P. 1
Inquerito policial

Inquerito policial

|Views: 2.146|Likes:
Publicado pordaniel_sigales

More info:

Published by: daniel_sigales on Jun 28, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

04/27/2013

pdf

text

original

INQUERITO POLICIAL Conceito: Inquérito policial é o procedimento administrativo inquisitório e preparatório, consiste em um conjunto de diligências realizadas pela polícia

investigativa para apuração da infração penal (materialidade) e de sua autoria, afim de fornecer elementos de informação para o titular da ação penal possa ingressar em juízo. O inquérito policial não é processo administrativo Inquérito policial diferente de: termo circunstanciado (TC) ou termo circunstanciado de ocorrência (TCO) OBS: O TC ou TCO veio com a lei do JEcrim (lei 9.099/95) e serve para a infrações de menor potencial ofensivo.
Art. 69. A autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência lavrará termo circunstanciado e o encaminhará imediatamente ao Juizado, com o autor do fato e a vítima, providenciando-se as requisições dos exames periciais necessários.

Infrações de menor potencial ofensivo: são as contravenções penais e crimes cuja pena máxima não seja superior a 2 anos ( pode ser = a 2 anos), cumulada ou não com pena de multa, submetidas ou não a procedimento especial. Conceito legal de infração de menor potencial ofensivo, art.61 da lei
Art. 61. Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa.

Exemplo de procedimento especial: Deputado Federal que comete crime de menor potencial ofensivo é julgado no STF, mas mesmo assim pode gozar dos benefícios concedidos a pessoas que cometem infrações penais de menor potencial ofensivo.
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: (...) b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República; (...)

Natureza jurídica do inquérito policial: procedimento administrativo ( não é processo judicial), portanto, as ilegalidades e eventuais vícios cometidas no inquérito não contaminam a ação penal, justamente por se tratar de um procedimento e não processo (Ex: delegado tortura suspeito). Finalidade (objetivo) do inquérito policial: colheita de elementos de informação para o titular da ação penal possa ingressar em juízo. Elementos de informação diferente de prova: # Elementos de Informação: - são os colhidos na fase investigatória; - não há participação dialética das partes ( sem contraditório e ampla defesa) - alguns elementos de informação necessitam da autorização judicial (serve para garantir as regras do jogo Ex: interceptação telefônica) - Possuem duas finalidades: 1°) fundamenta medidas cautelares 2°) serve para formar o convencimento do titular da ação penal (OPINIO DELICTI) - o juiz com base única e exclusiva nos elementos de informação não pode condenar, mas pode utiliza-los juntamente com as provas produzidas em juízo para condenar. # Provas: Em regra é aquela colhida na fase judicial, devem ser colhidas na presença do juiz e produzidas com participação dialética das partes (obrigação do contraditório e ampla defesa). OBS: O parágrafo 2° do art.399 do CPP inseriu na processualística penal o princípio da identidade física do juiz (princípio que veio do processo civil)
§ 2o Os esclarecimentos dos peritos dependerão de prévio requerimento das partes. (Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008).

Presidência do inquérito policial = fica a cargo da autoridade policial no exercício da função da polícia investigativa. Polícia Investigativa: Alguns doutrinadores fazem a distinção entre: polícia investigativa e polícia judiciária.

Polícia judiciária: ocorre quando a polícia auxilia o Poder Judiciário no cumprimento de suas ordens Polícia investigativa: a polícia atua na apuração de infrações penais e suas autorias OBS: Esta distinção é adotada em alguns julgados do STJ, Resp n° 332172 da 6° Turma de 2008.
RECURSO ESPECIAL. HOMICÍDIO. DIREITO PROCESSUAL PENAL. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL POLICIAL. AÇÃO NÃO DEMONSTRADA NULIDADE. E NÃO COMPROVADA. INQUÉRITO PENAL. INOCORRÊNCIA. PROCEDIMENTO

INVESTIGATÓRIO. INQUÉRITO POLICIAL. MINISTÉRIO PÚBLICO. LEGALIDADE. 1. Por força legal, a divergência jurisprudencial, autorizativa do recurso especial interposto, com fundamento na alínea "c" do inciso III do artigo 105 da Constituição Federal, requisita comprovação e demonstração, esta, em qualquer caso, com a transcrição dos trechos dos acórdãos que configurem o dissídio, mencionando-se as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados, não se oferecendo, como bastante, a simples transcrição de ementas ou votos. 2. A jurisprudência desta Corte Superior de Justiça é firme na compreensão de que eventuais nulidades ocorridas na fase inquisitorial não têm o condão de tornar nula a ação penal. 3. O respeito aos bens jurídicos protegidos pela norma penal é, primariamente, interesse de toda a coletividade, sendo manifesta a legitimidade do Poder do Estado para a imposição da resposta penal, cuja efetividade atende a uma necessidade social. 4. Daí por que a ação penal é pública e atribuída ao Ministério Público, como uma de suas causas de existência. Deve a autoridade policial agir de ofício. Qualquer do povo pode prender em flagrante. É dever de toda e qualquer autoridade comunicar o crime de que tenha ciência no exercício de suas funções. Dispõe significativamente o artigo 144 da Constituição da República que "A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio." 5. Não é, portanto, da índole do direito penal a feudalização da investigação criminal na Polícia e a sua exclusão do Ministério Público. Tal poder investigatório, independentemente de regra expressa específica, é manifestação da própria natureza do direito penal, da qual não se pode dissociar a da instituição do Ministério Público, titular da ação penal pública, a quem foi instrumentalmente ordenada a Polícia na apuração das infrações penais. 6. Diversamente do que se tem procurado sustentar, como resulta da letra do seu artigo 144, a Constituição da República não fez da investigação criminal uma

função exclusiva da Polícia, restringindo-se, como se restringiu, tão-somente a fazer exclusivo, sim, da Polícia Federal o exercício da função de polícia judiciária da União (parágrafo 1º, inciso IV). Essa função de polícia judiciária – qual seja, a de auxiliar do Poder Judiciário –, não se identifica com a função investigatória, isto é, a de apurar infrações penais, bem distinguidas no verbo constitucional, como exsurge, entre outras disposições, do preceituado no parágrafo 4º do artigo 144 da Constituição Federal, verbis: "§ 4º às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares." Tal norma constitucional, por fim, define, é certo, as funções das polícias civis, mas sem estabelecer qualquer cláusula de exclusividade. 7. O exercício do poder investigatório do Ministério Público não é, por óbvio, estranho ao Direito, subordinando-se, à falta de norma legal particular, no que couber, analogicamente, ao Código de Processo Penal, sobretudo na perspectiva da proteção dos direitos fundamentais e da satisfação do interesse social, que, primeiro, impede a reprodução simultânea de investigações; segundo, determina o ajuizamento tempestivo dos feitos inquisitoriais e, por último, faz obrigatória oitiva do indiciado autor do crime e a observância das normas legais relativas ao impedimento, à suspeição, e à prova e sua produção. 8. De qualquer modo, não há confundir investigação criminal com os atos investigatório-inquisitoriais complementares de que trata o artigo 47 do Código de Processo Penal. 9. "A participação de membro do Ministério Público na fase investigatória criminal não acarreta o seu impedimento ou suspeição para o oferecimento da denúncia." (Súmula do STJ, Enunciado nº 234) 10. Recurso parcialmente conhecido e improvido.

OBS: O STF e o STJ (na maioria dos julgados) não realizam essa distinção, mas importa mencionar que mesmo ocorrendo esta distinção, as duas funções são realizadas pela mesma polícia. Parágrafo 1° do art.144 da CF determina qual a competência da Polícia Federal:
§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se a:" I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei; II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência;

desde que tal providência seja autorizada ou determinada pelo Ministro de Estado da Justiça.446/02 Art. por intermédio do inquérito penal militar Se o crime for de competência da justiça militar Estadual que investiga?? Polícia militar estadual ou bombeiros do estado Se o crime for de competência da Justiça Federal?? Será a Polícia Federal Se o crime for de competência da Justiça Eleitoral?? Será da Polícia Federal.exercer as funções de polícia marítima. de 27 de dezembro de 1990). Se o crime for de competência da justiça militar da União.1° da lei 10. Atendidos os pressupostos do caput.III . quando houver repercussão interestadual ou internacional que exija repressão uniforme. art. pois a justiça eleitoral faz parte da União Se o crime é de competência da Justiça estadual?? Será da Polícia civil ou Federal. o Departamento de Polícia Federal procederá à apuração de outros casos. IV . proceder à investigação. com exclusividade. roubo ou receptação de cargas. e IV – furto. que a República Federativa do Brasil se comprometeu a reprimir em decorrência de tratados internacionais de que seja parte. as funções de polícia judiciária da União. em especial das Polícias Militares e Civis dos Estados. transportadas em operação interestadual ou internacional.exercer. inclusive bens e valores. sem prejuízo da responsabilidade dos órgãos de segurança pública arrolados no art. e III – relativas à violação a direitos humanos.137. II. 144 da Constituição. poderá o Departamento de Polícia Federal do Ministério da Justiça. a. aeroportuária e de fronteiras. 4o da Lei no 8. . quando houver indícios da atuação de quadrilha ou bando em mais de um Estado da Federação. quem investiga?? (Ex: roubo de fuzil do exercito) É as forças armadas da União. dentre outras. Parágrafo único. III e VII do art. 1o Na forma do inciso I do § 1o do art. II – formação de cartel (incisos I. 148 e 159 do Código Penal). 144 da Constituição Federal. cárcere privado e extorsão mediante seqüestro (arts. se o agente foi impelido por motivação política ou quando praticado em razão da função pública exercida pela vítima. das seguintes infrações penais: I – seqüestro.

27 CPP EX4. digital ou técnica similar. O direito de representação poderá ser exercido. ofendido e testemunhas será feito pelos meios ou recursos de gravação magnética. o lugar e os elementos de convicção. feita ao juiz. ao órgão do Ministério Público. Art. Ex1.) .405 do CPP (. OBS: Alguns doutrinadores afirmam que se é permitido na fase judicial pode ser estendida para a fase administrativa.. indiciado. CPI. pois caso existam outras hipóteses que se enquadrem no caput. informações sobre o fato e a autoria e indicando o tempo.) § 1o Sempre que possível. fornecendo-lhe. 39.OBS: É caso de competência concorrente. investigação feita pelo MP EX3. ambas as polícias podem investigar de forma individual. (.. 27. B) Peça disponível: se o titular da ação penal contar com peças de informação que tragam elementos sobre autoria e materialidade. poderá dispensar o inquérito policial. pessoalmente ou por procurador com poderes especiais. escrita ou oral. nos casos em que caiba a ação pública. inclusive audiovisual.39 CPP Art. Art. estenotipia... mediante declaração. destinada a obter maior fidelidade das informações. Se o MP se convencer da das informações prestadas não necessita de inquérito policial. o registro dos depoimentos do investigado. ou à autoridade policial. Qualquer pessoa do povo poderá provocar a iniciativa do Ministério Público. CARACTERÍSTICAS DO INQUERITO POLICIAL A) Peça escrita: a possibilidade de gravação prevista é somente na fase judicial. OBS: Os incisos são um rol exemplificativo. será permitida a investigação pela Polícia federal. parágrafo 5° do art. individualmente. EX2. por escrito.

