MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS NA ATIVIDADE DA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EM 1996 E 1997 BREVE INTERLIGAÇÃO SOBRE O TRABALHO DO SOLDADOR

Pôr CLAUDIO FERNANDO GOLDMAN Engenheiro Civil

Dissertação de Mestrado PPGEP

PORTO ALEGRE 2002

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS NA ATIVIDADE DA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE NO SUL EM 1996 E 1997 BREVE INTERLIGAÇÃO SOBRE O TRABALHO DO SOLDADOR

DISSERTAÇÃO

Apresentada ao Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção - PPGEP, como parte dos requisitos para obtenção do Título de Mestre em Engenharia de Produção.

Pôr CLAUDIO FERNANDO GOLDMAN Engenheiro Civil

Orientadora: Prof. Lia Buarque de Macedo Guimarães

Porto Alegre, Março de 2002

Esta DISSERTAÇÃO foi julgada adequada para a obtenção do título de MESTRE EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, Área de concentração: Produção Civil, aprovada em sua forma final pelo Orientador e pela Banca Examinadora do Curso de pós-graduação:

_________________________________________________________ Orientadora: Prof. Lia Buarque de Macedo Guimarães

_________________________________________________________ Coordenador do PPGEP: Prof. Luis Antônio Lindau

BANCA EXAMINADORA: Mauro Moura

A todos os meus parentes e amigos iii . que muito me incentivaram Aos meus primos Jairo e Sulany que me deram grande força e apoio no momento mais importante para conclusão deste trabalho.A minha mãe e a meu irmão.

as quais foram essenciais para realização deste trabalho Às funcionárias da secretária do PPGEP. Aos amigos do PPGEP. Vera e Andréa. que sempre me incentivou e orientou no intuito de concluir o trabalho. pelo tratamento cordial que sempre recebi destas. À DRT/RS pôr ter disponibilizados às CATs. iv .AGRADECIMENTOS A minha orientadora. pêlos momentos agradáveis vividos ao longo do período de mestrado.

.... 7 2........................................................................1 Objetivos Específicos .......................................................4........ XV RESUMO ...IX ÍNDICE DE GRÁFICOS ....................................2.......................................................2.3 Riscos Biológicos ...2.......................................... XVII 1 INTRODUÇÃO ........................................SUMÁRIO ÍNDICE DE TABELAS .............................. 13 2..............4 Limitações do Estudo .............................XVI ABSTRACT ............................................ 14 v .............3......................................................................2 Principal Fonte de Informação .........................1 Tema e Justificativa .............................................................3. 11 2................................................................ 5 1.....4................. 8 2.......1 Causas....................................4......................................................................................................................................................................................................................................... 7 2.1 Riscos Físicos ....... 5 2 ACIDENTES DE TRABALHO: DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO .................................... 12 2......2 Condições Físicas de Trabalho ........ XIII ÍNDICE DE FIGURAS .................................................................................................. 9 2... 11 2...... 1 1..............................1 Sistemas de Produção ...1................................................... 4 1.........3 Fluxo de Trabalho.............1......................2 Riscos Químicos ... 12 2...............................................................................................................................................................4 Ritmo de trabalho .....................................................1 Agentes Químicos ..................................................................................................................................................1 Classificação de Acidentes ...............................................3 Considerações Sobre os Acidentes de Trabalho...................................................................... 1 1...3.....................................................................................................................................................................................................3 Estrutura do Trabalho .........................................................................2 A Tecnologia e os Acidentes de trabalho ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................4.................4 Riscos Ambientais ..................2 Objetivo Geral ..1 O Ruído .. 13 2....... 12 2....XIV LISTA DE SIGLAS ......4.............3....................... 6 2.......................................... 8 2...............2 Automação e o Trabalhador ............................................................................................................................................... 9 2.................... 4 1............................... 11 2......................................................2..............................................1.................... 8 2..................................

......................3 Estatísticas de Acidentes segundo o mês de Ocorrência ..........................................................5 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais pôr Região e Estados da Federação.....................7.............................................................................. 19 3................................2 Local de Coleta dos Dados .......1 Aspectos Econômico ........................................................................................................................................ 16 2..........................................................1 Teoria do Dominó.................. 28 3.......................................................................................................7......................1 Coeficientes .................1 Subnotificação .....................................2..........6............. 38 4....... 16 2....................... 24 3............................................................................................................5 Teoria da Propensão ao Acidente ..................5..............................................4..........6.................................................................................... 38 4............................................ 16 2...........6.......... 35 4 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES NA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL .... 16 2............... 15 2..........2......................................................................................5...................6.................... 23 3....................................................................................................................................................... 26 3......5 Aspectos Legais.....................................4 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais..............................................................................................4............................2 Problemas em Prevenção de Acidentes ...............................................................7 Prevenção de Acidentes........................2 Nível Micro ..............................2 Estatísticas de Benefícios concedidos pôr Acidentes de Trabalho..............................................................................................5....6................................2 Estatísticas de Acidentes segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID) 28 3..................... 16 2.................................2.................................... 15 2............................................... 14 2................5........6 Aspectos sobre Acidentes do Trabalho ........1...... 15 2...1 Casos Novos ...4 Aspecto da Medicina do Trabalho....... 17 2........................ 15 2.............................2 Importância do Setor Metalúrgico e Metal-mecânico na Economia do Estado do Rio Grande do Sul ...................... 32 3....2 Aspectos Jurídico....................... 17 2......................... 20 3.................................................................................6................................................................ 17 2.2 Teorias Psicológicas .1 Teoria do Alerta.............6...............................................1 Princípio de Prevenção de Acidentes ................ 17 2............. 16 2..1 Classificação da Pesquisa ...............5.....................................4 Riscos Ergonômicos . 15 2.........1 Nível Macro.3 Aspecto Social .................................................... 38 vi ............4.................................................. 18 3 ESTATÍSTICA NACIONAL DE ACIDENTES...... 29 3............................................3 Dados Estatísticos Segundo a Idade ..........2 Teoria da Acidentabilidade...5 Riscos de Acidentes.................................................... 20 3.....4............1.......................................5........ 16 2.........................4...

...................................................................................................4 Mãos ..........................8 Perfil do Trabalhador......4......................2 Acidentado...........................................2 Duração do Tratamento ....1 Data do Acidente ...12......................................................................12 Lesões e Partes do Corpo Atingidas ............................................................................................................10......12........9 Freqüência temporal dos Acidentes...............................................................................8....................1 Profissão ...............................2 Idade ..............................9..........................................8.... 77 vii ...................................4 Laudo Médico................................................. 68 4.......................2 Hora do Acidente.................................1 Empresa ....10 Causa do Acidente ......................................................... 56 4....... 40 4.......... 67 4.....................12.............................3 Estado Civil .........................8................................... 58 4...................................................4............................ 71 4............................... 60 4........................................4................1 Afastamento......5 Procedimento da Pesquisa .................... 55 4........................................... 74 4................................................................................................... 44 4....................... 64 4................................... 48 4...............................12......4......................................................... 50 4...............................3 População e Amostra ................ 59 4...........3 Acidente....................................................................................................... 54 4...... 49 4............ 69 4........ 69 4............. 55 4............5 Pés.....................8.................................. 60 4..............................6.................................................................................. 68 4..................................9..............11..................................2 Região da Cabeça .12............................ 43 4...........................6 Atividade do Funcionário .................................................. 67 4......................7........................2 Porte da Empresa .......................3 Região da Empresa .............................................. 45 4...................................................................................................................................................................................4 Escolha de Variáveis ..... 39 4................................................................................................................................1 Profissão com Maior Freqüência de Acidentes ...................................................................................................1 Profissão ...................................4... 38 4............11 Dados sobre o Acidente........5 Sexo .................................7........................................................................................................... 43 4................................................... 58 4...........................4 Salário........................7 Perfil da Empresa ....................................................................................1 Atividade da Empresa...............................................10.............3 Região do Corpo Dorsal ..11............................................................................................................................................................................... 46 4........................................................................... 50 4.................................................8.......................................... 51 4................................................................ 39 4........................................ 42 4.6 Análise dos Dados .....1 Natureza do Acidente .............................2 Agentes da Lesão........................7.................. 46 4...........................................................8.....

..................................................... 92 5.....................................2..............................................................................1........................1....................... 99 6 CONCLUSÕES ... 132 viii .......1.............................................1 Ruído e LER ................................................. 110 7........................................................................................................................................ 91 5......................................................................4 Doenças Profissionais................ 110 7....................................................................................1................3 Anexos Agente da Lesão ............ 95 5......................................................................................................................................4 Anexos Tipo de Lesão ................................................................................. 103 6.1...........1 Descrição das Atividades......................1...2 Médias ..............................3 A Tecnologia e o Soldador ..............................3.4.......... 84 5.......................................3.....................................1 Anexos Profissão ...3 Exposição a Agentes Químicos .....4...........................................................................................3 Sugestões para trabalhos futuros ..................................................................3 Anexos Capítulo 5 ...................................... 85 5..............................................4 Doença Ocupacional................... 128 7..... 84 5.................................................................................................1 Anexos Capítulo 3 .......................2..... 105 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .....................................................3.1.. 95 5.......1.................... 83 5.......... 86 5.................................................................................................................................2 Anexos Capítulo 4 ....................................2 Agentes Químicos .2 Riscos ......................... 115 7....... 107 7 ANEXOS ......... 84 5.. 79 5 CONSIDERAÇÕES SOBRE A ADEQUAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS PELA CAT: O CASO DO SOLDADOR ....................................2 Fumos de Soldagem .......................................................... 95 5........................................ 97 5........... 125 7..............................3 Resultados Obtidos da Análise das CATs de Soldadores ...........................................................................................................................................................4......3................. 129 7.................................1 Principais Agentes Causadores De Risco À Saúde Do Soldador...2 Prevenção na Soldagem.......................................................................5 Prensagem......................................................................................3 Impacto Sofrido ............1................2.........................2 Anexos Natureza do Acidente ............................. 104 6..........................1 A Visão ................................................................................................ 90 5.......... 131 7.........................................................................................6 Ventral ...................................................3......................... 87 5..........................1 Acidentes de Trabalho ....... 101 6........................................2......... 86 5.........................................................4.............................................. 104 6....2 Trabalho do Soldador ....................................12.................................

............................. 33 Tabela 8 ........................Distribuição de acidentes segundo o porte ........Acidentes Típicos Novos em 1996...........Lista de Atividades para o Banco de Dados................................... 36 Tabela 10 ................... 41 Tabela 13 .................................º de empresas e n......................................... 48 Tabela 17 ......................Características das CATs ......................................... 34 Tabela 9.............. 21 Tabela 3 ....Benefícios concedidos por acidentes de trabalho segundo os grupos de atividade econômica da Indústria da Transformação em 1996 ...............Número médio de empregados pôr porte da empresa ................Quantidade mensal de acidentes de trabalho registrados.............................................. segundo as Grandes Regiões e Estados da Região Sul 1995/97 ......... 54 ix .................. 25 Tabela 4 .......Distribuição de acidentes segundo a faixa etária para a cidade de Osasco e o estado do Rio Grande Do Sul ........ 52 Tabela 20 .......................... 32 Tabela 7 .........................................Ranking das Empresas pôr Setor Econômico ..........................................N..........................Porte das Empresas........................ 40 Tabela 11 ...........Classificação de estado civil para o banco de dados ....º de empregados pôr gênero até 1998...................................... 49 Tabela 19 ........................................Faixas etárias do banco de dados ................................. 44 Tabela 15 ...... de 1970 a 1997 .................................................. no Rio Grande do Sul...........................................Benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividades econômica em 1996..... 47 Tabela 16 ..... 49 Tabela 18 .................................. 3 Tabela 2 .Média de idade do acidentado segundo a profissão ........................................................................ 42 Tabela 14 ................Quantidade de acidentes de trabalho registrados.....................Atividades econômicas priorizadas ...................................................1997 .......... pôr motivo .ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1 ..................................... 29 Tabela 5 ........................................ 41 Tabela 12 .................................. 30 Tabela 6 .........................................Nº de Acidentes e Doenças do Trabalho registrados no Brasil...Número de acidentes segundo atividade da empresa .. pôr motivo..................................Distribuição dos acidentes segundo a cidade .......................................................................................................................................

........ 71 Tabela 37 ............................................. 55 Tabela 23 .................. 70 Tabela 35 .....Tipos de agentes mais comuns de acordo com o porte..................................................................................................................... 66 Tabela 30 ..... 65 Tabela 28 .... 76 Tabela 43 .......................................... 74 Tabela 40 .................................Distribuição das lesões segundo o tipo de lesão .......................... 54 Tabela 22 .............................. 64 Tabela 27 ............Distribuição dos acidentes segundo a natureza .....Distribuição dos acidentes segundo os agentes da lesão mais freqüentes.............................................. 65 Tabela 29 .... 74 Tabela 41 .............Freqüência e distribuição dos acidentes segundo faixa salarial .............................................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo o agente da lesão .................Distribuição dos acidentes segundo a região dos pés.......Distribuição dos acidentes na região da cabeça segundo a natureza do acidente .................Tipos de agentes mais comuns de acordo com a atividade econômica..Distribuição dos acidente segundo duração tratamento ................... 69 Tabela 33 ............... 67 Tabela 31 ..Distribuição dos acidentes segundo natureza do acidente pôr atividade econômica ....Distribuição dos acidentes segundo a região das mãos.......................................Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo o agente da lesão ..............................Distribuição de lesões segundo região da cabeça.........Agentes mais comuns de acordo com a natureza da lesão .. 62 Tabela 26 ............................ 61 Tabela 25 ......Freqüência dos acidentes segundo o dia da semana...................... 68 Tabela 32 ................................................................Tipos de agentes mais comuns segundo a profissão ................................... 77 x ............................................Distribuição das lesões na região da cabeça segundo natureza e agente de lesão ........ 58 Tabela 24 ................Tabela 21 ........................... 69 Tabela 34 .Distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão.................... 73 Tabela 39 ..... ........................ 71 Tabela 36 .... 72 Tabela 38 ........Distribuição das lesões segundo a região dorsal ...............................................Freqüência de acidentes pôr estado civil............................... 76 Tabela 42 ..................................................Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a lesão..........................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão...

.................. 79 Tabela 47 .......................................Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a lesão............ 93 Tabela 52 ..............soldador...........Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a natureza.......1995/97 ............................................Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo o agente da lesão ........................ 120 Tabela 64 ..........................Benefícios Concedidos por Acidentes do Trabalho em 96 por Estado ........ segundo as Grandes Regiões e UF ................................................ 80 Tabela 48.................... por motivo......Composição Básica Dos Fumos de Soldagem .......................Distribuição e acidentes segunda a atividade dos soldadores ... 119 Tabela 63 ................Códigos CID mais Incidentes em 1997.. 98 Tabela 55 ................Lesões atribuídas às partes do corpo atingida ............ 115 Tabela 61 .... 118 Tabela 62 .........Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão................Tipos de Acidentes Analisados nas CATs .........................Atividades segundo o ramo de atividade.............................................. 79 Tabela 46 .Variáveis relativas às partes do corpo atingidas........................................................ 89 Tabela 51 ..Freqüência de Acidentes de trabalho registrados................................ 110 Tabela 58 ....... 81 Tabela 49 .......Descrição de acidentes devido impacto sofrido .....................................Distribuição de lesões segundo a doença ocupacional ........ 81 Tabela 50 ....... 114 Tabela 60 .............. 121 Tabela 65 – Nº de acidentes de trabalho registrados.......................................Descrição de acidentes devido impacto sofrido ....Distribuição dos acidentes na região ventral segundo o agente da lesão ........ ......soldadores.......... 98 Tabela 56 ....... 94 Tabela 53 ....... 78 Tabela 45 ............................Distribuição dos acidentes segundo a região ventral.............Distribuição de acidentes pôr soldador segundo a região .... 123 Tabela 66 ........................................................................................................... por motivo................ 97 Tabela 54 ............Descrição de acidentes devido a doença ocupacional ...Tabela 44 . 125 xi .............soldador.......Distribuição dos acidentes segundo a Profissão........................................... 112 Tabela 59 ............................soldadores.....Lista de Agente de Lesão ...... 99 Tabela 57 ........................ segundo a idade em 1997.....................................

...........Distribuição das Lesões segundo o tipo de lesão ... 130 Tabela 71 ....... ..........Distribuição dos Agentes de Lesão segundo a atividade econômica ...... 128 Tabela 68 ...........Relação de natureza do Acidente........................ 128 Tabela 69 ...................Tabela 67 ...Distribuição dos acidentes segundo o porte por natureza da lesão .... 131 Tabela 72 ................... agente de lesão e descrição apresentadas em algumas CATs referentes ao soldador............ 129 Tabela 70 ............Distribuição da Natureza da Lesão Segundo a Profissão .......................................Distribuição dos Acidentes segundo O Agente Causador da Lesão . 132 xii ............................

...........................Distribuição dos Acidentes segundo o dia da semana . 62 Gráfico 15 ...... 51 Gráfico 9 ........................................ 75 Gráfico 17 ................................................................................... 59 Gráfico 13 .......Osasco ............................................. 59 Gráfico 14 ........................................Freqüência de Acidentes com Morte (Brasil) ..............................................................Distribuição de acidentes segundo faixa etária .. 47 Gráfico 8 .....................Comparação de distribuição de acidentes segundo faixa etária entre RGS e OSASCO ..........Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo a natureza...................... 52 Gráfico 10 ......... Erro! Indicador não definido...........ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1 .... 23 Gráfico 3 ......................Freqüência dos Acidentes segundo Atividade Econômica ..........Distribuição de acidentes pôr sexo segundo a natureza......Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a natureza do acidente....................... Gráfico 4 ....................... .. 53 Gráfico 11 ......... 77 xiii .Freqüência de Acidentes de Trabalho ..................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a natureza ................................................ 56 Gráfico 12 .............................Freqüência de Acidentes pôr Idade.............. 31 Gráfico 7 ........................................................... 22 Gráfico 2 ...............................................Incidência de Acidentes Pôr Região (DATAPREV) ..................... 72 Gráfico 16 .Distribuição de acidentes pôr profissão ...........Distribuição dos acidentes segundo a hora do acidentes .Acidentes Registrados na Região Sul (DATAPREV) ..Distribuição dos acidentes segundo o motivo.... 31 Gráfico 6 .............. 27 Gráfico 5 .....Freqüência de Acidentes Típicos (Brasil)......................mais de 15 dias segundo Classe de Atividade Econômica .................................

116 Figura 2 .................Banco de dados utilizado para armazenamento de dados com base na CAT ... 122 xiv .................................Principais campos do Verso da Informações da CAT ... 117 Figura 3 ....Principais campos de Informações do anverso CAT ..............ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1 ..........................

LISTA DE SIGLAS ABNT ACGIH AEPS ANFIP BEAT CANCAT CAT CID CIPA CLT CNAE DO DORT DRT/RS EPI FIBGE FIERGS INSS LER LT MIG MPAS MT N NB NI NR OIT PAIR PCMSO SEBRAE SSST SUB SUS TIG TLV UV Associação Brasileira de Normas Técnicas American Conference of Governmental Hygienists Anuário Estatístico da Previdência Social Associação Nacional dos Fiscais de Contribuições Previdenciárias Boletim Estatístico de Acidente de Trabalho Campanha nacional de Combate aos Acidentes do Trabalho Comunicação de Acidente do Trabalho Código Internacional de Doenças Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Consolidação das Leis do Trabalho Classificação Nacional de Atividades Econômicas Doença Ocupacional Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho Delegacia Regional do Trabalho/Rio Grande do Sul Equipamento de Proteção Individual Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Federação das Industrias do Estado do Rio Grande do Sul Instituto Nacional do Seguro Social Lesão pôr Esforço Repetido Limites de Tolerância Metal Inert Gas Ministério da Previdência e Assistência Social Ministério do Trabalho Número Normas Brasileiras Não Informado Norma Regulamentadora Organização Internacional do Trabalho Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Programa de Consolidação e Médico de Saúde Ocupacional Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho Sistema Único de Benefícios Sistema Único de Saúde Tungstein Inert Gas Threshold Limit Values Ultra Violeta xv .

devido a ferramentas. deixa evidente a insalubridade do ambiente de trabalho do acidentado devido à quantidade de registros causados pôr ruído (principalmente fábricas de cutelaria) e DORT (Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho). No entanto. pois sofreram muitos acidentes pôr impacto sofrido. ao acidentado e acidentes de trabalho registrados no setor metalúrgico e metalmecânico do estado do Rio Grande do Sul nos anos de 1996/1997. canos e barras. existe a própria desorganização do trabalho. Os metalúrgicos foram a categoria profissional que mais acidentes de trabalho registraram. natureza e distribuição dos acidentes.RESUMO A presente dissertação apresenta um levantamento de dados sobre acidentes de trabalho feito a partir de informações extraídas de um documento denominado CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). Com os resultados obtidos neste trabalho. Após a coleta dos dados. Fica evidente que. devido a queda de tubos. pretende-se sensibilizar as empresas para que tomem medidas mais eficientes a fim de minimizar os riscos aos quais os trabalhadores estão envolvidos e expostos. além da falta de organização do posto de trabalho do acidentado. Há também grande incidência de impacto sofrido pêlos acidentados. os soldadores apresentaram um dado curioso. Os profissionais atuam fora de seu posto e em tarefas que não são características de sua função. fatores que provavelmente contribuem para o aumento de riscos de acidentes. fora de seu posto de trabalho ou de suas atividades tradicionais de solda. procedeu-se ao armazenamento dos mesmos em um software de banco de dados que permite analisar as informações levantadas no intuito de melhor conhecer a magnitude. xvi . peças e máquinas. analisaram-se informações referentes à empresa. O estudo. Com base neste documento.

and parts.ABSTRACT The present dissertation shows the results collected from a document entitled CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). xvii . By use of this databank an analysis of the results was made possible as well as the formulation of conclusions. After the data was collected. The metallurgic sector was the professional category that registered the most number of accidents. It was evident also. due to the fall of steel tubes and bars. especially by tools. most probably contributing to the increase of accident risks. there was a lack of organization in the work itself. which were outside of their welding workstations. we hope to make the manufacturing companies aware so that they may take greater effort in minimizing the job-related risks with which the workers are faced. employees are used in areas other than the work stations for which they have not been hired. However. machines. the information was stored in a databank. With these results. besides the lack of organization at their work stations. The unhealthy work environment also was made evident in the high number of reports of noise related and LER (Injuries due to Repeated Efforts). In the analysis of the results the following were made evident: A lack of organization of workstations. accident related jobs and injuries in the areas of metallurgic e metal-mechanics in the state of Rio Grande do Sul in the years of 96/97. From this document was collected information regarding the companies/ manufactures. due to the large number of impact related injuries. it was interesting to note that the welders were sited as having reported many impacts related injuries. The most significant manufacturing company sited for noise related injury was that of the cutlery industry and metallurgy for impact related accidents. that.

novos sistemas e novas tecnologias de produção. esses custos são demasiadamente altos (Ganhe.. 1. além de afetarem a própria atividade laboral. Para a sociedade como um todo. principalmente devido à subnotificação. tendo como base as CATs. que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão Os acidentes de trabalho. Acidentes decorrem em custos sociais e econômicos para empresas. de caráter físico e/ou intelectual. Apesar das CATs serem um instrumento que vem sofrendo diversas críticas. que é a não notificação de acidentes de trabalho. necessária à realização de qualquer tarefa. doenças e a incapacidade parcial ou permanente do indivíduo ao exercer suas funções. também atingem a sociedade em geral e o meio ambiente. trabalhadores e suas famílias. ou uma atividade coordenada. cuja principal fonte de dados é a Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT). relacionada com o exercício do trabalho. serviço ou empreendimento Na ABNT (1995) encontra-se a seguinte definição para acidente de trabalho: termo caracterizado como uma ocorrência imprevista e indesejável. instantânea ou não. Com tudo isto também é necessário a criação de novas técnicas para controle e prevenção de acidentes.1 INTRODUÇÃO O mundo do trabalho é complexo e cada vez mais pressionado pôr uma dinâmica global que exige a criação de novas técnicas. podem-se definir prioridades e adotar medidas prevencionistas contra os riscos envolvidos na atividade laboral do trabalhador.. mas também pode gerar mortes. 1 . O trabalho pode gerar vida e saúde.1 Tema e Justificativa Uma das principais contribuições para auxiliar a entender os acidentes de trabalho são as estatísticas desses acidentes. Azevedo (1999) define trabalho da seguinte forma: palavra que indica aplicação de forças humanas para alcançar um determinado fim.1996). ela é um importante instrumento de combate aos acidentes de trabalho principalmente devido a sua abrangência nacional. Técnicas estas necessárias para que as empresas se mantenham competitivas e se tornem mais produtivas em um mercado globalizado. Através das estatísticas.

. fornecidos pelo 1 Compreendido como um instrumento para aperfeiçoar a compreensão dos números levantados através das estatísticas 2 . o que ressalta um duplo aspecto que reduz o crescimento do país: um elevado gasto em benefícios decorrentes de trabalho pôr parte do governo e perda da produtividade pôr parte das empresas devido aos custos de acidentes”. Este tema se enquadra principalmente em áreas ligadas à Saúde. principalmente porque as informações sobre acidentes de trabalhos não são consistentes e pôr não receberem o tratamento epidemiológico1 adequado (Ganhe.1996) Em relação aos acidentes de trabalho ocorrido no Brasil. Mitrof (1994) afirma que: “No Brasil existe a falta de um modelo prevencionista aliado à falta de cumprimento das normas existentes sobre acidentes de trabalho.. Existem poucas informações e pouco histórico sobre desenvolvimento de pesquisa nesta área e muito poucas sendo feitas. dos dados sobre benefícios iniciados em 1995 pôr pensão acidentária. Segurança do Trabalho e Ergonomia. 1999) relata que: “É importante lembrar que o trabalhador não é uma simples peça produtiva e sim um ser humano merecedor de proteção no trabalho” Com o intuito de minimizar os acidentes de trabalho. Em relação ao trabalhador (Azevedo. Além disto. quanto maior o número de estudos tendo como tema diminuição de acidentes de trabalho. com relação à evitar que este problema permaneça. sem receber a devida atenção. maior será a conscientização dos segmentos sociais. Estudar meios para diminuição dos acidentes de trabalho é importante em primeiro lugar porque diz respeito à proteção da integridade física e mental da saúde do trabalhador no exercício de seu trabalho. aposentadoria pôr invalidez permanente e auxílio pôr incapacidade permanente parcial. o que aumenta o grau de dificuldade de realização de um estudo sobre acidentes de trabalho.O que mais dificulta o enfrentamento dos problemas relativos a acidentes de trabalho é a dificuldade em se estabelecer um planejamento eficiente. o Ministério do Trabalho (MT) começou uma pesquisa para apontar indicadores epidemiológicos com base na análise de freqüência.

3 . CAT. Com base nestes critérios foram estabelecidos grupos de atividades econômicas. Segundo Ganhe. 21). Estas três classes pertencem a um universo de 16 classes que fizeram parte do estudo realizado pelo MT (ver Tabela 2 pág. Segundo estes dados. merecem atenção especial para que se tomem medidas para prevenção de acidentes de trabalho e diminuição de riscos para os trabalhadores. DATAPREV edificações obras viárias extração de metais preciosos extração de pedra. pontes e torres madeiras Cerâmicas não refratárias artigos de cimento.(1996) esta priorização levou em conta a magnitude e a gravidade do problema. concreto e fibras .s usina de cana. através do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). estão a indústria metalúrgica e metal-mecânica. bem como sua resolutividade. parcial e total. como morte e incapacidade permanente.Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS)..Atividades econômicas priorizadas Classe de Atividade Econômica Grupo de Atividade Econômica Indústria metalúrgica. Estas atividades foram as que mais acidentes registraram e. construção e indústria extrativa) que. segundo critérios adotados pelo MT. elétrica e eletroeletrônica. INSS.açúcar Fabricação de produtos químicos fabricação de produtos petroquímicos fabricação de fertilizantes fosfatados CONSTRUÇÃO Construção Extração de minerais metálicos INDÚSTRIA EXTRATIVA Fonte: BEAT. Fabricação de produtos minerais de madeira INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO Fabricação de produtos minerais não . areia e argila Extração de minerais nãometálicos Na Tabela 1 são apresentadas as três principais atividades econômicas (indústria da transformação. metalmecânica. alguns setores produtivos apresentaram níveis elevados de eventos de gravidade. conseqüentemente. segundo critérios adotados pelo MT. No topo da lista de atividades que devem ser priorizadas.de.metálicos Fabricação de produtos alimentícios e de bebidas Atividade Econômica Fabricação de peças fundidas de ferro fabricação de estruturas metálicas para edificações. Estes indicadores foram analisados pôr atividade econômica. Tabela 1 . mais benefícios geraram devido aos mesmos..

identificando. dentro da ordem de priorização.1 Objetivos Específicos Tem-se como objetivo específico deste trabalho: − Identificar: 1. 1. − A realização de uma apreciação ergonômica. a indústria metalúrgica e a metal. em acidentes. Quais profissões têm maior freqüência de acidentes. tomando como base um dos postos de trabalhos envolvidos em acidentes na indústria metalúrgica e metal-mecânica. merecendo prioridade nas ações para a busca de soluções que visem diminuir a ocorrência de acidentes de trabalho. − Analisar um posto de trabalho. Qual a principal parte do corpo atingida. para que se possa. quais tarefas normalmente executadas poderiam estar associadas com potenciais riscos do posto. priorizar ações que minimizem a ocorrência de acidentes de trabalho. 2. Qual a natureza de lesão mais freqüente entre os acidentados. percebe-se que.2 Objetivo Geral O objetivo geral deste trabalho é contribuir para a criação de uma base de dados sobre acidentes de trabalho. 3. 4.mecânica estão no topo da lista. pôr meio de análise destes dados.Conforme a Tabela 1. 4 . Principal agente causador de lesão. − Verificar se os dados disponibilizados nas CATs são suficientes para que se possa estabelecer ações e medidas que permitam a eliminação ou o controle do risco de acidentes.2. Além disto. este trabalho tem como objetivo geral identificar os itens relevantes a acidentes que não estão hoje disponíveis a fim de aprimorar as informações constantes nas CATs 1.

para posterior comparação com os dados obtidos a partir da análise das CATs feitas neste trabalho.Mecânico. para cada grupo de variáveis levantadas.4 Limitações do Estudo A CAT contém apenas informações sobre os trabalhadores que são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 1. e não foram considerados os acidentes de trajeto.1. procurando comparar as informações das CAT com as características da profissão. O levantamento foi feito apenas para o setor Metalúrgico e Metal. No capítulo 5 é feita uma análise adicional para o soldador. No capítulo 6 é apresentada a conclusão do trabalho. representando cerca de 30% da população economicamente ativa (Anuário. O levantamento de dados foi feito apenas no Rio Grande do Sul abrangendo o período de Janeiro de 1996 à Dezembro de 1997.1999)...3 Estrutura do Trabalho O capítulo 2 apresenta uma definição geral e classificação de acidentes de trabalho. e são feitas recomendações para estudos futuros. Os trabalhadores sem carteira assinada não pertencem à CLT. 5 .. No capítulo 4 estão as informações referentes ao método de coleta de dados sobre acidentes de trabalho e são apresentados os resultados e análises. O capítulo 3 apresenta estatísticas nacionais sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais.

