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Eureka 24

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  • PROBLEMA 1
  • PROBLEMA 2
  • PROBLEMA 3:
  • PROBLEMA 4: SOLUÇÃO DE GABRIEL TAVARES BUJOKAS (SÃO PAULO – SP)
  • PROBLEMA 5: SOLUÇÃO DE LEANDRO FARIAS MAIA (FORTALEZA – CE)
  • PROBLEMA 6: SOLUÇÃO DE GABRIEL TAVARES BUJOKAS (SÃO PAULO – SP)

CONTEÚDO

XXVII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA
2
Problemas e Soluções da Primeira Fase
XXVII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA
14
Problemas e Soluções da Segunda Fase
XXVII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA
36
Problemas e Soluções da Terceira Fase
XXVII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA
59
Problemas e Soluções da Primeira Fase – Nível Universitário
XXVII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA
65
Problemas e Soluções da Segunda Fase – Nível Universitário
XXVII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA
73
Premiados
AGENDA OLÍMPICA
77
COORDENADORES REGIONAIS
78
Sociedade Brasileira de Matemática
XXVII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE
MATEMÁTICA
Problemas e Soluções da Primeira Fase
PROBLEMAS – NÍVEL 1
1. Sabendo-se que 9 174 532 13 119 268 916 × · , pode-se concluir que é
divisível por 13 o número:
A) 119 268 903 B) 119 268 907 C) 119 268 911
D) 119 268 913 E) 119 268 923
2. Numa caixa havia 3 meias vermelhas, 2 brancas e 1 preta. Professor Piraldo
retirou 3 meias da caixa. Sabendo-se que nenhuma delas era preta, podemos
afirmar sobre as 3 meias retiradas que:
A) são da mesma cor.
B) são vermelhas.
B) uma é vermelha e duas são brancas.
D) uma é branca e duas são vermelhas.
E) pelo menos uma é vermelha.
3. Diamantino colocou em um recipiente três litros de água e um litro de suco
composto de 20% de polpa e 80% de água. Depois de misturar tudo, que
porcentagem do volume final é polpa?
A) 5% B) 7% C) 8% D) 20% E) 60%
4. Perguntado, Arnaldo diz que 1 bilhão é o mesmo que um milhão de milhões.
Professor Piraldo o corrigiu e disse que 1 bilhão é o mesmo que mil milhões.
Qual é a diferença entre essas duas respostas?
A) 1 000 B) 999 000 C) 1 000 000 D) 999 000 000
EUREKA! N°24, 2006
2
Sociedade Brasileira de Matemática
E) 999 000 000 000
5. Numa seqüência, cada termo, a partir do terceiro, é a soma dos dois termos
anteriores mais próximos. O segundo termo é igual a 1 e o quinto termo vale
2005. Qual é o sexto termo?
A) 3 002 B) 3 008 C) 3 010 D) 4 002 E) 5 004
6. Um galão de mel fornece energia suficiente para uma abelha voar 7 milhões
de quilômetros. Quantas abelhas iguais a ela conseguiriam voar mil
quilômetros se houvesse 10 galões de mel para serem compartilhados entre
elas?
A) 7 000 B) 70 000 C) 700 000 D) 7 000 000
E) 70 000 000
7. Três anos atrás, a população de Pirajussaraí era igual à população que
Tucupira tem hoje. De lá para cá, a população de Pirajussaraí não mudou mas
a população de Tucupira cresceu 50%. Atualmente, as duas cidades somam
9000 habitantes. Há três anos, qual era a soma das duas populações?
A) 3 600 B) 4 500 C) 5 000 D) 6 000 E) 7 500
8. Um agricultor esperava receber cerca de 100 mil reais pela venda de sua safra.
Entretanto, a falta de chuva provocou uma perda da safra avaliada entre
1 1
e
5 4
do total previsto. Qual dos valores a seguir pode representar a perda do
agricultor?
A) R$ 21.987,53 B) R$ 34.900,00 C) R$ 44.999,99
D) R$ 51.987,53 E) R$ 60.000,00
9. Devido a um defeito de impressão, um livro de 600 páginas apresenta em
branco todas as páginas cujos números são múltiplos de 3 ou de 4. Quantas
páginas estão impressas?
A) 100 B) 150 C) 250 D) 300 E) 430
EUREKA! N°24, 2006
3
Sociedade Brasileira de Matemática
10. Seis retângulos idênticos são reunidos para
formar um retângulo maior conforme
indicado na figura. Qual é a área deste
retângulo maior?
A) 210 cm
2
B) 280 cm
2

C) 430 cm
2
D) 504 cm
2

E) 588 cm
2

21 cm
11. O relógio do professor Piraldo, embora preciso, é diferente, pois seus
ponteiros se movem no sentido anti-horário. Se você olhar no espelho o
relógio quando ele estiver marcando 2h23min, qual das seguintes imagens
você verá?
E E E E E
A) B) C) D) E)
12. Uma placa decorativa consiste num quadrado
de 4 metros de lado, pintada de forma simétrica
com algumas faixas, conforme indicações no
desenho ao lado. Qual é a fração da área da
placa que foi pintada?

1 1 3 6 7
A) B) C) D) E)
2 3 8 13 11

1m
1m
1m
1m
1m
1m
13. Películas de insulfilm são utilizadas em janelas de edifícios e vidros de
veículos para reduzir a radiação solar. As películas são classificadas de
acordo com seu grau de transparência, ou seja, com o percentual da radiação
solar que ela deixa passar. Colocando-se uma película de 70% de
transparência sobre um vidro com 90% de transparência, obtém-se uma
redução de radiação solar igual a :
A) 3% B) 37% C) 40% D) 63% E) 160%
14. Na figura, os dois triângulos são eqüiláteros. Qual é o valor do ângulo x?
EUREKA! N°24, 2006
4
Sociedade Brasileira de Matemática
75°
65°
x
A) 30
o
B) 40
o
C) 50
o
D) 60
o
E) 70
o
15. Um serralheiro solda varetas de metal para
produzir peças iguais que serão juntadas para
formar o painel abaixo. O desenho ao lado
apresenta as medidas, em centímetros, de uma
dessas peças. O serralheiro usa exatamente 20
metros de vareta para fazer o seu trabalho.

10
10
10
5
5
5
Qual dos desenhos abaixo representa o final do painel?
A)
B)
C)
D) E)
16. Dentre os números 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10, escolha alguns e coloque-os
nos círculos brancos de tal forma que a soma dos números em dois círculos
vizinhos seja sempre um quadrado perfeito. Atenção: o 2 já foi colocado em um
dos círculos e não é permitido colocar números repetidos; além disso, círculos
separados pelo retângulo preto não são vizinhos.
2
EUREKA! N°24, 2006
5
Sociedade Brasileira de Matemática
A soma dos números colocados em todos os círculos brancos é:
A) 36 B) 46 C) 47 D) 49 E) 55
17. Figuras com mesma forma representam objetos de mesma massa. Quantos
quadrados são necessários para que a última balança fique em equilíbrio?

?
A) 7 B) 8 C) 9 D) 10 E) 12
18. As 10 cadeiras de uma mesa circular foram numeradas com números
consecutivos de dois algarismos, entre os quais há dois que são quadrados
perfeitos. Carlos sentou-se na cadeira com o maior número e Janaína, sua
namorada, sentou-se na cadeira com o menor número. Qual é a soma dos
números dessas duas cadeiras?
A) 29 B) 36 C) 37 D) 41 E) 64
19. Em um ano, no máximo quantos meses têm cinco domingos?
A) 3 B) 4 C) 5 D) 6 E) 7
20. As nove casas de um tabuleiro 3 3 × devem ser pintadas de foram que cada
coluna, cada linha e cada uma das duas diagonais não tenham duas casas de
mesma cor. Qual é o menor número de cores necessárias para isso?
A) 3 B) 4 C) 5 D) 6 E) 7
PROBLEMAS – NÍVEL 2
1. Uma loja de sabonetes realiza uma promoção com o anúncio "Compre um e
leve outro pela metade do preço”. Outra promoção que a loja poderia fazer
oferecendo o mesmo desconto percentual é
A) "Leve dois e pague um” B) "Leve três e pague um”
C) "Leve três e pague dois” D) "Leve quatro e pague três”
E) "Leve cinco e pague quatro”
2. Veja o problema No. 13 do Nível 1.
EUREKA! N°24, 2006
6
Sociedade Brasileira de Matemática
3. Veja o problema No. 10 do Nível 1.
4. Veja o problema No. 4 do Nível 1.
5. Veja o problema No. 9 do Nível 1.
6. Platina é um metal muito raro, mais raro até do que ouro. Sua densidade é
21,45 g/cm
3
. Suponha que a produção mundial de platina foi de cerca de
110 toneladas em cada um dos últimos 50 anos e desprezível antes disso.
Assinale a alternativa com o objeto cujo volume é mais próximo do volume
de platina produzido no mundo em toda a história.
A) uma caixa de sapatos B) uma piscina
C) um edifício de dez andares D) o monte Pascoal E) a Lua
7. Veja o problema No. 5 do Nível 1.
8. Veja o problema No. 17 do Nível 1.
9. Entre treze reais não nulos há mais números positivos do que negativos.
Dentre os
13 12
78
2
×
· produtos de dois dos treze números, 22 são
negativos. Quantos números dentre os treze números dados são negativos?
A) 2 B) 7 C) 8 D) 9 E) 10
10. O desenho ao lado mostra um pedaço de papelão que será dobrado e colado
nas bordas para formar uma caixa retangular. Os ângulos nos cantos do
papelão são todos retos. Qual será o volume da caixa em cm
3
?
15 cm
2
0

c
m

4
0

c
m

A) 1 500 B) 3 000 C) 4 500 D) 6 000
E) 12 000
11. Sendo a, b e c números reais, pela propriedade distributiva da multiplicação
em relação à adição, é verdade que a × (b + c) = (a × b) + (a × c). A distributiva
da adição em relação à multiplicação a + (b × c) = (a + b) × (a + c) não é sempre
verdadeira, mas ocorre se, e somente se,
A) a = b = c =
1
3
ou a = 0 B) a = b = c
EUREKA! N°24, 2006
7
Sociedade Brasileira de Matemática
C) A igualdade nunca ocorre D) a + b + c = 1 ou a = 0
E) a = b = c = 0
12. Em certa cidade, acontece um fato interessante. Dez por cento dos
Baianos dizem que são Paulistas e dez por cento dos Paulistas dizem que
são Baianos. Todos os outros Paulistas e Baianos assumem a sua verdadeira
origem. Dentre os Paulistas e Baianos, 20%
dizem que são Paulistas. Que percentual os realmente Paulistas representam
dentre os Paulistas e Baianos?
A) 12,5% B) 18% C) 20% D) 22%
E) 22,5%
13. Veja o problema No. 14 do Nível 1.
14. As letras O, B e M representam números inteiros. Se O × B × M = 240, O
× B + M = 46 e O + B × M = 64, quanto vale O + B + M?
A) 19 B) 20 C) 21 D) 24 E) 36
15. Veja o problema No. 15 do Nível 1.
16. Veja o problema No. 19 do Nível 1.
17. Quantos números entre 10 e 13000, quando lidos da esquerda para a direita,
são formados por dígitos consecutivos e em ordem crescente?
Exemplificando, 456 é um desses números, mas 7890 não é:
A) 10 B) 13 C) 18 D) 22 E) 25
18. Um piloto percorreu três trechos de um rali, de extensões 240 km, 300 km e
400 km, respectivamente. As velocidades médias nos três trechos foram 40
km/h, 75 km/h e 80 km/h, mas não necessariamente nessa ordem. Podemos
garantir que o tempo total em horas gasto pelo piloto nos três trechos é:
A) menor ou igual a 13 horas
B) maior ou igual a 13 horas e menor ou igual a 16 horas
C) maior ou igual a 14 horas e menor ou igual a 17 horas
D) maior ou igual a 15 horas e menor ou igual a 18 horas
E) maior ou igual a 18 horas
19. Na figura, todas as circunferências menores têm o mesmo raio r e os centros
das circunferências que tocam a circunferência maior são vértices de um
quadrado. Sejam a e b as áreas cinzas indicadas na figura. Então a razão
a
b
é
igual a:
EUREKA! N°24, 2006
8
Sociedade Brasileira de Matemática
a
b
A)
1
2
B)
2
3
C) 1 D)
3
2
E) 2
20. Um professor de Inglês dá aula particular para uma classe de 9 alunos, dos
quais pelo menos um é brasileiro. Se o professor escolher 4 alunos para fazer
uma apresentação, terá no grupo pelo menos dois alunos de mesma
nacionalidade; se escolher 5 alunos, terá no máximo três alunos de mesma
nacionalidade. Quantos brasileiros existem na classe?
A) 1 B) 2 C) 3 D) 4 E) 5
21. Um relógio, com ponteiros de horas, minutos e segundos, faz plim
toda vez que um ponteiro ultrapassa outro no mostrador. O número de
plins registrados em um certo dia, no período entre as 12 horas e 1 segundo
e as 23 horas, 59 minutos e 59 segundos é:
A) 732 B) 1438 C) 1440 D) 1446 E) 1452

22. Na figura, a reta PQ toca em N o círculo que passa por L, M e N. A reta LM
corta a reta PQ em R. Se LM = LN e a medida do ângulo PNL é α , α < 60
o
,
quanto mede o ângulo LRP?
L
M
N P Q R
α
A)3α – 180
o
B)180
o
– 2α C) 180
o
– α D) 90
o
– α /2 E) α
23. Os inteiros positivos x e y satisfazem a equação
1 1
2 2
1 x y x y + − − ·
.
Qual das alternativas apresenta um possível valor de y?
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9
Sociedade Brasileira de Matemática
A) 5 B) 6 C) 7 D) 8 E) 9
24. Veja o problema No. 16 do Nível 1.
25. Um bloco de dimensões 1 × 2 × 3 é colocado sobre um tabuleiro 8 × 8,
como mostra a figura, com a face X, de dimensões 1 × 2, virada para baixo.
Giramos o bloco em torno de uma de suas arestas de modo que a face Y fique
virada para baixo. Em seguida, giramos novamente o bloco, mas desta vez de
modo que a face Z fique virada para baixo. Giramos o bloco mais três vezes,
fazendo com que as faces X, Y e Z fiquem viradas para baixo, nessa ordem.
Quantos quadradinhos diferentes do tabuleiro estiveram em contato com o
bloco?
Y
Z
A) 18 B) 19 C) 20 D) 21 E)22
PROBLEMAS – NÍVEL 3
1. Veja o problema No. 17 do Nível 2.
2. Os pontos L, M e N são pontos médios de arestas do cubo, como mostra a
figura. Quanto mede o ângulo LMN?
EUREKA! N°24, 2006
10
Sociedade Brasileira de Matemática

L
M
N
A) 90
o
B) 105
o
C) 120
o
D) 135
o
E) 150
o

3. Veja o problema No. 22 do Nível 2.
4. Veja o problema No. 14 do Nível 2.
5. Esmeralda digitou corretamente um múltiplo de 7 muito grande, com 4010
algarismos. Da esquerda para a direita, os seus algarismos são 2004
algarismos 1, um algarismo n e 2005 algarismos 2. Qual é o valor de n?
A) 3 B) 4 C) 5 D) 6 E) 7
6. Veja o problema No. 23 do Nível 2.
7. Veja o problema No. 25 do Nível 2.
8. Veja o problema No. 1 do Nível 2.
9. Veja o problema No. 6 do Nível 2.
10. A figura mostra um cubo de aresta 1 no qual todas as doze diagonais
de face foram desenhadas. Com isso, criou-se uma rede com 14 vértices (os 8
vértices do cubo e os 6 centros de faces) e 36 arestas (as 12 arestas do cubo e
mais 4 sobre cada uma das 6 faces). Qual é o comprimento do menor caminho
que é formado por arestas da rede e que passa por todos os 14 vértices?
A)
1 6 2 +
B)
4 2 2 +
C) 6 D)
8 6 2 +
E)
12 12 2 +
EUREKA! N°24, 2006
11
Sociedade Brasileira de Matemática
11. Uma das faces de um poliedro é um hexágono regular. Qual é a quantidade
mínima de arestas que esse poliedro pode ter?
A) 7 B) 9 C) 12 D) 15 E) 18
12. Veja o problema No. 19 do Nível 1.
13. O ponto D pertence ao lado BC do triângulo ABC. Sabendo que AB = AD = 2,
BD = 1 e os ângulos BAD e CAD são congruentes, então a medida do
segmento CD é:
A)
3
2
B)
4
3
C)
5
4
D)
6
5
E)
7
6
14. Esmeralda adora os números triangulares (ou seja, os números 1, 3, 6, 10,
15, 21, 28…), tanto que mudou de lugar os números 1, 2, 3, …, 11 do relógio
de parede do seu quarto de modo que a soma de cada par de números vizinhos
é um número triangular. Ela deixou o 12 no seu lugar original. Que número
ocupa o lugar que era do 6 no relógio original?
A) 1 B) 4 C) 5 D) 10 E) 11
15. Os termos an de uma seqüência de inteiros positivos satisfazem a relação
an+3 = an+2(an+1 + an) para n = 1, 2, 3…
Se a5 = 35, quanto é a4?
A) 1 B) 3 C) 5 D) 7 E) 9
16. Veja o problema No. 11 do Nível 2.
17. Veja o problema No. 19 do Nível 2.
18. Entre treze reais não nulos há mais números positivos do que
negativos. Dentre os
13 12
78
2
×
· produtos de dois dos treze números, 22
são negativos. Quantos números dentre os treze números dados são negativos?
A) 2 B) 7 C) 8 D) 9 E) 10
19. Traçando as quatro retas perpendiculares aos lados de um paralelogramo
não retângulo pelos seus pontos médios, obtém-se uma região do plano
limitada por essas quatro retas. Podemos afirmar que a área dessa região é
igual à área do paralelogramo se um dos ângulos do paralelogramo for igual a:
A) 30
o
B) 45
o
C) 60
o
D) 75
o
E) 90
o
EUREKA! N°24, 2006
12
Sociedade Brasileira de Matemática
20. O número
3 4 3 4
(2 2) (3 2) (2 2) (3 2) + − + − + é:
A) inteiro ímpar B) inteiro par
C) racional não inteiro D) irracional positivo E)
irracional negativo
21. Sejam
2
10
(log 2005)
10 A ·
,
3
2005 B · e
2005
2 C ·
. Então:
A) A < B < C B) A < C < B
C) B < A < C D) B < C < A E) C < A < B
22. Veja o problema No. 18 do Nível 2.
23. Dois números inteiros são chamados de primanos quando pertencem a
uma progressão aritmética de números primos com pelo menos três termos.
Por exemplo, os números 41 e 59 são primanos pois pertencem à progressão
aritmética (41; 47; 53; 59) que contém somente números primos.
Assinale a alternativa com dois números que não são primanos.
A) 7 e 11 B) 13 e 53 C) 41 e 131 D) 31 e 43
E) 23 e 41
24. Um relógio, com ponteiros de horas, minutos e segundos, faz plim toda vez
que um ponteiro ultrapassa outro no mostrador. O número de plins registrados
em um certo dia no período entre as 12 horas e 1 segundo e as 23 horas, 59
minutos e 59 segundos é:
A) 732 B) 1438 C) 1440 D) 1446 E) 1452
25. Veja o problema No. 20 do Nível 2.
GABARITO
NÍVEL 1 (5
a
. e 6
a
. séries)
1) A 6) B 11) A 16) B
2) E 7) E 12) C 17) D
3) A 8) A 13) B 18) D
4) E 9) D 14) B 19) C
5) B 10) E 15) B 20) C
EUREKA! N°24, 2006
13
Sociedade Brasileira de Matemática
NÍVEL 2 (7
a
. e 8
a
. séries)
1) D 6) B 11) D 16) C 21) Anulada
2) B 7) B 12) A 17) D 22) Anulada
3) E 8) D 13) B 18) Anulada 23) C
4) E 9) A 14) B 19) C 24) B
5) D 10) B 15) B 20) C 25) B
NÍVEL 3 (Ensino Médio)
1) D 6) C 11) C 16) D 21) C
2) C 7) B 12) C 17) C 22) Anulada
3) Anulada 8) D 13) B 18) A 23) B
4) B 9) B 14) C 19) B 24) Anulada
5) B 10) A 15) D 20) B 25) C
XXVII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE
MATEMÁTICA
Problemas e Soluções da Segunda Fase
PROBLEMAS – Nível 1 PARTE A
(Cada problema vale 5 pontos)
01. O tanque do carro de Esmeralda, com capacidade de 60 litros, contém uma
mistura de 20% de álcool e 80% de gasolina ocupando metade de sua capacidade.
Esmeralda pediu para colocar álcool no tanque até que a mistura ficasse com
quantidades iguais de álcool e gasolina. Quantos litros de álcool devem ser
colocados?
02. Na seqüência de números 1, a, 2, b, c, d, ... dizemos que o primeiro termo é 1,
o segundo termo é a, o terceiro termo é 2, o quarto termo é b, e assim por diante.
Sabe-se que esta seqüência tem 2005 termos e que cada termo, a partir do terceiro,
é a média aritmética de todos os termos anteriores. Qual é o último termo dessa
seqüência?
03. Natasha é supersticiosa e, ao numerar as 200 páginas de seu diário, começou
do 1 mas pulou todos os números nos quais os algarismos 1 e 3 aparecem juntos,
em qualquer ordem. Por exemplo, os números 31 e 137 não aparecem no diário,
porém 103 aparece.
Qual foi o número que Natasha escreveu na última página do seu diário?
EUREKA! N°24, 2006
14
Sociedade Brasileira de Matemática
04. Juliana foi escrevendo os números inteiros positivos em quadrados de
papelão, colados lado a lado por fitas adesivas representadas pelos retângulos
escuros no desenho abaixo. Note que cada fila de quadrados tem um quadrado a
mais que a fila de cima. Ela escreveu até o número 105 e parou. Quantos pedaços
de fita adesiva ela usou?
1
2 3
4
7
5
8
6
9 10
05. Lara tem cubos iguais e quer pintá-los de maneiras diferentes, utilizando as
cores laranja ou azul para colorir cada uma de suas faces.
Para que dois cubos não se confundam, não deve ser possível girar um deles de
forma que fique idêntico ao outro. Por exemplo, há uma única maneira de pintar o
cubo com uma face laranja e cinco azuis.
Quantos cubos pintados de modos diferentes ela consegue obter?
06. Um carpinteiro fabrica caixas de madeira abertas na parte de cima, pregando
duas placas retangulares de 600 cm
2
cada uma, duas placas retangulares de 1200
cm
2
cada uma e uma placa retangular de 800 cm
2
, conforme representado no
desenho.
Qual é o volume, em litros, da caixa? Note que l litro = 1000 cm
3
.
PROBLEMAS – Nível 1 PARTE B
(Cada problema vale 10 pontos)
EUREKA! N°24, 2006
15
Sociedade Brasileira de Matemática
PROBLEMA 1
Quatro peças iguais, em forma de triângulo retângulo, foram dispostas de dois
modos diferentes, como mostram as figuras.
A
B
C
D
E
F
G
H
M
N
O
P
I J
K L
Os quadrados ABCD e EFGH têm lados respectivamente iguais a 3 cm e 9 cm.
Calcule as áreas dos quadrados IJKL e MNOP.
PROBLEMA 2
Considere três números inteiros positivos consecutivos de três algarismos tais que
o menor é múltiplo de 7, o seguinte é múltiplo de 9 e o maior é múltiplo de 11.
Escreva todas as seqüências de números que satisfazem essas propriedades.
PROBLEMA 3
Cada peça de um jogo de dominó possui duas casas numeradas. Considere as 6
peças formadas apenas pelos números 1, 2 e 3.
(a) De quantos modos é possível colocar todas estas peças alinhadas em
seqüência, de modo que o número da casa da direita de cada peça seja igual ao
número da casa da esquerda da peça imediatamente à direita?
A seguir, mostramos dois exemplos:

(b) Explique por que não é possível fazer o mesmo com todas as 10 peças
formadas apenas pelos números 1, 2, 3 e 4.
PROBLEMAS – Nível 2 PARTE A
EUREKA! N°24, 2006
16
Sociedade Brasileira de Matemática
(Cada problema vale 4 pontos)
01. Veja o problema No. 3 do Nível 1 Parte A.
02. Quatro peças iguais, em forma de triângulo retângulo, foram dispostas de dois
modos diferentes, como mostram as figuras abaixo.
A
B
C
D
E
F
G
H
M
N
O
P
I J
K L
Os quadrados ABCD e EFGH têm lados respectivamente iguais a 3 cm e 9 cm.
Determine a medida do lado do quadrado IJKL.
03. Veja o problema No. 4 do Nível 1 parte A.
04. Um terreno quadrangular foi dividido em quatro lotes menores por duas
cercas retas unindo os pontos médios dos lados do terreno. As áreas de três dos
lotes estão indicadas em metros quadrados no mapa a seguir.
200 210
250
Qual é a área do quarto lote, representado pela região escura no mapa?
05. Seja a um número inteiro positivo tal que a é múltiplo de 5, a + 1 é múltiplo
de 7, a + 2 é múltiplo de 9 e a + 3 é múltiplo de 11. Determine o menor valor que
a pode assumir.
EUREKA! N°24, 2006
17
Sociedade Brasileira de Matemática
PROBLEMAS – Nível 2 PARTE B
(Cada problema vale 10 pontos)
PROBLEMA 1
Gabriel resolveu uma prova de matemática com questões de álgebra, geometria e
lógica. Após checar o resultado da prova Gabriel observou que respondeu
corretamente 50% das questões de álgebra, 70% das questões de geometria e 80%
das questões de lógica. Gabriel observou, também, que respondeu corretamente
62% das questões de álgebra e lógica e 74% das questões de geometria e lógica.
Qual a porcentagem de questões corretas da prova de Gabriel?
PROBLEMA 2
O canto de um quadrado de cartolina foi cortado com uma tesoura. A soma dos
comprimentos dos catetos do triângulo recortado é igual ao comprimento do lado
do quadrado. Qual o valor da soma dos ângulos α e β marcados na figura
abaixo?
27°
β
α
PROBLEMA 3
(a) Fatore a expressão
2 2
8 9 y xy x + − .
(b) Determine todos os pares de inteiros (x; y) tais que 2005 8 9
2 2
· − − y x xy .
PROBLEMA 4
Veja o problema No. 3 do Nível 1 Parte B.
PROBLEMAS – Nível 3 PARTE A
(Cada problema vale 4 pontos)
EUREKA! N°24, 2006
18
Sociedade Brasileira de Matemática
01. Na figura, ABCDE é um pentágono regular e AEF é um triângulo eqüilátero.
Seja P um ponto sobre o segmento BF , no interior de ABCDE, e tal que o ângulo
A E P
ˆ
mede 12º, como mostra a figura abaixo.
F
A
P
E
B
C D
Calcule a medida, em graus, do ângulo PÂC.
02. Seja a um número inteiro positivo tal que a é múltiplo de 5, a + 1 é múltiplo
de 7, a + 2 é múltiplo de 9 e a + 3 é múltiplo de 11. Determine o menor valor que
a pode assumir.
03. Veja o problema No. 4 do Nível 2 parte A.
04. A função
: f → ¡ ¡
satisfaz
)) ( ( )) ( ( y f f x y f x f + · +
para todos os
números reais x e y. Sabendo que
8 ) 2 ( · f
, calcule f(2005).
05. Você tem que determinar o polinômio p(x) de coeficientes inteiros positivos
fazendo perguntas da forma “Qual é o valor numérico de p(k)?”, sendo k um
inteiro positivo à sua escolha.
Qual é o menor número de perguntas suficiente para garantir que se descubra o
polinômio?
PROBLEMAS – Nível 3 PARTE B
(Cada problema vale 10 pontos)
PROBLEMA 1
Determine todos os pares de inteiros (x; y) tais que 2005 8 9
2 2
· − − y x xy .
PROBLEMA 2
EUREKA! N°24, 2006
19
Sociedade Brasileira de Matemática
Um prisma é reto e tem como base um triângulo equilátero. Um plano corta o
prisma mas não corta nenhuma de suas bases, determinando uma secção triangular
de lados a, b e c. Calcule o lado da base do prisma em função de a, b e c.
PROBLEMA 3
No campeonato tumboliano de futebol, cada vitória vale três pontos, cada empate
vale um ponto e cada derrota vale zero ponto. Um resultado é uma vitória, empate
ou derrota. Sabe-se que o Flameiras não sofreu nenhuma derrota e tem 20 pontos,
mas não se sabe quantas partidas esse time jogou. Quantas seqüências ordenadas
de resultados o Flameiras pode ter obtido? Representando vitória por V, empate
por E e derrota por D, duas possibilidades, por exemplo, são (V, E, E, V, E, V, V,
V, E, E) e (E, V, V, V, V, V, E, V).
PROBLEMA 4
Determine o menor valor possível do maior termo de uma progressão aritmética
com todos os seus sete termos a1, a2, a3, a4, a5, a6, a7 primos positivos distintos.
Curiosidade: No ano passado, os ex-olímpicos Terence Tao (Austrália, ouro na
IMO 1988) e Ben Green (Reino Unido, prata na IMO 1994) provaram que existem
progressões aritméticas arbitrariamente grandes com todos os termos primos
positivos. Tal questão remonta ao século XVIII, aparecendo nas pesquisas de
Lagrange e Waring.
Soluções Nível 1 – Segunda Fase – Parte A
Problema 01 02 03 04 05 06
Resposta 18 2 214 182 10 24
1. O tanque contém uma mistura de 30 litros, sendo 0, 2 30 6 × · litros de álcool
e 30 – 6 = 24 litros de gasolina. Portanto, para que as quantidades de gasolina
e álcool fiquem iguais, devem ser colocados no tanque 24 – 6 = 18 litros de
álcool.
2. Como 2 é a média aritmética de 1 e a, podemos escrever
1
2
2
a +
· , logo
1 4 3 a a + · ⇔ · ; portanto,
1 2 3
2
3
b
+ +
· · ;
1 3 2 2
2
4
c
+ + +
· · ;
1 3 2 2 2
2
5
d
+ + + +
· · . Esses exemplos sugerem que todos os termos, a
EUREKA! N°24, 2006
20
Sociedade Brasileira de Matemática
partir do terceiro, são iguais a 2. De fato, quando introduzimos em uma
seqüência um termo igual à média de todos os termos da seqüência, a média
da nova seqüência é a mesma que a da seqüência anterior. Assim, o último
termo da seqüência dada é 2.
3. Natasha pulou os números 13, 31, 113, 130,131, 132, ..., 139, num total de 13
números. Portanto, na última página do seu diário escreveu o número 200 + 13
+1 = 214.
4. Olhando para o último número da fila n, vemos que ele é a soma de todos os
números de 1 a n: por exemplo, na fila 4, o último número da fila é 1 + 2 + 3 +
4 = 10. Note que para obter a quantidade de números até uma certa fila, basta
somar o número da fila ao total de números que havia antes dessa fila. Assim,
temos, fila 5 : 15, fila 6: 21, fila 7: 28, fila 8: 36, fila 9: 45, fila 10: 55, fila 11:
66, fila 12: 78, fila 13: 91, fila 14: 105
O número de fitas adesivas horizontais entre uma fila n – 1 e uma fila n é igual
a n – 1 e o número de fitas adesivas verticais numa fila n é igual n – 1.
Portanto, até a fila número 14, o número de fitas é
( ) ( )
13 14
1 2 13 1 2 13 2
2

+ + + + + + + · ⋅ · L L 182.
5. Todas as faces azuis: uma maneira.
Cinco faces azuis e uma amarela: uma maneira.
Quatro faces azuis e duas amarelas: duas maneiras (duas faces amarelas
opostas ou duas faces amarelas adjacentes).
Três faces azuis e três faces amarelas: duas maneiras (três azuis com um
vértice comum – uma maneira ou três azuis com uma aresta comum duas a
duas – uma maneira)
Duas faces azuis e quatro amarelas: duas maneiras
Uma face azul e cinco amarelas: uma maneira.
Todas as faces amarelas: uma maneira.
Portanto, o número de maneiras diferentes de pintar o cubo é 10.
6. Sejam a, b e c as medidas da caixa, conforme indicado no desenho ao lado.
Segundo o enunciado, podemos escrever ab = 600, ac = 1200 e bc = 800.
Sabemos que o volume da caixa é abc. Utilizando as propriedades das
igualdades e de potências, podemos escrever
EUREKA! N°24, 2006
21
Sociedade Brasileira de Matemática
( ) ( ) ( )
( )
2 2 2 2 2 2 3 2
2
6 2 6 6 2 6 3 3 3
600 1200 800 2 3 10 2 3 10 2 10
2 3 10 2 3 10 2 3 10 24 1000 cm
ab ac bc a b c
abc abc abc
⋅ ⋅ · ⋅ ⋅ ⇔ ⋅ ⋅ · ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⇔
· ⋅ ⋅ ⇔ · ⋅ ⋅ ⇔ · ⋅ ⋅ · ⋅
Como 1 litro é igual a 1000 cm
3
, concluímos que o volume da caixa é de 24 litros.
Soluções Nível 1 – Segunda Fase – Parte B
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 1:
1ª maneira: O quadrado IJKL e o quadrado MNOP têm como lados as
hipotenusas dos triângulos retângulos dados, logo têm a mesma área s. Fazendo os
dois quadrados coincidirem, concluímos que o dobro da soma t das áreas dos
quatro triângulos retângulos é a diferença entre as áreas dos quadrados IJKL e
EFGH, ou seja,
2 2
2 9 3 2 72 36 t t t = - Û = Û =
. Assim, s = 9 + 36 = 81 – 36
= 45 cm
2
.
2ª maneira: No quadrado IJKL, seja JC = x. Então IC = ID + DC = JC + DC
= x + 3. Então, no quadrado EFGH, temos
3 9 2 6 3 HN NG x x x x + = + + = Û = Û = . Portanto, a área do quadrado
IJKL, igual à soma das áreas dos quatro triângulos retângulos com a área do
quadrado ABCD, vale
( )
2
3 3 3
4 3 36 9 45
2
× +
× + = + = e a área do quadrado
MNOP, igual à diferença entre a área do quadrado EFGH e a soma das áreas dos
quatro triângulos retângulos, vale
( )
2
3 3 3
9 4 81 36 45
2
× +
- × = - = cm
2
.
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 2:
Seja n = abc múltiplo de 11; então n – 1 deve ser múltiplo de 9 e n – 2 deve ser
múltiplo de 7.
Seja 0 c ≠ :
Como abc é múltiplo de 11, podemos ter 0 ou 11 a b c a b c - + = - + = .
Como abc – 1 é múltiplo de 9, podemos ter
1 9 ou 1 18 a b c a b c + + - = + + - = . No caso de 1 0 a b c + + − · ,
teríamos 1 99 100 n n − · ⇔ · , que não é múltiplo de 11. Assim,
simultaneamente, somente podemos
ter
10 2 10 5
( )
5
a b c b b
i
a c b a c b a c
+ + · · ·
⇔ ⇔
+ · + · + ·
ou
EUREKA! N°24, 2006
22
Sociedade Brasileira de Matemática
19 2 11 19 4
( )
11 11 15
a b c b b
ii
a c b a c b a c
+ + · + · ·
⇔ ⇔
+ · + + · + + ·
No caso (i) existem as seguintes possibilidades para n: 154, 253, 352, 451, que são
múltiplos de 11; para n – 1 temos os números 153, 252, 351, 450 e 549 são
múltiplos de 9. Para os números n – 2 temos 152, 251, 350, 449 e 548, dos quais
apenas 350 é múltiplo de 7.
No caso (ii) existem as seguintes possibilidades para n: 649, 748, 847 e 946, que
são múltiplos de 11; para n – 1 temos os números 648, 747, 846 e 945 são
múltiplos de 9. Para os números n – 2 temos 647, 746, 845 e 944, dos quais
nenhum é múltiplo de 7.
Seja c = 0:
Neste caso, n –1 tem os algarismos a, b –1 e 9. Assim,
1 9 9 ou 1 9 18 a b a b + − + · + − + · ou seja, 1 ou 10 a b a b + · + · . Como
0 ou 11 a b c a b a b c a b - + = - = - + = - = , concluímos que a = b.
Assim, a = b = 5, o que fornece os números n = 550, n –1 = 549 e n – 2 = 548, que
não é divisível por 7.
Portanto, a única seqüência de três números inteiros consecutivos nas condições
dadas é 350, 351 e 352.
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 3:
1
a
maneira:
a) Podemos representar uma seqüência válida como uma seqüência de pares
ordenados. O primeiro exemplo é a seqüência [(1,1),(1,2),(2,2),(2,3),(3,3),(3,1)] e,
a partir dela, podemos criar outras seqüências válidas movendo o par da esquerda
para a direita (ou da direita para a esquerda). Assim, são válidas as seqüências
[(1,2),(2,2),(2,3),(3,3),(3,1),(1,1)], [(2,2),(2,3),(3,3),(3,1),(1,1), (1,2)],etc. num
total de 6 seqüências diferentes. Mudando a posição dos números dos pares
ordenados, podemos criar outras 6 seqüências: [(2,1), (1,1), (1,3), (3,3),(3,2),
(2,2)], [ (1,1), (1,3), (3,3),(3,2),(2,2), (2,1)], etc. Portanto, de acordo com as regras
dadas há 12 modos de colocar as peças em seqüência.
2
a
maneira:
a) As pontas devem ter o mesmo número, pois eles aparecem um número par de
vezes (se aparecer um número numa ponta e outro na outra, então há pelo
menos dois números que aparecem um número ímpar de vezes, o que não
ocorre). Alguma peça com dois números iguais deve aparecer em uma das
pontas, pois do contrário teríamos três das quatro peças centrais com duas
iguais, vizinhas, o que é impossível). Sendo assim, a seqüência pode ser
representada por XX-XY-YY-YZ-ZZ-ZX, onde para X temos três
possibilidades, para Y temos duas possibilidade e para Z, uma possibilidade,
EUREKA! N°24, 2006
23
Sociedade Brasileira de Matemática
num total de 3.2.1 = 6 possibilidades para a seqüência que começa com uma
dupla. Se a seqüência terminar com uma dupla, teremos novamente 6
possibilidades. Portanto, há 12 modos de colocar as seis peças em seqüência.
b) Para cada número, existem 4 peças.
Por exemplo, as peças com o número
1 estão desenhadas ao lado. O número
de vezes em que aparece o número 1 é
ímpar, logo a seqüência deveria
começar com 1 e terminar com outro
número ou começar com outro
número e terminar com 1. Neste caso,
os outros dois números deveriam
aparecer um número par de vezes,
pois não estariam na ponta, mas isso
não ocorre: todos os quatro números
aparecem um número ímpar de vezes.
Soluções Nível 2 – Segunda Fase – Parte A
Problema 01 02 03 04 05
Resposta 214 ------
--
182 240 1735

