2.15 casos para cada trabalhador (1 a cada 6.4 Riscos Ergonômicos Os riscos ergonômicos decorrem do momento em que o ambiente de trabalho. sendo que entre as mulheres foram 32.. Podem ser vírus.PCMSO. estando ligados a fatores externos (ambiente) e internos (plano emocional). quando há disfunção entre o posto de trabalho e o indivíduo. 14 .1992). A prevenção deve levar em consideração a ventilação e programa de controle médico de saúde ocupacional .3 casos em homens) e soldadores (bronquite devido aos fumos de soldagem. não está adequado ao ser humano.3 casos).. fungos. Podem estar relacionados com alimentos ou com atividades em contato com carnes. sangue. ossos. silicotuberculose foi 5.67 trabalhadores). Na Rússia um estudo sobre morbidade ocupacional em 140 trabalhadores de 15 empresas metalúrgicas foi publicado em 1992 (Occupational. vísceras. O mais alto nível de doença ocupacional foi induzido pôr bronquite devido a poeira em homens e neurite coclear em mulheres. lixo. 2.4. dando significativa e positiva. Neste caso se chegou à conclusão da necessidade de melhoria das condições de trabalho e aumento da qualidade e exames médicos completos. Neste estudo se estabeleceu que a morbidade ocupacional foi em média 0. A melhoria das condições de trabalho deve levar em consideração o bem estar físico e psicológico.3 Riscos Biológicos Riscos biológicos são aqueles causados pôr agentes vivos que causam doenças e se encontram no meio ambiente. As doenças foram registradas com maior freqüência entre os trabalhadores de corte de produtos fundidos (silicose.

equipamentos.5. 15 . Os riscos estão associados ao conjunto do ambiente ou local de trabalho. 2.5 Teoria da Propensão ao Acidente É baseada na premissa de que alguns indivíduos possuem características que os predispõem a uma grande probabilidade de se envolverem em acidentes em relação a outros indivíduos em condições similares de trabalho 2.2. São elas: − Ato ou Condição Insegura: Desempenho inseguro das pessoas. 2. condições sanitárias e outros.5.1 Teoria do Dominó Utilizada no Brasil. ligar uma máquina sem avisar ou luz insuficiente e peças desprotegidas que resultam em acidentes. transporte. pela falta de diversidade das tarefas. pela baixa probabilidade de promoção do trabalhador ou pelo pagamento insuficiente. No local encontra-se os riscos de armazenagem. de modo que os mesmos estariam dispostos como peças de dominó.2 Teorias Psicológicas 2. manuseio. fornos.1 Teoria do Alerta O Acidente é resultado de um baixo nível de alerta (ou vigilância) causado pôr fatores relacionados ao clima psicológico negativo do trabalho.5 Riscos de Acidentes Algumas bibliografias dividem os riscos em de ambiente ou de local. Consiste numa seqüência de eventos progressivos. tais como permanecer embaixo de cargas suspensas. caldeiras.4. combustíveis. na qual a queda da primeira implicará na derrubada de todas as outras e a retirada de uma delas levaria a não ocorrência das seguintes. − Condições inseguras: Criadas ou mantidas no ambiente pêlos mais diversos motivos aparentes. seja pôr causa do trabalho monótono. explosivos.5. máquinas.2. inflamáveis. Pode-se observar que também existem os riscos de operação. movimentação. Algumas teorias tentam explicar a ocorrência de acidentes sendo as mais conhecidas comentadas a seguir. nas instalações elétricas. ferramentas.

6.2 Aspectos Jurídico Abrange todos os passos legais a serem tomados após a ocorrência do acidente. 2.6. 2. 2.1. principalmente se o trabalhador não se ajustar a eles.1 Aspectos Econômico 2.) pode aumentar a ocorrência de acidentes. redução da produtividade do acidentado quando volta para o trabalho. desde a concessão de benefícios até responsabilidade civil e ou penal do empregador.(1998) citado pôr Costella(1998) 2. consumo de drogas. 16 . problemas familiares.2 Nível Micro − Custo Segurado: O Custo dos primeiros 15 dias de tratamento do acidentado e a despesa com o seguro do acidente do trabalho. principalmente os que causam a morte ou a incapacidade permanente do acidentado. Diminuição da Produtividade.3 Aspecto Social A violência do acidente do trabalho. somandose a sua fragilidade emocional e seu abatimento moral que passa para toda a sua família.6.2 Teoria da Acidentabilidade Afirma que qualquer condição de estresse imposto ao trabalhador pôr fatores internos (fadiga.2.2.. interrupção do trabalho de equipes atingidas pelo acidente. etc. quebra de continuidade da equipe.6 Aspectos sobre Acidentes do Trabalho 2.5.6. devido a interrupção do trabalho. sendo que foram gastos 1. A Tragédia. Todos estes fatores se tornam mais críticos de acordo com a gravidade do acidente. ansiedade. pode ser caracterizada como uma das mais brutais formas de violência urbana.1 Nível Macro “Grande soma de recursos despendidos pela Previdência Social para custear os acidentes de trabalho. O acidente influencia a vida social do acidentado..6. sono.1.19 bilhões de reais com o pagamento dos benefícios em 1996”. de modo que a vítima inicia uma trajetória de sofrimento e humilhações decorrentes do tipo de assistência que passa a receber. − Custo não segurados: São constituídos pelas demais despesas.

a solução deveria seguir esta ordem: 1.7.6. Título II. Cap V. deve-se promover a correção na seguinte ordem: Fonte: trajetória e indivíduo.18. Norma Regulamentadora nº 5 (NR5) . pela prestação de informações padronizadas sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular e pela segurança da saúde do trabalhador. 17 . Indivíduo: utilização de protetor auricular para minimizar o ruído. Pôr exemplo. 3. Condições e Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. 2.1 Princípio de Prevenção de Acidentes Ao atuar-se corretivamente em relação a uma tarefa que oferece risco ao trabalhador.2.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . se existe um máquina que produz um alto ruído. 2.7 Prevenção de Acidentes Em termos de prevenção de acidentes do trabalho.4 Aspecto da Medicina do Trabalho O enfoque da medicina do trabalho tem o intuito de descrever a localização e classificação das lesões decorrentes de acidentes do trabalho e estudar os fatores que levaram à ocorrência de doenças profissionais. 2. relativas a Segurança e Medicina do Trabalho. Lei 6514/77 regulamentada pela portaria 3214/78 e alterações posteriores. Fonte: substituição da máquina ou do processo de trabalho pôr outro com menor nível de ruído. 2. nocivo ao trabalhador.5 Aspectos Legais A legislação que dá sustentação as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes é a seguinte: Consolidação as Leis do Trabalho.CIPA e a NR. 1997) estabelece que a empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção. Trajetória: enclausuramento da máquina para diminuir a emissão de ruído. a lei 8.6.213 (Brasil.

a CAT é um documento oficial padronizado (cuja abrangência nacional talvez só encontre paralelo com o atestado de óbito) e importante fonte de informações sobre acidentes de trabalho. Rotterdam: Balkema. Using injury statics to develop accidents prevention programs. Futuros acidentes podem ser evitados através da aplicação das lições aprendidas com acidentes passados.2 Problemas em Prevenção de Acidentes Um problema grave que dificulta novas ações relativas à prevenção de acidentes é a escassez de dados estatísticos detalhados sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais em qualquer ramo de atividade econômica. 1998). HINZE. 18 .. a qual é muito controvertida principalmente pôr causa da elevada subnotificação de acidentes do trabalho e doenças profissionais em alguns seguimentos. Para alimentar o banco de dados e obter informações necessárias. Apesar destas limitações. a seguir. (Hinze e Gambatese apud Costella. 1996. mas para isso. Implementation of safety and health on construction sites. P. J. 1996.7. In: INTERNATIONAL CONFERENCE OF CIB W99. J. é necessário um banco de dados abrangente e completo. Dados estatísticos sobre acidentes no Brasil são apresentados no capítulo 3.2. dispõe-se da CAT. GAMBATESE. Lisboa. 117-127.

o que nem sempre reflete em melhores condições de trabalho (Anuário.1999). haja visto que em caso de acidente do trabalhador. haja visto que ela pode ser facilmente mal preenchida e ignorada. Os estudos estatísticos são muito importantes. apesar de obrigatória. distribuição e magnitude dos acidentes para que se possa entender a três finalidades: planejar.3 ESTATÍSTICA NACIONAL DE ACIDENTES Segundo Anuário. Além de tudo isto. Uma outra importante fonte de consulta aos dados estatísticos do Brasil é a Internet. que motiva uma distorção dos dados oficiais.. principalmente pela necessidade das empresas diminuírem seus efetivos e se tornarem mais competitivas... há o problema da terceirização. num desdobramento dos números que permite melhor qualificação da informação e da ação. porém os mesmos vem sofrendo críticas. porém é preciso associá-los a ações preventivas. torna-se possível priorizar ações. avaliar e vigiar. impedindo que pessoas interessadas possam ter acesso a informações especificas. detectando tendências epidêmicas. 19 .(1999) as estatísticas são importantes para o melhor conhecimento da natureza. O planejamento de medidas contra acidentes de trabalho é importante . Porém. investindo em novas tecnologias. é que as informações contidas nas CATs. para que eles não tenham um fim em si mesmos e possam servir de instrumento para a prevenção de acidentes de trabalho nos mais variados setores da economia brasileira (Anuário. e novos processos produtivos. porque se há falta de recursos.. se referem apenas aos acidentes nas áreas urbanas e ela abrange apenas 30% da população economicamente ativa do país.. Outro problema. o grande problema que se enfrenta no Brasil é que sua mais importante fonte de dados sobre doenças e acidentes de trabalho.. é uma ferramenta de notificação que não tem muito crédito.. onde os dados vêm sendo disponibilizados pela previdência.1999). A avaliação baseia-se numa análise mais aperfeiçoada. a empresa responsável é a empresa terceirizada e não a contratante dos serviços. A vigilância é a possibilidade de acompanhamento próximo à ocorrência do evento. A terceirização vem crescendo a cada dia. já que estas informações vem muito agregadas.. a CAT.

Verifica-se. 20 .3.2 Estatísticas de Benefícios concedidos pôr Acidentes de Trabalho A Secretária de Segurança e Saúde no Trabalho com base nos dados de concessão de benefícios do INSS. e com mais atenção nos setores que geram mais acidentes de trabalho.representa a perda de tempo (dias perdidos + dias debitados) que ocorre em conseqüência de acidentes com afastamento em cada milhão de horas. cruzados com os do CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas).1 Coeficientes A estatística de acidentes de trabalho convencional é feita através de dois tipos de coeficientes que auxiliam a mensuração dos acidentes de trabalho: o coeficiente de freqüência e o coeficiente de gravidade. em determinado período de tempo. Coeficiente de gravidade . então. estão apresentados os benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividade econômica em 1996.homem de exposição ao risco. De acordo com esta tabela pode-se observar que a indústria de transformação é a maior geradora de acidentes de trabalho em termos de freqüência. Na Tabela 2. merecedor de ações e medidas que busquem o controle do risco e a melhoria das condições de trabalho (Ganhe 1996).homem de exposição ao risco. que podem ocorrer em cada milhão de horas . foi de se poder agir com menos dispersão. com ou sem lesão.representa o número de acidentes. que este é um setor preocupante. Coeficiente de freqüência . O objetivo principal destes dados levantados pelo MT. mapeou os setores econômicos causadores de acidentes graves e fatais e que mais geraram benefícios previdenciários relativos a pensão acidentária e invalidez permanente nos anos de 95 e 96. 3.

807 1.767 12. Objetos pessoais e domésticos Atividades Imobiliárias.609 Fatais 580 550 288 329 477 84 50 96 18 52 40 65 48 13 1 593 3. sociais e pessoais Intermediação Financeira Agricultura.Benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividades econômica em 1996 Freqüência Classes e grupos de Atividade Econômicas Mais de 15 dias 47.Tabela 2 .504 965 742 628 731 272 900 120 134 107 83 119 182 38 5 3. reparação de veículos. Defesa e Seguridade Social Produção e Freqüência de Eletricidade Indústrias Extrativas Educação Pesca Serviços Domésticos Organismos Internacionais CNAE não Informado Total Geral 3.823 6. Alugueis e Serviços prestados a empresas Construção Transporte. Reparação de Veículos.284 Industria de Transformação Comércio.817 2.843 Fonte: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT/RAIS.96 O Gráfico 1 traz uma representação visual da Tabela 2 onde se verifica que a indústria da transformação causa praticamente 3 vezes mais acidentes que a segunda colocada. Pecuária. objetos pessoais e domésticos. comércio.385 Incapacidade Parcial Permanente Invalidez Permanente 1.356 7.031 11.338 16. 21 .957 2.363 3.222 10.677 5.046 407 430 454 366 227 456 78 95 82 68 112 94 15 2 1. Armazenagem e Comunicações Outros serviços Coletivos.313 11. Silvicultura e Exploração Florestal Saúde e Serviços Sociais Alojamento e Alimentação Administração Pública.599 1.335 956 75 5 2 29.187 156.745 1.

porém com um coeficiente de 13. que aparece com 872 óbitos. que sempre é importante salientar quando se estuda estatísticas estaduais.Freqüência de Acidentes de Trabalho .mais de 15 dias segundo Classe de Atividade Econômica .22. possui um coeficiente cinco vezes maior (66. Minas Gerais para os de invalidez permanente.33) do que o de São Paulo. a qual revela que o estado de São Paulo lidera a freqüência dos acidentes com mais de 15 dias totalizando um número de 60.939 registros de incapacidade parcial permanente e com 872 casos fatais. 22 In C om du st ér ria ic d io . O estado de Tocantins. que não devem ser desconsideradas. pois São Paulo tem mais trabalhadores do que Tocantins. com 5. No entanto. Mesmo sendo estados de grande concentração populacional. Já no campo de coeficientes (nº de acidentes a cada 100. há também que se considerar a quantidade maior de notificações nestes estados.R eT ra ep n ar aç sfor m ão At iv de açã id Ve o ad es íc Im ulo s ob iliá ria C on s O st ut ru ro çã s Tr se o an In rv s te iç os por rm te ed C o ia çã leti vo o s Fi Sa na úd ce e Ag ir e Al S ric a oj Pr ul am erv od tu en iço ra uç s to ão So Ad e e c Al m D im iais in is en is tri tra bu t çã açã iç ão o o Pú de bl In El ic dú et a st r ria icid ad s Ex e tra tiv as Ed uc aç Se ão O rv rg io Pe an s is sc D m a os om és In tic te o rn ac s io na is Gráfico 1 .611 casos. 110) elaborada a partir dos dados levantados para a CANCAT de 1997. nos acidentes com mais de 15 dias. com 2. apesar de ter registrado somente 22 óbitos. a maior freqüência dos acidentes que resultaram em invalidez permanente está no estado de Minas Gerais.000 trabalhadores). Rondônia entre os acidentes de incapacidade parcial permanente. o Rio Grande do Sul aparece com o mais alto número. descreve os benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho em 1996. são as diferenças culturais entre as regiões do nosso país.904 casos. o que justificaria um maior número de acidentes. Um outro fator.35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% A Tabela 57 (em anexo pág. O Brasil tem dimensões continentais e em cada estado são encontradas condições sociais e econômicas diferentes.

e após isto eles começam a decair dos 22 até os 70 anos. o maior número localiza-se na faixa etária dos trabalhadores entre 21 e 25 anos. Neste gráfico pode-se verificar que a faixa etária com maior freqüência de acidentes compreende a de 21 anos de idade. Também é possível verificar. no qual estão registrados 59. A grande quantidade de acidentes que ocorrem com os jovens pode ser explicada. pela sua pouca experiência e segundo.Freqüência de Acidentes pôr Idade No Gráfico 2 está representada a freqüência de acidentes de trabalho registrados. em 1997. no qual estão registrados 52. primeiro. 16000 14000 12000 10000 8000 6000 4000 2000 12 anos 15 anos 18 anos 21 anos 24 anos 27 anos 30 anos 33 anos 36 anos 39 anos 42 anos 45 anos 48 anos 51 anos 54 anos 57 anos 60 anos 63 anos 66 anos 69 anos 0 Gráfico 2 . que os acidentes de trabalho crescem do 12 até os 21 anos. em 1997.3 Dados Estatísticos Segundo a Idade A Tabela 58 (em anexo pág 112).868 casos. apresenta a freqüência de acidentes de trabalho registrados. talvez pela maior quantidade de trabalhadores jovens que existe no mercado de trabalho. pois os mais velhos são menos contratados. pôr motivo. Com relação aos acidentes típicos e de trajeto. Segundo 23 .3. (Tabela 58 em anexo pág 112)observa-se um índice maior na faixa etária que abrange trabalhadores de 36 a 40 anos. Em relação às doenças. Em segundo lugar.126 acidentes. segundo a idade. segundo a idade. o que pode ser facilmente explicado pelo fato de que as doenças geralmente são resultados de um tempo maior de trabalho insalubre até se manifestarem. na forma como os dados estão distribuídos ao longo do gráfico. pôr motivo. O grupo com maior número de acidentes é o que compreende trabalhadores entre 26 e 30 anos. o grupo da faixa entre 21 e 25 anos.

3. o que vem pôr diminuir o emprego de trabalhadores mais velhos. Conforme Laflamme (1997) existem dois fatores que podem explicar a maior incidência de acidentes entre os jovens: são eles fatores físicos e técnicos. Com base na Tabela 3 se observa que nesta década houve um pequeno aumento no número de empregados segurados. os trabalhadores mais jovens se vêm deparados com um leque de situações onde eles têm pouca experiência.694 trabalhadores com acidentes de trabalho. Apesar da diminuição do número real de acidentes do trabalho.060 casos contra os quase dois milhões de acidentes registrados em 1970. Porém. com 369. e são caracterizados pôr serem postos com cargas de trabalhos maiores e mais extenuantes. Laflamme (1997) ainda sugere que uma maior atenção deve ser dada às condições de trabalho dos mais jovens. A partir de 1996. os números tomam como base a CAT e o SUB. contra 3. estas dificuldades podem ser. em 1997 o seu menor número histórico. se comparando ao ano anterior (1996).538) e 3.4 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais Na Tabela 3. observou-se o aumento da relação entre 24 . Fazendo uma retrospectiva até a década de 70 se observa que o número de acidentes de trabalho atingiu. compensadas pela maior experiência e habilidade adquiridas ao longo do tempo na execução de tarefas. Em 1997 morreram 2.422 em 1996 (até revisão anunciada pela previdência em julho de 99 eram 5. um aumento em mais de 5 vezes no número de doenças do trabalho e uma diminuição pela metade dos óbitos e dos acidentes de trajeto. que contém o histórico dos acidentes e doenças registrados desde 1970 até 1997. e se defrontam com situações pouco familiares. uma diminuição para cerca de um terço do número de acidentes típicos registrados em 1987. em muitos casos. verificou-se que os números deste último ano (1997) apresentaram uma redução em todos os tipos de acidentes e doenças. Em relação aos fatores técnicos.Laflamme (1997) existe hoje no mundo uma concepção fatalista de que as capacidade mentais e físicas diminuem com a idade. Inicialmente. estes números eram extraídos do Boletim Estatístico de Acidentes do Trabalho (BEAT) e INSS Divisão de Planejamento e Estudos Estratégicos. Os ambiente de trabalho dos mais jovens são normalmente sujeitos a maiores riscos.967 em 1995. e aos riscos aos quais eles são expostos.

001 3.237 1979 18.967 1.803.832 94.760 91. Tabela 3 .731 1980 19.72 46.523 0.901 1989 23.270 20.448 1997 * 1.696 32.111 0.07 6.19 0. Divisão de Planejamento e Estudos Estratégicos.213 693.755.338.057.200 1988 23.89 6.394 1.5 0.54 0.808 4.870 306.780 1. INSS.858 1992 22.32 14.13 2. De Trajeto % 1. 25 .15 28.598 3.258.137 395.óbitos e acidentes.743.575 1077861 1207868 992.38 0.839 2.709 82.025 89.55 1.02 5.756.389 1.468 1983 20.27 1.737 895.417 15.22 0.472 0.465 0.134.330.517 98.632.464.649 0.307 1.311.02 3.553.738 4.956.996.934 96.013 5.21 6.93 4.72 0.91 5.51 0.117. A partir de 1996 os dados foram extraídos da Comunicação de Acidentes de Trabalho .501 0.689 97.12 56.19 22.589.016.605 1978 17.Nº de Acidentes e Doenças do Trabalho registrados no Brasil.92 55.355 4.32 1.56 1.68 5.199. RS abr a dez.824 350.464 3.1 1.21 0.110 3.108.045. DATAPREV.554 5.824 374.869.065 1973 10.989 901.438 1985 1986 20452109 22211680 1987 22.51 0.889 29.838 5.312 386.587 2.833 97.28 0.692.016 3.56 8.137.74 1129152 93.956 1974 11. * Dados parciais.94 1.683 92.28 0.9 58.33 0.31 23.900 4.937 4.823 3.692 632.129 3.874 943.09 30.238 93.38 0.854 3.614.649 97.531 95.25 1.211 0.796.024 1975 12.342 4.722.75 3.12 7.34 0.42 0. ** As informações de 1996 foram revistas.25 1.11 1.3 1.46 0.232 2.318 98.424 93.824 4.750 0.5 0.672 98. Esta inconsistência entre os dados apresentados aponta para a possível ocorrência de subnotificação.81 0.825 0.68 51.178.700 88.210 90.77 0.47 0.82 4.472 8.36 1.445 4.637 1995** 23.13 3.33 18.08 48. AC e RO jan a dez.49 1.761 0. de 1970 a 1997 Ano 1970 1971 1972 Massa Segurada 7.74 64.602.19 1.15 1.003.148.551 1.57 44.382 5.616 4.627 0.508 4384 4578 5.21 0.496 4.11 1.065 1993 22.394.016 1.31 2.88 6.138 1.050 2.754 92.022 7.4 1.92 5.7 6.48 63515 72702 0.422 2.539 95.273 1.562.016 3.7 0.75 0.187 0.012 91.82 961.78 3.784 1.110 94.74 0.CAT e do sistema Único de Benefícios SUB.87 8.29 6.222.38 0.79 48.830 927.916.054 1982 20.395 1.646 34.304 424.74 2.792.551.3 1.34 0.694 % 0.57 3.77 Doenças Profiss.55 48.008 1994* 23.504.343 587.99 1.833 4.98 52.502 1.045 1984 20.634 3.796 1976 14.215.722 1.790 488.93 5.34 28.537.331 8.19 1.308.220.284 831.260.525 95.85 57.607 1990 22.986.23 1. 5.673 4.815 1981 19.124 Fonte: Boletim Estatístico de Acidentes de Trabalho .19 0.029 4.713 3.13 1.723 0.699 449.73 57.279 1. DF jun a dez.07 4.02 56.912 93.191 2.335 98.489 1977 16.173 3.054 1010340 93.18 0.479.42 60.284.365 431.875 1991 22.51 29.766 3.115 0.270.266 388.497.065.214 4.455 369.614.217 6.7 3.945.761.37 0.967 3.678.404.19 0.572 640.707 % Total de Acidentes Total de Óbitos 2.41 0.200 1996** 24. faltando CE out a dez.4 34.696 0.957 96.791 325.77 38.299 15.204 2.283 4006 6014 6.987 Acidentes Típicos % Acid.BEAT.79 8.

200. quando a previdência passou a remunerar o acidentado após o 15 º dia de afastamento.000 1.800. siderúrgico e metal-mecânico.400. as estatísticas de grandes empresas.000 200.4. Grande parte disto se dá devido à terceirização. devido à redução de seus efetivos (Anuário 1999). principalmente do setor petroquímico.000 1. pode-se observar a tendência crescente dos acidentes típicos até o ano de 1975.3. já que os acidentes com trabalhadores terceirizados são subnotificados.1 Subnotificação A Fundacentro (órgão do MT) no início dos anos 90 publicou uma investigação a respeito de subnotificação das informações contidas na CAT.000 1.000 0 2 6 8 8 4 2 0 4 19 9 0 0 4 6 19 7 19 8 19 7 19 9 19 8 19 8 2 19 9 19 7 19 8 19 7 19 7 19 8 19 9 6 Gráfico 3 Freqüência de Acidentes Típicos (Brasil) A partir do Gráfico 3.000. diminuindo. A principal conclusão que se chegou foi da não notificação de acidentes leves. pois estes não tinham mais a remuneração da previdência.000. época em que a previdência remunerava os acidentados com afastamento um dia após o seu acidente.600.000 800.000 1. quando a previdência remunerava os acidentes com menos de 15 dias de 26 . Os dados divulgados pela previdência refletem a falta de informações sobre acidentes leves no Brasil. assim.000 600. e após 1976. 2. Os dados oficiais apontam para uma diminuição dos acidentes.000 400.000 1. porém a recíproca não é verdadeira em se tratando de subnotificações. Neste estudo. foi feita uma comparação dos registros de acidentes de trabalho antes de 1976.

