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acidente de trabalho

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS NA ATIVIDADE DA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EM 1996 E 1997 BREVE INTERLIGAÇÃO SOBRE O TRABALHO DO SOLDADOR

Pôr CLAUDIO FERNANDO GOLDMAN Engenheiro Civil

Dissertação de Mestrado PPGEP

PORTO ALEGRE 2002

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS NA ATIVIDADE DA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE NO SUL EM 1996 E 1997 BREVE INTERLIGAÇÃO SOBRE O TRABALHO DO SOLDADOR

DISSERTAÇÃO

Apresentada ao Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção - PPGEP, como parte dos requisitos para obtenção do Título de Mestre em Engenharia de Produção.

Pôr CLAUDIO FERNANDO GOLDMAN Engenheiro Civil

Orientadora: Prof. Lia Buarque de Macedo Guimarães

Porto Alegre, Março de 2002

Esta DISSERTAÇÃO foi julgada adequada para a obtenção do título de MESTRE EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, Área de concentração: Produção Civil, aprovada em sua forma final pelo Orientador e pela Banca Examinadora do Curso de pós-graduação:

_________________________________________________________ Orientadora: Prof. Lia Buarque de Macedo Guimarães

_________________________________________________________ Coordenador do PPGEP: Prof. Luis Antônio Lindau

BANCA EXAMINADORA: Mauro Moura

A minha mãe e a meu irmão. que muito me incentivaram Aos meus primos Jairo e Sulany que me deram grande força e apoio no momento mais importante para conclusão deste trabalho. A todos os meus parentes e amigos iii .

Vera e Andréa. as quais foram essenciais para realização deste trabalho Às funcionárias da secretária do PPGEP. pêlos momentos agradáveis vividos ao longo do período de mestrado. Aos amigos do PPGEP. À DRT/RS pôr ter disponibilizados às CATs. iv .AGRADECIMENTOS A minha orientadora. que sempre me incentivou e orientou no intuito de concluir o trabalho. pelo tratamento cordial que sempre recebi destas.

......1..... 11 2...................................................2 Principal Fonte de Informação ....... 13 2......................................................................... 14 v .................................................................3..................XIV LISTA DE SIGLAS ..................................................................................... 13 2.. 12 2..................................................................................................................... 5 2 ACIDENTES DE TRABALHO: DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO .....................................................4............ 4 1.....4.................................................2 Objetivo Geral ........ 7 2......................................................1 Riscos Físicos ........................................................................................... 7 2.................... 9 2..........................................................................................................2................ 5 1...........2.........................................................................3.......2........................................................................................... 12 2. 11 2....................2 Automação e o Trabalhador .................................... 12 2..1.........................................................................4.......................................... 8 2....................................................3................................... XV RESUMO ....................................................................... 8 2.............................................2 Condições Físicas de Trabalho ..........1..................................................................................................... 1 1........................................................................................................4............................................................................................................................................................................................................................................... 8 2....... 6 2.....................................................4 Ritmo de trabalho ...1 Classificação de Acidentes ................4...................... 1 1...................................................1 Tema e Justificativa ...1 O Ruído .............................4 Limitações do Estudo ...........3 Fluxo de Trabalho.........................4 Riscos Ambientais .........2 Riscos Químicos ..........................................................................................................3.............................1 Sistemas de Produção ............. 4 1.................................................................... XVII 1 INTRODUÇÃO ...................................2...........................1 Causas...................................................................................................................IX ÍNDICE DE GRÁFICOS ........................................................................................................3 Estrutura do Trabalho ...............................................................2 A Tecnologia e os Acidentes de trabalho .........XVI ABSTRACT .......1 Agentes Químicos ...........................................................................3 Riscos Biológicos ....3 Considerações Sobre os Acidentes de Trabalho..................................SUMÁRIO ÍNDICE DE TABELAS . XIII ÍNDICE DE FIGURAS .............. 11 2.........1 Objetivos Específicos .... 9 2...........................

.. 15 2................1 Aspectos Econômico ................. 17 2............................................................3 Dados Estatísticos Segundo a Idade ................................. 16 2.......6.............................1 Teoria do Alerta.......................................... 15 2.................5......6...................................................4................ 17 2...... 38 4. 16 2.6.....................................................5......................1 Classificação da Pesquisa ......................................2 Estatísticas de Acidentes segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID) 28 3..................... 14 2..................................................................................................3 Estatísticas de Acidentes segundo o mês de Ocorrência ...............................................................................4...................... 35 4 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES NA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ...............7..........................7..................................................5 Riscos de Acidentes........................................................6.....................................................................6 Aspectos sobre Acidentes do Trabalho .. 16 2................................ 16 2...................... 20 3........................................4 Aspecto da Medicina do Trabalho..5 Aspectos Legais........ 20 3.. 26 3...2 Local de Coleta dos Dados ................. 32 3....... 29 3..........2 Aspectos Jurídico...........6.... 16 2...................1 Princípio de Prevenção de Acidentes . 28 3.....................................2 Teorias Psicológicas ............................................5...........................................4...................5 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais pôr Região e Estados da Federação..........................................2....................1 Teoria do Dominó..................................................................................3 Aspecto Social ................5 Teoria da Propensão ao Acidente ...............................................................................2.....1 Casos Novos ...................................................................... 17 2..........7 Prevenção de Acidentes..............2.................................................................................................. 15 2...................2 Problemas em Prevenção de Acidentes ....................................4........................1 Nível Macro.....................4 Riscos Ergonômicos ............................. 38 4..... 23 3.4........1..........................................................................................................................................................................................................................................................2 Importância do Setor Metalúrgico e Metal-mecânico na Economia do Estado do Rio Grande do Sul ......................1 Subnotificação .....................................................................................2 Nível Micro ............................................... 17 2................................................................................................................................. 15 2.................................................. 15 2... 24 3............5..................................1..........5......1 Coeficientes ................................................ 16 2.....................2 Estatísticas de Benefícios concedidos pôr Acidentes de Trabalho...............6..............4 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais.. 38 vi ................................................6.. 16 2.... 18 3 ESTATÍSTICA NACIONAL DE ACIDENTES................................................2 Teoria da Acidentabilidade...........5........................ 19 3.......

........................................................................... 58 4.......................................... 42 4.. 58 4.............................................................................................................. 59 4............................................... 67 4................................................................. 48 4...7........ 44 4...........................................................7.................2 Acidentado....................3 Região do Corpo Dorsal ...........................6 Análise dos Dados ............ 45 4...................................... 38 4.....................8....2 Porte da Empresa ...................... 43 4...........................................................11............................................................................................12 Lesões e Partes do Corpo Atingidas .................................................... 39 4............................. 67 4........... 56 4................................................ 54 4...................................................... 74 4.......8..3 Acidente...........2 Duração do Tratamento ... 50 4.................................4................................................................................................................2 Agentes da Lesão................................1 Afastamento.................9................................................. 51 4....................10 Causa do Acidente ...............................................12...............................................1 Atividade da Empresa...............................................1 Empresa ...................................................................................... 69 4.................................................................1 Profissão ..................4......12..9 Freqüência temporal dos Acidentes.................................................................... 55 4................................................ 39 4....................... 46 4...7.................6 Atividade do Funcionário ...................................................................................4 Salário............12...................................................................................................5 Pés.4 Laudo Médico............................................4 Escolha de Variáveis .......... 46 4................10...................1 Profissão ................................................................... 60 4...1 Natureza do Acidente ................ 77 vii ........1 Data do Acidente . 49 4........................................................... 60 4.................................2 Hora do Acidente.........................4 Mãos .. 64 4......8........................8..............................................................................................................................................................................1 Profissão com Maior Freqüência de Acidentes ...................... 40 4....................................................8 Perfil do Trabalhador...............................................................5 Procedimento da Pesquisa ............12.........................4...................... 68 4................................... 55 4..... 68 4................................................................................6.......12.................................................................... 71 4..................................................10..... 43 4...........4............................2 Região da Cabeça ...................................................................................................11...3 Região da Empresa ........ 50 4..................11 Dados sobre o Acidente.......................................................3 População e Amostra .............................4..................................................9...................5 Sexo .......................................2 Idade .................................3 Estado Civil ................8........................8...................................................................................................................................................7 Perfil da Empresa ............................................................................... 69 4......................................................

........................ 128 7....................................3 Anexos Agente da Lesão .................................. 107 7 ANEXOS .............................3.... 91 5.................................................................................. 110 7......................... 83 5........5 Prensagem...................................................................3 Impacto Sofrido ..............1 Principais Agentes Causadores De Risco À Saúde Do Soldador........12..........................1 Anexos Capítulo 3 ........................................ 85 5.... 92 5...... 132 viii .........................................................................1............ 129 7...2 Agentes Químicos . 86 5........................................ 84 5......... 125 7. 110 7..................... 103 6.........1.................3 Exposição a Agentes Químicos ............................................ 86 5. 104 6.........................................1....4 Doença Ocupacional... 131 7..3 A Tecnologia e o Soldador ............................................................ 115 7......................3 Anexos Capítulo 5 ..................1 Acidentes de Trabalho ...........................................3 Sugestões para trabalhos futuros .........................2 Riscos ............................. 104 6............................................................................... 87 5.............................................................................4...........................3.................. 79 5 CONSIDERAÇÕES SOBRE A ADEQUAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS PELA CAT: O CASO DO SOLDADOR ...................1..........................................................................................4..1. 84 5.......................1.....................................................................................................................................................4..................1 Anexos Profissão .......................................................................3 Resultados Obtidos da Análise das CATs de Soldadores .............................3..................................................3.......... 101 6.............................................. 97 5..................................................................1 Descrição das Atividades..................................................................................................6 Ventral ....................2 Anexos Capítulo 4 .......................................................................................4 Doenças Profissionais.....2 Fumos de Soldagem ...................................................................3..........................1.....................................2...........................................................................................................................................2 Anexos Natureza do Acidente .....................................................................................................................................................................................................1 A Visão ............. 90 5......................................................... 105 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................... 95 5...........2..........2 Prevenção na Soldagem...........................2 Médias .........................1 Ruído e LER ....4..1....................4 Anexos Tipo de Lesão .................................................................................................................................................2 Trabalho do Soldador ............................... 84 5................................ 95 5...............2......................................... 95 5..............1................................2........................................................ 99 6 CONCLUSÕES ......

............... pôr motivo............Classificação de estado civil para o banco de dados .....................................Características das CATs ...................... 21 Tabela 3 ....Número de acidentes segundo atividade da empresa ................Ranking das Empresas pôr Setor Econômico ......................................................................... no Rio Grande do Sul....Distribuição de acidentes segundo o porte ..... 32 Tabela 7 ..... 34 Tabela 9...ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1 .......................................... 36 Tabela 10 .........Porte das Empresas.....................Atividades econômicas priorizadas ................................................... 29 Tabela 5 ..................... 48 Tabela 17 .... 44 Tabela 15 ................................................................................... 52 Tabela 20 .................................................Benefícios concedidos por acidentes de trabalho segundo os grupos de atividade econômica da Indústria da Transformação em 1996 .................................................................................................................................. 30 Tabela 6 .... de 1970 a 1997 ................................ 40 Tabela 11 ........................................ 47 Tabela 16 ...Lista de Atividades para o Banco de Dados..........................................Quantidade mensal de acidentes de trabalho registrados......................................................................................... 25 Tabela 4 ................................. pôr motivo ........ 54 ix ........................................................................Nº de Acidentes e Doenças do Trabalho registrados no Brasil.....º de empregados pôr gênero até 1998.....Acidentes Típicos Novos em 1996.......................... 49 Tabela 19 .......Benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividades econômica em 1996.................................. 33 Tabela 8 ..........Distribuição dos acidentes segundo a cidade ....................1997 ............................................................ 49 Tabela 18 .............. 3 Tabela 2 .... 42 Tabela 14 ...Número médio de empregados pôr porte da empresa .......................... segundo as Grandes Regiões e Estados da Região Sul 1995/97 ............................ 41 Tabela 13 ....................................... 41 Tabela 12 ..................N............Quantidade de acidentes de trabalho registrados..................Distribuição de acidentes segundo a faixa etária para a cidade de Osasco e o estado do Rio Grande Do Sul ........Média de idade do acidentado segundo a profissão ............º de empresas e n......Faixas etárias do banco de dados ..........................................

..........Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão...... 70 Tabela 35 ...............................................Distribuição de lesões segundo região da cabeça..................................Freqüência dos acidentes segundo o dia da semana.............................. 71 Tabela 37 ..... 64 Tabela 27 .........Freqüência de acidentes pôr estado civil......Distribuição das lesões na região da cabeça segundo natureza e agente de lesão ..........Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a lesão........... 74 Tabela 41 ....................................... 62 Tabela 26 ....................... 69 Tabela 34 ......................Distribuição dos acidentes segundo a natureza ...................................................................Distribuição das lesões segundo o tipo de lesão ..Distribuição dos acidente segundo duração tratamento ........ 69 Tabela 33 ....Agentes mais comuns de acordo com a natureza da lesão ........................................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo o agente da lesão ......Distribuição dos acidentes segundo natureza do acidente pôr atividade econômica . 72 Tabela 38 ........Tabela 21 ..........Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo o agente da lesão ..................... 76 Tabela 42 ..............................................Distribuição dos acidentes na região da cabeça segundo a natureza do acidente ... 68 Tabela 32 ..Freqüência e distribuição dos acidentes segundo faixa salarial .............. 54 Tabela 22 ........................................................................... 76 Tabela 43 ...........................................Tipos de agentes mais comuns segundo a profissão . 58 Tabela 24 ............................................ 77 x ......................... 65 Tabela 29 .............................Distribuição dos acidentes segundo a região das mãos.........Distribuição das lesões segundo a região dorsal .............Distribuição dos acidentes segundo os agentes da lesão mais freqüentes....................................................................................................... 65 Tabela 28 .....Distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão.. 55 Tabela 23 .................................... 73 Tabela 39 .... 74 Tabela 40 ................................................Tipos de agentes mais comuns de acordo com o porte...... 66 Tabela 30 ......................................................................Tipos de agentes mais comuns de acordo com a atividade econômica........................... ............... 61 Tabela 25 .......... 71 Tabela 36 ..Distribuição dos acidentes segundo a região dos pés..................... 67 Tabela 31 ..................

............................. 78 Tabela 45 ...........soldador..Distribuição de lesões segundo a doença ocupacional ....Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo o agente da lesão ...........Distribuição dos acidentes na região ventral segundo o agente da lesão ...................................................Tipos de Acidentes Analisados nas CATs ........soldadores.............Freqüência de Acidentes de trabalho registrados........Atividades segundo o ramo de atividade................ 110 Tabela 58 ................................... 114 Tabela 60 ...............Distribuição dos acidentes segundo a região ventral..............Descrição de acidentes devido impacto sofrido ...................soldadores.......... 125 xi ......... 112 Tabela 59 ................................Tabela 44 ........Distribuição dos acidentes segundo a Profissão...... segundo a idade em 1997..Benefícios Concedidos por Acidentes do Trabalho em 96 por Estado .................... 81 Tabela 49 ................Variáveis relativas às partes do corpo atingidas... 121 Tabela 65 – Nº de acidentes de trabalho registrados........... por motivo......... 99 Tabela 57 ................ 119 Tabela 63 ..............................................................Distribuição de acidentes pôr soldador segundo a região ...................................................... 115 Tabela 61 ..............Composição Básica Dos Fumos de Soldagem ......... 80 Tabela 48.....1995/97 .............................. 123 Tabela 66 .......... 120 Tabela 64 ............................ 98 Tabela 56 ... 93 Tabela 52 ............... 79 Tabela 46 ........ 118 Tabela 62 ...................................................... 97 Tabela 54 .................... por motivo.....................................................Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a natureza............Lesões atribuídas às partes do corpo atingida ............................... ................. 81 Tabela 50 ................Códigos CID mais Incidentes em 1997.......................................................Descrição de acidentes devido impacto sofrido ....... 98 Tabela 55 ................... 94 Tabela 53 .......Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a lesão....................................soldador.Distribuição e acidentes segunda a atividade dos soldadores ..................Descrição de acidentes devido a doença ocupacional .......Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão... 89 Tabela 51 ................Lista de Agente de Lesão ..................................... segundo as Grandes Regiões e UF ...... 79 Tabela 47 .................

... 131 Tabela 72 .Distribuição das Lesões segundo o tipo de lesão ... agente de lesão e descrição apresentadas em algumas CATs referentes ao soldador........ 130 Tabela 71 ........................................................Distribuição dos Acidentes segundo O Agente Causador da Lesão ........................Distribuição da Natureza da Lesão Segundo a Profissão ...... 128 Tabela 68 .........Distribuição dos Agentes de Lesão segundo a atividade econômica ................ ...............Relação de natureza do Acidente............. 132 xii .......Tabela 67 .........Distribuição dos acidentes segundo o porte por natureza da lesão ........................ 129 Tabela 70 ........... 128 Tabela 69 ....

..................... ........................Freqüência de Acidentes de Trabalho .............................................................................. 72 Gráfico 16 ........... 31 Gráfico 6 ...Freqüência de Acidentes com Morte (Brasil) . 52 Gráfico 10 ....................Distribuição de acidentes segundo faixa etária . 53 Gráfico 11 .......................... Erro! Indicador não definido....................Acidentes Registrados na Região Sul (DATAPREV) ................................... 59 Gráfico 13 ...............................................................Incidência de Acidentes Pôr Região (DATAPREV) .............................. 77 xiii .......Freqüência de Acidentes pôr Idade.......Osasco .....................................Distribuição dos acidentes segundo a hora do acidentes ..............................Comparação de distribuição de acidentes segundo faixa etária entre RGS e OSASCO ..................... 27 Gráfico 5 ............................................................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a natureza .. 62 Gráfico 15 ..mais de 15 dias segundo Classe de Atividade Econômica ..................... 23 Gráfico 3 ................................... 59 Gráfico 14 ... 22 Gráfico 2 .... 51 Gráfico 9 ... 56 Gráfico 12 ......Distribuição dos acidentes segundo o motivo.....Distribuição de acidentes pôr profissão ................................................... Gráfico 4 ...................................... 47 Gráfico 8 .................................Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a natureza do acidente.....................ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1 .............. 31 Gráfico 7 ......Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo a natureza..Distribuição dos Acidentes segundo o dia da semana ............. 75 Gráfico 17 .............................................Distribuição de acidentes pôr sexo segundo a natureza.Freqüência de Acidentes Típicos (Brasil)........Freqüência dos Acidentes segundo Atividade Econômica .......

........... 122 xiv ........ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1 ........................ 116 Figura 2 ...Principais campos do Verso da Informações da CAT .Banco de dados utilizado para armazenamento de dados com base na CAT . 117 Figura 3 ................................Principais campos de Informações do anverso CAT ....................

LISTA DE SIGLAS ABNT ACGIH AEPS ANFIP BEAT CANCAT CAT CID CIPA CLT CNAE DO DORT DRT/RS EPI FIBGE FIERGS INSS LER LT MIG MPAS MT N NB NI NR OIT PAIR PCMSO SEBRAE SSST SUB SUS TIG TLV UV Associação Brasileira de Normas Técnicas American Conference of Governmental Hygienists Anuário Estatístico da Previdência Social Associação Nacional dos Fiscais de Contribuições Previdenciárias Boletim Estatístico de Acidente de Trabalho Campanha nacional de Combate aos Acidentes do Trabalho Comunicação de Acidente do Trabalho Código Internacional de Doenças Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Consolidação das Leis do Trabalho Classificação Nacional de Atividades Econômicas Doença Ocupacional Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho Delegacia Regional do Trabalho/Rio Grande do Sul Equipamento de Proteção Individual Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Federação das Industrias do Estado do Rio Grande do Sul Instituto Nacional do Seguro Social Lesão pôr Esforço Repetido Limites de Tolerância Metal Inert Gas Ministério da Previdência e Assistência Social Ministério do Trabalho Número Normas Brasileiras Não Informado Norma Regulamentadora Organização Internacional do Trabalho Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Programa de Consolidação e Médico de Saúde Ocupacional Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho Sistema Único de Benefícios Sistema Único de Saúde Tungstein Inert Gas Threshold Limit Values Ultra Violeta xv .

Com base neste documento. os soldadores apresentaram um dado curioso. devido a ferramentas. existe a própria desorganização do trabalho. pois sofreram muitos acidentes pôr impacto sofrido. Fica evidente que. ao acidentado e acidentes de trabalho registrados no setor metalúrgico e metalmecânico do estado do Rio Grande do Sul nos anos de 1996/1997. Após a coleta dos dados. Os profissionais atuam fora de seu posto e em tarefas que não são características de sua função. No entanto. xvi . procedeu-se ao armazenamento dos mesmos em um software de banco de dados que permite analisar as informações levantadas no intuito de melhor conhecer a magnitude. O estudo. além da falta de organização do posto de trabalho do acidentado. pretende-se sensibilizar as empresas para que tomem medidas mais eficientes a fim de minimizar os riscos aos quais os trabalhadores estão envolvidos e expostos. peças e máquinas. deixa evidente a insalubridade do ambiente de trabalho do acidentado devido à quantidade de registros causados pôr ruído (principalmente fábricas de cutelaria) e DORT (Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho).RESUMO A presente dissertação apresenta um levantamento de dados sobre acidentes de trabalho feito a partir de informações extraídas de um documento denominado CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). Com os resultados obtidos neste trabalho. fatores que provavelmente contribuem para o aumento de riscos de acidentes. canos e barras. natureza e distribuição dos acidentes. Os metalúrgicos foram a categoria profissional que mais acidentes de trabalho registraram. fora de seu posto de trabalho ou de suas atividades tradicionais de solda. Há também grande incidência de impacto sofrido pêlos acidentados. devido a queda de tubos. analisaram-se informações referentes à empresa.

ABSTRACT The present dissertation shows the results collected from a document entitled CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). After the data was collected. However. accident related jobs and injuries in the areas of metallurgic e metal-mechanics in the state of Rio Grande do Sul in the years of 96/97. especially by tools. which were outside of their welding workstations. It was evident also. it was interesting to note that the welders were sited as having reported many impacts related injuries. machines. By use of this databank an analysis of the results was made possible as well as the formulation of conclusions. due to the large number of impact related injuries. and parts. The unhealthy work environment also was made evident in the high number of reports of noise related and LER (Injuries due to Repeated Efforts). The most significant manufacturing company sited for noise related injury was that of the cutlery industry and metallurgy for impact related accidents. The metallurgic sector was the professional category that registered the most number of accidents. we hope to make the manufacturing companies aware so that they may take greater effort in minimizing the job-related risks with which the workers are faced. there was a lack of organization in the work itself. From this document was collected information regarding the companies/ manufactures. the information was stored in a databank. due to the fall of steel tubes and bars. employees are used in areas other than the work stations for which they have not been hired. xvii . In the analysis of the results the following were made evident: A lack of organization of workstations. besides the lack of organization at their work stations. With these results. that. most probably contributing to the increase of accident risks.

tendo como base as CATs. de caráter físico e/ou intelectual.. Azevedo (1999) define trabalho da seguinte forma: palavra que indica aplicação de forças humanas para alcançar um determinado fim. principalmente devido à subnotificação. mas também pode gerar mortes.1 INTRODUÇÃO O mundo do trabalho é complexo e cada vez mais pressionado pôr uma dinâmica global que exige a criação de novas técnicas. instantânea ou não. cuja principal fonte de dados é a Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT). 1. Técnicas estas necessárias para que as empresas se mantenham competitivas e se tornem mais produtivas em um mercado globalizado. podem-se definir prioridades e adotar medidas prevencionistas contra os riscos envolvidos na atividade laboral do trabalhador. Apesar das CATs serem um instrumento que vem sofrendo diversas críticas. Com tudo isto também é necessário a criação de novas técnicas para controle e prevenção de acidentes. Para a sociedade como um todo. O trabalho pode gerar vida e saúde. ou uma atividade coordenada. novos sistemas e novas tecnologias de produção. Através das estatísticas.1 Tema e Justificativa Uma das principais contribuições para auxiliar a entender os acidentes de trabalho são as estatísticas desses acidentes. doenças e a incapacidade parcial ou permanente do indivíduo ao exercer suas funções. que é a não notificação de acidentes de trabalho. Acidentes decorrem em custos sociais e econômicos para empresas.. 1 . serviço ou empreendimento Na ABNT (1995) encontra-se a seguinte definição para acidente de trabalho: termo caracterizado como uma ocorrência imprevista e indesejável. esses custos são demasiadamente altos (Ganhe. que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão Os acidentes de trabalho. também atingem a sociedade em geral e o meio ambiente. necessária à realização de qualquer tarefa.1996). trabalhadores e suas famílias. além de afetarem a própria atividade laboral. ela é um importante instrumento de combate aos acidentes de trabalho principalmente devido a sua abrangência nacional. relacionada com o exercício do trabalho.

Estudar meios para diminuição dos acidentes de trabalho é importante em primeiro lugar porque diz respeito à proteção da integridade física e mental da saúde do trabalhador no exercício de seu trabalho. Mitrof (1994) afirma que: “No Brasil existe a falta de um modelo prevencionista aliado à falta de cumprimento das normas existentes sobre acidentes de trabalho. Em relação ao trabalhador (Azevedo. sem receber a devida atenção. Além disto... dos dados sobre benefícios iniciados em 1995 pôr pensão acidentária.1996) Em relação aos acidentes de trabalho ocorrido no Brasil. aposentadoria pôr invalidez permanente e auxílio pôr incapacidade permanente parcial. Este tema se enquadra principalmente em áreas ligadas à Saúde.O que mais dificulta o enfrentamento dos problemas relativos a acidentes de trabalho é a dificuldade em se estabelecer um planejamento eficiente. o que ressalta um duplo aspecto que reduz o crescimento do país: um elevado gasto em benefícios decorrentes de trabalho pôr parte do governo e perda da produtividade pôr parte das empresas devido aos custos de acidentes”. o que aumenta o grau de dificuldade de realização de um estudo sobre acidentes de trabalho. quanto maior o número de estudos tendo como tema diminuição de acidentes de trabalho. principalmente porque as informações sobre acidentes de trabalhos não são consistentes e pôr não receberem o tratamento epidemiológico1 adequado (Ganhe. com relação à evitar que este problema permaneça. o Ministério do Trabalho (MT) começou uma pesquisa para apontar indicadores epidemiológicos com base na análise de freqüência. Existem poucas informações e pouco histórico sobre desenvolvimento de pesquisa nesta área e muito poucas sendo feitas. Segurança do Trabalho e Ergonomia. 1999) relata que: “É importante lembrar que o trabalhador não é uma simples peça produtiva e sim um ser humano merecedor de proteção no trabalho” Com o intuito de minimizar os acidentes de trabalho. maior será a conscientização dos segmentos sociais. fornecidos pelo 1 Compreendido como um instrumento para aperfeiçoar a compreensão dos números levantados através das estatísticas 2 .

. No topo da lista de atividades que devem ser priorizadas. através do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 3 . alguns setores produtivos apresentaram níveis elevados de eventos de gravidade. Com base nestes critérios foram estabelecidos grupos de atividades econômicas. como morte e incapacidade permanente. areia e argila Extração de minerais nãometálicos Na Tabela 1 são apresentadas as três principais atividades econômicas (indústria da transformação. pontes e torres madeiras Cerâmicas não refratárias artigos de cimento. Estas três classes pertencem a um universo de 16 classes que fizeram parte do estudo realizado pelo MT (ver Tabela 2 pág. elétrica e eletroeletrônica. CAT.açúcar Fabricação de produtos químicos fabricação de produtos petroquímicos fabricação de fertilizantes fosfatados CONSTRUÇÃO Construção Extração de minerais metálicos INDÚSTRIA EXTRATIVA Fonte: BEAT. Fabricação de produtos minerais de madeira INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO Fabricação de produtos minerais não . mais benefícios geraram devido aos mesmos. Segundo estes dados.metálicos Fabricação de produtos alimentícios e de bebidas Atividade Econômica Fabricação de peças fundidas de ferro fabricação de estruturas metálicas para edificações.Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS). 21). DATAPREV edificações obras viárias extração de metais preciosos extração de pedra. INSS. parcial e total. Segundo Ganhe. Tabela 1 . merecem atenção especial para que se tomem medidas para prevenção de acidentes de trabalho e diminuição de riscos para os trabalhadores. Estas atividades foram as que mais acidentes registraram e. segundo critérios adotados pelo MT. segundo critérios adotados pelo MT. metalmecânica.(1996) esta priorização levou em conta a magnitude e a gravidade do problema. construção e indústria extrativa) que.. conseqüentemente. concreto e fibras .Atividades econômicas priorizadas Classe de Atividade Econômica Grupo de Atividade Econômica Indústria metalúrgica. estão a indústria metalúrgica e metal-mecânica. Estes indicadores foram analisados pôr atividade econômica.de.s usina de cana. bem como sua resolutividade.

