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Cálcio e Magnésio

Anna Christina Castilho Nutricionista Clínica e Esportiva do Instituto de Metabolismo e Nutrição (IMeN) Especialista em Nutrição Clínica Especialista em Fisiologia Do Exercício – UNIFESP/EPM

Daniel Magnoni Médico Cardiologista e Nutrólogo Diretor do Instituto de Metabolismo e Nutrição (IMeN)

Celso Cukier Médico Cirurgião do Aparelho Digestório e Nutrólogo Diretor do Instituto de Metabolismo e Nutrição (IMeN)

SUMÁRIO

Resumo

3

Introdução

4

Cálcio

4

Magnésio

13

Biodisponibilidade

18

Cálcio versus Ferro

18

Cálcio versus Zinco

19

Cálcio versus Fósforo

20

Considerações Finais

20

Referências Bibliográficas

21

Resumo

O equilíbrio nutricional é indispensável para manter todos os processos biológicos. O Cálcio, o Magnésio e a Vitamina D são elementos fundamentais ao organismo, que devem ser considerados e ingeridos em quantidades adequadas a fim de impedir doenças conseqüentes de suas deficiências. O suprimento adequado de cálcio está diretamente relacionado à formação óssea, principalmente durante a infância e adolescência, sendo um dos fatores que auxiliam a maximização da massa óssea, contribuindo para a prevenção de riscos de desenvolvimento de osteoporose e de fraturas na vida adulta e terceira idade Se as quantidades adequadas de cálcio não estão sendo fornecidas pela dieta, o cálcio será mobilizado dos ossos para a corrente sanguínea, reduzindo assim, seu conteúdo nos ossos e aumentando a fragilidade deles. Desta forma, a terapia medicamentosa, otimizando a absorção e aumentando o fornecimento via trato digestório, deve ser instituída. Diversos estudos mostram que a otimização da massa óssea ocorre na infância e adolescência. No adulto a massa óssea permanece constante, porém a partir dos 40 anos de idade, em ambos os sexos, há uma perda progressiva de 0.5% a 1% ao ano, e esta perda é aumentada em mulheres após menopausa. Admite-se, que menos de 25% da população adulta apresente consumo adequado de cálcio. A maioria das mulheres recebe menos de 500mg de cálcio através da dieta, quantidade esta abaixo das recomendações nutricionais de 1-1,5g para mulheres na pré e pós- menopausa. Adultos com mais de 70 anos de idade tendem a diminuir a atividade física, a ingestão alimentar e a exposição a luz solar e nestes casos para se obter a quantidade de cálcio ideal é necessária a utilização de suplementos, em doses não maiores que 500mg, O magnésio é um mineral que apresenta também um papel fundamental em várias reações biológicas. É ativador de sistemas enzimáticos que controlam o metabolismo de carboidratos, lipídeos, proteínas e eletrólitos; influencia a integridade e transporte da membrana celular; media as contrações musculares e transmissões de impulsos nervosos. Acredita-se que o fornecimento de quantidades adequadas de magnésio seja importante para o funcionamento do sistema imune, uma vez que ele é necessário para a realização de inúmeros processos metabólicos de fundamental importância para todas as células do nosso organismo incluindo as células imunes.

Introdução O equilíbrio nutricional é indispensável para manter todos os processos biológicos. O Cálcio, o
Introdução O equilíbrio nutricional é indispensável para manter todos os processos biológicos. O Cálcio, o

Introdução

O equilíbrio nutricional é indispensável para manter todos os processos biológicos.

O Cálcio, o Magnésio e a Vitamina D e outros micronutrientes são elementos fundamentais ao organismo, que devem ser considerados e ingeridos em quantidades adequadas a fim de impedir doenças conseqüentes de suas deficiências. O metabolismo dos minerais não pode ser considerado de maneira isolada. Fatores fisiológicos e nutricionais podem interferir na absorção, no transporte e no armazenamento, com subseqüente aumento da suscetibilidade à deficiência ou toxidade.

Cálcio

O Cálcio é um mineral fundamental presente no corpo humano, envolvido em importantes e diversos processos metabólicos; de coagulação sanguínea, excitabilidade muscular e transmissão dos impulsos nervosos, contração muscular, ativação enzimática e

secreção hormonal, tendo como característica principal a mineralização de ossos e dentes.

