Associação, em um sentido amplo, é qualquer iniciativa formal ou informal que reúne pessoas físicas ou outras sociedades jurídicas com

objetivos comuns, visando superar dificuldades e gerar benefícios para os seus associados. Formalmente, qualquer que seja o tipo de associação ou seu objetivo podemos dizer que a associação é uma forma jurídica de legalizar a união de pessoas em torno de seus interesses e que sua constituição permite a construção de condições maiores e melhores do que as que os indivíduos teriam isoladamente para a realização dos seus objetivos. A associação então, é a forma mais básica para se organizar juridicamente um grupo de pessoas para a realização de objetivos comuns. Esquematicamente podemos representar as associações como sendo:

As associações assumem os princípios de uma doutrina que se chama associativismo e que expressa a crença de que juntos, nós podemos encontrar soluções melhores para os conflitos que a vida em sociedade nos apresenta. Esses princípios são reconhecidos no mundo todo e embasam as várias formas que as associações podem assumir: oscips, cooperativas, sindicatos, fundações, organizações sociais, clubes. O que irá diferenciar a forma jurídica de cada tipo de associação é basicamente os objetivos que se pretende alcançar. Os princípios gerais são os seguintes: 1 - PRINCÍPIO DA ADESÃO VOLUNTÁRIA E LIVRE “As associações são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a usar seus serviços e dispostas a aceitar as responsabilidades de sócio, sem discriminação social, racial, política, religiosa e de gênero”. 2 – PRINCÍPIO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA PELOS SÓCIOS “As associações são organizações democráticas, controladas por seus sócios, que participam ativamente no estabelecimento de

suas políticas e na tomada de decisões. Homens e mulheres, eleitos como representantes, são responsáveis para com os sócios”. 3 – PRINCÍPIO DA PARTICIPAÇÃO ECONÔMICA DOS SÓCIOS “Os sócios contribuem de forma eqüitativa e controlam democraticamente as suas associações. Os sócios destinam eventual superávit para os seus objetivos através de deliberação em assembléia geral”. 4. PRINCÍPIO DA AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA “As associações são organizações autônomas de ajuda mútua, controladas por seus membros. Entrando em acordo operacional com outras entidades, inclusive governamentais, ou recebendo capital de origem externa, devem fazê-lo de forma a preservar seu controle democrático pelos sócios e manter sua autonomia”. 5 – PRINCÍPIO DA EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO “As associações devem proporcionar educação e formação aos sócios, dirigentes eleitos e administradores, de modo a contribuir efetivamente para o seu desenvolvimento. Eles deverão informar o público em geral, particularmente os jovens e os líderes formadores de opinião, sobre a natureza e os benefícios da cooperação”. 6- PRINCÍPIO DA INTERAÇÃO “As associações atendem a seus sócios mais efetivamente e fortalecem o movimento associativista trabalhando juntas, através de estruturas locais, nacionais, regionais e internacionais”. 7 – INTERESSE PELA COMUNIDADE “As associações trabalham pelo desenvolvimento sustentável de suas comunidades, municípios, regiões, estados e país através de políticas aprovadas por seus membros”. De modo geral as associações caracterizam-se por: · Reunião de duas ou mais pessoas para a realização de objetivos comuns; · Seu patrimônio é constituído pela contribuição dos associados, por doações, subvenções etc; · Seus fins podem ser alterados pelos associados; · Os seus associados deliberam livremente; · São entidades do direito privado e não público.

T I P O S DE ASSOCIAÇÕES O termo associação agrega uma série de modelos de organização (associações.) que possuem objetivos e finalidades diferentes entre si.ASSOCIAÇÕES Introdução Associação. que se unem nessa nomenclatura por possuírem características básicas semelhantes: . institutos. o que é Tipos de associações Principais características Diferenças entre associações e cooperativas 6 Considerações importantes para o seu trabalho 7 Sugestão de roteiro para organizar uma associação 8 Documentos necessários 9 Endereços úteis 10 Fontes pesquisadas 11 Anexos: Modelos de Estatuto Modelo de Ata de Constituição da Associação Modelo de Estatuto de Médicos Residentes Modelos de Estatutos de Estudantes Modelos de Estatutos de Farmacêuticos As associações e o novo Código Civil 1 2 3 4 5 PRIMEIRA P Á G I NA Créditos 3. mas... clubes.

clubes de serviços. . .religiosas. Alguns tipos mais comuns são: ASSOCIAÇÕES FILANTRÓPICAS Reúnem voluntários que prestam assistência social a crianças. .entidades filantrópicas. .· Reunião de duas ou mais pessoas para a realização de objetivos comuns. ASSOCIAÇÕES DE PAIS E MESTRES Representam a organização da comunidade escolar com vistas à obtenção de melhores condições de ensino e integração da escola com a comunidade. pessoas carentes.atuar na defesa dos direitos das pessoas ou de classes específicas de trabalhadores e/ou empresários. ASSOCIAÇÕES EM DEFESA DA VIDA Normalmente são organizadas para defender pessoas em condições marginais na sociedade ou que não estão em condições . .prestar assistência social e cultural. São organizações com finalidade de: . . Seu caráter é basicamente o da assistência social. · Seu patrimônio é constituído pela contribuição dos associados. por doações. que encontrou na união de esforços uma melhor solução para determinados problemas. mas a defesa dos interesses de um determinado grupo de pessoas. Em algumas escolas se responsabilizam por parte da gestão escolar. · Seus fins podem ser alterados pelos associados.clubes esportivos entre outros.defesa do meio ambiente. subvenções etc. · São entidades do direito privado e não público De modo geral essas organizações não tem na atividade econômica o seu objetivo principal. idosos. · Os seus associados deliberam livremente.

