FOLCLORE

O folclore é uma das manifestações mais ricas da cultura popular. As músicas, as danças, as lendas e os mitos do Pará dão ao turista a idéia perfeita da magia amazônica e da força vibrante das raízes culturais do homem da região. Os grupos folclóricos mostram coreografias diferentes e roupas coloridas típicas, que dão um toque de originalidade aos dançarinos e tocadores. Os ritmos envolventes e as danças do carimbó, siriá e lundu seduzem até o turista mais comportado. Durante o ano todo é possível assistir e participar dessas festas populares, como o Boibumbá, a Marujada e o Çairé. Todos esses espetáculos, com muita música e dança, são marcados pela tradição, pela alegria e pelo orgulho de ser paraense.

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DANÇAS FOLCLÓRICAS
No Pará a música ecoa pelos quatros cantos do Estado. De norte a sul os ritmos vão ganhando novas cores e passos de acordo com a História de cada região. A gente dessa terra tem no sangue o gosto pela dança animada de rua ou pela sensualidade de ritmos "calientes", como o Lundu. Percorrendo o interior do Estado se ouve de longe a batida forte do carimbó ou o arrasta-pé do xote bragantino. As danças são espontâneas e tradicionais, não têm data certa para acontecer. Dependem mesmo é da vontade de se divertir e de manter vivo o nosso ritmo e a nossa cultura.

DANÇA DO CARIMBÓ
A mais extraordinária manifestação de criatividade artística do povo paraense foi criada pelos índios Tupinambá que, segundo os historiadores, eram dotados de um senso artístico invulgar, chegando a ser considerados, nas tribos, como verdadeiros semi-deuses. Inicialmente, segundo tudo indica, a "Dança do Carimbó" era apresentada num andamento monótono, como acontece com a grande maioria das danças indígenas. Quando os escravos africanos tomaram contato com essa manifestação artística dos Tupinambá começaram a aperfeiçoar a dança, iniciando pelo andamento que , de monótono, passou a vibrar como uma espécie de variante do batuque africano. Por isso contagiava até mesmo os colonizadores portugueses que, pelo interesse de conseguir mão-de-obra para os mais diversos trabalhos, não somente estimulavam essas manifestações, como também, excepcionalmente, faziam questão de participar, acrescentando traços da expressão corporal característica das danças portuguesas. Não é à toa que a "Dança do Carimbó" apresenta, em certas passagens, alguns movimentos das danças folclóricas lusitanas, como os dedos castanholando na marcação certa do ritmo agitado e absorvente. Coreografia: A dança é apresentada em pares. Começa com duas fileiras de homens e mulheres com a frente voltada para o centro. Quando a música inicia os homens vão em direção às mulheres, diante das quais batem palmas como uma espécie de convite para a dança. Imediatamente os pares se formam, girando continuamente em torno de si mesmo, ao mesmo tempo formando um grande círculo que gira em sentido contrário ao ponteiro do relógio. Nesta parte observa-se a influência indígena, quando os dançarinos fazem alguns movimentos com o corpo curvado para frente, sempre puxando-o com um pé na frente, marcando acentuadamente o ritmo vibrante. As mulheres, cheias de encantos, costumam tirar graça com seus companheiros segurando a barra da saia, esperando o momento em que os seus cavalheiros estejam distraídos para atirar-lhes no rosto esta parte da indumentária feminina. O fato sempre provoca gritos e gargalhadas nos outros dançadores. O cavalheiro que é vaiado pelos seus próprios companheiros é forçado a abandonar o local da dança. Em determinado momento da "dança do carimbó" vai para o centro um casal de dançadores para a execução da famosa dança do peru, ou "Peru de Atalaia", onde o cavalheiro é forçado a apanhar, apenas com a boca, um lenço que sua companheira estende no chão. Caso o cavalheiro não consiga executar tal proeza sua companheira atira- lhe a barra da saia no rosto e, debaixo de vaias dos demais, ele é forçado a abandonar a dança. Caso consiga é aplaudido.

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Indumentária: Todos os dançarinos apresentam-se descalços. As mulheres usam saias coloridas, muito franzidas e amplas, blusas de cor lisa, pulseiras e colares de sementes grandes. Os cabelos são ornamentados com ramos de rosas ou jasmim de Santo Antônio. Os homens apresentam-se com calças de mescla azul clara e camisas do mesmo tom, com as pontas amarradas na altura do umbigo, além de um lenço vermelho no pescoço. Denominação: A denominação da "Dança do Carimbó" vem do titulo dado pelos indígenas aos dois tambores de dimensões diferentes que servem para o acompanhamento básico do ritmo. Na língua indígena "Carimbó" - Curi (Pau) e Mbó ( Oco ou furado), significa pau que produz som. Em alguns lugares do interior do Pará continua o título original de "Dança do Curimbó". Mais recentemente , entretanto, a dança ficou nacionalmente conhecida como "Dança do Carimbó", sem qualquer possibilidade de transformação. Instrumentos típicos: O acompanhamento da dança tem, obrigatoriamente, dois "carimbos" (tambores) com dimensões diferentes para se conseguir contraste sonoro, com os tocadores sentados sobre os troncos, utilizando as mãos à guisa de baquetas, com os quais executam o ritmo adequado. Outro tocador, com dois paus, executa outros instrumentos obrigatórios, como o ganzá, o recoreco, o banjo, a flauta, os maracás, afochê e os pandeiros. Esses instrumentos compõem o conjunto musical característico, sem a utilização de instrumentos eletrônicos.

DANÇA DO SIRIÁ
A mais famosa dança folclórica do município de Cametá é uma das manifestações coreográficas mais belas do Pará. Do ponto de vista musical é uma variante do batuque africano, com alterações sofridas através dos tempos, que a enriqueceram de maneira extraordinária. Contam os estudiosos que os negros escravos iam para o trabalho na lavoura quase sem alimento algum. Só tinham descanso no final da tarde, quando podiam caçar e pescar. Como a escuridão dificultava a caça na floresta, os negros iam para as praias tentar capturar alguns peixes. A quantidade de peixe, entretanto, não era suficiente para satisfazer a fome de todos. Certa tarde, entretanto, como se fora um verdadeiro milagre, surgiram na praia centenas de siris que se deixavam pescar com a maior facilidade, saciando a fome dos escravos. Como esse fato passou a se repetir todas as tardes, os negros tiveram a idéia de criar uma dança em homenagem ao fato extraordinário. Já que chamavam cafezá para plantação de café, arrozá para plantação de arroz, canaviá para a plantação de cana, passaram a chamar de siriá, para o local onde todas as tardes encontravam os siris com que preparavam seu alimento diário.

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como variante do batuque africano. A "dança do siriá" apresenta uma rica coreografia que obedece às indicações dos versos cantados sendo que. fazendo volteios. os pares fazem volteios com o corpo curvado para os dois lados. O "Lundu". principalmente em três Estados brasileiros: São Paulo. Indumentária: Também chamada pelos estudiosos como "a dança do amor idílico". As mulheres usam belas blusas de renda branca. No início as mulheres se negam a 4 . além de enfeites floridos na cabeça. recoreco. o "Lundu" foi ressurgindo. assim como o "Maxixe" (a dança excomungada pelo Papa). se desenvolve com movimentos ondulares de grande volúpia. para demonstrar alegria. Os passos são animados ainda por ganzá. saias bem rodadas e amplas. Acompanhamento Musical: Tal como a "dança do carimbó". vestem calças escuras e camisas coloridas com as pontas das fraldas amarradas na frente. foi proibido em todo Brasil por causa das deturpações sofridas em nosso país. na movimentação coreográfica. considerado ao lado do "Maxixe ". a "dança do siriá" começa com um andamento lento. uma dança altamente sensual. a "dança do siriá" apresenta os dançarinos com trajes enfeitados. em certos momentos. característica das danças indígenas. também descalços como as mulheres. os instrumentos típicos utilizados são dois tambores de dimensões diferentes: para os sons mais agudos (tambor mais estreito e menor) e para os sons graves (tambor mais grosso e maior). Já os homens. como acontece na maioria das danças folclóricas portuguesas. A sensualidade dos movimentos já levou a Côrte e o Vaticano a proibirem a dança no século passado. Observa-se. Mas. banjo. os detalhes próprios das três raças que deram origem ao povo paraense: o ritmo. maracá e o canto puxado por dois cantadores. Coreografia: A dança simboliza um convite que os homens fazem às mulheres "para um encontro de amor sexual". No Brasil o "Lundu". pauzinhos. e o movimento dos braços para cima. mais comportado. Aos poucos. a expressão corporal recurvada em certos momentos. atingindo ao final um ritmo quase frenético. flauta. Minas Gerais e na Ilha do Marajó. mesmo às escondidas. no refrão. pulseiras e colares de contas e sementes. LUNDU MARAJOARA O "Lundu" é uma dança de origem africana trazida para o Brasil pelos escravos. Eles usam ainda um pequeno chapéu de palha enfeitado com flores que as damas retiram. bastante coloridos. a velocidade cresce. à medida que os versos vão se desenvolvendo.Coreografia: Com um ritmo que representa uma variante do batuque africano. no Pará.

obrigatoriamente. ganzá. razão por que passou a ser chamado de "Lundu marajoara". despertou. com um andamento um tanto mais lento que o atual. maracás . por sua vez. naquela época.acompanhar os homens mas. coloridas e bastante largas. Outras danças de origem européia também vieram formar o novo ritmo. Na Inglaterra a dança era saltitante. também fez seus acréscimos. um grande interesse no povo brasileiro que. Trazida para o Brasil pelos colonizadores. colares. Acompanhamento Musical: Rabeca (violino). As mulheres se apresentam com lindas saias longas. Indumentária: Com as adaptações locais o "Lundu" sofreu diversas modificações. Lá o povo fez belas adaptações. Já na França os passos ganharam ritmo semi. dificultava os movimentos rápidos. quando eles fundaram a Irmandade de São Benedito. eles terminam conquistando as mulheres. blusas de renda branca. puxado por um dos integrantes do conjunto musical. No Estado do Pará os portugueses cultivavam o chote com bastante entusiasmo em todas as reuniões festivas assistidas de longe pelos escravos africanos. que deu origem à Marujada. Aos poucos foi conquistando a Europa. A dança é executada repetidas vezes. Os pares se apresentam descalços. pulseiras. Acompanhamento Musical: Utilizando os mesmos instrumentos típicos das demais danças folclóricas paraenses. que sempre despertam grande entusiasmo em todas as pessoas que assistem e se empolgam com a graciosa desenvoltura das dançarinas. apresenta todas as características marajoaras. A dança foi aproveitada. Os homens vestem calças de mescla azul-claras e camisas brancas com desenhos marajoaras. Ao contrário do primitivismo africano. o "Xote" tem. no município de Bragança. 5 . Na Alemanha ganhou um ritmo valsado pela influência da Valsa Vienense. brincos vistosos e flores no cabelo. solos de violino (rabeca) e o canto. de fato. com as quais saem do salão dando a idéia do encontro final. valendo acrescentar que até mesmo os jovens bragantinos preferem o "Xote" a qualquer outra dança popular. Coreografia: Os movimentos coreográficos do "Xote" primitivo praticamente já não existem em Bragança. pelos negros em 1798. depois de grande insistência. Talvez por causa da indumentária feminina que. criando detalhes de impressionante efeito visual. principalmente na indumentária. XOTE BRAGANTINO O "Xote" (Schotinch) tem sua origem na mais famosa dança folclórica da Escócia na segunda metade do século XIX. reco-reco. clarinete. mas é no "Xote" que está o maior interesse do povo bragantino nas apresentações públicas da "Marujada". banjo e cavaquinho.clássico. desde o início.

cheias de dramaticidade e alegria. Os índios então faziam o seu "ÇAIRÉ". Tem ainda a magia do Boi Bumbá. como foi chamado o símbolo que é carregado nas procissões. por mulheres. dançados. no oeste do Pará. o que comprova que o "Xote" atual está muito longe da forma primitiva. ÇAIRÉ ORIGEM: ALTER-DO-CHÃO (SANTARÉM) .PA O Çairé é uma manifestação folclórica e religiosa encontrada na ilha de Alter-do-Chão. é uma festa que dura oito dias. Sua gente preserva suas raízes e cultiva o gosto pelas artes populares. A festa atrai milhares de turistas que. São festas. Atualmente acontece no mês de setembro. batuque e drama. A festa do Çairé tem ainda procissões. no município de Santarém. 6 . Consta que a festa foi criada pelos índios como forma de homenagear os portugueses que colonizaram o médio e o baixo Amazonas. em Bragança. dançam e participam de rituais religiosos e profanos. torneios esportivos e um festival folclórico. durante três dias. na abertura da festa. Sua origem está no fato de que os colonizadores que aportavam em nossas terras exibiam seus escudos. o Çairé também possui. É uma forma de guardar suas origens em respeito aos antepassados. que teriam criado o símbolo para ajudar na catequese dos indígenas. O Çairé. Os preparativos para o Çairé começam com a procura pelos troncos que servirão de mastros. as cruzes representam o mistério da Santíssima Trindade. mistura de dança. cantam. reúne vários ritmos. em datas marcadas. só que neste. que conta com a apresentação de todos os grupos de Santarém e Alter-do-Chão. já bastante modernizados. quando se tem uma mostra da riqueza cultural da região. tradicionalmente. imitando o escudo usado pelos portugueses. Entre as manifestações culturais mais apreciadas estão os folguedos populares. resultantes da miscigenação cultural entre índios e portugueses. já quase esquecidos. A Marujada. ladainhas. flores e frutos. O Pará é um caldeirão de magia e estórias encantadas. levantados em competição acirrada entre homens e mulheres para ver qual grupo consegue levantar o mastro em primeiro lugar. misturando o profano e o religioso. enfeitado de tiras de várias cores e rosetas de pano colorido. O caráter religioso também é atribuído aos frades jesuítas. Como os símbolos dos portugueses possuíam cruzes. basicamente. Venha descobrir de perto o que tanto encanta sua gente. Os troncos escolhidos são enfeitados com folhas. mais ainda encenados na periferia de Belém. FOLGUEDOS POPULARES O Pará é mesmo uma terra de muitas surpresas e expressividade cultural autêntica.Indumentária: Tanto as damas quanto os cavalheiros apresentam-se com trajes festivos. a 30 quilômetros de Santarém. que acontecem. O escudo dos índios era feito de cipó recoberto de algodão e outros adornos. e os Cordões de Pássaros.

