MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS NA ATIVIDADE DA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EM 1996 E 1997 BREVE INTERLIGAÇÃO SOBRE O TRABALHO DO SOLDADOR

Pôr CLAUDIO FERNANDO GOLDMAN Engenheiro Civil

Dissertação de Mestrado PPGEP

PORTO ALEGRE 2002

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS NA ATIVIDADE DA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE NO SUL EM 1996 E 1997 BREVE INTERLIGAÇÃO SOBRE O TRABALHO DO SOLDADOR

DISSERTAÇÃO

Apresentada ao Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção - PPGEP, como parte dos requisitos para obtenção do Título de Mestre em Engenharia de Produção.

Pôr CLAUDIO FERNANDO GOLDMAN Engenheiro Civil

Orientadora: Prof. Lia Buarque de Macedo Guimarães

Porto Alegre, Março de 2002

Esta DISSERTAÇÃO foi julgada adequada para a obtenção do título de MESTRE EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, Área de concentração: Produção Civil, aprovada em sua forma final pelo Orientador e pela Banca Examinadora do Curso de pós-graduação:

_________________________________________________________ Orientadora: Prof. Lia Buarque de Macedo Guimarães

_________________________________________________________ Coordenador do PPGEP: Prof. Luis Antônio Lindau

BANCA EXAMINADORA: Mauro Moura

A todos os meus parentes e amigos iii . que muito me incentivaram Aos meus primos Jairo e Sulany que me deram grande força e apoio no momento mais importante para conclusão deste trabalho.A minha mãe e a meu irmão.

pêlos momentos agradáveis vividos ao longo do período de mestrado. iv .AGRADECIMENTOS A minha orientadora. À DRT/RS pôr ter disponibilizados às CATs. Vera e Andréa. pelo tratamento cordial que sempre recebi destas. Aos amigos do PPGEP. que sempre me incentivou e orientou no intuito de concluir o trabalho. as quais foram essenciais para realização deste trabalho Às funcionárias da secretária do PPGEP.

................. 12 2.................................................................................XVI ABSTRACT .......4............................................................................2 Principal Fonte de Informação ....................................2........3 Estrutura do Trabalho ....SUMÁRIO ÍNDICE DE TABELAS ........................................................................................ 7 2.......................................................................................................................................... 1 1...................................................................................................................................... XVII 1 INTRODUÇÃO ... 9 2.............................................. 8 2...................................1 Tema e Justificativa ................... 8 2.................................. 11 2....................... 12 2..2 Riscos Químicos ............... 14 v .............................4.......................1 Sistemas de Produção ... 8 2...............................4 Riscos Ambientais .............................................................................................................. 11 2....................................................3 Riscos Biológicos ......................1 Riscos Físicos ...1..3....................1...................................1.................................................................. 5 1..............................................................IX ÍNDICE DE GRÁFICOS .................................................................................................................................. XIII ÍNDICE DE FIGURAS ......................................................................................4............................................................................3 Fluxo de Trabalho.............. 9 2.2 A Tecnologia e os Acidentes de trabalho .......3..........2 Automação e o Trabalhador ............................ 5 2 ACIDENTES DE TRABALHO: DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO ......2.....................3..............4. 6 2............................................................................................................................................................................................................................ 4 1................................................................................................................... 13 2..................1 O Ruído ...................................................................................................................2............................................................................................1 Classificação de Acidentes ....... 11 2..........1 Agentes Químicos ..................... 4 1............2...........................4.............................. 13 2..............................................................................................4 Ritmo de trabalho ................................................................... 7 2..................................................... 12 2................4 Limitações do Estudo ....................................................................................................2 Objetivo Geral .................1 Objetivos Específicos .........................................................................................................2 Condições Físicas de Trabalho ...................................................3 Considerações Sobre os Acidentes de Trabalho............. 1 1... XV RESUMO .......3........1 Causas.........XIV LISTA DE SIGLAS .

...................................................................... 16 2...........1 Subnotificação .......................2 Estatísticas de Acidentes segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID) 28 3.............................................. 14 2.................2 Importância do Setor Metalúrgico e Metal-mecânico na Economia do Estado do Rio Grande do Sul ....................................................5...........................5....................2 Problemas em Prevenção de Acidentes . 38 4...........4 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais.........................2 Nível Micro ...................5 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais pôr Região e Estados da Federação.... 23 3.1 Nível Macro.............2 Local de Coleta dos Dados .................................................. 17 2......................................................................................................................................... 24 3...................................................4...................... 18 3 ESTATÍSTICA NACIONAL DE ACIDENTES................................. 20 3..........6............ 29 3.............................................1 Teoria do Dominó..2 Teorias Psicológicas .. 15 2.................................... 16 2............................................................................6................................................. 16 2..........5.........................................................1...................................2.........................3 Aspecto Social .............. 28 3...................................1 Princípio de Prevenção de Acidentes ........................................2 Estatísticas de Benefícios concedidos pôr Acidentes de Trabalho..............................................................1 Coeficientes .................... 17 2......... 16 2............ 15 2.................................................5........................ 32 3............................................... 26 3..............4........................1 Aspectos Econômico ..................................................................................... 15 2............................................7 Prevenção de Acidentes........4.....................6.2 Teoria da Acidentabilidade............. 35 4 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES NA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL . 19 3...................................2............................1 Teoria do Alerta......6 Aspectos sobre Acidentes do Trabalho ..........6....................... 17 2............................................................................................................ 17 2................................. 20 3....... 16 2................. 38 4..........................7.....3 Dados Estatísticos Segundo a Idade ......................................................4....5...5 Aspectos Legais............ 16 2...4...........................................................................................................................................................5...........................1 Classificação da Pesquisa .................................................................1...........................................2 Aspectos Jurídico........................... 16 2.....6..............7.......2...................................................3 Estatísticas de Acidentes segundo o mês de Ocorrência .................................4 Aspecto da Medicina do Trabalho..........................................1 Casos Novos ................................ 15 2.....................5 Riscos de Acidentes...............................................................6.................................... 38 vi ...................................................4 Riscos Ergonômicos ...........5 Teoria da Propensão ao Acidente ..................................................................6...... 15 2...

...........7..................7 Perfil da Empresa ..................................... 38 4.......... 46 4. 58 4......................... 77 vii .....................................1 Atividade da Empresa..............................................................................................................10 Causa do Acidente ..................................................................3 Região da Empresa .................................4...................................9 Freqüência temporal dos Acidentes. 48 4.........11 Dados sobre o Acidente.................................................................12...........3 Estado Civil ... 39 4..................................12..................................2 Acidentado..........................................................2 Porte da Empresa ................ 50 4.8........ 60 4....4 Salário....................... 71 4...12....................5 Sexo .. 59 4.. 69 4..........................3 Acidente..............2 Hora do Acidente.................. 40 4................... 51 4...................8 Perfil do Trabalhador..1 Profissão ..... 43 4......................12.....................................................................................................................................10............4 Laudo Médico.............................4.........2 Agentes da Lesão..................2 Duração do Tratamento ...................................................................... 55 4........... 49 4..............................................................................4........................................................................................................................ 68 4..............................5 Pés...... 46 4........................6..................8.........11.................... 39 4.............................................................................................................................................................6 Atividade do Funcionário .................................................4 Mãos .............................8........ 55 4..............6 Análise dos Dados ............................ 69 4.....................................................................................................................................................................................4.................................... 56 4.................................... 45 4........... 42 4.....................................3 População e Amostra ............................................... 64 4.................. 58 4....................................................................... 67 4...11.............................................................................. 60 4......................................................................................9..................................................10..........9...........4....................................................................................................................................12 Lesões e Partes do Corpo Atingidas .......1 Natureza do Acidente .....................................................................................................................8............................................................1 Data do Acidente ..............8.........................................7...........8........................................1 Empresa .......................................................................................................................................................................................................................................1 Profissão .................2 Região da Cabeça ................................................................................................... 68 4.............. 74 4......1 Afastamento......7........................... 44 4..........1 Profissão com Maior Freqüência de Acidentes ..................................................................................3 Região do Corpo Dorsal ....... 50 4.....................................2 Idade .......................................................... 43 4...............................................5 Procedimento da Pesquisa .................................................................................. 54 4.............................4 Escolha de Variáveis ....12........ 67 4.....

................................................................................. 104 6........................................1........................................... 86 5.................1......................................................................................4 Anexos Tipo de Lesão .........................................1..................................... 79 5 CONSIDERAÇÕES SOBRE A ADEQUAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS PELA CAT: O CASO DO SOLDADOR . 90 5............................................................................................... 131 7..........................................................2 Prevenção na Soldagem...........................................................................................................2....3.....1 Ruído e LER .2 Médias ....................4 Doenças Profissionais.........................................3.............. 104 6................................................................................3 Anexos Agente da Lesão .3 Anexos Capítulo 5 .................................... 110 7........................................................................................1 Acidentes de Trabalho ............................. 86 5.................................2 Agentes Químicos ....................2 Fumos de Soldagem ...........4...................................... 84 5......................................................................................... 99 6 CONCLUSÕES ....................3 Exposição a Agentes Químicos .........................3.....................4 Doença Ocupacional............. 91 5.3 Impacto Sofrido ......................3 A Tecnologia e o Soldador ..............2.................................... 107 7 ANEXOS .. 105 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........... 97 5............................................ 132 viii ...................................2 Riscos ....................3 Sugestões para trabalhos futuros ..........................................................12......1 Anexos Profissão .....1..........................................................................1........................................................................................... 84 5............. 103 6.........................................................6 Ventral ..................................................... 85 5. 83 5..........................................3...................................................................................................................... 125 7................................................................................................... 95 5.....2............................2 Anexos Capítulo 4 .......3........................................................................................................................................................................1...........................................................4...........1.....................................................................................1 Anexos Capítulo 3 .5 Prensagem.................2 Anexos Natureza do Acidente . 110 7.............................. 101 6............ 129 7...........1. 128 7.................................1 Descrição das Atividades................2................. 95 5...............4................... 92 5.........................................................4........................................................................................................2 Trabalho do Soldador .................................... 95 5....................................1 Principais Agentes Causadores De Risco À Saúde Do Soldador.................................................... 84 5.... 115 7.........................................................1 A Visão ...... 87 5.........................1................3 Resultados Obtidos da Análise das CATs de Soldadores .........

..................... 49 Tabela 19 ... 52 Tabela 20 ............ 49 Tabela 18 ..............Número médio de empregados pôr porte da empresa .......................................................... 25 Tabela 4 ......................................................................... 33 Tabela 8 ..................................................................................... 54 ix ......................... 41 Tabela 13 ............................... 29 Tabela 5 ........................................................................Porte das Empresas.....................1997 ................. 47 Tabela 16 ................. 30 Tabela 6 ....................Número de acidentes segundo atividade da empresa ...................................º de empresas e n...... 48 Tabela 17 ................ 44 Tabela 15 ...........Atividades econômicas priorizadas ... 36 Tabela 10 ...... segundo as Grandes Regiões e Estados da Região Sul 1995/97 ...............Ranking das Empresas pôr Setor Econômico ................................................................Distribuição de acidentes segundo a faixa etária para a cidade de Osasco e o estado do Rio Grande Do Sul ...................................................... de 1970 a 1997 ............ 40 Tabela 11 ......................Características das CATs ....Lista de Atividades para o Banco de Dados...........................................................Média de idade do acidentado segundo a profissão ..................................... 21 Tabela 3 ..........................................Faixas etárias do banco de dados ...............N.........Distribuição dos acidentes segundo a cidade ............ pôr motivo..............Quantidade de acidentes de trabalho registrados................................................... 42 Tabela 14 ...º de empregados pôr gênero até 1998.... 3 Tabela 2 ................................Distribuição de acidentes segundo o porte ................................... 32 Tabela 7 ............................................. 34 Tabela 9................Classificação de estado civil para o banco de dados ................Quantidade mensal de acidentes de trabalho registrados.... no Rio Grande do Sul........................... 41 Tabela 12 ...............Benefícios concedidos por acidentes de trabalho segundo os grupos de atividade econômica da Indústria da Transformação em 1996 ..................Benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividades econômica em 1996.......................................Acidentes Típicos Novos em 1996............................................ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1 ............ pôr motivo .....Nº de Acidentes e Doenças do Trabalho registrados no Brasil.......................................................

..... 71 Tabela 37 ........................................... 65 Tabela 29 ......... 70 Tabela 35 .....Distribuição dos acidentes segundo a região dos pés.....................Distribuição dos acidentes segundo a natureza .................................... 69 Tabela 33 ...................Agentes mais comuns de acordo com a natureza da lesão ......Tipos de agentes mais comuns segundo a profissão ................................................................ 74 Tabela 40 ............................................................... 76 Tabela 42 ........................... 58 Tabela 24 ..Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a lesão............. 61 Tabela 25 ............................Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo o agente da lesão ........ 66 Tabela 30 ..............................................................................................................Distribuição das lesões segundo a região dorsal ...Tabela 21 ......... 67 Tabela 31 .............................Distribuição das lesões na região da cabeça segundo natureza e agente de lesão ..............................Tipos de agentes mais comuns de acordo com o porte..................Tipos de agentes mais comuns de acordo com a atividade econômica................... 54 Tabela 22 .................Distribuição de lesões segundo região da cabeça.. 62 Tabela 26 ......Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão. 77 x ....Distribuição dos acidentes segundo os agentes da lesão mais freqüentes...................... .........Distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão....Freqüência e distribuição dos acidentes segundo faixa salarial ...................Distribuição dos acidente segundo duração tratamento . 65 Tabela 28 ...................................................................................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo o agente da lesão .............................. 68 Tabela 32 ..................... 64 Tabela 27 .................. 74 Tabela 41 ................................................................ 55 Tabela 23 ...........................Distribuição dos acidentes segundo a região das mãos.............Distribuição dos acidentes segundo natureza do acidente pôr atividade econômica ............Freqüência de acidentes pôr estado civil.......... 73 Tabela 39 ..........Freqüência dos acidentes segundo o dia da semana............................ 72 Tabela 38 .............. 76 Tabela 43 .........................................................Distribuição das lesões segundo o tipo de lesão .. 71 Tabela 36 ...... 69 Tabela 34 .................Distribuição dos acidentes na região da cabeça segundo a natureza do acidente ..........................

..................... por motivo............................ 94 Tabela 53 .................. 98 Tabela 56 ........................ 89 Tabela 51 ......... 125 xi .................................................................................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão..............Distribuição dos acidentes segundo a Profissão..Códigos CID mais Incidentes em 1997............. segundo as Grandes Regiões e UF ..........................Freqüência de Acidentes de trabalho registrados.Tipos de Acidentes Analisados nas CATs .................................... 110 Tabela 58 ...............Tabela 44 ..........Distribuição de acidentes pôr soldador segundo a região ..... 97 Tabela 54 ........Variáveis relativas às partes do corpo atingidas..... 78 Tabela 45 ..Distribuição de lesões segundo a doença ocupacional ....................soldadores.......Distribuição dos acidentes segundo a região ventral....... 114 Tabela 60 .....................Descrição de acidentes devido impacto sofrido .... 123 Tabela 66 ............. segundo a idade em 1997..................................Lesões atribuídas às partes do corpo atingida .......Distribuição e acidentes segunda a atividade dos soldadores ......................Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a lesão........................ 115 Tabela 61 ........Atividades segundo o ramo de atividade........... 119 Tabela 63 .soldador...........................Benefícios Concedidos por Acidentes do Trabalho em 96 por Estado .............................................................................................................. 93 Tabela 52 ...................Descrição de acidentes devido impacto sofrido ....................soldadores................ 79 Tabela 47 .................................Distribuição dos acidentes na região ventral segundo o agente da lesão ............ 112 Tabela 59 ............................................... 81 Tabela 50 ......Composição Básica Dos Fumos de Soldagem ....... 80 Tabela 48...........soldador. ........Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a natureza............. 99 Tabela 57 .........1995/97 ........................................Lista de Agente de Lesão . 121 Tabela 65 – Nº de acidentes de trabalho registrados.................... 98 Tabela 55 ............. 120 Tabela 64 .......Descrição de acidentes devido a doença ocupacional ... por motivo....Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo o agente da lesão ................... 79 Tabela 46 .................................. 118 Tabela 62 ............... 81 Tabela 49 ........................................................

............ ......................................................... 131 Tabela 72 ....Relação de natureza do Acidente..........Distribuição dos Acidentes segundo O Agente Causador da Lesão ......Distribuição da Natureza da Lesão Segundo a Profissão . 128 Tabela 68 ................Distribuição dos Agentes de Lesão segundo a atividade econômica .........................................Distribuição dos acidentes segundo o porte por natureza da lesão ......... agente de lesão e descrição apresentadas em algumas CATs referentes ao soldador......... 129 Tabela 70 ........... 128 Tabela 69 ......... 130 Tabela 71 .Tabela 67 .................Distribuição das Lesões segundo o tipo de lesão . 132 xii .....

............ ..Distribuição dos acidentes segundo o motivo........ 56 Gráfico 12 .. 62 Gráfico 15 ......... 27 Gráfico 5 ..... Gráfico 4 .........Osasco .........................Freqüência dos Acidentes segundo Atividade Econômica .......................Freqüência de Acidentes com Morte (Brasil) ............. 72 Gráfico 16 .........................................................Freqüência de Acidentes Típicos (Brasil)....... 77 xiii ...........Distribuição de acidentes pôr sexo segundo a natureza...................................Distribuição de acidentes segundo faixa etária ....................................Incidência de Acidentes Pôr Região (DATAPREV) .......................................................................... 59 Gráfico 13 .............................................. 47 Gráfico 8 .....Distribuição dos acidentes segundo a hora do acidentes ....................... 22 Gráfico 2 ..............................................Comparação de distribuição de acidentes segundo faixa etária entre RGS e OSASCO .......Acidentes Registrados na Região Sul (DATAPREV) ..................................Freqüência de Acidentes pôr Idade....................Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a natureza do acidente....................Distribuição de acidentes pôr profissão ........ 51 Gráfico 9 .......Distribuição dos Acidentes segundo o dia da semana ................ 31 Gráfico 6 ...........mais de 15 dias segundo Classe de Atividade Econômica ............Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a natureza ............. 23 Gráfico 3 .................................................. 75 Gráfico 17 .........Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo a natureza... 31 Gráfico 7 .... 53 Gráfico 11 ............................. Erro! Indicador não definido................. 59 Gráfico 14 ...........................................ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1 ......Freqüência de Acidentes de Trabalho .... 52 Gráfico 10 ......................................................

................ 122 xiv ............. 116 Figura 2 .Principais campos do Verso da Informações da CAT ........Banco de dados utilizado para armazenamento de dados com base na CAT .ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1 ................. 117 Figura 3 ...............Principais campos de Informações do anverso CAT .............................

LISTA DE SIGLAS ABNT ACGIH AEPS ANFIP BEAT CANCAT CAT CID CIPA CLT CNAE DO DORT DRT/RS EPI FIBGE FIERGS INSS LER LT MIG MPAS MT N NB NI NR OIT PAIR PCMSO SEBRAE SSST SUB SUS TIG TLV UV Associação Brasileira de Normas Técnicas American Conference of Governmental Hygienists Anuário Estatístico da Previdência Social Associação Nacional dos Fiscais de Contribuições Previdenciárias Boletim Estatístico de Acidente de Trabalho Campanha nacional de Combate aos Acidentes do Trabalho Comunicação de Acidente do Trabalho Código Internacional de Doenças Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Consolidação das Leis do Trabalho Classificação Nacional de Atividades Econômicas Doença Ocupacional Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho Delegacia Regional do Trabalho/Rio Grande do Sul Equipamento de Proteção Individual Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Federação das Industrias do Estado do Rio Grande do Sul Instituto Nacional do Seguro Social Lesão pôr Esforço Repetido Limites de Tolerância Metal Inert Gas Ministério da Previdência e Assistência Social Ministério do Trabalho Número Normas Brasileiras Não Informado Norma Regulamentadora Organização Internacional do Trabalho Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Programa de Consolidação e Médico de Saúde Ocupacional Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho Sistema Único de Benefícios Sistema Único de Saúde Tungstein Inert Gas Threshold Limit Values Ultra Violeta xv .

Os metalúrgicos foram a categoria profissional que mais acidentes de trabalho registraram. os soldadores apresentaram um dado curioso. deixa evidente a insalubridade do ambiente de trabalho do acidentado devido à quantidade de registros causados pôr ruído (principalmente fábricas de cutelaria) e DORT (Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho). Os profissionais atuam fora de seu posto e em tarefas que não são características de sua função. procedeu-se ao armazenamento dos mesmos em um software de banco de dados que permite analisar as informações levantadas no intuito de melhor conhecer a magnitude. xvi . No entanto. analisaram-se informações referentes à empresa. Fica evidente que. peças e máquinas. pretende-se sensibilizar as empresas para que tomem medidas mais eficientes a fim de minimizar os riscos aos quais os trabalhadores estão envolvidos e expostos. devido a queda de tubos. Com os resultados obtidos neste trabalho. Após a coleta dos dados. devido a ferramentas. pois sofreram muitos acidentes pôr impacto sofrido. ao acidentado e acidentes de trabalho registrados no setor metalúrgico e metalmecânico do estado do Rio Grande do Sul nos anos de 1996/1997.RESUMO A presente dissertação apresenta um levantamento de dados sobre acidentes de trabalho feito a partir de informações extraídas de um documento denominado CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). fora de seu posto de trabalho ou de suas atividades tradicionais de solda. além da falta de organização do posto de trabalho do acidentado. Com base neste documento. fatores que provavelmente contribuem para o aumento de riscos de acidentes. natureza e distribuição dos acidentes. canos e barras. O estudo. existe a própria desorganização do trabalho. Há também grande incidência de impacto sofrido pêlos acidentados.

With these results. which were outside of their welding workstations. there was a lack of organization in the work itself. The unhealthy work environment also was made evident in the high number of reports of noise related and LER (Injuries due to Repeated Efforts). most probably contributing to the increase of accident risks.ABSTRACT The present dissertation shows the results collected from a document entitled CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). In the analysis of the results the following were made evident: A lack of organization of workstations. xvii . due to the fall of steel tubes and bars. It was evident also. and parts. However. the information was stored in a databank. After the data was collected. besides the lack of organization at their work stations. employees are used in areas other than the work stations for which they have not been hired. By use of this databank an analysis of the results was made possible as well as the formulation of conclusions. we hope to make the manufacturing companies aware so that they may take greater effort in minimizing the job-related risks with which the workers are faced. accident related jobs and injuries in the areas of metallurgic e metal-mechanics in the state of Rio Grande do Sul in the years of 96/97. that. machines. The metallurgic sector was the professional category that registered the most number of accidents. due to the large number of impact related injuries. From this document was collected information regarding the companies/ manufactures. it was interesting to note that the welders were sited as having reported many impacts related injuries. The most significant manufacturing company sited for noise related injury was that of the cutlery industry and metallurgy for impact related accidents. especially by tools.

ou uma atividade coordenada. tendo como base as CATs.1 INTRODUÇÃO O mundo do trabalho é complexo e cada vez mais pressionado pôr uma dinâmica global que exige a criação de novas técnicas. mas também pode gerar mortes. também atingem a sociedade em geral e o meio ambiente. Para a sociedade como um todo.. além de afetarem a própria atividade laboral.. O trabalho pode gerar vida e saúde. serviço ou empreendimento Na ABNT (1995) encontra-se a seguinte definição para acidente de trabalho: termo caracterizado como uma ocorrência imprevista e indesejável. ela é um importante instrumento de combate aos acidentes de trabalho principalmente devido a sua abrangência nacional. esses custos são demasiadamente altos (Ganhe.1996). necessária à realização de qualquer tarefa. novos sistemas e novas tecnologias de produção. doenças e a incapacidade parcial ou permanente do indivíduo ao exercer suas funções. trabalhadores e suas famílias. Apesar das CATs serem um instrumento que vem sofrendo diversas críticas. de caráter físico e/ou intelectual. 1. 1 . principalmente devido à subnotificação. podem-se definir prioridades e adotar medidas prevencionistas contra os riscos envolvidos na atividade laboral do trabalhador. que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão Os acidentes de trabalho. cuja principal fonte de dados é a Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT). Técnicas estas necessárias para que as empresas se mantenham competitivas e se tornem mais produtivas em um mercado globalizado. Através das estatísticas. instantânea ou não.1 Tema e Justificativa Uma das principais contribuições para auxiliar a entender os acidentes de trabalho são as estatísticas desses acidentes. que é a não notificação de acidentes de trabalho. Com tudo isto também é necessário a criação de novas técnicas para controle e prevenção de acidentes. Azevedo (1999) define trabalho da seguinte forma: palavra que indica aplicação de forças humanas para alcançar um determinado fim. Acidentes decorrem em custos sociais e econômicos para empresas. relacionada com o exercício do trabalho.

quanto maior o número de estudos tendo como tema diminuição de acidentes de trabalho. maior será a conscientização dos segmentos sociais.O que mais dificulta o enfrentamento dos problemas relativos a acidentes de trabalho é a dificuldade em se estabelecer um planejamento eficiente. Este tema se enquadra principalmente em áreas ligadas à Saúde. o Ministério do Trabalho (MT) começou uma pesquisa para apontar indicadores epidemiológicos com base na análise de freqüência. Existem poucas informações e pouco histórico sobre desenvolvimento de pesquisa nesta área e muito poucas sendo feitas. dos dados sobre benefícios iniciados em 1995 pôr pensão acidentária. sem receber a devida atenção.1996) Em relação aos acidentes de trabalho ocorrido no Brasil. Em relação ao trabalhador (Azevedo. Mitrof (1994) afirma que: “No Brasil existe a falta de um modelo prevencionista aliado à falta de cumprimento das normas existentes sobre acidentes de trabalho. o que ressalta um duplo aspecto que reduz o crescimento do país: um elevado gasto em benefícios decorrentes de trabalho pôr parte do governo e perda da produtividade pôr parte das empresas devido aos custos de acidentes”. Além disto. Estudar meios para diminuição dos acidentes de trabalho é importante em primeiro lugar porque diz respeito à proteção da integridade física e mental da saúde do trabalhador no exercício de seu trabalho. principalmente porque as informações sobre acidentes de trabalhos não são consistentes e pôr não receberem o tratamento epidemiológico1 adequado (Ganhe. Segurança do Trabalho e Ergonomia. aposentadoria pôr invalidez permanente e auxílio pôr incapacidade permanente parcial. o que aumenta o grau de dificuldade de realização de um estudo sobre acidentes de trabalho. com relação à evitar que este problema permaneça.. fornecidos pelo 1 Compreendido como um instrumento para aperfeiçoar a compreensão dos números levantados através das estatísticas 2 .. 1999) relata que: “É importante lembrar que o trabalhador não é uma simples peça produtiva e sim um ser humano merecedor de proteção no trabalho” Com o intuito de minimizar os acidentes de trabalho.

metalmecânica. bem como sua resolutividade.(1996) esta priorização levou em conta a magnitude e a gravidade do problema. estão a indústria metalúrgica e metal-mecânica.açúcar Fabricação de produtos químicos fabricação de produtos petroquímicos fabricação de fertilizantes fosfatados CONSTRUÇÃO Construção Extração de minerais metálicos INDÚSTRIA EXTRATIVA Fonte: BEAT.metálicos Fabricação de produtos alimentícios e de bebidas Atividade Econômica Fabricação de peças fundidas de ferro fabricação de estruturas metálicas para edificações.. Tabela 1 . Estas atividades foram as que mais acidentes registraram e. como morte e incapacidade permanente. conseqüentemente. INSS. parcial e total.Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS).s usina de cana. 21). areia e argila Extração de minerais nãometálicos Na Tabela 1 são apresentadas as três principais atividades econômicas (indústria da transformação. Fabricação de produtos minerais de madeira INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO Fabricação de produtos minerais não . Estes indicadores foram analisados pôr atividade econômica.. construção e indústria extrativa) que. segundo critérios adotados pelo MT.de. No topo da lista de atividades que devem ser priorizadas. 3 . DATAPREV edificações obras viárias extração de metais preciosos extração de pedra. merecem atenção especial para que se tomem medidas para prevenção de acidentes de trabalho e diminuição de riscos para os trabalhadores. através do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). concreto e fibras . Estas três classes pertencem a um universo de 16 classes que fizeram parte do estudo realizado pelo MT (ver Tabela 2 pág. Com base nestes critérios foram estabelecidos grupos de atividades econômicas. alguns setores produtivos apresentaram níveis elevados de eventos de gravidade. pontes e torres madeiras Cerâmicas não refratárias artigos de cimento. segundo critérios adotados pelo MT. elétrica e eletroeletrônica. Segundo Ganhe. Segundo estes dados. CAT. mais benefícios geraram devido aos mesmos.Atividades econômicas priorizadas Classe de Atividade Econômica Grupo de Atividade Econômica Indústria metalúrgica.

mecânica estão no topo da lista. 2. dentro da ordem de priorização. − A realização de uma apreciação ergonômica. tomando como base um dos postos de trabalhos envolvidos em acidentes na indústria metalúrgica e metal-mecânica. para que se possa. identificando. 4 . quais tarefas normalmente executadas poderiam estar associadas com potenciais riscos do posto.1 Objetivos Específicos Tem-se como objetivo específico deste trabalho: − Identificar: 1. Qual a principal parte do corpo atingida. − Verificar se os dados disponibilizados nas CATs são suficientes para que se possa estabelecer ações e medidas que permitam a eliminação ou o controle do risco de acidentes. merecendo prioridade nas ações para a busca de soluções que visem diminuir a ocorrência de acidentes de trabalho. a indústria metalúrgica e a metal. 1. percebe-se que. Principal agente causador de lesão.2.Conforme a Tabela 1. Além disto. − Analisar um posto de trabalho. 4. este trabalho tem como objetivo geral identificar os itens relevantes a acidentes que não estão hoje disponíveis a fim de aprimorar as informações constantes nas CATs 1. pôr meio de análise destes dados. 3. priorizar ações que minimizem a ocorrência de acidentes de trabalho.2 Objetivo Geral O objetivo geral deste trabalho é contribuir para a criação de uma base de dados sobre acidentes de trabalho. Qual a natureza de lesão mais freqüente entre os acidentados. em acidentes. Quais profissões têm maior freqüência de acidentes.

