Resenha do texto O ensino de História local e os desafios da formação da consciência histórica. Renata M.

da Silva O objetivo da autora no texto é demonstrar que a História Local é uma boa estratégia para que os alunos possam compreender a disciplina História, e ao longo do texto Schmidt situa como a história local está presente no currículo brasileiro e aponta as opiniões de teóricos que defendem e que criticam a história local. Ela é uma defensora dessa estratégia de ensino, pois tem a opinião que este método ajuda os alunos das séries iniciais a compreenderem o ensino de História. O ensino da história local está presente no Brasil desde a década de 1930, nas Referências Curriculares e Instruções Metodológicas, e até 1971, o ensino de história local era sugerido como recurso didático para as séries iniciais. Mas com o Parecer 853 do Conselho Federal de Educação, que fixou o Núcleo Comum para os currículos de 1º e 2º graus, essa situação se modificou. Devido grande ênfase que a história local passou a ter nos currículos surgiram algumas preocupações. Temia-se que o ensino de história se transformasse em uma história em migalhas. Apesar das criticas o autor Prats defende o ensino de uma história local com algumas condições: ³não ter como objetivo que o resultado da aprendizagem seja a elaboração da História, mas iniciar o aluno no método histórico para que ele possa ser capaz de compreender como se constroem os conceitos e as leis sobre o passado.´ Na década de 1990, a história local passa a fazer parte do ensino de História como um dos eixos temáticos dos conteúdos de todas as séries iniciais da escola fundamental e como perspectiva metodológica em todas as séries da escola básica. O que se pretende com a inserção da história local no ensino de História, era que o aluno pudesse compreender que pertence a um determinado grupo social e cultural e que existem diferentes modos de viver no presente e em outros tempos. O que a autora conclui é que essas diretrizes curriculares tratam a história local tanto como conteúdo nas séries iniciais, quanto como recurso didático em todas as séries, consolidando-a como um importante mecanismo na construção da didática da História. A seguir a autora aponta pontos a favor e contrários ao ensino de história local para a formação da consciência histórica e alerta para que os professores fujam do anacronismo, mas ressalta que a história local é um bom método como estratégia de aprendizagem, pois agrega aspectos positivos que fazem com que o aluno tenha mais participação na comunidade, cria

2007. saberes e práticas. política e cultural. Maria Auxiliadora.. . MAGALHAES. No aspecto mais prático Shmidt concorda com Rüsen que a história local pode ser um bom método de ensino de História.M.187-198. Rio de Janeiro: Mauad X: FAPERJ. GASPARELLO.. Na perspectiva dos professores a história local possibilitou que eles aprendessem a encontrar novos conteúdos nas diferentes fontes históricas e também a trabalhar com eles na sala de aula. O ensino de História Local e os desafios da formação da consciência histórica. A. social. M. Referência: SCHMIDT. In: MONTEIRO.condições para que os alunos participem de atividades investigativas e em atividades que possibilitem que trabalhem com diferentes níveis de análise econômica.M. S. A. (orgs.). Ensino de História: sujeitos. pode trazer contribuições do ponto de vista metodológico e na formação de uma consciência histórica. p.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful