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Resíduos do gesso

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Published by: Rodrigo Gaia Ceciliano on Jun 27, 2011
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06/27/2011

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Resíduos do gesso Como são classificados os resíduos de produtos originários do gesso e qual a sua destinação? Oswaldo p.

Lima, por email Conforme a resolução Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) 307, de 5 de julho de 2002, os produtos oriundos do gesso são considerados de Classe C, pois ainda não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam sua reciclagem ou recuperação. Já conforme a NBR 10004 e NBR 10006, de maio de 2004, o gesso é classificado como sendo de Classe II A, não inerte. No que diz respeito à destinação de tais resíduos, eles devem ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com as normas técnicas específicas. Segundo o artigo "Reutilização do gesso na indústria da construção civil", de Almir Santos, Amedeo Salvatore, Edson Luiz Porta e WilhianUzal Garcia, Universidade de Guarulhos, São Paulo, 2006, o gesso, quando em contato com umidade, em condições anaeróbicas, baixo pH e sob ação de bactérias redutoras de sulfatos, quadro recorrente em muitos aterros sanitários e lixões, pode formar o gás sulfídrico (H2S), que possui odor parecido com o de ovo podre, além de ser tóxico e inflamável, motivos pelos quais o gesso tem sido banido de vários aterros sanitários norte-americanos. Ainda de acordo com o referido artigo, o resíduo de gesso pode voltar a ter as características químicas da gipsita, voltando ao seu estado de origem e podendo ser utilizado na produção de gesso, cimento e na correção do pH do solo. No que tange aos aspectos mercadológicos, há duas fontes geradoras de resíduos de gesso da construção civil: as formais e as informais. Uma das questões essenciais reside na criação e gestão de programas de coleta seletiva ou segregada dos resíduos, considerando a parceria com empresas de coleta e transporte de resíduos e com ATT-s (Áreas de Triagem e Transbordo). No caso do município de São Paulo, a ATT localizada no bairro do Pari seleciona e separa a gipsita dos demais materiais, consolida as cargas e as destina a um dos consumidores de gipsita. A viabilidade do projeto de reciclagem deve considerar: yA necessidade dos resíduos estarem sem a presença de madeira, ferro, papel e embalagens. yOs resíduos devem estar secos, sem a presença de umidade elevada. yA ATT torna-se vantajosa economicamente desde que esteja a até 300 km de distância do centro produtor de resíduo, se comparada com os resíduos provenientes das indústrias cerâmicas e de fertilizantes. No entanto, se for comparada à gipsita natural, originária de Pernambuco, o uso da ATT se mostra mais viável, pois apresenta valor aproximado de 40% mais baixo.

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