aidéticos.. Ex. tem objetivos educacionais e de promoção de temas relacionados às artes e questões polêmicas da sociedade tais como racismo. ASSOCIAÇÕES DE PRODUTORES Incluem-se as associações de produtores. ASSOCIAÇÕES DE CLASSE Representam os interesses de determinada classe profissional e/ou empresarial. FIEMG. ASSOCIAÇÕES CULTURAIS.. Fazem parte desse grupo ainda. DESPORTIVAS E SOCIAIS Organizadas por pessoas ligadas ao meio artístico.. crianças com necessidades especiais. violência.de superar suas próprias limitações.. a indústria e o governo. de artesãos. ASSOCIAÇÕES Introdução Associação. que se organizam para realização de atividades produtivas e ou defesa de interesses comuns e representação política. Associação de meninos de rua. Alcoólicos Anônimos.. os Clubes esportivos e sociais. Ex. de pequenos proprietários rurais. ASSOCIAÇÕES DE CONSUMIDORES Organizações voltadas para o fortalecimento dos consumidores frente aos comerciantes. o que é Tipos de associações Principais características Diferenças entre associações e cooperativas 6 Considerações importantes para o seu trabalho 7 Sugestão de roteiro para organizar uma associação 8 Documentos necessários 9 Endereços úteis 10 Fontes pesquisadas 11 Anexos: Modelos de Estatuto Modelo de Ata de Constituição da Associação Modelo de Estatuto de Médicos Residentes 1 2 3 4 5 PRIMEIRA P Á G I NA . Associações Comerciais. APAE. gênero..

5. 3. e art. são definidas as políticas e linhas de ação da instituição. 174. LEGISLAÇÃO: · Constituição Federal (art. FORMAÇÃO: · Mínimo de 2 pessoas 6. Através de Assembléia Geral dos sócios.). 4. fundos e . 5o. PATRIMÔNIO: · Formado por taxa paga pelos associados. sem fins lucrativos. par. 2. FINALIDADE: · Defesa e promoção dos interesses das pessoas (físicas e/ou jurídicas) que a constituiu. XVII A XXI.Modelos de Estatutos de Estudantes Modelos de Estatutos de Farmacêuticos As associações e o novo Código Civil Créditos 4. GESTÃO: · Por seus princípios doutrinários as associações se baseiam na autogestão. 2o. bem como se elege uma diretoria que será responsável pela administração da associação. que tem por objetivo a defesa e promoção dos interesses das pessoas (físicas e/ou jurídicas) que a constituiu. CONCEITO: · Entidade jurídica de direito privado. Código Civil. P R I N C I P A I S CARACTERÍSTICAS 1.. doações.

conforme princípio das instituições sem fins lucrativos. REMUNERAÇÃO DE DIRIGENTES E RESULTADOS FINANCEIROS: · Não remuneram seus dirigentes nem distribuem sobras entre seus associados. Não possui capital social. taxas e contribuições). 8. genericamente. Por isso. quatro possibilidades podem .reservas. b) A não incidência. que é quando. . . Ficam imunes ao Imposto de Renda Pessoas Jurídicas. recebimento de direitos autorais etc. · Existem três tipos de categorias de relações com a obrigação de pagar tributos: a) Na imunidade a sociedade não é submetida a determinados impostos e taxas por força constitucional. a transferência de produtos do associado para a sua cooperativa não é considerada “circulação de mercadorias”. deve ser recolhido o tributo. legados e heranças. É o caso das associações filantrópicas e todas as demais sociedades que não tem “renda”. Em relação à incidência. que é quando o ato realizado não se encaixa no que é previsto na legislação correspondente. É importante considerar ainda as várias alterações que a legislação tributária vai sofrendo ao longo do tempo. pertinentes ao patrimônio sob a sua administração. · São mantidas através da contribuição dos sócios ou de cobrança pelos serviços prestados. não incide nesta operação o Imposto de Circulação de Mercadorias. Por exemplo. doações. TRIBUTAÇÃO: · A tributação das associações é um dos maiores complicadores para esse tipo de instituição. rendimentos de aplicações de seus ativos financeiros e outros. . contratos e acordos firmados com empresas e agências nacionais e internacionais. 7. principalmente pelas várias possibilidades de atuação das associações e pelo fato de muitos tributos terem legislações diferentes nos vários níveis de governo (federal. c) A incidência. principalmente por não haver indicações claras sobre todos os tributos (tributo inclui impostos. . estadual e municipal).

Vamos destacar aqui os mais importantes e que afetam as associações diretamente: IMPOSTOS FEDERAIS . . não tributado. · A legislação tributária brasileira é muito confusa. e c) à aplicação de suas rendas e patrimônio na consecução dos objetivos. . ocorre a imunidade (são liberadas pela constituição) desde que cumpram alguns requisitos. mas o mesmo é assumido temporariamente pelo poder público (o governo empresta) com a finalidade de incentivar o consumo. b) à não distribuição de sobras/ganhos financeiros para os seus associados. está presente na nota fiscal. Dos produtos da cesta básica. em alguns casos há a isenção em um estado e não há em outro. em território nacional. Imposto sobre Importação Caso a associação importe algum produto. por força de lei. Cabem também as retenções do imposto na fonte nos . O imposto (taxa ou contribuição) deve ser recolhido. os Estados e Municípios têm autonomia para decidir se seus tributos se efetuam ou não a cobrança. Neste caso. Imposto sobre Exportação Caso a associação exporte algum produto. especialmente no que se refere: a) à não remuneração de dirigentes. 3 – O produto é isento. É o caso das compras de adubo. Neste caso. 2 – O produto é. as hortaliças e as frutas são isentas do ICMS por decisão do próprio poder público. . mas uma decisão do poder público libera o recolhimento do imposto correspondente.ocorrer: 1 – O produto é tributado. 4 – O diferimento ocorre quando o imposto é devido. mas uma lei livra o produto de determinado imposto. o produto é tributado. há incidência. especificamente. Imposto sobre Renda e proventos de qualquer natureza (IRPJ) No caso das associações.

bem como os recolhimentos correspondentes sobre eventuais ganhos obtidos em aplicações financeiras. É obrigatória a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Jurídica. FGTS e outros Em relação à folha de pessoal (empregados contratados). Encargos trabalhistas e previdenciários – INSS. . No entanto. Agora é obrigatório o pagamento de 3% sobre . A isenção somente poderia ocorrer caso a associação conseguisse a equiparação com o atual regime jurídico da microempresa. A associação para sobre as movimentações e transmissões de recursos depositados em instituições financeiras. . Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) Nem as associações nem as cooperativas estavam submetidas a esta contribuição nas operações com associados. . férias. . Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) Ocorre quando a associação compra algum produto industrializado (o imposto vem imbutido no preço).5% ao INSS sobre a receita bruta da comercialização da produção. recolhidas mensalmente. No caso de a associação industrializar e vender algum dos seus produtos dependerá do tipo de produto (há produtos que são isentos) para ocorrer o imposto. É uma taxa de 0. FGTS. câmbio. Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) Pago nas operações de crédito. . a associação recolhe aproximadamente 52% de encargos (contribuição patronal. seguros e outras aplicações bancárias. . uma Medida Provisória recente retirou todas as sociedades civis da isenção do Cofins. etc). CONTRIBUIÇÕES PARA A UNIÃO . . Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF). 13o.38% .pagamentos de salários (de empregados cuja remuneração ultrapasse a tabela de IRPF). Imposto Territorial Rural (ITR) Pago sobre eventuais propriedades que a associação tenha em área rural. Contribuição Sobre a Produção Rural As associações que eventualmente desenvolvem atividades produtivas rurais (como o devem fazer todos os produtores rurais) pagam 2.

Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) . não contam com a não-incidência do ICMS nas operações entre associados e a sua entidade. em um dos ministérios acima mencionados. Taxas de Classificação Devidas aos Ministérios da Agricultura ou da Saúde para inspeção. enquanto aguardam decisão judicial definitiva sobre o caso. são determinados produtos que são isentos. As associações. Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) Pago sobre as propriedades da associação na cidade. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) . estão fazendo depósito em juízo dessa contribuição. Alguns estados estabeleceram percentuais menores ou mesmo isentaram as operações de associações. deverá registra-los. seguindo orientações de seus departamentos jurídicos. sendo que sobre a mesma podem ser aplicadas algumas deduções. TAXAS PARA A UNIÃO . No caso de a associação ter produtos industrializados. Alguns ramos do cooperativismo. da venda de artesanato. Mas podem ser beneficiadas (como também as outras empresas e cooperativas) por políticas estaduais e locais que desejam incentivar determinada atividade produtiva. Taxas Portuárias Para eventual utilização dos portos no caso de exportação . com marca própria.a receita bruta proveniente da venda de mercadorias e serviços. da indústria ou da produção de bens econômicos) das associações. Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) De modo geral. fiscalização e licenciamento de comercialização de produtos animais ou vegetais. Taxa de registro das associações nos cartórios IMPOSTOS PARA OS MUNICÍPIOS . Em outros. IMPOSTOS PARA OS ESTADOS . ao contrário das cooperativas. o fisco estadual vem cobrando o ICMS para a circulação de mercadorias (movimentação física de qualquer produto ocasionada por operações realizadas no exercício do comércio. . conforme o caso. etc. como no caso da comercialização de produtos da cesta básica. TAXA PARA OS ESTADOS .

É que os municípios têm autonomia para cobrar ou isentar as associações deste imposto. não há por que repetir o recolhimento. D I F E R E N Ç A S E N T R E A S S O C IA Ç Õ E S E COOPERATIVAS Este é um assunto que sempre gera algum tipo de polêmica. cabe uma alíquota (que varia de município para município) sobre os pagamentos de serviços prestados pela associação. enquanto não há uma legislação específica. Outras inúmeras taxas e contribuições dependendo do serviço prestado pelo órgão público 5. A não ser que consigam negociar com as prefeituras uma declaração de não incidência. . Laudêmio No caso da utilização de terras públicas . É provável que em vários momentos do seu trabalho você deve se ver diante das seguintes perguntas: É melhor montar uma cooperativa ou uma associação? Quando montar uma ou outra? . Taxa de Iluminação Pública . Taxa de Limpeza Pública . TAXAS PARA O MUNICÍPIO . Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) Há toda uma polêmica a respeito do recolhimento do ISSQN. requerendo a isenção de ISS se for o caso. Nos demais casos. Imposto sobre transmissão intervivos de bens imóveis por atos onerosos ou acessão física. Imposto sobre Vendas a Varejo de Combustíveis Líquidos e Gasosos Imposto embutido no preço dos combustíveis . Nos casos em que profissionais vinculados à associação já recolhem ISSQN. As associações que prestam serviços devem se inscrever nas prefeituras do local de suas sedes..

o mesmo em uma cooperativa de produção. sem contar o repasse dos valores relacionados ao trabalho prestado pelos cooperantes ou da venda dos produtos por eles entregues na cooperativa. Nas cooperativas os associados são os donos do patrimônio e os beneficiários dos ganhos que o processo por eles organizados propiciará. em compensação tem algumas vantagens que compensam grupos que querem se organizar. por decisão de assembléia geral. Uma cooperativa de trabalho beneficia os próprios cooperantes. aparentemente. Na maioria das vezes os associados não são nem mesmo os beneficiários da ação do trabalho da associação. filantrópicas. Enquanto a associação é adequada para levar adiante uma atividade social. serem distribuídas entre os próprios cooperantes. a cooperativa é mais adequada para desenvolver uma atividade comercial. em média ou grande escala de forma coletiva. As sobras que porventura houverem das relações comerciais estabelecidas pela cooperativa podem. Essa diferença de natureza estabelece também o tipo de vínculo e o resultado que os associados recebem de suas organizações. deverá ser destinado à outra instituição semelhante conforme determina a lei e os ganhos eventualmente auferidos pertencem à sociedade e não aos associados que dela não podem dispor. cultural. ela engessa o capital e o patrimônio. pois os mesmos. Em uma associação. A compreensão dessa diferença é o que determina a melhor adequação de um ou outro modelo. Enquanto as associações são organizações que tem por finalidade a promoção de assistência social. os associados não são propriamente os seus “donos”. representação política. buscam os mesmos objetivos. deverão ser destinados à atividade fim da associação. Seu principal objetivo é o de viabilizar o negócio produtivo de seus associados junto ao mercado. A diferença essencial está na natureza dos dois processos. O patrimônio acumulado pela associação em caso da sua dissolução.Quais vantagens entre uma e outra? Essas dúvidas são comuns e pertinentes uma vez que os dois tipos de organização se baseiam nos mesmos princípios doutrinários e. defesa de interesses de classe. educacional. A associação tem uma grande desvantagem em relação à Cooperativa. as cooperativas têm finalidade essencialmente econômica. mesmo . também de acordo com a lei. e retirar dela o próprio sustento.