O suprimento adequado de cálcio está diretamente relacionado à formação do osso,

principalmente durante a infância e adolescência, sendo um dos fatores que auxiliam a maximização da massa óssea, contribuindo para a prevenção de riscos de desenvolvimento de osteoporose e de fraturas na vida adulta e terceira idade (1,2,3). Se as quantidades adequadas de cálcio não estão sendo fornecidas pela dieta, o cálcio será mobilizado dos

ossos para a corrente sanguínea, reduzindo assim, seu conteúdo nos ossos e aumentando a fragilidade deles.

O cálcio nos ossos deve estar em equilíbrio com o cálcio no sangue; a regulação do

cálcio plasmático é controlada por um complexo sistema fisiológico hormonal envolvendo o hormônio da glândula paratireóide (PTH), ou hormônios como o calcitriol (forma

biologicamente ativa da vitamina D), e a calcitonina, agindo nos rins, ossos e intestino, diminuindo ou aumentando a entrada de cálcio no meio extracelular (4).

A forma biologicamente da vitamina D, a calcitriol, se forma no rim a partir do

calcidiol, o qual estimula a reabsorção óssea e a absorção intestinal do cálcio, conduzindo a um incremento da concentração do cálcio sérico. No entanto, o aumento da concentração de

cálcio sérico freia a produção do hormônio paratireóide e a síntese de calcitriol, produzindo maior excreção urinária de cálcio. A deficiência de vitamina D em idosos pode não ser puramente decorrente de um aporte insuficiente, mas da diminuição da síntese renal de calcitriol, apontada como causadora de menor proteína ligante de cálcio na estrutura óssea, provocando excessiva perda urinária de cálcio. No idoso fica patente a diminuição dos níveis de calcitriol no plasma e nestes casos, deve ser suplementado em níveis seguros e que não acarretem hipervitaminose. O aumento na ingestão de cálcio pode compensar o impacto negativo da proteína dietética na excreção urinária, promovendo um efeito favorável no esqueleto dos idosos (5). O tecido ósseo está constantemente sendo reformulado por células especializadas, de acordo com as necessidades do organismo e também de estresses mecânicos sobre os ossos. Mas em algumas situações pode ocorrer um equilíbrio negativo de cálcio, e a retirada pode exceder os depósitos, como por exemplo, em casos de imobilização dos ossos e em doenças como a osteoporose (6). Uma dieta rica em cálcio, vitamina D, a prática de exercícios físicos, o uso adequado da terapêutica de reposição hormonal e eliminação de fatores de risco como fumo e uso de corticóides são considerados importantes no combate da doença.

I. Absorção e Excreção:

O mecanismo de absorção do cálcio é complexo, envolvendo vários fatores como:

vitamina D, ATPase, fosfatase alcalina intestinal, fatores que aumentam ou diminuem sua

solubilidade, proteína ligadora de cálcio no enterócito (clabindin), proteína ligadora de cálcio no plasma e outros (2).

A quantidade de cálcio absorvida é determinada pela ingesta e pela capacidade de

absorção intestinal. Se a ingesta é baixa, a absorção é alta, enquanto na ingesta alta a absorção é menor. Sua absorção é dependente do pH ácido, ocorre de 20 a 40% pela

ingestão oral, principalmente no duodeno e jejuno, por processo ativo, dependente da presença da vitamina D e da proteína de ligação do cálcio (1,7,8). Está presente na circulação, preferencialmente em sua forma iônica (50 a 65%) ou ligado à albumina (9). Podemos considerar três fatores neste processo:

Primeira etapa: intraluminal

Nesta etapa há interferência de fatores na luz intestinal, aumentando ou diminuindo sua absorção.

pH – O cálcio é solúvel em meio ácido, sendo que em pH alcalino precipita. Este mineral,

para manter-se em suspensão no conteúdo intestinal, está preso a ligandinas (grupo carboxil ou grupos amino de proteínas e grupos quelados em cofatores ou enzimas). As ligandinas, que têm duas cargas, ligam-se ao cálcio. A secreção normal gástrica (pH 1 a 2) é suficiente para liberar o mineral da ligandina em troca do H+. Assim, o cálcio está pronto para ser absorvido, servindo a ligandina para impedir sua precipitação. Em meio alcalino aumenta a ligação cálcio-fosfato, formando fosfato de cálcio, que é insolúvel e eliminado pelas fezes. No delgado, à medida que o pH aumenta em direção ao íleo, eleva-se a concentração do fosfato intestinal, havendo precipitação do cálcio e deficiência da absorção. Dessa maneira, sua maior absorção é ao nível de duodeno e jejuno proximal.