Todos saíram à procura de um pajé para ressuscitar o boi. a maloca dos índios com seu chefe. ainda em sua formação original. passou cachaça nos braços. Quando o animal chegou. a 60 km de Belém.Bumbá é quase sempre a mesma.Bumbá de sua autoria. A seguir os grupos de Boi-Bumbá encontrados em Belém: Boi. Assim que o boi foi ressuscitado todos cantaram e dançaram. e pesquisa de outros grupos folclóricos que se exibiam à época na vila.No último dia acontece a "varrição da festa".Bumbá "Arranca. seguida da derrubada dos mastros. onde participava do Boi. BOI-BUMBÁ O Boi-Bumbá é uma manifestação folclórica encontrada em quase todos os municípios paraenses. E é no mês de junho que são feitas as apresentações. O primeiro que encontrou matou. tendo nessa época o Sr. Boi-Bumbá "Flor do Campo" Fundado em 1960. defumação e tabaco. seu compadre Casumba e mãe Guiomar. grávida. ao ritmo forte. José Rufino solicitado aos parentes do falecido. tem 50 integrantes. De um modo geral todos incluem ainda a moça branca filha do casal de fazendeiros. Conta-se que na Belém da segunda metade do século XIX. O "Pai da Malhada" surgiu no bairro da Sacramenta. o Boi-Bumbá reunia negros escravos em um folguedo que misturava. cuzimbá (um preto velho). acendeu um cigarro e abriu os trabalhos. o doutor curador. Ao lado dessa fazenda morava uma família composta pelo pai Francisco. O boi acabou se tornando uma das manifestações mais autênticas da cultura paraense. Seu Emílio trouxe a experiência da ilha do Mosqueiro. quando a vida girava em torno do boi e de sua criação. mas o boi nunca perdeu suas raízes culturais. da vila de Icoaraci. do "marabaixo".Toco". Depois sofreu algumas modificações. Mãe Catarina. sua mulher Catarina. Só que. permissão para que usasse o nome de "Pai da Malhada". tem 62 integrantes. Foi trazido para Belém pelo Sr. a representação de um motivo surpreendente para a época: a luta de classes dentro da sociedade colonial. É provável que a trama venha das estórias nascidas com o ciclo do gado. Quando morreu. 7 . Inicialmente o grupo foi formado só com garotos na faixa de 6 a 14 anos. vaqueiros. Sentou-se no seu banco. É aí que o animal começa a fazer investida contra as pessoas que assistem à encenação. Surgiu da extinção do Boi. A composição do elenco varia de grupo para grupo e de região para região.Bumbá "Pai da Malhada" Fundado em 1935. do "quebra-macaxeira" e da "cecuiara". A estória encenada no Boi . "Chico". apareceu o dono do boi falando que o bicho era de estimação e que desejava seu boi vivo.Bumbá "Pingo de Ouro" Fundado em 1969.Bumbá "Pai do Campo". desejava comer língua ou coração de um boi. o feitor recebeu ordem para tratá-lo bem. com pequenas alterações. Pai "Chico" então resolveu procurar um. Emílio da Paixão que resolveu trazer a público um Boi. O pajé foi logo pedindo cachaça. nos séculos XVII e XVIII. o grupo ficou sem liderança. entraram os adultos. onde pertencia a um senhor chamado "Zeca Praiano". tem 75 integrantes. o padre e o tripa ( a pessoa que dança em baixo do boi). um almoço de confraternização no final da festa com pratos típicos. antes que mãe Catarina realizasse seu desejo. Boi. Um boi foi comprado para a festa de aniversário da esposa do fazendeiro.

João Ramos. O grupo folclórico "Flor do Guamá" começou com uma turma de crianças moradoras da passagem Caparari. 8 . tem 50 integrantes. Hoje é liderado pelo Sr. tem 50 integrantes. previamente pintadas para as apresentações. As barricas foram feitas com latas de leite vazias e os pandeiros com latas de goiabada. E assim surgiu o "Tem-tem". O Sr. tem 45 integrantes.Bumbá "Tira. Boi. fundado em 1963. O grupo cresceu e passou a ser representado por adultos.Fama". O nome "Estrela D´Alva" foi dado em homenagem à sua filha D´Alva. reuniu um grupo de garotos em sua casa para organizar a brincadeira. Foi confeccionado um modesto Boi com latas e caixas de madeira e os instrumentos foram improvisados. Manoel da Silva. Boi. formado apenas por meninos de 8 a 14 anos.Fama" Fundado em 1958.Boi. no bairro do Guamá.Bumbá " Machadinha ". em Belém. Com o falecimento do Sr. Boi. Surgiu no Guamá durante a quadra junina. do bairro do Guamá. Em 1964 instalou-se na cidade de Belém. O grupo folclórico "Caprichoso" foi fundado na ilha de Mosqueiro. Manoel o grupo ainda continuou em Icoaraci. A indumentária era de serrilha e folhas de açaizeiro. mais conhecido como seu "Setenta". Em meio a um grupo animado de garotos na praia do Cruzeiro. o senhor Álvaro de Souza resolveu formar uma brincadeira que viesse atender à carência de lazer na área onde mora. teve a idéia de criar um "cordão de bichos". Boi. entusiasta do folclore. sem estrutura para absorver todos os interessados em brincar a quadra junina. Tem 30 integrantes. Naquela época havia apenas o Boi. A idéia de colocar o "Tira-Fama" na rua surgiu da necessidade de lazer na comunidade do bairro do Guamá.Bumbá "Flor do Guamá" Fundado em 1975. estudioso do folclore. foi o responsável em congregar amigos e familiares para formar o "Tira. tem 48 integrantes. Surgiu quando o Sr. em 1930.Bumbá "Caprichoso" Fundado em 1947.Bumbá "Estrela D´Alva" O grupo folclórico "Estrela D´Alva". que imprime muito luxo e colorido ao grupo que se apresenta com rica indumentária. A brincadeira surgiu à base do improviso. CORDÃO DOS BICHOS "Tem-tem" Foi criado pelo Sr. em Icoaraci. Solino Gonçalves. Elias.Bumbá "Flor da Noite" O grupo folclórico "Flor da Noite" foi fundado em 1982. Como na época só existiam três grupos folclóricos.

sempre seguindo a tradição da simplicidade. Ana Rute do Rosário Ribeiro. Com a morte dos fundadores o cordão continuou firme. Em 1942 consagrou-se campeão e daí por diante deixou de se apresentar por causa da morte de seu líder. Em 1950 o professor Laércio Gomes assumiu a direção. A partir de 1979 quem assumiu a direção foi a Srta. A inspiração para o nome veio de um grupo chamado Leão. Seu fundador foi o Sr. sob a direção de Dona Luzia. Com muitas dificuldades o Rouxinol já não concorria mais."Rouxinol" O Rouxinol é um grupo tradicional coordenado pelo Sr. conhecido como "Pena de Ouro" do folclore paraense. Laércio Gomes. tendo sido fundado em 1928 pelo senhor Ciprino. Iracema de Oliveira. feita por dona Sulamita ao Menino Jesus. Joana Cordovil foi a fundadora do grupo Arara em 1977. que denominou Bem-tevi. num momento de euforia. Dona Joana e seu filho são os coordenadores de todas as atividades do grupo. apaixonado pelo folclore. que junto com um grupo de amigos no Souza Bar. "Arara" A Sra. Depois dessa encenação surgiu a idéia de criar um cordão de bicho. Voltou em 1980 sob a coordenação do Sr. da beleza e da originalidade. "Bem-Te-Vi" O cordão surgiu a partir de uma promessa. Manuela do Rosário Ribeiro. o "BeijaFlor" seguiu em frente sem se abalar. compositor das peças e maestro das músicas. "Caboclo Lino Pardo" Foi fundado em 1966 pela Sra. Martiniano e sua esposa passaram a ser os proprietários do grupo. Neco e depois pela Sra. só saía para brincar. Manuel Lima. teve a idéia de criar um cordão. que teve a idéia de encenar o Cordão para suprir a escassez de lazer na ilha. sendo ela quem cria e ensaia as peças. no bairro de São Braz. Mais tarde escreveu uma peça inspirada em São João Batista. "Tucano" É um grupo tradicional da terra. quando em 1930 a Sra. A partir de 1969 o Sr. "Leão Dourado" O Leão Dourado surgiu na Ilha do Marajó. Ele é escritor. Com a morte de seu fundador. escritora. desenvolvendo temas da cultura paraense. A partir daí o Rouxinol passou a ser novamente um grupo representativo da preservação e divulgação do nosso folclore. do qual Dona Luzia já participara antes em 1948. Libânia. A partir de 1982 a coordenação ficou a cargo da Sra. Dona Sulamita é coordenadora. de todo ano fazer uma pastorinha. MARUJADA 9 . ensaia as peças e é responsável pelo guardaroupa do grupo. Julieta assumiu. "Beija-flor" O Beija-flor existe desde 1963.

Os homens. numerosas fitas multicores. A aba tem papel prateado ou estanhado. É a "capitoa" quem escolhe a sua substituta. Há uma origem comum entre a Marujada de Bragança e a Irmandade de São Benedito. formando um largo penacho com mais ou menos cinqüenta centímetros de altura. comprida e bem rodada. pandeiros. As marujas usam blusa branca. nem tão poucos há papéis a desempenhar. As marujas caminham ou dançam em duas filas. prateados ou coloridos e espelhinhos quadrados ou redondos. Da aba. falada ou cantada como auto ou como argumentação. Os homens são tocadores ou simplesmente acompanhantes. Os instrumentos musicais são: tambor grande e pequeno. Os modernos são de carnaúba. e á frente da outra a "sub-capitoa". No alto do chapéu são colocadas plumas e penas de aves de diversas cores. À tiracolo levam uma fita azul ou vermelha. é vermelha ou branca com ramagens de uma dessas duas cores. Eles se apresentam de calça e camisa branca ou de cor. O maior número ou argura das fitas.ORIGEM: BRAGANÇA . os negros foram dançar de casa em casa para agradecer a seus benfeitores. A organização e a disciplina são exercidas por uma "capitoa" e por uma "sub-capitoa". na lateral o papel tem várias cores. são colocadas alças de casquinhos dourados. Na cabeça usam um chapéu todo emplumado e cheio de fitas de várias cores. cavaquinho e violino. À frente de uma delas a "capitoa". formando um ou mais cordões em semi-círculos. é reservado às mais antigas. Não há número limitado de marujas. A Marujada é constituída quase exclusivamente por mulheres. A parte mais vistosa dessa indumentária é o chapéu. palhinha ou mesmo de papelão. rabeca. que somente assumirá o bastão de direção por morte ou renúncia daquela. viola. nomeando a "subcapitoa". foi realizada a primeira festa em louvor a São Benedito. são dirigidos por um capitão. A Marujada de Bragança é estritamente caracterizada pela dança. conforme ramagem ou o colorido da saia. Em sinal de reconhecimento. Quando os senhores brancos atenderam ao pedido de seus escravos para a organização de uma Irmandade. cabendo a estas a direção e a organização.PA Trata-se de um auto dramatizado. na parte posterior do chapéu. toda pregueada e rendada. chapéu de folha de carnaúba revestido de pano. onde predomina o canto sobre a dança. empunhando aquela um 10 . embora não indicando hierarquia. músicos e acompanhantes. e em torno. sendo a aba virada de um dos lados. Não há dramatização de qualquer feito marítimo. No pescoço usam um colar de contas ou cordão de ouro e medalhas. forrado na parte interna e externa. cuíca. cujo motivo musical único é o retumbão. A saia. descem ao longo da costa da maruja. Nem uma só palavra é articulada.

enfeitado de papel. em volteios rápidos. ora é o príncipe encantado. o estimação animal. Dançando obedecem à música plangente do compasso marcado pelo tambor grande. do qual participam todas as marujas e pessoas especialmente convidadas. Uma criança encarna o trazendo-o vivo ou empalhado gaiola na cabeça. É uma estranha mistura de novela. consagrado à São Benedito. muito caminhar na mata. Há notícias de pássaros como o Quati e o Javali. A cada ano os apresentam peça e músicas novas. saiu para caçar do igarapé Murutucu. vão os tocadores e os demais marujos. Há um dramalhão absurdo com fidalgos vestidos à moda do século XVI. Atrás e ao centro. A 1º de janeiro o juiz escolhido para a festa seguinte é o anfitrião do almoço desse dia. No dia 26 de dezembro. A parte principal da estória tiros. inversamente. OS PÁSSAROS Apesar de serem chamados de Pássaros. caboclo no rumo após para igarapé e pedras 11 . O jantar é oferecido pela juíza. Durante o ágape é transmitido ao novo juiz da festa o bastão de prata com uma pequena imagem de São Benedito. há na casa do juiz da Marujada um almoço. como se tocassem castanholas. Certo dia.pequeno bastão de madeira. esses grupos de teatro dramático-burlesco-popular nem sempre usam as aves como seu símbolo. Assim elas caminham descrevendo graciosos movimentos. a dança é de passos curtos e ligeiros. que quase sempre tentam impedir a presença do branco na mata. parou refrescar-se nas margens do viu a imagem da Santa entre as cheias de lodo. com mais propriedade. O Pássaro inclui cenas jocosas de matutos que nada têm a ver com o enredo e uma dança de belas jovens de 15 a 17 anos. tendo na extremidade superior uma flor. CÍRIO DE NAZARÉ A Lenda Era fim de 1700. Horas depois. na noite desse dia. sob encomenda. usado nos atos solenes da festividade. que é o emblema do juiz. a tremer provocantemente os seios e as ancas. numa Pássaros escritas é a cena em que se tenta matar. a Pássaro. No interior do Estado são chamados de bichos. tendo os braços ligeiramente levantados para a frente à altura da cintura. Há ainda os índios. que ora é o bicho de da princesa. A riqueza da indumentária é motivo de orgulho para os organizadores dos Pássaros. ora noutra. Em fila. que a boa fada ressuscita. fechando as duas alas. ora numa direção. O Pássaro constitui um espetáculo muito singular. Plácido era um da região. burleta e teatro de revista.

. o espetáculo é ver a Basílica iluminada. que são vendidos nas calçadas e um sem número de lembranças do Círio. Foi assim que o culto nasceu e evoluiu. garante a diversão da garotada. Nenhuma outra. o Círio é considerado o Natal dos paraenses. em forma de barquinhos. Para sua surpresa.000 lâmpadas são colocadas para fazer os contornos da Fachada da Basílica de Nazaré. Dizem os devotos.Plácido levou a imagem para sua casa e ali num altar humilde passou a venerar a Santa. no mesmo lugar onde fora encontrada. A transladação no Sábado e o Círio no 2º Domingo de Outubro reproduzem simbolicamente o milagre. Belém é só festa. Além disso o arraial montado ao lado da Basílica. mais de um milhão de habitantes e grande parte da população do interior e estados vizinhos participam da festa. Com mesa farta de comidas típicas de dar água na boca: o pato no tucupi. No largo de Nazaré. com músicos famosos e conjuntos de rock que levam a juventude ao delírio. carrinhos de vários formatos e tamanhos. 12 . Durante os quinze dias que duram a festa. Mas. As ruas ficam coloridas por brinquedos de miriti. O povo vem desde então invocando a Santa e atribuindo a ela as muitas graças recebidas. que mandou levar a Imagem para o palácio e a manteve sob severa vigilância. cobras. a imagem estava novamente entre as pedras. onde foi construído o CAM – conjunto Arquitetônico de Nazaré. são organizados shows. dezenas de pessoas constróem barraquinhas de madeira para venda de bebidas. Na verdade toda a população de Belém. Os devotos concluíram que a Santa queria ficar às margens do Igarapé e lá construíram a primeira Ermida.. Na concha acústica do CAM. a maniçoba. mais de 4. fazendo o trajeto da Santa das margens do Igarapé Murutucu (atual Colégio Gentil) até a cidade (atual Catedral na Cidade Velha) e seu retorno (atual Basílica de Nazaré). onde a família paraense se confraterniza. À noite. Plácido saiu andando pela estrada indo parar nas margens do Murutucu. cores e sabores. O ponto alto da festa é o almoço do Círio. folclore. inclusive o Natal. que a Santa sumiu outras vezes e essa história chegou ao conhecimento do governador. Mas. Por tudo isso. uma mistura de fé. Durante todo o período do Círio. a cidade ganha uma alegria contagiante. o tacacá ou o casquinho de caranguejo. Belém é envolvida por um espírito de união. A Procissão Em Belém do Pará.. Sem saber o que acontecera. no 2º Domingo de outubro. A Festa O Círio é a expressão de dois sentimentos fortes do povo brasileiro: a fé religiosa e o gosto pela festa. com direito a roda gigante e muitos brinquedos que vão desde o tradicional cavalinho até modernos jogos eletrônicos. comidas típicas. acontece a maior manifestação religiosa do Brasil. no dia seguinte a imagem havia sumido. pela manhã a Imagem havia sumido novamente.

