MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS NA ATIVIDADE DA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EM 1996 E 1997 BREVE INTERLIGAÇÃO SOBRE O TRABALHO DO SOLDADOR

Pôr CLAUDIO FERNANDO GOLDMAN Engenheiro Civil

Dissertação de Mestrado PPGEP

PORTO ALEGRE 2002

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS NA ATIVIDADE DA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE NO SUL EM 1996 E 1997 BREVE INTERLIGAÇÃO SOBRE O TRABALHO DO SOLDADOR

DISSERTAÇÃO

Apresentada ao Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção - PPGEP, como parte dos requisitos para obtenção do Título de Mestre em Engenharia de Produção.

Pôr CLAUDIO FERNANDO GOLDMAN Engenheiro Civil

Orientadora: Prof. Lia Buarque de Macedo Guimarães

Porto Alegre, Março de 2002

Esta DISSERTAÇÃO foi julgada adequada para a obtenção do título de MESTRE EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, Área de concentração: Produção Civil, aprovada em sua forma final pelo Orientador e pela Banca Examinadora do Curso de pós-graduação:

_________________________________________________________ Orientadora: Prof. Lia Buarque de Macedo Guimarães

_________________________________________________________ Coordenador do PPGEP: Prof. Luis Antônio Lindau

BANCA EXAMINADORA: Mauro Moura

que muito me incentivaram Aos meus primos Jairo e Sulany que me deram grande força e apoio no momento mais importante para conclusão deste trabalho.A minha mãe e a meu irmão. A todos os meus parentes e amigos iii .

pelo tratamento cordial que sempre recebi destas. as quais foram essenciais para realização deste trabalho Às funcionárias da secretária do PPGEP. pêlos momentos agradáveis vividos ao longo do período de mestrado. que sempre me incentivou e orientou no intuito de concluir o trabalho. iv . Vera e Andréa.AGRADECIMENTOS A minha orientadora. À DRT/RS pôr ter disponibilizados às CATs. Aos amigos do PPGEP.

................................................................................................ 9 2.................2 Condições Físicas de Trabalho ..........................................................................................1.....................4...... 1 1.... 8 2.............................................1 Objetivos Específicos ......................3 Estrutura do Trabalho ...........................................1 Agentes Químicos ........................XIV LISTA DE SIGLAS ........... 4 1.........................3.2 Objetivo Geral .......................................................................4 Riscos Ambientais ................................... 12 2........ 12 2.........................................................................................................4................ 9 2.........................................................................................................IX ÍNDICE DE GRÁFICOS ........................................................................... XVII 1 INTRODUÇÃO ...................... 11 2................................................................2.................................................................................................. XV RESUMO .................... 14 v ................................................. 1 1.....1..........4 Limitações do Estudo ...........1 Classificação de Acidentes .........................................2 Riscos Químicos ................... 12 2..3 Fluxo de Trabalho..................... 5 1............................... 4 1.............................. 5 2 ACIDENTES DE TRABALHO: DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO ..................... 7 2.......................................................................................1 Riscos Físicos ............................................................... 8 2............3.................................1 Tema e Justificativa ............................................................................................................................ 8 2.............................1 Causas...........................XVI ABSTRACT .......................................................................2 A Tecnologia e os Acidentes de trabalho ........................................... 11 2............ 11 2............... XIII ÍNDICE DE FIGURAS ......4 Ritmo de trabalho ..............................................................................2 Principal Fonte de Informação .............................................................................2 Automação e o Trabalhador ....................................................................................3...3 Riscos Biológicos ................................................................................................................................................4.....................................................2..................4..................................................................................3....................................SUMÁRIO ÍNDICE DE TABELAS ....................................1................ 13 2...........................1 Sistemas de Produção .................. 6 2...1 O Ruído ......................................................................................................................................................................................2....................4...............3 Considerações Sobre os Acidentes de Trabalho................................................ 13 2.................................................2.................................................... 7 2..

....................................................5........3 Aspecto Social ...............5.........................1 Teoria do Alerta..............5....5 Teoria da Propensão ao Acidente .............................................. 20 3.................. 17 2....................2 Local de Coleta dos Dados ................ 15 2........... 17 2..................................................4........... 16 2............................................................................2......1 Aspectos Econômico .................................1.............. 23 3........6................................................2 Importância do Setor Metalúrgico e Metal-mecânico na Economia do Estado do Rio Grande do Sul .5.......1 Princípio de Prevenção de Acidentes ..6...............................................2 Estatísticas de Acidentes segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID) 28 3................................................ 35 4 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES NA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ..........................................................2 Estatísticas de Benefícios concedidos pôr Acidentes de Trabalho..................................................... 16 2.........1 Coeficientes ...................................................4...4 Riscos Ergonômicos ....................6 Aspectos sobre Acidentes do Trabalho ................................................................................ 29 3.............................7..................................3 Dados Estatísticos Segundo a Idade .........................6........1 Teoria do Dominó............... 38 4..........................2 Aspectos Jurídico.1 Classificação da Pesquisa .................................................................. 16 2....................... 14 2............................... 18 3 ESTATÍSTICA NACIONAL DE ACIDENTES.................................................................................... 19 3....7.............. 24 3...............1.................................6.................6..................................................................... 15 2..1 Casos Novos .........................................2 Problemas em Prevenção de Acidentes .........................................1 Subnotificação ...................5 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais pôr Região e Estados da Federação...................................................................................................................................................5 Aspectos Legais........................................................................................... 15 2............................................................. 17 2.... 15 2..................................................... 38 4...................... 32 3....................................4.....................................................................2 Nível Micro ........................................................... 16 2..................... 16 2...........................................6.................................................................................................................................................................................1 Nível Macro.5................. 38 vi ..........................................................................2 Teorias Psicológicas .....................................5 Riscos de Acidentes......6............................ 16 2..........4 Aspecto da Medicina do Trabalho....2......5............. 28 3...... 16 2................4 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais.4. 26 3................2 Teoria da Acidentabilidade... 20 3............2...........................4.........................................................................3 Estatísticas de Acidentes segundo o mês de Ocorrência .... 15 2....................7 Prevenção de Acidentes... 17 2...................................

..........................................................2 Idade ...........................................................................................12.......... 48 4.1 Natureza do Acidente ............................................................ 54 4.............................................................................................................2 Porte da Empresa ......................4 Laudo Médico...9.................3 Região da Empresa ..........11........................................................12 Lesões e Partes do Corpo Atingidas .........10 Causa do Acidente ............................ 69 4............................................................................................................8........2 Agentes da Lesão.......................... 39 4......................2 Duração do Tratamento .......... 44 4.......................................................................................................... 60 4...................................................................................... 69 4...................... 50 4.................................................................................. 74 4...........................................................................................................................................2 Acidentado........... 42 4.....................................................10................................4.............................................................................................................4................................................1 Empresa ............................ 64 4..............12.......................................................6 Análise dos Dados ...............................................4 Mãos ...................................6 Atividade do Funcionário ......................4............................4... 38 4................................... 43 4.........10...9...................................7..............................................................5 Procedimento da Pesquisa ...... 39 4..12.............................................12...........................................................1 Profissão com Maior Freqüência de Acidentes .................................7............................................................................................................................................... 56 4........9 Freqüência temporal dos Acidentes...................................3 Região do Corpo Dorsal ........................ 45 4.................................................................................. 58 4..........12.......11.............................................. 77 vii ......................................................................................4 Salário...................................................... 68 4........................... 58 4.........................8...............8............ 68 4......7................................................................8 Perfil do Trabalhador..........8........... 55 4..........................................................3 Estado Civil ..........................1 Profissão ...............4............ 40 4.............................................................8......4 Escolha de Variáveis ...............6.................................. 55 4........................................................................5 Pés.............................................................. 67 4.............................. 51 4...1 Data do Acidente ................................. 43 4..............................1 Atividade da Empresa...........2 Hora do Acidente.1 Profissão .........................3 Acidente............ 60 4...........................................7 Perfil da Empresa ......................................5 Sexo ..............................................11 Dados sobre o Acidente..................................2 Região da Cabeça .........................8............ 71 4.................... 46 4.... 46 4................................. 59 4...........................................................1 Afastamento.................. 50 4.......................................... 67 4......................3 População e Amostra ................................................................ 49 4....................................................

.................. 103 6..........................................................2.................................. 84 5.....................................................................................................4..................................2 Riscos .........................1...................3 Impacto Sofrido ......................... 95 5................... 84 5....................................................................4 Doenças Profissionais................... 99 6 CONCLUSÕES ......................1 Anexos Capítulo 3 ............................................. 86 5.5 Prensagem...................2 Médias ........................................................................................................................................... 101 6.................................. 105 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....1 A Visão . 128 7......6 Ventral ................4............. 92 5...............................1 Principais Agentes Causadores De Risco À Saúde Do Soldador........2... 110 7....................................................................2 Fumos de Soldagem ............. 79 5 CONSIDERAÇÕES SOBRE A ADEQUAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS PELA CAT: O CASO DO SOLDADOR ...4 Doença Ocupacional...................................................1 Ruído e LER .................................................................2.........2 Trabalho do Soldador ....................................................3 Sugestões para trabalhos futuros ....................................................... 104 6..........................................................1.......1....3 A Tecnologia e o Soldador ... 125 7.....................................3...........................2 Prevenção na Soldagem.................................................................................................................................................................................................. 107 7 ANEXOS .................................................. 85 5.....................1 Acidentes de Trabalho .............. 86 5............................................1.................................................. 91 5..................1............................................1.................... 95 5...................................................................................2 Anexos Capítulo 4 ................... 129 7................................. 90 5.......................................................................12..................... 87 5............................................................2..........4.................................... 83 5.......................................................................................................................................................... 95 5................................ 132 viii ...... 131 7................................................2 Anexos Natureza do Acidente .......................................1....................................................................................................... 97 5...4............3.................................................................................. 84 5....................................... 104 6......3 Anexos Agente da Lesão .............3..................................................3 Exposição a Agentes Químicos ..3 Resultados Obtidos da Análise das CATs de Soldadores ............1...........................................................................3......4 Anexos Tipo de Lesão .......................................1..1 Anexos Profissão .. 115 7................2 Agentes Químicos ..................................1 Descrição das Atividades...................3................................................................................3 Anexos Capítulo 5 ............................................. 110 7..............

...................................................................................N...Benefícios concedidos por acidentes de trabalho segundo os grupos de atividade econômica da Indústria da Transformação em 1996 ....................... 49 Tabela 19 ...........1997 ......Quantidade de acidentes de trabalho registrados.................................................................Lista de Atividades para o Banco de Dados..... 42 Tabela 14 ......... 36 Tabela 10 ................. 47 Tabela 16 ..... 44 Tabela 15 ...... 33 Tabela 8 ..............................................Número de acidentes segundo atividade da empresa . 48 Tabela 17 ... 21 Tabela 3 ..................... 40 Tabela 11 ..... de 1970 a 1997 .........Quantidade mensal de acidentes de trabalho registrados........... 3 Tabela 2 ................. 34 Tabela 9................... pôr motivo ........................................................ segundo as Grandes Regiões e Estados da Região Sul 1995/97 ..................................... 25 Tabela 4 ................................................ 41 Tabela 12 ......................................................... 52 Tabela 20 ..........Média de idade do acidentado segundo a profissão ..................................................... 30 Tabela 6 .................................................Acidentes Típicos Novos em 1996............................................Nº de Acidentes e Doenças do Trabalho registrados no Brasil.................º de empregados pôr gênero até 1998...................................... 49 Tabela 18 ......... 54 ix ........................................Distribuição de acidentes segundo o porte ...Faixas etárias do banco de dados ...................Atividades econômicas priorizadas ............................................................ 32 Tabela 7 ...ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1 .......................................Benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividades econômica em 1996...........................º de empresas e n...... 41 Tabela 13 .......................... pôr motivo.........Ranking das Empresas pôr Setor Econômico .........Classificação de estado civil para o banco de dados ..........................Distribuição dos acidentes segundo a cidade ..................................... 29 Tabela 5 ........Porte das Empresas...........................................Distribuição de acidentes segundo a faixa etária para a cidade de Osasco e o estado do Rio Grande Do Sul ..................................................................................Características das CATs ..............Número médio de empregados pôr porte da empresa .......... no Rio Grande do Sul..................................................................................

...................Freqüência de acidentes pôr estado civil............Distribuição dos acidentes segundo os agentes da lesão mais freqüentes.............Tipos de agentes mais comuns de acordo com a atividade econômica....... 76 Tabela 42 ................................Distribuição dos acidentes segundo a natureza ......................Tabela 21 .. 74 Tabela 40 ..............................................................Distribuição de lesões segundo região da cabeça................ 65 Tabela 29 ...................... 76 Tabela 43 ........................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo o agente da lesão ..Freqüência dos acidentes segundo o dia da semana.............. 68 Tabela 32 ......Distribuição dos acidentes segundo a região das mãos..............................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão.... 69 Tabela 33 ...................Distribuição das lesões na região da cabeça segundo natureza e agente de lesão ..... 74 Tabela 41 ..........................Distribuição dos acidente segundo duração tratamento ..................... ...... 55 Tabela 23 ......................Distribuição dos acidentes na região da cabeça segundo a natureza do acidente .................... 66 Tabela 30 ..............................Freqüência e distribuição dos acidentes segundo faixa salarial ............................................................ 69 Tabela 34 ...................................... 71 Tabela 37 ........................................................................................ 64 Tabela 27 ......Distribuição dos acidentes segundo natureza do acidente pôr atividade econômica ....Distribuição das lesões segundo o tipo de lesão .............Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo o agente da lesão ............Tipos de agentes mais comuns segundo a profissão .................... 62 Tabela 26 .......................... 71 Tabela 36 ....................Agentes mais comuns de acordo com a natureza da lesão ........................Tipos de agentes mais comuns de acordo com o porte..Distribuição dos acidentes segundo a região dos pés... 73 Tabela 39 ........ 58 Tabela 24 . 65 Tabela 28 ..........................................................Distribuição das lesões segundo a região dorsal ................................................................ 54 Tabela 22 ....... 61 Tabela 25 ..................................................................... 67 Tabela 31 .Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a lesão..............Distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão. 72 Tabela 38 .. 77 x ...................................... 70 Tabela 35 ...........................................................................

... 125 xi .............. 98 Tabela 55 ....... 99 Tabela 57 .... 110 Tabela 58 ..................Variáveis relativas às partes do corpo atingidas................ ...........soldador................ 114 Tabela 60 ...........................soldador................... 120 Tabela 64 ................................. 81 Tabela 49 ... 79 Tabela 46 ...... 97 Tabela 54 . 80 Tabela 48..........Tipos de Acidentes Analisados nas CATs ...........Códigos CID mais Incidentes em 1997...............................................................Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo o agente da lesão ...................... 119 Tabela 63 ..... 93 Tabela 52 .. 123 Tabela 66 .........................................................................Tabela 44 ................................................................................1995/97 ........................... 112 Tabela 59 ........................Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a natureza........................................................ 78 Tabela 45 ................. por motivo................................. 98 Tabela 56 ....................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão........... 79 Tabela 47 ..... segundo as Grandes Regiões e UF ....Composição Básica Dos Fumos de Soldagem .....................................................Distribuição e acidentes segunda a atividade dos soldadores ......Lista de Agente de Lesão ......................... 118 Tabela 62 ..... 115 Tabela 61 .....Distribuição de lesões segundo a doença ocupacional ......... por motivo...................Lesões atribuídas às partes do corpo atingida ................................Benefícios Concedidos por Acidentes do Trabalho em 96 por Estado .. 89 Tabela 51 ..................soldadores.............................Distribuição de acidentes pôr soldador segundo a região .Descrição de acidentes devido impacto sofrido .... 81 Tabela 50 ........Descrição de acidentes devido a doença ocupacional ...Distribuição dos acidentes na região ventral segundo o agente da lesão ......................Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a lesão.........................................Freqüência de Acidentes de trabalho registrados.................. 121 Tabela 65 – Nº de acidentes de trabalho registrados............................................Distribuição dos acidentes segundo a região ventral......... segundo a idade em 1997.Atividades segundo o ramo de atividade............. 94 Tabela 53 .....soldadores.................Distribuição dos acidentes segundo a Profissão..............Descrição de acidentes devido impacto sofrido ....

...... 131 Tabela 72 ..... 128 Tabela 68 .................Distribuição dos acidentes segundo o porte por natureza da lesão ....Distribuição dos Agentes de Lesão segundo a atividade econômica ......... 132 xii ........ agente de lesão e descrição apresentadas em algumas CATs referentes ao soldador.Relação de natureza do Acidente. ......... 130 Tabela 71 ..Distribuição da Natureza da Lesão Segundo a Profissão ....................................................................Tabela 67 ............................................. 128 Tabela 69 .....Distribuição das Lesões segundo o tipo de lesão ............ 129 Tabela 70 ...Distribuição dos Acidentes segundo O Agente Causador da Lesão ..............

...................... 27 Gráfico 5 ............................................... ...............................................Distribuição de acidentes pôr profissão ........................................................Distribuição dos Acidentes segundo o dia da semana ... Erro! Indicador não definido...............................Osasco . 75 Gráfico 17 ................................. Gráfico 4 ...Distribuição dos acidentes segundo o motivo.....ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1 ......................Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo a natureza...............................Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a natureza do acidente.Acidentes Registrados na Região Sul (DATAPREV) ...........Freqüência de Acidentes com Morte (Brasil) ................. 23 Gráfico 3 .......................................... 59 Gráfico 13 ............................................ 51 Gráfico 9 .................... 22 Gráfico 2 ...Comparação de distribuição de acidentes segundo faixa etária entre RGS e OSASCO ............ 52 Gráfico 10 .......................... 56 Gráfico 12 .................................... 31 Gráfico 7 .........................Distribuição de acidentes pôr sexo segundo a natureza.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a natureza .. 53 Gráfico 11 ............Freqüência de Acidentes pôr Idade......................................................... 62 Gráfico 15 ......................................Freqüência de Acidentes de Trabalho .............................. 72 Gráfico 16 ..........Incidência de Acidentes Pôr Região (DATAPREV) .......................................Distribuição de acidentes segundo faixa etária . 31 Gráfico 6 ....... 77 xiii ........... 47 Gráfico 8 ..Distribuição dos acidentes segundo a hora do acidentes ....................mais de 15 dias segundo Classe de Atividade Econômica ................... 59 Gráfico 14 ..........................Freqüência dos Acidentes segundo Atividade Econômica .Freqüência de Acidentes Típicos (Brasil).

...........................Banco de dados utilizado para armazenamento de dados com base na CAT . 122 xiv ...........Principais campos do Verso da Informações da CAT ..Principais campos de Informações do anverso CAT .................. 117 Figura 3 ...............ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1 ............ 116 Figura 2 ..............

LISTA DE SIGLAS ABNT ACGIH AEPS ANFIP BEAT CANCAT CAT CID CIPA CLT CNAE DO DORT DRT/RS EPI FIBGE FIERGS INSS LER LT MIG MPAS MT N NB NI NR OIT PAIR PCMSO SEBRAE SSST SUB SUS TIG TLV UV Associação Brasileira de Normas Técnicas American Conference of Governmental Hygienists Anuário Estatístico da Previdência Social Associação Nacional dos Fiscais de Contribuições Previdenciárias Boletim Estatístico de Acidente de Trabalho Campanha nacional de Combate aos Acidentes do Trabalho Comunicação de Acidente do Trabalho Código Internacional de Doenças Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Consolidação das Leis do Trabalho Classificação Nacional de Atividades Econômicas Doença Ocupacional Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho Delegacia Regional do Trabalho/Rio Grande do Sul Equipamento de Proteção Individual Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Federação das Industrias do Estado do Rio Grande do Sul Instituto Nacional do Seguro Social Lesão pôr Esforço Repetido Limites de Tolerância Metal Inert Gas Ministério da Previdência e Assistência Social Ministério do Trabalho Número Normas Brasileiras Não Informado Norma Regulamentadora Organização Internacional do Trabalho Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Programa de Consolidação e Médico de Saúde Ocupacional Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho Sistema Único de Benefícios Sistema Único de Saúde Tungstein Inert Gas Threshold Limit Values Ultra Violeta xv .

canos e barras. existe a própria desorganização do trabalho. No entanto. além da falta de organização do posto de trabalho do acidentado. peças e máquinas. pois sofreram muitos acidentes pôr impacto sofrido. os soldadores apresentaram um dado curioso. devido a ferramentas. Fica evidente que. devido a queda de tubos.RESUMO A presente dissertação apresenta um levantamento de dados sobre acidentes de trabalho feito a partir de informações extraídas de um documento denominado CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). O estudo. ao acidentado e acidentes de trabalho registrados no setor metalúrgico e metalmecânico do estado do Rio Grande do Sul nos anos de 1996/1997. Os profissionais atuam fora de seu posto e em tarefas que não são características de sua função. Com os resultados obtidos neste trabalho. deixa evidente a insalubridade do ambiente de trabalho do acidentado devido à quantidade de registros causados pôr ruído (principalmente fábricas de cutelaria) e DORT (Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho). Os metalúrgicos foram a categoria profissional que mais acidentes de trabalho registraram. xvi . Há também grande incidência de impacto sofrido pêlos acidentados. analisaram-se informações referentes à empresa. natureza e distribuição dos acidentes. pretende-se sensibilizar as empresas para que tomem medidas mais eficientes a fim de minimizar os riscos aos quais os trabalhadores estão envolvidos e expostos. procedeu-se ao armazenamento dos mesmos em um software de banco de dados que permite analisar as informações levantadas no intuito de melhor conhecer a magnitude. fatores que provavelmente contribuem para o aumento de riscos de acidentes. fora de seu posto de trabalho ou de suas atividades tradicionais de solda. Com base neste documento. Após a coleta dos dados.

The most significant manufacturing company sited for noise related injury was that of the cutlery industry and metallurgy for impact related accidents. The unhealthy work environment also was made evident in the high number of reports of noise related and LER (Injuries due to Repeated Efforts). From this document was collected information regarding the companies/ manufactures. that. In the analysis of the results the following were made evident: A lack of organization of workstations. After the data was collected. it was interesting to note that the welders were sited as having reported many impacts related injuries. the information was stored in a databank. accident related jobs and injuries in the areas of metallurgic e metal-mechanics in the state of Rio Grande do Sul in the years of 96/97. employees are used in areas other than the work stations for which they have not been hired. due to the large number of impact related injuries. and parts. xvii . we hope to make the manufacturing companies aware so that they may take greater effort in minimizing the job-related risks with which the workers are faced. The metallurgic sector was the professional category that registered the most number of accidents. especially by tools. machines. most probably contributing to the increase of accident risks. By use of this databank an analysis of the results was made possible as well as the formulation of conclusions.ABSTRACT The present dissertation shows the results collected from a document entitled CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). which were outside of their welding workstations. there was a lack of organization in the work itself. It was evident also. However. due to the fall of steel tubes and bars. besides the lack of organization at their work stations. With these results.

1996). mas também pode gerar mortes. 1. Acidentes decorrem em custos sociais e econômicos para empresas. 1 .. relacionada com o exercício do trabalho. Para a sociedade como um todo.1 INTRODUÇÃO O mundo do trabalho é complexo e cada vez mais pressionado pôr uma dinâmica global que exige a criação de novas técnicas. trabalhadores e suas famílias. principalmente devido à subnotificação. cuja principal fonte de dados é a Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT). Através das estatísticas. instantânea ou não. O trabalho pode gerar vida e saúde. serviço ou empreendimento Na ABNT (1995) encontra-se a seguinte definição para acidente de trabalho: termo caracterizado como uma ocorrência imprevista e indesejável. necessária à realização de qualquer tarefa. doenças e a incapacidade parcial ou permanente do indivíduo ao exercer suas funções. além de afetarem a própria atividade laboral.1 Tema e Justificativa Uma das principais contribuições para auxiliar a entender os acidentes de trabalho são as estatísticas desses acidentes. tendo como base as CATs. ela é um importante instrumento de combate aos acidentes de trabalho principalmente devido a sua abrangência nacional. ou uma atividade coordenada. Técnicas estas necessárias para que as empresas se mantenham competitivas e se tornem mais produtivas em um mercado globalizado. também atingem a sociedade em geral e o meio ambiente. Azevedo (1999) define trabalho da seguinte forma: palavra que indica aplicação de forças humanas para alcançar um determinado fim. Apesar das CATs serem um instrumento que vem sofrendo diversas críticas. que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão Os acidentes de trabalho. de caráter físico e/ou intelectual. novos sistemas e novas tecnologias de produção. podem-se definir prioridades e adotar medidas prevencionistas contra os riscos envolvidos na atividade laboral do trabalhador. Com tudo isto também é necessário a criação de novas técnicas para controle e prevenção de acidentes. esses custos são demasiadamente altos (Ganhe.. que é a não notificação de acidentes de trabalho.

Este tema se enquadra principalmente em áreas ligadas à Saúde. sem receber a devida atenção. com relação à evitar que este problema permaneça. 1999) relata que: “É importante lembrar que o trabalhador não é uma simples peça produtiva e sim um ser humano merecedor de proteção no trabalho” Com o intuito de minimizar os acidentes de trabalho.. fornecidos pelo 1 Compreendido como um instrumento para aperfeiçoar a compreensão dos números levantados através das estatísticas 2 . Segurança do Trabalho e Ergonomia. Existem poucas informações e pouco histórico sobre desenvolvimento de pesquisa nesta área e muito poucas sendo feitas. Em relação ao trabalhador (Azevedo. Mitrof (1994) afirma que: “No Brasil existe a falta de um modelo prevencionista aliado à falta de cumprimento das normas existentes sobre acidentes de trabalho. principalmente porque as informações sobre acidentes de trabalhos não são consistentes e pôr não receberem o tratamento epidemiológico1 adequado (Ganhe. o Ministério do Trabalho (MT) começou uma pesquisa para apontar indicadores epidemiológicos com base na análise de freqüência. aposentadoria pôr invalidez permanente e auxílio pôr incapacidade permanente parcial. dos dados sobre benefícios iniciados em 1995 pôr pensão acidentária..1996) Em relação aos acidentes de trabalho ocorrido no Brasil. Estudar meios para diminuição dos acidentes de trabalho é importante em primeiro lugar porque diz respeito à proteção da integridade física e mental da saúde do trabalhador no exercício de seu trabalho.O que mais dificulta o enfrentamento dos problemas relativos a acidentes de trabalho é a dificuldade em se estabelecer um planejamento eficiente. Além disto. o que aumenta o grau de dificuldade de realização de um estudo sobre acidentes de trabalho. maior será a conscientização dos segmentos sociais. quanto maior o número de estudos tendo como tema diminuição de acidentes de trabalho. o que ressalta um duplo aspecto que reduz o crescimento do país: um elevado gasto em benefícios decorrentes de trabalho pôr parte do governo e perda da produtividade pôr parte das empresas devido aos custos de acidentes”.

segundo critérios adotados pelo MT.(1996) esta priorização levou em conta a magnitude e a gravidade do problema.de. pontes e torres madeiras Cerâmicas não refratárias artigos de cimento. Tabela 1 . através do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)... INSS. Estes indicadores foram analisados pôr atividade econômica. construção e indústria extrativa) que. CAT. parcial e total. elétrica e eletroeletrônica. Segundo Ganhe. 3 . alguns setores produtivos apresentaram níveis elevados de eventos de gravidade. merecem atenção especial para que se tomem medidas para prevenção de acidentes de trabalho e diminuição de riscos para os trabalhadores.s usina de cana. concreto e fibras . DATAPREV edificações obras viárias extração de metais preciosos extração de pedra. mais benefícios geraram devido aos mesmos.Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS). Segundo estes dados. Fabricação de produtos minerais de madeira INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO Fabricação de produtos minerais não . segundo critérios adotados pelo MT. Com base nestes critérios foram estabelecidos grupos de atividades econômicas. Estas atividades foram as que mais acidentes registraram e. como morte e incapacidade permanente. bem como sua resolutividade.Atividades econômicas priorizadas Classe de Atividade Econômica Grupo de Atividade Econômica Indústria metalúrgica.açúcar Fabricação de produtos químicos fabricação de produtos petroquímicos fabricação de fertilizantes fosfatados CONSTRUÇÃO Construção Extração de minerais metálicos INDÚSTRIA EXTRATIVA Fonte: BEAT.metálicos Fabricação de produtos alimentícios e de bebidas Atividade Econômica Fabricação de peças fundidas de ferro fabricação de estruturas metálicas para edificações. No topo da lista de atividades que devem ser priorizadas. Estas três classes pertencem a um universo de 16 classes que fizeram parte do estudo realizado pelo MT (ver Tabela 2 pág. metalmecânica. 21). conseqüentemente. areia e argila Extração de minerais nãometálicos Na Tabela 1 são apresentadas as três principais atividades econômicas (indústria da transformação. estão a indústria metalúrgica e metal-mecânica.

2. tomando como base um dos postos de trabalhos envolvidos em acidentes na indústria metalúrgica e metal-mecânica. para que se possa. 2. Principal agente causador de lesão. pôr meio de análise destes dados. − A realização de uma apreciação ergonômica. dentro da ordem de priorização. 4. percebe-se que. Qual a natureza de lesão mais freqüente entre os acidentados. Qual a principal parte do corpo atingida.mecânica estão no topo da lista.2 Objetivo Geral O objetivo geral deste trabalho é contribuir para a criação de uma base de dados sobre acidentes de trabalho. identificando. − Verificar se os dados disponibilizados nas CATs são suficientes para que se possa estabelecer ações e medidas que permitam a eliminação ou o controle do risco de acidentes. a indústria metalúrgica e a metal. priorizar ações que minimizem a ocorrência de acidentes de trabalho.Conforme a Tabela 1. − Analisar um posto de trabalho. Quais profissões têm maior freqüência de acidentes. 1. 3.1 Objetivos Específicos Tem-se como objetivo específico deste trabalho: − Identificar: 1. 4 . este trabalho tem como objetivo geral identificar os itens relevantes a acidentes que não estão hoje disponíveis a fim de aprimorar as informações constantes nas CATs 1. merecendo prioridade nas ações para a busca de soluções que visem diminuir a ocorrência de acidentes de trabalho. quais tarefas normalmente executadas poderiam estar associadas com potenciais riscos do posto. em acidentes. Além disto.

