MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS NA ATIVIDADE DA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EM 1996 E 1997 BREVE INTERLIGAÇÃO SOBRE O TRABALHO DO SOLDADOR

Pôr CLAUDIO FERNANDO GOLDMAN Engenheiro Civil

Dissertação de Mestrado PPGEP

PORTO ALEGRE 2002

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS NA ATIVIDADE DA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE NO SUL EM 1996 E 1997 BREVE INTERLIGAÇÃO SOBRE O TRABALHO DO SOLDADOR

DISSERTAÇÃO

Apresentada ao Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção - PPGEP, como parte dos requisitos para obtenção do Título de Mestre em Engenharia de Produção.

Pôr CLAUDIO FERNANDO GOLDMAN Engenheiro Civil

Orientadora: Prof. Lia Buarque de Macedo Guimarães

Porto Alegre, Março de 2002

Esta DISSERTAÇÃO foi julgada adequada para a obtenção do título de MESTRE EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, Área de concentração: Produção Civil, aprovada em sua forma final pelo Orientador e pela Banca Examinadora do Curso de pós-graduação:

_________________________________________________________ Orientadora: Prof. Lia Buarque de Macedo Guimarães

_________________________________________________________ Coordenador do PPGEP: Prof. Luis Antônio Lindau

BANCA EXAMINADORA: Mauro Moura

A todos os meus parentes e amigos iii .A minha mãe e a meu irmão. que muito me incentivaram Aos meus primos Jairo e Sulany que me deram grande força e apoio no momento mais importante para conclusão deste trabalho.

pelo tratamento cordial que sempre recebi destas. À DRT/RS pôr ter disponibilizados às CATs. pêlos momentos agradáveis vividos ao longo do período de mestrado. as quais foram essenciais para realização deste trabalho Às funcionárias da secretária do PPGEP. Vera e Andréa. que sempre me incentivou e orientou no intuito de concluir o trabalho.AGRADECIMENTOS A minha orientadora. Aos amigos do PPGEP. iv .

............................2.............................. XIII ÍNDICE DE FIGURAS .... 9 2..................................................4 Riscos Ambientais ............................................................................................................................................................................................................................................................. 12 2..... 11 2..................................................XVI ABSTRACT .............3 Fluxo de Trabalho..................1 Agentes Químicos ...................................................... 4 1................................... 8 2...........................................................3................................................... XV RESUMO ...............................................3.............................................. 1 1......................................................................................1 Objetivos Específicos ............................................................. 12 2.....................4 Limitações do Estudo ...............................................................................1 Tema e Justificativa ....................................1........1 Riscos Físicos ..............................SUMÁRIO ÍNDICE DE TABELAS ............................................1 Causas..... 13 2...............................2........ 8 2.................................................................. 7 2...................................................................4........................................XIV LISTA DE SIGLAS ....... 9 2........................................................................2 Objetivo Geral ............................................................. 5 2 ACIDENTES DE TRABALHO: DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO .....3 Considerações Sobre os Acidentes de Trabalho........ 11 2....1............................................... 13 2.........2 Automação e o Trabalhador ...........................1 O Ruído ............................................................................4...........2 Principal Fonte de Informação .........................................................................................................3 Riscos Biológicos .......2 Riscos Químicos ................2 Condições Físicas de Trabalho ....................................1 Sistemas de Produção ............................2......................................4.................. 11 2........................................................................................................................ 12 2........... 6 2.........................................................1 Classificação de Acidentes ............................................................................................. 5 1........4 Ritmo de trabalho ................. 14 v ........................3................... XVII 1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 7 2............2.....................3.........................................................................2 A Tecnologia e os Acidentes de trabalho .................................................. 4 1.........................................................................................................................IX ÍNDICE DE GRÁFICOS ...........4.... 1 1..........4...........................1..............................................................................3 Estrutura do Trabalho ............. 8 2...........................................................

..................................2........5................ 20 3. 17 2...... 19 3....2 Teorias Psicológicas ....................................2 Estatísticas de Benefícios concedidos pôr Acidentes de Trabalho...4 Aspecto da Medicina do Trabalho........................ 15 2........1 Casos Novos ......................................5 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais pôr Região e Estados da Federação....................... 15 2.......1..... 35 4 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES NA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ..............6........................6 Aspectos sobre Acidentes do Trabalho ................... 15 2............................................................... 16 2................ 24 3...............................................3 Aspecto Social ..............................................................................................................................................5.............. 14 2......................................................................... 38 4.......................4............................................2 Importância do Setor Metalúrgico e Metal-mecânico na Economia do Estado do Rio Grande do Sul ....................................................................................................................................................... 15 2..1 Nível Macro.. 28 3.................................................................. 38 4..... 17 2..................................................... 38 vi .......................7.....................4 Riscos Ergonômicos ............................................. 26 3...4.6..............7......................................................5 Aspectos Legais...... 16 2....... 17 2.......4....................................................................................1 Teoria do Dominó.........................................................................................2 Problemas em Prevenção de Acidentes ............... 16 2...........................5........................................2 Estatísticas de Acidentes segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID) 28 3.......2...............1 Teoria do Alerta. 18 3 ESTATÍSTICA NACIONAL DE ACIDENTES....................................................................................1 Aspectos Econômico ........2 Local de Coleta dos Dados .................6...............1 Coeficientes .............5 Riscos de Acidentes... 16 2.......................... 16 2.................................................................... 29 3..................................... 16 2.......................................................... 23 3........6. 17 2. 15 2.... 16 2...............................7 Prevenção de Acidentes.6............................1 Subnotificação ..................................................... 20 3......5.......................................................................6..2..5 Teoria da Propensão ao Acidente ........2 Aspectos Jurídico............................5........................................................................................................................................................................3 Dados Estatísticos Segundo a Idade ...............1 Princípio de Prevenção de Acidentes .................................................. 32 3......6....4.....2 Nível Micro .....................4..............................................................1 Classificação da Pesquisa .5.........................................3 Estatísticas de Acidentes segundo o mês de Ocorrência ............................................................1.............................................................................................................................................................................4 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais.................................2 Teoria da Acidentabilidade.....

.........5 Pés............... 64 4........12...............................4............ 48 4............. 51 4........................................................6 Análise dos Dados ..........................3 Estado Civil ..................................................................1 Profissão ................................................ 58 4........ 68 4.................. 43 4....................................9 Freqüência temporal dos Acidentes..............6 Atividade do Funcionário ..............................................................................7................................................. 55 4.......................8.............................................................................. 42 4.............................................. 44 4.......3 Acidente............................................................................. 38 4........................................................ 77 vii ............................. 45 4..................12 Lesões e Partes do Corpo Atingidas ...........................................................................11..........................................................................2 Duração do Tratamento .................................................8........................................................12.....................2 Acidentado..........................................................................5 Sexo .... 58 4.......................................................... 74 4........................................................................................ 50 4.......................................................................2 Idade ........................4 Mãos ................................. 39 4......................... 60 4.........8................................................................7 Perfil da Empresa ........ 69 4.............................................................................................................12......................12.........................4..............................................................................................................................................................................................................2 Região da Cabeça ........................................... 60 4...........6............................. 55 4.................8............................10............................................12..........................................1 Empresa ..........................5 Procedimento da Pesquisa ..................................................................10 Causa do Acidente ...........................................11 Dados sobre o Acidente.................................................................................................................... 67 4.... 39 4............................................ 68 4..4 Laudo Médico......................4 Escolha de Variáveis ..................4..........3 População e Amostra ................................................................ 59 4....................4 Salário................................... 50 4.......................1 Afastamento......... 46 4................................................................... 71 4...8 Perfil do Trabalhador...................1 Atividade da Empresa...................1 Profissão com Maior Freqüência de Acidentes .....................4.........10..........9................................................................7..........................1 Profissão .... 46 4.2 Hora do Acidente.....11..................................................................................................................................................................2 Porte da Empresa ............... 49 4.4......3 Região do Corpo Dorsal .....................1 Data do Acidente .................................................................................................... 43 4.8...........2 Agentes da Lesão... 54 4.........................................................7.....8........9.............3 Região da Empresa ........................................ 56 4........................................1 Natureza do Acidente .................................... 69 4........................... 67 4................................................................................................. 40 4.................

......................................................................................................................................2.................................................................... 107 7 ANEXOS ...........................1 Ruído e LER .................................1 Acidentes de Trabalho ..... 87 5...................................................... 95 5.. 103 6........................................................3..........3.................................... 86 5................................1 Anexos Capítulo 3 ....................................................................1...............1.................2 Prevenção na Soldagem..................................4...... 129 7................................... 91 5.................................................................................................... 84 5.....................3 Anexos Agente da Lesão .................... 92 5.............................................................................. 101 6........................................................4 Doenças Profissionais.......................................................... 97 5.............................4.................................................................................... 95 5.............3 Impacto Sofrido ................................................... 104 6................2 Riscos .. 84 5.........2 Trabalho do Soldador .......... 110 7...................................................................................2......................................3 Exposição a Agentes Químicos .................................... 125 7...................3 Resultados Obtidos da Análise das CATs de Soldadores ....1....................................4 Anexos Tipo de Lesão .......2 Fumos de Soldagem ......1 A Visão ......................... 86 5........... 79 5 CONSIDERAÇÕES SOBRE A ADEQUAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS PELA CAT: O CASO DO SOLDADOR ...................................................1....... 132 viii .....................................................................................1.......................................12.....2...................................................................................................................................... 131 7.....1 Descrição das Atividades....................................................................................................................................1.........................1.................1..................... 83 5................................................................................................................................................3 A Tecnologia e o Soldador ....................... 110 7.........................................................................4 Doença Ocupacional............................. 105 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....6 Ventral ......................................2 Agentes Químicos ..................... 104 6..............3 Sugestões para trabalhos futuros ....... 90 5............. 128 7..................................................... 115 7..........................................................................................2.... 85 5.............3 Anexos Capítulo 5 ....2 Anexos Natureza do Acidente ....................3................ 84 5.......................4.......................5 Prensagem......................................... 95 5...2 Médias ..................................................4..1.................................................................. 99 6 CONCLUSÕES ..............................3............................................................2 Anexos Capítulo 4 ......................................1 Anexos Profissão ..................1 Principais Agentes Causadores De Risco À Saúde Do Soldador..........................................3........

.....................Número médio de empregados pôr porte da empresa ....................Porte das Empresas................................................................. segundo as Grandes Regiões e Estados da Região Sul 1995/97 ...........Faixas etárias do banco de dados ........... pôr motivo..................................................................N...................Média de idade do acidentado segundo a profissão ...........Acidentes Típicos Novos em 1996.................Ranking das Empresas pôr Setor Econômico ... 49 Tabela 19 .........................................º de empregados pôr gênero até 1998.......................................................Atividades econômicas priorizadas ..................................Quantidade de acidentes de trabalho registrados..................... 21 Tabela 3 .................Distribuição de acidentes segundo a faixa etária para a cidade de Osasco e o estado do Rio Grande Do Sul ....................1997 ... 48 Tabela 17 ..............Número de acidentes segundo atividade da empresa ........... 3 Tabela 2 ......................ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1 ... pôr motivo ....................Classificação de estado civil para o banco de dados ...... 47 Tabela 16 .......... 42 Tabela 14 ... 34 Tabela 9................Quantidade mensal de acidentes de trabalho registrados................................. 41 Tabela 13 ................Benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividades econômica em 1996................................Distribuição dos acidentes segundo a cidade ......................................................................................Distribuição de acidentes segundo o porte ................. 29 Tabela 5 ................................................Nº de Acidentes e Doenças do Trabalho registrados no Brasil....... 44 Tabela 15 ................ 49 Tabela 18 ..........................Características das CATs .......................................... 33 Tabela 8 .......................................... 36 Tabela 10 ...................................... 41 Tabela 12 ..... 40 Tabela 11 ........................................................ 52 Tabela 20 .....................................................................º de empresas e n........................Lista de Atividades para o Banco de Dados......... 54 ix ........................................ no Rio Grande do Sul...................................Benefícios concedidos por acidentes de trabalho segundo os grupos de atividade econômica da Indústria da Transformação em 1996 ............................. 30 Tabela 6 ............ 25 Tabela 4 .......................................... 32 Tabela 7 ................... de 1970 a 1997 ...........................................

.............. 65 Tabela 29 ..................................................... 55 Tabela 23 ............................................................. 76 Tabela 43 .................................Freqüência e distribuição dos acidentes segundo faixa salarial ................................................ 69 Tabela 33 ...Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo o agente da lesão ........Agentes mais comuns de acordo com a natureza da lesão ..............................Distribuição dos acidentes segundo a natureza ...............Distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão.. 61 Tabela 25 ............................................................... 58 Tabela 24 .................................................................................... 72 Tabela 38 ........Tipos de agentes mais comuns segundo a profissão .................... 64 Tabela 27 ........ 76 Tabela 42 ..........Distribuição dos acidente segundo duração tratamento .................. 74 Tabela 40 .....................Distribuição dos acidentes segundo natureza do acidente pôr atividade econômica .... 71 Tabela 37 .Tipos de agentes mais comuns de acordo com a atividade econômica..Distribuição das lesões segundo o tipo de lesão ...........................Tabela 21 .................................. 71 Tabela 36 .......Distribuição dos acidentes segundo os agentes da lesão mais freqüentes..............Distribuição dos acidentes na região da cabeça segundo a natureza do acidente ..................... 70 Tabela 35 .........Distribuição das lesões segundo a região dorsal .....................................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão.......... 68 Tabela 32 ..................... 74 Tabela 41 ...................... 77 x .........Distribuição de lesões segundo região da cabeça.................................. 73 Tabela 39 ..........................Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo o agente da lesão ................... 69 Tabela 34 ......................Freqüência dos acidentes segundo o dia da semana........................Distribuição das lesões na região da cabeça segundo natureza e agente de lesão .......... 66 Tabela 30 ....Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a lesão. 62 Tabela 26 ..................................................................................................................................... 67 Tabela 31 ....Distribuição dos acidentes segundo a região dos pés...................Distribuição dos acidentes segundo a região das mãos................................................ 65 Tabela 28 ... ..Tipos de agentes mais comuns de acordo com o porte.Freqüência de acidentes pôr estado civil................... 54 Tabela 22 ....

...............................................................................Freqüência de Acidentes de trabalho registrados...... 118 Tabela 62 .........................................Códigos CID mais Incidentes em 1997...........................................Distribuição dos acidentes na região ventral segundo o agente da lesão ................ por motivo...... 79 Tabela 46 ...........Tabela 44 .soldador.................................................Distribuição dos acidentes segundo a Profissão....... 112 Tabela 59 ............. 89 Tabela 51 ............Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão....Variáveis relativas às partes do corpo atingidas....................... 119 Tabela 63 ................. 110 Tabela 58 .................Distribuição e acidentes segunda a atividade dos soldadores ................................... segundo a idade em 1997........ 94 Tabela 53 ... 115 Tabela 61 ...Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a natureza.... 121 Tabela 65 – Nº de acidentes de trabalho registrados...................... 79 Tabela 47 ............................ ..... segundo as Grandes Regiões e UF ..........Benefícios Concedidos por Acidentes do Trabalho em 96 por Estado ................soldadores.......... 93 Tabela 52 ................................................................................................... 81 Tabela 49 .. por motivo.............Distribuição de acidentes pôr soldador segundo a região ...............Lista de Agente de Lesão ..............Tipos de Acidentes Analisados nas CATs ......Descrição de acidentes devido impacto sofrido .......1995/97 ...soldadores........................... 98 Tabela 55 .......... 114 Tabela 60 ................................. 120 Tabela 64 ... 81 Tabela 50 .......Composição Básica Dos Fumos de Soldagem .........soldador.....................................Descrição de acidentes devido a doença ocupacional ...................Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo o agente da lesão ...................................Lesões atribuídas às partes do corpo atingida ............ 78 Tabela 45 ..................Atividades segundo o ramo de atividade......... 125 xi ............ 123 Tabela 66 ...... 98 Tabela 56 .................................................Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a lesão.. 80 Tabela 48........Distribuição de lesões segundo a doença ocupacional .............Distribuição dos acidentes segundo a região ventral......................... 97 Tabela 54 ............... 99 Tabela 57 ..........Descrição de acidentes devido impacto sofrido .........................................

Distribuição das Lesões segundo o tipo de lesão ..Distribuição dos Acidentes segundo O Agente Causador da Lesão .........Distribuição dos Agentes de Lesão segundo a atividade econômica ......... 128 Tabela 68 ......Tabela 67 ...Relação de natureza do Acidente.................. agente de lesão e descrição apresentadas em algumas CATs referentes ao soldador....................................................... 130 Tabela 71 ............................ 131 Tabela 72 . 129 Tabela 70 ..... ...........Distribuição da Natureza da Lesão Segundo a Profissão .Distribuição dos acidentes segundo o porte por natureza da lesão .......................... 128 Tabela 69 ............... 132 xii ....................

.......................................Freqüência de Acidentes de Trabalho ............Freqüência de Acidentes com Morte (Brasil) .......... 59 Gráfico 14 ..Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo a natureza............... Erro! Indicador não definido.........................ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1 ...................... 53 Gráfico 11 ........Distribuição de acidentes segundo faixa etária ................................ 72 Gráfico 16 ................................Incidência de Acidentes Pôr Região (DATAPREV) .......Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a natureza .......Distribuição dos Acidentes segundo o dia da semana ...... 62 Gráfico 15 ........................................ 75 Gráfico 17 .Acidentes Registrados na Região Sul (DATAPREV) ....... ...... 23 Gráfico 3 ............................................................... 77 xiii .....................Distribuição dos acidentes segundo a hora do acidentes .....................................Comparação de distribuição de acidentes segundo faixa etária entre RGS e OSASCO ...............Distribuição dos acidentes segundo o motivo.............. 27 Gráfico 5 ............................................ 47 Gráfico 8 .....................................................................Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a natureza do acidente................Distribuição de acidentes pôr sexo segundo a natureza.......................... 51 Gráfico 9 ....Freqüência de Acidentes Típicos (Brasil). 52 Gráfico 10 ................ 31 Gráfico 7 .................................................................................. 59 Gráfico 13 ... 22 Gráfico 2 ........................... 31 Gráfico 6 ..........Freqüência dos Acidentes segundo Atividade Econômica .......Freqüência de Acidentes pôr Idade.... Gráfico 4 ..........................................mais de 15 dias segundo Classe de Atividade Econômica ..... 56 Gráfico 12 .....Osasco .Distribuição de acidentes pôr profissão ................................

.................. 117 Figura 3 .........Principais campos de Informações do anverso CAT ....Banco de dados utilizado para armazenamento de dados com base na CAT ..........ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1 .......... 116 Figura 2 ....... 122 xiv ..................Principais campos do Verso da Informações da CAT ........................

LISTA DE SIGLAS ABNT ACGIH AEPS ANFIP BEAT CANCAT CAT CID CIPA CLT CNAE DO DORT DRT/RS EPI FIBGE FIERGS INSS LER LT MIG MPAS MT N NB NI NR OIT PAIR PCMSO SEBRAE SSST SUB SUS TIG TLV UV Associação Brasileira de Normas Técnicas American Conference of Governmental Hygienists Anuário Estatístico da Previdência Social Associação Nacional dos Fiscais de Contribuições Previdenciárias Boletim Estatístico de Acidente de Trabalho Campanha nacional de Combate aos Acidentes do Trabalho Comunicação de Acidente do Trabalho Código Internacional de Doenças Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Consolidação das Leis do Trabalho Classificação Nacional de Atividades Econômicas Doença Ocupacional Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho Delegacia Regional do Trabalho/Rio Grande do Sul Equipamento de Proteção Individual Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Federação das Industrias do Estado do Rio Grande do Sul Instituto Nacional do Seguro Social Lesão pôr Esforço Repetido Limites de Tolerância Metal Inert Gas Ministério da Previdência e Assistência Social Ministério do Trabalho Número Normas Brasileiras Não Informado Norma Regulamentadora Organização Internacional do Trabalho Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Programa de Consolidação e Médico de Saúde Ocupacional Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho Sistema Único de Benefícios Sistema Único de Saúde Tungstein Inert Gas Threshold Limit Values Ultra Violeta xv .

fora de seu posto de trabalho ou de suas atividades tradicionais de solda. Os profissionais atuam fora de seu posto e em tarefas que não são características de sua função. Há também grande incidência de impacto sofrido pêlos acidentados. além da falta de organização do posto de trabalho do acidentado. Fica evidente que. devido a ferramentas. pois sofreram muitos acidentes pôr impacto sofrido. Com os resultados obtidos neste trabalho. deixa evidente a insalubridade do ambiente de trabalho do acidentado devido à quantidade de registros causados pôr ruído (principalmente fábricas de cutelaria) e DORT (Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho). natureza e distribuição dos acidentes. procedeu-se ao armazenamento dos mesmos em um software de banco de dados que permite analisar as informações levantadas no intuito de melhor conhecer a magnitude. Após a coleta dos dados. analisaram-se informações referentes à empresa. fatores que provavelmente contribuem para o aumento de riscos de acidentes. Os metalúrgicos foram a categoria profissional que mais acidentes de trabalho registraram. canos e barras. existe a própria desorganização do trabalho. peças e máquinas. O estudo. ao acidentado e acidentes de trabalho registrados no setor metalúrgico e metalmecânico do estado do Rio Grande do Sul nos anos de 1996/1997. Com base neste documento. devido a queda de tubos.RESUMO A presente dissertação apresenta um levantamento de dados sobre acidentes de trabalho feito a partir de informações extraídas de um documento denominado CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). os soldadores apresentaram um dado curioso. No entanto. xvi . pretende-se sensibilizar as empresas para que tomem medidas mais eficientes a fim de minimizar os riscos aos quais os trabalhadores estão envolvidos e expostos.

employees are used in areas other than the work stations for which they have not been hired. machines. By use of this databank an analysis of the results was made possible as well as the formulation of conclusions. It was evident also. The most significant manufacturing company sited for noise related injury was that of the cutlery industry and metallurgy for impact related accidents. especially by tools. that. xvii . accident related jobs and injuries in the areas of metallurgic e metal-mechanics in the state of Rio Grande do Sul in the years of 96/97. After the data was collected. The metallurgic sector was the professional category that registered the most number of accidents. which were outside of their welding workstations. The unhealthy work environment also was made evident in the high number of reports of noise related and LER (Injuries due to Repeated Efforts). we hope to make the manufacturing companies aware so that they may take greater effort in minimizing the job-related risks with which the workers are faced. it was interesting to note that the welders were sited as having reported many impacts related injuries. From this document was collected information regarding the companies/ manufactures. In the analysis of the results the following were made evident: A lack of organization of workstations.ABSTRACT The present dissertation shows the results collected from a document entitled CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). and parts. With these results. besides the lack of organization at their work stations. due to the large number of impact related injuries. the information was stored in a databank. most probably contributing to the increase of accident risks. there was a lack of organization in the work itself. due to the fall of steel tubes and bars. However.

doenças e a incapacidade parcial ou permanente do indivíduo ao exercer suas funções. que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão Os acidentes de trabalho. trabalhadores e suas famílias. necessária à realização de qualquer tarefa. Com tudo isto também é necessário a criação de novas técnicas para controle e prevenção de acidentes. O trabalho pode gerar vida e saúde. também atingem a sociedade em geral e o meio ambiente. ela é um importante instrumento de combate aos acidentes de trabalho principalmente devido a sua abrangência nacional. novos sistemas e novas tecnologias de produção. Acidentes decorrem em custos sociais e econômicos para empresas.1996). Técnicas estas necessárias para que as empresas se mantenham competitivas e se tornem mais produtivas em um mercado globalizado. relacionada com o exercício do trabalho. principalmente devido à subnotificação. de caráter físico e/ou intelectual. tendo como base as CATs.. instantânea ou não. Para a sociedade como um todo. mas também pode gerar mortes. 1. esses custos são demasiadamente altos (Ganhe. Apesar das CATs serem um instrumento que vem sofrendo diversas críticas. serviço ou empreendimento Na ABNT (1995) encontra-se a seguinte definição para acidente de trabalho: termo caracterizado como uma ocorrência imprevista e indesejável. podem-se definir prioridades e adotar medidas prevencionistas contra os riscos envolvidos na atividade laboral do trabalhador. além de afetarem a própria atividade laboral. cuja principal fonte de dados é a Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT).1 INTRODUÇÃO O mundo do trabalho é complexo e cada vez mais pressionado pôr uma dinâmica global que exige a criação de novas técnicas.1 Tema e Justificativa Uma das principais contribuições para auxiliar a entender os acidentes de trabalho são as estatísticas desses acidentes. ou uma atividade coordenada. que é a não notificação de acidentes de trabalho. 1 . Azevedo (1999) define trabalho da seguinte forma: palavra que indica aplicação de forças humanas para alcançar um determinado fim. Através das estatísticas..

Mitrof (1994) afirma que: “No Brasil existe a falta de um modelo prevencionista aliado à falta de cumprimento das normas existentes sobre acidentes de trabalho. 1999) relata que: “É importante lembrar que o trabalhador não é uma simples peça produtiva e sim um ser humano merecedor de proteção no trabalho” Com o intuito de minimizar os acidentes de trabalho.. Estudar meios para diminuição dos acidentes de trabalho é importante em primeiro lugar porque diz respeito à proteção da integridade física e mental da saúde do trabalhador no exercício de seu trabalho. o que ressalta um duplo aspecto que reduz o crescimento do país: um elevado gasto em benefícios decorrentes de trabalho pôr parte do governo e perda da produtividade pôr parte das empresas devido aos custos de acidentes”. Em relação ao trabalhador (Azevedo. dos dados sobre benefícios iniciados em 1995 pôr pensão acidentária.1996) Em relação aos acidentes de trabalho ocorrido no Brasil. fornecidos pelo 1 Compreendido como um instrumento para aperfeiçoar a compreensão dos números levantados através das estatísticas 2 .O que mais dificulta o enfrentamento dos problemas relativos a acidentes de trabalho é a dificuldade em se estabelecer um planejamento eficiente. Segurança do Trabalho e Ergonomia. Existem poucas informações e pouco histórico sobre desenvolvimento de pesquisa nesta área e muito poucas sendo feitas. principalmente porque as informações sobre acidentes de trabalhos não são consistentes e pôr não receberem o tratamento epidemiológico1 adequado (Ganhe. aposentadoria pôr invalidez permanente e auxílio pôr incapacidade permanente parcial. Este tema se enquadra principalmente em áreas ligadas à Saúde. o Ministério do Trabalho (MT) começou uma pesquisa para apontar indicadores epidemiológicos com base na análise de freqüência. com relação à evitar que este problema permaneça. Além disto.. o que aumenta o grau de dificuldade de realização de um estudo sobre acidentes de trabalho. maior será a conscientização dos segmentos sociais. quanto maior o número de estudos tendo como tema diminuição de acidentes de trabalho. sem receber a devida atenção.

de. concreto e fibras . segundo critérios adotados pelo MT. estão a indústria metalúrgica e metal-mecânica. alguns setores produtivos apresentaram níveis elevados de eventos de gravidade. DATAPREV edificações obras viárias extração de metais preciosos extração de pedra. 21). segundo critérios adotados pelo MT. CAT. parcial e total. No topo da lista de atividades que devem ser priorizadas. bem como sua resolutividade. merecem atenção especial para que se tomem medidas para prevenção de acidentes de trabalho e diminuição de riscos para os trabalhadores..s usina de cana. mais benefícios geraram devido aos mesmos. Tabela 1 . Segundo estes dados. como morte e incapacidade permanente. areia e argila Extração de minerais nãometálicos Na Tabela 1 são apresentadas as três principais atividades econômicas (indústria da transformação.. Estas três classes pertencem a um universo de 16 classes que fizeram parte do estudo realizado pelo MT (ver Tabela 2 pág.metálicos Fabricação de produtos alimentícios e de bebidas Atividade Econômica Fabricação de peças fundidas de ferro fabricação de estruturas metálicas para edificações. Estes indicadores foram analisados pôr atividade econômica. 3 . Segundo Ganhe. pontes e torres madeiras Cerâmicas não refratárias artigos de cimento.açúcar Fabricação de produtos químicos fabricação de produtos petroquímicos fabricação de fertilizantes fosfatados CONSTRUÇÃO Construção Extração de minerais metálicos INDÚSTRIA EXTRATIVA Fonte: BEAT. Estas atividades foram as que mais acidentes registraram e. Fabricação de produtos minerais de madeira INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO Fabricação de produtos minerais não .Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS). metalmecânica. conseqüentemente.(1996) esta priorização levou em conta a magnitude e a gravidade do problema. Com base nestes critérios foram estabelecidos grupos de atividades econômicas. construção e indústria extrativa) que. INSS. através do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).Atividades econômicas priorizadas Classe de Atividade Econômica Grupo de Atividade Econômica Indústria metalúrgica. elétrica e eletroeletrônica.

mecânica estão no topo da lista.Conforme a Tabela 1. dentro da ordem de priorização. este trabalho tem como objetivo geral identificar os itens relevantes a acidentes que não estão hoje disponíveis a fim de aprimorar as informações constantes nas CATs 1. Principal agente causador de lesão. 1. − Analisar um posto de trabalho.2. Qual a principal parte do corpo atingida.1 Objetivos Específicos Tem-se como objetivo específico deste trabalho: − Identificar: 1. para que se possa. a indústria metalúrgica e a metal. 2. Quais profissões têm maior freqüência de acidentes. − Verificar se os dados disponibilizados nas CATs são suficientes para que se possa estabelecer ações e medidas que permitam a eliminação ou o controle do risco de acidentes. percebe-se que.2 Objetivo Geral O objetivo geral deste trabalho é contribuir para a criação de uma base de dados sobre acidentes de trabalho. quais tarefas normalmente executadas poderiam estar associadas com potenciais riscos do posto. merecendo prioridade nas ações para a busca de soluções que visem diminuir a ocorrência de acidentes de trabalho. 4 . em acidentes. tomando como base um dos postos de trabalhos envolvidos em acidentes na indústria metalúrgica e metal-mecânica. priorizar ações que minimizem a ocorrência de acidentes de trabalho. Qual a natureza de lesão mais freqüente entre os acidentados. identificando. Além disto. 4. 3. − A realização de uma apreciação ergonômica. pôr meio de análise destes dados.