Os trabalhadores sem carteira assinada não pertencem à CLT.Mecânico.. para posterior comparação com os dados obtidos a partir da análise das CATs feitas neste trabalho. O levantamento de dados foi feito apenas no Rio Grande do Sul abrangendo o período de Janeiro de 1996 à Dezembro de 1997. e não foram considerados os acidentes de trajeto.1. O capítulo 3 apresenta estatísticas nacionais sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais.4 Limitações do Estudo A CAT contém apenas informações sobre os trabalhadores que são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 1. No capítulo 4 estão as informações referentes ao método de coleta de dados sobre acidentes de trabalho e são apresentados os resultados e análises. procurando comparar as informações das CAT com as características da profissão. e são feitas recomendações para estudos futuros.. representando cerca de 30% da população economicamente ativa (Anuário.1999). O levantamento foi feito apenas para o setor Metalúrgico e Metal.3 Estrutura do Trabalho O capítulo 2 apresenta uma definição geral e classificação de acidentes de trabalho. No capítulo 6 é apresentada a conclusão do trabalho.. para cada grupo de variáveis levantadas. No capítulo 5 é feita uma análise adicional para o soldador. 5 .

− Assistência Médica: Corresponde aos segurados que receberam apenas atendimentos médicos para sua pronta recuperação para o exercício da atividade laborativa. o acidente do trabalho é definido tecnicamente nos seguintes termos: − Acidente típico: decorrente da característica da atividade profissional desempenhada pelo acidentado. que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão (Abnt. depois de completado o tratamento e indenizadas as seqüelas. No processo de registro dos acidentes do trabalho. − Incapacidade Temporária: Compreende aos segurados que ficaram temporariamente incapacitados para o exercício de sua atividade laborativa. − Incapacidade Permanente: Compreende aos segurados que ficaram permanentemente incapacitados para o exercício de atividade laborativa.Corresponde aos segurados que faleceram em função do acidente do trabalho. − Acidente de trajeto: ocorrido no trajeto entre a residência e o local do trabalho do segurado. 6 .2 ACIDENTES DE TRABALHO: DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO Segundo a Norma Brasileira de Cadastro de Acidentes (NB18). 1975). Óbitos . de acordo com o Inss (1998). relacionada com o exercício do trabalho. − Acidentes Liquidados: Corresponde ao número de acidentes cujos processos foram encerrados administrativamente pelo INSS. instantânea ou não. o acidente do trabalho é caracterizado como uma ocorrência imprevista e indesejável. − Acidente devido a doença do trabalho: ocasionado pôr qualquer tipo de doença profissional peculiar a determinado ramo de atividade econômica constante de tabela da Previdência Social (Anexo II do Decreto 611/92) − Acidentes Registrados: Corresponde ao número de acidentes cujos processos foram abertos administrativa e tecnicamente pelo INSS.

a CAT se constitui numa importante fonte de informações sobre acidentes do trabalho e doenças profissionais. é necessário que ocorram lesões ou perturbações funcionais com ou sem afastamento do empregado do local de trabalho. 1997). financeiros ou agressão ao meio ambiente. danos materiais. contribuições da psicologia do trabalho. o que normalmente denomina-se de “produção da consciência culposa”.1. definidos acima. pôr imprudência ou porque “os operários teimam em alterar a rotina de trabalho”. Neste contexto se chamam incidentes. Num outro estudo conduzido pôr Dela Coleta (1991) apud Costella. − Acidente sem afastamento: Aquele em que o retorno do acidentado ao trabalho ocorre no dia do acidente ou no dia seguinte.2. existem acidentes que ocorrem. de acordo com o artigo 142 do Decreto 611 pg13 (Anfip.2 Principal Fonte de Informação No Brasil. mas não provocam lesão. A. 1991. (1999). DELA COLETA. Pôr ter uma abrangência nacional. Abaixo são relacionados três conceitos técnicos de Acidentes de Trabalho: − Acidente com afastamento: Aquele que impossibilita o retorno do acidentado ao trabalho no dia do acidente e na jornada normal no dia seguinte. 1992). o acidente de trabalho ainda é considerado como um fenômeno decorrente de falhas humanas ou técnicas.1. No Brasil. a CAT é o instrumento formal de registro dos acidentes do trabalho e seus equivalentes.1 Classificação de Acidentes Para os efeitos do conceito de acidentes no trabalho. ou seja. São Paulo: Atlas. recaindo na responsabilização do trabalhador. Porém. Prova disto é um estudo realizado em três grandes empresas metalúrgicas do estado de São Paulo (Binder. Acidentes de Trabalho: Fator Humano. J. − Acidente sem vítima ou incidente: Toda ocorrência não programada que interrompe a atividade normal do trabalho. nas quais 70% dos acidentes foram atribuídos ao descuido. traduzidas pelas expressões de ato inseguro e condição insegura. 7 . 2. atividades de prevenção. a maioria dos acidentes foram atribuídos aos operários. à imprudência ou à exposição desnecessária ao perigo. resultando em perda de tempo. à negligência.

2. favorecendo situações que expõe o trabalhador a sérios riscos de ter sua capacidade de trabalho diminuída. pode-se também esperar que se tenham diferenças quanto à influência destes na exposição humana a menores ou maiores fatores de risco. semi. automatizados. 2. É valido inferir que. ou seja. (1989) afirma que com o processo de automação existe um menor risco de acidentes.automatizados.1 Sistemas de Produção Os sistemas de produção podem ser de três tipos: não automatizados. 1989).Para contrapor este ponto. alimentação das máquinas e parte de operações de transformação. pela possibilidade de controle remoto e a eliminação das tarefas mais difíceis e perigosas e redução considerável da fadiga. 8 . principalmente. No entanto. os processos semi. durante o mesmo período de tempo. do progresso técnico. são aqueles em que a participação do elemento humano para a fabricação de um produto é quase nula. que se dá quando um número igual de trabalhadores. 2. 2. ou seja. trabalhando a um ritmo constante. pôr sua vez.2. cria uma quantidade maior de produtos.2 A Tecnologia e os Acidentes de trabalho A elevação da produtividade.2 Automação e o Trabalhador Araújo. é preciso a pesquisa dos elementos característicos do acidente permitindo a identificação dos fatores de risco comuns a diferentes situações de trabalho. de invalidez e de doenças nas fábricas automatizadas. A função do elemento humano restringe-se ao acompanhamento e controle dos equipamentos automatizados. A tecnologia introduz variáveis que alteram o ambiente de trabalho. Pôr fim. Os sistemas de produção não-automatizados compreendem a fabricação de um produto quase que de forma artesanal. Os sistemas de produção automatizados. Cabe ao trabalhador executar as tarefas de integração. Porém. a fabricação é totalmente dependente da máquina.automatizados mantém a intervenção direta do elemento humano na confecção do produto. pelo fato de se terem sistemas produtivos diferentes. o aumento da tecnologia tende a aumentar a monotonia do trabalho com conseqüente elevação do desgaste psicológico e da ocorrência de acidentes. visando a sua eliminação. maior eficiência dos meios de produção empregados (Araújo. é decorrente.

3 . ocorrendo desgaste emocional intenso e inclusive acidentes. procurando verificar os possíveis impactos que esta automação irá ter sobre o trabalhador. É muito importante que em sistemas automatizados se leve em consideração o fator humano. Foi constatado que todas as 27 principais formas de doenças ocupacionais. seria preciso analisar se a diminuição de acidentes não seria substituída pela maior gravidade deste. sempre lembrando que o homem não é uma equipamento que pode acompanhar o ritmo constante das máquinas . Pode-se verificar que dependendo da forma como a automação for empregada. e em outros ele pode vir a diminuir.4 casos pôr 1. Porém. 2.normalmente em locais onde existam processos de automação. A morbidez ocupacional. segundo o estudo. O operário deve funcionar no ritmo da máquina automática de forma que não pare a produção. métodos de trabalho. dentre as quais causadas pela poeira (silicose e bronquite) e vibrações locais (doenças pôr vibrações) foram as mais encontradas entre os trabalhadores de fundição.000 pessoas entre trabalhadores de fundição em indústrias da Rússia. compreende 1. Em sistemas automatizados. afirma Araújo (1989) Izmerov (1992) analisou a morbidez ocupacional de trabalhadores de fundição em uma fábrica na Rússia durante 13 anos.3. O homem tem o seu próprio ritmo.1. existe também uma alta intensidade de trabalho.1 Causas Tiffin e McCormick apud Araújo (1989) atribuem os acidentes a duas classes ou fontes principais ou a combinação das duas: − Fatores de Situação: Projeto do equipamento ou ferramenta. Conclui-se deste estudo que um decréscimo das doenças ocupacionais nas indústrias de fundição se mostra impossível sem a modernização e completa automação dos processos tecnológicos. duração dos períodos de trabalho e meio físico.3 Considerações Sobre os Acidentes de Trabalho 2. projeto de trabalho. O importante no momento de se empregar o processo de automação é a preocupação com o fator humano. existem acidentes com menor freqüência e maior gravidade. e deve ser respeitado no intuito de minimizar riscos com acidentes de trabalho. Tiffin e McCormick 9 . ela pode aumentar a quantidade de acidentes de trabalhos em alguns casos.

Elementos pertinentes à organização do trabalho que podem influir na ocorrência de acidentes de trabalho: − Leiaute. sexo. − Dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos. − Ritmo de trabalho. Kwasnicka (1978) apud Araújo (1989) consideram como fatores principais: − Condições de Trabalho: Manuseio de material. inaptidão ao trabalho. Estes autores consideram que os acidentes basicamente tem como causa o erro humano. falta de cuidados e não observação das normas de segurança. formação. temperatura. sistemas de valores. − Condição física do ambiente de trabalho (ruído. − Fluxo de trabalho. ambiente físico do trabalho (iluminação. temperamento.− Fatores individuais: Características da personalidade. iluminação. motivação. − Condições físicas das máquinas e equipamentos. temperatura. proteção nas máquinas. fluxo de trabalho. idade. Jucius (1977). supervisão. Fischer(1987) apud ARAÚJO (1989) diz que: “A organização do trabalho deve ser adaptada às condições do homem e não ao contrário. Flippo (1970). disciplina. etc. etc. Flippo Jucius Kwasnicka (1978) 10 .). experiência e outros. − Horário de trabalho. fadiga. − Jornada de trabalho. ruídos. atitudes impróprias. gases.) − Aspectos Humanos: seleção e treinamento de pessoal.

3 Fluxo de Trabalho Alguns estudos apontam que o manuseio de material é a fonte da maior quantidade de acidentes na indústria. os acidentes do trabalho elevaram-se em grandes proporções. pode estar incrementando as ocorrências de acidentes de trabalho. 2.4 Ritmo de trabalho Marx (1980) e Friedmann (1965) apud Araújo (1989) atestam que desde a introdução de sistemas mecânicos nas fábricas. e capacitação dos trabalhadores para execução correta de procedimentos com potenciais de perigo. Em seu estudo. primeiramente deve ser estudado o manuseio de materiais e componentes nas máquinas e bancadas.. 2. Marx Friedmann 11 . o contato físico e que haja dispositivos de segurança e proteção adequados. ao mínimo.3. Verificando que as modificações destas condições implica em vultuosas despesas. Isto vem a reforçar a idéia que a utilização de novos processos produtivos.2 Condições Físicas de Trabalho As condições físicas de trabalho são um dos fatores mais negligenciados pêlos empresários.3. nos quais o ritmo de trabalho é mais intenso. Pôr sua vez. com a finalidade de que seja reduzido. o trabalhador aceita trabalhar em locais insalubres de melhor salário (Anuário. conforme previsto em lei.1999) Sorokina (1997) em um recente estudo feito em indústrias metalúrgicas russas. conhecimento das necessidades de segurança. verificou que problemas com danos traumáticos.. Para esse setor. como forma de prevenir a ocorrência de danos traumáticos nos trabalhadores daquelas indústrias.2. preferem pagar o adicional de insalubridade.. ele verificou a necessidade de treinamento. os quais passaram a determinar o ritmo da produção. estavam ocorrendo porque a maior parte da produção de equipamentos não seguia as regras e padrões de prevenção de acidentes e segurança de trabalho.3.

2. − Radiações Ionizantes: Forma de energia que se propaga no espaço como ondas eletromagnéticas. mecânicos e ergonômicos existentes no ambiente de trabalho e capazes de causar danos a saúde do trabalhador em função de sua impureza.1.4. 1997). 2.4 Riscos Ambientais Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos. − Pressões Anormais: Aquelas que fogem dos padrões normais dos limites que os seres humanos toleram. − Radiações não Ionizantes: Forma de energia que se propaga no espaço como ondas eletromagnéticas. Dalmine (1993) realizou um projeto em uma indústria de aço. possuindo energia suficiente para desprender alguns elétrons existentes nas moléculas dos tecidos humanos. − Calor: Situação de desconforto em função de elevada temperatura. que não possui a energia necessária para deslocar elétrons. causarão maiores ou menores conseqüências para o trabalhador ou qualquer outra pessoa.1 Riscos Físicos Os riscos físicos são oriundos de agentes que atuam pôr transferência de energia sobre o organismo.4. e praticamente não existem informações estatísticas sobre este fato. químicos. − Vibrações: Oscilação pôr unidade de tempo de um sistema mecânico.1 O Ruído O Ruído é um dos principais causadores de doença do trabalho na indústria metalúrgica e metal-mecânica. Os agentes físicos mais presentes são: − Ruído: Qualquer sensação sonora considerada indesejável. − Umidade: Grande quantidade de partículas de água no ar. na Itália. Dependendo da quantidade e da velocidade de energia transferida. concentração ou intensidade (Herzer. 2. com o intuito de reduzir os ruídos em um posto de trabalho 12 . biológicos. − Frio: Sensação de desconforto pôr baixa temperatura em relação ao corpo com conseqüente redução da capacidade funcional do indivíduo. Muito pouco tem se feito para se resolver este problema. − Iluminação: Forma de energia que pode ser natural (sol) ou artificial (outras fontes que geram luz).

A microanálise de elétron-microscópio de Raio X .4. Em análises feitas. com uma força de trabalho de 180 esmerilhadores foi analisada para cobalto e níquel.2. consistindo de especialistas em ergonomia que trabalharam em conjunto com um projetista mecânico. ou até mesmo eliminar. gases. mas em toda a fábrica. produtos químicos trazem problemas à saúde e à integridade física dos trabalhadores. líquidos. Os agentes químicos podem agir no ser humano pôr vias respiratórias. a Cobalto e Níquel. O emprego do novo sistema reduziu o nível de ruído e eliminou a necessidade do trabalho manual e acidentes relacionados com as operações. procurou determinar a exposição de trabalhadores de uma Indústria de metal pesado da Inglaterra. névoa. foi comprovado que os trabalhadores respiravam mais de 66 % desta poeira e em torno de 12 % estavam sendo expostos a níveis acima dos aceitáveis. Foi desenvolvido um método para avaliar o impacto econômico das vantagens ergonômicas obtidas da introdução de um sistema robotizado. cutânea e digestiva. em função da concentração e tempo de exposição. componentes que tem demonstrado. e o gerente da seção onde seria empregado o sistema robotizado. trazer problemas respiratórios. O projeto inteiro foi conduzido pôr uma equipe multidisciplinar. aumentando a segurança dos trabalhadores e reduzindo consideravelmente os níveis de ruídos. quando absorvidos pelo organismo em valores acima dos limites de tolerância. A inalação de poeira nos worksites numa fábrica de metal pesado (operações de esmerilhamento principalmente). o trabalho manual associado com as operações e também eliminar o riscos associados. Riscos químicos têm como principais agentes sólidos. Foi feita também uma análise de correlação entre exposição a concentração de cobalto e concentração de níquel para 13 . 2. a menos que sejam manuseados com cuidado. Este é um caso onde a tecnologia diminuiu os acidentes de trabalho.encarregado de manusear as peças fabricadas e prepará-las para o transporte através do uso de um sistema robotizado. com as mesmas.das partículas de poeira demonstrou que elas têm os mesmos componentes metálicos que produtos de metal pesado. Também como meta se tinha reduzir. matrizes de metal pesado. vapores.1 Agentes Químicos Um estudo feito pôr Kusaca (1992).4. poeiras e fumos que podem provocar lesões ou perturbações funcionais e mentais. não apenas no posto de trabalho. 2.2 Riscos Químicos Normalmente.

Na Rússia um estudo sobre morbidade ocupacional em 140 trabalhadores de 15 empresas metalúrgicas foi publicado em 1992 (Occupational.15 casos para cada trabalhador (1 a cada 6. 14 . silicotuberculose foi 5. dando significativa e positiva. quando há disfunção entre o posto de trabalho e o indivíduo.PCMSO. estando ligados a fatores externos (ambiente) e internos (plano emocional). Melhorias adicionais do ambiente de trabalho neste caso foram necessárias devido aos riscos causados pôr exposição a cobalto e níquel. Neste estudo se estabeleceu que a morbidade ocupacional foi em média 0. A prevenção deve levar em consideração a ventilação e programa de controle médico de saúde ocupacional .3 casos). 2.3 casos em homens) e soldadores (bronquite devido aos fumos de soldagem.4. O mais alto nível de doença ocupacional foi induzido pôr bronquite devido a poeira em homens e neurite coclear em mulheres. não está adequado ao ser humano. couros. sangue. Em síntese..indivíduos.67 trabalhadores). sendo que entre as mulheres foram 32.. A melhoria das condições de trabalho deve levar em consideração o bem estar físico e psicológico. As doenças foram registradas com maior freqüência entre os trabalhadores de corte de produtos fundidos (silicose.3 Riscos Biológicos Riscos biológicos são aqueles causados pôr agentes vivos que causam doenças e se encontram no meio ambiente. dejetos de animais. lixo. Podem ser vírus. Podem estar relacionados com alimentos ou com atividades em contato com carnes. fungos. 2.1992). ossos. Neste caso se chegou à conclusão da necessidade de melhoria das condições de trabalho e aumento da qualidade e exames médicos completos. isto de 1984 a 1988..4. vísceras. bactérias.4 Riscos Ergonômicos Os riscos ergonômicos decorrem do momento em que o ambiente de trabalho.

2.5. 2. − Condições inseguras: Criadas ou mantidas no ambiente pêlos mais diversos motivos aparentes.5. No local encontra-se os riscos de armazenagem. equipamentos.1 Teoria do Alerta O Acidente é resultado de um baixo nível de alerta (ou vigilância) causado pôr fatores relacionados ao clima psicológico negativo do trabalho.5 Riscos de Acidentes Algumas bibliografias dividem os riscos em de ambiente ou de local.2 Teorias Psicológicas 2. condições sanitárias e outros.4. São elas: − Ato ou Condição Insegura: Desempenho inseguro das pessoas. Consiste numa seqüência de eventos progressivos. 2. nas instalações elétricas. inflamáveis. seja pôr causa do trabalho monótono. explosivos. manuseio. Algumas teorias tentam explicar a ocorrência de acidentes sendo as mais conhecidas comentadas a seguir. tais como permanecer embaixo de cargas suspensas. fornos.1 Teoria do Dominó Utilizada no Brasil. Os riscos estão associados ao conjunto do ambiente ou local de trabalho. combustíveis. de modo que os mesmos estariam dispostos como peças de dominó.2.5 Teoria da Propensão ao Acidente É baseada na premissa de que alguns indivíduos possuem características que os predispõem a uma grande probabilidade de se envolverem em acidentes em relação a outros indivíduos em condições similares de trabalho 2. pela baixa probabilidade de promoção do trabalhador ou pelo pagamento insuficiente. Pode-se observar que também existem os riscos de operação. ligar uma máquina sem avisar ou luz insuficiente e peças desprotegidas que resultam em acidentes. máquinas. ferramentas.5. movimentação. caldeiras. 15 . pela falta de diversidade das tarefas. na qual a queda da primeira implicará na derrubada de todas as outras e a retirada de uma delas levaria a não ocorrência das seguintes. transporte.

1. desde a concessão de benefícios até responsabilidade civil e ou penal do empregador. Diminuição da Produtividade. − Custo não segurados: São constituídos pelas demais despesas. sono. somandose a sua fragilidade emocional e seu abatimento moral que passa para toda a sua família. redução da produtividade do acidentado quando volta para o trabalho.6.2. pode ser caracterizada como uma das mais brutais formas de violência urbana.6..2 Aspectos Jurídico Abrange todos os passos legais a serem tomados após a ocorrência do acidente..2 Teoria da Acidentabilidade Afirma que qualquer condição de estresse imposto ao trabalhador pôr fatores internos (fadiga. ansiedade. interrupção do trabalho de equipes atingidas pelo acidente.6. O acidente influencia a vida social do acidentado. problemas familiares. Todos estes fatores se tornam mais críticos de acordo com a gravidade do acidente. A Tragédia. principalmente os que causam a morte ou a incapacidade permanente do acidentado.3 Aspecto Social A violência do acidente do trabalho. sendo que foram gastos 1.1.1 Nível Macro “Grande soma de recursos despendidos pela Previdência Social para custear os acidentes de trabalho.6 Aspectos sobre Acidentes do Trabalho 2. 16 .2 Nível Micro − Custo Segurado: O Custo dos primeiros 15 dias de tratamento do acidentado e a despesa com o seguro do acidente do trabalho. consumo de drogas.(1998) citado pôr Costella(1998) 2. 2. 2. principalmente se o trabalhador não se ajustar a eles.6. 2.6. de modo que a vítima inicia uma trajetória de sofrimento e humilhações decorrentes do tipo de assistência que passa a receber. devido a interrupção do trabalho.) pode aumentar a ocorrência de acidentes.19 bilhões de reais com o pagamento dos benefícios em 1996”. etc.2. quebra de continuidade da equipe.5.1 Aspectos Econômico 2.

213 (Brasil.6. Indivíduo: utilização de protetor auricular para minimizar o ruído. se existe um máquina que produz um alto ruído. relativas a Segurança e Medicina do Trabalho.2. a lei 8. 3.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes .7.6. 2.5 Aspectos Legais A legislação que dá sustentação as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes é a seguinte: Consolidação as Leis do Trabalho. a solução deveria seguir esta ordem: 1. 2. Cap V. Pôr exemplo. Condições e Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção.4 Aspecto da Medicina do Trabalho O enfoque da medicina do trabalho tem o intuito de descrever a localização e classificação das lesões decorrentes de acidentes do trabalho e estudar os fatores que levaram à ocorrência de doenças profissionais. 2. deve-se promover a correção na seguinte ordem: Fonte: trajetória e indivíduo. Norma Regulamentadora nº 5 (NR5) . Fonte: substituição da máquina ou do processo de trabalho pôr outro com menor nível de ruído. 17 . 2. Título II.18. Lei 6514/77 regulamentada pela portaria 3214/78 e alterações posteriores. nocivo ao trabalhador. Trajetória: enclausuramento da máquina para diminuir a emissão de ruído. 1997) estabelece que a empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção.1 Princípio de Prevenção de Acidentes Ao atuar-se corretivamente em relação a uma tarefa que oferece risco ao trabalhador.7 Prevenção de Acidentes Em termos de prevenção de acidentes do trabalho. pela prestação de informações padronizadas sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular e pela segurança da saúde do trabalhador.CIPA e a NR.

2. GAMBATESE. HINZE. Futuros acidentes podem ser evitados através da aplicação das lições aprendidas com acidentes passados. dispõe-se da CAT.. Implementation of safety and health on construction sites. a CAT é um documento oficial padronizado (cuja abrangência nacional talvez só encontre paralelo com o atestado de óbito) e importante fonte de informações sobre acidentes de trabalho. 1996.2 Problemas em Prevenção de Acidentes Um problema grave que dificulta novas ações relativas à prevenção de acidentes é a escassez de dados estatísticos detalhados sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais em qualquer ramo de atividade econômica. Dados estatísticos sobre acidentes no Brasil são apresentados no capítulo 3. a qual é muito controvertida principalmente pôr causa da elevada subnotificação de acidentes do trabalho e doenças profissionais em alguns seguimentos. a seguir. 18 . Para alimentar o banco de dados e obter informações necessárias. J. In: INTERNATIONAL CONFERENCE OF CIB W99. 117-127. Rotterdam: Balkema. mas para isso. Lisboa. J.7. (Hinze e Gambatese apud Costella. 1996. Apesar destas limitações. é necessário um banco de dados abrangente e completo. P. Using injury statics to develop accidents prevention programs. 1998).

. Porém.. o que nem sempre reflete em melhores condições de trabalho (Anuário. detectando tendências epidêmicas. é uma ferramenta de notificação que não tem muito crédito. que motiva uma distorção dos dados oficiais. o grande problema que se enfrenta no Brasil é que sua mais importante fonte de dados sobre doenças e acidentes de trabalho.(1999) as estatísticas são importantes para o melhor conhecimento da natureza.. a CAT.1999). onde os dados vêm sendo disponibilizados pela previdência. O planejamento de medidas contra acidentes de trabalho é importante . é que as informações contidas nas CATs. já que estas informações vem muito agregadas. A terceirização vem crescendo a cada dia. 19 . A avaliação baseia-se numa análise mais aperfeiçoada.. há o problema da terceirização. distribuição e magnitude dos acidentes para que se possa entender a três finalidades: planejar. a empresa responsável é a empresa terceirizada e não a contratante dos serviços. porém é preciso associá-los a ações preventivas. A vigilância é a possibilidade de acompanhamento próximo à ocorrência do evento. Outro problema. Além de tudo isto. torna-se possível priorizar ações. investindo em novas tecnologias. porém os mesmos vem sofrendo críticas. haja visto que ela pode ser facilmente mal preenchida e ignorada. para que eles não tenham um fim em si mesmos e possam servir de instrumento para a prevenção de acidentes de trabalho nos mais variados setores da economia brasileira (Anuário. haja visto que em caso de acidente do trabalhador. se referem apenas aos acidentes nas áreas urbanas e ela abrange apenas 30% da população economicamente ativa do país.. principalmente pela necessidade das empresas diminuírem seus efetivos e se tornarem mais competitivas.1999). porque se há falta de recursos.. avaliar e vigiar. impedindo que pessoas interessadas possam ter acesso a informações especificas. apesar de obrigatória. Uma outra importante fonte de consulta aos dados estatísticos do Brasil é a Internet. e novos processos produtivos. Os estudos estatísticos são muito importantes... num desdobramento dos números que permite melhor qualificação da informação e da ação.3 ESTATÍSTICA NACIONAL DE ACIDENTES Segundo Anuário.

representa a perda de tempo (dias perdidos + dias debitados) que ocorre em conseqüência de acidentes com afastamento em cada milhão de horas.3. cruzados com os do CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). Coeficiente de gravidade .1 Coeficientes A estatística de acidentes de trabalho convencional é feita através de dois tipos de coeficientes que auxiliam a mensuração dos acidentes de trabalho: o coeficiente de freqüência e o coeficiente de gravidade. 20 . 3. então. que este é um setor preocupante. O objetivo principal destes dados levantados pelo MT. mapeou os setores econômicos causadores de acidentes graves e fatais e que mais geraram benefícios previdenciários relativos a pensão acidentária e invalidez permanente nos anos de 95 e 96. com ou sem lesão. em determinado período de tempo.2 Estatísticas de Benefícios concedidos pôr Acidentes de Trabalho A Secretária de Segurança e Saúde no Trabalho com base nos dados de concessão de benefícios do INSS.homem de exposição ao risco. foi de se poder agir com menos dispersão. Na Tabela 2.representa o número de acidentes. Coeficiente de freqüência . De acordo com esta tabela pode-se observar que a indústria de transformação é a maior geradora de acidentes de trabalho em termos de freqüência. Verifica-se. e com mais atenção nos setores que geram mais acidentes de trabalho. que podem ocorrer em cada milhão de horas .homem de exposição ao risco. merecedor de ações e medidas que busquem o controle do risco e a melhoria das condições de trabalho (Ganhe 1996). estão apresentados os benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividade econômica em 1996.