1. Natasha pulou os números 13, 31, 113, 130,131, 132, ..., 139, num total de 13
números. Portanto, na última página do seu diário escreveu o número 200 + 13
+1 = 214.
2. Sejam x e y o maior e o menor catetos, respectivamente, do triângulo
retângulo. Como o lado do quadrado ABCD mede 3 cm, temos x – y = 3. Por
outro lado, como o lado de EFGH mede 9 cm, temos x + y = 9. Resolvendo o
sistema, encontramos x = 6 e y = 3. Logo, o lado do quadrado IJKL, que é a
hipotenusa do triângulo retângulo, mede
5 3 45 3 6
2 2
· · +
cm.
OUTRA SOLUÇÃO: O quadrado IJKL e o quadrado MNOP têm como
lados as hipotenusas dos triângulos retângulos dados, logo têm a mesma área
s. Fazendo os dois quadrados coincidirem, concluímos que o dobro da soma t
EUREKA! N°24, 2006
24
Sociedade Brasileira de Matemática
das áreas dos quatro triângulos retângulos é a diferença entre as áreas dos
quadrados IJKL e EFGH, ou seja, 2t = 9
2
– 3
2
, o que fornece t = 36.. Assim, s
= 9 + 36 = 81 – 36 = 45 cm
2
e o lado do quadrado IJKL é 5 3 45 · cm.
3. Olhando para o último número da fila n, vemos que ele é a soma de todos os
números de 1 a n: por exemplo, na fila 4, o último número da fila é 1 + 2 + 3 +
4 = 10. Note que para obter a quantidade de números até uma certa fila, basta
somar o número da fila ao total de números que havia antes dessa fila. Assim,
temos, fila 5 : 15, fila 6: 21, fila 7: 28, fila 8: 36, fila 9: 45, fila 10: 55, fila 11:
66, fila 12: 78, fila 13: 91, fila 14: 105
O número de fitas adesivas horizontais entre uma fila n – 1 e uma fila n é igual
a n – 1 e o número de fitas adesivas verticais numa fila n é igual n – 1.
Portanto, até a fila número 14, o número de fitas é
( ) ( )
13 14
1 2 13 1 2 13 2
2

+ + + + + + + · ⋅ · L L 182.
4. Primeira Solução: Unindo os pontos médios de lados consecutivos do
quadrilátero, obtemos segmentos paralelos às suas diagonais e iguais à metade
delas. Portanto, o quadrilátero assim obtido é um paralelogramo. Os
segmentos traçados dividem cada um dos quatro lotes em duas partes. Todas
as partes internas têm a mesma área s, igual a 1/4 da área do paralelogramo.
Cada uma das partes externas tem área igual a 1/4 do triângulo determinado
pela diagonal correspondente. Assim, a + c é igual à metade da área do
quadrilátero, o mesmo ocorrendo com b + c. Daí, a + s + c + s = b + s + d + s.
Portanto, a área S desconhecida satisfaz S + 210 = 200 + 250, ou seja, S = 240.

a
b
c
d
s
s
s
s
Segunda Solução: Ligando o ponto de interseção das retas que representam
as duas cercas aos vértices, obtemos:
EUREKA! N°24, 2006
25
Sociedade Brasileira de Matemática
A
M
B
O
Q
N
D
P
C
Observemos que, como AQ = QD e as alturas de OAQ e OQD que passam por O
são iguais, as áreas de OAQ e OQD são iguais.
Analogamente, as áreas de OAM e OMB; OBN e ONC; OCP e OPD são iguais.
Logo área OAQ + área OAM + área OCP + área ONC = área OQD + área OMB +
área OPD + área OBN ⇔ área AMOQ + área CNOP = área DPOQ + área BMON
⇔ área AMOQ = 200 + 250 – 210 = 240.
5. Como a + 3 é múltiplo de 11, a + 3 = 11b, b ∈ Z. Sendo a múltiplo de 5,
10 3 a b b − · − também é, de modo que b – 3 = 5c
2
5 3 11(5 3) 3 55 30, b c a c c c
+
⇔ · + ⇔ · + − · + ∈ ¢ O número a + 2 é múltiplo de
9, assim como a + 2 – 54c – 36 = c – 4. Portanto
4 9 9 4 55(9 4) 30 495 250, . c d c d a d d d − · ⇔ · + ⇔ · + + · + ∈¢
Por fim,
sendo a + 1 múltiplo de 7, então a + 1 – 497d – 245 = a + 1 – 7 (71d + 35) = –
2d + 6 = –2(d – 3) também é, ou seja, d – 3 = 7k 7 3, d k k ⇔ · + ∈¢ e
495(7 3) 250 3465 1735 a k t · + + · +
Logo o menor valor de a é 1735.
Soluções Nível 2 – Segunda Fase – Parte B
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 1:
Vamos representar por A, G e L a quantidade de questões de Álgebra, Geometria e
Lógica da Prova e por a, g e l as questões respondidas acertadamente em cada uma
destas áreas. As condições do problema fornecem as seguintes equações:
0, 5; 0, 7; 0,8; 0, 62; 0, 74
a g l a l g l
A G L A L G L
+ +
· · · · ·
+ +
EUREKA! N°24, 2006
26
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Substituindo as relações expressas pelas três primeiras equações nas outras duas,
obtemos:
2
3
18 , 0 12 , 0 62 , 0
8 , 0 5 , 0 L
A L A
L A
L A
· ⇒ · ⇒ ·
+
+
0, 7 0,8 3
0, 74 0, 04 0, 06
2
G L L
G L G
G L
+
· ⇒ · ⇒ ·
+
A porcentagem de questões acertadas é:
3 3
0, 5. 0, 7. 0,8
0, 5 0, 7 0,8 2, 6
2 2
0, 65 65%
3 3
4
2 2
L L L
a g l A G L
A G L A G L
L L L
+ +
+ + + +
· · · · ·
+ + + +
+ +
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 2:
Vamos denotar por A, B, C e D os vértices do quadrado e por MN o corte efetuado.
Como CM + CN = BC = CD, resulta que BM = CN e DN = MC. Em
conseqüência, os triângulos ADN e DCM são congruentes, o mesmo ocorrendo
com ABM e BCN (em cada caso, os triângulos são retângulos e possuem catetos
iguais). Logo, DÂN = CDM = α e BÂM = CBN = β . Assim, α + β + 27
o
= 90
o
e α + β = 63
o
.

A B
C D
M
N
α
β
27
o
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 3:
a) x
2
– 9xy + 8y
2
= x
2
– xy – 8xy + 8y
2
= x(x – y) – 8y (x – y) = (x – 8y)(x – y).
Alternativamente, as raízes da equação do 2
o
grau x
2
– 9xy + 8y
2
, de incógnita x,
são y e 8y. Logo, x
2
– 9xy + 8y
2
fatora em (x – 8y)(x – y).
b) A equação a ser resolvida é (x – y)(8y – x) = 2005 (*)
Observemos que a fatoração em primos de 2005 é 5 ⋅ 401.
EUREKA! N°24, 2006
27
Sociedade Brasileira de Matemática
Além disso, a soma dos fatores x – y e 8y – x é 7y, que é múltiplo de 7. A soma
dos fatores é t 406, sendo que somente t 406 é múltiplo de 7. Assim,
5 e 8 401 63 e 58
ou ou
401 e 8 5 459 e 58
(*) ou
5 e 8 401
ou
401 e 8 5
x y y x x y
x y y x x y
x y y x
x y y x
− · − · · ·
− · − · · ·

− · − − · −
− · − − · −
ou
63 e 58
ou
459 e 58
x y
x y
· − · −
· − · −
As soluções são, portanto, (63; 58), (459;58), (–63; –58) e (–459; –58).
OUTRA SOLUÇÃO:
Observando a equação dada como uma equação do segundo grau em x, obtemos
x
2
– 9yx + 8y
2
+ 2005 = 0 (*),
cujo discriminante é
∆ = (9y)
2
– 4(8y
2
+ 2005) = 49y
2
– 8020
Para que (*) admita soluções inteiras, seu discriminante deve ser um quadrado
perfeito; portanto
49y
2
– 8020 = m
2
⇔ (7y – m)(7y + m) = 8020 = 2
2
⋅ 5 ⋅ 401 (**)
Podemos supor, sem perda de generalidade, que m ≥ 0, pois se (m; y) é solução de
(**), então
(– m; y) também é. Observando também que 7y – m e 7y + m têm a mesma
paridade e
y – m ≤ 7y + m, então podemos dividir o problema em 4 casos:
• 7y – m = 2 e 7y + m = 4010 ⇔ m = 2004 e y = 2006/7, impossível;
• 7y – m = 10 e 7y + m = 802 ⇔ m = 396 e y = 58;
• 7y – m = – 802 e 7y + m = –10 ⇔ m = 396 e y = –58;
• 7y – m = – 4010 e 7y + m = – 2 ⇔ m = 2004 e y = – 2006/7, impossível.
Se y = 58, as soluções em x de (*) são 459
2
396 58 9
2
9
·
+ ⋅
·
+m y
e
63
2
396 58 9
2
9
·
− ⋅
·
−m y
.
EUREKA! N°24, 2006
28
Sociedade Brasileira de Matemática
Se y = –58, as soluções em x de (*) são 63
2
396 ) 58 ( 9
2
9
− ·
+ − ⋅
·
+m y

e 459
2
396 ) 58 ( 9
2
9
− ·
− − ⋅
·
−m y
.
Logo as soluções são (63 ; 58), (459 ; 58), (– 63 ; – 58) e (– 459 ; – 58).
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 4:
Veja a solução do problema No. 3 do Nível 1 parte B
Soluções Nível 3 – Segunda Fase – Parte A
Problema 01 02 03 04 05
Resposta 12 1735 240 2011 2
01 . Primeiro observamos que os ângulos internos de um pentágono regular
medem
(5 2) 180
108
5
− ⋅ °
· ° .
Como AF = AE = AB, o triângulo ABF é isósceles com
µ µ
µ µ µ
180 ( ) 180 ( ) ( ) 180 108 60
( ) ( ) 6
2 2 2
m BAF m BAE m EAF
m ABF m AFB
° − ° − − ° − ° − °
· · · · · ° .
No triângulo PEF,
µ µ µ
( ) ( ) ( ) 60 6 54 m EFP m AFE m AFB · − · ° − ° · ° e
µ µ µ
( ) 180 ( ) ( ) 180 60 12 54 54 m EPF m PEF m EFP · ° − − · ° − ° − ° − ° · ° , ou seja, o
triângulo PEF é isósceles com PE = EF. Assim, como EF = AE, o triângulo PEA
também é isósceles com
µ µ
µ
180 ( ) 180 12
( ) ( ) 84 .
2 2
m PEA
m PAE m EPA
° − ° − °
· · · · °
Além disso,
µ
µ
180 ( ) 180 108
( ) 36
2 2
m ABC
m CAB
° − ° − °
· · · °
e
µ µ µ
( ) ( ) ( ) 108 36 72 . m CAE m BAE m CAB · − · ° − ° · °
Logo,
µ µ µ
( ) ( ) ( ) 84 72 12 . m PAC m PAE m CAE · − · ° − ° · °
02. PRIMEIRA SOLUÇÃO:
Como a + 3 é múltiplo de 11, a + 3 = 11b, b∈¢ . Sendo a múltiplo de 5,
10 3 a b b − · − também é, de modo que b – 3 = 5c
5 3 11(5 3) 3 55 30, b c a c c c ⇔ · + ⇔ · + − · + ∈ ¢
EUREKA! N°24, 2006
29
Sociedade Brasileira de Matemática
O número a + 2 é múltiplo de 9, assim como a + 2 – 54c – 36 = c – 4. Portanto
4 9 9 4 55(9 4) 30 495 250, . c d c d a d d d − · ⇔ · + ⇔ · + + · + ∈¢
Por fim, sendo a + 1 múltiplo de 7, então a + 1 – 497d – 245 = a + 1 – 7 (71d +
35) = –2d + 6 =
–2(d – 3) também é, ou seja, d – 3 = 7k 7 3, d k k ⇔ · + ∈¢ e
495(7 3) 250 3465 1735. a k t · + + · +
Logo o menor valor de a é 1735.
SEGUNDA SOLUÇÃO:
As condições do problema equivalem a dizer que
2 5 2( 1) 7 2( 2) 9 2( 3) 11 a a a a − · + − · + − · + −
é múltiplo de 5, 7, 9 e 11, donde
é múltiplo de 5 7 9 11 3465. ⋅ ⋅ ⋅ · Assim, o menor valor de a é tal que
2 5 3465 a − · , ou seja, a = 1735.
03. Ligando o ponto de interseção das retas que representam as duas cercas aos
vértices, obtemos:
A
M
B
O
Q
N
D
P
C
Observemos que, como AQ = QD e as alturas de OAQ e OQD que passam por O
são iguais, as áreas de OAQ e OQD são iguais.
Analogamente, as áreas de OAM e OMB; OBN e ONC; OCP e OPD são iguais.
Logo área OAQ + área OAM + área OCP + área ONC = área OQD + área OMB +
área OPD + área OBN ⇔ área AMOQ + área CNOP = área DPOQ + área BMON
⇔ área AMOQ = 200 + 250 – 210 = 240.
04. Substituindo y por 2 e x por a – f(2) = a – 8, obtemos f(a – f(2) + f(2)) = a – 8
+ f ( f (2)) ⇔ f(a) = a – 8 + f(8).
Substituindo a por 2 na última equação, obtemos f(2) = 2 – 8 + f(8) ⇔ 8 = 2 – 8 +
f(8) ⇔ f(8) = 14. Assim f(a) = a – 8 + 14 = a + 6 e f(2005) = 2005 + 6 = 2011.
05. A idéia da solução é perguntar o valor numérico de p(k) para k
suficientemente grande. Suponha que o polinômio seja: p(x) = an x
n
+ an–1 x
n – 1
+ ... + a0, com an, an – 1, ..., a0 inteiros positivos. Se k é um inteiro, tal que: k > M
EUREKA! N°24, 2006
30
Sociedade Brasileira de Matemática
= máx {an, an-1, ..., a0}, então p(k) é um inteiro, cujos dígitos na representação em
base k são exatamente os coeficientes do polinômio p(x). Podemos então tomar k
igual a uma potência de 10 suficientemente grande.
Logo para resolver o problema, basta perguntarmos o valor de p(1), assim
obtemos uma cota superior para M, e então perguntamos o valor de p(x) para x
igual a uma potência de 10 maior do que p(1). Portanto, o número mínimo de
perguntas que devemos fazer, para garantir que o polinômio p(x) seja determinado
sem sombra de dúvidas, é 2.
Por exemplo: Se p(1) = 29, perguntamos p(100), digamos que p(100) = 100613.
Então o nosso polinômio é p(x) = 10x
2
+ 6x + 13.
Soluções Nível 3 – Segunda Fase – Parte B
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 1:
Temos
2 2 2 2
9 8 2005 8 8 2005 xy x y xy x xy y − − · ⇔ − + − ·
( ) 8 ( ) 2005 ( )(8 ) 2005(*) x y x y x y x y y x ⇔ − + − · ⇔ − − ·
Observemos que a fatoração em primos de 2005 é 5 ⋅ 401.
Além disso, a soma dos fatores x – y e 8y – x é 7y, que é múltiplo de 7. Devemos
então escrever 2005 como produto de dois fatores, cuja soma é um múltiplo de 7.
Para isso, os fatores devem ser t 5 e t 401. A soma dos fatores é t 406.
5 e 8 401 63 e 58
ou ou
401 e 8 5 459 e 58
(*) ou
5 e 8 401
ou
401 e 8 5
x y y x x y
x y y x x y
x y y x
x y y x
− · − · · ·
− · − · · ·

− · − − · −
− · − − · −
ou
63 e 58
ou
459 e 58
x y
x y
· − · −
· − · −
As soluções são, portanto, (63; 58), (459;58), (–63; –58) e (–459; –58).
OUTRA SOLUÇÃO:
Observando a equação dada como uma equação do segundo grau em x, obtemos
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31
Sociedade Brasileira de Matemática
x
2
– 9yx + 8y
2
+ 2005 = 0 (*),
cujo discriminante é
∆ = (9y)
2
– 4(8y
2
+ 2005) = 49y
2
– 8020
Para que (*) admita soluções inteiras, seu discriminante deve ser um quadrado
perfeito; portanto
49y
2
– 8020 = m
2
⇔ (7y – m)(7y + m) = 8020 = 2
2
⋅ 5 ⋅ 401 (**)
Podemos supor, sem perda de generalidade, que m ≥ 0, pois se (m; y) é solução de
(**), então
(– m; y) também é. Observando também que 7y – m e 7y + m têm a mesma
paridade e
7y – m ≤ 7y + m, podemos dividir o problema em 4 casos:
• 7y – m = 2 e 7y + m = 4010 ⇔ m = 2004 e y = 2006/7, impossível;
• 7y – m = 10 e 7y + m = 802 ⇔ m = 396 e y = 58;
• 7y – m = – 802 e 7y + m = –10 ⇔ m = 396 e y = –58;
• 7y – m = – 4010 e 7y + m = – 2 ⇔ m = 2004 e y = – 2006/7, impossível.
Se y = 58, as soluções em x de (*) são 459
2
396 58 9
2
9
·
+ ⋅
·
+m y
e
63
2
396 58 9
2
9
·
− ⋅
·
−m y
.
Se y = –58, as soluções em x de (*) são 63
2
396 ) 58 ( 9
2
9
− ·
+ − ⋅
·
+m y

e 459
2
396 ) 58 ( 9
2
9
− ·
− − ⋅
·
−m y
.
Logo as soluções são (63 ; 58), (459 ; 58), (– 63 ; – 58) e (– 459 ; – 58).
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 2:
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c
b
a
2 2
a −l
2 2
b −l
l
l l
Podemos supor, sem perda de generalidade, a configuração acima e, portanto, pelo
teorema de Pitágoras:
( )
( ) ( )
2
2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
2 b a c b a a b c + − − − · ⇔ − − · + − − ⇔ l l l l l l
( )
2 2 2 2 2 2 4 4 4 4 4 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
4 2 2 2 2 2 2 b a b a a b c a b c a b a c b c − − + · + + + − − + + − − ⇔ l l l l l l l
( )
4 2 2 2 2 4 4 4 2 2 2 2 2 2
3 2 ( 2 2 2 ) 0 a b c a b c a b a c b c − + + − + + − − − · l l
O discriminante da equação do segundo grau acima, em
2
l
, é
( )
2
2 2 2 4 4 4 2 2 2 2 2 2
2( ) 4 3 2 2 2 a b c a b c a b a c b c ] ∆ · − + + + ⋅ ⋅ + + − − − ·
]
4 4 4 2 2 2 2 2 2
16( ). a b c a b a c b c + + − − −
Logo
2 2 2 4 4 4 2 2 2 2 2 2
2
2( ) 16( )
2 3
a b c a b c a b a c b c + + t + + − − −
· ⇔

l
2 2 2 4 4 4 2 2 2 2 2 2
2
( ) 2
3
a b c a b c a b a c b c + + t + + − − −
· l
De fato, observando que l é menor ou igual a min {a, b, c}, temos
2 2 2
2
3
a b c + +
≤ l . Portanto
2 2 2 4 4 4 2 2 2 2 2 2
( ) 2
.
3
a b c a b c a b a c b c + + − + + − − −
· l
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33
Sociedade Brasileira de Matemática
Observação: Outra maneira de obter as equações é trabalhar em R
3
, supondo,
sem perda de generalidade, que C = (0, 0, 0),
( , 0, ) A h · l
e
3
, ,
2 2
B z
| `
·


. ,
l l
, com
, 0 h z ≥ . Obteríamos, então, as equações
2 2 2 2 2 2 2 2 2
, e ( ) , h a z b z h c + · + · + − · l l l que nos leva à mesma equação da
solução acima.
Curiosidade: Para o triângulo 3, 4, 5 a medida do lado da projeção que é um
triângulo equilátero é aproximadamente e. O erro é de apenas 0,1%.
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 3:
Primeira Solução:
Seja an o número de ordenadas de resultados (sem derrotas), cujo total de pontos
seja n. A pergunta do problema é: quanto vale a20?
Para responder a tal pergunta, iremos determinar uma relação recursiva entre os
termos dessa seqüência. Pensando no último resultado de uma ordenada de
resultados totalizando n pontos, ele pode ser E ou V. Se for E, então retirando o
último termo da ordenada, ela passa a totalizar n – 1 pontos. Se for V, então ao
retiramos o último resultado, a ordenada passa a totalizar n – 3 pontos. Disto,
concluímos que:
an = an – 1 + an – 3.
Calculando os valores da seqüência, temos: a1 = 1, a2 = 1, a3 = 2, a4 = 3, a5 = 4, a6
= 6, a7 = 9,
a8 = 13, a9 = 19, a10 = 28, a11 = 41, a12 = 60, a13 = 88, a14 = 129, a15 = 189, a16 =
277, a17 = 406, a18 = 595, a19 = 872 e a20 = 1278.
Logo existem 1278 possíveis seqüências ordenadas de resultados que o Flameiras
pode ter obtido.
Segunda Solução:
Sejam x e y o número de vitórias e empates do Flameiras, respectivamente. Temos
que: x ≥ 0,
y ≥  0 e 3x + y = 20. Dividindo em 7 possíveis casos:
1º caso: x = 0 e y = 20: Temos exatamente uma seqüência ordenada de resultados.
2º caso: x = 1 e y = 17: Uma seqüência ordenada deverá conter exatamente um
“V” e 17 “E”, portanto o número de seqüências ordenadas é exatamente o número
de anagramas da palavra:
“VEEEEEEEEEEEEEEEEE”, que é: (17 + 1)! / (17! ⋅ 1!) = 18.
EUREKA! N°24, 2006
34
Sociedade Brasileira de Matemática
3º caso: x = 2 e y = 14: Analogamente ao 2º caso, o número de seqüências
ordenadas é igual ao número de anagramas da palavra “VVEEEEEEEEEEEEEE”,
que é: (14 + 2)! / (14! ⋅ 2!) = 120.
4º caso: x = 3 e y = 11: (11 + 3)! / (11! ⋅ 3!) = 364 seqüências ordenadas.
5º caso: x = 4 e y = 8: (8 + 4)! / (8! ⋅ 4!) = 495 seqüências ordenadas.
6º caso: x = 5 e y = 5: (5 + 5)! / (5! ⋅ 5!) = 252 seqüências ordenadas.
7º caso: x = 6 e y = 2: (2 + 6)! / (2! ⋅ 6!) = 28 seqüências ordenadas.
Temos um total de 1 + 18 + 120 + 364 + 495 + 252 + 28 = 1278 seqüências
ordenadas de resultados possíveis.
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 4:
Seja p, p + d, p + 2d, p + 3d, p + 4d, p + 5d, p + 6d a progressão aritmética, que
podemos supor crescente sem perda de generalidade. Então:
1)
2. p ≠
De fato, se p = 2, p + 2d é par e maior do que 2 e, portanto, não é primo.
2) d é múltiplo de 2.
Caso contrário, como p é ímpar, p + d seria par e maior do que 2.
3)
3 p ≠
Senão, teríamos p + 3d múltiplo de 3, maior do que 3.
4) d é múltiplo de 3
Caso contrário, p + d ou p + 2d seria múltiplo de 3 e maior do que 3.
5)
5 p ≠
Senão teríamos
5 p d +
múltiplo de 5, maior do que 5.
6) d é múltiplo de 5.
Caso contrário, p + d , p + 2d, p + 3d ou p + 4d seria múltiplo de 5, maior do que
5.
De 1), 2), 3), 4), 5) e 6),
7 p ≥
e d é múltiplo de 30.
Se p = 7, observando que 187 11 17, · ⋅ então 120. d ≥
Para d = 120, a seqüência é 7, 127, 247, 367, 487, 607, 727 a qual não serve, pois
247 = 13 ⋅ 19.
Para d = 150, a seqüência é 7, 157, 307, 457, 607, 757, 907 e satisfaz as condições
do problema.
Finalmente, se
7, p ≠
então d é múltiplo de 210 e o menor último termo possível
para tais seqüências é 11 + 6 ⋅ 210 = 1271.
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35
Sociedade Brasileira de Matemática
Portanto a resposta é 907.
XXVII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE
MATEMÁTICA
Problemas e Soluções da Terceira Fase
PROBLEMAS – NÍVEL 1
PROBLEMA 1
Esmeraldinho tem alguns cubinhos de madeira de 2 cm de aresta. Ele quer
construir um grande cubo de aresta 10 cm, mas como não tem cubinhos
suficientes, ele cola os cubinhos de 2 cm de aresta de modo a formar apenas as
faces do cubo, que fica oco.
EUREKA! N°24, 2006
36
Sociedade Brasileira de Matemática
Qual é o número de cubinhos de que ele precisará?
PROBLEMA 2
Num tabuleiro quadrado 5 5× , serão colocados três botões idênticos, cada um no
centro de uma casa, determinando um triângulo.
De quantas maneiras podemos colocar os botões formando um triângulo retângulo
com catetos paralelos às bordas do tabuleiro?
Observação: Triângulo retângulo é todo triângulo que possui um ângulo de 90
o
.
Os lados que formam esse ângulo são chamados de catetos.
PROBLEMA 3
A partir da casa localizada na linha 1 e na coluna 50 de um tabuleiro 100 100 × ,
serão escritos os números 1, 2, 3, 4, ..., n, como na figura a seguir, que apresenta
uma parte do tabuleiro e mostra como os números deverão ser colocados. O
número n ocupará a casa da linha 1, coluna 100.
Linha 100 ←
 
   
Linha 10 ← 46
45 47
44 29 48
43 28 30 49
42 27 16 31 50
41 26 15 17 32 51
40 25 14 7 18 33 52
39 24 13 6 8 19 34 53
38 23 12 5 2 9 20 35 54
Linha 1 ← ... 37 22 11 4 1 3 10 21 36 55 ... n
↓ ↓ ↓
Coluna 1 Coluna 50 Coluna 100
a) Determine n.
b) Em qual linha e coluna aparecerá o número 2005?
PROBLEMA 4
No retângulo ABCD, com diagonais AC e BD, os lados AB e BC medem,
respectivamente, 13 cm e 14 cm. Sendo M a intersecção das diagonais,
considere o triângulo BME, tal que
ME = MB e BE = BA, sendo A E ≠ .
a) Calcule a área do triângulo BME.
EUREKA! N°24, 2006
37
Sociedade Brasileira de Matemática
b) Mostre que o segmento BD é paralelo ao segmento EC.
PROBLEMA 5
Um número inteiro positivo n tem a propriedade P se a soma de seus divisores
positivos é igual a n 2 . Por exemplo: 6 tem a propriedade P, pois
6 2 6 3 2 1 ⋅ · + + + , porém 10 não tem a propriedade P, pois
10 2 10 5 2 1 ⋅ ≠ + + + .
Mostre que nenhum quadrado perfeito tem a propriedade P.
Observação: Um número inteiro positivo é um quadrado perfeito se é igual ao
quadrado de um inteiro. Por exemplo,
2
1 1 ·
,
2
2 4 ·
e
2
3 9 · são quadrados
perfeitos.
PROBLEMAS – NÍVEL 2
PROBLEMA 1
Num tabuleiro quadrado 5 5× , serão colocados três botões idênticos, cada um no
centro de uma casa, determinando um triângulo.
De quantas maneiras podemos colocar os botões formando um triângulo retângulo
com catetos paralelos às bordas do tabuleiro?
PROBLEMA 2
No triângulo retângulo ABC, os catetos AB e BC medem, respectivamente, 3 cm e
4 cm. Seja M o ponto médio da hipotenusa AC e seja D um ponto, distinto de
A, tal que BM = MD e AB = BD.
a) Prove que BM é perpendicular a AD.
b) Calcule a área do quadrilátero ABDC.
PROBLEMA 3
Dado que
11
1
) )( )( (
) )( )( (
·
+ + +
− − −
a c c b b a
a c c b b a
, qual é o valor de
a b c
a b b c c a
+ +
+ + +
?
PROBLEMA 4
Em seu treino diário de natação, Esmeraldinho percorre várias vezes, com um
ritmo constante de braçadas, o trajeto entre dois pontos A e B situados na mesma
margem de um rio. O nado de A para B é a favor da corrente e o nado em sentido
contrário é contra a corrente. Um tronco arrastado pela corrente passa por A no
exato instante em que Esmeraldinho sai de A. Esmeraldinho chega a B e
EUREKA! N°24, 2006
38
Sociedade Brasileira de Matemática
imediatamente regressa a A. No trajeto de regresso, cruza com o tronco 6 minutos
depois de sair de A. A seguir, Esmeraldinho chega a A e imediatamente sai em
direção a B, alcançando o tronco 5 minutos depois da primeira vez que cruzou
com ele ao ir de B para A. Quantos minutos o tronco leva para ir de A até B?
PROBLEMA 5
Prove que o número 1
2005
+ 2
2005
+ 3
2005
+ ... + 2005
2005
é múltiplo de 1 + 2 + 3 + ...
+ 2005.
PROBLEMA 6
A medida do ângulo B de um triângulo ABC é 120°. Sejam M um ponto sobre o
lado AC e K um ponto sobre o prolongamento do lado AB, tais que BM é a
bissetriz interna do ângulo ∠ ABC e CK é a bissetriz externa correspondente ao
ângulo ∠ ACB. O segmento MK intersecta BC no ponto P. Prove que ∠ APM =
30°.
PROBLEMAS – NÍVEL 3
PROBLEMA 1:
Um número natural é palíndromo quando se obtém o mesmo número ao
escrevermos os seus dígitos na ordem inversa. Por exemplo, 481184, 131 e 2 são
palíndromos.
Determine todos os pares de inteiros positivos (m, n) tais que
uns uns
111...1 111...1
m n

123 123
é
palíndromo.
PROBLEMA 2:
Determine o menor número real C para o qual a desigualdade
( ) ( )
16
125
5
125
4
125
3
125
2
125
1 5 4 3 2 1
2005
5
2005
4
2005
3
2005
2
2005
1
x x x x x x x x x x x x x x x C + + + + ≥ + + + +
é válida para todos os números reais positivos x1, x2, x3, x4, x5.
PROBLEMA 3:
Dizemos que um quadrado está contido em um cubo quando todos os seus pontos
estão nas faces ou no interior do cubo. Determine o maior 0 > l tal que existe um
quadrado de ladol contido num cubo de aresta 1.
PROBLEMA 4:
EUREKA! N°24, 2006
39
Sociedade Brasileira de Matemática
Temos quatro baterias carregadas, quatro baterias descarregadas e um rádio que
necessita de duas baterias carregadas para funcionar.
Supondo que não sabemos quais baterias estão carregadas e quais estão
descarregadas, determine o menor número de tentativas suficiente para
garantirmos que o rádio funcione. Uma tentativa consiste em colocar duas das
baterias no rádio e verificar se ele, então, funciona.
PROBLEMA 5:
Sejam ABC um triângulo acutângulo e F o seu ponto de Fermat, isto é, o ponto
interior ao triângulo ABC tal que os três ângulos
B F A
ˆ
, C F B
ˆ
e A F C
ˆ

medem 120 graus. Para cada um dos triângulos ABF, ACF e BCF trace a sua reta
de Euler, ou seja, a reta que liga o seu circuncentro e o seu baricentro.
Prove que essas três retas concorrem em um ponto.
PROBLEMA 6:
Dados a, c inteiros positivos e b inteiro, prove que existe x inteiro positivo tal que
) (mod c b x a
x
≡ + ,
ou seja, existe x inteiro positivo tal que c é um divisor de a
x
+ x – b.
SOLUÇÕES – NÍVEL 1
PROBLEMA 1: SOLUÇÃO DE DANIEL LUCAS FILGUEIRA
(FORTALEZA - CE)
Como cada cubinho tem 2 cm de aresta e o cubo tem 10 cm de aresta, então cabem
5 cubinhos no comprimento, na largura e na altura, então em todo o cubo cabem
125 cubinhos.
Se no lado do cubo coubessem n cubinhos, então o No. de cubinhos da parte de
dentro do cubo seria (n – 2) × (n – 2) × (n – 2). Como no lado do cubo cabem 5
cubinhos, então para sabermos o No. de cubinhos da parte de dentro, basta
substituir o n pelo 5, e ficaria o seguinte:
(5 – 2) × (5 – 2) × (5 – 2) = 3 × 3 × 3 = 27
Como em todo o cubo cabem 125 cubinhos, então para deixar o cubo oco, basta
tirar a parte de dentro, que tem 27 cubinhos.
Logo, Esmeraldinho precisaria de 125 – 27 = 98 cubinhos para formar o cubo oco.
PROBLEMA 2: SOLUÇÃO DE RAFAEL SUSSUMU YAMAGUTI MIADA
(CAMPINAS - SP)
Se o botão correspondente ao ângulo reto estiver em (1, 1) teremos mais 4 casas
acima e 4 casas à direita, portanto 4 × 4 = 16 possibilidades.
EUREKA! N°24, 2006
40
Sociedade Brasileira de Matemática
Se ele estiver em (2, 1) teremos mais 4 casas acima, 3 casas à direita e 1 casa à
esquerda o que dá de novo 4 × 4 = 16 possibilidades. Do mesmo modo, vemos
que, para cada casa escolhida para o botão correspondente ao ângulo reto temos 16
possibilidades, e como no campo existem 25 casas, teremos portanto 25 × 16 =
400 possibilidades. Então teremos 400 possibilidades.
PROBLEMA 3: SOLUÇÃO DA BANCA
a) Quando for escrito o número n, todas as casas da diagonal que passa pela (linha
100; coluna 1) e (linha 1; coluna 100) e as que estão abaixo dela estarão
preenchidas e, nesse caso, 100 + 99 + 98 +...+ 3 + 2 + 1 = 5050 números terão
sido escritos no tabuleiro. Como começamos com o 1, o último, n, será 5050.
b) A quantidade de termos nas camadas (1, 2, 3), (4, 5, 6, 7, 8, 9, 10), (11, 12, 13,
14 , 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21) aumenta de 4 em 4. Ao final da 31
a
camada, que
tem 3 + 30 × 4 = 123 números, terão sido escritos 3 + 7 + 11 +...+ 123 = 1953
números, ou seja, o último número dessa camada é 1953.
O termo que ocupa a linha mais alta em cada camada aumenta de 2 em 2 (veja que
a 1
a
camada sobe até alinha 2, a 2
a
camada até a linha 4, a 3
a
sobe até a linha 6, e
assim por diante). Assim, o termo da 31
a
camada que ocupa a linha mais alta
estará na linha 1 + (122 ÷ 2) = 62.
Por fim, a 32
a
camada iniciará na linha 1 e coluna 51 – 32 = 19, com o número
1954, e subirá até a linha 62 + 2 = 64. Como 2005 = 1954 + 51, o número 2005
aparecerá na linha 51 + 1 = 52 e coluna 19.
PROBLEMA 4: SOLUÇÃO MATHEUS BARROS DE PAULA (TAUBATÉ
- SP)
a) Montando a figura, ela ficará assim:
C
D
B
A
M
E
13
14
13
α
α
α
α
α
Os triângulos BEM e BAM são congruentes pelo critério LLL. Como a distância de
M ao lado AB é metade do lado AD, o triângulo BAM possui uma base de 13 cm e
uma altura de 7cm, e sua área é de
13 7
45, 5
2
×
· cm
2
.
EUREKA! N°24, 2006
41
Sociedade Brasileira de Matemática
b) O triângulo BEM é congruente ao triângulo CMD pelo critério LLL, logo a
distância de E à reta
BD
suur
é idêntica à distância de C à reta
BD
suur
, pois as alturas
serão as mesmas.
Assim,
// . EC BD
suur suur
PROBLEMA 5:
BASEADA NA SOLUÇÃO DE GUSTAVO LISBÔA EMPINOTTI
(FLORIANÓPOLIS - SC)
Um quadrado perfeito sempre tem um número ímpar de divisores, pois há pares de
números cujo produto é o quadrado perfeito dado e mais um número, a sua raiz.
Se o quadrado perfeito n for ímpar, então todos os seus divisores são ímpares, e
assim será sua soma. Logo a soma não pode ser 2n, pois 2n é par.
Se o quadrado perfeito n for par, então é igual a uma potência de 2 vezes o
quadrado de um ímpar. Os divisores ímpares de n são divisores desse quadrado e,
como já vimos, sua soma (de todos os divisores ímpares de n) é ímpar e logo a
soma de todos os divisores de n também é ímpar, não podendo ser igual a 2n, que
é par.
Portanto nenhum quadrado perfeito tem a propriedade P.
SOLUÇÕES – NÍVEL 2
PROBLEMA 1:
SOLUÇÃO DE HENRIQUE PONDÉ DE OLIVEIRA PINTO (SALVADOR
– BA)
Ao invés de considerarmos um tabuleiro quadrado consideremos uma malha
pontilhada onde os pontos são centros de cada quadradinho.
Isto é:
Observe que para cada triângulo do enunciado existe um único conjunto dos 2
pontos extremos da hipotenusa. Ou seja, o conjunto de dois pontos extremos da
hipotenusa no triângulo abaixo é {8; 20}.
EUREKA! N°24, 2006
42
Sociedade Brasileira de Matemática
1 2 3 4 5
6 7 8 9 10
11 12 13 14 15
16 17 18 19 20
21 22 23 24 25
Ou seja os pontos 8 e 20 determinam a hipotenusa do triângulo abaixo. No entanto
para cada dois pontos que determinam a hipotenusa existem outros dois pontos
que podem ser o vértice oposto à hipotenusa. No exemplo acima os pontos 8 e 20
determinam a hipotenusa de dois triângulos retângulos; os triângulos 8; 18; 20 e 8;
10; 20. Basicamente, cada triângulo possui uma única hipotenusa e cada
hipotenusa é comum a dois triângulos retângulos do enunciado. Para provar que
cada hipotenusa pertence a dois triângulos retângulos distintos, vamos pegar uma
hipotenusa genérica de extremos
(5 ) K a +
e
(5 ) N b +
(no quadriculado acima)
contando que ambos sejam menores que 25 e tanto a e b sejam maiores ou iguais a
1 e menores ou iguais a 5. Observe que K N ≠ e a b ≠ ou seja, ambos os pontos
estão em linhas e colunas diferentes pois se coincidirem em linhas e ou colunas
não há triângulos como definidos no enunciado com essa hipotenusa. Os dois
triângulos com essa hipotenusa são:
(5 ; 5 ; 5 ) K a K b N b + + +
e
(5 ; 5 ; 5 ) K a N a N b + + +
como para cada triângulo há uma única hipotenusa e
para cada hipotenusa dois triângulos, o número de triângulos é o dobro do de
hipotenusas. Vamos calcular o número de hipotenusas: O primeiro ponto pode
ficar em 25 lugares (todos os pontos) já o segundo pode ficar em 16 (todos que
não estão na mesma linha ou coluna do primeiro). Logo são 25 16 400 ⋅ · onde a
ordem das escolhas importa, mas a ordem não importa. Logo, como são duas
escolhas dividi-se por 2! = 2 e teremos 400/2 = 200 hipotenusas ⇒400 triângulos.
Logo a resposta é 400 triângulos.
Obs. Para um quadrado
n n ×
a quantidade de triângulos é
( )
( )
2
2
2 1
2 1
2
n n
n n
⋅ −
⋅ · ⋅ − ]
]
se generalizamos esse processo que foi utilizado.
PROBLEMA 2:
SOLUÇÃO DE RAFAEL TUPYNAMBÁ DUTRA (BELO HORIZONTE -
MG)
EUREKA! N°24, 2006
43
Sociedade Brasileira de Matemática
A
M
B
D
C
α
α
90°– 2α
Chamemos
µ
. BCA · α
Temos
3
5
AB
sen
AC
α · ·
4
cos .
5
BC
AC
α · ·
a) Como ABC ∆ é retângulo em B, sabemos que B pertence à circunferência de
diâmetro AC. Desta forma, AM = MB = MD ⇒AM = MD. Isso significa que M
pertence à mediatriz de
AD
. Como AB = BD, B também pertence à mediatriz de
AD
.
Assim, a mediatriz de
AD
é a reta
BM
suuur
e, assim, . BM AD ⊥
c) D pertence à circunferência de centro M e raio
BM
, já que BM = MD. Assim,
D pertence ao circuncírculo do . ABC ∆ Como , AB BD · temos
» »
AB BD ·
e,
assim,
µ µ µ
. BCD BCA BCD · ⇒ · α
No triângulo ABC ,
µ
90 . BAC · ° − α
Logo, como
ABDC é inscritível,
µ
( ) 180 90 90 . BDC · ° − ° − α · ° + α No triângulo BCD, temos
µ
( ) 180 90 90 2 . CBD · ° − ° + α − α · ° − α
Área
( )
2
90 2 3 4 cos 2
6 cos 2
2 2
BD BC sen cm cm
BCD cm
⋅ ⋅ ° − α ⋅ ⋅ α
· · · ⋅ α e, como
3