Além disto. em acidentes. percebe-se que. 3. − Analisar um posto de trabalho. este trabalho tem como objetivo geral identificar os itens relevantes a acidentes que não estão hoje disponíveis a fim de aprimorar as informações constantes nas CATs 1. Qual a natureza de lesão mais freqüente entre os acidentados. − A realização de uma apreciação ergonômica. a indústria metalúrgica e a metal. 2.2. para que se possa.mecânica estão no topo da lista. tomando como base um dos postos de trabalhos envolvidos em acidentes na indústria metalúrgica e metal-mecânica. quais tarefas normalmente executadas poderiam estar associadas com potenciais riscos do posto. − Verificar se os dados disponibilizados nas CATs são suficientes para que se possa estabelecer ações e medidas que permitam a eliminação ou o controle do risco de acidentes. Principal agente causador de lesão. 1. pôr meio de análise destes dados. 4 . identificando. dentro da ordem de priorização. 4. Qual a principal parte do corpo atingida. Quais profissões têm maior freqüência de acidentes.2 Objetivo Geral O objetivo geral deste trabalho é contribuir para a criação de uma base de dados sobre acidentes de trabalho. priorizar ações que minimizem a ocorrência de acidentes de trabalho.Conforme a Tabela 1. merecendo prioridade nas ações para a busca de soluções que visem diminuir a ocorrência de acidentes de trabalho.1 Objetivos Específicos Tem-se como objetivo específico deste trabalho: − Identificar: 1.

e são feitas recomendações para estudos futuros. procurando comparar as informações das CAT com as características da profissão.. 1.. 5 . representando cerca de 30% da população economicamente ativa (Anuário. O levantamento foi feito apenas para o setor Metalúrgico e Metal. No capítulo 6 é apresentada a conclusão do trabalho.3 Estrutura do Trabalho O capítulo 2 apresenta uma definição geral e classificação de acidentes de trabalho.4 Limitações do Estudo A CAT contém apenas informações sobre os trabalhadores que são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).1.1999). No capítulo 5 é feita uma análise adicional para o soldador. O levantamento de dados foi feito apenas no Rio Grande do Sul abrangendo o período de Janeiro de 1996 à Dezembro de 1997.Mecânico.. No capítulo 4 estão as informações referentes ao método de coleta de dados sobre acidentes de trabalho e são apresentados os resultados e análises. Os trabalhadores sem carteira assinada não pertencem à CLT. para posterior comparação com os dados obtidos a partir da análise das CATs feitas neste trabalho. e não foram considerados os acidentes de trajeto. O capítulo 3 apresenta estatísticas nacionais sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais. para cada grupo de variáveis levantadas.

o acidente do trabalho é caracterizado como uma ocorrência imprevista e indesejável.Corresponde aos segurados que faleceram em função do acidente do trabalho. instantânea ou não. que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão (Abnt. − Incapacidade Permanente: Compreende aos segurados que ficaram permanentemente incapacitados para o exercício de atividade laborativa. − Assistência Médica: Corresponde aos segurados que receberam apenas atendimentos médicos para sua pronta recuperação para o exercício da atividade laborativa. − Acidente devido a doença do trabalho: ocasionado pôr qualquer tipo de doença profissional peculiar a determinado ramo de atividade econômica constante de tabela da Previdência Social (Anexo II do Decreto 611/92) − Acidentes Registrados: Corresponde ao número de acidentes cujos processos foram abertos administrativa e tecnicamente pelo INSS. de acordo com o Inss (1998). depois de completado o tratamento e indenizadas as seqüelas. − Incapacidade Temporária: Compreende aos segurados que ficaram temporariamente incapacitados para o exercício de sua atividade laborativa. 6 . o acidente do trabalho é definido tecnicamente nos seguintes termos: − Acidente típico: decorrente da característica da atividade profissional desempenhada pelo acidentado. relacionada com o exercício do trabalho. − Acidentes Liquidados: Corresponde ao número de acidentes cujos processos foram encerrados administrativamente pelo INSS. Óbitos . No processo de registro dos acidentes do trabalho. 1975). − Acidente de trajeto: ocorrido no trajeto entre a residência e o local do trabalho do segurado.2 ACIDENTES DE TRABALHO: DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO Segundo a Norma Brasileira de Cadastro de Acidentes (NB18).

à negligência. o acidente de trabalho ainda é considerado como um fenômeno decorrente de falhas humanas ou técnicas. − Acidente sem vítima ou incidente: Toda ocorrência não programada que interrompe a atividade normal do trabalho. Porém. traduzidas pelas expressões de ato inseguro e condição insegura. recaindo na responsabilização do trabalhador. (1999). existem acidentes que ocorrem. 1997). a maioria dos acidentes foram atribuídos aos operários. Prova disto é um estudo realizado em três grandes empresas metalúrgicas do estado de São Paulo (Binder. J. nas quais 70% dos acidentes foram atribuídos ao descuido. 7 . Acidentes de Trabalho: Fator Humano.1.1 Classificação de Acidentes Para os efeitos do conceito de acidentes no trabalho. 1991. pôr imprudência ou porque “os operários teimam em alterar a rotina de trabalho”. é necessário que ocorram lesões ou perturbações funcionais com ou sem afastamento do empregado do local de trabalho. mas não provocam lesão.1. resultando em perda de tempo. de acordo com o artigo 142 do Decreto 611 pg13 (Anfip. a CAT é o instrumento formal de registro dos acidentes do trabalho e seus equivalentes. Pôr ter uma abrangência nacional. São Paulo: Atlas. DELA COLETA. a CAT se constitui numa importante fonte de informações sobre acidentes do trabalho e doenças profissionais. 1992). financeiros ou agressão ao meio ambiente.2 Principal Fonte de Informação No Brasil. Num outro estudo conduzido pôr Dela Coleta (1991) apud Costella. A. o que normalmente denomina-se de “produção da consciência culposa”. Neste contexto se chamam incidentes. contribuições da psicologia do trabalho. atividades de prevenção. à imprudência ou à exposição desnecessária ao perigo. definidos acima. Abaixo são relacionados três conceitos técnicos de Acidentes de Trabalho: − Acidente com afastamento: Aquele que impossibilita o retorno do acidentado ao trabalho no dia do acidente e na jornada normal no dia seguinte. 2. ou seja. danos materiais. No Brasil.2. − Acidente sem afastamento: Aquele em que o retorno do acidentado ao trabalho ocorre no dia do acidente ou no dia seguinte.

semi.2 Automação e o Trabalhador Araújo. trabalhando a um ritmo constante. (1989) afirma que com o processo de automação existe um menor risco de acidentes. A tecnologia introduz variáveis que alteram o ambiente de trabalho. 2. maior eficiência dos meios de produção empregados (Araújo. Pôr fim.2 A Tecnologia e os Acidentes de trabalho A elevação da produtividade. o aumento da tecnologia tende a aumentar a monotonia do trabalho com conseqüente elevação do desgaste psicológico e da ocorrência de acidentes. do progresso técnico. Porém. que se dá quando um número igual de trabalhadores.automatizados. 2. Os sistemas de produção automatizados. é preciso a pesquisa dos elementos característicos do acidente permitindo a identificação dos fatores de risco comuns a diferentes situações de trabalho. favorecendo situações que expõe o trabalhador a sérios riscos de ter sua capacidade de trabalho diminuída. pode-se também esperar que se tenham diferenças quanto à influência destes na exposição humana a menores ou maiores fatores de risco.Para contrapor este ponto. pela possibilidade de controle remoto e a eliminação das tarefas mais difíceis e perigosas e redução considerável da fadiga. cria uma quantidade maior de produtos. pelo fato de se terem sistemas produtivos diferentes. ou seja.automatizados mantém a intervenção direta do elemento humano na confecção do produto. visando a sua eliminação. Cabe ao trabalhador executar as tarefas de integração. É valido inferir que. 1989). Os sistemas de produção não-automatizados compreendem a fabricação de um produto quase que de forma artesanal. 2. principalmente. pôr sua vez.2.1 Sistemas de Produção Os sistemas de produção podem ser de três tipos: não automatizados. os processos semi. ou seja. de invalidez e de doenças nas fábricas automatizadas. durante o mesmo período de tempo. são aqueles em que a participação do elemento humano para a fabricação de um produto é quase nula. é decorrente. 8 . A função do elemento humano restringe-se ao acompanhamento e controle dos equipamentos automatizados. No entanto. a fabricação é totalmente dependente da máquina.2. automatizados. alimentação das máquinas e parte de operações de transformação.

procurando verificar os possíveis impactos que esta automação irá ter sobre o trabalhador.000 pessoas entre trabalhadores de fundição em indústrias da Rússia. projeto de trabalho. Pode-se verificar que dependendo da forma como a automação for empregada. Porém. dentre as quais causadas pela poeira (silicose e bronquite) e vibrações locais (doenças pôr vibrações) foram as mais encontradas entre os trabalhadores de fundição.normalmente em locais onde existam processos de automação. Foi constatado que todas as 27 principais formas de doenças ocupacionais.3. Em sistemas automatizados. Tiffin e McCormick 9 .3 Considerações Sobre os Acidentes de Trabalho 2. e em outros ele pode vir a diminuir. O operário deve funcionar no ritmo da máquina automática de forma que não pare a produção. sempre lembrando que o homem não é uma equipamento que pode acompanhar o ritmo constante das máquinas . duração dos períodos de trabalho e meio físico. métodos de trabalho.1 Causas Tiffin e McCormick apud Araújo (1989) atribuem os acidentes a duas classes ou fontes principais ou a combinação das duas: − Fatores de Situação: Projeto do equipamento ou ferramenta. seria preciso analisar se a diminuição de acidentes não seria substituída pela maior gravidade deste. ela pode aumentar a quantidade de acidentes de trabalhos em alguns casos. afirma Araújo (1989) Izmerov (1992) analisou a morbidez ocupacional de trabalhadores de fundição em uma fábrica na Rússia durante 13 anos.3 . e deve ser respeitado no intuito de minimizar riscos com acidentes de trabalho. Conclui-se deste estudo que um decréscimo das doenças ocupacionais nas indústrias de fundição se mostra impossível sem a modernização e completa automação dos processos tecnológicos. ocorrendo desgaste emocional intenso e inclusive acidentes. existem acidentes com menor freqüência e maior gravidade. O homem tem o seu próprio ritmo. É muito importante que em sistemas automatizados se leve em consideração o fator humano. compreende 1. A morbidez ocupacional. 2.4 casos pôr 1. existe também uma alta intensidade de trabalho.1. O importante no momento de se empregar o processo de automação é a preocupação com o fator humano. segundo o estudo.

Jucius (1977). − Fluxo de trabalho. ruídos. iluminação. falta de cuidados e não observação das normas de segurança.). Flippo Jucius Kwasnicka (1978) 10 . Flippo (1970). idade. motivação. gases. − Jornada de trabalho. ambiente físico do trabalho (iluminação. fluxo de trabalho. proteção nas máquinas. atitudes impróprias. disciplina. − Dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos.− Fatores individuais: Características da personalidade. − Condições físicas das máquinas e equipamentos. formação. etc. supervisão. − Ritmo de trabalho. sexo. etc. Kwasnicka (1978) apud Araújo (1989) consideram como fatores principais: − Condições de Trabalho: Manuseio de material. − Horário de trabalho. temperatura. − Condição física do ambiente de trabalho (ruído. Estes autores consideram que os acidentes basicamente tem como causa o erro humano. temperamento. Fischer(1987) apud ARAÚJO (1989) diz que: “A organização do trabalho deve ser adaptada às condições do homem e não ao contrário. sistemas de valores.) − Aspectos Humanos: seleção e treinamento de pessoal. experiência e outros. Elementos pertinentes à organização do trabalho que podem influir na ocorrência de acidentes de trabalho: − Leiaute. fadiga. temperatura. inaptidão ao trabalho.

e capacitação dos trabalhadores para execução correta de procedimentos com potenciais de perigo..4 Ritmo de trabalho Marx (1980) e Friedmann (1965) apud Araújo (1989) atestam que desde a introdução de sistemas mecânicos nas fábricas. verificou que problemas com danos traumáticos. os quais passaram a determinar o ritmo da produção. Em seu estudo.2 Condições Físicas de Trabalho As condições físicas de trabalho são um dos fatores mais negligenciados pêlos empresários. o trabalhador aceita trabalhar em locais insalubres de melhor salário (Anuário. Pôr sua vez. Marx Friedmann 11 . estavam ocorrendo porque a maior parte da produção de equipamentos não seguia as regras e padrões de prevenção de acidentes e segurança de trabalho. ao mínimo.3. como forma de prevenir a ocorrência de danos traumáticos nos trabalhadores daquelas indústrias. ele verificou a necessidade de treinamento.3.3 Fluxo de Trabalho Alguns estudos apontam que o manuseio de material é a fonte da maior quantidade de acidentes na indústria. preferem pagar o adicional de insalubridade.1999) Sorokina (1997) em um recente estudo feito em indústrias metalúrgicas russas.2. com a finalidade de que seja reduzido. nos quais o ritmo de trabalho é mais intenso. conhecimento das necessidades de segurança. os acidentes do trabalho elevaram-se em grandes proporções.3. Verificando que as modificações destas condições implica em vultuosas despesas. 2. pode estar incrementando as ocorrências de acidentes de trabalho. conforme previsto em lei.. Isto vem a reforçar a idéia que a utilização de novos processos produtivos. primeiramente deve ser estudado o manuseio de materiais e componentes nas máquinas e bancadas. 2. Para esse setor. o contato físico e que haja dispositivos de segurança e proteção adequados..

Dependendo da quantidade e da velocidade de energia transferida.2. − Iluminação: Forma de energia que pode ser natural (sol) ou artificial (outras fontes que geram luz). na Itália. 2.4. mecânicos e ergonômicos existentes no ambiente de trabalho e capazes de causar danos a saúde do trabalhador em função de sua impureza.1. com o intuito de reduzir os ruídos em um posto de trabalho 12 .1 O Ruído O Ruído é um dos principais causadores de doença do trabalho na indústria metalúrgica e metal-mecânica. possuindo energia suficiente para desprender alguns elétrons existentes nas moléculas dos tecidos humanos. − Frio: Sensação de desconforto pôr baixa temperatura em relação ao corpo com conseqüente redução da capacidade funcional do indivíduo. − Radiações não Ionizantes: Forma de energia que se propaga no espaço como ondas eletromagnéticas. Os agentes físicos mais presentes são: − Ruído: Qualquer sensação sonora considerada indesejável. − Calor: Situação de desconforto em função de elevada temperatura.4. − Radiações Ionizantes: Forma de energia que se propaga no espaço como ondas eletromagnéticas. que não possui a energia necessária para deslocar elétrons.1 Riscos Físicos Os riscos físicos são oriundos de agentes que atuam pôr transferência de energia sobre o organismo. − Pressões Anormais: Aquelas que fogem dos padrões normais dos limites que os seres humanos toleram.4 Riscos Ambientais Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos. 1997). Muito pouco tem se feito para se resolver este problema. químicos. 2. biológicos. − Umidade: Grande quantidade de partículas de água no ar. causarão maiores ou menores conseqüências para o trabalhador ou qualquer outra pessoa. Dalmine (1993) realizou um projeto em uma indústria de aço. − Vibrações: Oscilação pôr unidade de tempo de um sistema mecânico. concentração ou intensidade (Herzer. e praticamente não existem informações estatísticas sobre este fato.

poeiras e fumos que podem provocar lesões ou perturbações funcionais e mentais. mas em toda a fábrica. Riscos químicos têm como principais agentes sólidos. 2. ou até mesmo eliminar. trazer problemas respiratórios. O emprego do novo sistema reduziu o nível de ruído e eliminou a necessidade do trabalho manual e acidentes relacionados com as operações.das partículas de poeira demonstrou que elas têm os mesmos componentes metálicos que produtos de metal pesado. foi comprovado que os trabalhadores respiravam mais de 66 % desta poeira e em torno de 12 % estavam sendo expostos a níveis acima dos aceitáveis.2. matrizes de metal pesado. a Cobalto e Níquel. o trabalho manual associado com as operações e também eliminar o riscos associados. Em análises feitas. quando absorvidos pelo organismo em valores acima dos limites de tolerância.2 Riscos Químicos Normalmente. Foi feita também uma análise de correlação entre exposição a concentração de cobalto e concentração de níquel para 13 . Os agentes químicos podem agir no ser humano pôr vias respiratórias. a menos que sejam manuseados com cuidado. O projeto inteiro foi conduzido pôr uma equipe multidisciplinar. líquidos.4. com uma força de trabalho de 180 esmerilhadores foi analisada para cobalto e níquel. produtos químicos trazem problemas à saúde e à integridade física dos trabalhadores. 2.encarregado de manusear as peças fabricadas e prepará-las para o transporte através do uso de um sistema robotizado. com as mesmas. Este é um caso onde a tecnologia diminuiu os acidentes de trabalho. e o gerente da seção onde seria empregado o sistema robotizado. consistindo de especialistas em ergonomia que trabalharam em conjunto com um projetista mecânico. névoa. Também como meta se tinha reduzir. Foi desenvolvido um método para avaliar o impacto econômico das vantagens ergonômicas obtidas da introdução de um sistema robotizado. aumentando a segurança dos trabalhadores e reduzindo consideravelmente os níveis de ruídos. A inalação de poeira nos worksites numa fábrica de metal pesado (operações de esmerilhamento principalmente). componentes que tem demonstrado. cutânea e digestiva. procurou determinar a exposição de trabalhadores de uma Indústria de metal pesado da Inglaterra. gases. vapores.1 Agentes Químicos Um estudo feito pôr Kusaca (1992). em função da concentração e tempo de exposição.4. A microanálise de elétron-microscópio de Raio X . não apenas no posto de trabalho.

3 Riscos Biológicos Riscos biológicos são aqueles causados pôr agentes vivos que causam doenças e se encontram no meio ambiente. silicotuberculose foi 5.3 casos em homens) e soldadores (bronquite devido aos fumos de soldagem. couros. Melhorias adicionais do ambiente de trabalho neste caso foram necessárias devido aos riscos causados pôr exposição a cobalto e níquel.1992). As doenças foram registradas com maior freqüência entre os trabalhadores de corte de produtos fundidos (silicose. 14 . sendo que entre as mulheres foram 32. Neste caso se chegou à conclusão da necessidade de melhoria das condições de trabalho e aumento da qualidade e exames médicos completos. A melhoria das condições de trabalho deve levar em consideração o bem estar físico e psicológico. ossos. dando significativa e positiva. 2. bactérias. quando há disfunção entre o posto de trabalho e o indivíduo.indivíduos.4. Neste estudo se estabeleceu que a morbidade ocupacional foi em média 0.. sangue. lixo. Em síntese.67 trabalhadores). dejetos de animais.3 casos).. estando ligados a fatores externos (ambiente) e internos (plano emocional). vísceras.4. não está adequado ao ser humano. 2.. O mais alto nível de doença ocupacional foi induzido pôr bronquite devido a poeira em homens e neurite coclear em mulheres. fungos. isto de 1984 a 1988.PCMSO.15 casos para cada trabalhador (1 a cada 6. Na Rússia um estudo sobre morbidade ocupacional em 140 trabalhadores de 15 empresas metalúrgicas foi publicado em 1992 (Occupational. Podem estar relacionados com alimentos ou com atividades em contato com carnes. Podem ser vírus. A prevenção deve levar em consideração a ventilação e programa de controle médico de saúde ocupacional .4 Riscos Ergonômicos Os riscos ergonômicos decorrem do momento em que o ambiente de trabalho.

5. combustíveis.4. equipamentos. de modo que os mesmos estariam dispostos como peças de dominó. Consiste numa seqüência de eventos progressivos. Algumas teorias tentam explicar a ocorrência de acidentes sendo as mais conhecidas comentadas a seguir.1 Teoria do Dominó Utilizada no Brasil.5.2.2. manuseio.5 Riscos de Acidentes Algumas bibliografias dividem os riscos em de ambiente ou de local. ferramentas. pela falta de diversidade das tarefas. 2.1 Teoria do Alerta O Acidente é resultado de um baixo nível de alerta (ou vigilância) causado pôr fatores relacionados ao clima psicológico negativo do trabalho. movimentação. fornos.2 Teorias Psicológicas 2. na qual a queda da primeira implicará na derrubada de todas as outras e a retirada de uma delas levaria a não ocorrência das seguintes. seja pôr causa do trabalho monótono. Pode-se observar que também existem os riscos de operação. explosivos. No local encontra-se os riscos de armazenagem. 2.5. máquinas. Os riscos estão associados ao conjunto do ambiente ou local de trabalho. caldeiras. transporte. inflamáveis. ligar uma máquina sem avisar ou luz insuficiente e peças desprotegidas que resultam em acidentes. nas instalações elétricas.5 Teoria da Propensão ao Acidente É baseada na premissa de que alguns indivíduos possuem características que os predispõem a uma grande probabilidade de se envolverem em acidentes em relação a outros indivíduos em condições similares de trabalho 2. São elas: − Ato ou Condição Insegura: Desempenho inseguro das pessoas. pela baixa probabilidade de promoção do trabalhador ou pelo pagamento insuficiente. tais como permanecer embaixo de cargas suspensas. condições sanitárias e outros. 15 . − Condições inseguras: Criadas ou mantidas no ambiente pêlos mais diversos motivos aparentes.

2 Nível Micro − Custo Segurado: O Custo dos primeiros 15 dias de tratamento do acidentado e a despesa com o seguro do acidente do trabalho. etc. problemas familiares.1 Nível Macro “Grande soma de recursos despendidos pela Previdência Social para custear os acidentes de trabalho.3 Aspecto Social A violência do acidente do trabalho. Todos estes fatores se tornam mais críticos de acordo com a gravidade do acidente.19 bilhões de reais com o pagamento dos benefícios em 1996”..2 Teoria da Acidentabilidade Afirma que qualquer condição de estresse imposto ao trabalhador pôr fatores internos (fadiga.6. 2. principalmente se o trabalhador não se ajustar a eles. desde a concessão de benefícios até responsabilidade civil e ou penal do empregador.(1998) citado pôr Costella(1998) 2.1. redução da produtividade do acidentado quando volta para o trabalho. − Custo não segurados: São constituídos pelas demais despesas. pode ser caracterizada como uma das mais brutais formas de violência urbana.. de modo que a vítima inicia uma trajetória de sofrimento e humilhações decorrentes do tipo de assistência que passa a receber. sono. principalmente os que causam a morte ou a incapacidade permanente do acidentado.2 Aspectos Jurídico Abrange todos os passos legais a serem tomados após a ocorrência do acidente.2. O acidente influencia a vida social do acidentado. somandose a sua fragilidade emocional e seu abatimento moral que passa para toda a sua família. devido a interrupção do trabalho. consumo de drogas. quebra de continuidade da equipe.1 Aspectos Econômico 2.2. interrupção do trabalho de equipes atingidas pelo acidente. Diminuição da Produtividade.6.) pode aumentar a ocorrência de acidentes.6. 2. ansiedade.6. 2.5. sendo que foram gastos 1. 16 .6 Aspectos sobre Acidentes do Trabalho 2.6. A Tragédia.1.

1 Princípio de Prevenção de Acidentes Ao atuar-se corretivamente em relação a uma tarefa que oferece risco ao trabalhador. 2. se existe um máquina que produz um alto ruído.18. Trajetória: enclausuramento da máquina para diminuir a emissão de ruído. Condições e Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção.5 Aspectos Legais A legislação que dá sustentação as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes é a seguinte: Consolidação as Leis do Trabalho.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . Título II.7 Prevenção de Acidentes Em termos de prevenção de acidentes do trabalho. Fonte: substituição da máquina ou do processo de trabalho pôr outro com menor nível de ruído. a solução deveria seguir esta ordem: 1.6. 1997) estabelece que a empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção. 2. Indivíduo: utilização de protetor auricular para minimizar o ruído.7. Lei 6514/77 regulamentada pela portaria 3214/78 e alterações posteriores. Norma Regulamentadora nº 5 (NR5) . relativas a Segurança e Medicina do Trabalho. 3. a lei 8.CIPA e a NR. deve-se promover a correção na seguinte ordem: Fonte: trajetória e indivíduo.6.2. 2.4 Aspecto da Medicina do Trabalho O enfoque da medicina do trabalho tem o intuito de descrever a localização e classificação das lesões decorrentes de acidentes do trabalho e estudar os fatores que levaram à ocorrência de doenças profissionais. 2. Pôr exemplo. Cap V. 17 . pela prestação de informações padronizadas sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular e pela segurança da saúde do trabalhador. nocivo ao trabalhador.213 (Brasil.

117-127. 18 . 1996. mas para isso. Futuros acidentes podem ser evitados através da aplicação das lições aprendidas com acidentes passados. P. J.2 Problemas em Prevenção de Acidentes Um problema grave que dificulta novas ações relativas à prevenção de acidentes é a escassez de dados estatísticos detalhados sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais em qualquer ramo de atividade econômica. J. HINZE. Using injury statics to develop accidents prevention programs. Implementation of safety and health on construction sites. Para alimentar o banco de dados e obter informações necessárias. é necessário um banco de dados abrangente e completo. Dados estatísticos sobre acidentes no Brasil são apresentados no capítulo 3. Lisboa. 1996. Apesar destas limitações. (Hinze e Gambatese apud Costella.7. a seguir. In: INTERNATIONAL CONFERENCE OF CIB W99. dispõe-se da CAT.2. 1998). a qual é muito controvertida principalmente pôr causa da elevada subnotificação de acidentes do trabalho e doenças profissionais em alguns seguimentos. GAMBATESE.. Rotterdam: Balkema. a CAT é um documento oficial padronizado (cuja abrangência nacional talvez só encontre paralelo com o atestado de óbito) e importante fonte de informações sobre acidentes de trabalho.

3 ESTATÍSTICA NACIONAL DE ACIDENTES Segundo Anuário.. a empresa responsável é a empresa terceirizada e não a contratante dos serviços. o grande problema que se enfrenta no Brasil é que sua mais importante fonte de dados sobre doenças e acidentes de trabalho. haja visto que ela pode ser facilmente mal preenchida e ignorada. apesar de obrigatória. Além de tudo isto. já que estas informações vem muito agregadas. Os estudos estatísticos são muito importantes. e novos processos produtivos. o que nem sempre reflete em melhores condições de trabalho (Anuário.1999). Uma outra importante fonte de consulta aos dados estatísticos do Brasil é a Internet. impedindo que pessoas interessadas possam ter acesso a informações especificas.(1999) as estatísticas são importantes para o melhor conhecimento da natureza. O planejamento de medidas contra acidentes de trabalho é importante . A avaliação baseia-se numa análise mais aperfeiçoada. Porém. é que as informações contidas nas CATs. onde os dados vêm sendo disponibilizados pela previdência. Outro problema. se referem apenas aos acidentes nas áreas urbanas e ela abrange apenas 30% da população economicamente ativa do país.. para que eles não tenham um fim em si mesmos e possam servir de instrumento para a prevenção de acidentes de trabalho nos mais variados setores da economia brasileira (Anuário. torna-se possível priorizar ações. porém é preciso associá-los a ações preventivas.. principalmente pela necessidade das empresas diminuírem seus efetivos e se tornarem mais competitivas.. a CAT. porém os mesmos vem sofrendo críticas.1999). detectando tendências epidêmicas. num desdobramento dos números que permite melhor qualificação da informação e da ação. distribuição e magnitude dos acidentes para que se possa entender a três finalidades: planejar. 19 .. há o problema da terceirização. A terceirização vem crescendo a cada dia. investindo em novas tecnologias... porque se há falta de recursos. é uma ferramenta de notificação que não tem muito crédito. haja visto que em caso de acidente do trabalhador. avaliar e vigiar. que motiva uma distorção dos dados oficiais.. A vigilância é a possibilidade de acompanhamento próximo à ocorrência do evento.

1 Coeficientes A estatística de acidentes de trabalho convencional é feita através de dois tipos de coeficientes que auxiliam a mensuração dos acidentes de trabalho: o coeficiente de freqüência e o coeficiente de gravidade. Coeficiente de gravidade . Coeficiente de freqüência .representa a perda de tempo (dias perdidos + dias debitados) que ocorre em conseqüência de acidentes com afastamento em cada milhão de horas.3. 20 .representa o número de acidentes. foi de se poder agir com menos dispersão. cruzados com os do CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). Na Tabela 2. então. O objetivo principal destes dados levantados pelo MT. com ou sem lesão. em determinado período de tempo. mapeou os setores econômicos causadores de acidentes graves e fatais e que mais geraram benefícios previdenciários relativos a pensão acidentária e invalidez permanente nos anos de 95 e 96.homem de exposição ao risco. 3.2 Estatísticas de Benefícios concedidos pôr Acidentes de Trabalho A Secretária de Segurança e Saúde no Trabalho com base nos dados de concessão de benefícios do INSS. merecedor de ações e medidas que busquem o controle do risco e a melhoria das condições de trabalho (Ganhe 1996). que este é um setor preocupante.homem de exposição ao risco. estão apresentados os benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividade econômica em 1996. De acordo com esta tabela pode-se observar que a indústria de transformação é a maior geradora de acidentes de trabalho em termos de freqüência. que podem ocorrer em cada milhão de horas . e com mais atenção nos setores que geram mais acidentes de trabalho. Verifica-se.

comércio.767 12. Silvicultura e Exploração Florestal Saúde e Serviços Sociais Alojamento e Alimentação Administração Pública.046 407 430 454 366 227 456 78 95 82 68 112 94 15 2 1.031 11.609 Fatais 580 550 288 329 477 84 50 96 18 52 40 65 48 13 1 593 3.843 Fonte: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT/RAIS.745 1.313 11.335 956 75 5 2 29.96 O Gráfico 1 traz uma representação visual da Tabela 2 onde se verifica que a indústria da transformação causa praticamente 3 vezes mais acidentes que a segunda colocada. Alugueis e Serviços prestados a empresas Construção Transporte. objetos pessoais e domésticos.817 2.504 965 742 628 731 272 900 120 134 107 83 119 182 38 5 3.677 5.222 10. Objetos pessoais e domésticos Atividades Imobiliárias.363 3. Armazenagem e Comunicações Outros serviços Coletivos.187 156. reparação de veículos.356 7.957 2.599 1. Pecuária. Defesa e Seguridade Social Produção e Freqüência de Eletricidade Indústrias Extrativas Educação Pesca Serviços Domésticos Organismos Internacionais CNAE não Informado Total Geral 3.823 6. 21 . Reparação de Veículos.Tabela 2 .338 16.284 Industria de Transformação Comércio.385 Incapacidade Parcial Permanente Invalidez Permanente 1.807 1.Benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividades econômica em 1996 Freqüência Classes e grupos de Atividade Econômicas Mais de 15 dias 47. sociais e pessoais Intermediação Financeira Agricultura.

a maior freqüência dos acidentes que resultaram em invalidez permanente está no estado de Minas Gerais. 110) elaborada a partir dos dados levantados para a CANCAT de 1997. há também que se considerar a quantidade maior de notificações nestes estados.35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% A Tabela 57 (em anexo pág. Um outro fator. que aparece com 872 óbitos. são as diferenças culturais entre as regiões do nosso país.Freqüência de Acidentes de Trabalho .611 casos. apesar de ter registrado somente 22 óbitos.33) do que o de São Paulo. que não devem ser desconsideradas. nos acidentes com mais de 15 dias. Mesmo sendo estados de grande concentração populacional. com 2.R eT ra ep n ar aç sfor m ão At iv de açã id Ve o ad es íc Im ulo s ob iliá ria C on s O st ut ru ro çã s Tr se o an In rv s te iç os por rm te ed C o ia çã leti vo o s Fi Sa na úd ce e Ag ir e Al S ric a oj Pr ul am erv od tu en iço ra uç s to ão So Ad e e c Al m D im iais in is en is tri tra bu t çã açã iç ão o o Pú de bl In El ic dú et a st r ria icid ad s Ex e tra tiv as Ed uc aç Se ão O rv rg io Pe an s is sc D m a os om és In tic te o rn ac s io na is Gráfico 1 . 22 In C om du st ér ria ic d io . com 5. descreve os benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho em 1996. pois São Paulo tem mais trabalhadores do que Tocantins. porém com um coeficiente de 13.904 casos. a qual revela que o estado de São Paulo lidera a freqüência dos acidentes com mais de 15 dias totalizando um número de 60. que sempre é importante salientar quando se estuda estatísticas estaduais.000 trabalhadores).mais de 15 dias segundo Classe de Atividade Econômica . O Brasil tem dimensões continentais e em cada estado são encontradas condições sociais e econômicas diferentes. Minas Gerais para os de invalidez permanente. Já no campo de coeficientes (nº de acidentes a cada 100. O estado de Tocantins. No entanto. o Rio Grande do Sul aparece com o mais alto número. possui um coeficiente cinco vezes maior (66.939 registros de incapacidade parcial permanente e com 872 casos fatais.22. o que justificaria um maior número de acidentes. Rondônia entre os acidentes de incapacidade parcial permanente.

primeiro. o grupo da faixa entre 21 e 25 anos. no qual estão registrados 59. Também é possível verificar. pôr motivo. em 1997.868 casos. que os acidentes de trabalho crescem do 12 até os 21 anos.3. Com relação aos acidentes típicos e de trajeto. A grande quantidade de acidentes que ocorrem com os jovens pode ser explicada. o que pode ser facilmente explicado pelo fato de que as doenças geralmente são resultados de um tempo maior de trabalho insalubre até se manifestarem.126 acidentes. Segundo 23 . talvez pela maior quantidade de trabalhadores jovens que existe no mercado de trabalho. Neste gráfico pode-se verificar que a faixa etária com maior freqüência de acidentes compreende a de 21 anos de idade. Em relação às doenças. Em segundo lugar. O grupo com maior número de acidentes é o que compreende trabalhadores entre 26 e 30 anos. pela sua pouca experiência e segundo. (Tabela 58 em anexo pág 112)observa-se um índice maior na faixa etária que abrange trabalhadores de 36 a 40 anos.Freqüência de Acidentes pôr Idade No Gráfico 2 está representada a freqüência de acidentes de trabalho registrados. pois os mais velhos são menos contratados. na forma como os dados estão distribuídos ao longo do gráfico. em 1997. no qual estão registrados 52. apresenta a freqüência de acidentes de trabalho registrados. pôr motivo. segundo a idade.3 Dados Estatísticos Segundo a Idade A Tabela 58 (em anexo pág 112). e após isto eles começam a decair dos 22 até os 70 anos. segundo a idade. o maior número localiza-se na faixa etária dos trabalhadores entre 21 e 25 anos. 16000 14000 12000 10000 8000 6000 4000 2000 12 anos 15 anos 18 anos 21 anos 24 anos 27 anos 30 anos 33 anos 36 anos 39 anos 42 anos 45 anos 48 anos 51 anos 54 anos 57 anos 60 anos 63 anos 66 anos 69 anos 0 Gráfico 2 .

Inicialmente. se comparando ao ano anterior (1996).422 em 1996 (até revisão anunciada pela previdência em julho de 99 eram 5. e aos riscos aos quais eles são expostos.967 em 1995. e se defrontam com situações pouco familiares. 3. Apesar da diminuição do número real de acidentes do trabalho. A partir de 1996. estes números eram extraídos do Boletim Estatístico de Acidentes do Trabalho (BEAT) e INSS Divisão de Planejamento e Estudos Estratégicos. Em relação aos fatores técnicos. Laflamme (1997) ainda sugere que uma maior atenção deve ser dada às condições de trabalho dos mais jovens.Laflamme (1997) existe hoje no mundo uma concepção fatalista de que as capacidade mentais e físicas diminuem com a idade. Fazendo uma retrospectiva até a década de 70 se observa que o número de acidentes de trabalho atingiu. e são caracterizados pôr serem postos com cargas de trabalhos maiores e mais extenuantes. Com base na Tabela 3 se observa que nesta década houve um pequeno aumento no número de empregados segurados. observou-se o aumento da relação entre 24 .694 trabalhadores com acidentes de trabalho. compensadas pela maior experiência e habilidade adquiridas ao longo do tempo na execução de tarefas. contra 3. estas dificuldades podem ser. Conforme Laflamme (1997) existem dois fatores que podem explicar a maior incidência de acidentes entre os jovens: são eles fatores físicos e técnicos. Os ambiente de trabalho dos mais jovens são normalmente sujeitos a maiores riscos. Em 1997 morreram 2.538) e 3. o que vem pôr diminuir o emprego de trabalhadores mais velhos. que contém o histórico dos acidentes e doenças registrados desde 1970 até 1997.060 casos contra os quase dois milhões de acidentes registrados em 1970. verificou-se que os números deste último ano (1997) apresentaram uma redução em todos os tipos de acidentes e doenças. uma diminuição para cerca de um terço do número de acidentes típicos registrados em 1987. os números tomam como base a CAT e o SUB. os trabalhadores mais jovens se vêm deparados com um leque de situações onde eles têm pouca experiência. Porém. em 1997 o seu menor número histórico. com 369. em muitos casos.4 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais Na Tabela 3. um aumento em mais de 5 vezes no número de doenças do trabalho e uma diminuição pela metade dos óbitos e dos acidentes de trajeto.

016 1.394.815 1981 19.672 98.539 95.34 0. A partir de 1996 os dados foram extraídos da Comunicação de Acidentes de Trabalho .760 91.792.148.19 1.68 5.989 901.78 3.273 1.13 3.21 6.88 6.7 3.9 58.38 0.808 4.38 0.022 7.5 0.343 587.489 1977 16.338.707 % Total de Acidentes Total de Óbitos 2.678.134.12 7.31 2.79 8.502 1.191 2.438 1985 1986 20452109 22211680 1987 22.987 Acidentes Típicos % Acid.696 0.395 1.37 0.91 5. Divisão de Planejamento e Estudos Estratégicos.900 4.780 1.199.472 8.589.365 431.213 693.330.178.48 63515 72702 0.331 8.632.99 1.34 0.222.23 1.CAT e do sistema Único de Benefícios SUB.115 0.957 96.77 0.74 0.BEAT.001 3.689 97.605 1978 17.4 34.111 0.138 1.42 0.38 0.830 927.754 92.404.646 34.75 3.065 1973 10.833 97.87 8. De Trajeto % 1.761.110 94.279 1.054 1982 20.21 0.824 4.19 22.065 1993 22.56 8.68 51.07 6.889 29.266 388.77 38.417 15.394 1.504.750 0.424 93.82 961.465 0.761 0.025 89.508 4384 4578 5.79 48.220.óbitos e acidentes.838 5.649 0. * Dados parciais.47 0.304 424.517 98.318 98.614.308.796.016 3.008 1994* 23.637 1995** 23.937 4.137.85 57.19 0.832 94.683 92. ** As informações de 1996 foram revistas.94 1.93 4.422 2.722.468 1983 20.738 4.700 88.614.389 1.562.81 0.92 55.709 82.673 4.08 48.382 5.22 0.19 0.501 0.854 3.057.72 46.98 52.755.21 0.784 1.912 93.307 1.284.627 0.32 1.25 1.32 14.870 306.42 60.72 0.901 1989 23.523 0.27 1.464.916.51 0.445 4.3 1.699 449.045 1984 20.211 0.967 3. 5.232 2.28 0.713 3.110 3.46 0.13 2. DF jun a dez.284 831.833 4.29 6.587 2.07 4.537.875 1991 22.649 97.12 56.7 6. DATAPREV.19 1.497.25 1.5 0.270.743.790 488.692 632.986.4 1.311.945.003. faltando CE out a dez.634 3.045.36 1.75 0.214 4.448 1997 * 1.51 0.825 0.18 0.455 369.54 0.869.210 90.Nº de Acidentes e Doenças do Trabalho registrados no Brasil.839 2.551 1.34 28.49 1.28 0.56 1.013 5.93 5.824 350.616 4.934 96.551.012 91.874 943.054 1010340 93.73 57. Esta inconsistência entre os dados apresentados aponta para a possível ocorrência de subnotificação.129 3.283 4006 6014 6.731 1980 19.55 1. Tabela 3 .74 64.823 3.11 1.803.016 3.723 0.137 395.554 5.270 20.996.553.756.602.572 640.598 3.472 0.956 1974 11.117.02 3.7 0.57 44.02 56. de 1970 a 1997 Ano 1970 1971 1972 Massa Segurada 7.824 374.13 1.607 1990 22.479.737 895.024 1975 12.57 3.77 Doenças Profiss.260.89 6.766 3.858 1992 22.796 1976 14.55 48.050 2.124 Fonte: Boletim Estatístico de Acidentes de Trabalho .496 4.312 386.31 23.694 % 0.217 6.187 0.464 3.525 95.74 1129152 93.722 1.342 4.108.33 0.575 1077861 1207868 992.258.11 1.15 28.299 15.51 29.791 325.956.82 4.3 1.200 1996** 24.02 5.238 93.237 1979 18.204 2.74 2.41 0.09 30.215.696 32.029 4.15 1. INSS.1 1. RS abr a dez.967 1.335 98.531 95.065.33 18.692.016.200 1988 23.355 4. 25 .173 3. AC e RO jan a dez.19 0.92 5.

pois estes não tinham mais a remuneração da previdência.000 1. Os dados divulgados pela previdência refletem a falta de informações sobre acidentes leves no Brasil.000.800.000 800.3. quando a previdência passou a remunerar o acidentado após o 15 º dia de afastamento. 2.400. principalmente do setor petroquímico. diminuindo.000 400. e após 1976.600.000 1. porém a recíproca não é verdadeira em se tratando de subnotificações. foi feita uma comparação dos registros de acidentes de trabalho antes de 1976. Grande parte disto se dá devido à terceirização. devido à redução de seus efetivos (Anuário 1999). Os dados oficiais apontam para uma diminuição dos acidentes. pode-se observar a tendência crescente dos acidentes típicos até o ano de 1975. época em que a previdência remunerava os acidentados com afastamento um dia após o seu acidente.000 600.1 Subnotificação A Fundacentro (órgão do MT) no início dos anos 90 publicou uma investigação a respeito de subnotificação das informações contidas na CAT. já que os acidentes com trabalhadores terceirizados são subnotificados.000 0 2 6 8 8 4 2 0 4 19 9 0 0 4 6 19 7 19 8 19 7 19 9 19 8 19 8 2 19 9 19 7 19 8 19 7 19 7 19 8 19 9 6 Gráfico 3 Freqüência de Acidentes Típicos (Brasil) A partir do Gráfico 3.000.000 1.000 1. as estatísticas de grandes empresas. Neste estudo.200.4. assim.000 200.000 1. quando a previdência remunerava os acidentes com menos de 15 dias de 26 . A principal conclusão que se chegou foi da não notificação de acidentes leves. siderúrgico e metal-mecânico.

O Gráfico 4 traz uma das informações mais difíceis de ser subnotificada.000 3. No entanto. calor e poluição e até mesmo pela desorganização dos postos de trabalho. consta que o Brasil é o país que menos possui acidentes de trabalho entre vários outros países do mundo. porém não são acompanhados pela diminuição das mortes. 7. que não mais chegaram ao conhecimento da previdência. quanto fisicamente. O acidente de trabalho vem diminuindo. após um crescimento até 1986.000 5. que afetam o trabalhador tanto psicologicamente. e desde este ano.000 4.000 6.000 1. possivelmente devido a subnotificação dos acidentes leves. No anuário da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de 1997.000 0 19 70 19 71 19 72 19 73 19 74 19 75 19 76 19 77 19 78 19 79 19 80 19 81 19 82 19 83 19 84 19 85 19 86 19 87 19 88 19 89 19 90 19 91 19 92 19 93 19 94 19 95 19 96 Gráfico 4 .afastamento. os acidentes apenas tem diminuído. A partir de 1976 houve uma queda até o ano de 1984. e nela se percebe o quanto as estatísticas brasileiras são incoerentes. devido ao ritmo que lhe é imposto.000 2. a cada ano. que talvez seja explicado pelo aumento crescente de tecnologia nos postos de trabalhos.Freqüência de Acidentes com Morte (Brasil) 27 . pelo ruído. quando a comparação se dá em nível de mortes de trabalho o Brasil está entre a com maior incidência. O total das doenças de trabalho no Brasil de 1970 até 1976 também apresentam uma tendência crescente.

Os meses que mais apresentaram acidentes neste ano foram Setembro e Outubro. conforme a Classificação Internacional de Doenças .469 (um quinto deste número).707. sendo estes membros os mais suscetíveis aos acidentes de trabalho. 3. fratura de uma ou várias falanges da mão fechada. meses com menos dias úteis devido a datas festivas e carnaval. Outro fato que não pode deixar de ser mencionado é que nem todos os acidentes registrados no ano de 1997 estão representados nesta tabela. período onde cresce muito o ritmo de produção em diversos ramos de atividade. enquanto que neste quadro estão representados apenas 72. lumbago (dor na região lombar) e amputação traumática de outro(s) dedo(s) da mão sem menção de complicação.065. ferimento de um ou vários dedos da mão complicada. deixando de identificar a doença ocasionada pelo acidente. eles ainda não representam a realidade dos números oficiais. ferimento de um ou vários dedos da mão. Foram registrados neste levantamento. fatores que podem influenciar na menor quantidade de acidentes.3.4. sem menção de complicação. Apesar deste tipo de levantamento sido uma evolução. cerca de um terço do total de doenças. devido ao natal e final de ano. apresenta as 30 doenças mais incidentes ao longo do ano de 1997.4. ao longo do ano de 1997. cujo número oficial divulgado foi de 29. O número maior de doenças registradas refere-se ao grupo sinovite e tenossinovite. e meses destinados a férias. Uma constatação importante é que a maioria das doenças mais incidentes registradas refere-se às mãos e dedos. os maiores registros são aqueles que correspondem à convalescença após cirurgia. 28 . O motivo mais provável é que o preenchimento da CAT não deve estar sendo feito corretamente.CID. O número total se acidentes divulgados oficialmente foi 369. Em seguida.2 Estatísticas de Acidentes segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID) A Tabela 59 (em anexo pág. Os meses que apresentaram menos acidentes foram Dezembro e Fevereiro. 114).3 Estatísticas de Acidentes segundo o mês de Ocorrência A Tabela 4 traz uma a dos acidentes pôr mês.

883 3.891 2.229 3.457 2.906 2.707 2.142 2.015 37.1997 Motivo MESES TOTAL 369. Junho.047 1.044 Trajeto 32.649 2. Os dados foram extraídos do Boletim Estatístico de Acidentes de Trabalho com base na CAT.352 2.214 2.581 3.222 3.641 26.525 2. 29 .092 15.751 2. 123) apresenta um apanhado histórico dos acidentes de trabalhos registrados.CAT. nos últimos três anos.Quantidade mensal de acidentes de trabalho registrados. Típico 306.870 26.271 1.534 Doença do Trabalho 29.962 26.456 23.Tabela 4 .500 2.709 26.718 26.734 2.825 26.838 32.754 2.451 18.937 26.5 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais pôr Região e Estados da Federação A Tabela 65 (em anexo pág.208 32.814 30.111 23.171 31. Abril Maio.976 2.627 3.887 31. pôr motivo .930 2.065 Janeiro Fevereiro Março.700 1.049 31. pôr estado e região.798 32. Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Fonte: .839 17.932 28.623 2. Estes dados servem para se avaliar a evolução dos números de acidentes nos estados.679 32. DATAPREV.376 37.085 3.483 31.

Tabela 5 - Quantidade de acidentes de trabalho registrados, pôr motivo, segundo as Grandes Regiões e Estados da Região Sul 1995/97
Total 1.995 Brasil Norte Sudeste Sul CentroOeste 1.996 1.997 1.995 Típico 1.996 1.997 1.995 Trajeto 1.996 1.997 1.995 Doença 1.996 1.997

424.137 395.455 369.065 5.005 6.155 5.775 4.318 4.841 5.146 492 2.362 2.585 1.301 288 703 195 1.225 535 347 646 306 2.067 3.022 5.204 6.368 845 Trajeto 1997 1995 ... 1.031 1.554 1996 1997 1995 ... 58 477 3.174 3.023 1.435 1.618 595 1.727 1.743 2.988 2.395 6.846 4.532 2.011 Doença 1996 1997 3.205 2.540 1.828 1.422 1.813 570 912

Nordeste 23.611 25.258 26.046 20.024 20.203 20.629 45.792 92.295 83.209 42.672 80.245 72.309 10.673 13.921 13.774 Total 1995 RGS Paraná SC ... 1996 1997 1995 ... 39.165 35.741 9.025 11.065 11.119 Típico 1996 32.786 30.178

339.056 258.206 239.881 298.661 209.516 197.506 22.051 26.292 20.813 18.344 22.398 21.562

19.774 31.459 27.968 18.685 28.196 24.928 26.018 21.671 19.500 23.987 19.263 17.203

A Tabela 5 apresenta os dados referentes apenas às grandes regiões e ao estado do Rio Grande do Sul. Pode-se observar que a região sudeste possui a maior freqüência de acidentes, provavelmente, entre outros fatores, pôr possuir uma maior quantidade de trabalhadores, pois possui o mais importante pólo industrial do país, concentrado principalmente no estado de São Paulo. A região Norte é a que possui a menor quantidade de acidentes, provavelmente devido ao fato de ter menor quantidade de trabalhadores, e não ter um pólo industrial muito desenvolvido, entre outros fatores.

30

4 5 0 .0 0 0 4 0 0 .0 0 0 3 5 0 .0 0 0 3 0 0 .0 0 0 2 5 0 .0 0 0 2 0 0 .0 0 0 1 5 0 .0 0 0 1 0 0 .0 0 0 5 0 .0 0 0 0 B ra s il N o rte N o rd e s te
1 .9 9 5

S u d e s te
1 .9 9 6 1 .9 9 7

Sul

C e n tro O e s te

Gráfico 5 - Incidência de Acidentes Pôr Região (DATAPREV) Pôr inspeção visual do Gráfico 5, pode-se verificar que o total dos acidentes da região sudeste é maior do que de todas as outras regiões restantes. Na região sul, o Rio Grande do Sul é o estado que mais apresenta acidentes de trabalho registrados, como pode-se verificar no Gráfico 6. O Rio Grande do Sul não informou os valores referentes de Janeiro a Dezembro de 1995. Segundo a Previdência Social, a justificativa para a falta destes dados é técnica, devido a uma mudança de tabulação feita regionalmente, o que prejudicou a totalização dos resultados.
Incid ência de Acidentes to tais para a R eg ião Sul

45000 40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 RGS P araná
1995 1996 1997

SC

Gráfico 6 - Acidentes Registrados na Região Sul (DATAPREV) 31

3.5.1 Casos Novos Tabela 6 - Acidentes Típicos Novos em 1996
Região Norte Nordeste Sudeste Sul Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Centro- Oeste Ignorado
Fonte: MPAS/SPS - DATAPREV/DIGI.E

Taxa 11,9 11,4 23,7 30,1 28,8 29,6 31,6 13,1 -

A Tabela 6 apresenta os casos novos de acidentes pôr 1000 trabalhadores segurados, segundo o local de registro de ocorrência. A região sul foi a que mais apresentou casos novos em 1000. O Rio Grande do Sul foi o estado que mais contribuiu para esta estatística com 31,6 novos casos por 1000 trabalhadores Apesar da Região Sul possuir uma população economicamente ativa menor do que a região sudeste, a mesma teve um número maior de casos novos em 1996. O setor metal mecânico é o de maior importância para a economia brasileira, mas também é o que apresenta maior índice de acidentes.

32

296 acidentes. um total de 17. 33 .102 1. Artigos de viagem e Calçados.125 863 103 63 47.160 2.655 1. Fabricação de Produtos Alimentícios e Bebidas Fabricação de Móveis e Indústrias diversas Fabricação de Produtos de Madeira Fabricação de Produtos de Minerais não Metálicos Fabricação de Produtos têxteis Fabricação de Produtos Químicos Preparação de Couros e Fabricação de Artefatos de Couro.175 2. em 1996. de invalidez permanente e acidentes fatais.874 2. Elétrica e Eletrônica. com os respectivos grupos de atividade econômica pertencentes a esta classe. Elaboração de Combustíveis Nucleares e produção de Álcool. Fabricação de Artigos de Borracha e Plástico Fabricação de Produtos de Fumo Reciclagem Total Geral Fonte: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT /RAIS-96 A Tabela 7 apresenta os dados referentes à classe de atividade econômica da indústria de transformação.Benefícios concedidos por acidentes de trabalho segundo os grupos de atividade econômica da Indústria da Transformação em 1996 Freqüência Grupos Mais de 15 dias 15.183 1.Tabela 7 .395 380 341 278 231 184 192 73 78 76 79 96 89 5 7 3. Pode-se verificar que as indústrias do setor metalúrgico. metal-mecânico e eletrônico são as maiores causadoras de acidentes. sendo também as maiores geradoras de benefícios previdenciários relativos à pensão acidentária e invalidez.9% dos acidentes ocorridos na indústria da transformação. acidentes de incapacidade parcial permanente. Fabricação de Celulose.046 Fatais 115 165 25 53 58 20 40 7 13 36 15 16 11 1 2 577 Indústria Metalúrgica. papel e Fabricantes de Papel.504 444 139 73 50 85 34 46 27 41 21 18 29 24 13 2 1. Edição. sendo responsáveis pôr 32. Confecção de artigos de Vestuário e Acessórios Fabricação de Coque.655 1. Impressão e Reprodução de Gravações.671 1.342 9. e os dados referentes a acidentes com mais de 15 dias de afastamento (considerados graves).353 Incapacidad Invalidez e Parcial Permanente Permanente 1.401 3. Estas indústrias causaram. Metal-Mecânica. Refino de Petróleo.966 3.

104 6.483 2.067. transporte Indústria de madeira Indústria do vestuário. Plásticas Serviços de radio.471 10.444.societárias Agropecuária Indústria de produtos farmacêuticos e veterinários Indústria de calçados Indústria de produtos de mat.300.923 1.056.478 10.586.506 30. 34 .727.560 1.598 16.492.725 1.727 14.º de Empr Ativo Total 500 42 16 44 21 3 60 17 14 21 48 8 23 26 16 21 26 17 14 2 9 16 5 6 2 4 7 4 3 2 3 531.811 8.Ranking das Empresas pôr Setor Econômico Setor Econômico Total Serviços industriais de utilidade pública Serviços de transporte Indústria metalúrgica Serviços de comunicação Refino do petróleo e destilação de Álcool Indústria química Indústria de papel.controlad.010 A Tabela 8 mostra a importância das atividades econômicas no país em relação ao ativo total que cada atividade movimenta.128.829 19.500.425 26.352 442.891.006.286 2.918.443 1.399.463. artefatos de tecidos e de viagem Holding.587 9. depart.997.361. elétrico.961 8.711 903.316 53.135.944 20.002 1. não-metálicos Comércio atacadista Indústria de bebidas Indústria de mat.010 5.enfoque.201.082 742. papelão e celulose Extração de minerais Indústria de construção Indústria de produtos alimentares Serviços auxiliares diversos Indústria de prod.com.311.792 186.Tabela 8 . Minerais.390 1.htm N.327 44.373.br/ranking/ranking3.197 3.185.180. Comércio varejista Indústria mecânica Indústria têxtil Indústria de fumo Indústria editorial e gráfica Indústria de mat.421.134.060. televisão e diversões Indústrias diversas Fonte: http://www.140.492 453.042 36.374.

atraso na entrega de produtos. e reduzirem os custos associados. 3. 1997). Tempo perdido e aumento dos custos de produção em função de perdas de matérias primas. − Região das Missões: Depende basicamente de atividades agropecuárias. A empresa é afetada de diversas formas. com indústrias metalúrgicas e de implementos agrícolas 35 . Financeiramente. a empresa e a nação (Herzer. É preciso estar ciente que os custos dos acidentes de trabalho. com destaque para a produção de veículos comerciais. − Região da Serra Apresenta uma atividade predominantemente industrial.Pôr inspeção visual da Tabela 8 pode se observar que as indústrias metalúrgicas.5. R$ 50. e nem sempre consegue avaliar os dados ocorridos sob o aspecto financeiro. máquinas e equipamentos danificados. Pôr serem setores fortes. estando entre as principais indústrias em relação à atividade econômica. menor competitividade no mercado. mas encontra nas cidades de Panambí. menor produtividade dos substitutos e em última análise. A região de Caxias do Sul compreende um dos mais importantes e completos pólos metal-mecânico do Brasil. produtos acabados. com indústrias de grande porte nas áreas de metalúrgica e de material de transporte.2 Importância do Setor Metalúrgico e Metal-mecânico na Economia do Estado do Rio Grande do Sul Para o estado do Rio Grande do Sul especificamente. Ijuí e Santo Ângelo os principais pólos industriais da Região.922. movimentaram. agrícolas e ônibus. certamente devem ter uma disponibilidade maior para investirem em prevenção de acidentes. são setores fortes que movimentam uma gama muito grande de dinheiro. mecânicas e de material de transporte. de trajeto ou doenças profissionais afetam a família.241. Canoas e Gravataí também têm um pólo metalúrgico forte contribuindo muito para a economia da Região. implementos rodoviários. Cidades como Porto Alegre. o setor metal-mecânico tem representação em todas as suas regiões: − Região Metropolitana Sapucaia do Sul é um importante pólo Siderúrgico da Região Metropolitana do Estado. custos com seleção. redução da produtividade dos colegas do acidentado. juntas.00 no ano de 1999. adaptação e treinamento de substitutos.

171 30.216 5.904 268 12 141 175 464 270 553 259 514 310 86 24 91 92 47 3 36 10.604 12.145 10.828 36.607 41. papelão e celulose Fumo Borracha Têxtil Extração de Minerais Refino de petróleo e Destilação do Álcool Produtos Farmacêuticos e veterinários Total Fonte: Cadastro Industrial FIERGS 97/98 Nº de Empresa 597 1.661 18.620 9.178 520.745 36 .796 7.690 1.122 7.916 1.061 11.992 11.484 994 735 712 225 898 1.107 6.222 1. a indústria tem uma presença forte do setor metal-mecânico. Peles e assemelhados Bebidas Editorial e Gráfica Química Produtos Minerais não-metálicos Produtos de Materiais Plásticos Madeira Diversos Papel. Tabela 9. no Rio Grande do Sul Gênero Calçados Produtos Alimentares Metalúrgico Mecânica Construção Civil Material de Transporte Mobiliário Vestuário.− Região Central Na região central do estado.894 Nº Empregados 100. Industriais de Unidade Pública Couros. representado pela indústria de silos e implementos agrícolas. − Região Sul O setor metalúrgico e mecânico está ligado à atividade agrícola.272 11.º de empregados pôr gênero até 1998.156 17.º de empresas e n.008 12. artefatos de tecido e de viagem Material elétrico.229 19.620 9.N.812 88. eletrônico e de comunicações Serv.642 24. − Região Noroeste Em cidades como Santa Rosa e Horizontina encontra-se um pólo metal-mecânico relacionado com a indústria de máquinas agrícolas.070 24.

É sempre importante lembrar que em se tratando de investigação e análise de acidentes. A investigação e análise das causas dos acidentes têm o objetivo de identificar as principais fontes causadoras de acidentes. quando um ocorre. metal-mecânica e material de transportes. em termos de número de empregados. representam aproximadamente 20% (102. mecânicas e de material de transporte.641) da força de trabalho do Rio Grande do Sul. deve-se tirar lições de forma a evitar que se repita. aos dados do acidentado e do acidente conforme as variáveis levantadas. As indústria metalúrgicas. ressaltando a importância do setor no estado do Rio Grande Do Sul. O setor metalúrgico. as que mais têm trabalhadores empregados. juntas. normas e medidas. sendo. é importante que se registre o maior número de dados possíveis. e possibilitar estabelecer critérios . para o setor da metalurgia. preventivas que auxiliem a redução do número de acidentes. se encontram entre os seis gêneros que mais possuem empregados. juntas. Ao se descrever um acidente. 37 . que permitam a realização de uma análise correta de forma que se chegue às causas que levaram ao evento. No capítulo 4 são apresentados dados referentes as CATs do estado do Rio Grande do Sul. mecânico e de material de transporte. As informações apresentadas são relativas aos dados da empresa.A Tabela 9 apresenta o número de empresas e o número de empregados pôr gênero de atividade.

os acidentes típicos e de doença de trabalho. 38 . na DRT. nesta população. mas que permitem que se façam previsões e que se tenha um conhecimento melhor da realidade. de um estudo descritivo. 4. foram separadas 3. 4. 45. que semanalmente recebe as CATs do INSS. existiam.3 População e Amostra A população alvo deste estudo concentrou-se nos trabalhadores acidentados que atuam na indústria metalúrgica e metal-mecânica do estado do Rio Grande do Sul entre os anos de 1996 e 1997. pois. Foram excluídos da população os acidentes de trajeto.1 Classificação da Pesquisa Com base na coleta de dados sobre acidentes de trabalho obtidos das CAT.4 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES NA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL 4.2 Local de Coleta dos Dados A coleta dos dados foi realizada na Delegacia Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (DRT/RS). fez-se uma análise epidemiológica dos mesmos. referentes ao ramo metal-mecânico. É importante salientar que não existe nenhuma organização das CATs pôr cidade ou atividade econômica. pôr não estarem diretamente ligados à atividade desenvolvida na indústria. segundo Tripodi (1975). Trata-se. Estas CATs são entregues em envelopes de acordo com a ordem de entrada no INSS. No período do presente estudo. O período 96/97 foi analisado uma vez que somente a partir de 1996 as CATs provenientes de todo o estado passaram a ser enviadas semanalmente à DRT pelo INSS. A técnica utilizada no trabalho para coleta de informações foi a de levantamento de dados de documentos.773 CATs. Em relação ao motivo de acidentes foram incluídos. pois lida com variáveis que não são controladas. Dentre estas.206 CATs.