No anuário da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de 1997. os acidentes apenas tem diminuído.000 4. a cada ano. que não mais chegaram ao conhecimento da previdência. e nela se percebe o quanto as estatísticas brasileiras são incoerentes. O total das doenças de trabalho no Brasil de 1970 até 1976 também apresentam uma tendência crescente. calor e poluição e até mesmo pela desorganização dos postos de trabalho.Freqüência de Acidentes com Morte (Brasil) 27 . No entanto. A partir de 1976 houve uma queda até o ano de 1984.000 6. O Gráfico 4 traz uma das informações mais difíceis de ser subnotificada. pelo ruído.000 0 19 70 19 71 19 72 19 73 19 74 19 75 19 76 19 77 19 78 19 79 19 80 19 81 19 82 19 83 19 84 19 85 19 86 19 87 19 88 19 89 19 90 19 91 19 92 19 93 19 94 19 95 19 96 Gráfico 4 . e desde este ano. porém não são acompanhados pela diminuição das mortes.000 1. 7. O acidente de trabalho vem diminuindo. possivelmente devido a subnotificação dos acidentes leves.000 2. após um crescimento até 1986.000 5. que afetam o trabalhador tanto psicologicamente. consta que o Brasil é o país que menos possui acidentes de trabalho entre vários outros países do mundo. quanto fisicamente. que talvez seja explicado pelo aumento crescente de tecnologia nos postos de trabalhos.000 3. quando a comparação se dá em nível de mortes de trabalho o Brasil está entre a com maior incidência. devido ao ritmo que lhe é imposto.afastamento.

ao longo do ano de 1997. Os meses que apresentaram menos acidentes foram Dezembro e Fevereiro.3 Estatísticas de Acidentes segundo o mês de Ocorrência A Tabela 4 traz uma a dos acidentes pôr mês. cerca de um terço do total de doenças. Uma constatação importante é que a maioria das doenças mais incidentes registradas refere-se às mãos e dedos.707. sem menção de complicação. Foram registrados neste levantamento. Apesar deste tipo de levantamento sido uma evolução. enquanto que neste quadro estão representados apenas 72.4.4. devido ao natal e final de ano.065.3. O motivo mais provável é que o preenchimento da CAT não deve estar sendo feito corretamente. 114). fatores que podem influenciar na menor quantidade de acidentes. deixando de identificar a doença ocasionada pelo acidente. sendo estes membros os mais suscetíveis aos acidentes de trabalho. eles ainda não representam a realidade dos números oficiais. apresenta as 30 doenças mais incidentes ao longo do ano de 1997. período onde cresce muito o ritmo de produção em diversos ramos de atividade. conforme a Classificação Internacional de Doenças . O número maior de doenças registradas refere-se ao grupo sinovite e tenossinovite. Outro fato que não pode deixar de ser mencionado é que nem todos os acidentes registrados no ano de 1997 estão representados nesta tabela. 28 . fratura de uma ou várias falanges da mão fechada. cujo número oficial divulgado foi de 29. e meses destinados a férias. meses com menos dias úteis devido a datas festivas e carnaval. os maiores registros são aqueles que correspondem à convalescença após cirurgia. ferimento de um ou vários dedos da mão complicada. Os meses que mais apresentaram acidentes neste ano foram Setembro e Outubro.CID.469 (um quinto deste número). O número total se acidentes divulgados oficialmente foi 369.2 Estatísticas de Acidentes segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID) A Tabela 59 (em anexo pág. Em seguida. 3. lumbago (dor na região lombar) e amputação traumática de outro(s) dedo(s) da mão sem menção de complicação. ferimento de um ou vários dedos da mão.

891 2.937 26.751 2.627 3.754 2.044 Trajeto 32.111 23.047 1.825 26.483 31.649 2.229 3. Típico 306.525 2.1997 Motivo MESES TOTAL 369. Os dados foram extraídos do Boletim Estatístico de Acidentes de Trabalho com base na CAT.734 2.171 31.838 32.814 30.015 37.Quantidade mensal de acidentes de trabalho registrados.932 28. pôr motivo .839 17.500 2.CAT.870 26.534 Doença do Trabalho 29.085 3. 29 .700 1.5 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais pôr Região e Estados da Federação A Tabela 65 (em anexo pág.222 3.709 26.679 32. Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Fonte: .623 2.456 23. nos últimos três anos.271 1.142 2. Estes dados servem para se avaliar a evolução dos números de acidentes nos estados.214 2.798 32.707 2. Abril Maio.208 32.883 3.065 Janeiro Fevereiro Março.962 26.457 2.930 2. Junho. 123) apresenta um apanhado histórico dos acidentes de trabalhos registrados.718 26.352 2.Tabela 4 .641 26.049 31.976 2.887 31.581 3.451 18.376 37.906 2. pôr estado e região. DATAPREV.092 15.

Tabela 5 - Quantidade de acidentes de trabalho registrados, pôr motivo, segundo as Grandes Regiões e Estados da Região Sul 1995/97
Total 1.995 Brasil Norte Sudeste Sul CentroOeste 1.996 1.997 1.995 Típico 1.996 1.997 1.995 Trajeto 1.996 1.997 1.995 Doença 1.996 1.997

424.137 395.455 369.065 5.005 6.155 5.775 4.318 4.841 5.146 492 2.362 2.585 1.301 288 703 195 1.225 535 347 646 306 2.067 3.022 5.204 6.368 845 Trajeto 1997 1995 ... 1.031 1.554 1996 1997 1995 ... 58 477 3.174 3.023 1.435 1.618 595 1.727 1.743 2.988 2.395 6.846 4.532 2.011 Doença 1996 1997 3.205 2.540 1.828 1.422 1.813 570 912

Nordeste 23.611 25.258 26.046 20.024 20.203 20.629 45.792 92.295 83.209 42.672 80.245 72.309 10.673 13.921 13.774 Total 1995 RGS Paraná SC ... 1996 1997 1995 ... 39.165 35.741 9.025 11.065 11.119 Típico 1996 32.786 30.178

339.056 258.206 239.881 298.661 209.516 197.506 22.051 26.292 20.813 18.344 22.398 21.562

19.774 31.459 27.968 18.685 28.196 24.928 26.018 21.671 19.500 23.987 19.263 17.203

A Tabela 5 apresenta os dados referentes apenas às grandes regiões e ao estado do Rio Grande do Sul. Pode-se observar que a região sudeste possui a maior freqüência de acidentes, provavelmente, entre outros fatores, pôr possuir uma maior quantidade de trabalhadores, pois possui o mais importante pólo industrial do país, concentrado principalmente no estado de São Paulo. A região Norte é a que possui a menor quantidade de acidentes, provavelmente devido ao fato de ter menor quantidade de trabalhadores, e não ter um pólo industrial muito desenvolvido, entre outros fatores.

30

4 5 0 .0 0 0 4 0 0 .0 0 0 3 5 0 .0 0 0 3 0 0 .0 0 0 2 5 0 .0 0 0 2 0 0 .0 0 0 1 5 0 .0 0 0 1 0 0 .0 0 0 5 0 .0 0 0 0 B ra s il N o rte N o rd e s te
1 .9 9 5

S u d e s te
1 .9 9 6 1 .9 9 7

Sul

C e n tro O e s te

Gráfico 5 - Incidência de Acidentes Pôr Região (DATAPREV) Pôr inspeção visual do Gráfico 5, pode-se verificar que o total dos acidentes da região sudeste é maior do que de todas as outras regiões restantes. Na região sul, o Rio Grande do Sul é o estado que mais apresenta acidentes de trabalho registrados, como pode-se verificar no Gráfico 6. O Rio Grande do Sul não informou os valores referentes de Janeiro a Dezembro de 1995. Segundo a Previdência Social, a justificativa para a falta destes dados é técnica, devido a uma mudança de tabulação feita regionalmente, o que prejudicou a totalização dos resultados.
Incid ência de Acidentes to tais para a R eg ião Sul

45000 40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 RGS P araná
1995 1996 1997

SC

Gráfico 6 - Acidentes Registrados na Região Sul (DATAPREV) 31

3.5.1 Casos Novos Tabela 6 - Acidentes Típicos Novos em 1996
Região Norte Nordeste Sudeste Sul Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Centro- Oeste Ignorado
Fonte: MPAS/SPS - DATAPREV/DIGI.E

Taxa 11,9 11,4 23,7 30,1 28,8 29,6 31,6 13,1 -

A Tabela 6 apresenta os casos novos de acidentes pôr 1000 trabalhadores segurados, segundo o local de registro de ocorrência. A região sul foi a que mais apresentou casos novos em 1000. O Rio Grande do Sul foi o estado que mais contribuiu para esta estatística com 31,6 novos casos por 1000 trabalhadores Apesar da Região Sul possuir uma população economicamente ativa menor do que a região sudeste, a mesma teve um número maior de casos novos em 1996. O setor metal mecânico é o de maior importância para a economia brasileira, mas também é o que apresenta maior índice de acidentes.

32

com os respectivos grupos de atividade econômica pertencentes a esta classe. 33 . Fabricação de Artigos de Borracha e Plástico Fabricação de Produtos de Fumo Reciclagem Total Geral Fonte: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT /RAIS-96 A Tabela 7 apresenta os dados referentes à classe de atividade econômica da indústria de transformação.296 acidentes.175 2.395 380 341 278 231 184 192 73 78 76 79 96 89 5 7 3. e os dados referentes a acidentes com mais de 15 dias de afastamento (considerados graves).504 444 139 73 50 85 34 46 27 41 21 18 29 24 13 2 1.046 Fatais 115 165 25 53 58 20 40 7 13 36 15 16 11 1 2 577 Indústria Metalúrgica. de invalidez permanente e acidentes fatais. Metal-Mecânica. um total de 17. Pode-se verificar que as indústrias do setor metalúrgico.342 9. Fabricação de Produtos Alimentícios e Bebidas Fabricação de Móveis e Indústrias diversas Fabricação de Produtos de Madeira Fabricação de Produtos de Minerais não Metálicos Fabricação de Produtos têxteis Fabricação de Produtos Químicos Preparação de Couros e Fabricação de Artefatos de Couro.401 3.Benefícios concedidos por acidentes de trabalho segundo os grupos de atividade econômica da Indústria da Transformação em 1996 Freqüência Grupos Mais de 15 dias 15. Artigos de viagem e Calçados. Fabricação de Celulose.353 Incapacidad Invalidez e Parcial Permanente Permanente 1.671 1.160 2. sendo responsáveis pôr 32. Elétrica e Eletrônica.Tabela 7 . metal-mecânico e eletrônico são as maiores causadoras de acidentes. Elaboração de Combustíveis Nucleares e produção de Álcool.655 1.874 2.9% dos acidentes ocorridos na indústria da transformação.102 1. em 1996. Refino de Petróleo. papel e Fabricantes de Papel.655 1. acidentes de incapacidade parcial permanente.183 1.125 863 103 63 47. sendo também as maiores geradoras de benefícios previdenciários relativos à pensão acidentária e invalidez.966 3. Impressão e Reprodução de Gravações. Estas indústrias causaram. Confecção de artigos de Vestuário e Acessórios Fabricação de Coque. Edição.

727.197 3.140.944 20.586. não-metálicos Comércio atacadista Indústria de bebidas Indústria de mat.792 186.128.Tabela 8 .361.104 6.506 30.311.560 1.492 453.controlad.180. 34 .918. televisão e diversões Indústrias diversas Fonte: http://www.961 8.500.htm N.352 442.enfoque.327 44.374.425 26.829 19.br/ranking/ranking3.598 16.443 1.002 1. Comércio varejista Indústria mecânica Indústria têxtil Indústria de fumo Indústria editorial e gráfica Indústria de mat.201.com.483 2.056. transporte Indústria de madeira Indústria do vestuário.811 8.421.185.463.º de Empr Ativo Total 500 42 16 44 21 3 60 17 14 21 48 8 23 26 16 21 26 17 14 2 9 16 5 6 2 4 7 4 3 2 3 531.082 742.Ranking das Empresas pôr Setor Econômico Setor Econômico Total Serviços industriais de utilidade pública Serviços de transporte Indústria metalúrgica Serviços de comunicação Refino do petróleo e destilação de Álcool Indústria química Indústria de papel.727 14.010 A Tabela 8 mostra a importância das atividades econômicas no país em relação ao ativo total que cada atividade movimenta.444.300.587 9.006.373.316 53.010 5. depart.390 1.067.societárias Agropecuária Indústria de produtos farmacêuticos e veterinários Indústria de calçados Indústria de produtos de mat. elétrico. artefatos de tecidos e de viagem Holding.042 36. Minerais. papelão e celulose Extração de minerais Indústria de construção Indústria de produtos alimentares Serviços auxiliares diversos Indústria de prod.134.492.478 10.135.711 903.471 10. Plásticas Serviços de radio.997.060.923 1.725 1.286 2.399.891.

redução da produtividade dos colegas do acidentado. Ijuí e Santo Ângelo os principais pólos industriais da Região. − Região das Missões: Depende basicamente de atividades agropecuárias. mecânicas e de material de transporte. a empresa e a nação (Herzer. Pôr serem setores fortes.922. menor produtividade dos substitutos e em última análise. implementos rodoviários. são setores fortes que movimentam uma gama muito grande de dinheiro. É preciso estar ciente que os custos dos acidentes de trabalho. R$ 50. e nem sempre consegue avaliar os dados ocorridos sob o aspecto financeiro. Tempo perdido e aumento dos custos de produção em função de perdas de matérias primas. Cidades como Porto Alegre. de trajeto ou doenças profissionais afetam a família. custos com seleção. com indústrias metalúrgicas e de implementos agrícolas 35 . juntas. 1997). movimentaram. A empresa é afetada de diversas formas. A região de Caxias do Sul compreende um dos mais importantes e completos pólos metal-mecânico do Brasil. Financeiramente. com destaque para a produção de veículos comerciais. − Região da Serra Apresenta uma atividade predominantemente industrial.2 Importância do Setor Metalúrgico e Metal-mecânico na Economia do Estado do Rio Grande do Sul Para o estado do Rio Grande do Sul especificamente. o setor metal-mecânico tem representação em todas as suas regiões: − Região Metropolitana Sapucaia do Sul é um importante pólo Siderúrgico da Região Metropolitana do Estado. menor competitividade no mercado. Canoas e Gravataí também têm um pólo metalúrgico forte contribuindo muito para a economia da Região. agrícolas e ônibus.00 no ano de 1999.Pôr inspeção visual da Tabela 8 pode se observar que as indústrias metalúrgicas. adaptação e treinamento de substitutos. certamente devem ter uma disponibilidade maior para investirem em prevenção de acidentes. atraso na entrega de produtos. estando entre as principais indústrias em relação à atividade econômica. 3. mas encontra nas cidades de Panambí. máquinas e equipamentos danificados.5. com indústrias de grande porte nas áreas de metalúrgica e de material de transporte. e reduzirem os custos associados.241. produtos acabados.

796 7.604 12.620 9.828 36.812 88. Peles e assemelhados Bebidas Editorial e Gráfica Química Produtos Minerais não-metálicos Produtos de Materiais Plásticos Madeira Diversos Papel. − Região Sul O setor metalúrgico e mecânico está ligado à atividade agrícola.642 24. Tabela 9.272 11.620 9.061 11.690 1. Industriais de Unidade Pública Couros.070 24.N. a indústria tem uma presença forte do setor metal-mecânico.107 6.916 1.− Região Central Na região central do estado.º de empresas e n. artefatos de tecido e de viagem Material elétrico. eletrônico e de comunicações Serv.171 30.122 7. no Rio Grande do Sul Gênero Calçados Produtos Alimentares Metalúrgico Mecânica Construção Civil Material de Transporte Mobiliário Vestuário. − Região Noroeste Em cidades como Santa Rosa e Horizontina encontra-se um pólo metal-mecânico relacionado com a indústria de máquinas agrícolas.145 10.216 5. papelão e celulose Fumo Borracha Têxtil Extração de Minerais Refino de petróleo e Destilação do Álcool Produtos Farmacêuticos e veterinários Total Fonte: Cadastro Industrial FIERGS 97/98 Nº de Empresa 597 1. representado pela indústria de silos e implementos agrícolas.178 520.222 1.156 17.661 18.992 11.904 268 12 141 175 464 270 553 259 514 310 86 24 91 92 47 3 36 10.607 41.008 12.229 19.484 994 735 712 225 898 1.894 Nº Empregados 100.745 36 .º de empregados pôr gênero até 1998.

As informações apresentadas são relativas aos dados da empresa. e possibilitar estabelecer critérios . aos dados do acidentado e do acidente conforme as variáveis levantadas. se encontram entre os seis gêneros que mais possuem empregados. A investigação e análise das causas dos acidentes têm o objetivo de identificar as principais fontes causadoras de acidentes. mecânico e de material de transporte. O setor metalúrgico. juntas. preventivas que auxiliem a redução do número de acidentes. para o setor da metalurgia. deve-se tirar lições de forma a evitar que se repita. representam aproximadamente 20% (102.641) da força de trabalho do Rio Grande do Sul. as que mais têm trabalhadores empregados. mecânicas e de material de transporte. No capítulo 4 são apresentados dados referentes as CATs do estado do Rio Grande do Sul. normas e medidas. É sempre importante lembrar que em se tratando de investigação e análise de acidentes. 37 . juntas. que permitam a realização de uma análise correta de forma que se chegue às causas que levaram ao evento. Ao se descrever um acidente. sendo. ressaltando a importância do setor no estado do Rio Grande Do Sul.A Tabela 9 apresenta o número de empresas e o número de empregados pôr gênero de atividade. metal-mecânica e material de transportes. quando um ocorre. é importante que se registre o maior número de dados possíveis. As indústria metalúrgicas. em termos de número de empregados.

1 Classificação da Pesquisa Com base na coleta de dados sobre acidentes de trabalho obtidos das CAT.773 CATs.2 Local de Coleta dos Dados A coleta dos dados foi realizada na Delegacia Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (DRT/RS). 4. pois. que semanalmente recebe as CATs do INSS. Foram excluídos da população os acidentes de trajeto. segundo Tripodi (1975). foram separadas 3. É importante salientar que não existe nenhuma organização das CATs pôr cidade ou atividade econômica. 4. pôr não estarem diretamente ligados à atividade desenvolvida na indústria. O período 96/97 foi analisado uma vez que somente a partir de 1996 as CATs provenientes de todo o estado passaram a ser enviadas semanalmente à DRT pelo INSS. existiam. nesta população. A técnica utilizada no trabalho para coleta de informações foi a de levantamento de dados de documentos. de um estudo descritivo. fez-se uma análise epidemiológica dos mesmos. Trata-se. Em relação ao motivo de acidentes foram incluídos. mas que permitem que se façam previsões e que se tenha um conhecimento melhor da realidade. No período do presente estudo.3 População e Amostra A população alvo deste estudo concentrou-se nos trabalhadores acidentados que atuam na indústria metalúrgica e metal-mecânica do estado do Rio Grande do Sul entre os anos de 1996 e 1997. 38 . 45. na DRT. os acidentes típicos e de doença de trabalho.206 CATs.4 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES NA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL 4. Dentre estas. pois lida com variáveis que não são controladas. Estas CATs são entregues em envelopes de acordo com a ordem de entrada no INSS. referentes ao ramo metal-mecânico.

116 e 117 respectivamente. 4. SUS. 2 Um lista completa com as atividades realizadas por cada ramo pode ser vista na Tabela 60 em anexo pág. empresa. (Ver Figura 1 e Figura 2 em anexo pág.) Procurou-se levantar todas as variáveis das CATs que tornassem possível atingir os objetivos principais do trabalho. ramo das indústrias da metalúrgica. a razão social da empresa não será mencionada neste estudo. encontram-se informações referentes à empresa. Pôr questões éticas. As vias são respectivamente entregues para o INSS. encontra-se o laudo do exame médico.4. as empresas estudadas podem ser divididas em três ramos de atividade econômica2: 1. foi possível através. testemunhas. obter-se os dados sobre as três variáveis. 115. 39 . da consulta ao CD de Cadastro Industrial do Rio Grande do Sul de 1998 da FIERGS.1 Empresa Informações obtidas sobre a empresa: Razão Social . Esse documento deve ser preenchido pelas empresas em 6 vias. segurado e DRT. e uma parte para uso do INSS. No verso da CAT.segundo a FIERGS. − ao acidente. bem como sobre o tratamento do acidentado.4 Escolha de Variáveis A coleta das variáveis foi feita com base na CAT. acidente. Com a razão social em mãos. − ao acidentado. comunicando sobre a ocorrência de acidentes de trabalho com ou sem afastamento. − ao laudo Médico. número de empregados e porte da empresa.4. São as variáveis relativas: − à empresa. Atividade Econômica . Na parte frontal da CAT. sindicato dos trabalhadores. acidentado. que deve conter informações sobre as lesões e partes do corpo atingidas.Esta variável foi coletada com o intuito de se chegar a outras três variáveis: atividade econômica da empresa.

Foram encontradas um total de 236 profissões diferentes nas CATs.Variável utilizada para determinar o porte da empresa.4. As idades foram armazenadas em anos e.2 Acidentado Variáveis extraídas da parte referente ao acidentado: Profissão .Extraída do campo “município”. Idade – Identificar a faixa etária na qual ocorre a maior parte dos acidentes.Porte das Empresas Porte Pequeno Porte Médio Porte Grande Porte Fonte: FIERGS Trabalhadores De 20 até 99 De 100 até 499 Acima de 499 Micro. Devido ao fato de algumas indústrias do ramo da metalúrgica apresentarem um número muito alto de acidentes. 3.Empresa Abaixo de 20 Região da Empresa . no intuito de verificar quais relações a idade apresenta com o tipo de acidente. Sendo assim. cutelarias. 40 . forjarias e fundições.2. para fins de estudo e desagregação das informações. elas foram consideradas aparte no presente estudo. agrupadas em faixas etárias conforme mostra a Tabela 11. (Ver Tabela 10). 4.Identificar as profissões com maior freqüência de acidentes. as siderúrgicas. foram consideradas separadamente. Com esta variável foi possível verificar a região com maior ocorrência de acidentes. ramo das indústrias de material de transportes. Tabela 10 . após. ramo das indústrias da mecânica. no intuito de verificar o relacionamento do acidentes com o tipo de tarefa que o trabalhador executa. Quantidade de Empregados .

Não Informado Sexo . com isto. Tabela 12 . devido ao fato de serem empregadas em tarefas associadas com movimentos repetitivos (Lima.34 35.Verificar os tipos de acidentes que estão relacionados com o sexo. 41 . calcular os custos diretos dos acidentes para a empresa.49 50.44 45.54 55.Classificação de estado civil para o banco de dados Estado Civil Casado (a) Solteiro (a) Separado (a) Divorciado (a) Viúvo (a) Desquitado (a) Não Informado Salário . Estado Civil .29 30. e confirmar a predominância de trabalhadores do sexo masculino neste ramo de atividade.Faixas etárias do banco de dados Faixas Etárias do Banco de Dados . sendo possível. O estado civil foi armazenado conforme a Tabela 12. bem como os tipos de acidentes envolvidos com o estado civil.39 40. 1996).59 Mais de 60 NI .Tabela 11 .Verificar se os casados e mais velhos acidentam-se mais que os mais novos e solteiros.Verificar a faixa salarial na qual ocorre a maior parte dos acidentes. Verificar se as mulheres são mais atingidas pôr doenças ocupacionais.17 18.24 25.19 20.

Descrição do Acidente . Seria importante para o trabalho se este campo fosse preenchido com o posto de trabalho do acidentado. c/ Produto Trabalhando Transporte Não Identificada Descrição Movimentando-se no local de trabalho Atividades de limpeza Manuseando peça. produto.4. onde constam os principais agentes levantados das CATs. 42 . Ver Tabela 13. Natureza do Acidente . Local do Acidente . Tabela 13 . Ajuda a identificar a causa aparente do acidente. Trab. Gerais Setup Trab. Ver Tabela 62 (em anexo pág. Trab.Identificar os principais agentes de lesão.Identificar atividades que o acidentado estaria realizando no momento do acidente.Verificar o horário de maior incidência de acidentes. de forma que se pudesse verificar a relação que o posto de trabalho tem com o acidente. É importante salientar que não foi possível utilizar este campo da CAT. Ver Tabela 61 (em anexo pág. 118). etc. equipamento.Lista de Atividades para o Banco de Dados Atividade Deslocamento Limpeza Manuseio Manutenção Outros Recreação Serv. onde se pode verificar a causa aparente do acidente. c/ Máq.4.Verificar o posto de trabalho onde mais ocorrem acidentes.Verificar dia da semana de maior ocorrência dos acidentes.Encontrada a partir da descrição do acidente. pois o mesmo é preenchido com informações inexatas para o estudo como será abordado no capítulo 4. c/ Ferr. 119). Objeto Causador .3 Acidente Variáveis referentes ao acidente: Data do Acidente . Hora do Acidente . produto ou ferramenta Atividades de reparo Intervalo Atividades não ligadas ao posto Preparação de máquina ou equipamentos Trabalhando com uma ferramenta Trabalhando em alguma máquina Trabalhando com alguma peça Trabalhando com algum produto Trabalhando sem ser possível identificar a atividade Transportando peça. c/ Peça Trab.

(pág. Campo do tipo “sim e não”. Duração do Tratamento . 121) em anexo. 120) e na Tabela 64. (pág. permite determinar a gravidade do acidente. abaixo.4 Laudo Médico As variáveis referentes ao laudo médico são: Lesões e Partes do Corpo Atingido . Morte . apresenta uma descrição com as características das CATs 43 . e os tratamentos que ultrapassam 15 dias são considerados graves.5 Procedimento da Pesquisa A primeira etapa do trabalho constituiu-se na coleta dos dados contidos nas CATs que foram disponibilizadas pela DRT/RS. Afastamento do Trabalho . A Tabela 14. segundo o MPAS. Foram analisadas notificações de acidentes que ocorreram a partir de janeiro de 1996 até abril de 1998 em todo o estado do Rio Grande do Sul. com o objetivo de verificar qual a principal lesão que sofrem os acidentados e quais as principais regiões do corpo atingidas.Determina se houve morte ou não.Extraídas dos campos “descrição da(s) lesões” e “diagnóstico”. 4.4. A lista de lesões e de partes do corpo atingidas podem ser verificadas na Tabela 63.Extraída do campo “duração provável do tratamento”.4. Os tratamentos cuja duração não ultrapassam 15 dias são considerados leves.Verificar em que situação acontece o afastamento do acidentado.

Características das CATs Descrição Contém informações sobre acidentes de trabalho comunicados ao INSS.34% dos acidentes eram referentes à indústria metalúrgica e metal-mecânica.773 CATs.Tabela 14 . Os dados foram armazenadas num banco de dados desenvolvido por Costella (1998)3. procurando determinar. O banco de dados permite o armazenamento de todas as variáveis coletadas. Comunicação de Acidentes de Trabalho . em primeiro lugar 3 Ver Figura 3 em anexo pág.773 CATs. à parte de coleta de dados envolveu a separação das CATs referentes à indústria metalúrgica e metal-mecânica. bem como o relacionamento entre as mesmas. uma vez que eles não estão ligados com a atividade do trabalho e sim com uma circunstância referente ao trajeto entre o trabalho e sua residência. 122 44 . Os acidentes de trajeto não foram levados em consideração. o que perfaz um total de 3. Foram armazenadas 3.206 CATs.6 Análise dos Dados Esta etapa de estudo consistiu basicamente na análise de freqüência. endereço. A ênfase do sistema está voltada para o cadastramento e histórico dos acidentes de trabalho. data de nascimento e filiação materna) − − − − − Identificação do Empregador Causa do Acidente (CID) Tipo de Acidente Data do Acidente Indicativo de Óbito Origem/Fonte Período de Abrangência Abrangência Geográfica Atualização Variáveis Basicamente. A segunda etapa do trabalho consistiu-se no armazenamento das informações coletadas nas CATs. independente de geração ou não de concessão de benefício. 4. com o objetivo de conhecer a distribuição e magnitude dos acidentes. De um total de 45. 8.CAT A partir de setembro de 1993 Brasil Diária − Qualificação do segurado (nome.

e em segundo lugar a realização da análise das principais variáveis envolvidas no estudo 4. e até o controle de um painel. existem muitas máquinas e . Profissão Industriário (9. A seguir. usinagem. Esta classificação abrange uma grande variedade de funções dentro de uma mesma profissão. fundição. A exemplo da 45 .a profissão de maior freqüência em acidentes. são descritas as quatro principais profissões. seria importante que as CATs informassem o posto de trabalho a fim de desagregar estas informações. contudo.Também uma denominação genérica para trabalhadores que trabalham na indústria realizando as mais diversas tarefas. no caso do metalúrgico.6. Tais subsídios devem permitir a verificação das características comuns existentes entre o posto de trabalho e os acidentes. pois os dados ficam agregados tornando difícil a determinação de um posto de trabalho típico ou tarefas típicas do profissional. e o motivo da escolha do soldador para estudos adicionais.24% dos acidentes). procurando identificá-los e relacioná-los com as atividades do trabalhador. foi efetuar estudos mais detalhados para verificar se as CATs fornecem subsídios suficientes para se adotar medidas que ajudem a evitar acidentes. Posto de trabalho é o local onde o trabalhador executa a maior parte ou a totalidade de suas funções. identificando entre outros itens a profissão do acidentado. São elas: Profissão Metalúrgico (22.Um pouco mais padronizada que a função “metalúrgico” porque os operadores de máquinas trabalham somente com máquinas. Uma das principais características a ser focalizada é o posto de trabalho. ele é notificado através da CAT. Isto permitiria extrair mais conclusões em relação ao posto de trabalho e sobre os fatores que direta ou indiretamente estão influindo nos acidentes. Profissão Operador de Máquina (10. de acordo com a freqüência dos acidentes. não se prestando para um estudo. não fica claro a sua função nem seu posto de trabalho.64% dos acidentes) . realizar uma análise que possa indicar as causas do acidente relacionadas com a atividade do profissional. montagens de peças pesadas. A palavra “metalúrgico” é empregada para designar genericamente um profissional que trabalha na indústria metalúrgica o qual desempenha desde funções de escritório até funções de chão de fábrica como montagens de peças leves.1 Profissão com Maior Freqüência de Acidentes O objetivo principal de se escolher uma categoria de profissão. portanto.36% dos acidentes) . Não é possível. Quando um acidente ocorre..portanto. que podem ser transportadas manualmente ou com auxílio de máquinas. No entanto.

3% do total de acidentes dentre as 45. as operações de soldagem envolvem poucas posições. 4. que consiste na ligação de peças metálicas através do uso de substância metálica e fusível. é difícil a realização de estudos mais aprofundados sobre os acidentes com industriário. As principais fontes bibliográficas sobre acidentes com soldador estão em inglês e em periódicos. Se for levado em conta que os ramos do setor metal-mecânico têm aproximadamente 20% da mão de obra do estado. Cabe ressaltar que existe muito pouco material tratando sobre o assunto. O maior risco enfrentado pelo soldador é devido a problemas musculoesqueletais devido à grande estaticidade das atividades de soldagem e tempo prolongado que o mesmo permanece em uma mesma posição.52% dos acidentes) – Entre as quatro profissões com maior freqüência de acidentes.306 CATs separadas. Isto perfaz aproximadamente 8. pode-se considerar estes números aceitáveis. Além disto. a menos que o posto de trabalho esteja desorganizado ou o soldador esteja fora de seu posto. Logo. compreende tarefas semelhantes para um profissional com mesma denominação.profissão metalúrgico.773 nos anos de 96/97. porém a primeira em se tratando de posto padrão de trabalho (ou seja. Segundo Torner (1991). A literatura não menciona este fato como importante e evidencia o fumo da soldagem como maior fonte de problemas em soldagem. o ideal é que se reduza ao máximo os riscos aos quais os trabalhadores estão expostos. Profissão Soldador (3. conforme apresentado no capítulo 6.1 Atividade da Empresa O total de acidentes (típicos e doença do trabalho) ocorridos em todos os setores foi de 3. Considerando que o soldador é a quarta profissão com maior freqüência de acidentes. movimentos lentos e estáticos. no caso o soldador) ele foi escolhido para análise mais detalhada sobre as informações contidas nas CATs. a profissão soldador é a mais padronizada em relação às tarefas desempenhadas e posto de trabalho. existe uma probabilidade muito pequena de que o soldador sofra o impacto de algum agente.7 Perfil da Empresa 4. esta profissão despertou especial interesse pelo elevado índice de acidentes devido a impacto sofrido. Porém. Soldador é aquele profissional encarregado de executar a operação de soldagem.7. 46 .

Um estudo realizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco publicado na Internet4.Número de acidentes segundo atividade da empresa Atividade da empresa Metalúrgica Mecânica Cutelaria Material de Transporte Forjaria NI Fundição Siderúrgica Total % 31.Freqüência dos Acidentes segundo Atividade Econômica . Alimentação 3%3% 3% 5% 5% Comércio 8% Metalúrgica 36% 9% Metalúrgica Outros Quim/Plástica Construçào Comércio Textil/Vestuário Transporte Papel/Papelão Móveis e madeira Alimentação 14% Outros 14% Gráfico 7 .Osasco 4 Site: http://www. conforme pode ser mais facilmente visualizado no Gráfico 7.72 16.alternex. A indústria metalúrgica foi a que mais apresentou acidentes.50 6.Tabela 15 .com.56 2.06 100.htm 47 .773 CATs cadastradas no banco de dados.55 19.33 3.46 17.00 A Tabela 15 apresenta o número de acidentes segundo a atividade da empresa conforme os resultados obtidos das 3. mostrou que naquela região o setor de metalúrgica é o de maior registro de acidentes.81 2.br/~sindmetal/doenramo. seguido pelo setor mecânico e cutelaria.

.7.43%.. com 54. segundo dados da FIERGS.1999). Ou o ambiente de trabalho destas oferecem um maior risco a saúde do trabalhador. com 20. justificando. pequeno e médio porte. médio e micro empresas estão subnotificando as comunicações de acidentes de trabalho. Segundo dados do SEBRAE.35 3. Apesar de 64% dos trabalhadores pertencerem às empresas de micro. Isto já não ocorre nas empresas de porte médio. por aproximadamente 15% da mão de obra no setor 48 .2 Porte da Empresa “Com estas informações em mãos pode-se responder perguntas como: Onde eu localizo os acidentes que estão ocorrendo nas pequenas e micros empresas.35 13. num total de aproximadamente 36%. o maior registro de ocorrências se deu nas empresas de grande porte. seria a força sindical. ou as empresas de pequeno.35%. seguido pelas de médio porte.47 100. pequeno e micro empresas. A fato das empresas de grande portem serem responsáveis pôr 54.00 Em relação ao porte das empresas. como mostra a Tabela 16 que apresenta a distribuição de acidentes segundo o porte da empresa. principalmente priorizando a atenção aos pequenos. entre outros fatores. as micro empresas do Rio Grande do Sul são responsáveis.Distribuição de acidentes segundo o porte Porte da empresa Grande Médio Pequeno NI Micro Empresa Total % 54. onde atuam a maioria dos trabalhadores brasileiros? Os acidentes precisam estar associados ao porte da empresa. dos acidentes pode ter duas explicações.43% dos casos. pois existe uma dificuldade maior de subnotificação nestas empresas devido à força dos trabalhadores. Tabela 16 .41 8. o maior número de acidentes entre estas empresas..” (Anuário.43 20. Isto para que possa existir uma política de segurança e prevenção de acidentes no Brasil. a indústria metalúrgica e metal-mecânica se caracterizam pôr ter uma grande quantidade de trabalhadores nas empresas de grande porte.4. Um outro fator que justificaria a maior incidência de acidentes na empresa de grande porte.

as micro-empresas foram responsáveis pôr apenas 3. pertencente ao ramo de Cutelaria. 36% das indústrias metalúrgicas do estado. segundo dados do SEBRAE (1999).Distribuição dos acidentes segundo a cidade Região Porto Alegre Gravataí % 31. Isto devido ao fato da região ter importantes pólos industriais distribuídos ao longo destas cidades. pôr porte das empresas analisadas nas CATs. Entre as dez cidades que mais geram acidentes.21 49 . num total de 39. Analisando-se os dados.08 16.13%). verificou-se que as empresas de grande porte. A Tabela 17 apresenta o número médio de empregados. 46% das indústrias mecânicas e 35% das indústrias de material de transporte.9% para as micro-empresas. Canoas (12.24%) e Caxias do Sul (4.47% das ocorrências. pertencem à região metropolitana de Porto Alegre. 31.86% para as de médio porte. foram responsáveis pela maior quantidade de acidentes num total de 32. 61. A região metropolitana de Porto Alegre concentra aproximadamente.13 % Acum.3 Região da Empresa A região que mais apresentou acidentes de trabalho foi Porto Alegre.08%. pequeno e micro-empresa.88% para as de pequeno porte e 55. Entre as empresas de porte médio.04% dos acidentes gerados pelas empresas de grande porte.metal-mecânico do estado.Número médio de empregados pôr porte da empresa Porte da empresa Grande Médio Pequeno Micro Empresa Média De Empregados 1078 212 52 12 4.7. as principais geradoras de acidentes foram às empresas pertencentes ao ramo de atividade de metalúrgica.1 47. indicando a possibilidade de subnotificação de acidentes. Tabela 17 .92) todas regiões com importantes pólos industriais e com grande número de trabalhadores. com 31. Apesar disto. seguido pôr Gravataí (16. Tabela 18 .

1 Profissão No Gráfico 8 é apresentado o número de acidentes no setor metal-mecânico do Estado do Rio Grande do Sul. industriários. Leopoldo Cachoeirinha Panambí Bento Gonçalves Sta. Através do gráfico. Do Sul S. pois um profissional realiza tarefas distintas em um determinado posto de trabalho.93 78.36 2. somam mais acidentes que todas demais cidades.00 Pode-se observar que Porto Alegre.36 4. serão utilizadas estas dez.64 1. as profissões metalúrgico. adotou-se como critérios para estudos subseqüentes. que junto são responsáveis pôr mais de 60% dos acidentes. 125.78 100.78 1. são classificações de profissões que não caracterizam um posto de trabalho padrão.24 4.55% das demais cidades. 50 .92 4.09 75. Devido ao grande número de profissões. Como já foi abordado no item 4. pode-se observar que as cinco profissões com maior freqüência de acidentes foram os metalúrgicos. e as correspondentes freqüências de acidentes e percentual em relação ao número total de acidentes.76 83.22 81. soldadores e montadores respectivamente. utilizar as nove primeiras. As dez primeiras cidades onde ocorreram os maiores números de acidentes.06 1. juntas.8. Gravataí e Canoas.Canoas Cx. de acordo com a profissão5.6. Do Sul S.8 Perfil do Trabalhador 4.15 76. Cruz do Sul Outras Total 12.73 73. onde forem referenciadas as cidades. juntas somam mais de 80% dos acidentes. Isto torna 5 Uma tabela completa com a relação das profissões pode ser vista na Tabela 66 em anexo pág. 4. operador de máquinas.45 16.55 1.45 64.00 59.45% dos acidentes em comparação aos 40.37 68. industriário e operador de máquina. totalizando 59. Rosa Esteio Sapuc.64 1.22 100. pôr isto em estudos subseqüentes.1.57 80.

91% dos acidentes com metalúrgicos ocorrendo em apenas duas atividades econômicas da região de Porto Alegre. o valor mais expressivo observado foi o dos metalúrgicos que sofreram 44.86% 2. que poderiam estar levando determinado profissional a se acidentar.Distribuição de acidentes pôr profissão Em relação as atividade da empresa e a região dos acidentes. A média nacional de acidentes pôr idade é de 32.52% 2. já no setor metal mecânico este valor ficou um pouco acima.difícil a determinação das possíveis causas e fatores comuns aos postos de trabalho. Manutenção Metalúrgico Industriário Montador Soldador Aux.54 anos.2 Idade Em relação à idade dos trabalhadores. que o profissional com a maior média de idade é o caldeireiro. A Tabela 19 apresenta as respectivas profissões dos acidentados com maior freqüência e a idade média na qual o profissional sofreu o acidente. Máquina Serv. pois elas vão sendo adquiridas ao longo da vida de trabalho. 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% Op. Produção Op. 10. Cel.8. pois eles têm menos experiência.85 anos. as doenças do trabalho se manifestam.35% Gráfico 8 . com 44. ocorram com trabalhadores mais jovens.24% 3. Man. e que as doenças do trabalho ocorram com os trabalhadores mais velhos. 4.95% 2.36% 9.64% 38. relacionados com as atividades do acidentado. Gerais Mec.31 anos. Pode-se verificar pôr inspeção visual a tabela. O Posto de Trabalho é uma informação importante que deveria vir descrita na CAT para se permitir fazer uma maior investigação das causas dos acidentes e também para se ter informações mais detalhadas sobre o acidente. é de se esperar que acidentes típicos. sendo de 35. num total de 61. Func. Mult.98% em forjarias também de Porto Alegre. e profissional o com a menor média de 51 Outras .95% 2.02% 22.81% 2.92% de seus acidentes em empresas de cutelaria da região de Porto Alegre e 16.30% 2. onde após anos de atividades insalubres. Op.

0 0 % 2 . Man.0 0 % 1 0 . Através dele pode-se observar a semelhança dos dados.06 35. Máquina Industriário Soldador Serv. O metalúrgico.75 31. 1 8 .idade foi de serviços gerais com 28.0 0 % 0 .57 37. No Gráfico 9 é apresentado a freqüência dos acidentes segundo a faixa etária entre os trabalhadores acidentados. se acidenta em média com 37.95 Ainda em relação à idade.7% de acidentes) seguido pêlos de 33 anos (3. Cel.25 35. Mec.0 0 % 6 . Manutenção Média De Idade 37.com.0 0 % -1 7 1 8 -1 9 2 0 -2 4 2 5 -2 9 3 0 -3 4 3 5 -3 9 4 0 -4 4 4 5 -4 9 5 0 -5 4 5 5 -5 9 60NI Gráfico 9 . o maior índice de acidentes ocorre com profissionais em torno de 28 anos (4.alternex.25 anos.13 35.18 36.08 28. Tabela 19 .htm 52 . Produção Op.0 0 % 1 4 . exceto pela 6 Fonte: http://www. Mult.18 anos. que apresenta a maior freqüência de acidentes. Aux. Func.Distribuição de acidentes segundo faixa etária O Gráfico 10 apresenta uma comparação dos dados obtidos pelo sindicato dos metalúrgicos de Osasco6 e os obtidos através da coleta das CATs para indústria metal-mecânica do estado do Rio Grande do Sul.0 0 % 4 .7% de acidentes).39 28.0 0 % 1 2 .0 0 % 1 6 .31 38. Pode-se observar que a faixa etária que mais sofreu acidentes situa-se entre os 30 e 34 anos seguido pêlos trabalhadores entre 25 e 29 anos. Gerais Montador Op.Média de idade do acidentado segundo a profissão Profissão Metalúrgico Op.br/~sindmetal/doenramo.0 0 % 8 .

com 32.distribuição dos mesmos. e no Rio Grande do Sul. trabalhadores numa faixa etária mais elevada. 53 . Pode se perceber.36 anos. 25% 20% 15% 10% 5% 0% a té 1 8 19 a 24 25 a 30 31 a 36 O sasco 37 a 42 RGS 43 a 48 49- NI Gráfico 10 . Já as micro-empresas apresentaram a menor média. dentre os acidentados. sendo esta idade de 36. varia dos 25 aos 30 anos. com 39. que em ambos os casos. os dados estão mais distribuídos entre todas as faixas etárias.17 anos.Comparação de distribuição de acidentes segundo faixa etária entre RGS e OSASCO − Média de Idade As empresas de grande porte apresentaram os trabalhadores com maior média de idade. a faixa etária com maior freqüência de acidentes. os acidentados mais velhos pertencem ao ramo das siderúrgicas. pôr volta de 38 anos. através do Gráfico 10.17 anos. em média. Em relação à atividade econômica. com os acidentados estando com 33. Porto Alegre apresentou. Osasco tem uma ocorrência maior de acidentes entre os mais jovens. e os acidentados mais novos pertencem ao ramo das fundições.88 anos.

18 18.32 %.80 19.00 17.00 4.00 16.98 0.Tabela 20 . os casados têm 38.18 10.27 100.32 31.00 18.2.33 19. Em média.71 6.Freqüência de acidentes pôr estado civil Estado Civil Casado (a) Solteiro (a) Separado (a) Divorciado (a) Viúvo (a) Desquitado(a) NI Total % 64.00 2.70 0. com o respectivo estado civil do acidentado. Pode-se observar que os trabalhadores casados são os que sofrem mais acidentes.00 16. Tabela 21 .00 54 . freqüência de acidentes e percentual sobre o total de acidentes.08 1.00 3.Distribuição de acidentes segundo a faixa etária para a cidade de Osasco e o estado do Rio Grande Do Sul Idade até 18 19 a 24 25 a 30 31 a 36 37 a 42 43 a 48 49NI Total Osasco % RGS % 2.03 0.3 Estado Civil A Tabela 21 apresenta os dados dos acidentes do setor metal-mecânico do Rio Grande do Sul.22 100.00 100.24 23.61 1.34 0.00 15.8 anos de idade e os solteiros tem 27. totalizando 64.8.00 13.

em comparação com 9.56 0.52 2.86 100. uma das explicações para este fato é a maior quantidade de homens que trabalham em atividades da indústria metal-mecânica.42 0.46% dos acidentados.38 0.38 no Rio Grande do sul.46 24.75 3.8.22 98.28 0.Freqüência e distribuição dos acidentes segundo faixa salarial Salários 3 4 2 5 6 NI 7 8 1 9 11 10 Acima de 12 12 Total % 28. perfazendo um total de 70.27 1. As mulheres sofrem 48% de seus acidentes em cutelarias e os homens 32.3% no Rio Grande do Sul.2 anos de idade e os homens na faixa dos 35. com um total de 90.55% de acidentes para as mulheres.65 89.3% das ocorrências.5 Sexo Os profissionais do sexo masculino foram os que mais se acidentaram. segundo a faixa salarial.94 17. e 9.92 95.46 53.14 100.38% do sexo feminino.4.40 70.00 % Acum. 9.13 0.78 99.91 1. contra. 55 .11 anos. Entre outros fatores. 28.4 Salário A Tabela 22 apresenta a freqüência dos registros de acidentes. As CATs da cidade de Osasco indicaram 90.45% de acidentes para os homens contra 90. A maior parte dos acidentados recebe entre 2 e 4 salários.91% em metalúrgicas sendo estes os maiores responsáveis pêlos acidentes classificados de acordo com o sexo dos trabalhadores.46 82.83 97.40 92.00 4. O sindicato dos metalúrgicos de Osasco chegou a números semelhantes a estes.20 99.58 99.8. Tabela 22 .09 98.19 6.07 12. As mulheres se acidentam em média na faixa dos 37.

Distribuição de acidentes pôr sexo segundo a natureza Pelo Gráfico 11 pode-se verificar que os acidentes mais comuns entre as mulheres são devido a doença ocupacional (DO) enquanto nos homens é devido a impacto sofrido e DO. Porém. e o que o trabalhador estava fazendo. 1996) 4. compilação da avaliação de trabalhadores de sua situação de trabalho. medição de indicadores de esforço fisiológico. esta informação estava mal preenchida ou incompleta. Cockerill (1993) realizou um estudo em uma linha de montagem e três postos de trabalho em um posto de trabalho de uma indústria de aço onde chapas de metal são cortadas e ajustadas. As informações vêm a acordar com alguns estudos que atestam que as mulheres são utilizadas em tarefas que exigem mais detalhes e menos força. Normalmente estas tarefas se caracterizam pôr serem repetitivas e com alto grau de insalubridade devido ao ruído (Lima. a melhoria ergonômica dos postos de trabalhos. análises de acidentes de trabalho resultando em incapacidade para o trabalho. O primeiro ponto estudado buscava determinar as maneiras pelas quais acidentes de trabalhos e desordens musculoesqueléticas estariam relacionadas com as operações de manuseio dos postos de trabalho e como elas poderiam ser prevenidas.6 Atividade do Funcionário A atividade do funcionário nas CATs pode ser verificada na área designada à descrição do acidentes. e desenvolvimento de soluções 56 Corte . na maior parte dos casos. O estudo teve como objetivo principal.60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Impacto Sofrido 13% 31% 57% 23% 20% 12% 5% 8% 6% 7% 5% 6% 2% 4% impacto Sofrido Contra Doença Ocupacional Prensagem Esforço Físico OUTROS Feminino Masculino Gráfico 11 . não deixando claro o que realmente aconteceu no momento do acidente.8. análises ergonômicas de trabalho de cada posto com a ajuda de vídeo gravação. A pesquisa envolveu um estudo retrospectivo de registros médicos de trabalhadores. Isto vem a tornar o dado praticamente inútil.

técnicas. Neste estudo, foi observada uma alta média de incidência de desordens musculoesqueletais. Estas desordens puderam ser relacionadas com a natureza da operação de manuseio e estresses postural envolvendo estes locais de trabalho. Com estas informações em mãos, medidas corretivas e preventivas puderam ser tomadas diminuindo substancialmente problemas de desordens musculoesqueletais nos trabalhadores daqueles postos de trabalho. Este estudo deixa clara a importância da análise de dados. Uma falha que o documento CAT apresenta, é que no preenchimento, apesar de obrigatório, da área designando para se identificar o local do acidente, este é preenchido com informações inúteis para uma posterior análise. Seria interessante que pôr ocasião do preenchimento desta informação, fosse mencionado o posto de trabalho onde estava o funcionário no momento do acidente. Para exemplificar, cito o caso de uma descrição de acidente que veio com a seguinte informação: “Tubo de ferro caiu em cima dedão do pé direito” Estas informações são praticamente, desnecessárias, pois o objeto da lesão (tubo de ferro) vem descrito no campo destinado a se colocar o objeto causador; à parte do corpo atingida (“dedão do pé direito”) vem descrita no campo destinado à descrição das lesões; a natureza da lesão, que neste caso foi impacto sofrido, merece um campo maior para conter informações mais detalhadas, com maior riqueza de informações sobre o acidente. Uma melhor descrição do acidente seria: “Atingido pôr objeto, no momento em que operava, e/ou manuseava, e/ou trabalhava, e/ou concertava, e/ou etc, uma determinada máquina e/ou uma determinada peça, e/ou determinado produto, e/ou se deslocava, em determinado posto de trabalho e/ou fora do posto de trabalho.” Desta forma seria possível tirar conclusões mais corretas sobre os acidentes, e tornar a informação mais útil para prevenir acidentes. O importante em se analisar as CATs, é verificar possíveis características comuns do posto de trabalho, que possam estar influenciando na ocorrência de acidentes. Porém, o mau preenchimento das mesmas dificulta esta ação.

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4.9

Freqüência temporal dos Acidentes

4.9.1 Data do Acidente Segunda-feira foi o dia da semana onde mais ocorreram acidentes, em todos os ramos de atividades analisadas, com um total de 22,83% dos registros. Todos os outros dias apresentaram uma tendência decrescente entre os dias respectivamente, até domingo onde a ocorrência de acidentes foi a menor, com 1,5% dos acidentes. Costela (1999) identificou o mesmo padrão de comportamento ao analisar os acidentes ocorridos na indústria da construção civil nos anos de 1996-1997. A Tabela 23, apresenta a freqüência dos acidentes segundo o dia da semana. Tabela 23 - Freqüência dos acidentes segundo o dia da semana
Dia Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom NI Total % 22,83 20,77 18,10 17,07 13,36 3,94 1,50 2,44 100,00

Um dos fatores que poderiam explicar o maior número de acidentes na Segunda- feira, como mostra o Gráfico 12, seria o fato de ser precedido pelo fim de semana. A quebra do ritmo do trabalho, devido ao período de descanso, faz com que no retorno tanto a produtividade quanto a atenção sejam menores, propiciando uma maior número de acidentes. Com o decorrer da semana, a atenção aumenta, o ritmo é retomado, porém com uma tendência de, na sexta-feira, o funcionário estar com atenção elevada, porém com um ritmo de trabalho menor devido ao cansaço, o que vem pôr propiciar um menor número de acidentes (Costella 1999).

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25% 20% 15% 10% 5% 0% Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom NI

Gráfico 12 - Distribuição dos Acidentes segundo o dia da semana 4.9.2 Hora do Acidente O Gráfico 13 apresenta a freqüência dos acidentes segundo a hora de ocorrência. Pode-se observar dois picos, um pela manhã, das 10 às 11 horas, e outro pela tarde, das 16 às 17 horas. Os mesmos picos forma identificados pôr Costela (1999) em analise feita nos acidentes ocorridos na indústria da construção civil nos anos de 1996-1997. Pode-se observar a grande quantidade de registros onde a hora do acidente não foi informada, ou pôr desinteresse.
30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 00:00 01:00 02:00 03:00 04:00 05:00 06:00 07:00 08:00 09:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00 21:00 22:00 23:00 NI

Gráfico 13 - Distribuição dos acidentes segundo a hora do acidentes

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neste caso. pois cada máquina tem um leque de operações que os trabalhadores podem realizar.10. em relação a uma tarefa que ofereça risco ao trabalhador e. é que poderia se deduzir a atividade que o trabalhador estaria executando no momento do acidente.10 Causa do Acidente 4. A exemplo dos casos anteriores. O pico da tarde pode ser explicado como resultado da fadiga ocasionada pela proximidade do final da jornada. deslocou o joelho direito” e no campo destinado a informar o objeto causador: “Máquina”. estabelece que se deve atuar corretivamente. C. agir sobre a fonte do problema. Em muitos documentos aparecia apenas a palavra máquina. 4. Esta informação é insuficiente para que se possa fazer uma análise mais aprofundada do acidente ocorrido.. que atinge seu ápice no horáro das 10 horas e. os acidentes devido a impacto sofrido e prensagem coletados nas CATs. PARKER. New York: McGraw-Hill. quando há uma queda da produtividade e da atenção. em uma das CATs com a seguinte descrição do acidente: “Quando estava mudando uma máquina de lugar. não se pode agir sobre a fonte do problema. esta informação estava bem clara. porém. quanto maior o nível de atividade maior a possibilidade de ocorrerem acidentes. como o caso da prensa e do torno. A importância de se conhecer a máquina onde ocorreu o acidente. Porém. Isto permitiria tomar medidas que reduzissem os riscos de operação da mesma. a crítica que se faz aqui em relação ao preenchimento das CATs. permitindo identificar qual máquina se empregava. H. é que este não era feito com clareza.1 Natureza do Acidente Em grande parte.Parker e Oglesby apud Costella (1999) explicam o pico da manhã como sendo resultado da taxa de produtividade diária. Pôr exemplo. Um dos princípios de prevenção de acidentes (Princípio de Prevenção de Acidentes pág. Em outras ocorrências. na maior parte dos casos. W. e também permitiria saber qual máquina estaria ocasionando o maior número de acidentes de trabalho. (McGraw-Hill series in construction engineering and management) 60 . 1972. se deram no momento em que os trabalhadores utilizavam suas máquinas e ferramentas ou manuseavam alguma peça. OGLESBY. Methods improvement for construction managers. assim. não deixando claro. a máquina envolvida no acidente. 17). tendo como primeira medida. mas como não se sabe qual é a máquina. o que vem pôr ocasionar a agregação dos dados. a fonte é a máquina. H.

Prensagem. Tabela 24 .23 80. os estudos subseqüentes relacionados à Natureza da Lesão serão realizados em relação a estes seis tipos de acidentes com maior incidência de acidentes.32 63. percentual sobre o total e percentual acumulado.30 26. possivelmente devido à desorganização dos postos de trabalho.01 69.94 6.95 76. tubos e outros normalmente em cima das mãos do acidentado.Físico Corte impacto Sofrido Contra Outros Total % 29.12% dos acidentes.00 Durante o cadastro das CATs e leitura do campo descrição do Acidentes. Muitos acidentes poderiam ser evitados se as máquinas tivessem dispositivos para proteger o operador. A Tabela 24 apresenta a freqüência dos acidentes segundo a natureza.12 100.00 % Acum. pode-se verificar que. pela tabela.28 3. canos. Corte e Impacto Sofrido Contra) chega-se a 80.02 7. em grande parte. Segundo VINER (1992) os engenheiros e pessoas responsáveis pêlos projetos das máquinas devem ter um conhecimento básico e uma educação continua que os habilitem a projetar maquinarias e métodos de trabalho para satisfazer as expectativas legais de segurança no trabalho.Físico. 61 . deve-se conhecer o processo de trabalho do local analisado.88 100. Pode-se verificar.32% dos registros. que impacto sofrido e DO juntos somam 55.69 6. Esforço. o impacto sofrido foi devido à queda de peça. Pôr isso.Distribuição dos acidentes segundo a natureza Natureza do acidente Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Esforço . Se considerarmos os seis primeiros (Impacto Sofrido.A atividade exercida no momento do acidente também é muito importante devido ao fato de que para se analisar um posto de trabalho. com a freqüência de acidentes. 29.30 55. e que atividades poderiam estar gerando maior risco ao acidentado. DO. ferramentas. ou se fossem de uso menos complexo.89 19.

que o ambiente de trabalho que o profissional do setor metal-mecânico convive é muito insalubre. enquanto Material de 62 % . Porém. Estes dados foram semelhantes aos obtidos pelo sindicato dos metalúrgicos de Osasco onde os acidentes típicos representaram 77.13% das ocorrências. doenças profissionais 1.Doença Ocupacional 26% NI 3% Acidentes Típicos 71% Gráfico 14 . em média. então.Distribuição dos acidentes segundo o motivo Através do Gráfico 14 pode-se verificar que os acidentes típicos representaram 71% dos acidentes doenças profissionais 26%. Tabela 25 .00 100. se comparado com a média nacional dos últimos 10 anos.13% dos dados. os acidentes típicos representam 94. pode-se verificar que a atividade metalúrgica e mecânica são as principais responsáveis pela maior parte dos acidentes típicos.Físico Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Prensagem 48 13 24 39 39 41 15 8 39 24 26 17 20 35 19 8 10 6 5 29 3 15 3 23 3 8 10 4 13 4 3 0 1 4 2 4 2 6 1 1 0 1 100.04%.89% dos acidentes e DO 21.00 100.00 100.Distribuição dos acidentes segundo natureza do acidente pôr atividade econômica Metalúrgica Siderúrgica Material de Transporte Mecânica Cutelaria Fundição Forjaria Natureza do acidente NI 4 1 3 5 7 4 Corte Doença Ocupacional Esforço .00 100.00 100. que apresenta a freqüência de acidentes segunda a natureza cruzando com atividade econômica. Pode se observar. verifica-se uma grande diferença.00 Pela Tabela 25. no Brasil.

Em relação à profissão todos os tipos de acidentes foram mais freqüentes entre os metalúrgicos. Siderúrgica também pode ser considerada como tendo um ambiente de trabalho altamente insalubre .72% dos acidentes decorrentes de Doença Ocupacional. pôr 80. e a média mais baixa foi para impacto sofrido contra (32. Um fato interessante foi que 57% dos acidentes registrados para as mulheres foram devido à doença ocupacional. Outro dado interessante é o fato de 77% dos casos de doença ocupacional serem com trabalhadores casados contra 33% em outra situação. 63 .83). e 70.8% dos registros de acidentes de trabalho.48 anos). enquanto que para os homens este valor foi de 22. Estes dados estão de acordo com estudos feitos pôr Laflamme (1997) que indicam que os mais jovens são colocados frente a tarefas de maior riscos e que as doenças ocupacionais se manifestam nos mais velhos pôr serem frutos da ação do tempo em ambientes insalubres.45% de seus acidentes são devido à doença ocupacional. As empresas de grande porte são as grandes responsáveis por 40. Pode-se concluir que metalúrgica e mecânica possuem ambientes de trabalho com um alto risco de acidentes típicos. porém mais insalubres.9% dos acidentes ocorridos devido a esforço-físico. indicando que as mulheres são postas em atividades de menor risco. Impacto sofrido também foi mais comum entre os casados.Transporte e Cutelaria são responsáveis pela maior parte das Doenças Ocupacionais.pois 70. porém esta diferença foi menor. com impacto sofrido. enquanto cutelarias e material de transporte possuem um ambiente de trabalho altamente insalubre.8%. A média de idade mais alta foi à encontrada entre os que sofreram doença ocupacional (40. sendo de 59% nos casados contra 41% dos acidentados em outra situação.

R.26 75. Quente 19 Escada 20 Equipamento Outros Total Agente da lesão % 14.16 43.54 79. prensa e torno (29. o que mais se sobressai.39 5.45 62.34 100. pode-se verificar que ruído e L.67 23.97 1. demonstrando ser um ambiente de alto risco. Dos dados apresentados. Cortante 9 Mov.75 3.70 70.12 67.45 65.59 1.82%). peças.53 2. de acordo com a atividade econômica.67 100.27 18. é o resultado de 64 .00 2.16 4. Logo após vem às lesões causadas pôr máquinas.E.69 1.41 4.41 1. 11 Ferro 12 Serra ou Furadeira 13 Componente de Maq. ferramentas. Pode-se verificar que a indústria metalúrgica tem 40.2 Agentes da Lesão Tabela 26 . chapas. 14.9% de seus acidentes causados pôr elementos pertencentes ao posto do trabalho. ou Prod.77 38.73 52. 14 Caixa(s) 15 Queda c/ ou sem dif.00 % Acum.56 3.40 81.06 1.67 2.45 1.00 80.00 Com base na da Tabela 26.14 8.82 32. são os principais causadores de acidentes do trabalho (23.29 74.Distribuição dos acidentes segundo os agentes da lesão mais freqüentes ID 1 Ruído 2 LER 3 Máquina 4 Ferramenta 5 Peça(s) 6 Chapa 7 Prensa e Torno 8 Obj.95 77.13 55. Barras e Tubos. A Tabela 27 apresenta os dados quanto aos agentes de lesão mais comuns.95 5.82%).88 59. Corpo 10 Canos. De nível 16 Corpo Estranho 17 Peso 18 Subst. que apresenta a distribuição dos acidentes segundo o agente causador da lesão.10.32 47.58 2.41 3.67 9.4.23 72.

Prensa e Torno. 130. 7 Uma lista completa com os agentes e as atividades econômica. 65 .00 40. pois os principais agentes são máquinas.90 Material de Transporte Ruído e LER As empresas de grande porte se caracterizam pôr terem ambientes de trabalho que oferecem maiores riscos à saúde do trabalhador. que oferecem risco à segurança do trabalhador. Ruído. Chapa.9% dos acidentes são devido a ruído. Já em empresas dos demais portes. Mov.10 28. Agente % Relat.50 Pequeno Máquina. pois como pode-se ver na Tabela 28. Corpo. Chapa. à atividade econômica 40. Ruído.90 41. chapas.00 31. peças.30 65. todos elementos pertencentes ao posto de trabalho. Porte Grande Médio ME Ruído e Ler Peças. onde 65.7% dos acidentes tem como agente de lesão. Peças. sendo este um ambiente altamente insalubre para os trabalhadores.20 36. pode ser vista na Tabela 70 em anexo pág.70 50. Prensa e Torno. Tabela 27 . Peças. Ferramentas.70 39.70 32.Tipos de agentes mais comuns de acordo com a atividade econômica7 Atividade Econômica Metalúrgica Mecânica Cutelaria Forjaria Fundição Siderúrgica Agente Lesão Máquinas.agentes de lesão na siderurgia. Máquina. Tabela 28 .. Máquinas e Ler. ruído e LER. Torno e Ferramentas. Prensa. ao Porte 35. se caracterizam pôr serem ambientes de trabalho de maior risco. máquinas.Tipos de agentes mais comuns de acordo com o porte. Ruído e LER Ruído e LER Ferramentas e Caixas Ruído % Relat. peças e ferramentas. Chapas. 35. Chapa. ferramentas.

que apresenta os tipos de agentes de lesão mais comuns entre as profissões. Com base na Tabela 30. peças. tubos.Agentes mais comuns de acordo com a natureza da lesão Natureza da Lesão Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Esforço . pôr exemplo. chapas.A partir da Tabela 29. serão apresentados mais detalhes a este respeito. Ruído e Ler Máquinas. Doença Ocupacional. 128) a natureza de lesão mais comum foi impacto sofrido. barras. furadeira. Ferramentas. barras. Tabela 29 . porém se vê que os agentes da lesão estão mais ligados a uma possível desorganização de seu posto de trabalho. pode se verificar que ferramentas. Prensagem e Esforço Físico. tubos. peças. Cortantes. canos. poder-se-ia esperar.30 68.3%. neste modulo. Logo. Como pode-se observar na Tabela 67 (anexo pág.20 impacto Sofrido Contra Máquinas. e máquina. pode-se verificar quais foram os agentes de lesão predominantes entre as categorias profissionais dos acidentados. prensa e torno. 26. a Natureza 47.94% respectivamente de ocorrência) e os agentes que os ocasionaram.2%. Peso. 66 . Como se espera que o acidente esteja relacionado com a atividade.90 61. peças. indicando uma possível desorganização nos postos de trabalho. com 29. canos.20 60. ferros e máquinas são os maiores causadores de Acidentes de Trabalho. Prensa e Torno. e até mesmo de máquinas que não fazem parte de seu posto de trabalho.69% e 6. Obj. 7. serra.70 90.Físico Corte Agentes Ferramentas.10 57. Mais adiante. Mov. Corpo. o soldador está sofrendo muito impacto de canos. que contém as quatro Naturezas de Lesão com maior incidência (Impacto Sofrido. Chapas e Máquinas % Relat. Peças e Caixas. que o soldador se queimasse ou tivesse problemas respiratórios ou visuais.

É sempre bom ter em mente que o afastamento do acidentado de seu posto de trabalho implica em custos diretos e indiretos para empresa. Componentes de máquina. Func. 74.Tipos de agentes mais comuns segundo a profissão Profissão Metalúrgico Op. Custos com tratamento. Máquina Industriário Soldador Serv.44 36.33 40. treinamento de um profissional para substituir o acidentado.23 33. torno e máquinas.82 4. barras. máquina e ferramentas. Mov.10% dos casos não foi informado se houve ou não afastamento. ruído. Aux. Man. chapas. barras e tubos.31% dos acidentados necessitaram se afastar de seu posto de trabalho. canos. prensa. Gerais Montador Op. custos com perda de tempo.48 29.1 Afastamento Em relação ao afastamento.74 33.11.00 33. ferramentas e máquinas. impacto psicológico nos colegas de trabalho entre outros. Máquinas.68 55.6% que não precisaram se afastar. Agente % 36.11 Dados sobre o Acidente 4. contra 13. Produção Op. Em 12. torno. tubos. Cel.Tabela 30 . Ler. LER Chapas. ruído. Ruído e Ler Ruído e Ler Ruído e Máquinas Canos.33 39. Prensa. Corpo. 67 . Mult.

2% nos pés. e os acidentes graves (mais de 15 dias) representaram 23. 10.60 61.6% das lesões seguidas pôr hipoacusia. 4.11.Distribuição dos acidente segundo duração tratamento Duração do tratamento 0.15 16.66% dos casos este dado não foi informado ou estava ilegível. as mãos foram à região do corpo mais atingidas em acidentes e com maior número de lesões.90 15. onde se pode verificar que os acidentes leves (menos de 15 dias) representaram 39. 15.5% na região da cabeça (principalmente a audição devido a ruído). Em relação às lesões.12 Lesões e Partes do Corpo Atingidas Como era de se esperar.1% na região ventral. Nesta tabela.90 Acima de 90 NI Total % 39. que é perda auditiva induzida pelo ruído.13 1.22 36. 45.42 0. segundo os dados levantados das CATs.75 76.9% das lesões foram nas mãos (principalmente o dedo indicador devido a impacto sofrido).48 3.7% das lesões. ferimento corto-contuso foi o principal responsável pôr 23.9% dos casos. Infelizmente em 36.19 1.44% dos acidentes.00 Na questão relativa à duração do tratamento.9% na região dorsal e 9.4. 20. A Tabela 32 apresenta as principais lesões encontradas entre os acidentados no setor metalmecânico do estado do Rio Grande do Sul. 68 . com 17. a Tabela 31 apresenta os dados obtidos após análise. é apresentada a distribuição dos acidentes segundo a duração do tratamento.30 31.00 2. No geral.2 Duração do Tratamento Tabela 31 .45 46.66 100.

1 3.5 2.6 0.8 3.9 35.1 3. Corto-contuso Hipoacusia Contusão Fratura Tendinite Queimadura Dores Disacusia Entorse Outras % 23.8 39.7 100.8 0.1 0.8 5.0 2.1 10.0 7.Distribuição das lesões segundo o tipo de lesão CodLes 10 21 4 12 22 17 23 24 8 Total Nome da Lesão Ferimento.4 2. O metalúrgico foi o mais atingido em todas as regiões do corpo. pode-se observar.9 40.12.3 6.5 10. Cel.5 1.1 9.6 2.6 10.1 5.0 4.9 12.5 100.7 1.7 2.8 3.0 0. Outros % CABEÇA DORSAL VENTRAL MÃO 33.7 6.2 Região da Cabeça Com base na Tabela 34. Mult.2 100.7 6.8 15. Func. que as orelhas (audição).1 6.2 12. os olhos e a região frontal são as regiões mais afetadas pôr acidentes.6 3.7 13.Tabela 32 .00 4.Distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão Profissão Metalúrgico Op. motivando 93. Produção Op.1 0. que apresenta a distribuição de lesões segundo a região da cabeça atingida.1 3.7 1.00 17.00 100. 69 . Aux.9 6.5 49.9 1.3 3.0 5.6 8. Gerais Op.6 17.00 18.0 100. Tabela 33 .1 Profissão Com base na Tabela 33.4 100.2 4. pode-se observar a distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão.0 3.1 2. Man.00 20.5 PÉ 20.3 40.4 5. Máquina Industriário Soldador Montador Serv.12.7 10.1 3.7 2.9 3.3% das lesões registradas em acidentes de trabalho e doença profissional.00 4.

ainda pode contribuir para a ocorrência de outros acidentes.Distribuição de lesões segundo região da cabeça Parte do Corpo Atingida Orelha esq Orelha dir Olho esq Região Frontal Olho dir Outras Total % 41. Ruído foi responsável pôr 99% das ocorrências de acidentes na orelha (Perda auditiva induzida pôr ruído).50 6. irritação. aumentando os riscos de acidentes devido a estresse físico e mental. pois o trabalhador pode ter como conseqüência do ruído. principalmente na região da face. ainda existe a diminuição dos reflexos e da atenção. como pode ser observado na Tabela 35.80 4. entre outros sintomas. 70 . O ruído.80 3. Objeto na vista foi responsável pôr mais de 60% dos registros de acidentes na visão.79% dos registros de acidente na região da cabeça.00 − Natureza do Acidente Doença ocupacional foi responsável pôr 71.7% dos acidentes registrados na região frontal.55% dos registros de acidentes referentes à região da cabeça. dores de cabeça.Tabela 34 . estes 3 são responsáveis pôr 96. de propiciar a perda auditiva do acidentado. Impacto sofrido foi responsável pôr 51. além. principalmente devido a ruído. cansaço. com 12. Além da perda de produtividade gerada pôr estes sintomas.10 40.81% e objeto na vista com 7.10 3. Juntos.17% dos registros de acidentes na região da cabeça. seguido pôr impacto sofrido.70 100.

Tabela 35 - Distribuição dos acidentes na região da cabeça segundo a natureza do acidente
Natureza do acidente Doença Ocupacional Impacto Sofrido Objeto na Vista Queimadura Outras Total % 71,17 12,81 7,55 3,66 4,81 100,00

− Lesões A lesão mais comum, na região da cabeça, foi hipoacusia e disacusia que ,juntas, foram responsáveis pôr 67,9% das lesões na região da cabeça, conforme pode ser observado Tabela 36. Tabela 36 - Distribuição das lesões na região da cabeça segundo natureza e agente de lesão
Natureza do acidente Agente da lesão % 56,5 11,4 2,3 2,3 2,1 25,4 100,00 Lesão Hipoacusia Disacusia Corpo Estranho Corpo Estranho PAIR Parte do Corpo Audição Audição Olho Dir Olho Esq Audição

Doença Ocupacional Ruído Doença Ocupacional Ruído Objeto na Vista Objeto na Vista Outras Total Corpo Estranho Corpo Estranho Outras

Doença Ocupacional Ruído

4.12.3 Região do Corpo Dorsal As costas e os ombros foram a principal região atingida, nos acidentes registrados na região do dorso (costas). Os principais causadores destas ocorrências foram LER (Lesão pôr Esforço Repetitivo), movimentos mal feitos (posturas inadequadas) e esforço físico excessivo.