. e não foram considerados os acidentes de trajeto.3 Estrutura do Trabalho O capítulo 2 apresenta uma definição geral e classificação de acidentes de trabalho. Os trabalhadores sem carteira assinada não pertencem à CLT.1.1999). para posterior comparação com os dados obtidos a partir da análise das CATs feitas neste trabalho. procurando comparar as informações das CAT com as características da profissão. para cada grupo de variáveis levantadas.4 Limitações do Estudo A CAT contém apenas informações sobre os trabalhadores que são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O capítulo 3 apresenta estatísticas nacionais sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais.. No capítulo 5 é feita uma análise adicional para o soldador.Mecânico. O levantamento de dados foi feito apenas no Rio Grande do Sul abrangendo o período de Janeiro de 1996 à Dezembro de 1997. representando cerca de 30% da população economicamente ativa (Anuário. No capítulo 4 estão as informações referentes ao método de coleta de dados sobre acidentes de trabalho e são apresentados os resultados e análises. 1. O levantamento foi feito apenas para o setor Metalúrgico e Metal. 5 . No capítulo 6 é apresentada a conclusão do trabalho.. e são feitas recomendações para estudos futuros.

− Acidente de trajeto: ocorrido no trajeto entre a residência e o local do trabalho do segurado. 6 . que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão (Abnt. o acidente do trabalho é definido tecnicamente nos seguintes termos: − Acidente típico: decorrente da característica da atividade profissional desempenhada pelo acidentado. Óbitos . No processo de registro dos acidentes do trabalho. de acordo com o Inss (1998). relacionada com o exercício do trabalho.2 ACIDENTES DE TRABALHO: DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO Segundo a Norma Brasileira de Cadastro de Acidentes (NB18). − Assistência Médica: Corresponde aos segurados que receberam apenas atendimentos médicos para sua pronta recuperação para o exercício da atividade laborativa. depois de completado o tratamento e indenizadas as seqüelas. − Acidente devido a doença do trabalho: ocasionado pôr qualquer tipo de doença profissional peculiar a determinado ramo de atividade econômica constante de tabela da Previdência Social (Anexo II do Decreto 611/92) − Acidentes Registrados: Corresponde ao número de acidentes cujos processos foram abertos administrativa e tecnicamente pelo INSS. 1975). − Incapacidade Temporária: Compreende aos segurados que ficaram temporariamente incapacitados para o exercício de sua atividade laborativa. o acidente do trabalho é caracterizado como uma ocorrência imprevista e indesejável. instantânea ou não.Corresponde aos segurados que faleceram em função do acidente do trabalho. − Incapacidade Permanente: Compreende aos segurados que ficaram permanentemente incapacitados para o exercício de atividade laborativa. − Acidentes Liquidados: Corresponde ao número de acidentes cujos processos foram encerrados administrativamente pelo INSS.

1992). ou seja.1. definidos acima. danos materiais. (1999). a CAT é o instrumento formal de registro dos acidentes do trabalho e seus equivalentes. Abaixo são relacionados três conceitos técnicos de Acidentes de Trabalho: − Acidente com afastamento: Aquele que impossibilita o retorno do acidentado ao trabalho no dia do acidente e na jornada normal no dia seguinte. à imprudência ou à exposição desnecessária ao perigo. financeiros ou agressão ao meio ambiente. o que normalmente denomina-se de “produção da consciência culposa”. contribuições da psicologia do trabalho. J. A. No Brasil.1. DELA COLETA. Porém. de acordo com o artigo 142 do Decreto 611 pg13 (Anfip. resultando em perda de tempo. São Paulo: Atlas. à negligência.1 Classificação de Acidentes Para os efeitos do conceito de acidentes no trabalho. 7 . Acidentes de Trabalho: Fator Humano. − Acidente sem vítima ou incidente: Toda ocorrência não programada que interrompe a atividade normal do trabalho.2. Num outro estudo conduzido pôr Dela Coleta (1991) apud Costella. a CAT se constitui numa importante fonte de informações sobre acidentes do trabalho e doenças profissionais. Prova disto é um estudo realizado em três grandes empresas metalúrgicas do estado de São Paulo (Binder. Neste contexto se chamam incidentes. é necessário que ocorram lesões ou perturbações funcionais com ou sem afastamento do empregado do local de trabalho. Pôr ter uma abrangência nacional. nas quais 70% dos acidentes foram atribuídos ao descuido. traduzidas pelas expressões de ato inseguro e condição insegura. − Acidente sem afastamento: Aquele em que o retorno do acidentado ao trabalho ocorre no dia do acidente ou no dia seguinte. existem acidentes que ocorrem. pôr imprudência ou porque “os operários teimam em alterar a rotina de trabalho”. 1991. o acidente de trabalho ainda é considerado como um fenômeno decorrente de falhas humanas ou técnicas. 2. a maioria dos acidentes foram atribuídos aos operários. mas não provocam lesão.2 Principal Fonte de Informação No Brasil. recaindo na responsabilização do trabalhador. 1997). atividades de prevenção.

2.automatizados mantém a intervenção direta do elemento humano na confecção do produto. Os sistemas de produção não-automatizados compreendem a fabricação de um produto quase que de forma artesanal. de invalidez e de doenças nas fábricas automatizadas. 8 .2 Automação e o Trabalhador Araújo. favorecendo situações que expõe o trabalhador a sérios riscos de ter sua capacidade de trabalho diminuída. A tecnologia introduz variáveis que alteram o ambiente de trabalho. pôr sua vez. automatizados. são aqueles em que a participação do elemento humano para a fabricação de um produto é quase nula. trabalhando a um ritmo constante. Cabe ao trabalhador executar as tarefas de integração. 2.2. que se dá quando um número igual de trabalhadores. principalmente.2 A Tecnologia e os Acidentes de trabalho A elevação da produtividade. cria uma quantidade maior de produtos. pelo fato de se terem sistemas produtivos diferentes. (1989) afirma que com o processo de automação existe um menor risco de acidentes. é preciso a pesquisa dos elementos característicos do acidente permitindo a identificação dos fatores de risco comuns a diferentes situações de trabalho. Porém. a fabricação é totalmente dependente da máquina. durante o mesmo período de tempo. os processos semi. No entanto. pela possibilidade de controle remoto e a eliminação das tarefas mais difíceis e perigosas e redução considerável da fadiga. Pôr fim. É valido inferir que.Para contrapor este ponto. semi. Os sistemas de produção automatizados. visando a sua eliminação. o aumento da tecnologia tende a aumentar a monotonia do trabalho com conseqüente elevação do desgaste psicológico e da ocorrência de acidentes. 2. A função do elemento humano restringe-se ao acompanhamento e controle dos equipamentos automatizados. ou seja.1 Sistemas de Produção Os sistemas de produção podem ser de três tipos: não automatizados. pode-se também esperar que se tenham diferenças quanto à influência destes na exposição humana a menores ou maiores fatores de risco.automatizados. alimentação das máquinas e parte de operações de transformação. do progresso técnico. 1989). ou seja. maior eficiência dos meios de produção empregados (Araújo. 2. é decorrente.

O importante no momento de se empregar o processo de automação é a preocupação com o fator humano. e em outros ele pode vir a diminuir.3. projeto de trabalho. Foi constatado que todas as 27 principais formas de doenças ocupacionais.000 pessoas entre trabalhadores de fundição em indústrias da Rússia. ela pode aumentar a quantidade de acidentes de trabalhos em alguns casos. 2. ocorrendo desgaste emocional intenso e inclusive acidentes.normalmente em locais onde existam processos de automação. existem acidentes com menor freqüência e maior gravidade. É muito importante que em sistemas automatizados se leve em consideração o fator humano.1. sempre lembrando que o homem não é uma equipamento que pode acompanhar o ritmo constante das máquinas . existe também uma alta intensidade de trabalho. compreende 1. duração dos períodos de trabalho e meio físico. Conclui-se deste estudo que um decréscimo das doenças ocupacionais nas indústrias de fundição se mostra impossível sem a modernização e completa automação dos processos tecnológicos. Pode-se verificar que dependendo da forma como a automação for empregada. Em sistemas automatizados. afirma Araújo (1989) Izmerov (1992) analisou a morbidez ocupacional de trabalhadores de fundição em uma fábrica na Rússia durante 13 anos. procurando verificar os possíveis impactos que esta automação irá ter sobre o trabalhador.1 Causas Tiffin e McCormick apud Araújo (1989) atribuem os acidentes a duas classes ou fontes principais ou a combinação das duas: − Fatores de Situação: Projeto do equipamento ou ferramenta. segundo o estudo. dentre as quais causadas pela poeira (silicose e bronquite) e vibrações locais (doenças pôr vibrações) foram as mais encontradas entre os trabalhadores de fundição.3 Considerações Sobre os Acidentes de Trabalho 2. e deve ser respeitado no intuito de minimizar riscos com acidentes de trabalho. A morbidez ocupacional. Tiffin e McCormick 9 . Porém. seria preciso analisar se a diminuição de acidentes não seria substituída pela maior gravidade deste.4 casos pôr 1. O operário deve funcionar no ritmo da máquina automática de forma que não pare a produção. O homem tem o seu próprio ritmo.3 . métodos de trabalho.

− Dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos. temperatura. Estes autores consideram que os acidentes basicamente tem como causa o erro humano. temperamento. − Condições físicas das máquinas e equipamentos. − Fluxo de trabalho. experiência e outros. motivação. Kwasnicka (1978) apud Araújo (1989) consideram como fatores principais: − Condições de Trabalho: Manuseio de material. ambiente físico do trabalho (iluminação. temperatura. idade. Flippo (1970).− Fatores individuais: Características da personalidade. iluminação. gases. falta de cuidados e não observação das normas de segurança. Flippo Jucius Kwasnicka (1978) 10 . sistemas de valores. sexo. inaptidão ao trabalho. ruídos. Elementos pertinentes à organização do trabalho que podem influir na ocorrência de acidentes de trabalho: − Leiaute. fadiga. proteção nas máquinas. atitudes impróprias. − Condição física do ambiente de trabalho (ruído. etc. formação. fluxo de trabalho. Jucius (1977). supervisão. Fischer(1987) apud ARAÚJO (1989) diz que: “A organização do trabalho deve ser adaptada às condições do homem e não ao contrário.) − Aspectos Humanos: seleção e treinamento de pessoal. − Jornada de trabalho. etc. disciplina.). − Horário de trabalho. − Ritmo de trabalho.

3. estavam ocorrendo porque a maior parte da produção de equipamentos não seguia as regras e padrões de prevenção de acidentes e segurança de trabalho. nos quais o ritmo de trabalho é mais intenso. e capacitação dos trabalhadores para execução correta de procedimentos com potenciais de perigo. conhecimento das necessidades de segurança. primeiramente deve ser estudado o manuseio de materiais e componentes nas máquinas e bancadas. verificou que problemas com danos traumáticos. ao mínimo.3.3.. os quais passaram a determinar o ritmo da produção.3 Fluxo de Trabalho Alguns estudos apontam que o manuseio de material é a fonte da maior quantidade de acidentes na indústria. 2. ele verificou a necessidade de treinamento. Pôr sua vez. conforme previsto em lei..1999) Sorokina (1997) em um recente estudo feito em indústrias metalúrgicas russas. Para esse setor. como forma de prevenir a ocorrência de danos traumáticos nos trabalhadores daquelas indústrias. 2. o contato físico e que haja dispositivos de segurança e proteção adequados.2 Condições Físicas de Trabalho As condições físicas de trabalho são um dos fatores mais negligenciados pêlos empresários. Em seu estudo.4 Ritmo de trabalho Marx (1980) e Friedmann (1965) apud Araújo (1989) atestam que desde a introdução de sistemas mecânicos nas fábricas. os acidentes do trabalho elevaram-se em grandes proporções. pode estar incrementando as ocorrências de acidentes de trabalho.2. preferem pagar o adicional de insalubridade. Marx Friedmann 11 . Isto vem a reforçar a idéia que a utilização de novos processos produtivos. com a finalidade de que seja reduzido.. Verificando que as modificações destas condições implica em vultuosas despesas. o trabalhador aceita trabalhar em locais insalubres de melhor salário (Anuário.

− Umidade: Grande quantidade de partículas de água no ar. − Radiações não Ionizantes: Forma de energia que se propaga no espaço como ondas eletromagnéticas. e praticamente não existem informações estatísticas sobre este fato.4. na Itália. concentração ou intensidade (Herzer. Dalmine (1993) realizou um projeto em uma indústria de aço. que não possui a energia necessária para deslocar elétrons. biológicos. Muito pouco tem se feito para se resolver este problema.4. com o intuito de reduzir os ruídos em um posto de trabalho 12 . causarão maiores ou menores conseqüências para o trabalhador ou qualquer outra pessoa.4 Riscos Ambientais Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos.1 Riscos Físicos Os riscos físicos são oriundos de agentes que atuam pôr transferência de energia sobre o organismo. − Iluminação: Forma de energia que pode ser natural (sol) ou artificial (outras fontes que geram luz).1. − Frio: Sensação de desconforto pôr baixa temperatura em relação ao corpo com conseqüente redução da capacidade funcional do indivíduo. 2. 1997). possuindo energia suficiente para desprender alguns elétrons existentes nas moléculas dos tecidos humanos.1 O Ruído O Ruído é um dos principais causadores de doença do trabalho na indústria metalúrgica e metal-mecânica. − Radiações Ionizantes: Forma de energia que se propaga no espaço como ondas eletromagnéticas. − Calor: Situação de desconforto em função de elevada temperatura. mecânicos e ergonômicos existentes no ambiente de trabalho e capazes de causar danos a saúde do trabalhador em função de sua impureza. − Pressões Anormais: Aquelas que fogem dos padrões normais dos limites que os seres humanos toleram. químicos. 2. − Vibrações: Oscilação pôr unidade de tempo de um sistema mecânico. Os agentes físicos mais presentes são: − Ruído: Qualquer sensação sonora considerada indesejável. Dependendo da quantidade e da velocidade de energia transferida.2.

com uma força de trabalho de 180 esmerilhadores foi analisada para cobalto e níquel. O emprego do novo sistema reduziu o nível de ruído e eliminou a necessidade do trabalho manual e acidentes relacionados com as operações. a menos que sejam manuseados com cuidado. poeiras e fumos que podem provocar lesões ou perturbações funcionais e mentais. Foi feita também uma análise de correlação entre exposição a concentração de cobalto e concentração de níquel para 13 .2 Riscos Químicos Normalmente. aumentando a segurança dos trabalhadores e reduzindo consideravelmente os níveis de ruídos. Também como meta se tinha reduzir. Este é um caso onde a tecnologia diminuiu os acidentes de trabalho. procurou determinar a exposição de trabalhadores de uma Indústria de metal pesado da Inglaterra. Riscos químicos têm como principais agentes sólidos.das partículas de poeira demonstrou que elas têm os mesmos componentes metálicos que produtos de metal pesado. consistindo de especialistas em ergonomia que trabalharam em conjunto com um projetista mecânico. Em análises feitas. em função da concentração e tempo de exposição. A inalação de poeira nos worksites numa fábrica de metal pesado (operações de esmerilhamento principalmente).encarregado de manusear as peças fabricadas e prepará-las para o transporte através do uso de um sistema robotizado. foi comprovado que os trabalhadores respiravam mais de 66 % desta poeira e em torno de 12 % estavam sendo expostos a níveis acima dos aceitáveis. a Cobalto e Níquel. matrizes de metal pesado. névoa. líquidos. Os agentes químicos podem agir no ser humano pôr vias respiratórias. trazer problemas respiratórios. Foi desenvolvido um método para avaliar o impacto econômico das vantagens ergonômicas obtidas da introdução de um sistema robotizado. vapores. produtos químicos trazem problemas à saúde e à integridade física dos trabalhadores. 2. com as mesmas. cutânea e digestiva.2. 2. ou até mesmo eliminar.4. componentes que tem demonstrado. e o gerente da seção onde seria empregado o sistema robotizado. mas em toda a fábrica.1 Agentes Químicos Um estudo feito pôr Kusaca (1992). gases. quando absorvidos pelo organismo em valores acima dos limites de tolerância. O projeto inteiro foi conduzido pôr uma equipe multidisciplinar. o trabalho manual associado com as operações e também eliminar o riscos associados. A microanálise de elétron-microscópio de Raio X .4. não apenas no posto de trabalho.

15 casos para cada trabalhador (1 a cada 6. couros.PCMSO. vísceras.indivíduos.4. quando há disfunção entre o posto de trabalho e o indivíduo. 2. Neste estudo se estabeleceu que a morbidade ocupacional foi em média 0. Podem ser vírus. ossos. silicotuberculose foi 5. Na Rússia um estudo sobre morbidade ocupacional em 140 trabalhadores de 15 empresas metalúrgicas foi publicado em 1992 (Occupational. Neste caso se chegou à conclusão da necessidade de melhoria das condições de trabalho e aumento da qualidade e exames médicos completos.3 Riscos Biológicos Riscos biológicos são aqueles causados pôr agentes vivos que causam doenças e se encontram no meio ambiente. O mais alto nível de doença ocupacional foi induzido pôr bronquite devido a poeira em homens e neurite coclear em mulheres. Podem estar relacionados com alimentos ou com atividades em contato com carnes. sendo que entre as mulheres foram 32. Em síntese.4. Melhorias adicionais do ambiente de trabalho neste caso foram necessárias devido aos riscos causados pôr exposição a cobalto e níquel..1992). não está adequado ao ser humano. estando ligados a fatores externos (ambiente) e internos (plano emocional). fungos. dejetos de animais.3 casos em homens) e soldadores (bronquite devido aos fumos de soldagem.. dando significativa e positiva. 2. lixo. As doenças foram registradas com maior freqüência entre os trabalhadores de corte de produtos fundidos (silicose.3 casos). A melhoria das condições de trabalho deve levar em consideração o bem estar físico e psicológico. sangue.67 trabalhadores). bactérias..4 Riscos Ergonômicos Os riscos ergonômicos decorrem do momento em que o ambiente de trabalho. A prevenção deve levar em consideração a ventilação e programa de controle médico de saúde ocupacional . 14 . isto de 1984 a 1988.

Os riscos estão associados ao conjunto do ambiente ou local de trabalho. ferramentas. Pode-se observar que também existem os riscos de operação. tais como permanecer embaixo de cargas suspensas. Consiste numa seqüência de eventos progressivos. manuseio. seja pôr causa do trabalho monótono.4.5. 15 . equipamentos. No local encontra-se os riscos de armazenagem. inflamáveis.2. combustíveis.1 Teoria do Alerta O Acidente é resultado de um baixo nível de alerta (ou vigilância) causado pôr fatores relacionados ao clima psicológico negativo do trabalho. de modo que os mesmos estariam dispostos como peças de dominó. São elas: − Ato ou Condição Insegura: Desempenho inseguro das pessoas. Algumas teorias tentam explicar a ocorrência de acidentes sendo as mais conhecidas comentadas a seguir. pela falta de diversidade das tarefas. pela baixa probabilidade de promoção do trabalhador ou pelo pagamento insuficiente. transporte.5.5 Riscos de Acidentes Algumas bibliografias dividem os riscos em de ambiente ou de local. 2.2 Teorias Psicológicas 2. ligar uma máquina sem avisar ou luz insuficiente e peças desprotegidas que resultam em acidentes. na qual a queda da primeira implicará na derrubada de todas as outras e a retirada de uma delas levaria a não ocorrência das seguintes. fornos. explosivos. condições sanitárias e outros. caldeiras.5 Teoria da Propensão ao Acidente É baseada na premissa de que alguns indivíduos possuem características que os predispõem a uma grande probabilidade de se envolverem em acidentes em relação a outros indivíduos em condições similares de trabalho 2.5. movimentação. − Condições inseguras: Criadas ou mantidas no ambiente pêlos mais diversos motivos aparentes. nas instalações elétricas. máquinas.2. 2.1 Teoria do Dominó Utilizada no Brasil.

2.6. ansiedade. consumo de drogas.1 Aspectos Econômico 2.2. de modo que a vítima inicia uma trajetória de sofrimento e humilhações decorrentes do tipo de assistência que passa a receber.6.19 bilhões de reais com o pagamento dos benefícios em 1996”. O acidente influencia a vida social do acidentado. sono. devido a interrupção do trabalho. Todos estes fatores se tornam mais críticos de acordo com a gravidade do acidente.2 Aspectos Jurídico Abrange todos os passos legais a serem tomados após a ocorrência do acidente..(1998) citado pôr Costella(1998) 2. pode ser caracterizada como uma das mais brutais formas de violência urbana.3 Aspecto Social A violência do acidente do trabalho.1. principalmente se o trabalhador não se ajustar a eles. A Tragédia. desde a concessão de benefícios até responsabilidade civil e ou penal do empregador.. principalmente os que causam a morte ou a incapacidade permanente do acidentado. − Custo não segurados: São constituídos pelas demais despesas. quebra de continuidade da equipe. sendo que foram gastos 1. somandose a sua fragilidade emocional e seu abatimento moral que passa para toda a sua família.1 Nível Macro “Grande soma de recursos despendidos pela Previdência Social para custear os acidentes de trabalho.2 Nível Micro − Custo Segurado: O Custo dos primeiros 15 dias de tratamento do acidentado e a despesa com o seguro do acidente do trabalho. 2. redução da produtividade do acidentado quando volta para o trabalho.) pode aumentar a ocorrência de acidentes.6 Aspectos sobre Acidentes do Trabalho 2. interrupção do trabalho de equipes atingidas pelo acidente.1.6. 16 .6. Diminuição da Produtividade. 2. problemas familiares.2.6. etc.2 Teoria da Acidentabilidade Afirma que qualquer condição de estresse imposto ao trabalhador pôr fatores internos (fadiga.5.

213 (Brasil. Fonte: substituição da máquina ou do processo de trabalho pôr outro com menor nível de ruído. 3.CIPA e a NR. a solução deveria seguir esta ordem: 1.2. Título II.7. Cap V. deve-se promover a correção na seguinte ordem: Fonte: trajetória e indivíduo. 17 .6.18.4 Aspecto da Medicina do Trabalho O enfoque da medicina do trabalho tem o intuito de descrever a localização e classificação das lesões decorrentes de acidentes do trabalho e estudar os fatores que levaram à ocorrência de doenças profissionais. Trajetória: enclausuramento da máquina para diminuir a emissão de ruído. nocivo ao trabalhador. a lei 8. pela prestação de informações padronizadas sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular e pela segurança da saúde do trabalhador. 2. Norma Regulamentadora nº 5 (NR5) . Condições e Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. Lei 6514/77 regulamentada pela portaria 3214/78 e alterações posteriores. se existe um máquina que produz um alto ruído.7 Prevenção de Acidentes Em termos de prevenção de acidentes do trabalho.1 Princípio de Prevenção de Acidentes Ao atuar-se corretivamente em relação a uma tarefa que oferece risco ao trabalhador. 2. 2. 2. relativas a Segurança e Medicina do Trabalho. Pôr exemplo. 1997) estabelece que a empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção.6.5 Aspectos Legais A legislação que dá sustentação as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes é a seguinte: Consolidação as Leis do Trabalho. Indivíduo: utilização de protetor auricular para minimizar o ruído.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes .

2. (Hinze e Gambatese apud Costella. P. Apesar destas limitações.7. 117-127. a CAT é um documento oficial padronizado (cuja abrangência nacional talvez só encontre paralelo com o atestado de óbito) e importante fonte de informações sobre acidentes de trabalho. Lisboa. dispõe-se da CAT. HINZE. 1996. Para alimentar o banco de dados e obter informações necessárias.. Dados estatísticos sobre acidentes no Brasil são apresentados no capítulo 3.2 Problemas em Prevenção de Acidentes Um problema grave que dificulta novas ações relativas à prevenção de acidentes é a escassez de dados estatísticos detalhados sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais em qualquer ramo de atividade econômica. 1998). 1996. J. a seguir. Futuros acidentes podem ser evitados através da aplicação das lições aprendidas com acidentes passados. 18 . mas para isso. J. In: INTERNATIONAL CONFERENCE OF CIB W99. GAMBATESE. a qual é muito controvertida principalmente pôr causa da elevada subnotificação de acidentes do trabalho e doenças profissionais em alguns seguimentos. Implementation of safety and health on construction sites. Rotterdam: Balkema. é necessário um banco de dados abrangente e completo. Using injury statics to develop accidents prevention programs.

que motiva uma distorção dos dados oficiais. a CAT. porém os mesmos vem sofrendo críticas.. haja visto que em caso de acidente do trabalhador.. distribuição e magnitude dos acidentes para que se possa entender a três finalidades: planejar.1999). Uma outra importante fonte de consulta aos dados estatísticos do Brasil é a Internet..(1999) as estatísticas são importantes para o melhor conhecimento da natureza. o que nem sempre reflete em melhores condições de trabalho (Anuário. para que eles não tenham um fim em si mesmos e possam servir de instrumento para a prevenção de acidentes de trabalho nos mais variados setores da economia brasileira (Anuário. se referem apenas aos acidentes nas áreas urbanas e ela abrange apenas 30% da população economicamente ativa do país. principalmente pela necessidade das empresas diminuírem seus efetivos e se tornarem mais competitivas. o grande problema que se enfrenta no Brasil é que sua mais importante fonte de dados sobre doenças e acidentes de trabalho. porém é preciso associá-los a ações preventivas. onde os dados vêm sendo disponibilizados pela previdência. Outro problema.3 ESTATÍSTICA NACIONAL DE ACIDENTES Segundo Anuário. torna-se possível priorizar ações.. porque se há falta de recursos. A terceirização vem crescendo a cada dia. e novos processos produtivos. 19 . é que as informações contidas nas CATs. A avaliação baseia-se numa análise mais aperfeiçoada.. Além de tudo isto. impedindo que pessoas interessadas possam ter acesso a informações especificas. Porém.. investindo em novas tecnologias. haja visto que ela pode ser facilmente mal preenchida e ignorada. Os estudos estatísticos são muito importantes. há o problema da terceirização.1999). A vigilância é a possibilidade de acompanhamento próximo à ocorrência do evento.. avaliar e vigiar.. apesar de obrigatória. num desdobramento dos números que permite melhor qualificação da informação e da ação. a empresa responsável é a empresa terceirizada e não a contratante dos serviços. é uma ferramenta de notificação que não tem muito crédito. detectando tendências epidêmicas. O planejamento de medidas contra acidentes de trabalho é importante . já que estas informações vem muito agregadas.

Na Tabela 2.representa o número de acidentes.homem de exposição ao risco. mapeou os setores econômicos causadores de acidentes graves e fatais e que mais geraram benefícios previdenciários relativos a pensão acidentária e invalidez permanente nos anos de 95 e 96. então.1 Coeficientes A estatística de acidentes de trabalho convencional é feita através de dois tipos de coeficientes que auxiliam a mensuração dos acidentes de trabalho: o coeficiente de freqüência e o coeficiente de gravidade. que este é um setor preocupante. estão apresentados os benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividade econômica em 1996.representa a perda de tempo (dias perdidos + dias debitados) que ocorre em conseqüência de acidentes com afastamento em cada milhão de horas. 20 . Coeficiente de freqüência .3. De acordo com esta tabela pode-se observar que a indústria de transformação é a maior geradora de acidentes de trabalho em termos de freqüência. Coeficiente de gravidade . e com mais atenção nos setores que geram mais acidentes de trabalho. com ou sem lesão. 3. foi de se poder agir com menos dispersão. que podem ocorrer em cada milhão de horas . O objetivo principal destes dados levantados pelo MT. em determinado período de tempo.2 Estatísticas de Benefícios concedidos pôr Acidentes de Trabalho A Secretária de Segurança e Saúde no Trabalho com base nos dados de concessão de benefícios do INSS.homem de exposição ao risco. cruzados com os do CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). Verifica-se. merecedor de ações e medidas que busquem o controle do risco e a melhoria das condições de trabalho (Ganhe 1996).

817 2.957 2.Benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividades econômica em 1996 Freqüência Classes e grupos de Atividade Econômicas Mais de 15 dias 47. Alugueis e Serviços prestados a empresas Construção Transporte.313 11. reparação de veículos.Tabela 2 .843 Fonte: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT/RAIS.187 156.677 5.222 10. comércio. Reparação de Veículos.767 12.504 965 742 628 731 272 900 120 134 107 83 119 182 38 5 3.745 1.356 7.609 Fatais 580 550 288 329 477 84 50 96 18 52 40 65 48 13 1 593 3.284 Industria de Transformação Comércio.335 956 75 5 2 29.823 6. Pecuária. sociais e pessoais Intermediação Financeira Agricultura.046 407 430 454 366 227 456 78 95 82 68 112 94 15 2 1. Defesa e Seguridade Social Produção e Freqüência de Eletricidade Indústrias Extrativas Educação Pesca Serviços Domésticos Organismos Internacionais CNAE não Informado Total Geral 3. Silvicultura e Exploração Florestal Saúde e Serviços Sociais Alojamento e Alimentação Administração Pública. objetos pessoais e domésticos.031 11.385 Incapacidade Parcial Permanente Invalidez Permanente 1.807 1.96 O Gráfico 1 traz uma representação visual da Tabela 2 onde se verifica que a indústria da transformação causa praticamente 3 vezes mais acidentes que a segunda colocada. Armazenagem e Comunicações Outros serviços Coletivos. 21 .599 1. Objetos pessoais e domésticos Atividades Imobiliárias.338 16.363 3.

