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5-A avaliação do comportamento dos biofilmes nos braquetes ortodônticos de aço inox mediante o uso de 4 diferentes enxaguatórios bucai4

5-A avaliação do comportamento dos biofilmes nos braquetes ortodônticos de aço inox mediante o uso de 4 diferentes enxaguatórios bucai4

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Enxaguatório bucal bacteriana.

natural: uma alternativa contra a placa

Existe muita preocupação com relação à quantidade de biofilme que se forma ao redor dos braquetes ortodônticos. Biofilme nada mais é do que a placa bacteriana ou placa dental que se forma. Pode ser definida, segundo Marsh(1992) como uma película aderida às superfícies dentais, não calcifica da, que resiste à remoção pelo fluxo salivar, podendo variar de acordo com as condições intrínsicas ou extrínsecas. Segundo Marsh(2006), a placa bacteriana apresenta definidos: a) Formação de película adquirida b) Interações físico-químicas entre as superícies das células bacterianas e as moléculas do hospedeiro c) Multiplicação microbiana d) Produção de polímeros e) Recrutamento de novas espécies para o biofilme através de interações interbacterianas f) Formação do biofilme maduro Superfícies duras ou moles da cavidade oral são revestidas com um biofilme dental. Estes biofilmes, estão entre os fatores de virulência associados à progressão da cárie dentária e doenças periodon tais( Liljemark WF e Bloomquist C,1996). uma organização

estrutural e funcional, onde vemos uma sequência de eventos com estágios bem

para que a doe nça se desenvolva. Os microrganismos que melhor preenchem todos os requisitos de cariogenicidade. são considerados os principais agentes etiológi cos da cárie dentária são os estreptococos do grupo mutans (LOESCHE. associados à patogenicidade da placa dental humana (YATSUDA. Os carboidratos fermentados na dieta são um dos principais fatores responsáveis pelas mudanças bioquímicas e fisiológicas no biofilme dental. a sacarose influ encia diretamente na constituição do biofilme dental. 2008). Nesse desequilíbrio as bactérias cariogênicas. 2004). 1982). Após a fermentaçã o dos açúcares (glicose. Os S. incluindo desde fatores inerentes ao hospedeiro. associados aumentando os microrganismos acidogênicos e acidúricos (HOLBROOK. colonizam o biofilme até então em equilíbrio. também serve como substrato para a síntese de polissacarídeos extracelulares através da enzima glicosiltransferase presente na placa dental (BROWEN. ocorrendo um desequilíbrio na flora oral. Dessa forma. e. resultando finalmente na formação de uma cavidade (WHO. como produção de saliva (quantidade e qualidade) e susceptibilidade do dente. além de ser fermentado pelas bactérias. A sacarose é considerada o principal carboidrato cariogênico (LEME et al. 2005). até fatores comportamentais do hospedeiro. 2002). portanto. 2004). principalmente da dieta rica em sacarose (DE LORENZO.A cárie dentária é caracterizada pela destruição dos tecidos dentais duros. promovendo a sucessão de uma placa não-associada à doença para uma placa cariogênica (DE LORENZO. pois. o pH é diminuído rapidamente (LEME et al. Contudo. múltiplos fatores são requeridos. mutans são . 2008). por ácidos produzidos pelos microrganismos da placa bacteriana (microrganismos acidogênicos). que são capazes de sobreviver em condições de baixo pH (bactérias acidúricas) (MARSH. sacarose e frutose). 1993). 1986).. .. como qualidade da higiene bucal e composição / freqüência da dieta. 1994).

