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Cimento Portland

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  • 1 - UM POUCO DE HISTÓRIA
  • 1.1 - OS CIMENTOS NA ANTIGUIDADE
  • 1.2 - DA IDADE MÉDIA À ACTUALIDADE
  • 2 - O CIMENTO EM PORTUGAL
  • 2.2 - CIMENTO BRANCO
  • 3.5 - O FORNO E A COZEDURA
  • 3.6 - MOAGEM DE CLÍNQUER E ARMAZENAGEM DE CIMENTO
  • 4 - CONSTITUINTES DO CIMENTO PORTLAND
  • 4.4 - TEMPO DE PRESA
  • 4.5 - PASTA DE CIMENTO
  • 4.9 - RESISTÊNCIA AOS AGENTES AGRESSIVOS
  • 5 - CONTROLO DO PROCESSO E CONTROLO DA QUALIDADE
  • 7 - TIPOS E CLASSES DO CIMENTO PORTLAND
  • BIBLIOGRAFIA

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA DE VISEU ENGENHARIA CIVIL

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

CIMENTO PORTLAND

Materiais de Construção

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CIMENTO PORTLAND

Prefácio: Com este trabalho pretendemos fazer uma abordagem detalhada sobre o tema “Cimento Portland”. Para a execução deste trabalho recorremos a livros de materiais de construção, a panfletos e fichas técnicas das duas maiores cimenteiras portuguesas (Secil e Cimpor) e também a alguma pesquisa na Internet. Para melhor elucidar e apresentar o tema em análise, começamos por abordar a história dos cimentos a nível global, falando a seguir do cimento Portland em Portugal. Evidenciamos também os processos de fabrico, as características técnicas, o controlo de qualidade, tipos e classes e por fim mostramos alguns exemplos de obras onde é predominante a aplicação do cimento Portland.

Materiais de Construção

2

CIMENTO PORTLAND

ÍNDICE

1- Um pouco de história 1.1 - Os cimentos na antiguidade 1.2 - Da idade média á actualidade

4 4 6

2- O cimento em Portugal 2.1- Fábrica onde nasceu o Portland 2.2- Cimento branco

7 11 13

3- Processos de fabrico 3.1- A via húmida e a via seca 3.2- Extracção das matérias primas 3.3- Preparação, transporte, armazenagem e pré-homogeneização 3.4- Obtenção do cru 3.5- O forno e a cozedura 3.6- Moagem de clínquer e armazenagem de cimento

14 14 18 19 19 20 21

4- Constituintes do cimento Portland 4.1- Propriedades físicas 4.2- Densidade 4.3- Finura 4.4- Tempo de presa 4.5- Pasta de cimento 4.6- Resistência 4.7- Propriedades químicas 4.8- Calor de hidratação 4.9- Resistência aos agentes agressivos

22 23 23 24 25 26 27 28 29 30

5- Controlo do processo e controlo da qualidade

32

6- A protecção do ambiente

34

7- Tipos e classes do cimento Portland

35

8- Alguns exemplos de obras onde a aplicação do cimento Portland é predominante

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Bibliografia
Materiais de Construção

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3

Materiais de Construção 4 . Um homem primitivo acende o lume num lugar rodeado de pedras calcárias. Estes últimos utilizavam misturas de cal. doce ou salgada. o Coliseu.1 . pedra partida e outros materiais.. que tinham o aspecto da areia.OS CIMENTOS NA ANTIGUIDADE Desconhece-se quando foi descoberto pela primeira vez um material aglomerante. tendo resistido aos vários agentes destruidores ao longo do tempo. abundante nos arredores da baía de Nápoles.CIMENTO PORTLAND 1 . No antigo Egipto foram utilizados materiais aglomerantes na construção dos monumentos. a cal só com areia e água era apenas usada para unir estruturas de pedra. em particular. ofereciam maior resistência à acção da água. com cal e cascalho. construíram o Panteão Romano. Nessa altura usava-se gesso impuro cozido. adicionadas à cal. um material de cor escura. convertendo-as em pó. Utilizaram. Experimentando sempre materiais novos. Da mistura destas rochas vulcânicas. A queda de uma ligeira chuva molha o pó e os bocados de pedra restantes ficam solidamente unidos: é o primeiro aglomerado.. para a construção de edifícios e pavimentos.UM POUCO DE HISTÓRIA 1. Chamaram-lhe “Pozolana” porque se encontrou pela primeira vez nas cercanias de Pozzuoli. O calor descarbonata e desidrata uma parte das pedras circundantes. a Basílica de Constantino e outras obras que chegaram aos nossos dias. descobriram que determinadas rochas vulcânicas. junto ao vulcão Solfatara. areia. o calcário calcinado só posteriormente foi utilizado por Gregos e Romanos. mas podemos imaginar o processo.