939 registros de incapacidade parcial permanente e com 872 casos fatais. No entanto. 110) elaborada a partir dos dados levantados para a CANCAT de 1997.33) do que o de São Paulo.22. o Rio Grande do Sul aparece com o mais alto número. Mesmo sendo estados de grande concentração populacional.611 casos. Rondônia entre os acidentes de incapacidade parcial permanente. O estado de Tocantins. que sempre é importante salientar quando se estuda estatísticas estaduais.Freqüência de Acidentes de Trabalho . O Brasil tem dimensões continentais e em cada estado são encontradas condições sociais e econômicas diferentes. pois São Paulo tem mais trabalhadores do que Tocantins. a maior freqüência dos acidentes que resultaram em invalidez permanente está no estado de Minas Gerais.35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% A Tabela 57 (em anexo pág. que não devem ser desconsideradas. possui um coeficiente cinco vezes maior (66. há também que se considerar a quantidade maior de notificações nestes estados. Minas Gerais para os de invalidez permanente. nos acidentes com mais de 15 dias. Já no campo de coeficientes (nº de acidentes a cada 100.R eT ra ep n ar aç sfor m ão At iv de açã id Ve o ad es íc Im ulo s ob iliá ria C on s O st ut ru ro çã s Tr se o an In rv s te iç os por rm te ed C o ia çã leti vo o s Fi Sa na úd ce e Ag ir e Al S ric a oj Pr ul am erv od tu en iço ra uç s to ão So Ad e e c Al m D im iais in is en is tri tra bu t çã açã iç ão o o Pú de bl In El ic dú et a st r ria icid ad s Ex e tra tiv as Ed uc aç Se ão O rv rg io Pe an s is sc D m a os om és In tic te o rn ac s io na is Gráfico 1 . Um outro fator. são as diferenças culturais entre as regiões do nosso país. com 5. que aparece com 872 óbitos.904 casos. com 2.mais de 15 dias segundo Classe de Atividade Econômica . descreve os benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho em 1996. porém com um coeficiente de 13. o que justificaria um maior número de acidentes.000 trabalhadores). a qual revela que o estado de São Paulo lidera a freqüência dos acidentes com mais de 15 dias totalizando um número de 60. apesar de ter registrado somente 22 óbitos. 22 In C om du st ér ria ic d io .

primeiro. o maior número localiza-se na faixa etária dos trabalhadores entre 21 e 25 anos. o que pode ser facilmente explicado pelo fato de que as doenças geralmente são resultados de um tempo maior de trabalho insalubre até se manifestarem. em 1997. na forma como os dados estão distribuídos ao longo do gráfico.3 Dados Estatísticos Segundo a Idade A Tabela 58 (em anexo pág 112). o grupo da faixa entre 21 e 25 anos. Com relação aos acidentes típicos e de trajeto. e após isto eles começam a decair dos 22 até os 70 anos. Em relação às doenças. que os acidentes de trabalho crescem do 12 até os 21 anos. pôr motivo. segundo a idade. no qual estão registrados 59. O grupo com maior número de acidentes é o que compreende trabalhadores entre 26 e 30 anos. Em segundo lugar. apresenta a freqüência de acidentes de trabalho registrados. pôr motivo.126 acidentes. 16000 14000 12000 10000 8000 6000 4000 2000 12 anos 15 anos 18 anos 21 anos 24 anos 27 anos 30 anos 33 anos 36 anos 39 anos 42 anos 45 anos 48 anos 51 anos 54 anos 57 anos 60 anos 63 anos 66 anos 69 anos 0 Gráfico 2 .868 casos.Freqüência de Acidentes pôr Idade No Gráfico 2 está representada a freqüência de acidentes de trabalho registrados. em 1997. pois os mais velhos são menos contratados.3. segundo a idade. no qual estão registrados 52. A grande quantidade de acidentes que ocorrem com os jovens pode ser explicada. (Tabela 58 em anexo pág 112)observa-se um índice maior na faixa etária que abrange trabalhadores de 36 a 40 anos. pela sua pouca experiência e segundo. Também é possível verificar. talvez pela maior quantidade de trabalhadores jovens que existe no mercado de trabalho. Neste gráfico pode-se verificar que a faixa etária com maior freqüência de acidentes compreende a de 21 anos de idade. Segundo 23 .

967 em 1995.694 trabalhadores com acidentes de trabalho. Porém.4 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais Na Tabela 3. uma diminuição para cerca de um terço do número de acidentes típicos registrados em 1987. Em 1997 morreram 2.060 casos contra os quase dois milhões de acidentes registrados em 1970. Com base na Tabela 3 se observa que nesta década houve um pequeno aumento no número de empregados segurados. Os ambiente de trabalho dos mais jovens são normalmente sujeitos a maiores riscos. Em relação aos fatores técnicos. em 1997 o seu menor número histórico. estes números eram extraídos do Boletim Estatístico de Acidentes do Trabalho (BEAT) e INSS Divisão de Planejamento e Estudos Estratégicos. um aumento em mais de 5 vezes no número de doenças do trabalho e uma diminuição pela metade dos óbitos e dos acidentes de trajeto. os trabalhadores mais jovens se vêm deparados com um leque de situações onde eles têm pouca experiência.Laflamme (1997) existe hoje no mundo uma concepção fatalista de que as capacidade mentais e físicas diminuem com a idade. 3. A partir de 1996. e são caracterizados pôr serem postos com cargas de trabalhos maiores e mais extenuantes. Inicialmente. o que vem pôr diminuir o emprego de trabalhadores mais velhos. Fazendo uma retrospectiva até a década de 70 se observa que o número de acidentes de trabalho atingiu.538) e 3. compensadas pela maior experiência e habilidade adquiridas ao longo do tempo na execução de tarefas. contra 3. e se defrontam com situações pouco familiares. em muitos casos. Laflamme (1997) ainda sugere que uma maior atenção deve ser dada às condições de trabalho dos mais jovens. se comparando ao ano anterior (1996). observou-se o aumento da relação entre 24 . Conforme Laflamme (1997) existem dois fatores que podem explicar a maior incidência de acidentes entre os jovens: são eles fatores físicos e técnicos. os números tomam como base a CAT e o SUB. que contém o histórico dos acidentes e doenças registrados desde 1970 até 1997. com 369. estas dificuldades podem ser. verificou-se que os números deste último ano (1997) apresentaram uma redução em todos os tipos de acidentes e doenças.422 em 1996 (até revisão anunciada pela previdência em julho de 99 eram 5. e aos riscos aos quais eles são expostos. Apesar da diminuição do número real de acidentes do trabalho.

692.761.335 98.554 5.589.496 4. INSS.08 48.1 1.889 29.472 0.517 98.395 1.468 1983 20.465 0.4 34.489 1977 16.74 1129152 93.3 1.213 693.318 98.19 0.18 0.75 3.07 6.27 1. Esta inconsistência entre os dados apresentados aponta para a possível ocorrência de subnotificação.672 98.42 0.825 0.3 1.824 374.Nº de Acidentes e Doenças do Trabalho registrados no Brasil.312 386.598 3.22 0.065 1973 10.28 0.19 0.722 1.796.260.308.98 52.646 34.464.627 0.750 0.912 93.001 3.016 3.57 44.766 3.56 1.854 3.394 1.46 0.77 38.448 1997 * 1.270 20.42 60.5 0.649 0.602.284 831.74 0.4 1.389 1.707 % Total de Acidentes Total de Óbitos 2.299 15.016 1.790 488.200 1996** 24.37 0.331 8.82 961.404.47 0.342 4.74 2.057.21 0.738 4.93 5.525 95.137 395.07 4.115 0.34 28.32 1.723 0.270.266 388.343 587.870 306.634 3.77 0.694 % 0.7 3.737 895.34 0.784 1.02 3.761 0.054 1982 20.016.77 Doenças Profiss. AC e RO jan a dez. * Dados parciais.731 1980 19.355 4.09 30.780 1.003.916.210 90.23 1.987 Acidentes Típicos % Acid.02 56.13 1.875 1991 22. DATAPREV.283 4006 6014 6. DF jun a dez.191 2.25 1.75 0.173 3.678.85 57.68 5.311. A partir de 1996 os dados foram extraídos da Comunicação de Acidentes de Trabalho .438 1985 1986 20452109 22211680 1987 22.304 424.501 0.572 640.284.632.012 91.330.51 0.215.óbitos e acidentes.756.BEAT.605 1978 17.217 6.38 0.34 0.200 1988 23.900 4.479.148.41 0.858 1992 22.33 0.803.832 94.472 8.02 5.79 8.967 3.68 51.050 2.110 94.11 1.996.38 0.683 92.199.78 3.79 48.607 1990 22.614.54 0.11 1.016 3.839 2.111 0.28 0.93 4.29 6.94 1.81 0.029 4.99 1.7 6.5 0.214 4.967 1.129 3.13 2.553.013 5. De Trajeto % 1.382 5.696 32.273 1.937 4.19 1.110 3.12 56.48 63515 72702 0.108.986.539 95.424 93.55 1.21 0.791 325.696 0.57 3.830 927.614.13 3.56 8.796 1976 14.422 2.934 96.279 1.502 1.713 3.689 97. RS abr a dez.31 2.045 1984 20.508 4384 4578 5.956 1974 11.587 2.204 2.124 Fonte: Boletim Estatístico de Acidentes de Trabalho . de 1970 a 1997 Ano 1970 1971 1972 Massa Segurada 7.523 0.464 3.673 4.19 22.709 82.82 4.91 5.55 48.700 88.024 1975 12.455 369.699 449. Divisão de Planejamento e Estudos Estratégicos.178.72 46.445 4.33 18.232 2.394.CAT e do sistema Único de Benefícios SUB.497.365 431. ** As informações de 1996 foram revistas.833 4.258.823 3.25 1.7 0.72 0.21 6.743.575 1077861 1207868 992.19 0.237 1979 18.49 1.008 1994* 23.551.824 4.551 1.901 1989 23.89 6.616 4.31 23.117.022 7.792.222.73 57. faltando CE out a dez.137.36 1.92 5.874 943.562.15 1.51 29.869.238 93.88 6.065 1993 22.211 0.754 92.134.815 1981 19.808 4.338.065.957 96.32 14.138 1.220.537.87 8.989 901.417 15.187 0.51 0.637 1995** 23. Tabela 3 .833 97.38 0.692 632.92 55.9 58.045. 5.15 28. 25 .760 91.025 89.945.12 7.19 1.722.755.649 97.956.531 95.504.824 350.838 5.74 64.054 1010340 93.307 1.

800. Os dados oficiais apontam para uma diminuição dos acidentes. Grande parte disto se dá devido à terceirização.3.000 1. assim. já que os acidentes com trabalhadores terceirizados são subnotificados.000 1. porém a recíproca não é verdadeira em se tratando de subnotificações.000 200.000. pode-se observar a tendência crescente dos acidentes típicos até o ano de 1975. pois estes não tinham mais a remuneração da previdência.000 800.000 400. devido à redução de seus efetivos (Anuário 1999). diminuindo. Os dados divulgados pela previdência refletem a falta de informações sobre acidentes leves no Brasil. A principal conclusão que se chegou foi da não notificação de acidentes leves.000 1.000 1. e após 1976.1 Subnotificação A Fundacentro (órgão do MT) no início dos anos 90 publicou uma investigação a respeito de subnotificação das informações contidas na CAT. principalmente do setor petroquímico. as estatísticas de grandes empresas. quando a previdência passou a remunerar o acidentado após o 15 º dia de afastamento.000 600.4. quando a previdência remunerava os acidentes com menos de 15 dias de 26 .000 1. foi feita uma comparação dos registros de acidentes de trabalho antes de 1976. época em que a previdência remunerava os acidentados com afastamento um dia após o seu acidente.400. siderúrgico e metal-mecânico.200.000. 2. Neste estudo.600.000 0 2 6 8 8 4 2 0 4 19 9 0 0 4 6 19 7 19 8 19 7 19 9 19 8 19 8 2 19 9 19 7 19 8 19 7 19 7 19 8 19 9 6 Gráfico 3 Freqüência de Acidentes Típicos (Brasil) A partir do Gráfico 3.

e nela se percebe o quanto as estatísticas brasileiras são incoerentes.000 5.000 3. a cada ano. O total das doenças de trabalho no Brasil de 1970 até 1976 também apresentam uma tendência crescente. quanto fisicamente. devido ao ritmo que lhe é imposto. O Gráfico 4 traz uma das informações mais difíceis de ser subnotificada. que talvez seja explicado pelo aumento crescente de tecnologia nos postos de trabalhos. que não mais chegaram ao conhecimento da previdência. No anuário da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de 1997. após um crescimento até 1986. consta que o Brasil é o país que menos possui acidentes de trabalho entre vários outros países do mundo.000 6. que afetam o trabalhador tanto psicologicamente. possivelmente devido a subnotificação dos acidentes leves. quando a comparação se dá em nível de mortes de trabalho o Brasil está entre a com maior incidência.000 4.000 2.000 0 19 70 19 71 19 72 19 73 19 74 19 75 19 76 19 77 19 78 19 79 19 80 19 81 19 82 19 83 19 84 19 85 19 86 19 87 19 88 19 89 19 90 19 91 19 92 19 93 19 94 19 95 19 96 Gráfico 4 . porém não são acompanhados pela diminuição das mortes. e desde este ano. os acidentes apenas tem diminuído. 7. calor e poluição e até mesmo pela desorganização dos postos de trabalho.Freqüência de Acidentes com Morte (Brasil) 27 . pelo ruído. No entanto. A partir de 1976 houve uma queda até o ano de 1984.afastamento. O acidente de trabalho vem diminuindo.000 1.

469 (um quinto deste número). devido ao natal e final de ano. fratura de uma ou várias falanges da mão fechada.3 Estatísticas de Acidentes segundo o mês de Ocorrência A Tabela 4 traz uma a dos acidentes pôr mês. enquanto que neste quadro estão representados apenas 72. Foram registrados neste levantamento. Os meses que apresentaram menos acidentes foram Dezembro e Fevereiro. 3. fatores que podem influenciar na menor quantidade de acidentes.CID. eles ainda não representam a realidade dos números oficiais. 114). apresenta as 30 doenças mais incidentes ao longo do ano de 1997. meses com menos dias úteis devido a datas festivas e carnaval. os maiores registros são aqueles que correspondem à convalescença após cirurgia. sendo estes membros os mais suscetíveis aos acidentes de trabalho. Apesar deste tipo de levantamento sido uma evolução.4. período onde cresce muito o ritmo de produção em diversos ramos de atividade. O número maior de doenças registradas refere-se ao grupo sinovite e tenossinovite. conforme a Classificação Internacional de Doenças . ferimento de um ou vários dedos da mão. cerca de um terço do total de doenças. ferimento de um ou vários dedos da mão complicada. Outro fato que não pode deixar de ser mencionado é que nem todos os acidentes registrados no ano de 1997 estão representados nesta tabela. 28 . lumbago (dor na região lombar) e amputação traumática de outro(s) dedo(s) da mão sem menção de complicação. O número total se acidentes divulgados oficialmente foi 369.4.707. Os meses que mais apresentaram acidentes neste ano foram Setembro e Outubro. Em seguida.2 Estatísticas de Acidentes segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID) A Tabela 59 (em anexo pág. e meses destinados a férias.065. Uma constatação importante é que a maioria das doenças mais incidentes registradas refere-se às mãos e dedos. cujo número oficial divulgado foi de 29. deixando de identificar a doença ocasionada pelo acidente.3. O motivo mais provável é que o preenchimento da CAT não deve estar sendo feito corretamente. sem menção de complicação. ao longo do ano de 1997.

142 2.718 26.015 37.Tabela 4 .1997 Motivo MESES TOTAL 369.581 3.937 26.891 2.456 23.376 37.5 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais pôr Região e Estados da Federação A Tabela 65 (em anexo pág.825 26.906 2.839 17.171 31.649 2.049 31.641 26.962 26.798 32.047 1. Típico 306. Os dados foram extraídos do Boletim Estatístico de Acidentes de Trabalho com base na CAT.709 26.976 2.930 2.092 15. Junho.044 Trajeto 32.751 2.838 32.734 2.623 2. pôr motivo .451 18.229 3.111 23. pôr estado e região. Abril Maio.208 32.707 2.271 1.085 3.483 31.814 30.700 1.932 28.500 2.Quantidade mensal de acidentes de trabalho registrados. Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Fonte: .870 26.457 2.214 2.887 31. DATAPREV.222 3.679 32.352 2. 29 .883 3.754 2.CAT.525 2. 123) apresenta um apanhado histórico dos acidentes de trabalhos registrados.534 Doença do Trabalho 29. Estes dados servem para se avaliar a evolução dos números de acidentes nos estados. nos últimos três anos.627 3.065 Janeiro Fevereiro Março.

Tabela 5 - Quantidade de acidentes de trabalho registrados, pôr motivo, segundo as Grandes Regiões e Estados da Região Sul 1995/97
Total 1.995 Brasil Norte Sudeste Sul CentroOeste 1.996 1.997 1.995 Típico 1.996 1.997 1.995 Trajeto 1.996 1.997 1.995 Doença 1.996 1.997

424.137 395.455 369.065 5.005 6.155 5.775 4.318 4.841 5.146 492 2.362 2.585 1.301 288 703 195 1.225 535 347 646 306 2.067 3.022 5.204 6.368 845 Trajeto 1997 1995 ... 1.031 1.554 1996 1997 1995 ... 58 477 3.174 3.023 1.435 1.618 595 1.727 1.743 2.988 2.395 6.846 4.532 2.011 Doença 1996 1997 3.205 2.540 1.828 1.422 1.813 570 912

Nordeste 23.611 25.258 26.046 20.024 20.203 20.629 45.792 92.295 83.209 42.672 80.245 72.309 10.673 13.921 13.774 Total 1995 RGS Paraná SC ... 1996 1997 1995 ... 39.165 35.741 9.025 11.065 11.119 Típico 1996 32.786 30.178

339.056 258.206 239.881 298.661 209.516 197.506 22.051 26.292 20.813 18.344 22.398 21.562

19.774 31.459 27.968 18.685 28.196 24.928 26.018 21.671 19.500 23.987 19.263 17.203

A Tabela 5 apresenta os dados referentes apenas às grandes regiões e ao estado do Rio Grande do Sul. Pode-se observar que a região sudeste possui a maior freqüência de acidentes, provavelmente, entre outros fatores, pôr possuir uma maior quantidade de trabalhadores, pois possui o mais importante pólo industrial do país, concentrado principalmente no estado de São Paulo. A região Norte é a que possui a menor quantidade de acidentes, provavelmente devido ao fato de ter menor quantidade de trabalhadores, e não ter um pólo industrial muito desenvolvido, entre outros fatores.

30

4 5 0 .0 0 0 4 0 0 .0 0 0 3 5 0 .0 0 0 3 0 0 .0 0 0 2 5 0 .0 0 0 2 0 0 .0 0 0 1 5 0 .0 0 0 1 0 0 .0 0 0 5 0 .0 0 0 0 B ra s il N o rte N o rd e s te
1 .9 9 5

S u d e s te
1 .9 9 6 1 .9 9 7

Sul

C e n tro O e s te

Gráfico 5 - Incidência de Acidentes Pôr Região (DATAPREV) Pôr inspeção visual do Gráfico 5, pode-se verificar que o total dos acidentes da região sudeste é maior do que de todas as outras regiões restantes. Na região sul, o Rio Grande do Sul é o estado que mais apresenta acidentes de trabalho registrados, como pode-se verificar no Gráfico 6. O Rio Grande do Sul não informou os valores referentes de Janeiro a Dezembro de 1995. Segundo a Previdência Social, a justificativa para a falta destes dados é técnica, devido a uma mudança de tabulação feita regionalmente, o que prejudicou a totalização dos resultados.
Incid ência de Acidentes to tais para a R eg ião Sul

45000 40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 RGS P araná
1995 1996 1997

SC

Gráfico 6 - Acidentes Registrados na Região Sul (DATAPREV) 31

3.5.1 Casos Novos Tabela 6 - Acidentes Típicos Novos em 1996
Região Norte Nordeste Sudeste Sul Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Centro- Oeste Ignorado
Fonte: MPAS/SPS - DATAPREV/DIGI.E

Taxa 11,9 11,4 23,7 30,1 28,8 29,6 31,6 13,1 -

A Tabela 6 apresenta os casos novos de acidentes pôr 1000 trabalhadores segurados, segundo o local de registro de ocorrência. A região sul foi a que mais apresentou casos novos em 1000. O Rio Grande do Sul foi o estado que mais contribuiu para esta estatística com 31,6 novos casos por 1000 trabalhadores Apesar da Região Sul possuir uma população economicamente ativa menor do que a região sudeste, a mesma teve um número maior de casos novos em 1996. O setor metal mecânico é o de maior importância para a economia brasileira, mas também é o que apresenta maior índice de acidentes.

32

um total de 17. 33 . Estas indústrias causaram.102 1. sendo responsáveis pôr 32. com os respectivos grupos de atividade econômica pertencentes a esta classe.504 444 139 73 50 85 34 46 27 41 21 18 29 24 13 2 1.401 3.874 2.160 2. Refino de Petróleo. Fabricação de Produtos Alimentícios e Bebidas Fabricação de Móveis e Indústrias diversas Fabricação de Produtos de Madeira Fabricação de Produtos de Minerais não Metálicos Fabricação de Produtos têxteis Fabricação de Produtos Químicos Preparação de Couros e Fabricação de Artefatos de Couro.125 863 103 63 47. e os dados referentes a acidentes com mais de 15 dias de afastamento (considerados graves). de invalidez permanente e acidentes fatais. sendo também as maiores geradoras de benefícios previdenciários relativos à pensão acidentária e invalidez. Elétrica e Eletrônica. acidentes de incapacidade parcial permanente. Pode-se verificar que as indústrias do setor metalúrgico.655 1.183 1.353 Incapacidad Invalidez e Parcial Permanente Permanente 1. Metal-Mecânica. Fabricação de Celulose.Benefícios concedidos por acidentes de trabalho segundo os grupos de atividade econômica da Indústria da Transformação em 1996 Freqüência Grupos Mais de 15 dias 15.296 acidentes. Fabricação de Artigos de Borracha e Plástico Fabricação de Produtos de Fumo Reciclagem Total Geral Fonte: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT /RAIS-96 A Tabela 7 apresenta os dados referentes à classe de atividade econômica da indústria de transformação.9% dos acidentes ocorridos na indústria da transformação. Confecção de artigos de Vestuário e Acessórios Fabricação de Coque.342 9. Edição.395 380 341 278 231 184 192 73 78 76 79 96 89 5 7 3. metal-mecânico e eletrônico são as maiores causadoras de acidentes.046 Fatais 115 165 25 53 58 20 40 7 13 36 15 16 11 1 2 577 Indústria Metalúrgica. Elaboração de Combustíveis Nucleares e produção de Álcool.966 3.Tabela 7 .671 1. Impressão e Reprodução de Gravações.655 1. papel e Fabricantes de Papel.175 2. Artigos de viagem e Calçados. em 1996.

421.374.controlad.471 10.185.891.128.060.082 742.enfoque. Plásticas Serviços de radio.286 2.598 16. 34 .727.002 1.140. televisão e diversões Indústrias diversas Fonte: http://www.316 53.htm N.º de Empr Ativo Total 500 42 16 44 21 3 60 17 14 21 48 8 23 26 16 21 26 17 14 2 9 16 5 6 2 4 7 4 3 2 3 531.478 10. elétrico. papelão e celulose Extração de minerais Indústria de construção Indústria de produtos alimentares Serviços auxiliares diversos Indústria de prod.443 1.042 36.067.961 8.br/ranking/ranking3.201.com.792 186.444.390 1. depart.483 2. Comércio varejista Indústria mecânica Indústria têxtil Indústria de fumo Indústria editorial e gráfica Indústria de mat.506 30.180.056.829 19.135.944 20.727 14.006.463.997. não-metálicos Comércio atacadista Indústria de bebidas Indústria de mat.725 1.010 5.Tabela 8 .010 A Tabela 8 mostra a importância das atividades econômicas no país em relação ao ativo total que cada atividade movimenta.134.197 3.500. Minerais.104 6. transporte Indústria de madeira Indústria do vestuário.373. artefatos de tecidos e de viagem Holding.811 8.587 9.352 442.societárias Agropecuária Indústria de produtos farmacêuticos e veterinários Indústria de calçados Indústria de produtos de mat.586.923 1.327 44.560 1.425 26.311.Ranking das Empresas pôr Setor Econômico Setor Econômico Total Serviços industriais de utilidade pública Serviços de transporte Indústria metalúrgica Serviços de comunicação Refino do petróleo e destilação de Álcool Indústria química Indústria de papel.711 903.361.399.492.492 453.300.918.

Ijuí e Santo Ângelo os principais pólos industriais da Região. 3. e nem sempre consegue avaliar os dados ocorridos sob o aspecto financeiro. A empresa é afetada de diversas formas. o setor metal-mecânico tem representação em todas as suas regiões: − Região Metropolitana Sapucaia do Sul é um importante pólo Siderúrgico da Região Metropolitana do Estado. R$ 50. adaptação e treinamento de substitutos. implementos rodoviários.00 no ano de 1999. são setores fortes que movimentam uma gama muito grande de dinheiro. menor competitividade no mercado. estando entre as principais indústrias em relação à atividade econômica. agrícolas e ônibus. Canoas e Gravataí também têm um pólo metalúrgico forte contribuindo muito para a economia da Região. Financeiramente. Pôr serem setores fortes.Pôr inspeção visual da Tabela 8 pode se observar que as indústrias metalúrgicas. redução da produtividade dos colegas do acidentado. Cidades como Porto Alegre. A região de Caxias do Sul compreende um dos mais importantes e completos pólos metal-mecânico do Brasil.241. − Região das Missões: Depende basicamente de atividades agropecuárias. produtos acabados. custos com seleção. mas encontra nas cidades de Panambí. 1997).2 Importância do Setor Metalúrgico e Metal-mecânico na Economia do Estado do Rio Grande do Sul Para o estado do Rio Grande do Sul especificamente. com indústrias de grande porte nas áreas de metalúrgica e de material de transporte. máquinas e equipamentos danificados.5. e reduzirem os custos associados. mecânicas e de material de transporte. com destaque para a produção de veículos comerciais. certamente devem ter uma disponibilidade maior para investirem em prevenção de acidentes. − Região da Serra Apresenta uma atividade predominantemente industrial. menor produtividade dos substitutos e em última análise.922. a empresa e a nação (Herzer. Tempo perdido e aumento dos custos de produção em função de perdas de matérias primas. com indústrias metalúrgicas e de implementos agrícolas 35 . É preciso estar ciente que os custos dos acidentes de trabalho. movimentaram. de trajeto ou doenças profissionais afetam a família. atraso na entrega de produtos. juntas.

992 11. papelão e celulose Fumo Borracha Têxtil Extração de Minerais Refino de petróleo e Destilação do Álcool Produtos Farmacêuticos e veterinários Total Fonte: Cadastro Industrial FIERGS 97/98 Nº de Empresa 597 1.620 9.156 17.216 5. Tabela 9.607 41.812 88.N. Peles e assemelhados Bebidas Editorial e Gráfica Química Produtos Minerais não-metálicos Produtos de Materiais Plásticos Madeira Diversos Papel.229 19.642 24. representado pela indústria de silos e implementos agrícolas.178 520.484 994 735 712 225 898 1.− Região Central Na região central do estado.604 12. − Região Noroeste Em cidades como Santa Rosa e Horizontina encontra-se um pólo metal-mecânico relacionado com a indústria de máquinas agrícolas. Industriais de Unidade Pública Couros.061 11.745 36 .171 30.796 7.º de empresas e n. a indústria tem uma presença forte do setor metal-mecânico.145 10. artefatos de tecido e de viagem Material elétrico.690 1.122 7.894 Nº Empregados 100.916 1.272 11.º de empregados pôr gênero até 1998.661 18. − Região Sul O setor metalúrgico e mecânico está ligado à atividade agrícola.008 12. eletrônico e de comunicações Serv.828 36.070 24.620 9.222 1. no Rio Grande do Sul Gênero Calçados Produtos Alimentares Metalúrgico Mecânica Construção Civil Material de Transporte Mobiliário Vestuário.107 6.904 268 12 141 175 464 270 553 259 514 310 86 24 91 92 47 3 36 10.

juntas. As informações apresentadas são relativas aos dados da empresa. A investigação e análise das causas dos acidentes têm o objetivo de identificar as principais fontes causadoras de acidentes. No capítulo 4 são apresentados dados referentes as CATs do estado do Rio Grande do Sul. O setor metalúrgico. em termos de número de empregados. as que mais têm trabalhadores empregados. As indústria metalúrgicas.641) da força de trabalho do Rio Grande do Sul. É sempre importante lembrar que em se tratando de investigação e análise de acidentes. representam aproximadamente 20% (102. quando um ocorre. ressaltando a importância do setor no estado do Rio Grande Do Sul. mecânico e de material de transporte. mecânicas e de material de transporte. preventivas que auxiliem a redução do número de acidentes. sendo. se encontram entre os seis gêneros que mais possuem empregados. normas e medidas. aos dados do acidentado e do acidente conforme as variáveis levantadas. Ao se descrever um acidente. para o setor da metalurgia. juntas. é importante que se registre o maior número de dados possíveis. e possibilitar estabelecer critérios . 37 . deve-se tirar lições de forma a evitar que se repita. que permitam a realização de uma análise correta de forma que se chegue às causas que levaram ao evento.A Tabela 9 apresenta o número de empresas e o número de empregados pôr gênero de atividade. metal-mecânica e material de transportes.