599 1. Alugueis e Serviços prestados a empresas Construção Transporte. reparação de veículos.385 Incapacidade Parcial Permanente Invalidez Permanente 1. Objetos pessoais e domésticos Atividades Imobiliárias. objetos pessoais e domésticos.745 1. 21 .504 965 742 628 731 272 900 120 134 107 83 119 182 38 5 3. Silvicultura e Exploração Florestal Saúde e Serviços Sociais Alojamento e Alimentação Administração Pública.313 11.609 Fatais 580 550 288 329 477 84 50 96 18 52 40 65 48 13 1 593 3.356 7. comércio.363 3.Tabela 2 .338 16.046 407 430 454 366 227 456 78 95 82 68 112 94 15 2 1.335 956 75 5 2 29.817 2.96 O Gráfico 1 traz uma representação visual da Tabela 2 onde se verifica que a indústria da transformação causa praticamente 3 vezes mais acidentes que a segunda colocada.957 2.823 6. Armazenagem e Comunicações Outros serviços Coletivos. Reparação de Veículos.Benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividades econômica em 1996 Freqüência Classes e grupos de Atividade Econômicas Mais de 15 dias 47.284 Industria de Transformação Comércio. sociais e pessoais Intermediação Financeira Agricultura. Pecuária.843 Fonte: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT/RAIS.807 1.677 5.767 12.031 11.187 156.222 10. Defesa e Seguridade Social Produção e Freqüência de Eletricidade Indústrias Extrativas Educação Pesca Serviços Domésticos Organismos Internacionais CNAE não Informado Total Geral 3.

possui um coeficiente cinco vezes maior (66.611 casos.000 trabalhadores). que aparece com 872 óbitos. são as diferenças culturais entre as regiões do nosso país. Minas Gerais para os de invalidez permanente. O estado de Tocantins.33) do que o de São Paulo. apesar de ter registrado somente 22 óbitos. Rondônia entre os acidentes de incapacidade parcial permanente.Freqüência de Acidentes de Trabalho . o Rio Grande do Sul aparece com o mais alto número.35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% A Tabela 57 (em anexo pág.904 casos. que não devem ser desconsideradas. No entanto. nos acidentes com mais de 15 dias. Um outro fator. o que justificaria um maior número de acidentes. com 5. pois São Paulo tem mais trabalhadores do que Tocantins. Mesmo sendo estados de grande concentração populacional. há também que se considerar a quantidade maior de notificações nestes estados.mais de 15 dias segundo Classe de Atividade Econômica . que sempre é importante salientar quando se estuda estatísticas estaduais. 110) elaborada a partir dos dados levantados para a CANCAT de 1997. a maior freqüência dos acidentes que resultaram em invalidez permanente está no estado de Minas Gerais. porém com um coeficiente de 13. Já no campo de coeficientes (nº de acidentes a cada 100.939 registros de incapacidade parcial permanente e com 872 casos fatais.R eT ra ep n ar aç sfor m ão At iv de açã id Ve o ad es íc Im ulo s ob iliá ria C on s O st ut ru ro çã s Tr se o an In rv s te iç os por rm te ed C o ia çã leti vo o s Fi Sa na úd ce e Ag ir e Al S ric a oj Pr ul am erv od tu en iço ra uç s to ão So Ad e e c Al m D im iais in is en is tri tra bu t çã açã iç ão o o Pú de bl In El ic dú et a st r ria icid ad s Ex e tra tiv as Ed uc aç Se ão O rv rg io Pe an s is sc D m a os om és In tic te o rn ac s io na is Gráfico 1 . 22 In C om du st ér ria ic d io . O Brasil tem dimensões continentais e em cada estado são encontradas condições sociais e econômicas diferentes. com 2.22. descreve os benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho em 1996. a qual revela que o estado de São Paulo lidera a freqüência dos acidentes com mais de 15 dias totalizando um número de 60.

apresenta a freqüência de acidentes de trabalho registrados. pois os mais velhos são menos contratados.126 acidentes. pôr motivo. e após isto eles começam a decair dos 22 até os 70 anos. Em segundo lugar.3. talvez pela maior quantidade de trabalhadores jovens que existe no mercado de trabalho. segundo a idade.868 casos. o grupo da faixa entre 21 e 25 anos. o maior número localiza-se na faixa etária dos trabalhadores entre 21 e 25 anos. na forma como os dados estão distribuídos ao longo do gráfico.Freqüência de Acidentes pôr Idade No Gráfico 2 está representada a freqüência de acidentes de trabalho registrados. (Tabela 58 em anexo pág 112)observa-se um índice maior na faixa etária que abrange trabalhadores de 36 a 40 anos. segundo a idade. Neste gráfico pode-se verificar que a faixa etária com maior freqüência de acidentes compreende a de 21 anos de idade. no qual estão registrados 52. Também é possível verificar. primeiro. em 1997. o que pode ser facilmente explicado pelo fato de que as doenças geralmente são resultados de um tempo maior de trabalho insalubre até se manifestarem. Segundo 23 . 16000 14000 12000 10000 8000 6000 4000 2000 12 anos 15 anos 18 anos 21 anos 24 anos 27 anos 30 anos 33 anos 36 anos 39 anos 42 anos 45 anos 48 anos 51 anos 54 anos 57 anos 60 anos 63 anos 66 anos 69 anos 0 Gráfico 2 . que os acidentes de trabalho crescem do 12 até os 21 anos. pela sua pouca experiência e segundo. em 1997. pôr motivo.3 Dados Estatísticos Segundo a Idade A Tabela 58 (em anexo pág 112). no qual estão registrados 59. O grupo com maior número de acidentes é o que compreende trabalhadores entre 26 e 30 anos. A grande quantidade de acidentes que ocorrem com os jovens pode ser explicada. Em relação às doenças. Com relação aos acidentes típicos e de trajeto.

Laflamme (1997) ainda sugere que uma maior atenção deve ser dada às condições de trabalho dos mais jovens. o que vem pôr diminuir o emprego de trabalhadores mais velhos. um aumento em mais de 5 vezes no número de doenças do trabalho e uma diminuição pela metade dos óbitos e dos acidentes de trajeto. A partir de 1996. Os ambiente de trabalho dos mais jovens são normalmente sujeitos a maiores riscos. e se defrontam com situações pouco familiares. 3. compensadas pela maior experiência e habilidade adquiridas ao longo do tempo na execução de tarefas.Laflamme (1997) existe hoje no mundo uma concepção fatalista de que as capacidade mentais e físicas diminuem com a idade. observou-se o aumento da relação entre 24 .538) e 3. se comparando ao ano anterior (1996).694 trabalhadores com acidentes de trabalho. contra 3.422 em 1996 (até revisão anunciada pela previdência em julho de 99 eram 5. os números tomam como base a CAT e o SUB. Conforme Laflamme (1997) existem dois fatores que podem explicar a maior incidência de acidentes entre os jovens: são eles fatores físicos e técnicos. Em 1997 morreram 2.060 casos contra os quase dois milhões de acidentes registrados em 1970.967 em 1995. que contém o histórico dos acidentes e doenças registrados desde 1970 até 1997. Fazendo uma retrospectiva até a década de 70 se observa que o número de acidentes de trabalho atingiu. e aos riscos aos quais eles são expostos. Apesar da diminuição do número real de acidentes do trabalho.4 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais Na Tabela 3. com 369. uma diminuição para cerca de um terço do número de acidentes típicos registrados em 1987. Inicialmente. os trabalhadores mais jovens se vêm deparados com um leque de situações onde eles têm pouca experiência. Porém. em 1997 o seu menor número histórico. Em relação aos fatores técnicos. estas dificuldades podem ser. verificou-se que os números deste último ano (1997) apresentaram uma redução em todos os tipos de acidentes e doenças. Com base na Tabela 3 se observa que nesta década houve um pequeno aumento no número de empregados segurados. e são caracterizados pôr serem postos com cargas de trabalhos maiores e mais extenuantes. em muitos casos. estes números eram extraídos do Boletim Estatístico de Acidentes do Trabalho (BEAT) e INSS Divisão de Planejamento e Estudos Estratégicos.

553.780 1.312 386.335 98.723 0.02 56.678.32 14.870 306.833 4.38 0.022 7.054 1010340 93.065. INSS.12 56.956.404.284.29 6.31 2.72 46.700 88.743.003.13 2.045 1984 20. A partir de 1996 os dados foram extraídos da Comunicação de Acidentes de Trabalho .270.21 0.455 369.445 4.33 18.7 3.41 0.81 0.68 5.46 0.737 895.731 1980 19. * Dados parciais.284 831.215.78 3.308.299 15.09 30.692 632.260.79 48.916.858 1992 22.Nº de Acidentes e Doenças do Trabalho registrados no Brasil.343 587.760 91.632.21 0.129 3.22 0.93 5.016 3.115 0.91 5.479.110 3.672 98.692.838 5.956 1974 11.050 2.173 3.74 2.19 0.74 0.07 6.699 449.598 3.803.3 1.713 3.49 1.108.791 325.273 1.210 90. Esta inconsistência entre os dados apresentados aponta para a possível ocorrência de subnotificação.029 4. Divisão de Planejamento e Estudos Estratégicos.138 1.616 4.77 Doenças Profiss.987 Acidentes Típicos % Acid.77 38.525 95.331 8.957 96.766 3.016.199.796 1976 14.204 2.283 4006 6014 6.99 1.11 1.279 1.707 % Total de Acidentes Total de Óbitos 2.065 1973 10.33 0.88 6.607 1990 22.68 51.761 0.98 52.3 1.36 1.395 1.517 98.27 1.117.649 97.89 6.304 424.73 57.355 4.750 0.57 3.74 1129152 93.934 96.02 3.25 1.365 431.5 0.572 640.28 0.56 8.15 1.213 693.217 6.448 1997 * 1.417 15.200 1996** 24.755.784 1.815 1981 19.CAT e do sistema Único de Benefícios SUB.85 57.237 1979 18.9 58.307 1.266 388.23 1.008 1994* 23.34 0.48 63515 72702 0.912 93.531 95.614.92 5.637 1995** 23.82 4.602.BEAT.38 0.187 0.232 2.148.330.342 4.92 55.02 5.19 0.825 0.191 2.824 4.065 1993 22.465 0.761.833 97.945.587 2. RS abr a dez.87 8.823 3.839 2.683 92.986.134.93 4.792.38 0.34 28.338.501 0.824 374.82 961.589.689 97.382 5.311.42 60.74 64. 5.875 1991 22.996.539 95.12 7.627 0.808 4.211 0. DF jun a dez.472 8.4 1.537.874 943.605 1978 17.967 1.869.696 32.55 48.464.79 8.001 3.709 82. 25 .7 6.75 0.19 0.28 0.31 23.422 2.15 28.55 1.614. Tabela 3 .472 0.111 0.47 0.012 91.34 0.054 1982 20.438 1985 1986 20452109 22211680 1987 22.024 1975 12.551.562. faltando CE out a dez.25 1.989 901.722.523 0.937 4.51 0.18 0.200 1988 23.19 1.754 92.424 93.901 1989 23.óbitos e acidentes.694 % 0.649 0.56 1.045.270 20.489 1977 16.756.19 1.54 0.1 1.32 1.967 3.389 1.57 44.646 34.900 4.238 93.394 1.137.07 4.42 0.673 4.016 3.496 4.21 6.13 3.7 0.258.057.551 1. DATAPREV.11 1.94 1.025 89.504.508 4384 4578 5.497.37 0.08 48.178.13 1.77 0.824 350.013 5. de 1970 a 1997 Ano 1970 1971 1972 Massa Segurada 7.124 Fonte: Boletim Estatístico de Acidentes de Trabalho .220.214 4.222.738 4.5 0.696 0.137 395.75 3.889 29.110 94.554 5.796. AC e RO jan a dez. De Trajeto % 1.394.832 94.830 927.854 3.722 1.016 1.790 488.575 1077861 1207868 992.72 0.51 29.464 3.4 34.634 3.51 0.19 22.468 1983 20. ** As informações de 1996 foram revistas.502 1.318 98.

2. siderúrgico e metal-mecânico.200.000 1. quando a previdência remunerava os acidentes com menos de 15 dias de 26 .000 0 2 6 8 8 4 2 0 4 19 9 0 0 4 6 19 7 19 8 19 7 19 9 19 8 19 8 2 19 9 19 7 19 8 19 7 19 7 19 8 19 9 6 Gráfico 3 Freqüência de Acidentes Típicos (Brasil) A partir do Gráfico 3.000 1. principalmente do setor petroquímico. devido à redução de seus efetivos (Anuário 1999).000 1.600.000 1.000 600.1 Subnotificação A Fundacentro (órgão do MT) no início dos anos 90 publicou uma investigação a respeito de subnotificação das informações contidas na CAT. já que os acidentes com trabalhadores terceirizados são subnotificados.000. e após 1976. foi feita uma comparação dos registros de acidentes de trabalho antes de 1976.800. Os dados oficiais apontam para uma diminuição dos acidentes. pois estes não tinham mais a remuneração da previdência. época em que a previdência remunerava os acidentados com afastamento um dia após o seu acidente. assim.3. Neste estudo. quando a previdência passou a remunerar o acidentado após o 15 º dia de afastamento.000 1. pode-se observar a tendência crescente dos acidentes típicos até o ano de 1975. as estatísticas de grandes empresas.000 200. A principal conclusão que se chegou foi da não notificação de acidentes leves.4. Grande parte disto se dá devido à terceirização. diminuindo. Os dados divulgados pela previdência refletem a falta de informações sobre acidentes leves no Brasil.000.000 800.000 400. porém a recíproca não é verdadeira em se tratando de subnotificações.400.

que não mais chegaram ao conhecimento da previdência. que afetam o trabalhador tanto psicologicamente. consta que o Brasil é o país que menos possui acidentes de trabalho entre vários outros países do mundo. O Gráfico 4 traz uma das informações mais difíceis de ser subnotificada.000 6. que talvez seja explicado pelo aumento crescente de tecnologia nos postos de trabalhos.000 5. No entanto.000 3. os acidentes apenas tem diminuído.Freqüência de Acidentes com Morte (Brasil) 27 . a cada ano. quanto fisicamente. No anuário da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de 1997.afastamento. e nela se percebe o quanto as estatísticas brasileiras são incoerentes. calor e poluição e até mesmo pela desorganização dos postos de trabalho. pelo ruído. após um crescimento até 1986. possivelmente devido a subnotificação dos acidentes leves. 7. O total das doenças de trabalho no Brasil de 1970 até 1976 também apresentam uma tendência crescente.000 4. A partir de 1976 houve uma queda até o ano de 1984. e desde este ano.000 0 19 70 19 71 19 72 19 73 19 74 19 75 19 76 19 77 19 78 19 79 19 80 19 81 19 82 19 83 19 84 19 85 19 86 19 87 19 88 19 89 19 90 19 91 19 92 19 93 19 94 19 95 19 96 Gráfico 4 . porém não são acompanhados pela diminuição das mortes. devido ao ritmo que lhe é imposto.000 1. quando a comparação se dá em nível de mortes de trabalho o Brasil está entre a com maior incidência.000 2. O acidente de trabalho vem diminuindo.

cujo número oficial divulgado foi de 29. apresenta as 30 doenças mais incidentes ao longo do ano de 1997. sendo estes membros os mais suscetíveis aos acidentes de trabalho.CID. 28 . eles ainda não representam a realidade dos números oficiais.065. fratura de uma ou várias falanges da mão fechada. 3.469 (um quinto deste número). Uma constatação importante é que a maioria das doenças mais incidentes registradas refere-se às mãos e dedos. O número maior de doenças registradas refere-se ao grupo sinovite e tenossinovite.4. cerca de um terço do total de doenças. enquanto que neste quadro estão representados apenas 72.3 Estatísticas de Acidentes segundo o mês de Ocorrência A Tabela 4 traz uma a dos acidentes pôr mês. os maiores registros são aqueles que correspondem à convalescença após cirurgia. lumbago (dor na região lombar) e amputação traumática de outro(s) dedo(s) da mão sem menção de complicação. período onde cresce muito o ritmo de produção em diversos ramos de atividade.4. e meses destinados a férias. Outro fato que não pode deixar de ser mencionado é que nem todos os acidentes registrados no ano de 1997 estão representados nesta tabela. deixando de identificar a doença ocasionada pelo acidente.2 Estatísticas de Acidentes segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID) A Tabela 59 (em anexo pág. 114). ferimento de um ou vários dedos da mão complicada. devido ao natal e final de ano.3. sem menção de complicação. O número total se acidentes divulgados oficialmente foi 369. Apesar deste tipo de levantamento sido uma evolução. Os meses que apresentaram menos acidentes foram Dezembro e Fevereiro. Em seguida. Foram registrados neste levantamento. ao longo do ano de 1997. Os meses que mais apresentaram acidentes neste ano foram Setembro e Outubro.707. meses com menos dias úteis devido a datas festivas e carnaval. fatores que podem influenciar na menor quantidade de acidentes. O motivo mais provável é que o preenchimento da CAT não deve estar sendo feito corretamente. ferimento de um ou vários dedos da mão. conforme a Classificação Internacional de Doenças .

044 Trajeto 32. Estes dados servem para se avaliar a evolução dos números de acidentes nos estados. pôr motivo .142 2.932 28.Quantidade mensal de acidentes de trabalho registrados.839 17.976 2.456 23.Tabela 4 .814 30.214 2.208 32.015 37.1997 Motivo MESES TOTAL 369.825 26.CAT.500 2.887 31.483 31. Junho. Abril Maio.111 23.085 3.627 3.751 2.376 37. Típico 306.870 26.838 32.707 2.641 26.047 1.883 3. DATAPREV.930 2.534 Doença do Trabalho 29.171 31. 123) apresenta um apanhado histórico dos acidentes de trabalhos registrados. Os dados foram extraídos do Boletim Estatístico de Acidentes de Trabalho com base na CAT. 29 .709 26.451 18.581 3.679 32.229 3.049 31.891 2.5 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais pôr Região e Estados da Federação A Tabela 65 (em anexo pág.457 2.962 26.222 3.734 2.754 2. pôr estado e região.906 2. nos últimos três anos.092 15.937 26.352 2. Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Fonte: .700 1.065 Janeiro Fevereiro Março.798 32.649 2.525 2.271 1.623 2.718 26.

Tabela 5 - Quantidade de acidentes de trabalho registrados, pôr motivo, segundo as Grandes Regiões e Estados da Região Sul 1995/97
Total 1.995 Brasil Norte Sudeste Sul CentroOeste 1.996 1.997 1.995 Típico 1.996 1.997 1.995 Trajeto 1.996 1.997 1.995 Doença 1.996 1.997

424.137 395.455 369.065 5.005 6.155 5.775 4.318 4.841 5.146 492 2.362 2.585 1.301 288 703 195 1.225 535 347 646 306 2.067 3.022 5.204 6.368 845 Trajeto 1997 1995 ... 1.031 1.554 1996 1997 1995 ... 58 477 3.174 3.023 1.435 1.618 595 1.727 1.743 2.988 2.395 6.846 4.532 2.011 Doença 1996 1997 3.205 2.540 1.828 1.422 1.813 570 912

Nordeste 23.611 25.258 26.046 20.024 20.203 20.629 45.792 92.295 83.209 42.672 80.245 72.309 10.673 13.921 13.774 Total 1995 RGS Paraná SC ... 1996 1997 1995 ... 39.165 35.741 9.025 11.065 11.119 Típico 1996 32.786 30.178

339.056 258.206 239.881 298.661 209.516 197.506 22.051 26.292 20.813 18.344 22.398 21.562

19.774 31.459 27.968 18.685 28.196 24.928 26.018 21.671 19.500 23.987 19.263 17.203

A Tabela 5 apresenta os dados referentes apenas às grandes regiões e ao estado do Rio Grande do Sul. Pode-se observar que a região sudeste possui a maior freqüência de acidentes, provavelmente, entre outros fatores, pôr possuir uma maior quantidade de trabalhadores, pois possui o mais importante pólo industrial do país, concentrado principalmente no estado de São Paulo. A região Norte é a que possui a menor quantidade de acidentes, provavelmente devido ao fato de ter menor quantidade de trabalhadores, e não ter um pólo industrial muito desenvolvido, entre outros fatores.

30

4 5 0 .0 0 0 4 0 0 .0 0 0 3 5 0 .0 0 0 3 0 0 .0 0 0 2 5 0 .0 0 0 2 0 0 .0 0 0 1 5 0 .0 0 0 1 0 0 .0 0 0 5 0 .0 0 0 0 B ra s il N o rte N o rd e s te
1 .9 9 5

S u d e s te
1 .9 9 6 1 .9 9 7

Sul

C e n tro O e s te

Gráfico 5 - Incidência de Acidentes Pôr Região (DATAPREV) Pôr inspeção visual do Gráfico 5, pode-se verificar que o total dos acidentes da região sudeste é maior do que de todas as outras regiões restantes. Na região sul, o Rio Grande do Sul é o estado que mais apresenta acidentes de trabalho registrados, como pode-se verificar no Gráfico 6. O Rio Grande do Sul não informou os valores referentes de Janeiro a Dezembro de 1995. Segundo a Previdência Social, a justificativa para a falta destes dados é técnica, devido a uma mudança de tabulação feita regionalmente, o que prejudicou a totalização dos resultados.
Incid ência de Acidentes to tais para a R eg ião Sul

45000 40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 RGS P araná
1995 1996 1997

SC

Gráfico 6 - Acidentes Registrados na Região Sul (DATAPREV) 31

3.5.1 Casos Novos Tabela 6 - Acidentes Típicos Novos em 1996
Região Norte Nordeste Sudeste Sul Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Centro- Oeste Ignorado
Fonte: MPAS/SPS - DATAPREV/DIGI.E

Taxa 11,9 11,4 23,7 30,1 28,8 29,6 31,6 13,1 -

A Tabela 6 apresenta os casos novos de acidentes pôr 1000 trabalhadores segurados, segundo o local de registro de ocorrência. A região sul foi a que mais apresentou casos novos em 1000. O Rio Grande do Sul foi o estado que mais contribuiu para esta estatística com 31,6 novos casos por 1000 trabalhadores Apesar da Região Sul possuir uma população economicamente ativa menor do que a região sudeste, a mesma teve um número maior de casos novos em 1996. O setor metal mecânico é o de maior importância para a economia brasileira, mas também é o que apresenta maior índice de acidentes.

32

046 Fatais 115 165 25 53 58 20 40 7 13 36 15 16 11 1 2 577 Indústria Metalúrgica.296 acidentes.125 863 103 63 47.Tabela 7 .353 Incapacidad Invalidez e Parcial Permanente Permanente 1.401 3. em 1996. Elétrica e Eletrônica. acidentes de incapacidade parcial permanente. metal-mecânico e eletrônico são as maiores causadoras de acidentes. Fabricação de Celulose. Refino de Petróleo.342 9.160 2. Edição.395 380 341 278 231 184 192 73 78 76 79 96 89 5 7 3. 33 .504 444 139 73 50 85 34 46 27 41 21 18 29 24 13 2 1.671 1. Artigos de viagem e Calçados.966 3. sendo também as maiores geradoras de benefícios previdenciários relativos à pensão acidentária e invalidez.183 1.102 1.655 1. e os dados referentes a acidentes com mais de 15 dias de afastamento (considerados graves). Fabricação de Produtos Alimentícios e Bebidas Fabricação de Móveis e Indústrias diversas Fabricação de Produtos de Madeira Fabricação de Produtos de Minerais não Metálicos Fabricação de Produtos têxteis Fabricação de Produtos Químicos Preparação de Couros e Fabricação de Artefatos de Couro. papel e Fabricantes de Papel. Metal-Mecânica. Impressão e Reprodução de Gravações. Elaboração de Combustíveis Nucleares e produção de Álcool. sendo responsáveis pôr 32. Pode-se verificar que as indústrias do setor metalúrgico.874 2. de invalidez permanente e acidentes fatais. um total de 17. Fabricação de Artigos de Borracha e Plástico Fabricação de Produtos de Fumo Reciclagem Total Geral Fonte: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT /RAIS-96 A Tabela 7 apresenta os dados referentes à classe de atividade econômica da indústria de transformação.655 1. com os respectivos grupos de atividade econômica pertencentes a esta classe. Estas indústrias causaram.Benefícios concedidos por acidentes de trabalho segundo os grupos de atividade econômica da Indústria da Transformação em 1996 Freqüência Grupos Mais de 15 dias 15.9% dos acidentes ocorridos na indústria da transformação.175 2. Confecção de artigos de Vestuário e Acessórios Fabricação de Coque.

300.586.060.010 A Tabela 8 mostra a importância das atividades econômicas no país em relação ao ativo total que cada atividade movimenta.463.923 1.444.560 1.471 10.societárias Agropecuária Indústria de produtos farmacêuticos e veterinários Indústria de calçados Indústria de produtos de mat. transporte Indústria de madeira Indústria do vestuário.891.327 44.286 2.082 742. elétrico. papelão e celulose Extração de minerais Indústria de construção Indústria de produtos alimentares Serviços auxiliares diversos Indústria de prod.390 1.374.492 453. Plásticas Serviços de radio.711 903.316 53. não-metálicos Comércio atacadista Indústria de bebidas Indústria de mat.br/ranking/ranking3. 34 .controlad.997. Minerais.792 186. artefatos de tecidos e de viagem Holding.htm N.725 1.587 9.010 5.º de Empr Ativo Total 500 42 16 44 21 3 60 17 14 21 48 8 23 26 16 21 26 17 14 2 9 16 5 6 2 4 7 4 3 2 3 531.140.201.enfoque.Ranking das Empresas pôr Setor Econômico Setor Econômico Total Serviços industriais de utilidade pública Serviços de transporte Indústria metalúrgica Serviços de comunicação Refino do petróleo e destilação de Álcool Indústria química Indústria de papel.134.727.104 6.197 3.399.478 10.128.311.135.185.Tabela 8 .443 1.483 2.944 20.500.352 442.425 26.961 8. depart.180.918.067.361.811 8.006.421.492.598 16.727 14.056.com.373.002 1. televisão e diversões Indústrias diversas Fonte: http://www.506 30.829 19.042 36. Comércio varejista Indústria mecânica Indústria têxtil Indústria de fumo Indústria editorial e gráfica Indústria de mat.

Ijuí e Santo Ângelo os principais pólos industriais da Região. Canoas e Gravataí também têm um pólo metalúrgico forte contribuindo muito para a economia da Região. A empresa é afetada de diversas formas. e nem sempre consegue avaliar os dados ocorridos sob o aspecto financeiro. estando entre as principais indústrias em relação à atividade econômica. Cidades como Porto Alegre.5. 3. Financeiramente.241. custos com seleção. Pôr serem setores fortes. o setor metal-mecânico tem representação em todas as suas regiões: − Região Metropolitana Sapucaia do Sul é um importante pólo Siderúrgico da Região Metropolitana do Estado. menor produtividade dos substitutos e em última análise. certamente devem ter uma disponibilidade maior para investirem em prevenção de acidentes. a empresa e a nação (Herzer. movimentaram. mas encontra nas cidades de Panambí. com indústrias metalúrgicas e de implementos agrícolas 35 . com indústrias de grande porte nas áreas de metalúrgica e de material de transporte. adaptação e treinamento de substitutos. de trajeto ou doenças profissionais afetam a família.00 no ano de 1999. produtos acabados. É preciso estar ciente que os custos dos acidentes de trabalho. R$ 50. são setores fortes que movimentam uma gama muito grande de dinheiro. menor competitividade no mercado. agrícolas e ônibus. com destaque para a produção de veículos comerciais.Pôr inspeção visual da Tabela 8 pode se observar que as indústrias metalúrgicas. atraso na entrega de produtos. máquinas e equipamentos danificados. A região de Caxias do Sul compreende um dos mais importantes e completos pólos metal-mecânico do Brasil.922.2 Importância do Setor Metalúrgico e Metal-mecânico na Economia do Estado do Rio Grande do Sul Para o estado do Rio Grande do Sul especificamente. mecânicas e de material de transporte. redução da produtividade dos colegas do acidentado. Tempo perdido e aumento dos custos de produção em função de perdas de matérias primas. juntas. − Região da Serra Apresenta uma atividade predominantemente industrial. e reduzirem os custos associados. − Região das Missões: Depende basicamente de atividades agropecuárias. implementos rodoviários. 1997).

992 11.607 41.156 17.222 1.272 11.745 36 .061 11.894 Nº Empregados 100.604 12.642 24. a indústria tem uma presença forte do setor metal-mecânico. Peles e assemelhados Bebidas Editorial e Gráfica Química Produtos Minerais não-metálicos Produtos de Materiais Plásticos Madeira Diversos Papel.070 24.661 18.216 5. eletrônico e de comunicações Serv.812 88.916 1.008 12. representado pela indústria de silos e implementos agrícolas.N.620 9. − Região Sul O setor metalúrgico e mecânico está ligado à atividade agrícola.904 268 12 141 175 464 270 553 259 514 310 86 24 91 92 47 3 36 10. Industriais de Unidade Pública Couros.690 1.º de empresas e n.620 9. Tabela 9. no Rio Grande do Sul Gênero Calçados Produtos Alimentares Metalúrgico Mecânica Construção Civil Material de Transporte Mobiliário Vestuário. artefatos de tecido e de viagem Material elétrico.145 10. − Região Noroeste Em cidades como Santa Rosa e Horizontina encontra-se um pólo metal-mecânico relacionado com a indústria de máquinas agrícolas.− Região Central Na região central do estado.229 19. papelão e celulose Fumo Borracha Têxtil Extração de Minerais Refino de petróleo e Destilação do Álcool Produtos Farmacêuticos e veterinários Total Fonte: Cadastro Industrial FIERGS 97/98 Nº de Empresa 597 1.796 7.122 7.107 6.828 36.171 30.484 994 735 712 225 898 1.178 520.º de empregados pôr gênero até 1998.

mecânicas e de material de transporte. metal-mecânica e material de transportes. representam aproximadamente 20% (102. para o setor da metalurgia.A Tabela 9 apresenta o número de empresas e o número de empregados pôr gênero de atividade. sendo. deve-se tirar lições de forma a evitar que se repita. se encontram entre os seis gêneros que mais possuem empregados. é importante que se registre o maior número de dados possíveis. aos dados do acidentado e do acidente conforme as variáveis levantadas.641) da força de trabalho do Rio Grande do Sul. Ao se descrever um acidente. É sempre importante lembrar que em se tratando de investigação e análise de acidentes. em termos de número de empregados. No capítulo 4 são apresentados dados referentes as CATs do estado do Rio Grande do Sul. ressaltando a importância do setor no estado do Rio Grande Do Sul. A investigação e análise das causas dos acidentes têm o objetivo de identificar as principais fontes causadoras de acidentes. As indústria metalúrgicas. juntas. As informações apresentadas são relativas aos dados da empresa. quando um ocorre. O setor metalúrgico. normas e medidas. e possibilitar estabelecer critérios . as que mais têm trabalhadores empregados. que permitam a realização de uma análise correta de forma que se chegue às causas que levaram ao evento. mecânico e de material de transporte. juntas. 37 . preventivas que auxiliem a redução do número de acidentes.

38 .1 Classificação da Pesquisa Com base na coleta de dados sobre acidentes de trabalho obtidos das CAT.2 Local de Coleta dos Dados A coleta dos dados foi realizada na Delegacia Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (DRT/RS). Trata-se. Foram excluídos da população os acidentes de trajeto. de um estudo descritivo. 4.4 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES NA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL 4. pois lida com variáveis que não são controladas. os acidentes típicos e de doença de trabalho. mas que permitem que se façam previsões e que se tenha um conhecimento melhor da realidade. Dentre estas. 4. referentes ao ramo metal-mecânico.206 CATs. nesta população. que semanalmente recebe as CATs do INSS. pois. A técnica utilizada no trabalho para coleta de informações foi a de levantamento de dados de documentos. segundo Tripodi (1975). existiam. na DRT. pôr não estarem diretamente ligados à atividade desenvolvida na indústria. 45. O período 96/97 foi analisado uma vez que somente a partir de 1996 as CATs provenientes de todo o estado passaram a ser enviadas semanalmente à DRT pelo INSS. No período do presente estudo. Estas CATs são entregues em envelopes de acordo com a ordem de entrada no INSS. foram separadas 3. fez-se uma análise epidemiológica dos mesmos. Em relação ao motivo de acidentes foram incluídos. É importante salientar que não existe nenhuma organização das CATs pôr cidade ou atividade econômica.773 CATs.3 População e Amostra A população alvo deste estudo concentrou-se nos trabalhadores acidentados que atuam na indústria metalúrgica e metal-mecânica do estado do Rio Grande do Sul entre os anos de 1996 e 1997.