consideradas fundamentais para a virulência do S. A queda do pH é responsável pelo desequilíbrio ecológico mantendo metabolicamente inativa a grande maioria das espécies contidas na placa e possibilitando a seleção das raras es pécies acidófilas ou acidúricas. mutans e uma severa redução do número de outras espécies consideradas como indicativas do estado de saúde (DE LORENZO. conseqüentemente. A aderência do S.cocos gram positivos.. conhecidos como glicanas.vive em pH baixo(acidúrico) e sintetiza polissacarídeos . 2004). mutans para o desenvolvimento da cárie é sua capacidade de aderir firmemente à superfície dos dentes na presença de sacarose. O S. 1993). 2005). sendo. O primeiro estágio é a aderência reversível da célula bacteriana à película adquirida presente na superfície do esmalte e o segundo estágio é a acúmulo do microrganismo através do seu crescimento e prod ução de glicanas extracelulares e frutanos. As glicanas. cujas células apresentam -se dispostas isoladamente ou em cadeias. Outra característica importante do S. 2004). principalmente na superfície lisa onde a fixação bacteriana é mais dificultosa (ALALUUSUA et al. mutans na patogênese da cárie dental (YAMASHITA et al. na intensa acidificação da placa. que continuam a metabolizar e a produzir ácido mesmo em pH ácido. A somatória destas novas condições ecológicas justifica o considerável aumento numérico das poucas espécies intensamente acidogênicas e acidúricas como S. apresentando acidogênese intensa (DE LORENZO. mutans na superfície do dente e subseqüente formação da placa cariogênica ocorrem em dois estágios. as quais sintetizam polímeros extracelulares de carboidratos. portanto. anaeróbios facultativos. sintetiza acido em pH baixo(acidogênico). têm sido consideradas como os principais fatores de aderência e acúmulo de estreptococos cariogênicos sobre a superfície dental (YATSUDA.mutans fermenta açúcar para produzir acido láctico. sobretudo as insolúveis em água. Essa aderência é mediada principalmente pela ação de enzimas Glicosiltransferases (GTF). A intensa fermentação da sacarose por essas bactérias resulta na produção de grandes quant idades de ácido láctico e.. 1997).

Segundo Kreht e al(2005). (RUKAYADI e HWANG. Além da espécie mutans. freqüentemente patogênicos. 2000). pois reduzem o risco de infecções agindo como uma barreira contra a colonização por agentes exógenos. sanguis e o favorecimento do S. produzindo ácidos sem consumir açúcar . sendo desejável que houvesse uma ação mais específica sobre os microrganismos patogênicos. inclusive associadas ao estado de saúde do hospedeiro. mutans. Essa espécie tem sido isolada em todas as placas humanas examinadas e é uma d as primeiras bactérias a aderir seletivamente e colonizar a superfície dental (CAUFIELD et al. 2003). ambas as espécies produzem substâncias que inibem o crescimento de outras espécies. Essa resistência à colonização tem como fatores uma competição mais efetiva por nutrientes e sítios aos quais as bactérias possam aderir e a criação de condições desfavoráveis para o crescimento de espécies invasoras. 2003). sanguis produz o peróxido de hidrogênio. ocorre a inibição do crescimento de S. o que reduz o crescimento de S. sugerindo assim que ocorre uma competição entre eles. sendo que o S.intracelulares. É extremamente importante que os benefícios da microbiota residente sejam considerados (MARSH. é fundamental a descoberta de agentes antimicrobianos capazes de preservar as espécies benéficas. como por exemplo o Streptococcus sanguis. O S. sanguis quanto outras espécie s orais. Mutans. 2006). .(2005)citaram que no pH ácido. várias outras participam da constituição da placa dental.. 1994). KREHT et al. como a produção de substâncias com ação antimicrobiana (MARSH. mutans produz mutacinas que servem para inibir tanto o S. Sendo assim. As placas dentais constituídas basicamente por colonizadores pioneiros são consideradas benéficas ao hospedeiro. A produção de substâncias inibitórias é um fator importantíssimo na determinação da composição da microbiota da placa (MARSH.

bem como microrganismos facultativos e anaeróbios (SOCRANSKY. Haemophilus e Campylobacter spp. mudanças histológicas e reversibilidade após a remoção da placa bacteriana (AMERICAN ACADEMY OF PERIODONTOLOGY. a prevalência escolar é de 60-90%.com uma profundidade de sulco que poderá variar de 1 -3mm. 2002). Streptococcus mitis. ocorre como terapia a extração dentária (AJDIC et al. forma e volume proporcionais . 1999). sangramento. ausência de perda óssea. contorno gengival com uma margem fina e terminando contra o dente como lâmina de faca. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).1997 ). placa apresenta proporções semelhantes de espécies Gram positivas (predominantemente Streptococcus sanguis.. Na gengivite. sensibilidade. HAFFAJEE. não devendo apresentar qualquer tipo de sangramento . Actinomyces viscosus. Prevotella intermedia. A gengiva saudável é representada por características c línicas específicas como cor rosa-pálida.A cárie dentária é a doença infecciosa crônica de maior incidência na espécie humana e tende a permanecer não tratada em muitas áreas subdesenvolvidas. Os sinais e sintomas da gengivite variam de acordo com a localização e intensidade com que ela ocorre. da cárie em crianças em idade . As características clínicas comuns incluem presença da placa bacteriana. eritema.superfície fosca e pontilhada com o aspecto de uma casca de laranja. frequentemente.(GENCO et al. principalmente se considerarmos que. A gengivite ocorre quando existe um desequilíbrio entre as espécies. consistência firme e resistente. aumento do exsudato gengival. causadas principalmente pela sacarose. edema. ausênci a de perdade inserção. Veillonella parvula. Actinomyces naeslundii e Peptostreptococcus Micros)e Gram-negativas(predominantemente Fusobacterium nucleatum.. 1992).

espécies associadas com gengivite são Actinomyces georgiae. 2007. (1996). relativa ao tempo de tratamento e eficácia do mesmo. paredis. e Streptococcus sanguis I. (Atack et al. Contudo. presença de bolsa periodontal e perda óssea alveolar (AMERICAN ACADEMY OF PERIODONTOLOGY. Veillonella parvula. Actinomyces naeslundii. afe tando a quantidade. Selenomonas noxia ePrevotella nigrescens.Eubacterium nodatum. 1996. apresentando as mesmas característica clínicas da gengivite.. 2008). Capnocytophaga ochracea. existe uma superioridade significante.. Segundo TANNER et al. 1990). 2006.. Campylobacter concisus. em indivíduos com gengivite. Em comparação com tratamentos com aparelhos removíveis. a composição. O tratamento com aparelhos ortodônticos fixos permite a correção tridimensional das más oclusões. o que posteriormente podem tornar-se lesões de cáries.A inserção de braquetes(metalicos ou nao) induz a uma alteração da flora. MOOREet al.. Foram observadas ainda nos quadros de gengivite as presenças de Streptococcus anginosus. aumentando o índice de doenças periodontais e o aparecimento de lesões(manchas) brancas. Prevotella intermedia. a atividade metabólica e a patogenicidade da mesma. anaerobius. acrescendo perda de inserção conjuntiva.(1987) encontraram. níveis reduzidos de Actinobacillus actinomycetemcomitans. A periodontite é uma lesão inflamatória de caráter infeccioso que envolve os tecidos de suporte dos dentes. Eubacterium brachy e Peptostreptococcus . 1999). Actinomyces israelli. Os efeitos colaterais dos aparelhos ortodônticos fixos no periodonto e na alteração da flora são considerados Eubacterium timidum. e Wolinella recta. (Tang e Wei. Gastel et al.(1987) observaram na periodontite uma presença comum de espécies como Porphyromonas gingivalis. presença de Capnocytophaga gingivalis e Eikenella corrodens e aumento expressivo de Fusobacterium nucleatum. Ahn et al. os efeitos negativos dessa terapia podem ser observados a curto e longo prazo. Actinomyces IG.MOORE et al. Actinobacillus naeslundii III . Naranjo et al. Treponema socranskii subsp.

Todas estas estratégias tem como objetivo aumentar a resistência dos tecidos duros aos ácidos bacterianos. segundo sua pesquisa.. Estudos recentes compovam que estas manchas ocorrem em 50 a 75% dos casos. tecidos moles e duros.2006). Tufekci et al. 2005. cárie dentária.. As formas de controle dos efeitos colaterais consistem em controle profissional com limpeza dentária. 2008. Além da higiene mecânica.(Øgaard. nenhuma das estratégias de prevenção têm o potencial para inibir a adesão bacteriana aos braquetes. mesmo com uma boa higienização. Buren et al. o tratamento ortodôntico fixo ainda corre o risco de desmineralização do esmalte (Attin et al. 1992) A principal vantagem do bochechos é sua capacidade de atingir todas as superfícies acessíveis na boca. incluindo interproximal. 2007). retido nos braquetes ortodônticos..2004) . 2008. reduziu o biofilme a um mínimo. 1989. Shafi. pois. o que. Sallum et al. 2003. Alguns . Lovrov et al. porém. os pacientes ortodônticos são susceptíveis a utilização de enxaguatórios( Anderson. A clorexidina (CHX) é considerado como o mais eficaz agente . doenças periodontais e doenças periimplantares). 2008). este mecanismo implica num aumento de custo. não conseguem eliminar totalmente a placa que se forma em torno dos braquetes. Além disso. Porém. (Øgaard.1997 e 1988). . inclusive. que se faça uma cobertura nos braquetes com politetrafluoretileno(PTFE). é a principal causa das doenças que ocorrem na cavidade oral (estomatites. aplicação de flúor e selantes realizada nos consultórios periodicamente. as manchas brancas persistem aós a remoção do aparelho . Apesar do aumento dos esforços de prevenção. segundo ROSAN e LAMONT(2002). e permanecer a tiva por longos períodos. o que não teria condições de ser usado pela grande maioria dos profissionais. Ogaard. 2004).. Essas lesões ocorrem devido ao aumento do biofilme dental.Uma vez que é difícil a higienização mecânica. 2008.. produtos químicos antimicrobianos têm sido amplamente utilizados para melhorar o controle da placa bacteriana. Gallitschke et al. comparando-se com braquetes não cobertos com PTFE.controle individual com escovação adequada e bochechos com enxaguatórios com propriedades antibacterianas (Alves et al. Demling et al sugerem . 1997.reversíveis.( Bauroth et al. Este é de crescimento contínuo. por isso necessita de controle mecanico e químico..(Marsh.