5
sen α · e
4
cos ,
5
α ·
Área ( )
2 2
2 2 2 2 2 2
4 3 16 9 42
6 cos 6 6
5 5 25 25
BCD cm sen cm cm cm
| `
− | ` | ` | `
· α − α · − · ·


. , . , . ,
. ,
EUREKA! N°24, 2006
44
Sociedade Brasileira de Matemática
Usamos aqui o fato de que
2 2
cos 2 cos . sen α · α − α
Área
2
3 4
6
2 2
AB BC cm cm
ABC cm
⋅ ⋅
· · · ⇒
Área ABDC · Área ABC + Área BCD =
2 2
42 192
6 .
25 25
cm cm
| `
+ ·

. ,
PROBLEMA 3:
SOLUÇÃO ADAPTADA DE MARCELO MATHEUS GAUY (SÃO JOSÉ
DO RIO PRETO - SP)
Inicialmente, podemos observar que
3 3 ,
a b b c c a b c a a b c
a b b c c a a b b c c a a b b c c a
+ + + | `
+ + · ⇔ + + · − + +

+ + + + + + + + +
. ,
ou seja, obter o valor de
a b c
a b b c c a
α · + +
+ + +
é equivalente a obter o valor de
.
b c a
a b b c c a
β · + +
+ + +
Como já sabemos que
3 , β · − α
basta agora conseguir outra relação entre
α
e
β
aproveitando a igualdade fornecida no enunciado a qual envolve
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
a b b c c a
a b b c c a
− ⋅ − ⋅ −
γ ·
+ ⋅ + ⋅ +
Após alguns testes, substituindo valores em a, b e c, somos levados a supor que
α −β · −γ
, isto é, .
a b b c c a a b b c c a
a b b c c a a b b c c a
− − − − − −
+ + · − ⋅ ⋅
+ + + + + +
(Temos acima uma incrível identidade, ela fornece infinitas triplas de reais cuja
soma é igual ao oposto do produto!).
Vamos demonstrar tal identidade:
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
a b b c c a b c a b c a c a a b b c a b b c c a
a b b c c a a b b c c a
− + + + − + + + − + + − − −
+ + ·
+ + + + + +
(*)
Porém,
1) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 2 2 a b b c c a a b b c c a c c − + + · − − + − + ·
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 2 2 a b b c a c c a b b c a c c − − − + − − + − + ·
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 2 a b b c a c c a b a b − − − + − +
2) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) b c a b c a c a a b b c − + + + − + + ·
EUREKA! N°24, 2006
45
Sociedade Brasileira de Matemática
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
a b b c c a c a b c + − + + − + ·
( ) ( )
2 2
a b bc ba c ca cb c ab ac + + − − + + − − ·
( ) ( ) ( ) ( ) 2 2 2 a b bc ac c a b a b + − · − − +
Logo, de 1 e 2,
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
(*) .
a b b c c a
a b b c c a
− − −
· −
+ + +
Assim, ( )
1 1 16
3 .
11 11 11
α − β · − ⇔ α − − α · − ⇔ α ·
PROBLEMA 4:
SOLUÇÃO DE HENRIQUE WATANABE (SÃO PAULO - SP)
Vamos supor que a velocidade da corrente do rio é c e a velocidade de
Esmeraldinho é v (sem a corrente). Seja d o comprimento do rio.
Em 6 minutos os dois juntos percorreram 2d.
A velocidade no sentido A B → é ( ) v c + e a velocidade no sentido B A → é
( ) v c − .
O primeiro encontro foi à 6c do ponto A.
De A B → ele leva
d
v c +
minutos.
O segundo encontro ocorreu à 11c do ponto A.
Para ir e voltar Esmeraldinho leva:
2
( )( )
d d dv
t
v c v c v c v c
· + ·
+ − + −
e de A até 11c:
( )
( ) ( )
2 11 11
. Logo 11
dv c v c c
v c v c v c
+ −
·
+ + −
( )
2 2 2
2 11 11 11 11 11 11 2 0 dv cv c v c v v c d ⇔ + − · − ⇔ − − ·
De B até o primeiro encontro em 6c
( ) ( ) ( )
( ) ( )
6 6
. Logo 6
d c v c d v c d c
t
v c v c v c
− + + − −
· ·
− + −
( )
2 2 2
6 6 6 6
2 3 3 0
v c dv dc vc c dv dc
v v c d
⇔ − · + − − + −
⇔ + − ·
Como
11 11 2 0 11 11 2
0 :
3 3 0 6 6 2
v c d v c d
v
v c d v c d
− − · − ·
≠ ⇔
+ − · + ·
EUREKA! N°24, 2006
46
Sociedade Brasileira de Matemática
17
11 11 6 6
5
c
v c v c v ∴ − · + ⇔ ·
Então:
17 51 15 66
3 3
5 5 5
c c c c
d c
+
· ⋅ + · ·
O tronco leva:
66 1 66
5 5
d c
t
c c
· · ⋅ · minutos
O tronco vai de A para B em
66
5
minutos, ou seja, 13 minutos e 12 segundos.
PROBLEMA 5: SOLUÇÃO DE HENRIQUE PONDÉ DE OLIVEIRA
PINTO (SALVADOR - BA)
Observe que
( ) 2005 2005 1
1 2 3 ... 2005 2005 1003
2
⋅ +
+ + + + · · ⋅
Seja
2005 2005 2005
1 2 ... 2005 E · + + +
Vamos provar que
2005 |E
Vendo E módulo 2005 temos:
2005 2006 2005 2005 2005 2005 2005 2005 2005 2005
2005
1 2 3 ... 1001 1002 ( 1002) ( 1001) ... ( 2) ( 1) 0 E + + + + + + − + − + + − + − +

como ( )
2005
2005 2005 2005
2005 2005
( ) 0 a a a a ≡ − − ⇒ + − ≡
Temos que o n-ésimo termo da
expressão acima irá se anular com o ( ) 2005 n − ° e, portanto,
0(mod 2005) 2005 | E E ≡ ⇒
.
Vamos provar agora que 1003 divide E. Vendo E módulo 1003 temos:
2005 2005 2005 2005 2005 2005 2005 2005 2005
1003
1 2 ... 1001 1002 0 ( 1002) ( 1001) ... ( 2) ( 1) E + + + + + + − + − + + − + −

como
2005 2005 20 05 2005
1003 1 003
( ) ( ) 0 a a a a − − ⇒ + − ⇒
≡ ≡ cada n-ésimo termo irá se anular com o
(2006 ) n − °
termo e o 1003
o
. já é múltiplo de 1003 pois é igual a
2005
1003 temos
que
0(mod1003) 1003| E E ≡ ⇒
com o
1003| E
e
2005| E
e ( ) 1003, 2005 1 1003 2005| E · ⇒ ⋅ ⇒
2005 2005 2005
1 2 ... 2005| 1 2 ... 2005 + + + + + + c.q.d.
EUREKA! N°24, 2006
47
Sociedade Brasileira de Matemática
PROBLEMA 6: SOLUÇÃO DE MARÍLIA VALESKA COSTA MEDEIROS
(FORTALEZA - CE)
K
I
L
C
B
M
A
P
Q
α
α
60°
30°
30°
60°
30°
30°
θ
β
β
Observe a figura acima:
Vamos explicar como chegar até ela!
Sejam:
Q o ponto de intersecção de
BM
e
AP
.
I a intersecção de
CK
e a bissetriz externa de
µ
ABC
, que encontra o
prolongamento de
AC
em L.
µ µ
BCK KCL ≡ · β
(pelo enunciado)
Vamos provar que A, Q, P, I são colineares.
Usando Menelaus no , ABC ∆ temos: M, P e K são colineares ⇒
1
AK BP CM
BK CP AM
⋅ ⋅ ·(*)
Só temos que:
Pelo Teorema da bissetriz interna:
(I) No ABC ∆
EUREKA! N°24, 2006
48
Sociedade Brasileira de Matemática
CM BC
AM AB
·
Pelo Teorema da bissetriz externa:
(II) No ABC ∆
AK AC
BK BC
·
Então, substituindo em (*):
1 1
AC BP BC AC BP AC CP
BC CP AB AB CP AB BP
⋅ ⋅ · ⇒ ⋅ · ⇒ ·
Com este resultado, observe que
AP
é bissetriz do ângulo
µ
BAC
.
Como Q é a intersecção de
AP
e
BM
, Q pertence a bissetriz do ângulo
µ
BAC
, o
que implica, que no , ABM ∆ AQ é bissetriz de
µ
. BAM
Vamos provar que I pertence a bissetriz de
µ
B AM
.
Pelo teorema da bissetriz interna:
(III) No BCK ∆

CI BC
IK BK
·
Por (II), temos

AK BK IK IK CI
AC BC CI AK AC
· · ⇒ ·
Observe que isto é nada mais nada menos do que a propriedade da bissetriz
interna. Logo AI é bissetriz do ângulo
µ µ
. K AC B AM ·
Assim, provamos que A, Q, P e I são colineares.
Seja
µ
. ACB· θ
No ABC ∆ podemos observar que 2 60 α + θ · °
Só que:
µ
120 2 BCL · ° + α
(teorema do ângulo externo). Sabemos, então, que
µ
2 60 BCL · β ⇒β · ° + α
Observe que o ângulo 60 2 60 AIK · α + θ +β · α + θ + ° + α · α + θ + °
$
Logo,
120 AIK · °
$
Olhando para o quadrilátero BPIK, observe que este é inscritível, pois:
µ
60 120 180 PBK PIK + · ° + ° · °
$
Assim,
µ µ
30 I BK I PK ≡ · °
Agora, observe que
µ µ
APM I PK ≡
(o.p.v)
EUREKA! N°24, 2006
49
Sociedade Brasileira de Matemática
Portanto,
µ
30 APM · °
SOLUÇÕES – NÍVEL 3
PROBLEMA 1:
SOLUÇÃO DE WILSON CAMARA MARRIEL (RIO DE JANEIRO - RJ)
Podemos escrever
{
11...1
k
como
10 1
.
9
k


Então:
 
  
9
9 8 ... 88 9 ... 99 0 1 ... 11
9
1 ... 11 0 ... 00 1 ... 11
9
9
1 10
9
) 1 10 ( 10
9
1 10
9
1 10
1 ... 11 1 ... 11
1
1
     
− −

·

·



·
− −
· ⋅
n n m
n n
m
n
n n m
n m
n m
, se supusermos m > n (o que não nos faz perder a generalidade!). Esse número
tem m + n – 1 algarismos.
Então vejamos: (fazendo n > 9)

9 8 ... 88 9 ... 99 0 1 ... 11
1
1
  
− −

n n m
n
9
k
  

2
1234567901
− n
x
onde x é o último termo do quociente antes de usar o 0 e k é o resto de
}
1
11...1
n−
por 9.
Isto é, acima temos parte da divisão euclidiana de

9 8 ... 88 9 ... 99 0 1 ... 11
1
1
  
− −

n n m
n
por 9.
Dividimos nos casos para possíveis valores de k.
1
o
. caso (k = 0) ⇒n = 9θ + 1. Continuando a divisão, obtemos
9 8 ... 88 9 ... 99 00
1
  
− − n n m
9
  

2
1234567901
− n
x
EUREKA! N°24, 2006
50
Sociedade Brasileira de Matemática
0987 1 011111


n m−
Contando da esquerda para a direita 8 é o (m + 1)
o
. algarismo; como
2
1
1
− +
> +
n m
m então está na metade direita do resultado. Logo, já que o 8 não
aparece no lado esquerdo e aparece no direito, temos uma assimetria, ABSURDO!
2
o
. caso (k = 1): n = 9θ +2
9 8 ... 88 9 ... 99 10
1
  
− − n n m
9
19
19

18
088
  

2
1234567901
− n
x
8 09 22 122


n m−
mesmo caso anterior, ABSURDO!
3
o
. caso (k = 2): n = 9θ +3
9 8 ... 88 9 ... 99 20
1
  
− − n n m
9
29
29

28
18
088
  

2
1234567901
− n
x
8 09 32 233


n m−
mesmo caso anterior, ABSURDO!
Ao tentarmos os 9 casos, vemos que um deles tem que ser ≤ 9. Basta conferir se é
verdade!
Vejamos:
n = 1 é verdade!
n = 2
11...11
111...1
122...21
| `



. ,
é verdade!
EUREKA! N°24, 2006
51
Sociedade Brasileira de Matemática
n = 3
11...11
111...1
1111...1
1233...321
| `




. ,
é verdade! Obs. É fácil ver que sempre dará certo de 1 à 9.
n = 9
11...111111111

11111111...111

111111111...11
1111111111...1
1234567899...987654321
| `








. ,
N N
é verdade! Pois basta ir somando 1 aos
posteriores.
Então nossos pares são:
( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
1, , 2, , 3, , 4, , 5, , 6, , 7, , 8, , 9,
,
,1 , , 2 , , 3 , , 4 , , 5 , , 6 , , 7 , , 8 , , 9
k k k k k k k k k
m n
k k k k k k k k k
¹ ¹
¹ ¹
·
' '
¹ ¹
¹ ¹
tal que *. k ∈¥
PROBLEMA 2: SOLUÇÃO DE ANDERSON HOSHIKO AIZIRO (SÃO
PAULO – SP)
Para
1 2 3 4 5
1 x x x x x · · · · ·temos
16 15
5 5 5 . C C ⋅ ≥ ⇔ ≥
Por bunching (ou desigualdade de Muirhead), temos que
3 5 3 5 1 2 4 1 2 4
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5
sym sym
x x x x x x x x x x
α α β β α α α β β β

∑ ∑
no caso de termos uma desigualdade homogênea e simétrica (o que é o nosso
caso). Além disso, devemos ter
1 1 1 2 1 2 1 2 3 1 2 3 1 2 3 4 1 2 3 4
, , , α ≥ β α + α ≥ β + β α + α + α ≥ β + β + β α + α + α + α ≥ β + β + β + β
e
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5
. α + α + α + α + α · β + β + β + β + β
A notação
3 5 1 2 4
1 2 3 4 5
sym
x x x x x
α α α α α

significa que estamos somando todos os 5! = 120
termos da forma
3 5 1 2 4
1 2 3 4 5
,
i i i i i
x x x x x
α α α α α
sendo ( )
1 2 3 4 5
, , , , i i i i i uma permutação de (1, 2, 3,
4, 5). Aqui, impomos também
1 2 3 4 5
α ≥ α ≥ α ≥ α ≥ α e o mesmo para os
' . s β
Observando que a desigualdade dada é simétrica, se abrirmos
( )
16
125 125 125 125 125
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5
x x x x x x x x x x + + + + obtemos um somatório simétrico no qual o
maior expoente de algum dos termos é 125 16 1 2005. ⋅ + < Podemos, então, aplicar
bunching.
EUREKA! N°24, 2006
52
Sociedade Brasileira de Matemática
A desigualdade é, então, equivalente a
∑ ∑
α α α α α

sym sym
x x x x x x C
5 4 3 2 1
5 4 3 2 1
16
2005
1
! 5
5
! 4
1
Explicando:
2005
1
sym
x

possui 5! termos no desenvolvimento no qual temos 4!
2005 2005 2005 2005 2005
1 2 3 4 5
, 4! , 4! , 4! e 4! . x x x x x
Além disso, temos
16
5 termos no desenvolvimento de
( )
16
125 125 125 125 125
1 2 3 4 5
x x x x x + + + + e, para cada conjunto ( )
1 2 3 4 5
, , , , α α α α α temos 5!
dos
16
5 termos e, portanto, há
16
5
5!
somatórios simétricos.
Como por bunching
3 5 1 2 4
2005
1 1 2 3 4 5
,
sym sym
x x x x x x
α α α α α

∑ ∑
se
16
15
1 5
5
4! 5!
C C · ⇔ · a
desigualdade é válida.
Desse modo, concluímos que o menor número real C para o qual a desigualdade
( ) ( )
16
2005 2005 2005 2005 2005 125 125 125 125 125
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5
C x x x x x x x x x x x x x x x + + + + ≥ + + + + é válida
para todos os números reais positivos
1 2 3 4 5
, , , , x x x x x é
15
5 . C ·
PROBLEMA 3: SOLUÇÃO DA BANCA
Primeiro, mostremos que podemos supor, sem perda de generalidade, que os
centros do cubo (que doravante chamaremos C) e do quadrado coincidem.
Suponha que os centros não coincidam. Considere os três planos distintos, cada
um deles paralelo a duas faces do cubo, que passam pelo centro do quadrado. Os
três planos determinam no cubo oito paralelepípedos; considere o de menores
dimensões (ou seja, algum que tem todas as dimensões menores ou iguais a 1/2).
Seja a a maior dimensão desse paralelepípedo. Então construa um cubo C0 de lado
2a com centro no centro do quadrado e faces paralelas às faces do cubo do
problema. O quadrado está contido nesse cubo, pois cada plano ou contém o
quadrado ou o corta em dois polígonos congruentes e simétricos em relação ao
centro do quadrado. Translade o cubo C0, incluindo o quadrado, que está em seu
interior, de modo que o centro de C0 coincida com o centro do cubo. Agora os
centros do quadrado e de C coincidem, e dado que 2 1, a ≤ C0 está contido em C, e
o quadrado ainda está contido no cubo C.
A figura a seguir mostra que
4
2 3
≥  .
EUREKA! N°24, 2006
53
Sociedade Brasileira de Matemática
Note que
2 2
2
1 1 3 2
1 ,
4 4 4
AB CD
| ` | `
· · + + ·

. , . ,
3
2
4
AD BC · · ⋅ e
2
4
2 3
2
3
1 1
2
1
2 2
2
⋅ · · + +
,
`

.
|
· · BD AC .
1
4
3
4
1
4
1
4
3
4
1
4
3
4
3
4
A
D
B
C
Vamos provar que, na verdade,
3 2
.
4
· l Suponha que exista um quadrado de lado
3 2
.
4
> l Podemos supor que o centro do quadrado coincide com o centro do
cubo. Seja S uma esfera com centro no centro O de C e que passa pelos quatro
vértices do quadrado, ou seja, de raio 2/ 2 3/ 4. > l A figura a seguir mostra as
secções de S no cubo C. Numeramos as oito regiões contidas na superfície da
esfera e no interior do cubo com números romanos
EUREKA! N°24, 2006
54
Sociedade Brasileira de Matemática
I
IV
III
V
VIII
VII
II
VI
Agora, vamos tentar localizar os vértices do quadrado de lado
3 2
4
> l em S.
Note que cada um dos quatro vértices deve pertencer a uma das regiões de I a
VIII. Suponhamos, sem perda de generalidade, que dois vértices opostos do
quadrado estão contidos nas regiões I e, conseqüentemente, II, já que vértices
opostos do quadrado são diametralmente opostos em S.
Considere o paralelepípedo de menores dimensões que contém as regiões I e,
digamos, III. Sejam x, x e 1 as suas dimensões. Vamos provar que dois pontos no
interior desse paralelepípedo estão a uma distância menor que
3 2
.
4

I
III
1
x
x
EUREKA! N°24, 2006
55
Sociedade Brasileira de Matemática
Primeiro, considere uma face do cubo e sua interseção com a esfera. A partir da
figura a seguir, podemos concluir que o raio da esfera é
2 2
2 2
1 1 1
.
2 2 2
y y
| ` | `
+ + · +

. , . ,
Como o raio da esfera é maior que
2
2
3 2 2 3 1 3 1
, .
4 2 4 2 4 4
y y
| `
⋅ · + > ⇔ >

. ,
Conseqüentemente,
1 1
.
2 4
x y · − <
y y
r
1
2
A diagonal do paralelepípedo mede
2 2 2
1 3 2
1 2 1
16 4
x x + + < ⋅ + · e, portanto,
dois vértices do quadrado não podem estar contidos em I e III. Como um dos
vértices pertence a I, não pode existir vértice do quadrado em III e, analogamente,
em IV e V. Da mesma forma, lembrando que um dos vértices do quadrado está em
II, não pode haver vértices do quadrado em VI, VII e VIII. Mas então não
sobraram regiões para os outros dois vértices do quadrado, absurdo.
Deste modo, o maior lado de um quadrado contido no cubo unitário é
3 2
.
4
· l
PROBLEMA 4: SOLUÇÃO DE GABRIEL TAVARES BUJOKAS (SÃO
PAULO – SP)
Separe as pilhas em 3 grupos, 2 de 3 pilhas e 1 de 2 pilhas, e faça todas as
possibilidades dentro dos grupos. Faremos
3 3 2
7
2 2 2
| ` | ` | `
+ + ·

. , . , . ,
tentativas.
EUREKA! N°24, 2006
56
Sociedade Brasileira de Matemática
Como são 3 grupos e 4 baterias boas, um grupo terá 2 baterias boas, e em algum
momento serão testadas juntas.
Suponha que seja possível com apenas 6 tentativas. Considere o grafo com 8
vértices representando as 8 baterias e as arestas {i, j} representando que a bateria i
e a j não foram testadas juntas. O grafo tem
8
6 22
2
| `
− ·

. ,
arestas.
Por Turán, ele tem um K4. De fato, o máximo de arestas sem K4 é
8 3 3 2
21
2 2 2 2
| ` | ` | ` | `
− − − ·

. , . , . , . ,
.
Se as 4 baterias carregadas forem as respectivas aos vértices do K4, temos que
nunca duas delas foram testadas juntas, logo o algoritmo com 6 tentativas falha
nesta situação.
Resposta: Com 7 tentativas é possível.
Observação: o grafo completo de n vértices (também conhecido como n-clique),
notado por Kn, é um grafo em que todo par de vértices é ligado. O teorema de
Túran diz que, fixado o número de vértices n, o grafo que não contém um Kr com
a maior quantidade possível de arestas é o grafo (r – 1)-partido completo com
classes de vértices as mais distribuídas possíveis. Esse grafo é obtido da seguinte
forma: divida os vértices em r – 1 conjuntos, de modo que a diferença entre as
quantidades de vértices nos conjuntos seja no máximo 1; em seguida, ligue todo
par de vértices que não estão no mesmo conjunto.
Na aplicação do problema 4, Gabriel dividiu os 8 vértices em três grupos com 3, 3
e 2 vértices. Daí a quantidade de arestas máxima ser
21
2
2
2
3
2
3
2
8
·

,
`

.
|

,
`

.
|

,
`

.
|

,
`

.
|
.

EUREKA! N°24, 2006
57
Sociedade Brasileira de Matemática
Aliás, a resolução de Gabriel também resolve uma generalização do problema, no
qual há m baterias funcionando e n baterias descarregadas. Tente pensar nesse
problema!
PROBLEMA 5: SOLUÇÃO DE LEANDRO FARIAS MAIA (FORTALEZA
– CE)
Construa um triângulo equilátero BXC, externo a ABC. O ponto
1
O é o
circuncentro do BFC ∆ e também de BXC ∆ .
G é o baricentro do ABC ∆ .
Temos:
1
1
1
2 // .
XO AG
O G XF
GM O M
· · ⇒
Mas:
3 3
O A O F · e
2 2
O A O F ·
3 2 1 3 2
O O G O O O AF ⊥ ⇒ ⊥ ⇒ .
Analogamente temos:
2 1 3
O G O O ⊥ e
3 1 2
O G O O G ⊥ ⇒ é o ortocentro do
1 2 3
. O O O ∆
F
B
G
M
C
A
O
3
O
2
G
1
Sendo
1
G o baricentro do FBC ∆ temos:
1
1
1
2 //
FG AG
G G AF
G M GM
· · ⇒
1 2 3
G G O O ⇒ ⊥ ⇒como G é o ortocentro de
1 2 3
, O O O ∆ então
1
G está na altura
relativa a
2 3
. O O Portanto,
1 1
G O ,
2 2
G O e
3 3
O G são concorrentes em G (seu
ortocentro).
PROBLEMA 6: SOLUÇÃO DE GABRIEL TAVARES BUJOKAS (SÃO
PAULO – SP)
Lema: Seja p primo e a, b, r, α inteiros, a > 0, α > 0. Então existe x > 0 tal que
) (mod
) 1 (mod
α
≡ +
− ≡
p b x a
p r x
x
Demonstração: Indução em α . Para α = 1 (Base):
EUREKA! N°24, 2006
58
Sociedade Brasileira de Matemática
Se
a p |
, então obtemos
) (mod
) 1 (mod
p b x
p r x

− ≡
, que tem solução pelo teorema
chinês dos restos.
Se | ; ( 1)( ) ;
r
p a x p a b r l c r · − − + + ⋅ + / com l tal que x > 0.
De fato,
) 1 (mod − ≡ p r x
e
( )
( )
( ) ( )
1
1 .
r
a b r l c
x r p r r r
p p p
a x a a p a b r l c r a a b r l c r b
− + + ⋅

+ ≡ + − − + + ⋅ + ≡ − + − − ⋅ + ≡
Passo: Da hipótese, existe x0 tal que
α
⋅ + · + p t b x a
x
0
0
e ) 1 (mod
0
− ≡ p r x .
Tomando
1 0
( 1) x x p p t
α
· + − ⋅ :
r x x
p p 1
0
1
1
− −
≡ ≡
e
( ) b t p x a t p p x a a x a
x
p
t
p p x
p
x
· ⋅ − + ≡ ⋅ − + + ⋅ ≡ +
α α −
+ α
α
+ α
0 0
) 1 (
1
0
1
0
1
1
) 1 (
Isso termina a demonstração do lema.
Seja
1 2
1 2 1 2
... ; ...
n
n n
c p p p p p p
α α α
· ⋅ ⋅ ⋅ < < < a fatoração em primos de c.
Vamos mostrar por indução em n que ∃x tal que ) (mod
n
x
c b x a ≡ + , onde
1 2
1 2
...
i
i i
c p p p
α α α
· ⋅ ⋅ ⋅ .
Base: n = 1: ( )
1
1
mod .
x
a x b p
α
+ ≡
Caso especial do lema.
Passo: Se
i
x ∃ tal que ( ) mod ,
i
x
i i
a x b c + ≡ pelo lema existe x tal que
) (mod
) 1 (mod
1
1
1
+
α
+
+
≡ +
− ≡
i
i
x
i i
p b x a
p x x
Pelo teorema chinês dos restos
1 i
x
+
∃ tal que
( )
) (mod
)) ( ; ; 1 mmc( mod
1
1 1
1 1
+
α
+ +
+ +

ϕ − ≡
i
i i
i i i i i
p x x
c c p x x
Observe que mdc ( ) )) ( ; ; 1 mmc( ,
1 1
1
i i i i
c c p p
i
ϕ −
+
α
+
+
= 1 pois pi + 1 é maior que
todos os fatores primos de ci e, conseqüentemente, de ) (
i
c ϕ .
Logo ) 1 (mod
1 1
− ≡ ≡
+ + i i i
p x x x e ) (mod
1
1 1
+
α
+ +

i
i i
p x x ⇒
) ) 1 ( (mod
1
1 1 1
+
α
+ + +
− ≡
i
i i i
p p x x , ou seja, ' ) 1 (
1 1 1
1
l p p x x
i i i
i
− + ·
+
α
+ +
+
Assim,
( )
1
1 1 1
1 1 1
1 1 1
1 '
1
i
i i i
i i i
i i i
x p p l x x
i
p p p
a x a x a x b
α
+
+ + +
α α α
+ + +
+ + +
+ − ⋅
+
+ ≡ + ≡ + ≡
e
EUREKA! N°24, 2006
59
Sociedade Brasileira de Matemática
( )
1
1
i i i i
i i i
x c l x x
i i i i
c c c
a x a x c k a x b
+
+ ϕ ⋅
+
+ ≡ + + ⋅ ≡ + ≡
onde ( )
1 i i i i
c l k c x x
+
ϕ ⋅ · ⋅ · −.
Portanto
1 1
1
1
1
1 1
.
i i
i
i
i i
x x
i i
c
p c
a x b a x b
+ +
α
+
+
+
+ +

+ ≡ ⇔ + ≡

Em especial,
n n
n
x x
n n
c c
a x b a x b + ≡ ⇔ + ≡
.
XXVII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA
Primeira Fase – Nível Universitário
PROBLEMA 1
Seja
: f → ¡ ¡
definida por c bx ax x x f + + + ·
2 3
) ( , sendo a, b e c inteiros.
Sabe-se que f(1) = f(–1) = 0.
As retas tangentes ao gráfico de f nos pontos A = (–1; 0) e B = (1; 0) cortam-se em
C. Calcule a área do triângulo ABC, sabendo-se que tal área é inteira.
PROBLEMA 2
Calcule a integral:
4
0
ln(1 ) tgx dx
π
+

PROBLEMA 3
Determine o maior valor possível para o volume de um tetraedro inscrito no
elipsóide de equação 1
25 16 9
2 2 2
· + +
z y x
.
PROBLEMA 4
Sejam A e B matrizes reais quadradas de mesma dimensão tais que, para todo
inteiro positivo k,
k k k
B A B A + · + ) ( . Prove que se A é invertível então B é a
matriz nula.
PROBLEMA 5
Determine todos os valores reais de α para os quais a matriz n n ij
a A
×
· ) (

definida por
cos(( 1) ),
ij
a i j · − ⋅ α
para
1 , , i j n ≤ ≤
tem determinante nulo.
PROBLEMA 6
Prove que existem pelo menos 2005 potências 27-ésimas distintas (isto é, números
da forma n
27
, com n inteiro positivo), todas com exatamente 2005 algarismos, tais
EUREKA! N°24, 2006
60
Sociedade Brasileira de Matemática
que qualquer uma pode ser obtida de qualquer outra a partir de uma permutação de
seus algarismos.
XXVII Olimpíada Brasileira de Matemática
GABARITO Primeira Fase
Soluções Nível Universitário
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 1:
Pelo enunciado, temos
f(x) = (x – 1)(x + 1)(x – c) = x
3
– cx
2
– x + c, f'(x) = 3x
2
– 2cx – 1, donde f '( –1) =
2(1 + c) e
f '(1) = 2(1 – c).
Assim, as equações das retas AC e BC são, respectivamente,
y = 2(1 + c)(x + 1) e y = 2(1– c)(x – 1).
Igualando para obter as coordenadas de C, temos
(1 + c)(x + 1) = (1– c)(x – 1)
x = –1/c
y = 2(c + 1)(c – 1)/c
Assim a área pedida é S = |2(c + 1)(c – 1)/c|, pois o triângulo ABC tem base AB =
2 e altura 2( 1)( 1) / . y c c c · + −
Como c e a área S são inteiros, temos c | 2(c + 1)(c – 1).
Mas (c + 1) e (c – 1) são primos com c, donde c | 2.
Assim c = t 1 ou c = t 2.
Os casos c = t 1 dão S = 0, um triângulo degenerado.
Os casos c = t 2 dão S = 3.
O valor da área é, portanto, igual a 3.
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 2:
Temos
sen sen cos
ln(1 ) ln 1 ln .
cos cos
x x x
tgx
x x
+ | ` | `
+ · + ·

. , . ,
Entretanto,
2
sen sen cos sen cos (sen cos ),
4 4 4 2
x x x x x
π π π | `
+ · + · +

. ,
e logo
EUREKA! N°24, 2006
61
Sociedade Brasileira de Matemática
sen cos 2 sen .
4
x x x
π | `
+ · +

. ,

Assim,
2 sen
ln 2 4
ln(1 ) ln lnsen lncos ,
cos 2 4
x
tgx x x
x
| ` π | `
+

π | ` . ,

+ · · + + −

. ,

. ,
donde
( )
4 4 4
0 0 0
ln 2
ln 1 ln sen ln cos .
8 4
tgx dx x dx x dx
π π π
π⋅ π | `
+ · + + −

. ,
∫ ∫ ∫
Agora, sen cos cos ,
4 2 4 4
x x x
| ` π π π π | ` | ` | `
+ · − + · −

. , . , . , . ,
donde
4 4 4
0 0 0
ln sen ln cos ln cos
4 4
x dx x dx y dy
π π π
π π | ` | `
+ · − ·

. , . ,
∫ ∫ ∫

(fazendo a substituição
4
y x
π
· − ), donde ( )
4
0
ln 2
ln 1 .
8
tgx dx
π
π⋅
+ ·

SOLUÇÃO ALTERNATIVA DO PROBLEMA 2:
Seja
4
0
ln(1 ) ; I tgx dx
π
· +

faça ,
4
u x
π
· − . du dx · −
Então
0
4
ln 1 ( )
4
I tg u du
π
| ` π | `
· + − − ·

. , . ,

4 4
0 0
1 2
ln 1 ln
1 1
tgu
du du
tgu tgu
π π
| ` | ` −
+ ·

+ +
. , . ,
∫ ∫

4 4
0 0
ln 2 ln(1 ) du tgu du
π π
· − + ·
∫ ∫
ln 2 ln 2 ln 2
2 .
4 4 8
I I I
π⋅ π⋅ π⋅
− ⇒ · ⇒ ·
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 3:
LEMA: O tetraedro de maior volume inscrito na esfera unitária x
2
+ y
2
+ z
2
= 1 é
o tetraedro regular. Seus vértices podem ser tomados como (t c, t c, t c) com
um número par de sinais – onde c = 3 3. Sua aresta é a = 2 6 3 e seu volume é
V = 8 3 27.
O elipsóide do problema é obtido a partir da esfera unitária aplicando a
transformação linear
EUREKA! N°24, 2006
62
Sociedade Brasileira de Matemática
3 0 0
(3, 4, 5) 0 4 0
0 0 5
T diag
| `

· ·


. ,
. Tetraedros inscritos na esfera são levados em
tetraedros inscritos no elipsóide multiplicando o volume por |det (T)| = 60. Assim
um tetraedro de volume máximo é (t 3c, t 4c, t 5c), com um número par de
sinais –, de volume160 3 9.
Demonstração do LEMA:
A única parte não trivial é a de provar que um tetraedro de volume máximo deve
ser regular. Vamos provar que todas as faces de um tetraedro de volume máximo
são triângulos equiláteros. Para isso vamos fixar o vértice V0 e variar os vértices
V1, V2, V3 restritos ao círculo definido por estes pontos. Ora, com este tipo de
mudança a altura do tetraedro não muda, donde maximizamos o volume
maximizando a área do triângulo V1, V2, V3. É um fato sabido e de fácil
demonstração que o triângulo de área máxima inscrito em um círculo dado é o
equilátero.
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 4:
Temos, de
2 2 2 2 2
( ) ( )( ) A B A B A B A B A AB BA B + · + · + + · + + + que AB + BA
= 0.
Agora,
3 3 3 2 2 2 3 2 2 3
( ) ( )( ) ( )( ) , A B A B A B A B A B A B A AB BA B + · + · + + · + + · + + +
donde
2 2
0. AB BA + · Como
2 2 2 2
, 0 ( ) BA AB AB BA AB ABA A B BA · − · + · − · − e,
como A é invertível,
2
0. B BA − ·
Temos, também
3 3 3 2 2 2 3 2 2 3
( ) ( ) ( ) ( )( ) , A B A B A B A B A B A B A A B B A B + · + · + + · + + · + + +
donde
2 2
0. A B B A + · Como
2
, B BA · segue que
2 2
0, A B BA + · e, como
, BA AB · − obtemos
2 2 2
0 ( ), A B BA A B ABA A AB BA · + · − · − donde AB = BA,
pois A é invertível.
Finalmente, de AB + BA = 0, segue que 2 0, AB · donde, como A é invertível,
devemos ter B = 0.
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 5:
Sabemos que para todo natural k existe um polinômio
, ,1 ,0
( ) ...
k
k k k k k
P t c t c t c · + + +
EUREKA! N°24, 2006
63
Sociedade Brasileira de Matemática
de grau k tal que cos( ) (cos )
k
ka P a · para todo a.
Por exemplo,
2
0 1 2
1, , 2 1 P P t P t · · · −
Temos portanto
1 1,
0
(cos( )) (cos( ))
k
ij i i k
k i
a P j c j
− −
≤ <
· α · α

Podemos agora, para i > 1, subtrair
1,0 i
c

vezes a primeira linha da i-ésima linha
sem alterar o determinante obtendo assim que, para i > 1,
%
1,
0
(cos( )) .
k
ij
i k
k i
a c j

< <
· ⋅ α

Para i > 2, subtraímos
1,1 i
c

vezes a segunda linha da i-ésima linha, ainda sem
alterar o determinante.
Repetindo o processo, vemos que det(A) = det(B) onde
1
1, 1
(cos( ))
i
ij i i
b c j