CIMENTO PORTLAND Coliseu Romano Materiais de Construção 5 .

em 1844.DA IDADE MÉDIA À ACTUALIDADE Na idade média a qualidade das construções e a sua duração foram muito inferiores às dos Romanos. a razão pela qual algumas cales têm propriedades hidráulicas e outras não. quem fixa as primeiras regras rigorosas que permitem calcular as misturas das matérias primas e simultaneamente estabelece um controlo científico de todo o processo de fabrico. Foi por esta altura que o inglês Joseph Aspdim patenteou um processo de fabricar um ligante hidráulico à base de uma mistura artificial de calcário e argila. O século XVIII e os primeiros anos do século XIX foram caracterizados por um afã de investigação e pela libertação da repressão científica de séculos anteriores. Assim. em 1887. estando ligados ao seu desenvolvimento nomes de vários cientistas. A descoberta foi anunciada por Smeaton em 1756.CIMENTO PORTLAND 1. levando a querer que estes possuíam segredos industriais de dosificação e fabricação que depois se terão perdido. tais como Wilhlem Michaelis. C. sucedeu que vários investigadores. pelo menos seis vezes. descobriram. A tecnologia do cimento começa então a tomar forma. Ou talvez que essa má qualidade se deva ás características dos materiais empregues. possivelmente ao abandono da utilização de pozolanas. entre aquela data e 1830.2 . quase em simultâneo. Químicos e Engenheiros. O mistério do cimento mereceu então a atenção de muitos investigadores. à termoquímica e à óptica. sendo porém de novo dada a conhecer. Henry Le Cheatelier. trabalhando independentemente. Recorre à termodinâmica. deram importante contributo. Construtores e Professores Universitários. O produto resultante da calcinação e moagem desta mistura fica com cor e características semelhantes ás das pedras da ilha de Portland. Só que os meios de difusão do progresso científico não estavam organizados e as descobertas feitas em Londres não se conheciam na Holanda ou em França. Rankin e outros. Johnson. daí terse-lhe dado o nome de Cimento Portland. publica a sua magistral memória “Investigações Experimentais sobre a Constituição dos Aglomerados Hidráulicos”. É I. Materiais de Construção 6 .

segundo parece. pelas mesmas razões teve de ser encerrada. Em 1918 é vendida e forma-se a companhia geral de cal e cimento que. O primeiro forno rotativo arrancou no Outão em 1931 e a ele se seguiram mais seis. a primeira fábrica de cimento surgiu. que mais tarde. pelo fabrico por via seca e em 1976 e em 1984 arrancam. Materiais de Construção 7 . devido a dificuldades económicas e à má qualidade do cimento produzido. localizada em Alcântara. em 1971. Com o avanço tecnológico. utilizando todos o processo de fabrico por via húmida. Em 1894. foi concebido alvará para a fábrica de Alhandra. Em 1906 surge a fábrica de Outão. a empresa opta. Estas e outras duas que lhe seguiram. em 1866. tiveram vida efémera. reabrindo em 1912.O CIMENTO EM PORTUGAL Em Portugal. em 1925. respectivamente o oitavo e nono fornos que asseguram hoje a produção total da fábrica Secil-Outão.CIMENTO PORTLAND 2 . aluga as suas instalações à Secil.

Outão Materiais de Construção 8 .CIMENTO PORTLAND Antiga fábrica Secil .

CIMENTO PORTLAND Primeiros fornos rotativos de cimento instalados em Portugal Materiais de Construção 9 .

CIMENTO PORTLAND Actual Fábrica Secil .Outão Materiais de Construção 10 .

Materiais de Construção 11 . Com o arranque da primeira linha de produção. que foi inaugurada oficialmente a 3 de Maio de 1923. na Gândara (Leiria). justificou cinco anos de pois. lançou-se no mercado a marca de cimento Liz.1 . rapidamente absorvido pelo consumo interno que. introduzidos pela primeira vez em Portugal. era colocada a primeira pedra da futura fábrica de cimento Macieira-Liz. a instalação de uma segunda linha de fabrico. Em todo o processo de fabrico são utilizados avançados meios tecnológicos.CIMENTO PORTLAND 2. reconhecendo a sua qualidade.FÁBRICA ONDE NASCEU O PORTLAND A 4 de Julho de 1920. como sejam a utilização de prensa de rolos na moagem de clínquer (produto intermédio na produção de cimento) e o sistema de carregamento rodoviário de cimento a granel em regime de “self-service”. um cimento do tipo Portland.

CIMENTO PORTLAND Fornos de cimento da Fábrica Macieira-Liz Materiais de Construção 12 .

destinado à produção de cimento Portland. Hoje. a SECIL e a CIMPOR. a fábrica Cibra-Pataias tem capacidade para produzir cerca de 75000 toneladas por ano de cimento branco e 270000 toneladas por ano de cimento cinzento. A comercialização começou por ser feita sob a marca “Super Branco” para o cimento branco e “Luso” e “Pataias” para o cimento cinzento. Um segundo forno entrou em funcionamento em 4 de Setembro de 1961. foi lançada em 29 de Junho de 1946 e a inauguração da linha de fabrico teve lugar em 5 de Fevereiro de 1950. Neste momento. com a finalidade de introduzir em Portugal o fabrico de cimentos brancos. com seis fábricas.CIMENTO BRANCO A companhia de cimentos brancos – CIBRA. localizada em Patais. A primeira pedra da fábrica. A capacidade total de produção de cimento é superior a 8 milhões de toneladas por ano.2 . foi fundada em 1944. a produção e a comercialização de cimento em Portugal são asseguradas por duas empresas. Materiais de Construção 13 .CIMENTO PORTLAND 2.