773 CATs. Trata-se.3 População e Amostra A população alvo deste estudo concentrou-se nos trabalhadores acidentados que atuam na indústria metalúrgica e metal-mecânica do estado do Rio Grande do Sul entre os anos de 1996 e 1997. Dentre estas. que semanalmente recebe as CATs do INSS.1 Classificação da Pesquisa Com base na coleta de dados sobre acidentes de trabalho obtidos das CAT. 45. foram separadas 3. No período do presente estudo. 4. É importante salientar que não existe nenhuma organização das CATs pôr cidade ou atividade econômica.4 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES NA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL 4. pois lida com variáveis que não são controladas. fez-se uma análise epidemiológica dos mesmos. pôr não estarem diretamente ligados à atividade desenvolvida na indústria. 38 . A técnica utilizada no trabalho para coleta de informações foi a de levantamento de dados de documentos. O período 96/97 foi analisado uma vez que somente a partir de 1996 as CATs provenientes de todo o estado passaram a ser enviadas semanalmente à DRT pelo INSS. existiam. nesta população. Foram excluídos da população os acidentes de trajeto. referentes ao ramo metal-mecânico.206 CATs. Em relação ao motivo de acidentes foram incluídos. mas que permitem que se façam previsões e que se tenha um conhecimento melhor da realidade. os acidentes típicos e de doença de trabalho. de um estudo descritivo. pois. na DRT.2 Local de Coleta dos Dados A coleta dos dados foi realizada na Delegacia Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (DRT/RS). segundo Tripodi (1975). Estas CATs são entregues em envelopes de acordo com a ordem de entrada no INSS. 4.

obter-se os dados sobre as três variáveis. SUS. encontra-se o laudo do exame médico. testemunhas. e uma parte para uso do INSS. Pôr questões éticas. a razão social da empresa não será mencionada neste estudo. acidentado.1 Empresa Informações obtidas sobre a empresa: Razão Social . que deve conter informações sobre as lesões e partes do corpo atingidas. 2 Um lista completa com as atividades realizadas por cada ramo pode ser vista na Tabela 60 em anexo pág. 116 e 117 respectivamente.4.4 Escolha de Variáveis A coleta das variáveis foi feita com base na CAT. As vias são respectivamente entregues para o INSS. acidente. ramo das indústrias da metalúrgica. − ao laudo Médico. − ao acidentado.) Procurou-se levantar todas as variáveis das CATs que tornassem possível atingir os objetivos principais do trabalho.4. (Ver Figura 1 e Figura 2 em anexo pág. da consulta ao CD de Cadastro Industrial do Rio Grande do Sul de 1998 da FIERGS. número de empregados e porte da empresa. bem como sobre o tratamento do acidentado. 39 . comunicando sobre a ocorrência de acidentes de trabalho com ou sem afastamento. − ao acidente. foi possível através. Esse documento deve ser preenchido pelas empresas em 6 vias. as empresas estudadas podem ser divididas em três ramos de atividade econômica2: 1. segurado e DRT. sindicato dos trabalhadores.Esta variável foi coletada com o intuito de se chegar a outras três variáveis: atividade econômica da empresa. 4. Atividade Econômica . Na parte frontal da CAT. No verso da CAT. São as variáveis relativas: − à empresa. empresa. encontram-se informações referentes à empresa. 115. Com a razão social em mãos.segundo a FIERGS.

ramo das indústrias da mecânica.Porte das Empresas Porte Pequeno Porte Médio Porte Grande Porte Fonte: FIERGS Trabalhadores De 20 até 99 De 100 até 499 Acima de 499 Micro. no intuito de verificar o relacionamento do acidentes com o tipo de tarefa que o trabalhador executa. cutelarias. para fins de estudo e desagregação das informações.4. 3. após.Identificar as profissões com maior freqüência de acidentes. As idades foram armazenadas em anos e. elas foram consideradas aparte no presente estudo. Idade – Identificar a faixa etária na qual ocorre a maior parte dos acidentes. no intuito de verificar quais relações a idade apresenta com o tipo de acidente.2 Acidentado Variáveis extraídas da parte referente ao acidentado: Profissão . 40 . Tabela 10 . as siderúrgicas.2. Quantidade de Empregados . Foram encontradas um total de 236 profissões diferentes nas CATs. (Ver Tabela 10). Sendo assim. Devido ao fato de algumas indústrias do ramo da metalúrgica apresentarem um número muito alto de acidentes. agrupadas em faixas etárias conforme mostra a Tabela 11. ramo das indústrias de material de transportes. forjarias e fundições.Extraída do campo “município”.Empresa Abaixo de 20 Região da Empresa . Com esta variável foi possível verificar a região com maior ocorrência de acidentes.Variável utilizada para determinar o porte da empresa. 4. foram consideradas separadamente.

devido ao fato de serem empregadas em tarefas associadas com movimentos repetitivos (Lima.Não Informado Sexo .Verificar se os casados e mais velhos acidentam-se mais que os mais novos e solteiros.Faixas etárias do banco de dados Faixas Etárias do Banco de Dados .Classificação de estado civil para o banco de dados Estado Civil Casado (a) Solteiro (a) Separado (a) Divorciado (a) Viúvo (a) Desquitado (a) Não Informado Salário .34 35. e confirmar a predominância de trabalhadores do sexo masculino neste ramo de atividade.17 18.24 25. Verificar se as mulheres são mais atingidas pôr doenças ocupacionais. sendo possível.54 55.29 30.19 20.Verificar os tipos de acidentes que estão relacionados com o sexo. 1996).39 40. com isto. calcular os custos diretos dos acidentes para a empresa.49 50.Tabela 11 .44 45. Estado Civil . bem como os tipos de acidentes envolvidos com o estado civil.59 Mais de 60 NI .Verificar a faixa salarial na qual ocorre a maior parte dos acidentes. O estado civil foi armazenado conforme a Tabela 12. 41 . Tabela 12 .

É importante salientar que não foi possível utilizar este campo da CAT.Lista de Atividades para o Banco de Dados Atividade Deslocamento Limpeza Manuseio Manutenção Outros Recreação Serv. produto ou ferramenta Atividades de reparo Intervalo Atividades não ligadas ao posto Preparação de máquina ou equipamentos Trabalhando com uma ferramenta Trabalhando em alguma máquina Trabalhando com alguma peça Trabalhando com algum produto Trabalhando sem ser possível identificar a atividade Transportando peça.4. Descrição do Acidente . onde constam os principais agentes levantados das CATs. Ver Tabela 62 (em anexo pág. Ajuda a identificar a causa aparente do acidente. pois o mesmo é preenchido com informações inexatas para o estudo como será abordado no capítulo 4. c/ Peça Trab.Identificar atividades que o acidentado estaria realizando no momento do acidente. equipamento.Identificar os principais agentes de lesão.Verificar dia da semana de maior ocorrência dos acidentes. onde se pode verificar a causa aparente do acidente. Tabela 13 . produto.3 Acidente Variáveis referentes ao acidente: Data do Acidente . Ver Tabela 13.4. c/ Ferr. Objeto Causador . c/ Produto Trabalhando Transporte Não Identificada Descrição Movimentando-se no local de trabalho Atividades de limpeza Manuseando peça. Ver Tabela 61 (em anexo pág.Verificar o posto de trabalho onde mais ocorrem acidentes. 42 . 118). de forma que se pudesse verificar a relação que o posto de trabalho tem com o acidente. etc. Trab. 119). Local do Acidente . Trab. Natureza do Acidente . Seria importante para o trabalho se este campo fosse preenchido com o posto de trabalho do acidentado.Encontrada a partir da descrição do acidente.Verificar o horário de maior incidência de acidentes. c/ Máq. Gerais Setup Trab. Hora do Acidente .

apresenta uma descrição com as características das CATs 43 .5 Procedimento da Pesquisa A primeira etapa do trabalho constituiu-se na coleta dos dados contidos nas CATs que foram disponibilizadas pela DRT/RS. e os tratamentos que ultrapassam 15 dias são considerados graves.4 Laudo Médico As variáveis referentes ao laudo médico são: Lesões e Partes do Corpo Atingido . A lista de lesões e de partes do corpo atingidas podem ser verificadas na Tabela 63. Os tratamentos cuja duração não ultrapassam 15 dias são considerados leves. 4. A Tabela 14.4. permite determinar a gravidade do acidente. abaixo.Determina se houve morte ou não. Duração do Tratamento . (pág. (pág. com o objetivo de verificar qual a principal lesão que sofrem os acidentados e quais as principais regiões do corpo atingidas. Afastamento do Trabalho . segundo o MPAS.Extraída do campo “duração provável do tratamento”. Campo do tipo “sim e não”. Morte . 120) e na Tabela 64. 121) em anexo.Extraídas dos campos “descrição da(s) lesões” e “diagnóstico”.Verificar em que situação acontece o afastamento do acidentado.4. Foram analisadas notificações de acidentes que ocorreram a partir de janeiro de 1996 até abril de 1998 em todo o estado do Rio Grande do Sul.

773 CATs.6 Análise dos Dados Esta etapa de estudo consistiu basicamente na análise de freqüência. A segunda etapa do trabalho consistiu-se no armazenamento das informações coletadas nas CATs. uma vez que eles não estão ligados com a atividade do trabalho e sim com uma circunstância referente ao trajeto entre o trabalho e sua residência. Comunicação de Acidentes de Trabalho . Os acidentes de trajeto não foram levados em consideração.CAT A partir de setembro de 1993 Brasil Diária − Qualificação do segurado (nome. A ênfase do sistema está voltada para o cadastramento e histórico dos acidentes de trabalho. endereço. De um total de 45. bem como o relacionamento entre as mesmas. em primeiro lugar 3 Ver Figura 3 em anexo pág. independente de geração ou não de concessão de benefício. com o objetivo de conhecer a distribuição e magnitude dos acidentes.Tabela 14 . data de nascimento e filiação materna) − − − − − Identificação do Empregador Causa do Acidente (CID) Tipo de Acidente Data do Acidente Indicativo de Óbito Origem/Fonte Período de Abrangência Abrangência Geográfica Atualização Variáveis Basicamente.206 CATs.Características das CATs Descrição Contém informações sobre acidentes de trabalho comunicados ao INSS. 4. Os dados foram armazenadas num banco de dados desenvolvido por Costella (1998)3. o que perfaz um total de 3. 8. à parte de coleta de dados envolveu a separação das CATs referentes à indústria metalúrgica e metal-mecânica. Foram armazenadas 3.773 CATs. procurando determinar. O banco de dados permite o armazenamento de todas as variáveis coletadas.34% dos acidentes eram referentes à indústria metalúrgica e metal-mecânica. 122 44 .

no caso do metalúrgico. A palavra “metalúrgico” é empregada para designar genericamente um profissional que trabalha na indústria metalúrgica o qual desempenha desde funções de escritório até funções de chão de fábrica como montagens de peças leves. Uma das principais características a ser focalizada é o posto de trabalho. realizar uma análise que possa indicar as causas do acidente relacionadas com a atividade do profissional. de acordo com a freqüência dos acidentes. Tais subsídios devem permitir a verificação das características comuns existentes entre o posto de trabalho e os acidentes. ele é notificado através da CAT. identificando entre outros itens a profissão do acidentado. e até o controle de um painel. foi efetuar estudos mais detalhados para verificar se as CATs fornecem subsídios suficientes para se adotar medidas que ajudem a evitar acidentes. montagens de peças pesadas.64% dos acidentes) . pois os dados ficam agregados tornando difícil a determinação de um posto de trabalho típico ou tarefas típicas do profissional.Também uma denominação genérica para trabalhadores que trabalham na indústria realizando as mais diversas tarefas. portanto. seria importante que as CATs informassem o posto de trabalho a fim de desagregar estas informações. são descritas as quatro principais profissões. Não é possível. Profissão Operador de Máquina (10. Esta classificação abrange uma grande variedade de funções dentro de uma mesma profissão. Isto permitiria extrair mais conclusões em relação ao posto de trabalho e sobre os fatores que direta ou indiretamente estão influindo nos acidentes. não se prestando para um estudo.portanto. procurando identificá-los e relacioná-los com as atividades do trabalhador. existem muitas máquinas e . e o motivo da escolha do soldador para estudos adicionais. não fica claro a sua função nem seu posto de trabalho. contudo. São elas: Profissão Metalúrgico (22.a profissão de maior freqüência em acidentes.. usinagem. Quando um acidente ocorre. que podem ser transportadas manualmente ou com auxílio de máquinas. A seguir. fundição.6.1 Profissão com Maior Freqüência de Acidentes O objetivo principal de se escolher uma categoria de profissão. Posto de trabalho é o local onde o trabalhador executa a maior parte ou a totalidade de suas funções.24% dos acidentes).Um pouco mais padronizada que a função “metalúrgico” porque os operadores de máquinas trabalham somente com máquinas. e em segundo lugar a realização da análise das principais variáveis envolvidas no estudo 4.36% dos acidentes) . No entanto. Profissão Industriário (9. A exemplo da 45 .

4. Profissão Soldador (3. A literatura não menciona este fato como importante e evidencia o fumo da soldagem como maior fonte de problemas em soldagem.profissão metalúrgico. Segundo Torner (1991). que consiste na ligação de peças metálicas através do uso de substância metálica e fusível.3% do total de acidentes dentre as 45. o ideal é que se reduza ao máximo os riscos aos quais os trabalhadores estão expostos. As principais fontes bibliográficas sobre acidentes com soldador estão em inglês e em periódicos. é difícil a realização de estudos mais aprofundados sobre os acidentes com industriário. a profissão soldador é a mais padronizada em relação às tarefas desempenhadas e posto de trabalho. Se for levado em conta que os ramos do setor metal-mecânico têm aproximadamente 20% da mão de obra do estado. esta profissão despertou especial interesse pelo elevado índice de acidentes devido a impacto sofrido. Logo.52% dos acidentes) – Entre as quatro profissões com maior freqüência de acidentes. Além disto. O maior risco enfrentado pelo soldador é devido a problemas musculoesqueletais devido à grande estaticidade das atividades de soldagem e tempo prolongado que o mesmo permanece em uma mesma posição. conforme apresentado no capítulo 6.7 Perfil da Empresa 4. Porém. compreende tarefas semelhantes para um profissional com mesma denominação.7. 46 . Cabe ressaltar que existe muito pouco material tratando sobre o assunto. existe uma probabilidade muito pequena de que o soldador sofra o impacto de algum agente. as operações de soldagem envolvem poucas posições. Considerando que o soldador é a quarta profissão com maior freqüência de acidentes.1 Atividade da Empresa O total de acidentes (típicos e doença do trabalho) ocorridos em todos os setores foi de 3.773 nos anos de 96/97. a menos que o posto de trabalho esteja desorganizado ou o soldador esteja fora de seu posto. no caso o soldador) ele foi escolhido para análise mais detalhada sobre as informações contidas nas CATs. porém a primeira em se tratando de posto padrão de trabalho (ou seja. movimentos lentos e estáticos. pode-se considerar estes números aceitáveis. Isto perfaz aproximadamente 8.306 CATs separadas. Soldador é aquele profissional encarregado de executar a operação de soldagem.

72 16.33 3.htm 47 .Freqüência dos Acidentes segundo Atividade Econômica .alternex. A indústria metalúrgica foi a que mais apresentou acidentes.Osasco 4 Site: http://www.Número de acidentes segundo atividade da empresa Atividade da empresa Metalúrgica Mecânica Cutelaria Material de Transporte Forjaria NI Fundição Siderúrgica Total % 31.br/~sindmetal/doenramo.06 100.55 19. Um estudo realizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco publicado na Internet4.50 6.56 2. seguido pelo setor mecânico e cutelaria.773 CATs cadastradas no banco de dados.81 2. conforme pode ser mais facilmente visualizado no Gráfico 7.Tabela 15 .00 A Tabela 15 apresenta o número de acidentes segundo a atividade da empresa conforme os resultados obtidos das 3. mostrou que naquela região o setor de metalúrgica é o de maior registro de acidentes. Alimentação 3%3% 3% 5% 5% Comércio 8% Metalúrgica 36% 9% Metalúrgica Outros Quim/Plástica Construçào Comércio Textil/Vestuário Transporte Papel/Papelão Móveis e madeira Alimentação 14% Outros 14% Gráfico 7 .46 17.com.

2 Porte da Empresa “Com estas informações em mãos pode-se responder perguntas como: Onde eu localizo os acidentes que estão ocorrendo nas pequenas e micros empresas. o maior número de acidentes entre estas empresas. com 54.7.43% dos casos..47 100. entre outros fatores. seria a força sindical. segundo dados da FIERGS. pois existe uma dificuldade maior de subnotificação nestas empresas devido à força dos trabalhadores.35%. Ou o ambiente de trabalho destas oferecem um maior risco a saúde do trabalhador. médio e micro empresas estão subnotificando as comunicações de acidentes de trabalho. pequeno e micro empresas.35 3.. justificando. onde atuam a maioria dos trabalhadores brasileiros? Os acidentes precisam estar associados ao porte da empresa. principalmente priorizando a atenção aos pequenos.1999). Isto já não ocorre nas empresas de porte médio. com 20. Tabela 16 . por aproximadamente 15% da mão de obra no setor 48 . as micro empresas do Rio Grande do Sul são responsáveis.Distribuição de acidentes segundo o porte Porte da empresa Grande Médio Pequeno NI Micro Empresa Total % 54. dos acidentes pode ter duas explicações. pequeno e médio porte. a indústria metalúrgica e metal-mecânica se caracterizam pôr ter uma grande quantidade de trabalhadores nas empresas de grande porte. o maior registro de ocorrências se deu nas empresas de grande porte. ou as empresas de pequeno. Segundo dados do SEBRAE.00 Em relação ao porte das empresas.35 13. A fato das empresas de grande portem serem responsáveis pôr 54.” (Anuário. Um outro fator que justificaria a maior incidência de acidentes na empresa de grande porte.43%. Isto para que possa existir uma política de segurança e prevenção de acidentes no Brasil. num total de aproximadamente 36%.41 8. Apesar de 64% dos trabalhadores pertencerem às empresas de micro.4. como mostra a Tabela 16 que apresenta a distribuição de acidentes segundo o porte da empresa. seguido pelas de médio porte..43 20.

31.3 Região da Empresa A região que mais apresentou acidentes de trabalho foi Porto Alegre. verificou-se que as empresas de grande porte. com 31.04% dos acidentes gerados pelas empresas de grande porte.9% para as micro-empresas. 46% das indústrias mecânicas e 35% das indústrias de material de transporte.21 49 .13 % Acum. foram responsáveis pela maior quantidade de acidentes num total de 32. indicando a possibilidade de subnotificação de acidentes. pequeno e micro-empresa. segundo dados do SEBRAE (1999).88% para as de pequeno porte e 55.Distribuição dos acidentes segundo a cidade Região Porto Alegre Gravataí % 31. pôr porte das empresas analisadas nas CATs. as micro-empresas foram responsáveis pôr apenas 3. as principais geradoras de acidentes foram às empresas pertencentes ao ramo de atividade de metalúrgica. Apesar disto.86% para as de médio porte.08%. Tabela 18 . Analisando-se os dados. 36% das indústrias metalúrgicas do estado. Entre as dez cidades que mais geram acidentes. Tabela 17 . pertencem à região metropolitana de Porto Alegre. Canoas (12. Isto devido ao fato da região ter importantes pólos industriais distribuídos ao longo destas cidades. A região metropolitana de Porto Alegre concentra aproximadamente.Número médio de empregados pôr porte da empresa Porte da empresa Grande Médio Pequeno Micro Empresa Média De Empregados 1078 212 52 12 4. pertencente ao ramo de Cutelaria. num total de 39.7. A Tabela 17 apresenta o número médio de empregados.47% das ocorrências.metal-mecânico do estado. seguido pôr Gravataí (16.13%).08 16.24%) e Caxias do Sul (4.92) todas regiões com importantes pólos industriais e com grande número de trabalhadores.1 47. 61. Entre as empresas de porte médio.

Isto torna 5 Uma tabela completa com a relação das profissões pode ser vista na Tabela 66 em anexo pág. Devido ao grande número de profissões.78 1.37 68. pode-se observar que as cinco profissões com maior freqüência de acidentes foram os metalúrgicos.00 59. onde forem referenciadas as cidades. que junto são responsáveis pôr mais de 60% dos acidentes. pôr isto em estudos subseqüentes. de acordo com a profissão5.78 100. as profissões metalúrgico.55 1.55% das demais cidades.6. utilizar as nove primeiras.92 4.1.8 Perfil do Trabalhador 4. As dez primeiras cidades onde ocorreram os maiores números de acidentes.24 4. Gravataí e Canoas. 4.73 73.57 80. soldadores e montadores respectivamente. Rosa Esteio Sapuc.22 100. somam mais acidentes que todas demais cidades. Leopoldo Cachoeirinha Panambí Bento Gonçalves Sta.64 1. Cruz do Sul Outras Total 12. 50 .00 Pode-se observar que Porto Alegre.45% dos acidentes em comparação aos 40.15 76. e as correspondentes freqüências de acidentes e percentual em relação ao número total de acidentes. Do Sul S.36 4.45 64.45 16. industriários. Através do gráfico.8. totalizando 59. pois um profissional realiza tarefas distintas em um determinado posto de trabalho.1 Profissão No Gráfico 8 é apresentado o número de acidentes no setor metal-mecânico do Estado do Rio Grande do Sul. são classificações de profissões que não caracterizam um posto de trabalho padrão. juntas.64 1. 125.06 1. juntas somam mais de 80% dos acidentes. Como já foi abordado no item 4.09 75.76 83. serão utilizadas estas dez.22 81. industriário e operador de máquina. operador de máquinas.93 78.Canoas Cx. Do Sul S.36 2. adotou-se como critérios para estudos subseqüentes.

24% 3.85 anos. A Tabela 19 apresenta as respectivas profissões dos acidentados com maior freqüência e a idade média na qual o profissional sofreu o acidente. e que as doenças do trabalho ocorram com os trabalhadores mais velhos. que o profissional com a maior média de idade é o caldeireiro.81% 2. pois elas vão sendo adquiridas ao longo da vida de trabalho. o valor mais expressivo observado foi o dos metalúrgicos que sofreram 44.Distribuição de acidentes pôr profissão Em relação as atividade da empresa e a região dos acidentes. ocorram com trabalhadores mais jovens. num total de 61. Máquina Serv. Pode-se verificar pôr inspeção visual a tabela. pois eles têm menos experiência.91% dos acidentes com metalúrgicos ocorrendo em apenas duas atividades econômicas da região de Porto Alegre.02% 22.95% 2. Mult. 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% Op. é de se esperar que acidentes típicos.95% 2.64% 38. e profissional o com a menor média de 51 Outras .2 Idade Em relação à idade dos trabalhadores.92% de seus acidentes em empresas de cutelaria da região de Porto Alegre e 16. Op.8. com 44. relacionados com as atividades do acidentado. Func. as doenças do trabalho se manifestam. sendo de 35. 4. onde após anos de atividades insalubres.30% 2. Cel.98% em forjarias também de Porto Alegre.54 anos. Man. O Posto de Trabalho é uma informação importante que deveria vir descrita na CAT para se permitir fazer uma maior investigação das causas dos acidentes e também para se ter informações mais detalhadas sobre o acidente.35% Gráfico 8 . 10. Produção Op. Manutenção Metalúrgico Industriário Montador Soldador Aux.86% 2.52% 2. já no setor metal mecânico este valor ficou um pouco acima.31 anos. A média nacional de acidentes pôr idade é de 32. que poderiam estar levando determinado profissional a se acidentar. Gerais Mec.difícil a determinação das possíveis causas e fatores comuns aos postos de trabalho.36% 9.

Cel.18 anos.idade foi de serviços gerais com 28.0 0 % 0 . exceto pela 6 Fonte: http://www. Mult. 1 8 .25 anos.31 38. se acidenta em média com 37.06 35. Produção Op.0 0 % 1 0 . Máquina Industriário Soldador Serv. Pode-se observar que a faixa etária que mais sofreu acidentes situa-se entre os 30 e 34 anos seguido pêlos trabalhadores entre 25 e 29 anos.25 35.Distribuição de acidentes segundo faixa etária O Gráfico 10 apresenta uma comparação dos dados obtidos pelo sindicato dos metalúrgicos de Osasco6 e os obtidos através da coleta das CATs para indústria metal-mecânica do estado do Rio Grande do Sul. O metalúrgico.57 37. o maior índice de acidentes ocorre com profissionais em torno de 28 anos (4.75 31.0 0 % -1 7 1 8 -1 9 2 0 -2 4 2 5 -2 9 3 0 -3 4 3 5 -3 9 4 0 -4 4 4 5 -4 9 5 0 -5 4 5 5 -5 9 60NI Gráfico 9 .htm 52 .13 35. Func.18 36.alternex. No Gráfico 9 é apresentado a freqüência dos acidentes segundo a faixa etária entre os trabalhadores acidentados.7% de acidentes). Gerais Montador Op.0 0 % 1 6 . Aux.39 28. Manutenção Média De Idade 37.br/~sindmetal/doenramo.0 0 % 6 . Tabela 19 . Mec.Média de idade do acidentado segundo a profissão Profissão Metalúrgico Op.08 28.0 0 % 8 .0 0 % 1 2 . que apresenta a maior freqüência de acidentes. Man.0 0 % 2 .7% de acidentes) seguido pêlos de 33 anos (3.0 0 % 4 . Através dele pode-se observar a semelhança dos dados.0 0 % 1 4 .95 Ainda em relação à idade.com.

e no Rio Grande do Sul. a faixa etária com maior freqüência de acidentes. varia dos 25 aos 30 anos.distribuição dos mesmos.88 anos. sendo esta idade de 36. Osasco tem uma ocorrência maior de acidentes entre os mais jovens. Pode se perceber. pôr volta de 38 anos. com 32.Comparação de distribuição de acidentes segundo faixa etária entre RGS e OSASCO − Média de Idade As empresas de grande porte apresentaram os trabalhadores com maior média de idade. 25% 20% 15% 10% 5% 0% a té 1 8 19 a 24 25 a 30 31 a 36 O sasco 37 a 42 RGS 43 a 48 49- NI Gráfico 10 . através do Gráfico 10. Porto Alegre apresentou. e os acidentados mais novos pertencem ao ramo das fundições.36 anos.17 anos. com 39. em média. com os acidentados estando com 33. os acidentados mais velhos pertencem ao ramo das siderúrgicas. trabalhadores numa faixa etária mais elevada. Em relação à atividade econômica. dentre os acidentados. que em ambos os casos. 53 .17 anos. os dados estão mais distribuídos entre todas as faixas etárias. Já as micro-empresas apresentaram a menor média.

00 16.8.00 54 . freqüência de acidentes e percentual sobre o total de acidentes.98 0. Pode-se observar que os trabalhadores casados são os que sofrem mais acidentes.00 13.00 2.00 3.70 0. Tabela 21 . Em média.00 17.18 10.22 100.Tabela 20 .3 Estado Civil A Tabela 21 apresenta os dados dos acidentes do setor metal-mecânico do Rio Grande do Sul.2.33 19.Distribuição de acidentes segundo a faixa etária para a cidade de Osasco e o estado do Rio Grande Do Sul Idade até 18 19 a 24 25 a 30 31 a 36 37 a 42 43 a 48 49NI Total Osasco % RGS % 2.08 1.24 23.32 31.00 4.00 100.00 15.27 100.32 %.71 6. totalizando 64.03 0. os casados têm 38.80 19.34 0.00 18.Freqüência de acidentes pôr estado civil Estado Civil Casado (a) Solteiro (a) Separado (a) Divorciado (a) Viúvo (a) Desquitado(a) NI Total % 64.8 anos de idade e os solteiros tem 27.61 1.00 16.18 18. com o respectivo estado civil do acidentado.

09 98.45% de acidentes para os homens contra 90.46 82. com um total de 90.42 0. 28.38% do sexo feminino.07 12.46% dos acidentados.46 24.4.46 53. 55 .27 1.Freqüência e distribuição dos acidentes segundo faixa salarial Salários 3 4 2 5 6 NI 7 8 1 9 11 10 Acima de 12 12 Total % 28.40 70.00 % Acum.20 99.00 4.86 100.65 89.91% em metalúrgicas sendo estes os maiores responsáveis pêlos acidentes classificados de acordo com o sexo dos trabalhadores.11 anos.92 95. Entre outros fatores. e 9.2 anos de idade e os homens na faixa dos 35.4 Salário A Tabela 22 apresenta a freqüência dos registros de acidentes. contra. O sindicato dos metalúrgicos de Osasco chegou a números semelhantes a estes.58 99.22 98. A maior parte dos acidentados recebe entre 2 e 4 salários.28 0.38 no Rio Grande do sul.5 Sexo Os profissionais do sexo masculino foram os que mais se acidentaram. As mulheres sofrem 48% de seus acidentes em cutelarias e os homens 32. segundo a faixa salarial.3% no Rio Grande do Sul.75 3.13 0.56 0. perfazendo um total de 70. As mulheres se acidentam em média na faixa dos 37.38 0.40 92. As CATs da cidade de Osasco indicaram 90.52 2. em comparação com 9.83 97.14 100. Tabela 22 .19 6.78 99.8.94 17.55% de acidentes para as mulheres.3% das ocorrências.8.91 1. 9. uma das explicações para este fato é a maior quantidade de homens que trabalham em atividades da indústria metal-mecânica.

O primeiro ponto estudado buscava determinar as maneiras pelas quais acidentes de trabalhos e desordens musculoesqueléticas estariam relacionadas com as operações de manuseio dos postos de trabalho e como elas poderiam ser prevenidas.6 Atividade do Funcionário A atividade do funcionário nas CATs pode ser verificada na área designada à descrição do acidentes. As informações vêm a acordar com alguns estudos que atestam que as mulheres são utilizadas em tarefas que exigem mais detalhes e menos força. análises de acidentes de trabalho resultando em incapacidade para o trabalho. O estudo teve como objetivo principal. Porém. e desenvolvimento de soluções 56 Corte . Normalmente estas tarefas se caracterizam pôr serem repetitivas e com alto grau de insalubridade devido ao ruído (Lima. Cockerill (1993) realizou um estudo em uma linha de montagem e três postos de trabalho em um posto de trabalho de uma indústria de aço onde chapas de metal são cortadas e ajustadas.60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Impacto Sofrido 13% 31% 57% 23% 20% 12% 5% 8% 6% 7% 5% 6% 2% 4% impacto Sofrido Contra Doença Ocupacional Prensagem Esforço Físico OUTROS Feminino Masculino Gráfico 11 . a melhoria ergonômica dos postos de trabalhos. medição de indicadores de esforço fisiológico. Isto vem a tornar o dado praticamente inútil. na maior parte dos casos. esta informação estava mal preenchida ou incompleta.Distribuição de acidentes pôr sexo segundo a natureza Pelo Gráfico 11 pode-se verificar que os acidentes mais comuns entre as mulheres são devido a doença ocupacional (DO) enquanto nos homens é devido a impacto sofrido e DO.8. A pesquisa envolveu um estudo retrospectivo de registros médicos de trabalhadores. 1996) 4. compilação da avaliação de trabalhadores de sua situação de trabalho. análises ergonômicas de trabalho de cada posto com a ajuda de vídeo gravação. e o que o trabalhador estava fazendo. não deixando claro o que realmente aconteceu no momento do acidente.

técnicas. Neste estudo, foi observada uma alta média de incidência de desordens musculoesqueletais. Estas desordens puderam ser relacionadas com a natureza da operação de manuseio e estresses postural envolvendo estes locais de trabalho. Com estas informações em mãos, medidas corretivas e preventivas puderam ser tomadas diminuindo substancialmente problemas de desordens musculoesqueletais nos trabalhadores daqueles postos de trabalho. Este estudo deixa clara a importância da análise de dados. Uma falha que o documento CAT apresenta, é que no preenchimento, apesar de obrigatório, da área designando para se identificar o local do acidente, este é preenchido com informações inúteis para uma posterior análise. Seria interessante que pôr ocasião do preenchimento desta informação, fosse mencionado o posto de trabalho onde estava o funcionário no momento do acidente. Para exemplificar, cito o caso de uma descrição de acidente que veio com a seguinte informação: “Tubo de ferro caiu em cima dedão do pé direito” Estas informações são praticamente, desnecessárias, pois o objeto da lesão (tubo de ferro) vem descrito no campo destinado a se colocar o objeto causador; à parte do corpo atingida (“dedão do pé direito”) vem descrita no campo destinado à descrição das lesões; a natureza da lesão, que neste caso foi impacto sofrido, merece um campo maior para conter informações mais detalhadas, com maior riqueza de informações sobre o acidente. Uma melhor descrição do acidente seria: “Atingido pôr objeto, no momento em que operava, e/ou manuseava, e/ou trabalhava, e/ou concertava, e/ou etc, uma determinada máquina e/ou uma determinada peça, e/ou determinado produto, e/ou se deslocava, em determinado posto de trabalho e/ou fora do posto de trabalho.” Desta forma seria possível tirar conclusões mais corretas sobre os acidentes, e tornar a informação mais útil para prevenir acidentes. O importante em se analisar as CATs, é verificar possíveis características comuns do posto de trabalho, que possam estar influenciando na ocorrência de acidentes. Porém, o mau preenchimento das mesmas dificulta esta ação.

