P. 1
Geografia da Paraíba

Geografia da Paraíba

3.0

|Views: 12.851|Likes:
Publicado pororlando de matos

More info:

Published by: orlando de matos on Jun 27, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

06/10/2014

pdf

text

original

Geografia da Paraíba

Relevo A maior parte do território paraibano é constituída por rochas resistentes, e bastantes antigas, que remontam à era pré-cambriana com mais de 2,5 bilhões de anos. Elas formam um complexo cristalino que favorecem a ocorrência de minerais metálicos, não metálicos e gemas. Os sítios arqueológicos e paleontológicos, também resultam da idade geológica desses terrenos.
• No litoral temos a Planície Litorânea

Aspectos físicos Clima Tropical úmido no litoral, com chuvas mais abundantes. À medida que nos deslocamos para o interior, depois da Serra da Borborema, o clima torna-se semi-árido e sujeito as estiagens prolongadas. Na Baixada Litorânea e na encosta leste da Borborema predomina o clima tropical úmido, com chuvas de outonoinverno e estação seca durante o verão. As chuvas no litoral atingem índices de 1.700mm anuais e temperaturas na casa dos 24°C. Seguindo para o interior as chuvas diminuem (800mm - encosta leste da Borborema), voltando a aumentar o índice pluviométrico no topo do planalto para 1.400mm. Dominando o planalto da Borborema, exceto a encosta leste, está o clima semi-árido quente; o índice pluviométrico nesta região pode ser considerado baixo chegando a 500600mm anuais. O menor índice pluviométrico anual do Brasil é registrado no município de Cabaceiras, 279mm. Uma terceira tipologia climática ocorre a oeste do Estado, no planalto do rio Piranhas. Clima tropical úmido caracterizado por apresentar chuvas de verão e inverno seco, as temperaturas médias anuais são elevadas, marcando 26°C; o índice pluviométrico é de 600 a 800 mm/ano. A leste da Borborema as chuvas são irregulares, o que resulta em secas prolongadas.

que é formada pelas praias e terras arenosas. • Na região da mata, temos os tabuleiros que são formados por acúmulos de terras que descem de lugares altos. • No Agreste, temos algumas depressões que ficam entre os tabuleiros e o Planalto da Borborema, onde apresenta muitas serras, como a Serra de Teixeira, etc. • No sertão, temos uma depressão sertaneja que se estende do município de Patos até após a Serra da Viração. Planalto da Borborema O Planalto da Borborema é o mais marcante do relevo do Nordeste. Na Paraíba ele tem um papel fundamental no conjunto do relevo, rede hidrográfica e nos climas. As serras e chapadas atingem altitudes que variam de 300 a 800 metros de altitude. A Serra de Teixeira é uma das mais conhecidas, com uma altitude média de 700 metros, onde se encontra o ponto culminante da Paraíba, a saliência do Pico do Jabre, que tem uma altitude de 1.197 metros acima do nível do mar, e fica localizado no município de Maturéia. O Planalto da Borborema, também conhecido como Serra das Russas, e

CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA

1

denominado antigamente como Serra da Copaoba, é uma região montanhosa brasileira no interior do Nordeste. Situase nos estados da Paraíba, de Pernambuco, do Rio Grande do Norte e de Alagoas. Seu rebordo oriental, escarpado, domina a baixada litorânea com um desnível de 300m, o que lhe confere ao topo uma altitude de 500m. Para o interior, o planalto ainda se alteia mais e alcança média de 800m em seu centro, donde passa a baixar até atingir 600m junto ao rebordo ocidental. Diferem consideravelmente as topografias da porção oriental e da porção ocidental. A leste, erguem-se sobre a superfície do planalto cristas de leste para oeste, separadas por vales, que configuram parcos relevos de 300m. Aproximadamente no centro-sul do planalto eleva-se o maciço dômico de Garanhuns, que supera a altitude de 1.000m. Com altitude média de 400 metros, podendo chegar a mais de 1.000 metros (como é o caso do Pico do Jabre, de 1.197 m e do Pico do Papagaio, de 1.260 m) em seus pontos extremos (serras), o planalto está encrustado no agreste do Nordeste Oriental, espalhando-se de norte a sul e tendo como fronteira natural as planícies do litoral (região úmida) e a depressão sertaneja (região semi-árida). Constitui uma área de transição entre a mata atlântica e a caatinga, possuindo vegetação variada que vai desde a caatinga propriamente dita até resquícios de mata atlântica (matas de brejo) nos pontos mais altos das serras, como ocorre na Unidade de Conservação Estadual Mata de Goiamunduba, na Paraíba. Com amplitude térmica acentuada, que vai dos 35ºC durante o dia e 18ºC/20ºC à noite, chegando a cair, no inverno, para 20ºC/25ºC dia e 8ºC/12ºC noite, vem se constituindo em uma região

de forte atração turística, principalmente para os habitantes da área litorânea. O ecoturismo também vem pouco a pouco se desenvolvendo, como é o que vem ocorrendo no Parque Estadual Pedra da Boca, recentemente criado. No Planalto da Borborema localizam-se importantes cidades, como Campina Grande (Paraíba), Caruaru e Garanhuns (Pernambuco) e Arapiraca (Alagoas). Hidrografia Na hidrografia da Paraíba, os rios fazem parte de dois setores, Rios Litorâneos e Rios Sertanejos. Rios Litorâneos São rios que nascem na Serra da Borborema e vão em busca do litoral paraibano, para desaguar no Oceano Atlântico. Entre estes tipos de rios podemos destacar: o Rio Paraíba, que nasce no alto da Serra de Jabitacá, no município de Monteiro, com uma extensão de 360 km de curso d'água e o maior rio do estado. Também podemos destacar outros rios, como o Rio Curimataú e o Rio Mamanguape.

Rios Sertanejos São rios que vão em direçao ao norte em busca de terras baixas e desaguando no litoral do Rio Grande do Norte. O rio mais importante deste grupo é o Rio Piranhas, que nasce na Serra de Bongá, perto da divisa com o estado do Ceará. Esse rio é muito importante para Sertão da Paraíba, pois através desse rio é feita a irrigação de grandes extensões de terras no

CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA

2

possui uma área total de drenagem de 43. adaptadas à sobrevivência neste tipo de ambiente natural. têxtil. os manguezais apresentam árvores com raízes de suporte. desaguando no litoral do Rio Grande do Norte. no Estado da Paraíba. Tem ainda outros rios. pois é nela que estão localizados a barragem Armando Ribeiro Gonçalves e o sistema de reservatórios Coremas-Mãe D’Água. abacaxi. Formadas por floresta Atlântica. ou arbustivo representado. matas. com capacidade de armazenamento de 1. correspondendo a 40% da área no Estado do Rio Grande do Norte.343 habitantes (67%) no Estado da Paraíba e 449. uma vez que nasce no município de Bonito de Santa Fé. na pecuária (de modo mais relevante. na indústria (alimentícia. Trata-se de uma importante bacia para os Estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba. maior produtor de melão do país.350 bilhões de m3.50 Km2. Os outros rios são temporários e correm em direção ao norte. predominantemente representados. Localizados nos estuários. na Costa Potiguar.802 habitantes. as matas registram a presença de árvores altas. como o Rio do Peixe. Vale salientar que o ecoturismo tem crescido muito.sertão. formado por gramíneias e arbustos tortuosos. sendo que 914. milho e feijão). Rio Piancó e o Rio Espinhara. e segue seu curso natural pelo Estado do Rio Grande do Norte. desaguando no Oceano Atlântico. A Bacia Hidrográfica Piranhas-Açu.459 habitantes (33%) no Estado do Rio Grande do Norte. sucroalcooleira). Uma das áreas citadas como referência de ponto turístico do interior é o Lajedo de Pai Mateus. Os rios da Paraíba estão inseridos na Bacia do Atlântico Nordeste Oriental e apenas os rios que nascem na Serra da Borborema e na Planície Litorânea são perenes. além de perenizar o trecho do rio Piranhas até a montante da barragem Armando Ribeiro Gonçalves. correspondendo a 60% da área no Estado da Paraíba. O sistema de reservatórios Coremas-Mãe D’Água. CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 3 . O principal rio da bacia é o rio PiranhasAçu. A caatinga pode ser do tipo arbóreo. totalmente inserida no clima semi-árido nordestino.183. Contempla 147 municípios. garante o abastecimento urbano e rural. entre outras espécies por batiputás e mangabeiras. no Rio Grande do Norte. pereniza o rio Piancó. considerados estratégicos para o desenvolvimento sócio-econômico destes Estados. no Estado do Rio Grande do Norte. devido ao clima quente e seco característico da região. A água que transborda de Coremas-Mãe D'Água banha a região polarizada por Açu. no Estado da Paraíba. manguezais e cerrados. As exportações e importações são operadas principalmente através do Porto de Cabedelo.363. possibilitando o desenvolvimento agrícola desta região. todos afluentes do Rio Piranhas.681. sendo 26. entre outras espécies pelo xique-xique e o mandacaru. sendo 45 municípios no Estado do Rio Grande do Norte e 102 municípios no Estado da Paraíba e conta com uma população total de 1. Vegetação A vegetação litorânea do estado da Paraíba apresenta. sempre verdes. de domínio federal. A vegetação nativa do planalto da Borborema e do Sertão caracteriza-se pela presença da caatinga.50 Km2. caprinos.00 Km2. com a valorização das áreas afastadas da capital. mandioca. com espécies como a baraúna. como a peroba e a sucupira. na região do Cariri) e no turismo.498. João Pessoa. e 17. que recebem a denominação de "tabuleiro". Economia da Paraíba A economia se baseia na agricultura (principalmente de cana-deaçúcar.

a Micarande. A cultura do milho responderá por 51% do volume de grãos a serem colhidos. • Campina Grande internacional.Produção agrícola este ano crescimento de 87% na Paraíba terá O IBGE divulgou a estimativa de produção agrícola para este ano de 2008. quando comparada a do ano de 2007.42 km². A cidade de Cajazeiras. A estimativa apresentada mostrou que a área cultivada este ano será de 729 mil hectares. além do Festival de Inverno. • João Pessoa Campina Grande é a segunda cidade mais populosa do estado de Paraíba. que foi estimada uma produção de 297 mil toneladas. serviços (saúde e educação). possui um dos maiores PIBs do Sertão Paraibano. É conhecida como "a cidade onde o sol nasce primeiro". com a expectativa de crescimento de 87% da safra de grãos da Paraíba. pois conta com duas universidades públicas. que acontecem durante todo o mês de junho (chamado de "O Maior São João do Mundo"). destacando-se os festejos de São João. Campina Grande foi fundada em 1º de dezembro de 1697. Os técnicos também apresentaram números positivos com relação às próximas safras do feijão e cana-de-açúcar. tendo sido elevada à categoria de cidade em 11 de outubro de 1864. no comércio e na indústria. A cidade é também notável pelo clima agradável. João Pessoa é a terceira cidade mais antiga do Brasil e também a última a ser fundada no país no século XVI. Sedia empresas de porte nacional e João Pessoa é a capital e o município mais populoso da Paraíba. Tem uma população de aproximadamente cinqüenta mil habitantes. • Cajazeiras Cajazeiras é um município brasileiro situado na extremidade ocidental do estado da Paraíba. que são suas principais atividades econômicas. O algodão tem um crescimento esperado de 200% na sua produção. A Paraíba seguirá como o segundo produtor nacional do abacaxi. João Pessoa. embora a cidade tenha se descoberto com um polo regional no setor educacional contando com vários cursos de graduação ofericidos pela UFCG(Universidade Federal de Campina Grande) não possui CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 4 . deverão ser colhidos 339 milhões de frutos. devido ao fato de no município estar localizada a Ponta do Seixas. Tem uma área de 31. • Cabedelo Cabedelo é um município localizado no estado da Paraíba. Além de ensino superior. Fundada em 1585 com o nome de Filipéia de Nossa Senhora das Neves. Campina Grande tem destaque nas áreas de informática. principalmente indústria de calçados e têxtil. Campina Grande também é conhecida como cidade universitária. A cidade possui uma agenda cultural variada. dos quais. que é o ponto mais oriental das Américas. É considerada um dos principais pólos industriais e tecnológicos da Região Nordeste do Brasil. cuja área plantada alcançará 13. tendo uma forma singular. um dos mais tradicionais carnavais fora de época do país. pela beleza de suas praias e especialmente pelos belos e vários monumentos de arquitetura e arte barroca. no Brasil.018 hectares. Fica a 120 km da capital do estado. a cidade oferece capacitação para o nível médio e técnico. com 18 km de extensão por 3 km de largura. por ser a maior em economia e arrecadação de impostos para o estado. É comum estudantes do Nordeste e de todo o Brasil virem morar na cidade para estudar nas universidades locais.