4 Limitações do Estudo A CAT contém apenas informações sobre os trabalhadores que são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O capítulo 3 apresenta estatísticas nacionais sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais..1. e são feitas recomendações para estudos futuros.3 Estrutura do Trabalho O capítulo 2 apresenta uma definição geral e classificação de acidentes de trabalho. No capítulo 4 estão as informações referentes ao método de coleta de dados sobre acidentes de trabalho e são apresentados os resultados e análises.1999). representando cerca de 30% da população economicamente ativa (Anuário. Os trabalhadores sem carteira assinada não pertencem à CLT. 5 . 1. para posterior comparação com os dados obtidos a partir da análise das CATs feitas neste trabalho. para cada grupo de variáveis levantadas. e não foram considerados os acidentes de trajeto.. No capítulo 6 é apresentada a conclusão do trabalho. No capítulo 5 é feita uma análise adicional para o soldador. O levantamento foi feito apenas para o setor Metalúrgico e Metal. O levantamento de dados foi feito apenas no Rio Grande do Sul abrangendo o período de Janeiro de 1996 à Dezembro de 1997..Mecânico. procurando comparar as informações das CAT com as características da profissão.

− Acidente de trajeto: ocorrido no trajeto entre a residência e o local do trabalho do segurado. − Assistência Médica: Corresponde aos segurados que receberam apenas atendimentos médicos para sua pronta recuperação para o exercício da atividade laborativa.Corresponde aos segurados que faleceram em função do acidente do trabalho. 1975). de acordo com o Inss (1998). − Incapacidade Permanente: Compreende aos segurados que ficaram permanentemente incapacitados para o exercício de atividade laborativa. No processo de registro dos acidentes do trabalho. depois de completado o tratamento e indenizadas as seqüelas. o acidente do trabalho é caracterizado como uma ocorrência imprevista e indesejável. que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão (Abnt. − Incapacidade Temporária: Compreende aos segurados que ficaram temporariamente incapacitados para o exercício de sua atividade laborativa. 6 . Óbitos . o acidente do trabalho é definido tecnicamente nos seguintes termos: − Acidente típico: decorrente da característica da atividade profissional desempenhada pelo acidentado. relacionada com o exercício do trabalho. − Acidente devido a doença do trabalho: ocasionado pôr qualquer tipo de doença profissional peculiar a determinado ramo de atividade econômica constante de tabela da Previdência Social (Anexo II do Decreto 611/92) − Acidentes Registrados: Corresponde ao número de acidentes cujos processos foram abertos administrativa e tecnicamente pelo INSS.2 ACIDENTES DE TRABALHO: DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO Segundo a Norma Brasileira de Cadastro de Acidentes (NB18). instantânea ou não. − Acidentes Liquidados: Corresponde ao número de acidentes cujos processos foram encerrados administrativamente pelo INSS.

de acordo com o artigo 142 do Decreto 611 pg13 (Anfip. a CAT é o instrumento formal de registro dos acidentes do trabalho e seus equivalentes. Porém. 1992). 2. definidos acima. existem acidentes que ocorrem. (1999). Acidentes de Trabalho: Fator Humano. São Paulo: Atlas. recaindo na responsabilização do trabalhador. a CAT se constitui numa importante fonte de informações sobre acidentes do trabalho e doenças profissionais. financeiros ou agressão ao meio ambiente. DELA COLETA. mas não provocam lesão. pôr imprudência ou porque “os operários teimam em alterar a rotina de trabalho”. A. nas quais 70% dos acidentes foram atribuídos ao descuido. à negligência. − Acidente sem afastamento: Aquele em que o retorno do acidentado ao trabalho ocorre no dia do acidente ou no dia seguinte. resultando em perda de tempo. Abaixo são relacionados três conceitos técnicos de Acidentes de Trabalho: − Acidente com afastamento: Aquele que impossibilita o retorno do acidentado ao trabalho no dia do acidente e na jornada normal no dia seguinte. o que normalmente denomina-se de “produção da consciência culposa”. ou seja. danos materiais. 1997). 1991. Pôr ter uma abrangência nacional.1 Classificação de Acidentes Para os efeitos do conceito de acidentes no trabalho. Neste contexto se chamam incidentes. J. No Brasil. − Acidente sem vítima ou incidente: Toda ocorrência não programada que interrompe a atividade normal do trabalho. a maioria dos acidentes foram atribuídos aos operários. traduzidas pelas expressões de ato inseguro e condição insegura. contribuições da psicologia do trabalho.2. à imprudência ou à exposição desnecessária ao perigo.1. 7 . é necessário que ocorram lesões ou perturbações funcionais com ou sem afastamento do empregado do local de trabalho.1. Num outro estudo conduzido pôr Dela Coleta (1991) apud Costella. o acidente de trabalho ainda é considerado como um fenômeno decorrente de falhas humanas ou técnicas. Prova disto é um estudo realizado em três grandes empresas metalúrgicas do estado de São Paulo (Binder.2 Principal Fonte de Informação No Brasil. atividades de prevenção.

2 A Tecnologia e os Acidentes de trabalho A elevação da produtividade. automatizados. A tecnologia introduz variáveis que alteram o ambiente de trabalho. ou seja. A função do elemento humano restringe-se ao acompanhamento e controle dos equipamentos automatizados. é preciso a pesquisa dos elementos característicos do acidente permitindo a identificação dos fatores de risco comuns a diferentes situações de trabalho. são aqueles em que a participação do elemento humano para a fabricação de um produto é quase nula. principalmente. durante o mesmo período de tempo. Pôr fim. é decorrente. alimentação das máquinas e parte de operações de transformação.automatizados mantém a intervenção direta do elemento humano na confecção do produto. Os sistemas de produção automatizados. pode-se também esperar que se tenham diferenças quanto à influência destes na exposição humana a menores ou maiores fatores de risco.automatizados.1 Sistemas de Produção Os sistemas de produção podem ser de três tipos: não automatizados. É valido inferir que. pôr sua vez. 8 . maior eficiência dos meios de produção empregados (Araújo. de invalidez e de doenças nas fábricas automatizadas. 2. os processos semi. do progresso técnico.2. trabalhando a um ritmo constante. Os sistemas de produção não-automatizados compreendem a fabricação de um produto quase que de forma artesanal.Para contrapor este ponto. Cabe ao trabalhador executar as tarefas de integração.2. pela possibilidade de controle remoto e a eliminação das tarefas mais difíceis e perigosas e redução considerável da fadiga. No entanto. visando a sua eliminação. pelo fato de se terem sistemas produtivos diferentes. a fabricação é totalmente dependente da máquina. o aumento da tecnologia tende a aumentar a monotonia do trabalho com conseqüente elevação do desgaste psicológico e da ocorrência de acidentes. que se dá quando um número igual de trabalhadores. 2. favorecendo situações que expõe o trabalhador a sérios riscos de ter sua capacidade de trabalho diminuída. (1989) afirma que com o processo de automação existe um menor risco de acidentes. 1989).2 Automação e o Trabalhador Araújo. cria uma quantidade maior de produtos. ou seja. 2. semi. Porém.

Foi constatado que todas as 27 principais formas de doenças ocupacionais. Em sistemas automatizados. Tiffin e McCormick 9 . sempre lembrando que o homem não é uma equipamento que pode acompanhar o ritmo constante das máquinas . É muito importante que em sistemas automatizados se leve em consideração o fator humano. 2.3 . métodos de trabalho. duração dos períodos de trabalho e meio físico. ocorrendo desgaste emocional intenso e inclusive acidentes.4 casos pôr 1. existe também uma alta intensidade de trabalho. Porém. O homem tem o seu próprio ritmo. ela pode aumentar a quantidade de acidentes de trabalhos em alguns casos. compreende 1.3 Considerações Sobre os Acidentes de Trabalho 2. O importante no momento de se empregar o processo de automação é a preocupação com o fator humano. procurando verificar os possíveis impactos que esta automação irá ter sobre o trabalhador.1. e deve ser respeitado no intuito de minimizar riscos com acidentes de trabalho. Conclui-se deste estudo que um decréscimo das doenças ocupacionais nas indústrias de fundição se mostra impossível sem a modernização e completa automação dos processos tecnológicos. O operário deve funcionar no ritmo da máquina automática de forma que não pare a produção. seria preciso analisar se a diminuição de acidentes não seria substituída pela maior gravidade deste. projeto de trabalho.normalmente em locais onde existam processos de automação. e em outros ele pode vir a diminuir. afirma Araújo (1989) Izmerov (1992) analisou a morbidez ocupacional de trabalhadores de fundição em uma fábrica na Rússia durante 13 anos. A morbidez ocupacional. dentre as quais causadas pela poeira (silicose e bronquite) e vibrações locais (doenças pôr vibrações) foram as mais encontradas entre os trabalhadores de fundição.3.000 pessoas entre trabalhadores de fundição em indústrias da Rússia.1 Causas Tiffin e McCormick apud Araújo (1989) atribuem os acidentes a duas classes ou fontes principais ou a combinação das duas: − Fatores de Situação: Projeto do equipamento ou ferramenta. Pode-se verificar que dependendo da forma como a automação for empregada. existem acidentes com menor freqüência e maior gravidade. segundo o estudo.

Jucius (1977). experiência e outros. sexo. Elementos pertinentes à organização do trabalho que podem influir na ocorrência de acidentes de trabalho: − Leiaute. − Horário de trabalho. fadiga. supervisão. Kwasnicka (1978) apud Araújo (1989) consideram como fatores principais: − Condições de Trabalho: Manuseio de material. Flippo (1970). temperatura. temperatura.− Fatores individuais: Características da personalidade. temperamento. Flippo Jucius Kwasnicka (1978) 10 . etc. inaptidão ao trabalho. formação. disciplina. − Jornada de trabalho.). sistemas de valores. − Ritmo de trabalho. atitudes impróprias. ruídos. motivação. − Condição física do ambiente de trabalho (ruído. ambiente físico do trabalho (iluminação. Estes autores consideram que os acidentes basicamente tem como causa o erro humano. etc. fluxo de trabalho. − Dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos.) − Aspectos Humanos: seleção e treinamento de pessoal. proteção nas máquinas. − Condições físicas das máquinas e equipamentos. idade. iluminação. falta de cuidados e não observação das normas de segurança. − Fluxo de trabalho. gases. Fischer(1987) apud ARAÚJO (1989) diz que: “A organização do trabalho deve ser adaptada às condições do homem e não ao contrário.

estavam ocorrendo porque a maior parte da produção de equipamentos não seguia as regras e padrões de prevenção de acidentes e segurança de trabalho. como forma de prevenir a ocorrência de danos traumáticos nos trabalhadores daquelas indústrias. e capacitação dos trabalhadores para execução correta de procedimentos com potenciais de perigo. Para esse setor.3.1999) Sorokina (1997) em um recente estudo feito em indústrias metalúrgicas russas. os acidentes do trabalho elevaram-se em grandes proporções.. Isto vem a reforçar a idéia que a utilização de novos processos produtivos. 2.2 Condições Físicas de Trabalho As condições físicas de trabalho são um dos fatores mais negligenciados pêlos empresários. o trabalhador aceita trabalhar em locais insalubres de melhor salário (Anuário. preferem pagar o adicional de insalubridade.. Em seu estudo. nos quais o ritmo de trabalho é mais intenso.3. conforme previsto em lei. os quais passaram a determinar o ritmo da produção. Pôr sua vez.2. Verificando que as modificações destas condições implica em vultuosas despesas. 2. com a finalidade de que seja reduzido. ele verificou a necessidade de treinamento. conhecimento das necessidades de segurança.4 Ritmo de trabalho Marx (1980) e Friedmann (1965) apud Araújo (1989) atestam que desde a introdução de sistemas mecânicos nas fábricas.. o contato físico e que haja dispositivos de segurança e proteção adequados. Marx Friedmann 11 . pode estar incrementando as ocorrências de acidentes de trabalho. primeiramente deve ser estudado o manuseio de materiais e componentes nas máquinas e bancadas.3 Fluxo de Trabalho Alguns estudos apontam que o manuseio de material é a fonte da maior quantidade de acidentes na indústria.3. verificou que problemas com danos traumáticos. ao mínimo.

biológicos. − Radiações Ionizantes: Forma de energia que se propaga no espaço como ondas eletromagnéticas. Muito pouco tem se feito para se resolver este problema.1. 2. e praticamente não existem informações estatísticas sobre este fato. − Umidade: Grande quantidade de partículas de água no ar. − Pressões Anormais: Aquelas que fogem dos padrões normais dos limites que os seres humanos toleram.1 O Ruído O Ruído é um dos principais causadores de doença do trabalho na indústria metalúrgica e metal-mecânica. mecânicos e ergonômicos existentes no ambiente de trabalho e capazes de causar danos a saúde do trabalhador em função de sua impureza. que não possui a energia necessária para deslocar elétrons. na Itália.1 Riscos Físicos Os riscos físicos são oriundos de agentes que atuam pôr transferência de energia sobre o organismo. − Radiações não Ionizantes: Forma de energia que se propaga no espaço como ondas eletromagnéticas. 1997). − Frio: Sensação de desconforto pôr baixa temperatura em relação ao corpo com conseqüente redução da capacidade funcional do indivíduo. causarão maiores ou menores conseqüências para o trabalhador ou qualquer outra pessoa. químicos. − Calor: Situação de desconforto em função de elevada temperatura. Os agentes físicos mais presentes são: − Ruído: Qualquer sensação sonora considerada indesejável. possuindo energia suficiente para desprender alguns elétrons existentes nas moléculas dos tecidos humanos.4.2. com o intuito de reduzir os ruídos em um posto de trabalho 12 . − Vibrações: Oscilação pôr unidade de tempo de um sistema mecânico. concentração ou intensidade (Herzer. Dependendo da quantidade e da velocidade de energia transferida. − Iluminação: Forma de energia que pode ser natural (sol) ou artificial (outras fontes que geram luz). 2.4. Dalmine (1993) realizou um projeto em uma indústria de aço.4 Riscos Ambientais Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos.

componentes que tem demonstrado. trazer problemas respiratórios. Foi desenvolvido um método para avaliar o impacto econômico das vantagens ergonômicas obtidas da introdução de um sistema robotizado. névoa. com as mesmas. foi comprovado que os trabalhadores respiravam mais de 66 % desta poeira e em torno de 12 % estavam sendo expostos a níveis acima dos aceitáveis. aumentando a segurança dos trabalhadores e reduzindo consideravelmente os níveis de ruídos. O emprego do novo sistema reduziu o nível de ruído e eliminou a necessidade do trabalho manual e acidentes relacionados com as operações. produtos químicos trazem problemas à saúde e à integridade física dos trabalhadores. poeiras e fumos que podem provocar lesões ou perturbações funcionais e mentais. A inalação de poeira nos worksites numa fábrica de metal pesado (operações de esmerilhamento principalmente). não apenas no posto de trabalho. Também como meta se tinha reduzir. Este é um caso onde a tecnologia diminuiu os acidentes de trabalho. mas em toda a fábrica. líquidos. Os agentes químicos podem agir no ser humano pôr vias respiratórias. A microanálise de elétron-microscópio de Raio X . vapores.encarregado de manusear as peças fabricadas e prepará-las para o transporte através do uso de um sistema robotizado. em função da concentração e tempo de exposição.4. e o gerente da seção onde seria empregado o sistema robotizado. o trabalho manual associado com as operações e também eliminar o riscos associados. ou até mesmo eliminar. Riscos químicos têm como principais agentes sólidos. quando absorvidos pelo organismo em valores acima dos limites de tolerância. cutânea e digestiva. 2. com uma força de trabalho de 180 esmerilhadores foi analisada para cobalto e níquel.2 Riscos Químicos Normalmente. Foi feita também uma análise de correlação entre exposição a concentração de cobalto e concentração de níquel para 13 . a menos que sejam manuseados com cuidado. Em análises feitas.1 Agentes Químicos Um estudo feito pôr Kusaca (1992).4. matrizes de metal pesado.das partículas de poeira demonstrou que elas têm os mesmos componentes metálicos que produtos de metal pesado. a Cobalto e Níquel. consistindo de especialistas em ergonomia que trabalharam em conjunto com um projetista mecânico. 2. gases. procurou determinar a exposição de trabalhadores de uma Indústria de metal pesado da Inglaterra.2. O projeto inteiro foi conduzido pôr uma equipe multidisciplinar.

A melhoria das condições de trabalho deve levar em consideração o bem estar físico e psicológico. dando significativa e positiva. Em síntese. Neste caso se chegou à conclusão da necessidade de melhoria das condições de trabalho e aumento da qualidade e exames médicos completos. 2.3 casos em homens) e soldadores (bronquite devido aos fumos de soldagem.4. 14 . Podem estar relacionados com alimentos ou com atividades em contato com carnes. Melhorias adicionais do ambiente de trabalho neste caso foram necessárias devido aos riscos causados pôr exposição a cobalto e níquel.. bactérias. Na Rússia um estudo sobre morbidade ocupacional em 140 trabalhadores de 15 empresas metalúrgicas foi publicado em 1992 (Occupational. não está adequado ao ser humano. couros.. fungos. Neste estudo se estabeleceu que a morbidade ocupacional foi em média 0. dejetos de animais.15 casos para cada trabalhador (1 a cada 6. 2. estando ligados a fatores externos (ambiente) e internos (plano emocional).3 casos). O mais alto nível de doença ocupacional foi induzido pôr bronquite devido a poeira em homens e neurite coclear em mulheres. lixo. vísceras.4 Riscos Ergonômicos Os riscos ergonômicos decorrem do momento em que o ambiente de trabalho. A prevenção deve levar em consideração a ventilação e programa de controle médico de saúde ocupacional . isto de 1984 a 1988.1992). silicotuberculose foi 5.4. ossos. sendo que entre as mulheres foram 32. Podem ser vírus. quando há disfunção entre o posto de trabalho e o indivíduo. As doenças foram registradas com maior freqüência entre os trabalhadores de corte de produtos fundidos (silicose.3 Riscos Biológicos Riscos biológicos são aqueles causados pôr agentes vivos que causam doenças e se encontram no meio ambiente.PCMSO.indivíduos. sangue..67 trabalhadores).

2 Teorias Psicológicas 2. Pode-se observar que também existem os riscos de operação. 2. transporte. Os riscos estão associados ao conjunto do ambiente ou local de trabalho.5 Riscos de Acidentes Algumas bibliografias dividem os riscos em de ambiente ou de local.5 Teoria da Propensão ao Acidente É baseada na premissa de que alguns indivíduos possuem características que os predispõem a uma grande probabilidade de se envolverem em acidentes em relação a outros indivíduos em condições similares de trabalho 2. 15 . combustíveis. pela falta de diversidade das tarefas.2. na qual a queda da primeira implicará na derrubada de todas as outras e a retirada de uma delas levaria a não ocorrência das seguintes.1 Teoria do Dominó Utilizada no Brasil. movimentação. equipamentos.5. condições sanitárias e outros. inflamáveis. máquinas. explosivos.5.4. fornos. − Condições inseguras: Criadas ou mantidas no ambiente pêlos mais diversos motivos aparentes. nas instalações elétricas.1 Teoria do Alerta O Acidente é resultado de um baixo nível de alerta (ou vigilância) causado pôr fatores relacionados ao clima psicológico negativo do trabalho. caldeiras. Algumas teorias tentam explicar a ocorrência de acidentes sendo as mais conhecidas comentadas a seguir. tais como permanecer embaixo de cargas suspensas. No local encontra-se os riscos de armazenagem. ferramentas. 2. manuseio.2. pela baixa probabilidade de promoção do trabalhador ou pelo pagamento insuficiente. ligar uma máquina sem avisar ou luz insuficiente e peças desprotegidas que resultam em acidentes. São elas: − Ato ou Condição Insegura: Desempenho inseguro das pessoas. seja pôr causa do trabalho monótono.5. Consiste numa seqüência de eventos progressivos. de modo que os mesmos estariam dispostos como peças de dominó.

redução da produtividade do acidentado quando volta para o trabalho. ansiedade.2. principalmente se o trabalhador não se ajustar a eles. devido a interrupção do trabalho.(1998) citado pôr Costella(1998) 2. consumo de drogas.6 Aspectos sobre Acidentes do Trabalho 2.6.2 Teoria da Acidentabilidade Afirma que qualquer condição de estresse imposto ao trabalhador pôr fatores internos (fadiga. interrupção do trabalho de equipes atingidas pelo acidente.1.3 Aspecto Social A violência do acidente do trabalho. Todos estes fatores se tornam mais críticos de acordo com a gravidade do acidente. problemas familiares.6. O acidente influencia a vida social do acidentado. sendo que foram gastos 1.19 bilhões de reais com o pagamento dos benefícios em 1996”.1 Aspectos Econômico 2. 16 .) pode aumentar a ocorrência de acidentes. Diminuição da Produtividade.6. somandose a sua fragilidade emocional e seu abatimento moral que passa para toda a sua família.2 Aspectos Jurídico Abrange todos os passos legais a serem tomados após a ocorrência do acidente.6. 2.5. − Custo não segurados: São constituídos pelas demais despesas.1.2 Nível Micro − Custo Segurado: O Custo dos primeiros 15 dias de tratamento do acidentado e a despesa com o seguro do acidente do trabalho. etc. quebra de continuidade da equipe. 2. pode ser caracterizada como uma das mais brutais formas de violência urbana. de modo que a vítima inicia uma trajetória de sofrimento e humilhações decorrentes do tipo de assistência que passa a receber. desde a concessão de benefícios até responsabilidade civil e ou penal do empregador. principalmente os que causam a morte ou a incapacidade permanente do acidentado. A Tragédia...1 Nível Macro “Grande soma de recursos despendidos pela Previdência Social para custear os acidentes de trabalho. 2.6. sono.2.

Norma Regulamentadora nº 5 (NR5) . 3. Condições e Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. Fonte: substituição da máquina ou do processo de trabalho pôr outro com menor nível de ruído. 2. 2. 2. Trajetória: enclausuramento da máquina para diminuir a emissão de ruído. 2.2. Lei 6514/77 regulamentada pela portaria 3214/78 e alterações posteriores. 17 . a lei 8.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes .5 Aspectos Legais A legislação que dá sustentação as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes é a seguinte: Consolidação as Leis do Trabalho.6.4 Aspecto da Medicina do Trabalho O enfoque da medicina do trabalho tem o intuito de descrever a localização e classificação das lesões decorrentes de acidentes do trabalho e estudar os fatores que levaram à ocorrência de doenças profissionais. deve-se promover a correção na seguinte ordem: Fonte: trajetória e indivíduo.7.7 Prevenção de Acidentes Em termos de prevenção de acidentes do trabalho.213 (Brasil. se existe um máquina que produz um alto ruído. Cap V. nocivo ao trabalhador.6. pela prestação de informações padronizadas sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular e pela segurança da saúde do trabalhador.1 Princípio de Prevenção de Acidentes Ao atuar-se corretivamente em relação a uma tarefa que oferece risco ao trabalhador. Indivíduo: utilização de protetor auricular para minimizar o ruído.18. Pôr exemplo. 1997) estabelece que a empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção. relativas a Segurança e Medicina do Trabalho.CIPA e a NR. Título II. a solução deveria seguir esta ordem: 1.

7. Rotterdam: Balkema. 18 .2 Problemas em Prevenção de Acidentes Um problema grave que dificulta novas ações relativas à prevenção de acidentes é a escassez de dados estatísticos detalhados sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais em qualquer ramo de atividade econômica. Futuros acidentes podem ser evitados através da aplicação das lições aprendidas com acidentes passados.2. J. a CAT é um documento oficial padronizado (cuja abrangência nacional talvez só encontre paralelo com o atestado de óbito) e importante fonte de informações sobre acidentes de trabalho. Dados estatísticos sobre acidentes no Brasil são apresentados no capítulo 3. In: INTERNATIONAL CONFERENCE OF CIB W99. 1998). (Hinze e Gambatese apud Costella. mas para isso. a qual é muito controvertida principalmente pôr causa da elevada subnotificação de acidentes do trabalho e doenças profissionais em alguns seguimentos. Apesar destas limitações. 1996. 1996. a seguir. Lisboa. Using injury statics to develop accidents prevention programs. GAMBATESE. 117-127. dispõe-se da CAT.. Implementation of safety and health on construction sites. J. P. é necessário um banco de dados abrangente e completo. HINZE. Para alimentar o banco de dados e obter informações necessárias.

.. detectando tendências epidêmicas. haja visto que em caso de acidente do trabalhador. o grande problema que se enfrenta no Brasil é que sua mais importante fonte de dados sobre doenças e acidentes de trabalho. é que as informações contidas nas CATs. o que nem sempre reflete em melhores condições de trabalho (Anuário. porque se há falta de recursos.(1999) as estatísticas são importantes para o melhor conhecimento da natureza. A vigilância é a possibilidade de acompanhamento próximo à ocorrência do evento. distribuição e magnitude dos acidentes para que se possa entender a três finalidades: planejar. A terceirização vem crescendo a cada dia. que motiva uma distorção dos dados oficiais. Outro problema. avaliar e vigiar.. se referem apenas aos acidentes nas áreas urbanas e ela abrange apenas 30% da população economicamente ativa do país. num desdobramento dos números que permite melhor qualificação da informação e da ação. torna-se possível priorizar ações. Os estudos estatísticos são muito importantes. haja visto que ela pode ser facilmente mal preenchida e ignorada. principalmente pela necessidade das empresas diminuírem seus efetivos e se tornarem mais competitivas. investindo em novas tecnologias. há o problema da terceirização.1999). a CAT. Além de tudo isto. para que eles não tenham um fim em si mesmos e possam servir de instrumento para a prevenção de acidentes de trabalho nos mais variados setores da economia brasileira (Anuário. impedindo que pessoas interessadas possam ter acesso a informações especificas. apesar de obrigatória.. e novos processos produtivos.1999).3 ESTATÍSTICA NACIONAL DE ACIDENTES Segundo Anuário.. é uma ferramenta de notificação que não tem muito crédito. onde os dados vêm sendo disponibilizados pela previdência.. O planejamento de medidas contra acidentes de trabalho é importante . A avaliação baseia-se numa análise mais aperfeiçoada. porém os mesmos vem sofrendo críticas. porém é preciso associá-los a ações preventivas. Porém. já que estas informações vem muito agregadas. Uma outra importante fonte de consulta aos dados estatísticos do Brasil é a Internet. a empresa responsável é a empresa terceirizada e não a contratante dos serviços.. 19 ..

homem de exposição ao risco.representa o número de acidentes.3. Na Tabela 2. que podem ocorrer em cada milhão de horas . Coeficiente de gravidade . com ou sem lesão. que este é um setor preocupante. 20 . merecedor de ações e medidas que busquem o controle do risco e a melhoria das condições de trabalho (Ganhe 1996).representa a perda de tempo (dias perdidos + dias debitados) que ocorre em conseqüência de acidentes com afastamento em cada milhão de horas.homem de exposição ao risco. Coeficiente de freqüência . estão apresentados os benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividade econômica em 1996. em determinado período de tempo. 3. então. cruzados com os do CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). e com mais atenção nos setores que geram mais acidentes de trabalho. foi de se poder agir com menos dispersão.1 Coeficientes A estatística de acidentes de trabalho convencional é feita através de dois tipos de coeficientes que auxiliam a mensuração dos acidentes de trabalho: o coeficiente de freqüência e o coeficiente de gravidade.2 Estatísticas de Benefícios concedidos pôr Acidentes de Trabalho A Secretária de Segurança e Saúde no Trabalho com base nos dados de concessão de benefícios do INSS. Verifica-se. mapeou os setores econômicos causadores de acidentes graves e fatais e que mais geraram benefícios previdenciários relativos a pensão acidentária e invalidez permanente nos anos de 95 e 96. O objetivo principal destes dados levantados pelo MT. De acordo com esta tabela pode-se observar que a indústria de transformação é a maior geradora de acidentes de trabalho em termos de freqüência.