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4.9

Freqüência temporal dos Acidentes

4.9.1 Data do Acidente Segunda-feira foi o dia da semana onde mais ocorreram acidentes, em todos os ramos de atividades analisadas, com um total de 22,83% dos registros. Todos os outros dias apresentaram uma tendência decrescente entre os dias respectivamente, até domingo onde a ocorrência de acidentes foi a menor, com 1,5% dos acidentes. Costela (1999) identificou o mesmo padrão de comportamento ao analisar os acidentes ocorridos na indústria da construção civil nos anos de 1996-1997. A Tabela 23, apresenta a freqüência dos acidentes segundo o dia da semana. Tabela 23 - Freqüência dos acidentes segundo o dia da semana
Dia Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom NI Total % 22,83 20,77 18,10 17,07 13,36 3,94 1,50 2,44 100,00

Um dos fatores que poderiam explicar o maior número de acidentes na Segunda- feira, como mostra o Gráfico 12, seria o fato de ser precedido pelo fim de semana. A quebra do ritmo do trabalho, devido ao período de descanso, faz com que no retorno tanto a produtividade quanto a atenção sejam menores, propiciando uma maior número de acidentes. Com o decorrer da semana, a atenção aumenta, o ritmo é retomado, porém com uma tendência de, na sexta-feira, o funcionário estar com atenção elevada, porém com um ritmo de trabalho menor devido ao cansaço, o que vem pôr propiciar um menor número de acidentes (Costella 1999).

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25% 20% 15% 10% 5% 0% Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom NI

Gráfico 12 - Distribuição dos Acidentes segundo o dia da semana 4.9.2 Hora do Acidente O Gráfico 13 apresenta a freqüência dos acidentes segundo a hora de ocorrência. Pode-se observar dois picos, um pela manhã, das 10 às 11 horas, e outro pela tarde, das 16 às 17 horas. Os mesmos picos forma identificados pôr Costela (1999) em analise feita nos acidentes ocorridos na indústria da construção civil nos anos de 1996-1997. Pode-se observar a grande quantidade de registros onde a hora do acidente não foi informada, ou pôr desinteresse.
30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 00:00 01:00 02:00 03:00 04:00 05:00 06:00 07:00 08:00 09:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00 21:00 22:00 23:00 NI

Gráfico 13 - Distribuição dos acidentes segundo a hora do acidentes

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e também permitiria saber qual máquina estaria ocasionando o maior número de acidentes de trabalho. 1972. a máquina envolvida no acidente. a fonte é a máquina.. tendo como primeira medida. O pico da tarde pode ser explicado como resultado da fadiga ocasionada pela proximidade do final da jornada. é que este não era feito com clareza. quanto maior o nível de atividade maior a possibilidade de ocorrerem acidentes. Porém. esta informação estava bem clara. porém. em uma das CATs com a seguinte descrição do acidente: “Quando estava mudando uma máquina de lugar.10. Isto permitiria tomar medidas que reduzissem os riscos de operação da mesma. Em muitos documentos aparecia apenas a palavra máquina. não se pode agir sobre a fonte do problema. A importância de se conhecer a máquina onde ocorreu o acidente.10 Causa do Acidente 4. quando há uma queda da produtividade e da atenção. como o caso da prensa e do torno. Em outras ocorrências. deslocou o joelho direito” e no campo destinado a informar o objeto causador: “Máquina”. pois cada máquina tem um leque de operações que os trabalhadores podem realizar. os acidentes devido a impacto sofrido e prensagem coletados nas CATs. Methods improvement for construction managers. é que poderia se deduzir a atividade que o trabalhador estaria executando no momento do acidente.1 Natureza do Acidente Em grande parte. New York: McGraw-Hill. em relação a uma tarefa que ofereça risco ao trabalhador e. que atinge seu ápice no horáro das 10 horas e. H. H. permitindo identificar qual máquina se empregava. (McGraw-Hill series in construction engineering and management) 60 . Pôr exemplo. assim. estabelece que se deve atuar corretivamente.Parker e Oglesby apud Costella (1999) explicam o pico da manhã como sendo resultado da taxa de produtividade diária. W. C. PARKER. neste caso. 17). mas como não se sabe qual é a máquina. Um dos princípios de prevenção de acidentes (Princípio de Prevenção de Acidentes pág. A exemplo dos casos anteriores. Esta informação é insuficiente para que se possa fazer uma análise mais aprofundada do acidente ocorrido. o que vem pôr ocasionar a agregação dos dados. OGLESBY. não deixando claro. 4. se deram no momento em que os trabalhadores utilizavam suas máquinas e ferramentas ou manuseavam alguma peça. na maior parte dos casos. agir sobre a fonte do problema. a crítica que se faz aqui em relação ao preenchimento das CATs.

Físico. DO. Tabela 24 .95 76.88 100. pode-se verificar que.00 % Acum.12% dos acidentes. ou se fossem de uso menos complexo. Pôr isso. canos. que impacto sofrido e DO juntos somam 55. e que atividades poderiam estar gerando maior risco ao acidentado. 61 .89 19.69 6.01 69.94 6. percentual sobre o total e percentual acumulado. Pode-se verificar. 29. Se considerarmos os seis primeiros (Impacto Sofrido. Segundo VINER (1992) os engenheiros e pessoas responsáveis pêlos projetos das máquinas devem ter um conhecimento básico e uma educação continua que os habilitem a projetar maquinarias e métodos de trabalho para satisfazer as expectativas legais de segurança no trabalho.00 Durante o cadastro das CATs e leitura do campo descrição do Acidentes. Esforço. Prensagem.02 7.32 63.Distribuição dos acidentes segundo a natureza Natureza do acidente Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Esforço . em grande parte. os estudos subseqüentes relacionados à Natureza da Lesão serão realizados em relação a estes seis tipos de acidentes com maior incidência de acidentes. possivelmente devido à desorganização dos postos de trabalho. com a freqüência de acidentes. o impacto sofrido foi devido à queda de peça. deve-se conhecer o processo de trabalho do local analisado.32% dos registros.23 80. tubos e outros normalmente em cima das mãos do acidentado. Corte e Impacto Sofrido Contra) chega-se a 80.30 55.A atividade exercida no momento do acidente também é muito importante devido ao fato de que para se analisar um posto de trabalho.12 100. A Tabela 24 apresenta a freqüência dos acidentes segundo a natureza.Físico Corte impacto Sofrido Contra Outros Total % 29. pela tabela. Muitos acidentes poderiam ser evitados se as máquinas tivessem dispositivos para proteger o operador. ferramentas.28 3.30 26.

que o ambiente de trabalho que o profissional do setor metal-mecânico convive é muito insalubre.13% das ocorrências.00 100.00 Pela Tabela 25. Estes dados foram semelhantes aos obtidos pelo sindicato dos metalúrgicos de Osasco onde os acidentes típicos representaram 77.00 100.00 100. enquanto Material de 62 % .00 100. se comparado com a média nacional dos últimos 10 anos. Pode se observar. Tabela 25 . doenças profissionais 1. Porém. verifica-se uma grande diferença. no Brasil.Distribuição dos acidentes segundo o motivo Através do Gráfico 14 pode-se verificar que os acidentes típicos representaram 71% dos acidentes doenças profissionais 26%.04%.Físico Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Prensagem 48 13 24 39 39 41 15 8 39 24 26 17 20 35 19 8 10 6 5 29 3 15 3 23 3 8 10 4 13 4 3 0 1 4 2 4 2 6 1 1 0 1 100. que apresenta a freqüência de acidentes segunda a natureza cruzando com atividade econômica. os acidentes típicos representam 94.Distribuição dos acidentes segundo natureza do acidente pôr atividade econômica Metalúrgica Siderúrgica Material de Transporte Mecânica Cutelaria Fundição Forjaria Natureza do acidente NI 4 1 3 5 7 4 Corte Doença Ocupacional Esforço .00 100.Doença Ocupacional 26% NI 3% Acidentes Típicos 71% Gráfico 14 .89% dos acidentes e DO 21.13% dos dados. então. pode-se verificar que a atividade metalúrgica e mecânica são as principais responsáveis pela maior parte dos acidentes típicos. em média.

e a média mais baixa foi para impacto sofrido contra (32. e 70. As empresas de grande porte são as grandes responsáveis por 40.83).Transporte e Cutelaria são responsáveis pela maior parte das Doenças Ocupacionais. Um fato interessante foi que 57% dos acidentes registrados para as mulheres foram devido à doença ocupacional. indicando que as mulheres são postas em atividades de menor risco. pôr 80.pois 70. Em relação à profissão todos os tipos de acidentes foram mais freqüentes entre os metalúrgicos.72% dos acidentes decorrentes de Doença Ocupacional.8% dos registros de acidentes de trabalho. com impacto sofrido. Outro dado interessante é o fato de 77% dos casos de doença ocupacional serem com trabalhadores casados contra 33% em outra situação. porém esta diferença foi menor. enquanto cutelarias e material de transporte possuem um ambiente de trabalho altamente insalubre.8%. A média de idade mais alta foi à encontrada entre os que sofreram doença ocupacional (40. sendo de 59% nos casados contra 41% dos acidentados em outra situação.48 anos). porém mais insalubres. Impacto sofrido também foi mais comum entre os casados.9% dos acidentes ocorridos devido a esforço-físico. enquanto que para os homens este valor foi de 22. Siderúrgica também pode ser considerada como tendo um ambiente de trabalho altamente insalubre . Estes dados estão de acordo com estudos feitos pôr Laflamme (1997) que indicam que os mais jovens são colocados frente a tarefas de maior riscos e que as doenças ocupacionais se manifestam nos mais velhos pôr serem frutos da ação do tempo em ambientes insalubres. Pode-se concluir que metalúrgica e mecânica possuem ambientes de trabalho com um alto risco de acidentes típicos. 63 .45% de seus acidentes são devido à doença ocupacional.

73 52.29 74.69 1. ferramentas.75 3.40 81. ou Prod.4. Quente 19 Escada 20 Equipamento Outros Total Agente da lesão % 14.67 9.56 3.39 5.R. de acordo com a atividade econômica.00 Com base na da Tabela 26. é o resultado de 64 .58 2.06 1.95 77. o que mais se sobressai.14 8. demonstrando ser um ambiente de alto risco.41 3. pode-se verificar que ruído e L.34 100.41 1. Cortante 9 Mov. prensa e torno (29.00 % Acum.59 1.45 65.12 67.54 79.82%).45 1.67 100.32 47.77 38.41 4. A Tabela 27 apresenta os dados quanto aos agentes de lesão mais comuns.26 75.95 5.16 4.13 55.Distribuição dos acidentes segundo os agentes da lesão mais freqüentes ID 1 Ruído 2 LER 3 Máquina 4 Ferramenta 5 Peça(s) 6 Chapa 7 Prensa e Torno 8 Obj.00 2.82%). De nível 16 Corpo Estranho 17 Peso 18 Subst. Logo após vem às lesões causadas pôr máquinas. 14.67 23.E.00 80.97 1. 14 Caixa(s) 15 Queda c/ ou sem dif. Pode-se verificar que a indústria metalúrgica tem 40.10.27 18. Barras e Tubos.9% de seus acidentes causados pôr elementos pertencentes ao posto do trabalho. chapas.88 59.53 2. 11 Ferro 12 Serra ou Furadeira 13 Componente de Maq. Dos dados apresentados.82 32. que apresenta a distribuição dos acidentes segundo o agente causador da lesão.2 Agentes da Lesão Tabela 26 . peças. Corpo 10 Canos.67 2.16 43.23 72. são os principais causadores de acidentes do trabalho (23.70 70.45 62.

Máquinas e Ler. Chapa. que oferecem risco à segurança do trabalhador. Chapa. Prensa. chapas. peças e ferramentas. pois os principais agentes são máquinas.70 32.70 39. todos elementos pertencentes ao posto de trabalho. Chapa. Mov. Prensa e Torno. 35. onde 65. se caracterizam pôr serem ambientes de trabalho de maior risco. ferramentas.70 50. Tabela 27 . ruído e LER.10 28.90 41.00 31. máquinas. sendo este um ambiente altamente insalubre para os trabalhadores.50 Pequeno Máquina.90 Material de Transporte Ruído e LER As empresas de grande porte se caracterizam pôr terem ambientes de trabalho que oferecem maiores riscos à saúde do trabalhador.Tipos de agentes mais comuns de acordo com a atividade econômica7 Atividade Econômica Metalúrgica Mecânica Cutelaria Forjaria Fundição Siderúrgica Agente Lesão Máquinas. 65 . Porte Grande Médio ME Ruído e Ler Peças. Peças. Agente % Relat.30 65. Prensa e Torno.. Ruído. Ruído.00 40. 130. Chapas. 7 Uma lista completa com os agentes e as atividades econômica. peças. Ruído e LER Ruído e LER Ferramentas e Caixas Ruído % Relat. Tabela 28 . Ferramentas.7% dos acidentes tem como agente de lesão. Já em empresas dos demais portes.agentes de lesão na siderurgia. pois como pode-se ver na Tabela 28.20 36. Máquina. à atividade econômica 40.9% dos acidentes são devido a ruído. Torno e Ferramentas. pode ser vista na Tabela 70 em anexo pág.Tipos de agentes mais comuns de acordo com o porte. ao Porte 35. Corpo. Peças.

Prensa e Torno. peças. que o soldador se queimasse ou tivesse problemas respiratórios ou visuais. Mov. Logo. Ruído e Ler Máquinas. prensa e torno. Ferramentas. 26. Doença Ocupacional. pôr exemplo. Prensagem e Esforço Físico. Corpo. Tabela 29 . Peso. barras. canos. ferros e máquinas são os maiores causadores de Acidentes de Trabalho. serão apresentados mais detalhes a este respeito. canos.69% e 6. furadeira. poder-se-ia esperar. a Natureza 47. chapas. barras. 66 . que contém as quatro Naturezas de Lesão com maior incidência (Impacto Sofrido. Chapas e Máquinas % Relat.A partir da Tabela 29.2%.Físico Corte Agentes Ferramentas.20 60. e até mesmo de máquinas que não fazem parte de seu posto de trabalho. Mais adiante. o soldador está sofrendo muito impacto de canos.90 61. que apresenta os tipos de agentes de lesão mais comuns entre as profissões. Cortantes. Peças e Caixas. porém se vê que os agentes da lesão estão mais ligados a uma possível desorganização de seu posto de trabalho. com 29. pode-se verificar quais foram os agentes de lesão predominantes entre as categorias profissionais dos acidentados. peças.20 impacto Sofrido Contra Máquinas. tubos.94% respectivamente de ocorrência) e os agentes que os ocasionaram. tubos.70 90. Obj. pode se verificar que ferramentas.30 68. serra. Como pode-se observar na Tabela 67 (anexo pág.Agentes mais comuns de acordo com a natureza da lesão Natureza da Lesão Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Esforço . e máquina. 7. Como se espera que o acidente esteja relacionado com a atividade.10 57. peças. Com base na Tabela 30.3%. 128) a natureza de lesão mais comum foi impacto sofrido. neste modulo. indicando uma possível desorganização nos postos de trabalho.

1 Afastamento Em relação ao afastamento. Mult. barras. Ler.6% que não precisaram se afastar.48 29. Aux. máquina e ferramentas. ruído. Man. É sempre bom ter em mente que o afastamento do acidentado de seu posto de trabalho implica em custos diretos e indiretos para empresa. Agente % 36.11 Dados sobre o Acidente 4. Gerais Montador Op.33 40.00 33. impacto psicológico nos colegas de trabalho entre outros. torno. LER Chapas. Mov. chapas.82 4.31% dos acidentados necessitaram se afastar de seu posto de trabalho.68 55. Corpo. Custos com tratamento. Func.44 36. tubos. canos. ruído. torno e máquinas. Prensa. treinamento de um profissional para substituir o acidentado. 74.33 39. custos com perda de tempo. Produção Op. Máquina Industriário Soldador Serv.11. Ruído e Ler Ruído e Ler Ruído e Máquinas Canos. ferramentas e máquinas.23 33. Cel. Em 12. Máquinas. 67 .74 33. contra 13.Tabela 30 . barras e tubos. Componentes de máquina. prensa.Tipos de agentes mais comuns segundo a profissão Profissão Metalúrgico Op.10% dos casos não foi informado se houve ou não afastamento.

2 Duração do Tratamento Tabela 31 .1% na região ventral.2% nos pés. com 17. Em relação às lesões.11. segundo os dados levantados das CATs. 10. e os acidentes graves (mais de 15 dias) representaram 23. ferimento corto-contuso foi o principal responsável pôr 23.66% dos casos este dado não foi informado ou estava ilegível. 68 .Distribuição dos acidente segundo duração tratamento Duração do tratamento 0. 20.30 31.42 0.7% das lesões.9% dos casos.4.5% na região da cabeça (principalmente a audição devido a ruído). a Tabela 31 apresenta os dados obtidos após análise. No geral.45 46.22 36. Nesta tabela. as mãos foram à região do corpo mais atingidas em acidentes e com maior número de lesões.90 Acima de 90 NI Total % 39.75 76.15 16. onde se pode verificar que os acidentes leves (menos de 15 dias) representaram 39.00 Na questão relativa à duração do tratamento.13 1.12 Lesões e Partes do Corpo Atingidas Como era de se esperar.60 61.9% na região dorsal e 9. Infelizmente em 36.66 100.44% dos acidentes.90 15. A Tabela 32 apresenta as principais lesões encontradas entre os acidentados no setor metalmecânico do estado do Rio Grande do Sul.00 2.48 3.6% das lesões seguidas pôr hipoacusia.19 1. 4.9% das lesões foram nas mãos (principalmente o dedo indicador devido a impacto sofrido). é apresentada a distribuição dos acidentes segundo a duração do tratamento. 15. 45. que é perda auditiva induzida pelo ruído.

1 3.7 1.6 3. que as orelhas (audição).6 17.5 49.7 6.3 3.3 6. os olhos e a região frontal são as regiões mais afetadas pôr acidentes. Mult.7 13.1 Profissão Com base na Tabela 33.5 100.9 40.1 3.2 4.9 12.3% das lesões registradas em acidentes de trabalho e doença profissional.2 100. 69 .00 4.7 10.9 1.0 5.0 0.Distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão Profissão Metalúrgico Op.6 8.4 100. pode-se observar.7 1. Máquina Industriário Soldador Montador Serv.1 2.00 20.7 2.2 12.8 39.1 0.9 6.00 17.00 4.0 3. motivando 93.8 0.8 5. O metalúrgico foi o mais atingido em todas as regiões do corpo.7 2.8 3.9 3. Cel. pode-se observar a distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão.1 6.1 5.Tabela 32 .00 18. Outros % CABEÇA DORSAL VENTRAL MÃO 33. Func.1 3.0 100.4 2.1 0.1 10.0 4.8 3.5 10.0 2.6 2.1 3.12.5 PÉ 20.1 9.2 Região da Cabeça Com base na Tabela 34.7 100. Aux.Distribuição das lesões segundo o tipo de lesão CodLes 10 21 4 12 22 17 23 24 8 Total Nome da Lesão Ferimento. Man.3 40. Tabela 33 . Corto-contuso Hipoacusia Contusão Fratura Tendinite Queimadura Dores Disacusia Entorse Outras % 23.8 15.12.9 35.00 100.7 6. que apresenta a distribuição de lesões segundo a região da cabeça atingida.4 5. Produção Op.6 10.5 1.5 2.6 0.0 7. Gerais Op.

70 100. como pode ser observado na Tabela 35.80 3.Distribuição de lesões segundo região da cabeça Parte do Corpo Atingida Orelha esq Orelha dir Olho esq Região Frontal Olho dir Outras Total % 41. ainda existe a diminuição dos reflexos e da atenção.Tabela 34 .7% dos acidentes registrados na região frontal. dores de cabeça. com 12. entre outros sintomas.80 4. Ruído foi responsável pôr 99% das ocorrências de acidentes na orelha (Perda auditiva induzida pôr ruído). 70 . irritação. Objeto na vista foi responsável pôr mais de 60% dos registros de acidentes na visão. principalmente devido a ruído.10 40. seguido pôr impacto sofrido.55% dos registros de acidentes referentes à região da cabeça. cansaço.00 − Natureza do Acidente Doença ocupacional foi responsável pôr 71. pois o trabalhador pode ter como conseqüência do ruído. principalmente na região da face.81% e objeto na vista com 7. ainda pode contribuir para a ocorrência de outros acidentes. além. Impacto sofrido foi responsável pôr 51. de propiciar a perda auditiva do acidentado. aumentando os riscos de acidentes devido a estresse físico e mental.17% dos registros de acidentes na região da cabeça. Juntos. Além da perda de produtividade gerada pôr estes sintomas.79% dos registros de acidente na região da cabeça.50 6.10 3. estes 3 são responsáveis pôr 96. O ruído.

Tabela 35 - Distribuição dos acidentes na região da cabeça segundo a natureza do acidente
Natureza do acidente Doença Ocupacional Impacto Sofrido Objeto na Vista Queimadura Outras Total % 71,17 12,81 7,55 3,66 4,81 100,00

− Lesões A lesão mais comum, na região da cabeça, foi hipoacusia e disacusia que ,juntas, foram responsáveis pôr 67,9% das lesões na região da cabeça, conforme pode ser observado Tabela 36. Tabela 36 - Distribuição das lesões na região da cabeça segundo natureza e agente de lesão
Natureza do acidente Agente da lesão % 56,5 11,4 2,3 2,3 2,1 25,4 100,00 Lesão Hipoacusia Disacusia Corpo Estranho Corpo Estranho PAIR Parte do Corpo Audição Audição Olho Dir Olho Esq Audição

Doença Ocupacional Ruído Doença Ocupacional Ruído Objeto na Vista Objeto na Vista Outras Total Corpo Estranho Corpo Estranho Outras

Doença Ocupacional Ruído

4.12.3 Região do Corpo Dorsal As costas e os ombros foram a principal região atingida, nos acidentes registrados na região do dorso (costas). Os principais causadores destas ocorrências foram LER (Lesão pôr Esforço Repetitivo), movimentos mal feitos (posturas inadequadas) e esforço físico excessivo.

71

Tabela 37 - Distribuição das lesões segundo a região dorsal
Partes do Corpo Costas esq Costas dir Ombro dir Ombro esq Cotovelo dir Outras Total % 24,90 24,60 20,10 15,00 8,10 7,30 100,00

As costas, ombros e o cotovelo direito foram responsáveis pôr 84,6% das lesões na região da dorsal, conforme pode-se verificar na Tabela 37. − Natureza O principal causador de ocorrências de acidentes na região dorsal foi doença ocupacional, principalmente devido a LER, com 38,8% dos registros de acidentes nesta região. Esforço físico excessivo, principalmente devido a carregamento de pesos e movimentos mal feitos, também foi um dos maiores causadores de comunicação de acidentes com os mesmos 38,8%, conforme pode-se verificar na Gráfico 15

45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0%

38,80%

38,80%

8,60% 3,00% Doença Ocupacional Esforço - Físico Impacto Sofrido Queimadura 2,60% Desequilíbrio 2,20% Queda

6%

Outros

Gráfico 15 - Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a natureza do acidente − Agente da Lesão L.E.R foi o principal responsável pôr grande parte das comunicações de acidentes, com um total de 30,6% dos registros referentes à região dorsal. Depois vieram Mov. Do Corpo e Peso, 72

que juntos somam 20,26% dos acidentes da região dorsal. Estes dados já eram esperados, haja visto que uma das maiores preocupações da indústria é a alta incidência de LER entre seus trabalhadores. Muitos afirmam que a LER está mais ligada a fatores psicológicos do que físicos, pois um profissional que ao trabalhar se mantém tenso, está mais sujeito a ter lesões, do que um profissional que se mantém relaxado. Muitas empresas estão adotando, como medidas para diminuição dos casos de LER, soluções macro-ergonômicas, que estão ligadas a fatores externos ao ambiente de trabalho. Construção de creches para os filhos dos empregados, financiamento de casa própria, assistência médica, entre outros são exemplos de medidas, que contribuem com a redução de casos de LER, pois o trabalhador se sente mais seguro, e mais tranqüilo, estando menos propenso a lesões pôr esforço repetido. Tabela 38 - Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo o agente da lesão
Agente da lesão LER Mov. Corpo Peso Caixa(s) Peça(s) Componente de Maq. ou Prod. Motor Queda Chapa Outros NI Total % em relação a Dorsal 30,60 11,21 9,05 5,60 4,74 3,02 3,02 2,16 1,72 18,54 10,34 100,00

− Lesão As principais lesões encontradas na região dorsal foram devido à contusão (15,5%), dores (14,4%), queimadura (13,4%), tendinite (9,3%). A Tabela 39 apresenta uma lista completa com as lesões na ocorridas região dorsal.

73

00 4.20 5.00 74 . foram os mais atingidos com 10% de registros cada.80 100.Tabela 39 .40 13.30 6.50 7.10 17.50 8.40 23. Tabela 40 . Os dedos indicadores.10 3.12.00 9.10 3. principalmente para empurrar e ajeitar peças.30 8.10 3.Distribuição dos acidentes segundo a região das mãos Parte do Corpo Dedo indicador esq Dedo indicador dir Punho dir Dedo médio dir Dorso da mão esq Dorso da mão dir Dedo polegar esq Dedo médio esq Dedo polegar dir Outras Total % 10.Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a lesão CodLes 4 23 17 22 20 7 10 15 19 26 28 18 Nome da Lesão Contusão Dores Queimadura Tendinite Lesão Distensão Ferimento.50 7.50 14.4 Mãos Os dedos foram os principais atingidos.80 7.20 5. Corto-contuso Lombalgia Tenossinovite Epicondilite Hérnia Outros Total % 15. como era de se esperar pôr serem os dedos mais utilizados.40 9.40 100.20 7.20 4. em acidentes de trabalho registrados na região das mãos.00 10.

30% 9. ferramentas e L. Juntos somam 62.10% Impacto Sofrido Prensagem Corte Doença Ocupacional impacto Esmagamento Sofrido Contra Outros Gráfico 16 . 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 35.27% 5. são os principais agentes de lesão.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a natureza − Agente da Lesão A Tabela 41 apresenta a distribuição dos acidentes na região das mãos.93% dos acidentes registrados na região das mãos.E.− Natureza Impacto sofrido foi o grande causador de acidentes na região das mãos seguido de prensagem e corte. na região das mãos 75 .74% 15. onde pode-se observar que as máquinas.91% 4. como pode-se observar no Gráfico 16.79% 17.R.89% 11.

Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo o agente da lesão Agente da lesão Máquina Ferramenta Prensa e Torno LER Obj.60 7.30 100.00 − Lesão Ferimento corto-contuso. Mov.14 2.73 5. Cortante Peça(s) Chapa Serra e Furadeira Componente de Maq.90 3.65 12.11% dos registros.10 1.10 5.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão CodLes 10 12 1 4 17 22 23 2 8 Nome da Lesão Fer.55 14. Corto-contuso Fratura Amputação parcial Contusão Queimadura Tendinite Dores Amputação total Entorse Outros Total % 26.40 2.74 9.02 100. principalmente devido a impacto sofrido pôr ferramentas e máquinas.40 8.87 5. Corpo Ferro Caixa(s) Outros Total % 16.10 4. Canos.20 6. Tabela 42 . ou Prod. foi o principal causador de acidentes na região das mãos.80 24.Tabela 41 .20 9.20 2.46 4. com 26. Barras e Tubos.11 14.00 76 .73 4.20 6.50 2.

50 7.2% das lesões.60 5. conforme pode-se verificar no Gráfico 17.67% dos registros de acidentes na região dos pés.10 19. 77 .30 19.20 11.Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo a natureza. seguido de perda do equilíbrio com 8.73% 16.5 Pés A região mais atingida do pé.12. e os tornozelos.4. foi o dorso do pé direito com 19.61% Impacto Sofrido Desequilíbrio Queimadura Torção Outras Gráfico 17 .10 100.2% das ocorrências.Distribuição dos acidentes segundo a região dos pés Região do corpo Dorso do pé esq Dorso do pé dir Tornozelo esq Tornozelo dir Dedo 1 dir Dedo 5 dir Dedo 1 esq Outras Total % 24.73% dos acidentes registrados nos pés. Tabela 43 .14% 5. com 19.67% 7.50 5. 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 61.70 7.85% 8.00 − Natureza do Acidente Impacto sofrido foi responsável pôr 61. em acidentes.