A procissão é repleta de simbolismo. mini-embarcações e muitos outros objetos que aludem aos milagres feitos pela Virgem. cabeças e outras partes do corpo trabalhadas em cera.5 Km é percorrido em 4 horas e mobiliza milhares de pessoas nas ruas de Belém. disputando cada pedaço da corda. Esse percurso de mais ou menos 2. A imagem é levada através da Baía de Guajará. há fogos de artifício. São milhares de romeiros descalços. quando saindo da Catedral. Desde 1986. de Nazaré. as festividades de Círio incluem a Romaria Fluvial. tudo é festa. O encerramento dos festejos dá-se após o 4º Domingo de outubro. quando a imagem é devolvida ao seu nicho na Capela Gentil Bittencourt. utilizada para puxar o luxuoso carro que transporta a Imagem da Santa. chamada Recírio. sem contar outras milhares que assistem à passagem da santa dos edifícios. Em agradecimento as graças recebidas por intercessão da Santa. que acontece na noite do 2º Sábado de outubro. tem para o paraense o significado e a importância do Círio. das janelas das casas. quando o povo conduz a Imagem da Virgem da Capela do Colégio Gentil Bittencourt em Nazaré até a Catedral Metropolitana na Cidade Velha. acontece no 2º Domingo de outubro. No "carro dos milagres". Os 15 dias de homenagem à Virgem de Nazaré começam com a Transladação que é uma procissão noturna. muitos romeiros se vestem com longas mortalhas arrastando pesadas cruzes de madeira. Entre os devotos. como o carnaval e o futebol. Durante os 15 dias no arraial no largo de Nazaré.S. fazendo assim um autêntico cinturão humano que protege a Berlinda. realizada no Sábado de manhã. Este carro representa o naufrágio do navio São João Batista. do trapiche de Icoaraci à escadinha do Cais em Belém. comidas típicas e parque de diversão. a Imagem é conduzida pelo povo até o Largo onde está a Basílica de N.nem mesmo festas e espetáculos profanos. que representam a cura de uma enfermidade por milagre da Santa. em que as pessoas se salvaram graças à ação milagrosa da Virgem. entoando cânticos e proferindo fervorosas orações num lindíssimo espetáculo de fé. acompanhada por um grande número de embarcações. a corda representa o elo de ligação do povo com a Virgem. O pagamento de promessas durante a procissão é um dos fatos mais impressionantes. outros levam miniaturas de casas. um barco sobre rodas onde são colocados braços. em 1846. 13 . A procissão do Círio propriamente dita. dos palanques e arquibancadas armados nas praças. O traço mais marcante é uma corda. com a procissão de retorno.

saiu para caçar no rumo do igarapé Murutucu. após muito caminhar na mata. que a Santa sumiu outras vezes e essa história chegou ao conhecimento do governador. Plácido saiu andando pela estrada indo parar nas margens do Murutucu. Mas. Plácido levou a imagem para sua casa e ali num altar humilde passou a venerar a Santa. pela manhã a Imagem havia sumido novamente. parou para refrescar-se nas margens do igarapé e viu a imagem da Santa entre as pedras cheias de lodo. no dia seguinte a imagem havia sumido. Plácido era um caboclo da região. Mas. 14 . Certo dia.. O povo vem desde então invocando a Santa e atribuindo a ela as muitas graças recebidas..FESTAS POPULARES CÍRIO DE NAZARÉ A Lenda Era fim de 1700. Belém é envolvida por um espírito de união. O ponto alto da festa é o almoço do Círio. Durante os quinze dias que duram a festa. que mandou levar a Imagem para o palácio e a manteve sob severa vigilância. Os devotos concluíram que a Santa queria ficar às margens do Igarapé e lá construíram a primeira Ermida. a maniçoba. fazendo o trajeto da Santa das margens do Igarapé Murutucu (atual Colégio Gentil) até a cidade (atual Catedral na Cidade Velha) e seu retorno (atual Basílica de Nazaré). no mesmo lugar onde fora encontrada. Dizem os devotos. a imagem estava novamente entre as pedras. Para sua surpresa. onde a família paraense se confraterniza. Sem saber o que acontecera. o tacacá ou o casquinho de caranguejo. A Festa O Círio é a expressão de dois sentimentos fortes do povo brasileiro: a fé religiosa e o gosto pela festa. Horas depois. Foi assim que o culto nasceu e evoluiu.. A transladação no Sábado e o Círio no 2º Domingo de Outubro reproduzem simbolicamente o milagre. Com mesa farta de comidas típicas de dar água na boca: o pato no tucupi.

Nenhuma outra. quando o povo conduz a Imagem da Virgem da Capela do Colégio Gentil Bittencourt em Nazaré até a Catedral Metropolitana na Cidade Velha. utilizada para puxar o luxuoso carro que transporta a Imagem da Santa. A procissão é repleta de simbolismo. mais de 4. com músicos famosos e conjuntos de rock que levam a juventude ao delírio. a cidade ganha uma alegria contagiante. como o carnaval e o futebol. quando saindo da Catedral.À noite. A Procissão Em Belém do Pará. Na verdade toda a população de Belém. No largo de Nazaré. O traço mais marcante é uma corda. garante a diversão da garotada. As ruas ficam coloridas por brinquedos de miriti. que acontece na noite do 2º Sábado de outubro. mais de um milhão de habitantes e grande parte da população do interior e estados vizinhos participam da festa. comidas típicas. dezenas de pessoas constróem barraquinhas de madeira para venda de bebidas. O pagamento de promessas durante a procissão é um dos fatos mais impressionantes. no 2º Domingo de outubro. Durante todo o período do Círio. Além disso o arraial montado ao lado da Basílica. sem contar outras milhares que assistem à passagem da santa dos edifícios.S. disputando cada pedaço da corda. Esse percurso de mais ou menos 2. carrinhos de vários formatos e tamanhos. das janelas das casas. tem para o paraense o significado e a importância do Círio. cores e sabores. dos palanques e arquibancadas armados nas praças. Os 15 dias de homenagem à Virgem de Nazaré começam com a Transladação que é uma procissão noturna. de Nazaré. que são vendidos nas calçadas e um sem número de lembranças do Círio. Por tudo isso. inclusive o Natal. a Imagem é conduzida pelo povo até o Largo onde está a Basílica de N. cobras. onde foi construído o CAM – conjunto Arquitetônico de Nazaré. uma mistura de fé. com direito a roda gigante e muitos brinquedos que vão desde o tradicional cavalinho até modernos jogos eletrônicos. fazendo assim um autêntico cinturão humano que protege a Berlinda. nem mesmo festas e espetáculos profanos. folclore. são organizados shows. o espetáculo é ver a Basílica iluminada. acontece no 2º Domingo de outubro. a corda representa o elo de ligação do povo com a Virgem. Entre os devotos.5 Km é percorrido em 4 horas e mobiliza milhares de pessoas nas ruas de Belém. acontece a maior manifestação religiosa do Brasil. Na concha acústica do CAM. São milhares de romeiros descalços. Belém é só festa. A procissão do Círio propriamente dita. em forma de barquinhos. Em 15 . o Círio é considerado o Natal dos paraenses.000 lâmpadas são colocadas para fazer os contornos da Fachada da Basílica de Nazaré. entoando cânticos e proferindo fervorosas orações num lindíssimo espetáculo de fé.

se transforma em um belo e elegante rapaz durante a noite. um barco sobre rodas onde são colocados braços. ele vai embora sem que ninguém o veja mergulhando no rio. cabeças e outras partes do corpo trabalhadas em cera. Desde 1986.agradecimento as graças recebidas por intercessão da Santa. peixe encontrado nos rios da Amazônia. comidas típicas e parque de diversão. que representam a cura de uma enfermidade por milagre da Santa. pois dizem que de sua cabeça exala um forte cheiro de peixe. O Boto também é considerado protetor das mulheres. Este carro representa o naufrágio do navio São João Batista. quando sai das águas à conquista das moças. as festividades de Círio incluem a Romaria Fluvial. em que as pessoas se salvaram graças à ação milagrosa da Virgem. do trapiche de Icoaraci à escadinha do Cais em Belém. há fogos de artifício. mas logo consegue conquistar uma moça bonita e com ela dança a noite inteira. realizada no Sábado de manhã. que logo se envolvem com seus galanteios e não desconfiam de nada. quando vão tomar banho ou mesmo nas festas realizadas nas cidades próximas aos rios. No "carro dos milagres". As mulheres são conquistadas pelo boto às margens dos rios. A imagem é levada através da Baía de Guajará. LENDAS E MITOS O BOTO Conta a lenda que o boto. O Boto anda sempre de chapéu. chamada Recírio. antes que o dia amanheça. Os Botos vão aos bailes e dançam alegremente com elas. Porém. outros levam miniaturas de casas. 16 . tudo é festa. Elas não resistem à sua beleza e simpatia e caem de amores por ele. Quando chega à festa geralmente é desconhecido de todos. O encerramento dos festejos dá-se após o 4º Domingo de outubro. acompanhada por um grande número de embarcações. É por esta razão que ao Boto é atribuída a paternidade de todos os filhos de mães solteiras. pois quando ocorre algum naufrágio em uma embarcação em que o boto esteja por perto. em 1846. mini-embarcações e muitos outros objetos que aludem aos milagres feitos pela Virgem. Durante os 15 dias no arraial no largo de Nazaré. muitos romeiros se vestem com longas mortalhas arrastando pesadas cruzes de madeira. Se apaixonam e engravidam deste rapaz. com a procissão de retorno. ele salva a vida das mesmas empurrando-as para as margens dos rios. quando a imagem é devolvida ao seu nicho na Capela Gentil Bittencourt.

É o mesmo golfinho da Europa e da Ásia. Para ficar livre dos filhos. chamada de Maria.é figura popular do folclore amazônico. Um menino. grávida da Boiúna (Cobra-grande. Seu nome significa "HABITANTE DO MATO". Conta a lenda que em uma certa tribo indígena da Amazônia. uma índia. Sucuri). Lá no rio eles se criaram. Em algumas regiões do Brasil. Quando encontra um caçador no mato. Eram tantas as maldades praticadas por ela que Honorato acabou por matá-la para pôr fim às suas perversidades. Causava sérios prejuízos aos outros animais e também às pessoas. Honorato não fazia nenhum mal. para desnortear os caçadores."Dom Juan" das águas . CAIPORA O Caipora é o protetor dos animais e plantas da floresta. COBRA GRANDE É uma das mais conhecidas lendas do folclore amazônico. mas sua irmã tinha uma personalidade muito perversa. e uma menina. 17 . o Caipora começa a andar sem rumo certo até que o caçador se perca na floresta. Costuma também. não encontrando mais o caminho de volta para casa. o Caipora é também conhecido por CURUPIRA. deu à luz a duas crianças gêmeas.O Boto . a mãe jogou as duas crianças no rio. Anda sempre montado em um porco-do-mato e galopa pela floresta cumprindo sua missão. O Caipora possui o corpo todo coberto de pêlos e é muito rápido. emitir um estridente assobio que causa arrepios de pavor a todos aqueles que o escutam. razão pela qual o homem não consegue alcançá-lo. que recebeu o nome de Honorato ou Nonato. Sua atividade consiste em espantar os animais para que os caçadores não possam matá-los.

porém. Acredita-se que a Matinta Perêra possui poderes sobrenaturais. para não se separar de sua amada. quando desamarrou a tipóia e constatou que a sua esposa tão querida estava morta. deixando as águas para levar uma vida normal na terra. Algumas luas se passaram. Até que um dia um soldado de Cametá (município do Pará) conseguiu libertar Honorato do terrível encanto. Quando sente a presença de alguma pessoa ela dá um assobio estridente. TAMBA-TAJÁ Na tribo Macuxi havia um índio forte e muito inteligente. causando-lhes fortes dores físicas e até a morte. deixando de ser cobra d'água para viver na terra com sua família. Mas ninguém tinha coragem de enfrentar o enorme monstro. Para se descobrir quem é a Matinta Perêra . apesar de aparecer também na forma de outros animais. transformando-se quase sempre em coruja. Era a 18 . Para que se quebrasse o encanto de Honorato era preciso que alguém tivesse muita coragem para derramar leite na boca da enorme cobra. MATINTA PERÊRA A Matinta Perêra é uma velha vestida de preto. Enterrou-se junto com a índia. espécie totalmente diferente e desconhecida de todos os índios Macuxis. A Matinta Perêra pode aparecer de diversas formas. O índio foi à floresta e cavou um buraco à beira de um igarapé. Certo dia. O índio Macuxi. Um dia ele se apaixonou por uma bela índia de sua aldeia. qual não foi sua tristeza. o índio sentiu que sua carga estava mais pesada que o normal e. Casaram-se logo depois e viviam muito felizes.Honorato. perdia o seu encanto e adquiria a forma humana transformando-se em um belo e elegante rapaz. O seu aparecimento causa verdadeiro pavor às pessoas. Seus feitiços são capazes de causar sérios prejuízos às suas vítimas. Tem hábitos noturnos. pois para ele não havia mais razão para continuar vivendo. dando a impressão de estar gritando o seu próprio nome: Matinta Perêra . levando-a para todos os lugares em que andava. teceu uma tipóia e amarrou a índia à sua costa. preferindo as noites sem luar. com os cabelos caídos no rosto . principalmente com respeito à saúde. Na manhã seguinte a primeira pessoa que chegar pedindo café ou tabaco é a Matinta Perêra. em algumas noites de luar. basta que a pessoa que ouvir o seu assobio convide-a para vir à sua casa pela manhã para tomar café. fazendo um ferimento na cabeça até sair sangue. até que um dia a índia ficou gravemente doente e paralítica. Chegou a lua cheia e naquele mesmo local começou a brotar na terra uma graciosa planta.

19 . vale a pena cultivar em casa um pezinho de TAMBA-TAJÁ. Como não poderia se aproximar dela. trazendo no seu verso a folha menor. cujo formato se assemelha ao órgão genital feminino. Canta sempre. que à noite cantava para sua amada. por exemplo.TAMBA-TAJÁ. de cor verde escura. UIRAPURÚ Um jovem guerreiro apaixonou-se pela esposa do grande cacique. Se. Mas se nas folhas grandes não existirem as pequeninas. De qualquer modo. Porém foi o cacique que notou seu canto. À noite. O Uirapuru vôou para a floresta e o cacique se perdeu. esperando que um dia ela descubra o seu canto e o seu encanto. Tupã transformou . A união das duas folhas simboliza o grande amor existente entre o casal da tribo Macuxi. O caboclo da Amazônia costuma cultivar esta curiosa planta. atribuindo a ela poderes místicos.o em um pássaro vermelho telha. não há amor naquele lar. acredita-se então que existe infidelidade entre o casal. trazendo em seu verso uma outra folha de tamanho reduzido. em uma determinada casa a planta crescer viçosa com folhas exuberantes. é sinal que existe muito amor naquela casa. É por isso que o Uirapuru é considerado um amuleto destinado a proporcionar felicidade nos negócios e no amor. Também se a planta apresenta mais de uma folhinha em seu verso. o Uirapuru voltou e cantou para sua amada. planta de folhas triangulares. pediu à Tupã que o transformasse em um pássaro. Ficou tão fascinado que perseguiu o pássaro para prendê-lo.

que ao desabrocharem são brancas. transformando-a em uma delicada flor: a VITÓRIA-RÉGIA (estrela das águas). suas pétalas. A partir deste casal nasceram todos os outros peixes-boi. Passava as noites andando na beira do lago. se atirou nas águas profundas do lago e morreu afogada. resolveu transformá-la em uma estrela diferente. em cima de cada um deles. comovida diante do sacrifício da bela jovem. Quando mergulharam o pajé jogou. Todas as noites ela saía de sua oca a fim de ser vista pela lua mas. a lua não a chamava para junto de si. Naiá já não dormia mais. a índia viu. E ainda resolveu imortalizá-la na terra. daquelas que brilham no céu. É uma flor de perfume ativo e. imaginando que a lua havia chegado para buscá-la. A índia Naiá também desejava ser escolhida pela lua para ser transformada em uma estrela. Em uma noite. foi realizada uma grande festa da moça nova e pela ação de Curumi. a figura da lua. nas águas límpidas de um lago. VITÓRIA-RÉGIA Em uma tribo indígena da Amazônia vivia uma bela índia chamada Naiá. para sua tristeza. Curiosamente as flores desta planta só abrem durante a noite. A pobre moça. uma tala de canarana. A lua. tornam-se rosadas quando os primeiros raios do sol aparecem MUIRAQUITÃ 20 . tentando despertar a atenção da lua . O pajé mandou que a moça nova e o Curumi mergulhassem nas águas do rio.PEIXE-BOI Para explicar a origem do Peixe-Boi os índios contavam uma lenda que dizia que em uma certa tribo indígena. habitante do vale do Rio Solimões. É por esse motivo que eles se alimentam de canarana. no Amazonas. Quando voltaram à tona já haviam se transformado em PEIXE-BOI. Ela acreditava que a lua escolhia as moças mais bonitas e as transformava em estrelas que brilhariam para sempre no firmamento.