Aminoácidos – A lisina e a arginina aumentam a absorção de cálcio.

Gorduras – Triglicerídeos de cadeia longa, encontrados na manteiga, carnes gordas, leite

integral, óleos e gorduras, quando presentes em quantidades normais na dieta, diminuem o trânsito intestinal, aumentando a absorção do cálcio. Já gorduras em excesso, não digeridas, como nos casos de pancreatite ou doenças disabsortivas intestinais, levam a precipitação do cálcio por formação de sais insolúveis (estearato de cálcio). Nestes casos também há perda de vitamina D, que, sendo lipossolúvel, não é mantida em suspensão.

Ácido fítico, ácido oxálico, celulose, alginatos, álcool,antiácidos, bloqueadores da secreção ácida, colestiramina etetraciclin – Diminuem a absorção do cálcio por redução da solubilidade, quer por alteração do pH, quer por formação de sais insolúveis como fitato e oxalato de cálcio. O ácido fítico é encontrado na casca de cereais, mais na aveia e soja, e se combina com o cálcio, formando fitato de cálcio. O ácido oxálico é encontrado no chocolate, na pimenta, em nozes, em alguns vegetais como folhas de beterraba, acelga,

espinafre, cenoura, cebola verde, batata doce, algumas frutas como morango, laranja, figo e bebidas como chá. Combina-se com o cálcio formando oxalato de cálcio.

Motilidade digestiva, secreção, digestão e absorção – Cirurgias que alteram esta

fisiologia (gastrectomias, principalmente total e BII), distúrbios pancreáticos, hepáticos, biliares, intestinais (doença celíaca, doença de Crohn) vão levar a alterações na absorção.

Gastrite, incluindo as induzidas por Helicobacter pylori, levam a hipocloridria, com

conseqüente aumento da flora aeróbica e anaeróbica na porção alta do tubo digestivo e redução da absorção do cálcio e vitamina D. As bactérias anaeróbicas desconjugam sais biliares levando a deficiência de solubilização de vitamina D.

Condições de hipoproteinemia – Causam problemas de absorção por edema de mucosa e deficiência de proteínas de transporte.

Insuficiência renal – Leva a menor hidroxilação da vitamina D, com conseqüente diminuição da absorção de cálcio.

Segunda etapa: intracelular

A absorção do cálcio intestinal ocorre 50% por mecanismos transcelulares e 50%

por transferência passiva através do espaço intercelular. O transporte passivo intercelular ocorre entre as células do epitélio absortivo, é dependente de alta concentração do cálcio intraluminal e independente de vitamina D. O transporte transcelular de cálcio ocorre do lume intestinal em direção ao capilar sanguíneo, por processo ativo e por diferença de potencial eletroquímico.

Terceira etapa: plasmática

O cálcio circulante apresenta–se ligado a proteína em 45 a 50%, sendo que 80%

liga-se a albumina e 20% a globulina. Outros 45 a 50% circulam em forma iônica e 8% estão complexados ao citrato, fosfato e sulfato. A albumina apresenta em sua molécula mais ou menos 12 sítios de ligação para o cálcio, nem sempre todos ocupados, porque,

dependem de vários fatores como, por exemplo, o pH. A variação na concentração de albumina sérica não interfere no cálcio iônico. Assim, em diversas doenças crônicas há substancial redução de albumina sérica, o que pode diminuir a concentração total de cálcio circulante. Já as alterações do pH modificam as concentrações de cálcio iônico. Na acidose aumenta a concentração do íon, por haver diminuição da ligação cálcio-albumina, enquanto que na alcalose aumenta esta ligação, com conseqüente diminuição de cálcio iônico, que é fisiologicamente ativo. Assim, em um pH de 7,4 cada g/dl de albumina liga 0,8g/dl de cálcio. Essa simples relação pode ser usada para “corrigir” mentalmente o cálcio sérico total quando a

concentração de albumina for anormal. Na circulação há três tipos de cálcio: cálcio ligado à albumina; cálcio complexado a citrato, sulfato ou fosfato e cálcio iônico.