(Ver Figura 1 e Figura 2 em anexo pág. acidente. 115. segurado e DRT. 39 . Atividade Econômica . encontra-se o laudo do exame médico. empresa. testemunhas. Na parte frontal da CAT.) Procurou-se levantar todas as variáveis das CATs que tornassem possível atingir os objetivos principais do trabalho. SUS. 2 Um lista completa com as atividades realizadas por cada ramo pode ser vista na Tabela 60 em anexo pág.4. bem como sobre o tratamento do acidentado. Esse documento deve ser preenchido pelas empresas em 6 vias. − ao acidente. São as variáveis relativas: − à empresa. e uma parte para uso do INSS. acidentado. obter-se os dados sobre as três variáveis. comunicando sobre a ocorrência de acidentes de trabalho com ou sem afastamento. No verso da CAT. ramo das indústrias da metalúrgica. a razão social da empresa não será mencionada neste estudo. da consulta ao CD de Cadastro Industrial do Rio Grande do Sul de 1998 da FIERGS.4 Escolha de Variáveis A coleta das variáveis foi feita com base na CAT. que deve conter informações sobre as lesões e partes do corpo atingidas. Com a razão social em mãos. − ao laudo Médico.segundo a FIERGS. foi possível através. 116 e 117 respectivamente. número de empregados e porte da empresa.1 Empresa Informações obtidas sobre a empresa: Razão Social . − ao acidentado. As vias são respectivamente entregues para o INSS.4. sindicato dos trabalhadores. as empresas estudadas podem ser divididas em três ramos de atividade econômica2: 1. 4. Pôr questões éticas. encontram-se informações referentes à empresa.Esta variável foi coletada com o intuito de se chegar a outras três variáveis: atividade econômica da empresa.

Foram encontradas um total de 236 profissões diferentes nas CATs.Identificar as profissões com maior freqüência de acidentes. (Ver Tabela 10).4.Extraída do campo “município”.Empresa Abaixo de 20 Região da Empresa . no intuito de verificar o relacionamento do acidentes com o tipo de tarefa que o trabalhador executa. no intuito de verificar quais relações a idade apresenta com o tipo de acidente. As idades foram armazenadas em anos e.2.2 Acidentado Variáveis extraídas da parte referente ao acidentado: Profissão . agrupadas em faixas etárias conforme mostra a Tabela 11. Com esta variável foi possível verificar a região com maior ocorrência de acidentes. após. 40 . 3. Sendo assim. para fins de estudo e desagregação das informações. forjarias e fundições. as siderúrgicas. Idade – Identificar a faixa etária na qual ocorre a maior parte dos acidentes. Devido ao fato de algumas indústrias do ramo da metalúrgica apresentarem um número muito alto de acidentes. Tabela 10 . ramo das indústrias da mecânica. 4.Porte das Empresas Porte Pequeno Porte Médio Porte Grande Porte Fonte: FIERGS Trabalhadores De 20 até 99 De 100 até 499 Acima de 499 Micro. Quantidade de Empregados . foram consideradas separadamente. ramo das indústrias de material de transportes. elas foram consideradas aparte no presente estudo. cutelarias.Variável utilizada para determinar o porte da empresa.

29 30.34 35. bem como os tipos de acidentes envolvidos com o estado civil. e confirmar a predominância de trabalhadores do sexo masculino neste ramo de atividade. Tabela 12 . 41 . 1996). calcular os custos diretos dos acidentes para a empresa.49 50. sendo possível.Faixas etárias do banco de dados Faixas Etárias do Banco de Dados .44 45.Verificar a faixa salarial na qual ocorre a maior parte dos acidentes. O estado civil foi armazenado conforme a Tabela 12.59 Mais de 60 NI .Verificar se os casados e mais velhos acidentam-se mais que os mais novos e solteiros. devido ao fato de serem empregadas em tarefas associadas com movimentos repetitivos (Lima. Estado Civil .Classificação de estado civil para o banco de dados Estado Civil Casado (a) Solteiro (a) Separado (a) Divorciado (a) Viúvo (a) Desquitado (a) Não Informado Salário .Não Informado Sexo .39 40.24 25. com isto.54 55.Tabela 11 . Verificar se as mulheres são mais atingidas pôr doenças ocupacionais.Verificar os tipos de acidentes que estão relacionados com o sexo.17 18.19 20.

Objeto Causador . de forma que se pudesse verificar a relação que o posto de trabalho tem com o acidente. É importante salientar que não foi possível utilizar este campo da CAT. produto.4. c/ Máq. Ajuda a identificar a causa aparente do acidente. equipamento. Tabela 13 . Local do Acidente .4.Identificar os principais agentes de lesão. onde se pode verificar a causa aparente do acidente. Seria importante para o trabalho se este campo fosse preenchido com o posto de trabalho do acidentado.Verificar o posto de trabalho onde mais ocorrem acidentes. onde constam os principais agentes levantados das CATs.Verificar o horário de maior incidência de acidentes. produto ou ferramenta Atividades de reparo Intervalo Atividades não ligadas ao posto Preparação de máquina ou equipamentos Trabalhando com uma ferramenta Trabalhando em alguma máquina Trabalhando com alguma peça Trabalhando com algum produto Trabalhando sem ser possível identificar a atividade Transportando peça. 42 . pois o mesmo é preenchido com informações inexatas para o estudo como será abordado no capítulo 4. Hora do Acidente .Encontrada a partir da descrição do acidente. etc. Natureza do Acidente . c/ Produto Trabalhando Transporte Não Identificada Descrição Movimentando-se no local de trabalho Atividades de limpeza Manuseando peça. c/ Ferr.Verificar dia da semana de maior ocorrência dos acidentes.3 Acidente Variáveis referentes ao acidente: Data do Acidente . Ver Tabela 13.Lista de Atividades para o Banco de Dados Atividade Deslocamento Limpeza Manuseio Manutenção Outros Recreação Serv. Gerais Setup Trab. c/ Peça Trab. Trab. Descrição do Acidente . Trab. Ver Tabela 61 (em anexo pág. 118). Ver Tabela 62 (em anexo pág. 119).Identificar atividades que o acidentado estaria realizando no momento do acidente.

4.Verificar em que situação acontece o afastamento do acidentado. 4. (pág.Extraídas dos campos “descrição da(s) lesões” e “diagnóstico”. 121) em anexo. Campo do tipo “sim e não”. com o objetivo de verificar qual a principal lesão que sofrem os acidentados e quais as principais regiões do corpo atingidas. Duração do Tratamento . abaixo.Extraída do campo “duração provável do tratamento”. (pág. A Tabela 14. permite determinar a gravidade do acidente. 120) e na Tabela 64.Determina se houve morte ou não.4 Laudo Médico As variáveis referentes ao laudo médico são: Lesões e Partes do Corpo Atingido . Afastamento do Trabalho . Morte . A lista de lesões e de partes do corpo atingidas podem ser verificadas na Tabela 63. Foram analisadas notificações de acidentes que ocorreram a partir de janeiro de 1996 até abril de 1998 em todo o estado do Rio Grande do Sul. apresenta uma descrição com as características das CATs 43 . e os tratamentos que ultrapassam 15 dias são considerados graves. segundo o MPAS.4. Os tratamentos cuja duração não ultrapassam 15 dias são considerados leves.5 Procedimento da Pesquisa A primeira etapa do trabalho constituiu-se na coleta dos dados contidos nas CATs que foram disponibilizadas pela DRT/RS.

Foram armazenadas 3. Os dados foram armazenadas num banco de dados desenvolvido por Costella (1998)3. Os acidentes de trajeto não foram levados em consideração. 8. em primeiro lugar 3 Ver Figura 3 em anexo pág.773 CATs. à parte de coleta de dados envolveu a separação das CATs referentes à indústria metalúrgica e metal-mecânica. O banco de dados permite o armazenamento de todas as variáveis coletadas. De um total de 45. procurando determinar. Comunicação de Acidentes de Trabalho . o que perfaz um total de 3. com o objetivo de conhecer a distribuição e magnitude dos acidentes.CAT A partir de setembro de 1993 Brasil Diária − Qualificação do segurado (nome.206 CATs. A segunda etapa do trabalho consistiu-se no armazenamento das informações coletadas nas CATs.6 Análise dos Dados Esta etapa de estudo consistiu basicamente na análise de freqüência. independente de geração ou não de concessão de benefício. A ênfase do sistema está voltada para o cadastramento e histórico dos acidentes de trabalho. 4.34% dos acidentes eram referentes à indústria metalúrgica e metal-mecânica. bem como o relacionamento entre as mesmas. 122 44 . data de nascimento e filiação materna) − − − − − Identificação do Empregador Causa do Acidente (CID) Tipo de Acidente Data do Acidente Indicativo de Óbito Origem/Fonte Período de Abrangência Abrangência Geográfica Atualização Variáveis Basicamente. uma vez que eles não estão ligados com a atividade do trabalho e sim com uma circunstância referente ao trajeto entre o trabalho e sua residência.773 CATs.Tabela 14 . endereço.Características das CATs Descrição Contém informações sobre acidentes de trabalho comunicados ao INSS.

e até o controle de um painel. e o motivo da escolha do soldador para estudos adicionais. A exemplo da 45 . realizar uma análise que possa indicar as causas do acidente relacionadas com a atividade do profissional. foi efetuar estudos mais detalhados para verificar se as CATs fornecem subsídios suficientes para se adotar medidas que ajudem a evitar acidentes. pois os dados ficam agregados tornando difícil a determinação de um posto de trabalho típico ou tarefas típicas do profissional. A palavra “metalúrgico” é empregada para designar genericamente um profissional que trabalha na indústria metalúrgica o qual desempenha desde funções de escritório até funções de chão de fábrica como montagens de peças leves. Profissão Operador de Máquina (10. contudo.a profissão de maior freqüência em acidentes. ele é notificado através da CAT.24% dos acidentes).Também uma denominação genérica para trabalhadores que trabalham na indústria realizando as mais diversas tarefas. No entanto. Uma das principais características a ser focalizada é o posto de trabalho.Um pouco mais padronizada que a função “metalúrgico” porque os operadores de máquinas trabalham somente com máquinas.portanto. Esta classificação abrange uma grande variedade de funções dentro de uma mesma profissão. Quando um acidente ocorre. de acordo com a freqüência dos acidentes. procurando identificá-los e relacioná-los com as atividades do trabalhador. não fica claro a sua função nem seu posto de trabalho. Profissão Industriário (9. montagens de peças pesadas. Posto de trabalho é o local onde o trabalhador executa a maior parte ou a totalidade de suas funções.36% dos acidentes) . não se prestando para um estudo.64% dos acidentes) . seria importante que as CATs informassem o posto de trabalho a fim de desagregar estas informações.6. são descritas as quatro principais profissões.. no caso do metalúrgico. A seguir. usinagem. Não é possível. e em segundo lugar a realização da análise das principais variáveis envolvidas no estudo 4. que podem ser transportadas manualmente ou com auxílio de máquinas. Tais subsídios devem permitir a verificação das características comuns existentes entre o posto de trabalho e os acidentes. existem muitas máquinas e . fundição. identificando entre outros itens a profissão do acidentado. Isto permitiria extrair mais conclusões em relação ao posto de trabalho e sobre os fatores que direta ou indiretamente estão influindo nos acidentes. São elas: Profissão Metalúrgico (22.1 Profissão com Maior Freqüência de Acidentes O objetivo principal de se escolher uma categoria de profissão. portanto.

porém a primeira em se tratando de posto padrão de trabalho (ou seja.773 nos anos de 96/97. esta profissão despertou especial interesse pelo elevado índice de acidentes devido a impacto sofrido. Soldador é aquele profissional encarregado de executar a operação de soldagem.7. que consiste na ligação de peças metálicas através do uso de substância metálica e fusível.306 CATs separadas. Se for levado em conta que os ramos do setor metal-mecânico têm aproximadamente 20% da mão de obra do estado.52% dos acidentes) – Entre as quatro profissões com maior freqüência de acidentes. 4.1 Atividade da Empresa O total de acidentes (típicos e doença do trabalho) ocorridos em todos os setores foi de 3. Segundo Torner (1991). Isto perfaz aproximadamente 8. as operações de soldagem envolvem poucas posições. o ideal é que se reduza ao máximo os riscos aos quais os trabalhadores estão expostos. Além disto. Porém. existe uma probabilidade muito pequena de que o soldador sofra o impacto de algum agente. Considerando que o soldador é a quarta profissão com maior freqüência de acidentes. Cabe ressaltar que existe muito pouco material tratando sobre o assunto.3% do total de acidentes dentre as 45. Logo. pode-se considerar estes números aceitáveis.7 Perfil da Empresa 4. As principais fontes bibliográficas sobre acidentes com soldador estão em inglês e em periódicos. Profissão Soldador (3. a menos que o posto de trabalho esteja desorganizado ou o soldador esteja fora de seu posto. a profissão soldador é a mais padronizada em relação às tarefas desempenhadas e posto de trabalho. 46 . A literatura não menciona este fato como importante e evidencia o fumo da soldagem como maior fonte de problemas em soldagem. compreende tarefas semelhantes para um profissional com mesma denominação. movimentos lentos e estáticos. conforme apresentado no capítulo 6.profissão metalúrgico. O maior risco enfrentado pelo soldador é devido a problemas musculoesqueletais devido à grande estaticidade das atividades de soldagem e tempo prolongado que o mesmo permanece em uma mesma posição. no caso o soldador) ele foi escolhido para análise mais detalhada sobre as informações contidas nas CATs. é difícil a realização de estudos mais aprofundados sobre os acidentes com industriário.

alternex.81 2. conforme pode ser mais facilmente visualizado no Gráfico 7. Alimentação 3%3% 3% 5% 5% Comércio 8% Metalúrgica 36% 9% Metalúrgica Outros Quim/Plástica Construçào Comércio Textil/Vestuário Transporte Papel/Papelão Móveis e madeira Alimentação 14% Outros 14% Gráfico 7 .Osasco 4 Site: http://www.55 19.46 17.56 2.Freqüência dos Acidentes segundo Atividade Econômica .Número de acidentes segundo atividade da empresa Atividade da empresa Metalúrgica Mecânica Cutelaria Material de Transporte Forjaria NI Fundição Siderúrgica Total % 31. seguido pelo setor mecânico e cutelaria.br/~sindmetal/doenramo. A indústria metalúrgica foi a que mais apresentou acidentes.com.33 3. Um estudo realizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco publicado na Internet4.50 6.06 100.htm 47 .773 CATs cadastradas no banco de dados.00 A Tabela 15 apresenta o número de acidentes segundo a atividade da empresa conforme os resultados obtidos das 3.Tabela 15 . mostrou que naquela região o setor de metalúrgica é o de maior registro de acidentes.72 16.

2 Porte da Empresa “Com estas informações em mãos pode-se responder perguntas como: Onde eu localizo os acidentes que estão ocorrendo nas pequenas e micros empresas. A fato das empresas de grande portem serem responsáveis pôr 54. as micro empresas do Rio Grande do Sul são responsáveis.4. num total de aproximadamente 36%.43% dos casos. com 54.1999)..35 3. onde atuam a maioria dos trabalhadores brasileiros? Os acidentes precisam estar associados ao porte da empresa. segundo dados da FIERGS. a indústria metalúrgica e metal-mecânica se caracterizam pôr ter uma grande quantidade de trabalhadores nas empresas de grande porte.43 20. pequeno e micro empresas.47 100. entre outros fatores.41 8. seguido pelas de médio porte.” (Anuário.. o maior número de acidentes entre estas empresas. ou as empresas de pequeno. Ou o ambiente de trabalho destas oferecem um maior risco a saúde do trabalhador.00 Em relação ao porte das empresas. Segundo dados do SEBRAE. justificando.35 13. Um outro fator que justificaria a maior incidência de acidentes na empresa de grande porte.Distribuição de acidentes segundo o porte Porte da empresa Grande Médio Pequeno NI Micro Empresa Total % 54. por aproximadamente 15% da mão de obra no setor 48 . Tabela 16 .43%. principalmente priorizando a atenção aos pequenos.7. seria a força sindical. com 20. Isto para que possa existir uma política de segurança e prevenção de acidentes no Brasil. pequeno e médio porte. dos acidentes pode ter duas explicações.. o maior registro de ocorrências se deu nas empresas de grande porte. médio e micro empresas estão subnotificando as comunicações de acidentes de trabalho. como mostra a Tabela 16 que apresenta a distribuição de acidentes segundo o porte da empresa. Apesar de 64% dos trabalhadores pertencerem às empresas de micro.35%. Isto já não ocorre nas empresas de porte médio. pois existe uma dificuldade maior de subnotificação nestas empresas devido à força dos trabalhadores.

24%) e Caxias do Sul (4. Canoas (12. 31.92) todas regiões com importantes pólos industriais e com grande número de trabalhadores. A região metropolitana de Porto Alegre concentra aproximadamente.21 49 . as micro-empresas foram responsáveis pôr apenas 3.04% dos acidentes gerados pelas empresas de grande porte. 36% das indústrias metalúrgicas do estado.88% para as de pequeno porte e 55.08%. Apesar disto. Entre as empresas de porte médio. pequeno e micro-empresa.47% das ocorrências. Tabela 18 .13%). seguido pôr Gravataí (16.metal-mecânico do estado.1 47. 61. Entre as dez cidades que mais geram acidentes. as principais geradoras de acidentes foram às empresas pertencentes ao ramo de atividade de metalúrgica.7.3 Região da Empresa A região que mais apresentou acidentes de trabalho foi Porto Alegre. pertencente ao ramo de Cutelaria. A Tabela 17 apresenta o número médio de empregados. pertencem à região metropolitana de Porto Alegre. com 31.Número médio de empregados pôr porte da empresa Porte da empresa Grande Médio Pequeno Micro Empresa Média De Empregados 1078 212 52 12 4.9% para as micro-empresas.08 16.86% para as de médio porte. pôr porte das empresas analisadas nas CATs.Distribuição dos acidentes segundo a cidade Região Porto Alegre Gravataí % 31. Tabela 17 . num total de 39. Analisando-se os dados. segundo dados do SEBRAE (1999). indicando a possibilidade de subnotificação de acidentes. foram responsáveis pela maior quantidade de acidentes num total de 32.13 % Acum. Isto devido ao fato da região ter importantes pólos industriais distribuídos ao longo destas cidades. 46% das indústrias mecânicas e 35% das indústrias de material de transporte. verificou-se que as empresas de grande porte.

Como já foi abordado no item 4.64 1.45 16. onde forem referenciadas as cidades.22 100.93 78.24 4. Leopoldo Cachoeirinha Panambí Bento Gonçalves Sta. Isto torna 5 Uma tabela completa com a relação das profissões pode ser vista na Tabela 66 em anexo pág.1 Profissão No Gráfico 8 é apresentado o número de acidentes no setor metal-mecânico do Estado do Rio Grande do Sul.22 81.Canoas Cx.8 Perfil do Trabalhador 4. operador de máquinas.36 2.57 80.92 4.8. Rosa Esteio Sapuc.09 75.73 73. pois um profissional realiza tarefas distintas em um determinado posto de trabalho.1. adotou-se como critérios para estudos subseqüentes. pode-se observar que as cinco profissões com maior freqüência de acidentes foram os metalúrgicos. As dez primeiras cidades onde ocorreram os maiores números de acidentes. Através do gráfico. totalizando 59. são classificações de profissões que não caracterizam um posto de trabalho padrão.78 100. juntas somam mais de 80% dos acidentes.64 1. Devido ao grande número de profissões. 4. somam mais acidentes que todas demais cidades. utilizar as nove primeiras. 125.78 1.00 Pode-se observar que Porto Alegre. Do Sul S. serão utilizadas estas dez. soldadores e montadores respectivamente.36 4. industriário e operador de máquina.76 83. juntas. e as correspondentes freqüências de acidentes e percentual em relação ao número total de acidentes. Cruz do Sul Outras Total 12.55 1. as profissões metalúrgico. industriários.37 68. Do Sul S.6. de acordo com a profissão5. 50 . Gravataí e Canoas.15 76.00 59. que junto são responsáveis pôr mais de 60% dos acidentes.55% das demais cidades.06 1.45 64.45% dos acidentes em comparação aos 40. pôr isto em estudos subseqüentes.

ocorram com trabalhadores mais jovens. é de se esperar que acidentes típicos. A Tabela 19 apresenta as respectivas profissões dos acidentados com maior freqüência e a idade média na qual o profissional sofreu o acidente.95% 2. Op.02% 22.64% 38.95% 2.85 anos. as doenças do trabalho se manifestam. Man. pois eles têm menos experiência. Mult.81% 2. Máquina Serv.98% em forjarias também de Porto Alegre. 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% Op. A média nacional de acidentes pôr idade é de 32. e profissional o com a menor média de 51 Outras . Manutenção Metalúrgico Industriário Montador Soldador Aux. que o profissional com a maior média de idade é o caldeireiro. e que as doenças do trabalho ocorram com os trabalhadores mais velhos. com 44. que poderiam estar levando determinado profissional a se acidentar.2 Idade Em relação à idade dos trabalhadores.86% 2. Produção Op. onde após anos de atividades insalubres. O Posto de Trabalho é uma informação importante que deveria vir descrita na CAT para se permitir fazer uma maior investigação das causas dos acidentes e também para se ter informações mais detalhadas sobre o acidente.31 anos. Pode-se verificar pôr inspeção visual a tabela.24% 3. o valor mais expressivo observado foi o dos metalúrgicos que sofreram 44. Func.30% 2. Gerais Mec.difícil a determinação das possíveis causas e fatores comuns aos postos de trabalho.36% 9. já no setor metal mecânico este valor ficou um pouco acima.92% de seus acidentes em empresas de cutelaria da região de Porto Alegre e 16.8. Cel. 4. 10.91% dos acidentes com metalúrgicos ocorrendo em apenas duas atividades econômicas da região de Porto Alegre.Distribuição de acidentes pôr profissão Em relação as atividade da empresa e a região dos acidentes.54 anos.35% Gráfico 8 . num total de 61. sendo de 35.52% 2. relacionados com as atividades do acidentado. pois elas vão sendo adquiridas ao longo da vida de trabalho.

08 28.Média de idade do acidentado segundo a profissão Profissão Metalúrgico Op.0 0 % 4 . Mult.0 0 % 1 0 . Aux. exceto pela 6 Fonte: http://www. Pode-se observar que a faixa etária que mais sofreu acidentes situa-se entre os 30 e 34 anos seguido pêlos trabalhadores entre 25 e 29 anos. Man. O metalúrgico.0 0 % 1 2 . Gerais Montador Op.39 28.7% de acidentes).0 0 % -1 7 1 8 -1 9 2 0 -2 4 2 5 -2 9 3 0 -3 4 3 5 -3 9 4 0 -4 4 4 5 -4 9 5 0 -5 4 5 5 -5 9 60NI Gráfico 9 . Manutenção Média De Idade 37. 1 8 . o maior índice de acidentes ocorre com profissionais em torno de 28 anos (4.06 35.18 36. No Gráfico 9 é apresentado a freqüência dos acidentes segundo a faixa etária entre os trabalhadores acidentados.0 0 % 1 6 .com. que apresenta a maior freqüência de acidentes. Produção Op.0 0 % 8 .0 0 % 0 .25 35. se acidenta em média com 37.95 Ainda em relação à idade. Func. Através dele pode-se observar a semelhança dos dados. Tabela 19 .Distribuição de acidentes segundo faixa etária O Gráfico 10 apresenta uma comparação dos dados obtidos pelo sindicato dos metalúrgicos de Osasco6 e os obtidos através da coleta das CATs para indústria metal-mecânica do estado do Rio Grande do Sul. Mec. Cel.31 38.25 anos.br/~sindmetal/doenramo.7% de acidentes) seguido pêlos de 33 anos (3.idade foi de serviços gerais com 28.0 0 % 2 .13 35.htm 52 .0 0 % 1 4 .75 31.alternex. Máquina Industriário Soldador Serv.0 0 % 6 .18 anos.57 37.

os acidentados mais velhos pertencem ao ramo das siderúrgicas.36 anos. Em relação à atividade econômica. os dados estão mais distribuídos entre todas as faixas etárias. com 39. Porto Alegre apresentou. e os acidentados mais novos pertencem ao ramo das fundições. com os acidentados estando com 33. 53 . Pode se perceber. Já as micro-empresas apresentaram a menor média. que em ambos os casos.17 anos. pôr volta de 38 anos. com 32. dentre os acidentados. em média. varia dos 25 aos 30 anos. 25% 20% 15% 10% 5% 0% a té 1 8 19 a 24 25 a 30 31 a 36 O sasco 37 a 42 RGS 43 a 48 49- NI Gráfico 10 . e no Rio Grande do Sul. a faixa etária com maior freqüência de acidentes. através do Gráfico 10.distribuição dos mesmos.17 anos. trabalhadores numa faixa etária mais elevada.88 anos. sendo esta idade de 36. Osasco tem uma ocorrência maior de acidentes entre os mais jovens.Comparação de distribuição de acidentes segundo faixa etária entre RGS e OSASCO − Média de Idade As empresas de grande porte apresentaram os trabalhadores com maior média de idade.

Distribuição de acidentes segundo a faixa etária para a cidade de Osasco e o estado do Rio Grande Do Sul Idade até 18 19 a 24 25 a 30 31 a 36 37 a 42 43 a 48 49NI Total Osasco % RGS % 2.00 16. Tabela 21 .00 2.00 18.80 19.00 17. Pode-se observar que os trabalhadores casados são os que sofrem mais acidentes.08 1.22 100.8. Em média.71 6.00 100.00 13.32 31.03 0.3 Estado Civil A Tabela 21 apresenta os dados dos acidentes do setor metal-mecânico do Rio Grande do Sul.18 10.27 100.Freqüência de acidentes pôr estado civil Estado Civil Casado (a) Solteiro (a) Separado (a) Divorciado (a) Viúvo (a) Desquitado(a) NI Total % 64.32 %.18 18.00 3.8 anos de idade e os solteiros tem 27. freqüência de acidentes e percentual sobre o total de acidentes.2.98 0.00 16. totalizando 64.00 54 .00 4.00 15.34 0.24 23.33 19. com o respectivo estado civil do acidentado.Tabela 20 .70 0.61 1. os casados têm 38.

em comparação com 9.94 17.55% de acidentes para as mulheres. contra.45% de acidentes para os homens contra 90.09 98. As mulheres se acidentam em média na faixa dos 37.22 98.46% dos acidentados.40 70. uma das explicações para este fato é a maior quantidade de homens que trabalham em atividades da indústria metal-mecânica. segundo a faixa salarial. perfazendo um total de 70.38 0.38 no Rio Grande do sul. 9.19 6.4.52 2.40 92. Tabela 22 .46 24.13 0.27 1. As CATs da cidade de Osasco indicaram 90.46 53.8.00 4.5 Sexo Os profissionais do sexo masculino foram os que mais se acidentaram. com um total de 90. e 9. 28. Entre outros fatores.91 1.28 0.56 0.42 0.2 anos de idade e os homens na faixa dos 35.11 anos.20 99.46 82.91% em metalúrgicas sendo estes os maiores responsáveis pêlos acidentes classificados de acordo com o sexo dos trabalhadores.58 99.Freqüência e distribuição dos acidentes segundo faixa salarial Salários 3 4 2 5 6 NI 7 8 1 9 11 10 Acima de 12 12 Total % 28.14 100. 55 .3% no Rio Grande do Sul.3% das ocorrências. O sindicato dos metalúrgicos de Osasco chegou a números semelhantes a estes.07 12.00 % Acum. As mulheres sofrem 48% de seus acidentes em cutelarias e os homens 32.38% do sexo feminino. A maior parte dos acidentados recebe entre 2 e 4 salários.75 3.78 99.8.4 Salário A Tabela 22 apresenta a freqüência dos registros de acidentes.83 97.92 95.65 89.86 100.

análises de acidentes de trabalho resultando em incapacidade para o trabalho. As informações vêm a acordar com alguns estudos que atestam que as mulheres são utilizadas em tarefas que exigem mais detalhes e menos força. 1996) 4. a melhoria ergonômica dos postos de trabalhos. Isto vem a tornar o dado praticamente inútil. Porém.8. e desenvolvimento de soluções 56 Corte . compilação da avaliação de trabalhadores de sua situação de trabalho. medição de indicadores de esforço fisiológico. A pesquisa envolveu um estudo retrospectivo de registros médicos de trabalhadores. não deixando claro o que realmente aconteceu no momento do acidente. Normalmente estas tarefas se caracterizam pôr serem repetitivas e com alto grau de insalubridade devido ao ruído (Lima. na maior parte dos casos. O estudo teve como objetivo principal.60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Impacto Sofrido 13% 31% 57% 23% 20% 12% 5% 8% 6% 7% 5% 6% 2% 4% impacto Sofrido Contra Doença Ocupacional Prensagem Esforço Físico OUTROS Feminino Masculino Gráfico 11 . análises ergonômicas de trabalho de cada posto com a ajuda de vídeo gravação.6 Atividade do Funcionário A atividade do funcionário nas CATs pode ser verificada na área designada à descrição do acidentes. esta informação estava mal preenchida ou incompleta. O primeiro ponto estudado buscava determinar as maneiras pelas quais acidentes de trabalhos e desordens musculoesqueléticas estariam relacionadas com as operações de manuseio dos postos de trabalho e como elas poderiam ser prevenidas. e o que o trabalhador estava fazendo. Cockerill (1993) realizou um estudo em uma linha de montagem e três postos de trabalho em um posto de trabalho de uma indústria de aço onde chapas de metal são cortadas e ajustadas.Distribuição de acidentes pôr sexo segundo a natureza Pelo Gráfico 11 pode-se verificar que os acidentes mais comuns entre as mulheres são devido a doença ocupacional (DO) enquanto nos homens é devido a impacto sofrido e DO.

técnicas. Neste estudo, foi observada uma alta média de incidência de desordens musculoesqueletais. Estas desordens puderam ser relacionadas com a natureza da operação de manuseio e estresses postural envolvendo estes locais de trabalho. Com estas informações em mãos, medidas corretivas e preventivas puderam ser tomadas diminuindo substancialmente problemas de desordens musculoesqueletais nos trabalhadores daqueles postos de trabalho. Este estudo deixa clara a importância da análise de dados. Uma falha que o documento CAT apresenta, é que no preenchimento, apesar de obrigatório, da área designando para se identificar o local do acidente, este é preenchido com informações inúteis para uma posterior análise. Seria interessante que pôr ocasião do preenchimento desta informação, fosse mencionado o posto de trabalho onde estava o funcionário no momento do acidente. Para exemplificar, cito o caso de uma descrição de acidente que veio com a seguinte informação: “Tubo de ferro caiu em cima dedão do pé direito” Estas informações são praticamente, desnecessárias, pois o objeto da lesão (tubo de ferro) vem descrito no campo destinado a se colocar o objeto causador; à parte do corpo atingida (“dedão do pé direito”) vem descrita no campo destinado à descrição das lesões; a natureza da lesão, que neste caso foi impacto sofrido, merece um campo maior para conter informações mais detalhadas, com maior riqueza de informações sobre o acidente. Uma melhor descrição do acidente seria: “Atingido pôr objeto, no momento em que operava, e/ou manuseava, e/ou trabalhava, e/ou concertava, e/ou etc, uma determinada máquina e/ou uma determinada peça, e/ou determinado produto, e/ou se deslocava, em determinado posto de trabalho e/ou fora do posto de trabalho.” Desta forma seria possível tirar conclusões mais corretas sobre os acidentes, e tornar a informação mais útil para prevenir acidentes. O importante em se analisar as CATs, é verificar possíveis características comuns do posto de trabalho, que possam estar influenciando na ocorrência de acidentes. Porém, o mau preenchimento das mesmas dificulta esta ação.