Feriados municipais 24 de setembro. Em épocas festivas como o São João. dia da padroeira Nossa Senhora da Guia. Tem seu ponto forte o comércio.uma boa rede hospitalar. o fluxo de turistas eleva a população para 200 mil pessoas aproximadamente. aniversário da cidade. Segundo a tradição. Regionalização da Paraíba: Meso e Microrregiões A área total do estado da Paraíba é de 56. ferro. localizado na microrregião de Patos. portanto seu aniversário comemorado nessa data. A alusão a uma pedra preciosa reafirma a riqueza natural que o Estado possui e as peculiaridades que caracterizam cada uma de suas quatro mesorregiões: Mesorregião da Borborema CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 5 .494 habitantes. Foi elevado de vila a categoria de cidade. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Distante 301km de João Pessoa. às margens do Rio Espinharas. Patos destaca-se como um dos municípios de mais rápido desenvolvimento industrial do sertão paraibano. de 24 de outubro de 1903.439. Das belas praias aos enigmáticos sítios arqueológicos – das caminhadas nas florestas até as romarias religiosas – das festas folclóricas até os esportes de aventura – a Paraíba oferece ao turista uma variedade de roteiros que se encaixam a todos os gostos e orçamentos. Em cada uma dessas mesorregiões encontram-se características próprias que as diferenciam. com jazidas de mármore cor-derosa e ocorrências de ouro. sendo. 24 de outubro. Tem uma altitude de 242m e clima semi-árido e quente. com a formação de um povoado em torno da capela de Nossa Senhora da Guia. sendo esta última auxiliada pela cidade de Sousa. sua sede localiza-se no centro do estado com vetores viários interligando-o com toda a Paraíba e viabilizando o acesso aos Estados do Rio Grande do Norte. Tem grande riqueza mineral. na mesorregião do Sertão Paraibano. As principais indústrias são as de calçado. A economia baseia-se na cultura do algodão e do feijão. o nome originou-se da lagoa dos Patos. hoje aterrada. através da lei n. com baixíssimos índices de violência urbana. • Patos Patos é um município brasileiro do estado da Paraíba. calcários e cristal de rocha. Agreste e Mata Paraibana. Patos liga-se a todo o Nordeste e ao Sul por ferrovia e rodovias.8 km² divididos em mesorregiões: Sertão. no ano de 2006 sua população era estimada em 99. Patos é um município do estado da Paraíba. Borborema. Sua emancipação política deu-se a 13 de dezembro de 1832. doada em 1752 pelo fazendeiro Paulo Mendes de Figueiredo. extração de óleos vegetais e beneficiamento de algodão e cereais. Pernambuco e Ceará. É também considerada a cidade de melhor distribuição de renda e estrutura urbana. Cidade rica em minério e centro de comercialização da agricultura regional. A cidade de Patos é considerada a única capital regional do sertão nordestino. com quem tem uma das melhores parcerias comerciais. e polariza geograficamente mais de 70 municípios incluindo alguns do Rio Grande do Norte e Pernambuco.º 200. o qual deixa sua população flutuante em torno de 130 mil pessoas. A cidade surgiu no século XVIII. localizado à margem esquerda do Rio Espinharas. A Paraíba é um diamante incrustado no Nordeste.

Sumé. é uma das mais antigas da Paraíba. Essa perfeita combinação parece ser a marca registrada do turismo na Paraíba. Boqueirão e Cabaceiras. no entanto. restaurantes. natureza e diversão. Em Ingá encontraremos as Itacoatiara (pedras riscadas. os turistas podem apreciar de perto todo o capricho da natureza. O lugar é hoje visitado por gente do mundo inteiro. sítios arqueológicos e trilhas pela Caatinga são boas dicas para quem busca um pouco mais de aventura. O Lajedo ficou famoso ao servir de cenário para o filme o Auto da Compadecida. localizada no município de Aparecida. aldeias indígenas cercadas por rios e mangues oferecem roteiros que misturam CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 6 . Em Vierópolis. serras e vales férteis apresentam roteiros que unem história. Serra Branca. cidadezinha a apenas 20 quilômetros de Sousa. Mesorregião do Agreste Paraibano Na medida que nos afastamos do Litoral em direção ao interior. Religiosidade cultura e ciência se misturam em roteiros de grande beleza plástica. A fazenda. Em Campina Grande. índios já haviam deixado suas marcas por ali. Baía da Traição. o “Maior São João do Mundo” atrai milhares de turistas para 30 dias de forró. Destaques para a Fazenda Acauã. palco de peregrinações religiosas em homenagens ao “santo casamenteiro”. Para quem busca agitação. todos curiosos em decifrar os enigmas escondidos nas rochas. Outras opções interessantes na região são as águas termais de Brejo Das Freiras. Mesorregião Zona da Mata Paraibana Sol e praia. a vida desafia a cinza vegetação da Caatinga e revela roteiros de extrema importância cientifica. o trecho de praia que mais se aproxima do continente africano em toda a América do Sul. a mais enigmática presença indígena no Nordeste. Mesorregião do Sertão Paraibano É um prato cheio para quem procura aventura e mistério. Mataraca e Barra de Mamanguape (litoral norte). as rochas que compõe a Serra de Teixeira – incluindo aí o ponto culminante do Estado – e o belo artesanato local. Em Lucena. em meio ao solo rachado e transformado em pedra pelo tempo.Em cidades como Prata. em Sousa. Ali. recentemente restaurada. um lugar único no mundo. e feiras de artesanato. Além da estrutura de bares. a exemplo das famosas redes de São Bento. é hoje uma das mais procuradas áreas para a prática de Treking. o turismo encontra ainda passeio de barco até os recifes que acompanham quase toda a extensão da cidade. centenas de pegadas registram a época em que os gigantes disputavam territórios. no Alto da Serra da Borborema. município de Cabaceiras. Achados paleontológicos de mais de 130 milhões de anos fazem do Vale dos Dinossauros. Em Fagundes a famosa pedra de Santo Antonio. Muitos séculos antes. Um dos lugares mais visitados na capital é a Ponta do Seixas. em Tupi). as praias urbanas de João Pessoa são a melhor opção. No Lajedo de Pai Mateus. Pai Mateus na verdade foi o nome de um antigo ermitão que durante muitos anos residiu sobre as pedras.

