RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA - UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN

)

ÍNDICE
ÍNDICE………………………………………………………………………………………...…1 1.INTRODUÇÃO……………………………………………………………………………...…2 2. OBJECTIVO DA VISITA…………………………………………………………………….3 3. EMQUADRAMENTO………………………………………………………………………...4 4. LOCALIZAÇÃO………………………………………………………………………………4 5. DADOS DA EMPRESA………………………………………………………………………4 6. PERIODO DA VISITA……………………………………………………………………….4 7. METODOLOGIA UTILIZADA………………………………………………………………4 8. DESCRIÇÃO DA SUBESTAÇÃO…………………………………………………………...4 9. PARQUE EXTERIOR, PAINÉIS E BARRAMENTOS POR TENSÕES……………………5 9.1. DADOS EQUIPAMENTOS EXISTENTES………………………………………………..6 9.2. TRANSFORMADORES……………………………………………………………………6 9.3. REACTORES EM DERIVAÇÃO…………………………………………………………..8 9.4. TRANSFORMADORES DE CORRENTE…………………………………………………9 9.5. PÁRA-RAIOS……………………………………………………………………………….9 9.6. SECCIONADORES………………………………………………………………………..10 9.7. DISJUNTORES……………………………………………………………………………11 9.8. CAPACITORES EM DERIVAÇÃO………………………………………………………12 9.9. RELÉS……………………………………………………………………………………...13 10. SISTEMAS DE COMANDO……………………………………………………………….14 10.1. PAINEL DE COMANDO E SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO………………………..15 11. SISTEMAS DE PROTECÇÃO……………………………………………………………..16 11.1. SISTEMAS DE PROTECÇÃO TIPO RELÉS……………………………………………16 11.2. SISTEMAS DE PROTECÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS………….17 12. QUADRO GERAL DE MÉDIA TENSÃO………………………………………………...18 13. SEGURANÇA………………………………………………………………………………20 14. SISTEMAS DE SERVIÇOS AUXILIARES……………………………………………….21 15. CONSIDERAÇÕES FINAIS……………………………………………………………….22 16. BIBLIOGRAFIA……………………………………………………………………………23 ANEXOS……………………………………………………………………………………24

Docente: Engº. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos

4º ANO 2010/2011

1

RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA - UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN)

1. INTRODUÇÃO
No processo de ensino- apredizagem é de suma importância que o educando tenha uma visão prática do conhecimento técnico adquirido, no sentido de que a teoria dos processos seja melhor internalizada. Neste contexto, uma visita de emissão técnica serve para constatar a construção do conhecimento adquirida na sala de aula. Um sistema elétrico de potência necessita de grandes unidades geradoras para suprir uma grande quantidade de consumidores (residências, lojas, indústrias, etc.). No entanto, estas unidades geradoras geralmente não se localizam próximas aos centros consumidores, sendo necessária a utilização de linhas de transmissão para conduzir a energia gerada até eles e, muitas vezes, fazer a interligação com outras unidades geradoras. Além disso, os níveis de tensão ideais para geração, transmissão e distribuição são diferentes um dos outros. As subestações elétricas, ou SEs, são parte importante no sistema elétrico, pois são nelas que começam e/ou terminam as linhas e ainda convertem os níveis de tensão para os ideais, técnica e economicamente, através do uso de transformadores. São nelas também que são instalados os equipamentos para proteção das linhas bem como os equipamentos para manobras, que aumentam a confiabilidade do sistema. Apesar de sua importância, no Brasil, as SEs não receberam grandes investimentos até meados da década de noventa. A partir daí, as concessionárias começaram a investir intensamente na melhoria e automação de suas subestações, com o objetivo de aumentar a confiabilidade do sistema, reduzir custos operacionais, melhorar a qualidade das previsões de investimentos e melhorar os índices dequalidade. O projeto de uma subestação é dividido em quatro partes: Projeto Civil, Projeto Eletromecânico, Projeto Elétrico e Projeto Arquitetônico.

