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REDAÇÃO DISSERTATIVA PRONTA2

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08/15/2013

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REDAÇÃO DISSERTATIVA PRONTA (Temas relacionados: saúde pública, atendimento médico à população, atendimento móvel por ambulâncias, socorro

médico e paramédico.) Serviço deficiente Além de contar com poucas opções de atendimento na área de saúde, a população de muitos municípios do interior do Estado ainda enfrenta uma inaceitável demora quando necessita de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel (Samu). Como quem está às voltas com uma situação de emergência não tem condições de esperar além do tempo admissível, esta é uma questão emergencial, para a qual o poder público precisa encontrar soluções, e logo. A eficiência no pronto atendimento é um pressuposto para conf erir eficiência ao Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, administradores púb licos às voltas com precariedade na prestação desse tipo de serviço precisam agir rápido para permitir que a população de municípios mais afastados possa contar com mais agilidade. Em princípio, o problema não deveria ser atribuído apenas ao fato de as cha madas por socorro em muitos municípios serem direcionadas para outras regiões. Mesmo com essa tentativa de simplificação, o atendimento poderia funcionar sem maiores prob lemas se toda a estrutura estivesse montada justamente para fazer o melhor. Não tem si do esse, porém, o padrão de atendimento em muitas cidades do Interior, nas quais os bombeiros acabam invariavelmente chegando antes da ambulância para prestar socorro. Obviamente, o atendimento em situações de emergência acaba tendo um custo proporcionalme nte maior e mais difícil de ser bancado no caso de cidades de menor porte. Ainda assim, como os serviços nessa área são compartilhados, este é um problema diante do qual os administradores públicos não podem se conformar. É inadmissível que tantos gaúchos possam estar sendo preteridos na hora de um problema de saúde simplesmente por residirem longe dos maiores centros urbanos. Essa é uma deficiência que precisa ser enfrentada logo, pois o que está em questão é a saúde e m esmo a vida dos gaúchos. REDAÇÃO DISSERTATIVA PRONTA (Temas relacionados: economia, desigualdades nas condições de vida da população, educação, inovação, infraestrutura, macroeconomia e gestão pública.)Uma agenda para o Brasil É impossível planejar o futuro do Brasil sem considerar a diminuição das desigualdades nas condições de vida da população, uma relevante inserção internacional do nosso país e a garantia da sustentabilidade. Mas esses três objetivos estratégicos só pod em ser atingidos se tivermos a coragem de priorizar alguns poucos po ntos da nossa extensa agenda. No nosso entendimento são cinco as questões essenciais dessa agenda estratégica: educação, inovação, infraestrutura, macroeconomia e gestão pública. A educação ainda apresenta um problema grave de qualidade e de baixos níveis de escolaridade no ensino médio e superior. Temos deficiência na formação de professores e só recentemente criamos metas para o futuro. Nosso sistema é ineficiente e o ensino profissionalizante é quantitativamente insignificante para as necessidades do paí s. O perfil dos egressos do ensino superior é desvinculado das necessidades da sociedade e do mercado. Basta citar que apenas 5% dos graduados estudaram engenharia e menos de 10% algum curso na área de ciências exatas, metade dos porcentuais dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Nossos problemas não são apenas problemas de recursos, embora esses também existam. Nossas escolas não têm estímulos para dar um salto de qualidade e por isso devemos instituir premiações ao s esforços de melhoria de cada escola, de cada professor e de cada diretor ao mesmo tempo que cobramos resultados. Do avanço da inovação nas empresas depende o au mento da produtividade e da competitividade sistê mica da economia. Se não agregarmos valor às exportações será difícil sustentar o crescimento. E isso depende do aperfeiçoamento dos mar cos regulatórios e do ambiente de negócios, do estímulo ao empreendedorismo, de uma maior ênfase na formação em engenharia e mais recursos para a s empresas investirem em tecnologia. Depende, também, de uma melhor articulação das entidades go vernamentais no fomento à inovação nas empresas e das políticas comerciais, tecnológicas e industriais. Dos investimentos em infraestrutura depende a re dução de custos e uma maior eficiência da produção. Os transportes de massa, aeroportos, portos, estradas, ferrovias e hidrovias, o saneamento e a habitação e a energia ainda apresentam gargalos e défic its gigantescos, apesar do aumento recente dos investi mentos públicos. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tem o mérito de organizar e dar visibilidade aos projetos, embora apresente inúmeras dificuldades para cumprir as metas estabelecidas. O olhar para a macroeconomia revela que estamos crescendo a taxas elevadas movidos pelas exportações de commodities e pelo mercado interno. A melhoria da distribuição de renda, as políticas de inclusão social e o crescimento do emprego e do salário real estão impulsionando o consumo das famílias. O crédito alavanca ainda mais esse crescimento. É um processo saudável, em que se amplia o mercado interno e melhora-se a vida de milhões de brasileiros. Mas, para consolidar essa tendência, precisamos de uma macroeconomia decente. Temos os mais elevados juros reais do mu ndo, a carga tributária mais alta entre os países em desenvolvimento, um câmbio valorizado e uma política fiscal frouxa, apesar dos superávits primários. Precisamos de uma macroeconomia de estímulo ao investimento produtivo e às exportações. No entanto, será difícil avançar em todas essas questões sem uma melhoria significativa da gestão pública. Novamente, o problema não é apenas de recursos, mas da necessidade de novos marcos regulatórios, maior profissionalismo e capacitação dos servidores, m enos politização da gestão pública, maior comprometimento com resultados e maior ênfase em parcerias público -privadas, como faz o resto do mundo. Acredito que estamos dando passos positivos em direção a um futuro mais promissor. Mas temos uma agenda repleta de desafio s. O crucial é entendermos que esse futuro depende de admitirmos nossas fraquezas e de encontrarmos soluções para superá -las. O primeiro passo para isso é termos diagnósticos realistas. O segundo, ainda mais decisivo, é encontrarmos a coragem de ousar e enfrentar os grandes obstáculos ao nosso desenvolvimento.

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