Cabedelo e Conde. Reflexo da maior concentração do investimento industrial. Não houve registro de amarelos ou índios. figurando entre os quatro maiores complexos urbanos da região. Segundo recente dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) de 2004. de que é evidência o número considerável de cidades com população acima de 40 mil habitantes: Patos. O aglomerado. que vive principalmente nos grandes centros urbanos e nas cidades ao longo do Brejo e do Alto Sertão. Esses números.ao sul. na divisa com o Rio Grande do Norte. os índios locais e os negros africanos. além da capital. há. que representam em torno de 60% da população). entretanto.natureza e história num doa mais preservados trechos do litoral nordestino. 4% negras e 56% pardas (2% não souberam se auto-avaliar). Lucena. Santa Rita. o destaque é para Tambaba. contava 835 mil habitantes. Santa Rita. O Litoral Sul abrange os territórios municipais de João Pessoa. onde se limita com o estado de Pernambuco . primeira praia naturista do Nordeste. Apesar da forte mestiçagem do povo. contudo. ainda hoje.até o estuário do rio Guaju . Sendo assim. Sousa. Rio Tinto. Cabedelo. com alguma influência africana (os caboclos predominam entre os pardos. Guarabira. os caboclos em todo o interior e no litoral norte. Alharanda e Pitimbu. A menor presença negra na composição étnica do povo deve-se ao fato de a cultura canavieira no estado não ter sido tão marcante como na Bahia. o que ocasionou a vinda de pouca mão-de-obra africana. Já os cafuzos são raros e dispersos. Litoral O Litoral da Paraíba se estende por cerca de 133 quilômetros. com taxa anual próxima de 2% (mais do dobro da taxa média estadual). Bayeux. Sua extensão vai da desembocadura do rio Goiana . Conde. Baia da Traição e Mataraca são os municípios que englobam o Litoral Setentrional. cerca de 22 comunidades quilombolas florescendo em vários municípios do Litoral ao Sertão. ainda assim. e o paraibano médio é predominantemente fruto da forte mistura entre o europeu e o indígena. Entre os mestiços. Composição da população atual Assim como o povo brasileiro. bolsões étnicos em várias microrregiões: como povos indígenas na Baía da Traição (em torno de 12 mil índios potiguaras). Bayeux. marcação. No sul. Mamanguape. com um dos índices mais altos de urbanização.ao norte. Santa Rita. a população é essencialmente mestiça. Cajazeiras. existem 22 comunidades quilombolas atualmente no Estado. as cidades de Bayeux. a população da Paraíba era de 3. devem ser analisados com cautela por dois motivos: primeiro por se tratar de uma pesquisa por amostra CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 7 . 38% das pessoas avaliadas se disseram brancas. População Segundo o Censo do IBGE. no Maranhão ou em Pernambuco. É o quarto estado da região em contingente populacional.4 milhões de habitantes em 2000. Mas. ocorre no último intervalo censitário sensível aceleração no crescimento demográfico do aglomerado urbano de João Pessoa. afora João Pessoa e Campina Grande. abrangendo. o paraibano é fruto de uma forte miscigenação entre o branco europeu. do Litoral ao Sertão. os mulatos predominam no litoral centro-sul paraibano e no agreste. ambas com número de habitantes superior a 300 mil. dos quais 71% já viviam na zona urbana. e a parcela da população (em torno de 25%) de nítida ascendência européia. A população ainda se distribui com razoável equilíbrio sobre as diversas regiões do território.

a indústria alimentar.441. A Paraíba mantém. com destaque para a indústria do cimento. em grande parte.305.838 Km2 População do Estado: 3.439.100 3. são feitas pesquisa tecnológicas que refletem nos produtos e na produção de calçados. Incremento anual censitários Censo 1991 1996 2000 População total 3. calçados e software.4 71. nas em % 64.085 % 35. bastante tradicional e voltado para o beneficiamento de matérias-primas agrícolas e minerais.616 3.100 2. Na Universidade. de bebidas. segundo.000 1. Elas formam o Aglomerado da capital e se destacam na produção industrial. Santa Rita. o seu perfil industrial.201. Campina Grande e Patos. na produção de alimentos. Os principais ramos industriais são o têxtil. a transformação de minerais não metálicos.986 2.9 31. Fonte: PNAD (dados obtidos por meio de pesquisa de auto-declaração). Sigla: PB Área total: 56. Em João Pessoa há a concentração de um grande número de indústrias pelas cidades circunvizinhas como Bayeux. O dinamismo desta cidade existe principalmente por causa da instalação da Universidade Federal de Campina Grande.043.616 Número de municípios: 223 Clima: Tropical Capital: João Pessoa População da capital: 674.436. Cabedelo. João Pessoa concentra as indústrias alimentícias e da construção civil.261. Por ser um grande centro populacional.6 29. quando comparados com os índices da região e mesmo os do país.1 68.052.305.0 intervalos Rural 1.633 Indústria paraibana A indústria paraibana está concentrada em João Pessoa. Está situado no extremo leste da região Nordeste do Brasil. indústria têxtil e cimento. com destaque para fabricação do açúcar.584. Tem 98% de seu território inserido no Polígono da Seca. mas não tem valor absoluto sobre toda a população. Lucena e Conde. O outro grande centro industrial da Paraíba é Campina Grande. Faz limites: Norte: Rio Grande do Norte Sul: Pernambuco Leste: Oceano Atlântico Oeste: Ceará Mesorregiões: 4 Microrregiões: 23 Municípios: 223 CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 8 .149.0 Limites O estado da Paraíba ocupa 56.6 km² de área territorial brasileira englobando 223 municipios.718 Urbana 2.630 995. ligado ao beneficiamento de fibras vegetais (algodão colorido e sisal) e confecções.domiciliar. na indústria têxtil. frutas industrializadas e. porque há ainda no Brasil uma tendência a se declarar mais para claro do que para escuro. embora isso venha mudando recentemente. o que revela tendências.971 Evolução Demográfica A população paraibana apresenta um dos menores índices de crescimento.

sandálias de borracha. confecções (com base no algodão colorido) e software. CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 9 . frutas. sisal. álcool etílico. açúcar cristal. inhames. atum. abacaxi. couros. sucos de frutas.últimas décadas na área de informática. tecido. O Estado exporta principalmente. sapatos. A Paraíba é a quinta colocada no nordeste do Brasil no valor das exportações. principalmente software. tapetes em geral.

356.120.054 População (2007) 92.551 89.285.745 466.454 1.273.023.171 1.202 348.596 210. Município Bayeux Cabedelo Conde Cruz do Espírito Santo João Pessoa Lucena Mamanguape Rio Tinto Santa Rita Total Área (km²) 31.044 8.762 10.216.073 em R$ CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 10 .265 172.554.565 2.983 47.283 23.290 PIB (2005) 365.949 195.024.091.023 122.603.728 19.507 138.397 726.784 31.757.485 85.481.281 674.325.469.943 40.918 694.891 49.572 50.049.925 15.123 5.270 204.Região Metropolitana de João Pessoa A Região Metropolitana de João Pessoa foi criada pela Lei Complementar Estadual 59/2003 e tem como sede o município de João Pessoa.

1. Inverno e. Os catadores e Eu 5. Rios e Marés 8.Amarelo Manga Eixo Temático 02 . O Fabuloso Destino de Amélie Poulain 3. Bicicletas de Pequin 5. Bolívia 10. Primavera. Outono. Plataforma 6. Agonia e Êxtase 5. Albergue Espanhol 8. Matrix 3. Entre o Céu e a Terra 8. Frida 12. Terra de Ninguém 10. O Closet 6. O Operário 7. Arquitetura da destruição 2ª ETAPA Eixo Temático 01 – Região e regionalização: a heterogeneidade do espaço geográfico e as (re) significações da espacialidade. Lugares Comuns 3. Central do Brasil Eixo Temático 03 – A revolução técnico-científica e a reconfiguração dos espaços 1. Verão. Lugar nenhum na África 8. Dogville 5.. Neste Mundo 7. Metrópolis 6. Sin City – A cidade do Pecado 5. 1. Hotel Huanda 3. Um Sonho de Liberdade 9. Baran 4. O Patriota 4. O caminho para Casa 2. Além do Cidadão Kane 11. Babel 4. Edukators 2. Lavoura Arcaica 9.Os devires do território: problematizações contemporâneas e o agenciamento de múltiplas paisagens 1. Tudo é Brasil 14.PROGRAMA DE GEOGRAFIA Sugestões de filmes fornecidas pela UFCG que podem auxiliar na compreensão do espaço e das territorialidades geográficas 1ª ETAPA Eixo temático 01 – O espaço geográfico. Tempos Modernos 2.Carandiru – O Filme CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 11 .. Fahrenheit 9/11 9. A Missão 7. Diamante de Sangue 2. Crash – No limite 9. o lugar e a paisagem: relações entre o visível e o invisível. Cidade de Deus 12. As invasões Bárbaras 2. Uma mulher contra Hitler 3. O Círculo 11. Cabra Marcado para Morrer Eixo Temático 02 – Redes e escalas: entre pontos e movimentos 1. Tropa de Elite 13. Tocando o vazio 7. Crítica do Signo do Caos 15. Brava Gente Brasileira 10. Terra e Liberdade 11. Um dia depois de amanhã 6. Cidadão Kane 10. São Jerônimo 16. Armagedon 7. O Gladiador 6. O Mundo 4. Primavera 4.

mangues. resultantes do aplainamento de rochas magmáticas e metamórficas. restingas e dunas. Lucena. na cidade de Campina Grande (1105 hab/km2). Todas. d) No sertão as áreas deprimidas com menos de 250m. Bayeux. Mamanguape e Rio Tinto. d) Sedimentares da restinga. Santa Rita. d) A maior densidade demográfica do Estado encontra-se na Borborema. bem aceito por grupos ambientalistas e indicados para pessoas alérgicas. Superfície da Borborema e o Oeste Sertanejo. investiu em pesquisas que resultou: a) No desenvolvimento de inseticidas para extermínio do bicudo. através de seu Centro Nacional de Pesquisa do Algodão. hoje inclui João Pessoa. educação e segurança. 2) Com relação às cidades e urbanização paraibana assinale a alternativa correta: a) A população total do estado é de 3. Cabedelo. julgue os itens: I – Na baixada litorânea aparecem formas de relevo como cordões litorâneos. a EMBRAPA. II e III apenas. CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 12 .4 milhões de habitantes. Conde. Os quais 50% mora em cidades. e) O crescimento urbano paraibano vem acompanhando as necessidades básicas da população quanto à moradia e condições de saúde. e) Cristalinos dissecados em marres de morros da Borborema. c) Patos e Sousa são as submetrópoles do Sertão visto que já alcançaram 100 mil habitantes cada uma. II – Os tabuleiros litorâneos possuem estrutura cristalina com altitudes em torno de 200m. b) A área metropolitana de João Pessoa.QUESTÕES PARAÍBA DE GEOGRAFIA paraibanas DA é 3) Sobre os domínios geomorfológicos da Paraíba. I e II apenas. 4) A perfuração de um poço artesiano levou à provável descoberta de petróleo no município de Sousa. cuja base sede se encontra em Campina Grande. 5) Na tentativa de superar a crise da produção algodoeira causada pelo bicudo. Estão a) b) c) d) e) corretas: I e III apenas. e) As regiões geoecológicas do estado: são Região Atlântica. a exemplo das depressões de Patos e Sousa. Fato que pode ser confirmado por se tratar de uma área de terrenos: a) Sedimentares do grupo Barreiras b) Sedimentares da Bacia do Rio do Peixe. agravam a semi-aridez. c) Cristalinos do pediplano sertanejo. c) No sertão devido as elevadas temperaturas. III apenas. 1) Sobre as paisagens incorreto afirmar: a) A região geoecológica do litoral se divide em litoral e depressão sublitorânea. b) O agreste acaatingado situa-se entre os tabuleiros e a encosta oriental da Borborema correspondendo ao setor de clima subúmido.. b) No combate ao bicudo a partir de insetos predadores do mesmo. c) Na produção de algodão colorido. Cruz do Espírito Santo. a aridez é mais severa que no Cariri e Curimataú. III – A depressão sub-litorânea é um compartimento deprimido entre a Borborema Oriental e os Tabuleiros.

d) Na produção de algodão transgênicos extremamente resistentes às pragas e de alta resistência na fiação moderna. Apenas III. b) Por apresentar o mais baixo índice pluviométrico do estado. ( ) Apresenta superfície elevada e aplainada. por influir no clima e nas atividades econômicas do estado. solos rasos e pedregosos. 9) O Planalto da Borborema constitui a mais expressiva unidade geomorfológica do estado da Paraíba. Atlântica. d) Por ter sido importante produtora de cana-de-açúcar no período colonial. vegetação de caatinga. Serrana. e) Na erradicação do bicudo com a eliminação dos algodoais e introdução de novas espécies resistentes ao inseto 6) Constitui o principal potencial hídrico do Estado da Paraíba. Apenas I. cujo rio mais importante nasce no alto sertão paraibano e deságua no litoral potiguar. ( ) Teve sua ocupação a partir da pecuária ultra-extensiva em campos abertos e da cultura de subsistência nas ribeiras dos rios temporários. e) Pelo relevo acidentado do Planalto da Borborema que ocupa toda a sua extensão. de Brejo. mas principalmente. ( ) Zona de transição climática tradicionalmente conhecida pela CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 13 . II – A ausência de áreas úmidas em todo o estado. a) b) c) d) e) Mata Mata Mata Mata Mata ciliar. Estão a) b) c) d) e) corretas: Todas. pois o planalto funciona como uma barreira natural que impede as chuvas de transpô-lo. Apenas I e III. Apenas I e II. a) b) c) d) e) A A A A A bacia bacia bacia bacia bacia do do do do do rio rio rio rio rio Mamanguape. com o menor índice pluviométrico do Estado. 1 2 3 4 – – – – Sertão Paraibano Borborema Agreste Paraibano Mata Paraibana 8) A mesorregião do Agreste paraibano caracteriza-se: a) Por se apresentar como uma região de transição que tanto nos aspectos naturais quanto da organização da produção apresenta como marca a pluralidade. Piranhas. extensão e altitude. de elevada pluviosidade e grande fertilidade do solo. Gramane. 7) Tipo de vegetação quase extinta na Paraíba. III – A presença do Pico do Jabre considerado o segundo ponto mais elevado do estado. não apenas por sua Características ( ) Apresenta clima tropical úmido com superfície aplainada em baixos planaltos sedimentares (tabuleiros) e predomínio da atividade canavieira. Curimataú. da Restinga. Relacione as mesorregiões da Paraíba às suas características. 10) A Paraíba apresenta uma diversidade de paisagens que associada aos aspectos sócio-econômicos proporciona a regionalização do seu território. cujo trecho remanescente mais significativo encontra-se nas margens da BR-230 entre Cabedelo e João Pessoa. Paraíba. c) Pela ausência de importantes centros urbanos. São conseqüências da presença do Planalto da Borborema: I – A formação do Brejo Paraibano localizada a barlavento do planalto.