autos de flagrante e de inquérito. se na representação forem oferecidos elementos (autoria mais materialidade) que permitam o MP a ingressar com a denúncia.. HC n° 82354. A autoridade assegurará no inquérito o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade. este poderá faze-lo sem inquérito policial. C) Sigiloso Art. OBS: O sigilo não se opõe ao juiz. ainda que conclusos à autoridade. em tese.) XIV . No caso de ação penal pública condicionada a representação. salvo no caso de existir condenação anterior.§ 5o O órgão do Ministério Público dispensará o inquérito.. neste caso. Habeas corpus: cabimento: cerceamento de defesa no inquérito policial. 20.906/94 (estatuto da OAB) Art. HC n° 90232) HC 82354 no STF: EMENTA: I. oferecerá a denúncia no prazo de quinze dias. findos ou em andamento. e. (STF. (. 1. Nos atestados de antecedentes que Ihe forem solicitados.. O cerceamento da atuação permitida à defesa do indiciado no inquérito policial poderá refletir-se em prejuízo de sua defesa no processo e. Parágrafo único. redundar em condenação a pena privativa de liberdade ou na mensuração desta: a .examinar em qualquer repartição policial. 7º São direitos do advogado: (.7° da lei 8. mesmo sem procuração. mas não em relação as diligências em andamento.. MP e advogado ( em relação ao advogado está pacificado pelo STF) O dispositivo legal que permite acesso aos advogados a inquéritos policiais é o inciso XIV do art. a autoridade policial não poderá mencionar quaisquer anotações referentes a instauração de inquérito contra os requerentes. podendo copiar peças e tomar apontamentos.) OBS: O acesso do advogado não é amplo é limitado as informações já introduzidas nos autos. se com a representação forem oferecidos elementos que o habilitem a promover a ação penal.

art. à liberdade do indiciado . art. que este não lhe poderá prestar se lhe é sonegado o acesso aos autos do inquérito sobre o objeto do qual haja o investigado de prestar declarações.e ameaça. porque não destinado a decidir litígio algum. em conseqüência a autoridade policial de meios legítimos para obviar inconvenientes que o conhecimento pelo indiciado e seu defensor dos autos do inquérito policial possa acarretar à eficácia do procedimento investigatório. Inaplicabilidade da garantia constitucional do contraditório e da ampla defesa ao inquérito policial. L. 5º. 4. 1. entre os quais o de fazer-se assistir por advogado. o de não se incriminar e o de manter-se em silêncio.interessado primário no procedimento administrativo do inquérito policial -.como tal. mas dos seus advogados constituídos: o mesmo constrangimento ao exercício da defesa pode substantivar violação à prerrogativa profissional do advogado . quando solto.ao contrário do que previu em hipóteses assemelhadas . atinente às interceptações telefônicas. existência. questionável mediante mandado de segurança .circunstância é bastante para admitir-se o habeas corpus a fim de fazer respeitar as prerrogativas da defesa e. não obstante. possa advir indevidamente à liberdade de locomoção do paciente. quando preso. obviar prejuízo que. 7º. ainda que na esfera administrativa. antes da data designada para a sua inquirição. LXIII). não em favor do paciente. que não é processo. de modo a fazer impertinente o apelo ao princípio da proporcionalidade. não as relativas à decretação e às vicissitudes da execução de diligências em curso (cf. Habeas corpus deferido para que aos advogados constituídos pelo paciente se faculte a consulta aos autos do inquérito policial. a impetração se dirija contra decisões que denegaram mandado de segurança requerido. indiretamente. do cerceamento delas. A oponibilidade ao defensor constituído esvaziaria uma garantia constitucional do indiciado (CF. . XIV). é corolário e instrumento a prerrogativa do advogado de acesso aos autos respectivos. II. 8906/94. por seu advogado. que lhe assegura. Inquérito policial: inoponibilidade ao advogado do indiciado do direito de vista dos autos do inquérito policial. de possível extensão a outras diligências). de direitos fundamentais do indiciado no curso do inquérito.não se excluíram os inquéritos que correm em sigilo: a irrestrita amplitude do preceito legal resolve em favor da prerrogativa do defensor o eventual conflito dela com os interesses do sigilo das investigações. Do plexo de direitos dos quais é titular o indiciado . com a mesma pretensão. da qual .por isso legitimado a figurar como paciente no habeas corpus voltado a fazer cessar a restrição à atividade dos seus defensores. explicitamente outorgada pelo Estatuto da Adv ocacia (L. 2. posto que mediata. 2. Não importa que. 5. neste caso. dispõe. e pelo menos lhe faculta. 9296. 3. O direito do indiciado. a assistência técnica do advogado. tem por objeto as informações já introduzidas nos autos do inquérito.

DIGAM RESPEITO AO EXERCÍCIO DO DIREITO DE DEFESA. de direitos fundamentais do indiciado no curso do inquérito. Inaplicabilidade da garantia constitucional do contraditório e da ampla defesa ao inquérito policial. em "habeas corpus" requerido a Tribunal Superior. Habeas corpus de ofício deferido. atinente às interceptações telefônicas. dispõe. Inquérito policial: inoponibilidade ao advogado do indiciado do direito de vista dos autos do inquérito policial. L. de modo a fazer impertinente o apelo ao princípio da proporcionalidade.ao contrário do que previu em hipóteses assemelhadas . 3. 2. art. II. e pelo menos lhe faculta. quando preso. existência. não as relativas à decretação e às vicissitudes da execução de diligências em curso (cf. 7º. 5º. para que aos advogados constituídos pelo paciente se faculte a consulta aos autos do inquérito policial e a obtenção de cópias pertinentes. tem por objeto as informações já introduzidas nos autos do inquérito. é corolário e instrumento a prerrogativa do advogado de acesso aos autos respectivos. ainda que na esfera administrativa. O direito do indicia do.HC 90232 do STF I. de possível extensão a outras diligências). não obstante. em conseqüência a autoridade policial de meios legítimos para obviar inconvenientes que o conhecimento pelo indiciado e seu defensor dos autos do inquérito policial possa acarretar à eficácia do procedimento investigatório. que não é processo. explicitamente outorgada pelo Estatuto da Advocacia (L. NO INTERESSE DO REPRESENTADO. JÁ DOCUMENTADOS EM PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO REALIZADO POR ÓRGÃO COM COMPETÊNCIA DE POLÍCIA JUDICIÁRIA.não se excluíram os inquéritos que correm em sigilo: a irrestrita amplitude do preceito legal resolve em favor da prerrogativa do defensor o eventual conflito dela com os interesses do sigilo das investigações. a assistência técnica do advogado. A oponibilidade ao defensor constituído esvaziaria uma garantia constitucional do indiciado (CF.interessado primário no procedimento administrativo do inquérito policial -. Súmula Vinculante n°14 do STF É DIREITO DO DEFENSOR. com as ressalvas mencionadas. . que lhe assegura. 1. Do plexo de direitos dos quais é titular o indiciado . Habeas corpus: inviabilidade: incidência da Súmula 691 ("Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de "habeas corpus" impetrado contra decisão do Relator que. 9296. da qual . entre os quais o de fazer-se assistir por advogado. LXIII). por seu advogado. 8906/94. TER ACESSO AMPLO AOS ELEMENTOS DE PROVA QUE. 5. porque não destinado a decidir litígio algum. art. XIV). 4. quando solto. o de não se incriminar e o de manter-se em silêncio. indefere a liminar"). que este não lhe poderá prestar se lhe é sonegado o acesso aos autos do inquérito sobre o objeto do qual haja o investigado de prestar declarações.

de 2007).305. tecnicamente. sempre que resultar ainda que de modo potencial. 3. 105. e 44. por: . inexiste processo. permite o requerimento de diligências. 3) O cliente. a quebra do sigilo bancário pode ser objeto de HC. 6. aliás. c).813. . mas isso. A característica da inquisitorialidade. independente de estar solto ou preso. no curso do inquérito. Se. é ele garantia "contra apressados e errôneos juízos" (Exposição de motivos de 1941). I.405 do STJ: Inquérito policial (natureza).165. tal não haverá de constituir empeço a que se garantam direitos sensíveis – do ofendido.Se houver negação em fornecer o inquérito policial para o advogado. pois sua utilização pode ser feita no inquérito ou processo. Cabimento do habeas corpus (Constituição. 2.súmula vinculante n°14 do STF. HC n° 69405) HC n°69. 1. . art. pode impetrar HC. de 2006). momentos de violência ou de coação ilegal (HC-44. Ordem concedida a fim de se determinar à autoridade policial que atenda as diligências requeridas. (segundo o STF. A lei processual. de 2005. pode existir ausência de contraditório e ausência de ampla defesa.existência de coação ilegal ou violência no curso do inquérito policial (STJ. obviamente. ainda não haja processo – daí que não haveriam de vir a pêlo princípios segundo os quais ninguém será privado de liberdade sem processo legal e a todos são assegurados o contraditório e a ampla defesa –. Habeas corpus (cabimento). 5. é lícito admitir possa haver. foi relativizada. 4. não impede possa o indiciado bater a outras portas. etc. tecnicamente. por intermédio do advogado. Embora seja o inquérito policial procedimento preparatório da ação penal (HCs 36. prejuízo a liberdade de locomoção. Se bem que. Decerto fica a diligência a juízo da autoridade policial. 2) O advogado pode impetrar Mandado de Segurança em nome próprio. portanto. pode-se ingressar com: 1) Reclamação para o STF. Diligências (requerimento/possibilidade). O inquérito policial tem caráter inquisitorial (segundo a maioria da doutrina). será cabível HC) OBS: Segundo o STF. do indiciado.

a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito a requerimento de quem tenha qualidade para OBS: O delegado de polícia não é obrigado a receber o requerimento da vítima. a vítima (ou seu representante legal) é que deve requerer a instauração do inquérito policial. Chefe da Policial civil = delegado geral ou secretaria de segurança pública. e inaugura o inquérito policial por meio de uma portaria) . B) Ação penal pública incondicionada: . OBS: Somente o juiz pode arquivar o inquérito policial e somente mediante pedido do autor da ação. Art. . Chefe da Policia federal = superintendente da polícia federal. A autoridade policial não poderá mandar arquivar autos de inquérito E) Peça temporária: Quando o investigado estiver preso = conclusão do inquérito policial em 10 dias (não cabe prorrogação) Quando o investigado estiver solto = conclusão do inquérito policial em 30 dias (cabe prorrogação) OBS: O STJ determinou o trancamento de um inquérito policial que se arrastava por mais de 7 anos.de ofício pela autoridade policial ( nesta a autoridade policial toma conhecimento direta e pessoalmente da infração penal. por força da razoável duração do processo (decisão pioneira) FORMAS DE INSTAURAÇÃO DO INQUERITO POLICIAL: A) Ação penal privada ou ação penal pública condicionada a representação: Nesta. do CPP: Nos crimes de ação privada. Art. § 5o intentá-la. em caso de negativa ingressar com recurso inominado para o chefe de polícia.D) Peça indisponível: o delegado de polícia não pode arquivar o inquérito policial.5°. podendo esta. 17 do CPP.requisição do juiz ou Ministério Público.

do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. Art. VIII .promover o inquérito civil e a ação civil pública.expedir notificações nos procedimentos administrativos de sua competência. VI .promover. será ele o próprio inquérito policial (Ex art. na forma da lei.requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial. 27 CPPM. na forma da lei complementar mencionada no artigo anterior. O delegado é obrigado a atender a requisição do MP?? O delegado deve ser obrigado a atender a requisição em decorrência do poder de requisição do MP (inciso VIII do art. requisitando informações e documentos para complementar respectiva.inclusive é a segunda instância das corregedorias do MP) C) Auto de prisão em flagrante delitiva (será a primeira peça do inquérito policial) OBS: Se o auto de prisão em flagrante for suficiente para elucidar o fato. o auto de flagrante delito constituirá o inquérito. fôr suficiente para a elucidação do fato e sua autoria.27 do CPP Militar). . o juiz não deve requisitar para preservar sua imparcialidade. ele. juiz. IX .exercer o controle externo da atividade policial.exercer outras funções que lhe forem conferidas. instruí-los. dispensando outras diligências. privativamente. III . nos casos previstos nesta Constituição. por si só. na forma da lei OBS: No caso de uma requisição abusiva realizada pelo MP. indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais. recorrer para a corregedoria do MP e conselho nacional do MP (CNMP. deve remeter o fato ao Ministério Público para este sim entrar com a requisição. o delegado deve recebe-la e inaugurar o inquérito policial e em atitude subseqüente. a ação penal pública. VII .promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para fins de intervenção da União e dos Estados. São funções institucionais do Ministério Público: I . para a proteção do patrimônio público e social. V . promovendo as medidas necessárias a sua garantia. II . Se.zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição. IV .defender judicialmente os direitos e interesses das populações indígenas.129 da CF) Art.OBS: Diante da sistemática atual da CF. desde que compatíveis com sua finalidade. sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas. 129.