− −
· α

Assim, a menos dos fatores
1, 1 i i
c
− −
, B é uma matriz de Vandermonde, e seu
determinante é igual a
( )
0 1
1 0 ( 1) / 2
1, 1 1 0 1, 1
1
(cos( ) (cos( )) ( 2)
2
n n
i i i i
i n j j i n j
j j
c j j c sen

− − − −
≤ < ≤ <
| ` | + α `
⋅ ⋅ α − ⋅ α · − ⋅ ⋅ ⋅


. , . ,
∏ ∏ ∏ ∏
( )
1 0
.
2
j j
sen
| ` | − α `


. , . ,
Assim det(A) = 0 se e somente se existem
0 1
1 j j n ≤ < ≤ tais que
( )
1 0
0
2
j j
sen
| + α `
·

. ,
ou
( )
1 0
2
j j
sen
| − α `

. ,
.
Mas isto ocorre se e somente se
1 0
( ) 2 j j k t α · π , k inteiro.
Ou seja, det(A) = 0 se e somente se
1 0
2 /( ) k j j α · π t para alguma escolha de
0 1
1 j j n ≤ < ≤
Falta verificar quais os valores possíveis de
1 0
. j j t
Para n ≤ 1 o problema é trivial (det(A) = 1), donde não há nenhum α com essa
propriedade.
Para n = 2, os únicos valores possíveis de
1 0
j j t são 1 e 3,
donde α deve ser da forma
2
,
3

com k inteiro
Para n > 2,
1 0
j j t assume todos os valores inteiros positivos m até 2 1 n − , donde
α
deve ser da forma 2 , k m π com 2 1 m n ≤ − e k inteiro.
EUREKA! N°24, 2006
64
Sociedade Brasileira de Matemática
Observação:
Temos ainda
1
,
2
k
k k
c

· para k > 1
donde
( 1)( 2) / 2
1, 1
2
n n
i i
i n
c
− −
− −

·

e
2
( 1) / 2 ( 1)
det( ) ( 1) 2 .
n n n
A
− −
· − ⋅
( ) ( )
1 0
1 0 1 0
2 2
j j
j j j j
sen sen
<
| ` | + α ` | − α `
⋅ ⋅


. , . , . ,

Demonstração da afirmação cos(ka) = Pk(cos(a)) [Não vale pontos extras]:
Temos
cos(( 1) ) cos(( 1) ) 2cos( ) cos , k a k a ka a + + − · ⋅
donde, assumindo que o
resultado vale para k – 1 e para k,
1
cos(( 1) ) 2cos (cos ) (cos ),
k k
k a a P a P a

+ · ⋅ − o
que prova o resultado fazendo
1 1
( ) 2 ( ) ( ),
k k k
P x xP x P x
+ −
· − para 1, k ≥ com
0
( ) 1 P x · e
1
( ) . P x x · Note que, sabendo que o coeficiente líder
, k k
c
de ( )
k
P x é
1
2 ,
k −
segue imediatamente que o coeficiente líder
1, 1 k k
c
+ +
de
1
( )
k
P x
+
é
1 ( 1) 1
2 2 2 2 .
k k k − + −
⋅ · ·
06. Vamos estimar inicialmente a quantidade de tipos de números de 2005
algarismos a menos de uma permutação de seus algarismos. Um tal tipo de
números está determinado pelas quantidades
0 1 9
, ,..., x x x de algarismos iguais a 0,
1, …, 9, respectivamente; devemos ter
0 1 9
... 2005. x x x + + + ·
Assim, a quantidade desses tipos de números é, no máximo, o número de soluções
de
0 1 9
... 2005, x x x + + + · com 0
i
x ≥ para 0 9, i ≤ ≤ que é
9 4 9 36
2005 9 2014
2014 (10 ) 10 .
9 9
+ | ` | `
· < < ·

. , . ,

Por outro lado
27
n tem 2005 algarismos se, e somente se,
2004 2005
2004 27 2005
27 27
10 10 10 10 , n n ≤ < ⇔ ≤ <
donde há pelo menos
2005 2004
27 27
10 10 −

naturais n tais que
27
n tem 2005 algarismos. Entretanto,
2005 2004 2004 1 2004 ln10 2004
74 72 36
27 27 27 27 27 27 27
ln10 ln10
10 10 10 10 1 10 1 10 10 10 2005 10 ,
27 27
e
| ` | `
− · − · − > ⋅ > ⋅ > ≥ ⋅

. , . ,
donde, pelo princípio da casa dos pombos, há pelo menos 2005 naturais n tais que
27
n tem 2005 algarismos e esses números
27
n são todos do mesmo tipo (seus
algarismos são os mesmos a menos de uma permutação).
EUREKA! N°24, 2006
65
Sociedade Brasileira de Matemática
Nota: É possível estimar
1
27
10 1 −
sem usar a desigualdade 1 .
x
e x − ≥ Por
exemplo:
( ) ( ) ( )
1
1 1 1 1
1 1 1 16
27 32 16 2
8 4 2
10 10 10 3 1, 7 1, 3 1,12 1, 05,
| `
> · > > > > >

. ,
donde
1
27
1
10 1 0, 05
100
− > > (que foi o que usamos).
XXVII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA
SEGUNDA FASE – NÍVEL UNIVERSITÁRIO
PRIMEIRO DIA
PROBLEMA 1:
Determine, em função de n, o número de possíveis valores para o determinante de
A, dado que A é uma matriz real n × n tal que
3 2
3 2 0 A A A I − − + · , onde I
representa a matriz identidade n × n, e 0 representa a matriz nula n × n.
PROBLEMA 2:
Sejam f e g funções contínuas distintas de [0, 1] em (0, + ∞) tais que
1 1
0 0
( ) ( ) . f x dx g x dx ·
∫ ∫
Para 0 n ≥ , seja
1
1
0
( )
.
( )
n
n n
f x
y dx
g x
+
·

Prove que
0
( )
n n
y

é uma seqüência crescente e divergente.
PROBLEMA 3:
Sejam
1 2
, ,...,
n
v v v vetores em
2
¡
tais que 1
i
v ≤ para 1 i n ≤ ≤ e
1
0.
n
i
i
v
·
·

Prove
que existe uma permutação
σ
de {1, 2,…, n} tal que
( )
1
5
k
j
j
v
σ
·


para qualquer
k com 1 . k n ≤ ≤
Obs. Se
2 2 2
( , ) , v x y v x y · ∈ · + ¡ denota a norma euclidiana de v.
EUREKA! N°24, 2006
66
Sociedade Brasileira de Matemática
SEGUNDO DIA
PROBLEMA 4:
Considere a seqüência
1
( )
n n
a

dada por 1 1 2005
1
1, , 1.
n n
n
a a a n
a
+
· · + ∀ ≥
Prove que a série
1
1
n n
n a

·

∑ converge.
PROBLEMA 5:
Prove que
1
0
1
1
.
x
n
n
x dx
n


·
·


PROBLEMA 6:
Prove que para quaisquer naturais
1 2
0 ...
k
i i i ≤ < < < e
1 2
0 ... ,
k
j j j ≤ < < < a matriz
1 ,
( )
rs r s k
A a
≤ ≤
·
dada por
( )
( )
!
1 ,
! !
r s r s
rs
r r s
i j i j
a r s k
i i j
+ + | `
· · ≤ ≤

. ,
é invertível.
SOLUÇÕES
PROBLEMA 1:
SOLUÇÃO DE MOYSES AFONSO ASSAD COHEN (RIO DE JANEIRO –
RJ)
Podemos escrever
3 2
3 2 0 A A A I − − + · como ( ) ( )
2
2 0. A I A A I − + − ·

Podemos concluir então que os possíveis autovalores de A são
1 2
1 5
2,
2
− −
λ · λ · e
3
1 5
.
2
− +
λ · Seja
i
d a multiplicidade do autovalor
i
λ .
Temos que o determinante de A é da forma:
3 1 2
2 3
2 ,
d d d
⋅ λ ⋅ λ onde
1 2 3
. d d d n + + ·
Se provarmos que não existem duas combinações ( )
1 2 3
, , d d d e ( )
1 2 3
, , e e e tais que
3 3 1 2 1 2
2 3 2 3
2 2 ,
d e d d e e
⋅ λ ⋅ λ · ⋅ λ ⋅ λ então o número de possíveis valores para o
determinante, será o número de maneiras de escolher
1 2 3
, , d d d satisfazendo 0
i
d >
e
1 2 3
. d d d n + + · E o número de escolher esses '
i
d s
é
( ) 2 ! !
!2!
n n
n
+
·
( 2)( 1)
!
n n
n
+ +
2
3 2
.
2 2
n n + +
·
EUREKA! N°24, 2006
67
Sociedade Brasileira de Matemática
Vamos provar então que
3 3 1 2 1 2
2 3 2 3
2 2
d e d d e e
⋅ λ ⋅ λ · ⋅ λ ⋅ λ se, e somente se,
1 1
, d e ·
2 2
d e · e
3 3
. d e ·
3 3 1 2 1 2
2 3 2 3 1 2 3 1 2 3
2 2 ,
d e d d e e
d d d e e e n ⋅ λ ⋅ λ · ⋅ λ ⋅ λ + + · + + ·
1 2 1 2 1 2 1 2
2 1 2 3
2 2 ,
d d n d d e e n e e − − − −
⇔ ⋅ λ ⋅ λ · ⋅ λ ⋅ λ
Podemos usar também que
2 3
1, λ ⋅ λ · −
(pois
1 5 1 5 1 5 5 5 4
1.)
2 2 4 4
| ` | `
− + − − + + − − −
⋅ · · · −


. , . ,
2 2
1 1 2 1 1 2
3 3
3 3
1 1
2 2
d e
d n d d e n e e − − − −
| ` | `
⇔ ⋅ − ⋅ λ · ⋅ − ⋅ λ ⇔

λ λ
. , . ,
( ) ( )
( ) ( ) 2 2
1 1 2 2 1 1 2 1 1 2 1 1 2 2
2 2 2
3 3 3
2 1 2 1 2 ( 1) ,
d e
d e d e d n d d e n e e d e e d − + − − − − − − −
⇔ ⋅ − ⋅ λ · ⋅ − ⋅ λ ⇔ · − ⋅ λ e
como não podemos escrever
( )
1 5 ,
I
− + onde I é um inteiro maior que 1, como
uma potência de 2, temos que a igualdade é verdadeira se, e somente se, os
expoentes são zero. Ou seja
1 1 1 1
2 2 2 2
0
0
d e d e
e d d e
− · ⇒ · ¹
'
− · ⇒ ·
¹
e portanto
3 3
. d e ·
PROBLEMA 2:
SOLUÇÃO DE HUMBERTO SILVA NAVES (S.J. DOS CAMPOS – SP)
Sejam:
[ ]
1 1
1 1
0
( )
( ) ( )
( )
n
n n n n
f x
u y y f x g x dx
g x
+
+ +
· − · −

e
( )
1 1
2
1 2
0
( )
( ) ( )
( )
n
n n n n
f x
v u u f x g x dx
g x
+
+ +
· − · −

Sabemos que 0, ,
n
v n > ∀ ∈¥ pois ( )
1
2
2
( )
( ) ( ) 0,
( )
n
n
f x
f x g x
g x
+
+
− >
Para
[0;1] x∈
e como f e g são contínuas, temos:
( )
1 1
2
2
0
( )
( ) ( ) 0, ,
( )
n
n n
f x
v f x g x dx n
g x
+
+
· − > ∀ ∈

¥ logo ( )
0
n
n
u

é crescente.
Vamos agora provar que
0
0: u >
EUREKA! N°24, 2006
68
Sociedade Brasileira de Matemática
( ) ( ) [ ]
1 1 1
0 0
0 0 0
( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( )
f x
u u f x g x dx f x g x dx f x g x dx
g x
· − − · − − − ·
∫ ∫ ∫
( )
2
1
0
( ) ( )
0 0, ,
( )
n o
f x g x
dx u u n
g x

· > ⇒ ≥ > ∀ ∈

¥ pois ( )
0
n
u
u
>
é crescente.
Portanto claramente , 0,
n o o
y y n u n ≥ + ⋅ ∀ ≥ e ( )
0
n
n
y

é crescente e divergente.
PROBLEMA 3: SOLUÇÃO DA BANCA
Vamos usar a solução da versão em R do problema:
se
1 2
, ,...,
m
α α α são números reais com 1,
i
i m α ≤ ∀ ≤ e
1
0
m
i

α ·

então existe
uma permutação
τ
de {1, 2,…,m} tal que ( ) i τ
α
tenha sinal contrário a
( ) j
j i
τ
<
α


(i. e., com
( ) ( )
0).
i j
j i
τ τ
<
α ⋅ α ≤


Seja I = {1, 2,…,n}. Escolhemos um conjunto X I ⊂ tal que
i
i X
v


seja o maior
possível. Podemos supor (rodando os eixos coordenados, se necessário) que
i
i X
v



é um vetor da forma (0, y), com y > 0. Sejam
2
1 2
, : π π → ¡ ¡ as projeções na
primeira e na segunda coordenadas, respectivamente. Usando a versão em ¡ do
problema para reordenar os elementos de X e de I\X, podemos supor que X = {1, 2,
…,k} para um certo k > n,
1
1
1,
r
i
i
v
·
| `
π ≤

. ,


1
1
1
e 1, .
k
j
j k
r k v s n k
+
· +
| `
∀ ≤ π ≤ ∀ ≤ −

. ,


Note agora que ( )
2
0,
i
v π ≥ i X ∀ ∈ (e ( )
2
0, \ )
i
v i I X π ≤ ∀ ∈ , pois, se
j X ∈
e
2
( ) 0,
j
v π <
teríamos
\{ }
,
i i
i X j i X
v v
∈ ∈
>
∑ ∑
absurdo. Podemos então obter (como na
versão em ¡ do problema) uma permutação
σ
de I que intercala os índices em X
e em I\X , preservando a ordem dos índices em X e em I\X, de modo que
2 ( )
1
1, .
m
i
i
v m n
σ
·
| `
π ≤ ∀ ≤

. ,

Como os índices em X e em I\X aparecem em ordem,
EUREKA! N°24, 2006
69
Sociedade Brasileira de Matemática
teremos
1 ( ) 1 ( ) 1 ( )
1
( ) \
1 1 2, ,
m
i i i
i i i m i i m
i I X
v v v m n
σ σ σ
· ≤ ≤ ≤ ≤
σ ∈
| `
| ` | `

π ≤ π + π ≤ + · ∀ ≤


. , . ,
. ,
∑ ∑ ∑
e logo
2 2
( )
1
2 1 5, .
m
i
i
m n
σ
·
∀ ≤ + · ∀ ≤

PROBLEMA 4:
SOLUÇÃO DE DIÊGO VELOSO UCHÔA (RIO DE JANEIRO – RJ)
Primeiro recorde a expansão binomial de Newton:
( )
0
n
n
n k k
k
n
a b a b
k

·
| `
+ · ⋅

. ,

.
Agora usando isso verifique as seguintes contas:
( )
( )
( )
( )
( )
2006
2006 2006 2006
2005
2005 2005
2006
1 1
... 2006.
1
n n n n
n n
a b a a a a
a a
| `
| `
+ · + · + ⋅ + > +


. ,
. ,
(pois an é sempre positivo)
Logo:
( ) ( )
( ) ( ) ( )
2006 2006
2 1
2006 2006
3 2
2006 2006
1
2006 2006
1 1
2006
2006

2006.
2006 ( 1)
n n
n
a a
a a
a a
a a n n
+
+
> +
> +
> +
> + ⋅ > +
M M
( ) ( ) ( )
1
1/ 2006 1
2006
1 1
1 1 1
n n
a n n a n
+
+ +
⇒ > + ⇒ + > + ⇒
( )
( ) ( )
1 1
1 1
2006 2006
1 1 1
1 1 1 1
1
1
n n n n
n a n a
n n
∞ ∞
+ +
· · +
< ⇒ <
+ ⋅
+
∑ ∑
Como
1
1
n
n

α
·
∑ com 1 α > converge segue que
1
1
n n
na

·
∑ também converge.
PROBLEMA 5:
EUREKA! N°24, 2006
70
Sociedade Brasileira de Matemática
SOLUÇÃO DE LUÍS DANIEL BARBOSA COELHO (RIO DE JANEIRO -
RJ)
( ) ( ) ( ) ( )
1 1
ln( ) ( ) ln
0 0
0 0
ln ln
! !
x
n n n n
x x x x x
n n
x x x x
x e e x dx dx
n n

∞ ∞
− − ⋅ −
· ·
− ⋅ − ⋅
· · · → ⋅ · ⋅
∑ ∑
∫ ∫

devido ao tipo de convergência monótona da série de potências
0
,
!
n
y
n
y
e
n

·
·


podemos fazer troca da integral com o somatório, obtendo:
( )
( )
1 1
0 0
0
1
ln
!
n
n
x n
n
x dx x x dx
n


·

⋅ · ⋅ ⋅

∫ ∫
denotemos por
( ) p
n
I a seguinte integral: ( )
1
( )
0
ln ,
n
p p
n
I x x dx · ⋅

para todo p inteiro
não negativo.
Integrando por partes: ( ) ( )
1
1
ln ln ;
1
p
n n
p
n x
u x du x dx dv x dx v
x p
+

· → · ⋅ ⋅ · ⋅ → ·
+
( ) ( ) ( )
1 1
1
1
( ) 1
0
0
(1)
ln ln ln1
1 ( 1) 1
p p
n n n
p p
n
x n
I x dx x x dx
p p p
+ +

→ · ⋅ ⋅ − ⋅ ⋅ ⋅ · ⋅ −
+ + +

( )
1
( ) ( )
1 1
0
lim ln ,
1 1 1
p
n
p p
n n
x
x n n
x I I
p p p
+
+
− −

− ⋅ − ⋅ · − ⋅
+ + +
pois
( )
1
0
lim ln 0.
n
p
x
x x
+
+

⋅ ·
( ) ( )
1
( ) ( )
1 0
1
1
1
p p
n n
p p
n
I I
p
I I
p

| ` −
·

+
. ,
| ` −
·

+
. ,
M
1
( ) ( )
0 1
0
( 1) ! ( 1) ! ( 1) !
,
( 1) ( 1) ( 1)
n n n
p p p
n n n n
n n n
I I x dx
p p p
+
− ⋅ − ⋅ − ⋅
· ⋅ · ⋅ ⋅ ·
+ + +

tomando p = n temos:
1
1 1
0
0 0 1
( 1) ( 1) ! 1 1
! ( 1) ( 1)
n n
x
n n n
n n n
n
x dx
n n n n
∞ ∞ ∞

+ +
· · ·
] − − ⋅
⋅ · ⋅ · ·
]
+ +
]
∑ ∑ ∑

.
PROBLEMA 6:
SOLUÇÃO DE HUMBERTO SILVA NAVES (S.J. DOS CAMPOS – SP)
Considere os seguintes pontos no reticulado: ( ) ;0
n n
A i · −
e ( ) 0; ,
n n
B j ·
onde
1 n k ≤ ≤ .
EUREKA! N°24, 2006
71
Sociedade Brasileira de Matemática
A4 A
3
A
2
A
1
B
1
B
2
B3
B
4
x
y
Um caminho ligando
n
A
com
m
B
é um caminho no reticulado partindo de
n
A
e
chegando em
m
B que só pode ir para cima ou para a direita. Exemplos:
–4 –3 –2 –1
2
x
y
An
Bm
É caminho!
–4 –3 –2 –1
2
x
y
An
Bm
Não é caminho!
Um fato interessante é que existem

n m
n
i j
i
+ | `

. ,
caminhos ligando
n
A com
m
B .
Uma rota é uma coleção de k caminhos (de cada
n
A
parte exatamente um caminho
e em cada
m
B chega exatamente um caminho) e dizemos que uma rota é bem feita
se os caminhos não se cruzam em nenhum ponto do reticulado.
Vamos provar que o número de rotas bem feitas é igual a det(A).
Pela definição de determinante, temos:
( )
( )
1
det( ) ( 1)

k
k
n n
I
S n
n
i j
A
i
σ
σ
σ∈ ·
+ | `
· − ⋅

. ,
∑ ∏
.
Mas
( )
( )
1
( 1)

k
n n
I
n
n
i j
i
σ
σ
·
+ | `


. ,

é exatamente o número de rotas ligando
n
A com ( )
,
n
B
σ
para
1 , n k ≤ ≤
multiplicando pela paridade I(σ ) da permutação σ .
EUREKA! N°24, 2006
72
Sociedade Brasileira de Matemática
Vamos provar que as rotas mal feitas se cancelam neste somatório:
–4 –3 –2 –1
2
x
y
A
4
B
4
B
3
B
2
B
1
1
3
4
–5
Y
X
A
3
A
2
A
1
σ= {(4 ; 4) ; (3 ; 3) ; (2 ; 1) ; (2 ; 2)}
Considere uma rota mal feita R e
seja Y o ponto de intersecção com
maior coordenada x (se existir mais
de um, tome Y cuja coordenada y
seja a menor possível).
Vamos trocar os respectivos caminhos que se cruzam em Y (se existir mais de 2
caminhos que se cruzam em Y, troque os caminhos que começam em '
n
A s de mais
maior coordenada x).
–4 –3 –2 –1
2
x
y
A
4
B
4
B
3
B
2
B
1
1
3
4
–5
Y
X
A
3
A
2
A
1

%
σ= {(4 ; 4) ; (3 ; 3) ; (2 ; 1) ; (2 ; 2)}
Assim obtemos uma nova rota mal
feita, só que com a paridade de
permutação correspondente trocada
%
( ) ( )
( 1) ( 1)
I I σ σ
− · − −
Como a relação entre rotas mal
feitas que acabamos de definir é
bijetora, então provamos que as
rotas mal feitas não contribuem para
o somatório, e como uma rota bem
feita possui a identidade como
permutação associada, provamos
que: det (A) = número de rotas bem
feitas.
Como
1 2
0 ...
k
i i i ≤ < < <
e
1 2
0 ... ,
k
j j j ≤ < < <
certamente o número de rotas bem
feitas é diferente de 0, pois
EUREKA! N°24, 2006
73
Sociedade Brasileira de Matemática
x
y
A
4
B
4
B
3
B
2
B
1
Y
A
3
A
2
A
1
é uma rota bem feita.
Errata: O item b) do problema No. 112 (Eureka! 23, p.60) foi proposto
equivocadamente: ao contrário do que pensávamos, parece não haver soluções
simples para ele.
Gostaríamos portanto de manter apenas o item a) do problema proposto No. 112.
Pedimos desculpas pelos inconvenientes causados.
XXVII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA
Resultado – Nível 1 (5
a
. e 6
a
. Séries)
NOME CIDADE - ESTADO PRÊMIO
Matheus Barros de Paula Taubaté – SP Ouro
Guilherme Vieira Melo Fortaleza – CE Ouro
Luis Musso Gualandi Vitória – ES Ouro
Rafael Dias da Fonsêca Arapiraca – AL Ouro
Rodrigo Rolim Mendes de Alencar Fortaleza – CE Ouro
Gustavo Lisbôa Empinotti Florianópolis – SC Prata
Iuri Rezende Souza Mineiros – GO Prata
Eduardo Cintra Simões Recife – PE Prata
João Mendes Vasconcelos Fortaleza – CE Prata
Gabriel Lima Guimarães Vitória – ES Prata
Jonas Rocha Lima Amaro Fortaleza – CE Prata
Bruno Cesar da Silva Guedes Recife – PE Prata
Kelve Torres Henrique Recife – PE Prata
Igor Rosiello Zenker São Paulo – SP Prata
Daniel Lucas Filgueira Fortaleza – CE Prata
Cleiton Vilela Figueiredo da Silva Recife – PE Prata
Andreza Lais da Silva Nascimento Recife – PE Prata
Ivan Seki Hellmeister São Paulo – SP Prata
Matheus Henrique Botelho Cordeiro Curitiba – PR Bronze
Breno Rocha Comin Leme – SP Bronze
Henrique Lopes de Mello Rio de Janeiro – RJ Bronze
Leonardo Henrique Caldeira Pires Ferrari Rio de Janeiro – RJ Bronze
Leonardo Gonçalves Fischer Fraiburgo – SC Bronze
Francisco Vagner Dantas Leite Filho Fortaleza – CE Bronze
Elder Massahiro Yoshida São Paulo – SP Bronze
Alex Lordello Magario Salvador – BA Bronze
Rafael Sussumu Yamaguti Miada Campinas – SP Bronze
EUREKA! N°24, 2006
74
Sociedade Brasileira de Matemática
Deborah Barbosa Alves São Paulo – SP Bronze
Diogo Silva Freitas Recife – PE Bronze
Matheus Barbosa Santos de Miranda João Pessoa – PB Bronze
Augusto dos Santos Morgan S. J. do Rio Pardo – SP Bronze
André Bandeira Pinheiro Fortaleza – CE Bronze
Fernando Fonseca Andrade Oliveira Belo Horizonte – MG Bronze
Eduardo F. Freire Neto Salvador – BA Menção Honrosa
Wellington Biing Jung Lee São Paulo – SP Menção Honrosa
Mac'simus Alec'sander de Castro Duarte Fortaleza – CE Menção Honrosa
Alessandro Macêdo de Araújo Fortaleza – CE Menção Honrosa
Camila Miraglia Ribeiro Curitiba – PR Menção Honrosa
Douglas Barbosa da Fonsêca Arapiraca – AL Menção Honrosa
Pedro Montebello Milani São Paulo – SP Menção Honrosa
Gabriel Ricardo Loecsh Siebiger Sobradinho – DF Menção Honrosa
Tiago Yparraguirre Viégas Niterói – RJ Menção Honrosa
Rafael de Melo Andrade Boituba – SP Menção Honrosa
Priscilla Lie Sato Yamaguti São Paulo – SP Menção Honrosa
João Lucas Camelo Sá Fortaleza – CE Menção Honrosa
Franciely Juliani Chutti Itajobi – SP Menção Honrosa
Frederico Nascimento Dutra Porto Alegre – RS Menção Honrosa
Isaac Jerônimo Moreira Fortaleza – CE Menção Honrosa
Anne Wang São Paulo – SP Menção Honrosa
Rafael Farias Marinheiro Recife – PE Menção Honrosa
Rafael Fernandes Paixão Rio de Janeiro – RJ Menção Honrosa
Filipe da Gama Martin Nanuque – MG Menção Honrosa
Humberto Lopes Tabatinga Neto Teresina – PI Menção Honrosa
Gregory Cosac Daher Rio de Janeiro – RJ Menção Honrosa
Renata Aimi Fukuda São Paulo – SP Menção Honrosa
Fabrício Catani de Freitas Sorocaba – SP Menção Honrosa
Bruno Giordano Leite Recife – PE Menção Honrosa
Victor Gonçalves Elias João Pessoa – PB Menção Honrosa
Letícia Duchein Ferreira Londrina – PR Menção Honrosa
Larissa Firakawa Tamashiro Jundiaí – SP Menção Honrosa
Douglas Souza Alves Junior Vassouras – RJ Menção Honrosa
Lara Guimarães Fernandes Peres Rio de Janeiro – RJ Menção Honrosa
Nível 2 (7
a
. e 8
a
. Séries)
NOME CIDADE – ESTADO PRÊMIO
Henrique Pondé de Oliveira Pinto Salvador – BA Ouro
Marcelo Matheus Gary S. J. do Rio Preto – SP Ouro
Rafael Tupynambá Dutra Belo Horizonte – MG Ouro
Pollyanna Stéfani Borges Freitas Fortaleza – CE Ouro
Iuri Souza Ramos Barbosa Brasília – DF Ouro
Guilherme Philippe Figueiredo Fortaleza – CE Ouro
Marcelo Tadeu de Oliveira Sá Barreiras – BA Prata
Marlen Lincoln da Silva Fortaleza – CE Prata
Henrique Watanabe São Paulo – SP Prata
Grazielly Muniz da Cunha Fortaleza – CE Prata
James Jun Hong São Paulo – SP Prata
Pedro Pinheiro de Negreiros Bessa Fortaleza – CE Prata
Marilia Valeska Costa Medeiros Fortaleza – CE Prata
Camilla Matias Morais Fortaleza – CE Prata
Márcio Rabello de Freitas Mesquita – RJ Prata
Alex Atsushi Takeda Londrina – PR Bronze
Renan Lima Novais Niterói – RJ Bronze
Rafael Horimoto de Freitas São Paulo – SP Bronze
Dielson de Britto Junior Rio de Janeiro – RJ Bronze
Hugo Fonseca Araújo Juiz de Fora – MG Bronze
Vitor Mori São Paulo – SP Bronze
Cindy Yuchi Tsai São Paulo – SP Bronze
Thiago Ribeiro Ramos Varginha – MG Bronze
Gabriel Moreira Francisco Santo André – SP Bronze
Tales Augusto Gonçalves Alphonse Paraguaçu Paulista – SP Bronze
Nathana Alcântara Lima Fortaleza – CE Bronze
EUREKA! N°24, 2006
75
Sociedade Brasileira de Matemática
Illan Feiman Halpern Itatiaia – RJ Bronze
Thiago da Silva Pinheiro São Paulo – SP Bronze
Júlio Cézar Batista de Souza Salvador – BA Bronze
Thiago Ide Sousa Suzano – SP Bronze
Danilo Marcolongo Afonso S. B. do Campo – SP Bronze
Caio José Fonseca Santos Rio de Janeiro – RJ Menção Honrosa
Caio Sérgio Parente Silva Rio de Janeiro – RJ Menção Honrosa
Isabella Amorim Gonçalez Fortaleza – CE Menção Honrosa
Ana Luísa de Almeida Losnak São Paulo – SP Menção Honrosa
Yuri Bastos Pereira Rio de Janeiro – RJ Menção Honrosa
Mateus Sampaio de Mendonça Belo Horizonte – MG Menção Honrosa
Alisson de Brito Ninomia São Paulo – SP Menção Honrosa
Alan Eduardo dos Santos Góes Fortaleza – CE Menção Honrosa
José Cabadas D. Neto Salvador – BA Menção Honrosa
Marcelo Rafael Silva Rempel Maringá – PR Menção Honrosa
Rafael Rabelo de Carvalho Brasília – DF Menção Honrosa
Davi Lopes Alves de Medeiros Fortaleza – CE Menção Honrosa
Gabriella Fonseca Ribeiro Betim – MG Menção Honrosa
Christian Eduardo de Umeki e Saiki São Paulo – SP Menção Honrosa
Marco Antonio Lopes Pedroso Santa Isabel – SP Menção Honrosa
Catarina Yu Na Kim São Paulo – SP Menção Honrosa
Rafael Alves da Silva Teresina – PI Menção Honrosa
Pedro Henrique Azevedo Damacena Fortaleza – CE Menção Honrosa
Renan Henrique Finder Joinville – SC Menção Honrosa
Ricardo Bioni Liberalquino Maceió – AL Menção Honrosa
Dalen Chen Kuang Osasco – SP Menção Honrosa
Izabela Karennina Travizani Maffra Belo Horizonte – MG Menção Honrosa
Jennifer Katherine Koshiba Yu São Paulo – SP Menção Honrosa
Felipe Onório da Silva Oliveira Botucatu – SP Menção Honrosa
Nível 3 (Ensino Médio)
NOME CIDADE – ESTADO PRÊMIO
Gabriel Tavares Bujokas São Paulo – SP Ouro
Guilherme Rodrigues Nogueira de Souza São Paulo – SP Ouro
Thomás Yoiti Sasaki Hoshina Rio de Janeiro – RJ Ouro
Regis Prado Barbosa Fortaleza – CE Ouro
Luty Rodrigues Ribeiro Fortaleza – CE Ouro
Rafael Mendes de Oliveira Rio de Janeiro – RJ Ouro
Cesar Ryudi Kawakami São Paulo – SP Prata
Jose Marcos Andrade Ferraro São Paulo – SP Prata
José Armando Barbosa Filho Fortaleza – CE Prata
Anderson Hoshiko Aiziro São Paulo – SP Prata
Leandro Farias Maia Fortaleza – CE Prata
André Linhares Rodrigues Fortaleza – CE Prata
Levi Máximo Viana Fortaleza – CE Prata
Leonardo Ribeiro de Castro Carvalho São Paulo – SP Prata
Wilson Camara Marriel Rio de Janeiro – RJ Prata
Fabiano Edson Carlos Fortaleza – CE Prata
Adenilson Arcanjo de Moura Junior Fortaleza – CE Bronze
Edson Augusto Bezerra Lopes Fortaleza – CE Bronze
Rodrigo Viana Soares Fortaleza – CE Bronze
Eduardo Fischer Encantado – RS Bronze
Rafael Sampaio de Rezende Fortaleza – CE Bronze
Rafael Montezuma Pinheiro Cabral Fortaleza – CE Bronze
Gustavo Sampaio Sousa Fortaleza – CE Bronze
Ramon Moreira Nunes Fortaleza – CE Bronze
Hector Kenzo Horiuti Kitahara São Paulo – SP Bronze
Francisco Tarcísio Guedes Lima Verde Neto Fortaleza – CE Bronze
EUREKA! N°24, 2006
76
Sociedade Brasileira de Matemática
Alexandre Hideki Deguchi Martani São Paulo – SP Bronze
Enzo Haruo Hiraoka Moriyama São Paulo – SP Bronze
Rafael Morioka Oda São Paulo – SP Bronze
André Lucas Ribeiro dos Santos Pindamonhangaba – SP Bronze
Michel Faleiros Martins Campinas – SP Bronze
Antônio Felipe Cavalcante Carvalho Fortaleza – CE Bronze
Rafael Moura e Sucupira Fortaleza – CE Menção Honrosa
Artur de Almeida Losnak São Paulo – SP Menção Honrosa
Tiago Porto Barbosa Fortaleza – CE Menção Honrosa
Willy George do Amaral Petrenko Rio de Janeiro – RJ Menção Honrosa
Douglas Bokliang Ang Cunha S. J. dos Campos – SP Menção Honrosa
Breno Vieira de Aguiar Fortaleza – CE Menção Honrosa
Beatriz Laiate Sorocaba – SP Menção Honrosa
Vinicius Gripp Barros Ramos Rio de Janeiro – RJ Menção Honrosa
Lucio Eiji Assaoka Hossaka Curitiba – PR Menção Honrosa
Mateus Oliveira de Figueiredo Fortaleza – CE Menção Honrosa
Marcus Edson Barreto Brito Fortaleza – CE Menção Honrosa
Flávio Henrique Moura Stakoviak Belém – PA Menção Honrosa
Ricardo Turolla Bortolotti Rio Claro – SP Menção Honrosa
Pedro Henrique Silva Belisário Rio de Janeiro – RJ Menção Honrosa
Filipe Alves Tomé Fortaleza – CE Menção Honrosa
Frederico de Souza Frydman Salvador – BA Menção Honrosa
Heytor Bruno Nobre Pitombeira das Virgens Fortaleza – CE Menção Honrosa
Daniel Lopes Alves de Medeiros Fortaleza – CE Menção Honrosa
Nível Universitário
NOME CIDADE – ESTADO PRÊMIO
Humberto Silva Naves S. J. dos Campos – SP Ouro
Bernardo Freitas Paulo da Costa Rio de Janeiro – RJ Ouro
Alex Corrêa Abreu Niterói – RJ Ouro
Rafael Daigo Hirama Campinas – SP Ouro
Diêgo Veloso Uchôa Teresina – PI Ouro
Fábio Dias Moreira Rio de Janeiro – RJ Ouro
Luís Daniel Barbosa Coelho Rio de Janeiro – RJ Prata
Carlos Stein Naves de Brito S.J. dos Campos – SP Prata
Yuri Gomes Lima Fortaleza – CE Prata
Rafael Marini Silva Vila Velha – ES Prata
Murilo Vasconcelos Andrade Maceió – AL Prata
Thiago Barros Rodrigues Costa Fortaleza – CE Prata
Felipe Rodrigues Nogueira de Souza São Paulo – SP Prata
Leonardo Augusto Zão Nilópolis – RJ Prata
Vitor Gabriel Kleine Mogi das Cruzes – SP Prata
Estillac Lins Maciel Borges Filho Belém – PA Bronze
Rodrigo Roque Dias São Paulo – SP Bronze
Eduardo de Moraes Rodrigues Poço São Paulo – SP Bronze
Gustavo Gomes de Araujo Ribeirão Preto – SP Bronze
Raphael Constant da Costa Rio de Janeiro – RJ Bronze
Davi Maximo Alexandrino Nogueira Fortaleza – CE Bronze
Jorge Peixoto de Morais Neto Goiânia – GO Bronze
Eduardo Ferraz Castelo Branco Ferreira Rio de Janeiro – RJ Bronze
Eduardo Famini Silva Rio de Janeiro – RJ Bronze
Moyses Afonso Assad Cohen Rio de Janeiro – RJ Bronze
Kellem Corrêa Santos Rio de Janeiro – RJ Menção Honrosa
Evandro Makiyama São Paulo – SP Menção Honrosa
Thiago da Silva Sobral S.J. dos Campos – SP Menção Honrosa
EUREKA! N°24, 2006
77
Sociedade Brasileira de Matemática
Pedro Paiva Zühlke Dioliveira Brasília – DF Menção Honrosa
Helder Oliveira de Castro Mogi das Cruzes – SP Menção Honrosa
Thiago Costa Leite Santos São Paulo – SP Menção Honrosa
Marcos Francisco Ferreira Martinelli Rio de Janeiro – RJ Menção Honrosa
Rogério de Assis Medeiros Franco da Rocha – SP Menção Honrosa
Samuel Barbosa Feitosa Fortaleza – CE Menção Honrosa
Elder Rodrigo Barbosa Campos Rio de Janeiro – RJ Menção Honrosa
Francisco Bruno de Lima Holanda Fortaleza – CE Menção Honrosa
Giovana Siracusa Gouveia Recife – PE Menção Honrosa
Henrique Roscoe de Oliveira Brasília – DF Menção Honrosa
AGENDA OLÍMPICA
XXVIII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA
NÍVEIS 1, 2 e 3
Primeira Fase – Sábado, 10 de junho de 2006
Segunda Fase – Sábado, 2 de setembro de 2006
Terceira Fase – Sábado, 28 de outubro de 2006 (níveis 1, 2 e 3)
Domingo, 29 de outubro de 2006 (níveis 2 e 3 - segundo dia de
prova).
NÍVEL UNIVERSITÁRIO
Primeira Fase – Sábado, 2 de setembro de 2006
Segunda Fase – Sábado, 28 e Domingo, 29 de outubro de 2006

XII OLIMPÍADA DE MAIO
13 de maio de 2006

XVII OLIMPÍADA DE MATEMÁTICA DO CONE SUL
5 a 11 de maio de 2006
Escobar, Argentina
EUREKA! N°24, 2006
78
Sociedade Brasileira de Matemática

XLVII OLIMPÍADA INTERNACIONAL DE MATEMÁTICA
8 a 19 de julho de 2006
Ljubljana - Eslovênia.