O cálcio iônico é fisiologicamente ativo e conforme as necessidades orgânicas,

passa para as células dos tecidos excitáveis e ao tecido ósseo (2).

O organismo preserva o cálcio plasmático, assim, cerca de 90% é reabsorvido nos

túbulos proximais, nas alças de Henle e na porção inicial dos túbulos distais. Quando baixa,

esta reabsorção é grande, de modo que quase nenhum cálcio é perdido na urina. Por outro lado, mesmo um aumento diminuto na concentração de íon cálcio no sangue acima do normal aumenta acentuadamente a excreção de cálcio (10).

A excreção diária de cálcio é principalmente urinária (150-250mg) e fecal (100-

150mg ), havendo menores perdas pelo suor (15mg), bile, suco pancreático e saliva (menor que 1%) (1,9).

Figura I- Metabolismo do Cálcio

(menor que 1%) (1,9). Figura I- Metabolismo do Cálcio Fonte: Wiiliams S.R. Fundamentos de Nutrição e

Fonte: Wiiliams S.R. Fundamentos de Nutrição e Dietoterapia, cap 8, p.149. (6)

II.

Necessidades e Recomendações:

Diversos estudos mostram que a otimização da massa óssea ocorre na infância e adolescência. No adulto a massa óssea permanece constante, porém a partir dos 40 anos de idade, em ambos os sexos, há uma perda progressiva de 0.5% a 1% ao ano, e esta perda é aumentada em mulheres após menopausa (11). Admite-se, que menos de 25% da população adulta apresente consumo adequado de cálcio. A maioria das mulheres recebe menos de 500mg de cálcio através da dieta, quantidade esta abaixo das recomendações nutricionais de 1-1,5g para mulheres na pré e pós-menopausa (12). Adultos com mais de 70 anos de idade tendem a diminuir a atividade física, a

ingestão alimentar e a exposição a luz solar e nestes casos para se obter a quantidade de cálcio ideal é necessária a utilização de suplementos, em doses não maiores que 500mg, tomados coma s refeições (carbonato de cálcio ou fosfato), ou com o estômago vazio (citrato de cálcio) (13).

A gestação produz grande alteração no metabolismo do cálcio por meio de uma

complexa inter relação de mecanismos hormonais resultando em diminuição progressiva de cálcio total circulante. Existe uma tendência à hipocalcemia durante a gravidez em decorrência do transporte de cálcio para o feto através da placenta. Reduzida ingestão de cálcio durante a gravidez pode resultar em perda de substância óssea na mãe e formação

inadequada de ossos e dentes no feto. Existe relação inversa de cálcio e pressão arterial. Sua deficiência pode colaborar com a etiologia da eclâmpsia.

A secreção de cálcio para o leite materno dobra a perda diária de cálcio. Caso não

seja incluído cálcio adicional, as mulheres que amamentam por 6 meses ou mais podem ter suas reservas de cálcio reduzidas (9). As atuais recomendações de ingestão diária de cálcio sofreram alterações em relação à RDA, conforme mostra a Tabela 1.

Tabela 1 – Recomendação Nutricional para cálcio – DRI (Dietary Reference Intake)

Faixa Etária

Cálcio (mg)

0-6 meses

210

7-12 meses

270

1-3 anos

500

4-8 anos

800

9-13 anos

M: 1300

F: 1300

14-18 anos

M: 1300

F: 1300

19-30 anos

M: 1000

F: 1000

31-50 anos 51-70 anos > 70 anos

M: 1000

F: 1000

M: 1200

F: 1200

M: 1200

F: 1200

Gravidez

 

18 anos

1300

19-30 anos

1000

31-50 anos

1000

Lactação

 

18 anos

1300

19-30 anos

1300

31-50 anos

1300

Fonte: Food and Nutrition Board, Institute of Medicine, National Academy Press, Washington, DC,

1997(14).