PROVA ILÍCITA. Hipótese em que a instauração do inquérito policial e a quebra do sigilo telefônico foram motivadas exclusivamente por denúncia anônima. que "não será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando (. LAURITA VAZ. nos campos cível e penal.) não houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal". POSSIBILIDADE. TEORIA DOS FRUTOS DA ÁRVORE ENVENENADA. ainda que indiciária. como o inquérito policial.. far-se-á sem demora ao juiz competente. "Ainda que com reservas. nos têrmos do art.. 20. HC n° 64096 do STJ HABEAS CORPUS. DJ 8/10/07). com breve relatório da autoridade policial militar. sendo considerada apta a deflagrar procedimentos de averiguação. Min. D) Notícia Oferecida por Qualquer do Povo (DELATIO CRIMINIS) DELATIO CRIMINIS INQUALIFICADA: denúncia anônima feita por qualquer do povo. NULIDADE DE PROVAS VICIADAS. consideradas a vedação constitucional do anonimato e a necessidade de haver parâmetros próprios à responsabilidade. 2°. LAVAGEM DE DINHEIRO E CORRUPÇÃO. 1. a identificação da coisa e a sua avaliação. IMPOSSIBILIDADE.INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. de quem a implemente. mas mera notícia dirigida por pessoa sem nenhum compromisso com a veracidade do . HC n° 84827 do STF ANONIMATO .296/96.salvo o exame de corpo de delito no crime que deixe vestígios. A delação anônima não constitui elemento de prova sobre a autoria delitiva. conforme contenham ou não elementos informativos idôneos suficientes. Não serve à persecução criminal notícia de prática criminosa sem identificação da autoria. e desde que observadas as devidas cautelas no que diz respeito à identidade do investigado. Precedente do STJ" ( HC 44. Rel. da Lei 9.649/SP. quando o seu valor influir na aplicação da pena. A remessa dos autos. 2. SONEGAÇÃO FISCAL. inciso I. deve a autoridade policial verificar a procedência das informações. Quinta Turma. INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO POLICIAL.DENÚNCIA ANÔNIMA.NOTÍCIA DE PRÁTICA CRIMINOSA . Dispõe o art. Antes de instaurar o inquérito policial. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. SEM PREJUÍZO DA TRAMITAÇÃO DO PROCEDIMENTO INVESTIGATIVO. 3. a denúncia anônima é admitida em nosso ordenamento jurídico.PERSECUÇÃO CRIMINAL IMPROPRIEDADE.

cuja conclusão dependerá da produção de novas provas independentes. a sua responsabilização pela prática de denunciação caluniosa (art.296/96. sendo inadmissíveis para embasar eventual juízo de condenação (art. inclusive. inciso I. da Lei 9. porquanto autorizada em desconformidade com o art. Realizar a correlação das provas posteriormente produzidas com aquela que constitui a raiz viciada implica dilação probatória. inciso LVI.00. AUTORIDADE COATORA PARA FINS DE HABEAS CORPUS .conteúdo de suas informações. Ordem parcialmente concedida para anular a decisão que deferiu a quebra do sigilo telefônico no Processo 2004. 6. em sede de habeas corpus. noticia do povo = delegado de polícia ( quem julga é o juiz de primeira instância. por conseguinte.no entanto.requisição do MP = MP ( quem julga é o Tribunal onde o promotor tem foro por prerrogativa de função) NOTITIA CRIMINIS . 2°. 2°) de cognição mediata: a autoridade policial toma conhecimento de fato delituoso por meio de expediente escrito: .015190-3. inviável. requerimento da vítima. Aplicação da "teoria dos frutos da árvore envenenada". da Constituição Federal). A prova ilícita obtida por meio de interceptação telefônica ilegal igualmente corrompe as demais provas dela decorrentes. haja vista que a falta de identificação inviabiliza. desvinculadas das gravações decorrentes da interceptação telefônica ora anulada. da 2ª Vara Federal de Curitiba.de ofício. 339 do Código Penal). e. 5.é o conhecimento pela autoridade de forma espontânea ou provocada acerca de um fato delituoso ( a autoridade policial toma conhecimento do fato) Espécies de NOTITIA CRIMINIS: 1°) de cognição imediata: (= espontânea) a autoridade policial toma conhecimento do fato delituoso por meio de suas atividades rotineiras (Ex: autoridade vê crime por jornal). declarar ilícitas as provas em razão dela produzidas. neste caso instaura de ofício por meio de portaria. como cediço. pois a autoridade coatora é o delegado) . 5º. da tramitação do inquérito policial. 4.70. auto de prisão em flagrante. sem prejuízo.

109. salvo para efeito de confrontação.034/95 (lei das organizações criminosas).notícia por qualquer do povo 3°) de cognição coercitiva: a autoridade policial toma conhecimento de fato delituoso de forma obrigada. ( esta súmula foi editada antes da CF/88. 2° lei) lei 9. regra geral o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal.5°: . LVIII da CF) Atualmente aplica-se o inciso LVIII da CF: LVIII .037/09.5°. IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL Envolve dois procedimentos: . auto de prisão em flagrante.requisição do MP. Atualmente. salvo nas hipóteses previstas em lei. havendo dúvida fundada. de proteção e judiciais. mas existiram hipóteses em que o identificado civilmente será submetido a identificação criminal. AINDA QUE O INDICIADO JÁ TENHA SIDO IDENTIFICADO CIVILMENTE. Leis sobre identificação criminal: 1° lei) lei 8. O adolescente civilmente identificado não será submetido a identificação compulsória pelos órgãos policiais. .identificação fotográfica.o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal. . art.. mesmo para quem se identificasse civilmente EX: súmula do STF n°568 A IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL NÃO CONSTITUI CONSTRANGIMENTO ILEGAL. estas hipóteses estão previstas na lei 12. art.109: Art. portanto superada pelo art.069/90 (ECA).requisição da vítima.datiloscópica (impressão digital) OBS: Antes da CF/88 era obrigatória a identificação criminal. .

não constando.3° Art. O art. crimes contra o patrimônio praticados mediante violência ou grave ameaça. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. OBS: O rol do art. restou revogado o preceito contido no art. Com efeito. REVOGAÇÃO DO ART. 5º da Lei nº 9.3° é taxativo em relação aos casos de identificação criminal. .034 (lei das organizações criminosas) foi revogado pela lei 10. caput e incisos. os casos nos quais o civilmente identificado deve. a hipótese em que o acusado se envolve com a ação praticada por organizações criminosas. ART. 3° lei) lei 10. V – houver registro de extravio do documento de identidade. 3º.Art. RHC 12965 PENAL. crime de receptação qualificada. entre eles. CAPUT E INCISOS. o qual exige que a identificação criminal de pessoas envolvidas com o crime organizado seja realizada independentemente da existência de identificação civil. DA LEI Nº 10. da Lei nº 10. 3o O civilmente identificado por documento original não será submetido à identificação criminal. III – o estado de conservação ou a distância temporal da expedição de documento apresentado impossibilite a completa identificação dos caracteres essenciais. Recurso provido. VI – o indiciado ou acusado não comprovar.054/00. necessariamente. sujeitar-se à identificação criminal. em quarenta e oito horas. crimes contra a liberdade sexual ou crime de falsificação de documento público. IV – constar de registros policiais o uso de outros nomes ou diferentes qualificações. art.5° da lei 9.054/2000. II – houver fundada suspeita de falsificação ou adulteração do documento de identidade. deforma incisiva. exceto quando: I – estiver indiciado ou acusado pela prática de homicídio doloso. enumerou.034/95. 5º DA LEI Nº 9. que não dispôs sobre a identificação de pessoas envolvidas em organizações criminosas (existiu uma revogação tácita).054/2000. O STJ entende que o art. 5º A identificação criminal de pessoas envolvidas com a ação praticada por organizações criminosas será realizada independentemente da identificação civil. sua identificação civil.054/00 ( lei específica sobre identificação criminal). 3º.034/95. IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL DOS CIVILMENTE IDENTIFICADOS.

desde que apresente provas de sua identificação civil. Atualmente. mas para isso.Atualmente. .037/09: Art. deverá ser preenchido os requisitos do art. Atualmente o réu ou indiciado pode requerer a retirada de sua identificação fotográfica do processo ou inquérito. INDICIAMENTO: É atribuir a alguém a provável autoria de determinada infração penal. os casos permissivos da identificação criminal encontram-se no art. ou absolvição. 7º No caso de não oferecimento da denúncia. poderá ocorrer identificação criminal quando: I – o documento apresentar rasura ou tiver indício de falsificação. com informações conflitantes entre si. do Ministério Público ou da defesa. requerer a retirada da identificação fotográfica do inquérito ou processo. VI – o estado de conservação ou a distância temporal ou da localidade da expedição do documento apresentado impossibilite a completa identificação dos caracteres essenciais.indícios de autoria (prova de menor valor persuasivo.7° da lei 12. segundo despacho da autoridade judiciária competente. mas sim probabilidade) .9° afirma de forma expressa que revogou a lei anterior. o delegado não precisa ter certeza.037/09 Art. II – o documento apresentado for insuficiente para identificar cabalmente o indiciado.prova da existência do crime. ou sua rejeição. que em seu art. após o arquivamento definitivo do inquérito. ou trânsito em julgado da sentença. Art. que decidirá de ofício ou mediante representação da autoridade policial. III – o indiciado portar documentos de identidade distintos.054. é facultado ao indiciado ou ao réu. 9º Revoga-se a Lei nº 10.037/09 (nova lei sobre identificação criminal). V – constar de registros policiais o uso de outros nomes ou diferentes qualificações. de 7 de dezembro de 2000. Requisitos: .054/00 foi revogada expressamente pela lei 12. IV – a identificação criminal for essencial às investigações policiais. a lei 10. 3º Embora apresentado documento de identificação.3° da lei 12.

.processuais: (. observado o disposto no parágrafo único deste artigo. exceção: a) Membros do Ministério Público (inciso II do art. b) Magistrados (lei complementar n°35/79 = lei orgânica da magistratura nacional) . (.) II ..) f) não ser indiciado em inquérito policial.) Parágrafo único. (. os respectivos autos ao Procurador-Geral de Justiça. remeterá imediatamente os autos ao Procurador-Geral da República.. a autoridade policial..não ser indiciado em inquérito policial. 18.. imediatamente.Indireto: quando o investigado está ausente (ex: foragido) Quem pode ser indiciado?? Regra geral qualquer pessoa. é feito na presença do indiciado.625/93 = lei orgânica do MP Estadual Art. .41 da lei 8. que designará membro do Ministério Público para prosseguimento da apuração do fato.. sob pena de responsabilidade.. a autoridade policial. a quem competirá dar prosseguimento à apuração.) Parágrafo único.) II .. no curso de investigação. Constituem prerrogativas dos membros do Ministério Público. Quando no curso de investigação. houver indício da prática de infração penal por parte de membro do Ministério Público. civil ou militar. Quando. 41.. houver indício da prática de infração penal por membro do Ministério Público da União.Direto: quando o investigado está presente. Lei complementar n°75/93 = lei orgânica do MPU Art.Espécies de indiciamento: . São prerrogativas dos membros do Ministério Público da União: (.. além de outras previstas na Lei Orgânica: (. observado o disposto no parágrafo único deste artigo. no exercício de sua função.625/93) Lei 8. civil ou militar remeterá.