Pataias Materiais de Construção 14 .CIMENTO PORTLAND Fábrica Cibra .

moagem e dosagem dos diferentes componentes até se obter uma mistura sob a forma de um pó fino. Materiais de Construção 15 . é designado por via seca.A VIA HÚMIDA E A VIA SECA Ainda não há muitos anos que. correntemente designado por cru.PROCESSOS DE FABRICO 3.1 . Em Portugal já se produz cimento por via seca. no entanto. obtendo-se um produto intermédio designado por “clínquer” sob a forma de granulado.Cozedura controlada do cru em fornos rotativos.CIMENTO PORTLAND 3 . Uma fábrica com este processo consome. mais de cem metros cúbicos de água por hora.Extracção e preparação das matérias primas assumindo especial importância a exploração de pedreiras de calcário bem como a britagem. A comercialização é feita quer sob a forma de clínquer quer sob a forma de cimento. 3 . as suas características específicas. optando-se por um processo que prescinde da prévia diluição das matérias primas em água e que.Moagem do clínquer. 2 . a temperaturas de 1500ºC. com a introdução de aditivos. a necessidade de proceder à evaporação posterior da água de diluição das matérias primas obriga a um consumo calorífico de grandes produções. por isso mesmo. Por outro lado. são então fixadas pelo processo de moagem e pela natureza e proporção dos aditivos utilizados. devido à natureza das matérias primas disponíveis e à limitação da tecnologia cimenteira. ditadas pelas particulares aplicações a que se destina. É a crise energética do início da década de setenta que força o encerramento ou a transformação da quase totalidade das fábricas de via húmida. a utilização do chamado processo por via húmida era praticamente obrigatória. obtendo-se como produto final o cimento. As operações do processo de produção podem agrupar-se nas seguintes grandes fases: 1 . para uma produção diária de quinhentas toneladas.

A comercialização do cimento é feita a granel (transportado em cisternas ferroviárias e rodoviárias ou em navios. e armazenado em silos especiais) ou em sacos sobre palete retornável ou propriedade do cliente e em pacotes plastificados (caso em que se torna necessária a utilização especiais de ensacamento e paletização. relativamente complexas). O diagrama da página seguinte representa esquematicamente todas as operações referidas e respectivos equipamentos.CIMENTO PORTLAND A primeira alternativa é utilizada quase exclusivamente no comércio internacional e quando o recebedor dispõe de moínho próprio que lhe permite obter o produto final. Clínquer Materiais de Construção 16 .

CIMENTO PORTLAND Diagrama do Fabrico de Cimento Materiais de Construção 17 .

2 .CIMENTO PORTLAND 3. seja em bancos ou andares. em proporções bem determinadas. sendo o arranque feito com explosivos Materiais de Construção 18 . Pedreira com exploração a céu aberto. A exploração de pedreiras é feita normalmente a céu aberto. tais como areia e minério de ferro. sendo neste caso necessário abrir furos onde é introduzida a carga explosiva. à qual se adiciona por vezes. seja em secções verticais a toda a altura da jazida do minério. em patamares.EXTRACÇÃO DAS MATÉRIAS-PRIMAS A matéria prima é constituída por uma mistura. O arranque da pedra pode ser mecânico ou com explosivos. materiais de correcção. marga e argila. de calcário.

Essa armazenagem pode ser combinada com uma função de préhomogeneização. 3.OBTENÇÃO DO CRU As matérias primas seleccionadas são depois dosificadas. elas são retomadas dos locais de armazenagem e transportadas para moinhos onde se produz o chamado “Cru”. ARMAZENAGEM E PRÉ HOMOGENEIZAÇÃO O material. TRANSPORTE. isto é. Numa fábrica de cimento é necessário prever uma armazenagem de grandes quantidades de matérias primas. após extracção. em proporções bem definidas.3 . Materiais de Construção 19 . é então necessário reduzir o seu tamanho a uma granulometria adequada para posterior utilização nas fases seguintes de fabrico. apresenta-se em blocos com dimensões que podem ir até cerca de um metro cúbico. uma mistura finamente moída.4 . operação que é feita em britadores. Definida a proporção das matérias-primas.PREPARAÇÃO. a fim de evitar perdas de produção e garantir trabalho em regime contínuo.CIMENTO PORTLAND 3. operação que é controlada através de computadores de processo. tendo em consideração a qualidade do produto a obter (clínquer). do conjunto das matérias-primas.