− ao acidente. que deve conter informações sobre as lesões e partes do corpo atingidas. SUS.1 Empresa Informações obtidas sobre a empresa: Razão Social . 4. obter-se os dados sobre as três variáveis. encontram-se informações referentes à empresa. 39 . − ao acidentado. Na parte frontal da CAT.4 Escolha de Variáveis A coleta das variáveis foi feita com base na CAT. comunicando sobre a ocorrência de acidentes de trabalho com ou sem afastamento. acidentado. No verso da CAT. Atividade Econômica . sindicato dos trabalhadores. bem como sobre o tratamento do acidentado. as empresas estudadas podem ser divididas em três ramos de atividade econômica2: 1. Pôr questões éticas.segundo a FIERGS. acidente. São as variáveis relativas: − à empresa. 2 Um lista completa com as atividades realizadas por cada ramo pode ser vista na Tabela 60 em anexo pág. − ao laudo Médico.) Procurou-se levantar todas as variáveis das CATs que tornassem possível atingir os objetivos principais do trabalho. a razão social da empresa não será mencionada neste estudo. Com a razão social em mãos.4. foi possível através. empresa. número de empregados e porte da empresa. segurado e DRT. da consulta ao CD de Cadastro Industrial do Rio Grande do Sul de 1998 da FIERGS. encontra-se o laudo do exame médico.Esta variável foi coletada com o intuito de se chegar a outras três variáveis: atividade econômica da empresa. Esse documento deve ser preenchido pelas empresas em 6 vias. 115. As vias são respectivamente entregues para o INSS. (Ver Figura 1 e Figura 2 em anexo pág.4. testemunhas. e uma parte para uso do INSS. 116 e 117 respectivamente. ramo das indústrias da metalúrgica.

elas foram consideradas aparte no presente estudo. (Ver Tabela 10). Tabela 10 . Idade – Identificar a faixa etária na qual ocorre a maior parte dos acidentes.4.Empresa Abaixo de 20 Região da Empresa . no intuito de verificar o relacionamento do acidentes com o tipo de tarefa que o trabalhador executa. forjarias e fundições. 4. Quantidade de Empregados . Com esta variável foi possível verificar a região com maior ocorrência de acidentes.2. foram consideradas separadamente. Foram encontradas um total de 236 profissões diferentes nas CATs. para fins de estudo e desagregação das informações. Sendo assim. no intuito de verificar quais relações a idade apresenta com o tipo de acidente.2 Acidentado Variáveis extraídas da parte referente ao acidentado: Profissão . ramo das indústrias de material de transportes.Porte das Empresas Porte Pequeno Porte Médio Porte Grande Porte Fonte: FIERGS Trabalhadores De 20 até 99 De 100 até 499 Acima de 499 Micro. As idades foram armazenadas em anos e. após.Extraída do campo “município”. cutelarias. ramo das indústrias da mecânica. 40 . Devido ao fato de algumas indústrias do ramo da metalúrgica apresentarem um número muito alto de acidentes.Identificar as profissões com maior freqüência de acidentes. as siderúrgicas. agrupadas em faixas etárias conforme mostra a Tabela 11. 3.Variável utilizada para determinar o porte da empresa.

e confirmar a predominância de trabalhadores do sexo masculino neste ramo de atividade.24 25.Verificar se os casados e mais velhos acidentam-se mais que os mais novos e solteiros.39 40. devido ao fato de serem empregadas em tarefas associadas com movimentos repetitivos (Lima. bem como os tipos de acidentes envolvidos com o estado civil. 41 .54 55.17 18. Estado Civil .29 30. 1996).Não Informado Sexo .Verificar a faixa salarial na qual ocorre a maior parte dos acidentes.19 20. com isto.Classificação de estado civil para o banco de dados Estado Civil Casado (a) Solteiro (a) Separado (a) Divorciado (a) Viúvo (a) Desquitado (a) Não Informado Salário .Tabela 11 . Tabela 12 . calcular os custos diretos dos acidentes para a empresa.59 Mais de 60 NI .34 35. O estado civil foi armazenado conforme a Tabela 12.Faixas etárias do banco de dados Faixas Etárias do Banco de Dados .49 50. sendo possível.44 45. Verificar se as mulheres são mais atingidas pôr doenças ocupacionais.Verificar os tipos de acidentes que estão relacionados com o sexo.

Verificar dia da semana de maior ocorrência dos acidentes. c/ Máq.4.Verificar o horário de maior incidência de acidentes. Descrição do Acidente .Lista de Atividades para o Banco de Dados Atividade Deslocamento Limpeza Manuseio Manutenção Outros Recreação Serv. produto ou ferramenta Atividades de reparo Intervalo Atividades não ligadas ao posto Preparação de máquina ou equipamentos Trabalhando com uma ferramenta Trabalhando em alguma máquina Trabalhando com alguma peça Trabalhando com algum produto Trabalhando sem ser possível identificar a atividade Transportando peça. 118). 42 .4. É importante salientar que não foi possível utilizar este campo da CAT. produto. onde se pode verificar a causa aparente do acidente.3 Acidente Variáveis referentes ao acidente: Data do Acidente . Hora do Acidente .Identificar atividades que o acidentado estaria realizando no momento do acidente. Ver Tabela 62 (em anexo pág. onde constam os principais agentes levantados das CATs. c/ Ferr. Ajuda a identificar a causa aparente do acidente. Trab. de forma que se pudesse verificar a relação que o posto de trabalho tem com o acidente.Identificar os principais agentes de lesão. etc.Verificar o posto de trabalho onde mais ocorrem acidentes. equipamento. Ver Tabela 61 (em anexo pág. Local do Acidente . Objeto Causador . Tabela 13 .Encontrada a partir da descrição do acidente. c/ Produto Trabalhando Transporte Não Identificada Descrição Movimentando-se no local de trabalho Atividades de limpeza Manuseando peça. Ver Tabela 13. Trab. Seria importante para o trabalho se este campo fosse preenchido com o posto de trabalho do acidentado. c/ Peça Trab. pois o mesmo é preenchido com informações inexatas para o estudo como será abordado no capítulo 4. 119). Gerais Setup Trab. Natureza do Acidente .

Extraída do campo “duração provável do tratamento”. com o objetivo de verificar qual a principal lesão que sofrem os acidentados e quais as principais regiões do corpo atingidas. apresenta uma descrição com as características das CATs 43 .5 Procedimento da Pesquisa A primeira etapa do trabalho constituiu-se na coleta dos dados contidos nas CATs que foram disponibilizadas pela DRT/RS. Foram analisadas notificações de acidentes que ocorreram a partir de janeiro de 1996 até abril de 1998 em todo o estado do Rio Grande do Sul. Os tratamentos cuja duração não ultrapassam 15 dias são considerados leves. Afastamento do Trabalho . Duração do Tratamento . 120) e na Tabela 64. A lista de lesões e de partes do corpo atingidas podem ser verificadas na Tabela 63. 121) em anexo.Determina se houve morte ou não. abaixo.4 Laudo Médico As variáveis referentes ao laudo médico são: Lesões e Partes do Corpo Atingido .4.4.Verificar em que situação acontece o afastamento do acidentado. e os tratamentos que ultrapassam 15 dias são considerados graves. Campo do tipo “sim e não”. permite determinar a gravidade do acidente.Extraídas dos campos “descrição da(s) lesões” e “diagnóstico”. (pág. Morte . segundo o MPAS. 4. A Tabela 14. (pág.

com o objetivo de conhecer a distribuição e magnitude dos acidentes. Foram armazenadas 3. em primeiro lugar 3 Ver Figura 3 em anexo pág.Características das CATs Descrição Contém informações sobre acidentes de trabalho comunicados ao INSS. A ênfase do sistema está voltada para o cadastramento e histórico dos acidentes de trabalho. independente de geração ou não de concessão de benefício. bem como o relacionamento entre as mesmas. 8. Os dados foram armazenadas num banco de dados desenvolvido por Costella (1998)3. Comunicação de Acidentes de Trabalho .773 CATs. A segunda etapa do trabalho consistiu-se no armazenamento das informações coletadas nas CATs. data de nascimento e filiação materna) − − − − − Identificação do Empregador Causa do Acidente (CID) Tipo de Acidente Data do Acidente Indicativo de Óbito Origem/Fonte Período de Abrangência Abrangência Geográfica Atualização Variáveis Basicamente. o que perfaz um total de 3. à parte de coleta de dados envolveu a separação das CATs referentes à indústria metalúrgica e metal-mecânica.6 Análise dos Dados Esta etapa de estudo consistiu basicamente na análise de freqüência. procurando determinar.CAT A partir de setembro de 1993 Brasil Diária − Qualificação do segurado (nome.773 CATs. endereço. O banco de dados permite o armazenamento de todas as variáveis coletadas. uma vez que eles não estão ligados com a atividade do trabalho e sim com uma circunstância referente ao trajeto entre o trabalho e sua residência. 4. Os acidentes de trajeto não foram levados em consideração.Tabela 14 .34% dos acidentes eram referentes à indústria metalúrgica e metal-mecânica. De um total de 45. 122 44 .206 CATs.

são descritas as quatro principais profissões. fundição. montagens de peças pesadas.Um pouco mais padronizada que a função “metalúrgico” porque os operadores de máquinas trabalham somente com máquinas. seria importante que as CATs informassem o posto de trabalho a fim de desagregar estas informações. que podem ser transportadas manualmente ou com auxílio de máquinas. Isto permitiria extrair mais conclusões em relação ao posto de trabalho e sobre os fatores que direta ou indiretamente estão influindo nos acidentes.24% dos acidentes). A palavra “metalúrgico” é empregada para designar genericamente um profissional que trabalha na indústria metalúrgica o qual desempenha desde funções de escritório até funções de chão de fábrica como montagens de peças leves. procurando identificá-los e relacioná-los com as atividades do trabalhador.. de acordo com a freqüência dos acidentes. portanto.Também uma denominação genérica para trabalhadores que trabalham na indústria realizando as mais diversas tarefas. existem muitas máquinas e . Uma das principais características a ser focalizada é o posto de trabalho. e até o controle de um painel. Posto de trabalho é o local onde o trabalhador executa a maior parte ou a totalidade de suas funções. Profissão Operador de Máquina (10. usinagem. pois os dados ficam agregados tornando difícil a determinação de um posto de trabalho típico ou tarefas típicas do profissional.1 Profissão com Maior Freqüência de Acidentes O objetivo principal de se escolher uma categoria de profissão. foi efetuar estudos mais detalhados para verificar se as CATs fornecem subsídios suficientes para se adotar medidas que ajudem a evitar acidentes. e em segundo lugar a realização da análise das principais variáveis envolvidas no estudo 4. Esta classificação abrange uma grande variedade de funções dentro de uma mesma profissão. A exemplo da 45 .36% dos acidentes) . Quando um acidente ocorre. não se prestando para um estudo. não fica claro a sua função nem seu posto de trabalho. ele é notificado através da CAT. Profissão Industriário (9. Não é possível. e o motivo da escolha do soldador para estudos adicionais. A seguir. realizar uma análise que possa indicar as causas do acidente relacionadas com a atividade do profissional. identificando entre outros itens a profissão do acidentado. Tais subsídios devem permitir a verificação das características comuns existentes entre o posto de trabalho e os acidentes. no caso do metalúrgico.portanto. No entanto.64% dos acidentes) .6. São elas: Profissão Metalúrgico (22. contudo.a profissão de maior freqüência em acidentes.

compreende tarefas semelhantes para um profissional com mesma denominação. as operações de soldagem envolvem poucas posições. Se for levado em conta que os ramos do setor metal-mecânico têm aproximadamente 20% da mão de obra do estado.7 Perfil da Empresa 4. pode-se considerar estes números aceitáveis. Porém. Segundo Torner (1991).773 nos anos de 96/97. é difícil a realização de estudos mais aprofundados sobre os acidentes com industriário. Além disto.1 Atividade da Empresa O total de acidentes (típicos e doença do trabalho) ocorridos em todos os setores foi de 3.profissão metalúrgico. esta profissão despertou especial interesse pelo elevado índice de acidentes devido a impacto sofrido.306 CATs separadas. movimentos lentos e estáticos. o ideal é que se reduza ao máximo os riscos aos quais os trabalhadores estão expostos. Isto perfaz aproximadamente 8.7. conforme apresentado no capítulo 6. no caso o soldador) ele foi escolhido para análise mais detalhada sobre as informações contidas nas CATs. O maior risco enfrentado pelo soldador é devido a problemas musculoesqueletais devido à grande estaticidade das atividades de soldagem e tempo prolongado que o mesmo permanece em uma mesma posição. a menos que o posto de trabalho esteja desorganizado ou o soldador esteja fora de seu posto. a profissão soldador é a mais padronizada em relação às tarefas desempenhadas e posto de trabalho. Cabe ressaltar que existe muito pouco material tratando sobre o assunto. 46 . Soldador é aquele profissional encarregado de executar a operação de soldagem. porém a primeira em se tratando de posto padrão de trabalho (ou seja. Profissão Soldador (3. As principais fontes bibliográficas sobre acidentes com soldador estão em inglês e em periódicos.52% dos acidentes) – Entre as quatro profissões com maior freqüência de acidentes. existe uma probabilidade muito pequena de que o soldador sofra o impacto de algum agente. Considerando que o soldador é a quarta profissão com maior freqüência de acidentes. 4. A literatura não menciona este fato como importante e evidencia o fumo da soldagem como maior fonte de problemas em soldagem. que consiste na ligação de peças metálicas através do uso de substância metálica e fusível.3% do total de acidentes dentre as 45. Logo.

56 2. Um estudo realizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco publicado na Internet4. A indústria metalúrgica foi a que mais apresentou acidentes. seguido pelo setor mecânico e cutelaria.55 19.81 2.br/~sindmetal/doenramo.com.46 17.773 CATs cadastradas no banco de dados.00 A Tabela 15 apresenta o número de acidentes segundo a atividade da empresa conforme os resultados obtidos das 3.06 100.htm 47 .33 3.alternex.50 6.Tabela 15 .Osasco 4 Site: http://www. conforme pode ser mais facilmente visualizado no Gráfico 7.Número de acidentes segundo atividade da empresa Atividade da empresa Metalúrgica Mecânica Cutelaria Material de Transporte Forjaria NI Fundição Siderúrgica Total % 31.Freqüência dos Acidentes segundo Atividade Econômica .72 16. mostrou que naquela região o setor de metalúrgica é o de maior registro de acidentes. Alimentação 3%3% 3% 5% 5% Comércio 8% Metalúrgica 36% 9% Metalúrgica Outros Quim/Plástica Construçào Comércio Textil/Vestuário Transporte Papel/Papelão Móveis e madeira Alimentação 14% Outros 14% Gráfico 7 .

Isto para que possa existir uma política de segurança e prevenção de acidentes no Brasil.47 100. dos acidentes pode ter duas explicações.. num total de aproximadamente 36%. o maior registro de ocorrências se deu nas empresas de grande porte. a indústria metalúrgica e metal-mecânica se caracterizam pôr ter uma grande quantidade de trabalhadores nas empresas de grande porte. Ou o ambiente de trabalho destas oferecem um maior risco a saúde do trabalhador. Um outro fator que justificaria a maior incidência de acidentes na empresa de grande porte.00 Em relação ao porte das empresas.7. Isto já não ocorre nas empresas de porte médio. Apesar de 64% dos trabalhadores pertencerem às empresas de micro. onde atuam a maioria dos trabalhadores brasileiros? Os acidentes precisam estar associados ao porte da empresa.43%. o maior número de acidentes entre estas empresas. Segundo dados do SEBRAE.Distribuição de acidentes segundo o porte Porte da empresa Grande Médio Pequeno NI Micro Empresa Total % 54.1999). segundo dados da FIERGS.35%.” (Anuário. como mostra a Tabela 16 que apresenta a distribuição de acidentes segundo o porte da empresa. por aproximadamente 15% da mão de obra no setor 48 .41 8.4.43% dos casos.35 3. Tabela 16 . pequeno e micro empresas.. as micro empresas do Rio Grande do Sul são responsáveis. pequeno e médio porte.43 20. ou as empresas de pequeno. seria a força sindical. médio e micro empresas estão subnotificando as comunicações de acidentes de trabalho. com 54. seguido pelas de médio porte.2 Porte da Empresa “Com estas informações em mãos pode-se responder perguntas como: Onde eu localizo os acidentes que estão ocorrendo nas pequenas e micros empresas.35 13. A fato das empresas de grande portem serem responsáveis pôr 54.. entre outros fatores. justificando. principalmente priorizando a atenção aos pequenos. pois existe uma dificuldade maior de subnotificação nestas empresas devido à força dos trabalhadores. com 20.

7.08%. 61.04% dos acidentes gerados pelas empresas de grande porte. Entre as dez cidades que mais geram acidentes.13%). as micro-empresas foram responsáveis pôr apenas 3. indicando a possibilidade de subnotificação de acidentes. pequeno e micro-empresa. Isto devido ao fato da região ter importantes pólos industriais distribuídos ao longo destas cidades. as principais geradoras de acidentes foram às empresas pertencentes ao ramo de atividade de metalúrgica. pertencente ao ramo de Cutelaria. verificou-se que as empresas de grande porte. num total de 39.24%) e Caxias do Sul (4.9% para as micro-empresas. Tabela 18 . seguido pôr Gravataí (16. A região metropolitana de Porto Alegre concentra aproximadamente.Número médio de empregados pôr porte da empresa Porte da empresa Grande Médio Pequeno Micro Empresa Média De Empregados 1078 212 52 12 4. 36% das indústrias metalúrgicas do estado. 46% das indústrias mecânicas e 35% das indústrias de material de transporte.21 49 . segundo dados do SEBRAE (1999). Canoas (12.47% das ocorrências. Analisando-se os dados. foram responsáveis pela maior quantidade de acidentes num total de 32.08 16.3 Região da Empresa A região que mais apresentou acidentes de trabalho foi Porto Alegre.1 47. Tabela 17 . A Tabela 17 apresenta o número médio de empregados. pertencem à região metropolitana de Porto Alegre.88% para as de pequeno porte e 55. Entre as empresas de porte médio. Apesar disto.86% para as de médio porte.92) todas regiões com importantes pólos industriais e com grande número de trabalhadores.13 % Acum. com 31. 31.Distribuição dos acidentes segundo a cidade Região Porto Alegre Gravataí % 31. pôr porte das empresas analisadas nas CATs.metal-mecânico do estado.

As dez primeiras cidades onde ocorreram os maiores números de acidentes. Leopoldo Cachoeirinha Panambí Bento Gonçalves Sta. Gravataí e Canoas.64 1. pode-se observar que as cinco profissões com maior freqüência de acidentes foram os metalúrgicos.8 Perfil do Trabalhador 4.76 83. totalizando 59. Rosa Esteio Sapuc. juntas.78 100.22 81. que junto são responsáveis pôr mais de 60% dos acidentes. operador de máquinas.6.55 1. Através do gráfico.00 Pode-se observar que Porto Alegre. onde forem referenciadas as cidades. Do Sul S.1. Do Sul S.8.22 100.00 59.93 78. soldadores e montadores respectivamente.36 2.45 16. são classificações de profissões que não caracterizam um posto de trabalho padrão.09 75.37 68. somam mais acidentes que todas demais cidades.45 64. industriário e operador de máquina.57 80.55% das demais cidades. adotou-se como critérios para estudos subseqüentes. utilizar as nove primeiras.1 Profissão No Gráfico 8 é apresentado o número de acidentes no setor metal-mecânico do Estado do Rio Grande do Sul. e as correspondentes freqüências de acidentes e percentual em relação ao número total de acidentes.92 4.45% dos acidentes em comparação aos 40. 4. pois um profissional realiza tarefas distintas em um determinado posto de trabalho.78 1.06 1. de acordo com a profissão5.73 73. 50 . juntas somam mais de 80% dos acidentes.36 4. pôr isto em estudos subseqüentes. Cruz do Sul Outras Total 12. Como já foi abordado no item 4.Canoas Cx. as profissões metalúrgico.24 4. serão utilizadas estas dez.64 1. Isto torna 5 Uma tabela completa com a relação das profissões pode ser vista na Tabela 66 em anexo pág. Devido ao grande número de profissões. 125. industriários.15 76.

81% 2. e profissional o com a menor média de 51 Outras .2 Idade Em relação à idade dos trabalhadores. relacionados com as atividades do acidentado.Distribuição de acidentes pôr profissão Em relação as atividade da empresa e a região dos acidentes. Manutenção Metalúrgico Industriário Montador Soldador Aux. sendo de 35. Func.95% 2.36% 9.02% 22. Gerais Mec. 4.31 anos.85 anos. e que as doenças do trabalho ocorram com os trabalhadores mais velhos. pois eles têm menos experiência. Mult.30% 2. A Tabela 19 apresenta as respectivas profissões dos acidentados com maior freqüência e a idade média na qual o profissional sofreu o acidente.52% 2.91% dos acidentes com metalúrgicos ocorrendo em apenas duas atividades econômicas da região de Porto Alegre.35% Gráfico 8 . que poderiam estar levando determinado profissional a se acidentar.54 anos.24% 3. que o profissional com a maior média de idade é o caldeireiro. já no setor metal mecânico este valor ficou um pouco acima.64% 38.difícil a determinação das possíveis causas e fatores comuns aos postos de trabalho. o valor mais expressivo observado foi o dos metalúrgicos que sofreram 44. 10.92% de seus acidentes em empresas de cutelaria da região de Porto Alegre e 16. com 44. O Posto de Trabalho é uma informação importante que deveria vir descrita na CAT para se permitir fazer uma maior investigação das causas dos acidentes e também para se ter informações mais detalhadas sobre o acidente. as doenças do trabalho se manifestam. Pode-se verificar pôr inspeção visual a tabela. pois elas vão sendo adquiridas ao longo da vida de trabalho. Produção Op. é de se esperar que acidentes típicos.8. 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% Op. Cel. Op.95% 2. A média nacional de acidentes pôr idade é de 32. Máquina Serv. num total de 61. Man.86% 2. onde após anos de atividades insalubres.98% em forjarias também de Porto Alegre. ocorram com trabalhadores mais jovens.

Func. Pode-se observar que a faixa etária que mais sofreu acidentes situa-se entre os 30 e 34 anos seguido pêlos trabalhadores entre 25 e 29 anos.0 0 % 8 . Manutenção Média De Idade 37. Mult.08 28.0 0 % 2 .0 0 % 1 4 . Aux.alternex.htm 52 .0 0 % 1 2 .7% de acidentes) seguido pêlos de 33 anos (3. No Gráfico 9 é apresentado a freqüência dos acidentes segundo a faixa etária entre os trabalhadores acidentados. que apresenta a maior freqüência de acidentes.0 0 % 6 .95 Ainda em relação à idade.39 28.31 38.0 0 % 1 0 . Produção Op.18 anos.13 35. Mec.25 anos.18 36.0 0 % -1 7 1 8 -1 9 2 0 -2 4 2 5 -2 9 3 0 -3 4 3 5 -3 9 4 0 -4 4 4 5 -4 9 5 0 -5 4 5 5 -5 9 60NI Gráfico 9 .idade foi de serviços gerais com 28. Cel.25 35. 1 8 . Man.7% de acidentes).Média de idade do acidentado segundo a profissão Profissão Metalúrgico Op. exceto pela 6 Fonte: http://www. Tabela 19 .75 31. Através dele pode-se observar a semelhança dos dados.57 37.Distribuição de acidentes segundo faixa etária O Gráfico 10 apresenta uma comparação dos dados obtidos pelo sindicato dos metalúrgicos de Osasco6 e os obtidos através da coleta das CATs para indústria metal-mecânica do estado do Rio Grande do Sul. se acidenta em média com 37. Máquina Industriário Soldador Serv.0 0 % 4 . O metalúrgico.br/~sindmetal/doenramo.com.0 0 % 0 . Gerais Montador Op. o maior índice de acidentes ocorre com profissionais em torno de 28 anos (4.06 35.0 0 % 1 6 .

53 . varia dos 25 aos 30 anos. com 39. Em relação à atividade econômica. e no Rio Grande do Sul. e os acidentados mais novos pertencem ao ramo das fundições. trabalhadores numa faixa etária mais elevada. a faixa etária com maior freqüência de acidentes.17 anos.36 anos. Porto Alegre apresentou.Comparação de distribuição de acidentes segundo faixa etária entre RGS e OSASCO − Média de Idade As empresas de grande porte apresentaram os trabalhadores com maior média de idade.88 anos. através do Gráfico 10. sendo esta idade de 36. com os acidentados estando com 33.distribuição dos mesmos. os acidentados mais velhos pertencem ao ramo das siderúrgicas. que em ambos os casos. Já as micro-empresas apresentaram a menor média. 25% 20% 15% 10% 5% 0% a té 1 8 19 a 24 25 a 30 31 a 36 O sasco 37 a 42 RGS 43 a 48 49- NI Gráfico 10 . dentre os acidentados.17 anos. Pode se perceber. com 32. em média. Osasco tem uma ocorrência maior de acidentes entre os mais jovens. os dados estão mais distribuídos entre todas as faixas etárias. pôr volta de 38 anos.

98 0. freqüência de acidentes e percentual sobre o total de acidentes.Tabela 20 .32 %.32 31.2.08 1.00 13. com o respectivo estado civil do acidentado.00 16.80 19.00 54 .Distribuição de acidentes segundo a faixa etária para a cidade de Osasco e o estado do Rio Grande Do Sul Idade até 18 19 a 24 25 a 30 31 a 36 37 a 42 43 a 48 49NI Total Osasco % RGS % 2. os casados têm 38.00 2.71 6.00 100.00 15.00 17.00 4.33 19.03 0.Freqüência de acidentes pôr estado civil Estado Civil Casado (a) Solteiro (a) Separado (a) Divorciado (a) Viúvo (a) Desquitado(a) NI Total % 64.61 1.22 100.27 100. totalizando 64. Em média. Pode-se observar que os trabalhadores casados são os que sofrem mais acidentes.00 16.70 0.00 18.34 0.00 3.8.24 23.3 Estado Civil A Tabela 21 apresenta os dados dos acidentes do setor metal-mecânico do Rio Grande do Sul. Tabela 21 .18 18.8 anos de idade e os solteiros tem 27.18 10.

perfazendo um total de 70. A maior parte dos acidentados recebe entre 2 e 4 salários. uma das explicações para este fato é a maior quantidade de homens que trabalham em atividades da indústria metal-mecânica. As mulheres sofrem 48% de seus acidentes em cutelarias e os homens 32.46 82.07 12.46 53.38 0.45% de acidentes para os homens contra 90.38 no Rio Grande do sul. As CATs da cidade de Osasco indicaram 90.42 0.11 anos.46 24. segundo a faixa salarial.86 100.13 0.40 70.2 anos de idade e os homens na faixa dos 35.00 % Acum.91% em metalúrgicas sendo estes os maiores responsáveis pêlos acidentes classificados de acordo com o sexo dos trabalhadores.40 92.58 99.8. Tabela 22 .3% no Rio Grande do Sul. 9.28 0. com um total de 90.19 6.5 Sexo Os profissionais do sexo masculino foram os que mais se acidentaram. As mulheres se acidentam em média na faixa dos 37.Freqüência e distribuição dos acidentes segundo faixa salarial Salários 3 4 2 5 6 NI 7 8 1 9 11 10 Acima de 12 12 Total % 28.38% do sexo feminino.09 98.4 Salário A Tabela 22 apresenta a freqüência dos registros de acidentes.55% de acidentes para as mulheres.65 89.8.91 1.78 99.46% dos acidentados.56 0.4. em comparação com 9.94 17. contra.83 97.3% das ocorrências.27 1.14 100. 55 . O sindicato dos metalúrgicos de Osasco chegou a números semelhantes a estes. Entre outros fatores.22 98.92 95.20 99.75 3. e 9.52 2.00 4. 28.

análises ergonômicas de trabalho de cada posto com a ajuda de vídeo gravação. Cockerill (1993) realizou um estudo em uma linha de montagem e três postos de trabalho em um posto de trabalho de uma indústria de aço onde chapas de metal são cortadas e ajustadas. não deixando claro o que realmente aconteceu no momento do acidente.8. A pesquisa envolveu um estudo retrospectivo de registros médicos de trabalhadores. Normalmente estas tarefas se caracterizam pôr serem repetitivas e com alto grau de insalubridade devido ao ruído (Lima. Porém. O primeiro ponto estudado buscava determinar as maneiras pelas quais acidentes de trabalhos e desordens musculoesqueléticas estariam relacionadas com as operações de manuseio dos postos de trabalho e como elas poderiam ser prevenidas. 1996) 4. análises de acidentes de trabalho resultando em incapacidade para o trabalho. O estudo teve como objetivo principal. medição de indicadores de esforço fisiológico. na maior parte dos casos. compilação da avaliação de trabalhadores de sua situação de trabalho. esta informação estava mal preenchida ou incompleta. e o que o trabalhador estava fazendo. a melhoria ergonômica dos postos de trabalhos. Isto vem a tornar o dado praticamente inútil.6 Atividade do Funcionário A atividade do funcionário nas CATs pode ser verificada na área designada à descrição do acidentes.60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Impacto Sofrido 13% 31% 57% 23% 20% 12% 5% 8% 6% 7% 5% 6% 2% 4% impacto Sofrido Contra Doença Ocupacional Prensagem Esforço Físico OUTROS Feminino Masculino Gráfico 11 .Distribuição de acidentes pôr sexo segundo a natureza Pelo Gráfico 11 pode-se verificar que os acidentes mais comuns entre as mulheres são devido a doença ocupacional (DO) enquanto nos homens é devido a impacto sofrido e DO. As informações vêm a acordar com alguns estudos que atestam que as mulheres são utilizadas em tarefas que exigem mais detalhes e menos força. e desenvolvimento de soluções 56 Corte .

técnicas. Neste estudo, foi observada uma alta média de incidência de desordens musculoesqueletais. Estas desordens puderam ser relacionadas com a natureza da operação de manuseio e estresses postural envolvendo estes locais de trabalho. Com estas informações em mãos, medidas corretivas e preventivas puderam ser tomadas diminuindo substancialmente problemas de desordens musculoesqueletais nos trabalhadores daqueles postos de trabalho. Este estudo deixa clara a importância da análise de dados. Uma falha que o documento CAT apresenta, é que no preenchimento, apesar de obrigatório, da área designando para se identificar o local do acidente, este é preenchido com informações inúteis para uma posterior análise. Seria interessante que pôr ocasião do preenchimento desta informação, fosse mencionado o posto de trabalho onde estava o funcionário no momento do acidente. Para exemplificar, cito o caso de uma descrição de acidente que veio com a seguinte informação: “Tubo de ferro caiu em cima dedão do pé direito” Estas informações são praticamente, desnecessárias, pois o objeto da lesão (tubo de ferro) vem descrito no campo destinado a se colocar o objeto causador; à parte do corpo atingida (“dedão do pé direito”) vem descrita no campo destinado à descrição das lesões; a natureza da lesão, que neste caso foi impacto sofrido, merece um campo maior para conter informações mais detalhadas, com maior riqueza de informações sobre o acidente. Uma melhor descrição do acidente seria: “Atingido pôr objeto, no momento em que operava, e/ou manuseava, e/ou trabalhava, e/ou concertava, e/ou etc, uma determinada máquina e/ou uma determinada peça, e/ou determinado produto, e/ou se deslocava, em determinado posto de trabalho e/ou fora do posto de trabalho.” Desta forma seria possível tirar conclusões mais corretas sobre os acidentes, e tornar a informação mais útil para prevenir acidentes. O importante em se analisar as CATs, é verificar possíveis características comuns do posto de trabalho, que possam estar influenciando na ocorrência de acidentes. Porém, o mau preenchimento das mesmas dificulta esta ação.