Como os alimentos eram escassos. peixe. Uma vez por ano recebiam em sua taba os guerreiros Guacaris. Mas é a forma de sapo a mais representada por ser a mais original. pouco antes da meia . 21 . abraçando . vivia neste local uma tribo indígena muito numerosa. chorou muito até desfalecer. sem o sacrifício das crianças. Parece que Iací .a . enfiados numa trança de cabelos das noivas. as ICAMIABAS. que traziam pendurados em seu pescoço. Então o cacique Itaki tomou uma decisão muito cruel. as protegia. Inicialmente ficou estática. suspendeu sua ordem de sacrificar as crianças. obtendo um vinho avermelhado que batizou de AÇAÍ. AÇAÍ Há muito tempo atrás. dirigiam-se em procissão para o lago. porém no rosto trazia ainda um sorriso de felicidade e seus olhos negros fitavam o alto da palmeira. quando ainda não existia a cidade de Belém.noite. em homenagem a sua filha (IAÇÃ invertido). como um amuleto. que não tinham marido e não deixavam ninguém se aproximar de sua taba. ao pé de uma esbelta palmeira. Aproximou-se da porta de sua oca e viu sua linda filhinha sorridente.Antigamente havia uma tribo de mulheres guerreiras. Até hoje acredita-se que o Muiraquitã traz felicidades a quem o possui. Elas davam aos Guacaris. tornava-se muito difícil conseguir comida para todos os índios da tribo. À meia. IAÇÃ. Ficou vários dias enclausurada em sua tenda e pediu à Tupã que mostrasse ao seu pai outra maneira de ajudar seu povo. considerado como um amuleto de sorte. portanto. inconsolável. chamada IAÇÃ. Até que um dia a filha do cacique. Itaki então mandou que apanhassem os frutos em alguidar de madeira. Se nascesse uma criança masculina era entregue aos guerreiros para criá-los. que também teve de ser sacrificada. como se fossem seus maridos. Certa noite de lua IAÇÃ ouviu um choro de criança. No dia seguinte seu corpo foi encontrado abraçado ao tronco da palmeira. chorava todas as noites de saudades de sua filhinha. tartaruga e outros animais. deu à luz uma bonita menina. Manejavam o arco e a flecha com uma perícia extraordinária. se fosse uma menina ficavam com ela. dando formas variadas: de sapo. Alimentou seu povo e. Naquele dia especial. Resolveu que a partir daquele dia todas as crianças que nascessem seriam sacrificadas para evitar o aumento populacional de sua tribo.noite mergulhavam no lago e traziam um barro verde. quando a lua estava quase a pino. a lua. lançou-se em direção à filha. Porém misteriosamente sua filha desapareceu. que estava carregada de frutinhos escuros. sendo. levando nos ombros potes cheios de perfumes que derramavam na água para o banho purificador. IAÇÃ ficou desesperada. a partir deste dia. mas logo depois.

ela continuava sendo pura. sendo muito querida por todos da tribo. A índia-mãe disse: ". muito bom. no entanto. Quando o encontraram morto na floresta. que recebeu o nome de MANI. Sua mãe foi acordá-la e a encontrou morta. o Deus do mal. Por isso resolveu matá-lo. Isto fez com que Jurupari.. iluminando toda a floresta. que de nada desconfiavam. Jurupari transformou-se em uma enorme serpente e. Ninguém conseguia conter as lágrimas. Alguns dias se passaram e no local nasceu uma plantinha que os índios ainda não conheciam. ela estava esperando um filho de um desconhecido. Seus pais. sentisse muita inveja do menino. MANDIOCA Em uma certa tribo indígena a filha do cacique ficou grávida. Era muito querido por todos de sua aldeia. Veio a noite e a lua começou a brilhar no céu. conforme o desejo de Tupã. Mani não acordou cedo como de costume. com um único filho. pois sua filha não o enganará.GUARANÁ Em uma aldeia dos índios Maués havia um casal. Quando o cacique soube deste fato ficou muito triste. o rei do trovão. Os índios plantaram os olhinhos da criança imediatamente. Quer que enterremos os olhos de meu filho. uma grande tristeza tomou conta da tribo.. 22 . Era o Guaranazeiro. até que o sol foi embora. colhendo frutinhas na floresta. Então toda a tribo se reuniu para procurá-lo. ela atacou e matou a pobre criança. o que levava a crer que no futuro seria um grande chefe guerreiro. Mani era uma criança muito inteligente e alegre. A partir deste dia o cacique voltou a ser alegre e a tratar bem sua filha. em uma manhã ensolarada. que será nossa felicidade". Um dia. Neste exato momento uma grande tempestade caiu sobre a floresta e um raio veio atingir bem perto do corpo do menino. muito semelhante a um olho humano. o cacique sonhou que um homem branco aparecia em sua frente e dizia para que ele não ficasse triste. enquanto o indiozinho estava distraído. Todos ficaram muito assustados. Seus pais já estavam desesperados com a demora do menino. esperaram em vão pela volta do indiozinho. À noite. Então. Algumas luas se passaram e a índia deu a luz a uma linda menina de pele muito branca e delicada. pois sonhava que a sua filha iria se casar com um forte e ilustre guerreiro.É Tupã que se compadece de nós. alegre e saudável. É por isso que os frutos do guaraná são sementes negras rodeadas por uma película branca. para que nasça uma fruteira. Assim foi feito.

Depois eles sopraram a água lá no Amazonas e o rio ficou muito largo. Era uma planta totalmente diferente das demais e desconhecida de todos os índios da floresta. que não deu e disse: "Seu pai é Pajé muito grande. A índia imaginou que sua filha estava voltando á vida e. Um dia quando a mãe de Mani foi até a cova para regá-la novamente com suas lágrimas. Voltaram para casa e disseram que haviam quebrado os tambores e que teriam água por toda a vida para beber.A índia desesperada resolveu enterrá-la dentro da maloca. LENDA DA LUA Outra lenda indígena conta sobre a origem da lua. Os filhos de Cinaã estavam com sede e foram pedir água para o passarinho. Continuaram até chegar no Amazonas. Depois desceu e foi dizer aos Jurunas que ia voltar pra árvore e não desceria nunca mais. Quando a água saiu. tinha peixe dentro dos tambores. Juriti era a dona da água. Então Manduka subiu numa árvore que ia até o céu. E é por isso que a lua tem manchas 23 . Os irmãos pularam longe. que ficou com as pernas fora da boca. pegaram o sangue e sopraram. Aí virou lua. para não ser identificado. Juriti virou bicho. Cinaã disse para eles não irem mais lá que era perigoso. Cortaram suas pernas. Rubiatá virou gente novamente. Manduka lavou o rosto porém a marca da tinta não saiu. cheia de esperanças. Em sua homenagem deram o nome de MANDIOCA. mas não mostrava o rosto e nem falava. Os outros dois irmãos começaram a correr e foram fazendo rios e cachoeiras. porque não dá água para vocês?" Aí voltaram para casa chorando muito. Manduka também ficou com vergonha pois todos passaram a saber o que ele havia feito. que estava morto. tentando descobrir quem era. Então ela descobriu quem era. Dizem que antigamente era tudo seco. Juruna morava dentro do mato e não tinha água nem rio. Lá os irmãos pegaram Rubiatá. mas o peixe grande que estava lá dentro engoliu Rubiatá (um dos irmãos) . passou tinta de jenipapo no rosto de Manduka. brancas como o leite. Todas as noites ia deitar com ela. muito brava e chorou muito. Cinaã perguntou porque estavam chorando e eles contaram. O peixe grande foi atrás levando água e fazendo o rio Xingu. A mãe de Mani começou a cuidar desta plantinha com todo carinho. Levou uma cotia pra não se sentir muito só. que quer dizer Casa de Mani LENDA DOS RIOS A origem dos rios Xingu e Amazonas também faz parte do imaginário indígena. Ficou com vergonha. Todos os dias a cova de Mani era regada pelas lágrimas saudosas de sua mãe. Em lugar de sua querida filhinha encontrou raízes muito grossas. Mas eles foram assim mesmo e quebraram os tambores. percebeu que uma bela planta havia nascido naquele local. Manduka namorava sua irmã. A irmã. começou a cavar a terra. até que um dia percebeu que a terra à sua volta apresentava rachaduras. que a guardava em três tambores. que vieram a tornar-se o alimento principal de todas as tribos indígenas.

No meio da lua costuma aparecer uma cotia comendo coco. Escureceu de novo. As crianças começaram a morrer de fome porque Juruna não podia trabalhar na roça e nem pescar. Estava tudo escuro. Portanto. Só há uma exigência: esquecer a dieta. Kuandú tinha três filhos: um é o sol que aparece na seca. E assim ficaram os 3 filhos de Kuandú. mas Juruna foi mais rápido acertando Kuandú com um cacho na cabeça. a maniçoba ou o sorvete de bacuri. GASTROMOMIA Entrando pela porta da cozinha você está convidado a conhecer um mundo mágico. tacacá. Kuandú disse que ele ia morrer. mais novo. O filho do meio só aparece quando os irmãos ficam cansados. É a outra mancha que a lua tem. o outro. Quando é sol mais fraco é o filho mais novo. sai na chuva e o filho do meio ajuda os outros dois quando estão cansados. Nomes excêntricos como tucupi. Mas só um pouco porque era muito quente para ele. Venha saborear o pato no tucupi. cupuaçu ou bacuri.Por isso este queria se vingar. pirarucu. quando é seca e sol forte é o filho mais velho que está fora de casa. correspondem a comidas. sem similar em outro lugar do mundo. O filho não aguentou e voltou para casa. LENDA DO SOL Para os índios o sol era gente e se chamava KUANDÚ. Por usar produtos naturais. maniçoba. A cozinha paraense é a mais rica e mais autêntica do Brasil. conhecidos há séculos pelos índios da região. Aí tudo escureceu. açaí. colhidos das fontes mais puras encontradas na flora e na fauna amazônicas. Uma vez Kuandú estava bravo e foi para o mato pegar coco. Os pratos típicos utilizam produtos naturais. A mulher de Kuandú mandou o filho sair de casa e ficou claro de novo. GASTRONOMIAS PRATOS TÍPICOS PATO NO TUCUPI 24 . peixes ou frutas irresistíveis à primeira mordida. a culinária paraense sobrevive ao tempo. por causa do jenipapo que a irmã passou em Manduka. Lá encontrou Juruna em uma palmeira inajá.escuras. mostrando pouca influência dos europeus ou africanos. onde a natureza comanda o espetáculo. Entrando e saindo de casa. Há muito tempo um índio Juruna teria comido o pai de KUANDÚ.

daí a origem do seu nome em tupi "pirarúku". As postas também podem ser cobertas com rodelas de cebola. juntando-se em seguida azeite. são aferventadas e desfiadas. molho do tipo usado para churrasco ou salada de feijão manteiguinha de Santarém. podendo ser usada ressecada. sal e alho. são grelhados até ficarem douradas. O jambu. são cozinhadas em leite de coco (usa. chegando a alcançar até 2. após ficarem de molho durante algum tempo para a retirada do sal. Pirarucu Grelhado ou na Brasa As postas ressecadas do pirarucu. Pode-se acrescentar ovos. Com ela são feitos diversos pratos muito apreciados. As postas do peixe são temperadas com um molho de limão. coberto pelo tucupi. regadas com azeite. cebola. Quando estas começam a amolecer colocam-se as postas que ficarão cozidas quando as batatas amolecerem completamente. PEIXADA É feita com peixe de uma só qualidade. Sua língua é utilizada para ralar o guaraná e as escamas para lixar unhas. Tem coloração avermelhada. pescada amarela ou tucunaré.d'água molhada. Como tempero leva alho. A pesca é feita nos rios da Amazônia com anzol ou arpão.verde e tomate refogado. prepara-se um caldo com a cabeça do peixe. onde fica de molho durante algum tempo para tomar gosto. como o bacalhau. branco PIRARUCU É o maior peixe de escamas do Brasil. Sua carne é saborosa.Depois de assado o pato é cortado em pedaços e fervido no tucupi. depois de escorrido é colocado sobre o pato. Desafio de Pirarucu As postas ressecadas do pirarucu. ou fresca. Acompanhamentos: Arroz farinha-d'água pimenta-de-cheiro a gosto. Pirarucu no leite de coco As posta ressecadas do pirarucu. cheiro. após ficarem de molho durante algum tempo para a retirada do sal.5m de comprimento e peso de até 80 kg. sal. preferencialmente filhote. cheiro-verde. chicória e alfavaca.se também o leite de Castanha-doPará). cebola. fazendo-se um mexido. À parte. Como acompanhamento arroz branco e farinha-d'água. alho socado. já aferventado em água e pouco sal. alho socado e batatas cortadas em metades. após ficarem de molho durante algum tempo para a retirada do sal. que significa 'peixe vermelho'. 25 . Serve-se com farinha.

cebolinha e azeite de dendê. ou amido de milho. Acompanhamentos: Arroz branco. toucinho. Pode ser guarnecido com folhas de jambu cozidas e camarões secos. Acompanhamentos: Ovos cozidos Pirão de farinha-d'água ou farinha seca. lingüiça e paio. feito com o próprio caldo da cozidos peixada CALDEIRADA Semelhante à peixada no tempero e no cozimento. farinha seca.Acompanhamentos: Ovos Pirão de farinha-d'água ou Pimenta-de-cheiro a gosto. Leve e nutritiva. refogados com cebola. praticamente os mesmos ingredientes de uma feijoada completa. mas feita com diversos tipos de peixes. engrossando com farinha de arroz ou de trigo. chouriço. tomate. após o que acrescenta-se charque. pois a folha da maniva (a planta da mandioca). Cozinha-se no leite de coco. bucho. ou ainda miolo de pão. depois de moída. além de verduras. VATAPÁ PARAENSE É preparado com camarões secos descascados. feito com o próprio caldo da peixada Pimenta-de-cheiro a gosto. CARURU PARAENSE 26 . Pimenta-de-cheiro a gosto. mocotó. orelha. MANIÇOBA Sua preparação demora cerca de uma semana. pé e costeleta salgadas de porco. deve ser cozinhada durante pelo menos quatro dias. Farinha-d'água.