XIII OLIMPÍADA INTERNACIONAL DE MATEMÁTICA
UNIVERSITÁRIA
20 a 26 de julho de 2006
Odessa, Ucrânia

XXI OLIMPÍADA IBEROAMERICANA DE MATEMÁTICA
22 de setembro a 01 de outubro de 2006
Equador

IX OLIMPÍADA IBEROAMERICANA DE MATEMÁTICA
UNIVERSITÁRIA
18 de novembro de 2006
♦♦♦
COORDENADORES REGIONAIS
Alberto Hassen Raad (UFJF) Juiz de
Fora – MG
Américo López Gálvez (USP) Ribeirão
Preto – SP
Amarísio da Silva Araújo (UFV) Viçosa –
MG
Andreia Goldani FACOS Osório –
RS
Antonio Carlos Nogueira (UFU)
Uberlândia – MG
Ali Tahzibi (USP) São
Carlos – SP
Benedito Tadeu Vasconcelos Freire (UFRN) Natal –
RN
Carlos Alexandre Ribeiro Martins (Univ. Tec. Fed. De Paraná)
pato Branco - PR
Carlos Frederico Borges Palmeira (PUC-Rio)
Rio de Janeiro – RJ
Claus Haetinger (UNIVATES) Lajeado –
RS
Cleonor Crescêncio das Neves (UTAM) Manaus –
AM
EUREKA! N°24, 2006
79
Sociedade Brasileira de Matemática
Cláudio de Lima Vidal (UNESP) S.J. do Rio
Preto – SP
Edson Roberto Abe (Colégio Objetivo de Campinas)
Campinas – SP
Élio Mega (Colégio Etapa) São Paulo
– SP
Éder Luiz Pereira de Andrade (UNESPAR/FECILCAM)
Campo Mourão – PR
Eudes Antonio da Costa (Univ. do Tocantins) Arraias –
TO
Florêncio Ferreira Guimarães Filho (UFES) Vitória –
ES
Ivanilde Fernandes Saad (UC. Dom Bosco) Campo
Grande– MS
Janice T. Reichert (UNOCHAPECÓ)
Chapecó – SC
João Benício de Melo Neto (UFPI) Teresina –
PI
João Francisco Melo Libonati (Grupo Educacional Ideal) Belém –
PA
Jorge Costa Duarte Filho (UFPB) João
Pessoa - PB
José Cloves Saraiva (UFMA) São Luis –
MA
José Luiz Rosas Pinho (UFSC)
Florianópolis – SC
José Vieira Alves (UFPB) Campina
Grande – PB
José William Costa (Instituto Pueri Domus)
Santo André – SP
Krerley Oliveira (UFAL) Maceió –
AL
Licio Hernandes Bezerra (UFSC)
Florianópolis – SC
Luzinalva Miranda de Amorim (UFBA) Salvador
– BA
Mário Rocha Retamoso (UFRG)
Rio Grande – RS
Marcelo Rufino de Oliveira (Grupo Educacional Ideal) Belém –
PA
Marcelo Mendes (Colégio Farias Brito, Pré-vestibular)
Fortaleza – CE
Newman Simões (Cursinho CLQ Objetivo)
Piracicaba – SP
Raúl Cintra de Negreiros Ribeiro (Colégio Anglo)
Atibaia – SP
Ronaldo Alves Garcia (UFGO) Goiânia –
GO
Rogério da Silva Ignácio (Col. Aplic. da UFPE)
Recife – PE
Reginaldo de Lima Pereira (Escola Técnica Federal de Roraima)
Boa Vista – RR
Reinaldo Gen Ichiro Arakaki (LAC - Laboratório Associado de Computação)
SJ dos Campos – SP
EUREKA! N°24, 2006
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Sociedade Brasileira de Matemática
Ricardo Amorim (Centro Educacional Logos)
Nova Iguaçu – RJ
Sérgio Cláudio Ramos (IM-UFRGS) Porto
Alegre – RS
Seme Guevara Neto (UFMG) Belo
Horizonte – MG
Tadeu Ferreira Gomes (UEBA) Juazeiro –
BA
Tomás Menéndez Rodrigues (U. Federal de Rondônia) Porto
Velho – RO
Turíbio José Gomes dos Santos (UFPB) João
Pessoa – PB
Valdenberg Araújo da Silva (U. Federal de Sergipe)
São Cristovão – SE
Valdeni Soliani Franco (U. Estadual de Maringá)
Maringá – PR
Vânia Cristina Silva Rodrigues (U. Metodista de SP)
S.B. do Campo – SP
Wagner Pereira Lopes (CEFET – GO) Jataí – GO
EUREKA! N°24, 2006
81

Sociedade Brasileira de Matemática

XXVII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA
Problemas e Soluções da Primeira Fase
PROBLEMAS – NÍVEL 1 1. Sabendo-se que 9 174 532 × 13 = 119 268 916 , pode-se concluir que é divisível por 13 o número: A) 119 268 903 B) 119 268 907 C) 119 268 911 D) 119 268 913 E) 119 268 923 2. Numa caixa havia 3 meias vermelhas, 2 brancas e 1 preta. Professor Piraldo retirou 3 meias da caixa. Sabendo-se que nenhuma delas era preta, podemos afirmar sobre as 3 meias retiradas que: A) são da mesma cor. B) são vermelhas. B) uma é vermelha e duas são brancas. D) uma é branca e duas são vermelhas. E) pelo menos uma é vermelha. 3. Diamantino colocou em um recipiente três litros de água e um litro de suco composto de 20% de polpa e 80% de água. Depois de misturar tudo, que porcentagem do volume final é polpa? A) 5% B) 7% C) 8% D) 20% E) 60% 4. Perguntado, Arnaldo diz que 1 bilhão é o mesmo que um milhão de milhões. Professor Piraldo o corrigiu e disse que 1 bilhão é o mesmo que mil milhões. Qual é a diferença entre essas duas respostas? A) 1 000 B) 999 000 C) 1 000 000 D) 999 000 000
EUREKA! N°24, 2006

2

Sociedade Brasileira de Matemática

E) 999 000 000 000 5. Numa seqüência, cada termo, a partir do terceiro, é a soma dos dois termos anteriores mais próximos. O segundo termo é igual a 1 e o quinto termo vale 2005. Qual é o sexto termo? A) 3 002 B) 3 008 C) 3 010 D) 4 002 E) 5 004

6. Um galão de mel fornece energia suficiente para uma abelha voar 7 milhões de quilômetros. Quantas abelhas iguais a ela conseguiriam voar mil quilômetros se houvesse 10 galões de mel para serem compartilhados entre elas? A) 7 000 B) 70 000 C) 700 000 D) 7 000 000 E) 70 000 000 7. Três anos atrás, a população de Pirajussaraí era igual à população que Tucupira tem hoje. De lá para cá, a população de Pirajussaraí não mudou mas a população de Tucupira cresceu 50%. Atualmente, as duas cidades somam 9000 habitantes. Há três anos, qual era a soma das duas populações? A) 3 600 B) 4 500 C) 5 000 D) 6 000 E) 7 500 8. Um agricultor esperava receber cerca de 100 mil reais pela venda de sua safra. Entretanto, a falta de chuva provocou uma perda da safra avaliada entre 1 1 e do total previsto. Qual dos valores a seguir pode representar a perda do 5 4 agricultor? A) R$ 21.987,53 B) R$ 34.900,00 C) R$ 44.999,99 D) R$ 51.987,53 E) R$ 60.000,00 9. Devido a um defeito de impressão, um livro de 600 páginas apresenta em branco todas as páginas cujos números são múltiplos de 3 ou de 4. Quantas páginas estão impressas? A) 100 B) 150 C) 250 D) 300 E) 430

EUREKA! N°24, 2006

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Sociedade Brasileira de Matemática

10. Seis retângulos idênticos são reunidos para formar um retângulo maior conforme indicado na figura. Qual é a área deste retângulo maior? A) 210 cm2 B) 280 cm2 2 C) 430 cm D) 504 cm2 E) 588 cm2

21 cm

11. O relógio do professor Piraldo, embora preciso, é diferente, pois seus ponteiros se movem no sentido anti-horário. Se você olhar no espelho o relógio quando ele estiver marcando 2h23min, qual das seguintes imagens você verá?
E
A) B)

E
C)

E
D)

E
E)

E

12. Uma placa decorativa consiste num quadrado de 4 metros de lado, pintada de forma simétrica com algumas faixas, conforme indicações no desenho ao lado. Qual é a fração da área da placa que foi pintada? 1 A) 2 1 B) 3 3 C) 8 6 D) 13 7 E) 11

1m 1m 1m 1m 1m 1m

13. Películas de insulfilm são utilizadas em janelas de edifícios e vidros de veículos para reduzir a radiação solar. As películas são classificadas de acordo com seu grau de transparência, ou seja, com o percentual da radiação solar que ela deixa passar. Colocando-se uma película de 70% de transparência sobre um vidro com 90% de transparência, obtém-se uma redução de radiação solar igual a : A) 3% B) 37% C) 40% D) 63% E) 160% 14. Na figura, os dois triângulos são eqüiláteros. Qual é o valor do ângulo x?

EUREKA! N°24, 2006

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Sociedade Brasileira de Matemática x 75° 65° A) 30o B) 40o C) 50o D) 60o 10 10 5 5 E) 70o 15. 8. O serralheiro usa exatamente 20 metros de vareta para fazer o seu trabalho. 2006 5 . 6. 4. 3. 5. 5 10 Qual dos desenhos abaixo representa o final do painel? A) B) C) D) E) 16. 7. além disso. Um serralheiro solda varetas de metal para produzir peças iguais que serão juntadas para formar o painel abaixo. de uma dessas peças. 2 EUREKA! N°24. Atenção: o 2 já foi colocado em um dos círculos e não é permitido colocar números repetidos. em centímetros. Dentre os números 1. escolha alguns e coloque-os nos círculos brancos de tal forma que a soma dos números em dois círculos vizinhos seja sempre um quadrado perfeito. 9 e 10. círculos separados pelo retângulo preto não são vizinhos. 2. O desenho ao lado apresenta as medidas.

Qual é o menor número de cores necessárias para isso? A) 3 B) 4 C) 5 D) 6 E) 7 PROBLEMAS – NÍVEL 2 1. Veja o problema No. sentou-se na cadeira com o menor número. Qual é a soma dos números dessas duas cadeiras? A) 29 B) 36 C) 37 D) 41 E) 64 19. sua namorada. 13 do Nível 1. EUREKA! N°24. cada linha e cada uma das duas diagonais não tenham duas casas de mesma cor. Carlos sentou-se na cadeira com o maior número e Janaína. Figuras com mesma forma representam objetos de mesma massa. Uma loja de sabonetes realiza uma promoção com o anúncio "Compre um e leve outro pela metade do preço”.Sociedade Brasileira de Matemática A soma dos números colocados em todos os círculos brancos é: A) 36 B) 46 C) 47 D) 49 E) 55 17. 2006 6 . As 10 cadeiras de uma mesa circular foram numeradas com números consecutivos de dois algarismos. entre os quais há dois que são quadrados perfeitos. Em um ano. As nove casas de um tabuleiro 3 × 3 devem ser pintadas de foram que cada coluna. Outra promoção que a loja poderia fazer oferecendo o mesmo desconto percentual é A) "Leve dois e pague um” B) "Leve três e pague um” C) "Leve três e pague dois” D) "Leve quatro e pague três” E) "Leve cinco e pague quatro” 2. no máximo quantos meses têm cinco domingos? A) 3 B) 4 C) 5 D) 6 E) 7 20. Quantos quadrados são necessários para que a última balança fique em equilíbrio? ? A) 7 B) 8 C) 9 D) 10 E) 12 18.

Sua densidade é 21. 6. Qual será o volume da caixa em cm3? 15 cm 40 cm A) 1 500 E) 12 000 B) 3 000 C) 4 500 20 cm D) 6 000 11. A) uma caixa de sapatos B) uma piscina C) um edifício de dez andares D) o monte Pascoal E) a Lua 7. mais raro até do que ouro. 9. 22 são 2 negativos.45 g/cm3. b e c números reais. Veja o problema No. 10 do Nível 1. Os ângulos nos cantos do papelão são todos retos. 8. Sendo a. pela propriedade distributiva da multiplicação em relação à adição. Veja o problema No. é verdade que a × (b + c) = (a × b) + (a × c). Suponha que a produção mundial de platina foi de cerca de 110 toneladas em cada um dos últimos 50 anos e desprezível antes disso. Veja o problema No. mas ocorre se. A distributiva da adição em relação à multiplicação a + (b × c) = (a + b) × (a + c) não é sempre verdadeira. 4 do Nível 1. 2006 7 .Sociedade Brasileira de Matemática 3. e somente se. 5. Platina é um metal muito raro. 17 do Nível 1. 4. Quantos números dentre os treze números dados são negativos? A) 2 B) 7 C) 8 D) 9 E) 10 10. 9 do Nível 1. Assinale a alternativa com o objeto cujo volume é mais próximo do volume de platina produzido no mundo em toda a história. Veja o problema No. Entre treze reais não nulos há mais números positivos do que negativos. Dentre os 13 × 12 = 78 produtos de dois dos treze números. 5 do Nível 1. Veja o problema No. A) a = b = c = 1 ou a = 0 3 B) a = b = c EUREKA! N°24. O desenho ao lado mostra um pedaço de papelão que será dobrado e colado nas bordas para formar uma caixa retangular.

14. acontece um fato interessante. Dentre os Paulistas e Baianos. Se O × B × M = 240. quando lidos da esquerda para a direita. 2006 8 . 456 é um desses números. Que percentual os realmente Paulistas representam dentre os Paulistas e Baianos? A) 12.Sociedade Brasileira de Matemática C) A igualdade nunca ocorre D) a + b + c = 1 ou a = 0 E) a = b = c = 0 12. Em certa cidade.5% B) 18% C) 20% D) 22% E) 22. 16. Sejam a e b as áreas cinzas indicadas na figura. 15 do Nível 1. quanto vale O + B + M? A) 19 B) 20 C) 21 D) 24 E) 36 15. 20% dizem que são Paulistas. de extensões 240 km. 19 do Nível 1. Veja o problema No. 300 km e 400 km. Então a razão é b igual a: EUREKA! N°24. mas não necessariamente nessa ordem. todas as circunferências menores têm o mesmo raio r e os centros das circunferências que tocam a circunferência maior são vértices de um a quadrado. Dez por cento dos Baianos dizem que são Paulistas e dez por cento dos Paulistas dizem que são Baianos. O × B + M = 46 e O + B × M = 64. Podemos garantir que o tempo total em horas gasto pelo piloto nos três trechos é: A) menor ou igual a 13 horas B) maior ou igual a 13 horas e menor ou igual a 16 horas C) maior ou igual a 14 horas e menor ou igual a 17 horas D) maior ou igual a 15 horas e menor ou igual a 18 horas E) maior ou igual a 18 horas 19. 14 do Nível 1. mas 7890 não é: A) 10 B) 13 C) 18 D) 22 E) 25 18. 17. são formados por dígitos consecutivos e em ordem crescente? Exemplificando. Quantos números entre 10 e 13000. As letras O. 75 km/h e 80 km/h. Um piloto percorreu três trechos de um rali. As velocidades médias nos três trechos foram 40 km/h. Todos os outros Paulistas e Baianos assumem a sua verdadeira origem. B e M representam números inteiros. Na figura. Veja o problema No. respectivamente. Veja o problema No.5% 13.

a reta PQ toca em N o círculo que passa por L. O número de plins registrados em um certo dia. Se o professor escolher 4 alunos para fazer uma apresentação. 59 minutos e 59 segundos é: A) 732 B) 1438 C) 1440 D) 1446 E) 1452 22. terá no grupo pelo menos dois alunos de mesma nacionalidade. Um relógio. Os inteiros positivos x e y satisfazem a equação x+ 1 2 y − x−1 2 y =1 . quanto mede o ângulo LRP? L M α P N R Q A)3α – 180 o B)180 – 2α o C) 180 – α o D) 90 – α /2 E) α o 23. Um professor de Inglês dá aula particular para uma classe de 9 alunos. se escolher 5 alunos. faz plim toda vez que um ponteiro ultrapassa outro no mostrador. Se LM = LN e a medida do ângulo PNL é α .Sociedade Brasileira de Matemática b a A) 1 2 B) 2 3 C) 1 D) 3 2 E) 2 20. dos quais pelo menos um é brasileiro. Qual das alternativas apresenta um possível valor de y? EUREKA! N°24. M e N. minutos e segundos. A reta LM corta a reta PQ em R. com ponteiros de horas. no período entre as 12 horas e 1 segundo e as 23 horas. Quantos brasileiros existem na classe? A) 1 B) 2 C) 3 D) 4 E) 5 21. α < 60o. Na figura. 2006 9 . terá no máximo três alunos de mesma nacionalidade.

giramos novamente o bloco. nessa ordem. Um bloco de dimensões 1 × 2 × 3 é colocado sobre um tabuleiro 8 × 8. Y e Z fiquem viradas para baixo. Em seguida. mas desta vez de modo que a face Z fique virada para baixo. Veja o problema No. virada para baixo. 2006 10 . Os pontos L.Sociedade Brasileira de Matemática A) 5 B) 6 C) 7 D) 8 E) 9 24. Veja o problema No. fazendo com que as faces X. 17 do Nível 2. Quantos quadradinhos diferentes do tabuleiro estiveram em contato com o bloco? Z Y A) 18 B) 19 C) 20 D) 21 E)22 PROBLEMAS – NÍVEL 3 1. 2. M e N são pontos médios de arestas do cubo. Giramos o bloco mais três vezes. como mostra a figura. como mostra a figura. de dimensões 1 × 2. Giramos o bloco em torno de uma de suas arestas de modo que a face Y fique virada para baixo. 16 do Nível 1. com a face X. 25. Quanto mede o ângulo LMN? EUREKA! N°24.

Veja o problema No. Veja o problema No. Veja o problema No. um algarismo n e 2005 algarismos 2. 23 do Nível 2. 8. Veja o problema No. A figura mostra um cubo de aresta 1 no qual todas as doze diagonais de face foram desenhadas. criou-se uma rede com 14 vértices (os 8 vértices do cubo e os 6 centros de faces) e 36 arestas (as 12 arestas do cubo e mais 4 sobre cada uma das 6 faces). com 4010 algarismos. Da esquerda para a direita.Sociedade Brasileira de Matemática N M L A) 90 o B) 105 o C) 120o D) 135o E) 150o 3. Veja o problema No. 4. 6 do Nível 2. 7. Esmeralda digitou corretamente um múltiplo de 7 muito grande. Qual é o comprimento do menor caminho que é formado por arestas da rede e que passa por todos os 14 vértices? A) 1 + 6 2 E) 12 + 12 2 EUREKA! N°24. 2006 B) 4 + 2 2 C) 6 D) 8 + 6 2 11 . Veja o problema No. 5. 14 do Nível 2. 1 do Nível 2. 22 do Nível 2. Com isso. os seus algarismos são 2004 algarismos 1. 25 do Nível 2. 10. Qual é o valor de n? A) 3 B) 4 C) 5 D) 6 E) 7 6. 9.

19 do Nível 1. 22 negativos. 11 do Nível 2. tanto que mudou de lugar os números 1. 10. 3… Se a5 = 35. 17. Traçando as quatro retas perpendiculares aos lados de um paralelogramo não retângulo pelos seus pontos médios. 3. Veja o problema No. Uma das faces de um poliedro é um hexágono regular. Dentre os 2 são negativos. 28…). 13. Qual é a quantidade mínima de arestas que esse poliedro pode ter? A) 7 B) 9 C) 12 D) 15 E) 18 12. 21. Entre treze não nulos há mais números positivos do que 13 × 12 = 78 produtos de dois dos treze números. Sabendo que AB = AD = 2. Que número ocupa o lugar que era do 6 no relógio original? A) 1 B) 4 C) 5 D) 10 E) 11 15. então a medida do segmento CD é: 3 4 5 6 7 A) B) C) D) E) 2 3 4 5 6 14. Ela deixou o 12 no seu lugar original. 6. 19 do Nível 2. Quantos números dentre os treze números dados são negativos? A) 2 B) 7 C) 8 D) 9 E) 10 reais 19. 2. 15. Os termos an de uma seqüência de inteiros positivos satisfazem a relação an+3 = an+2(an+1 + an) para n = 1. Podemos afirmar que a área dessa região é igual à área do paralelogramo se um dos ângulos do paralelogramo for igual a: A) 30o B) 45o C) 60o D) 75o E) 90o EUREKA! N°24. Veja o problema No. 11 do relógio de parede do seu quarto de modo que a soma de cada par de números vizinhos é um número triangular. BD = 1 e os ângulos BAD e CAD são congruentes.Sociedade Brasileira de Matemática 11. 2006 12 . 2. Veja o problema No. Esmeralda adora os números triangulares (ou seja. O ponto D pertence ao lado BC do triângulo ABC. 18. quanto é a4? A) 1 B) 3 C) 5 D) 7 E) 9 16. …. 3. os números 1. obtém-se uma região do plano limitada por essas quatro retas.

Assinale a alternativa com dois números que não são primanos. 53. e 6a.Sociedade Brasileira de Matemática 20. minutos e segundos. faz plim toda vez que um ponteiro ultrapassa outro no mostrador. 18 do Nível 2. 59) que contém somente números primos. 2006 13 . séries) 1) A 6) B 2) E 7) E 3) A 8) A 4) E 9) D 5) B 10) E 11) 12) 13) 14) 15) A C B B B 16) 17) 18) 19) 20) B D D C C EUREKA! N°24. GABARITO NÍVEL 1 (5a. com ponteiros de horas. A) 7 e 11 B) 13 e 53 C) 41 e 131 D) 31 e 43 E) 23 e 41 24. 23. os números 41 e 59 são primanos pois pertencem à progressão aritmética (41. Por exemplo. O número (2 + 2)3 (3 − 2) 4 + (2 − 2) 3 (3 + 2) 4 é: A) inteiro ímpar B) inteiro par C) racional não inteiro D) irracional positivo irracional negativo 21. 59 minutos e 59 segundos é: A) 732 B) 1438 C) 1440 D) 1446 E) 1452 25. Sejam A = 10(log10 2005) . Veja o problema No. Dois números inteiros são chamados de primanos quando pertencem a uma progressão aritmética de números primos com pelo menos três termos. Então: E) C < A < B 22. 47. Um relógio. O número de plins registrados em um certo dia no período entre as 12 horas e 1 segundo e as 23 horas. B = 20053 e C = 2 A) A < B < C B) A < C < B C) B < A < C D) B < C < A 2 E) 2005 . 20 do Nível 2. Veja o problema No.

séries) 6) B 7) B 8) D 9) A 10) B 11) 12) 13) 14) 15) D A B B B 16) 17) 18) 19) 20) C D Anulada C C 21) 22) 23) 24) 25) Anulada Anulada C B B NÍVEL 3 (Ensino Médio) 1) D 6) C 2) C 7) B 3) Anulada 8) D 4) B 9) B 5) B 10) A 11) 12) 13) 14) 15) C C B C D 16) 17) 18) 19) 20) D C A B B 21) 22) 23) 24) 25) C Anulada B Anulada C XXVII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA Problemas e Soluções da Segunda Fase PROBLEMAS – Nível 1 PARTE A (Cada problema vale 5 pontos) 01.. a. d. Esmeralda pediu para colocar álcool no tanque até que a mistura ficasse com quantidades iguais de álcool e gasolina. a partir do terceiro. dizemos que o primeiro termo é 1. o terceiro termo é 2. 1) D 2) B 3) E 4) E 5) D e 8a. em qualquer ordem. porém 103 aparece. Na seqüência de números 1. com capacidade de 60 litros.. contém uma mistura de 20% de álcool e 80% de gasolina ocupando metade de sua capacidade. o segundo termo é a. Quantos litros de álcool devem ser colocados? 02. Qual foi o número que Natasha escreveu na última página do seu diário? EUREKA! N°24. 2. b. O tanque do carro de Esmeralda. os números 31 e 137 não aparecem no diário. começou do 1 mas pulou todos os números nos quais os algarismos 1 e 3 aparecem juntos.Sociedade Brasileira de Matemática NÍVEL 2 (7a. o quarto termo é b. é a média aritmética de todos os termos anteriores. . 2006 14 . e assim por diante. c. Natasha é supersticiosa e. Qual é o último termo dessa seqüência? 03. Por exemplo. Sabe-se que esta seqüência tem 2005 termos e que cada termo. ao numerar as 200 páginas de seu diário.

da caixa? Note que l litro = 1000 cm3. Qual é o volume. Lara tem cubos iguais e quer pintá-los de maneiras diferentes. Note que cada fila de quadrados tem um quadrado a mais que a fila de cima. Juliana foi escrevendo os números inteiros positivos em quadrados de papelão. duas placas retangulares de 1200 cm2 cada uma e uma placa retangular de 800 cm2. PROBLEMAS – Nível 1 PARTE B (Cada problema vale 10 pontos) EUREKA! N°24. Quantos pedaços de fita adesiva ela usou? 1 2 4 7 3 5 8 6 9 10 05. Um carpinteiro fabrica caixas de madeira abertas na parte de cima. conforme representado no desenho. colados lado a lado por fitas adesivas representadas pelos retângulos escuros no desenho abaixo. utilizando as cores laranja ou azul para colorir cada uma de suas faces. pregando duas placas retangulares de 600 cm2 cada uma. não deve ser possível girar um deles de forma que fique idêntico ao outro. 2006 15 . Por exemplo. em litros. Ela escreveu até o número 105 e parou. Para que dois cubos não se confundam. há uma única maneira de pintar o cubo com uma face laranja e cinco azuis. Quantos cubos pintados de modos diferentes ela consegue obter? 06.Sociedade Brasileira de Matemática 04.

3 e 4. como mostram as figuras. PROBLEMA 3 Cada peça de um jogo de dominó possui duas casas numeradas. H I D A L B K C E J M N G P F O Os quadrados ABCD e EFGH têm lados respectivamente iguais a 3 cm e 9 cm. o seguinte é múltiplo de 9 e o maior é múltiplo de 11. de modo que o número da casa da direita de cada peça seja igual ao número da casa da esquerda da peça imediatamente à direita? A seguir. 2. foram dispostas de dois modos diferentes.Sociedade Brasileira de Matemática PROBLEMA 1 Quatro peças iguais. Calcule as áreas dos quadrados IJKL e MNOP. mostramos dois exemplos: (b) Explique por que não é possível fazer o mesmo com todas as 10 peças formadas apenas pelos números 1. Escreva todas as seqüências de números que satisfazem essas propriedades. em forma de triângulo retângulo. (a) De quantos modos é possível colocar todas estas peças alinhadas em seqüência. Considere as 6 peças formadas apenas pelos números 1. PROBLEMA 2 Considere três números inteiros positivos consecutivos de três algarismos tais que o menor é múltiplo de 7. 2 e 3. 2006 16 . PROBLEMAS – Nível 2 PARTE A EUREKA! N°24.

Seja a um número inteiro positivo tal que a é múltiplo de 5. a + 1 é múltiplo de 7. Determine a medida do lado do quadrado IJKL. Determine o menor valor que a pode assumir. 250 200 210 Qual é a área do quarto lote. 02. 03. representado pela região escura no mapa? 05.Sociedade Brasileira de Matemática (Cada problema vale 4 pontos) 01. 04. As áreas de três dos lotes estão indicadas em metros quadrados no mapa a seguir. como mostram as figuras abaixo. 3 do Nível 1 Parte A. EUREKA! N°24. foram dispostas de dois modos diferentes. Um terreno quadrangular foi dividido em quatro lotes menores por duas cercas retas unindo os pontos médios dos lados do terreno. a + 2 é múltiplo de 9 e a + 3 é múltiplo de 11. Quatro peças iguais. Veja o problema No. 4 do Nível 1 parte A. H I D A L B K C E J M N G P F O Os quadrados ABCD e EFGH têm lados respectivamente iguais a 3 cm e 9 cm. Veja o problema No. 2006 17 . em forma de triângulo retângulo.

3 do Nível 1 Parte B. y) tais que 9 xy − x 2 − 8 y 2 = 2005 . também. Gabriel observou. 70% das questões de geometria e 80% das questões de lógica. 2006 18 . que respondeu corretamente 62% das questões de álgebra e lógica e 74% das questões de geometria e lógica. Qual a porcentagem de questões corretas da prova de Gabriel? PROBLEMA 2 O canto de um quadrado de cartolina foi cortado com uma tesoura. PROBLEMAS – Nível 3 PARTE A (Cada problema vale 4 pontos) EUREKA! N°24.Sociedade Brasileira de Matemática PROBLEMAS – Nível 2 PARTE B (Cada problema vale 10 pontos) PROBLEMA 1 Gabriel resolveu uma prova de matemática com questões de álgebra. PROBLEMA 4 Veja o problema No. geometria e lógica. A soma dos comprimentos dos catetos do triângulo recortado é igual ao comprimento do lado do quadrado. (b) Determine todos os pares de inteiros (x. Qual o valor da soma dos ângulos α e β marcados na figura abaixo? 27° β α PROBLEMA 3 (a) Fatore a expressão x 2 − 9 xy + 8 y 2 . Após checar o resultado da prova Gabriel observou que respondeu corretamente 50% das questões de álgebra.

05. sendo k um inteiro positivo à sua escolha. PROBLEMA 2 EUREKA! N°24. 02. a + 2 é múltiplo de 9 e a + 3 é múltiplo de 11. como mostra a figura abaixo. Seja P um ponto sobre o segmento BF . calcule f(2005). 03.Sociedade Brasileira de Matemática 01. Veja o problema No. ABCDE é um pentágono regular e AEF é um triângulo eqüilátero. Você tem que determinar o polinômio p(x) de coeficientes inteiros positivos fazendo perguntas da forma “Qual é o valor numérico de p(k)?”. e tal que o ângulo ˆ PEA mede 12º. 4 do Nível 2 parte A. Seja a um número inteiro positivo tal que a é múltiplo de 5. no interior de ABCDE. 2006 19 . a + 1 é múltiplo de 7. F A P B E C D Calcule a medida. do ângulo PÂC. Determine o menor valor que a pode assumir. 04. A função f : ¡ → ¡ satisfaz f ( x + f ( y )) = x + f ( f ( y )) para todos os números reais x e y. Qual é o menor número de perguntas suficiente para garantir que se descubra o polinômio? PROBLEMAS – Nível 3 PARTE B (Cada problema vale 10 pontos) PROBLEMA 1 Determine todos os pares de inteiros (x. em graus. Na figura. Sabendo que f (2) =8 . y) tais que 9 xy − x 2 − 8 y 2 = 2005 .

2006 . 2 × 30 = 6 litros de álcool e 30 – 6 = 24 litros de gasolina. a 5 20 1+ 2 + 3 = 2. a5. E. 01 18 02 2 03 214 04 182 05 10 06 24 O tanque contém uma mistura de 30 litros. sendo 0. Sabe-se que o Flameiras não sofreu nenhuma derrota e tem 20 pontos. portanto. V.Sociedade Brasileira de Matemática Um prisma é reto e tem como base um triângulo equilátero. devem ser colocados no tanque 24 – 6 = 18 litros de álcool. V. a2. mas não se sabe quantas partidas esse time jogou. 3 1+ a = 2 . V. para que as quantidades de gasolina e álcool fiquem iguais. E. ouro na IMO 1988) e Ben Green (Reino Unido. Um plano corta o prisma mas não corta nenhuma de suas bases. E. PROBLEMA 4 Determine o menor valor possível do maior termo de uma progressão aritmética com todos os seus sete termos a1. podemos escrever 2. V. E. 4 EUREKA! N°24. prata na IMO 1994) provaram que existem progressões aritméticas arbitrariamente grandes com todos os termos primos positivos. empate ou derrota. aparecendo nas pesquisas de Lagrange e Waring. Tal questão remonta ao século XVIII. por exemplo. a3. V. E. cada empate vale um ponto e cada derrota vale zero ponto. os ex-olímpicos Terence Tao (Austrália. são (V. V). Esses exemplos sugerem que todos os termos. 1 + a = 4 ⇔ a = 3 . V. V. Um resultado é uma vitória. determinando uma secção triangular de lados a. Curiosidade: No ano passado. PROBLEMA 3 No campeonato tumboliano de futebol. b e c. Como 2 é a média aritmética de 1 e a. empate por E e derrota por D. logo 2 1+ 3 + 2 + 2 c= = 2. b= d= 1+ 3 + 2 + 2 + 2 = 2 . duas possibilidades. V. a4. b e c. Soluções Nível 1 – Segunda Fase – Parte A Problema Resposta 1. Calcule o lado da base do prisma em função de a. V. Portanto. cada vitória vale três pontos. a6. Quantas seqüências ordenadas de resultados o Flameiras pode ter obtido? Representando vitória por V. a7 primos positivos distintos. E) e (E.

113. 2 Todas as faces azuis: uma maneira. o número de maneiras diferentes de pintar o cubo é 10. (1+ 2 +L 5.. Sabemos que o volume da caixa é abc. o último termo da seqüência dada é 2. Todas as faces amarelas: uma maneira. fila 9: 45. 132. Segundo o enunciado. 2006 21 . ac = 1200 e bc = 800. Natasha pulou os números 13. Utilizando as propriedades das igualdades e de potências. basta somar o número da fila ao total de números que havia antes dessa fila. 139. fila 12: 78. Olhando para o último número da fila n. o número de fitas é 4. fila 13: 91. vemos que ele é a soma de todos os números de 1 a n: por exemplo. fila 6: 21. + 13) + ( 1 + 2 + L + 13) = 2 ⋅ 13 ⋅ 14 = 182. 31. podemos escrever 6. b e c as medidas da caixa. fila 14: 105 O número de fitas adesivas horizontais entre uma fila n – 1 e uma fila n é igual a n – 1 e o número de fitas adesivas verticais numa fila n é igual n – 1. Portanto.131.. Cinco faces azuis e uma amarela: uma maneira. Note que para obter a quantidade de números até uma certa fila. fila 11: 66. a média da nova seqüência é a mesma que a da seqüência anterior. são iguais a 2. fila 10: 55. Três faces azuis e três faces amarelas: duas maneiras (três azuis com um vértice comum – uma maneira ou três azuis com uma aresta comum duas a duas – uma maneira) Duas faces azuis e quatro amarelas: duas maneiras Uma face azul e cinco amarelas: uma maneira. conforme indicado no desenho ao lado. . na última página do seu diário escreveu o número 200 + 13 +1 = 214. o último número da fila é 1 + 2 + 3 + 4 = 10. Assim. EUREKA! N°24. De fato. Sejam a. Portanto.. 130. até a fila número 14. Assim. quando introduzimos em uma seqüência um termo igual à média de todos os termos da seqüência. Portanto. podemos escrever ab = 600. 3. na fila 4. fila 8: 36. fila 7: 28. fila 5 : 15. temos. num total de 13 números.Sociedade Brasileira de Matemática partir do terceiro. Quatro faces azuis e duas amarelas: duas maneiras (duas faces amarelas opostas ou duas faces amarelas adjacentes).