57

4.9

Freqüência temporal dos Acidentes

4.9.1 Data do Acidente Segunda-feira foi o dia da semana onde mais ocorreram acidentes, em todos os ramos de atividades analisadas, com um total de 22,83% dos registros. Todos os outros dias apresentaram uma tendência decrescente entre os dias respectivamente, até domingo onde a ocorrência de acidentes foi a menor, com 1,5% dos acidentes. Costela (1999) identificou o mesmo padrão de comportamento ao analisar os acidentes ocorridos na indústria da construção civil nos anos de 1996-1997. A Tabela 23, apresenta a freqüência dos acidentes segundo o dia da semana. Tabela 23 - Freqüência dos acidentes segundo o dia da semana
Dia Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom NI Total % 22,83 20,77 18,10 17,07 13,36 3,94 1,50 2,44 100,00

Um dos fatores que poderiam explicar o maior número de acidentes na Segunda- feira, como mostra o Gráfico 12, seria o fato de ser precedido pelo fim de semana. A quebra do ritmo do trabalho, devido ao período de descanso, faz com que no retorno tanto a produtividade quanto a atenção sejam menores, propiciando uma maior número de acidentes. Com o decorrer da semana, a atenção aumenta, o ritmo é retomado, porém com uma tendência de, na sexta-feira, o funcionário estar com atenção elevada, porém com um ritmo de trabalho menor devido ao cansaço, o que vem pôr propiciar um menor número de acidentes (Costella 1999).

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25% 20% 15% 10% 5% 0% Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom NI

Gráfico 12 - Distribuição dos Acidentes segundo o dia da semana 4.9.2 Hora do Acidente O Gráfico 13 apresenta a freqüência dos acidentes segundo a hora de ocorrência. Pode-se observar dois picos, um pela manhã, das 10 às 11 horas, e outro pela tarde, das 16 às 17 horas. Os mesmos picos forma identificados pôr Costela (1999) em analise feita nos acidentes ocorridos na indústria da construção civil nos anos de 1996-1997. Pode-se observar a grande quantidade de registros onde a hora do acidente não foi informada, ou pôr desinteresse.
30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 00:00 01:00 02:00 03:00 04:00 05:00 06:00 07:00 08:00 09:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00 21:00 22:00 23:00 NI

Gráfico 13 - Distribuição dos acidentes segundo a hora do acidentes

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O pico da tarde pode ser explicado como resultado da fadiga ocasionada pela proximidade do final da jornada.10 Causa do Acidente 4. e também permitiria saber qual máquina estaria ocasionando o maior número de acidentes de trabalho. C. PARKER. Esta informação é insuficiente para que se possa fazer uma análise mais aprofundada do acidente ocorrido. assim.Parker e Oglesby apud Costella (1999) explicam o pico da manhã como sendo resultado da taxa de produtividade diária. tendo como primeira medida. não deixando claro. H. na maior parte dos casos. porém.. 17). é que este não era feito com clareza. H. Em muitos documentos aparecia apenas a palavra máquina. a máquina envolvida no acidente. esta informação estava bem clara.10. é que poderia se deduzir a atividade que o trabalhador estaria executando no momento do acidente.1 Natureza do Acidente Em grande parte. A exemplo dos casos anteriores. OGLESBY. Pôr exemplo. em uma das CATs com a seguinte descrição do acidente: “Quando estava mudando uma máquina de lugar. a crítica que se faz aqui em relação ao preenchimento das CATs. em relação a uma tarefa que ofereça risco ao trabalhador e. que atinge seu ápice no horáro das 10 horas e. Porém. não se pode agir sobre a fonte do problema. Isto permitiria tomar medidas que reduzissem os riscos de operação da mesma. New York: McGraw-Hill. mas como não se sabe qual é a máquina. 4. pois cada máquina tem um leque de operações que os trabalhadores podem realizar. Um dos princípios de prevenção de acidentes (Princípio de Prevenção de Acidentes pág. os acidentes devido a impacto sofrido e prensagem coletados nas CATs. o que vem pôr ocasionar a agregação dos dados. permitindo identificar qual máquina se empregava. Methods improvement for construction managers. A importância de se conhecer a máquina onde ocorreu o acidente. neste caso. deslocou o joelho direito” e no campo destinado a informar o objeto causador: “Máquina”. a fonte é a máquina. 1972. se deram no momento em que os trabalhadores utilizavam suas máquinas e ferramentas ou manuseavam alguma peça. quando há uma queda da produtividade e da atenção. estabelece que se deve atuar corretivamente. Em outras ocorrências. (McGraw-Hill series in construction engineering and management) 60 . W. como o caso da prensa e do torno. quanto maior o nível de atividade maior a possibilidade de ocorrerem acidentes. agir sobre a fonte do problema.

00 % Acum.30 26. pela tabela. Muitos acidentes poderiam ser evitados se as máquinas tivessem dispositivos para proteger o operador.02 7. 61 .95 76.Distribuição dos acidentes segundo a natureza Natureza do acidente Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Esforço . Esforço.00 Durante o cadastro das CATs e leitura do campo descrição do Acidentes.12% dos acidentes. Prensagem. canos.88 100.Físico.32 63. o impacto sofrido foi devido à queda de peça. ou se fossem de uso menos complexo.Físico Corte impacto Sofrido Contra Outros Total % 29. A Tabela 24 apresenta a freqüência dos acidentes segundo a natureza. deve-se conhecer o processo de trabalho do local analisado. tubos e outros normalmente em cima das mãos do acidentado. ferramentas. DO.A atividade exercida no momento do acidente também é muito importante devido ao fato de que para se analisar um posto de trabalho. com a freqüência de acidentes. Se considerarmos os seis primeiros (Impacto Sofrido. Pôr isso. os estudos subseqüentes relacionados à Natureza da Lesão serão realizados em relação a estes seis tipos de acidentes com maior incidência de acidentes.28 3.23 80.69 6. possivelmente devido à desorganização dos postos de trabalho.32% dos registros. em grande parte.30 55.12 100.89 19. Corte e Impacto Sofrido Contra) chega-se a 80. Segundo VINER (1992) os engenheiros e pessoas responsáveis pêlos projetos das máquinas devem ter um conhecimento básico e uma educação continua que os habilitem a projetar maquinarias e métodos de trabalho para satisfazer as expectativas legais de segurança no trabalho. e que atividades poderiam estar gerando maior risco ao acidentado. Pode-se verificar.01 69. pode-se verificar que. percentual sobre o total e percentual acumulado. 29.94 6. Tabela 24 . que impacto sofrido e DO juntos somam 55.

os acidentes típicos representam 94.00 Pela Tabela 25. doenças profissionais 1.00 100. em média. se comparado com a média nacional dos últimos 10 anos.00 100.89% dos acidentes e DO 21. então.Físico Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Prensagem 48 13 24 39 39 41 15 8 39 24 26 17 20 35 19 8 10 6 5 29 3 15 3 23 3 8 10 4 13 4 3 0 1 4 2 4 2 6 1 1 0 1 100. no Brasil. que apresenta a freqüência de acidentes segunda a natureza cruzando com atividade econômica. pode-se verificar que a atividade metalúrgica e mecânica são as principais responsáveis pela maior parte dos acidentes típicos. Porém. Estes dados foram semelhantes aos obtidos pelo sindicato dos metalúrgicos de Osasco onde os acidentes típicos representaram 77.Distribuição dos acidentes segundo natureza do acidente pôr atividade econômica Metalúrgica Siderúrgica Material de Transporte Mecânica Cutelaria Fundição Forjaria Natureza do acidente NI 4 1 3 5 7 4 Corte Doença Ocupacional Esforço .13% dos dados.04%. que o ambiente de trabalho que o profissional do setor metal-mecânico convive é muito insalubre.00 100.Doença Ocupacional 26% NI 3% Acidentes Típicos 71% Gráfico 14 . Pode se observar.00 100.13% das ocorrências. Tabela 25 .Distribuição dos acidentes segundo o motivo Através do Gráfico 14 pode-se verificar que os acidentes típicos representaram 71% dos acidentes doenças profissionais 26%.00 100. enquanto Material de 62 % . verifica-se uma grande diferença.

pôr 80. Pode-se concluir que metalúrgica e mecânica possuem ambientes de trabalho com um alto risco de acidentes típicos.48 anos). Estes dados estão de acordo com estudos feitos pôr Laflamme (1997) que indicam que os mais jovens são colocados frente a tarefas de maior riscos e que as doenças ocupacionais se manifestam nos mais velhos pôr serem frutos da ação do tempo em ambientes insalubres. Em relação à profissão todos os tipos de acidentes foram mais freqüentes entre os metalúrgicos. Outro dado interessante é o fato de 77% dos casos de doença ocupacional serem com trabalhadores casados contra 33% em outra situação. com impacto sofrido. Impacto sofrido também foi mais comum entre os casados. sendo de 59% nos casados contra 41% dos acidentados em outra situação.8%. enquanto que para os homens este valor foi de 22. As empresas de grande porte são as grandes responsáveis por 40. A média de idade mais alta foi à encontrada entre os que sofreram doença ocupacional (40.45% de seus acidentes são devido à doença ocupacional. 63 .83).Transporte e Cutelaria são responsáveis pela maior parte das Doenças Ocupacionais.72% dos acidentes decorrentes de Doença Ocupacional. e 70. porém mais insalubres. enquanto cutelarias e material de transporte possuem um ambiente de trabalho altamente insalubre. porém esta diferença foi menor. Um fato interessante foi que 57% dos acidentes registrados para as mulheres foram devido à doença ocupacional. Siderúrgica também pode ser considerada como tendo um ambiente de trabalho altamente insalubre .9% dos acidentes ocorridos devido a esforço-físico. e a média mais baixa foi para impacto sofrido contra (32. indicando que as mulheres são postas em atividades de menor risco.8% dos registros de acidentes de trabalho.pois 70.

67 23. A Tabela 27 apresenta os dados quanto aos agentes de lesão mais comuns.67 2.06 1.32 47.E.34 100.95 77.73 52.00 80. Pode-se verificar que a indústria metalúrgica tem 40.23 72.67 100.97 1. o que mais se sobressai.67 9. Cortante 9 Mov.27 18.45 1.41 3.58 2.R. Barras e Tubos. 11 Ferro 12 Serra ou Furadeira 13 Componente de Maq.77 38.12 67.75 3.82 32. ferramentas. que apresenta a distribuição dos acidentes segundo o agente causador da lesão.9% de seus acidentes causados pôr elementos pertencentes ao posto do trabalho. de acordo com a atividade econômica. De nível 16 Corpo Estranho 17 Peso 18 Subst.45 62.82%).16 4.Distribuição dos acidentes segundo os agentes da lesão mais freqüentes ID 1 Ruído 2 LER 3 Máquina 4 Ferramenta 5 Peça(s) 6 Chapa 7 Prensa e Torno 8 Obj. prensa e torno (29.40 81.95 5.14 8.88 59.4.00 2. são os principais causadores de acidentes do trabalho (23. chapas. 14.56 3. demonstrando ser um ambiente de alto risco. ou Prod.82%).41 1. Quente 19 Escada 20 Equipamento Outros Total Agente da lesão % 14. 14 Caixa(s) 15 Queda c/ ou sem dif. é o resultado de 64 .26 75.54 79.00 % Acum.59 1. Dos dados apresentados.00 Com base na da Tabela 26.13 55. pode-se verificar que ruído e L.10.2 Agentes da Lesão Tabela 26 .16 43. peças.53 2.39 5.70 70. Logo após vem às lesões causadas pôr máquinas. Corpo 10 Canos.69 1.45 65.41 4.29 74.

Porte Grande Médio ME Ruído e Ler Peças. pode ser vista na Tabela 70 em anexo pág. 130. ferramentas. pois como pode-se ver na Tabela 28. Mov. Ferramentas. ruído e LER. Ruído e LER Ruído e LER Ferramentas e Caixas Ruído % Relat. onde 65. 7 Uma lista completa com os agentes e as atividades econômica. Tabela 28 . que oferecem risco à segurança do trabalhador. Chapa.90 Material de Transporte Ruído e LER As empresas de grande porte se caracterizam pôr terem ambientes de trabalho que oferecem maiores riscos à saúde do trabalhador.20 36. ao Porte 35.30 65. todos elementos pertencentes ao posto de trabalho. Peças. Prensa e Torno.. peças e ferramentas.50 Pequeno Máquina. chapas. Chapa. Torno e Ferramentas. máquinas. Máquinas e Ler.00 31. 35.90 41. pois os principais agentes são máquinas.agentes de lesão na siderurgia. sendo este um ambiente altamente insalubre para os trabalhadores.Tipos de agentes mais comuns de acordo com a atividade econômica7 Atividade Econômica Metalúrgica Mecânica Cutelaria Forjaria Fundição Siderúrgica Agente Lesão Máquinas. Chapas. Ruído. Corpo.70 50. peças. Ruído.00 40.7% dos acidentes tem como agente de lesão. Chapa.Tipos de agentes mais comuns de acordo com o porte. Peças. 65 . Prensa. Máquina. à atividade econômica 40.70 39.70 32. Prensa e Torno. Agente % Relat. se caracterizam pôr serem ambientes de trabalho de maior risco. Já em empresas dos demais portes. Tabela 27 .10 28.9% dos acidentes são devido a ruído.

furadeira. ferros e máquinas são os maiores causadores de Acidentes de Trabalho.70 90. com 29. que contém as quatro Naturezas de Lesão com maior incidência (Impacto Sofrido. serra. Peso. 26. poder-se-ia esperar. o soldador está sofrendo muito impacto de canos. Chapas e Máquinas % Relat. Cortantes.10 57. Ferramentas. a Natureza 47. Como pode-se observar na Tabela 67 (anexo pág. Logo. indicando uma possível desorganização nos postos de trabalho. barras.Físico Corte Agentes Ferramentas. serão apresentados mais detalhes a este respeito. tubos. barras. prensa e torno. pôr exemplo. canos. 128) a natureza de lesão mais comum foi impacto sofrido. peças. Mais adiante. que o soldador se queimasse ou tivesse problemas respiratórios ou visuais. chapas. Obj. 7. Doença Ocupacional. Com base na Tabela 30. Peças e Caixas. e até mesmo de máquinas que não fazem parte de seu posto de trabalho.20 60. pode-se verificar quais foram os agentes de lesão predominantes entre as categorias profissionais dos acidentados. e máquina. pode se verificar que ferramentas.20 impacto Sofrido Contra Máquinas.69% e 6. 66 . neste modulo.94% respectivamente de ocorrência) e os agentes que os ocasionaram. peças. Mov. porém se vê que os agentes da lesão estão mais ligados a uma possível desorganização de seu posto de trabalho. Prensa e Torno. Corpo.A partir da Tabela 29.Agentes mais comuns de acordo com a natureza da lesão Natureza da Lesão Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Esforço .2%. que apresenta os tipos de agentes de lesão mais comuns entre as profissões. tubos. Ruído e Ler Máquinas.90 61. Prensagem e Esforço Físico. canos. peças.3%. Tabela 29 .30 68. Como se espera que o acidente esteja relacionado com a atividade.

prensa.33 40. tubos. Corpo. Prensa. Aux. Produção Op. Mov. Ler. Agente % 36. ferramentas e máquinas. Mult. Ruído e Ler Ruído e Ler Ruído e Máquinas Canos. Gerais Montador Op. 74.68 55. 67 . É sempre bom ter em mente que o afastamento do acidentado de seu posto de trabalho implica em custos diretos e indiretos para empresa.33 39. treinamento de um profissional para substituir o acidentado.11. ruído. Man. custos com perda de tempo.31% dos acidentados necessitaram se afastar de seu posto de trabalho.00 33. barras e tubos. impacto psicológico nos colegas de trabalho entre outros. ruído. Máquina Industriário Soldador Serv. máquina e ferramentas.23 33. Em 12. torno.Tipos de agentes mais comuns segundo a profissão Profissão Metalúrgico Op.Tabela 30 . Func.11 Dados sobre o Acidente 4. Componentes de máquina.82 4.6% que não precisaram se afastar. canos. Máquinas. torno e máquinas.48 29.1 Afastamento Em relação ao afastamento.10% dos casos não foi informado se houve ou não afastamento. chapas. Custos com tratamento. Cel.44 36.74 33. contra 13. barras. LER Chapas.

Em relação às lesões. 10.42 0.1% na região ventral. que é perda auditiva induzida pelo ruído.19 1.45 46. onde se pode verificar que os acidentes leves (menos de 15 dias) representaram 39.9% dos casos.30 31. No geral.15 16. a Tabela 31 apresenta os dados obtidos após análise.2 Duração do Tratamento Tabela 31 .90 15.7% das lesões.44% dos acidentes. Nesta tabela.66% dos casos este dado não foi informado ou estava ilegível.Distribuição dos acidente segundo duração tratamento Duração do tratamento 0. 45. 68 .2% nos pés.66 100. ferimento corto-contuso foi o principal responsável pôr 23. 15.12 Lesões e Partes do Corpo Atingidas Como era de se esperar. e os acidentes graves (mais de 15 dias) representaram 23.9% na região dorsal e 9. A Tabela 32 apresenta as principais lesões encontradas entre os acidentados no setor metalmecânico do estado do Rio Grande do Sul. é apresentada a distribuição dos acidentes segundo a duração do tratamento.13 1.4.00 2.75 76.48 3.00 Na questão relativa à duração do tratamento. as mãos foram à região do corpo mais atingidas em acidentes e com maior número de lesões. Infelizmente em 36.6% das lesões seguidas pôr hipoacusia.22 36.90 Acima de 90 NI Total % 39.60 61. com 17.9% das lesões foram nas mãos (principalmente o dedo indicador devido a impacto sofrido).11.5% na região da cabeça (principalmente a audição devido a ruído). 20. segundo os dados levantados das CATs. 4.

0 0.1 Profissão Com base na Tabela 33.Distribuição das lesões segundo o tipo de lesão CodLes 10 21 4 12 22 17 23 24 8 Total Nome da Lesão Ferimento.00 18.6 10.00 4.9 40.7 10.1 6. pode-se observar. Gerais Op. motivando 93.4 5.5 49.2 4. Produção Op.9 3. Man. Outros % CABEÇA DORSAL VENTRAL MÃO 33.0 100. Mult.1 0.7 6. Corto-contuso Hipoacusia Contusão Fratura Tendinite Queimadura Dores Disacusia Entorse Outras % 23.9 6.1 3.4 2.8 3.Tabela 32 .6 2.5 2. os olhos e a região frontal são as regiões mais afetadas pôr acidentes.5 100.6 8.8 3. Cel.7 2.0 3.2 Região da Cabeça Com base na Tabela 34.5 10.4 100.6 17.7 13.9 1.00 4.6 0.1 3.5 PÉ 20.00 17. Tabela 33 .9 35.00 20.1 9.8 0.0 5.00 100.7 1. que as orelhas (audição).8 39.3 3.7 2.0 7.7 6.0 2. pode-se observar a distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão.3 40.8 15.3 6. Func.12.7 1.3% das lesões registradas em acidentes de trabalho e doença profissional.1 3.1 3. Máquina Industriário Soldador Montador Serv.6 3.5 1.0 4.8 5.1 2.2 100.9 12.1 0.Distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão Profissão Metalúrgico Op. O metalúrgico foi o mais atingido em todas as regiões do corpo.7 100. que apresenta a distribuição de lesões segundo a região da cabeça atingida. Aux.12.1 10.1 5. 69 .2 12.

70 .10 40.79% dos registros de acidente na região da cabeça. Além da perda de produtividade gerada pôr estes sintomas. com 12.70 100.81% e objeto na vista com 7.80 3. principalmente na região da face. estes 3 são responsáveis pôr 96.50 6. irritação.Tabela 34 . pois o trabalhador pode ter como conseqüência do ruído. Juntos. Ruído foi responsável pôr 99% das ocorrências de acidentes na orelha (Perda auditiva induzida pôr ruído). Impacto sofrido foi responsável pôr 51. ainda existe a diminuição dos reflexos e da atenção. seguido pôr impacto sofrido.7% dos acidentes registrados na região frontal. cansaço.80 4. principalmente devido a ruído. ainda pode contribuir para a ocorrência de outros acidentes. dores de cabeça. O ruído.17% dos registros de acidentes na região da cabeça. aumentando os riscos de acidentes devido a estresse físico e mental. de propiciar a perda auditiva do acidentado.Distribuição de lesões segundo região da cabeça Parte do Corpo Atingida Orelha esq Orelha dir Olho esq Região Frontal Olho dir Outras Total % 41.55% dos registros de acidentes referentes à região da cabeça. Objeto na vista foi responsável pôr mais de 60% dos registros de acidentes na visão.00 − Natureza do Acidente Doença ocupacional foi responsável pôr 71. entre outros sintomas. como pode ser observado na Tabela 35.10 3. além.

Tabela 35 - Distribuição dos acidentes na região da cabeça segundo a natureza do acidente
Natureza do acidente Doença Ocupacional Impacto Sofrido Objeto na Vista Queimadura Outras Total % 71,17 12,81 7,55 3,66 4,81 100,00

− Lesões A lesão mais comum, na região da cabeça, foi hipoacusia e disacusia que ,juntas, foram responsáveis pôr 67,9% das lesões na região da cabeça, conforme pode ser observado Tabela 36. Tabela 36 - Distribuição das lesões na região da cabeça segundo natureza e agente de lesão
Natureza do acidente Agente da lesão % 56,5 11,4 2,3 2,3 2,1 25,4 100,00 Lesão Hipoacusia Disacusia Corpo Estranho Corpo Estranho PAIR Parte do Corpo Audição Audição Olho Dir Olho Esq Audição

Doença Ocupacional Ruído Doença Ocupacional Ruído Objeto na Vista Objeto na Vista Outras Total Corpo Estranho Corpo Estranho Outras

Doença Ocupacional Ruído

4.12.3 Região do Corpo Dorsal As costas e os ombros foram a principal região atingida, nos acidentes registrados na região do dorso (costas). Os principais causadores destas ocorrências foram LER (Lesão pôr Esforço Repetitivo), movimentos mal feitos (posturas inadequadas) e esforço físico excessivo.

71

Tabela 37 - Distribuição das lesões segundo a região dorsal
Partes do Corpo Costas esq Costas dir Ombro dir Ombro esq Cotovelo dir Outras Total % 24,90 24,60 20,10 15,00 8,10 7,30 100,00

As costas, ombros e o cotovelo direito foram responsáveis pôr 84,6% das lesões na região da dorsal, conforme pode-se verificar na Tabela 37. − Natureza O principal causador de ocorrências de acidentes na região dorsal foi doença ocupacional, principalmente devido a LER, com 38,8% dos registros de acidentes nesta região. Esforço físico excessivo, principalmente devido a carregamento de pesos e movimentos mal feitos, também foi um dos maiores causadores de comunicação de acidentes com os mesmos 38,8%, conforme pode-se verificar na Gráfico 15

45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0%

38,80%

38,80%

8,60% 3,00% Doença Ocupacional Esforço - Físico Impacto Sofrido Queimadura 2,60% Desequilíbrio 2,20% Queda

6%

Outros

Gráfico 15 - Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a natureza do acidente − Agente da Lesão L.E.R foi o principal responsável pôr grande parte das comunicações de acidentes, com um total de 30,6% dos registros referentes à região dorsal. Depois vieram Mov. Do Corpo e Peso, 72

que juntos somam 20,26% dos acidentes da região dorsal. Estes dados já eram esperados, haja visto que uma das maiores preocupações da indústria é a alta incidência de LER entre seus trabalhadores. Muitos afirmam que a LER está mais ligada a fatores psicológicos do que físicos, pois um profissional que ao trabalhar se mantém tenso, está mais sujeito a ter lesões, do que um profissional que se mantém relaxado. Muitas empresas estão adotando, como medidas para diminuição dos casos de LER, soluções macro-ergonômicas, que estão ligadas a fatores externos ao ambiente de trabalho. Construção de creches para os filhos dos empregados, financiamento de casa própria, assistência médica, entre outros são exemplos de medidas, que contribuem com a redução de casos de LER, pois o trabalhador se sente mais seguro, e mais tranqüilo, estando menos propenso a lesões pôr esforço repetido. Tabela 38 - Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo o agente da lesão
Agente da lesão LER Mov. Corpo Peso Caixa(s) Peça(s) Componente de Maq. ou Prod. Motor Queda Chapa Outros NI Total % em relação a Dorsal 30,60 11,21 9,05 5,60 4,74 3,02 3,02 2,16 1,72 18,54 10,34 100,00

− Lesão As principais lesões encontradas na região dorsal foram devido à contusão (15,5%), dores (14,4%), queimadura (13,4%), tendinite (9,3%). A Tabela 39 apresenta uma lista completa com as lesões na ocorridas região dorsal.

73

00 4.40 23.Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a lesão CodLes 4 23 17 22 20 7 10 15 19 26 28 18 Nome da Lesão Contusão Dores Queimadura Tendinite Lesão Distensão Ferimento.10 3. principalmente para empurrar e ajeitar peças.50 7.4 Mãos Os dedos foram os principais atingidos.00 10. em acidentes de trabalho registrados na região das mãos. Corto-contuso Lombalgia Tenossinovite Epicondilite Hérnia Outros Total % 15. como era de se esperar pôr serem os dedos mais utilizados.40 9.30 6.10 17.20 5.12.20 4.40 13.40 100.20 5.Tabela 39 .00 74 . foram os mais atingidos com 10% de registros cada.10 3.Distribuição dos acidentes segundo a região das mãos Parte do Corpo Dedo indicador esq Dedo indicador dir Punho dir Dedo médio dir Dorso da mão esq Dorso da mão dir Dedo polegar esq Dedo médio esq Dedo polegar dir Outras Total % 10.20 7.80 100.10 3. Os dedos indicadores.80 7.50 8.30 8. Tabela 40 .50 7.00 9.50 14.

são os principais agentes de lesão.30% 9. onde pode-se observar que as máquinas. 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 35. na região das mãos 75 .R. Juntos somam 62. ferramentas e L.E.89% 11.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a natureza − Agente da Lesão A Tabela 41 apresenta a distribuição dos acidentes na região das mãos. como pode-se observar no Gráfico 16.91% 4.− Natureza Impacto sofrido foi o grande causador de acidentes na região das mãos seguido de prensagem e corte.27% 5.93% dos acidentes registrados na região das mãos.74% 15.10% Impacto Sofrido Prensagem Corte Doença Ocupacional impacto Esmagamento Sofrido Contra Outros Gráfico 16 .79% 17.

90 3. Corpo Ferro Caixa(s) Outros Total % 16.10 4. Canos.50 2.40 2. principalmente devido a impacto sofrido pôr ferramentas e máquinas.11 14.30 100. ou Prod.73 4. Tabela 42 .55 14.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo o agente da lesão Agente da lesão Máquina Ferramenta Prensa e Torno LER Obj.60 7.80 24.40 8.20 6. Cortante Peça(s) Chapa Serra e Furadeira Componente de Maq.11% dos registros.20 6.14 2.73 5.10 1.20 2. com 26.87 5.74 9.46 4.Tabela 41 . Corto-contuso Fratura Amputação parcial Contusão Queimadura Tendinite Dores Amputação total Entorse Outros Total % 26.65 12.00 − Lesão Ferimento corto-contuso. Barras e Tubos. Mov.02 100.20 9. foi o principal causador de acidentes na região das mãos.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão CodLes 10 12 1 4 17 22 23 2 8 Nome da Lesão Fer.10 5.00 76 .

73% 16. 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 61. e os tornozelos.50 7. com 19.70 7.67% dos registros de acidentes na região dos pés.12.4.Distribuição dos acidentes segundo a região dos pés Região do corpo Dorso do pé esq Dorso do pé dir Tornozelo esq Tornozelo dir Dedo 1 dir Dedo 5 dir Dedo 1 esq Outras Total % 24.85% 8.73% dos acidentes registrados nos pés.00 − Natureza do Acidente Impacto sofrido foi responsável pôr 61.20 11.2% das ocorrências. conforme pode-se verificar no Gráfico 17.50 5.61% Impacto Sofrido Desequilíbrio Queimadura Torção Outras Gráfico 17 . em acidentes.10 100.67% 7.Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo a natureza.30 19. seguido de perda do equilíbrio com 8.10 19.5 Pés A região mais atingida do pé. Tabela 43 . 77 .60 5.14% 5.2% das lesões. foi o dorso do pé direito com 19.