Os talheres são substituídos pelos próprios dedos. extraído da raiz da mandioca. as patas grandes do caranguejo. Pimenta-de-cheiro a gosto. de cor amarelada. leitão. pois cru é venenoso. pato. Oferece sabor inconfundível aos pratos com ele preparados. TAMUATÁ NO TUCUPÍ O tamuatá. Para acompanhamento arroz branco e farinha-d'água. também chamado "cascudo" por causa de sua couraça. Molho de pimenta-de-cheiro a gosto. alho e limão. Os caranguejos são quebrados com a ajuda de pauzinhos. Depois de bem lavado. camarão e alguns tipos de caça. para retirar as carnes. CASQUINHO DE CARANGUEJO Depois de cozido o caranguejo na água e sal. Serve-se no próprio casco do caranguejo coberto com farofa de farinha-d'água.TUCUPÍ O tucupi é um líquido amarelo. temperadas com sal. Seu preparo guarda a forma artesanal cultivada pelos índios da região. sal. cheiro-verde. cebola. CARANGUEJO TOC-TOC É o caranguejo cozido inteiro em água. limão e pimenta-de-cheiro. é cozinhado no tucupi junto com algumas folhas de chicória e alfavaca. Sobre o tamuatá no tucupi coloca-se o imprescindível jambu. limão e alho. é um peixe típico dos rios da Amazônia. são envolvidas (na parte que tem carne) em massa de 27 . e temperado com sal e limão. retira-se a carne que é refogada com azeite. UNHA DE CARANGUEJO Após cozidas. como o tacacá. tomate. Deve ser cozido demoradamente antes de ser consumido. peixe.

etc. Depois são fritas à milanesa em gordura bem quente. PIMENTA-DE-CHEIRO 28 . Suas folhas. até mesmo. ovos e um pouco de carne desfiada do caranguejo. goma de tapioca cozida. deve ser ligeiramente aferventado em água com pouco sal. FARINHA D'ÁGUA É uma das muitas variedades de farinhas feitas com a mandioca e também a mais apreciada. Acompanha todos os pratos paraenses e. os que não são típicos do Pará. sobretudo Belém. Outros tipos de farinha feitas a partir da mandioca: tapioca. sobretudo do tacacá e do pato.se também as mesmas patas cozidas servidas com molho vinagrete.batata. produzem leve tremor nos lábios e. Pimenta-de-cheiro a gosto. na esquina das principais ruas das cidades paraenses. farinha de trigo. Antes de ser acrescentado nos diversos pratos em que é usado. talvez por isso. suruí. TACACÁ O tacacá não é considerado uma refeição. É uma espécie de bebida ou sopa. A melhor vem das colônias e deve estar bem torradinha. muitos o apontem como afrodisíaco. Usa. servida em cuias e vendida pelas "tacacazeiras". É encontrada nas feiras livres. geralmente ao entardecer. JAMBÚ Planta rasteira. quando mastigadas. companheira inseparável do tucupi na preparação dos pratos paraenses. Pimenta-de-cheiro a gosto. tucupi. Na hora de servir são misturados. jambu e camarão seco. seca. na cuia.

no entanto. a bacaba é. É também delicioso no preparo de sorvetes. Muito usada também para fazer sorvetes. FRUTAS REGIONAIS AÇAÍ Bebida extraída do pequeno fruto do açaizeiro. mousses. Tem formato de uma bolinha e é autêntica marca registrada da cozinha paraense. coando-se então a mistura em peneiras especiais para que se obtenha um líquido roxo. Obtém-se assim um líquido de cor parda. A bebida é assim extraída: colocam-se os caroços do açaí de molho na água para amolecer a casca fina que os reveste. Há quem o aprecie sem açúcar. É nutritivo e refrescante. farinha de tapioca ou farinha-d'água. que dá frutos em cachos com dezenas de caroços. Deliciosa e refrescante. Para a obtenção da bebida procede-se da mesma forma que no preparo do açaí.Dentre a enorme variedade de plantas regionais a pimenta-de-cheiro se destaca pelo perfume marcante e agradável e por sua cor amarela e brilhante. servido gelado com açúcar. BACABA Bebida extraída da palmeira de mesmo nome. farinha de tapioca ou farinha-d'água. menos popular que o açaí. Em seguida os caroços são amassados com água em alguidar de barro ou máquina própria. Toma-se gelado com açúcar. 29 . palmeira de porte esguio que chega a alcançar 30 m de altura e que produz cachos com dezenas de caroços (frutos) redondinhos de cor arroxeada. licores. espesso e de sabor característico incomparável. etc.

Dentro encontramos duas a três sementes grandes. Tem casca grossa e resinosa de cor amarelada. bolos. raramente. recheios. O Bacuri é. Entre as sementes estão os "filhos". tortas. mousses e inúmeros outros doces. de perfume forte e agradável e delicioso sabor agri-doce. pouco maior que uma laranja graúda. geléias. brancas. com excelente sabor agri-doce característico. árvore frondosa. 30 . Seu uso é muito variado. cremes.CUPUAÇU Fruto cilíndrico com mais ou menos 20 cm de comprimento por 13 cm de diâmetro. bastante espessa. pudins. compotas. Dele se faz refresco . em geral. BACURI É o fruto do bacurizeiro. sorvetes. licores. que são pedaços de polpa sem caroço. arredondado nas extremidades.também conhecido no Pará como "vinho de cupuaçu" -. Dentro cerca de 50 sementes graúdas recobertas inteiramente por massa branca. magnífica quando coberta de flores róseas ou. Casca dura de cor marrom-escura. revestidas de polpa branca perfumada.

TUCUMÃ Fruto do tucumanzeiro. sendo excelente acompanhamento para café e chá. casca amareloesverdeada e polpa fibrosa. que reveste o caroço. Come-se pura. ingá. sorvetes. Igualmente saborosa quando caramelada ou em compota. graviola. árvore de porte magnífico e dimensões notáveis. taperebá-do-sertão. etc. amarela. muito saborosa. envoltas por casca lenhosa fina. mari-mari. goiaba. buriti. Isso dificulta a colheita dos cachos com numerosos frutos. fibrosa e farinácea. amarela. abacaxi. etc. muito dura. embora não tenham consumo tão acentuado como as anteriormente citadas: uxi. esverdeada. é um dos principais produtos de exportação do Pará. jenipapo. bolos. mousses. muito saborosas e de elevado sabor alimentício. superior que fica presa ao cacho. sapoti. palmeira que alcança alturas elevadas com o tronco todo revestido por anéis de espinhos. com achatamento na parte. balas e inúmeros outros doces saborosos CASTANHA-DO-PARÁ Fruto da castanheira-do-pará. tortas. Cada fruto apresenta em média 3 cm de diâmetro. A Castanha-do-Pará é muito usada para a confecção de confeitos. com peso variável entre 700 e 1. que variam de cor de planta para planta: vermelha. coberturas de bolos. Essa palmeira produz cachos com numerosos frutos de formato ovóide. não sendo exclusividade paraense: mangas.500 grs. contendo de 11 a 22 amêndoas ou castanhas graúdas. Em seu interior há um coquinho. pouco resistente. Essas castanhas são comestíveis. com tronco de até 4 m de diâmetro. característica. de 11 a 14 cm de diâmetro. biribá. recheios. carambola. palmeira que chega a alcançar 10m de altura. tamarindo. O ouriço tem casca lenhosa. que é o caroço. cremes. Muitas outras frutas típicas do Pará enriquecem esta relação. além de doces diversos.com presença marcante em refrescos. 31 . umari e bacuri-pari. densa. recheios. jaca. A pupunha tem o formato aproximado de uma esfera. chegando a alcançar 50 m de altura. A polpa. PUPUNHA Fruto da pupunheira. O fruto (ouriço) é esférico. Apreciada em todo o mundo. geléias. Antes de ser consumida a pupunha deve ser cozida em água e sal. com mel de cana ou manteiga. é amarelada. abricó. licores. Tantas outras têm incidência em todo o Brasil ou em apenas algumas regiões. Quando frescas fornecem o leite usado na preparação de vários pratos típicos da cozinha paraense. Para comê-la retira-se a pele que a envolve.

com cerca de 1. É delicioso como refresco.MURUCI Fruto da pequena árvore que tem o mesmo nome. A casca é uma película que envolve polpa de não mais de 3 mm de espessura. ainda hoje. composta de polpa amarela de 3 a 10 mm de espessura. com A maioria desses grupos fala línguas de três troncos São 39 terras indígenas oficialmente reconhecidas. muito perfumado. sorvete e em uma infinidade de doces. PIQUIÁ Fruto da árvore de mesmo nome.000 índios. aderente a um caroço lenhoso. que do Estado. distintos: Macro-jê. Os registros atuais mostram a aproximadamente 16. com quatro bagos em forma de rim. sorvetes e licores CULTURA INDÍGENA Os povos indígenas são habitantes originais do Pará. TAPEREBÁ Fruto do taperebazeiro. Seu formato é esférico. com arredondamento nas extremidades. Seu perfume agradável não pode ser comparado aos de nenhuma outra fruta. tais as suas características exclusivas. ácido. A casca. Tupi e Karib. Formam. também é amarela. A casca é uma película de cor amarelada e a polpa. achatado nos pólos. muito duro. já que se tratam de povos específicos. sociedades que ajudam a entender o universo amazônico. Seu tamanho é idêntico ao de uma pequena ameixa.52% da área total presença de 32 povos no território paraense. e seu tamanho regula o de uma laranja graúda. O taperebá é amarelo-escuro. é espessa e carnuda. árvore de grande porte. 32 .5cm de diâmetro. que contém uma amêndoa comestível e bastante apreciada. de cor marrom-acinzentada. mas de excelente sabor adocicado. que envolve o pequeno caroço. Tem formato cilíndrico. aderente a um caroço que é a parte maior da fruta. com um rico e diversificado patrimônio étnico e cultural. representam 24. Tem forma esférica. cujo tronco atinge alturas consideráveis. ligeiramente achatada nos pólos. Especialmente apreciado em refrescos.

Nova Kaapor. UrubuParagominas. Uruara e Ruropolis Karaja Santana do Karaja Santa Maria das Araguaia Barreiras Kararao Kararao Altamira 33 .Sen. Aveiro/PA Tembe.POVOS INDÍGENAS Amanayé Anambé Apiaká Arara Araweté Assurini Atikum Guajá Guarani Himarimã Hixkaryána Juruna Karafawyána Karajá Katwena Kaxuyana Kayabi Kayapó Kreen-Akarôre Kuruáya Mawayâna Munduruku Parakanã Suruí Tembé Timbira Tiriyó Turiwara Wai-Wai Waiãpi Wayana-Apalai Xeréu Xipaya Zo'e População total: 20.185 TERRAS INDÍGENAS Nome da Terra Andira-Marau Alto Rio Guama Grupo Indígena Município Satere-Mawe Itaituba.Timbira e Guaja Esperanca do Piria e Sta Lucia do Para Amanaye Amanaye Goianesia do Para Anambe Anambe Moju Apyterewa Parakana Altamira e Sao Felix do Xingu Arara Arara Medicilandia. Jose Ipixuna Porfirio e São Felix do Xingu Badjonkore Kayapo Cumaru do Norte -Sao Felix do Xingu Bau Menkranotire Altamira Cachoeira Seca Arara Altamira. Brasil Novo e Uruara Arawete Igarape Arawete Altamira.

Oriximina. Faro e Oriximina Nova Jacunda Guarani MBya Jacunda Pacaja Asurini Portel Panara Panara Guaranta do Norte e Altamira Paquicamba Juruna Vitoria do xingu Parakana Parakana Itupiranga e Novo Repartimento Parque do Apalai e Wayana Almeirim. Almeirim e Alenquer Sai-Cinza Munduruku Jacareacanga Sororo Aikewar Brejo Grande do Araguaia Tembe Tembe Tome-Acu Trincheira Bacaja Xikrim. Peixoto de Azevedo e Matupa Munduruku Munduruku Jacareacanga Nhamunda/Mapuera Wai Wai e Hixkaryana Nhamunda. Sao Felix do Xingu. Tumucumaque Obidos e Alenquer (PA) Pimental Sao Luis Munduruku Itaituba e Trairao Praia do Indio Munduruku Itaituba Praia do Mangue Munduruku Itaituba Rio Curua Curuaya Altamira Rio Paru DEste Apalai e Wayana Monte Alegre. Apiaka e Munduruku Kayapo 34 . Arawete. Ourilandia do Norte. Apyterewa e Assurini Pacaja e Sao Felix do Xingu Trocara Assurini Tucurui Trombetas Mapuera Wai-Wai e Karafawyna Faro Ture/Mariquita Tembe Tome-Acu Ture/Mariquita II Tembe Tome-Acu Xikrin do Rio Catete Xikrin Paraupebas e Agua Azul Kayabi Kayaby.Jacareacanga(PA) e Apiacas (MT) Kayapo Sao Felix do Xingu. Senador Jose Porfirio. Cumuru do Norte e Tucuma Koatinemo Assurini Senador Jose Porfirio e Altamira Las Casas Kayapo Redencao Mae Maria Gaviao Bom Jesus do Tocantins Maranduba Karaja Santana do Araguaia Menkragnoti Menkragnoti Altamira.

Suruí.é o fundador da aldeia. terminologias de parentesco. com um "centro" formando uma grande praça. Araweté. Kikretum. Tupi Os povos TUPI. Xereu. As aldeias Tupi apresentam. divididos em vários subgrupos: A' ukre. As casas ficam perto umas das outras sem uma ordenação aparente. Xicrin do Bacajá e Xicrin do Cateté. Também fazem uso da pintura corporal. considerada o lugar dos homens. Gorotire. Pukanu. Esses povos baseiam-se na cooperação para o trabalho das roças e casas. Kuben-Kranken. O uso da pintura corporal é outra característica marcante desses povos. como o tempo e a freqüência do contato interétnico com outros povos indígenas e com a sociedade nacional. Macro Jê No Estado do Pará a maioria dos povos indígenas. as estruturas cerimoniais. Geralmente o líder . lingüístico e cultural. No entanto. como o formato das aldeias. Karib No Estado do Pará todos os povos KARIB. é o lugar das mulheres. podem ser divididos basicamente em famílias linguísticas TUPI-GUARANI. Aparaí. em relação à língua. etc. Outro círculo. na troca de alimentos e nas atividades de pesca e caça coletiva. Kaxuyana. Esses grupos apresentam características comuns. Tembé e Z' oé. da vida . essencialmente. TUPI e KARIB. a faixa etária. Karafawyana. Anambé. Kaapor. principalmente nas festas cerimoniais. as formas das casas. Hixkaryana. No Estado do Pará os TUPI são: Juruna. O parentesco tem um papel importante na organização social desses povos. Munduruku e Xipaya e os Tupi-Guarani são: Amanayé. 35 . Wai Wai e Wayana. composta. a condição social e momentos importantes na vida do indivíduo (fim do resguardo. Katuena. se diferenciam bastante a partir do seu meio ambiente. A língua talvez seja o caminho mais fácil para tornar clara essa diversidade entre os vários povos. de uma família extensa. da reprodução dos indivíduos. agrupando uma ou mais famílias nucleares. onde se incluem os Parketjê (Gavião) e os Kaipó. Entre os Wayana-Apalai a composição das aldeias baseia-se. As casas são posicionadas em círculos. nomeação. As aldeias Karib são geralmente pequenas. No Estado do Pará destacam-se basicamente três troncos lingüísticos: MACRO JÊ. Há grande variação entre eles: o estilo das aldeias. Apiaká. Parakanã. Menkranotí. onde ficam as casas. Guarani. com exceção dos Arara. Mebgnokre. São formados pelos Arara. Assuriní. Kayabí. filia-se à família linguística JÊ. Kuruaya. nos laços de parentesco. que fala línguas oriundas do tronco linguístico MACRO-JÊ. Entre os do Norte e os do Sul há uma grande afinidade lingüística. A pintura define o sexo. em outros aspectos culturais. situam-se ao Norte do Rio Amazonas. na maioria das vezes. Kararaô. Ali eles se reúnem quase todo dia para tomar as decisões.). Tiryió. a atitude face à guerra e a importância do Xamanismo. Kokraimoro.chamado tamuxi ou tipatakim . forma desordenada. ou simplesmente TUPI. No cotidiano podem ficar sem ela. aparentemente.Xipaya Zo'e Xipaia e Kuruaya Zo'e do Norte Altamira Obidos e Alenquer TRONCOS LINGÜÍSTICOS O termo genérico "índio" abrange uma variedade de povos muito diferentes entre si do ponto de vista social.

preservando o meio ambiente e adquirindo minucioso conhecimento e domínio de sua diversidade biológica e ecológica. pesca e coleta de frutos. utensílios e ferramentas. lagos. permite que milhões de caboclos produzam e se reproduzam. objetivando "integração" e "civilização" na perspectiva da sociedade nacional. fato responsável pelo desaparecimento gradativo de muitos grupos e de suas culturas. empregando seus conhecimentos no desenvolvimento de tecnologias adequadas à exploração e manutenção do acervo natural e ambiental. por isso são exímios conhecedores de seu meio. etc. A concepção assistencialista está sendo paulatinamente superada. igarapés. tiveram sempre seus direitos fundamentais pouco respeitados. secularmente repassado a seus descendentes. Assim eles desenvolvem uma economia sustentável produtiva e diversificada. medicamentos. 36 . de acordo com o modo de vida sócio cultural peculiar à cada grupo. até hoje. luta e pressão dos próprios índios que. enquanto habitantes originais do Estado do Pará. Esta relação interativa com a natureza permitiulhes conhecer e criar técnicas específicas de manejo dos diversos ecossistemas. vivendo geralmente em territórios específicos. Arte e cultura também integram sua economia. rios. Produzem todos os alimentos necessários a uma dieta alimentar rica e balanceada. A atividade comercial decorre de como os grupos julgam necessário. assim como assegurá-los na Constituição Federal de 1988. Isto lhes capacitou a dominar o meio ambiente e desenvolver tecnologias eficientes e apropriadas na extração.887. já fizeram avançar consideravelmente seus direitos. ARTE INDÍGENA Os povos indígenas. desta forma. gerando alimentos.ÍNDIO E MEIO AMBIENTE Os povos indígenas habitam o Pará desde tempos imemoriais. O conhecimento indígena. a partir da organização. Constituição do Estado do Pará e Lei Ambiental do Estado do Pará Nº 5. ECONOMIA INDÍGENA Os povos indígenas convivem secularmente com a floresta. utilização e manutenção dos recursos naturais e fontes disponíveis como: florestas. Ao longo da História conviveram e se desenvolveram de forma sustentável. A legislação pertinente aos indígenas foi historicamente baseada na proteção e assistência. no interior amazônico. Os indígenas observam as regiões e o clima para executar agricultura. Essa estrutura é alterada a partir de pressões externas. caça.