36 = 45 cm2.1 = 9 ou a + b + c . logo têm a mesma área s. simultaneamente. Então IC = ID + DC = JC + DC = x + 3. 2 MNOP. vale 4 × 3 ×3 + 3) ( + 32 = 36 + 9 = 45 e a área do quadrado 2 3 ×3 + 3) ( = 81. No caso de a + b + c − 1 = 0 .4 × SOLUÇÃO DO PROBLEMA 2: Seja n = abc múltiplo de 11. igual à diferença entre a área do quadrado EFGH e a soma das áreas dos quatro triângulos retângulos. Assim.32 Û 2t = 72 Û t = 36 . igual à soma das áreas dos quatro triângulos retângulos com a área do quadrado ABCD. podemos ter a . concluímos que o dobro da soma t das áreas dos quatro triângulos retângulos é a diferença entre as áreas dos quadrados IJKL e EFGH. 2t = 92 . Como abc – 1 é múltiplo de 9. a área do quadrado IJKL.b + c = 0 ou a . Portanto. vale 92 . no quadrado EFGH. temos HN + NG = x + 3 + x = 9 Û 2x = 6 Û x = 3 . 2006 22 . Fazendo os dois quadrados coincidirem. seja JC = x. teríamos n − 1 = 99 ⇔ n = 100 . que não é múltiplo de 11. então n – 1 deve ser múltiplo de 9 e n – 2 deve ser múltiplo de 7. podemos ter a + b + c . Então. ou seja. Assim.Sociedade Brasileira de Matemática ( ab ) ⋅ ( ac ) ⋅ ( bc ) = 600 ⋅ 1200 ⋅ 800 ⇔ a 2 ⋅ b 2 ⋅ c 2 = 2 ⋅ 3 ⋅ 102 ⋅ 22 ⋅ 3 ⋅ 102 ⋅ 23 ⋅ 102 ⇔ 2 ( abc ) = 26 ⋅ 32 ⋅ 106 ⇔ abc = 26 ⋅ 32 ⋅ 106 ⇔ abc = 23 ⋅ 3 ⋅ 103 = 24 ⋅ 1000 cm3 Como 1 litro é igual a 1000 cm3. Soluções Nível 1 – Segunda Fase – Parte B SOLUÇÃO DO PROBLEMA 1: 1ª maneira: O quadrado IJKL e o quadrado MNOP têm como lados as hipotenusas dos triângulos retângulos dados. Seja c ≠ 0 : Como abc é múltiplo de 11. somente podemos ter (i ) a + b + c = 10 2b = 10 b=5 ⇔ ⇔ a+c=b a+c=b a+c=5 ou EUREKA! N°24. concluímos que o volume da caixa é de 24 litros. s = 9 + 36 = 81 – 36 = 45 cm2. 2ª maneira: No quadrado IJKL.b + c = 11 .1 = 18 .

n –1 = 549 e n – 2 = 548.(1.3). Assim.(3.(3. 2006 23 .3). são válidas as seqüências [(1.2). concluímos que a = b. Para os números n – 2 temos 152.1)]. que são múltiplos de 11. 2a maneira: a) As pontas devem ter o mesmo número.1). o que é impossível). etc.1).Sociedade Brasileira de Matemática (ii ) a + b + c = 19 2b + 11 = 19 b=4 ⇔ ⇔ a + c = b + 11 a + c = b + 11 a + c = 15 No caso (i) existem as seguintes possibilidades para n: 154.2). EUREKA! N°24. Assim. Mudando a posição dos números dos pares ordenados.1).1).3). de acordo com as regras dadas há 12 modos de colocar as peças em seqüência.(2.2).1)].1)] e. a = b = 5. num total de 6 seqüências diferentes.3).b + c = a .b = 11 .2)].3).(2.3).2)]. n –1 tem os algarismos a.(3. para Y temos duas possibilidade e para Z. 252. [(2. b –1 e 9. 845 e 944.1). 350. O primeiro exemplo é a seqüência [(1. podemos criar outras seqüências válidas movendo o par da esquerda para a direita (ou da direita para a esquerda).3). 253. a + b − 1 + 9 = 9 ou a + b − 1 + 9 = 18 ou seja.2). (1. 450 e 549 são múltiplos de 9. 748. 746. Sendo assim. Para os números n – 2 temos 647. a partir dela. 351. dos quais apenas 350 é múltiplo de 7. 847 e 946.b = 0 ou a . (2. a única seqüência de três números inteiros consecutivos nas condições dadas é 350.(3.2).(2. pois do contrário teríamos três das quatro peças centrais com duas iguais. (2. para n – 1 temos os números 153. Portanto. Como a . [ (1.(1. a seqüência pode ser representada por XX-XY-YY-YZ-ZZ-ZX. onde para X temos três possibilidades. Seja c = 0: Neste caso.(2. dos quais nenhum é múltiplo de 7.(3.3). SOLUÇÃO DO PROBLEMA 3: 1a maneira: a) Podemos representar uma seqüência válida como uma seqüência de pares ordenados.1). (3. 351 e 352.(1. (1.1). o que não ocorre). podemos criar outras 6 seqüências: [(2. Portanto. 451. Alguma peça com dois números iguais deve aparecer em uma das pontas.2). que não é divisível por 7. Assim.3). (1. a + b = 1 ou a + b = 10 . (1.2).(3. pois eles aparecem um número par de vezes (se aparecer um número numa ponta e outro na outra. para n – 1 temos os números 648. No caso (ii) existem as seguintes possibilidades para n: 649. 747. (3. 352. 251. 449 e 548.(2. vizinhas. que são múltiplos de 11.b + c = a .(2.3). então há pelo menos dois números que aparecem um número ímpar de vezes. 846 e 945 são múltiplos de 9. o que fornece os números n = 550.(3.etc.(3. uma possibilidade.2).

mede 6 2 + 3 2 = 45 = 3 5 cm. num total de 13 números. que é a hipotenusa do triângulo retângulo.1 = 6 possibilidades para a seqüência que começa com uma dupla. logo têm a mesma área s. teremos novamente 6 possibilidades. existem 4 peças. O quadrado IJKL e o quadrado MNOP têm como lados as hipotenusas dos triângulos retângulos dados. encontramos x = 6 e y = 3. temos x + y = 9. Soluções Nível 2 – Segunda Fase – Parte A Problema Resposta 01 214 02 ------03 182 04 240 05 1735 1. 139. temos x – y = 3. mas isso não ocorre: todos os quatro números aparecem um número ímpar de vezes.. EUREKA! N°24.. 2006 24 . Sejam x e y o maior e o menor catetos. Neste caso. como o lado de EFGH mede 9 cm.Sociedade Brasileira de Matemática num total de 3. as peças com o número 1 estão desenhadas ao lado. Se a seqüência terminar com uma dupla. b) Para cada número. . Como o lado do quadrado ABCD mede 3 cm. há 12 modos de colocar as seis peças em seqüência. na última página do seu diário escreveu o número 200 + 13 +1 = 214. O número de vezes em que aparece o número 1 é ímpar. 132.2. Por exemplo. 113. os outros dois números deveriam aparecer um número par de vezes. Por outro lado. Resolvendo o sistema. Logo. concluímos que o dobro da soma t OUTRA SOLUÇÃO: 2.. Natasha pulou os números 13. do triângulo retângulo. logo a seqüência deveria começar com 1 e terminar com outro número ou começar com outro número e terminar com 1. pois não estariam na ponta. respectivamente. Fazendo os dois quadrados coincidirem. 31.131. Portanto. 130. o lado do quadrado IJKL. Portanto.

Todas as partes internas têm a mesma área s. na fila 4. Note que para obter a quantidade de números até uma certa fila. 2 Primeira Solução: Unindo os pontos médios de lados consecutivos do quadrilátero. vemos que ele é a soma de todos os números de 1 a n: por exemplo. temos. a + s + c + s = b + s + d + s. Portanto. Portanto. a + c é igual à metade da área do quadrilátero. S = 240. ou seja. o número de fitas é (1+ 2 +L 4. Assim. Cada uma das partes externas tem área igual a 1/4 do triângulo determinado pela diagonal correspondente. Os segmentos traçados dividem cada um dos quatro lotes em duas partes. fila 9: 45. 2t = 92 – 32 . basta somar o número da fila ao total de números que havia antes dessa fila. Daí.. 2006 25 . fila 10: 55. fila 11: 66. o que fornece t = 36. fila 12: 78. s = 9 + 36 = 81 – 36 = 45 cm2 e o lado do quadrado IJKL é 45 = 3 5 cm. obtemos segmentos paralelos às suas diagonais e iguais à metade delas. fila 7: 28. ou seja. fila 8: 36. igual a 1/4 da área do paralelogramo. o mesmo ocorrendo com b + c. o quadrilátero assim obtido é um paralelogramo. fila 14: 105 O número de fitas adesivas horizontais entre uma fila n – 1 e uma fila n é igual a n – 1 e o número de fitas adesivas verticais numa fila n é igual n – 1.Sociedade Brasileira de Matemática das áreas dos quatro triângulos retângulos é a diferença entre as áreas dos quadrados IJKL e EFGH. o último número da fila é 1 + 2 + 3 + 4 = 10. fila 6: 21. 3. fila 5 : 15. obtemos: EUREKA! N°24. fila 13: 91. Portanto. + 13 ) + ( 1 + 2 + L + 13 ) = 2⋅ 13 ⋅ 14 = 182. Assim. Assim. até a fila número 14. b a s d s s c s Segunda Solução: Ligando o ponto de interseção das retas que representam as duas cercas aos vértices. Olhando para o último número da fila n. a área S desconhecida satisfaz S + 210 = 200 + 250.

= 0. d – 3 = 7k ⇔ d = 7k + 3. Como a + 3 é múltiplo de 11. d ∈ ¢. ou seja. = 0. assim como a + 2 – 54c – 36 = c – 4. g e l as questões respondidas acertadamente em cada uma destas áreas.8. Soluções Nível 2 – Segunda Fase – Parte B SOLUÇÃO DO PROBLEMA 1: Vamos representar por A.7. Analogamente.74 A G L A +L G +L EUREKA! N°24. a − 10b = b − 3 também é.62. Geometria e Lógica da Prova e por a.5. = 0. Sendo a múltiplo de 5. OCP e OPD são iguais. = 0. a + 3 = 11b. Logo área OAQ + área OAM + área OCP + área ONC = área OQD + área OMB + área OPD + área OBN ⇔ área AMOQ + área CNOP = área DPOQ + área BMON ⇔ área AMOQ = 200 + 250 – 210 = 240.Sociedade Brasileira de Matemática A M B Q O N D P C Observemos que. então a + 1 – 497d – 245 = a + 1 – 7 (71d + 35) = – 2d + 6 = –2(d – 3) também é. b ∈ Z. Por fim. 2006 26 . G e L a quantidade de questões de Álgebra. as áreas de OAQ e OQD são iguais. OBN e ONC. k ∈ ¢ e a = 495(7 k + 3) + 250 = 3465t + 1735 Logo o menor valor de a é 1735. sendo a + 1 múltiplo de 7. como AQ = QD e as alturas de OAQ e OQD que passam por O são iguais. de modo que b – 3 = 5c ⇔ b =5 c + ⇔a 11(5 c 3) 3 − 55 c 30. c +2 O∈número a + 2 é múltiplo de 3 = + = +¢ 9. 5. As condições do problema fornecem as seguintes equações: a g l a +l g +l = 0. as áreas de OAM e OMB. Portanto c − 4 = 9d ⇔ c = 9d + 4 ⇔ a = 55(9d + 4) + 30 = 495d + 250.

8 L 3L = 0. de incógnita x. L + 0.62 ⇒ 0.74 ⇒ 0.7G + 0. obtemos: 0. EUREKA! N°24.7. Como CM + CN = BC = CD. as raízes da equação do 2o grau x2 – 9xy + 8y2. b) A equação a ser resolvida é (x – y)(8y – x) = 2005 (*) Observemos que a fatoração em primos de 2005 é 5 ⋅ 401.06 L ⇒ G = G+L 2 A porcentagem de questões acertadas é: 3 3 0.5. x2 – 9xy + 8y2 fatora em (x – 8y)(x – y). o mesmo ocorrendo com ABM e BCN (em cada caso. os triângulos ADN e DCM são congruentes. A 27o β B M α D N C SOLUÇÃO DO PROBLEMA 3: a) x2 – 9xy + 8y2 = x2 – xy – 8xy + 8y2 = x(x – y) – 8y (x – y) = (x – 8y)(x – y). L + 0. B.8 L 3L = 0. DÂN = CDM = α e BÂM = CBN = β . os triângulos são retângulos e possuem catetos iguais).12 A = 0. Em conseqüência. são y e 8y. resulta que BM = CN e DN = MC.5 A + 0.8 L 2.7G + 0. C e D os vértices do quadrado e por MN o corte efetuado.5 A + 0.04G = 0.8L a + g + l 0. Logo. 2006 27 . α + β + 27o = 90o e α + β = 63o.65 = 65% 3 3 A+G + L A+G + L 4 L+ L+L 2 2 SOLUÇÃO DO PROBLEMA 2: Vamos denotar por A. Alternativamente.6 2 2 = = = = 0.18 L ⇒A = A+ L 2 0. Assim. Logo.Sociedade Brasileira de Matemática Substituindo as relações expressas pelas três primeiras equações nas outras duas.

A soma dos fatores é ± 406. 2006 e 28 . Assim. (63. 7y – m = – 4010 e 7y + m = – 2 ⇔ m = 2004 e y = – 2006/7. x − y = 5 e 8 y − x = 401 ou x − y = 401 e 8 y − x = 5 (*) ou x − y = −5 e 8 y − x = −401 ou x − y = −401 e 8 y − x = −5 x = 63 e y = 58 ou x = 459 e y = 58 ⇔ ou x = −63 e y = −58 ou x = −459 e y = −58 As soluções são. 7y – m = – 802 e 7y + m = –10 ⇔ m = 396 e y = –58. sem perda de generalidade. (–63. as soluções em x de (*) são 9 y − m 9 ⋅ 58 − 396 = = 63 .Sociedade Brasileira de Matemática Além disso. –58). portanto. que m ≥ 0. seu discriminante deve ser um quadrado perfeito. 9 y + m 9 ⋅ 58 + 396 = = 459 2 2 Se y = 58. então (– m. 7y – m = 10 e 7y + m = 802 ⇔ m = 396 e y = 58. pois se (m. obtemos x2 – 9yx + 8y2 + 2005 = 0 (*). –58) e (–459. impossível. 58). y) também é. (459. portanto 49y2 – 8020 = m2 ⇔ (7y – m)(7y + m) = 8020 = 22 ⋅ 5 ⋅ 401 (**) Podemos supor. impossível. então podemos dividir o problema em 4 casos: • • • • 7y – m = 2 e 7y + m = 4010 ⇔ m = 2004 e y = 2006/7. 2 2 EUREKA! N°24. cujo discriminante é ∆ = (9y)2 – 4(8y2 + 2005) = 49y2 – 8020 Para que (*) admita soluções inteiras. OUTRA SOLUÇÃO: Observando a equação dada como uma equação do segundo grau em x. sendo que somente ± 406 é múltiplo de 7. Observando também que 7y – m e 7y + m têm a mesma paridade e y – m ≤ 7y + m.58). que é múltiplo de 7. a soma dos fatores x – y e 8y – x é 7y. y) é solução de (**).

a − 10b = b − 3 também é. 58). o triângulo ABF é isósceles com 180° − m (B µ ) 180 ° −m (BµAE ) −m (EµAF ) 180 ° − AF 108 ° − ° 60 µ µ m( ABF ) = m( AFB ) = = = =. de modo que b – 3 = 5c ⇔ b =5 c + ⇔a 11(5 c 3) 3− 55 c 30. 2 2 9 y + m 9 ⋅ ( −58 ) + 396 = = −63 2 2 Logo as soluções são (63 . m( P AC AE AE 02. como EF = AE. Assim. Logo. – 58) e (– 459 . 2 2 µ 180° − m( ABC ) 180° − 108° Além disso. a + 3 = 11b. 2006 29 . b ∈ ¢ . (459 . o triângulo PEA µ 180° − m( PEA) 180° − 12° µ também é isósceles com m( P µ ) = m( EPA) = AE = = 84°. 58). Primeiro observamos que os ângulos internos de um pentágono regular (5 − 2) ⋅ 180° = 108° . AE AE AB µ ) = m( P µ ) − m(C µ ) = 84° − 72° = 12°. ¢ 3 = + = + c ∈ EUREKA! N°24.Sociedade Brasileira de Matemática Se y = –58. m( E FP ) = m( AFE ) − m( AFB ) = 60° − 6° = 54° e µ µ µ m( E PF ) = 180° − m( PEF ) − m( E FP ) = 180° − 60° − 12° − 54° = 54° . ou seja. medem 5 Como AF = AE = AB. PRIMEIRA SOLUÇÃO: Como a + 3 é múltiplo de 11. o triângulo PEF é isósceles com PE = EF. as soluções em x de (*) são e 9 y − m 9 ⋅ ( −58 ) − 396 = = −459 . (– 63 . SOLUÇÃO DO PROBLEMA 4: Veja a solução do problema No. 3 do Nível 1 parte B Soluções Nível 3 – Segunda Fase – Parte A Problema Resposta 01 12 02 1735 03 240 04 2011 05 2 01 . – 58). m(C µ ) = AB = = 36° e 2 2 m(C µ ) = m( B µ ) − m(C µ ) = 108° − 36° = 72°. ° 6 2 2 2 µ µ µ No triângulo PEF. Sendo a múltiplo de 5.

. k ∈ ¢ e a = 495(7 k + 3) + 250 = 3465t + 1735. d – 3 = 7k ⇔ d = 7k + 3. Suponha que o polinômio seja: p(x) = an xn + an–1 xn – 1 + . Por fim. obtemos: A M B Q O N D P C Observemos que. a = 1735. . sendo a + 1 múltiplo de 7. então a + 1 – 497d – 245 = a + 1 – 7 (71d + 35) = –2d + 6 = –2(d – 3) também é. ou seja. Substituindo y por 2 e x por a – f(2) = a – 8. 7. Logo o menor valor de a é 1735. SEGUNDA SOLUÇÃO: As condições do problema equivalem a dizer que 2a − 5 = 2(a + 1) − 7 = 2( a + 2) − 9 = 2( a + 3) − 11 é múltiplo de 5... obtemos f(2) = 2 – 8 + f(8) ⇔ 8 = 2 – 8 + f(8) ⇔ f(8) = 14. OBN e ONC. A idéia da solução é perguntar o valor numérico de p(k) para k suficientemente grande. 05. Assim. Substituindo a por 2 na última equação. + a0. com an. como AQ = QD e as alturas de OAQ e OQD que passam por O são iguais. 04. obtemos f(a – f(2) + f(2)) = a – 8 + f ( f (2)) ⇔ f(a) = a – 8 + f(8).. assim como a + 2 – 54c – 36 = c – 4. 9 e 11.Sociedade Brasileira de Matemática O número a + 2 é múltiplo de 9. Se k é um inteiro. d ∈ ¢. a0 inteiros positivos. Portanto c − 4 = 9d ⇔ c = 9d + 4 ⇔ a = 55(9d + 4) + 30 = 495d + 250. as áreas de OAM e OMB. Assim f(a) = a – 8 + 14 = a + 6 e f(2005) = 2005 + 6 = 2011. o menor valor de a é tal que 2a − 5 = 3465 . Ligando o ponto de interseção das retas que representam as duas cercas aos vértices. 2006 30 . Logo área OAQ + área OAM + área OCP + área ONC = área OQD + área OMB + área OPD + área OBN ⇔ área AMOQ + área CNOP = área DPOQ + área BMON ⇔ área AMOQ = 200 + 250 – 210 = 240. donde é múltiplo de 5 ⋅ 7 ⋅ 9 ⋅ 11 = 3465. ou seja. OCP e OPD são iguais. Analogamente. an – 1. tal que: k > M EUREKA! N°24. 03.. as áreas de OAQ e OQD são iguais.

cuja soma é um múltiplo de 7. os fatores devem ser ± 5 e ± 401.. Além disso. an-1. a0}.. Por exemplo: Se p(1) = 29. o número mínimo de perguntas que devemos fazer. 58). e então perguntamos o valor de p(x) para x igual a uma potência de 10 maior do que p(1). perguntamos p(100). x − y = 5 e 8 y − x = 401 ou x − y = 401 e 8 y − x = 5 (*) ou x − y = −5 e 8 y − x = −401 ou x − y = −401 e 8 y − x = −5 x = 63 e y = 58 ou x = 459 e y = 58 ⇔ ou x = −63 e y = −58 ou x = −459 e y = −58 As soluções são. para garantir que o polinômio p(x) seja determinado sem sombra de dúvidas. (–63. portanto. –58). OUTRA SOLUÇÃO: Observando a equação dada como uma equação do segundo grau em x. é 2. .. Soluções Nível 3 – Segunda Fase – Parte B SOLUÇÃO DO PROBLEMA 1: Temos 9 xy − x 2 − 8 y 2 = 2005 ⇔ xy − x 2 + 8 xy − 8 y 2 = 2005 ⇔ x( y − x) + 8 y ( x − y ) = 2005 ⇔ ( x − y )(8 y − x) = 2005(*) Observemos que a fatoração em primos de 2005 é 5 ⋅ 401. que é múltiplo de 7. Para isso. digamos que p(100) = 100613. Então o nosso polinômio é p(x) = 10x2 + 6x + 13. Devemos então escrever 2005 como produto de dois fatores. 2006 31 .58). então p(k) é um inteiro. A soma dos fatores é ± 406. (63.Sociedade Brasileira de Matemática = máx {an. Logo para resolver o problema. a soma dos fatores x – y e 8y – x é 7y. Portanto. assim obtemos uma cota superior para M. obtemos EUREKA! N°24. cujos dígitos na representação em base k são exatamente os coeficientes do polinômio p(x). basta perguntarmos o valor de p(1). –58) e (–459. (459. Podemos então tomar k igual a uma potência de 10 suficientemente grande.

Observando também que 7y – m e 7y + m têm a mesma paridade e 7y – m ≤ 7y + m. sem perda de generalidade. 2006 32 . cujo discriminante é ∆ = (9y)2 – 4(8y2 + 2005) = 49y2 – 8020 Para que (*) admita soluções inteiras. 58). 9 y + m 9 ⋅ 58 + 396 = = 459 2 2 Se y = 58. seu discriminante deve ser um quadrado perfeito. 2 2 9 y + m 9 ⋅ ( −58 ) + 396 = = −63 2 2 Logo as soluções são (63 . y) é solução de (**). impossível. 7y – m = – 4010 e 7y + m = – 2 ⇔ m = 2004 e y = – 2006/7. as soluções em x de (*) são 9 y − m 9 ⋅ 58 − 396 = = 63 . impossível. pois se (m. – 58) e (– 459 . 7y – m = – 802 e 7y + m = –10 ⇔ m = 396 e y = –58. 7y – m = 10 e 7y + m = 802 ⇔ m = 396 e y = 58.Sociedade Brasileira de Matemática x2 – 9yx + 8y2 + 2005 = 0 (*). 2 2 e Se y = –58. podemos dividir o problema em 4 casos: • • • • 7y – m = 2 e 7y + m = 4010 ⇔ m = 2004 e y = 2006/7. SOLUÇÃO DO PROBLEMA 2: EUREKA! N°24. portanto 49y2 – 8020 = m2 ⇔ (7y – m)(7y + m) = 8020 = 22 ⋅ 5 ⋅ 401 (**) Podemos supor. 58). (– 63 . – 58). y) também é. que m ≥ 0. (459 . então (– m. as soluções em x de (*) são e 9 y − m 9 ⋅ ( −58 ) − 396 = = −459 .

2006 33 . pelo teorema de Pitágoras: l2 + 4 ( b 2 a 2 − bl2 ( b2 − l 2 − a 2 − l 2 2 − al2 2 3l 4 − 2 ( a 2 + b 2 + c 2 ) l 2 − ( a 4 + b 4 + c 4 − 2a 2b 2 − 2a 2c 2 − 2b 2c 2) = 0 O discriminante da equação do segundo grau acima. c}. temos a2 + b2 + c 2 . em l 2 . 3 EUREKA! N°24. portanto. a configuração acima e.Sociedade Brasileira de Matemática c b2 − 2 l b l l l a a2 − 2 l Podemos supor. Portanto l2 ≤ 3 l= ( a 2 + b 2 + c 2 ) − 2 a 4 + b 4 + c 4 − a 2b 2 − a 2c 2 − b 2c 2 . b. Logo l 2 = l2 = 2( a 2 + b 2 + c 2 ) ± 16(a 4 + b 4 + c 4 − a 2b 2 − a 2c 2 − b 2c 2 ) ⇔ 2⋅3 l) + 4 ) 2 = c2 ⇔ 2 (b 2 − l 2) ( a 2 − l 2) = a 2 + b 2 − c 2 − l 2 ⇔ 2bl2 2 4 l = 2 a 4+ b 4 + c 4 + 2al2 − − 2cl2 2 + 2a 2 b 2 +a 2 c 2 2 2b−2 c 2 − ⇔ ( a 2 + b 2 + c 2 ) ± 2 a 4 + b 4 + c 4 − a 2b 2 − a 2c 2 − b 2c 2 3 De fato. observando que l é menor ou igual a min {a. sem perda de generalidade. é 2 ∆ =  −2(a 2 + b 2 + c 2 )  + 4 ⋅ 3 ⋅ ( a 4 + b 4 + c 4 − 2a 2b 2 − 2a 2c 2 − 2b 2c 2 ) =   16( a 4 + b 4 + c 4 − a 2b 2 − a 2c 2 − b 2c 2 ).

a12 = 60. então retirando o último termo da ordenada. Segunda Solução: Sejam x e y o número de vitórias e empates do Flameiras. Dividindo em 7 possíveis casos: 1º caso: x = 0 e y = 20: Temos exatamente uma seqüência ordenada de resultados. então. a5 = 4. que é: (17 + 1)! / (17! ⋅ 1!) = 18. respectivamente. Curiosidade: Para o triângulo 3. a9 = 19. ele pode ser E ou V. a18 = 595. 4. a11 = 41. portanto o número de seqüências ordenadas é exatamente o número de anagramas da palavra: “VEEEEEEEEEEEEEEEEE”. que nos leva à mesma equação da solução acima. iremos determinar uma relação recursiva entre os termos dessa seqüência. A = (l . 2006 34 . cujo total de pontos seja n. a2 = 1.  2 2 . 0). a6 = 6. a14 = 129. a8 = 13.0.1%. com    h. ela passa a totalizar n – 1 pontos. l 2 + z 2 = b 2 e l 2 + ( z − h) 2 = c 2. a19 = 872 e a20 = 1278. temos: a1 = 1. 2º caso: x = 1 e y = 17: Uma seqüência ordenada deverá conter exatamente um “V” e 17 “E”. EUREKA! N°24. Disto. SOLUÇÃO DO PROBLEMA 3: Primeira Solução: Seja an o número de ordenadas de resultados (sem derrotas). a17 = 406. então ao retiramos o último resultado. concluímos que: an = an – 1 + an – 3. a3 = 2. supondo. 5 a medida do lado da projeção que é um triângulo equilátero é aproximadamente e. 0. A pergunta do problema é: quanto vale a20? Para responder a tal pergunta. Temos que: x ≥ 0. a ordenada passa a totalizar n – 3 pontos. y ≥  0 e 3x + y = 20. as equações l 2 + h 2 = a 2 . z ≥ 0 . Pensando no último resultado de uma ordenada de resultados totalizando n pontos. a10 = 28. a15 = 189. Se for V. Logo existem 1278 possíveis seqüências ordenadas de resultados que o Flameiras pode ter obtido. h) e B =  . Obteríamos.Sociedade Brasileira de Matemática Observação: Outra maneira de obter as equações é trabalhar em R3. l l 3  sem perda de generalidade. Se for E. a16 = 277. a13 = 88. O erro é de apenas 0. z  . a4 = 3. a7 = 9. que C = (0. Calculando os valores da seqüência.

De 1). 5) e 6). p + 3d. p + 6d a progressão aritmética. maior do que 3. Então: 1) p ≠ 2. De fato. como p é ímpar. p + d ou p + 2d seria múltiplo de 3 e maior do que 3. p + 3d ou p + 4d seria múltiplo de 5. Caso contrário. o número de seqüências ordenadas é igual ao número de anagramas da palavra “VVEEEEEEEEEEEEEE”. 6) d é múltiplo de 5. p + 5d. 247. se p ≠ 7. Caso contrário. 4º caso: x = 3 e y = 11: (11 + 3)! / (11! ⋅ 3!) = 364 seqüências ordenadas. 907 e satisfaz as condições do problema. 367. pois 247 = 13 ⋅ 19. p + d . 3) p ≠ 3 Senão. 2) d é múltiplo de 2. que é: (14 + 2)! / (14! ⋅ 2!) = 120. 727 a qual não serve. maior do que 5. maior do que 5. 7º caso: x = 6 e y = 2: (2 + 6)! / (2! ⋅ 6!) = 28 seqüências ordenadas. 487. SOLUÇÃO DO PROBLEMA 4: Seja p. 4). EUREKA! N°24. se p = 2. portanto. 607. p + 2d. 6º caso: x = 5 e y = 5: (5 + 5)! / (5! ⋅ 5!) = 252 seqüências ordenadas. 4) d é múltiplo de 3 Caso contrário. 157. p + 2d é par e maior do que 2 e. Se p = 7. 457. p + d. p ≥ 7 e d é múltiplo de 30. 5º caso: x = 4 e y = 8: (8 + 4)! / (8! ⋅ 4!) = 495 seqüências ordenadas. observando que 187 = 11 ⋅ 17. 757. a seqüência é 7. Para d = 120.Sociedade Brasileira de Matemática 3º caso: x = 2 e y = 14: Analogamente ao 2º caso. p + 2d. 2006 35 . Para d = 150. Temos um total de 1 + 18 + 120 + 364 + 495 + 252 + 28 = 1278 seqüências ordenadas de resultados possíveis. Finalmente. não é primo. 607. 2). p + 4d. p + d seria par e maior do que 2. 3). 127. teríamos p + 3d múltiplo de 3. 5) p ≠ 5 Senão teríamos p + 5d múltiplo de 5. 307. que podemos supor crescente sem perda de generalidade. então d é múltiplo de 210 e o menor último termo possível para tais seqüências é 11 + 6 ⋅ 210 = 1271. a seqüência é 7. então d ≥ 120.

XXVII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA Problemas e Soluções da Terceira Fase PROBLEMAS – NÍVEL 1 PROBLEMA 1 Esmeraldinho tem alguns cubinhos de madeira de 2 cm de aresta. 2006 36 .Sociedade Brasileira de Matemática Portanto a resposta é 907. mas como não tem cubinhos suficientes. Ele quer construir um grande cubo de aresta 10 cm. EUREKA! N°24. que fica oco. ele cola os cubinhos de 2 cm de aresta de modo a formar apenas as faces do cubo.

considere o triângulo BME. serão escritos os números 1. ↓ Coluna 1 48 30 16 15 14 13 12 11 49 31 17 7 6 5 4 50 32 51 18 33 8 19 2 9 1 3 ↓ Coluna 50 52 34 20 10 53 35 21 54 36 55 n ↓ Coluna 100 .. O número n ocupará a casa da linha 1. coluna 100. b) Em qual linha e coluna aparecerá o número 2005? PROBLEMA 4 No retângulo ABCD.Sociedade Brasileira de Matemática Qual é o número de cubinhos de que ele precisará? PROBLEMA 2 Num tabuleiro quadrado 5 ×5 . respectivamente... 4. os lados AB e BC medem. 2. 13 cm e 14 cm. com diagonais AC e BD. tal que ME = MB e BE = BA. sendo E ≠ A . 3. 2006 37 . que apresenta uma parte do tabuleiro e mostra como os números deverão ser colocados. . De quantas maneiras podemos colocar os botões formando um triângulo retângulo com catetos paralelos às bordas do tabuleiro? Observação: Triângulo retângulo é todo triângulo que possui um ângulo de 90o. EUREKA! N°24. a) Calcule a área do triângulo BME. cada um no centro de uma casa. como na figura a seguir... Sendo M a intersecção das diagonais... serão colocados três botões idênticos. determinando um triângulo. PROBLEMA 3 A partir da casa localizada na linha 1 e na coluna 50 de um tabuleiro 100 ×100 . n. Os lados que formam esse ângulo são chamados de catetos. Linha 100 ←   46 45 44 43 42 41 40 39 38 37 47 29 28 27 26 25 24 23 22    Linha 10 ← Linha 1 ← . a) Determine n.

cada um no centro de uma casa. 2006 38 . serão colocados três botões idênticos. Mostre que nenhum quadrado perfeito tem a propriedade P. pois 1 + 2 + 5 + 10 ≠ 2 ⋅10 . Esmeraldinho percorre várias vezes. PROBLEMA 3 Dado que ( a − b)( b − c)( c − a ) 1 a b c = + + . Esmeraldinho chega a B e EUREKA! N°24. tal que BM = MD e AB = BD. 1 = 12 .Sociedade Brasileira de Matemática b) Mostre que o segmento BD é paralelo ao segmento EC. com um ritmo constante de braçadas. b) Calcule a área do quadrilátero ABDC. o trajeto entre dois pontos A e B situados na mesma margem de um rio. os catetos AB e BC medem. distinto de A. De quantas maneiras podemos colocar os botões formando um triângulo retângulo com catetos paralelos às bordas do tabuleiro? PROBLEMA 2 No triângulo retângulo ABC. porém 10 não tem a propriedade P. a) Prove que BM é perpendicular a AD. Observação: Um número inteiro positivo é um quadrado perfeito se é igual ao quadrado de um inteiro. respectivamente. pois 1 + 2 + 3 + 6 = 2 ⋅ 6 . Por exemplo. PROBLEMA 5 Um número inteiro positivo n tem a propriedade P se a soma de seus divisores positivos é igual a 2n . Seja M o ponto médio da hipotenusa AC e seja D um ponto. Por exemplo: 6 tem a propriedade P. qual é o valor de ? ( a + b)( b + c)( c + a ) 11 a+b b+c c+a PROBLEMA 4 Em seu treino diário de natação. determinando um triângulo. PROBLEMAS – NÍVEL 2 PROBLEMA 1 Num tabuleiro quadrado 5 ×5 . 4 = 2 2 e 9 = 3 2 são quadrados perfeitos. Um tronco arrastado pela corrente passa por A no exato instante em que Esmeraldinho sai de A. O nado de A para B é a favor da corrente e o nado em sentido contrário é contra a corrente. 3 cm e 4 cm.

.1 ⋅ 111. Determine o maior l > 0 tal que existe um quadrado de lado l contido num cubo de aresta 1.. No trajeto de regresso. Por exemplo. tais que BM é a bissetriz interna do ângulo ∠ ABC e CK é a bissetriz externa correspondente ao ângulo ∠ ACB. PROBLEMA 4: EUREKA! N°24. PROBLEMA 2: Determine o menor número real C para o qual a desigualdade 2005 2005 2005 2005 125 125 125 C x12005 + x 2 + x3 + x 4 + x5 ≥ x1 x 2 x3 x 4 x5 x1 + x125 + x3 + x 125 + x5 2 4 é válida para todos os números reais positivos x1. alcançando o tronco 5 minutos depois da primeira vez que cruzou com ele ao ir de B para A. Esmeraldinho chega a A e imediatamente sai em direção a B. 123 123 Determine todos os pares de inteiros positivos (m.. 2006 39 .Sociedade Brasileira de Matemática imediatamente regressa a A. + 2005. PROBLEMA 6 A medida do ângulo B de um triângulo ABC é 120°.. x2.. A seguir. x5. PROBLEMAS – NÍVEL 3 PROBLEMA 1: Um número natural é palíndromo quando se obtém o mesmo número ao escrevermos os seus dígitos na ordem inversa. n) tais que 111... Quantos minutos o tronco leva para ir de A até B? PROBLEMA 5 Prove que o número 12005 + 22005 + 32005 + . 131 e 2 são palíndromos. 481184. PROBLEMA 3: ( ) ( ) 16 Dizemos que um quadrado está contido em um cubo quando todos os seus pontos estão nas faces ou no interior do cubo. O segmento MK intersecta BC no ponto P. + 20052005 é múltiplo de 1 + 2 + 3 + . cruza com o tronco 6 minutos depois de sair de A.. Prove que ∠ APM = 30°. x4. x3.1 é m uns n uns palíndromo. Sejam M um ponto sobre o lado AC e K um ponto sobre o prolongamento do lado AB.

de cubinhos da parte de dentro. então para deixar o cubo oco. então o No. existe x inteiro positivo tal que c é um divisor de ax + x – b. então. Uma tentativa consiste em colocar duas das baterias no rádio e verificar se ele. ou seja. e ficaria o seguinte: (5 – 2) × (5 – 2) × (5 – 2) = 3 × 3 × 3 = 27 Como em todo o cubo cabem 125 cubinhos.SP) Se o botão correspondente ao ângulo reto estiver em (1. determine o menor número de tentativas suficiente para garantirmos que o rádio funcione. 2006 40 . na largura e na altura. Para cada um dos triângulos ABF. Como no lado do cubo cabem 5 cubinhos. Esmeraldinho precisaria de 125 – 27 = 98 cubinhos para formar o cubo oco. Se no lado do cubo coubessem n cubinhos. PROBLEMA 2: SOLUÇÃO DE RAFAEL SUSSUMU YAMAGUTI MIADA (CAMPINAS . PROBLEMA 5: Sejam ABC um triângulo acutângulo e F o seu ponto de Fermat. PROBLEMA 6: Dados a. portanto 4 × 4 = 16 possibilidades. basta tirar a parte de dentro. de cubinhos da parte de dentro do cubo seria (n – 2) × (n – 2) × (n – 2). quatro baterias descarregadas e um rádio que necessita de duas baterias carregadas para funcionar.CE) DE DANIEL LUCAS FILGUEIRA Como cada cubinho tem 2 cm de aresta e o cubo tem 10 cm de aresta. ACF e BCF trace a sua reta de Euler. EUREKA! N°24. a reta que liga o seu circuncentro e o seu baricentro. Prove que essas três retas concorrem em um ponto. funciona. prove que existe x inteiro positivo tal que a x + x ≡ b (mod c) . Supondo que não sabemos quais baterias estão carregadas e quais estão descarregadas. Logo. isto é. então para sabermos o No. BFC e CFA medem 120 graus. ou seja. então cabem 5 cubinhos no comprimento. então em todo o cubo cabem 125 cubinhos. 1) teremos mais 4 casas acima e 4 casas à direita. o ponto ˆ ˆ ˆ interior ao triângulo ABC tal que os três ângulos AFB .Sociedade Brasileira de Matemática Temos quatro baterias carregadas. SOLUÇÕES – NÍVEL 1 PROBLEMA 1: SOLUÇÃO (FORTALEZA . basta substituir o n pelo 5. c inteiros positivos e b inteiro. que tem 27 cubinhos.

SP) a) Montando a figura. 2006 41 . 12. com o número 1954. 8. o último. (4.. para cada casa escolhida para o botão correspondente ao ângulo reto temos 16 possibilidades. 20. 13. ela ficará assim: E 13 B 13 α C α α M α α A 14 D Os triângulos BEM e BAM são congruentes pelo critério LLL. 2. 15. 100 + 99 + 98 +. Assim.. a 2a camada até a linha 4. O termo que ocupa a linha mais alta em cada camada aumenta de 2 em 2 (veja que a 1a camada sobe até alinha 2. 1) teremos mais 4 casas acima. PROBLEMA 3: SOLUÇÃO DA BANCA a) Quando for escrito o número n. Por fim. 9. o termo da 31a camada que ocupa a linha mais alta estará na linha 1 + (122 ÷ 2) = 62. vemos que. que tem 3 + 30 × 4 = 123 números.Sociedade Brasileira de Matemática Se ele estiver em (2.. Do mesmo modo. Como começamos com o 1. 10). n. 7. o último número dessa camada é 1953. PROBLEMA 4: SOLUÇÃO MATHEUS BARROS DE PAULA (TAUBATÉ .. 3 casas à direita e 1 casa à esquerda o que dá de novo 4 × 4 = 16 possibilidades. e sua área é de 2 EUREKA! N°24. Como 2005 = 1954 + 51. 6. todas as casas da diagonal que passa pela (linha 100. 17.5 cm2. ou seja. e subirá até a linha 62 + 2 = 64. e como no campo existem 25 casas. b) A quantidade de termos nas camadas (1. uma altura de 7cm. coluna 1) e (linha 1. 19.+ 3 + 2 + 1 = 5050 números terão sido escritos no tabuleiro. (11.+ 123 = 1953 números. Como a distância de M ao lado AB é metade do lado AD. teremos portanto 25 × 16 = 400 possibilidades. coluna 100) e as que estão abaixo dela estarão preenchidas e. a 32a camada iniciará na linha 1 e coluna 51 – 32 = 19. será 5050. o número 2005 aparecerá na linha 51 + 1 = 52 e coluna 19. a 3a sobe até a linha 6. Então teremos 400 possibilidades. 21) aumenta de 4 em 4. 16. 5. 18. 3). nesse caso. Ao final da 31 a camada. 14 . terão sido escritos 3 + 7 + 11 +. o triângulo BAM possui uma base de 13 cm e 13 × 7 = 45. e assim por diante).

o conjunto de dois pontos extremos da hipotenusa no triângulo abaixo é {8. pois as alturas serão as mesmas. Isto é: Observe que para cada triângulo do enunciado existe um único conjunto dos 2 pontos extremos da hipotenusa.Sociedade Brasileira de Matemática b) O triângulo BEM é congruente ao triângulo CMD pelo critério LLL. então é igual a uma potência de 2 vezes o quadrado de um ímpar. PROBLEMA 5: BASEADA NA SOLUÇÃO DE GUSTAVO LISBÔA EMPINOTTI (FLORIANÓPOLIS . Se o quadrado perfeito n for ímpar. logo a sur u sur u distância de E à reta BD é idêntica à distância de C à reta BD . sur sur u u Assim.SC) Um quadrado perfeito sempre tem um número ímpar de divisores. não podendo ser igual a 2n. SOLUÇÕES – NÍVEL 2 PROBLEMA 1: SOLUÇÃO DE HENRIQUE PONDÉ DE OLIVEIRA PINTO (SALVADOR – BA) Ao invés de considerarmos um tabuleiro quadrado consideremos uma malha pontilhada onde os pontos são centros de cada quadradinho. Logo a soma não pode ser 2n. EUREKA! N°24. Ou seja. pois 2n é par. pois há pares de números cujo produto é o quadrado perfeito dado e mais um número. então todos os seus divisores são ímpares. EC // BD. Portanto nenhum quadrado perfeito tem a propriedade P. Se o quadrado perfeito n for par. a sua raiz. que é par. 2006 42 . Os divisores ímpares de n são divisores desse quadrado e. sua soma (de todos os divisores ímpares de n) é ímpar e logo a soma de todos os divisores de n também é ímpar. e assim será sua soma. 20}. como já vimos.

o número de triângulos é o dobro do de hipotenusas. n × n a quantidade de triângulos é Obs. 10. 5 N + b) triângulos com essa hipotenusa são: e (5K + a. mas a ordem não importa. 2006 43 . 5 N + b) como para cada triângulo há uma única hipotenusa e para cada hipotenusa dois triângulos. 20 e 8. Para provar que cada hipotenusa pertence a dois triângulos retângulos distintos. Logo a resposta é 400 triângulos. como são duas escolhas dividi-se por 2! = 2 e teremos 400/2 = 200 hipotenusas ⇒ 400 triângulos. Basicamente. 20. os triângulos 8.   2 PROBLEMA 2: SOLUÇÃO DE RAFAEL TUPYNAMBÁ DUTRA (BELO HORIZONTE MG) EUREKA! N°24.Sociedade Brasileira de Matemática 1 6 11 16 21 2 7 12 17 22 3 8 13 18 23 4 9 14 19 24 5 10 15 20 25 Ou seja os pontos 8 e 20 determinam a hipotenusa do triângulo abaixo. vamos pegar uma hipotenusa genérica de extremos (5K + a) e (5 N + b) (no quadriculado acima) contando que ambos sejam menores que 25 e tanto a e b sejam maiores ou iguais a 1 e menores ou iguais a 5. Observe que K ≠ N e a ≠ b ou seja. 5 N + a. Logo. No entanto para cada dois pontos que determinam a hipotenusa existem outros dois pontos que podem ser o vértice oposto à hipotenusa. Vamos calcular o número de hipotenusas: O primeiro ponto pode ficar em 25 lugares (todos os pontos) já o segundo pode ficar em 16 (todos que não estão na mesma linha ou coluna do primeiro). 18. Logo são 25 ⋅ 16 = 400 onde a ordem das escolhas importa. Os dois (5K + a. 5K + b. Para um quadrado 2 2 n ⋅ ( n − 1) 2 ⋅ 2 =  n⋅ ( n − 1 ) se generalizamos esse processo que foi utilizado. cada triângulo possui uma única hipotenusa e cada hipotenusa é comum a dois triângulos retângulos do enunciado. ambos os pontos estão em linhas e colunas diferentes pois se coincidirem em linhas e ou colunas não há triângulos como definidos no enunciado com essa hipotenusa. No exemplo acima os pontos 8 e 20 determinam a hipotenusa de dois triângulos retângulos.

B também pertence à mediatriz de AD . B µ = 90° − α.Sociedade Brasileira de Matemática B 90° – 2α D A α α M C µ Chamemos BCA = α. No triângulo ABC . como AC µ ABDC é inscritível. Como AB = BD. Como AB = BD. BDC = 180° − ( 90° − α ) = 90° + α. 5 5   4 2 2 2 2 2 6  Área BCD = 6 cm ( cos α − sen ) α = cm    5   EUREKA! N°24. AB 3 = Temos senα = AC 5 BC 4 cos α = = . assim. BM ⊥ AD. sabemos que B pertence à circunferência de diâmetro AC. c) D pertence à circunferência de centro M e raio BM . AM = MB = MD ⇒ AM = MD. a mediatriz de AD é a reta BM e. AC 5 a) Como ∆ABC é retângulo em B. su u ur Assim. AB » µ µ µ assim. temos » = BD e. Área BCD = BD ⋅ BC ⋅ sen ( 90° − 2α ) 2 = 3cm ⋅ 4cm ⋅ cos 2α = 6cm 2 ⋅ cos 2α e. Desta forma. No triângulo BCD. BCD = BCA ⇒ BCD = α. Isso significa que M pertence à mediatriz de AD . como 2 3 4 sen α = e cos α = . Assim. Logo. 2006 3   − 5  2      − 9  42 2 16 2 6=cm  = cm  25 25   44 . temos µ C BD = 180° − ( 90° + α ) − α = 90° − 2α. D pertence ao circuncírculo do ∆ABC. já que BM = MD.

substituindo valores em a. isto é. basta agora conseguir outra relação entre α e β aproveitando a igualdade fornecida no enunciado a qual envolve ( a − b) ⋅ ( b − c) ⋅ ( c − a) γ= ( a + b) ⋅ ( b + c) ⋅ ( c + a) Após alguns testes. b e c. Área ABDC = Área ABC + Área BCD =  6 +  cm = 25  25  PROBLEMA 3: SOLUÇÃO ADAPTADA DE MARCELO MATHEUS GAUY (SÃO JOSÉ DO RIO PRETO . somos levados a supor que a −b b−c c−a a−b b−c c−a α − β = −γ .Sociedade Brasileira de Matemática Usamos aqui o fato de que cos 2α = cos 2 α − sen 2α. a+b b+c c+a a+b b+c c+a a+b b+c c+a a b c + + ou seja. 1) ( a − b) ( b + c ( c +)a ) + ( a − b) ( ( a − b) ( ( b − c) ( b − c ( a −c 2 +( c a ) (b a ) b+ − ) ) a + b ( c +)a ) b − c ( a −c 2 +( c a ) (b b c− a+ c − c − 2 + ) ) ) ( = a ) (b b c− − 2 c )(+ a c )− c+ 2 = = 2) ( + c ) (a a ) ( b+ b ) c + − = EUREKA! N°24. podemos observar que a+b b+c c+a b c a b c   a + + =3⇔ + + = 3− + + . a+b b+c c+a a+b b+c c+a (Temos acima uma incrível identidade. 2006 45 . ela fornece infinitas triplas de reais cuja soma é igual ao oposto do produto!). a+b b+c c+a Como já sabemos que β = 3 − α. obter o valor de α = é equivalente a obter o valor de a+b b+c c+a b c a β= + + .SP) Inicialmente. AB ⋅ BC 3cm ⋅ 4cm = = 6cm 2 ⇒ Área ABC = 2 2 42  2 192 2  cm . + + =− ⋅ ⋅ . Vamos demonstrar tal identidade: a b ) a − b b −c c a ( a − b) ( b +)c( c ) + ( + ) ( c − a ( b +) c ( a +) ( c +a) ( a− )b b + c − + + = (*) a + b b +c c + a + ( ) ( a b) ( b + )c c + a Porém.

Logo v+ c c ( v +c( v ) − ) 112 =v 112 −c 11 ⇔ 2dv +11cv − 2 11c ( v 11v 11c ) 2d − 0 = ⇔ − d −6c . ( a − b) ( b − c ( c −)a . d d 2 dv + = Para ir e voltar Esmeraldinho leva: t = v + c v −c ( v + v c c )( − ) e de A até 11c: 2dv + 11c( v − c )= 11c . ) (*) = − ( a + b) ( b + c ( c +)a ) = 1 Assim.= 11 PROBLEMA 4: SOLUÇÃO DE HENRIQUE WATANABE (SÃO PAULO . Em 6 minutos os dois juntos percorreram 2d. Logo 6 v− c De B até o primeiro encontro em 6c t = c ( d − 6 c) ( v + c +d v )− ) ( = + ( v ) (c v ) c− ⇔ 6v 2 −6c2 = dv dc + 0 = 6vc − 6− 2 c dv dc− + 11v − c 2d 11 = ⇔ 6v + c 2 d 6 = ⇔ 2v ( 3v +3c −) d Como v ≠ 0 : 11v − 11c − 2d = 0 3v + 3c − d = 0 EUREKA! N°24. Seja d o comprimento do rio. 2006 46 . d De A → B ele leva minutos. α − β = − 11 ⇔ α3 (− )− α 1 =− 11 16 ⇔ α .SP) Vamos supor que a velocidade da corrente do rio é c e a velocidade de Esmeraldinho é v (sem a corrente).Sociedade Brasileira de Matemática − ( a + b) ( ( b − c ( c +)a ( + c ) (a b ) ) c+ = ) ca cb + − − ( a + b) ( bc + ba −2c − + 2c ab ) ac − ( a + b) ( 2 bc −2 ac = 2−c a ) (b a ) b+ ) ( Logo. de 1 e 2. A velocidade no sentido A → B é ( v + c) e a velocidade no sentido B → A é ( v − c) . v+ c O segundo encontro ocorreu à 11c do ponto A. O primeiro encontro foi à 6c do ponto A.

.... 2006 47 ..BA) 2005⋅ ( 2005 + )1 Observe que 1 + 2 + 3 + .. ( 2) 005 + − 2005 200 + 1) +5 − 0 5 ( 200 + 2005 ≡ ) como a 2005 − ( − a 2005 ⇒ a 2005 ( + )a − 2005 expressão acima irá se anular com o ( 2005− n ) ° e.. 2005 ) = 1 ⇒ 1003 ⋅ 2005 | E ⇒ 1 + 2 + . +2005 = 2005 1003 = ⋅ 2 Seja E = 12005 +22005 + + . + 2005 |12005 + 2 2005 + ..d..E Vamos provar agora que 1003 divide E. E ≡ 0(mod 2005) ⇒2005 | . ( 2)+ + ( − 2005 + + + − + 2005 1) 1003 200 5 como a 1≡ − ( − )a 003 200 5 2005 0≡ Temos que o n-ésimo termo da + − ⇒ a20 05 ( +)a 200 5 cada n-ésimo termo irá se anular com o − 0 ≡ ⇒ 1 003 (2006 − n)° termo e o 1003o.q. Vendo E módulo 1003 temos: 2005 E ≡ 12005 + 22005 + . ou seja. + 2005 2005 c. +10012005 10022005 02005 ( 1002)2005 ( 1001) − .. 5 ∴ 11v −11c =6v + c 6 ⇔ v PROBLEMA 5: SOLUÇÃO DE HENRIQUE PONDÉ DE OLIVEIRA PINTO (SALVADOR .Sociedade Brasileira de Matemática 17c = 5 17c 51c+ 15c 66c +3 c = = Então: d = 3 ⋅ 5 5 5 d 66 c 1 66 ⋅ = minutos O tronco leva: t = = c 5 c 5 66 O tronco vai de A para B em minutos.. já é múltiplo de 1003 pois é igual a 10032005 temos que E ≡ 0(mod1003) ⇒ 1003 | E com o 1003 | E e 2005 | E e ( 1003. EUREKA! N°24... 1 00 1200 5 1 00 2+ + + ( 1 00 2)20 0 5− ( 10 01) 05 + .. portanto.. 20052005 Vamos provar que 2005 |E Vendo E módulo 2005 temos: 2005 20 2 E ≡ 12 005 + 2200 6 + 3200 5 .. 13 minutos e 12 segundos.

µ (pelo enunciado) BCK ≡ KµC L = β Vamos provar que A. µ I a intersecção de CK e a bissetriz externa de ABC . Usando Menelaus no ∆ ABC.Sociedade Brasileira de Matemática PROBLEMA 6: SOLUÇÃO DE MARÍLIA VALESKA COSTA MEDEIROS (FORTALEZA . P. temos: M. Q. I são colineares. 2006 48 .CE) A α α Q M 30° P 60° B 60° 30° 30° C 30° β β I L θ K Observe a figura acima: Vamos explicar como chegar até ela! Sejam: Q o ponto de intersecção de BM e AP . P e K são colineares ⇒ AK BP CM ⋅ ⋅ 1= (*) BK CP AM Só temos que: Pelo Teorema da bissetriz interna: (I) No ∆ABC EUREKA! N°24. que encontra o prolongamento de AC em L.

Sociedade Brasileira de Matemática CM BC = AM AB Pelo Teorema da bissetriz externa: (II) No ∆ABC AK AC = BK BC Então. AC Como Q é a intersecção de AP e BM . AQ é bissetriz de BAM Vamos provar que I pertence a bissetriz de B µ . observe que AP é bissetriz do ângulo B µ . 2006 (o. substituindo em (*): Com este resultado. que no ∆ABM . Sabemos. AM Pelo teorema da bissetriz interna: (III) No ∆BCK CI BC = IK BK Por (II).v) 49 .p. No ∆ABC podemos observar que 2α + θ = 60° Só que: µ BCL = 120° + 2α (teorema do ângulo externo). observe que este é inscritível. P e I são colineares. Q. Assim. então. que µ BCL = 2β ⇒ β = 60° + α $ Observe que o ângulo AIK = α + θ + β = α + θ + 60° + α = 2α + θ + 60° $ Logo. que implica. µ Seja ACB = θ. I µ ≡ IµPK = BK 30 ° µ ≡ I PK µ Agora. observe que APM EUREKA! N°24. o AC µ . Logo AI é bissetriz do ângulo K µ = BµAM AC . Q pertence a bissetriz do ângulo B µ . provamos que A. AIK = 120° Olhando para o quadrilátero BPIK. pois: µ $ PBK + PIK = 60° + 120° = 180° Assim. temos AC BP BC AC BP AC CP ⋅ ⋅ = ⇒ 1 ⋅ 1 ⇒ = = BC CP AB AB CP AB BP AK BK IK IK CI = = ⇒ = AC BC CI AK AC Observe que isto é nada mais nada menos do que a propriedade da bissetriz interna.

..1099. 11. 988 .1 = =   9 9 9 9 9 m n . Então vejamos: (fazendo n > 9) m n n −1  n1  −  − 11..1 por 9...1099. Esse número tem m + n – 1 algarismos.89 k 9 1234567901   x      n −2 n− }1 onde x é o último termo do quociente antes de usar o 0 e k é o resto de 11.. 1o.0 − 11. acima temos parte da divisão euclidiana de  por 9.... obtemos m  n  −n  −1  00 99 .1 como .. 2006 50 ......988. caso (k = 0) ⇒ n = 9θ + 1.. se supusermos m > n (o que não nos faz perder a generalidade!)..988.1 ⋅ 11. Continuando a divisão.RJ) 10k − 1 { Podemos escrever 11..... 89 9 1234567901   x      n −2 EUREKA! N°24. k 9 Então: m n n n n −1 10m (10n − 1) 10n − 1  m     − − m n 10 − 1 10 − 1 9 9 = 11. APM = 30° SOLUÇÕES – NÍVEL 3 PROBLEMA 1: SOLUÇÃO DE WILSON CAMARA MARRIEL (RIO DE JANEIRO .....100........1 = 11.89 Dividimos nos casos para possíveis valores de k. m n n −1 −  −  n1 Isto é. 11.Sociedade Brasileira de Matemática µ Portanto.1099...

... Basta conferir se é verdade! Vejamos: n = 1 é verdade!  11. 89 9 29 1234567901   x      29 n −2  28 18 088 mesmo caso anterior. já que o 8 não 2 aparece no lado esquerdo e aparece no direito..21    EUREKA! N°24. caso (k = 2): n = 9θ +3 122 22 09 8   m−n m  n  −n  −1  20 99 ..1  verdade! é  122. 2006 51 ... ABSURDO! 233 32 09 8   m−n Ao tentarmos os 9 casos. 89 9 19 1234567901   x      19 n −2  18 088 mesmo caso anterior.11    n = 2  111. temos uma assimetria. vemos que um deles tem que ser ≤ 9.Sociedade Brasileira de Matemática 01111110987     m−n Contando da esquerda para a direita 8 é o (m + 1)o. 988 ... ABSURDO! 2o..... algarismo. Logo. como m + n −1 m +1 > então está na metade direita do resultado. 988 . caso (k = 1): n = 9θ +2 m  n  −n  −1  10 99 . ABSURDO! 3o..

impomos também α 1 ≥ α2 ≥ α ≥ α ≥ e o mesmo para os β ' s. ≥ β β 1 2 1 e α 1 + α2 + α + α + 5α =1 β + β + β 4+ .. k . 2) (. k .β 5+ β 3 4 2 3 A notação ∑x sym α1 1 α 4 x2α2 xα33 x4 α x55 significa que estamos somando todos os 5! = 120 α α α α α termos da forma xi1 1 xi2 2 xi33 xi4 4 xi55. É fácil ver que sempre dará certo de 1 à 9.+ β1 α 2 + α 3 + α 4 + α ≥ 2 + 3 + 4β + β .111111111     N N     11111111.. Podemos.Sociedade Brasileira de Matemática 11. i4 . k ( . i2 ..... EUREKA! N°24. devemos ter α 1 ≥ β1. k  ) ) )( (  ( m .   ) ( ( k .11   1111111111. ) k .. ) k(.  n=3  1111. sendo ( i1 .1    1234567899.(k . i5 ) uma permutação de (1.. ) 9. 3..5( . k) (...987654321     posteriores..( k .1 é verdade! Obs. )7.111 n = 9  é verdade! Pois basta ir somando 1 aos  111111111. 6.( 2. n) =  tal que k ∈ ¥ * ..)k ( . k). k . 2.)4 ( .1     1233. se abrirmos 16 x1 x2 x3 x4 x5( 125 + 125 + 125 + 125 + 125 obtemos um somatório simétrico no qual o x1 x2 x3 x4 x5 ) maior expoente de algum dos termos é 125 ⋅ 16 + 1 < 2005.321  11. ) 8.... 9    PROBLEMA 2: SOLUÇÃO DE ANDERSON HOSHIKO AIZIRO (SÃO PAULO – SP) Para x1 = x2 = x3 = x4 =x5 1 =temos C ⋅ 5 ≥ 516 ⇔ C ≥ 15 . Então nossos pares são: ( 1. aplicar bunching. α 4.11      111. 5). 3. Além disso. 2006 52 . α + α ≥ 1β + 2β 1α +2 α +3 α 1 β 2+ β 3.. então.. 3 4 5 Observando que a desigualdade dada é simétrica. k) . 5 Por bunching (ou desigualdade de Muirhead). temos que β x ∑ x1α1 x2α2 xα33 x4 4α x5α5 ≥ ∑11 βx22 x33 βx44 xβ55 sym sym β no caso de termos uma desigualdade homogênea e simétrica (o que é o nosso caso).3 ( .8 . k( . Aqui. k . k ) . 6 .(7 . 4. )k . i3 .1) . 5.

que passam pelo centro do quadrado. O quadrado está contido nesse cubo. 4! x4 e 4! x5 . sem perda de generalidade. Considere os três planos distintos. se C = ⇔ C = 515 a sym sym 4! 5! desigualdade é válida. algum que tem todas as dimensões menores ou iguais a 1/2). Além disso. de modo que o centro de C0 coincida com o centro do cubo. que está em seu interior. Agora os centros do quadrado e de C coincidem. concluímos que o menor número real C para o qual a desigualdade dos 516 termos e. Desse modo. 4! x32005 . cada um deles paralelo a duas faces do cubo. mostremos que podemos supor. Translade o cubo C0. PROBLEMA 3: SOLUÇÃO DA BANCA Primeiro. e dado que 2a ≤ 1. portanto. Seja a a maior dimensão desse paralelepípedo. Então construa um cubo C0 de lado 2a com centro no centro do quadrado e faces paralelas às faces do cubo do problema. x3 . x5 é C = 515. e o quadrado ainda está contido no cubo C. Os três planos determinam no cubo oito paralelepípedos. 4! x . 5! 2005 α1 α2 α 3 α α 4 5 1 516 5 Como por bunching ∑ x1 ≥ ∑x1 x2 x3 x4 x. α 3 . há 2005 2005 2005 2005 C ( x12005 + x2 + x3 + x4 +x5 ) 125 ≥1 x2 x3 x( 4 x5 x1 x x 125 + 2 x 125 3+ 125 x 125 ) xé válida 4+ 5 + 16 para todos os números reais positivos x1 . 2006 53 . incluindo o quadrado. x2 . considere o de menores dimensões (ou seja.Sociedade Brasileira de Matemática A desigualdade é. temos termos 516 2005 1 2005 2 (x 125 1 + x 125 2 +x 125 3 +x 125 4 +) x no desenvolvimento de 16 125 5 e. α 2 . para cada conjunto ( α1 . Suponha que os centros não coincidam. que os centros do cubo (que doravante chamaremos C) e do quadrado coincidem. x4 . A figura a seguir mostra que  ≥ 3 2 . α 5 ) temos 5! 516 somatórios simétricos. α 4 . equivalente a 1 516 α α α α α 2005 C ∑ x1 ≥ ∑ x1 1 x 2 2 x 3 3 x 4 4 x5 5 4! sym 5! sym 2005 Explicando: ∑ x1 possui 5! termos no desenvolvimento no qual temos 4! sym 2005 2005 x . C0 está contido em C. então. pois cada plano ou contém o quadrado ou o corta em dois polígonos congruentes e simétricos em relação ao centro do quadrado. 4 EUREKA! N°24.

de raio l 2 / 2 > 3/ 4. ou seja. 2006 54 . Podemos supor que o centro do quadrado coincide com o centro do 4 cubo. Seja S uma esfera com centro no centro O de C e que passa pelos quatro vértices do quadrado. 2 4 2 1 4 3 4 A 3 4 D 1 4 1 B 4 3 4 3 4 C 1 4 Vamos provar que. Numeramos as oito regiões contidas na superfície da esfera e no interior do cubo com números romanos EUREKA! N°24. A figura a seguir mostra as secções de S no cubo C. l = l> 3 2 . Suponha que exista um quadrado de lado 4 3 2 .Sociedade Brasileira de Matemática Note que 3 3 2 1 1 AB = CD =   + 12 +   = . AD = BC = ⋅ 2 4 4 4 4 2 2 2 e 3 3 2 1 AC = BD =   + 12 + 12 = = ⋅ 2. na verdade.

4 Agora. sem perda de generalidade. x e 1 as suas dimensões. já que vértices opostos do quadrado são diametralmente opostos em S. vamos tentar localizar os vértices do quadrado de lado l > x x I 1 III EUREKA! N°24. II. que dois vértices opostos do quadrado estão contidos nas regiões I e. Sejam x. digamos. Suponhamos. Considere o paralelepípedo de menores dimensões que contém as regiões I e. Vamos provar que dois pontos no 3 2 interior desse paralelepípedo estão a uma distância menor que .Sociedade Brasileira de Matemática I IV III VIII VI V VII II 3 2 em S. III. conseqüentemente. 2006 55 . 4 Note que cada um dos quatro vértices deve pertencer a uma das regiões de I a VIII.

VII e VIII. podemos concluir que o raio da esfera é 1 1 1 y2 +   +   = y 2 + . A partir da figura a seguir. lembrando que um dos vértices do quadrado está em II. em IV e V. 2 de 3 pilhas e 1  3  3 possibilidades dentro dos grupos. não pode existir vértice do quadrado em III e. considere uma face do cubo e sua interseção com a esfera.  EUREKA! N°24. 2 4 4 2 4 2 4 4 y y r 1 2 1 3 2 e. Mas então não sobraram regiões para os outros dois vértices do quadrado. y + >   ⇔ y > . x = − y < . e faça todas as  = 7 tentativas. Como um dos vértices pertence a I. absurdo. não pode haver vértices do quadrado em VI. Conseqüentemente. +1 = 16 4 dois vértices do quadrado não podem estar contidos em I e III. Da mesma forma. o maior lado de um quadrado contido no cubo unitário é l = . 2  2 2 2 2 2 Como o raio da esfera é maior que 1 1 3 2 2 3 2 1 3 1 ⋅ = . Faremos  +   2  2 de  +  2 2   2  pilhas. 3 2 Deste modo. portanto. 4 A diagonal do paralelepípedo mede x 2 + x 2 + 12 < 2 ⋅ PROBLEMA 4: SOLUÇÃO DE GABRIEL TAVARES BUJOKAS (SÃO PAULO – SP) Separe as pilhas em 3 grupos.Sociedade Brasileira de Matemática Primeiro. 2006 56 . analogamente.

temos que nunca duas delas foram testadas juntas. notado por Kn. Gabriel dividiu os 8 vértices em três grupos com 3. 2 2 2 2         8  3 3 2 EUREKA! N°24. Considere o grafo com 8 vértices representando as 8 baterias e as arestas {i. Suponha que seja possível com apenas 6 tentativas. 2006 57 . ligue todo par de vértices que não estão no mesmo conjunto. Resposta: Com 7 tentativas é possível.Sociedade Brasileira de Matemática Como são 3 grupos e 4 baterias boas. um grupo terá 2 baterias boas. Esse grafo é obtido da seguinte forma: divida os vértices em r – 1 conjuntos. = 2  2  2    2   Se as 4 baterias carregadas forem as respectivas aos vértices do K4. logo o algoritmo com 6 tentativas falha nesta situação. 3 e 2 vértices. é um grafo em que todo par de vértices é ligado. O teorema de Túran diz que. o grafo que não contém um Kr com a maior quantidade possível de arestas é o grafo (r – 1)-partido completo com classes de vértices as mais distribuídas possíveis. ele tem um K4. O grafo tem  − 6 = 22 arestas. Na aplicação do problema 4. o máximo de arestas sem K4 é 3  8  3    2    −  −  −  21 . de modo que a diferença entre as quantidades de vértices nos conjuntos seja no máximo 1. fixado o número de vértices n. De fato. 2  Por Turán. j} representando que a bateria i 8  e a j não foram testadas juntas. Daí a quantidade de arestas máxima ser   −   −   −   = 21 . e em algum momento serão testadas juntas. Observação: o grafo completo de n vértices (também conhecido como n-clique). em seguida.

externo a ABC. a > 0. Então existe x > 0 tal que x ≡ r (mod p − 1) a x + x ≡ b (mod p α ) Demonstração: Indução em α . r. a resolução de Gabriel também resolve uma generalização do problema. O2 G 2 e O3 G3 são concorrentes em G (seu ortocentro).Sociedade Brasileira de Matemática Aliás. circuncentro do ∆ BFC e também de ∆ ∆ ABC . Tente pensar nesse problema! PROBLEMA 5: SOLUÇÃO DE LEANDRO FARIAS MAIA (FORTALEZA – CE) Construa um triângulo equilátero BXC. O1G1 . O ponto O1 é o BXC . Sendo G1 o baricentro do ∆ FBC temos: PROBLEMA 6: SOLUÇÃO DE GABRIEL TAVARES BUJOKAS (SÃO PAULO – SP) Lema: Seja p primo e a. 2006 58 . no qual há m baterias funcionando e n baterias descarregadas. A O3 O2 F G G1 B M C FG1 AG =2 = ⇒ 1 G //AF G G1 M GM ⇒ G1 G ⊥O2 O3 ⇒ como G é o ortocentro de ∆ O1 O2 O3. Portanto. α inteiros. Temos: GM OM 1 ⇒ AF ⊥ O2 O3 ⇒ O1G ⊥ O2 O3 . G é o baricentro do XO AG = 2 = 1 ⇒ 1 G //XF Mas: O3 A = O3 F e O2 A = O2 F O . Analogamente temos: O2 G ⊥ O1 O3 e O3 G ⊥ O1 O2 ⇒ G é o ortocentro do ∆ O1 O2 O3. b. α > 0. Para α = 1 (Base): EUREKA! N°24. então G1 está na altura relativa a O2 O3.

ϕ(ci )) = 1 pois pi + 1 é maior que (mod p iα i1+1 ) ⇒ + ) Logo xi +1 ≡ x i ≡ x (mod p i +1 − 1) e xi +1 ≡ x x + pi +i1+1 ( p+1 1− 'l⋅ ) i α + xi +1 ≡ x (mod ( pi +1 − 1) piα i1+1 ) .. Caso especial do lema. que tem solução pelo teorema (m od p ) chinês dos restos.. x= ( p − 1)( ra − b +r +l c) com l tal que x > 0. a x1 + x1 ≡+1 a x0 ⋅ a ( p −1) p α p ( α ) p− 1 p− 1 t + x 0 + ( p − 1) p α ⋅ t ≡+1 a x0 + x 0 − p α ⋅ t = b α p Isso termina a demonstração do lema. αn n ⋅p .. p 1 <2 . (p α i +1 i +1 . ci . ⋅ p 1 α1 x Base: n = 1: a + x ≡ b mod 1p . a + x+1 pαi+≡ a i 1 i +1 + x x pi i1 1α + + ≡ a x i 1 eα +b + ≡ p1 i + EUREKA! N°24. pelo lema existe x tal que i ( ) x ≡ x i (mod p i +1 − 1) a x + x ≡ b (mod p iα i1+1 ) + Pelo teorema chinês dos restos ∃ xi +1 tal que xi +1 ≡ x i ( mod mmc( p i +1 − 1. x i +1 = x + p iαi1 1 ( p i +1 − 1)l ' + + xi +1 Assim. ⋅α i i ... a x + x ≡ a r( a−p1 ) p ( a − b + r +l ⋅c) r ( + p ) ( − ar 1 x0 b− r +) l + ⋅ r +ar ≡ ar − b + l− c − r . ou seja. conseqüentemente. onde Vamos mostrar por indução em n que ∃ x tal que a x + x ≡ b ci = pα1 ⋅ p2α2 .< p n p < a fatoração em primos de c. (mod c n ) . de ϕ c i ) . r Se p /| a. x ≡ r (mod p −1) e De fato. ⋅ +.. 2006 59 . x ( )i Passo: Se ∃ xi tal que a i + x ≡ b mod c . mmc( p i +1 − 1. ϕ(ci )) ) xi +1 ≡ x (mod p iαi1+1 ) + Observe que mdc ( todos os fatores primos de ci e. c i . ⋅ Seja c = p1α1 ⋅ p2α2 . existe x0 tal que a + x 0 = b + t ⋅ p 1) p Tomando x = x +( p − α :t⋅ x1 ≡ x 0 ≡ r e 1 0 α e x0 ≡ r (mod p − 1) . então obtemos x ≡r x ≡b (m od p −1) .⋅ b + ≡ c r p p Passo: Da hipótese.Sociedade Brasileira de Matemática Se p | a .

sabendo-se que tal área é inteira. tem determinante nulo. a + xn cn≡ b ⇔ a +xn c . com n inteiro positivo).≡ b xn xn ≡ Em especial. Calcule a área do triângulo ABC. j ≤ n. 0) cortam-se em C. As retas tangentes ao gráfico de f nos pontos A = (–1. xi +1 xi 1 i Portanto a + x+1 pαi+1≡ci b ⇔ a ⋅ +i x 1+ ci +1 . b e c inteiros. 2006 60 . 9 16 25 PROBLEMA 4 Sejam A e B matrizes reais quadradas de mesma dimensão tais que. PROBLEMA 2 π4 Calcule a integral: PROBLEMA 3 ∫ 0 ln(1 + tgx) dx Determine o maior valor possível para o volume de um tetraedro inscrito no y2 z2 x2 elipsóide de equação + + =1 . para todo inteiro positivo k. números da forma n27. 0) e B = (1. ( A + B ) k = A k + B k . PROBLEMA 6 Prove que existem pelo menos 2005 potências 27-ésimas distintas (isto é. Sabe-se que f(1) = f(–1) = 0. para 1 ≤ i. sendo a. PROBLEMA 5 Determine todos os valores reais de α para os quais a matriz A = ( a ij ) n×n definida por aij = cos((i − 1) ⋅ jα). todas com exatamente 2005 algarismos.Sociedade Brasileira de Matemática a xi+1 + xi +1 ≡ ai ci x + ϕ( ci) ⋅l +xi i +1 +i k⋅ a xi c ≡ c i + xi onde ϕ ( ci ) ⋅l =k ci + b≡ ⋅ c i =+1 xi xi − . tais EUREKA! N°24.b XXVII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA Primeira Fase – Nível Universitário PROBLEMA 1 Seja f : ¡ → ¡ definida por f ( x) = x 3 + ax 2 + bx + c . Prove que se A é invertível então B é a matriz nula.

2006 61 . Igualando para obter as coordenadas de C. temos (1 + c)(x + 1) = (1– c)(x – 1) x = –1/c y = 2(c + 1)(c – 1)/c Assim a área pedida é S = |2(c + 1)(c – 1)/c|. Os casos c = ± 2 dão S = 3. igual a 3. Como c e a área S são inteiros. sen  x +  = sen x cos + sen cos x= 4 4 4 2  EUREKA! N°24. as equações das retas AC e BC são. donde c | 2. y = 2(1 + c)(x + 1) e y = 2(1– c)(x – 1). respectivamente. O valor da área é. Os casos c = ± 1 dão S = 0. temos c | 2(c + 1)(c – 1). f'(x) = 3x2 – 2cx – 1. cos x  cos x    π π π 2  (senx+ cos x). XXVII Olimpíada Brasileira de Matemática GABARITO Primeira Fase Soluções Nível Universitário SOLUÇÃO DO PROBLEMA 1: Pelo enunciado. SOLUÇÃO DO PROBLEMA 2: senx    senx + cos x  Temos ln(1 + tgx) = ln 1 +  = ln  . portanto.Sociedade Brasileira de Matemática que qualquer uma pode ser obtida de qualquer outra a partir de uma permutação de seus algarismos. temos f(x) = (x – 1)(x + 1)(x – c) = x3 – cx2 – x + c. e logo Entretanto. pois o triângulo ABC tem base AB = 2 e altura y = 2(c + 1)(c − 1) / c . Assim. um triângulo degenerado. donde f '( –1) = 2(1 + c) e f '(1) = 2(1 – c). Assim c = ± 1 ou c = ± 2. Mas (c + 1) e (c – 1) são primos com c.

Sua aresta é a = 2 6 3 e seu volume é V = 8 3 27. donde ∫ 4 ln ( 1 + tgx ) dx = 0 4 8 SOLUÇÃO ALTERNATIVA DO PROBLEMA 2: π − x. 0 4 π π 0  1 − tgu   2   π  du = ∫ 4 ln  Então I = ∫π ln 1 + tg  − u   ( − du ) = ∫04 ln 1 +   du 0 4   4  1 + tgu   1 + tgu  Seja I = ∫ 4 ln(1 + tgx )dx. Seus vértices podem ser tomados como (± c. ± c) com um número par de sinais – onde c = 3 3 . (fazendo a substituição y = − x ). 4 4 8 SOLUÇÃO DO PROBLEMA 3: LEMA: O tetraedro de maior volume inscrito na esfera unitária x2 + y2 + z2 = 1 é o tetraedro regular. sen  x +  = cos  −  x +   = cos − x . du = − dx. donde 4 4    4  2  π π π π  π  4 4 4 ∫0 ln sen  x + 4  dx =∫0 ln cos  4 − x  dx =∫ 0 ln cos y dy     π π π ⋅ ln 2 . ± c. ∫0 0 0 8 4  π π  π   π  Agora. 4   π   2 sen  x + 4   ln 2 π   = + ln sen  x +  − ln cos x. O elipsóide do problema é obtido a partir da esfera unitária aplicando a transformação linear EUREKA! N°24.Sociedade Brasileira de Matemática π  senx + cos x = 2 sen x +  . 2006 62 . ln(1 + tgx) = ln  cos x 2 4        π π π π ⋅ ln 2 π  4 ln ( 1 + tgx ) dx = + ∫ 4 ln sen  x +  dx − ∫ 4 ln cos x dx. faça u = π = ∫ 4 ln 2du − ∫ 4 ln(1 + tgu )du = 0 0 π π π ⋅ ln 2 π ⋅ ln 2 π ⋅ ln 2 − I ⇒ 2I = ⇒I = . donde Assim.