as plantas combatem as infecções com sucesso.. Há um aumento do interesse no uso da biodiversidade. 1997). obtidos de forma caseira ou industrializados. No entanto. especialmente referente ao uso das plantas medicinais. utilizadas em várias áreas da saúde como uma forma alternativa de tratamento e prevenção (LEWIS e ELVIN . e. as fitoalexinas. 2008). Portanto. Apesar disso. transmitindo esse conhecimento de geração para geração. comprimidos. Planta medicinal é toda aquela que apresenta um ou mais princípios ativos. incluindo um totalmente a base de plantas medicinais.químico de controle antibacteriano da placa bacteriana e tem sido rotineiramente recomendada para pacientes ortodônticos ( Emilson.. cápsulas ou mesmo puro. 1994). segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). As plantas produzem uma enorme variedade de pequenas moléculas antibióticas. 2008. A fitoterapia tem sido preconizada há anos (NOSTRO et al. glicosídeos. tinturas. LORENZI e MATOS. servindo como base e ponto de partida no estudo e descobertas de novos fármacos(de SOUZA et al. Muitos grupos étnicos tem usado ao longo de séculos plantas para tratamentos. Lee et al.( Haffajee et al.LEWIS. notando-se um sinergismo entre elas (HEMAISWARYA et al. Isso explica a superioridade terapêutica de muitos extratos de plantas derivados da medicina tradicional quando comparados com seus respectivos constituintes isolados (WAGNER e ULRICH-MERZENICH. 65-80% da população dos países em desenvolvimento . 1994.. 2004). tendo terpenóides. decidimos verificar o comportamento deste mediante diferentes enxaguatórios.. flavonóides e polifenóis. especialmente agentes a partir de plantas naturais que as pessoas veem como sendo mais seguro do que produtos químicos sintéticos. A maioria destas moléculas tem uma fraca atividade antibiótica ± várias ordens de grandeza menor que aquelas dos antibióticos comuns produzidos por bactérias ou fungos. a descoloração dos dentes. que podem ser usados como chás. Tendo como enfoque a redução do biofilme.. 2008). 2009). (MARTINS et al. o interesse de explorar uma alternativa vem aumentando muito nas ultimas décadas. 2000).. 2006). efeitos colaterais para o tratamento com CHX como alteração do paladar.2004). descamação e dor da mucosa oral têm limitado o seu uso a longo prazo (Grossman et al. Sua natureza estrutural é diversa. pós. sensação.

KATSURA et al. 2004). havendo uma enorme biodiversidade genética. devido escassez de recursos públicos e devido interesses comerciais por parte dos labor atórios (MEDEIROS et al. . Vários estudos tem demostrado a atividade antibacteriana e bactericida de plantas medicinais na cavidade oral. 1997).. 1997. Ultimamente nota-se um crescente interesse pela biodiversidade e pelo aproveitamento desta como terapia medicinal e prevenção com relação à saúde.LEWIS. 2004). (LI et al. (LEWIS e ELVIN. tanto de fauna como de flora (MEDEIROS et al. 2003)... Os medicamentos alopáticos tem seus preços aumentados constantemente. inibindo o crescimento das bactérias ou eliminando -as. na qual temos catalogadas cerca de 55. No Brasil concentra -se 30% das florestas tropicais de todo o mundo. 2001).000 espécies de plantas (AZEVEDO e SILVA. 2006). As informações sobre plantas medicinais tem sido pouco evidenciadas. 1987).(NETO e MORAIS.dependem de plantas medicinais como única forma tratamento(ELISABETSKY. o que é uma contradição num país tão biodiversificado..

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