Elaboração da ata de constituição. Registro no INSS e no Ministério do trabalho. que busca mostrar as principais diferenças entre os dois modelos: CRITÉRIO ASSOCIAÇÃO Sociedade de pessoas sem fins lucrativos COOPERATIVA Sociedade de pessoas sem fins lucrativos e com especificidade de atuação na atividade produtiva/comercial Viabilizar e desenvolver atividades de consumo. Registro do estatuto e da ata de constituição no cartório de registro de pessoas jurídicas da comarca. Aprovação do estatuto em assembléia geral pelos associados. A seguir um quadro organizado pela assistente social Sandra Mayrink Veiga e pelo advogado Daniel T. produção. Formar e capacitar seus integrantes para o trabalho e a vida em comunidade. Eleição do conselho de administração (diretoria) e do conselho fiscal. Rech e publicado no livro Associações como construir sociedades civis sem fins lucrativos – editora DP&A. Eleição da diretoria e do conselho fiscal. educação e assistência social. . no entanto.para comercializar seus produtos: o gerenciamento é mais simples e o custo de registro é menor. de acordo com os interesses dos seus associados. Realizar iniciativas de promoção. Legalização Aprovação do estatuto em assembléia geral pelos associados. CNPJ na Receita Federal. Estimular a melhoria técnica. crédito e comercialização.. que se a questão é atividade econômica o modelo mais adequado é a Cooperativa. Registro no INSS e no Ministério do trabalho. Registro do estatuto e da ata de constituição na junta comercial. Elaboração da ata de constituição. prestação de serviços. Inscrição Estadual. profissional e social dos associados. Conceito Finalidade Representar e defender os interesses dos associados. Vamos destacar. CNPJ na Receita Federal.

Área de atuação limitase aos seus objetivos e possibilidade de reuniões. Constituição (art. Pode constituir federações e confederações para a sua representação. bancárias e pode candidatar-se a empréstimos e aquisições do governo federal. As decisões devem sempre ser tomadas com a participação e o envolvimento dos associados. financiamentos junto às instituições financeiras. Pode realizar operações financeiras e bancárias usuais. Constituição Mínimo de duas pessoas. Pode representar os associados em ações coletivas de seu interesse. XVII a XXI. Nas decisões em assembléia geral. As decisões devem sempre ser tomadas com a participação e o envolvimento dos associados.Alvará na prefeitura. e art 174. Não possui capital social. doações. cada pessoa tem direito a um voto. Pode representar os associados em ações coletivas do seu interesse. As cooperativas de produtores rurais são Legislação Patrimônio / Capital Representação Forma de Gestão Abrangência / Área de Ação Operações . 5o. empréstimos e processos de capitalização. O capital social é formado por quotaspartes podendo receber doações. podendo ter abrangência nacional. XVII a XXI e art. 174. fundos e reservas.. facilitando.). 2o. podendo realiza-las para a implementação de seus objetivos sociais. Realiza operações financeiras. Mínimo de 20 pessoas físicas Lei 5. Possui capital social. Código Civil Seu patrimônio é formado por taxa paga pelos associados. 5o. É representada por federações e confederações. Nas decisões em assembléia geral. podendo ter abrangência nacional. cada pessoa tem direito a um voto.) Código civil. Realiza plena atividade comercial. A associação não tem como finalidade realizar atividades de comércio.764/71. portanto. A inexistência do mesmo dificulta a obtenção de financiamento junto às instituições financeiras. par 2o. Área de atuação limitase aos seus objetivos. Constituição (art. par.

a não ser no limite de suas quotas-partes e a não ser também nos casos em que decidem que a sua responsabilidade é ilimitada. Paga as taxas e os impostos decorrentes das ações comerciais. pela Fazenda Estadual. Pode ser fiscalizada pela prefeitura. definidas pela assembléia. pela Fazenda Estadual (nas operações de comércio). Tributação Fiscalização Pode ser fiscalizada pela prefeitura. recebem apenas o reembolso das despesas realizadas para o desempenho dos seus cargos. Os dirigentes podem ser remunerados por retiradas mensais prólabore. pelo INSS. A sua diretoria só pode ser responsabilizada se agir sem o consentimento dos associados. Deve recolher o Imposto de Renda Pessoa Jurídica sobre operações com terceiros. Não paga Imposto de Renda sobre suas operações com seus associados. Responsabilidades Remuneração Os dirigentes não têm remuneração pelo exercício de suas funções.beneficiadas do crédito rural de repasse Os associados não são responsáveis diretamente pelas obrigações contraídas pela associação. pelo INSS. Contabilidade Deve fazer anualmente uma declaração de isenção de imposto de renda. Os associados não são responsáveis diretamente pelas obrigações contraídas pela cooperativa. A escrituração contábil é mais complexa em função do volume de negócios e em função da necessidade de ter contabilidades separadas para as operações com os sócios e com nãosócios. A sua diretoria só pode ser responsabilizada se agir sem o consentimento dos associados. pelo Ministério do . Escrituração contábil simplificada. além do reembolso de suas despesas.