III. Fontes Alimentares:

Leites e derivados são considerados os alimentos mais ricos em cálcio (9). O cálcio nos queijos está prontalmente disponível, mesmo contendo grandes quantidades de ácidos graxos de cadeia longa e pouca lactose. O leite não possui nenhuma substância que inibe a absorção de cálcio no intestino, como oxalatos, fitatos ou polifenóis (15). O cálcio é muito pouco solúvel em água. A forma em que é ingerido e o seu grau de solubilidade no conteúdo intestinal afetam sua absorção. De 60 a 75% do cálcio ingerido diariamente é o contido no leite e/ou derivados. Como o pH do leite é alcalino, o cálcio se mantém em suspensão pela formação de caseinato de cálcio, citrato de cálcio e complexado

de lactose. A lactose é um dissacarídeo formado por glicose e galactose que sofre ação da lactase, desdobrando-se nestes monossacarídeos e liberando o cálcio. Observando-se que nos leites com redução do conteúdo de lactose também há redução da quantidade de cálcio, deduz- se que a presença da lactose é importante para a manutenção do cálcio no leite (2).

Vegetais (brócolis, couve, couve-flor, repolho) e feijões também possuem cálcio, porém sua biodisponibilidade é menor. A soja é rica tanto em oxalato como em fitato, porém, após passar pelo processo de industrialização, os produtos derivados de soja têm alta biodisponibilidade de cálcio (16,17).

Tabela 2 – Conteúdo de cálcio nos alimentos

Alimento

Medida aproximada

Miligramas de cálcio

Amendoim assado com pele Perú assado Peixe frito Lombo de porco frito Leite desnatado Leite integral Frango frito Perna de carneiro grelhada Carne moída cozida Ostras cruas Queijo cheddar Ervilha cozida Ovo Flocos de trigo Pipoca doce Espinafre cozido Pão branco enriquecido

2/3 xícara

69

90g

7

 

140g

20

60g

7

1 copo 250ml

296

1 copo 250ml

288

 

100g

12

90g

9

90g

10

6

unidades

81

30g

213

2/3 xícara

25

1 grande

51

1 xícara

12

2/3 xícara

4

½ xícara

89

1

fatia

21

Fonte: Agriculture Handbook Number 456. U.S. Depto. Of Agriculture, Washington, D.C.1975(18)

IV. Deficiências:

Não é fácil a identificação clínica de deficiência de minerais nos ossos de crianças, a menos que estas sofram alguma fratura grave. A doença mais comum associada com deficiência mineral óssea em crianças é o raquitismo, causado por deficiência de vitamina D (19). As doses recomendadas de vitamina D são difíceis de serem obtidas na alimentação normal, pela pequena quantidade contida nos alimentos, a não ser naqueles enriquecidos com esta vitamina.

Tabela 3 – Fontes naturais de vitamina D

Peixes: salmão. Óleo de fígado de bacalhau, arenque, atum, lambari. Óleos de certas espécies de cação Alimentos enriquecidos: pão, cereais, leite.

Fonte: GRUDTNER V.S.; WEINGRILL P.; FERNANDES A.L

metabolismo do cálcio e vitamina D. Rev Bras Reumatol 1997 Mai/Jun; 37(3): 143-151. (2)

Aspectos

na

absorção

no

A deficiência de cálcio pode estar presente em algumas situações clínicas como diabetes, síndrome do intestino curto, bypass jejunoileal, gastrectomias, doença hepática ou renal e hipertireoidismo. Pode também ocorrer na deficiência de vitamina D, na terapia com diuréticos, na menopausa e na ingestão de álcool por diminuição da absorção (1).

IV. Sinais e Sintomas Clínicos:

No caso de deficiência: convulsões, diarréia, perda de peso, dores ósseas, fraturas, raquitismo, osteoporose, edema papilar. No caso de toxicidade: letargia, sonolência, coma, anorexia, incoordenação motora, sede, náuseas, vômitos, paladar amargo, constipação, poliúria, bradicardia, hipotenção, fraqueza muscular, pruridos e diminuição da função renal (1).

Magnésio

O magnésio é um mineral do meio intracelular que apresenta também um papel

fundamental em várias reações biológicas. É ativador de sistemas enzimáticos que controlam o metabolismo de carboidratos, lipídeos, proteínas e eletrólitos; influencia a

integridade e transporte da membrana celular; media as contrações musculares e transmissões de impulsos nervosos e é Co-fator da fosforilação oxidativa (9).

O magnésio é indispensável a fixação de cálcio nos ossos, podendo causar ou

agravar quadros de osteopenia e osteoporose no adulto e dificultar a calcificação correta

dos ossos na infância e adolescência.

O magnésio pode atuar de duas maneiras:

1. Ligando-se ao substrato originando um complexo com o qual a enzima interage;

2. Une-se diretamente à enzima modificando sua estrutura com ou sem função catalítica (20).

Exemplo de enzimas ou vias metabólicas nas quais o magnésio atua encontra-se abaixo (20):

Hexocinase e outras enzimas necessárias para o ciclo glicolítico Três ou quatro enzimas fundamentais na gliconeogênese Síntese de ácido graxos e proteínas Ativação de aminoácidos via RNA e DNA polimerases Reação de transcetolase que envolve a tiamina Transferência de CO 2 para biotina

Formação de adenosina monofosfato cíclico (c-AMP) que estimula a secreção de paratormônio (PTH)

I. Absorção e Excreção:

Sua absorção ocorre de 30 a 50% na ingestão oral, na porção jejunoileal do intestino delgado. Circula ligado à albumina e é armazenado nos ossos (60 a 65%), músculos (26%) e o restante em tecidos moles e líquidos corporais (6 a 8%). Reabsorvido de forma ativa no néfron e passiva no túbulo proximal. Ocorre excreção urinária (1,4mg/Kg/dia) e fecal (0,5mg/Kg/dia). Os rins conservam o magnésio de forma eficiente, em particular quando sua ingestão está baixa (20). Os efeitos do magnésio podem ser mediados através de sua ação como um antagonista de cálcio ou por ser cofator de sistemas enzimáticos que envolvem o fluxo de sódio e potássio através da membrana celular (21,22). Como resultado, ocorre o relaxamento do músculo liso, a inibição da transmissão neuromuscular colinérgica e a estabilização dos mastócitos. No entanto, ainda é incerto quando a administração de magnésio serve simplesmente para corrigir um estado de deficiência ou quando é utilizada a fim de obter-se um efeito farmacológico específico (22).

II. Necessidades e Recomendação:

As quantidades recomendadas de magnésio em pessoas saudáveis encontram-se na tabela 4. Não existem recomendações especiais para doenças específicas, porém em pacientes que apresentam uma ou mais das condições que aumentam as perdas de magnésio, recomenda-se um acompanhamento sistemático dos níveis sanguíneos, suplementando sempre que necessário.

Tabela 4 – Recomendação Nutricional para magnésio – DRI (Dietary Reference Intake)

Faixa Etária

Magnésio (mg/dia)

0-6 meses

30

7-12 meses

75

1-3 anos

80

4-8 anos

130

9-13 anos

M: 240

F: 240

14-18 anos

M: 410

F: 360

19-30 anos

M: 400

F: 310

31-50 anos 51-70 anos > 70 anos

M: 420

F: 320

M: 420

F: 320

M: 420

F: 320

Gravidez 18 anos Gravidez 19-30 anos Gravidez 31-50 anos Lactação 18 anos Lactação 19-30 anos Lactação 31-50 anos

400

350

360

360

310

320

Fonte: Dietary Reference Intakes Table, Food and Nutrition Board, National Academy of Sciences,

2002 (23).

Acredita-se que o fornecimento de quantidades adequadas de magnésio seja importante para o funcionamento do sistema imune, uma vez que ele é necessário para a realização de inúmeros processos metabólicos de fundamental importância para todas as células do nosso organismo incluindo as células imunes.

III. Fontes Alimentares:

Vegetais folhosos verde-escuros e legumes, frutas (caju, banana, figo e maça), mel, cereais integrais, nozes, amendoim e leite.

Tabela 5 – Teor de magnésio em alguns alimentos (100g):

Grão de bico Gérmen de trigo Grão de soja Farinha de soja Avelã Amêndoa Grão de trigo Milho Nozes Cevada Figo Lentilha Espinafre Tâmara Carne de porco Carne de coelho

560

346

245

220

205

205

205

157

130

96

96

90

64

65

50

40

Fonte: Tabela e Composição Química dos Alimentos, Guilherme Franco, Ed. Atheneu, 1999 (24).

IV. Deficiências:

A deficiência de magnésio pode ocorrer devido a dietas pobres neste mineral ou

devido a outros fatores como alterações da absorção, quadros de stress, exposição a tóxicos (no caso alumínio, chumbo e níquel), deficiência de vitamina B6 ou de boro, ingestão alcoólica, tabagismo e a diversas alterações endócrinas (diabetes, alterações da tireóide e das paratireóides). Tendo em vista as inúmeras funções do magnésio, sua deficiência pode

levar a sérias alterações bioquímicas e sintomáticas (25). Em 1934 foi publicada a primeira descrição de depleção do magnésio em seres humanos.

A deficiência de magnésio pode estar presente em algumas condições patológicas,

incluindo doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes e enxaqueca; não sendo uma

condição rara em pacientes com enfermidades agudas ou crônicas (1, 20,27):

Doenças gastrointestinais: Doença intestinal inflamatória, doença celíaca, fístulas

intestinais, infecções gastrointestinais, síndrome do intestino curto, vômitos, diarréia, pancreatite e outras. Distúrbios endócrinos: hipertireoidismo, diabetes melito, hiperparatireoidismo com hipercalemia, hiperaldosterismo.

Distúrbios endócrinos: hipertireoidismo, di abetes melito, hiperparatireoidismo com hipercalemia, hiperaldosterismo.

Disfunção renal com perdas urinárias excessivas. Estados hipercatabólicos: traumas, queimaduras. Algumas medicações: cisplatina, antibióticos, nefrotóxicos, diuréticos. Desnutrição protéico-calórica. Nutrição parenteral prolongada. Pós-cirurgia ou transplantes cardíacos. Hipertermia. Uso abusivo de álcool. Exercício físico prologado (Mg sérico). Disfunções Neuromusculares.

Hipertermia. Uso abusivo de álcool. Exercício físico prologado ( ↓ Mg sérico). Disfunções Neuromusculares.
Hipertermia. Uso abusivo de álcool. Exercício físico prologado ( ↓ Mg sérico). Disfunções Neuromusculares.
Hipertermia. Uso abusivo de álcool. Exercício físico prologado ( ↓ Mg sérico). Disfunções Neuromusculares.
Hipertermia. Uso abusivo de álcool. Exercício físico prologado ( ↓ Mg sérico). Disfunções Neuromusculares.
Hipertermia. Uso abusivo de álcool. Exercício físico prologado ( ↓ Mg sérico). Disfunções Neuromusculares.
Hipertermia. Uso abusivo de álcool. Exercício físico prologado ( ↓ Mg sérico). Disfunções Neuromusculares.
Hipertermia. Uso abusivo de álcool. Exercício físico prologado ( ↓ Mg sérico). Disfunções Neuromusculares.
Hipertermia. Uso abusivo de álcool. Exercício físico prologado ( ↓ Mg sérico). Disfunções Neuromusculares.

As causas da deficiência de magnésio podem ser classificadas em primária e secundária, onde o consumo insuficiente, a ingestão de açúcar e gordura em excesso, a desnutrição protéico-calórica e a nutrição parenteral deficiente em magnésio, fazem parte da deficiência primária. Em contrapartida o alcoolismo, a absorção diminuída, diarréia ou abuso de laxantes, síndrome de má absorção, vômitos, excreção renal aumentada, doença tubular, glomerulonefrite, desordens metabólicas e endócrinas, medicamentos, gravidez, estresse físico e mental, compreendem as causas de deficiência secundária de magnésio.

V. Sinais e Sintomas Clínicos:

No caso de deficiência: tremor, espasmo muscular, movimentos atetóicos, alterações na personalidade, confusão mental, convulsões, coma, anorexia, náuseas, vômitos, alterações no eletrocardiograma (ECG), taquicardia e outras formas de arritmia, dores ósseas, fraturas, raquitismo, osteoporose, edema papilar (20).

No caso de toxicidade: letargia, sonolência, coma, anorexia, incoordenação motora, sede, náuseas, vômitos, paladar amargo, constipação, poliúria, bradicardia, hipotenção, fraqueza muscular, pruridos e diminuição da função renal (1).

Biodisponibilidade

Um dos fatores que interferem na biodisponibilidade dos minerais diz respeito às interações que ocorrem entre os mesmos (28,29). De acordo com Couzi et al.(30), as interações entre minerais podem ocorrer de forma direta ou indireta. As interações diretas são geralmente fenômenos competitivos que ocorrem durante a absorção intestinal ou utilização tecidual, enquanto que as indiretas ocorrem quando um mineral está envolvido no metabolismo do outro, de modo que a deficiência de um acarreta num prejuízo de função do outro. Algumas interações parecem estar bem estabelecidas e, sob algumas circunstâncias, podem ter implicações profundas na saúde humana (30).