5) =  0 4 0  . pois A é invertível. V2. Para isso vamos fixar o vértice V0 e variar os vértices V1. Temos. de volume160 3 9. devemos ter B = 0. como A é invertível. como BA = − AB .. de AB + BA = 0. segue que A2 B + BA2 = 0. SOLUÇÃO DO PROBLEMA 4: BA + 2 que AB + BA B Temos. e. Vamos provar que todas as faces de um tetraedro de volume máximo são triângulos equiláteros. ± 5c). donde. + ck . V3 restritos ao círculo definido por estes pontos. donde AB = BA.Sociedade Brasileira de Matemática 3 0 0   T = diag (3. de A2 + B 2 = ( A + B) 2 =( A + B)( A +B) =A2 +AB + = 0. 4.1t + c k . Como B 2 = BA. k t + . ( B A AB BA B donde 2 2 2 2 BA AB 2 + BA2 = 0. obtemos 0 = A2 B + BA2 = A2 B − ABA = A( AB − BA). B − BA = 0. segue que 2 AB = 0. Como BA = − AB. 2 como A é invertível. donde A2 B + B 2 A = 0. SOLUÇÃO DO PROBLEMA 5: Sabemos que para todo k Pk (t ) = ck . É um fato sabido e de fácil demonstração que o triângulo de área máxima inscrito em um círculo dado é o equilátero. V2. 2006 natural k existe um polinômio 63 . também A3 + B 3 = ( A + B ) 3 = ( A + B) 2 ( A + B ) = ( A 2 + B 2 )( A + B ) = A 3 + A 2B + B 2A + B 3. ± 4c.0 EUREKA! N°24. A3 + B3 = ( A + B) 3 =( A + B)( A +B)2 = A +B)( A2 + 2 ) = 3 + 2 + 2 +3 . Assim um tetraedro de volume máximo é (± 3c. 0 = AB + BA = AB −ABA =A( B − ) e. Finalmente. Demonstração do LEMA: A única parte não trivial é a de provar que um tetraedro de volume máximo deve ser regular. com um número par de sinais –.. Agora. Ora. Tetraedros inscritos na esfera são levados em 0 0 5   tetraedros inscritos no elipsóide multiplicando o volume por |det (T)| = 60. V3. com este tipo de mudança a altura do tetraedro não muda. donde maximizamos o volume maximizando a área do triângulo V1.

os únicos valores possíveis de j1 ± j0 são 1 e 3. vemos que det(A) = det(B) onde bij = ci −1. ainda sem alterar o determinante. k inteiro. para i > 1. i −1 ⋅ j ∏ j1 ⋅ α (cos( j0 ))α ( n=2)−− / 2 ∏ 1. % a ij = ∑ ci −1. para i > 1. Para n ≤ 1 o problema é trivial (det(A) = 1). Para n = 2. subtraímos ci −1. 2kπ . i  1 i≤ j i n 1≤  <2 j  0 1<   ( j1 − j0 ) α    sen .Sociedade Brasileira de Matemática de grau k tal que cos(ka ) = Pk (cos a) para todo a.0 vezes a primeira linha da i-ésima linha sem alterar o determinante obtendo assim que.    2     Assim det(A) = 0 se e somente se existem 1 ≤ j0 < j1 ≤ n seu     ⋅ tais que ( j + j )α ( j − j )α sen  1 0  = 0 ou sen  1 0  . 2 2     ( j1 ± j0 )α = 2k π . det(A) = 0 se e somente se α = 2k π /( j1 ± j0 ) para alguma escolha de 1 ≤ j0 < j1 ≤ n Falta verificar quais os valores possíveis de j1 ± j0 .1 vezes a segunda linha da i-ésima linha. a menos dos fatores ci −1. B é uma matriz de Vandermonde. P0 = 1. P2 = 2t 2 − 1 1 Temos portanto aij = Pi −1 (cos( j α)) = ∑ ci −1. donde α deve ser da forma 2k π m . subtrair ci −1. com m ≤ 2n − 1 e k inteiro.i −1 . e determinante é igual a   ( j1 + j ) α  ( n 1) (cos( ) − ⋅ ⋅ ci ∏ − − ⋅ sen 0  ∏n ci −1. Por exemplo. j1 ± j0 assume todos os valores inteiros positivos m até 2n − 1 . donde não há nenhum α com essa propriedade. EUREKA! N°24. i −1 Repetindo o processo. com k inteiro donde α deve ser da forma 3 Para n > 2.i −1 (cos( j α)) Assim. 0 < k <i Para i > 2. Mas isto ocorre se e somente se Ou seja.k (cos( j α)) k 0≤ k <i Podemos agora. 2006 64 . P = t .k ⋅ (cos( jα)) k .

cos(( k + 1) a ) = 2cos a ⋅ Pk (cos a ) − Pk −1 (cos a). + x9 = 2005. Assim. que é  2005 + 9   2014  9 4 9 36  =  < 2014 < (10 ) = 10 .... devemos ter x0 + x1 + .. Note que. Entretanto. 1. donde. ≥ > ⋅ EUREKA! N°24.i −1 = 2( n −1)( n − 2) / 2 e 2 det( A) = ( −1) n ( n −1) / 2 ⋅ 2 ( n −1) . com P0 ( x) = 1 e P ( x) = x. Vamos estimar inicialmente a quantidade de tipos de números de 2005 algarismos a menos de uma permutação de seus algarismos.Sociedade Brasileira de Matemática Observação: k −1 Temos ainda ck . 9 9     Por outro lado n 27 2004 27 tem 2005 2005 27 algarismos se. x1 . sabendo que o coeficiente líder ck . o que prova o resultado fazendo Pk +1 ( x) = 2 xPk ( x) − Pk −1 ( x). …. respectivamente. o número de soluções de x0 + x1 + . donde há pelo menos 10 naturais n tais que n 27 tem 2005 algarismos. x9 de algarismos iguais a 0. e somente 2005 27 se..k = 2 para k > 1 donde   ∏c i≤n i −1. + x9 = 2005.. assumindo que o resultado vale para k – 1 e para k. segue imediatamente que o coeficiente líder ck +1. com xi ≥ 0 para 0 ≤ i ≤ 9. 2006 65 . a quantidade desses tipos de números é. Um tal tipo de números está determinado pelas quantidades x0 . pelo princípio da casa dos pombos. 2004 27 102004 ≤ n 27 < 10 2005 ⇔ 10 ≤ n < 10 . 36 2005 10 . há pelo menos 2005 naturais n tais que n 27 tem 2005 algarismos e esses números n 27 são todos do mesmo tipo (seus algarismos são os mesmos a menos de uma permutação). 10 27 − 10 27 2005 2004 − 10 2004 1 2004    ln 10  10 ln 2004 ln 10 72 27 = 10  1027 1 − 10=27  27 1  10 27 > 74 e − 10 ⋅ > 10 ⋅ 27 27     donde.. k de Pk ( x) é 1 2k −1 . 06. para k ≥ 1. no máximo.. ∏  sen   j1 < j0  ( j1 + j0 ) α   ( j1 − j0 ) α    ⋅ sen  ⋅  2 2     Demonstração da afirmação cos(ka) = Pk(cos(a)) [Não vale pontos extras]: Temos cos(( k + 1) a ) + cos(( k − 1) a) = 2cos( ka) ⋅ cos a. k +1 de Pk +1 ( x) é 2 ⋅ 2k −1 = 2k = 2( k +1) −1. 9.

.05 > 100 1 32 1 1 1 27 XXVII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA SEGUNDA FASE – NÍVEL UNIVERSITÁRIO PRIMEIRO DIA PROBLEMA 1: Determine. − 1 > 0. 2. PROBLEMA 2: Sejam f e g funções contínuas distintas de [0. Se v = ( x. 2006 66 . seja yn = ∫0 ∫0 0 g ( x)n Prove que ( yn ) n≥0 é uma seqüência crescente e divergente.Sociedade Brasileira de Matemática Nota: É possível estimar 10 27 − 1 sem usar a desigualdade e x − 1 ≥ x. n} tal que k com 1 ≤ k ≤ n.. donde   1 (que foi o que usamos).12 ) 2 > 1. onde I representa a matriz identidade n × n. y ) ∈ ¡ 2 ..3) 4 > ( 1.…. PROBLEMA 3: Sejam v1 . ∑v j =1 k σ( j ) ≤ 5 para qualquer Obs.7 ) 8 > ( 1. Prove que existe uma permutação σ de {1. o número de possíveis valores para o determinante de A.. Para n ≥ 0 .05. v = x 2 + y 2 denota a norma euclidiana de v. Por exemplo: 10 10 1 27 1 1 1 1  1 16 > 10 =  10 2  > 316 > ( 1. vn vetores em ¡ 2 tais que vi ≤ 1 para 1 ≤ i ≤ n e ∑v i =1 n i = 0. + ∞) tais que n +1 1 f ( x) 1 1 dx. em função de n. EUREKA! N°24. v2 . dado que A é uma matriz real n × n tal que A3 − A2 − 3 A + 2 I = 0 . e 0 representa a matriz nula n × n. f ( x) dx = ∫ g ( x)dx. 1] em (0.

e2 . a matriz  ir + js  ( ir + js ) ! A = ( ars )1≤ r . < jk . 0 PROBLEMA 6: Prove que para quaisquer naturais 0 ≤ i1 < i2 < . d 3 ) e ( e1 . an +1 = an + Prove que a série 1 a 2005 n . 2 2 d d Temos que o determinante de A é da forma: 2d1 ⋅ λ 22 ⋅ λ 33 . ∑ n⋅a n =1 1 ∞ 1 converge. ∀n ≥ 1. então o número de possíveis valores para o 2 3 determinante. 2 n! 2 EUREKA! N°24.. d 2 . E o número de escolher esses d i ' s é ( n + 2) ! = n!2! n ! ( n + 2)( n + 1) n 2 + 3n + 2 = . < ik e 0 ≤ j1 < j2 < . e3 ) tais que d d 2d1 ⋅ λ 22 ⋅ λ 33 = 2 e1 ⋅ λ e2 ⋅ λ e3 . = ir ! js !  ir  SOLUÇÕES PROBLEMA 1: SOLUÇÃO DE MOYSES AFONSO ASSAD COHEN (RIO DE JANEIRO – RJ) 2 A3 − A2 − 3 A + 2 I = 0 como ( A − 2 I ) ( A + A − I ) = 0.. s ≤ k ) é invertível.. λ 2 = . será o número de maneiras de escolher d1 . onde d1 + d 2 + d 3 = n. Seja d i a multiplicidade do autovalor λ i . s≤ k dada por ars =  ( 1 ≤ r .Sociedade Brasileira de Matemática SEGUNDO DIA PROBLEMA 4: Considere a seqüência (an ) n≥1 dada por a1 = 1. 2006 67 . d 3 satisfazendo d i > 0 e d1 + d 2 + d 3 = n. Podemos escrever Se provarmos que não existem duas combinações ( d1 .. n PROBLEMA 5: Prove que ∑n n =1 ∞ 1 n = ∫ x − x dx. Podemos concluir então que os possíveis autovalores de A são −1 − 5 −1 + 5 e λ3 = λ1 = 2. d 2 .

e e como não podemos escrever −1 + 5 . 2 Podemos usar também que λ 2 ⋅ λ 3 = −1.1] e como f e g são contínuas. Ou seja  d1 − e1 = 0 ⇒ d1 = e1 e portanto d 3 = e3 .J. 2006 68 . ∀n ∈ ¥ .Sociedade Brasileira de Matemática d e d Vamos provar então que 2d1 ⋅ λ 22 ⋅ λ 33 = 2 e1 ⋅ λ e2 ⋅ λ 33 se. e somente se. d e d 2d1 ⋅ λ 22 ⋅ λ 33 = 2 e1 ⋅ λ e2 ⋅ λ 33 . temos que a igualdade é verdadeira se. d1 + d 2 + d 3 = e1 + e 2 + e3 = n 2 d n n ⇔ 2d1 ⋅ λ 22 ⋅ λ1 − d1 − d2 = 2 e1 ⋅ λ e2 ⋅ λ 3 − e1 − e2 . 2 d 2 = e2 e d 3 = e3 . logo ( un ) n ≥0 é crescente. e somente se.  −1 + 5   −1 − 5  +1 + 5 − 5 − 5 −4 = = −1. temos: f ( x ) n +1 2 f ( x) − g ( x ) ) dx > 0.  e2 − d 2 = 0 ⇒ d 2 = e2 PROBLEMA 2: SOLUÇÃO DE HUMBERTO SILVA NAVES (S. d1 = e1 . n+2 ( g ( x) e vn = un+1 − u n = ∫ 0 1 Sabemos que vn > 0. DOS CAMPOS – SP) ( ) I Sejam: un = yn+1 − yn = ∫ 0 1 f ( x ) n +1 [ f ( x) − g ( x)] dx g ( x) n +1 f ( x) n +1 2 f ( x ) − g ( x) ) dx n+2 ( g ( x) f ( x) n +1 2 f ( x ) − g ( x) ) > 0. onde I é um inteiro maior que 1. ∀n ∈ ¥ . como uma potência de 2. os expoentes são zero. pois 1 Para x ∈ [0. n+2 ( 0 g ( x) Vamos agora provar que u0 > 0 : vn = ∫ EUREKA! N°24.) (pois  ⋅ =  2   2  4 4      1   1  n n ⇔ 2 ⋅  −  ⋅ λ 3 − d1 − d2 = 2 e1 ⋅  −  ⋅ λ 3 − e1 − e2 ⇔ λ3  λ3    d1 d2 e2 ⇔ 2d1 ⋅ ( −1) d2 n n ⋅ λ 3 − d1 − 2 d2 = 2 e1 ⋅ ( −1) 2 ⋅ λ 3 − e1 −2 e2 ⇔ 2 d1 − e1 = ( −1) e2 − d2 ⋅ λ (3d1 − e1 ) + 2( d2 − e2 ) .

π2 : ¡ 2 → ¡ as projeções na primeira e na segunda coordenadas. pois. Portanto claramente yn ≥ yo + n ⋅ uo . α 2 .….n}. …. j <i Seja I = {1. Como os índices em X e em I\X aparecem em ordem.m} tal que α τ (i ) tenha sinal contrário a (i.. Escolhemos um conjunto X ⊂ I tal que ∑α j <i τ( j ) ∑v i∈ X i seja o maior possível.. com α τ (i ) ⋅ ∑ α τ( j ) ≤ 0). se j ∈ X e π2 (v j ) < 0. ∀i ≤ m e ∑α i=1 m i = 0 então existe uma permutação τ de {1. teríamos i∈ X \{ j } ∑ vi > ∑v i∈ X i . ∀n ≥ 0. ∀m ≤ n. com y > 0. 2. se necessário) que ∑v i∈ X i é um vetor da forma (0. e. ∀i ∈ I \ X ) .. 2. Podemos então obter (como na versão em ¡ do problema) uma permutação σ de I que intercala os índices em X e em I\X . preservando a ordem dos índices em X e em I\X. 2.. ∀r ≤ k e π1  ∑ v j  ≤ 1. y). PROBLEMA 3: SOLUÇÃO DA BANCA Vamos usar a solução da versão em R do problema: se α1 . absurdo.Sociedade Brasileira de Matemática u0 = u0 − ∫ ( f ( x) − g ( x) ) dx = ∫ 0 0 1 1 f ( x) ( f ( x) − g ( x) ) dx − ∫ [ f ( x) − g ( x)] dx = g ( x) 0 1 =∫ 0 1 ( f ( x) − g ( x ) ) g ( x) 2 dx > 0 ⇒ un ≥ uo > 0. ∀n ∈ ¥ . Podemos supor (rodando os eixos coordenados. ∀s ≤ n − k . ∀i ∈ X (e π2 ( vi ) ≤ 0.  i =1   j = k +1  Note agora que π2 ( vi ) ≥ 0. Usando a versão em ¡ do problema para reordenar os elementos de X e de I\X.  i =1  EUREKA! N°24.…. podemos supor que X = {1.  k +1   r  π1  ∑ vi  ≤ 1. de modo que  m  π2  ∑ vσ (i )  ≤ 1. Sejam π1 .. 2006 69 . α m são números reais com α i ≤ 1. pois ( un ) u >0 é crescente.k} para um certo k > n. respectivamente. e ( yn ) n≥ 0 é crescente e divergente.

k =0  k  Agora usando isso verifique as seguintes contas:  1   ( a + b ) =  an + 2005  ( an )    (pois an é sempre positivo) Logo: 2006 a2 > a12006 + 2006 2006 2006 2006 a3 > a2 + 2006 2006 = ( an ) 2006  2006  2005 1 2006 + + .  an ⋅ 2005 ( an )  1  M M 2006 2006 ( an +1 ) > ( an ) + 2006. ∀m ≤ n.. ∀m ≤ n. e logo i m  i =1   i≤i≤ m   σ≤(ii≤∈I \ X   )  ∑∀ i =1 m σ (i ) ≤ 22 + 12 = 5.. 2006 2006 ( an+1 ) > ( a1 ) + ( 2006 ) ⋅ n > (n + 1) 1/ 2006 1+ 1 ⇒ an +1 > ( n + 1) ⇒ ( n + 1) an +1 > ( n + 1) 2006 ⇒ ∞ ∞ 1 1 1 1 < ⇒∑ < ∑ 1+ 1 1 n + 1) an +1 ( n + 1) 1+ 2006 n ⋅ an n =1 ( n ) 2006 ( n =1 ∞ 1 Como ∑ α com α > 1 converge segue que n =1 n PROBLEMA 5: ∞ ∑ na n =1 1 também converge. 2006 70 . > ( a n ) + 2006. PROBLEMA 4: SOLUÇÃO DE DIÊGO VELOSO UCHÔA (RIO DE JANEIRO – RJ) Primeiro recorde a expansão binomial de Newton: n n n ( a + b ) = ∑   an−k ⋅ bk . n EUREKA! N°24.Sociedade Brasileira de Matemática    m      teremos π1  ∑ vσ (i )  ≤ π1  ∑ vσ (i )  + π1  ∑ v σ (i )  ≤ 1 + 1 = 2.

 ( n + 1) n +1  n =0 ( n + 1) n +1 n =1 n  PROBLEMA 6: SOLUÇÃO DE HUMBERTO SILVA NAVES (S. n! podemos fazer troca da integral com o somatório. obtendo: n ∞ 1 ( −1) 1 x n ⋅ ln x n ⋅ dx −x ∫0 x ⋅ dx = ∑ n! ∫0 ( ) n =0 ( ( denotemos por I n p ) a seguinte integral: I n p ) = ∫0 x p ( ln x ) ⋅ dx. onde 1≤ n ≤ k . DOS CAMPOS – SP) Considere os seguintes pontos no reticulado: An = ( −in . x→0 p +1 p +1 p +1  −n  ( p ) ( In p) =   I n−1  p +1  M  −1  ( p ) I1( p ) =   I0  p +1  (− 1)n ⋅n ! ( p ) ( −1)n ⋅ ! 1 p n ( − n n⋅ ! 1) ( In p) = ⋅ I0 = ⋅ x dx = ⋅ .0 ) e Bn = ( 0. pois lim+ x p +1 ⋅ ( ln x ) = 0. tomando p = n temos: n n ∫0 ( p + 1) ( p +1) ( p + +n1 1) ∫ 1 0 x − x ⋅ dx = ∑ ( −1) n n! n =0 ∞ ∞  (−1)n ⋅ n !  ∞ 1 1 ⋅ =∑ =∑ n .dv x dx =v x ( → I n p) = x p p +1 +1 x n ⋅ ( lnx ) ⋅ dx 10 − p +1 p +1 ⋅ ∫ ( p+ 1) 0 1 n x ⋅p (lnx )⋅ n −1 dx = (1) ⋅ p 1 + +p 1 ln1− ) ( n − lim+ x →0 n x p +1 n n n (p (p ⋅ ( ln x ) − ⋅ I n −1) = − ⋅ I n −1) . para todo p inteiro n 1 não negativo. n n n −1 p = ⋅ → ( Integrando por partes: u = ( ln x ) → du= ⋅ lnx )⋅ dx . EUREKA! N°24. j n ) . 2006 71 .Sociedade Brasileira de Matemática SOLUÇÃO DE LUÍS DANIEL BARBOSA COELHO (RIO DE JANEIRO RJ) x − x = eln( x −x ) = e ( − x )⋅ln x = ∑ n=0 ∞ ( − x ) ⋅ ( ln x ) n n n! → ∫ x − x ⋅ dx = ∫ 0 1 1 ∞ 0 ∑ n =0 ( − x ) ⋅ ( ln x ) n n n! ⋅ dx ∞ y devido ao tipo de convergência monótona da série de potências e = ∑ n=0 yn .J.

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y

B4 B3 B2 B1 A4 A3 A2 A1 x

Um caminho ligando An com Bm é um caminho no reticulado partindo de An e chegando em Bm que só pode ir para cima ou para a direita. Exemplos:
y
y

Bm 2
2

Bm

–4

–3 –2 An

–1

x

–4

–3 –2 An

–1

x

É caminho!

Não é caminho!

 in + jm  Um fato interessante é que existem   caminhos ligando An com Bm .  in  Uma rota é uma coleção de k caminhos (de cada An parte exatamente um caminho e em cada Bm chega exatamente um caminho) e dizemos que uma rota é bem feita se os caminhos não se cruzam em nenhum ponto do reticulado. Vamos provar que o número de rotas bem feitas é igual a det(A). Pela definição de determinante, temos: k i + j n σ(n)  det( A) = ∑ ( −1) I ( σ ) ⋅ ∏  . in  σ∈Sk n =1 
k i + j n σ( n)  I (σ) Mas (−1) ∏   é exatamente o número de rotas ligando An com Bσ ( n ) , in  n =1  para 1 ≤ n ≤ k , multiplicando pela paridade I(σ ) da permutação σ .

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Vamos provar que as rotas mal feitas se cancelam neste somatório:
y 4 X 3 2 Y –5 A4 –4 A3 –3 –2 A2 A1
–1

B4 B3 B2 B1 x

1

Considere uma rota mal feita R e seja Y o ponto de intersecção com maior coordenada x (se existir mais de um, tome Y cuja coordenada y seja a menor possível).

σ= {(4 ; 4) ; (3 ; 3) ; (2 ; 1) ; (2 ; 2)}

Vamos trocar os respectivos caminhos que se cruzam em Y (se existir mais de 2 caminhos que se cruzam em Y, troque os caminhos que começam em An ' s de mais maior coordenada x). Assim obtemos uma nova rota mal y feita, só que com a paridade de permutação correspondente trocada 4 B4 % X (−1) I ( σ ) = −( −1) I ( σ ) 3 B3 Como a relação entre rotas mal 2 B2 feitas que acabamos de definir é Y 1 B1 bijetora, então provamos que as rotas mal feitas não contribuem para x –5 –4 –3 –2 –1 o somatório, e como uma rota bem feita possui a identidade como A4 A 3 A 2 A1 permutação associada, provamos % σ = {(4 ; 4) ; (3 ; 3) ; (2 ; 1) ; (2 ; 2)} que: det (A) = número de rotas bem feitas. Como 0 ≤ i1 < i2 < ... < ik e 0 ≤ j1 < j2 < ... < jk , certamente o número de rotas bem feitas é diferente de 0, pois

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é uma rota bem feita.
y B4 B3 B2 Y B1 A1 x

A4

A3

A2

Errata: O item b) do problema No. 112 (Eureka! 23, p.60) foi proposto equivocadamente: ao contrário do que pensávamos, parece não haver soluções simples para ele. Gostaríamos portanto de manter apenas o item a) do problema proposto No. 112. Pedimos desculpas pelos inconvenientes causados.

XXVII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA Resultado – Nível 1 (5a. e 6a. Séries)
NOME Matheus Barros de Paula Guilherme Vieira Melo Luis Musso Gualandi Rafael Dias da Fonsêca Rodrigo Rolim Mendes de Alencar Gustavo Lisbôa Empinotti Iuri Rezende Souza Eduardo Cintra Simões João Mendes Vasconcelos Gabriel Lima Guimarães Jonas Rocha Lima Amaro Bruno Cesar da Silva Guedes Kelve Torres Henrique Igor Rosiello Zenker Daniel Lucas Filgueira Cleiton Vilela Figueiredo da Silva Andreza Lais da Silva Nascimento Ivan Seki Hellmeister Matheus Henrique Botelho Cordeiro Breno Rocha Comin Henrique Lopes de Mello Leonardo Henrique Caldeira Pires Ferrari Leonardo Gonçalves Fischer Francisco Vagner Dantas Leite Filho Elder Massahiro Yoshida Alex Lordello Magario Rafael Sussumu Yamaguti Miada CIDADE - ESTADO Taubaté – SP Fortaleza – CE Vitória – ES Arapiraca – AL Fortaleza – CE Florianópolis – SC Mineiros – GO Recife – PE Fortaleza – CE Vitória – ES Fortaleza – CE Recife – PE Recife – PE São Paulo – SP Fortaleza – CE Recife – PE Recife – PE São Paulo – SP Curitiba – PR Leme – SP Rio de Janeiro – RJ Rio de Janeiro – RJ Fraiburgo – SC Fortaleza – CE São Paulo – SP Salvador – BA Campinas – SP PRÊMIO Ouro Ouro Ouro Ouro Ouro Prata Prata Prata Prata Prata Prata Prata Prata Prata Prata Prata Prata Prata Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze

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Deborah Barbosa Alves Diogo Silva Freitas Matheus Barbosa Santos de Miranda Augusto dos Santos Morgan André Bandeira Pinheiro Fernando Fonseca Andrade Oliveira Eduardo F. Freire Neto Wellington Biing Jung Lee Mac'simus Alec'sander de Castro Duarte Alessandro Macêdo de Araújo Camila Miraglia Ribeiro Douglas Barbosa da Fonsêca Pedro Montebello Milani Gabriel Ricardo Loecsh Siebiger Tiago Yparraguirre Viégas Rafael de Melo Andrade Priscilla Lie Sato Yamaguti João Lucas Camelo Sá Franciely Juliani Chutti Frederico Nascimento Dutra Isaac Jerônimo Moreira Anne Wang Rafael Farias Marinheiro Rafael Fernandes Paixão Filipe da Gama Martin Humberto Lopes Tabatinga Neto Gregory Cosac Daher Renata Aimi Fukuda Fabrício Catani de Freitas Bruno Giordano Leite Victor Gonçalves Elias Letícia Duchein Ferreira Larissa Firakawa Tamashiro Douglas Souza Alves Junior Lara Guimarães Fernandes Peres São Paulo – SP Recife – PE João Pessoa – PB S. J. do Rio Pardo – SP Fortaleza – CE Belo Horizonte – MG Salvador – BA São Paulo – SP Fortaleza – CE Fortaleza – CE Curitiba – PR Arapiraca – AL São Paulo – SP Sobradinho – DF Niterói – RJ Boituba – SP São Paulo – SP Fortaleza – CE Itajobi – SP Porto Alegre – RS Fortaleza – CE São Paulo – SP Recife – PE Rio de Janeiro – RJ Nanuque – MG Teresina – PI Rio de Janeiro – RJ São Paulo – SP Sorocaba – SP Recife – PE João Pessoa – PB Londrina – PR Jundiaí – SP Vassouras – RJ Rio de Janeiro – RJ Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa

Nível 2 (7a. e 8a. Séries)
NOME Henrique Pondé de Oliveira Pinto Marcelo Matheus Gary Rafael Tupynambá Dutra Pollyanna Stéfani Borges Freitas Iuri Souza Ramos Barbosa Guilherme Philippe Figueiredo Marcelo Tadeu de Oliveira Sá Marlen Lincoln da Silva Henrique Watanabe Grazielly Muniz da Cunha James Jun Hong Pedro Pinheiro de Negreiros Bessa Marilia Valeska Costa Medeiros Camilla Matias Morais Márcio Rabello de Freitas Alex Atsushi Takeda Renan Lima Novais Rafael Horimoto de Freitas Dielson de Britto Junior Hugo Fonseca Araújo Vitor Mori Cindy Yuchi Tsai Thiago Ribeiro Ramos Gabriel Moreira Francisco Tales Augusto Gonçalves Alphonse Nathana Alcântara Lima CIDADE – ESTADO Salvador – BA S. J. do Rio Preto – SP Belo Horizonte – MG Fortaleza – CE Brasília – DF Fortaleza – CE Barreiras – BA Fortaleza – CE São Paulo – SP Fortaleza – CE São Paulo – SP Fortaleza – CE Fortaleza – CE Fortaleza – CE Mesquita – RJ Londrina – PR Niterói – RJ São Paulo – SP Rio de Janeiro – RJ Juiz de Fora – MG São Paulo – SP São Paulo – SP Varginha – MG Santo André – SP Paraguaçu Paulista – SP Fortaleza – CE PRÊMIO Ouro Ouro Ouro Ouro Ouro Ouro Prata Prata Prata Prata Prata Prata Prata Prata Prata Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze

EUREKA! N°24, 2006

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Neto Marcelo Rafael Silva Rempel Rafael Rabelo de Carvalho Davi Lopes Alves de Medeiros Gabriella Fonseca Ribeiro Christian Eduardo de Umeki e Saiki Marco Antonio Lopes Pedroso Catarina Yu Na Kim Rafael Alves da Silva Pedro Henrique Azevedo Damacena Renan Henrique Finder Ricardo Bioni Liberalquino Dalen Chen Kuang Izabela Karennina Travizani Maffra Jennifer Katherine Koshiba Yu Felipe Onório da Silva Oliveira Itatiaia – RJ São Paulo – SP Salvador – BA Suzano – SP S. 2006 76 .Sociedade Brasileira de Matemática Illan Feiman Halpern Thiago da Silva Pinheiro Júlio Cézar Batista de Souza Thiago Ide Sousa Danilo Marcolongo Afonso Caio José Fonseca Santos Caio Sérgio Parente Silva Isabella Amorim Gonçalez Ana Luísa de Almeida Losnak Yuri Bastos Pereira Mateus Sampaio de Mendonça Alisson de Brito Ninomia Alan Eduardo dos Santos Góes José Cabadas D. B. do Campo – SP Rio de Janeiro – RJ Rio de Janeiro – RJ Fortaleza – CE São Paulo – SP Rio de Janeiro – RJ Belo Horizonte – MG São Paulo – SP Fortaleza – CE Salvador – BA Maringá – PR Brasília – DF Fortaleza – CE Betim – MG São Paulo – SP Santa Isabel – SP São Paulo – SP Teresina – PI Fortaleza – CE Joinville – SC Maceió – AL Osasco – SP Belo Horizonte – MG São Paulo – SP Botucatu – SP Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Nível 3 (Ensino Médio) NOME Gabriel Tavares Bujokas Guilherme Rodrigues Nogueira de Souza Thomás Yoiti Sasaki Hoshina Regis Prado Barbosa Luty Rodrigues Ribeiro Rafael Mendes de Oliveira Cesar Ryudi Kawakami Jose Marcos Andrade Ferraro José Armando Barbosa Filho Anderson Hoshiko Aiziro Leandro Farias Maia André Linhares Rodrigues Levi Máximo Viana Leonardo Ribeiro de Castro Carvalho Wilson Camara Marriel Fabiano Edson Carlos Adenilson Arcanjo de Moura Junior Edson Augusto Bezerra Lopes Rodrigo Viana Soares Eduardo Fischer Rafael Sampaio de Rezende Rafael Montezuma Pinheiro Cabral Gustavo Sampaio Sousa Ramon Moreira Nunes Hector Kenzo Horiuti Kitahara Francisco Tarcísio Guedes Lima Verde Neto CIDADE – ESTADO São Paulo – SP São Paulo – SP Rio de Janeiro – RJ Fortaleza – CE Fortaleza – CE Rio de Janeiro – RJ São Paulo – SP São Paulo – SP Fortaleza – CE São Paulo – SP Fortaleza – CE Fortaleza – CE Fortaleza – CE São Paulo – SP Rio de Janeiro – RJ Fortaleza – CE Fortaleza – CE Fortaleza – CE Fortaleza – CE Encantado – RS Fortaleza – CE Fortaleza – CE Fortaleza – CE Fortaleza – CE São Paulo – SP Fortaleza – CE PRÊMIO Ouro Ouro Ouro Ouro Ouro Ouro Prata Prata Prata Prata Prata Prata Prata Prata Prata Prata Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze EUREKA! N°24.

dos Campos – SP Rio de Janeiro – RJ Niterói – RJ Campinas – SP Teresina – PI Rio de Janeiro – RJ Rio de Janeiro – RJ S. J. 2006 CIDADE – ESTADO S.J. dos Campos – SP PRÊMIO Ouro Ouro Ouro Ouro Ouro Ouro Prata Prata Prata Prata Prata Prata Prata Prata Prata Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa 77 . dos Campos – SP Fortaleza – CE Vila Velha – ES Maceió – AL Fortaleza – CE São Paulo – SP Nilópolis – RJ Mogi das Cruzes – SP Belém – PA São Paulo – SP São Paulo – SP Ribeirão Preto – SP Rio de Janeiro – RJ Fortaleza – CE Goiânia – GO Rio de Janeiro – RJ Rio de Janeiro – RJ Rio de Janeiro – RJ Rio de Janeiro – RJ São Paulo – SP S.J. dos Campos – SP Fortaleza – CE Sorocaba – SP Rio de Janeiro – RJ Curitiba – PR Fortaleza – CE Fortaleza – CE Belém – PA Rio Claro – SP Rio de Janeiro – RJ Fortaleza – CE Salvador – BA Fortaleza – CE Fortaleza – CE Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Bronze Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Nível Universitário NOME Humberto Silva Naves Bernardo Freitas Paulo da Costa Alex Corrêa Abreu Rafael Daigo Hirama Diêgo Veloso Uchôa Fábio Dias Moreira Luís Daniel Barbosa Coelho Carlos Stein Naves de Brito Yuri Gomes Lima Rafael Marini Silva Murilo Vasconcelos Andrade Thiago Barros Rodrigues Costa Felipe Rodrigues Nogueira de Souza Leonardo Augusto Zão Vitor Gabriel Kleine Estillac Lins Maciel Borges Filho Rodrigo Roque Dias Eduardo de Moraes Rodrigues Poço Gustavo Gomes de Araujo Raphael Constant da Costa Davi Maximo Alexandrino Nogueira Jorge Peixoto de Morais Neto Eduardo Ferraz Castelo Branco Ferreira Eduardo Famini Silva Moyses Afonso Assad Cohen Kellem Corrêa Santos Evandro Makiyama Thiago da Silva Sobral EUREKA! N°24.Sociedade Brasileira de Matemática Alexandre Hideki Deguchi Martani Enzo Haruo Hiraoka Moriyama Rafael Morioka Oda André Lucas Ribeiro dos Santos Michel Faleiros Martins Antônio Felipe Cavalcante Carvalho Rafael Moura e Sucupira Artur de Almeida Losnak Tiago Porto Barbosa Willy George do Amaral Petrenko Douglas Bokliang Ang Cunha Breno Vieira de Aguiar Beatriz Laiate Vinicius Gripp Barros Ramos Lucio Eiji Assaoka Hossaka Mateus Oliveira de Figueiredo Marcus Edson Barreto Brito Flávio Henrique Moura Stakoviak Ricardo Turolla Bortolotti Pedro Henrique Silva Belisário Filipe Alves Tomé Frederico de Souza Frydman Heytor Bruno Nobre Pitombeira das Virgens Daniel Lopes Alves de Medeiros São Paulo – SP São Paulo – SP São Paulo – SP Pindamonhangaba – SP Campinas – SP Fortaleza – CE Fortaleza – CE São Paulo – SP Fortaleza – CE Rio de Janeiro – RJ S. J.

29 de outubro de 2006 (níveis 2 e 3 .Sociedade Brasileira de Matemática Pedro Paiva Zühlke Dioliveira Helder Oliveira de Castro Thiago Costa Leite Santos Marcos Francisco Ferreira Martinelli Rogério de Assis Medeiros Samuel Barbosa Feitosa Elder Rodrigo Barbosa Campos Francisco Bruno de Lima Holanda Giovana Siracusa Gouveia Henrique Roscoe de Oliveira Brasília – DF Mogi das Cruzes – SP São Paulo – SP Rio de Janeiro – RJ Franco da Rocha – SP Fortaleza – CE Rio de Janeiro – RJ Fortaleza – CE Recife – PE Brasília – DF Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa Menção Honrosa AGENDA OLÍMPICA XXVIII OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA NÍVEIS 1. 28 de outubro de 2006 (níveis 1. 10 de junho de 2006 Segunda Fase – Sábado. 2 de setembro de 2006 Terceira Fase – Sábado. 2 de setembro de 2006 Segunda Fase – Sábado. 28 e Domingo.segundo dia de prova). NÍVEL UNIVERSITÁRIO Primeira Fase – Sábado. Argentina EUREKA! N°24. 29 de outubro de 2006 ♦ XII OLIMPÍADA DE MAIO 13 de maio de 2006 ♦ XVII OLIMPÍADA DE MATEMÁTICA DO CONE SUL 5 a 11 de maio de 2006 Escobar. 2006 78 . 2 e 3 Primeira Fase – Sábado. 2 e 3) Domingo.

2006 79 .PR Carlos Frederico Borges Palmeira Rio de Janeiro – RJ Claus Haetinger RS Cleonor Crescêncio das Neves AM (UFJF) (USP) (UFV) FACOS (UFU) (USP) (UFRN) São Natal (Univ. De Paraná) (PUC-Rio) (UNIVATES) (UTAM) Lajeado – Manaus – – Juiz de Ribeirão Viçosa Osório – – EUREKA! N°24. ♦ XIII OLIMPÍADA INTERNACIONAL DE MATEMÁTICA UNIVERSITÁRIA 20 a 26 de julho de 2006 Odessa.Sociedade Brasileira de Matemática ♦ XLVII OLIMPÍADA INTERNACIONAL DE MATEMÁTICA 8 a 19 de julho de 2006 Ljubljana .Eslovênia. Ucrânia ♦ XXI OLIMPÍADA IBEROAMERICANA DE MATEMÁTICA 22 de setembro a 01 de outubro de 2006 Equador ♦ IX OLIMPÍADA IBEROAMERICANA DE MATEMÁTICA UNIVERSITÁRIA 18 de novembro de 2006 ♦♦♦ COORDENADORES REGIONAIS Alberto Hassen Raad Fora – MG Américo López Gálvez Preto – SP Amarísio da Silva Araújo MG Andreia Goldani RS Antonio Carlos Nogueira Uberlândia – MG Ali Tahzibi Carlos – SP Benedito Tadeu Vasconcelos Freire RN Carlos Alexandre Ribeiro Martins pato Branco . Tec. Fed.

Aplic.Laboratório Associado de Computação) SJ dos Campos – SP EUREKA! N°24. da UFPE) Recife – PE Reginaldo de Lima Pereira (Escola Técnica Federal de Roraima) Boa Vista – RR Reinaldo Gen Ichiro Arakaki (LAC . 2006 80 .PB José Cloves Saraiva (UFMA) São Luis – MA José Luiz Rosas Pinho (UFSC) Florianópolis – SC José Vieira Alves (UFPB) Campina Grande – PB José William Costa (Instituto Pueri Domus) Santo André – SP Krerley Oliveira (UFAL) Maceió – AL Licio Hernandes Bezerra (UFSC) Florianópolis – SC Luzinalva Miranda de Amorim (UFBA) Salvador – BA Mário Rocha Retamoso (UFRG) Rio Grande – RS Marcelo Rufino de Oliveira (Grupo Educacional Ideal) Belém – PA Marcelo Mendes (Colégio Farias Brito. do Rio Preto – SP Edson Roberto Abe (Colégio Objetivo de Campinas) Campinas – SP Élio Mega (Colégio Etapa) São Paulo – SP Éder Luiz Pereira de Andrade (UNESPAR/FECILCAM) Campo Mourão – PR Eudes Antonio da Costa (Univ. Dom Bosco) Campo Grande– MS Janice T.J. Reichert (UNOCHAPECÓ) Chapecó – SC João Benício de Melo Neto (UFPI) Teresina – PI João Francisco Melo Libonati (Grupo Educacional Ideal) Belém – PA Jorge Costa Duarte Filho (UFPB) João Pessoa . do Tocantins) Arraias – TO Florêncio Ferreira Guimarães Filho (UFES) Vitória – ES Ivanilde Fernandes Saad (UC. Pré-vestibular) Fortaleza – CE Newman Simões (Cursinho CLQ Objetivo) Piracicaba – SP Raúl Cintra de Negreiros Ribeiro (Colégio Anglo) Atibaia – SP Ronaldo Alves Garcia (UFGO) Goiânia – GO Rogério da Silva Ignácio (Col.Sociedade Brasileira de Matemática Cláudio de Lima Vidal (UNESP) S.

B. Federal de Rondônia) (UFPB) (U. do Campo – SP Wagner Pereira Lopes (Centro Educacional Logos) (IM-UFRGS) (UFMG) (UEBA) (U.Sociedade Brasileira de Matemática Ricardo Amorim Nova Iguaçu – RJ Sérgio Cláudio Ramos Alegre – RS Seme Guevara Neto Horizonte – MG Tadeu Ferreira Gomes BA Tomás Menéndez Rodrigues Velho – RO Turíbio José Gomes dos Santos Pessoa – PB Valdenberg Araújo da Silva São Cristovão – SE Valdeni Soliani Franco Maringá – PR Vânia Cristina Silva Rodrigues S. 2006 81 . Estadual de Maringá) (U. Metodista de SP) (CEFET – GO) Jataí – GO Porto Belo Juazeiro – Porto João EUREKA! N°24. Federal de Sergipe) (U.

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