00 − Lesão As principais lesões registradas na região das mãos foram fraturas e ferimentos corto-contuso.20 3. e chapas. 78 . peças.Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo o agente da lesão Agente da lesão Ferro Peça(s) Canos. indicando uma possível desorganização do posto do trabalho.90 6.− Agente da Lesão Os principais causadores de lesão na região dos pés foram ferros.50 5.60 9.70 4. tubos. Chapa Escada Mov.70 3. com 38% e 19% respectivamente. barras. Corpo Subst.10 4. Tabela 44 .30 100.30 8. Barras e Tubos.70 40. canos. Quente Caixa(s) Equipamento Outros Total % 13.

10 100.12. Corto-contuso Contusão Queimadura Entorse Dermatite Tendinite Corpo estranho Lesão ligamentar Lesão Dores Total % 38.80 10. pode-se verificar que os braços são a região mais atingida da região ventral.10 5.80 8.0 17. Logo.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão CodLes 12 10 4 17 8 6 22 5 13 20 23 NomLes Fratura Fer.3 1.7 11.0 4. na região ventral.30 9.6% e 15.6 Ventral A região que mais sofreu injúrias devido a acidentes de trabalho.4 3.3 1.Tabela 45 .0 19.2% dos registros de lesões na região ventral.3 100.70 12.70 7. com 19.5 1.3 1.8 2. foi o antebraço direito seguido do braço direito. O antebraço esquerdo e o braço esquerdo juntos somam 21.90 10.5 2.Distribuição dos acidentes segundo a região ventral Região do corpo Antebraço dir Braço dir Antebraço esq Braço esq Joelho esq Joelho dir Perna ant esq Perna ant dir Tórax dir Total % 19.60 15. Tabela 46 .00 79 .8% das lesões respectivamente.

com 25.4% dos registros de acidentes relativos a região ventral.97 16.Físico Desequilíbrio Queimadura Retesão Outros Total % 25.22% respectivamente. seguido de doença ocupacional. Esforço físico e perda de equilíbrio. Tabela 47 .Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a natureza.25 8. 80 . também são responsáveis pôr boa parte dos acidentes na região ventral.22 10.− Natureza do Acidente Impacto sofrido foi o principal tipo de acidente na região ventral.77 100. Natureza do acidente Impacto Sofrido Doença Ocupacional Esforço .16% e 24. com 21.00 − Agente da Lesão O principal agente causador de lesão foram os esforços repetitivos (LER).07 4.16 24.56 10.

20 4.6% e 10.40 7.80 6.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a lesão CodLes 17 4 23 12 10 9 8 22 18 Nome da Lesão Queimadura Contusão Dores Fratura Fer.80 5.20 6.30 100. respectivamente.70 4. 13.00 3. Tabela 49 .Distribuição dos acidentes na região ventral segundo o agente da lesão Agente da lesão LER Mov. Barras e Tubos.Tabela 48.20 5. Quente Ferramenta Obj.10 3. Corpo Máquina Queda Chapa Outros Peça(s) Subst.30 4.40 8.50 4. Peso Outros Total % 21.90 100.70 13.70 3. seguido de contusão e dores com 22.20 24.10 2.7%.50 22. Corto-contuso Escoriação Entorse Tendinite Outros não listados Total % 22. Cortante Escada Canos.4% das lesões.60 4.40 3.00 81 .40 7.60 10.00 − Lesão A principal lesão encontrada foi devido a queimaduras.

tece algumas considerações sobre o posto de trabalho do soldador. Sendo um profissional com tarefas típicas. e propor estudos ergonômicos que venham a reduzir os riscos que um determinado profissional esteja exposto.O capítulo 5. A discussão pretende entender um pouco melhor a realidade do acidente que não consegue ser traduzido pela CAT. 82 . a seguir. é possível deduzir as possíveis causas dos acidentes.

e um conjunto de equipamento de proteção individual. medidas profiláticas foram tomadas. visão e estresse mental e postural bem como ambiente de trabalho. padrão para 83 . zona respiratória e carga de trabalho. que basicamente é a mesma para todos os soldadores. e as CATs não servem para dar estas informações sobre ar respirado e visão do soldador. Tratamento com remédios também foi utilizando. na qual questionou-se sobre assuntos ligados basicamente à sua atividade. Neste caso. praticamente não existe bibliografia sobre o assunto. Nas bibliografias internacionais. A maior parte dos estudos sobre saúde e segurança do trabalho com o soldador são encontradas em bibliografias internacionais que basicamente relatam problemas respiratórios e de visão. Estas exposições levaram a problemas nos olhos e no sistema imunológico dos trabalhadores. Em relação aos estudos ligados à metalurgia. Tendo em vista a discrepância de dados. Foi realizada uma entrevista com os soldadores. Foram realizadas observações diretas e indiretas (filmagens) com os trabalhadores no intuito de poder comparar os resultados obtidos nas CATs e as informações obtidas na revisão bibliográfica com os dados obtidos nas empresas. O soldador é um profissional que trabalha com operações de fusão de peças metálicas. incluindo um escudo de proteção contra flashes provenientes do processo de soldagem. No Brasil. que os soldadores de uma linha de produção de dispositivo laser. Problemas no aparelho respiratório também foram verificados. foram expostos aos flashes de luz de plasma e laser excedendo em certas medidas os níveis máximos permitidos. comunicações ligadas a problemas respiratórios e nos olhos. de uma vestimenta.5 CONSIDERAÇÕES SOBRE A ADEQUAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS PELA CAT: O CASO DO SOLDADOR O trabalho do soldador despertou a atenção pela alta incidência de impacto sofrido o que teoricamente não era esperado. pode-se notar uma preocupação muito grande com o ar que o soldador respira e a visão. foi feita uma análise do trabalho de soldagem em duas empresas gaúchas ambas localizadas na região de Porto Alegre. Em nenhuma das CATs foram constatadas. Komarova (1992) verificou em um estudo feito numa indústria metalúrgica russa. como ruído. utiliza cerca de seis tipos diferentes de processos. de acordo com a literatura internacional. o principal tema encontrado é relativo a ruído. que soldar é uma atividade que oferece um alto grau de insalubridade ao soldador. Percebe-se.

todos os soldadores.1 Principais Agentes Causadores De Risco À Saúde Do Soldador 5. proteção para o tronco e elmo para a face. em entrevista aos profissionais de soldagem. Normalmente as queixas eram feitas pêlos trabalhadores mais velhos.1 Acidentes de Trabalho Com base na literatura revisada. 5. protetores auriculares. Em visita feita a uma empresa da região metropolitana de Porto Alegre. O principal risco é o do equipamento de soldagem. foi introduzida uma nova tecnologia. que passou a ser utilizada industrialmente e logo após foi introduzida também a solda oxiacetilênica que passou a ter uso industrial após os anos de 1900. Ao se aproximar o eletrodo da peça. devido a choque elétrico. os acidentes de trabalho podem ser provocados pôr quedas de peças.2 Trabalho do Soldador Desde o momento em que o homem tomou conhecimento das técnicas necessárias para produção de metais. contato com eletricidade. Estas voltagens são excessivas e podem afetar a integridade física do soldador (Melton. forma-se um arco voltaico que funde o metal da peça e do eletrodo. (113 V pico). que consistia da solda de arco de resistência. apesar do uso de elmo protetor da face. a solda vem sendo utilizada. 84 . contato com peças aquecidas. Relativamente altas voltagens são necessárias para o processo de soldagem e o soldador pode ter contato direto com 80 V ac rms. Em meados de 1880. 1996). Após várias modificações nestes processos. se constatou que mais de 50% dos entrevistados queixaram de problemas nos olhos e dor de cabeça. e protetor auricular. pode-se distinguir os processos de solda em seis tipos diferentes: − Solda de Arco ou Solda Elétrica: Consiste na utilização de uma diferença de potencial elétrico entre a peça a ser soldada e um eletrodo.1. que tem operações de solda do tipo MIG e TIG. 5. botas. O primeiro processo de solda foi em forja.1. peças. os mais novos normalmente não tinham nenhuma queixa. que nada mais era do que martelar duas peças aquecidas até sua fundição. composto pôr luvas. fagulhas. é desenvolvida para solda de aço inoxidável e utiliza eletrodos revestidos de fluoretos. − Solda de Baixo Teor de Hidrogênio: Semelhante à descrita acima. ferramentas.

ou pôr Resistência: Utiliza dois eletrodos não consumíveis e une duas chapas metálicas apenas no ponto de contato. − Solda Com Gás Inerte: TIG (Tungsten Inert Gas): O Mesmo processo da MIG. em processos manuais e semi-automatizados de soldagem existe a possibilidade de diminuição de contaminação da zona respiratória do soldador. Mas para isto. a qual é uma das maiores preocupações. o que conduz à formação de elevadas concentrações de fumos. porém.− Solda de Gás Inerte: MIG (Metal Inert Gas): Utiliza um eletrodo consumível e um arco envolto em gás inerte.3 A Tecnologia e o Soldador De acordo com Gorban (1990). com o devido relato do regime de soldagem usado e o diâmetro do eletroduto de soldagem. são necessários mais dados sobre a emissão e a razão de formação das substâncias mais perigosas. Além destes processos que são utilizados. ainda teríamos outros que oferecem menor riscos aos soldadores. o argônio. − Solda com arco e gás inerte.1. Desenvolve pouco calor. resultando numa corrente de gás altamente ionizada. o instrumento de solda fornece um jato de gás inerte através de um orifício com um gradiente de alta voltagem. − Solda de Plasma: Neste processo. Gorban (1990) 85 . − Solda realizada a laser. São eles: − Solda a Gás ou oxiacetilêniaco: O calor necessário para fundir a peça e o eletrodo é fornecido pôr um maçarico. mas é grande a liberação de fluoretos. A liberação de fumos é reduzida. com substâncias de riscos. o dióxido de carbono ou misturas destes gases. o suficiente para fundir o metal das chapas nos pontos. como o hélio. O processo faz uso de alta densidade de corrente elétrica. de um eletrodo não consumível de tungstênio e tório. podendo ou não ser utilizado um segundo eletrodo consumível. 5. se a intensidade de sua formação for diminuída na zona do arco de soldagem. devido aos fumos de soldagem. utilizando-se. − Solda a Ponto. − Solda de Arco Submerso: O arco é embebido entre o eletrodo e a peça. sendo obtida uma proteção cobrindo-se o ponto de trabalho com grânulos de material inerte que contém fluoretos. tais como componentes sólidos e gasosos do aerosol de soldagem.

Um ambiente de muito calor. Isto devido ao ambiente agressivo.1. calor também pode ser considerado um risco adicional. tempo de realização da soldagem. problemas de postura. A atividade do soldador pode causar fadiga. principalmente a nível internacional. O arco de soldagem emite altos níveis de infra vermelho visível e radiação UV. em que o metalúrgico é exposto todos os dias. Partículas no ar também são um problema potencial. Estes fatores. Soldadores atualmente tem trabalhado tanto em locais escuros quanto em iluminados. 86 . Um típico exemplo onde a automação diminui os riscos de acidente. surdez profissional. O sistema poderia ser utilizado em diversos processos de soldagem diminuindo desperdício.afirma. 5.6 anos a menos do que a população em geral da região. tem se dado muita prioridade para os tóxicos do fumo e os riscos do câncer na saúde do soldador em estudos de segurança com consideração à soldagem. 5. na região de Tula na Rússia.1 A Visão Segundo Marini (1994) existem uma série de fatos a serem considerados. chegou-se à conclusão que a expectativa de vida do metalúrgico é . de 2. diminui os potências de exposição ocupacional do soldador. ruídos e estresses tanto postural quanto psicológico. pois diminui a exposição do soldador aos riscos do processo de soldagem. Na aplicação inicial da sua técnica. no intuito de tornar a ambiente de trabalho mais salubre para o soldador. a possibilidade de ação sobre as substâncias químicas pode ser tomada. Os estudos sobre os riscos da visão do soldador têm sido limitados a injúrias externas no corpo. e estão se tornado mais versáteis. Este sistema poderia ser utilizado pôr pessoal não especializado. Eble (1995) constatou que com a utilização de um sistema de soldagem robotizado. pois podem afetar a integridade respiratória do soldador Yakovleva (1995) desenvolveu um método para avaliar a influência das doenças profissionais na expectativa de vida do metalúrgico. em relação à função visual do soldador. que acaba tendo uma expectativa de vida abaixo da média. e para outros trabalhadores que compartilhem da mesma zona respiratória. portanto.4 Doenças Profissionais Doença Profissional ou do trabalho é aquela adquirida no exercício do trabalho a serviço da empresa. Atualmente.4. ainda. aos poucos.1. que se for testada a efetividade de sistemas de ventilação local e geral dos postos de trabalho de soldagem. Vários efeitos prejudiciais acabam se combinando. oftalmia pôr ultravioleta e intoxicação pôr agentes químicos. Riscos adicionais aparecem do processo. radiação ultravioleta e à utilização das lentes de contato. estresse pelo calor.em média. vão afetando a integridade física e imunológica do metalúrgico.

Danos estruturais como efisema. a acuidade visual esta se tornando cada vez mais importante para habilidade de se trabalhar e. provindos da soldagem. no sistema cardiorespiratório. os quais são originalmente parte dos componentes de consumo da soldagem ou do metal sendo soldado. e ferro. Normalmente.2 Agentes Químicos Os fumos de soldagem compõem os principais agentes químicos aos quais os soldadores estão expostos. dependendo da composição e concentração do fumo e a duração da exposição (Chung et ali. Neste estudo não foi constatado 87 . Em um estudo feito pôr Pokrovskaya (1990) foram comparados os efeitos da introdução intratraqueal de poeira de magnésio. o qual reduz os níveis de luz. pôr isso. silicone. a preocupação com este fato. pela sua menor acuidade visual e conseqüente redução da atenção. Finalmente. 1985). 5. um acentuada redução na intensidade de luminescência dos terminais adrenergéticos no miocárdio. O fumo é produzido durante a soldagem e é primariamente um aerosol formado pela condensação e oxidação de metal vaporizado. sódio. desenvolvimento distrófico na contração do miocárdio. potássio. Esta mistura de gases no ar e partículas podem ser um risco para saúde. e muitas vezes os problemas de visão se tornam irreversíveis. Além das diversas patologias que cada substância pode desenvolver pode-se observar ações aditivas para ode aparelho respiratório. cálcio. Ele pode também conter outros materiais. Porém os Oftalmologistas não têm suficiente contato com fabricas e condições de trabalhos. como se verifica com os soldadores nos Estados Unidos (Colacioppo.o diagnóstico do Oftalmologista poderia ser feito cedo evitando assim serias complicações. bronquite do pulmão. potássio e componentes solúveis de manganês foi estabelecido. flúor. quando o soldador começa a sentir os sintomas já é muito tarde. Neste estudo foi provado os danos causados pôr estes componentes. Porém. se limita à utilização de elmo protetor para face. A atividade biológica mais pronunciada dos componentes pesados do aerosol da soldagem com um alto conteúdo de flúor. principalmente quando estes estão fora de seus postos de trabalho. surge a necessidade de se prover testes para analisar a acuidade visual do soldador. 1997). que podem levar ao câncer pulmonar. Os problemas com visão podem causar tontura e dor de cabeça. devem ser definidos padrões. antes deles serem feitos.1. Estes fatores podem contribuir para a incidência de acidentes com os soldadores.4. mas não os elimina. além de diminuir a capacidade de realização de tarefas pelo soldador. No Brasil. tais como componentes de fluxo ou metais sendo soldado.

− Controle. Segundo COLACIOPPO (1985) quando se inicia um estudo de agente químico. mas geralmente elas tiveram algum efeito tóxico no organismo. já os gases podem causar irritação e asfixia.nenhuma atividade fibrocinética das amostras de poeira de soldagem. deve-se dividi-lo em três aspectos básicos: − Reconhecimento. Há dados substanciais na literatura sobre a freqüência do tamanho das partículas de fumo. 88 . Na Tabela 50 é apresentada a composição básica dos fumos de soldagem. A maioria relata que estão em sub-micro escala . tipicamente abaixo de 0.2 µm. − Avaliação. formando cadeias e agregados que são muito maiores geometricamente mas aerodinamicamente ainda dentro da gama respirável (Chung et ali. 1997). O material particulado pode causar irritação e doenças pneumoconiogênicas. Percebe-se que os fumos de soldagem podem estar em duas formas: partículas e gases.

ritmo de trabalho. pontos estes como área de exposição. onde agentes químicos dos fumos de soldagem possam estar agindo.Tabela 50 . número de trabalhadores expostos. Durante esta fase são reconhecidos alguns pontos importantes para o estudo. tempo de exposição dos trabalhadores. agentes a pesquisar e outras substâncias que possam alterar os resultados. condições ambientais. 89 .Composição Básica Dos Fumos de Soldagem Cádmio Cromo Chumbo Fluoretos Manganês Níquel Titânio Vanádio Zinco Alumínio Carbono Berílio Estanho Ferro Sílica Cobre Asbesto Ozona Fosgênio Óxido de nitrogênio Fosfina Monôxido de carbono Dióxido de carbono Gases Inertes Irritantes pulmonares E tóxicos sistêmicos Material Particulado Pneumoconiogênicos Irritantes Gases Asfixiantes − Reconhecimento O reconhecimento consiste de uma visita ao local. movimentação de materiais a fim de saber quem trabalha com o que.

análise do material coletado e. Durante o processo. exames médicos antes durante e após o trabalhador iniciar suas atividades. mas também a absorção. pelo trabalhador. 5. finalmente. dos agentes químicos a que está exposto. o que tem sido uma preocupação nesta etapa é a falta de métodos padrão e de limites de tolerância para que se possa comparar os resultados obtidos na avaliação. normalmente diário. normalmente se utiliza a orientação da American Conference of Governmental Hygienists (ACGIH).4. Adicionalmente à comparação com limites de tolerância. Os TLV referem-se a concentrações de aerodispersóides e representam condições sob as quais supõe-se que quase todos os trabalhadores podem estar expostos dia após dia sem efeito adverso. o tempo de amostragem. pôr medidas de engenharia de higiene industrial e pôr medidas de medicina do trabalho. Estas partículas são provenientes do arco de gás formado durante o processo de soldagem. Haja visto que o Brasil não dispõe de LT. as partículas do fumo de soldagem são um dos maiores causadores de risco para saúde dos soldadores. A outra etapa consiste de comparação dos valores de concentração atmosférica dos fumos de soldagem com os padrões de limites de tolerância (LT). que consiste em realizar testes que possam refletir não só a exposição. uso de ventilação exaustora. que reúne todas as informações possíveis e publica anualmente a lista “Threshold Limit Values” (TLV).1. a determinação de possíveis causas de erros nas medições ambientais. com o intuito de verificar a extensão da contaminação no local a ser examinado. número de trabalhadores a serem amostrados.3 Exposição a Agentes Químicos Segundo Thornton (1994). tal como concentração de fumo no local de trabalho. a fim de detectar qualquer sinal ou sintoma precoce de uma ação dos fumos metálicos sobre o organismo. também existe a necessidade de se efetuar uma avaliação biológica do ambiente. − Controle O controle se dá através de duas formas. A etapa de avaliação consiste de medição onde deve-se escolher o equipamento para se fazer as medições. isto após as duas primeiras fases. Segundo Colacioppo (1985). Nestas fases deve-se considerar a possibilidade de eliminação ou controle da fonte de fumos metálicos.− Avaliação Consiste na medição de algum parâmetro. estas partículas ficam concentradas na 90 .

e proteção adequada dos olhos do soldadores pôr óculos com filtros e elmo. são um indubitável progresso. e se torna essencial com consideração a pesquisa e escolha de processos de pouca intensidade de luz. fornecendo potencial perigo para a integridade respiratória do mesmo. fornecendo uma proteção adicional ao soldador. 1994). Marini (1994) “Visão Correta = Proteção Adequada = Qualidade De Soldagem” 91 . Esta situação é o que se chama de um “sintoma de local de trabalho” e requer consultas e correção médica. mas porque o filtro é frágil e caro seu uso é largamente reservado para uma pequena tacha de soldadores que tem curtas e freqüentes soldagens. É importante educação e retreinamento dos soldadores que devem aprender como soldar novamente com os novos processos: pôr exemplo. Combater o uso de tabaco e álcool é um passo significativo rumo a melhorias na qualidade da visão de soldadores (Marini. Prevenção também pode ser obtida pelo projeto. 1994). pois estes biombos formam uma cortina.Segundo. poucos acidentes oculares. Pôr exemplo. e devem progredir mais no futuro. Médicos e equipe médica devem ter um biomicroscópio oftalmológico e aprender como usá-lo. 5. aos flashes de soldagem. Estes métodos são bem conhecidos. entre o soldador e a operação de solda. um conjunto de biombos transparentes já é empregado em muitas operações de soldagem em indústrias dos Estado Unidos. Máscaras com cristal líquido as quais reagem em um centésimo de segundo. Cuidados podem ser tomados para assegurar que soldadores com perda de visão não utilizem filtros de um baixo grau. (Marini. menos ruído. aprender a não soldar demasiadamente fechado e proteger-se adequadamente. deixando os olhos mais sensíveis a UV e viroses.2 Prevenção na Soldagem Segundo Marini (1994) a proteção dos trabalhadores no ambiente de trabalho pode ser obtido pela utilização adequada de cortinas contra os raios UV. pôr meio de bons exames oftalmológicos.zona respiratória do soldador. A incisão pôr laser e pôr filete de jato d’água abrasivo tem conduzido a consideráveis progressos na industria da soldagem: menos poeira. A Organização do trabalho previne os soldadores de serem confinados ou também mutuamente fechados. Prevenção médica somente deve ser introduzida mais tarde.

basicamente estáticas.7%).33%). provavelmente no momento da soldagem. seguido de doença profissional (13. Porém. Um soldador tem basicamente umas seis posições diferentes de trabalho.5. tonturas e estresse. estes eram informados como sendo soldadores. que o soldador se acidentou ao utilizar prensa e torno. tubos e barras (12%). Houve alguns casos registrados nas CATs. serra e furadeira (6. Na Tabela 51. não houve nenhuma CAT com doenças relacionadas à visão ou problemas respiratórios. que não permite tomar muitas conclusões. Estes fatores podem aumentar o risco de acidente durante a execução de suas atividades. não ligadas à soldagem. indicando uma desorganização do posto de trabalho ou as condições “improvisadas de trabalho”. Seria importante que nas CATs viessem contidas. no caso serra e furadeira. ruído 8%. constatou-se que apesar de existirem soldadores na empresa. Um outro dado interessante é o fato do soldador estar se acidentando com ferramentas e máquinas que não são características de sua função. O fato interessante é o soldador estar se acidentando principalmente com canos. É comum o soldador atuar na manutenção. Estes dados vêm contra o que se espera que aconteça com o soldador. Os fumos de soldagem podem causar dores de cabeça.67%) e impacto sofrido contra (6. indicando que o soldador é utilizado fora de seu posto de trabalho e em outras atividades.67%). estes são fatores que podem influenciar na qualidade do trabalho do soldador e na sua atenção. que apresenta a atividade dos soldadores durante os acidentes. Contudo. tarefa geralmente não pesada sob a ótica da ergonomia. A principal preocupação com o soldador é com sua visão e zona respiratória devido aos fumos de soldagem. porém ainda sim uma informação pouco detalhada. Um outro problema relativo à função do soldador evidenciado nas observações de campo é o estresse postural. Em visita feita a uma empresa durante a fase de estudo de campo. quando ocorriam acidentes. prensagem (6. (as CATs não deixam clara esta informação). motivadas pôr LER e ruído. onde ele pode passar de meia hora em uma determinada posição até o dia inteiro (TORNER et al.3 Resultados Obtidos da Análise das CATs de Soldadores Com base nas CATs constatou-se que o principal tipo de acidente que ocorre com o soldador é o impacto sofrido (40%). verifica-se que a principal atividade do soldador durante os acidentes envolvia ferramentas. com movimentos curtos. não existia mais o posto de soldagem. informações como o posto de trabalho e atividade do 92 .7%) e movimento do corpo mal feito(6. máquinas(8%) e ferramentas (8%). Porém. barras e tubos. 1991) Os principais agentes causadores de lesão ao soldador foram canos.

0 Marini (1994) afirma que entre os diferentes processos de soldagem. revestimento. Estes operações podem diminuir a acuidade visual do soldador. c/ Ferr. c/ Peça Trab. MAG requerem forte intensidade e produzem radiação de luz que são mais intensas do que os outros processos.0 6. e contribuir com a ocorrência de acidentes.0 10. Trabalhando Trab. 93 . limpar.3 1. Tabela 51 . c/ Solda Trab.7 12. E onde ele estava no momento do acidente. os soldadores realizam outras tarefas associadas (amolar. raspagem) e cada uma destas operações pode trazer algum risco para o soldador. Em algumas operações com soldagem de aço inoxidável e alumínio são produzidas taxas muito altas de intensidade de luz. Além das tarefas ligadas à solda.3 8. Processos MIG.funcionário durante o acidente para que se pudesse ter informações que permitissem analisar melhor os dados.Distribuição e acidentes segunda a atividade dos soldadores Atividade Func NI Trab. c/ Máq.7 9.3 1. cada um pode causar uma patologia particular no soldador. De muito pouco serve saber que o soldador se acidentou quando usava uma ferramenta. se não se pode saber o que ele estava fazendo com a ferramenta e qual a ferramenta em uso (veja variedade de ferramentas em anexo Tabela 61 página 118).3 9.3 100. O período crítico para visão é a troca de procedimento e adaptação para as novas situações.0 1.3 14.7 4. Manuseio Transporte Deslocamento Setup Outros Limpeza Total % 21.

Do Sul Panambí Gravataí Sta. fundição.Distribuição de acidentes pôr soldador segundo a região Região Porto Alegre Canoas Sta.33%). apenas em número de empresas para Caxias do Sul. forjaria e cutelaria. que tem aproximadamente 16% das fábricas ligadas ao setor metalúrgico e metal-mecânico do estado do Rio Grande do Sul. Sta.33%) e Caxias do Sul (6. Em 4% das CATs não foi possível encontrar o ramo de atividade da empresa. perdendo.33 6. modernização dos serviços médicos nas fábricas).Injurias na parte externa do corpo requerem um exame cuidadoso para assegurar que danos intra-oculares não estejam faltando para benefícios de progresso de exames médicos (ecografia. Porto Alegre tem.seguido pôr Canoas (18. Rosa Nova Prata Ijuí Outras Total % 21. Maria Cx. Aproximadamente 12% das empresa de atividade metalúrgica e metal-mecânica ficam em Porto Alegre.00 4. o segundo mais importante polo metalúrgico do estado em termos de número de empresas.67 4.67%). Maria (9. Não houve registro de soldadores em siderúrgicas.7%).00 94 .00 4. segundo dados do SEBRAE. Tabela 52 .3%). e material de transporte (10. para considerar problemas referentes à função visual do soldador foi criado o “Comite de Coordination de Recherches en Soudage” − Atividade Econômica Os soldadores acidentados trabalhavam basicamente em mecânicas (44%). − Região A maior parte dos acidentes com os soldadores ocorreu na cidade de Porto Alegre (23.33 18.33 100.67%).00 4. Em 1993.00 21. metalúrgicas (41.67 9. na França.67 6.

na expectativa de verificar a influência do posto de trabalho neste tipo de acidente.87 5. pela média pode-se considerar. contra 20% em outra situação. geralmente com alto grau de tensão estática predominantemente sobre o músculo dos braços e ombros. Kadefors et al. justificar o fato do soldador estar se acidentado devido à queda de objetos.66 dias. a exceção de um do sexo feminino. barras e tubos não ficando claro através dos campos existentes. onde seus músculos se apresentam cansados e extenuados devido a operação de soldagem.3% dos casos o soldador estava trabalhando com serra ou furadeira. mas após a soldagem. possivelmente. − Média Idade: A média de idade dos soldadores é de 37. que o mesmo não estava em operações de solda. não no momento da soldagem.67% dos casos o soldador estava trabalhando com ferramentas. neste caso. Nesta seção. Esta fadiga muscular pode. Estas atividades podem contribuir para o surgimento de lesões musculoesqueletais. 5. se estava em operação de solda ou não. também. As 95 . Esta queda ocorre. Em 10% dos casos. referentes a impacto sofrido. serão apresentados os dados obtidos das CAT.2 Médias − Média Duração: Tratamento: 15. que em muitos casos pode levar até um dia.− Estado Civil Os Casados representam 80% dos acidentados. procurando analisar se as CATs são suficientes para isto.1 Descrição das Atividades Soldar é uma ocupação extenuante requerendo trabalho em posturas desajeitadas e manuseio de equipamentos pesados.3. podemos afirmar que ele estava fora de seu posto de trabalho.3 Impacto Sofrido Impacto sofrido foi responsável pôr 40% dos acidentes com o soldador. neste caso ficando claro. (1976) relataram que a fadiga de músculo do supraspinatus era comum em trabalho prolongado de solda entre soldadores experientes. do tratamento. fica claro aqui uma possível desorganização do posto de trabalho. Através das CATs. − Média Salário: O salário médio dos soldadores acidentados era de R$ 406.3.3% dos acidentes o soldador estava trabalhando com canos. que em média os acidentes são graves. Em 16. Os soldadores eram todos do sexo masculino. também não ficando claro em que operação os soldador se encontrava. Em 13. o soldador estava trabalhando com alguma máquina. constatou-se que em 23.39 anos. os seja aqueles com mais de 15 dias de duração. 5. Porém.3.

e em alguns são inúteis. pôr exemplo). − Descrição Na Tabela 53 é apresentada uma lista. onde na maior parte dos casos.7%). − Lesão As lesões mais comuns entre os soldadores devido a impacto sofrido. as informações são pouco úteis.operações de solda. devido ao tipo de operação e aos EPI. com algumas descrições contidas nas CAT. em si.contuso (30%) e fratura (16. oferecem poucos risco ao soldador. Pela lista pode-se deduzir a deficiência no preenchimento deste campo da CAT. tem-se a evidência de que o soldador está sendo utilizado fora de seu posto de trabalho. utilizados pêlos mesmo. em outra não fica nada claro (21 pôr exemplo) 96 . ferimento corto. fica claro que o soldador estava em operações de solda.3%). talvez executando tarefas para as quais não esteja preparado. foram contusão (43. Pelas CATs. para soldadores com acidentes devido a impacto sofrido. justificando os acidentes. principalmente devido a impacto sofrido. fica claro que o soldador não estaca executando tarefas ligadas à sua função. Apenas em um caso (9). em outros (3.