10 4.00 − Lesão As principais lesões registradas na região das mãos foram fraturas e ferimentos corto-contuso. barras.30 100. Corpo Subst. canos. indicando uma possível desorganização do posto do trabalho.60 9.70 40. Chapa Escada Mov.− Agente da Lesão Os principais causadores de lesão na região dos pés foram ferros.70 4. Tabela 44 .90 6. tubos. e chapas. Quente Caixa(s) Equipamento Outros Total % 13. Barras e Tubos. 78 .Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo o agente da lesão Agente da lesão Ferro Peça(s) Canos.50 5. com 38% e 19% respectivamente.30 8.70 3.20 3. peças.

na região ventral.8 2. Corto-contuso Contusão Queimadura Entorse Dermatite Tendinite Corpo estranho Lesão ligamentar Lesão Dores Total % 38.12.3 100.5 1.6% e 15. O antebraço esquerdo e o braço esquerdo juntos somam 21.10 5.70 7.3 1.Distribuição dos acidentes segundo a região ventral Região do corpo Antebraço dir Braço dir Antebraço esq Braço esq Joelho esq Joelho dir Perna ant esq Perna ant dir Tórax dir Total % 19. Tabela 46 .70 12.0 19.Tabela 45 .7 11. foi o antebraço direito seguido do braço direito.30 9.6 Ventral A região que mais sofreu injúrias devido a acidentes de trabalho.3 1.80 10. pode-se verificar que os braços são a região mais atingida da região ventral.10 100.3 1.60 15.0 4. Logo.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão CodLes 12 10 4 17 8 6 22 5 13 20 23 NomLes Fratura Fer. com 19.90 10.5 2.2% dos registros de lesões na região ventral.80 8.0 17.4 3.8% das lesões respectivamente.00 79 .

77 100.97 16. seguido de doença ocupacional. com 21. Esforço físico e perda de equilíbrio.56 10.22% respectivamente. 80 . também são responsáveis pôr boa parte dos acidentes na região ventral. Tabela 47 .16 24.Físico Desequilíbrio Queimadura Retesão Outros Total % 25.00 − Agente da Lesão O principal agente causador de lesão foram os esforços repetitivos (LER). com 25.4% dos registros de acidentes relativos a região ventral.07 4.− Natureza do Acidente Impacto sofrido foi o principal tipo de acidente na região ventral.22 10.25 8. Natureza do acidente Impacto Sofrido Doença Ocupacional Esforço .Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a natureza.16% e 24.

60 4.20 4.20 24.20 5.30 100.00 3. seguido de contusão e dores com 22. Tabela 49 . respectivamente. Corto-contuso Escoriação Entorse Tendinite Outros não listados Total % 22.60 10.00 81 .40 8. Corpo Máquina Queda Chapa Outros Peça(s) Subst.90 100. 13.Tabela 48.40 7.10 3.80 5.50 22.20 6.10 2. Cortante Escada Canos.70 4.40 7.70 13. Peso Outros Total % 21.70 3.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a lesão CodLes 17 4 23 12 10 9 8 22 18 Nome da Lesão Queimadura Contusão Dores Fratura Fer.7%.00 − Lesão A principal lesão encontrada foi devido a queimaduras.80 6.50 4. Barras e Tubos.6% e 10.40 3.4% das lesões. Quente Ferramenta Obj.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo o agente da lesão Agente da lesão LER Mov.30 4.

A discussão pretende entender um pouco melhor a realidade do acidente que não consegue ser traduzido pela CAT.O capítulo 5. e propor estudos ergonômicos que venham a reduzir os riscos que um determinado profissional esteja exposto. Sendo um profissional com tarefas típicas. tece algumas considerações sobre o posto de trabalho do soldador. a seguir. é possível deduzir as possíveis causas dos acidentes. 82 .

Estas exposições levaram a problemas nos olhos e no sistema imunológico dos trabalhadores. e as CATs não servem para dar estas informações sobre ar respirado e visão do soldador. e um conjunto de equipamento de proteção individual. que soldar é uma atividade que oferece um alto grau de insalubridade ao soldador. Em relação aos estudos ligados à metalurgia. o principal tema encontrado é relativo a ruído. na qual questionou-se sobre assuntos ligados basicamente à sua atividade. medidas profiláticas foram tomadas. que os soldadores de uma linha de produção de dispositivo laser. zona respiratória e carga de trabalho. O soldador é um profissional que trabalha com operações de fusão de peças metálicas. A maior parte dos estudos sobre saúde e segurança do trabalho com o soldador são encontradas em bibliografias internacionais que basicamente relatam problemas respiratórios e de visão. Tratamento com remédios também foi utilizando.5 CONSIDERAÇÕES SOBRE A ADEQUAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS PELA CAT: O CASO DO SOLDADOR O trabalho do soldador despertou a atenção pela alta incidência de impacto sofrido o que teoricamente não era esperado. pode-se notar uma preocupação muito grande com o ar que o soldador respira e a visão. Percebe-se. praticamente não existe bibliografia sobre o assunto. padrão para 83 . Foi realizada uma entrevista com os soldadores. Em nenhuma das CATs foram constatadas. utiliza cerca de seis tipos diferentes de processos. Nas bibliografias internacionais. foram expostos aos flashes de luz de plasma e laser excedendo em certas medidas os níveis máximos permitidos. No Brasil. Tendo em vista a discrepância de dados. foi feita uma análise do trabalho de soldagem em duas empresas gaúchas ambas localizadas na região de Porto Alegre. de acordo com a literatura internacional. Komarova (1992) verificou em um estudo feito numa indústria metalúrgica russa. que basicamente é a mesma para todos os soldadores. Foram realizadas observações diretas e indiretas (filmagens) com os trabalhadores no intuito de poder comparar os resultados obtidos nas CATs e as informações obtidas na revisão bibliográfica com os dados obtidos nas empresas. comunicações ligadas a problemas respiratórios e nos olhos. como ruído. de uma vestimenta. Problemas no aparelho respiratório também foram verificados. visão e estresse mental e postural bem como ambiente de trabalho. incluindo um escudo de proteção contra flashes provenientes do processo de soldagem. Neste caso.

contato com eletricidade. foi introduzida uma nova tecnologia. protetores auriculares.1. forma-se um arco voltaico que funde o metal da peça e do eletrodo. apesar do uso de elmo protetor da face. Em visita feita a uma empresa da região metropolitana de Porto Alegre. Relativamente altas voltagens são necessárias para o processo de soldagem e o soldador pode ter contato direto com 80 V ac rms. e protetor auricular. se constatou que mais de 50% dos entrevistados queixaram de problemas nos olhos e dor de cabeça. Estas voltagens são excessivas e podem afetar a integridade física do soldador (Melton. que passou a ser utilizada industrialmente e logo após foi introduzida também a solda oxiacetilênica que passou a ter uso industrial após os anos de 1900. − Solda de Baixo Teor de Hidrogênio: Semelhante à descrita acima.todos os soldadores. Normalmente as queixas eram feitas pêlos trabalhadores mais velhos. (113 V pico). botas.1. composto pôr luvas.2 Trabalho do Soldador Desde o momento em que o homem tomou conhecimento das técnicas necessárias para produção de metais. peças. 1996). O primeiro processo de solda foi em forja. contato com peças aquecidas. proteção para o tronco e elmo para a face. que consistia da solda de arco de resistência. ferramentas. que tem operações de solda do tipo MIG e TIG. 84 . devido a choque elétrico. Em meados de 1880.1 Acidentes de Trabalho Com base na literatura revisada.1 Principais Agentes Causadores De Risco À Saúde Do Soldador 5. Após várias modificações nestes processos. fagulhas. a solda vem sendo utilizada. O principal risco é o do equipamento de soldagem. os mais novos normalmente não tinham nenhuma queixa. que nada mais era do que martelar duas peças aquecidas até sua fundição. pode-se distinguir os processos de solda em seis tipos diferentes: − Solda de Arco ou Solda Elétrica: Consiste na utilização de uma diferença de potencial elétrico entre a peça a ser soldada e um eletrodo. os acidentes de trabalho podem ser provocados pôr quedas de peças. 5. 5. é desenvolvida para solda de aço inoxidável e utiliza eletrodos revestidos de fluoretos. Ao se aproximar o eletrodo da peça. em entrevista aos profissionais de soldagem.

com o devido relato do regime de soldagem usado e o diâmetro do eletroduto de soldagem. − Solda com arco e gás inerte. ou pôr Resistência: Utiliza dois eletrodos não consumíveis e une duas chapas metálicas apenas no ponto de contato.1. o dióxido de carbono ou misturas destes gases. sendo obtida uma proteção cobrindo-se o ponto de trabalho com grânulos de material inerte que contém fluoretos. o argônio. ainda teríamos outros que oferecem menor riscos aos soldadores. A liberação de fumos é reduzida. o que conduz à formação de elevadas concentrações de fumos. − Solda de Arco Submerso: O arco é embebido entre o eletrodo e a peça. − Solda a Ponto. de um eletrodo não consumível de tungstênio e tório.− Solda de Gás Inerte: MIG (Metal Inert Gas): Utiliza um eletrodo consumível e um arco envolto em gás inerte. − Solda de Plasma: Neste processo. devido aos fumos de soldagem. se a intensidade de sua formação for diminuída na zona do arco de soldagem. mas é grande a liberação de fluoretos. com substâncias de riscos. como o hélio. a qual é uma das maiores preocupações. porém. tais como componentes sólidos e gasosos do aerosol de soldagem.3 A Tecnologia e o Soldador De acordo com Gorban (1990). − Solda realizada a laser. − Solda Com Gás Inerte: TIG (Tungsten Inert Gas): O Mesmo processo da MIG. Mas para isto. Desenvolve pouco calor. podendo ou não ser utilizado um segundo eletrodo consumível. O processo faz uso de alta densidade de corrente elétrica. Além destes processos que são utilizados. 5. são necessários mais dados sobre a emissão e a razão de formação das substâncias mais perigosas. resultando numa corrente de gás altamente ionizada. utilizando-se. o instrumento de solda fornece um jato de gás inerte através de um orifício com um gradiente de alta voltagem. o suficiente para fundir o metal das chapas nos pontos. em processos manuais e semi-automatizados de soldagem existe a possibilidade de diminuição de contaminação da zona respiratória do soldador. São eles: − Solda a Gás ou oxiacetilêniaco: O calor necessário para fundir a peça e o eletrodo é fornecido pôr um maçarico. Gorban (1990) 85 .

oftalmia pôr ultravioleta e intoxicação pôr agentes químicos. que se for testada a efetividade de sistemas de ventilação local e geral dos postos de trabalho de soldagem. e estão se tornado mais versáteis. calor também pode ser considerado um risco adicional. Os estudos sobre os riscos da visão do soldador têm sido limitados a injúrias externas no corpo. Eble (1995) constatou que com a utilização de um sistema de soldagem robotizado.1. Soldadores atualmente tem trabalhado tanto em locais escuros quanto em iluminados. Este sistema poderia ser utilizado pôr pessoal não especializado. problemas de postura. Na aplicação inicial da sua técnica. em que o metalúrgico é exposto todos os dias. Um típico exemplo onde a automação diminui os riscos de acidente. em relação à função visual do soldador. vão afetando a integridade física e imunológica do metalúrgico.1 A Visão Segundo Marini (1994) existem uma série de fatos a serem considerados. 86 . ruídos e estresses tanto postural quanto psicológico. aos poucos. 5. Partículas no ar também são um problema potencial. ainda. tem se dado muita prioridade para os tóxicos do fumo e os riscos do câncer na saúde do soldador em estudos de segurança com consideração à soldagem.4 Doenças Profissionais Doença Profissional ou do trabalho é aquela adquirida no exercício do trabalho a serviço da empresa. surdez profissional. A atividade do soldador pode causar fadiga. portanto. Um ambiente de muito calor. estresse pelo calor.6 anos a menos do que a população em geral da região. Isto devido ao ambiente agressivo. O sistema poderia ser utilizado em diversos processos de soldagem diminuindo desperdício. radiação ultravioleta e à utilização das lentes de contato. tempo de realização da soldagem. que acaba tendo uma expectativa de vida abaixo da média. pois diminui a exposição do soldador aos riscos do processo de soldagem. Vários efeitos prejudiciais acabam se combinando. 5. Estes fatores.afirma. chegou-se à conclusão que a expectativa de vida do metalúrgico é . e para outros trabalhadores que compartilhem da mesma zona respiratória.em média. de 2. no intuito de tornar a ambiente de trabalho mais salubre para o soldador.1. na região de Tula na Rússia. diminui os potências de exposição ocupacional do soldador. pois podem afetar a integridade respiratória do soldador Yakovleva (1995) desenvolveu um método para avaliar a influência das doenças profissionais na expectativa de vida do metalúrgico. principalmente a nível internacional. a possibilidade de ação sobre as substâncias químicas pode ser tomada. Riscos adicionais aparecem do processo. O arco de soldagem emite altos níveis de infra vermelho visível e radiação UV.4. Atualmente.

o qual reduz os níveis de luz. Porém. O fumo é produzido durante a soldagem e é primariamente um aerosol formado pela condensação e oxidação de metal vaporizado. Normalmente. Estes fatores podem contribuir para a incidência de acidentes com os soldadores. além de diminuir a capacidade de realização de tarefas pelo soldador. No Brasil. potássio. Além das diversas patologias que cada substância pode desenvolver pode-se observar ações aditivas para ode aparelho respiratório. tais como componentes de fluxo ou metais sendo soldado. Neste estudo foi provado os danos causados pôr estes componentes. dependendo da composição e concentração do fumo e a duração da exposição (Chung et ali. e ferro. antes deles serem feitos. os quais são originalmente parte dos componentes de consumo da soldagem ou do metal sendo soldado. a preocupação com este fato. Danos estruturais como efisema. flúor. surge a necessidade de se prover testes para analisar a acuidade visual do soldador. potássio e componentes solúveis de manganês foi estabelecido.4. bronquite do pulmão. 1997). provindos da soldagem. a acuidade visual esta se tornando cada vez mais importante para habilidade de se trabalhar e. Os problemas com visão podem causar tontura e dor de cabeça.1. Ele pode também conter outros materiais. se limita à utilização de elmo protetor para face. no sistema cardiorespiratório. mas não os elimina. como se verifica com os soldadores nos Estados Unidos (Colacioppo. sódio. 5. pela sua menor acuidade visual e conseqüente redução da atenção. Finalmente. um acentuada redução na intensidade de luminescência dos terminais adrenergéticos no miocárdio. quando o soldador começa a sentir os sintomas já é muito tarde. Em um estudo feito pôr Pokrovskaya (1990) foram comparados os efeitos da introdução intratraqueal de poeira de magnésio. desenvolvimento distrófico na contração do miocárdio. principalmente quando estes estão fora de seus postos de trabalho. Neste estudo não foi constatado 87 . pôr isso. Porém os Oftalmologistas não têm suficiente contato com fabricas e condições de trabalhos. e muitas vezes os problemas de visão se tornam irreversíveis. 1985). A atividade biológica mais pronunciada dos componentes pesados do aerosol da soldagem com um alto conteúdo de flúor. cálcio. que podem levar ao câncer pulmonar.2 Agentes Químicos Os fumos de soldagem compõem os principais agentes químicos aos quais os soldadores estão expostos. silicone. Esta mistura de gases no ar e partículas podem ser um risco para saúde. devem ser definidos padrões.o diagnóstico do Oftalmologista poderia ser feito cedo evitando assim serias complicações.

Há dados substanciais na literatura sobre a freqüência do tamanho das partículas de fumo. 1997). Na Tabela 50 é apresentada a composição básica dos fumos de soldagem.nenhuma atividade fibrocinética das amostras de poeira de soldagem. O material particulado pode causar irritação e doenças pneumoconiogênicas. já os gases podem causar irritação e asfixia. 88 . formando cadeias e agregados que são muito maiores geometricamente mas aerodinamicamente ainda dentro da gama respirável (Chung et ali. tipicamente abaixo de 0. − Controle. mas geralmente elas tiveram algum efeito tóxico no organismo. deve-se dividi-lo em três aspectos básicos: − Reconhecimento. Percebe-se que os fumos de soldagem podem estar em duas formas: partículas e gases. Segundo COLACIOPPO (1985) quando se inicia um estudo de agente químico. − Avaliação. A maioria relata que estão em sub-micro escala .2 µm.

ritmo de trabalho.Tabela 50 . agentes a pesquisar e outras substâncias que possam alterar os resultados. movimentação de materiais a fim de saber quem trabalha com o que. tempo de exposição dos trabalhadores. número de trabalhadores expostos. condições ambientais. Durante esta fase são reconhecidos alguns pontos importantes para o estudo. onde agentes químicos dos fumos de soldagem possam estar agindo.Composição Básica Dos Fumos de Soldagem Cádmio Cromo Chumbo Fluoretos Manganês Níquel Titânio Vanádio Zinco Alumínio Carbono Berílio Estanho Ferro Sílica Cobre Asbesto Ozona Fosgênio Óxido de nitrogênio Fosfina Monôxido de carbono Dióxido de carbono Gases Inertes Irritantes pulmonares E tóxicos sistêmicos Material Particulado Pneumoconiogênicos Irritantes Gases Asfixiantes − Reconhecimento O reconhecimento consiste de uma visita ao local. pontos estes como área de exposição. 89 .

as partículas do fumo de soldagem são um dos maiores causadores de risco para saúde dos soldadores. também existe a necessidade de se efetuar uma avaliação biológica do ambiente.4. que reúne todas as informações possíveis e publica anualmente a lista “Threshold Limit Values” (TLV).− Avaliação Consiste na medição de algum parâmetro. Haja visto que o Brasil não dispõe de LT. − Controle O controle se dá através de duas formas. estas partículas ficam concentradas na 90 . Estas partículas são provenientes do arco de gás formado durante o processo de soldagem. que consiste em realizar testes que possam refletir não só a exposição. pelo trabalhador. Adicionalmente à comparação com limites de tolerância. a fim de detectar qualquer sinal ou sintoma precoce de uma ação dos fumos metálicos sobre o organismo. 5.3 Exposição a Agentes Químicos Segundo Thornton (1994). normalmente se utiliza a orientação da American Conference of Governmental Hygienists (ACGIH).1. o que tem sido uma preocupação nesta etapa é a falta de métodos padrão e de limites de tolerância para que se possa comparar os resultados obtidos na avaliação. tal como concentração de fumo no local de trabalho. dos agentes químicos a que está exposto. isto após as duas primeiras fases. Durante o processo. A outra etapa consiste de comparação dos valores de concentração atmosférica dos fumos de soldagem com os padrões de limites de tolerância (LT). uso de ventilação exaustora. mas também a absorção. com o intuito de verificar a extensão da contaminação no local a ser examinado. pôr medidas de engenharia de higiene industrial e pôr medidas de medicina do trabalho. Segundo Colacioppo (1985). análise do material coletado e. normalmente diário. número de trabalhadores a serem amostrados. finalmente. Os TLV referem-se a concentrações de aerodispersóides e representam condições sob as quais supõe-se que quase todos os trabalhadores podem estar expostos dia após dia sem efeito adverso. A etapa de avaliação consiste de medição onde deve-se escolher o equipamento para se fazer as medições. o tempo de amostragem. Nestas fases deve-se considerar a possibilidade de eliminação ou controle da fonte de fumos metálicos. a determinação de possíveis causas de erros nas medições ambientais. exames médicos antes durante e após o trabalhador iniciar suas atividades.

fornecendo uma proteção adicional ao soldador. pôr meio de bons exames oftalmológicos. Combater o uso de tabaco e álcool é um passo significativo rumo a melhorias na qualidade da visão de soldadores (Marini. 5. e proteção adequada dos olhos do soldadores pôr óculos com filtros e elmo. fornecendo potencial perigo para a integridade respiratória do mesmo. 1994). Máscaras com cristal líquido as quais reagem em um centésimo de segundo. um conjunto de biombos transparentes já é empregado em muitas operações de soldagem em indústrias dos Estado Unidos. Marini (1994) “Visão Correta = Proteção Adequada = Qualidade De Soldagem” 91 . são um indubitável progresso. Prevenção também pode ser obtida pelo projeto. Médicos e equipe médica devem ter um biomicroscópio oftalmológico e aprender como usá-lo. Cuidados podem ser tomados para assegurar que soldadores com perda de visão não utilizem filtros de um baixo grau. e devem progredir mais no futuro. Pôr exemplo.2 Prevenção na Soldagem Segundo Marini (1994) a proteção dos trabalhadores no ambiente de trabalho pode ser obtido pela utilização adequada de cortinas contra os raios UV. Esta situação é o que se chama de um “sintoma de local de trabalho” e requer consultas e correção médica. pois estes biombos formam uma cortina. Prevenção médica somente deve ser introduzida mais tarde. menos ruído. 1994). mas porque o filtro é frágil e caro seu uso é largamente reservado para uma pequena tacha de soldadores que tem curtas e freqüentes soldagens.zona respiratória do soldador. entre o soldador e a operação de solda. e se torna essencial com consideração a pesquisa e escolha de processos de pouca intensidade de luz. A incisão pôr laser e pôr filete de jato d’água abrasivo tem conduzido a consideráveis progressos na industria da soldagem: menos poeira. poucos acidentes oculares. A Organização do trabalho previne os soldadores de serem confinados ou também mutuamente fechados. aprender a não soldar demasiadamente fechado e proteger-se adequadamente.Segundo. Estes métodos são bem conhecidos. (Marini. aos flashes de soldagem. É importante educação e retreinamento dos soldadores que devem aprender como soldar novamente com os novos processos: pôr exemplo. deixando os olhos mais sensíveis a UV e viroses.

basicamente estáticas. A principal preocupação com o soldador é com sua visão e zona respiratória devido aos fumos de soldagem. serra e furadeira (6.3 Resultados Obtidos da Análise das CATs de Soldadores Com base nas CATs constatou-se que o principal tipo de acidente que ocorre com o soldador é o impacto sofrido (40%). ruído 8%. onde ele pode passar de meia hora em uma determinada posição até o dia inteiro (TORNER et al. Os fumos de soldagem podem causar dores de cabeça. Na Tabela 51. constatou-se que apesar de existirem soldadores na empresa.7%) e movimento do corpo mal feito(6. 1991) Os principais agentes causadores de lesão ao soldador foram canos. Porém. Um outro dado interessante é o fato do soldador estar se acidentando com ferramentas e máquinas que não são características de sua função. Um soldador tem basicamente umas seis posições diferentes de trabalho. O fato interessante é o soldador estar se acidentando principalmente com canos. provavelmente no momento da soldagem. indicando que o soldador é utilizado fora de seu posto de trabalho e em outras atividades. seguido de doença profissional (13. barras e tubos. Estes dados vêm contra o que se espera que aconteça com o soldador. máquinas(8%) e ferramentas (8%). tarefa geralmente não pesada sob a ótica da ergonomia. indicando uma desorganização do posto de trabalho ou as condições “improvisadas de trabalho”. tubos e barras (12%).33%).67%). porém ainda sim uma informação pouco detalhada. Seria importante que nas CATs viessem contidas. Um outro problema relativo à função do soldador evidenciado nas observações de campo é o estresse postural. estes eram informados como sendo soldadores. prensagem (6. que não permite tomar muitas conclusões. (as CATs não deixam clara esta informação). motivadas pôr LER e ruído. informações como o posto de trabalho e atividade do 92 .7%). quando ocorriam acidentes. que o soldador se acidentou ao utilizar prensa e torno. verifica-se que a principal atividade do soldador durante os acidentes envolvia ferramentas. não houve nenhuma CAT com doenças relacionadas à visão ou problemas respiratórios. Em visita feita a uma empresa durante a fase de estudo de campo. É comum o soldador atuar na manutenção.5.67%) e impacto sofrido contra (6. no caso serra e furadeira. tonturas e estresse. Houve alguns casos registrados nas CATs. Contudo. Estes fatores podem aumentar o risco de acidente durante a execução de suas atividades. não existia mais o posto de soldagem. que apresenta a atividade dos soldadores durante os acidentes. estes são fatores que podem influenciar na qualidade do trabalho do soldador e na sua atenção. com movimentos curtos. não ligadas à soldagem. Porém.

Distribuição e acidentes segunda a atividade dos soldadores Atividade Func NI Trab. raspagem) e cada uma destas operações pode trazer algum risco para o soldador.7 4. Processos MIG.funcionário durante o acidente para que se pudesse ter informações que permitissem analisar melhor os dados. De muito pouco serve saber que o soldador se acidentou quando usava uma ferramenta.7 9.0 10. c/ Máq. MAG requerem forte intensidade e produzem radiação de luz que são mais intensas do que os outros processos.3 9.0 Marini (1994) afirma que entre os diferentes processos de soldagem. O período crítico para visão é a troca de procedimento e adaptação para as novas situações. 93 .3 1. Tabela 51 . Além das tarefas ligadas à solda.3 14. os soldadores realizam outras tarefas associadas (amolar. E onde ele estava no momento do acidente. c/ Ferr. se não se pode saber o que ele estava fazendo com a ferramenta e qual a ferramenta em uso (veja variedade de ferramentas em anexo Tabela 61 página 118). Em algumas operações com soldagem de aço inoxidável e alumínio são produzidas taxas muito altas de intensidade de luz.3 100. Trabalhando Trab.3 1.0 1. e contribuir com a ocorrência de acidentes. limpar.7 12.0 6. Manuseio Transporte Deslocamento Setup Outros Limpeza Total % 21. Estes operações podem diminuir a acuidade visual do soldador. revestimento. cada um pode causar uma patologia particular no soldador.3 8. c/ Peça Trab. c/ Solda Trab.

00 4. modernização dos serviços médicos nas fábricas). apenas em número de empresas para Caxias do Sul.67%). fundição. metalúrgicas (41.Distribuição de acidentes pôr soldador segundo a região Região Porto Alegre Canoas Sta.33 18. Em 1993.67 6.67%). Aproximadamente 12% das empresa de atividade metalúrgica e metal-mecânica ficam em Porto Alegre. Maria (9.33%).00 4. e material de transporte (10.Injurias na parte externa do corpo requerem um exame cuidadoso para assegurar que danos intra-oculares não estejam faltando para benefícios de progresso de exames médicos (ecografia.3%). perdendo. que tem aproximadamente 16% das fábricas ligadas ao setor metalúrgico e metal-mecânico do estado do Rio Grande do Sul. Maria Cx. Rosa Nova Prata Ijuí Outras Total % 21. Tabela 52 .7%).67 4.seguido pôr Canoas (18. − Região A maior parte dos acidentes com os soldadores ocorreu na cidade de Porto Alegre (23. Sta. Em 4% das CATs não foi possível encontrar o ramo de atividade da empresa.00 4.67 9.33 100. o segundo mais importante polo metalúrgico do estado em termos de número de empresas. segundo dados do SEBRAE. na França. forjaria e cutelaria. para considerar problemas referentes à função visual do soldador foi criado o “Comite de Coordination de Recherches en Soudage” − Atividade Econômica Os soldadores acidentados trabalhavam basicamente em mecânicas (44%).00 94 . Não houve registro de soldadores em siderúrgicas. Do Sul Panambí Gravataí Sta. Porto Alegre tem.00 21.33%) e Caxias do Sul (6.33 6.

Os soldadores eram todos do sexo masculino. podemos afirmar que ele estava fora de seu posto de trabalho. referentes a impacto sofrido. 5. justificar o fato do soldador estar se acidentado devido à queda de objetos. As 95 .66 dias.3.3. − Média Idade: A média de idade dos soldadores é de 37. Através das CATs. se estava em operação de solda ou não.3% dos casos o soldador estava trabalhando com serra ou furadeira. neste caso ficando claro.3% dos acidentes o soldador estava trabalhando com canos.1 Descrição das Atividades Soldar é uma ocupação extenuante requerendo trabalho em posturas desajeitadas e manuseio de equipamentos pesados. a exceção de um do sexo feminino. mas após a soldagem. − Média Salário: O salário médio dos soldadores acidentados era de R$ 406. serão apresentados os dados obtidos das CAT. onde seus músculos se apresentam cansados e extenuados devido a operação de soldagem. que o mesmo não estava em operações de solda. (1976) relataram que a fadiga de músculo do supraspinatus era comum em trabalho prolongado de solda entre soldadores experientes. geralmente com alto grau de tensão estática predominantemente sobre o músculo dos braços e ombros. constatou-se que em 23. os seja aqueles com mais de 15 dias de duração. na expectativa de verificar a influência do posto de trabalho neste tipo de acidente. também. procurando analisar se as CATs são suficientes para isto. que em muitos casos pode levar até um dia.39 anos. que em média os acidentes são graves.87 5. Estas atividades podem contribuir para o surgimento de lesões musculoesqueletais. Em 10% dos casos. fica claro aqui uma possível desorganização do posto de trabalho. neste caso. barras e tubos não ficando claro através dos campos existentes. possivelmente.− Estado Civil Os Casados representam 80% dos acidentados. pela média pode-se considerar. Porém. também não ficando claro em que operação os soldador se encontrava.2 Médias − Média Duração: Tratamento: 15. Em 13. o soldador estava trabalhando com alguma máquina. Esta fadiga muscular pode.67% dos casos o soldador estava trabalhando com ferramentas. não no momento da soldagem. do tratamento. Nesta seção. Kadefors et al. contra 20% em outra situação.3 Impacto Sofrido Impacto sofrido foi responsável pôr 40% dos acidentes com o soldador. Em 16. Esta queda ocorre. 5.3.

− Lesão As lesões mais comuns entre os soldadores devido a impacto sofrido.contuso (30%) e fratura (16. utilizados pêlos mesmo. pôr exemplo). fica claro que o soldador estava em operações de solda. devido ao tipo de operação e aos EPI. para soldadores com acidentes devido a impacto sofrido. Apenas em um caso (9). tem-se a evidência de que o soldador está sendo utilizado fora de seu posto de trabalho. talvez executando tarefas para as quais não esteja preparado. principalmente devido a impacto sofrido. Pela lista pode-se deduzir a deficiência no preenchimento deste campo da CAT.3%). onde na maior parte dos casos.7%). justificando os acidentes. as informações são pouco úteis. em si. oferecem poucos risco ao soldador. ferimento corto.operações de solda. fica claro que o soldador não estaca executando tarefas ligadas à sua função. em outra não fica nada claro (21 pôr exemplo) 96 . foram contusão (43. e em alguns são inúteis. Pelas CATs. com algumas descrições contidas nas CAT. em outros (3. − Descrição Na Tabela 53 é apresentada uma lista.