Nelson Jobim. DJ 14. 102. para que o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) defina a legitimidade. Ellen Gracie.ED no 1.5. I. INQ (AgR) no 1. DJ 23. decisão monocrática.10.2006.793/DF. Rafael Mayer.2004. Min. Rel. Ellen Gracie. na condição exclusiva de cidadão. 102. Considerações doutrinárias e jurisprudenciais acerca do tema da instauração de inquéritos em geral e dos inquéritos originários de competência do STF: i) a jurisprudência do STF é pacífica no sentido de que. DJ 27. Rel. b). Pleno.11.2004. a autoridade policial. Pleno. Questão de Ordem em Inquérito. c) Pessoas com foro por prerrogativa de função: Parlamentares ( não há expressa vedação legal de serem indiciados) inquérito n°2411 do STF.AgR .1983. ou não. 2ª Turma. Min. mas.6. Min. art. da CF e pelo RI/STF. 4. decisão monocrática. da instauração do inquérito e do indiciamento realizado diretamente pela Polícia Federal (PF). PET no 3. 2. Se a Constituição estabelece que os agentes políticos respondem. A prerrogativa de foro é uma garantia voltada não exatamente para os interesses do titulares de cargos relevantes. por crime comum.2002.2003. sobretudo. Rel.2003. b. unânime.104/DF. PET (AgR) no 2. no curso de investigação. ii) qualquer pessoa que. o titular de prerrogativa de foro. Rel. Rel. Trata-se de questão de ordem suscitada pela defesa de Senador da República. Pleno. o Senador foi previamente indiciado por ato da autoridade policial encarregada do cumprimento da diligência.2. Min. maioria.285/DF. iii) diferenças entre a regra geral. Rel. PET no 1. I. o inquérito policial disciplinado no Código de Processo Penal e o inquérito originário de competência do STF regido pelo art. PET .248/DF.Quando. para a própria regularidade das instituições.954/DF.998/MG.Parágrafo único do art. DJ 6. remeterá os respectivos autos ao Tribunal ou órgão especial competente para o julgamento. Pleno.3. não cabe a juiz ou a Tribunal investigar. houver indício da prática de crime por parte do magistrado. não há razão constitucional plausível para que as atividades diretamente relacionadas à supervisão judicial (abertura de procedimento . DJ 27. Min. maioria.2006 e PET (AgR) no 2. civil ou militar. DJ 23. Min. perante o STF (CF. Apuração do envolvimento do parlamentar quanto à ocorrência das supostas práticas delituosas sob investigação na denominada "Operação Sanguessuga". 3. Maurício Corrêa. apresente "notitia criminis". em sede de inquérito originário promovido pelo Ministério Público Federal (MPF). Precedentes: INQ no 149/DF.805/DF. Gilmar Mendes.33 Parágrafo único . diretamente a este Tribunal é parte manifestamente ilegítima para a formulação de pedido de recebimento de denúncia para a apuração de crimes de ação penal pública incondicionada. Pleno. INQ no 2. Antes da intimação para prestar depoimento sobre os fatos objeto deste inquérito. 1. nos inquéritos policiais em geral. Sydney Sanches. Min. DJ 1º. DJ 13. de ofício.8. a fim de que prossiga na investigação.11. Rel. maioria.

102.O relator.O relator terá as atribuições que a legislação processual confere aos juízes singulares. No exercício de competência penal originária do STF (CF. 230 a 234). originariamente: (. Parágrafo único . será o juiz da instrução.. Ministro-Relator do STF responsável pelo inquérito serve justamente para supervisionar as investigações realizadas pelo MPF auxiliado pela PF. precipuamente. mas isso somente pode ocorrer quando isto estiver implícito no próprio sistema constitucional. (.) OBS: Segundo o STF ampliou-se (estendeu-se) a sua competência expressa.investigatório) sejam retiradas do controle judicial do STF. a guarda da Constituição.. o Presidente da República. no Código de Processo Penal. mas que tramita no STF.) b) nas infrações penais comuns. e no Regimento Interno do Tribunal. 6.038/90 (lei que estipula normas procedimentais e processuais para os processos que tramitam no STJ e STF). "b" c/c Lei nº 8. .. escolhido na forma regimental. 5.. os membros do Congresso Nacional. A iniciativa do procedimento investigatório deve ser confiada ao MPF contando com a supervisão do Ministro-Relator do STF. 2º e RI/STF. Tanto os parlamentares como o Presidente da República não respondem a inquérito policial perante a Polícia Federal. arts. cabendo-lhe: I . de denúncia pelo dominus litis. Art. (a polícia não está autorizada a abrir de ofício inquérito policial) Art. art. Compete ao Supremo Tribunal Federal.038/1990. o Vice-Presidente. ou não. seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República.. 2º . 102. Lei 8. a atividade de supervisão judicial deve ser constitucionalmente desempenhada durante toda a tramitação das investigações desde a abertura dos procedimentos investigatórios até o eventual oferecimento.processar e julgar. I. sob o nome de inquérito. no que for aplicável. art. que se realizará segundo o disposto neste capítulo. Questão de ordem resolvida no sentido de anular o ato formal de indiciamento promovido pela autoridade policial em face do parlamentar investigado. A Polícia Federal não está autorizada a abrir de ofício inquérito policial para apurar a conduta de parlamentares federais ou do próprio Presidente da República (no caso do STF). eles estão sujeitos a procedimento investigatório de titularidade do Ministério Público Federal.

215. as dúvidas que se suscitarem na classificação dos feitos. da competência originária do Tribunal.. respeitado. A incomunicabilidade. 231..21 do CPP) Art. se deferidas. o prazo será de cinco dias. mediante instrução normativa. de que possa resultar responsabilidade penal. 56. A incomunicabilidade do indiciado dependerá sempre de despacho nos autos e somente será permitida quando o interesse da sociedade ou a conveniência da investigação o exigir. (. 4.) XIV – Inquérito. Parágrafo único. se as diligências forem indispensáveis ao oferecimento da denúncia. interrompendo o prazo deste artigo. em qualquer hipótese. se o indiciado estiver preso.) Art.. observando-se as seguintes normas: (. o Relator encaminhará os autos ao Procurador-Geral.) V – na classe Inquérito serão incluídos os policiais e os administrativos. ou do órgão do Ministério Público. O Presidente resolverá.. a requerimento da autoridade policial. que se realizem em separado. o Relator determinará o relaxamento da prisão do indiciado.. quando o requerer o Procurador-Geral. o disposto no artigo 89. § 3º Na hipótese do parágrafo anterior. mandará. do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (Lei n. 55..Regimento interno do STF Art. § 2º As diligências complementares não interrompem o prazo para oferecimento de denúncia. Distribuído inquérito sobre crime de ação pública.. (. 21. O registro far-se-á em numeração contínua e seriada em cada uma das classes seguintes: (.. e que só passarão à classe Ação Penal após o recebimento da denúncia ou queixa. § 1º As diligências complementares ao inquérito podem ser requeridas pelo Procurador-Geral ao Relator. depois de oferecida a denúncia.) Art. será decretada por despacho fundamentado do Juiz. que não excederá de três dias. sem prejuízo da prisão e do processo. inciso III. § 4º O Relator tem competência para determinar o arquivamento. INCOMUNICABILIDADE DO INDICIADO PRESO (art. se não o forem. Se o indiciado estiver preso. de 27 de abril de 1963) . que terá quinze dias para oferecer a denúncia ou requerer o arquivamento.

Parágrafo único.343/06) . conforme parágrafo 3° do art.136 da CF).indiciado solto = 30 dias. a partir do dia em que se executar a ordem de prisão. nesta hipótese. . . contado o prazo.indiciado solto = 90 dias . 66. que é um estado mais gravoso (inciso IV do parágrafo 3° do art. ou no prazo de 30 dias.indiciado solto = 30 dias OBS: A lei 5.010/66 – organiza a justiça federal de 1° instância) .OBS: Atualmente o Estatuto da OAB é a lei 8.10) . e o indiciado estiver solto.indiciado preso = 20 dias. que serão realizadas no prazo marcado pelo juiz. O inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias.indiciado solto = 40 dias Lei que organiza a Justiça Federal: (lei 5. mas não são a posição dominante. não pode ser permitido num estado menos gravoso. Art. para ulteriores diligências.indiciado preso = 15 dias. afirmam que pode.010/66 permite a prorrogação do prazo no caso de indiciado preso. Lei de drogas (lei 11. podendo ser prorrogado por mais quinze dias. OBS: O professor também falou que é permitida a prorrogação no caso de indiciado solto. se o indiciado tiver sido preso em flagrante. O prazo para conclusão do inquérito policial será de quinze dias. conforme art. devidamente fundamentado.66 (somente uma prorrogação) Art. da autoridade policial e deferido pelo Juiz a que competir o conhecimento do processo. . quando o indiciado estiver prêso. ou estiver preso preventivamente. Prazos para a conclusão do Inquérito Policial: CPP: (art. o CPP somente permite que ele ocorra nos casos de indiciado solto. Ao requerer a prorrogação do prazo para conclusão do inquérito. 10. a autoridade policial deverá apresentar o prêso ao Juiz. pois se a incomunicabilidade é proibida no Estado de Sítio. § 3o Quando o fato for de difícil elucidação.10. Marcos Grecco e Damásio OBS: Em relação a prorrogação de prazo. a pedido.906/94 A doutrina majoritária afirma que este artigo não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. CPPMilitar: . quando estiver solto.indiciado preso = 10 dias.010/66.indiciado preso = 30 dias. . mediante fiança ou sem ela. a autoridade poderá requerer ao juiz a devolução dos autos. só que eu não encontrei na lei 5.

no relatório o delegado não deve fazer juízo de lavor. 51. Contagem do Prazo: I) II) Prazo penal: o dia do início é computado Prazo processual: começa a correr no 1° dia útil subseqüente Se tratando de investigado solto = o prazo é processual Se tratando de investigado preso: existem duas correntes A) prazo penal B) prazo processual OBS: O prazo da prisão temporária é prazo penal. O inquérito policial será concluído no prazo de 30 (trinta) dias. art. salvo uma exceção. remetendo os autos do inquérito ao juízo: . Findos os prazos a que se refere o art. o prazo para o indiciado solto pode ser sucessivamente prorrogado. 52.52: Art. constante na lei de drogas 11. sendo peça disponível para o início do processo (mas obrigatório para o delegado).51 da lei de drogas Art.indiciado preso = 10 dias . quando solto. a prisão deve ser relaxada. mediante pedido justificado da autoridade de polícia judiciária. Parágrafo único. Regra geral.343/06. ouvido o Ministério Público. se o indiciado estiver preso.OBS: Os prazos poderão ser duplicados (tanto do indiciado preso com solto) conforme art. Lei dos crimes contra a economia popular: . conta-se do dia em que o indiciado apresentou para ser preso. no caso de indiciado preso. a autoridade de polícia judiciária.indiciado solto = 10 dias OBS: Em todos os casos. Os prazos a que se refere este artigo podem ser duplicados pelo juiz. o excedente do prazo ser for abusivo e desproporcional. 51 desta Lei. e de 90 (noventa) dias. CONCLUSÃO DO INQUERITO POLICIAL O delegado tem a obrigação de elaborar o relatório. portanto.