609 Fatais 580 550 288 329 477 84 50 96 18 52 40 65 48 13 1 593 3.957 2.335 956 75 5 2 29.599 1.Tabela 2 . Alugueis e Serviços prestados a empresas Construção Transporte.222 10.385 Incapacidade Parcial Permanente Invalidez Permanente 1.767 12. Reparação de Veículos.031 11.356 7.046 407 430 454 366 227 456 78 95 82 68 112 94 15 2 1.Benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividades econômica em 1996 Freqüência Classes e grupos de Atividade Econômicas Mais de 15 dias 47.817 2. Objetos pessoais e domésticos Atividades Imobiliárias. Pecuária. Silvicultura e Exploração Florestal Saúde e Serviços Sociais Alojamento e Alimentação Administração Pública. Armazenagem e Comunicações Outros serviços Coletivos.823 6. sociais e pessoais Intermediação Financeira Agricultura. 21 .807 1. comércio.677 5.504 965 742 628 731 272 900 120 134 107 83 119 182 38 5 3.745 1.187 156.313 11. Defesa e Seguridade Social Produção e Freqüência de Eletricidade Indústrias Extrativas Educação Pesca Serviços Domésticos Organismos Internacionais CNAE não Informado Total Geral 3. reparação de veículos.843 Fonte: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT/RAIS.96 O Gráfico 1 traz uma representação visual da Tabela 2 onde se verifica que a indústria da transformação causa praticamente 3 vezes mais acidentes que a segunda colocada.363 3.338 16. objetos pessoais e domésticos.284 Industria de Transformação Comércio.

descreve os benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho em 1996. com 2. a maior freqüência dos acidentes que resultaram em invalidez permanente está no estado de Minas Gerais. pois São Paulo tem mais trabalhadores do que Tocantins.22. o que justificaria um maior número de acidentes. 110) elaborada a partir dos dados levantados para a CANCAT de 1997. Já no campo de coeficientes (nº de acidentes a cada 100. 22 In C om du st ér ria ic d io . O estado de Tocantins.000 trabalhadores). Minas Gerais para os de invalidez permanente.Freqüência de Acidentes de Trabalho .R eT ra ep n ar aç sfor m ão At iv de açã id Ve o ad es íc Im ulo s ob iliá ria C on s O st ut ru ro çã s Tr se o an In rv s te iç os por rm te ed C o ia çã leti vo o s Fi Sa na úd ce e Ag ir e Al S ric a oj Pr ul am erv od tu en iço ra uç s to ão So Ad e e c Al m D im iais in is en is tri tra bu t çã açã iç ão o o Pú de bl In El ic dú et a st r ria icid ad s Ex e tra tiv as Ed uc aç Se ão O rv rg io Pe an s is sc D m a os om és In tic te o rn ac s io na is Gráfico 1 . que aparece com 872 óbitos. Um outro fator.939 registros de incapacidade parcial permanente e com 872 casos fatais. nos acidentes com mais de 15 dias.33) do que o de São Paulo. No entanto. o Rio Grande do Sul aparece com o mais alto número. O Brasil tem dimensões continentais e em cada estado são encontradas condições sociais e econômicas diferentes.904 casos. a qual revela que o estado de São Paulo lidera a freqüência dos acidentes com mais de 15 dias totalizando um número de 60. apesar de ter registrado somente 22 óbitos. há também que se considerar a quantidade maior de notificações nestes estados. porém com um coeficiente de 13.35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% A Tabela 57 (em anexo pág. que não devem ser desconsideradas. Rondônia entre os acidentes de incapacidade parcial permanente. possui um coeficiente cinco vezes maior (66. que sempre é importante salientar quando se estuda estatísticas estaduais.611 casos. com 5. são as diferenças culturais entre as regiões do nosso país.mais de 15 dias segundo Classe de Atividade Econômica . Mesmo sendo estados de grande concentração populacional.

em 1997. 16000 14000 12000 10000 8000 6000 4000 2000 12 anos 15 anos 18 anos 21 anos 24 anos 27 anos 30 anos 33 anos 36 anos 39 anos 42 anos 45 anos 48 anos 51 anos 54 anos 57 anos 60 anos 63 anos 66 anos 69 anos 0 Gráfico 2 . pôr motivo. e após isto eles começam a decair dos 22 até os 70 anos. (Tabela 58 em anexo pág 112)observa-se um índice maior na faixa etária que abrange trabalhadores de 36 a 40 anos. o grupo da faixa entre 21 e 25 anos.3. O grupo com maior número de acidentes é o que compreende trabalhadores entre 26 e 30 anos. em 1997. A grande quantidade de acidentes que ocorrem com os jovens pode ser explicada. segundo a idade. pôr motivo. talvez pela maior quantidade de trabalhadores jovens que existe no mercado de trabalho. na forma como os dados estão distribuídos ao longo do gráfico. o maior número localiza-se na faixa etária dos trabalhadores entre 21 e 25 anos. Neste gráfico pode-se verificar que a faixa etária com maior freqüência de acidentes compreende a de 21 anos de idade.3 Dados Estatísticos Segundo a Idade A Tabela 58 (em anexo pág 112). no qual estão registrados 52. no qual estão registrados 59.868 casos. pois os mais velhos são menos contratados.126 acidentes. Em relação às doenças. segundo a idade.Freqüência de Acidentes pôr Idade No Gráfico 2 está representada a freqüência de acidentes de trabalho registrados. Também é possível verificar. apresenta a freqüência de acidentes de trabalho registrados. o que pode ser facilmente explicado pelo fato de que as doenças geralmente são resultados de um tempo maior de trabalho insalubre até se manifestarem. que os acidentes de trabalho crescem do 12 até os 21 anos. Em segundo lugar. Com relação aos acidentes típicos e de trajeto. Segundo 23 . pela sua pouca experiência e segundo. primeiro.

uma diminuição para cerca de um terço do número de acidentes típicos registrados em 1987. Em relação aos fatores técnicos. Os ambiente de trabalho dos mais jovens são normalmente sujeitos a maiores riscos. estes números eram extraídos do Boletim Estatístico de Acidentes do Trabalho (BEAT) e INSS Divisão de Planejamento e Estudos Estratégicos. um aumento em mais de 5 vezes no número de doenças do trabalho e uma diminuição pela metade dos óbitos e dos acidentes de trajeto. Em 1997 morreram 2. contra 3.538) e 3.060 casos contra os quase dois milhões de acidentes registrados em 1970. verificou-se que os números deste último ano (1997) apresentaram uma redução em todos os tipos de acidentes e doenças. em 1997 o seu menor número histórico. Apesar da diminuição do número real de acidentes do trabalho. e se defrontam com situações pouco familiares. os números tomam como base a CAT e o SUB. o que vem pôr diminuir o emprego de trabalhadores mais velhos. Inicialmente. e são caracterizados pôr serem postos com cargas de trabalhos maiores e mais extenuantes. Conforme Laflamme (1997) existem dois fatores que podem explicar a maior incidência de acidentes entre os jovens: são eles fatores físicos e técnicos. e aos riscos aos quais eles são expostos. com 369. 3. estas dificuldades podem ser. se comparando ao ano anterior (1996).422 em 1996 (até revisão anunciada pela previdência em julho de 99 eram 5. Laflamme (1997) ainda sugere que uma maior atenção deve ser dada às condições de trabalho dos mais jovens. Com base na Tabela 3 se observa que nesta década houve um pequeno aumento no número de empregados segurados. A partir de 1996. os trabalhadores mais jovens se vêm deparados com um leque de situações onde eles têm pouca experiência. observou-se o aumento da relação entre 24 .967 em 1995.694 trabalhadores com acidentes de trabalho. Porém.Laflamme (1997) existe hoje no mundo uma concepção fatalista de que as capacidade mentais e físicas diminuem com a idade. em muitos casos. que contém o histórico dos acidentes e doenças registrados desde 1970 até 1997.4 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais Na Tabela 3. compensadas pela maior experiência e habilidade adquiridas ao longo do tempo na execução de tarefas. Fazendo uma retrospectiva até a década de 70 se observa que o número de acidentes de trabalho atingiu.

78 3.024 1975 12.672 98.553. Tabela 3 .72 46.5 0.19 0.134.731 1980 19.689 97.700 88.472 8.713 3.756.417 15.824 374.74 64.696 0.537.016 1.Nº de Acidentes e Doenças do Trabalho registrados no Brasil.38 0.870 306.74 1129152 93.211 0.607 1990 22.68 5.115 0.299 15.33 0.28 0.967 3. 5.468 1983 20.111 0.525 95.308.508 4384 4578 5.13 3.646 34.678.47 0.51 0. de 1970 a 1997 Ano 1970 1971 1972 Massa Segurada 7.89 6.722 1. Divisão de Planejamento e Estudos Estratégicos.614.422 2.342 4.839 2.479.18 0.32 1.330. A partir de 1996 os dados foram extraídos da Comunicação de Acidentes de Trabalho .489 1977 16.77 Doenças Profiss.824 4.204 2.012 91.723 0.137 395.BEAT.754 92.395 1.98 52.464.91 5.750 0.4 1.15 1.761.598 3.12 56.07 4.389 1.55 48.869.833 4.934 96.23 1.138 1.956 1974 11.270.51 0.199.12 7.CAT e do sistema Único de Benefícios SUB.13 2.065 1993 22.31 23. DATAPREV.25 1.737 895.34 0.382 5.110 3.602.87 8.28 0.74 0.054 1010340 93.338.916.213 693.210 90.554 5.755.709 82.683 92.616 4.562.178.92 5.99 1.531 95. * Dados parciais.88 6.945.627 0.464 3.79 48.761 0.057.73 57.465 0.025 89.008 1994* 23.796.016 3. 25 .38 0.311.823 3. faltando CE out a dez.51 29.649 0.808 4.148.065.74 2.394.824 350.260.501 0.283 4006 6014 6.803.587 2.987 Acidentes Típicos % Acid.496 4.7 3.08 48.539 95.22 0.02 5.956.784 1.699 449.32 14.766 3.815 1981 19.780 1.589. ** As informações de 1996 foram revistas.85 57.214 4.632.065 1973 10.551 1.838 5.21 0.270 20.692.365 431. De Trajeto % 1.649 97.404.497.93 5.874 943.9 58.77 38.42 60.054 1982 20.343 587.889 29.237 1979 18.36 1.42 0.222.21 0.1 1.29 6.001 3.875 1991 22.833 97.79 8.7 6.108.3 1.266 388.284 831.825 0.19 0.335 98.92 55.124 Fonte: Boletim Estatístico de Acidentes de Trabalho .045.830 927.996.792.455 369.41 0.02 3.424 93.551.57 44.901 1989 23.232 2.56 8.791 325.191 2.110 94.029 4.82 961.355 4.050 2.045 1984 20. AC e RO jan a dez. Esta inconsistência entre os dados apresentados aponta para a possível ocorrência de subnotificação.707 % Total de Acidentes Total de Óbitos 2.472 0.003.37 0.200 1988 23.34 0.572 640.7 0.82 4.200 1996** 24.284.517 98.33 18.48 63515 72702 0.173 3.3 1.502 1.02 56.790 488.óbitos e acidentes.11 1.738 4.75 3.31 2.854 3.614.25 1.394 1.694 % 0.4 34.57 3.220.19 0.19 1.11 1.137.743.858 1992 22.19 1.117.38 0.575 1077861 1207868 992.989 901. RS abr a dez.331 8.696 32.832 94.56 1.967 1.312 386.900 4.81 0.013 5.986.13 1.15 28.129 3.07 6.55 1.72 0.022 7.445 4. INSS. DF jun a dez.438 1985 1986 20452109 22211680 1987 22.634 3.504.19 22.318 98.46 0.34 28.692 632.722.673 4.68 51.238 93.258.187 0.5 0.796 1976 14.279 1.27 1.937 4.77 0.605 1978 17.94 1.273 1.016 3.21 6.912 93.448 1997 * 1.957 96.49 1.54 0.304 424.217 6.307 1.09 30.016.637 1995** 23.523 0.93 4.75 0.760 91.215.

000 1.000 200. foi feita uma comparação dos registros de acidentes de trabalho antes de 1976. pois estes não tinham mais a remuneração da previdência.3. assim. pode-se observar a tendência crescente dos acidentes típicos até o ano de 1975. Os dados oficiais apontam para uma diminuição dos acidentes. já que os acidentes com trabalhadores terceirizados são subnotificados. Os dados divulgados pela previdência refletem a falta de informações sobre acidentes leves no Brasil.200. siderúrgico e metal-mecânico.000 1.000 1. Grande parte disto se dá devido à terceirização.000 0 2 6 8 8 4 2 0 4 19 9 0 0 4 6 19 7 19 8 19 7 19 9 19 8 19 8 2 19 9 19 7 19 8 19 7 19 7 19 8 19 9 6 Gráfico 3 Freqüência de Acidentes Típicos (Brasil) A partir do Gráfico 3. A principal conclusão que se chegou foi da não notificação de acidentes leves. diminuindo.000 1.4. as estatísticas de grandes empresas.000.400. Neste estudo.600.800. quando a previdência passou a remunerar o acidentado após o 15 º dia de afastamento.000 400. época em que a previdência remunerava os acidentados com afastamento um dia após o seu acidente. e após 1976. porém a recíproca não é verdadeira em se tratando de subnotificações. principalmente do setor petroquímico.1 Subnotificação A Fundacentro (órgão do MT) no início dos anos 90 publicou uma investigação a respeito de subnotificação das informações contidas na CAT. quando a previdência remunerava os acidentes com menos de 15 dias de 26 . devido à redução de seus efetivos (Anuário 1999).000 600. 2.000.000 800.000 1.

000 5.000 3. O Gráfico 4 traz uma das informações mais difíceis de ser subnotificada. O acidente de trabalho vem diminuindo.000 1. calor e poluição e até mesmo pela desorganização dos postos de trabalho. pelo ruído. e desde este ano. que afetam o trabalhador tanto psicologicamente. No entanto. consta que o Brasil é o país que menos possui acidentes de trabalho entre vários outros países do mundo. A partir de 1976 houve uma queda até o ano de 1984.000 2.afastamento. os acidentes apenas tem diminuído. que talvez seja explicado pelo aumento crescente de tecnologia nos postos de trabalhos. porém não são acompanhados pela diminuição das mortes. após um crescimento até 1986. a cada ano. O total das doenças de trabalho no Brasil de 1970 até 1976 também apresentam uma tendência crescente. 7.000 6.000 4. que não mais chegaram ao conhecimento da previdência. No anuário da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de 1997.Freqüência de Acidentes com Morte (Brasil) 27 . possivelmente devido a subnotificação dos acidentes leves. devido ao ritmo que lhe é imposto. quanto fisicamente. e nela se percebe o quanto as estatísticas brasileiras são incoerentes.000 0 19 70 19 71 19 72 19 73 19 74 19 75 19 76 19 77 19 78 19 79 19 80 19 81 19 82 19 83 19 84 19 85 19 86 19 87 19 88 19 89 19 90 19 91 19 92 19 93 19 94 19 95 19 96 Gráfico 4 . quando a comparação se dá em nível de mortes de trabalho o Brasil está entre a com maior incidência.

devido ao natal e final de ano. 3.4. fatores que podem influenciar na menor quantidade de acidentes. sendo estes membros os mais suscetíveis aos acidentes de trabalho. 28 . fratura de uma ou várias falanges da mão fechada. apresenta as 30 doenças mais incidentes ao longo do ano de 1997. período onde cresce muito o ritmo de produção em diversos ramos de atividade. Os meses que mais apresentaram acidentes neste ano foram Setembro e Outubro. deixando de identificar a doença ocasionada pelo acidente.707. Foram registrados neste levantamento. os maiores registros são aqueles que correspondem à convalescença após cirurgia. lumbago (dor na região lombar) e amputação traumática de outro(s) dedo(s) da mão sem menção de complicação.3. ao longo do ano de 1997. meses com menos dias úteis devido a datas festivas e carnaval.3 Estatísticas de Acidentes segundo o mês de Ocorrência A Tabela 4 traz uma a dos acidentes pôr mês. O número maior de doenças registradas refere-se ao grupo sinovite e tenossinovite. ferimento de um ou vários dedos da mão. O motivo mais provável é que o preenchimento da CAT não deve estar sendo feito corretamente. Outro fato que não pode deixar de ser mencionado é que nem todos os acidentes registrados no ano de 1997 estão representados nesta tabela.4. O número total se acidentes divulgados oficialmente foi 369. conforme a Classificação Internacional de Doenças . Os meses que apresentaram menos acidentes foram Dezembro e Fevereiro. enquanto que neste quadro estão representados apenas 72. cujo número oficial divulgado foi de 29. e meses destinados a férias.2 Estatísticas de Acidentes segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID) A Tabela 59 (em anexo pág.CID. cerca de um terço do total de doenças. eles ainda não representam a realidade dos números oficiais. 114). Em seguida.469 (um quinto deste número). Apesar deste tipo de levantamento sido uma evolução. ferimento de um ou vários dedos da mão complicada. sem menção de complicação.065. Uma constatação importante é que a maioria das doenças mais incidentes registradas refere-se às mãos e dedos.

679 32.229 3.Quantidade mensal de acidentes de trabalho registrados.451 18.814 30.962 26.839 17.171 31.930 2.870 26. Os dados foram extraídos do Boletim Estatístico de Acidentes de Trabalho com base na CAT.825 26.222 3.641 26.500 2.049 31.937 26. pôr motivo .623 2.1997 Motivo MESES TOTAL 369.798 32.092 15.525 2.111 23.208 32. pôr estado e região.718 26.627 3. Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Fonte: .751 2.044 Trajeto 32. Estes dados servem para se avaliar a evolução dos números de acidentes nos estados.271 1.CAT.534 Doença do Trabalho 29.581 3.483 31.707 2.047 1.376 37.5 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais pôr Região e Estados da Federação A Tabela 65 (em anexo pág.Tabela 4 .015 37.456 23.649 2. Abril Maio.932 28.214 2. 123) apresenta um apanhado histórico dos acidentes de trabalhos registrados.142 2. nos últimos três anos.085 3. 29 .754 2.906 2.891 2.734 2.838 32.457 2. Típico 306. Junho.700 1.709 26.352 2.976 2.887 31.065 Janeiro Fevereiro Março.883 3. DATAPREV.

Tabela 5 - Quantidade de acidentes de trabalho registrados, pôr motivo, segundo as Grandes Regiões e Estados da Região Sul 1995/97
Total 1.995 Brasil Norte Sudeste Sul CentroOeste 1.996 1.997 1.995 Típico 1.996 1.997 1.995 Trajeto 1.996 1.997 1.995 Doença 1.996 1.997

424.137 395.455 369.065 5.005 6.155 5.775 4.318 4.841 5.146 492 2.362 2.585 1.301 288 703 195 1.225 535 347 646 306 2.067 3.022 5.204 6.368 845 Trajeto 1997 1995 ... 1.031 1.554 1996 1997 1995 ... 58 477 3.174 3.023 1.435 1.618 595 1.727 1.743 2.988 2.395 6.846 4.532 2.011 Doença 1996 1997 3.205 2.540 1.828 1.422 1.813 570 912

Nordeste 23.611 25.258 26.046 20.024 20.203 20.629 45.792 92.295 83.209 42.672 80.245 72.309 10.673 13.921 13.774 Total 1995 RGS Paraná SC ... 1996 1997 1995 ... 39.165 35.741 9.025 11.065 11.119 Típico 1996 32.786 30.178

339.056 258.206 239.881 298.661 209.516 197.506 22.051 26.292 20.813 18.344 22.398 21.562

19.774 31.459 27.968 18.685 28.196 24.928 26.018 21.671 19.500 23.987 19.263 17.203

A Tabela 5 apresenta os dados referentes apenas às grandes regiões e ao estado do Rio Grande do Sul. Pode-se observar que a região sudeste possui a maior freqüência de acidentes, provavelmente, entre outros fatores, pôr possuir uma maior quantidade de trabalhadores, pois possui o mais importante pólo industrial do país, concentrado principalmente no estado de São Paulo. A região Norte é a que possui a menor quantidade de acidentes, provavelmente devido ao fato de ter menor quantidade de trabalhadores, e não ter um pólo industrial muito desenvolvido, entre outros fatores.

30

4 5 0 .0 0 0 4 0 0 .0 0 0 3 5 0 .0 0 0 3 0 0 .0 0 0 2 5 0 .0 0 0 2 0 0 .0 0 0 1 5 0 .0 0 0 1 0 0 .0 0 0 5 0 .0 0 0 0 B ra s il N o rte N o rd e s te
1 .9 9 5

S u d e s te
1 .9 9 6 1 .9 9 7

Sul

C e n tro O e s te

Gráfico 5 - Incidência de Acidentes Pôr Região (DATAPREV) Pôr inspeção visual do Gráfico 5, pode-se verificar que o total dos acidentes da região sudeste é maior do que de todas as outras regiões restantes. Na região sul, o Rio Grande do Sul é o estado que mais apresenta acidentes de trabalho registrados, como pode-se verificar no Gráfico 6. O Rio Grande do Sul não informou os valores referentes de Janeiro a Dezembro de 1995. Segundo a Previdência Social, a justificativa para a falta destes dados é técnica, devido a uma mudança de tabulação feita regionalmente, o que prejudicou a totalização dos resultados.
Incid ência de Acidentes to tais para a R eg ião Sul

45000 40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 RGS P araná
1995 1996 1997

SC

Gráfico 6 - Acidentes Registrados na Região Sul (DATAPREV) 31

3.5.1 Casos Novos Tabela 6 - Acidentes Típicos Novos em 1996
Região Norte Nordeste Sudeste Sul Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Centro- Oeste Ignorado
Fonte: MPAS/SPS - DATAPREV/DIGI.E

Taxa 11,9 11,4 23,7 30,1 28,8 29,6 31,6 13,1 -

A Tabela 6 apresenta os casos novos de acidentes pôr 1000 trabalhadores segurados, segundo o local de registro de ocorrência. A região sul foi a que mais apresentou casos novos em 1000. O Rio Grande do Sul foi o estado que mais contribuiu para esta estatística com 31,6 novos casos por 1000 trabalhadores Apesar da Região Sul possuir uma população economicamente ativa menor do que a região sudeste, a mesma teve um número maior de casos novos em 1996. O setor metal mecânico é o de maior importância para a economia brasileira, mas também é o que apresenta maior índice de acidentes.

32

de invalidez permanente e acidentes fatais.655 1.160 2. Metal-Mecânica.342 9. e os dados referentes a acidentes com mais de 15 dias de afastamento (considerados graves). Refino de Petróleo.102 1.874 2. Impressão e Reprodução de Gravações. Artigos de viagem e Calçados.125 863 103 63 47.395 380 341 278 231 184 192 73 78 76 79 96 89 5 7 3.655 1. Elaboração de Combustíveis Nucleares e produção de Álcool. metal-mecânico e eletrônico são as maiores causadoras de acidentes.Benefícios concedidos por acidentes de trabalho segundo os grupos de atividade econômica da Indústria da Transformação em 1996 Freqüência Grupos Mais de 15 dias 15. acidentes de incapacidade parcial permanente.175 2. Fabricação de Produtos Alimentícios e Bebidas Fabricação de Móveis e Indústrias diversas Fabricação de Produtos de Madeira Fabricação de Produtos de Minerais não Metálicos Fabricação de Produtos têxteis Fabricação de Produtos Químicos Preparação de Couros e Fabricação de Artefatos de Couro. 33 . sendo também as maiores geradoras de benefícios previdenciários relativos à pensão acidentária e invalidez. Estas indústrias causaram.504 444 139 73 50 85 34 46 27 41 21 18 29 24 13 2 1. com os respectivos grupos de atividade econômica pertencentes a esta classe. Confecção de artigos de Vestuário e Acessórios Fabricação de Coque.Tabela 7 .9% dos acidentes ocorridos na indústria da transformação.401 3. em 1996. um total de 17. Edição. papel e Fabricantes de Papel.046 Fatais 115 165 25 53 58 20 40 7 13 36 15 16 11 1 2 577 Indústria Metalúrgica.671 1.183 1. Fabricação de Celulose. sendo responsáveis pôr 32. Fabricação de Artigos de Borracha e Plástico Fabricação de Produtos de Fumo Reciclagem Total Geral Fonte: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT /RAIS-96 A Tabela 7 apresenta os dados referentes à classe de atividade econômica da indústria de transformação.966 3.296 acidentes. Pode-se verificar que as indústrias do setor metalúrgico. Elétrica e Eletrônica.353 Incapacidad Invalidez e Parcial Permanente Permanente 1.

425 26.374.587 9.056. Minerais.societárias Agropecuária Indústria de produtos farmacêuticos e veterinários Indústria de calçados Indústria de produtos de mat.463.042 36.201.500.104 6.891.060.727.961 8.586.471 10.811 8. Comércio varejista Indústria mecânica Indústria têxtil Indústria de fumo Indústria editorial e gráfica Indústria de mat.controlad.997.185.140. depart.enfoque.492 453.478 10.492.352 442.com.135.373.725 1.727 14. transporte Indústria de madeira Indústria do vestuário.918.443 1.134.399.390 1.711 903.006.792 186.944 20.082 742.327 44.Tabela 8 .829 19.197 3. Plásticas Serviços de radio.506 30.598 16.Ranking das Empresas pôr Setor Econômico Setor Econômico Total Serviços industriais de utilidade pública Serviços de transporte Indústria metalúrgica Serviços de comunicação Refino do petróleo e destilação de Álcool Indústria química Indústria de papel.286 2. elétrico.067.444.º de Empr Ativo Total 500 42 16 44 21 3 60 17 14 21 48 8 23 26 16 21 26 17 14 2 9 16 5 6 2 4 7 4 3 2 3 531.311. televisão e diversões Indústrias diversas Fonte: http://www.316 53.htm N.180.923 1.010 5.128. papelão e celulose Extração de minerais Indústria de construção Indústria de produtos alimentares Serviços auxiliares diversos Indústria de prod. não-metálicos Comércio atacadista Indústria de bebidas Indústria de mat.002 1.300.483 2. artefatos de tecidos e de viagem Holding.421. 34 .560 1.br/ranking/ranking3.010 A Tabela 8 mostra a importância das atividades econômicas no país em relação ao ativo total que cada atividade movimenta.361.

produtos acabados. Pôr serem setores fortes.922. A empresa é afetada de diversas formas. Financeiramente.5. de trajeto ou doenças profissionais afetam a família. mas encontra nas cidades de Panambí.241. É preciso estar ciente que os custos dos acidentes de trabalho.2 Importância do Setor Metalúrgico e Metal-mecânico na Economia do Estado do Rio Grande do Sul Para o estado do Rio Grande do Sul especificamente. R$ 50. a empresa e a nação (Herzer. − Região das Missões: Depende basicamente de atividades agropecuárias. juntas. Tempo perdido e aumento dos custos de produção em função de perdas de matérias primas. com indústrias de grande porte nas áreas de metalúrgica e de material de transporte. atraso na entrega de produtos. o setor metal-mecânico tem representação em todas as suas regiões: − Região Metropolitana Sapucaia do Sul é um importante pólo Siderúrgico da Região Metropolitana do Estado. menor competitividade no mercado. estando entre as principais indústrias em relação à atividade econômica.00 no ano de 1999. movimentaram. A região de Caxias do Sul compreende um dos mais importantes e completos pólos metal-mecânico do Brasil. mecânicas e de material de transporte. agrícolas e ônibus. e nem sempre consegue avaliar os dados ocorridos sob o aspecto financeiro. máquinas e equipamentos danificados. e reduzirem os custos associados. com destaque para a produção de veículos comerciais. 3. certamente devem ter uma disponibilidade maior para investirem em prevenção de acidentes. Cidades como Porto Alegre. adaptação e treinamento de substitutos. − Região da Serra Apresenta uma atividade predominantemente industrial. redução da produtividade dos colegas do acidentado. implementos rodoviários. custos com seleção. são setores fortes que movimentam uma gama muito grande de dinheiro. Ijuí e Santo Ângelo os principais pólos industriais da Região. 1997). Canoas e Gravataí também têm um pólo metalúrgico forte contribuindo muito para a economia da Região. menor produtividade dos substitutos e em última análise.Pôr inspeção visual da Tabela 8 pode se observar que as indústrias metalúrgicas. com indústrias metalúrgicas e de implementos agrícolas 35 .

122 7.642 24.222 1.604 12.229 19.484 994 735 712 225 898 1. Peles e assemelhados Bebidas Editorial e Gráfica Química Produtos Minerais não-metálicos Produtos de Materiais Plásticos Madeira Diversos Papel. papelão e celulose Fumo Borracha Têxtil Extração de Minerais Refino de petróleo e Destilação do Álcool Produtos Farmacêuticos e veterinários Total Fonte: Cadastro Industrial FIERGS 97/98 Nº de Empresa 597 1.156 17.145 10. artefatos de tecido e de viagem Material elétrico.812 88.992 11.070 24.107 6.061 11.º de empresas e n.607 41. − Região Sul O setor metalúrgico e mecânico está ligado à atividade agrícola.− Região Central Na região central do estado. eletrônico e de comunicações Serv.828 36. representado pela indústria de silos e implementos agrícolas.º de empregados pôr gênero até 1998.008 12. no Rio Grande do Sul Gênero Calçados Produtos Alimentares Metalúrgico Mecânica Construção Civil Material de Transporte Mobiliário Vestuário.661 18.894 Nº Empregados 100.796 7.620 9.272 11.904 268 12 141 175 464 270 553 259 514 310 86 24 91 92 47 3 36 10.745 36 .620 9.171 30.916 1.N.690 1. Tabela 9.178 520. a indústria tem uma presença forte do setor metal-mecânico.216 5. Industriais de Unidade Pública Couros. − Região Noroeste Em cidades como Santa Rosa e Horizontina encontra-se um pólo metal-mecânico relacionado com a indústria de máquinas agrícolas.