Transportando telas que vieram a cair. Esmerilhando peça. Tubo de Ferro caiu.5% das lesões cada 5. Eixo de metal deslizou e caiu.3. Ao montar longarina. Atingido com estourou disco policorte Passando lixadeira na retroesc. dedo médio da mão esquerda.4% do total de lesões. a mesma saltou impactando. caiu barra de ferro . O principal problema foi o ruído. Queda de barra de ferro ao desmontar galpão.Descrição de acidentes devido impacto sofrido . Marterlou-se ao puncionar polias. − Agente 97 . Em nenhuma delas foram encontrado problemas referentes à visão e problemas respiratórios. dedo anular e mínimo da mão direita e dorso do pé direito com 6. Trabalhando com Furadeira Ao segurar chapa metálica seu suporte (barra metalica) caiu. foram o dorso do pé esquerdo com 19. Caiu tubo de ferro. Cortando Ripa na Serra. Transportando serpentina que veio a cair.4 Doença Ocupacional Doença ocupacional foi responsável pôr 13. Caiu pingo de solda ao soldar uma peça. que seria uma dos principais problema enfrentado pêlos soldadores. que não é um problema típico de soldagem.o Furando uma bucha com furadeira. principalmente devido aos fumos de soldagem e aos flashes emitidos pela processo de soldagem. Maq.soldadores 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 Descrição Chapeando Radiador.Fita Gaveta de aço caiu ao ser aberta. Segundo Marini (1994) a principal preocupação que tem se dado ao soldador é com a toxidade dos fumos e o risco de câncer. Peça caiu ao ser virada.33% das CATs referentes a soldador. Ao deslocar cavalete Inclinou uma barra de ferro que veio a atingi-lo Lixou-se na lixa disco Furando Cantoneira Colacando pino no eixo com auxílio de martelo.Tabela 53 .o Cortando uma peça da chapa − Região do Corpo As regiões mais atingidas no corpo dos acidentados. Atingido pela broca. contundiu-se Martelou o dedo ao bater numa peça. ligado no chão impactou. Ao manusear prateleira.

e sim com operações de outros postos de trabalho.0 − Descrição A seguir vêm as descrições encontradas em algumas CATs referentes a acidentes devido a doença ocupacional no soldador. de Carpo Total % 22. estes ruídos não provinham das operações de solda. Tenossinovite. que podem influenciar na aparição de sintomas tanto nos ombros quanto nos braços.1 11. Tendinite.soldador 1 2 3 4 5 6 7 Descrição Perda Auditiva Perda Auditiva LER em soldagem.1 100.2% das lesões respectivamente.soldador CodLes 21 22 24 19 26 27 Nome da Lesão Hipoacusia Tendinite Disacusia Tenossinovite Epicondilite Síndrome Do T. Trabalho exposto ao ruído Perda Auditiva Alteração Osteomusculares Perda Auditiva 98 .O principal agente de doença ocupacional no soldador. seguida de tendinite e disacusia todas com 22. Segundo Marianne (1991) os soldadores realizam tarefas altamente estáticas. Uma das maiores reclamações ouvidas durante as visitas feitas as fábricas de solda. Tabela 55 . As principais lesões causadas pôr estes agentes estão apresentados na Tabela 54. que tinha alto ruído em suas operações. onde pode-se verificar que a principal lesão encontrada entre os soldadores foi hipoacusia.2 22. Porém. foi o ruído (60%) seguido pôr LER (40%).1 11.2 22. foi o ruído. que vinha pôr afetar o soldador.Distribuição de lesões segundo a doença ocupacional . Epicondilite e Síndrome do túnel de carpo podem estar sendo causados devido às características do posto de trabalho do soldador.2 11.Descrição de acidentes devido a doença ocupacional . Tabela 54 .

Calandrando uma peça.Pode-se observar que neste caso.6% das lesões e os braços com 11. ou Prod.contuso (80%).8% das lesões. 5. 99 . o que demonstra a deficiência e falta de informações no preenchimento das CATs.soldadores 1 2 3 4 5 Agente da lesão Prensa e Torno Componente de Maq. fica claro que o soldador não estava executando operações de solda. Porém mesmo assim não fica claro se o mesmo estaria em operação de solda ou não. torno.5 Prensagem Aqui o dado mais interessante pois prensagem é responsável pôr 6. − Lesão A principal lesão decorrente do processo de prensagem foi ferimento corto.3. seguido dos punhos com 17. Em todos os outros casos. chapas. onde um profissional realiza uma série de tarefas para as quais talvez não esteja devidamente preparado. Através da análise das CATs procurar-se-á saber o porque do soldador estar se acidentando em atividades que não são características de sua função.67% das ocorrências de acidentes entre os soldadores. Tabela 56 . serra e furadeira. prensa. pode-se verificar uma desorganização do próprio trabalho. Abaixo vem uma lista com os agentes e a descrição das tarefas que o soldador realizava. Serra e Furadeira Chapa Máquina Descrição Confeccionando peças no torno Prensou dedo num eixo de máquina Prensou dedo na serra. Alem de desorganização dos postos de trabalho. máquinas. Ao virar chapa prensou dedo contra bancada. com 70% do total de lesões relativos a DO. o campo é utilizado para dar uma espécie de laudo médico. O único caso aonde o soldador poderia estar realizando uma operação de solda é o caso 4. − Região As orelhas foram a região mais atingida do corpo.Descrição de acidentes devido impacto sofrido . no momento do acidente. O ideal seria informar a atividade que o acidentado realizava no momento de começar a sentir os sintomas relativos à doença. − Agente Os principais agentes encontrados foram.

mais especificamente os dedos da mão direita.− Região A região de corpo mais atingida pelas lesões forma as mãos. 100 .

pelo fato de serem mal preenchidas ou. pode-se citar: no seu preenchimento. pois de acordo com o Anuário.. chegou-se às seguintes conclusões: − Problemas devido a ruído e impacto sofrido são os grandes causadores de comunicação de acidentes. nenhum campo deve ser ignorado. Em nenhum caso foram encontradas notificações relativas a problemas de visão ou a problemas respiratórios. A coleta. porque.6 CONCLUSÕES Através deste trabalho pode-se observar que o uso das CATs como base de dados para análise epidemiológica. o armazenamento e análise dos dados das CATs relativos à indústria metalmecânica do estado do Rio Grande do Sul permitiu fazer um levantamento sobre os acidentes de trabalho neste segmento da indústria de transformação.. muitos acidentes não são registrados nas CATs. apesar destas limitações. A partir deste estudo. em vários casos. Segundo Herzer (1997). quanto mais detalhadas forem as informações contidas nas CATs. responsável pelo preenchimento da CAT seja 101 . Além disso. No entanto. possui algumas limitações. e em muitos outros campos devem ser criados padrões para o preenchimento de forma que as informações possam ser comparadas. a coleta e o posterior armazenamento das informações contidas nas CATs. As informações contidas nas CATs são suficientes para se retirar um número grande de informações. é preciso que o profissional. tem demonstrado ser uma importante arma para o combate ao aumento do número de acidentes de trabalho. porém. a descrição do acidente deve conter o maior número de dados possíveis de forma que permitam a realização de uma análise correta que possibilite a identificação das causas do acidente. Tal fato é preocupante.” − Como exemplo de possíveis melhorias nas CATs. (1999) “As estatísticas oficiais não apresentam informações suficientes para que se possam planejar ações voltadas a prevenção de acidentes do trabalho. a análise das CATs também permitiu sugerir melhorias nas próprias CATs e no seu emprego como ferramenta de trabalho em estudos que visam reduzir os acidentes de trabalho e suas causas. melhores serão os resultados obtidos da análise das mesmas. uma vez que em diversos estudos internacionais estes problemas recebem uma atenção muito grande. − As CATs e seu uso devem ser aperfeiçoadas e melhor planejadas.

evidenciando problemas de desorganização no trabalho. corte. prensagem. − As metalúrgicas e mecânicas são as maiores responsáveis pêlos acidentes devido a impacto sofrido. A mais importante foi o fato do soldador estar sofrendo acidentes devido a impacto sofrido. pode-se constatar que a principal causa de seus acidentes foi o fato de estarem exercendo atividades fora de seu posto de trabalho. possibilitando estudos e análises sobre os dados armazenados. Porém. característicos de atividades não automatizadas.que empregam menos tecnologia . − Através dos estudos feitos com o soldador. Tanto impacto sofrido quanto problemas de desorganização no trabalho ficam evidentes em alguns casos como o do soldador. apesar dessas limitações. − Fica claro que através da utilização dos recursos disponíveis pela Informática as informações contidas nas CATs ficam melhor organizadas. a consulta aos dados é praticamente inviável. em tarefas para as quais provavelmente não estejam preparados. pois não são decorrentes da atividade profissional dos acidentados. o que não é característica de sua atividade. principalmente devido a ruído e LER. principalmente a atividade que estava sendo executada no momento do acidente e posto de trabalho. devido a impacto sofrido. as quais demonstraram ser ambientes altamente insalubres. − As empresas do ramo de cutelarias. e as empresas de material de transporte são as grandes motivadoras pôr grande parte dos acidentes ocupacionais.são as grandes responsáveis pela maior parte das ocorrências de doenças ocupacionais. muitas informações ficam faltando. responsáveis pela fabricação de produtos de corte. Acidentes podem ser considerados atípicos. os quais oferecem maior risco de acidentes aos trabalhadores. ao passo que. Através da análise feita nas CATs sobre o soldador. e seja disciplinado a preencher as informações com clareza e correção. os soldadores acidentaram-se executando outras tarefas que não características de seu posto de trabalho. na forma de formulário de papel. sendo merecedores de estudos que disponibilizem a melhoria nas condições de higiene e segurança do trabalho. mas da organização de seu posto de trabalho.são responsáveis pôr acidentes. − Empresas de grande porte – as quais se utilizam mais dos recursos de automação . entre outros. muitas outras conclusões puderam ser extraídas.educado de modo a compreender a importância do preenchimento da mesma. enquanto que as demais . Outro dado importante é o fato de não haver nenhum registro de comunicação de doença 102 .

ocupacional referente à visão ou a problemas respiratórios. A atividade de soldagem é uma atividade altamente insalubre, como já foi dito anteriormente, devido ao fumo de soldagem e às altas intensidade de radiação luminosas emitidas durante o processo de soldagem. Possivelmente os soldadores estejam sofrendo de algum problema relacionado a esses fatores e não estejam se tratando ou estejam fazendo tratamento médico fora ou até mesmo se auto medicando. Também ficou evidente o fato do soldador estar sendo utilizado fora de seu posto de trabalho. Isso é demonstrado através do grande número de acidentes que os soldadores que sofreram acidentes utilizando máquinas e ferramentas que não são características de suas funções. Em relação a visão do soldador, como já foi dito, nenhuma notificação foi encontrada. Todavia, a mesma merece melhor atenção do que tem sido dada até o momento. Não há padrões que permitam fazer uma melhor avaliação sobre este problema. Na França, o Instituto de Soudure em Paris tem estabelecido um grupo nacional que coleta dados franceses de todos especialistas neste campo. Eles estão classificando uma extensiva bibliografia feita pêlos oftalmologistas, médicos ou “preventores”, afim de determinar padrões sobre acuidade visual. Segundo Marini (1994), os médicos do trabalho devem ser informados e educados para que tenham particular responsabilidade para a vigilância dos soldadores. Pôr sua vez, os soldadores devem ser ensinados sobre os bons hábitos de trabalho. “Quando lá estão sintomas de “local de trabalho”, lá poderia também estar “médicos de local de trabalho” Marini (1994). Se mais atenção fosse creditada à visão dos soldadores, os resultados trariam melhor qualidade às soldas e à saúde dos soldadores. 6.1.1 Ruído e LER Juntas, foram as únicas causadoras de doenças ocupacionais entre os soldadores analisados. Em nenhum dos casos fica claro se o ruído é devido a suas atividades, ou ao ambiente de trabalho, no entanto, onde outras atividades que tenham um nível de ruído muito alto possam estar contribuindo para estes sintomas. Somente em 1,3% dos casos foi descrito que LER foi causada durante atividades de soldagem.

103

6.1.2 Fumos de Soldagem Nenhum relato foi encontrado evidenciando problemas respiratórios, todavia é possível que os soldadores estejam sofrendo de problemas respiratórios e não saibam. O fumo de soldagem afeta não só os soldadores mas também os trabalhadores que dividem o mesmo ambiente de trabalho. Os fumos de soldagem podem causar dor de cabeça, irritação no olhos, e deixar os trabalhadores inebriados, fatores que podem contribuir para a ocorrência de acidentes de trabalho.

6.2

Riscos

Ficou evidente, após a análise das CATs, que os principais riscos aos quais os trabalhadores do setor metal-mecânico do estado do Rio Grande do Sul estão expostos, é devido a ruído, LER e a impacto sofrido. Não ficou evidente nas CATs, a fonte causadora do ruído, e da LER, porém, segundo os princípios de prevenção de acidente, os passos para prevenção poderiam ser os seguintes: − Ruído 1. Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte,

ou a troca pôr um outro processo que gere menos ruído; 2. Na impossibilidade de substituição, proceder enclausuramento da fonte, a fim

de diminuir os níveis de ruído; 3. Utilização pôr parte dos trabalhadores de EPI que minimizassem os efeitos

nocivos do ruído, no caso com a utilização de protetor auricular. − LER 1. Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte, ou a troca pôr um outro processo que gere menos movimentos repetitivos; 2. Na impossibilidade de substituição, diminuição do ritmo de trabalho e maior tempo de pausa entre as tarefas a fim de diminuir os efeitos dos movimentos repetitivos; 3. Realização, pôr parte dos trabalhadores, de exercícios que relaxem a musculatura, afim de minimizar os efeitos nocivos da LER. − Impacto Sofrido 104

1.

Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte,

ou a troca pôr outros que gerem menos impactos e ofereçam menos riscos. No caso de impacto sofrido, os principais causadores de risco são máquinas, ferramentas e peças; 2. Na impossibilidade de substituição da fonte geradora, deve-se proceder com

uma melhor proteção das máquinas, melhorias no ambiente físico de trabalho, melhores projetos de equipamento e ferramentas, melhora nos métodos de trabalho, dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos, melhora no fluxo de trabalho, entre outros; 3. Pôr parte do trabalhador: Diminuição do ritmo de trabalho, treinamento,

disciplina, períodos de descanso em intervalos de tempo de forma a reduzir os efeitos nocivos da LER, entre outros.

6.3

Sugestões para trabalhos futuros

Ao longo desta dissertação surgiram algumas questões que poderiam motivar a realização de estudos futuros: − Quais são as atividades que a categoria profissional do metalúrgico executa, de forma que se pudesse subdividir em subcategorias que auxiliassem a entender melhor os acidentes que ocorrem em sua profissão; − A relação entre a organização dos postos de trabalho e acidentes devido a impacto sofrido; − A fonte maior, geradora de ruído nas empresas de grande porte; − A relação entre atividades das empresas de cutelaria e material de transporte, com o alto índice de acidentes devido a ruído; − A relação entre nível de automação das empresas e o nível e o tipo de acidentes; − Relação entre as medidas de prevenção adotadas pelas empresas e o seu porte; − A influência que problemas na visão do soldador podem ter com acidentes de trabalho; − A influência dos fumos de soldagem nas atividades diárias dos soldadores; − A relação entre sexo e a incidência de acidentes devido a doença ocupacional e impacto sofrido; 105

− A relação entre a idade dos trabalhadores e o tipo de acidente. − Influência do ruído. em postos de trabalho que não estejam diretamente ligados à principal fonte geradora do mesmo. − Já que o trabalho prescrito não é igual ao trabalho real (como fica nítido no caso do soldador) é importante que a CAT descreva o trabalho do acidentado e não a função. − Relação entre os problemas devido a LER com o tipo de atividade executada. 106 . − A relação entre tipo de atividade entre as diferentes classes de trabalhadores e o tipo de acidente aos quais os mesmos estão sujeitos.

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36 84.99 88.00 1.43 60.00 São Paulo Minas Gerais Rio Grande do Sul Paraná Rio de Janeiro Santa Catarina Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total 110 .38 4.24 86.360.59 7.107 4.01 2. 5.873 12.88 2.46 11.282 9.82 2.48 87.56 100.01 76.789 2.02 78.30 825.044 17.78 1.50 770.61 85.95 São Paulo Rio Grande do Sul Minas Gerais Rio de Janeiro Santa Catarina Paraná Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total Incapacidade Parcial ou Permanente Estado % Freq.30 5.55 70.904 19.44 100.36 81.7 ANEXOS 7.42 37.Benefícios Concedidos por Acidentes do Trabalho em 96 por Estado Mais de 15 dias Estado % Freq.464 11. Acumulado 000 % 50.80 74.79 82.56 Coeficie nte Total (1)1/100.13 46.31 623.1 Anexos Capítulo 3 Tabela 57 .06 4.21 86.74 59.18 11.00 Coeficie nte Total (1)1/100.94 51.64 100.385 Sobre o Total 38.69 606.43 8.939 1.45 1.36 100.276 18.92 23.15 12.74 43. Acumulado 000 % 38.00 923.94 12.74 69. 60.058 2.94 5.843 Sobre o Total 50.980 9.24 1.18 3.16 12.00 90.210.85 76.73 714.59 1.12 62.072 156.491 836 519 495 356 341 265 137 1.92 918.18 78.15 62.

29 100.01 3.24 2.30 83.73 80.80 11.Invalidez Permanente Estado % Freq.99 8.71 100.012 337 218 182 141 115 76 69 848 5.23 15.69 24.25 82.18 66.22 18. Acumulado 000 % 46.47 70.98 2.87 22.59 São Paulo Minas Gerais Paraná Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Santa Catarina Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total FONTE: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT/RAIS .60 74.52 7.04 6.49 77.75 76.609 Sobre o Total 46.55 18.0 Acumulado 00 % 26.77 73.95 23.00 Coeficie nte Total (1)1/100.19 5.99 61.92 7.611 1.59 70.00 26.55 37.55 10.35 1.51 2.284 Sobre o Total 26.30 4.12 100.00 77 90 60 23 44 60 46 78 38 Minas Gerais São Paulo Rio Grande do Sul Rio de Janeiro Paraná Pernambuco Santa Catarina Espírito Santo Goiás Outros Estados Total Fatais Estado % Freq.88 100.00 24.29 2.96 111 .00 Coeficien te Total (1)1/100.89 3.05 1.82 29.55 64.00 13.65 84.54 16. 872 361 293 247 236 174 141 98 97 765 3.47 53.55 46. 2.

27 anos.392 4.898 10.299 10. 19 anos.042 980 963 927 858 840 809 764 743 728 700 662 625 648 584 535 428 391 Doença do Trabalho 29. 369.738 12.043 7.065 21 26 699 1.709 19 18 614 1.187 8.649 2 7 82 188 274 319 561 881 1.765 7.417 10.901 6.389 10. 45 anos.086 1. 37 anos.239 9. 35 anos. por motivo. 13 anos.180 5.240 3.413 9.605 2. 14 anos.356 5.046 9. 29 anos.605 11. 46 anos.852 Motivo Trajeto 32. 48 anos.050 1.790 11.043 9.707 1 3 26 64 105 169 297 422 495 546 610 702 698 741 765 787 860 886 919 982 926 938 1.439 11. 42 anos.138 1.436 11.152 1.941 11. 36 anos. 32 anos. 43 anos.594 3. 40 anos.000 11. 44 anos.037 1.186 10. 34 anos.266 6.016 12.067 1.476 13.058 1. 30 anos.066 1.939 6.877 9.969 10. 31 anos. 22 anos.178 1. 20 anos. 26 anos.337 9.128 1.552 8.048 13.009 8.268 12. 23 anos.641 11.378 6. 47 anos.932 4. 39 anos. 41 anos.796 5.966 10. 21 anos.054 1.004 967 957 861 845 705 640 571 112 .568 4.054 1.809 7. 18 anos.566 6.653 11.075 8.077 6.270 7.190 1.001 994 1. 33 anos.638 9.669 9. 38 anos.653 6.134 13.819 2.064 1. 15 anos.927 4.850 10.221 7.138 1. 28 anos.831 12. 25 anos.814 Típico 306.721 8.478 9. 16 anos.808 5.Tabela 58 . 24 anos. 17 anos.238 13.260 11.Freqüência de Acidentes de trabalho registrados.228 11.014 9.308 4. segundo a idade em 1997 QUANTIDADE DE ACIDENTES DE TRABALHO REGISTRADOS IDADES Total TOTAL 12 anos.

997 2. 70 anos e mais. 67 anos.447 1.797 1. 55 anos. 52 anos.633 3.383 1. 69 anos. 59 anos. 61 anos. 53 anos.354 3.137 2. 54 anos.468 1.754 521 409 357 285 260 239 193 151 173 121 92 71 68 50 47 47 38 34 16 10 16 31 1. 60 anos.281 2. 65 anos. DATAPREV. 66 anos.933 1.49 anos.248 971 775 631 529 449 293 219 188 139 106 309 18.230 1. 56 anos. 51 anos. 113 . 64 anos.419 3.601 2.023 796 621 520 430 356 228 165 150 119 81 246 15. 68 anos.898 3. 58 anos.742 2.372 1. 50 anos.981 1.706 1.168 1.417 2. 57 anos. 62 anos.598 1. 63 anos. Ignorada 4.130 414 352 323 295 252 211 190 178 161 158 133 104 86 61 52 46 27 20 22 10 9 32 1.749 Fonte: CAT.

118 1. exceto dedo(s) Ferimento da mão.405 2.469 12.0/0 813. exceto quando mencionado(s) apenas dedo(s) Ferimento de um ou de vários dedos da mão. DATAPREV 114 . fechada Ferimento de um ou de Vários dedos da mão. da perna (exceto coxa) e do tornozelo. fechada Fratura de uma ou de várias falanges da mão. sem menção de complicação Fratura de uma ou de varias falanges da mão.775 1. fechada Fratura não especificada do tornozelo.0/0 924. extremidade inferior. fechada Fratura da extremidade superior ou parte não especificada da tíbia e do perônio.9/5 825.0/7 816.537 1.280 1.0/9 823. fechada contusão do joelho e perna Fratura de osso(s) do carpo. fechada Observação e avaliação de condições suspeitas não especificada Fratura de outros ossos do tarso e do metatarso.474 817 1.Tabela 59 .2/0 816.2/0 883.754 5. fechada Fratura de osso(s) do metacarpo.0/5 886. sem menção de complicação contusão do tornozelo e pão.8/1 923.823 1.213 1.321 126 926 45 333 38 92 14 710 636 261 581 34 146 298 659 273 260 286 384 304 117 15 149 293 56 149 7 44 69 16 10.0/1 883. aberta Fratura de uma ou mais falanges do pão.971 2.743 9.761 2.047 5.062 847 661 843 722 785 687 661 671 7.252 3.483 1.0/2 823.045 2.258 6. fechada Fratura do rádio e do cúbito. sem menção de complicação Fratura da tíbia e do perônio.727 3.0/6 813.605 5.137 1.1/8 CÓDIGOS CID MAIS INCIDENTES EM 1997 DESCRIÇÃO TOTAL Sinovite e tenossinovite convalescença após cirurgia Ferimento de um ou de vários dedos da mão.0/2 2066.527 176 11 7 5 241 6 10 2 677 6 3 2 3 7 4 13 5 2 2 15 2 1 1 6 1 2 3 2 1 Fonte: CAT.025 2.251 2.1/2 826.0/9 845.905 1.2/8 882.829 1.142 1. fechada Fratura da clavícula.2/7 886.149 5. difames. sem menção de complicação Entorses e distensões do tornozelo Fratura do rádio e do cúbito.0/7 810.0/9 824. fechada contusão do dedo da mão Fratura de costela(s).Códigos CID mais Incidentes em 1997 CID 727.0/6 924.0/4 883.4/5 2071.698 4.2/3 891.2/5 923. complicado Total 72. atingindo tendão Ferimento do joelho.060 3.862 2.224 1.681 1.1/5 724. fechada contusão do punho e mão(s).1/7 892.007 922 751 823 986 1.733 2.3/9 807. complicado Lumbago Amputação traumática (completa/parcial) de outro(s) dedo(s) da mão.868 1. extremidade superior ou parte não especificada.950 1. exceto o limitado aos dedos.079 997 955 905 872 794 734 732 688 Típico Trajeto Doença 54. fechada amputação traumática (completa/parcial) de outro(s) dedo(s) da mão.912 3. exceto o limitado a um ou vários dedos. complicada Ferimento do pão.776 3.0/0 815.419 1.129 1.1/0 814.

máquinas motrizes não elétrica Fabricação de máquinas. de artefatos de cutelaria e de metal para escritório e para uso pessoal Tratamento térmico e químico de metais e serviços de galvanotécnica Beneficiamento de sucata metálica Fabricação de Caldeiras Geradoras de Vapor. aço e metais não.ferrosos Indústria Metalúrgica Estamparia. Fabricação de ferramentas manuais. reservatórios e recipientes metálicos. peças e acessórios Fonte: Cadastro Empresarial do Rio Grande do Sul . SEBRAE Atividade 115 . munições e equipamentos militares Construção e reparação de embarcações e estruturas flutuantes Construção e reparação de veículos ferroviários e fabricação de peças e acessórios Indústria de Material de Transporte Fabricação de veículos rodoviário. aparelhos e equipamentos. peças e acessórios Indústria Mecânica Fabricação de tratores. e a reparação ou manutenção Fabricação de armas. máquinas e aparelhos de terraplenagem Serviço industrial de usinagem. peças e acessórios Construção e reparação de aviões. peças e acessórios Fabricação de cronômetros. funilaria e embalagens metálicas Fabricação de tanques.Atividades segundo o ramo de atividade Ramo de Atividade Siderurgia Metalúrgica de Pó e Granalha Fabricação de Estruturas Metálicas e de Ferragens Eletrotécnicas Fabricação de artefatos de trefilados de ferro.7.2 Anexos Capítulo 4 Tabela 60 . fabricação e reparação de turbinas e motores Fabricação de bancos e estofados para veículos Fabricação de veículos não especificados ou não classificados. soldas e semelhantes.

CIVIL CTPS POR: HORA ( ) DIA ( ) MÊS ( ) TRABALHADOR AVULSO S( ) N ( ) APOSENTADO ? S( ) N( ) REINÍCIO TRATAMENTO? S() N( ) SAL. CONTRIBUIÇÃO DATA DO ACIDENTE LOCAL ACIDENTE HORA APÓS_______H. DE TRABALHO DATA AFAST.Frente RAZÃO SOCIAL EMPRESA ENDEREÇO MUNICÍPIO (CIDADE) ESTADO MATRÍCULA CÓDIGO DA ATIVIDADE NOME ACIDENTADO ENDEREÇO DATA DO NASCIMENTO PROFISSÃO IDADE SEXO EST.Principais campos de Informações do anverso CAT 116 . DO TRABALHO OBJETO CAUSADOR ACIDENTE HOUVE REGISTRO POLICIAL? S ( ) N ( ) DESCRIÇÃO DO ACIDENTES E PARTE(S) DO CORPO ATINGIDAS(S) NOME TESTEMUNHAS ENDEREÇO NOME ENDEREÇO Figura 1 .

Descrição da(s) lesão(ões) Data 3 .Condições patológicas preexistentes ao acidente: LOCAL 11 .Diagnóstico provável Hora 4 .Observações: DATA GIH/AT Localidade Data Médico . 7 .Duração provável do tratamento: dias DATA 9 .O acidentado foi hospitalizado em: Hospitalar Ambulator.Há compatibilidade entre o estágio evolutivo da(s) lesão(ões) e a data do acidente declarada no anverso 5 .de .Apresentação do acidentado serviço médico 2 .Há correlação entre a natureza.Verso 1 . grau e localização da(s) lesão(ões) e o histórico do acidente que a(s) teria provocado? 6 . afastar-se do trabalho? 10 .Deverá o acidentado.Regime de tratamento a que deverá submeter-se o acidentado 8 . durante o tratamento.Principais campos do Verso da Informações da CAT 117 .atendimento Figura 2 .

Faísca. guilhotina. Barra(s) e Tubo(s) Chapa Chave Componentes. máquinas. Calandra. de soldar gralhas Metálica. esteiras. carro do regulador . motor geladeira. Banco. Agulha do Motor. Alumínio. injetora.Tabela 61 . dobradeira. do Motor. solda. Eixo. empilhadeira. Esteira. Ferro. Rebarbas. circuito Carrinho. Esteira. cavaco. Dispositivo do Guincho. coluna do s. barra de tração. Alavanca. Cabos de Alimentação. Ventilador. de polimento. de corte. Engrenagem. Garfo de Bobina. engrenagens. de bater anel. Ventoinha. ripa. . reboque. desequilíbrio. viga. Matriz Molde Motor Mov. Cantoneira. Andaime. tampa proteção engrenagem. retificadora. levante hidráulico Fagulha. metálica. pedra esmeril. pedaço Gancheira de pintura Lesão por Esforço Repetitivo Tarugos. Mesa. com produtos. Engrenagem. alavanca. Macaco. dosadora. plaina Estilhaço. Pino. Inox. ou Produto Arames. lixa. de serra e solda. chave de fenda. Galvanizadas. rolo da rebordeadeira. Pino. de fixação. motor. felpa. jacaré. Aço. Engrenagem. cardan. fixador Itens Corpo Estranho Correia Dispositivo Eletr. Suporte. Cavalete. Metal. Alumínio. motor Mal feito. matriz Bloco do Motor. Madeira. Guilhotina Tampa Misturador. ferramentas etc Painel. motor. Marreta. Parafusadora. Do Mandril. lixadeira. escareador. descarte. sliter. brusco Cadeira. ferro Metal. calço. Plataforma Carrinhos de madeira ou metal para enrolar fio de moldar.Lista de Agente de Lesão Agentes de Lesão Arames e Telas Armação Bobina Caixa(s) Cano(s). telas. vidro Pistão. Limalha. de cubo Aço. Freza. tiras de aço. latão. rebolo. Painel de Programação. de Máq. carro de avanço. pistão. Corpo Móveis 118 . Macaco Hidráulico. Dispositivo do Guincho. cilindro hidráulico. de fixação. Fiapo. guilhotina. Cantoneiras. Capô Colheitadeira. cavaco de jato de areia. Armário. Serra. Empilhadeira Equipamento Auxiliar Escada Esmeril Esteira Ferramenta Ferro Fogo Gancho(s) e Gancheira(s) LER Maçarico Madeira Máquina Martelo. batedor. lingote.

de metal De produtos. zinco.. caminhão. Galhos. Pistola. rolo. prensa de metais. Faca. Água. sílica. suporte. chão Perda auditiva induzida pelo ruído Broca da furadeira.choques. conecção. Saca Palha. serra Pinche. Lâmina. Alumínio. empurrar de aço. Solda. segmento de trilho.Tipos de Acidentes Analisados nas CATs Natureza do acidente Atrito ou Abrasão Choque Elétrico Corte Desequilíbrio Doença Ocupacional Esforço . Gaveta. furadeira. prensa. Oxi.Corte. Quente Tambor e Container Tampa Tabela 62 . sob ou entre Contato com objeto perfurante Queda de pessoa com ou sem diferença de nível Contato com objetos em temperatura muito alta ou muito baixa Ter mantido preso em. torno mec. de peças. Prateleira. cadeira. exaustor. madeira etc Pregos. banca. ingestão ou absorção (por contato) de substância tóxica ou nociva Objeto na Vista Prensagem em. Estruturas Metálicas. peça(s). Andaime. de ferramentas. panela. pára. motor. torno. etc. tampa container. hélice ventilador. de máquina. Portão. disco semeadora Pacote. do forno. Disco Cortante. Lata. serra fita.Obj. areia Tambor de lixo. calha de luz. Tambor de freio. tesoura. Pneu. Tesoura. Container Peça(s) Peso Porta Pregos e Parafusos Prensa e Torno Produto Produto Químico Queda Ruído Serra e Furadeira Subst. pinos prensa coquilha. etc.. secador Luminárias. serra policorte. de produto. alicate. Sucata. Óleo. prensa excêntrica. sob ou entre 119 . rolo de arame. Cortante Óleo Outros Cortador. Caçamba.Físico Esmagamento Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Intoxicação Objeto na Vista Prensagem Punctuação Queda Queimadura Retesão Torção NI Atrito ou Abrasão Exposição a energia elétrica Perda da posição ou postura normal Decorrentes da atividade Esforços excessivos e inadequados Ato ou feito de compressão Impacto sofrido por pessoa Impacto sofrido pela pessoa Inalação. Metal. Vidro. Parafusos. trinco. panela de vazamento. Caçamba. de aço. produtos Gás. Batente.

Lesões atribuídas às partes do corpo atingida CodLes 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 Nome da Lesão Amputação parcial Amputação total Conjuntivite Contusão Corpo estranho Dermatite Distensão Entorse Escoriação Ferimento.Tabela 63 . Corto.contuso Fissura Fratura Lesão ligamentar Lesões Múltiplas Lombalgia Luxação Queimadura Outros não listados Tenossinovite Lesão Hipoacusia Tendinite Dores Disacusia Epicondilite Síndrome Do T. de Carpo Hérnia Cisto Sinovial Síndrome do Impacto do Ombro PAIR Dermatose Estiramento Muscular Sinovite Bursite 120 .

cotovelo dir. dedo 4 dir. dedo 5 dir. orelha dir. cotovelo esq. joelho esq. dedo 2 dir. região frontal.Variáveis relativas às partes do corpo atingidas Grupos Cabeça Corpo Ventral Nº de variáveis 13 15 Região do Corpo Crânio. dedo 5 esq. dedo 3 dir. boca. antebraço dir. coxa posterior dir. dedo 1 dir. dedo 2 esq. ombro esq. palma esq. genitais. face dir. face esq. dorso da mão esq. dedo 4 esq. dedo 4 dir. planta do pé dir. dedo 3 dir. dedo 3 esq. Punho dir. coxa anterior esq. abdômen esq. punho esq. joelho dir. calcanhar esq. glúteo dir. coxa posterior esq. queixo. olho esq. dedo 1 esq. planta do pé esq. dorso da mão dir. olho dir. palma dir. Tórax dir. costas esq. dedo 5 esq. costas dir. antebraço esq. dedo 2 dir. braço esq. tórax esq. braço dir. dedo 2 esq. dedo 5 dir. dorso do pé dir. dorso do pé esq.Tabela 64 . abdômen dir. orelha esq. dedo 1 dir. tornozelo esq. Calcanhar dir. dedo 3 esq. glúteo esq. Corpo Dorsal 12 Mãos 16 Pés 18 121 . nariz. pescoço anterior e nuca. dedo 1 esq. tornozelo dir. perna anterior dir e perna anterior esq. Ombro dir. dedo 4 esq. coxa anterior dir. perna posterior dir e perna posterior esq.

Banco de dados utilizado para armazenamento de dados com base na CAT 122 .Figura 3 .

47 2..395 102 39 118 9 36 541 211 28 162 22 12 185 75 492 876 252 NORTE 1996 1997 1995 Rondônia 1996 1997 1995 Acre 1996 1997 1995 Amazonas 1996 1997 1995 Roraima (1) 1996 1997 1995 Pará 1996 1997 1995 Amapá 1996 1997 1995 Tocantins 1996 1997 1995 1996 1997 1995 NORDESTE Maranhão 1996 1997 1995 Piauí 1996 1997 1995 Ceará Rio Grande do Norte Paraíba 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 Pernambuco 1996 1997 123 .953 1.328 7.267 2.696 32. por motivo.155 451 907 924 111 123 177 1.988 2...079 832 989 1.1995/97 Região BRASIL Anos 1995 1996 1997 1995 Total 424.883 2.065 5.455 369.235 1.900 5.842 1.646 34.009 7.601 185 110 165 205 319 300 23.988 1.. 37 1.066 926 1.258 26.273 1.417 Trajeto Doença do T... 8 176 131 273 29 38 24 3 41 2.407 2.968 5.463 1.203 20..941 .225 2. 2 82 263 105 3 24 1 5 42 1 1.649 492 288 703 46 19 135 16 24 201 135 184 .146 403 785 760 95 110 152 1.815 1. . ..590 .Tabela 65 – Nº de acidentes de trabalho registrados.067 3.022 12 27 95 93 5 104 809 75 538 88 28 170 54 61 166 617 211 751 20.538 1..318 4..709 4. .252 2.046 53 648 644 328 429 413 4.362 2.707 195 646 306 2 103 29 13 1 103 201 167 .791 34.629 41 519 510 235 306 300 3..024 20.005 5.223 153 86 126 176 274 258 20.611 25.055 6.652 1.934 2.211 2..042 1.271 898 1.841 5.. segundo as Grandes Regiões e UF .420 Motivo Típico 374...775 6. 28. ..087 5.328 2.889 29.870 306.700 325.137 395.

798 37. 1996 1997 1995 Sergipe 1996 1997 1995 Bahia 1996 1997 1995 Sudeste 1996 1997 1995 Minas Gerais 1996 1997 1995 Espírito Santo 1996 1997 1995 Rio de Janeiro 1996 1997 1995 São Paulo 1996 1997 1995 SUL 1996 1997 1995 Paraná 1996 1997 1995 Santa Catarina Rio Grande do Sul CENTROOESTE Mato Grosso do Sul Mato Grosso 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 Goiás 1996 1997 1995 Distrito Federal Fonte:..516 197.533 816 22.1995 2.295 83.506 47.921 13.292 20.174 3.795 5.368 1..302 8. 32.687 42.861 16.987 19.846 4.135 4. 1996 1997 124 .548 9.909 13.257 2.178 9..282 2.946 2.424 2.500 .204 6.160 4.335 2.660 145.196 535 6.051 26.554 595 1. INSS.618 1.933 1.006 5.592 18.011 912 69 283 76 36 332 128 149 945 297 93 451 411 Alagoas.532 58 1.172 26.209 19.840 125 36 266 118 91 116 446 1.544 21.171 175.813 3.056 258.356 418 709 537 1.397 4.422 1.599 2.954 167.700 298.250 230. 39.398 21.065 11.263 17.828 1.881 56..206 239.135 2.664 6..659 5. 3.028 909 5.908 1.741 10.250 1.529 2.556 13.813 570 ..018 21.661 209.023 1.459 27.540 347 2.025 11.672 80.209 2.544 16.743 168 43 315 50 49 270 825 191 810 258 562 348 22 194 81 39 131 114 596 679 1.218 45.635 1.134 5.460 754 2..747 2.BEAT.750 2.792 92.031 1.727 .108 339.858 1.478 1.375 5.928 23. 3.302 387 531 444 158 4.455 260.450 620 12.743 18.451 4.149 34.070 5.119 2.673 13.344 22.774 2.301 845 1.245 72.585 16.019 44.858 22.587 5.562 5.205 2.253 2.309 18.139 6.968 26.851 840 2.165 35.009 3.786 30.774 31.464 6.517 2.336 6.671 19.196 24.563 14.149 3.650 13.685 28.422 477 1.435 1.112 7.249 49.203 ..638 2.585 5.489 140.861 7.470 665 3.561 1.490 2.

09 0.14 0.09 0.29 64. Gerais Montador Op. Usinagem Op. Torno Afiador Conferente Aj.14 0.34 59.36 9.52 0.01 42.36 80.64 86.41 1.53 90. Metal.09 0.40 89. Produção Prensista Carpinteiro 0.7. Montador Aux.23 91.81 90.19 0. Serv.14 0.70 88.52 0. 22.67 73.73 125 . Aux.03 1.23 0.19 0.87 87.00 79.68 69.14 0.17 83. Mec.17 86.61 91.14 0.09 0. Forno Multif.23 0.19 0.29 67. Peças Op. Lam.56 0. Func.40 86.19 0.78 81.26 92. Rebarbeador Op.52 0.56 82. Manutenção Ajudante Torneiro Polidor Aux. Embalagem Revisor Rev.71 70.33 0.45 83.09 0.95 2.95 2.42 85.73 72.42 0. Furadeira Aferidor Aux. Produção Op.51 68. Aj.66 54.42 91.14 0.28 0. Pintor Fresador Ferramenteiro Forjador Moldador Esmerilhador Meio Oficial Forneiro Ajustador Operador Aux.64 10. de Inspeção Marceneiro Prep. Torn.47 79.80 91.28 0. Serralheria Elet. Prensa Prenseiro Caldeireiro Serralheiro NI Mecânico Torn.19 0.22 1.19 0.17 74.67 76.Distribuição dos acidentes segundo a Profissão Profissão Metalúrgico Op. Funilaria Aux.65 63.45 77.28 0.75 0.28 0.75 0. Aux.64 33.47 0.89 77.14 0.94 0.14 0.23 0.14 0. Peças Laminador Op.45 92.84 88. Poliv. Macreiro Aux. Fundição Eletricista Funileiro Prens.42 74.59 1.24 45.86 85. Operação Mestre de Prod.47 0.09 0.42 0.23 82. de Montagem Mec.09 0. Mecânico Op.83 89.28 0.28 0. Gerais Retificador Matrizeiro Aprendiz Aux.09 0. Ind. Injetora Superv.14 91. Forjador % 22.14 0.02 1.69 89.24 3.75 0.64 92.28 0. Mec.09 0.93 80. Maq.75 0.75 71. Aux. De Prod. Op.55 89.00 88.95 91.17 92. Qualid.89 91.17 1.14 0. Máquina Industriário Soldador Serv.06 87.26 89.1 Anexos Profissão Tabela 66 .33 0. Almoxarifado Multifunc. Eletron.12 89. Mec.09 0.08 92.28 % Acum.19 88.30 2.64 1. Empillhadeira Aux. Marceneiro Repuxador Aj. Prod.23 0.58 81.19 0.14 0.33 0. Mont.25 87.14 0.36 92.09 0.33 91.94 86.44 87.09 0.09 0.14 0.09 0. Insp.55 92.14 0. Cel.90 82. Op. Manut.97 78.42 0.37 88.92 75.38 0.23 0. Man.89 66. Aux.81 88.98 0. Auxiliar Fundidor Op. Rebarb. Mecânica Ajustador Mecânico Anal.71 51.25 90.14 0.11 90.70 Aux.97 90.56 88.52 2.62 87.09 85.98 92.09 0.28 0. Manutenção Mandrilhador Aux.01 84. Op.67 90. Mult. Marteleiro Prens.29 84. Pintor Vazador Aux.89 83. Inspeção Aux.2.19 0.52 57.66 0.70 91.09 0.09 0.14 0.58 84. Guilhotina Op.09 0.20 81.51 91.73 84.32 76. Almoxarife Aux.86 2.76 48. Op.81 2. de Fabr.05 91.56 0.28 0. Prod.39 90.19 0. Lubrificador Motorista Tec.33 0.03 0.98 89.48 79.63 61.14 85. Qualid.

05 0. Ling.94 94.61 94.05 0.05 0.09 0.78 95. C. de Prensa Aux.05 0. de Ind.09 0.05 0. Engenheiro Op. Calandra Servente Enc.75 94. de Torn. Mest Aux.66 97. Prença Op.09 0. Op.14 97.41 98. Prat. Esp.70 97.05 0.05 0.05 0.05 0.98 98.05 0. Estoque Anal. Polidor Aux. de Soldador Aux.30 93.42 97.05 0. Aux.58 96.48 93. 1 Aux.08 95.05 0.45 98.50 98. Forno TTO TCO Op.09 0.52 97.86 96.05 97.72 96.05 0.05 0.05 96. Anal.62 96. Veic.05 0.66 94.98 95. Mandriladora Op.05 0. Chefe Prens. De Embarque Aux.05 0.09 0. Rebarb.05 0.23 94.05 0.05 0.01 93.05 0.44 96.05 0. Materiais Op. de Esmeril Contínuo Contr.51 94. Aux.09 0.05 0.41 95.92 95.86 93. Lam.05 0. Laminação Aux. Produção Op. Mult.89 94.05 0. Fresadora Op.05 0.09 0.36 95.09 0.05 0.05 0. 3 Prep.56 94.05 0.05 0. Prod.09 0.05 0. Tambor Op.05 0.75 97.34 96. Gabariteiro Escolhedeira Encanador Encaixotador Insp.05 0.11 93.05 0.26 95.08 98.05 0.05 0.05 0.05 0.55 95.22 95.12 98. Ferram. Galvanop.05 0. Op. Especial Op.61 97.05 0.09 97. Limpesa ATP Op. Qual. Esp.23 97.09 0.50 95.05 0.11 Aux. Aj. Retífica Balconista Bobinadeira Chefe Seção Aux.80 94.27 98.05 0.42 94.84 97.05 0. Eng. Linha P.05 0.80 97.09 0.47 97.05 0.05 0.33 94.39 96. de Coz.81 96. Embalagem Aux. Estamparia Op.95 94.05 0.05 0. Rev.05 0. Op.02 96.92 93. Encarregado Sub. Trat.05 0.Op. Resina Apontador Aux. Expedição Aux.97 96.37 94.83 92.67 93.09 0.09 0.05 0. de Depósito Aux.05 0.05 0.05 0. Dobradeira Op.17 98. de Serviços Aux.05 0.05 0. Lixador Op.58 93. Pantog.05 0.84 94.95 97. Eletrer.05 0. Prod. TTO TCO Cof.00 97.05 94.31 95. Indl. Rebr.05 0.05 0. Carimbo Afiador Broca Aj. Pesagem 0. Ferramenteiro Tec. Metais Rasqueteador Projetista Prog. Cargas reb.22 98.87 95.09 0. Jato de Areia Pedreiro Aux.94 97.05 0. Jatista Enc.05 0. Pedreiro Alim.05 0.59 98.37 97. Sub.05 0.05 0.36 98.70 94. De Zincagem Op. Aplainador Aplic. Caldireiro Chefe Expedição Chefe Chapeador Aux.03 95.05 0. T.67 96.05 0. Corte Impressor Ger.05 0.55 98.14 94.05 0. A Preparador Prep.03 98.05 0.05 0.17 95.19 97.05 0. Ferreiro Aux.05 0.05 0.05 92. de Forjaria Contra Mestre Op. De Corte Aj.30 96.09 0.39 93.05 0.64 98. Sup.05 0.05 0. Revolver Suporte Tec.09 0.05 0.05 0.73 95.05 0.28 97.91 96.89 97.77 96.06 96. de Torno Aux.47 94. Aux. de Secagem Aux. De CNC Prof.31 98.25 96. Op.53 96.20 93.05 0. Forjaria 0.12 95.05 0.59 95. Acab.76 93.05 0. Jatista Aux.16 96. CNC Op.05 0.69 126 .05 0. Montagem Prep. de Matriz Aj.09 0. Rol.20 96.05 0. Usina Op.56 97.05 0. Rebitador Traçador Torn. Serra Op. Prod Oxicortador Operário Operador Trainee Op.05 0. Op.48 96. Recebimento Enc.69 95.05 0.05 0.33 97. P. Acabamento Aj.83 95.64 95. Func.05 0.45 95.

30 99.05 0.05 0. Mont.87 98. Ferram. Eletrotécnico Digitadora Desmoldador Costureira Enc/ Prensa Mec.77 99.05 0.00 127 .05 0.05 0.34 99.48 99.05 0. Soldador Controlador Op. Mec.25 99.05 98.73 98.05 0.91 99. Elet.44 99.05 0. 0. Patr. Hidráulico Mec.05 0.05 0.92 98. Maq.20 99.72 99.16 99.11 99. Montagem Enc. Op.81 99.06 99. Caldeireiro Maçariqueiro Lider Montagen Lider Expedição Lider Microfusão Total 0.86 99. Op.05 0.05 0.05 0.39 Mont.05 0.02 99. Forjaria Enc.05 0. Computador Mec.05 0. Ferramen. Mec.05 0.05 0.83 98.05 0.53 99.62 99.05 0.58 99.78 98.05 100 99.05 0.67 99. Prod. Of.97 99.Enc.05 0.05 0.05 0. Op. Mont.95 100. Banca Of. Cacho Injetor Mestre de Serral.05 0. Man.05 0.

1 4.3 5.8 6.0 100.1 3.8 10.7 2.0 36.8 38.6 5.4 3.3 33.2 Anexos Natureza do Acidente Tabela 68 .3 0. Máquina Industriário Soldador Montador Serv.6 6.4 0.7 4.5 36.0 22.5 24.4 1.2 6.7 3.6 7.6 1.9 3.0 5.6 12.0 100.3 9.4 13.3 14.7 0.5 2.0 100.9 1.0 13.9 34.8 35.5 4.0 9.4 9.3 0.3 1.1 4. Func.2.7 1.8 1.8 5. Cel.2 1.6 2. Gerais Op.3 0.8 13.0 11.0 6.Físico Prensagem impacto Sofrido Contra Corte Desequilíbrio Queimadura Esmagamento Retesão Queda Torção Objeto na Vista Intoxicação Atrito ou Abrasão Punctuação Choque Elétrico NI Total Grande % 38.6 4.9 100 128 .2 45.8 100 100 100 NI % 4.0 4.8 7.Distribuição da Natureza da Lesão Segundo a Profissão Prensagem Doença Ocupacion al Esforço Físico Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Outros Corte Profissão Metalúrgico Op.1 3.7 2.0 100.2 2.1 5.9 5.2 5.7 6.3 36.0 1.2 6.Tabela 67 .0 24.9 1.6 5.0 100.4 39.4 1.0 12.7 38.2 0.6 1.4 6.0 3.0 100.7 35.8 3.8 21. Aux.3 12.0 6.6 22.0 10.5 9.8 4.Distribuição dos acidentes segundo o porte por natureza da lesão Natureza do acidente Doença Ocupacional Impacto Sofrido Esforço .0 100.4 2.0 7.6 11.4 1.0 3.5 0.0 9.2 24.0 100.8 8.4 0.1 8.0 5.0 34.0 100 Micro Pequeno Médio Empresa % % % 18.3 0.7 4.6 0. Man.0 6.5 40.3 0.7 4.5 25.2 8.2 1.2 7.0 9.6 11.1 0.1 3.8 0.5 2. Produção Op.1 4.1 4.3 1.3 0.8 4. % 100.0 2.4 3.2 18.0 13.3 0.4 3.4 4.5 4.9 9. Mult.2 62.1 3.9 38.1 1.4 4.3 2.6 1.5 2.7 0.1 2.7 5.3 3.5 3.5 1.5 12.7 2.

16 43. 14.75 3.2.14 0.27 0.45 62.23 0.14 0. Barras e Tubos Ferro Serra ou Furadeira Componente de Maq.23 0.39 5.89 0.09 3.67 23.20 87.72 88.22 95.52 0.14 8.88 59.13 55.41 1.38 0.67 2.06 1.00 80.00 129 .56 91. De nível Corpo Estranho Peso Subst.70 70.52 0.95 5.14 91.73 52.83 84.66 0.47 0.19 0.37 91.12 92. Tampa Móveis Maçarico Empilhadeira Armação Arames e Telas Esteira Óleo Molde Gancho(s) e Gancheira(s) Bobina Fogo Outros NI Total % 14. Quente Escada Equipamento Madeira Motor Tambor e Container Matriz Porta Produto Químico Correia Produto Chave Esmeril Pregos e Parafusos Dipositivo Eletr.38 0.62 90.56 3.31 100.Distribuição dos Acidentes segundo O Agente Causador da Lesão ID 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 Agente da lesão Ruído LER Máquina Ferramenta Peça(s) Chapa Prensa e Torno Obj.16 4.70 89.58 2.47 0.23 88.84 0.7.93 83.69 100.14 0.3 Anexos Agente da Lesão Tabela 69 .82 32.90 91.84 91.14 0.53 2.59 89.27 1.41 4.09 4.70 91.67 82.23 72.98 92.12 67. Corpo Canos.00 % Acum.97 1.40 81.69 1. Cortante Mov.32 47.26 75.28 0. ou Prod.95 77.54 79.52 0.67 85.45 65.08 86.59 1.29 74.67 9.77 38.41 3.34 90.45 1.97 90.61 0.00 2.17 89.69 87.42 86.42 0.28 0.75 0. Caixa(s) Queda c/ ou sem dif.

1 2.1 4.1 0.4 100.1 1.5 0.6 4.9 20.9 1.00 Material de Transporte Mecânica Cutelaria Agente da lesão Peça(s) Máquina Ferramenta Mov.9 100.0 2. Corpo Chapa Ruído Canos.5 6. Prensa e Torno LER Queda Obj.8 6.5 0.7 3.3 2.3 1.1 0.5 1.5 0. Barras e Tubos Ferro Serra e Furadeira Componente de Maq.0 1.4 3.7 11.6 1.8 4.3 4.7 0.3 4.3 0.1 2.0 6.4 3.1 29.3 5.6 1.3 0.0 0.0 0.1 0.2 1.5 3.0 15.3 2.0 7.6 3. ou Prod. Quente Outros % 7.3 1.2 3.0 9.9 0.00 8.0 0.2 0.6 0.0 9.0 0.7 4.4 2.2 100.0 5.7 5.0 0.4 2.9 0.5 4.0 0.7 3.1 3.3 28.9 1.0 2.5 3.00 Fundição Forjaria 130 .4 1.3 1.1 4.0 24.0 3.4 3.6 10.8 65.9 2.7 0.3 0.7 13.7 1.8 4.9 1.7 22.0 0.0 0.1 3. Cortante Peso Corpo Estranho Caixa(s) Subst.4 1.0 2.3 16.9 20.00 4.7 6.0 4.0 3.7 100.0 2.4 11.9 21.00 0.0 20.4 9.0 1.3 0.7 1.0 0.0 5.1 29.3 0.5 1.Distribuição dos Agentes de Lesão segundo a atividade econômica Metalúrgica Siderúrgica 0.4 100.0 7.00 6.7 6.0 1.3 0.1 8.6 6.7 8.Tabela 70 .00 4.7 3.3 8.0 1.6 7.3 1.0 1.1 100.7 7.8 2.3 0.0 4.4 2.6 0.3 100.2 0.

8 3.0 5.2 0.2 1.4 2.0 131 .8 0.7 2.9 0.5 0.0 0.0 0.8 2. de Carpo Dermatose Cisto Sinovial Conjuntivite Fissura Estiramento Muscular Sinovite Síndrome do Impacto do Ombro Bursite Total % 23.6 0.7 13.7 0.2 0.4 Anexos Tipo de Lesão Tabela 71 .Distribuição das Lesões segundo o tipo de lesão CodLes 10 21 4 12 22 17 23 24 8 1 15 18 26 19 5 20 28 7 31 9 6 2 14 16 13 27 32 29 3 11 33 34 30 35 Nome da Lesão Ferimento.0 4.contuso Hipoacusia Contusão Fratura Tendinite Queimadura Dores Disacusia Entorse Amputação parcial Lombalgia Outros não listados Epicondilite Tenossinovite Corpo estranho Lesão Hérnia Distensão PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído) Escoriação Dermatite Amputação total Lesões Múltiplas Luxação Lesão ligamentar Síndrome Do T.2.6 17.6 0.6 1.1 0.1 0.0 100.0 0.1 0.5 0.4 1.1 0.1 0.1 0.7.1 9.6 0.1 5.2 0. Corto.

Relação de natureza do Acidente. Calandrando cano de irrigação. Peça(s) Máquina Canos.Físico Impacto Sofrido Agente da lesão Canos. Queda de barra de ferro ao desmontar galpão. Barras e Tubos Ferramenta Canos. Fagulha ao esmerilhar Chapa Dores ao montar peça de escapamento do motor Ao virar chapa prensou dedo contra bancada. NI Trabalho exposto ao ruído Cortando Cantoneira de Ferro Tubo de Ferro caiu. Caiu tubo de ferro. NI NI Transportando telas que vieram a cair. Natureza do acidente impacto Sofrido Contra Esforço .7. Corpo Chapa LER Escada Canos. Trabalhando com Furadeira Perda Auditiva Queda de andaime. Corpo Ruído Ferramenta Ferro LER Máquina Outros Peça(s) Dipositivo Eletr.3 Anexos Capítulo 5 Tabela 72 . NI Perda Auditiva Passando lixadeira na retroesc. Perda Auditiva Prensou dedo num eixo. Martelou o dedo ao bater numa peça. Bateu no ferro Prensou dedo na serra. Barras e Tubos Ruído Componente de Maq.Físico impacto Sofrido Contra Corte Objeto na Vista Impacto Sofrido Impacto Sofrido Prensagem Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Impacto Sofrido Doença Ocupacional Queda Esmagamento impacto Sofrido Contra Prensagem Doença Ocupacional Impacto Sofrido Doença Ocupacional Doença Ocupacional impacto Sofrido Contra Impacto Sofrido Objeto na Vista Esforço . NI Torção ao descer escadas. Barras e Tubos Móveis Descrição Ao manusear tubos. ou Prod. Soltou casca de solda a fazer solda.o Confeccionando peças no torno Ao segurar chapa metálica seu suporte (barra metalica) caiu. Eixo de metal deslizou e caiu. Aparelho de solda. LER em soldagem. Barras e Tubos Ferro Arames e Telas Ferramenta Mov. agente de lesão e descrição apresentadas em algumas CATs referentes ao soldador. Dores ao fazer dobra em tubo de ferro. Mudando máquina de lugar. cortou-se com tambor de tinta. Barras e Tubos Corpo Estranho Mov. Barras e Tubos LER Ruído Prensa e Torno Canos. Barras e Tubos Outros Peça(s) Tambor e Container Corpo Estranho Chapa Máquina Prensa e Torno Canos. NI 132 . contundiu-se NI Alteração Osteomusculares Atingido com estourou disco policorte Transportando serpentina que veio a cair.Físico Impacto Sofrido Queimadura Esforço . Maq. bateu nos mesmos. NI Peça caiu ao ser virada. Serra e Furadeira Ruído Armação Máquina Ferro Serra e Furadeira LER Canos. Retirando saca palha do gabarito.Físico Prensagem Doença Ocupacional Torção Impacto Sofrido NI Impacto Sofrido Impacto Sofrido Desequilíbrio Doença Ocupacional Impacto Sofrido Impacto Sofrido Doença Ocupacional Impacto Sofrido Impacto Sofrido Impacto Sofrido Choque Elétrico Impacto Sofrido Esforço . Cortando uma peça da chapa Esmerilhando peça. Bateu calcanhar ao pegar peça Pintura de Elevador. ligado no chão impactou.

Cortando Ripa na Serra.Fita Cortando viga de ferro. Luva queimou. Furando Cantoneira Lixou-se na lixa disco Cortou-se com chapa Resbalou ao empilhar caixas. Corpo Serra e Furadeira Obj. Cortante Canos.Queimadura Impacto Sofrido Impacto Sofrido Queimadura Doença Ocupacional Queimadura Impacto Sofrido Impacto Sofrido Doença Ocupacional Impacto Sofrido Corte Impacto Sofrido Impacto Sofrido Corte Desequilíbrio Desequilíbrio Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Impacto Sofrido Impacto Sofrido NI Impacto Sofrido Torção Prensagem Impacto Sofrido Impacto Sofrido Objeto na Vista Esmagamento Fogo Móveis Serra e Furadeira Maçarico Ruído Produto Químico Ferramenta Subst. Corpo Máquina Madeira Ferro Corpo Estranho Prensa e Torno Solda.o Chapeando Radiador. Perda Auditiva Soldando um tubo em recepiente contendo óleo. Ao montar longarina. caiu barra de ferro . Escorregou na tinta fresca NI Ao limpar bancada. chocou-se contra hélice ventilador. 133 . Barras e Tubos Canos. NI Colacando pino no eixo com auxílio de martelo. Caiu pingo de solda ao soldar uma peça. Ao deslocar cavalete Inclinou uma barra de ferro que veio a atingi. Faisca ao soldar peça Ajustando matriz na Prensa. Ao virar peça para solda. machucou-se. Gaveta de aço caiu ao ser aberta. houve uma explosão devido a formação degases Marterlou-se ao puncionar polias. Furando uma bucha com furadeira. Cortou-se com chapa. Quente Ruído Ferramenta Chapa Serra e Furadeira Máquina Chapa Mov. Barras e Tubos Peça(s) Ferramenta Mov. Corpo Mov. a mesma saltou impactando.lo Ao manusear prateleira. Levantando Peça Calandrando uma peça. Atingido pela broca.

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