Parágrafo único.relatará sumariamente as circunstâncias do fato. indicando a quantidade e natureza da substância ou do produto apreendido. mas se não existe algum pedido ou motivo. . a conduta. conforme estipulação estadual. Ao fazer a remessa dos autos do inquérito ao juiz competente. direitos e valores de que seja titular o agente. 23 do CPP. justificando as razões que a levaram à classificação do delito.I . ou II . De acordo com o CPP.necessárias ou úteis à plena elucidação do fato. II . Art. ou repartição congênere. então. A justiça federal possui resolução neste sentido. após a confecção do relatório pelo delegado. o local e as condições em que se desenvolveu a ação criminosa. b) representação ou requerimento da autoridade policial ou do Ministério Público Federal para a decretação de prisões de natureza cautelar. cujo resultado deverá ser encaminhado ao juízo competente até 3 (três) dias antes da audiência de instrução e julgamento. ou que figurem em seu nome. A remessa dos autos far-se-á sem prejuízo de diligências OBS: O juízo de valor presente no relatório neste caso. e depois para o Ministério Público. 1º Os autos de inquérito policial somente serão admitidos para registro. como por exemplo pedido de medidas cautelares.requererá sua devolução para a realização de diligências necessárias. cujo resultado deverá ser encaminhado ao juízo competente até 3 (três) dias antes da audiência de instrução e julgamento. conforme segue (resolução n°63/09 do CJF – conselho da justiça federal): Art. os autos do inquérito policial poderão ser remetidos diretamente para o Ministério Público ( por meio de resolução de Tribunais). os autos vão para o Poder Judiciário. 23. complementares: I . inserção no sistema processual informatizado e distribuição às Varas Federais com competência criminal quando houver: a) comunicação de prisão em flagrante efetuada ou qualquer outra forma de constrangimento aos direitos fundamentais previstos na Constituição da República. essa passagem pelo Poder Judiciário é obrigatória.necessárias ou úteis à indicação dos bens. conforme art. e os dados relativos à infração penal e à pessoa do indiciado. as circunstâncias da prisão. serve justamente para fundamentar o entendimento do delegado sobre o porque da tipificação em tráfico. mencionando o juízo a que tiverem sido distribuídos. a qualificação e os antecedentes do agente. a autoridade policial oficiará ao Instituto de Identificação e Estatística. Se existe algum motivo.

POSSIBILIDADES DO MP AO RECEBER OS AUTOS DO INQUERITO POLICIAL: a) Oferecimento da denúncia. e) pedido de arquivamento deduzido pelo Ministério Público Federal. f) requerimento de extinção da punibilidade com fulcro em qualquer das hipóteses previstas no art. imprescindíveis ao oferecimento da denúncia.) II . o Poder Judiciário indefira o pedido formulado pelo MP. b) Formular requisição de diligência: Somente as diligências indispensáveis para o oferecimento da denúncia. 13. o MP requerer diretamente as diligências ao delegado de polícia.Nos Estados. nestes.. Incumbirá ainda à autoridade policial: (. . bem como na Justiça Federal onde os autos saem da delegacia de Polícia e vão diretamente para o MP.. Art.realizar as diligências requisitadas pelo juiz ou pelo Ministério Público. 16. Art. O Ministério Público não poderá requerer a devolução do inquérito à autoridade policial.Nos Estados onde o inquérito policial deve passar pelo Poder Judiciário antes de ir para o MP. cabe correição parcial.. a diligência deve ser requerida pelo MP ao Poder Judiciário. em decorrência do direito de requisição que possui o MP. senão para novas diligências. nestes. . 107 do Código Penal ou na legislação penal extravagante..) c) DECLINATORI FORI – alegação de incompetência do juízo e pedido de remessa dos autos para o juiz competente. d) oferta de denúncia pelo Ministério Público Federal ou apresentação de queixa crime pelo ofendido ou seu representante legal. .c) requerimento da autoridade policial ou do Ministério Público Federal de medidas constritivas ou de natureza acautelatória. (. OBS: Tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que altere o CPP para caminhar no sentido da resolução n°63/09 do CJF. caso.

JULGAMENTO PELO STJ. OBS: Ao apreciar o conflito de competência. INADMISSIBILIDADE. I. conforme súmula 348 do STJ: Compete ao Superior Tribunal de Justiça decidir os conflitos de competência entre juizado especial federal e juízo federal.Positivo: ocorre quando duas ou mais autoridades jurisdicionais se acham competentes. se dirige para o Juiz Estadual e pede para o inquérito ir para a Justiça Federal. . Casos concretos: Juiz Estadual de M. JULGAMENTO AFETO AO RESPECTIVO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. PERTENCENTES À MESMA SEÇÃO JUDICIÁRIA.Ex: Promotor estadual recebe inquérito sobre moeda falsa. TJ/SP X Juiz Estadual de SP = não é conflito.Negativo: ocorre quando duas ou mais autoridades jurisdicionais se acham incompetentes para analisar o caso concreto.Gerais X Juiz Federal de M. pois o TJ não entra em conflito entre seus próprios membros STM X Juiz Federal do RN = STF Juiz Federal de SP X Juiz do Juizado Especial Federal de SP = Correntes: 1) quem julga é o próprio STJ. 2) quem julga é TRF. JUIZADO ESPECIAL E JUÍZO FEDERAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA. desde que os juizes estejam sob o mesmo TRF (RE n° 590409) EMENTA: CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA.Gerais = STJ. A questão central do presente recurso extraordinário consiste em saber a que órgão jurisdicional cabe dirimir conflitos de competência entre um Juizado Especial e um . RE CONHECIDO E PROVIDO. o conflito pode ser: . nada impede que o tribunal reconheça a competência de um órgão jurisdicional diferente dos conflitantes. ainda que da mesma seção judiciária. d) Suscitar conflito de competência (conflito de atribuição): Se dá entre duas ou mais autoridades jurisdicionais (entre juizes ou tribunais).

deve ser conhecido o presente conflito de atribuição entre os membros do Ministério Público do Estado da Paraíba e do Ministério Público Federal diante da competência do Supremo Tribunal Federal para julgar conflito entre órgãos de Estados-membros diversos. portanto. d. que a competência para eventual ação penal é da justiça federal e. 105. por isso.Aco – 889 e 1179 (Aco = ação civil originária) .Juízo de primeiro grau. FATO OCORRIDO EM RAZÃO DE SUA FUNÇÃO. 1. relacionados aos fatos investigados no procedimento investigatório instaurado pela Procuradoria da República em Campina Grande/PB. 2.Pet – 3631 ACO n° 1179 do STF: DIREITO PROCESSUAL PENAL. 331. O juiz federal de Campina Grande reconheceu. mas sim de conflito de atribuições. I. tal como aqueles que integram os Juizados Especiais estão vinculados ao respectivo Tribunal Regional Federal.G. expressamente. Com fundamento no art. COMPETÊNCIA DO STF. IV . Servidora da . 2) STJ ( atuam em seus respectivos juízos. realmente não há que se cogitar de conflito de jurisdição (ou de competência). II . CARACTERIZAÇÃO. f. ao qual cabe dirimir os conflitos de competência que surjam entre eles. com recurso para o PGR. mas não do MP/RJ. III . da CF). CONFLITO NEGATIVO DE ATRIBUIÇÕES.A competência STJ para julgar conflitos dessa natureza circunscreve-se àqueles em que estão envolvidos tribunais distintos ou juízes vinculados a tribunais diversos (art. 4.Os juízes de primeira instância. se ao respectivo Tribunal Regional Federal ou ao Superior Tribunal de Justiça. I. 3. aplica-se por analogia o conflito de competência entre Juiz Estadual X Juiz Federal 3) STF: (posição dominante) . ART. POSSÍVEL CRIME DE DESACATO CONTRA JUIZ DO TRABALHO.R: ele é o chefe do MPF.Recurso extraordinário conhecido e provido. da Constituição da República. CP. MP/RJ X MPF/RJ = existe divergência: 1) P. Suposto conflito de atribuições entre membros do Ministério Público do Estado da Paraíba e do Ministério Público Federal. 102. O Conflito administrativas: de atribuições se dá entre duas ou mais autoridades MP/SP X MP/SP = procurador geral de justiça de SP MPF/SP X MPF/MG = Câmara de coordenação do MPF.

Entendimento original da relatora. Em tese.R (não é a câmara. 7. 5. quem decide é o P. no momento em que a servidora afirmou que o juiz somente mandava "no seu gabinete.102 da CF. para não se submeter à fila existente no local. o conflito de atribuições entre: MP/RS X MP/SP.. O STF puxa a competência para si. IV).Justiça do Trabalho Maria do Socorro teria tentado se valer de sua função pública. 6. art.. cabendo-lhe: I .G.processar e julgar. manifestou desprestígio à função pública exercida pelo magistrado. MPMilitar X MPF = Por estarem dentro do MPU. 8. exercitando a opinio delicti. a atrair a competência da justiça federal. originariamente: (. 109. com base na alínea “a” do inciso I do art. revelando nexo causal entre a conduta e a condição de juiz do trabalho da suposta vítima. precipuamente. ocasião em que o juiz do trabalho também resolveu fazer o mesmo. houve infração penal praticada em detrimento do interesse da União (CF. aqui deve ser tratado como cidadão comum. pois são órgãos vinculados a câmaras diversas.. determinando-se a remessa dos autos ao Superior Tribunal de Justiça. Atribuição do Ministério Público Federal para funcionar no procedimento.. Compete ao Supremo Tribunal Federal. ou entre uns e outros. em sentido oposto. baseada na ordem de serviço referida. o juiz não pode arquivar de ofício (pois não é o titular da ação penal). Assim. depende de requerimento. .) OBS: Enquadra-se no mesmo caso. (. Conflito não conhecido. abandonado para participar das razões prevalecentes. a guarda da Constituição.. conforme segue: Art. e) Pedido de Arquivamento: ARQUIVAMENTO DO INQUERITO POLICIAL Trata-se de uma decisão judicial. Se arquivar de ofício cabe correição parcial. O juiz simplesmente homologa o pedido de arquivamento. a União e o Distrito Federal. 102. inclusive as respectivas entidades da administração indireta.) f) as causas e os conflitos entre a União e os Estados..".