− Assistência Médica: Corresponde aos segurados que receberam apenas atendimentos médicos para sua pronta recuperação para o exercício da atividade laborativa.Corresponde aos segurados que faleceram em função do acidente do trabalho. o acidente do trabalho é caracterizado como uma ocorrência imprevista e indesejável. Óbitos . − Acidente devido a doença do trabalho: ocasionado pôr qualquer tipo de doença profissional peculiar a determinado ramo de atividade econômica constante de tabela da Previdência Social (Anexo II do Decreto 611/92) − Acidentes Registrados: Corresponde ao número de acidentes cujos processos foram abertos administrativa e tecnicamente pelo INSS.2 ACIDENTES DE TRABALHO: DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO Segundo a Norma Brasileira de Cadastro de Acidentes (NB18). 6 . o acidente do trabalho é definido tecnicamente nos seguintes termos: − Acidente típico: decorrente da característica da atividade profissional desempenhada pelo acidentado. que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão (Abnt. relacionada com o exercício do trabalho. − Acidentes Liquidados: Corresponde ao número de acidentes cujos processos foram encerrados administrativamente pelo INSS. − Incapacidade Temporária: Compreende aos segurados que ficaram temporariamente incapacitados para o exercício de sua atividade laborativa. No processo de registro dos acidentes do trabalho. depois de completado o tratamento e indenizadas as seqüelas. − Incapacidade Permanente: Compreende aos segurados que ficaram permanentemente incapacitados para o exercício de atividade laborativa. 1975). instantânea ou não. − Acidente de trajeto: ocorrido no trajeto entre a residência e o local do trabalho do segurado. de acordo com o Inss (1998).

2. Acidentes de Trabalho: Fator Humano. São Paulo: Atlas. nas quais 70% dos acidentes foram atribuídos ao descuido. − Acidente sem afastamento: Aquele em que o retorno do acidentado ao trabalho ocorre no dia do acidente ou no dia seguinte. a CAT se constitui numa importante fonte de informações sobre acidentes do trabalho e doenças profissionais.1 Classificação de Acidentes Para os efeitos do conceito de acidentes no trabalho. contribuições da psicologia do trabalho. ou seja.1. 2. o que normalmente denomina-se de “produção da consciência culposa”. J. financeiros ou agressão ao meio ambiente. 1997). existem acidentes que ocorrem. DELA COLETA. No Brasil. resultando em perda de tempo. a maioria dos acidentes foram atribuídos aos operários. o acidente de trabalho ainda é considerado como um fenômeno decorrente de falhas humanas ou técnicas. 1992). à negligência.2 Principal Fonte de Informação No Brasil. Neste contexto se chamam incidentes. Pôr ter uma abrangência nacional. 7 .1. Prova disto é um estudo realizado em três grandes empresas metalúrgicas do estado de São Paulo (Binder. é necessário que ocorram lesões ou perturbações funcionais com ou sem afastamento do empregado do local de trabalho. Num outro estudo conduzido pôr Dela Coleta (1991) apud Costella. mas não provocam lesão. Porém. (1999). pôr imprudência ou porque “os operários teimam em alterar a rotina de trabalho”. de acordo com o artigo 142 do Decreto 611 pg13 (Anfip. a CAT é o instrumento formal de registro dos acidentes do trabalho e seus equivalentes. Abaixo são relacionados três conceitos técnicos de Acidentes de Trabalho: − Acidente com afastamento: Aquele que impossibilita o retorno do acidentado ao trabalho no dia do acidente e na jornada normal no dia seguinte. definidos acima. recaindo na responsabilização do trabalhador. traduzidas pelas expressões de ato inseguro e condição insegura. A. atividades de prevenção. 1991. à imprudência ou à exposição desnecessária ao perigo. − Acidente sem vítima ou incidente: Toda ocorrência não programada que interrompe a atividade normal do trabalho. danos materiais.

A tecnologia introduz variáveis que alteram o ambiente de trabalho. a fabricação é totalmente dependente da máquina. A função do elemento humano restringe-se ao acompanhamento e controle dos equipamentos automatizados. visando a sua eliminação. Os sistemas de produção automatizados. 8 . 2. No entanto. alimentação das máquinas e parte de operações de transformação. semi. de invalidez e de doenças nas fábricas automatizadas.Para contrapor este ponto.2. que se dá quando um número igual de trabalhadores. o aumento da tecnologia tende a aumentar a monotonia do trabalho com conseqüente elevação do desgaste psicológico e da ocorrência de acidentes. é decorrente. Pôr fim. 2. 2. trabalhando a um ritmo constante. 1989).automatizados mantém a intervenção direta do elemento humano na confecção do produto.2 A Tecnologia e os Acidentes de trabalho A elevação da produtividade. é preciso a pesquisa dos elementos característicos do acidente permitindo a identificação dos fatores de risco comuns a diferentes situações de trabalho. pôr sua vez. ou seja. cria uma quantidade maior de produtos. pelo fato de se terem sistemas produtivos diferentes. ou seja. Os sistemas de produção não-automatizados compreendem a fabricação de um produto quase que de forma artesanal. do progresso técnico.2. Cabe ao trabalhador executar as tarefas de integração.automatizados. os processos semi.2 Automação e o Trabalhador Araújo. É valido inferir que. durante o mesmo período de tempo. pela possibilidade de controle remoto e a eliminação das tarefas mais difíceis e perigosas e redução considerável da fadiga. principalmente. são aqueles em que a participação do elemento humano para a fabricação de um produto é quase nula. Porém. favorecendo situações que expõe o trabalhador a sérios riscos de ter sua capacidade de trabalho diminuída. maior eficiência dos meios de produção empregados (Araújo.1 Sistemas de Produção Os sistemas de produção podem ser de três tipos: não automatizados. pode-se também esperar que se tenham diferenças quanto à influência destes na exposição humana a menores ou maiores fatores de risco. (1989) afirma que com o processo de automação existe um menor risco de acidentes. automatizados.

compreende 1. ela pode aumentar a quantidade de acidentes de trabalhos em alguns casos. Tiffin e McCormick 9 . existem acidentes com menor freqüência e maior gravidade. A morbidez ocupacional. e em outros ele pode vir a diminuir.000 pessoas entre trabalhadores de fundição em indústrias da Rússia. segundo o estudo. procurando verificar os possíveis impactos que esta automação irá ter sobre o trabalhador. métodos de trabalho. Conclui-se deste estudo que um decréscimo das doenças ocupacionais nas indústrias de fundição se mostra impossível sem a modernização e completa automação dos processos tecnológicos. O importante no momento de se empregar o processo de automação é a preocupação com o fator humano. 2. Em sistemas automatizados.3 . duração dos períodos de trabalho e meio físico. ocorrendo desgaste emocional intenso e inclusive acidentes. Porém. projeto de trabalho.1 Causas Tiffin e McCormick apud Araújo (1989) atribuem os acidentes a duas classes ou fontes principais ou a combinação das duas: − Fatores de Situação: Projeto do equipamento ou ferramenta.normalmente em locais onde existam processos de automação. É muito importante que em sistemas automatizados se leve em consideração o fator humano. seria preciso analisar se a diminuição de acidentes não seria substituída pela maior gravidade deste. Pode-se verificar que dependendo da forma como a automação for empregada. sempre lembrando que o homem não é uma equipamento que pode acompanhar o ritmo constante das máquinas . Foi constatado que todas as 27 principais formas de doenças ocupacionais.1. existe também uma alta intensidade de trabalho. afirma Araújo (1989) Izmerov (1992) analisou a morbidez ocupacional de trabalhadores de fundição em uma fábrica na Rússia durante 13 anos. e deve ser respeitado no intuito de minimizar riscos com acidentes de trabalho. dentre as quais causadas pela poeira (silicose e bronquite) e vibrações locais (doenças pôr vibrações) foram as mais encontradas entre os trabalhadores de fundição.3 Considerações Sobre os Acidentes de Trabalho 2.3. O operário deve funcionar no ritmo da máquina automática de forma que não pare a produção. O homem tem o seu próprio ritmo.4 casos pôr 1.

temperamento. formação. − Horário de trabalho. − Jornada de trabalho. experiência e outros. etc. Kwasnicka (1978) apud Araújo (1989) consideram como fatores principais: − Condições de Trabalho: Manuseio de material. − Dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos. fadiga. fluxo de trabalho. iluminação. supervisão. falta de cuidados e não observação das normas de segurança. ambiente físico do trabalho (iluminação. − Fluxo de trabalho. sistemas de valores. − Condição física do ambiente de trabalho (ruído. Flippo Jucius Kwasnicka (1978) 10 . Jucius (1977). ruídos. disciplina.) − Aspectos Humanos: seleção e treinamento de pessoal. Fischer(1987) apud ARAÚJO (1989) diz que: “A organização do trabalho deve ser adaptada às condições do homem e não ao contrário. − Condições físicas das máquinas e equipamentos. Flippo (1970). idade. motivação.). Estes autores consideram que os acidentes basicamente tem como causa o erro humano. temperatura. proteção nas máquinas. Elementos pertinentes à organização do trabalho que podem influir na ocorrência de acidentes de trabalho: − Leiaute.− Fatores individuais: Características da personalidade. gases. sexo. − Ritmo de trabalho. atitudes impróprias. inaptidão ao trabalho. temperatura. etc.

Em seu estudo. 2.. os quais passaram a determinar o ritmo da produção.2. preferem pagar o adicional de insalubridade. conhecimento das necessidades de segurança. pode estar incrementando as ocorrências de acidentes de trabalho.3. primeiramente deve ser estudado o manuseio de materiais e componentes nas máquinas e bancadas. nos quais o ritmo de trabalho é mais intenso. e capacitação dos trabalhadores para execução correta de procedimentos com potenciais de perigo. Pôr sua vez.. Para esse setor.2 Condições Físicas de Trabalho As condições físicas de trabalho são um dos fatores mais negligenciados pêlos empresários. verificou que problemas com danos traumáticos. conforme previsto em lei. 2. como forma de prevenir a ocorrência de danos traumáticos nos trabalhadores daquelas indústrias. o contato físico e que haja dispositivos de segurança e proteção adequados. ele verificou a necessidade de treinamento.3. estavam ocorrendo porque a maior parte da produção de equipamentos não seguia as regras e padrões de prevenção de acidentes e segurança de trabalho. Isto vem a reforçar a idéia que a utilização de novos processos produtivos.1999) Sorokina (1997) em um recente estudo feito em indústrias metalúrgicas russas. Marx Friedmann 11 . com a finalidade de que seja reduzido. ao mínimo. Verificando que as modificações destas condições implica em vultuosas despesas.. o trabalhador aceita trabalhar em locais insalubres de melhor salário (Anuário. os acidentes do trabalho elevaram-se em grandes proporções.4 Ritmo de trabalho Marx (1980) e Friedmann (1965) apud Araújo (1989) atestam que desde a introdução de sistemas mecânicos nas fábricas.3 Fluxo de Trabalho Alguns estudos apontam que o manuseio de material é a fonte da maior quantidade de acidentes na indústria.3.

2. − Calor: Situação de desconforto em função de elevada temperatura. Muito pouco tem se feito para se resolver este problema. com o intuito de reduzir os ruídos em um posto de trabalho 12 . − Radiações não Ionizantes: Forma de energia que se propaga no espaço como ondas eletromagnéticas. biológicos.4.1. concentração ou intensidade (Herzer. − Pressões Anormais: Aquelas que fogem dos padrões normais dos limites que os seres humanos toleram. − Umidade: Grande quantidade de partículas de água no ar. causarão maiores ou menores conseqüências para o trabalhador ou qualquer outra pessoa. 2.1 Riscos Físicos Os riscos físicos são oriundos de agentes que atuam pôr transferência de energia sobre o organismo. possuindo energia suficiente para desprender alguns elétrons existentes nas moléculas dos tecidos humanos.1 O Ruído O Ruído é um dos principais causadores de doença do trabalho na indústria metalúrgica e metal-mecânica. − Vibrações: Oscilação pôr unidade de tempo de um sistema mecânico.4 Riscos Ambientais Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos. − Iluminação: Forma de energia que pode ser natural (sol) ou artificial (outras fontes que geram luz).4. − Radiações Ionizantes: Forma de energia que se propaga no espaço como ondas eletromagnéticas. e praticamente não existem informações estatísticas sobre este fato. 1997). Dalmine (1993) realizou um projeto em uma indústria de aço. químicos. − Frio: Sensação de desconforto pôr baixa temperatura em relação ao corpo com conseqüente redução da capacidade funcional do indivíduo. 2. que não possui a energia necessária para deslocar elétrons. Os agentes físicos mais presentes são: − Ruído: Qualquer sensação sonora considerada indesejável. na Itália. Dependendo da quantidade e da velocidade de energia transferida. mecânicos e ergonômicos existentes no ambiente de trabalho e capazes de causar danos a saúde do trabalhador em função de sua impureza.

1 Agentes Químicos Um estudo feito pôr Kusaca (1992). A microanálise de elétron-microscópio de Raio X . névoa. O projeto inteiro foi conduzido pôr uma equipe multidisciplinar. com uma força de trabalho de 180 esmerilhadores foi analisada para cobalto e níquel. aumentando a segurança dos trabalhadores e reduzindo consideravelmente os níveis de ruídos. em função da concentração e tempo de exposição. cutânea e digestiva. gases. Este é um caso onde a tecnologia diminuiu os acidentes de trabalho. líquidos. mas em toda a fábrica. consistindo de especialistas em ergonomia que trabalharam em conjunto com um projetista mecânico. 2. Também como meta se tinha reduzir. Foi feita também uma análise de correlação entre exposição a concentração de cobalto e concentração de níquel para 13 .4. Foi desenvolvido um método para avaliar o impacto econômico das vantagens ergonômicas obtidas da introdução de um sistema robotizado. Os agentes químicos podem agir no ser humano pôr vias respiratórias. a menos que sejam manuseados com cuidado.4. 2. ou até mesmo eliminar. matrizes de metal pesado. Riscos químicos têm como principais agentes sólidos. A inalação de poeira nos worksites numa fábrica de metal pesado (operações de esmerilhamento principalmente). e o gerente da seção onde seria empregado o sistema robotizado. trazer problemas respiratórios. o trabalho manual associado com as operações e também eliminar o riscos associados. poeiras e fumos que podem provocar lesões ou perturbações funcionais e mentais. procurou determinar a exposição de trabalhadores de uma Indústria de metal pesado da Inglaterra.das partículas de poeira demonstrou que elas têm os mesmos componentes metálicos que produtos de metal pesado. O emprego do novo sistema reduziu o nível de ruído e eliminou a necessidade do trabalho manual e acidentes relacionados com as operações. componentes que tem demonstrado. Em análises feitas.2. quando absorvidos pelo organismo em valores acima dos limites de tolerância. não apenas no posto de trabalho.2 Riscos Químicos Normalmente. foi comprovado que os trabalhadores respiravam mais de 66 % desta poeira e em torno de 12 % estavam sendo expostos a níveis acima dos aceitáveis. vapores. produtos químicos trazem problemas à saúde e à integridade física dos trabalhadores.encarregado de manusear as peças fabricadas e prepará-las para o transporte através do uso de um sistema robotizado. a Cobalto e Níquel. com as mesmas.

4 Riscos Ergonômicos Os riscos ergonômicos decorrem do momento em que o ambiente de trabalho. Em síntese. quando há disfunção entre o posto de trabalho e o indivíduo. Podem estar relacionados com alimentos ou com atividades em contato com carnes. O mais alto nível de doença ocupacional foi induzido pôr bronquite devido a poeira em homens e neurite coclear em mulheres. Neste caso se chegou à conclusão da necessidade de melhoria das condições de trabalho e aumento da qualidade e exames médicos completos. sangue. A prevenção deve levar em consideração a ventilação e programa de controle médico de saúde ocupacional . vísceras. couros.3 Riscos Biológicos Riscos biológicos são aqueles causados pôr agentes vivos que causam doenças e se encontram no meio ambiente. dando significativa e positiva.PCMSO. sendo que entre as mulheres foram 32. não está adequado ao ser humano. estando ligados a fatores externos (ambiente) e internos (plano emocional). Melhorias adicionais do ambiente de trabalho neste caso foram necessárias devido aos riscos causados pôr exposição a cobalto e níquel. ossos.3 casos).3 casos em homens) e soldadores (bronquite devido aos fumos de soldagem. As doenças foram registradas com maior freqüência entre os trabalhadores de corte de produtos fundidos (silicose. Podem ser vírus.1992). bactérias. lixo.. Neste estudo se estabeleceu que a morbidade ocupacional foi em média 0.. 14 . 2. isto de 1984 a 1988. dejetos de animais.4.4.indivíduos. Na Rússia um estudo sobre morbidade ocupacional em 140 trabalhadores de 15 empresas metalúrgicas foi publicado em 1992 (Occupational.15 casos para cada trabalhador (1 a cada 6.. 2. silicotuberculose foi 5. A melhoria das condições de trabalho deve levar em consideração o bem estar físico e psicológico. fungos.67 trabalhadores).

2. No local encontra-se os riscos de armazenagem. − Condições inseguras: Criadas ou mantidas no ambiente pêlos mais diversos motivos aparentes.5 Riscos de Acidentes Algumas bibliografias dividem os riscos em de ambiente ou de local. na qual a queda da primeira implicará na derrubada de todas as outras e a retirada de uma delas levaria a não ocorrência das seguintes.4.1 Teoria do Alerta O Acidente é resultado de um baixo nível de alerta (ou vigilância) causado pôr fatores relacionados ao clima psicológico negativo do trabalho. manuseio. seja pôr causa do trabalho monótono. caldeiras. combustíveis. de modo que os mesmos estariam dispostos como peças de dominó. pela baixa probabilidade de promoção do trabalhador ou pelo pagamento insuficiente.2.5.2 Teorias Psicológicas 2. transporte. tais como permanecer embaixo de cargas suspensas. Algumas teorias tentam explicar a ocorrência de acidentes sendo as mais conhecidas comentadas a seguir. explosivos. equipamentos. inflamáveis. ferramentas.5. nas instalações elétricas. máquinas. Pode-se observar que também existem os riscos de operação. Consiste numa seqüência de eventos progressivos. Os riscos estão associados ao conjunto do ambiente ou local de trabalho. fornos. condições sanitárias e outros. São elas: − Ato ou Condição Insegura: Desempenho inseguro das pessoas. 15 . 2. ligar uma máquina sem avisar ou luz insuficiente e peças desprotegidas que resultam em acidentes.5 Teoria da Propensão ao Acidente É baseada na premissa de que alguns indivíduos possuem características que os predispõem a uma grande probabilidade de se envolverem em acidentes em relação a outros indivíduos em condições similares de trabalho 2. 2. pela falta de diversidade das tarefas.1 Teoria do Dominó Utilizada no Brasil.5. movimentação.

5.(1998) citado pôr Costella(1998) 2. principalmente os que causam a morte ou a incapacidade permanente do acidentado. ansiedade. principalmente se o trabalhador não se ajustar a eles. interrupção do trabalho de equipes atingidas pelo acidente.1 Aspectos Econômico 2.6. − Custo não segurados: São constituídos pelas demais despesas. O acidente influencia a vida social do acidentado. etc.6. A Tragédia. Todos estes fatores se tornam mais críticos de acordo com a gravidade do acidente. pode ser caracterizada como uma das mais brutais formas de violência urbana. devido a interrupção do trabalho. sono. problemas familiares. 16 .) pode aumentar a ocorrência de acidentes. de modo que a vítima inicia uma trajetória de sofrimento e humilhações decorrentes do tipo de assistência que passa a receber. quebra de continuidade da equipe.2.6 Aspectos sobre Acidentes do Trabalho 2.6. sendo que foram gastos 1.3 Aspecto Social A violência do acidente do trabalho. somandose a sua fragilidade emocional e seu abatimento moral que passa para toda a sua família. Diminuição da Produtividade. desde a concessão de benefícios até responsabilidade civil e ou penal do empregador.2 Teoria da Acidentabilidade Afirma que qualquer condição de estresse imposto ao trabalhador pôr fatores internos (fadiga. 2. redução da produtividade do acidentado quando volta para o trabalho.1.1.. 2.2.1 Nível Macro “Grande soma de recursos despendidos pela Previdência Social para custear os acidentes de trabalho.2 Aspectos Jurídico Abrange todos os passos legais a serem tomados após a ocorrência do acidente.19 bilhões de reais com o pagamento dos benefícios em 1996”.6.. 2.2 Nível Micro − Custo Segurado: O Custo dos primeiros 15 dias de tratamento do acidentado e a despesa com o seguro do acidente do trabalho.6. consumo de drogas.

2. nocivo ao trabalhador.CIPA e a NR.7.4 Aspecto da Medicina do Trabalho O enfoque da medicina do trabalho tem o intuito de descrever a localização e classificação das lesões decorrentes de acidentes do trabalho e estudar os fatores que levaram à ocorrência de doenças profissionais.7 Prevenção de Acidentes Em termos de prevenção de acidentes do trabalho. 2. 17 . Indivíduo: utilização de protetor auricular para minimizar o ruído. deve-se promover a correção na seguinte ordem: Fonte: trajetória e indivíduo. Cap V.6. Fonte: substituição da máquina ou do processo de trabalho pôr outro com menor nível de ruído. relativas a Segurança e Medicina do Trabalho. Lei 6514/77 regulamentada pela portaria 3214/78 e alterações posteriores. Norma Regulamentadora nº 5 (NR5) .6. Título II. 3.5 Aspectos Legais A legislação que dá sustentação as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes é a seguinte: Consolidação as Leis do Trabalho. 2. Trajetória: enclausuramento da máquina para diminuir a emissão de ruído. Pôr exemplo. 2. pela prestação de informações padronizadas sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular e pela segurança da saúde do trabalhador. se existe um máquina que produz um alto ruído.213 (Brasil.18. a lei 8. 1997) estabelece que a empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção. Condições e Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes .1 Princípio de Prevenção de Acidentes Ao atuar-se corretivamente em relação a uma tarefa que oferece risco ao trabalhador.2. a solução deveria seguir esta ordem: 1.

. é necessário um banco de dados abrangente e completo. Using injury statics to develop accidents prevention programs. HINZE. 1996. Dados estatísticos sobre acidentes no Brasil são apresentados no capítulo 3. P.7. a qual é muito controvertida principalmente pôr causa da elevada subnotificação de acidentes do trabalho e doenças profissionais em alguns seguimentos. Implementation of safety and health on construction sites. Futuros acidentes podem ser evitados através da aplicação das lições aprendidas com acidentes passados. Rotterdam: Balkema.2 Problemas em Prevenção de Acidentes Um problema grave que dificulta novas ações relativas à prevenção de acidentes é a escassez de dados estatísticos detalhados sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais em qualquer ramo de atividade econômica. Apesar destas limitações. Lisboa. J. mas para isso. GAMBATESE. 18 . Para alimentar o banco de dados e obter informações necessárias. a CAT é um documento oficial padronizado (cuja abrangência nacional talvez só encontre paralelo com o atestado de óbito) e importante fonte de informações sobre acidentes de trabalho. dispõe-se da CAT. (Hinze e Gambatese apud Costella. J. 1996. 1998). In: INTERNATIONAL CONFERENCE OF CIB W99. a seguir. 117-127.2.

19 .1999).. torna-se possível priorizar ações. porém os mesmos vem sofrendo críticas. porém é preciso associá-los a ações preventivas. A vigilância é a possibilidade de acompanhamento próximo à ocorrência do evento.. porque se há falta de recursos. para que eles não tenham um fim em si mesmos e possam servir de instrumento para a prevenção de acidentes de trabalho nos mais variados setores da economia brasileira (Anuário. a empresa responsável é a empresa terceirizada e não a contratante dos serviços. haja visto que em caso de acidente do trabalhador. onde os dados vêm sendo disponibilizados pela previdência. há o problema da terceirização.. e novos processos produtivos. avaliar e vigiar. Porém.3 ESTATÍSTICA NACIONAL DE ACIDENTES Segundo Anuário. detectando tendências epidêmicas. a CAT. investindo em novas tecnologias. num desdobramento dos números que permite melhor qualificação da informação e da ação. Os estudos estatísticos são muito importantes. é que as informações contidas nas CATs. O planejamento de medidas contra acidentes de trabalho é importante .. distribuição e magnitude dos acidentes para que se possa entender a três finalidades: planejar. é uma ferramenta de notificação que não tem muito crédito.. principalmente pela necessidade das empresas diminuírem seus efetivos e se tornarem mais competitivas. Além de tudo isto. haja visto que ela pode ser facilmente mal preenchida e ignorada. o que nem sempre reflete em melhores condições de trabalho (Anuário. já que estas informações vem muito agregadas.. se referem apenas aos acidentes nas áreas urbanas e ela abrange apenas 30% da população economicamente ativa do país.1999). Uma outra importante fonte de consulta aos dados estatísticos do Brasil é a Internet. Outro problema. o grande problema que se enfrenta no Brasil é que sua mais importante fonte de dados sobre doenças e acidentes de trabalho. A terceirização vem crescendo a cada dia... A avaliação baseia-se numa análise mais aperfeiçoada. que motiva uma distorção dos dados oficiais. apesar de obrigatória.(1999) as estatísticas são importantes para o melhor conhecimento da natureza. impedindo que pessoas interessadas possam ter acesso a informações especificas.

estão apresentados os benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividade econômica em 1996. em determinado período de tempo.2 Estatísticas de Benefícios concedidos pôr Acidentes de Trabalho A Secretária de Segurança e Saúde no Trabalho com base nos dados de concessão de benefícios do INSS. O objetivo principal destes dados levantados pelo MT. mapeou os setores econômicos causadores de acidentes graves e fatais e que mais geraram benefícios previdenciários relativos a pensão acidentária e invalidez permanente nos anos de 95 e 96. então. Verifica-se.representa a perda de tempo (dias perdidos + dias debitados) que ocorre em conseqüência de acidentes com afastamento em cada milhão de horas. 3. 20 . que podem ocorrer em cada milhão de horas . que este é um setor preocupante. foi de se poder agir com menos dispersão. Coeficiente de freqüência .homem de exposição ao risco.1 Coeficientes A estatística de acidentes de trabalho convencional é feita através de dois tipos de coeficientes que auxiliam a mensuração dos acidentes de trabalho: o coeficiente de freqüência e o coeficiente de gravidade. merecedor de ações e medidas que busquem o controle do risco e a melhoria das condições de trabalho (Ganhe 1996). e com mais atenção nos setores que geram mais acidentes de trabalho. cruzados com os do CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). com ou sem lesão.homem de exposição ao risco. De acordo com esta tabela pode-se observar que a indústria de transformação é a maior geradora de acidentes de trabalho em termos de freqüência.representa o número de acidentes. Coeficiente de gravidade . Na Tabela 2.3.