57

4.9

Freqüência temporal dos Acidentes

4.9.1 Data do Acidente Segunda-feira foi o dia da semana onde mais ocorreram acidentes, em todos os ramos de atividades analisadas, com um total de 22,83% dos registros. Todos os outros dias apresentaram uma tendência decrescente entre os dias respectivamente, até domingo onde a ocorrência de acidentes foi a menor, com 1,5% dos acidentes. Costela (1999) identificou o mesmo padrão de comportamento ao analisar os acidentes ocorridos na indústria da construção civil nos anos de 1996-1997. A Tabela 23, apresenta a freqüência dos acidentes segundo o dia da semana. Tabela 23 - Freqüência dos acidentes segundo o dia da semana
Dia Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom NI Total % 22,83 20,77 18,10 17,07 13,36 3,94 1,50 2,44 100,00

Um dos fatores que poderiam explicar o maior número de acidentes na Segunda- feira, como mostra o Gráfico 12, seria o fato de ser precedido pelo fim de semana. A quebra do ritmo do trabalho, devido ao período de descanso, faz com que no retorno tanto a produtividade quanto a atenção sejam menores, propiciando uma maior número de acidentes. Com o decorrer da semana, a atenção aumenta, o ritmo é retomado, porém com uma tendência de, na sexta-feira, o funcionário estar com atenção elevada, porém com um ritmo de trabalho menor devido ao cansaço, o que vem pôr propiciar um menor número de acidentes (Costella 1999).

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25% 20% 15% 10% 5% 0% Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom NI

Gráfico 12 - Distribuição dos Acidentes segundo o dia da semana 4.9.2 Hora do Acidente O Gráfico 13 apresenta a freqüência dos acidentes segundo a hora de ocorrência. Pode-se observar dois picos, um pela manhã, das 10 às 11 horas, e outro pela tarde, das 16 às 17 horas. Os mesmos picos forma identificados pôr Costela (1999) em analise feita nos acidentes ocorridos na indústria da construção civil nos anos de 1996-1997. Pode-se observar a grande quantidade de registros onde a hora do acidente não foi informada, ou pôr desinteresse.
30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 00:00 01:00 02:00 03:00 04:00 05:00 06:00 07:00 08:00 09:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00 21:00 22:00 23:00 NI

Gráfico 13 - Distribuição dos acidentes segundo a hora do acidentes

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em uma das CATs com a seguinte descrição do acidente: “Quando estava mudando uma máquina de lugar. não se pode agir sobre a fonte do problema. Porém. não deixando claro. W. o que vem pôr ocasionar a agregação dos dados.10. (McGraw-Hill series in construction engineering and management) 60 . quanto maior o nível de atividade maior a possibilidade de ocorrerem acidentes.Parker e Oglesby apud Costella (1999) explicam o pico da manhã como sendo resultado da taxa de produtividade diária. e também permitiria saber qual máquina estaria ocasionando o maior número de acidentes de trabalho. em relação a uma tarefa que ofereça risco ao trabalhador e. assim. quando há uma queda da produtividade e da atenção. H. é que este não era feito com clareza. Isto permitiria tomar medidas que reduzissem os riscos de operação da mesma. estabelece que se deve atuar corretivamente. Em outras ocorrências. 4. mas como não se sabe qual é a máquina. a máquina envolvida no acidente. Methods improvement for construction managers. se deram no momento em que os trabalhadores utilizavam suas máquinas e ferramentas ou manuseavam alguma peça. Em muitos documentos aparecia apenas a palavra máquina. Um dos princípios de prevenção de acidentes (Princípio de Prevenção de Acidentes pág. C. A importância de se conhecer a máquina onde ocorreu o acidente. como o caso da prensa e do torno. PARKER. esta informação estava bem clara. é que poderia se deduzir a atividade que o trabalhador estaria executando no momento do acidente. a fonte é a máquina.1 Natureza do Acidente Em grande parte. na maior parte dos casos. Esta informação é insuficiente para que se possa fazer uma análise mais aprofundada do acidente ocorrido. que atinge seu ápice no horáro das 10 horas e.10 Causa do Acidente 4. New York: McGraw-Hill. Pôr exemplo.. os acidentes devido a impacto sofrido e prensagem coletados nas CATs. permitindo identificar qual máquina se empregava. neste caso. 17). H. pois cada máquina tem um leque de operações que os trabalhadores podem realizar. O pico da tarde pode ser explicado como resultado da fadiga ocasionada pela proximidade do final da jornada. tendo como primeira medida. porém. agir sobre a fonte do problema. A exemplo dos casos anteriores. deslocou o joelho direito” e no campo destinado a informar o objeto causador: “Máquina”. OGLESBY. 1972. a crítica que se faz aqui em relação ao preenchimento das CATs.

Pôr isso. Tabela 24 .88 100. o impacto sofrido foi devido à queda de peça. percentual sobre o total e percentual acumulado.12 100. Se considerarmos os seis primeiros (Impacto Sofrido. os estudos subseqüentes relacionados à Natureza da Lesão serão realizados em relação a estes seis tipos de acidentes com maior incidência de acidentes.28 3. DO. pode-se verificar que.01 69. Muitos acidentes poderiam ser evitados se as máquinas tivessem dispositivos para proteger o operador. deve-se conhecer o processo de trabalho do local analisado. Segundo VINER (1992) os engenheiros e pessoas responsáveis pêlos projetos das máquinas devem ter um conhecimento básico e uma educação continua que os habilitem a projetar maquinarias e métodos de trabalho para satisfazer as expectativas legais de segurança no trabalho. Pode-se verificar. e que atividades poderiam estar gerando maior risco ao acidentado.30 55.Físico Corte impacto Sofrido Contra Outros Total % 29.23 80. A Tabela 24 apresenta a freqüência dos acidentes segundo a natureza. Prensagem.A atividade exercida no momento do acidente também é muito importante devido ao fato de que para se analisar um posto de trabalho.69 6.12% dos acidentes. com a freqüência de acidentes.Físico.89 19. 61 . canos. Esforço. 29.32% dos registros.00 % Acum. que impacto sofrido e DO juntos somam 55.95 76. pela tabela.02 7. ou se fossem de uso menos complexo. Corte e Impacto Sofrido Contra) chega-se a 80. tubos e outros normalmente em cima das mãos do acidentado.94 6.Distribuição dos acidentes segundo a natureza Natureza do acidente Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Esforço .00 Durante o cadastro das CATs e leitura do campo descrição do Acidentes. ferramentas. em grande parte. possivelmente devido à desorganização dos postos de trabalho.30 26.32 63.

00 100.Doença Ocupacional 26% NI 3% Acidentes Típicos 71% Gráfico 14 . doenças profissionais 1.13% das ocorrências.00 100. então.Distribuição dos acidentes segundo o motivo Através do Gráfico 14 pode-se verificar que os acidentes típicos representaram 71% dos acidentes doenças profissionais 26%. em média.89% dos acidentes e DO 21. se comparado com a média nacional dos últimos 10 anos.13% dos dados. que apresenta a freqüência de acidentes segunda a natureza cruzando com atividade econômica. que o ambiente de trabalho que o profissional do setor metal-mecânico convive é muito insalubre. no Brasil. enquanto Material de 62 % . Pode se observar.00 100. verifica-se uma grande diferença.00 Pela Tabela 25. Estes dados foram semelhantes aos obtidos pelo sindicato dos metalúrgicos de Osasco onde os acidentes típicos representaram 77. Tabela 25 .04%. Porém.00 100. pode-se verificar que a atividade metalúrgica e mecânica são as principais responsáveis pela maior parte dos acidentes típicos.Distribuição dos acidentes segundo natureza do acidente pôr atividade econômica Metalúrgica Siderúrgica Material de Transporte Mecânica Cutelaria Fundição Forjaria Natureza do acidente NI 4 1 3 5 7 4 Corte Doença Ocupacional Esforço .00 100. os acidentes típicos representam 94.Físico Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Prensagem 48 13 24 39 39 41 15 8 39 24 26 17 20 35 19 8 10 6 5 29 3 15 3 23 3 8 10 4 13 4 3 0 1 4 2 4 2 6 1 1 0 1 100.

A média de idade mais alta foi à encontrada entre os que sofreram doença ocupacional (40. Siderúrgica também pode ser considerada como tendo um ambiente de trabalho altamente insalubre . As empresas de grande porte são as grandes responsáveis por 40.8% dos registros de acidentes de trabalho.48 anos). indicando que as mulheres são postas em atividades de menor risco. sendo de 59% nos casados contra 41% dos acidentados em outra situação.9% dos acidentes ocorridos devido a esforço-físico.pois 70.45% de seus acidentes são devido à doença ocupacional. enquanto cutelarias e material de transporte possuem um ambiente de trabalho altamente insalubre. Estes dados estão de acordo com estudos feitos pôr Laflamme (1997) que indicam que os mais jovens são colocados frente a tarefas de maior riscos e que as doenças ocupacionais se manifestam nos mais velhos pôr serem frutos da ação do tempo em ambientes insalubres. com impacto sofrido.8%. Um fato interessante foi que 57% dos acidentes registrados para as mulheres foram devido à doença ocupacional. e a média mais baixa foi para impacto sofrido contra (32. e 70.83). pôr 80.72% dos acidentes decorrentes de Doença Ocupacional. Pode-se concluir que metalúrgica e mecânica possuem ambientes de trabalho com um alto risco de acidentes típicos. porém mais insalubres. Outro dado interessante é o fato de 77% dos casos de doença ocupacional serem com trabalhadores casados contra 33% em outra situação. enquanto que para os homens este valor foi de 22. porém esta diferença foi menor. Impacto sofrido também foi mais comum entre os casados.Transporte e Cutelaria são responsáveis pela maior parte das Doenças Ocupacionais. Em relação à profissão todos os tipos de acidentes foram mais freqüentes entre os metalúrgicos. 63 .

40 81. prensa e torno (29.Distribuição dos acidentes segundo os agentes da lesão mais freqüentes ID 1 Ruído 2 LER 3 Máquina 4 Ferramenta 5 Peça(s) 6 Chapa 7 Prensa e Torno 8 Obj.23 72. Logo após vem às lesões causadas pôr máquinas.69 1. o que mais se sobressai.88 59.10.95 77.34 100.14 8. demonstrando ser um ambiente de alto risco. 14. que apresenta a distribuição dos acidentes segundo o agente causador da lesão.13 55.82%). 14 Caixa(s) 15 Queda c/ ou sem dif. A Tabela 27 apresenta os dados quanto aos agentes de lesão mais comuns.9% de seus acidentes causados pôr elementos pertencentes ao posto do trabalho.4. são os principais causadores de acidentes do trabalho (23. De nível 16 Corpo Estranho 17 Peso 18 Subst.12 67.26 75.00 80. pode-se verificar que ruído e L.56 3. ou Prod.00 2. chapas.54 79.53 2.77 38.41 3.06 1. Quente 19 Escada 20 Equipamento Outros Total Agente da lesão % 14.67 2.E.97 1.82%).R.16 43.39 5.27 18.58 2. Dos dados apresentados.67 100. 11 Ferro 12 Serra ou Furadeira 13 Componente de Maq.95 5. Corpo 10 Canos.16 4.41 1.67 23.73 52. Barras e Tubos.45 1. peças.2 Agentes da Lesão Tabela 26 .70 70.45 62.00 Com base na da Tabela 26. de acordo com a atividade econômica. é o resultado de 64 .00 % Acum.29 74. Cortante 9 Mov.59 1.75 3. Pode-se verificar que a indústria metalúrgica tem 40.45 65.41 4.32 47. ferramentas.67 9.82 32.

Máquina. 35. Ruído e LER Ruído e LER Ferramentas e Caixas Ruído % Relat. 65 . Chapas. Prensa e Torno.7% dos acidentes tem como agente de lesão. Prensa e Torno. Corpo. pode ser vista na Tabela 70 em anexo pág. Tabela 27 . pois os principais agentes são máquinas. máquinas. Torno e Ferramentas. à atividade econômica 40. Peças.agentes de lesão na siderurgia.20 36.50 Pequeno Máquina.Tipos de agentes mais comuns de acordo com o porte. todos elementos pertencentes ao posto de trabalho. Máquinas e Ler. Chapa.70 32.Tipos de agentes mais comuns de acordo com a atividade econômica7 Atividade Econômica Metalúrgica Mecânica Cutelaria Forjaria Fundição Siderúrgica Agente Lesão Máquinas. onde 65. Prensa. Ruído.70 39. pois como pode-se ver na Tabela 28. Chapa.90 41.00 31.00 40. ao Porte 35. Ruído. peças e ferramentas. ferramentas. Já em empresas dos demais portes. Tabela 28 . Agente % Relat. se caracterizam pôr serem ambientes de trabalho de maior risco. 7 Uma lista completa com os agentes e as atividades econômica. sendo este um ambiente altamente insalubre para os trabalhadores. que oferecem risco à segurança do trabalhador. 130.9% dos acidentes são devido a ruído.10 28.30 65. Mov. peças. Ferramentas. Peças.90 Material de Transporte Ruído e LER As empresas de grande porte se caracterizam pôr terem ambientes de trabalho que oferecem maiores riscos à saúde do trabalhador.. chapas. Porte Grande Médio ME Ruído e Ler Peças. ruído e LER.70 50. Chapa.

porém se vê que os agentes da lesão estão mais ligados a uma possível desorganização de seu posto de trabalho. Obj. Mov. pode se verificar que ferramentas. Com base na Tabela 30. que o soldador se queimasse ou tivesse problemas respiratórios ou visuais. e máquina. Peso. Como pode-se observar na Tabela 67 (anexo pág. prensa e torno.3%. canos. a Natureza 47.20 60. ferros e máquinas são os maiores causadores de Acidentes de Trabalho.A partir da Tabela 29. peças. Peças e Caixas. 26.20 impacto Sofrido Contra Máquinas. Mais adiante. 128) a natureza de lesão mais comum foi impacto sofrido. 66 . Prensa e Torno.2%. Como se espera que o acidente esteja relacionado com a atividade.70 90. Cortantes. tubos. pôr exemplo. serão apresentados mais detalhes a este respeito.Agentes mais comuns de acordo com a natureza da lesão Natureza da Lesão Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Esforço . Doença Ocupacional. Chapas e Máquinas % Relat. canos. Ferramentas. indicando uma possível desorganização nos postos de trabalho. que apresenta os tipos de agentes de lesão mais comuns entre as profissões. Ruído e Ler Máquinas. o soldador está sofrendo muito impacto de canos. Prensagem e Esforço Físico. serra.69% e 6.90 61. e até mesmo de máquinas que não fazem parte de seu posto de trabalho. Tabela 29 . peças. furadeira. barras. poder-se-ia esperar.30 68. que contém as quatro Naturezas de Lesão com maior incidência (Impacto Sofrido. pode-se verificar quais foram os agentes de lesão predominantes entre as categorias profissionais dos acidentados. peças. barras.Físico Corte Agentes Ferramentas. Corpo. neste modulo.10 57.94% respectivamente de ocorrência) e os agentes que os ocasionaram. tubos. 7. com 29. chapas. Logo.

48 29.31% dos acidentados necessitaram se afastar de seu posto de trabalho. Máquina Industriário Soldador Serv.00 33. ruído. Corpo. Func. 74.1 Afastamento Em relação ao afastamento. Man. 67 . contra 13. Cel. impacto psicológico nos colegas de trabalho entre outros.Tipos de agentes mais comuns segundo a profissão Profissão Metalúrgico Op.11.Tabela 30 . Em 12.23 33. torno.44 36. Agente % 36. Produção Op.82 4. custos com perda de tempo. Mult. Aux. torno e máquinas.6% que não precisaram se afastar. Mov. Ruído e Ler Ruído e Ler Ruído e Máquinas Canos.74 33. chapas.10% dos casos não foi informado se houve ou não afastamento. LER Chapas. Gerais Montador Op.33 40. Ler. prensa. treinamento de um profissional para substituir o acidentado. canos. tubos.33 39. Máquinas. Custos com tratamento. Prensa. Componentes de máquina. máquina e ferramentas. ruído.11 Dados sobre o Acidente 4. ferramentas e máquinas. barras.68 55. barras e tubos. É sempre bom ter em mente que o afastamento do acidentado de seu posto de trabalho implica em custos diretos e indiretos para empresa.

15 16. 68 .4.00 Na questão relativa à duração do tratamento.44% dos acidentes. Em relação às lesões. que é perda auditiva induzida pelo ruído.9% na região dorsal e 9. ferimento corto-contuso foi o principal responsável pôr 23.2% nos pés.45 46.66% dos casos este dado não foi informado ou estava ilegível.90 Acima de 90 NI Total % 39. 15.9% das lesões foram nas mãos (principalmente o dedo indicador devido a impacto sofrido).2 Duração do Tratamento Tabela 31 . 10.13 1. as mãos foram à região do corpo mais atingidas em acidentes e com maior número de lesões.11. e os acidentes graves (mais de 15 dias) representaram 23.75 76. com 17. A Tabela 32 apresenta as principais lesões encontradas entre os acidentados no setor metalmecânico do estado do Rio Grande do Sul. 20.90 15. Infelizmente em 36.7% das lesões.Distribuição dos acidente segundo duração tratamento Duração do tratamento 0. é apresentada a distribuição dos acidentes segundo a duração do tratamento.9% dos casos.1% na região ventral.30 31. 4. segundo os dados levantados das CATs. a Tabela 31 apresenta os dados obtidos após análise. onde se pode verificar que os acidentes leves (menos de 15 dias) representaram 39.19 1.60 61. 45.12 Lesões e Partes do Corpo Atingidas Como era de se esperar. No geral.00 2.6% das lesões seguidas pôr hipoacusia.5% na região da cabeça (principalmente a audição devido a ruído). Nesta tabela.66 100.48 3.42 0.22 36.

6 8. Man. pode-se observar a distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão.5 10.0 4.9 1.8 0. Corto-contuso Hipoacusia Contusão Fratura Tendinite Queimadura Dores Disacusia Entorse Outras % 23. Mult.2 Região da Cabeça Com base na Tabela 34.1 3.7 1. Cel.8 3.2 100.8 39.5 1.4 5.7 6. que apresenta a distribuição de lesões segundo a região da cabeça atingida.12.00 18. que as orelhas (audição).5 49.0 2.00 20. os olhos e a região frontal são as regiões mais afetadas pôr acidentes.1 3.1 10.1 0.3 40.1 3. Aux.1 Profissão Com base na Tabela 33.9 12.2 12.7 10.7 1.9 6. 69 .1 0.7 100.3 6.0 3. Outros % CABEÇA DORSAL VENTRAL MÃO 33. Tabela 33 .6 2.1 3.6 10.Distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão Profissão Metalúrgico Op.4 2.1 6.9 35.0 7.6 17.6 0.9 40.4 100.00 4.3% das lesões registradas em acidentes de trabalho e doença profissional. Máquina Industriário Soldador Montador Serv.Distribuição das lesões segundo o tipo de lesão CodLes 10 21 4 12 22 17 23 24 8 Total Nome da Lesão Ferimento.00 100. O metalúrgico foi o mais atingido em todas as regiões do corpo.8 5.Tabela 32 .8 15. Produção Op. pode-se observar.7 6. motivando 93.0 5.7 13.8 3.0 100.6 3.7 2.12.3 3.00 4. Gerais Op.9 3.5 2.00 17.0 0. Func.5 100.7 2.1 9.1 2.2 4.1 5.5 PÉ 20.

Tabela 34 . irritação. entre outros sintomas.10 40. cansaço. estes 3 são responsáveis pôr 96.Distribuição de lesões segundo região da cabeça Parte do Corpo Atingida Orelha esq Orelha dir Olho esq Região Frontal Olho dir Outras Total % 41. Objeto na vista foi responsável pôr mais de 60% dos registros de acidentes na visão.70 100.80 4. Impacto sofrido foi responsável pôr 51. de propiciar a perda auditiva do acidentado. principalmente na região da face.10 3. além.55% dos registros de acidentes referentes à região da cabeça. seguido pôr impacto sofrido. Juntos. com 12.80 3. O ruído. ainda pode contribuir para a ocorrência de outros acidentes. dores de cabeça.17% dos registros de acidentes na região da cabeça. principalmente devido a ruído.50 6. ainda existe a diminuição dos reflexos e da atenção.00 − Natureza do Acidente Doença ocupacional foi responsável pôr 71. como pode ser observado na Tabela 35.79% dos registros de acidente na região da cabeça. Ruído foi responsável pôr 99% das ocorrências de acidentes na orelha (Perda auditiva induzida pôr ruído). pois o trabalhador pode ter como conseqüência do ruído. 70 .7% dos acidentes registrados na região frontal.81% e objeto na vista com 7. aumentando os riscos de acidentes devido a estresse físico e mental. Além da perda de produtividade gerada pôr estes sintomas.

Tabela 35 - Distribuição dos acidentes na região da cabeça segundo a natureza do acidente
Natureza do acidente Doença Ocupacional Impacto Sofrido Objeto na Vista Queimadura Outras Total % 71,17 12,81 7,55 3,66 4,81 100,00

− Lesões A lesão mais comum, na região da cabeça, foi hipoacusia e disacusia que ,juntas, foram responsáveis pôr 67,9% das lesões na região da cabeça, conforme pode ser observado Tabela 36. Tabela 36 - Distribuição das lesões na região da cabeça segundo natureza e agente de lesão
Natureza do acidente Agente da lesão % 56,5 11,4 2,3 2,3 2,1 25,4 100,00 Lesão Hipoacusia Disacusia Corpo Estranho Corpo Estranho PAIR Parte do Corpo Audição Audição Olho Dir Olho Esq Audição

Doença Ocupacional Ruído Doença Ocupacional Ruído Objeto na Vista Objeto na Vista Outras Total Corpo Estranho Corpo Estranho Outras

Doença Ocupacional Ruído

4.12.3 Região do Corpo Dorsal As costas e os ombros foram a principal região atingida, nos acidentes registrados na região do dorso (costas). Os principais causadores destas ocorrências foram LER (Lesão pôr Esforço Repetitivo), movimentos mal feitos (posturas inadequadas) e esforço físico excessivo.

71

Tabela 37 - Distribuição das lesões segundo a região dorsal
Partes do Corpo Costas esq Costas dir Ombro dir Ombro esq Cotovelo dir Outras Total % 24,90 24,60 20,10 15,00 8,10 7,30 100,00

As costas, ombros e o cotovelo direito foram responsáveis pôr 84,6% das lesões na região da dorsal, conforme pode-se verificar na Tabela 37. − Natureza O principal causador de ocorrências de acidentes na região dorsal foi doença ocupacional, principalmente devido a LER, com 38,8% dos registros de acidentes nesta região. Esforço físico excessivo, principalmente devido a carregamento de pesos e movimentos mal feitos, também foi um dos maiores causadores de comunicação de acidentes com os mesmos 38,8%, conforme pode-se verificar na Gráfico 15

45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0%

38,80%

38,80%

8,60% 3,00% Doença Ocupacional Esforço - Físico Impacto Sofrido Queimadura 2,60% Desequilíbrio 2,20% Queda

6%

Outros

Gráfico 15 - Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a natureza do acidente − Agente da Lesão L.E.R foi o principal responsável pôr grande parte das comunicações de acidentes, com um total de 30,6% dos registros referentes à região dorsal. Depois vieram Mov. Do Corpo e Peso, 72

que juntos somam 20,26% dos acidentes da região dorsal. Estes dados já eram esperados, haja visto que uma das maiores preocupações da indústria é a alta incidência de LER entre seus trabalhadores. Muitos afirmam que a LER está mais ligada a fatores psicológicos do que físicos, pois um profissional que ao trabalhar se mantém tenso, está mais sujeito a ter lesões, do que um profissional que se mantém relaxado. Muitas empresas estão adotando, como medidas para diminuição dos casos de LER, soluções macro-ergonômicas, que estão ligadas a fatores externos ao ambiente de trabalho. Construção de creches para os filhos dos empregados, financiamento de casa própria, assistência médica, entre outros são exemplos de medidas, que contribuem com a redução de casos de LER, pois o trabalhador se sente mais seguro, e mais tranqüilo, estando menos propenso a lesões pôr esforço repetido. Tabela 38 - Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo o agente da lesão
Agente da lesão LER Mov. Corpo Peso Caixa(s) Peça(s) Componente de Maq. ou Prod. Motor Queda Chapa Outros NI Total % em relação a Dorsal 30,60 11,21 9,05 5,60 4,74 3,02 3,02 2,16 1,72 18,54 10,34 100,00

− Lesão As principais lesões encontradas na região dorsal foram devido à contusão (15,5%), dores (14,4%), queimadura (13,4%), tendinite (9,3%). A Tabela 39 apresenta uma lista completa com as lesões na ocorridas região dorsal.

73

40 23.40 9. foram os mais atingidos com 10% de registros cada. principalmente para empurrar e ajeitar peças.Tabela 39 .30 8.80 7. em acidentes de trabalho registrados na região das mãos.00 74 .20 5.50 8.4 Mãos Os dedos foram os principais atingidos.40 100.10 17.00 10. Os dedos indicadores. Corto-contuso Lombalgia Tenossinovite Epicondilite Hérnia Outros Total % 15.40 13.Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a lesão CodLes 4 23 17 22 20 7 10 15 19 26 28 18 Nome da Lesão Contusão Dores Queimadura Tendinite Lesão Distensão Ferimento.80 100.00 4.10 3.Distribuição dos acidentes segundo a região das mãos Parte do Corpo Dedo indicador esq Dedo indicador dir Punho dir Dedo médio dir Dorso da mão esq Dorso da mão dir Dedo polegar esq Dedo médio esq Dedo polegar dir Outras Total % 10.20 7. como era de se esperar pôr serem os dedos mais utilizados.50 14.20 4.00 9.10 3.12.10 3.20 5.50 7. Tabela 40 .30 6.50 7.

27% 5. como pode-se observar no Gráfico 16. na região das mãos 75 .93% dos acidentes registrados na região das mãos. 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 35.− Natureza Impacto sofrido foi o grande causador de acidentes na região das mãos seguido de prensagem e corte.91% 4.74% 15. ferramentas e L.R.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a natureza − Agente da Lesão A Tabela 41 apresenta a distribuição dos acidentes na região das mãos. onde pode-se observar que as máquinas. são os principais agentes de lesão.30% 9.E.89% 11.79% 17.10% Impacto Sofrido Prensagem Corte Doença Ocupacional impacto Esmagamento Sofrido Contra Outros Gráfico 16 . Juntos somam 62.

Tabela 42 .80 24.90 3.55 14.10 4.40 2.Tabela 41 .10 5.73 4.20 9.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão CodLes 10 12 1 4 17 22 23 2 8 Nome da Lesão Fer.50 2. Barras e Tubos.10 1.00 − Lesão Ferimento corto-contuso.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo o agente da lesão Agente da lesão Máquina Ferramenta Prensa e Torno LER Obj.02 100.20 6. Cortante Peça(s) Chapa Serra e Furadeira Componente de Maq.60 7. Mov.11% dos registros.00 76 .11 14.65 12.14 2. Canos. ou Prod. foi o principal causador de acidentes na região das mãos.30 100. com 26.87 5.40 8. principalmente devido a impacto sofrido pôr ferramentas e máquinas. Corto-contuso Fratura Amputação parcial Contusão Queimadura Tendinite Dores Amputação total Entorse Outros Total % 26. Corpo Ferro Caixa(s) Outros Total % 16.73 5.46 4.74 9.20 2.20 6.

Tabela 43 .60 5. foi o dorso do pé direito com 19. e os tornozelos.67% dos registros de acidentes na região dos pés.12. com 19.4.Distribuição dos acidentes segundo a região dos pés Região do corpo Dorso do pé esq Dorso do pé dir Tornozelo esq Tornozelo dir Dedo 1 dir Dedo 5 dir Dedo 1 esq Outras Total % 24.30 19. 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 61.00 − Natureza do Acidente Impacto sofrido foi responsável pôr 61. em acidentes.14% 5.61% Impacto Sofrido Desequilíbrio Queimadura Torção Outras Gráfico 17 . seguido de perda do equilíbrio com 8.73% dos acidentes registrados nos pés.85% 8.50 5.5 Pés A região mais atingida do pé. conforme pode-se verificar no Gráfico 17.73% 16.20 11.10 100.70 7.67% 7.50 7. 77 .2% das ocorrências.10 19.2% das lesões.Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo a natureza.