policultura. 2 b) 1. b) A criação de gado. provocados pelas chuvas intensas. mas também pra todo o estado. e) A economia monocultura. De acordo com seus conhecimentos analise as afirmativas: I – Já se iniciou as pesquisas e constatouse que existe potencial petrolífero (15 mil barris/dia) e estudos atestam que o óleo é de boa qualidade. Assinale a alternativa correta que apresenta a seqüência correta de cima para baixo: a) 4. pois o estado visualiza a exploração desse recurso como saída econômica não só para a microrregião. d) Apenas I. 13) Na Zona da Mata paraibana. b) Apenas I e III. 3 e) 3. enquanto atividade econômica complementar desenvolveu-se junto aos campos de cana-de-açúcar. 3. c) A ocupação do território baseou-se na exploração de cana-de-açúcar através do sistema produtivo plantation. fazendo aumentar a distância entre ricos e pobres. 3. não contribui para fazer desaparecer a fome e nem a miséria de grande parte da população residente na zona rural dessa região litorânea. São corretas: a) Apenas I e II. 4. hierarquicamente. rochas sedimentares. e) Concentração de renda entre a população urbana. d) Utilização indiscriminada de agrotóxicos e fertilizantes. similar ao encontrado em Mossoró. retratando uma injusta estrutura fundiária. 1. 14) As cidades de João Pessoa e Campina Grande se destacam como as mais importantes do Estado da Paraíba. d) O consumo da lenha para os engenhos não alterou a fisionomia da Mata Atlântica. c) Apenas II e III. polarizando. 3. contudo. 2 d) 4. Esse fato. área também rica em arenitos. ocorrem os maiores índices de chuvas do estado. exploradores e os proprietários das terras (recebimento de royaltys). 2 11) A identificação que a Bacia do Rio do Peixe com destaque pra Sousa. Isso de deve principalmente ao elevado índice de: a) pobreza da população. 2. III – Confirmando-se a qualidade do petróleo paraibano os setores que apresentarão maior lucratividade serão Estado. 1. 4. que sofre os efeitos gerados pela seca e estiagem prolongada. II – O petróleo encontrado em Sousa deve-se a presença da bacia sedimentar da era Mesozóica. A razão de assumirem a condição de capitais regionais. IV – mesmo com a recente descoberta de petróleo na Paraíba o Brasil ainda não atingiu a auto-suficiência nesse recurso. Apresenta importantes cidades. 1. e) Todas são corretas. o espaço urbano CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 14 . 4 c) 1. algumas das quais surgidas em função das feiras de gado. b) Concentração de terras nas mãos de uns poucos ricos fazendeiros. II e III. 12) Sobre a ocupação inicial do território paraibano. latifundiária e escravista deu-se em função da necessidade de abastecimento do mercado do Centrosul do país. causou a maior euforia na população local e estadual. 2. c) Alagamento ou inundação nas terras agrícolas. é verdadeiro afirmar que: a) Os nativos não ofereceram resistência à ocupação do litoral pelos portugueses.

deve-se ao fato de que essas cidades: a) Exercem influência regional sobre as várias cidades a elas subordinadas. o jardim botânico é conhecido também como mata do buraquinho. contudo. a localidade de Acaú na Paraíba e as cidades de Goiânia. 16) Recentemente foram descobertos vários sítios paleontológicos na Paraíba. mais fósseis foram encontrados entre as cidades de Areal e Montadas.paraibano. Sobre a formação de fósseis é correto afirmar que: a) são sempre encontrados em terrenos cristalinos. II – Predomínio do clima semi-árido e coberto quase totalmente por uma vegetação denominada caatinga. CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 15 . Caatinga. devido a densidade do povoamento ser mais intensa no litoral que no sertão. 17) A Paraíba terá a 1ª reserva extrativista marinha. mais de 300 famílias serão beneficiadas com os recursos dessa reserva. que estão sendo estudadas pelo Instituto de Paleontologia da Paraíba. Mata galeria. Sobre este tipo de reserva ambiental é correto afirmar: a) São áreas destinadas à preservação de recursos sem exploração. c) Possuem um raio de ação regional restrito aos respectivos territórios municipais. d) A fossilização ocorre predominantemente em rochas magmáticas. sem. 15) O Jardim Botânico de João Pessoa. Mata serrana. c) A formação de fósseis ocorre em terrenos cristalinos e sedimentares. das maiores às menores. c) Algo sem valor. Rumores citam o achado no sítio de Tapera no leito do Rio Piranhas. b) São espaços destinados à exploração auto-sustentável e conservação de recursos. obedecer qualquer ordem de tamanho das cidades. d) Comandam a rede urbana da Paraíba. será a 1ª do país que abrangerá dois estados. município de Aparecida. conservação e desenvolvimento sustentável. mas também de toda a região Nordeste e até de outras regiões do país. pois é importante investir apenas em áreas de preservação permanentes e não em áreas de conservação. e) Áreas sem valor. e) Os fósseis são formados em terrenos sedimentares. o título de posto avançado de reserva da biosfera. não só Paraíba. d) Busca pelo desenvolvimento sustentável explorando desordenadamente a natureza. Carne de Vaca e São Lourenço em Pernambuco. localizado às margens do trevo na cidade universitária recebeu no ano de 2005 da UNESCO e do conselho nacional da reserva da biosfera. Que tipo de vegetação é encontrada no Jardim Botânico? a) b) c) d) e) Mangue. b) É no Maciço da Borborema eu se localiza a área paleontológica da Paraíba. 18) Leia as características abaixo: I – Caracterizado por apresentar baixos índices de pluviosidade e irregularidade de chuvas. Cerrado. Devido vir cumprindo ao longo dos anos requisitos básicos para preservação. b) Polarizam cidades de todos os tipos e tamanhos. pois privilegia apenas uma minoria vinculada às elites urbanas. e) São os centros polarizadores do estado.