OBS: Existe uma excludente da culpabilidade que obriga a denúncia. porém. IV) Causa extintiva da punibilidade: Ex: morte (neste caso. Causa de extinção da punibilidade Falta de elementos de informação: não é falta de prova. que é no caso de inimputável por doença mental. Causa excludente da ilicitude ou da culpabilidade. o juiz declara a extinção da punibilidade vendo a certidão de óbito) OBS: No caso de certidão de óbito falsa. . Atipicidade formal ou material da conduta delituosa. pois prova Atipicidade formal ou material da conduta delituosa: se dá somente em juízo. com o pedido de absolvição impróprio e com pedido de cumprimento de medida de segurança. mas o STF entende que não se aplica para o caso. o juiz declara a extinção da punibilidade e transita em julgado?? Para o STF não é considerada válida a sentença por se basear em ato inexistente podendo o indivíduo ser processado novamente. segundo a maioria da doutrina.Fundamentos que autorizam o arquivamento do inquérito policial: I) II) III) IV) I) II) Falta de elementos de informação. Atipicidade formal = falta de subsunção do fato a norma (ex: cola eletrônica) Atipicidade material = falta de lesão a bem jurídico pela conduta descrita no tipo formal (Ex: princípio da insignificância) III) Causa excludente da ilicitude ou da culpabilidade: Na dúvida o promotor deve oferecer a denúncia. Não existe caso de revisão criminal PRO SOCIETATE.

ainda quando a denúncia se pretenda alicerçada em novos elementos de prova. HC 80560 do STF EMENTA: Inquérito policial: decisão que defere o arquivamento: quando faz coisa julgada. impedindo " se fundada na atipicidade do fato " a propositura ulterior da ação penal. na hipótese do art. 77.Penal. POR POR MAGISTRADO AUSÊNCIA DE PEDIDO . 16. pois ingressa no mérito. 18 da lei processual. se entende que delas possa resultar a apuração de elementos que dêem configuração típica ao fato (C.COISA JULGADA NA DECISÃO DE ARQUIVAMENTO DO INQUERITO POLICIAL Coisa julgada formal = é a imutabilidade da decisão no processo onde foi proferida (pode ser modificada em outro processo). a pedido do Ministério Público. POLICIAL A ARQUIVAMENTO DO MINISTÉRIO ORDENADO PÚBLICO. C.Penal " a decisão de arquivamento do inquérito é definitiva e inibe que sobre o mesmo episódio se venha a instaurar ação penal. I. é similar à daquela que rejeita a denúncia e. o Termo Circunstanciado de Ocorrência " tem sempre o Promotor a alternativa de requisitar o prosseguimento das investigações. se determina em função dos seus motivos determinantes.Pr. I) II) A falta de elementos de informação faz coisa julgada formal A atipicidade formal ou material da conduta faz coisa julgada formal + material. na espécie. o desarquivamento será possível nos termos do art. art. ainda que os entenda insuficientes para a denúncia e opte pelo pedido de arquivamento. 9. A eficácia preclusiva da decisão que defere o arquivamento do inquérito policial. portanto. L. como a última. § 2º). mas não constitui crime.Pr. faz coisa julgada. não importa que outros elementos de prova venham a surgir posteriormente ou que erros de fato ou de direito hajam induzido ao juízo de atipicidade. 43. Mas.099/95. acolhido pelo Juiz. Coisa julgada material = pressupõe a existência da coisa julgada formal + a imutabilidade da decisão fora do processo em que foi proferida. HC 84156 do STF INQUÉRITO COMPETENTE. Recebido o inquérito " ou. O contrário sucede se o Promotor e o Juiz acordam em que o fato está suficientemente apurado. Aí " a exemplo do que sucede com a rejeição da denúncia. art.

POR DESPACHO DO JUIZ. OBS: Nos casos em que a decisão de desarquivamento só faz coisa julgada formal. será possível o desarquivamento a pedido do MP. porém. se desarquiva e junta a prova nova nos autos da inquérito policial. quando o arquivamento do respectivo inquérito policial tenha sido determinado por magistrado competente. portanto. faz coisa julgada formal + material. e juntado as provas novas. A REQUERIMENTO DO PROMOTOR DE JUSTIÇA. em tal situação. do art. III) Causa excludente da ilicitude ou culpabilidade: Segundo a doutrina. DESARQUIVAMENTO E SURGIMENTO DE NOVAS PROVAS Necessita somente da notícia de que existe prova nova.IMPOSSIBILIDADE EM TAL HIPÓTESE . quando houver notícia de provas novas. em virtude da atipicidade penal do fato sob apuração. Neste caso.EFICÁCIA PRECLUSIVA DA DECISÃO JUDICIAL QUE DETERMINA O ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO POLICIAL. Prova nova = é aquela capaz de produzir uma alteração do contexto probatório. IV) Causa extintiva da punibilidade: Ingressa no mérito. a pedido do Ministério Público. NÃO PODE A AÇÃO PENAL SER INICIADA.TIPICIDADE PENAL DO FATO SOB APURAÇÃO . HC 95211 e 87395 do STF. . existe somente a coisa julgada formal.revestir-se-á de eficácia preclusiva e obstativa de ulterior instauração da "persecutio criminis". e não da prova nova em si.Não se revela cabível a reabertura das investigações penais. Súmula 524 do STF: ARQUIVADO O INQUÉRITO POLICIAL. 18 do CPP e da Súmula 524/STF.REABERTURA DA INVESTIGAÇÃO POLICIAL . Doutrina. nesta. . hipótese em que a decisão judicial . mesmo que a peça acusatória busque apoiar-se em novos elementos probatórios. SEM NOVASPROVAS. Desarquivado o inquérito policial. salvo: no caso de certidão de óbito falsa.porque definitiva . Precedentes. é possível o oferecimento da denúncia. o STF entende que só faz coisa julgada formal.PEDIDO DE "HABEAS CORPUS" DEFERIDO. por ingressar no mérito faria coisa julgada formal + material. POR ATIPICIDADE DO FATO . Inaplicabilidade.

no caso de considerar improcedentes as razões invocadas. a de fiscal do princípio da obrigatoriedade da denúncia por parte do MP. . O P.OBS: Na súmula foi utilizada a palavra despacho. Cláusula REBUS SIC STANTIBUS: mantido os pressupostos fáticos. arquiva-se os autos do inquérito policial Se o juiz não concordar. 2°) pode oferecer denúncia.J ao receber os autos do inquérito policial possui 4 possibilidades: 1°) requisitar diligências para formar sua opinião. ou insistirá no pedido de arquivamento. por causa do princípio da independência funcional. o juiz. fará remessa do inquérito ou peças de informação ao procurador-geral.concorda. requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de informação.Juiz .Justiça Estadual: Pedido do MP ---. O outro órgão do MP (outro promotor) atua como “longa manus” por isso ele terá que oferecer a denúncia.28 do CPP ele. designará outro órgão do Ministério Público para oferecê-la. ele. 3°) designar outro órgão do MP para o caso (designa outro promotor pois não pode obrigar o mesmo). na verdade está exercendo uma função anômala. Se o órgão do Ministério Público. . mas na realidade é decisão.G.não concorda Se o juiz concorda. O juiz quando aplica o art. ao qual só então estará o juiz obrigado a atender.28 do CPP Art. PROCEDIMENTO DE ARQUIVAMENTO: . será mantida a decisão. e este oferecerá a denúncia. ao invés de apresentar a denúncia. em decorrência da aplicação do art. 28. juiz mandará os autos para o Procurador Geral de Justiça.

G.R.G. os autos são encaminhados a câmara de coordenação e revisão do MPM.concorda .R tem as mesma 4 opções do P.Juiz auditor (juiz civil e concursado) .concorda .se concordar: arquiva . que dará mera opinião. manda o inquérito policial para o Câmara de coordenação e revisão do MPF (aplicação do art.G. arquiva-se Se o juiz não concorda. pois quem decide será o P.não concorda Se concordar é obrigado a mandar os autos para o juiz-auditor corregedor que: .J Militar.J. recurso chamado de correição parcial. O P. .Juiz Federal .G. o juiz está obrigado a arquivar o inquérito) .Justiça Militar da União MPM -----. A manifestação da câmara é meramente opinativa. pois a decisão compete ao P.se não concordar: entra com 1 recurso que será julgado pelo STM. .Justiça Federal MPF ----. Se o STM nega provimento a correição parcial = arquivamento do inquérito policial Se o STM der provimento.Justiça Eleitoral .4°) insistir no pedido de arquivamento (neste caso.não concorda Se o juiz concorda. no caso de arquivamento na Justiça Estadual.28 do CPP).

G. apresentada pelo novo Procurador-Geral. DECISÃO ADMINISTRATIVA. Inquérito 2054 do STF ARQUIVAMENTO DE PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO PELO PROCURADOR- GERAL DA REPÚBLICA. Se o procedimento administrativo encaminhado à Procuradoria vem a ser arquivado. procurador regional eleitoral). Plenário). essa decisão administrativa não pode ser substituída por nova denúncia. sem a existência de provas novas. manda os autos para o PRE ( procurador regional da republica que atua junto a TRE.J quiser arquivar ele arquiva. SEM PROVAS NOVAS.G.G. HC 64564 do STJ PROCESSO PENAL. a decisão de arquivamento deixa de ser judiciária e passa a ser administrativa. ABERTURA DE NOVAS INVESTIGAÇÕES E OFERECIMENTO DE DENÚNCIA POR NOVO PROCURADORGERAL. PROPOSITURA DE AÇÃO PENAL PRIVADA SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA.MP/Estadual (nas funções eleitorais) --------.R. 1.concorda . neste caso.J ARQUIVAMENTO NOS CASOS DE ATRIBUIÇÃO ORIGNÁRIA DO PROCURADOR GERAL DE JUSTIÇA OU PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA Ex: delito realizado por deputado Se o P. ARQUIVAMENTO DA REPRESENTAÇÃO DETERMINADO PELA PROCURADORA-GERAL DE JUSTIÇA. DECISÃO PROFERIDA PELA ÚLTIMA INSTÂNCIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO . NOTITIA CRIMINIS EM DESFAVOR DE PROMOTORES DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS.028 . Precedente (Inq 2. portanto.não concorda Se concordar. Denúncia rejeitada. arquiva-se os autos do inquérito policial Se não concordar. HABEAS CORPUS. que terá as mesma 04 opções do P.G. IRRETRATABILIDADE DO ATO DE ARQUIVAMENTO.G. 2.Informativo 645. IMPOSSIBILIDADE.R ou P. não há necessidade de submeter a decisão ao P. INÉRCIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO NÃO CARACTERIZADA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL.J e P.Judiciário.Juiz Estadual (func eleitorais) . Nas hipóteses de atribuição originária do P.

º 99-1/226.. por despacho motivado. atuando legalmente. 3.12 da lei 8. suas decisões estão sujeitas a reexame. o mesmo raciocínio se aplica à hipótese em comento. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA. conforme inciso XI do art. com fundamento no art.625/93 ( lei de organização dos MP Estaduais) Art. nos termos do art. determina o arquivamento interno da representação. pois não se configura a inércia do órgão ministerial que. 1. 580 do Código de Processo Penal. 29. 4. 6. competindo-lhe: (. da Lei 8. OBS: No caso de competência originária do P. chefe do Ministério Público da União. podendo ser revisto pelo Colégio de Procuradores de Justiça. tampouco pede o arquivamento. O Colégio de Procuradores de Justiça é composto por todos os Procuradores de Justiça. o cargo de Procurador-Geral de Justiça no âmbito da organização judiciária dos Estados se equivale ao do Procurador-Geral da República na esfera federal. não resta espaço para a ação privada. Com efeito. XI . por entender que não se justifica deva o Procurador-Geral requerer o arquivamento ao Judiciário se o seu pronunciamento não pode ser desatendido. observado o devido processo legal administrativo. o Parquet não a apresenta. A ação penal privada subsidiária só tem cabimento nas hipóteses em que configurada a inércia do Ministério Público. quando transcorrido o prazo para o oferecimento da denúncia. PLEITO DE ATENDIMENTO OBRIGATÓRIO PELA CORTE ESTADUAL. estendendo a ordem aos demais querelados. da mesma Lei Orgânica. em hipótese de todo semelhante à ora apresentada. O arquivamento previsto no art. no âmbito do Ministério Público. não requer diligências. em trâmite perante o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. o atendimento ao seu pedido é irrecusável.. rejeitou queixa-crime subsidiária. portanto. ORDEM CONCEDIDA.G. 12.ESTADUAL. EXTENSÃO AOS DEMAIS DENUNCIADOS. 12. ao julgar a Ação Penal n. VII. A Corte Especial.J. Inexistindo provocação pelos legitimados. DISPENSABILIDADE DE APRECIAÇÃO PELO PODER JUDICIÁRIO. o entendimento de que. Encontra-se pacificado nesta Corte.º 67-9/DF. Ordem concedida para determinar o trancamento da Ação Penal n. Dessa forma. ou seja. bem como no Supremo Tribunal Federal. Vilanir de Alencar Camapum Júnior e Haroldo Caetano da Silva. 2.625/93 ocorre no âmbito interno do parquet. uma vez requerido o arquivamento do inquérito ou de peças de informação pelo Procurador-Geral da República.) . 5. 7. da relatoria do Ministro EDUARDO RIBEIRO.