dinheiro. Antes de efetivar a organização formal da Associação. mais barato e possível de ser realizado. realizada pelo Ministério Público. No caso de intervenção judicial.Trabalho e pela Receita Federal. Definida em assembléia geral e. é necessários estarem juntos para faze-lo? 3. equipamentos. Esse é o fundamento essencial do processo associativo: a soma de esforços proporcionando soluções mais eficazes para problemas coletivos. Existe identidade entre os participantes? O que os une? 2. provavelmente. ocorre a liquidação. é necessário ter o grupo organizado e mobilizado para dar a efetiva sustentação ao projeto. pelo Ministério do Trabalho e pela Receita Federal. . as sobras são divididas de acordo com o volume de negócios de cada associado. Todos concordam com a proposta? Estão dispostos a leva-la adiante? 4. neste caso ocorre a dissolução. Definida em assembléia geral ou mediante intervenção judicial. na constituição da Associação: 1. Para isso cabem algumas perguntas que poderão orientar o grupo para avançar ou não. Qual o interesse em trabalharem juntos? Esses interesses conseguirão mantê-los unidos por quanto tempo? Vejam que as respostas a essas perguntas podem ajudar as pessoas a organizar seu pensamento e irem caminhando para formar um senso coletivo em torno da proposta. Nessa perspectiva você já percebe que as principais orientações para organização de uma Associação são as mesmas que para cooperativas. vontade e desejo de várias pessoas torna tudo mais fácil. não podendo ser proposta a falência. O sentido de se organizar uma Associação é a existência de problemas concretos para os quais a união das pessoas é a solução mais eficaz para resolve-los. Após decisão em assembléia geral. para quaisquer outras formas de organização de base coletiva: a formação de um grupo de pessoas conscientes de suas responsabilidades e direitos para com a instituição e comprometidas com a realização dos objetivos propostos no estatuto. oscips e. Somar esforços. Destinam-se 10% para o fundo de reserva e 5% para o Fundo Educacional (FATES) Dissolução Resultados Financeiros As possíveis sobras obtidas de operações entre os associados serão aplicadas na própria associação. O que querem fazer.

A questão é que eles sozinhos não são suficientes para garantir o sucesso da entidade. Este roteiro antes de ser uma camisa de forças para o seu trabalho. tenham certeza do que querem pessoalmente com o processo e quais benefícios. Também neste caso. mas que não gerava resultados para todos.O caráter de assistência social. Neste caso também. sua principal atuação nesse momento é auxiliar o grupo na tomada de decisão sobre a organização ou não da associação. financeiros. Em outros casos cria-se uma dependência em relação a pessoas e órgãos de fora da associação. atraentes e mobilizadores para despertar o desejo de muitas pessoas em participar de uma associação. por si sós. Muitas associações acabam porque na fase de organização as pessoas não tiveram clareza dos seus papéis e responsabilidades para manutenção da instituição ao longo do tempo. é um elemento para sua reflexão e tomada de decisões. elaborarem um planejamento de trabalho e terem clareza do que querem e da forma como farão para alcançar o resultado esperado. como responsáveis pelo sucesso e/ou fracasso da associação. as pessoas passam a vê-los e ao Sebrae. que o trabalho era bom. à união do grupo pode gerar para si mesmos ou para a comunidade da qual fazem parte. temas que compõem o universo dos objetivos das associações são. Considere os passos sugeridos e adapte-os as suas necessidades. Para evitar esse risco é que é importante a sua atuação para faze-los compreender o processo. ter um estudo de viabilidade econômica é importante para formular as estratégias que possibilitarão os recursos (humanos. em que pese que o aspecto econômico não seja a principal finalidade da maioria das associações. cultural. esse é um risco comum no trabalho de vocês técnicos do Sebrae. Por constituir-se em um processo eminentemente coletivo é essencial que as pessoas que compõem a associação. Uma associação é um grupo que deverá trabalhar coletivamente para alcançar determinado resultado. a defesa de interesses de classe. participação se aprende na prática. desse modo uma ação importante é possibilitar que o grupo consiga aprender a trabalhar junto. a defesa do meio ambiente. Participação não se aprende na teoria. FASE DE SENSIBILIZAÇÃO 1 Contato inicial A partir de busca direta por informação junto ao Escritório Micro-regional ou por ação do próprio Escritório Micro-regional. estruturais) que darão sustentabilidade para a entidade. Ë comum após um tempo às pessoas estarem reclamando que alguns trabalham mais que outros. o objetivo dessa etapa é identificar .

pessoas que ficarão responsáveis por levantar informações sobre a legalização da ASSOCIAÇÃO. Caso seja positivo o interesse. Nessa etapa é importante dar as pessoas envolvidas o maior número possível de informações sobre o tema.É fundamental nessa etapa tentar nivelar os anseios das pessoas frente à instituição. explorando principalmente aspectos relativos à responsabilidade de cada pessoa no processo e o caráter empresarial e transparente da gestão da ASSOCIAÇÃO. Portanto é importante ter definido essas questões para poder seguir com segurança.A partir dessa etapa é importante já ter definido que tipo de apoio o Sebrae estará oferecendo. outras que se responsabilizem por estudar a viabilidade econômica do negócio e as necessidades de infraestrutura e recursos financeiros para viabiliza-lo. tentando já identificar com o grupo o interesse por avançar no processo. esse é o momento de aprofundar a discussão sobre ASSOCIAÇÃO e o Terceiro Setor. Terão conseguido . Ficará restrito ao Escritório Micro-regional? Terá um consultor especializado para acompanhar o trabalho? Quem financiará? É pouco provável que o grupo consiga avançar o processo sozinho. 3 Apresentação dos Caso o trabalho tenha transcorrido resultados da conforme o acordado na fase anterior. para participar de uma palestra de sensibilização sobre o tema.2 Palestra de sensibilização pessoas interessadas na organização da ASSOCIAÇÃO. O que elas pensam que é uma ASSOCIAÇÃO? O que elas esperam conseguir com ela? Estão dispostas a assumir riscos?Caso o grupo concorde em avançar com o trabalho é importante organizar entre o grupo. Já com o grupo reunido a partir da tarefa da etapa anterior. deixar como tarefa para o grupo mobilizar um número maior de pessoas (considerando que serão necessárias pelo menos 10 pessoas para organizar uma ASSOCIAÇÃO). o etapa anterior grupo terá levantado informações importantes para decidir se organiza ou não a ASSOCIAÇÃO. Como o nome sugere o objetivo dessa palestra é o de sensibilizar as pessoas para o tema.