Constituição Federal A partir da luta dos índios foi inserido, na Constituição Federal de 1988, o capítulo denominado "DOS ÍNDIOS" (CAPÍTULO VIIIartigos 231 e 232), cujo conteúdo introduz avanços políticos e jurídicos significativos, assegurando direitos cruciais à reprodução biológica e cultural desses grupos. Desta forma, o Estado reconhece os povos indígenas enquanto povo diferenciado, respeitando e garantindo seus direitos à organização social, língua, costumes, crenças e tradições. Admite ainda seus direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam e os recursos naturais que nelas existem. Cabe à União proteger e demarcar as terras e oferecer educação dentro dos processos de aprendizado próprios desses povos. Constituição do Estado do Pará A Constituição do Estado do Pará, promulgada em 05 de Outubro de 1989, definiu, em seu CAPÍTULO IX (DOS ÍNDIOS), obrigações institucionais relativas aos povos indígenas que habitam Estado e Municípios. O poder público estadual os defenderá judicialmente através do Ministério Público e apoiará também a implementação de projetos, planos e programas da União quando destinados aos indígenas deste Estado. As atribuições contidas nesta lei têm substancial importância devido à presença expressiva de indígenas no território paraense, onde toda e qualquer ação e atuação deve observar o respeito quanto à organização social, costumes, línguas, crenças e tradições e, ainda, garantir a posse dos índios às suas terras, assim como o usufruto exclusivo das riquezas existentes nas mesmas. Lei Ambiental do Estado do Pará A Lei Ambiental do Estado do Pará, nº 5.887, de 09 de Maio de 1995, tem como finalidade normatizar os procedimentos, política e ações referentes ao meio ambiente dentro de uma nova perspectiva, que conjuga crescimento econômico, proteção ambiental e desenvolvimento social. O Artigo 2º, parágrafo VIII da referida lei, dispõe especificamente sobre os povos indígenas, observando o respeito à sua organização social e formas tradicionais de organização, visto que indígenas e comunidade regional são partes inseparáveis do meio ambiente amazônico. Deste modo, toda e qualquer política destinada a esse Estado tem que, necessariamente, contemplar as populações que habitam tradicionalmente este território.

ARTE INDÍGENA
A produção artística das sociedades indígenas cumpre um objetivo sócio - cultural determinado, conforme a estrutura

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social de cada grupo. É a expressão dos códigos simbólicos produzidos e compartilhados por cada povo a partir de suas experiências e relações com a natureza, entre si e com o sagrado. Estes elementos mostram seu modo de viver, entender e perceber o mundo. A cultura material indígena é produzida a partir de sua realidade. Isto envolve recursos naturais disponíveis, finalidade, tecnologia, concepções religiosas, estéticas e filosóficas. Esta junção de elementos acaba por influenciar nas tendências artísticas de cada grupo como: plumária, cestaria, cerâmica e ainda a pintura corporal. Cada peça produzida tem função específica , demonstrando que os índios associam arte e trabalho.
Plumagem

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Cestaria Cerâmica

Pintura

ARTESANATO
Um dos aspectos mais charmosos da cultura paraense é o artesanato. As peças, ricas em detalhes, guardam tradições que vão ganhando novos traços com o passar do tempo, sem perder as marcas originais.

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Esta matéria-prima é empregada também na confecção de utensílios domésticos. bonecas. como vasilhas para ingestão de bebidas. peças decorativas e urnas. 40 . São preciosidades encontradas nas feiras e lojas de artesanato. para facilitar a separação das fibras. fibras vegetais. açaí e outros alimentos da culinária paraense. o pirarucu. jogo americano. etc. Todos inspirados nas artes marajoara e tapajônica dos primeiros índios que ocuparam a região. é obtida do caule e das hastes. Dessa forma. Os objetos de balata apresentam textura semelhante ao couro. conchas e recipientes para uso diversificado. o macaco. como o boto. tapetes. pode ser encontrada em utensílios domésticos. a cobra. raízes aromáticas e as conhecidas bonecasde-cheiro também fazem parte do artesanato paraense. pintadas ou incisas. Quando tem seu caule sangrado expele um látex que fornece uma goma elástica e visguenta. couro. sacolas. tacacá. o boi. produzida de forma rudimentar por artesãos a partir da argila. a tartaruga. são moldadas reproduções reduzidas de animais de nossa fauna. Esculturas em madeira. o cavalo. espalhadas na capital e nas principais cidades do Estado. Seu emprego estende-se aos brinquedos.A cerâmica. sendo estas cortadas e maceradas durante alguns dias em água. para tomar banho. A partir delas são confeccionados bolsas. JUTA A fibra da juta. É um pedacinho do Pará que você pode levar pra casa! CUIA Entre os indígenas brasileiros as "cabaças" constituem-se nos mais difundidos recipientes para a água. As "cabaças" podem receber decorações gravadas. BALATA É uma árvore da família das Sapotáceas. No Pará é bastante usada com o nome de "cuia". instrumentos musicais e máscaras. panos e outras peças decorativas. mingau. Os blocos desse látex são aquecidos em banho-maria no momento da confecção das peças artesanais. planta da família das Tilicíceas.

de grande utilidade artesanal na confecção de cestas. pombinhas. Extraído da mata. Dotadas de um perfume peculiar. cestas. é fonte de alimento vitamínico. bonecas. Tem várias utilidades.prima da região Norte. tipitis. abajour. APUÍ Material resistente da nossa região. jacarés e tatus. porta-revistas. Dela são feitos licor e vinho. À margem dos roçados e seringais fornece a palha para cobrir cabanas. degustada com farinha e açúcar. Para os índios tem várias utilidades na confecção de cestas. serve para a fabricação de móveis artesanais como cadeiras. cestos. Misturadas a outras raízes e cascas de árvores igualmente perfumadas dá origem ao " Cheiro do Pará". tapetes e bolsas. entre outros. mas é nas raízes que está seu grande atrativo. fibra que serve para tecer maqueiras (redes artesanais). A fruta. como cobras. renas e ainda no preparo de "garrafadas". quando secas são usadas para confecção de leques. ainda. soca-socas. Suas folhas são utilizadas para confeccionar chapéus. Do broto ou grelo tira-se a envira. araras. camas. de grande utilidade na confecção de arranjos. barcos. tirada das folhas. fornece meios para os artesãos tecerem paneiros. originária da Malásia.PATCHOULI É uma herbácea da família das gramíneas. Usado também para atracação de móveis de cipó. várzeas e beiras dos igarapés. para esculpir brinquedos de formas variadas. cestas. balaios e. GRACHAMA Material rústico encontrado nas várzeas da região Norte. etc. o miriti. no amarrado de suas tendas e de currais. MIRITI Produto tropical extraído de nossas matas. A tala. mesas. derivados e móveis em geral. extraída da mata. a palmeira MAURITA FLEXUOSAL recebe o nome vulgar de MIRITIZEIRO ou BURITIZEIRO. etc. Do fruto ainda se extrai a tinta para pintar brinquedos e quadros originais. servindo também para aguar o tradicional mingau de farinha-d'água ou arroz. 41 . CESTARIA Cipó titica Matéria .

chapéus. No artesanato são produzidas peças diversas como bolsas. Assim que chega na olaria a argila é limpa novamente com fios de cobre. CERÂMICA O processo começa com a retirada do barro cru. utilizam pequenos barcos feitos de tronco para o transporte da matéria . calafetação de embarcações. então. de um vermelho "piçarra" ou bege bem claro. Sobre essa base é feito o trabalho de gravação. como são chamados. o trabalho do artesão propriamente dito. etc. Os "tiradores" de barro. Vale destacar que grande parte desta produção é representada por cópias fiéis de importantes originais da cerâmica marajoara ou tapajônica. Outras trazem figuras em relevo que são moldadas isoladamente e depois unidas ao conjunto ainda úmido. Suas fibras entrelaçadas são extraídas do fruto. nos arredores de Icoaraci. É aí que o artesão começa a dar forma às peças. Depois é amassada manualmente até que se obtenha uma consistência uniforme na massa. Os indígenas utilizam-nas para vestuário. principal cidade produtora do artesanato em cerâmica. em Belém.TURURI É uma espécie de palmácea originária da palmeira Baçu. de peso mais ou menos uniforme. com estiletes ou desenho com pincel.prima até os pequenos armazéns nas margens dos igarapés. Depois disso a peça é polida com uma semente para ganhar brilho natural. Nessa fase a peça é tingida com uma mistura de corantes naturais. 42 . Já em sua forma definitiva. que fazem parte do acervo do Museu Paraense Emílio Goeldi. a 15 Km de Belém. sacolas e bonecas. cobertura de palhoças. encontrado nos mangues. a peça sofre um processo de pré-endurecimento. Depois do processo natural de envelhecimento algumas peças parecem autênticos achados arqueológicos. Algumas são deixadas na cor natural do barro. com a secagem natural. Lá é feita a primeira limpeza e o beneficiamento. O barro é vendido em bolas. Os motivos são os mais diversos. Este é um dos mais importantes instrumentos do ceramista. Algumas exigem emendas. normalmente por meio de tração animal. Só depois de um paciente trabalho de preparação é que o artesão põe sua "távola" giratória para funcionar. devido à sua forma. Começa.

feita com uma mistura de cauxi e cariapé. Só depois de todo esse processo é que a peça está pronta para a venda. particularmente no ornamentação. sem decoração. Formiga Fase pobre. Cerâmica Maracá Tem como berço o Estado do Amapá. tigelas e igaçabas. com um olhar mais atento. utilizando pintura vermelha e preta sobre engobo branca. gargalo. São cinco fases arqueológicas na Ilha do Marajó. porém é no Distrito de Icoaraci que se desenvolve este trabalho. Seu que traço diz principal é respeito a à borda incisa. Aruã A louçaria Aruã é a mais inferior e bem simples. As urnas funerárias encontradas no Vale do Rio Maracá são de três tipos: tubulares. apreciar de perto a exuberância de suas matas. Cerâmica Tapajônica É tridimensional.Em seguida o cozimento é feito em rústicos fornos de barro. Não apresenta características de modo a ser encaixada em um determinado estilo. pratos. FAUNA Conhecer o Pará é desvendar seus variados ecossistemas. perceber os 43 . Cerâmica Marajoara É inspirada na História da Civilização Marajoara. etc. Marajoara Caracteriza-se pela exuberância e variedade de decoração. que correspondem a diferentes culturas e níveis de ocupação: Ananatuba Os principais objetos são Mangeuiras Marcada por incisões e hachurado. Apenas as urnas para enterramentos secundários tinham decoração. passeando entre rios e igarapés e. onde as peças são colocadas sobre um estrado e cobertas com pedaços imprestáveis de outras peças quebradas. Esse tipo de cerâmica apresenta peças pequenas. como cariátides. Com isso se obtém a vedação térmica desejada. ídolos. zoomorfas e antropomorfas. São povos que viviam concentrados às margens do lago Arari. As características são figuras humanas e de animais.

a ave guará. peixe que libera descarga elétrica para atacar suas presas.curiosos animais que habitam essa região. ANACÃ 44 . Sob a sombra da Floresta Amazônica vivem inúmeras espécies da fauna. que com frequência os pesquisadores ainda estão descobrindo novos animais. que comprovam a rica biodiversidade da região. ou ainda o poraquê. cerca de 950 tipos de pássaros e 300 espécies de mamíferos. São mais de 2 mil espécies de peixes. que em revoadas nos finais de tarde no Marajó colore a ilha com sua penugem vermelha. São animais exóticos como o peixe-boi. Conheça o Pará e tenha contatos inesquecíveis com essa maravilhosa fauna. Tal é a grandeza desse universo verde. de mais de 2 metros de comprimento.

sua distribuição na natureza abrange apenas o Pará. o oeste do Maranhão e parte do Amazonas e de Rondônia. dos papagaios e dos periquitos) o melhor é visitar o Pará. 45 . De fato. pois ao voar grita "anacã! anacã! anacã!". ARARAJUBA Guaruba guarouba A Ararajuba talvez seja a ave mais brasileira. O nome vem da vocalização. chamando seus colegas e mantendo a integridade do bando.Deroptyus accipitrinus O Anacã é uma das espécies de papagaios mais vistosas da Amazônia. onde ainda é comum em várias partes onde há floresta alta. verde e amarelo. Mas se quiser ver esse belo psitacídeo (parente das araras. Vive na floresta de terra firme onde anda em bandos que variam de cinco a mais de uma dúzia de animais. pois porta as cores nacionais.

Enquanto muitos acham que gosta mais de atacar os macacos. as preguiças possuem uma força incomum. é a força das pernas que consagra esse título à ave. Isso às vezes é um legítimo desafio para a ave.GAVIÃO REAL Harpia harpyja O gavião real é a mais poderosa águia da terra. Além de uma das maiores envergaduras de asa desse grupo. pois. 46 . os gaviões reais preferem as preguiças como presas. apesar de lentas. As pernas e as garras afiadas são adaptações perfeitas para arrancar as preguiças das árvores.

47 .

Já foi muito caçada para fornecer plumas à indústria de chapéus para mulheres. Só o maguari é maior.GARÇA-BRANCA-GRANDE Casmerodius albus A garça-branca-grande é nossa segunda maior garça. onde procura peixes. Hoje essa indústria acabou e. 48 . a espécie voltou a ser bastante comum em quase toda a Amazônia. Vive em todas as regiões do Pará em áreas alagadas. felizmente. rãs e outros animais aquáticos para se alimentar.

essa é a arara mais bela de todas e. na costa paraense o Guará ainda é bastante comum. prefere frutos nativos.ARARA CANINDÉ Ara ararauna Para alguns. Ainda é bastante comum em diversas áreas de várzea no Pará.000 Guarás e seus filhotes. quando as aves se espalham pela mata. GUARÁ Eudocimus ruber O Guará é uma das aves mais vistosas do mundo. mas já desapareceu de grandes áreas. Ver dúzias de araras canindés chegando pela bela luz da tarde a esses poleiros é um dos grandes espetáculos da natureza em nossas terras. Depois da época reprodutiva. Ameaçado de extinção em outras partes. como as outras. 49 . especialmente dos crustáceos (caranguejos e camarões) que a servem como alimento. A linda cor avermelhada depende da comida. Tem uma ampla distribuição. pois o Guará não produz o pigmento necessário para colorir a plumagem. O Pará abriga as maiores populações de Guarás do planeta e um único ninhal da costa abriga mais de 4. a espécie forma grandes poleiros coletivos.

com sutis matizes em todos os tons de marrom. Vive em todas as partes da Amazônia na beira de rios e igarapés. Parece mais com uma garça. insetos e outras presas. onde procura pequenos peixes. mas é parente das galinhas-d'água e dos jacamins.PAVÃOZINHO-DO-PARÁ Eurypyga helias O nome científico de nosso Pavãozinho-do-pará se traduz como "ave do sol com a cauda avantajada". 50 . branco e preto. pois é uma de nossas aves mais belas. O nome cabe.

nas reservas do Utinga e nas terras das Forças Armadas. digere a parte comestível e depois expele o caroço à alguma distância da árvore mãe. É um importante dispersor de sementes das árvores da floresta.TUCANO-DE-PEITO-BRANCO Ramphastos tucanus O Tucano-de-peito-branco é a ave símbolo da Amazônia. Vive nas florestas de terra firme de toda a região e ainda mantém populações até na capital do Pará. pois engole os frutos. 51 .