Docente: Engº. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos

4º ANO 2010/2011

2

Exercitar.  Tomar contacto com a alimentação dos sistemas de protecção e com os dispositivos de corte.º Emílio Francisena – Professor da disciplina de Máquinas Elétricas II e Proteções. segundo as melhores práticas e os conceitos amplamente reconhecidos.  Ver a integração dos sistemas de protecção dentro da subestação.  Compreender a sua função numa rede. Oscar Tabarez – Professor da disciplina de Redes Elétricas Eng.com Docentes da FE–UAN que acompanharam a visita Dr.  Observar os sistemas de protecção instalados. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 3 .  Identificar os diversos equipamentos existentes na subestação. OBJECTIVO DA VISITA Fixar os contiúdos expostos em sala de aula. assim como aqueles resultantes de pesquisa e discussão por parte dos alunos.UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) 2. através da visita “in loco “ a aplicação das metodologia e ferramentas indicadas para o aperfeiçoamento da elaboração e gestão de projectos. Docente: Engº. Contactos Subestação da CUCA Chefe do Departamento de Subestações da EDEL António Pedro E-mail: tonirosa6@hotmail.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA .

4. 7. Assim dividimos grupo em dois de 14 de estudantes cada. A EDEL é uma empresa que possui 12 subestações (SE) em Luanda com perspectiva de evolução até 2012 para 15 subestações (SE). 8.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA . DESCRIÇÃO DA SUBESTAÇÃO Docente: Engº. EDEL fundada mais propriamente no ano de 1933 é uma empresa pública com o objectivo fulcral a distribuição de energia elétrica. EMQUADRAMENTO   A presente visita de estudo enquadra-se nas disciplinas de: Linhas Aéreas de Alta Tensão Centrais e Subestações. Esta empresa é composta por 4 Departamentos.UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) 3. PERIODO DA VISITA O periodo da visita foi das 9horas até 12horas aos 9 de setembro de 2010 a visita foi de âmbito academico no II semestre do 4º ano. LOCALIZAÇÃO A visita foi na subestação electrica da cuca pertecente a empresa da EDEL (EMPRESA DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA DE LUANDA) sita na rua Ngola kiluanje município do cazenga província de Luanda. a saber: Departamento de Manutenção Departamento de ensaios e medidas Departamento de Subestações Departamento de Comissão de redes 6. DADOS DA EMPRESA Empresa EDEL EDEL – Empresa de distribuição de electricidade. METODOLOGIA UTILIZADA A metodologia utilizada foi de grupo de modo a permitir uma comodação efectiva dos visitantes visto que o local não permite um número elevado. 5. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 4 .

PARQUE EXTERIOR.UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) A SE da CUCA entrou em funcionamento há já algumas décadas. tensão e corrente).Tempo de vida útil dos materiais. Uma SE é formada por um conjunto de máquinas e equipamentos. Quanto ao tipo de instalação a SE da CUCA é do tipo Céu aberto. banco de condensadores. . Mutamba. seccionadores.Número excessivo de manobras do disjuntor 9. Tendo em conta o nível de tensão de operação podemos afirmar que a SE é do tipo abaixadora e quanto à função a SE é de distribuição. As avarias mais freqüentes na SE da CUCA devem-se principalmente a dois factores: . Ela é uma das principais SE no sistema elétrico da província de Luanda alimentando subestações como a da EDEL. O seu nível de tensão é 60-15KV. Quanto aos equipamentos imprescindíveis para uma SE a da CUCA é provida por: Transformadores (Potência. Maianga. disjuntores. PAINÉIS E BARRAMENTOS POR TENSÕES A disposição dos barramentos é um dos elementos mais importantes na configuração de uma SE. A compensação do fator de potencia é feita por injecção de potencia reativa através do banco de condensadores. Das figuras podemos observar o parque exterior onde se encontram os barramentos por tensões do tipo seccionado e o seu devido espaçamento. reactores em derivação. páraraios. BARRAMENTO Docente: Engº. A potência instalada é de 66MW. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 5 . etc. A sua capacidade nominal é de 80MVA com perspectiva de repotenciação para 100MVA. Devido a sua influencia tanto na operação como na manutenção da SE.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA . etc.