71

Tabela 37 - Distribuição das lesões segundo a região dorsal
Partes do Corpo Costas esq Costas dir Ombro dir Ombro esq Cotovelo dir Outras Total % 24,90 24,60 20,10 15,00 8,10 7,30 100,00

As costas, ombros e o cotovelo direito foram responsáveis pôr 84,6% das lesões na região da dorsal, conforme pode-se verificar na Tabela 37. − Natureza O principal causador de ocorrências de acidentes na região dorsal foi doença ocupacional, principalmente devido a LER, com 38,8% dos registros de acidentes nesta região. Esforço físico excessivo, principalmente devido a carregamento de pesos e movimentos mal feitos, também foi um dos maiores causadores de comunicação de acidentes com os mesmos 38,8%, conforme pode-se verificar na Gráfico 15

45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0%

38,80%

38,80%

8,60% 3,00% Doença Ocupacional Esforço - Físico Impacto Sofrido Queimadura 2,60% Desequilíbrio 2,20% Queda

6%

Outros

Gráfico 15 - Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a natureza do acidente − Agente da Lesão L.E.R foi o principal responsável pôr grande parte das comunicações de acidentes, com um total de 30,6% dos registros referentes à região dorsal. Depois vieram Mov. Do Corpo e Peso, 72

que juntos somam 20,26% dos acidentes da região dorsal. Estes dados já eram esperados, haja visto que uma das maiores preocupações da indústria é a alta incidência de LER entre seus trabalhadores. Muitos afirmam que a LER está mais ligada a fatores psicológicos do que físicos, pois um profissional que ao trabalhar se mantém tenso, está mais sujeito a ter lesões, do que um profissional que se mantém relaxado. Muitas empresas estão adotando, como medidas para diminuição dos casos de LER, soluções macro-ergonômicas, que estão ligadas a fatores externos ao ambiente de trabalho. Construção de creches para os filhos dos empregados, financiamento de casa própria, assistência médica, entre outros são exemplos de medidas, que contribuem com a redução de casos de LER, pois o trabalhador se sente mais seguro, e mais tranqüilo, estando menos propenso a lesões pôr esforço repetido. Tabela 38 - Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo o agente da lesão
Agente da lesão LER Mov. Corpo Peso Caixa(s) Peça(s) Componente de Maq. ou Prod. Motor Queda Chapa Outros NI Total % em relação a Dorsal 30,60 11,21 9,05 5,60 4,74 3,02 3,02 2,16 1,72 18,54 10,34 100,00

− Lesão As principais lesões encontradas na região dorsal foram devido à contusão (15,5%), dores (14,4%), queimadura (13,4%), tendinite (9,3%). A Tabela 39 apresenta uma lista completa com as lesões na ocorridas região dorsal.

73

principalmente para empurrar e ajeitar peças.80 7.Distribuição dos acidentes segundo a região das mãos Parte do Corpo Dedo indicador esq Dedo indicador dir Punho dir Dedo médio dir Dorso da mão esq Dorso da mão dir Dedo polegar esq Dedo médio esq Dedo polegar dir Outras Total % 10.12. em acidentes de trabalho registrados na região das mãos.10 3. foram os mais atingidos com 10% de registros cada.50 7. Tabela 40 .40 13.00 9.00 4.Tabela 39 .30 6.50 8.10 3.00 10.10 17. como era de se esperar pôr serem os dedos mais utilizados.40 23.20 4. Os dedos indicadores.Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a lesão CodLes 4 23 17 22 20 7 10 15 19 26 28 18 Nome da Lesão Contusão Dores Queimadura Tendinite Lesão Distensão Ferimento.40 100.4 Mãos Os dedos foram os principais atingidos.20 5.50 14.00 74 .10 3. Corto-contuso Lombalgia Tenossinovite Epicondilite Hérnia Outros Total % 15.50 7.80 100.30 8.40 9.20 7.20 5.

30% 9. Juntos somam 62.− Natureza Impacto sofrido foi o grande causador de acidentes na região das mãos seguido de prensagem e corte. 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 35.89% 11. na região das mãos 75 . são os principais agentes de lesão.R.79% 17.E.74% 15.93% dos acidentes registrados na região das mãos. ferramentas e L.10% Impacto Sofrido Prensagem Corte Doença Ocupacional impacto Esmagamento Sofrido Contra Outros Gráfico 16 . como pode-se observar no Gráfico 16. onde pode-se observar que as máquinas.27% 5.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a natureza − Agente da Lesão A Tabela 41 apresenta a distribuição dos acidentes na região das mãos.91% 4.

Barras e Tubos.65 12.90 3. Tabela 42 .00 76 . Corto-contuso Fratura Amputação parcial Contusão Queimadura Tendinite Dores Amputação total Entorse Outros Total % 26. ou Prod.80 24.20 6.55 14. Cortante Peça(s) Chapa Serra e Furadeira Componente de Maq. Mov.10 5. Corpo Ferro Caixa(s) Outros Total % 16.Tabela 41 .20 6.40 2.73 5.10 1.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão CodLes 10 12 1 4 17 22 23 2 8 Nome da Lesão Fer.00 − Lesão Ferimento corto-contuso.02 100. com 26. principalmente devido a impacto sofrido pôr ferramentas e máquinas.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo o agente da lesão Agente da lesão Máquina Ferramenta Prensa e Torno LER Obj.60 7.10 4. foi o principal causador de acidentes na região das mãos.74 9.30 100.11 14.11% dos registros.46 4.50 2.73 4.87 5.20 2.14 2.40 8. Canos.20 9.

12.2% das ocorrências. e os tornozelos. conforme pode-se verificar no Gráfico 17.61% Impacto Sofrido Desequilíbrio Queimadura Torção Outras Gráfico 17 .70 7. foi o dorso do pé direito com 19.30 19.50 7.4.00 − Natureza do Acidente Impacto sofrido foi responsável pôr 61.10 100.85% 8.14% 5.Distribuição dos acidentes segundo a região dos pés Região do corpo Dorso do pé esq Dorso do pé dir Tornozelo esq Tornozelo dir Dedo 1 dir Dedo 5 dir Dedo 1 esq Outras Total % 24.Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo a natureza.60 5. 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 61. Tabela 43 . 77 .20 11. seguido de perda do equilíbrio com 8.10 19.73% dos acidentes registrados nos pés.73% 16.67% 7.5 Pés A região mais atingida do pé.50 5. com 19. em acidentes.67% dos registros de acidentes na região dos pés.2% das lesões.

indicando uma possível desorganização do posto do trabalho. 78 . Chapa Escada Mov. canos.− Agente da Lesão Os principais causadores de lesão na região dos pés foram ferros. Quente Caixa(s) Equipamento Outros Total % 13. tubos. Tabela 44 .10 4. barras.70 4. peças.00 − Lesão As principais lesões registradas na região das mãos foram fraturas e ferimentos corto-contuso.30 100.Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo o agente da lesão Agente da lesão Ferro Peça(s) Canos. Barras e Tubos.30 8. com 38% e 19% respectivamente.90 6. e chapas.50 5.70 40.70 3. Corpo Subst.60 9.20 3.

2% dos registros de lesões na região ventral. pode-se verificar que os braços são a região mais atingida da região ventral. Tabela 46 .10 5.6% e 15. com 19.12.Tabela 45 .0 17.5 2.3 100. Logo.30 9.3 1.Distribuição dos acidentes segundo a região ventral Região do corpo Antebraço dir Braço dir Antebraço esq Braço esq Joelho esq Joelho dir Perna ant esq Perna ant dir Tórax dir Total % 19.70 12.00 79 . O antebraço esquerdo e o braço esquerdo juntos somam 21. Corto-contuso Contusão Queimadura Entorse Dermatite Tendinite Corpo estranho Lesão ligamentar Lesão Dores Total % 38. foi o antebraço direito seguido do braço direito.3 1.3 1.60 15.80 10.5 1.80 8.6 Ventral A região que mais sofreu injúrias devido a acidentes de trabalho.0 4.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão CodLes 12 10 4 17 8 6 22 5 13 20 23 NomLes Fratura Fer.4 3.8 2.90 10. na região ventral.70 7.8% das lesões respectivamente.10 100.0 19.7 11.

16 24.4% dos registros de acidentes relativos a região ventral.Físico Desequilíbrio Queimadura Retesão Outros Total % 25.97 16.77 100.16% e 24. com 25.56 10.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a natureza. Esforço físico e perda de equilíbrio. também são responsáveis pôr boa parte dos acidentes na região ventral. com 21.− Natureza do Acidente Impacto sofrido foi o principal tipo de acidente na região ventral.07 4.00 − Agente da Lesão O principal agente causador de lesão foram os esforços repetitivos (LER). Tabela 47 .25 8. seguido de doença ocupacional. 80 . Natureza do acidente Impacto Sofrido Doença Ocupacional Esforço .22% respectivamente.22 10.

70 4.70 13. seguido de contusão e dores com 22.00 − Lesão A principal lesão encontrada foi devido a queimaduras.40 8.90 100.30 4. Corto-contuso Escoriação Entorse Tendinite Outros não listados Total % 22. Tabela 49 .00 3.10 2.4% das lesões. Quente Ferramenta Obj.40 3.80 6.80 5.60 4.20 6.10 3.30 100.Tabela 48. Cortante Escada Canos.20 5.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a lesão CodLes 17 4 23 12 10 9 8 22 18 Nome da Lesão Queimadura Contusão Dores Fratura Fer.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo o agente da lesão Agente da lesão LER Mov. 13. Barras e Tubos.50 22.20 4.50 4.70 3.00 81 . Corpo Máquina Queda Chapa Outros Peça(s) Subst.6% e 10.60 10.40 7.20 24.7%.40 7. Peso Outros Total % 21. respectivamente.

A discussão pretende entender um pouco melhor a realidade do acidente que não consegue ser traduzido pela CAT.O capítulo 5. 82 . a seguir. é possível deduzir as possíveis causas dos acidentes. tece algumas considerações sobre o posto de trabalho do soldador. e propor estudos ergonômicos que venham a reduzir os riscos que um determinado profissional esteja exposto. Sendo um profissional com tarefas típicas.

foram expostos aos flashes de luz de plasma e laser excedendo em certas medidas os níveis máximos permitidos. O soldador é um profissional que trabalha com operações de fusão de peças metálicas. foi feita uma análise do trabalho de soldagem em duas empresas gaúchas ambas localizadas na região de Porto Alegre. de uma vestimenta. Foi realizada uma entrevista com os soldadores. o principal tema encontrado é relativo a ruído. zona respiratória e carga de trabalho. Em nenhuma das CATs foram constatadas.5 CONSIDERAÇÕES SOBRE A ADEQUAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS PELA CAT: O CASO DO SOLDADOR O trabalho do soldador despertou a atenção pela alta incidência de impacto sofrido o que teoricamente não era esperado. Tendo em vista a discrepância de dados. A maior parte dos estudos sobre saúde e segurança do trabalho com o soldador são encontradas em bibliografias internacionais que basicamente relatam problemas respiratórios e de visão. Komarova (1992) verificou em um estudo feito numa indústria metalúrgica russa. comunicações ligadas a problemas respiratórios e nos olhos. e um conjunto de equipamento de proteção individual. de acordo com a literatura internacional. Estas exposições levaram a problemas nos olhos e no sistema imunológico dos trabalhadores. utiliza cerca de seis tipos diferentes de processos. No Brasil. que basicamente é a mesma para todos os soldadores. que soldar é uma atividade que oferece um alto grau de insalubridade ao soldador. visão e estresse mental e postural bem como ambiente de trabalho. que os soldadores de uma linha de produção de dispositivo laser. Neste caso. Problemas no aparelho respiratório também foram verificados. como ruído. medidas profiláticas foram tomadas. Percebe-se. na qual questionou-se sobre assuntos ligados basicamente à sua atividade. e as CATs não servem para dar estas informações sobre ar respirado e visão do soldador. Em relação aos estudos ligados à metalurgia. padrão para 83 . Foram realizadas observações diretas e indiretas (filmagens) com os trabalhadores no intuito de poder comparar os resultados obtidos nas CATs e as informações obtidas na revisão bibliográfica com os dados obtidos nas empresas. Tratamento com remédios também foi utilizando. pode-se notar uma preocupação muito grande com o ar que o soldador respira e a visão. incluindo um escudo de proteção contra flashes provenientes do processo de soldagem. Nas bibliografias internacionais. praticamente não existe bibliografia sobre o assunto.

contato com peças aquecidas.1. os mais novos normalmente não tinham nenhuma queixa. e protetor auricular. contato com eletricidade. se constatou que mais de 50% dos entrevistados queixaram de problemas nos olhos e dor de cabeça. 5. que passou a ser utilizada industrialmente e logo após foi introduzida também a solda oxiacetilênica que passou a ter uso industrial após os anos de 1900. peças. (113 V pico). Relativamente altas voltagens são necessárias para o processo de soldagem e o soldador pode ter contato direto com 80 V ac rms. − Solda de Baixo Teor de Hidrogênio: Semelhante à descrita acima. fagulhas.todos os soldadores.2 Trabalho do Soldador Desde o momento em que o homem tomou conhecimento das técnicas necessárias para produção de metais. foi introduzida uma nova tecnologia. forma-se um arco voltaico que funde o metal da peça e do eletrodo. Em visita feita a uma empresa da região metropolitana de Porto Alegre. Em meados de 1880. ferramentas. que nada mais era do que martelar duas peças aquecidas até sua fundição.1 Principais Agentes Causadores De Risco À Saúde Do Soldador 5. 1996). proteção para o tronco e elmo para a face. que tem operações de solda do tipo MIG e TIG. protetores auriculares. devido a choque elétrico. Após várias modificações nestes processos. O principal risco é o do equipamento de soldagem. 5. 84 . Estas voltagens são excessivas e podem afetar a integridade física do soldador (Melton. em entrevista aos profissionais de soldagem. Normalmente as queixas eram feitas pêlos trabalhadores mais velhos. a solda vem sendo utilizada. é desenvolvida para solda de aço inoxidável e utiliza eletrodos revestidos de fluoretos. os acidentes de trabalho podem ser provocados pôr quedas de peças. apesar do uso de elmo protetor da face. botas. composto pôr luvas. pode-se distinguir os processos de solda em seis tipos diferentes: − Solda de Arco ou Solda Elétrica: Consiste na utilização de uma diferença de potencial elétrico entre a peça a ser soldada e um eletrodo. O primeiro processo de solda foi em forja. que consistia da solda de arco de resistência.1. Ao se aproximar o eletrodo da peça.1 Acidentes de Trabalho Com base na literatura revisada.

utilizando-se. ainda teríamos outros que oferecem menor riscos aos soldadores. − Solda realizada a laser. − Solda de Arco Submerso: O arco é embebido entre o eletrodo e a peça. A liberação de fumos é reduzida. de um eletrodo não consumível de tungstênio e tório. podendo ou não ser utilizado um segundo eletrodo consumível. se a intensidade de sua formação for diminuída na zona do arco de soldagem. Desenvolve pouco calor. como o hélio. com substâncias de riscos.3 A Tecnologia e o Soldador De acordo com Gorban (1990). o que conduz à formação de elevadas concentrações de fumos. tais como componentes sólidos e gasosos do aerosol de soldagem. O processo faz uso de alta densidade de corrente elétrica. Mas para isto.1. a qual é uma das maiores preocupações. sendo obtida uma proteção cobrindo-se o ponto de trabalho com grânulos de material inerte que contém fluoretos. − Solda Com Gás Inerte: TIG (Tungsten Inert Gas): O Mesmo processo da MIG. o suficiente para fundir o metal das chapas nos pontos. Além destes processos que são utilizados. devido aos fumos de soldagem. são necessários mais dados sobre a emissão e a razão de formação das substâncias mais perigosas. 5. o dióxido de carbono ou misturas destes gases. o argônio. − Solda a Ponto.− Solda de Gás Inerte: MIG (Metal Inert Gas): Utiliza um eletrodo consumível e um arco envolto em gás inerte. Gorban (1990) 85 . São eles: − Solda a Gás ou oxiacetilêniaco: O calor necessário para fundir a peça e o eletrodo é fornecido pôr um maçarico. o instrumento de solda fornece um jato de gás inerte através de um orifício com um gradiente de alta voltagem. porém. com o devido relato do regime de soldagem usado e o diâmetro do eletroduto de soldagem. mas é grande a liberação de fluoretos. − Solda de Plasma: Neste processo. em processos manuais e semi-automatizados de soldagem existe a possibilidade de diminuição de contaminação da zona respiratória do soldador. resultando numa corrente de gás altamente ionizada. − Solda com arco e gás inerte. ou pôr Resistência: Utiliza dois eletrodos não consumíveis e une duas chapas metálicas apenas no ponto de contato.

que se for testada a efetividade de sistemas de ventilação local e geral dos postos de trabalho de soldagem. 86 . Vários efeitos prejudiciais acabam se combinando. tem se dado muita prioridade para os tóxicos do fumo e os riscos do câncer na saúde do soldador em estudos de segurança com consideração à soldagem. pois podem afetar a integridade respiratória do soldador Yakovleva (1995) desenvolveu um método para avaliar a influência das doenças profissionais na expectativa de vida do metalúrgico. vão afetando a integridade física e imunológica do metalúrgico. surdez profissional. 5. na região de Tula na Rússia. Soldadores atualmente tem trabalhado tanto em locais escuros quanto em iluminados. Este sistema poderia ser utilizado pôr pessoal não especializado. ruídos e estresses tanto postural quanto psicológico. Riscos adicionais aparecem do processo. chegou-se à conclusão que a expectativa de vida do metalúrgico é . Estes fatores. Na aplicação inicial da sua técnica.afirma. radiação ultravioleta e à utilização das lentes de contato. problemas de postura.1.4 Doenças Profissionais Doença Profissional ou do trabalho é aquela adquirida no exercício do trabalho a serviço da empresa. O sistema poderia ser utilizado em diversos processos de soldagem diminuindo desperdício. oftalmia pôr ultravioleta e intoxicação pôr agentes químicos. Um típico exemplo onde a automação diminui os riscos de acidente. estresse pelo calor. portanto. e para outros trabalhadores que compartilhem da mesma zona respiratória. e estão se tornado mais versáteis. Isto devido ao ambiente agressivo. Os estudos sobre os riscos da visão do soldador têm sido limitados a injúrias externas no corpo. 5. diminui os potências de exposição ocupacional do soldador. que acaba tendo uma expectativa de vida abaixo da média.em média. A atividade do soldador pode causar fadiga. em relação à função visual do soldador. a possibilidade de ação sobre as substâncias químicas pode ser tomada. Partículas no ar também são um problema potencial. aos poucos. calor também pode ser considerado um risco adicional.1. O arco de soldagem emite altos níveis de infra vermelho visível e radiação UV.6 anos a menos do que a população em geral da região. pois diminui a exposição do soldador aos riscos do processo de soldagem. tempo de realização da soldagem.4. Eble (1995) constatou que com a utilização de um sistema de soldagem robotizado. ainda. Atualmente. principalmente a nível internacional. em que o metalúrgico é exposto todos os dias.1 A Visão Segundo Marini (1994) existem uma série de fatos a serem considerados. no intuito de tornar a ambiente de trabalho mais salubre para o soldador. de 2. Um ambiente de muito calor.

No Brasil.1. 5. Estes fatores podem contribuir para a incidência de acidentes com os soldadores. a preocupação com este fato. Em um estudo feito pôr Pokrovskaya (1990) foram comparados os efeitos da introdução intratraqueal de poeira de magnésio. bronquite do pulmão. Neste estudo não foi constatado 87 . Normalmente. mas não os elimina. sódio. antes deles serem feitos. dependendo da composição e concentração do fumo e a duração da exposição (Chung et ali. surge a necessidade de se prover testes para analisar a acuidade visual do soldador. flúor. principalmente quando estes estão fora de seus postos de trabalho. Porém os Oftalmologistas não têm suficiente contato com fabricas e condições de trabalhos. cálcio. O fumo é produzido durante a soldagem e é primariamente um aerosol formado pela condensação e oxidação de metal vaporizado. Ele pode também conter outros materiais. A atividade biológica mais pronunciada dos componentes pesados do aerosol da soldagem com um alto conteúdo de flúor. devem ser definidos padrões. pela sua menor acuidade visual e conseqüente redução da atenção. Danos estruturais como efisema. além de diminuir a capacidade de realização de tarefas pelo soldador. no sistema cardiorespiratório. silicone. provindos da soldagem. e ferro. a acuidade visual esta se tornando cada vez mais importante para habilidade de se trabalhar e. potássio. Porém. quando o soldador começa a sentir os sintomas já é muito tarde. Os problemas com visão podem causar tontura e dor de cabeça. Esta mistura de gases no ar e partículas podem ser um risco para saúde. desenvolvimento distrófico na contração do miocárdio.2 Agentes Químicos Os fumos de soldagem compõem os principais agentes químicos aos quais os soldadores estão expostos. os quais são originalmente parte dos componentes de consumo da soldagem ou do metal sendo soldado. 1997). Além das diversas patologias que cada substância pode desenvolver pode-se observar ações aditivas para ode aparelho respiratório.o diagnóstico do Oftalmologista poderia ser feito cedo evitando assim serias complicações. se limita à utilização de elmo protetor para face. Neste estudo foi provado os danos causados pôr estes componentes. potássio e componentes solúveis de manganês foi estabelecido. que podem levar ao câncer pulmonar. Finalmente. pôr isso.4. como se verifica com os soldadores nos Estados Unidos (Colacioppo. tais como componentes de fluxo ou metais sendo soldado. o qual reduz os níveis de luz. e muitas vezes os problemas de visão se tornam irreversíveis. 1985). um acentuada redução na intensidade de luminescência dos terminais adrenergéticos no miocárdio.

1997). Há dados substanciais na literatura sobre a freqüência do tamanho das partículas de fumo. mas geralmente elas tiveram algum efeito tóxico no organismo. Segundo COLACIOPPO (1985) quando se inicia um estudo de agente químico. − Avaliação. 88 . Na Tabela 50 é apresentada a composição básica dos fumos de soldagem. deve-se dividi-lo em três aspectos básicos: − Reconhecimento. A maioria relata que estão em sub-micro escala . Percebe-se que os fumos de soldagem podem estar em duas formas: partículas e gases. O material particulado pode causar irritação e doenças pneumoconiogênicas.2 µm. tipicamente abaixo de 0. − Controle. formando cadeias e agregados que são muito maiores geometricamente mas aerodinamicamente ainda dentro da gama respirável (Chung et ali.nenhuma atividade fibrocinética das amostras de poeira de soldagem. já os gases podem causar irritação e asfixia.

tempo de exposição dos trabalhadores. 89 . movimentação de materiais a fim de saber quem trabalha com o que. onde agentes químicos dos fumos de soldagem possam estar agindo. ritmo de trabalho. número de trabalhadores expostos. condições ambientais. agentes a pesquisar e outras substâncias que possam alterar os resultados.Composição Básica Dos Fumos de Soldagem Cádmio Cromo Chumbo Fluoretos Manganês Níquel Titânio Vanádio Zinco Alumínio Carbono Berílio Estanho Ferro Sílica Cobre Asbesto Ozona Fosgênio Óxido de nitrogênio Fosfina Monôxido de carbono Dióxido de carbono Gases Inertes Irritantes pulmonares E tóxicos sistêmicos Material Particulado Pneumoconiogênicos Irritantes Gases Asfixiantes − Reconhecimento O reconhecimento consiste de uma visita ao local.Tabela 50 . pontos estes como área de exposição. Durante esta fase são reconhecidos alguns pontos importantes para o estudo.

com o intuito de verificar a extensão da contaminação no local a ser examinado. Durante o processo. exames médicos antes durante e após o trabalhador iniciar suas atividades. a determinação de possíveis causas de erros nas medições ambientais. o tempo de amostragem. que reúne todas as informações possíveis e publica anualmente a lista “Threshold Limit Values” (TLV). Nestas fases deve-se considerar a possibilidade de eliminação ou controle da fonte de fumos metálicos. a fim de detectar qualquer sinal ou sintoma precoce de uma ação dos fumos metálicos sobre o organismo.1. isto após as duas primeiras fases. 5.− Avaliação Consiste na medição de algum parâmetro. estas partículas ficam concentradas na 90 . que consiste em realizar testes que possam refletir não só a exposição. pôr medidas de engenharia de higiene industrial e pôr medidas de medicina do trabalho. Segundo Colacioppo (1985).4. Estas partículas são provenientes do arco de gás formado durante o processo de soldagem. também existe a necessidade de se efetuar uma avaliação biológica do ambiente. pelo trabalhador. Adicionalmente à comparação com limites de tolerância. o que tem sido uma preocupação nesta etapa é a falta de métodos padrão e de limites de tolerância para que se possa comparar os resultados obtidos na avaliação. uso de ventilação exaustora. normalmente se utiliza a orientação da American Conference of Governmental Hygienists (ACGIH).3 Exposição a Agentes Químicos Segundo Thornton (1994). mas também a absorção. Os TLV referem-se a concentrações de aerodispersóides e representam condições sob as quais supõe-se que quase todos os trabalhadores podem estar expostos dia após dia sem efeito adverso. − Controle O controle se dá através de duas formas. número de trabalhadores a serem amostrados. normalmente diário. dos agentes químicos a que está exposto. finalmente. as partículas do fumo de soldagem são um dos maiores causadores de risco para saúde dos soldadores. A outra etapa consiste de comparação dos valores de concentração atmosférica dos fumos de soldagem com os padrões de limites de tolerância (LT). A etapa de avaliação consiste de medição onde deve-se escolher o equipamento para se fazer as medições. Haja visto que o Brasil não dispõe de LT. tal como concentração de fumo no local de trabalho. análise do material coletado e.