78 .70 40.− Agente da Lesão Os principais causadores de lesão na região dos pés foram ferros.90 6. Chapa Escada Mov. peças.00 − Lesão As principais lesões registradas na região das mãos foram fraturas e ferimentos corto-contuso.Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo o agente da lesão Agente da lesão Ferro Peça(s) Canos.60 9.70 4. Quente Caixa(s) Equipamento Outros Total % 13.10 4.30 8. indicando uma possível desorganização do posto do trabalho. com 38% e 19% respectivamente. e chapas. barras. Tabela 44 . Corpo Subst.50 5. Barras e Tubos.30 100. tubos.70 3. canos.20 3.

10 5. Corto-contuso Contusão Queimadura Entorse Dermatite Tendinite Corpo estranho Lesão ligamentar Lesão Dores Total % 38.3 1.3 1. pode-se verificar que os braços são a região mais atingida da região ventral. Tabela 46 .70 7.00 79 .10 100.60 15.7 11.12.80 8. Logo.8 2.2% dos registros de lesões na região ventral.0 17.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão CodLes 12 10 4 17 8 6 22 5 13 20 23 NomLes Fratura Fer.Distribuição dos acidentes segundo a região ventral Região do corpo Antebraço dir Braço dir Antebraço esq Braço esq Joelho esq Joelho dir Perna ant esq Perna ant dir Tórax dir Total % 19.80 10.5 1.Tabela 45 .3 100. foi o antebraço direito seguido do braço direito.6% e 15.30 9.4 3. na região ventral. O antebraço esquerdo e o braço esquerdo juntos somam 21.3 1.0 19.90 10.0 4.70 12.5 2.8% das lesões respectivamente. com 19.6 Ventral A região que mais sofreu injúrias devido a acidentes de trabalho.

56 10.22 10.07 4.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a natureza. 80 .25 8. com 21. com 25.97 16. Tabela 47 .4% dos registros de acidentes relativos a região ventral.Físico Desequilíbrio Queimadura Retesão Outros Total % 25.16 24. Natureza do acidente Impacto Sofrido Doença Ocupacional Esforço . Esforço físico e perda de equilíbrio. também são responsáveis pôr boa parte dos acidentes na região ventral.22% respectivamente.00 − Agente da Lesão O principal agente causador de lesão foram os esforços repetitivos (LER). seguido de doença ocupacional.− Natureza do Acidente Impacto sofrido foi o principal tipo de acidente na região ventral.77 100.16% e 24.

10 2.6% e 10.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo o agente da lesão Agente da lesão LER Mov. respectivamente. seguido de contusão e dores com 22.00 81 .40 7.90 100.80 6.70 13. 13.10 3.30 100. Tabela 49 .80 5. Cortante Escada Canos. Corpo Máquina Queda Chapa Outros Peça(s) Subst. Peso Outros Total % 21.50 4.Tabela 48.60 10.60 4.00 3. Corto-contuso Escoriação Entorse Tendinite Outros não listados Total % 22.00 − Lesão A principal lesão encontrada foi devido a queimaduras.30 4.40 3.40 7.70 3. Barras e Tubos. Quente Ferramenta Obj.70 4.40 8.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a lesão CodLes 17 4 23 12 10 9 8 22 18 Nome da Lesão Queimadura Contusão Dores Fratura Fer.20 24.20 6.20 5.4% das lesões.7%.20 4.50 22.

82 .O capítulo 5. é possível deduzir as possíveis causas dos acidentes. tece algumas considerações sobre o posto de trabalho do soldador. e propor estudos ergonômicos que venham a reduzir os riscos que um determinado profissional esteja exposto. A discussão pretende entender um pouco melhor a realidade do acidente que não consegue ser traduzido pela CAT. Sendo um profissional com tarefas típicas. a seguir.

Nas bibliografias internacionais. padrão para 83 . Komarova (1992) verificou em um estudo feito numa indústria metalúrgica russa. utiliza cerca de seis tipos diferentes de processos. Em nenhuma das CATs foram constatadas.5 CONSIDERAÇÕES SOBRE A ADEQUAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS PELA CAT: O CASO DO SOLDADOR O trabalho do soldador despertou a atenção pela alta incidência de impacto sofrido o que teoricamente não era esperado. Tratamento com remédios também foi utilizando. Foram realizadas observações diretas e indiretas (filmagens) com os trabalhadores no intuito de poder comparar os resultados obtidos nas CATs e as informações obtidas na revisão bibliográfica com os dados obtidos nas empresas. que soldar é uma atividade que oferece um alto grau de insalubridade ao soldador. de uma vestimenta. foram expostos aos flashes de luz de plasma e laser excedendo em certas medidas os níveis máximos permitidos. pode-se notar uma preocupação muito grande com o ar que o soldador respira e a visão. na qual questionou-se sobre assuntos ligados basicamente à sua atividade. Percebe-se. Estas exposições levaram a problemas nos olhos e no sistema imunológico dos trabalhadores. visão e estresse mental e postural bem como ambiente de trabalho. Tendo em vista a discrepância de dados. que basicamente é a mesma para todos os soldadores. e as CATs não servem para dar estas informações sobre ar respirado e visão do soldador. foi feita uma análise do trabalho de soldagem em duas empresas gaúchas ambas localizadas na região de Porto Alegre. que os soldadores de uma linha de produção de dispositivo laser. medidas profiláticas foram tomadas. incluindo um escudo de proteção contra flashes provenientes do processo de soldagem. Neste caso. Em relação aos estudos ligados à metalurgia. como ruído. comunicações ligadas a problemas respiratórios e nos olhos. praticamente não existe bibliografia sobre o assunto. No Brasil. e um conjunto de equipamento de proteção individual. de acordo com a literatura internacional. Problemas no aparelho respiratório também foram verificados. O soldador é um profissional que trabalha com operações de fusão de peças metálicas. A maior parte dos estudos sobre saúde e segurança do trabalho com o soldador são encontradas em bibliografias internacionais que basicamente relatam problemas respiratórios e de visão. Foi realizada uma entrevista com os soldadores. o principal tema encontrado é relativo a ruído. zona respiratória e carga de trabalho.

contato com peças aquecidas. O primeiro processo de solda foi em forja. Em meados de 1880. em entrevista aos profissionais de soldagem. que nada mais era do que martelar duas peças aquecidas até sua fundição. peças.todos os soldadores. Normalmente as queixas eram feitas pêlos trabalhadores mais velhos. os acidentes de trabalho podem ser provocados pôr quedas de peças. se constatou que mais de 50% dos entrevistados queixaram de problemas nos olhos e dor de cabeça. Em visita feita a uma empresa da região metropolitana de Porto Alegre. protetores auriculares. que consistia da solda de arco de resistência.1. Ao se aproximar o eletrodo da peça.1 Acidentes de Trabalho Com base na literatura revisada. 5. que passou a ser utilizada industrialmente e logo após foi introduzida também a solda oxiacetilênica que passou a ter uso industrial após os anos de 1900. Estas voltagens são excessivas e podem afetar a integridade física do soldador (Melton. 5. contato com eletricidade. e protetor auricular. (113 V pico). botas. O principal risco é o do equipamento de soldagem. composto pôr luvas. proteção para o tronco e elmo para a face. 84 . apesar do uso de elmo protetor da face.1 Principais Agentes Causadores De Risco À Saúde Do Soldador 5. os mais novos normalmente não tinham nenhuma queixa. Relativamente altas voltagens são necessárias para o processo de soldagem e o soldador pode ter contato direto com 80 V ac rms. devido a choque elétrico. que tem operações de solda do tipo MIG e TIG. a solda vem sendo utilizada. pode-se distinguir os processos de solda em seis tipos diferentes: − Solda de Arco ou Solda Elétrica: Consiste na utilização de uma diferença de potencial elétrico entre a peça a ser soldada e um eletrodo. é desenvolvida para solda de aço inoxidável e utiliza eletrodos revestidos de fluoretos. 1996). − Solda de Baixo Teor de Hidrogênio: Semelhante à descrita acima.1. Após várias modificações nestes processos. fagulhas. foi introduzida uma nova tecnologia. forma-se um arco voltaico que funde o metal da peça e do eletrodo. ferramentas.2 Trabalho do Soldador Desde o momento em que o homem tomou conhecimento das técnicas necessárias para produção de metais.

o que conduz à formação de elevadas concentrações de fumos. 5. São eles: − Solda a Gás ou oxiacetilêniaco: O calor necessário para fundir a peça e o eletrodo é fornecido pôr um maçarico. porém. utilizando-se. a qual é uma das maiores preocupações. − Solda Com Gás Inerte: TIG (Tungsten Inert Gas): O Mesmo processo da MIG.3 A Tecnologia e o Soldador De acordo com Gorban (1990). − Solda de Arco Submerso: O arco é embebido entre o eletrodo e a peça. o suficiente para fundir o metal das chapas nos pontos. sendo obtida uma proteção cobrindo-se o ponto de trabalho com grânulos de material inerte que contém fluoretos. o argônio. o dióxido de carbono ou misturas destes gases. ou pôr Resistência: Utiliza dois eletrodos não consumíveis e une duas chapas metálicas apenas no ponto de contato. de um eletrodo não consumível de tungstênio e tório. − Solda realizada a laser. Além destes processos que são utilizados. O processo faz uso de alta densidade de corrente elétrica.1. o instrumento de solda fornece um jato de gás inerte através de um orifício com um gradiente de alta voltagem. − Solda de Plasma: Neste processo. ainda teríamos outros que oferecem menor riscos aos soldadores. devido aos fumos de soldagem. mas é grande a liberação de fluoretos. se a intensidade de sua formação for diminuída na zona do arco de soldagem. são necessários mais dados sobre a emissão e a razão de formação das substâncias mais perigosas. podendo ou não ser utilizado um segundo eletrodo consumível. Desenvolve pouco calor. tais como componentes sólidos e gasosos do aerosol de soldagem. − Solda com arco e gás inerte. Mas para isto. com substâncias de riscos. em processos manuais e semi-automatizados de soldagem existe a possibilidade de diminuição de contaminação da zona respiratória do soldador.− Solda de Gás Inerte: MIG (Metal Inert Gas): Utiliza um eletrodo consumível e um arco envolto em gás inerte. resultando numa corrente de gás altamente ionizada. com o devido relato do regime de soldagem usado e o diâmetro do eletroduto de soldagem. − Solda a Ponto. A liberação de fumos é reduzida. como o hélio. Gorban (1990) 85 .

Isto devido ao ambiente agressivo. Um típico exemplo onde a automação diminui os riscos de acidente.1. em que o metalúrgico é exposto todos os dias. Na aplicação inicial da sua técnica. portanto.4. de 2. Vários efeitos prejudiciais acabam se combinando. O arco de soldagem emite altos níveis de infra vermelho visível e radiação UV.em média. em relação à função visual do soldador. principalmente a nível internacional. A atividade do soldador pode causar fadiga. Atualmente.afirma. Os estudos sobre os riscos da visão do soldador têm sido limitados a injúrias externas no corpo. ruídos e estresses tanto postural quanto psicológico. vão afetando a integridade física e imunológica do metalúrgico. radiação ultravioleta e à utilização das lentes de contato.6 anos a menos do que a população em geral da região.1. diminui os potências de exposição ocupacional do soldador. no intuito de tornar a ambiente de trabalho mais salubre para o soldador. estresse pelo calor. Partículas no ar também são um problema potencial. na região de Tula na Rússia. pois diminui a exposição do soldador aos riscos do processo de soldagem. Riscos adicionais aparecem do processo. Soldadores atualmente tem trabalhado tanto em locais escuros quanto em iluminados. tem se dado muita prioridade para os tóxicos do fumo e os riscos do câncer na saúde do soldador em estudos de segurança com consideração à soldagem. Estes fatores. oftalmia pôr ultravioleta e intoxicação pôr agentes químicos. calor também pode ser considerado um risco adicional. tempo de realização da soldagem.4 Doenças Profissionais Doença Profissional ou do trabalho é aquela adquirida no exercício do trabalho a serviço da empresa. pois podem afetar a integridade respiratória do soldador Yakovleva (1995) desenvolveu um método para avaliar a influência das doenças profissionais na expectativa de vida do metalúrgico.1 A Visão Segundo Marini (1994) existem uma série de fatos a serem considerados. O sistema poderia ser utilizado em diversos processos de soldagem diminuindo desperdício. Eble (1995) constatou que com a utilização de um sistema de soldagem robotizado. ainda. Um ambiente de muito calor. 86 . a possibilidade de ação sobre as substâncias químicas pode ser tomada. 5. que acaba tendo uma expectativa de vida abaixo da média. surdez profissional. Este sistema poderia ser utilizado pôr pessoal não especializado. aos poucos. que se for testada a efetividade de sistemas de ventilação local e geral dos postos de trabalho de soldagem. e para outros trabalhadores que compartilhem da mesma zona respiratória. chegou-se à conclusão que a expectativa de vida do metalúrgico é . 5. e estão se tornado mais versáteis. problemas de postura.

Estes fatores podem contribuir para a incidência de acidentes com os soldadores. Esta mistura de gases no ar e partículas podem ser um risco para saúde. Danos estruturais como efisema. O fumo é produzido durante a soldagem e é primariamente um aerosol formado pela condensação e oxidação de metal vaporizado. Normalmente. mas não os elimina. pôr isso. 1997). que podem levar ao câncer pulmonar. a preocupação com este fato. a acuidade visual esta se tornando cada vez mais importante para habilidade de se trabalhar e. um acentuada redução na intensidade de luminescência dos terminais adrenergéticos no miocárdio. pela sua menor acuidade visual e conseqüente redução da atenção. 5.4. Porém os Oftalmologistas não têm suficiente contato com fabricas e condições de trabalhos. e ferro. A atividade biológica mais pronunciada dos componentes pesados do aerosol da soldagem com um alto conteúdo de flúor. se limita à utilização de elmo protetor para face. principalmente quando estes estão fora de seus postos de trabalho. No Brasil. Ele pode também conter outros materiais. Além das diversas patologias que cada substância pode desenvolver pode-se observar ações aditivas para ode aparelho respiratório. surge a necessidade de se prover testes para analisar a acuidade visual do soldador. o qual reduz os níveis de luz. potássio. Neste estudo foi provado os danos causados pôr estes componentes. Porém. tais como componentes de fluxo ou metais sendo soldado. antes deles serem feitos. provindos da soldagem. dependendo da composição e concentração do fumo e a duração da exposição (Chung et ali. 1985). devem ser definidos padrões. os quais são originalmente parte dos componentes de consumo da soldagem ou do metal sendo soldado.2 Agentes Químicos Os fumos de soldagem compõem os principais agentes químicos aos quais os soldadores estão expostos. bronquite do pulmão. como se verifica com os soldadores nos Estados Unidos (Colacioppo. no sistema cardiorespiratório. Os problemas com visão podem causar tontura e dor de cabeça. flúor. potássio e componentes solúveis de manganês foi estabelecido. e muitas vezes os problemas de visão se tornam irreversíveis. Neste estudo não foi constatado 87 . sódio.1. além de diminuir a capacidade de realização de tarefas pelo soldador. Finalmente. Em um estudo feito pôr Pokrovskaya (1990) foram comparados os efeitos da introdução intratraqueal de poeira de magnésio. cálcio.o diagnóstico do Oftalmologista poderia ser feito cedo evitando assim serias complicações. desenvolvimento distrófico na contração do miocárdio. silicone. quando o soldador começa a sentir os sintomas já é muito tarde.

A maioria relata que estão em sub-micro escala . O material particulado pode causar irritação e doenças pneumoconiogênicas. 1997). deve-se dividi-lo em três aspectos básicos: − Reconhecimento. formando cadeias e agregados que são muito maiores geometricamente mas aerodinamicamente ainda dentro da gama respirável (Chung et ali.nenhuma atividade fibrocinética das amostras de poeira de soldagem.2 µm. 88 . Há dados substanciais na literatura sobre a freqüência do tamanho das partículas de fumo. tipicamente abaixo de 0. mas geralmente elas tiveram algum efeito tóxico no organismo. já os gases podem causar irritação e asfixia. Percebe-se que os fumos de soldagem podem estar em duas formas: partículas e gases. Na Tabela 50 é apresentada a composição básica dos fumos de soldagem. Segundo COLACIOPPO (1985) quando se inicia um estudo de agente químico. − Avaliação. − Controle.

Tabela 50 . 89 . pontos estes como área de exposição.Composição Básica Dos Fumos de Soldagem Cádmio Cromo Chumbo Fluoretos Manganês Níquel Titânio Vanádio Zinco Alumínio Carbono Berílio Estanho Ferro Sílica Cobre Asbesto Ozona Fosgênio Óxido de nitrogênio Fosfina Monôxido de carbono Dióxido de carbono Gases Inertes Irritantes pulmonares E tóxicos sistêmicos Material Particulado Pneumoconiogênicos Irritantes Gases Asfixiantes − Reconhecimento O reconhecimento consiste de uma visita ao local. ritmo de trabalho. número de trabalhadores expostos. agentes a pesquisar e outras substâncias que possam alterar os resultados. onde agentes químicos dos fumos de soldagem possam estar agindo. tempo de exposição dos trabalhadores. condições ambientais. movimentação de materiais a fim de saber quem trabalha com o que. Durante esta fase são reconhecidos alguns pontos importantes para o estudo.

Segundo Colacioppo (1985). A etapa de avaliação consiste de medição onde deve-se escolher o equipamento para se fazer as medições.4. dos agentes químicos a que está exposto. a fim de detectar qualquer sinal ou sintoma precoce de uma ação dos fumos metálicos sobre o organismo. estas partículas ficam concentradas na 90 . as partículas do fumo de soldagem são um dos maiores causadores de risco para saúde dos soldadores. 5.− Avaliação Consiste na medição de algum parâmetro. Haja visto que o Brasil não dispõe de LT. isto após as duas primeiras fases. também existe a necessidade de se efetuar uma avaliação biológica do ambiente. com o intuito de verificar a extensão da contaminação no local a ser examinado. a determinação de possíveis causas de erros nas medições ambientais. análise do material coletado e. que consiste em realizar testes que possam refletir não só a exposição. finalmente. pôr medidas de engenharia de higiene industrial e pôr medidas de medicina do trabalho. Estas partículas são provenientes do arco de gás formado durante o processo de soldagem. pelo trabalhador. mas também a absorção. o tempo de amostragem.3 Exposição a Agentes Químicos Segundo Thornton (1994). normalmente se utiliza a orientação da American Conference of Governmental Hygienists (ACGIH). − Controle O controle se dá através de duas formas. tal como concentração de fumo no local de trabalho. Adicionalmente à comparação com limites de tolerância. Nestas fases deve-se considerar a possibilidade de eliminação ou controle da fonte de fumos metálicos. normalmente diário. uso de ventilação exaustora. exames médicos antes durante e após o trabalhador iniciar suas atividades. A outra etapa consiste de comparação dos valores de concentração atmosférica dos fumos de soldagem com os padrões de limites de tolerância (LT). que reúne todas as informações possíveis e publica anualmente a lista “Threshold Limit Values” (TLV). Durante o processo. o que tem sido uma preocupação nesta etapa é a falta de métodos padrão e de limites de tolerância para que se possa comparar os resultados obtidos na avaliação. número de trabalhadores a serem amostrados. Os TLV referem-se a concentrações de aerodispersóides e representam condições sob as quais supõe-se que quase todos os trabalhadores podem estar expostos dia após dia sem efeito adverso.1.

e proteção adequada dos olhos do soldadores pôr óculos com filtros e elmo. fornecendo potencial perigo para a integridade respiratória do mesmo. Máscaras com cristal líquido as quais reagem em um centésimo de segundo. são um indubitável progresso. Cuidados podem ser tomados para assegurar que soldadores com perda de visão não utilizem filtros de um baixo grau. aprender a não soldar demasiadamente fechado e proteger-se adequadamente. Médicos e equipe médica devem ter um biomicroscópio oftalmológico e aprender como usá-lo.2 Prevenção na Soldagem Segundo Marini (1994) a proteção dos trabalhadores no ambiente de trabalho pode ser obtido pela utilização adequada de cortinas contra os raios UV. Marini (1994) “Visão Correta = Proteção Adequada = Qualidade De Soldagem” 91 . poucos acidentes oculares. 1994).Segundo. Pôr exemplo. deixando os olhos mais sensíveis a UV e viroses. menos ruído. A Organização do trabalho previne os soldadores de serem confinados ou também mutuamente fechados. pois estes biombos formam uma cortina. Combater o uso de tabaco e álcool é um passo significativo rumo a melhorias na qualidade da visão de soldadores (Marini.zona respiratória do soldador. e se torna essencial com consideração a pesquisa e escolha de processos de pouca intensidade de luz. um conjunto de biombos transparentes já é empregado em muitas operações de soldagem em indústrias dos Estado Unidos. Prevenção também pode ser obtida pelo projeto. entre o soldador e a operação de solda. fornecendo uma proteção adicional ao soldador. (Marini. 1994). Estes métodos são bem conhecidos. É importante educação e retreinamento dos soldadores que devem aprender como soldar novamente com os novos processos: pôr exemplo. Esta situação é o que se chama de um “sintoma de local de trabalho” e requer consultas e correção médica. e devem progredir mais no futuro. A incisão pôr laser e pôr filete de jato d’água abrasivo tem conduzido a consideráveis progressos na industria da soldagem: menos poeira. mas porque o filtro é frágil e caro seu uso é largamente reservado para uma pequena tacha de soldadores que tem curtas e freqüentes soldagens. Prevenção médica somente deve ser introduzida mais tarde. aos flashes de soldagem. 5. pôr meio de bons exames oftalmológicos.

não houve nenhuma CAT com doenças relacionadas à visão ou problemas respiratórios. Seria importante que nas CATs viessem contidas. provavelmente no momento da soldagem. constatou-se que apesar de existirem soldadores na empresa. indicando que o soldador é utilizado fora de seu posto de trabalho e em outras atividades. Em visita feita a uma empresa durante a fase de estudo de campo.7%).5. máquinas(8%) e ferramentas (8%). no caso serra e furadeira. estes são fatores que podem influenciar na qualidade do trabalho do soldador e na sua atenção. serra e furadeira (6. tubos e barras (12%). 1991) Os principais agentes causadores de lesão ao soldador foram canos. que o soldador se acidentou ao utilizar prensa e torno.67%) e impacto sofrido contra (6. Os fumos de soldagem podem causar dores de cabeça. Estes fatores podem aumentar o risco de acidente durante a execução de suas atividades. É comum o soldador atuar na manutenção. motivadas pôr LER e ruído. Porém. prensagem (6. que apresenta a atividade dos soldadores durante os acidentes. com movimentos curtos. Um soldador tem basicamente umas seis posições diferentes de trabalho. Um outro problema relativo à função do soldador evidenciado nas observações de campo é o estresse postural.33%). quando ocorriam acidentes. indicando uma desorganização do posto de trabalho ou as condições “improvisadas de trabalho”. não ligadas à soldagem. Na Tabela 51. tonturas e estresse. A principal preocupação com o soldador é com sua visão e zona respiratória devido aos fumos de soldagem. (as CATs não deixam clara esta informação). porém ainda sim uma informação pouco detalhada. Estes dados vêm contra o que se espera que aconteça com o soldador.67%). estes eram informados como sendo soldadores. não existia mais o posto de soldagem. informações como o posto de trabalho e atividade do 92 . Contudo. tarefa geralmente não pesada sob a ótica da ergonomia. basicamente estáticas.3 Resultados Obtidos da Análise das CATs de Soldadores Com base nas CATs constatou-se que o principal tipo de acidente que ocorre com o soldador é o impacto sofrido (40%). barras e tubos. O fato interessante é o soldador estar se acidentando principalmente com canos. ruído 8%. Houve alguns casos registrados nas CATs. seguido de doença profissional (13. verifica-se que a principal atividade do soldador durante os acidentes envolvia ferramentas. Porém. Um outro dado interessante é o fato do soldador estar se acidentando com ferramentas e máquinas que não são características de sua função.7%) e movimento do corpo mal feito(6. onde ele pode passar de meia hora em uma determinada posição até o dia inteiro (TORNER et al. que não permite tomar muitas conclusões.

funcionário durante o acidente para que se pudesse ter informações que permitissem analisar melhor os dados. 93 . O período crítico para visão é a troca de procedimento e adaptação para as novas situações. Trabalhando Trab. e contribuir com a ocorrência de acidentes.0 Marini (1994) afirma que entre os diferentes processos de soldagem.3 14.3 8. Além das tarefas ligadas à solda.0 1. E onde ele estava no momento do acidente. raspagem) e cada uma destas operações pode trazer algum risco para o soldador.7 12.3 100.7 4. Em algumas operações com soldagem de aço inoxidável e alumínio são produzidas taxas muito altas de intensidade de luz. c/ Máq.3 9. c/ Ferr. limpar. se não se pode saber o que ele estava fazendo com a ferramenta e qual a ferramenta em uso (veja variedade de ferramentas em anexo Tabela 61 página 118).3 1. Tabela 51 .0 10. Manuseio Transporte Deslocamento Setup Outros Limpeza Total % 21. c/ Solda Trab. Processos MIG.7 9. c/ Peça Trab. revestimento. os soldadores realizam outras tarefas associadas (amolar. De muito pouco serve saber que o soldador se acidentou quando usava uma ferramenta. cada um pode causar uma patologia particular no soldador. Estes operações podem diminuir a acuidade visual do soldador.Distribuição e acidentes segunda a atividade dos soldadores Atividade Func NI Trab.0 6.3 1. MAG requerem forte intensidade e produzem radiação de luz que são mais intensas do que os outros processos.

00 4. forjaria e cutelaria. que tem aproximadamente 16% das fábricas ligadas ao setor metalúrgico e metal-mecânico do estado do Rio Grande do Sul.00 4.67 4. fundição. Tabela 52 .00 21.33%) e Caxias do Sul (6. Não houve registro de soldadores em siderúrgicas. segundo dados do SEBRAE. Aproximadamente 12% das empresa de atividade metalúrgica e metal-mecânica ficam em Porto Alegre. o segundo mais importante polo metalúrgico do estado em termos de número de empresas. Maria (9. Porto Alegre tem. perdendo. para considerar problemas referentes à função visual do soldador foi criado o “Comite de Coordination de Recherches en Soudage” − Atividade Econômica Os soldadores acidentados trabalhavam basicamente em mecânicas (44%).Injurias na parte externa do corpo requerem um exame cuidadoso para assegurar que danos intra-oculares não estejam faltando para benefícios de progresso de exames médicos (ecografia.67%).7%). − Região A maior parte dos acidentes com os soldadores ocorreu na cidade de Porto Alegre (23. modernização dos serviços médicos nas fábricas). e material de transporte (10.67 6.33 100.67 9. Do Sul Panambí Gravataí Sta.67%). apenas em número de empresas para Caxias do Sul.Distribuição de acidentes pôr soldador segundo a região Região Porto Alegre Canoas Sta. Rosa Nova Prata Ijuí Outras Total % 21.seguido pôr Canoas (18. metalúrgicas (41.33 18.00 4.33 6. Sta.3%). Em 1993. Em 4% das CATs não foi possível encontrar o ramo de atividade da empresa. Maria Cx.00 94 .33%). na França.

3% dos acidentes o soldador estava trabalhando com canos. Esta queda ocorre. pela média pode-se considerar. Os soldadores eram todos do sexo masculino. justificar o fato do soldador estar se acidentado devido à queda de objetos. na expectativa de verificar a influência do posto de trabalho neste tipo de acidente. podemos afirmar que ele estava fora de seu posto de trabalho. fica claro aqui uma possível desorganização do posto de trabalho.3 Impacto Sofrido Impacto sofrido foi responsável pôr 40% dos acidentes com o soldador. que em muitos casos pode levar até um dia.2 Médias − Média Duração: Tratamento: 15. 5. Nesta seção. o soldador estava trabalhando com alguma máquina. que o mesmo não estava em operações de solda.67% dos casos o soldador estava trabalhando com ferramentas. Porém.3.39 anos. que em média os acidentes são graves. também. Através das CATs. Em 10% dos casos. constatou-se que em 23. se estava em operação de solda ou não. Estas atividades podem contribuir para o surgimento de lesões musculoesqueletais. (1976) relataram que a fadiga de músculo do supraspinatus era comum em trabalho prolongado de solda entre soldadores experientes. Kadefors et al.66 dias. onde seus músculos se apresentam cansados e extenuados devido a operação de soldagem. barras e tubos não ficando claro através dos campos existentes. possivelmente. serão apresentados os dados obtidos das CAT.1 Descrição das Atividades Soldar é uma ocupação extenuante requerendo trabalho em posturas desajeitadas e manuseio de equipamentos pesados. a exceção de um do sexo feminino. Em 16. contra 20% em outra situação. referentes a impacto sofrido. As 95 .3. Em 13. neste caso. os seja aqueles com mais de 15 dias de duração. Esta fadiga muscular pode. neste caso ficando claro. não no momento da soldagem. − Média Idade: A média de idade dos soldadores é de 37. procurando analisar se as CATs são suficientes para isto.87 5.3% dos casos o soldador estava trabalhando com serra ou furadeira.3. também não ficando claro em que operação os soldador se encontrava.− Estado Civil Os Casados representam 80% dos acidentados. 5. geralmente com alto grau de tensão estática predominantemente sobre o músculo dos braços e ombros. mas após a soldagem. − Média Salário: O salário médio dos soldadores acidentados era de R$ 406. do tratamento.

em si. pôr exemplo). Apenas em um caso (9). principalmente devido a impacto sofrido. Pelas CATs. − Descrição Na Tabela 53 é apresentada uma lista. ferimento corto. utilizados pêlos mesmo. tem-se a evidência de que o soldador está sendo utilizado fora de seu posto de trabalho. onde na maior parte dos casos. fica claro que o soldador estava em operações de solda. − Lesão As lesões mais comuns entre os soldadores devido a impacto sofrido. devido ao tipo de operação e aos EPI.7%).operações de solda. e em alguns são inúteis. foram contusão (43. Pela lista pode-se deduzir a deficiência no preenchimento deste campo da CAT. oferecem poucos risco ao soldador. talvez executando tarefas para as quais não esteja preparado.contuso (30%) e fratura (16. em outros (3.3%). em outra não fica nada claro (21 pôr exemplo) 96 . justificando os acidentes. as informações são pouco úteis. fica claro que o soldador não estaca executando tarefas ligadas à sua função. para soldadores com acidentes devido a impacto sofrido. com algumas descrições contidas nas CAT.