Silvicultura e Exploração Florestal Saúde e Serviços Sociais Alojamento e Alimentação Administração Pública. Pecuária. objetos pessoais e domésticos.363 3.823 6.Tabela 2 .767 12. Armazenagem e Comunicações Outros serviços Coletivos.Benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividades econômica em 1996 Freqüência Classes e grupos de Atividade Econômicas Mais de 15 dias 47.031 11.609 Fatais 580 550 288 329 477 84 50 96 18 52 40 65 48 13 1 593 3.843 Fonte: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT/RAIS.338 16. sociais e pessoais Intermediação Financeira Agricultura.313 11.385 Incapacidade Parcial Permanente Invalidez Permanente 1. comércio. Defesa e Seguridade Social Produção e Freqüência de Eletricidade Indústrias Extrativas Educação Pesca Serviços Domésticos Organismos Internacionais CNAE não Informado Total Geral 3.817 2. Reparação de Veículos.046 407 430 454 366 227 456 78 95 82 68 112 94 15 2 1.504 965 742 628 731 272 900 120 134 107 83 119 182 38 5 3.957 2. reparação de veículos.96 O Gráfico 1 traz uma representação visual da Tabela 2 onde se verifica que a indústria da transformação causa praticamente 3 vezes mais acidentes que a segunda colocada. 21 .187 156. Alugueis e Serviços prestados a empresas Construção Transporte.284 Industria de Transformação Comércio.677 5.599 1.222 10.356 7.807 1.335 956 75 5 2 29.745 1. Objetos pessoais e domésticos Atividades Imobiliárias.

porém com um coeficiente de 13.22. apesar de ter registrado somente 22 óbitos. No entanto. nos acidentes com mais de 15 dias. descreve os benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho em 1996. a maior freqüência dos acidentes que resultaram em invalidez permanente está no estado de Minas Gerais. Já no campo de coeficientes (nº de acidentes a cada 100.611 casos. O estado de Tocantins. são as diferenças culturais entre as regiões do nosso país. que sempre é importante salientar quando se estuda estatísticas estaduais. que aparece com 872 óbitos. com 2. 110) elaborada a partir dos dados levantados para a CANCAT de 1997. O Brasil tem dimensões continentais e em cada estado são encontradas condições sociais e econômicas diferentes.939 registros de incapacidade parcial permanente e com 872 casos fatais. Um outro fator. Minas Gerais para os de invalidez permanente.000 trabalhadores).33) do que o de São Paulo. Rondônia entre os acidentes de incapacidade parcial permanente. pois São Paulo tem mais trabalhadores do que Tocantins. 22 In C om du st ér ria ic d io . há também que se considerar a quantidade maior de notificações nestes estados. possui um coeficiente cinco vezes maior (66.Freqüência de Acidentes de Trabalho . que não devem ser desconsideradas.35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% A Tabela 57 (em anexo pág. o Rio Grande do Sul aparece com o mais alto número.R eT ra ep n ar aç sfor m ão At iv de açã id Ve o ad es íc Im ulo s ob iliá ria C on s O st ut ru ro çã s Tr se o an In rv s te iç os por rm te ed C o ia çã leti vo o s Fi Sa na úd ce e Ag ir e Al S ric a oj Pr ul am erv od tu en iço ra uç s to ão So Ad e e c Al m D im iais in is en is tri tra bu t çã açã iç ão o o Pú de bl In El ic dú et a st r ria icid ad s Ex e tra tiv as Ed uc aç Se ão O rv rg io Pe an s is sc D m a os om és In tic te o rn ac s io na is Gráfico 1 . o que justificaria um maior número de acidentes. com 5.mais de 15 dias segundo Classe de Atividade Econômica .904 casos. Mesmo sendo estados de grande concentração populacional. a qual revela que o estado de São Paulo lidera a freqüência dos acidentes com mais de 15 dias totalizando um número de 60.

e após isto eles começam a decair dos 22 até os 70 anos. primeiro.Freqüência de Acidentes pôr Idade No Gráfico 2 está representada a freqüência de acidentes de trabalho registrados. Segundo 23 .3 Dados Estatísticos Segundo a Idade A Tabela 58 (em anexo pág 112).126 acidentes. talvez pela maior quantidade de trabalhadores jovens que existe no mercado de trabalho. segundo a idade. no qual estão registrados 52. pôr motivo. Também é possível verificar. pela sua pouca experiência e segundo. Em segundo lugar. (Tabela 58 em anexo pág 112)observa-se um índice maior na faixa etária que abrange trabalhadores de 36 a 40 anos. segundo a idade. Neste gráfico pode-se verificar que a faixa etária com maior freqüência de acidentes compreende a de 21 anos de idade. Com relação aos acidentes típicos e de trajeto. pois os mais velhos são menos contratados. Em relação às doenças.3. A grande quantidade de acidentes que ocorrem com os jovens pode ser explicada. 16000 14000 12000 10000 8000 6000 4000 2000 12 anos 15 anos 18 anos 21 anos 24 anos 27 anos 30 anos 33 anos 36 anos 39 anos 42 anos 45 anos 48 anos 51 anos 54 anos 57 anos 60 anos 63 anos 66 anos 69 anos 0 Gráfico 2 . em 1997. o grupo da faixa entre 21 e 25 anos. que os acidentes de trabalho crescem do 12 até os 21 anos. no qual estão registrados 59. o maior número localiza-se na faixa etária dos trabalhadores entre 21 e 25 anos. pôr motivo. o que pode ser facilmente explicado pelo fato de que as doenças geralmente são resultados de um tempo maior de trabalho insalubre até se manifestarem. na forma como os dados estão distribuídos ao longo do gráfico. em 1997.868 casos. apresenta a freqüência de acidentes de trabalho registrados. O grupo com maior número de acidentes é o que compreende trabalhadores entre 26 e 30 anos.

Os ambiente de trabalho dos mais jovens são normalmente sujeitos a maiores riscos.Laflamme (1997) existe hoje no mundo uma concepção fatalista de que as capacidade mentais e físicas diminuem com a idade. Em relação aos fatores técnicos. se comparando ao ano anterior (1996). Em 1997 morreram 2.967 em 1995.538) e 3. Com base na Tabela 3 se observa que nesta década houve um pequeno aumento no número de empregados segurados. e aos riscos aos quais eles são expostos. Fazendo uma retrospectiva até a década de 70 se observa que o número de acidentes de trabalho atingiu. verificou-se que os números deste último ano (1997) apresentaram uma redução em todos os tipos de acidentes e doenças. estas dificuldades podem ser. um aumento em mais de 5 vezes no número de doenças do trabalho e uma diminuição pela metade dos óbitos e dos acidentes de trajeto.422 em 1996 (até revisão anunciada pela previdência em julho de 99 eram 5. Porém. o que vem pôr diminuir o emprego de trabalhadores mais velhos. os trabalhadores mais jovens se vêm deparados com um leque de situações onde eles têm pouca experiência. em muitos casos. 3. Apesar da diminuição do número real de acidentes do trabalho. uma diminuição para cerca de um terço do número de acidentes típicos registrados em 1987. Inicialmente.060 casos contra os quase dois milhões de acidentes registrados em 1970.4 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais Na Tabela 3. e são caracterizados pôr serem postos com cargas de trabalhos maiores e mais extenuantes.694 trabalhadores com acidentes de trabalho. com 369. Conforme Laflamme (1997) existem dois fatores que podem explicar a maior incidência de acidentes entre os jovens: são eles fatores físicos e técnicos. em 1997 o seu menor número histórico. que contém o histórico dos acidentes e doenças registrados desde 1970 até 1997. compensadas pela maior experiência e habilidade adquiridas ao longo do tempo na execução de tarefas. e se defrontam com situações pouco familiares. estes números eram extraídos do Boletim Estatístico de Acidentes do Trabalho (BEAT) e INSS Divisão de Planejamento e Estudos Estratégicos. os números tomam como base a CAT e o SUB. observou-se o aumento da relação entre 24 . A partir de 1996. contra 3. Laflamme (1997) ainda sugere que uma maior atenção deve ser dada às condições de trabalho dos mais jovens.

108.110 3.395 1.330.74 2.916.307 1.137.02 5.678.696 32.022 7.25 1.497.08 48.780 1.200 1988 23.93 4.761.110 94.755.284.178.13 1.700 88.013 5.94 1.74 0.445 4.72 0.335 98.331 8.93 5.260.308.137 395.672 98.830 927.68 51.737 895.28 0.CAT e do sistema Único de Benefícios SUB.422 2.699 449.823 3.551 1.38 0.627 0.77 38.465 0.394 1.79 8.614.614. Esta inconsistência entre os dados apresentados aponta para a possível ocorrência de subnotificação.88 6.187 0.531 95. Divisão de Planejamento e Estudos Estratégicos.539 95. A partir de 1996 os dados foram extraídos da Comunicação de Acidentes de Trabalho .15 1.815 1981 19.065.29 6.46 0.029 4.232 2.7 0.839 2.312 386.065 1993 22.220.56 1.51 29.11 1.02 3.89 6.92 5.77 Doenças Profiss.7 6.19 1.766 3.343 587. INSS.27 1.551.692 632.464.598 3.82 4.016.001 3.553.34 28.173 3.19 0.723 0.760 91.722 1.825 0.986.34 0.283 4006 6014 6.33 0.21 0.07 4.634 3. 25 .792.09 30.12 7.713 3.38 0.4 1.738 4.479.537.34 0.199.854 3.1 1.502 1. De Trajeto % 1.472 0.81 0.138 1.045 1984 20.912 93.404.956 1974 11.9 58.389 1.02 56.065 1973 10. faltando CE out a dez.743.438 1985 1986 20452109 22211680 1987 22.394.32 1.784 1.957 96.55 48.78 3.587 2.115 0. DF jun a dez.824 374.875 1991 22.38 0.210 90.68 5.632.057.32 14.554 5.796.649 97.13 2.51 0.012 91.77 0.750 0.18 0.75 0.3 1.42 60.694 % 0.790 488.054 1010340 93.504.54 0.266 388.31 2.92 55.572 640.025 89.270.525 95.696 0.338.945.489 1977 16.48 63515 72702 0.49 1.311.258.191 2.12 56.987 Acidentes Típicos % Acid.858 1992 22.299 15.57 3.832 94.222.Nº de Acidentes e Doenças do Trabalho registrados no Brasil.47 0.279 1.204 2.5 0.5 0.22 0.82 961. 5.989 901.7 3.833 4. * Dados parciais.19 0.19 1.342 4.79 48.13 3.31 23.25 1.496 4.833 97.74 1129152 93.41 0.637 1995** 23.72 46.42 0.355 4.824 4.365 431.050 2.937 4.754 92.111 0.523 0.51 0.722.575 1077861 1207868 992.003.761 0.602.501 0.270 20.15 28.901 1989 23. Tabela 3 .28 0.607 1990 22.796 1976 14.75 3.016 3.57 44.517 98.36 1.464 3.956.605 1978 17.3 1.468 1983 20.124 Fonte: Boletim Estatístico de Acidentes de Trabalho .37 0.237 1979 18. de 1970 a 1997 Ano 1970 1971 1972 Massa Segurada 7.016 3.448 1997 * 1.889 29.33 18.215.217 6.07 6.967 1.874 943.455 369.838 5.791 325.56 8.382 5.4 34.709 82.589.91 5.824 350.129 3.74 64.707 % Total de Acidentes Total de Óbitos 2.045.19 22.900 4.562.23 1.731 1980 19.200 1996** 24.756.472 8.21 6.673 4.55 1.424 93.967 3.98 52.008 1994* 23.284 831.87 8. AC e RO jan a dez.99 1.19 0. DATAPREV.214 4.646 34.683 92.21 0.934 96.BEAT.85 57.273 1.73 57.054 1982 20.304 424.870 306.996.óbitos e acidentes. RS abr a dez. ** As informações de 1996 foram revistas.016 1.213 693.649 0.211 0.238 93.11 1.808 4.117.616 4.803.869.508 4384 4578 5.024 1975 12.689 97.417 15.318 98.692.148.134.

devido à redução de seus efetivos (Anuário 1999).1 Subnotificação A Fundacentro (órgão do MT) no início dos anos 90 publicou uma investigação a respeito de subnotificação das informações contidas na CAT. assim. foi feita uma comparação dos registros de acidentes de trabalho antes de 1976.800. e após 1976.000 600.200.400. Neste estudo. quando a previdência remunerava os acidentes com menos de 15 dias de 26 . quando a previdência passou a remunerar o acidentado após o 15 º dia de afastamento. Os dados divulgados pela previdência refletem a falta de informações sobre acidentes leves no Brasil.000.000 400.3.4.000 200.000 1.600. pois estes não tinham mais a remuneração da previdência. já que os acidentes com trabalhadores terceirizados são subnotificados. as estatísticas de grandes empresas.000 1. diminuindo. Grande parte disto se dá devido à terceirização. principalmente do setor petroquímico. Os dados oficiais apontam para uma diminuição dos acidentes. 2.000 1. porém a recíproca não é verdadeira em se tratando de subnotificações. siderúrgico e metal-mecânico. A principal conclusão que se chegou foi da não notificação de acidentes leves.000 800.000.000 1. pode-se observar a tendência crescente dos acidentes típicos até o ano de 1975.000 1.000 0 2 6 8 8 4 2 0 4 19 9 0 0 4 6 19 7 19 8 19 7 19 9 19 8 19 8 2 19 9 19 7 19 8 19 7 19 7 19 8 19 9 6 Gráfico 3 Freqüência de Acidentes Típicos (Brasil) A partir do Gráfico 3. época em que a previdência remunerava os acidentados com afastamento um dia após o seu acidente.

calor e poluição e até mesmo pela desorganização dos postos de trabalho. consta que o Brasil é o país que menos possui acidentes de trabalho entre vários outros países do mundo. O total das doenças de trabalho no Brasil de 1970 até 1976 também apresentam uma tendência crescente. os acidentes apenas tem diminuído. quanto fisicamente. possivelmente devido a subnotificação dos acidentes leves. 7. No anuário da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de 1997. O acidente de trabalho vem diminuindo.000 6.Freqüência de Acidentes com Morte (Brasil) 27 .000 4. quando a comparação se dá em nível de mortes de trabalho o Brasil está entre a com maior incidência.000 5. devido ao ritmo que lhe é imposto. após um crescimento até 1986.000 1. que afetam o trabalhador tanto psicologicamente.000 0 19 70 19 71 19 72 19 73 19 74 19 75 19 76 19 77 19 78 19 79 19 80 19 81 19 82 19 83 19 84 19 85 19 86 19 87 19 88 19 89 19 90 19 91 19 92 19 93 19 94 19 95 19 96 Gráfico 4 . que não mais chegaram ao conhecimento da previdência. No entanto. e desde este ano. pelo ruído. porém não são acompanhados pela diminuição das mortes. O Gráfico 4 traz uma das informações mais difíceis de ser subnotificada. que talvez seja explicado pelo aumento crescente de tecnologia nos postos de trabalhos.000 2. a cada ano.000 3.afastamento. e nela se percebe o quanto as estatísticas brasileiras são incoerentes. A partir de 1976 houve uma queda até o ano de 1984.

O número maior de doenças registradas refere-se ao grupo sinovite e tenossinovite. eles ainda não representam a realidade dos números oficiais. devido ao natal e final de ano. fatores que podem influenciar na menor quantidade de acidentes. O motivo mais provável é que o preenchimento da CAT não deve estar sendo feito corretamente. Os meses que apresentaram menos acidentes foram Dezembro e Fevereiro. cujo número oficial divulgado foi de 29. sem menção de complicação. Em seguida. Apesar deste tipo de levantamento sido uma evolução. ferimento de um ou vários dedos da mão. período onde cresce muito o ritmo de produção em diversos ramos de atividade.469 (um quinto deste número). deixando de identificar a doença ocasionada pelo acidente.3 Estatísticas de Acidentes segundo o mês de Ocorrência A Tabela 4 traz uma a dos acidentes pôr mês. ao longo do ano de 1997. 28 .3. sendo estes membros os mais suscetíveis aos acidentes de trabalho. enquanto que neste quadro estão representados apenas 72. 3.4. Foram registrados neste levantamento.CID. lumbago (dor na região lombar) e amputação traumática de outro(s) dedo(s) da mão sem menção de complicação. e meses destinados a férias.4. Outro fato que não pode deixar de ser mencionado é que nem todos os acidentes registrados no ano de 1997 estão representados nesta tabela.065. os maiores registros são aqueles que correspondem à convalescença após cirurgia. Os meses que mais apresentaram acidentes neste ano foram Setembro e Outubro. meses com menos dias úteis devido a datas festivas e carnaval. 114). conforme a Classificação Internacional de Doenças .707.2 Estatísticas de Acidentes segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID) A Tabela 59 (em anexo pág. O número total se acidentes divulgados oficialmente foi 369. Uma constatação importante é que a maioria das doenças mais incidentes registradas refere-se às mãos e dedos. ferimento de um ou vários dedos da mão complicada. apresenta as 30 doenças mais incidentes ao longo do ano de 1997. cerca de um terço do total de doenças. fratura de uma ou várias falanges da mão fechada.

142 2. pôr estado e região.Tabela 4 .798 32.891 2.Quantidade mensal de acidentes de trabalho registrados.229 3.932 28. 29 .581 3.085 3.679 32.534 Doença do Trabalho 29.930 2.1997 Motivo MESES TOTAL 369. Os dados foram extraídos do Boletim Estatístico de Acidentes de Trabalho com base na CAT.111 23.718 26.937 26. Estes dados servem para se avaliar a evolução dos números de acidentes nos estados.457 2.734 2.751 2. DATAPREV.271 1.171 31. nos últimos três anos.015 37. Junho.065 Janeiro Fevereiro Março.483 31.700 1.049 31.047 1. pôr motivo .883 3.962 26.CAT.451 18. Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Fonte: .906 2.376 37.092 15.814 30. Abril Maio.044 Trajeto 32.641 26.214 2.352 2.754 2.623 2.825 26.649 2.456 23.870 26.5 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais pôr Região e Estados da Federação A Tabela 65 (em anexo pág.887 31. 123) apresenta um apanhado histórico dos acidentes de trabalhos registrados.839 17.222 3.500 2. Típico 306.709 26.976 2.525 2.838 32.707 2.208 32.627 3.

Tabela 5 - Quantidade de acidentes de trabalho registrados, pôr motivo, segundo as Grandes Regiões e Estados da Região Sul 1995/97
Total 1.995 Brasil Norte Sudeste Sul CentroOeste 1.996 1.997 1.995 Típico 1.996 1.997 1.995 Trajeto 1.996 1.997 1.995 Doença 1.996 1.997

424.137 395.455 369.065 5.005 6.155 5.775 4.318 4.841 5.146 492 2.362 2.585 1.301 288 703 195 1.225 535 347 646 306 2.067 3.022 5.204 6.368 845 Trajeto 1997 1995 ... 1.031 1.554 1996 1997 1995 ... 58 477 3.174 3.023 1.435 1.618 595 1.727 1.743 2.988 2.395 6.846 4.532 2.011 Doença 1996 1997 3.205 2.540 1.828 1.422 1.813 570 912

Nordeste 23.611 25.258 26.046 20.024 20.203 20.629 45.792 92.295 83.209 42.672 80.245 72.309 10.673 13.921 13.774 Total 1995 RGS Paraná SC ... 1996 1997 1995 ... 39.165 35.741 9.025 11.065 11.119 Típico 1996 32.786 30.178

339.056 258.206 239.881 298.661 209.516 197.506 22.051 26.292 20.813 18.344 22.398 21.562

19.774 31.459 27.968 18.685 28.196 24.928 26.018 21.671 19.500 23.987 19.263 17.203

A Tabela 5 apresenta os dados referentes apenas às grandes regiões e ao estado do Rio Grande do Sul. Pode-se observar que a região sudeste possui a maior freqüência de acidentes, provavelmente, entre outros fatores, pôr possuir uma maior quantidade de trabalhadores, pois possui o mais importante pólo industrial do país, concentrado principalmente no estado de São Paulo. A região Norte é a que possui a menor quantidade de acidentes, provavelmente devido ao fato de ter menor quantidade de trabalhadores, e não ter um pólo industrial muito desenvolvido, entre outros fatores.

30

4 5 0 .0 0 0 4 0 0 .0 0 0 3 5 0 .0 0 0 3 0 0 .0 0 0 2 5 0 .0 0 0 2 0 0 .0 0 0 1 5 0 .0 0 0 1 0 0 .0 0 0 5 0 .0 0 0 0 B ra s il N o rte N o rd e s te
1 .9 9 5

S u d e s te
1 .9 9 6 1 .9 9 7

Sul

C e n tro O e s te

Gráfico 5 - Incidência de Acidentes Pôr Região (DATAPREV) Pôr inspeção visual do Gráfico 5, pode-se verificar que o total dos acidentes da região sudeste é maior do que de todas as outras regiões restantes. Na região sul, o Rio Grande do Sul é o estado que mais apresenta acidentes de trabalho registrados, como pode-se verificar no Gráfico 6. O Rio Grande do Sul não informou os valores referentes de Janeiro a Dezembro de 1995. Segundo a Previdência Social, a justificativa para a falta destes dados é técnica, devido a uma mudança de tabulação feita regionalmente, o que prejudicou a totalização dos resultados.
Incid ência de Acidentes to tais para a R eg ião Sul

45000 40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 RGS P araná
1995 1996 1997

SC

Gráfico 6 - Acidentes Registrados na Região Sul (DATAPREV) 31

3.5.1 Casos Novos Tabela 6 - Acidentes Típicos Novos em 1996
Região Norte Nordeste Sudeste Sul Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Centro- Oeste Ignorado
Fonte: MPAS/SPS - DATAPREV/DIGI.E

Taxa 11,9 11,4 23,7 30,1 28,8 29,6 31,6 13,1 -

A Tabela 6 apresenta os casos novos de acidentes pôr 1000 trabalhadores segurados, segundo o local de registro de ocorrência. A região sul foi a que mais apresentou casos novos em 1000. O Rio Grande do Sul foi o estado que mais contribuiu para esta estatística com 31,6 novos casos por 1000 trabalhadores Apesar da Região Sul possuir uma população economicamente ativa menor do que a região sudeste, a mesma teve um número maior de casos novos em 1996. O setor metal mecânico é o de maior importância para a economia brasileira, mas também é o que apresenta maior índice de acidentes.

32

com os respectivos grupos de atividade econômica pertencentes a esta classe. 33 .504 444 139 73 50 85 34 46 27 41 21 18 29 24 13 2 1.874 2. Impressão e Reprodução de Gravações. e os dados referentes a acidentes com mais de 15 dias de afastamento (considerados graves).102 1. em 1996. Elaboração de Combustíveis Nucleares e produção de Álcool. Refino de Petróleo.9% dos acidentes ocorridos na indústria da transformação. papel e Fabricantes de Papel. Elétrica e Eletrônica.175 2.183 1. acidentes de incapacidade parcial permanente.046 Fatais 115 165 25 53 58 20 40 7 13 36 15 16 11 1 2 577 Indústria Metalúrgica. Confecção de artigos de Vestuário e Acessórios Fabricação de Coque. sendo também as maiores geradoras de benefícios previdenciários relativos à pensão acidentária e invalidez.Tabela 7 . Metal-Mecânica.655 1.Benefícios concedidos por acidentes de trabalho segundo os grupos de atividade econômica da Indústria da Transformação em 1996 Freqüência Grupos Mais de 15 dias 15.296 acidentes. metal-mecânico e eletrônico são as maiores causadoras de acidentes.655 1.353 Incapacidad Invalidez e Parcial Permanente Permanente 1.401 3. Fabricação de Produtos Alimentícios e Bebidas Fabricação de Móveis e Indústrias diversas Fabricação de Produtos de Madeira Fabricação de Produtos de Minerais não Metálicos Fabricação de Produtos têxteis Fabricação de Produtos Químicos Preparação de Couros e Fabricação de Artefatos de Couro.671 1. sendo responsáveis pôr 32.395 380 341 278 231 184 192 73 78 76 79 96 89 5 7 3. um total de 17. Fabricação de Celulose.125 863 103 63 47. Edição. Pode-se verificar que as indústrias do setor metalúrgico.342 9. de invalidez permanente e acidentes fatais. Estas indústrias causaram. Artigos de viagem e Calçados.160 2.966 3. Fabricação de Artigos de Borracha e Plástico Fabricação de Produtos de Fumo Reciclagem Total Geral Fonte: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT /RAIS-96 A Tabela 7 apresenta os dados referentes à classe de atividade econômica da indústria de transformação.

056.Tabela 8 .390 1.185.010 A Tabela 8 mostra a importância das atividades econômicas no país em relação ao ativo total que cada atividade movimenta.471 10.060.792 186.010 5. Comércio varejista Indústria mecânica Indústria têxtil Indústria de fumo Indústria editorial e gráfica Indústria de mat.Ranking das Empresas pôr Setor Econômico Setor Econômico Total Serviços industriais de utilidade pública Serviços de transporte Indústria metalúrgica Serviços de comunicação Refino do petróleo e destilação de Álcool Indústria química Indústria de papel.586.598 16.201.180.º de Empr Ativo Total 500 42 16 44 21 3 60 17 14 21 48 8 23 26 16 21 26 17 14 2 9 16 5 6 2 4 7 4 3 2 3 531.727 14.829 19.811 8.135.316 53.891.societárias Agropecuária Indústria de produtos farmacêuticos e veterinários Indústria de calçados Indústria de produtos de mat.421.478 10.006.483 2. televisão e diversões Indústrias diversas Fonte: http://www.492 453.286 2.506 30.725 1.197 3.104 6.444.997.com.controlad.067.311. não-metálicos Comércio atacadista Indústria de bebidas Indústria de mat.463.587 9.711 903. transporte Indústria de madeira Indústria do vestuário.br/ranking/ranking3.727.373.399.enfoque. papelão e celulose Extração de minerais Indústria de construção Indústria de produtos alimentares Serviços auxiliares diversos Indústria de prod. Plásticas Serviços de radio.944 20.082 742. 34 .128.134.352 442.042 36.500.htm N.492.918.300. elétrico.140.374.961 8.002 1.443 1. artefatos de tecidos e de viagem Holding.425 26. depart.361.327 44. Minerais.560 1.923 1.

241. mas encontra nas cidades de Panambí.922.2 Importância do Setor Metalúrgico e Metal-mecânico na Economia do Estado do Rio Grande do Sul Para o estado do Rio Grande do Sul especificamente. mecânicas e de material de transporte. juntas. máquinas e equipamentos danificados. produtos acabados. estando entre as principais indústrias em relação à atividade econômica. custos com seleção. redução da produtividade dos colegas do acidentado. a empresa e a nação (Herzer. − Região das Missões: Depende basicamente de atividades agropecuárias. 1997). Cidades como Porto Alegre. e nem sempre consegue avaliar os dados ocorridos sob o aspecto financeiro. certamente devem ter uma disponibilidade maior para investirem em prevenção de acidentes. são setores fortes que movimentam uma gama muito grande de dinheiro. movimentaram.5. com indústrias metalúrgicas e de implementos agrícolas 35 .Pôr inspeção visual da Tabela 8 pode se observar que as indústrias metalúrgicas. implementos rodoviários. com indústrias de grande porte nas áreas de metalúrgica e de material de transporte. com destaque para a produção de veículos comerciais. Canoas e Gravataí também têm um pólo metalúrgico forte contribuindo muito para a economia da Região. agrícolas e ônibus. o setor metal-mecânico tem representação em todas as suas regiões: − Região Metropolitana Sapucaia do Sul é um importante pólo Siderúrgico da Região Metropolitana do Estado. menor competitividade no mercado. Financeiramente. R$ 50.00 no ano de 1999. É preciso estar ciente que os custos dos acidentes de trabalho. A região de Caxias do Sul compreende um dos mais importantes e completos pólos metal-mecânico do Brasil. atraso na entrega de produtos. menor produtividade dos substitutos e em última análise. e reduzirem os custos associados. 3. Tempo perdido e aumento dos custos de produção em função de perdas de matérias primas. − Região da Serra Apresenta uma atividade predominantemente industrial. de trajeto ou doenças profissionais afetam a família. A empresa é afetada de diversas formas. adaptação e treinamento de substitutos. Pôr serem setores fortes. Ijuí e Santo Ângelo os principais pólos industriais da Região.

484 994 735 712 225 898 1.178 520.690 1.171 30.156 17.º de empregados pôr gênero até 1998.− Região Central Na região central do estado.º de empresas e n. artefatos de tecido e de viagem Material elétrico. a indústria tem uma presença forte do setor metal-mecânico.222 1.642 24.061 11. Peles e assemelhados Bebidas Editorial e Gráfica Química Produtos Minerais não-metálicos Produtos de Materiais Plásticos Madeira Diversos Papel.107 6. Tabela 9.620 9.796 7.070 24. papelão e celulose Fumo Borracha Têxtil Extração de Minerais Refino de petróleo e Destilação do Álcool Produtos Farmacêuticos e veterinários Total Fonte: Cadastro Industrial FIERGS 97/98 Nº de Empresa 597 1.272 11. − Região Sul O setor metalúrgico e mecânico está ligado à atividade agrícola.828 36.145 10.916 1.992 11.620 9.661 18.229 19.607 41.122 7. no Rio Grande do Sul Gênero Calçados Produtos Alimentares Metalúrgico Mecânica Construção Civil Material de Transporte Mobiliário Vestuário.N.604 12.008 12. eletrônico e de comunicações Serv.812 88. − Região Noroeste Em cidades como Santa Rosa e Horizontina encontra-se um pólo metal-mecânico relacionado com a indústria de máquinas agrícolas.904 268 12 141 175 464 270 553 259 514 310 86 24 91 92 47 3 36 10.745 36 . representado pela indústria de silos e implementos agrícolas. Industriais de Unidade Pública Couros.216 5.894 Nº Empregados 100.

quando um ocorre. que permitam a realização de uma análise correta de forma que se chegue às causas que levaram ao evento. 37 . ressaltando a importância do setor no estado do Rio Grande Do Sul. No capítulo 4 são apresentados dados referentes as CATs do estado do Rio Grande do Sul. se encontram entre os seis gêneros que mais possuem empregados. em termos de número de empregados. para o setor da metalurgia. juntas. É sempre importante lembrar que em se tratando de investigação e análise de acidentes. deve-se tirar lições de forma a evitar que se repita. A investigação e análise das causas dos acidentes têm o objetivo de identificar as principais fontes causadoras de acidentes. As informações apresentadas são relativas aos dados da empresa. e possibilitar estabelecer critérios . preventivas que auxiliem a redução do número de acidentes. As indústria metalúrgicas. é importante que se registre o maior número de dados possíveis. mecânicas e de material de transporte. aos dados do acidentado e do acidente conforme as variáveis levantadas. representam aproximadamente 20% (102. mecânico e de material de transporte. normas e medidas. as que mais têm trabalhadores empregados. Ao se descrever um acidente. sendo.641) da força de trabalho do Rio Grande do Sul. juntas.A Tabela 9 apresenta o número de empresas e o número de empregados pôr gênero de atividade. O setor metalúrgico. metal-mecânica e material de transportes.