5% das lesões cada 5. Queda de barra de ferro ao desmontar galpão. ligado no chão impactou. Maq. Transportando serpentina que veio a cair. Ao manusear prateleira. Ao montar longarina. Ao deslocar cavalete Inclinou uma barra de ferro que veio a atingi-lo Lixou-se na lixa disco Furando Cantoneira Colacando pino no eixo com auxílio de martelo. dedo médio da mão esquerda. Caiu tubo de ferro. principalmente devido aos fumos de soldagem e aos flashes emitidos pela processo de soldagem. O principal problema foi o ruído.o Furando uma bucha com furadeira. Em nenhuma delas foram encontrado problemas referentes à visão e problemas respiratórios.Tabela 53 .Fita Gaveta de aço caiu ao ser aberta. Peça caiu ao ser virada.4% do total de lesões.o Cortando uma peça da chapa − Região do Corpo As regiões mais atingidas no corpo dos acidentados. Atingido pela broca.4 Doença Ocupacional Doença ocupacional foi responsável pôr 13. Tubo de Ferro caiu. dedo anular e mínimo da mão direita e dorso do pé direito com 6. foram o dorso do pé esquerdo com 19. Trabalhando com Furadeira Ao segurar chapa metálica seu suporte (barra metalica) caiu. contundiu-se Martelou o dedo ao bater numa peça. Atingido com estourou disco policorte Passando lixadeira na retroesc. Esmerilhando peça. Eixo de metal deslizou e caiu. que não é um problema típico de soldagem. a mesma saltou impactando. − Agente 97 .Descrição de acidentes devido impacto sofrido . Caiu pingo de solda ao soldar uma peça. caiu barra de ferro . que seria uma dos principais problema enfrentado pêlos soldadores.3.soldadores 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 Descrição Chapeando Radiador.33% das CATs referentes a soldador. Marterlou-se ao puncionar polias. Cortando Ripa na Serra. Transportando telas que vieram a cair. Segundo Marini (1994) a principal preocupação que tem se dado ao soldador é com a toxidade dos fumos e o risco de câncer.

Tabela 54 . Porém.1 11. Segundo Marianne (1991) os soldadores realizam tarefas altamente estáticas.O principal agente de doença ocupacional no soldador. que vinha pôr afetar o soldador. seguida de tendinite e disacusia todas com 22. Tabela 55 .1 11. Epicondilite e Síndrome do túnel de carpo podem estar sendo causados devido às características do posto de trabalho do soldador. Tenossinovite. Tendinite. onde pode-se verificar que a principal lesão encontrada entre os soldadores foi hipoacusia.1 100.Distribuição de lesões segundo a doença ocupacional . Trabalho exposto ao ruído Perda Auditiva Alteração Osteomusculares Perda Auditiva 98 .0 − Descrição A seguir vêm as descrições encontradas em algumas CATs referentes a acidentes devido a doença ocupacional no soldador. foi o ruído. Uma das maiores reclamações ouvidas durante as visitas feitas as fábricas de solda. estes ruídos não provinham das operações de solda. de Carpo Total % 22.Descrição de acidentes devido a doença ocupacional .2 22.soldador CodLes 21 22 24 19 26 27 Nome da Lesão Hipoacusia Tendinite Disacusia Tenossinovite Epicondilite Síndrome Do T. e sim com operações de outros postos de trabalho. que podem influenciar na aparição de sintomas tanto nos ombros quanto nos braços. que tinha alto ruído em suas operações.soldador 1 2 3 4 5 6 7 Descrição Perda Auditiva Perda Auditiva LER em soldagem. foi o ruído (60%) seguido pôr LER (40%).2 11. As principais lesões causadas pôr estes agentes estão apresentados na Tabela 54.2 22.2% das lesões respectivamente.

soldadores 1 2 3 4 5 Agente da lesão Prensa e Torno Componente de Maq. chapas.67% das ocorrências de acidentes entre os soldadores. no momento do acidente. o que demonstra a deficiência e falta de informações no preenchimento das CATs. Em todos os outros casos. Através da análise das CATs procurar-se-á saber o porque do soldador estar se acidentando em atividades que não são características de sua função. ou Prod. − Lesão A principal lesão decorrente do processo de prensagem foi ferimento corto.8% das lesões. serra e furadeira. torno. O único caso aonde o soldador poderia estar realizando uma operação de solda é o caso 4. Porém mesmo assim não fica claro se o mesmo estaria em operação de solda ou não. onde um profissional realiza uma série de tarefas para as quais talvez não esteja devidamente preparado. com 70% do total de lesões relativos a DO.5 Prensagem Aqui o dado mais interessante pois prensagem é responsável pôr 6. Calandrando uma peça. − Agente Os principais agentes encontrados foram. Serra e Furadeira Chapa Máquina Descrição Confeccionando peças no torno Prensou dedo num eixo de máquina Prensou dedo na serra. fica claro que o soldador não estava executando operações de solda. O ideal seria informar a atividade que o acidentado realizava no momento de começar a sentir os sintomas relativos à doença.3. o campo é utilizado para dar uma espécie de laudo médico.Pode-se observar que neste caso.contuso (80%). Tabela 56 . máquinas. Alem de desorganização dos postos de trabalho. 5. Ao virar chapa prensou dedo contra bancada. 99 .Descrição de acidentes devido impacto sofrido . pode-se verificar uma desorganização do próprio trabalho. − Região As orelhas foram a região mais atingida do corpo. seguido dos punhos com 17.6% das lesões e os braços com 11. prensa. Abaixo vem uma lista com os agentes e a descrição das tarefas que o soldador realizava.

100 .− Região A região de corpo mais atingida pelas lesões forma as mãos. mais especificamente os dedos da mão direita.

responsável pelo preenchimento da CAT seja 101 . tem demonstrado ser uma importante arma para o combate ao aumento do número de acidentes de trabalho. Segundo Herzer (1997). As informações contidas nas CATs são suficientes para se retirar um número grande de informações. A coleta. pois de acordo com o Anuário. pelo fato de serem mal preenchidas ou. chegou-se às seguintes conclusões: − Problemas devido a ruído e impacto sofrido são os grandes causadores de comunicação de acidentes. No entanto. porque.” − Como exemplo de possíveis melhorias nas CATs. apesar destas limitações. porém. quanto mais detalhadas forem as informações contidas nas CATs. − As CATs e seu uso devem ser aperfeiçoadas e melhor planejadas. muitos acidentes não são registrados nas CATs. possui algumas limitações. a coleta e o posterior armazenamento das informações contidas nas CATs. Além disso. (1999) “As estatísticas oficiais não apresentam informações suficientes para que se possam planejar ações voltadas a prevenção de acidentes do trabalho. o armazenamento e análise dos dados das CATs relativos à indústria metalmecânica do estado do Rio Grande do Sul permitiu fazer um levantamento sobre os acidentes de trabalho neste segmento da indústria de transformação. uma vez que em diversos estudos internacionais estes problemas recebem uma atenção muito grande. e em muitos outros campos devem ser criados padrões para o preenchimento de forma que as informações possam ser comparadas. é preciso que o profissional. a análise das CATs também permitiu sugerir melhorias nas próprias CATs e no seu emprego como ferramenta de trabalho em estudos que visam reduzir os acidentes de trabalho e suas causas. pode-se citar: no seu preenchimento. a descrição do acidente deve conter o maior número de dados possíveis de forma que permitam a realização de uma análise correta que possibilite a identificação das causas do acidente. em vários casos.. A partir deste estudo.6 CONCLUSÕES Através deste trabalho pode-se observar que o uso das CATs como base de dados para análise epidemiológica. melhores serão os resultados obtidos da análise das mesmas. Em nenhum caso foram encontradas notificações relativas a problemas de visão ou a problemas respiratórios. nenhum campo deve ser ignorado.. Tal fato é preocupante.

em tarefas para as quais provavelmente não estejam preparados. Outro dado importante é o fato de não haver nenhum registro de comunicação de doença 102 . − Empresas de grande porte – as quais se utilizam mais dos recursos de automação .são responsáveis pôr acidentes. − As metalúrgicas e mecânicas são as maiores responsáveis pêlos acidentes devido a impacto sofrido. responsáveis pela fabricação de produtos de corte. mas da organização de seu posto de trabalho. corte. o que não é característica de sua atividade.que empregam menos tecnologia .educado de modo a compreender a importância do preenchimento da mesma. devido a impacto sofrido. a consulta aos dados é praticamente inviável. − As empresas do ramo de cutelarias.são as grandes responsáveis pela maior parte das ocorrências de doenças ocupacionais. pois não são decorrentes da atividade profissional dos acidentados. e seja disciplinado a preencher as informações com clareza e correção. Acidentes podem ser considerados atípicos. muitas informações ficam faltando. Tanto impacto sofrido quanto problemas de desorganização no trabalho ficam evidentes em alguns casos como o do soldador. e as empresas de material de transporte são as grandes motivadoras pôr grande parte dos acidentes ocupacionais. − Fica claro que através da utilização dos recursos disponíveis pela Informática as informações contidas nas CATs ficam melhor organizadas. os soldadores acidentaram-se executando outras tarefas que não características de seu posto de trabalho. ao passo que. enquanto que as demais . pode-se constatar que a principal causa de seus acidentes foi o fato de estarem exercendo atividades fora de seu posto de trabalho. A mais importante foi o fato do soldador estar sofrendo acidentes devido a impacto sofrido. as quais demonstraram ser ambientes altamente insalubres. sendo merecedores de estudos que disponibilizem a melhoria nas condições de higiene e segurança do trabalho. principalmente devido a ruído e LER. os quais oferecem maior risco de acidentes aos trabalhadores. na forma de formulário de papel. muitas outras conclusões puderam ser extraídas. principalmente a atividade que estava sendo executada no momento do acidente e posto de trabalho. evidenciando problemas de desorganização no trabalho. Porém. − Através dos estudos feitos com o soldador. possibilitando estudos e análises sobre os dados armazenados. característicos de atividades não automatizadas. Através da análise feita nas CATs sobre o soldador. apesar dessas limitações. prensagem. entre outros.

ocupacional referente à visão ou a problemas respiratórios. A atividade de soldagem é uma atividade altamente insalubre, como já foi dito anteriormente, devido ao fumo de soldagem e às altas intensidade de radiação luminosas emitidas durante o processo de soldagem. Possivelmente os soldadores estejam sofrendo de algum problema relacionado a esses fatores e não estejam se tratando ou estejam fazendo tratamento médico fora ou até mesmo se auto medicando. Também ficou evidente o fato do soldador estar sendo utilizado fora de seu posto de trabalho. Isso é demonstrado através do grande número de acidentes que os soldadores que sofreram acidentes utilizando máquinas e ferramentas que não são características de suas funções. Em relação a visão do soldador, como já foi dito, nenhuma notificação foi encontrada. Todavia, a mesma merece melhor atenção do que tem sido dada até o momento. Não há padrões que permitam fazer uma melhor avaliação sobre este problema. Na França, o Instituto de Soudure em Paris tem estabelecido um grupo nacional que coleta dados franceses de todos especialistas neste campo. Eles estão classificando uma extensiva bibliografia feita pêlos oftalmologistas, médicos ou “preventores”, afim de determinar padrões sobre acuidade visual. Segundo Marini (1994), os médicos do trabalho devem ser informados e educados para que tenham particular responsabilidade para a vigilância dos soldadores. Pôr sua vez, os soldadores devem ser ensinados sobre os bons hábitos de trabalho. “Quando lá estão sintomas de “local de trabalho”, lá poderia também estar “médicos de local de trabalho” Marini (1994). Se mais atenção fosse creditada à visão dos soldadores, os resultados trariam melhor qualidade às soldas e à saúde dos soldadores. 6.1.1 Ruído e LER Juntas, foram as únicas causadoras de doenças ocupacionais entre os soldadores analisados. Em nenhum dos casos fica claro se o ruído é devido a suas atividades, ou ao ambiente de trabalho, no entanto, onde outras atividades que tenham um nível de ruído muito alto possam estar contribuindo para estes sintomas. Somente em 1,3% dos casos foi descrito que LER foi causada durante atividades de soldagem.

103

6.1.2 Fumos de Soldagem Nenhum relato foi encontrado evidenciando problemas respiratórios, todavia é possível que os soldadores estejam sofrendo de problemas respiratórios e não saibam. O fumo de soldagem afeta não só os soldadores mas também os trabalhadores que dividem o mesmo ambiente de trabalho. Os fumos de soldagem podem causar dor de cabeça, irritação no olhos, e deixar os trabalhadores inebriados, fatores que podem contribuir para a ocorrência de acidentes de trabalho.

6.2

Riscos

Ficou evidente, após a análise das CATs, que os principais riscos aos quais os trabalhadores do setor metal-mecânico do estado do Rio Grande do Sul estão expostos, é devido a ruído, LER e a impacto sofrido. Não ficou evidente nas CATs, a fonte causadora do ruído, e da LER, porém, segundo os princípios de prevenção de acidente, os passos para prevenção poderiam ser os seguintes: − Ruído 1. Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte,

ou a troca pôr um outro processo que gere menos ruído; 2. Na impossibilidade de substituição, proceder enclausuramento da fonte, a fim

de diminuir os níveis de ruído; 3. Utilização pôr parte dos trabalhadores de EPI que minimizassem os efeitos

nocivos do ruído, no caso com a utilização de protetor auricular. − LER 1. Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte, ou a troca pôr um outro processo que gere menos movimentos repetitivos; 2. Na impossibilidade de substituição, diminuição do ritmo de trabalho e maior tempo de pausa entre as tarefas a fim de diminuir os efeitos dos movimentos repetitivos; 3. Realização, pôr parte dos trabalhadores, de exercícios que relaxem a musculatura, afim de minimizar os efeitos nocivos da LER. − Impacto Sofrido 104

1.

Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte,

ou a troca pôr outros que gerem menos impactos e ofereçam menos riscos. No caso de impacto sofrido, os principais causadores de risco são máquinas, ferramentas e peças; 2. Na impossibilidade de substituição da fonte geradora, deve-se proceder com

uma melhor proteção das máquinas, melhorias no ambiente físico de trabalho, melhores projetos de equipamento e ferramentas, melhora nos métodos de trabalho, dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos, melhora no fluxo de trabalho, entre outros; 3. Pôr parte do trabalhador: Diminuição do ritmo de trabalho, treinamento,

disciplina, períodos de descanso em intervalos de tempo de forma a reduzir os efeitos nocivos da LER, entre outros.

6.3

Sugestões para trabalhos futuros

Ao longo desta dissertação surgiram algumas questões que poderiam motivar a realização de estudos futuros: − Quais são as atividades que a categoria profissional do metalúrgico executa, de forma que se pudesse subdividir em subcategorias que auxiliassem a entender melhor os acidentes que ocorrem em sua profissão; − A relação entre a organização dos postos de trabalho e acidentes devido a impacto sofrido; − A fonte maior, geradora de ruído nas empresas de grande porte; − A relação entre atividades das empresas de cutelaria e material de transporte, com o alto índice de acidentes devido a ruído; − A relação entre nível de automação das empresas e o nível e o tipo de acidentes; − Relação entre as medidas de prevenção adotadas pelas empresas e o seu porte; − A influência que problemas na visão do soldador podem ter com acidentes de trabalho; − A influência dos fumos de soldagem nas atividades diárias dos soldadores; − A relação entre sexo e a incidência de acidentes devido a doença ocupacional e impacto sofrido; 105

em postos de trabalho que não estejam diretamente ligados à principal fonte geradora do mesmo. − Relação entre os problemas devido a LER com o tipo de atividade executada. − A relação entre tipo de atividade entre as diferentes classes de trabalhadores e o tipo de acidente aos quais os mesmos estão sujeitos. − Influência do ruído.− A relação entre a idade dos trabalhadores e o tipo de acidente. − Já que o trabalho prescrito não é igual ao trabalho real (como fica nítido no caso do soldador) é importante que a CAT descreva o trabalho do acidentado e não a função. 106 .

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44 100.15 12.30 5.85 76.980 9.464 11.282 9.00 Coeficie nte Total (1)1/100.491 836 519 495 356 341 265 137 1.43 8.00 90.873 12.06 4.59 1.69 606.79 82.36 84.16 12.107 4.13 46.12 62.00 923.61 85.Benefícios Concedidos por Acidentes do Trabalho em 96 por Estado Mais de 15 dias Estado % Freq.789 2.18 11.360.74 59.36 100.99 88.30 825.02 78.00 1.276 18. Acumulado 000 % 38.74 43.94 5.59 7.64 100.45 1.56 100.95 São Paulo Rio Grande do Sul Minas Gerais Rio de Janeiro Santa Catarina Paraná Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total Incapacidade Parcial ou Permanente Estado % Freq.92 918.46 11.15 62.88 2.01 76.385 Sobre o Total 38.21 86.24 86.904 19.80 74.072 156.94 12. 5.73 714.56 Coeficie nte Total (1)1/100.42 37.058 2.044 17.18 78. Acumulado 000 % 50. 60.82 2.94 51.50 770.1 Anexos Capítulo 3 Tabela 57 .01 2.18 3.48 87.74 69.55 70.210.24 1.00 São Paulo Minas Gerais Rio Grande do Sul Paraná Rio de Janeiro Santa Catarina Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total 110 .43 60.7 ANEXOS 7.31 623.78 1.843 Sobre o Total 50.939 1.36 81.38 4.92 23.

30 4.60 74.88 100. Acumulado 000 % 46.77 73.99 8.00 Coeficie nte Total (1)1/100.98 2.99 61.00 77 90 60 23 44 60 46 78 38 Minas Gerais São Paulo Rio Grande do Sul Rio de Janeiro Paraná Pernambuco Santa Catarina Espírito Santo Goiás Outros Estados Total Fatais Estado % Freq.Invalidez Permanente Estado % Freq.69 24.71 100.47 53.65 84.52 7.00 13.55 10.00 Coeficien te Total (1)1/100.73 80.54 16.19 5.55 18.284 Sobre o Total 26.30 83. 2.05 1.75 76.49 77.23 15.96 111 .12 100.00 24.012 337 218 182 141 115 76 69 848 5.18 66.04 6.609 Sobre o Total 46.47 70.55 64.55 37.00 26.01 3.29 2.89 3.51 2.92 7.87 22.59 70.59 São Paulo Minas Gerais Paraná Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Santa Catarina Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total FONTE: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT/RAIS .25 82.24 2.29 100.82 29.95 23. 872 361 293 247 236 174 141 98 97 765 3.0 Acumulado 00 % 26.35 1.55 46.611 1.22 18.80 11.

29 anos. 43 anos.932 4.065 21 26 699 1.014 9.966 10.641 11.852 Motivo Trajeto 32. 42 anos.476 13.004 967 957 861 845 705 640 571 112 .190 1.299 10. 40 anos.178 1.417 10. 19 anos. 32 anos.808 5.552 8. por motivo.566 6.Freqüência de Acidentes de trabalho registrados.413 9.270 7.392 4. 47 anos. 38 anos.389 10.228 11. 18 anos.478 9.240 3.260 11.050 1. 28 anos. 27 anos. 24 anos.378 6. 33 anos. 34 anos.850 10.058 1. 44 anos.939 6.809 7. 17 anos.814 Típico 306. 31 anos. 20 anos.436 11.016 12.077 6.308 4. 16 anos.653 11.819 2.001 994 1. 30 anos.067 1.831 12. 26 anos.941 11.738 12.037 1.337 9. 22 anos.765 7.046 9.180 5.054 1.927 4. 37 anos.709 19 18 614 1. 45 anos.186 10. 48 anos.707 1 3 26 64 105 169 297 422 495 546 610 702 698 741 765 787 860 886 919 982 926 938 1.605 2.969 10.043 7.268 12.266 6.066 1. 369.605 11.239 9.009 8.653 6.356 5. 13 anos. 36 anos.048 13.187 8. 41 anos. 21 anos.721 8.669 9.Tabela 58 .075 8.898 10.134 13.054 1.649 2 7 82 188 274 319 561 881 1.790 11.568 4.594 3.128 1. segundo a idade em 1997 QUANTIDADE DE ACIDENTES DE TRABALHO REGISTRADOS IDADES Total TOTAL 12 anos.043 9.000 11.042 980 963 927 858 840 809 764 743 728 700 662 625 648 584 535 428 391 Doença do Trabalho 29.901 6. 35 anos. 39 anos. 15 anos.238 13.138 1.064 1.877 9. 46 anos.796 5.138 1.152 1. 23 anos.086 1.638 9.221 7. 14 anos. 25 anos.439 11.

023 796 621 520 430 356 228 165 150 119 81 246 15.749 Fonte: CAT.601 2. 52 anos.168 1.230 1.281 2. 63 anos.598 1. 69 anos.997 2.468 1.754 521 409 357 285 260 239 193 151 173 121 92 71 68 50 47 47 38 34 16 10 16 31 1. 58 anos. DATAPREV.742 2.797 1. Ignorada 4. 56 anos.447 1.248 971 775 631 529 449 293 219 188 139 106 309 18.354 3. 70 anos e mais.419 3.49 anos.130 414 352 323 295 252 211 190 178 161 158 133 104 86 61 52 46 27 20 22 10 9 32 1. 113 . 62 anos. 65 anos. 51 anos. 66 anos. 53 anos. 54 anos. 67 anos.383 1. 61 anos. 60 anos.706 1. 68 anos.633 3.137 2. 57 anos. 55 anos. 64 anos.981 1.372 1. 59 anos. 50 anos.898 3.417 2.933 1.

0/0 815.0/2 2066.252 3.142 1.137 1.681 1.1/5 724.0/5 886. fechada Fratura da extremidade superior ou parte não especificada da tíbia e do perônio.419 1.Códigos CID mais Incidentes em 1997 CID 727. fechada contusão do joelho e perna Fratura de osso(s) do carpo.823 1. fechada Observação e avaliação de condições suspeitas não especificada Fratura de outros ossos do tarso e do metatarso.727 3. extremidade superior ou parte não especificada.775 1.0/0 813.224 1.4/5 2071.251 2.321 126 926 45 333 38 92 14 710 636 261 581 34 146 298 659 273 260 286 384 304 117 15 149 293 56 149 7 44 69 16 10. exceto quando mencionado(s) apenas dedo(s) Ferimento de um ou de vários dedos da mão.405 2.0/1 883. fechada Fratura de osso(s) do metacarpo. fechada contusão do punho e mão(s).537 1.0/9 823.2/8 882.905 1.2/0 816.2/0 883.062 847 661 843 722 785 687 661 671 7.129 1. extremidade inferior. exceto dedo(s) Ferimento da mão.0/9 824. fechada contusão do dedo da mão Fratura de costela(s).3/9 807.045 2.1/8 CÓDIGOS CID MAIS INCIDENTES EM 1997 DESCRIÇÃO TOTAL Sinovite e tenossinovite convalescença após cirurgia Ferimento de um ou de vários dedos da mão.1/2 826.060 3. fechada Fratura do rádio e do cúbito.829 1. fechada Fratura não especificada do tornozelo.754 5. sem menção de complicação Fratura da tíbia e do perônio.Tabela 59 .698 4.9/5 825.0/0 924.0/9 845.0/2 823. atingindo tendão Ferimento do joelho.0/6 813.2/5 923.971 2. fechada amputação traumática (completa/parcial) de outro(s) dedo(s) da mão. exceto o limitado aos dedos.007 922 751 823 986 1.761 2.047 5. DATAPREV 114 .0/6 924. exceto o limitado a um ou vários dedos.8/1 923.950 1. complicado Total 72.1/0 814. complicada Ferimento do pão.733 2. fechada Ferimento de um ou de Vários dedos da mão.469 12.118 1.1/7 892.912 3.605 5. fechada Fratura da clavícula.862 2.149 5.776 3. complicado Lumbago Amputação traumática (completa/parcial) de outro(s) dedo(s) da mão.0/7 810.527 176 11 7 5 241 6 10 2 677 6 3 2 3 7 4 13 5 2 2 15 2 1 1 6 1 2 3 2 1 Fonte: CAT. da perna (exceto coxa) e do tornozelo. fechada Fratura de uma ou de várias falanges da mão. aberta Fratura de uma ou mais falanges do pão.474 817 1.0/4 883. sem menção de complicação Fratura de uma ou de varias falanges da mão.2/7 886. sem menção de complicação Entorses e distensões do tornozelo Fratura do rádio e do cúbito.280 1.258 6.0/7 816.079 997 955 905 872 794 734 732 688 Típico Trajeto Doença 54.025 2.2/3 891.213 1. difames. sem menção de complicação contusão do tornozelo e pão.743 9.483 1.868 1.

peças e acessórios Construção e reparação de aviões. e a reparação ou manutenção Fabricação de armas. aço e metais não.Atividades segundo o ramo de atividade Ramo de Atividade Siderurgia Metalúrgica de Pó e Granalha Fabricação de Estruturas Metálicas e de Ferragens Eletrotécnicas Fabricação de artefatos de trefilados de ferro. Fabricação de ferramentas manuais. aparelhos e equipamentos. máquinas e aparelhos de terraplenagem Serviço industrial de usinagem. reservatórios e recipientes metálicos.ferrosos Indústria Metalúrgica Estamparia. peças e acessórios Indústria Mecânica Fabricação de tratores. funilaria e embalagens metálicas Fabricação de tanques. SEBRAE Atividade 115 .2 Anexos Capítulo 4 Tabela 60 .7. de artefatos de cutelaria e de metal para escritório e para uso pessoal Tratamento térmico e químico de metais e serviços de galvanotécnica Beneficiamento de sucata metálica Fabricação de Caldeiras Geradoras de Vapor. peças e acessórios Fabricação de cronômetros. máquinas motrizes não elétrica Fabricação de máquinas. fabricação e reparação de turbinas e motores Fabricação de bancos e estofados para veículos Fabricação de veículos não especificados ou não classificados. soldas e semelhantes. peças e acessórios Fonte: Cadastro Empresarial do Rio Grande do Sul . munições e equipamentos militares Construção e reparação de embarcações e estruturas flutuantes Construção e reparação de veículos ferroviários e fabricação de peças e acessórios Indústria de Material de Transporte Fabricação de veículos rodoviário.

Principais campos de Informações do anverso CAT 116 .Frente RAZÃO SOCIAL EMPRESA ENDEREÇO MUNICÍPIO (CIDADE) ESTADO MATRÍCULA CÓDIGO DA ATIVIDADE NOME ACIDENTADO ENDEREÇO DATA DO NASCIMENTO PROFISSÃO IDADE SEXO EST. DE TRABALHO DATA AFAST. DO TRABALHO OBJETO CAUSADOR ACIDENTE HOUVE REGISTRO POLICIAL? S ( ) N ( ) DESCRIÇÃO DO ACIDENTES E PARTE(S) DO CORPO ATINGIDAS(S) NOME TESTEMUNHAS ENDEREÇO NOME ENDEREÇO Figura 1 . CIVIL CTPS POR: HORA ( ) DIA ( ) MÊS ( ) TRABALHADOR AVULSO S( ) N ( ) APOSENTADO ? S( ) N( ) REINÍCIO TRATAMENTO? S() N( ) SAL. CONTRIBUIÇÃO DATA DO ACIDENTE LOCAL ACIDENTE HORA APÓS_______H.

Regime de tratamento a que deverá submeter-se o acidentado 8 .Principais campos do Verso da Informações da CAT 117 .Deverá o acidentado.atendimento Figura 2 . 7 .Verso 1 .Observações: DATA GIH/AT Localidade Data Médico .O acidentado foi hospitalizado em: Hospitalar Ambulator. grau e localização da(s) lesão(ões) e o histórico do acidente que a(s) teria provocado? 6 .Apresentação do acidentado serviço médico 2 .Diagnóstico provável Hora 4 . durante o tratamento.Duração provável do tratamento: dias DATA 9 .de .Há correlação entre a natureza.Há compatibilidade entre o estágio evolutivo da(s) lesão(ões) e a data do acidente declarada no anverso 5 .Condições patológicas preexistentes ao acidente: LOCAL 11 .Descrição da(s) lesão(ões) Data 3 . afastar-se do trabalho? 10 .

guilhotina. pedaço Gancheira de pintura Lesão por Esforço Repetitivo Tarugos. motor Mal feito. felpa. empilhadeira. ferramentas etc Painel. esteiras. jacaré. carro do regulador . Aço. lixadeira. Dispositivo do Guincho. Macaco. Fiapo. de cubo Aço. barra de tração. plaina Estilhaço. Pino. chave de fenda. retificadora. Cabos de Alimentação. Agulha do Motor. Ferro. Inox. Dispositivo do Guincho. engrenagens.Lista de Agente de Lesão Agentes de Lesão Arames e Telas Armação Bobina Caixa(s) Cano(s). pedra esmeril. guilhotina. do Motor. de fixação. latão. alavanca. Eixo. descarte. pistão. de corte. Armário. de bater anel. circuito Carrinho. com produtos. sliter. motor geladeira. metálica. Marreta. coluna do s. vidro Pistão. ou Produto Arames. Garfo de Bobina. Alavanca. Cantoneiras. lixa. tiras de aço. levante hidráulico Fagulha. telas. Engrenagem. batedor.Tabela 61 . Do Mandril. desequilíbrio. motor. Madeira. Barra(s) e Tubo(s) Chapa Chave Componentes. Parafusadora. Engrenagem. Galvanizadas. brusco Cadeira. dobradeira. lingote. Engrenagem. Mesa. viga. de serra e solda. Alumínio. carro de avanço. Ventoinha. Metal. Macaco Hidráulico. Painel de Programação. de polimento. injetora. máquinas. de Máq. de soldar gralhas Metálica. Calandra. Andaime. Faísca. reboque. Cantoneira. Esteira. matriz Bloco do Motor. Serra. Freza. Empilhadeira Equipamento Auxiliar Escada Esmeril Esteira Ferramenta Ferro Fogo Gancho(s) e Gancheira(s) LER Maçarico Madeira Máquina Martelo. cilindro hidráulico. Plataforma Carrinhos de madeira ou metal para enrolar fio de moldar. Ventilador. fixador Itens Corpo Estranho Correia Dispositivo Eletr. escareador. motor. Guilhotina Tampa Misturador. solda. . ferro Metal. Cavalete. Capô Colheitadeira. rebolo. Banco. Corpo Móveis 118 . tampa proteção engrenagem. calço. cavaco. dosadora. ripa. Alumínio. cavaco de jato de areia. Limalha. Esteira. rolo da rebordeadeira. Rebarbas. Suporte. cardan. de fixação. Pino. Matriz Molde Motor Mov.