a recuperação do calor transportado pelo clínquer melhora o rendimento térmico do processo.5 a 5% e com uma velocidade de rotação entre 1.a evacuação e o transporte do clínquer incandescente são na prática impossíveis. O processo de cozedura começa a partir do momento em que o cru é extraído dos silos de armazenagem e introduzido no sistema de pré-aquecimento. O transporte do material através do forno faz-se pelo movimento de rotação deste e pelo seu grau de inclinação. montado segundo uma inclinação que pode ir de 2. onde circula em contra-corrente com os gases de escape resultantes da queima do combustível. Materiais de Construção 20 . 3 . já falado anteriormente. Os tipos de arrefecedores mais comuns são os satélites. como por exemplo pneus usados.o arrefecimento rápido melhora a qualidade do clínquer. fuelóleo. de grelha e de tambor rotativo. é necessário atingir uma temperatura de cerca de 1450ºC. aproveitando-se este ar aquecido para a queima do combustível. começa o processo de arrefecimento. primeiro com o encaminhamento da massa para a entrada dos arrefecedores e depois através destes. atingindo comprimentos de oitenta e cinco metros. 2 . A partir dos 1400º C. Interiormente são revestidos por material refractário que confere protecção ao “tubo” e reduz as perdas térmicas. Para que se desenvolva o processo de cosedura.5 .CIMENTO PORTLAND 3. porquanto: 1 .5 e 2. gás natural ou outros combustíveis secundários. em que a formação do clínquer deve ser completa. “pet-coke”. ou clinquerização. é introduzido ar em contra-corrente com o clínquer. “clínquer”. Às reacções físico-químicas que se desenvolvem durante o processo dá-se o nome de “clinquerização” e ao produto formado chama-se o. São constituídos por um “tubo” rotativo.5 rotações por minuto. Para facilitar o arrefecimento.O FORNO E A COZEDURA O cru é depois cozido em fornos de tipo e dimensões que variam com a tecnologia de cada fabricante. Obtém-se esta temperatura pela combustão de carvão pulverizado. O forno é sempre complementado por um sistema de arrefecimento do produto fabricado.

mais comummente. com o objectivo de conseguir poupanças energéticas. têm que ser resistentes à temperatura da saída do forno (cerca de 200ºC) e conduzem-no para silos ou armazéns horizontais.6 . têm-se utilizado sistemas de esmagamento prévio do clínquer (“roller-press”).CIMENTO PORTLAND Os transportadores de clínquer. Materiais de Construção 21 . moinhos tubulares. sendo o componente maioritário o clínquer. O cimento produzido é normalmente transportado por via pneumática ou mecânica e armazenado em silos ou armazéns horizontais. utilizam-se “separadores” para rejeitar as partículas mais grossas.MOAGEM DE CLÍNQUER E ARMAZENAGEM DE CIMENTO Já se afirmou que o cimento resultava da moagem fina de vários componentes. Os materiais são moídos em proporções bem definidas. funcionando em circuito aberto ou em circuito fechado. que retornam ao circuito de moagem. de acordo com o plano de qualidade e de modo a satifazer as normas e especificações em vigor. duas ou três câmaras. Quando em circuito fechado. 3. Nessa moagem podem utilizar-se moinhos verticais ou. Mais recentemente. com uma.

o cálculo parte da proporção total de cal. os constituintes anteriormente relacionados. está usualmente presente na proporção de 2 a 3%. o óxido de ferro (Fe2O3). . menores impurezas como óxido de sódio (Na2O). deduzindo-se. As proporções destes últimos podem ser determinadas a partir do resultado da análise em óxidos. que conduzem à formação dos seguintes compostos: . a princípio as parcelas necessárias à formação do sulfato de cálcio e a cal livre. 95 a 96% do total na análise de óxidos. resultando na determinação da proporção actual de silicato tricálcico. alumina e óxido de ferro são os componentes essenciais do cimento Portland e constituem geralmente. Os óxidos de potássio e sódio constituem os denominados álcalis do cimento. Denomina-se essa operação a determinação da composição potencial do cimento. A magnésia. As propriedades do cimento são. óxido de potássio (K2O). Normalmente. limitada. . Materiais de Construção 22 . a um máximo permissível de 5%. que é adicionado após a calcinação para retardar o tempo de presa do produto. principalmente no estado sólido. A análise química dos cimentos Portland resulta na determinação das proporções dos óxidos inicialmente mencionados. certa proporção de magnésio (MgO) e uma pequena percentagem de anidrido sulfúrico (SO3). é submetida à acção do calor no forno produtor de cimento. a sílica (SiO2). A mistura de matérias primas que contenham em proporções convenientes. Nesse método. Determinam-se a seguir as proporções de cal necessária para a formação do ferro aluminato de cálcio. relacionadas directamente com as proporções dos silicatos e aluminatos. eventualmente encontrado. óxido de titânio (TiO2) e outras substâncias de menor importância.ferro aluminato tetracálcico. finamente pulverizada e homogeneizada. usa-se para cálculo do chamado método de Bogue. A sobra de silicato bicálcico constitui o teor desse composto no cimento.silicato tricálcico. O saldo na proporção original de óxido de cálcio é a seguir associado à proporção de silicato bicálcico já calculado. que resulta na obtenção do clínquer. sílica. Nesse processo ocorrem combinações químicas. Tem ainda como constituintes. . Cal.silicato bicálcico. que parece permanecer livre durante todo o processo de calcinação.aluminato tricálcico.CONSTITUINTES DO CIMENTO PORTLAND Os constituintes fundamentais do cimento Portland são a cal (CaO). entretanto. de aluminato tricálcico e de silicato bicálcico. pelas especificações. até à temperatura de fusão incipiente. a alumina (Al2O3).CIMENTO PORTLAND 4 .