. cabe ao técnico auxiliar o grupo a encontrar novas perspectivas para sua demanda. Cabe ao técnico explorar o grupo sobre as informações levantadas. principalmente. Após essa etapa encaminhar a documentação para registro. Caso as informações colhidas permitam ao grupo decidir por organizar a ASSOCIAÇÃO. feito um estudo da viabilidade econômica do negócio. passa-se a medida prática para fazêlo. Nessa assembléia também elege-se a diretoria da ASSOCIAÇÃO e aprova-se o seu estatuto. FASE CONSITUTIVA 4 Realização de Assembléia de Constituição A Assembléia de Constituição é uma etapa formal do processo de legalização. Antes de chegar aqui o grupo já deverá ter discutido o estatuto e definido as pessoas que formarão a diretoria.Caso decidam por não organizar a ASSOCIAÇÃO. FASE PRE-OPERACIONAL 5 Definição de localização. Com base no estudo de viabilidade econômica a diretoria eleita passa a tomar as providências necessárias para começar a operação da ASSOCIAÇÃO. aquisição de móveis e equipamentos. Nessa etapa o apoio técnico é muito importante para auxiliar a diretoria na tomada de decisões que serão cruciais para o funcionamento bem sucedido da ASSOCIAÇÃO. ajudando-os a identificar as reais possibilidades de constituir e manter com sucesso a ASSOCIAÇÃO.informações sobre a documentação e tramitação legal para constituir a ASSOCIAÇÃO e.

015/73 (arts.FASE OPERACIONAL 6 Início das atividades da ASSOCIAÇÃO A partir daqui começam os desafios reais da ASSOCIAÇÃO. desde que os erros tenham sido devidamente consertados por observação do secretário que a escreveu. DUAS VIAS DOS ESTATUTOS. Nas cidades maiores provavelmente existe um cartório específico para essa finalidade. deveram ter servido não apenas como forma de levantar informações para constituir ou não a ASSOCIAÇÃO. impressos (separados da ata de constituição) com a assinatura do representante legal da associação em todas as páginas. impressa em papel timbrado (se já houver) ou em papel ofício. o que diminuirá as tensões no dia a dia do negócio. vale orientar para que as pessoas que ficarão responsáveis por essa tarefa. O registro das Associações é feito no Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas. pois ele provavelmente ainda estará muito frágil. A ata deve ser assinada pelo representante legal da associação (presidente ou outro membro conforme determinar o estatuto). Um aspecto dificultador é o fato de alguns cartórios terem exigências especiais que extrapolam o que determina lei. 120 e 121). De acordo com a lei 6. como laboratório para as pessoas da sua capacidade de trabalhar juntas em torno de um objetivo comum. mas sem a inclusão do estatuto e sem os erros eventualmente cometidos quando foi manuscrita no livro. tenham bastante paciência e estejam preparadas para enfrentar um pouco de burocracia. na íntegra. A expectativa é a de que esse senso já tenha sido criado até aqui. Abaixo estarão relacionados os documentos que estão previstos na legislação. As fases anteriores. De qualquer forma. . transcrita do livro de atas. Nas menores é feito no cartório de registro geral. são necessários os seguintes documentos para se registrar uma associação: 1. mas também. 2. ATA DE FUNDAÇÃO. Caso não tenha sido ainda desenvolvido o técnico deve estar atento para acompanhar o processo.

o que será feita numa Delegacia da Receita Federal. 2. 4. registro de empregados. Documento básico de entrada. Ficha cadastral da pessoa jurídica (encontra-se disponível na receita federal). com a indicação da nacionalidade. Os demais documentos. D. livros caixa. As condições de extinção da pessoa jurídica e. Com a documentação em ordem o registro será feito. contratos.3. OFÍCIO ENCAMINHADO AO CARTÓRIO. com a apresentação do seu endereço pessoal e do endereço da sede da entidade.. A denominação. 4. Se o estatuto é reformável no tocante à administração. C.. nesse caso. e de que modo. convênios. pelas obrigações sociais. Estatutos sociais registrados em cartório. os fins e a sede da associação. . Se os membros respondem ou não. O passo seguinte é providenciar o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ. O modo como se administra e representa a sociedade. A RELAÇÃO DOS ASSOCIADOS FUNDADORES E DOS MEMBROS DA DIRETORIA ELEITA. B. bem como o tempo de sua duração. subsidiariamente. livro e folha onde foi lançado. ativa e passivamente. Concluída esta etapa a Associação estará devidamente registrada e pronta para entrar em funcionamento. De acordo com a Lei 9. Esse cadastro que permitirá a associação realizar transações financeiras. Quadro de associados (o mesmo utilizado para o registro no cartório). o destino do seu patrimônio. solicitando o registro. em duas vias (encontra-se disponível na receita federal). assinado pelo representante legal da associação. Para inscrição no CNPJ a associação deverá apresentar: 1. a lei não prevê a necessidade de assinatura de um advogado nas vias dos estatutos.096/95 os seguintes itens devem constar dos estatutos: A. contratação de empregados. E. do estado civil e da profissão de cada um. O oficial do cartório fará o lançamento da certidão de registro e devolverá uma das vias dos estatutos com o número de ordem. judicial e extrajudicialmente. Esse é o registro inicial da Associação. Ao contrário do que exige a maioria dos cartórios. deverão ser providenciados juntos com o contador que for escolhido pela associação. 3.

a não ser aqueles que já tenham atingido uma estabilidade num porte maior. a não pretensão dos Fascículos da Cultura da Cooperação serem compêndios completos sobre os temas que tratam. Creio ser melhor que reunidos em Distritos ou por cidade. Rubem Süffert Presidente da Comissão Nacional de Gestão Institucional e da Comissão Estatuinte da Assembléia Nacional Créditos Em decorrência da Lei nº 10. com bens ou serviços. e para as Regiões Escoteiras e os Grupos Escoteiros com personalidade jurídica própria. Inicialmente. para o exercício de atividade econômica e a partilha. o artigo 53 do novo Código . entrou em vigor em 10 de janeiro de 2003. define o artigo 44 do novo Código Civil: “São pessoas jurídicas de direito privado: I – as associações. por sua vez estabelece: “Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir. principalmente. I N T R O D U Ç Ã O Considerando as alterações que o novo código civil traz. estaremos atentos ao andamento das questões colocadas abaixo e incorporando-as tão logo tenham amplo respaldo legal. De outro lado. Seguindo o princípio de manter atualizadas as informações dos Fascículos. e III – as fundações. a série de regulamentações que o mesmo exigirá e podem levar algum tempo e. reduzindo assim substancialmente os custos operacionais de manutenção de uma personalidade jurídica própria.406 de 10 de janeiro de 2002. como a União dos Escoteiros do Brasil. como filial. mas desejamos nesse artigo abordar suas conseqüências para as entidades sem fins lucrativos. de que não julgo o mais adequado que cada Grupo Escoteiro tenha personalidade jurídica própria. as Unidades Escoteiras Locais constituam em conjunto uma entidade patrocinadora. entre si.PRIMEIRA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 P Á G I NA ASSOCIAÇÕES Introdução Associação. dos resultados. No Título II “Das Pessoas Jurídicas”. Esse texto traz profundas modificações em muitas áreas. ESTATUTOS DE ENTIDADES FACE AO NOVO CÓDIGO CIVIL Prof. O artigo 981. que lhes conceda o CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica. ou mesmo em conjuntos de 3. II – as sociedades. o que é Tipos de associações Principais características Diferenças entre associações e cooperativas Considerações importantes para o seu trabalho Sugestão de roteiro para organizar uma associação Documentos necessários Endereços úteis Anexos: Modelos de Estatuto Modelo de Ata de Constituição da Associação Modelo de Estatuto de Médicos Residentes Modelos de Estatutos de Estudantes Modelos de Estatutos de Farmacêuticos As associações e o novo Código Civil 1. o novo Código Civil Brasileiro. 4 ou 6. devo deixar clara minha posição. optamos por transcrever o documento abaixo para que você tenha informações iniciais sobre os impactos que o novo Código gera para as associações.

os fins. pelas obrigações sociais. Se não. Deixa claro o artigo 47 que: “Obrigam a pessoa jurídica os atos dos administradores. na forma da lei.” Essas normas já constavam da Lei nº 6.” Nesse sentido. II – assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária. que: I – comprovem finalidade não lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação.” Aqui a primeira grande discussão que se cria. exceto em relação ao inciso IV que poucos estatutos especificam.Civil fixa: “Constituem-se as associações pela união das pessoas que se organizam para fins não econômicos. II – o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores. é se essa nova terminologia “fins não econômicos” pode predominar em relação à denominação constitucional de “instituições de educação e de assistência social. nesse caso. que tem proteção contra a interferência estatal. sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento”. e de que modo. existe previsão constitucional de normas legais regulamentando as cooperativas. e dos diretores. em campanhas e parcerias de arrecadação de recursos. Isso dará. a de cooperativas independem de autorização. certamente. VI – as condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio. judicial e extrajudicialmente. o estatuto deve definir com clareza os limites dos poderes dos administradores. no Título II – Dos Direitos e Garantias Fundamentais estabelece em seu artigo 5º incisos: XVII – “é plena a liberdade de associações para fins lícitos. inciso VI alínea “c” e o artigo 213 da Carta Magna: “Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas. teremos ações judiciais para definir com mais clareza esse aspecto.” e XVIII – “a criação de associações e. definidas em lei. no próprio resguardo dos . o tempo de duração e o fundo social. IV – se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração. no caso de encerramento de suas atividades. filantrópica ou confessional. exercidos nos limites de seus poderes definidos no ato constitutivo. Também a Constituição Brasileira. fazendo os necessários ajustes na legislação. podendo ser dirigidos a escolas comunitárias. sem fins lucrativos” conforme o artigo 15. quando houver.015/1973. mas não para a criação de associações. ou ao Poder Público. outro embate nos tribunais. Assim. confessionais ou filantrópicas. III – o modo por que se administra e representa. Assim. do Registro Público. O artigo 46 do novo Código Civil estabelece: “O registro declarará: I – a denominação. subsidiariamente. V – se os membros respondem ou não. creio que o próprio poder legislativo irá compreender que a denominação criada pela nova legislação “de associação com fins não econômicos” não é adequada para as mínimas atividades de manutenção financeira das associações. e em geral já são consideradas no estatuto das associações. ativa e passivamente. a sede. vedada a de caráter paramilitar.” Que no caso das associações é o seu estatuto.

ao estabelecer em seu artigo 52: “Aplica-se às pessoas jurídicas.” A partir daqui. que começa com o artigo 11: “ Com exceção dos casos previstos em lei. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária’’. pela primeira vez. a proteção dos direitos da personalidade” que conforme o artigo 11. O artigo 54 do novo Código Civil define: “Sob pena de nulidade.” Também inova o Código Civil. como o quorum especial para alterar o estatuto ou para destituir os administradores de 1/3 (um terço) dos associados presentes à 2ª convocação e seguintes da Assembléia Geral. etc. Também. ainda que exclusivamente moral.” Assim. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis. os . Outras. Se decisões tiverem que ser tomadas por 2/3 (dois terços) dos presentes. o Código incorpora. violar direito e causar dano a outrem. negligência ou imprudência. no que couber. a exemplo de algumas que veremos a seguir. os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis. mesmo que não incluídas no estatuto. detalha o Parágrafo Único: “Decai em três anos o direito de anular as decisões a que se refere este artigo. ‘‘com exceção dos casos previstos em lei. ou forem eivadas de erro.direitos das associações. categorizando-o de ato ilícito. e a destinação do patrimônio a que as associações estão sujeitas.. expressamente. os quoruns de votação não podem constar de normas menores. a reparação do dano moral. os dirigentes e membros das associações devem julgar se convêm incluir essas normas no estatuto ou simplesmente cumpri-las enquanto não alteradas ou revogadas. O artigo 186 do novo Código Civil dispõe: ‘‘Aquele que. as decisões se tomarão pela maioria de votos dos presentes. valem enquanto essas normas estiverem em vigor. essa regulamentação deve constar do estatuto. ou por eventual unanimidade. quando violarem a lei ou estatuto. convêm destacar que o novo Código Civil estabelece normas imperativas para as Associações.. explicita agora o artigo 48: “Se a pessoa jurídica tiver administração coletiva.. predominando nesse caso a maioria simples fixada no novo Código Civil. e acho que devem constar do estatuto da entidade. simulação ou fraude. passa a caber para as associações a possibilidade de acionar outras pessoas na justiça por danos materiais e morais. por ação ou omissão voluntária. Nesse caso. salvo se o ato constitutivo dispuser de modo diverso. comete ato ilícito’’. o que é novidade na legislação brasileira. regulamentos. o estatuto das associações conterá: I – a denominação. Assim. No novo dispositivo. O detalhamento desses direitos estão no Capítulo II – “Dos Direitos da Personalidade”. E. já que hoje muitas vezes são fixados em regimentos internos ou regulamentos gerais. dolo.