TRANSFORMADORES Um sistema de corrente alternada opera. tanto do ponto de vista técnico quanto do econômico. Esta flexibilidade é obtida através dos transformadores.UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) REACTORES EM DERIVAÇÃO IMPEDÂNCIA HOMOPOLAR SECCIONADORES BANCO DE CONDENSADORES 9. chaves. capacitores em derivação e capacitores série. A seguir será descrito cada um de forma resumida. em cada uma de suas partes. O transformador poderá também assumir outras funções. com a tensão mais conveniente. o transformador toma parte nos sistemas de potência para ajustar a tensão de saída de um estágio do sistema à tensão de entrada do seguinte. ou todas estas finalidades citadas ao mesmo tempo. transformadores de potencial. pára-raios. A classificação dos transformadores de potência pode ser feita segundo o número de fases e quanto aos seus enrolamentos. Docente: Engº.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA .1.2. também chamados de trafos. 9. disjuntores. DADOS EQUIPAMENTOS EXISTENTES Como dito anteriormente uma SE é formada por um conjunto de máquinas e equipamentos. Os principais são transformador. ajustar a impedância do estágio seguinte à do anterior. como isolar eletricamente circuitos entre si. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 6 . Sendo o transformador um componente que transfere energia (potência) de um circuito elétrico para outro. buchas. transformadores de corrente. reactores em derivação.

UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) Quanto ao número de fases. É importante evidenciar na figura abaixo (à direita) a parede corta-fogo que serve para evitar a propagação de incêndios. A SE possui dois transformadores de potencia de cada 40MVA ligados em estrelatriangulo com neutro acessível aterrado (sistema equilibrado). O aterramento é feito através da reatância ligada em zigue-zague. possuem a sua própria protecção. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 7 . Estes transformadores a óleo têm depósito de compensação e possuem várias tomadas.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA . eles podem ser nosso caso: Trifásicos. Têm backup e para. Quanto aos enrolamentos temos: Transformadores de dois enrolamentos. TRANSFORMADOR DE POTÊNCIA DE 40MVA Docente: Engº. além disto.

quanto ao número de fases e segundo o tipo de núcleo. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 8 . a característica “tensão x corrente” deve ser linear até um determinado valor de tensão. Quanto ao número de fases. em regime permanente. através de disjuntores. Isto é conseguido com reactores com núcleo de ar ou reactores com núcleo de ferro e entreferros. Os reactores em derivação podem ser de ligação permanente ou manobráveis. e para a redução das 18 sobrecorrentes. Para atender estas funções. compensando a capacitância das linhas de transmissão no período de carga leve. temos:  Reactores de barra: instalados na barra da subestação. REACTORES EM DERIVAÇÃO Em sistemas de potência. e eles podem ser classificados de acordo com a sua localização. podem ser classificados em:  Trifásicos.3. Quanto à sua localização neste numa subestação . Docente: Engº. os reactores em derivação são empregados para controlar as tensões nos barramentos.UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) 9.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA . sendo estes últimos os de maior utilização em sistemas de potência. nos surtos de manobra.

Estes transformadores proporcionam isolamento contra a alta tensão do circuito de potência. PÁRA-RAIOS Os pára-raios são equipamentos responsáveis por funções de grande importância nos sistemas elétricos de potência. Os equipamentos de uma subestação podem ser solicitados por sobretensões provenientes de ocorrências no sistema ou de descargas atmosféricas. Com o objetivo de impedir que estes equipamentos sejam danificados.UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) 9. contribuindo decisivamente para a sua finalidade. Atuam como limitadores de tensão.4. sendo os pára-raios os equipamentos mais adequados para esta finalidade. de forma que estes instrumentos podem ser fabricados relativamente pequenos. Docente: Engº. é necessária a instalação de dispositivos de proteção contra sobretensões.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA . economia e continuidade de operação.5. impedindo 24 que valores acima de um determinado nível pré-estabelecido possam alcançar os equipamentos para os quais fornecem proteção. Eles são chamados de transformadores de instrumentos e suprem os relés e medidores com quantidades proporcionais aos circuitos de potência. mas suficientemente reduzidas. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 9 . TRANSFORMADORES DE CORRENTE Os medidores e relés de proteção do tipo corrente alternada são atuados por correntes e tensões supridas por transformadores de corrente e de potencial. 9. do ponto de vista de isolamento.

devem ter uma suportabilidade entre terminais às solicitações dielétricas de forma que o pessoal de campo possa executar o serviço de manutenção em condições adequadas de segurança. que isolam o componente em manutenção. sendo a mais comum. SECCIONADORE S Docente: Engº. ou por necessidade de isolar componentes do sistema (equipamentos ou linhas) para a realização de manutenção nos mesmos.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA . Neste último caso. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 10 . as chaves abertas. podem desempenhar diversas funções nas subestações.UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) 9. SECCIONADORES As chaves.6. a de secionamento de circuitos por necessidade operativa.