15. a densidade é um valor variável com o tempo. na verdade.1 . oferecendo a sua utilidade quer para o controle de aceitação do produto. Pode atingir. quer para a avaliação das suas qualidades para os fins da utilização dos mesmos. Nas compactações usuais de armazenamento e manuseio do produto. aumentando á medida que progride o processo de hidratação. ele será tratado pormenorizadamente no estudo das propriedades do concreto endurecido.5. Dada a excepcional importância que o fenómeno da retracção tem na tecnologia de concreto.CIMENTO PORTLAND 4. 4. ou seja. Esta ocorre nas pastas de argamassas e concretos. em pó. Tal fenómeno. Na pasta do cimento. as suas propriedades potenciais para a elaboração de concretos e argamassas. da mistura de cimento e água e proporções convenientes de pasta e finalmente da mistura da pasta com agregado padronizado-as argamassas. de natureza extremamente complexa. A utilidade do conhecimento desse valor encontra-se nos cálculos de consumo do produto nas misturas geralmente feitas com base nos volumes específicos dos constituintes.2 . Materiais de Construção 23 . Tais propriedades enquadram-se em processos artificialmente definidos nos métodos e especificações padronizados. é conhecido pelo nome de retracção.5mm por metro na argamassa padrão e 2mm por metro em concretos dosados a 350kg/cimento/m2. em 24 horas. a densidade aparente do mesmo é da ordem de 1. embora.PROPRIEDADES FÍSICAS As propriedades físicas do cimento Portland são consideradas sob 3 aspectos distintos: propriedades do produto na sua condição natural. As propriedades da pasta e argamassas são relacionadas com o comportamento desse produto quando utilizado.DENSIDADE A densidade absoluta do cimento Portland é usualmente considerada como 3. possa variar para valores ligeiramente inferiores. cerca de 7mm por metro na pasta pura. 4.

quando deve estar dentro dos limites determinados nas especificações correspondentes. pelo valor da superfície específica (soma das superfícies dos grãos contidos em 1 gr de cimento). antes do inicio da presa. a uma heterogeneidade indesejável. como também nos ensaios de recepção do produto. É usualmente definida de duas maneiras distintas: pelo tamanho máximo do grão. alternativamente. O aumento da finura melhora a resistência.3 . Trabalhabilidade é uma noção subjectiva.FINURA A finura do cimento é uma noção relacionada com o tamanho dos grãos do produto. É um tipo de segregação entendido como separação dos diversos constituintes das argamassas e dos concretos por via de acção de diferentes causas. que naturalmente aflora pelo efeito conjunto da diferença de densidades entre o cimento e a água e o grau de permeabilidade que prevalece na pasta.CIMENTO PORTLAND 4. Exsudação é o fenómeno que consiste na separação espontânea da água de mistura. é o factor que governa a velocidade da reacção da hidratação do mesmo e tem também sua influência comprovada em muitas qualidades de pasta. A coesão nos concretos e argamassas frescas é responsável pela estabilidade mecânica dos mesmos. conduzindo. e. particularmente a resistência da primeira idade. aumenta a impermeabilidade. finalmente. quando as especificações estabelecem uma proporção em peso do material retido na operação de peneiramento em malha e abertura definida. e é medida pelo valor de resistência do cisalhamento. das argamassas e dos concretos. Materiais de Construção 24 . aproximadamente definida como o estado que oferece maior ou menor facilidade nas operações de manuseio com as argamassas e concretos frescos. a trabalhabilidade e a coesão dos concretos e diminui a expansão em autoclave. diminui a exsudação e outros tipos de segregação. A finura do cimento é determinada naturalmente durante o processo de fabricação para controle do mesmo. mais precisamente a superfície específica do produto. A finura.

Os ensaios são feitos com pasta de consistência normal e geralmente. características do produto acabado. a resistência à penetração de uma agulha na pasta de cimento. conduzindo à construção de um esqueleto sólido. para permitir o desenvolvimento do endurecimento. Nesse aparelho mede-se em última análise. finalmente responsável pela estabilidade da estrutura geral. Tal período de tempo constitui o prazo disponível para as operações de manuseio das argamassas e concretos.o tempo de início e o tempo de fim de presa. A presa e o endurecimento são dois aspectos do mesmo processo de hidratação do cimento. após o qual esses materiais devem permanecer em repouso na sua posição definitiva. quando o processo de presa alcança determinado estágio. com aparelho de Vicat. a pasta não é mais trabalhável e não admite operação de remistura. vistos em períodos diferentes . a um processo químico de hidratação. os grãos de cimento que inicialmente se encontram em suspensão vão-se aglutinando sucessivamente uns aos outros. propriedades essencialmente físicas consequentes. Materiais de Construção 25 . A caracterização da presa dos cimentos é feita pela determinação de dois tempos distintos . No processo de hidratação.4 .a presa na primeira fase do processo e o endurecimento na segunda e última fase do mesmo a partir de um certo tempo após a mistura.CIMENTO PORTLAND 4. entretanto. É um fenómeno artificialmente definido como o momento em que a pasta adquire certa consistência que a torna imprópria a um trabalho. O prosseguimento da hidratação em subsequentes idades conduz ao endurecimento responsável pela aquisição permanente de qualidades mecânicas. por efeito de floculação.TEMPO DE PRESA O fenómeno da presa do cimento compreende a evolução das propriedades mecânicas no início do processo de endurecimento.

como por exemplo. o início de presa e quando as bolas se esfarinham por acção de esforço muito maior. Contrariamente.PASTA DE CIMENTO A ocorrência da presa do cimento deve ser regulada tendo-se em vista os tipos de aplicação do material. entretanto.CIMENTO PORTLAND 4. Na obra procede-se quando necessário. nas operações de injecção de pastas e argamassas e nos lançamentos de concretos sob água. O tempo de presa do cimento é determinado. devendo-se processar ordinariamente em períodos superiores a uma hora após o início da mistura. quando então se empregam aditivos denominados retardadores. à evolução já descrita para o fenómeno. geralmente atribuída ao comportamento do gesso adicionado ao cimento. lançamento e adensamento. pois quando o esmagamento deixa de ser plástico. como já foi dito. Há casos. Materiais de Construção 26 . Submetendo-as a posteriores esmagamentos com os dedos. transporte. Alguns cimentos oferecem raramente o fenómeno de falsa presa. em outros processos tecnológicos. de 10 mm de diâmetro e terminado em secção recta. por exemplo.5 . Nas aplicações em que se deseja um presa rápida. liso. metálico. e que pode ser corrigida por destruição do incipiente esqueleto sólido e formação mediante a acção energética de mistura ou remistura. Nesse prazo são desenvolvidas as operações de manuseio do material. ressalta-se a conveniência de um tempo de presa mais longo. A pasta é misturada em proporção que conduz a uma consistência denominada normal. Trata-se de uma anomalia. Entre estes citam-se os açúcares ordinários. que tem características de presa ordinária. tem-se o fim de presa. tem-se. grosseiramente. são empregues aditivos ao cimento. em que o tempo de presa deve ser diminuído ou aumentado. conhecidos com o nome de aceleradores de presa (cloreto de cálcio e silicato de sódio). entretanto. Essa consistência normal é verificada no mesmo aparelho de Vicat utilizando-se a chamada sonda de Tetmajer. um corpo cilíndrico. pelo ensaio do aparelho de Vicat. no processo de manufactura. ocorrendo em período mais curto e não correspondendo. a celulose e outros produtos orgânicos. A sonda é posta a penetrar verticalmente a pasta fresca por acção de um peso total (incluindo a sonda) de 300 gr. mistura. para eliminar a suspensão de um cimento geralmente em processo muito lento de presa a um ensaio grosseiro que consiste na moldagem de uma série de pequenas bolas com pastas de consistência semelhante à normal de laboratório.

Materiais de Construção 27 .7 e 28 dias. predominando esta última dimensão. Este processa-se geralmente nas idades de 1. Quase todos adoptam cubos de aresta de 5 a 7 cm. Os corpos de ensaio assim executados são conservados em câmara húmida por 24 horas. o traço da argamassa. A forma do corpo de ensaio. A consistência da argamassa é determinada pelo ensaio de escorregamento da argamassa normal sobre a mesa cadente.3. e a seguir imersos em água até à data de esmagamento. a sua consistência e o tipo de areia empregue são definidos nas especificações correspondentes. as suas dimensões. tendo como diâmetros das bases 125 e 80 mm e com uma altura de 65 mm sobre uma plataforma lisa de um mecanismo capaz de promover quedas de 14 mm de altura.RESISTÊNCIA A resistência mecânica dos cimentos é determinada pela ruptura à compressão de corpos de ensaio realizados com argamassa.6 . e constituem características que variam de um país para outro.CIMENTO PORTLAND 4. No ensaio são executadas 30 quedas em 30 segundos. Molda-se com argamassa um corpo de ensaio de formato troncocónico.

o cimento nessas condições é um material inútil para o construtor. adquirindo duas moléculas de água e depositando-se. que as causas mais frequentes de falsa presa são a desidratação do gesso a formas instáveis de sulfato de cálcio. admitindo-se. O produto nessas condições. Como se sabe. As investigações demonstraram que a acção do gesso no retardamento de tempo de presa se prende ao facto de ser muito baixa a solubilidade dos aluminatos anidros em soluções supersaturadas de gesso. resultante da hidrólise. que seria responsável pela falsa presa. já em época conveniente. impossibilitando qualquer manuseio pela rapidez da presa. ocorridas durante a operação de moagem.7 . O processo é complexo. Ainda não se conhecem com muita precisão as reacções e os compostos envolvidos no processo de endurecimento. simplesmente pulverizado. onde a temperatura se eleva acima de 130º C. Os dois últimos constituintes principais do cimento. actualmente. o silicato bicálcico existente. precipitações de cristais e gel com hidrólises e hidratações dos componentes do cimento. o aluminato tricálcico e o ferro aluminato de cálcio. ao clínquer antes da operação de moagem final. resultando do primeiro. restando muitas questões a serem esclarecidas. que se desenrolem desenvolvimentos que compreendam a dissolução na água. Inicialmente. Este último precipita como cristal da solução supersaturada de cal. O processo prossegue em marcha relativamente lenta pela absorção do sulfato. o silicato tricálcico (C3S) hidrolisa-se. Também é conhecido que a correcção efectua-se pela adição de sulfato de cálcio hidratado natural. a temperaturas ordinárias no estado de gel. hidratam-se. separa-se em silicato bicálcico (C2S) e hidróxido de cal. gipsita. isto é. Nessas circunstâncias. Esse processo é realmente rápido no clínquer.PROPRIEDADES QUÍMICAS As propriedades químicas do cimento Portland estão directamente ligadas ao processo de endurecimento por hidratação. é de presa rápida. abrem caminho para a solubilização dos aluminatos mais responsáveis pelo início da presa. O aluminato tricálcico presente é de um modo geral. Esse processo quando conduzido em temperaturas elevadas. O fenómeno de falsa presa não é ainda claramente compreendido. resulta numa estrutura de natureza cristalina. Admitese. combina-se com água no processo de hidratação. Materiais de Construção 28 . mediante a produção de sulfoaluminato de cálcio e outros compostos que. A seguir.CIMENTO PORTLAND 4. o cimento produzido contém sulfato de cálcio hidratável. em geral. precipitados. cristais de variado conteúdo de água e do segundo uma fase amorfa gelatinosa. considerado o responsável pelo início imediato do processo de endurecimento.