É sempre importante lembrar que em se tratando de investigação e análise de acidentes.641) da força de trabalho do Rio Grande do Sul. juntas. preventivas que auxiliem a redução do número de acidentes. normas e medidas. deve-se tirar lições de forma a evitar que se repita. as que mais têm trabalhadores empregados. Ao se descrever um acidente. sendo. representam aproximadamente 20% (102. para o setor da metalurgia. As indústria metalúrgicas.A Tabela 9 apresenta o número de empresas e o número de empregados pôr gênero de atividade. aos dados do acidentado e do acidente conforme as variáveis levantadas. é importante que se registre o maior número de dados possíveis. mecânicas e de material de transporte. em termos de número de empregados. As informações apresentadas são relativas aos dados da empresa. se encontram entre os seis gêneros que mais possuem empregados. quando um ocorre. O setor metalúrgico. metal-mecânica e material de transportes. A investigação e análise das causas dos acidentes têm o objetivo de identificar as principais fontes causadoras de acidentes. ressaltando a importância do setor no estado do Rio Grande Do Sul. juntas. 37 . que permitam a realização de uma análise correta de forma que se chegue às causas que levaram ao evento. No capítulo 4 são apresentados dados referentes as CATs do estado do Rio Grande do Sul. mecânico e de material de transporte. e possibilitar estabelecer critérios .

que semanalmente recebe as CATs do INSS. de um estudo descritivo. O período 96/97 foi analisado uma vez que somente a partir de 1996 as CATs provenientes de todo o estado passaram a ser enviadas semanalmente à DRT pelo INSS.3 População e Amostra A população alvo deste estudo concentrou-se nos trabalhadores acidentados que atuam na indústria metalúrgica e metal-mecânica do estado do Rio Grande do Sul entre os anos de 1996 e 1997.2 Local de Coleta dos Dados A coleta dos dados foi realizada na Delegacia Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (DRT/RS). Foram excluídos da população os acidentes de trajeto. 4. É importante salientar que não existe nenhuma organização das CATs pôr cidade ou atividade econômica. A técnica utilizada no trabalho para coleta de informações foi a de levantamento de dados de documentos.206 CATs. Trata-se. 38 . pôr não estarem diretamente ligados à atividade desenvolvida na indústria. fez-se uma análise epidemiológica dos mesmos. nesta população. Dentre estas. No período do presente estudo. Em relação ao motivo de acidentes foram incluídos.773 CATs. pois lida com variáveis que não são controladas. foram separadas 3. mas que permitem que se façam previsões e que se tenha um conhecimento melhor da realidade. segundo Tripodi (1975). 45. Estas CATs são entregues em envelopes de acordo com a ordem de entrada no INSS.4 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES NA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL 4. 4.1 Classificação da Pesquisa Com base na coleta de dados sobre acidentes de trabalho obtidos das CAT. os acidentes típicos e de doença de trabalho. existiam. na DRT. referentes ao ramo metal-mecânico. pois.

segundo a FIERGS. número de empregados e porte da empresa. comunicando sobre a ocorrência de acidentes de trabalho com ou sem afastamento. 116 e 117 respectivamente. a razão social da empresa não será mencionada neste estudo.4 Escolha de Variáveis A coleta das variáveis foi feita com base na CAT. sindicato dos trabalhadores. − ao acidentado. as empresas estudadas podem ser divididas em três ramos de atividade econômica2: 1. Com a razão social em mãos. e uma parte para uso do INSS. Na parte frontal da CAT. foi possível através.) Procurou-se levantar todas as variáveis das CATs que tornassem possível atingir os objetivos principais do trabalho. ramo das indústrias da metalúrgica.1 Empresa Informações obtidas sobre a empresa: Razão Social . 4. acidente. encontram-se informações referentes à empresa. Atividade Econômica . São as variáveis relativas: − à empresa. Esse documento deve ser preenchido pelas empresas em 6 vias. obter-se os dados sobre as três variáveis.4. − ao acidente.4. No verso da CAT. 39 . Pôr questões éticas. encontra-se o laudo do exame médico. segurado e DRT. bem como sobre o tratamento do acidentado. SUS. testemunhas. 2 Um lista completa com as atividades realizadas por cada ramo pode ser vista na Tabela 60 em anexo pág. empresa. acidentado. (Ver Figura 1 e Figura 2 em anexo pág. − ao laudo Médico. As vias são respectivamente entregues para o INSS.Esta variável foi coletada com o intuito de se chegar a outras três variáveis: atividade econômica da empresa. da consulta ao CD de Cadastro Industrial do Rio Grande do Sul de 1998 da FIERGS. que deve conter informações sobre as lesões e partes do corpo atingidas. 115.

foram consideradas separadamente. após. elas foram consideradas aparte no presente estudo. 4.Extraída do campo “município”. Devido ao fato de algumas indústrias do ramo da metalúrgica apresentarem um número muito alto de acidentes. forjarias e fundições. Com esta variável foi possível verificar a região com maior ocorrência de acidentes. As idades foram armazenadas em anos e.Identificar as profissões com maior freqüência de acidentes. (Ver Tabela 10).Variável utilizada para determinar o porte da empresa. Sendo assim. as siderúrgicas. 3.4. no intuito de verificar quais relações a idade apresenta com o tipo de acidente. 40 . para fins de estudo e desagregação das informações. Quantidade de Empregados .2.2 Acidentado Variáveis extraídas da parte referente ao acidentado: Profissão .Empresa Abaixo de 20 Região da Empresa . Tabela 10 . Foram encontradas um total de 236 profissões diferentes nas CATs.Porte das Empresas Porte Pequeno Porte Médio Porte Grande Porte Fonte: FIERGS Trabalhadores De 20 até 99 De 100 até 499 Acima de 499 Micro. cutelarias. ramo das indústrias da mecânica. agrupadas em faixas etárias conforme mostra a Tabela 11. no intuito de verificar o relacionamento do acidentes com o tipo de tarefa que o trabalhador executa. Idade – Identificar a faixa etária na qual ocorre a maior parte dos acidentes. ramo das indústrias de material de transportes.

bem como os tipos de acidentes envolvidos com o estado civil. 1996). 41 . sendo possível.44 45.39 40.24 25.Tabela 11 .Não Informado Sexo .Verificar a faixa salarial na qual ocorre a maior parte dos acidentes.49 50. devido ao fato de serem empregadas em tarefas associadas com movimentos repetitivos (Lima. com isto. e confirmar a predominância de trabalhadores do sexo masculino neste ramo de atividade.34 35.Classificação de estado civil para o banco de dados Estado Civil Casado (a) Solteiro (a) Separado (a) Divorciado (a) Viúvo (a) Desquitado (a) Não Informado Salário .Verificar se os casados e mais velhos acidentam-se mais que os mais novos e solteiros.19 20. Verificar se as mulheres são mais atingidas pôr doenças ocupacionais.29 30.Faixas etárias do banco de dados Faixas Etárias do Banco de Dados .59 Mais de 60 NI . O estado civil foi armazenado conforme a Tabela 12.54 55. calcular os custos diretos dos acidentes para a empresa.17 18. Tabela 12 .Verificar os tipos de acidentes que estão relacionados com o sexo. Estado Civil .

4. equipamento. pois o mesmo é preenchido com informações inexatas para o estudo como será abordado no capítulo 4. Ver Tabela 13. onde constam os principais agentes levantados das CATs. c/ Produto Trabalhando Transporte Não Identificada Descrição Movimentando-se no local de trabalho Atividades de limpeza Manuseando peça. Trab. Local do Acidente . 118). produto. Gerais Setup Trab. Seria importante para o trabalho se este campo fosse preenchido com o posto de trabalho do acidentado. Hora do Acidente . É importante salientar que não foi possível utilizar este campo da CAT. Trab. Descrição do Acidente . de forma que se pudesse verificar a relação que o posto de trabalho tem com o acidente.Lista de Atividades para o Banco de Dados Atividade Deslocamento Limpeza Manuseio Manutenção Outros Recreação Serv. Ver Tabela 62 (em anexo pág.3 Acidente Variáveis referentes ao acidente: Data do Acidente .Identificar os principais agentes de lesão. Ajuda a identificar a causa aparente do acidente.Encontrada a partir da descrição do acidente. etc. onde se pode verificar a causa aparente do acidente. c/ Ferr. produto ou ferramenta Atividades de reparo Intervalo Atividades não ligadas ao posto Preparação de máquina ou equipamentos Trabalhando com uma ferramenta Trabalhando em alguma máquina Trabalhando com alguma peça Trabalhando com algum produto Trabalhando sem ser possível identificar a atividade Transportando peça. Objeto Causador . 42 . Ver Tabela 61 (em anexo pág.Verificar dia da semana de maior ocorrência dos acidentes. c/ Peça Trab.Identificar atividades que o acidentado estaria realizando no momento do acidente. Tabela 13 . c/ Máq. Natureza do Acidente .Verificar o horário de maior incidência de acidentes. 119).4.Verificar o posto de trabalho onde mais ocorrem acidentes.

apresenta uma descrição com as características das CATs 43 . 120) e na Tabela 64. permite determinar a gravidade do acidente. A lista de lesões e de partes do corpo atingidas podem ser verificadas na Tabela 63.5 Procedimento da Pesquisa A primeira etapa do trabalho constituiu-se na coleta dos dados contidos nas CATs que foram disponibilizadas pela DRT/RS. Os tratamentos cuja duração não ultrapassam 15 dias são considerados leves. Campo do tipo “sim e não”.Determina se houve morte ou não. A Tabela 14. Afastamento do Trabalho .Extraída do campo “duração provável do tratamento”.Extraídas dos campos “descrição da(s) lesões” e “diagnóstico”. com o objetivo de verificar qual a principal lesão que sofrem os acidentados e quais as principais regiões do corpo atingidas. Morte .Verificar em que situação acontece o afastamento do acidentado.4 Laudo Médico As variáveis referentes ao laudo médico são: Lesões e Partes do Corpo Atingido . (pág.4. segundo o MPAS. (pág. 4. abaixo.4. Duração do Tratamento . e os tratamentos que ultrapassam 15 dias são considerados graves. Foram analisadas notificações de acidentes que ocorreram a partir de janeiro de 1996 até abril de 1998 em todo o estado do Rio Grande do Sul. 121) em anexo.

773 CATs. bem como o relacionamento entre as mesmas. A segunda etapa do trabalho consistiu-se no armazenamento das informações coletadas nas CATs.6 Análise dos Dados Esta etapa de estudo consistiu basicamente na análise de freqüência.206 CATs. data de nascimento e filiação materna) − − − − − Identificação do Empregador Causa do Acidente (CID) Tipo de Acidente Data do Acidente Indicativo de Óbito Origem/Fonte Período de Abrangência Abrangência Geográfica Atualização Variáveis Basicamente. independente de geração ou não de concessão de benefício. à parte de coleta de dados envolveu a separação das CATs referentes à indústria metalúrgica e metal-mecânica. 8. procurando determinar. 122 44 .Características das CATs Descrição Contém informações sobre acidentes de trabalho comunicados ao INSS. Os dados foram armazenadas num banco de dados desenvolvido por Costella (1998)3. com o objetivo de conhecer a distribuição e magnitude dos acidentes. em primeiro lugar 3 Ver Figura 3 em anexo pág. A ênfase do sistema está voltada para o cadastramento e histórico dos acidentes de trabalho. De um total de 45. o que perfaz um total de 3. O banco de dados permite o armazenamento de todas as variáveis coletadas. endereço.Tabela 14 . uma vez que eles não estão ligados com a atividade do trabalho e sim com uma circunstância referente ao trajeto entre o trabalho e sua residência.773 CATs. 4.CAT A partir de setembro de 1993 Brasil Diária − Qualificação do segurado (nome. Foram armazenadas 3. Comunicação de Acidentes de Trabalho . Os acidentes de trajeto não foram levados em consideração.34% dos acidentes eram referentes à indústria metalúrgica e metal-mecânica.

no caso do metalúrgico.portanto. são descritas as quatro principais profissões.24% dos acidentes). não fica claro a sua função nem seu posto de trabalho.6. Tais subsídios devem permitir a verificação das características comuns existentes entre o posto de trabalho e os acidentes.. seria importante que as CATs informassem o posto de trabalho a fim de desagregar estas informações. procurando identificá-los e relacioná-los com as atividades do trabalhador. existem muitas máquinas e . Uma das principais características a ser focalizada é o posto de trabalho. que podem ser transportadas manualmente ou com auxílio de máquinas. de acordo com a freqüência dos acidentes. A exemplo da 45 . fundição. Quando um acidente ocorre. Profissão Operador de Máquina (10. e o motivo da escolha do soldador para estudos adicionais. portanto.Também uma denominação genérica para trabalhadores que trabalham na indústria realizando as mais diversas tarefas. contudo. usinagem. A seguir. Posto de trabalho é o local onde o trabalhador executa a maior parte ou a totalidade de suas funções. pois os dados ficam agregados tornando difícil a determinação de um posto de trabalho típico ou tarefas típicas do profissional. e até o controle de um painel. foi efetuar estudos mais detalhados para verificar se as CATs fornecem subsídios suficientes para se adotar medidas que ajudem a evitar acidentes. montagens de peças pesadas. identificando entre outros itens a profissão do acidentado.a profissão de maior freqüência em acidentes.36% dos acidentes) . realizar uma análise que possa indicar as causas do acidente relacionadas com a atividade do profissional. Esta classificação abrange uma grande variedade de funções dentro de uma mesma profissão. A palavra “metalúrgico” é empregada para designar genericamente um profissional que trabalha na indústria metalúrgica o qual desempenha desde funções de escritório até funções de chão de fábrica como montagens de peças leves.64% dos acidentes) . São elas: Profissão Metalúrgico (22.Um pouco mais padronizada que a função “metalúrgico” porque os operadores de máquinas trabalham somente com máquinas. e em segundo lugar a realização da análise das principais variáveis envolvidas no estudo 4.1 Profissão com Maior Freqüência de Acidentes O objetivo principal de se escolher uma categoria de profissão. Isto permitiria extrair mais conclusões em relação ao posto de trabalho e sobre os fatores que direta ou indiretamente estão influindo nos acidentes. Não é possível. não se prestando para um estudo. ele é notificado através da CAT. No entanto. Profissão Industriário (9.

as operações de soldagem envolvem poucas posições. A literatura não menciona este fato como importante e evidencia o fumo da soldagem como maior fonte de problemas em soldagem. a profissão soldador é a mais padronizada em relação às tarefas desempenhadas e posto de trabalho. compreende tarefas semelhantes para um profissional com mesma denominação.1 Atividade da Empresa O total de acidentes (típicos e doença do trabalho) ocorridos em todos os setores foi de 3.7. Considerando que o soldador é a quarta profissão com maior freqüência de acidentes.773 nos anos de 96/97.profissão metalúrgico. 4. Isto perfaz aproximadamente 8. movimentos lentos e estáticos.7 Perfil da Empresa 4. Soldador é aquele profissional encarregado de executar a operação de soldagem. As principais fontes bibliográficas sobre acidentes com soldador estão em inglês e em periódicos. conforme apresentado no capítulo 6. existe uma probabilidade muito pequena de que o soldador sofra o impacto de algum agente. Se for levado em conta que os ramos do setor metal-mecânico têm aproximadamente 20% da mão de obra do estado. Cabe ressaltar que existe muito pouco material tratando sobre o assunto. Porém. a menos que o posto de trabalho esteja desorganizado ou o soldador esteja fora de seu posto. O maior risco enfrentado pelo soldador é devido a problemas musculoesqueletais devido à grande estaticidade das atividades de soldagem e tempo prolongado que o mesmo permanece em uma mesma posição. que consiste na ligação de peças metálicas através do uso de substância metálica e fusível. no caso o soldador) ele foi escolhido para análise mais detalhada sobre as informações contidas nas CATs. Segundo Torner (1991). 46 .306 CATs separadas. pode-se considerar estes números aceitáveis. é difícil a realização de estudos mais aprofundados sobre os acidentes com industriário. o ideal é que se reduza ao máximo os riscos aos quais os trabalhadores estão expostos. Profissão Soldador (3.3% do total de acidentes dentre as 45. Além disto. porém a primeira em se tratando de posto padrão de trabalho (ou seja. esta profissão despertou especial interesse pelo elevado índice de acidentes devido a impacto sofrido. Logo.52% dos acidentes) – Entre as quatro profissões com maior freqüência de acidentes.

56 2.Tabela 15 . conforme pode ser mais facilmente visualizado no Gráfico 7. Alimentação 3%3% 3% 5% 5% Comércio 8% Metalúrgica 36% 9% Metalúrgica Outros Quim/Plástica Construçào Comércio Textil/Vestuário Transporte Papel/Papelão Móveis e madeira Alimentação 14% Outros 14% Gráfico 7 .com.55 19.Osasco 4 Site: http://www. mostrou que naquela região o setor de metalúrgica é o de maior registro de acidentes. seguido pelo setor mecânico e cutelaria.Número de acidentes segundo atividade da empresa Atividade da empresa Metalúrgica Mecânica Cutelaria Material de Transporte Forjaria NI Fundição Siderúrgica Total % 31.06 100.46 17.alternex.773 CATs cadastradas no banco de dados.00 A Tabela 15 apresenta o número de acidentes segundo a atividade da empresa conforme os resultados obtidos das 3.81 2.72 16. Um estudo realizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco publicado na Internet4.htm 47 .br/~sindmetal/doenramo.50 6. A indústria metalúrgica foi a que mais apresentou acidentes.Freqüência dos Acidentes segundo Atividade Econômica .33 3.

.35%. num total de aproximadamente 36%. com 20. Apesar de 64% dos trabalhadores pertencerem às empresas de micro.. como mostra a Tabela 16 que apresenta a distribuição de acidentes segundo o porte da empresa..43 20.4. Isto para que possa existir uma política de segurança e prevenção de acidentes no Brasil. Tabela 16 . médio e micro empresas estão subnotificando as comunicações de acidentes de trabalho.2 Porte da Empresa “Com estas informações em mãos pode-se responder perguntas como: Onde eu localizo os acidentes que estão ocorrendo nas pequenas e micros empresas.7. pequeno e médio porte. seguido pelas de médio porte. justificando.35 3. Ou o ambiente de trabalho destas oferecem um maior risco a saúde do trabalhador. o maior registro de ocorrências se deu nas empresas de grande porte. por aproximadamente 15% da mão de obra no setor 48 . Um outro fator que justificaria a maior incidência de acidentes na empresa de grande porte. entre outros fatores.43%.47 100. o maior número de acidentes entre estas empresas. com 54.43% dos casos. Segundo dados do SEBRAE.35 13. Isto já não ocorre nas empresas de porte médio.41 8. a indústria metalúrgica e metal-mecânica se caracterizam pôr ter uma grande quantidade de trabalhadores nas empresas de grande porte. A fato das empresas de grande portem serem responsáveis pôr 54. pois existe uma dificuldade maior de subnotificação nestas empresas devido à força dos trabalhadores.00 Em relação ao porte das empresas.1999). dos acidentes pode ter duas explicações. onde atuam a maioria dos trabalhadores brasileiros? Os acidentes precisam estar associados ao porte da empresa. pequeno e micro empresas. ou as empresas de pequeno. principalmente priorizando a atenção aos pequenos.Distribuição de acidentes segundo o porte Porte da empresa Grande Médio Pequeno NI Micro Empresa Total % 54.” (Anuário. seria a força sindical. segundo dados da FIERGS. as micro empresas do Rio Grande do Sul são responsáveis.

21 49 . 31. foram responsáveis pela maior quantidade de acidentes num total de 32.7. A região metropolitana de Porto Alegre concentra aproximadamente.13 % Acum. Apesar disto.13%).92) todas regiões com importantes pólos industriais e com grande número de trabalhadores. num total de 39. Isto devido ao fato da região ter importantes pólos industriais distribuídos ao longo destas cidades.08 16. segundo dados do SEBRAE (1999).metal-mecânico do estado. Analisando-se os dados.08%. pequeno e micro-empresa.1 47. verificou-se que as empresas de grande porte.88% para as de pequeno porte e 55.24%) e Caxias do Sul (4. as principais geradoras de acidentes foram às empresas pertencentes ao ramo de atividade de metalúrgica. pôr porte das empresas analisadas nas CATs.3 Região da Empresa A região que mais apresentou acidentes de trabalho foi Porto Alegre. pertencem à região metropolitana de Porto Alegre. A Tabela 17 apresenta o número médio de empregados. 46% das indústrias mecânicas e 35% das indústrias de material de transporte.Número médio de empregados pôr porte da empresa Porte da empresa Grande Médio Pequeno Micro Empresa Média De Empregados 1078 212 52 12 4. as micro-empresas foram responsáveis pôr apenas 3. indicando a possibilidade de subnotificação de acidentes.47% das ocorrências. Entre as empresas de porte médio. com 31. 61. Canoas (12.86% para as de médio porte.04% dos acidentes gerados pelas empresas de grande porte. Entre as dez cidades que mais geram acidentes.Distribuição dos acidentes segundo a cidade Região Porto Alegre Gravataí % 31. seguido pôr Gravataí (16. Tabela 18 . 36% das indústrias metalúrgicas do estado. pertencente ao ramo de Cutelaria.9% para as micro-empresas. Tabela 17 .

industriários. Devido ao grande número de profissões.6.64 1. de acordo com a profissão5.45 64. serão utilizadas estas dez.24 4. pôr isto em estudos subseqüentes.8 Perfil do Trabalhador 4. adotou-se como critérios para estudos subseqüentes. e as correspondentes freqüências de acidentes e percentual em relação ao número total de acidentes.64 1.78 1.36 2.Canoas Cx. operador de máquinas. Como já foi abordado no item 4. Cruz do Sul Outras Total 12.55% das demais cidades.06 1. industriário e operador de máquina.00 59. soldadores e montadores respectivamente.1.37 68. juntas somam mais de 80% dos acidentes.15 76. totalizando 59.55 1.92 4. são classificações de profissões que não caracterizam um posto de trabalho padrão.1 Profissão No Gráfico 8 é apresentado o número de acidentes no setor metal-mecânico do Estado do Rio Grande do Sul. 125. pode-se observar que as cinco profissões com maior freqüência de acidentes foram os metalúrgicos. Através do gráfico.73 73. Isto torna 5 Uma tabela completa com a relação das profissões pode ser vista na Tabela 66 em anexo pág. pois um profissional realiza tarefas distintas em um determinado posto de trabalho.09 75.36 4.00 Pode-se observar que Porto Alegre.22 100.22 81.76 83. utilizar as nove primeiras.45% dos acidentes em comparação aos 40. juntas. Do Sul S.8.93 78. 50 . Gravataí e Canoas. as profissões metalúrgico. somam mais acidentes que todas demais cidades.45 16.57 80. Do Sul S. onde forem referenciadas as cidades.78 100. Rosa Esteio Sapuc. que junto são responsáveis pôr mais de 60% dos acidentes. Leopoldo Cachoeirinha Panambí Bento Gonçalves Sta. 4. As dez primeiras cidades onde ocorreram os maiores números de acidentes.

45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% Op. e que as doenças do trabalho ocorram com os trabalhadores mais velhos.85 anos. Produção Op. Op.8. 10. relacionados com as atividades do acidentado.81% 2.95% 2.difícil a determinação das possíveis causas e fatores comuns aos postos de trabalho. A média nacional de acidentes pôr idade é de 32.91% dos acidentes com metalúrgicos ocorrendo em apenas duas atividades econômicas da região de Porto Alegre. que poderiam estar levando determinado profissional a se acidentar.52% 2.86% 2.24% 3. Manutenção Metalúrgico Industriário Montador Soldador Aux.2 Idade Em relação à idade dos trabalhadores. sendo de 35. pois elas vão sendo adquiridas ao longo da vida de trabalho. A Tabela 19 apresenta as respectivas profissões dos acidentados com maior freqüência e a idade média na qual o profissional sofreu o acidente.54 anos.Distribuição de acidentes pôr profissão Em relação as atividade da empresa e a região dos acidentes. Mult. ocorram com trabalhadores mais jovens. e profissional o com a menor média de 51 Outras . Pode-se verificar pôr inspeção visual a tabela. onde após anos de atividades insalubres. o valor mais expressivo observado foi o dos metalúrgicos que sofreram 44. num total de 61. Func. 4.35% Gráfico 8 . Máquina Serv. com 44.36% 9. Cel.92% de seus acidentes em empresas de cutelaria da região de Porto Alegre e 16.98% em forjarias também de Porto Alegre.30% 2. pois eles têm menos experiência. O Posto de Trabalho é uma informação importante que deveria vir descrita na CAT para se permitir fazer uma maior investigação das causas dos acidentes e também para se ter informações mais detalhadas sobre o acidente.31 anos. Gerais Mec.64% 38. Man. é de se esperar que acidentes típicos.02% 22. já no setor metal mecânico este valor ficou um pouco acima. que o profissional com a maior média de idade é o caldeireiro. as doenças do trabalho se manifestam.95% 2.

0 0 % 6 . 1 8 .0 0 % 1 6 .0 0 % 1 2 .95 Ainda em relação à idade. Máquina Industriário Soldador Serv.0 0 % 0 . Cel.0 0 % 8 . que apresenta a maior freqüência de acidentes.idade foi de serviços gerais com 28.htm 52 . Man. Pode-se observar que a faixa etária que mais sofreu acidentes situa-se entre os 30 e 34 anos seguido pêlos trabalhadores entre 25 e 29 anos.0 0 % 4 .57 37.39 28.0 0 % -1 7 1 8 -1 9 2 0 -2 4 2 5 -2 9 3 0 -3 4 3 5 -3 9 4 0 -4 4 4 5 -4 9 5 0 -5 4 5 5 -5 9 60NI Gráfico 9 .com. exceto pela 6 Fonte: http://www.0 0 % 1 4 . Através dele pode-se observar a semelhança dos dados. se acidenta em média com 37.Distribuição de acidentes segundo faixa etária O Gráfico 10 apresenta uma comparação dos dados obtidos pelo sindicato dos metalúrgicos de Osasco6 e os obtidos através da coleta das CATs para indústria metal-mecânica do estado do Rio Grande do Sul. Func.Média de idade do acidentado segundo a profissão Profissão Metalúrgico Op.7% de acidentes). Produção Op.13 35.br/~sindmetal/doenramo.0 0 % 2 .25 anos.75 31. o maior índice de acidentes ocorre com profissionais em torno de 28 anos (4. Mec.18 36.06 35. No Gráfico 9 é apresentado a freqüência dos acidentes segundo a faixa etária entre os trabalhadores acidentados.18 anos.31 38. Aux.7% de acidentes) seguido pêlos de 33 anos (3. Manutenção Média De Idade 37.08 28. O metalúrgico.25 35. Gerais Montador Op. Mult.0 0 % 1 0 .alternex. Tabela 19 .

com 39. Pode se perceber. varia dos 25 aos 30 anos. os acidentados mais velhos pertencem ao ramo das siderúrgicas.88 anos. que em ambos os casos. sendo esta idade de 36. com 32.36 anos. e os acidentados mais novos pertencem ao ramo das fundições. dentre os acidentados. Já as micro-empresas apresentaram a menor média.17 anos. Em relação à atividade econômica. os dados estão mais distribuídos entre todas as faixas etárias.Comparação de distribuição de acidentes segundo faixa etária entre RGS e OSASCO − Média de Idade As empresas de grande porte apresentaram os trabalhadores com maior média de idade. pôr volta de 38 anos. em média.17 anos. 53 . Osasco tem uma ocorrência maior de acidentes entre os mais jovens. Porto Alegre apresentou. 25% 20% 15% 10% 5% 0% a té 1 8 19 a 24 25 a 30 31 a 36 O sasco 37 a 42 RGS 43 a 48 49- NI Gráfico 10 . com os acidentados estando com 33. a faixa etária com maior freqüência de acidentes. e no Rio Grande do Sul. através do Gráfico 10.distribuição dos mesmos. trabalhadores numa faixa etária mais elevada.

00 16. Em média.00 2.61 1. os casados têm 38.8 anos de idade e os solteiros tem 27.71 6.08 1.22 100.18 18.8.98 0.32 31. Tabela 21 .00 100.00 18.00 3.00 4.3 Estado Civil A Tabela 21 apresenta os dados dos acidentes do setor metal-mecânico do Rio Grande do Sul.80 19.00 17.27 100. Pode-se observar que os trabalhadores casados são os que sofrem mais acidentes. com o respectivo estado civil do acidentado.24 23.33 19. freqüência de acidentes e percentual sobre o total de acidentes.00 54 .00 13.00 16.18 10.34 0.00 15.Tabela 20 .2.03 0.Freqüência de acidentes pôr estado civil Estado Civil Casado (a) Solteiro (a) Separado (a) Divorciado (a) Viúvo (a) Desquitado(a) NI Total % 64.32 %.70 0.Distribuição de acidentes segundo a faixa etária para a cidade de Osasco e o estado do Rio Grande Do Sul Idade até 18 19 a 24 25 a 30 31 a 36 37 a 42 43 a 48 49NI Total Osasco % RGS % 2. totalizando 64.

11 anos. e 9. As mulheres sofrem 48% de seus acidentes em cutelarias e os homens 32. 9.45% de acidentes para os homens contra 90. uma das explicações para este fato é a maior quantidade de homens que trabalham em atividades da indústria metal-mecânica.46 53.27 1.00 % Acum.46 24.94 17. em comparação com 9.4 Salário A Tabela 22 apresenta a freqüência dos registros de acidentes. com um total de 90.00 4.40 70.46% dos acidentados.09 98. segundo a faixa salarial.3% das ocorrências.40 92.8.65 89.91% em metalúrgicas sendo estes os maiores responsáveis pêlos acidentes classificados de acordo com o sexo dos trabalhadores.52 2.38 no Rio Grande do sul. Entre outros fatores.92 95.38% do sexo feminino.83 97.46 82.20 99. 55 .4.38 0.5 Sexo Os profissionais do sexo masculino foram os que mais se acidentaram.Freqüência e distribuição dos acidentes segundo faixa salarial Salários 3 4 2 5 6 NI 7 8 1 9 11 10 Acima de 12 12 Total % 28. As mulheres se acidentam em média na faixa dos 37. contra.14 100. O sindicato dos metalúrgicos de Osasco chegou a números semelhantes a estes. Tabela 22 .8.13 0.07 12.78 99. 28.3% no Rio Grande do Sul. As CATs da cidade de Osasco indicaram 90.42 0. A maior parte dos acidentados recebe entre 2 e 4 salários.58 99.75 3.19 6.91 1.2 anos de idade e os homens na faixa dos 35.22 98. perfazendo um total de 70.86 100.56 0.55% de acidentes para as mulheres.28 0.

O primeiro ponto estudado buscava determinar as maneiras pelas quais acidentes de trabalhos e desordens musculoesqueléticas estariam relacionadas com as operações de manuseio dos postos de trabalho e como elas poderiam ser prevenidas. não deixando claro o que realmente aconteceu no momento do acidente.8.Distribuição de acidentes pôr sexo segundo a natureza Pelo Gráfico 11 pode-se verificar que os acidentes mais comuns entre as mulheres são devido a doença ocupacional (DO) enquanto nos homens é devido a impacto sofrido e DO. Cockerill (1993) realizou um estudo em uma linha de montagem e três postos de trabalho em um posto de trabalho de uma indústria de aço onde chapas de metal são cortadas e ajustadas. As informações vêm a acordar com alguns estudos que atestam que as mulheres são utilizadas em tarefas que exigem mais detalhes e menos força. a melhoria ergonômica dos postos de trabalhos. esta informação estava mal preenchida ou incompleta. na maior parte dos casos. Porém. análises de acidentes de trabalho resultando em incapacidade para o trabalho. O estudo teve como objetivo principal.6 Atividade do Funcionário A atividade do funcionário nas CATs pode ser verificada na área designada à descrição do acidentes. Normalmente estas tarefas se caracterizam pôr serem repetitivas e com alto grau de insalubridade devido ao ruído (Lima. Isto vem a tornar o dado praticamente inútil. 1996) 4. análises ergonômicas de trabalho de cada posto com a ajuda de vídeo gravação. e desenvolvimento de soluções 56 Corte . e o que o trabalhador estava fazendo. compilação da avaliação de trabalhadores de sua situação de trabalho. medição de indicadores de esforço fisiológico. A pesquisa envolveu um estudo retrospectivo de registros médicos de trabalhadores.60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Impacto Sofrido 13% 31% 57% 23% 20% 12% 5% 8% 6% 7% 5% 6% 2% 4% impacto Sofrido Contra Doença Ocupacional Prensagem Esforço Físico OUTROS Feminino Masculino Gráfico 11 .

técnicas. Neste estudo, foi observada uma alta média de incidência de desordens musculoesqueletais. Estas desordens puderam ser relacionadas com a natureza da operação de manuseio e estresses postural envolvendo estes locais de trabalho. Com estas informações em mãos, medidas corretivas e preventivas puderam ser tomadas diminuindo substancialmente problemas de desordens musculoesqueletais nos trabalhadores daqueles postos de trabalho. Este estudo deixa clara a importância da análise de dados. Uma falha que o documento CAT apresenta, é que no preenchimento, apesar de obrigatório, da área designando para se identificar o local do acidente, este é preenchido com informações inúteis para uma posterior análise. Seria interessante que pôr ocasião do preenchimento desta informação, fosse mencionado o posto de trabalho onde estava o funcionário no momento do acidente. Para exemplificar, cito o caso de uma descrição de acidente que veio com a seguinte informação: “Tubo de ferro caiu em cima dedão do pé direito” Estas informações são praticamente, desnecessárias, pois o objeto da lesão (tubo de ferro) vem descrito no campo destinado a se colocar o objeto causador; à parte do corpo atingida (“dedão do pé direito”) vem descrita no campo destinado à descrição das lesões; a natureza da lesão, que neste caso foi impacto sofrido, merece um campo maior para conter informações mais detalhadas, com maior riqueza de informações sobre o acidente. Uma melhor descrição do acidente seria: “Atingido pôr objeto, no momento em que operava, e/ou manuseava, e/ou trabalhava, e/ou concertava, e/ou etc, uma determinada máquina e/ou uma determinada peça, e/ou determinado produto, e/ou se deslocava, em determinado posto de trabalho e/ou fora do posto de trabalho.” Desta forma seria possível tirar conclusões mais corretas sobre os acidentes, e tornar a informação mais útil para prevenir acidentes. O importante em se analisar as CATs, é verificar possíveis características comuns do posto de trabalho, que possam estar influenciando na ocorrência de acidentes. Porém, o mau preenchimento das mesmas dificulta esta ação.

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4.9

Freqüência temporal dos Acidentes

4.9.1 Data do Acidente Segunda-feira foi o dia da semana onde mais ocorreram acidentes, em todos os ramos de atividades analisadas, com um total de 22,83% dos registros. Todos os outros dias apresentaram uma tendência decrescente entre os dias respectivamente, até domingo onde a ocorrência de acidentes foi a menor, com 1,5% dos acidentes. Costela (1999) identificou o mesmo padrão de comportamento ao analisar os acidentes ocorridos na indústria da construção civil nos anos de 1996-1997. A Tabela 23, apresenta a freqüência dos acidentes segundo o dia da semana. Tabela 23 - Freqüência dos acidentes segundo o dia da semana
Dia Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom NI Total % 22,83 20,77 18,10 17,07 13,36 3,94 1,50 2,44 100,00

Um dos fatores que poderiam explicar o maior número de acidentes na Segunda- feira, como mostra o Gráfico 12, seria o fato de ser precedido pelo fim de semana. A quebra do ritmo do trabalho, devido ao período de descanso, faz com que no retorno tanto a produtividade quanto a atenção sejam menores, propiciando uma maior número de acidentes. Com o decorrer da semana, a atenção aumenta, o ritmo é retomado, porém com uma tendência de, na sexta-feira, o funcionário estar com atenção elevada, porém com um ritmo de trabalho menor devido ao cansaço, o que vem pôr propiciar um menor número de acidentes (Costella 1999).

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25% 20% 15% 10% 5% 0% Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom NI

Gráfico 12 - Distribuição dos Acidentes segundo o dia da semana 4.9.2 Hora do Acidente O Gráfico 13 apresenta a freqüência dos acidentes segundo a hora de ocorrência. Pode-se observar dois picos, um pela manhã, das 10 às 11 horas, e outro pela tarde, das 16 às 17 horas. Os mesmos picos forma identificados pôr Costela (1999) em analise feita nos acidentes ocorridos na indústria da construção civil nos anos de 1996-1997. Pode-se observar a grande quantidade de registros onde a hora do acidente não foi informada, ou pôr desinteresse.
30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 00:00 01:00 02:00 03:00 04:00 05:00 06:00 07:00 08:00 09:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00 21:00 22:00 23:00 NI

Gráfico 13 - Distribuição dos acidentes segundo a hora do acidentes

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Isto permitiria tomar medidas que reduzissem os riscos de operação da mesma. que atinge seu ápice no horáro das 10 horas e.1 Natureza do Acidente Em grande parte. Em outras ocorrências. Esta informação é insuficiente para que se possa fazer uma análise mais aprofundada do acidente ocorrido. estabelece que se deve atuar corretivamente. deslocou o joelho direito” e no campo destinado a informar o objeto causador: “Máquina”. esta informação estava bem clara. H. 1972. porém. se deram no momento em que os trabalhadores utilizavam suas máquinas e ferramentas ou manuseavam alguma peça. na maior parte dos casos. a crítica que se faz aqui em relação ao preenchimento das CATs.10. agir sobre a fonte do problema. é que poderia se deduzir a atividade que o trabalhador estaria executando no momento do acidente.. tendo como primeira medida. Porém. mas como não se sabe qual é a máquina. é que este não era feito com clareza. em relação a uma tarefa que ofereça risco ao trabalhador e. H. e também permitiria saber qual máquina estaria ocasionando o maior número de acidentes de trabalho. permitindo identificar qual máquina se empregava. a máquina envolvida no acidente. como o caso da prensa e do torno. quanto maior o nível de atividade maior a possibilidade de ocorrerem acidentes. pois cada máquina tem um leque de operações que os trabalhadores podem realizar. A exemplo dos casos anteriores. C. a fonte é a máquina. os acidentes devido a impacto sofrido e prensagem coletados nas CATs. o que vem pôr ocasionar a agregação dos dados. A importância de se conhecer a máquina onde ocorreu o acidente. quando há uma queda da produtividade e da atenção. Em muitos documentos aparecia apenas a palavra máquina. não se pode agir sobre a fonte do problema. em uma das CATs com a seguinte descrição do acidente: “Quando estava mudando uma máquina de lugar. PARKER. (McGraw-Hill series in construction engineering and management) 60 . W. não deixando claro. assim.Parker e Oglesby apud Costella (1999) explicam o pico da manhã como sendo resultado da taxa de produtividade diária. Methods improvement for construction managers. New York: McGraw-Hill.10 Causa do Acidente 4. Pôr exemplo. OGLESBY. 17). O pico da tarde pode ser explicado como resultado da fadiga ocasionada pela proximidade do final da jornada. neste caso. Um dos princípios de prevenção de acidentes (Princípio de Prevenção de Acidentes pág. 4.

00 Durante o cadastro das CATs e leitura do campo descrição do Acidentes.30 26. Pode-se verificar. 61 .Físico.Físico Corte impacto Sofrido Contra Outros Total % 29. Tabela 24 .01 69.30 55.A atividade exercida no momento do acidente também é muito importante devido ao fato de que para se analisar um posto de trabalho. percentual sobre o total e percentual acumulado. DO. Esforço. canos. pode-se verificar que.12% dos acidentes.89 19. e que atividades poderiam estar gerando maior risco ao acidentado. possivelmente devido à desorganização dos postos de trabalho. ferramentas. Segundo VINER (1992) os engenheiros e pessoas responsáveis pêlos projetos das máquinas devem ter um conhecimento básico e uma educação continua que os habilitem a projetar maquinarias e métodos de trabalho para satisfazer as expectativas legais de segurança no trabalho. em grande parte. tubos e outros normalmente em cima das mãos do acidentado.94 6.32 63. deve-se conhecer o processo de trabalho do local analisado.23 80. o impacto sofrido foi devido à queda de peça.Distribuição dos acidentes segundo a natureza Natureza do acidente Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Esforço .69 6. Corte e Impacto Sofrido Contra) chega-se a 80. A Tabela 24 apresenta a freqüência dos acidentes segundo a natureza. os estudos subseqüentes relacionados à Natureza da Lesão serão realizados em relação a estes seis tipos de acidentes com maior incidência de acidentes.00 % Acum. pela tabela.32% dos registros.88 100. Prensagem. Muitos acidentes poderiam ser evitados se as máquinas tivessem dispositivos para proteger o operador. 29.12 100. que impacto sofrido e DO juntos somam 55. Pôr isso.95 76. com a freqüência de acidentes.02 7. ou se fossem de uso menos complexo.28 3. Se considerarmos os seis primeiros (Impacto Sofrido.

13% das ocorrências.00 100. se comparado com a média nacional dos últimos 10 anos. em média.00 Pela Tabela 25.Distribuição dos acidentes segundo natureza do acidente pôr atividade econômica Metalúrgica Siderúrgica Material de Transporte Mecânica Cutelaria Fundição Forjaria Natureza do acidente NI 4 1 3 5 7 4 Corte Doença Ocupacional Esforço .04%. os acidentes típicos representam 94.00 100. Tabela 25 .Físico Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Prensagem 48 13 24 39 39 41 15 8 39 24 26 17 20 35 19 8 10 6 5 29 3 15 3 23 3 8 10 4 13 4 3 0 1 4 2 4 2 6 1 1 0 1 100. que o ambiente de trabalho que o profissional do setor metal-mecânico convive é muito insalubre.Distribuição dos acidentes segundo o motivo Através do Gráfico 14 pode-se verificar que os acidentes típicos representaram 71% dos acidentes doenças profissionais 26%.00 100. no Brasil.Doença Ocupacional 26% NI 3% Acidentes Típicos 71% Gráfico 14 . verifica-se uma grande diferença.00 100.00 100.89% dos acidentes e DO 21. doenças profissionais 1. Porém.13% dos dados. pode-se verificar que a atividade metalúrgica e mecânica são as principais responsáveis pela maior parte dos acidentes típicos. que apresenta a freqüência de acidentes segunda a natureza cruzando com atividade econômica. enquanto Material de 62 % . então. Estes dados foram semelhantes aos obtidos pelo sindicato dos metalúrgicos de Osasco onde os acidentes típicos representaram 77. Pode se observar.

63 .9% dos acidentes ocorridos devido a esforço-físico. Pode-se concluir que metalúrgica e mecânica possuem ambientes de trabalho com um alto risco de acidentes típicos. sendo de 59% nos casados contra 41% dos acidentados em outra situação. enquanto cutelarias e material de transporte possuem um ambiente de trabalho altamente insalubre. As empresas de grande porte são as grandes responsáveis por 40.Transporte e Cutelaria são responsáveis pela maior parte das Doenças Ocupacionais.72% dos acidentes decorrentes de Doença Ocupacional. enquanto que para os homens este valor foi de 22. com impacto sofrido.pois 70.8% dos registros de acidentes de trabalho. Outro dado interessante é o fato de 77% dos casos de doença ocupacional serem com trabalhadores casados contra 33% em outra situação.45% de seus acidentes são devido à doença ocupacional.83). Um fato interessante foi que 57% dos acidentes registrados para as mulheres foram devido à doença ocupacional. Estes dados estão de acordo com estudos feitos pôr Laflamme (1997) que indicam que os mais jovens são colocados frente a tarefas de maior riscos e que as doenças ocupacionais se manifestam nos mais velhos pôr serem frutos da ação do tempo em ambientes insalubres. porém esta diferença foi menor. Siderúrgica também pode ser considerada como tendo um ambiente de trabalho altamente insalubre .8%. Em relação à profissão todos os tipos de acidentes foram mais freqüentes entre os metalúrgicos. indicando que as mulheres são postas em atividades de menor risco.48 anos). Impacto sofrido também foi mais comum entre os casados. A média de idade mais alta foi à encontrada entre os que sofreram doença ocupacional (40. e 70. e a média mais baixa foi para impacto sofrido contra (32. porém mais insalubres. pôr 80.

95 77.82%). De nível 16 Corpo Estranho 17 Peso 18 Subst.69 1. pode-se verificar que ruído e L.Distribuição dos acidentes segundo os agentes da lesão mais freqüentes ID 1 Ruído 2 LER 3 Máquina 4 Ferramenta 5 Peça(s) 6 Chapa 7 Prensa e Torno 8 Obj. Cortante 9 Mov.67 9.10.88 59. Quente 19 Escada 20 Equipamento Outros Total Agente da lesão % 14. é o resultado de 64 .70 70. Logo após vem às lesões causadas pôr máquinas. Barras e Tubos.34 100.59 1.82%).40 81. Dos dados apresentados. A Tabela 27 apresenta os dados quanto aos agentes de lesão mais comuns.16 43. chapas.23 72.97 1.41 3.2 Agentes da Lesão Tabela 26 .41 1.39 5.45 62. peças. ou Prod.82 32.00 80. 14.00 2. o que mais se sobressai.58 2.67 23.45 65.12 67.67 2.06 1.E.77 38.67 100. prensa e torno (29. 14 Caixa(s) 15 Queda c/ ou sem dif.4.13 55.14 8.95 5.56 3.53 2.41 4.16 4.R.29 74.00 % Acum.9% de seus acidentes causados pôr elementos pertencentes ao posto do trabalho.75 3.45 1.73 52.00 Com base na da Tabela 26.27 18. de acordo com a atividade econômica. que apresenta a distribuição dos acidentes segundo o agente causador da lesão.32 47. 11 Ferro 12 Serra ou Furadeira 13 Componente de Maq. Pode-se verificar que a indústria metalúrgica tem 40. ferramentas. demonstrando ser um ambiente de alto risco.26 75.54 79. são os principais causadores de acidentes do trabalho (23. Corpo 10 Canos.

Chapas. Tabela 28 . Corpo.9% dos acidentes são devido a ruído. peças.00 40. à atividade econômica 40.Tipos de agentes mais comuns de acordo com o porte. Ruído. Peças. Ruído e LER Ruído e LER Ferramentas e Caixas Ruído % Relat. chapas.30 65.. onde 65. Chapa.90 Material de Transporte Ruído e LER As empresas de grande porte se caracterizam pôr terem ambientes de trabalho que oferecem maiores riscos à saúde do trabalhador. Chapa. 65 . Chapa.70 32. ao Porte 35.7% dos acidentes tem como agente de lesão. Mov.10 28.70 39. Máquina. Ferramentas. pois os principais agentes são máquinas. se caracterizam pôr serem ambientes de trabalho de maior risco.50 Pequeno Máquina. ruído e LER. pois como pode-se ver na Tabela 28. Prensa. Porte Grande Médio ME Ruído e Ler Peças. que oferecem risco à segurança do trabalhador. ferramentas. máquinas.00 31. Agente % Relat. Peças. pode ser vista na Tabela 70 em anexo pág. 7 Uma lista completa com os agentes e as atividades econômica.90 41. Torno e Ferramentas. 130. Tabela 27 . Prensa e Torno. Prensa e Torno.20 36. peças e ferramentas. todos elementos pertencentes ao posto de trabalho. 35. Máquinas e Ler. Já em empresas dos demais portes. Ruído.agentes de lesão na siderurgia. sendo este um ambiente altamente insalubre para os trabalhadores.Tipos de agentes mais comuns de acordo com a atividade econômica7 Atividade Econômica Metalúrgica Mecânica Cutelaria Forjaria Fundição Siderúrgica Agente Lesão Máquinas.70 50.

peças. chapas.69% e 6.3%. pode-se verificar quais foram os agentes de lesão predominantes entre as categorias profissionais dos acidentados. furadeira. canos. Cortantes. que apresenta os tipos de agentes de lesão mais comuns entre as profissões. 128) a natureza de lesão mais comum foi impacto sofrido. tubos. Ferramentas. e até mesmo de máquinas que não fazem parte de seu posto de trabalho. neste modulo. Como pode-se observar na Tabela 67 (anexo pág. Prensagem e Esforço Físico. indicando uma possível desorganização nos postos de trabalho. tubos. a Natureza 47. barras. Mais adiante. 66 . pode se verificar que ferramentas. barras. Ruído e Ler Máquinas. Peso.20 impacto Sofrido Contra Máquinas. Obj. que o soldador se queimasse ou tivesse problemas respiratórios ou visuais. Mov. 26. Peças e Caixas. pôr exemplo. Com base na Tabela 30.90 61. Corpo.A partir da Tabela 29. Chapas e Máquinas % Relat. serra.94% respectivamente de ocorrência) e os agentes que os ocasionaram.30 68. 7.70 90. canos. serão apresentados mais detalhes a este respeito. o soldador está sofrendo muito impacto de canos.2%. ferros e máquinas são os maiores causadores de Acidentes de Trabalho. porém se vê que os agentes da lesão estão mais ligados a uma possível desorganização de seu posto de trabalho.Agentes mais comuns de acordo com a natureza da lesão Natureza da Lesão Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Esforço . Tabela 29 .Físico Corte Agentes Ferramentas.10 57. peças. poder-se-ia esperar. que contém as quatro Naturezas de Lesão com maior incidência (Impacto Sofrido. e máquina. peças. Logo.20 60. com 29. Como se espera que o acidente esteja relacionado com a atividade. Doença Ocupacional. prensa e torno. Prensa e Torno.

10% dos casos não foi informado se houve ou não afastamento. Em 12.11. Produção Op.44 36. máquina e ferramentas. chapas. torno.74 33.31% dos acidentados necessitaram se afastar de seu posto de trabalho.33 39. prensa.00 33. Mult.82 4. Custos com tratamento. canos. contra 13. treinamento de um profissional para substituir o acidentado. 67 . impacto psicológico nos colegas de trabalho entre outros.Tipos de agentes mais comuns segundo a profissão Profissão Metalúrgico Op. Máquina Industriário Soldador Serv. Mov. Cel. Aux. Man. torno e máquinas. Gerais Montador Op.Tabela 30 .11 Dados sobre o Acidente 4.33 40. tubos. ruído. É sempre bom ter em mente que o afastamento do acidentado de seu posto de trabalho implica em custos diretos e indiretos para empresa. Agente % 36.68 55. Ler. custos com perda de tempo.23 33. barras e tubos.1 Afastamento Em relação ao afastamento.6% que não precisaram se afastar. ferramentas e máquinas. Máquinas. Prensa. LER Chapas. barras. Ruído e Ler Ruído e Ler Ruído e Máquinas Canos. Func. 74.48 29. Componentes de máquina. ruído. Corpo.

4. onde se pode verificar que os acidentes leves (menos de 15 dias) representaram 39.6% das lesões seguidas pôr hipoacusia.00 2.30 31.42 0.2% nos pés. No geral. segundo os dados levantados das CATs. a Tabela 31 apresenta os dados obtidos após análise.66% dos casos este dado não foi informado ou estava ilegível. 15.9% na região dorsal e 9.1% na região ventral.13 1. e os acidentes graves (mais de 15 dias) representaram 23.22 36.11. 4.66 100.7% das lesões. que é perda auditiva induzida pelo ruído. as mãos foram à região do corpo mais atingidas em acidentes e com maior número de lesões.19 1. Em relação às lesões. A Tabela 32 apresenta as principais lesões encontradas entre os acidentados no setor metalmecânico do estado do Rio Grande do Sul. 10.75 76. com 17.44% dos acidentes.Distribuição dos acidente segundo duração tratamento Duração do tratamento 0. Infelizmente em 36.5% na região da cabeça (principalmente a audição devido a ruído).45 46.60 61.90 15. 20.12 Lesões e Partes do Corpo Atingidas Como era de se esperar. é apresentada a distribuição dos acidentes segundo a duração do tratamento. ferimento corto-contuso foi o principal responsável pôr 23.48 3.15 16.9% das lesões foram nas mãos (principalmente o dedo indicador devido a impacto sofrido).90 Acima de 90 NI Total % 39. 45.00 Na questão relativa à duração do tratamento.2 Duração do Tratamento Tabela 31 . 68 .9% dos casos. Nesta tabela.

Tabela 32 . os olhos e a região frontal são as regiões mais afetadas pôr acidentes.5 1. que apresenta a distribuição de lesões segundo a região da cabeça atingida.1 3.9 3.1 6.3 6. motivando 93.1 3. Corto-contuso Hipoacusia Contusão Fratura Tendinite Queimadura Dores Disacusia Entorse Outras % 23. Tabela 33 .Distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão Profissão Metalúrgico Op.7 6.6 2. pode-se observar.2 Região da Cabeça Com base na Tabela 34.1 9.9 1.2 4. Func. pode-se observar a distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão.Distribuição das lesões segundo o tipo de lesão CodLes 10 21 4 12 22 17 23 24 8 Total Nome da Lesão Ferimento.4 2.00 17.7 2. Produção Op.3% das lesões registradas em acidentes de trabalho e doença profissional.5 10.0 5. Máquina Industriário Soldador Montador Serv. que as orelhas (audição).7 6.1 3. O metalúrgico foi o mais atingido em todas as regiões do corpo.8 15.3 40.7 100.1 10.8 0.00 100.0 2.1 0.8 3.3 3.00 4.1 3.1 0.12.00 20.8 39. Cel.7 1.7 2. Mult.12.9 12.5 100.4 100.9 35.00 18.4 5.2 100.0 100.8 3.1 2. 69 .0 7.6 3.7 10.0 3. Gerais Op.9 6.7 13.6 17.5 PÉ 20.6 8.9 40.2 12.1 Profissão Com base na Tabela 33.6 10.6 0. Outros % CABEÇA DORSAL VENTRAL MÃO 33.1 5.5 49.5 2.00 4.7 1. Man. Aux.8 5.0 4.0 0.

pois o trabalhador pode ter como conseqüência do ruído.79% dos registros de acidente na região da cabeça.Distribuição de lesões segundo região da cabeça Parte do Corpo Atingida Orelha esq Orelha dir Olho esq Região Frontal Olho dir Outras Total % 41.10 40. como pode ser observado na Tabela 35. dores de cabeça. irritação. entre outros sintomas.55% dos registros de acidentes referentes à região da cabeça. 70 . O ruído. principalmente na região da face. de propiciar a perda auditiva do acidentado.00 − Natureza do Acidente Doença ocupacional foi responsável pôr 71.80 3. além.Tabela 34 . seguido pôr impacto sofrido.17% dos registros de acidentes na região da cabeça. Objeto na vista foi responsável pôr mais de 60% dos registros de acidentes na visão.50 6. Ruído foi responsável pôr 99% das ocorrências de acidentes na orelha (Perda auditiva induzida pôr ruído). principalmente devido a ruído.70 100. ainda existe a diminuição dos reflexos e da atenção. estes 3 são responsáveis pôr 96.81% e objeto na vista com 7.10 3. Além da perda de produtividade gerada pôr estes sintomas. ainda pode contribuir para a ocorrência de outros acidentes. aumentando os riscos de acidentes devido a estresse físico e mental. Impacto sofrido foi responsável pôr 51.7% dos acidentes registrados na região frontal.80 4. com 12. cansaço. Juntos.

Tabela 35 - Distribuição dos acidentes na região da cabeça segundo a natureza do acidente
Natureza do acidente Doença Ocupacional Impacto Sofrido Objeto na Vista Queimadura Outras Total % 71,17 12,81 7,55 3,66 4,81 100,00

− Lesões A lesão mais comum, na região da cabeça, foi hipoacusia e disacusia que ,juntas, foram responsáveis pôr 67,9% das lesões na região da cabeça, conforme pode ser observado Tabela 36. Tabela 36 - Distribuição das lesões na região da cabeça segundo natureza e agente de lesão
Natureza do acidente Agente da lesão % 56,5 11,4 2,3 2,3 2,1 25,4 100,00 Lesão Hipoacusia Disacusia Corpo Estranho Corpo Estranho PAIR Parte do Corpo Audição Audição Olho Dir Olho Esq Audição

Doença Ocupacional Ruído Doença Ocupacional Ruído Objeto na Vista Objeto na Vista Outras Total Corpo Estranho Corpo Estranho Outras

Doença Ocupacional Ruído

4.12.3 Região do Corpo Dorsal As costas e os ombros foram a principal região atingida, nos acidentes registrados na região do dorso (costas). Os principais causadores destas ocorrências foram LER (Lesão pôr Esforço Repetitivo), movimentos mal feitos (posturas inadequadas) e esforço físico excessivo.

71

Tabela 37 - Distribuição das lesões segundo a região dorsal
Partes do Corpo Costas esq Costas dir Ombro dir Ombro esq Cotovelo dir Outras Total % 24,90 24,60 20,10 15,00 8,10 7,30 100,00

As costas, ombros e o cotovelo direito foram responsáveis pôr 84,6% das lesões na região da dorsal, conforme pode-se verificar na Tabela 37. − Natureza O principal causador de ocorrências de acidentes na região dorsal foi doença ocupacional, principalmente devido a LER, com 38,8% dos registros de acidentes nesta região. Esforço físico excessivo, principalmente devido a carregamento de pesos e movimentos mal feitos, também foi um dos maiores causadores de comunicação de acidentes com os mesmos 38,8%, conforme pode-se verificar na Gráfico 15

45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0%

38,80%

38,80%

8,60% 3,00% Doença Ocupacional Esforço - Físico Impacto Sofrido Queimadura 2,60% Desequilíbrio 2,20% Queda

6%

Outros

Gráfico 15 - Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a natureza do acidente − Agente da Lesão L.E.R foi o principal responsável pôr grande parte das comunicações de acidentes, com um total de 30,6% dos registros referentes à região dorsal. Depois vieram Mov. Do Corpo e Peso, 72

que juntos somam 20,26% dos acidentes da região dorsal. Estes dados já eram esperados, haja visto que uma das maiores preocupações da indústria é a alta incidência de LER entre seus trabalhadores. Muitos afirmam que a LER está mais ligada a fatores psicológicos do que físicos, pois um profissional que ao trabalhar se mantém tenso, está mais sujeito a ter lesões, do que um profissional que se mantém relaxado. Muitas empresas estão adotando, como medidas para diminuição dos casos de LER, soluções macro-ergonômicas, que estão ligadas a fatores externos ao ambiente de trabalho. Construção de creches para os filhos dos empregados, financiamento de casa própria, assistência médica, entre outros são exemplos de medidas, que contribuem com a redução de casos de LER, pois o trabalhador se sente mais seguro, e mais tranqüilo, estando menos propenso a lesões pôr esforço repetido. Tabela 38 - Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo o agente da lesão
Agente da lesão LER Mov. Corpo Peso Caixa(s) Peça(s) Componente de Maq. ou Prod. Motor Queda Chapa Outros NI Total % em relação a Dorsal 30,60 11,21 9,05 5,60 4,74 3,02 3,02 2,16 1,72 18,54 10,34 100,00

− Lesão As principais lesões encontradas na região dorsal foram devido à contusão (15,5%), dores (14,4%), queimadura (13,4%), tendinite (9,3%). A Tabela 39 apresenta uma lista completa com as lesões na ocorridas região dorsal.

73

Os dedos indicadores.20 7.40 9. em acidentes de trabalho registrados na região das mãos.10 17.4 Mãos Os dedos foram os principais atingidos.80 7.80 100.Tabela 39 .30 8.12.00 4.00 9.20 5.20 4. Corto-contuso Lombalgia Tenossinovite Epicondilite Hérnia Outros Total % 15.20 5.10 3.40 100. principalmente para empurrar e ajeitar peças.50 8.50 7.00 74 .Distribuição dos acidentes segundo a região das mãos Parte do Corpo Dedo indicador esq Dedo indicador dir Punho dir Dedo médio dir Dorso da mão esq Dorso da mão dir Dedo polegar esq Dedo médio esq Dedo polegar dir Outras Total % 10.Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a lesão CodLes 4 23 17 22 20 7 10 15 19 26 28 18 Nome da Lesão Contusão Dores Queimadura Tendinite Lesão Distensão Ferimento.00 10.30 6. como era de se esperar pôr serem os dedos mais utilizados. Tabela 40 .10 3.40 23. foram os mais atingidos com 10% de registros cada.50 7.10 3.50 14.40 13.

30% 9.10% Impacto Sofrido Prensagem Corte Doença Ocupacional impacto Esmagamento Sofrido Contra Outros Gráfico 16 . são os principais agentes de lesão.91% 4.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a natureza − Agente da Lesão A Tabela 41 apresenta a distribuição dos acidentes na região das mãos.93% dos acidentes registrados na região das mãos.27% 5.R.− Natureza Impacto sofrido foi o grande causador de acidentes na região das mãos seguido de prensagem e corte. onde pode-se observar que as máquinas.74% 15.79% 17. ferramentas e L.E. na região das mãos 75 . Juntos somam 62. como pode-se observar no Gráfico 16.89% 11. 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 35.

20 9.50 2.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo o agente da lesão Agente da lesão Máquina Ferramenta Prensa e Torno LER Obj.14 2.73 4.40 8. foi o principal causador de acidentes na região das mãos.90 3.46 4.10 1.30 100. Corto-contuso Fratura Amputação parcial Contusão Queimadura Tendinite Dores Amputação total Entorse Outros Total % 26.20 6.Tabela 41 .00 76 .11 14. com 26.87 5. ou Prod.74 9.00 − Lesão Ferimento corto-contuso. Canos. Mov.73 5.20 6.02 100. Tabela 42 . Barras e Tubos. principalmente devido a impacto sofrido pôr ferramentas e máquinas. Corpo Ferro Caixa(s) Outros Total % 16.10 4.20 2.80 24.60 7.55 14.10 5.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão CodLes 10 12 1 4 17 22 23 2 8 Nome da Lesão Fer. Cortante Peça(s) Chapa Serra e Furadeira Componente de Maq.65 12.11% dos registros.40 2.

67% dos registros de acidentes na região dos pés.10 19.00 − Natureza do Acidente Impacto sofrido foi responsável pôr 61. e os tornozelos. Tabela 43 .67% 7. conforme pode-se verificar no Gráfico 17.4.70 7.60 5. com 19.Distribuição dos acidentes segundo a região dos pés Região do corpo Dorso do pé esq Dorso do pé dir Tornozelo esq Tornozelo dir Dedo 1 dir Dedo 5 dir Dedo 1 esq Outras Total % 24.85% 8. 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 61.30 19. foi o dorso do pé direito com 19.Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo a natureza.20 11.10 100.12.14% 5.50 7.61% Impacto Sofrido Desequilíbrio Queimadura Torção Outras Gráfico 17 .73% dos acidentes registrados nos pés.2% das ocorrências. 77 .73% 16. em acidentes. seguido de perda do equilíbrio com 8.5 Pés A região mais atingida do pé.2% das lesões.50 5.