Foram excluídos da população os acidentes de trajeto. fez-se uma análise epidemiológica dos mesmos.1 Classificação da Pesquisa Com base na coleta de dados sobre acidentes de trabalho obtidos das CAT. referentes ao ramo metal-mecânico. 4. mas que permitem que se façam previsões e que se tenha um conhecimento melhor da realidade. nesta população. pois. Trata-se. de um estudo descritivo. No período do presente estudo. na DRT.2 Local de Coleta dos Dados A coleta dos dados foi realizada na Delegacia Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (DRT/RS). Estas CATs são entregues em envelopes de acordo com a ordem de entrada no INSS. 4. É importante salientar que não existe nenhuma organização das CATs pôr cidade ou atividade econômica. existiam. O período 96/97 foi analisado uma vez que somente a partir de 1996 as CATs provenientes de todo o estado passaram a ser enviadas semanalmente à DRT pelo INSS. segundo Tripodi (1975). os acidentes típicos e de doença de trabalho. Em relação ao motivo de acidentes foram incluídos.773 CATs. pôr não estarem diretamente ligados à atividade desenvolvida na indústria.206 CATs.3 População e Amostra A população alvo deste estudo concentrou-se nos trabalhadores acidentados que atuam na indústria metalúrgica e metal-mecânica do estado do Rio Grande do Sul entre os anos de 1996 e 1997. foram separadas 3. 45. que semanalmente recebe as CATs do INSS. pois lida com variáveis que não são controladas.4 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES NA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL 4. 38 . Dentre estas. A técnica utilizada no trabalho para coleta de informações foi a de levantamento de dados de documentos.

testemunhas. Pôr questões éticas. a razão social da empresa não será mencionada neste estudo. No verso da CAT. sindicato dos trabalhadores. acidentado.) Procurou-se levantar todas as variáveis das CATs que tornassem possível atingir os objetivos principais do trabalho. empresa. segurado e DRT. acidente. encontram-se informações referentes à empresa. bem como sobre o tratamento do acidentado.4. e uma parte para uso do INSS. ramo das indústrias da metalúrgica. − ao laudo Médico. 116 e 117 respectivamente. foi possível através.1 Empresa Informações obtidas sobre a empresa: Razão Social . Com a razão social em mãos.4 Escolha de Variáveis A coleta das variáveis foi feita com base na CAT. − ao acidentado. as empresas estudadas podem ser divididas em três ramos de atividade econômica2: 1. São as variáveis relativas: − à empresa. − ao acidente. As vias são respectivamente entregues para o INSS. 2 Um lista completa com as atividades realizadas por cada ramo pode ser vista na Tabela 60 em anexo pág. da consulta ao CD de Cadastro Industrial do Rio Grande do Sul de 1998 da FIERGS. que deve conter informações sobre as lesões e partes do corpo atingidas. (Ver Figura 1 e Figura 2 em anexo pág. 4. 39 . Atividade Econômica . 115. Na parte frontal da CAT. comunicando sobre a ocorrência de acidentes de trabalho com ou sem afastamento. encontra-se o laudo do exame médico.segundo a FIERGS. Esse documento deve ser preenchido pelas empresas em 6 vias. SUS.4.Esta variável foi coletada com o intuito de se chegar a outras três variáveis: atividade econômica da empresa. obter-se os dados sobre as três variáveis. número de empregados e porte da empresa.

no intuito de verificar o relacionamento do acidentes com o tipo de tarefa que o trabalhador executa. (Ver Tabela 10). Quantidade de Empregados . forjarias e fundições. as siderúrgicas. após.4.Empresa Abaixo de 20 Região da Empresa . cutelarias. Com esta variável foi possível verificar a região com maior ocorrência de acidentes. elas foram consideradas aparte no presente estudo. 40 . 3. Devido ao fato de algumas indústrias do ramo da metalúrgica apresentarem um número muito alto de acidentes.Porte das Empresas Porte Pequeno Porte Médio Porte Grande Porte Fonte: FIERGS Trabalhadores De 20 até 99 De 100 até 499 Acima de 499 Micro. ramo das indústrias de material de transportes.2 Acidentado Variáveis extraídas da parte referente ao acidentado: Profissão . ramo das indústrias da mecânica.2. Tabela 10 . Foram encontradas um total de 236 profissões diferentes nas CATs. 4. As idades foram armazenadas em anos e.Identificar as profissões com maior freqüência de acidentes.Extraída do campo “município”. Idade – Identificar a faixa etária na qual ocorre a maior parte dos acidentes. Sendo assim. foram consideradas separadamente. no intuito de verificar quais relações a idade apresenta com o tipo de acidente.Variável utilizada para determinar o porte da empresa. para fins de estudo e desagregação das informações. agrupadas em faixas etárias conforme mostra a Tabela 11.

44 45.24 25.17 18.Verificar se os casados e mais velhos acidentam-se mais que os mais novos e solteiros.Classificação de estado civil para o banco de dados Estado Civil Casado (a) Solteiro (a) Separado (a) Divorciado (a) Viúvo (a) Desquitado (a) Não Informado Salário . 1996). O estado civil foi armazenado conforme a Tabela 12. calcular os custos diretos dos acidentes para a empresa.54 55. Estado Civil . 41 .Não Informado Sexo .49 50.59 Mais de 60 NI .Verificar os tipos de acidentes que estão relacionados com o sexo.34 35.Faixas etárias do banco de dados Faixas Etárias do Banco de Dados . com isto. Verificar se as mulheres são mais atingidas pôr doenças ocupacionais. sendo possível.29 30.Verificar a faixa salarial na qual ocorre a maior parte dos acidentes.39 40. e confirmar a predominância de trabalhadores do sexo masculino neste ramo de atividade.Tabela 11 . bem como os tipos de acidentes envolvidos com o estado civil. Tabela 12 . devido ao fato de serem empregadas em tarefas associadas com movimentos repetitivos (Lima.19 20.

Identificar atividades que o acidentado estaria realizando no momento do acidente. Gerais Setup Trab. 42 . onde se pode verificar a causa aparente do acidente. Descrição do Acidente . pois o mesmo é preenchido com informações inexatas para o estudo como será abordado no capítulo 4. equipamento. c/ Produto Trabalhando Transporte Não Identificada Descrição Movimentando-se no local de trabalho Atividades de limpeza Manuseando peça.Verificar o horário de maior incidência de acidentes. Natureza do Acidente .4. Hora do Acidente . 119).4. Trab. onde constam os principais agentes levantados das CATs. Objeto Causador . de forma que se pudesse verificar a relação que o posto de trabalho tem com o acidente. É importante salientar que não foi possível utilizar este campo da CAT. c/ Máq. Ver Tabela 62 (em anexo pág. Ver Tabela 13.Verificar dia da semana de maior ocorrência dos acidentes. Tabela 13 . Trab. produto ou ferramenta Atividades de reparo Intervalo Atividades não ligadas ao posto Preparação de máquina ou equipamentos Trabalhando com uma ferramenta Trabalhando em alguma máquina Trabalhando com alguma peça Trabalhando com algum produto Trabalhando sem ser possível identificar a atividade Transportando peça.Encontrada a partir da descrição do acidente. 118). Seria importante para o trabalho se este campo fosse preenchido com o posto de trabalho do acidentado. Ver Tabela 61 (em anexo pág.3 Acidente Variáveis referentes ao acidente: Data do Acidente .Verificar o posto de trabalho onde mais ocorrem acidentes.Identificar os principais agentes de lesão. c/ Ferr.Lista de Atividades para o Banco de Dados Atividade Deslocamento Limpeza Manuseio Manutenção Outros Recreação Serv. etc. produto. Local do Acidente . c/ Peça Trab. Ajuda a identificar a causa aparente do acidente.

(pág. segundo o MPAS.Extraída do campo “duração provável do tratamento”.Determina se houve morte ou não. Campo do tipo “sim e não”. (pág. 120) e na Tabela 64.4 Laudo Médico As variáveis referentes ao laudo médico são: Lesões e Partes do Corpo Atingido . com o objetivo de verificar qual a principal lesão que sofrem os acidentados e quais as principais regiões do corpo atingidas. A Tabela 14. Duração do Tratamento .4. apresenta uma descrição com as características das CATs 43 . 4. 121) em anexo.4. abaixo.Extraídas dos campos “descrição da(s) lesões” e “diagnóstico”. e os tratamentos que ultrapassam 15 dias são considerados graves.Verificar em que situação acontece o afastamento do acidentado. permite determinar a gravidade do acidente. Foram analisadas notificações de acidentes que ocorreram a partir de janeiro de 1996 até abril de 1998 em todo o estado do Rio Grande do Sul. A lista de lesões e de partes do corpo atingidas podem ser verificadas na Tabela 63.5 Procedimento da Pesquisa A primeira etapa do trabalho constituiu-se na coleta dos dados contidos nas CATs que foram disponibilizadas pela DRT/RS. Morte . Os tratamentos cuja duração não ultrapassam 15 dias são considerados leves. Afastamento do Trabalho .

endereço. 4. em primeiro lugar 3 Ver Figura 3 em anexo pág.206 CATs.CAT A partir de setembro de 1993 Brasil Diária − Qualificação do segurado (nome. O banco de dados permite o armazenamento de todas as variáveis coletadas.773 CATs. Comunicação de Acidentes de Trabalho . De um total de 45. Os dados foram armazenadas num banco de dados desenvolvido por Costella (1998)3. A segunda etapa do trabalho consistiu-se no armazenamento das informações coletadas nas CATs.34% dos acidentes eram referentes à indústria metalúrgica e metal-mecânica.Características das CATs Descrição Contém informações sobre acidentes de trabalho comunicados ao INSS. data de nascimento e filiação materna) − − − − − Identificação do Empregador Causa do Acidente (CID) Tipo de Acidente Data do Acidente Indicativo de Óbito Origem/Fonte Período de Abrangência Abrangência Geográfica Atualização Variáveis Basicamente. o que perfaz um total de 3. A ênfase do sistema está voltada para o cadastramento e histórico dos acidentes de trabalho.773 CATs. uma vez que eles não estão ligados com a atividade do trabalho e sim com uma circunstância referente ao trajeto entre o trabalho e sua residência. 8. bem como o relacionamento entre as mesmas.6 Análise dos Dados Esta etapa de estudo consistiu basicamente na análise de freqüência. com o objetivo de conhecer a distribuição e magnitude dos acidentes. Os acidentes de trajeto não foram levados em consideração. à parte de coleta de dados envolveu a separação das CATs referentes à indústria metalúrgica e metal-mecânica. independente de geração ou não de concessão de benefício. procurando determinar.Tabela 14 . 122 44 . Foram armazenadas 3.

Tais subsídios devem permitir a verificação das características comuns existentes entre o posto de trabalho e os acidentes. Profissão Operador de Máquina (10. Esta classificação abrange uma grande variedade de funções dentro de uma mesma profissão.6. não se prestando para um estudo. Posto de trabalho é o local onde o trabalhador executa a maior parte ou a totalidade de suas funções. Uma das principais características a ser focalizada é o posto de trabalho. contudo. foi efetuar estudos mais detalhados para verificar se as CATs fornecem subsídios suficientes para se adotar medidas que ajudem a evitar acidentes..1 Profissão com Maior Freqüência de Acidentes O objetivo principal de se escolher uma categoria de profissão. e o motivo da escolha do soldador para estudos adicionais. A seguir. procurando identificá-los e relacioná-los com as atividades do trabalhador.Também uma denominação genérica para trabalhadores que trabalham na indústria realizando as mais diversas tarefas. ele é notificado através da CAT. e até o controle de um painel. A palavra “metalúrgico” é empregada para designar genericamente um profissional que trabalha na indústria metalúrgica o qual desempenha desde funções de escritório até funções de chão de fábrica como montagens de peças leves. montagens de peças pesadas. Isto permitiria extrair mais conclusões em relação ao posto de trabalho e sobre os fatores que direta ou indiretamente estão influindo nos acidentes.portanto.a profissão de maior freqüência em acidentes. não fica claro a sua função nem seu posto de trabalho. pois os dados ficam agregados tornando difícil a determinação de um posto de trabalho típico ou tarefas típicas do profissional. são descritas as quatro principais profissões. A exemplo da 45 . existem muitas máquinas e .64% dos acidentes) . seria importante que as CATs informassem o posto de trabalho a fim de desagregar estas informações. no caso do metalúrgico. e em segundo lugar a realização da análise das principais variáveis envolvidas no estudo 4.36% dos acidentes) . que podem ser transportadas manualmente ou com auxílio de máquinas. portanto. usinagem. No entanto.Um pouco mais padronizada que a função “metalúrgico” porque os operadores de máquinas trabalham somente com máquinas. Quando um acidente ocorre. São elas: Profissão Metalúrgico (22. de acordo com a freqüência dos acidentes. fundição. Profissão Industriário (9. realizar uma análise que possa indicar as causas do acidente relacionadas com a atividade do profissional. Não é possível.24% dos acidentes). identificando entre outros itens a profissão do acidentado.

Segundo Torner (1991). Porém. é difícil a realização de estudos mais aprofundados sobre os acidentes com industriário.7 Perfil da Empresa 4. as operações de soldagem envolvem poucas posições. movimentos lentos e estáticos.3% do total de acidentes dentre as 45.306 CATs separadas. 4. porém a primeira em se tratando de posto padrão de trabalho (ou seja. Cabe ressaltar que existe muito pouco material tratando sobre o assunto. compreende tarefas semelhantes para um profissional com mesma denominação. 46 .1 Atividade da Empresa O total de acidentes (típicos e doença do trabalho) ocorridos em todos os setores foi de 3. o ideal é que se reduza ao máximo os riscos aos quais os trabalhadores estão expostos. Logo. As principais fontes bibliográficas sobre acidentes com soldador estão em inglês e em periódicos.52% dos acidentes) – Entre as quatro profissões com maior freqüência de acidentes. Se for levado em conta que os ramos do setor metal-mecânico têm aproximadamente 20% da mão de obra do estado.773 nos anos de 96/97. pode-se considerar estes números aceitáveis.7. O maior risco enfrentado pelo soldador é devido a problemas musculoesqueletais devido à grande estaticidade das atividades de soldagem e tempo prolongado que o mesmo permanece em uma mesma posição. no caso o soldador) ele foi escolhido para análise mais detalhada sobre as informações contidas nas CATs.profissão metalúrgico. a profissão soldador é a mais padronizada em relação às tarefas desempenhadas e posto de trabalho. Soldador é aquele profissional encarregado de executar a operação de soldagem. a menos que o posto de trabalho esteja desorganizado ou o soldador esteja fora de seu posto. A literatura não menciona este fato como importante e evidencia o fumo da soldagem como maior fonte de problemas em soldagem. Além disto. Isto perfaz aproximadamente 8. Profissão Soldador (3. conforme apresentado no capítulo 6. que consiste na ligação de peças metálicas através do uso de substância metálica e fusível. existe uma probabilidade muito pequena de que o soldador sofra o impacto de algum agente. esta profissão despertou especial interesse pelo elevado índice de acidentes devido a impacto sofrido. Considerando que o soldador é a quarta profissão com maior freqüência de acidentes.

mostrou que naquela região o setor de metalúrgica é o de maior registro de acidentes.br/~sindmetal/doenramo.72 16. Um estudo realizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco publicado na Internet4.56 2.00 A Tabela 15 apresenta o número de acidentes segundo a atividade da empresa conforme os resultados obtidos das 3.htm 47 .81 2.com.Osasco 4 Site: http://www.50 6.Número de acidentes segundo atividade da empresa Atividade da empresa Metalúrgica Mecânica Cutelaria Material de Transporte Forjaria NI Fundição Siderúrgica Total % 31.06 100.alternex.Freqüência dos Acidentes segundo Atividade Econômica .46 17. Alimentação 3%3% 3% 5% 5% Comércio 8% Metalúrgica 36% 9% Metalúrgica Outros Quim/Plástica Construçào Comércio Textil/Vestuário Transporte Papel/Papelão Móveis e madeira Alimentação 14% Outros 14% Gráfico 7 .Tabela 15 . A indústria metalúrgica foi a que mais apresentou acidentes.773 CATs cadastradas no banco de dados.33 3. seguido pelo setor mecânico e cutelaria.55 19. conforme pode ser mais facilmente visualizado no Gráfico 7.

Ou o ambiente de trabalho destas oferecem um maior risco a saúde do trabalhador.43%. num total de aproximadamente 36%. Isto já não ocorre nas empresas de porte médio.35%.7.47 100. com 20.” (Anuário.2 Porte da Empresa “Com estas informações em mãos pode-se responder perguntas como: Onde eu localizo os acidentes que estão ocorrendo nas pequenas e micros empresas.1999). A fato das empresas de grande portem serem responsáveis pôr 54. justificando. Tabela 16 .41 8. dos acidentes pode ter duas explicações.. ou as empresas de pequeno. pequeno e micro empresas.Distribuição de acidentes segundo o porte Porte da empresa Grande Médio Pequeno NI Micro Empresa Total % 54. seguido pelas de médio porte.43 20. as micro empresas do Rio Grande do Sul são responsáveis. entre outros fatores.43% dos casos.35 13. Um outro fator que justificaria a maior incidência de acidentes na empresa de grande porte.35 3. Apesar de 64% dos trabalhadores pertencerem às empresas de micro. o maior número de acidentes entre estas empresas. Segundo dados do SEBRAE. segundo dados da FIERGS. por aproximadamente 15% da mão de obra no setor 48 . pequeno e médio porte. o maior registro de ocorrências se deu nas empresas de grande porte.. seria a força sindical. a indústria metalúrgica e metal-mecânica se caracterizam pôr ter uma grande quantidade de trabalhadores nas empresas de grande porte. com 54.00 Em relação ao porte das empresas. principalmente priorizando a atenção aos pequenos. como mostra a Tabela 16 que apresenta a distribuição de acidentes segundo o porte da empresa. médio e micro empresas estão subnotificando as comunicações de acidentes de trabalho.. Isto para que possa existir uma política de segurança e prevenção de acidentes no Brasil. pois existe uma dificuldade maior de subnotificação nestas empresas devido à força dos trabalhadores. onde atuam a maioria dos trabalhadores brasileiros? Os acidentes precisam estar associados ao porte da empresa.4.

Apesar disto. pertencente ao ramo de Cutelaria. A Tabela 17 apresenta o número médio de empregados. Tabela 17 . Entre as empresas de porte médio. Canoas (12. seguido pôr Gravataí (16.7.Distribuição dos acidentes segundo a cidade Região Porto Alegre Gravataí % 31. 36% das indústrias metalúrgicas do estado.24%) e Caxias do Sul (4. as principais geradoras de acidentes foram às empresas pertencentes ao ramo de atividade de metalúrgica.08%. pertencem à região metropolitana de Porto Alegre.92) todas regiões com importantes pólos industriais e com grande número de trabalhadores.47% das ocorrências.Número médio de empregados pôr porte da empresa Porte da empresa Grande Médio Pequeno Micro Empresa Média De Empregados 1078 212 52 12 4. segundo dados do SEBRAE (1999).9% para as micro-empresas. com 31. indicando a possibilidade de subnotificação de acidentes.13 % Acum. pôr porte das empresas analisadas nas CATs.3 Região da Empresa A região que mais apresentou acidentes de trabalho foi Porto Alegre. A região metropolitana de Porto Alegre concentra aproximadamente.88% para as de pequeno porte e 55. Tabela 18 . pequeno e micro-empresa. Isto devido ao fato da região ter importantes pólos industriais distribuídos ao longo destas cidades. Entre as dez cidades que mais geram acidentes.1 47. as micro-empresas foram responsáveis pôr apenas 3. Analisando-se os dados. 31. 46% das indústrias mecânicas e 35% das indústrias de material de transporte.04% dos acidentes gerados pelas empresas de grande porte.21 49 .86% para as de médio porte.08 16. num total de 39. foram responsáveis pela maior quantidade de acidentes num total de 32.metal-mecânico do estado.13%). 61. verificou-se que as empresas de grande porte.

juntas. pôr isto em estudos subseqüentes.45 16.Canoas Cx.73 73.93 78.15 76.76 83. são classificações de profissões que não caracterizam um posto de trabalho padrão. as profissões metalúrgico.24 4.55 1.00 59.22 100. Através do gráfico. industriário e operador de máquina.8. Do Sul S.09 75.45 64. 125. serão utilizadas estas dez.00 Pode-se observar que Porto Alegre. totalizando 59.55% das demais cidades.1. Do Sul S. Rosa Esteio Sapuc. que junto são responsáveis pôr mais de 60% dos acidentes. Leopoldo Cachoeirinha Panambí Bento Gonçalves Sta. utilizar as nove primeiras. Isto torna 5 Uma tabela completa com a relação das profissões pode ser vista na Tabela 66 em anexo pág. 4.37 68. Gravataí e Canoas.92 4. soldadores e montadores respectivamente.45% dos acidentes em comparação aos 40.64 1.8 Perfil do Trabalhador 4.36 2. Cruz do Sul Outras Total 12. e as correspondentes freqüências de acidentes e percentual em relação ao número total de acidentes.78 1. Como já foi abordado no item 4.57 80.6.22 81. industriários. As dez primeiras cidades onde ocorreram os maiores números de acidentes. 50 .78 100. operador de máquinas. de acordo com a profissão5. pois um profissional realiza tarefas distintas em um determinado posto de trabalho. somam mais acidentes que todas demais cidades.64 1. onde forem referenciadas as cidades. Devido ao grande número de profissões. juntas somam mais de 80% dos acidentes.06 1.36 4. pode-se observar que as cinco profissões com maior freqüência de acidentes foram os metalúrgicos. adotou-se como critérios para estudos subseqüentes.1 Profissão No Gráfico 8 é apresentado o número de acidentes no setor metal-mecânico do Estado do Rio Grande do Sul.

Pode-se verificar pôr inspeção visual a tabela.2 Idade Em relação à idade dos trabalhadores. Manutenção Metalúrgico Industriário Montador Soldador Aux. Cel. e profissional o com a menor média de 51 Outras .54 anos. é de se esperar que acidentes típicos. Func.86% 2. Mult. com 44. onde após anos de atividades insalubres. pois elas vão sendo adquiridas ao longo da vida de trabalho.35% Gráfico 8 .difícil a determinação das possíveis causas e fatores comuns aos postos de trabalho. que poderiam estar levando determinado profissional a se acidentar.30% 2. 4. num total de 61. já no setor metal mecânico este valor ficou um pouco acima. A Tabela 19 apresenta as respectivas profissões dos acidentados com maior freqüência e a idade média na qual o profissional sofreu o acidente. A média nacional de acidentes pôr idade é de 32. pois eles têm menos experiência. Produção Op. sendo de 35. Man. ocorram com trabalhadores mais jovens.36% 9. relacionados com as atividades do acidentado.31 anos. que o profissional com a maior média de idade é o caldeireiro.92% de seus acidentes em empresas de cutelaria da região de Porto Alegre e 16. Gerais Mec.02% 22.91% dos acidentes com metalúrgicos ocorrendo em apenas duas atividades econômicas da região de Porto Alegre. 10.95% 2.85 anos. O Posto de Trabalho é uma informação importante que deveria vir descrita na CAT para se permitir fazer uma maior investigação das causas dos acidentes e também para se ter informações mais detalhadas sobre o acidente.98% em forjarias também de Porto Alegre. Op.81% 2.8.24% 3. 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% Op.Distribuição de acidentes pôr profissão Em relação as atividade da empresa e a região dos acidentes.52% 2. as doenças do trabalho se manifestam. o valor mais expressivo observado foi o dos metalúrgicos que sofreram 44.64% 38. Máquina Serv.95% 2. e que as doenças do trabalho ocorram com os trabalhadores mais velhos.

39 28.0 0 % 1 0 .0 0 % -1 7 1 8 -1 9 2 0 -2 4 2 5 -2 9 3 0 -3 4 3 5 -3 9 4 0 -4 4 4 5 -4 9 5 0 -5 4 5 5 -5 9 60NI Gráfico 9 .7% de acidentes) seguido pêlos de 33 anos (3. Manutenção Média De Idade 37.0 0 % 1 4 .0 0 % 0 .Distribuição de acidentes segundo faixa etária O Gráfico 10 apresenta uma comparação dos dados obtidos pelo sindicato dos metalúrgicos de Osasco6 e os obtidos através da coleta das CATs para indústria metal-mecânica do estado do Rio Grande do Sul. Através dele pode-se observar a semelhança dos dados. Gerais Montador Op.0 0 % 1 2 . Pode-se observar que a faixa etária que mais sofreu acidentes situa-se entre os 30 e 34 anos seguido pêlos trabalhadores entre 25 e 29 anos. o maior índice de acidentes ocorre com profissionais em torno de 28 anos (4. se acidenta em média com 37.75 31.0 0 % 6 .com.13 35. que apresenta a maior freqüência de acidentes.25 35. Mec.31 38. Mult.7% de acidentes).br/~sindmetal/doenramo.0 0 % 8 .htm 52 . Man.0 0 % 1 6 .08 28. O metalúrgico.25 anos. Cel. Produção Op. Func. 1 8 .alternex.18 anos. exceto pela 6 Fonte: http://www.Média de idade do acidentado segundo a profissão Profissão Metalúrgico Op.06 35.idade foi de serviços gerais com 28.0 0 % 4 .18 36.95 Ainda em relação à idade.0 0 % 2 .57 37. No Gráfico 9 é apresentado a freqüência dos acidentes segundo a faixa etária entre os trabalhadores acidentados. Aux. Tabela 19 . Máquina Industriário Soldador Serv.

a faixa etária com maior freqüência de acidentes. 25% 20% 15% 10% 5% 0% a té 1 8 19 a 24 25 a 30 31 a 36 O sasco 37 a 42 RGS 43 a 48 49- NI Gráfico 10 . os acidentados mais velhos pertencem ao ramo das siderúrgicas.36 anos. sendo esta idade de 36. Pode se perceber. e no Rio Grande do Sul. Em relação à atividade econômica. que em ambos os casos.17 anos. em média.88 anos.distribuição dos mesmos. trabalhadores numa faixa etária mais elevada. e os acidentados mais novos pertencem ao ramo das fundições. pôr volta de 38 anos. Porto Alegre apresentou. Osasco tem uma ocorrência maior de acidentes entre os mais jovens. dentre os acidentados. varia dos 25 aos 30 anos. os dados estão mais distribuídos entre todas as faixas etárias. com os acidentados estando com 33. Já as micro-empresas apresentaram a menor média. com 32. 53 . com 39. através do Gráfico 10.Comparação de distribuição de acidentes segundo faixa etária entre RGS e OSASCO − Média de Idade As empresas de grande porte apresentaram os trabalhadores com maior média de idade.17 anos.

com o respectivo estado civil do acidentado.34 0.00 4.18 18.8 anos de idade e os solteiros tem 27.Tabela 20 .61 1. os casados têm 38. Pode-se observar que os trabalhadores casados são os que sofrem mais acidentes.22 100.32 31.98 0.2.00 54 .00 2.33 19.00 15. Tabela 21 . totalizando 64.00 100.00 16.00 3. Em média.32 %.Freqüência de acidentes pôr estado civil Estado Civil Casado (a) Solteiro (a) Separado (a) Divorciado (a) Viúvo (a) Desquitado(a) NI Total % 64.00 13.24 23.00 18.03 0. freqüência de acidentes e percentual sobre o total de acidentes.27 100.18 10.3 Estado Civil A Tabela 21 apresenta os dados dos acidentes do setor metal-mecânico do Rio Grande do Sul.00 17.80 19.08 1.71 6.00 16.8.Distribuição de acidentes segundo a faixa etária para a cidade de Osasco e o estado do Rio Grande Do Sul Idade até 18 19 a 24 25 a 30 31 a 36 37 a 42 43 a 48 49NI Total Osasco % RGS % 2.70 0.

3% das ocorrências.65 89.78 99.52 2.13 0.56 0. perfazendo um total de 70.28 0.46 82.00 % Acum.46% dos acidentados. com um total de 90.20 99.38 0.07 12.4 Salário A Tabela 22 apresenta a freqüência dos registros de acidentes. As CATs da cidade de Osasco indicaram 90.5 Sexo Os profissionais do sexo masculino foram os que mais se acidentaram.40 92.55% de acidentes para as mulheres.22 98. As mulheres sofrem 48% de seus acidentes em cutelarias e os homens 32. 28. 55 . uma das explicações para este fato é a maior quantidade de homens que trabalham em atividades da indústria metal-mecânica. Tabela 22 .Freqüência e distribuição dos acidentes segundo faixa salarial Salários 3 4 2 5 6 NI 7 8 1 9 11 10 Acima de 12 12 Total % 28. 9.11 anos.46 53.19 6.3% no Rio Grande do Sul. segundo a faixa salarial.00 4.42 0.27 1.4.40 70. em comparação com 9. As mulheres se acidentam em média na faixa dos 37. contra.75 3.58 99.83 97.8. O sindicato dos metalúrgicos de Osasco chegou a números semelhantes a estes.38% do sexo feminino.92 95.45% de acidentes para os homens contra 90.14 100.38 no Rio Grande do sul.09 98.46 24.2 anos de idade e os homens na faixa dos 35. A maior parte dos acidentados recebe entre 2 e 4 salários.86 100.91 1.8.91% em metalúrgicas sendo estes os maiores responsáveis pêlos acidentes classificados de acordo com o sexo dos trabalhadores.94 17. Entre outros fatores. e 9.

8. Normalmente estas tarefas se caracterizam pôr serem repetitivas e com alto grau de insalubridade devido ao ruído (Lima. na maior parte dos casos. Cockerill (1993) realizou um estudo em uma linha de montagem e três postos de trabalho em um posto de trabalho de uma indústria de aço onde chapas de metal são cortadas e ajustadas. a melhoria ergonômica dos postos de trabalhos. análises ergonômicas de trabalho de cada posto com a ajuda de vídeo gravação. O primeiro ponto estudado buscava determinar as maneiras pelas quais acidentes de trabalhos e desordens musculoesqueléticas estariam relacionadas com as operações de manuseio dos postos de trabalho e como elas poderiam ser prevenidas. medição de indicadores de esforço fisiológico.60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Impacto Sofrido 13% 31% 57% 23% 20% 12% 5% 8% 6% 7% 5% 6% 2% 4% impacto Sofrido Contra Doença Ocupacional Prensagem Esforço Físico OUTROS Feminino Masculino Gráfico 11 . análises de acidentes de trabalho resultando em incapacidade para o trabalho. Porém. compilação da avaliação de trabalhadores de sua situação de trabalho.Distribuição de acidentes pôr sexo segundo a natureza Pelo Gráfico 11 pode-se verificar que os acidentes mais comuns entre as mulheres são devido a doença ocupacional (DO) enquanto nos homens é devido a impacto sofrido e DO. esta informação estava mal preenchida ou incompleta. não deixando claro o que realmente aconteceu no momento do acidente. Isto vem a tornar o dado praticamente inútil. A pesquisa envolveu um estudo retrospectivo de registros médicos de trabalhadores. O estudo teve como objetivo principal. 1996) 4. e desenvolvimento de soluções 56 Corte . As informações vêm a acordar com alguns estudos que atestam que as mulheres são utilizadas em tarefas que exigem mais detalhes e menos força.6 Atividade do Funcionário A atividade do funcionário nas CATs pode ser verificada na área designada à descrição do acidentes. e o que o trabalhador estava fazendo.

técnicas. Neste estudo, foi observada uma alta média de incidência de desordens musculoesqueletais. Estas desordens puderam ser relacionadas com a natureza da operação de manuseio e estresses postural envolvendo estes locais de trabalho. Com estas informações em mãos, medidas corretivas e preventivas puderam ser tomadas diminuindo substancialmente problemas de desordens musculoesqueletais nos trabalhadores daqueles postos de trabalho. Este estudo deixa clara a importância da análise de dados. Uma falha que o documento CAT apresenta, é que no preenchimento, apesar de obrigatório, da área designando para se identificar o local do acidente, este é preenchido com informações inúteis para uma posterior análise. Seria interessante que pôr ocasião do preenchimento desta informação, fosse mencionado o posto de trabalho onde estava o funcionário no momento do acidente. Para exemplificar, cito o caso de uma descrição de acidente que veio com a seguinte informação: “Tubo de ferro caiu em cima dedão do pé direito” Estas informações são praticamente, desnecessárias, pois o objeto da lesão (tubo de ferro) vem descrito no campo destinado a se colocar o objeto causador; à parte do corpo atingida (“dedão do pé direito”) vem descrita no campo destinado à descrição das lesões; a natureza da lesão, que neste caso foi impacto sofrido, merece um campo maior para conter informações mais detalhadas, com maior riqueza de informações sobre o acidente. Uma melhor descrição do acidente seria: “Atingido pôr objeto, no momento em que operava, e/ou manuseava, e/ou trabalhava, e/ou concertava, e/ou etc, uma determinada máquina e/ou uma determinada peça, e/ou determinado produto, e/ou se deslocava, em determinado posto de trabalho e/ou fora do posto de trabalho.” Desta forma seria possível tirar conclusões mais corretas sobre os acidentes, e tornar a informação mais útil para prevenir acidentes. O importante em se analisar as CATs, é verificar possíveis características comuns do posto de trabalho, que possam estar influenciando na ocorrência de acidentes. Porém, o mau preenchimento das mesmas dificulta esta ação.