IV – Nesta sub-região destaca-se a pecuária extensiva de corte. a) As características referem-se ao agreste. com os piores índices de desenvolvimento sócio-econômicos. 1. 2. 1. II – Vegetação de caatinga é abundante na região do semi-árido. 3. que apresentam solos férteis. 19) Marque V ou F e aponte a seqüência correta de cima para baixo. 3. ( ) O estado paraibano possui atualmente 223 municípios. 1. 2. 2. milho. 2. 1. ( ) solo rico e desenvolvimento da policultura e da pecuária bovina e caprina. relacione estas zonas às seguintes características: (1)Zona da Mata (2)Agreste (3)Sertão ( ) clima quente e seco. a) b) c) d) e) V V V V V FVFV FVVF VFFV VVFV FVFF ( ) caracterizado por ser uma área de transição. CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 16 . ( ) área de maior urbanização. b) Todas se referem ao sertão. 3. exceto a III. 1. 2. 1. 2. c) As características se referem à Zona da Mata. e) Todas pertencem ao sertão. A seqüência correta de cima para baixo é: a) b) c) d) e) 3. 2. ( ) A maior parte da população paraibana é rural. 2.III – É a sub-região mais precária do Nordeste. ( ) forte presença de inselbergues. algodão. mas apresenta o clima úmido no litoral. III – Nas regiões em que a umidade é retida pelas serras. 3. a agricultura de subsistência baseada no milho e no feijão. nota-se a presença de vegetação do tipo tropical. 3 3 2 1 3 21) Como se denomina as áreas úmidas das encostas e vales da Borborema. 2. ( ) A Paraíba se localiza na porção setentrional e meridional em relação à linha do equador. 1. 3. 20) a Paraíba apresenta três zonas distintas. 1. ( ) apresenta regime de chuvas de maio a agosto. frutas e criação de gado. sendo que 70% da população vive no campo. ( ) A maior extensão do estado paraibano dar-se de leste à oeste. ( ) O pico culminante do estado se localiza na Ponta do Seixas em João Pessoa. propícios ao cultivo da cana-de-açúcar. 1. enquanto que no litoral predomina uma diversidade de vegetação. a) b) c) d) e) tabuleiro brejo depressões planalto falésias 22) Entre os itens abaixo qual deles não representa um municípios da área metropolitana de João Pessoa: a) b) c) d) e) Conde Lucena Santa Rita Cabedelo Marí 23) Leia com atenção as proposições abaixo: I – No interior da Paraíba predomina o clima semi-árido. d) São características comuns ao Cariri. 3.

As proposições II e IV. minerais não metálicos. Espanha e Rússia são os principais consumidores dos produtos paraibanos. Todas. 24) O Triângulo mais seco do Brasil é formado pelas cidades de Cabeceiras e Barra de Santa Rosa na Paraíba e Acari no Rio Grande do Norte. açúcar e álcool. b) Solos rasos e pedregosos. V – A Rússia compra da Paraíba o açúcar gerado pelos nossos canaviais. Nenhuma é verdadeira.as planícies do estado formadas por terrenos sedimentares do período cenozóico. d) e) Vegetação predominante de e) caatinga. Somente IV e V estão corretas. c) Forte irregularidade de chuvas. exceto a III.IV – Na faixa litorânea se estende. o a) que provoca secas periódicas. Todas são verdadeiras. Argentina. Todas estão corretas. II – Como produtos dessa industrialização podemos citar: calçados. 25) Sobre o processo de industrialização da Paraíba é correto afirmar: I – A indústria na Paraíba está centralizada em poucos municípios. Somente I. 26) Caracterize cada mesorregião paraibana abaixo: CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 17 . II e III estão corretas. IV – A maior parte do álcool e do cimento produzido na Paraíba é exportado para Nigéria. Somente III e V estão corretas. Todas são verdadeiras exceto II. II e III. Qual das alternativas abaixo não condiz com essa região: a) Apresenta clima semi-árido. III – EUA. Está(ao) correta(s): a) b) c) d) e) Somente I. b) d) Temperatura anual de 20ºC e c) umidade que chega a 95%. Nigéria .

o predomínio de rochas sedimentares. Nos Maciços Residuais Úmidos. As áreas identificadas pelos algarismos I e II correspondem. tornando os solos agrícolas semelhantes às areias dunares. respectivamente. b) aumento abusivo de areia. d) perda total do solo. com absoluta impossibilidade de recuperação. 3 . CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 18 . correto afirmar que: a) apenas I e II são verdadeiras. II. I. d) à Depressão Sertaneja e aos "inselbergs". vegetação caducifólia e drenagem intermitente. por alcalinização. III. prevalecem o intemperismo físico. solos rasos e pouco profundos. em comum. vegetação perenifólia e drenagem perene. c) apenas I e III são verdadeiras. b) à Depressão Sertaneja e aos tabuleiros litorâneos.1 2 3 4 ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ a) à Depressão Sertaneja e às falésias cristalinas. Na Depressão Sertaneja.A Depressão Sertaneja e os Maciços Residuais Úmidos representam duas unidades de paisagens existentes no Nordeste brasileiro.Identifique a alternativa que melhor caracteriza a desertificação nordestina: a) eliminação da cobertura botânica original e presença de uma cobertura invasora. Sobre algumas das suas características naturais. A Depressão Sertaneja e os Maciços Residuais têm. vegetação subperenifólia e drenagem subperene. b) apenas I é verdadeira. rochas cristalinas. rochas cristalinas. solos muito profundos. predominam o intemperismo químico. é QUESTÕES DE GEOGRAFIA DO NORDESTE DIRECIONADAS PARA OS VESTIBULARES DA UFPB E UFCG 1 . c) abandono da área pela população residente e/ou intensa ocupação com atividades terciárias. 2 O corte topográfico abaixo esquematiza o perfil do relevo da Região Nordeste do Brasil entre o Planalto da Borborema e a Bacia do Parnaíba. solos profundos. com redução da biodiversidade e do patrimônio genético. Da leitura das afirmações acima. e) à Depressão Nordestina e às falésias sedimentares. c) à Depressão Nordestina e aos tabuleiros litorâneos. considere as afirmações seguintes.

aquela que melhor caracteriza a que se encontra assinalada no mapa. no mapa as áreas 7 . na sua complexidade. e) I. 8 . d) Extensa superfície erodida. impedindo a atividade agrícola. apresenta sub-regiões bem definidas. e) Vasta área definida por uma economia voltada para o extrativismo vegetal e para o aproveitamento do petróleo. 9 . Assinale. CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 19 .O Nordeste brasileiro. a) Marcada pela presença de grandes propriedades. riqueza muito recente. responsáveis pelos altos índices de pluviosidade. com presença de morros residuais onde houve colaboração da erosão eólia. onde a cultura de cana-deaçúcar encontrou condições ideais. 4 . recebem o nome de: a) Peneplanos b) Mares de morros. Em relação a essas áreas. nos dias atuais inicia a lavoura de seringueira.O Meio-Norte ou Nordeste Ocidental é uma região: a) onde os "brejos" ocupam as encostas das chapadas e se transformam em áreas de agricultura de subsistência. entre as alternativas a seguir.Tratando-se do meio físico nordestino.d) apenas III é verdadeira. 5 . c) culturas irrigadas e microempresas agrícolas. financiada por multinacionais. a alternativa verdadeira é: a) as serras úmidas têm solos rasos e freqüentes afloramentos rochosos. é correto afirmar que nelas predominam a) culturas comerciais. d) não há rede de drenagem perene nas depressões sertanejas semi-áridas. b) Faixa úmida favorável ao plantio do cacau. II e III são verdadeiras. c) Inselbergs. d)Tabuleiros. distribuída entre janeiro e abril. que engloba uma série de chapadas sedimentares. c) os chapadões sedimentares têm baixas potencialidades de recursos hídricos subterrâneos. Essa característica climática beneficia a atividade econômica seguinte: a) extração do sal marinho b) agricultura de subsistência c) cultivo do algodão herbáceo d) desenvolvimento da pecuária de corte 6 . b) os processos de intemperismo físico e as ações erosivas pluviais preponderam nos sertões semi-áridos. apresentando vastos planaltos cristalinos.No Nordeste brasileiro.O Litoral Setentrional do Rio Grande do Norte apresenta um clima tropical quente e seco. com uma média pluviométrica em torno de 400 e 600mm por ano. d) policultura e pequenas propriedades familiares. c) Região de transição. b) culturas de subsistência e minifúndios.Observe assinaladas. formações rochosas típicas do clima semi-árido. em cujas áreas mais úmidas se desenvolve agricultura de subsistência. grandes e médias propriedades.