a variação do calor específico do concreto com a temperatura. A elevação de temperatura devidamente corrigida pela eliminação dos factores estranhos ao fenómeno determina as medidas do calor de dissolução das amostras. Materiais de Construção 29 . devendo ser considerados vários outros factores que intervêm na evolução do fenómeno tais como a velocidade de reacção. reduzindo-se a 60 a 80 cal/g nos cimentos de baixo calor de hidratação.8 . Amostras secas de cimento parcialmente hidratado e subsequentemente pulverizado são dissolvidas em mistura de ácidos nítrico e clorídrico numa garrafa térmica. a qual conduz ao aparecimento de rachas de contracção ao fim do arrefecimento da massa. principalmente pela elevação de temperatura resultante nas obras volumosas. O desenvolvimento do calor varia com a composição do cimento. trata-se de multiplicar o calor de hidratação do cimento pelo peso do cimento contido no metro cúbico de concreto e dividir o resultado pelo calor específico do concreto. Essa energia térmica produzida é de grande interesse para o engenheiro. Esse cálculo aproximado não se desenvolve.CIMENTO PORTLAND 4. O método mais comum para a determinação do calor de hidratação do cimento é o calor de dissolução.CALOR DE HIDRATAÇÃO Durante o processo de endurecimento do cimento. evidentemente com essa simplicidade esquemática. etc. especialmente com as proporções de silicato e aluminato tricálcicos. O interesse do conhecimento do valor do calor de hidratação do cimento reside na possibilidade do estudo da evolução térmica durante o endurecimento do concreto em obras volumosas. o coeficiente de condutibilidade térmica do concreto. o calor de hidratação do cimento é calculado. Por diferença. Basicamente. O valor do calor de hidratação do cimento Portland ordinário varia entre 85 e 100 cal/g . considerável quantidade de calor se desenvolve nas reacções de hidratação.

Para estimar a resistência química de um cimento á água pura e ácida.RESISTÊNCIA AOS AGENTES AGRESSIVOS Nos concretos em contacto com água e com a terra podem ocorrer fenómenos de agressividade. Se. As águas puras.3gr por litro nas temperaturas correntes. já que os agregados são de natureza predominantemente inerte. As águas podem ser igualmente agressivas quando contêm outros ácidos. pouco solúvel. prosseguindo o ataque até completa exaustão da cal presente. com menor intensidade. o carbonato formado é dissolvido como bicarbonato. Águas puras renovadas acabam lavando toda a cal existente no cimento hidratado. O hidróxido de cálcio presente na proporção de 15 a 20% do peso do cimento original constitui o ponto mais vulnerável. um cimento facilmente atacável. As águas ácidas. a relação sílica mais alumina dividida por cal. Os silicatos de cálcio mais ou menos hidratados e principalmente a cal hidratada. tem-se o cimento rico em cal. de fontes graníticas ou oriundas do degelo atacam hidratando por dissolução da cal existente. é útil conhecer o seu índice de Vicat. como por exemplo. após o que começam. presentes no cimento hidratado. Os sais de cálcio são atacados em seguida. e um ataque posterior dos sais constituintes do cimento hidratado deixa no concreto um esqueleto sem coesão e inteiramente prejudicado nas suas características mecânicas e outras. com certa proporção de gás carbónico dissolvido. isto é. A água sulfatada ataca o cimento hidratado por reacção do sulfato com aluminato. As águas. o sal formado é o carbonato de cálcio. portanto. a água da chuva. como as terras. agem sobre a cal do cimento hidratado segundo o processo que varia em função da concentração do anidro carbónico. como o Portland. Essa dissolução alcança cerca de 1. há exaustão da cal.9 . ao contrário o indice é superior a 1. trata-se de material pobre em cal e capaz de resistir á agressividade da água dissolvente. Se é inferior a 1. Se a concentração é relativamente forte. que obstrui os poros. cimento metalúrgico. cimento pozolânico. produzindo um sulfoaluminato com grande aumento de volume. podem conter substâncias químicas susceptíveis a reacções com certos constituintes do cimento presentes nos concretos. a dissolver os próprios silicatos e aluminatos. Se a concentração é baixa. Materiais de Construção 30 . cimento aluminoso.CIMENTO PORTLAND 4. como acontece com os resíduos industriais e águas provenientes de charcos contendo ácidos orgânicos. Tanto num caso como no outro. Nestes últimos o cimento constitui o elemento mais susceptível ao eventual ataque. são os elementos submetidos a ataque químico. constituindo protecção a ataques posteriores.

pela formação de carbono insolúvel.CIMENTO PORTLAND Essa espanção interna é responsável pelo fissuramento que. conduzindo o processo a completa deterioração do material. A água do mar contém numerosos sais em solução. entre os quais os sulfatos de cálcio. e as águas correntes com mais de 0. Já os sulfatos principalmente os de cálcio. facilita o ataque.3g podem em geral. agem da maneira já descrita. resultando no final um ataque progressivo dos cimentos ricos em cal pelas águas do mar. por sua vez. o sulfato de magnésio e o cloreto de sódio. Águas paradas. O pequeno conteúdo de ácido carbónico contribui ligeiramente como medida de protecção. contendo mais de meio grama de sulfato de cálcio/litro. ser consideradas perigosas. A presença deste último contribui para aumentar a solubilidade da cal. Materiais de Construção 31 .