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4.9

Freqüência temporal dos Acidentes

4.9.1 Data do Acidente Segunda-feira foi o dia da semana onde mais ocorreram acidentes, em todos os ramos de atividades analisadas, com um total de 22,83% dos registros. Todos os outros dias apresentaram uma tendência decrescente entre os dias respectivamente, até domingo onde a ocorrência de acidentes foi a menor, com 1,5% dos acidentes. Costela (1999) identificou o mesmo padrão de comportamento ao analisar os acidentes ocorridos na indústria da construção civil nos anos de 1996-1997. A Tabela 23, apresenta a freqüência dos acidentes segundo o dia da semana. Tabela 23 - Freqüência dos acidentes segundo o dia da semana
Dia Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom NI Total % 22,83 20,77 18,10 17,07 13,36 3,94 1,50 2,44 100,00

Um dos fatores que poderiam explicar o maior número de acidentes na Segunda- feira, como mostra o Gráfico 12, seria o fato de ser precedido pelo fim de semana. A quebra do ritmo do trabalho, devido ao período de descanso, faz com que no retorno tanto a produtividade quanto a atenção sejam menores, propiciando uma maior número de acidentes. Com o decorrer da semana, a atenção aumenta, o ritmo é retomado, porém com uma tendência de, na sexta-feira, o funcionário estar com atenção elevada, porém com um ritmo de trabalho menor devido ao cansaço, o que vem pôr propiciar um menor número de acidentes (Costella 1999).

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25% 20% 15% 10% 5% 0% Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom NI

Gráfico 12 - Distribuição dos Acidentes segundo o dia da semana 4.9.2 Hora do Acidente O Gráfico 13 apresenta a freqüência dos acidentes segundo a hora de ocorrência. Pode-se observar dois picos, um pela manhã, das 10 às 11 horas, e outro pela tarde, das 16 às 17 horas. Os mesmos picos forma identificados pôr Costela (1999) em analise feita nos acidentes ocorridos na indústria da construção civil nos anos de 1996-1997. Pode-se observar a grande quantidade de registros onde a hora do acidente não foi informada, ou pôr desinteresse.
30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 00:00 01:00 02:00 03:00 04:00 05:00 06:00 07:00 08:00 09:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00 21:00 22:00 23:00 NI

Gráfico 13 - Distribuição dos acidentes segundo a hora do acidentes

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quanto maior o nível de atividade maior a possibilidade de ocorrerem acidentes. mas como não se sabe qual é a máquina. a crítica que se faz aqui em relação ao preenchimento das CATs. não se pode agir sobre a fonte do problema. Isto permitiria tomar medidas que reduzissem os riscos de operação da mesma. e também permitiria saber qual máquina estaria ocasionando o maior número de acidentes de trabalho. Esta informação é insuficiente para que se possa fazer uma análise mais aprofundada do acidente ocorrido. Methods improvement for construction managers. deslocou o joelho direito” e no campo destinado a informar o objeto causador: “Máquina”. na maior parte dos casos. H. que atinge seu ápice no horáro das 10 horas e. A exemplo dos casos anteriores.1 Natureza do Acidente Em grande parte. 1972. se deram no momento em que os trabalhadores utilizavam suas máquinas e ferramentas ou manuseavam alguma peça. OGLESBY. New York: McGraw-Hill. quando há uma queda da produtividade e da atenção. é que poderia se deduzir a atividade que o trabalhador estaria executando no momento do acidente. tendo como primeira medida. a fonte é a máquina. W. esta informação estava bem clara. H. C. Em outras ocorrências. em uma das CATs com a seguinte descrição do acidente: “Quando estava mudando uma máquina de lugar. 4. Porém. neste caso. estabelece que se deve atuar corretivamente. em relação a uma tarefa que ofereça risco ao trabalhador e.10 Causa do Acidente 4. não deixando claro. A importância de se conhecer a máquina onde ocorreu o acidente.10. (McGraw-Hill series in construction engineering and management) 60 . permitindo identificar qual máquina se empregava. Pôr exemplo. agir sobre a fonte do problema.. pois cada máquina tem um leque de operações que os trabalhadores podem realizar. PARKER. 17). o que vem pôr ocasionar a agregação dos dados. os acidentes devido a impacto sofrido e prensagem coletados nas CATs. como o caso da prensa e do torno. Em muitos documentos aparecia apenas a palavra máquina. porém. O pico da tarde pode ser explicado como resultado da fadiga ocasionada pela proximidade do final da jornada.Parker e Oglesby apud Costella (1999) explicam o pico da manhã como sendo resultado da taxa de produtividade diária. assim. a máquina envolvida no acidente. Um dos princípios de prevenção de acidentes (Princípio de Prevenção de Acidentes pág. é que este não era feito com clareza.

Segundo VINER (1992) os engenheiros e pessoas responsáveis pêlos projetos das máquinas devem ter um conhecimento básico e uma educação continua que os habilitem a projetar maquinarias e métodos de trabalho para satisfazer as expectativas legais de segurança no trabalho.88 100.32 63. canos. com a freqüência de acidentes.Físico. ferramentas. 61 . pode-se verificar que. deve-se conhecer o processo de trabalho do local analisado. Pôr isso. DO. tubos e outros normalmente em cima das mãos do acidentado.30 55. que impacto sofrido e DO juntos somam 55.Distribuição dos acidentes segundo a natureza Natureza do acidente Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Esforço .32% dos registros. o impacto sofrido foi devido à queda de peça.30 26.00 % Acum. pela tabela.94 6. em grande parte. Esforço.95 76. Corte e Impacto Sofrido Contra) chega-se a 80.12 100. 29. Tabela 24 . Muitos acidentes poderiam ser evitados se as máquinas tivessem dispositivos para proteger o operador.69 6.00 Durante o cadastro das CATs e leitura do campo descrição do Acidentes.23 80. Pode-se verificar.A atividade exercida no momento do acidente também é muito importante devido ao fato de que para se analisar um posto de trabalho.89 19.02 7. ou se fossem de uso menos complexo. percentual sobre o total e percentual acumulado. possivelmente devido à desorganização dos postos de trabalho. A Tabela 24 apresenta a freqüência dos acidentes segundo a natureza. os estudos subseqüentes relacionados à Natureza da Lesão serão realizados em relação a estes seis tipos de acidentes com maior incidência de acidentes.01 69. Se considerarmos os seis primeiros (Impacto Sofrido.28 3. Prensagem.Físico Corte impacto Sofrido Contra Outros Total % 29. e que atividades poderiam estar gerando maior risco ao acidentado.12% dos acidentes.

00 Pela Tabela 25.Doença Ocupacional 26% NI 3% Acidentes Típicos 71% Gráfico 14 .89% dos acidentes e DO 21. em média. que o ambiente de trabalho que o profissional do setor metal-mecânico convive é muito insalubre. então. pode-se verificar que a atividade metalúrgica e mecânica são as principais responsáveis pela maior parte dos acidentes típicos. Pode se observar. verifica-se uma grande diferença.13% dos dados. no Brasil. Porém. os acidentes típicos representam 94.Físico Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Prensagem 48 13 24 39 39 41 15 8 39 24 26 17 20 35 19 8 10 6 5 29 3 15 3 23 3 8 10 4 13 4 3 0 1 4 2 4 2 6 1 1 0 1 100.00 100. doenças profissionais 1.Distribuição dos acidentes segundo o motivo Através do Gráfico 14 pode-se verificar que os acidentes típicos representaram 71% dos acidentes doenças profissionais 26%. se comparado com a média nacional dos últimos 10 anos.00 100.13% das ocorrências.00 100.00 100. Tabela 25 . Estes dados foram semelhantes aos obtidos pelo sindicato dos metalúrgicos de Osasco onde os acidentes típicos representaram 77.00 100. que apresenta a freqüência de acidentes segunda a natureza cruzando com atividade econômica.04%.Distribuição dos acidentes segundo natureza do acidente pôr atividade econômica Metalúrgica Siderúrgica Material de Transporte Mecânica Cutelaria Fundição Forjaria Natureza do acidente NI 4 1 3 5 7 4 Corte Doença Ocupacional Esforço . enquanto Material de 62 % .

45% de seus acidentes são devido à doença ocupacional. Pode-se concluir que metalúrgica e mecânica possuem ambientes de trabalho com um alto risco de acidentes típicos.pois 70. Outro dado interessante é o fato de 77% dos casos de doença ocupacional serem com trabalhadores casados contra 33% em outra situação. As empresas de grande porte são as grandes responsáveis por 40.8% dos registros de acidentes de trabalho. 63 .Transporte e Cutelaria são responsáveis pela maior parte das Doenças Ocupacionais. porém esta diferença foi menor. Estes dados estão de acordo com estudos feitos pôr Laflamme (1997) que indicam que os mais jovens são colocados frente a tarefas de maior riscos e que as doenças ocupacionais se manifestam nos mais velhos pôr serem frutos da ação do tempo em ambientes insalubres. sendo de 59% nos casados contra 41% dos acidentados em outra situação. Siderúrgica também pode ser considerada como tendo um ambiente de trabalho altamente insalubre . Em relação à profissão todos os tipos de acidentes foram mais freqüentes entre os metalúrgicos. enquanto cutelarias e material de transporte possuem um ambiente de trabalho altamente insalubre. indicando que as mulheres são postas em atividades de menor risco. e 70. Impacto sofrido também foi mais comum entre os casados.8%.48 anos). e a média mais baixa foi para impacto sofrido contra (32. Um fato interessante foi que 57% dos acidentes registrados para as mulheres foram devido à doença ocupacional. porém mais insalubres. pôr 80. com impacto sofrido. A média de idade mais alta foi à encontrada entre os que sofreram doença ocupacional (40.72% dos acidentes decorrentes de Doença Ocupacional. enquanto que para os homens este valor foi de 22.9% dos acidentes ocorridos devido a esforço-físico.83).

o que mais se sobressai. Barras e Tubos.41 1.00 Com base na da Tabela 26.45 1.R.26 75.14 8.16 43.27 18. 14.45 65. demonstrando ser um ambiente de alto risco.45 62.59 1. 11 Ferro 12 Serra ou Furadeira 13 Componente de Maq.13 55.82%). são os principais causadores de acidentes do trabalho (23.67 9. ou Prod.75 3. A Tabela 27 apresenta os dados quanto aos agentes de lesão mais comuns. Quente 19 Escada 20 Equipamento Outros Total Agente da lesão % 14.00 % Acum.12 67.88 59.23 72. de acordo com a atividade econômica.16 4.34 100.Distribuição dos acidentes segundo os agentes da lesão mais freqüentes ID 1 Ruído 2 LER 3 Máquina 4 Ferramenta 5 Peça(s) 6 Chapa 7 Prensa e Torno 8 Obj.56 3. ferramentas. é o resultado de 64 .10. Dos dados apresentados.00 2. De nível 16 Corpo Estranho 17 Peso 18 Subst. prensa e torno (29.70 70.40 81.58 2.00 80. chapas.4.54 79.2 Agentes da Lesão Tabela 26 .97 1.95 5.29 74. Corpo 10 Canos. Cortante 9 Mov. peças. pode-se verificar que ruído e L.82%).69 1. Logo após vem às lesões causadas pôr máquinas.53 2. que apresenta a distribuição dos acidentes segundo o agente causador da lesão.E.67 23.39 5. Pode-se verificar que a indústria metalúrgica tem 40.9% de seus acidentes causados pôr elementos pertencentes ao posto do trabalho.67 100. 14 Caixa(s) 15 Queda c/ ou sem dif.41 3.73 52.41 4.67 2.32 47.77 38.95 77.06 1.82 32.

Tabela 27 . ruído e LER.70 32. Porte Grande Médio ME Ruído e Ler Peças. Prensa. que oferecem risco à segurança do trabalhador. Prensa e Torno.10 28. todos elementos pertencentes ao posto de trabalho.9% dos acidentes são devido a ruído. Agente % Relat. chapas. Ruído e LER Ruído e LER Ferramentas e Caixas Ruído % Relat.50 Pequeno Máquina. Máquinas e Ler.30 65. Prensa e Torno. máquinas. peças e ferramentas. onde 65. 130.70 50. 35. Peças. pode ser vista na Tabela 70 em anexo pág. Tabela 28 . Ruído. à atividade econômica 40. Peças. pois os principais agentes são máquinas. Chapa. Chapa.20 36. Ferramentas.Tipos de agentes mais comuns de acordo com a atividade econômica7 Atividade Econômica Metalúrgica Mecânica Cutelaria Forjaria Fundição Siderúrgica Agente Lesão Máquinas. Torno e Ferramentas.. Ruído. se caracterizam pôr serem ambientes de trabalho de maior risco. peças.00 40. Máquina.90 Material de Transporte Ruído e LER As empresas de grande porte se caracterizam pôr terem ambientes de trabalho que oferecem maiores riscos à saúde do trabalhador. ao Porte 35.agentes de lesão na siderurgia.00 31. 7 Uma lista completa com os agentes e as atividades econômica. pois como pode-se ver na Tabela 28. Chapa.7% dos acidentes tem como agente de lesão.70 39. Já em empresas dos demais portes. ferramentas. sendo este um ambiente altamente insalubre para os trabalhadores. Chapas. Mov.90 41. Corpo. 65 .Tipos de agentes mais comuns de acordo com o porte.

canos. que o soldador se queimasse ou tivesse problemas respiratórios ou visuais. serão apresentados mais detalhes a este respeito. Prensa e Torno. Logo. que contém as quatro Naturezas de Lesão com maior incidência (Impacto Sofrido. o soldador está sofrendo muito impacto de canos. a Natureza 47. Doença Ocupacional.Agentes mais comuns de acordo com a natureza da lesão Natureza da Lesão Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Esforço . Mov. serra. ferros e máquinas são os maiores causadores de Acidentes de Trabalho. Como pode-se observar na Tabela 67 (anexo pág. poder-se-ia esperar. Cortantes. 26. Ferramentas.90 61.A partir da Tabela 29. que apresenta os tipos de agentes de lesão mais comuns entre as profissões. tubos. Peso.2%.94% respectivamente de ocorrência) e os agentes que os ocasionaram. neste modulo. Tabela 29 . barras. canos.10 57.70 90. furadeira. pôr exemplo. pode se verificar que ferramentas. Com base na Tabela 30. peças. peças.20 impacto Sofrido Contra Máquinas. Corpo.3%. com 29. barras. Obj.20 60. peças. indicando uma possível desorganização nos postos de trabalho. porém se vê que os agentes da lesão estão mais ligados a uma possível desorganização de seu posto de trabalho.Físico Corte Agentes Ferramentas. Chapas e Máquinas % Relat.30 68. Como se espera que o acidente esteja relacionado com a atividade. Peças e Caixas. Mais adiante. Prensagem e Esforço Físico. 7. chapas. Ruído e Ler Máquinas. 66 . e máquina.69% e 6. 128) a natureza de lesão mais comum foi impacto sofrido. e até mesmo de máquinas que não fazem parte de seu posto de trabalho. tubos. prensa e torno. pode-se verificar quais foram os agentes de lesão predominantes entre as categorias profissionais dos acidentados.

ferramentas e máquinas. Corpo. canos. Agente % 36. tubos.Tipos de agentes mais comuns segundo a profissão Profissão Metalúrgico Op. Componentes de máquina.23 33. Ler. barras e tubos. Gerais Montador Op.1 Afastamento Em relação ao afastamento. Aux. É sempre bom ter em mente que o afastamento do acidentado de seu posto de trabalho implica em custos diretos e indiretos para empresa. barras. impacto psicológico nos colegas de trabalho entre outros. Func. Ruído e Ler Ruído e Ler Ruído e Máquinas Canos. chapas. torno e máquinas. 74.31% dos acidentados necessitaram se afastar de seu posto de trabalho. Máquinas.82 4.00 33. Em 12.11 Dados sobre o Acidente 4.68 55.10% dos casos não foi informado se houve ou não afastamento.33 40. ruído. Mult. ruído.74 33. Produção Op. Man.11. Custos com tratamento. contra 13. prensa. custos com perda de tempo. 67 .48 29. torno. treinamento de um profissional para substituir o acidentado. Prensa.44 36. máquina e ferramentas.6% que não precisaram se afastar.Tabela 30 . Mov. Cel. LER Chapas.33 39. Máquina Industriário Soldador Serv.

00 Na questão relativa à duração do tratamento.45 46.90 Acima de 90 NI Total % 39.2% nos pés.7% das lesões. segundo os dados levantados das CATs. é apresentada a distribuição dos acidentes segundo a duração do tratamento. ferimento corto-contuso foi o principal responsável pôr 23. Infelizmente em 36.60 61. e os acidentes graves (mais de 15 dias) representaram 23. Nesta tabela. onde se pode verificar que os acidentes leves (menos de 15 dias) representaram 39.4.2 Duração do Tratamento Tabela 31 .66% dos casos este dado não foi informado ou estava ilegível. 15.9% na região dorsal e 9.5% na região da cabeça (principalmente a audição devido a ruído).9% dos casos.6% das lesões seguidas pôr hipoacusia. 20.22 36.00 2. 4.66 100. A Tabela 32 apresenta as principais lesões encontradas entre os acidentados no setor metalmecânico do estado do Rio Grande do Sul.Distribuição dos acidente segundo duração tratamento Duração do tratamento 0.15 16. com 17. 10.75 76.1% na região ventral. No geral. Em relação às lesões. a Tabela 31 apresenta os dados obtidos após análise.19 1.44% dos acidentes.9% das lesões foram nas mãos (principalmente o dedo indicador devido a impacto sofrido). 68 .13 1.11.48 3.90 15. que é perda auditiva induzida pelo ruído. 45. as mãos foram à região do corpo mais atingidas em acidentes e com maior número de lesões.12 Lesões e Partes do Corpo Atingidas Como era de se esperar.42 0.30 31.

8 5.2 4.1 0.0 5. que as orelhas (audição). os olhos e a região frontal são as regiões mais afetadas pôr acidentes.7 13.6 10.8 39. Mult.9 6.Distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão Profissão Metalúrgico Op.8 3.5 49.0 3.6 3. que apresenta a distribuição de lesões segundo a região da cabeça atingida. Outros % CABEÇA DORSAL VENTRAL MÃO 33. Cel. 69 .4 5.3% das lesões registradas em acidentes de trabalho e doença profissional.00 20. Aux.1 6. Func.2 12.7 1.7 2.2 Região da Cabeça Com base na Tabela 34. Corto-contuso Hipoacusia Contusão Fratura Tendinite Queimadura Dores Disacusia Entorse Outras % 23.8 3.1 3.8 15.3 40.00 4.1 10.5 2.1 3.3 6.5 1.1 3.0 4.3 3. Man. Produção Op.9 12.9 35.1 9.8 0.4 100. pode-se observar.6 2.5 100. Tabela 33 .9 3.00 18.6 8.Tabela 32 . O metalúrgico foi o mais atingido em todas as regiões do corpo. Gerais Op.12.0 7.7 10.9 1.1 2.00 17.0 0.7 100.5 10. pode-se observar a distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão.1 5.00 4.2 100.Distribuição das lesões segundo o tipo de lesão CodLes 10 21 4 12 22 17 23 24 8 Total Nome da Lesão Ferimento.1 0.0 100.7 6.12. Máquina Industriário Soldador Montador Serv.1 Profissão Com base na Tabela 33.9 40. motivando 93.5 PÉ 20.00 100.6 17.7 6.0 2.7 2.1 3.4 2.7 1.6 0.

Objeto na vista foi responsável pôr mais de 60% dos registros de acidentes na visão. dores de cabeça.80 4.50 6. Ruído foi responsável pôr 99% das ocorrências de acidentes na orelha (Perda auditiva induzida pôr ruído). estes 3 são responsáveis pôr 96. como pode ser observado na Tabela 35. seguido pôr impacto sofrido. aumentando os riscos de acidentes devido a estresse físico e mental. Juntos. de propiciar a perda auditiva do acidentado.81% e objeto na vista com 7. cansaço. ainda existe a diminuição dos reflexos e da atenção. ainda pode contribuir para a ocorrência de outros acidentes. 70 .Tabela 34 . com 12. além.10 40.00 − Natureza do Acidente Doença ocupacional foi responsável pôr 71. entre outros sintomas.80 3. O ruído. pois o trabalhador pode ter como conseqüência do ruído. irritação. principalmente devido a ruído.17% dos registros de acidentes na região da cabeça.79% dos registros de acidente na região da cabeça.Distribuição de lesões segundo região da cabeça Parte do Corpo Atingida Orelha esq Orelha dir Olho esq Região Frontal Olho dir Outras Total % 41.70 100.55% dos registros de acidentes referentes à região da cabeça. principalmente na região da face.10 3. Impacto sofrido foi responsável pôr 51.7% dos acidentes registrados na região frontal. Além da perda de produtividade gerada pôr estes sintomas.

Tabela 35 - Distribuição dos acidentes na região da cabeça segundo a natureza do acidente
Natureza do acidente Doença Ocupacional Impacto Sofrido Objeto na Vista Queimadura Outras Total % 71,17 12,81 7,55 3,66 4,81 100,00

− Lesões A lesão mais comum, na região da cabeça, foi hipoacusia e disacusia que ,juntas, foram responsáveis pôr 67,9% das lesões na região da cabeça, conforme pode ser observado Tabela 36. Tabela 36 - Distribuição das lesões na região da cabeça segundo natureza e agente de lesão
Natureza do acidente Agente da lesão % 56,5 11,4 2,3 2,3 2,1 25,4 100,00 Lesão Hipoacusia Disacusia Corpo Estranho Corpo Estranho PAIR Parte do Corpo Audição Audição Olho Dir Olho Esq Audição

Doença Ocupacional Ruído Doença Ocupacional Ruído Objeto na Vista Objeto na Vista Outras Total Corpo Estranho Corpo Estranho Outras

Doença Ocupacional Ruído

4.12.3 Região do Corpo Dorsal As costas e os ombros foram a principal região atingida, nos acidentes registrados na região do dorso (costas). Os principais causadores destas ocorrências foram LER (Lesão pôr Esforço Repetitivo), movimentos mal feitos (posturas inadequadas) e esforço físico excessivo.

71

Tabela 37 - Distribuição das lesões segundo a região dorsal
Partes do Corpo Costas esq Costas dir Ombro dir Ombro esq Cotovelo dir Outras Total % 24,90 24,60 20,10 15,00 8,10 7,30 100,00

As costas, ombros e o cotovelo direito foram responsáveis pôr 84,6% das lesões na região da dorsal, conforme pode-se verificar na Tabela 37. − Natureza O principal causador de ocorrências de acidentes na região dorsal foi doença ocupacional, principalmente devido a LER, com 38,8% dos registros de acidentes nesta região. Esforço físico excessivo, principalmente devido a carregamento de pesos e movimentos mal feitos, também foi um dos maiores causadores de comunicação de acidentes com os mesmos 38,8%, conforme pode-se verificar na Gráfico 15

45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0%

38,80%

38,80%

8,60% 3,00% Doença Ocupacional Esforço - Físico Impacto Sofrido Queimadura 2,60% Desequilíbrio 2,20% Queda

6%

Outros

Gráfico 15 - Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a natureza do acidente − Agente da Lesão L.E.R foi o principal responsável pôr grande parte das comunicações de acidentes, com um total de 30,6% dos registros referentes à região dorsal. Depois vieram Mov. Do Corpo e Peso, 72

que juntos somam 20,26% dos acidentes da região dorsal. Estes dados já eram esperados, haja visto que uma das maiores preocupações da indústria é a alta incidência de LER entre seus trabalhadores. Muitos afirmam que a LER está mais ligada a fatores psicológicos do que físicos, pois um profissional que ao trabalhar se mantém tenso, está mais sujeito a ter lesões, do que um profissional que se mantém relaxado. Muitas empresas estão adotando, como medidas para diminuição dos casos de LER, soluções macro-ergonômicas, que estão ligadas a fatores externos ao ambiente de trabalho. Construção de creches para os filhos dos empregados, financiamento de casa própria, assistência médica, entre outros são exemplos de medidas, que contribuem com a redução de casos de LER, pois o trabalhador se sente mais seguro, e mais tranqüilo, estando menos propenso a lesões pôr esforço repetido. Tabela 38 - Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo o agente da lesão
Agente da lesão LER Mov. Corpo Peso Caixa(s) Peça(s) Componente de Maq. ou Prod. Motor Queda Chapa Outros NI Total % em relação a Dorsal 30,60 11,21 9,05 5,60 4,74 3,02 3,02 2,16 1,72 18,54 10,34 100,00

− Lesão As principais lesões encontradas na região dorsal foram devido à contusão (15,5%), dores (14,4%), queimadura (13,4%), tendinite (9,3%). A Tabela 39 apresenta uma lista completa com as lesões na ocorridas região dorsal.

73

00 4.30 6. principalmente para empurrar e ajeitar peças.80 100. em acidentes de trabalho registrados na região das mãos.80 7. Corto-contuso Lombalgia Tenossinovite Epicondilite Hérnia Outros Total % 15.40 23.50 14.20 5.12. Os dedos indicadores. foram os mais atingidos com 10% de registros cada.20 4.20 5.30 8.50 7.10 3. Tabela 40 .Tabela 39 .4 Mãos Os dedos foram os principais atingidos.40 9.50 8.40 13.00 9.00 74 . como era de se esperar pôr serem os dedos mais utilizados.50 7.10 3.20 7.10 3.00 10.10 17.40 100.Distribuição dos acidentes segundo a região das mãos Parte do Corpo Dedo indicador esq Dedo indicador dir Punho dir Dedo médio dir Dorso da mão esq Dorso da mão dir Dedo polegar esq Dedo médio esq Dedo polegar dir Outras Total % 10.Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a lesão CodLes 4 23 17 22 20 7 10 15 19 26 28 18 Nome da Lesão Contusão Dores Queimadura Tendinite Lesão Distensão Ferimento.

− Natureza Impacto sofrido foi o grande causador de acidentes na região das mãos seguido de prensagem e corte.10% Impacto Sofrido Prensagem Corte Doença Ocupacional impacto Esmagamento Sofrido Contra Outros Gráfico 16 . na região das mãos 75 .30% 9.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a natureza − Agente da Lesão A Tabela 41 apresenta a distribuição dos acidentes na região das mãos.74% 15.91% 4. onde pode-se observar que as máquinas.27% 5.R.93% dos acidentes registrados na região das mãos. 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 35. Juntos somam 62.E. são os principais agentes de lesão. ferramentas e L.89% 11.79% 17. como pode-se observar no Gráfico 16.

73 5. principalmente devido a impacto sofrido pôr ferramentas e máquinas. ou Prod.90 3.46 4.65 12.80 24.11% dos registros.50 2.10 5.20 6.00 − Lesão Ferimento corto-contuso. com 26.60 7. Tabela 42 .20 6. Corpo Ferro Caixa(s) Outros Total % 16.10 1.40 2.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo o agente da lesão Agente da lesão Máquina Ferramenta Prensa e Torno LER Obj. Corto-contuso Fratura Amputação parcial Contusão Queimadura Tendinite Dores Amputação total Entorse Outros Total % 26.20 9. Cortante Peça(s) Chapa Serra e Furadeira Componente de Maq.73 4. Canos.40 8.55 14. Mov. Barras e Tubos.14 2. foi o principal causador de acidentes na região das mãos.Tabela 41 .02 100.10 4.11 14.00 76 .87 5.74 9.30 100.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão CodLes 10 12 1 4 17 22 23 2 8 Nome da Lesão Fer.20 2.

67% dos registros de acidentes na região dos pés.00 − Natureza do Acidente Impacto sofrido foi responsável pôr 61.67% 7.5 Pés A região mais atingida do pé. em acidentes. com 19.70 7. 77 .61% Impacto Sofrido Desequilíbrio Queimadura Torção Outras Gráfico 17 .73% 16.10 100. conforme pode-se verificar no Gráfico 17.2% das ocorrências.10 19. foi o dorso do pé direito com 19.60 5.30 19. seguido de perda do equilíbrio com 8.50 5.20 11.12. 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 61.2% das lesões.Distribuição dos acidentes segundo a região dos pés Região do corpo Dorso do pé esq Dorso do pé dir Tornozelo esq Tornozelo dir Dedo 1 dir Dedo 5 dir Dedo 1 esq Outras Total % 24. Tabela 43 .85% 8. e os tornozelos.4.14% 5.Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo a natureza.73% dos acidentes registrados nos pés.50 7.

90 6.30 100.Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo o agente da lesão Agente da lesão Ferro Peça(s) Canos.00 − Lesão As principais lesões registradas na região das mãos foram fraturas e ferimentos corto-contuso. Tabela 44 .70 40.60 9. tubos.20 3.70 4.10 4. canos. indicando uma possível desorganização do posto do trabalho. Barras e Tubos. barras. com 38% e 19% respectivamente. Chapa Escada Mov.50 5. Corpo Subst. 78 . e chapas. peças. Quente Caixa(s) Equipamento Outros Total % 13.30 8.− Agente da Lesão Os principais causadores de lesão na região dos pés foram ferros.70 3.

Tabela 46 . na região ventral. foi o antebraço direito seguido do braço direito. com 19.80 10.6 Ventral A região que mais sofreu injúrias devido a acidentes de trabalho. pode-se verificar que os braços são a região mais atingida da região ventral.Tabela 45 .Distribuição dos acidentes segundo a região ventral Região do corpo Antebraço dir Braço dir Antebraço esq Braço esq Joelho esq Joelho dir Perna ant esq Perna ant dir Tórax dir Total % 19.3 1.0 19.2% dos registros de lesões na região ventral.60 15. Logo.0 4.70 12.8 2. Corto-contuso Contusão Queimadura Entorse Dermatite Tendinite Corpo estranho Lesão ligamentar Lesão Dores Total % 38.0 17.7 11.70 7.5 1.80 8.3 100.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão CodLes 12 10 4 17 8 6 22 5 13 20 23 NomLes Fratura Fer.4 3.10 5.3 1.8% das lesões respectivamente.90 10.00 79 .12.10 100.30 9. O antebraço esquerdo e o braço esquerdo juntos somam 21.6% e 15.5 2.3 1.

16% e 24.07 4.97 16. com 25.4% dos registros de acidentes relativos a região ventral.56 10.22% respectivamente. também são responsáveis pôr boa parte dos acidentes na região ventral.− Natureza do Acidente Impacto sofrido foi o principal tipo de acidente na região ventral. Natureza do acidente Impacto Sofrido Doença Ocupacional Esforço .22 10.77 100. 80 . com 21.00 − Agente da Lesão O principal agente causador de lesão foram os esforços repetitivos (LER).Físico Desequilíbrio Queimadura Retesão Outros Total % 25.25 8.16 24. seguido de doença ocupacional.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a natureza. Esforço físico e perda de equilíbrio. Tabela 47 .

20 4. 13.70 3.10 2. Tabela 49 .70 4.00 3.40 7.20 6.00 − Lesão A principal lesão encontrada foi devido a queimaduras.Tabela 48. respectivamente.40 7.00 81 .90 100.80 5.40 8.80 6. Cortante Escada Canos.50 22.60 10.40 3.6% e 10. Barras e Tubos.4% das lesões.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a lesão CodLes 17 4 23 12 10 9 8 22 18 Nome da Lesão Queimadura Contusão Dores Fratura Fer. seguido de contusão e dores com 22. Corpo Máquina Queda Chapa Outros Peça(s) Subst.30 100.70 13. Quente Ferramenta Obj.20 5.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo o agente da lesão Agente da lesão LER Mov. Corto-contuso Escoriação Entorse Tendinite Outros não listados Total % 22.20 24.30 4.10 3.7%.50 4.60 4. Peso Outros Total % 21.

é possível deduzir as possíveis causas dos acidentes. A discussão pretende entender um pouco melhor a realidade do acidente que não consegue ser traduzido pela CAT. Sendo um profissional com tarefas típicas. tece algumas considerações sobre o posto de trabalho do soldador. 82 . e propor estudos ergonômicos que venham a reduzir os riscos que um determinado profissional esteja exposto. a seguir.O capítulo 5.

e um conjunto de equipamento de proteção individual. e as CATs não servem para dar estas informações sobre ar respirado e visão do soldador. que basicamente é a mesma para todos os soldadores. Estas exposições levaram a problemas nos olhos e no sistema imunológico dos trabalhadores. como ruído. utiliza cerca de seis tipos diferentes de processos. que os soldadores de uma linha de produção de dispositivo laser. Nas bibliografias internacionais. de acordo com a literatura internacional. Em relação aos estudos ligados à metalurgia. visão e estresse mental e postural bem como ambiente de trabalho. foi feita uma análise do trabalho de soldagem em duas empresas gaúchas ambas localizadas na região de Porto Alegre. Foi realizada uma entrevista com os soldadores. de uma vestimenta. que soldar é uma atividade que oferece um alto grau de insalubridade ao soldador. O soldador é um profissional que trabalha com operações de fusão de peças metálicas. incluindo um escudo de proteção contra flashes provenientes do processo de soldagem. medidas profiláticas foram tomadas. Komarova (1992) verificou em um estudo feito numa indústria metalúrgica russa. Em nenhuma das CATs foram constatadas. pode-se notar uma preocupação muito grande com o ar que o soldador respira e a visão. No Brasil. padrão para 83 . Tendo em vista a discrepância de dados. Problemas no aparelho respiratório também foram verificados. Tratamento com remédios também foi utilizando. A maior parte dos estudos sobre saúde e segurança do trabalho com o soldador são encontradas em bibliografias internacionais que basicamente relatam problemas respiratórios e de visão. Foram realizadas observações diretas e indiretas (filmagens) com os trabalhadores no intuito de poder comparar os resultados obtidos nas CATs e as informações obtidas na revisão bibliográfica com os dados obtidos nas empresas. praticamente não existe bibliografia sobre o assunto.5 CONSIDERAÇÕES SOBRE A ADEQUAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS PELA CAT: O CASO DO SOLDADOR O trabalho do soldador despertou a atenção pela alta incidência de impacto sofrido o que teoricamente não era esperado. na qual questionou-se sobre assuntos ligados basicamente à sua atividade. zona respiratória e carga de trabalho. Neste caso. foram expostos aos flashes de luz de plasma e laser excedendo em certas medidas os níveis máximos permitidos. comunicações ligadas a problemas respiratórios e nos olhos. o principal tema encontrado é relativo a ruído. Percebe-se.

O primeiro processo de solda foi em forja. ferramentas. Em meados de 1880. 84 . os mais novos normalmente não tinham nenhuma queixa. forma-se um arco voltaico que funde o metal da peça e do eletrodo. Ao se aproximar o eletrodo da peça. Estas voltagens são excessivas e podem afetar a integridade física do soldador (Melton. Após várias modificações nestes processos. foi introduzida uma nova tecnologia. que tem operações de solda do tipo MIG e TIG. fagulhas. protetores auriculares. (113 V pico).1. proteção para o tronco e elmo para a face. O principal risco é o do equipamento de soldagem. devido a choque elétrico.2 Trabalho do Soldador Desde o momento em que o homem tomou conhecimento das técnicas necessárias para produção de metais. pode-se distinguir os processos de solda em seis tipos diferentes: − Solda de Arco ou Solda Elétrica: Consiste na utilização de uma diferença de potencial elétrico entre a peça a ser soldada e um eletrodo. é desenvolvida para solda de aço inoxidável e utiliza eletrodos revestidos de fluoretos. Normalmente as queixas eram feitas pêlos trabalhadores mais velhos. − Solda de Baixo Teor de Hidrogênio: Semelhante à descrita acima. que nada mais era do que martelar duas peças aquecidas até sua fundição. apesar do uso de elmo protetor da face. Em visita feita a uma empresa da região metropolitana de Porto Alegre. a solda vem sendo utilizada. Relativamente altas voltagens são necessárias para o processo de soldagem e o soldador pode ter contato direto com 80 V ac rms. contato com peças aquecidas. 5. contato com eletricidade. botas.1. se constatou que mais de 50% dos entrevistados queixaram de problemas nos olhos e dor de cabeça. composto pôr luvas.1 Acidentes de Trabalho Com base na literatura revisada. 1996).1 Principais Agentes Causadores De Risco À Saúde Do Soldador 5. em entrevista aos profissionais de soldagem. que passou a ser utilizada industrialmente e logo após foi introduzida também a solda oxiacetilênica que passou a ter uso industrial após os anos de 1900. os acidentes de trabalho podem ser provocados pôr quedas de peças. 5. e protetor auricular.todos os soldadores. que consistia da solda de arco de resistência. peças.

em processos manuais e semi-automatizados de soldagem existe a possibilidade de diminuição de contaminação da zona respiratória do soldador. resultando numa corrente de gás altamente ionizada.3 A Tecnologia e o Soldador De acordo com Gorban (1990). são necessários mais dados sobre a emissão e a razão de formação das substâncias mais perigosas. − Solda Com Gás Inerte: TIG (Tungsten Inert Gas): O Mesmo processo da MIG. sendo obtida uma proteção cobrindo-se o ponto de trabalho com grânulos de material inerte que contém fluoretos. Gorban (1990) 85 . − Solda de Plasma: Neste processo. mas é grande a liberação de fluoretos. de um eletrodo não consumível de tungstênio e tório. se a intensidade de sua formação for diminuída na zona do arco de soldagem. ou pôr Resistência: Utiliza dois eletrodos não consumíveis e une duas chapas metálicas apenas no ponto de contato. como o hélio. porém.1. − Solda com arco e gás inerte. Desenvolve pouco calor. Mas para isto. com substâncias de riscos. Além destes processos que são utilizados. o instrumento de solda fornece um jato de gás inerte através de um orifício com um gradiente de alta voltagem. devido aos fumos de soldagem. São eles: − Solda a Gás ou oxiacetilêniaco: O calor necessário para fundir a peça e o eletrodo é fornecido pôr um maçarico. ainda teríamos outros que oferecem menor riscos aos soldadores. − Solda a Ponto.− Solda de Gás Inerte: MIG (Metal Inert Gas): Utiliza um eletrodo consumível e um arco envolto em gás inerte. o suficiente para fundir o metal das chapas nos pontos. utilizando-se. com o devido relato do regime de soldagem usado e o diâmetro do eletroduto de soldagem. o argônio. tais como componentes sólidos e gasosos do aerosol de soldagem. − Solda realizada a laser. O processo faz uso de alta densidade de corrente elétrica. 5. A liberação de fumos é reduzida. o dióxido de carbono ou misturas destes gases. o que conduz à formação de elevadas concentrações de fumos. a qual é uma das maiores preocupações. podendo ou não ser utilizado um segundo eletrodo consumível. − Solda de Arco Submerso: O arco é embebido entre o eletrodo e a peça.

em média. Um típico exemplo onde a automação diminui os riscos de acidente. principalmente a nível internacional. portanto. em relação à função visual do soldador. estresse pelo calor. de 2. oftalmia pôr ultravioleta e intoxicação pôr agentes químicos. Estes fatores. Um ambiente de muito calor. chegou-se à conclusão que a expectativa de vida do metalúrgico é . surdez profissional. na região de Tula na Rússia.4 Doenças Profissionais Doença Profissional ou do trabalho é aquela adquirida no exercício do trabalho a serviço da empresa. em que o metalúrgico é exposto todos os dias. Os estudos sobre os riscos da visão do soldador têm sido limitados a injúrias externas no corpo.1. que acaba tendo uma expectativa de vida abaixo da média. diminui os potências de exposição ocupacional do soldador. 5. no intuito de tornar a ambiente de trabalho mais salubre para o soldador. Partículas no ar também são um problema potencial. problemas de postura. tem se dado muita prioridade para os tóxicos do fumo e os riscos do câncer na saúde do soldador em estudos de segurança com consideração à soldagem. Este sistema poderia ser utilizado pôr pessoal não especializado. Na aplicação inicial da sua técnica. 86 .4. radiação ultravioleta e à utilização das lentes de contato. calor também pode ser considerado um risco adicional. aos poucos. pois podem afetar a integridade respiratória do soldador Yakovleva (1995) desenvolveu um método para avaliar a influência das doenças profissionais na expectativa de vida do metalúrgico. ruídos e estresses tanto postural quanto psicológico. Atualmente.6 anos a menos do que a população em geral da região.1. tempo de realização da soldagem. A atividade do soldador pode causar fadiga. O arco de soldagem emite altos níveis de infra vermelho visível e radiação UV. e para outros trabalhadores que compartilhem da mesma zona respiratória. Soldadores atualmente tem trabalhado tanto em locais escuros quanto em iluminados. O sistema poderia ser utilizado em diversos processos de soldagem diminuindo desperdício. vão afetando a integridade física e imunológica do metalúrgico. e estão se tornado mais versáteis. Riscos adicionais aparecem do processo. ainda. que se for testada a efetividade de sistemas de ventilação local e geral dos postos de trabalho de soldagem. a possibilidade de ação sobre as substâncias químicas pode ser tomada.1 A Visão Segundo Marini (1994) existem uma série de fatos a serem considerados. Eble (1995) constatou que com a utilização de um sistema de soldagem robotizado. 5. Isto devido ao ambiente agressivo. pois diminui a exposição do soldador aos riscos do processo de soldagem.afirma. Vários efeitos prejudiciais acabam se combinando.

1997).1. pôr isso. tais como componentes de fluxo ou metais sendo soldado. Neste estudo foi provado os danos causados pôr estes componentes. potássio. Danos estruturais como efisema.2 Agentes Químicos Os fumos de soldagem compõem os principais agentes químicos aos quais os soldadores estão expostos. que podem levar ao câncer pulmonar. quando o soldador começa a sentir os sintomas já é muito tarde. potássio e componentes solúveis de manganês foi estabelecido. Porém os Oftalmologistas não têm suficiente contato com fabricas e condições de trabalhos. o qual reduz os níveis de luz. A atividade biológica mais pronunciada dos componentes pesados do aerosol da soldagem com um alto conteúdo de flúor. dependendo da composição e concentração do fumo e a duração da exposição (Chung et ali.o diagnóstico do Oftalmologista poderia ser feito cedo evitando assim serias complicações. pela sua menor acuidade visual e conseqüente redução da atenção. flúor. No Brasil. Esta mistura de gases no ar e partículas podem ser um risco para saúde. bronquite do pulmão. Estes fatores podem contribuir para a incidência de acidentes com os soldadores. e ferro. além de diminuir a capacidade de realização de tarefas pelo soldador.4. silicone. 1985). devem ser definidos padrões. O fumo é produzido durante a soldagem e é primariamente um aerosol formado pela condensação e oxidação de metal vaporizado. principalmente quando estes estão fora de seus postos de trabalho. a preocupação com este fato. e muitas vezes os problemas de visão se tornam irreversíveis. cálcio. surge a necessidade de se prover testes para analisar a acuidade visual do soldador. Em um estudo feito pôr Pokrovskaya (1990) foram comparados os efeitos da introdução intratraqueal de poeira de magnésio. 5. mas não os elimina. Finalmente. a acuidade visual esta se tornando cada vez mais importante para habilidade de se trabalhar e. se limita à utilização de elmo protetor para face. Normalmente. um acentuada redução na intensidade de luminescência dos terminais adrenergéticos no miocárdio. desenvolvimento distrófico na contração do miocárdio. sódio. antes deles serem feitos. Ele pode também conter outros materiais. provindos da soldagem. no sistema cardiorespiratório. Além das diversas patologias que cada substância pode desenvolver pode-se observar ações aditivas para ode aparelho respiratório. Porém. como se verifica com os soldadores nos Estados Unidos (Colacioppo. Neste estudo não foi constatado 87 . os quais são originalmente parte dos componentes de consumo da soldagem ou do metal sendo soldado. Os problemas com visão podem causar tontura e dor de cabeça.

tipicamente abaixo de 0. formando cadeias e agregados que são muito maiores geometricamente mas aerodinamicamente ainda dentro da gama respirável (Chung et ali.2 µm. A maioria relata que estão em sub-micro escala . − Avaliação. deve-se dividi-lo em três aspectos básicos: − Reconhecimento. − Controle. Há dados substanciais na literatura sobre a freqüência do tamanho das partículas de fumo.nenhuma atividade fibrocinética das amostras de poeira de soldagem. O material particulado pode causar irritação e doenças pneumoconiogênicas. 1997). 88 . Segundo COLACIOPPO (1985) quando se inicia um estudo de agente químico. já os gases podem causar irritação e asfixia. mas geralmente elas tiveram algum efeito tóxico no organismo. Percebe-se que os fumos de soldagem podem estar em duas formas: partículas e gases. Na Tabela 50 é apresentada a composição básica dos fumos de soldagem.

Composição Básica Dos Fumos de Soldagem Cádmio Cromo Chumbo Fluoretos Manganês Níquel Titânio Vanádio Zinco Alumínio Carbono Berílio Estanho Ferro Sílica Cobre Asbesto Ozona Fosgênio Óxido de nitrogênio Fosfina Monôxido de carbono Dióxido de carbono Gases Inertes Irritantes pulmonares E tóxicos sistêmicos Material Particulado Pneumoconiogênicos Irritantes Gases Asfixiantes − Reconhecimento O reconhecimento consiste de uma visita ao local. Durante esta fase são reconhecidos alguns pontos importantes para o estudo. ritmo de trabalho. número de trabalhadores expostos. condições ambientais. movimentação de materiais a fim de saber quem trabalha com o que. agentes a pesquisar e outras substâncias que possam alterar os resultados.Tabela 50 . pontos estes como área de exposição. tempo de exposição dos trabalhadores. 89 . onde agentes químicos dos fumos de soldagem possam estar agindo.

número de trabalhadores a serem amostrados. que consiste em realizar testes que possam refletir não só a exposição. dos agentes químicos a que está exposto.3 Exposição a Agentes Químicos Segundo Thornton (1994). a determinação de possíveis causas de erros nas medições ambientais. com o intuito de verificar a extensão da contaminação no local a ser examinado. análise do material coletado e. Os TLV referem-se a concentrações de aerodispersóides e representam condições sob as quais supõe-se que quase todos os trabalhadores podem estar expostos dia após dia sem efeito adverso. mas também a absorção. o tempo de amostragem. estas partículas ficam concentradas na 90 . Estas partículas são provenientes do arco de gás formado durante o processo de soldagem. isto após as duas primeiras fases. Durante o processo. Nestas fases deve-se considerar a possibilidade de eliminação ou controle da fonte de fumos metálicos. a fim de detectar qualquer sinal ou sintoma precoce de uma ação dos fumos metálicos sobre o organismo. normalmente diário. pôr medidas de engenharia de higiene industrial e pôr medidas de medicina do trabalho.4. A outra etapa consiste de comparação dos valores de concentração atmosférica dos fumos de soldagem com os padrões de limites de tolerância (LT). Adicionalmente à comparação com limites de tolerância. que reúne todas as informações possíveis e publica anualmente a lista “Threshold Limit Values” (TLV). Haja visto que o Brasil não dispõe de LT. 5. Segundo Colacioppo (1985). normalmente se utiliza a orientação da American Conference of Governmental Hygienists (ACGIH). tal como concentração de fumo no local de trabalho. A etapa de avaliação consiste de medição onde deve-se escolher o equipamento para se fazer as medições. também existe a necessidade de se efetuar uma avaliação biológica do ambiente. − Controle O controle se dá através de duas formas. finalmente.− Avaliação Consiste na medição de algum parâmetro. exames médicos antes durante e após o trabalhador iniciar suas atividades. pelo trabalhador. uso de ventilação exaustora. as partículas do fumo de soldagem são um dos maiores causadores de risco para saúde dos soldadores. o que tem sido uma preocupação nesta etapa é a falta de métodos padrão e de limites de tolerância para que se possa comparar os resultados obtidos na avaliação.1.

pôr meio de bons exames oftalmológicos. aprender a não soldar demasiadamente fechado e proteger-se adequadamente. mas porque o filtro é frágil e caro seu uso é largamente reservado para uma pequena tacha de soldadores que tem curtas e freqüentes soldagens. Estes métodos são bem conhecidos. fornecendo uma proteção adicional ao soldador. são um indubitável progresso. deixando os olhos mais sensíveis a UV e viroses. pois estes biombos formam uma cortina. (Marini. É importante educação e retreinamento dos soldadores que devem aprender como soldar novamente com os novos processos: pôr exemplo. entre o soldador e a operação de solda. Marini (1994) “Visão Correta = Proteção Adequada = Qualidade De Soldagem” 91 . Combater o uso de tabaco e álcool é um passo significativo rumo a melhorias na qualidade da visão de soldadores (Marini. A incisão pôr laser e pôr filete de jato d’água abrasivo tem conduzido a consideráveis progressos na industria da soldagem: menos poeira. Máscaras com cristal líquido as quais reagem em um centésimo de segundo. e se torna essencial com consideração a pesquisa e escolha de processos de pouca intensidade de luz. A Organização do trabalho previne os soldadores de serem confinados ou também mutuamente fechados. 1994). e devem progredir mais no futuro.zona respiratória do soldador. Médicos e equipe médica devem ter um biomicroscópio oftalmológico e aprender como usá-lo. Cuidados podem ser tomados para assegurar que soldadores com perda de visão não utilizem filtros de um baixo grau.2 Prevenção na Soldagem Segundo Marini (1994) a proteção dos trabalhadores no ambiente de trabalho pode ser obtido pela utilização adequada de cortinas contra os raios UV. Prevenção também pode ser obtida pelo projeto. aos flashes de soldagem. e proteção adequada dos olhos do soldadores pôr óculos com filtros e elmo. Prevenção médica somente deve ser introduzida mais tarde. 5.Segundo. Pôr exemplo. Esta situação é o que se chama de um “sintoma de local de trabalho” e requer consultas e correção médica. 1994). menos ruído. poucos acidentes oculares. fornecendo potencial perigo para a integridade respiratória do mesmo. um conjunto de biombos transparentes já é empregado em muitas operações de soldagem em indústrias dos Estado Unidos.

Na Tabela 51. A principal preocupação com o soldador é com sua visão e zona respiratória devido aos fumos de soldagem. Um outro problema relativo à função do soldador evidenciado nas observações de campo é o estresse postural. prensagem (6. basicamente estáticas. Um soldador tem basicamente umas seis posições diferentes de trabalho. seguido de doença profissional (13.5. provavelmente no momento da soldagem.7%). indicando que o soldador é utilizado fora de seu posto de trabalho e em outras atividades.33%). (as CATs não deixam clara esta informação). Seria importante que nas CATs viessem contidas. É comum o soldador atuar na manutenção. constatou-se que apesar de existirem soldadores na empresa. Porém. Um outro dado interessante é o fato do soldador estar se acidentando com ferramentas e máquinas que não são características de sua função. verifica-se que a principal atividade do soldador durante os acidentes envolvia ferramentas. estes são fatores que podem influenciar na qualidade do trabalho do soldador e na sua atenção. quando ocorriam acidentes. 1991) Os principais agentes causadores de lesão ao soldador foram canos. que apresenta a atividade dos soldadores durante os acidentes. barras e tubos. não ligadas à soldagem. Estes fatores podem aumentar o risco de acidente durante a execução de suas atividades. O fato interessante é o soldador estar se acidentando principalmente com canos. serra e furadeira (6. Em visita feita a uma empresa durante a fase de estudo de campo. Os fumos de soldagem podem causar dores de cabeça. tubos e barras (12%). no caso serra e furadeira. porém ainda sim uma informação pouco detalhada. ruído 8%. Contudo. que o soldador se acidentou ao utilizar prensa e torno.7%) e movimento do corpo mal feito(6. com movimentos curtos. Porém. Houve alguns casos registrados nas CATs. estes eram informados como sendo soldadores.67%) e impacto sofrido contra (6. tarefa geralmente não pesada sob a ótica da ergonomia.3 Resultados Obtidos da Análise das CATs de Soldadores Com base nas CATs constatou-se que o principal tipo de acidente que ocorre com o soldador é o impacto sofrido (40%). não houve nenhuma CAT com doenças relacionadas à visão ou problemas respiratórios. tonturas e estresse. indicando uma desorganização do posto de trabalho ou as condições “improvisadas de trabalho”. máquinas(8%) e ferramentas (8%). informações como o posto de trabalho e atividade do 92 . Estes dados vêm contra o que se espera que aconteça com o soldador. que não permite tomar muitas conclusões. onde ele pode passar de meia hora em uma determinada posição até o dia inteiro (TORNER et al.67%). não existia mais o posto de soldagem. motivadas pôr LER e ruído.

93 .0 Marini (1994) afirma que entre os diferentes processos de soldagem.3 1. revestimento. c/ Peça Trab. De muito pouco serve saber que o soldador se acidentou quando usava uma ferramenta. MAG requerem forte intensidade e produzem radiação de luz que são mais intensas do que os outros processos.0 10. Tabela 51 . c/ Ferr. Processos MIG. Em algumas operações com soldagem de aço inoxidável e alumínio são produzidas taxas muito altas de intensidade de luz.3 1. Além das tarefas ligadas à solda. Trabalhando Trab.3 8.7 4. cada um pode causar uma patologia particular no soldador. c/ Máq.funcionário durante o acidente para que se pudesse ter informações que permitissem analisar melhor os dados. se não se pode saber o que ele estava fazendo com a ferramenta e qual a ferramenta em uso (veja variedade de ferramentas em anexo Tabela 61 página 118).7 9.Distribuição e acidentes segunda a atividade dos soldadores Atividade Func NI Trab. O período crítico para visão é a troca de procedimento e adaptação para as novas situações. E onde ele estava no momento do acidente.0 1.3 9. e contribuir com a ocorrência de acidentes. Estes operações podem diminuir a acuidade visual do soldador.7 12. c/ Solda Trab.3 100. limpar.0 6. os soldadores realizam outras tarefas associadas (amolar.3 14. Manuseio Transporte Deslocamento Setup Outros Limpeza Total % 21. raspagem) e cada uma destas operações pode trazer algum risco para o soldador.

Em 1993.3%). metalúrgicas (41.00 4.67 6. para considerar problemas referentes à função visual do soldador foi criado o “Comite de Coordination de Recherches en Soudage” − Atividade Econômica Os soldadores acidentados trabalhavam basicamente em mecânicas (44%). Tabela 52 .Injurias na parte externa do corpo requerem um exame cuidadoso para assegurar que danos intra-oculares não estejam faltando para benefícios de progresso de exames médicos (ecografia.00 21.seguido pôr Canoas (18.67 4.67%). na França. forjaria e cutelaria. Maria Cx.33%) e Caxias do Sul (6. Em 4% das CATs não foi possível encontrar o ramo de atividade da empresa. Aproximadamente 12% das empresa de atividade metalúrgica e metal-mecânica ficam em Porto Alegre. fundição. o segundo mais importante polo metalúrgico do estado em termos de número de empresas. modernização dos serviços médicos nas fábricas).Distribuição de acidentes pôr soldador segundo a região Região Porto Alegre Canoas Sta.00 4.67%). que tem aproximadamente 16% das fábricas ligadas ao setor metalúrgico e metal-mecânico do estado do Rio Grande do Sul. segundo dados do SEBRAE.33 6.33 100. Não houve registro de soldadores em siderúrgicas. perdendo. Do Sul Panambí Gravataí Sta.33 18.33%). apenas em número de empresas para Caxias do Sul.67 9. Sta.7%). − Região A maior parte dos acidentes com os soldadores ocorreu na cidade de Porto Alegre (23. Maria (9. Rosa Nova Prata Ijuí Outras Total % 21. e material de transporte (10. Porto Alegre tem.00 4.00 94 .

a exceção de um do sexo feminino. Kadefors et al. se estava em operação de solda ou não.3% dos acidentes o soldador estava trabalhando com canos. 5. neste caso ficando claro. procurando analisar se as CATs são suficientes para isto. As 95 . justificar o fato do soldador estar se acidentado devido à queda de objetos.87 5. − Média Salário: O salário médio dos soldadores acidentados era de R$ 406. o soldador estava trabalhando com alguma máquina. Esta queda ocorre. do tratamento. Através das CATs. podemos afirmar que ele estava fora de seu posto de trabalho. mas após a soldagem.66 dias.3.3 Impacto Sofrido Impacto sofrido foi responsável pôr 40% dos acidentes com o soldador. constatou-se que em 23. não no momento da soldagem. − Média Idade: A média de idade dos soldadores é de 37. também. Nesta seção. Em 13. que o mesmo não estava em operações de solda. também não ficando claro em que operação os soldador se encontrava. Em 10% dos casos.2 Médias − Média Duração: Tratamento: 15. (1976) relataram que a fadiga de músculo do supraspinatus era comum em trabalho prolongado de solda entre soldadores experientes.− Estado Civil Os Casados representam 80% dos acidentados. barras e tubos não ficando claro através dos campos existentes. onde seus músculos se apresentam cansados e extenuados devido a operação de soldagem. fica claro aqui uma possível desorganização do posto de trabalho. 5. Esta fadiga muscular pode. Porém.67% dos casos o soldador estava trabalhando com ferramentas. os seja aqueles com mais de 15 dias de duração. serão apresentados os dados obtidos das CAT. que em muitos casos pode levar até um dia.3% dos casos o soldador estava trabalhando com serra ou furadeira. Em 16. pela média pode-se considerar.3. neste caso. contra 20% em outra situação. geralmente com alto grau de tensão estática predominantemente sobre o músculo dos braços e ombros. possivelmente. Os soldadores eram todos do sexo masculino. na expectativa de verificar a influência do posto de trabalho neste tipo de acidente. Estas atividades podem contribuir para o surgimento de lesões musculoesqueletais.1 Descrição das Atividades Soldar é uma ocupação extenuante requerendo trabalho em posturas desajeitadas e manuseio de equipamentos pesados.39 anos. que em média os acidentes são graves. referentes a impacto sofrido.3.

contuso (30%) e fratura (16. em si. utilizados pêlos mesmo. talvez executando tarefas para as quais não esteja preparado. Apenas em um caso (9). − Descrição Na Tabela 53 é apresentada uma lista. justificando os acidentes. as informações são pouco úteis. em outra não fica nada claro (21 pôr exemplo) 96 . oferecem poucos risco ao soldador. em outros (3. fica claro que o soldador não estaca executando tarefas ligadas à sua função. onde na maior parte dos casos. − Lesão As lesões mais comuns entre os soldadores devido a impacto sofrido.3%). ferimento corto. principalmente devido a impacto sofrido. foram contusão (43.operações de solda. para soldadores com acidentes devido a impacto sofrido. tem-se a evidência de que o soldador está sendo utilizado fora de seu posto de trabalho. Pela lista pode-se deduzir a deficiência no preenchimento deste campo da CAT. e em alguns são inúteis.7%). com algumas descrições contidas nas CAT. pôr exemplo). Pelas CATs. fica claro que o soldador estava em operações de solda. devido ao tipo de operação e aos EPI.

4% do total de lesões.4 Doença Ocupacional Doença ocupacional foi responsável pôr 13. contundiu-se Martelou o dedo ao bater numa peça. Ao montar longarina. foram o dorso do pé esquerdo com 19. Caiu pingo de solda ao soldar uma peça.33% das CATs referentes a soldador. Peça caiu ao ser virada. que seria uma dos principais problema enfrentado pêlos soldadores. Marterlou-se ao puncionar polias. a mesma saltou impactando. Eixo de metal deslizou e caiu.Tabela 53 .Descrição de acidentes devido impacto sofrido .o Furando uma bucha com furadeira.3. principalmente devido aos fumos de soldagem e aos flashes emitidos pela processo de soldagem. Atingido pela broca. Maq. Ao manusear prateleira. que não é um problema típico de soldagem. dedo anular e mínimo da mão direita e dorso do pé direito com 6.o Cortando uma peça da chapa − Região do Corpo As regiões mais atingidas no corpo dos acidentados. Queda de barra de ferro ao desmontar galpão. Atingido com estourou disco policorte Passando lixadeira na retroesc. Segundo Marini (1994) a principal preocupação que tem se dado ao soldador é com a toxidade dos fumos e o risco de câncer. Esmerilhando peça. Ao deslocar cavalete Inclinou uma barra de ferro que veio a atingi-lo Lixou-se na lixa disco Furando Cantoneira Colacando pino no eixo com auxílio de martelo.Fita Gaveta de aço caiu ao ser aberta. Caiu tubo de ferro.soldadores 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 Descrição Chapeando Radiador. − Agente 97 . Em nenhuma delas foram encontrado problemas referentes à visão e problemas respiratórios. Trabalhando com Furadeira Ao segurar chapa metálica seu suporte (barra metalica) caiu. Tubo de Ferro caiu. Cortando Ripa na Serra. Transportando serpentina que veio a cair. O principal problema foi o ruído.5% das lesões cada 5. caiu barra de ferro . dedo médio da mão esquerda. ligado no chão impactou. Transportando telas que vieram a cair.

e sim com operações de outros postos de trabalho. estes ruídos não provinham das operações de solda.1 100.2 22. foi o ruído (60%) seguido pôr LER (40%). Tabela 54 .Distribuição de lesões segundo a doença ocupacional . Epicondilite e Síndrome do túnel de carpo podem estar sendo causados devido às características do posto de trabalho do soldador.O principal agente de doença ocupacional no soldador. onde pode-se verificar que a principal lesão encontrada entre os soldadores foi hipoacusia. foi o ruído. Tendinite. que podem influenciar na aparição de sintomas tanto nos ombros quanto nos braços.soldador CodLes 21 22 24 19 26 27 Nome da Lesão Hipoacusia Tendinite Disacusia Tenossinovite Epicondilite Síndrome Do T.0 − Descrição A seguir vêm as descrições encontradas em algumas CATs referentes a acidentes devido a doença ocupacional no soldador. Uma das maiores reclamações ouvidas durante as visitas feitas as fábricas de solda.2 22. seguida de tendinite e disacusia todas com 22.1 11.2% das lesões respectivamente. Trabalho exposto ao ruído Perda Auditiva Alteração Osteomusculares Perda Auditiva 98 .2 11. Segundo Marianne (1991) os soldadores realizam tarefas altamente estáticas. de Carpo Total % 22.Descrição de acidentes devido a doença ocupacional .1 11. Porém. As principais lesões causadas pôr estes agentes estão apresentados na Tabela 54. que tinha alto ruído em suas operações. Tabela 55 . Tenossinovite. que vinha pôr afetar o soldador.soldador 1 2 3 4 5 6 7 Descrição Perda Auditiva Perda Auditiva LER em soldagem.

Através da análise das CATs procurar-se-á saber o porque do soldador estar se acidentando em atividades que não são características de sua função. Serra e Furadeira Chapa Máquina Descrição Confeccionando peças no torno Prensou dedo num eixo de máquina Prensou dedo na serra. fica claro que o soldador não estava executando operações de solda. com 70% do total de lesões relativos a DO. o que demonstra a deficiência e falta de informações no preenchimento das CATs. chapas. Ao virar chapa prensou dedo contra bancada. no momento do acidente. torno. Em todos os outros casos.contuso (80%). − Região As orelhas foram a região mais atingida do corpo.soldadores 1 2 3 4 5 Agente da lesão Prensa e Torno Componente de Maq.6% das lesões e os braços com 11. pode-se verificar uma desorganização do próprio trabalho.Pode-se observar que neste caso. 5.Descrição de acidentes devido impacto sofrido . O ideal seria informar a atividade que o acidentado realizava no momento de começar a sentir os sintomas relativos à doença. ou Prod.67% das ocorrências de acidentes entre os soldadores. prensa. seguido dos punhos com 17. Porém mesmo assim não fica claro se o mesmo estaria em operação de solda ou não. Abaixo vem uma lista com os agentes e a descrição das tarefas que o soldador realizava. O único caso aonde o soldador poderia estar realizando uma operação de solda é o caso 4. serra e furadeira.3. onde um profissional realiza uma série de tarefas para as quais talvez não esteja devidamente preparado. Tabela 56 . 99 . − Agente Os principais agentes encontrados foram. o campo é utilizado para dar uma espécie de laudo médico. − Lesão A principal lesão decorrente do processo de prensagem foi ferimento corto.8% das lesões. máquinas. Alem de desorganização dos postos de trabalho. Calandrando uma peça.5 Prensagem Aqui o dado mais interessante pois prensagem é responsável pôr 6.

− Região A região de corpo mais atingida pelas lesões forma as mãos. 100 . mais especificamente os dedos da mão direita.

No entanto. melhores serão os resultados obtidos da análise das mesmas. A partir deste estudo. e em muitos outros campos devem ser criados padrões para o preenchimento de forma que as informações possam ser comparadas... pois de acordo com o Anuário. A coleta. em vários casos. porque. nenhum campo deve ser ignorado. a análise das CATs também permitiu sugerir melhorias nas próprias CATs e no seu emprego como ferramenta de trabalho em estudos que visam reduzir os acidentes de trabalho e suas causas. apesar destas limitações. quanto mais detalhadas forem as informações contidas nas CATs. o armazenamento e análise dos dados das CATs relativos à indústria metalmecânica do estado do Rio Grande do Sul permitiu fazer um levantamento sobre os acidentes de trabalho neste segmento da indústria de transformação. − As CATs e seu uso devem ser aperfeiçoadas e melhor planejadas. responsável pelo preenchimento da CAT seja 101 . (1999) “As estatísticas oficiais não apresentam informações suficientes para que se possam planejar ações voltadas a prevenção de acidentes do trabalho. pelo fato de serem mal preenchidas ou. Tal fato é preocupante. Em nenhum caso foram encontradas notificações relativas a problemas de visão ou a problemas respiratórios. a coleta e o posterior armazenamento das informações contidas nas CATs. As informações contidas nas CATs são suficientes para se retirar um número grande de informações. uma vez que em diversos estudos internacionais estes problemas recebem uma atenção muito grande. Segundo Herzer (1997). a descrição do acidente deve conter o maior número de dados possíveis de forma que permitam a realização de uma análise correta que possibilite a identificação das causas do acidente. pode-se citar: no seu preenchimento.” − Como exemplo de possíveis melhorias nas CATs. possui algumas limitações. porém. Além disso. muitos acidentes não são registrados nas CATs. chegou-se às seguintes conclusões: − Problemas devido a ruído e impacto sofrido são os grandes causadores de comunicação de acidentes. tem demonstrado ser uma importante arma para o combate ao aumento do número de acidentes de trabalho.6 CONCLUSÕES Através deste trabalho pode-se observar que o uso das CATs como base de dados para análise epidemiológica. é preciso que o profissional.

A mais importante foi o fato do soldador estar sofrendo acidentes devido a impacto sofrido. Acidentes podem ser considerados atípicos. entre outros. as quais demonstraram ser ambientes altamente insalubres.que empregam menos tecnologia . em tarefas para as quais provavelmente não estejam preparados. a consulta aos dados é praticamente inviável. e as empresas de material de transporte são as grandes motivadoras pôr grande parte dos acidentes ocupacionais. muitas informações ficam faltando. o que não é característica de sua atividade. − Através dos estudos feitos com o soldador. apesar dessas limitações. − Fica claro que através da utilização dos recursos disponíveis pela Informática as informações contidas nas CATs ficam melhor organizadas. muitas outras conclusões puderam ser extraídas. responsáveis pela fabricação de produtos de corte. principalmente a atividade que estava sendo executada no momento do acidente e posto de trabalho. na forma de formulário de papel. mas da organização de seu posto de trabalho. sendo merecedores de estudos que disponibilizem a melhoria nas condições de higiene e segurança do trabalho. evidenciando problemas de desorganização no trabalho. prensagem.educado de modo a compreender a importância do preenchimento da mesma. Outro dado importante é o fato de não haver nenhum registro de comunicação de doença 102 . − Empresas de grande porte – as quais se utilizam mais dos recursos de automação . Porém. pode-se constatar que a principal causa de seus acidentes foi o fato de estarem exercendo atividades fora de seu posto de trabalho. corte. pois não são decorrentes da atividade profissional dos acidentados. ao passo que.são as grandes responsáveis pela maior parte das ocorrências de doenças ocupacionais. Através da análise feita nas CATs sobre o soldador. Tanto impacto sofrido quanto problemas de desorganização no trabalho ficam evidentes em alguns casos como o do soldador. − As empresas do ramo de cutelarias.são responsáveis pôr acidentes. − As metalúrgicas e mecânicas são as maiores responsáveis pêlos acidentes devido a impacto sofrido. característicos de atividades não automatizadas. e seja disciplinado a preencher as informações com clareza e correção. os quais oferecem maior risco de acidentes aos trabalhadores. devido a impacto sofrido. enquanto que as demais . principalmente devido a ruído e LER. possibilitando estudos e análises sobre os dados armazenados. os soldadores acidentaram-se executando outras tarefas que não características de seu posto de trabalho.

ocupacional referente à visão ou a problemas respiratórios. A atividade de soldagem é uma atividade altamente insalubre, como já foi dito anteriormente, devido ao fumo de soldagem e às altas intensidade de radiação luminosas emitidas durante o processo de soldagem. Possivelmente os soldadores estejam sofrendo de algum problema relacionado a esses fatores e não estejam se tratando ou estejam fazendo tratamento médico fora ou até mesmo se auto medicando. Também ficou evidente o fato do soldador estar sendo utilizado fora de seu posto de trabalho. Isso é demonstrado através do grande número de acidentes que os soldadores que sofreram acidentes utilizando máquinas e ferramentas que não são características de suas funções. Em relação a visão do soldador, como já foi dito, nenhuma notificação foi encontrada. Todavia, a mesma merece melhor atenção do que tem sido dada até o momento. Não há padrões que permitam fazer uma melhor avaliação sobre este problema. Na França, o Instituto de Soudure em Paris tem estabelecido um grupo nacional que coleta dados franceses de todos especialistas neste campo. Eles estão classificando uma extensiva bibliografia feita pêlos oftalmologistas, médicos ou “preventores”, afim de determinar padrões sobre acuidade visual. Segundo Marini (1994), os médicos do trabalho devem ser informados e educados para que tenham particular responsabilidade para a vigilância dos soldadores. Pôr sua vez, os soldadores devem ser ensinados sobre os bons hábitos de trabalho. “Quando lá estão sintomas de “local de trabalho”, lá poderia também estar “médicos de local de trabalho” Marini (1994). Se mais atenção fosse creditada à visão dos soldadores, os resultados trariam melhor qualidade às soldas e à saúde dos soldadores. 6.1.1 Ruído e LER Juntas, foram as únicas causadoras de doenças ocupacionais entre os soldadores analisados. Em nenhum dos casos fica claro se o ruído é devido a suas atividades, ou ao ambiente de trabalho, no entanto, onde outras atividades que tenham um nível de ruído muito alto possam estar contribuindo para estes sintomas. Somente em 1,3% dos casos foi descrito que LER foi causada durante atividades de soldagem.

103

6.1.2 Fumos de Soldagem Nenhum relato foi encontrado evidenciando problemas respiratórios, todavia é possível que os soldadores estejam sofrendo de problemas respiratórios e não saibam. O fumo de soldagem afeta não só os soldadores mas também os trabalhadores que dividem o mesmo ambiente de trabalho. Os fumos de soldagem podem causar dor de cabeça, irritação no olhos, e deixar os trabalhadores inebriados, fatores que podem contribuir para a ocorrência de acidentes de trabalho.

6.2

Riscos

Ficou evidente, após a análise das CATs, que os principais riscos aos quais os trabalhadores do setor metal-mecânico do estado do Rio Grande do Sul estão expostos, é devido a ruído, LER e a impacto sofrido. Não ficou evidente nas CATs, a fonte causadora do ruído, e da LER, porém, segundo os princípios de prevenção de acidente, os passos para prevenção poderiam ser os seguintes: − Ruído 1. Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte,

ou a troca pôr um outro processo que gere menos ruído; 2. Na impossibilidade de substituição, proceder enclausuramento da fonte, a fim

de diminuir os níveis de ruído; 3. Utilização pôr parte dos trabalhadores de EPI que minimizassem os efeitos

nocivos do ruído, no caso com a utilização de protetor auricular. − LER 1. Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte, ou a troca pôr um outro processo que gere menos movimentos repetitivos; 2. Na impossibilidade de substituição, diminuição do ritmo de trabalho e maior tempo de pausa entre as tarefas a fim de diminuir os efeitos dos movimentos repetitivos; 3. Realização, pôr parte dos trabalhadores, de exercícios que relaxem a musculatura, afim de minimizar os efeitos nocivos da LER. − Impacto Sofrido 104

1.

Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte,

ou a troca pôr outros que gerem menos impactos e ofereçam menos riscos. No caso de impacto sofrido, os principais causadores de risco são máquinas, ferramentas e peças; 2. Na impossibilidade de substituição da fonte geradora, deve-se proceder com

uma melhor proteção das máquinas, melhorias no ambiente físico de trabalho, melhores projetos de equipamento e ferramentas, melhora nos métodos de trabalho, dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos, melhora no fluxo de trabalho, entre outros; 3. Pôr parte do trabalhador: Diminuição do ritmo de trabalho, treinamento,

disciplina, períodos de descanso em intervalos de tempo de forma a reduzir os efeitos nocivos da LER, entre outros.

6.3

Sugestões para trabalhos futuros

Ao longo desta dissertação surgiram algumas questões que poderiam motivar a realização de estudos futuros: − Quais são as atividades que a categoria profissional do metalúrgico executa, de forma que se pudesse subdividir em subcategorias que auxiliassem a entender melhor os acidentes que ocorrem em sua profissão; − A relação entre a organização dos postos de trabalho e acidentes devido a impacto sofrido; − A fonte maior, geradora de ruído nas empresas de grande porte; − A relação entre atividades das empresas de cutelaria e material de transporte, com o alto índice de acidentes devido a ruído; − A relação entre nível de automação das empresas e o nível e o tipo de acidentes; − Relação entre as medidas de prevenção adotadas pelas empresas e o seu porte; − A influência que problemas na visão do soldador podem ter com acidentes de trabalho; − A influência dos fumos de soldagem nas atividades diárias dos soldadores; − A relação entre sexo e a incidência de acidentes devido a doença ocupacional e impacto sofrido; 105

em postos de trabalho que não estejam diretamente ligados à principal fonte geradora do mesmo. − Influência do ruído.− A relação entre a idade dos trabalhadores e o tipo de acidente. − Já que o trabalho prescrito não é igual ao trabalho real (como fica nítido no caso do soldador) é importante que a CAT descreva o trabalho do acidentado e não a função. − A relação entre tipo de atividade entre as diferentes classes de trabalhadores e o tipo de acidente aos quais os mesmos estão sujeitos. 106 . − Relação entre os problemas devido a LER com o tipo de atividade executada.

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82 2.843 Sobre o Total 50.00 923.48 87.45 1.18 78.360.107 4.50 770. 5.00 São Paulo Minas Gerais Rio Grande do Sul Paraná Rio de Janeiro Santa Catarina Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total 110 .61 85.38 4.92 23.36 100.18 11.59 7.43 8.904 19.94 12.072 156.00 90.78 1.99 88.980 9.16 12.73 714.7 ANEXOS 7.789 2.88 2.15 12.42 37.44 100.79 82.00 Coeficie nte Total (1)1/100.80 74.95 São Paulo Rio Grande do Sul Minas Gerais Rio de Janeiro Santa Catarina Paraná Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total Incapacidade Parcial ou Permanente Estado % Freq.15 62.94 51.92 918.282 9.01 76.491 836 519 495 356 341 265 137 1.02 78.21 86.24 86.464 11.46 11.01 2.06 4.13 46.85 76.36 81.43 60.058 2. Acumulado 000 % 38.69 606.56 100.939 1.044 17.74 59.873 12.59 1.210.30 5. Acumulado 000 % 50.94 5.Benefícios Concedidos por Acidentes do Trabalho em 96 por Estado Mais de 15 dias Estado % Freq.31 623.00 1.385 Sobre o Total 38.276 18.1 Anexos Capítulo 3 Tabela 57 .12 62.36 84.18 3.55 70.64 100.56 Coeficie nte Total (1)1/100.74 43.30 825.74 69. 60.24 1.

00 24.98 2.73 80.24 2.99 61.82 29.00 77 90 60 23 44 60 46 78 38 Minas Gerais São Paulo Rio Grande do Sul Rio de Janeiro Paraná Pernambuco Santa Catarina Espírito Santo Goiás Outros Estados Total Fatais Estado % Freq.77 73.00 13.51 2.35 1.47 70.99 8.88 100.00 Coeficie nte Total (1)1/100.75 76.54 16.04 6.00 Coeficien te Total (1)1/100.69 24.00 26.49 77.12 100.55 37.52 7.19 5.55 18.284 Sobre o Total 26.29 2.96 111 .92 7.65 84.29 100.Invalidez Permanente Estado % Freq.47 53.609 Sobre o Total 46.30 4.87 22.89 3.18 66.59 São Paulo Minas Gerais Paraná Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Santa Catarina Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total FONTE: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT/RAIS .59 70.25 82.30 83.80 11.95 23. 2. 872 361 293 247 236 174 141 98 97 765 3.60 74.55 10.71 100.55 64.012 337 218 182 141 115 76 69 848 5.611 1.55 46.22 18.23 15. Acumulado 000 % 46.01 3.0 Acumulado 00 % 26.05 1.

796 5.299 10.941 11.809 7. 31 anos.186 10.058 1. 15 anos. 42 anos.037 1.178 1.077 6.050 1.239 9.067 1. 26 anos.649 2 7 82 188 274 319 561 881 1.Tabela 58 .270 7.190 1.308 4.075 8. 14 anos.709 19 18 614 1. 37 anos.Freqüência de Acidentes de trabalho registrados.043 9.877 9.566 6. 33 anos.066 1.054 1. 48 anos. 39 anos.240 3. 27 anos. 43 anos.337 9.014 9. 18 anos. por motivo.476 13.356 5.478 9. 24 anos.004 967 957 861 845 705 640 571 112 .638 9. 41 anos.260 11. 19 anos.134 13.552 8.228 11. 17 anos.065 21 26 699 1. 45 anos.054 1.392 4.413 9.016 12. 46 anos.001 994 1. 44 anos.819 2.932 4.850 10.238 13.152 1.268 12. 32 anos.808 5. 23 anos.765 7.064 1.389 10.653 11.939 6.605 11.738 12.852 Motivo Trajeto 32.669 9. 28 anos.128 1. 369.641 11.898 10.436 11. 30 anos.568 4. 20 anos.653 6.048 13.086 1.000 11.814 Típico 306. 29 anos. 25 anos.721 8.043 7. 21 anos.266 6.927 4. 16 anos. 36 anos.969 10.901 6.417 10.046 9. segundo a idade em 1997 QUANTIDADE DE ACIDENTES DE TRABALHO REGISTRADOS IDADES Total TOTAL 12 anos. 34 anos. 35 anos.009 8. 13 anos. 40 anos.187 8. 22 anos.831 12. 38 anos.378 6.707 1 3 26 64 105 169 297 422 495 546 610 702 698 741 765 787 860 886 919 982 926 938 1.042 980 963 927 858 840 809 764 743 728 700 662 625 648 584 535 428 391 Doença do Trabalho 29.790 11.180 5.138 1.138 1.221 7.594 3. 47 anos.605 2.966 10.439 11.

417 2. 50 anos. 63 anos.797 1.281 2. 52 anos. 59 anos.447 1.023 796 621 520 430 356 228 165 150 119 81 246 15.933 1.997 2. 60 anos.742 2.468 1. 57 anos.601 2. 67 anos.754 521 409 357 285 260 239 193 151 173 121 92 71 68 50 47 47 38 34 16 10 16 31 1.49 anos.372 1. 51 anos. 62 anos.633 3.354 3. 66 anos.383 1. 69 anos.706 1.598 1. 61 anos.981 1. 53 anos. 58 anos. 64 anos.137 2.168 1.248 971 775 631 529 449 293 219 188 139 106 309 18.130 414 352 323 295 252 211 190 178 161 158 133 104 86 61 52 46 27 20 22 10 9 32 1. 70 anos e mais. 68 anos.898 3. Ignorada 4. 56 anos. 55 anos. 113 . DATAPREV.749 Fonte: CAT.230 1.419 3. 65 anos. 54 anos.

complicada Ferimento do pão.Códigos CID mais Incidentes em 1997 CID 727. exceto dedo(s) Ferimento da mão.829 1.0/9 845.060 3. da perna (exceto coxa) e do tornozelo.862 2.0/9 824.137 1.681 1.527 176 11 7 5 241 6 10 2 677 6 3 2 3 7 4 13 5 2 2 15 2 1 1 6 1 2 3 2 1 Fonte: CAT.605 5.775 1.0/0 815.025 2.483 1.905 1.062 847 661 843 722 785 687 661 671 7.419 1.118 1.405 2. DATAPREV 114 .733 2. complicado Lumbago Amputação traumática (completa/parcial) de outro(s) dedo(s) da mão.1/2 826.1/5 724. exceto o limitado a um ou vários dedos.727 3.0/6 813. exceto o limitado aos dedos. fechada amputação traumática (completa/parcial) de outro(s) dedo(s) da mão.0/7 810. fechada Ferimento de um ou de Vários dedos da mão. difames. sem menção de complicação Fratura da tíbia e do perônio.2/7 886.1/8 CÓDIGOS CID MAIS INCIDENTES EM 1997 DESCRIÇÃO TOTAL Sinovite e tenossinovite convalescença após cirurgia Ferimento de um ou de vários dedos da mão.761 2.776 3.971 2.129 1.047 5.2/8 882.251 2. fechada Observação e avaliação de condições suspeitas não especificada Fratura de outros ossos do tarso e do metatarso.469 12.Tabela 59 .0/7 816. fechada Fratura de uma ou de várias falanges da mão. complicado Total 72.149 5.754 5.0/2 823.321 126 926 45 333 38 92 14 710 636 261 581 34 146 298 659 273 260 286 384 304 117 15 149 293 56 149 7 44 69 16 10. fechada Fratura da clavícula. sem menção de complicação Fratura de uma ou de varias falanges da mão. extremidade inferior.252 3.045 2. fechada Fratura do rádio e do cúbito. sem menção de complicação contusão do tornozelo e pão.142 1. fechada Fratura não especificada do tornozelo.9/5 825.0/0 813.474 817 1. sem menção de complicação Entorses e distensões do tornozelo Fratura do rádio e do cúbito.868 1.698 4. fechada contusão do joelho e perna Fratura de osso(s) do carpo. aberta Fratura de uma ou mais falanges do pão.0/9 823. exceto quando mencionado(s) apenas dedo(s) Ferimento de um ou de vários dedos da mão.079 997 955 905 872 794 734 732 688 Típico Trajeto Doença 54.537 1. fechada contusão do punho e mão(s).1/7 892.258 6.4/5 2071.823 1. atingindo tendão Ferimento do joelho.2/0 816.0/6 924.743 9. fechada contusão do dedo da mão Fratura de costela(s).2/5 923. fechada Fratura da extremidade superior ou parte não especificada da tíbia e do perônio.213 1.950 1.224 1.280 1. extremidade superior ou parte não especificada.912 3.0/4 883.0/1 883.2/0 883.2/3 891. fechada Fratura de osso(s) do metacarpo.0/5 886.0/0 924.3/9 807.1/0 814.0/2 2066.007 922 751 823 986 1.8/1 923.

peças e acessórios Fonte: Cadastro Empresarial do Rio Grande do Sul . fabricação e reparação de turbinas e motores Fabricação de bancos e estofados para veículos Fabricação de veículos não especificados ou não classificados.2 Anexos Capítulo 4 Tabela 60 . munições e equipamentos militares Construção e reparação de embarcações e estruturas flutuantes Construção e reparação de veículos ferroviários e fabricação de peças e acessórios Indústria de Material de Transporte Fabricação de veículos rodoviário. peças e acessórios Fabricação de cronômetros.7. máquinas motrizes não elétrica Fabricação de máquinas. SEBRAE Atividade 115 . peças e acessórios Construção e reparação de aviões. peças e acessórios Indústria Mecânica Fabricação de tratores. e a reparação ou manutenção Fabricação de armas.ferrosos Indústria Metalúrgica Estamparia. aço e metais não. Fabricação de ferramentas manuais. funilaria e embalagens metálicas Fabricação de tanques. de artefatos de cutelaria e de metal para escritório e para uso pessoal Tratamento térmico e químico de metais e serviços de galvanotécnica Beneficiamento de sucata metálica Fabricação de Caldeiras Geradoras de Vapor. aparelhos e equipamentos.Atividades segundo o ramo de atividade Ramo de Atividade Siderurgia Metalúrgica de Pó e Granalha Fabricação de Estruturas Metálicas e de Ferragens Eletrotécnicas Fabricação de artefatos de trefilados de ferro. reservatórios e recipientes metálicos. soldas e semelhantes. máquinas e aparelhos de terraplenagem Serviço industrial de usinagem.

DO TRABALHO OBJETO CAUSADOR ACIDENTE HOUVE REGISTRO POLICIAL? S ( ) N ( ) DESCRIÇÃO DO ACIDENTES E PARTE(S) DO CORPO ATINGIDAS(S) NOME TESTEMUNHAS ENDEREÇO NOME ENDEREÇO Figura 1 . CIVIL CTPS POR: HORA ( ) DIA ( ) MÊS ( ) TRABALHADOR AVULSO S( ) N ( ) APOSENTADO ? S( ) N( ) REINÍCIO TRATAMENTO? S() N( ) SAL.Principais campos de Informações do anverso CAT 116 .Frente RAZÃO SOCIAL EMPRESA ENDEREÇO MUNICÍPIO (CIDADE) ESTADO MATRÍCULA CÓDIGO DA ATIVIDADE NOME ACIDENTADO ENDEREÇO DATA DO NASCIMENTO PROFISSÃO IDADE SEXO EST. CONTRIBUIÇÃO DATA DO ACIDENTE LOCAL ACIDENTE HORA APÓS_______H. DE TRABALHO DATA AFAST.

7 .de .Apresentação do acidentado serviço médico 2 . grau e localização da(s) lesão(ões) e o histórico do acidente que a(s) teria provocado? 6 .Há correlação entre a natureza.Regime de tratamento a que deverá submeter-se o acidentado 8 .Há compatibilidade entre o estágio evolutivo da(s) lesão(ões) e a data do acidente declarada no anverso 5 . durante o tratamento.Descrição da(s) lesão(ões) Data 3 .Principais campos do Verso da Informações da CAT 117 .Condições patológicas preexistentes ao acidente: LOCAL 11 .Diagnóstico provável Hora 4 .atendimento Figura 2 . afastar-se do trabalho? 10 .O acidentado foi hospitalizado em: Hospitalar Ambulator.Verso 1 .Duração provável do tratamento: dias DATA 9 .Observações: DATA GIH/AT Localidade Data Médico .Deverá o acidentado.

Corpo Móveis 118 . de fixação. Dispositivo do Guincho. Metal. Matriz Molde Motor Mov. lixa. de fixação. levante hidráulico Fagulha. Pino. máquinas. cavaco de jato de areia. com produtos. circuito Carrinho. cardan. Cabos de Alimentação. Engrenagem. Limalha. pedaço Gancheira de pintura Lesão por Esforço Repetitivo Tarugos. Plataforma Carrinhos de madeira ou metal para enrolar fio de moldar. guilhotina. de cubo Aço. Ventilador. Cavalete. carro do regulador . desequilíbrio. Mesa. Ferro. Serra. jacaré. engrenagens. de bater anel. de serra e solda. de corte. . Eixo. plaina Estilhaço. empilhadeira. Alumínio. cilindro hidráulico. de polimento. Calandra. chave de fenda. Pino. descarte. Inox. Rebarbas. Empilhadeira Equipamento Auxiliar Escada Esmeril Esteira Ferramenta Ferro Fogo Gancho(s) e Gancheira(s) LER Maçarico Madeira Máquina Martelo. fixador Itens Corpo Estranho Correia Dispositivo Eletr. sliter. telas.Lista de Agente de Lesão Agentes de Lesão Arames e Telas Armação Bobina Caixa(s) Cano(s). Armário. Galvanizadas. alavanca. cavaco. Andaime. de soldar gralhas Metálica. tiras de aço. carro de avanço. ferramentas etc Painel. rolo da rebordeadeira. Alavanca. calço. rebolo. Do Mandril. solda. Macaco Hidráulico. motor Mal feito. viga. Freza. de Máq. ou Produto Arames. ripa. latão. Faísca. dosadora. Esteira. escareador. brusco Cadeira. Agulha do Motor. Marreta. motor. Dispositivo do Guincho. Macaco. coluna do s. matriz Bloco do Motor. do Motor. metálica. Fiapo. Garfo de Bobina. reboque. lingote. pedra esmeril. lixadeira. Guilhotina Tampa Misturador. barra de tração. Banco. Suporte. Esteira. Cantoneiras. Madeira. Painel de Programação. Parafusadora. ferro Metal. Ventoinha. tampa proteção engrenagem. Alumínio. Engrenagem. Aço. Barra(s) e Tubo(s) Chapa Chave Componentes. retificadora. motor geladeira. guilhotina. Cantoneira. dobradeira. Engrenagem. felpa. motor. vidro Pistão. pistão.Tabela 61 . injetora. batedor. Capô Colheitadeira. esteiras.

cadeira. Vidro. pára. de peças. caminhão. Caçamba. Estruturas Metálicas. prensa excêntrica.. etc. Disco Cortante. serra Pinche. Andaime. areia Tambor de lixo. zinco. Faca. Alumínio. prensa de metais. Prateleira. banca. Sucata. Tambor de freio. Cortante Óleo Outros Cortador. panela. do forno. de máquina. segmento de trilho. etc.Tipos de Acidentes Analisados nas CATs Natureza do acidente Atrito ou Abrasão Choque Elétrico Corte Desequilíbrio Doença Ocupacional Esforço . Container Peça(s) Peso Porta Pregos e Parafusos Prensa e Torno Produto Produto Químico Queda Ruído Serra e Furadeira Subst.choques. peça(s). calha de luz. Metal. Lâmina. de metal De produtos.Corte. disco semeadora Pacote. suporte. Caçamba. rolo de arame. conecção. secador Luminárias. pinos prensa coquilha. Parafusos. prensa. hélice ventilador. Lata. Pistola. Portão. exaustor. serra fita. panela de vazamento. furadeira. Tesoura. Quente Tambor e Container Tampa Tabela 62 .Físico Esmagamento Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Intoxicação Objeto na Vista Prensagem Punctuação Queda Queimadura Retesão Torção NI Atrito ou Abrasão Exposição a energia elétrica Perda da posição ou postura normal Decorrentes da atividade Esforços excessivos e inadequados Ato ou feito de compressão Impacto sofrido por pessoa Impacto sofrido pela pessoa Inalação.Obj. Pneu. motor. produtos Gás. Batente. trinco. torno. de produto.. chão Perda auditiva induzida pelo ruído Broca da furadeira. tampa container. Oxi. serra policorte. rolo. sob ou entre 119 . Óleo. Água. de aço. alicate. torno mec. sílica. Solda. Galhos. empurrar de aço. ingestão ou absorção (por contato) de substância tóxica ou nociva Objeto na Vista Prensagem em. sob ou entre Contato com objeto perfurante Queda de pessoa com ou sem diferença de nível Contato com objetos em temperatura muito alta ou muito baixa Ter mantido preso em. Gaveta. Saca Palha. madeira etc Pregos. de ferramentas. tesoura.

Tabela 63 .contuso Fissura Fratura Lesão ligamentar Lesões Múltiplas Lombalgia Luxação Queimadura Outros não listados Tenossinovite Lesão Hipoacusia Tendinite Dores Disacusia Epicondilite Síndrome Do T. Corto. de Carpo Hérnia Cisto Sinovial Síndrome do Impacto do Ombro PAIR Dermatose Estiramento Muscular Sinovite Bursite 120 .Lesões atribuídas às partes do corpo atingida CodLes 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 Nome da Lesão Amputação parcial Amputação total Conjuntivite Contusão Corpo estranho Dermatite Distensão Entorse Escoriação Ferimento.

perna anterior dir e perna anterior esq. planta do pé dir. glúteo esq. boca. perna posterior dir e perna posterior esq. dedo 3 dir. face dir. olho dir. tornozelo dir. dorso do pé dir. genitais. orelha esq. dedo 3 dir. braço dir. tornozelo esq. face esq. cotovelo esq. dedo 2 dir. Corpo Dorsal 12 Mãos 16 Pés 18 121 . Ombro dir. dedo 3 esq. joelho dir. coxa posterior dir. região frontal. dedo 2 dir. dedo 1 esq. planta do pé esq. costas dir. abdômen esq. dedo 2 esq. orelha dir. nariz. dorso do pé esq. dedo 2 esq. palma dir. tórax esq. dedo 4 esq. dedo 4 dir. dedo 5 esq.Variáveis relativas às partes do corpo atingidas Grupos Cabeça Corpo Ventral Nº de variáveis 13 15 Região do Corpo Crânio. coxa posterior esq. coxa anterior esq. antebraço esq. calcanhar esq. dedo 3 esq. Calcanhar dir. coxa anterior dir. dedo 5 dir. Punho dir. dorso da mão esq. joelho esq. antebraço dir. dedo 5 esq.Tabela 64 . dedo 4 esq. dedo 4 dir. abdômen dir. punho esq. costas esq. cotovelo dir. braço esq. ombro esq. dorso da mão dir. Tórax dir. queixo. dedo 1 dir. pescoço anterior e nuca. dedo 5 dir. dedo 1 esq. palma esq. dedo 1 dir. glúteo dir. olho esq.

Figura 3 .Banco de dados utilizado para armazenamento de dados com base na CAT 122 .

067 3...601 185 110 165 205 319 300 23. por motivo.271 898 1.646 34. 28. segundo as Grandes Regiões e UF ..842 1.328 7..258 26.046 53 648 644 328 429 413 4.055 6.538 1. .934 2. 47 2.362 2.. .455 369.1995/97 Região BRASIL Anos 1995 1996 1997 1995 Total 424. . 8 176 131 273 29 38 24 3 41 2.870 306.889 29.775 6.900 5.235 1.883 2. 2 82 263 105 3 24 1 5 42 1 1.. 37 1.211 2.629 41 519 510 235 306 300 3.022 12 27 95 93 5 104 809 75 538 88 28 170 54 61 166 617 211 751 20..066 926 1.318 4..024 20.696 32. ..065 5..407 2..146 403 785 760 95 110 152 1.707 195 646 306 2 103 29 13 1 103 201 167 ..968 5.652 1.005 5.649 492 288 703 46 19 135 16 24 201 135 184 .225 2.Tabela 65 – Nº de acidentes de trabalho registrados.223 153 86 126 176 274 258 20.252 2.953 1.042 1.079 832 989 1.709 4.137 395.700 325.611 25.273 1.590 .941 .988 1.420 Motivo Típico 374..417 Trajeto Doença do T...009 7.463 1.395 102 39 118 9 36 541 211 28 162 22 12 185 75 492 876 252 NORTE 1996 1997 1995 Rondônia 1996 1997 1995 Acre 1996 1997 1995 Amazonas 1996 1997 1995 Roraima (1) 1996 1997 1995 Pará 1996 1997 1995 Amapá 1996 1997 1995 Tocantins 1996 1997 1995 1996 1997 1995 NORDESTE Maranhão 1996 1997 1995 Piauí 1996 1997 1995 Ceará Rio Grande do Norte Paraíba 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 Pernambuco 1996 1997 123 .267 2.087 5.841 5.988 2.155 451 907 924 111 123 177 1.203 20.791 34.328 2.815 1..

3.544 16.018 21.659 5.250 1.245 72.174 3. 32.672 80.282 2.344 22.532 58 1.921 13.673 13.933 1.792 92.253 2.741 10.774 2.908 1.301 845 1.562 5.205 2.743 18.556 13.424 2.149 3.909 13.517 2. 1996 1997 124 .451 4.335 2.309 18.968 26.671 19.204 6.585 16.435 1.561 1..506 47..490 2.851 840 2.664 6.BEAT.840 125 36 266 118 91 116 446 1.336 6.750 2.070 5..028 909 5.813 570 .356 418 709 537 1.881 56.025 11.516 197.592 18.489 140.599 2.987 19.135 2.798 37.119 2.585 5.795 5.687 42.554 595 1.019 44.743 168 43 315 50 49 270 825 191 810 258 562 348 22 194 81 39 131 114 596 679 1.774 31. 1996 1997 1995 Sergipe 1996 1997 1995 Bahia 1996 1997 1995 Sudeste 1996 1997 1995 Minas Gerais 1996 1997 1995 Espírito Santo 1996 1997 1995 Rio de Janeiro 1996 1997 1995 São Paulo 1996 1997 1995 SUL 1996 1997 1995 Paraná 1996 1997 1995 Santa Catarina Rio Grande do Sul CENTROOESTE Mato Grosso do Sul Mato Grosso 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 Goiás 1996 1997 1995 Distrito Federal Fonte:.700 298.006 5.203 .727 .206 239.108 339.861 7.065 11. 39.587 5.263 17.031 1.460 754 2.660 145.638 2.196 535 6.023 1.056 258.464 6.928 23.368 1.813 3.563 14.397 4.1995 2.375 5.134 5.149 34.946 2.470 665 3.398 21.139 6.249 49.548 9.544 21.459 27.172 26.450 620 12..209 2..292 20.171 175.250 230.861 16..846 4.422 1.160 4.954 167.618 1.747 2.455 260..135 4.858 1.422 477 1.635 1.858 22.478 1.295 83.650 13.661 209.786 30.112 7.302 8.257 2.529 2.209 19.500 .828 1.011 912 69 283 76 36 332 128 149 945 297 93 451 411 Alagoas.302 387 531 444 158 4.533 816 22.540 347 2.178 9.009 3. 3.165 35.051 26. INSS.196 24.685 28.218 45..

Auxiliar Fundidor Op.09 0. Func.73 125 . Op.58 84.14 0.23 91.36 9.89 83. Peças Op.28 0.81 90. Prensa Prenseiro Caldeireiro Serralheiro NI Mecânico Torn.19 88.19 0.28 0.25 90.14 0. Marteleiro Prens.17 86.47 79.14 85.59 1.94 86. Serralheria Elet.29 84.52 2.19 0.89 91.23 0.09 0.62 87.25 87. Injetora Superv.09 0. Aux. Peças Laminador Op.56 0.19 0. Produção Prensista Carpinteiro 0.69 89. Mult.28 0.55 92.24 3.29 64. Mecânico Op. Op. Gerais Montador Op. Man.23 0.75 0.19 0.22 1. Almoxarifado Multifunc.98 92.61 91.70 Aux.83 89.66 54. Pintor Vazador Aux.24 45.14 0. Torn.97 78. Insp.81 88.70 91.75 0.56 0.51 68.45 92.67 90. Maq.28 0.03 1. Rebarbeador Op.42 0.42 74.37 88.71 70. de Fabr.09 0.19 0.02 1. Torno Afiador Conferente Aj. Metal.Distribuição dos acidentes segundo a Profissão Profissão Metalúrgico Op.14 0.14 0.92 75.45 83.19 0. Guilhotina Op.89 77.52 0.09 0.41 1. Manutenção Ajudante Torneiro Polidor Aux.95 2.09 85.01 42.09 0.14 0.28 0.23 0.14 0.80 91.64 1.51 91.68 69.14 0.40 86.28 % Acum.09 0.55 89.00 88.26 92.42 91. Mec.14 91. Prod.1 Anexos Profissão Tabela 66 .33 0.14 0.95 91.08 92.17 92.70 88. de Inspeção Marceneiro Prep.28 0.93 80.01 84.66 0.23 82.14 0. Aj. Op.14 0.00 79.17 74.64 10.30 2.09 0. Aux. Macreiro Aux.14 0. Forno Multif.47 0. Eletron.36 92. Op.81 2.09 0. Operação Mestre de Prod. Qualid.40 89. Cel. Prod.71 51.42 85.58 81. Gerais Retificador Matrizeiro Aprendiz Aux.75 71.32 76.14 0. Inspeção Aux.34 59.06 87. Lam. Aux.33 0. Ind.64 92.28 0. Qualid.17 1.36 80.65 63.86 2.67 76.2.19 0. Lubrificador Motorista Tec.44 87.09 0.52 57.09 0. Pintor Fresador Ferramenteiro Forjador Moldador Esmerilhador Meio Oficial Forneiro Ajustador Operador Aux.23 0.09 0.05 91.67 73.73 84.12 89.09 0.56 88.7. Serv.33 91. Aux. Máquina Industriário Soldador Serv.23 0.64 86. 22.38 0. Rebarb.47 0. Usinagem Op. Mec.98 89.84 88. Mecânica Ajustador Mecânico Anal. Forjador % 22.75 0.19 0.94 0. Funilaria Aux.14 0. Marceneiro Repuxador Aj.64 33. Mec.95 2. Empillhadeira Aux.97 90.19 0. Montador Aux. Embalagem Revisor Rev.87 87.76 48.17 83.11 90.29 67.42 0.39 90.98 0.20 81.26 89.09 0.09 0.78 81.90 82.53 90. Almoxarife Aux. De Prod. Poliv.14 0.56 82.75 0.45 77.14 0.09 0.03 0.86 85.73 72. Produção Op.33 0. de Montagem Mec.09 0.52 0.14 0.09 0. Manut.63 61. Furadeira Aferidor Aux.52 0.89 66.28 0. Fundição Eletricista Funileiro Prens.42 0.28 0.48 79. Mont.33 0. Manutenção Mandrilhador Aux.

05 0. de Prensa Aux.42 94. Aplainador Aplic. A Preparador Prep. Veic.05 0.86 96.86 93.05 0.05 0.78 95.05 0.05 0. Prod.05 0. de Serviços Aux.05 0. Esp.05 0.75 97.05 0.55 95. TTO TCO Cof.12 95.36 98. T.05 0.67 96.81 96.84 97.05 0. de Soldador Aux.05 0.05 0.05 0.05 0.05 0.03 95. Calandra Servente Enc.25 96.05 0. Mandriladora Op.59 98. Gabariteiro Escolhedeira Encanador Encaixotador Insp. Aj.61 97.97 96.09 0.76 93.05 0. Op.16 96. Laminação Aux.09 0.48 93. Revolver Suporte Tec.05 97.84 94.05 0. de Secagem Aux. Montagem Prep.02 96. Caldireiro Chefe Expedição Chefe Chapeador Aux.05 0. Estamparia Op. Recebimento Enc. Op. Polidor Aux.80 97.31 95.05 0.42 97.05 0.41 98. Embalagem Aux. Encarregado Sub.05 0.05 0.22 95.61 94.05 0.05 0.98 98. Rev.00 97.05 0.37 97. Corte Impressor Ger.05 0.09 0. De Embarque Aux. Jatista Enc. Rebarb. de Esmeril Contínuo Contr.05 0.34 96.05 0.05 92.14 94.05 0.05 0.05 0.05 0. Prença Op.05 96.09 0. Cargas reb.64 95.11 Aux.05 0.05 0.20 96. Mult.05 0. Resina Apontador Aux.Op.30 96.58 96.50 98.05 0. Usina Op. Rol.91 96.20 93.05 0.89 97. Prod. Aux.05 0.05 0.41 95.62 96.33 97.70 94.05 0.05 0.23 94. Forjaria 0.45 98. Trat.05 0. De Corte Aj.92 93. de Ind. Sub. Especial Op. De CNC Prof.39 93.56 97. Lam.94 97.50 95. de Coz.08 98.05 0.05 0.45 95. Qual.33 94.05 0.09 97.09 0.53 96.52 97. Dobradeira Op.05 0. de Torn. Rebr. Func. Serra Op.05 0. Acabamento Aj.05 0. Ferreiro Aux.05 0. P.08 95.11 93.94 94.05 0.05 0.06 96.05 0. Pantog.95 97.05 0. Pedreiro Alim.05 0.09 0. Mest Aux. de Forjaria Contra Mestre Op. Rebitador Traçador Torn. Estoque Anal.05 0.05 0.09 0.05 0.05 0.09 0.05 0.09 0. CNC Op.09 0.05 0.09 0.75 94.09 0. Jato de Areia Pedreiro Aux.27 98. Anal. Prat. Ling. Ferramenteiro Tec.05 0.05 0. Carimbo Afiador Broca Aj. Acab.09 0. Eletrer.05 0.05 0.48 96.66 97.70 97.73 95. De Zincagem Op.66 94.92 95.23 97.37 94.77 96.09 0.05 0.05 0.26 95. de Matriz Aj.09 0. Forno TTO TCO Op. C.05 0.87 95.05 0. Produção Op.05 0. Engenheiro Op. Ferram.05 0.05 0.05 0. Materiais Op. Tambor Op. Fresadora Op.64 98.05 0. Pesagem 0. 3 Prep.31 98.51 94.83 95.05 0. Retífica Balconista Bobinadeira Chefe Seção Aux. Lixador Op. Aux.19 97. de Depósito Aux.09 0.05 0.69 95.01 93.05 0.39 96.22 98. Linha P.17 98.36 95. de Torno Aux.80 94. Limpesa ATP Op.98 95.89 94. 1 Aux.05 0.59 95. Chefe Prens.69 126 .47 94.05 0.47 97.56 94.72 96.05 0.09 0.28 97. Prod Oxicortador Operário Operador Trainee Op.17 95.83 92.30 93.05 0.05 0.05 0. Eng. Op. Esp.12 98.44 96.05 0.03 98.05 94. Aux.55 98. Galvanop.14 97.05 0.95 94. Metais Rasqueteador Projetista Prog. Op.05 0.05 0. Sup. Jatista Aux. Op. Expedição Aux. Indl.58 93.05 0.05 0.67 93.

34 99.05 0. Mont.05 0. Mec.05 0. 0.81 99.05 0.05 0.06 99. Man. Prod.05 0. Op. Computador Mec. Op. Elet.05 0.05 0.91 99.44 99. Mec.62 99. Of.05 98.05 0.16 99.02 99.72 99. Maq.05 0.77 99.Enc.05 0.39 Mont. Patr.05 0.87 98.53 99.05 0.05 0.58 99.05 0.83 98.05 0.05 0. Soldador Controlador Op. Op.05 0.67 99.05 0.05 0.25 99. Forjaria Enc.95 100. Ferramen. Banca Of.05 0. Eletrotécnico Digitadora Desmoldador Costureira Enc/ Prensa Mec.78 98. Cacho Injetor Mestre de Serral. Montagem Enc.92 98.05 0. Ferram.05 0.00 127 . Mont.30 99.20 99.05 100 99. Hidráulico Mec.11 99. Caldeireiro Maçariqueiro Lider Montagen Lider Expedição Lider Microfusão Total 0.48 99.97 99.05 0.05 0.05 0.86 99.73 98.

0 6.9 3.2 1.3 0.0 100.3 0.1 3.2 5.0 24. Produção Op.0 10.0 100.3 0.4 0.3 0.3 14.8 8.3 36.0 4.1 8.2 7.4 3.3 0.7 2.8 0.5 4.0 100.3 0.5 0.5 2.0 3.3 5.0 22.0 12.6 22.1 4.0 6.2 45.8 7.0 100.5 24.3 3.3 9.1 3.8 13.6 7.0 13.8 21.8 1.0 100.7 35.4 6.4 4.9 1.7 2. % 100.1 3.3 2.7 6.6 0.2 1.7 38.3 33.0 100.1 5.0 6.6 11.3 1.Tabela 67 .6 1.4 9.0 5.6 6.1 3.7 0.1 4.5 25.7 4.8 4.4 1.4 0.5 3.6 4.4 3. Func.8 35.7 2.0 100.4 3.9 1.0 2. Máquina Industriário Soldador Montador Serv.4 1.2 6.8 3.2 62.0 11.4 1.0 100.3 1.0 1.0 36.9 34.2 2.Distribuição dos acidentes segundo o porte por natureza da lesão Natureza do acidente Doença Ocupacional Impacto Sofrido Esforço .5 1.2 18.7 3.5 2.2.0 9.5 2.1 1.6 1.2 8.8 10.7 1.7 4.0 34.1 2.9 38.6 5.Distribuição da Natureza da Lesão Segundo a Profissão Prensagem Doença Ocupacion al Esforço Físico Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Outros Corte Profissão Metalúrgico Op. Man.0 9.5 40.0 100 Micro Pequeno Médio Empresa % % % 18.0 13.5 36.6 2.6 5.2 6.8 100 100 100 NI % 4.5 12.8 38.5 4.2 Anexos Natureza do Acidente Tabela 68 .Físico Prensagem impacto Sofrido Contra Corte Desequilíbrio Queimadura Esmagamento Retesão Queda Torção Objeto na Vista Intoxicação Atrito ou Abrasão Punctuação Choque Elétrico NI Total Grande % 38.8 4.0 9.8 6.7 0.8 5.1 0.6 11. Mult.1 4.9 9.3 12. Aux.6 1.1 4.0 5.9 5. Gerais Op.2 24.9 100 128 .7 4.7 5. Cel.5 9.4 4.0 7.3 0.2 0.4 13.4 39.6 12.4 2.0 3.

67 2.84 0.89 0.38 0.00 129 .73 52.90 91. Quente Escada Equipamento Madeira Motor Tambor e Container Matriz Porta Produto Químico Correia Produto Chave Esmeril Pregos e Parafusos Dipositivo Eletr.28 0.39 5.12 92.09 4. ou Prod.00 % Acum.38 0.41 1.69 100. Corpo Canos.58 2.23 0.31 100.16 4.17 89.75 0.66 0.67 9. 14.67 82.47 0.53 2.14 0.7. De nível Corpo Estranho Peso Subst.14 0.61 0.47 0. Cortante Mov.12 67.83 84.45 62.70 91.28 0.52 0.41 4.19 0.14 0.59 1.52 0. Tampa Móveis Maçarico Empilhadeira Armação Arames e Telas Esteira Óleo Molde Gancho(s) e Gancheira(s) Bobina Fogo Outros NI Total % 14.77 38.23 72.45 1.69 87.56 3.56 91.32 47.95 77.13 55.16 43.98 92.14 8.97 1.69 1.3 Anexos Agente da Lesão Tabela 69 .67 85.59 89.97 90.23 0.52 0.Distribuição dos Acidentes segundo O Agente Causador da Lesão ID 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 Agente da lesão Ruído LER Máquina Ferramenta Peça(s) Chapa Prensa e Torno Obj.82 32.22 95.2.09 3.37 91.23 88.34 90.95 5.54 79.06 1. Caixa(s) Queda c/ ou sem dif.41 3.00 80.42 0.40 81.45 65.75 3.27 0.84 91.08 86.67 23. Barras e Tubos Ferro Serra ou Furadeira Componente de Maq.88 59.42 86.20 87.26 75.70 89.62 90.14 0.27 1.14 91.00 2.72 88.93 83.70 70.29 74.

0 0.0 0.6 0.3 28.5 0.0 3.5 4.6 1.1 8.6 1.4 9.4 2.3 0.0 1.00 8.3 2.1 3.7 4.0 2.7 3.00 Material de Transporte Mecânica Cutelaria Agente da lesão Peça(s) Máquina Ferramenta Mov.4 11.00 6.3 16.4 1.00 4.7 1.3 4.5 6.3 0.7 1. Prensa e Torno LER Queda Obj.0 1.3 0.9 2.0 5.00 Fundição Forjaria 130 .0 1.4 1.0 7.4 2.Tabela 70 .6 0.4 100.2 1.5 3.9 1.7 5.6 3.3 1.8 65.7 3.0 3.0 7.1 4.00 4.3 2.3 4.7 3.9 1.8 2.0 1.3 0.6 6.4 100.8 6. Corpo Chapa Ruído Canos.0 0.00 0.9 20.5 1.7 7.3 5.7 0.3 100.0 9.9 1.9 21.7 13.0 20.1 2.1 100.3 8.5 0.0 0.9 20.0 0. ou Prod.3 1.9 100.5 3.7 6.3 0.7 22.1 29.3 1.7 6.0 4. Cortante Peso Corpo Estranho Caixa(s) Subst.0 0.0 1. Quente Outros % 7.6 4.8 4.1 0.3 0.0 24.1 1.5 0.7 8.4 3.2 100.1 29.0 0.Distribuição dos Agentes de Lesão segundo a atividade econômica Metalúrgica Siderúrgica 0.0 4.1 3.6 10.0 0.0 5.3 0.7 11.2 0.1 0.0 2. Barras e Tubos Ferro Serra e Furadeira Componente de Maq.1 4.0 2.8 4.7 100.4 3.7 0.9 0.1 0.5 1.3 1.9 0.4 3.0 2.6 7.0 6.2 0.0 0.4 2.1 2.2 3.0 9.0 15.

1 5.2 0.1 9.0 0.7.2 0.2 0.Distribuição das Lesões segundo o tipo de lesão CodLes 10 21 4 12 22 17 23 24 8 1 15 18 26 19 5 20 28 7 31 9 6 2 14 16 13 27 32 29 3 11 33 34 30 35 Nome da Lesão Ferimento.0 5.1 0.0 100.4 1.0 0.2 1. Corto.1 0.1 0.1 0.5 0.9 0.6 0.6 0.8 0.7 2.0 0.4 2.6 17.1 0.4 Anexos Tipo de Lesão Tabela 71 .8 2.8 3. de Carpo Dermatose Cisto Sinovial Conjuntivite Fissura Estiramento Muscular Sinovite Síndrome do Impacto do Ombro Bursite Total % 23.1 0.0 4.contuso Hipoacusia Contusão Fratura Tendinite Queimadura Dores Disacusia Entorse Amputação parcial Lombalgia Outros não listados Epicondilite Tenossinovite Corpo estranho Lesão Hérnia Distensão PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído) Escoriação Dermatite Amputação total Lesões Múltiplas Luxação Lesão ligamentar Síndrome Do T.2.7 13.7 0.0 131 .6 1.5 0.6 0.

Barras e Tubos Ruído Componente de Maq. LER em soldagem. Eixo de metal deslizou e caiu. Serra e Furadeira Ruído Armação Máquina Ferro Serra e Furadeira LER Canos. Soltou casca de solda a fazer solda. Queda de barra de ferro ao desmontar galpão. Dores ao fazer dobra em tubo de ferro. Cortando uma peça da chapa Esmerilhando peça. Maq. Retirando saca palha do gabarito. Natureza do acidente impacto Sofrido Contra Esforço . agente de lesão e descrição apresentadas em algumas CATs referentes ao soldador. Bateu no ferro Prensou dedo na serra. NI Torção ao descer escadas. Barras e Tubos Ferro Arames e Telas Ferramenta Mov. Calandrando cano de irrigação. Bateu calcanhar ao pegar peça Pintura de Elevador. bateu nos mesmos. NI 132 . NI Trabalho exposto ao ruído Cortando Cantoneira de Ferro Tubo de Ferro caiu. Trabalhando com Furadeira Perda Auditiva Queda de andaime.Físico Impacto Sofrido Agente da lesão Canos. Corpo Chapa LER Escada Canos.Físico impacto Sofrido Contra Corte Objeto na Vista Impacto Sofrido Impacto Sofrido Prensagem Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Impacto Sofrido Doença Ocupacional Queda Esmagamento impacto Sofrido Contra Prensagem Doença Ocupacional Impacto Sofrido Doença Ocupacional Doença Ocupacional impacto Sofrido Contra Impacto Sofrido Objeto na Vista Esforço .Relação de natureza do Acidente. ligado no chão impactou. NI Peça caiu ao ser virada. cortou-se com tambor de tinta.Físico Impacto Sofrido Queimadura Esforço . Corpo Ruído Ferramenta Ferro LER Máquina Outros Peça(s) Dipositivo Eletr. Fagulha ao esmerilhar Chapa Dores ao montar peça de escapamento do motor Ao virar chapa prensou dedo contra bancada. NI NI Transportando telas que vieram a cair.o Confeccionando peças no torno Ao segurar chapa metálica seu suporte (barra metalica) caiu. Mudando máquina de lugar. Martelou o dedo ao bater numa peça. Barras e Tubos Outros Peça(s) Tambor e Container Corpo Estranho Chapa Máquina Prensa e Torno Canos. Aparelho de solda. Barras e Tubos LER Ruído Prensa e Torno Canos. Barras e Tubos Corpo Estranho Mov.Físico Prensagem Doença Ocupacional Torção Impacto Sofrido NI Impacto Sofrido Impacto Sofrido Desequilíbrio Doença Ocupacional Impacto Sofrido Impacto Sofrido Doença Ocupacional Impacto Sofrido Impacto Sofrido Impacto Sofrido Choque Elétrico Impacto Sofrido Esforço . NI Perda Auditiva Passando lixadeira na retroesc. Perda Auditiva Prensou dedo num eixo. Peça(s) Máquina Canos. contundiu-se NI Alteração Osteomusculares Atingido com estourou disco policorte Transportando serpentina que veio a cair. Barras e Tubos Móveis Descrição Ao manusear tubos. ou Prod. Caiu tubo de ferro.7. Barras e Tubos Ferramenta Canos.3 Anexos Capítulo 5 Tabela 72 .

Corpo Serra e Furadeira Obj. NI Colacando pino no eixo com auxílio de martelo. Ao montar longarina. caiu barra de ferro . Corpo Mov. Quente Ruído Ferramenta Chapa Serra e Furadeira Máquina Chapa Mov. Cortou-se com chapa. Perda Auditiva Soldando um tubo em recepiente contendo óleo. Ao deslocar cavalete Inclinou uma barra de ferro que veio a atingi. Cortando Ripa na Serra. houve uma explosão devido a formação degases Marterlou-se ao puncionar polias. Corpo Máquina Madeira Ferro Corpo Estranho Prensa e Torno Solda. Furando Cantoneira Lixou-se na lixa disco Cortou-se com chapa Resbalou ao empilhar caixas. Barras e Tubos Peça(s) Ferramenta Mov. Caiu pingo de solda ao soldar uma peça. Gaveta de aço caiu ao ser aberta. Barras e Tubos Canos.o Chapeando Radiador.Fita Cortando viga de ferro. Levantando Peça Calandrando uma peça.Queimadura Impacto Sofrido Impacto Sofrido Queimadura Doença Ocupacional Queimadura Impacto Sofrido Impacto Sofrido Doença Ocupacional Impacto Sofrido Corte Impacto Sofrido Impacto Sofrido Corte Desequilíbrio Desequilíbrio Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Impacto Sofrido Impacto Sofrido NI Impacto Sofrido Torção Prensagem Impacto Sofrido Impacto Sofrido Objeto na Vista Esmagamento Fogo Móveis Serra e Furadeira Maçarico Ruído Produto Químico Ferramenta Subst. a mesma saltou impactando. Ao virar peça para solda. Atingido pela broca. chocou-se contra hélice ventilador. 133 . Cortante Canos. machucou-se. Furando uma bucha com furadeira. Faisca ao soldar peça Ajustando matriz na Prensa.lo Ao manusear prateleira. Luva queimou. Escorregou na tinta fresca NI Ao limpar bancada.

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