Cuidados podem ser tomados para assegurar que soldadores com perda de visão não utilizem filtros de um baixo grau. 1994). menos ruído. É importante educação e retreinamento dos soldadores que devem aprender como soldar novamente com os novos processos: pôr exemplo.Segundo.zona respiratória do soldador. entre o soldador e a operação de solda. e proteção adequada dos olhos do soldadores pôr óculos com filtros e elmo. fornecendo potencial perigo para a integridade respiratória do mesmo. pois estes biombos formam uma cortina. A Organização do trabalho previne os soldadores de serem confinados ou também mutuamente fechados. Marini (1994) “Visão Correta = Proteção Adequada = Qualidade De Soldagem” 91 . Estes métodos são bem conhecidos. A incisão pôr laser e pôr filete de jato d’água abrasivo tem conduzido a consideráveis progressos na industria da soldagem: menos poeira. 5. Prevenção também pode ser obtida pelo projeto. Médicos e equipe médica devem ter um biomicroscópio oftalmológico e aprender como usá-lo. são um indubitável progresso. poucos acidentes oculares. Pôr exemplo. deixando os olhos mais sensíveis a UV e viroses. pôr meio de bons exames oftalmológicos. Máscaras com cristal líquido as quais reagem em um centésimo de segundo. Esta situação é o que se chama de um “sintoma de local de trabalho” e requer consultas e correção médica. e se torna essencial com consideração a pesquisa e escolha de processos de pouca intensidade de luz. Prevenção médica somente deve ser introduzida mais tarde.2 Prevenção na Soldagem Segundo Marini (1994) a proteção dos trabalhadores no ambiente de trabalho pode ser obtido pela utilização adequada de cortinas contra os raios UV. (Marini. e devem progredir mais no futuro. mas porque o filtro é frágil e caro seu uso é largamente reservado para uma pequena tacha de soldadores que tem curtas e freqüentes soldagens. 1994). aos flashes de soldagem. fornecendo uma proteção adicional ao soldador. Combater o uso de tabaco e álcool é um passo significativo rumo a melhorias na qualidade da visão de soldadores (Marini. aprender a não soldar demasiadamente fechado e proteger-se adequadamente. um conjunto de biombos transparentes já é empregado em muitas operações de soldagem em indústrias dos Estado Unidos.

67%) e impacto sofrido contra (6. tonturas e estresse. estes são fatores que podem influenciar na qualidade do trabalho do soldador e na sua atenção. não houve nenhuma CAT com doenças relacionadas à visão ou problemas respiratórios. seguido de doença profissional (13. 1991) Os principais agentes causadores de lesão ao soldador foram canos. Estes fatores podem aumentar o risco de acidente durante a execução de suas atividades. onde ele pode passar de meia hora em uma determinada posição até o dia inteiro (TORNER et al.5. Porém. indicando que o soldador é utilizado fora de seu posto de trabalho e em outras atividades. quando ocorriam acidentes. (as CATs não deixam clara esta informação). basicamente estáticas. que apresenta a atividade dos soldadores durante os acidentes. estes eram informados como sendo soldadores. barras e tubos.33%).7%) e movimento do corpo mal feito(6. O fato interessante é o soldador estar se acidentando principalmente com canos. informações como o posto de trabalho e atividade do 92 . verifica-se que a principal atividade do soldador durante os acidentes envolvia ferramentas. Os fumos de soldagem podem causar dores de cabeça. indicando uma desorganização do posto de trabalho ou as condições “improvisadas de trabalho”. Um outro dado interessante é o fato do soldador estar se acidentando com ferramentas e máquinas que não são características de sua função. Porém. que o soldador se acidentou ao utilizar prensa e torno. com movimentos curtos.67%). É comum o soldador atuar na manutenção. Um outro problema relativo à função do soldador evidenciado nas observações de campo é o estresse postural. porém ainda sim uma informação pouco detalhada. não existia mais o posto de soldagem.7%).3 Resultados Obtidos da Análise das CATs de Soldadores Com base nas CATs constatou-se que o principal tipo de acidente que ocorre com o soldador é o impacto sofrido (40%). Na Tabela 51. motivadas pôr LER e ruído. ruído 8%. prensagem (6. Um soldador tem basicamente umas seis posições diferentes de trabalho. A principal preocupação com o soldador é com sua visão e zona respiratória devido aos fumos de soldagem. provavelmente no momento da soldagem. tubos e barras (12%). Contudo. máquinas(8%) e ferramentas (8%). constatou-se que apesar de existirem soldadores na empresa. Estes dados vêm contra o que se espera que aconteça com o soldador. serra e furadeira (6. Seria importante que nas CATs viessem contidas. não ligadas à soldagem. Houve alguns casos registrados nas CATs. que não permite tomar muitas conclusões. Em visita feita a uma empresa durante a fase de estudo de campo. no caso serra e furadeira. tarefa geralmente não pesada sob a ótica da ergonomia.

3 1.funcionário durante o acidente para que se pudesse ter informações que permitissem analisar melhor os dados. limpar. c/ Máq. c/ Peça Trab. Processos MIG.0 Marini (1994) afirma que entre os diferentes processos de soldagem. Em algumas operações com soldagem de aço inoxidável e alumínio são produzidas taxas muito altas de intensidade de luz.3 14.0 1. 93 . De muito pouco serve saber que o soldador se acidentou quando usava uma ferramenta. e contribuir com a ocorrência de acidentes.3 8.Distribuição e acidentes segunda a atividade dos soldadores Atividade Func NI Trab.3 9. raspagem) e cada uma destas operações pode trazer algum risco para o soldador. Estes operações podem diminuir a acuidade visual do soldador. Manuseio Transporte Deslocamento Setup Outros Limpeza Total % 21. Tabela 51 .7 12.0 6. se não se pode saber o que ele estava fazendo com a ferramenta e qual a ferramenta em uso (veja variedade de ferramentas em anexo Tabela 61 página 118). Além das tarefas ligadas à solda.3 1. c/ Ferr.3 100.7 4. Trabalhando Trab. cada um pode causar uma patologia particular no soldador. MAG requerem forte intensidade e produzem radiação de luz que são mais intensas do que os outros processos. c/ Solda Trab. E onde ele estava no momento do acidente.7 9.0 10. revestimento. O período crítico para visão é a troca de procedimento e adaptação para as novas situações. os soldadores realizam outras tarefas associadas (amolar.

que tem aproximadamente 16% das fábricas ligadas ao setor metalúrgico e metal-mecânico do estado do Rio Grande do Sul.33%). Tabela 52 .67%).7%).67 4.Injurias na parte externa do corpo requerem um exame cuidadoso para assegurar que danos intra-oculares não estejam faltando para benefícios de progresso de exames médicos (ecografia.33 100. Aproximadamente 12% das empresa de atividade metalúrgica e metal-mecânica ficam em Porto Alegre.67 9.00 4. perdendo. Em 1993. forjaria e cutelaria.00 94 . Em 4% das CATs não foi possível encontrar o ramo de atividade da empresa. na França. metalúrgicas (41. fundição.33 18. − Região A maior parte dos acidentes com os soldadores ocorreu na cidade de Porto Alegre (23.33%) e Caxias do Sul (6.00 4. para considerar problemas referentes à função visual do soldador foi criado o “Comite de Coordination de Recherches en Soudage” − Atividade Econômica Os soldadores acidentados trabalhavam basicamente em mecânicas (44%). Não houve registro de soldadores em siderúrgicas. Do Sul Panambí Gravataí Sta. o segundo mais importante polo metalúrgico do estado em termos de número de empresas.seguido pôr Canoas (18.67 6.67%).00 4.3%). segundo dados do SEBRAE.00 21. Rosa Nova Prata Ijuí Outras Total % 21. Maria Cx. Maria (9. apenas em número de empresas para Caxias do Sul. Porto Alegre tem.33 6.Distribuição de acidentes pôr soldador segundo a região Região Porto Alegre Canoas Sta. Sta. e material de transporte (10. modernização dos serviços médicos nas fábricas).

66 dias. procurando analisar se as CATs são suficientes para isto. Em 13. − Média Salário: O salário médio dos soldadores acidentados era de R$ 406. (1976) relataram que a fadiga de músculo do supraspinatus era comum em trabalho prolongado de solda entre soldadores experientes. fica claro aqui uma possível desorganização do posto de trabalho. do tratamento. também não ficando claro em que operação os soldador se encontrava.3 Impacto Sofrido Impacto sofrido foi responsável pôr 40% dos acidentes com o soldador. não no momento da soldagem. também. Esta fadiga muscular pode. Nesta seção.2 Médias − Média Duração: Tratamento: 15. justificar o fato do soldador estar se acidentado devido à queda de objetos. geralmente com alto grau de tensão estática predominantemente sobre o músculo dos braços e ombros. possivelmente. Em 16. Esta queda ocorre. que o mesmo não estava em operações de solda. 5.3% dos acidentes o soldador estava trabalhando com canos. contra 20% em outra situação. Através das CATs. As 95 . Porém. referentes a impacto sofrido.39 anos. barras e tubos não ficando claro através dos campos existentes. que em muitos casos pode levar até um dia. serão apresentados os dados obtidos das CAT.87 5.3. se estava em operação de solda ou não. − Média Idade: A média de idade dos soldadores é de 37.− Estado Civil Os Casados representam 80% dos acidentados. 5. na expectativa de verificar a influência do posto de trabalho neste tipo de acidente. pela média pode-se considerar.67% dos casos o soldador estava trabalhando com ferramentas. neste caso.3. neste caso ficando claro. Kadefors et al. constatou-se que em 23. Estas atividades podem contribuir para o surgimento de lesões musculoesqueletais. mas após a soldagem. podemos afirmar que ele estava fora de seu posto de trabalho. que em média os acidentes são graves.3. a exceção de um do sexo feminino. Os soldadores eram todos do sexo masculino.3% dos casos o soldador estava trabalhando com serra ou furadeira. Em 10% dos casos. o soldador estava trabalhando com alguma máquina. onde seus músculos se apresentam cansados e extenuados devido a operação de soldagem.1 Descrição das Atividades Soldar é uma ocupação extenuante requerendo trabalho em posturas desajeitadas e manuseio de equipamentos pesados. os seja aqueles com mais de 15 dias de duração.

fica claro que o soldador estava em operações de solda. ferimento corto. em outros (3. Apenas em um caso (9). foram contusão (43.contuso (30%) e fratura (16. em outra não fica nada claro (21 pôr exemplo) 96 . tem-se a evidência de que o soldador está sendo utilizado fora de seu posto de trabalho.3%). pôr exemplo). onde na maior parte dos casos. as informações são pouco úteis. principalmente devido a impacto sofrido. e em alguns são inúteis. fica claro que o soldador não estaca executando tarefas ligadas à sua função. em si. − Descrição Na Tabela 53 é apresentada uma lista.operações de solda. justificando os acidentes. − Lesão As lesões mais comuns entre os soldadores devido a impacto sofrido. para soldadores com acidentes devido a impacto sofrido. oferecem poucos risco ao soldador. utilizados pêlos mesmo. Pela lista pode-se deduzir a deficiência no preenchimento deste campo da CAT. talvez executando tarefas para as quais não esteja preparado. com algumas descrições contidas nas CAT.7%). devido ao tipo de operação e aos EPI. Pelas CATs.

ligado no chão impactou. caiu barra de ferro .Descrição de acidentes devido impacto sofrido .Tabela 53 . que não é um problema típico de soldagem.3. Segundo Marini (1994) a principal preocupação que tem se dado ao soldador é com a toxidade dos fumos e o risco de câncer. dedo anular e mínimo da mão direita e dorso do pé direito com 6. − Agente 97 .o Cortando uma peça da chapa − Região do Corpo As regiões mais atingidas no corpo dos acidentados. Atingido pela broca. Transportando serpentina que veio a cair. Caiu tubo de ferro.soldadores 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 Descrição Chapeando Radiador. Eixo de metal deslizou e caiu.5% das lesões cada 5. principalmente devido aos fumos de soldagem e aos flashes emitidos pela processo de soldagem. Atingido com estourou disco policorte Passando lixadeira na retroesc. Ao manusear prateleira. contundiu-se Martelou o dedo ao bater numa peça. Esmerilhando peça. Tubo de Ferro caiu. O principal problema foi o ruído. foram o dorso do pé esquerdo com 19. dedo médio da mão esquerda.4 Doença Ocupacional Doença ocupacional foi responsável pôr 13. Ao montar longarina. que seria uma dos principais problema enfrentado pêlos soldadores. Queda de barra de ferro ao desmontar galpão. Maq. a mesma saltou impactando.o Furando uma bucha com furadeira. Marterlou-se ao puncionar polias. Ao deslocar cavalete Inclinou uma barra de ferro que veio a atingi-lo Lixou-se na lixa disco Furando Cantoneira Colacando pino no eixo com auxílio de martelo.4% do total de lesões.33% das CATs referentes a soldador. Em nenhuma delas foram encontrado problemas referentes à visão e problemas respiratórios.Fita Gaveta de aço caiu ao ser aberta. Trabalhando com Furadeira Ao segurar chapa metálica seu suporte (barra metalica) caiu. Cortando Ripa na Serra. Transportando telas que vieram a cair. Peça caiu ao ser virada. Caiu pingo de solda ao soldar uma peça.

Tendinite. Trabalho exposto ao ruído Perda Auditiva Alteração Osteomusculares Perda Auditiva 98 .soldador 1 2 3 4 5 6 7 Descrição Perda Auditiva Perda Auditiva LER em soldagem.2% das lesões respectivamente.2 22. de Carpo Total % 22. foi o ruído (60%) seguido pôr LER (40%). Tabela 54 . e sim com operações de outros postos de trabalho. onde pode-se verificar que a principal lesão encontrada entre os soldadores foi hipoacusia.1 100. Segundo Marianne (1991) os soldadores realizam tarefas altamente estáticas.Descrição de acidentes devido a doença ocupacional . que tinha alto ruído em suas operações.2 22. Epicondilite e Síndrome do túnel de carpo podem estar sendo causados devido às características do posto de trabalho do soldador.Distribuição de lesões segundo a doença ocupacional . que vinha pôr afetar o soldador.0 − Descrição A seguir vêm as descrições encontradas em algumas CATs referentes a acidentes devido a doença ocupacional no soldador. Tabela 55 .soldador CodLes 21 22 24 19 26 27 Nome da Lesão Hipoacusia Tendinite Disacusia Tenossinovite Epicondilite Síndrome Do T. Porém.1 11.O principal agente de doença ocupacional no soldador. estes ruídos não provinham das operações de solda. foi o ruído. Uma das maiores reclamações ouvidas durante as visitas feitas as fábricas de solda. seguida de tendinite e disacusia todas com 22.2 11. As principais lesões causadas pôr estes agentes estão apresentados na Tabela 54.1 11. que podem influenciar na aparição de sintomas tanto nos ombros quanto nos braços. Tenossinovite.

ou Prod. O ideal seria informar a atividade que o acidentado realizava no momento de começar a sentir os sintomas relativos à doença. prensa. chapas. − Lesão A principal lesão decorrente do processo de prensagem foi ferimento corto. o que demonstra a deficiência e falta de informações no preenchimento das CATs. o campo é utilizado para dar uma espécie de laudo médico. Serra e Furadeira Chapa Máquina Descrição Confeccionando peças no torno Prensou dedo num eixo de máquina Prensou dedo na serra. serra e furadeira. máquinas. Através da análise das CATs procurar-se-á saber o porque do soldador estar se acidentando em atividades que não são características de sua função. O único caso aonde o soldador poderia estar realizando uma operação de solda é o caso 4. Ao virar chapa prensou dedo contra bancada. Em todos os outros casos. Alem de desorganização dos postos de trabalho. Calandrando uma peça.contuso (80%). com 70% do total de lesões relativos a DO. no momento do acidente.soldadores 1 2 3 4 5 Agente da lesão Prensa e Torno Componente de Maq.Pode-se observar que neste caso.6% das lesões e os braços com 11. Tabela 56 . Porém mesmo assim não fica claro se o mesmo estaria em operação de solda ou não. fica claro que o soldador não estava executando operações de solda. Abaixo vem uma lista com os agentes e a descrição das tarefas que o soldador realizava. 5.67% das ocorrências de acidentes entre os soldadores. − Região As orelhas foram a região mais atingida do corpo.3.5 Prensagem Aqui o dado mais interessante pois prensagem é responsável pôr 6. torno. pode-se verificar uma desorganização do próprio trabalho. − Agente Os principais agentes encontrados foram. onde um profissional realiza uma série de tarefas para as quais talvez não esteja devidamente preparado. seguido dos punhos com 17. 99 .8% das lesões.Descrição de acidentes devido impacto sofrido .

100 . mais especificamente os dedos da mão direita.− Região A região de corpo mais atingida pelas lesões forma as mãos.

(1999) “As estatísticas oficiais não apresentam informações suficientes para que se possam planejar ações voltadas a prevenção de acidentes do trabalho. Segundo Herzer (1997). responsável pelo preenchimento da CAT seja 101 . pode-se citar: no seu preenchimento. em vários casos. possui algumas limitações. pelo fato de serem mal preenchidas ou. nenhum campo deve ser ignorado. A coleta. pois de acordo com o Anuário. Além disso. Tal fato é preocupante..” − Como exemplo de possíveis melhorias nas CATs.6 CONCLUSÕES Através deste trabalho pode-se observar que o uso das CATs como base de dados para análise epidemiológica. melhores serão os resultados obtidos da análise das mesmas. porque. a coleta e o posterior armazenamento das informações contidas nas CATs. apesar destas limitações. A partir deste estudo. As informações contidas nas CATs são suficientes para se retirar um número grande de informações.. muitos acidentes não são registrados nas CATs. quanto mais detalhadas forem as informações contidas nas CATs. − As CATs e seu uso devem ser aperfeiçoadas e melhor planejadas. porém. é preciso que o profissional. e em muitos outros campos devem ser criados padrões para o preenchimento de forma que as informações possam ser comparadas. Em nenhum caso foram encontradas notificações relativas a problemas de visão ou a problemas respiratórios. chegou-se às seguintes conclusões: − Problemas devido a ruído e impacto sofrido são os grandes causadores de comunicação de acidentes. o armazenamento e análise dos dados das CATs relativos à indústria metalmecânica do estado do Rio Grande do Sul permitiu fazer um levantamento sobre os acidentes de trabalho neste segmento da indústria de transformação. a análise das CATs também permitiu sugerir melhorias nas próprias CATs e no seu emprego como ferramenta de trabalho em estudos que visam reduzir os acidentes de trabalho e suas causas. a descrição do acidente deve conter o maior número de dados possíveis de forma que permitam a realização de uma análise correta que possibilite a identificação das causas do acidente. No entanto. tem demonstrado ser uma importante arma para o combate ao aumento do número de acidentes de trabalho. uma vez que em diversos estudos internacionais estes problemas recebem uma atenção muito grande.

Tanto impacto sofrido quanto problemas de desorganização no trabalho ficam evidentes em alguns casos como o do soldador. principalmente a atividade que estava sendo executada no momento do acidente e posto de trabalho. prensagem.educado de modo a compreender a importância do preenchimento da mesma. responsáveis pela fabricação de produtos de corte. corte. enquanto que as demais . muitas informações ficam faltando. − Fica claro que através da utilização dos recursos disponíveis pela Informática as informações contidas nas CATs ficam melhor organizadas. na forma de formulário de papel.são as grandes responsáveis pela maior parte das ocorrências de doenças ocupacionais. característicos de atividades não automatizadas. possibilitando estudos e análises sobre os dados armazenados. devido a impacto sofrido.são responsáveis pôr acidentes. sendo merecedores de estudos que disponibilizem a melhoria nas condições de higiene e segurança do trabalho. Outro dado importante é o fato de não haver nenhum registro de comunicação de doença 102 . − As metalúrgicas e mecânicas são as maiores responsáveis pêlos acidentes devido a impacto sofrido. Porém. evidenciando problemas de desorganização no trabalho. em tarefas para as quais provavelmente não estejam preparados. principalmente devido a ruído e LER.que empregam menos tecnologia . o que não é característica de sua atividade. apesar dessas limitações. − As empresas do ramo de cutelarias. − Empresas de grande porte – as quais se utilizam mais dos recursos de automação . Através da análise feita nas CATs sobre o soldador. as quais demonstraram ser ambientes altamente insalubres. e seja disciplinado a preencher as informações com clareza e correção. a consulta aos dados é praticamente inviável. Acidentes podem ser considerados atípicos. pois não são decorrentes da atividade profissional dos acidentados. A mais importante foi o fato do soldador estar sofrendo acidentes devido a impacto sofrido. ao passo que. os quais oferecem maior risco de acidentes aos trabalhadores. pode-se constatar que a principal causa de seus acidentes foi o fato de estarem exercendo atividades fora de seu posto de trabalho. − Através dos estudos feitos com o soldador. muitas outras conclusões puderam ser extraídas. os soldadores acidentaram-se executando outras tarefas que não características de seu posto de trabalho. mas da organização de seu posto de trabalho. e as empresas de material de transporte são as grandes motivadoras pôr grande parte dos acidentes ocupacionais. entre outros.

ocupacional referente à visão ou a problemas respiratórios. A atividade de soldagem é uma atividade altamente insalubre, como já foi dito anteriormente, devido ao fumo de soldagem e às altas intensidade de radiação luminosas emitidas durante o processo de soldagem. Possivelmente os soldadores estejam sofrendo de algum problema relacionado a esses fatores e não estejam se tratando ou estejam fazendo tratamento médico fora ou até mesmo se auto medicando. Também ficou evidente o fato do soldador estar sendo utilizado fora de seu posto de trabalho. Isso é demonstrado através do grande número de acidentes que os soldadores que sofreram acidentes utilizando máquinas e ferramentas que não são características de suas funções. Em relação a visão do soldador, como já foi dito, nenhuma notificação foi encontrada. Todavia, a mesma merece melhor atenção do que tem sido dada até o momento. Não há padrões que permitam fazer uma melhor avaliação sobre este problema. Na França, o Instituto de Soudure em Paris tem estabelecido um grupo nacional que coleta dados franceses de todos especialistas neste campo. Eles estão classificando uma extensiva bibliografia feita pêlos oftalmologistas, médicos ou “preventores”, afim de determinar padrões sobre acuidade visual. Segundo Marini (1994), os médicos do trabalho devem ser informados e educados para que tenham particular responsabilidade para a vigilância dos soldadores. Pôr sua vez, os soldadores devem ser ensinados sobre os bons hábitos de trabalho. “Quando lá estão sintomas de “local de trabalho”, lá poderia também estar “médicos de local de trabalho” Marini (1994). Se mais atenção fosse creditada à visão dos soldadores, os resultados trariam melhor qualidade às soldas e à saúde dos soldadores. 6.1.1 Ruído e LER Juntas, foram as únicas causadoras de doenças ocupacionais entre os soldadores analisados. Em nenhum dos casos fica claro se o ruído é devido a suas atividades, ou ao ambiente de trabalho, no entanto, onde outras atividades que tenham um nível de ruído muito alto possam estar contribuindo para estes sintomas. Somente em 1,3% dos casos foi descrito que LER foi causada durante atividades de soldagem.

103

6.1.2 Fumos de Soldagem Nenhum relato foi encontrado evidenciando problemas respiratórios, todavia é possível que os soldadores estejam sofrendo de problemas respiratórios e não saibam. O fumo de soldagem afeta não só os soldadores mas também os trabalhadores que dividem o mesmo ambiente de trabalho. Os fumos de soldagem podem causar dor de cabeça, irritação no olhos, e deixar os trabalhadores inebriados, fatores que podem contribuir para a ocorrência de acidentes de trabalho.

6.2

Riscos

Ficou evidente, após a análise das CATs, que os principais riscos aos quais os trabalhadores do setor metal-mecânico do estado do Rio Grande do Sul estão expostos, é devido a ruído, LER e a impacto sofrido. Não ficou evidente nas CATs, a fonte causadora do ruído, e da LER, porém, segundo os princípios de prevenção de acidente, os passos para prevenção poderiam ser os seguintes: − Ruído 1. Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte,

ou a troca pôr um outro processo que gere menos ruído; 2. Na impossibilidade de substituição, proceder enclausuramento da fonte, a fim

de diminuir os níveis de ruído; 3. Utilização pôr parte dos trabalhadores de EPI que minimizassem os efeitos

nocivos do ruído, no caso com a utilização de protetor auricular. − LER 1. Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte, ou a troca pôr um outro processo que gere menos movimentos repetitivos; 2. Na impossibilidade de substituição, diminuição do ritmo de trabalho e maior tempo de pausa entre as tarefas a fim de diminuir os efeitos dos movimentos repetitivos; 3. Realização, pôr parte dos trabalhadores, de exercícios que relaxem a musculatura, afim de minimizar os efeitos nocivos da LER. − Impacto Sofrido 104

1.

Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte,

ou a troca pôr outros que gerem menos impactos e ofereçam menos riscos. No caso de impacto sofrido, os principais causadores de risco são máquinas, ferramentas e peças; 2. Na impossibilidade de substituição da fonte geradora, deve-se proceder com

uma melhor proteção das máquinas, melhorias no ambiente físico de trabalho, melhores projetos de equipamento e ferramentas, melhora nos métodos de trabalho, dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos, melhora no fluxo de trabalho, entre outros; 3. Pôr parte do trabalhador: Diminuição do ritmo de trabalho, treinamento,

disciplina, períodos de descanso em intervalos de tempo de forma a reduzir os efeitos nocivos da LER, entre outros.

6.3

Sugestões para trabalhos futuros

Ao longo desta dissertação surgiram algumas questões que poderiam motivar a realização de estudos futuros: − Quais são as atividades que a categoria profissional do metalúrgico executa, de forma que se pudesse subdividir em subcategorias que auxiliassem a entender melhor os acidentes que ocorrem em sua profissão; − A relação entre a organização dos postos de trabalho e acidentes devido a impacto sofrido; − A fonte maior, geradora de ruído nas empresas de grande porte; − A relação entre atividades das empresas de cutelaria e material de transporte, com o alto índice de acidentes devido a ruído; − A relação entre nível de automação das empresas e o nível e o tipo de acidentes; − Relação entre as medidas de prevenção adotadas pelas empresas e o seu porte; − A influência que problemas na visão do soldador podem ter com acidentes de trabalho; − A influência dos fumos de soldagem nas atividades diárias dos soldadores; − A relação entre sexo e a incidência de acidentes devido a doença ocupacional e impacto sofrido; 105

em postos de trabalho que não estejam diretamente ligados à principal fonte geradora do mesmo. − Já que o trabalho prescrito não é igual ao trabalho real (como fica nítido no caso do soldador) é importante que a CAT descreva o trabalho do acidentado e não a função. − Relação entre os problemas devido a LER com o tipo de atividade executada. 106 . − A relação entre tipo de atividade entre as diferentes classes de trabalhadores e o tipo de acidente aos quais os mesmos estão sujeitos.− A relação entre a idade dos trabalhadores e o tipo de acidente. − Influência do ruído.

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980 9.44 100.92 23.072 156.36 84.15 62.360.79 82.843 Sobre o Total 50.42 37.46 11.88 2.210.94 51.873 12.74 59.789 2.80 74.15 12.74 43.45 1.464 11.00 1.59 7.59 1.78 1.Benefícios Concedidos por Acidentes do Trabalho em 96 por Estado Mais de 15 dias Estado % Freq.61 85.56 Coeficie nte Total (1)1/100.02 78. 60.12 62.00 São Paulo Minas Gerais Rio Grande do Sul Paraná Rio de Janeiro Santa Catarina Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total 110 .904 19.73 714.13 46.94 12.85 76.92 918.36 81.38 4.36 100.24 1.107 4.48 87.18 3.939 1.50 770.1 Anexos Capítulo 3 Tabela 57 . Acumulado 000 % 50.00 90.21 86.276 18.31 623.74 69. Acumulado 000 % 38.94 5.01 76.69 606.058 2.06 4.01 2.18 78.43 8.64 100.95 São Paulo Rio Grande do Sul Minas Gerais Rio de Janeiro Santa Catarina Paraná Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total Incapacidade Parcial ou Permanente Estado % Freq. 5.24 86.491 836 519 495 356 341 265 137 1.7 ANEXOS 7.18 11.385 Sobre o Total 38.30 825.044 17.16 12.55 70.56 100.00 923.82 2.00 Coeficie nte Total (1)1/100.282 9.30 5.43 60.99 88.

00 77 90 60 23 44 60 46 78 38 Minas Gerais São Paulo Rio Grande do Sul Rio de Janeiro Paraná Pernambuco Santa Catarina Espírito Santo Goiás Outros Estados Total Fatais Estado % Freq.609 Sobre o Total 46.24 2.12 100.55 64.30 83.73 80.012 337 218 182 141 115 76 69 848 5.88 100.29 100.18 66.98 2.Invalidez Permanente Estado % Freq.01 3.05 1.60 74.284 Sobre o Total 26. Acumulado 000 % 46.55 18.77 73.00 26.35 1.30 4.611 1.47 70.59 São Paulo Minas Gerais Paraná Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Santa Catarina Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total FONTE: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT/RAIS .25 82.75 76.65 84.89 3.47 53.23 15.00 24.99 8.00 13.55 46.51 2.54 16. 872 361 293 247 236 174 141 98 97 765 3.00 Coeficie nte Total (1)1/100.29 2.19 5.55 37.00 Coeficien te Total (1)1/100.95 23.82 29.99 61.04 6.59 70.87 22.55 10.52 7.71 100.22 18.0 Acumulado 00 % 26.80 11. 2.96 111 .69 24.92 7.49 77.

44 anos. 38 anos.037 1.050 1.Tabela 58 .054 1.850 10.009 8.552 8. 369.932 4. 13 anos.058 1.796 5. 47 anos. 17 anos.178 1. 29 anos. 23 anos.413 9.765 7.898 10. 37 anos. 31 anos.901 6.809 7.653 6.649 2 7 82 188 274 319 561 881 1.638 9.075 8.436 11.476 13.Freqüência de Acidentes de trabalho registrados. 20 anos.240 3.077 6.568 4.566 6.187 8. 48 anos. 15 anos. 28 anos.054 1.221 7.268 12.190 1.877 9.814 Típico 306. 26 anos. 39 anos.138 1.969 10.389 10.707 1 3 26 64 105 169 297 422 495 546 610 702 698 741 765 787 860 886 919 982 926 938 1.941 11.392 4. 42 anos. 16 anos. segundo a idade em 1997 QUANTIDADE DE ACIDENTES DE TRABALHO REGISTRADOS IDADES Total TOTAL 12 anos.790 11.819 2.939 6. 30 anos.478 9.260 11.439 11.299 10.594 3.605 2.048 13.134 13. 25 anos.042 980 963 927 858 840 809 764 743 728 700 662 625 648 584 535 428 391 Doença do Trabalho 29.066 1.086 1.605 11.308 4.000 11. 41 anos. 45 anos. 35 anos.356 5.152 1.966 10.669 9. 24 anos. por motivo.067 1. 34 anos.417 10.001 994 1.180 5.239 9.831 12.270 7.064 1.721 8. 43 anos.065 21 26 699 1. 22 anos. 32 anos.043 9.138 1. 27 anos.266 6.738 12.238 13.852 Motivo Trajeto 32. 19 anos.337 9.641 11.046 9. 33 anos.128 1. 40 anos. 46 anos.043 7.186 10.014 9.927 4. 21 anos.378 6.016 12.808 5. 14 anos.653 11.228 11. 18 anos.004 967 957 861 845 705 640 571 112 . 36 anos.709 19 18 614 1.

53 anos.49 anos. 54 anos.633 3. 67 anos. 70 anos e mais.981 1. 113 . Ignorada 4. 51 anos. 59 anos.417 2.023 796 621 520 430 356 228 165 150 119 81 246 15. 57 anos. 66 anos. 68 anos.997 2. 65 anos.281 2. 63 anos. 52 anos.130 414 352 323 295 252 211 190 178 161 158 133 104 86 61 52 46 27 20 22 10 9 32 1.168 1.354 3. 55 anos. 60 anos.137 2.383 1.706 1.230 1.248 971 775 631 529 449 293 219 188 139 106 309 18. 50 anos.898 3.749 Fonte: CAT. 69 anos. DATAPREV.419 3.797 1. 62 anos.372 1.447 1.601 2. 64 anos. 61 anos.742 2. 56 anos.598 1. 58 anos.754 521 409 357 285 260 239 193 151 173 121 92 71 68 50 47 47 38 34 16 10 16 31 1.933 1.468 1.

1/7 892.0/1 883.698 4.0/4 883. sem menção de complicação contusão do tornozelo e pão.007 922 751 823 986 1.0/0 815. sem menção de complicação Fratura da tíbia e do perônio.0/9 845.060 3. fechada Fratura da clavícula. extremidade superior ou parte não especificada.118 1. exceto quando mencionado(s) apenas dedo(s) Ferimento de um ou de vários dedos da mão. da perna (exceto coxa) e do tornozelo. fechada contusão do dedo da mão Fratura de costela(s).280 1.213 1.224 1. complicada Ferimento do pão.1/5 724.829 1.321 126 926 45 333 38 92 14 710 636 261 581 34 146 298 659 273 260 286 384 304 117 15 149 293 56 149 7 44 69 16 10.9/5 825.062 847 661 843 722 785 687 661 671 7.733 2.251 2. extremidade inferior.743 9. aberta Fratura de uma ou mais falanges do pão.0/2 2066. fechada amputação traumática (completa/parcial) de outro(s) dedo(s) da mão. atingindo tendão Ferimento do joelho.823 1.Tabela 59 . fechada Fratura de osso(s) do metacarpo.0/7 810.2/0 816.754 5.0/9 823. exceto o limitado aos dedos.0/6 924.045 2.971 2. sem menção de complicação Entorses e distensões do tornozelo Fratura do rádio e do cúbito.727 3.537 1.1/2 826.0/0 813.0/6 813.681 1.605 5.2/8 882.2/7 886. difames.776 3.0/5 886.0/9 824.Códigos CID mais Incidentes em 1997 CID 727. fechada Fratura do rádio e do cúbito. complicado Lumbago Amputação traumática (completa/parcial) de outro(s) dedo(s) da mão.258 6. fechada contusão do joelho e perna Fratura de osso(s) do carpo.129 1.868 1. fechada Fratura da extremidade superior ou parte não especificada da tíbia e do perônio.149 5.469 12. DATAPREV 114 . exceto dedo(s) Ferimento da mão.2/0 883.025 2. complicado Total 72. fechada Fratura de uma ou de várias falanges da mão. fechada Ferimento de um ou de Vários dedos da mão.252 3.905 1.137 1.2/3 891.0/2 823. fechada contusão do punho e mão(s).142 1.2/5 923.474 817 1.0/7 816. exceto o limitado a um ou vários dedos.912 3.950 1.862 2. fechada Observação e avaliação de condições suspeitas não especificada Fratura de outros ossos do tarso e do metatarso.047 5. fechada Fratura não especificada do tornozelo.527 176 11 7 5 241 6 10 2 677 6 3 2 3 7 4 13 5 2 2 15 2 1 1 6 1 2 3 2 1 Fonte: CAT.8/1 923.775 1.0/0 924.4/5 2071.1/8 CÓDIGOS CID MAIS INCIDENTES EM 1997 DESCRIÇÃO TOTAL Sinovite e tenossinovite convalescença após cirurgia Ferimento de um ou de vários dedos da mão.405 2.1/0 814.761 2.079 997 955 905 872 794 734 732 688 Típico Trajeto Doença 54.419 1. sem menção de complicação Fratura de uma ou de varias falanges da mão.483 1.3/9 807.

Atividades segundo o ramo de atividade Ramo de Atividade Siderurgia Metalúrgica de Pó e Granalha Fabricação de Estruturas Metálicas e de Ferragens Eletrotécnicas Fabricação de artefatos de trefilados de ferro. munições e equipamentos militares Construção e reparação de embarcações e estruturas flutuantes Construção e reparação de veículos ferroviários e fabricação de peças e acessórios Indústria de Material de Transporte Fabricação de veículos rodoviário. peças e acessórios Construção e reparação de aviões. peças e acessórios Fonte: Cadastro Empresarial do Rio Grande do Sul . SEBRAE Atividade 115 . Fabricação de ferramentas manuais. e a reparação ou manutenção Fabricação de armas. aço e metais não. máquinas e aparelhos de terraplenagem Serviço industrial de usinagem. funilaria e embalagens metálicas Fabricação de tanques. peças e acessórios Fabricação de cronômetros. peças e acessórios Indústria Mecânica Fabricação de tratores.2 Anexos Capítulo 4 Tabela 60 . fabricação e reparação de turbinas e motores Fabricação de bancos e estofados para veículos Fabricação de veículos não especificados ou não classificados. soldas e semelhantes.7. aparelhos e equipamentos.ferrosos Indústria Metalúrgica Estamparia. de artefatos de cutelaria e de metal para escritório e para uso pessoal Tratamento térmico e químico de metais e serviços de galvanotécnica Beneficiamento de sucata metálica Fabricação de Caldeiras Geradoras de Vapor. máquinas motrizes não elétrica Fabricação de máquinas. reservatórios e recipientes metálicos.

CIVIL CTPS POR: HORA ( ) DIA ( ) MÊS ( ) TRABALHADOR AVULSO S( ) N ( ) APOSENTADO ? S( ) N( ) REINÍCIO TRATAMENTO? S() N( ) SAL.Frente RAZÃO SOCIAL EMPRESA ENDEREÇO MUNICÍPIO (CIDADE) ESTADO MATRÍCULA CÓDIGO DA ATIVIDADE NOME ACIDENTADO ENDEREÇO DATA DO NASCIMENTO PROFISSÃO IDADE SEXO EST. DO TRABALHO OBJETO CAUSADOR ACIDENTE HOUVE REGISTRO POLICIAL? S ( ) N ( ) DESCRIÇÃO DO ACIDENTES E PARTE(S) DO CORPO ATINGIDAS(S) NOME TESTEMUNHAS ENDEREÇO NOME ENDEREÇO Figura 1 . DE TRABALHO DATA AFAST. CONTRIBUIÇÃO DATA DO ACIDENTE LOCAL ACIDENTE HORA APÓS_______H.Principais campos de Informações do anverso CAT 116 .

Regime de tratamento a que deverá submeter-se o acidentado 8 . grau e localização da(s) lesão(ões) e o histórico do acidente que a(s) teria provocado? 6 .Duração provável do tratamento: dias DATA 9 .Principais campos do Verso da Informações da CAT 117 .Observações: DATA GIH/AT Localidade Data Médico . 7 .atendimento Figura 2 .Deverá o acidentado.Descrição da(s) lesão(ões) Data 3 .Condições patológicas preexistentes ao acidente: LOCAL 11 .Há compatibilidade entre o estágio evolutivo da(s) lesão(ões) e a data do acidente declarada no anverso 5 .Há correlação entre a natureza.de . afastar-se do trabalho? 10 .Verso 1 .O acidentado foi hospitalizado em: Hospitalar Ambulator. durante o tratamento.Diagnóstico provável Hora 4 .Apresentação do acidentado serviço médico 2 .

cavaco. Parafusadora. retificadora. Alavanca. vidro Pistão. Serra. Engrenagem. motor. pedaço Gancheira de pintura Lesão por Esforço Repetitivo Tarugos. tiras de aço. do Motor. Ferro. cilindro hidráulico. coluna do s. guilhotina. desequilíbrio. Cantoneira. motor geladeira. de fixação. empilhadeira. de cubo Aço. dobradeira. lingote. Ventoinha. Engrenagem. tampa proteção engrenagem. Andaime. Corpo Móveis 118 . barra de tração. Pino. carro do regulador . Fiapo. Garfo de Bobina. Aço. Marreta. Esteira. ou Produto Arames. Do Mandril. rebolo. Esteira. Rebarbas. Faísca. guilhotina. Madeira. Cavalete. Alumínio. lixadeira. chave de fenda. carro de avanço. viga. . Macaco Hidráulico. descarte. de soldar gralhas Metálica. brusco Cadeira. Inox. Barra(s) e Tubo(s) Chapa Chave Componentes. ripa. Banco. esteiras. ferramentas etc Painel. de bater anel. de serra e solda. felpa. circuito Carrinho. Dispositivo do Guincho. fixador Itens Corpo Estranho Correia Dispositivo Eletr. Empilhadeira Equipamento Auxiliar Escada Esmeril Esteira Ferramenta Ferro Fogo Gancho(s) e Gancheira(s) LER Maçarico Madeira Máquina Martelo. Matriz Molde Motor Mov. Galvanizadas. injetora. Engrenagem. com produtos. Freza. engrenagens.Tabela 61 . Limalha. levante hidráulico Fagulha. Ventilador. calço. Painel de Programação. cavaco de jato de areia. pedra esmeril. metálica. Agulha do Motor. Armário. ferro Metal. sliter. matriz Bloco do Motor. Guilhotina Tampa Misturador. lixa.Lista de Agente de Lesão Agentes de Lesão Arames e Telas Armação Bobina Caixa(s) Cano(s). solda. plaina Estilhaço. Alumínio. de corte. Dispositivo do Guincho. Metal. reboque. Cabos de Alimentação. Plataforma Carrinhos de madeira ou metal para enrolar fio de moldar. Cantoneiras. dosadora. de polimento. Suporte. jacaré. batedor. máquinas. de Máq. cardan. Pino. alavanca. escareador. Eixo. Macaco. rolo da rebordeadeira. motor. Capô Colheitadeira. Mesa. latão. telas. pistão. de fixação. Calandra. motor Mal feito.

. Gaveta. segmento de trilho. Batente. Água. de peças. pára. motor. secador Luminárias. serra policorte. ingestão ou absorção (por contato) de substância tóxica ou nociva Objeto na Vista Prensagem em. Andaime. serra fita. Caçamba. Cortante Óleo Outros Cortador. de máquina. Saca Palha. cadeira. Tesoura. empurrar de aço.. sílica. Quente Tambor e Container Tampa Tabela 62 . furadeira. suporte. panela de vazamento. peça(s). Faca.choques. areia Tambor de lixo. tesoura. conecção. etc. disco semeadora Pacote. caminhão. tampa container. Oxi. Container Peça(s) Peso Porta Pregos e Parafusos Prensa e Torno Produto Produto Químico Queda Ruído Serra e Furadeira Subst. exaustor. zinco. produtos Gás. rolo de arame. rolo. Galhos. Disco Cortante. de aço. de produto. Vidro. Lata. Prateleira. prensa. Portão. Pneu. sob ou entre Contato com objeto perfurante Queda de pessoa com ou sem diferença de nível Contato com objetos em temperatura muito alta ou muito baixa Ter mantido preso em. madeira etc Pregos. Alumínio. sob ou entre 119 . pinos prensa coquilha. Estruturas Metálicas. hélice ventilador. prensa de metais. Metal.Corte. Tambor de freio. Lâmina. chão Perda auditiva induzida pelo ruído Broca da furadeira. de ferramentas. calha de luz.Obj. de metal De produtos. Pistola. etc.Físico Esmagamento Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Intoxicação Objeto na Vista Prensagem Punctuação Queda Queimadura Retesão Torção NI Atrito ou Abrasão Exposição a energia elétrica Perda da posição ou postura normal Decorrentes da atividade Esforços excessivos e inadequados Ato ou feito de compressão Impacto sofrido por pessoa Impacto sofrido pela pessoa Inalação. do forno. Caçamba. banca. Óleo. torno mec. Solda. panela. alicate. serra Pinche. Parafusos. prensa excêntrica.Tipos de Acidentes Analisados nas CATs Natureza do acidente Atrito ou Abrasão Choque Elétrico Corte Desequilíbrio Doença Ocupacional Esforço . Sucata. trinco. torno.

de Carpo Hérnia Cisto Sinovial Síndrome do Impacto do Ombro PAIR Dermatose Estiramento Muscular Sinovite Bursite 120 .Lesões atribuídas às partes do corpo atingida CodLes 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 Nome da Lesão Amputação parcial Amputação total Conjuntivite Contusão Corpo estranho Dermatite Distensão Entorse Escoriação Ferimento.contuso Fissura Fratura Lesão ligamentar Lesões Múltiplas Lombalgia Luxação Queimadura Outros não listados Tenossinovite Lesão Hipoacusia Tendinite Dores Disacusia Epicondilite Síndrome Do T. Corto.Tabela 63 .

dorso do pé dir. planta do pé dir. dedo 5 esq. Punho dir. dedo 5 dir. olho esq. cotovelo esq. palma esq. glúteo esq. Calcanhar dir. dorso da mão esq. orelha esq. região frontal. joelho dir. antebraço esq. antebraço dir. Tórax dir. tornozelo esq. olho dir. dedo 4 dir. abdômen esq. dedo 5 dir. dedo 2 esq. Corpo Dorsal 12 Mãos 16 Pés 18 121 . punho esq. dedo 1 dir. braço esq. dedo 1 esq. calcanhar esq. orelha dir. costas esq. costas dir. palma dir. tórax esq.Variáveis relativas às partes do corpo atingidas Grupos Cabeça Corpo Ventral Nº de variáveis 13 15 Região do Corpo Crânio. dorso do pé esq. perna posterior dir e perna posterior esq. ombro esq. tornozelo dir. dedo 3 esq. dedo 2 dir. face esq. dedo 5 esq. dedo 1 dir. dedo 4 dir. coxa anterior dir. genitais. nariz. coxa posterior esq. dorso da mão dir.Tabela 64 . joelho esq. braço dir. queixo. coxa posterior dir. face dir. dedo 3 dir. glúteo dir. dedo 2 dir. Ombro dir. dedo 4 esq. abdômen dir. pescoço anterior e nuca. dedo 2 esq. perna anterior dir e perna anterior esq. boca. cotovelo dir. dedo 4 esq. dedo 3 esq. dedo 3 dir. planta do pé esq. dedo 1 esq. coxa anterior esq.

Figura 3 .Banco de dados utilizado para armazenamento de dados com base na CAT 122 .

252 2.953 1. .395 102 39 118 9 36 541 211 28 162 22 12 185 75 492 876 252 NORTE 1996 1997 1995 Rondônia 1996 1997 1995 Acre 1996 1997 1995 Amazonas 1996 1997 1995 Roraima (1) 1996 1997 1995 Pará 1996 1997 1995 Amapá 1996 1997 1995 Tocantins 1996 1997 1995 1996 1997 1995 NORDESTE Maranhão 1996 1997 1995 Piauí 1996 1997 1995 Ceará Rio Grande do Norte Paraíba 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 Pernambuco 1996 1997 123 .791 34.538 1. .1995/97 Região BRASIL Anos 1995 1996 1997 1995 Total 424.407 2.611 25.022 12 27 95 93 5 104 809 75 538 88 28 170 54 61 166 617 211 751 20..211 2..941 .137 395.900 5..652 1.225 2.842 1.273 1.707 195 646 306 2 103 29 13 1 103 201 167 .203 20.009 7. .223 153 86 126 176 274 258 20.067 3..601 185 110 165 205 319 300 23.046 53 648 644 328 429 413 4. .328 7. por motivo.362 2.700 325.775 6.420 Motivo Típico 374.328 2..988 2.870 306.815 1.258 26.463 1.079 832 989 1.889 29. 8 176 131 273 29 38 24 3 41 2..065 5.646 34..318 4.629 41 519 510 235 306 300 3.055 6..417 Trajeto Doença do T.934 2..455 369.005 5.968 5.988 1.042 1.649 492 288 703 46 19 135 16 24 201 135 184 . 37 1..709 4.087 5.696 32.590 .146 403 785 760 95 110 152 1..235 1.024 20. 2 82 263 105 3 24 1 5 42 1 1.066 926 1.883 2. segundo as Grandes Regiões e UF .155 451 907 924 111 123 177 1... 47 2.. 28.841 5.267 2.271 898 1..Tabela 65 – Nº de acidentes de trabalho registrados..