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PA XXVII . Contato: (94) 3342-1403 / 3342-1418 de Mar ço Comemorações Alusivas à Pátria 02de Setembro Aniversário da Cidade 27 de Dezembro Copão Intermunicipal de Clubes de Abel Figueiredo 07/08 à 04/09 Jogos Estudantis de Abel Figueiredo 24/11 53 .br Festividade de Nossa Senhora de Nazaré 31 de agosto a 08 de setembro ENTIDADE PROMOTORA: Paróquia de Nossa Senhora da Conceição e setor Nazaré FONE/FAX: (91) 3751-1724 Festas e Eventos Abel Figueiredo .FESTAS E EVENTOS DOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DO PARÁ Festas e Eventos Abaetetuba .Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba 15 a 22 de agosto Realização: Prefeitura Municipal.com. Departamento de Turismo e Fundação Cultural Abaetetubense Concursos de Danças – Quadrilhas Tradicionais e Modernas 13 a 20 de junho ENTIDADE PROMOTORA: Prefeitura Municipal FONE/FAX: (91) 3751-2022 E-mail: abaetur@ig.PA Trilha de Mototurismo de Abel Figueiredo 2º Do min Este evento é uma promoção da Secretaria Municipal de go Administração.

O secretário municipal.PA Campeonato Municipal de Futebol de Salão 27/11 à 18/12 Festa Junina e Festa do Produtor Rural 24 e 25 de Junho A Prefeitura Municipal de Abel Figueiredo e sua Secretaria Municipal de Educação no incentivo e promoção da cultura e do turismo convidam a sociedade local e amigos de outros municípios da região a prestigiarem o Arraial do Progresso Escolar a ser realizado nos dias 23 e 24 de Junho. O gestor municipal convida toda a comunidade a participar e atender os visitantes com bastante alegria e cordialidade como o povo abel figueirense sempre fez. O público estimado é bastante grande e o sucesso deste evento marca o início da valorização de nossa cultura e identidade local paraense Festas e Eventos Acará Fest 2011 Vem ai Acará fest 2011 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx III Enduro da Sobrevivência III ENDURO DA SOBREVIVÊN 54 . de boi bumbá e outras manifestações da cultura de nossa região.Festas e Eventos Abel Figueiredo . Melquiades Justiniano da Silva aposta no sucesso do evento que conta com a participação e apresentação de quadrilhas.

FRANCISCA MARTINS 55 .XXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXX VÁLIDO PELO CAMPEONATO REGULARIDADE 5ª ETAPA DO CAMPEONATO ESPERANDO REUNIR 80 PILOT DO PARÁ 18 e 19 DE JUNHO DE 2011 INSCRIÇÕES ABERTAS A INSCRIÇÃO DARÁ DIREITO E CAMISETA 10 TROFÉUS NA INFORMAÇÕES: (91) 8855-6299 XXXXXXXXXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXXXX APOIO ADM.

6000 . Bloco C Lote 01 .350-530 61 2101. WALBER NOGUEIRA REALIZAÇÃO Site Oficial Não possui Fonte: Publicado pelo Município Sede: SCRS 505.2º andar Festas e Eventos Afuá .Bloco C .3º andar .PA Carnaval 20/02 Realização: Prefeitura de Afuá 56 .Fax:(61)2101-6008 CidadeCompras: SCRS 509 .SEC.Brasília/DF CEP 70.

com.br Festividade de Nossa Senhora da Conceição 08/12 Paróquia Nossa Senhora da Conceição FONE/FAX : (96) 3689-1210 / 3689-1412 / 3689-1140 EMAIL : ja_cimo@hotmail.br / municipaldepartamentodeturismo@gmail.prefeituradeafua.br XXVII Festival do Camarão 25/07 Prefeitura Municipal de Afuá FONE/FAX : (96) 3689-1140 / 3689-1122 / 3689-1110 SITE : www.com / municipaldepartamentodeturismo@gmail.com andrataide@bol.com.br EMAIL : smg@prefeituradeafua. queima de fogos e grande show com a banda Chapa Quente e Batidão DIA 10/12/2010 57 .com.com.br / municipaldepartamentodeturismo@gmail.com.com.Fax: (96) 689-1110 Festas e Eventos Água Azul do Norte .br Reveillon Popular 31/12 Prefeitura Municipal .com andrataide@bol.PA 19º Aniversário de Emancipação 13/1 DIA 04/12/2010 2/20 10 Baile country com a escolha da rainha EXPOFAAN 2010 no Ginasio de Esporte DIA 09/12/2010 Abertura do rodeio.Informações: FONE/FAX : (96) 3689-1140 / 3689-1122 / 3689-1110 EMAIL : smg@prefeituradeafua.Telefone: (96) 689-1122 / 1277 / 1119 .com andrataide@bol.

JOÃO E S. pois tem como objetivo preservar a cultura popular de Almeirim.Show gospel com o Cantor Paulo Andre de São Paulo e continuação do rodeio DIA 11/12/2010 8h00 sensacional cavalgada 12h00 churrasco e entrega do calçamento das Ruas S. Sua casca é muito resistente e requer grande esforço para ser extraída 58 . torrada.Feira de Arte e Cultura do Município de Almeirim 20 a 23 de Agosto de 2007 É consagrado o mais importante evento cultural do município. Moção 22h00 grande rodeio e mega show com a dupla CESAR & PAULINHO DIA 12/12/2010 Final do rodeio e grande show com a Banda Baetz Festas e Eventos Almeirim .PA Feira Fiarca . XI Feira da Castanha 08 à 09/05 Feira da Castanha 26 a 28 de abril de 2007 Uma realização da Prefeitura Municipal e Colônia de Pescadores A castanha pode ser consumida in natura. ou na forma de farinhas doces e sorvetes.SEBASTIÃO e da reforma e ampliação da escola Abilio R.

III Festival Folclórico das Escolas de Almeirim 10 à 12/06 III Colônia de Férias 01 à 31/07 Festas e Eventos Almeirim . O Auto do Natal.PA 59 . realizado na véspera do dia 25 de dezembro.Padroeiro 20/0 Prelazia do Xingu .Fax: (93) 5151 1761 EXPOLTA – Feira Agropecuária de Altamira Novembro Projeto Presente de Natal Dezembro Realizado na orla do cais.Feira de Arte e Cultura de Almerim 20 à 23/08 XIV Festival Da Dourada 04/09 Festas e Eventos Altamira .Telefone: (93) 515-3928 .manualmente.PA XIV FEARCA . Show da virada Dezembro Aniversário de Altamira Novembro Festas e Eventos Altamira .PA Festividade de São Sebastião . onde a Prefeitura Municipal decora toda a extensão da orla do cais de Altamira com enfeites natalinos.

durante todo o mês acontecem festas juninas nas escolas Festas e Eventos Altamira . 60 . Copa de Futsal de Altamira Julho Abertura do Verão de Altamira julho Torneio de pesca amadora do Pacu de Seringa Abril O torneio de pesca amadora do Pacu de Seringa.PA Festival do Tacacá Setembro Festa de Nossa Senhora de Nazaré Outubro Altafolia Fevereiro Carnaval de rua. é considerado tornado um dos melhores carnavais do interior do Estado. Os jurados votam a melhor apresentação e o ganhador leva uma premiação em dinheiro além de troféu. organizado pelo Xingu Praia Clube em parceria com a prefeitura municipal. com uma estrutura arrojada em ferro de palco e arquibancada. Festival Folclórico Junho Grupos folcloricos de Altamira se apresentam em dois dias de festival. que é realizado pela Prefeitura do município. O Altafolia.Via Sacra (dramatização) Mar A dramatização é feita pelo grupo de teatro do bairro de ço Brasília GRUTIBRA. Além do festival. que é promovido pela Prefeitura de Altamira. O Torneiro foi criado pelos amantes da pesca esportiva porque a espécie Pacu de Seringa só existe nesta região do Xingu. onde acontece as apresentações dos blocos e outros participantes.

Secretaria de Cultura e Turismo e Paróquia Menino Deus FONE/FAX : (91) 3605-1334 / 3605-1303 / 3605-1267 2° Festival do Açaí 06 a 08 de junho Prefeitura Municipal e Secretaria de Cultura e Turismo FONE/FAX : (91) 3605-1334 / 3605-1303 / 3605-1267 Feira da Família Cristã 23 a 25 de maio Assembléia de Deus FONE/FAX : (91) 3605-1334 / 3605-1303 / 3605-1267 VIII Prudência na Roça 28 de junho Escola M.E.Festas e Eventos Anajás .PA 5° Forrozão Anajaense e Concurso Oficial de Quadrilhas 27 de Prefeitura Municipal e Secretaria de Turismo e Cultura junh FONE/FAX : (91) 3605-1334 / 3605-1303 / 3605-1267 o Festividade do Glorioso Santo Antônio 08 a 13 de junho Prefeitura Municipal. Professora Prudência Menezes FONE/FAX : (91) 3605-1334 / 3605-1303 / 3605-1267 Festas e Eventos Anajás .PA Festividade de Santana 25 a 27 Paróquia Menino Deus de FONE/FAX : (91) 3605-1334 / 3605-1303 / 3605-1267 julh o Festa do Trabalhador 01 de maio Prefeitura Municipal e Secretaria de Cultura e Turismo FONE/FAX : (91) 3605-1334 / 3605-1267 Carnaval Anajaense 24 de Fevereiro Prefeitura Municipal e Secretaria de Cultura e Turismo 61 .F.

Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e Paróquia Menino Deus FONE/FAX : (91) 3605-1303 / 3605-1334 / 3605-1267 Festas e Eventos Ananindeua .com.PA Copa Cidade de Anajás de Futsal 07 de setembro Prefeitura Municipal e Secretaria de Esporte e Lazer FONE/FAX : (91) 3605-1334 / 3605-1303 / 3605-1119 Torneio Independente 07 setembro Prefeitura Municipal e Secretaria de Esporte e Lazer FONE/FAX : (91) 3605-1334 / 3605-1303 / 3605-1119 Círio Nossa Senhora de Nazaré 17 a 19 de outubro Paróquia Menino Deus FONE/FAX : (91) 3605-1303 / 3605-1334 / 3605-1267 Festividade do Santo André 30 de novembro Paróquia Menino Deus FONE/FAX : (91) 3605-1303 / 3605-1334 / 3605-1267 Festividade do Glorioso Menino Deus 19 a 25 de dezembro Prefeitura Municipal.FONE/FAX : (91) 3605-1334 / 3605-1303 / 3605-1267 Festival do Glorioso São José 27 a 29 de março Paróquia do Menino Deus FONE/FAX : (91) 3605-1334 / 3605-1303 / 3605-1308 / 3605-1267 Campeonato Anajaense de Futebol 05 de setembro a 22 de dezembro Prefeitura Municipal e Secretaria de Esporte e Lazer FONE/FAX : (91) 3605-1334 / 3605-1303 / 3605-1119 Festas e Eventos Anajás .br Ananindeua Rodeio Festivval 62 .PA Via Sacra 05 e 06 de abril de 2007 Uma realização da Prefeitura Municipal e Grupo Teatral Shalon Contatos: Fone: (91) 3250-1085 E-mail: turismoananin@yahoo.

junto com outros professoresMiguel Ramos e a professora Carmem Dilce. nos dias 7 e 8 de julho de 1989. Manoel Sady. aproveitando as férias escolares do mês de julho e os visitantes que aqui passavam seu veraneio. idealizou uma festa que tinha com atrativo principal para o entretenimento.mas não optaram pela categoria de feira por considerarem pouco original.com.evento esse que nunca chegou a se realizar. 63 .Continuo acontecendo em Julho no período das férias escolares com o nome de FESTA FOLCLÓRICA.Forronindeua 21 a 24 de junho de 2007 ENTIDADE PROMOTORA: Prefeitura Municipal FONE: (91) 3250-1085 E-mail: turismoananin@yahoo.realizaram a 1 FESTA FOLCLÓRICA.17 de Dezembro de 1989 com o nome “ 1 Mostra D´Arte” de Augusto Corrêa.16. uma programação folclórica.Pensaram em criar um evento maior que valorizasse e divulgasse o folclórico de Augusto Corrêa.15. calcada basicamente nos folguedos juninos. em parceria com as escolas municipais. Foi então pensado um evento que ocorreria nos dias 14.PA Feira Da Cultura 2007 Há uma década atrás um ilustre professor e filho da terra.PA Festa Junina de Anapu Mês de Junho Semana da Pátria Copa de Futsal Festas e Eventos Augusto Corrêa .br Círio de Nossa Senhora das Graças 17 de agosto ENTIDADE PROMOTORA: Ação Social FONE/FAX: (91) 3255-9792 / 3073-2133 / 3073-2111 / 3073-2131 Festas e Eventos Anapu .

UMAJÓ em Carnaval 06/02 à 08/02 Departamento de Cultura e Departamento de Turismo Telefone: (91) 482-1138 .incentivamos os produtores culturais de todo o município. ampliando os dias de acontecimento do evento de 2 ( dois) dia para 04( quatro) dias. vão ter a oportunidade de expor o que há de melhor para oferecer aos seus clientes.No ano de 1997 após um levantamento sobre o potencial do município que se direcionava para a arte popular.Este ano com grande expectativa de público os grandes empresários locais.padronizamos as barracas de vendas de comidas e bebidas típicas da região.aproveitando o dia de São Pedro. foi criada a 1 FEIRA DA CULTURA POPULAR “ ARRAIAL URUMAJÓ.A feira então passou acontecer agregando as atividades da festa folclórica que acontecia em julho. A organização acredita que no futuro. através de exposição que foi criado em 2005 os STANDES de artesanato do município e de várias regiões do Pará.interligamos a feira com alunado que participa diretamente com suas apresentações folclóricos.Fax: (91) 482-1215 Feira da Cultura Popular 23/06 à 26/06 64 . inclusive da Cerâmica de Marajó.criamos o 1 FEST XOTE ( festival de música no gênero) .passou para o final do mês de junho. Na atual Gestão do Prefeito Amós Bezerra a festa Junina ganhou amplitude se destacando entre todas dos Nordeste Paraense a mais importante. sendo sancionada pelo Governo passado como Projeto Cultural e Turístico do Estado do Pará. Com a popularização da FESTA DA CULTURA POPULAR “ ARRAIAL URUMAJÓ” 97.Toda essa mudança ocorrem em 11 anos de existência do evento.que acontecerá no período da quadra junina.s barracas confeccionadas de bambu amarelo e palha.por entendermos que as características do evento provinham da quadra junina. A partir de 2005 com uma nova Organização com a Fundação Cultural de Augusto Corrêa Emiliano Picanço e Departamento de Turismo Milena Medeiros tiveram uma visão que este evento não possui caráter folclórico como também um evento de geração de renda. tornará uma FEIRA de grandes Negócios.inserimos concursos de quadrilhas tradicionais e modernas.abrimos o intercâmbio com grupos folclóricos de outros município.mudamos de período e data.

Fax: (91) 482-1215 III Amostra de Teatro Paraense 28/11 à 03/12 Departamento de Cultura e Departamento de Turismo Telefone: (91) 482-1138 .Fax: (91) 482-1215 Festas e Eventos Augusto Corrêa .Fax: (91) 482-1215 Feira da Cultura – Arraial Urumajó 29/06 A 02/07 FONE: (91) 3482-1148 Festa de Sao Miguel Padroeiro 29 de Setembro Uruluar “Serestas Enluaradas” 16 de agosto ENTIDADE PROMOTORA: Prefeitura Municipal e Departamento de Turismo FONE/FAX: (91) 3482.Fax: (91) 482-1215 Uruluar 19/07 Departamento de Cultura e Departamento de Turismo Telefone: (91) 482-1138 .1650 / 3482 -1151 Cirio de Nazaré 07/12/2008 Festas e Eventos Aveiro .Departamento de Cultura e Departamento de Turismo Telefone: (91) 482-1138 .PA Reveillon na Orla 31/12 Departamento de Cultura e Departamento de Turismo Telefone: (91) 482-1138 .PA Festival da Pororoca Setembro Prefeitura Municipal SECTAN TEL: (093) 3518-3308 Festival de Férias Aveirense Julho Festa do Gambá 65 .