IV – as fontes de recursos para sua manutenção. no estatuto. ao invés de sócios beneficiários. O que sugiro nesse sentido é a abertura no estatuto da possibilidade de procurações e suas condições básicas. Aqui também cabe a discussão sobre a possibilidade de uso de procurações. para não serem incluídos no quorum de associados presentes exigido para algumas decisões das Assembléias Gerais. necessário para as Assembléias de alteração estatutária. O artigo 55 abre a possibilidade para a categorização de membros das associações ao afirmar que: “Os associados devem ter iguais direitos.” Esse elevado quorum só pode ser alcançado com bastante dificuldade. mas o estatuto poderá instituir categorias com vantagens especiais. da mesma forma que a votação por correspondência.fins e a sede da associação (já constante do artigo 46 inciso I). quem encaminha as propostas de modificação e que a decisão deve ter 2/3 (dois terços) dos presentes favoráveis à alteração.” A essas quatro atribuições exclusivas. III – os direitos e deveres dos associados. e IV – alterar o estatuto. conforme estabelece o novo Código Civil. que normalmente se encontravam em normas secundárias. mas raramente para o caso de demissão e de exclusão de associados. dos direitos e deveres dos associados. Por sua vez. Imagine o esforço para reunir 1/2 dos pais e mães. dirigentes e escotistas de um Grupo Escoteiro. ou com menos de um terço nas convocações seguintes. nossos membros juvenis. nos quais a maioria desses membros juvenis não tem sequer direito ao voto. por exemplo. remetendose seu detalhamento ao Regimento Interno ou ao Regulamento Geral. para se alcançar o quorum mínimo de 1/3 dos associados. sem a maioria absoluta dos associados. II – os requisitos para a admissão.” No caso do Movimento Escoteiro. não podendo ela deliberar. em grau de recurso. contando . o que às vezes se tornará necessário. E continua o Parágrafo Único do artigo 59: “Para as deliberações a que se referem os incisos II e IV é exigido o voto concorde de dois terços dos presentes à assembléia especialmente convocada para esse fim. VI – as condições para a alteração das disposições estatutárias e para a dissolução. deve-se acrescentar a de “apreciar. II – destituir os administradores. demissão e exclusão dos associados. em primeira convocação. os casos de exclusão de associados” conforme previsto no artigo 57 e seu Parágrafo Único. V – o modo de constituição e funcionamento dos órgãos deliberativos e administrativos. o artigo 59 do novo Código Civil fixa que: “Compete privativamente à assembléia geral: I – eleger os administradores.” Algumas entidades tem em seu estatuto definido os requisitos de admissão. Ou seja. poderão ser denominados futuramente de “beneficiários” ou mesmo de “membros juvenis”. que as regulamentará. Também passa a ser obrigatória a explicitação. III – aprovar as contas. assim como as condições para a alteração do próprio estatuto. quantas cada associado pode receber e a eventual votação por correspondência.

Naturalmente. Entendo. que devam ser eleitos pela Assembléia Geral. assim. para alterar seu estatuto ou destituir um administrador. bem como sua validade máxima em um ano. Surgirão. Pessoas não integrantes da Diretoria podem ser previstos como substitutos eventuais daqueles que a integram? Se admitiria eleições pela própria Diretoria. Normalmente. para contribuir com as Diretorias. É conveniente restringir em 5 ou no máximo 10 procurações que podem ser recebidas por cada associado. que trata da destinação do patrimônio em caso de dissolução da associação. Outro caminho. incluindo os regionais e de Grupo somente quando esses níveis tem personalidade jurídica própria. hoje amplamente usada em entidades de classe. E amplie essa dificuldade para toda a Região ou a UEB em nível nacional. Esses não tem direito de voto nas reuniões de Diretoria. atendendo a critérios regulamentados pela Diretoria de Grupo. que já é importante. tenham seus administradores escolhidos dessa forma. e os Executivos e Gerentes como cargos de profissionais contratados. que pode ser simultâneo. a fim de assegurar a adequada destinação pela qual foram constituídos. sendo que nesse caso não teríamos mais os Diretores nomeados. assim. e prever para esses dois temas da Assembléia Geral a votação por correspondência. de forma interina? Aqui. é prever no Estatuto que para as Assembléias Gerais em que sejam discutidas alterações estatutárias ou destituição de administradores. não se pode exigir que todo e qualquer estabelecimento mantido. A solução aqui. a análise passa a ser quem são os administradores da associação. devendo então toda a Diretoria ser eleita pela Assembléia Geral.nesse quorum também os membros juvenis como sócios. nesse caso. No caso de órgãos escoteiros com personalidade jurídica própria entendo que devem ser destinados a outras entidades que pratiquem o Escotismo. . Especial atenção também deve-se dar ao artigo 61 da Lei nº 10. A discussão inicia ao se definir quem são os administradores. em uma assembléia de grupo. A questão se torna mais relevante ao se definir como se substituem os administradores em casos de vaga. dispensar que na próxima Assembléia Geral sejam os cargos vagos adequadamente preenchidos. mas podem ter o de voz. os Superintendentes e Secretários como funções voluntárias. que aqui se trata dos administradores nacionais da UEB.406/2001. O preenchimento provisório não pode. até a próxima Assembléia Geral. podem ser utilizadas procurações. poderíamos considerar que fossem todos os integrantes da Diretoria. no nosso caso os Grupos Escoteiros e Direções Regionais.

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