(02) A distribuição do relevo. com ocorrências de elevadas densidades demográficas. (32) As caatingas apresentam vegetação xerófita. podemos afirmar que caracteriza-se por 01. solos ricos em sais minerais e fauna diversificada. letra B. não havendo solos transportados pelos agentes erosivos. d) de clima tropical úmido. (08) Os solos nordestinos são autóctones. assinalado com a letra C. correspondendo. Com base nos conhecimentos sobre o espaço nordestino. por ser uma zona de transição. b) Pólos industriais especializados estão sendo criados. A Zona da Mata. 02. área de transição entre a Amazônia e o Sertão Nordestino. fazendo surgir o planejamento regional para o Nordeste. aliada às condições litológicas. e) de grandes latifúndios. a mais industrializada e a mais povoada. onde predomina o clima semi-árido e a vegetação de caatinga. é a maior sub-região. 11 . (04) Nas áreas do Nordeste onde predominam o substrato cristalino e o clima úmido. 10 -Analisando a organização espacial da Região Nordeste do Brasil. que tem na pecuária leiteira e de corte a sua principal atividade.Salvador. pois os solos são de origem vulcânica. e) A criação da SUDENE teve como objetivo atenuar as disparidades interregionais entre o Nordeste e o Sudeste.Na(s) questões adiante escreva. c) de relevo suave. onde se encontra a Mata de Cocais. no espaço apropriado. em sua quase totalidade. com economia baseada no extrativismo vegetal e na agricultura tradicional de algodão e arroz. ao interior. 13 Em relação ao domínio morfoclimático das depressões interplanálticas semi-áridas do Nordeste. devido à necessidade de numerosa mão-de-obra. todas as afirmativas estão corretas. como o caso de Camaçari. onde prevalecem as grandes propriedades monoculturas de exportação. onde se concentram atividades ligadas às "plantations" de cacau. O Sertão. A letra D representa o Meio Norte.b) de transição entre a Amazônia e o Nordeste. verdadeira extensão da Planície Amazônica. a soma dos itens corretos. 12 . 04. situada entre o Sertão e a Zona da Mata. (64) O Nordeste ocupa a região norteocidental do país. ocorre a formação de latossolos. (16) Os tabuleiros são as áreas de maior fertilidade do Nordeste. O agreste. representada pela letra A. 08. c) A modernização da agropecuária está restrita à Zona da Mata. é uma faixa bastante estreita. nordestina: é a mais urbanizada. d) Sua ocupação espacial foi realizada através de um povoamento que se processou do litoral para o interior. é a principal sub-região CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 20 . pode-se afirmar: (01) O Agreste apresenta uma grande diversidade de paisagens e de cultivos. tem grande influência na distribuição da população e nas atividades econômicas.Observe atentamente o mapa das sub-regiões do Nordeste e assinale as proposições CORRETAS. com a indústria petroquímica. Recife e Fortaleza. EXCETO: a) A maior concentração econômica ocorre na Zona da Mata e nas Metrópoles Regionais .

15 . 16 -Nas últimas décadas.a) vegetação de caatinga. por percorrer áreas de clima semi-árido no interior nordestino. (04) A importância do rio São Francisco está relacionada à sua utilização como hidrovia. que abastecem as regiões Sudeste e Nordeste do Brasil. alinhamentos de serras com encostas íngremes. que possibilitam a agricultura em áreas do semi-árido. 14 . Três Marias.As áreas de deserto e de ambiente semi-áridos são constituídos por uma vegetação adaptada às condições destes meios. c) vegetação de pradarias mistas. c) xerófitas e perenifólias. lembrança da principal atividade desenvolvida no período colonial. as metrópoles nordestinas alocaram muitas plantas fabris. e) fornecer mão-de-obra temporária para as plantações de cana-de-açúcar da Zona da Mata. que as (16) O rio São Francisco se faz presente mesmo em regiões distantes de seu leito principal devido aos canais de irrigação a ele ligados. A este respeito é correto afirmar: a) a estratégia de modernização industrial do Nordeste apoiou-se no investimento do capital ocioso originado no setor agropecuário b) todo desempenho de dinâmica urbanoindustrial se fez com a força do capital privado. sem as dádivas do incentivos governamentais c) a evolução do setor secundário no Nordeste revela o processo de descentralização industrial. por ele é escoada toda a produção agrícola das regiões Nordeste e Centro-Oeste do país. e) xerófilas e hidrófitas. abrigando usinas hidrelétricas como as de Paulo Afonso. d) hidrófitas e caducifólias. b) hidrófilas e perenifólias.A região destacada no mapa a seguir caracteriza-se entre outros fatores por: (01) O rio São Francisco e seus afluentes constituem uma importante bacia hidrográfica. d) vegetação de savanas. de irrigação. c) aproveitar suas terras mais úmidas para a fruticultura. e) vegetação de cocais. em escala nacional d) a ênfase nas industrias de alta capitalização no Nordeste tem contribuído para a absorção de elevado contigente de trabalhadores 17 . (08) O rio São Francisco é classificado como um rio exorréico porque deságua diretamente no mar. b) vegetação de cerrado. não necessitando. afloramentos rochosos. (02) O rio São Francisco. solos podzólicos profundos e drenagem densa do tipo dendrítica. ondulações suaves.Assinale a(s) alternativa(s) descreve(m) corretamente características do rio São Francisco. solos lateríticos e drenagem perene. Com base nessa declaração. solos profundos e drenagem temporária. solos do tipo massapê e drenagem mista. b) dedicar-se à pecuária extensiva. interflúvios tabuliformes de vertentes suaves. a) apresentar uma estrutura agrária exclusivamente de latifúndios dedicados à lavoura de cana-de-açúcar. CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 21 . d) englobar a maior produção de arroz de toda a região nordestina. solos rasos e pedregosos e drenagem intermitente. desta forma. Sobradinho e Xingó. podese afirmar corretamente que suas plantas são predominantemente: a) xerófitas e caducifólias. é considerado um rio temporário. morros baixos e convexos.

CURSO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA 22 .

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->