60 9. Quente Caixa(s) Equipamento Outros Total % 13. Barras e Tubos.00 − Lesão As principais lesões registradas na região das mãos foram fraturas e ferimentos corto-contuso.− Agente da Lesão Os principais causadores de lesão na região dos pés foram ferros. com 38% e 19% respectivamente.50 5.Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo o agente da lesão Agente da lesão Ferro Peça(s) Canos.70 4. tubos. e chapas.30 8. barras.90 6.30 100.70 3. 78 .70 40. indicando uma possível desorganização do posto do trabalho. Corpo Subst. Tabela 44 .10 4. canos. peças. Chapa Escada Mov.20 3.

na região ventral.6% e 15.00 79 .3 1.80 8.3 1. Logo.10 100. pode-se verificar que os braços são a região mais atingida da região ventral.8% das lesões respectivamente.70 12. Tabela 46 .90 10.3 100.5 1.Distribuição dos acidentes segundo a região ventral Região do corpo Antebraço dir Braço dir Antebraço esq Braço esq Joelho esq Joelho dir Perna ant esq Perna ant dir Tórax dir Total % 19.4 3. com 19. Corto-contuso Contusão Queimadura Entorse Dermatite Tendinite Corpo estranho Lesão ligamentar Lesão Dores Total % 38.0 17. foi o antebraço direito seguido do braço direito.6 Ventral A região que mais sofreu injúrias devido a acidentes de trabalho.0 19.7 11.10 5.8 2.80 10.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão CodLes 12 10 4 17 8 6 22 5 13 20 23 NomLes Fratura Fer.12.Tabela 45 .30 9.5 2.0 4. O antebraço esquerdo e o braço esquerdo juntos somam 21.70 7.3 1.60 15.2% dos registros de lesões na região ventral.

97 16.− Natureza do Acidente Impacto sofrido foi o principal tipo de acidente na região ventral.25 8.22 10.16% e 24. Esforço físico e perda de equilíbrio. seguido de doença ocupacional.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a natureza. 80 . com 21.07 4.77 100.56 10. Natureza do acidente Impacto Sofrido Doença Ocupacional Esforço . com 25.00 − Agente da Lesão O principal agente causador de lesão foram os esforços repetitivos (LER). também são responsáveis pôr boa parte dos acidentes na região ventral.4% dos registros de acidentes relativos a região ventral. Tabela 47 .Físico Desequilíbrio Queimadura Retesão Outros Total % 25.22% respectivamente.16 24.

30 100. Corpo Máquina Queda Chapa Outros Peça(s) Subst.40 7.40 3.60 4.20 4.80 6. 13. seguido de contusão e dores com 22.Tabela 48.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo o agente da lesão Agente da lesão LER Mov.70 3.00 − Lesão A principal lesão encontrada foi devido a queimaduras.30 4.50 22. Corto-contuso Escoriação Entorse Tendinite Outros não listados Total % 22.70 4.6% e 10.20 5.50 4.00 3. Cortante Escada Canos.4% das lesões.7%.80 5.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a lesão CodLes 17 4 23 12 10 9 8 22 18 Nome da Lesão Queimadura Contusão Dores Fratura Fer.40 8.20 24. Barras e Tubos.10 3. Peso Outros Total % 21.60 10.70 13. respectivamente.90 100.20 6.10 2. Quente Ferramenta Obj.40 7. Tabela 49 .00 81 .

O capítulo 5. Sendo um profissional com tarefas típicas. e propor estudos ergonômicos que venham a reduzir os riscos que um determinado profissional esteja exposto. a seguir. tece algumas considerações sobre o posto de trabalho do soldador. 82 . é possível deduzir as possíveis causas dos acidentes. A discussão pretende entender um pouco melhor a realidade do acidente que não consegue ser traduzido pela CAT.

incluindo um escudo de proteção contra flashes provenientes do processo de soldagem. o principal tema encontrado é relativo a ruído. de acordo com a literatura internacional. zona respiratória e carga de trabalho. de uma vestimenta. comunicações ligadas a problemas respiratórios e nos olhos. Percebe-se. visão e estresse mental e postural bem como ambiente de trabalho. No Brasil. Komarova (1992) verificou em um estudo feito numa indústria metalúrgica russa. Foram realizadas observações diretas e indiretas (filmagens) com os trabalhadores no intuito de poder comparar os resultados obtidos nas CATs e as informações obtidas na revisão bibliográfica com os dados obtidos nas empresas. padrão para 83 . praticamente não existe bibliografia sobre o assunto. pode-se notar uma preocupação muito grande com o ar que o soldador respira e a visão. O soldador é um profissional que trabalha com operações de fusão de peças metálicas. que os soldadores de uma linha de produção de dispositivo laser. Foi realizada uma entrevista com os soldadores. Neste caso. medidas profiláticas foram tomadas. utiliza cerca de seis tipos diferentes de processos. foram expostos aos flashes de luz de plasma e laser excedendo em certas medidas os níveis máximos permitidos. A maior parte dos estudos sobre saúde e segurança do trabalho com o soldador são encontradas em bibliografias internacionais que basicamente relatam problemas respiratórios e de visão. Estas exposições levaram a problemas nos olhos e no sistema imunológico dos trabalhadores. Tendo em vista a discrepância de dados.5 CONSIDERAÇÕES SOBRE A ADEQUAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS PELA CAT: O CASO DO SOLDADOR O trabalho do soldador despertou a atenção pela alta incidência de impacto sofrido o que teoricamente não era esperado. que soldar é uma atividade que oferece um alto grau de insalubridade ao soldador. Tratamento com remédios também foi utilizando. Problemas no aparelho respiratório também foram verificados. Nas bibliografias internacionais. na qual questionou-se sobre assuntos ligados basicamente à sua atividade. e as CATs não servem para dar estas informações sobre ar respirado e visão do soldador. Em nenhuma das CATs foram constatadas. foi feita uma análise do trabalho de soldagem em duas empresas gaúchas ambas localizadas na região de Porto Alegre. Em relação aos estudos ligados à metalurgia. que basicamente é a mesma para todos os soldadores. como ruído. e um conjunto de equipamento de proteção individual.

foi introduzida uma nova tecnologia. os acidentes de trabalho podem ser provocados pôr quedas de peças. O principal risco é o do equipamento de soldagem. peças. 5. Após várias modificações nestes processos. fagulhas.1. Normalmente as queixas eram feitas pêlos trabalhadores mais velhos. forma-se um arco voltaico que funde o metal da peça e do eletrodo. 1996).1. que passou a ser utilizada industrialmente e logo após foi introduzida também a solda oxiacetilênica que passou a ter uso industrial após os anos de 1900. apesar do uso de elmo protetor da face. Em meados de 1880. O primeiro processo de solda foi em forja. − Solda de Baixo Teor de Hidrogênio: Semelhante à descrita acima. composto pôr luvas. e protetor auricular. pode-se distinguir os processos de solda em seis tipos diferentes: − Solda de Arco ou Solda Elétrica: Consiste na utilização de uma diferença de potencial elétrico entre a peça a ser soldada e um eletrodo.1 Principais Agentes Causadores De Risco À Saúde Do Soldador 5. se constatou que mais de 50% dos entrevistados queixaram de problemas nos olhos e dor de cabeça. a solda vem sendo utilizada. contato com eletricidade. que consistia da solda de arco de resistência. que nada mais era do que martelar duas peças aquecidas até sua fundição. Ao se aproximar o eletrodo da peça. botas. Estas voltagens são excessivas e podem afetar a integridade física do soldador (Melton. que tem operações de solda do tipo MIG e TIG.1 Acidentes de Trabalho Com base na literatura revisada. proteção para o tronco e elmo para a face. os mais novos normalmente não tinham nenhuma queixa. (113 V pico). protetores auriculares. 5.todos os soldadores. ferramentas. é desenvolvida para solda de aço inoxidável e utiliza eletrodos revestidos de fluoretos. Relativamente altas voltagens são necessárias para o processo de soldagem e o soldador pode ter contato direto com 80 V ac rms. em entrevista aos profissionais de soldagem. contato com peças aquecidas. Em visita feita a uma empresa da região metropolitana de Porto Alegre. 84 . devido a choque elétrico.2 Trabalho do Soldador Desde o momento em que o homem tomou conhecimento das técnicas necessárias para produção de metais.

a qual é uma das maiores preocupações. − Solda de Plasma: Neste processo. − Solda Com Gás Inerte: TIG (Tungsten Inert Gas): O Mesmo processo da MIG. sendo obtida uma proteção cobrindo-se o ponto de trabalho com grânulos de material inerte que contém fluoretos.− Solda de Gás Inerte: MIG (Metal Inert Gas): Utiliza um eletrodo consumível e um arco envolto em gás inerte. utilizando-se. Desenvolve pouco calor. o suficiente para fundir o metal das chapas nos pontos.1. − Solda a Ponto.3 A Tecnologia e o Soldador De acordo com Gorban (1990). Além destes processos que são utilizados. mas é grande a liberação de fluoretos. ainda teríamos outros que oferecem menor riscos aos soldadores. são necessários mais dados sobre a emissão e a razão de formação das substâncias mais perigosas. se a intensidade de sua formação for diminuída na zona do arco de soldagem. ou pôr Resistência: Utiliza dois eletrodos não consumíveis e une duas chapas metálicas apenas no ponto de contato. tais como componentes sólidos e gasosos do aerosol de soldagem. − Solda realizada a laser. São eles: − Solda a Gás ou oxiacetilêniaco: O calor necessário para fundir a peça e o eletrodo é fornecido pôr um maçarico. como o hélio. o instrumento de solda fornece um jato de gás inerte através de um orifício com um gradiente de alta voltagem. com o devido relato do regime de soldagem usado e o diâmetro do eletroduto de soldagem. em processos manuais e semi-automatizados de soldagem existe a possibilidade de diminuição de contaminação da zona respiratória do soldador. resultando numa corrente de gás altamente ionizada. o dióxido de carbono ou misturas destes gases. podendo ou não ser utilizado um segundo eletrodo consumível. A liberação de fumos é reduzida. de um eletrodo não consumível de tungstênio e tório. O processo faz uso de alta densidade de corrente elétrica. o que conduz à formação de elevadas concentrações de fumos. devido aos fumos de soldagem. Gorban (1990) 85 . com substâncias de riscos. − Solda de Arco Submerso: O arco é embebido entre o eletrodo e a peça. o argônio. − Solda com arco e gás inerte. 5. Mas para isto. porém.

Vários efeitos prejudiciais acabam se combinando. no intuito de tornar a ambiente de trabalho mais salubre para o soldador. Um típico exemplo onde a automação diminui os riscos de acidente. pois diminui a exposição do soldador aos riscos do processo de soldagem. na região de Tula na Rússia.1. 5. aos poucos. vão afetando a integridade física e imunológica do metalúrgico. a possibilidade de ação sobre as substâncias químicas pode ser tomada. que acaba tendo uma expectativa de vida abaixo da média.4 Doenças Profissionais Doença Profissional ou do trabalho é aquela adquirida no exercício do trabalho a serviço da empresa. radiação ultravioleta e à utilização das lentes de contato. Soldadores atualmente tem trabalhado tanto em locais escuros quanto em iluminados. em que o metalúrgico é exposto todos os dias. problemas de postura. chegou-se à conclusão que a expectativa de vida do metalúrgico é . de 2. que se for testada a efetividade de sistemas de ventilação local e geral dos postos de trabalho de soldagem. oftalmia pôr ultravioleta e intoxicação pôr agentes químicos. e para outros trabalhadores que compartilhem da mesma zona respiratória. ainda.em média. tempo de realização da soldagem. calor também pode ser considerado um risco adicional. em relação à função visual do soldador.1. estresse pelo calor. Este sistema poderia ser utilizado pôr pessoal não especializado. tem se dado muita prioridade para os tóxicos do fumo e os riscos do câncer na saúde do soldador em estudos de segurança com consideração à soldagem. Partículas no ar também são um problema potencial. ruídos e estresses tanto postural quanto psicológico. Atualmente.afirma. Estes fatores. A atividade do soldador pode causar fadiga. Os estudos sobre os riscos da visão do soldador têm sido limitados a injúrias externas no corpo. Riscos adicionais aparecem do processo. surdez profissional. principalmente a nível internacional. 86 . Eble (1995) constatou que com a utilização de um sistema de soldagem robotizado. Na aplicação inicial da sua técnica. portanto. 5. pois podem afetar a integridade respiratória do soldador Yakovleva (1995) desenvolveu um método para avaliar a influência das doenças profissionais na expectativa de vida do metalúrgico. O sistema poderia ser utilizado em diversos processos de soldagem diminuindo desperdício. Um ambiente de muito calor.6 anos a menos do que a população em geral da região. e estão se tornado mais versáteis. diminui os potências de exposição ocupacional do soldador. O arco de soldagem emite altos níveis de infra vermelho visível e radiação UV.4.1 A Visão Segundo Marini (1994) existem uma série de fatos a serem considerados. Isto devido ao ambiente agressivo.

cálcio.1. Estes fatores podem contribuir para a incidência de acidentes com os soldadores. pôr isso. principalmente quando estes estão fora de seus postos de trabalho. potássio. Os problemas com visão podem causar tontura e dor de cabeça. 1985). silicone. pela sua menor acuidade visual e conseqüente redução da atenção. no sistema cardiorespiratório. um acentuada redução na intensidade de luminescência dos terminais adrenergéticos no miocárdio. se limita à utilização de elmo protetor para face. 5.4.o diagnóstico do Oftalmologista poderia ser feito cedo evitando assim serias complicações. Em um estudo feito pôr Pokrovskaya (1990) foram comparados os efeitos da introdução intratraqueal de poeira de magnésio. A atividade biológica mais pronunciada dos componentes pesados do aerosol da soldagem com um alto conteúdo de flúor. antes deles serem feitos. Neste estudo não foi constatado 87 . potássio e componentes solúveis de manganês foi estabelecido. Além das diversas patologias que cada substância pode desenvolver pode-se observar ações aditivas para ode aparelho respiratório. sódio. surge a necessidade de se prover testes para analisar a acuidade visual do soldador. Porém. a preocupação com este fato. que podem levar ao câncer pulmonar. provindos da soldagem. Porém os Oftalmologistas não têm suficiente contato com fabricas e condições de trabalhos. Neste estudo foi provado os danos causados pôr estes componentes. O fumo é produzido durante a soldagem e é primariamente um aerosol formado pela condensação e oxidação de metal vaporizado. Normalmente. Danos estruturais como efisema. devem ser definidos padrões. como se verifica com os soldadores nos Estados Unidos (Colacioppo. dependendo da composição e concentração do fumo e a duração da exposição (Chung et ali. Finalmente. Esta mistura de gases no ar e partículas podem ser um risco para saúde. o qual reduz os níveis de luz. mas não os elimina. flúor. os quais são originalmente parte dos componentes de consumo da soldagem ou do metal sendo soldado. e ferro.2 Agentes Químicos Os fumos de soldagem compõem os principais agentes químicos aos quais os soldadores estão expostos. a acuidade visual esta se tornando cada vez mais importante para habilidade de se trabalhar e. tais como componentes de fluxo ou metais sendo soldado. e muitas vezes os problemas de visão se tornam irreversíveis. quando o soldador começa a sentir os sintomas já é muito tarde. bronquite do pulmão. 1997). No Brasil. desenvolvimento distrófico na contração do miocárdio. além de diminuir a capacidade de realização de tarefas pelo soldador. Ele pode também conter outros materiais.

− Avaliação. 88 . formando cadeias e agregados que são muito maiores geometricamente mas aerodinamicamente ainda dentro da gama respirável (Chung et ali. − Controle. Percebe-se que os fumos de soldagem podem estar em duas formas: partículas e gases. A maioria relata que estão em sub-micro escala . Há dados substanciais na literatura sobre a freqüência do tamanho das partículas de fumo.2 µm. O material particulado pode causar irritação e doenças pneumoconiogênicas. 1997). deve-se dividi-lo em três aspectos básicos: − Reconhecimento. mas geralmente elas tiveram algum efeito tóxico no organismo. Na Tabela 50 é apresentada a composição básica dos fumos de soldagem.nenhuma atividade fibrocinética das amostras de poeira de soldagem. tipicamente abaixo de 0. Segundo COLACIOPPO (1985) quando se inicia um estudo de agente químico. já os gases podem causar irritação e asfixia.

agentes a pesquisar e outras substâncias que possam alterar os resultados. 89 . onde agentes químicos dos fumos de soldagem possam estar agindo.Tabela 50 .Composição Básica Dos Fumos de Soldagem Cádmio Cromo Chumbo Fluoretos Manganês Níquel Titânio Vanádio Zinco Alumínio Carbono Berílio Estanho Ferro Sílica Cobre Asbesto Ozona Fosgênio Óxido de nitrogênio Fosfina Monôxido de carbono Dióxido de carbono Gases Inertes Irritantes pulmonares E tóxicos sistêmicos Material Particulado Pneumoconiogênicos Irritantes Gases Asfixiantes − Reconhecimento O reconhecimento consiste de uma visita ao local. tempo de exposição dos trabalhadores. pontos estes como área de exposição. número de trabalhadores expostos. condições ambientais. Durante esta fase são reconhecidos alguns pontos importantes para o estudo. movimentação de materiais a fim de saber quem trabalha com o que. ritmo de trabalho.

A outra etapa consiste de comparação dos valores de concentração atmosférica dos fumos de soldagem com os padrões de limites de tolerância (LT). pelo trabalhador. Estas partículas são provenientes do arco de gás formado durante o processo de soldagem.3 Exposição a Agentes Químicos Segundo Thornton (1994).− Avaliação Consiste na medição de algum parâmetro. que consiste em realizar testes que possam refletir não só a exposição. estas partículas ficam concentradas na 90 . com o intuito de verificar a extensão da contaminação no local a ser examinado. isto após as duas primeiras fases. Haja visto que o Brasil não dispõe de LT. Adicionalmente à comparação com limites de tolerância. dos agentes químicos a que está exposto. 5. Segundo Colacioppo (1985). − Controle O controle se dá através de duas formas. análise do material coletado e. também existe a necessidade de se efetuar uma avaliação biológica do ambiente. normalmente se utiliza a orientação da American Conference of Governmental Hygienists (ACGIH).1. A etapa de avaliação consiste de medição onde deve-se escolher o equipamento para se fazer as medições. Os TLV referem-se a concentrações de aerodispersóides e representam condições sob as quais supõe-se que quase todos os trabalhadores podem estar expostos dia após dia sem efeito adverso. que reúne todas as informações possíveis e publica anualmente a lista “Threshold Limit Values” (TLV). Nestas fases deve-se considerar a possibilidade de eliminação ou controle da fonte de fumos metálicos. as partículas do fumo de soldagem são um dos maiores causadores de risco para saúde dos soldadores. a fim de detectar qualquer sinal ou sintoma precoce de uma ação dos fumos metálicos sobre o organismo. tal como concentração de fumo no local de trabalho. Durante o processo. uso de ventilação exaustora. normalmente diário.4. número de trabalhadores a serem amostrados. exames médicos antes durante e após o trabalhador iniciar suas atividades. a determinação de possíveis causas de erros nas medições ambientais. finalmente. o tempo de amostragem. o que tem sido uma preocupação nesta etapa é a falta de métodos padrão e de limites de tolerância para que se possa comparar os resultados obtidos na avaliação. pôr medidas de engenharia de higiene industrial e pôr medidas de medicina do trabalho. mas também a absorção.

1994). A Organização do trabalho previne os soldadores de serem confinados ou também mutuamente fechados. Prevenção médica somente deve ser introduzida mais tarde.zona respiratória do soldador. fornecendo potencial perigo para a integridade respiratória do mesmo. pôr meio de bons exames oftalmológicos. pois estes biombos formam uma cortina. É importante educação e retreinamento dos soldadores que devem aprender como soldar novamente com os novos processos: pôr exemplo. Pôr exemplo.Segundo. e se torna essencial com consideração a pesquisa e escolha de processos de pouca intensidade de luz. Esta situação é o que se chama de um “sintoma de local de trabalho” e requer consultas e correção médica. e proteção adequada dos olhos do soldadores pôr óculos com filtros e elmo. mas porque o filtro é frágil e caro seu uso é largamente reservado para uma pequena tacha de soldadores que tem curtas e freqüentes soldagens. entre o soldador e a operação de solda. 1994). são um indubitável progresso. Prevenção também pode ser obtida pelo projeto. aos flashes de soldagem. Cuidados podem ser tomados para assegurar que soldadores com perda de visão não utilizem filtros de um baixo grau. deixando os olhos mais sensíveis a UV e viroses. poucos acidentes oculares. A incisão pôr laser e pôr filete de jato d’água abrasivo tem conduzido a consideráveis progressos na industria da soldagem: menos poeira. fornecendo uma proteção adicional ao soldador. um conjunto de biombos transparentes já é empregado em muitas operações de soldagem em indústrias dos Estado Unidos. Médicos e equipe médica devem ter um biomicroscópio oftalmológico e aprender como usá-lo. menos ruído. Máscaras com cristal líquido as quais reagem em um centésimo de segundo. Combater o uso de tabaco e álcool é um passo significativo rumo a melhorias na qualidade da visão de soldadores (Marini. e devem progredir mais no futuro. aprender a não soldar demasiadamente fechado e proteger-se adequadamente.2 Prevenção na Soldagem Segundo Marini (1994) a proteção dos trabalhadores no ambiente de trabalho pode ser obtido pela utilização adequada de cortinas contra os raios UV. Estes métodos são bem conhecidos. 5. (Marini. Marini (1994) “Visão Correta = Proteção Adequada = Qualidade De Soldagem” 91 .

33%). provavelmente no momento da soldagem. verifica-se que a principal atividade do soldador durante os acidentes envolvia ferramentas. (as CATs não deixam clara esta informação). Um soldador tem basicamente umas seis posições diferentes de trabalho. O fato interessante é o soldador estar se acidentando principalmente com canos. seguido de doença profissional (13. que apresenta a atividade dos soldadores durante os acidentes. Em visita feita a uma empresa durante a fase de estudo de campo. Um outro dado interessante é o fato do soldador estar se acidentando com ferramentas e máquinas que não são características de sua função.67%) e impacto sofrido contra (6. tonturas e estresse.67%).5. Um outro problema relativo à função do soldador evidenciado nas observações de campo é o estresse postural. quando ocorriam acidentes. tarefa geralmente não pesada sob a ótica da ergonomia. não ligadas à soldagem. que não permite tomar muitas conclusões. indicando uma desorganização do posto de trabalho ou as condições “improvisadas de trabalho”. que o soldador se acidentou ao utilizar prensa e torno. barras e tubos. É comum o soldador atuar na manutenção. basicamente estáticas. indicando que o soldador é utilizado fora de seu posto de trabalho e em outras atividades. no caso serra e furadeira. Estes fatores podem aumentar o risco de acidente durante a execução de suas atividades. máquinas(8%) e ferramentas (8%). porém ainda sim uma informação pouco detalhada. onde ele pode passar de meia hora em uma determinada posição até o dia inteiro (TORNER et al. 1991) Os principais agentes causadores de lesão ao soldador foram canos. Estes dados vêm contra o que se espera que aconteça com o soldador. serra e furadeira (6. tubos e barras (12%). Houve alguns casos registrados nas CATs. Na Tabela 51. Porém. estes são fatores que podem influenciar na qualidade do trabalho do soldador e na sua atenção. Os fumos de soldagem podem causar dores de cabeça. A principal preocupação com o soldador é com sua visão e zona respiratória devido aos fumos de soldagem. Porém. não houve nenhuma CAT com doenças relacionadas à visão ou problemas respiratórios. com movimentos curtos. informações como o posto de trabalho e atividade do 92 . motivadas pôr LER e ruído. Contudo. não existia mais o posto de soldagem. constatou-se que apesar de existirem soldadores na empresa. prensagem (6.7%) e movimento do corpo mal feito(6. Seria importante que nas CATs viessem contidas. ruído 8%. estes eram informados como sendo soldadores.7%).3 Resultados Obtidos da Análise das CATs de Soldadores Com base nas CATs constatou-se que o principal tipo de acidente que ocorre com o soldador é o impacto sofrido (40%).

Manuseio Transporte Deslocamento Setup Outros Limpeza Total % 21. MAG requerem forte intensidade e produzem radiação de luz que são mais intensas do que os outros processos. os soldadores realizam outras tarefas associadas (amolar. revestimento.3 9. c/ Máq.0 10.3 1.0 Marini (1994) afirma que entre os diferentes processos de soldagem. De muito pouco serve saber que o soldador se acidentou quando usava uma ferramenta.7 9. 93 .3 100. Além das tarefas ligadas à solda. limpar. Em algumas operações com soldagem de aço inoxidável e alumínio são produzidas taxas muito altas de intensidade de luz. O período crítico para visão é a troca de procedimento e adaptação para as novas situações.0 1. raspagem) e cada uma destas operações pode trazer algum risco para o soldador.7 4. Estes operações podem diminuir a acuidade visual do soldador.0 6. cada um pode causar uma patologia particular no soldador.Distribuição e acidentes segunda a atividade dos soldadores Atividade Func NI Trab. Trabalhando Trab.funcionário durante o acidente para que se pudesse ter informações que permitissem analisar melhor os dados. c/ Ferr. se não se pode saber o que ele estava fazendo com a ferramenta e qual a ferramenta em uso (veja variedade de ferramentas em anexo Tabela 61 página 118).3 1. Processos MIG. Tabela 51 . c/ Solda Trab. c/ Peça Trab.7 12.3 8.3 14. e contribuir com a ocorrência de acidentes. E onde ele estava no momento do acidente.

Do Sul Panambí Gravataí Sta. Em 1993.67 4.00 4.67%).33%). o segundo mais importante polo metalúrgico do estado em termos de número de empresas. Não houve registro de soldadores em siderúrgicas. Rosa Nova Prata Ijuí Outras Total % 21. Em 4% das CATs não foi possível encontrar o ramo de atividade da empresa. fundição.00 94 . modernização dos serviços médicos nas fábricas). segundo dados do SEBRAE.67 9. apenas em número de empresas para Caxias do Sul.33 6. Tabela 52 .00 21.7%).seguido pôr Canoas (18. Porto Alegre tem. − Região A maior parte dos acidentes com os soldadores ocorreu na cidade de Porto Alegre (23. perdendo.67%). forjaria e cutelaria.00 4. na França. que tem aproximadamente 16% das fábricas ligadas ao setor metalúrgico e metal-mecânico do estado do Rio Grande do Sul.33 18.Injurias na parte externa do corpo requerem um exame cuidadoso para assegurar que danos intra-oculares não estejam faltando para benefícios de progresso de exames médicos (ecografia.33%) e Caxias do Sul (6. para considerar problemas referentes à função visual do soldador foi criado o “Comite de Coordination de Recherches en Soudage” − Atividade Econômica Os soldadores acidentados trabalhavam basicamente em mecânicas (44%).Distribuição de acidentes pôr soldador segundo a região Região Porto Alegre Canoas Sta. Aproximadamente 12% das empresa de atividade metalúrgica e metal-mecânica ficam em Porto Alegre. metalúrgicas (41.67 6. e material de transporte (10. Sta.00 4. Maria Cx.3%).33 100. Maria (9.

Em 10% dos casos. também. As 95 .3.3. referentes a impacto sofrido. Os soldadores eram todos do sexo masculino. fica claro aqui uma possível desorganização do posto de trabalho. onde seus músculos se apresentam cansados e extenuados devido a operação de soldagem.67% dos casos o soldador estava trabalhando com ferramentas. geralmente com alto grau de tensão estática predominantemente sobre o músculo dos braços e ombros. pela média pode-se considerar. contra 20% em outra situação.66 dias. do tratamento. neste caso. podemos afirmar que ele estava fora de seu posto de trabalho. justificar o fato do soldador estar se acidentado devido à queda de objetos.39 anos.− Estado Civil Os Casados representam 80% dos acidentados. mas após a soldagem. Em 13. Em 16. Esta queda ocorre. − Média Idade: A média de idade dos soldadores é de 37.3% dos casos o soldador estava trabalhando com serra ou furadeira. se estava em operação de solda ou não. Porém.3% dos acidentes o soldador estava trabalhando com canos.2 Médias − Média Duração: Tratamento: 15. procurando analisar se as CATs são suficientes para isto. que o mesmo não estava em operações de solda. não no momento da soldagem. Kadefors et al.1 Descrição das Atividades Soldar é uma ocupação extenuante requerendo trabalho em posturas desajeitadas e manuseio de equipamentos pesados. neste caso ficando claro.3. que em média os acidentes são graves. Estas atividades podem contribuir para o surgimento de lesões musculoesqueletais. também não ficando claro em que operação os soldador se encontrava. − Média Salário: O salário médio dos soldadores acidentados era de R$ 406.87 5. que em muitos casos pode levar até um dia. 5.3 Impacto Sofrido Impacto sofrido foi responsável pôr 40% dos acidentes com o soldador. na expectativa de verificar a influência do posto de trabalho neste tipo de acidente. serão apresentados os dados obtidos das CAT. constatou-se que em 23. possivelmente. 5. Esta fadiga muscular pode. a exceção de um do sexo feminino. o soldador estava trabalhando com alguma máquina. Nesta seção. barras e tubos não ficando claro através dos campos existentes. Através das CATs. (1976) relataram que a fadiga de músculo do supraspinatus era comum em trabalho prolongado de solda entre soldadores experientes. os seja aqueles com mais de 15 dias de duração.

ferimento corto. em outros (3. em outra não fica nada claro (21 pôr exemplo) 96 . principalmente devido a impacto sofrido. foram contusão (43. Apenas em um caso (9). com algumas descrições contidas nas CAT. − Lesão As lesões mais comuns entre os soldadores devido a impacto sofrido. tem-se a evidência de que o soldador está sendo utilizado fora de seu posto de trabalho. talvez executando tarefas para as quais não esteja preparado. em si. justificando os acidentes. as informações são pouco úteis. oferecem poucos risco ao soldador. − Descrição Na Tabela 53 é apresentada uma lista.7%). fica claro que o soldador estava em operações de solda. onde na maior parte dos casos.contuso (30%) e fratura (16. e em alguns são inúteis. fica claro que o soldador não estaca executando tarefas ligadas à sua função. utilizados pêlos mesmo. devido ao tipo de operação e aos EPI. pôr exemplo).operações de solda. para soldadores com acidentes devido a impacto sofrido. Pela lista pode-se deduzir a deficiência no preenchimento deste campo da CAT.3%). Pelas CATs.

soldadores 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 Descrição Chapeando Radiador. Esmerilhando peça. dedo médio da mão esquerda. Cortando Ripa na Serra. caiu barra de ferro .33% das CATs referentes a soldador. Queda de barra de ferro ao desmontar galpão. contundiu-se Martelou o dedo ao bater numa peça. O principal problema foi o ruído.o Furando uma bucha com furadeira. que seria uma dos principais problema enfrentado pêlos soldadores. Ao montar longarina.o Cortando uma peça da chapa − Região do Corpo As regiões mais atingidas no corpo dos acidentados.Descrição de acidentes devido impacto sofrido .4 Doença Ocupacional Doença ocupacional foi responsável pôr 13. Tubo de Ferro caiu.5% das lesões cada 5. − Agente 97 . que não é um problema típico de soldagem. Ao manusear prateleira. Transportando serpentina que veio a cair.4% do total de lesões.Fita Gaveta de aço caiu ao ser aberta. Marterlou-se ao puncionar polias. Em nenhuma delas foram encontrado problemas referentes à visão e problemas respiratórios. Maq. Atingido pela broca.3. principalmente devido aos fumos de soldagem e aos flashes emitidos pela processo de soldagem. ligado no chão impactou. Caiu tubo de ferro. Peça caiu ao ser virada. Atingido com estourou disco policorte Passando lixadeira na retroesc. Trabalhando com Furadeira Ao segurar chapa metálica seu suporte (barra metalica) caiu. foram o dorso do pé esquerdo com 19. Transportando telas que vieram a cair. Ao deslocar cavalete Inclinou uma barra de ferro que veio a atingi-lo Lixou-se na lixa disco Furando Cantoneira Colacando pino no eixo com auxílio de martelo. a mesma saltou impactando. Eixo de metal deslizou e caiu.Tabela 53 . dedo anular e mínimo da mão direita e dorso do pé direito com 6. Segundo Marini (1994) a principal preocupação que tem se dado ao soldador é com a toxidade dos fumos e o risco de câncer. Caiu pingo de solda ao soldar uma peça.