Os computadores de processo são os verdadeiros cérebros do comando. a partir de uma sala de comando centralizado. concentrando-se nas primeiras fases.CIMENTO PORTLAND 5 . coordenar e controlar todos os equipamentos produtivos garantindo a observância dos seus limites de segurança e as especificações dos produtos intermédios e finais . modernamente de equipamentos e processos de controlo altamente sofisticados que lhes permitem. de tal modo que as acções correctivas possam ser efectuadas antes que as restantes fases do processo e/ou produtos sejam afectados. O controlo da qualidade estende-se a todo o processo de fabrico. Máquinas para ensaios de compressão e flexão Laboratório que complementa os procedimentos automáticos dirigidos da sala de comandos Materiais de Construção 32 .CONTROLO DO PROCESSO E CONTROLO DA QUALIDADE As fábricas de cimento dispõem.

CIMENTO PORTLAND Sala de comandos Materiais de Construção 33 .

minimizando as consequências das inevitáveis agressões do processo de desenvolvimento industrial. e o controlo das emissões de partículas pelas chaminés dos fornos e moinhos de cimentos é feito continuamente por opacímetros ligados à sala de comando. não são nocivas e a emissão de óxidos de enxofre é muito limitada. constituídas principalmente por calcário. São também cada vez maiores as preocupações com a recuperação paisagística das zonas afectadas pela exploração de pedreiras. Electrófilo para redução da emissão de poeiras Materiais de Construção 34 . Por outro lado tem-se reduzido muito as emissões de poeiras com a instalação de equipamentos apropriados.CIMENTO PORTLAND 6 .A PROTECÇÃO DO AMBIENTE As poeiras geradas.

As suas características são determinadas pelas proporções dos elementos constituintes.5. água e produtos inertes. Materiais de Construção 35 . Correspondem a tensões de rotura que oscilam entre 32. de presa rápida. tais como britas e areias.5 R. Os tipos e classes de cimentos em Portugal são especificados pelas Normas Portuguesas NP 2064 e NP 4326 . com um teor em óxido de ferro tão baixo que o produto se apresenta branco. De assinalar ainda a existência de cimentos com objectivos especiais. Além dos tipos referidos.42. etc. e ainda 32. tais como cimento para poços de petróleo. após vinte e oito dias de secagem. estradas e outras obras públicas.. A Norma Portuguesa 2064 apresenta três classes possíveis (32. especialmente.5 e 52.5R. portos. A característica mais referida dos cimentos é a sua classe de resistência. O betão não é mais do que uma mistura de cimento. fabrica-se “Cimento Portland Branco”. a sua resistência mínima à compressão. pela qualidade dos inertes e.5R para cimentos de alta resistência inicial. pontes.5 Mpa. matéria-prima por excelência para a construção de edifícios. obtidos com modificações na sua composição ou tratamento térmico. ou seja. 42.5.. como valores mínimos.5) para cada tipo de cimento. pelo tipo de cimento utilizado. 52.52.TIPOS E CLASSES DO CIMENTO PORTLAND A utilização mais corrente do cimento é na produção de betão.CIMENTO PORTLAND 7 .

CIMENTO PORTLAND Materiais de Construção 36 .

CIMENTO PORTLAND Materiais de Construção 37 .

CIMENTO PORTLAND 8 .Porto Materiais de Construção 38 .ALGUNS EXEMPLOS DE OBRAS ONDE A APLICAÇÃO DO CIMENTO É PREDOMINANTE Ponte ferroviária de S. João .

Edifício CGD – Lisboa Materiais de Construção 39 . Edifício Atrium Saldanha .CIMENTO PORTLAND Cimento Branco.Lisboa Cimento Branco.

CIMENTO PORTLAND Ponte Vasco da Gama – Lisboa Materiais de Construção 40 .

CIMENTO PORTLAND Ponte João Gomes. Ilha da Madeira Materiais de Construção 41 .

. ETA. ELÁDIO G. 1978 DUDA. Manual Tecnológico de Cimento. R. Editora Globo. Concreto de Cimento Portland. W.CIMENTO PORTLAND BIBLIOGRAFIA PETRUCCI. H. 1977 Panfletos e Fichas Técnicas das Cimenteiras Secil e Cimpor Pesquisa na Internet Materiais de Construção 42 .

CIMENTO PORTLAND Trabalho elaborado pelos alunos: Luís Torres Pedro Freitas Ricardo Pinto Tiago Andrade nº 4002 nº 4044 nº 4005 nº 3175 Materiais de Construção 43 .

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