PA Festival do Peixe 20 a 23 de sete mbr o NO MÊS DE SETEMBRO A VILA DO CONDE VIVE UM CLIMA DE FESTA ONDE ACONTECE O FESTIVAL DO PEIXE.br / larocquelarocque@gmail.Secretaria Municipal de Cultura e Desporto .com Carnaval Para Todos 2005 05/02 à 08/02 Prefeitura Municipal .Telefone: (91) 3753-1109/8138-4452/8801-9209 IV Encontro Regional de Educação Ambiental 66 .28 à 29/06 III Festival do Jambo 20/08 3º Torneio de Pesca Esportiva 2ª quinzena/10 Festas e Eventos Aveiro .com.PA Festival do Balão Vermelho 16 de agosto ENTIDADE PROMOTORA: Prefeitura Municipal e Associação de Moradores Página: | 1 | | 2 | Festas e Eventos Barcarena .Fax: (91) 3753-1717 Espetáculo Teatral Paixão de Cristo Paixão do Povo 24/03 à 27/03 Associação Cultural Grupo Teatral Chama . ESTE EVENTO É REALIZADO PELA SECRETARIA DE CULTURA Paixão de Cristo 20 a 23 de março Entidade promotora: Prefeitura Municipal e Secretaria de Cultura e Desporto FONE/FAX: (91) 3753-1751 / 3753-1717 E-MAIL: glarocque@oi.Telefone: (91) 3753-1717 .

Fax: (91) 37531208 Forró Municipal 2007 06 de junho de 2007 ENTIDADE PROMOTORA: Prefeitura Municipal FONE: (91) 3753-1717 / 3753-1751 FAX: (91) 3753-1717 E-mail: seculd@vco.SECULD .Fax: (91) 3753-1717 Festas e Eventos Barcarena .Telefone: (91) 37531717 .05/05 Prefeitura Municipal/ Secretaria Municipal de Meio Ambiente .Telefone: (91) 3753-1829 .Telefone: Fone: (91) 3753-1208 .com.br 67 .SEMMAB .Fax: (91) 3753-1829 Festa do Produtor Rural 31/07 Secretaria Municipal de Agricultura / Sindicato dos Produtores Rurais / Sindicato dos Trabalhadores Rurais Telefone: (91) 3753-1831 .PA Tapete Sagrado (Corpus Christi) Igreja Católica / Prefeitura Municipal e Secretaria municipal 26/0 de Cultura e Desporto .Telefone: (91) 3753-1717 .Fax: (91) 3753-1829 Festas e Eventos Barcarena .CAPAB .Telefone: (91) 3753-1829 .PA Círio de Nossa Senhora de Nazaré 13/11 à 20/11 Secretaria de Cultura e Desporto e Paróquia de São Francisco Xavier .Telefone: (91) 37535 1717 .Fax: (91) 3753-1717 Projeto Verão 2005 (91) 3753-1717 " "Prefeitura Municipal/Secretaria de Cultura e Desporto SECULD .SEMMAB .Fax: (91) 3753-1831 XXV Festival do Abacaxi 23/09 à 25/09 Prefeitura Municipal/Secretarias Municipais e Cooperativa dos Produtores de Abacaxi .Fax: Fax VII Semana Integrada do Meio Ambiente 03/07 à 05/07 Prefeitura Municipal/Secretaria Municipal de Meio Ambiente .

Telefone: 3771-1259 389 º Aniversário de Belém 12/01 Coordenadoria Municipal de Turismo .BELEMTUR Telefone: (91) 283-4851 / 4852 .Telefone: (91) 2161135 / 1062 Exibição Equipes Olímpicas da Rússia e do Brasil.Aniversário de Vila do Conde – 353 anos 09 de junho de 2007 Forró Cheiroso 23 de junho de 2007 ENTIDADE PROMOTORA: Prefeitura Municipal e Secretaria Municipal de Cultura e Desporto FONE: (91) 3753-1717 / 3753-1751 FAX: (91) 3753-1717 E-mail: seculd@vco.PA Festival das Águas 21 de mar ço a 21 de abril ENTIDADE PROMOTORA: Rotary Club / Prefeitura Municipal e Agência Distrital de Mosqueiro FONE / FAX: (91) 3771-1264 / 3771-1755 / 3771-3150 E-MAIL: tony_russo_mo@hotmail.br Micareta Caripi Folia 01 a 03 de agosto ENTIDADE PROMOTORA: Prefeitura Municipal e Secretaria de Cultura e Desporto FONE/FAX:(91) 3753-1751 / 3753-1717 Festas e Eventos Belém .ORM .Fax: (91) 283-4865 Rainha das Rainhas do Carnaval 28/01 Organização Romulo Maiorana .com.com Festa dos Santos Reis 06/01 Comunidade do Chapéu Virado . Federação Paraense de Desportos Aquáticos e Secretaria Executiva de 68 . de Nado Sincronizado 22/01 à 23/01 Confederaçaõ Brasileira de Desportos Aquáticos.

Secretaria Executiva de Esporte e Lazer .Fax: (91) 232-0474 Festas e Eventos Belém .Telefone: (91) 241-2333 Ramal 314 Fórum Paraense de Software Livre 16/03 à 19/03 SUCESU-Pa .Telefone: (91) 232-1122 / 232-1133 .Telefone: (91) 225-3060 .Telefone: (91) 213-1168 / 1169 .Telefone: (91) 241-2333 Ramal 314 Lançamento do CD do 1° FEMUP .Um Século de Waldemar"" .Entrega do Prêmio Waldemar Henrique de Incentivo à criação Ar 15/02 Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves .Festival de Música do Estado do Pará 01/03 à 30/03 Fundação cultural do Pará Tancredo Neves .Sociedade dos Usuários de Informática e Telecomunicações Regional .PA V Rallye Transamazone 18/0 3 à SEEL .Esporte e Lazer .PA Noite de Lançamento do Troféu Rômulo Maiorana 20/0 TV Liberal .Secretaria Executiva de Esporte e Lazer .Fax: (91) 232-0474 4 VII Rallye Les IIIes du Soleil 05/03 SEEL .Fax: (91) 224-1533 Dia do Artesão 19/03 SETEPS / SEBRAE/ Shopping Center Iguatemi / AFA Telefone: (91) 3181-9000 Festas e Eventos Belém .Fax: (91) 232-0474 PAC 12/03 69 .Telefone: (91) 232-1122 / 1133 .Fax: (91) 2241 3661 "N "" 2005 .Telefone: 29/0 (91) 232-1122 / 232-1133 .

PA I Etapa do Circuito de Corrida de Aventura Kaluanã 17/0 Secretaria Executiva de Esporte e Lazer .PA Pará Mix 01/0 5 à Fundação cultural do Pará Tancredo Neves .Telefone: (91) 2131168 / 1169 .Atual 1° OVINO FEST 12/03 Plantel .Congresso Paraense de Clinícos Veterinários de Pequenos Animais / PET NORTE .Pará .Telefone: (91) 242-1118 / 223-1932 . Secretaria Especial de Produção e Companhia Paraense de Turismo .Fax: (91) 223-1932 COPAVEPA .Telefone: (91) 241-0874 1° Fórum Estadual de Dança 09/04 à 15/04 Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves .Fax: (91) 224-3661 Congresso Brasileiro da Federação Interestadual de Farmacêuticos 11/05 à 13/05 Federação Interestadual de Farmacêuticos .Feira de Pr 21/05 à 24/05 Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pesquisa Animais .ORM .Fax: (91) 2226058 Festas e Eventos Belém .Telefone: (91) 266-5262 EXPOTUR 13/05 à 15/05 Governo do Estado.Telefone: (91) 241-2333 Ramal 314 Festas e Eventos Belém .Noite de Premiação 07/04 Organização Romulo Maiorana .Telefone: (91) 30/0 241-2333 ramal 314 5 70 .Telefone: (91) 4 232-1122 / 3087-1747 Troféu Rômulo Maiorana .Telefone: (9)1 252-2708 .

Telefone: (91) 232-1122 / 1133 32º EXPO PARÁ 18/06 à 26/06 ARPP Leilão Arca de Noé (ARPP) 26/06 Plantel .Telefone: (91) 232-1122 / 232-1133 .PA III Caminhada Paraense de Prevenção e Combate ao uso de Drogas Federação Paraense de Atletismo e Secretaria Executiva de 26/0 Esporte e Lazer .Fax: (91) 232-0474 EPENN .Secretaria Executiva de Esportes e Lazer .Secretaria Executiva de Esporte e Lazer .Campeonato Sul-Americana Governo do Pará de Milha de Rua 20/05 SEEL .Encontro de Pesquisa do Norte e Nordeste 14/06 à 17/06 Universidade Federal do Pará . Federação Paraense de Atletismo e Secretaria Executiva de Esporte e Lazer Telefone: (91) 232-1122 / 1133 .Telefone: (91) 241-0874 Atelier dos Bairros (programação Pro paz) 01/07 à 30/07 Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves .Fax: (91) 3183-1281 Arraial da Cultura Junina (concursos: quadrilhas.Grand Prix 22/05 Confederação Brasileira de Atletismo.Telefone: (91) 71 .Fax: (91) 6 232-0474 II Jogos Tradicionais Indigenas do Pará 15/06 à 19/06 SEEL .Mestrado em Educação Telefone: (91) 3183-1281 .Fax: (91) 232-0474 XXI Grande Prêmio Brasil Caixa de Atletismo . bois e pássaros) 01/06 à 30/06 Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves .Telefone: (91) 232-1122 / 1133 .Telefone: (91) 241-2333 ramal 314 Festas e Eventos Belém .

Telefone: (91) 241-2333 ramal 314 Letras do Mundo: Nobel de Literatura Ibero-Americana 08/08 à 10/08 Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves .Telefone: (91) 230-1622 .Telefone: (91) 15/0 241-2333 ramal 314 7 Congresso Norte Nordeste de Reprodução Humana 19/08 à 21/08 Sociedade Paraense de Reprodução Humana .Telefone: (91) 241-2333 ramal 316 .SEEL . do Ó . Sra.Telefone: (91) 2321122 / 1133 .Fax: (91) 2241533 72 .Fax: (91) 230-4177 Égua Moleque! Encontro das Tribos (programação Pro Paz) 01/08 à 30/08 Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves .Telefone: (91) 225-3060 .Fax: (91) 223-7108 Semana Paraense de Informática 19/09 à 23/09 Sociedade dos Usuários de Informática e Telecomunicações Regional Pará .PA 1° Fórum de Folclore do Estado do Pará 01/0 7 à Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves .PA Arca de Noé 28/0 Plantel .Fax: (91) 233-4221 Campeonato Norte Nordeste de Fisiculturismo 21/08 Federação Paraense de Fisiculturismo e Fitness e Secretaria Executiva de Esporte e Lazer.Telefone: (91) 241-0874 8 Círio Santa Rosa de Lima 26/08 Paróquia N.Fax: (91) 232-0474 Festas e Eventos Belém .241-2333 ramal 314 Festas e Eventos Belém .Telefone: (91) 3771-2967 .

XLV Congresso Brasileiro de Química 19/09 à 23/09 Associação Brasileira de Química .Telefone: (91) 241-0874 Festas e Eventos Belém . Escola de Teatro e Dança da UFPA e FUMBEL .Telefone: (91) 4009-8400 Festas e Eventos Belém .Fax: (91) 232-0474 Auto do Círio 07/10 Prefeitura Municipal.Telefone: (91) 223-1932 / 242-1118 73 .Telefone: (91) 223-2779 / 223-1744 / 222-4332 / 263-0154 .Telefone: (91) 30/1 241-2333 ramal 314 0 XII FIDA .Fax: (91) 229-6839 Arca de Noé 25/09 Plantel .Fax: (91) 223-2779 XXII Corrida do Círio 23/10 Tv Liberal.Telefone: (91) 242-5742 Círio Rodo-Fluvial de Nossa Senhora de Nazaré 07/10 Diretoria da Festa .Telefone: (91) 213-1169 / 232-1122 / 1133 .Festival Internacional de Dança da Amazônia 24/10 à 30/10 Escola de Danças Clara Pinto .Telefone: (91) 4009-8400 0 Romaria Fluvial 08/10 PARATUR .Telefone: (91) 222-0870 .PA Circuito Nazaré em todo canto .apresentação do Gran Coral Metropolitano 01/1 0 à Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves .PA Trasladação de Nossa Senhora de Nazaré 08/1 Diretoria da Festa de Nazaré . Federação Paraense de Atletismo e Secretaria Executiva de Esporte e Lazer .

Telefone: (91) 241-2333 ramal 316 .PA Arca de Noé 27/1 Plantel .Telefone: (91) 241-0874 1 Natal com Arte em Toda Parte 01/12 à 25/12 74 .Telefone: (91) 241-0874 0 1° Festival de Teatro nas Escolas (Programação do Proz Paz) 01/11 à 30/11 Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves .Telefone: (91) 3086-0655 Círio de Nossa Senhora de Nazaré 09/10 Diretoria da Festa de Nazaré .Telefone: (91) 241-2333 ramal 314 Final do 2° FEMUP .Telefone: (91) 217-6138 Fax: (91) 249-1302 Festas e Eventos Belém .Telefone: (91) 242-7766 Festas e Eventos Belém .Telefone: (91) 4009-8400 Congresso Brasileiro de Ornitologia 30/10 à 04/11 Museu Paraense Emílio Goeldi .Festival de Música do Pará 01/11 à 30/11 Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves .Fax: (91) 223-4221 PARAFOLIA 24/11 à 27/11 Bis Promoções / .Telefone: (91) 241-2333 ramal 314 Ler & Reler vestibular 14/11 à 19/11 Fundaçaõ Cultural do Pará Tancredo Neves .Festa da Chiquita 08/10 Prefeitura Municipal .PA Arca de Noé (ARPP) 30/1 Plantel .

com.Telefone: (91) 241-2333 ramal 314 Reveillon da Gente 31/12 Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves .Fax: (91) 232-0474 Arca de Noé 11/12 Plantel .: (91) 232-1122 / 1133 .PA 1º Leilão Fiel Embryo & Convidados 08 de abril Uma realização de Atual Leilões de 200 7 Semana Municipal do Meio Ambiente 05 a 09 de junho de 2007 ENTIDADE PROMOTORA: SEMMA – Secretaria Municipal de Meio Ambiente FONE: (91) 3039-8124 /3039 .Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves .8115 FAX: (91) 3242-0090 E-mail: gab.br Festividade de Santana 16 a 18 de agosto ENTIDADE PROMOTORA: Prefeitura Municipal e Agência Distrital de Mosqueiro FONE/FAX: (091) 37711264 / 3771-3150 / 3771-1755 Semana do Folclore 17 a 23 de agosto ENTIDADE PROMOTORA: Associação dos Grupos Folclóricos de Mosqueiro / Prefeitura Municipal de Belém / Agência Distrital de Mosqueiro FONE/FAX: (091) 37711264 / 3771-3150 / 3771-1755 Festividade de São Raimundo 30 de agosto a 01 de setembro 75 .Telefone: (91) 241-0874 Festas e Eventos Belém .Telefone: (91) 241-2333 ramal 314 III Copa SEEL de Karatê das Federações do Pará 11/12 Secretaria Executiva de Esporte e Lazer .semma@cimbesa.Telefone: Tel.

ENTIDADE PROMOTORA: Prefeitura Municipal e Agência Distrital de Mosqueiro FONE/FAX: (091) 37711264 / 3771-3150 / 3771-1755 Festas e Eventos Belém .PA Festividade de Santa Rosa de Lima 31 de agosto a 03 de setembro ENTIDADE PROMOTORA: Prefeitura Municipal e Agência Distrital de Mosqueiro FONE/FAX: (091) 3771-1264 / 37713150 / 3771-1755 Festival Brasileiro de Folclore do Pará 2 a 31 de agosto ENTIDADE PROMOTORA: Associação dos Grupos de Folclore de Belém FONE/FAX: (091) 3224-7631 / 32247631 / 9601-1131 76 .

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