1 11.soldador CodLes 21 22 24 19 26 27 Nome da Lesão Hipoacusia Tendinite Disacusia Tenossinovite Epicondilite Síndrome Do T. Trabalho exposto ao ruído Perda Auditiva Alteração Osteomusculares Perda Auditiva 98 .2% das lesões respectivamente. foi o ruído (60%) seguido pôr LER (40%). e sim com operações de outros postos de trabalho.Distribuição de lesões segundo a doença ocupacional .2 11. onde pode-se verificar que a principal lesão encontrada entre os soldadores foi hipoacusia.O principal agente de doença ocupacional no soldador.2 22. Epicondilite e Síndrome do túnel de carpo podem estar sendo causados devido às características do posto de trabalho do soldador. Tabela 55 . que podem influenciar na aparição de sintomas tanto nos ombros quanto nos braços. foi o ruído. seguida de tendinite e disacusia todas com 22.2 22. que vinha pôr afetar o soldador. que tinha alto ruído em suas operações. Uma das maiores reclamações ouvidas durante as visitas feitas as fábricas de solda.soldador 1 2 3 4 5 6 7 Descrição Perda Auditiva Perda Auditiva LER em soldagem. Porém.Descrição de acidentes devido a doença ocupacional . Tendinite. de Carpo Total % 22. As principais lesões causadas pôr estes agentes estão apresentados na Tabela 54.1 100. Tabela 54 .1 11. estes ruídos não provinham das operações de solda.0 − Descrição A seguir vêm as descrições encontradas em algumas CATs referentes a acidentes devido a doença ocupacional no soldador. Segundo Marianne (1991) os soldadores realizam tarefas altamente estáticas. Tenossinovite.

máquinas. no momento do acidente.6% das lesões e os braços com 11. Serra e Furadeira Chapa Máquina Descrição Confeccionando peças no torno Prensou dedo num eixo de máquina Prensou dedo na serra.3.8% das lesões. serra e furadeira. o campo é utilizado para dar uma espécie de laudo médico. 99 . Ao virar chapa prensou dedo contra bancada. O único caso aonde o soldador poderia estar realizando uma operação de solda é o caso 4. onde um profissional realiza uma série de tarefas para as quais talvez não esteja devidamente preparado. fica claro que o soldador não estava executando operações de solda. Através da análise das CATs procurar-se-á saber o porque do soldador estar se acidentando em atividades que não são características de sua função.5 Prensagem Aqui o dado mais interessante pois prensagem é responsável pôr 6. O ideal seria informar a atividade que o acidentado realizava no momento de começar a sentir os sintomas relativos à doença. o que demonstra a deficiência e falta de informações no preenchimento das CATs. 5. chapas.Pode-se observar que neste caso.soldadores 1 2 3 4 5 Agente da lesão Prensa e Torno Componente de Maq. seguido dos punhos com 17. pode-se verificar uma desorganização do próprio trabalho.Descrição de acidentes devido impacto sofrido . − Agente Os principais agentes encontrados foram. com 70% do total de lesões relativos a DO. ou Prod. Tabela 56 . Abaixo vem uma lista com os agentes e a descrição das tarefas que o soldador realizava. prensa. − Lesão A principal lesão decorrente do processo de prensagem foi ferimento corto. Calandrando uma peça. Alem de desorganização dos postos de trabalho. − Região As orelhas foram a região mais atingida do corpo. Porém mesmo assim não fica claro se o mesmo estaria em operação de solda ou não. Em todos os outros casos.contuso (80%). torno.67% das ocorrências de acidentes entre os soldadores.

100 . mais especificamente os dedos da mão direita.− Região A região de corpo mais atingida pelas lesões forma as mãos.

uma vez que em diversos estudos internacionais estes problemas recebem uma atenção muito grande. tem demonstrado ser uma importante arma para o combate ao aumento do número de acidentes de trabalho. pode-se citar: no seu preenchimento. A coleta. porque. a descrição do acidente deve conter o maior número de dados possíveis de forma que permitam a realização de uma análise correta que possibilite a identificação das causas do acidente. possui algumas limitações. a coleta e o posterior armazenamento das informações contidas nas CATs. pelo fato de serem mal preenchidas ou. melhores serão os resultados obtidos da análise das mesmas. As informações contidas nas CATs são suficientes para se retirar um número grande de informações. responsável pelo preenchimento da CAT seja 101 . muitos acidentes não são registrados nas CATs. quanto mais detalhadas forem as informações contidas nas CATs. é preciso que o profissional. No entanto. pois de acordo com o Anuário. e em muitos outros campos devem ser criados padrões para o preenchimento de forma que as informações possam ser comparadas. o armazenamento e análise dos dados das CATs relativos à indústria metalmecânica do estado do Rio Grande do Sul permitiu fazer um levantamento sobre os acidentes de trabalho neste segmento da indústria de transformação. Tal fato é preocupante. apesar destas limitações. − As CATs e seu uso devem ser aperfeiçoadas e melhor planejadas. A partir deste estudo. nenhum campo deve ser ignorado. a análise das CATs também permitiu sugerir melhorias nas próprias CATs e no seu emprego como ferramenta de trabalho em estudos que visam reduzir os acidentes de trabalho e suas causas..” − Como exemplo de possíveis melhorias nas CATs. Em nenhum caso foram encontradas notificações relativas a problemas de visão ou a problemas respiratórios. (1999) “As estatísticas oficiais não apresentam informações suficientes para que se possam planejar ações voltadas a prevenção de acidentes do trabalho. Além disso. porém. Segundo Herzer (1997).6 CONCLUSÕES Através deste trabalho pode-se observar que o uso das CATs como base de dados para análise epidemiológica. chegou-se às seguintes conclusões: − Problemas devido a ruído e impacto sofrido são os grandes causadores de comunicação de acidentes. em vários casos..

são responsáveis pôr acidentes. prensagem. devido a impacto sofrido. sendo merecedores de estudos que disponibilizem a melhoria nas condições de higiene e segurança do trabalho. entre outros. característicos de atividades não automatizadas. − Através dos estudos feitos com o soldador. Tanto impacto sofrido quanto problemas de desorganização no trabalho ficam evidentes em alguns casos como o do soldador. pode-se constatar que a principal causa de seus acidentes foi o fato de estarem exercendo atividades fora de seu posto de trabalho. em tarefas para as quais provavelmente não estejam preparados. evidenciando problemas de desorganização no trabalho. muitas informações ficam faltando. na forma de formulário de papel. a consulta aos dados é praticamente inviável. − Empresas de grande porte – as quais se utilizam mais dos recursos de automação .são as grandes responsáveis pela maior parte das ocorrências de doenças ocupacionais. os soldadores acidentaram-se executando outras tarefas que não características de seu posto de trabalho. A mais importante foi o fato do soldador estar sofrendo acidentes devido a impacto sofrido. possibilitando estudos e análises sobre os dados armazenados. e as empresas de material de transporte são as grandes motivadoras pôr grande parte dos acidentes ocupacionais. Acidentes podem ser considerados atípicos. principalmente a atividade que estava sendo executada no momento do acidente e posto de trabalho.educado de modo a compreender a importância do preenchimento da mesma. ao passo que. os quais oferecem maior risco de acidentes aos trabalhadores. mas da organização de seu posto de trabalho. Através da análise feita nas CATs sobre o soldador. as quais demonstraram ser ambientes altamente insalubres. Outro dado importante é o fato de não haver nenhum registro de comunicação de doença 102 . e seja disciplinado a preencher as informações com clareza e correção. muitas outras conclusões puderam ser extraídas. principalmente devido a ruído e LER. − As empresas do ramo de cutelarias. − Fica claro que através da utilização dos recursos disponíveis pela Informática as informações contidas nas CATs ficam melhor organizadas. enquanto que as demais . responsáveis pela fabricação de produtos de corte. apesar dessas limitações. pois não são decorrentes da atividade profissional dos acidentados. − As metalúrgicas e mecânicas são as maiores responsáveis pêlos acidentes devido a impacto sofrido. corte.que empregam menos tecnologia . Porém. o que não é característica de sua atividade.

ocupacional referente à visão ou a problemas respiratórios. A atividade de soldagem é uma atividade altamente insalubre, como já foi dito anteriormente, devido ao fumo de soldagem e às altas intensidade de radiação luminosas emitidas durante o processo de soldagem. Possivelmente os soldadores estejam sofrendo de algum problema relacionado a esses fatores e não estejam se tratando ou estejam fazendo tratamento médico fora ou até mesmo se auto medicando. Também ficou evidente o fato do soldador estar sendo utilizado fora de seu posto de trabalho. Isso é demonstrado através do grande número de acidentes que os soldadores que sofreram acidentes utilizando máquinas e ferramentas que não são características de suas funções. Em relação a visão do soldador, como já foi dito, nenhuma notificação foi encontrada. Todavia, a mesma merece melhor atenção do que tem sido dada até o momento. Não há padrões que permitam fazer uma melhor avaliação sobre este problema. Na França, o Instituto de Soudure em Paris tem estabelecido um grupo nacional que coleta dados franceses de todos especialistas neste campo. Eles estão classificando uma extensiva bibliografia feita pêlos oftalmologistas, médicos ou “preventores”, afim de determinar padrões sobre acuidade visual. Segundo Marini (1994), os médicos do trabalho devem ser informados e educados para que tenham particular responsabilidade para a vigilância dos soldadores. Pôr sua vez, os soldadores devem ser ensinados sobre os bons hábitos de trabalho. “Quando lá estão sintomas de “local de trabalho”, lá poderia também estar “médicos de local de trabalho” Marini (1994). Se mais atenção fosse creditada à visão dos soldadores, os resultados trariam melhor qualidade às soldas e à saúde dos soldadores. 6.1.1 Ruído e LER Juntas, foram as únicas causadoras de doenças ocupacionais entre os soldadores analisados. Em nenhum dos casos fica claro se o ruído é devido a suas atividades, ou ao ambiente de trabalho, no entanto, onde outras atividades que tenham um nível de ruído muito alto possam estar contribuindo para estes sintomas. Somente em 1,3% dos casos foi descrito que LER foi causada durante atividades de soldagem.

103

6.1.2 Fumos de Soldagem Nenhum relato foi encontrado evidenciando problemas respiratórios, todavia é possível que os soldadores estejam sofrendo de problemas respiratórios e não saibam. O fumo de soldagem afeta não só os soldadores mas também os trabalhadores que dividem o mesmo ambiente de trabalho. Os fumos de soldagem podem causar dor de cabeça, irritação no olhos, e deixar os trabalhadores inebriados, fatores que podem contribuir para a ocorrência de acidentes de trabalho.

6.2

Riscos

Ficou evidente, após a análise das CATs, que os principais riscos aos quais os trabalhadores do setor metal-mecânico do estado do Rio Grande do Sul estão expostos, é devido a ruído, LER e a impacto sofrido. Não ficou evidente nas CATs, a fonte causadora do ruído, e da LER, porém, segundo os princípios de prevenção de acidente, os passos para prevenção poderiam ser os seguintes: − Ruído 1. Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte,

ou a troca pôr um outro processo que gere menos ruído; 2. Na impossibilidade de substituição, proceder enclausuramento da fonte, a fim

de diminuir os níveis de ruído; 3. Utilização pôr parte dos trabalhadores de EPI que minimizassem os efeitos

nocivos do ruído, no caso com a utilização de protetor auricular. − LER 1. Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte, ou a troca pôr um outro processo que gere menos movimentos repetitivos; 2. Na impossibilidade de substituição, diminuição do ritmo de trabalho e maior tempo de pausa entre as tarefas a fim de diminuir os efeitos dos movimentos repetitivos; 3. Realização, pôr parte dos trabalhadores, de exercícios que relaxem a musculatura, afim de minimizar os efeitos nocivos da LER. − Impacto Sofrido 104

1.

Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte,

ou a troca pôr outros que gerem menos impactos e ofereçam menos riscos. No caso de impacto sofrido, os principais causadores de risco são máquinas, ferramentas e peças; 2. Na impossibilidade de substituição da fonte geradora, deve-se proceder com

uma melhor proteção das máquinas, melhorias no ambiente físico de trabalho, melhores projetos de equipamento e ferramentas, melhora nos métodos de trabalho, dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos, melhora no fluxo de trabalho, entre outros; 3. Pôr parte do trabalhador: Diminuição do ritmo de trabalho, treinamento,

disciplina, períodos de descanso em intervalos de tempo de forma a reduzir os efeitos nocivos da LER, entre outros.

6.3

Sugestões para trabalhos futuros

Ao longo desta dissertação surgiram algumas questões que poderiam motivar a realização de estudos futuros: − Quais são as atividades que a categoria profissional do metalúrgico executa, de forma que se pudesse subdividir em subcategorias que auxiliassem a entender melhor os acidentes que ocorrem em sua profissão; − A relação entre a organização dos postos de trabalho e acidentes devido a impacto sofrido; − A fonte maior, geradora de ruído nas empresas de grande porte; − A relação entre atividades das empresas de cutelaria e material de transporte, com o alto índice de acidentes devido a ruído; − A relação entre nível de automação das empresas e o nível e o tipo de acidentes; − Relação entre as medidas de prevenção adotadas pelas empresas e o seu porte; − A influência que problemas na visão do soldador podem ter com acidentes de trabalho; − A influência dos fumos de soldagem nas atividades diárias dos soldadores; − A relação entre sexo e a incidência de acidentes devido a doença ocupacional e impacto sofrido; 105

− A relação entre a idade dos trabalhadores e o tipo de acidente. em postos de trabalho que não estejam diretamente ligados à principal fonte geradora do mesmo. − Já que o trabalho prescrito não é igual ao trabalho real (como fica nítido no caso do soldador) é importante que a CAT descreva o trabalho do acidentado e não a função. − Relação entre os problemas devido a LER com o tipo de atividade executada. − A relação entre tipo de atividade entre as diferentes classes de trabalhadores e o tipo de acidente aos quais os mesmos estão sujeitos. 106 . − Influência do ruído.

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69 606.95 São Paulo Rio Grande do Sul Minas Gerais Rio de Janeiro Santa Catarina Paraná Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total Incapacidade Parcial ou Permanente Estado % Freq.80 74.15 62.36 100.873 12.55 70.01 76.276 18.491 836 519 495 356 341 265 137 1.980 9. 60.1 Anexos Capítulo 3 Tabela 57 .43 8.36 84.88 2.072 156.30 825.74 43.61 85.30 5.789 2.92 918.00 São Paulo Minas Gerais Rio Grande do Sul Paraná Rio de Janeiro Santa Catarina Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total 110 .99 88.50 770.78 1.21 86. Acumulado 000 % 38.18 11.42 37.38 4.058 2.904 19.56 100.85 76.18 3.45 1.24 86.73 714.00 1.31 623.044 17.02 78.01 2.44 100.48 87.94 51.43 60.06 4.210.12 62.24 1.64 100.843 Sobre o Total 50.46 11.92 23.464 11.82 2.36 81.385 Sobre o Total 38.282 9.56 Coeficie nte Total (1)1/100.59 1.939 1.00 Coeficie nte Total (1)1/100.16 12.59 7.00 90.13 46.74 69.107 4.360.15 12.94 5.18 78.00 923. Acumulado 000 % 50.74 59. 5.79 82.7 ANEXOS 7.94 12.Benefícios Concedidos por Acidentes do Trabalho em 96 por Estado Mais de 15 dias Estado % Freq.

52 7.88 100.01 3.80 11.611 1.73 80.60 74.18 66.77 73.87 22.00 Coeficien te Total (1)1/100.47 70.51 2.59 São Paulo Minas Gerais Paraná Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Santa Catarina Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total FONTE: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT/RAIS .00 Coeficie nte Total (1)1/100.35 1.00 24.55 46. Acumulado 000 % 46.00 26.75 76.99 61.30 83.29 2.012 337 218 182 141 115 76 69 848 5.284 Sobre o Total 26.04 6.71 100.29 100.609 Sobre o Total 46.96 111 .55 64.65 84. 872 361 293 247 236 174 141 98 97 765 3.98 2.25 82.54 16.23 15.55 10.49 77.12 100.69 24.0 Acumulado 00 % 26. 2.59 70.99 8.55 37.30 4.Invalidez Permanente Estado % Freq.89 3.95 23.22 18.47 53.82 29.00 77 90 60 23 44 60 46 78 38 Minas Gerais São Paulo Rio Grande do Sul Rio de Janeiro Paraná Pernambuco Santa Catarina Espírito Santo Goiás Outros Estados Total Fatais Estado % Freq.55 18.24 2.92 7.05 1.19 5.00 13.

240 3.877 9.186 10.738 12.796 5.075 8.941 11.239 9.566 6.653 6. 41 anos.152 1.037 1.927 4.134 13.649 2 7 82 188 274 319 561 881 1.066 1.050 1. 19 anos.187 8.138 1.939 6.819 2.128 1.653 11.898 10.014 9. 43 anos.790 11.808 5.077 6.270 7.048 13.016 12.046 9.605 2. 32 anos. 31 anos. 23 anos.009 8.478 9. 26 anos.266 6. 22 anos.850 10.004 967 957 861 845 705 640 571 112 .043 7. 369.638 9.221 7. 37 anos.439 11. 46 anos.669 9. por motivo.138 1. 40 anos.064 1.268 12.228 11. 42 anos. 44 anos. 39 anos.067 1.043 9.042 980 963 927 858 840 809 764 743 728 700 662 625 648 584 535 428 391 Doença do Trabalho 29.190 1. 14 anos. 47 anos.966 10.765 7. 28 anos.337 9. 17 anos.392 4.605 11.054 1.413 9. 45 anos.086 1.065 21 26 699 1.809 7. 33 anos.436 11.058 1. 25 anos. 38 anos.552 8. 15 anos.378 6. 29 anos. 20 anos.721 8.814 Típico 306.001 994 1.238 13. 48 anos.594 3.901 6. 35 anos.180 5.831 12.568 4.299 10. 16 anos. 30 anos. 24 anos.260 11.709 19 18 614 1.Freqüência de Acidentes de trabalho registrados.054 1.389 10. segundo a idade em 1997 QUANTIDADE DE ACIDENTES DE TRABALHO REGISTRADOS IDADES Total TOTAL 12 anos.932 4.308 4.178 1.969 10.000 11. 18 anos. 21 anos. 13 anos.707 1 3 26 64 105 169 297 422 495 546 610 702 698 741 765 787 860 886 919 982 926 938 1.417 10. 34 anos.641 11.356 5. 27 anos.852 Motivo Trajeto 32.Tabela 58 .476 13. 36 anos.

64 anos. 59 anos.230 1.749 Fonte: CAT. 51 anos. 113 . 57 anos. 53 anos.598 1. Ignorada 4. 62 anos.023 796 621 520 430 356 228 165 150 119 81 246 15.137 2.248 971 775 631 529 449 293 219 188 139 106 309 18. 54 anos.742 2.49 anos. 63 anos. 61 anos. 65 anos.281 2.354 3.372 1.468 1. 52 anos. 69 anos. 58 anos. 60 anos.997 2.168 1.419 3. 70 anos e mais.633 3. 50 anos. 67 anos. 66 anos. DATAPREV. 55 anos.706 1.981 1.417 2.601 2.447 1.797 1.754 521 409 357 285 260 239 193 151 173 121 92 71 68 50 47 47 38 34 16 10 16 31 1.933 1.130 414 352 323 295 252 211 190 178 161 158 133 104 86 61 52 46 27 20 22 10 9 32 1.383 1. 56 anos. 68 anos.898 3.

698 4.527 176 11 7 5 241 6 10 2 677 6 3 2 3 7 4 13 5 2 2 15 2 1 1 6 1 2 3 2 1 Fonte: CAT. fechada contusão do joelho e perna Fratura de osso(s) do carpo.1/7 892.727 3. fechada contusão do dedo da mão Fratura de costela(s). exceto o limitado aos dedos.868 1. difames.0/9 824. fechada amputação traumática (completa/parcial) de outro(s) dedo(s) da mão.950 1.137 1.0/2 823.047 5.754 5. fechada Fratura não especificada do tornozelo.483 1.0/6 924.0/7 810. fechada Fratura de uma ou de várias falanges da mão.761 2.129 1.8/1 923.118 1.0/7 816. complicada Ferimento do pão. atingindo tendão Ferimento do joelho.045 2. exceto dedo(s) Ferimento da mão.681 1.474 817 1. exceto o limitado a um ou vários dedos. sem menção de complicação Entorses e distensões do tornozelo Fratura do rádio e do cúbito. da perna (exceto coxa) e do tornozelo. exceto quando mencionado(s) apenas dedo(s) Ferimento de um ou de vários dedos da mão.0/9 845.252 3.1/8 CÓDIGOS CID MAIS INCIDENTES EM 1997 DESCRIÇÃO TOTAL Sinovite e tenossinovite convalescença após cirurgia Ferimento de um ou de vários dedos da mão.823 1.405 2. aberta Fratura de uma ou mais falanges do pão. extremidade superior ou parte não especificada.905 1.776 3. fechada Fratura da extremidade superior ou parte não especificada da tíbia e do perônio.149 5.142 1.862 2.0/0 924. sem menção de complicação Fratura de uma ou de varias falanges da mão.2/8 882.9/5 825.213 1.1/0 814.079 997 955 905 872 794 734 732 688 Típico Trajeto Doença 54.971 2.062 847 661 843 722 785 687 661 671 7.3/9 807.2/5 923.537 1.1/5 724.280 1.775 1.0/9 823.912 3. sem menção de complicação Fratura da tíbia e do perônio.025 2.0/6 813.1/2 826.258 6.Tabela 59 .605 5. fechada Fratura de osso(s) do metacarpo.0/0 813.0/0 815.2/3 891. fechada Observação e avaliação de condições suspeitas não especificada Fratura de outros ossos do tarso e do metatarso.007 922 751 823 986 1.224 1.321 126 926 45 333 38 92 14 710 636 261 581 34 146 298 659 273 260 286 384 304 117 15 149 293 56 149 7 44 69 16 10. fechada Ferimento de um ou de Vários dedos da mão.419 1.2/0 816.Códigos CID mais Incidentes em 1997 CID 727.829 1.060 3.733 2. fechada Fratura do rádio e do cúbito.0/2 2066.0/1 883.743 9.0/4 883. DATAPREV 114 .2/0 883.469 12. complicado Total 72.2/7 886. complicado Lumbago Amputação traumática (completa/parcial) de outro(s) dedo(s) da mão. extremidade inferior.4/5 2071.251 2. sem menção de complicação contusão do tornozelo e pão. fechada Fratura da clavícula.0/5 886. fechada contusão do punho e mão(s).

peças e acessórios Fabricação de cronômetros. aparelhos e equipamentos. de artefatos de cutelaria e de metal para escritório e para uso pessoal Tratamento térmico e químico de metais e serviços de galvanotécnica Beneficiamento de sucata metálica Fabricação de Caldeiras Geradoras de Vapor. funilaria e embalagens metálicas Fabricação de tanques. máquinas e aparelhos de terraplenagem Serviço industrial de usinagem. peças e acessórios Indústria Mecânica Fabricação de tratores. SEBRAE Atividade 115 . fabricação e reparação de turbinas e motores Fabricação de bancos e estofados para veículos Fabricação de veículos não especificados ou não classificados. peças e acessórios Construção e reparação de aviões. e a reparação ou manutenção Fabricação de armas. peças e acessórios Fonte: Cadastro Empresarial do Rio Grande do Sul .ferrosos Indústria Metalúrgica Estamparia. reservatórios e recipientes metálicos.7.2 Anexos Capítulo 4 Tabela 60 .Atividades segundo o ramo de atividade Ramo de Atividade Siderurgia Metalúrgica de Pó e Granalha Fabricação de Estruturas Metálicas e de Ferragens Eletrotécnicas Fabricação de artefatos de trefilados de ferro. Fabricação de ferramentas manuais. aço e metais não. máquinas motrizes não elétrica Fabricação de máquinas. soldas e semelhantes. munições e equipamentos militares Construção e reparação de embarcações e estruturas flutuantes Construção e reparação de veículos ferroviários e fabricação de peças e acessórios Indústria de Material de Transporte Fabricação de veículos rodoviário.

DO TRABALHO OBJETO CAUSADOR ACIDENTE HOUVE REGISTRO POLICIAL? S ( ) N ( ) DESCRIÇÃO DO ACIDENTES E PARTE(S) DO CORPO ATINGIDAS(S) NOME TESTEMUNHAS ENDEREÇO NOME ENDEREÇO Figura 1 .Frente RAZÃO SOCIAL EMPRESA ENDEREÇO MUNICÍPIO (CIDADE) ESTADO MATRÍCULA CÓDIGO DA ATIVIDADE NOME ACIDENTADO ENDEREÇO DATA DO NASCIMENTO PROFISSÃO IDADE SEXO EST. DE TRABALHO DATA AFAST. CIVIL CTPS POR: HORA ( ) DIA ( ) MÊS ( ) TRABALHADOR AVULSO S( ) N ( ) APOSENTADO ? S( ) N( ) REINÍCIO TRATAMENTO? S() N( ) SAL.Principais campos de Informações do anverso CAT 116 . CONTRIBUIÇÃO DATA DO ACIDENTE LOCAL ACIDENTE HORA APÓS_______H.

Descrição da(s) lesão(ões) Data 3 .Condições patológicas preexistentes ao acidente: LOCAL 11 .Deverá o acidentado.atendimento Figura 2 .de .Regime de tratamento a que deverá submeter-se o acidentado 8 .Apresentação do acidentado serviço médico 2 . afastar-se do trabalho? 10 . 7 .Duração provável do tratamento: dias DATA 9 .Há correlação entre a natureza. grau e localização da(s) lesão(ões) e o histórico do acidente que a(s) teria provocado? 6 .Observações: DATA GIH/AT Localidade Data Médico . durante o tratamento.O acidentado foi hospitalizado em: Hospitalar Ambulator.Há compatibilidade entre o estágio evolutivo da(s) lesão(ões) e a data do acidente declarada no anverso 5 .Principais campos do Verso da Informações da CAT 117 .Verso 1 .Diagnóstico provável Hora 4 .

calço. motor geladeira. Esteira. Dispositivo do Guincho. Empilhadeira Equipamento Auxiliar Escada Esmeril Esteira Ferramenta Ferro Fogo Gancho(s) e Gancheira(s) LER Maçarico Madeira Máquina Martelo. Ventoinha. alavanca. ferro Metal. cavaco de jato de areia. Armário. Macaco. tampa proteção engrenagem. plaina Estilhaço. guilhotina. coluna do s. motor. Galvanizadas. sliter. retificadora. Engrenagem. guilhotina. pedra esmeril. Esteira. reboque. Cantoneira. Metal. Engrenagem. Madeira. Eixo. de fixação. Matriz Molde Motor Mov. de corte. Cabos de Alimentação. viga. de bater anel. Agulha do Motor. fixador Itens Corpo Estranho Correia Dispositivo Eletr. pedaço Gancheira de pintura Lesão por Esforço Repetitivo Tarugos. Alavanca. Alumínio. Serra. Andaime. Banco.Tabela 61 . de soldar gralhas Metálica. Capô Colheitadeira. Faísca. ou Produto Arames. Corpo Móveis 118 . Macaco Hidráulico. Dispositivo do Guincho. Mesa. Plataforma Carrinhos de madeira ou metal para enrolar fio de moldar. de serra e solda. motor Mal feito. ripa. lixa. do Motor. dosadora. Freza. Rebarbas. de polimento.Lista de Agente de Lesão Agentes de Lesão Arames e Telas Armação Bobina Caixa(s) Cano(s). ferramentas etc Painel. dobradeira. de fixação. telas. barra de tração. com produtos. injetora. Aço. Suporte. brusco Cadeira. de cubo Aço. Garfo de Bobina. cardan. lixadeira. Marreta. Alumínio. Cavalete. Ferro. . batedor. vidro Pistão. carro de avanço. rolo da rebordeadeira. desequilíbrio. carro do regulador . Ventilador. motor. cilindro hidráulico. esteiras. Fiapo. lingote. Cantoneiras. Limalha. chave de fenda. solda. Pino. escareador. empilhadeira. Guilhotina Tampa Misturador. Do Mandril. Painel de Programação. cavaco. levante hidráulico Fagulha. metálica. máquinas. Engrenagem. matriz Bloco do Motor. Barra(s) e Tubo(s) Chapa Chave Componentes. circuito Carrinho. Parafusadora. jacaré. Pino. rebolo. Inox. engrenagens. pistão. descarte. tiras de aço. latão. de Máq. felpa. Calandra.

trinco. prensa de metais. areia Tambor de lixo.Tipos de Acidentes Analisados nas CATs Natureza do acidente Atrito ou Abrasão Choque Elétrico Corte Desequilíbrio Doença Ocupacional Esforço . Pneu. disco semeadora Pacote. Prateleira. Disco Cortante. de metal De produtos. ingestão ou absorção (por contato) de substância tóxica ou nociva Objeto na Vista Prensagem em. conecção. Óleo. segmento de trilho. Batente. madeira etc Pregos. do forno. sob ou entre Contato com objeto perfurante Queda de pessoa com ou sem diferença de nível Contato com objetos em temperatura muito alta ou muito baixa Ter mantido preso em. rolo de arame. prensa excêntrica. alicate. Sucata. Faca. serra fita. Tambor de freio. Gaveta. Metal. de ferramentas.. de peças. cadeira. Parafusos. panela. Andaime. Vidro. Lata. Pistola. Água. suporte. etc. Saca Palha. zinco. Quente Tambor e Container Tampa Tabela 62 . Tesoura. Container Peça(s) Peso Porta Pregos e Parafusos Prensa e Torno Produto Produto Químico Queda Ruído Serra e Furadeira Subst. pinos prensa coquilha. de máquina. secador Luminárias. sílica. Portão. sob ou entre 119 . exaustor. serra policorte. tampa container. Caçamba. Oxi. Estruturas Metálicas. Lâmina..Físico Esmagamento Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Intoxicação Objeto na Vista Prensagem Punctuação Queda Queimadura Retesão Torção NI Atrito ou Abrasão Exposição a energia elétrica Perda da posição ou postura normal Decorrentes da atividade Esforços excessivos e inadequados Ato ou feito de compressão Impacto sofrido por pessoa Impacto sofrido pela pessoa Inalação. produtos Gás. torno. Caçamba. tesoura. torno mec. rolo.Corte. motor.choques. Solda. Galhos. Cortante Óleo Outros Cortador. de produto.Obj. pára. calha de luz. hélice ventilador. caminhão. empurrar de aço. etc. serra Pinche. prensa. chão Perda auditiva induzida pelo ruído Broca da furadeira. furadeira. banca. de aço. panela de vazamento. peça(s). Alumínio.