Esmerilhando peça. foram o dorso do pé esquerdo com 19.5% das lesões cada 5. − Agente 97 .Descrição de acidentes devido impacto sofrido . Transportando telas que vieram a cair. principalmente devido aos fumos de soldagem e aos flashes emitidos pela processo de soldagem. Em nenhuma delas foram encontrado problemas referentes à visão e problemas respiratórios.o Furando uma bucha com furadeira.Tabela 53 .o Cortando uma peça da chapa − Região do Corpo As regiões mais atingidas no corpo dos acidentados.soldadores 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 Descrição Chapeando Radiador. Marterlou-se ao puncionar polias. que seria uma dos principais problema enfrentado pêlos soldadores. Atingido com estourou disco policorte Passando lixadeira na retroesc. Caiu pingo de solda ao soldar uma peça. caiu barra de ferro . ligado no chão impactou. Queda de barra de ferro ao desmontar galpão. Maq. Cortando Ripa na Serra. Caiu tubo de ferro. O principal problema foi o ruído.4% do total de lesões. Ao manusear prateleira. Ao montar longarina. dedo anular e mínimo da mão direita e dorso do pé direito com 6. contundiu-se Martelou o dedo ao bater numa peça.4 Doença Ocupacional Doença ocupacional foi responsável pôr 13. que não é um problema típico de soldagem. a mesma saltou impactando. Atingido pela broca. Eixo de metal deslizou e caiu.3. Ao deslocar cavalete Inclinou uma barra de ferro que veio a atingi-lo Lixou-se na lixa disco Furando Cantoneira Colacando pino no eixo com auxílio de martelo.Fita Gaveta de aço caiu ao ser aberta. Peça caiu ao ser virada. Segundo Marini (1994) a principal preocupação que tem se dado ao soldador é com a toxidade dos fumos e o risco de câncer. Tubo de Ferro caiu. Transportando serpentina que veio a cair. Trabalhando com Furadeira Ao segurar chapa metálica seu suporte (barra metalica) caiu. dedo médio da mão esquerda.33% das CATs referentes a soldador.

soldador 1 2 3 4 5 6 7 Descrição Perda Auditiva Perda Auditiva LER em soldagem.1 11. As principais lesões causadas pôr estes agentes estão apresentados na Tabela 54. estes ruídos não provinham das operações de solda. foi o ruído. seguida de tendinite e disacusia todas com 22.1 100. Segundo Marianne (1991) os soldadores realizam tarefas altamente estáticas.soldador CodLes 21 22 24 19 26 27 Nome da Lesão Hipoacusia Tendinite Disacusia Tenossinovite Epicondilite Síndrome Do T.2 22.1 11. onde pode-se verificar que a principal lesão encontrada entre os soldadores foi hipoacusia. Uma das maiores reclamações ouvidas durante as visitas feitas as fábricas de solda. que tinha alto ruído em suas operações. de Carpo Total % 22. foi o ruído (60%) seguido pôr LER (40%). Tenossinovite. Tabela 55 .0 − Descrição A seguir vêm as descrições encontradas em algumas CATs referentes a acidentes devido a doença ocupacional no soldador.2% das lesões respectivamente. Tabela 54 .2 11. Trabalho exposto ao ruído Perda Auditiva Alteração Osteomusculares Perda Auditiva 98 . Epicondilite e Síndrome do túnel de carpo podem estar sendo causados devido às características do posto de trabalho do soldador. que vinha pôr afetar o soldador. e sim com operações de outros postos de trabalho. que podem influenciar na aparição de sintomas tanto nos ombros quanto nos braços. Tendinite.2 22. Porém.Distribuição de lesões segundo a doença ocupacional .Descrição de acidentes devido a doença ocupacional .O principal agente de doença ocupacional no soldador.

Pode-se observar que neste caso. 99 . o campo é utilizado para dar uma espécie de laudo médico. ou Prod. Ao virar chapa prensou dedo contra bancada. Alem de desorganização dos postos de trabalho. o que demonstra a deficiência e falta de informações no preenchimento das CATs.3. fica claro que o soldador não estava executando operações de solda. Em todos os outros casos. − Agente Os principais agentes encontrados foram. chapas. Através da análise das CATs procurar-se-á saber o porque do soldador estar se acidentando em atividades que não são características de sua função. − Lesão A principal lesão decorrente do processo de prensagem foi ferimento corto. 5.67% das ocorrências de acidentes entre os soldadores.Descrição de acidentes devido impacto sofrido .6% das lesões e os braços com 11. máquinas. O ideal seria informar a atividade que o acidentado realizava no momento de começar a sentir os sintomas relativos à doença. pode-se verificar uma desorganização do próprio trabalho. Porém mesmo assim não fica claro se o mesmo estaria em operação de solda ou não. no momento do acidente. seguido dos punhos com 17. torno. O único caso aonde o soldador poderia estar realizando uma operação de solda é o caso 4. prensa. − Região As orelhas foram a região mais atingida do corpo. serra e furadeira. com 70% do total de lesões relativos a DO.contuso (80%).5 Prensagem Aqui o dado mais interessante pois prensagem é responsável pôr 6. Abaixo vem uma lista com os agentes e a descrição das tarefas que o soldador realizava.8% das lesões. onde um profissional realiza uma série de tarefas para as quais talvez não esteja devidamente preparado. Tabela 56 . Calandrando uma peça.soldadores 1 2 3 4 5 Agente da lesão Prensa e Torno Componente de Maq. Serra e Furadeira Chapa Máquina Descrição Confeccionando peças no torno Prensou dedo num eixo de máquina Prensou dedo na serra.

100 . mais especificamente os dedos da mão direita.− Região A região de corpo mais atingida pelas lesões forma as mãos.

é preciso que o profissional. porque. e em muitos outros campos devem ser criados padrões para o preenchimento de forma que as informações possam ser comparadas. melhores serão os resultados obtidos da análise das mesmas. em vários casos. porém. A partir deste estudo. pelo fato de serem mal preenchidas ou.” − Como exemplo de possíveis melhorias nas CATs. possui algumas limitações. pois de acordo com o Anuário. (1999) “As estatísticas oficiais não apresentam informações suficientes para que se possam planejar ações voltadas a prevenção de acidentes do trabalho. muitos acidentes não são registrados nas CATs. a descrição do acidente deve conter o maior número de dados possíveis de forma que permitam a realização de uma análise correta que possibilite a identificação das causas do acidente. uma vez que em diversos estudos internacionais estes problemas recebem uma atenção muito grande. responsável pelo preenchimento da CAT seja 101 . Segundo Herzer (1997). o armazenamento e análise dos dados das CATs relativos à indústria metalmecânica do estado do Rio Grande do Sul permitiu fazer um levantamento sobre os acidentes de trabalho neste segmento da indústria de transformação. chegou-se às seguintes conclusões: − Problemas devido a ruído e impacto sofrido são os grandes causadores de comunicação de acidentes..6 CONCLUSÕES Através deste trabalho pode-se observar que o uso das CATs como base de dados para análise epidemiológica. As informações contidas nas CATs são suficientes para se retirar um número grande de informações. − As CATs e seu uso devem ser aperfeiçoadas e melhor planejadas. apesar destas limitações. No entanto. Além disso. Tal fato é preocupante. a análise das CATs também permitiu sugerir melhorias nas próprias CATs e no seu emprego como ferramenta de trabalho em estudos que visam reduzir os acidentes de trabalho e suas causas. A coleta. Em nenhum caso foram encontradas notificações relativas a problemas de visão ou a problemas respiratórios. tem demonstrado ser uma importante arma para o combate ao aumento do número de acidentes de trabalho. nenhum campo deve ser ignorado.. pode-se citar: no seu preenchimento. a coleta e o posterior armazenamento das informações contidas nas CATs. quanto mais detalhadas forem as informações contidas nas CATs.

as quais demonstraram ser ambientes altamente insalubres. a consulta aos dados é praticamente inviável. Através da análise feita nas CATs sobre o soldador.são as grandes responsáveis pela maior parte das ocorrências de doenças ocupacionais. − Empresas de grande porte – as quais se utilizam mais dos recursos de automação . Outro dado importante é o fato de não haver nenhum registro de comunicação de doença 102 . os soldadores acidentaram-se executando outras tarefas que não características de seu posto de trabalho. os quais oferecem maior risco de acidentes aos trabalhadores. pois não são decorrentes da atividade profissional dos acidentados. − Através dos estudos feitos com o soldador. entre outros. muitas outras conclusões puderam ser extraídas. − As empresas do ramo de cutelarias. principalmente a atividade que estava sendo executada no momento do acidente e posto de trabalho. principalmente devido a ruído e LER. evidenciando problemas de desorganização no trabalho. e as empresas de material de transporte são as grandes motivadoras pôr grande parte dos acidentes ocupacionais. devido a impacto sofrido. pode-se constatar que a principal causa de seus acidentes foi o fato de estarem exercendo atividades fora de seu posto de trabalho. responsáveis pela fabricação de produtos de corte. sendo merecedores de estudos que disponibilizem a melhoria nas condições de higiene e segurança do trabalho. prensagem. na forma de formulário de papel. em tarefas para as quais provavelmente não estejam preparados. Acidentes podem ser considerados atípicos. corte. A mais importante foi o fato do soldador estar sofrendo acidentes devido a impacto sofrido.são responsáveis pôr acidentes. Tanto impacto sofrido quanto problemas de desorganização no trabalho ficam evidentes em alguns casos como o do soldador. enquanto que as demais . possibilitando estudos e análises sobre os dados armazenados. − Fica claro que através da utilização dos recursos disponíveis pela Informática as informações contidas nas CATs ficam melhor organizadas. apesar dessas limitações. Porém. característicos de atividades não automatizadas. mas da organização de seu posto de trabalho. − As metalúrgicas e mecânicas são as maiores responsáveis pêlos acidentes devido a impacto sofrido. o que não é característica de sua atividade.que empregam menos tecnologia . muitas informações ficam faltando. e seja disciplinado a preencher as informações com clareza e correção. ao passo que.educado de modo a compreender a importância do preenchimento da mesma.

ocupacional referente à visão ou a problemas respiratórios. A atividade de soldagem é uma atividade altamente insalubre, como já foi dito anteriormente, devido ao fumo de soldagem e às altas intensidade de radiação luminosas emitidas durante o processo de soldagem. Possivelmente os soldadores estejam sofrendo de algum problema relacionado a esses fatores e não estejam se tratando ou estejam fazendo tratamento médico fora ou até mesmo se auto medicando. Também ficou evidente o fato do soldador estar sendo utilizado fora de seu posto de trabalho. Isso é demonstrado através do grande número de acidentes que os soldadores que sofreram acidentes utilizando máquinas e ferramentas que não são características de suas funções. Em relação a visão do soldador, como já foi dito, nenhuma notificação foi encontrada. Todavia, a mesma merece melhor atenção do que tem sido dada até o momento. Não há padrões que permitam fazer uma melhor avaliação sobre este problema. Na França, o Instituto de Soudure em Paris tem estabelecido um grupo nacional que coleta dados franceses de todos especialistas neste campo. Eles estão classificando uma extensiva bibliografia feita pêlos oftalmologistas, médicos ou “preventores”, afim de determinar padrões sobre acuidade visual. Segundo Marini (1994), os médicos do trabalho devem ser informados e educados para que tenham particular responsabilidade para a vigilância dos soldadores. Pôr sua vez, os soldadores devem ser ensinados sobre os bons hábitos de trabalho. “Quando lá estão sintomas de “local de trabalho”, lá poderia também estar “médicos de local de trabalho” Marini (1994). Se mais atenção fosse creditada à visão dos soldadores, os resultados trariam melhor qualidade às soldas e à saúde dos soldadores. 6.1.1 Ruído e LER Juntas, foram as únicas causadoras de doenças ocupacionais entre os soldadores analisados. Em nenhum dos casos fica claro se o ruído é devido a suas atividades, ou ao ambiente de trabalho, no entanto, onde outras atividades que tenham um nível de ruído muito alto possam estar contribuindo para estes sintomas. Somente em 1,3% dos casos foi descrito que LER foi causada durante atividades de soldagem.

103

6.1.2 Fumos de Soldagem Nenhum relato foi encontrado evidenciando problemas respiratórios, todavia é possível que os soldadores estejam sofrendo de problemas respiratórios e não saibam. O fumo de soldagem afeta não só os soldadores mas também os trabalhadores que dividem o mesmo ambiente de trabalho. Os fumos de soldagem podem causar dor de cabeça, irritação no olhos, e deixar os trabalhadores inebriados, fatores que podem contribuir para a ocorrência de acidentes de trabalho.

6.2

Riscos

Ficou evidente, após a análise das CATs, que os principais riscos aos quais os trabalhadores do setor metal-mecânico do estado do Rio Grande do Sul estão expostos, é devido a ruído, LER e a impacto sofrido. Não ficou evidente nas CATs, a fonte causadora do ruído, e da LER, porém, segundo os princípios de prevenção de acidente, os passos para prevenção poderiam ser os seguintes: − Ruído 1. Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte,

ou a troca pôr um outro processo que gere menos ruído; 2. Na impossibilidade de substituição, proceder enclausuramento da fonte, a fim

de diminuir os níveis de ruído; 3. Utilização pôr parte dos trabalhadores de EPI que minimizassem os efeitos

nocivos do ruído, no caso com a utilização de protetor auricular. − LER 1. Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte, ou a troca pôr um outro processo que gere menos movimentos repetitivos; 2. Na impossibilidade de substituição, diminuição do ritmo de trabalho e maior tempo de pausa entre as tarefas a fim de diminuir os efeitos dos movimentos repetitivos; 3. Realização, pôr parte dos trabalhadores, de exercícios que relaxem a musculatura, afim de minimizar os efeitos nocivos da LER. − Impacto Sofrido 104

1.

Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte,

ou a troca pôr outros que gerem menos impactos e ofereçam menos riscos. No caso de impacto sofrido, os principais causadores de risco são máquinas, ferramentas e peças; 2. Na impossibilidade de substituição da fonte geradora, deve-se proceder com

uma melhor proteção das máquinas, melhorias no ambiente físico de trabalho, melhores projetos de equipamento e ferramentas, melhora nos métodos de trabalho, dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos, melhora no fluxo de trabalho, entre outros; 3. Pôr parte do trabalhador: Diminuição do ritmo de trabalho, treinamento,

disciplina, períodos de descanso em intervalos de tempo de forma a reduzir os efeitos nocivos da LER, entre outros.

6.3

Sugestões para trabalhos futuros

Ao longo desta dissertação surgiram algumas questões que poderiam motivar a realização de estudos futuros: − Quais são as atividades que a categoria profissional do metalúrgico executa, de forma que se pudesse subdividir em subcategorias que auxiliassem a entender melhor os acidentes que ocorrem em sua profissão; − A relação entre a organização dos postos de trabalho e acidentes devido a impacto sofrido; − A fonte maior, geradora de ruído nas empresas de grande porte; − A relação entre atividades das empresas de cutelaria e material de transporte, com o alto índice de acidentes devido a ruído; − A relação entre nível de automação das empresas e o nível e o tipo de acidentes; − Relação entre as medidas de prevenção adotadas pelas empresas e o seu porte; − A influência que problemas na visão do soldador podem ter com acidentes de trabalho; − A influência dos fumos de soldagem nas atividades diárias dos soldadores; − A relação entre sexo e a incidência de acidentes devido a doença ocupacional e impacto sofrido; 105

106 . − A relação entre tipo de atividade entre as diferentes classes de trabalhadores e o tipo de acidente aos quais os mesmos estão sujeitos. − Já que o trabalho prescrito não é igual ao trabalho real (como fica nítido no caso do soldador) é importante que a CAT descreva o trabalho do acidentado e não a função. em postos de trabalho que não estejam diretamente ligados à principal fonte geradora do mesmo.− A relação entre a idade dos trabalhadores e o tipo de acidente. − Relação entre os problemas devido a LER com o tipo de atividade executada. − Influência do ruído.

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92 918.210.00 São Paulo Minas Gerais Rio Grande do Sul Paraná Rio de Janeiro Santa Catarina Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total 110 .55 70.18 11.85 76.50 770.072 156.13 46.00 90.360.939 1.843 Sobre o Total 50.73 714.789 2.80 74.88 2.94 12.01 76.18 78.79 82.1 Anexos Capítulo 3 Tabela 57 .06 4.385 Sobre o Total 38.904 19.058 2.92 23.36 81.95 São Paulo Rio Grande do Sul Minas Gerais Rio de Janeiro Santa Catarina Paraná Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total Incapacidade Parcial ou Permanente Estado % Freq.94 51.30 825.31 623.00 923.69 606.64 100.82 2.12 62.16 12.00 Coeficie nte Total (1)1/100.15 12.107 4.30 5.38 4.74 59.42 37.74 69.7 ANEXOS 7.43 8.464 11.56 100. 60.44 100. Acumulado 000 % 38.282 9.45 1.48 87.56 Coeficie nte Total (1)1/100.61 85. 5.43 60.36 84.Benefícios Concedidos por Acidentes do Trabalho em 96 por Estado Mais de 15 dias Estado % Freq.94 5.044 17.491 836 519 495 356 341 265 137 1. Acumulado 000 % 50.46 11.36 100.18 3.21 86.59 7.276 18.24 1.74 43.02 78.00 1.24 86.99 88.78 1.01 2.59 1.873 12.980 9.15 62.

80 11.35 1.24 2.69 24.00 13.284 Sobre o Total 26.96 111 .95 23.82 29.29 100.04 6.55 18.29 2.71 100.59 São Paulo Minas Gerais Paraná Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Santa Catarina Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total FONTE: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT/RAIS .55 10.012 337 218 182 141 115 76 69 848 5.30 4. 872 361 293 247 236 174 141 98 97 765 3.88 100.00 26.30 83.54 16.51 2.12 100.00 77 90 60 23 44 60 46 78 38 Minas Gerais São Paulo Rio Grande do Sul Rio de Janeiro Paraná Pernambuco Santa Catarina Espírito Santo Goiás Outros Estados Total Fatais Estado % Freq.47 53.87 22.00 24.55 64.Invalidez Permanente Estado % Freq.25 82.75 76.19 5.52 7.60 74.98 2.55 37.73 80.99 8. Acumulado 000 % 46.22 18.00 Coeficien te Total (1)1/100. 2.92 7.18 66.99 61.611 1.609 Sobre o Total 46.01 3.77 73.00 Coeficie nte Total (1)1/100.89 3.49 77.65 84.0 Acumulado 00 % 26.05 1.47 70.55 46.59 70.23 15.

932 4.814 Típico 306. 26 anos.808 5.138 1.850 10. 23 anos. 27 anos.016 12.809 7.043 9.378 6.239 9.178 1. 44 anos.Tabela 58 .605 11.086 1.299 10. 39 anos. 33 anos. 18 anos.941 11.152 1.738 12. 19 anos.134 13.819 2.831 12.238 13.128 1. por motivo.050 1.649 2 7 82 188 274 319 561 881 1.653 6.228 11.568 4. 29 anos.014 9.669 9.392 4. 14 anos.260 11.898 10.901 6.969 10.476 13. 21 anos.605 2.048 13. 22 anos.638 9. 13 anos. 35 anos.180 5.000 11.389 10.641 11. 34 anos. 43 anos. 15 anos.037 1.478 9.796 5.765 7.721 8. 28 anos.077 6.653 11. segundo a idade em 1997 QUANTIDADE DE ACIDENTES DE TRABALHO REGISTRADOS IDADES Total TOTAL 12 anos.054 1. 36 anos. 30 anos.054 1. 38 anos.877 9.187 8.790 11.413 9.266 6. 25 anos.270 7.186 10. 42 anos. 41 anos.337 9.240 3.439 11.043 7.707 1 3 26 64 105 169 297 422 495 546 610 702 698 741 765 787 860 886 919 982 926 938 1. 48 anos.594 3.552 8. 46 anos. 16 anos.065 21 26 699 1.046 9. 20 anos.067 1. 40 anos.058 1. 32 anos.042 980 963 927 858 840 809 764 743 728 700 662 625 648 584 535 428 391 Doença do Trabalho 29.436 11.709 19 18 614 1.190 1. 47 anos.001 994 1. 31 anos.066 1. 369. 17 anos.Freqüência de Acidentes de trabalho registrados.966 10.939 6.138 1.064 1.308 4. 24 anos.009 8.268 12.221 7. 37 anos.852 Motivo Trajeto 32. 45 anos.356 5.566 6.004 967 957 861 845 705 640 571 112 .075 8.417 10.927 4.

54 anos.419 3. 67 anos.137 2.797 1.168 1. 65 anos.933 1. 62 anos.633 3. 58 anos.898 3.023 796 621 520 430 356 228 165 150 119 81 246 15.754 521 409 357 285 260 239 193 151 173 121 92 71 68 50 47 47 38 34 16 10 16 31 1.354 3. 69 anos.749 Fonte: CAT. 51 anos.468 1. 113 . 63 anos. 64 anos.130 414 352 323 295 252 211 190 178 161 158 133 104 86 61 52 46 27 20 22 10 9 32 1. 52 anos.742 2.447 1.383 1.230 1.981 1. 55 anos. 68 anos. 66 anos. 53 anos.248 971 775 631 529 449 293 219 188 139 106 309 18. Ignorada 4. DATAPREV. 59 anos. 56 anos.601 2.417 2.372 1. 50 anos.49 anos.706 1. 60 anos.997 2.281 2. 70 anos e mais. 61 anos.598 1. 57 anos.

2/0 816.776 3.0/5 886.605 5.0/4 883.1/7 892.2/5 923.Códigos CID mais Incidentes em 1997 CID 727.1/0 814.912 3.062 847 661 843 722 785 687 661 671 7. da perna (exceto coxa) e do tornozelo.1/8 CÓDIGOS CID MAIS INCIDENTES EM 1997 DESCRIÇÃO TOTAL Sinovite e tenossinovite convalescença após cirurgia Ferimento de um ou de vários dedos da mão.537 1. sem menção de complicação Fratura da tíbia e do perônio.Tabela 59 .129 1. atingindo tendão Ferimento do joelho.862 2. complicado Total 72. fechada Fratura da extremidade superior ou parte não especificada da tíbia e do perônio. fechada Observação e avaliação de condições suspeitas não especificada Fratura de outros ossos do tarso e do metatarso. fechada Fratura não especificada do tornozelo. aberta Fratura de uma ou mais falanges do pão.527 176 11 7 5 241 6 10 2 677 6 3 2 3 7 4 13 5 2 2 15 2 1 1 6 1 2 3 2 1 Fonte: CAT. fechada Ferimento de um ou de Vários dedos da mão.474 817 1.9/5 825.905 1. sem menção de complicação contusão do tornozelo e pão.224 1.0/0 924.971 2.118 1.8/1 923. fechada contusão do dedo da mão Fratura de costela(s).743 9. complicado Lumbago Amputação traumática (completa/parcial) de outro(s) dedo(s) da mão.727 3.149 5.761 2. fechada Fratura da clavícula.0/7 816.137 1. difames. DATAPREV 114 .0/9 845. exceto o limitado aos dedos.0/6 813.0/6 924. exceto dedo(s) Ferimento da mão.0/9 824.0/0 815.754 5. fechada Fratura de osso(s) do metacarpo.483 1.060 3.950 1.2/7 886.047 5.775 1.007 922 751 823 986 1.469 12.829 1. extremidade inferior.2/3 891.0/1 883.213 1.025 2. fechada Fratura de uma ou de várias falanges da mão.823 1.0/7 810. exceto quando mencionado(s) apenas dedo(s) Ferimento de um ou de vários dedos da mão. complicada Ferimento do pão. exceto o limitado a um ou vários dedos.045 2.1/5 724.868 1. fechada contusão do joelho e perna Fratura de osso(s) do carpo.733 2.142 1.4/5 2071.0/2 2066.251 2.0/2 823.405 2. sem menção de complicação Entorses e distensões do tornozelo Fratura do rádio e do cúbito.0/9 823.258 6.0/0 813. sem menção de complicação Fratura de uma ou de varias falanges da mão. fechada amputação traumática (completa/parcial) de outro(s) dedo(s) da mão.252 3.1/2 826.2/8 882.681 1.2/0 883. fechada Fratura do rádio e do cúbito.698 4.079 997 955 905 872 794 734 732 688 Típico Trajeto Doença 54.419 1. extremidade superior ou parte não especificada. fechada contusão do punho e mão(s).321 126 926 45 333 38 92 14 710 636 261 581 34 146 298 659 273 260 286 384 304 117 15 149 293 56 149 7 44 69 16 10.3/9 807.280 1.

aparelhos e equipamentos. máquinas e aparelhos de terraplenagem Serviço industrial de usinagem. fabricação e reparação de turbinas e motores Fabricação de bancos e estofados para veículos Fabricação de veículos não especificados ou não classificados. e a reparação ou manutenção Fabricação de armas. SEBRAE Atividade 115 . máquinas motrizes não elétrica Fabricação de máquinas. peças e acessórios Construção e reparação de aviões.7. peças e acessórios Fonte: Cadastro Empresarial do Rio Grande do Sul .2 Anexos Capítulo 4 Tabela 60 .ferrosos Indústria Metalúrgica Estamparia. reservatórios e recipientes metálicos. munições e equipamentos militares Construção e reparação de embarcações e estruturas flutuantes Construção e reparação de veículos ferroviários e fabricação de peças e acessórios Indústria de Material de Transporte Fabricação de veículos rodoviário.Atividades segundo o ramo de atividade Ramo de Atividade Siderurgia Metalúrgica de Pó e Granalha Fabricação de Estruturas Metálicas e de Ferragens Eletrotécnicas Fabricação de artefatos de trefilados de ferro. soldas e semelhantes. de artefatos de cutelaria e de metal para escritório e para uso pessoal Tratamento térmico e químico de metais e serviços de galvanotécnica Beneficiamento de sucata metálica Fabricação de Caldeiras Geradoras de Vapor. peças e acessórios Indústria Mecânica Fabricação de tratores. Fabricação de ferramentas manuais. funilaria e embalagens metálicas Fabricação de tanques. peças e acessórios Fabricação de cronômetros. aço e metais não.

CIVIL CTPS POR: HORA ( ) DIA ( ) MÊS ( ) TRABALHADOR AVULSO S( ) N ( ) APOSENTADO ? S( ) N( ) REINÍCIO TRATAMENTO? S() N( ) SAL. CONTRIBUIÇÃO DATA DO ACIDENTE LOCAL ACIDENTE HORA APÓS_______H.Frente RAZÃO SOCIAL EMPRESA ENDEREÇO MUNICÍPIO (CIDADE) ESTADO MATRÍCULA CÓDIGO DA ATIVIDADE NOME ACIDENTADO ENDEREÇO DATA DO NASCIMENTO PROFISSÃO IDADE SEXO EST. DO TRABALHO OBJETO CAUSADOR ACIDENTE HOUVE REGISTRO POLICIAL? S ( ) N ( ) DESCRIÇÃO DO ACIDENTES E PARTE(S) DO CORPO ATINGIDAS(S) NOME TESTEMUNHAS ENDEREÇO NOME ENDEREÇO Figura 1 . DE TRABALHO DATA AFAST.Principais campos de Informações do anverso CAT 116 .

durante o tratamento. grau e localização da(s) lesão(ões) e o histórico do acidente que a(s) teria provocado? 6 .Há compatibilidade entre o estágio evolutivo da(s) lesão(ões) e a data do acidente declarada no anverso 5 .Descrição da(s) lesão(ões) Data 3 .O acidentado foi hospitalizado em: Hospitalar Ambulator.Deverá o acidentado. 7 .de .Diagnóstico provável Hora 4 . afastar-se do trabalho? 10 .Duração provável do tratamento: dias DATA 9 .Observações: DATA GIH/AT Localidade Data Médico .Regime de tratamento a que deverá submeter-se o acidentado 8 .Principais campos do Verso da Informações da CAT 117 .atendimento Figura 2 .Há correlação entre a natureza.Condições patológicas preexistentes ao acidente: LOCAL 11 .Verso 1 .Apresentação do acidentado serviço médico 2 .

Macaco Hidráulico. Banco. Ventilador. descarte. pedra esmeril. escareador. matriz Bloco do Motor. Engrenagem. circuito Carrinho. calço. pistão. de corte. de serra e solda. com produtos. plaina Estilhaço. Alumínio. Calandra. solda. Cantoneiras. Alumínio. carro do regulador . de bater anel. Matriz Molde Motor Mov. dosadora. esteiras. de fixação. alavanca. cavaco de jato de areia. ferramentas etc Painel. cardan. Serra. Rebarbas. chave de fenda. Eixo. jacaré. carro de avanço. rebolo. Macaco. guilhotina. dobradeira. Dispositivo do Guincho. Aço. retificadora. . Do Mandril. Faísca. lixa. felpa. Ventoinha. de Máq. ferro Metal. Armário. Fiapo. Engrenagem. motor. Esteira. máquinas. Cantoneira. Marreta. Barra(s) e Tubo(s) Chapa Chave Componentes. Cavalete. Ferro. vidro Pistão. de polimento. motor geladeira. cavaco. Agulha do Motor. ou Produto Arames. Mesa. Inox. latão. Garfo de Bobina. Guilhotina Tampa Misturador. de fixação. motor. de soldar gralhas Metálica. Andaime. engrenagens. Pino. Corpo Móveis 118 . Suporte. sliter. motor Mal feito. ripa. Galvanizadas. injetora. coluna do s. Empilhadeira Equipamento Auxiliar Escada Esmeril Esteira Ferramenta Ferro Fogo Gancho(s) e Gancheira(s) LER Maçarico Madeira Máquina Martelo. Engrenagem. barra de tração. Limalha. tampa proteção engrenagem. desequilíbrio. Pino. Esteira. lixadeira. reboque. telas. levante hidráulico Fagulha. empilhadeira. guilhotina. Capô Colheitadeira. Metal. cilindro hidráulico.Lista de Agente de Lesão Agentes de Lesão Arames e Telas Armação Bobina Caixa(s) Cano(s). rolo da rebordeadeira. Freza. lingote. metálica. do Motor. Alavanca. viga. Painel de Programação.Tabela 61 . batedor. brusco Cadeira. Cabos de Alimentação. Parafusadora. Madeira. fixador Itens Corpo Estranho Correia Dispositivo Eletr. pedaço Gancheira de pintura Lesão por Esforço Repetitivo Tarugos. tiras de aço. de cubo Aço. Dispositivo do Guincho. Plataforma Carrinhos de madeira ou metal para enrolar fio de moldar.

Container Peça(s) Peso Porta Pregos e Parafusos Prensa e Torno Produto Produto Químico Queda Ruído Serra e Furadeira Subst.. de produto.choques. prensa. do forno. tampa container. Oxi. motor.Obj. etc. hélice ventilador. de metal De produtos. areia Tambor de lixo. de ferramentas. empurrar de aço. Pneu. Lâmina. prensa de metais. torno mec. disco semeadora Pacote. segmento de trilho. Sucata. Caçamba. rolo.Corte. Vidro. alicate. Tesoura. sob ou entre Contato com objeto perfurante Queda de pessoa com ou sem diferença de nível Contato com objetos em temperatura muito alta ou muito baixa Ter mantido preso em. exaustor. rolo de arame. pára. sob ou entre 119 . peça(s). Portão. Água.Físico Esmagamento Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Intoxicação Objeto na Vista Prensagem Punctuação Queda Queimadura Retesão Torção NI Atrito ou Abrasão Exposição a energia elétrica Perda da posição ou postura normal Decorrentes da atividade Esforços excessivos e inadequados Ato ou feito de compressão Impacto sofrido por pessoa Impacto sofrido pela pessoa Inalação. ingestão ou absorção (por contato) de substância tóxica ou nociva Objeto na Vista Prensagem em. Óleo. Disco Cortante. panela. Alumínio. furadeira. produtos Gás. Pistola. prensa excêntrica. Batente. trinco. serra fita. suporte. torno. Faca. panela de vazamento. Quente Tambor e Container Tampa Tabela 62 . madeira etc Pregos. serra policorte. de peças. calha de luz. Prateleira. etc. cadeira. Cortante Óleo Outros Cortador. Estruturas Metálicas. serra Pinche. Saca Palha. Lata. secador Luminárias. caminhão. de aço. pinos prensa coquilha. banca. Tambor de freio.. zinco. Caçamba. Solda. de máquina. conecção. Galhos. Metal. Gaveta.Tipos de Acidentes Analisados nas CATs Natureza do acidente Atrito ou Abrasão Choque Elétrico Corte Desequilíbrio Doença Ocupacional Esforço . tesoura. Andaime. Parafusos. sílica. chão Perda auditiva induzida pelo ruído Broca da furadeira.

Lesões atribuídas às partes do corpo atingida CodLes 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 Nome da Lesão Amputação parcial Amputação total Conjuntivite Contusão Corpo estranho Dermatite Distensão Entorse Escoriação Ferimento.contuso Fissura Fratura Lesão ligamentar Lesões Múltiplas Lombalgia Luxação Queimadura Outros não listados Tenossinovite Lesão Hipoacusia Tendinite Dores Disacusia Epicondilite Síndrome Do T. Corto.Tabela 63 . de Carpo Hérnia Cisto Sinovial Síndrome do Impacto do Ombro PAIR Dermatose Estiramento Muscular Sinovite Bursite 120 .

dedo 3 dir. coxa posterior dir.Tabela 64 . dedo 1 esq. pescoço anterior e nuca. orelha dir. dedo 4 esq. dedo 4 dir. dedo 4 dir. dedo 4 esq. palma dir. dedo 1 dir. dorso da mão dir. Corpo Dorsal 12 Mãos 16 Pés 18 121 . dedo 5 esq.Variáveis relativas às partes do corpo atingidas Grupos Cabeça Corpo Ventral Nº de variáveis 13 15 Região do Corpo Crânio. antebraço esq. coxa anterior esq. punho esq. queixo. região frontal. costas dir. abdômen dir. ombro esq. dedo 3 dir. dedo 2 esq. braço esq. olho dir. genitais. Tórax dir. braço dir. coxa posterior esq. dorso do pé esq. orelha esq. costas esq. cotovelo esq. planta do pé esq. olho esq. planta do pé dir. tornozelo dir. dedo 5 dir. face dir. dedo 2 esq. face esq. Calcanhar dir. boca. palma esq. perna posterior dir e perna posterior esq. dedo 5 dir. joelho dir. tornozelo esq. dedo 1 dir. cotovelo dir. joelho esq. coxa anterior dir. Ombro dir. abdômen esq. tórax esq. dedo 3 esq. Punho dir. dedo 2 dir. dedo 5 esq. antebraço dir. glúteo esq. dedo 3 esq. glúteo dir. dorso da mão esq. calcanhar esq. dedo 2 dir. dedo 1 esq. perna anterior dir e perna anterior esq. nariz. dorso do pé dir.

Figura 3 .Banco de dados utilizado para armazenamento de dados com base na CAT 122 .

009 7..087 5. .079 832 989 1. 37 1..696 32. 2 82 263 105 3 24 1 5 42 1 1.155 451 907 924 111 123 177 1. ..707 195 646 306 2 103 29 13 1 103 201 167 ..815 1..022 12 27 95 93 5 104 809 75 538 88 28 170 54 61 166 617 211 751 20..1995/97 Região BRASIL Anos 1995 1996 1997 1995 Total 424.395 102 39 118 9 36 541 211 28 162 22 12 185 75 492 876 252 NORTE 1996 1997 1995 Rondônia 1996 1997 1995 Acre 1996 1997 1995 Amazonas 1996 1997 1995 Roraima (1) 1996 1997 1995 Pará 1996 1997 1995 Amapá 1996 1997 1995 Tocantins 1996 1997 1995 1996 1997 1995 NORDESTE Maranhão 1996 1997 1995 Piauí 1996 1997 1995 Ceará Rio Grande do Norte Paraíba 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 Pernambuco 1996 1997 123 .629 41 519 510 235 306 300 3.005 5.455 369.407 2. 47 2.235 1. .211 2.067 3.137 395.463 1.Tabela 65 – Nº de acidentes de trabalho registrados.601 185 110 165 205 319 300 23.700 325.203 20.870 306.146 403 785 760 95 110 152 1. 28.223 153 86 126 176 274 258 20.709 4.953 1..271 898 1.420 Motivo Típico 374.252 2.652 1.538 1.889 29.055 6.791 34.273 1.941 .318 4.328 7.042 1. .841 5.968 5.046 53 648 644 328 429 413 4..267 2.417 Trajeto Doença do T.611 25.362 2.775 6. segundo as Grandes Regiões e UF .258 26.590 ..065 5.066 926 1.900 5.988 2.024 20..934 2.988 1..225 2.. por motivo.649 492 288 703 46 19 135 16 24 201 135 184 ..646 34.328 2..883 2. 8 176 131 273 29 38 24 3 41 2.842 1...

650 13.257 2.563 14.459 27.051 26.585 5.700 298.112 7.813 3.336 6.828 1.858 22.250 1.592 18.556 13.301 845 1.178 9.BEAT.070 5.245 72.263 17.544 21.368 1.671 19.562 5.451 4.561 1.921 13.533 816 22.846 4. 3.375 5.056 258.727 .741 10.774 31.743 18.025 11.302 387 531 444 158 4.172 26.. 3.532 58 1.933 1.946 2.517 2.687 42. 1996 1997 1995 Sergipe 1996 1997 1995 Bahia 1996 1997 1995 Sudeste 1996 1997 1995 Minas Gerais 1996 1997 1995 Espírito Santo 1996 1997 1995 Rio de Janeiro 1996 1997 1995 São Paulo 1996 1997 1995 SUL 1996 1997 1995 Paraná 1996 1997 1995 Santa Catarina Rio Grande do Sul CENTROOESTE Mato Grosso do Sul Mato Grosso 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 Goiás 1996 1997 1995 Distrito Federal Fonte:.031 1.282 2.861 7.954 167.065 11.554 595 1.587 5.009 3.840 125 36 266 118 91 116 446 1.460 754 2.500 .205 2.987 19.638 2.618 1.160 4..881 56.108 339..018 21.672 80.529 2.134 5.302 8.661 209.464 6.685 28.743 168 43 315 50 49 270 825 191 810 258 562 348 22 194 81 39 131 114 596 679 1.023 1.435 1.253 2.664 6.292 20..489 140.203 .861 16.599 2.356 418 709 537 1.928 23.344 22.335 2.450 620 12.174 3.750 2.1995 2.209 19.424 2.398 21. 1996 1997 124 .309 18.028 909 5.165 35.397 4. 39.635 1.196 24.119 2..659 5.011 912 69 283 76 36 332 128 149 945 297 93 451 411 Alagoas.149 34.295 83.774 2.968 26.795 5.249 49.798 37.786 30.135 2.909 13.585 16.858 1. INSS.506 47.209 2.196 535 6.422 477 1.478 1.747 2.006 5.204 6.673 13.908 1.544 16.792 92..470 665 3.660 145.422 1.171 175.019 44.548 9.490 2.149 3..139 6. 32.218 45.206 239.455 260.851 840 2.813 570 ..250 230.540 347 2.135 4.516 197.

Aux.20 81.33 0. Metal.26 89. Empillhadeira Aux.14 0.30 2.09 0.98 92.09 0. Cel.64 92.81 90.14 0.71 70.47 79. Peças Op.33 0. Macreiro Aux.Distribuição dos acidentes segundo a Profissão Profissão Metalúrgico Op.1 Anexos Profissão Tabela 66 .56 88.14 0.42 91.28 0.26 92.01 84. Manut.89 77. Forjador % 22.02 1.19 0.48 79. de Fabr.19 0.14 0. Lam.06 87.09 0.52 0.94 0.81 2.09 0.42 0.19 0. Aux.47 0.86 85.28 % Acum.14 91.14 0. Mont.83 89.14 0.81 88. Mec.14 0. Fundição Eletricista Funileiro Prens.61 91.03 0.17 83.55 89. de Inspeção Marceneiro Prep.14 0.7.63 61. Eletron.09 0.23 91.19 0.14 0.40 86. Torn.14 0.56 82.23 0.64 10.09 0.33 91.09 0. Marteleiro Prens. Máquina Industriário Soldador Serv. Prod. Guilhotina Op.28 0. Rebarbeador Op.66 0.40 89. Prod.52 0.23 0.14 85.53 90.28 0.32 76. Rebarb.78 81.14 0.73 84.70 91.37 88.09 0.56 0.89 83.17 86.09 0.29 67.09 0.65 63. Qualid. Produção Op. Man. De Prod.69 89.23 0.01 42.17 74.38 0.44 87.64 86. Serralheria Elet.89 91.08 92.09 85.39 90.51 68.58 84. Gerais Retificador Matrizeiro Aprendiz Aux.93 80.64 33.09 0.75 71. Gerais Montador Op. Serv.52 57.95 91.36 9.70 Aux. Aj.09 0.23 82. Produção Prensista Carpinteiro 0.42 0.19 0. Injetora Superv.28 0.25 87.73 125 .23 0. Embalagem Revisor Rev.95 2.09 0. Almoxarife Aux.19 0.51 91.71 51. Furadeira Aferidor Aux. Mult. Aux. Operação Mestre de Prod.28 0. Mecânico Op.17 92. Funilaria Aux.55 92. Auxiliar Fundidor Op.67 76.19 88.33 0. Peças Laminador Op.98 89. Op.14 0.22 1.14 0. Mec. Manutenção Ajudante Torneiro Polidor Aux. Manutenção Mandrilhador Aux.29 64.86 2.19 0. Pintor Fresador Ferramenteiro Forjador Moldador Esmerilhador Meio Oficial Forneiro Ajustador Operador Aux.34 59.14 0.00 88.75 0.36 92.12 89.94 86. Montador Aux.14 0.92 75. Qualid.41 1. Ind.64 1.75 0.97 78.52 0.29 84. 22. Op.09 0.80 91.76 48.28 0. Mecânica Ajustador Mecânico Anal.90 82. Prensa Prenseiro Caldeireiro Serralheiro NI Mecânico Torn.14 0.19 0.68 69.56 0.98 0.47 0.17 1. Aux. Pintor Vazador Aux. Torno Afiador Conferente Aj.24 3.09 0.58 81.28 0.05 91.42 85.03 1. Marceneiro Repuxador Aj.14 0.87 87.11 90. Op.45 92.25 90.59 1.42 74. Forno Multif.28 0.75 0.36 80.28 0. Mec. Usinagem Op.95 2.97 90. Maq.09 0.70 88. Inspeção Aux. Lubrificador Motorista Tec.2.84 88.75 0.73 72.52 2.89 66. Poliv.09 0.67 90. Insp. Func.24 45.45 83. de Montagem Mec.66 54.19 0.23 0.09 0.67 73.42 0.45 77.00 79.62 87. Op. Almoxarifado Multifunc.33 0.

09 0. de Forjaria Contra Mestre Op.30 93.05 0.05 0. de Esmeril Contínuo Contr.05 0.05 0.27 98.05 0. Mandriladora Op.23 97.09 0.09 0.05 0.66 97.05 0.06 96. Veic.86 96.05 0.70 94.09 0.05 0. Pedreiro Alim. Op. De Zincagem Op. Gabariteiro Escolhedeira Encanador Encaixotador Insp.50 98.89 97.05 0.05 0.09 0.08 95.31 98. Esp.14 97. Galvanop.25 96.94 94.48 96.95 97.12 98.47 97.92 95. Corte Impressor Ger. Caldireiro Chefe Expedição Chefe Chapeador Aux.34 96. Serra Op.05 0.05 0.05 0. Qual.05 0.59 98.11 Aux. Laminação Aux.84 94. Forjaria 0.37 97. Sub.14 94. Linha P.89 94. Aux. De Embarque Aux.73 95.05 94. Op. Embalagem Aux. Esp.52 97. Jatista Aux.05 0.36 98. Aj.20 93.00 97.47 94.58 96.09 0.Op. Carimbo Afiador Broca Aj.75 94.05 0. Revolver Suporte Tec. de Depósito Aux.05 0.05 0.09 97.05 0.39 96. Metais Rasqueteador Projetista Prog.09 0.05 0.05 0.05 0. Indl.05 0.41 98. Pantog.05 0.16 96.50 95.05 0.98 95.05 0.05 0.45 95. Aplainador Aplic. Lam.05 0.09 0.01 93. Chefe Prens.69 95.26 95.77 96.05 0.05 0.05 0. Op. Resina Apontador Aux.23 94. Ling.05 0. Calandra Servente Enc.56 94.98 98.36 95.05 0.84 97.09 0. Func. de Soldador Aux.51 94.09 0.05 0.05 0.17 95.53 96. Retífica Balconista Bobinadeira Chefe Seção Aux. Jatista Enc.05 0. Prod.05 0.81 96.05 0.94 97.05 0. de Torno Aux.05 0.05 0.75 97.05 0. Dobradeira Op. Eletrer. CNC Op. Aux.05 0.05 0.97 96. Lixador Op. de Coz.05 0.05 0. Op. Forno TTO TCO Op. Acab.05 0.05 0. Fresadora Op.05 0. Ferreiro Aux.05 0. Eng.05 0.02 96.05 0.86 93.64 95.05 0. Recebimento Enc. Rebr.05 96.05 0.05 0. Usina Op.05 0.56 97.48 93.09 0.05 0.03 95.05 0. De CNC Prof. Anal.05 0.11 93.05 0.19 97.22 95. Aux.42 97. Prença Op.05 0. Trat.58 93. Prat. de Torn. Materiais Op.03 98.64 98. Estamparia Op.05 0.05 0. Prod Oxicortador Operário Operador Trainee Op.08 98.05 0.44 96.05 0.05 0.67 96. 3 Prep.05 97.05 0.05 0. T. Tambor Op.39 93.80 94.33 94. Op.30 96.72 96. A Preparador Prep.66 94.87 95. Rev.61 97. 1 Aux.05 0. Estoque Anal. Montagem Prep.05 0.31 95. Produção Op.05 0. Polidor Aux. P. TTO TCO Cof.05 0.05 0.76 93. Engenheiro Op.59 95.05 0.05 0.78 95. de Matriz Aj. Pesagem 0. Ferram.33 97.05 92.70 97. C.92 93.28 97.61 94. Expedição Aux.05 0.69 126 .20 96.12 95. Mult.09 0. Encarregado Sub.55 98.05 0. Ferramenteiro Tec. Jato de Areia Pedreiro Aux.37 94.83 95.67 93.09 0. Especial Op. Rebarb.05 0.09 0.22 98.05 0. Mest Aux.05 0.95 94.42 94.09 0.41 95.83 92.80 97.17 98.05 0. de Ind.05 0.05 0.05 0.55 95. Acabamento Aj. de Secagem Aux. de Prensa Aux. Limpesa ATP Op. Prod. de Serviços Aux.09 0.05 0. Cargas reb.91 96. Rol.05 0.05 0. Rebitador Traçador Torn.45 98.05 0. Sup.09 0.05 0.62 96.05 0. De Corte Aj.

91 99.05 0. Elet.05 0.05 98. Op.05 0.05 0. Op.Enc.05 0.05 0.53 99.86 99. Of.11 99.78 98.34 99. 0. Caldeireiro Maçariqueiro Lider Montagen Lider Expedição Lider Microfusão Total 0. Man.05 0. Prod.05 0.72 99.25 99.73 98. Forjaria Enc.83 98. Ferramen.05 0.20 99. Soldador Controlador Op. Ferram.05 0. Op.44 99.02 99. Mec.05 0.95 100. Maq.05 0.05 0.58 99.97 99.16 99.06 99. Patr.62 99.48 99.67 99. Banca Of.30 99.00 127 .05 0. Eletrotécnico Digitadora Desmoldador Costureira Enc/ Prensa Mec.05 0. Montagem Enc.87 98.92 98. Cacho Injetor Mestre de Serral. Computador Mec.05 0.05 0.77 99.05 0.05 0.05 0. Mec.81 99.05 0. Mont. Mont.05 100 99.05 0. Hidráulico Mec.05 0.05 0.05 0.05 0.39 Mont.

4 9.0 22.0 9.7 4.6 12.0 3.0 5. Func.2 6.3 0.6 7.0 100.7 4. Gerais Op.Tabela 67 .6 4.3 12.4 13.4 0.9 5.1 3.9 1.1 4.0 6.5 1.0 12.7 2.7 4.0 100.8 21.5 9.2 8.0 7.4 1.0 6.8 38.0 3.2 62. Máquina Industriário Soldador Montador Serv.3 0.2 1. % 100.0 24.9 3.0 13.4 3.3 0.1 3.1 2.7 6.4 4.5 12. Aux.1 1.0 100.3 5.3 0.0 100.6 1.7 35.4 3.8 0.1 8. Mult.2 45.Distribuição da Natureza da Lesão Segundo a Profissão Prensagem Doença Ocupacion al Esforço Físico Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Outros Corte Profissão Metalúrgico Op.9 9.1 3.1 3.2 1.8 13.4 6.6 2.7 0.6 0.9 38.4 0.5 0.3 36.4 1.0 2.1 4.8 4.0 1.3 3.3 2.5 3.2 7.0 5.9 100 128 .2.7 38.6 11.9 34.5 4.3 0.9 1.5 40.7 2.3 14.8 8.6 6.8 1.2 24.Distribuição dos acidentes segundo o porte por natureza da lesão Natureza do acidente Doença Ocupacional Impacto Sofrido Esforço .7 0.0 10.5 2.2 5.0 13.2 6.6 1.2 18.5 25.3 1. Man.4 1.6 5.4 2.6 11.0 9.0 34.8 35.3 0.8 3.0 6. Cel.0 100.4 39.5 24.0 9.0 100.3 1.8 100 100 100 NI % 4.2 Anexos Natureza do Acidente Tabela 68 .5 2.Físico Prensagem impacto Sofrido Contra Corte Desequilíbrio Queimadura Esmagamento Retesão Queda Torção Objeto na Vista Intoxicação Atrito ou Abrasão Punctuação Choque Elétrico NI Total Grande % 38.4 3.0 100 Micro Pequeno Médio Empresa % % % 18.5 36.1 4.8 4.2 0.8 5.3 0.7 2.0 4.8 6.2 2.6 1.4 4. Produção Op.8 7.5 2.0 100.5 4.3 33.3 9.1 4.0 36.1 5.7 3.0 11.6 22.6 5.1 0.0 100.8 10.7 1.7 5.

23 88.52 0. Barras e Tubos Ferro Serra ou Furadeira Componente de Maq.72 88.59 1.22 95.83 84.95 77.16 43.88 59.75 3.62 90.67 9.67 2.00 % Acum.47 0.47 0.14 0.67 85. De nível Corpo Estranho Peso Subst.77 38.69 100.29 74.38 0.20 87.41 1. ou Prod.28 0.52 0. 14.97 1.27 0.2.08 86.00 2.45 62.06 1.14 0.84 91.19 0.58 2.82 32.7.42 86. Tampa Móveis Maçarico Empilhadeira Armação Arames e Telas Esteira Óleo Molde Gancho(s) e Gancheira(s) Bobina Fogo Outros NI Total % 14.40 81.37 91.59 89.75 0. Corpo Canos.09 3.93 83.97 90.41 3.00 80.13 55.14 8.61 0. Quente Escada Equipamento Madeira Motor Tambor e Container Matriz Porta Produto Químico Correia Produto Chave Esmeril Pregos e Parafusos Dipositivo Eletr.31 100.14 91.34 90.14 0.56 91.23 72.26 75.12 67.70 89.67 82.84 0.89 0.41 4.45 1.12 92. Cortante Mov.00 129 .52 0.67 23.14 0.38 0. Caixa(s) Queda c/ ou sem dif.32 47.70 91.28 0.73 52.95 5.3 Anexos Agente da Lesão Tabela 69 .39 5.23 0.42 0.27 1.70 70.23 0.53 2.66 0.69 87.54 79.16 4.69 1.90 91.17 89.98 92.Distribuição dos Acidentes segundo O Agente Causador da Lesão ID 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 Agente da lesão Ruído LER Máquina Ferramenta Peça(s) Chapa Prensa e Torno Obj.45 65.09 4.56 3.

00 Material de Transporte Mecânica Cutelaria Agente da lesão Peça(s) Máquina Ferramenta Mov.3 0.1 100.7 11.3 16.4 3.5 3.Distribuição dos Agentes de Lesão segundo a atividade econômica Metalúrgica Siderúrgica 0.0 3. Prensa e Torno LER Queda Obj.9 1.1 2. Quente Outros % 7.0 0.6 3.7 3.3 0.7 4.3 1.8 4.7 100.0 1.3 0.9 0.7 0.3 2.0 3.0 15.0 6.0 4.0 0.00 4.5 6.1 3.7 1.0 2.2 0.1 2.0 5.0 2.6 10.0 2.0 1.3 100.7 7.8 4.0 24.7 3.3 1.9 1.00 Fundição Forjaria 130 . Barras e Tubos Ferro Serra e Furadeira Componente de Maq.7 8.00 4.4 2.4 3.3 0.0 0. Corpo Chapa Ruído Canos.5 0.7 0.0 9.3 4.3 0.0 0.3 1.9 1.4 11.0 0.5 0.0 1.7 6.1 29.1 0.9 0.5 1.2 3. ou Prod.6 0.0 0.2 1.0 0.0 9.4 100.7 13.9 20.3 1.0 7.9 21.6 0.1 4.3 0.5 0.6 1.3 0.4 9.1 3.6 7.1 0.5 1.0 5.00 8.8 65.0 7.4 2.3 28.7 3.5 4.0 0.00 0.9 2.1 1.7 22.7 5.4 2.1 29.4 100.00 6.3 2.2 100. Cortante Peso Corpo Estranho Caixa(s) Subst.2 0.0 20.4 1.3 8.6 4.8 2.6 1.5 3.Tabela 70 .0 2.7 6.0 1.3 5.4 1.1 8.0 0.0 4.4 3.6 6.9 20.9 100.3 4.0 1.1 0.8 6.1 4.7 1.

0 131 .6 0.6 17.4 Anexos Tipo de Lesão Tabela 71 .6 0.1 0.8 3.8 0.0 4.1 5.0 5.7 0.8 2.1 9.1 0.6 1.1 0.9 0.0 0.4 1.0 0.Distribuição das Lesões segundo o tipo de lesão CodLes 10 21 4 12 22 17 23 24 8 1 15 18 26 19 5 20 28 7 31 9 6 2 14 16 13 27 32 29 3 11 33 34 30 35 Nome da Lesão Ferimento.7. Corto.0 100.1 0.1 0.1 0.7 2. de Carpo Dermatose Cisto Sinovial Conjuntivite Fissura Estiramento Muscular Sinovite Síndrome do Impacto do Ombro Bursite Total % 23.2 0.6 0.2 1.5 0.2 0.2.contuso Hipoacusia Contusão Fratura Tendinite Queimadura Dores Disacusia Entorse Amputação parcial Lombalgia Outros não listados Epicondilite Tenossinovite Corpo estranho Lesão Hérnia Distensão PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído) Escoriação Dermatite Amputação total Lesões Múltiplas Luxação Lesão ligamentar Síndrome Do T.5 0.4 2.0 0.2 0.7 13.

Corpo Chapa LER Escada Canos. Bateu no ferro Prensou dedo na serra. Queda de barra de ferro ao desmontar galpão. Natureza do acidente impacto Sofrido Contra Esforço . NI Perda Auditiva Passando lixadeira na retroesc. Trabalhando com Furadeira Perda Auditiva Queda de andaime. Barras e Tubos Móveis Descrição Ao manusear tubos. Barras e Tubos Ferramenta Canos. Caiu tubo de ferro. NI 132 . contundiu-se NI Alteração Osteomusculares Atingido com estourou disco policorte Transportando serpentina que veio a cair. ligado no chão impactou. ou Prod. LER em soldagem. agente de lesão e descrição apresentadas em algumas CATs referentes ao soldador. Eixo de metal deslizou e caiu.Físico impacto Sofrido Contra Corte Objeto na Vista Impacto Sofrido Impacto Sofrido Prensagem Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Impacto Sofrido Doença Ocupacional Queda Esmagamento impacto Sofrido Contra Prensagem Doença Ocupacional Impacto Sofrido Doença Ocupacional Doença Ocupacional impacto Sofrido Contra Impacto Sofrido Objeto na Vista Esforço .Físico Impacto Sofrido Agente da lesão Canos. Mudando máquina de lugar. Aparelho de solda. Bateu calcanhar ao pegar peça Pintura de Elevador. Cortando uma peça da chapa Esmerilhando peça. bateu nos mesmos. NI Peça caiu ao ser virada. NI Torção ao descer escadas. Soltou casca de solda a fazer solda. Peça(s) Máquina Canos. Calandrando cano de irrigação.Físico Prensagem Doença Ocupacional Torção Impacto Sofrido NI Impacto Sofrido Impacto Sofrido Desequilíbrio Doença Ocupacional Impacto Sofrido Impacto Sofrido Doença Ocupacional Impacto Sofrido Impacto Sofrido Impacto Sofrido Choque Elétrico Impacto Sofrido Esforço . Serra e Furadeira Ruído Armação Máquina Ferro Serra e Furadeira LER Canos. Barras e Tubos Ruído Componente de Maq. Barras e Tubos Corpo Estranho Mov. Barras e Tubos Ferro Arames e Telas Ferramenta Mov. Martelou o dedo ao bater numa peça. Perda Auditiva Prensou dedo num eixo. Corpo Ruído Ferramenta Ferro LER Máquina Outros Peça(s) Dipositivo Eletr. Fagulha ao esmerilhar Chapa Dores ao montar peça de escapamento do motor Ao virar chapa prensou dedo contra bancada. Barras e Tubos LER Ruído Prensa e Torno Canos. Dores ao fazer dobra em tubo de ferro. Barras e Tubos Outros Peça(s) Tambor e Container Corpo Estranho Chapa Máquina Prensa e Torno Canos. NI NI Transportando telas que vieram a cair. NI Trabalho exposto ao ruído Cortando Cantoneira de Ferro Tubo de Ferro caiu.7.Relação de natureza do Acidente. Retirando saca palha do gabarito. Maq. cortou-se com tambor de tinta.Físico Impacto Sofrido Queimadura Esforço .3 Anexos Capítulo 5 Tabela 72 .o Confeccionando peças no torno Ao segurar chapa metálica seu suporte (barra metalica) caiu.

Ao virar peça para solda. Faisca ao soldar peça Ajustando matriz na Prensa.Queimadura Impacto Sofrido Impacto Sofrido Queimadura Doença Ocupacional Queimadura Impacto Sofrido Impacto Sofrido Doença Ocupacional Impacto Sofrido Corte Impacto Sofrido Impacto Sofrido Corte Desequilíbrio Desequilíbrio Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Impacto Sofrido Impacto Sofrido NI Impacto Sofrido Torção Prensagem Impacto Sofrido Impacto Sofrido Objeto na Vista Esmagamento Fogo Móveis Serra e Furadeira Maçarico Ruído Produto Químico Ferramenta Subst. Atingido pela broca. Barras e Tubos Canos. Perda Auditiva Soldando um tubo em recepiente contendo óleo. Cortante Canos.lo Ao manusear prateleira. caiu barra de ferro . Luva queimou. Caiu pingo de solda ao soldar uma peça. Corpo Mov. Furando Cantoneira Lixou-se na lixa disco Cortou-se com chapa Resbalou ao empilhar caixas. Escorregou na tinta fresca NI Ao limpar bancada. chocou-se contra hélice ventilador. Quente Ruído Ferramenta Chapa Serra e Furadeira Máquina Chapa Mov. Barras e Tubos Peça(s) Ferramenta Mov. Corpo Máquina Madeira Ferro Corpo Estranho Prensa e Torno Solda.o Chapeando Radiador. NI Colacando pino no eixo com auxílio de martelo. Gaveta de aço caiu ao ser aberta. 133 . Ao montar longarina. Cortou-se com chapa. machucou-se. houve uma explosão devido a formação degases Marterlou-se ao puncionar polias. Cortando Ripa na Serra. Ao deslocar cavalete Inclinou uma barra de ferro que veio a atingi.Fita Cortando viga de ferro. Levantando Peça Calandrando uma peça. Furando uma bucha com furadeira. a mesma saltou impactando. Corpo Serra e Furadeira Obj.

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