Um potencial efeito adverso do Cálcio quando oferecido com a alimentação é a diminuição na absorção de minerais traços (31). Ingestões elevadas de cálcio podem conduzir a uma diminuição na absorção de ferro (31,32,33), fósforo (34,35,36) e zinco

(36,37).

Cálcio versus ferro

Os efeitos da suplementação de cálcio sobre a absorção do ferro não heme têm sido documentados em alguns estudos. Dawnson-Hughes et al (31) verificaram os efeitos da suplementação de 500mg de cálcio elementar (carbonato de cálcio e hidroxiapatita) sobre a absorção de 3,6mg de ferro não-heme em mulheres pós-menopausa. Os mesmos observaram uma redução de 50% a 60% na absorção do ferro de uma refeição (café da manhã) marcada extrinsecamente com 59Fe, contendo também 227mg de cálcio.

Da mesma forma, Cook et al. (32) observaram uma redução na absorção do ferro não- heme de uma refeição com hambúrguer quando feita a suplementação de 600mg de cálcio na forma de citrato de cálcio ou fosfato de cálcio.

A suplementação com diferentes doses de cálcio foi estudada por Hallberg et al (33) em adultos. Utilizaram uma refeição teste marcada com 55Fe e 59Fe. As diferentes quantidades de cálcio na forma de cloridrato de cálcio (40, 75, 165, 300 e 600mg) foram adicionadas em duas diferentes séries: no preparo da refeição, antes ou após o cozimento. Segundo os autores, acima de 300mg, a inibição era diretamente relacionada a dose. Apesar da adição do cálcio antes do cozimento ter reduzido a fermentação do fitato, o que poderia ter interferido na absorção do ferro, sua absorção também foi significativamente diminuída quando o cálcio foi adicionado na refeição pronta, que continha pequena quantidade de fitato. No mesmo estudo, os autores observaram que a absorção do ferro heme em uma refeição com hambúrguer foi marcadamente diminuída com 165mg de cálcio, sugerindo que o efeito do cálcio estaria relacionado a uma transferência de ferro na mucosa. Estes dados atentam para a importância de não se oferecer os suplementos de cálcio juntamente com as refeições que contenham ferro.

Apesar da maioria dos estudos ter evidenciado o potencial do cálcio em reduzir a absorção do ferro, Fairweather-Tait (38) relata que suplementos de cálcio parecem não reduzir os estoques de ferro corporal, medidos pela concentração de ferritina plasmática.

Cálcio versus zinco

A interação entre cálcio e zinco tem mostrado resultados controversos. Dawnson-Hughes et al. (31) avaliaram o efeito da ingestão de grandes quantidades de cálcio sobre a absorção do zinco em mulheres pós-menopausa. O balanço de zinco foi significativamente reduzido durante o tratamento com altas doses de cálcio. Num segundo estudo, a ingestão de 600mg de cálcio junto com a refeição diminuiu a absorção de zinco em 50%, concluindo que a dietas com altos teores de cálcio parecem aumentar as necessidades de zinco em adultos.

Mulheres durante a fase de lactação que receberam suplementos de cálcio (1000mg por dia) apresentaram concentrações plasmáticas de zinco similares às de mulheres que não receberam suplementação, sugerindo que o seu uso a longo prazo parece não ter efeito sobre o estado de zinco (39).

Cozzolino (28) relata que a interação entre cálcio e zinco é mais pronunciada na presença de fitato. Na presença de cálcio, o complexo cálcio: fitato/zinco pode afetar adversamente o balanço de zinco em humanos, ocasionando problemas em dietas vegetarianas.

Cálcio versus fósforo

O fósforo está intimamente associado ao cálcio na nutrição humana. Desta forma, os fatores que favorecem ou dificultam a absorção do fósforo são praticamente os mesmos do cálcio. Para ajudar a manter o equilíbrio normal sérico cálcio-fósforo, suas quantidades na dieta devem ser equilibradas em 1:1. Entretanto, suplementos de cálcio ou mesmo elevadas ingestões de cálcio podem comprometer este equilíbrio e alterar a absorção do fósforo (6).

Consideração final

Apesar dos estudos apresentarem resultados controversos, o uso de suplementos de minerais ou de alimentos fortificados deve levar em consideração possíveis interações entre minerais. É necessária a realização de novos estudos que venham a elucidar a questão das interações entre minerais.

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