III . AÇÃO PENAL PÚBLICA.28 do CPP. INEXISTÊNCIA. mediante requerimento de legítimo interessado. . porém. I .28 do CPP. Precedentes. CONEXÃO RECONHECIDA RELATIVAMENTE AOS RESPECTIVOS INQUÉRITOS POLICIAIS PELO MP. Esse tipo de arquivamento não é permitido pelos tribunais. RHC 95141 do STF EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. sob pena de aplicação do art.Recurso desprovido. 28 do Código Processual Penal. nos casos de sua atribuição originária. PROCESSUAL PENAL. Existe um impasse entre juiz e promotor.Incidência do postulado da indisponibilidade da ação penal pública que decorre do elevado valor dos bens jurídicos que ela tutela. nada impede que o MP ajuíze nova ação penal quanto delito remanescente. (. a teor do disposto no art. ARQUIVAMENTO INDIRETO Ocorre quando o promotor se recusa a oferecer denúncia por considerar o juiz incompetente. PRINCÍPIO DA INDIVISIBILIDADE. decisão de arquivamento de inquérito policial ou peças de informações determinada pelo Procurador-Geral de Justiça. ALEGAÇÃO DE ARQUIVAMENTE IMPLÍCITO QUANTO AO OUTRO. sem se manifestar sobre o arquivamento. devendo o juiz devolver os autos ao MP. DENÚNCIA OFERECIDA APENAS QUANTO A UM DELES. RECURSO DESPROVIDO.rever. nos termos da Lei Orgânica. e perfeitamente possível o MP denunciar um dos criminosos e não o outro.XI .) ARQUIVAMENTO IMPLÍCITO Ocorre quando o MP deixa de incluir na denúncia algum fato delituoso ou algum co-réu.. II . OBS: No caso de arquivamento normal. neste caso deve ser aplicado por analogia o art. V .. PRINCÍPIO DA INDISPONIBILIDADE. COMETIMENTO DE DOIS CRIMES DE ROUBO SEQUENCIAIS.Praticados dois roubos em sequência e oferecida a denúncia apenas quanto a um deles. o magistrado se da por competente.Inexiste dispositivo legal que preveja o arquivamento implícito do inquérito policial. INOCORRÊNCIA. devendo ser o pedido formulado expressamente. para que se manifeste sobre o ponto omisso. IV Inaplicabilidade do princípio da indivisibilidade à ação penal pública.

poderá o seu autor interpôr recurso no sentido estrito. Os juízes recorrerão de ofício sempre que absolverem os acusados em processo por crime contra a economia popular ou contra a saúde pública.) Art.RECORRIBILIDADE NO ARQUIVAMENTO Regra geral. 6º Quando qualquer do povo provocar a iniciativa do Ministério Público. nos casos de absolvição do acusado ou no caso de arquivamento do inquérito policial. Nos crimes contra a economia popular ou nos crimes contra a saúde pública. para o processo tratado nesta lei.art. depois do registro pelo distribuidor do juízo. de 10 de fevereiro de 1944. Em tese.508/51 (Regula o Processo das Contravenções definidas nos artigos 58 e 60 do Decreto-lei nº 2. Atualmente essas infrações vão para os juizados especiais. cabe correição parcial ( pois é ato tumultuário) .Se o juiz arquiva o inquérito policial de ofício. ao Promotor Público.521/51 (Altera dispositivos da legislação vigente sobre crimes contra a economia popular) Art. nos têrmos do Art. . a representação. não houve inércia do MP pois ele pediu o arquivamento) Exceções: (casos em que cabe recurso da decisão do juiz que homologa o pedido de arquivamento intentado pelo MP) .7° da lei 1. há previsão de recurso em sentido estrito. Se a representação fôr arquivada. para os fins legais. Parágrafo único.6° parágrafo único da lei 1. neste caso. caso de reexame necessário. ação penal privada subsidiária da pública ( é a ação penal intentada pelo ofendido em decorrência da inércia do MP. a decisão de arquivamento do inquérito policial homologada pelo juiz não cabe recurso. 7º. o juiz remete os autos para o Tribunal. sem a iniciativa do MP.art. será por êste enviada.259. ou quando determinarem o arquivamento dos autos do respectivo inquérito policial. 27 do Código do Processo Penal. no caso de contravenções penais decorrentes do jogo do bicho e corrida de cavalo (fora do hipódromo). trata-se do recurso de ofício. . incontinenti. nem tão pouco.

quando estiver extinta a punibilidade OBS: A ação privada tem um prazo de 06 meses para a vítima ingressar com a queixa-crime. III) A atividade investigatória é exclusiva da polícia judiciária. Arquivamento = é requerido pelo MP Trancamento = é pedido pelo investigado OBS: O remédio que o investigado usa para pedir o trancamento é o Hábeas Corpus. IV) Não há previsão legal nem instrumentos para a investigação. pois cria-se um desequilíbrio entre acusação e defesa. sob pena de decadência. II) O MP possui o poder de requisitar diligências e possui o poder também de requisitar a instauração de inquérito policial. mas não pode presidir o inquérito policial.TRANCAMENTO DO INQUERITO POLICIAL Existe diferença entre trancamento e arquivamento do inquérito policial. pois o inquérito policial é próprio da polícia.manifesta atipicidade formal ou material da conduta delitiva. Casos em que se admite o trancamento do inquérito policial: . desde que para o delito seja prevista pena privativa de liberdade. . . INVESTIGAÇÃO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO A possibilidade ou não de investigação pelo MP varia conforme o concurso público: 1°) Argumentos Contrários a Investigação pelo MP I) A investigação feita pelo MP atenta contra o sistema acusatório.

. e dá outras providências. motivadamente. A Constituição ao conceder uma atividade fim a determinado órgão ou instituição.SUPOSTA ILEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DOS PODERES INVESTIGATÓRIOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO . disciplinando. 26 da Lei n.Não se revela suscetível de conhecimento. 8º da Lei Complementar 75/93 e o art. afirmando que o MP poderia investigar: E M E N T A: "HABEAS CORPUS" .CRIME DE TORTURA . defere ou indefere pedido de medida liminar formulado em sede de "habeas corpus" originariamente impetrado perante o Supremo Tribunal Federal. pois nada impede que a defesa traga ao inquérito policial elementos probatórios ( de informação) que lhe sejam favoráveis. instaurado e presidido pelo membro do MP com atribuição criminal e terá como finalidade apurar ocorrência de infrações penais de natureza pública. Precedentes.INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE AGRAVO . fornecendo elementos para o oferecimento ou não da denúncia ( o PIC somente investiga crimes que gerem ações penais públicas). deve-se outorgar a ele os meios necessários para formar seu convencimento. 8. . OBS: O STF fez menção a essa teoria no HC 89837. respeitando direitos e garantias fundamentais e o particular não tem poder de autoridade. portanto.2°) Argumentos favoráveis a investigação pelo MP I) Não há violação ao sistema acusatório. recurso de agravo contra decisão do Relator. IV) Resolução n°13 do CNMP Regulamenta o art.INADMISSIBILIDADE AGRAVO NÃO CONHECIDO. implícita e simultaneamente também concede a ele todos os meios necessários para alcançar aquele objetivo. no âmbito do Ministério Público. O particular pode investigar. a instauração e tramitação do procedimento investigatório criminal. II) Teoria dos poderes implícitos (surge na Suprema Corte Norte Americana no precedente MC CULLOCH X MARYLAND de 1819).MEDIDA CAUTELAR INDEFERIDA . por incabível. se o MP é o titular da ação penal pública. OBS: O procedimento investigatório criminal (PIC) é um instrumento de natureza administrativa e inquisitorial. que. III) Polícia judiciária não se confunde com polícia investigativa.CONDENAÇÃO PENAL IMPOSTA A DELEGADO DE POLÍCIA .625/93.

RECURSO DESPROVIDO. FUNDADO EM INVESTIGAÇÃO POR ELE PRÓPRIO PROMOVIDA. ( HC 84548. OFERECIMENTO DE DENÚNCIA COM BASE EM INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO. PENAL. Ex: MP Estadual observa que existe crime de moeda falsa. manda para o MPU) C) o requerimento de arquivamento do procedimento de investigação criminal pode ser apresentado ao juiz competente ou ao órgão superior do próprio MP. HC 89837) RE n° 464893 EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO.TEORIA DOS PODERES IMPLÍCITOS . . HC n° 89837 E M E N T A: "HABEAS CORPUS" . 2. §1°.STJ: admite.Hipóteses após a conclusão do PIC (procedimento de investigação criminal): a) oferecimento da denúncia. Denúncia oferecida com base em elementos colhidos no bojo de Inquérito Civil Público destinado à apuração de danos ao meio ambiente.CONDENAÇÃO PENAL IMPOSTA AO POLICIAL TORTURADOR LEGITIMIDADE JURÍDICA DO PODER INVESTIGATÓRIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO MONOPÓLIO CONSTITUCIONAL DA TITULARIDADE DA AÇÃO PENAL PÚBLICA PELO "PARQUET" . salvo a posição do Ministro Marco Aurélio. desde que possua os elementos mínimos de convicção quanto à materialidade e aos indícios de autoria.CASO "McCULLOCH v. Viabilidade. 1. VIABILIDADE.CRIME DE TORTURA ATRIBUÍDO A POLICIAL CIVIL POSSIBILIDADE AGENTE DE O MINISTÉRIO VALIDADE PÚBLICO. FORMULAR DENÚNCIA CONTRA REFERIDO POLICIAL JURÍDICA DESSA ATIVIDADE INVESTIGATÓRIA . Recurso a que se nega provimento.STF: admite. RE 464893. OBS: A tendência dos tribunais em relação a investigação pelo MP: . PROCESSUAL PENAL. b) declinação das atribuições para outro órgão ministerial ( as investigações podem levara um crime de competência diferente. inclusive com a súmula 234 A participação de membro do Ministério Público na fase investigatória criminal não acarreta o seu impedimento ou suspeição para o oferecimento da denúncia. MINISTÉRIO PÚBLICO. do CPP). . como no caso (artigo 46. O Ministério Público pode oferecer denúncia independentemente de investigação policial. 3.