119 2.532 58 1.019 44..664 6.618 1.954 167.851 840 2..397 4.031 1.908 1.660 145.435 1..196 24.009 3.478 1.135 2.700 298.946 2.813 570 .282 2.540 347 2.065 11.455 260.149 34.023 1.741 10.489 140.987 19.470 665 3.139 6.112 7. 1996 1997 1995 Sergipe 1996 1997 1995 Bahia 1996 1997 1995 Sudeste 1996 1997 1995 Minas Gerais 1996 1997 1995 Espírito Santo 1996 1997 1995 Rio de Janeiro 1996 1997 1995 São Paulo 1996 1997 1995 SUL 1996 1997 1995 Paraná 1996 1997 1995 Santa Catarina Rio Grande do Sul CENTROOESTE Mato Grosso do Sul Mato Grosso 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 Goiás 1996 1997 1995 Distrito Federal Fonte:.727 .375 5.881 56.774 2.909 13.302 387 531 444 158 4.006 5.BEAT.661 209.070 5.529 2.398 21.302 8..554 595 1.209 2.424 2.846 4.517 2.544 16.968 26.599 2.490 2.516 197.160 4.051 26.025 11.635 1.828 1.506 47.562 5.178 9.250 230.587 5.673 13.450 620 12.544 21.205 2.257 2.344 22.108 339. INSS. 3.933 1.585 5.585 16.018 21..685 28.165 35.858 1.203 .798 37.795 5..253 2.556 13.356 418 709 537 1.548 9. 32.056 258.786 30.671 19.460 754 2.464 6. 1996 1997 124 .295 83.174 3.335 2.840 125 36 266 118 91 116 446 1.928 23.861 16.245 72.650 13.638 2.774 31.743 18.336 6.292 20.743 168 43 315 50 49 270 825 191 810 258 562 348 22 194 81 39 131 114 596 679 1.263 17..309 18.171 175.250 1.172 26.011 912 69 283 76 36 332 128 149 945 297 93 451 411 Alagoas.659 5.218 45.209 19.459 27.028 909 5.422 477 1.368 1.1995 2.561 1.500 .451 4. 3.858 22.134 5.687 42.206 239.301 845 1.672 80.533 816 22.792 92.750 2. 39.135 4.813 3.861 7.592 18.563 14.149 3.196 535 6.747 2.422 1.249 49..921 13.204 6.

93 80.56 82.14 0. Op.28 0.73 125 . Almoxarife Aux.58 81.32 76.36 80. Funilaria Aux.63 61.14 0. Produção Prensista Carpinteiro 0. Embalagem Revisor Rev.19 0.30 2. Rebarbeador Op.80 91.47 0.28 0.64 33. Mec.78 81.14 0.20 81.51 68. Mecânica Ajustador Mecânico Anal.47 79.19 0. Op.03 1.98 89.25 90. Insp.51 91. Torn.28 0. Manutenção Mandrilhador Aux. Lubrificador Motorista Tec.17 92.64 10.70 Aux. Qualid.89 83.09 0.39 90. Forjador % 22.36 92.75 0.33 0.19 0.68 69.09 0.14 0.56 88.19 0.87 87. Usinagem Op. Torno Afiador Conferente Aj. Fundição Eletricista Funileiro Prens. Aux.81 2.42 0.09 0.67 76. Peças Laminador Op. Marteleiro Prens.33 0. Aux.14 0. Empillhadeira Aux.14 0.09 0.08 92.19 88. Montador Aux.00 79. Serv.26 92. Gerais Retificador Matrizeiro Aprendiz Aux.53 90.14 0. Metal. de Inspeção Marceneiro Prep.19 0.98 0.23 0.22 1. Pintor Fresador Ferramenteiro Forjador Moldador Esmerilhador Meio Oficial Forneiro Ajustador Operador Aux.71 51.14 0.69 89.26 89.7. Cel. Furadeira Aferidor Aux.33 0.52 57. Gerais Montador Op.28 0.84 88.14 85.52 0.97 78. Operação Mestre de Prod.55 92.97 90. Rebarb.14 0.76 48.40 89. De Prod.66 54. Guilhotina Op.09 0.95 91.52 0.86 2.02 1. Op.73 72.44 87.83 89. Poliv. Macreiro Aux.09 0.95 2.64 92. Manut. Produção Op.19 0.29 67.65 63. Auxiliar Fundidor Op. Mec. Lam.23 91.14 0. Maq.52 0.62 87. Qualid.75 0. 22.14 0.06 87. Aj. Aux.89 91.38 0.28 0.19 0. Marceneiro Repuxador Aj.56 0. Almoxarifado Multifunc. Inspeção Aux.17 86.09 0.14 0.09 0.48 79.09 85.55 89. Aux.64 1.09 0.81 90.64 86.14 0.75 0. Mult.23 0.37 88.24 3.14 91.41 1.66 0.12 89.14 0.00 88.17 83. Máquina Industriário Soldador Serv.94 0.09 0. Man.14 0. Eletron.14 0.45 77.90 82.03 0.28 0. Pintor Vazador Aux.42 0.25 87.45 92.28 0.09 0.33 0.19 0. Op.42 74.67 90.09 0. Forno Multif.45 83. Prod.70 88.95 2. Serralheria Elet.42 0.19 0.23 82.28 0.81 88. Ind.09 0.89 66. Manutenção Ajudante Torneiro Polidor Aux.29 64. de Fabr.75 71.17 1. Mec. Prod.61 91.17 74.14 0.28 % Acum. Mecânico Op.86 85.75 0.23 0.1 Anexos Profissão Tabela 66 .47 0.23 0.92 75.24 45. Mont.34 59.42 85.56 0.71 70.52 2.73 84.11 90.23 0.70 91.28 0.Distribuição dos acidentes segundo a Profissão Profissão Metalúrgico Op. Func. Peças Op.98 92.01 42.2.36 9.05 91.59 1.09 0.09 0.89 77.29 84.94 86.01 84. de Montagem Mec.67 73.42 91. Injetora Superv.33 91. Prensa Prenseiro Caldeireiro Serralheiro NI Mecânico Torn.40 86.58 84.09 0.09 0.09 0.

05 0.42 97.05 0. Func. de Serviços Aux. Rebitador Traçador Torn.05 0. TTO TCO Cof. de Torn.94 94. Linha P. de Ind.48 96. Calandra Servente Enc.05 0. Jatista Enc.98 95. Esp.05 0. De Embarque Aux.72 96.12 98. Lam. Pantog.91 96.05 0.02 96. Trat.58 96.05 0.75 97.05 0.09 0. Op.11 93.14 94.09 0.05 0.19 97.84 97.80 94.05 0.25 96. Jatista Aux.33 94.31 98. Lixador Op. Anal.76 93.05 0. Estoque Anal. Aux.97 96.86 96. Indl.41 95. Tambor Op.05 0.05 0.05 0.05 0. Op.05 0. Ferramenteiro Tec.86 93.61 94.83 95. T.98 98.28 97. Montagem Prep.05 0.92 93.09 97.66 94. Mult. de Esmeril Contínuo Contr.70 97.30 93.05 0. Aj.69 126 . De Zincagem Op. Encarregado Sub. Chefe Prens.05 0.05 0.05 0.17 98.05 0.05 94.05 0.05 0. de Forjaria Contra Mestre Op.05 0.05 0.34 96.39 96. Veic. Serra Op. Embalagem Aux.05 0.09 0.36 98.56 97. Jato de Areia Pedreiro Aux.05 0.05 0.61 97.64 95.33 97. Retífica Balconista Bobinadeira Chefe Seção Aux. Fresadora Op.36 95.05 0. Prod.94 97.14 97.05 0. Laminação Aux. Mest Aux. 1 Aux.05 0.00 97.05 0. Pedreiro Alim. de Matriz Aj. Sup.20 96. P.05 0.59 95.09 0.45 98.67 96. Forno TTO TCO Op.30 96. Aux.92 95.59 98.58 93.05 0.55 98. Ferreiro Aux. Expedição Aux.05 0. De Corte Aj.09 0.09 0. Produção Op.05 0.73 95. Rebarb.77 96.05 0. Gabariteiro Escolhedeira Encanador Encaixotador Insp. Engenheiro Op.05 0.05 0.05 0. Aux.05 0. Esp.05 0.05 0.05 0.05 0. Galvanop.23 97.05 0. Forjaria 0. Rol.47 97.05 0.26 95.17 95.05 97. Prat.03 95. Carimbo Afiador Broca Aj.83 92.52 97.70 94.05 0. de Prensa Aux. Prença Op. Revolver Suporte Tec.05 0. Ling.37 97.05 0.05 0.05 0.47 94. Acab.05 0.06 96.09 0.05 96.05 0.05 0. Qual.05 0.89 94. Eng.08 95.05 0.05 0. de Secagem Aux.41 98.05 0.03 98.05 0.05 0. Metais Rasqueteador Projetista Prog. Mandriladora Op.09 0. Rev.48 93. Sub.27 98.37 94. Resina Apontador Aux.67 93. Acabamento Aj.09 0.05 0.53 96.50 95.09 0.05 0.50 98.05 0.62 96. Prod Oxicortador Operário Operador Trainee Op. de Depósito Aux.05 0. 3 Prep. Pesagem 0.05 0.05 0.05 0.22 98.05 0. Recebimento Enc. Op.05 0. Op.05 0.45 95.56 94.05 0.05 0. Estamparia Op.84 94.05 0.05 0. Dobradeira Op.23 94. Aplainador Aplic.05 0.55 95.05 0.09 0.09 0.20 93. C.09 0.08 98. Op. De CNC Prof.09 0.09 0.42 94. Rebr.05 0.64 98. Especial Op.05 0.66 97. A Preparador Prep.05 0.75 94.09 0.22 95.69 95. Prod.05 0.05 0.05 0. Cargas reb.11 Aux. Polidor Aux.81 96. de Torno Aux.01 93. de Coz.44 96.39 93. Caldireiro Chefe Expedição Chefe Chapeador Aux.87 95.05 0. Materiais Op.05 0.78 95.05 0.16 96.31 95. de Soldador Aux. Usina Op. Corte Impressor Ger.05 0.05 0.12 95.89 97.05 0. Limpesa ATP Op.09 0.Op.80 97.05 92.05 0.51 94. Eletrer. CNC Op.95 97.95 94. Ferram.

05 0. Man. Hidráulico Mec.05 0.77 99.05 0.73 98. Forjaria Enc.05 0. Prod.05 0.48 99.34 99.05 0.97 99. Ferramen.05 0. Op.00 127 .87 98.05 0. Mont. Elet.05 100 99.05 0.53 99.05 0.58 99.05 0.11 99. Cacho Injetor Mestre de Serral. Op. Op.05 0.44 99.05 0.05 0.39 Mont. Of.72 99.95 100.02 99.05 98.81 99. Mec.05 0. Computador Mec. Mont.20 99.78 98.05 0. Soldador Controlador Op.Enc.62 99.05 0.05 0. Montagem Enc.05 0.05 0. Caldeireiro Maçariqueiro Lider Montagen Lider Expedição Lider Microfusão Total 0.05 0. Ferram. 0.67 99.91 99. Eletrotécnico Digitadora Desmoldador Costureira Enc/ Prensa Mec. Patr. Maq.05 0.05 0.92 98.05 0.05 0.05 0.83 98. Mec.06 99.25 99.30 99. Banca Of.16 99.86 99.

1 1.7 4.Tabela 67 .9 1.3 0.4 1.3 0.2 6.7 4.5 2.4 1.2 1.2 62.4 6.9 9.5 40.5 0.5 25.6 22.4 0.2 Anexos Natureza do Acidente Tabela 68 .5 3.6 1.3 1.1 3.1 3.2 0.6 11.8 10.0 100. Func.6 4.5 9.4 4.5 2.Distribuição dos acidentes segundo o porte por natureza da lesão Natureza do acidente Doença Ocupacional Impacto Sofrido Esforço .8 0.5 24.6 5.0 100.8 100 100 100 NI % 4.0 6.6 1.6 7.9 34.7 1.0 6.0 4.2 8.9 38.7 5.3 14.6 5.0 9.4 4.1 4.0 5. Aux.0 100.7 6.2 5.5 36.1 5. Máquina Industriário Soldador Montador Serv.4 0. Gerais Op.7 2.5 4.8 5. Produção Op.0 3.1 2.8 4.6 12.7 3.7 38.5 4.0 6.4 2.9 3. % 100.1 4.1 3.3 9.1 0.3 0.0 3.8 4.3 5.0 9.7 4.3 12.9 5.2 6.7 2.8 35.5 2.4 3.5 1.8 6.0 100.0 13.5 12.4 3.0 34.0 100 Micro Pequeno Médio Empresa % % % 18.2 45.0 5.4 9.0 7.1 3.9 100 128 .3 1. Cel.1 4.0 2.3 0.0 12. Mult.7 35.8 3.0 1.2.0 100.0 36.7 0.6 2.0 100.8 21.8 38.3 3.3 2.0 9.3 36.6 0.Distribuição da Natureza da Lesão Segundo a Profissão Prensagem Doença Ocupacion al Esforço Físico Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Outros Corte Profissão Metalúrgico Op.6 11.3 0.1 8.0 11. Man.8 13.4 39.0 100.6 6.8 1.4 3.3 0.0 13.0 10.9 1.0 22.7 0.0 24.4 1.3 0.8 8.2 7.2 1.8 7.6 1.2 24.7 2.4 13.3 33.0 100.2 18.1 4.2 2.Físico Prensagem impacto Sofrido Contra Corte Desequilíbrio Queimadura Esmagamento Retesão Queda Torção Objeto na Vista Intoxicação Atrito ou Abrasão Punctuação Choque Elétrico NI Total Grande % 38.

70 91.75 0.38 0.12 67.54 79.14 0.3 Anexos Agente da Lesão Tabela 69 .69 87.08 86.39 5.88 59.58 2.70 89.14 91.67 82.09 4.09 3.45 1.37 91. De nível Corpo Estranho Peso Subst.84 0.28 0.2.77 38.17 89.62 90.00 129 .69 1.19 0.95 5. Caixa(s) Queda c/ ou sem dif. ou Prod.28 0.84 91.20 87.42 86.00 80.47 0.14 0.26 75.69 100.70 70.93 83.53 2.40 81.82 32.23 88.41 4.27 1.13 55.45 65.73 52.7.14 8.41 3.52 0.22 95. Barras e Tubos Ferro Serra ou Furadeira Componente de Maq.52 0.12 92.67 85.23 0.90 91.42 0.56 3.98 92.00 2.14 0. Tampa Móveis Maçarico Empilhadeira Armação Arames e Telas Esteira Óleo Molde Gancho(s) e Gancheira(s) Bobina Fogo Outros NI Total % 14.23 72.38 0.31 100.95 77.67 2.23 0. 14.72 88.56 91.59 1.97 1.45 62.59 89.83 84.47 0.06 1. Quente Escada Equipamento Madeira Motor Tambor e Container Matriz Porta Produto Químico Correia Produto Chave Esmeril Pregos e Parafusos Dipositivo Eletr.66 0.32 47.97 90.00 % Acum.52 0.67 9.14 0.16 43.29 74. Cortante Mov.89 0.67 23.61 0.41 1. Corpo Canos.16 4.34 90.Distribuição dos Acidentes segundo O Agente Causador da Lesão ID 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 Agente da lesão Ruído LER Máquina Ferramenta Peça(s) Chapa Prensa e Torno Obj.27 0.75 3.

1 0.9 1.0 0. ou Prod.1 29.Distribuição dos Agentes de Lesão segundo a atividade econômica Metalúrgica Siderúrgica 0.0 7.8 6.7 0.Tabela 70 .4 1.5 1.2 0.7 5.0 0.3 0.5 0.7 100.0 1.3 1.9 21.4 3.7 0.3 0.4 2.8 2.8 65.1 0.3 28.7 11.4 1.6 0.1 29.0 0.9 20.3 4.8 4.0 3.1 2.1 2.00 4.0 9.3 2.0 2.0 15.9 2.5 6.9 0.3 1.0 4.4 3.00 8.2 100.7 1.2 0.4 100.3 4.1 100.4 2.0 2.0 7.0 5.0 5.7 1.3 0.2 1.1 0.9 1.6 1.5 0.8 4.0 1.6 10.0 9.1 8.4 11.0 6.6 6.5 4.00 0.7 7.4 2.0 0.0 1.7 22. Corpo Chapa Ruído Canos.0 2.00 6. Prensa e Torno LER Queda Obj.9 20.9 100.9 0.7 8.7 3.0 24. Barras e Tubos Ferro Serra e Furadeira Componente de Maq.0 0.9 1.3 0.6 3.0 0.6 7.2 3.5 0.0 20.0 0.1 3.3 0.5 3.0 0.6 1.3 2.3 100.7 6.6 0.7 3.0 1.5 1.1 4.7 3.3 0.0 3.5 3.1 1.7 13.3 16.4 9.1 3.00 Fundição Forjaria 130 . Cortante Peso Corpo Estranho Caixa(s) Subst.3 5.0 2.3 8.6 4.0 0.4 100.7 6.3 1.3 0. Quente Outros % 7.0 1.7 4.4 3.1 4.3 1.00 4.00 Material de Transporte Mecânica Cutelaria Agente da lesão Peça(s) Máquina Ferramenta Mov.0 4.

4 2.1 9.2 0.7 13.0 131 .2 0.0 5.5 0.1 0.2 0.1 0.1 0.8 0.0 0.1 5.0 100.0 0. Corto.6 1.7.9 0.0 0.8 2.6 17.7 2.Distribuição das Lesões segundo o tipo de lesão CodLes 10 21 4 12 22 17 23 24 8 1 15 18 26 19 5 20 28 7 31 9 6 2 14 16 13 27 32 29 3 11 33 34 30 35 Nome da Lesão Ferimento.contuso Hipoacusia Contusão Fratura Tendinite Queimadura Dores Disacusia Entorse Amputação parcial Lombalgia Outros não listados Epicondilite Tenossinovite Corpo estranho Lesão Hérnia Distensão PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído) Escoriação Dermatite Amputação total Lesões Múltiplas Luxação Lesão ligamentar Síndrome Do T.4 1.6 0.2.1 0.1 0.5 0.2 1.6 0.8 3.6 0. de Carpo Dermatose Cisto Sinovial Conjuntivite Fissura Estiramento Muscular Sinovite Síndrome do Impacto do Ombro Bursite Total % 23.0 4.7 0.4 Anexos Tipo de Lesão Tabela 71 .1 0.

Relação de natureza do Acidente. Perda Auditiva Prensou dedo num eixo. NI NI Transportando telas que vieram a cair.Físico Impacto Sofrido Agente da lesão Canos. ou Prod. Natureza do acidente impacto Sofrido Contra Esforço . Aparelho de solda. Barras e Tubos LER Ruído Prensa e Torno Canos. agente de lesão e descrição apresentadas em algumas CATs referentes ao soldador. Eixo de metal deslizou e caiu. Queda de barra de ferro ao desmontar galpão. Caiu tubo de ferro.Físico impacto Sofrido Contra Corte Objeto na Vista Impacto Sofrido Impacto Sofrido Prensagem Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Impacto Sofrido Doença Ocupacional Queda Esmagamento impacto Sofrido Contra Prensagem Doença Ocupacional Impacto Sofrido Doença Ocupacional Doença Ocupacional impacto Sofrido Contra Impacto Sofrido Objeto na Vista Esforço . Barras e Tubos Corpo Estranho Mov. Maq. Dores ao fazer dobra em tubo de ferro. Martelou o dedo ao bater numa peça. Barras e Tubos Ferramenta Canos. Barras e Tubos Móveis Descrição Ao manusear tubos. LER em soldagem. Bateu calcanhar ao pegar peça Pintura de Elevador. contundiu-se NI Alteração Osteomusculares Atingido com estourou disco policorte Transportando serpentina que veio a cair. Mudando máquina de lugar. NI 132 . NI Peça caiu ao ser virada. NI Perda Auditiva Passando lixadeira na retroesc. Barras e Tubos Ruído Componente de Maq.Físico Impacto Sofrido Queimadura Esforço . Barras e Tubos Outros Peça(s) Tambor e Container Corpo Estranho Chapa Máquina Prensa e Torno Canos. Barras e Tubos Ferro Arames e Telas Ferramenta Mov. cortou-se com tambor de tinta. Retirando saca palha do gabarito.Físico Prensagem Doença Ocupacional Torção Impacto Sofrido NI Impacto Sofrido Impacto Sofrido Desequilíbrio Doença Ocupacional Impacto Sofrido Impacto Sofrido Doença Ocupacional Impacto Sofrido Impacto Sofrido Impacto Sofrido Choque Elétrico Impacto Sofrido Esforço .o Confeccionando peças no torno Ao segurar chapa metálica seu suporte (barra metalica) caiu. ligado no chão impactou. Fagulha ao esmerilhar Chapa Dores ao montar peça de escapamento do motor Ao virar chapa prensou dedo contra bancada.3 Anexos Capítulo 5 Tabela 72 . Calandrando cano de irrigação. Bateu no ferro Prensou dedo na serra.7. Serra e Furadeira Ruído Armação Máquina Ferro Serra e Furadeira LER Canos. Corpo Chapa LER Escada Canos. Cortando uma peça da chapa Esmerilhando peça. Peça(s) Máquina Canos. Soltou casca de solda a fazer solda. Corpo Ruído Ferramenta Ferro LER Máquina Outros Peça(s) Dipositivo Eletr. NI Torção ao descer escadas. bateu nos mesmos. Trabalhando com Furadeira Perda Auditiva Queda de andaime. NI Trabalho exposto ao ruído Cortando Cantoneira de Ferro Tubo de Ferro caiu.

Perda Auditiva Soldando um tubo em recepiente contendo óleo. Luva queimou. Atingido pela broca. Furando uma bucha com furadeira. Corpo Máquina Madeira Ferro Corpo Estranho Prensa e Torno Solda. Levantando Peça Calandrando uma peça. NI Colacando pino no eixo com auxílio de martelo. Barras e Tubos Peça(s) Ferramenta Mov. Faisca ao soldar peça Ajustando matriz na Prensa. Cortando Ripa na Serra. Ao virar peça para solda. 133 . chocou-se contra hélice ventilador. Cortou-se com chapa. machucou-se. houve uma explosão devido a formação degases Marterlou-se ao puncionar polias. Furando Cantoneira Lixou-se na lixa disco Cortou-se com chapa Resbalou ao empilhar caixas. Caiu pingo de solda ao soldar uma peça. Escorregou na tinta fresca NI Ao limpar bancada. Ao montar longarina. caiu barra de ferro . Gaveta de aço caiu ao ser aberta. Ao deslocar cavalete Inclinou uma barra de ferro que veio a atingi. Corpo Serra e Furadeira Obj. Corpo Mov. Quente Ruído Ferramenta Chapa Serra e Furadeira Máquina Chapa Mov.Queimadura Impacto Sofrido Impacto Sofrido Queimadura Doença Ocupacional Queimadura Impacto Sofrido Impacto Sofrido Doença Ocupacional Impacto Sofrido Corte Impacto Sofrido Impacto Sofrido Corte Desequilíbrio Desequilíbrio Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Impacto Sofrido Impacto Sofrido NI Impacto Sofrido Torção Prensagem Impacto Sofrido Impacto Sofrido Objeto na Vista Esmagamento Fogo Móveis Serra e Furadeira Maçarico Ruído Produto Químico Ferramenta Subst.o Chapeando Radiador.lo Ao manusear prateleira. a mesma saltou impactando.Fita Cortando viga de ferro. Cortante Canos. Barras e Tubos Canos.

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