Corto. de Carpo Hérnia Cisto Sinovial Síndrome do Impacto do Ombro PAIR Dermatose Estiramento Muscular Sinovite Bursite 120 .Tabela 63 .Lesões atribuídas às partes do corpo atingida CodLes 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 Nome da Lesão Amputação parcial Amputação total Conjuntivite Contusão Corpo estranho Dermatite Distensão Entorse Escoriação Ferimento.contuso Fissura Fratura Lesão ligamentar Lesões Múltiplas Lombalgia Luxação Queimadura Outros não listados Tenossinovite Lesão Hipoacusia Tendinite Dores Disacusia Epicondilite Síndrome Do T.

coxa anterior dir. dedo 3 esq. coxa posterior dir. perna anterior dir e perna anterior esq. braço esq. dedo 5 esq. dedo 3 esq. dorso do pé dir. Ombro dir. orelha esq. dedo 1 dir. glúteo dir. dorso da mão esq.Tabela 64 . olho esq. ombro esq. planta do pé dir. tornozelo dir. coxa posterior esq. dedo 4 dir. dedo 1 esq. pescoço anterior e nuca. calcanhar esq. dedo 4 dir. dedo 3 dir. orelha dir. antebraço dir. costas esq. dedo 2 dir. abdômen dir.Variáveis relativas às partes do corpo atingidas Grupos Cabeça Corpo Ventral Nº de variáveis 13 15 Região do Corpo Crânio. dedo 1 dir. antebraço esq. dedo 4 esq. Calcanhar dir. genitais. punho esq. dedo 5 dir. dedo 4 esq. dorso do pé esq. região frontal. joelho esq. cotovelo dir. cotovelo esq. queixo. dedo 1 esq. dedo 5 dir. olho dir. dedo 2 dir. dorso da mão dir. dedo 5 esq. braço dir. dedo 2 esq. coxa anterior esq. perna posterior dir e perna posterior esq. palma dir. glúteo esq. palma esq. dedo 3 dir. joelho dir. Tórax dir. Corpo Dorsal 12 Mãos 16 Pés 18 121 . boca. tórax esq. Punho dir. dedo 2 esq. face dir. planta do pé esq. tornozelo esq. face esq. costas dir. abdômen esq. nariz.

Banco de dados utilizado para armazenamento de dados com base na CAT 122 .Figura 3 .

417 Trajeto Doença do T.941 ...067 3.005 5.815 1.Tabela 65 – Nº de acidentes de trabalho registrados.900 5..318 4.791 34.137 395.211 2.066 926 1.700 325...841 5.225 2..079 832 989 1.420 Motivo Típico 374.646 34.889 29.046 53 648 644 328 429 413 4.601 185 110 165 205 319 300 23. 47 2.407 2.590 .087 5..883 2..696 32.258 26..988 2. por motivo.649 492 288 703 46 19 135 16 24 201 135 184 .146 403 785 760 95 110 152 1. 37 1.362 2.629 41 519 510 235 306 300 3. .988 1.842 1.870 306... 28. . .055 6. 8 176 131 273 29 38 24 3 41 2.1995/97 Região BRASIL Anos 1995 1996 1997 1995 Total 424. 2 82 263 105 3 24 1 5 42 1 1.775 6.968 5.022 12 27 95 93 5 104 809 75 538 88 28 170 54 61 166 617 211 751 20.235 1.395 102 39 118 9 36 541 211 28 162 22 12 185 75 492 876 252 NORTE 1996 1997 1995 Rondônia 1996 1997 1995 Acre 1996 1997 1995 Amazonas 1996 1997 1995 Roraima (1) 1996 1997 1995 Pará 1996 1997 1995 Amapá 1996 1997 1995 Tocantins 1996 1997 1995 1996 1997 1995 NORDESTE Maranhão 1996 1997 1995 Piauí 1996 1997 1995 Ceará Rio Grande do Norte Paraíba 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 Pernambuco 1996 1997 123 .538 1.271 898 1..953 1.267 2.707 195 646 306 2 103 29 13 1 103 201 167 .203 20.455 369.328 2.252 2..273 1.155 451 907 924 111 123 177 1. .065 5..709 4.934 2.024 20.652 1.463 1. segundo as Grandes Regiões e UF .328 7.042 1..611 25..223 153 86 126 176 274 258 20.009 7.

135 2.301 845 1..459 27.659 5.743 168 43 315 50 49 270 825 191 810 258 562 348 22 194 81 39 131 114 596 679 1.203 .544 16.490 2.435 1.954 167.450 620 12.548 9. 1996 1997 124 .795 5.813 3.743 18.851 840 2.171 175.786 30.149 3.618 1.302 387 531 444 158 4.250 1. 3.165 35.563 14.933 1.987 19.263 17.375 5.506 47.174 3.295 83.846 4.858 22.451 4.533 816 22.599 2.172 26.909 13.309 18.774 2.250 230.257 2.336 6.813 570 .205 2.747 2.1995 2.292 20.455 260.282 2.727 .881 56.672 80.635 1.422 477 1.650 13.673 13.070 5.196 535 6.206 239.921 13.798 37.BEAT.792 92.018 21.398 21.516 197.011 912 69 283 76 36 332 128 149 945 297 93 451 411 Alagoas.517 2.587 5.460 754 2.774 31.661 209.928 23.700 298.204 6..302 8.356 418 709 537 1.638 2..861 16..478 1.544 21.344 22. 1996 1997 1995 Sergipe 1996 1997 1995 Bahia 1996 1997 1995 Sudeste 1996 1997 1995 Minas Gerais 1996 1997 1995 Espírito Santo 1996 1997 1995 Rio de Janeiro 1996 1997 1995 São Paulo 1996 1997 1995 SUL 1996 1997 1995 Paraná 1996 1997 1995 Santa Catarina Rio Grande do Sul CENTROOESTE Mato Grosso do Sul Mato Grosso 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 Goiás 1996 1997 1995 Distrito Federal Fonte:.489 140.464 6.840 125 36 266 118 91 116 446 1.554 595 1.968 26.025 11.051 26.592 18..422 1.687 42.500 .019 44. 39.178 9.245 72.861 7.031 1.532 58 1.135 4.149 34.741 10.671 19.134 5.750 2.529 2.562 5.056 258.160 4.112 7.828 1.028 909 5.424 2. INSS.946 2.685 28.009 3.218 45..139 6.209 2.368 1.023 1.664 6.660 145.556 13.006 5.397 4.470 665 3.209 19..249 49. 32.065 11..561 1.585 16. 3.858 1.196 24.585 5.335 2.540 347 2.908 1.253 2.119 2.108 339.

59 1. Eletron.97 78.28 0.28 0.09 0.23 91.09 0.73 84.70 91.17 1.48 79.45 83.55 89.09 0.42 74. Mecânica Ajustador Mecânico Anal.75 0.09 0. Mult.09 0.14 0. Embalagem Revisor Rev. Auxiliar Fundidor Op.76 48.95 2.56 88.86 2.14 0.01 42.89 77. Peças Op.61 91.14 0.28 0.28 0.23 0. Produção Prensista Carpinteiro 0.81 90.38 0.81 88.14 85.45 77.19 0.22 1.42 0. Mec.23 0.64 33. Pintor Fresador Ferramenteiro Forjador Moldador Esmerilhador Meio Oficial Forneiro Ajustador Operador Aux.51 68. Aux.93 80. Peças Laminador Op.17 92. Torno Afiador Conferente Aj.52 57.70 88.36 92.Distribuição dos acidentes segundo a Profissão Profissão Metalúrgico Op.29 67.00 79. Montador Aux.26 92.36 80.26 89.92 75.28 0.33 0. Mec.75 0.42 85. Op. De Prod.67 90. Op.14 0.64 92.53 90.17 83.68 69.89 91.23 0.14 0. Insp.42 91. Cel.02 1.14 0.01 84. Macreiro Aux. Prensa Prenseiro Caldeireiro Serralheiro NI Mecânico Torn.89 66.09 0.84 88.14 0.52 0.19 0.62 87.58 81.98 92. Serralheria Elet. Maq.00 88. Produção Op.09 0.33 0.30 2. Inspeção Aux.19 0. Fundição Eletricista Funileiro Prens.75 0. Almoxarifado Multifunc.09 0.03 1.14 0.06 87. Mec.09 0.73 72. Gerais Retificador Matrizeiro Aprendiz Aux.28 % Acum. Prod. Funilaria Aux.05 91.94 86. Usinagem Op. Marteleiro Prens.12 89. Pintor Vazador Aux.19 0.14 0.23 0. Man.37 88. Manutenção Mandrilhador Aux.71 51.09 0.14 0.19 0.09 0.75 0. Func. Metal.51 91. Aj.47 0. Guilhotina Op.52 2. Rebarbeador Op.34 59.23 0.67 73.17 86.14 0.17 74.36 9. Prod.33 0.09 0.90 82.66 54. Furadeira Aferidor Aux.95 91.09 0. Operação Mestre de Prod. Manut.44 87.25 90.83 89.52 0.14 0.55 92.28 0. Op.19 88.20 81.41 1.89 83. Lubrificador Motorista Tec.29 84. Poliv. Aux.80 91.03 0.81 2.87 87.75 71.64 10. Qualid. de Inspeção Marceneiro Prep. de Fabr.73 125 .69 89.64 1. Gerais Montador Op.52 0.42 0. 22. Aux. Rebarb.45 92.56 82.7. Serv. Op.24 3.67 76.08 92. Forjador % 22.14 91.33 91.94 0.19 0.28 0.47 0.66 0.47 79.11 90.09 0.65 63.09 85.56 0.19 0. Injetora Superv.25 87.29 64. Mecânico Op.24 45.97 90.40 86.14 0. Lam.98 89. Máquina Industriário Soldador Serv.2. Marceneiro Repuxador Aj. Forno Multif.14 0. Torn. Qualid. Mont.09 0. Manutenção Ajudante Torneiro Polidor Aux.28 0.40 89.71 70.14 0.32 76.23 82.09 0.09 0.42 0.70 Aux.64 86.95 2. Ind. Aux.33 0.09 0. Empillhadeira Aux.63 61.1 Anexos Profissão Tabela 66 . de Montagem Mec.86 85.98 0.28 0.78 81.14 0.56 0.14 0. Almoxarife Aux.19 0.19 0.39 90.58 84.

20 96.05 0.94 97.03 98.05 0. Cargas reb.22 95. Forjaria 0.77 96.12 95. Recebimento Enc.41 95. Op.98 95.37 97. De Corte Aj. Lixador Op.05 0. Trat. Sup.09 0.09 0.09 0.05 0.05 0. Ferramenteiro Tec.05 0.05 0.20 93. Esp.53 96. Materiais Op.05 0. de Esmeril Contínuo Contr.05 0.14 97.05 0. Corte Impressor Ger.55 95.05 0.70 97. Engenheiro Op.05 0. Qual.67 96.05 0. Op.50 98.05 0. Anal.44 96.59 95.05 0.87 95. P.05 0.05 0.05 0.05 0.09 97.05 0.09 0. Acab. C.66 97. Gabariteiro Escolhedeira Encanador Encaixotador Insp.05 96.33 94.66 94.37 94.05 0.64 98.47 97.05 0.23 97.61 97. Retífica Balconista Bobinadeira Chefe Seção Aux.03 95. Embalagem Aux.05 0. Pesagem 0.05 0. Ferreiro Aux.05 0. 3 Prep. Ferram.51 94.09 0.86 93. Dobradeira Op. 1 Aux.56 94. Mest Aux. Rol.98 98.50 95.09 0.45 98.05 0. Func.05 0.05 0.30 96.05 0.48 93. Esp.80 97.05 0. De Zincagem Op. Eletrer.75 97. Estoque Anal. De Embarque Aux.05 0.95 94. Op.05 0. Prat.91 96.34 96. Aplainador Aplic.39 93. Indl.56 97. Polidor Aux.62 96. Calandra Servente Enc.09 0.58 96.31 95.11 Aux.64 95. Aux. Eng.05 0.89 94.45 95. Limpesa ATP Op.00 97. Prod. CNC Op.16 96.05 94.23 94. Pedreiro Alim.36 98.83 95.05 0.05 0.05 0.08 98.05 0. De CNC Prof.05 0. Produção Op.09 0.05 0. Mult. Aux. Mandriladora Op. de Coz.05 0.22 98.05 0.08 95.55 98.69 126 .31 98.05 0. Pantog.89 97.05 0.05 0.33 97. de Torn.28 97.05 0.05 0. Jato de Areia Pedreiro Aux.84 94.05 0. Carimbo Afiador Broca Aj.41 98.05 0.09 0.14 94.05 0.05 0.05 0.05 0. Prença Op.81 96.69 95. Jatista Enc. Lam.05 0. Forno TTO TCO Op.05 0.05 0.05 0.Op.05 0.84 97.09 0. Fresadora Op.05 0.05 0.05 0.09 0. Expedição Aux.52 97.05 0.72 96.05 0.09 0. Aj.05 92. Encarregado Sub.05 0. de Serviços Aux. Op.39 96.59 98. Prod.05 0. Resina Apontador Aux. T.67 93. Acabamento Aj.05 0.86 96.05 0. Linha P.05 0. Laminação Aux.61 94.47 94.09 0.19 97. Aux. Rebitador Traçador Torn.11 93.05 97.05 0.80 94.09 0.05 0.83 92. A Preparador Prep. Rev.05 0. Tambor Op. de Secagem Aux. Metais Rasqueteador Projetista Prog.05 0. Montagem Prep.01 93.09 0.09 0.97 96. Jatista Aux.26 95. de Depósito Aux. de Forjaria Contra Mestre Op.42 97.02 96.30 93.05 0.05 0.09 0.05 0. Caldireiro Chefe Expedição Chefe Chapeador Aux.78 95.48 96.27 98. Ling. de Prensa Aux. Especial Op.05 0.05 0.76 93.70 94.92 95. Rebarb.05 0.36 95.05 0. Revolver Suporte Tec. TTO TCO Cof.05 0. de Ind.05 0. Estamparia Op.06 96. de Torno Aux.05 0. Rebr. Galvanop. Sub.05 0.75 94.05 0.94 94.42 94.17 95. Serra Op. de Soldador Aux. Usina Op.25 96.58 93.05 0.95 97. Prod Oxicortador Operário Operador Trainee Op.05 0. Op.05 0.92 93. Chefe Prens. Veic.12 98.05 0.05 0.05 0.17 98.05 0. de Matriz Aj.73 95.05 0.

05 0.25 99.83 98.05 0.05 0.67 99. Montagem Enc.91 99.06 99. Computador Mec. Eletrotécnico Digitadora Desmoldador Costureira Enc/ Prensa Mec.78 98.05 0. Forjaria Enc.73 98. Soldador Controlador Op. Ferram.34 99.05 0.87 98.02 99. Hidráulico Mec. Man.86 99.72 99.62 99.Enc.11 99. Mec.44 99.95 100. Mont. Caldeireiro Maçariqueiro Lider Montagen Lider Expedição Lider Microfusão Total 0.05 0.05 0.05 0.16 99. Banca Of.30 99.05 0.05 0.05 0. Mec.05 0. Patr. Op.05 0.05 0.81 99. Of. 0.20 99.05 0.48 99.05 0. Cacho Injetor Mestre de Serral.05 0. Elet.05 0. Mont.05 0.05 0.00 127 .05 100 99.53 99. Ferramen.05 0.97 99. Op.77 99.05 0.05 0.05 0.39 Mont.05 0.92 98. Prod.58 99. Op.05 0. Maq.05 98.

3 0.7 0.4 4.4 3.6 11.2 5. Máquina Industriário Soldador Montador Serv.5 2.0 9.8 5.1 4.6 1. Produção Op.3 2.4 0.0 100.5 24.6 1.0 100.1 3.6 1.6 0.7 3.9 1.6 22.9 1.4 4.1 3.0 5.3 33.7 2.7 2.2 1.5 1.9 34.9 100 128 .0 11.0 13.0 9.1 8.0 100.7 1.7 4.3 0.0 9.0 100.2 8.Físico Prensagem impacto Sofrido Contra Corte Desequilíbrio Queimadura Esmagamento Retesão Queda Torção Objeto na Vista Intoxicação Atrito ou Abrasão Punctuação Choque Elétrico NI Total Grande % 38.3 1.8 4.4 3.3 3.2 1.4 9.0 100.5 2.3 0.0 36.0 3.5 4.2 18.5 9.9 3.4 3.3 1.8 35.4 6.8 6.3 12.4 1.6 6.6 7.Distribuição da Natureza da Lesão Segundo a Profissão Prensagem Doença Ocupacion al Esforço Físico Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Outros Corte Profissão Metalúrgico Op.5 12.0 6.9 9.5 0.1 0.5 36.4 39.1 2.6 5.4 2.8 1.0 1.5 40.0 7.0 2.1 4.0 5.2 24.0 4.6 4.0 12.7 4.3 36.4 0.3 14.7 5.2.0 34.2 7.0 100.8 10. Func. % 100.4 13.6 12.0 22.5 2.5 4.2 0.1 1.8 13.7 4.0 100.8 100 100 100 NI % 4.7 0. Man.4 1.4 1.2 62.8 3. Mult.3 9. Cel.2 6. Gerais Op.9 38.8 7.3 5.1 4.7 2.6 11.8 0.0 3.0 10.0 6.7 38.5 3.1 5.7 35.8 38.9 5.2 45. Aux.3 0.6 5.7 6.2 2.6 2.0 24.1 3.8 4.Distribuição dos acidentes segundo o porte por natureza da lesão Natureza do acidente Doença Ocupacional Impacto Sofrido Esforço .5 25.1 3.0 13.2 6.8 8.1 4.0 100.Tabela 67 .0 6.3 0.3 0.2 Anexos Natureza do Acidente Tabela 68 .3 0.0 100 Micro Pequeno Médio Empresa % % % 18.8 21.

ou Prod. Tampa Móveis Maçarico Empilhadeira Armação Arames e Telas Esteira Óleo Molde Gancho(s) e Gancheira(s) Bobina Fogo Outros NI Total % 14.3 Anexos Agente da Lesão Tabela 69 .29 74.31 100.73 52.45 65.20 87.16 4.Distribuição dos Acidentes segundo O Agente Causador da Lesão ID 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 Agente da lesão Ruído LER Máquina Ferramenta Peça(s) Chapa Prensa e Torno Obj.27 0.77 38.67 23.93 83.84 0.39 5.14 91.45 1.62 90.26 75.23 88.84 91.83 84.98 92.42 86.17 89.41 4.90 91.53 2.2.70 89.58 2.75 0.12 67.14 0.75 3. Corpo Canos.00 % Acum.56 3.28 0.14 0.47 0.12 92.40 81.59 1.56 91.47 0.09 3.38 0.22 95.14 8.14 0.41 3.97 1.06 1.61 0.08 86.97 90.32 47. De nível Corpo Estranho Peso Subst.89 0.52 0.70 91.67 9.69 1.13 55.00 80.82 32.7.37 91.95 5.28 0.34 90.23 0.14 0.72 88.23 72. 14.70 70.09 4.42 0.88 59.38 0.67 2.69 100.59 89.27 1. Cortante Mov.41 1.23 0. Barras e Tubos Ferro Serra ou Furadeira Componente de Maq. Caixa(s) Queda c/ ou sem dif.00 129 .16 43.69 87.54 79.00 2.45 62.95 77.52 0.19 0. Quente Escada Equipamento Madeira Motor Tambor e Container Matriz Porta Produto Químico Correia Produto Chave Esmeril Pregos e Parafusos Dipositivo Eletr.52 0.67 82.66 0.67 85.

0 4.1 0.4 2.3 28.7 3.6 7.7 7.5 3.4 100.7 6.3 4.3 1.5 1.1 3.6 3.9 20.0 1.0 2.5 6.4 100.Distribuição dos Agentes de Lesão segundo a atividade econômica Metalúrgica Siderúrgica 0.7 0.8 65.1 2.9 100.9 1.00 4.0 6.7 5.0 1.3 1.8 2.4 1.6 0.00 8.1 29.3 5.5 0.1 0. Cortante Peso Corpo Estranho Caixa(s) Subst. Barras e Tubos Ferro Serra e Furadeira Componente de Maq.3 0.5 0.1 3.8 4.4 3.0 0.3 16.3 8.0 1.3 0.6 1.1 8.6 1.7 1.7 22.0 7.00 0.4 9.0 24.1 2.7 3.00 Fundição Forjaria 130 .7 100.1 4.0 1.4 2.2 3.1 100.7 8.1 29.7 4.2 100.3 0.7 11.7 3.0 0.0 5.0 9.0 15.0 0.2 1.0 0. Prensa e Torno LER Queda Obj.0 4.7 0.0 20.7 6.0 0.7 1.0 3.9 0.0 2.4 3.0 0.00 6.1 0.6 10.3 0.3 0. ou Prod.9 20.0 7.1 4. Quente Outros % 7.0 9.0 2.4 1.0 2.3 0.4 2.3 1.6 6.6 4. Corpo Chapa Ruído Canos.5 1.0 0.8 4.4 3.9 2.00 Material de Transporte Mecânica Cutelaria Agente da lesão Peça(s) Máquina Ferramenta Mov.6 0.0 0.0 5.5 0.8 6.3 100.00 4.7 13.9 1.1 1.0 0.3 4.4 11.0 1.2 0.0 3.3 2.9 21.3 2.5 4.3 1.Tabela 70 .9 1.9 0.3 0.2 0.5 3.

4 1.8 3.1 5.2 0.7 2.2 1.1 0.1 0.7 13.6 1.2.Distribuição das Lesões segundo o tipo de lesão CodLes 10 21 4 12 22 17 23 24 8 1 15 18 26 19 5 20 28 7 31 9 6 2 14 16 13 27 32 29 3 11 33 34 30 35 Nome da Lesão Ferimento.1 0.9 0.7 0.0 131 .4 2.0 4.1 0.1 0.1 9.0 0.2 0.8 2.5 0. Corto.6 17.8 0.0 5.1 0.0 0.6 0. de Carpo Dermatose Cisto Sinovial Conjuntivite Fissura Estiramento Muscular Sinovite Síndrome do Impacto do Ombro Bursite Total % 23.5 0.0 0.0 100.7.2 0.6 0.4 Anexos Tipo de Lesão Tabela 71 .6 0.contuso Hipoacusia Contusão Fratura Tendinite Queimadura Dores Disacusia Entorse Amputação parcial Lombalgia Outros não listados Epicondilite Tenossinovite Corpo estranho Lesão Hérnia Distensão PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído) Escoriação Dermatite Amputação total Lesões Múltiplas Luxação Lesão ligamentar Síndrome Do T.

Fagulha ao esmerilhar Chapa Dores ao montar peça de escapamento do motor Ao virar chapa prensou dedo contra bancada. Barras e Tubos Ferramenta Canos. Serra e Furadeira Ruído Armação Máquina Ferro Serra e Furadeira LER Canos. NI NI Transportando telas que vieram a cair. Peça(s) Máquina Canos. Perda Auditiva Prensou dedo num eixo. agente de lesão e descrição apresentadas em algumas CATs referentes ao soldador. Mudando máquina de lugar. Soltou casca de solda a fazer solda. Trabalhando com Furadeira Perda Auditiva Queda de andaime. NI Peça caiu ao ser virada. bateu nos mesmos. Caiu tubo de ferro. Retirando saca palha do gabarito.Relação de natureza do Acidente. ou Prod. Martelou o dedo ao bater numa peça. contundiu-se NI Alteração Osteomusculares Atingido com estourou disco policorte Transportando serpentina que veio a cair. Barras e Tubos Móveis Descrição Ao manusear tubos. Barras e Tubos Corpo Estranho Mov. LER em soldagem. Barras e Tubos Ruído Componente de Maq. Bateu no ferro Prensou dedo na serra. Corpo Chapa LER Escada Canos.Físico Impacto Sofrido Agente da lesão Canos. Bateu calcanhar ao pegar peça Pintura de Elevador.Físico impacto Sofrido Contra Corte Objeto na Vista Impacto Sofrido Impacto Sofrido Prensagem Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Impacto Sofrido Doença Ocupacional Queda Esmagamento impacto Sofrido Contra Prensagem Doença Ocupacional Impacto Sofrido Doença Ocupacional Doença Ocupacional impacto Sofrido Contra Impacto Sofrido Objeto na Vista Esforço .Físico Impacto Sofrido Queimadura Esforço . NI 132 . ligado no chão impactou. Dores ao fazer dobra em tubo de ferro. Calandrando cano de irrigação.3 Anexos Capítulo 5 Tabela 72 .Físico Prensagem Doença Ocupacional Torção Impacto Sofrido NI Impacto Sofrido Impacto Sofrido Desequilíbrio Doença Ocupacional Impacto Sofrido Impacto Sofrido Doença Ocupacional Impacto Sofrido Impacto Sofrido Impacto Sofrido Choque Elétrico Impacto Sofrido Esforço . Eixo de metal deslizou e caiu. Barras e Tubos LER Ruído Prensa e Torno Canos. NI Torção ao descer escadas. Barras e Tubos Ferro Arames e Telas Ferramenta Mov. Barras e Tubos Outros Peça(s) Tambor e Container Corpo Estranho Chapa Máquina Prensa e Torno Canos. Natureza do acidente impacto Sofrido Contra Esforço . Maq.7.o Confeccionando peças no torno Ao segurar chapa metálica seu suporte (barra metalica) caiu. NI Trabalho exposto ao ruído Cortando Cantoneira de Ferro Tubo de Ferro caiu. cortou-se com tambor de tinta. Cortando uma peça da chapa Esmerilhando peça. Aparelho de solda. Corpo Ruído Ferramenta Ferro LER Máquina Outros Peça(s) Dipositivo Eletr. NI Perda Auditiva Passando lixadeira na retroesc. Queda de barra de ferro ao desmontar galpão.

Cortando Ripa na Serra. NI Colacando pino no eixo com auxílio de martelo. Cortou-se com chapa. Gaveta de aço caiu ao ser aberta. Corpo Serra e Furadeira Obj. Perda Auditiva Soldando um tubo em recepiente contendo óleo. Cortante Canos. Escorregou na tinta fresca NI Ao limpar bancada. 133 . caiu barra de ferro . Corpo Máquina Madeira Ferro Corpo Estranho Prensa e Torno Solda. chocou-se contra hélice ventilador. houve uma explosão devido a formação degases Marterlou-se ao puncionar polias. Barras e Tubos Canos. Atingido pela broca. Caiu pingo de solda ao soldar uma peça. Ao deslocar cavalete Inclinou uma barra de ferro que veio a atingi. Quente Ruído Ferramenta Chapa Serra e Furadeira Máquina Chapa Mov. Faisca ao soldar peça Ajustando matriz na Prensa. Barras e Tubos Peça(s) Ferramenta Mov. Furando Cantoneira Lixou-se na lixa disco Cortou-se com chapa Resbalou ao empilhar caixas.o Chapeando Radiador. Levantando Peça Calandrando uma peça. Luva queimou.Queimadura Impacto Sofrido Impacto Sofrido Queimadura Doença Ocupacional Queimadura Impacto Sofrido Impacto Sofrido Doença Ocupacional Impacto Sofrido Corte Impacto Sofrido Impacto Sofrido Corte Desequilíbrio Desequilíbrio Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Impacto Sofrido Impacto Sofrido NI Impacto Sofrido Torção Prensagem Impacto Sofrido Impacto Sofrido Objeto na Vista Esmagamento Fogo Móveis Serra e Furadeira Maçarico Ruído Produto Químico Ferramenta Subst.lo Ao manusear prateleira. Corpo Mov. a mesma saltou impactando. Ao virar peça para solda. Furando uma bucha com furadeira. machucou-se. Ao montar longarina.Fita Cortando viga de ferro.