A ACUSAÇÃO PENAL.MARYLAND" TRIGUEIRO. . que é o "dominus litis". estar presente e acompanhar."HABEAS CORPUS" INDEFERIDO. que o habilitem a deduzir. como atividade subsidiária. DE PRÉVIA INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO POLICIAL. o .tem por única finalidade conferir à Polícia Federal. JOÃO BARBALHO. de caráter pré-processual. será sempre dirigida por autoridade policial.Ainda que inexista qualquer investigação penal promovida pela Polícia Judiciária. a quem igualmente competirá exercer. primazia investigatória na apuração dos crimes previstos no próprio texto da Lei Fundamental ou. junto a órgãos e agentes policiais. fundados em base empírica idônea. Precedentes. . TEM POR DESTINATÁRIO PRECÍPUO O MINISTÉRIO PÚBLICO. QUE CONSTITUI UM DOS DIVERSOS INSTRUMENTOS ESTATAIS DE INVESTIGAÇÃO PENAL. a atuação persecutória do Ministério Público. .O inquérito policial qualifica-se como procedimento administrativo. CASTRO NUNES. Incumbe. da Constituição da República . Doutrina. PRÓPRIA PODER CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. MARCELLO CAETANO. sem prejuízo de outras medidas que lhe pareçam indispensáveis à formação da sua "opinio delicti". sendo-lhe vedado. ordinariamente vocacionado a subsidiar. que traduz atribuição privativa da autoridade policial. polícia rodoviária federal e polícia ferroviária federal). o Ministério Público. validamente. ATIVIDADE (1819) v. a pertinente "persecutio criminis in judicio". NÃO DEPENDE. inciso IV. determinar a abertura de inquéritos policiais. O INQUÉRITO POLICIAL. a presidência do respectivo inquérito. Precedentes. no entanto. quaisquer atos de investigação penal.A outorga constitucional de funções de polícia judiciária à instituição policial não impede nem exclui a possibilidade de o Ministério Público. PELA AO JOHN MARSHALL. Precedentes. NAS HIPÓTESES DE AÇÃO PENAL PÚBLICA. a função de proceder à investigação dos ilícitos penais (crimes e contravenções). DO PODER DE CONTROLE EXTERNO SOBRE A POLICIAL LIMITAÇÕES ORDEM JURÍDICA INVESTIGATÓRIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO . OSWALDO OUTORGA. pode fazer instaurar. requisitar esclarecimentos e diligências investigatórias. a acusação penal. NECESSARIAMENTE. § 1º. quando realizada por organismos policiais. dentre os diversos organismos policiais que compõem o aparato repressivo da União Federal (polícia federal. ressalvada a competência da União Federal e excetuada a apuração dos crimes militares.A investigação penal. em tratados ou convenções internacionais. 144. PARA SER FORMULADA. para tanto.g. que é o verdadeiro destinatário dos elementos que compõem a "informatio delicti". ainda. mesmo assim.que não inibe a atividade de investigação criminal do Ministério Público . assumir a presidência do inquérito policial. nos casos de infrações perseguíveis mediante ação penal de iniciativa pública. A QUESTÃO DA CLÁUSULA CONSTITUCIONAL DE EXCLUSIVIDADE E A ATIVIDADE INVESTIGATÓRIA. de elementos mínimos de informação. perante juízes e Tribunais.) - - MAGISTÉRIO AO DA DOUTRINA (RUI BARBOSA. . mesmo aqueles sob regime de sigilo. . MINISTÉRIO DE PÚBLICO.A cláusula de exclusividade inscrita no art. desde que disponha. com exclusividade. à Polícia Civil dos Estados-membros e do Distrito Federal. sem prejuízo do poder investigatório de que dispõe.

O MONOPÓLIO DA COMPETÊNCIA PENAL INVESTIGATÓRIA. a este. indevidas restrições ao regular desempenho de suas prerrogativas profissionais (Lei nº 8.).O regime de sigilo. nem constrangê-lo a produzir prova contra si próprio. A ESTES. como expressão de sua competência para exercer o controle externo da atividade policial. que dispõe. . art. . POIS OS ORGANISMOS POLICIAIS (EMBORA DETENTORES DA FUNÇÃO DE POLÍCIA JUDICIÁRIA) NÃO TÊM. também. o "Parquet". que também justifica o reconhecimento. PELO "PARQUET". que terão direito de acesso . sonegar. DO SISTEMA DE DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS. v. laudos periciais e demais subsídios probatórios coligidos no curso da investigação. nem impedi-lo de fazer-se acompanhar de Advogado. nem lhe ordenar a condução coercitiva. Precedentes. Doutrina. CONTROLE JURISDICIONAL DA ATIVIDADE INVESTIGATÓRIA DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO: OPONIBILIDADE. 7º.Ministério Público. sempre excepcional. É PLENA A LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DO PODER DE INVESTIGAR DO MINISTÉRIO PÚBLICO. não podendo. desrespeitar o direito do investigado ao silêncio ("nemo tenetur se detegere").a todos os elementos de informação que já tenham sido formalmente incorporados aos autos do respectivo procedimento investigatório. da atribuição de fazer instaurar.906/94. na condição de "dominus litis" e.g. . está permanentemente sujeito ao controle jurisdicional dos atos que pratique no âmbito das investigações penais que promova "ex propria auctoritate". nem impor.O Ministério Público. o complexo de funções institucionais do Ministério Público. nem submetê-lo a medidas sujeitas à reserva constitucional de jurisdição. procedimentos de investigação penal destinados a viabilizar a obtenção de dados informativos. QUANDO EXERCIDO. cujo conteúdo. eventualmente prevalecente no contexto de investigação penal promovida pelo Ministério Público. nem lhe recusar o conhecimento das razões motivadoras do procedimento investigatório. mas por autoridade própria e sob sua direção. por referir-se ao objeto da apuração penal. Doutrina. deve ser tornado acessível tanto à pessoa sob investigação quanto ao seu Advogado. . dentre outras limitações de ordem jurídica. ao Ministério Público. de subsídios probatórios e de elementos de convicção que lhe permitam formar a "opinio delicti". não se revelará oponível ao investigado e ao Advogado por este constituído. O PODER DE INVESTIGAÇÃO PENAL. sem prejuízo da fiscalização intra--orgânica e daquela desempenhada pelo Conselho Nacional do Ministério Público.considerado o princípio da comunhão das provas . quaisquer desses elementos de informação. aos autos. do poder investigatório em matéria penal.O poder de investigar compõe.O procedimento investigatório instaurado pelo Ministério Público deverá conter todas as peças. não podendo. . ainda que em caráter subsidiário. selecionar ou deixar de juntar. NO SISTEMA JURÍDICO BRASILEIRO.Função de polícia judiciária e função de investigação penal: uma distinção conceitual relevante. termos de declarações ou depoimentos. em ordem a propiciar eventual ajuizamento da ação penal de iniciativa pública. em sede penal. .

CONTROLE EXTERNO DA ATIVIDADE POLICIAL PELO MINISTÉRIO PÚBLICO A possibilidade deste controle esta prevista no inciso VII do art. II . dispõe sobre normas gerais para a organização do Ministério Público dos Estados e dá outras providências. na forma da lei complementar mencionada no artigo anterior.9° da LC n°75/93 se aplica para os MP Estaduais.. as atribuições e o estatuto do Ministério Público da União) em específico o art. Aplicam-se aos Ministérios Públicos dos Estados. conforme art. as normas da Lei Orgânica do Ministério Público da União. 129. V . 80.) Art. III .promover a ação penal por abuso de poder.80 da lei 8.requisitar à autoridade competente para instauração de inquérito policial sobre a omissão ou fato ilícito ocorrido no exercício da atividade policial.) VII .625/93 (institui a Lei Orgânica Nacional do Ministério Público.. conforme segue: Art.OBS: No supremo tramita uma ADI a de n°3836 contra a resolução n°13 do CNMP. ou para prevenir ou corrigir ilegalidade ou abuso de poder.ter acesso a quaisquer documentos relativos à atividade-fim policial. 9º O Ministério Público da União exercerá o controle externo da atividade policial por meio de medidas judiciais e extrajudiciais podendo: I . subsidiariamente. IV . (.exercer o controle externo da atividade policial..) A lei complementar que é mencionada no dispositivo constitucional é a LC n° 75/93 (Dispõe sobre a organização.9° Art.. OBS: Este art.ter livre ingresso em estabelecimentos policiais ou prisionais. São funções institucionais do Ministério Público: (.129 da CF.representar à autoridade competente pela adoção de providências para sanar a omissão indevida. .

Essa resolução n°20 do CNMP é objeto de ADI.Controle concentrado a) verificação das comunicações de prisões em flagrante ao Poder Judiciário. b) Visitas as delegacias de polícia e as unidades prisionais. de 20 de maio de 1993 e o art. além de buscar um comprometimento maior com a investigação criminal. esse controle externo deve atuar em conjunto com as corregedorias de polícia. 9º da Lei Complementar nº 75. c) termos de ajustamento de conduta e recomendações (parecer do MP em relação a melhoramento nos estabelecimentos policiais) d) requisição e procedimentos investigatórios criminais e) ações civis públicas na defesa dos interesses difusos e ações de improbidade administrativa (lei 8429/29) OBS: hoje.Controle difuso: é aquele exercido pelo promotor com atribuições criminais. a de n°4220. Esse controle externo não pressupõe subordinação ou hierarquia dos órgãos policiais.625. pois resolução é ato regulamentar: . visando a efetividade dos direitos fundamentais assegurados na CF. todos os órgãos do MP possuem um departamento em específico para realizar o controle concentrado. e as formas são: a) controle de ocorrências policiais (ver se viraram inquéritos) b) verificação de prazos de inquéritos policiais c) qualidade do inquérito policial d) controle e verificação de bens apreendidos e) propositura de medidas cautelares . disciplinando. 80 da Lei nº 8.A atividade de controle exercida pelo MP decorre do sistema de freios e contrapesos previsto pelo Regime Democrático. no âmbito do Ministério Público. Toda a forma de controle externo está prevista na resolução n°20 do CNMP: Regulamenta o art. Modos de controle externo pelo MP (são 2): . o controle externo da atividade policial. de 12 de fevereiro de 1993. essa ADI não foi conhecida pelo STF. quando possível.

e 130-A. o exercício do controle externo da atividade policial pelo Ministério Público deve ser disciplinado em lei complementar.132. Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE. 20/07. 3. DJ de 8. Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE. 5. da Constituição do Brasil. DJ de 21. 1. § 1º.O entendimento da Corte é firme no sentido de a ação direta não ser via adequada para a impugnação de atos regulamentares. nos termos do artigo 21. direcionamento do Ministério Público para realização de investigação criminal e instituição de controle dos órgãos policiais constitucionalmente reservado ao Poder Executivo.6.02. DJ de 6.regulamentar o artigo 9º da LC n. 75/1993 e do artigo 80 da Lei n. situação que não ocorre nestes autos. 80 da Lei nº 8.A Resolução n. A epígrafe da resolução impugnada indica expressamente sua finalidade --.11. Decido. VII.93. disciplinando. DJ de 18. de 12 de fevereiro de 1993.6.É o relatório. 6. e a ADI n. do RISTF.94.670. I a V.O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil propõe ação direta na qual questiona a constitucionalidade da Resolução n. 75/93. 2. 7.06. da CB/88.Sustenta que o Conselho Nacional de Justiça teria exorbitado da competência que lhe foi atribuída no texto constitucional. Relatora a Ministra ELLEN GRACIE. 996. a ADI n.5.625/1993. no âmbito do Ministério Público. a ADI 2. DJ de 9. 8.A ação direta de inconstitucionalidade tem como pressuposto o cotejo entre atos normativos dotados de autonomia. e não por meio de resolução. 3. 4.535/MC. VII. do Conselho Nacional do Ministério Público.O ato impugnado “[r]egulamenta o art. Nesse sentido. de 20 de maio de 1993 e o art. nos termos do artigo 129. Relator o Ministro CELSO DE MELLO. disciplinando. Nego seguimento a esta ação direta. no âmbito do Ministério Público. Relator o Ministro CARLOS VELLOSO. abstração e generalidade e o texto da Constituição do Brasil. § 2º. o controle externo da atividade policial”. 20 do Conselho Nacional do Ministério Público constitui ato regulamentar subordinado às disposições constantes do artigo 9º da Lei Complementar n. também a ADI n.O requerente alega que a resolução impugnada afronta o disposto nos artigos 129. a ADI n. o controle externo da atividade policial. 9º da Lei Complementar nº 75.Afirma que a resolução do Conselho Nacional do Ministério Público teria cuidado de matérias atinentes a direito processual penal. 767. polícia legislativa.11. 9.03. Afirma que.625. 8. .

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->