Lata. Tambor de freio.Tipos de Acidentes Analisados nas CATs Natureza do acidente Atrito ou Abrasão Choque Elétrico Corte Desequilíbrio Doença Ocupacional Esforço . Quente Tambor e Container Tampa Tabela 62 . Portão. Andaime. rolo de arame. Tesoura.Físico Esmagamento Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Intoxicação Objeto na Vista Prensagem Punctuação Queda Queimadura Retesão Torção NI Atrito ou Abrasão Exposição a energia elétrica Perda da posição ou postura normal Decorrentes da atividade Esforços excessivos e inadequados Ato ou feito de compressão Impacto sofrido por pessoa Impacto sofrido pela pessoa Inalação. alicate. Caçamba. de aço. pinos prensa coquilha. trinco. chão Perda auditiva induzida pelo ruído Broca da furadeira. prensa. Óleo. cadeira. zinco. Parafusos. de ferramentas. serra Pinche. Sucata. de metal De produtos. empurrar de aço. Saca Palha. serra policorte. etc. Cortante Óleo Outros Cortador. Prateleira. prensa excêntrica. Lâmina. furadeira. motor.. banca. ingestão ou absorção (por contato) de substância tóxica ou nociva Objeto na Vista Prensagem em. sílica. Container Peça(s) Peso Porta Pregos e Parafusos Prensa e Torno Produto Produto Químico Queda Ruído Serra e Furadeira Subst. Pneu.choques. Caçamba. Disco Cortante. torno. madeira etc Pregos. Estruturas Metálicas. exaustor.Obj. pára. do forno. Vidro. panela de vazamento. segmento de trilho. peça(s). Alumínio. disco semeadora Pacote. Galhos. tampa container. Oxi. calha de luz. areia Tambor de lixo. Metal. Solda. sob ou entre Contato com objeto perfurante Queda de pessoa com ou sem diferença de nível Contato com objetos em temperatura muito alta ou muito baixa Ter mantido preso em. tesoura. de máquina. de produto. produtos Gás. de peças. Faca..Corte. Gaveta. panela. sob ou entre 119 . rolo. Batente. torno mec. conecção. hélice ventilador. suporte. Água. secador Luminárias. serra fita. caminhão. etc. Pistola. prensa de metais.

Corto.Tabela 63 .contuso Fissura Fratura Lesão ligamentar Lesões Múltiplas Lombalgia Luxação Queimadura Outros não listados Tenossinovite Lesão Hipoacusia Tendinite Dores Disacusia Epicondilite Síndrome Do T. de Carpo Hérnia Cisto Sinovial Síndrome do Impacto do Ombro PAIR Dermatose Estiramento Muscular Sinovite Bursite 120 .Lesões atribuídas às partes do corpo atingida CodLes 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 Nome da Lesão Amputação parcial Amputação total Conjuntivite Contusão Corpo estranho Dermatite Distensão Entorse Escoriação Ferimento.

queixo. abdômen dir. glúteo dir. dedo 1 esq. dorso da mão esq. Punho dir. dedo 3 esq. palma dir. dedo 3 dir. dedo 2 esq. orelha esq. dedo 4 esq. boca. calcanhar esq. Calcanhar dir. dedo 1 dir. cotovelo dir. dedo 2 dir. dedo 2 esq. costas esq. olho esq.Variáveis relativas às partes do corpo atingidas Grupos Cabeça Corpo Ventral Nº de variáveis 13 15 Região do Corpo Crânio. tornozelo dir. glúteo esq. planta do pé dir. dedo 5 esq. dedo 1 esq. dedo 5 esq. Ombro dir. punho esq. dedo 4 dir. face dir. genitais. dedo 5 dir. orelha dir. ombro esq. dorso do pé dir. perna anterior dir e perna anterior esq. dedo 4 esq. dorso da mão dir. coxa posterior dir. dedo 3 esq. braço dir. dedo 4 dir. cotovelo esq.Tabela 64 . costas dir. dedo 2 dir. antebraço dir. coxa anterior dir. joelho dir. dedo 1 dir. tórax esq. dedo 3 dir. pescoço anterior e nuca. joelho esq. região frontal. dedo 5 dir. dorso do pé esq. tornozelo esq. braço esq. perna posterior dir e perna posterior esq. nariz. olho dir. coxa posterior esq. coxa anterior esq. abdômen esq. Corpo Dorsal 12 Mãos 16 Pés 18 121 . palma esq. Tórax dir. face esq. antebraço esq. planta do pé esq.

Banco de dados utilizado para armazenamento de dados com base na CAT 122 .Figura 3 .

009 7..1995/97 Região BRASIL Anos 1995 1996 1997 1995 Total 424.273 1. segundo as Grandes Regiões e UF ..629 41 519 510 235 306 300 3. .087 5.611 25.407 2.. .024 20.601 185 110 165 205 319 300 23...211 2.065 5.900 5.225 2.700 325.203 20.146 403 785 760 95 110 152 1.590 ..815 1.318 4.066 926 1.968 5...988 2.328 2..271 898 1.988 1.420 Motivo Típico 374.258 26.652 1.791 34.155 451 907 924 111 123 177 1.067 3.267 2.842 1. 47 2..235 1.079 832 989 1. 8 176 131 273 29 38 24 3 41 2.. 2 82 263 105 3 24 1 5 42 1 1.417 Trajeto Doença do T..649 492 288 703 46 19 135 16 24 201 135 184 .455 369.841 5.042 1.252 2..934 2.022 12 27 95 93 5 104 809 75 538 88 28 170 54 61 166 617 211 751 20.046 53 648 644 328 429 413 4.707 195 646 306 2 103 29 13 1 103 201 167 ..538 1.005 5.463 1. .646 34.775 6.889 29. .883 2. 28. 37 1. por motivo.696 32.709 4.395 102 39 118 9 36 541 211 28 162 22 12 185 75 492 876 252 NORTE 1996 1997 1995 Rondônia 1996 1997 1995 Acre 1996 1997 1995 Amazonas 1996 1997 1995 Roraima (1) 1996 1997 1995 Pará 1996 1997 1995 Amapá 1996 1997 1995 Tocantins 1996 1997 1995 1996 1997 1995 NORDESTE Maranhão 1996 1997 1995 Piauí 1996 1997 1995 Ceará Rio Grande do Norte Paraíba 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 Pernambuco 1996 1997 123 ..870 306..137 395.953 1.362 2.055 6.328 7.Tabela 65 – Nº de acidentes de trabalho registrados.223 153 86 126 176 274 258 20.941 .

196 24.813 570 .774 31.335 2.795 5.664 6.206 239.460 754 2..009 3.798 37.743 168 43 315 50 49 270 825 191 810 258 562 348 22 194 81 39 131 114 596 679 1.160 4.451 4.881 56.108 339.257 2..858 1.455 260.375 5.134 5.196 535 6.172 26.1995 2.548 9.025 11.529 2.517 2.727 .813 3.774 2.987 19.309 18.673 13.112 7.263 17.585 5.018 21.464 6.336 6.149 34.861 7.489 140.070 5.178 9.302 387 531 444 158 4.635 1.302 8.846 4.928 23.422 477 1..687 42.292 20.397 4.556 13.459 27.023 1.398 21.056 258.650 13.295 83.149 3..540 347 2.587 5.544 21.BEAT.544 16.671 19.205 2.585 16.344 22.532 58 1.792 92.422 1.301 845 1.561 1.245 72.250 230.741 10.006 5..450 620 12.203 .933 1.747 2.282 2.051 26.031 1.909 13.968 26.119 2.011 912 69 283 76 36 332 128 149 945 297 93 451 411 Alagoas.435 1. 1996 1997 1995 Sergipe 1996 1997 1995 Bahia 1996 1997 1995 Sudeste 1996 1997 1995 Minas Gerais 1996 1997 1995 Espírito Santo 1996 1997 1995 Rio de Janeiro 1996 1997 1995 São Paulo 1996 1997 1995 SUL 1996 1997 1995 Paraná 1996 1997 1995 Santa Catarina Rio Grande do Sul CENTROOESTE Mato Grosso do Sul Mato Grosso 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 Goiás 1996 1997 1995 Distrito Federal Fonte:.019 44.249 49.599 2.209 19..065 11.638 2.470 665 3.253 2.356 418 709 537 1.135 4. INSS.851 840 2.672 80.506 47.700 298.500 .533 816 22.908 1.750 2.563 14.743 18.954 167. 39.660 145.165 35..861 16.209 2..840 125 36 266 118 91 116 446 1.828 1.618 1.250 1.478 1. 32.554 595 1.135 2.028 909 5.424 2.592 18.368 1.171 175.946 2.490 2.659 5.174 3.921 13. 3.218 45.204 6.139 6.516 197. 3.661 209.685 28. 1996 1997 124 .858 22.562 5.786 30.

97 90.87 87.75 0.64 92.20 81.75 71. Eletron.56 0.19 0.2.55 89.56 82.98 89.52 0.09 0. Almoxarife Aux.14 0.56 88.64 33.29 67. de Montagem Mec.80 91.63 61.19 0.64 1.14 0.56 0. Maq.26 92.01 42.47 79. Ind.14 0.09 0.48 79.14 0. Almoxarifado Multifunc. Manutenção Ajudante Torneiro Polidor Aux.89 83.24 45.42 85.14 0. Guilhotina Op.37 88.25 90.67 73.23 0.09 0.14 0.14 91.06 87.94 0. Torno Afiador Conferente Aj.11 90.05 91.41 1.92 75. Auxiliar Fundidor Op.14 0.86 85.69 89.64 10.58 84.00 88.23 82. Mont.94 86.98 92.23 0. Fundição Eletricista Funileiro Prens.51 68.36 9.09 0. Mecânico Op.17 1.14 0.95 2.28 % Acum.71 51. Mult.09 85. Aux. Aj.03 1. Poliv.40 86. Peças Laminador Op.66 0. Usinagem Op.28 0.32 76.19 0.19 0.58 81.08 92.83 89.09 0.28 0.36 92.24 3. Man.22 1.42 74.62 87. Manut.78 81.70 91.89 91.25 87. De Prod.30 2. Marceneiro Repuxador Aj.28 0.51 91.33 0.14 0.81 88.19 0.59 1. Serralheria Elet. Embalagem Revisor Rev.09 0.36 80. Mec. Op.14 0.33 91. Pintor Fresador Ferramenteiro Forjador Moldador Esmerilhador Meio Oficial Forneiro Ajustador Operador Aux. Lam.64 86. Rebarbeador Op. Furadeira Aferidor Aux.00 79. Aux.09 0. Marteleiro Prens.03 0.71 70.90 82.23 0. Serv. Insp. Empillhadeira Aux.19 0.42 0. Qualid. Lubrificador Motorista Tec.29 64.40 89. Prensa Prenseiro Caldeireiro Serralheiro NI Mecânico Torn.19 0.Distribuição dos acidentes segundo a Profissão Profissão Metalúrgico Op.52 0.19 0.02 1.09 0.23 0.29 84.33 0.73 84. de Inspeção Marceneiro Prep.93 80.33 0.68 69.70 Aux.98 0.09 0.76 48.97 78.17 74.45 83.89 77. Produção Prensista Carpinteiro 0. 22. Rebarb.52 0.75 0.14 85. Torn.73 72. Aux.09 0.28 0.70 88.95 91. Forjador % 22. Máquina Industriário Soldador Serv.23 0.86 2.42 0.75 0.09 0.42 0. Cel.09 0.28 0.28 0.14 0.7.52 57. Qualid.09 0.75 0.17 86.95 2.14 0. Mec.42 91. Injetora Superv. Func.52 2.61 91.14 0.45 77.28 0.09 0.34 59.55 92.01 84. Op.19 0.53 90.67 90. Peças Op.12 89.73 125 .19 88. Inspeção Aux.14 0.14 0.47 0.14 0. Produção Op.39 90.45 92. Metal. Funilaria Aux. Gerais Retificador Matrizeiro Aprendiz Aux. Aux.14 0.28 0. Manutenção Mandrilhador Aux.17 92.09 0.26 89. Pintor Vazador Aux. Prod.09 0.33 0.84 88.89 66.23 91.38 0.09 0. Operação Mestre de Prod.81 90. Op. Mec.28 0. Gerais Montador Op.1 Anexos Profissão Tabela 66 . Macreiro Aux.44 87. Forno Multif. Op. Prod.47 0.66 54. Montador Aux. Mecânica Ajustador Mecânico Anal.81 2.65 63.67 76.17 83.09 0. de Fabr.

de Matriz Aj.80 94.33 97.05 0.05 0.98 98.00 97.05 0.86 96. Materiais Op.76 93. Laminação Aux. Limpesa ATP Op.95 97. Caldireiro Chefe Expedição Chefe Chapeador Aux. Mest Aux. Cargas reb. Aux. De Embarque Aux.05 0. de Secagem Aux. Jatista Enc.39 96.05 0.39 93. Sub.05 0.05 0. TTO TCO Cof. Revolver Suporte Tec.59 95.05 0.75 94.01 93. Usina Op. Chefe Prens.47 94.33 94.05 0.05 92.50 98. Op.30 96.05 0.09 0.64 98.05 0.20 93.05 0. P.84 97. Acabamento Aj.55 95.17 95.55 98. Ferram. Estoque Anal.11 93. Aux.58 93.50 95.05 0.05 0.05 0.09 0.05 0.95 94.83 92.05 0. Carimbo Afiador Broca Aj.17 98.Op. Montagem Prep.58 96.56 97.62 96.05 0.05 0.92 93.05 0. Indl. Eletrer.75 97.64 95.05 0.05 0.05 0.05 0.23 94. Rebarb.08 98.05 0.83 95.51 94.05 0.72 96. Trat.05 0. de Soldador Aux.05 0.09 0. Aux.80 97.53 96.12 98.61 97.67 96.20 96.05 0.05 0. Estamparia Op. Rev.05 0. Expedição Aux. Serra Op.02 96.05 0.09 0. Veic.05 0.05 0. Forno TTO TCO Op.09 0.59 98. Ling.14 94.05 0.05 0. Prod Oxicortador Operário Operador Trainee Op. Op. Dobradeira Op.05 0.70 94.05 0.05 0.05 96.30 93.09 0.05 0. T. 3 Prep. 1 Aux.06 96.89 94.05 0.77 96.09 0.56 94.41 98. de Forjaria Contra Mestre Op.26 95.52 97. Op. Prod. C. Sup.67 93. de Ind. De Zincagem Op. de Prensa Aux.05 0. Qual.08 95. Gabariteiro Escolhedeira Encanador Encaixotador Insp. Fresadora Op.69 95.09 0.66 94.05 0. Pesagem 0. Ferramenteiro Tec. Op.05 0.05 0. Pedreiro Alim.05 0.37 97. Galvanop. Resina Apontador Aux.41 95.89 97.94 94. Op.42 97.05 0. Aj.05 0. Anal. Lixador Op. Prod.48 96. Metais Rasqueteador Projetista Prog. Func.22 95.44 96. De CNC Prof. Prat.05 0.14 97. Produção Op.05 0.05 0.94 97.91 96. Retífica Balconista Bobinadeira Chefe Seção Aux.42 94. Prença Op.05 0.36 95. Acab.05 0.47 97. Rebr.98 95. CNC Op. Rebitador Traçador Torn. Linha P.09 97. Forjaria 0.05 0.05 0.09 0.23 97. Tambor Op. de Coz. Eng.05 0.36 98. de Torno Aux. Encarregado Sub.05 0.69 126 .09 0.05 0.05 0.22 98.05 0.45 95.09 0.09 0. de Torn.05 0.05 0.97 96.03 95.27 98.05 0. Ferreiro Aux.05 0. de Depósito Aux.05 0.81 96.05 0. Polidor Aux. de Serviços Aux.19 97. De Corte Aj.05 0.05 0.66 97.09 0.48 93.05 0.09 0. Lam. Embalagem Aux.37 94. Mult.05 0.86 93.05 0.05 0.61 94.09 0. Especial Op.05 94.05 0.70 97.05 97. A Preparador Prep. Engenheiro Op.87 95.05 0.11 Aux.05 0.05 0. de Esmeril Contínuo Contr. Esp. Corte Impressor Ger.05 0.05 0. Jatista Aux.92 95.05 0. Recebimento Enc. Esp.84 94.78 95.05 0.05 0.05 0.05 0. Jato de Areia Pedreiro Aux. Pantog. Aplainador Aplic.05 0.28 97.31 95.05 0.05 0.31 98.05 0. Rol.73 95.05 0. Calandra Servente Enc.05 0.03 98.09 0.09 0.16 96.12 95.45 98. Mandriladora Op.05 0.25 96.34 96.05 0.

Elet.06 99.05 0.05 0.05 0.05 98.34 99.05 0. Ferramen.05 0. Mec.92 98.05 0.77 99.05 0. Mont.05 0.05 0.86 99. Montagem Enc.05 0.05 0. Caldeireiro Maçariqueiro Lider Montagen Lider Expedição Lider Microfusão Total 0.44 99.05 0.73 98.62 99. Forjaria Enc.11 99. Banca Of.05 0. Hidráulico Mec. Prod. Patr. Maq.05 0.05 0. Mec.95 100.Enc.97 99.05 0.02 99. Man.81 99. Cacho Injetor Mestre de Serral.05 0.05 0.25 99.58 99.72 99.05 0.39 Mont.00 127 .05 0. 0. Computador Mec.87 98. Op.78 98.05 0.05 0. Of. Soldador Controlador Op.48 99.05 0.67 99.05 0. Op. Ferram.53 99. Eletrotécnico Digitadora Desmoldador Costureira Enc/ Prensa Mec.05 0.05 0.05 100 99.16 99.91 99.20 99.30 99. Op.83 98. Mont.

7 0.6 0.0 100.8 38.5 0.6 11. % 100.1 4.5 40.1 0.5 25.5 4.0 6.6 5.0 13.4 39.2 45.5 12.2 0.7 38.1 3.4 13.6 1. Gerais Op.9 38.7 4.0 3. Produção Op.9 5.0 5. Func.0 9.1 1.0 100.4 4.0 6.7 0.3 5.1 8.7 2.8 3. Cel.2.7 2.5 24.9 1.8 0.0 13.8 13.0 6.6 1.5 4.1 2.6 11.8 5.6 6.7 3.3 33.6 5.0 9.1 3.3 14.0 7.0 12. Máquina Industriário Soldador Montador Serv.8 21.6 12.0 100 Micro Pequeno Médio Empresa % % % 18.8 8.4 1.8 10.8 35.8 1.2 18.2 1.0 1.Tabela 67 .8 4.3 3.2 1.4 1.1 3.2 6.7 2.9 1.3 1.7 4.6 7.3 0.2 2.0 100.1 3. Man.3 0.9 34.4 6.2 24.0 100.2 7.8 100 100 100 NI % 4.0 34.7 4.8 7.3 9.0 9.0 24.3 12.6 4.4 3.1 5.5 3.0 100.5 9.5 1.7 6. Aux.3 36.0 3.5 2.5 36.4 3.2 62.1 4.4 3.9 9.4 2.4 1.0 4.0 2.7 1.4 4.Físico Prensagem impacto Sofrido Contra Corte Desequilíbrio Queimadura Esmagamento Retesão Queda Torção Objeto na Vista Intoxicação Atrito ou Abrasão Punctuação Choque Elétrico NI Total Grande % 38.Distribuição da Natureza da Lesão Segundo a Profissão Prensagem Doença Ocupacion al Esforço Físico Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Outros Corte Profissão Metalúrgico Op.6 22.0 10.3 0.3 0.1 4.5 2.4 0.2 Anexos Natureza do Acidente Tabela 68 .8 6.0 100.9 100 128 .0 36.4 0.0 5.8 4.1 4.Distribuição dos acidentes segundo o porte por natureza da lesão Natureza do acidente Doença Ocupacional Impacto Sofrido Esforço .2 5.3 1.3 0.0 11.4 9.2 6.3 2.3 0. Mult.0 100.0 22.7 35.6 1.9 3.5 2.0 100.6 2.2 8.3 0.7 5.

Cortante Mov.69 1.08 86.40 81.37 91.16 4.45 62.23 0.19 0.67 82. Tampa Móveis Maçarico Empilhadeira Armação Arames e Telas Esteira Óleo Molde Gancho(s) e Gancheira(s) Bobina Fogo Outros NI Total % 14.47 0.17 89.52 0.28 0.2.34 90.12 67.67 2.56 91.61 0.32 47.13 55. ou Prod.45 1.14 0.20 87.83 84.7.06 1.62 90.98 92.56 3.39 5.58 2.41 1.89 0.14 0.23 0.52 0.00 2.42 86.84 91.22 95.26 75.00 80.59 89.42 0.84 0.90 91.93 83.69 87.00 129 .95 5. Corpo Canos.41 3.14 8.41 4.14 0.72 88.54 79.67 85.38 0.14 91.23 88. Caixa(s) Queda c/ ou sem dif.75 3.14 0.70 89.45 65.95 77.88 59.47 0.97 90.69 100.59 1.23 72.67 23. Quente Escada Equipamento Madeira Motor Tambor e Container Matriz Porta Produto Químico Correia Produto Chave Esmeril Pregos e Parafusos Dipositivo Eletr.27 1. Barras e Tubos Ferro Serra ou Furadeira Componente de Maq.38 0.67 9.53 2.97 1.82 32.Distribuição dos Acidentes segundo O Agente Causador da Lesão ID 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 Agente da lesão Ruído LER Máquina Ferramenta Peça(s) Chapa Prensa e Torno Obj.09 4.31 100.73 52.66 0.77 38.3 Anexos Agente da Lesão Tabela 69 .09 3. De nível Corpo Estranho Peso Subst.52 0.70 70.29 74.00 % Acum. 14.70 91.12 92.27 0.16 43.75 0.28 0.

1 4.5 0.1 3.3 0.Tabela 70 .0 0.6 1.4 1.7 7.9 2.7 1.6 0.0 7.0 2.7 5.4 1.0 2.1 1.0 0.5 3.9 0.00 Material de Transporte Mecânica Cutelaria Agente da lesão Peça(s) Máquina Ferramenta Mov.0 0.1 2.7 4.3 1.0 5.2 0.0 0. Barras e Tubos Ferro Serra e Furadeira Componente de Maq.2 0.0 2.0 0.8 4.1 0.0 9.3 28.3 4.1 29.9 1.1 100.0 9.0 0.3 100.0 4.7 6.4 3.5 6.6 0.3 0.1 4.7 6.9 0.0 1.00 8.9 21.0 3.0 20.3 1.9 100.0 0.7 0.1 8.7 3.4 2.3 1.0 3.0 1.0 0.0 4.5 0.8 6.00 4.1 29. Prensa e Torno LER Queda Obj. Cortante Peso Corpo Estranho Caixa(s) Subst.6 1.0 2.3 5.0 15.1 0.1 3.4 100.6 6.5 0.9 1.00 0.7 11.9 20.1 2.5 3.4 2.7 100.4 3.7 3.Distribuição dos Agentes de Lesão segundo a atividade econômica Metalúrgica Siderúrgica 0.7 13.4 2.00 6.9 1.7 1.3 16.3 2.0 0.4 3.3 0.4 9.6 4.0 1.7 0.0 7.9 20.2 1.0 5.2 3.1 0.8 4. ou Prod.3 1.3 4.3 8.8 2.0 1.3 0.6 3.7 3.3 0.3 0.00 4.6 7.0 24.8 65.7 22.4 100.2 100.7 8.5 1.4 11.5 1.5 4.0 1.3 2. Corpo Chapa Ruído Canos.00 Fundição Forjaria 130 .0 6.6 10. Quente Outros % 7.3 0.

0 131 .7 0.6 0.1 0.1 0.4 1.5 0.1 0.8 2.8 0.1 9.1 0.2.7.0 100. de Carpo Dermatose Cisto Sinovial Conjuntivite Fissura Estiramento Muscular Sinovite Síndrome do Impacto do Ombro Bursite Total % 23.2 0.2 0.6 0.1 0.4 2.5 0.0 5.6 0.6 17.4 Anexos Tipo de Lesão Tabela 71 .2 0.0 0.Distribuição das Lesões segundo o tipo de lesão CodLes 10 21 4 12 22 17 23 24 8 1 15 18 26 19 5 20 28 7 31 9 6 2 14 16 13 27 32 29 3 11 33 34 30 35 Nome da Lesão Ferimento.2 1.0 0.0 0.1 0.0 4.7 2.8 3.1 5.9 0.7 13.6 1.contuso Hipoacusia Contusão Fratura Tendinite Queimadura Dores Disacusia Entorse Amputação parcial Lombalgia Outros não listados Epicondilite Tenossinovite Corpo estranho Lesão Hérnia Distensão PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído) Escoriação Dermatite Amputação total Lesões Múltiplas Luxação Lesão ligamentar Síndrome Do T. Corto.

Barras e Tubos Outros Peça(s) Tambor e Container Corpo Estranho Chapa Máquina Prensa e Torno Canos.Físico Prensagem Doença Ocupacional Torção Impacto Sofrido NI Impacto Sofrido Impacto Sofrido Desequilíbrio Doença Ocupacional Impacto Sofrido Impacto Sofrido Doença Ocupacional Impacto Sofrido Impacto Sofrido Impacto Sofrido Choque Elétrico Impacto Sofrido Esforço . Soltou casca de solda a fazer solda. Serra e Furadeira Ruído Armação Máquina Ferro Serra e Furadeira LER Canos. Martelou o dedo ao bater numa peça. NI Trabalho exposto ao ruído Cortando Cantoneira de Ferro Tubo de Ferro caiu. Cortando uma peça da chapa Esmerilhando peça. Perda Auditiva Prensou dedo num eixo. Maq. Barras e Tubos LER Ruído Prensa e Torno Canos. cortou-se com tambor de tinta. Aparelho de solda. Queda de barra de ferro ao desmontar galpão. Retirando saca palha do gabarito. Bateu no ferro Prensou dedo na serra.3 Anexos Capítulo 5 Tabela 72 . Barras e Tubos Ruído Componente de Maq.o Confeccionando peças no torno Ao segurar chapa metálica seu suporte (barra metalica) caiu. Barras e Tubos Ferramenta Canos. NI Peça caiu ao ser virada. ligado no chão impactou. Trabalhando com Furadeira Perda Auditiva Queda de andaime.Físico Impacto Sofrido Queimadura Esforço . NI Torção ao descer escadas.Relação de natureza do Acidente. agente de lesão e descrição apresentadas em algumas CATs referentes ao soldador.Físico Impacto Sofrido Agente da lesão Canos. Bateu calcanhar ao pegar peça Pintura de Elevador. contundiu-se NI Alteração Osteomusculares Atingido com estourou disco policorte Transportando serpentina que veio a cair. Caiu tubo de ferro. NI Perda Auditiva Passando lixadeira na retroesc. Barras e Tubos Corpo Estranho Mov.7. Natureza do acidente impacto Sofrido Contra Esforço . Eixo de metal deslizou e caiu. Mudando máquina de lugar. NI 132 . ou Prod. Corpo Chapa LER Escada Canos. Corpo Ruído Ferramenta Ferro LER Máquina Outros Peça(s) Dipositivo Eletr. Barras e Tubos Ferro Arames e Telas Ferramenta Mov. Fagulha ao esmerilhar Chapa Dores ao montar peça de escapamento do motor Ao virar chapa prensou dedo contra bancada. bateu nos mesmos. Dores ao fazer dobra em tubo de ferro. NI NI Transportando telas que vieram a cair. Calandrando cano de irrigação. Barras e Tubos Móveis Descrição Ao manusear tubos. Peça(s) Máquina Canos. LER em soldagem.Físico impacto Sofrido Contra Corte Objeto na Vista Impacto Sofrido Impacto Sofrido Prensagem Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Impacto Sofrido Doença Ocupacional Queda Esmagamento impacto Sofrido Contra Prensagem Doença Ocupacional Impacto Sofrido Doença Ocupacional Doença Ocupacional impacto Sofrido Contra Impacto Sofrido Objeto na Vista Esforço .

Perda Auditiva Soldando um tubo em recepiente contendo óleo. houve uma explosão devido a formação degases Marterlou-se ao puncionar polias. Caiu pingo de solda ao soldar uma peça. Corpo Mov. chocou-se contra hélice ventilador. Furando uma bucha com furadeira. Gaveta de aço caiu ao ser aberta. Ao deslocar cavalete Inclinou uma barra de ferro que veio a atingi. Cortante Canos. a mesma saltou impactando. Ao montar longarina.o Chapeando Radiador. Atingido pela broca. Cortando Ripa na Serra. Levantando Peça Calandrando uma peça. Barras e Tubos Peça(s) Ferramenta Mov. Corpo Máquina Madeira Ferro Corpo Estranho Prensa e Torno Solda. Luva queimou. Furando Cantoneira Lixou-se na lixa disco Cortou-se com chapa Resbalou ao empilhar caixas.Queimadura Impacto Sofrido Impacto Sofrido Queimadura Doença Ocupacional Queimadura Impacto Sofrido Impacto Sofrido Doença Ocupacional Impacto Sofrido Corte Impacto Sofrido Impacto Sofrido Corte Desequilíbrio Desequilíbrio Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Impacto Sofrido Impacto Sofrido NI Impacto Sofrido Torção Prensagem Impacto Sofrido Impacto Sofrido Objeto na Vista Esmagamento Fogo Móveis Serra e Furadeira Maçarico Ruído Produto Químico Ferramenta Subst. Ao virar peça para solda. Barras e Tubos Canos. Escorregou na tinta fresca NI Ao limpar bancada.Fita Cortando viga de ferro. Quente Ruído Ferramenta Chapa Serra e Furadeira Máquina Chapa Mov. 133 . Cortou-se com chapa. Corpo Serra e Furadeira Obj. NI Colacando pino no eixo com auxílio de martelo. caiu barra de ferro .lo Ao manusear prateleira. machucou-se. Faisca ao soldar peça Ajustando matriz na Prensa.

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