DISJUNTORES O disjuntor é um dispositivo que pode interromper um circuito mesmo em condições anormais de tensão ou corrente.UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) 9. Vemos. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 11 . sendo ele a alma da proteção dos sistemas elétricos. que é um equipamento complexo.7.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA . Docente: Engº. de forma a limitar a um mínimo os possíveis danos aos equipamentos pelos curtos-circuitos. A principal função dos disjuntores é a interrupção de correntes de falta tão rapidamente quanto possível. pois sobre o mesmo actua todo o esquema de releamento de proteção assegurando assim a continuidade do fornecimento de energia. por sua definição.

8.UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) DISJUNTOR DE 15KV 9. principalmente.  Reduz o custo do sistema.  Melhora a regulação de tensão. CAPACITORES EM DERIVAÇÃO O planejamento do sistema elétrico brasileiro tem optado pela instalação de grandes blocos de compensação reativa capacitiva. CAPACITORES EM DERIVAÇÃO Docente: Engº. com o objetivo de se diminuir os custos e otimizar o desempenho do sistema. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 12 .  Reduz as perdas na transmissão. refletindo-se.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA . nos seguintes pontos:  Aumenta a tensão nos terminais da carga. O objetivo básico de uma compensação reativa capacitiva é de compensar o fator de potência das cargas.

satisfeitas certas condições de normalidade. também pode ser o elemento que.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA . Por outro lado. O Sistema de Proteção e Automação SEL-311C é um relé avançado para abertura e religamento tripolares. A tecnologia de comunicação MIRRORED BITS® e os recursos de automação de ampla capacidade também são padronizados. O display do painel local. quando necessário.UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) 9. propicia ao usuário diversos esquemas de abertura através da proteção de distância com zonas temporizadas e baseados nos sistemas de comunicação (“communications-assisted tripping schemes”).9. associados à função de bloqueio por oscilação de potência e a um religador com quatro tentativas de religamento. registrador seqüencial de eventos. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 13 . Docente: Engº. atuando diretamente sobre um equipamento ou um sistema. com recursos abrangentes para aplicações na proteção de linhas de transmissão. As funções referentes aos relatórios de evento (oscilografia). As portas de comunicação incluem: três portas seriais EIA-232 (uma frontal e duas traseiras) e uma porta serial traseira EIA-485. irá dar a permissão para a energização de um equipamento ou de um sistema. monitor do desgaste dos contatos do disjuntor e monitor das baterias da subestação são todas padronizadas. RELÉS O relé de proteção utilizado nesta subestação é SEL-311C é um dispositivo destinado a detectar anormalidades no sistema elétrico. retirando de operação os equipamentos ou componentes envolvidos com a anormalidade e/ou acionando circuitos de alarme. Um conjunto eficaz de elementos de proteção de fase e terra. placa de entradas e saídas (I/O – “In/Out”) expandida e o Protocolo de Rede Distribuída (DNP3 Nível 2 Escravo) são disponibilizados como funções opcionais.

RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA . Proteja linhas de transmissão usando uma combinação de quatro zonas de elementos de distância de fase e terra em esquemas de teleproteção.  10. A lógica patenteada para evitar sobrealcance devido a transitórios do Transformador de Tensão Capacitivo (“Coupling Capacitor Voltage Transformer” – CCVT) aumenta a segurança dos elementos de distância da Zona 1. eliminando a necessidade de ajustes do mesmo. SISTEMAS DE COMANDO Esta sala pode ser considerada como o centro de operações da SE.  Proteção. O estado dos equipamentos pode ser visualizado nesta sala. Use dados em tempo real para visualizar os ângulos de carga. A lógica para escolha do melhor elemento direcional de terra (“Best Choice Ground Directional Element™”) otimiza o desempenho do elemento direcional. melhorar a análise de eventos e fornecer as medições dos estados.UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN)  Sincrofasores.  Monitoração. é possível monitorar os valores de tensão. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 14 . etc. pois é nesta sala onde são encontrados os aparelhos de comando. bem como colocar e retirar a bateria de condensadores. Ou ainda considerá-la como o cérebro da SE. controlo. Os aparelhos de corte existentes na SE são comandados localmente a partir da sala de comando ou a distância apartir da sede da empresa cita no bairro São Paulo através do cabo de fibra óptica o que permite a comunicação entre os dois locais. Planeje a manutenção do disjuntor com base nas indicações do monitor do mesmo. com o elemento de sobrecorrente direcional como proteção de retaguarda. Além disso. monitorização. Melhore a percepção do operador sobre as condições do sistema. Selecione elementos de distância polarizados por seqüência-positiva ou compensados para proteção de fase. Docente: Engº. Na sala de comando dão-se ordens de fecho e abertura de disjuntores e seccionadores. corrente e potências ativas e reativas das linhas que chegam a SE.

Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 15 . PAINEL DE COMANDO E SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO A SE é composta por quatro painéis. Docente: Engº. Conforme se pode observar nas figuras.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA .1. Deste painel faz-se o controlo da potência reativa na linha de 60KV (Banco de condensadores).UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) 10.

Na SE da CUCA encontramos dois grandes sistemas de protecção. a protecção de uma SE serve para minimizar o custo de reparação de estragos. de bloqueio. a probabilidade do defeito propagar-se. a saber: 11. relé de alarme e de localização de falta. SISTEMAS DE PROTECÇÃO O objectivo do uso de protecções na SE é o mesmo como em qualquer sistema elétrico. Relé de freqüência. SISTEMAS DE PROTECÇÃO TIPO RELÉS Os relés utilizados para protecção são digitais e de uma marca conceituada no fabrico de materiais elétricos na circunstancia a SEL. ou seja. Relé de sincronismo. de direccionalidade. relé de religamento. de receptor de onda portadora.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA . O relé para uma SE tem que ser capaz de implementar as funções de proteção a distancia. a perda de renda. de sobrecorrentes temporizada e instantânea. Docente: Engº. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 16 .UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) 11. de sobretensão e subtensão.1.

SISTEMAS DE PROTECÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS A protecção contra descargas atmosféricas é feita com pára-raios da marca ziman. Na figura abaixo.2. Docente: Engº.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA . vê-se um esquema unifilar de coordenação de proteções de curtocircuito Para limitação das correntes de curto-circuito a SE tem montada uma reatância em cada fase.UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) 11. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 17 .

O uso de Disjuntores deve-se ao facto de eles serem os principais equipamentos de segurança.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA . Isto é. Docente: Engº. Os disjuntores instalados na SE atendem a todos os pré-requisitos de manobra sob condições normais e anormais. QUADRO GERAL DE MÉDIA TENSÃO As linhas vermelhas representam o lado de média tensão e representam a saída dos alimentadores (feeders). os disjuntores. etc. a seguir. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 18 . bem como os mais eficientes dispositivos de manobra em uso nas redes elétricas. as chaves seccionadoras. que são os equipamentos que o compõem são agrupados em celas. os acionadores.UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) 12. Os quadros de média tensão são agrupados usando a solução modular. A SE tem atualmente 5 saídas com a potencia de 66MW. Tal como poderemos ver nas figuras.

este é feito manualmente e motorizado. E quanto ao tipo de operação. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 19 . Docente: Engº.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA . E quanto tipo de comando. estas são operadas em grupo.UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) as chaves seccionadoras servem para isolar equipamentos ou zonas de barramentos. É possível observar aqui a disposição em celas do quadro geral de média tensão.

Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 20 . Estabelecer cortes visíveis (Isolamento elétrico. estar seguro da descontinuidade da instalação). 3.UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) 13. Docente: Engº. 2. SEGURANÇA A segunça numa SE é extremamente importante para um bom funcionamento da SE . As 6 regras de ouro de segurança 1. proteger as pessoas e obrigar os sistemas de proteção actuarem). Bloquear ou encravar os órgãos ou equipamentos que podem repor a instalação em tensão (para evitar ligação indevida). 6. 5. 4. Curto-circuitar a parte activa da instalação e ligar á terra (Em caso de surgimento acidental de tensão. Delimitar a zona de trabalho (Alertar às pessoas inocentes do perigo de instalação elétrica em reparação e evitar o acesso indevido de estranhos à zona de trabalho). Consignar a instalação ou equipamento. A entrada de qualquer pessoa no parque deve ser da responsabildade do chefe da subestação. Verificar a ausência de tensão (Confirmar que não há parasitas ou fontes ocultas). A manobra da SE deve ser feitas por técnicos especializados e préviamente autorizado pelo chefe da SE.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA .

Voltímetro.  Aparelhos de medida (Amperímetro.UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) 14. SISTEMAS DE SERVIÇOS AUXILIARES Esse sistema de serviço serve para cortar defeitos. E tem como principais elementos os seguintes:  Quadro DC 110V  Quadro AC 400/230V  Unidades rectificadoras.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA . Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 21 . etc. Docente: Engº.).  Relés . monitorização e outros.

UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) 15. CONSIDERAÇÕES FINAIS A SE da CUCA tem um grande impacto no sistema elétrico nacional. Prenda. pois o fornecimento de energia dela abrange os seguintes bairros em Luanda.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA . Também tem criado estruturas para garantir a qualidade de serviço. lubrificação dos mecanismos eletromecânicos e ajustes nos sistemas de protecção. Nelito Soares. Alvalade. tal como o Centro digitalizado de detecção de avarias. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 22 . Rocha Pinto. a saber: Maianga. Maculusso. Quanto às manutenções. Corimba. Catambor. O objectivo dessas manutenções é de eliminar fatores susceptíveis de provocarem avarias nas SE. Este trabalho consiste na limpeza geral dos isoladores. Se por um motivo alheio. Docente: Engº. Que tem como grande vantagem prender a desnecessidade de deslocação das equipas para a resolução de avarias. Samba. a SE da CUCA arreiar teremos um Blackout em quase toda Província de Luanda. Terra Nova. Cassenda. Sobre considerações e habilidades a EDEL tem se associado a empresas como PEAC (Pool Energético da África Central) para aumentar o grau de formação dos seus quadros. existem as manutenções preventivas que se realizam duas vezes por ano para garantir a funcionalidade da SE. Bº Azul. Neves Bendinha. São Paulo Cruzeiro Mutamba etc. reapertos mecânicos.

S.A.E. novembro 1999.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA ." António Almeida do Vale. Francisco Távora.T. Livro de Subestações do Centro federal de educação tecnológica CELSO KUSCOW DA FONSECA. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 23 .E. "Linhas Aéreas de Transmissão de Energia. Portugal." Regulamento de Segurança de Linhas Eléctricas de Alta Tensão (R.S.T. Metalogalva.B. Relatório de visita de estudo a Subestação do Alto Mira.R. BIBLIOGRAFIA Manual de apontamentos da disciplina de Subestações.UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) 16. Fabiano de Sousa Apontamentos das disciplinas: o Linhas aéreas de transmissão eléctrica o Técnicas de Alta Tensão.L. Apoios Metálicos para Linhas Eléctricas de Alta e Media Tensão. ISEL. Docente: Engº.D. "Linhas de Transmissão de Energia Eléctrica.) Regulamento de Segurança de Redes de Distribuição de Energia Eléctrica em Baixa Tensão (R. Estudo e projecto elétrico básico de uma SE.).E.

Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 24 .UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) Docente: Engº.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA .

RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA . Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 25 .UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) Docente: Engº.

UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) Docente: Engº.RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA . Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 26 .

RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA . Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 27 .UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) HÉLDER N´ZUZI DOMINGOS Docente: Engº.

UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO – ( UAN) Docente: Engº. Moreira Lima Elaborado por: Hélder N´zuzi Domingos 4º ANO 2010/2011 28 .RELATÓRIO DA VISITA A SUBESTAÇÃO DA CUCA FACULDADE DE ENGENHARIA .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful